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  1. Olá pessoal, tudo bem? Tirando um seleto e sortudo grupo de nômades digitais, a maioria de nós sofre litros quando volta de um período de férias já em depressão à espera do próximo! Uma boa pedida para aguentar o sofrimento da espera, hahaha, é encaixar mini aventuras nos fds ou pequenos feriados. Eu já escrevi dois outros tópicos sobre estas pequenas aventuras de fins de semana pelo estado do Paraná (Pico Agudo e Morro do Gavião), e vou deixar mais duas registradas aqui hoje. Também pretendo utilizar este mesmo tópico para relatar outras ao invés de ficar criando tópicos novos! Bora lá! MORRO DA PEDRA BRANCA Este passeio é bem light, pode ser feito em esquema bate-e-volta de alguma cidade próxima ou mesmo se vc estiver passando pela estrada e tiver um tempinho sobrando. O acesso ao Morro da Pedra Branca se dá pela PR 376, (Rodovia do Café, liga o norte do estado à capital) entre Mauá da Serra e Ortigueira. Não tem placa nem indicação nenhuma do morro. No sentido Londrina > Curitiba lá pelo km 308 já dá pra avistar o morro, que tb é conhecido como “morro das antenas” por abrigar ali antenas de telefonia da Oi. Depois do km 310 vá reparando bem, à esquerda vai ter um comércio chamado “Restaurante e Lanchonete da Bica”. A entrada para o morro é cerca de 1km depois (dá pra ver melhor no print abaixo). Um portão tb à esquerda dá acesso à estrada que leva até o topo do morro. Este portão poderá estar fechado, mas é só bater palma que sai um senhorzinho que fica numa casinha ali na entrada cuidando. Foi cobrado 10 reais para cada um, João (filho, 11 anos) não pagou. Localização do Morro da Pedra Branca Dali daquele ponto começa uma estrada de terra. O senhorzinho indicou que a gente poderia subir de carro ou a pé. Optamos por ir a pé, afinal essa era a ideia. Quando fomos a estradinha estava bem boa, dava pra subir com qualquer tipo de carro, inclusive tem gente que vai lá tirar aquelas fotos pré-casamento... mas parece que tem ocasiões em que carro baixo não sobe. São 3km de estradinha numa subida bem tranquila, em que a gente vai observando bichinhos e plantinhas! Fomos bem cedo pq queríamos ver a neblina baixa, no vale abaixo de nós. As 8h30 estávamos no “cume”, mas a neblina estava em toda parte, hahahahauah! A gente não via nada, e tava bem frio (9 graus) pra pouca roupa que a gente tava usando. Mesmo assim ficamos perambulando pelas formações rochosas lá de cima e a espera valeu a pena, o tempo abriu uns 30 minutos depois da nossa chegada! Caminho pela estrada! Era tudo névoa! Minhas amadas plantas! Tem tanta beleza, tanta foto, mas prometo me conter! Só mais essa linda, rs! A torre de telefonia perdida na névoa! A imensidão verde ainda tímida! Abrindo! Descortinando!! Vento e descabelo! Vista bem bonita! Meu mini trilheiro! Fotinha da vista! Parece mais perigoso do que era ok? rs Céu azul! Depois de mais andar e admirar, descemos e ainda fomos uns 2km pra frente na estrada espiar uma linha férrea que passa por ali. Bonitinha. Linha férrea estilosa! Não é nada mega exuberante, mas vale a caminhadinha num fds que podia ter sido só de netflix, rs! Chegamos de volta em casa pouco depois das 14h. FIM
  2. Planejo uma viagem para o Paraná e estou aceitando sugestões de qual a primeira cidade a visitar lá? Se puderem me ajudar agradesço 😁😘
  3. Este morro fica bem próximo a Curitiba, de fácil acesso e com pequena infra-estrutura, sendo muito procurado por aventureiros p/ passeios curtos. Chegando em Piraquara, no triângulo que inicia a avenida principal pegar a direita e seguir p/ a represa. Chegando lá peça permissão p/ atravessá-la e siga adiante. Logo em seguida, na segunda bifurcação pegar a direita, vai ter uma placa p/ o Morro do Canal e a chácara do Seu Zézinho. Chegando lá é cobrada uma pequena taxa de estacionamento. O local tem lanchonete, churrasqueiras e área p/ camping. De lá também é possível ir a nascente do Rio Iguaçú e fazer a travessia Vigia-Canal. A subida do Canal leva +/- 2 horas indo tranquilo. Tem várias correntes e escadas nos locais mais difíceis. É uma subida bem fácil. No Canal existem algumas vias grampeadas p/ escaladores. Fica aí a dica de um belo passeio. :'> A esquerda Vigia e a direita Canal. Corrente. Vigia visto da subida do Canal. Chegando no pico. Pastel na lanchonete do Seu Zézinho.
  4. O município de Faxinal no estado do Paraná, terra de várias belezas naturais que ainda não entraram no radar do ecoturismo nacional. À 100 km de Londrina, 145 km de Maringá e 330 km de Curitiba, geograficamente posicionado na transição do segundo para o terceiro planalto do Estado, é terra de aventuras apaixonantes, e gente receptiva. Muitas, ainda inacessíveis ao público comum. Para acessá-las é preciso de guias ou bom poder de convencimento para ganhar autorização de acesso dos proprietários e conhecimento de relevo para se locomover na região. Na cidade, interiorana, a infraestrutura turística é deficitária. Poucos hotéis e restaurantes, todos simples. Menos ainda são as informações acerca dos lugares, muitos dos moradores com que conversamos não sabiam e/ou não conhecem as cachoeiras e cânions. Vamos compartilhar um pouco da nossa visita a Faxinal e quem sabe encantá-lo para marcar sua próxima aventura no mapa. O Planejamento Faxinal já estava no radar a pelo menos uns 5 meses, mas como fica razoavelmente próximo da nossa casa, sempre que tínhamos um fim de semana prolongado íamos para locais um pouco mais distantes, Sapopema, PontaGrossa, Prudentópolis, entre outros. Ao ver que o ano de 2019 terá o calendário enxuto, não tive dúvidas “vamos para Faxinal logo no começo”, pensando, ingenuamente, que em um final de semana faria tudo o que já ouvira sobre Faxinal. Logo que comecei a organizar o roteiro percebi que teria deixar lugares para ver numa próxima oportunidade. Primeiro que em 20 dias só consegui informações sobre 5 cachoeiras, o nome de mais 6 quedas, de um cânion e de uma rota pelos túneis dos trilhos de ferro na região. Lá em Faxinal fui descobrir que as informações que levantei ainda eram poucas e que o município tem muito mais a oferecer. O roteiro Comecei com uma busca em blogs aqui na web de informações sobre os locais onde visitar. Apareceram logo dicas como cachoeira Chicão I e II, Hotel Fazenda Luar de Agosto, Cachoeira da Pedreira e da Fonte. A viagem Decidi começarmos pela Cachoeira da Fonte. Consegui o contato dos donos do Sítio Santo Antônio que é onde a cachoeira fica localizada, logo fiquei sabendo que os anfitriões forneciam um café de sítio aos visitantes. Chegamos às 10:00 no sítio e já fomos recebidos pela Silvana e o Edivaldo que nos trataram como velhos amigos, ela nos serviu pão, doce e geléia de morango, um café de coador daqueles que cheiram a quilômetros e um queijo colonial furadinho, temperado e bem curado que conquistou nosso coração. Depois de uma hora de prosa, com sotaque bem paranaense, seguimos para a cachoeira nos fundos da propriedade. Uns 600 m de caminhada desde a sede do sítio, a trilha é toda bem demarcada possui degraus construídos e até guarda-corpo em algumas partes. Se divide em duas, uma leva até o topo da queda e a outra leva até a queda. Fomos primeiro para cima, afinal não teria problema com a preguiça de subir na volta. Lá de cima a vista é maravilhosa. O pequeno córrego salta sobre vazio por 54 m de altura. No leito, antes de cair da pedra o rio forma pequenas piscinas de água limpa convidando para o banho. Então descemos para a base, não é possível chegar bem no pé da queda, ou ao menos eu não recomendaria assim como não recomendo entrar no piscinão que se forma da queda - a turbulência da água é perigosa. Mas só de se aproximar já dá para tomar um belo banho com a névoa que se forma. Retornando ao o sítio e fomos colher morangos na estufa que havia no quintal, colhemos belas frutas vermelhas que se desmanchavam nas mãos e derretiam na boca. O casal trabalha com morangos sem agrotóxicos no estilo colha e pague. Na varanda tem um conjunto de redes esperando o viajante para uma soneca. Saindo da Fonte seguimos para a cachoeira do Chicão III, uma queda que ainda não está aberta para a visitação, mas fomos autorizados pelo proprietário, a visitá-la. Deu trabalho para encontrá-lo no telefone, mas só pudemos descer para lá depois que conseguimos contatá-lo, a porteira de acesso fica chaveada é preciso pegar a chave com o proprietário. Chegamos no terreno e com a chave entramos, mas não vimos o Sr. Paulo onde imaginávamos que estaria, em dúvida conferi no mapa e a cachoeira era por aqueles lados, deixei o carro no pasto e seguimos a pé pela estradinha de chão batido. Deixamos um bilhete no vidro do carro, vai que o dono chamasse a polícia. Uns 600 m abaixo encontramos uma casa em construção, uma palhoça e um senhor bem simpático abastecendo o bebedouro dos beija-flores, logo descobriríamos que era o Sr. Paulo. Fomos super bem recebidos o simpático senhor nos contou várias histórias do local inclusive seu planos para a propriedade. Quando descemos para ver o Cânion Cruzeiro do beiral, meu deus! um paredão de rochas cortadas 90º de uns 300 m de altura, é possível ver lá embaixo a cachoeira que mais parece um bica diante da imensidão dos seus vizinhos: Cânion Cruzeiro e Serra do Arreio no lado oposto. Pegamos a trilha pela direita e descemos, apesar de não ser tão longa a trilha é muito pesada devido a declividade, desce os 300 m em uns 700 m de trilha. Após uns 400 m chegamos na parte de cima da cachoeira. A queda impressiona, mas o Cânion e o rio chamam toda a atenção, é indescritível a sensação de estar imerso na natureza, cercado de verde e água. Descendo mais um pouco chegamos à frente da queda, numa coluna de pedra que serve como um banco para sentar e admirar, a Gaia Terra. Depois de um fôlego merecido partimos para a trilha dentro do Cruzeiro, rio acima subimos por 30 minutos serpenteando com oa água, saímos em uma pequena queda onde fizemos mais uma pausa antes de retornar a trilha para sair daquele buraco. Sair não foi fácil, já estávamos cansados e precisamos subir toda a ladeira e mais os 600 m até o carro, enfim saímos, e depois de beber uma água da bica que o Sr. Paulo nos ofereceu e agradecer pela oportunidade de conhecer uma paisagem tão singular, seguimos para o carro. Afinal ainda iríamos acampar a uns 17 km dali. Já eram 19 h quando chegamos. Rapidinho montamos a barraca e fomos para a Cachoeira Três Barras que fica nos fundos da propriedade. A Três Barras é uma sequência de pequenos saltos das águas mais limpas da região apenas terceira queda é maior tendo uns 5 m de altura. A parte que mais gostamos foi poder sentar debaixo das quedas e ficar ali curtindo a massagem natural feita pelas águas,Pra mim foi o banho do dia. No escuro, já, voltamos para a barraca tomar um bom café e ouvir uma boa música antes de cair no sono. No dia seguinte acordamos antes de amanhecer ainda, fizemos nosso desjejum café, pão, linguiça e claro queijo do Sítio Santo Antônio. Levantamos acampamento e as 07:30 estávamos na estrada para a cachoeira Chicão I e II onde faríamos um rapel. Nos encontramos com o instrutor no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), e seguimos no nosso carro até a cachoeira. Mais um casal foi junto, achamos que iriam fazer rapel também, mas parece que o instrutor estava sendo somente guia deles para a cachoeira. Demos uma breve parada no salto Chicão I que fica do lado da estrada na mesma trilha que leva até a segunda queda, paramos mais para o casal conhecer a primeira queda. Adrenalina lá em cima, descemos até Chicão II com seus 52 m de queda. Lá fomos, aproximando do penhasco e depois soltando o corpo na corda e deixando a gravidade fazer o trabalho. São 48 m de pura adrenalina, alguns escorregões e um belo banho de névoa da queda. A cachoeira é muito bonita e tem um volume grande de água. Na base forma-se um grande panelão de águas turbulentas. Porém, logo depois do poço tem uma faixa de areia formada pela água, e um canal raso por onde a água corre, aqui sim, ideal para um banho. Conhecemos um grupo de Bombeiros Civis que estavam fazendo treinamento, muito simpáticos eles, tanto que ficamos lá até o meio dia, mesmo depois que o nosso instrutor já tinha ido embora, posso dizer que fizemos amizade. Voltamos para o carro e almoçamos nossas saladas temperadas apenas com sal, junto com algumas conservas e biscoitos, rápido pois ainda queríamos curtir um pouco Chicão I. Chicão I é mais modesta que sua irmã mais velha, tem 15 m de queda divididos em dois saltos; uma queda livre, noutro as águas bailam sobre as pedra em vários filetes dando-lhe um gracejo único. Essa cachoeira geralmente está cheia de famílias com crianças tomando banho nas quedas ou onde a água se acumula. Queríamos ir para a Cachoeira Véu de Noiva mas nosso tempo estava se esgotando, então decidimos deixá-la para um próxima e fomos passar na Pedreira. Esta fica praticamente na cidade, é uma bela queda, quem passa da estrada nem imagina que ali tem algo tão maravilhoso. Deu trabalho para achar a entrada, tem um portão com uma placa bem grande dizendo “entrada proibida”, mais a frente uma trilha no pasto leva até o topo da queda, mas queríamos chegar na base. Perguntamos na estrada para duas pessoas que passavam como chegar na trilha que levava para a cachoeira, ela nos disse que poderíamos entrar no portão que lá dentro tinha a trilha, ainda desconfiados, lá fomos nós - imagina tivessem mentido só para nos ver tomar uma corrida. Mas tudo bem achamos a trilha, é bem curta e chegamos no objetivo. A água é bem limpa, porém não se pode dizer o mesmo do entorno, tem bastante lixo jogado. É uma pena as pessoas não terem consciência ecológica, e às vezes nos faz pensar que é melhor que seja fechado mesmo o acesso ao público e cobrado taxa para entrar, quem sabe assim poluem menos. Tarde já, mas vamos ainda para o Hotel Luar de Agosto conhecer o Badalado Salto São Pedro. O Hotel Fazenda é bem estruturado, compete de igual com os grandes hotéis do ramo. Recebemos na entrada um folder (mapa) demonstrativo da propriedade, como não tínhamos tanto tempo para explorar toda a estrutura, escolhemos fazer a trilha mais longa que levaria até o Salto. Pegamos a trilha da Serra, logo se perdemos, o mapa é bem confuso, kkkk. Deixamos o mapa de lado e seguimos o faro mesmo. Encontramos de novo a trilha certa quando achamos o Mirante da Serra. Seguindo a trilha depois de bastante procura descobrimos o Mirante da Árvore, que foi construído sobre uma figueira e dá de vistas para o Salto São Pedro ao longe. De volta na trilha chegamos a Rio São Pedro e depois seguimos ele até o Salto. De tirar o fôlego, com 125 m de cortina de água caindo sobre pedras gigantescas, é possível avistá-lo de longe, bem antes de chegar na base. Para completar o charme uma ponte de madeira coberta de musgo sobre o rio completa o cenário de uma viagem incrível. Mas antes foi preciso voltar para o carro à 1800 m na sede, e ainda ficar com os olhos aguando de vontade de fazer a tirolesa de 500 m que sobrevoa o vale. Na próxima viagem à Faxinal já temos muita coisa em mente, com mais cachoeiras, tirolesa e trilhas. Dicas Extras Em todos os locais que estivemos nessa viagem é possível chegar com carro baixo, e para se localizar um bom faro de estrada e um GPS resolvem. É importante levar dinheiro em espécie, em muitos lugares não pega sinal de celular ou internet então você não encontrará maquininhas. Se tiver dúvidas poste aí nos comentários que ajudaremos com se puder.
  5. Olás! Segue um relato brevíssimo e fotos do “Morro do Gavião”, localizado na cidade de Ribeirão Claro, Paraná, divisa do Estado com São Paulo (Chavantes). O “tb cabe no seu fds” do título do tópico faz alusão ao primeiro post que fiz com este tema: Viagens curtinhas (bate-e-volta ou 2 dias) e acessíveis pra quem curte muito natureza mas as vezes não tem disponibilidade, seja de grana ou de tempo, para grandes aventuras. Bora lá. Saímos de Londrina, norte do Paraná, as 7h da manhã de uma sexta-feira, feriado municipal. Londrina dista 200km da Fazenda São João, onde fica o Morro do Gavião. Fomos em 4 famílias, sendo 3 casais com 1 filho cada (3, 5 e 11 anos) e um casal sem filhos, em 3 carros pra otimizar custos. Tem 2 pedágios na nossa rota, de 22 REAIS CADA, um abuso. Então gastamos 88 reais de pedágio por carro. Só pra ilustrar, o meu carro gastou 95 reais de combustível... quase igual ao valor do pedágio. Assim que a gente paga o segundo pedágio a gente sai da rodovia e pega uma estrada bem bosta, pista simples com vários trechos esburacados. Por isso os 200km são percorridos em 3 horas. O acesso a Fazenda é por um curto trecho em estrada de chão. A pedra bonitona que aparecia na estrada. Poucos kms em estrada de chão. Chegamos lá as 10h e fizemos um lanche antes de subir. Paga-se 3 reais para entrar. A Fazenda São João tem estrutura super turística e várias atividades além da contemplação, como tirolesa, parapente, parque infantil, restaurante e etc., mas eles só abrem estas atividades aos fds e feriados nacionais. Até avisei que iríamos em grupo e tals mas estava mesmo tudo fechado. E detalhe, era feriado lá tb! 🤦‍♀️ A “trilha” pra subir nem pode ser chamado de trilha. É um caminho em campo aberto (acho que podiam plantar umas árvores) com calçamento de pedra, dá pra subir com bb de colo, com muleta, enfim, dificuldade zero. Tb é bem curto, parando bastante demora uns 30 minutos. Subindo! "Caminho" de pedra. A vista do alto é a represa de Chavantes, e é de fato bem bonita. Tanto que rolam uns ensaios fotográficos pré-wedding e estas coisas. Lá em cima tb tem umas rochas bem cênicas onde o povo finge estar caindo ou flutuando, mas é perigo quase zero. Gui pendurado. Meu pequeno mochileiro. Meu quase "Asana de Vrakasana" pq tava ventando. kkk Ficamos cerca de uma hora andando em cima do morro, fizemos um lanche, mas o calor tava MUITO forte e tinha apenas uma árvore. Tentamos ficar na sombra desta árvore, mas tinha um amontoado de vespas numa rocha próxima que começou a se incomodar com nossa presença, resolvemos descer. Então ponto negativo: preocupação com a natureza não tem não. Super podiam plantar umas árvores nativas alí em cima, pelo menos no interior do platô (que é pequeno) se a preocupação é não prejudicar a vista. Seguem fotos do visual! Natureza e mochila! Um dos lados da vista! A trupe reunida! No caminho que dá acesso a Fazenda tem placa indicativa de outras atrações. Perguntamos, antes de partir, se as atrações estariam abertas... e moça da Fazenda disse que não pq era feriado! Poxa, mas aí que tinham que abrir né? Haha. Uma das indicações da estrada era uma tal de “Pedra do Índio”, e a gente avistava uma rocha alta com formato bem legal, achamos que era essa. Resolvemos ignorar a indicação da moça da Fazenda São João de que tudo estaria fechado e fomos ver essa tal “Pedra do Índio”. Era uma restaurante, rs. BEM BONITO, ABERTO, com uma vista linda da represa de Chavantes tb. Preços super tranquilos. Pelo jeito eles fazem eventos no local (casamento, festas) e está em construção um belo camping, fica a dica pro futuro próximo. Mas a Pedra do Índio era nada a ver, e a bonitona que a gente via da estrada tinha outro nome, rs, que não lembro. Lá vimos um garçom indicar uma cachoeira por perto, mas já estava tarde pra nós e ainda tínhamos planos, mas pelo jeito tem mais coisas na região que não conhecemos. Partimos em direção a ponte pênsil (Ponte Alves Lima) que liga as cidades de Ribeirão Claro a Chavantes por cima do Rio Paranapanema, divisa dos estados (PRxSP). Esta ponte é tomaba pelo Patrimônio Histórico Estadual e é bem importante do ponto de vista arquitetônico. É uma raridade. No caminho se observa a cachoeira “Véu da Noiva” (afffe essa criatividade pra nome de cachoeira) da estrada, mas estava bem mirradinha por conta da nossa estação seca. Adoramos o cenário da ponte. Hoje é acessível somente a pedestres, a ponte para automóveis funciona ao lado. As águas do Rio Paranapanema estavam tão clarinhas e transparentes, estava tão calor, que só não pulamos pq não tínhamos absolutamente nada pra nos secar antes de irmos embora, kkkkk! Ponte lindona! A foto não mostra o tanto que ela é bonita! A ponte nova! Time completo! Saímos de lá cerca de 16h e chegamos em Londrina as 19h. Estas foram as atividades em um dia. Se houver possibilidade de pernoite, tem outras coisas pra explorar.
