Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados

  • Colaboradores

A cidade base pra quem vem de fora do Paraná conhecer a Ilha do Mel é Curitiba. Chegando por onibus ou avião até Curitiba, pode-se ir até o litoral para pegar o barco e desfrutar as maravilhas da Ilha.

 

Existem 2 cidades em que se pode pegar o barco e seguir para a ilha:

 

Pontal do Sul - 130 Km de Curitiba:

 

Pode-se pegar um ônibus na Rodoferroviária e pegar o barco em pontal do sul que sai de hora em hora. De Pontal até a ilha são 30 minutos de barco.

 

Paranaguá - 90 km de Curitiba

 

Pode pegar o onibus na rodoferroviária ou ir de trem, descendo a serra da graciosa que o passeio é belissimo. São 2 horas de barco de paranaguá.

 

Outra opção, pra quem quer ir de trem e pegar um trajeto menor de barco é ir de trem até morretes e de lá pegar um onibus até Pontal do Sul.

 

 

20100109225941.jpg

 

20100109230052.jpg

 

No trapiche em Pontal do Sul, no momento de pegar o barco, já começa a dúvida... Onde ficar?? encantadas ou brasília??? Encantadas tem os melhores forrós. Brasilia fica em uma posição privilegiada, se tem acesso a varias trilhas e várias praias... Já fiquei acampado em ambas e preferi Brasilia pela facilidade de ir para outros lugares:

 

20100109230520.JPG

 

Em brasilia, eu recomendaria pra quem gosta de acampar o Camping Farol das Conchas. Para casais que desejam maior conforto, recomendaria a Pousadinha - http://www.pousadinha.com.br/

 

Inclusive a comida da pousadinha é muito boa!!!!

 

Considerando a estadia em Brasilia, podemos conhecer diversas praias e atrativos da ilha, através das trilhas:

 

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres - Caminhada de 6 Km.

 

 

Da fortaleza pode-se subir a um mirante, que fica em cima da fortaleza, que tem tipo uma continuação da fortaleza com uns corredores e uns canhões escondidos:

 

 

20100109231810.jpg

20100109231858.jpg

 

farol das conchas - 1Km + 1 Km de subida

 

20100109232134.jpg

20100109232212.jpg

 

De brasilia, pode-se ir para encantadas de barco ou por trilha. A trilha tem aproximadamente 6 Km e passa por algumas praias:

 

Praia de Fora

 

 

20100109232451.jpg

 

Praia Grande... Depois tem que atravessar umas pedras...

 

20100109232820.jpg

 

Praia do Miguel

 

 

20100109232918.jpg

 

Chegando na Praia de Encantadas, que é o outro ponto habitado da ilha, além de Brasilia.

 

Em encantadas, pode-se pegar a passarela:

 

 

20100109233147.jpg

 

e conhecer a gruta de encantadas.

 

 

20100109233227.jpg

 

As trilhas são bem fáceis e bem sinalizadas:

 

20100109234416.jpg

 

Existem restaurantes, bares e pousadas de todos os gostos e preços.

 

As melhores praias são as Praias do FAROL, DE FORA, GRANDE e ENCANTADAS.

 

enfim... A ilha do mel é um lugar mágico, que vale a visita!!!

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 1 mês depois...

  • Respostas 236
  • Criado
  • Última resposta

Mais Ativos no Tópico

Mais Ativos no Tópico

Postagens Populares

Olá galera, algumas dicas e informações sobre a Ilha do Mel que postei em meu blog que quero dividir com vocês...   segue:   Amigos, hoje vou iniciar uma nova fase aqui no Loco Mundo, tenho notad

segue a segunda parte...   Continuando meus relatos sobre a maravilhosa Ilha do Mel, hoje vou postar um pouquinho sobre as características da Ilha, lembrando que o primeiro post foi basicamente com

Vai de Graciosa (Ctba- Ponta IdM) até o terminal de embarque e pega um barco para encantadas. http://www.ilhadomelpreserve.com.br/ilhadomeltabelas.htm

Posted Images

  • Membros de Honra

A Ilha do Mel tem duas praias. Praia do Farol preferida pelos surfistas por ter melhores ondas na praia do Farol. É uma praia mais tranqüila onde estão localizados os melhores pontos turísticos, como o Farol e o Forte. Tem ótimos restaurantes pousadas e hotéis.

A encantadas não fica para traz com campings, muitos bares e restaurantes, e bem mais agitada.

Como chegar. pegar o barco em Pontal do Sul a travessia é rápida.

Em frente do embarque tem vários estacionamentos.

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros de Honra

Como chegar

http://www.viacaograciosa.com.br/consulta.asp

 

Para consultar preço, horários e hotéis, veja no sites abaixo.

 

Sites da Ilha do Mel

http://www.pousadasilhadomel.com.br/

http://www.ilhadomel.com

http://www.ilhadomel.net

 

Ilhas do Paraná

http://www.paranagua.com.br/ilhas.asp

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 5 meses depois...
  • Colaboradores

Olá galera, algumas dicas e informações sobre a Ilha do Mel que postei em meu blog que quero dividir com vocês...

 

segue:

 

Amigos, hoje vou iniciar uma nova fase aqui no Loco Mundo, tenho notado que muita gente está visitando o blog e procurando informações sobre turismo, então eu como uma pessoa que ama viajar e paranaense nato, a partir de hoje vou compartilhar algumas informações sobre lugares que temos aqui no meu estado.

 

Para começar muito bem, vou falar sobre um lugar que fazia bastante tempo que não visitava e estive lá na semana passada, sem dúvidas um dos locais mais lindos que temos no Paraná e no Brasil, um lugar que amo de paixão, a ILHA DO MEL.

 

 

 

 

A Ilha do Mel é um lugar incrível, um orgulho para o litoral do Paraná, um verdadeiro paraíso e um lugar inesquecível sem sombra de dúvidas.

A Ilha possuí 2.762 hectares de mata preservada, sendo 2.585 hectares constituídos por reservas ecológicas. Não é permitido na ilha veículos de tração motor ou animal, assim como desde 1983 não se pode construir ou reformar as casas sem autorização do IAP – Instituto Ambiental do Paraná – o que torna a ilha um lugar rústico e mais mágico...

Por ser uma reserva ambiental não é permitido que se leve animais de estimação também, somente os animais nativos podem usufruir da Ilha, rs...

Para se locomover na ilha o contato com a natureza é total e isto é um de seus charmes. Existem trilhas, todas bem sinalizadas, que levam o visitante a todos os lados da ilha. Ainda existem locais em áreas de reservas ambientais onde não é permitida a presença de visitantes, mesmo porque o acesso é muito difícil.

Basicamente a Ilha está dividida em três partes principais, ao norte esta a Fortaleza, ao centro esta Nova Brasília e ao sul esta Encantadas.

 

 

Existem algumas maneiras diferentes para chegar até a Ilha do Mel.

 

A principal e mais rápida é pela BR-277 – partindo de Curitiba são cerca de 130 km por uma estrada duplicada e bem sinalizada, é pedagiada pela empresa Ecovia (0800-410-277) que mete a faca – (12,70 ida e +12,70 volta , acho um absurdo, pagar isso em um trecho de pouco mais de 100 km), é a maneira mais rápida de chegar, porem tirando a bela vista que se tem na serra do mar, não possui mais nenhum atrativo. Pode-se chegar até Paranaguá (sempre pela BR-277) ou até Pontal do Sul (através da PR-407, depois pela PR-412).

 

Para quem vem do Norte ou para quem dispõe de mais tempo e quer conhecer outros lugares vale a descida pela PR-410 à tradicional ESTRADA DA GRACIOSA, por este caminho o visitante tem a oportunidade de viajar por entre a mata atlântica, rodeado pela natureza abundante. O caminho é feito entre montanhas, picos, flores, cachoeiras, rios e visões espetaculares, vale citar que este caminho exige baixa velocidade tanto pelas lindas paisagens a serem observadas, também por se tratar de uma estrada bastante sinuosa e bastante estreita, é normal apresentar nevoeiro o que deixa a estradinha bastante escorregadia, pois em alguns trechos a estrada é feita de paralelepípedos. Pela estrada da Graciosa você pode conhecer a simpática cidade de MORRETES, que fica aos pés do Conjunto de montanhas Marumby, e se tiver um pouquinho mais de tempo pode ir até a cidade histórica de ANTONINA, que é bastante próxima de Morretes. Para ter acesso a estrada da Graciosa é preciso pegar a BR-116 sentido Curitiba – São Paulo e entrar no Km 61, no portal que dá inicio a estrada histórica, são cerca de 40 km até a saída na BR-277, lembrando que por este caminho da pra “escapar” do pedágio. Após estar na BR-277 o caminho restante é o mesmo do descrito anteriormente, também pode chegar até Paranaguá (sempre pela BR-277) ou até Pontal do Sul (através da PR-407, depois pela PR-412).

