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Encontrado 124 registros

  1. bbkid

    Ushuaia

    Quais passeios em Ushuaia quem já foi recomenda ??? Pelo que ouvi falar são basicamente os seguintes 6: 1 - Centro da cidade (visitando os museus da prisão e do fim do mundo) 2 - Passeio de barco pelo canal Beagle, e passando pela isla de los lobos, pinguineira, etc... 3 - subida ao glaciar martial 4 - lagos escondidos e fagnano 5 - parque nacional terra do fogo com o trem 6 - laguna esmeralda Eu vou ficar 4 dias em Ushuaia e gostaria de saber o que seria melhor escolher, já que penso que não vai dar tempo de fazer TODOS esses passeios. O que recomendam ???? Obrigado e até mais!!
  2. PATAGÔNIA 2017 16/01/2017 A 22/02/2017 Patagônia 2017 (Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Natales, Torres de Pàine, El Calafate e El Chalten) Tudo começou com aquela de vontade de ir a Patagônia de novo. No dia 16 de Janeiro parti para Ushuaia. Meu intuito a princípio era fazer umas trilhas e conhecer a terra do fim do mundo. Exatamente no dia 16 embarquei em Vix e fui a Ushuaia via Buenos Aires. Foi uma viagem e tanto. No dia 17 cheguei por volta das 9:hs e já enfrentando um frio de 4 graus. fui ao hostel e me instalei. No mesmo dia dei um role pela cidade. no outro dia 18 fui numa trip irada com a http://www.piratur.com uma empresa que te leva para ver pinguins e leões marinhos top. Fomos Fazenda Harberton, caminhada na ilha pinguineira (Ilha Martillo), ilha dos pássaros, Ilha dos Lobos Marinhos, Museu Harberton, Farol Les Eclaireus,Cruise do Zodíaco. No dia 19 fui ao Cerro Martial mas devido a ameaça de chuva descemos mas foi compensador, fizemos quase 15 km. de trekking. No dia 20 fui ao parque nacional tierra del fuego em Ushaia e fui ao correio no fim del mundo. Fiz a trilha de quase todo parque. Puerto Arias, laguna verde, laguna Roca, e a Trilha Costeira. No dia 21 embarquei com destino a punta arenas as pela http://www.bussur.com 08:hs e chegamos por volta das 19:hs. Passamos por San Sebatinan que é a fronteira entre Argentina e Chile. Passamos também pelo estreito de Magalhães mundialmente conhecido pelas suas histórias. Esta viagem foi muito legal pelos obstáculos a serem transpostos. Valeu a pena. Em Punta Arenas pude conhecer um pouco mais da história do estreito de Magalhães. A cidade é muito legal, com seu calçadão e seus monumentos. No dia 23 fui de ônibus para Puerto Natales, cidade de entrada do parque Torre Del Paine, lugar Maravilhoso e com pouco a oferecer aos turistas, mas que é de vital importância para o Paine. No dia 24 embarquei em direção ao Parque. TORRE DEL PAINE 1° dia. Entrada no parque. Hospedagem no Refúgio Las Torres. Início trilha 10:20 h, término 20:30hs. Saindo do refúgio Las torres, Refúgio Chileno. Área de acampar Torres e mirador Base Las Torres. Trilha punk com desnível de 875 metros. Distância. 18 km Tempo. 10:hs Elevação. 875 mts. 2°dia. Saída de do refúgio Las Torres, indo em direção ao Camping Serón as 09:30hs e x chegada as 13:30 h. Esta caminhada foi tranquila. Com Desnível de 475mts. Distância. 12 km Tempo. 4 hs Elevação. 475 mts 3° dia. Saída em direção a Guarderia de Coirón que fica há 3:hs de caminhada. Já que não tinha reservas no Refúgio Dickson, os guardas não me deixaram passar, no Percurso foi observada a presença de ventos de até 60 km/h em um lugar chamado Passo de Los Ventos. Vista do Lago Paine. Rio Paine e Vista do Lago Dickson. Ao retornar ao acampamento choveu bastante. Aumentando ainda mais o frio. Distância. 18 km Tempo 6:hs. Elevação. 250 mt 4°dia. Saída do camping Seron em direção ao acampamento Los Cuernos. Antes uma Passada no Refúgio las torres. Logo em seguida ida ao Refugio e Camping Los Cuernos. Pude observar vários animais no trajeto. o lago que me acompanhou até o refúgio. Foi uma caminhada sensacional. Cheguei no Refúgio e vi que se não tiver vaga acampa em qualquer lugar. Eu só tinha reserva no dia seguinte e acampei de graça . Distância. 23 km Tempo. 9:hs Elevação. 385 mts. 5°Dia. Saída do Refúgio e Camping Los Cuernos x Camping Francês x Camping Italiano x Britânico x Miraxor Britânico x Los Curenos. Caminhada top sem igual. Visual show de bola. Choveu bastante na ida, mas o visual do Mirador Francês e do Mirador Britânico foi sensacional. A trilha nem se fala irada. Vista geral do Glaciar Francês. Glaciar Los Gemelos. Ainda por cima fomos agraciados com várias avalanches que dão um barulho anormal. Distância. 18 km Tempo. 9:hs Elevação. 800 mts 6°Dia. Saída do Refúgio Los Cuernos em direção ao Refugio e Camping Paine Grande, passando pelo Camping do Francês, Camping do Italiano. Guarderia Pehoé e Paine Grande. Distância. 13 km Tempo. 4 horas. Com chuva direto. Elevação. 388 mts 7°Dia. Saída as 8:hs para Refúgio Gray e Glaciar De mesmo nome, subida no início, trecho o tempo todo chovendo, passamos por Laguna Los Patos. Lago Gray. 7°Dia. Saída as 8:hs do Camping Paine Grande para o Refúgio e mirador Gray. Subida no início, trecho o tempo todo chovendo, passamos por Laguna Los Patos. Lago Gray. Refugio Gray e Mirador Gray. O incrível foi ver blocos gigantes de gelo que se desprende do Glaciar. Distância. 25 km. Até o Mirador. Ida e Volta Tempo. 8:hs Elevação 300 mts. Assim encerro minha Expedição a Torres Del Paine. No dia 31 fiquei em Puerto Natales para ir a Caverna do Milondon foi o máximo. Pude também descansar dos dias em Torres del Paine. Irado o Monumento Natural Cueva Del Milodón. Na verdade, são 3 cavernas. Pequena, Média e Grande. A caverna principal é muito grande onde habitavam os Milondons. No dia 1° fui para El Calafate e em seguida para El Chalten. Onde quero concluir todas as trilhas que não fiz no ano de 2016. Peguei o ônibusas 14 hs com chegado em El Calafate às 19:hs. Onde ia tentar pegar um bus para El Chalten ainda neste dia. No dia 2 fui para El Chalten no bus das 08:hs chegando as 11:hs. Encontrei a Galerada Chapagonia. Foi o dia de descanso. No dia 3 amanheceu um tempo chovendo. Na verdade, esta temporada em Chalten pela previsão não vai ser das melhores. Muita chuva. PARQUE NACIONAL DE LOS GLACIARES. EL CHALTEN. ARGENTINA. 1°Dia. Saída às 4:hs da manhã em direção Piedra del Frade. Logo após ida a Acampamento base de Piedras Negras. Local de base para quem vai escalar o Fitz Roy e várias agulhas desta cadeia de montanhas. Aliás a maior da Patagônia. O bom desta trilha é que se tem uma visão extraordinária do Glaciar Marconi, do Lago Eléctrico. Subida é punk. As pedras soltas rolam a todo momento, mas vale a pena. Distancia. 13 km. Tempo. 5:hs. Elevação. 1000mts. 2°Dia. Saída do acampamento Piedras Negras em direção a Piedra del Frade e Rio Elétrico. Onde pegamos um Táxi até Chalten. Descida punk. Distância. 13 km Tempo. 5:hs. 3°Dia. Caminhada até o Mirador Las Aguilas. e Mirador Los Condores. E ida a base de escaladas do Paredão de Los Condores. Distancia. 10 km Tempo. 4 horas. Parada para ver amigos escalando. Elevação. 200mts. 4°Dia. Caminhada até a Cachoeira Chorillo Del Salto. Uma longa queda com água das geleiras do maciço do Fitz Roy. Distancia. 10 km Tempo. 3 horas. 5°Dia. Caminhada até o Camping Poicenot. No sendero Fitz Roy. Passando pelo Mirador do Rio de la Vuelta e Laguna Capri. Desta trilha se avista o Fitz Roy principal montanha da Patagônia. Acampamos no Camping Poicenot. Distancia. 13 km Tempo. 3 horas Elevação. 391mts 6°Dia. Amanheceu chovendo muito no Camping Poicenot. Esperei o tempo melhorar e fui a Laguna de Los Três e Laguna Sussia, o que é uma coisa fascinante. La de cima pude observar as Lagoas Madre e Hija. Lagoas estas que ficam numa intersecção entre o Sendero Fitz Roy e Laguna Torre. Retornei desarmei a barraca e fui para para Chalten. Distancia. 19 km Tempo. 6:hs Elevação. 598mts. 7°Dia. Saída de El Chalten as 16:hs em direção a Laguna Torre. Passamos por Mirador Margerita, Mirador Del Cerro Torre, entroncamento com as Lagoas Madre e Hija e Acampamos no Camping De Agostini. Aproveitei para ir a Laguna Torre. Muito linda e fascinante. Distância. 11 km Tempo. 4:hs. Elevação. 250mts 8° Dia. Amanheceu chovendo muito no Camping De Agostini. Sem opção ficamos esperando a chuva passar. As horas foram passando e agora já são 14 hs e nada da chuva passar. Sai as 14:30 h passando pelo mesmo trajeto da ida. Distância. 13 km. Tempo. 3:hs Elevação. 150mts. No dia 16 de fevereiro choveu a noite toda e o dia inteiro. A temporada 2017 realmente não está das melhores. 9°Dia. Saída de Chalten em direção a Laguna Toro. Passando pela conexão com Pilegue Tumbado, Margeando o Rio Tunel, Avistando o Glaciar Rio Tunel, e Lago Toro. Choveu todo o percurso. Punk e frio. Distância. 32 km Tempo. 8:hs Elevação. 650mts 10° Dia. Ida ao Lago Del Deserto. Passando pelo Rio Elétrico. Laguna Condor. Plaza Soberania. O point foi ver inúmeras cachoeiras que desaguam no Lago vindas direto da geleira e glaciares. A beleza do lugar me impressionou devido a clareza da água. https://www.facebook.com/pedraodobrasil
  3. Ever

    Mendoza

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Mendoza. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Mendoza, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Mendoza por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Mendoza Procurando companhia para viajar para Mendoza? Crie seu Tópico aqui! Mendoza - Tópico de Perguntas e Respostas Relatos sobre Mendoza: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem de dezesseis dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Furuta Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Serneiva Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Alex Melo Relato sobre viagem de vinte e quatro dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Duke[/linkbox] Em Mendoza tem uma estação de esqui chamada Los Penitentes - http://www.penitentes.com - mas não abriu este ano por falta de neve. Estive lá em Agosto e fiz uma subida até o topo com teleférico. Tinha neve mas não o bastante para cobrir as pistas e poder esquiar. Mesmo assim o passeio valeu a pena, fiz a tour que eles chamam de Alta Montaña ($50 Pesos) - você passa pela cidade de Uspallata, e visita Los Penitentes, Puente del Inca e Las Cuevas que já fica na boca do tunel para o Chile. De Mendoza até Santiago são apenas 5 horas de ônibus. De Mendoza você pode ir a Las Leñas e a Portillo (Chile), mas mesmo lá não sei se tem esqui em fevereiro... pouco provável. Mendoza é uma cidade legal e bem tranquila. Muito bem arborizada com casas bonitas e um parque muito legal - San Martin. Tem uma universidade e por conta disso alguns barzinhos interessantes na Avenida Collon proximo ao parque. Os preços no geral são mais baratos que Buenos Aires. As agências tem um leque de passeios tradicionais e radicais. Os vinhos de lá são os melhores da Argentina e bem baratos ... aproveite ! Tem várias empresas que fazem o trajeto Mendoza-Chile, uma delas é a Andesmar - http://www.andesmar.com.ar. Veja outras nesta mensagem copiada de outro forum: . . . . -- Departure From Santiago: Terminal Sur AKA Terminal Santiago (Terminal South ) Updated November 6, 2003................Exchange rate is 620 pesos= 1 dollar US Company,..Destination,..Approximate Prices,..Departure Time,..Duration Tur Bus, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00 and 22.30, 6-7 hrs Tur Bus, Cordoba,18000 pesos=$24 US, Only Friday 12:30, 16 hrs Fenix, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00,-- 6-7 hrs Fenix, Buenos Aires,30000pesos=$40.5 US, Wed,Thurs,Sat,Sun 10:30, 22 hrs Andesmar, Mendoza,8000 pesos = $11 US, Every Day 9:30, 6-7 hrs Andesmar, Buenos Aires,28000 pesos=$37 US, Every Day 9:30, 22 hrs Andesmar, From Osorno to Bariloche,8000 pesos, Every Day 10:20, 6-7 hrs El Rapido, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:00,9:30,13:30,23:30,-- 6-7 hrs El Rapido, Buenos Aires,25000 pesos=$36 US, Same Bus To Mendoza at 9:30, 24 hrs Tas Choapa, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:30, 23:30, -- 6-7 hrs Tas Choapa, San Louis,8000 pesos=$11 US, Tues. and Sat. 9:00, 11 hrs Tas Choapa, Cordoba,15000pesos=$20 US, Tues. and Sat. 14:30, 18 hrs Ahumada, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00, -- 6-7hrs Ahumada, Buenos Aires,30000pesos=$40 US, Wed.,Thurs.,Sat.,Sun., 10:30, 20 hrs Pullman Del Sur, Buenoa Aires,25000pesos=$36 US, Mon. And Fri. 13:00, 19 hrs TAC, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 8:30,12:00,21:30, -- 6-7hrs TAC, Buenos Aires,25000pesos=$33.5 US, Every Day 10:00, 20 hrs CATA, Mendoza,7000 pesos= $10 US, Every Day 7:30,10:15,23:00, -- 6-7 hrs CATA, Buenos Aires,23000pesos=$31 US, Same 10:15, 20 hrs CATA, Cordoba,20000pesos=$27 US, Same 10:15, 18 hrs O´Higgins, Mendoza,7000 pesos=$10 US ,--Every Day8:15,10:30,14:45,22:00,-- 6-7 hrs Chi-Ar Mendoza,12000pesos=$16 US, 6-7 hrs Nevada, Mendoza,8000 pesos=$11 US,-- Every Day 8:30,10:30,12:30,14:30-- 6-7 hrs Nevada has three different size mini buses-10,14 and 16 passenger Coitram, Mendoza,7000 pesos=$10 US, Every Day 8:30,12:30,14:30, --- 6-7 hrs Coitram has 12 passenger mini buses Alsa also has a new service and they are running a special for 6000 pesos to Mendoza, I seen it today when I was at the bus terminal!! ---
  4. Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
  5. Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  6. bluzes.dust

    Mendoza 2017

    Depois de muito tempo resolvi postar alguns relatos... Enfim, depois vencer a preguiça e falta de tempo, aqui estou! Mendoza eh um estado da Argentina que deve ser visitado! Além do Aconcagua existem varios motivos para incluir essa beleza quando for passar pela Argentina. Não tenho info de passagem aerea do Brasil para Mendoza porque moro em Buenos Aires, então vou ficar devendo essa informação. Regra geral e chave de ouro> ficar na capital *Mendoza*, acordar cedo e ir pro terminal de onibus escolher para onde ir de forma rapida e barata Total> 8 dias Gasto *sem aereos> fazendo a conversão pesos para reais> 2 mil reais total para o casal, incluindo hospedagem, transporte e alimentação Rotreiro> Mendoza Capital, San Rafael, El sosneado, Godoy Cruz, Potrerillos, Cacheuta e Parque provincial Aconcagua Dia 1 Chegamos no aeroporto e tomamos um onibus até o centro. No terminal compramos passagem de onibus para San Rafael, super barata! Tem um site que dá para consultar os preços atuais, mas la na rodoviária é tranquilo de comprar. Eles aceitam todo tipo de pagamento, incluindo cartão de crédito. Deixo o site> http://www.plataforma10.com.ar/pasajes-micro?gclid=CN7Px5GVt9QCFVcGkQodXEYLAg Chegamos em San Rafael e ficamos de boa na cabana que reservamos pelo booking com um preço super economico. De Mendoza a San Rafael são 3 horas, mas optamos por não fazer nada nesse dia e descansar. Dia 2 Valle hermoso Pegamos um onibus que nos levou até o topo do vale e baixamos caminhando até a metade. A outra metade baixamos pelo rio fazendo rafting. Nesse dia gastamos tão poco que ficamos emocionados. Contando onibus, rafting e comida gastamos 150 reais para os 2! Dia 3 El Sosneado Acordamos tarde, tipo 7 da manhã e perdemos a chance de nos meter na unica excursão que tinha para visitar as ruínas do hotel abandonado em El Sosneado. Antes de deixar a depressão tomar conta de mim eu corri na secretaria de turismo e perguntei pra menina da recepção> se existe alguma forma de chegar la por minha conta me diga e eu o farei! Ela me disse que alguns taxistas se aventuravam com carros normais, porque normalmente somente veiculos 4x4 faziam o trajeto. Eu logo pedi o contato do doido que ia e chamei. O Miguel me atendeu e disse que me levava por 100 dólares, eu aceitei, claro! Foi incrivel, porque o Miguel viveu toda a vida em San Rafael e nos contou tudo sobre o lugar. Se alguém animar a fazer o mesmo é só ir na secretaria de turismo e pedir o contato de remis que vai a El Sosneado, perguntem por Miguel. Dados sobre o lugar> hoje existem apenas as ruínas de um grande hotel construído em 1938. Diz a lenda que por um mistério todos abandonaram o hotel. Dizem que Perón ia se encontrar com nazistas no lugar... Hoje além das ruínas estão as termas com agua que descem do vulcão Overo. Dia 4 Godoy Cruz Voltamos para o norte do estado e ficamos na cidade Godoy Cruz. Passamos por umas bodegas para provar e comprar vinhos. Depois ficamos dando voltas pelo centro e voltamos para casa. Ficamos numa casa super barata que se chama casa malbec e vocês podem encontrar por airbnb. Recomendo! A unica coisa ruim é que não tem toalha, mas como sempre levo pra mim não fez diferença. Essa cidade esta a 20 minutos da capital e eh mais tranquila. Tem ônibus e esta muito bem localizada. Dia 5 Potrerillos Pensa num dia que só gastamos 100 reais e nada mais! Lindo! Enfiamos lanche na mochila e pagamos o onibus. O resto> caminhar e observar a natureza. Do terminal é só pegar o onibus de linha e descer em Potrerillos. Tem um restaurante pra quem não levar comida e um senhor muito esperto que aluga o banheiro da casa dele kkkk Dia 6 Cacheuta Novamente, levantamos e fomos direto ao terminal de onibus. Passagem para cacheuta super barata outra vez... com 100 reais estávamos os 2 felizes na estrada. Entrada das termas uma piada> 100 pesos cada um, tipo 35 reais. Esse foi o dia para ficar o dia todooo descansando nas piscinas quentes! Dia 7 Parque provincial Aconcagua Muito sol! Pagamos 100 pesos cada um pra entrar e o mesmo de onibus dos dias anteriores... Levamos mate, agua e lanche leve só para passar o dia. Essa é a regra> ficar hospedado em Mendoza capital e ir para o terminal escolher para onde ir pagando barato kkkkk Dia 8 Dia de acordar tarde, tomar um lindo cafe da manha e voltar pra casa Se tiver aguma duvida é só perguntar e respondo!
  7. Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro ( http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia ). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada. Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) CuadroTransfernuevo.jpg Horário de transfers da Tienda Leon CuadroTransfernuevo.jpg (204.97 KiB) Viewed 11 times Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia ( http://www.brasileirosemushuaia.com.br/ ) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. http://www.valledelobos.com/es 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu cão da raça Golden . Foi divertido pegar uma carona no fusquinha até a entrada da trilha ..
  8. (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição ) Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison. O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo. Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava. Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu. E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.
  9. trotatorres