  6. Olás! Segue abaixo um breve relato sobre a subida do Pico Agudo, norte do Paraná, no Vale do Rio Tibagi. Já tem algumas informações aqui no site sobre este destino, mas são mais antigas, e este é um ótimo lugar pra quem quer começar a se aventurar em trilhas e montanhas. Fomos pra lá dia 23 de dezembro de 2018. DADOS SOBRE O LOCAL O Pico Agudo é a segunda elevação mais alta do norte do Paraná, perdendo de Pedra Branca, na Serra do Cadeado. Tem cerca de 1100 metros de altura. Seu acesso é pela cidade de Sapopema, Fazenda Zamarian, e por enquanto o funcionamento é das 7h às 19h aos sábados, domingos e feriados. Contato com a administração: 43 98462-5977 O Pico Agudo fica em uma propriedade particular (RPPN: reserva particular do patrimônio natural) e como o passar do tempo tem trazido cada vez mais gente ao local, o impacto ambiental já é visível. As trilhas estão alargadas, tem lixo espalhado e babaca escrevendo nome em pedra e árvore. Por estas razões ouvi dizer que acampar no local não será mais possível a partir de 2019, terá cobrança de entrada e estão construindo um pequeno centro de visitantes na entrada da Fazenda, pois hoje não há nenhuma estrutura. QUEM FOI O Antônio, amigo e guia de alta montanha, seu irmão e amigo (de 18 anos cada, sem experiência em trilhas), eu (enferrujada), marido (acostumado a correr), meu filho de 10 anos (iniciado em trilhas na mata) e nosso primo, de tb 10 anos, que nunca tinha feito trilha. A ESTRADA Quando se deixa a estrada de asfalto tem uns 20km de estrada de chão até chegar na entrada da Fazenda. Fomos de carro sedan (o Antonio de Jipe), mas apesar da estrada estar boa, em época de chuva não se recomenda nem a montanha* nem a estrada. Nessa estrada tem duas pequenas vilas, aproveite pra ir ao banheiro em alguma lanchonete do caminho, pois como já relatado, na Fazenda não tem banheiro (ainda). Tem kilos de dicas sobre o caminho exato na internet! *Geologicamente não é montanha, mas vamos chamar assim pra ficar mais fácil! Pois bem, como moramos relativamente perto do local (140km), saímos de Londrina às 5h30 e chegamos ao local cerca de 7h30. Paramos pra ir ao banheiro e comer lanches que tínhamos trazido de casa. Tb trouxemos água e suco. É muito importante começar a subir a montanha com pelo menos 1,5L de água por pessoa pq faz MUITO calor, a subida é íngreme e nem sempre uma bica que tem na trilha tem água, e as vezes está barrenta. A TRILHA A subida começa por mata aberta, depois fecha e no fim abre novamente. A subida de fato é de uns 350m (altura) por uns 2km. Tem um caminho que vai direto ao cume, mas é só pros montanistas mais experientes, pois é difícil. Os demais seguem pela trilha que contorna a subida. Mesmo assim há trechos bastante íngremes e 3 locais que a subida tem auxílio de cordas. Eu tinha bastante prática em trilha na mata quando era mais nova, mas faz algum tempo que estou enferrujada e fora de forma. E a inclinação do terreno ajuda a cansar, e muito. Pelo fato de ter conseguido subir mesmo estando fora de forma e com tênis de corrida (nem um pouco indicado), digo que a trilha é fácil, acessível, e dependendo do ritmo de quem sobe o tempo de caminhada pode variar de 30 minutos à 1h30. Mas não é um passeio no shopping! Na volta tinha uma senhora de mais idade e acima do peso esperando uma maca buscá-la no meio do morro pq tinha torcido o pé. Um tênis de trilha e fôlego suficiente são fundamentais! As crianças e o Antônio, que trabalha guiando em alta montanha, subiram sem nenhum esforço. O resto cansou bastante, hahaha! PRECISA IR COM GUIA? Não. A maioria vai por conta, o Antônio tava com a gente na amizade! Mas tem que prestar atenção na descida pq tem algumas “pseudo-entradas” na trilha que não dão em lugar nenhum, e é MUITO comum gente se perder por lá. Inclusive tem um local pra pouso de helicóptero no cume para possíveis resgates. Então mais uma vez: não é difícil mas não é super fácil tb! Estar com o Antônio foi ótimo, pq ele obviamente tem muito conhecimento do local, da melhor forma de subir pelas cordas, da trilha e tudo o mais. Como ele trabalha com isso super indico o site dele pra quem quiser se aventurar pelas montanhas da Argentina, Brasil e Bolívia principalmente: http://www.gaiamontanhismo.com.br/ E A VISTA? As fotos falam por si! Chegando na Fazenda Zamarian, café da manhã com vista! Começo da trilha, os bastões ajudam bem na descida! Os bastões ajudam na descida! Começo da trilha aberta... Depois mata adentro! Trilha na mata! O caminho vai subindo e a vista vai ficando linda! Paradinha pra descanso! Começa o trecho com cordas... São 3 trechos com cordas na parte final... E subindo... Mais e mais cordas... E a recompensa! Antonio solitário! Gui estilo Karate Kid! Escrevendo o nome do livro da montanha que é pra continuar sempre subindo! Os meninos e contemplação. Descanso com vista, ventava bastante. Tudo meu! Tibagi ao fundo, vista linda! A família! Descemos o Pico cerca de 15hs pq o tempo começou a fechar e é bem perigoso pegar chuva na montanha. Trocamos de roupa pq as nossas estavam molhadas e seguimos viagem de volta, chegando em Londrina 17h30. Na própria estrada que dá acesso à Fazenda do Pico Agudo tem acesso a várias cachoeiras (pelo menos duas) e a região de Sapopema tá recheada delas... Lageado Liso ou Salto das Orquídeas é das mais famosas. Então fica a dica de uma aventurina de fim de semana pra quem estiver por perto. Nós não fomos em cachoeiras pq tínhamos compromissos a noite e precisávamos estar vivos! Eles sobem correndo mas depois desmontam, hahahaha! Que o ano novo (2019) daqui uns dias nos traga desertos, cachoeiras, trilhas e montanhas! Abraços!
  7. PICO YBIANGI (AGUDO DE SAPOPEMA) E SERRA GRANDE DE ORTIGUEIRA: Uma pequena aventura reverenciando os Templos do Montanhismo no Norte do Paraná Trip de 07 a 09/09/2012 (Feriado da Independência) Última edição/atualização em jan/2019 (Informações de referência e aspectos geográficos) por Getulio Rainer Vogetta ANTECEDENTES Todos os montanhistas e trekkers que conheço costumam manter um “caderninho” onde registram sua “lista de desejos” ou “afazeres”, aquelas aventuras que povoam seus imaginários aventureiros e desejam fortemente realizar algum dia na vida. Esse caderninho tem o condão, geralmente, de ser o fio condutor que leva à transformação destes sonhos em projetos e depois fazem destes projetos realidade. Por isso, além do próprio sonho costumam registrar outras informações relativas a eles, como dados de acesso e localização, dicas e quaisquer outras informações julgadas importantes. Não raro, mapas e até fotos são anexadas no tal caderninho, que hoje, obviamente com o avanço da informática, toma muitas vezes a forma de um arquivo eletrônico. Pois essa trip que passo a lhes relatar está no meu “caderninho” há pelo menos 6 anos, povoando meu imaginário aventureiro e, curiosamente, apesar de ser no Paraná (aqui no nosso quintal, como costumo dizer), era um dos “sonhos” menos documentados até bem pouco tempo atrás... Travei meu primeiro contato com o do Pico Agudo, sem saber, em 2006, quando já estava afastado do montanhismo há alguns anos por motivos alheios à minha vontade. Um amigo compartilhou comigo o que ouviu falar do lugar através de um conhecido dele e algumas poucas fotos, mas sem quaisquer menções a detalhes precisos, inclusive de nome e localização. Quando vi essas fotos que retratavam paisagens interessantíssimas, fascinado, imaginei de pronto uma visita àquela região, da qual nunca ouvira antes falar que possuísse montanhas dignas de uma investida. Nessa época uma série de fatores, somados à ignorância quase completa acerca do “objeto de desejo” me fizeram adiar qualquer plano sério de uma pernada naquelas bandas. Ficou lá anotado no caderninho laconicamente: “Montanha (?) no interior do Paraná, perto de Telêmaco Borba”, com cópias das poucas fotos - era toda a informação que eu possuía na época... Isso até meados de 2009. Nesta época, passeando pelo Google Earth e Panorâmio, ferramentas online que de certa forma se complementam e nos permitem viajar sem sair de casa, “voando” sobre o mapa repleto de fotos georreferenciadas dos locais, captadas e compartilhadas por seus usuários, deparei-me totalmente por acaso com um acervo de fotos que de imediato reacendeu minhas lembranças: um montanhista de Rolândia/PR, o Paulo Augusto Farina, possuía um belo conjunto de imagens do Agudo publicadas no Panorâmio, e com isso eu tinha a localização precisa do antigo objetivo (Sapopema/PR), além de mais algumas belas imagens para me servirem de inspiração. A partir daí o lacônico registro no caderninho começou a se transformar em algo cada vez mais palpável. Em 2010, depois de lentamente voltar às atividades de campo e começar a frequentar com mais atenção as páginas de sites como o Alta Montanha e o Mochileiros.com, me deparo com um relato muito bem feito, escrito pelo Danilo Dassi, um companheiro forista que visitara a região em out/2009 e fornecia informações preciosas sobre o acesso e localização do tal Pico Agudo (vide relato). Pouco tempo mais tarde este relato foi complementado por outro, do caminhante e desbravador paulista Jorge Soto, que também esteve na região e postou suas impressões e informações sobre o local. (veja aqui) Nesse tempo travei contato também com outro forista do Mochileiros.com que conheceu a região e publicou um relato sobre o feito (veja aqui), o companheiro Mageta, de Maringá, que em breve se tornaria um grande parceiro de montanhas e com quem formamos perenes laços de amizade. Não havia mais desculpa! Com informações fartas e precisas disponíveis faltava somente sincronizar a agenda com os companheiros para tirar os planos do papel. Passou-se o ano de 2011, 2012 já entrava no segundo semestre e, após algumas conversas com o Mageta e outros companheiros do ramo, combinamos de encarar o Agudo na primeira oportunidade propícia em agosto ou setembro. Finalmente a trip tomou forma e ganhou contornos de realidade quando efetivamente, de posse do respectivo “alvará” familiar, marcamos a data para o feriadão de 7 de setembro. Eis que o plano agora se tornaria realidade! O PICO AGUDO – Informações de referência e aspectos geográficos A montanha conhecida atualmente como Pico Agudo de Sapopema (há homônimos picos agudos em diversos pontos do território brasileiro) também é conhecida como Monte Ybiangi ou ainda Ybiagi, como referenciada em linguagem nativa (índios Kaingangs), encontra-se situada no território do município paranaense de Sapopema, com acesso pelo Distrito de Lambari, nas terras pertencentes à antiga Fazenda Inho-ó, distante cerca de 340 Km de Curitiba, às margens do Rio Tibagi, numa região que faz a transição entre o primeiro e o segundo planalto paranaense. Esta montanha é provavelmente uma das mais antigas a ser referida e constar na cartografia paranaense. Sua localização já era conhecida e referida em mapas no Século XVII - originada em registros de jesuítas espanhóis, constando na famosa carta geográfica intitulada “PARAQUARIA VULGO PARAGUAY : CUM ADJACENTIBUS”, que, segundo consta na obra do Barão do Rio Branco, teria sido produzida em Amsterdam por Joan Blaeu (1596-1673). Seu cume, a 1224m de altitude, segundo Reinhard Maack – primeiro geólogo e naturalista a explorar com rigor científico aquelas terras entre 1923 e 1930 – é um dos pontos mais altos da região norte do Paraná e situa-se num conjunto de montanhas chamado de Serra dos Agudos, que inclui outras elevações de destaque nas proximidades, como a Serra Chata (1080m) o Morro do Taff (1115m), a Serra Grande (1180m), o Morro do Meio (1110m) e o Pico do Portal (1040m), estas três últimas montanhas situadas do lado oposto do Rio Tibagi em relação ao Pico Agudo e às demais, já em terras de outro município vizinho: Ortigueira/PR. Os primeiros relatos em referência a esta montanha (Sr. Thomas Bigg-Wither - Primeiros Mapas das Províncias do PR e SC - 1872/1875), no entanto, remontam a 1840, época em que teria sido visitado pelo cartógrafo norte americano John Henry Elliott, acompanhado por Francisco Lopes, ambos a serviço do Barão de Antonina, durante a exploração dos sertões daquela então remota região, à época habitada apenas pelos índios Kaingangs. É preciso desmistificar a informação de que o Agudo de Sapopena (Monte Ybiangi) seria a montanha mais alta da região norte paranaense, pois isso não é verdade. Existem pelo menos outras três montanhas na região com altitudes absolutas maiores. O que faz o Monte Ybiangi ser tão espetacular é, sem dúvida, a sua majestosa proeminência, pois se debruça sobre o vale do Rio Tibagi, formando um desfiladeiro entre si e a Serra Grande, separados pelo Rio Tibagi (conhecido no passado como Rio Latibagiba), que é tido como o cânion mais profundo existente em terras paranaenses, chegando a incríveis 700m de profundidade, segundo revelaram estudos realizados por pesquisadores da UFPR. As imponentes paredes rochosas que cercam o Monte Ybiangi oferecem inúmeras vias de escalada, muitas a desbravar, para a alegria dos iniciados neste esporte. Escaladores de destaque no cenário estadual como Andrey Romaniuk, Alessandro Haiduke e Elcio Muliki, dentre outros, têm explorado a área e relatam a abertura de novas vias a cada visita, tendo conquistado inclusive o cume da “Torre Menor”, formação ao lado do maciço principal do Monte Ybiangi, batizada de “Agulha Reinhard Maack”, no carnaval de 2011. O ACESSO À BASE DA MONTANHA – Viagem, panes, e muita poeira... Com a data e as equipes definidas – Eu, Zeca, Serginho e Luís (todos Montanhistas de Cristo, de Curitiba) mais 4 companheiros integrantes do grupo “Trekking Maringá Adventure” – Mageta, Luciana, Igor e Frederico os dias passaram rápido e começou a reinar em mim aquela pequena e positiva “tensão” que antecede uma trip há muito desejada. Tensão esta que ganhou contornos de desespero e raiva quando na quinta-feira (06/set), véspera do “Dia D”, após ter retirado o jipe da oficina para a revisão de praxe, eis que depois de rodar uns 25 Km e estacionar na rua, isso lá pelas 19:30h, percebo uma enorme poça de óleo no asfalto sob o motor... Raios!!! Pensei. Agora ferrou tudo! Liguei na hora para o meu mecânico, que já estava na estrada, viajando com a família para aproveitar o feriadão, mas que prontamente acionou um de seus funcionários para me socorrer de última hora. Jipeiro geralmente é cliente VIP de oficina. Beleza! Vamos ver no que dá (pensei)... Depois de quase 2 horas de espera, por fim, às 22h, em casa, eu e o assistente do meu mecânico concluímos a troca de uma pequena mangueira de retorno de óleo do motor que havia se rompido, causa daquele diacho de vazamento. Demos por resolvida a questão. O alívio foi enorme depois de um susto daqueles, que quase nos tira da jogada, visto que com as viagens programadas pelas nossas famílias não iria dar tempo de preparar qualquer outra alternativa de transporte naquela altura. “Em dia de vitória ninguém fica cansado”, já dizia um provérbio árabe. Com estas palavras na cabeça, às 3:30h salto da cama acordado pelo galo do despertador do celular e me preparo rapidamente. Tralhas devidamente embarcadas no jipe, acabo perdendo um pouco mais de tempo do que o desejado para fixar o estepe no teto do jipe, saindo de casa já um pouco atrasado. Pelo caminho foram embarcando os companheiros de indiada, em diferentes pontos da cidade, conforme combinado. Cerca de 5:30h já estávamos deixando Curitiba pela BR-376 em direção ao Norte do Paraná, para nossa surpresa com um enorme congestionamento pela frente já àquela hora da madrugada. Na rodovia o exercício de paciência seria inevitável com o anda-e-pára, agravado por uma neblina que insistia em perturbar ainda mais o nosso deslocamento de tartaruga-paraplégica-com-preguiça. Até a Praça de Pedágio de São Luiz do Purunã o trânsito intenso na saída da capital paranaense foi tenso e demorado. Levamos cerca de 2h para andar 50 km. Dali em diante a viagem fluiu melhor, graças também ao “mágico aparelhinho” que nos faz passar ao largo das intermináveis filas das praças de pedágio por uma cancela automática na pista direita, artifício que já uso há alguns anos para escapar dessas situações desagradáveis, especialmente nos feriadões. Cerca de 10h atingíamos a cidade de Sapopema, no Norte do Estado, distante cerca de 320 Km de Curitiba, pela rota Telêmaco Borba - Curiúva. Pequena pausa para esticar as pernas, banheiro, comprar água para o estoque e fazer um rápido lanche antes de encontrar o pessoal de Maringá no ponto previamente combinado: o trevo de acesso ao Distrito de Lambari. Este “trevo” é na verdade uma simples interseção à esquerda da rodovia PR-090 para quem segue de Sapopema sentido Londrina, discreto mas sinalizado (atenção à placa), distando 7,8 Km da entrada principal daquela cidade, para quem vem de Curiúva. Ali começa a estradinha de saibro que dá acesso à base do Pico Agudo, que se encontra distante 22,5 Km (distância medida no GPS). Chegamos cerca de 10:30h e fizemos as devidas apresentações (não conhecíamos os 3 amigos do Mageta), fizemos a foto do grupo e partimos. Assim nosso grupo, agora composto por 8 pessoas, parte pela estradinha vicinal em 3 veículos: um Gol e 2 jipes, o “Panzer” (JPX Montez verde) e o “Tatu de Chuteiras” (Toyota Bandeirante azul), do Mageta. Seguimos pela estradinha por cerca de 20 minutos até atingirmos o Distrito de Lambari (5,6 Km), onde fizemos nova parada para tomar uma bebida gelada, pois o calor insuportável e a poeira daquele pequeno trecho já havia nos deixado de garganta seca. Ali acertamos com o dono de uma mercearia para deixar estacionado o Gol do pessoal de Maringá, pois as previsões eram de estrada ruim até a base da montanha (cerca de 16,9 km) e havia espaço de sobra no jipe do Mageta que seguia