 

 

 

Outra opção principalmente para quem vem do Sul do Brasil é pela BR-376, por este caminho é preciso que se entre na cidade de Garuva em Santa Catarina e se siga pela PR-412, neste trajeto viajante vai passar pelas principais praias do litoral paranaense a começar com Guaratuba. Passando por “Guará” é necessário que se pegue um Ferry – Boat em uma travessia de aproximadamente 20 minutos que é bastante interessante, logo se chega a Caiobá e Matinhos, passando por praticamente todos os balneários até o destino final Pontal do Sul, onde está o embarque para Ilha. (Também é possível ir até Paranaguá, caso alguém deseje conhecer a cidade de Paranaguá ou o porto e depois partir para Ilha por Paranaguá).

 

Uma quarta opção, é fazendo o belíssimo trajeto de trem partindo de Curitiba até Paranaguá pela empresa Serra verde Express (41- 3888-3488), é uma vergonha que eu nunca tenha feito esse passeio, pois sei que é deslumbrante, mas ta na lista, quem sabe logo relato pra vocês...

 

 

Para quem está indo de ônibus, quem faz este trajeto é a empresa Viação Graciosa (41- 3223-0873) que disponibiliza durante todos os dias em muitos horários, ônibus para Pontal do Sul e para Paranaguá. Na temporada ônibus extras são colocados a disposição dos veranistas.

 

Então, após escolher uma destas vias de acesso até Paranaguá ou até Pontal do Sul, que são os dois locais de onde se é possível pegar a famosa “Barca para Ilha” (que já foi inclusive tema de sucesso de uma banda paranaense chamada Djambi). Deve-se escolher o destino a seguir, já que tanto de Paranaguá como de Pontal as barcas seguem para Nova Brasília ou para Encantadas. Chegando à Ilha existem barcas fazendo o trajeto Encantadas – Nova Brasília e vice versa.

 

 

 

 

Partindo de Pontal do Sul, que é a maneira mais utilizada e mais comum para seguir até a Ilha (e de onde eu sempre fui) existem barcas desde as 8:00 até as 18:00hrs, partindo de uma em uma hora conforme a lotação, no período da alta temporada partem barcas até as 21:00 hrs, o tempo de travessia é de aproximadamente 30 minutos, no caminho pode-se ter a companhia de grandes navios que chegam e saem do porto de Paranaguá e com mais sorte pode-se ter a companhia de botos.

O valor da travessia é de 23,00 reais (ida e volta) e já está incluso o valor de todas as taxas inclusive da taxa de visitação (valor este que teoricamente é revertido para melhorias na Ilha).

 

Partindo de Paranaguá existe a barca saindo as 9:30 e as 15:00 hrs, custo de 27,00 reais (ida e volta e taxas) com duração de quase 2:00 horas de travessia. Na temporada existem mais horários.

 

Deve-se ainda prestar atenção ao fato que por medida para evitar a degradação ambiental, somente 5000 pessoas podem entrar na Ilha, portanto na alta temporada fique esperto com este detalhe. Informe-se antes... 41-3455-2616.

 

Fico por aqui nesta primeira parte sobre a Ilha do Mel, ainda esta semana continuo relatando um pouquinho mais... Até breve.

 

 

retirado na integra : http://locomundojapa.blogspot.com/2010/08/informacao-viagens-ilha-do-mel-1-parte.html

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Colaboradores

segue a segunda parte...

 

Continuando meus relatos sobre a maravilhosa Ilha do Mel, hoje vou postar um pouquinho sobre as características da Ilha, lembrando que o primeiro post foi basicamente como chegar até a Ilha.

 

 

 

Repetindo o que foi dito no primeiro post, primeiro você deve escolher entre os dois lados da ilha, em qual deles vai ficar, ou pelo menos pra que lado você vai primeiro. Vou tentar passar um pouco das “coordenadas” que estão ao meu humilde alcance, pra tentar facilitar um pouquinho pra vocês...

 

Posso dizer que em todas as vezes que fui pra Ilha do Mel, quase sempre fui para Nova Brasília, exceto em uma única vez que fui junto com meu pai, desta vez fui pra Encantadas.

Do lado de Nova Brasília, que é o lado que mais conheço, estão localizados os principais pontos turísticos da Ilha, ou melhor, a maior parte dos pontos turísticos.

 

Ao chegar à Nova Brasília você desembarca em um trapiche de embarque e desembarque (quando fui pela primeira vez tinha que pular na água mesmo), dalí é bom estar pelo menos sabendo pra que lado seguir, em Nova Brasília você tem diversas opções para ir...

 

 

Logo você se depara com diversas lanchonetes e restaurantes espalhados na “borda” do trapiche, adentrando pelas trilhas da Ilha, vão aparecendo pousadas para todos os lados.

 

Você pode optar em ficar logo por ali no começo de Nova Brasília, próximo ao trapiche, onde estão à maioria dos restaurantes, lanchonetes, campings e pousadas, ou então seguir por entre as trilhas para algum lado da Ilha.

 

Para a esquerda depois de uma caminhada de cerca de 1 hora, passando pela parte da ilha conhecida como Istmo ou “passa-passa” (atente-se a maré que quando está alta pode atingir esta parte do caminho), chega-se a região do Forte Nossa Senhora dos Prazeres, região menos povoada onde existem algumas pousadas, restaurantes e um hotel. Para ir até esta região existe ainda o serviço de “taxi-náutico” que partem do terminal do trapiche.

 

 

 

Seguindo a trilha para direita logo se está na região “central” da Ilha, ou a região do Farol, onde existem muitas pousadas, campings, lanchonetes, algumas lojas, mercadinhos e restaurantes, se você preferir ficar por ali, estará bem próximo da praia de fora e do farol das conchas. Ali também existe Posto de Saúde, Posto Policial e Agência dos Correios. Pro pessoal do surfe, é bem acessível para os picos que quebram as melhores, tanto na Praia de Fora, na Praia Grande e se estiver “funfando” as lendárias paralelas...

 

 

 

Caminhando um pouco mais você chegará a Praia Grande e seguindo pela praia você chegará a um lugar conhecido como “Canto da Vó”, onde encontrará pousados, campings e restaurantes também...

 

 

 

 

Em Nova Brasília existem carregadores de bagagem que podem levar suas coisas até a porta da pousada onde você for hospedar-se, o valor vária dependendo da distância, existem algumas pousadas que disponibilizam este serviço para seus hospedes.

 

 

Já em Encantadas o visitante também terá diversas opções de hospedagens, existem bastantes pousadas e alguns hotéis, existe em encantadas inclusive uma “praça de alimentação”, além de algumas lojas e mercearias. Também em Encantadas o estão disponíveis Posto de Saúde, Posto Policial e Agência dos Correios.

 

Você pode ir tanto para Nova Brasília como pra Encantadas, mas depois pode se desejar ir para o outro lado, ou seja, se foi pra Nova Brasília pode ir pra Encantadas e vice versa. Existem barcas fazendo estes trajetos

 

 

Uma dica importante é que nas épocas da alta temporada, talvez a melhor opção seja reservar uma pousada, porque muitas vezes a Ilha ta bombando e fica difícil achar algo... Já nas demais épocas a melhor opção e procurar e pesquisar preços, não se instalar na primeira pousada porque às vezes por preços menores você pode ficar em pousadas melhores, tudo depende lógico... Mas são só dicas...

Os preços das pousadas variam desde 25,00 reais até 250,00 por pessoa... A maioria das pousadas e hotéis aceitam cartões, porém algumas não aceitam, portanto informe-se...