    Salta e San Salvador de Jujuy

    O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre as cidades de Salta e San Salvador de Jujuy. Se você está com alguma dúvida em relação às cidades, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Salta e Jujuy, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder! Salta e San Salvador de Jujuy SALTA A província de Salta está localizada no noroeste da Argentina com uma área de 154.775 km². Sua população total é de 950.000 habitantes, enquanto a sua capital, com o mesmo nome, fundada em 1582, tem 390.000. Outras importantes cidades são: San Ramon de La Nueva Oran, Tartagal e General Güemes. Está ao norte da província de Jujuy e da República da Bolívia, ao leste da República do Paraguai e das províncias de Chaco e Formosa, ao sul das províncias de Santiago del Estero, Catamarca e Tucuman, e ao oeste da província Jujuy e da República do Chile. Desde o frio dos Andes e da Puna até sua selvas subtropicais, Salta está inserida entre montanhas, vales férteis de sol e temperatura agradável o ano todo. A hospitalidade provincial qualifica a sua rica herança cultural, que se expressa com música folclórica e religiosa que se deslocam manifestações. Salta foi historicamente importante porque, em seu território foram lutadas as principais batalhas pela independência argentina e, muito antes da descoberta das Américas, foi o berço da rica cultura pré-colombiana. As casas antigas e quintas, agora transformadas em albergues, convidam à aventura. As principais atividades produtivas são culturas industriais, produtos hortícolas, frutas cítricas e hortaliças. É completada por tipo pampeano produções agrícolas e de alguns minerais. A taxa média de crescimento anual é 25,7% e densidade de 5,6 pessoas por quilômetro quadrado. Nesta cidade, é ainda largamente predominante a arquitetura colonial do país, representado pelo seu urbanos coloniais e edifícios de interesse histórico como o Cabildo, a Catedral e a Casa de Hernandez, entre outros.[/align] SAN SALVADOR DE JUJUY É a capital da província e está localizada ao sul de Jujuy, na região dos Vales Temperados. É um dos circuitos básicos para ir ao resto da província. San Salvador de Jujuy tem um aeroporto internacional a poucos quilômetros do centro da cidade. O verão é quente na cidade ao meio-dia e no início da tarde, no inverno temperaturas máximas oscilam em torno de 20°C, mas as suas noites são frias com registros abaixo de 0°C. A estação mais confortável é a primavera. Um moderno processo de expansão que fazia com que a cidade crescesse para além das encostas dos morros e isto a levou à unificação dos últimos edifícios com os antigos edifícios da época colonial.[/picturethis] Esta região do país apresenta montanhas, planícies verdes, rios, lagoas de sonho, com paisagens coloridas e climas agradáveis que fazem o visitante pode desenvolver atividades como caminhadas, turismo contemplativo, o turismo cultural e de safaris fotográficos. Entre os mais proeminentes locais que podem ser visitados no setor, são as Termas de Reyes, Laguna Yala e o povo do Rio Blanco, apenas 7 quilômetros de onde está o santuário de Nossa Senhora do Rosário e Paypaya Rio Blanco, padroeiro da província e venerado desde o século XVII. Para ir a Vales é sempre importante manter um chapéu para cobrir-se dos raios do sol, roupas confortáveis e vara de pesca para tentar a sua sorte em torno do lago área.
  10. Plano inicial: - Pegar o máximo de caronas possíveis. -Acampar o máximo de dias possíveis. -Fazer meu rango na panelinha. Praticamente as principais refeições. Porquê: - Para testar minha disposição. -Pegar carona pela primeira vez na vida e comprovar para mim(e agora para vocês) que pegar carona funciona. -Acampar e ficar mais em contato com a natureza. -Se sentir vivo, totalmente fora da zona de conforto. Planejamento: - Não tive algum, nem direções precisas, a Patagônia foi mostrando seu esplendor. Decidi muito em cima da data que iria até Ushuaia. O que vocês acham no relato: -Acampamento ; natureza ; neve ; comida no camping ; barraca ; viajar barato funciona ; frio ; pessoas de coração grande ; fotos ; câmbio ; caronas ; comida na panela ; O que eu levei: -Para cozinhar: -Espiriteira(fogo a álcool) -Uma panela média -Álcool desidratado ou de posto de gasolina, pode ser de cozinha também, mas demora pra aquecer. -Talheres: faca, garfo e colher -1kg de arroz -Temperos; orégano, gengibre em pó, sálvia -Lentilha -Massa No caminho comprava coisas frescas para cozinhar. Para a viagem: - 1 barraca Guepardo Everest 1, uma pessoa, queda d'água 2000mm -1 saco de dormir -1 isolante térmico, para colocar entre o chão e o saco de dormir. -2 calças, um jeans, uma calça moletom.(levar calça impermeável, eu não levei e fez falta). -4 camisas -3 cuecas -4 meias -1 bota -1 chinelo -2 bermudas -1 casaco grande -1 moletom -2 camisetas manga comprida -1 boné -1 toca de lã -óculos de sol -1 facão Se eu lembrar de algo mais coloco aqui, mas isso foi o essencial. Sobre medicamentos - Eu não levei nenhum medicamento, pra dor de cabeça, estômago ou qualquer dor que o pessoal diz que têm. Só levei carvão vegetal, que serve pra desintoxicação. E na viagem inteira não passei mal, nem xorrioo . Fiz um vídeo rápido mostrando um pouco da aventura. Início: De Feliz a capital Porto Alegre fui de ônibus, porque imagina aqui no interior se parar na estrada com duas mochilas e um cartaz escrito: Porto Alegre e um :'> do lado e segundo o que o povo aqui da minha cidade costuma falar: Meu deus, o filho do cara pirou, ta na estrada com 5 mochilas e uns 3 cartazes, me parece que perdeu o emprego e agora vai tentar a vida em Porto Alegre, vai vira mendigo, é uma pena, o guri é tão bom. Porto Alegre peguei outro ônibus para sair da capital, andei uns 27 km até Butiá, cidade pequena e isolada. Duas horas na estrada e nada, sol das duas fervendo meu crânio, estava totalmente decepcionado com o lance de pegar carona, mas não desisti, fui caminhando e conversando com o pessoal, até que me indicaram umas saída de caminhões adiante. Na guarita me ofereceram água e consegui minha primeira carona de uns 110 km até um posto de gasolina :'> :'> . No posto mais decepção, nada de uma carona parar, sol rachando. Sem esperanças e com medo de acampar a primeira vez perto de um posto de gasolina, comprei uma passagem até Uruguaiana. Chegando perto das 12:30am e acabado do dia inteiro, montei a barraca do lado de fora da rodoviária e foi ali que comecei a ter gosto pela trip. Pela manha o guarda me acorda e diz que já está na hora amigo ... levanto acampamento e começo a caminhar direção fronteira, atravesso a ponte de Uruguaiana até Paso de Los Libres, que no caso é proibido passar por lá caminhando ou de bicicleta. Como a funcionária da aduana me disse que podia, eu fui. Chegando os guardas me abordam e dizem que não posso passar caminhando que tenho que voltar e pegar o carimbo do lado brasileiro, ãã2::'> ...falei que não iria voltar e que eu só preciso do carimbo quando entro no país dele, e o cara queria que eu voltasse a pé . Tudo resolvido, passei minha mochila no detector de metais e o meu facão apareceu , o segurança me disse que não podia entrar com uma faca grande como aquela,hahaha, mas eu converti a conversa em acampamento e falei que precisava do facão e no final entrei na Argentina com todo meu kit acampamento, hahaha. Paso de Los Libres: Domingo, tudo fechado, não têm nem casa de câmbio na cidade, então tive que voltar pra aduana e cambiar e perder grana, foram $1.00 Dolar pra $13,00 pesos. Na cidade estava um pouco deprimido da viagem, acho que era cansaço. Ali na praça conheci um cara que viaja a uns 10 anos pela America do Sul sozinho e estava indo pro Brasil, agora nesse momento 13\01\2017 ele se encontra em Maceió, detalhe que ele só viaja de carona. Esse cara é o guru das caronas, me deu várias dicas e me passou contatos de amigos dele no sul da Argentina, em um contato desses acabei passando duas noites... Sem muitas forças para acampar depois de escutar os moradores dizendo que era perigosa a cidade, acabei mandando mensagem para um CS que eu havia feito contato um pouco antes da viagem e ele me hospedou na noite. Na manha seguinte o pai dele me levou até a Ruta 14 e alí começaram as caronas de los hermanos. Incrível, menos de 10 minutos para um caminhão e lá vou eu. Depois de alguns 100 km, desço em uma rotatória e continuo as caronas... 1:30h até um senhor parar com seu carro e me levar uns 95 km, uns 30 minutos até outro caminhão parar e me levar mais por uns 120 km, e depois rolou uma espera de umas 3:30h ou 4:30h, não fiquei contando certinho as horas. Ali fiquei um bom tempo fora da estrada porque o sol estava rachando, não dava pra aguentar. Pelas 17:30h, sem esperanças, com um cartaz feito a caneta, porque o outro bonito com letras grandes eu esqueci dentro de um caminhão na vinda ãã2::'> ... lá estava eu parado feito um beduíno, seco pelo vento e queimado pelo vento, me para um maluco de caminhão e me leva até uma cidade pertinho de Buenos Aires, foram 456 km. Ele me disse que ultimamente os caminhoneiros não param tanto porque teve casos que o pessoal usa caronas pra transportar drogas. Em um dia, fiquei das 7:00am até as 10:30pm, na estrada, chegando em um posto, durante a noite, e acampando atrás do posto, fiz minha primeira refeição na panelinha e ficou muito bom, e bora dormir neh. Detalhe, três da manha acordo com frio, saco de dormir mostrando primeiras falhas. Zarate: Dali peguei um bus até a capital, foram 53 pesos. Na capital de Buenos Aires, não tinha nada, nem hostel reservado e eu não queria acampar no centro da capital. Procurei hostel, bati em portas, até que achei um hostel barato, o Granado Hostel. Sobre Buenos Aires não vou comentar muito, porque é um destino muito padrão já. O câmbio ficou $1.00 pra 15 pesos, 2 pesos a mais por dolar comparado com a fronteira. Bahía Blanca: Depois de uma semana em BsAs, pego uma van da capital até Canuellas(140 pesos), para sair da capital e continuar as caronas. Dei uma volta enorme na cidade, pedi informações de onde pegar bus, ou trem e ninguém sabia informar direito. Fui revistado pelos policiais. Caminhei no sol do inferno do meio dia até chegar no ponto onde iria começar as caronas. Em poucos minutos para um carro e ando uns 180 km com um cara gente fina, viaja bastante também, mas têm um trabalho estável, é policial, e ganha uns 60 dias por mês de férias. Chegando na cidade do motorista, ele me deixa num posto de gasolina e oferece a casa dele para eu passar a noite caso eu não consiga carona até Bahía Blanca. Vendo um senhor na estrada pedindo carona, vou lá conversar e me informar se é fácil caronar por aí, e ele não me dá muita atenção e o outro amigo dele me diz pra eu ir em outro lugar pedir carona , toma guri, então me parei com a placa mais a frente, e do nada, um cara atrás de mim pergunta: -Hey amigo, donde vás? Bahía Blanca senhor, respondo eu. -Bueno, voy comprar una agua e una cosa para comer e vuelto. ...em alguns minutos vêm o senhor e me da uma carona até meu destino final, que faltavam alguns 430 km, insano. Agora imagina a cara que os outros fizeram quando me viram passar com minha carona ...foi lindo de se ver. Cheguei na cidade após lindas paisagens, pôr do sol, um céu imenso... Na cidade fiquei hospedado na casa de uma CS por quatro dias. Río Callegos: Em Bahia Blanca, tive uma vida muito boa, com chuveiro, comida boa, festa de aniversário e muitas risadas. E também fiquei quatro dias porque estava esperando uma carona que consegui no grupo do face( Viajar causa Adicción), de 1876 km, de Bahia Blanca até Rio Callegos foram outros 1876 km insanos em cima de uma cegonha lotada de carros. Dormi duas noites dentro de uma camioneta que estava no segundo andar da cegonha, e a paisagem foi se modelando ao longo da Ruta 3, o calor de Bahia Blanca foi se perdendo, e o frio da Patagônia abrindo as portas. No segundo dia eu já tive que usar o casaco, numa manha congelante de muito vento em alguma cidade perdida do meu roteiro vivo. Depois de dois dias e uma bunda em forma de banco, e também, a poltrona de caminhão saltitante, desci em Rio Gallegos, mais uma vez sem nada, somente com minhas coisas, a bunda de banco e os saltos do banco que me acompanhavam. Dei umas voltas na cidade, muito cansado, pés doendo, costas doendo, uma sensação de fome estranha. Bom, achei uma casa de câmbio e troquei 1 dolar pra 15 pesos mais uma vez, e tava bom esse câmbio. Tentei caronas na estrada, mas meu corpo não aguentava, dois dias viajando e dormindo no banco de trás de um carro não é fácil. Fui no mercado comprar uma comida fresca, me sentei no pátio e comecei a preparar meu almoço, com muito vento. No caso, minha espiriteira demorou muito pra esquentar a comida, mas no final saiu um rango barato, e meia boca. Caronas, sem chance do local onde eu estava, então, eu teria que sair da cidade e ficar na Ruta 3 , em algum ponto mais longe, e isso requer mais tempo e mais sofrimento no sol, vento e frio . Eu, cansado e acabado , decidi dormir na cidade mesmo e pegar um bus no dia seguinte até USHUAIA, Do lado do posto acabei achando um lugar com um pátio bacana e pedi pra vizinha se eu podia passar uma noite ali e deu certo. No posto eu paguei só 15 pesos pra tomar um dos melhores banhos da minha vida , depois de três dias sem banho, um chuveiro quente vira Oásis Claro, que fiz minha janta na panelinha neh, sempre. Dia seguinte, vou até a rodoviária e compro o ticket bem caro de Rio Gallegos até USHUAIA R$785,00 pesos. USHUAIA: Ao longo da viagem de ônibus deu pra refletir muito sobre a vida e sobre o destino, observando aquela imensidão de nada e de tudo, um sentimento único pela Patagônia, e já um pouco mais perto de Ushuaia, baldeamos o busão, no caso pra um pior, e o clima já estava muito frio, muito frio e vento acompanhado de chuva, uma bosta na real pra quem não sabe onde vai dormir quando chegar no lugar. Quanto mais ao sul, as montanhas foram mostrando sua beleza, os lagos, e a mata verde de Ushuaia. Cheguei pelas 20:30h, procurei um mercado e comprei algo pra cozinhar, achei uma praça pública e acampei nela mesmo, com uma vista da baia de Ushuaia e as montanhas de picos nevados, fiz minha janta e dormi tranquilo. Na manha seguinte, 6:00h da manha dois guardas me acordam e me expulsam do lugar. Muito frio e vento pela manha, desarmo minha barraca e sigo viagem. Minha intenção era fazer uma trip roots mesmo, então evitei pagar pra ir nos lugares mais turísticos. Conheci um pouco a cidade, acampei duas vezes perto de um riacho no meio da mata(onde acordava a cada uma hora de tão frio que tava, isso porque o saco de dormir que comprei não suportava tanto frio assim), que ficava perto das montanhas nevadas. Peguei um bus até o ponto máximo da cidade em direção ao Parque Nacional, e de lá fui caminhando. Saí pelas 21:00h e cheguei de madrugada pelas 1:30h, fui caminhando 18 km, com duas mochilas, e tudo isso porque não queria pagar a van até lá que era uns 450 pesos. Bom, me lasquei na caminhada, pés doendo, costa, cansaço bateu de frente mesmo, eu já estava disposto a dormir onde eu fosse cair. Cheguei no Parque Nacional, entrei e não vi guardas, então segui parque adentro, no meio do caminho passam eles de camioneta e me dão instruções. Beleza, faltava pouco pra chegar no camping, e eu estava no fim do meu esforço físico, estava prestes a descobrir meu potencial máximo naquela noite. Chego no acampas, cumprimento um grupo sentando em volta da fogueira e vou montar minha barraca para logo fazer minha janta e dormir(outra vez acordo de madruga porque o saco de dormir não segura o calor). Pela manha, vou até o ponto máximo da Ruta 3, deixo minha barraca sozinha no camping beira de estrada, deixo minha cargueira dentro e levo só a mochila pequena, com as coisas de maior valor. Bahia Lapataia, fim da Ruta 3. No dia seguinte, inicio a volta, e dentro do Parque Nacional uma família me da carona até o centro da cidade ... Chego no centro de Ushuaia outra vez, vou no mercado comprar comida e volto pro mato pra acampar e fazer minha janta com um bom vinho. Detalhe que até aqui eu não tinha gasto um pila em restaurantes. Detalhes que eu observei, que fizeram falta na trip: -Ter um bom saco de dormir(que aguente uma temperatura baixa). -Ter botas boas para caminhar(invista em botas). -Roupas Impermeáveis é totalmente Indispensável(choveu os 4 dias que fiquei em Ushuaia, plus outras cidades). Fechamento dessa parte: Agora saíndo de USHUAIA eu subi pela Ruta 40, passei por várias cidades famosas, turísticas, mas não visitei quase nada, porque o motivo da trip era não gastar muito e os valores das entradas de tudo é muito caro, pra conhecer tudo em uma trip só uma pessoa precisa desembolsar uma grana legal. Eu passei por Puerto Natales(Chile), Punta Arenas(Chile), El Calafate(Argentina), El Bolson(ARG), Barriloche(ARG), Villa La Angustura(ARG), San Martin de Los Andes(ARG) e depois voltei até fronteira de ônibus. Só essa subida pela Ruta 40 já vai gerar um novo relato, porque aconteceram muitas coisas também, acampei muitos dias também. Vou criar um novo post e agrego aqui. Tenho muitos videos, quero montar um vídeo curto pra vocês terem uma ideia mais viva da experiência, então quando terminar ele posto aqui o link pra vocês. Fiz um vídeo rápido pra vocês terem uma ideia. Espero poder fazer vídeos melhores em um futuro próximo para inspirar mais viajantes. Um Salve Mochileiros!
