Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''argentina''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Equipamentos
    • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Trekking
  • Viajar sem dinheiro
    • Viajar sem dinheiro
  • Viagem de Carro
    • Viagem de carro
  • Viagem de Moto
    • Viagem de moto
  • Cicloturismo
    • Cicloturismo
  • Outros Fóruns
    • Outros Fóruns
  • Promoções
    • Voos Baratos

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Brasil
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Tópicos que recomendo


Ocupação

Encontrado 15 registros

  1. Cleidson

    Mochileiros BRASIL/ARGENTINA

    Pessoal, boa noite. Fizemos um roteiro de viagem, saindo de Minas até Argentina, de carro e com varias paradas. Alguém tem alguma orientação, ponto de apoio, orientações de local seguro, preço de alimentação, ponto turístico. A viagem é para descanso mesmo, então não teremos pressa. Obrigado, Cleidson
  2. Marcela Carnier

    Carona São Paulo/Argentina

    Boa noite! Busco informações para começar minha viagem de carona, saindo de São Paulo para a Argentina. Onde é melhor para conseguir carona com caminhão? Agradeço e deixo um abraço para todos!
  3. Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento. Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul. Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura: 1. Tripé dos gastos em uma viagem 2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja 3. Vale a pena viajar a América do Sul? Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul? Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul. Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais. Como fazer para gastar pouco assim? Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem. - Transporte Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1. Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada. Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada. V80304-115248.mp4 Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo. - Alimentação Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura. Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho. V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer. Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada. - Hospedagem Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata. O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite. Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito. Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil. Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários. Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja? Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo. Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando. Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas. Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal? Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho. Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ? Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo? Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar. Canal Trabalhe seu Sonho --- Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto. Grande abraço e bons ventos!!
  4. Farei um relato dividido entre as 3 etapas da viagem: 1. cataratas e as cidades da tríplice fronteira (Foz, Puerto Iguazu e Ciudad del Este); 2. Assunção, capital do Paraguai; e 3. Missões Jesuíticas do Paraguai e Argentina. Informações e Custos: DATA DA VIAGEM: FERIADO DE 15 DE NOVEMBRO de 2017 (08 a 19/11/2017) Transporte: ônibus e Carro alugado (Kia Picanto, 1.0) Grupo: 5 Mulheres Passagem aérea Recife/Foz: R$ 415,00 Aluguel do carro em Cidade do Leste, 8 diárias: 300 dólares com entrega em casa, 2.000 km disponíveis, seguro e Carta Verde Internacional ou R$ 975 total (R$ 195/Pessoa); Vip Rent Car Paraguay, Contato: John (+595 974 19 7485) Gasolina e Pedágios no Paraguai: 600.000 Guaranis ou R$ 428 (R$ 86/Pessoa) Hospedagem em Foz do Iguaçu: casa de amigos, grátis Hospedagem em Assunção (Paraguai): Albergue Panambi, 2 quartos sem café, 3 diárias por 123 dólares total ou R$ 402 (~ R$ 26/pessoa/dia) Hospedagens em Encarnação (Paraguai): Hostel Dona Manuela, 1 quarto coletivo, 1 diária por 300.000 guaranis total ou R$ 176 (R$ 35/pessoa); e Casa de uma moradora local, 1 diária por 250.000 guaranis ou R$ 147 (R$ 30/pessoa) Ingresso Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 39,00 (conseguimos grátis porque uma amiga trabalha na área) Estacionamento Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 22 (R$ 4,40/pessoa) Ingresso Marco das Três Fronteiras (Brasil): R$ 18 Ingresso Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 480 pesos, R$ 89/pessoa Estacionamento Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 100 pesos, R$ 19 (R$ 3,70/pessoa) Ingresso único Missões Jesuíticas do Paraguai: 25.000 Guaranis, R$ 15/pessoa Ingresso único Missões Jesuíticas da Argentina: 170 pesos, R$ 32/pessoa Ingresso Circuito Especial de Itaipu: R$ 78/pessoa Câmbio Real x Dólar = 3,25 x 1,00 Câmbio Real x Peso Argentino = 5,40 x 1,00 Câmbio Real x Guarani Paraguaio: 1.400x1,00 (Foz) e 1.700x1,00 (Assunção) Sobre as Cataratas: visite os dois lados dos parques nacionais (2/3 das Cataratas ficam na Argentina e 1/3 no Brasil). Do lado argentino você fica “sobre” e “dentro” das quedas d’água. Do lado brasileiro você fica de “frente”. É super interessante ir aos dois e analisar as perspectivas e sensações que cada ângulo de vista proporciona. Adicionamos à nossa viagem uma imersão pelo Paraguai, saindo de Cidade do Leste rumo a capital, Assunção, depois em direção ao extremo sul do país (Encarnação) na divisa com a cidade argentina de Posadas. Achamos o Paraguai um país incrível, muito melhor do que se pinta. Aquilo que se vê nas primeiras ruas de Cidade do Leste, uma espécie de Rua 25 de Março, não representa em nada a realidade do país. Boa parte das pessoas que dizem conhecer o Paraguai só conhece esse pedaço e por isso tem opiniões negativas. O país surpreende com estrutura de estradas razoáveis (variando de ótimas a não tão boas). Lembra muito viajar pelo brasil central (Goiás, Tocantins, Mato Grosso) com extensas planícies agrícolas, plantações a perder de vista, silos, montanhas ao longo na paisagem e cidades pequeninas entre os grandes eixos urbanos. O povo é muito simples, gentil e hospitaleiro. Sempre disposto a ajudar, explicar pausadamente para se fazer entender. Muito conscientes sobre sua origem indígena e de seus problemas políticos e sociais atuais. Dê uma chance ao Paraguay e se surpreenderá. O país é muito mais do que compras de quinquilharia. E para completar com a cereja do bolo, visitamos 6 sítios arqueológicos que compõem o complexo das Missões (ou Reduções ou Ruínas) Jesuíticas, sendo 3 no sul do Paraguai e 3 na província argentina de Misiones. São vestígios de civilizações inteiras que chegaram a ter mais de 4 mil indígenas guaranis sob a dominação de alguns poucos evangelizadores jesuítas. Um pedaço único da história mundial que foi lindamente restaurado e tombado pela Unesco como patrimônios da humanidade. É imperdível. Antes de visitá-las recomendo assistir ao filme “A Missão” com o Jeremy Irons para ter uma noção da grandiosidade, importância e impacto das missões jesuíticas em toda a vida indígena dos povos Guarani e a guerra com os Bandeirantes. Disponível no youtube. O nosso percurso foi o seguinte: CONTINUA...
  5. Nesse vídeo fizemos uma incrível viagem ao Deserto do Atacama, do dia 02 de Janeiro de 2018 ao dia 21 de Janeiro de 2018 sinta a emoção dessa magnifica viagem. Eu Matheus Verdan, sai do Rio de janeiro e o Iago Luiz de São Paulo, Juntos fomos do Atlântico ao Pacifico, do Rio a Santiago e voltamos. Rodamos cerca de 10000km em duas Tenere 250 por cerca de 19 dias, um a mais que o planejamento inicial. No meio do Valle de la Luna, encontramos um amigo aqui do Rio de Janeiro, o Bandeira, que seguiu viagem conosco do Atacama até Mendoza na Argentina. Foi um sonho realizado e com toda a certeza a primeira de muitas viagens. Não ha como não se emocionar com a beleza e grandiosidade de todos os locais que eu passei, principalmente nas Cordilheiras do Andes, é ESPETACULAR! Valeu a pena cada km percorrido. Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar. Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: @mathverdan https://www.instagram.com/mathverdan/ @iagoluizoli https://www.instagram.com/iagoluizoli/ Em breve farei videos sobre planejamento, custo, roteiro/trajeto e o que levar. Se inscreva e acompanhe as nossas aventuras. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ► Motos utilizadas: Duas Tenere 250 ► Dificuldade da estrada: Médio ► Partida: Rio de Janeiro - BRL ► Chegada: Santiago - CHL ► Percurso: 10000 km Locais Visitados: ► Laguna Cejar ► Salar de Tara ► Salar de Atacama ► Laguna Tuyajto ► Gêiseres del Tatio ► Valle de la Luna ► Monjes de la Pacana ► Mão do Deserto ► Los Caracoles ► Salinas Grandes ► Lagunas Miscanti y Miniques (Altiplânicas) ► Concha Y Toro ► Fuerte Neptuno https://youtu.be/qNx7PDM1Yxw Em breve, postarei o relato detalhado de toda a viagem aqui mesmo na pagina. Abraços e Bons Ventos.
  6. RELATO – ARGENTINA DE LÉVS & TORRES DEL PAINE DE PESÁDS – OUT/NOV 2018 Amigas, vou contar meu relato aqui sabendo que, quando pesquisamos, não encontramos tanta informação e nem tantos relatos atuais de torres del paine, que foi o foco principal da viagem. Espero contribuir com outros rolês! Se quiserem perguntar algo, me procurem no instagram (perfil: _thayoba) pois eu não fico olhando o mochileiros. Lá é certeza que eu vou olhar a mensagem. Eu fui com meu companheiro, parceiro, namorado e melhor amigo Daniel, que compôs grande parte do roteiro porque ele já conhecia e porque eu tava sem condições de olhar isso a fundo na época. Dá pra ir só, mas é recomendável caminhar acompanhada pela trilha, por questões de segurança, caso aconteça acidente, coisa assim. A BASE DO ROTEIRO: 1 DIA: CHEGAR EM BUENOS AIRES (de Brasília/DF) 2 DIAS EM BUENOS AIRES (Circus Hostel) (avião) 2 DIAS EM EL CALAFATE (America Del Sur Calafate Hostel) (busão) 1 DIA EM PUERTO NATALES (Mia Loft) (busão) 5 DIAS EM TORRES DEL PAINE (grey/paine grande/francês/torre central) (busão) 1 DIA EM PUERTO NATALES (Toore Patagonia) (busão) 1 DIA EM PUNTA ARENAS (Hostel Sol de Hivierno) O QUE LEVAR: Vick vaporub – pra boca ressecada. No frio tudo resseca, pele, cabelo, etc, mas quando chega na boca ela racha, sangra, dói. Vick resolve quase instantaneamente, aprendi com um boliviano Jaqueta corta vento impermeável +capa de chuva – na patagônia chove quase todo dia e venta muuuito! Botas impermeáveis – você atravessa riacho várias vezes, e em várias delas não tem jeito de ir pulando por ciminha pelas pedras não; Luvas, meias, gorrinhos, cachecóis, fleeces, segundas peles e tudo o que protege do frio extremo que faz lá. Conheço quem só chegou ao primeiro camping e precisou voltar porque teve hipotermia. Fica esperta! Protetor solar – INDISPENSÁVEL. A incidência UV lá é altíssima, se não me engano a região às vezes fica dentro do buraco da camada de ozônio. O tanto de gringa tostada que você vê terminando a trilha não é brincadeira. Elas aparentavam quase fritas na cara, sério mesmo, a coisa é séria. Azeite/óleo, Sal, alho em flocos e pimenta – não levei e senti falta na hora de cozinhar. Comida de astronauta – arroz de saquinho, sopa de saquinho, coisas que não pesam etc. Rola de levar macarrão também! Dizem que é mais complicado você passar pela fronteira com alimentos na mochila. Se não quiser arriscar, vale a pena comprar tudo em Puerto Natales. Tem uma marca chamada “trattoria”, do rótulo preto, que faz um bom arroz de astronauta e um excelente espaguete colorido; Remédios clássicos: dor de