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  1. Nesse vídeo fizemos uma incrível viagem ao Deserto do Atacama, do dia 02 de Janeiro de 2018 ao dia 21 de Janeiro de 2018 sinta a emoção dessa magnifica viagem. Eu Matheus Verdan, sai do Rio de janeiro e o Iago Luiz de São Paulo, Juntos fomos do Atlântico ao Pacifico, do Rio a Santiago e voltamos. Rodamos cerca de 10000km em duas Tenere 250 por cerca de 19 dias, um a mais que o planejamento inicial. No meio do Valle de la Luna, encontramos um amigo aqui do Rio de Janeiro, o Bandeira, que seguiu viagem conosco do Atacama até Mendoza na Argentina. Foi um sonho realizado e com toda a certeza a primeira de muitas viagens. Não ha como não se emocionar com a beleza e grandiosidade de todos os locais que eu passei, principalmente nas Cordilheiras do Andes, é ESPETACULAR! Valeu a pena cada km percorrido. Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar. Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: @mathverdan https://www.instagram.com/mathverdan/ @iagoluizoli https://www.instagram.com/iagoluizoli/ Em breve farei videos sobre planejamento, custo, roteiro/trajeto e o que levar. Se inscreva e acompanhe as nossas aventuras. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ► Motos utilizadas: Duas Tenere 250 ► Dificuldade da estrada: Médio ► Partida: Rio de Janeiro - BRL ► Chegada: Santiago - CHL ► Percurso: 10000 km Locais Visitados: ► Laguna Cejar ► Salar de Tara ► Salar de Atacama ► Laguna Tuyajto ► Gêiseres del Tatio ► Valle de la Luna ► Monjes de la Pacana ► Mão do Deserto ► Los Caracoles ► Salinas Grandes ► Lagunas Miscanti y Miniques (Altiplânicas) ► Concha Y Toro ► Fuerte Neptuno https://youtu.be/qNx7PDM1Yxw Em breve, postarei o relato detalhado de toda a viagem aqui mesmo na pagina. Abraços e Bons Ventos.
  2. Mochilão Mochilão La Paz, Uyuni (BOL) – Salta, Córdoba (ARG) – San Pedro do Atacama, Santiago (CHL) - Arequipa, Cusco (PER) “Não tenha medo de morrer feliz, tenha medo de viver triste”. – (Jeison Morais) Porque mochilão? Quando disse para minha família e amigos que iria fazer uma viagem com uma mochila cargueira nas costas ao invés de malas, sozinho, pelo Peru, Bolívia e Chile, e sem data pra voltar, a grande maioria duvidou que eu realmente a faria, essa maioria também questionou os destinos escolhidos e o restante embarcou na ideia dizendo o quanto isso era incrível e como gostariam de fazê-lo, quando retornei alguns quilos mais magro e moreno de sol, mas com aquele brilho nos olhos que só quem viveu um mochilão conhece, o que ouvi de todos foi o quanto era corajoso, louco e como devia ter sido incrível toda a experiência. Acho que pra embarcar em um mochilão nós temos que estar em um modo diferente de ver o mundo e creio que todos os mochileiros, independente do nível de experiência, irão fazer uma mesma constatação, essa forma de viajar única vai te colocar em situações frequentemente mais desafiadoras que outras, em contato com pessoas reais em seus ambientes reais, e se você não estiver minimamente conectado e inclinado psicologicamente para isso, toda a experiência será muito frustrante. Penso que qualquer pessoa pode ser colocada em uma viagem de luxo em um cruzeiro internacional e com um mínimo de disposição será maravilhosa essa experiência, mas nem todo mundo pode fazer um mochilão se não estiver realmente disposto a experimentar o que isso significa. Definitivamente mochilão não é pra gente fresca. O meu primeiro mochilão, mesmo que ainda não tivesse noção que o era, aconteceu por um acaso no começo de 2017 em um relato que já postei aqui no site e vocês podem conferir no clicando no link Conhecendo Manaus, através dele creio que também terão uma noção melhor de quem sou e como essa viagem foi importante pra adquirir uma nova visão de mundo que desembocou nessa aventura pela América do Sul. Antes de prosseguirem devo avisar que na época, agosto de 2018, tinha montado um roteiro saindo de Rondônia ondo moro, e seguiria até Cusco no Peru pelo Acre, depois faria Ayacucho, Ica, Arequipa e Puno – Peru, em território boliviano tinha pretensão de fazer Cobacabana, La Paz, Potosi e Uyuni onde atravessaria o salar até chegar ao Chile para fazer o Atacama e terminaria em Santiago onde já havia me aplicado como worldpackers para o começo de outubro durante um mês, até então não tinha ideia de como voltaria para o Brasil, mas para iniciar a viagem marquei a data quase para o fim de agosto, tinha a intensão de ficar dois meses viajando, mas na verdade não tinha data certa pra voltar, ela seria quando o dinheiro, R$ 7.000,00, chegasse ao fim, mas o que ocorreu foi bem diferente do que “planejei” inicialmente, a viajem durou 45 dias e o roteiro foi bem mais enxuto, quanto ao dinheiro, esse não teve salvação, foi todo e a viagem não poderia ter sido melhor, pode parecer loucura mas além de acreditar em algo como “o destino” haha, as coisas estaticamente planejadas nunca funcionaram muito bem pra mim, hoje depois de três meses findados o mochilão, não alteraria em nada do que fiz, mas não recomendo a ninguém que saia sem um norte bem definido pra países onde não dominam a língua e costumes, tenha em mente um bom e detalhado planejamento, obvio que as coisas podem sair do rumo esperado, faz parte, mas se seguir as dicas de todos os mochileiros decentes que conheço e conheci, as chances de dar errado são mínimas, quanto a mim só posso agradecer ao universo, Deus, aos deuses, a sorte e o que mais acredite por ter colocado pessoas tão incríveis no meu caminho e por tudo ter dado tão certo, desde antes da viagem, quanto durante ela. Durante o relato vou tentar descrever os passeios, locais de visitação, meios de transporte, custos e sempre que necessário, em separado, as dicas e macetes que achei úteis. Também pretendo publicar um livro, a parte, com detalhes do mochilão mais voltados para as experiências e pessoas que conheci durante essa viagem, quando tiver concluído, pra quem tiver interesse, aviso com mais detalhes, nele deverão estar presentes todas as informações que vou passar neste relato pro Mochileiros, mas como o que nos interessa aqui são informações mais voltadas para custos e dicas do que sensações em si, lá vamos nós. GRATIDÃO E PLANEJAMENTO Com o acesso a internet e a vários sites e grupos online de mochileiros que compartilham seus relatos e experiências de viagens, ficou muito mais fácil planejar um mochilão para qualquer destino já percorrido por alguém neste planeta. Quando estava na fase de me maravilhar com os relatos, a ideia inicial era ir de ônibus percorrendo toda a costa oeste do Brasil até o sul, e prosseguir pelo Uruguai, cruzar a Argentina e por fim subir o Chile até o Atacama, neste primeiro momento o Chile seria o único destino de parada, tendo apenas as paisagens dos outros dois países sul americanos como complemento da viagem – aqui início os meus agradecimentos, primeiramente ao @Gedielson quem fez esse percurso e depois um relato repleto de detalhes além da disponibilidade de outras informações nos comentários, gratidão a ti mano, a diferença é que ele saiu do sul do Brasil – depois de adiar o mochilão já no começo do ano acabei por encontrar outro mochileiro aqui no site, o @Diego Moier, um parceiro muito solicito que iniciou suas postagens sobre um famigerado roteiro pela Bolívia, Chile e Peru, no começo de junho, nesse momento já havia adiado duas das três vezes minha viagem remarcando tudo para agosto, de maneira que pude acompanhar ansioso cada postagem que o Diego fazia sobre sua jornada, a partir de então meus planos se alteraram completamente, e um novo roteiro começava se desenhar na minha mente, meu mochilão estava apenas começando. Devo dizer que o relato do Diego é muito completo e detalhado, tu é fera mano, e ele teve outras duas inspirações principais por assim dizer, uma delas, o @rodrigovix, também serviu para inspirar a minha viagem com um relato muito top, detalhado e engraçado – Rodrigo não te conheço cara, mas lendo sua história era como se estivesse vendo tudo na minha frente com os olhos brilhando – devo dizer muito, mais muito obrigado mesmo pela disponibilidade de vocês Diego e Rodrigo por postarem seus relatos, isso inspirou, guiou e foi a base do meu mochilão, mesmo que no fim tenha percorrido outros destinos que alteraram em parte o roteiro inicial, mas isso é assunto pra depois, por hora, gratidão a vocês e a todos que compartilham suas aventuras aqui, espero poder contribuir e inspirar alguém também em fazer algo incrível como mochilar haha, e antes de prosseguir peço desculpas pelo atraso em começar a postagem, mas depois que a gente larga tudo pra viajar, ainda tem uma vida repleta de boletos nos esperando, mas prometo fazer as postagens o mais rápido possível a partir de agora. Durante semanas parte do meu tempo livre se resumia em ler e buscar informações dos destinos que pretendia percorrer pela viagem, as informações que não tinha no relato dos meninos eu ia buscando em outros relatos, e acredite, relatos super detalhados e repletos de dicas é o que não faltam na rede, agradeço mais uma vez todos que desbravaram não só novos territórios físicos e geográficos como também compartilharam suas experiências na internet, sem vocês tudo teria sido muito mais difícil e talvez nem ocorrido teria, então muito obrigado. Voltando do momento gratidão, a síntese pra quem se dispõe a cair na estrada é ter uma boa operadora de internet para poder navegar e encontrar muita informação e conselhos detalhados de gente que já fez esses percursos, eles são uma base segura para montar sua viagem e planejar os roteiros, passeios, gastos com alimentação, costumes, dicas de lugares para comer, dormir, se divertir, o que levar, o que não levar, cuidados que se deve ter e muito mais, e mesmo que tenha preguiça de ler tudo, lhe garanto que a fase de se maravilhar vai te impedir de fazer outra coisa que não ler e ler e reler todos os relatos e dicas que possa achar. Viajar por países andinos, em qualquer época do ano, vai lhe exigir o mínimo de roupas de frio, como moro na Amazônia brasileira, roupas de frio é item em falta em meu guarda roupas, então, se esse também for seu caso, comece por uma lista de roupas que irão te livrar de virar um picolé brasileiro em terras estrangeiras, o segredo para isso é se vestir em camadas, no mínimo um conjunto segunda pele térmica, depois uma blusa de frio fleece e por ultimo uma jaqueta corta vento, três camadas devem ser suficientes para enfrentar até menos dez graus que foi a temperatura mais baixa que enfrentei durante a viagem e estou aqui com todos os dedos para contar a história, no entanto é possível que enfrente temperaturas ainda mais baixas dependendo da estação do ano, no mais a sensação de frio varia de pessoa pra pessoa, então nesse caso menos não é mais. Por outro lado um mochilão, apesar do nome no aumentativo, não é uma mala nem um mini guarda roupas, poucas coisas cabem dentro dele, ainda mais se tratando de roupas de frio que tendem ser mais volumosas, assim sendo, é importante que tenha bom senso na hora de montar sua lista e mais bom senso ainda na hora de montar seu mochilão e não se preocupe, ao final da viagem você vai ver que não precisava ter levado tudo que colocou nele, não porque irá adotar o habito de algumas nações de não tomar banho todos os dias – e não estou falando dos sul americanos –, e sim porque há serviços de lavanderia em boa parte dos hostéis ou cidades por onde vai passar, então não compensa carregar metade de seu guarda roupas nas costas. Leve roupa pra passar de uma a uma semana e meia, isso deverá ser o suficiente para se virar, até porque repetir roupas é algo mais que comum nestas viagens o importante será passar pelo teste do olfato, se aprovado, é o que tem até o próximo banho. Por isso é importante ter noção de para onde se está indo, em qual época, os passeios que pretende fazer, é nesta base que poderá montar sua mochila, de forma eclética, talvez não tenha pretensão de ir para um lugar frio, mas vai que durante a sua passagem o tempo mude e a temperatura caia para menos vinte célsius, é bom ter aquele agasalho que sua mãe tanto fala, tudo bem que você vai morrer de qualquer jeito, mas vai morrer mais quentinho pelo menos. Como tinha pretensão de fazer alguns trekkings, e pelo menos um ao certo, investi em um coturno impermeável, não façam isso, pelo menos não de última hora, hoje ele está muito confortável, mas durante a viagem eu amaldiçoei cada segundo do momento que tive a ideia de compra-lo, além do que, mesmo que não impermeáveis, existem calçados mais apropriados para trilhas que um coturno – a menos que você seja um militar e assim como eles muito mal pagos pra sofrer – aconselho que invista até mesmo em um bom tênis de corrida e caminhada que será mais confortável e inteligente, uma vez que o outro calçado que levei foi um tênis já bem gasto com o qual fazia minhas caminhadas pela cidade e foi ele quem me salvou de ter um ataque do coração, acabou que só usava o coturno quando estava me deslocando em algum transporte entre as cidades porque se coloca-se no mochilão teria que me livrar de três quartos das minhas roupas, risos de raiva. Mas antes das roupas e calçados, antes de pensar em viajar, tenha sempre em dias seus documentos atualizados e prontos, já havia tirado meu passaporte um ano antes e foi este documento que usei para sair do Brasil – mesmo que atualmente a maioria dos países sul americanos exijam apenas a carteira de identidade com menos de dez anos de expedição, o passaporte é o melhor