praticamente vazio. Minutos depois continuávamos nosso poeirento deslocamento rumo ao Agudo, passando pela sede da Fazenda Primor e por outra pequena vila - o Assentamento São Luiz. Alguns quilômetros à frente e cruza-se por dentro d'água um riachinho que corta a estrada, para logo depois passar por dentro de uma grande área de reflorestamento, já nos domínios da RPPN Fazenda Inho-ó. Logo chegamos numa porteira trancada, ao lado de uma pequena casa de sítio. Ali um capataz controla o acesso ao restante da estrada que leva aos pés do Agudo e depois de uma rápida conversa fomos liberados e continuamos pela estradinha, não à frente, pela continuação óbvia da estrada, mas manobrando pela esquerda, ao lado da casinha do “porteiro”, direção 8h. Seguindo, logo depois, num longo trecho de descida, nós que vínhamos atrás do “Tatu” percebemos que o Toyota vinha andando meio de lado. Alguma coisa estava errada e logo buzinei pro Mageta parar a viatura. Em rápida verificação percebemos que o feixe de molas do lado esquerdo havia se soltado do grampo de fixação do eixo, fazendo com que o pneu traseiro esquerdo raspasse no feixe de molas, desalinhando o veículo e causando risco de outros problemas. Putz! E agora? Todos manifestam preocupação com a situação... Agora, o jeito é tentar consertar, “iniciando” a turma nas “artes jipeiras” da manutenção de viaturas em campo e tirar as teias de aranha da minha caixa de ferramentas de viagem (há tempos não usada), posto que o Mageta não possuía este tipo de “acessórios” na sua viatura. Uns 20 minutos de trabalho depois, sob o sol escaldante e enfiados embaixo da viatura, eis que esta andava novamente, agora guiada numa tocada bem cuidadosa para ver se conseguiríamos chegar até a base do Agudo com a Band naquela situação. Só que mesmo com todo o cuidado o problema voltava a aparecer, já que com o pino de centro do grampo da mola quebrado a situação não tinha como ser resolvida totalmente com os recursos à nossa disposição ali. Fomos obrigados a fazer nova parada para endireitar o eixo e reapertar parafusos, mas depois, por fim, decidimos deixar o jipe no último sítio antes de nosso objetivo, fazendo dali a baldeação final da turma toda com apenas um jipe até a base da montanha, a cerca de 3 Km de distância. (AGORA SIM) A SUBIDA DO AGUDO Com o contratempo mecânico da Toyota Bandeirante, somado à baldeação de todo o grupo e as suas mochilas com apenas uma viatura e mais um pequeno passeio extra de reconhecimento que fizemos com o jipe pela estrada depois do sítio do Sr. Livercindo, iniciamos a caminhada de ascensão ao cume do Agudo efetivamente às 14h, sob um sol escaldante, daqueles de rachar mamona. Começamos a trilha um tanto apreensivos devido à quantidade de carros ( estacionados ali no sítio, sinal de que havia bastante gente na montanha, fato confirmado pelo Sr. Livercindo, que de forma muito gentil nos cedeu simplesmente o melhor espaço para estacionar o jipe: dentro do seu terreiro cercado, sob uma espetacular e frondosa sombra de árvore! A trilha se inicia na beira da estradinha, pequena descida, num trecho descampado e erodido a cerca de 50m da casinha do Sr. Livercindo, olhando da frente desta em direção ao Agudo, que se ergue majestoso dominando a paisagem. Cruza-se uma porteira de arame e caminha-se numa trilha bem definida por um curto trecho de pequenos arbustos e toiceiras de capim alternados com terra nua, sempre em direção à mata nos pés da montanha. Outra porteira de arame e se atinge um pequeno açude à direita, onde um cavalo desdenhosamente se banhava na água lamacenta. Rompemos (literalmente, mas sem querer) uma cerca de arame farpado logo no início da florestinha, depois da área descampada do açude, seguindo na trilha batida pela mata adentro, que passou a nos cobrir com uma sombra providencial. Poucos minutos depois e nos deparamos com o pequeno riacho de leito pedregoso totalmente seco em função da prolongada estiagem na região. Segundo relatos dos moradores da região já se passavam mais de 60 dias sem uma chuva significativa por ali. Aquele era o último ponto de água conhecido e estava completamente seco. Como já imaginávamos esta situação saímos carregados de água desde a vila do Lambari (a água na propriedade do Sr. Livercindo, pelas informações que tínhamos, não é das mais confiáveis devido à grande quantidade de suínos criados soltos por ali). Ainda naquela primeira mata encontramos o primeiro grupo de “aventufeiros” que nos confirmou o óbvio (que havia bastante gente na trilha) e, fato novo, que eles não haviam encontrado o caminho para o cume! (Grande sorte a nossa, já que segundo eles tinham ido para pernoitar na montanha). Informaram ainda que alguns membros do seu grupo subiram a trilha sem as mochilas para ver se conseguiam atingir o cume e depois voltariam. Mais rápido do que gostaríamos, estávamos saindo da mata para o primeiro trecho da trilha em meio ao tão falado (e xingado) capim “colonhão”, que com o tempo seco e a quantidade de pessoas que têm frequentado aquela montanha estava bem demarcada e aberta, com o tal capim bem baixo e seco na maior parte do percurso, não oferecendo qualquer enrosco ou problema de navegação visual. Dali, olhando para cima, percebe-se a grande linha reta que é o traçado da trilha, naquele trecho acompanhando por centenas de metros uma cerca de arame farpado (pela direita de quem sobe). Apenas a íngreme subida e o calor do sol martelando nossas cabeças nos castigavam, fazendo a curta e forte subidinha parecer interminável. Encontramos logo adiante outro grupinho descendo, estes sem mochilas, que nos informou novamente que havia bastante gente na trilha lá para cima e, sarristas, nos disseram na maior gozação que a gelada que nos esperava lá em cima já estava paga... Rsrs! Tá bom, o “Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa também estão aguardando vocês ali embaixo”, retruquei... Vencido o primeiro trecho de subida pela encosta recoberta de capim colonhão, vem outro trecho de mata onde adiante resolvemos fazer uma pausa para lanche e descanso aproveitando uma pequena clareira ao lado do que nos pareceu um chiqueirão abandonado. Recompostos do calor, partimos rumo ao segundo trecho de capinzal, aqui um pouco mais fechado, mas que ainda nos deixava bem expostos ao sol, agora em um aclive de terreno bem mais forte que no trecho anterior. Várias pausas para retomar o fôlego e logo chegávamos à base da parede rochosa da montanha, divididos em dois grupos devido ao ritmo da subida. Nós da retaguarda escutávamos o pessoal adiante, mais acima, onde começavam a escalaminhada: “cuidado com a Pedra!” Logo os sons de alguma pedra rolando, seguido pelos gritos de “pedra!” se tornaram mais frequentes e aí nós é que estávamos tentando nos equilibrar nos barrancos e fendas arenosos e erodidos e também derrubando nossas pedras. O trecho final antes do cume seria de escalaminhada e a trilha estava bastante erodida em alguns pontos, apresentando um terreno fofo e muito arenoso na base rochosa da montanha. Ali deve se prestar bastante atenção e tomar cuidado para não escorregar (grande inclinação), especialmente pelo fato do terreno se desagregar muito facilmente com as pisadas, literalmente constituindo-se de uma terra marrom escura e solta, igual a uma areia grossa. Além do pó que se erguia a cada escorregada do companheiro da frente, fazendo-nos literalmente comer terra, no meio daquela farofa haviam pedras soltas que ora ou outra se desprendiam e rolavam trilha abaixo. Com isso, diminuímos o ritmo e procuramos deixar uma distância maior entre cada indivíduo do grupo de forma a evitar acidentes. Como o Mageta levou um pedaço de corda, um dos trechos aparentemente mais difíceis da subida em escalaminhada (especialmente com a cargueira nas costas) foi vencido facilmente e em poucos minutos. A corda foi providencial, pois com o nível de erosão das margens da trilha em muitos pontos fica difícil se segurar sem apoios em rocha ou mesmo tocos de árvores ou raízes com o piso se esfarelando sob os pés. Os poucos apoios mais firmes, após a passagem de duas ou três pessoas começavam a afrouxar dada a erosão rápida do terreno. Com isso a corda também contribuiu para reduzir bastante o impacto de nossa passagem. Mais adiante na subida, em outro lance onde fixamos a corda para auxiliar na subida, encontramos um grupinho descendo (descobrimos que era parte do primeiro grupo que encontramos na trilha, e que não havia encontrado o caminho para o cume. Tinham subido sem as mochilas e conseguiram, afinal, chegar ao alto e naquele momento retornavam). Pegaram carona em nossa corda e se foram. Logo depois atingíamos a famosa “Pedra da Desistência” (onde havia uma inscrição na rocha induzindo os desavisados a desistirem dali), da qual sequer tomamos conhecimento. Mais um curto lance de escalaminhada de uns 15m, agora mais exposta mas contando com apoio em rocha e já galgávamos a crista que leva ao cume, agora em terreno firme e recoberta por um manto arbustivo típico da flora de altitude. Enfim no cume do Pico Agudo de Sapopema! Exatamente às 16:20h depois de exatas 2:20h de caminhada e escalaminhada. Nossa vanguarda (Zeca e Serginho) alcançou o topo uns 40 minutos antes e já estavam até com a sua Manaslu montada quando atingimos a área de acampamento. Euforia geral com a vista dali, simplesmente espetacular, apesar de pairar no ar uma névoa seca, resultado do tempo extremamente seco (que dispersa muitas partículas no ar) e da fumaça (junto com o cheiro característico) oriunda de uma grande queimada que ardia na mata de encosta na base oriental do Agudo, junto à margem do Rio Tibagi, no lado oposto ao da encosta que subimos. Um verdadeiro crime contra o meio ambiente, provavelmente realizado no intuito de abrir áreas para pastagens, já que na região predomina a pecuária de corte. Só o nosso grupo no cume. Espaço de sobra para montar as barracas e curtir o lugar. Com o sol baixando no horizonte aproveitamos para explorar rapidamente a área de cume e captar o máximo de fotos possível no tempo de luz ainda disponível. Em seguida tratamos de montar acampamento e rapidamente as duas pequenas clareiras planas e limpas do topo do Agudo foram ocupadas pelas nossas barracas. Aqui uma pequena dica: como o terreno é arenoso e fofo, espeques muito finos e curtos não dão boa sustentação às barracas que não sejam autoportantes (como a Azteq Nepal que usei nesta ocasião), por isso convém levar espeques mais longos e/ou aqueles genéricos, em formato triangular de alumínio, que me proporcionaram melhor fixação no solo do que os originais cilíndricos. Outro alerta que fazemos é sobre a área de acampamento. Evitem abrir novas clareiras ou ampliar as duas já existentes, que acomodam 5 barracas (2P) de forma apertada. Há pouco mais de um ano era apenas uma clareira com espaço para somente duas barracas. A vegetação do cume é frágil e a fina camada de solo arenoso, quando exposto, tende a ser lavada pelas chuvas expondo a rocha, o que fatalmente obrigará a abrir novos pontos de acampamento, ampliando ainda mais o processo de degradação. Nem preciso falar sobre fogueiras, prática totalmente condenada em qualquer montanha e da qual, felizmente, não vimos sinais por ali. Logo somos vencidos pela fome e a nossa cozinha comunitária, instalada convenientemente sobre uma laje de pedra, nos fornece as tão aguardadas refeições. Desta vez cometi a tremenda gafe de esquecer a mistura de fubá para a polenta da nossa combinada janta comunitária, então o jantar foi um improviso de macarronada com molho de tomate e calabresa preparada pelo Zeca, servida logo depois de uma reforçada rodada de calabresa frita para aperitivo. Houve quem preferiu o consagrado macarrão instantâneo (daqueles de copinho ainda), mas fome ninguém passou. Como a noite estava bastante quente, ficamos um bom tempo conversando sobre as pedras e o nosso companheiro Fred, deitado sobre o isolante logo dorme ao relento sob o teto celeste, absurdamente estrelado. Às 22h os remanescentes da roda de conversa se recolhem às barracas e, um a um, caímos todos em um sono absurdamente tranquilo, ao som da água nas corredeiras do Rio Tibagi, logo abaixo de nós. Apesar de dormir em um local bem exposto no alto da montanha, não havia qualquer sinal de vento ou chuva, o horizonte estava totalmente aberto e reinava um calor sufocante. Nem mesmo o ronco de alguns expedicionários chega a incomodar o grupo, embalado nos braços de Morpheu. Sou acordado às 5:20h pelo Serginho com o seu brado de “bom dia Vietnam!” A luz matutina já ilumina o acampamento mesmo antes do sol despontar no horizonte e começam a se perceber nitidamente os contornos das montanhas em redor, como a Serra Chata - à leste, o Morro do Taff - ao norte e o imponente chapadão da Serra Grande - a oeste, do outro lado do Rio Tibagi, objetivo seguinte do nosso planejamento para aquele feriado e que passamos a “namorar” dali para a próxima incursão daquele dia e domingo, visando subi-la. Apesar de estar tão “pertinho” ali do Agudo, chegar do outro lado implicava uma grande volta, de cerca de 120 km, já que em casa havíamos analisado previamente os possíveis roteiros e os mapas a respeito. À medida que o dia vai clareando percebemos a dimensão do fantástico espetáculo que se descortina abaixo de nós. Todo o curso do Rio Tibagi encontra-se encoberto por uma espessa camada de nuvens, com as montanhas em redor se elevando sobre elas, como se fossem ilhas em meio a um rio de nuvens, criando um ambiente ao mesmo tempo belo e surreal, daqueles que se vêem apenas nos filmes que retratam mundos paradisíacos, longínquos e perdidos. Aos poucos o acampamento vai criando vida, com os demais companheiros saindo de suas barracas. Como no horizonte longínquo há uma espessa bruma devido ao longo período de estiagem, o disco solar demora a aparecer no horizonte, tingindo de vermelho o céu enquanto seus os raios de luz passam a revelar as diversas faces das elevações em nossa volta, antes obscurecidas pelo manto negro da noite. Um espetáculo difícil de descrever e que somente quem já o assistiu no alto de uma grande montanha, sabe como é, e que ali no alto do Agudo ganha uma feição toda especial. Um imenso e indizível êxtase de liberdade e adrenalina misturado ao mesmo tempo com uma sensação de grande paz e tranquilidade. Muitas fotos depois (o amanhecer é um dos melhores momentos do dia para se obterem ótimas imagens com inúmeras nuances de brilho, cor e luminosidade), cada um vai preparando o seu desjejum. Enquanto isso eu, o Mageta e o Serginho nos dedicamos à tarefa de instalar o novo livro de registros no cume (que sabíamos estar ausente) e repor a tampa do tubo de PVC que o protege, anteriormente depredada. Cumprimos a tarefa rapidamente e efetuamos os devidos registros, ao que rapidamente fomos seguidos pelos demais. No fim o Serginho ainda deixou uns adesivos de seu “patrocinador” como brinde no saco plástico com o qual protegemos o caderno. Mais fotos, de todos os ângulos possíveis e imagináveis (incrível como o Pico Agudo, suas formações rochosas e seus arredores são fotogênicos). Destaque, no cume sul, para a vista da Agulha Reinhard Maack, suas fendas e blocos de rocha superpostos, iluminada pelos raios do sol e para as chamadas Corredeiras do Inferno, no Rio Tibagi, que com o nível muito baixo de suas águas formava diferentes praias nas margens. Desmontamos acampamento e demos por concluída nossa estadia naquele lugar especial. Iniciamos o retorno, descendo a montanha às 10:30h. O calor já nos fustigava, pois todo o primeiro trecho de descida na encosta alta do Agudo é exposto ao sol. Muita poeira também. Como sempre, caminhamos em dois grupos, um destacamento mais “avançado” (neste caso beem avançado), praticamente descambando morro abaixo, e o outro, mais cuidadoso e lento, na retaguarda, onde me incluo. Se a subida já foi um pouco tensa em certos trechos a descida nos reserva alguns trechos digamos bem “emocionantes”. Com pouquíssimo ou nenhum apoio para a desescalaminhada, terra e pedras soltas ao serem pisadas levantam muita poeira e nos pregam alguns sustos por conta dos escorregões, que em virtude da altura de uma possível queda e das pedras onde se poderia “aterrizar” não inspiram muita tranquilidade. Em dois trechos mais complicados o Mageta ancora novamente a corda para o apoio na descida, que além de novamente nos poupar algum tempo também poupa a montanha de algumas agressões involuntárias de nossas passadas e escorregadas, pois é virtualmente impossível não erodirmos o terreno. Cabe aqui a observação de que estaremos sugerindo entre as entidades de montanhismo paranaenses a realização de trabalhos de contenção e a instalação de cordas fixas nos trechos mais frágeis da encosta (sabemos da existência do Clube de Montanha Norte Paranaense, tentamos contato, mas ao que parece está inativo). Não pela facilitação do acesso, mas é que pelo movimento que a região tem atraído (cruzamos com pelo menos 20 pessoas subindo ou descendo o Agudo, em 2 dias), somado às condições do terreno, bastante arenoso, há grande tendência de destruição dos poucos remanescentes de vegetação ainda existentes nas bordas da trilha, agravando ainda mais a situação de exposição do solo, pois é onde o pessoal tende a se agarrar na falta de outros tipos de apoio. Na época de chuvas que se inicia com a primavera a situação da trilha só deve piorar, aumentando ainda mais a exposição do solo. Vencidos os trechos de desescalaminhada da encosta e com a garganta e nariz secos de tanto engolir e respirar poeira, começamos a descer pelo primeiro trecho de capinzal, o que em muitos pontos também envolvia alguma complexidade, visto que a inclinação do terreno, o solo arenoso exposto em vários locais (com pouquíssima aderência) e o peso