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Ilha do Mel


thiagozuza

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A cidade base pra quem vem de fora do Paraná conhecer a Ilha do Mel é Curitiba. Chegando por onibus ou avião até Curitiba, pode-se ir até o litoral para pegar o barco e desfrutar as maravilhas da Ilha.

 

Existem 2 cidades em que se pode pegar o barco e seguir para a ilha:

 

Pontal do Sul - 130 Km de Curitiba:

 

Pode-se pegar um ônibus na Rodoferroviária e pegar o barco em pontal do sul que sai de hora em hora. De Pontal até a ilha são 30 minutos de barco.

 

Paranaguá - 90 km de Curitiba

 

Pode pegar o onibus na rodoferroviária ou ir de trem, descendo a serra da graciosa que o passeio é belissimo. São 2 horas de barco de paranaguá.

 

Outra opção, pra quem quer ir de trem e pegar um trajeto menor de barco é ir de trem até morretes e de lá pegar um onibus até Pontal do Sul.

 

 

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No trapiche em Pontal do Sul, no momento de pegar o barco, já começa a dúvida... Onde ficar?? encantadas ou brasília??? Encantadas tem os melhores forrós. Brasilia fica em uma posição privilegiada, se tem acesso a varias trilhas e várias praias... Já fiquei acampado em ambas e preferi Brasilia pela facilidade de ir para outros lugares:

 

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Em brasilia, eu recomendaria pra quem gosta de acampar o Camping Farol das Conchas. Para casais que desejam maior conforto, recomendaria a Pousadinha - http://www.pousadinha.com.br/

 

Inclusive a comida da pousadinha é muito boa!!!!

 

Considerando a estadia em Brasilia, podemos conhecer diversas praias e atrativos da ilha, através das trilhas:

 

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres - Caminhada de 6 Km.

 

 

Da fortaleza pode-se subir a um mirante, que fica em cima da fortaleza, que tem tipo uma continuação da fortaleza com uns corredores e uns canhões escondidos:

 

 

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farol das conchas - 1Km + 1 Km de subida

 

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De brasilia, pode-se ir para encantadas de barco ou por trilha. A trilha tem aproximadamente 6 Km e passa por algumas praias:

 

Praia de Fora

 

 

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Praia Grande... Depois tem que atravessar umas pedras...

 

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Praia do Miguel

 

 

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Chegando na Praia de Encantadas, que é o outro ponto habitado da ilha, além de Brasilia.

 

Em encantadas, pode-se pegar a passarela:

 

 

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e conhecer a gruta de encantadas.

 

 

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As trilhas são bem fáceis e bem sinalizadas:

 

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Existem restaurantes, bares e pousadas de todos os gostos e preços.

 

As melhores praias são as Praias do FAROL, DE FORA, GRANDE e ENCANTADAS.

 

enfim... A ilha do mel é um lugar mágico, que vale a visita!!!

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  • 1 mês depois...
  • Membros de Honra

A Ilha do Mel tem duas praias. Praia do Farol preferida pelos surfistas por ter melhores ondas na praia do Farol. É uma praia mais tranqüila onde estão localizados os melhores pontos turísticos, como o Farol e o Forte. Tem ótimos restaurantes pousadas e hotéis.

A encantadas não fica para traz com campings, muitos bares e restaurantes, e bem mais agitada.

Como chegar. pegar o barco em Pontal do Sul a travessia é rápida.

Em frente do embarque tem vários estacionamentos.

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  • Membros de Honra

Como chegar

http://www.viacaograciosa.com.br/consulta.asp

 

Para consultar preço, horários e hotéis, veja no sites abaixo.

 

Sites da Ilha do Mel

http://www.pousadasilhadomel.com.br/

http://www.ilhadomel.com

http://www.ilhadomel.net

 

Ilhas do Paraná

http://www.paranagua.com.br/ilhas.asp

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  • 5 meses depois...
  • Colaboradores

Olá galera, algumas dicas e informações sobre a Ilha do Mel que postei em meu blog que quero dividir com vocês...

 

segue:

 

Amigos, hoje vou iniciar uma nova fase aqui no Loco Mundo, tenho notado que muita gente está visitando o blog e procurando informações sobre turismo, então eu como uma pessoa que ama viajar e paranaense nato, a partir de hoje vou compartilhar algumas informações sobre lugares que temos aqui no meu estado.

 

Para começar muito bem, vou falar sobre um lugar que fazia bastante tempo que não visitava e estive lá na semana passada, sem dúvidas um dos locais mais lindos que temos no Paraná e no Brasil, um lugar que amo de paixão, a ILHA DO MEL.

 

 

 

 

A Ilha do Mel é um lugar incrível, um orgulho para o litoral do Paraná, um verdadeiro paraíso e um lugar inesquecível sem sombra de dúvidas.

A Ilha possuí 2.762 hectares de mata preservada, sendo 2.585 hectares constituídos por reservas ecológicas. Não é permitido na ilha veículos de tração motor ou animal, assim como desde 1983 não se pode construir ou reformar as casas sem autorização do IAP – Instituto Ambiental do Paraná – o que torna a ilha um lugar rústico e mais mágico...

Por ser uma reserva ambiental não é permitido que se leve animais de estimação também, somente os animais nativos podem usufruir da Ilha, rs...

Para se locomover na ilha o contato com a natureza é total e isto é um de seus charmes. Existem trilhas, todas bem sinalizadas, que levam o visitante a todos os lados da ilha. Ainda existem locais em áreas de reservas ambientais onde não é permitida a presença de visitantes, mesmo porque o acesso é muito difícil.

Basicamente a Ilha está dividida em três partes principais, ao norte esta a Fortaleza, ao centro esta Nova Brasília e ao sul esta Encantadas.

 

 

Existem algumas maneiras diferentes para chegar até a Ilha do Mel.

