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  1. Fala Galera, finalmente to tomando coragem pra fazer minha primeira viagem sozinho. Sempre fiquei dependendo de ter alguém pra viajar comigo mas datas, orçamentos e disposição nunca bateram, e nunca consegui viajar. ACHO QUE AGORA VAI, tenho um certo receio de estar por conta própria, mas acho que faz parte da experiência. Sempre quis viajar pra Argentina e há anos tenho pesquisado e feito vááários roteiros que nunca se concretizaram. Agora, pesquisando preços de passagens, achei valores que achei incrivelmente baixos e antes de reservar, queria confirmar com vocês se meu (pouco) planejamento até agora está nos conformes e se os valores realmente valem a pena. Bem, moro em Florinópolis/SC, mas achei as seguinte passagens: Porto Alegre para Buenos Aires FLYBONDI Ida: 14/04 (19:25 - 20:10) Volta: 30/04 (17:05 - 18:40) Total: R$426,91 A Flybondi não tem bagagem incluída, porém eles mencionam isto: A piece of hand luggage of up to 6kg is included. If you are flying to or from Brasil, 10kg are included for hand and cabin luggaged combined. Então eu teria 10kg para levar na cabine. Vocês acham que é possivel passar 16 dias (no possível frio de Bariloche) com 10kg de bagagem só? Eu teria que pagar 110 reais por trecho pra levar mala de 20kg. Buenos Aires para Bariloche AEROLINEAS ARGENTINAS Ida: 17/04 (13:00) Volta: 29/04 (15:25) Total: R$316,43* *Aqui que pega, esse voo não inclui nenhuma bagagem, apenas "mochila que caiba embaixo do assento", não achei peso nem nada, porém para poder levar bagagem adicional, que também não sei ao certo o peso, pelo site da Cia, seria cerca de R$50 por trecho, então o total poderia ficar em R$ 416 +-. O que acham? HOSPEDAGEM: No Booking.com, encontrei o Hostel HOPA-Home Patagonia Hostel & Bar, a 1,1km do centro (no site deles diz 700m). 12 dias - R$371 + R$78 de ISS (Quarto compartilhado com 8 camas) Alguém já se hospedou neste hostel? Parece ser bom e bem completo, porém queria opiniões da galera daqui. O preço está ok também? O QUE FAZER: Bem, aqui eu teria que com tempo reler meus guias, comprar guias novos (o que tenho é de 2013), e meus roteiros antigos, porém tenho uma boa noção do que quero conhecer, até locais mais distantes, como El Bosón, Ventisquero Negro, Rota dos 7 Lagos, etc. O problema é que dessa vez meu planejamento vai ser sem carro, e estou 100% desatualizado em como tá a situação lá pra usar Uber, 99, Bla bla car, etc, qualquer tecnologia que facilite transporte. Ou se ainda devo me focar em tours, passeios contratados pra conhecer certos lugares, tipo fazer o circuito chico, grande, rota dos 7 lagos, e idas pra lugares mais longe. E até mesmo transporte dentro da cidade. Vocês poderiam me dar um help nisso? Eu queria muito conhecer alguém lá e fazer esses passeios juntos. Mas enfim, para conhecer bem Bariloche e região, vocês acham que 11, 12 dias dá com tranquilidade? Não sei que tipo de viajante sou, mas sei que quero apreciar muito o lugar. E também, coloquei uns 3 dias para Buenos Aires, acho que vai ser meio corrido, mas como meu foco é Bariloche mesmo, acham que é suave deixar esse tempo pra capital? Eu queria muito incluir Mendoza e o Aconcágua nessa viagem, mas acho que encareceria muito, mas fazia parte do meu roteiro dos sonhos, mas acho que fica pra uma próxima. Desculpem o post longo, mas tentei organizar o máximo possível! Valeu galera!
  2. Esse é o meu relato de viagem sobre meu mochilão de 17 dias pela patagônia argentina e chilena. Não liguem pro tempo verbal, tem coisa que estou escrevendo ao vivo e tem coisa que estou escrevendo depois que aconteceu. Roteiro: 18/10 - Rio x Santiago (escala de madrugada em Santiago) 19/10 - Santiago x Punta Arenas x Puerto Natales 20/10 - Punta Arenas x Torres del Paine 21/10 - Torres del Paine 22/10 - Torres del Paine 23/10 - Torres del paine x Puerto Natales 24/10 - Puerto Natales x El Calafate 25/10 - El Calafate 26/10 - El Calafate x El Chalten 27/10 - El Chalten 28/10 - El Chalten 29/10 - El Chalten 30/10 - El Chalten x El Calafate 31/10 - El Calafate x ushuaia (avião) 01/11 - Ushuaia 02/11 - Ushuaia 03/11 - Ushuaia x Brasil A escolha do roteiro: Por que vou fazer nessa ordem, já que começar pela Argentina é mais barato? Meu motivo principal da viagem é conhecer Torres del Paine, então minha ideia foi começar por lá, já que eu chegaria com o corpo descansado pra fazer as trilhas do parque. Por que eu não vou direto para El Chalten depois de Torres, daí vou pra El Calafate de uma vez e pego o voo direto? Como calafate não tem trilhas seria o meu descanso entre as duas cidades que mais vou fazer trilhas. Então preferi colocar no meio para descansar (entre torres del Paine e El Chalten). O que eu reservei antes? Quanto paguei? Por que? 1 - Reservei os campings em maio, pq sou ansiosa e fico com medo de não conseguir depois. Reservei no cartão de crédito em única parcela (não lembro se dá pra parcelar), com a cotação pro real de 4,60 aproximadamente. Farei o circuito W, optei por 4 dias e escolhi reservar a barraca com eles. Camping Central - 25 dólares (21 dólares barraca alugada e montada) Camping Francês - 25 dólares (21dólares barraca alugada e montada) Camping Paine Grande - 11 (30 dólares barraca alugada e montada) Total aproximadamente: 611,80 reais. 2 - Paguei o mini trekking com a hielo y aventura no Brasil também: 6500 pesos argentinos, que no cartão de crédito veio por uma cotação de 4,60 e no final paguei 543,83 reais. Esse valor está incluso apenas o transfer e o mini trekking. Chegando no parque tenho que pagar minha entrada: 800 pesos argentinos. 3 - Paguei o passeio que vou fazer em ushuaia com a Piratur. Tá sentado? Total de 746,26 reais. Está incluso o transfer e pelo preço pensei que eu poderia levar um pinguim pra casa. Além do transfer tem a navegação do canal beagle e a entrada na estância. O nome do passeio é: caminhada + navegação. Os passeios 2 e 3 eu reservei com antecedência pelo motivo de eu ter pouco tempo nas cidades e roteiro apertado e eu não queria correr o risco de não ter vaga (apenas essas empresas fazem estes passeios, então não tem a opção de pesquisar preços). 4 - Ônibus que faz o trajeto Punta Arenas Aeroporto - Puerto Natales. Paguei 7400 CLP = 47 reais. Ou seja, se você não pretende ficar em Punta Arenas, faz esse caminho direto, o valor é o mesmo caso você pegasse o ônibus na rodoviária. Quanto estou levando de dinheiro? Troquei meu dinheiro duas vezes: 1 vez = 1684 reais = 400 dólares 2 vez = 1281 reais = 300 dólares O dólar estava super em alta esse ano então eu juntei o dinheiro e fiquei de olho na cotação todo dia, toda hora em desespero mode on. O site que eu uso pra acompanhar a cotação é melhorcambio.com e lá eu faço a proposta de quanto eu quero pagar no dólar. Planejamento Antes de iniciar a viagem eu fiz uma planilha com todos os gastos de hospedagens e transportes que eu achei na internet, fiz o câmbio pra dolar e decidi levar esse valor citado. Início do relato: 18/01 - A caminho Meu vôo tava marcado pra 17:10. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, pois eu tinha que consertar meu nome no bilhete de embarque do voo que eu faria no meio do mochilão (calafate-ushuaia). Separei meu líquidos no zip lock, mas como sempre ninguém viu. Tava na tensão sem saber se conseguiria embarcar com meu bastão de caminhada e meu pau de selfie, segundo as regras é proibido, mas coloquei eles na parte de dentro da minha mochila (50l _quechua) e deu tudo certo. Como meu voo estava cheio a companhia ofereceu despachar as bagagens, eu aceitei, não tava querendo procurar vaga pra ela no avião mesmo. Comi um bolinho Ana Maria na sala de embarque e esperei meu momento. Embarquei. Tô levando comigo alguns itens de comida, dizem que no Chile é um pouco chato a imigração. Então no papelzinho de imigração que a gente ganha no avião eu declarei que estava levando coisas de origem vegetal e/ou animal. O que eu levei de comida: 1 pacotinho de chá mate 1 pacote de cappuccino em sachês 2 pacotes de amendoim grandes 12 barras de proteína com bom valor nutricional 09 snickers 04 latas de atum 02 pacote de cookies integral 12 bananadas 03 pacotes de bolo Ana Maria 02 sopas com bom valor nutricional da essential nutrition (soup lift) 03 barras de cereal 01 pacote traquinas 01 pacote de biscoito de arroz 01 pacote de Club social 01 caixa do chocolate talento versão mini 09 quadradinhos de polenguinho 05 geleinhas estilo cesta de café da manhã 02 pacotinhos equilibri, estilo torradinhas Rolou tudo bem. Passei na parte de itens a declarar, a moça perguntou o que eu levava, eu contei, ela mandou passar no raio x e me liberou. Simples assim. Troquei 150 dólares no aeroporto de Santiago, pq tô com medo da cotação na patagônia ser pior. 150 dólares = 101.574 CLP Gastos do dia (a partir do momento que entrei no aeroporto): "Janta" de Mc donalds: 5640 CLP Dica: Sempre comprar voo com uma conexão grande, pra dar tempo de se alimentar, trocar dinheiro, fazer tudo sem pressa. Meu voo aterrissou as 21:50 e terminei de fazer tudo as 23:40. Agora estou aguardando o próximo voo no aeroporto.