das mochilas nas costas nos faziam escorregar, às vezes mais de 1 metro, nas passadas. Em alguns momentos tivemos que recorrer ao quinto apoio para não sofrer um acidente. Nada que uma dose extra de atenção e alguns minutos mais sob o sol forte não resolvessem. A recompensa logo veio sob a forma de uma pausa para respirar e se refrescar na sombra da mata abaixo, em que logo adentramos. Logo vencíamos o outro trecho de capinzal seco sob o sol escaldante para em seguida atravessar o último trecho de mata. Poucos minutos depois, embalados na descida já cruzávamos o leito seco do riachinho, a cerca e o descampado ao lado do açude, enfrentando então a última porção de terreno aberto. Na chegada encontramos nossa vanguarda se refestelando sob a sombra das árvores no quintal do Sr. Livercindo, com o qual conversavam e logo também nos abrigamos na sombra. Aproveitamos uma mangueira com água corrente na cerca próxima para nos lavar e logo iniciamos o embarque do pessoal e suas mochilas para o retorno. Nos despedimos da família de sitiantes, retornando ao ponto onde ficara estacionado o jipe do Mageta em duas viagens para transportar o grupo todo. Ali, depois de um novo reparo na suspensão da Band, embarcamos o pessoal distribuído nas duas viaturas e tocamos o retorno num ritmo bem cuidadoso. Logo, ao chegar à porteira trancada descobrimos que a passagem é cobrada (R$ 10,00 por veículo!). O Mageta, que ía na frente, ainda tentou argumentar com o porteiro, mas não teve jeito. Acabou conseguindo um desconto (pagamos R$ 16,00 os dois jipes) e agora, liberados para seguir viagem, novamente levantávamos poeira em direção ao Distrito de Lambari, onde ao chegar, fizemos uma breve pausa para resgatar o VW Gol da turma de Maringá e tomar uma gelada, seguindo rumo à Sapopema. SALTO DAS ORQUÍDEAS Na cidade precisávamos buscar uma solução para o problema da suspensão da Bandeirantes, então paramos num posto de combustível na entrada de Sapopema em busca de uma oficina. Ali permanecemos algum tempo e descansamos do terrível calor que fazia. Após algumas conversas no posto o Mageta logo encontrou um mecânico ali perto e foi verificar, mas voltou avisando que o serviço iria demorar, então resolvemos em conjunto com os demais de esperá-lo numa atração turística bem próxima, o Salto das Orquídeas, uma sucessão de belas e refrescantes quedas d'água formadas pelo Rio Lambari, a 3,5 quilômetros da entrada da cidade e cujas fotos havíamos observado dias antes pela internet. Parecia interessante, especialmente pela possibilidade de um refrescante banho naquele calor e seguimos para lá, curiosos. O Salto das Orquídeas fica numa propriedade particular, também uma RPPN, que explora a visitação do local mediante a cobrança de uma pequena taxa de visitação (as placas informavam R$ 3,00), permitindo camping, pesca (em açude delimitado) e banhos no Rio Lambari que forma várias quedas d’água. Na entrada da propriedade há uma lanchonete anexa que vende bebidas e lanches. Na verdade encontramos de cara uma baita farofagem, com direito a som alto tocando músicas de gosto duvidoso, o que afastou de imediato a tênue ideia que nos passou pela cabeça de passar a noite ali. Para piorar ainda mais a situação ficamos sabendo por um carro de som que haveria um comício ali horas mais tarde, de um dos candidatos a prefeito da cidade. Desta forma estacionamos as viaturas, vestimos roupas de banho e andamos em direção ao rio para descobrir o que o lugar poderia nos oferecer enquanto esperávamos o conserto do jipe do Mageta. Imaginamos um bom banho de cachoeira para refrescar o corpo do calor e da poeira acumulados nas horas anteriores, e foi o que conseguimos. Saindo da área de estacionamento em direção ao rio andamos cerca de 1 km, sendo um pequeno trecho de estradinha e o restante nas margens e depois dentro do rio, cujo nível encontrava-se bem abaixo do seu normal. Depois de um longo trecho andando na água e saltando pedras, acompanhando o leito do rio por jusante, chegamos ao primeiro salto, por cima, com uma sucessão de degraus de pedra que desescalamos pelas laterais para chegar à base. Havia outras quedas maiores adiante, seguindo o rio, mas decidimos ficar por ali e tomamos uma boa ducha na refrescante cascata, o que foi muito revigorante após todo o calor e toda a poeira do dia. O detalhe é que já se passavam das 17h e, afastada definitivamente a possibilidade de pernoitarmos em Sapopema, os dois grups defendiam objetivos conflitantes. Nós, de Curitiba, pensávamos em seguir rumo à Ortigueira para ao menos tentar explorar no domingo a Serra Grande, o chapadão que tanto nos deslumbrara do outro lado do Rio Tibagi enquanto estávamos no cume do Agudo. O Mageta, que acabara de chegar da oficina com a sua viatura consertada acabou optando, junto com os companheiros de Maringá, em seguir para a cidade de Faxinal, para um programa de relax que estaria no seu caminho de casa. A partir disso nos despedimos e nos separamos. Pegamos a estrada rumo a Curiúva e depois Telêmaco Borba (seria uma grande volta de mais de 120 km só de asfalto) entre Sapopema e Ortigueira e pretendíamos cumprir este trajeto rodoviário ainda naquela noite, para dormir o mais próximo possível do nosso objetivo no outro dia. Jantamos na estrada e após cerca de 2h de deslocamento, nos instalamos num pequeno hotel na entrada do município de Ortigueira. O plano a partir disso era tomar um banho, descansar, e sair de madrugada em direção ao Distrito de Natingui, por onde se faz o acesso à Serra Grande, seguindo sempre por estradas de terra. A CONQUISTA DA SERRA GRANDE Antes das primeiras luzes do domingo estávamos reembarcando as mochilas na viatura. Pé na estrada e, raiando o dia, já havíamos cruzado o “centro” da cidade de Ortigueira e assistíamos agora o espetáculo de um sol vermelho se erguendo no horizonte na estrada rural a caminho da vila de Natingui. Sabíamos que até a tal vila seriam cerca de 45 Km de estradinhas e assim fomos tateando, tentando acelerar ao máximo o deslocamento, mas a estradinha em alguns trechos era muito precária, não permitindo desenvolver mais do que 30-40 Km/h. Pouquíssimo movimento na estrada. Paramos também sobre uma ponte de concreto que cruza parte do lago da Usina Mauá e, obviamente, fizemos algumas fotos. Pouco antes das 8h chegávamos à vila de Natingui, onde paramos para um rápido lanche e para nos informar sobre o acesso para a Serra Grande. Seguimos o rumo e as indicações recebidas e cerca de 40 Km e 1 hora depois estávamos aos pés do nosso objetivo. Decidimos contornar o maciço montanhoso pela esquerda (norte) e assim fomos seguindo a estradinha, que a cada km percorrido parecia ficar cada vez mais estreita e precária. Em dado momento atingimos a extremidade norte da Serra Grande, de frente para o Morro do Taff e para uma curva de 90 graus do Rio Tibagi. Tínhamos dali uma vista maravilhosa das redondezas. O progresso foi lento devido às incríveis paisagens e nossas paradas para fotografar e observar tudo. Continuamos avançando pela estradinha, alternando paradas de contemplação e fotos com deslocamentos e agora adentrávamos nitidamente nas áreas das propriedades rurais existentes aos pés da Serra Grande, onde éramos obrigados a parar a cada instante para abrir e fechar porteiras (aliás o Serginho nunca abriu tantas porteiras na sua vida como naquele dia, tamanha a quantidade delas que cruzamos, dos mais variados tipos e tamanhos). Começamos então a percorrer toda a extensão de terreno que observamos anteriormente do alto do Pico Agudo, acompanhando na direção noroeste-sudeste a encosta oriental da Serra Grande. Seguíamos a precária estradinha, muito acidentada em alguns pontos, praticamente um off-road, numa linha quase paralela ao traçado do Rio Tibagi. Cruzamos pelo menos 3 sítios com áreas de campos, reflorestamentos de pinnus, pastagens e mangueiras, bem como enormes rebanhos bovinos. No entanto não encontrávamos viva alma humana... Ninguém! Achamos estranho, mas fomos seguindo. Em alguns trechos a estradinha sumia no campo e éramos obrigados a procurar a rota. Diversas paradas para captar fotos de variados ângulos do Pico Agudo, do Rio Tibagi e suas corredeiras e das paisagens exuberantes na encosta da Serra Grande, que acompanhávamos. De repente cruzamos com um cavaleiro, meio assustado, talvez com a nossa presença naqueles longínquos rincões. Levamos praticamente 2h para acompanhar toda a face leste do maciço para então, por volta de 11:30h estacionar na área da Fazenda Serra Grande, localizada num belo platô entre a Serra Grande e outra montanha a sudeste, o Morro do Meio, outra elevação de destaque na paisagem, cujo cume se ergue à cota dos 1110m segundo as cartas topográficas. A fazenda, que também encontramos deserta, era o ponto ideal para servir de base em nossa ascensão à cumeeira da Serra Grande e assim, deixamos o jipe para subir a pé a estradinha que nos separava daquele derradeiro objetivo antes de voltar para casa. Quase uma hora de caminhada depois, com nossas cacholas fritando durante a subida pela estradinha que parte da fazenda e lá estamos nós no alto no setor sudeste da Serra Grande, com seus 1170m (IBGE), observando quase da mesma altitude o Agudo de Sapopema e a grandiosidade daquele vale formado pelo Rio Tibagi, pontuado por montanhas de diferentes formatos e belezas. Constatamos que poderíamos ter atingido a extensa área de cume de jipe pela estradinha se quiséssemos e que lá em cima existem duas linhas de cumeada com um pequeno vale e campos entre elas, onde pastava um enorme rebanho bovino. Isso era diferentemente do chapadão quase plano que se poderia imaginar olhando do Pico Agudo. Outra constatação foi de que a área, outrora, provavelmente fora recoberta com uma mata bem mais densa, a julgar pelos vários troncos calcinados de árvores de médio porte que encontramos ainda de pé naquela área, indicando que em algum momento pretérito as queimadas transformaram a paisagem e consumiram a vegetação de altitude dando lugar ao pasto para os ruminantes. Percorremos apenas um pequeno trecho da extensa linha de cumeada oriental da Serra Grande na direção sudeste-noroeste acompanhando a encosta oriental e atingimos uma elevação que, tudo indica, deve ser o ponto culminante daquele conjunto, encimando um magnífico paredão rochoso que se projeta sobre o vale do Rio Tibagi (a apenas 20m de altitude abaixo da medida por GPS que obtivemos no cume do Agudo). Foi mais do que suficiente para nos proporcionar o gosto da conquista. O pouco tempo remanescente antes de iniciarmos nosso fatídico retorno às atividades mundanas na capital paranaense não nos permitiria explorar mais nada diante da longa viagem de regresso (cerca de 80 Km de estradas de terra e quase 300 Km de asfalto até Curitiba e que deveriam invariavelmente ser percorridos ainda naquele dia). Obtivemos o privilégio de conquistar outra montanha na mesma trip e isso já nos deixava satisfeitos. Admirados com os visuais, captadas algumas fotos, iniciamos a descida às 13h, imaginando e discutindo durante a descida outra incursão por ali. Era o nosso alento naquele “final de festa”. Em breve estaríamos novamente imersos na loucura do trânsito, da cidade, das nossas profissões... O retorno a Curitiba foi longo e cansativo, especialmente em função do tráfego na volta do feriadão, mas a viagem valeu cada gota de suor derramado, cada arranhão e cada grama de pó aspirado naquelas estradas. Sem dúvida tivemos contato com uma das mais belas paisagens de montanha do Paraná, quiçá do sul do Brasil. Montanhas agrestes, distantes, isoladas, maltratadas, mas ainda assim Templos do mais puro e audaz Montanhismo Paranaense, que merecem ser conhecidos, divulgados e, sobretudo, reverenciados. Bons ventos! AGRADECIMENTOS À DEUS, pela criação de todos aqueles cenários maravilhosos e pela vida, sem isso nada seria possível. À toda equipe que participou desta empreitada bacana, tanto aos companheiros da AMC (Zeca, Sérgio e Luís) quanto aos do Grupo Maringá Trekking Adventure (Luciana, Fred, Igor) - pela camaradagem e, em especial, ao Mageta, que se dispôs a nos orientar com sua valiosa experiência anterior da região. Às pessoas que, direta ou indiretamente contribuíram para o sucesso desta jornada, como os companheiros foristas que aqui, antes de nós, postaram seus relatos de aventuras e desventuras pela região, como o Danilo Dassi, Jorge Soto e o próprio Mageta. Ao Paulo Farina, por compartilhar suas belíssimas fotos com todos nós através do Panorâmio e Google Earth. Ao Sr. Livercindo, que humildemente reside na base do Agudo e acolhe com hospitaleira simplicidade todos os forasteiros que ali se aventuram. Aos moradores da Vila de Natingui, pela hospitalidade e orientações para atingirmos a Serra Grande. [linkbox] Blog do Paulo Farina, com artigos sobre o Agudo e região: :: Serra dos Agudos - O sonho não acabou :: Magnífica Serra Grande :: Dilúvio no Pico Agudo Relatos no Mochileiros.com, de outros foristas que visitaram o Agudo: :: Danilo Dassi: Pico Agudo - Primeira visita a este maravilhoso lugar :: Jorge Soto: Serra dos Agudos, a pé :: Mageta: Superando os limites no Pico Agudo Diversos: :: Fotos do Agudo - Panorâmio - por Paulo Farina :: Fotos do Agudo de Sapopema, Serra Grande e região - Panorâmio - por Getulio R. Vogetta :: Wikimapia – mapa online da região, com informações :: Tracklog da trilha de ascenção ao Agudo de Sapopema :: Tracklog dos trechos rodoviários (estradas secundárias) para o Agudo de Sapopema e Serra Grande[/linkbox] OBS.: As paisagens naturais da região estão sendo seriamente ameaçadas com a construção de usinas hidrelétricas no Rio Tibagi e com o fogo usado pelos fazendeiros para a abertura de novas áreas de pasto. Apesar do Pico Agudo estar inserido em uma área de RPPN, isso não tem impedido as agressões à flora e à fauna do entorno, motivo pelo qual se cogita há tempos a criação de uma unidade de conservação pública naquela região, mas com a falta de vontade política e a ausência de pressão popular este projeto foi engavetado e a devastação continua. Provavelmente quando a sociedade acordar para os estragos que a região vem sofrendo talvez seja tarde demais e nada mais reste para conservar deste incalculável patrimônio natural...
  8. Olá pessoal, tudo bem? Uma dica de viagem de trem pela Serra do Mar entre Morretes à Curitiba. Nessa viagem fui até Morretes experimentar o famoso barreado, aproveitei e peguei o trem para a capital ali mesmo... Foi uma viagem fantástica, aconselho a todos fazerem também!!!! Obrigado e abração!!! Dicas: Itinerário Morretes à Curitiba. Horário de saída de Morretes 15:00 horas e chegada à Curitiba 18:00. Existem vários outros horários, tarifas e informações, que voce pode ter pelo site da empresa: Serra Verde Express ou no telefone: ddd (041) 3888-3488. Aqui o vídeo: Saindo da estação da cidade de Morretes - PR Passando pelo Parque Estadual Marumbi Passar por essas pontes é um sensação incrível!!! Estamos voando? Rss!!! Natureza exuberante da Serra do Mar!!!
  9. Olá pessoal!! Vim compartilhar a pedido dos mochileiros sobre a cachoeira Salto dos macacos, em morretes. Espero ajudar. O acesso a cidade histórica Morretes se dá pela BR 277, e estrada graciosa que fica a 68 km de Curitiba! Chegando a Morretes é preciso ir até porto de cima, aonde há estacionamentos para deixar seus veículos. Pagamos R$ 10,00 pelo estacionamento. O acesso ao salto dos macacos só é possível no horário das 7:00 AM até 9:00 AM ! Fiquem atentos , pois após esse horário o IAP não permite a sua visita no salto dos macacos. O IAP é o órgão responsável pela preservação do local, então é preciso informar seus dados no início da trilha, e também recomendam , levar lanternas e calçados apropriados. Nossa trilha levou em torno de 2:30 horas, porém com algumas pausas, já que não tinhamos pressa. Mas em um ritmo rapido é possível fazer em 1:30 hora como já fiz anteriormente. Logo no começo vc precisa atravessar o rio 2 vezes. Mas é um rio raso, com pedras no fundo, tornando fácil a travessia. Durante o trajeto, é tranquilo com várias demarcações para auxiliar até a trilha, atravessarão alguns riachos, que realmente são belezas de tirar o fôlego. São poucas subidas, mas que parecem escadas formadas pela natureza. E próximo a chegada quando começa ouvir o barulho da cachoeira, ficará deslumbrado com a paisagem que encontrará da Serra do Mar, com uma cachoeira com queda de 70 metros, seguida por outra queda de 30 metros. Um tobogã natural de pedras, que é possível praticar skibunda. É um lago que mais parece uma piscina de borda infinita! O melhor de tudo, com a vista do Marumbi de Plano de fundo! Só recomendo que fiquem atentos ao clima, pois no local ocorre o fenômeno cabeça da água ( que consiste de uma enxorrada , que vem do Rio acima muito rápido.) Então não fiquem, até tarde pois sempre há chuvas nessa região, já que na volta atravessarão o rio novamente. Abaixo podem conferir algumas imagens. Boa Trilha a todos, espero ter ajudado! Caso tenha me equivocado em alguma informação, me ajudem a corrigir. Carpe Diem.
  10. Bom dia, boa tarde, boa noite. 😁 Meu nome é Danilo Bauer, estou saindo de Cuiaba/MT indo de mochilão(carona) até Matinhos/PR. Meu roteiro de viagem, Cuiabá - Rondonópolis - Campo Grande - Umuarama - Curitiba. De Curitiba em frente sigo meu coração, vou onde der vontade, tenho uns postos programados mais nada fixo. gostaria de conhecer a ILHA DO MEL e varias praias e área de camping. Se tiver mais uma maluco(a) interessado em compartilhar esta viagem comigo sera muito bem vindo(a). Esta sera a minha primeira viagem de mochilão, estou super empolgado.
  11. Boa tarde, Irei subir o Pico Paraná sábado dia 15/12/2018 pela primeira vez, a ideia é subir e descer no mesmo dia! alguém se anima nessa jornada?