 

A principal e mais rápida é pela BR-277 – partindo de Curitiba são cerca de 130 km por uma estrada duplicada e bem sinalizada, é pedagiada pela empresa Ecovia (0800-410-277) que mete a faca – (12,70 ida e +12,70 volta , acho um absurdo, pagar isso em um trecho de pouco mais de 100 km), é a maneira mais rápida de chegar, porem tirando a bela vista que se tem na serra do mar, não possui mais nenhum atrativo. Pode-se chegar até Paranaguá (sempre pela BR-277) ou até Pontal do Sul (através da PR-407, depois pela PR-412).

 

Para quem vem do Norte ou para quem dispõe de mais tempo e quer conhecer outros lugares vale a descida pela PR-410 à tradicional ESTRADA DA GRACIOSA, por este caminho o visitante tem a oportunidade de viajar por entre a mata atlântica, rodeado pela natureza abundante. O caminho é feito entre montanhas, picos, flores, cachoeiras, rios e visões espetaculares, vale citar que este caminho exige baixa velocidade tanto pelas lindas paisagens a serem observadas, também por se tratar de uma estrada bastante sinuosa e bastante estreita, é normal apresentar nevoeiro o que deixa a estradinha bastante escorregadia, pois em alguns trechos a estrada é feita de paralelepípedos. Pela estrada da Graciosa você pode conhecer a simpática cidade de MORRETES, que fica aos pés do Conjunto de montanhas Marumby, e se tiver um pouquinho mais de tempo pode ir até a cidade histórica de ANTONINA, que é bastante próxima de Morretes. Para ter acesso a estrada da Graciosa é preciso pegar a BR-116 sentido Curitiba – São Paulo e entrar no Km 61, no portal que dá inicio a estrada histórica, são cerca de 40 km até a saída na BR-277, lembrando que por este caminho da pra “escapar” do pedágio. Após estar na BR-277 o caminho restante é o mesmo do descrito anteriormente, também pode chegar até Paranaguá (sempre pela BR-277) ou até Pontal do Sul (através da PR-407, depois pela PR-412).

 

 

 

Outra opção principalmente para quem vem do Sul do Brasil é pela BR-376, por este caminho é preciso que se entre na cidade de Garuva em Santa Catarina e se siga pela PR-412, neste trajeto viajante vai passar pelas principais praias do litoral paranaense a começar com Guaratuba. Passando por “Guará” é necessário que se pegue um Ferry – Boat em uma travessia de aproximadamente 20 minutos que é bastante interessante, logo se chega a Caiobá e Matinhos, passando por praticamente todos os balneários até o destino final Pontal do Sul, onde está o embarque para Ilha. (Também é possível ir até Paranaguá, caso alguém deseje conhecer a cidade de Paranaguá ou o porto e depois partir para Ilha por Paranaguá).

 

Uma quarta opção, é fazendo o belíssimo trajeto de trem partindo de Curitiba até Paranaguá pela empresa Serra verde Express (41- 3888-3488), é uma vergonha que eu nunca tenha feito esse passeio, pois sei que é deslumbrante, mas ta na lista, quem sabe logo relato pra vocês...

 

 

Para quem está indo de ônibus, quem faz este trajeto é a empresa Viação Graciosa (41- 3223-0873) que disponibiliza durante todos os dias em muitos horários, ônibus para Pontal do Sul e para Paranaguá. Na temporada ônibus extras são colocados a disposição dos veranistas.

 

Então, após escolher uma destas vias de acesso até Paranaguá ou até Pontal do Sul, que são os dois locais de onde se é possível pegar a famosa “Barca para Ilha” (que já foi inclusive tema de sucesso de uma banda paranaense chamada Djambi). Deve-se escolher o destino a seguir, já que tanto de Paranaguá como de Pontal as barcas seguem para Nova Brasília ou para Encantadas. Chegando à Ilha existem barcas fazendo o trajeto Encantadas – Nova Brasília e vice versa.

 

 

 

 

Partindo de Pontal do Sul, que é a maneira mais utilizada e mais comum para seguir até a Ilha (e de onde eu sempre fui) existem barcas desde as 8:00 até as 18:00hrs, partindo de uma em uma hora conforme a lotação, no período da alta temporada partem barcas até as 21:00 hrs, o tempo de travessia é de aproximadamente 30 minutos, no caminho pode-se ter a companhia de grandes navios que chegam e saem do porto de Paranaguá e com mais sorte pode-se ter a companhia de botos.

O valor da travessia é de 23,00 reais (ida e volta) e já está incluso o valor de todas as taxas inclusive da taxa de visitação (valor este que teoricamente é revertido para melhorias na Ilha).

 

Partindo de Paranaguá existe a barca saindo as 9:30 e as 15:00 hrs, custo de 27,00 reais (ida e volta e taxas) com duração de quase 2:00 horas de travessia. Na temporada existem mais horários.

 

Deve-se ainda prestar atenção ao fato que por medida para evitar a degradação ambiental, somente 5000 pessoas podem entrar na Ilha, portanto na alta temporada fique esperto com este detalhe. Informe-se antes... 41-3455-2616.

 

Fico por aqui nesta primeira parte sobre a Ilha do Mel, ainda esta semana continuo relatando um pouquinho mais... Até breve.

 

 

retirado na integra : http://locomundojapa.blogspot.com/2010/08/informacao-viagens-ilha-do-mel-1-parte.html

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segue a segunda parte...

 

Continuando meus relatos sobre a maravilhosa Ilha do Mel, hoje vou postar um pouquinho sobre as características da Ilha, lembrando que o primeiro post foi basicamente como chegar até a Ilha.

 

 

 

Repetindo o que foi dito no primeiro post, primeiro você deve escolher entre os dois lados da ilha, em qual deles vai ficar, ou pelo menos pra que lado você vai primeiro. Vou tentar passar um pouco das “coordenadas” que estão ao meu humilde alcance, pra tentar facilitar um pouquinho pra vocês...

 

Posso dizer que em todas as vezes que fui pra Ilha do Mel, quase sempre fui para Nova Brasília, exceto em uma única vez que fui junto com meu pai, desta vez fui pra Encantadas.