documento para viagens – também é importante ter conhecimento das condições necessárias para entrada e/ou permanência nos destinos escolhidos, para tanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, disponibiliza na web uma pagina onde constam os documentos e procedimentos necessários, como documentos exigidos, necessidade de visto e moeda, vacinação, alertas para turistas, entre outros, esse tipo de planejamento é muito importante porque a retirada de documentos geralmente ocorre de forma lenta em determinadas regiões do país, como a minha por exemplo e pode atrasar sua viagem em meses. No mais é importante ter em mente que as atualizações referentes a procedimentos de entrada em outros países se alteram com frequência, por isso é importante estar sempre de olho em possíveis mudanças como a necessidade de vacinação para entrar em outras nações, quando exigido, a comprovação só é feita através do Certificado Nacional de Vacinação, documento expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em seus escritórios regionais e locais, mas é possível que nem todo município disponha do serviço, o mesmo vale para a confecção de passaportes e vistos. Tendo os documentos prontos é importante também pensar em ter uma cobertura mínima em caso de possíveis problemas, ter seguros de toda espécie é uma boa opção, mas um fundamental é o seguro saúde uma vez que em terras estrangeiras qualquer procedimento que exija atendimento hospitalar vai lhe custar muito dinheiro fora a medicação e outros possíveis gastos, então invista em uma cobertura deste tipo tendo em vista os lugares em que vai se aventurar e passeios que pretenda fazer. Hoje existem diversas opções de bons planos que fornecem uma ótima cobertura com valores bem acessíveis a todos os bolsos e gostos, e lembre-se, ninguém pensa em morrer – bate na madeira – mas se ficar doente no exterior já é ruim, partir pra outra é ainda pior, o custo e burocracia são infernais, claro que não estará aqui para ver isso, mas em muitos planos um auxilio translado também está incluso no preço final, por isso olhe bem tudo que está incluso e compare, tem planos com mais opções e preços mais baixos, basta pesquisar. Pra terminar seu planejamento, você irá necessitar de uma mochila de ataque, certamente você a carregará na frente enquanto estiver com seu mochilão e é nela que estarão seus itens de higiene pessoal, acessórios e eletrônicos, remédios, tipo uma farmácia mesmo e umas roupas básicas pra sobreviver, e comida, e água, e lenços umedecidos, e acho que é só, então segue uma lista do que eu levei pro meu mochilão, aqui não vou passar os valores porque nesse quesito o que conta é a pesquisa e disponibilidade de produtos e serviços que terão, já falei que moro no norte, então só de frete pra cá se vai metade dos custos dos produtos, quando não mais. Haaaa, acaba que minha lista ficou mais enxuta que a lista em que me baseei, @Diego Moier pra variar, então vale muito ler o relato dele e de quem inspirou ele também, porque se fores alguém mais detalhista, a lista deles é bem mais completa, no mais eles tem boas dicas referentes a moeda, dindin, dinheiro mesmo, uma vez que eles levaram dólar para aumentar o poder de negociação, já eu levei apenas nossa desvalorizadíssima moeda nacional na época (no auge da campanha eleitoral), e apenas reais, nada de cartão de credito internacional, cartão pré-pago ou qualquer outra forma de dinheiro, unicamente porque as taxas pra sacar ou usar essas formas de pagamento no exterior são muito ruins para nós, então preferi tentar a sorte e trocar moeda nas casas de cambio de lá mesmo, pra quem puder trocar reais por dólares antes da viagem, a depender da cotação, é sempre bom, pois é a moeda forte em qualquer lugar, assim como o euro, quanto as outras formas de pagamento/dinheiro, é recomendável ter uma outra opção em caso de furto ou roubo, mas nesse quesito ao menos os países que visitei são muito mais tranquilos e seguros que o Brasil, no mais se tu não for assaltado aqui não é lá que será, apesar da infinidade de golpes que aplicam contra turistas, tem que ficar de olhos bem abertos todo o tempo. DOCUMENTOS: Passaporte, Carteira de Identidade, Certificado Internacional de Vacinação e vou incluir aqui o Seguro Viagem. Dica: Caso tenha feito reservas de hospedagem e outros serviços como seguro saúde, leve os comprovantes impresso e também tenha registros dos documentos e comprovantes em formato digital no celular e e-mail. OBJETOS: 01 Mochila Náutica 60 l (recomendo, é muito boa e saiu por uns R$ 350,00 no Mercado Livre). 01 Mochila (para notebook, com três compartimentos, ela serviu como mochila de ataque); 01 Celular, cartão de memória, carregador e fone de ouvido (que também serviu como câmera, mas se puder invista em uma câmera profissional, a menos que o seu telefone seja o top das galáxias fotográficas); 01 Money Belt (também conhecida como doleira, para guardar seus trocados e documentos junto ao corpo e não largar nunca); 01 Cadeado (pelo menos um); 01 Lanterna (não usei, mas é útil a depender do roteiro, como subir as escadarias para Machu Picchu ainda de madrugada ou trekkings noturnos); 01 Pasta (para guardar todos os papéis possíveis e impossíveis que estou encontrando agora); 01 Caderno e caneta (gosto de escrever e desenhar). CALÇADOS: 01 Coturno Impermeável (já falei sobre isso); 01 Tênis (também já falei); 01 Chinelo de dedo Rider (depois quero receber pelo merchandising). ROUPAS: 01 Toalha de banho (se puder invista em uma de secagem rápida, microfibras); 01 Toalha de rosto; 07 Pares de meias; 01 Sunga; 12 Cuecas; 02 Calças jeans; 01 Bermuda jeans; 01 Bermuda moletom; 06 Camisetas (03 foram suficientes); 02 Camisetas de manga longa; 01 Conjunto segunda pele térmica; 02 Blusas fleece; 01 Jaqueta corta vento; 02 Calças moletom (se puder invista em uma corta vento); 01 Capa de chuva; 01 Óculos de sol (invista em um bom); 01 Par de luvas de frio, 01 gorro e 01 boné; 01 Cachecol e 01 Meia de lã grande (comprei durante a viagem para travessia do salar); ITENS DE HIGIENE PESSOAL OBRIGATÓRIOS E ESSENCIAIS: Escova, pasta de dentes e fio dental; Lenços umedecidos (não sei como vivi sem saber da existência deles até esse mochilão, e sim eles irão salvar sua vida, ou a vida dos seus companheiros pelo menos); Sabonete e shampoo; Hidrante corporal e hidratante labial; Protetor solar; Desodorante e perfume; Pente e creme para pentear (a menos que seja careca); Papel higiênico. Dica: não é necessário entupir sua mochila de ataque com muitos e grandes itens, você poderá compra-los nas cidades que passar, mas em geral esses itens são muito mais caros principalmente no Chile e Argentina, se comparados aqui com o Brasil, leve apenas o básico e se for necessário compre algo por lá. REMÉDIOS: Algo para diarreia (tendo em vista a quantidade de reclamações, principalmente na Bolívia); Algo para o fígado (caso houvesse uma infecção intestinal e necessitasse dar uma ajuda ao nosso órgão responsável por eliminar toxinas); Algo para azia e má digestão (já percebeu que o medo com as comidas internacionais foi grande); Algo para febre, dor de cabeça e gripe (três em um mesmo); Algo para dor muscular (além de comprimidos, também comprei na forma de emplasto); Curativos (curativo adesivo, esparadrapo e gaze); E algo para amenizar o mal da altitude, o famoso soroche. Dica: De todos os itens da minha farmácia particular, não usei nenhum dos relacionados para o estomago, no entanto eles serviram para uma companheira de viagem no Atacama, ela passou muito mal e os remédios ajudaram a aliviar os sintomas, os restantes foram todos usados, adicionados uma aspirina (ácido acetilsalicílico - ASS) que comprei no Chile em virtude de uma inflamação nas amidalas, e deu pra quebrar o galho até chegar ao Brasil. Quanto ao usado para o mal de altitude, o escolhido foi o Diamox, seguindo algumas dicas de outros mochileiros, no meu caso tive que parar de usa-lo no terceiro dia, pois estava me fazendo muito mal, talvez seja mais aconselhável o uso de pastilhas que são vendidas no Peru chamadas Sorojchi Pills e que prometem resolver o problema, como são indicadas especificamente para essa finalidade, é melhor que o Diamox que pode ajudar a combater o soroche, mas não foi feito para essa finalidade. Por fim, automedicação não é algo a ser recomendado ou encorajado, fármacos podem gerar efeitos colaterais adversos, por isso passe em um médico ou no mínimo converse com um farmacêutico sobre alguns remédios para melhorar a imunidade e ajudar em possíveis casos de adversidade na viagem. APLICATIVOS: Com poderosos smartphones temos a mão uma infinidade de aplicativos que podem potencializar as experiências de viagem, no meu caso, o Windows Phone não mantem uma boa e atualizada base dos mesmos, mas se você possui sistemas mais comprometidos com seus usuários vai encontrar bons apps para facilitar sua vida no mochilão. Booking / HostelWorld (para descobrir hostéis e hotéis com preços bons e avaliações de usuários); Maps Me / Mapas da Microsoft (com eles você baixa mapas que poderão ser usados off-line, possuem boa precisão e riqueza de detalhes e informações como pontos turísticos, acomodações, restaurantes, avaliações de usuários, etc.); Google Tradutor (dispensa apresentações, o app possui uma série de funcionalidades muito uteis pra quem ainda não domina completamente outros idiomas); TripAdvisor (pra quem procura detalhes de pontos turísticos a partir da interação dos usuários, considero o app mais confiável); Dropbox / Google Drive / One Drive (apps para backups, e sim, você pode acidentalmente entrar com celular em um lago salgado no meio do Atacama e perder tudo, mas se tiver salvado na nuvem, pelo menos suas fotos estarão preservadas); Skyscanner / Google Flights / Rome2Rio (esses apps são para quem busca passagens aéreas principalmente, o Rome2Rio também indica passagens de ônibus, trem e barcas e vem cheio de informações como horários, itinerários e preços); Oanda / XE Currency (apps gratuitos para conversão de moedas); Movit / Citymapper (te mostra às linhas e itinerários de trens, metrô e ônibus e qual é o caminho mais rápido pra chegar ao seu destino, tendo aplicação em mais de 1.000 cidades deste mundão velho de meu Deus); Mochileiros (app aqui do Mochileiros.com que disponibiliza os relatos e o fórum pra conversa com outros viajantes). Ainda existem outras infinidades de apps, como os de hospedagem nas mais variadas formas, Airbnb, Gamping, Couchsurfing; para encontrar companhias de viagem, no caso o Tourlina é apenas para as meninas que estão na estrada, já o Tongr é para uma maior interação com os locais, enfim apps não faltam, pena nem sempre estarem disponíveis em todos os sistemas operacionais. Com tudo pronto, partiu mochilão.
  3. O vídeo abaixo mostra detalhadamente o valor gasto com combustível, hospedagem, alimentação, passeios, lembranças e seguros da viagem realizada entre os dias 02 de Janeiro de 2018 ao dia 21 de Janeiro de 2018. Eu Matheus Verdan, sai do Rio de janeiro e o Iago Luiz de São Paulo e juntos fomos do Atlântico ao Pacifico, do Rio a Santiago e voltamos. Rodamos cerca de 10000km em duas Tenere 250 por cerca de 19 dias. O valor final mostra exatamente quanto gastamos na viagem e serve de base para calcular o seu gasto. ► Saiba o preço do combustível no Chile e na Argentina. ► Valor gasto diariamente com alimentação. ► O custo da hospedagem na viagem. ► Quanto custa e onde contratar o seguro SOAPEX, seguro CARTA VERDE e Seguro Viagem. Links uteis: Seguro obrigatório Chileno - SOAPEX - https://www.hdi.cl/venta/Index.aspx Seguro Viagem - https://www.seguroviagem.srv.br/ Vídeo da viagem - https://youtu.be/qNx7PDM1Yxw Observação: O valor final esta somado com a multa que explico no vídeo. Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar. Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: @mathverdan https://www.instagram.com/mathverdan/ @iagoluizoli https://www.instagram.com/iagoluizoli/ Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos. ► Motos utilizadas: Duas Tenere 250 ► Dificuldade da estrada: Médio ► Partida: Rio de Janeiro - BRL ► Chegada: Santiago - CHL ► Percurso: 10000 km Locais Visitados: ► Laguna Cejar ► Salar de Tara ► Salar de Atacama ► Laguna Tuyajto ► Gêiseres del Tatio ► Valle de la Luna ► Monjes de la Pacana ► Mão do Deserto ► Los Caracoles ► Salinas Grandes ► Lagunas Miscanti y Miniques (Altiplânicas) ► Concha Y Toro ► Fuerte Neptuno <embed src="https://youtu.be/ewTS6nON73s" autostart="false" height="250" width="500" />
  4. Blz Mochileiros! Estou planejando uma viagem em Setembro/Outubro desse ano (2019) pelo Chile, Argentina e Uruguai. Pesquisei bastante e montei o roteiro abaixo. Chile Quantiadade de dias Santiago 3 Valparaíso 1 Viña del Mar 1 Atacama 5 Aergentina Juyjuy 1 Purmamarca 1 Salinas grandes 1 Humahuaca 1 Salta 2 Rioja 3 Mendonza 3 Cordoba 3 Rosário 3 Buenos Aires 2 Uruaguai Colonia de Sacramento 1 Cidade Velha 2 Atlantida 1 Piriápolis 1 Punta del Leste 1 Jose Ignacio 1 ParqueSanta Tereza 1 Cabo Polonio 1 Puntal Del Diablo 1 Fortaleza Santa Tereza 1 Eu quero fazer ir e imergir o máximo possível na cultura local, então a ideia é ficar em hostel, airbnb fazer couchsurfing ou fazer work exchange durante a viagem. Aqui pelos fóruns do site vi que tinha bastante roteiro para esses países mas não necessariamente na ordem que fiz. Alguém já foi para algum desses lugares e podem contar como foram as experiências com carona, couchsurfing e fazer work exchange? Dicas sobre o roteiro são bem-vindas também.