  12. Por Lid Costa Fala viajante, tudo bem? Você sabia que Foz do Iguaçu é um dos destinos mais turísticos da região Sul?! Pois é, eu passei alguns dias lá e no post de hoje vou compartilhar com você o que fazer em Foz do Iguaçu em 4 dias. São 10 programas imperdíveis para você curtir a cidade! Foz do Iguaçu está localizada no estado do Paraná, bem na fronteira com o Paraguai e a Argentina. A maioria das pessoas a conhece por causa das Cataratas do Iguaçu, mas lá tem muito mais coisa pra fazer além das Cataratas. # Como chegar em Foz do Iguaçu Você pode chegar de carro, ônibus ou avião. Eu estava em Curitiba e fui para Foz de carona, pois a passagem aérea e a de ônibus estavam bem caras. Dessa forma, procurei no site do Bla Bla Car uma carona, que saiu a metade do preço do ônibus. Foram 640 km percorridos em 8 horas. Leia o post completo em https://partiuviajarblog.com.br/o-que-fazer-em-foz-do-iguacu-em-4-dias/
  13. Olá mochileiros! Estou planejando uma empreitada para a região do Campos do Quiriri. Não conheço a região e gostaria de saber como é a trilha, se é bem demarcada e também se alguém tem o track log saindo da Pedra da tartaruga até o Marco da Divisa. Abraço;
  14. Serra do Mar sentido São Bento do Sul-Corupá Que tal fazer um roteiro de um ou dois dias indo por uma e voltando pela outra? Este roteiro já foi realizado por nós (casal) algumas vezes e é muito interessante pois explora duas serras em um mesmo destino. Você pode começar partindo de Joinville, Florianópolis ou qualquer outra cidade entre as duas, assim como partindo de Curitiba ou Mafra. As duas são um espetáculo, mas a Serra Dona Francisca possui um mirante no meio da serra onde pode-se parar e apreciar o cenário. Fica mais interessante descendo, mas também é linda subindo, principalmente quando é avistada ao longe. É preciso cautela pois há curvas acentuadas e o trânsito de caminhões constante. A Serra Dona Francisca parte da BR-101 em Joinville e vai até o cruzamento com a BR-280 em São Bento do Sul em um percurso aproximado de 75 Km. Após a subida da serra encontra-se Campo Alegre, pequena e simpática cidade que será explorada em outro tópico. A descida pela Serra do Mar também é mais bonita que a subida, há muita vegetação nativa e bananais. Partindo de São Bento do Sul até Jaraguá do Sul a distância é aproximadamente 60 Km. Logo após a descida encontra-se Corupá, linda cidade no meio das montanhas e que possui duas atrações imperdíveis: Seminário de Corupá e a Rota das 14 Cachoeiras que serão exploradas em outros tópicos. Um detalhe: é muito comum ter neblina nos dois trechos de serra, portanto escolha preferencialmente dias secos ou reserve mais dias na região. Mas como já tivemos a experiência de passar nos dois locais com neblina, parcial e total podemos afirmar que também é pitoresco nestas condições. Para quem não é da região e gostaria de fazer este passeio aconselha-se a pernoitar em Rio Negrinho ou Jaraguá do Sul. Mas também é possível fazê-lo em outros roteiros. Nós por exemplo já saímos de Guaratuba (PR), subimos a Dona Francisca, descemos a Serra do Mar e pernoitamos em Piçarras. É sem dúvida um roteiro de encher os olhos e incluído por nós como "grandes estradas", aquelas cênicas e imperdíveis. Serra do Mar sentido São Bento do Sul-Corupá Serra do Mar Serra Dona Francisca sentido Joinville-Campo Alegre Mirante Serra Dona Francisca Serra Dona Francisca sentido Joinville-Campo Alegre
  15. Olá meus queridos! Esse relato é pra lá de especial! Digamos que essa foi a melhor trilha que já fiz na vida. E em um momento massa.. Último /primeiro dia do ano! Fazenda Pico Paraná é o lugar. Peguei um bus de Chapecó para Curitiba no dia 30. Cheguei em Curitiba de manhã no dia 31. Peguei um Uber até a Fazenda Pico Paraná, é a forma mais fácil de chegar pra quem está de bus. Chegando lá, armei minha barraca e me preparei pra subir o Pico Caratuva! O início da trilha é tranquilo algumas raízes, mas não muito elevação. A primeira chegada é no Morro do Getúlio, ali já dá pra sentir um pouco do que é a trilha e ter um gostinho do visual. Cerca de 1:30 a 2:00. Dali você segue mais um pouco até chegar no local da placa que divide as trilhas do Pico Caratuva e Pico Paraná. Deu até uma dorzinha no coração. Porque todos querem fazer o Pico Paraná, mas era tarde e o tempo não estava bom. Além disso, achei que conhecer o Caratuva primeiro valia a pena. Segui então para o Pico Caratuva. Seguindo pela trilha você chega a um rio onde pode se abastecer de água e descansar um pouco. Daí pra frente o bicho pega. A trilha se torna mais difícil, muita elevação, raízes, pedras, e haja fôlego! Chegando lá de um lado você vê o rio e o Morro do Getúlio. E do outro lado o sonhado Pico Paraná. Imponente e majestoso! Quando cheguei a neblina estava cobrindo tudo e não tinha visibilidade nenhuma, em um momento sentei e fui pegar algo na mochila, quando olhei pra frente, a neblina tinha sumido, e aí eu chorei! Porque o sentimento de estar no topo da montanha. Simplesmente a segunda maior do Sul. Ouvir o som da montanha, o vento... Gostaria que mais pessoas pudessem ter essa experiência. Em uma parte da trilha, me perguntei se conseguiria, mas lá em cima, não há dúvidas. Era ali que eu deveria estar naquele momento. Completa! Depois de contemplar e de me emocionar, comecei a decida. É preciso ser cauteloso, tinha chovido e a trilha estava escorregadia. Eu fiz a trilha sozinha. É tranquilo, mas precisa ter cuidado. Cheguei de volta na Fazenda Pico Paraná, depois de 6 horas. Só queria deitar e descansar, com o coração leve. Conheci lá o pessoal da Fazenda. Família maravilhosa, que me acolheu como um deles. Jantei com eles e depois da Ceia ficamos olhando a Lua, maravilhados. O guia deu digas de grande valia, o que me possibilitou fazer a trilha tranquila. Conheci muitos montanhistas, tenho muito a aprender nessa jornada. No outro dia fiz uma trilha simples de 20 minutos até uma cachoeira, pra receber a energia da água da cachoeira.. Só tenho que dizer: gratidão. Ao universo, por essa experiência. Pelo desafio, pelas pessoas que encontrei, e pela Montanha!! Sem explicação, sentimento grandioso! Março /Abril partirei ao Pico Paraná! Instagram : simplicidades_velho_oeste (fotos)
  16. vikvasconcelos

    Foz do Iguaçu

    Resolvi criar este tópicos com o intuito de passar algumas dicas para quem se interessa em estar por Foz do Iguaçu em alguma oportunidade. É uma cidade muito boa de modo que dá vontade de morar. Primeiro pela calmaria e segundo pelo custo de vida bem acessível e pela praticidade de mover-se pelo centro (tudo se interliga e você "se encontra" com facilidade). O clima é agradável e as pessoas são bem educadas. Tive a oportunidade de estar de 10 a 13 de fevereiro de 2018 (carnaval) de modo que, pelo pouco tempo, deu para tomar algumas coisas como importantes não apenas para repassar para viajantes como para planejar minha próxima ida à Foz. Se nesse momento você está planejando viajar pra lá com amigos, sozinho, com família ou em viagem romântica este tópico pode lhe servir muito! As dicas estarão separadas de modo a facilitar: DICAS DE TRANSPORTE EM FOZ DO IGUAÇU (BRASIL) Eu fui de avião então tomei um táxi apenas do aeroporto para o hotel e do hotel para o aeroporto. Como NÃO TEM UBER ou outros aplicativos de transporte na cidade, o TAXI custa caro até mesmo para pequenas distâncias. As corridas que mencionei custaram 70,00 e 55,00 respectivamente mas foram necessárias por causa das malas. Para ir aos destinos turísticos (Cataratas, Parque das Aves, Paraguai e Argentina) utilizei os ônibus coletivos sem nenhuma dificuldade e com muita praticidade. Logicamente alguns ônibus estavam cheios de gente justamente por causa do período de carnaval e muitos turistas também estavam utilizando dessa forma de transporte. Se você for, por exemplo, visitar as Cataratas ou o Parque das Aves, cada trecho de ida e volta custa R$ 3,45 por pessoa! Os trechos dentro de Foz no Brasil são baratos. Se você quiser pegar um TAXI apenas pelo ar-condicionado e porque estará sentado, pagará entre 40 a 60 reais (nesse caso pode até valer a pena desde que você "rache" o preço com outras 3 pessoas para ocupar o TAXI inteiro. Mas mesmo assim, eu pegaria ônibus pela economia. O terminal de ônibus é MUITO perto da Av Brasil. DICAS DE TRANSPORTE PARA A ARGENTINA Você poderá tomar um ônibus no centro de Foz do Iguaçu diretamente para a Argentina (free shop). É um ônibus que vem escrito no letreiro (FOZ DO IGUAÇU - ARGENTINA) e a passagem custa 5,00 por pessoa. São ônibus humildes (sem ar condicionado) e cadeiras tradicionais como as do Brasil. Porém, paga-se pouco e chega-se logo. O ônibus para exatamente na frente do Free Shop de Puerto Iguazu que fica ao lado da Aduada para entrada na Argentina. Dependendo do período que você for à Foz, pode ter trânsito intenso pela alta demanda de turistas além dos próprios moradores de Foz e do Paraguai que transitam por ali todos os dias. Para voltar da Argentina à Foz você pode tomar um ônibus na rodoviária de Misiones que custa também 5 a 8 reais por pessoa mas em ônibus mais confortáveis (ar condicionado e poltronas acolchoadas). Atente-se aos horários dos ônibus! DICAS DE TRANSPORTE PARAGUAI No mesmo ponto de ônibus já mencionado (em frente a igreja da Av. Jorge Sch...) tomei um ônibus paraguaio (há muitos) com o valor de R$ 5,00 por pessoa.Há muitos ônibus paraguaios que fazem a rota Foz - Ciudad del Este. Basta perguntar na cidade qual vai direto e o valor mas sái em média 5 reais por pessoa. Também há (claro) ônibus de volta do Paraguai para o Brasil pelo mesmo preço mas você deve se atentar aos horários! ORGANIZAÇÃO DE PASSEIOS PRIMEIRO DIA: Por ter chegado em Foz ao meio dia, peguei o restante do primeiro dia para ir logo ao free shop da Argentina. Fiquei em um hotel na Av Brasil, que facilita o acesso à tudo. Subindo à pé até a avenida Jorge Schimmelpfeng (em frente a igreja), tomei um ônibus (já mencionado anteriormente) e fui. Foi uma viagem curta por um preço muito acessível: um TAXI cobraria 70 reais só pra isso. Passei pouco tempo nesse free shop pois o dólar estava alto na cotação do dia e comprei pouca coisa mas também tirei fotos em volta do shopping (que é muito bacana). Aproveitei para passar pela Aduana e segui à pé. O primeiro ponto de parada foi o Casino logo no início: dá pra tirar fotos e otimizar seu tempo, jogar não é aconselhável, lógico (você perde tempo e dinheiro). Na entrada principal da cidade (logo após o Casino), dobrei à direita e encontrei uma Vinõteca muito simpática ao lado esquerdo onde praticamente tudo era a preço de custo! Lanchei ali, fui super bem atendido pela vendedora e pelo dono e recebi boas dicas! Como estava chovendo, peguei um taxi por 10 reais até o centro de Misiones-Puerto Iguazu. Neste centro você tem: a feirinha, o freddo (sorveteria) o bar da cerveja Quilmes, a rodoviária (para voltar, claro) e algumas feiras de artesanato e produtos regionais. Na feirinha (o principal) aproveitei pra comprar Alfajor e alguns temperos de cozinha que são muito bons, em boa quantidade e a excelente preço (que no Brasil seriam MUITO CAROS). Sobre alfajor: há uma marca que vem numa caixa branca com 24 unidades por 25 reais. Há outras marcas como Milka que são muito bons mais são unidades pequenas a 25 reais e apenas 15 unidades. No fim das contas, Alfajor tem o mesmo sabor! Você encontrará muitos potes grandes de azeite, salame e principalmente azeitonas (muitas) expostas sem proteção e isso eu não recomendo. Ah...nessa feirinha também tem restaurante mas como já havia comido, nem liguei. Passei pela sorveteria Freddo (pedi o sorvete pequeno de doce de leite, claro) e continuei o trajeto pelas outras lojas na Av Brasil deles e de lá fui pra rodoviária pegar o ônibus de volta para Foz a 5,00 por pessoa (com ar e poltronas muito boas)! Se for à Argentina, lembre-se de não ir apenas ao free shop e deixe pra comprar Alfajor nessa feirinha já mencionada: sái mais barato! SEGUNDO DIA: O segundo dia aproveitei para fazer dois passeios por serem ambos próximos: CATARATAS + PARQUE DAS AVES. Como um é do lado do outro literalmente, vale a pena conhecer logo esses dois em turnos distintos, claro. Eu optei pelo Parque das Aves a manhã inteira e as Cataratas à tarde. Acredite, você vai cansar e no final do dia estará exausto mas VALE A PENA! Você pode comprar os ingressos das Cataratas pelo site deles até mesmo antes de viajar! Nas Cataratas o passeio custa em média 36,00 e no Parque das Aves 45,00 (valores por pessoa). No Parque das Aves, se você for estudante (com carteirinha) ou professor (com comprovação) paga meia entrada a 22,00 mas nas Cataratas o valor é inteiro para todos. Há um restaurante muito bom dentro do Parque das Aves onde fui muito bem servido com um cheesebacon gormet e um chopp artesanal em tulipa com 27 reais (e satisfaz). Nas Cataratas também tem, mas não comi porque já estava cheio. Optei por jantar num restaurante muito bom na Av Brasil no primeiro quarteirão perto do hotel onde estive (Rhema). Come-se bem, barato e satisfaz (mas não lembro ao certo o nome do local). TERCEIRO DIA: Aproveitei para ir ao Paraguai. Já que comprar leva tempo justamente pela altíssima demanda de lojas e produtos no país e, também, pelo trânsito MUITO INTENSO (toda hora) tanto para entrar como para sair daquele país, fiquei o dia todo focado nisso. No mesmo ponto de ônibus já mencionado (em frente a igreja da Av. Jorge Sch...) tomei um ônibus paraguaio (há muitos) com o valor de R$ 5,00 por pessoa. Há muita (mas muita) gente o tempo todo circulando, ambulantes vendendo de tudo e muitas barracas em torno dos shoppings e prédios comerciais. (LEMBRE-SE DE LEVAR SUA CARTEIRA E CELULAR SEMPRE NOS BOLSOS DA FRENTE...VOCÊ CORRE RISCO DE SER FURTADO SEM PERCEBER, SE DER BOBEIRA). Os camelôs vendem algumas coisas muito baratas e outras nem tanto. Os ambulantes, obviamente tentarão lhe vender coisas a preço de banana, principalmente meias, calcinhas e cintos. Meu conselho: compre apenas lembranças (artesanato, tipo chaveiro) para dar de presente a amigos nesses camelôs. Deixe para fazer as suas compras de preferência no SHOPPING PARIS (onde fica no último andar o SHOPPING CHINA). O Shopping Monalisa é muito divulgado mas tudo é muito caro, os únicos andares de coisas boas são os últimos (coisas originais) mas os vendedores são rudes. O Shopping China já é mais organizado, tem uma variedade muito maior em um mesmo espaço e tem muita coisa etiquetada em promoção (comprei perfume, roupa, acessórios e até whey protein) nesse shopping! Os restaurantes do centro da Ciudad del Este são "fedidos a mijo e outros odores", cheios de formiga e insetos, são amontoados de gente mas são baratos e, claro, NÃO RECOMENDO! O Shopping Paris dispõe de uma praça de alimentação com excelentes opções de comida a preço bom, mas o atendimento do povo paraguaio parece padrão: rude, irônico e esnobe! Para voltar ao Brasil, devido ao trânsito e o cansaço, optei por tomar um TAXI paraguaio dentro do Shopping Paris que cobrou-me 50 reais até o meu hotel em Foz. Ele pegou um baita atalho, não demorou tanto e fui com um pouco mais de conforto para o hotel. No entanto, os carros são velhos, muitos são batidos e os paraguaios também dirigem como na Índia. Por falar e Índia, alguns amigos me disseram e eu lembrei que Ciudad del Este lembra bem a Índia por motivos óbvios. E lembre-se: no Paraguai não é tudo que vale a pena comprar primeiro pelos preços e, claro, pelo risco de falsificação (algumas extremamente grosseiras). Outra dica que lhes dou: alguns paraguaios vão lhe parar na rua perguntando o que querem. Não dê muita importância e dispense logo! Se disser o que quer eles irão lhe seguir até a loja onde eles querem que você vá com a conversa de que "meu patão vai ficar feliz sabendo que lhe trouxe" e lhe esperam dentro da loja e lhe seguem de volta! Já de volta ao Brasil, optei por jantar em um barzinho chamado O BOTECO na Av Jorge Sch. Fui muito servido de comida e bebida (uns pastéis de creme de frango e milho + um senhor pão de alho + 1 chopp de 300ml + 1 caipirinha + 1 chopp de 1 litro). A conta saiu a preço de custo a uma excelente refeição, lugar muito aconchegante com música ao vivo, boteco requintado e descontraído e super bem atendido! E o local não cobra os 10% do garçom. QUARTO E ÚLTIMO DIA: Com o voo de volta previsto para as 18:00 pude ir apenas ao templo budista! Fui e voltei de ônibus coletivo brasileiro saindo do terminal a 3,45 cada trecho. O templo não cobra a entrada e as fotos são maravilhosas! É excelente para fotos! O ambiente, as obras, as estatuas, esculturas, o jardim, o silêncio...o conjunto da obra encanta e vale a pena! É um passeio que não demanda de tanto tempo justamente porque só se tratam de fotos então você acaba tendo tempo para conhecer outro ponto da cidade. Pelo tempo apertado em virtude do voo, só pude conhecer este. Tomei um lanche na CONFEITARIA MARIAS & MARIA que fica na própria Av Brasil. É um conceito de padaria e restaurante. Eu fiquei com a opção de almoço mas também comi alguns quitutes da padaria. Todos os dias eles oferecem uma excelente opção de almoço (sem bebida) por 15,00 por pessoa cada prato já feito por eles. Come-se bem, em um ambiente MUITO BOM e é SUPER BEM ATENDIDO. Além disso, os pratos e demais produtos são bons! Você pode optar por comprar alguma coisa ali para levar de volta pro hotel ou pra acompanhá-lo em seus passeios. É uma viagem que preciso fazer novamente não apenas para repetir alguns (ou todos esses passeios) mas para conhecer o Marco das 3 Fronteiras e outras atrações que não deu tempo. No geral, foi uma viagem que considero ter sido super bem aproveitada, custeada muito bem e bem servida de passeios e atrações para uma viagem curta. Busquei passar as dicas de ônibus pois, como a cidade não tem UBER acaba tudo sendo focado em TAXI e pode sair mais caro do que você planejou. A cidade é pacata (pelo menos me pareceu) e andei tranquilo.
  17. thiagozuza

    Ilha do Mel

    A cidade base pra quem vem de fora do Paraná conhecer a Ilha do Mel é Curitiba. Chegando por onibus ou avião até Curitiba, pode-se ir até o litoral para pegar o barco e desfrutar as maravilhas da Ilha. Existem 2 cidades em que se pode pegar o barco e seguir para a ilha: Pontal do Sul - 130 Km de Curitiba: Pode-se pegar um ônibus na Rodoferroviária e pegar o barco em pontal do sul que sai de hora em hora. De Pontal até a ilha são 30 minutos de barco. Paranaguá - 90 km de Curitiba Pode pegar o onibus na rodoferroviária ou ir de trem, descendo a serra da graciosa que o passeio é belissimo. São 2 horas de barco de paranaguá. Outra opção, pra quem quer ir de trem e pegar um trajeto menor de barco é ir de trem até morretes e de lá pegar um onibus até Pontal do Sul. No trapiche em Pontal do Sul, no momento de pegar o barco, já começa a dúvida... Onde ficar?? encantadas ou brasília??? Encantadas tem os melhores forrós. Brasilia fica em uma posição privilegiada, se tem acesso a varias trilhas e várias praias... Já fiquei acampado em ambas e preferi Brasilia pela facilidade de ir para outros lugares: Em brasilia, eu recomendaria pra quem gosta de acampar o Camping Farol das Conchas. Para casais que desejam maior conforto, recomendaria a Pousadinha - http://www.pousadinha.com.br/ Inclusive a comida da pousadinha é muito boa!!!! Considerando a estadia em Brasilia, podemos conhecer diversas praias e atrativos da ilha, através das trilhas: Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres - Caminhada de 6 Km. Da fortaleza pode-se subir a um mirante, que fica em cima da fortaleza, que tem tipo uma continuação da fortaleza com uns corredores e uns canhões escondidos: farol das conchas - 1Km + 1 Km de subida De brasilia, pode-se ir para encantadas de barco ou por trilha. A trilha tem aproximadamente 6 Km e passa por algumas praias: Praia de Fora Praia Grande... Depois tem que atravessar umas pedras... Praia do Miguel Chegando na Praia de Encantadas, que é o outro ponto habitado da ilha, além de Brasilia. Em encantadas, pode-se pegar a passarela: e conhecer a gruta de encantadas. As trilhas são bem fáceis e bem sinalizadas: Existem restaurantes, bares e pousadas de todos os gostos e preços. As melhores praias são as Praias do FAROL, DE FORA, GRANDE e ENCANTADAS. enfim... A ilha do mel é um lugar mágico, que vale a visita!!!