Do lado de Nova Brasília, que é o lado que mais conheço, estão localizados os principais pontos turísticos da Ilha, ou melhor, a maior parte dos pontos turísticos.

 

Ao chegar à Nova Brasília você desembarca em um trapiche de embarque e desembarque (quando fui pela primeira vez tinha que pular na água mesmo), dalí é bom estar pelo menos sabendo pra que lado seguir, em Nova Brasília você tem diversas opções para ir...

 

 

Logo você se depara com diversas lanchonetes e restaurantes espalhados na “borda” do trapiche, adentrando pelas trilhas da Ilha, vão aparecendo pousadas para todos os lados.

 

Você pode optar em ficar logo por ali no começo de Nova Brasília, próximo ao trapiche, onde estão à maioria dos restaurantes, lanchonetes, campings e pousadas, ou então seguir por entre as trilhas para algum lado da Ilha.

 

Para a esquerda depois de uma caminhada de cerca de 1 hora, passando pela parte da ilha conhecida como Istmo ou “passa-passa” (atente-se a maré que quando está alta pode atingir esta parte do caminho), chega-se a região do Forte Nossa Senhora dos Prazeres, região menos povoada onde existem algumas pousadas, restaurantes e um hotel. Para ir até esta região existe ainda o serviço de “taxi-náutico” que partem do terminal do trapiche.

 

 

 

Seguindo a trilha para direita logo se está na região “central” da Ilha, ou a região do Farol, onde existem muitas pousadas, campings, lanchonetes, algumas lojas, mercadinhos e restaurantes, se você preferir ficar por ali, estará bem próximo da praia de fora e do farol das conchas. Ali também existe Posto de Saúde, Posto Policial e Agência dos Correios. Pro pessoal do surfe, é bem acessível para os picos que quebram as melhores, tanto na Praia de Fora, na Praia Grande e se estiver “funfando” as lendárias paralelas...

 

 

 

Caminhando um pouco mais você chegará a Praia Grande e seguindo pela praia você chegará a um lugar conhecido como “Canto da Vó”, onde encontrará pousados, campings e restaurantes também...

 

 

 

 

Em Nova Brasília existem carregadores de bagagem que podem levar suas coisas até a porta da pousada onde você for hospedar-se, o valor vária dependendo da distância, existem algumas pousadas que disponibilizam este serviço para seus hospedes.

 

 

Já em Encantadas o visitante também terá diversas opções de hospedagens, existem bastantes pousadas e alguns hotéis, existe em encantadas inclusive uma “praça de alimentação”, além de algumas lojas e mercearias. Também em Encantadas o estão disponíveis Posto de Saúde, Posto Policial e Agência dos Correios.

 

Você pode ir tanto para Nova Brasília como pra Encantadas, mas depois pode se desejar ir para o outro lado, ou seja, se foi pra Nova Brasília pode ir pra Encantadas e vice versa. Existem barcas fazendo estes trajetos

 

 

Uma dica importante é que nas épocas da alta temporada, talvez a melhor opção seja reservar uma pousada, porque muitas vezes a Ilha ta bombando e fica difícil achar algo... Já nas demais épocas a melhor opção e procurar e pesquisar preços, não se instalar na primeira pousada porque às vezes por preços menores você pode ficar em pousadas melhores, tudo depende lógico... Mas são só dicas...

Os preços das pousadas variam desde 25,00 reais até 250,00 por pessoa... A maioria das pousadas e hotéis aceitam cartões, porém algumas não aceitam, portanto informe-se...

 

É bom lembrar que na Ilha NÃO existem bancos, portanto leve uma reserva de dinheiro que você ache suficiente para os dias que deseja ficar na Ilha.

No continente existem alguns bancos:

Em Paranaguá – Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Real, Santander-Banespa, Unibanco.

Em Pontal do Paraná – Banco do Brasil (Praia de Leste), Itaú (Ipanema), HSBC- caixa eletrônico (Ipanema).

 

 

 

 

O que você não pode esquecer-se de levar para Ilha:

 

• Lanterna (As trilhas não têm iluminação e a noite você vai precisar muito de lanterna);

• Protetor Solar, boné e guarda-sol (no verão é indispensável);

• Repelente (dependendo a época existem alguns insetos chatos);

• Capa de Chuva e Agasalhos (no inverno);

• Calçados confortáveis (lembre-se que na ilha se caminha bastante);

• Seus próprios remédios (Na Ilha não existem farmácias);

• Maquina Fotográfica (indispensável registrar este lugar lindo).

 

 

O que você não deve levar para Ilha:

• Animais domésticos. (Não são permitidos)

• Espécies de plantas que não sejam nativas.

• Salto alto e afins. (De forma alguma combina com Ilha do Mel, lembrando que mesmo na “night” a galera sai de chinelão, a pé, ou até mesmo descalço.

 

 

Isso aí galera, encerro por aqui, mas logo volto postando sobre as características dos principais pontos turísticos da Ilha do Mel.

 

 

retirado na integra de: http://locomundojapa.blogspot.com/2010/08/informacao-viagens-ilha-do-mel-2-parte.html

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  • 3 semanas depois...
  • Colaboradores

Olá meus amigos, hoje vou finalmente mostrar pra vocês um pouquinho mais das lindas atrações existentes na querida Ilha do Mel, vou postar hoje sobre os principais pontos turísticos da Ilha...

 

Difícil dizer qual o lugar mais legal, mas talvez o que tenha mais a cara da Ilha é o FAROL DAS CONCHAS, localizado em cima do morro de mesmo nome (morro das conchas), o Farol já é avistado de longe, logo que se parte de Pontal do Sul em direção a Ilha, já é possível visualizar o farol, já na Ilha é possível avistá-lo de diversas partes. Construído em 1872, por ordem de Dom Pedro II, para orientar os navegadores da Baía de Paranaguá. Foi feito de ferro fundido, com uma altura de 18 metros, vindo de Glasgow – Escócia orienta os navegantes através de o seu piscar, desde 1º de abril de 1872. Atualmente é alimentado por energia solar.