  11. Eae pessoal blza? Dessa vez vou fazer um relato rápido da nossa última aventura de carro, viajamos em 4 pessoas a bordo de um VW Up! Tsi com destino ao Chile via Paso San Francisco. Fizemos um caminho diferente incluindo o Paraguai, onde visitamos Cidade de Leste, Caacupé e Assunção, depois cruzamos para a Argentina pela fronteira entre José Falcon e Clorinda, de lá seguimos para Pres. Roque Saénz Peña, Termas de Río Hondo, Taffi del Valle, Cafayate, Fiambalá para atravessar a cordilheira pelo Paso San Francisco para chegar em Copiapó no Chile e continuar por La Serena, Viña del Mal, Valparaiso, Santiago, Mendoza como trajeto de volta em aberto, podendo voltar por Buenos Aires, Montevideo ou seguir direto por Córdoba até retornarmos para casa. Infelizmente tivemos contratempos durante a viagem e acabamos modificando bastante o roteiro, retornando antes para casa, mas imprevistos fazem parte da aventura e apesar de não cumprirmos o nosso maior objetivo que era cruzar o Paso San Francisco (por pouco) aproveitamos muito bem a viagem. RELATO da nossa viagem ao Atacama + Machu Picchu de carro Dia 01 - 02/01/2018 - De Curitiba a Cidade de Leste Saímos por volta das 08hs da manhã do dia 02 de Janeiro, tudo parecia tranquilo até entrarmos no contorno de Curitiba, onde pegamos um baita engarrafamento logo de cara, confesso que nessa hora deu vontade de voltar pra casa. Depois de mais de uma hora e meia consegui sair da rodovia e peguei um atalho, saindo na BR 277 sentido Ponta Grossa. A viagem a partir dai foi tranquila, pouco movimento, estrada boa, mas pedágios exorbitantes. Paramos para almoçar perto de Irati e chegamos em Foz do Iguaçu já no final da tarde, depois de pegar chuva em parte do caminho. Não entramos em Foz, seguimos direto para a ponte da amizade e paramos na aduana paraguaia para dar entrada na migração. Tinha um ônibus de viagem e acabamos entrando na fila exclusiva para o ônibus, mas logo fomos direcionados a outro guichê e nos atenderam rapidamente. O funcionário carimbou o passaporte e nos liberou, perguntei se era preciso registrar o veículo no sistema e ele disse que não, perguntei mais uma vez só para ter certeza e ele confirmou. Ficamos com receio de na hora de sair do Paraguai dar algum problema, mas conto os detalhes mais a frente. Já eram mais de 18hs, então Cidade de Leste estava bem vazia, rapidamente chegamos ao Hotel Piazza que reservei pelo booking, fica perto da Av Principal a menos de uma quadra da Monalisa e todo o comércio, apesar das instalações antigas valeu a pena pelo custo benefício. Deixamos as coisas no hotel e resolvemos voltar até Foz para jantar no supermercado Muffato perto do terminal de ônibus no centro. Depois da janta voltamos ao hotel em Cidade de Leste, que fora do horário comercial é bem tranquila, nem parece a mesma cidade. Roteiro Chegando em Foz do Iguaçu Ponte da amizade
  12. Trekking e escalada no gelo - Glaciar Viedma O Glaciar Viedma fica próximo à meca dos escaladores e trilheiros da Argentina, El Chalten, e é o maior glaciar da Argentina. Nós amamos escalar, então a vontade de experimentar uma modalidade de escalada tão peculiar como a escalada no gelo nos atraiu muito. Estava decidido, escalaríamos no gelo na Patagônia! Fazer o trekking em uma geleira também estava nos planos, e durante muito tempo debatemos se seria melhor e/ou mais bonito fazer o trekking no Perito Moreno ou no Viedma. Uma das dúvidas que surgiu era com relação à estética do glaciar: o Glaciar Perito Moreno é bem branquinho, ou seja, não há partículas das rochas ao redor sendo depositadas nele. Já o Glaciar Viedma possui um acúmulo muito grande de partículas, o que dá esta aparência mais escura. Coisa boba mesmo!rsrs Já leu nosso post sobre o Glaciar Perito Moreno? Leia AQUI! Como queríamos fazer o ice-climbing (escalada no gelo) chegamos à conclusão que este seria um passeio "3 em 1" perfeito: navegação pelo Lago Viedma, trekking (afinal teríamos que caminhar até chegar nos paredões de escalada) e a escalada no gelo propriamente dita - FECHADO! Não é um passeio barato - na verdade, muito pelo contrário! Mas estava no topo de nossa lista e decidimos fazê-lo. Entramos em contato com a empresa Patagonia Aventura por e-mail para agendar nosso passeio. Em El Chaltén, fomos direto até a agência fazer o pagamento (já que eles não aceitam cartão de crédito). A próxima parada seria uma loja de aluguel de equipamentos, precisávamos de botas de sola rígida, próprias para escalada no gelo. Isso não é um equipamento obrigatório, mas queríamos fazer a coisa do jeito certo (afinal o investimento era grande). No dia seguinte, encontramos com o restante do grupo na frente da agência e seguimos de ônibus até o píer no Lago Viedma, local de saída do catamarã. A travessia do lago é espetacular, a paisagem em volta parece uma pintura. A caminhada começa direto na rocha mesmo, onde um dia foi gelo (o glaciar está em retrocesso, ou seja, perde mais massa do que acumula). Eu já comecei sofrendo, a bota rígida quase me matou - sem exageros! Caminhamos em um terreno muito irregular e a bota não tinha maleabilidade nenhuma! A cada passo aumentada a pressão no meu pé e eu era a última do grupo! Na companhia de um dos guias, que pacientemente me acompanhava. Antes de iniciarmos a caminhada no gelo propriamente dita, os guias nos ajudam a colocar os crampons de pontas frontais, que são grampos de ferro acoplados à nossa bota, que permite caminharmos e escalarmos no gelo. Os grupos são então separados - os que irão fazer o trekking e nós, que vamos procurar paredes de gelo para escalar! O grupo de escaladores é bem menor, eramos em 12 escaladores e 5 guias. Me senti muito segura o tempo todo e todos os guias era muito simpáticos e ao que parecia, muito experientes. A caminhada no gelo é uma aventura encantadora! Vi tons de azul (e branco) que jamais imaginei (e lembra minha preocupação com a deposição de sedimentos? Eles deixaram o gelo ainda mais lindo!). Chegamos na primeira parede para iniciar o treinamento, que é iniciado da base da parede. É uma parede bem fácil, onde aprendemos como nos posicionarmos, como utilizar a piqueta de escalada, como fixar os pés na parede (através de chutes com força suficiente para fixar os crampons na parece). Depois deste primeiro contato (que foi até fácil), subimos de fase e fomos para uma parede um pouco mais difícil. Desta vez não iniciamos da base da parede, mas do topo dela e descemos de "baldinho" (ser descido por alguém desde um ponto de segurança instalado mais acima) até a base da via para então subirmos escalando. A parede era mais longo (12m aproximadamente) na metade da via já senti o cansaço! É preciso de muita força! Mas foi incrível, já tinha um certo entendimento da técnica (pelo menos o suficiente para me divertir! A terceira parede era negativa! Ou seja, tarefa impossível para mim! Não entendi nem como fazia para ficar na parede, a força necessária é impressionante. O Antonio mandou muito bem nesta (e em todas as outras vias), nem parecia estar fazendo força! Almoçamos (lanche de trilha), descansamos e fomos para a última parede do dia, onde o guia montou 2 paradas (sendo uma delas muito difícil), não havia tempo para todos do grupo escalarem novamente. O Antonio quis ir na via mais difícil, claro! Ao retornar parecia uma criança! Com muita alegria descrevendo o que tinha visto lá em baixo. Disse que viu tons de azul jamais imaginados, ele estava no meio de dois paredões de gelo de um azul difícil de descrever (ainda bem que contra minha vontade ele levou a câmera e pode compartilhar com todos nós). Ele insistiu para que eu escalasse pela última vez, mesmo cansada decidi ir - e posso dizer que não me arrependi!! Foi a parede mais linda de todas e a vista daqueles blocos de gelo com tons jamais vistos! Impossível de descrever, apenas sentir e agradecer! Os guias nos serviram licor com gelo da geleira para comemorar nosso dia de aventuras. Como é bom fazer algo pela primeira vez na vida, experimentar algo que você nunca imaginou viver, sentir o novo! Já visitou a nossa galeria de fotos da escalada no Glaciar Viedma? Clique aqui. Informações - Tem idade para escalar no gelo? Não tem não! No nosso grupo havia uma família inteira: pai e mãe (por volta de seus 55 - 60 anos) e seus 3 filhos (20 e poucos anos)! Claro que os pais não escalaram todos as vias, mas sentiram o gostinho da experiência e vibraram junto com os filhos! - Empresa que faz o passeio de trekking e escalada no gelo (a única com licença para esta atividade): Patagonia Aventura - Tipos de passeio disponíveis: 1) Viedma Light – apenas a navegação para ver o Glaciar 2) Viedma Ice Trek – caminhada sobre o gelo ARS 4200 (+- R$838: transfer + catamarã + trekking no gelo + escalada no gelo + equipamentos) 3) Viedma Pro – caminhada e escalada Dicas Se puder alugar a bota de solado rígido, alugue! Mas se você não está acostumado (assim como eu) leve sua bota de trekking e somente troque de bota na hora que for andar no gelo (com os crampons) e escalar. Locação das botas de solado rígida: Patagonia Hikes (Lago del Desierto 250, 9300 El Chalten) Custo: ARS 130 (+- R$25) Quer continuar viajando com a gente? Então não deixe de nos seguir nas nossas redes sociais: Facebook, Instagram e YouTube. Precisa reservar seu hotel ou hostel? Nós sugerimos Booking.com! Utilize ESTE LINK, você não paga nada a mais por isso (nem 1 centavo, prometo!) mas nós recebemos uma pequena comissão, que ajuda a pagar as contas do blog e escrever mais posts incríveis como este!
  13. Boa tarde amigos, venho relatar aqui a viagem de 29 dias que minha namorada e eu fizemos por 4 países. Depois de muito pesquisar aqui no site acabamos fazendo o seguinte roteiro: Santa Fé, Mendoza, Santiago, La Serena, Antofagasta, San Pedro de Atacama, Iquique, Arequipa, Cusco, Puno, Copacabana, La Paz, Potosí, Uyuni, General Guemes, Alegrete. Somos de Porto Alegre e fizemos a trip com um Gol 1.000, sem direção hidráulica mas com um ar condicionado que funciona perfeitamente, chamamos o auto de "El Tanque". No total foram 11.070 Km, 17 hoteis/hostels/pousadas, 4 países, uma infinidade de novos amigos. O custo total ficou por volta de 17 mil reais, 8.500 para cada, levamos 2.900 dólares em espécie. Dia 1 - Porto Alegre - Santa Fé Saímos de Poa dia 23/12/17 ás 6h da manhã, esse primeiro dia era um dos trechos mais longos da viagem, podem imaginar que quase não dormimos pois estávamos ansiosos para sair, foram alguns meses de planejamento e muitas dúvidas ainda pairavam pois não achei nenhum roteiro completamente igual ao que iríamos fazer. Malas no Tanque, check list feito e chimarrão na mão. Vamos lá!! O trajeto Poa até a fronteira muito tranquilo, a aduana estava vazia e foi muito rápido, mostramos passaportes, carta verde e segue o baile. Na Argentina que começaram algumas complicações, assim que entramos na Ruta 14 fomos parados pela polícia, uns sujeitos com roupas de milicianos nos pediram documentos e para ver o extintor de incêndio, então disseram que o mesmo estava vencido, na verdade ele venceria 31/12. Um dos sujeitos me levou para uma sala uns 200m do carro e outro ficou com minha namorada na porta do carro, lá dentro inventou mil histórias e tive que desembolsar depois de muito negociar, paguei 20 dólares. Ao longo desse trajeto fomos parados mais 5x, todas as vezes pediram as mesmas coisas e nenhum deles falou que o extintor estava vencido, nessas outras 5 paradas os policiais que nos pararam estavam com coletes verdes e nos pareceram mais "sérios" que aqueles primeiros que tinha roupas de militares e cara de malandro. Chegamos em santa fé já era noite e ficamos num hotel que havia reservado pelo booking, no outro dia sairíamos cedo novamente e o trajeto também era longo. Dia 2 - Santa Fé - Mendoza Acordamos cedo novamente e na recepção do hotel encontrei um casal de brasileiros que estavam sem dinheiro porque haviam pago tanta propina na estrada que não sobrou quase nada, então fiquei um pouco mais aliviado por ter sido extorquido apenas 1 vez, pois passei o caminho todo com raiva daqueles primeiros policiais. Saímos 7h com destino a Mendoza, lá ficaríamos 2 dias. Aqui algumas considerações: não tínhamos interesse em visitar vinícolas, pode parecer estranho pois a região é propícia, mas a verdade é que no RS acabamos visitando tantas na Serra que acaba que o processo é todo o mesmo; nas vinícolas os preços de vinhos são na maioria das vezes mais caros que no mercado da cidade e pq estaríamos dia 25/12 lá, feriado, então poucas estariam abertas. Nosso estilo de viagem é mais lado B e conhecer pessoas. Caminho cansativo, alguns pedágios, mas termina na Ruta 7, aí quase dorme no volante. A estrada toda duplicada e desemboca dentro de Mendoza. Chegamos estava anoitecendo, era noite de natal e estava absolutamente tudo fechado, então acabamos comendo num restaurante bem "pega turista" no centro da cidade, menu de natal que era caro e ruim, mas estávamos cansados mesmo, comemos e fomos dormir. Dia 3 - Mendoza Finalmente acordamos em um horário "digno" e fomos conhecer a cidade, praças e afins. Como estávamos quase sem Pesos e as casas de câmbio estavam fechadas, resolvi ir sacar dinheiro em um caixa eletrônico, sempre libero meu cartão (débito e crédito) no exterior, assim qualquer aperto consigo dinheiro, eis que a máquina engole meu cartão que "nunca mais voltou" (nessa parte imagina o Tim Maia cantando), fiquei apavorado, era o cartão que levamos com limite mais alto, que seria fundamental em qualquer imprevisto mecãnico, médico ou sei lá o que. Bom, passado a frustração e depois de 10 chutes na máquina fui cancelar o cartão e pensar em plano B. Lembramos que o NuBank vc consegue gerar boletos sempre que quiser, assim poderíamos gerar, pagar e liberar mais crédito sempre que precisasse. Resolvido o drama fomos finalmente passear, fomos nas 5 praças menores e no parque da cidade, parque General San MArtin tem inclusive um estádio de futebol no meio, muitas famílias fazendo assado e tentando diminuir o calor nas sombras do mesmo. Foi muito legal e nos divertimos conhecendo o gigante parque, apenas uma loja de conveniência estava aberta, então compramos vinho, água e alguns petiscos e curtimos o feriado. Nota: Numa viagem dessas abridor de garrafas sempre é útil.
  14. antoniocalves