  5. Oi gente! Como o Mochileiros me ajudou muito nesses últimos anos a planejar as minhas viagens, resolvi relatar a minha mais recente aventura pros lados argentinos e chilenos. É a minha segunda vez nesses 2 incríveis países e vou começar com algumas informações básicas. Roteiro 28/jan - Curitiba - Buenos Aires 29/jan - Buenos Aires 30/jan - Buenos Aires 31/jan - Buenos Aires 01/fev - Buenos Aires 02/fev - Buenos Aires 03/fev - Buenos Aires - Bariloche 04/fev - Bariloche 05/fev - Bariloche 06/fev - Bariloche - San Martin de los Andes e Villa la Angostura 07/fev - Bariloche - El Bolsón 08/fev - Bariloche - Puerto Varas 09/fev - Puerto Varas 10/fev - Puerto Varas 11/fev - Puerto Varas 12/fev - Puerto Varas - Bariloche 13/fev - Bariloche - Buenos Aires 14/fev - Buenos Aires - Curitiba Comprei os trechos Curitiba - Buenos, Buenos - Bariloche, Bariloche - Buenos e Buenos - Cwb por 2 mil reais na Aerolíneas Argentinas. Tinha passagem mais barata mas com muitas horas de conexão, perrengue que não tô mais disposta a pagar. Não compensava também ir pra São Paulo pegar o vôo, a diferença era mínima e não pagava a passagem à parte pra SP. Outra coisa: fiquei acompanhando por meses os preços mas ficaram bons em novembro, quando finalmente comprei. Como já conhecia Buenos Aires e parte da Patagônia, tentei fazer outras coisas nessa viagem, ainda mais que estava levando a minha mãe junto. Ela não conhecia nada e adaptei o roteiro pra que ela não tivesse desconforto, por isso optei por alguns passeios com tour na região dos lagos. Mas mesmo assim andávamos uma média de 10km por dia em Buenos e usamos metrô e ônibus. Ainda tenho que voltar pra região dos lagos pra fazer trekking, com certeza! Custos de Transporte Aéreos: R$2 mil cada Trecho Bariloche - Puerto Varas: R$109 (comprei um melhor assento na ida, valeu a pena!) Trecho Puerto Varas - Bariloche: R$83 Uber Ezeiza - Recoleta: ARS533,35 Uber Ezeiza - Palermo: ARS673 Uber Palermo - Aeroparque: ARS300 (estava na tarifa dinâmica) Uber Recoleta - Aeroparque: ARS138 Taxi Aeroporto - Airbnb em Bariloche: ARS500 Remis Hotel Bariloche - Aeroporto: ARS400 Táxi Airbnb Bariloche - Rodoviária: ARS170 Táxi Rodoviária Bariloche - Hotel: ARS160 Hospedagem Airbnb BA: R$1130,89 Airbnb Bariloche: R$1443,06 Hotel Bariloche: R$320 Hostel Puerto Varas: R$940 Hotel BA: R$190 Utilizei os sites do Booking e Airbnb pra reservar acomodações e Skyscanner e Busbud para as passagens aéreas e rodoviárias. A empresa com que viajei para Puerto Varas foi a Andesmar. Felizmente peguei cotações de câmbio boas: na Argentina o real estava valendo 9,80 e no Chile 187. Em Buenos Aires troquei reais no próprio Banco de la Nacion no Aeroporto Ezeiza, pegando uma fila de mais de meia hora, e em Puerto Varas troquei na esquina da Calle San Francisco, uma das ruas principais da cidade. O câmbio no Chile estava me preocupando pois pela internet todas as as casas fechavam às 18h e meu ônibus chegava às 17:40, porém chegando lá tive a boa surpresa de que no verão as casas de câmbio ficam abertas todos os dias e em dias de semana fecham às 20h! Pra escolher os lugares da viagem escolhi o critério de preço, localização e comodidade. Em Buenos Aires optei pela Recoleta porque tem vida à noite, é próximo de tudo e fazíamos praticamente tudo à pé. Estávamos atrás do Mall Recoleta e do Cemitério, e a 4 quadras da estação de metrô Las Heras, da linha amarela, além de ônibus que passavam na avenida principal próxima. O que ficou caro mesmo foi Bariloche e foi difícil escolher lugar tanto na ida quanto na volta. O Airbnb era bem compacto e o único defeito foi o calor (só tinha ventilador que não vencia) e fez muito calor na cidade pra ajudar. Porém a vista do lugar foi incrível - estava ao lado do lago Nahuel Huapi. Um problema de pegar hotel foi que os mais centrais tinham muitas avaliações negativas e continuavam caras; e os lugares mais em conta eram mais afastados. Como não alugamos carro, a opção foi pegar um airbnb mesmo. Na volta, decidimos pegar o hotel - que ficou atrás da rua do airbnb, bem central - para não ter incômodo em relação às malas. O nosso horário de volta para Buenos era apenas às 18h e precisávamos de um espaço guardar as bagagens sem nos preocuparmos se a pessoa estaria disponível ou não. Já em Puerto Varas, no Chile, pegamos um hostel com quarto privativo e banheiro (única exigência da minha mãe para ficar em hostel haha) e foi uma das acomodações mais baratas da região. A cidade é muito cara e tem pouquíssimos Airbnbs. Na volta em Buenos Aires o critério foi proximidade com o Aeroparque e preço - e valeu muito a pena! Todas as acomodações não tinham café da manhã, com exceção do hotel em Bariloche. Porém os Airbnbs de BA e Bariloche, além do Hostel em Puerto Varas tinham cozinha, amenidades tipo café, açúcar, chaleira elétrica para água, cafeteira, etc que ajudou. O hotel de BA não tinha cozinha mas tinha a chaleira e saquinhos de chá, café e snacks com manteiga e geléias para um café rápido. Pra complementar, a gente comprava medialunas, empanadas e até pêssegos que estavam baratos (em Buenos Aires só ;p) e assim economizavámos no café da manhã. Estou de férias ainda e quero terminar esse relato até o final de fevereiro/março. Até a próxima postagem!
  6. Para chegar ao Rio Tigre pegue um trem na estação Retiro, e vá direto até Tigre. Não tem segredo. A viagem dura mais ou menos uma hora e a passagem é super barato, você pode e deve usar o cartão SUB, (esse cartão você irá usar nos ônibus, trem e metrô). No Píer do Rio você verá diversas empresas que oferecem o passeio. O preço vai variar conforme o que você procura. Tem passeios com duração de trinta minutos a duas horas. Com jantar. Com degustação de vinhos. Você é quem sabe! Durante o trajeto, e antes de chegar em Tigre, fizemos uma breve parada na cidade de San Isidro para visitar o seu centro histórico e a sua catedral. O Tren de la Costa oferece a possibilidade de fazer essa e outras paradas e continuar com o próximo trem sem pagar a mais por isso. Os passeios de barco pelo delta do Paraná são a principal atração de Tigre. Ao caminhar pela orla do canal principal, é fácil encontrar diversas empresas que oferecem o tour. Não compre de primeira. Pesquise um pouco e procure por agências mais afastadas da ponte para conseguir um melhor preço. A dica é: antes de comprar, faça uma caminhada pela orla e vá perguntando o preço em todas as empresas. Há também diferenças nas opções de barcos, alguns com bar e restaurante e outros mais simples. Esse tipo de regalia pode influenciar bastante no preço. Outra opção legal de passeio em Tigre, é a visita ao Puerto de Frutos, um grande mercado a céu aberto que vende não apenas frutos, mas também artesanato, flores e plantas, comidas, doces, brinquedos e o que mais você imaginar. Um boa pedida é passar por ali na hora do almoço e sentar-se em um dos restaurantes na beira do rio. O Puerto de Frutos, está a apenas
  7. Há cerca de um ano atrás, ao ver uma foto do Parque Nacional Torres del Paine, disse ao meu filho de 21 anos: “Meu Deus, precisamos conhecer este lugar!”. Desde então, passei a pesquisar tudo sobre o Parque e sobre a Patagônia Chilena e Argentina: principais locais a serem visitados, parques, cidades, atrações. Foi a partir daí que comecei a fazer o roteiro dessa que, sem dúvida alguma, foram as melhores férias da minha vida! Em primeiro lugar: para fazer nossa primeira viagem de mochilão, precisávamos de roupas e equipamentos que não tínhamos, então, bora pra Decatlon. Abaixo, nossas principais compras: - Duas Mochilas Quechua Scape 50 l e 70 l (Simplesmente maravilhosas e práticas! Cabe o mundo lá dentro!) - Duas jaquetas 3x1 da Quechua - Que já vem com uma jaqueta de fleece por baixo da jaqueta impermeável (Não sei o que seria de nós sem ela! Usamos direto e nos protegeu bem da chuva e do frio cortante.) - 1 calça de trekking pro filhote (eu usei sempre minhas duas leggings pretas) - 2 blusas segunda-pele para cada um de nós - 1 blusa fechada de fleece pra mim - 2 Camisetas dry-fit para cada um (Comprem! Fiz um dos trekkings com uma blusa básica de algodão por baixo e ela ficou encharcada de suor) - Pescoceira (Comprem! Comprei uma pro meu filho e tentei fazer trekking de cachecol mas é horrível. A pescoceira é bem mais prática, protege do frio e não sai voando com o vento patagônico) -Toucas básicas - Bastões de Trekking (um para para cada um e agradecemos a Deus todos os dias o fato de temos investido nisso. Não sei o que seria da minha vida sem os bastões para me dar apoio nos momentos mais difíceis. Eles foram meus melhores amigos nesta caminhada – depois do meu filho, claro! - Duas Garrafas de água de 1 l (Ótimas! Nunca bebi tanta água na vida quanto nos trekkings que fizemos! Detalhe, como elas eram de um material parecido com alumínio ou metal, mantinham a água que pegávamos nos riachos bem fresca!) - Botas de trekking impermeáveis da Quechua (Comprem!!! Não deixaram nossos pés molhados ao pisar nos riachos – e creiam, vocês pisarão em muitos - e nem suados e são bem confortáveis – mas usamos algumas vezes antes da viagem para ir se acomodando aos nossos pés.) - Meias de trekking (Parece um gasto desnecessário mas realmente, não deixam nossos pés suados, mesmo andando kms e kms de distância) - Luvas próprias para trekking (Confortáveis e práticas) A viagem: fomos dia 30 de dezembro de 2018 e retornamos a São Paulo dia 18 de janeiro de 2019. Roteiro: São Paulo – Ushuaia (de avião, com escala de 14h em Buenos Aires) ; de Ushuaia a Punta Arenas (10h de ônibus); de Punta Arenas a Puerto Natales (3h de ônibus); de Puerto Natales a El Calafate (3h de ônibus) e de El Calafate a El Chalten (2h de ônibus) – esse trajeto foi feito no mesmo dia com algumas horas de espera em El Calafate antes de pegar o ônibus para El Chalten); de El Chalten para El Calafate (2h de ônibus); de El Calafate para Buenos Aires (3h30 de avião); de Buenos Aires para São Paulo (2h30 de avião). Paguei R$ 3700,00 para duas pessoas em todos os trajetos de avião, pela Aerolíneas Argentinas. As passagens eu comprei pelo site Busbud antes de viajar, todas pelo cartão de crédito e a que paguei mais cara foi de Ushuaia para Punta Arenas, cerca de R$ 240,00 cada. Dia 30/12/2018 – domingo Saímos do Aeroporto Internacional de Guarulhos as 10h e chegamos a Buenos Aires por volta do meio dia. Como era domingo, tivemos que trocar reais por peso no Banco de La Nación do Aeroporto a 9,20 pesos por real. (Péssima cotação, embora em todas as cidades da Patagônia Argentina por onde passei, o peso estava apenas 9. Ou seja: se sua escala em Buenos Aires for longa e for dia de semana, vá até a Rua Sarmiento, no centro de Buenos Aires. Lá a cotação esta 10,20 por real. - Como nossa escala era longa, pegamos um táxi até o hotel onde ficaríamos hospedados no final da aventura patagônica e deixamos nossas mochilas guardadas lá, enquanto aproveitamos o dia para mostrarmos Buenos Aires para um rapaz do Brasil que também estava numa escala longa em B.A. Como já conhecemos a cidade, o levamos nos principais locais turísticos do centro pra ele conhecer. A noite, quase meia noite, seguimos de volta para o Aeroparque para pegar nosso avião, que só sairia para Ushuaia as 4h. Juro que tentei dormir no chão do aeroporto enquanto esperava mas não consegui...Já meu filho, dormiu e sonhou com os anjos enquanto eu ficava ali, cansada mas ansiosa demais com a viagem para conseguir sequer cochilar. 