  3. Bom pessoal, há muito tempo venho querendo realizar essa aventura, porém historia normal que se segue, trabalho, dinheiro e tempo, acredito que essas são os principais contra tempos para realizar viagens deste porte. Porém recentemente surgiu a oportunidade de tirar 20 dias de ferias, então realizarei o sonho de viajar até o Ushuaia de carro. (barraca, camping, roots), em 20 dias, sozinho. Venho aqui compartilhar e pedir a vocês dicas de roteiros, viagem, estrada... Como so fiquei sabendo agora que vou conseguir ir (motivo este também de eu ir sozinho), estou montando o roteiro agora, tenho praticamente menos de 2 meses para ver tudo oque preciso e conto com ajuda de vocês. A ideia é sair de Uruguaiana dia 20/12/2019 e chegar sem muitas estadias em 3 ou 4 dias até o Ushuaia (3.700km), de lá ficar alguns dias pela região (creio eu que uns 5 dias), após isso, ir viajando em direção a Santiago no Chile, fazendo estadias nas cidades mais interessantes, de Santiago volto a Uruguaiana. Que são 1700km. Conforme vou atualizando o roteiro e coisas da viagem vou postando aqui.. Agradeço..
  4. Olá pessoal, estou planejando fazer uma viagem com meu Chevette 1981 saindo de Petrópolis RJ indo até a cidade de Quevedo no Equador em Abril de 2020, alguém já fez esse trajeto sabe informar quais documentações preciso para o carro circular nos países que vou passar? (Argentina, Chile, Peru, Equador e talvez Bolívia) Obrigado!
  5. Boa tarde Estou pensando em fazer uma viagem a Argentina na maior parte do Roteiro de Bike: - Saída dia 21/01/20 Florianópolis x Resistência de ônibus de linha levando a bike e outros equipamentos: - Dia 22/01 Resistência x Bariloche de avião ou ônibus -Dia 23/01 7 lagos de bike Retorno igual, gostaria de ajuda: - Qual melhor roteiro para este viagem? - O que devo levar de roupa para o clima da época? - Há perigo neste roteiro? - Está valendo apena ir a argentina de bike? Deixo meu e-mail e agradeço quem quiser me ajudar: [email protected]
  6. Fala Mochileiros.. Procuro dicas para aperfeiçoar o meu roteiro e a quantidade de dias que se faz interessante para cada local. Planejo o roteiro entrando pela Argentina (buenos Aires), saindo pelo Chile (Santiago), em junho de 2020. Tenho 25 dias disponíveis. Vôo. Teresina & buenos Aires (buenos Aires 3 dias). Vôo. Buenos Aires & Bariloche (Bariloche + Villa la angostura 5 dias). Vôo. Bariloche & Buenos Aires e Buenos Aires Ushuaia. (Dia para viagem). Vôo. Ushuaia & El Calafate (4 dias El Calafate). Ônibus. El Calafate & Puerto Natales (5 dias Puerto Natales + Parque torres del paine). Ônibus. Puerto Natales & Puta Arena (2 dias Puta Arena). Vôo. Punta arenas & Santiago ( 4 dias Santiago) + VALLE NEVADO ou FARELLONES. Vôo. Santiago & Teresina. 1 dias para emprevisto. Quero aproveitar ao máximo o tempo em viagem. Desde já agradeço pela atenção. Bora Mochila..
  7. Boa Tarde, gostaria de algumas dicas e informações de pessoas que já realizaram a rota de Puerto Iguazu a Buenos Aires na argentina de avião, saindo de Puerto Iguazu com a Norwegian Air, Aerolíneas Argentinas ou LATAM Airlines Argentina, pesquisei no google fhits e encontrei passagens de ida e volta por em torno de 400 reais, pretendo ir para a virada do ano, com a margem de dias entre o dia 27-31/12 a 4-7/01, aceito sugestões, obrigado!
  8. Conhece o norte da Argentina? Não? Então você não sabe o que está perdendo. Paisagens de cair o queixo, gente amigável e o melhor: tudo baratinho! Fiz um tour de 8 dias passando por San Salvador de Jujuy, Purmamarca (Cerro de los Siete Colores), Salinas Grandes, Humahuaca (El Hornocal), depois fomos para a província de Salta e passamos por San Antonio de los Cobres (onde fizemos o passeio Tren a las Nubes), Cachi (Cuesta del Obispo, Parque Nacional los Cardones), e por fim a cidade mais charmosa: Salta. Gastamos em média 100 reais com hospedagem (por pessoa) - quartos privados. E em média uns 20 a 25 reais por refeição (almoço/jantar). E olha que escolhemos ótimos lugares! Mas também passamos mal 2x, e foi tenso. Relatamos tudo isso em nosso canal no Youtube (usamos nosso drone para fazer algumas imagens). Lá você vai encontrar todos os detalhes que precisa. Escrevemos nosso roteiro na descrição dos vídeos. E caso fique alguma dúvida você ainda pode nos escrever por lá. Respondemos prontamente! Nos siga também no Instagram: www.instagram.com/ossaboresdomundo/
  9. Fala pessoal! tudo bele? em 2020 quero assistir o motogp na argentina que fica na cidade de "Termas de Río Hondo" que parece ser bem legal também para conhecer. os dias da corrida são 17, 18 e 19 de Abril de 2020. alguém a fim de fazer essa viagem? o mais importante é a corrida, o restante dos dias não tem roteiro ainda. Valeu! Abs e bjus! JR
  10. Olá, viajantes 😊 Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance! Espero que gostem 😉 Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui: - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza. - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂 - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio. - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa. - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças. - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento. - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir. - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar). - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online. - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito. - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados. - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons. Meu cronograma foi o seguinte: 20/12 – Florianópolis – Buenos Aires 21/12 – Buenos Aires - Ushuaia 22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda 23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial 24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião) 25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike 26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking 27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus) 28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine 29/12 – Puerto Natales – Trekking até Base deTorres del Paine 30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chalten (ônibus) 31/12 – El Chalten – Cerro Torre 01/01 – El Chalten – Chorrilo Del Salto 02/01 – El Chalten – Fitz Roy 03/01 – El Chalten – Laguna Electrica 04/01 – El Chalten – Loma Del Pliegue Tumbabo 05/01 – El Chalten – El Calafate (ônibus) 06/01- Chegada em Florianópolis Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂 21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto. O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos. Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300. No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo. Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa. Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando. Vista do avião Foto clássica na placa "fin del mundo" Canal Beagle 22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta. A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes. Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta. Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho. Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda 23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179. No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos. Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço. Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos. Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele. Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas. Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados. Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia). Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover e quando olhando para trás o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas. Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO. Patagônia e suas surpresas 😍 Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
  11. Pessoal, Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site. O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem. Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00. Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem. Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito. Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá. Canal Voando Alto Abs!