    De carro pro Chile

    Ola Mochileiros! Em outubro 2018 vamos fazer (eu e minha esposa) a viagem dos sonhos, venho planejando a viagem por uns 3 anos e já está se aproximando da partida. Serão 36 dias de viagem, percorrendo um total de 12.000 mil km, sairemos da cidade de Feira de Santana-Bahia rumo ao Chile, passando pelas seguintes cidades: No Brasil BAHIA MINAS GERAIS SÃO PAULO RIO GRANDE DO SUL Santo Estevão * Montezuma Barretos * Uruguaiana Planaltino Mato Verde São José do Rio Preto Maracás Porteirinha * Presidente Prudente Anagé Janaúba Presidente Jânio Quadros Montes Claros PARANÁ Mortugaba Pirapora Maringá Vitória da Conquista * Patos de Minas Campo Mourão Jequié Araxá Cascavel Uberaba * Foz do Iguaçu Na Argentina Puerto Iguazú Tilcara Posadas Susques * Corrientes * Mendoza Presidencia de la Plaza San Luis Pampa del Infierno Río Cuarto Monte Quemado * Villa María El Quebrachal Santa Fé Joaquín Víctor González * Paraná * Salta * Purmamarca No Chile * San Pedro de Atacama Calama * Antofagasta * Bahía Inglesa * La Serena * Valparaíso * Santiago Los Andes Uspallata * Cidade onde vamos pernoitar Gostaria de saber de dicas atualizadas que possam colaborar a viagem. Obrigado
  15. Bom dia/noite, fala aí pessoal. Então, após a leitura de vários relatos decidimos fazer nossa aventura de carro até Ushuaia e retorno por El Calafate, El Chaltein, carretera austral, Bariloche. Primeiramente, agradecemos a todos os relatos postados aqui no Mochileiros que contribuíram para a realização dessa missão, possibilitando relatar e retribuir um pouco dessa aventura, apresentando nossas impressões desses 13.000 kilometros rodados em 22 dias, agora em Novembro de 2017. Preparação: Como já dito em vários relatos, efetuamos a aquisição de um cambão, segundo triangulo, kit primeiros socorros, seguro carta verde, seguro saúde, e o principal: Doletas. Roteiro: Saída de São Jose dos Campos/SP, Curitiba/PR, Rio Grande/RS, Chui/RS, Montevidéo, Colonia Del Sacramento, Buenos Aires (via Buquebus), Tres Arroyos/ARG, Puerto Madryn/ARG, Puerto San Julian/ARG, Rio Galegos/ARG, Estreito de Magalhães, Rio Grande/ARG, Ushuaia/ARG. Retorno: Ushuaia/ARG, Rio Galegos/ARG, El Calafate/ARG, El chaltein/ARG, Perito Moreno/ARG, Chile Chico/CHI, Cohialque/CHI, Futaleufú/CHI, Esquel/ARG, Bariloche/ARG, Neoquen/ARG, General Acha/ARG, Santa Rosa/ARG, Rosário/ARG, Paso de los Libres/ARG, Uruguaiana/RS, Erechim/RS, Curitiba/PR, São José dos Campos/SP. Abastecimento: Na Argentina, tem duas opcões nos postos YPF, a Super de 95 octanas a qual utilizamos na viagem inteira sem problemas nenhum, e Infinia de 98 Octanas mais cara. Em portunhol é só solicitar: Bom dia, Super, Cheno (lleno), Tarjeta, que voce vai e volta tranquilo, e paga depois, rss. Com exceção de Buenos Aires (Shell), só abastecemos na rede de postos YPF Full (tem alguns YPF sem Full, kkk), que consiste em combustível de qualidade, banheiros limpos, WIFI, loja de coveniência para café da manha e almoço. pagamento com cartão de crédito, perfeito. Alimentação: É cara, não tem muita opção. Esqueça aquelas bancas de milho verde, caldo de cana, frutas, pastel, buffet, nessas estradas que passamos, não existem. Opção de supermercado somente para bebidas, salgadinhos, bolos, o resto não compensa. Em resumo, voce vai pagar de 160 a 210 pesos em media (R$32 a 42) por pessoa pelo prato principal 50 a 80 pesos pela guarnição (R$10 a R$15), 55 pesos pela latinha de refri (R$11), e 25 a 30 pesos de cobierto (R$6) aquela cestinha de pão com manteiga que voce não pediu, tudo isso, por cabeça, e tanto faz a cara do restaurante, se simples ou luxuoso, o preço não muda (nos pratos básicos), somente a variedade e qualidade, não tem taxa de serviço, voce que colabora se quiser, a maioria aceita cartão de credito. Nos postos YPF voce vai ter a opção para o café da manha, de 55 pesos (R$11) café com leite e duas medialunas (croissant), para o almoço 160 pesos (R$32) um combo de hamburguesa, papas fritas e gaseosa 600 ml, e não adianta querer inverter a ordem, café é de manhã, e hamburguesa é no almoço. Hospedagem: Optamos a maioria pelo Booking a fim de não perder tempo com procura e ter um destino para o GPS e Aduanas (eles precisam preencher no sistema o seu próximo destino,então nas fronteiras é bom ter uma tela com endereço do hotel de seu próximo destino, e não correr o risco de ser deportado, rss). O Desayuno consiste em um café com leite, torrada com manteiga, e nos top vem um suco tipo tang, rss, então não fique dando preferencia por hotel com Desayuno incluído, não vale a pena, já na hospedagem a maioria NÃO aceita cartão de credito, tem que pesquisar bem, aproveitávamos na hora das paradas nos postos YPF. Rodovias: Agora em Dezembro estará liberado a duplicação da serra do cafezal, então até Porto Alegre tudo pista dupla, de Porto Alegre até Pelotas pista simples, Pelotas a Rio Grande pista dupla, Rio Grande a acesso punta del leste/URU pista simples, e após pista dupla até pertinho de Colonia del Sacramento/URU, ruta 3/ARG pista simples sem buracos ate Comodoro Rivadávia, após duplicação em andamento em Caleta Olivia, e após pista simples até Ushuaia (remanescem 15 km para liberar de pista asfaltada (cimentada, padrão Chile),e 25 km a fazer, de estrada no rípio na parte chilena, ou seja, falta pouquinho para 100% até Ushuaia. As rodovias são planas, rendem bem a viagem, anoitece pelas 20:00 21:00 hs, as cidades sãõ distantes umas das outras, portanto nada de deixar baixar de meio tanque de combustível, os postos só existem nas cidades, não se recomenda viajar a noite, pelas distancias das cidades e falta de apoio na rodovia (de assalto não se ouve falar nada, mas cuidado sempre é bom). Inimigo: O VENTO. o vento é extremamente forte, cruel e desumano, rss. Para se ter uma idéia, o volante fica aproximadamente 1 dedo de diferença para o lado esquerdo ou direito da centralização, dependendo do trecho, e de repente diminui o vento e voce tem corrigir rapidamente, pensa nos sustos. Quando voce para, o vento não te deixa abrir a porta ou quase arranca ela fora se não segurar. Nas aduanas guarde bem os papeis, pois ele está lá fora para voar a kilometro de distancia, sua autorização de ficar no país, rss. Ingressos: Acabou o negócio de Mercosul, ou seja, Argentino e Chileno pagam a metade em seus parques nacionais, e estrangeiros pagam o DOBRO, em resumo R$100 pila por cabeça, por parque, dinheiro em espécie. Aduanas: Basicamente há tres etapas, primeiro voce faz a sua imigração e dos passageiros (passaporte, Rg, endereço destino), depois a importação provisória de seu veiculo (DUT, carta verde, Soapex) e por último aquela vistoria para verificar a bagagem (nada de frutas, queijo, presunto, rss, e se tem mercadorias indevidas). Nas aduanas integradas, tudo isso é feito nas aduanas de entrada do pais. Então após tudo isso, certifique-se que voce tem os carimbos de entrada e saída de cada pais, e uma autorização de transitar naquele país, porque sempre tem muita gente e pode ocorrer de faltar algum detalhe. Pessoas: Todas as pessoas que conversamos, pedimos informação, sejam nas aduanas, policia, hotéis, restaurantes, supermercados, postos, ruas, sempre foram muito cordiais, educadas, prestativas, e tudo isso com nosso portunhol. O que pode-se observar na cultura, é que eles prezam pelos bons hábitos (bom dia, com licença, por favor, obrigado, sinalização, ordem de fila). Na medida do possível devo ir relatando os dias individualmente, e respondendo as dúvidas e perguntas, OK. DIA 01 Saímos de São Jose dos Campos via Dutra, marginal tietê, rodoanel, regis Bitencourt (Br116), trecho já habitual até Curitiba, com pit stop em Registro (graal buenos aires) ,chegada a tarde, enchemos o tanque a R$3,79, hospedagem casa de familiares. DIA 02 Saída as 07:00 hs pela br 101, trecho também já conhecido, abastecemos na última cidade de Santa Catarina R$3,79, pois ao entrar no RS o combustível já fica caro R$4,20, não paramos para almoço, continuamos, pista dupla até Porto Alegre, após pista simples BR 116 sentido Pelotas, em seguida pista dupla até Rio Grande. Hospedagem hotel costa doce, muito bom, ótimo custo beneficio, a beira da lagoa, próximo ao shoping onde decidimos jantar e descansar após os 1000 km. DIA 03 Aproveitamos bem o café da manhã, pois o dia seria longo e demoraria um próximo café caprichado. Enchemos o tanque pela (bagatela) de R$4,52 o litro e fomos em busca da cidade de Chui BR 471, fronteira Uruguai. O trecho é muito bonito pois passa pela reserva do Taim com sua exuberante fauna e no meio das lagoas Mirim e Mangueira. Chegando em Chui, completamos o tanque, pois no uruguai é bem mais caro, procedemos a aduana Uruguaia, e seguimos em direção a Montevideo ruta 9, estradas boas, pedágios a R$11,00 (sim, pode pagar em reais, porém com trocado, se der R$50, pelo cambio, o pedagio sai por R$16,00, e o troco vem em Pesos Uruguaios). Chegada em Montevideo, transito de cidade grande, estacionamos e fomos fazer uns cliques. Porém sem demora, porque ainda faltava alguns kilometros até Ushuaia, Rodamos pelas Rambias beira mar e em seguida ruta 1 até Colonia del Sacramento, chegando as 20hs. Procuramos hospedagem e ficamos no Hostel Celestino, 18 de Julio, 70000 Col Del Sacramento,Departamento de Colonia, Uruguai, U$13, beliche quarto compartilhado. O carro pode ficar estacionado em frente (na rua mesmo, a cidade é tranquila).Fomos jantar próximo. Buquebus - Conforme relatos, o esquema é voce comprar antecipado (2 dias) pela internet, pelo site do Uruguay, www.buquebus.uy, tem quatro partidas diarias, sendo a primeira as 07hs (hora local) a qual é o melhor preço, saiu R$ 470, o carro e 3 passageiros, excelente custo benefício. DIA 04 Saímos 06hs do hostel e em 2 minutos já estavamos no terminal portuário. Voce estaciona o carro na area de embarque de veiculos e retorna para fazer o check in no balcao, fazer a imigração, e sobe no 1o andar aguardar o horário de embarque. Quando chamado, os passageiros vão para o embarque e o motorista vai pela escada ao lado pegar o carro e embarcá-lo no porão do navio, tudo organizado e tranquilo, após é subir as escadas e encontrar com os passageiros. Esse horário é excelente, poucos veículos, poucos passageiros, vai com metade da capacidade, navegação tranquila, possui cambio no barco, não muito vantajoso, para não chegar zerado em Buenos Aires. Após 2 hs chegamos no porto de Buenos Aires, todos podem ir ao veículo para sair juntos. Após sair do barco já tem o controle imigratorio, onde pedem passaporte, DUT, e carta verde, conferem o porta malas e, ADELANTE. Quando for sair do terminal tem duas saidas, não faça que nem eu de pegar a primeira, pois o sentido da pista é para direita, e para ir ao centro deve-se ir sentido a esquerda sendo que a primeira voce tem que esperar o transito deixar voce entrar, e na segunda tem um confortável sinaleiro que voce aguarda e entra tranquilo, além do mais voce desembarca bem no horário de rush, mas sem emoção não tem graça, rss. Buenos Aires é uma cidade muito legal, tem amplas avenidas, que de tão amplas se voce ficar nas pistas do meio não enxerga o sinaleiro, por isso fique nas pistas da direita para evitar de furar o sinal, kkk. Achamos um estacionamento na Av Passeo Colon, após a Casa Rosada, excelente localização, fomos caminhando passando pelos principais pontos turísticos do centro em direção a mais famosa rua de Buenos Aires para brasileiros, rss, Calle Florida, para efetuar o cambio e sentir-se de bolso cheio, pegamos a cotação de R$1 = 5 pesos na agencia Gavitur, mas não adianta comemorar muito pois o custo de vida lá é caro. Para efetuar o cambio basta apresentar o passaporte nas agencias de turismo, mas nos bancos tem que ter um comprovante de endereço de buenos aires então, novamente, deixe sempre um print de tela do hotel da cidade, cartão. Feito isso, fomos de tradicional mesmo, mc donald´s tomar aquele café já que estavamos ricos, mas como bom brasileiro pagamos com cartão, kkk, tem outras lanchonetes, cafés e kioskos, no calçadão, é só escolher. Próximo passo, no calçadão mesmo comprar chip na loja Movistar, 50 pesos, 4 horas para ativar, quando receber SMS é só recarregar, aonde? kioskos e nos postos YPF Adelante, comprar um mapa rodoviario da Argentina 75 pesos na banca de revista, e um mapa da cidade de buenos aires para poder achar ruta 3, kkk. Aqui no Brasil baixamos os mapas para o GPS, mas ele é bom para o local em que se está, nada como um bom velho mapa para ter uma visão completa dos trajetos e atualização dos tipos de rodovias. (considero imprescindível e custo insignificante). Devidamente equipados de bolso, estomago e papel, as 12 hs, bora ao estacionamento pegar o carro e ir direto para..., o posto shell abastecer é claro, 24,52 pesos o litro, ou quase R$5 o litro. Pegamos dica com o Sr do estacionamento, então não deu 10 minutos e já estavamos na avenida em direção ao aeroporto e sequencia a famosa ruta 3, transito pesado, pedágios 20 pesos, 30 pesos, e uma placa dizendo que Ushuaia a 3000 kilometros, moleza. A ruta 3 é de pista simples e nos primeiros 300 km transito pesado de caminhoes puxando a safra Argentina, e cheio de caminhões antigos, lentos, ou seja demorado esse trecho como já estava ficando tarde, optamos por pernoitar em Tres Arroyos distante 500km de Buenos Aires, cidade tranquila, hotel Plaza, histórico porém mais ou menos, e pizzaria excelente, La Tabla, H Yrigoyen 157,Tres Arroyos, Buenos Aires, Argentina. DIA 05 Acordamos pelas 07 hs, fomos tomar o cafe da manhã incluido, uma xícara de café e uma medialuna, o qual possibilitou energia para ir até o próximo YPF a 1km e comprar um kit café para viagem, tanques cheio, o nosso e o do carro, bora pegar a ruta 3 ate Bahia Blaca, ruta 22 até La Adela, ruta 251 ate Santo Antonio Este, ruta 3 ate Puerto Madryn, percurso 750 km. Importantíssimo, coloque no GPS a cidade de General Conesa, pois ela fica as margens do rio Colorado que faz divisa entre as provincias de Buenos Aires e Chubut, então passou o rio já tem um posto com Super a 17,50 e seu bolso ficará feliz. passando por Bahia Blanca e chegando em Puerto Madryn, cidade balneária média, mas top, claro que frio e muuuuito vento. Se hospedamos na La casa de Silvia, Nueva León 761, Puerto Madryn, Chubut, Argentina, ótima anfritiã, quarto confortável, wifi, passou varias dicas do lugar, recomendo. DIA 06 Programamos ir conhecer a cidade de Puerto Madryn e seus miradores, a Peninsula Valdez, e seguir viagem. Tirando a parte do seguir viagem conseguimos fazer quase tudo, kkk. Segundo informações de nossa anfitriã, a região rege pela tabela de marés, maré cheia aumenta as possibilidades de ver as baleias jubarte, e para peninsula Valdez o principal seria o passeio de barco, caríssimo, e os miradores ficam distantes. Entãoooo, neste dia a maré cheia era das 04 as 06 hs, ou seja, já era, mas como bons brasileiros e já estavamos alí, levantamos tarde e fomos conhecer assim mesmo. Segue-se por estrada de ripio contornando o porto e por 10 km tem alguns miradores, onde voce deixa o carro e faz caminhada para observação e fotos, nessa brincadeira foi umas 2 horas. Retornamos até a porto e segue-se a esquerda po estrada asfaltada até o parque nacional entrada a 415 pesos por cabeça, e após estrada de asfalto até porto piramides (lugar do barco), e um pouco antes entrada para Punta Delgada e Punta norte, estrada de rípio no começo 20 km trafegável e após intrafegável (ou quebravel, como queiram), costeletas de vaca ao extremo, power, turbo, ou seja sem condiçoes, retornamos a puerto piramides ao mirador de puerto piramides, estrada de ripio de 5 km, porém boa. Excelente, visão da peninsula, loberia, altas fotos. Retornamos a Puerto madryn e já eram 17hs, então decidimos pernoitar por ali mesmo. Recomendo assim, separar 1 dia inteiro pelo menos para a região; deixar o carro e pegar uma Van pelas agencias da cidade para ir a Península. DIA 07 levantamos cedo, tomamos café no apartamento mesmo, e vamos para mais 800 km. Saimos