 

Morro/Farol das Conchas

 

Originalmente havia uma edificação de alvenaria com espessas paredes brancas, assoalho de cedro e o forro de imbuia. Acima da porta havia uma placa de bronze comemorativa. Lamentavelmente, a casa do faroleiro (monumento histórico) foi demolida sem que se saiba por que.

Para chegar ao farol, é necessário subir uma escada com quase 140 degraus em uma linda visão da Ilha, que vai ficando cada vez mais bonita na medida em que se sobe. Lá de cima é possível visualizar quase por completa a Ilha do Mel e região.

 

Escadaria no Morro das Conchas

 

 

A FORTALEZA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES ou Fortaleza da Barra é outro lugar de visitação obrigatória ao visitante na Ilha, sem dúvida imperdível.

Construído com paredes de um metro e meio de espessura, entre os anos de 1766 e 1769 por determinação do Rei de Portugal Dom José, para proteger a Baía de Paranaguá contra o avanço das tropas espanholas que já haviam invadido a ilha de Santa Catarina (hoje Florianópolis, SC). A Fortaleza foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1972.

 

Canhões da Fortaleza

 

A Fortaleza está localizada aos pés do MORRO DAS BALEIAS e se alguém vai até o Farol, não pode deixar de subir o morro das baleias, seu acesso é feito por uma trilha em meio à mata atlântica e pleno contato com a natureza, ao chegar ao alto do morro prepare-se para ter uma das mais bonitas vistas da Ilha, existe um mirante que possibilita uma vista panorâmica espetacular. Além do bonito visual no alto do morro estão os canhões remanescentes da segunda guerra mundial (também existem diversos canhões sobre o forte, lá em baixo), eu pessoalmente acho muito interessante estes canhões, ainda no alto do morro outro ponto legal é a trincheira de pedras, uma espécie de labirinto construído em pedras.

Vista de cima do Morro das Baleias

 

 

Partindo de Nova Brasília até a Fortaleza você obrigatoriamente (desde que esteja caminhando) passa por uma das atrações da Ilha o ISTMO, ou como é chamado pelos locais, o “passa-passa”... Está é a parte mais estreita da Ilha do Mel e vem sofrendo com a erosão desde 1930, chegou a ameaçar a divisão da Ilha principalmente na década de 90, mais especificamente em 95, mas atualmente a água só atravessa a Ilha em épocas de forte ressaca, a largura da facha de areia hoje chega a 30 metros.

Istmo

 

 

Já no lado de encantadas o principal atrativo é a GRUTA DE ENCANTADAS, esta gruta é repleta de lendas e histórias, o que a torna mais apreciada, a lenda mais famosa é que ali existiam sereias que atraiam aos pescadores para seu interior fazendo com que estes desaparecessem, de fato, o lugar é fascinante e sem dúvida apresenta um misticismo envolvente, além disso, segundo dizem, sua composição mineral concentra espetacular energia salutar aos visitantes. Há alguns anos foi construída uma passarela que facilita o acesso até a gruta.

Gruta de Encantadas

 

 

Outro atrativo em Encantadas é o FAROL DO CARAGUATÁ, construído em local com um visual espetacular, muito bonito, permite que o visitante possa admirar os navios que passam bastante próximos a Ilha, no canal, chegando ou saindo do Porto de Paranaguá.

 

Não posso deixar de citar as PRAIAS da Ilha que são naturalmente lindíssimas, são 30 belas praias espalhadas pela Ilha, sem dúvida praias paradisíacas.

Destaque para as praias de Fora e Grande em Nova Brasília, Praia da Fortaleza na região da Fortaleza e para a Prainha em Encantadas, está última a mais procurada da Ilha do Mel.

 

Vista da Praia De Fora e aos fundos, a Praia Grande

 

 

Pra finalizar este post vou citar algumas das hipóteses de como surgiu o nome da Ilha...

Várias hipóteses (folclóricas) são conhecidas para a origem do nome:

• A extração de mel silvestre, anterior a 1950, quando os alimentos eram adoçados com o mel ou com o açúcar extraído da cana da própria ilha, devido à dificuldade de obter o açúcar industrializado;

• A existência de uma família de origem alemã que habitava a região da Fortaleza, e onde havia um engenho para produção de farinha de mandioca. Farinha em alemão escreve-se “mehl”;

• A cor da água do mar vista do alto do Morro das Conchas – Farol, principalmente no início da Praia do Farol (Paralelas);

• O formato da Ilha, cuja parte oeste lembra mel saindo da boca (istmo) de um recipiente (parte sul);

• A lua-de-mel que os escravos mais fortes desfrutavam com várias negras, onde os mesmos eram deixados na Ilha por vários dias, para a reprodução, no século passado.

• Entre tantas outras.

 

Ainda bastante curioso é como surgiu o nome de “Nova Brasília”

Contam os mais antigos que os primeiros moradores que vieram habitar o local, oriundos da Ponta Oeste, na Ilha, o fizeram na época em que estava sendo construída a capital federal, Brasília. Daí a homenagem.

Contam outros, que o nome se deve ao fato de a localidade abrigar em suas areias, uma espécie de isca para pesca, cujo nome é “corrupto”...

 

 

Texto retirado na integra do meu blog em: http://locomundojapa.blogspot.com/2010/08/informacao-viagens-ilha-do-mel-3-parte.html

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  • 8 meses depois...
  • 3 meses depois...
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Realmente, as botucas não atacam em todos os lugares. Na praia é difícil elas chegarem, mas nas trilhas tem que passar correndo...

Já os "porvinhas" atacam em qualquer lugar, e como são pequeninos você não percebe o ataque, diferente das botucas, que na ilha dá pra confundir com um beija-flor... tá bom, menos, beeem menos... ::tchann::

 

Hahahahahaha!

 

Bem sinceramente, depende da época q vc vai para lá...