31/12/2018 – segunda-feira Ùltimo dia do ano e às 8h00 da manhã, desembarcamos em Ushuaia. Do aeroporto ao hotel, que foi um trajeto bem rápido, já deu para ficarmos de olhos arregalados com a beleza daquele lugar. Montanhas e mais montanhas com seus picos nevados, apesar do verão e um frio que...nossa! Deixamos nossas coisas no hotel e partimos para fazer compras de belisquetes, laches e bebidas para levarmos nos passeios e para nossa “ceia” de reveillon.Gastamos 100 reais no mercado de Ushuaia, que tinha longas filas e preços bem maiores do que os daqui. Depois de deixarmos nossas compras no hotel, partimos para marcarmos nossos passeios por Ushuaia. Agendamos o passeio pelo Canal de Beagle até a Pinguinera (mas sem passeio com os pinguins) por R$ 380,00, nós dois, para o dia seguinte às 16h. Tivemos um desconto por pagarmos em dinheiro. Como estávamos cansados da viagem, tiramos o dia para conhecermos a pequena e acolhedora cidade de Ushuaia. Neste mesmo dia, à tarde, visitamos o Museu do Presídio e Museu Marítimo. Para quem gosta de museus como eu e meu filho, é uma boa pedida. Á noite, abrimos nossa garrafa de vinho no quarto de hotel e ficamos olhando pela janela para ver se fariam festa no Reveillon. Doce ilusão! O máximo que ouvimos da “comemoração”, foram uma meia dúzia de buzinas de carro e uma buzina bem mais alta que cremos ser do navio que estava ancorado no porto. Meia noite e lá estávamos nós brindando e vendo as festas de reveillon pela internet. Estranho mas, ao mesmo tempo, um modo diferente de comemorarmos a chegada do novo ano. 01/01/2019 Começamos o dia indo ao Glaciar Martial. Pegamos um táxi por volta das 9h, até o começo da trilha e chegamos lá rapidamente. No caminho já nos encantamos com a beleza das montanhas com picos nevados. Grandes e lindas. Devido ao meu sedentarismo e kgs a mais, nos primeiros cem metros de trilha já fiquei ofegante mas segui em frente. Ainda bem! Depois de um tempo subindo, começou a nevar. Gente, pense numa mulher feliz, que ficou feito uma criança ao ganhar um baita presente. Fiquei eufórica! Era a primeira vez que víamos neve e fiquei encantada. Continuamos a subir o Glaciar e a neve ia aumentando. Eu até achei a subida um pouco difícil mas mal sabia eu o que me aguardava na minha viagem à Patagônia. rs. Valeu muito a pena! Foi lindo e o primeiro trekking da vida a gente nunca esquece. Voltamos para o hotel por volta das 13h. Almoçamos, demos uma descansada e partimos para nossa segunda aventura do dia. As 16h pegamos o barco para conhecermos o Canal de Beagle. Que passeio mais lindo! Cada paisagem linda! Vimos comoranes, leões marinhos e os encantadores pinguins...o Farol Les Eclairs, as montanhas ao redor...o frio nunca antes sentido da vida! rs. Realmente, um passeio imperdível e emocionante. Voltamos ao porto às 20h. 02/01/2019 No nosso último dia em Ushuaia, pegamos uma van no Porto, R$ 45,00 por pessoa (ida e volta) e fomos até a Laguna Esmeralda. Levamos duas horas pra chegar naquele cenário de sonho e quase o mesmo tempo pra voltar. O percurso é puxado em algumas partes mas é cada paisagem que vale a pena cada passo dado. Tem alguns lugares do caminho que são bem “encardidos”. Na volta, ao atravessar um dos lamaçais, o tronco onde eu estava passando virou e cai de costas, afundando minhas pernas no lamaçal. Bendidas roupas impermeáveis. Apesar da sujeira, foi bem fácil limpar o estrago depois. Muito cuidado e atenção nesses lugares. Terminei o trekking cansada, ferida em meu orgulho (quando caí, tinham vários gringos por perto vendo o meu tombo cinematográfico. rs) mas profundamente feliz por presenciar tanta beleza! Que lugar!!! No final da tarde voltamos ao hotel e preparamos nossas coisas para viajarmos no dia seguinte. 03/01/2019 Dia de pegar o bus rumo a Punta Arenas. O começo do percurso é lindo, repleto de belas paisagens. Depois de algumas horas, começamos a viajar no meio do nada e é um longo percurso no meio deste nada. Tirando as paradas nas fronteiras (saída da Argentina e entrada no Chile), o ônibus não para em lugar nenhum. Portanto, viagem preparados com lanches e bebidas. Eles servem um suco com bolachas mas não é suficiente para matar nossa fome. Na hora de atravessarmos o Estreito de Magalhães, somos obrigados a descer do ônibus e ficarmos na balsa. Fomos ao ar livre e quase congelamos a alma. Um frio cortante mas, o lado bom: conseguimos ver uma pequena baleia brincando na àgua e foi emocionante. Após a travessia, voltamos para o ônibus e seguimos nossa viagem no ônibus. Apesar da previsão de 12 horas de viagem, levamos umas 10h30 para chegarmos. Ficamos na pousada Tragaluz, que mais parecia uma casa de bonecas. Que lugarzinho lindo...e caro. Ao pagarmos com cartão, o calor aumenta consideravelmente. Dali pra frente, decidi pagar minhas estadias em dinheiro para fugir das taxas do cartão. Como era meu aniversário, saímos pra comer uma pizza no centro da cidade. Foi um dia cansativo pela longa viagem e, neste dia, dormimos cedo. 04/01/19 Saimos cedo para conhecermos a cidade. Fomos ao Museu Regional de Magallanes e no Museu Marítimo. Passeios interessantes para quem curte museus...mas o que eu gostei, mesmo, foi da orla. Dava pra ver vários pássaros, cenários interessantes,belos monumentos, praças…Fomos ao mirante da cidade onde tivemos uma linda vida de Punta Arenas. A cidade é graciosa mas em um dia, conseguimos conhecer absolutamente tudo de interessante que existe por lá. Vale a pena conhecer apenas se você não tiver outra coisa pra você. Se eu voltasse pra lá, agora, não me hospedaria em Punta Arenas. Achei muito caro pra pouca coisa, apesar da graciosidade do lugar. 05/01/19 Partimos para Puerto Natales logo cedo, Confesso que minha ansiedade estava a mil pois era exatamente lá perto que estava o motivo da minha ida à Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine. Ficamos hospedados no Hostel El Sendero. Lugar super simples, bacana, acolhedor e o Juan, responsável pelo lugar é super querido. Lá mesmo fechamos o full day a Torres del Paine no dia seguinte. Saímos para conhecer a cidade, trocar $ e almoçar. Lá tem uma pizzaria chamada Pizzaria de Napoli e eles servem a melhor pizza que comi na vida! Bem pertinho dela, tem um pequeno comércio que troca reais por pesos. Cotação 1500 pesos por real. Cotação ruim mas em toda a cidade estava este valor. Achamos a cidadezinha pequena, gelada e bem acolhedora. Fomos conhecer a orla e quase fomos carregados pelo vento patagônico. Estava frio...frio...extremamente frio...mas valeu a pena o passeio e as fotos que tiramos. Depois fomos ao mercado comprar as coisas para fazer nossos lanches para levarmos ao passeio do dia seguinte. 06/01/19 Full day ao Parque Nacional Torres del Paine. Gente, nada do que eu havia visto em fotos e vídeos me prepararam para a beleza absurda deste lugar! As montanhas, as lagoas, o céu azul, as nuvens em formatos diferentes, os guanacos, lebres, emas...Que maravilha é aquilo! Confesso que quase chorei ao ver tudo aquilo. Eu havia sonhado muito em estar ali e a realidade era ainda melhor...muito melhor. Quando fomos até o lago Grey, começou a chover e fizemos o trajeto embaixo de uma chuva bem gelada, mas valeu muito o passeio. Antes de voltarmos a Puerto Natales, fomos conhecer a Cueva do Milodon. A caverna é bacana mas o que mais gostei de lá foi o cenário do lado de fora. Simplesmente lindo! Tirei tantas fotos...mas tantas! rs. Dizem que o full day ao Parque Torres del Paine não vale à pena mas vale sim e muito. Principalmente, para quem quer levar crianças ou idosos ao Parque. É seguro e não é cansativo. Muito bom para quem não tem experiência em acampamentos e longos trekkings. 07/01/19 Eu e meu filho pegamos um ônibus na rodoviária e partimos para Torres del Paine novamente. Desta vez, faríamos o ataque ás Torres. Dica: no dia anterior, ao pagarmos a entrada do parque (cerca de R$ 120,00 reais, carimbamos o bilhete da entrada e o usamos para entrar no parque no dia seguinte sem pagar. Se você carimbar a entrada, parece que você tem mais dois dias pra voltar lá sem pagar uma nova entrada). Chegamos a portaria laguna Amarga, onde um outro ônibus nos levou para o começo da trilha, próximo ao Hotel Las Torres. Começamos o trajeto encantados com a vista e com os caminhos. Depois, quando começou a subida rumo ao Vale do Ascêncio, descobrimos que a subida era “a subida”. Rs. Eu parei muito no caminho e bebia muita água. Nunca deixem suas garrafas vazias. Creiam: vocês vão precisar. Achei o trajeto lindo até o Camping Chileno. Aliás, o local do camping é encantador. Me arrependi imensamente não ter reservado um pernoite lá. Aconselho imensamente que passem uma noite lá pra que a ida ás Torres não se torne uma doce tortura, como foi pra mim. O caminho é lindo, repleto de bosques, riachos...Um sonho...Mas eu já estava extremamente cansada e sofrendo com dores nas pernas durante o trajeto. Quando chegamos na famosa e temida subida às Torres, ao olhar para cima e ver pessoas lááá em cima como se fossem formiguinhas, ao ver o quanto faltava a té chegar às Torres, me desesperei e pensei em desistir, aí meu filho disse: “Vc sonhou tanto com isso e vai desistir taõ perto? Vamos que você consegue!” - Gente...subi. Consegui chegar lá e chorei de alegria por ter conseguido e por ver tamanha beleza. Ao chegar à base das Torres, valeu a pena as dores nas pernas, o caminho difícil, íngreme e perigoso.O lugar é simplesmente sensacional! Como tínhamos que pegar o ônibus às 19h perto do Hotel para irmos até a entrada da laguna Amarga e pegarmos o ônibus de volta a Puerto Natales e como eu levei 5h10 para chegar na base das Torres, ficamos lá por uns 15min e começamos a volta. Gente...não pensem que a descida é mais fácil que a subida. Pra descer é bem mais complicado, muitas vezes eu sentava nas pedras para conseguir descer. Minhas pernas já não se aguentavam e demoramos muito a voltar. Ao conseguimos chegar perto do Hotel Las Torres, só haviamos eu, meu filho, e um casal que havia subido a montanha com sua filhinha de 5 anos nas costas. Éramos os últimos a chegar lá e o ônibus que levava á portaria já havia partido. Estávamos mais de meia hora atrasados. Resumo da ópera: pagamos uma van do hotel par anos levar até a portaria da Laguna Amarga onde, graças a Deus, todos os ônibus estavam atrasados. Ufa! Conseguimos pegar nosso ônibus e voltarmos para Puerto Natales. Minhas pernas doíam infinitamente mas a sensação de superação por ter conseguido chegar lá e por ter presenciado tamanha beleza, fazia com que minha dor diminuísse e um misto de orgulho e sensação de sonho realizado tomou conta de mim. Que dia, meus amigos! Que dia! Jamais