de Puerto Madryn, após 440 km, pit stop no YPF de Comodoro Rivadavia, cidade grande, movimentada, polo da petrolera YPF, de Comodoro até Caleta Olivia, pista ruim esburacada, porém estão duplicando esses 60 km com pistas novas, e vao abandonar a velha (já está, kkk). Também após Comodoro tem uma barreira policial da provincia de Chubut, ali tem que fazer procedimentos quase identicos a imigração, mas tudo bem cortês, de boa para esticar as pernas, rss. Logo em seguida vem a dica principal, lembram dos 415 pesos da entrada da peninsula Valdez, na beira da estrada, tem uma placa, loberia, estacione e vai tirar selfie com os 1000 lobos, leoes, elefantes, marinhos, que ficam "lagarteando" na praia, e o principal, 0800, gratis, a um metro das crianças, ou seja, por que fomos pagar 415 pesos. Voce saindo de Madryn na região de Trelew, tem a pinguinera paga, e no caminho tem lugares para voce entrar e ir ver nos mirantes, nao fomos pelo tempo, mas se tiver dias sobrando, a região é bacana, vale a pena. Assim dirigimos por 800 km e fomos pernoitar em puerto San Julian. Paramos no YPF e conversando com o frentista, informou que o esquema é procurar por Cabanas ao inves de hotel pousada, é mais economico. Dito isso entramos no acesso a cidade e já tinha uma na beira do lago, preço legal, equipada, fomos no mercado la Anonima e compramos suprimentos para o cafe da manha e viagem. Decidimos conhecer um pouco a cidade e jantar no centro, preço qualidade ok, padrao Argentina. DIA 08 Novamente cedo, seguimos viagem pela ruta 3 e após 360 km, Rio Galegos, cidade grande, movimentada, paramos no YPF, pit stop completo, rss, e próxima parada, aduana Chilena, sim, como é aduana integrada, voce passa reto na da Argentina, e faz os procedimentos na Chilena, (saída/entrada), já mais demorada pela quantidade de pessoas, busão, caminhão, carimbo e papel para tudo que lado, vistoria do veiculo, e após uns 40 minutos, adelante, voce entra no sul do Chile, rodamos até o estreito de magalhães, estrada ótima, e aí, parou, parou por que, tempestade, rsss. Ao chegar no estreito de magalhães 15 hs, uma fila enorme, no acostamento caminhões, na pista automóveis, tudo parado, fomos verificar e a notícia oficial era que teria uma janela para a travessia, lá pelas 19 hs, kkk. Voce olhando pela janela, tempo ruim, mar agitado, frio, vento estilo tsunami, bem vindo ao extremo sul das Américas. Passa uma hora, abre um solzinho, acho que agora vai, vai, vai chover tempestade, granizo aos quilos, todos carros se abrigando pelos baú dos caminhões ao lado, voando de tudo um pouco, mas passou, isso era la pelas 17 hs, abriu outro sol, agora acho que vai, fomos verificar e, informaram que está vindo outra, mas com esse sol, e daki a pouco..., REPLAY, nossa, emocionante, os amortecedores e molas dos carros acho que nunca trabalharam tanto, rss, mas como os profetas falaram, chegou 19 hs, passou a tempestade, vimos as barcas ligarem os motores, foram até o meio do canal vazias verificar o mar, kkk, voltaram e chamaram os carros para entrar que nem em dia de promoção, rápido, tinham que entrar voando nas balsa, chegou a primeira, entrou tudo rápido, e partiu estilo Shumacker, na cola, encostou a segunda, entramos no mesmo ritmo, travado o carro, voce desce e vai pagar no caixa, tudo isso nao deu 2 minutos, e olhando pela janelinha, já estavamos surfando o mar, os carros tomando um banho das ondas do mar, altas ondas, mar revoltoso, estilo discovery channel, rss, mas após uns rápidos 50 minutinhos com muita emoção, chegamos do outro lado, a fila do outro lado estava maior ainda, não ia caber todo mundo nas duas balsas. Agora em terra firme, 20 hs, Patagônia, a viagem não pode parar, kkk, bora então. No chile estrada ótima, (concreto), sinalizada, saimos de bahia azul e a próxima cidade é Cerro Sombreiro, tem hostel, posto Copec até 20 hs, kkk, mas como estavamos descansados, partiu froteira San Sebatian. Estrada concretada, perfeita, falta 20 km finais para terminar a pavimentação até a fronteira san Sebatian. Na fronteira, do lado chileno há hostel, e após 5km, fronteira Argentina, há hostel e abastecimento, então já eram 22:30, fazer novamente todos os procedimentos de imigração, para saida Chilena, anda 5 km, para entrada Argentina, isso já era 23 hs, e o agente pergunta, vai pra onde, respondo agora, só até Rio Grande, e outra pergunta, tem reserva hotel, está muito lotado por causa do encontro de motociclistas, hã, como assim, não, forneceu uns mapas, ligou para uns hoteis, tudo lotado, ligou nesse do lado da fonteira, o tonto aki achou que tava caro, ia ver o outro que tambem havia vaga no centro, ou seja, viajamos mais 80 km até o centro e, no hay vagas, full, lotado, pergunta aki, ali,e nada, decidimos, vamos ao YPF abastecer e comer e depois, de estomago cheio, decidimos. Entramos na fila do posto as 01 hs da manha, cidade grande, lotada, abastecemos, conveniencia cerrada, perguntei e o frentista indicou uma pizzaria (Mostaza Planet Rock) que funcionava aquela hora. Chegamos lá, excelente, estilo fast food, saboreamos ela, resolvido o problema do estomago, conseguimos reservar pelo booking uma cabana para Ushuaia para o dia seguinte, problema resolvido, e agora o negócio é onde ficar hoje, isso já pelas 02:30hs, kkk. Nas procura pelas ruas tinha visto uma com balada e cheios de carros estacionado nas ruas no entorno, é aki mesmo,achamos uma vaga boa, com movimentação,bora dormir, kkk. DIA 09 Acordamos pelas 04:30hs, maior solzão na cara, após o excelente pernoite no hotel, lá bancada del coche, kkk, pegamos a ruta 3 e bora Ushuaia. Rodamos 110 km até Tholuin, pit stop no YPF, e ..., tudo congelado, caiu a maior Nevasca, 50 cm de neve para todo lado, poucos carros vindo, cade as cadenas, kkk. Sem cadenas, bora dormir mais um pouco e esperar o gelo derreter ou aumentar a movimentação na rodovia. Reacordamos novamente, o fluxo na rodovia melhorou, carros, caminhoes, então dá para rodar, rss. Superdica: esse trecho de 110 km de Tholui até Ushuaia é o ápice da viagem começa contornando o lago Fagnano, as montanhas todas nevadas, altos picos, rodovia com 50 cm de neve no acostamento, já tinham passado máquina e jogado sal, kkk, alguns miradores e suas vistas padrão windows, rodovia sinuosa, mas tudo muito top, imperdível. Finalmente as 09:30hs após alguns dias e kilometrozinhos do Brasil, chegamos finalmente no portal de Ushuaia ( nada é tão fácil como gostaríamos que fosse, porém nada tão impossível como está escrito nos manuais, kkk), pausa para fotos com muita neve, e fomos caminhar na cidade do fim del mundo em busca do café da manhã,(sim, ela existe, kkk) porém era domimgo, poucos lugares abertos, estacionamos na orla, achamos um lugar aberto, já estava cheio, advinhem, estava tendo além do encontro de motociclistas uma etapa da maratona da Argentina, alguns cruzeiros no porto, enfim cidade abarrotada, mas pela manhã transito tranquilo. Após café, fizemos o passeio pela orla e seus pontos turisticos, a neve constantemente caía e parava alternando com chuva. Questionamos os passeios, mas pela quantidade de chuva e neve, ficou inviável, e aliado ao cansaço, fomos para a cabana recuperar o sono da noite anterior. pelas 20 hs acordamos e saímos até..., a porta, a neve estava a todo vapor, os carros que estavam na rua todos congelados, por sorte nossa cabana tinha garagem coberta, senão..., estava impraticavel sair assim, visibildade quase zero, frio também, então o negócio era ficar entocado mesmo observando tudo pela janela, imaginando aquilo no inverno, tem que ter um trenó para circular por la, kkk. DIA 10 Dia amanheceu, a nevasca deu uma trégua, tentamos pesquisar e achar outro lugar para ficar, mas, tudo lotado, a nossa cabana só tinha vaga para 1 dia, a previsão era que a nevasca seria forte por mais alguns dias, visibilidade baixa, e decidimos que a missão Ushuaia estava definidamente cumprida, com toda plenitude da neve, e com receio de ficar com a estrada fechada, e comprometermos a próxima missão, a lendária ruta 40. Um pouco tristes por não poder aproveitar uns dias a mais, porém com gostinho de poder voltar brevemente, partimos, rodamos até.... o portal da saída, e na barreira policial fomos informados que a rodovia estava com muita neve, seria de bom senso, não arriscar ficar atolado congelado na neve, gritando help, help, kkk, aguardar pelo menos até 11hs, pois iriam passar a máquina e jogar sal para melhorar a trafegabilidade. Assim sendo, retornamos para a cabana e aguardar o horário e pontualmente, partimos novamente, e realmente a quantidade de Neve era impressionante, mas tinha uma rodovia no meio da neve, rss, novamente muito top o trecho, paisagens, miradores, muitas fotos, chegamos em Rio grande, estava acabando uma greve e protesto na rodovia, mas contornamos pela cidade que já tinha decorado pela noite anterior, abastecemos e partiu fronteira para procedimentos de imigração, saída/entrada, rodovia chilena, e novamente quem, o estreito de magalhães, que desta vez estava calminho, calminho, devia estar revoltado com alguma coisa no dia anterior, kkk, aguardamos um pouco a balsa chegar, embarcamos, fomos na segunda novamente, e na outra margem, a fila estava maior ainda, pois tinha um comboio de uns 30 motor home da europa para atravessar também, realmente é um destino muito procurado nacional e internacionalmente, roda-se mais um pouco, chega-se ao trevo que leva ou para Punta Arenas/Porto Natales ou Rio Galegos, nesse ponto voce deve decidir se quer ir fazer o parque torres del paine, no mínimo dois dias úteis para compensar os 21.000 pesos, R$115 pila de ingresso por cabeça, hoteis, alimentação e a infinita beleza do lugar, kkk, maaas, não foi dessa vez, seguimos a direita e novamente os procedimentos na aduana integrada, agora passa reto na Chilena e para na Argentina, lotada, mais uma hora de procedimentos, e partiu Rio Galegos, chegamos 19 hs, destino final do dia, fomos almojantar, abastecer, rápido city tour, fazer as reservas do dia seguinte. DIA 11 Café caprichado, esse fora do padrao Argentina, e vamos inaugurar a RUTA 40, palco de todo piloto que se preza, o resto é só motorista, kkk. Inicia-se pela Ruta 5 que após a metade do trecho encontra a Ruta 40. Esse trecho de Rio Galegos até El Calafate 300 km, continua com as paisagens do pampa Argentino, retas e retas, um monte de Guanácos atravessando a pista, quase nenhuma árvore, pássaro, bem desértico, até chegar próximo ao Lago Argentino, aí volta ao nível, top, plus, ultra, power, kkk, da cordilheira dos andes, e chega-se ao nosso próximo destino, El Calafate, cidade TOP com vários hoteis, pousadas, restaurantes, mercado, maaas, somente dois postos de combustíveis, ou seja, chegou, já entra na fila e encha o tanque, neste YPF, a conveniencia também é 10, tem empanadas e gaseosas a bom preço, pode-se fazer um estoque para jornada da geleira. DICA: a partir daki sempre tanque cheio antes de sair para qualquer destino, primeiro pelas distancias, e segundo pela possibilidade de escassez, não dá tempo de voltar para trás, kkk. Feito isso partimos para o parque los glaciares e sua geleira, Perito Moreno, 90 km, estrada maravilhosa, entrada 500 pesos, R$100 pila por cabeça, mas esse sim é barato e vale a pena, vá o mais cedo possível e volte a hora que te tocarem de lá, kkk, da entrada do parque percorre-se a estrada contornando o lago e frente para a geleira, dois miradores providenciais, cliks e cliks, chega-se ao estacionamento, pega-se a Van, free, que leva ao topo das passarelas, e aí prepare-se para caminhar e tirar fotos a cada minuto, pois, a cada angulo, voce descobre outro detalhe. Ela é imponente em tamanho e beleza, embaixo blocos de gelo flutuando, simplesmente ignorante. Após 17 hs retornamos para El Calafate, completamos o tanque de novo, achamos nossa pousada, e fomos caminhar pela cidade, o comércio principal ´fica na avenida central e suas transversais. Tendo dias disponíveis, recomendo o primeiro dia para conhecer a cidade e seus arredores, lago argentino, e outro inteiro para o parque e sua geleira para aproveitar o máximo posível e descansar intervalos de caminhada, pois o parque é grande. DIA 12 Missão cumprida El Calafate, partimos para El Chaltein, 200 km, retorna-se para a RUTA 40, e segue direção esquerda, estrada, paisagem continua top, na reta da estrada saindo da RU 40 até El Chaltein, é uma suave descida com vista das geleiras e lago, na chegada a cidade possui um mirador e em seguida o único posto de combustível, que fica fora da cidade, funciona a energia ..., das 06 as 22hs, 1 atendente, ou seja, sempre vai ter fila e demorar. Na entrada da cidade tem o centro de visitantes, para ter um breve conhecimento e pegar seu fundamental mapa, pois aki há várias trilhas e direções, escolha a sua, para montar o seu roteiro, basicamente é uma por dia, pela distancia e direção. A cidade é pequena ainda com pouca variedade de opções, hoteis, restaurantes, lojas, etc, porém, percebe-se que irá ficar igual ou maior que El Calafate em curto prazo, portante é ótimo aproveitar enquanto é recente, e sem taxa de ingresso para as trilhas, pois com certeza isso mudará pelo volume do fluxo de visitantes e pela beleza de suas trilhas no meio da cordilheira dos andes. Devidamente instalados, preparar-se para o amanhã de muita caminhada. Dia 13 O ideal é partir o quanto mais cedo possível, e é recomendável, não indispensável, estar em forma, pois a trilha é longa e cansativa, fomos em busca do fritz Roy, 10 km, a lingua vai ficando pelo caminho, as pernas no meio da montanha, paradas para recuperar o folego, enfim, daquele jeito, mas alguma hora voce chega lá. Tem vários pontos de coleta de aguá pelo caminho, voce vai precisar e muito, e cruéis placas de km em km indicando o que terá pela frente, vários cenários perfeitos contemplando os pés das geleiras, enfim imperdível. O ideal é ir de Van para reduzir um pouco a bronca e retornar pela trilha completa, para descer todo santo ajuda, mas não é massagista e nem amortecedor se escorregar nas pedras, kkk. Mas enfim, as 17hs conseguimos chegar de volta na cidade e a primeira lanchonete para comer e repor as energias, se é que tinha sobrado alguma, para conseguir chegar até a pousada e recobrar os sentidos dos viventes, kkk. Outro detalhe, que no dia anterior haviamos deixado nossa roupas em uma lavanderia a kilo, boa e barata, fundamental para a sequencia da viagem, a qual coletamos a noite antes do jantar. Então, vamos fazer outra trilha no dia seguinte ?.... Aí bateu aquela vontade de continuar a viagem, kkk. Mas, realmente, se tiver despreparado, ou descansa um dia para energizar, ou é melhor fazer uma só, não tem taxi nem ambulância na montanha, e o frio é implacável, cada um sabe seus limites, e o do cartão de crédito, kkk. DIA 14 Levantamos com a missão de rodar os próximos 590 km, com destino a cidade de Perito Moreno na RUTA 40. Nesse trecho só há dois postos de combustíveis, saindo de El Chaltein o primeiro fica 1 km antes da cidade de Tres Lagos, muito pequena, e depois somente em Gobernador Gregores. Após Tres Lagos pega-se um trecho de XX km ainda sem pavimentação, mas em bom estado, depois retorna o asfalto de chega-se em Governador Grebores, cidade para abastecimento e alimentação, posto YPF, tendo pela frente 360 km até a cidade de Perito Moreno, estrada boa, região desertica, vento constante, muito frio, pouco movimento, chegamos pelas 18 hs, enchemos o tanque como sempre, se instalamos e fomos em busca novamente de nosso almojantar, cidade simples sem muitas opções, mas resolveu o problema. Aqui cabe um parentesis, haviamos optado por essa cidade em função do custo do hotel, mas o dia posterior apresentou a cidade de Los Antiguos, com mais 60 km pela frente, como a mais indicada, pois fica a beira do lago Buenos Aires, com casas de veraneio (ou inverneio, kkk) com mais opções de restaurantes, enfim tem mais cara de cidade, e já fica na fronteira com o Chile, com várias cabanas para locação. DIA 15 Aqui novamente é um ponto de