Em meados de novembro/dezembro é terrível, em dias de sol, esqueça leve tubos de repelente pq é complicado...

Fui em meados de novembro do ano passado, eu e minha namorada tomamos sorte pq nosso repelente surtiu efeito, mas era insuportável, enxames de botucas nos rondavam...caminhamos pela praia desde Brasília até a Fortaleza. Alguns turistas que passaram por nós falaram que passaram repelente mas não surtiu efeito! Pegaram galhos para ficarem se batendo e espantando as botucas e suas picadas terríveis, deu dó de ver. Emprestamos o nosso repelente, mas era preciso passar de 20 em 20 minutos pq se não já era! As botucas estavam com fome mesmo! hahahaha!

 

Bem segue a dica para quem for, repelente e roupas brancas. As botucas são atraídas por cores escuras (Segue estudo da unicamp que comprovou que a influencia da cor da roupa é mínima frente ao odor e outras coisas, mas foi constatado que as cores escuras atraiam com maior frequencia os mosquitos http://www2.ib.unicamp.br/profs/eco_aplicada/arquivos/artigos_tecnicos/REPEL%20MOSQUITOS%20Base%20T%e9cnica%20fim%20fim.pdf).

 

Outra dica: Se vc for caminhar pela praia, vai por sobre a água, afasta um pouco as botucas. Foi o que fizemos.

 

Quanto ao repelente compramos e usamos 1 tubo de Super REPELEX - spray não oleoso fabricado pela RECKITT BENCKISER, custa por volta de R$ 5,00.

 

Abraços...

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  • 4 meses depois...
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Salve Mochileiros...

estive na ilha do mel agora em Jan/2011 e fique 5 dias lá. Segui as dicas encontradas aqui no fórum e fiquei na encantadas e segue minha impressão:

 

A encantadas realmente é mais badalada, tem 3 bares legais no caminho pra praia de fora sendo que o último é forró e não é todo dia. Imperdível a toca do Raul, lugar altamente rock roll.... com enfase em Raul claro...rsrs mas não é nada que atrapalhe o sussego...

 

Além disso, o bar pousada alternativa se gaba de ser o único que fica aberto até 06 da manhã... e vende uma pizza média, que da pra laricar até umas 3 pessoas por R$10,00.. definitivamente o lugar mais barato da ilha...

 

Encantadas, sobra a gruta da encantadas.. e o mar de dentro da encantadas é ótima pro fim da tarde....

 

Mas em vários dias fui pra nova brasilia, pois lá que estão as grandes atrações mesmo da ilha.... Da gruta de encantadas até o farol dá aproximadamente 1:30 de caminhada em ritmo lento... e depois mais 1h até a fortaleza...

O barco custa 6$... e tem em vários horários...

 

Na prática, tive a impressão que as praias da nova brasilia tem mais gente. Além de nessa parte ter mais opções de restaurante... para a noite, vi somente um bar com música ao vivo, que por sinal é um restaurante caro...

 

Visitei pra ir conhecer a tal pousadinha, muito indicada aqui... e realmente é muito boa e tem um restaurante muito bom e relativamente barato.....

 

Na encantandas, encontrei pousadas para casal variando de 70$ a 150$/dia... as poucas que procurei em Brasilia tb tavam nessa média...

 

Na vila da fortaleza, as coisas são bem mais roots e escassas.. até mesmo para chegar lá é 1h de caminhas ou os poucos hotéis que oferecem barco... não vi barcos regulares indo para lá.... alguns me falaram q era por conta de ter q dar a volta na ilha praticamente pra poder chegar la.... tem a opção de se negociar com alguns "barco-taxis".. mas nem vi o preço disso... com canela e disposição.. vai e volta em qq lugar la....

 

Mais uma vez.. obrigado pelas dicas que tive aqui.. e espero poder ajudar próximos que estejam indo pra lá!!!!

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  • 1 mês depois...
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OI, acabei de voltar da Ilha do Mel!

Lugar mágico!

 

As refeições por lá giram em média de 20 reais o prato feito (bem servido, dá pra dividir em 2 mulheres) ou pratos para 2 a 4 pessoas em torno de 50 a 60 reais.

Em encantadas em um restaurante chamado Toca da Ilha que serve almoço para 2 pessoas por 25 reais (arroz, feijão, salada, camarão e peixe).

No vilarejo do farol ( bem perto da praia de Fora) tem um restaurante muito bom, chamado Astral da Ilha. Ele é indicado pelo 4 rodas... mais caro, mas o prato também é super caprichado (um peixe divino), paguei 40 reais para 1 pessoa, mas também nem jantei no dia.

Outro restaurante muito bom é o Mar e Sol; os garçons são bem simpáticos e a comida é bem gostosa.

Na Pousadinha tem um feijão divino, o preço gira em torno de 20 reais por pessoa, porém o prato é um pouco menor.

 

Como a maioria das praias, a Ilha gira em torno de frutos do mar, principalmente camarão e peixe.

Um dia pedi um prato de contra filé e não tava muito bom!

 

Bem, é isso... se precisar de mais ajuda só falar!

 

Beijos

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  • Silnei changed the title to Ilha do Mel