barriga, antialérgico, analgésico, anti-inflamatório, etc Bastão de caminhada – eu diria que é indispensável, mas sei que tem gente que não gosta. Eu gosto de usar 1 só ao invés de 2, porque prefiro ter uma mão livre pra me aparar caso eu tropece, sei lá kkkk Clorin não precisa, pq a água lá é muito pura, potável e deliciosa, mas se vc for dessas, não custa nada levar né AO RELATO: BUENOS AIRES: Em 2 dias dá pra fazer muita coisa, mesmo!!! Conosco foi assim: Buenos 01 - Plaza de Mayo: casa rosada, catedral, livraria el ateneo, bond street, café tortoni, Obelisco, La bomba del tiempo. a Bond Street é equivalente à Galeria do Rock, em SP. A El Ateneo é considerada a segunda livraria mais bonita do mundo. Vou descrever só o la bomba del tiempo, que é o menos roteirão desse roteirão. É um grupo FANTÁSTICO de percussão que, segundo o pessoal do hostel, se apresenta toda segunda feira com alguma convidada diferente. Tivemos o grande privilégio de estar na cidade ao tempo da apresentação deles. Muito legal MESMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO Claro que um vídeo gravado não tem a menor emoção perto do show ao vivo, mas lá vai: 20181022_210804.mp4 Buenos 02 – La boca, Caminito, Cemitério la Recoleta, Floralis Generica (aquela frozinha prateada), obelisco, puerto madero. No Cemitério da REcoleta, a tumba mais visitada é com certeza a da Eva Perón. A frozinha abre e fecha,simulando os movimentos de uma flor natural. Caminito EL CALAFATE: o glaciar Perito Moreno Contamos um dia pra chegar (fomos de avião) e descansar e o outro dia pra fazer um passeio ao glaciar Perito Moreno. O passeio ao perito moreno: só tem uma empresa que faz, que se chama Hielo y Aventura. O Trekking tem o nome de “Big Ice”. Dizem que é bom fazer a reserva com antecedência pela internet, e assim foi feito. Achamos um pouco estranha a forma de pagamento, em que, depois de preenchido um formulário pela internet, te enviam um email com mais formulários pra você imprimir, preencher (incluindo os dados do seu cartão de crédito), escanear e responder. Bom, até agora Daniel não identificou nenhuma compra esquisita no cartão. O passeio é proibido pra quem está grávida, quem tem problemas ou já fez cirurgia do coração e quem tem menos de 18 ou mais de 50 anos, bem como desaconselhado para quem está com sobrepeso, mas não achei pior do que torres del paine não. Dá uma cansadinha, mas acho que essas restrições são mais pra empresa se resguardar de eventuais problemas jurídicos. Afinal eles podem abrir mão desses clientes, são os únicos lá mesmo... Ah, mas esse passeio é maior caro... vale a pena? Amiguinha, esse passeio é caro pra chuchu. Pagamos o equivalente mais ou menos a 750 reais cada. Acho superfaturado sim, mas só tem uma empresa que faz e aproveita, os guias são alpinistas experientes, tudo é organizadinho e a experiência foi única também. Vou descrever e você julga se pra você vale a pena: No mirante é proibido dançar funk, mas eu sou transgressora. A gente acorda cedinho e o busão busca a gente no hostel. Leva pro mirante do el calafate (tem gente que faz o passeio versão simples e vai só pro mirante. É top, mas cara, vc já pagou passagem, já tá pagando estadia, deu trabalho pra chegar lá, faz pelo menos o minitrekking se você puder). Dão mais ou menos 1 hora pra gente caminhar, admirar, fotografar e claro, torcer pra um pedação de gelo cair na água rererererer Em seguida, a gente pega um barco, que leva a gente pro ponto de descida do trekking no gelo. As pessoas do minitrekking seguem até essa parte eu acho. A gente caminha com umas subidinhas consideráveis até um domo onde está o equipamento da empresa. No primeiro, colocamos cadeirinha (caso aconteça acidente, já fica mais fácil resgatar), no segundo, os guias medem os crampões certos pra gente carregar até a beira do glaciar. Na beirinha da neve, um bolão de luvas, que são obrigatórias nesse passeio. Quem não tem, pega com eles emprestadas. A melhor parte dos crampões é quando a gente tira ele dos pés e qualquer chão duro e pedregoso fica parecendo nuvens fofinhas. Começa o trekking! Alguns passos na neve lamacenta e chega a hora de colocar os crampões nos pés. São pesados e desconfortáveis, mas sem eles fica impossível caminhar. Os guias dividem os grupos e dão um mini tutorial de como subir, descer e caminhar em ladeira lateral na neve compactada. A paisagem, que já é incrível, vai ficando ainda mais bonita a cada hora de trekking. Lá mais pra dentro, o acúmulo de água forma lagos em vários tons de azul. Nem achei tão frio quanto parecia, porque não ventou muito enquanto estávamos lá em cima. E a trilha é meio pesada, o corpo esquenta também. Uma pausa para comer algo, tirar foto, admirar a paisagem e começamos a volta. Eu fiquei um pouquinho frustrada porque a empresa anuncia em todos os veículos umas cavernas lindíssimas azuis azuis azuis e quando chega lá, não vai ter caverna, já estamos voltando. Mas a formação do gelo é mutante, o glaciar chega a caminhar mais de 2 metros por dia, faz sentido às vezes não ter caverna pra entrar, né?. Só que eles podiam avisar isso antes, pq dá impressão que a gente foi iludida, tanto que o site da empresa anuncia “Já na geleira e com os crampons colocados, o mundo toma uma nova perspectiva: lagoas azuis, profundas falhas, enormes sumideiros, mágicas covas, e a sensação única de estar no centro da geleira.” A gente se sente uma formiguinha em uma torta de limão gigante. fotão do Daniel. Antes de ir embora a gente faz uma pausa numa casinha pra tomar um café. [ALERTA SPOILER] Você volta com todo luxo e glamour no barco, olhando o glaciar, o vento acariciando o seu rosto e soprando suavemente seus cabelos, o sol refletindo no pedaço de gelo patagônico que foi colocado no seu whisky. A vida é bela, você diz. Enfim, voltamos, cansadinhos e felizes, e compramos a passagem pra Puerto Natales (800 pesos cada) no hostel mesmo, comemos, fomos dormir. Mais detalhes sobre esse passeio no site da empresa: http://www.hieloyaventura.com/HIELO2015/bigice-glaciar-perito-moreno-port.html PUERTO NATALES – 01 dia pra chegar (de busão), comprar insumos, se preparar para o trekking A cidade é pequena e fofinha, então é possível dar umas voltinhas, tomar um café por aí, ir até o píer e assistir o por do sol, soprar milhões de dentes de leão que brotam em toda rua, em toda esquina, admirar as papoulas que as pessoas plantam em seus jardins, as casinhas de madeira, etc etc... Compramos os ingressos de ida e volta até o parque torres del paine na rodoviária mesmo. A senhorita que nos alugou o loft havia recomendado FORTEMENTE uma empresa chamada Buses maria José, que apesar de ser um titiquinho mais cara que as outras, trabalhava muito melhor. Ela relatou que vários clientes compravam a passagem pelas outras empresas e, quando ia ver, os ônibus não saíam porque estavam esperando encher mais, deixando todo mundo na mão, só pra sair no dia seguinte. Que o Maria José sai independente do número de passageiros. Não íamos arriscar não poder sair só pra economizar uns 2 mil pesos né. Buses Maria José, sem nem pensar. Deu tudo perfeitamente certo e também deu pra perceber que trabalham bem! aqui eles: http://www.busesmariajose.com/ aproveitamos para comprar os ingressos para acesso ao parque nacional torres del paine ainda na rodoviária. Lá a moça pediu pra gente mostrar todas as reservas de acampamento antes de vender os ingressos. Não sei se direto no parque eles também fazem essa exigência. Também tivemos que assistir um vídeo rapidinho de poucos minutos de “por favor não incendeie o parque”. É que houve um grande incêndio causado por negligência de humanos que queimou praticamente tudo e vai levar muito tempo para o parque se recuperar. COMEÇA TORRES DEL PAINE O mapa oficial é esse aqui: http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/mapa-oficial-1 (eu achei que tem algo meio bagunçado e falho perto do acampamento central, mas no geral tem boas informações e dá pra usar de base sim) CONSIDERAÇÕES GERAIS: o trekking você meio que escolhe em quanto tempo faz, até onde vai, quantos dias leva... o mapa oferecido pelo CONAF indica distância entre pontos e tempo médio de caminhada entre eles. Há, porem umas falhazinhas, especialmente ao redor do camping central, onde os pontos não parecem muito bem medidos e tal. Mas deu tudo certo. Calculávamos o tempo do mapa + 30%. Não somos corredores de montanha e gostamos de parar pra tirar foto J Fizemos o circuito W invertido. Lê que você entende. Muita gente vai pra fazer o circuito O, que leva uns 10 dias, que consiste no W mais uma volta em cima. Até onde descobri por lá, o circuito O só abre em novembro. Tá, mas por que o W invertido? – porque pareceu ter menos subidas, pra deixar as torres pro último dia e pra ter uma vista melhor no caminho, especialmente do camping francês até o torre central. Reservas: foram feitas com alguma antecedência (umas 2 semanas, talvez) no site da vértice patagônia e da fantástico sur. O primeiro dia em refúgio, os outros, em camping. Sim, é caro. Tudo é pago separado, saco de dormir, café da manhã, etc etc... entra lá nos sites dessas duas empresas que vc confere. Levar barraca: pensamos, montamos, balançamos, vimos relatos por aí e optamos por não levar barraca, mas alugá-las em cada camping. Primeiro, porque qualquer 100g a mais no lombo esse tempo todo faz diferença. Segundo, porque sabíamos que os campings teriam barracas melhores e adaptadas para o frio. Foi a melhor decisão de todas, ainda que no último camping ela não era 100% vedada. Levar saco de dormir: igualmente, optamos por alugar os sacos de dormir (20 dólares em um dos campings), porque nosso saquinho véio de clima brasileiro obviamente não ia aguentar o rojão do frio patagônico. O saco que a gente alugou, se eu fosse botar dentro da minha mochila quéchua de 60 litros, com certeza ocuparia mais da metade do espaço, de tão volumoso que era. Tava lá que aguentava até -24ºC em situação extrema. Pra gente não pegar as bactérias gringas, compramos liners na decathlon. Você também pode costurar um lençol no formato de um retângulo fino pra usar dentro do saco de dormir que dá certo. Ao todo foi assim: Dia 1, parte 1: busão até pudeto. Chega umas 9, 10h 1.2: Catamarã até paine grande. Como fomos na segunda leva, chegamos perto de 13h Larga a mochila grande em paine grande (cobram 2 mil pesos pra guardar). 1.3: só com mochila de ataque, andamos até o grey. Dorme lá (aqui rolou refúgio porque tava maisem conta do que pagar o camping e alugar barraca + saco) 2.1: Subir até o glaciar Grey: valeu muito a pena! 2.2: Volta tudo até o paine grande. Dormimos no camping. Barracas TOP da north face, excelente vista, excelente estrutura, etc 3.1: Anda até o italiano, deixa as mochilas grandes largadas no chão de terra (todo mundo faz isso) (pareceu seguro porque ficava um guardaparques lá) (mas é sempre um risco) 3.2 sobe até os miradores francês e britânico. Desce, dorme no camping francês. 4 – caminhar até o Paine grande. Não parece, mas é muita coisa, chegamos umas 21h. Frio congelante. 5.1 – Subir até as torres em si. Descer. 