controle onde voce deve decidir o rumo em função do tempo e cascalho, rss. Dentro da meta, vamos em rumo agora da CARRETERA AUSTRAL no Chile, seguimos em direção a Los Antiguos que faz fronteira com Chile Chico no Chile. Aqui a fronteira da Argentina é rápida, mas a Chilena é demorada, pois além da papelada normal, tem que descer toda a bagagem, pegar aquele carrinho de aeroporto, passar pelo raio X, fazer caber tudo de novo no bagageiro, porém, conversar com várias pessoas e contar sua viagem, aguentar ainda os 7 x 1 da Alemanha, kkk, mas voce sobrevive, só que demora. Feito isso, chega-se ao centro da cidade de Chile Chico e precisamos agora fazer câmbio para enfrentar a parte chilena, porém era Sábado, e segundo informações, somente a loja do Martin pescador operava com este produto, achamos, trocamos um pouco, cambio nada favorável, mas melhor do que ficar liso em terras estrangeiras, não se pode ganhar sempre. Partimos pela carretera austral que é de rípio e sinuosa, mas com mirantes espetaculares. Se voce já rodou por lugares lindos, daqui em diante, papai do céu tirou nota 10 em tudo. Pegamos esse dia ensolarado, fundamental para apreciar sem moderação nenhuma a Cordilheira dos Andes. Voce inicia contornando o lago General Carrera que após o Lago Titicaca no Peru, é o maior da América, com sua coloração azul intensa, verde brilhante, montanhas com seus picos nevados, rios caudalosos de degelo, aki o cenário é Bruto, inúmeras paradas em seus miradores para cliks, fomos em busca das CAPILLAS DEL MÁRMOL, saída localizada em baía Mansa, uns 15 km antes de Rio Tranquilo (180 km de rípio). Tem placa na entrada, voce tem que descer uns 1000 mt montanha abaixo numa estradinha que não passa dois, deixa o carro estacionado e pega um barco (voadeira), com duração de 1 h (com certeza, essa será uma das melhores hora da sua vida), navegando pelo lago General Carrera, aquele mesmo que a umas horas atrás voce estava admirando em vários pontos lá de cima, e chega-se nas esculturas naturais na rocha em cima e abaixo dágua, o lugar é Animal, voce entra com o barco em algumas, depende do vento, o contato com a natureza é ao extremo. Nessa tarde estava ventando muuuito, então pensa na emoção. O ideal ´sair bem cedo, pois a estrada não ajuda, voce tem que ir a 40km/h se quiser chegar com seu carro inteiro, e fazer pela manhã para aproveitar a luz solar completa. Feito o passeio, a missão agora é ..., subir aquela estradinha, meu, carro 1.0 acho que não sobe, pois está cheio de pedras soltas para tracionar, na hora da saída, tinha algumas vans e uma teve que ser puxada, pois não subiu, tivemos que embalar desde lá de baixo e não diminuir nem nas curvas e pedras para todo lado, mas o guerreiro venceu, chegamos ao topo, então fica a dica, deixe o carro confortavelmente estacionado na placa da entrada e vá caminhando, sei que a volta é subidão, mas conserva o carro e a viagem no lugar, kkk. Próxima parada depois em Rio Tranquilo, tem posto Copec, abasteça, aki a cidade tem opções de hospedagem e alimentação, altamente recomendável pernoitar nela, pois o próximo destino é Cohialque e voce pega 120 km de rípio, ou seja 3hs tranquilo, e mais 100 km de asfalto até Cohialque, porém atravessando a cordilheira, assim fomos chegar quase 22:00 hs, esgotados, não tinhamos reservado hotel, a cidade é grande, aquele perrengue até achar um no padrão BBB, mas nós é brasileiro, achamos uma cabana excelente, os proprietários mais ainda, indicaram e pedimos um disk pizza excelente, inclusive no cartão, também depois do dia inteiro sem comer naquela hora, até papelão no espeto era prato principal, kkk, em resumo, é um trecho grande pelas dificuldades, deve-se dividir em dois dias no mínimo. DIA 16 Pela primeira vez depois da neve, choveu muito a madrugada inteira, mas não vimos nada, kkk. Acordamos mais tarde, aquele vento da Patagônia, mas agora tinhamos que cumprir o roteiro pois senão comprometia a sequencia da viagem em termos de data. Vamos indo devagarinho, a chuva parou, agora esse trecho da estrada está asfaltado, bora lá. Já havia dito que a paisagem é nota 10, mas pode considerar agora um 11, pois até então imagina-se que a cordilheira dos andes é uma barreira montanhosa intransponível que divide o Chile e Argentina. Nããão. Ela é um complexo, de vales com muito verde no meio das montanhas, com fazendas, sítios, belíssimos rios, embaixo, e no alto aquele picos nevados, geleiras, vulcões, é um contraste impressionante. Com certeza a CARRETERA AUSTRAL CHILENA é uma das estradas mais belas do mundo, claro que fora do inverno, pois deve congelar tudo nessa época, e a dificuldade ser enorme. Rodamos pelo asfalto 200 km, aí tem o trecho de subida de 15 km e descida de 10 km do parque Nacional Queluat, o de subida já prepararam a brita para o futuro asfalto, mas a descida ainda não, estão vindo de Puyuapi para cá, por isso tem que pegar um balsa para chegar em Puyuapi num trecho de 3 km, mas as carretas vao pela estrada mesmo, então em curto prazo esse trecho também ficará pronto. Puyuapi também é uma cidade pequena mas bem ajeitada e depois de finalizado o asfalto deve crescer bem, detalhe alí que voce tem o acesso ao ventisqueiro Queulat, dá para ver da rodovia, mas como já tinhamos pego o começo dele em El Calafate e a demora da Balsa, optamos por seguir em frente, pois já haviamos reservado cabana em Futaleufú, fronteira com a Argentina, mas compensa se tiver tempo em pernoitar ai e curtir todo o visual. Após a saida de Puyuapi, novamente pegamos um trecho de 15 km de ripio preparado para asfalto, ou seja um poeirão e muita brita solta, a tecnica consiste pelo jeito, em deixar os veiculos compactarem bem a base para eles passarem o asfalto, afff, cruzamos com as máquinas asfaltando em pleno domingo, então, essa hora devem estar acabando mais esse trecho de asfalto ate Puyuapi, passamos por Vila Santa Lucia, abastecemos, e aí voce deixa a carretera austral e vira a direita na 235 que é toda de ripio mas em bom estado, vai contornando as montanhas dos Andes, beirando o lago Yelcho, tudo TOP também, e após percorrido 200 km, estamos em Futaleufú, fronteira com a Argentina, terra das corredeiras e raffting, para os amantes do esporte, aqui é o lugar, estilo radical. Cidade pequena mas tem hotel, restaurante, combustível, mercado, etc. Toda essa região tem muita coisa para ver e fazer, haja tempo e dinheiro para poder aproveitar tudo, porque para nós brasileiros, o custo é meio caro. Achamos nossa cabana, após instalados, fomos caminhar nas ruas da cidade em busca de nosso merecido jantar. DIA 17 Embora rápido, pudemos conhecer um pouco da Patagônia Chilena, seus contrastes, na certeza de retornar para apreciar com mais calma, a magnitude da região. Como não ganhamos na mega ainda, partiu Argentina novamente. Fizemos os tramites aduaneiros, esse Paso é bem mais tranquilo e menos movimentado, rapidamente já estávamos em solo Argentino ainda no rípio, em busca da cidade de Trevelin, agora já asfalto, Esquel a 90 km, e Ruta 40. Esquel também já é bem estruturada, movimentada, pausa para lanche, abastecimento, posto YPF, e retomamos a ruta 40 para percorremos mais 300 km até BARILOCHE, nosso próximo destino, aqui esse trajeto já é bastante movimentado, com a cordilheira ao fundo e seus vulcões. Também tem a cidade de El Bolson no caminho para Bariloche, que também é bom ponto de hospedagem para os viajantes como alternativa a horário e custos, embora Bariloche, fora de temporada é bem tranquilo de achar lugar e com inúmeras opções. Chegamos no meio da tarde e fomos se acomodar, optamos por fazer um mercado para a janta e café, mas o mercado argentino não tem muitas opções como os nossos, e os preços não compensam, único ponto forte é os vinhos, tem desde R$7,00 aqueles que a gente paga R$30 aki, os intermediarios de R$ 25, que é os caríssimos daki, até os top de tudo quanto é preço, então dá-lhe comprar vinho, para comparação Coca Cola 2lt estava R$22, fizemos pequeno reconhecimento da cidade, mas deixamos para o dia seguinte para fazer o circuito completo. DIA 18 Bariloche também é um ponto alto da viagem, a cidade margeando o lago Nahuel Huapi com a cordilheira dos Andes com seus picos nevados emoldurando ao fundo, temperatura agradável, o pessoal estava até curtindo um bronze a beira do lago, cidade super movimentada com inúmeros hotéis, pousadas, restaurantes, supermercados, enfim, estruturada. Como já estavamos estasiados de tanta neve e paisagem exuberantes da viagem inteira, resolvemos não fazer os miradores tradicionais, fomos fazer o circuito chico mas sem subir o campanário, catedral, e sim conhecendo os atrativos diversos das ruas em si, passando pelo famoso hotel Lao Lao, contornando o lago Nahuel, e de repente uma movuca em uma colina, com vendedores ambulantes, carros parados, opa, aqui é lugar, estacionamos, e tivemos a grata surpresa de ser um mirador 0800, com vista de todo o lago, o dia estava perfeito, ensolarado, aquele tom de azul do majestoso lago, as montanhas com seus picos nevados, show, imperdível. Retornamos, aproveitando cada paisagem em direção ao centro, onde após percorremos a pé suas ruas, setor histórico, calçadão, várias lojas, completando o curriculum de turista, kkk. Inicialmente o roteiro estava na expectativa de seguir na sequencia em direção a Pucón e Santiago no Chile, e retornar pelos famosos caracoles, Aconcágua, e passar em Mendoza e suas vinicolas, porém o prazo já estava no limite ( a grana também, kkk), assim iniciariamos no dia seguinte a viagem de retorno. DIA 19 Com muito arrependimento por não ter ganho na Mega sena ainda, rss, fomos batendo em retirada de Bariloche e da surpreendente Cordilheira dos Andes. Voce inicia a saida contornando o lago Nahuel Huapi pela RN 40 em direçao a Vila La Angustura e prossegue reto pela RN 237 sentido a cidade de Neuquén, após alguns quilometros voce vai contornando o Embalse Alicura do rio Limay, que é um dos maiores diques da Argentina: (La represa de Alicurá, está equipada con cuatro turbinas Francis de eje vertical con una potencia instalada unitaria de 262,5 MW lo que totaliza 1.050 MW. Se ubica en la estepa patagónica, sobre el cauce del río Limay, 130 km al norte de la ciudad de Bariloche, El embalse se usa primariamente para generar hidroelectricidad. El reservorio se emplea para la cría de salmones y de truchas de río. Alicurá almacena de una cuenca hidrográfica de 67,5 km², su prof. media es de 48 m (máximo 110 m) y 327.000 hm³, fonte: wikipédia), ou seja, é enorme e excelente cenário com a Cordilheira ao fundo, se tiver tempo lá vai mais um album de fotos, kkk. Após percorrer 450 km por 5 hs chegamos a cidade de Neuquen, cidade enorme, transito intenso, e tava difícil de fazer uma pausa para o rango, pois os postos ficam nas vias marginais da Ruta 22, que estavam mais intensas ainda, como dia seria longo, continuamos, voce tem duas opções, continuar pela ruta 22, ou seguir a esquerda pela RN 151, foi o que fizemos para pegar menos transito, mas não tem jeito, também com muito movimento, e fomos conseguir parar no YPF na cidade de Veintecinco de Mayo as 15:01 hs, abastecemos, e fomos nas tradionais Hamburguesas, porém, só atende até 15hs, kkk, vamos lembrar disso na próxima viagem, kkk. Enchemos o estomago de ...agua e vamos em frente percorrer, agora pela RN 20, mais 300 km até a cidade de General Acha, ponto de apoio perfeito, cidade pequena mas com vários hotéis BBB e varias opçoes de restaurantes, ou seja, voce não perde tempo procurando e enfrentando transito desconhecido, decisão super acertada, pois a idéia inical era pernoitar na cidade de Santa Rosa, porém teriamos mais 110 km e a cidade é grande. DIA 20 Devidamente descansados, abastecidos e alimentados, continuamos pela RN 152 após a esquerda pela RN 35 até a cidade de Santa Rosa, grande, movimentada, e segue a direita pela RN 5 sentido Buenos Aires, até a cidade Trenque Lauquen, abastecemos, e novamente duas opções, continuar pela RN 5, ou seguir a esquerda pela RN 33, a qual definimos em função de possiveis ponto de apoio, e nossa meta neste dia era a grande cidade de Rosário. A estrada vai beirando grandes plantações de Arroz, ou seja agua dos dois lados da pista, então em temporadas de chuvas, deve ter alagamento em alguns trechos, tem que ficar esperto. O trecho até Rosário tem 750 km pelo pampa Argentino, com um mix de estâncias de Arroz, Trigo, cidades pequenas e médias, muito transito de caminhoes, pista simples, motorista Argentino andando a 130 km/h, o dia vai passando, e finalmente e anoitecendo a cidade de Rosário, agora sim, cidade Top, enorme, transito intenso, mas a cidade é planejada e voce se acha bem, lá pelas 20 hs estavamos em nosso hotel, em seguida no resturante alí perto. Rosário é uma cidade universitária, polo da região, e o pouco que conhecemos, se tiver disponibilidade, vale a pena conhecer bem, fica a beira do enorme Rio Paraná, temperatura quente, bem vinda após os frios intensos da Patagonia. DIA 21 Esse era o dia de fazer o trecho pela temível província de Entre Rios, assim utilizamos uma engenharia de rota para amenizar possíveis surpresas. Então cruzamos o rio Paraná pela majestosa ponte com vistas incriveis, pela RN 174 passamos por Victoria até Nagoya, após a direita utilizamos a RN 12 até Governador Solá, viramos a esquerda pela RN 6 até Paso de La Laguna, a direita pela RN 18 até Calabacilas na autoestrada RN 14. Uma boa rota, somente uma vez a polícia parou, pediu documentos, mas agora o espanhol já é mais enrolado, tinha pedido uma tal de caderneta, mas a que eu conheço e somente da Poupança da Caixa, kkk, aí resmungou não sei o que e foi parar outro carro deixando falar sozinho, então também vamos embora, depois que fui saber que a tal de caderneta é a Identidade ou passaporte, que é apresentada junto com a habilitação, mas como nóis é brasileiro, o queko, fica para a próxima, kkk. De CAbacitas até Paso de Los LIbres é praticamente uma reta sentido Norte, estrada excelente, que funciona assim, velocidade permitida até 130 km/h e de 80 km/h nos retornos e entrada de cidades, com radar funcionando nuns furgões descaracterizados, ou seja, ficar ligado, pois existem muitos retornos e cidadezinhas pequenas, muitos postos de policia, porém só estavam parando no sentido para Buenos Aires, em nosso sentido não vimos nada, perfeito. Após 610 km chegamos ao anoitecer em Paso de Los Libres onde aproveitamos fara fazer as compras de estoque de Alfajor, paramos na fronteira para fazer a saida da imigração Na Argentina, cruzamos a ponte sobre o rio Uruguay e estamos finalmente em solo brasileiro em Uruguaiana, onde pernoitamos. DIA 22 Agora em ritmo brasileiro, bora retornar para casa, aqui voce tem a opção mais longa de ir pela BR 290 até Porto Alegre e pegar BR 101 pista dupla e plana até a fronteira com o Paraná e subir a serra e seguir até curitiba, ou ir pela BR 285 até Passo Fundo e BR 153 até União da vitória no Paraná, foi o que fizemos, porém até São Borja a estrada está ruim, leva-se um bom tempo, paramos para almoço na terra de Getulio Vargas em São Borja, e também depois para conhecer as ruínas de São Miguel das Missões (somente interessante), e nessa brincadeira acabamos demorando mais tempo do que o previsto, que ao chegar em Erechim decidimos pernoitar para evitar rodar de noite e pegar chuva até Curitiba e assim faríamos com tranquilidade no dia seguinte. CONCLUSÃO Uma enorme experiência para o curriculum, tres países, tivemos a liberdade de conhecer muita coisa sem depender de pacotes engessados, conhecer muitas pessoas, cidades, lugares inesquecíveis, outras formas de viver e conviver, enfim, com um bom planejamento, disponibilidade de tempo e grana, o resultado é Excelente, e bora preparar a próxima, rss.
  16. Pessoal vcs que já foram ao perito moreno, o que aconselham, fazer o Big Ice onde se caminha por 6 horas no gelo ou apenas o mini trekking de 2 horas??? Não enjoa ficar caminhando 6 horas naquela imensidão gelada não? Obrigada desde já, Larissa
  17. trotatorres