 

É bom lembrar que na Ilha NÃO existem bancos, portanto leve uma reserva de dinheiro que você ache suficiente para os dias que deseja ficar na Ilha.

No continente existem alguns bancos:

Em Paranaguá – Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Real, Santander-Banespa, Unibanco.

Em Pontal do Paraná – Banco do Brasil (Praia de Leste), Itaú (Ipanema), HSBC- caixa eletrônico (Ipanema).

 

 

 

 

O que você não pode esquecer-se de levar para Ilha:

 

• Lanterna (As trilhas não têm iluminação e a noite você vai precisar muito de lanterna);

• Protetor Solar, boné e guarda-sol (no verão é indispensável);

• Repelente (dependendo a época existem alguns insetos chatos);

• Capa de Chuva e Agasalhos (no inverno);

• Calçados confortáveis (lembre-se que na ilha se caminha bastante);

• Seus próprios remédios (Na Ilha não existem farmácias);

• Maquina Fotográfica (indispensável registrar este lugar lindo).

 

 

O que você não deve levar para Ilha:

• Animais domésticos. (Não são permitidos)

• Espécies de plantas que não sejam nativas.

• Salto alto e afins. (De forma alguma combina com Ilha do Mel, lembrando que mesmo na “night” a galera sai de chinelão, a pé, ou até mesmo descalço.

 

 

Isso aí galera, encerro por aqui, mas logo volto postando sobre as características dos principais pontos turísticos da Ilha do Mel.

 

 

retirado na integra de: http://locomundojapa.blogspot.com/2010/08/informacao-viagens-ilha-do-mel-2-parte.html

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 3 semanas depois...
  • Colaboradores

Olá meus amigos, hoje vou finalmente mostrar pra vocês um pouquinho mais das lindas atrações existentes na querida Ilha do Mel, vou postar hoje sobre os principais pontos turísticos da Ilha...

 

Difícil dizer qual o lugar mais legal, mas talvez o que tenha mais a cara da Ilha é o FAROL DAS CONCHAS, localizado em cima do morro de mesmo nome (morro das conchas), o Farol já é avistado de longe, logo que se parte de Pontal do Sul em direção a Ilha, já é possível visualizar o farol, já na Ilha é possível avistá-lo de diversas partes. Construído em 1872, por ordem de Dom Pedro II, para orientar os navegadores da Baía de Paranaguá. Foi feito de ferro fundido, com uma altura de 18 metros, vindo de Glasgow – Escócia orienta os navegantes através de o seu piscar, desde 1º de abril de 1872. Atualmente é alimentado por energia solar.

 

Morro/Farol das Conchas

 

Originalmente havia uma edificação de alvenaria com espessas paredes brancas, assoalho de cedro e o forro de imbuia. Acima da porta havia uma placa de bronze comemorativa. Lamentavelmente, a casa do faroleiro (monumento histórico) foi demolida sem que se saiba por que.

Para chegar ao farol, é necessário subir uma escada com quase 140 degraus em uma linda visão da Ilha, que vai ficando cada vez mais bonita na medida em que se sobe. Lá de cima é possível visualizar quase por completa a Ilha do Mel e região.

 

Escadaria no Morro das Conchas

 

 

A FORTALEZA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES ou Fortaleza da Barra é outro lugar de visitação obrigatória ao visitante na Ilha, sem dúvida imperdível.

Construído com paredes de um metro e meio de espessura, entre os anos de 1766 e 1769 por determinação do Rei de Portugal Dom José, para proteger a Baía de Paranaguá contra o avanço das tropas espanholas que já haviam invadido a ilha de Santa Catarina (hoje Florianópolis, SC). A Fortaleza foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1972.

 

Canhões da Fortaleza

 

A Fortaleza está localizada aos pés do MORRO DAS BALEIAS e se alguém vai até o Farol, não pode deixar de subir o morro das baleias, seu acesso é feito por uma trilha em meio à mata atlântica e pleno contato com a natureza, ao chegar ao alto do morro prepare-se para ter uma das mais bonitas vistas da Ilha, existe um mirante que possibilita uma vista panorâmica espetacular. Além do bonito visual no alto do morro estão os canhões remanescentes da segunda guerra mundial (também existem diversos canhões sobre o forte, lá em baixo), eu pessoalmente acho muito interessante estes canhões, ainda no alto do morro outro ponto legal é a trincheira de pedras, uma espécie de labirinto construído em pedras.

Vista de cima do Morro das Baleias

 

 

Partindo de Nova Brasília até a Fortaleza você obrigatoriamente (desde que esteja caminhando) passa por uma das atrações da Ilha o ISTMO, ou como é chamado pelos locais, o “passa-passa”... Está é a parte mais estreita da Ilha do Mel e vem sofrendo com a erosão desde 1930, chegou a ameaçar a divisão da Ilha principalmente na década de 90, mais especificamente em 95, mas atualmente a água só atravessa a Ilha em épocas de forte ressaca, a largura da facha de areia hoje chega a 30 metros.

Istmo

 

 

Já no lado de encantadas o principal atrativo é a GRUTA DE ENCANTADAS, esta gruta é repleta de lendas e histórias, o que a torna mais apreciada, a lenda mais famosa é que ali existiam sereias que atraiam aos pescadores para seu interior fazendo com que estes desaparecessem, de fato, o lugar é fascinante e sem dúvida apresenta um misticismo envolvente, além disso, segundo dizem, sua composição mineral concentra espetacular energia salutar aos visitantes. Há alguns anos foi construída uma passarela que facilita o acesso até a gruta.

Gruta de Encantadas

 

 

Outro atrativo em Encantadas é o FAROL DO CARAGUATÁ, construído em local com um visual espetacular, muito bonito, permite que o visitante possa admirar os navios que passam bastante próximos a Ilha, no canal, chegando ou saindo do Porto de Paranaguá.

 

Não posso deixar de citar as PRAIAS da Ilha que são naturalmente lindíssimas, são 30 belas praias espalhadas pela Ilha, sem dúvida praias paradisíacas.

Destaque para as praias de Fora e Grande em Nova Brasília, Praia da Fortaleza na região da Fortaleza e para a Prainha em Encantadas, está última a mais procurada da Ilha do Mel.

 

Vista da Praia De Fora e aos fundos, a Praia Grande

 

 

Pra finalizar este post vou citar algumas das hipóteses de como surgiu o nome da Ilha...

Várias hipóteses (folclóricas) são conhecidas para a origem do nome:

• A extração de mel silvestre, anterior a 1950, quando os alimentos eram adoçados com o mel ou com o açúcar extraído da cana da própria ilha, devido à dificuldade de obter o açúcar industrializado;

• A existência de uma família de origem alemã que habitava a região da Fortaleza, e onde havia um engenho para produção de farinha de mandioca. Farinha em alemão escreve-se “mehl”;

• A cor da água do mar vista do alto do Morro das Conchas – Farol, principalmente no início da Praia do Farol (Paralelas);

• O formato da Ilha, cuja parte oeste lembra mel saindo da boca (istmo) de um recipiente (parte sul);

• A lua-de-mel que os escravos mais fortes desfrutavam com várias negras, onde os mesmos eram deixados na Ilha por vários dias, para a reprodução, no século passado.

• Entre tantas outras.

 

Ainda bastante curioso é como surgiu o nome de “Nova Brasília”

Contam os mais antigos que os primeiros moradores que vieram habitar o local, oriundos da Ponta Oeste, na Ilha, o fizeram na época em que estava sendo construída a capital federal, Brasília. Daí a homenagem.

Contam outros, que o nome se deve ao fato de a localidade abrigar em suas areias, uma espécie de isca para pesca, cujo nome é “corrupto”...

 

 

Texto retirado na integra do meu blog em: http://locomundojapa.blogspot.com/2010/08/informacao-viagens-ilha-do-mel-3-parte.html

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 8 meses depois...
  • 3 meses depois...
  • Colaboradores
Realmente, as botucas não atacam em todos os lugares. Na praia é difícil elas chegarem, mas nas trilhas tem que passar correndo...