5.2 – Busão pegou a gente em pudeto umas 19:40. Voltamos pra cidade. Mais detalhado abaixo: PUERTO - PARQUE De Puerto Natales, o ônibus sai da rodoviária às 7h. Descemos em Pudeto umas 9h, ponto de conexão com o catamaran, que, salvo engano, sairia às 11h (20 mil pesos, paga lá na hora de desembarcar, só aceita em espécie). Como chegamos muito cedo, sentamos, entramos em uma cafeteria que tem por ali, tomamos calmamente nosso cappuccino de maquininha de 2 mil pesos, usamos o banheiro... formou-se uma longa fila no píer, dava pra ver pela cafeteria. Carregamos um pouquinho os telefones, trocamos ideia... CATAMARÃ E na hora de embarcar a disgrama do catamarã deu overbooking. Então a recomendação é: pra chegar em paine grande 12h, tem que ir pra fila CEDO e ficar lá até o catamarã chegar, ou então você chega umas 13h e algo. Levou mais 1h pra ele ir, descer as pessoas, subir outras, voltar e levar a gente. Deu problema com uns gringos que marcaram rolê mas perderam a hora por conta do atraso do catamarã. O overbooking. A solução pro overbooking. Vale meditação, reiki, yoga, mindfulness e sair tirando foto dos arredores. Quando compramos o ingresso para o parque nacional, somos avisadas que o catamarã custa 20 mil pesos, que só aceitam dinheiro e que a cobrança é feita lá dentro, e assim foi. Chegamos em paine grande, largamos as mochilas grandes (2mil pesos) e fomos só com a mochila pequena até o grey. Caminho é de boas. REFÚGIO GREY O refúgio grey, como todos os outros, é bem bonitinho, de madeira, tem uma área comum com bar e várias mesas, onde são vendidos lanchinhos caros, café da manhã caro, almoço caro, essas coisas. Não sei se pode servir de índice, mas eu lembro que, convertendo para reais, uma taça de vinho custava em média 30 dinheiros. Uma lata de coca cola, uns 25. Levamos comida para cozinhar no camping, que era uma casa separada, a uns 50m de distância. Achei meio esquisito que, nos quartos, não havia cobertor, lençol, nada. As camas eram cobertas com uma espécie de lençol de elástico fofinho de microfibra e só. Sorte que levei o liner! Lá eu tomei o pior banho do rolê. Chuveiro só gotejava, e mesmo assim não esquentava de jeito nenhum. Foi um suplício! GLACIAR Vale muito a pena subir do refúgio grey até o glaciar. Há bons miradores pelo caminho, mas venta muitíssimo, a ponto de você precisar ter cuidado pra não ser derrubada, tropeçar e cair do penhasco. Há 2 pontes suspensas, mas acho que se a pessoa já está se aventurando a fazer torres del paine, não vai ter medo de altura desse jeito, né? não parece, mas venta muito forte. Tem um passeio que anda por cima desse glaciar, mas não faço idéia se vale mais a pena do que o perito moreno. o preço era parecido. PAINE GRANDE Volta-se tudo até paine grande. A caminhada é longa, mas suave, sem grandes inclinações. O camping é o maior, melhor, mais bonito e com mais estrutura do rolê. As barracas eram iglus da north face, os sacos de dormir eram também da north face, havia uma construção só para as pessoas cozinharem e jantarem, a vista era maravilhosa, os banheiros eram bons, tomei banho decente, enfim, toppsterson. Paine grande. Pagamos meio caro no aluguel do saco de dormir (20 dólares), mas não me arrependo de jeito nenhum. Dormir bem faz toda a diferença! O aluguel dos colchonetes foi 8mil pesos, salvo engano. MIRADORES FRANCÊS E BRITÂNICO A subida é forte, se você não está fitness, vai sofrer bastante. Caminhamos com mochilão até o camping italiano, onde largamos as coisas e subimos com a mochila pequena. A gente até fica com medo de largas as mochilas num canto pra subir, mas vimos que todo mundo faz a mesma coisa e que tem um guardaparques lá. Não aconteceu nada com nossas coisas na volta J Há um horário de fechamento dos mirantes. Quando chegamos ao italiano, vimos uma lousa branca com a previsão do tempo e o horário de fechamento. Saímos 12h30, algo assim. Já era meio dia e a subida demorou bastante, então, basicamente pulamos o almoço e arriscamos chegar depois do horário. Deu certo, passamos pelo francês, fizemos uma pausa rápida, continuamos, chegamos 15h40 no britânico e estava aberto, mas colega, não arrisque, agora você tem informação, acorde cedo, e se você está fatness e anda devagar, acorde mais cedo ainda. Sobe lá, é top! Desce, pega mochila, anda até o camping francês. Esse dia foi bastante cansativo, chegamos mortinhos da silva, por volta de 20h. Ainda estava claro, pois em novembro anoitece bem tarde, mas parece que todo mundo chegou em hora parecida. As barracas ficam em umas estruturas de madeira ao longo da costa da montanha. Dá preguicinha subir esses metros tão tão cansada, mas era o que tinha rerere. As barracas eram menos cabulosas e bem menores, apertadinhas eu diria, mas os colchonetes eram melhores. Camping francês. Os banheiros estavam lotados e a água quente do lugar havia acabado. Não que a água estivesse gelada, mas segundo o staff, ela não passaria de “tíbia” (morninha) enquanto as pessoas não terminassem seus banhos. Cozinhamos macarrão e uns 40 minutos depois eu arrisquei o banho. Deu certo, a água estava maravilhosamente quente, a estrutura era muito boa e deu tudo certo. Ah sim, em todos os campings existe um horário máximo de água quente (geralmente 22h, 21h) e um horário máximo de eletricidade (geralmente meia noite). do francês ao CAMPING CENTRAL Amanheceu NEVANDO. Não tivemos coragem de acordar 6h como o planejado. Esperamos o sol esquentar um pouquinho mais. Não me arrependi disso kkkkk. Essa parte do caminho é cheia de subida e descida, mas acredito que, no sentido do W invertido, havia mais descida do que subida. Fora que você vai margeando o lago Nordenskjöld, que é muito muito bonito, olhando também as montanhas ao fundo. Eu e minha Quechua de guerra. Cuidado aventureira, Quechua é porta de entrada para coisas mais perigosas. Quando você percebe, já está vendendo a TV da sua casa pra comprar as coisas da Sea2summit, mochila da osprey... enfim. O dia foi todo dedicado à caminhada, então não tivemos tanta pressa. Cozinhamos almoço no Los Cuernos e andamos, andamos, andamos... chegamos bem tarde no camping central. Na verdade, você ve umas casinhas de madeira ao longe e acha que já está chegando, mas anda infinito pra alcança-las, e quando finalmente consegue, descobre que o camping está longe pra caramba (tipo mais 1h andando). Essa parte é meio frustrante, mas o caminho é bem lindinho, tem uns cavalos, coelhos, montanha ao fundo, ainda é bonito. Esse último camping foi o menos estruturado. A barraca não era totalmente vedada, então entrava um vento frio de madrugada e isso foi ruim L. Lá pegamos temperatura negativa, tava bem bem frio mesmo, e acho que não foi só da previsão do tempo, porque o terreno é uma espécie de plano cercado pelas montanhas. Não tive coragem de tomar banho kkkkk AS TORRES EM SI Dia seguinte, acorda cedo, toma umas sopas pra esquentar (tem camping que pode cozinhar no avanço da barraca, tem camping que proíbe), arruma tudo, deixa as mochilonas no refugio , bora torres. Mais uma subida pesada, mas achei menos cabulosa do que do mirador britânico, apesar de o altímetro indicar maior inclinação. O caminho é bem pedregoso, daquelas pedras secas que tem poeira em cima, então é também perigoso, tanto de escorregar e torcer o pé, bater cabeça, etc, quanto de cair no penhasco. Recomendo subir com bastão de caminhada. Pit stop no refúgio chileno, almoçamos o sanduíche caro deles (+- 60 reais, convertendo), dos quais os insumos chegam a cavalo, mas estava bem gostosinho. Bora subir! Por favor um minuto da sua atenção para admirar meu sanduíche caro. Obrigada. Há muita gente que se hospeda no chileno (dá pra chegar a cavalo) só pra subir até as torres e ir embora no outro dia, sem fazer o trekking. Então esse é o dia mais cheio do circuito. Chegando às torres em si, havia muita, muita gente. Mas como o espaço era amplo, as pessoas se espalham e isso não atrapalha taaaaaaaaaaaanto assim na hora de tirar as fotos. Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee are the chaaaaaaaaaaaaaaaaaampionnnnnnnnnnnsssssssssss, my frieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeend... Não daria tempo de conhecer o vale do silêncio, pois o tempo estava apertado, então das torres, descemos tudo, chegamos por volta de 19h, e esperamos o busão Maria José da volta, que nos buscou por volta de 20h. Volta pra cidade, comemora que deu tudo certo, que está todo mundo inteiro. Tchau, torres del paine, um dia eu volto pra te escalar! O RESTAURANTE LENGA Antes de sair, havíamos feito reserva nesse restaurante, pois a agenda deles é meio cheia e tal. A reserva foi feita pro dia da volta, às 22h30. Voltamos pra cidade, pegamos um taxi até o loft da vez (Toore patagônia. MARAVILHOSO), largamos as mochilas, atravessamos a pista e chegamos ao Lenga às 22h34. O sorriso de quem chega no restaurante chique e vê que tem menu vegetariano e vegano. ÔNIBUS ATÉ PUNTA ARENAS Quando compramos o busão Maria José até o parque nacional, demos uma olhada no traslado até punta arenas, e percebemos que havia ônibus praticamente toda hora. Então, nos demos ao luxo de dormir sem despertador. Acorda devagar, arruma as coisas devagar, rodova, compra o próximo bihete, partiu punta arenas. Dura umas 3, 4 horas a viagem. PUNTA ARENAS Queríamos conhecer uma zona franca que tem no centro da cidade, mas parece que chegamos em um feriado (finados, aparentemente) e não rolou. Ficamos no hostel Sol de Hivierno (por pouco tempo, pois o vôo de volta para o brasil sairia naquela noite), e o rapaz da recepção foi maravilhoso conosco, nos deu todas as dicas do que fazer em poucas horas na cidade e me ajudou muito na operação de resgate do meu celular que conto a seguir. Em punta arenas tem um cemitério no estilo da recoleta, em Buenos aires, mas o que é atrativo mesmo são as BARRAQUINHAS de comida que encontramos fora do cemitério. Parecia uma estrutura mais permanentezinha, estilo feira de semana. Não perca a oportunidade de comer um completo (dogão chileno) (dá pra pedir um descontinho do completo de guacamole sem a salsicha) e de experimentar uma sobremesa que já esqueci o nome, que consiste basicamente em grãos de trigo hidratados em calda de pêssego, com o próprio pêssego em cima. Suavemente doce e muito gostosinha. Na cidade há também um mirante bem bacana, de onde dá pra apreciar o por do sol e a bela vista para o mar e para a terra do fogo. De noite, comemos em uma hamburgueria chamada Bulnes, que o maps indicava ser muito perto do hostel, mas era na realidade menos perto. Tem brejas, tem pizza no metro, tem ambiente descontraído, etc. Nossa pizza estava “ok”. Na volta, eu me aventurei de deixar o celular no banco do táxi para poder testemunhar sobre a gentileza dos chilenos. Já no aeroporto, precisando fazer o check in, 3 da manhã, tempo correndo, avião se preparando, e lá estava eu, pedindo para um taxista aleatório ligar para o hostel (que havia agendado nosso táxi), para ligar para a empresa de táxi, para ligar para o taxista, pedindo que retornasse ao aeroporto com o aparelho. O taxista respondeu positivamente para a empresa, que respondeu para o hostel, que respondeu para o taxista que eu encontrei no aeroporto, que respondeu para mim que ele viria. Eu tinha 15 minutos até o horário de decolagem do vôo. Deu certo. Paguei outra corrida, lógico, mas muito feliz. É isso. Eu descrevo esse rolê de forma menos brutona, mais lúdica, talvez, no meu instagram, se quiser, vai lá: _thayoba Espero que essas informações sejam úteis e boa viagem!
  7. Salve, Salve Pessoal. tudo na paz com vocês? Pois bem, estou Finalizando meu roteiro de ida para tal mochilão. Sairei de SP rumo a Arg. Entrarei na Argentina e farei o trajeto ate Buenos Aires de Bus. ( caberia Carona também, etc - no entanto acredito que vale a pena descer ate Buenos Aires de Bus e inciar toda a Parte Roots) De lá o destino é El Calafate. Como estou planejando e roteirizando de maneira Roots, será possível conseguir um fastwork por acomodação e comida na quela região. (Principalmente se fala inglês ou espanhol) pois começa a temporada de turismo para aquela região, e como vai muitos gringos, com um inglês la fica facilzinho trampar no período que estiver na cidade contribuindo para o mochilão Roots. Terá muitas caronas e Camping. Não estou buscando por conforto, mas sim experiencias incríveis que possam ser compartilhada de maneira simples com seres humanos também incríveis. me de um salve no whats, vamos trocar uma ideia e se aventurar nessa.