  12. Assista em Video no Youtube - Mendoza Vou comentar sobre dicas, curiosidades e os pontos turísticos visitados aqui na cidade de Mendoza, na Argentina. Como tinha somente 1 dia pra visitar o local, decidi focar somente no centro da cidade. Mas caso queira conhecer bem a localidade, acredito que sejam necessários pelo menos 3 a 4 dias. Mas o que fazer em Mendoza? Além do centro da cidade, o principal é realizar os passeios como, Tour de Vinhos, visita ao Aconcágua, a Cordilheira dos Andes, Termas e o resourt de Ski, se estiver no inverno. Existem outros tipos de passeios que não recomendo, pois você conseguiria fazer em qualquer outro lugar, como rafting, tirolesa, passeios à cavalo ou de bicicleta. Não vale a pena gastar dinheiro com isso, fora que estará pagando alto, por ser um ponto turístico. E aqui temos as ruas de Mendoza, tome cuidado ao caminhar, pois terá um monte de buracos na calçada, se você estiver descuidado ou utilizando o celular, com certeza vai tomar um belo tombo ou se machucar. Esses buracos ou caminhos, foram feito para irrigar as árvores da cidade, com a água que vem do degelo das montanhas. Então verá um monte de árvores ao lado desses buracos e o bom de tudo isso é ver que a cidade é bem arborizada. Estamos aqui na Plaza Carlos Pellegrini, que é o ponto de encontro do Walking Tour da Vivimza, que seriam passeios à pé, em troco de gorjetas. Não gostei muito desse grupo, pois achei um pouco tediante, já que passava muito mais informações técnicas da cidade, achei que estava mais numa sala de aula e por pouco não fugi no meio do trajeto. Outro ponto que não gostei, foi que ao invés de falar que o valor de contribuição das gorjetas sejam livres, meio que estipulava um teto mínimo que deveria receber, por exemplo: "O mínimo que geralmente as pessoas me dão é de US$ 5,00 ou US$ 10,00". Desculpe, mas eu dou o quanto eu achar necessário, se o serviço for bom. Bom! Voltando, posso dizer que tinha uma espectativa da cidade, talvez seja por isso que a minha decepção foi grande. Para quem já visitou a cidade de Gramado e suas vinícolas, lá no Rio Grande do Sul, que foi o meu caso, talvez se decepcione um pouco. Já que esperava algo próximo ou semelhante, mas não foi o caso. Já que a cidade era um pouco pacato, as construções eram bem simples, bem de cidades do interior e não estou desmerecendo isso. Não tinha muito policiamento na cidade, haviam alguns problemas sociais como mendigos e moradores de rua. E não era muito recomendado caminhar longe do centro da cidade ou quando anoitecer, isso era a dica da própria guia. Essa é um das 5 pracas principais da cidades, no fundo o Edificio Da Vinci, que tem 22 andares. E a Plaza Independencia que é a maior e a principal da cidade. Tive o azar porque quase toda a cidade estava em reformas, tudo fechado. E o porque eu mostrei um prédio de 22 andares aquela hora? Não é grande coisa, mas lembre-se que em Mendoza temos terremotos, já que fica na região próxima das placas tectônicas ou o círculo de fogo do Pacífico. Não é para espantar, mas fiquem cientes disso. Outra curiosidade em Mendoza, temos a famosa "Siesta" que é o famoso cochilo que o pessoal tem no horário da tarde geralmente vai das 13:30 até as 16:30. A grande maioria das lojas fecham todos os dias, menos Mc Donalds, alguns restaurantes, supermercados e vinícolas. Praticamente as ruas ficam desertas. Em relação à casa de câmbio, posso recomendar o Cambio Santiago, que fica na esquina entre as Av. San Martin e a Rua Catamarca. Recomendo lá porque era um estabelecimento seguro e confiável. Evite efetuar o câmbio diretamente com pessoas na rua, você pode até ter uma pequena vantagem na cotação, mas pode ter problemas com dinheiro falso, evite este risco. * Links - Walking Tour Vivimza ou Tours for Tips (Existem outros melhores) https://vivimza.com/ - Cambio Santiago em Mendoza Av. San Martín 1199, M5500 Mendoza, Argentina http://www.cambiosantiago.com.ar/
  13. Assista em video no Youtube - Argentina Estarei mostrando os pontos turísticos principais da cidade de Buenos Aires na Argentina, bem como algumas dicas para curtir a cidade. Foi necessário 3 dias para conhecer a cidade, mas creio que de 4 a 5 dias são mais do que o suficiente para visitar com mais tranquilidade. Em relação aos custos, achei os preços em torno de uns 10% mais barato que o Brasil, então realmente valia a pena viajar neste país. Na segurança, posso dizer que havia um ótimo policiamento na cidade, em todos os pontos turísticos, havia 1 policial a menos de 2 quarteirões. Use e abuse do Uber quando for num local que não é coberto pelo metrô ou de noite. O transporte público, existe um cartão chamado Sube, que é altamente recomendado a compra. É possível adquirir em qualquer estação do metro ou bancas de jornal. O cartão custa em torno de 90 pesos argentinos que dá em torno de R$ 8,50. Recarga em qualquer estação do metrô. Quase 80 a 90% dos pontos turísticos estão cobertos pelo metrô e o melhor de tudo isso, o valor de cada trajeto de metrô sai por menos de R$ 2,00. É muito barato! No Teatro Colón, dá para realizar visitar monitaras, mas estavam bem caros, em torno de 500 pesos argentinos, que dá em torno de R$ 45,00. Não vale o preço. Temos o Obelisco com as iniciais da cidade. No Café Tortoni, recomendo fazer um café da manhã. Venha um pouco cedo, senão terá que fazer filas para entrar. É um pouco caro, mas vale a pena a experiência. Na Catedral Metropolitana, tem o mausoléo com os restos do General José de San Martin, responsável pela independência da Argentina, do Chile e do Peru. A Casa Rosada é a sede da presidência da república Argentina. Recomendo visitar o bairro San Telmo de Domingo, já que nesse dia da semana é que acontecem as feiras de antiguidades e artesanato. No final da rua, teremos a escultura ou estátua da Mafalda. É um ponto turístico, mas que achei nada demais. Puerto Madero é um bairro residencial, com belos parques, ruas limpas e arborizadas. É bom para caminhar e conhecer. Mas o melhor está nos restaurantes próximo ao rio. Vale a pena visitar aqui de dia e também de noite, pois cada um tem o seu charme. Os preços dos restaurantes estão na média de 400 a 800 pesos, que dá em torno de R$ 40 a 80 reais. A visita no Museu Fragata, muito barato, tava custando uns 20 pesos, que dá em torno de R$ 2,00. A Puente de la Mujer, à noite tem uma outra iluminação que vale a pena conhecer. El Ateneo, é uma das livraria mais conhecidas em Buenos Aires, posso dizer que seria a mais bonita do mundo. Construído num antigo teatro Gran Splendid inaugurado em 1919. No fundo, onde tem o palco, fica o café, com o qual também recomendo passar. Na parte inferior, tem os livros focado para o público infantil. De todos os locais, o Barrio Chino é um lugar que não recomendo a visita. Seria praticamente que um Chinatown, mas se resumia a uma simples rua com no máximo 3 quarteirões com lojas ou restaurantes chineses. Foi uma perda de tempo. Aqui era o caminho que fiz entre diversos parques, para se chegar no Bosques de Pallermo. É bem bonito, bom pra fazer um piquenique, curtir a paisagem ou andar de pedalinho. Vi que muitos casais utilizavam o local pra fotos de casamento, achei isso interessante. O ponto ruim daqui é que tinha poucas árvores com sombra, então em dia de sol vai ser um pouco cansativo. No El Caminito fica um pouco afastado do centro de Buenos Aires, não tem metrô por perto, dá para chegar de ônibus ou Uber, que foi o meu caso. Recomendo não se afastar muito do ponto principal, pois as ruas ficam um pouco vazias. É ótimo pra fazer o seu almoço aqui, vendo os pequenos shows de tango. Na Faculdad de Derecho foi o caminho pra chegar na Floralis Genérica. Que é uma escultura metálica feita em 1943, localizado acima de um espelho de água, tem 23 metros de altura, a flor é de aço inoxidável com esqueleto de alumínio. Pesa 18 toneladas. Andando um pouco mais temo o Cemiterio de la Reconleta, dizem ser um dos cemitérios mais visitados do mundo e um dos principais pontos turísticos da cidade. Estão enterrados aqui grandes personalidades da história argentina, como presidentes, militares, economistas, poetas, escritores, ministros, artistas e pessoas que tem muito dinheiro. Como não conhecia muito a história da Argentina, fui visitar somente o túmula da Eva Perón a Evita, que foi a primeira dama da Argentina. * Links - App do Metro de Buenos Aires Android https://play.google.com/store/apps/de... IOS https://itunes.apple.com/us/app/bueno... - Cartão Sube https://www.argentina.gob.ar/sube