vou esquecer. Juro!!! 08/01/2019 Pegamos o ônibus logo cedo rumo a El Calafate. Passamos pela fronteira e ficamos cerca de uma hora numa fila que não andava, para darmos entrada na Argentina. Essas fronteiras são bem cansativas, principalmente em alta temporada quando a quantidade de turistas é grande. Chegamos lá perto da hora do almoço e compramos a passagem para o mesmo dia, às 18h, rumo a El Chalten. Fomos até uma casa de câmbio em El Calafate trocar pesos, almoçamos e fizemos hora até embarcarmos rumo á nossa próxima aventura. Chegamos em El Chalten por volta das 20h e fomos direto para nossa pousada Nunataks, que fica bem ao lado do início da Senda do Fitz Roy. Ôh pousadinha gostosa! As meninas super receptivas e atenciosas. Fizeram com que nos sentíssemos em casa! Recomendo demais este lugar e, com certeza, voltando pra El Chalten, me hospedarei lá novamente. Como ainda estávamos muito cansados da noite anterior, dormimos cedo. 09/01/2019 O dia amanheceu lindo, com céu azul apesar do vento gelado. Saímos para os Miradores Los Condores e Las Águilas, que ficam próximos a entrada da cidade e que não são trekkings tão puxados assim. Qualquer um pode fazer e vale a pena. As paisagens são de sonho e o lindo e mágico Fitz Roy pode ser visto em quase todo o trajeto. Se o Parque Torres del paine me deixou encantada, o Fitz Roy me fascinou. Já na estrada rumo a El Chalten, quando começamos a enxergar as montanhas, é de arrepiar! É tanta beleza, tanta grandiosidade que não dá pra explicar. Já a cidadezinha de El Chalten, é um encanto. Minúscula, linda e hospitaleira, com certeza, é um lugar onde eu queria viver. Ah, lá não pega 3g de jeito nenhum! Portanto, pegue um hostel ou hotel com wi-fi para poder postar as fotos incríveis que, com certeza , vocês vão querer compartilhar nas redes sociais. Ah, comer em El Chalten é bem carinho, viu?! Mas descobrimos um lugar, perto de nossa pousada com uma comida ótima e preço justo: o Rancho Grande. Foi lá que comemos o melhor chorizo da nossa viagem. 10/01/2019 O dia que escolhemos para fazer o trekking ao Fitz Roy amanheceu nublado, com um vento extremamente gelado e forte. Conforme havíamos nos informado, decidimos pegar um táxi até a Hosteria el Pilar para começarmos nossa caminhada. Creiam: vale muito a pena pagar um táxi ou van para iniciar o trekking ali. Você evita uma subida extremamente íngreme de dois kms, que é a forma de se chegar ao Fotz Roy pela cidade. Começamos nosso trajeto sozinhos. Demoramos muito a começar a encontrar com mochileiros que vinham no caminho contrário. Quando chegamos ao Mirador Piedras Blancas, ficamos encantados com o cenário. Parecia um quadro pintado à mão. Decidimos fazer o trajeto pelo mirador e voltar pela Laguna Capri. Andamos uns 8km até chegarmos no camping Poincinot. O Treking é puxado mas nada comparado a Torres del Paine. No camping só tem um banheiro e daqueles com um buraco no chão. Pensa no malabarismo para poder fazer um pipi ali. rs. Só por Deus! Haviam alguma ṕessoas ali que, como nós, queriam subir no Fitz Roy mas, devido ao mau tempo, chuva e um vento extremamente fortes, pessoas experientes que ali estavam alertavam do perigo de subir na Laguna de Los Três. Com dor no coração, decidimos não subir e partimos com a certeza de que voltaremos lá em breve para concluirmos nossa aventura. Mas o passeio valeu muito a pena. Cada cenário!!! Sempre com o Fitz Roy ali, majestoso, abençoando nossa caminhada. Ô coisa linda que são essas montanhas, meu povo!!!Voltamos á El Chalten pela Laguna Capri. Gente...a volta foi puxada, viu?! Foram mais oito kms até a cidade e a gordinha aqui sofreu. A descida até a cidade é longa e cansativa, apesar da linda vista do Rio de Las Vueltas. Vocês se lembram daquele vento forte que decidiu aparecer este dia? Pois é. Ele chegou a nos empurrar na descida. Definitivamente, este negócio de vento patagônico é bem perigoso. Não o subestime. Durante a descida, vi muitas pessoas subindo aqueles dois kms que eu falei no início do post deste dia. Muitas dessas pessoas com enormes mochilas nas costas. Decididamente, não sei como conseguiam. Achei uma loucura e extremamente puxado. Como disse, e repito: iniciem seu trekkling pela Hosteria El Pilar. Vocês vão agradecer. 11/01/2019 Dia de partirmos para El Calafate. Confesso que parti com uma baita dor no coração! Me apaixonei por El Chalten num grau que vocês não tem idéia. Queria ter ficado ali por muito mais tempo. De preferência, a vida toda. rs. Ah, um dia antes de ir para El Calafate, recebi um e-mail do Hostel Bla Guesthouse porque, segundo eles, havia tido um vazamento e precisavam consertá-lo, não sendo possível ficarmos hospedados lá. Pensem numa pessoa que ficou brava, pois tive que entrar no Booking,Com e resercar outro lugar aos 47min do segundo tempo. Obviamente não tinham mais hospedagens boas e baratas disponíveis e reservei estadia no Hotel Upsala. Ótima localização, café da manhã justo mas um hotel extremamente antiquado. Não que eu ligue para luxo mas não foi um lugar que me senti bem. Tinha banheira, chuveiro bacana (que só esquentava quando queria) e cama e cobertas bem antigas. Parecia que estávamos numa casa de fazenda bem antiga. Os muitos corredores me faziam sentir no filme O Iluminado do Stephan King. Apesar disso, os senhores que nos atenderam foram extremamente gentis. Saíamos para conhecer El Calafate e fecharmos nosso mini-trekking na Hielo y Aventura para o dia seguinte. Doce ilusão. Até o dia 14 não tinham mais vagas para o mini-trekking, ou seja: sempre reservem seus passeios antes de ir, principalmente, se vocês forem ficar poucos dias em El Calafate. Fomos à empresa de Turismo Criollo (a mesma com as quais fizemos nosso passeio em Ushuaia) e fechamos a navegação e passeio no Perito Moreno. O passeio ficou uns R$ 240 para nós dois. 12/01/19 Dia de Perito Moreno! A paisagem pelo caminho já é um espetáculo a parte. Quando a própria geleira, que grandiosidade! Que coisa linda!!! Impossível definir em palavras a beleza que nós vimos ali. O parque é lindo, aquelas passarelas intermináveis nos levam a diversos cenários para fotos divinas! Vale muito a pena conhecer o Parque Los Glaciares! A navegação de cerca de uma hora nos leva mais próximos às paredes de gelo, onde vez ou outra se desprendiam blocos que caiam no lago e faziam um barulho imenso. Era um oh pra cá...um oh pra lá...Todos encantados com a visão de algo tão incrível. Apenas vão! Vale á pena conhecer um dos maiores e mais belos glaciares do mundo! 13/01/19 a 18/01/19 Dia de darmos adeus a nossa aventura patagônica e partir para 5 dias em Buenos Aires, onde, além de descansarmos, conheceríamos lugares que não havíamos conhecido em nossa última viagem para lá. Ficamos em Buenos Aires de 13/01 a 18/01 de 2019, quando voltamos para Guarulhos e terminamos a viagem mais incrível de nossas vidas. Jamais esquecerei a magia da Patagônia, a beleza sem igual daquele lugar e toda minha superação em andar 16...18 km por dia, subindo e descendo montanhas, dando fim ao meu sedentarismo de longos anos. Voltei pra casa 4kg mais magra e com uma sensação maravilhosa de sonhos realizados. A única dor no peito, é a saudade que já sinto daquele lugar. Não deixem de conhecer a Patagônia. É um passeio caro, é, mas com jeitinho, uma boa pesquisa e força de vontade, vocês também podem sentir a alegria que senti em fazer esta viagem tão incrível! Desculpem o longo depoimento mas sempre li vários depoimentos super bacanas neste site e foram eles que me inspiraram e me deram dicas super úteis para que esta minha viagem fosse perfeita.
  8. Introdução Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia. Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos. A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas. O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá. Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem). Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal). O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal). Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum. No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores. Obs: - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada. - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos. - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super. Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
  9. anapacheco.s

    Mochila!!

    Ei galera! Estou organizando um mochilão de 40 dias na América Latina. O roteiro por enquanto é Buenos Aires, Ushuaia, Torres del Paine, Santiago e Atacama. Vai ser minha primeira viagem e estou bem perdida KKK. Queira indicações para uma mochila, sendo que meu orçamento é baixo. Podem me indicar marcas, modelos e tamanhos? Obrigada!
  10. Matheus Verdan

    DOCUMENTOS para entrar na ARGENTINA de moto ou carro

    O vídeo acima explica quais são exatamente, todos os documentos necessários para entrar na Argentina com seu automóvel. Algumas informações e duvidas de muitas pessoas como: - Posso viajar com o automóvel financiado? - Qual seguro preciso ter para entrar na Argentina? - É exigido alguma vacina para entrar na Argentina? As perguntas acima são algumas de muitas outras que você não terá mais duvida depois de ver esse vídeo. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Direção Nacional de Imigração: Dirección: Av. Antártida Argentina, 1355, Ciudad de Buenos Aires Código postal: C1104ACA Teléfono: 54 (011) 4317-0234 Correo electrónico: [email protected] Contatos importantes Em caso de emergência, recomenda-se que o brasileiro disque o número 107, serviço de pronto-socorro municipal que pode enviar uma ambulância ao seu domicílio ou hotel. Brasileiros que passem mal em Ezeiza, entretanto, ou fora da cidade de Buenos Aires, devem chamar o Serviço de Emergência da Província de Buenos Aires, pelo telefone 911. Os dados dos serviços de utilidade pública da Argentina são: Ambulâncias: 107 Bombeiros: 100 Defesa Civil (emergências): 103 Policia Federal: 101/911 Aeroportos: 5480-6111 Buetur (assistência ao turista): 0800 999 283887 Auxílio à lista: 110 Hora certa: 113 Links uteis: Loja desacelerados Store: https://www.desaceleradosstore.com.br/ Portal consular: http://www.portalconsular.itamaraty.g... Itamaraty: http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/ Direção Nacional de Imigração: http://www.migraciones.gov.ar Vídeo da viagem de moto a Argentina e Chile: https://youtu.be/qNx7PDM1Yxw Vídeo sobre gasto total da viagem para o Chile com uma Tenere 250: https://youtu.be/ewTS6nON73s Vídeo sobre qual moeda levar para a Argentina e Chile: https://youtu.be/0VVwJPe38xo Vídeo sobre preços e locais de camping e hostel | Melhor roteiro para o Deserto do Atacama e Santiago: https://youtu.be/ZS_h9xBbdpk Vídeo sobre Manutenção e Performance da Tenere 250 na viagem de moto entre o Brasil, Argentina e Chile: https://youtu.be/aIiEyc-vIPw Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar. Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: @mathverdan https://www.instagram.com/mathverdan/ Abraços e bons ventos!