  18. Olar pessoal, venho aqui de novo trazer algumas dicas de viagem. Como sempre meus relatos não são os mais detalhados e maravilhosos que vocês vão encontrar por aqui, mas informações nunca é demais! Como temos poucos textos sobre Prudentópolis no Mochileiros achei bacana relatar, então vamos lá! O feriado de N. S. Aparecida estava chegando e a grana curta não estava permitindo uma viagem muito longa, então eu e meu marido decidimos conhecer Prudentópolis, a terra das cachoieras gigantes no interior do Paraná. 1º Dia - 1ª Parada Recanto Rickli e Salto Manduri. A cidade de Prudentópolis fica perto da Capital, são 200km em estrada pedagiada e é muito tranqüila e bem cuidada, mas com poucos km de pista dupla.(são 3 pedágios no caminho totalizando R$ 32,50) Saímos de Curitiba cedinho, e perto das 9h00 da manhã já chegávamos na cidade. Como a reserva no hotel (Mayná) tinha check-in apenas ás 12h00 nem paramos fomos direto para a primeira cachoeira. Foram 12km do centro da cidade sendo 8,5km em estrada asfaltada e 3,5km em estrada de chão. Sobre as estrada, um comentário a parte. Tínhamos muito medo da estrada ser ruim, nosso carro é ótimo, mas não é um 4x4. Porém todos os trechos de estrada de chão que pegamos na viagem inteira estava ótimos (para estrada de terra). Há bastante cascalho na pista então creio que mesmo com chuva a estrada não fique escorregadia. A informação que recebemos é de que a prefeitura esta investindo e que pretende melhorar ainda mais os acessos com mais asfaltamento e pedra irregular. Então não se preocupem quanto a isso.. vão na fé! A estrada também é bem sinalizada, então não tem erro de se perder (e se precisar o GPS de celular te leva certinho em todos os lugares!) Chegamos no Recanto Rickli e havia 1 único funcionário. Sinceramente, se não tivéssemos perguntado se tinha taxa de entrada provavelmente ele não teria nos cobrado. Foram R$ 5,00 por pessoa. Ainda compramos 2 garrafinhas de água por R$ 2,00 cada. O recando possui piscina (suja e desativada) e uma área com churrasqueiras onde havia 1 família. Andando uns 50 metros de onde estacionamos o carro já chegamos na vista para cachoeira; o Salto Manduri. Não existe acesso para a água, é uma queda só contemplativa mas já vai dando uma idéia do que teríamos para os próximos dias. São 100 metros de largura e 34 metros de altura! Ficamos lá um tempinho andando e tentando achar qual o lugar mais próximo da queda d´água que conseguiríamos ir. Tiramos mais algumas foto e seguimos para a segunda parada do dia! Ahhhhhhhh.. em todo o tempo que ficamos lá só encontramos com essa família que estava se organizando para fazer um churrasco e creio que iriam passar o dia inteiro lá, mas na área de cachoeira só estávamos eu e meu esposo. 1º Dia - 2ª Parada Salto Barão do Rio Branco. Nessa mesma estrada de terra, 1 km pra frente do Recanto Rickli fica o Salto Barão do Rio Branco. Essa é a cachoeira com maior volume de água da região e possui 64 metros de queda, por isso lá havia sido instalada uma pequena usina hidroelétrica que atualmente está desativada. O salto fica em uma propriedade privada, mas não encontramos ninguém cobrando entrada para a visitação. Com a existência da hidroelétrica o acesso para o salto é muito tranqüilo. De onde estacionamos o carro já vemos a escadaria que leva até a base da cachoeira. Segundo o que encontrei na internet são 478 degraus, eu contei 456, mas posso ter me perdido! A escada é de ferro e me pareceu bastante firme em quase toda sua totalidade, há uma parte apenas que está solta mas nada que nos impediria de chegar até a base. Depois de descer a escadaria chegamos na hidrelétrica, caminhando pelas pedras na beira do rio fomos o mais perto que conseguimos da queda d’água. Existem placas informando que o rio chega até 40 metros de profundidade e a correnteza é forte por ali, não fomos bobos de tentar tomar banho de rio não! Haha Ficamos um bom tempo tomando aquela “chuva” da cachoeira e decidimos encarar a subida das escadas. Em todo o tempo que ficamos lá em baixo só havia mais um casal com duas crianças, e enquanto subíamos cruzamos com 4 pessoas que estavam descendo. Super tranquilo para poder aproveitar a paisagem. Chegando lá em cima vimos um homem seguindo por outro caminho e decidimos seguir.. tava com cara de ser uma outra trilha haha. O caminho dava para o mirante na parte alta da queda. Lá, há uma grade de proteção que impede de nos aproximarmos muito do salto, obviamente por segurança. Depois de mais um tempo e mais muitas fotos pegamos a estrada e voltamos para a cidade para fazer check-in no hotel. O Mayná fica bem no centro de Prudentópolis e de super fácil acesso para a saída da cidade que nos leva para as cachoeiras. Na cidade pelo que encontrei na internet possui 4 hotéis. Não sei como são os outros mas pagamos 140 reais por dia para um quarto de casal com café da manhã incluso. Preço justo. O colchão e o chuveiro eram ótimos, os recepcionistas muito solícitos, estacionamento gratuito e um café da manhã bem bonzinho! Nesse dia não saímos para almoçar. Na noite anterior preparei 6 sanduiches de atum, maionese e milho para levarmos, como não sabia a condição das estradas de terra achei melhor estar preparada com uma comidinha – gordo tá sempre preocupado com comida haha - Almoçamos 2 sanduíches cada um com as bebidas que também trouxemos na viagem. 1º Dia - 3ª Parada Salto São Francisco. Ainda no primeiro dia nos programamos para ir no Salto São Francisco. Esse é o mais distante de todos e também o maior e mais famoso. Em teoria seriam 50km de estrada, sendo 35km em entrada de chão. O que a gente não previa, entretanto, é que com o aniversário da N. S. Aparecida a estrada estaria fechada para as festas em homenagem a santa. Haviam 2 caminhões atravessados na pista impedindo que seguíssemos pela estrada de acesso. Perguntamos para as pessoas que estavam lá na festa como faríamos para ir para o cachoeira e nos falaram “lá por cima”. Na nossa cabeça “lá por cima” era via Guarapuava, a cidade vizinha que também tem estrada para o Salto. Colocamos no GPS e de 50km o caminho dobrava para 108km, mas o tempo alterava em pouco mais de 20 minutos pois seriam muito menos km em estrada de terra. Não pensamos duas vezes e pegamos a estrada. Depois, descobrimos que “lá por cima” era menos de 1km de distância de onde estávamos.. um desvio de nada, enfim.. acontece! Chegamos na entrada do Salto eram 16h00. E aqui já sentimos a diferença em função da popularidade dessa queda. Haviam muitos carros, vários com som alto e um pessoal bebendo, fazendo festa mesmo. A trilha da área do estacionamento até o mirante do salto é bem demarcada e bem estruturada, são não mais que 500 metros de distância quase sem desnível. De lá sai outra trilha de também uns 500 metros e também sem desnível para a beirada do Salto de onde pode ser feito Rapel (não cheguei a perguntar o valor). Seguindo mais um pouquinho essa trilha, talvez uns 200 metros chegamos a mais um salto: o Salto dos Cavalheiros, aqui sentamos e finalmente molhamos o pé na água. Esse salto deve ter uns 15 ou 20 metros mais ou menos. O local estava cheio de gente, barulho, bebida alcoólica e várias pessoas fumando.. estragava um pouco o clima, tinha um grupo inclusive com um narguilé haha. Entendam que não sou uma pessoa chata, gosto de um fervo, mas não era o que estávamos buscando nesse feriado com um passeio nas cachoeiras. Existe uma trilha que vai até a base do Salto São Francisco, são 8km em nível médio-difícil. A recomendação é não descer depois das 14h00 para que dê tempo de subir ainda com a luz do dia. Também é solicitado que, antes de descer informem na entrada do parque para que, havendo necessidade, sejam feitos os resgates. Essa descida não estava nos nossos planos e, de qualquer forma não daria tempo de fazer naquele dia. Tiramos mais alguma fotos e voltamos para a área de estacionamento. Compramos 1 Coca e 1 Gatorade na lanchonete por R$ 9,00 e foi ali que nos explicaram que daria para vir pela estrada de Prudentópolis e então voltamos por lá. Na volta, ficamos atentos para encontrar o Mirante dos Saltos Gêmeos, (Salto Barra Grande e Salto Fazenda Velha) para esses dois saltos não existe trilha ou estrada para chegar. Pelo que pesquisei dá para ir de Motocross.. e leva 10 horas entre ida e volta. Encontramos o "mirante" mas vou falar para vocês que essa vista é BEEEEEEEEEEEEEEEEM de longe. Tem que se esforçar para conseguir ver as duas cacheiras lado a lado, tanto que nem fotografei. Chegamos no hotel perto das 19h00 tomamos banho, comemos o ultimo sanduiche que eu havia feito e não saímos mais. O dia foi longo e no dia seguinte teríamos varias outras trilhas para fazer! Saldo do dia valores para 2 pessoas. Pedágios: R$ 32,50 Rickli: R$ 10,00 Bebidas: R$ 13,00 Hospedagem: R$ 420,00 (3 diárias) Total: R$ 475,50 2º Dia - 1ª Parada Salto São Sebastião. Acordamos cedo, tomamos café da manhã e um Dorflex pras pernas (hahaha sedentários!) e fomos para a primeira cachoeira do dia, o Salto São Sebastião. Ele fica a 30km do hotel, sendo 15km em entrada de chão. Essa estrada, assim como as duas que pegamos ontem também é muito boa e bem sinalizada. Também em propriedade privada, essa trilha dá vista para duas cachoeiras, a São Sebastião e a Mlot. As quedas ficam uma de frente para a outra, literalmente. Há uma trilha que desce até a base das cachoeiras mas não fizemos. O dono do local falou que ela estava muito lisa em função das chuvas e que ele, particularmente, não recomendava a descida. A gente tinha a intensão de descer nessa mas não somos o tipo de pessoas que nos arriscaríamos e se o dono do lugar diz que é melhor não, a gente escuta! Além dessa trilha para a base existem mais três trilhas, uma que leva para uma área tranqüila do rio, boa para banho, uma segunda trilha que leva para uma gruta e uma cachoeira menor, que também possui espaço para banho e a terceira trilha que leva para o topo da cachoeira. Conhecemos os 3 lugares e optamos por entrar na água na terceira, na cabeceira do São Sebastião. Ali o chão tem mais pedras deixando a água menos barrenta. A maior parte do tempo estávamos só eu e o Vini, depois apareceram mais 2 casais. Como a nossa intensão era fazer a trilha e acabamos não fazendo ficamos bastante tempo curtindo o banho de rio. Na volta compramos 2 águas (3 reais cada), pagamos a entrada (10 cada) e seguimos para o próximo destino, mas não sem antes de pegar mais uma trilhazinha para ir até o mirante do São Sebastião e vermos a cachoeira de frente! 2º Dia - 2ª Parada Recanto Perehouski. Seguindo na mesma estrada de chão no sentido Prudentópolis em 5km paramos no Recanto Perehouski para almoçar. Diferente do Rickli o Perehouski estava impecavelmente bem cuidado. O atendimento era de uma simpatia sem fim, e a comida maravilhosa. A região de Prudentópolis é de colônia Ucraniana então tivemos um almoço típico e caseiro! É importante ligar e reservar o almoço pois eles fazem sob demanda. Nós não ligamos e tivemos sorte, por ser feriado eles estava servindo e puderam nos atender. Além do almoço (que vou falar de novo, tava ótimo!) o recanto possui uma trilha circular tem várias quedas D’águas propícias para o banho, o trajeto todo tem um pouco menos de 1km. A entrada é de R$ 10,00 e o almoço é R$ 25,00, com bebidas a parte por R$ 5,00 a lata. Ficamos lá cerca de duas horas mas logo depois do almoço saímos para a terceira parada do dia! Ahhh, para que interessar lá existe área de camping! 2º Dia - 3ª Parada RPPN Ninho do Corvo. A RPNN Ninho do Corvo é uma propriedade que faz divisa com o Recanto Perehouski, a entrada de uma para a outra dista menos que meio km. No Ninho do Corvo são oferecidas atividades de turismo de aventura. Optamos pelo pacote completo com Tirolesa seca com 170 metros de extensão (realizada duas vezes) a Rapelesa um rapel de 70 metros sobre o Cânion Barra Bonita e a Cachoeira da Divisa e a Corvolesa, uma tirolesa de velocidade controlada feita dentro do Cânion com banho de cachoeira na decida e que termina com uma bundada daquelas na água haha Para essa atividade deixamos a câmera no carro e como ainda não compre uma Gopro =( não tenho registro pois não tinha como levar a câmera só para metade do trajeto para não molhar no final. Ao meu ver Ninho do Corvo é a propriedade privada mais bem estruturada das que visitamos, o pacote com as três atividades ficou R$ 180,00 por pessoa e do início até a volta (que é feita por uma trilha de nível fácil, com não mais que 1 km) dura aproximadamente 2 horas. A experiência é incrível, e super segura, recomendo! Ainda demos sorte de conhecer uma família sensacional que estava hospedada no Ninho do Corvo e que fez as atividades conosco, que já fariam valer o passeio! Do Ninho do Corvo voltamos para Prudentópolis. Paramos em um posto de gasolina e compramos besteiras para comer (tipo amendoim e sorvete) e voltamos para o hotel. Não sei se era o cansaço ou o que mas não estávamos com fome então só beliscamos esses salgadinhos e fomos dormir. Saldo do dia valores para 2 pessoas. São Sebastião: R$ 26,00 (2 entradas + 2 águas) Perehouski: R$ 85,00 (2 entradas + 2 almoços + 3 bebidas) Ninho do Corvo: R$ 360,00 (2 circuitos completos com as três atividades) Besteiras posto: R$ 23,00 Total: R$ 494,00 3º Dia - 1ª Parada Mirante Salto São João. Acordamos no terceiro dia com mais dores na panturrilha e mais vontade de conhecer cachoeiras! A primeira parada nesse dia foi no Mirante Salto São João. Aqui é o lugar onde a prefeitura está investindo mais, (ou primeiro). Está sendo montado uma estrutura digna de Foz do Iguaçu (dada obviamente as proporções) uma grande entrada, com estacionamento com vagas preferenciais, uma lanchonete e loja de conveniência, banheiros e um auditório para palestras. A trilha para o mirante é super curta, tem em torno de 100 metros e é toda feita em passarela elevada, novinha. Linda de se ver. Os funcionários que estavam lá, e me perdoem eu não lembrar os nomes, nos explicaram que está sendo concluído o acesso até a parte de cima do Salto São João, (inclusive que vai ser um a trilha com acessibilidade para cadeirantes e larga o suficiente para passar uma ambulância) e que nos próximos 1 ou 2 meses já deve estar pronta. Achei sensacional esse cuidado e atenção para tornar os atrativos acessíveis! Falaram também que existe um projeto que está sendo terminado para também ser feita uma trilha de passarela até a parte baixa do salto, permitindo a entrada na água. Eles nos explicaram que, até pouco tempo o acessa a parte de cima do salto São João era feita por uma propriedade privada, mas que a queda não faz parte dessa propriedade, nos contaram que o IAP proibiu a exploração por essa fazenda particular pois eles estavam cobrando entrada e que, no projeto inicial, a trilha se iniciaria ali no mirante e sairia por essa propriedade mas que o dono não gostou, queria continuar com a entrada e como quem muito quer nada tem ficou sem nada. As trilhas serão ida e volta e não mais circulares e não permitirão que ele explore o turismo na propriedade dele com uma lanchonete, por exemplo. Mas enfim, a questão é que, com a proibição do IAP não era permito chegar até o salto então tivemos que nos contentar com o Mirante, que tem uma vista maravilhosa, diga-se de passagem! Talvez essa seja a cachoeira mais bonita de todas, por sinal pena não estar tudo pronto ainda. Por indicação dos funcionários pegamos uma estrada de terra secundária para chegarmos ao Salto Sete, a ultima cachoeira que visitamos! 3º Dia - 2ª Parada Salto Sete Rodamos 10km e chegamos a propriedade Salto Sete. Lá também é propriedade privada e cobram 10 reais de entrada. A trilha, com 1 km leva até a parte alta da queda. Nessa local também pode-se praticar rapel. (Não perguntamos o preço) Atravessando o rio e seguimos pela continuação de trilha, com mais 1 km que leva até a base da cachoeira onde existe um fosso para mergulho. O salto possui 77 metros de queda livre, então a trilha é puxadinha e íngreme, mas nada impossível de ser feita. Descemos e quando chegamos fomos surpreendidos com um visual sensacional! Novamente demos muita sorte pois encontramos pessoas na trilha mas lá em baixo não havia ninguém, a cachoeira era todinha nossa! Ficamos um bom tempo lá curtindo o visual, tomando sol na pedra e nos refrescando na água do salto e só quando as nuvens começaram a dar sinal de chuva no céu foi que decidimos encarar a subida. Lá estávamos nós, talvez a 5 minutos na trilha quando uma vespa (?) amarela horrível e sedenta de sangue me picou no joelho esquerdo, por cima da calça. A dor meus amigos, é insuportável.. aí o que que a espertona aqui fez? Bateu na vespa (?) que saiu de uma perna e fincou na outra hahaha é muito azar não? Dizem que assim como as abelhas as vespas - se é que aquele monstro horrível (hahahaha) era um vespa -morrem depois que picam alguém pois o ferrão fica na pessoa. Acho que, do jeito que eu bati nela e do jeito que sou sortuda consegui fazer com que o ferrão não soltasse e desse tempo de ela me ferroar uma segunda vez! Cara, queima até alma, e eu sou uma pessoa meio urbana demais para essas coisas. Já rola um medo do veneno ir por coração e eu morrer, do veneno maligno mutante mortal.. Enfim, meu marido, que sempre ia na frente na trilha fez com que eu passasse na frente e fosse ditando o ritmo da subida, porque afinal não tinha muito o que fazer. Era subir com dor, ou ficar ali com dor também. Dei uma chorada no caminho mas sobrevivi haha. Não bom o bastante, nos talvez últimos 10 metros de trilha apareceu uma cobra, que jamais saberemos se era verdadeira ou falsa coral. Mas é aquilo, 3 dias de trilha e nenhum tombo? Tinha que pelo menos ter uma picada de bicho estranho pra parecer que tínhamos saído da cidade. haha No fim, compramos 2 águas e 1 coca (10 dinheiros) e voltamos para a cidade encerrando assim o ciclo de cachoeiras de Prudentópolis. Na volta paramos para comer no Chalé Costenaro e aproveitamos para comprar Cracóvias para levar para Curitiba, uma espécie de Salame produzida na região. Passamos em uma farmácia que a minha perna ainda tava doendo, compramos anti-alérgico e pomada e voltamos para o hotel. Banho tomado, demos uma dormida de tarde e saímos para jantar na cidade. Na quadra do hotel tinha uma pizzaria e foi ali mesmo que entramos, não tava conseguindo andar direito. Pegamos uma pizza grande uma coca de 1,5 litro, comemos até não poder mais, e voltamos para o hotel dormir. Saldo do dia valores para 2 pessoas. Salto Sete: R$ 30,00 (2 entradas + 3 bebidas) Chalé: R$ 130,00 (2 almoços + 2 bebidas + 2 Cracóvias e 1 saquinho de doce de leite) Farmácia: R$ 40,00 (antialérgicos + dorflex + bebidas) Pizarria R$ 45,00 (pizza grande + bebida) Total: R$245,00 4º Dia – Volta para Curitiba No dia seguinte só acordamos, tomamos café e pegamos a estrada para Curitiba. Se quiséssemos economizar poderíamos ter dormido um dia a menos na cidade, mas teríamos que pegar 3 horas de estrada depois de fazer as cachoeiras pela manhã e achamos que seria muito cansativo. Saldo do dia valores para 2 pessoas. Pedágios: R$ 32,50 Total da viagem R$ 1.247,00 gastos para duas pessoas. Espero que esse meu relato incentive vocês a conhecer a região. É lindo demais e vale super a pena! Tirando uma ou outro atividade é tudo super barato então dá tranqüilo pra se programar e ir!