  8. O vídeo abaixo mostra detalhadamente o valor gasto com combustível, hospedagem, alimentação, passeios, lembranças e seguros da viagem realizada entre os dias 02 de Janeiro de 2018 ao dia 21 de Janeiro de 2018. Eu Matheus Verdan, sai do Rio de janeiro e o Iago Luiz de São Paulo e juntos fomos do Atlântico ao Pacifico, do Rio a Santiago e voltamos. Rodamos cerca de 10000km em duas Tenere 250 por cerca de 19 dias. O valor final mostra exatamente quanto gastamos na viagem e serve de base para calcular o seu gasto. ► Saiba o preço do combustível no Chile e na Argentina. ► Valor gasto diariamente com alimentação. ► O custo da hospedagem na viagem. ► Quanto custa e onde contratar o seguro SOAPEX, seguro CARTA VERDE e Seguro Viagem. Links uteis: Seguro obrigatório Chileno - SOAPEX - https://www.hdi.cl/venta/Index.aspx Seguro Viagem - https://www.seguroviagem.srv.br/ Vídeo da viagem - https://youtu.be/qNx7PDM1Yxw Observação: O valor final esta somado com a multa que explico no vídeo. Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar. Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: @mathverdan https://www.instagram.com/mathverdan/ @iagoluizoli https://www.instagram.com/iagoluizoli/ Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos. ► Motos utilizadas: Duas Tenere 250 ► Dificuldade da estrada: Médio ► Partida: Rio de Janeiro - BRL ► Chegada: Santiago - CHL ► Percurso: 10000 km Locais Visitados: ► Laguna Cejar ► Salar de Tara ► Salar de Atacama ► Laguna Tuyajto ► Gêiseres del Tatio ► Valle de la Luna ► Monjes de la Pacana ► Mão do Deserto ► Los Caracoles ► Salinas Grandes ► Lagunas Miscanti y Miniques (Altiplânicas) ► Concha Y Toro ► Fuerte Neptuno <embed src="https://youtu.be/ewTS6nON73s" autostart="false" height="250" width="500" />
  9. Jaaziel

    VIAJAR DE CARONA E SEM GRANA

    Alguém afim de cair numa trip pelo Mercosul (fazer roteiro ainda), de carona e sem grana? É a minha primeira vez e estou super ativo para sair o mais rápido possível. Topam fazer grupo no WhatsApp? Meu contato pra quem tiver interesse 55 11 979509059
  10. 17 DIAS PELA ARGENTINA! · Dia 1: Essa foi apenas nossa segunda experiência internacional, a primeira foi para o Chile. O diferencial é que nesta Sâmera e eu fizemos tudo por nossa conta, quer dizer, com o grande auxílio de vocês aqui do Mochileiros.com, claro!! Nossa jornada iniciou-se na segunda feira dia 10 de setembro na cidade de Paulínia/SP, quando a deixamos as 19h sentido Campinas de Uber para pegar o ônibus para o aeroporto de Guarulhos, partindo as 20H. Chegamos às 22:30 e a noite foi longa, nosso vôo partiria somente ás 06:41h (para ser exato). Optamos pela compra de Múltiplo destino pela companhia Aerolíneas Argentinas. Vôo saiu no horário marcado e 09:20h chegávamos ao Aeroparque. Tínhamos quase seis horas de espera pela conexão e aproveitamos para trocar nosso dinheiro. A cotação estava R$1,00 - $8,00 Pesos. Trocamos o máximo que conseguimos pois na Patagônia a cotação era desvantajosa, o que verificamos realmente depois! O segundo e longo vôo partiu também no horário exato 15:22h chegando em Ushuaia ás 19h. Optamos por ficar hospedados por AirBNB. Melhor coisa que fizemos!! Nosso Host, Sr. Oscar já nos aguardava no aeroporto de Ushuaia. Sabe daquelas pessoas que passam rapidamente por sua vida, mas deixam boas marcas para sempre? Então, ele e sua esposa Nora são dessas pessoas!! No caminho para a cabana, ele sugeriu se não gostaríamos de parar em um supermercado para comprar alimentos, água, etc. Nós estávamos tão cansado que não havíamos pensado nisso. Ponto para o sr. Oscar! Sua cabana é muito aconchegante e fica no pé da montanha. Tinha tudo para uma hospedagem tranquila. Combinamos que no dia seguinte ele nos levaria para alguma das opções em Ushuaia ainda a definir de acordo com o clima. Chegamos com chuva e gelo! Um frio e um vento absurdo! Patagônia nos dava boas-vindas...rs Apartamento Las Terrazas de Nora y Oscar: https://goo.gl/RHdFRV · Dia 2: Amanheceu, tomamos nosso café e saímos da cabana para aguardar nosso super host. A comunicação entre dois mineiros e um argentino nem sempre foi fácil, mas sempre divertida. Decidimos ir para o Parque Nacional Terra do Fogo. Queria subir a Laguna Esmeralda, mas como havia chovido muito na noite anterior, fomos desencorajados. Senhor Oscar nos cobrou $1.200,00 pesos para levar e para buscar. Para se ter uma ideia, as agências cobram não menos que $2 mil por pessoa!! Seguimos pela linda estrada de terra até a entrada do Parque. Nós dois já maravilhados pois havia muita neve nos cantos da pista. Paisagens, claro de tirar o fôlego. Primeira parada no mirador da Laguna Verde! Lindíssima. Em seguida fotos na famosa placa do fim da Ruta N.03! E caminhamos pelas passarelas que margeiam a baia Lapataia. Voltamos para o carro e o Senhor Oscar nos sugeriu uma trilha curta! Claro, topamos na hora. Confesso que para Ushuaia, pelo pouco tempo que ficamos, acabei sem saber o que fazer.. Ele nos deixou ao lado do Centro de Visitantes Alakush, próximo ao início da trilha. Combinamos que as 16h ele nos buscaria. Iniciamos nossa primeira trilha, super motivados pela paisagem, vegetação, clima, tudo diferente do que estamos acostumados. Trilha tranquila, margeando o lago de nome Roca. Ao nosso lado, uma montanha linda, coberta pela neve ia nos “vigiando”. Depois de 1:20h chegamos ao final da trilha que é onde fica a placa de divisa entre os Argentina e Chile! Que sensação da hora de estar ali entre dois países muito queridos! A trilha leva o nome da placa “Hito XXIV”. Recomendo muito. Trilha leve! Vale salientar o cuidado e o quão bem sinalizada é a trilha. Aliás, todas as que eu vi na Patagônia.. sonho isso para minha cidadezinha no sul de Minas (Caldas-MG)! Retornamos e entramos no Centro de Visitantes Alakush para comer, tomar um café e conhecer o local, faltavam 30 minutos para o sr. Oscar nos buscar. Ele claro, foi pontual! No caminho de volta ele nos sugeriu ir ao ponto de partida do “Tren Del Fin Del Mundo”. Achamos bem bonitinho, mas não é o tipo de passeio que nos interessou. Em seguida, de volta para Ushuaia ele, por conta, decidiu que nos levaria para conhecer a pista de esqui do Glaciar Martial. Uma grata e grátis surpresa! E para nossa alegria, nevou!! Haha – mineiro nunca tinha visto neve!! Estava muito liso, assim decidimos não subir até o Glaciar. Mas valeu muito a pena! Gracias Sr. Oscar!! · Dia 3: Nosso anjo em forma de Host disse que conseguia desconto para o passeio de Catamarã para o Canal de Beagle – 20%! Claro que aceitamos. Pagamos um total de $2.320,00 Pesos. Menos da metade que pagaríamos por intermédio de uma agência! – Dica, comprem direto nos quiosques!! Ainda compensará!! O passeio é turistão, mas as paisagens, sem palavras! Ushuaia é linda demais!!! O Farol é muito bonito, ali, pequeno no meio daquela imensidão entre a água do mar e as cordilheiras. Vimos uma espécie de pinguins que claro, não me lembro o nome, muitos pássaros e os escandalosos e muito fedidos leões marinhos. Sério, nunca senti um cheiro tão fedido na vida...kkk Retornando à Ushuaia, decidimos caminhar pela cidade, almoçar um belo Chorizo ($1.000,00), colocar um chip no celular e enviar uns postais. Em seguida fazer o tour pelo Museu do Presídio ($600,00 Pesos). Bastante interessante e confesso que a ala que continua intacta é bem pesada, sombria. Retornamos a pé para a cabana depois de andar muito por Ushuaia... pensa numa subida infinita. O importante foi achar!! Kkk · Dia 4: Dia de deixar Ushuaia. Nosso grande amigo e host Oscar nos levou, antes despedimos de sua muito simpática e atenciosa esposa, Sra. Nora. Confesso que nos emocionamos ao despedirmos. O bom de viajar é isso, além das paisagens, momentos, as boas pessoas que encontramos pelo caminho fazem valer muito a pena! Novamente, as Aerolíneas Argentinas foram pontualíssimas. Partiu exatamente no horário marcado, as 11:10h com destino a El Calafate. Continua...
  11. Gente boa tarde... Estou na missão de organizar uma viagem de inverno com neve. Já conheci as estações próximas de Santiago em 2015 e dessa vez estou pensando em conhecer a Argentina por causa do valor peso. Não disponho de muita grana e além do mais, nessa viagem, quero incluir minha sogra (idosa) e minha bebê _que na data da viagem terá 2 anos e 3 meses. Estou pensando em Ushuaia ou Bariloche, pois minha sogra gostaria muito de conhecer a neve. É muita loucura? Se não for, qual destino vocês me recomendariam? Lembrando que não temos muita grana e não poderemos fazer nada muito radical por causa da bebê e da minha sogra, então seria uma viagem mais contemplativa. Recomendam ou tem algum outro lugar para sugerir? Desde já agradeço muito.