Já os "porvinhas" atacam em qualquer lugar, e como são pequeninos você não percebe o ataque, diferente das botucas, que na ilha dá pra confundir com um beija-flor... tá bom, menos, beeem menos... ::tchann::

 

Hahahahahaha!

 

Bem sinceramente, depende da época q vc vai para lá...

Em meados de novembro/dezembro é terrível, em dias de sol, esqueça leve tubos de repelente pq é complicado...

Fui em meados de novembro do ano passado, eu e minha namorada tomamos sorte pq nosso repelente surtiu efeito, mas era insuportável, enxames de botucas nos rondavam...caminhamos pela praia desde Brasília até a Fortaleza. Alguns turistas que passaram por nós falaram que passaram repelente mas não surtiu efeito! Pegaram galhos para ficarem se batendo e espantando as botucas e suas picadas terríveis, deu dó de ver. Emprestamos o nosso repelente, mas era preciso passar de 20 em 20 minutos pq se não já era! As botucas estavam com fome mesmo! hahahaha!

 

Bem segue a dica para quem for, repelente e roupas brancas. As botucas são atraídas por cores escuras (Segue estudo da unicamp que comprovou que a influencia da cor da roupa é mínima frente ao odor e outras coisas, mas foi constatado que as cores escuras atraiam com maior frequencia os mosquitos http://www2.ib.unicamp.br/profs/eco_aplicada/arquivos/artigos_tecnicos/REPEL%20MOSQUITOS%20Base%20T%e9cnica%20fim%20fim.pdf).

 

Outra dica: Se vc for caminhar pela praia, vai por sobre a água, afasta um pouco as botucas. Foi o que fizemos.

 

Quanto ao repelente compramos e usamos 1 tubo de Super REPELEX - spray não oleoso fabricado pela RECKITT BENCKISER, custa por volta de R$ 5,00.

 

Abraços...

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 4 meses depois...
  • Membros

Salve Mochileiros...

estive na ilha do mel agora em Jan/2011 e fique 5 dias lá. Segui as dicas encontradas aqui no fórum e fiquei na encantadas e segue minha impressão:

 

A encantadas realmente é mais badalada, tem 3 bares legais no caminho pra praia de fora sendo que o último é forró e não é todo dia. Imperdível a toca do Raul, lugar altamente rock roll.... com enfase em Raul claro...rsrs mas não é nada que atrapalhe o sussego...

 

Além disso, o bar pousada alternativa se gaba de ser o único que fica aberto até 06 da manhã... e vende uma pizza média, que da pra laricar até umas 3 pessoas por R$10,00.. definitivamente o lugar mais barato da ilha...

 

Encantadas, sobra a gruta da encantadas.. e o mar de dentro da encantadas é ótima pro fim da tarde....

 

Mas em vários dias fui pra nova brasilia, pois lá que estão as grandes atrações mesmo da ilha.... Da gruta de encantadas até o farol dá aproximadamente 1:30 de caminhada em ritmo lento... e depois mais 1h até a fortaleza...

O barco custa 6$... e tem em vários horários...

 

Na prática, tive a impressão que as praias da nova brasilia tem mais gente. Além de nessa parte ter mais opções de restaurante... para a noite, vi somente um bar com música ao vivo, que por sinal é um restaurante caro...

 

Visitei pra ir conhecer a tal pousadinha, muito indicada aqui... e realmente é muito boa e tem um restaurante muito bom e relativamente barato.....

 

Na encantandas, encontrei pousadas para casal variando de 70$ a 150$/dia... as poucas que procurei em Brasilia tb tavam nessa média...

 

Na vila da fortaleza, as coisas são bem mais roots e escassas.. até mesmo para chegar lá é 1h de caminhas ou os poucos hotéis que oferecem barco... não vi barcos regulares indo para lá.... alguns me falaram q era por conta de ter q dar a volta na ilha praticamente pra poder chegar la.... tem a opção de se negociar com alguns "barco-taxis".. mas nem vi o preço disso... com canela e disposição.. vai e volta em qq lugar la....

 

Mais uma vez.. obrigado pelas dicas que tive aqui.. e espero poder ajudar próximos que estejam indo pra lá!!!!

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 1 mês depois...
  • Membros

OI, acabei de voltar da Ilha do Mel!

Lugar mágico!

 

As refeições por lá giram em média de 20 reais o prato feito (bem servido, dá pra dividir em 2 mulheres) ou pratos para 2 a 4 pessoas em torno de 50 a 60 reais.

Em encantadas em um restaurante chamado Toca da Ilha que serve almoço para 2 pessoas por 25 reais (arroz, feijão, salada, camarão e peixe).

No vilarejo do farol ( bem perto da praia de Fora) tem um restaurante muito bom, chamado Astral da Ilha. Ele é indicado pelo 4 rodas... mais caro, mas o prato também é super caprichado (um peixe divino), paguei 40 reais para 1 pessoa, mas também nem jantei no dia.

Outro restaurante muito bom é o Mar e Sol; os garçons são bem simpáticos e a comida é bem gostosa.

Na Pousadinha tem um feijão divino, o preço gira em torno de 20 reais por pessoa, porém o prato é um pouco menor.

 

Como a maioria das praias, a Ilha gira em torno de frutos do mar, principalmente camarão e peixe.

Um dia pedi um prato de contra filé e não tava muito bom!

 

Bem, é isso... se precisar de mais ajuda só falar!

 

Beijos

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Silnei changed the title to Ilha do Mel

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
  • Conteúdo Similar

    • Por Ligia Karina Filgueira
      O Caniôn do Guartelá fica localizado no Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi-PR.
        A visita foi uma saída de campo do curso de Turismo-Unicentro de Prudentópolis.
       Saímos de Prude umas 7:30 e chegamos no parque às 09:30. Ao chegar no Parque, recebemos as instruções do pessoal que trabalha no Parque, e nos aconselhou a fazer a trilha com a menor quantidade de peso possível. O parque tem duas trilhas, uma de 5km até o cânion, panelões e outra maior, que tem acesso a parte com pinturas rupestres, que só pode ser falta contratando um guia local. Nós fizemos a de 5km, o que já valeu muito a pena!
        Aconselho a se longar bem antes rss! Iniciando o percurso com um calçamento bem ingrime(ja desci imaginando a volta kk) podemos observar  a vegetação presente e a formação rochosa do local.
       A trilha possui algumas partes coberta com mata e chão de terra e outras feitas de arvores para não causar tanto impacto ao solo.
      O primeiro ponto de parada, são os Panelões do Sumidouro, que são verdadeiras piscinas naturais relaxantes! (aconselho muuito a se banhar).
      Em seguida fomos em direção ao mirante do tão desejo Cânion do Guartelá! Ele possui uma vista incrível! O legal é que dá pra ficar em baixo do mirante, deitar na pedra, beber uma água e agradecer muito!! E o ultimo local que visitamos, foi uma "laje" de formação rochosa, que dava para ver de longe a Cachoeira da Ponte de Pedra, que não é liberado acesso e banho.
       Valeu muito a pena esse campo.
      Se você, como eu, ficou assustado na descida,calma.... eles possuem uma Kombi Resgate rs que está sempre de prontidão, para atender aqueles que não conseguirem subir o calçamento.

        Este é o meu primeiro relato neste site, espero que tenham gostado e VISITEM!
      0800 a entrada! Verificar no site sobre os dias de funcionamento.
      Possui estacionamento gratuito!