  19. Feriado de 3 dias em janeiro/2014 no Rio, momento de decidir onde ir. Passagem barata para Curitiba. Ilha do Mel lá vamos nós! Nossa aventura começa no sábado de manhã, em Pontal do Sul. Havia uma fila, tinha de preencher um papel, coisas de controle de entrada. Fora isso, 29 pratas por cabeça. Nosso barco saiu umas 10:30. Meia hora depois chegamos na Ilha do Mel, na Praia das Encantadas. Muito sol. Nossa pousada, Pousada Lua Cheia (230 pratas via booking, mas incrivelmente era das mais em conta que achamos), era logo em frente ao trapiche. Apenas largamos as mochilas por lá e partimos para andar pela ilha. O destino do dia era o Farol das Conchas. Compramos umas cervas no mercadinho logo ao lado da pousada e deixamos na nossa bolsa térmica. Primeira parada, após rápida caminhada, foi a Gruta das Encantadas. Ainda era manhã, ainda estava com maré baixa. O interior da gruta não tem nada de mais, mas o visual externo dela é bem bacana. Além disso, a vasta Praia de fora das Encantadas (ou Mar de Fora) é muito maneira. Gruta das Encantadas, por dentro e de fora Seguimos pela praia até chegar a um morro, a Ponta da Nhá Pina. Chegando lá, subimos a trilha. No caminho, um casal perguntou se estávamos indo para o farol. “Sim”. Eles também estavam e avisaram que não era por ali. Ok, fomos lá ver o visual, que era mesmo muito maneiro. Olhando o mapinha que eu tinha levado, vi que precisávamos voltar um pouco para seguir na trilha. Assim fizemos e pouco depois estávamos na Praia do Miguel. Outra praia muito bacana, com praticamente ninguém, exceto por caminhantes. Do alto do morro da Ponta da Nhá Pina, olhando para a Praia de Fora das Encantadas Chegando na Praia do Miguel De lá para a Praia Grande é necessário cruzar umas pedras. Na maré baixa foi tranquilo, ainda que seja meio desagradável andar sobre as pedras de chinelos. A Praia Grande já é bem mais habitada. Tem trilha rápida para Brasília. Ainda assim, tem muuuuuito espaço para você escolher onde quer ficar. Foi nossa primeira parada, hora de consumir as cervejas que teoricamente (e só teoricamente mesmo) tiveram a temperatura conservada na nossa bolsa térmica. Depois de curtir a praia, seguimos viagem. Conhecemos Brasília. Encantadas tem restaurantes na praia, Brasília os restaurantes ficam na parte de dentro. Achei que havia mais gente em Brasília. Pareceu um pouco mais interessante que Encantadas, com mais opções. Voltando à Ilha, vou experimentar me hospedar por lá. As trilhas são bem sinalizadas Seguimos para o Farol das Conchas, o destino do nosso dia. Cerca de uma centena de degraus para subir, bem tranquilo. Belo visual lá de cima! Descemos e fomos conhecer a Praia de Fora, que fica ao lado do Farol e dá para o oceano. Retornamos para Brasília, passamos num mercadinho para reabastecer a bolsa térmica e partimos para a Praia do Farol para relaxar e curtir as cervas. Curtida a praia e tudo mais, era hora de voltar. Ainda paramos na Praia Grande novamente. Havia um bar (cerveja custando o dobro do que pagamos no mercado!), então paramos para curtir e tomar uma última cerveja antes de cruzar as pedras de volta. Já era fim de tarde, umas 17hs. Depois da parada e da cervejinha, fomos cruzar as pedras de volta. No meio do caminho, senti que deveria ter instituído o lema “se beber, não volte pelas pedras”. Ainda assim, deu para seguir na boa. Até que chegamos numa área que era bem complicado subir na pedra e bem mais fácil ir pela água. Fui pela água, que batia na minha canela. Até que veio uma onda e... tomei um banho. De celular no bolso esquerdo da bermuda e máquina fotográfica no bolso direito. Me apoiei numa pedra, meu chinelo esquerdo saiu do pé e rapidamente o peguei de volta. E só então (o álcool faz mal à sua percepção e aos instintos) me dei conta de retirar os eletrônicos da “zona de perigo”. De volta às pedras Enfim, cruzamos. Aí fui ver o estrago da água. Ou da cervejinha, depende do ponto de vista. Celular: ok. Ufa. Máquina: visor branco. Problemas. Ainda bem que foi baratinha. Depois nos preocupamos com isso. Seguimos em frente. Chegando no hotel, fui ver a máquina. Até ligava, mas emitia sons sinistros e parecia querer funcionar, ainda que não o fizesse. Decidi deixá-la secando, toda aberta. Dia seguinte eu verificaria. Fomos curtir o por do sol na Praia das Encantadas. Bom de lá é que tem um mercado de frente para a praia. Ou seja, você compra sua cerveja e fica ali curtindo o visual. A praia em si não me atrai. Jantamos no badalado Restaurante Fim da Trilha. É bom, mas, sinceramente, achei que não valeu. Muito caro. Muito pouca comida. E não é tão bom assim pra compensar tudo isso. Ainda fomos comer um pastel na praia e tomar nossas últimas cervas antes de dormir cedo. Acordamos no domingo e fui logo ver como a câmera tinha passado a noite. Estava ligando. Visor ok! Até tirando fotos ela estava! Mas eu não conseguia comandar mais nada. Minha máquina fotográfica era relativamente nova, Era guerreira. Não era cara e comprei em uma bela promoção, justamente para o bolso não ficar triste se ela se perder ou se der problema. Ela já tinha resistido um mês antes ao meu desleixo, quando escapuliu do meu bolso num banco de taxi em Lima, no Peru, e lá ficou até o resgate. Agora, depois do banho de mar, ela decidiu assumir o controle de si mesma por completo. Algo como “olha, você me largou num taxi e me deu banho de mar; eu deveria parar de funcionar, mas vou lhe dar uma nova chance, só que eu vou passar a fazer o que bem entender daqui por diante.” E, desde então, ela dá zoom quando quer (sobretudo quando eu não peço), coloca a resolução que ela quer e não me permite comandar mais nada. Tudo bem, aceitei de bom grado. Virei refém. Seguimos bem em nosso pacto, mesmo que imposto por ela. Depois do café, saímos novamente para uma longa caminhada. Meta do dia era ir até a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá, numa caminhada superestimada de 4 horas. Levamos umas 2,5, incluindo parada em Brasília. A looooonga Praia da Fortaleza é bem bacana, areia dura, tranquila de caminhar. Mas você pode pegar uma bicicleta em Brasília para esse trecho, se preferir. Nós curtimos a caminhada. Praia da Fortaleza Chegando na Fortaleza A Fortaleza é muito bacana. Acho que Fortalezas no Brasil geralmente são bacanas. Geralmente são bem cuidadas e têm belo visual. A de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá não deixa por menos, tem até mirante, acessível por trilha. Na área do mirante, um arsenal de guerra bem conservado. Há canhões lá embaixo também. Havíamos comprado umas cervejas em Brasília e isso foi nosso piquenique na Fortaleza. Acabamos conhecendo um cara que trabalha na área cultural e estava tentando organizar atividades na Fortaleza, bom de papo. Na hora de voltar, pegamos a trilha para conhecer outro caminho da ilha e evitar o sol direto. Com isso, conhecemos a Praia do Limoeiro. Água quente, de tão quente que estava o dia. Praia do Limoeiro Paramos em Brasília para relaxar, beliscar e bebericar. Decidimos que voltaríamos para Encantadas de barco naquele dia. Fomos curtir a Praia de Fora. Antes, claro, compramos mais cervas no mercadinho local. Curtimos a tardinha toda naquela praia. Praia de Fora, ao lado do Farol De lá, pegamos o barco que leva para Encantadas. Coisa rápida, 8 pratas. Evitamos, assim, passar pelas pedras. Curtimos o por do sol nas Encantadas novamente. A maquininha deu conta do recado, mesmo assumindo vida própria. Nesse dia jantamos na Pizzaria da Tina. Simples. Mas pelo menos não era cara. Nosso último dia foi dedicado a relaxar na Praia de fora das Encantadas. Nada de caminhadas longas. Conseguimos estender um pouco nosso check-out na pousada, pegamos cadeiras e guarda-sol e partimos para uma rápida e fácil caminhada até lá. Passamos a manhã toda por lá, depois curtimos um pouco a Encantadas (a de dentro), onde “almoçamos” um belo pastel. E aí iniciamos o périplo de volta para casa. Praia de fora das Encantadas E assim foi mais um fim de semana desbravando o Brasil. Geral sobre a Ilha do Mel Sinalização: em regra as coisas são bem sinalizadas na ilha. Uma vez ou outra que nós penamos um pouco para encontrar o caminho certo a seguir. Evite retornar andando para Encantadas no fim da tarde, com maré alta. Quer dizer, não achei exatamente perigoso (desde que sóbrio!), mas há o risco de você tomar um banho de mar.
  20. Somos de Campinas/SP e compramos as passagens de avião com os pontos da Azul. Os hotéis foram reservados através do Decolar e do Booking: Curitiba: Hotel Garden Curitiba Pontos positivos: ótima localização por estar no centro, a 4 quadras da praça Tiradentes e centro histórico. Fácil acesso a todos os pontos turísticos e restaurantes. Simples, porém limpo. Pessoal da recepção educado. Café da manhã com pouca variedade, porém o necessário. Pontos negativos: muitos usuários de drogas em volta do hotel. Não tivemos problemas com eles, porém é recomendável sair de táxi à noite. O box do banheiro é de cortina e você tem que ficar se esquivando pra não encostar rsrs. Pessoal da recepção não sabia dar muita informação de deslocamentos. Ilha do Mel: Pousada Marimar (Brasília) Ponto positivo: ótima localização e fácil acesso a todas as partes da ilha. Fica bem perto do trapiche. Pontos negativos: sujo, tinha barata, toalhas manchadas (não sei se manchadas ou sujas, só sei que não deu coragem de usar rsrs). Compramos um pão caseiro na ilha e pedimos emprestado um pouco de manteiga na pousada, tudo bem que cavalo dado não se olha os dentes, mas foi inevitável dar uma checada na validade rs e estava vencida desde junho/2013, preferi não ficar pensando na limpeza da cozinha rsrs. No nosso quarto tinha uma cama de casal e uma beliche e em cima da beliche tinha salgadinho. Enfim, não recomendamos. Nossas impressões: Curitiba: cidade linda, muito arborizada, muito limpa (sempre ouvimos falar e agora constatamos), sistema de transporte público muito bom, prédios históricos e pontos turísticos muito bem preservados e cuidados, pessoal cordial, alguns mais sérios, mas muito educados. Tem tudo de uma cidade grande, porém com ares de interior. Moraríamos lá com certeza. Obs: os ônibus tem integração quando vc desce em um tubo. Isso é ótimo. Ilha do Mel: lugar lindo, muito bem preservado, lindas paisagens, pessoal educado, trilhas limpas (tem muitas lixeiras nos caminhos), muitos estrangeiros. Acho que falta mais opções de comida, pois todos os restaurantes servem as mesmas coisas e tudo é fritura, não tem opções saudáveis, não tem frutas, sucos (só tem laranja e limão ou polpa), enfim falta um pouquinho de variedade com cara de ilha. Recomendamos uma passagem por lá, nem que seja bate e volta pra quem estiver no litoral do PR. 1° dia (4/01) - Sábado: Saímos 11h de Campinas e chegamos em Curitiba 12h. Do aeroporto pegamos o ônibus ligeirinho (R$ 2,70) que nos levou até o centro em aproximadamente 40 min. Fizemos o check in no hotel, um lanche numa padaria próxima e já saímos. De ônibus (R$ 2,70) fomos primeiro na Torre da Oi (R$ 5,00), visão 360° muito legal! Dá pra enxergar vários pontos turísticos de lá. Fomos para o ponto de ônibus e aguardamos quase 1h (sábado não tem muitos ônibus =/) para ir para o Memorial Ucraniano que fica no Parque Tingui. Super valeu a pena! É lindo, lindo! O memorial é fabuloso, o parque tingui cheira a eucalipto, uma delícia, o bairro do parque só tem mansões. Lá compramos uma Pessanka aqueles ovos coloridos com técnica ucraniana. Uma obra de arte. Pra quem quiser vale a pena comprar lá mesmo pq nas demais lojinhas da cidade são mais caros. O próximo destino era a Ópera de Arame, porém o tio da lojinha disse que não tinha como ir de ônibus de lá, ou então demoraria muito. Como realmente não vimos ônibus por ali resolvemos ir de táxi (+- 13,00). É muito bonito, porém não dava pra conhecer por dentro pois estava em reforma. Mesmo assim vale a pena, a construção e o ambiente que está localizado (uma pedreira desativada) é muito bonito. Voltamos para o Hotel de ônibus. De noite fomos num barzinho Espanhol ( basco/ catalão) na quadra de baixo do hotel, o Txapela. Lugar muito da hora, super decorado, garçons gente boa, comida óootima. 2° dia (5/01) - Domingo: 9h fomos para a Feira do Largo da Ordem, uma feira que acontece todos os domingos das 9-14h. Fica a uns 50m do hotel. A feira é enorme! Não demos conta de andar tudo e tem muita coisa legal, minha vontade era de passar a manhã lá rsrs. Tem muita coisa diferente, a mulherada pira, compramos coisinhas rsrsrs!! Na rua da feira tem a Mesquita, muito bonita, nos falaram que abre 10h mas não deu tempo de irmos. De lá fomos para a praça Tiradentes pegar o Ônibus Turismo. Este ônibus custa R$29,00 e passa pelos principais pontos turísticos de Curitiba, você tem direito de descer nos pontos que quiser desde que faça até 4 reembarques. Acho que vale a pena pela comodidade, além de que de domingo quase não tem ônibus. Neste site vc pode baixar o roteiro e horários http://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/transporte/linha-turismo. Passamos pela Rua das Flores, Rua 24h, Museu Ferroviário, Teatro Paiol. Descemos no Jd Botânico. Acho que nunca vi uma construção e jardins tão belos! Renderam muitas fotos rsrs. De todos os pontos turísticos que fomos esse é o mais lindo, é de encher os olhos. Reembarcamos e passamos pela rodoferroviária, Mercado Municipal, Teatro Guaíra, UFPR (construção linda), Paço Liberdade, Passeio Público, Memorial Árabe, Centro Cívico, Museu Oscar Niemeyer (me arrependi de não ter descido, é muito diferente, é enorme), Memorial Polonês. Descemos no Bosque Alemão é bemm bonito, tem a trilha João e Maria com a história no meio da trilha e uma casinha encantada. Muito fofo. Tem o portal alemão que é muito legal. Vale a pena. Reembarcamos e passamos pela Unilivre (não deu pra descer, mas um lojista disse que é um ponto que não é muito visitado mas que é um dos lugares que ele acha mais bonito). Descemos no Parque Tanguá, parque bem bonito com uma queda dágua linda, muitos mirantes. Só tem um problema: as subidas são cruéis! Rsrss prepare-se. Reembarcamos e descemos no Parque Barigui. Parque lotadoooo, o curitibano gosta mesmo de parques. Parque bem cuidado, tem lago, tem uns barzinhos lá dentro, bem legal. Exaustos fomos para o hotel. Mais tarde fomos na Pizzaria Abaré, pizza deliciosa e atendimento muito bomm! 3° dia (6/01) - Segunda: Neste dia andamos pela Praça Tiradentes, Catedral, Centro histórico, Rua das flores, Paço Liberdade, demos uma olhadinha nas lojas. Para almoçar fomos para Santa Felicidade, famosa pelos restaurantes Italianos. Almoçamos no Madalosso, maior restaurante da América Latina, cabem mais de 4000 pessoas lá. O valor estava 33,00/ pessoa o rodízio. Só a entrada já serve como refeição, mas ainda tem o rodízio de massas, lá se come muitooo rs. O garçom que nos servia era muito gente boa, o Pompeu, ele nos apresentou a dona Flora, a dona de tudo aquilo, muito simpática. Depois fomos conhecer os salões do restaurante, parece um shopping. Muito legal. Depois, fomos na vinícola Durigan que fica bem perto do restaurante. Lá é bem temático, legal para tirar umas fotos. Além de vinhos eles tem queijos, chocolates e doces. Obs: verifique os horários dos pontos turísticos pois a maioria dos locais não abrem de segunda. Inclusive em Santa felicidade só o Madalosso estava aberto. 4° dia (7/01) - Terça: Fizemos o check out e 7:30h fomos para a Rodoferroviária pegar o trem da Serra do Mar (há mtos anos queria fazer esse passeio =D). As passagens compramos por email (pegamos no site) e retiramos na segunda-feira mas poderia ser retirada no dia mesmo. Pegamos o vagão turístico que tem guia e um lanchinho rs. O trem saiu 8:15h e vimos paisagens tão lindas que as fotos não conseguem retratar. A guia era muito simpática e ia dando dicas pra conseguirmos pegar os melhores flashs srrsrs. Dica: fizemos cadastro no site do Amantes da Ferrovia e por isso tivemos desconto na passagem. Chegamos em Morretes 13h pois deu uma atrasadinha pq em vários trechos o trem tinha que parar para os trens de carga passarem pois é uma via compartilhada. Em morretes comemos o tão famoso barreado. É uma carne desfiada com caldo, come-se com farinha, arroz, banana frita, uma delícia. Fomos no restaurante My house, mas tem várias opções. Neste estava 26,00/ pessoa. Só fui sentir fome de novo 9h da noite rsrs! Lá também são famosos os sorvetes de gengibre e banana. O de banana é mara! A cidade é bem bonitinha, se tiver tempo vale a pena dar uma passeadinha. Fomos para a rodoviária de Morretes pegar ônibus para Paranaguá, de onde saem balsas para Ilha do Mel. Queríamos ir pra Ilha de Pontal do Paraná mas de Morretes não tem ônibus pra lá. Então fomos pra Paranaguá, 1h de viagem em ônibus urbano comum (R$ 4,50), graças a Deus conseguimos ir sentados pq vai lotadooo. Da rodoviária de Paranaguá fomos para o lugar que sai a balsa, que lugarzinho esquisito, medooo! Pegamos a última balsa (18h) ufa! Deu medo de não conseguir. Fiquem atentos aos horários das balsas pois de Paranaguá saem poucos. De pontal sai a cada meia hora e tem até 20h, além disso a viagem é só de 30 min. São 2h de balsa até a Ilha (R$ 16,00), é meio cansativo. Chegando no trapiche de Brasília fomos direto pra pousada que fica bem perto. Fizemos check in e já fomos andar, só que estava escuro e não tem luz na trilha, só tem as luzes dos restaurantes. Descobri que as pessoas levam lanterna pra andar de noite lá, mas a luz do celular ajudou. =) Comemos no restaurante Pousadinha, comida boa e preço normal para ilha. 5° dia (8/01) - Quarta: Cedo fomos para Fortaleza, deu uns 5km de caminhada. Fomos pela praia com sol rachando, chegamos lá mortos pq foi o caminho que o cara da informação turística ensinou =/. Depois descobrimos que tem uma trilha com árvores e tal que chega lá também com mais ‘conforto’ rsrs. A fortaleza é bem legal, além da parte dos canhões que fica em cima tem os ambientes em baixo, bem bonito. Dica 1: tem uma biblioteca em frente com banheiro limpo. Dica 2: acho que vale a pena alugar bike para a fortaleza pq o caminho é reto e a areia é bem firme (não sei o valor). Atrás da Fortaleza tem a trilha que vai para o Morro da Baleia, subidinha bem mais ou menos mas o visu lá de cima compensa! Almoçamos no hotel perto da Fortaleza, muita comida mas sem muito sabor =/. Voltamos pela trilha dessa vez rs, foi bem mais agradável. Mais 5km. Umas 14h fomos pra Encantadas. Como seriam mais de 5km arregamos rsrs e fomos de barco táxi (R$ 8,00), em +- 15 min chega lá. Achamos Encantadas mais organizado que Brasília, mas Brasília tem mais coisas. O legal é que encantadas tem mercado e a água de 1,5L era R$ 4,00 sendo que nos hotéis/ restaurantes é R$ 3,00 a água de 500mL. Vale a pena fazer um estoquezinho rs. Fomo conhecer a Gruta das Encantadas. Caminho bem tranquilinho. É uma gruta nas rochas, legal. Ao lado da gruta tem dois montes para subir pra ver a paisagem mas não tínhamos mais forças rsrs. Na volta compramos um pão caseiro quentinhoooo de uma moradora da ilha, fomos comendo puro mesmo, delícia! De lá ficamos na praia perto do trapiche e 19h pegamos o último barco táxi de volta para Brasília (R$ 8,00). 6° dia (9/01) - Quinta: Cedo saímos para o Farol, 20 min de caminhada tranquila + subidinha de boa. O visual lá de cima é muito lindo, vários locais pra tirar foto. Descemos e ficamos na praia do Farol. Logo tivemos que voltar pra pousada pois o check out era 11h (tentamos mas não conseguimos late check out =/). Dica: ficar pelo menos 2 dias inteiros ou 3 pra poder fazer as coisas com calma. Pegamos a balsa para Pontal pois nosso ônibus para Curitiba sairia de lá. 30 min até Pontal (R$ 13,00). A passagem de ônibus (R$ 25,90) compramos da Graciosa no dia que fomos na Rodoferroviária. 14h saímos e chegamos em Curitiba 17h. Pegamos o ônibus ligeirinho e fomos para o Aeroporto. Fim da nossa viagem que foi muitooo boa!