  14. Assista em Video no Youtube - Balsa Seacat Estarei comentando sobre a travessia de balsa ou barco que fiz de Uruguai para a Argentina, entre as cidades de Montevideo à Buenos Aires. Pensei que de ônibus sairia mais barato. Ledo engano, pois além de ser um pouco mais caro, era cansativo e demorado. Assim, é claro que optei por ir de balsa, por ser mais rápido e barato. A passagem comprei no próprio terminal ônibus Tres Cruces em Montevideo, pela empresa Seacat, estava em torno de 1.500 pesos, uns R$ 170,00 por pessoa. O pacote, consistia em pegar um ônibus em Montevideo e ir até a cidade Colonia del Sacramento. De lá estaria efetuando o trajeto via Balsa, até Buenos Aires. Todo o trajeto leva em torno de 3 horas e 15 minutos. Ao entregar as malas no ônibus, você somente estará retirando no seu destino final, no meu caso em Buenos Aires. Foi bem prático e simples. No Terminal de Balsa em Colonia de Sacramento, após a chegada por ônibus. Na frente, à direita temos totens para você pedir o reembolso de imposto pago, no caso de estrangeiros que visitaram o país. É necessário ter todas as notas fiscais em mãos. Agora aguardando o embarque, após ter realizado a imigração do Uruguai e também da Argentina. Foi bem tranquila e rápida. No fundo da balsa seriam a entrada para carros, para aqueles que optaram por viajar de carro. Escolha vir de manhã no primeiro horário, pois além de ser mais barato, é um pouco mais vazio. Os assentos são livres, assim é de quem chegar primeiro. É possível realizar o câmbio de moedas, mas preferi fazer na Argentina mesmo, pois a cotação era um pouco melhor. Existem cantinas pra quem for comer algum lanche, mas já vim preparado e comprei lanches no supermercado para poder economizar. Os bancos, eram bem confortáveis e tinha um bom espaço interno. Não vi a utilidade das bandejas, já que não eram servidos refeições. As janelas eram bem grandes e amplas. Ao lado tinha um Free Shop para quem quiser realizar as compras de última hora. Já partindo do terminal, na frente a cidade Colonia del Sacramento, com o qual algumas pessoas optam por ficar 1 ou 2 dias para conhecer o local. Eu optei por ir direto para Buenos Aires. O trajeto somente de balsa leva em torno de 1 hora. Já em Buenos Aires, você vai retirar as suas malas no terminal de desembarque, é como se fosse no aeroporto, não tem mistério. * Comparativo Ônibus vs Balsa/Barco - Ônibus: Horários: Saem sempre de noite, por volta das 21:30 - 22:30 - 22:45. Duração da viagem: 8 horas Empresa: Pullman, Caumi ou Condor Estrella. Preço: 1750 pesos uruguaios, em torno de R$ 200,00. Obs: deve considerar que existem mochileiros que recomendam ir de Ônibus, pois assim economizaria 1 noite com hospedagem. Local de embarque: Terminal de Ônibus Tres Cruces em Montevideo. - Balsa / Barco: Horários: 06:45 - 13:46 - 17:30 Duração da viagem: 3 horas e 15 minutos Empresa: Seacat Preço: 1500 pesos uruguaios, em torno de R$ 170,00. Obs: preços variam de acordo com a demanda, horários da tarde são um pouco mais caros, em torno de 1.700 pesos uruguaios, que vai dar R$ 195,00. Local de embarque: Terminal de Ônibus Tres Cruces em Montevideo. * Links - Empresa de Balsa Seacat https://www.seacatcolonia.com.uy/ - Reembolso de Imposto no Uruguai (IVA) https://turismo.gub.uy/index.php/pr/b...
  15. Patagônia - El Calafate, El Chaltén, Puerto Natales, Punta Arenas, Ushuaia - Fevereiro/2019 - 20 dias Planejamento para viagem Meu planejamento para a Patagônia aconteceu com uma antecedência de uns 6 meses, quando achei promoção de passagem pela Aerolíneas Argentinas. Comprei a chegada por El Calafate e a saída por Ushuaia, mas eu penso que o melhor itinerário para conhecer a região seja fazer o inverso, terminando por El Calafate. Acho interessante a viagem ir surpreendendo a gente cada vez mais de forma crescente, para a gente se encantar por cada lugar, sem achar que é mais do mesmo ou que o anterior tenha sido melhor. As hospedagens eu reservei pelo Booking, mas antes eu comparei com o Airbnb, mas não estavam assim tão vantajosos para compensar ficar em casa dos outros, tendo o trabalho de ter que combinar a chegada. De qualquer forma, achei essa parte de gastos um pouco alta, com diárias um pouco acima da média. E além disso, os lugares com melhor localização ou avaliação já não tinham mais vagas. Penso que a reserva para a região tenha que ser feita com maior antecedência. A melhor forma de se vestir na Patagônia, pelo menos para o período que fui, é usando umas 3 camadas. A primeira camada, com uma camiseta dry fit, porque ela absorve o suor e não fica encharcada, não deixando esfriar ainda mais em contato com a pele. A segunda camada, com uma blusa térmica (a minha preferida é um modelo que não seja tão aderente ao corpo, como a marca Wed’ze que encontrei na Decathlon). A terceira camada, um casaco que proteja por dentro e com material impermeável por fora, de preferência com capuz e que não seja tão volumoso, porque a gente tira em vários momentos e incomoda carregar na mão. Na parte de baixo, eu usava só a calça térmica primeiro e uma outra calça por cima. Não usei calça jeans nos passeios, levei essas com bolsos dos lados (achei uma que gostei demais numa loja de produtos para pesca). Levei também um par de luvas de couro fino, sem ser volumosas, gorro, cachecol, bota tipo tênis para trilha. Em alguns momentos eu pensei em comprar uma proteção para o rosto, estilo balaclava, mas eu fui adiando e depois já não compensava mais no final, mas eu tive muitas oportunidades para usar nos diversos passeios com vento gelado. Como eu faria conexão em Buenos Aires, a maior parte do dinheiro que levei foi o nosso real, para comprar pesos argentinos no banco do aeroporto. Algumas cédulas de reais que estavam com algum risco de caneta ou um leve rasgadinho eles não aceitaram e me devolveram. Eu também levei alguns dólares por precaução, para outros gastos que fossem necessários, que eu só usei para pagar algumas hospedagens (muitas cobravam 5% a mais se fosse pagar no cartão) e também para trocar por alguns pesos chilenos quando mudei de país. Para os passeios, é bom ter uma mochila para carregar lanche e água, além de ter as mãos livres quando a gente precisa se apoiar sempre durante as trilhas cotidianas. Óculos escuros também são essenciais para proteção do reflexo da neve. Quanto aos bastões para trilha, eu particularmente não tinha e não achei assim tão essenciais, mas muita gente que usa gosta, já que eles apoiam em caminhadas mais difíceis, além de diminuir um pouco o esforço dos joelhos. Na primeira cidade que cheguei, uma providência que tomei no primeiro dia foi comprar um chip para celular. Fiz um plano pré-pago para 20 dias na Claro, com 3gb por cerca de 30 reais. No entanto, não usei na viagem toda porque em El Chaltén não havia sinal (disseram que a Movistar poderia funcionar lá) e no Chile teria que pagar roaming. Para diminuir a quantidade de dinheiro que eu levaria, preferi reservar e pagar antecipadamente a maioria dos passeios que faria. Para um ou outro passeio, eu vi recomendação que era bom deixar reservado, podendo haver maior procura durante a alta temporada, correndo o risco de não ter vaga se comprado na véspera. Mas eu vi gente comprando lá mesmo, daí não sei se essa recomendação faz muito sentido. El Calafate Minitrekking Perito Moreno No primeiro dia, eu já havia deixado comprado o passeio do minitrekking ao Perito Moreno diretamente no site da Hielo & Aventura. Pelo que fiquei sabendo, somente esta empresa está autorizada a fazer o trekking no gelo. Quando outras empresas comercializam esse passeio, na verdade elas estão intermediando a venda, que terá a Hielo & Aventura como prestadora de serviços. Portanto, é bom comparar os preços para ver o melhor. No dia do passeio, a van da empresa passou no hotel no horário combinado e passou em alguns outros hotéis