  11. Bom, vamos lá, me inspirei em 3 roteiros para fazer o meu, acho que esse roteiro já quase um classico para se fazer a patagonia em poucos dias, não optei pelo circuito W por uma questão economica já que eu precisaria ou comprar ou alugar os equipamentos de camping e achei um pouco caro, ate mesmo o aluguel das diarias nos campings. Não me arrependo, acharia um pouco puxado fazer El chalten + o circuito W. Fica para uma proxima apenas o circuito + ushuaia. Os 3 roteiros que usei de inspiração: https://www.mochileiros.com/topic/80519-uma-pitada-de-argentina-com-torres-del-paine-no-chile-novembro-de-2018/ @Thay Cavalcante https://www.mochileiros.com/topic/68775-trilhas-na-patagônia-argentina-10-dias-sozinho-em-el-calafate-e-el-chaltén/ @victoralex https://www.mochileiros.com/topic/75972-patagônia-el-calafate-el-chaltén-torres-del-paine-março-2018-14-dias/ @kely.alves Meu Roteiro: 05/12/2018 quarta-feira El Calafate Laguna Nimez + City Tour (3h) (12 km) Cheguei em El calafate as 9am, meu check in era apenas 4pm , deixei minhas coisas no hostel (Bla GuestHouse) Fui fazer o passeio na Laguna Nimez, um circuito de 1.30h com custo de 300$Arg, é um circuito plano e tranquilo, nele você observa a fauna de aves locais com pequenas lagoas pelo caminho, consegui ver alguns flamingos, na metade do circuito vc chega ao lago argentino com uma vista incrível, o lago é muito bonito, de fundo as montanhas e seus picos nevados. Voltei para o hostel e esperei dar o horário de check in. Depois de organizar minhas coisas no hostel, fui para o city tour por conta própria. A guia que estava no transfer do aeroporto para o hostel já havia indicado alguns lugares, falarei deles no final. A cidade é pequena e você consegue andar ela toda em poucas horas. Baixem o App maps.me, acho que foi o app que eu mais usei em toda viagem, nele você consegue baixar todas as informações no mapa da cidade e usar offline. Algumas fotos da cidade, casas e Laguna Nimez. Vizinhança Laguna Nimez Lago Argentino 06/12/2018 quinta-feira El Calafate Perito Moreno - Big Ice (7h) (12km) Ok, optei pelo BigIce por alguns relatos de pessoas que fizeram o minitrekking e se arrependeram de não ter feito o BigIce, ou que queriam voltar para fazer. Se você já esta lendo sobre essa viagem a algum tempo já deve saber que esse passeio (Big Ice e também o minitrekking) é fechado somente com essa companhia (Hielo y Aventura), você pode optar pelo transfer até a entrada do parque com eles mesmo ou pode ir por conta própria, a entrada no parque é de 700$Arg, se não quiser fazer um desses dois passeios, pode entrar no parque ir até o mirador do glaciar tirar algumas fotos que ainda vale a pena. Sobre o trekking, a Hielo y Aventura, oferece um guia desde o transfer do hostel até o parque, a guia falou um pouco da importância dos glaciares, algumas curiosidades depois nos deixou livres por 1 hora no mirador, que tem um caminho bem extenso, depois do mirador fomos para o porto, de lá pegamos uma embarcação até o glaciar em si, a turma que eu fiquei era toda do Big Ice, quem optar pelo minitrekking fara o mesmo caminho até então, mas o passeio é bem mais curto, não sei o que fazem depois. No Big Ice a trilha para entrada ao glaciar é outra, mais ao fundo, cerca de uma hora contornando o glaciar pela montanha, até então entrar de fato na trilha de gelo, peguei um dia com céu um pouco nublado, as vezes abria e conseguia umas boas fotos, mas é muito raro conseguir um dia de sol, já que o glaciar precisa de no mínimo 300 dias de neve ao ano para aumentar seu tamanho, então dias de chuva são importante. A paisagem é incrível, quem gosta de aventura e trekking opte por este passeio se estiver apto a gastar um pouco mais, vale a pena. São 4 horas de trekking no gelo, duas indo ao centro dele e duas voltando, os guias são legais e contam boas histórias e curiosidades. A volta ao barco é mais receptiva com whisky, bombons e um souvenir (chaveiro). Chegando ao Perito Moreno Vista do Mirador Entrando na trilha Já no glaciar Vista do lago Argentino voltando para calafate 07/12/2018 sexta-feira El Calafate / El Chalten - Translado (3h) + Laguna Capri (3.30h) (8km) + Mirador Fitz Roy + Mirador Rio de las vueltas (12km total) Acordei cedo, o transfer para el chalten estava marcado para as 7am, porém chegou apenas as 8am, são 3 horas até el chalten, sentei do lado esquerdo do micro-ônibus, a paisagem é bonita, a estrada é famosa (Ruta 40) por suas paisagens e pontos de parada para fotos, chegando a Chalten somos recepcionados pelo gigante Fitz Roy, numa estrada reta que encarava de frente a montanha, intimidador e lindo ao mesmo tempo, quem estava na primeira fileira do micro-ônibus conseguiu boas fotos. Já em Chalten, cidadezinha pequena, acho que em 40minutos você anda nela inteira, da rodoviária ao hostel, a cidade se ligava de ponta a ponta, em 15minutos estava no hostel, um dos melhores que já fiquei, serviço e limpeza excelente (Rancho Grande), tem um restaurante na recepção e uns taps (torneiras) com chops num pequeno bar. Deixei minhas coisas no quarto, preparei a mochila de ataque e fui em direção a trilha de Fitz Roy, que no caminho ficava a Laguna Capri. Ah! Detalhe importante que estava esquecendo, na entrada da cidade tem um centro de informações turísticas, parada indispensável já que lá os guias tanto em espanhol como em inglês, nos explicando sobre todas as trilhas, a importância de levar comida, pegar o seu lixo, encher sua garrafa de agua, passar protetor solar, e nos alertar sobre a previsão do tempo nos próximos dias, nos meus dois primeiros dias sofri com o sol e me queimei bastante, o céu estava literalmente aberto, decidi aproveitar esses dois dias para fazer a principal montanha que é o Fitz Roy. Voltando ao caminho a Laguna Capri, percebi que os relatos lidos na internet foram otimistas em relação a preparação física, não sou um cara sedentário, faço yoga, as vezes corro e prefiro metro do que carro, não estou gordo nem magro, mas as subidas realmente eram puxadas e cansativas, mas pelo caminho você era motivado pelas pessoas que estavam voltando ou por alguns casais de “idosos” (vi muitas pessoas que chutaria ter uns 50/60 anos) que subiam com tanta vontade quanto eu, claro mais devagar, mas subiam! Então se preparem para subidas intensas e íngremes, mas com recompensas incríveis, quanto mais difícil, melhor. Depois do primeiro Km, temos um mirador chamado Rio de las vueltas, aonde vemos um lindo vale com nuvens que pareciam ter sido desenhadas por algum artista e jogadas ao vento, aquela paisagem deu um gás para o resto da trilha. Chegando a Laguna capri depois de 4km de subida, foi incrível, acho que uma das paisagens mais bonitas que eu já vi em toda minha vida, estava sol, quente, a lagoa estava quieta, cristalina e sua agua pedindo para ser tomada, ao fundo antes que o azul do céu, o “monstro” Fitz Roy, encoberto por neve que combinava com as poucas nuvens que passavam por ele. Na pequena orla de pedras, haviam algumas pessoas deitadas, algumas tomando banho de sol e outras comendo seus lanches, deitei ali por no mínimo uma hora e só pude agradecer por estar ali. Na volta passei no mercado e comprei frios e pães para o trekking do dia seguinte que levaria o dia todo, e um macarrão para fazer naquela noite. Parada pela Ruta 40 Chegando a Chalten Centro de informaçoes turisticas do parque nacional Entrando na cidade Entrando na trilha ao Fitz Roy Orla 08/12/2018 sábado El Chalten Laguna de los Tres (8h) (24km) Os cafés da manha tanto em calafate quanto em chalten, são bem modestos, tem o essencial: café, leite, torrada, manteiga/requeijão/ e algumas geleias e frutas. Pela comodidade e acho que até pensando na economia que já teria por não almoçar na cidade e estar em trilhas, optei por hostels que ofereciam café da manha, assim sairia para o trekking bem alimentado e durante o dia comeria os mistos que preparei para a caminhada. Nesse dia tomei café com as espanholas: Blanca, Marina, Raquel e Cris. A conversa fluía fácil e por isso o caminho até a Laguna de los três, foi agradável e divertido, não poderia estar em melhor companhia. Foram 11km para ir e 11km para voltar, o começo e o final são as piores partes por serem mais íngremes, mas como disse, quanto mais difícil, melhor! Quando chegamos, entendemos o porque tantas pessoas vão até lá e o tamanho e magnitude da montanha, por fotos é impossível ter noção de seu tamanho, é lindo e valeu todo esforço. Quanto chegamos no hostel, estávamos exaustos, antes da ducha tomamos um litrao de Quilmes e comemos uma empanada. As meninas me contaram sobre uma tradição espanhola em que uma pessoa ou um grupo de pessoas, deixam uma cerveja paga para o próximo grupo de espanhóis que pararem no bar com um bilhete, esse bilhete pode ser muito pessoal ou contar dicas sobre a cidade ou apenas conselhos, no dia anterior quando elas chegaram no hostel receberam a cerveja de uma mulher que escreveria sobre o quanto foi magico ela estar em El chalten, e ver o nascer do sol na montanha. Havia mais coisas no bilhete, coisas mais bonitas e profundas mas não me lembro agora, ajudei elas a escreverem o bilhete que elas deixaram para os próximos espanhóis que ali parassem, tomamos algumas outras e depois descansamos... Recomendações: Encha sua garrafa de agua no começo da trilha, passe protetor solar, leva protetor labial, evite pesos desnecessários, se o tempo estiver aberto, não leve capa de chuva e blusas extras, você vai suar bastante no caminho, o pico é muito frio e vale a pena levar luva porque quando a gente para a gente esfria um pouco, mas o sol esquenta. Cuidado na volta pois a última parte o terreno é de pedrinhas, e na descida escorregam, um kit de primeiros socorros é valido e o bastão de trekking é essencial. Levei aquelas pastilhas de vitamina C e tomei todos os dias, acredito que ajudou bastante na resistência e recuperação muscular. Mirador rio de las vueltas 09/12/2018 domingo El Chalten Descanso Tirei esse dia para descanso, procurem comer proteínas para recuperação dos músculos e remédios como dorflex (relaxante muscular antes de durmir) 10/12/2018 segunda-feira El Chalten Laguna Torre + Mirador Maestri (7h) (24km) Depois de um dia de descanso, e um bom café da manha, estava pronto para mais um trekking de dia inteiro, dessa vez sozinho, as espanholas estava indo para Bariloche continuar seu mochilao, então sai do hostel as 10am., coloquei um fone de ouvido, as melhores playlists estavam prontas para serem ouvidas e segui rumo a Laguna Torre, que continuaria em torno dela para alcançar o mirador Maestri. Como já havia me alertado a guia do primeiro dia em chalten no centro turístico, o tempo fechou e ventava muito com alguns pontos de chuva, então a mochila estava mais pesada, estava com calça e jaqueta impermeável e também muita vontade, essa trilha é mais tranquila e menos íngreme. Foram 11 km para ir e 11 para voltar, quando cheguei na laguna, não me surpreendi muito talvez porque o dia não estava bonito, ainda assim valeu toda subida, o lugar é incrível, ventava muito e as vezes eu precisava abaixar ou me esconder atrás de grandes pedras para não ser empurrado pelo vento. Tive a sorte de ver um falcão das montanhas, logo que cheguei na lagoa, acho que ele ficava por ali na esperança de conseguir uns restos de lanches ou que alguém o alimentasse (não aconselhável, perigo de perder um dedo) ahahhaha, a ave é linda, de asas fechadas tem o tamanho de um pinguin, mas quando pulava e abria suas asas, era gigante, ele planava com o vento forte não saindo do lugar apenas brincando de voar sem bater as asas. Depois de tirar algumas fotos, comer um lanche, e assistir a um louco entrar naquela agua gelada (vacilei e não registrei o momento), segui em direção ao mirador maestri, que o caminho contorna a lagoa torre, chegando perto do Glaciar Grande. Nesse dia me arrependi de não ter levado as luvas, esfriou muito e o vento esfriava ainda mais. Se a ida foi recompensadora com sua paisagem, a volta foi ainda mais com uma bela cerveja e uma boa conversa com duas brasileiras que tinham acabado de chegar ao hostel. Falconeo Cerro Torre, é nao tive sorte Mirador Maestri Voltando para o hostel 11/12/2018 terça-feira El Chalten Loma del Pliegue Tumbado (8h) (22km) Essa foi uma das trilhas mais difíceis na minha opinião, não sei se talvez por eu já estar um pouco fadigado ou se foi porque eu li em algum relato que essa era a trilha mais tranquila e segui a ela com isso na cabeça. Praticamente a ida toda é de subida, atravessando bosques e algumas planícies cheias de flores, com o lago viedma a sua esquerda e fitz roy a sua direita, conforme vc vai subindo vai percebendo o tamanho da beleza daquele lugar, patagônia argentina realmente é linda, fria mas linda. No "final” da trilha tem um mirador panorâmico aonde conseguimos ver Cerro Torre e Glaciar Grande, junto de Fitz Roy mais a direita, mais ao fundo vemos outros picos rochosos cobertos de neve, a visão como um todo, mais uma vez, incrível, talvez por conseguir ver todos os lugares aonde eu tinha conseguido chegar nos dias anteriores tão de cima e de longe, foi legal, me senti orgulhoso. Nesse dia o tempo não estava tão fechado, o sol saia as vezes. Coloquei o final entre aspas, porque o final da trilha mesmo é um pouco mais adiante, a subida mais íngreme de todas as trilhas que fiz na patagônia, confesso que pensei duas vezes antes de subi-la, mas fui, quase morri no caminho, parei varias vezes, acho que foi uma distância de 500m entre o mirador e o pico mais alto da trilha que pareceram 3km, incrível mais uma vez a quantidade de pessoas mais de idade que vi subindo aquilo, me perguntei como, já que eu estava com o coração batendo na boca. Enfim, foi o final mais recompensador, a visão 360º, lago viedma, cerro torre, fitz roy e el chalten. Ali eu finalizava com grande estilo El chalten. Ao fundo, Cerro Torre, Mirador Maestri e Fitz Roy Lago Viedma O Final 12/12/2018 quarta-feira El Chalten Descanso Mais um dia de descanso depois de duas trilhas bem pesadas um total de 50km de trekking em dois dias. Aproveitei para conhecer alguns restaurantes que eu queria e comprar um mate. 13/12/2018 quinta-feira El Chalten / El Calafate / Puerto Natales Translado (3h) (5.30h) Ainda não sei ao certo se errei no roteiro ou não, mas Calafate fica no meio do caminho de qualquer jeito indo para Chalten primeiro ou depois, iria precisar voltar para calafate para pegar o avião de volta a Buenos Aires. Esse dia passei dentro do ônibus, exceto pelas 3 horas que fiquei em Calafate esperando o ônibus das 16.30 em direção a Puerto Natales, que chegaria as 22horas no Chile. Nessas 3 horas, fiquei eu um bar/cafeteria que fica em frente a rodoviária, encontrei no tripadvisor, lá falava que havia algumas comidas brasileiras, e depois de não aguentar mais comer misto, hambúrguer e empanadas fui conferir o local. Conheci a Lara, uma brasileira que estava em calafate, sozinha, a um ano e havia largado seu emprego por uma louca paixão argentina que não deu muito certo, apenas o romance, porque o resto havia dado, ela conseguiu se libertar do sistema e foi atrás de seus sonhos, abriu esse barzinho depois de lutar com a máfia machista de donos de bares que havia na cidade, tentaram processa-la para que ela não pudesse abrir seu bar, ela chegou a conversar com o prefeito para no final conseguir. O lugar é muito aconchegante e Lara parecia levar uma vida muito mais tranquila e feliz da que deixou em são Paulo, trabalhava como diretora de arte da Rede Globo e