  21. Você já ouviu falar da cidade de Sapopema, no norte paranaense? E do Pico Agudo? [align=center][/align] Nossa jornada começou no dia 10/10/2009, quando saímos de Maringá - PR rumo a Sapopema. Éramos em quatro, Gabrielle, minha namorada e o casal Andréia e Eduardo. Nesse relato vou contar apenas nossa primeira visita ao Pico Agudo, nos dias 11 e 12/10/2009. Aproximadamente 5 km antes de chegar à cidade de Sapopema fica a estrada para o bairro Lambari. Em 6 km estávamos cruzando um pequeno vilarejo com simpáticas casas, um pequeno bar e como sempre, igrejas. Essa estrada possuí algumas bifurcações, basta seguir a principal (visualmente dá para identificá-la), exceto quando houver 3 caminhos: Siga o central. Em poucos metros encontramos outra "vila", esta com uma escola à esquerda e uma quadra poli-esportiva à direita. Em seguida um riacho cruza nosso caminho. Como não sabíamos a profundidade, nem se havia muitas pedras, passei lentamente com o carro. Primeiro momento tenso da viagem. Poucos metros chegamos ao final da estrada, aproximadamente 22 km percorridos e estávamos na porteira da fazenda. Abrimos e seguimos. Na primeira bifurcação paramos o carro e seguimos á pé pelo caminho a esquerda, onde chegamos à casa do gerente da fazenda. Pedimos informações e retornamos para o carro. A estrada que leva até o pico passava atrás da casa do gerente, porém essa primeira estrada a esquerda é bem íngreme. Resolvemos seguir até a segunda difurcação a esquerda, mais longe, porém mais amena. Passamos atrás da casa do gerente e seguimos, por meio de pinos, hora pasto. Depois de alguns kilometros encontramos uma porteira, logo seguida por um casebre bem rústico e uma bifurcação. Nessa hora uma surpresa: Dois Jipes de Arapongas - PR chegam logo atrás de nós. Perguntamos se eles tinham alguma informação e, assim como nós, era a primeira vez deles também. Havia outra casa, bem próxima, seguindo pela direita. Assim o fizemos. Chegando lá conversamos com o caseiro que disse que o caminho não era aquele, tinha que retornar e pegar a esquerda na bifurcação. Os jipes seguiram dali mesmo, mas como nós estávamos com carro baixo, tivemos que retornar (nem 200 metros) e pegar a estradinha correta. Talvez 500 metros e chegamos à famosa mangueira, onde carros normais são deixados e o resto é feito a pé. Para nossa alegria, os jipes nos esperaram e então ganhamos uma caroninha. Pegamos nossas tralhas e nos dividimos entre os 4x4. Antes éramos quatro, agora nós tornamos oito caminhantes, porém nós iríamos acampar e eles apenas “bate-volta”, logo bem mais leves! Pouco tempo já pude perceber porque só passar carros traçados por ali. A estrada é realmente OFF-ROAD, sem chance para carro baixo. Houve momentos que até os jipes tiveram certa dificuldade em cruzar alguns obstáculos. Dois kilometros de jipe e chegamos ao ponto final da trilha motorizada. Na realidade tivemos que parar um pouco antes do final da trilha devido um enorme buraco causado pela chuva. Já era perto do meio dia, então resolvemos fazer um lanche rápido antes de começar a caminhada. [align=center][/align] Poucos minutos chegamos onde seria o final da trilha 4x4, um casebre no sopé do Pico Agudo. Cruzamos mais uma porteira e o caminho segue por trilhas de gado. Logo encontramos outra porteira, onde observamos que a trilha seguia a direita, bem ao pé da porteira. Neste ponto a trilha segue por uma breve mata e depois volta para o pasto. Ao encontrar a última porteira nossos problemas começaram. Cruzamos esta e ao procurar a trilha nos deparamos com “n” caminhos. Com o Pico visualmente ao fundo, optamos por seguir mais a esquerda. Um erro! Logo chegamos num charco! Rodamos, rodamos e rodamos e nada de trilha. Os dois motoristas (que não lembro o nome) se dividiram, cara um “abrindo no peito” uma trilha procurando por alguma trilha. Depois de uns 20 minutos um deles grita informando que encontrou a trilha. Na verdade ele encontrou com dois peões que estavam voltando do cume á cavalo (foram com os animais até bem próximo a base) que nos informaram o caminho correto. Resolvemos parar um pouco para tomar fôlego e comer alguma coisinha rápida. [align=center][/align] Prosseguimos pela mata que logo nos deu adeus e seguimos através de uma grama alta (conhecido na região por colonhão) beirando sempre uma cerca a direita. Nessa hora o facão nos deu uma grande ajuda! [align=center][/align] Alguns metros e chegamos bem na base do Agudo, onde a trilha se inclina. Muito! Para piorar, a região é constituída por arenito, logo, a trilha fica escorregadia, as pedras quase sempre soltas e a vegetação têm quase não tem raiz. Em resumo, qualquer ponto de apoio pode não ser um bom ponto de apoio! A subida vai se inclinando cada vez mais, obrigando quase sempre recorrer as mãos. [align=center][/align] Para a felicidade dos cansados, a subida é curta! Não mais que meia hora de “escalaminha” e conseguimos ver o outro lado da montanha. Nesse ponto o chão é forrado por pedras e é possível observar, e ouvir, o rio Tibagi cortando o vale. Nosso grupo fez uma pequena pausa para água, o pessoal dos jipes seguiram direto ao cume. [align=center][/align] Dali para o cume não foi mais que 5 minutos! Retiramos as bolsas e as gurias sentaram para descansar e tomar água. Eduardo e eu fomos logo fazer um reconhecimento do lugar, procurar pelo livro de cume e um bom lugar para acampar. Encontramos a caixa do livro, mas ao abrir, rolou aquela decepção. Cadê o livro? Pois é, havia apenas uma folha de papel A4 e uma caneta. Ao examinar o papel lemos que o pessoal retirou o livro e logo iria repor, mas não até aquele momento. Para piorar, não havia mais espaço em branco para nossas assinaturas. Uma pena! [align=center][/align] Voltamos para onde as gurias estavam e verificamos que só havia uma área de acampamento. Esta era mínima, teríamos que espremer nossas barracas ali. Enquanto a patroa tirava um cochilo, Andréia e Eduardo preparavam nosso almoço/janta e eu estava preparando minha barraca. Montei-a de forma que fosse a primeira a receber o vento, pensando que de noite sopraria de dentro do vale, passando por nós e depois em direção a cidade. Assim a barraca mais alta do Eduardo não sofreria o primeiro impacto. [align=center][/align] Feito isso, o Eduardo acabou a janta e foi arrumar suas tralhas. Minha patroa já tinha preparado nossa bóia e eu fui engoli-la. [align=center][/align] A partir daí foi só curtição. Exploramos o cume, tiramos fotos e logo pudemos dar adeus a luz do sol e boas vindas a uma noite estrelada. Passamos algum tempo olhando as estrelas, inclusive 3 ou 4 estrelas cadentes. [align=center][/align] Era 20hs e partimos pras barracas para uma ótima noite de sono. Será? Por volta da meia noite sou acordado por uma rajada de vento, que vinha “uivando” desde o vale e logo socava nossa barraca, sacolejando-a forte! Pensei: “Se a minha está assim, imagine as deles!”. Ouvi algumas risadas e resolvi perguntar como as coisas estavam. “Hahahaha ta massa!!!” Precisei sair da barraca para “molhar as plantas” e fui surpreendido por nuvens carregadas, raios e trovões. Quando disse que o tempo estava feio, o Eduardo saiu para conferir. Resolvemos então reforçar alguns grampos e puxar algumas cordas do sobreteto da barraca deles. Feito isso, cama! Começou então uma chuva leve, garoa fina que começou a uma da manhã e seguiu noite adentro. Acordei um pouco antes do combinado, 05hs e já estava de pé olhando o tempo. Nada bom! Estava tudo branco, nuvens carregadissimas , raios e trovões! Acordei todo mundo e disse para arrumarmos tudo antes que a chuva pegasse a gente no meio da descida. Não deu tempo! Quando só faltava a barraca, o céu desabou! Muita chuva e vento! Tinha horas que achei que a barraca fosse decolar! Já era 9hs da manhã e nada da chuva parar. Avisei pra galera que se não partíssemos naquela hora ficaria tarde para pegar a estrada. Dei meu anorak para a patroa e fui desmontar a barraca com roupa de algodão. Quanto frio!!! A chuva gelada era suportável, mas quando o vento pegada, os dentes rangiam! Rapidamente pusemos a barraca abaixo, taquei tudo na mochila e começamos a decida. Lembram que a região é constituída de arenito? Agora molha tudo. Pois é, muita água na trilha, muita lava montanha abaixo. Resultado: Geral marrom! Da cabeça aos pés. [align=center][/align] Logo estávamos no colonhão rente a cerca. Esta cerca era um ponto chave da trilha, onde bastaríamos segui-la e chegaríamos ao casebre no sopé do Pico. Porém, depois de um tempo de caminhada topamos com a mata alta. No início existia trilha, mas logo desapareceu. Resolvemos seguir a cerca. Novamente o facão voltou a cantar! Urtigas enormes por todos os lados e muito cipó. Depois de muito esforço e calos na mão nos deparamos com um riacho. Seguir a cerca ou contorná-lo a direita? Resolvemos contorná-lo. Nem 50 passos foram dados e encontramos a trilha! Daí então foi só segui-la até a casa. [align=center][/align] Deste ponto, estávamos a 2 km de onde estava o carro. Não chovia mais e era 11hs, então tentamos caminhar o mais rápido possível para logo chegar no carro e tirar aquela roupa molhada. No meio do caminho o sol resolve dar as caras e nos torturar. Restava 100ml de água para cada casal. Sobe e desce constante e a lama grossa foi minando nossas energias! O humor da galera não existia mais. Caras fechadas e caminhada ritmada. [align=center][/align] Felizmente avistamos o carro! O Eduardo já começou a falar que ia passar talco nos pés e colocar uma roupa quentinha. Eu já imaginava isso também! Foi a primeira coisa que fizemos. [align=center][/align] Todos prontos? Vamos embora!!! Andamos nem 300 metros e a chuva de ontem nos deu uma lembrança: Lama! Resultado: Carro atolado. Tentamos algumas vezes em vão empurrar o carro. Eduardo e eu resolvemos ir até a casa que estava bem próxima pedir ajuda. Dois senhores vieram nos ajudar. A idéia era puxar o carro com uma pickup, mas a SpaceFox não tem reboque na frente e a corda que tínhamos não passava de 3 metros. Felizmente os dois senhores ajudaram a empurrar e isso foi suficiente para nos fazer mover.... por mais 100 metros até outro lamaçal. Novamente os senhores nos ajudaram. Além disso, eles nos informaram que existiam mais dois pontos críticos pela frente e que seria melhor esperar o sol secar um pouco a estrada. Então pegamos um pouco d’água com eles e fizemos nosso almoço/janta, às 16hs. [align=center][/align] Às 17hs eu dei duas garfadas em meu almoço e notei que nuvens carregadas vinham em nossa direção. Alertei todos , pegamos nossas coisas e partimos. Adivinhem?! Nem 200 metros e atolamos novamente! Mas essa foi mais fácil, nós mesmos conseguimos resolver o problema. Então seguimos um bom tempo sem problemas. Ficamos extasiados pois pensamos que o pior já tinha ficado pra trás. Eis então que surge um vale, onde a água que escorria dos dois lados (por onde estávamos descendo e por onde iríamos subir) formava um lamaçal. Tentei procurar as vias mais secas, mas foi em vão. Dessa vez a coisa foi muito pior! Muita lama e no meio do nada! [align=center][/align] Deixamos as meninas no carro e partimos em direção a casa do gerente da fazenda para pedir ajuda. Encontramos ele no meio do caminho, andando a cavalo. Ele disse que não havia nenhum carro/trator por ali, mas que poderia tentar puxar com o cavalo ou procurar ajuda no vilarejo. Dissemos então que iríamos atrás do trator e que se não desse certo, usaríamos o cavalo dele. Ele concordou e então seguimos até a vila. Chegamos na vila, cansados e... o trator não estava lá! Voltamos. Conversamos com o gerente e seguimos para o carro enquanto ele iria selar outro cavalo, mais manso. Isso já passava das 18hs e o sol já tinha ido embora. Chegamos no carro ao mesmo tempo que o gerente. Ele colocou a corda no reboque traseiro e antes que eu começasse a acelerar o cavalo já começou a arrastar o carro! Fiquei impressionado com a força do bicho. Informei a ele que o carro não tinha reboque na frente, mas ele deu um jeitinho. Lá vamos nós! Todos segurando nos “PQP” e novamente o cavalo começou a puxar o carro antes mesmo do meu pé alcançar o acelerador. Dessa vez havia uma subida e muito barro, mas mesmo assim o bicho foi bravo e puxou o carro como se fosse um brinquedo! Desatamos a corda e seguimos até a casa do gerente. Lá, agradeci muito a ajuda que ele tinha nos dado. Já era noite, o cara se enfiou na lama e nos salvou de um perrengue ainda pior. Daí então seguimos numa estrada cascalhada, mais segura. A chuva começou a cair e eu tive que pisar. Teve horas que fiquei com um pouco de dó do carro, mas não tínhamos outra escolha. Alcançamos a rodovia e já passava das 20hs! Todos incrivelmente sujos e cansados! Comemoramos e rimos lembrando das coisas, dos perrengues e do que poderia ter acontecido se não voltássemos a tempo. É isso ai meus caros! Esse foi nosso perrengue na primeira visita ao Pico Agudo. Espero voltar lá mais vezes, mas sem lama! Abraços, Danilo D. Guilherme
  22. Sebuí é o nome dado a uma Reserva Ecológica que fica proximo a Guaraqueçaba-PR. Sendo exato fica ha 50 minutos de barco. http://rppnsebui.blogspot.com.br/ Trata-se de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) com 400 hect. de Mata Atlântica e ecossistemas asociados, litoral norte do Paraná. Ha cerca de 6 cachoeiras dentro dessa pequena ilha, ha algumas cavernas também e o que mais impressiona é a fauna, as belas aves e animais que voce -com sorte e atenção- vera pelo caminho. São mais de 91 espécies de aves, cerca de 20 de anfíbios, além de peixes, répteis e várias de mamíferos convivem na reserva. A visita começa por Guaraqueçaba (em tupi: Pousada do Pássaro Guará). Ou melhor voce pode colocar Paranaguá no roteiro se tiver um tempinho a mais, pois é um bom lugar pra se tirar fotos e ver o sol nascer na baía, dar uma volta no centro histórico de Paranaguá, almoçar. Tambem em Paranaguá (cidade tombada pelo patrimônio histórico) sera inaugurado (em fev/ 14 ?) o Aquário Marinho. Além de ser a melhor opção para ir até Guaraqueçaba, são 2:30 de barco (40 reais ida e volta) Mas se atente aos horários de barco. Pois de carro se percorre um longo caminho de estrada de chão, 76km. Quase 3 horas de percurso. A empresa Viação Graciosa http://www.viacaograciosa.com.br/ faz esse percurso, mas de ônibus demora-se quase o dobro de tempo. (42,77 ida 39,77 volta) (com essa estrada de chão, somente o eco-turista que realmente preserva o meio ambiente vai para lá, se fizerem o asfalto... Os comerciantes lucrarão mas a cidade perdera o encanto em si pois pessoas imundas irão para lá com suas caixas de cerveja e som alto) Se for passar a noite em Paranaguá tem um hostel http://www.hostelcontinente.com.br/ que ta sempre tocando um bom e velho rock n roll. obs. talvez voce considere passar a noite lá por causa do horario do barco para Guaraqueçaba. http://www.paranagua.pr.gov.br/conteudo/guia-turistico/horarios-de-barcos Saída as 09:00 e 14:00 horas. Guaraqueçaba é encantadora, tem seus artesanatos, suas lojinhas, sua igrejinha, seus barcos coloridos, suas histórias... No ultimo dia por exemplo, ficamos sabendo da história do Copo Sujo. Chico Mula era um índio/ poeta dono de um bar, morador querido e conhecido por todos, ícone da cidade, casado com uma das mais belas mulheres da Baía de Guaraqueçaba Em seu bar havia um copo do qual ele sempre servia uma dose de graça pra quem quisesse beber algo, porem o copo 'como tradição' nunca era lavado, logo ficou conhecido e desejado (?) pelos viajantes, como Copo Sujo. Voltando a falar de Sebuí. Ha duas opções de se conhecer o lugar. Uma sai meio caro... Mas as chances de ver animais, pássaros exóticos é maior! Uma vez que você pousaria dentro de uma cabana na ilha. (lembrando que não se pode acampar lá e nem tem como). Entre em contato com eles e conheça o pacote e suas tarifas http://www.cormorano.com.br/ (média de 500 reais/ pessoa por um pacote com tudo incluso, hospedagem 2 noites e 3 dias, 4 refeições, passeios e uma serie de atividades) Outra foi como fizemos, entrar em contato direto com um dos barqueiro de Guaraqueçaba solicitando o passeio até a Reserva de Sebuí. Por sorte, conhecemos um dos melhores e mais simpático barqueiro da região, Senhor Valdir. Que nos cobrou 60 reais por pessoa. Claro que foi um passeio mais simples mas pudemos conhecer uma parte de Sebuí, 3 cachoeiras, o mangue, os pássaros guaras, infelizmente devido a maré no vimos os papagaios de cara roxa. Senhor Valdir também nos fez companhia no barzinho a noite contanto suas histórias e curiosidades do município. Uma figura ele! Tambem nos fizeram cia um casal muito gente boa, foi uma noite bem bacana de muita história, pois estávamos todos nos conhecendo naquele dia/ viagem. ha... ao contrario do que eu pensava, a melhor lua é a minguante, pensei que fosse a cheia, mas na minguante o mar fica mais velejável. Pois na cheia, ha duas mares: uma muito rasa (por isso demoramos pra sair de barco) e outra muito cheia. Por essa demora não pudemos conhecer outras cachoeiras que existem na ilha. Na minguante ha 4 tipos de marés, todas quase no mesmo nível, o que facilita a navegação nesse caso. Se puder escolher... Pois isso facilitará, mas se ficar em Sebuí, a Lua Cheia e sua luminosidade sera melhor para observação das espécies. Em Paranaguá deixamos o carro no Estacionamento Bom Abrigo; Rua Correa de Freitas, nº89. Centro. Pagamos 20 reais por dia. Estacionamento coberto. Fone: 41-3422-6789 Lembrando que também tem ônibus Ctba-Paranaguá. Mas o horário não bate com o de saída do barco! Em Guaraqueçaba nos ficamos na Pousada Chauá: http://pousadachaua.blogspot.com.br/ 35 reais com café da manha incluso. Então, por mais que como mochileiro, eu fuja dessas agencias de turismo, nesse caso, ha de se considerar um pouco a idéia. Pra ser exato não é uma agencia e sim o próprio dono de Sebuí que planeja esses pacotes contanto com uma equipe de guias de apoio. E é o único tambem. Todavia, dependendo dos dias que voce tenha, da pra explorar bem nos bate-volta até Sebuí. Bom, como faz tempinho que fomos (feriado de novembro/13) as coisas já não estão tao frescas na memória mas qualquer dúvida só perguntarem que tentamos ajudar! Dedico esse relato a nova mochileira Andressa, que deu a idéia de irmos para lá abrindo o tópico: reserva-ecologica-do-sebui-pr-setembro-t84825.html Agradeço as queridas meninas Carina e Daila, que me deram o prazer da companhia sendo eu o bendito fruto entre as mulheres. Bom e também a todos que aqui prestam seus relatos de viagem os quais tanto nos ajuda e inspira a por o pé na estrada.
  23. De volta a vida...Depois de ter conhecido parte das Serras Gaucha eu peguei um voo para Curitiba com a finalidade de fazer o passeio de Trem que vai de Curitiba até Morretes, a passagem já estava comprada desde o RJ. Passei uma noite no Albergue de Curitiba, noite bem perturbada por conta de três babacas aqui do RJ que não são mochileiros, foram para Curitiba para irem a um casamento e ficaram no Albergue, os caras eram mal educados e sem noção, tive que pagar geral para poder dormir, os babacas falavam alto, acendiam a luz toda hora sem se preocuparem que o quarto era coletivo, isso tudo por cerca de 01:30 da madruga, um deles foi tomar banho e ficou batendo papo com os outros que estavam no quarto, perguntei se o quarto era só deles e se eles estavam em casa? Claro que não gostaram Só falei que queria dormir e que era para eles irem conversar em um Bar ou eu iria fazer reclamação com o Staf, deu resultado e eu dormi tranquilo até ás 07:00 Após o café fui apanhado pelo carro da ag que contratei para fazer o passeio de Trem. (Serra Verde Express) Fui no Vagão executivo pq a diferença é pouca e vale a vista... O passeio é muito bonito, vale cada Real O passeio é bem animado, tem história, tem musica e um lanche incluído. Em Morretes rola o almoço com o tal Barreado que confesso não gostei, mas os frutos do Mar estavam dos Deuses Depois do almoço rola uma volta na praça onde se pode comprar doces, balas, farinhas e outras coisas. Morretes é pequena porém muito bonito o lugar. De Morretes seguimos de Van até Antonina e depois o grupo volta para Curitiba, eu fui deixado na Rodoviária pois de lá eu peguei um Bus para Paranaguá. Cheguei em Paranaguá a tarde e embaixo de um Dilúvio, o céu desabou e a cidade ficou alagada, assim que a chuva deu trégua eu ralei para o Albergue que é também um Hotel, eu iria passar a noite e depois do café seguiria de barco para a Ilha do Mel. Cheguei na Ilha por volta de 13:00, fui direto para o Albergue que fica de frente para o Mar e quando a maré sobe vai até o Deck do Albergue, tava bem vazia a Ilha porquê era Março e não foi mês de Carnaval ou férias, tudo muito tranquilo. Almocei e fui conhecer um pouco do lugar... no dia seguinte conheci uma colega de profissão e resolvemos caminhar até o antigo Forte e também até o Farol ficamos do outro lado da Ilha e a caminhada era longa...no caminho conhecemos mais algumas pessoas e fomos todos juntos. Fiquei ao todo três noites na Ilha depois voltei para Curitiba e de lá peguei um voo para Campo Grande pois iria para Bonito. Gastei pouco em relação a Ilha do Mel, refeições, Albergue e transfer, nada fora do que estou acostumado, valeu ter conhecido mais uma Ilha.
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