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      Num dia qualquer eu navegava na rede quando em uma postagem alguém comentou: "que saudade dessa terra, ... avistar o horizonte do Morro dos Ventos". O nome do morro atiçou na hora minha curiosidade, já fiz um insight com "O Morro dos Ventos Uivantes".  Pesquisei sobre qual terra o comentário se referia: era bem próximo de onde moramos. O morro fica em Nova Tebas no Paraná.
      Revirei, na internet, com conhecidos, a fim de localizar as coordenadas do morro, mas encontrei apenas fotos e alguns relatos escassos sobre o lugar. Peguei uma carta topográfica da região a fim de localizar uma montanha imponente onde possivelmente seria o Morro. Fiz anotações, marquei alguns pontos, e decidi ir com a cara e a coragem, se não encontrar acampo em alguma fazenda e no outro dia voltamos.
      Tudo acertado, sairíamos de Águas de Jurema uns 20 Km do distrito de Poema minha referência para encontrar o Morro. Escolhemos fazer o percurso a pé, já que a carta desenhava inúmeros vales e montanhas, queríamos aproveitar a caminhada.
      Curiosamente, no penúltimo dia antes da partida um dos contatos que havia encontrado na internet e pedido informações à semanas já, me deu retorno, e então começou uma corrente de uma pessoa me indicar  outra que poderia saber me orientar a chegar no morro. Depois de passar por 5 indicações diferentes, cheguei ao nome de um morador. Este indicou outro morador que autorizaria a entrada na propriedade, já que, o objetivo fica dentro de uma área de pastagem, e claro não queríamos que lá pelas tantas da noite alguns cães famintos aparecessem.
      Saímos, eu, Bruna e o Anderson às 12:45 de Águas de Jurema, pegamos uma estrada, continuação da Rua H. Seguimos em frente por essa estrada, os primeiros quilômetros foram em estradas comuns - com exceção das laranjas, a cada km tinha uma laranjeira carregada, sempre seguimos à esquerda nos cruzamentos. Após 2 h de caminhada a paisagem começa a deslumbrar, o primeiro vale que avistamos tirava o fôlego.
      Sabíamos que atravessá-lo não seria moleza, apenas queríamos ir por ele e descobrir onde ia dar. Mais algumas horas e cruzamos em meio a duas colinas, num lado da estrada pitorescas moradias - nos causam uma pequena inveja - como queria morar lá.  Assim que contornamos a colina, mais um vale, dessa vez menor, mas não, menos incrível. Neste paramos em uma das casas pedir água - já que recusamos beber um trago, kkk. Dois senhores embriagados dormiam na estrada e quando foram acordados por nós convidaram para participar da bebedeira, kkkk. Na casa uma senhora simpática ofereceu água da bica, pura água da fonte. Sede controlada, cantis cheios, pegamos mais algumas mexericas na beira da estrada e partimos, já se iam quase 3 h na estrada.

      Quando chegamos em Poema já se passavam das 16:30, mais água e seguimos rumo a uma região conhecida como 400 alqueires, mais vales traçavam linhas tênues no horizonte. O sol já se ia, mais 1 h na estrada e avistamos a igreja uma referência que tínhamos. Levamos mais 40 min para contornar a colina e então chegarmos na casa que nos autorizaria entrar no Morro. O morador nos forneceu autorização e disse que poderíamos dormir ali, e apontou do outro lado da estrada um morro, que parecia modesto, visto tão de perto. Esperávamos um Morro imponente, que necessitasse de escalar e tudo, kkkk. Até ficamos surpresos com a sua modéstia. Após a porteira começamos uma subida de 10 min. Chegamos lá com o breu, vigiados pela lua lá no infinito.
      Fogueira feita, no meio de pedras para não ter perigo, entramos noite adentro contando histórias. Se tem recompensa maior que ouvir as pessoas ao redor de um fogueira, desconheço. Dormimos curiosos pelo visual da manhã seguinte. Confesso que desconfiados do tímido morro onde paramos.

      Foi só bater 5 h, levantei avivar a fogueira, e ... quase esqueço o fogo, fico de queixo caído. Além do vento que cortava a relva, um vale imensurável, com a minha barraca de frente. Fiquei mais tarde sabendo que se chama Vale das Mortes, não sei a origem do nome.

      Não demorou muito até todos acordarem. A foto daquele momento saiu com caras e dentes, e muitos cabelos rebelados.

      Recompensados pelo caminho do dia anterior, mais que recompensados, após apagar a fogueira, 8:00 começamos o caminho de volta. Tiramos uma foto do Morro dos Ventos, visto da estrada, nem parece o que é, só olhando para o Vale das Mortes dá de entender por que tem esse nome místico. Mais 5 h de caminhada, tênis do Anderson rasgado e amarrado com o cordão para não perder a sola, uma parada no Rio Muquilão para relaxar a musculatura e dar descanso para as mochilas. Estávamos nós novamente em Águas de Jurema, com mais uma história, não mais uma, mas a história da jornada ao Morro dos Ventos.



    • Por Ligia Karina Filgueira
      O Caniôn do Guartelá fica localizado no Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi-PR.
        A visita foi uma saída de campo do curso de Turismo-Unicentro de Prudentópolis.
       Saímos de Prude umas 7:30 e chegamos no parque às 09:30. Ao chegar no Parque, recebemos as instruções do pessoal que trabalha no Parque, e nos aconselhou a fazer a trilha com a menor quantidade de peso possível. O parque tem duas trilhas, uma de 5km até o cânion, panelões e outra maior, que tem acesso a parte com pinturas rupestres, que só pode ser falta contratando um guia local. Nós fizemos a de 5km, o que já valeu muito a pena!
        Aconselho a se longar bem antes rss! Iniciando o percurso com um calçamento bem ingrime(ja desci imaginando a volta kk) podemos observar  a vegetação presente e a formação rochosa do local.
       A trilha possui algumas partes coberta com mata e chão de terra e outras feitas de arvores para não causar tanto impacto ao solo.
      O primeiro ponto de parada, são os Panelões do Sumidouro, que são verdadeiras piscinas naturais relaxantes! (aconselho muuito a se banhar).
      Em seguida fomos em direção ao mirante do tão desejo Cânion do Guartelá! Ele possui uma vista incrível! O legal é que dá pra ficar em baixo do mirante, deitar na pedra, beber uma água e agradecer muito!! E o ultimo local que visitamos, foi uma "laje" de formação rochosa, que dava para ver de longe a Cachoeira da Ponte de Pedra, que não é liberado acesso e banho.
       Valeu muito a pena esse campo.
      Se você, como eu, ficou assustado na descida,calma.... eles possuem uma Kombi Resgate rs que está sempre de prontidão, para atender aqueles que não conseguirem subir o calçamento.