  12. Galera, bom dia! Vou de carro pra Ushuaia no ano novo, mas ainda tô com mtas dúvidas sobre os itens obrigatórios e proibidos no carro na Argentina! Sabem me dizer sobre cambão de reboque, quebra mato, essas coisas? Agradeço desde já![emoji2]
  13. Fonte: http://www.edjredmirjunior.com/#!ARGENTINA-Gelo-deserto-vinho-e-tango/c917/55521ede0cf2adc1ad291b5c Grande universo mochileiro! Com satisfação e alegria estou postando meu relato de viagem que realizei à terra hermana Argentina no inverno de 2013. Que lindo país, que povo bacana, que maravilhas de belezas naturais! Foi uma grande realização ter peregrinado por lá por 25 dias em 04 províncias! Como consegui a maioria das informações por aqui, devo retribuir com meu relato, acreditando poder auxiliar mais viajantes! Peço desculpas, pois como realizei um texto em formato pessoal, como um artigo "revista", a formatação não se manteria aqui pelo Mochileiros.com. Assim, estou disponibilizando o arquivo em PDF em anexo ou o link (acima) para que seja acessível a quem se interessar em ler. Coloquei muitas informações e até preços detalhados com imagens diversas. Espero que possam aproveitar, se encantarem e se motivarem a visitar este belo país! Abraços e ¡"Buen provecho"! Cuidado com o portunhol ! Rsrsrsrsrs Mochilada Argentina_(f) - EDJr©.pdf
  14. Primeiramente gostaria de agradecer a ajuda do Fórum Mochileiros de onde eu tirar as dicas e pude me divertir com os relatos da galera, de tantos relatos teve um que dei muitas risadas e me fez viajar nessa aventura, quem quiser procurar o nome é Guia Politicamente Incorreto, no ano de 2013, mas digo que as dicas ainda são atuais, quero agradecer a galera do facebook onde possui uma página destinadas ao roteiro Bolívia-Chile e Peru. Contando um pouco da minha viagem sozinha, que não era a primeira, mas sempre deixar uma sensação de única. Primeiro porque viajar sozinha? Não sei! Mas te digo uma coisa, é a melhor sensação que existe, é como se eu saísse do meu Eu e incorporasse uma outra pessoa, nos despimos de qualquer tipo de preconceito e medo e nos tornamos mais fortes a cada momento da viagem, sempre utilizo as viagens solas para pensar na vida e estudar o meu próprio comportamento diante das situações, por que em uma viagem sozinha tudo pode acontecer. Te digo uma coisa, se você tem medo de viajar sozinha (o) já é hora de perder. Meu nome é Any e tenho 29 anos, vivi em alguns países e em outros só de passagem, adoro viajar e levo isso como filosofia de vida. Mas te conto um pouco do meu roteiro inicial, por que a final não foi o que ocorreu de fato, por que imprevistos acontecem e as vezes são bem-vindos. A princípio meu roteiro era, Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), Uyuni, San Pedro do Atacama (Chile), Santiago, Mendoza (Argentina) e por último Buenos Aires, minha viagem iria durar 18 dias. Fiz todos os cálculos e gastos com passagem de ônibus, essa viagem fiz tudo de ônibus, utilizei somente um trajeto de avião que irei comentar mais baixo, meu plano era gastar R$ 3.500,00 + gastos com roupas, seguro de viagem (viajo sempre com seguro). Fiz o trajeto que muitos mochileiros fazem para ir para Bolívia, entrada por Corumbá, no dia 11 de junho de 2016 peguei o ônibus das 23:59 passagem R$ 115,00 horário tranquilo, 6 h de viagem mais ou menos, nesse momento cai a fixa que você está indo para o tão sonhado mochilão, só quero ressaltar que sou uma mochileira com mala de rodinha, me sinto mais confortável em levar uma mala pequena assim, e uma mochila de ataque com muitos cadeados haha, vi uma galera relatando a compra de mochilas de muitos litros e tal, mas de verdade esse detalhe é o de menos na minha viagem. Cheguei em Corumbá sobre as 6 h da manhã do dia 12/06 como já sabia que teria que pagar um taxi até a imigração fiquei de olho em quem descia do ônibus e procurando alguém para rachar 50 magos, olhei pro lado e encontro dois meninos com mochilas nas costas, ai pensei: Certezas que estão indo pra Bolívia, eu simpática fui puxar assunto e tentar tirar alguma informação, um Brasileiro e um Italiano, que estavam indo para o mesmo lugar que eu mas não quiseram dividir o taxi (pensa numa pessoa que ficou de cara?) haha, beleza peguei minha mala de rodinha e fui procurar outra pessoa, encontrei Isabel uma boliviana que estava indo pra fronteira, nos unimos e fomos juntas (você sempre vai encontrar alguém na mesma situação que você), como era um lindo domingo tivemos que esperar até as 8 da manhã para a bendita fronteira (lado brasileiro) abrir para dar saída ao país, depois de mais uma hora na fila, partimos para o lado boliviano 2h e meia no sol esperando o bendito carimbo de entrada no país, (pensa em uma imigração desorganizada), quando olho na minha frente ali estavam os dois meninos da rodoviária (Gui e Gabriele), fiquei na minha e nem dei moral mais, (na verdade fiquei chateada) mas estávamos a duas horas e meia ali resolvemos conversar e comentei o quanto foram rudes, magoas passadas era a hora de ir para a rodoviária de Puerto Quijarro, outra coisa quem quiser trocar dinheiro acho que ali é o lugar, só troca em Santa Cruz se você realmente tiver certeza que está mais alto, paguei 1 real 1,95 Bol, como já tinha feitos os meus cálculos de quanto iria gastar na Bolívia troquei 800,00 reais e te digo que foi o melhor cambio em toda a Bolívia, Guilherme e Gabriele trocaram na estação por 1,90. Aí juntou Isabel, Gui e Gabriele e fomos para estação, rachamos um taxi 10 Bol para cada, chegando lá umas 11:40 e quase todos os ônibus já tinham saído, em Puerto Quijarro só sai ônibus de manhã ou de noite, como o ultimo ônibus que saia só tinha lugar para duas pessoas e estávamos em 4, resolvemos passar todo o dia naquele lugar maravilhoso (mentira) parece mais um lugar abandonado, comemos umas comidas mais ou menos e passamos a tarde toda jogando bozó, ganhado a maioria das vezes haha. Sobre o lugar digo uma coisa, cuidado onde come e com os seus pertences, acredito que não é um lugar para estar sozinha, eu graças a Deus encontrei as melhores pessoas no caminho. Compramos passagem para Santa Cruz no ônibus das 20h pagamos 110 Bol (55,00 reais mais ou menos) ônibus cama, eu como levei uma manta consegui dormir, mas fazia um frio que só por Deus, um detalhe: se quiser usar o banheiro nesse terminal tem que pagar 1 Bol, então guarda umas moedas para essas necessidades. Os meninos iriam para o Peru e Isabel iria para uma cidade de Santa Cruz e eu seguiria viagem, ali era o nosso ponto de despedida, quando chegamos em Santa Cruz dia 13/06, fui atrás da minha mala, já que vi relatos de pessoas que levavam as malas embora, quando fui procurar Isabel tinha evaporado, achei uma falta de respeito, procuramos ela e nada. Por fim pegamos nossas coisas e fomos atrás de ônibus para os meninos que iam para o Peru, a impressão do terminal de ônibus as 6 da manhã era assustadora, gente te olhando estranho, fomos atrás de informações, eu ficaria em Santa Cruz a manha toda, por que tinha comprado uma passagem de avião para Sucre as 17:30, precisa de um lugar para descansar e tomar um banho, achamos onde ficam os guichês de ônibus, e fui informada de um lugar perto da rodoviária, tipo muito perto, era so atravessar a quadra aff,(e eu paguei taxi 15 Bol) o momento triste da partida, foi como se fossemos amigos há algum tempo, pelo menos da minha parte haha, talvez não os verei mais, só pelo face.  Fiquei em um hostel chamado La Tia, uma chinesa ou japonesa sei lá. Me cobrou 60 Bol para ficar até as 16h, pedi desconto e quase me mandou tomar banho no banheiro público. Fiquei mesmo assim, um quarto individual com chuveiro com água quente, isso é bem importante perguntar, se tem água quente nos chuveiros. Haha Sobre Santa Cruz fiquei bem pouco tempo lá, a cidade é bonita, foi construída em círculos, se você tiver algum interesse é só procurar no mapa, achei curioso a sua construção. A cidade é organizada na desorganização, os taxis são uma loucura, sempre pergunte o preço da corrida antes de entrar, e tente se informar antes. Por que eles adoram enfiar a faca. Mas eu sou macaca velha nisso, paguei táxi do hotel a cidade por 15 Bol cada corrida. Tinha a intenção de andar de ônibus, mas quando vi os ônibus tudo lotado e caindo aos pedaços achei melhor pegar um taxi caindo aos pedaços só para mim. A cidade e suas buzinas, o dia todo, os carros se entendem entre eles e nenhum acidente acontece. Andei um pouco pelo centro da cidade, fui tomar um café e usar o wifi por aí, e como sempre faço, momento de observação do lugar que irei almoçar. Não é interessante pegar uma infecção alimentar no início da viagem ne? Almocei em um restaurante chamado Prèstto coffe-Pub bem gostosinha a comida, com entrada e prato principal e suco, 18 Bol.
  15. Relato de viagem – Road Trip Atacama 2015 Quando o Stefano me falou da ideia de, junto com o Zé Mané (André), fazer uma road trip até o Deserto do Atacama, não pensei duas vezes antes de me convidar pra aventura. Há anos tinha esse desejo, porém dessa vez a data pensada coincidiria com minhas férias já agendadas. Com a resposta positiva, agendamos uma conversa no mês de março, onde definimos a data (12 a 25 de abril) e, dentre outros detalhes menores, a rota que pretendíamos seguir, passando por Argentina, Chile e retornando pela Bolívia, evitando assim o Paraguai em razão da má fama da polícia e das estradas paraguaias. Combinamos também uma pequena distribuição de tarefas, onde fiquei responsável por estudar as rotas, paradas, quilometragens, etc. Já o Stefano cuidaria dos hotéis (decidimos não reservar, apenas ter em mãos as melhores opções) e o Zé cuidaria da documentação (seguro carta verde e autorização de tráfego, imprescindível para o caso de o condutor não ser o proprietário do veículo) e outros detalhes da caminhonete. Além disso, achamos melhor cada um fazer um plano de seguro viagem individual (fizemos pela MAPFRE). Após alguns dias de pesquisa em blogs, relatos do mochileiros.com, conversas com conhecidos e pesquisa de mapas na internet, fechamos a rota definitiva e decidimos que a melhor opção seria irmos com a L200 Triton (pelo 4x4 e pela autonomia de 600 km no diesel) do pai do Zé, pois ficou evidente que enfrentaríamos estradas esburacadas, de terra, de ripio (cascalho), e todo tipo de terreno adverso. E realmente valeu a pena essa escolha, pois as estradas que encontramos se mostraram um grande desafio, e poderiam ter se tornado um tormento se tivéssemos optado por um veículo menos robusto. Nesse ponto já passo a primeira dica: não aconselho ninguém a fazer o mesmo trajeto sem tração nas quatro rodas e com um veículo que não esteja em perfeitas condições, pronto pra aguentar o tranco. Durante a pesquisa me deparei com relatos de uns doidos que fizeram com um Prisma 1.0, mas depois de tirar minhas próprias conclusões, eu mesmo não faria o percurso novamente sem um estepe a mais, e de preferência com mais um veículo acompanhando, afinal só a sorte evitou que ficássemos perdidos no meio do deserto com os pneus furados. Vou tentar, então, mostrar um pouco do que foi essa aventura pela América do Sul, com a intenção de facilitar a vida de quem quiser fazer o mesmo roteiro . Preferi não incluir os mapas que selecionei dos trajetos, mas tenho todos salvos se alguém precisar. Dicas: 1) levar o mínimo de bagagem pessoal possível, pois isso facilita muito os procedimentos de aduana e imigração nas fronteiras (faça o que eu falo mas não faça o que eu faço... hehe). No mais, é imprescindível levar água e um pouco de comida para a viagem e quaisquer imprevistos no meio do deserto. 2) Na Argentina é obrigatório o seguro carta verde para o veículo, faça com antecedência. Também é proibido o uso de engate traseiro no veículo, e a legislação de lá exige que todo veículo tenha dois triângulos e um cambão, um tipo de reboque, mas arriscamos e fomos sem esse último mesmo.... 3) Organize-se com o máximo de mapas e informações que conseguir sobre os lugares em que vai passar. O GPS do Iphone foi tudo que levamos de tecnologia, nos ajudou muito nos trechos urbanos e estradas principais, mas o resto foi na raça, com mapas, Guia 4 Rodas e informações dos nativos que conhecem o local, pois quase não existem placas no Chile e Bolívia. 4) O RG serve em todas as fronteiras, mas deve ter menos de dez anos de expedição; a CNH não é aceita como documento de identificação, mas é necessária pra dirigir. 5) Viaje com companheiros gente boa e positivos (dispensa explicação!)