para pegar mais alguns turistas. Um tempinho depois, a van foi substituída por um ônibus com maior capacidade de pessoas e assim partimos para o Parque Nacional de Los Glaciares. Um funcionário do Parque entra no ônibus e faz a cobrança da taxa de visitação de todos os visitantes. Caso vá fazer outro passeio dentro do Parque outro dia, é concedido desconto, ficando mais barato comprar, por exemplo, para dois dias na mesma compra do que comprar separadamente a cada dia que for visitar. No dia em que fui no passeio, o grupo fez primeiramente o trekking na geleira e só depois que explorou as passarelas. No entanto, vi outras pessoas que fizeram o inverso, começando pelas passarelas e finalizando pelo trekking. Não sei dizer se é devido às condições climáticas, coisa que pode favorecer uma mudança na ordem das coisas, mas se trata do mesmo passeio e se vê a mesma coisa. Dentro do Parque, o ônibus estacionou e os turistas puderam usar o banheiro antes de pegar o barco para ir ao encontro do Perito Moreno. Enquanto o barco avança, a geleira vai se descortinando à frente e todo mundo quer ir para fora para fotografar de todos os ângulos porque realmente é lindo e não é todo dia que a gente vê esse cenário. Mas o vento gelado do lado de fora realmente é bem intenso. Chegando na outra margem, há uma edificação de madeira, com banheiro e área para se sentar, onde também podemos deixar nossos pertences enquanto dura a caminhada sobre o gelo. Depois de atravessar umas passarelas meio rústicas e andar um pouco nas margens do Lago Argentino, chegamos no lugar onde são colocados os crampones sob nosso calçado e começamos a caminhada na geleira, com algumas instruções do guia sobre a melhor forma de pisar. O circuito que fazemos no minitrekking não é difícil, não é cansativo, levando entre 1h30 e 2h. Todos andam em um ritmo parecido, em fila, com todos praticamente pisando um no rastro do outro. É necessário que todos usem luvas (de qualquer tipo serve) porque, se alguém escorrega e bate a mão no gelo, pode se cortar. Mais uma vez, a gente quer tirar foto de tudo quanto é jeito e a experiência é incrível. Ao final da trilha, os guias oferecem bombom e preparam uma bebida com gelo do glaciar para brindar àquele momento. Após retirar os crampones, retornamos ao local onde deixamos os pertences e ficamos um tempo livres para explorar o lugar e fazer um lanche. É importante frisar que na margem onde se encontra a geleira não são vendidos alimentos e o barco demora um pouco para retornar para o outro lado. Eu havia deixado guardado na geladeira da pousada desde o dia anterior um sanduíche para levar, além de bastante água. É bom levar também outras coisas para petiscar ao longo do dia, tipo barra de cereais, frutas ou biscoitos. No meio da tarde, o barco nos levou de volta para a outra margem para a continuação do passeio. Pegamos o mesmo ônibus do início e rumamos em direção às passarelas de contemplação do Perito Moreno. As passarelas são extensas e há bastante para andar por elas, num sobe e desce de escadas para tirar fotos em vários ângulos. Para quem já caminhou pelas passarelas das Cataratas do Iguaçu, vai ver certa semelhança. Nesses pontos também presenciamos momentos em que pedaços da geleira despencam na água, gerando um espetáculo bem estrondoso. Próximo das passarelas, existe estrutura com banheiro e venda de comida e bebida, mas o monopólio deixa sempre os preços um pouco salgados. No final, todos se reúnem no local e horário estipulados previamente e são levados aos respectivos hotéis ou ficam no centro, como preferirem. Navegação Rios de Gelo Para o segundo dia, eu havia comprado previamente o passeio pela empresa Patagónia Chic. A van passou na pousada e rumamos para o porto para fazer a navegação Rios de Gelo. Recomendo gravar bem a van e o motorista, porque quando a gente volta é uma confusão de vans que fica difícil saber qual é a nossa. Como eu já tinha a entrada do Parque Nacional, comprada no dia anterior para dois dias, não precisei pegar a fila para pagar e já fui direto para a embarcação. Pelo frio e chuva que estava lá fora, achei o interior do catamarã bem aconchegante, e no começo achei até meio monótono. Como é um passeio bem confortável, em que a gente não precisa andar ou se esforçar, achei bem numerosa a quantidade de pessoas idosas. Em alguns momentos, eu me senti numa espécie de cruzeiro da terceira idade, com velhinhos cochilando, enquanto a guia falava num ritmo que embalava feito canção de ninar. Um tempo depois de navegação, a gente começa a passar por icebergs e se aproxima de montanhas nevadas que deixam qualquer um extasiado. Já não havia mais chuva e muita gente já se arriscava a sair do conforto para tirar umas fotos do lado de fora. Como a embarcação diminui a velocidade em vários momentos, apesar do frio no exterior, dá para sair em alguns momentos e gastar espaço no cartão de memória. A navegação também se aproxima das grandes geleiras Upsala e Spegazzini, além de ir contando aspectos sobre a região, deixando o passeio bem informativo. É incrível a dimensão que essas geleiras alcançam e o espetáculo visual que produzem. A todo momento todos querem fotografar e tem hora que fica difícil achar um espaço sem ninguém para gente também levar recordações desse passeio incrível. O catamarã tem serviço de comida e bebida, mas muita gente leva o seu próprio lanche. Como é um passeio que dura a manhã toda e um pedaço da tarde, é bom estar preparado para isso. Glaciarium, Glaciobar, Laguna Nimez Saindo do estacionamento da Secretaria de Turismo Provincial, no Centro da cidade, há vans gratuitas de ida e volta ao Glaciarium com regularidade a cada meia hora a partir das 11h. Como a quantidade de assentos na van é limitada, é bom chegar um pouco antes para conseguir sentar, senão terá que esperar o próximo horário (aconteceu isso com os últimos da fila quando fui). O acesso é rápido e a visão do Lago Argentino pelo caminho é linda. O Glaciarium é um centro de interpretação com exposição de painéis, vídeos e outros recursos sobre as geleiras, com um arsenal de informações sobre o clima daquela região. De modo geral, a maioria das informações sobre o clima e as geleiras está distribuída em painéis e infográficos em espanhol e em inglês ao longo das paredes do lugar. Como vi muita gente falando bem das exposições, eu até achei que fosse gostar mais, mas a verdade é que achei meio monótono e de interesse para quem deseja conhecer de maneira mais a fundo do assunto. Como em alguns passeios a gente acaba ouvindo dos guias algumas informações sobre as geleiras, a ida ao Glaciarium acaba sendo repetitiva e, ouso dizer, até dispensável para quem não tem muito tempo na cidade. O Glaciobar fica no mesmo prédio do Glaciarium, com acesso na portaria do lado por uma pequena escada que leva ao subterrâneo. O ambiente é praticamente todo em gelo internamente, inclusive os copos em que as bebidas são servidas. A temperatura é perto de -10°C e na entrada são oferecidas roupas e luvas térmicas para suportar o frio intenso. O ingresso dá direito a consumir as bebidas disponíveis no local por 25 minutos. É uma experiência curiosa e talvez seja interessante só para fotos, mais do que pelas bebidas, já que eu procurei algumas vezes pelo garçom para repor a bebida e ele estava cuidando de outras coisas, demorando um pouco a reaparecer. Na volta da van do Glaciarium, fui a pé até a Laguna Nimez, que está próxima da região central. Trata-se de uma reserva natural, onde há uma trilha curta para percorrer ao redor da pequena lagoa. Lá se avistam pequenas aves e vegetação típica, com algumas placas informativas pelo caminho. Basicamente é isso e não achei interessante, já que nos outros passeios vi as mesmas coisas, mas em dimensões maiores. Para quem curte mais a contemplação de patos e algumas outras aves, talvez o passeio possa ser melhor proveitoso. El Chaltén Chegada na cidade Peguei o ônibus às 8h da manhã em El Calafate e cheguei a El Chaltén às 11h. Como eu havia feito a compra com antecedência pela internet no site da empresa Chaltén Travel (plim-plim! olha o merchandise), pude escolher a primeira poltrona na parte superior, de onde se tem uma bela e