    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Nos últimos dias de 2019 tive o prazer de fazer um dos trechos da Travessia Entre Ilhas, que é mais conhecido como Lagamar. O trecho entre Cananéia/SP e Paranaguá/PR. Na verdade Lagamar é o nome do estuário menos degradado e mais produtivo do mundo situado na região que compreende os estuários do Rio Ribeira, Iguapê e o Estuário de Paranaguá. É uma região de manguesal que abriga uma grande diversidade da flora e principalmente fauna terrestre e marinha. O Lagamar está num trecho de preservação da Mata Atlântica que, explica e chama ainda mais atenção pela sua riqueza.
      Apesar da preparação em grupo acabei fazendo o percurso no estilo "solo". Quando chegamos em Cananéia do grupo que já era reduzido, uma das pessoas não compareceu, e  a outra preferiu ficar na cidadezinha. Como aquecimento, depois de passar boas horas na espera em Registro/SP, aguardando um ônibus para a Ilha, chegamos em Cananéia. Logo tratamos de fazer um tour pela pacata cidade histórica que se orgulha de brigar (ser) considerada a primeira "cidade" brasileira. Fato é que em  1531 Martin Afonso de Souza aportou na Ilha de Cananéia, segundo documentos históricos. Visitamos o museu municipal que também guarda uma preciosidade: o maior tubarão branco em exposição, embalsamado, do mundo. A fêmea, capturada em águas brasileiras da região têm 5,5 m de comprimento e nada menos que 3,5 toneladas.
      Como aquecimento da jornada eminente, subimos (na verdade subi) o Morro São João Batista para conferir a vista do Mar Pequeno e tem uma pequena ideia da dimensão do projeto. Nessa ascensão que acabei ficando sozinho, minha parceria desistiu, melhor que foi ali e não em meio à praia deserta.

      No geral Cananéia é uma daquelas cidades que faz voltarmos no tempo e fazer uma reflexão sobre nós homens, nossa sociedade e nosso progresso. As ruas foram projetadas para o Séc. XVI ou XVII e hoje precisam conviver com carros do séc. XXI, isso não é um problema, quando a população e o fluxo não é muito grande. As marinas e mercados de peixe estão por todo lugar, a pesca é a principal atividade da cidade. Pra quem gosta de curtir um final de tarde num barzinho, vai encontrar na Ilha algumas opções bem aconchegantes, e diversificadas. A sensação de segurança também traz um certo conforto.
      PRIMEIRO DIA DE TRAVESSIA (NA VERDADE PREPARAÇÃO)
      Neste dia acordei às 06:00 na esperança de chegar à Praia do Cambriú antes das 09:00. Na realidade como estava sozinho, mesmo tendo esperado até às 09:30 no pier não consegui nenhuma voadeira rumo ao Cambriú. Para garantir fui para o Marujá, depois faria o trecho de 12 km até o Cambriú caminhando.

      O trajeto até a Comunidade Marujá já foi emocionante, cruzamos com golfinhos, guarás vermelhos e nossa voadeira deu uma pane ficando uns 40 min à deriva no meio do canal.

      Do Marujá até o Cambriú a viagem foi angustiante: cruzar a Praia da Lage se revelou o principal teste emocional da viagem. São cerca de 6 km apenas, mas o fato de conseguirmos enxergar a outra ponta torna essa praia deserta um "inferno".

      Parece não ter mais fim, some-se o fato de ser o início da travessia, então eu queria olhar o relógio a todo instante para saber do meu desempenho, ilusão, nada mudaria. Levei mais que 1h e 30min  de caminhada, tive de fazer algumas paradas e lutar constantemente com os pensamentos negativos. Alguns urubus sobrevoavam meu esqueleto trambaleante fazendo troça.

      Com muita luta cheguei no outro lado e depois na Praia do Fole, alcançando o Cambriú já depois das 15:00. Assustado, e preocupado devido à experiencia na Laje, resolvi dormir por ali mesmo. No finalzinho da tarde, conversando com moradores descobri que o seu Toninho (barqueiro) fez duas travessias de barco vindo de Cananeia naquele mesmo dia. No final eu tinha chegado também.

      SEGUNDO DIA - MAR IMPLACÁVEL ESPERA INFINDÁVEL
      Madruguei. Às 06:15 já me punha a caminhar, na esperança de ver o sol nascendo na Praia do Fole, de frente para a Ilha do Cambriú, nada mais que expectativa. O Astro só apareceu já alto umas 06:50 devido a quantidade de nuvens. Transpor a pequena Praia de Fole Pequeno é simples, a Praia do Fole também foi fácil, ou a ansiedade de chegar na aterradora Praia da Laje novamente fez com que as duas ficassem mais fáceis.

      De peito aberto me pus a caminhar e em menos de 1h cruzei aquela vastidão de areia liza. É curioso como ela parecia ainda maior, apesar de psicologicamente ter sido bem mais fácil. A faixa de areia estava com mais de 50 m de largura, a maré tinha recuado bastante.

      No trecho de pedras entre a Laje e o Marujá, fiz uma pausa para comer e beber água na bica que tem por ali.

      Logo que começa o costão um visual deslumbrante, a Praia do Marujá sumindo no horizonte como um traço reto entre a água azul e a mata verde. Depois de sair no Marujá e caminhar uns 2 km encontrei as primeiras pessoas desse trecho. Era um pequeno grupo, aproximadamente 15 pessoas tomando banho de mar. Pelos demais 14 km daquele dia não vi mais ninguém, apesar de ter encontrado até uma placa indicando um restaurante.


      Caminhei, caminhei, até tentei parar para descansar, mas além de não me sentir cansado, o sol de rachar e a falta de qualquer sombra desencorajam a pausa. Incrível que nesse dia, apesar de a praia ser bem mais extensa, quando me dei conta estava na antiga Vila da Baleia e já eram 12:00.
      A Vila, agora destruída, mostra o quão implacável as águas podem ser. Hoje nenhuma residência permanece no local. O mar cortou um braço de uns 500m por ali, e continua avançando. As pessoas saíram deixando tudo para trás. Inclusive muito lixo (roupas, plástico, fios, canos, etc.) que provavelmente vai acabar no Atlântico, que diga-se de passagem já tem muito lixo. Uma vergonha. Ainda mais sabendo que se trata de uma comunidade que vive do Mar.
      A parte boa é que no canal que se forma atrás da antiga Vila as águas além de limpas são muito calmas. Não resisti, tirei a roupa e dei alguns mergulhos. Arrumei minhas coisas como um travesseiro e tirei um bom cochilo, imaginando a pernada de volta até a nova Vila da Baleia ou Marujá pra conseguir um barco que me deixasse em Ararapira.

      Acordei com o ruído de um barco parando ali pertinho, fui logo perguntar sobre chegar do outro lado. O barqueiro, Pedro, se ofereceu me deixar na agora Vila da Baleia, aceitei. Na Vila consegui um transporte para o final da tarde. Precisei ficar 4h esperando, sentado ao pé de uma árvore, sendo paparicado por uma cachorra que apareceu ali.
      Cheguei em Ararapira quase noite. Lá fui informado que se tivesse parado na Pontal do Sul/SP poderia também chegar no Superagui caminhando: o antigo canal não existe mais, está todo assoreado pela areia e fica exposto, exceto em maré cheia.
      TERCEIRO DIA - A PÉ OU DE CAVALO
      Comecei cedo, e como não podia ser diferente larguei a tralha na ponta do Superagui e fui até o meio do antigo canal, marcar a divisa dos estados.

      Caminhando no Paraná, logo avistei o improvável; no meio do nada um cavalo branco observando o Oceano, cheguei pensar que fosse loucura da solidão na minha cabeça. No entanto, pude confirmar era um cavalo mesmo. Resisti a tentação de cavalgar até a Vila de Superagui.

      Caminhei, passei por alguns riachos, boias, quando encontrei gente, fui saber que já estava chegando na Vila. Eram 11:00 e meus planos de wild camping ficariam para outra oportunidade. Pleno, cheguei na Vila de Superagui. No entanto, um erro crasso me deixou preocupado, e não era o cansaço dos 20km e tanto. Em um dos riacho eu optei por não tirar a bota, resultado foi que era mais fundo que o planejado e entrou água nela, caminhei o resto do trecho, uns 10km, com o pé encharcado. Rendeu muita dor na sola do pé e o medo de aparecerem bolhas me obrigando a desistir no último trecho.

      Achei um camping, muito da hora, e fiz uma coisa improvável que tive vontade lá pelas 09:00 da manhã, comprei uma coca-cola. Pensa num refrigerante gostoso. O marido da dona do camping, ao conversarmos se dispôs a me deixar na Ilha das Peças no outro dia.
      Fiquei algumas horas sentado no píer da Vila esperando o pôr do Sol, durante esse tempo vários grupos de botos desfilaram a poucos metros de mim.