    El Chaltén

    Tópico para troca de informações sobre El Chaltén PARAÍSO DO MONTANHISMO E DO TREKKING...EL CHALTÉN Vai encarar uma travessia nos gelos continentais? Escalar o mítico Fitz Roy? Ou irá caminhar alguns dias pelas trilhas? O seu lugar é aqui!
  18. Olá Pessoal, Depois de ler muitos relatos aqui no Mochileiros que foram fundamentais pra a construção do nosso roteiro de viagem ao Uruguai e Argentina, me sinto na obrigação de dividir com vocês um pouquinho da nossa experiência de viagem à Punta Del Este, Montevidéu, Colônia Del Sacramento e Buenos Aires. Nossa viagem durou 12 dias, de 02 a 14/06/2017 e posso dizer que foi mais que perfeita! Compramos nossas passagens áreas com 2 meses de antecedência, com a CIA Aerolíneas Argentinas através da decolar.com, pagamos na época R$ 1090,00 com Seguro viagem incluso. Optamos por comprar a ida para Montevidéu e a volta por Buenos Aires, uma vez que todos que já fizeram essa rota indicam conhecer primeiro o Uruguai e depois Buenos Aires por uma questão de transporte e confesso que foi nossa melhor escolha. Fechamos nosso roteiro da seguinte forma: 02/06 – Chegada em Montevidéu – Ida para Punta Del Este 03/06 – Punta Del este 04/06 – Punta Del este 05/06 – Saída de Punta Del este - Chegada em Montevidéu pela manhã 06/06 – Montevideu 07/06 – Montevideu – 08/06 – Saída de Montevideu – Chegada em Colônia do sacramento pela manhã – A noite Ida para Buenos Aires 09/06 – Buenos Aires 10/06 – Buenos Aires 11/06 – Buenos Aires 12/06 – Buenos Aires 13/06 – Buenos Aires 14/06 – Buenos Aires – Pela manhã retorno para SP Concluindo, ficamos 2 dias em Punta Del este, 3 dias em Montevidéu, 1 dia em Colônia do Sacramento e 5 dias em Buenos Aires. Foi tempo suficiente e mais que perfeito para conhecer todos os cantinhos das cidades.
  19. Já fui 8 vezes a Bariloche e Villa la Angostura. Gosto tanto que virei referência entre amigos e no meu blog Atravessar Fronteiras. Fiz um Guia digital com dicas sobre as cidades http://www.atravessarfronteiras.com/2015/11/conheca-o-guia-de-bariloche-e-villa-la.html Vou postar aqui algumas dicas, mas fiquem à vontade para perguntar mais. Quando você vai a Bariloche você tem que escolher se quer ficar no centro e ter facilidade para andar pelas ruas, fazer compras, comer chocolate, etc. Eu já fiquei algumas vezes no centro (apesar de que prefiro ficar mais longe) e posso te dar algumas dicas de hotel. Só posso dizer que nunca fui a Bariloche sem carro alugado, e acho uma perda de tempo não alugar. As atrações mais legais, os restaurantes mais transados, ficam longe do centro, a maioria na av. Bustillo, que margeia o lago. Então inclua logo a despesa de alugar um carro na sua viagem. ONDE FICAR EM BARILOCHE? No centro, eu posso começar dizendo ONDE NÃO FICAR! O hotel Aconcágua é um horror! Quartos e banheiros pequenos e sujos, quente quando faz calor, barulhento. Se puder evitar, evite! E se você optar por ficar no centro, pergunte se o hotel em que deseja ficar aceita as excursões de adolescentes argentinos, que passam uma semana em Bariloche. A cidade fica LOTADA de adolescentes em qualquer época do ano, e imagino que se hospedar no mesmo hotel que eles não seja uma experiência … digamos… tranquila. Já fiquei também no hotel Edelweiss http://www.booking.com/hotel/ar/edelweiss.en.html?aid=850843. Esse eu recomendo, o quarto familiar era muito bom, o único problema é que não tinha wifi gratuito nos quartos. Já fiquei no centro também num hotel chamado http://www.costasdelnahuel.com.ar/, na beira do lago... Era simples, mas a vista compensava por tudo. A Av. Bustillo, que eu já falei aqui, margeia o lago, começa onde acaba o centrinho de Bariloche. E os números querem dizer os km que cada atração fica do centro. Por exemplo, se você for ficar num hotel na AV. Bustillo 3.400, fique sabendo que estará a 3,4km do centro. Em 2006, eu e Bruno fomos estudar espanhol em Bariloche, com o Arthur com apenas 2 anos. Ficamos 6 semanas ali, vivendo como eles, amando muito tudo aquilo. Ficamos num bangalô simples, mas delicioso, o http://www.elbosquedeloselfos.com.ar/. Estivemos lá agora depois, vi que mudaram os donos, mas os bangalôs continuam lá, à beira do Lago. Nas minhas duas últimas idas a Bariloche, fiquei nos bangalôs da minha professora de espanhol, a Ani, chamado http://www.booking.com/hotel/ar/bungalows-unsur.en.html?aid=850843, no km 8,4. A família da Ani é um amor, os bangalôs ficam próximos (menos de 10 km) à estação de esqui, Cerro Catedral, e o Jorge, marido dela, faz um serviço de levar os turistas até lá na van. Os bangalôs são confortáveis, não ficam bem em frente ao lago mas dá vista para o lago e o preço é imbatível! ONDE COMER EM BARILOCHE? barix2É também às margens do Nahuel Huapi que ficam as melhores opções de comida em Bariloche. O meu restaurante preferido é El Patacón, que fica próximo ao centro (coisa de 7km). É um restaurante chique, lindo, com atendimento impecável, onde se come bem e não se paga tanto assim. Não comparado aos restaurantes chiques do Brasil. Outro lugar onde sempre vamos muuuuuito é a Cervecería Blest, que já fica um pouco mais distante, no km 11 da av. Bustillo. Lugar despojado, com centenas de recados deixados por frequentadores, miniaturas de aviões, foguetes, trens penduradas no teto, uma lojinha gostosa dentro. A comida: pizza e cerveja artesanal. Pra que mais? Eu não posso ir a Bariloche sem ir à Blest. Outras opções são a Família Weiss, que é bem turística, bem no centro de Bariloche, também tem o Rincón Patagonico, que fica a 14km. Ah, e os chocolates... hummmm. Nem precisa falar nada, é só chegar e escolher uma das dezenas de opções... Ah, os alfajores... Eu sou viciada em alfajores, para mim, os melhores são da Abuela Goya. Mas é melhor provar todos e fazer sua própria escolha. Clima em Bariloche Bariloche faz frio quase o ano todo. Já fomos para lá no inverno, já fomos na primavera, já fomos no verão e no outono. Eu, particularmente, prefiro o verão. As praias são deliciosas, as pessoas realmente aproveitam para tomar um sol, entrar no lago gelado, etc. Tem caminhadas para todo gosto. Mas prepare-se para, mesmo no verão, pegar temperaturas congelantes, se você der azar de topar com uma frente fria. Eu cheguei lá em 2012 no fim de dezembro e estava NEVANDO nas montanhas de Bariloche. Fiquei uma semana com temperaturas que não passaram dos 10 graus. Mas já ouvi dizer que é normal chegar até a 30 graus no verão mesmo. No verão pode-se aproveitar todos os minutos dos dias longos. Adoro. Cerro Otto no inverno, BarilocheFui no inverno em 2011 e só posso dizer uma coisa: prepare-se! O frio é cortante, mas se você quer esquiar, prepare sua viagem para a última semana de julho. Antes disso, pode não encontrar estação de esqui aberta. No inverno, a única coisa a fazer é aproveitar a neve, então os outros passeios de natureza ficam cancelados. A única estação de esqui de Bariloche é o Cerro Catedral, e tem atrações para todo tipo: crianças, iniciantes e experts. Se você gosta de esquibunda, não deixe de subir o teleférico do Cerro Otto, que tem esquibunda para todo tipo, adulto e criança. Uma diversão. O Cerro Otto é um passeio imperdível em qualquer época do ano, a vista é linda demais! Outro teleférico que você não pode deixar de subir é o Campanário, bem longe do centro, cuja vista é tida como uma das mais impressionantes do planeta. Cerro Tronador, Argentina O QUE FAZER em Bariloche Fomos ao Cerro Tronador, um passeio que dura o dia todo. O Tronador é a maior montanha da região, fica sempre nevada. O caminho é maravilhoso. Fomos uma vez em setembro e tinha tanta neve que não conseguimos chegar aos pés do tronador, colocamos o Arthur na mochila e saímos caminhando na neve (veja o vídeo aqui). Passeio imperdível. Fomos outra vez em abril, fazia muuuuuuito frio mas não tinha neve no chão. Passear pelo lago também é muito bom. Tem um passeio que todos fazem, mas vale muito a pena, vai para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes (já em Angostura). O passeio é delicioso, e você ainda sai do porto em frente ao hotel Llao llao, ponto turístico de Bariloche, quando eu crescer que ficar hospedada ali.
  20. Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Rosario LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas DÓLARES AMERICANOS e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Rosário fui hospedado pelo Pablo, um couchsurfer que mora no centro da cidade. CHEGANDO EM ROSÁRIO Peguei um ônibus na estação de Retiro (Buenos Aires) por volta das 9h30 e cheguei em Rosário por volta das 15h. Havia uma manifestação na entrada da cidade por isso o ônibus atrasou um pouco. O táxi da estação ao centro me custou ARS100. O QUE FAZER Rosário é a terceira maior cidade da Argentina (atrás apenas de Buenos Aires e Córdoba) mas no entanto não é muito turística. Na verdade eu só decidi passar por ela pois estava no caminho de Salta, cidade que visitei posteriormente. 1º dia: 15 de Março de 2017 (quarta-feira) Devido a uns desencontros com meu anfitrião só fui chegar à casa dele por volta das 18h. Bem perto dali havia um supermercado e fui até lá comprar pão e achocolatado para o café da manhã e umas cervejas Quilmes. Voltei, conversei um pouco com o Pablo e saí para o encontro semanal do Couch Surfing. Comprei um cartão de transporte (ARS30) e coloquei mais ARS30 de crédito nele. Peguei um ônibus na Calle 3 de Febrero e desci na Bv. Oroño. Caminhei umas 10 quadras até a Calle Suipacha, onde se encontra o bar “Gatufo”. Um bar bem pequeno, mas tinha umas cervejas artesanais muito boas. Bebi 3 “rubias” e 1 “negra”. Conversei bastantes com os couchsurfers locais (uns 15 no total). Na volta dividi um táxi com 5 pessoas e por ARS20 voltei pra casa. 2º dia: 16 de Março de 2017 (quinta-feira) Acordei por volta das 9h, tomei um café, conversei com o Pablo e sai para caminhar. Fui até a orla do Rio Paraná, que tem um passeio bonito e arborizado. Cheguei até o Monumento à Bandeira e paguei ARS15 para subir nele. De lá se tem uma vista belíssima vista da cidade e do rio. Ali do lado está a Pasaje Juramento e também bem próximo está a simpática Basílica Catedral Nossa Senhora do Rosário. Segui caminhando até o centro e encontrei o Centro Cultural Roberto Fontanarrosa. Estava tendo uma pequena exposição de um cartunista argentino chamado Andrés Cascioli. Suas incríveis caricaturas criticavam o governo argentino mesmo nos tempos de ditadura. Conversei com um solícito funcionário chamado Marcelo que me explicou qual ônibus pegar até o Parque de la Independência. O parque tem um lago com patos e é bem cuidado. Lá também se encontra o Museu Histórico Provincial de Rosario Dr. Julio Marc. No museu há uma sessão com objetos da América pré-colombiana, arte sacra e quadros dos heróis da América do Sul como San Martin e Simón Bolivar. Apesar de pequeno (dá pra ver tudo em 30min.) vale a visita. Ao lado do museu está o estádio do Newell's Old Boys. Não existem tours guiados pelo estádio, mas eu pedi para um funcionário e ele me deixou entrar para tirar umas fotos lá de dentro na arquibancada. Voltei caminhando para casa. Tomei um banho, conversei com o Pablo, descansei e fui dar uma volta pelo bairro. Encontrei um bar chamado Zodiako (Calle 3 de Febrero, 562). Até às 21h30 qualquer pint de cerveja saia pelo preço de ½ pint (de ARS70 por ARS42). Primeiro tomei uma Blond Ale, mas tinha muito gás e parecia cerveja de garrafa. Depois pedi uma Red Ale e uma Kolch que estavam muito boas. Ficou tudo por ARS130. Na volta pra casa encontrei na mesma rua um restaurante por kg para levar. Fiz um marmitex de arroz, bife à milanesa, lula, almôndegas e salada (ARS87) e levei pra comer em casa. Jantei, conversei mais um pouco com o Pablo e fui dormir. 3º dia: 17 de Março de 2017 (sexta) Acordei por volta das 8h30, tomei café e saí para caminhar mais uma vez pela cidade. Passei por um teatro e casa de show chamado Plataforma Lavardén, que tem uma belíssima escada em espiral. Vale a visita para quem ama (assim como eu) tirar foto de escadas em espiral. Segui caminhando até a Plaza de la Cooperación, onde era a casa natal de Ernesto “Che” Guevara. Não há mais vestígios da casa, apenas uma pequena praça com uma ilustração do rosto de Che Guevara. Sinceramente só vale ver se estiver passando por lá, caso contrário nem perca seu tempo. Caminhei mais umas 4 quadras até o Parque España, que também não tem muita coisa pra ver. Fui até o Planetário mas estava fechado. Voltei pra casa, arrumei minhas coisas, me despedi do Pablo e fui pegar o ônibus (115 Aeropuerto) até o aeroporto. Entrei no ônibus às 13h e ele cruza a cidade inteira. Fui chegar no aeroporto mais de 14h. Por volta das 16h estava decolando sentindo Salta. Anexo ao relato algumas fotos da minha passagem por Rosário. Espero ter ajudado.
  21. rickSP

    Aconcágua

    O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre as cidades de Puente del Inca e Uspallata, assim como da principal atração próxima às cidades, o Parque Provincial Aconcágua. Se você está com alguma dúvida em relação às cidades ou ao parque e seu principal pico, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se você já conhece alguma destas localidades, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Guia de Mendoza por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata Procurando companhia para viajar para Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata? Crie seu Tópico aqui! Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata - Tópico de Perguntas e Respostas Relatos sobre Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Serneiva Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Alex Melo[/linkbox] Segue um pequeno roteiro de viagem para quem busca fazer um trekking para o acampamento base da face sul do Aconcágua, conhecido como Plaza Francia. Sobre o Aconcágua O Aconcágua é o pico mais alto do hemisfério sul com 6.959 m de altitude. Fica localizado na fronteira entre a Argentina e Chile e se tornou ponto para escalada por diversos alpinistas. O clima é desértico e caracterizado pela brupta alternância de temperaturas ao longo do dia, causadas pelos ventos gelados da cordilheira. Parque Provincial Aconcágua O parque foi criado em 1983 com o objetivo de preservar a fauna, flora e sítios arqueológicos presentes na região do Aconcágua sobre uma área correspondente a 71.000 hectares. A partir de 1990, o Depto. de Recursos Naturais Renováveis estabeleceu a regulamentação e estrutura de controle e assistência aos visitantes que praticam atividades de passeio, trekking ou escalada. O Aconcágua tem uma importância relevante no ecossistema da região andina. O abastecimento de água para consumo e irrigação nas cidade próximas da cordilheira dependem do degelo e da conservação dos recursos naturais. Como Chegar Para se chegar ao Parque Nacional do Aconcágua, é preciso viajar até Mendoza (1.000km de Buenos Aires). De Mendoza até a entrada do parque deve-se tomar a RN-7 (Ruta Nacional 7) até os arredores da Puente del Inca, cuja distância é de 180km e requer 3 horas de carro/ônibus. A RN-7 é a estrada que liga Mendoza ao Chile. No caminho, há diversos pontos de parada para abastecimento e restaurantes. Primeiro Dia Saímos de Mendoza pela manhã com um grupo de excursão organizado pelo pessoal do Campo Base. A viagem de Mendoza até a entrada do parque demorou 4h. Fizemos o check-in no Parque Aconcáagua (2.700m) e iniciamos a trilha. Cerca de 20min de caminhada, chegamos a Laguna de Horcones. A paisagem é surpreendente. A vegetação é rala e se limita até 3.500m de altitude. Além disto, somente pedra e areia. Após 4h de caminhada, finalmente chegamos a Confluencia (3.300m). É o local do acampamento e aclimatação dos trekkers que ora se destinam a Plaza Francia ou a Plaza de Mulas. As empresas que organizam excursões mantém uma infraestrutura básica para receber os viajantes: (i) barracas, (ii) banheiros (com privada!), (iii) água potável e (iv) chuveiro. Neste local, as pessoas se reúnem ao fim das caminhadas para fazer refeições e se confraternizarem. A turma do Campo Base mantém um cozinheiro em tempo integral que prepara todas as refeições do dia (café da manhã, almoço, café da tarde e jantar). A primeira noite no Aconcagua é inesquecível. O céu límpido permite visualizar estrelas e constelações como se estivéssemos em órbita. Segundo Dia Após o café iniciamos a marcha rumo a Plaza Francia. O caminho é demarcado por uma trilha com indicações de distância até o local. Alguns trechos exigem cuidado, pois são próximos de declives e qualquer tombo estragaria a caminhada. A medida que ganhamos altitude, o corpo começa a sentir falta de oxigênio e é preciso diminuir o ritmo para evitar as paradas. Durante o caminho, percebe-se como a natureza no Aconcágua é traiçoeira. Todos estavam vestidos de camiseta devido ao sol forte daquela manhã. Ao passarmos por um corredor, o vento deixou uma sensação térmica de 5C e tivemos que colocar as jaquetas de volta. Após 5h de caminhada, chegamos a Plaza Francia (4.200m). O local também é conhecido como acampamento base da Face Sul e pode ser descrito como uma área plana e desértica onde os alpinistas montam o acampamento para se aclimatarem antes de subir ao cume. Recebeu este nome em homenagem aos franceses que foram pioneiros na escalada pela Face Sul. Os guias comentam que Plaza Francia é o ponto onde se pode ter a visão mais bela do Aconcágua. A vista do cume é surpreendente. Nesta região também podemos observar pequenos glaciares que se formam sobre as rochas. Engana-se quem pensa encontrar um local repleto de alpinistas prontos para se aventurarem pela face mais difícil do Aconcágua. Em geral, fica vazio o ano inteiro, pois somente pessoas muito experientes (ou loucas) correm o risco de subir por esta rota. Não se assuste: chegar a Plaza Francia é fácil e o caminho não apresenta dificuldades. A visão da parede sul é inspiradora. Paramos para o almoço sob o mirador do Plaza Francia. Tivemos que nos esconder detrás de algumas rochas, pois o forte vento impedia a refeição tranqüila. Algumas pessoas do grupo sentiram muito o efeito da altitude e falta de oxigênio. Foi duro lutar contra a sonolência. Retornamos a Confluencia depois do descanso. Terceiro Dia Deixamos o acampamento pela manhã para retorno a entrada do parque. O retorno é muito mais rápido e leva apenas 1h30 em um bom ritmo. Uma van nos levou até a Puente del Inca e almoço nos arredores. Chegamos em Mendoza no final da tarde. Custo da entrada (permiso) e fiscalização A fiscalização na entrada do parque é rigorosa e exige a apresentação de documentos, pagamento de licença (permiso) e a declaração da rota que se pretende seguir. Os permisos devem ser carimbados na entrada, no destino e na saída. Para trekkings a Plaza Francia (Face Sul) ou Plaza de Mulas (Face Norte), o permiso custa US$ 20 (baixa temporada) e US$ 30 (alta temporada). Cidadãos argentinos, chilenos ou residentes pagam apenas Ar$ 20 para o trekking e podem ficar isentos conforme a época. Quanto dias reservar para o trekking? O trekking a Plaza Francia dura de três a quatro dias conforme a empresa que organiza. Algumas reservam a primeira noite em um hotel/albergue próximo a Penitentes. Excursão organizada x Excursão sem guia? Se você imaginou que pode economizar alguns trocados viajando sozinho até Plaza Francia, pode esquecer. O custo/tempo para organizar seu trekking e montar sua infra-estrutura de sobrevivência a 4.000m de altitude é muito maior. O pacote com preço mais acessível nos custou Ar$ 350/pessoa. Seguem dicas de empresas que organizam trekkings até a Plaza Francia: - Campo Base Travel Adventure - http://www.cerroaconcagua.com - Trekking Travel - http://www.trekking-travel.com.ar - Fernando Grajales - http://www.grajales.net - Aconcagua Spirit - http://www.aconcaguaspirit.com.ar O que levar durante o trekking? - Jaqueta contra vento/frio (impermeável) - Blusa Polar - Camisa de polipropileno (secagem rápida) - Gorro de lã - Boné/Chapéu para sol - Par de meias de lã - Par de meias finas - Bota para caminhada - Roupas íntimas - Óculos para sol - Mochila (65lts) - Mochila de ataque (20-35lts) - Saco de dormir (-15C a -30C) - Isolante - Par de Bastão para trekking - Protetor solar - Protetor labial - Máquina fotográfica - Lanterna - Cantil Aluguel e Compra de Equipamentos É possível alugar todo tipo de equipamento para caminhada ou escalada em Mendoza. Para aqueles que não querem ter o trabalho de carregar isolantes e saco de dormir pelos aeroportos, pode-se obtê-los em Mendoza ao redor de Ar$ 20/dia para cada item. Se vc realmente quer comprar e trazer de volta ao Brasil, sugiro comprá-los em Mendoza, pois a oferta e os preços são melhores do que B.Aires. Seguem dicas de lojas que alugam e vendem equipamentos: - Campo Base Adventures - Tel: (261) 429-0707 - Orviz - http://www.orviz.com Posso dispensar algum dos itens listados? Nenhum dos itens descritos é frescura. A sensação térmica durante as caminhadas podem variar de 5C a 29C em poucos segundos. A falta de uma jaqueta contra o vento pode ser fatal. A noite em Confluencia, a temperatura (no verão) pode chegar a -5C. Um saco de dormir inadequado pode comprometer sua noite de sono. Os bastões são fundamentais para sustentar o equilíbrio e o peso do corpo (+ mochila) nas subidas/descidas. Durante o dia, é impensável deixar de passar protetores na pele e nos lábios, que ficam rachados pela aridez do deserto. Dicas para aclimatação É muito comum a sensação de cansaço, sono ou dor-de-cabeça para quem não está acostumado a grandes altitudes. É bom lembrar que Mendoza tem altitude próxima de S.Paulo e, no mesmo dia, chega-se a 3.500m após a caminhada. Valem as dicas: - Tome muito líquido a todo instante - Não deixe de fazer nenhuma das refeições - Leve power bars durante as caminhadas - Respire pelo nariz - Caminhe pausadamente (passos curtos), pois a falta de oxigênio é perceptível Espero que aproveitem as dicas e possam curtir o Aconcágua.
  22. Júnia Pimenta