vivia em função disso. Na argentina, já havia feito a Ruta 40 inteira, e me deu boas dicas de lugares para conhecer na patagônia, também pedi uma sugestão do cardápio (que continha bolinhos de feijoada, coxinha e outras opções vegetarianas), ela sugeriu o nachos, que vinha com “tipo um molho de feijoado” ao invés do tradicional caguamole, estava muito bom que até pedi outro. As 3 horas passaram voando e quase perdi o ônibus, fui o ultimo a subir. Em Puerto Natales, fui direto comprar a passagem de ônibus para o parque nacional Torres Del Paine que sairia na manha seguinte as 7, se atrasasse mais 20minutos ficaria sem ela, Li relatos de algumas companhias que esperam o ônibus lotar para entar sair da rodoviária em direção ao parque, então comprei pela empresa “maria jose” que saiu exatamente as 7. Como eu iria fazer a trilha inteira em apenas um dia, precisava de o máximo tempo possível, estava com medo de ser muito longe e não tempo suficiente de chegar ao mirador base torre. Depois disso, tive tempo apenas de arrumar minhas coisas no hostel e ir no única mercadinho de esqueina que encontrei para comprar 5 paes, presunto e manteiga, que seria minha refeição no dia seguinte a caminho das Torres. O Hostel era muito receptivo, conheci pessoas da korea, Inglaterra, italia, mas tive pouco tempo para conversas, já que cheguei, durmi, fui ao parque, voltei (22horas) e no dia seguinte fui embora as 7am 14/12/2018 sexta-feira Puerto Natales Torres Del Payne (9h) (26km) Ok, nesse dia confesso que estava com um pouco de medo, porque com todas pessoas que eu conversava e eu falava que iria fazer as Torres em um dia, se assustavam. Mas eu estava disposto e pronto, sem café da manhã, apenas com uma xícara de café instantâneo Nestle, peguei o ônibus em direção ao parque nacional torres del paine. Foram duas horas até chegar na entrada do parque, aonde várias pessoas de vários ônibus desciam e faziam uma fila gigante para pagar a entrada no parque, tentei ser rápido, logo paguei e vi que de lá as pessoas estavam indo em direção a outro ônibus ou mini van para ir para alguma lugar sentido as torres dentro do parque, eu não queria nem tinha mais dinheiro para gastar e ter esse luxo, haviam me restado exatos 3mil pesos chilenos no bolso, resolvi guarda-los. Perguntei a guia qual era a direção para o mirador das Torres, ela disse pegue a estrada a direita, aonde as vans e ônibus estão indo. Não quis nem perguntar quanto eram esses transfer para chegar até a então de fato entrada do parque e dos campings. Foram 1h.30 de caminhada até a recepção do parque e dos campings, no caminho encontrei algumas pessoas que também estavam apé mas descendo e não subindo, acho que de todos os ônibus eu fui o único a fazer o caminho a pé, acho que foram 3km, no caminho parei para tomar meu café, na minha mochila de ataque levava uma térmica com café, 4 pães com presunto e manteiga, algumas bolachas, minha garrafa de agua de 0.8l, minha calça de motoboy impermeável e minha jaqueta de chuva. De volta a real entrada do parque, mostrei meu ingresso que havia pago na “pré-entrada” (Laguna amarga), perguntei ao rapaz como estava a previsão do tempo e ele me mostrou no celular um monte de numero e cores diferentes, só entendi que quanto mais o dia passava mais a percentagem de nuvens durante o dia, perguntei se era possível fazer tudo naquele dia, e quantos km teria pela frente, ele me respondeu 18 no total, então sim, totalmente possível. Segui mais tranquilo, porém um pouco triste pelo tempo fechado e um pouco chuvoso. Achei que de todas as trilhas que fiz, essa foi a mais bonita, o começo foi igual a todas, subida difícil, cheia de pedras, depois entramos num vale, contornando a montanha beirando o pequeno riacho que desce as aguas das Torres, no caminho é possível se dar ao encontro com pequenos grupos de cavalos que descem ou sobem em direção aos acampamentos. Depois do vale entramos no bosque aonde vamos subindo e subindo e subindo eternamente, passei por alguns acampamentos e um pequeno “refugio” com bar, logo depois do chileno. Foi a trilha mais lotada que eu fiz, o final é incrível o tanto de gente que sobre devagar a parte mais íngreme, enfim chegando no mirador, quando se ve as torres de perto, de novo, por fotos impossível ter noção do tamanho e magnitude, a cor da lagoa é verde clara, um pouco transparente, que também pedia para ser tomada, estava um pouco lotado, foi difícil achar um espaço vazio para tirar fotos e tomar meu café e comer meu pão apreciando a incrível montanha e fazendo outro pedido a ela. Infelizmente meu tempo era curto, cheguei ao mirador as 14.30 e havia começado a trilha as 9.30, o ônibus de volta saia as 19, então apreciei um pouco e desci feliz, orgulhoso e realizado. A volta estava ensolarada, e as paisagens mais bonitas o tempo estava nublado apenas em cima das torres, infelizmente. Posso dizer que quem pega o dia sem nuvens e chega ao pico, realmente tem muita sorte, é muito lindo. Na volta, eu tive um pouco da sorte que não tive com o tempo, vi dois pica-paus brincando nas arvores, passei a viagem toda querendo encontra-los, adoro aves e pássaros e de tirar fotos deles, eles são grandes e rápido, estavam brincando, cantando e as vezes davam umas bicadas nos troncos, consegui registrar o momento, um pouco longe, mas foi mais uma vez – Incrivel. A palavra que descreve essa viagem. De volta a recepção do parque, descobri que o transfer para Laguna amarga de onde os ônibus saiam de volta a Puerto Natales eram exatos 3mil pesos, só o que eu tinha. Cheguei la por volta das 18, o ônibus sai a as 19. Não sentia minhas pernas, ainda havia um lanche e um pouco de café na mochila, sentei no chão, tirei o tênis, me alonguei um pouco e de longe mais uma vez apreciei a vista e descansei um pouco enquanto esperava o ônibus. Cheguei em Puerto Natales e estava louco para tomar uma cerveja e experimentar um hambúrguer que o Oliver, recepcionista do hostel havia indicado, tomei uma ducha e fui tentar ter esses pequenos prazeres depois de mais um dia de 22km percorridos. Infelizmente a hamburgueria não aceitava cartão e eu não tinha mais pesos, apenas uma nota de 100 dolares que eu não queria fazer cambio no chile. Andei mais um pouco, estava com tanta fome e sede que parei no primeiro restaurante de esquina que tinham algumas pessoas dentro, acho que a fome me deixou cego, mesmo o restaurante não parecendo ser nada chique, pedi duas cervejas e um cordeiro ao palo, a conta deu 150R$, quando eu vi já estava feito. Mas resolvi aceitar como presente de toda viagem, esses caras patagonicos realmente sabem como assar uma carne e fazer uma cerveja, estava muito bom. Os trekkings estavam feitos, no dia seguinte voltava para calafate as 7am para um dia de descanso e então voltar a SP o Caminho (subida) As Torres A volta Namorico de pica pau patagonicos 15/12/2018 sábado Puerto Natales / El Calafate Translado (5h) Dia de translado, tchau Chile, oi de novo argentina. Fiquei em hostel muito bom, nesses dois dias antes de ir embora, chamado Folk. Aproveitei para descansar e organizar as fotos e começar a escrever o relato. Tinha uns pesos sobrando e resolvi gastar com cerveja no ultimo dia, as dicas de lugares vou passar no final. Tchau Puerto Natales 16/12/2018 domingo El Calafate Descanso No último dia no hostel conheci Rafael um brasileiro de BH que era policial e iria fazer perito moreno e o circuito W no chile, dei algumas dicas a ele, trocamos algumas historias de viagens tomando um bom mate antes do almoço Passei o dia dando role na cidade, conhecendo lojas e tomando algumas boas cervejas. Um brinde a patagônia e suas histórias incríveis. 17/12/2018 segunda-feira El Calafate / São Paulo Voo para Buenos aires / São Paulo Obs: O que eu levaria que não levei: Binoculos, mochila de ataque mais leve. O que eu levei que não levaria: Tomada universal, meia supergrossa para neve O que eu levei e recomendo levar: Powerbank, protetor labial, vitamina C, bastão de trekking, botas impermeaveis, gorro e oculos. Lugares que recomendo: El Calafate - La Zorra (Pub), Acuarela Artesanal Icecream (Sorveteria). El Chalten - El Parador (Restaurante), Rancho Grande (Hostel e Restaurante) e Es La Vida (Barzinho da rodoviaria) Puerto Natales - GreyDog BurguerShop (Hamburgueria e Chopes) Se tiverem duvidas, podem me mandar mensagens. Até a proxima, abs!
  12. Olá amigos da comunidade Mochileiros.com. Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC. Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura. Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar. Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios. Então vamos ao que interessa: Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai. Saída de Blumenau: 22/12/2018. Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018. Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018. Chegada em Blumenau: 03/01/2019. Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas. Roteiro/Condição das estradas/Pedágios: Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km. Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento. Pedágios: Nenhum. Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km. As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil. Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65) Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos. Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos. Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos. Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. As estradas também são muito boas. Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles. Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos. Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km. As estradas também são muito boas. Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama. Pedágios: Nenhum. *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. Hospedagem: Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia. Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina). Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina). Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile). Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018. *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis. Câmbio: Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS. Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15. Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina: R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15) R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10) Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama. O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama: R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154) R$ 1 Mil reais trocados em San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170) *Compare antes de trocar seu dinheiro. Combustível / Postos de abastecimento: Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada). Infinia: variava de 45 a 48 pesos. Super: variava de 41 a 44 pesos. *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF. *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem. Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile). Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.) GPS: Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps. Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line. Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Seguros obrigatórios para seu carro: Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros. Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes. Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente. No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile". Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes. Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra. Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos. Seguros para você: Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades. Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso. Itens obrigatórios para o carro: Na Argentina: Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro. Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis. Segundo eles, os itens obrigatórios são: - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos); - 02 triângulos de segurança; - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco). E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios) - Kit de primeiros socorros; Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios. No Chile: Considerar todos os itens obrigatórios citados acima. E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também. Observação: Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento. Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro. No Chile não fomos abordados. Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo. O atendente solicita os documentos do carro e identidades. Preenche um formulário no computador. Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile. Não tem custo. Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas) A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama. Tem 06 guichês. É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido". Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina. Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa. Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro. Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem. Não tem custo. *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez. Espero que tenham gostado dessa primeira parte. Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne. Um abraço.
  13. E aí, tudo bem Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas... Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro. Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus...  Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira: BUENOS AIRES: 3-5 dias BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm) EL BOLSON: 4 dias EL CALAFATE: 3 dias EL CHALTEN: 5 dias PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias USHUAIA: 5-7 dias. *Outras duvidas: 1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá. 2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre?? 3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia? 4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice? 5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy?? 6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...  Desde já muito obrigado galera
  14. Bom dia meus amigos, vocês já me ajudaram demais nesse grupo e, indiretamente, são parte da minha decisão/conquista em realizar esta viagem. Vou para Buenos Aires por 45 dias, mas estou com uma dúvida filha da p*** quanto ao meu deslocamento. Eu moro em Chapecó, fica em santa catarina divisa com o RS. Eu teria que estar lá dia 27 (mas creio que posso estender a ida até 28 ou 29, no máximo) e estou em dúvida de como fazê-lo. Meu plano atual consiste em pegar uma carona até Porto Alegre (temos um grupo de caronas no whats que tem praticamente todo dia/semana) e de lá pegar um ônibus pela empresa JBL Turismo (fui informado de que é a ÚNICA que faz esse trajeto até Buenos Aires, 20h de viagem a um preço de 336 reais). Avião está fora de cogitação porque nada baixa de uns 1200 reais ida e volta e eu não tenho (e nem quero) pagar isso, prefiro ficar 20h no ônibus e ter mais dinheiro pra gastar lá. Vocês teriam alguma dica? Pegar ônibus até alguma cidade pra esquerda do mapa até a fronteira com algum país, e de lá atravessar e comprar passagem de ônibus ou avião, eu não sei, toda ajuda é bem vinda.