      QUARTO DIA - UMA TRAPAÇA, MUITA ESPERA
      Desarmei acampamento antes de o Sol nascer, mas tive de esperar o barqueiro, kkkk. À 06:40 me deixava na Ilha das Peças, e não quis me cobrar nada ainda. Nesse dia foi muito tranquilo, aquela sensação de tempo e espaço relativa, devido nas Peças eu saber que seriam apenas 16km para completar a trilha tornou tudo psicologicamente muito leve. A areia firme, a companhia da Ilha do Mel a poucos metros tudo preparado para um final incrível.

      Depois do antigo farol, hoje caído, avistei a Vila das Peças. Inocente, mesmo percebendo um trecho que aparentava "mangue" resolvi cruzar por ali mesmo, próximo do mar, para não contornar pela margem da várzea. Foi o trecho mais cansativo, e olha que desisti logo do meio e fui para a margem da mata. A cada pisada o pé afundava alguns centímetros na areia fina, acabando com minha panturrilha (lembrei dos tempos de treino na areia para disputar campeonatos de futebol).

      Chegando na Vila, 10:00, fui procurar alguém que me deixasse em Paranaguá. Não fui bem tratado pelos barqueiros, foram meio rudes - mochileiro acho que eles pensam que nós mendigamos carona. Fiquei chateado, mas paciência. Para piorar um do puto ainda me trapaceou, me disse que eu teria que esperar a escuna regular as 16h, mas se quisesse, por 70 reais me levaria às 15h, já que ele ia buscar mais gente em Paranaguá.

      Achei um camping, armei a barraca para terminar de secar e dormi um sono. Eram 14:30 quando desmontei tudo e fui encontrar o indivíduo. O pilantra apareceu umas 15:20, eu com cara de bobo, fui no barco. A única coisa que o @#$& me disse é que ia para Supergui e não podia me levar (sacanagem, devido ao nosso combinado nem fui atrás de outros barcos).


      Resumindo fiquei torrando no píer até às 16:30 quando a escuna me levou para Paranaguá. Foi um travessia incrível, que e ensinou muito. O fato de eu estar sozinho proporcionou perspectivas únicas. Saí de lá mais experiente, e agora que venha o Cassino.





    • Por Fernando L
      O bondinho de Telêmaco Borba é um raríssimo exemplo de meio de transporte que foi criado por uma empresa privada para o transporte de seus funcionários e que continua em atividade no Brasil. Mas o mais importante é a oportunidade de qualquer pessoa fazer este passeio, já que é aberto ao público por um valor simbólico e ainda permite conhecer um pouco da estrutura gigante da empresa caminhando por sua área até a portaria da mesma. É um belo passeio de mais de 1.300 metros atravessando o Rio Tibagi, descortinando a cidade e a fábrica. Mas atente para os horários fixados junto ao terminal, pois em dias úteis a última saída da manhã é as 11 mas a volta somente às 12:40.





    • Por nnaomi
      Ilha do Mel DDD (41)
      Período:  17 a 21/12/2018 Cidades:  Ilha do Mel A Ilha do Mel, pertencente ao município de Paranaguá, tem 95% de sua área composta por ecossistemas de restinga e Floresta Atlântica que são protegidas em duas UCs: uma Estação Ecológica e um Parque Estadual. Além das belezas naturais de 35 km de praias e costões rochosos e trilhas pela mata, possui atrativos históricos como o Farol das Conchas e a Fortaleza de N. Sra. dos Prazeres. São quatro vilas principais: Nova Brasília, Farol, Fortaleza e Encantadas que concentram a infraestrutura turística e estão interligadas por trilhas. Não há tráfego de carros e o deslocamento é feito por trilhas ou através de barcos.
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada em Nova Brasília, na Ilha do Mel. A ilha é bem turística e existem boas opções de hospedagem e alimentação, mas não há hotéis de grande porte e/ou mais sofisticados devido às características do local. No geral, as opções são simples.
      Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos listados, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.
      ****************************************
      Nanci Naomi
      http://nancinaomi.000webhostapp.com/
      Trilhas:
      Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté
      Relatos:
      23 dias no PR - dez/2018 - Parte 1: Natal de Curitiba | Parte 2: Morretes | Parte 3: Guaraqueçaba | Parte 4: Ilha do Superagui
      15 dias em SC - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha
      Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas
      3 dias em Monte Verde - dez/2014
      21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro
      11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
      21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
      21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
      8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est
      25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina
      Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010
      Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
      Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
      19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal
      10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
      De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008
      Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
      Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes
      9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul
    • Por Rezzende
      Aeee galera mochileira, tô chegando pra passar o meu relato de viagem. Voltei pra Curitiba 2 anos e meio depois da minha primeira passagem e como prometi voltar, voltei! Precisava reparar minha falta com Curitiba pois da primeira vez, por falta de experiência, falta de planejamento ou falta de sei lá o que não deu pra ver muita coisa e fiquei devendo mesmo com Curitiba.
      Aproveitando, fiz também o passeio de trem pra Morretes e depois fui pra Ilha do Mel.
      Relatoooooooo
       
      Sábado, 18 de outubro de 2014
      Cheguei em Curitiba no início da tarde. Fui pro Curitiba Hostel, no Largo da Ordem. O hostel é bom, bem localizado, com o Bar do Alemão ao lado, apenas achei caro pelo que ele oferece. A diária custa 50 reais, o banheiro fica fora do quarto, um pouco longe e as paredes não eram a perfeição da limpeza. Não que isso torne o hostel ruim, longe disso, mas já fiquei em hostels melhores com diária mais barata. Eu, particularmente, prefiro os hostels da rede HI e esse não é associado. Mas compensa pela localização.
      Almocei no Tubas Bar, um bar com ar de rock ali perto na Praça Garibaldi, 50.
      Passei o resto da tarde ali nas redondezas do Largo da Ordem, sem nada pra fazer e tomando um chopp no Bar do Alemão. Só curtir Curitiba com bastante tempo...coisa que não tive da outra vez.
       
      Domingo, 19 de outubro de 2014
      Fui fazer a Linha Turismo. Da outra vez que passei em Curitiba não deu tempo. Acho que se eu quisesse ir nos pontos que fui usando transporte público conseguiria fazer da mesma forma e gastando bem menos, mas eu queria muito andar naquele onibus grandao com 2º andar panorâmico. A Linha Turismo custa 29 reais com direito a 4 reembarques. Peguei o onibus no ponto inicial na Praça Tiradentes às 9:20. Da outra vez que fui em Curitiba já tinha ido no Jardim Botânico e no Museu Niemeyer então dessa vez passei direto e fui descer só na Ópera de Arame já quase 11 horas. A parada na Ópera de Arame é bem rápida, só mesmo pra tirar umas fotos do lugar pois o palco fica fechado e a visitação vai só pela ponte até a entrada da ópera. Não fiquei ali nem 5 minutos. Depois fui a pé pro Parque Tanguá. Tranquilo de ir andando, só subir o morrinho à direita da ópera e entrar na primeira rua a direita ali em cima, seguir pelo plano até passar pelo cruzamento com outra rua e mais um pouquinho à frente entrar à esquerda e pronto! Chegou o Parque Tanguá! Eu não levei nem 15 minutos andando e fui devagar pois tava quente. Não desperdice um reembarque da Linha Turismo, vá andando da Ópera ao Parque Tanguá! :'> :'>
      Aaahhhhhhh o Parque Tanguáááááá
      Pare lá, pare lá, pare lá!!!

      Parque Tanguá é lindo demais, achei o lugar mais bonito de Curitiba!!! Jardim Botânico perde muito pro Parque Tanguá, aquela pedreira, as fontes, a cachoeira, o túnel lá em baixo, tudo muito bonito, show, show, show. Saí de lá 13 horas depois de trocentas fotos. :'> :'> :'>


      Passamos pelo Parque Tingui, bonito também mas achei desnecessário descer já que a linha vai passando pela lateral do parque e dá pra ir tirando boas fotos pelo caminho. O parque não vai muito lá pra trás então a maior parte dele vai margeando a rua por onde a linha passa e dá pra ir tirando boas fotos enquanto isso.
      Desci pra almoçar em Santa Felicidade. Entrei num rodízio de massas delicioso no restaurante Portal. Opção de restaurante em Santa Felicidade não falta, mas são meio caros. Peguei a Linha Turismo de novo quase 15 horas e já tava armando o temporal. Desci no Parque Barigui e saí pra esconder da chuva numa casa amarela perto do ponto de onibus. E desceu a chuva e até granizo. E o calor de 30 graus virou friozinho de 16 graus. Depois de um tempinho a chuva parou e dei uma volta pelo Parque Barigui, mas não vi nada demais. O lago é bonito. Pra terminar, fui pra Torre Panorâmica. Entrada custa 3,50. Cheguei lá em cima quase 17 horas, a chuvinha voltou mas bem fina. Como não tinha nevoeiro, a chuva não atrapalhou de ver o visual lá de cima. E enquanto chovia para um lado, para o outro o tempo era mais claro e com o tempo a chuva ia virando e para onde estava escuro dava pra ver com mais clareza. Como não tem tempo limite de permanência lá, fiquei até 18 horas e tirei fotos até das serras bem pra lá da cidade.