!!! Ressalvo, apenas, que não vou me atentar aos valores de hotéis e restaurantes, pois tais escolhas vão muito da opção de cada um. Domingo, 12/03 – Leme a Foz do Iguaçu. Combinamos a saída para as seis da matina, mas como a cervejada havia rolado solta na chácara do Zé Mané no dia anterior, essa foi a hora que acordei, sem pressa.... Decisão correta, pois o Zé apareceu às sete horas, e logo descobrimos sua primeira peripécia da viagem: sua mala tinha caído da caçamba no caminho até a minha casa!!! Fizemos o caminho inverso e, por sorte, um funcionário do almoxarifado da prefeitura havia encontrado a mala e guardado! Aliviados, fomos buscar o Ursão (Stefano), arrumamos tudo na caçamba e zarpamos rumo ao desconhecido. Após 40 quilômetros, estávamos em Analândia quando descobrimos que o Stefano estava com o RG de 1998, e os países da América do Sul exigem o passaporte válido ou a identidade com menos de dez anos. Por sorte ele tem passaporte válido, então voltamos até Pirassununga onde encontramos com seu pai e, com o passaporte em mãos, finalmente a viagem começou de verdade. A aventura já prometia!! Fizemos o trajeto de 984 quilômetros até Foz do Iguaçu em aproximadamente doze horas, passando por Bauru, Ourinhos, Londrina, Cascavel, Corbélia, etc, tendo almoçado em um restaurante de beira de estrada em uma cidade do Paraná chamada Santa Mariana. Chegamos em Foz do Iguaçu por volta das 20:30, e logo encontramos o Hotel Del Rey, com preço muito bom, boas acomodações e localização, e um belo café da manhã padrão internacional, onde descansamos após sairmos pra tomar uma geladas e comer algo. Segunda feira, 13/04 – Foz do Iguaçu à Posadas/ARG Para o segundo dia, cumprimos o programado de viajarmos 310 km até Posadas/ARG, trajeto este realizado em aproximadamente quatro horas. Após um café da manhã monstruoso, partimos cedo para a fronteira com a Argentina. Lá o procedimento foi rápido: mostramos as identidades sem descer do veículo, o Zé apresentou o seguro carta verde (contra terceiros) e a autorização do pai dele para trafegar com o veículo, e fomos apenas questionados se transportávamos compras ou outros produtos, tendo sido liberados sem qualquer tipo de revista ou raio x. Recebemos um comprovante individual de entrada e fomos orientados a guarda-lo em segurança e apresenta-lo quando da saída do país. Da fronteira até a entrada do parque em Puerto Iguazu são no máximo quinze minutos de uma estrada muito bonita, cheia de borboletas amarelas. Sacamos pesos argentinos em um caixa eletrônico localizado na portaria do parque, mas recomendo não dependerem disso, pois logo o dinheiro acabou e muita gente ficou sem. Assim, melhor fazer o câmbio em Foz ou em Puerto Iguazu, após passar a fronteira. Como tínhamos pouco tempo, escolhemos visitar a Garganta do Diabo, e não nos arrependemos! Nunca vi nada igual, tanta potência, tanta energia, tanta água que parecia até cair em câmera lenta. Com certeza um dos lugares mais lindos que já visitei. Após muitas fotos e vídeos, fomos embora molhados, felizes e renovados pra toda a estrada que nos esperava pela frente. A estrada até Posadas era ótima (Ruta 12), e paramos pra almoçar numa cabana (comedor) à margem da rodovia, onde fomos brindados com uma comida caseira deliciosa e com a fanta laranja mais gelada que já tomei. Mais duas horinhas de viagem e chegamos a Posadas, linda cidade localizada às margens do Rio Paraná, com uma orla toda urbanizada e vários barzinhos ótimos. Encontramos o Hotel Posadas, bem no centro, arrumadinho, recepção em estilo colonial, e mais uma vez com ótimo preço. Após um bom banho, fomos à orla tomar algumas Quilmes pra comemorar a chegada na Argentina. Terça feira, 14/04 – Posadas a Monte Quemado Para o terceiro dia de viagem nossa programação era ousada: 1151 km até Salta. Porém, sabíamos que dificilmente seria possível cumprir essa meta, e logo cedo tivemos a certeza disso, pois o dia amanheceu chuvoso e isso atrasaria a viagem. Revolvemos sair sem pressa e tocar até onde conseguíssemos, apesar de sabermos que as opções de hospedagem nesse trecho em que atravessaríamos as províncias del Chaco e de Santiago del Estero seriam escassas, com apenas uma opção de hotel em Monte Quemado, muito mal avaliada em outros relatos de viagens. Seguimos por 340 km de boas estradas, pela Ruta 12, passando por Corrientes e chegando em Resistência, onde paramos pra abastecer e comer, dessa vez em um bistrozinho muito massa que encontramos com a sorte e com a política da boa vizinhança. Preço bom e comida melhor ainda, sempre antecedida por um pãozinho e um molhinho pra forrar a barriga. Após tentarmos sacar dinheiro sem sucesso, trocamos dinheiro com uns frentistas de posto mesmo, a um preço justo, e seguimos pela Ruta 16 por mais aproximadamente 430 km de retas, dessa vez por uma estrada não tão boa, com trechos remendados e esburacados, com muitos animais na pista, demandando bastante atenção de quem trafega por ali. Já era noite, chovia e já estávamos conformados em dormir em alguma espelunca em Monte Quemado quando a sorte mais uma vez brilhou pra nós! Aproximadamente um quilometro antes de chegarmos em Monte Quemado tivemos a visão do paraíso: um hotel recém inaugurado, chamado Cacho Hotel, na beira da pista, com um barzinho show de bola, restaurante próprio, quarto com ar condicionado, e melhor, por apenas cinquenta reais per capita. Sem pensar pagamos, nos acomodamos, e mais uma vez partimos pra cervejinha merecida depois de tantas horas na estrada. E dá-lhe Corona gelada! O único ponto negativo desse hotel ficou por conta do café da manhã: café, leite e pãozinho meia lua. Nem tudo é perfeito.... Quarta feira, 15/04 – Monte Quemado a Salta Dia tranquilo de viagem por 386 km até Salta (aproximadamente quatro horas e meia), reto pela Ruta 16 até Metan, onde seguimos rumo ao norte pela Ruta 09 até Salta. Trecho muito bonito de transição entre o chaco, rasteiro e retorcido, para uma paisagem dominada por árvores e um pequeno vislumbre das montanhas que nos aguardavam adiante. Em Salta, ficamos surpreendidos com a beleza da cidade, com um jeito europeu e bela arquitetura. Escolhemos muito bem mais uma vez e ficamos hospedados no Hotel San Francisco, localizado bem no centro histórico da cidade, há dois quarteirões da praça principal, com ótimo quarto e atendimento. Após descarregar a bagagem, almoçamos no restaurante Charrua (sensacional) e fomos bater perna no centrinho, onde visitamos o Museu de Arqueologia de Alta Montanha de Salta, que tem no seu acervo muitos objetos incas e três múmias congeladas descobertas em 1999, no alto do monte Llullaillaco, na fronteira da Argentina com o Chile, a uma altura de 6.739 metros, mortas em um ritual de sacrifício em honra dos deuses da montanha . Conhecidas como “los niños de Llullaillaco”, as três múmias incas que compõem o acervo do MAAM estão entre as mais bem conservadas do mundo. Seus cabelos, pele, roupas, sangue e órgãos internos são tão preservados que parece que vão acordar a qualquer momento. A mais velha, conhecida como Donzela, foi congelada quando tinha cerca de 15 anos. O mais novo, o Menino, tinha apenas seis. A Menina do Raio, morta aos sete, apresenta queimaduras no rosto e vestes por causa de uma descarga elétrica que a atingiu quando seu corpo ainda estava na montanha. No fim de tarde aproveitamos para ver o sol em um dos mirantes da cidade (Cerro San Bernardo). Subimos de carro, mas muita gente sobe de teleférico ou a pé e aluga uma bike lá em cima pra fazer o down hill. Lugar lindo e um belo por do sol, com os raios atravessando as nuvens e clareando o sopé dos Andes. Pra finalizar, a cidade pedia um divertimento noturno: fomos ao cassino do hotel Sheratown, que rendeu boas risadas e onde matei minha curiosidade, e depois comemos uma pizza emborrachada em algum barzinho da Rua Balcarce, onde estão situados os melhores bares e restaurantes da cidade, um lugar bem animado mas que não conseguimos aproveitar muito pois já estávamos quebrados.... Quinta feira, 16/04 – Salta a San Pedro do Atacama (SPA) Finalmente o esperado dia de atravessar o Paso Sico (4080 metros), fronteira entre Argentina e Chile. A previsão era fazer o trecho de aproximadamente 450 km em até dez horas, mas acabamos fazendo em menos tempo (aproximadamente sete horas). Tão logo nos dirigimos à periferia de Salta, começa a subida em direção aos Andes pela Ruta 51. São 31 km de asfalto até Campo Quijano (1579 metros), onde se inicia uma estrada de ripio, em boas condições, trecho este que se estende por 23 km até Estacion Chorrilos (2111 metros), onde novamente a estrada se torna de asfalto e a paisagem começa a mudar novamente, se tornando árida e pedregosa conforme vencemos os quilômetros. Nesse trecho que passa por Punta Pastil (2640 metros), Santa Rosa Pastil (3080 metros), Abra Blanca (4080 metros) e vai até Estación Muñano (3953 metros) começamos a avistar também o Nevado de Acay (5716 metros), à direita da estrada e, bem de longe, o Nevado Queva (6130 metros). Para mim, que nunca havia visto neve, foi uma visão extraordinária, aqueles picos nevados surgindo na nossa frente e dando um aperitivo do que nos esperava adiante. Após Estación Muñano a estrada volta a ser de ripio, porém sempre em boas condições, restando apenas 21 quilômetros até San Antonio de los Cobres (3775 metros), última cidade antes da fronteira, e que parece um cenário de filme pós apocalíptico, empoeirado, desolado. Aproveitamos para abastecer no último posto de combustível disponível e comprar uns petiscos e uma coca cola pro nosso almoço no deserto, e logo seguimos rumo ao Paso Sico. Após San Antonio de los Cobres pudemos perceber que estávamos, definitivamente, no deserto. Nos 76 quilômetros restantes até a fronteira com o Chile, foram várias e belas paisagens: a Abra de Chorrilos, passagem entre as montanhas situada a 4560 metros; a Lagunilla, uma mistura única de vegetação rasteira, pedras e água transparente, situada à esquerda da estrada; o Campo Amarillo, uma imensidão de vegetação rasteira amarela que dá um tom amarelado ao chão do deserto, contrastando com o azul do céu; os primeiros salares da viagem, Cauchari e Del Rincon; e por fim muitas vicunhas correndo pela imensidão de pedra e areia, cruzando nosso caminho descuidadamente por diversas vezes e alegrando a plateia. Um pouco antes de chegarmos ao Paso Sico a parada é obrigatória no “Puesto Fronteirizo da Gerdarmeria Nacional Argentina”, situado no meio do nada, onde tivemos toda a bagagem e o veículo revistados, porém com toda educação possível, e entregamos o comprovante de entrada no país, aquele recebido lá em Puerto Iguazu. E assim nos despedimos da Argentina com uma boa impressão, pois em nenhum momento fomos importunados ou extorquidos pela polícia, ao contrario do que imaginávamos quando planejamos a viagem. Mais alguns minutos e alcançamos o tão famoso Paso Sico (4080 metros), uma fronteira invisível entre Argentina e Chile, com apenas uma placa indicativa bem no meio de um altiplano muito bonito, onde a parada para fotos é obrigatória!! Detalhe que essa rota não existe em nenhum mapa oficial, seja do google maps, da Revista 4 Rodas, etc, sendo citado apenas em relatos de viagem e em mapas que achei com alguma pesquisa na net. Passada a fronteira, a Rota 51 argentina se torna Rota 23 no Chile, porém continua em ótimas condições, que nos deixaram surpresos e animados pra acelerar um pouco mais a L200... Apesar de ser de ripio (cascalho), não existem buracos grandes, e vimos até alguns carros de passeio fazendo o trajeto. Entretanto, esteja pronto pra um pneu furado pois é pedra que não acaba mais.... São mais 120 km de ripio até a vila de Socaire, os quais percorremos em aproximadamente três horas, com várias paradas para fotos e até um piquenique gelado! Considero esse trecho e depois a chegada em SPA o ápice de todo o trajeto, tamanha a beleza e a novidade de tudo que encontrávamos, a surpresa com o cenário depois de cada curva, laguna, monte nevado, em cada salar que víamos. E haja fotografia! Após o Paso Sico, passamos pelo chamado “Valle de los sueños”, cercado de montanhas com o sopé dourado pela vegetação e o cume coroado pela neve, contrastando com o céu azul. Uma visão inexplicável, que nos fez ter certeza de que havíamos optado pelo melhor caminho até SPA, embora o Paso Jama fosse todo asfaltado e muito bonito também. O vale termina na Abra de Sico (4465 metros), e logo na sequência já é possível