ampla visão. E o cenário quando está perto de chegar na cidade é mesmo de encher os olhos, já que El Chaltén fica cercada por montanhas nevadas. Já na entrada da cidade, antes do ônibus chegar no terminal, ele passa pelo Centro de Visitantes e todos descem para ouvir as instruções sobre as trilhas e a segurança dos visitantes. São separados dois grupos, cada um para um idioma (espanhol ou inglês), pega-se um mapa das trilhas ao final e daí todos estão liberados para voltar ao ônibus para finalmente chegar no terminal. El Chaltén é uma cidade pequena, onde se faz praticamente tudo a pé, então chegar nas hospedagens é rápido. Além disso, as trilhas são muito bem sinalizadas e não dependem de auxílio de guia, podendo qualquer pessoa fazê-las de forma independente. Como eu tinha uma tarde livre pela frente, resolvi fazer duas trilhas curtas, cujo ponto de partida é o Centro de Visitantes, na entrada da cidade. A caminhada mais curta é para o Mirador de los Cóndores, com 1 quilômetro para ser percorrido em cerca de 45 minutos (ida + volta = 2km, 1h30). O início da trilha é plano e fácil, mas depois vira uma subida em uma pequena montanha, que faz a gente se cansar um tantinho. No final, a gente é brindado com uma visão panorâmica da cidade, dos rios que passam por ela e das montanhas ao redor. Como no meio do caminho para o Mirador de los Cóndores havia uma bifurcação com uma placa indicativa para outra trilha, cheguei até esse ponto e daí parti para o Mirador de las Águilas. É uma trilha de 2 quilômetros a serem percorridos em cerca de 1 hora (ida + volta = 4km, 2h). Como sempre, a gente se cansa mais na última parte, subindo um pequeno morro. Lá de cima, a gente tem a visão dos montes mais famosos vizinhos da cidade, Cerro Torre e Fitz Roy, um pouco envolvidos nas nuvens, mas uma vista linda. Laguna Torre/Cerro Torre Para o segundo dia, minha intenção era pegar a van para a Hostería El Pilar e, a partir dali, fazer a trilha para a Laguna de los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Como não havia mais vaga na van, deixei comprado o bilhete para fazer essa trilha no dia seguinte. Então mudei os planos e parti para a trilha rumo à Laguna Torre, aos pés do Cerro Torre. São cerca de 9 quilômetros a serem percorridos em cerca de 3 horas (ida + volta = 18km, 6h). Munido de sanduíche, alguns bilisquetes e água na mochila, parti para o início da trilha no final da Av. Antonio Rojo, lado oposto à entrada da cidade. Depois de subir uma escadaria bem acessível, precisamos vencer uma subida bem íngreme num pequeno monte, de onde se inicia a sinalização para a Laguna Torre. Ao longo do caminho, vi mais turistas europeus do que latinos e muita gente simpática que sempre se cumprimenta quando se cruza. Perto do início da trilha, já precisamos dar a volta em algumas montanhas, passando por um caminho próximo ao despenhadeiro, onde vemos rios correndo lá embaixo. Os momentos mais difíceis são quando as subidas são insistentes, somadas com grande irregularidade do terreno, de forma que precisamos achar a pisada que nos impulsione cada vez mais para cima. Como em vários pontos das trilhas há riachos com água potável, é fácil repor a água que levamos. Quanto a banheiro, só em dois momentos: no Mirador del Torre e quando passamos pelo acampamento D’Agostini, que fica já bem próximo à Laguna Torre. O banheiro nada mais é que uma cabine fechada com um buraco no chão, bem nojentinho mesmo. Uns poucos minutinhos depois do acampamento, a gente já se depara com a Laguna Torre à nossa frente, emoldurada pela geleira que desce até a base das montanhas que a margeiam. Dentro da pequena lagoa, alguns blocos de gelo de vários tamanhos conferem uma maior beleza ao cenário. Ao redor da lagoa, pelo lado direito, a trilha sobre o monte leva ao Mirador Maestri, com mais 2 quilômetros a serem feitos em cerca de 1 hora. É uma caminhada puxada, com subida e bastante pedra de todo tamanho pelo caminho e a gente sua no frio para fazer. A vista nesse ponto é do fundo da lagoa, onde a gente consegue ter uma visão mais ampla da geleira tocando a água. Laguna de los Tres/Cerro Fitz Roy Com o transporte para a Hostería El Pilar já comprado, a van me pegou na pousada cerca de 8h da manhã e mais alguns turistas em outras hospedagens. Eram quase 9h quando desembarcamos no início da trilha, de onde começamos a caminhada rumo à Laguna de los Tres, aos pés do Cerro Fitz Roy, maior montanha de El Chaltén, um grande paredão de granito com inclinação vertical que desafia muitos escaladores. A trilha tradicional de El Chaltén até a Laguna de los Tres é de 10 quilômetros, com tempo estimado de 4 horas (ida + volta = 20km, 8h), sendo levemente abreviada quando partimos da Hostería El Pilar. Além disso, indo por um lugar e voltando pelo outro, o caminho proporciona duas visões diferentes para o passeio. Há mirantes distintos para o Fitz Roy em ambos os caminhos, então certamente haverá também lembranças fotográficas em maior quantidade de ângulos. Ambos os caminhos possuem subidas cansativas em alguns trechos que fazem a gente suar mesmo no frio. O ponto onde as duas trilhas se encontram é no acampamento Poincenot. Logo após o acampamento, identificamos uma placa no pé de uma subida, informando que a partir dali está o último quilômetro para a trilha em um nível difícil, com tempo estimado em 1 hora. À medida que caminhamos, a subida vai exigindo cada vez mais esforço, com degraus, pedras, inclinações variadas, neve, gelo, pequenos arbustos, água derretida da neve, enfim, precisamos tomar fôlego em vários momentos para continuar. Quando olhamos para trás, vemos que a inclinação do morro é bem íngreme, que dá certo medo. Mas ao mesmo tempo, a visão ao redor é linda e bem fotogênica, com toda a vegetação coberta por neve, cercada por montanhas também nevadas ali do lado. Depois de muito esforço e várias paradas, suando um tanto, a chegada ao topo proporciona uma das visões mais lindas que vi na viagem. Se eu fosse escolher apenas uma trilha para fazer, de todas as que fiz, essa é a que eu escolheria como preferida. A Laguna de los Tres tem uma cor linda e estava toda cercada pela neve. Do Mirador Maestri, que é o ponto onde chegamos após a cansativíssima subida, avistamos neve em todo o nosso redor. Adicionalmente, de todas as visões que tive do Fitz Roy dos diversos lugares na cidade, este foi onde consegui enxergá-lo inteiramente, sem o manto de neblina encobrindo parte dele. Após um tempo de deslumbramento, a descida do morro cansa um pouco, mas agora é mais rápido e a gente já sabe o que esperar no fim da caminhada de volta. Em certo ponto no caminho para El Chaltén, haverá uma bifurcação onde a gente pode escolher ir pelo mirador ou pela Laguna Capri. Escolhi a Laguna e achei linda a cor esmeralda de suas águas contrastando com o branco da neve das montanhas ao redor. Bem próximo da Laguna, está o acampamento Capri, onde também existe banheiro. Como não há ônibus saindo direto de El Chaltén para Puerto Natales, no dia seguinte voltei para El Calafate para ficar mais um dia na cidade e pegar o ônibus que saía para o meu próximo destino. Foi um dia perdido, que não quis fazer muito esforço, então me hospedei do lado do terminal para não ter muito trabalho. Puerto Natales Chegada na cidade Com passagem já comprada pela internet com antecedência na empresa Cootra, peguei o ônibus em El Calafate às 7h30 da manhã. Como a viagem atravessa a fronteira da Argentina para entrar no Chile, é necessário apresentar passaporte no guichê da empresa no terminal. A chegada em Puerto Natales estava prevista para às 13h, então levei também alguns belisquetes para não morrer de fome. Na fronteira do lado argentino, todos descem do ônibus para carimbar a saída do país na imigração. Como tem fila e nem todos cabem dentro do pequeno espaço de atendimento, a fila do lado de fora vai sofrendo com o vento gelado até terminar o processo. Com todos de volta ao ônibus, rapidamente chegamos no território chileno, em que todos descem novamente para carimbar o passaporte, mas desta vez a bagagem também é inspecionada. Após o atendimento no guichê, passamos malas e mochilas no raio-x e, se houver produtos in-natura de origem