      Fechei a Linha Turismo descendo no mesmo ponto que entrei e fechei o dia também.
      Percebi durante todo o trecho que Curitiba tem muitos fios baixos, o onibus é alto e em vários lugares passamos muito perto da fiação. Totalmente desaconselhável ficar em pé com o onibus em movimento pois a qualquer momento um fio pode atingir a sua cabeça! Teve um ponto perto do Bosque Alemão que o onibus arrancou um fio, não sei se de telefone, luz ou outra coisa, mas pode ser perigoso. Alguns onibus tem um ganchinho na frente pra defender dos fios, mas mesmo assim é bom ter muita atenção com eles e os responsáveis pelas fiações da cidade deveriam fazer alguma coisa para segurança de todos. Fica o alerta! :'>
       
       
      Segunda-feira, 20 de outubro de 2014
      Saindo cedo do hostel, peguei a linha 304 Pinhais-Campo Comprido às 7:40 e 7 minutos depois descia na rodoferroviária de Curitiba. O horário do trem é às 8:15 mas atrasou, dizem que por causa de 3 onibus de Paranaguá que chegaram bem em cima da hora. O trem saiu às 8:30. Ele vai beeeeeeem devagar. Primeiro passando por áreas urbanas de Curitiba e Pinhais, depois algumas áreas rurais entre Pinhais e Piraquara. Esse trecho é bem monótono, o trem continua beeeeem devagar e não tem nenhuma paisagem assim espetacular. São pastos, campos, plantações, gado, araucárias e tal... lá pelo meio do passeio é que vem a parte mais interessante com túneis, viadutos, cachoeiras e rios. Infelizmente o nevoeiro pegou bem nesse trecho e deu uma prejudicada justamente onde a paisagem seria mais deslumbrante. Pouco mais abaixo teve um defeito no trem, soltou ar do sistema de freio e o trem parou. E ficou parado alguns minutos, uns 15 talvez. A chegada na estação de Morretes foi 12:30. chegou 1:15 depois do previsto. O trem vai realmente beeeeem devagar. Eu fiquei um pouco decepcionado com esse passeio pois boa parte dele é bem monótona. A parte mais bonita ficou prejudicada com o nevoeiro. O preço do trem é meio salgado, eu comprei a mais barata do vagão econômico por 72 reais e já fiz o trem de Vitória a BH que durou mais de 13 horas e é mais barato. Não é tão turístico, é mais de passageiros, viaja a 70 por hora, não tem tantas paisagens deslumbrantes, só mais ali perto de BH, mas mesmo assim não achei tão monótono quanto esse, acho que mais pela velocidade muito baixa e mesmo que o tempo tivesse bom, o trecho onde estão os principais atrativos passam em 15 minutos, o resto é basicamente passar no meio da mata, então vai mais do gosto individual de cada um. Mas tenho vontade de repeti-lo num dia de tempo firme.

      Na saída do trem, encontrei mais gente que, como eu, estavam indo pra Ilha do Mel. Fomos andando pra rodoviária. Saindo da estação em Morretes, indo para a direita mais 3 quarteirões chega na rodoviária. O próximo onibus para Paranaguá era 13:20. Enquanto esperávamos fomos fazendo amizades, éramos eu e mais 6: O Marcos de Apucarana e a namorada dele que esqueci o nome, as amigas Vivian e Paula de São Paulo e um casal francês que mora em São Paulo ha algum tempo. Tinha também um casal mais velho de Mato Grosso do Sul que pegaram um táxi na estação pra ir pra rodoviária, mas por causa das malas, sem malas pesadas não precisa, dá pra ir a pé mesmo. E fomos todos pra Paranaguá às 13:20 num onibus urbano lotadão mas que pelo menos me deixava feliz porque tinha mais velocidade que o trem . Chegamos em Paranaguá 14:30. O barco pra Ilha do Mel é 15:30. pra ir da rodoviária pra onde pega o barco é só ir andando pra esquerda, atravessar a rua em frente a entrada pra Ilha dos Valadares e seguir beirando a orla até onde vende as passagens do barco, que é num prédio laranja numa esquina onde do outro lado tem um hostel da rede HI e fica em frente onde se embarca para a ilha.

      Sobre o barco pra ilha do Mel: Em Paranaguá só tem dois barcos por dia, um pela manhã e outro à tarde. A maioria dos barcos parte de Pontal do Sul, onde tem barco de hora em hora das 8 às 17 horas e claro que em altas temporadas e finais de semana tem barcos com mais frequência. Mas então por onde ir? Depende de onde você vem e em qual horário. Eu cheguei em Paranaguá às 14:30 e o barco é 15:30. O preço do barco é 34 reais, incluída a taxa de visitação da Ilha que acho são 10 reais. Os barcos de Pontal do Sul custam 29 reais. Esses valores são de ida e volta. Se for de Paranaguá pra Pontal do Sul o onibus custa 4,70, ida e volta dá 9,40 mais 29 reais são 38,40 então, pra quem chega por Paranaguá é mais econômico ir direto de Paranaguá, isso se você tiver sorte de chegar perto do horário de um dos barcos, pois de Paranaguá são poucos barcos pra lá. O tempo de barco de Pontal do Sul é cerca de meia hora. De Paranaguá dá mais de uma hora ou quase duas. A maré interfere nisso também pois com maré baixa ou maré contrária pode demorar mais.
      O barco saiu 15:30 e chegou em Encantadas 16:50. Tranquilinho demais, o mar nem tem onda forte por ali.
      Pisei no trapiche de Encantadas, olhei pro que tinha na minha frente e pensei...sério que vou ficar aqui só 2 dias??!
      Porquê fiquei em Encantadas? Vamos a algumas objeções: Os principais pontos turísticos da ilha estão mais próximos de Nova Brasília do que de Encantadas, mas se você, assim como eu, gosta de andar, não ha problemas!!! Encantadas tem uma orla com pousadas, restaurantes e mercados em frente. Brasília fica toda pra dentro da ilha, não tem pousadas e restaurantes com pé na orla. Brasília parece mais tranquila e Encantadas mais agitada. Até durante a semana, fora de temporada com pouca gente na ilha você vê mais gente circulando em Encantadas do que em Brasília. Como eu queria algum lugar um pouquinho mais animado fui pra Encantadas e também achei Encantadas mais bonita que Brasília.
      fiquei na Pousada Marimar, que trabalha também com quartos coletivos e até já foi filiada da rede HI. Fiquei num quarto coletivo, diária 50 reais, a pousada é muuuito boa, o staff é muito legal e receptivo, tem um deck muito bom, com uma ótima vista pro por do sol e pra pegar um sol no deck de tarde, de frente pra praia, muito, muito boa mesmo. :'> ::Já passava de 17 horas, deixei minhas coisas no quarto e fui procurar comida, nem tinha almoçado ainda. A turma toda que veio no barco comigo tava comendo no restaurante Toca da Ilha que fica ali na orla mesmo um pouco mais adiante. Lá tem PF por 15 reais. Depois de almojantar, fiquei tomando cerveja com as meninas de Sampa. Me assustei com a conta pois a garrafa de cerveja lá custa módicos 10 reais!!! ainda bem que foram só duas garrafas!! Lembre-se que não foi só você que pagou um barco pra chegar lá, as comidas e bebidas também não foram parar lá sozinhas.......
       