avistar o “Puesto Fronterizo Carabineros de Chile”, um posto policial situado a 4334 metros de altitude, por onde passamos sem sermos parados e ser vermos uma alma viva. Na sequência um novo vale, dessa vez com o salar e laguna de Laco à direita e com a Abra de Laco à frente, pra mim a visão mais bonita da viagem, com a neve beirando a estrada. Um quilometro antes da Abra de Laco (4570 metros), o lugar mais alto da viagem até ali, vi uma estradinha secundária que saía da principal e ia em direção à neve, e pedi para o Zé Mané parar e dar ré, pois eu queria tocar a neve pela primeira vez. Os caras disseram que eu estava doido, que não tinha estrada nenhuma, mas quando viram que havia, se empolgaram e tacamos a caminhonete na trilha por mais ou menos um quilometro, até chegar em um ponto com neve branquinha e abundante. Me diverti com a neve um pouquinho e depois fizemos ali mesmo nosso piquenique de salame, copa, queijo, pão e coca cola, com nutela de sobremesa!! Com vista pro salar de Laco e a Abra de Laco, dificilmente um piquenique vai ter uma visão dessas novamente, uma mistura de branco do sal, da neve, das nuvens, com azul da água, do céu, e o amarelo das plantas. Nem percebemos o frio que estava (devia estar abaixo de zero)... ganhei uma bela dor de garganta naquela noite! E na sequência da estrada: Laguna Tuyaito (4095 metros) à direita da estrada, imensa, com alguns flamingos, a mais bonita que vi durante a viagem; Salar Águas Calientes (3993 metros); e logo a visão dos vulcões Miniques e Miscanti, sempre dominando a visão a leste. Logo a estrada começa a perder altitude e, após algumas curvas tranquilas chegamos a Socaire e reencontramos o asfalto. A partir daí, seriam menos de 100 km até SPA, mas a sensação é de que tinha sido pouco e a travessia do Paso Sico poderia durar mais muitas horas, de tão sensacional que é o visual. Após alguns pouco quilômetros, mais uma surpresa: fomos recebidos por uma raposa do deserto, lá chamada de Zorro Culpeo, ou Zorrito, que ficou parada junto à estrada olhando para nós. Paramos a caminhonete e ficamos alguns minutos olhando o bichinho, e ela ali nos encarando sem medo, sentadinha no deserto. Tirei fotos, fiz um vídeo, ela se levantou e foi embora, e nós também. E conforme a estrada ia baixando e se tornando reta, passamos por Toconao e começamos a avistar o Salar de Atacama a oeste e o vulcão Licancabur ao norte, pra finalizar esse dia com chave de ouro. No fim, fizemos esse trecho muito mais rápido que o esperado (apenas sete horas e meia), sem nenhum prejuízo visível (ainda). A nota negativa do dia ficou com o procedimento de entrada no Chile, na aduana que fica na entrada de SPA. Ao contrário do que havíamos lido, fomos muito mal recebidos por dois funcionários da aduana, apesar de um terceiro, que fala português, ter sido gente boa. Após apresentarmos as identidades, passaporte do Stefano, o documento do veículo e a autorização para trafegar, a mulher da aduana carimbou o passaporte, fez o documento de entrada do veiculo, e devolveu toda a documentação para nós, que presumimos ser todo o tramite necessário para entrada no país (engano nosso, explico quando escrever sobre a saída do Chile...). Detalhe: havia uma cabine da policia fechada, sem qualquer funcionário, placa ou aviso. Porém, o outro funcionário escrotão da aduana revistou toda a bagagem da caminhonete, revirou tudo no veículo, até lia os papéis que estavam no lixo! Depois, o pior: mandou o Zé Mané colocar a caminhonete onde havia um buraco pra olhar por baixo... ficou uma meia hora olhando peça por peça, no motor, estepe, pneus, desmontou a tampa da caçamba pra ver se tinha droga dentro, e queria tirar o assoalho de carpete! Nessa hora o Zé Mané protestou e o chileno aliviou, deu mais uma olhadinha e acabou nos liberando. Pra finalizar o dia de aventuras, percebemos o pneu direito traseiro murcho e furado, porém ainda deu tempo de fazer a vulcanização em uma borracharia (lá chamada de gomeria) antes de escolhermos o hotel. Acabamos escolhendo o Hotel Corvatsch, cuja dona é brasileira e nos recebeu muito bem, com boas acomodações, bom café da manhã, preço justo e boa localização (bem no centro turístico), ao final da Rua Gustave Le Paige. Lá ficamos amigos da Canela, simpática cadelinha que fazia festa e brincava com todos os hóspedes. O hotel também faz os tours tradicionais do local, para quem preferir o conforto das vans e tiver paciência pros demorados passeios... Sexta e sábado, dias 17 e 18 de abril – San Pedro do Atacama Durante os dois dias de estadia em SPA, aproveitamos pra descansar na sexta pela manhã. O restante foi para aproveitar ao máximo o pouco tempo que teríamos ali. Como já havíamos passado pelo Paso Sico, na sexta a tarde evitamos as lagunas altiplânicas e fomos por conta nas atrações próximas à cidade, como Valle de la Luna, Valle de la Muerte, Piedra del Coyote, salar de Atacama, etc, todos eles passeios imperdíveis e de facílimo acesso, com visuais que parecem de outro planeta, os quais sequer vou tentar definir pois nem fotos nem palavras são fiéis. No sábado de manhã, saímos as 4:30 da matina de SPA, para um tour de van até os Geisers del Tatio, distantes 90 km. Pegamos uma friaca de gelar os ossos, com oito graus negativos por volta das 6 da matina, antes do sol nascer. Porém a paisagem compensa o sacrifício. Tomamos chocolate quente fervido nos gêiseres, acompanhado de um lanchinho, e de lanterna na cabeça começamos a visitar os primeiros poços. Enquanto o sol nascia o lugar ia ficando cada vez mais sensacional, com seus jatos de água e fumaça. Além dos gêiseres o percurso em si já vale a pena, repleto de vicunhas, lhamas, flamingos e outros pequenos animais do deserto, além de campinas e cactos muito bonitos. A parte triste foi aguentar a lentidão da volta, com paradas demais, que deixam a excursão entediante... Por isso se estiver de veículo próprio ou alugado e tiver noção de localização, faça os passeios por conta, pois assim se evita a demora dos tours e se economiza uma boa grana. As estradas são boas e, apesar de não haverem muitas placas, basta uma boa conversa com os nativos sobre o rumo a tomar. Chegamos por volta das 13 horas em San Pedro, e após algumas comprinhas, cervejas e filé “a lo pobre” pegamos a L200 e fomos para o meio do deserto, às margens do salar de Atacama , tirar fotos das estrelas. Melhor decisão que tomamos, pois os “tours astronômicos” cobravam até 200 dólares, e sem gastar um real fomos pra onde quisemos, sem turista mala e curioso, e fomos premiados com uma noite perfeita, sem luar, que proporcionou belas fotos do céu ao Stefano. Realmente, a fama é justa: céu mais limpo e lindo do mundo pra observar as estrelas, que eram tantas e tão brilhantes que impressionavam. Ficamos ali por quase uma hora, olhando o céu e as estrelas cadentes, um pouco incrédulos de que estávamos mesmo ali, entre areia, pedras e estrelas, livres no sentido absoluto da palavra. Felizes da vida, fomos pro hotel descansar pois o dia seguinte seria uma verdadeira aventura e uma incógnita. Por fim, sobre SPA: possui toda estrutura para receber turistas, com bons hotéis, farmácia, muitos restaurantes e várias lojinhas e feira para comprar badulaques. Porém, lá os preços são altos se comparados com outros lugares que visitamos, então esteja preparado. A maioria dos locais aceita cartão de crédito, mas também existe a opção das casas de câmbio. Ressalto: compre apenas os bolivianos necessários para o primeiro dia de viagem ou alguma emergência, pois pagamos muito caro no câmbio (1 real por 1,65 bolivianos). Domingo, 19/04 – SPA a Uyuni (Bolívia). Dia de rumar pra Bolívia e encarar o trecho que era por nós considerado como o mais perigoso da viagem, seja pela má fama das estradas e polícia bolivianas, seja pela pequena quantidade de boas informações que possuíamos sobre os caminhos até o Salar de Uyuni. Nossa intenção inicial era seguir pela Reserva Eduardo Avaroa, e lá passar pela Laguna Colorada, um local que queríamos muito visitar. Porém, essa rota levaria dois dias para ser feita completa, e não dispúnhamos desse dia a mais. Além disso, as informações sobre a estrada não eram animadoras, e por isso teríamos que seguir outros jipes, além de dormir em um abrigo de montanha bem precário. A outra opção era desviar por Calama e entrar na Bolivia por Estacion Avaroa, mas novamente era um caminho muito longo, com a estrada em condições não muito animadoras, e com menos atrações naturais. Por isso saímos conversando em SPA, e depois de muito procurar por informações confiáveis, fomos muito bem recebidos por uma senhorinha boliviana que trabalha na agência Travel Latina Life, situada na rua Toconao, 447, que faz vários roteiros e inclusive até o Salar de Uyuni. Ela nos desencorajou a ir por Calama e pela Laguna Colorada, confirmando aquilo que havíamos pesquisado, mas nos indicou uma estrada que é utilizada pelo pessoal da região e pelos tranfers de turistas, feitos em veículos 4X4, mais curta, em boas condições, e de razoável facilidade de localização. Ela nos forneceu um mapa ilustrado, sem escalas, onde existia a estrada e onde estavam indicados os principais pontos de referência, nos aconselhou a ter autonomia de combustível de 600 km, além de água e comida...rs Isso nos fez cair na real sobre o caminho que estávamos tomando, mas as informações recebidas nos deixaram confiantes pra encarar, afinal era o caminho mais curto, indicado por alguém que demonstrava saber do que falava. Por coincidência, apesar dessa estrada não constar em nenhum dos mapas que eu havia encontrado antes, ou mesmo no google, é a estrada que está indicada no guia da revista 4 Rodas. Com as informações em mãos, partimos em direção ao Hito Cajon (4480 metros), fronteira entre Chile e Bolívia. Seguimos rumo ao Paso Jama por 37 km, sempre subindo até o sopé do vulcão Licancabur (5960 metros), que dominou a paisagem durante toda a estadia no deserto do Atacama. Passando o vulcão pegamos à esquerda em uma estrada de ripio que segue por mais 8 km até a fronteira da Bolívia, onde fica situada a aduana e a imigração. Logo de cara o policial conferiu o passaporte do Stefano e disse que necessitava de um carimbo de saída do Chile. Brochados, tivemos que voltar pra aduana em San Pedro do Atacama, e quando o Stefano apresentou o passaporte o policial da imigração pediu o comprovante de entrada no país. O problema é que não tínhamos esse documento!! Como contei antes, na chegada a SPA fizemos o procedimento da aduana, demorado e exagerado, e fomos praticamente enxotados de lá. Não havia um policial sequer, somente um guichê fechado e sem placas, o que nos induziu a concluir que estava tudo certo com a documentação... Engano dos mirins, pois ficou faltando o procedimento de imigração e o recibo de entrada e saída, com o carimbo da polícia. Pra ajudar, o policial rambo latino passou a gritar e dizer que havíamos cometido um delito! Ficamos calmos e argumentamos que havíamos feito o documento da aduana, mostramos os documentos do Stefano e do veículo, com data, assinatura do funcionário e tudo mais. O policial nos fez esperar, entrar novamente na fila de turistas, mas no fim, depois de um puta medo de ser preso e uma longa espera ele assinou nossa saída e literalmente nos expulsou do Chile!! kkkkk Ou seja: vacilamos, mas nos faltou informação, seja dos relatos que lemos na internet, seja da aduana chilena na chegada ao país, até porque se estivéssemos de má fé poderíamos ter entrado e saído do país sem sermos notados. Por isso, o resumo do procedimento de entrada e saída do Chile é: passagem pela aduana e imigração (polícia), que são dois guichês diferentes no mesmo prédio, sendo que a aduana vai fornecer a autorização pro veículo e a polícia vai conceder o comprovante de entrada, um documento carimbado e que deve ser guardado para ser apresentado na saída. Aliviados e já imaginando o tanto de risada que essa história renderia no futuro, subimos de volta até o Hito Cajon, com o sol já quase a pino. No fim, o atraso imprevisto nos rendeu a oportunidade de contemplar mais uma vez o vulcão Licancabur e, chegando à aduana, fomos recebidos por um casal de raposas (zorro culpeo), que ficaram por ali observando o movimento. Bela visão que nos animou para o restante do percurso do dia. O ingresso na Bolívia foi tranquilo. Primeiro passamos pela imigração, onde um policial simpaticão e partidário de Evo nos atendeu com educação, nos passou um formulário para ser