        Este é o meu primeiro relato neste site, espero que tenham gostado e VISITEM!
      0800 a entrada! Verificar no site sobre os dias de funcionamento.
      Possui estacionamento gratuito!


    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Nos últimos dias de 2019 tive o prazer de fazer um dos trechos da Travessia Entre Ilhas, que é mais conhecido como Lagamar. O trecho entre Cananéia/SP e Paranaguá/PR. Na verdade Lagamar é o nome do estuário menos degradado e mais produtivo do mundo situado na região que compreende os estuários do Rio Ribeira, Iguapê e o Estuário de Paranaguá. É uma região de manguesal que abriga uma grande diversidade da flora e principalmente fauna terrestre e marinha. O Lagamar está num trecho de preservação da Mata Atlântica que, explica e chama ainda mais atenção pela sua riqueza.
      Apesar da preparação em grupo acabei fazendo o percurso no estilo "solo". Quando chegamos em Cananéia do grupo que já era reduzido, uma das pessoas não compareceu, e  a outra preferiu ficar na cidadezinha. Como aquecimento, depois de passar boas horas na espera em Registro/SP, aguardando um ônibus para a Ilha, chegamos em Cananéia. Logo tratamos de fazer um tour pela pacata cidade histórica que se orgulha de brigar (ser) considerada a primeira "cidade" brasileira. Fato é que em  1531 Martin Afonso de Souza aportou na Ilha de Cananéia, segundo documentos históricos. Visitamos o museu municipal que também guarda uma preciosidade: o maior tubarão branco em exposição, embalsamado, do mundo. A fêmea, capturada em águas brasileiras da região têm 5,5 m de comprimento e nada menos que 3,5 toneladas.
      Como aquecimento da jornada eminente, subimos (na verdade subi) o Morro São João Batista para conferir a vista do Mar Pequeno e tem uma pequena ideia da dimensão do projeto. Nessa ascensão que acabei ficando sozinho, minha parceria desistiu, melhor que foi ali e não em meio à praia deserta.

      No geral Cananéia é uma daquelas cidades que faz voltarmos no tempo e fazer uma reflexão sobre nós homens, nossa sociedade e nosso progresso. As ruas foram projetadas para o Séc. XVI ou XVII e hoje precisam conviver com carros do séc. XXI, isso não é um problema, quando a população e o fluxo não é muito grande. As marinas e mercados de peixe estão por todo lugar, a pesca é a principal atividade da cidade. Pra quem gosta de curtir um final de tarde num barzinho, vai encontrar na Ilha algumas opções bem aconchegantes, e diversificadas. A sensação de segurança também traz um certo conforto.
      PRIMEIRO DIA DE TRAVESSIA (NA VERDADE PREPARAÇÃO)
      Neste dia acordei às 06:00 na esperança de chegar à Praia do Cambriú antes das 09:00. Na realidade como estava sozinho, mesmo tendo esperado até às 09:30 no pier não consegui nenhuma voadeira rumo ao Cambriú. Para garantir fui para o Marujá, depois faria o trecho de 12 km até o Cambriú caminhando.

      O trajeto até a Comunidade Marujá já foi emocionante, cruzamos com golfinhos, guarás vermelhos e nossa voadeira deu uma pane ficando uns 40 min à deriva no meio do canal.

      Do Marujá até o Cambriú a viagem foi angustiante: cruzar a Praia da Lage se revelou o principal teste emocional da viagem. São cerca de 6 km apenas, mas o fato de conseguirmos enxergar a outra ponta torna essa praia deserta um "inferno".

      Parece não ter mais fim, some-se o fato de ser o início da travessia, então eu queria olhar o relógio a todo instante para saber do meu desempenho, ilusão, nada mudaria. Levei mais que 1h e 30min  de caminhada, tive de fazer algumas paradas e lutar constantemente com os pensamentos negativos. Alguns urubus sobrevoavam meu esqueleto trambaleante fazendo troça.

      Com muita luta cheguei no outro lado e depois na Praia do Fole, alcançando o Cambriú já depois das 15:00. Assustado, e preocupado devido à experiencia na Laje, resolvi dormir por ali mesmo. No finalzinho da tarde, conversando com moradores descobri que o seu Toninho (barqueiro) fez duas travessias de barco vindo de Cananeia naquele mesmo dia. No final eu tinha chegado também.

      SEGUNDO DIA - MAR IMPLACÁVEL ESPERA INFINDÁVEL
      Madruguei. Às 06:15 já me punha a caminhar, na esperança de ver o sol nascendo na Praia do Fole, de frente para a Ilha do Cambriú, nada mais que expectativa. O Astro só apareceu já alto umas 06:50 devido a quantidade de nuvens. Transpor a pequena Praia de Fole Pequeno é simples, a Praia do Fole também foi fácil, ou a ansiedade de chegar na aterradora Praia da Laje novamente fez com que as duas ficassem mais fáceis.

      De peito aberto me pus a caminhar e em menos de 1h cruzei aquela vastidão de areia liza. É curioso como ela parecia ainda maior, apesar de psicologicamente ter sido bem mais fácil. A faixa de areia estava com mais de 50 m de largura, a maré tinha recuado bastante.

      No trecho de pedras entre a Laje e o Marujá, fiz uma pausa para comer e beber água na bica que tem por ali.

      Logo que começa o costão um visual deslumbrante, a Praia do Marujá sumindo no horizonte como um traço reto entre a água azul e a mata verde. Depois de sair no Marujá e caminhar uns 2 km encontrei as primeiras pessoas desse trecho. Era um pequeno grupo, aproximadamente 15 pessoas tomando banho de mar. Pelos demais 14 km daquele dia não vi mais ninguém, apesar de ter encontrado até uma placa indicando um restaurante.