    San Martín de Los Andes & Chapelco

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de San Martín de Los Andes. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece San Martín, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de San Carlos de Bariloche por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre San Martín de Los Andes Procurando companhia para viajar para San Martín? Crie seu Tópico aqui! San Martín de Los Andes - Tópico de Perguntas e Respostas Relatos sobre San Martín de Los Andes: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo San Martín pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo San Martín pelo mochileiro Marioluc Relato sobre viagem de dezessete dias à Argentina, incluindo San Martín pela mochileira apmontemor Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo San Martín pelo mochileiro Lelê Floripa[/linkbox]
  23. Hola, como estão? Sou nova aqui no grupo, e vendo as postagens fiquei muito animada e resolvi compartilhar um pouco das minhas experiências !!! Primeiramente vou me apresentar, me chamo Ana Flavia, tenho 21 anos e a cerca de 1 ano tenho me aventurado viajando pelo Brasil e meu primeiro país fora no qual sou apaixonada pelas suas belezas e cultura, Argentina ! Em Agosto de 2016 comecei essa grande aventura, não me lembro exatamente dos valores, me perdoem, porém sempre busquei gastar o menos possível, ficando na casa de amigos que conheci pela internet, viajando pedido carona ... sim, nem eu imaginava que chegaria a ter essa experiência, porém como conheci vários amigos que faziam resolvi experimentar e gente, foi a melhor coisa, baixo custo e novas amizades. Bem, dando inicio a essa história eu tive a oportunidade de fazer um intercâmbio para a Argentina de 6 meses em Mar del Plata para estudar na Universidad Nacional de Mar del Plata, como eu queria aproveitar ao máximo o país, fui 20 dias antes de ter inicio as aulas para me adaptar a língua (sabia nada) e também para conhecer a cidade e tal. Esse relato vai ser das minhas viagens nos meus primeiros 10 dias na Argentina, em que conheci as cidades ao redor da onde viveria, então vamos .... Lembrando, esse é um relato dos meus primeiros 10 dias na Argentina. No dia 04 de agosto de 2016 sai de São Paulo Guarulhos com um vôo destino Buenos Aires, chegando troquei cerca de 1000 reais para pesos argentinos, e peguei um ônibus do Aeroporto, empresa Tienda Leon, com direção a Mar del Plata, o preço foi cerca de 700 pesos. Como foi uma viagem durante a madrugada, dormi bastante no ônibus, chegando em MdP, peguei um remis (Taxis da Argentina) com direção a Rodoviária. Na Rodoviária de MdP peguei outro ônibus com direção a Balcarce, cidade que viveria durante os próximos 6 meses. Eu já estava conversando com pessoas que estudavam na universidade que iria estudar a cerca de 1 mês, e ficaria os primeiros dias na casa de um amigo que chama Fran, argentino genuíno, que foi um grande amigo durante minha estadia. Chegando na casa do Fran, ele não estava em casa, e sim uma amiga que vivia com ele que me recebeu super bem, oferecendo o famoso Mate e algumas facturas ( uma das grandes maravilhas que me apaixonei na Argentina ). Depois de umas duas horas o Fran chegou em casa, e super agitado, me chamou para ir visitar a casa dele em uma cidade próxima, chamada Tandil, como eu estava super feliz de ter chegado, aceitei na hora. Arrumei minha mochila, e como não era acostumada a viajar nem nada, vocês vão ver o look que fiz minha primeira experiência como viajante O que eu não imaginava é que a gente iria pedindo carona, só vi ele pegando uma plaquinha, e a gente indo para a estrada, só fui entender depois que chegamos realmente na rodovia e começamos a pedir carona hahahaha foi simplesmente incrível, e ali o Fran já começou a me ensinar algumas dicas, como por exemplo, não pegar carona com caminhoneiros. Essa viagem fiz em companhia do Fran. Olha eu super noob pedindo carona, e isso já foi no dia 05 de agosto de 2016 hahahaha Primeiro destino: Balcarce - Tandil (Locomoção: Carona) - 100 km - 06 DE AGOSTO DE 2016 Nessa foto eu estava em Balcarce pedindo carona para ir para Tandil. Depois de esperar cerca de meia hora, conseguimos carona com uma mulher e sua filha que moravam em Tandil. Elas estavam de viagem de Mar del Plata para Tandil, e nos aceitaram super bem e nos levaram super curiosas fazendo várias perguntas. Tandil fica a cerca de 100 km de Balcarce, e a mulher que nos deu Carona, nos deixou na porta da casa dos familiares do Fran, onde a gente dormiria aquela noite. Os familiares do Fran foram super receptivos, fizeram uma janta especial, Pastel de papas e tomamos algumas cervejas quilmes. No dia seguinte, o Fran me levou para conhecer a cidade, recomendo visitarem um dia. Vou deixar algumas fotos para vocês verem a cidade, que é onde o famoso tenista Del Potro e o atual presidente da Argentina Macri nasceram. Dia 06 de agosto de 2016. A cidade é cheia dessas laranjas, porém elas são muitos azedas, claro várias vezes peguei delas Finalizando Tandil com uma foto com Fran e seus familiares. Segundo Destino: Tandil - Mar del Plata (Locomoção: Carona - 200 km) - 06 DE AGOSTO DE 2016 No mesmo dia 06 de agosto, umas 17:00 horas, eu e Fran saímos correndo para a Rodovia, para ver se a gente conseguia alguma carona antes de anoitecer para Mar del Plata. Depois de uns 40 minutos conseguimos carona em um carro que vinham 2 mecânicos, e estavam indo para Mar del Plata. Com muita sorte conseguimos chegar a Mar del Plata, porém não ficamos no nosso local de destino e um pouco longe. Os mecânicos nos deixaram na entrada da cidade, e de lá eu e Fran seguimos a pé por uns 5 km até chegar ao nosso destino ( Nesse momento comecei a sentir no pé o sapato que estava usando hahahahahaha), a gente ficaria pelos 2 dias seguintes na casa de verão de um amigo do Fran em Mar del Plata, a uma quadra do mar. Em MdP, pela noite fomos conhecer o mar, mesmo que eu já estivesse passado por MdP, ainda não tinha conhecido realmente. Foram dois dias incríveis na cidade, onde comemos empanadas, caminhamos pelo Mar, muitas novidades para alguém que nunca tinha viajado sozinha. Eu ainda voltei a cidade várias vezes, caso queiram posso fazer alguma publicação falando mais da cidade. Mar del Plata dia 06 de agosto de 2016. Dia 07 de agosto de 2016, estava cerca de 12 graus em MdP. Dia 08 de agosto de 2016 Terceiro destino: Mar del Plata - Balcarce ( Locomoção: Carona) - 70 km - 08 DE AGOSTO DE 2016 No dia 08 de agosto de 2016 pegamos uma carona para Balcarce, tivemos sorte pois pegamos a Carona e já era de noite, cerca de 20:00 horas. Pegamos carona com uma família que estava voltando de um final de semana em Mar del Plata, e que viviam em Balcarce. Chegamos em Balcarce, nos deixaram em uma praça próxima a casa de Fran, e fomos para a casa de Fran onde jantamos hamburguesas com purê de batata, e depois de conversar bastante, ele me contar as experiências dele como mochileiro, fomos dormir. Os próximos dias em Balcarce foram super agitados, onde conheci várias pessoas e que me levaram para conhecer a cidade do famoso Juan Manuel Fangio, e me apresentaram muito da cultura local. Balcarce é uma cidade pequena, com cerca de 40 mil habitantes, dá para caminhar por praticamente toda a cidade a pé, e caso seja um pouco mais longe, tem linhas de ônibus que custam 10 pesos por viagem. Comecei a ter aulas de dança que é tipico da região, Musica Folclórica, e fiz vários passeios para conhecer os pontos turísticos da região e comi bastante também, empanadas, tartas, alfajores ... não é atoa que ganhei alguns quilinhos Logo consegui uma casa para alugar ( pagava 2000 pesos, com energia, internet, água e gás incluso) , e também conheci a Toti, que me convidou para conhecer a sua cidade Necochea, e que fui conhecer me aventurando pedindo carona mais uma vez. Antes de falar sobre Necochea, algumas fotos sobre os meus primeiros dias em Balcarce. Esse era o edifício que eu morava com outra Argentina, morávamos no ultimo andar. PS: Eu e minha companheira de apartamento sempre faziamos janta em casa, e era muito tarde, os Argentinos tem o costume de comerem depois das 23:00 horas, demorei a me adaptar porém valia a pena, pois eram super gostosas. A alimentação não saia muito caro, como dividiamos entre a gente, e sempre chamava alguns amigos, por refeição ficava cerca de 20-30 pesos argentinos. PS: Essa é uma comida tipica Argentina, o guiso. O fran que cozinhou, é bem pesado porém gostoso. É feito com fava, batatas, cenoura, abóbora entre outros codimentos, é muy rico !!! PS: Esses são dois grandes amigos que fiz, o Francisco e a Mili, que me levaram para conhecer as Serras de Balcarce, que recomendo, para ver o Autódromo atualmente desativado de Manuel Fangio, é uma vista incrível. PS: A maioria dos Argentinos que conheci gostam muito de cozinhar, e sempre fazem muito bem ! Nessa foto está o francisco fazendo um pastel de papas. PS: Festa em que tive o primeiro contato com as músicas Folcloricas, as famosas festas Peña. Os jovens de Balcarce estão muito ligados a cultura local, e tinham muitas festas com a temática de Peña. PS: Outra comida muito tipica que tive contato, o Pollo al disco, que é frango ao molho feito em um disco com batatas fritas. Quarto destino: BALCARCE - NECOCHEA E QUEQUÉN (Locomoção: Carona) - 153 KM - 12 DE AGOSTO DE 2016 A convite de uma amiga que estudava na mesma faculdade, Toti, fui para a sua Cidade Necochea para ficar em sua casa e de sua familia. Mais uma vez viajei pedindo carona, e consegui uma carona que me deixou no destino final com Toti. Pedir carona era algo muito comum na região, sendo que os motoristas tem o prazer de ajudar esses jovens aventureiros Fui bem recebida por toda a sua familia, e nos dois próximos dias conheci toda a cidade, e os principais pontos turisticos. Por ser uma cidade que atrai muita gente por conta das suas praias, em Agosto a cidade estava deserta por conta do frio, porém voltei outra vez no fim do ano para conhecer outra Necochea, caso queiram também posso fazer outra publicação falando sobre a cidade. Os pais de Toti me levaram de carro para conhecer a cidade, e também uma cidade vizinha Quequén para me mostrar os lobos marinhos que ficam na praia. São cidades muito próximas, com apenas uma ponte dividindo as duas. Também conheci a vida noturna, fomos em uma boate em Necochea, onde dançamos bastante Cumbia e Reggaeton. Os argentinos são bem mais timidos que os Brasileiros para dançar, porém foi uma ótima experiência. Para economizar, tomamos bastante vinho em casa antes de ir para a balada, e como começa somente 03:00 hrs da manhã as boates da Argentina, deu para ficar bem borrachas hahaha PS: Rio que separa Necochea e Quequén. PS: As empanadas fizeram parte da minha dieta, por serem baratas e muito deliciosas. Ps: Os vinhos na Argentina são bem mais em conta que no Brasil, e são uma ótima opção para quem gosta. PS: Pai da Toti fazendo o famoso assado. PS: Praias de Necochea. ps: Em quequén. Escultura em Quequén ! Depois de 2 dias nessas incriveis cidades voltei para Balcarce de ônibus mesmo, e assim encerrou o meu ciclo de viagens antes do inicio das aulas, durante o meu período na Argentina também fiz outras viagens, porém fica para outro post !!!! Hasta luego amigos viajeros !!!
  24. Eduardo B. Oliveira

    Feriado no Ushuaia

    Olá Mochileiros! Este é meu primeiro relato de viagem. Acho importante criar o relato para ajudar futuros viajantes, assim como li vários relatos antes de fazer a minha viagem. Bem, eu não tiro férias há um bom tempo, e para não ficar na seca, eu me aproveito de alguns feriados prolongados para fazer passeios interessantes. Ano passado fui para Santiago com minha família, mas como a maior parte do passeio foi por pacotes turísticos acho que não é interessante relatar num site de mochileiros. Esse ano fui para o Ushuaia, só eu e a mochila: algo mais próprio de um mochileiro. Desde 2013, quando passei um mês na Itália – realização de um sonho pessoal de anos – fiquei viciado em viagens. Quando acaba uma, já estou pensando na próxima. Quem aqui no site é assim levanta a mão! E essa viagem para o Ushuaia foi muito marcante para mim, apesar de ser relativamente rápida. Peguei os últimos dias de inverno do dia 6 a 10 de Setembro. Fiquei surpreso como o inverno da cidade mais austral do mundo não é tão rigoroso quanto se esperaria. Minha jornada já começou antes, quando comprei as passagens. Comprei pela GOL, uma viagem com conexão de 8 horas na ida e 10 horas na volta. Pouco depois de ter comprado o meu vôo foi cancelado. Fiquei muito decepcionado, e procurei outros lugares para ir. Quando apareceu um vôo da LATAM no mesmo dia e horário, por um valor um pouco mais caro. Estava decidido a ir, então aceitei essa mudança e comprei a outra passagem. Saí do trabalho na quarta-feira rumo à uma aventura. Trem até a estação Tatuapé, e de lá um ônibus para o aeroporto de Guarulhos. E de lá para Buenos Aires. Depois de muito pesquisar e pedir dicas a colegas, decidi por levar reais e trocar por pesos argentinos no aeroporto. E me dei muito bem, acabei comprando pesos por um ótimo preço. A noite que passei no aeroporto foi tranquila até, com outras pessoas como eu tentando dormir no chão frio, nas cadeiras azuis com encostos duros, usando de suas mochilas como travesseiros. Uma experiência cansativa, mas memorável. O vôo para o Ushuaia foi tenso. O avião tremulava bastante, mais do que o normal. Percebia que os passageiros ficaram assustados e começaram a reclamar. O próprio piloto tentou acalmar a tripulação, dizendo que aquilo era normal. Quando chegamos a vista era sensacional. O Ushuaia é uma cidade pequena entre as montanhas que encerram a cordilheira dos Andes. O aeroporto mais parece uma cabana de madeira. Não fiquei muito tempo lá, pois já me aguardava o meu transfer. Minha estadia foi na casa de um humilde senhor chamado Hugo, que contratei via AirBnB. Sua residência tinha vários quartos e era bem simples. Sou econômico, estava sozinho e não sou do perfil sociável, e por isso escolhi o local mais barato onde não precisaria dividir quarto. Apesar do local simples, tive transfer de ida e volta gratuito no velho Siena verde-esmeralda do senhor Hugo.
  25. willgittens

    Extremos da América do Sul

    Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
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