preenchido, pediu RG e passaporte, e forneceu um papelzinho verde comprovando nossa entrada no país, o qual deveria ser guardado e entregue na saída. Depois fomos à aduana, onde outro funcionário fez os procedimentos de entrada do veículo (exigiu a CNH do Zé Mané, documento do veículo, autorização do proprietário, e forneceu uma autorização de tráfego pro veículo). Pedimos umas dicas sobre o percurso e tocamos em frente por uns 15 minutos até a entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa, onde paramos, pegamos mais um mapa grátis e algumas referências, pagamos 150 bolivianos por pessoa pela entrada e finalmente entramos na reserva. Daí em diante seriam pouco mais de 100 km no interior da reserva, e realmente as dicas que recebemos estavam corretas, pois nesse trecho pegamos somente estradas de ripio que nem fizeram cócegas na caminhonete, mas que fariam sofrer um carro de passeio e atrasariam muito qualquer veículo sem tração nas quatro rodas. Por outro lado, exigiu de nós muita atenção pois lá não existem placas e as estradas sempre tem bifurcações. Logo de início, avistamos a Laguna Verde (4400 metros) dominando a visão do vale, com o Licancabur como pano de fundo. Seguimos em direção ao norte por aproximadamente 60 km de deserto, passando pelas formações rochosas chamadas de Deserto Dali, e com a vista do Vulcão Putana à oeste. Após passarmos pelo abrigo na Vila de Polques, onde existem fontes de águas termais, contornamos o Salar de Chaviri pela esquerda e no máximo dois quilômetros após Polques pegamos à direita na “bifurcação” (na verdade é uma guinada à direita....), rumando pra nordeste antes da entrada para os gêiseres Sol de Mañana. Não existe placa na bifurcação indicando o caminho a tomar, e na dúvida pare em Polques e se informe ou pergunte pra algum jipeiro sobre o caminho para Villa Mar. Após um breve trecho pra nordeste, a estrada retoma seu curso norte e a paisagem sempre surpreendendo com salares, rios, vicunhas, montanhas, lhamas, etc... mais 40 km e chegamos na saída da reserva. Fora da reserva, a paisagem vai se tornando menos desértica, porém a estrada piora consideravelmente e passa a exigir bastante do veículo, com muitas pedras, caminhos mal marcados, curvas fechadas, onde o trajeto não rende e leva-se uma hora pra andar poucos quilômetros.... Assim, literalmente aos trancos e barrancos, levamos umas duas horas pra andarmos 44 km até Villa Mar, onde paramos pra pagar o pedágio de 5 bolivianos cobrado pelos habitantes do povoado e, nessa hora, percebemos que o pneu traseiro direito estava furado, mas não estourado. Pra ajudar, descobrimos que a ferramenta necessária pra descer o estepe da camionete não estava onde deveria!! Se foi furtado nos hotéis em que ficamos ou já não estava lá é uma pergunta que o Zé Mané nunca vai saber responder, mas isso não importava... o que importava era que, se o pneu tivesse furado ou viesse a furar antes de conseguirmos a tal ferramenta, estaríamos f...!!! Enchemos com o compressor de ar que havíamos levado e decidimos tocar o quanto o pneu aguentasse, até encontrarmos uma borracharia. Fomos seguindo um jipe que ia até Uyuni e que passou por ali bem naquela hora levando uns gringos, e o pneu aguentou bem no trajeto de 120 km pelo Valle das Rocas, passando velo vilarejo de Alota até a rota 701, a principal da região, que se torna rota 5 após San Cristobal. Seguimos pelo altiplano em uma estrada razoável mas sem sinalização alguma, com várias lhamas na pista e ao redor. Seriam mais 154 km até Uyuni, e nesse trecho demos uma das maiores sorte de toda a viagem: faltando 100 km pra Uyuni, quando estava pra escurecer e o pneu não aguentava mais, chegamos em um povoado chamado San Cristobal e, em pleno domingo, no meio do altiplano andino boliviano, às 18:30 da noite, achamos uma borracharia (gomeria) aberta ao lado de um posto de combustível na primeira entrada da cidadezinha. O pessoal de lá mal falava boliviano, se comunicando em quéchua, mas entenderam o que precisávamos e fizeram um bom serviço que nos custou 50 bolivianos. Surpresos com nossa sorte, seguimos até Uyuni e lá chegamos por volta das vinte horas. Por absoluta falta de melhores opções, comemos qualquer porcaria na praça principal e fomos para o hotel Oro Blanco (parece piada mas não é...rs), de qualidade duvidosa, porém barato e bem localizado. Quanta aventura pra um só dia! Segunda feira, 20/04 – Uyuni à Sucre Acordamos já com a ótima notícia de que o café da manhã não estava incluso na diária, porém para não estragar o dia nem reclamamos, pagamos e colocamos as coisas na caminhonete, pois havíamos decidido visitar o salar por conta própria (os passeios regulares eram muito demorados, até as cinco da tarde) e depois comprar ou mandar fazer a ferramenta que faltava pro estepe. Porém, eis que nessa hora surge um boliviano se apresentando em português, chamado Edgar, o cara que resolveu todos os nossos problemas! Fechamos com ele um passeio só pra nós três no jipe dele, poupando assim a caminhonete do sal e podendo conhecer melhor o salar, sem medo de se perder. Combinamos de sair as 9 e voltar no máximo as 13 horas. A agência do Edgar é vizinha ao Hotel Oro Blanco, e se chama Jhoeva Tours ([email protected]), e ali guardamos nossas malas enquanto fizemos o passeio. O próprio Edgar nos acompanhou até o banco onde sacamos bolivianos (caixa eletrônico na praça principal da cidade), e no trajeto lhe falamos sobre a ferramenta que precisávamos e a dificuldade em comprar diesel (na Bolivia, o preço do combustível é o triplo para estrangeiros, e as vezes os frentistas nem querem vender). Pra nossa alegria, ele se ofereceu para conseguir a ferramenta e comprar o combustível em galões para abastecermos depois! Quase não acreditamos em tanta sorte, chegamos até a desconfiar de tanta boa vontade, porém a desconfiança estava errada. O passeio no jipe Toyota do Edgar foi demais! Nosso guia Wil, figuraça, foi ouvindo hard rock anos 90 o passeio todo. O caminho é por Colchani, e não existem placas indicando o rumo. Conhecemos rapidamente o cemitério de trens e rumamos pro salar. No salar de Uyuni (3650 metros) passamos pelo Hotel de Sal, alguns pontos alagados de onde se extrai sal para artesanato, fomos à Ilha Incahuasi, tiramos as tradicionais fotos em perspectiva, vimos os Ojos del Salar e a escultura em sal do Rally Dacar, sempre se situando através do vulcão Tunupa (5435 metros). Posso dizer que em menos de quatro horas visitamos os lugares mais sensacionais que já conheci, sensação indescritível e que chega literalmente a fazer doer os olhos. De volta à Uyuni por volta das 13:30, fomos direto almoçar e, quando chegamos na Jhoeva Tours, lá estava nosso combustível e nossa ferramenta! O Edgar foi até um soldador e mandou fazer a chave. Mais do que agradecidos, pagamos a ele uma certa quantia e fomos até a sua residência, onde fizemos o contrabando de óleo diesel.... Despedimo-nos prometendo indicar os serviços do Edgar para todos que um dia fossem a Uyuni, admirados com a cortesia e hospitalidade com que fomos recebidos. Tive a impressão de que é um povo orgulhoso de suas raízes e unido no propósito de evoluir enquanto nação, e isso inclui receber bem os turistas. Pra completar o dia perfeito, rodamos 361 km em cinco horas pela rota 5, com asfalto perfeito e uma paisagem sensacional, passando por Potosi (4100 metros), que infelizmente não pudemos visitar, e chegando em Sucre por volta das vinte horas. Fomos direto ao hostal que o aplicativo booking indicou, e nem pensamos duas vezes antes de descarregar as malas: o Hostal de su Merced (http://www.desumerced.com/) fica bem no centro histórico de Sucre e é um palacete colonial reformado, muito bonito. Os quartos são nota dez, o café da manhã é completo e pagamos muito barato! Depois de guardar a caminhonete na garagem e tomar um banho fomos a pé mesmo tomar umas e rangar. Demos sorte mais uma vez e encontramos um pub muito massa chamado Joy Ride Café, onde tomamos várias brejas e comemos um hambúrguer firmeza, com papas fritas, fechando o dia com chave de ouro. Terça feira, 21/04 – Sucre a Santa Cruz de La Sierra Com certeza o pior trecho de estrada da viagem. Foram 500 km vencidos em dez horas de muita tensão. Apesar de o começo da rota 5 a partir de Sucre ser asfaltada, esse trecho é muito esburacado, cheio de curvas fechadas e obras sem sinalização. Outros perigos constantes esse trecho de asfalto são as pedras de deslizamento caídas na pista e várias lhamas, vacas e cachorros perambulando. Porém, quando acaba o asfalto a estrada não melhora em nada, continuando cheia de curvas, pista única, ribanceiras, em uma paisagem surreal de vales escavados pela força das águas e da lama que desce das montanhas, deixando qualquer vestígio de deserto pra trás definitivamente. Estranho como pode uma estrada que liga duas das maiores cidades do país ser tão precária... imagino que isso represente um pouco a conjuntura político social boliviana atual. Não é a toa que só vimos jipes e caminhões por todo o trajeto, e realmente eu jamais faria esse trecho em um carro de passeio. Quando acaba a Rota 5 e tomamos a Rota 7, retorna o asfalto, porém a estrada consegue piorar ainda mais. Para ajudar começou a chover bem na hora que escureceu, em mais um trecho de serra, agora passando ao sul do Parque Nacional Amboro. Cansados e tensos, chegamos a Santa Cruz de la Sierra e fomos direto pro apê do Marcelinho (Grilo), amigo lemense que estuda medicina por lá e fez a besteira de nos receber! Hehe Aliás, que recepção! Camaradagem total do Grilo! Invadimos a casa, tomamos conta da sala, e de tão cansados da viagem nesse dia só conseguimos comer um Burguer King na esquina e dormir. Quarta feira, 22/04 – Santa Cruz de la Sierra Esse dia tiramos pra dormir até tarde, comprar muamba, beber todas e almoçar no Irish Pub onde assistimos Real Madrid X Atlético de Madrid, tomamos mais umas e voltamos pro apê do Grilo assistir o tricolor enfiar dois na galinhada! Cidade legal, movimentada e rica, com um trânsito que conseguiu ser mais caótico que o da Argentina. Lá é na raça e no braço, sem placa de pare! Quinta feira, 23/04 – Santa Cruz de La Sierra à Corumbá Foram 655 km de uma estrada razoável (rota 4), quase sempre reta, passando por San José de Chiquitos e pela fronteira em Puerto Suarez. Nesse trecho de aproximadamente 9 horas almoçamos em um restaurante roots de beira de estrada e pela primeira vez fomos vítimas da famosa polícia boliviana, pois fomos parados e o policial mostrou um radar onde aparecia 107, dizendo que o limite era 80 e por isso teríamos que pagar uma multa... logo ele pediu pro Zé Mané descer do carro e já pediu a grana. Fomos embora batizados, mas pelo menos o policial foi simpático e não nos deu dor de cabeça! Em Puerto Suarez demos uma volta no Shopping China antes de cruzarmos a fronteira. Do lado boliviano ninguém nos parou ou pediu nossos documentos de entrada no país. No Brasil um fiscal nos parou, perguntou o que transportávamos, mostramos as notas fiscais e fomos liberados sem qualquer revista. Encontramos o Hotel Nacional Palace, muito bom e barato, bem no centro, e ao lado do Dolce Café, um restaurante onde tomamos vários chopps Brahma no famoso estilo canela de pedreiro, trincando de gelado. Sexta feira e sábado – Corumbá, Três Lagoas e Leme De Corumbá até Três Lagoas cruzamos o Mato Grosso do Sul passando pelo Pantanal e por Campo Grande (pela BR 262, 757 km em aproximadamente dez horas). Em Três Lagoas ficamos no Hotel Mediterrâneo, na beira da estrada e dentro da cidade, com preço bom, boas acomodações e café da manhã. Por fim, mais 548 km até Leme, trecho que vencemos sem muito esforço, afinal estávamos calejados, e no final rodamos quase 7000 km de todo tipo de estrada, com todo tipo de surpresa e paisagem, e, se faltou placa no caminho, não faltou companheirismo, espírito de aventura e energia positiva pra atravessarmos a América do Sul, lá e de volta outra vez. Experiência sem preço com dois “grandes” parceiros, de tamanho e coração, que me ensinaram muito e com quem tive o prazer de partilhar momentos de risadas, dúvidas, contemplação da natureza e muitos perrengues! Espero que o relato ajude aqueles que quiserem fazer o mesmo percurso ou parte dele. Estou a disposição para mais informações. As fotos do passeio, na sequência do percurso, estão no meu perfil do facebook: https://www.facebook.com/douglas.dias.9440/media_set?set=a.10204183600898301.1073741830.1475035092&type=3
×