      Caminhei, caminhei, até tentei parar para descansar, mas além de não me sentir cansado, o sol de rachar e a falta de qualquer sombra desencorajam a pausa. Incrível que nesse dia, apesar de a praia ser bem mais extensa, quando me dei conta estava na antiga Vila da Baleia e já eram 12:00.
      A Vila, agora destruída, mostra o quão implacável as águas podem ser. Hoje nenhuma residência permanece no local. O mar cortou um braço de uns 500m por ali, e continua avançando. As pessoas saíram deixando tudo para trás. Inclusive muito lixo (roupas, plástico, fios, canos, etc.) que provavelmente vai acabar no Atlântico, que diga-se de passagem já tem muito lixo. Uma vergonha. Ainda mais sabendo que se trata de uma comunidade que vive do Mar.
      A parte boa é que no canal que se forma atrás da antiga Vila as águas além de limpas são muito calmas. Não resisti, tirei a roupa e dei alguns mergulhos. Arrumei minhas coisas como um travesseiro e tirei um bom cochilo, imaginando a pernada de volta até a nova Vila da Baleia ou Marujá pra conseguir um barco que me deixasse em Ararapira.

      Acordei com o ruído de um barco parando ali pertinho, fui logo perguntar sobre chegar do outro lado. O barqueiro, Pedro, se ofereceu me deixar na agora Vila da Baleia, aceitei. Na Vila consegui um transporte para o final da tarde. Precisei ficar 4h esperando, sentado ao pé de uma árvore, sendo paparicado por uma cachorra que apareceu ali.
      Cheguei em Ararapira quase noite. Lá fui informado que se tivesse parado na Pontal do Sul/SP poderia também chegar no Superagui caminhando: o antigo canal não existe mais, está todo assoreado pela areia e fica exposto, exceto em maré cheia.
      TERCEIRO DIA - A PÉ OU DE CAVALO
      Comecei cedo, e como não podia ser diferente larguei a tralha na ponta do Superagui e fui até o meio do antigo canal, marcar a divisa dos estados.

      Caminhando no Paraná, logo avistei o improvável; no meio do nada um cavalo branco observando o Oceano, cheguei pensar que fosse loucura da solidão na minha cabeça. No entanto, pude confirmar era um cavalo mesmo. Resisti a tentação de cavalgar até a Vila de Superagui.

      Caminhei, passei por alguns riachos, boias, quando encontrei gente, fui saber que já estava chegando na Vila. Eram 11:00 e meus planos de wild camping ficariam para outra oportunidade. Pleno, cheguei na Vila de Superagui. No entanto, um erro crasso me deixou preocupado, e não era o cansaço dos 20km e tanto. Em um dos riacho eu optei por não tirar a bota, resultado foi que era mais fundo que o planejado e entrou água nela, caminhei o resto do trecho, uns 10km, com o pé encharcado. Rendeu muita dor na sola do pé e o medo de aparecerem bolhas me obrigando a desistir no último trecho.

      Achei um camping, muito da hora, e fiz uma coisa improvável que tive vontade lá pelas 09:00 da manhã, comprei uma coca-cola. Pensa num refrigerante gostoso. O marido da dona do camping, ao conversarmos se dispôs a me deixar na Ilha das Peças no outro dia.
      Fiquei algumas horas sentado no píer da Vila esperando o pôr do Sol, durante esse tempo vários grupos de botos desfilaram a poucos metros de mim.

      QUARTO DIA - UMA TRAPAÇA, MUITA ESPERA
      Desarmei acampamento antes de o Sol nascer, mas tive de esperar o barqueiro, kkkk. À 06:40 me deixava na Ilha das Peças, e não quis me cobrar nada ainda. Nesse dia foi muito tranquilo, aquela sensação de tempo e espaço relativa, devido nas Peças eu saber que seriam apenas 16km para completar a trilha tornou tudo psicologicamente muito leve. A areia firme, a companhia da Ilha do Mel a poucos metros tudo preparado para um final incrível.

      Depois do antigo farol, hoje caído, avistei a Vila das Peças. Inocente, mesmo percebendo um trecho que aparentava "mangue" resolvi cruzar por ali mesmo, próximo do mar, para não contornar pela margem da várzea. Foi o trecho mais cansativo, e olha que desisti logo do meio e fui para a margem da mata. A cada pisada o pé afundava alguns centímetros na areia fina, acabando com minha panturrilha (lembrei dos tempos de treino na areia para disputar campeonatos de futebol).

      Chegando na Vila, 10:00, fui procurar alguém que me deixasse em Paranaguá. Não fui bem tratado pelos barqueiros, foram meio rudes - mochileiro acho que eles pensam que nós mendigamos carona. Fiquei chateado, mas paciência. Para piorar um do puto ainda me trapaceou, me disse que eu teria que esperar a escuna regular as 16h, mas se quisesse, por 70 reais me levaria às 15h, já que ele ia buscar mais gente em Paranaguá.

      Achei um camping, armei a barraca para terminar de secar e dormi um sono. Eram 14:30 quando desmontei tudo e fui encontrar o indivíduo. O pilantra apareceu umas 15:20, eu com cara de bobo, fui no barco. A única coisa que o @#$& me disse é que ia para Supergui e não podia me levar (sacanagem, devido ao nosso combinado nem fui atrás de outros barcos).


      Resumindo fiquei torrando no píer até às 16:30 quando a escuna me levou para Paranaguá. Foi um travessia incrível, que e ensinou muito. O fato de eu estar sozinho proporcionou perspectivas únicas. Saí de lá mais experiente, e agora que venha o Cassino.





    • Por Fernando L
      O bondinho de Telêmaco Borba é um raríssimo exemplo de meio de transporte que foi criado por uma empresa privada para o transporte de seus funcionários e que continua em atividade no Brasil. Mas o mais importante é a oportunidade de qualquer pessoa fazer este passeio, já que é aberto ao público por um valor simbólico e ainda permite conhecer um pouco da estrutura gigante da empresa caminhando por sua área até a portaria da mesma. É um belo passeio de mais de 1.300 metros atravessando o Rio Tibagi, descortinando a cidade e a fábrica. Mas atente para os horários fixados junto ao terminal, pois em dias úteis a última saída da manhã é as 11 mas a volta somente às 12:40.





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