  15. Farei um relato dividido entre as 3 etapas da viagem: 1. cataratas e as cidades da tríplice fronteira (Foz, Puerto Iguazu e Ciudad del Este); 2. Assunção, capital do Paraguai; e 3. Missões Jesuíticas do Paraguai e Argentina. Informações e Custos: DATA DA VIAGEM: FERIADO DE 15 DE NOVEMBRO de 2017 (08 a 19/11/2017) Transporte: ônibus e Carro alugado (Kia Picanto, 1.0) Grupo: 5 Mulheres Passagem aérea Recife/Foz: R$ 415,00 Aluguel do carro em Cidade do Leste, 8 diárias: 300 dólares com entrega em casa, 2.000 km disponíveis, seguro e Carta Verde Internacional ou R$ 975 total (R$ 195/Pessoa); Vip Rent Car Paraguay, Contato: John (+595 974 19 7485) Gasolina e Pedágios no Paraguai: 600.000 Guaranis ou R$ 428 (R$ 86/Pessoa) Hospedagem em Foz do Iguaçu: casa de amigos, grátis Hospedagem em Assunção (Paraguai): Albergue Panambi, 2 quartos sem café, 3 diárias por 123 dólares total ou R$ 402 (~ R$ 26/pessoa/dia) Hospedagens em Encarnação (Paraguai): Hostel Dona Manuela, 1 quarto coletivo, 1 diária por 300.000 guaranis total ou R$ 176 (R$ 35/pessoa); e Casa de uma moradora local, 1 diária por 250.000 guaranis ou R$ 147 (R$ 30/pessoa) Ingresso Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 39,00 (conseguimos grátis porque uma amiga trabalha na área) Estacionamento Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 22 (R$ 4,40/pessoa) Ingresso Marco das Três Fronteiras (Brasil): R$ 18 Ingresso Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 480 pesos, R$ 89/pessoa Estacionamento Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 100 pesos, R$ 19 (R$ 3,70/pessoa) Ingresso único Missões Jesuíticas do Paraguai: 25.000 Guaranis, R$ 15/pessoa Ingresso único Missões Jesuíticas da Argentina: 170 pesos, R$ 32/pessoa Ingresso Circuito Especial de Itaipu: R$ 78/pessoa Câmbio Real x Dólar = 3,25 x 1,00 Câmbio Real x Peso Argentino = 5,40 x 1,00 Câmbio Real x Guarani Paraguaio: 1.400x1,00 (Foz) e 1.700x1,00 (Assunção) Sobre as Cataratas: visite os dois lados dos parques nacionais (2/3 das Cataratas ficam na Argentina e 1/3 no Brasil). Do lado argentino você fica “sobre” e “dentro” das quedas d’água. Do lado brasileiro você fica de “frente”. É super interessante ir aos dois e analisar as perspectivas e sensações que cada ângulo de vista proporciona. Adicionamos à nossa viagem uma imersão pelo Paraguai, saindo de Cidade do Leste rumo a capital, Assunção, depois em direção ao extremo sul do país (Encarnação) na divisa com a cidade argentina de Posadas. Achamos o Paraguai um país incrível, muito melhor do que se pinta. Aquilo que se vê nas primeiras ruas de Cidade do Leste, uma espécie de Rua 25 de Março, não representa em nada a realidade do país. Boa parte das pessoas que dizem conhecer o Paraguai só conhece esse pedaço e por isso tem opiniões negativas. O país surpreende com estrutura de estradas razoáveis (variando de ótimas a não tão boas). Lembra muito viajar pelo brasil central (Goiás, Tocantins, Mato Grosso) com extensas planícies agrícolas, plantações a perder de vista, silos, montanhas ao longo na paisagem e cidades pequeninas entre os grandes eixos urbanos. O povo é muito simples, gentil e hospitaleiro. Sempre disposto a ajudar, explicar pausadamente para se fazer entender. Muito conscientes sobre sua origem indígena e de seus problemas políticos e sociais atuais. Dê uma chance ao Paraguay e se surpreenderá. O país é muito mais do que compras de quinquilharia. E para completar com a cereja do bolo, visitamos 6 sítios arqueológicos que compõem o complexo das Missões (ou Reduções ou Ruínas) Jesuíticas, sendo 3 no sul do Paraguai e 3 na província argentina de Misiones. São vestígios de civilizações inteiras que chegaram a ter mais de 4 mil indígenas guaranis sob a dominação de alguns poucos evangelizadores jesuítas. Um pedaço único da história mundial que foi lindamente restaurado e tombado pela Unesco como patrimônios da humanidade. É imperdível. Antes de visitá-las recomendo assistir ao filme “A Missão” com o Jeremy Irons para ter uma noção da grandiosidade, importância e impacto das missões jesuíticas em toda a vida indígena dos povos Guarani e a guerra com os Bandeirantes. Disponível no youtube. O nosso percurso foi o seguinte: CONTINUA...
  16. Boa tarde meus amigos. Vou pra BsAs dia 26/01 e fico até dia 10/03, vou trabalhar em um Hostel neste tempo. Eu não vou ter disponível muito dinheiro, meus cálculos giram em torno de 20 a 50 reais por dia, basicamente para me alimentar, e o que sobrar para lazer. Meu plano inicial é ir para aprimorar o meu Espanhol (já que faço faculdade de Letras - Espanhol e entrei em um projeto de formação de tradutores). Gostaria de saber de vocês, algumas coisas para se fazer me Buenos Aires nesta época do ano! Dicas daquele lugarzinho que só quem já foi muito sabe, boas atrações free ( ou outras atrações não tão caras). Onde comer barato? Como faço pra ter um cartão recarregável de metrô ou ônibus? Estou basicamente aceitando todo e qualquer tipo de dica. Muito brigado a todos! Vou realizar um sonho.
  17. Taynã Tagliati

    Santa Cruz de la Sierra - Salta

    Olá! Alguém poderia me informar se existem ônibus de Santa Cruz para Jujuy ou Salta direto? Não encontrei nenhuma informação sobre isso na internet, só vi trajetos até La Quiaca/Villazon ou Yacuiba, e mesmo esses trajetos não estão muito claros. Aparentemente há pouco transporte entre a Bolívia e Argentina. Se alguém souber de qualquer informação relacionada ajudaria bastante. Obrigada!
  18. matheusinacioca

    Help com roteiro: BNA + patagonia jan,fev2019

    E aí, tudo bem Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas... Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro. Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira: BUENOS AIRES: 3-5 dias BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm) EL BOLSON: 4 dias EL CALAFATE: 3 dias EL CHALTEN: 5 dias PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias USHUAIA: 5-7 dias. *Outras duvidas: 1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá. 2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre?? 3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia? 4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice? 5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy?? 6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb... Desde já muito obrigado galera
  19. Vou estar partindo de Fortaleza- Ce, dia 9 de Junho com destino Montevidéu/Punta/Sacramento/B. Aires. Volta dia 20( depende). Alguém passando por lá esse período?!
  20. Olá, Já tinha ouvido relatos sobre a antiga estrada que ligava Mendoza(Argentina) ao Chile. Hoje a travessia é realizada pela Ruta 7. Eu, minha esposa e nossa filha embarcamos nessa aventura, partimos de Blumenau-SC até Mendoza-Argentina, foram percorridos no total 5490km (ida e volta). Partimos dia 23/12/18 pela manhã e chegamos a Mendoza dia 25/12/18 fim da tarde. Pesquisei bastante sobre procedimentos para este tipo de viagem, como kit primeiros socorros, cambão, carta verde, e outros mais. Primeira parte da viagem foi de Blumenau até São Borja (ficamos na hospedagem dos imigrantes) no outro dia fomos até a pequena cidade de Saturnino m Laspiur(ficamos na hospedaje Quique) e no terceiro dia chegamos a Mendoza. No dia 26 largamos o carro no estacionamento e caminhamos o dia todo pela cidade, que é bem movimentada mas tranquilo de caminhar, principalmente na Peatonal Sarmiento, um calçadão bem movimentado e com muitos restaurantes e cervejarias ótimas...e claro ótimas sorveterias. No dia 27 fomos de carro pela ruta 52 até a reserva natural Villavicencio, e dessa parte em diante fui de bike, minha esposa e filha acompanharam no carro. Foram 27km de subida, chegando a 3.000metros do nível do mar, e o pedal continuou até a cidade de Uspallata, totalizando 57km. O percurso é maravilhoso, paisagens fantásticas, muitos Guanacos...e não vimos o tal temido Puma. Não senti diferença de altitude, mas minha filha e esposa sentiram um pouco de tontura, e claro uma diferença de temperatura. O lugar é "hermoso" sem palavras para descrever tamanha beleza. De Uspallata fomos de carro até Las Cuevas, cidade fronteira com o Chile, o caminho é ótimo e sempre subindo. Um visual lindo demais, cercado de montanhas que ainda tinha muito gelo no topo. Ficamos no hostel Portezuelo Del Viento, um lugar muito aconchegante e um atendimento primoroso pelo (Juan Pablo). A noite faz muito frio, mesmo em pleno verão(deve ter chegado bem próximo de 0 graus) mas o hostel tem ótimos aquecedores. Pela manhã seguinte fizemos a épica subida ao Cristo Redentor de Los Andes, a 4.000 de altitude, fazendo divisa com o Chile. Subimos primeiro de carro, passando por várias encostas com gelo. Após voltar ao hostel, peguei a bike(mtb) e subi o morro, um sonho de muito tempo, são 9,5km de subida ingrime, com direito a muito vento e claro um pouco de dificuldade de respirar. Voltamos pela ruta 7 até Mendoza, a paisagem é magnifica! Paramos rapidamente em Potrerillos, um dique artificial com águas das geleiras. Ficamos mais 03 dias em Mendoza, conhecendo as lindas praças, mercado público, restaurantes, sorveterias, bodega Renacer... Ainda fiz mais um pedal para o cerro Arco, que é aos redores de Mendoza. Tem um mirante maravilhoso no alto dessa montanha. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que vão fazer caminha e treino nesse local. Os argentinos fazem muito treeking, aproveitando as montanhas ao redor. Foi uma viagem muito louca, ousada e tremendamente divertida e prazerosa.
  21. Marcela Carnier

    Carona São Paulo/Argentina

    Boa noite! Busco informações para começar minha viagem de carona, saindo de São Paulo para a Argentina. Onde é melhor para conseguir carona com caminhão? Agradeço e deixo um abraço para todos!
  22. JANEIRO 2019 Organizamos uma expedição pela américa do sul, argentina, chile, peru, bolívia, além, o céu é o limite. O mochilão vai ser em grupo, sem dinheiro, de carona. ATENÇÃO, ROOTS E SEM DATA PRA VOLTAR. Para comseguirmos comida vale tudo, pedir, mendigar, vender coisas, ou levar dinheiro se quiser. O ponto de encontro vai ser em Curitiba aproximadamente dia 5 de Janeiro, a data pode mudar até lá, de acordo com a disponibilidade dos membros. Quem animar chama no whats, 81984144564, já temos 5 pessoas fechadas. Se vc não está disposto a passar fome, dormir ao relento não entre em contato.
  23. Olá, bom dia pessoal! estou embarcando para Bariloche agora dia 26/12 e gostaria de algumas dicas de lugares para passar o Réveillon. toda dica será bem vinda, de balada / bar à restaurantes ou passeios. obrigado
  24. Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento. Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul. Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura: 1. Tripé dos gastos em uma viagem 2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja 3. Vale a pena viajar a América do Sul? Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul? Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul. Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais. Como fazer para gastar pouco assim? Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem. - Transporte Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1. Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada. Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada. V80304-115248.mp4 Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo. - Alimentação Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura. Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho. V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer. Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada. - Hospedagem Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata. O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite. Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito. Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil. Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários. Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja? Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo. Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando. Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas. Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal? Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho. Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ? Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo? Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar. Canal Trabalhe seu Sonho --- Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto. Grande abraço e bons ventos!!
  25. Cleidson

    Mochileiros BRASIL/ARGENTINA

    Pessoal, boa noite. Fizemos um roteiro de viagem, saindo de Minas até Argentina, de carro e com varias paradas. Alguém tem alguma orientação, ponto de apoio, orientações de local seguro, preço de alimentação, ponto turístico. A viagem é para descanso mesmo, então não teremos pressa. Obrigado, Cleidson
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