       
      Terça, 21 de outubro de 2014
      Dia de andar, andar, andar...Vai pra Ilha do Mel? Tem disposição pra andar e quer ficar num lugar legal? Fique em Encantadas então!! Saí da pousada antes das 9 horas porque o café lá é servido tarde, só a partir de 8 horas, mas poderia ter ido mais cedo pois nesse dia um grupo grande de pessoas iam pegar o primeiro barco e serviram o café 7 horas. Se você for embora no primeiro barco, peça o café mais cedo! A equipe lá é nota 10 e vai fazer servir o café mais cedo pra você!!
      Então, o dia tava nublado, uns 21 graus, ótimo pra andar. E como andei!! A trilha de Encantadas pra Brasília sai do lado da Marimar, mas eu entrei noutra trilha perto do trapiche, dei várias voltas perdidas até encontrar a trilha certa . A trilha é muito bem visível, sinalizada em alguns lugares, dá pra fazer tranquilo e sozinho. Primeiro você vai passando por casas e pousadas que ficam ainda em Encantadas e logo depois chega na Praia de Fora. A Praia de Fora é oceânica enquanto a de Encantadas é praia de baía, então, Encantadas é mais movimentada por causa da vila mas a praia de fora é mais deserta e mais limpa. Nao parei nela pois não tinha sol e meu destino estava looonge. Passando pela trilha vi ao longe o casal francês que veio comigo no trem e no barco andando pela praia. São facilmente identificados porque o cara é um rastafari que parece o Toni Garrido e ela uma francesa típica, então de longe dá pra conhecer. No fim dessa trilha tem um morro com degraus de pedras e lá no alto você tem uma boa visão do que já andou e do que ainda vai andar, pois avista o farol láááá longe!!



      Descendo do outro lado tem a Praia do Miguel, essa sim absolutamente deserta, pois pra ir por Encantadas tem esse morro pra passar e pra ir por Brasília tem um terrível obstáculo de pedras, então só os mais animados vão pra lá.
      No fim da Praia do Miguel, momento aventura do dia, pois pra passar naquelas pedras exige estratégia eu fui pelas pedras até no ponto mais alto, tinha uma fenda no meio das pedras e pensei “por aqui não passo!!”, desisti e voltei. Pensei em ir beirando as pedras com as ondas batendo em mim. Fui até o meio, pensei que ia cair e morrer ali (momento exagero ) e ninguém ia me salvar pois tava deserto. Voltei. E agora? Volto pra Encantadas e pego um barco pra Brasília? Ali perto tinha uma placa indicando que Brasília era por ali mesmo, pelas pedras. Peguei o celular, entrei no GPS e vi que a trilha passava ali beirando a praia mesmo, então pensei “só pode ser pelas pedras mesmo”. Bora pra mais uma tentativa!! Fui de novo até o ponto mais alto, vi aquela fenda no meio das pedras mas tava um trilho meio batido lá pra baixo e pensei que outras pessoas sempre passam por ali. Então aqui entra o pulo do gato!! pulo mesmo!! a parada agora é sentar na pedra e ir escorregando, pulando, descendo, segurando, vendo como dá e passar lá pra baixo e dali é só alegria!! Venci o obstáculo e agora estou na Praia Grande, onde tem muito surfista. No fim dessa praia, outra trilha que vai pra Brasília. A gente chega no final de Brasília, já bem perto da entrada pro farol. Ali encontrei o casal francês que estava indo pro farol e agora tinha companhia. Fui andando com eles. O alto do farol é muito bonito, o MELHOR lugar da ilha pra tirar altas fotos.


      Dali fomos pra Fortaleza. Boooooaaaaa caminhada. Fomos pela praia, dá mais ou menos uma hora, mas fomos andando muito rápido pois o casal frances já ia embora da ilha naquela tarde. No caminho, pela praia, vi alguns golfinhos mortos, alguns eram só esqueleto mas tinha um que ainda tava morto recente e o frances rastafari foi tirar foto dele. A francesa ficou indignada com aquela atitude mórbida , mas ele disse que já que não tinha visto nenhum vivo o morto servia . A maré ali varia muito e esses golfinhos devem ser trazidos por ela. Eu tive sorte de ver golfinhos vivos bem perto do barco quando tava indo pra ilha do mel. Os franceses também estavam no barco, mas dormindo.. chegando na fortaleza tem uma vila e ali dá pra ver contençoes pra maré e perceber que a variação da maré ali é enorme. Cheguei na fortaleza 13 horas. Mas fui andando e parando pra fotos e tal, não fui direto. Uma placa diz que são 9 km de Encantadas até a fortaleza.
      A fortaleza é legal, histórica, tem um mirante lá em cima. Os franceses iam voltar por causa do horário, me despedi deles e fiquei mais um pouco ali aproveitando o local. Quando saí eram quase 14 horas e a maré tava bem alta, por isso voltei pela trilha e não pela praia.

      Almocei em Brasília, PF por 15 reais. Depois ainda voltei no farol com mais calma pois o tempo tinha aberto um pouco e não tinha intenção de voltar no outro dia. Peguei o ultimo barco e voltei pra Encantadas 17 horas. Fora de temporada são poucos barcos entre as duas vilas, mais ou menos de 2 em 2 horas. Custa 10 reais só ida e 18 reais ida e volta. Já tinha andado bastante mas o principal motivo pra voltar de barco é que passar de novo naquelas pedras com maré alta acho que não seria boa ideia. Andei mais de 15 km nesse dia de certeza. Quando cheguei na Marimar tinha um chegado um colega de quarto, o Alan de Curitiba, que apesar de tão perto nunca tinha ido na ilha do mel. Tinha uma holandesa também, a Patricia, que tá no Brasil ha algumas semanas fazendo trabalhos voluntários em Curitiba e tava numa passagem relampago pela ilha do mel. Jogamos umas partidas de sinuca e depois fui encontrar as meninas de SP pra tomar umas cervejas e conversar sobre o dia, a vida, filosofar e tal...

       
      Quarta, 22 de outubro de 2014
      hoje o sol deu o ar da graça. Minha intenção pra hoje era nada. Já tinha conhecido a ilha e tava de bobeira. Como o Alan ainda não conhecia e queria ir em Brasília, fui de novo com ele. Parei na Praia do Miguel, tão vazia, tão limpa, tão boa... as pedras hoje já não foram obstáculo pois já sabia como passava. Fomos no farol de novo, com sol fica bem mais bonito. Almoçamos em Brasília e voltamos no barco das 15 horas. Depois fui na gruta de Encantadas, que ainda não tinha ido, mas não achei nada demais. A gruta é pequena. Mas o visual daquela parte da ilha é bem legal. Voltei já de tardinha e fiquei no deck da Marimar, curtindo o visual e os últimos momentos na Ilha do Mel. Tinha conhecido a ilha toda, feito tudo que queria fazer mas dava vontade de ficar mais. A ilha do Mel vicia!! ficar num lugar onde não tem mais barco depois das 17 horas, onde não tem ruas, não tem carros, você dorme ouvindo o barulho das ondas, tem trilhas, natureza...perfeito!!
       
      Na quinta de manhã precisava, infelizmente, ir embora. Serviram o café mais cedo por minha causa :'> :'> e 07:30 peguei o barco pra Paranaguá. A maré tava baixíssima essa hora, o barco entrou duas vezes num banco de areia. De encantadas ele vai pra Brasília e sai de lá 8 horas. Na volta passou um navio grandão perto e deixou um mini tsunami pra gente. Tinha uma tia doidona parecendo a Doris Giesse que gritava tacalhe pau, tacalhe pau!! o barco subia e descia, tombava e destombava, frio na barriga, coração na boca e rindo da tia!! um pequeno momento pra dar um pouquinho de emoção na volta hehehe.

      Cheguei em Paranaguá 09:45, dali você vai a pé mesmo pra rodoviária e peguei o onibus pra Curitiba 10:15, de onde você vai para o resto do Brasil e o mundo!!
       
      isso é o que temos para hoje. Ilha do Mel ficou marcada pra mim, adorei aquele lugar e pretendo indicar pra todos vocês e voltar lá um dia, levando mais gente pra conhecer aquela maravilha da natureza.

×
×
  • Criar Novo...