animal ou vegetal, não é autorizado levar. As pessoas têm que jogar fora inclusive frutas, mesmo que seja uma unidade para consumo imediato. Com todos devidamente autorizados, chegamos ao terminal de Puerto Natales no início da tarde. Após me instalar na pousada, saí com uns dólares em mão para trocar por pesos chilenos em alguma casa de câmbio no centro. Um fato que achei curioso na cidade foi que muitos estabelecimentos comerciais fecham para o almoço e só abrem às 15h, como foi o caso das casas de câmbio que me indicaram na hospedagem. E as refeições na cidade eu achei bastante caras, de modo que eu revezava entre pratos e comidas rápidas para ficar dentro do orçamento. Puerto Natales é uma cidade pequena, com um centro cujo ponto de referência é uma praça principal, a Plaza de Armas, e nos seus arredores estão algumas pequenas atrações turísticas, como a catedral, o museu histórico, a região portuária, uma ou outra escultura em pequenas praças ao longo da costa, o mercado de artesanato, que achei minúsculo e com muita pouca opção de produtos. É uma cidade tranquila, basta essa parte da tarde para conhecê-la, não mais que isso. Na verdade, o que me levou até ali foi ter a cidade como base para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine, onde estão as famosas montanhas de mesmo nome. Full day Torres del Paine Para o primeiro dia, eu havia reservado pela internet com a empresa Patagonia Adventure o passeio Full day Torres del Paine. A van passou na pousada às 7h30 da manhã, pegou mais alguns turistas e iniciou o passeio com visita ao Monumento Natural Cueva del Milodón. Trata-se de uma grande caverna onde foram encontrados vestígios de um animal pré-histórico de cerca de 3 metros de altura, semelhante a uma preguiça gigante. É um passeio curto, onde recebemos informações sobre a fauna extinta da região, além de entrar na caverna e ver a estátua que reproduz o milodón. Logo após, a van ruma para o parque nacional, onde pagamos entrada e iniciamos a exploração aos principais atrativos naturais. Tivemos a sorte de encontrar um grupo de guanacos (parentes da lhama) e avestruzes na beira da estrada. O passeio passa por alguns mirantes com rios e lagoas emoldurados por belíssimas montanhas nevadas, faz uma parada numa área com mais estrutura, próximo ao Lago Grey, onde há restaurante, em que podemos comprar alimentos e bebidas, claro que um pouco mais caros do que na cidade, então muita gente leva o seu sanduíche. Nessa área do Lago Grey, ficamos livres durante um tempo para ir até a praia de areia grossa ou cascalho, passando por uma ponte de madeira e cordas, que balança um pouco, mas é bem segura e resistente, e podemos avistar o Glaciar Grey um pouco ao longe. Apesar de no dia eu não ter visto, podem aparecer blocos de gelo flutuando na água. Durante essa caminhada na praia de cascalhos, em vários momentos o vento era tão forte que muitas pessoas precisavam firmar os pés no chão para não ser derrubadas. As montanhas principais, que são as torres, com os três “cornos” verticais, a gente vê a uma certa distância, a partir de diversos pontos e mirantes, que eu achei melhor fazer um passeio no dia seguinte para complementar a visão mais de perto, com uma trilha exaustiva de um dia. Trekking mirador base das Torres del Paine No segundo dia na cidade, eu havia reservado com a mesma empresa do dia anterior (Patagonia Adventure) o tour guiado até a base das Torres del Paine. É um passeio de dia inteiro e com muita exigência de vigor para seguir o ritmo dos dois guias que lideram o grupo. Como não há lugar para comprar comida ou bebida pelo caminho, já deixei comprado meu sanduíche desde o dia anterior e guardei na geladeira da hospedagem. Água é bom levar bastante também, além de lanchinhos para aguentar o dia inteiro quase sem parar. Achei ótimo levar frutas secas e castanhas que encontrei no centro da cidade. A van passou na pousada às 6h30, pegou outros passageiros e rumou para o Parque Nacional. O ingresso que pagamos no dia anterior vale para esse dia também, mas é necessário colocar nome e número de documento quando fazemos a compra no primeiro dia, além de solicitar o carimbo na recepção do parque. Algumas pessoas que esqueceram de pegar o carimbo no dia anterior conseguiram mostrar que estiveram lá no dia mostrando fotos, mas é bom não correr o risco de se prejudicar tendo que pagar duas vezes. A van para no estacionamento do parque, onde há banheiros, e os guias oferecem bastões de trekking para quem quiser usar e daí iniciamos a caminhada de cerca de 11 quilômetros (ida + volta = 22km). Para não correr o risco de demorar demais a ir e voltar, eles impõem um ritmo moderado à trilha, indo um na frente e outro atrás do grupo. Em pouco tempo já estamos subindo ladeiras cansativas e praticamente sem parar durante um longo tempo. Ao longo do caminho, paramos no acampamento El Chileno, onde é possível usar o banheiro mediante pagamento (1 dólar/500 pesos chilenos). A caminhada tem momentos de terreno plano, ficando mais fácil seguir o mesmo ritmo da maioria, mas tem também momentos que a subida vai diminuindo nosso ritmo e a gente precisa recuperar o fôlego muitas vezes. A última parte da trilha é mais pesada, onde a gente vai serpenteando montanha acima, passando por muitas pedras de diversas alturas, servindo de degraus pra gente impulsionar a próxima pisada pra vencer os obstáculos. A dificuldade é alta nessa última parte, mas não é tão longa quanto o trekking para a Laguna de los Tres, na base do Fitz Roy. O visual das três torres de perto é muito lindo, e lá na sua base a gente encontra muitos mochileiros que se sacrificaram por dias em acampamentos para fazer os circuitos por todo o seu entorno. Esta é outra opção para conhecer o lugar e vivenciar por mais tempo aquela experiência, mas é bom estar muito bem equipado, porque as condições climáticas não são das mais fáceis de encarar. Em relação ao trekking guiado, comparando com as trilhas que a gente faz por conta própria em El Chaltén, eu achei um pouco mais pesado a que fiz em Torres del Paine, já que eu não ditava o meu ritmo e, por isso, permanecia cansado por mais tempo. Mas como o Parque Nacional fica distante de Puerto Natales, cerca de 2 horas de carro, a gente acaba precisando do transporte muito cedo para chegar até ali. Só por isso que eu achei vantajoso contratar o passeio, mas para quem está em grupo e aluga carro, pode ser interessante fazer a caminhada até a base das torres por conta própria, já que o caminho é sinalizado e a gente encontra muita gente fazendo o trajeto. Punta Arenas Atrações na cidade Peguei o ônibus de 8h30 saindo de Puerto Natales a Punta Arenas, com passagem comprada antecipadamente pela internet na empresa Bus-Sur. São 3 horas de viagem. O terminal da empresa fica no centro da cidade, bem próximo à Plaza de Armas, a principal praça da cidade. Então é fácil ir a pé até a hospedagem se estiver perto dessa região. Punta Arenas é uma cidade bem charmosinha, com um centro muito bem organizado e bonito, com algumas atrações interessantes para visitar. A Plaza de Armas tem uma enorme escultura do português Fernão de Magalhães, responsável pela primeira navegação ao estreito de Magalhães, onde está localizada a cidade. O índio que compõe a escultura no centro da praça é a maior atração entre os turistas, já que se acredita que tocar o seu pé traz sorte. Ao redor da praça, as edificações são muito bonitas, e dentre elas está o Museu Regional de Magalhães, um lugar suntuoso em que o piso original, para ser conservado, precisa que usemos sobre ele protetores de tecidos nos pés, oferecidos na entrada. O que achei muito ruim foi o horário de funcionamento do museu, somente até às 14h, quando tive que sair rapidamente de lá, quase expulso pelos funcionários impacientes em encerrar as atividades do dia. Próximo dali, está o Museu Maggiorino Borgatello, com uma grande quantidade de informações sobre a região e que vale a visita. Um pouco mais adiante, próximo ao cemitério da cidade, há o Monumento al Ovejero, uma obra em tamanho natural a céu aberto, representando um trabalhador rural com suas ovelhas, cavalo e cachorro. Algumas quadras acima da Plaza de Armas, está localizado o Cerro de la Cruz, um ponto mais alto que serve como mirante, acessível por uma grande escadaria. De lá, é possível ter uma vista panorâmica da cidade e do Estreito de Magalhães. Outra atração, mas um pouco mais distante, já na saída da cidade, é o Museo Nao Victoria, a réplica da embarcação usada por Fernão de Magalhães no século 16 para a primeira viagem de circunavegação feita pelo português no Estreito que recebeu seu nome. Achei a chegada ao lugar meio complicada porque a motorista do Uber se perdeu e teve que dar uma volta grande para finalmente conseguir localizar. É possível subir e explorar a embarcação por dentro, assim como outra réplica que está do lado, usada no século 19 para a tomada do Estreito de Magalhães. O vento lá em cima é forte e gelado. Em Punta Arenas, há uma região comercial com zona franca, livre de impostos, com shopping e alguns grandes mercados multidepartamentais. O shopping eu não achei grande coisa, apesar de livre de impostos, os produtos encarecem para chegar à cidade pelo transporte. Achei até interessante um grande mercado que entrei, onde há de tudo um pouco, inclusive souvenirs, mas comprei só umas poucas coisinhas pequenas e baratas para não sofrer com o peso na mala e no orçamento. Islas Marta e Magdalena O principal passeio que me levou à cidade foi a navegação até as ilhas Marta e Magdalena. Reservei o passeio pela internet na empresa Solo Expediciones, mas esse foi o único que o pagamento ficou para ser feito no próprio dia. Às 6h30 da manhã me apresentei no escritório da empresa, bem próximo à Plaza de Armas, fiz o pagamento e entrei no ônibus que levava ao porto, que fica próximo. Todos desembarcamos do ônibus e entramos no catamarã em um dia chuvoso, mas a chuva só estava na cidade e não durante a navegação. Ao longo da navegação pelo Estreito de Magalhães, o guia em espanhol e inglês dá algumas informações, enquanto podemos avistar o espetáculo das barbatanas das baleias subindo até a superfície da água para respirar. Como a água é mais escura, não dá para vê-las abaixo da superfície, então não dava para saber onde elas apareceriam para registrar o momento. Um tempo depois, chegamos próximo da margem da Isla Marta, que é bem pequena, um rochedo com uma enorme quantidade de leões marinhos. Nessa ilha, contemplamos somente à distância, não é autorizado desembarcar nela por razões de proteção do ambiente dos animais. Como a embarcação fica parada por um tempo em frente à ilha, é possível ir para fora, sem o incômodo do vento muito forte, para registrar os leões marinhos em seu descanso matinal. Na ilha os animais estão protegidos das baleias, seus predadores, e podem nadar no seu entorno, protegidos por uma camada de algas que envolve o ambiente. Em seguida, fomos para a ilha Magdalena, onde todos desembarcamos para uma caminhada de cerca de 1 quilômetro no ambiente dos pinguins. O caminho é delimitado por um corredor de cordas, para não ultrapassarmos, que leva até um farol mais adiante na ilha. Como temos 1 hora para explorar o lugar, é bem tranquilo, sobra tempo, além de ser uma caminhada bem leve e sem dificuldades. Há uma grande colônia de pinguins na ilha Magdalena, que passam cerca de 6 meses por ali, durante primavera e verão, a temporada mais quente para troca de penas. Uma ressalva: só é quente no ponto de vista deles. Uma grande quantidade de buracos no chão, usados como ninho pelos pinguins, está espalhada pelo caminho onde andamos. Além de se protegerem do frio com a troca da plumagem, os ninhos também deixam filhotes a salvo dos predadores que rondam a todo momento, pássaros oportunistas, esperando algum descuido de um pai desatento. O passeio termina cerca de 12h e o ônibus nos leva de volta ao ponto de partida, no centro da cidade. Achei muito agradável, além de leve e não durar um dia inteiro, não precisando sacrificar o almoço. Ushuaia Chegada na cidade A saída de Punta Arenas foi às 8h15 da manhã pela Bus-Sur, com bilhete comprado pela internet. Como iria sair da Argentina para entrar no Chile, necessário apresentar passaporte no guichê antes de embarcar no ônibus. A previsão de chegada em Ushuaia era às 20h15, mas chegou cerca de18h30, mesmo assim foi uma viagem muito cansativa. Como não há paradas em lugares onde há comida, é bom levar o arsenal porque é praticamente um dia inteiro na estrada. Cerca de 2 horas depois de sair de Punta Arenas, o ônibus chega na travessia de balsa no Estreito de Magalhães, todos descem e embarcam na balsa, assim como todos os veículos que estão em fila aguardando. A travessia foi tranquila e rápida, menos de 30 minutos, mas já ouvi falar que pode ser mais demorada, dependendo da agitação das águas. Ao embarcar novamente no ônibus, como pode haver vários outros parecidos, é bom saber diferenciar qual o nosso. Eu mesmo quase entrei em outro, imagina onde iria parar. Um bom tempo de viagem depois, chegamos na fronteira, onde recebemos o carimbo de saída do Chile. Um pouco mais adiante, pegamos mais uma vez o carimbo de entrada na Argentina. Diferentemente da imigração no Chile uns dias atrás, na Argentina não pediram para fiscalizar a bagagem, foi um processo burocrático mais rápido. Depois de um longo tempo, finalmente chegando próximo a Ushuaia, o ônibus vai passando por uma região de montanhas, com curvas fechadas, mas com um cenário lindo. Achei que o assento do lado direito é beneficiado com a melhor vista. A melhor localização para se hospedar em Ushuaia é o mais próximo possível da Av. San Martí, que é a rua principal, longa e plana. As ruas que cruzam a San Martí em direção contrária à costa ficam em subidas bem cansativas. Os passeios partem dessas proximidades, onde está a zona portuária, as agências de turismos, pontos de vans e táxis, alguns museus, a placa do “fim do mundo”, a Secretaria de Turismo, onde tem internet gratuita e informações diversas aos turistas, bem útil. Na Secretaria também podemos carimbar o passaporte com dois modelos de estampa, é grátis. Pinguinera e Navegação pelo Canal Beagle Deixei reservado com antecedência pela internet no site da empresa Piratour o passeio desse dia. A Piratour é a única empresa que tem autorização para desembarcar na Isla Martillo, então qualquer outra empresa que também ofereça a caminhada com os pinguins na ilha apenas intermedeia a venda, tendo como responsável pela prestação do serviço a Piratour. O passeio iniciava com os turistas se apresentando no quiosque da empresa às 7h30 no píer. Como dura até o meio da tarde, é bom levar um lanche reforçado. Pegamos o ônibus com guia em inglês e espanhol e tivemos uma parada junto à floresta de árvores que sofrem a ação do vento muito forte e crescem para um lado, por isso sendo chamadas de “árvores bandeiras”. Logo após, chegamos na Estancia Harberton, onde há um pequeno museu de ossos de baleias e outros animais marinhos. O grupo de turistas é dividido em duas partes, enquanto uns vão direto para a Pinguinera, os demais ficam na Estancia na visita guiada; logo depois, revezam os grupos. O bote para a Isla Martillo leva um grupo reduzido de cerca de 20 pessoas, não podendo haver grande quantidade de gente por vez na ilha. É uma travessia curta, logo desembarcamos na Isla Martillo. Como visto na Isla Magdalena, ali também é um lugar onde há grande quantidade de buracos que servem de ninhos para os pinguins e o caminho para os turistas percorrerem é delimitado. Mas diferentemente da Isla Magdalena, na Isla Martillo não há um caminho para seguir por conta própria até o final da visita. Durante todo o tempo, a guia estava com o grupo e sempre chamava atenção quando havia muita proximidade com os animais. Na Isla Martillo, eu vi uma quantidade maior de pinguins concentrados em grupos, seja descansando próximos aos ninhos, seja na beira da água para pescar peixes. Dá para ver mais de uma espécie de pinguins, todos muito simpáticos. O frio era intenso por causa do vento insistente, então depois de uma quantidade de fotos, acho que muita gente já estava pronta para voltar até mesmo antes da 1 hora disponível na ilha. No meu caso, como eu já havia feito a visita na Isla Magdalena anteriormente, comparando com a Isla Martillo, eu preferi a primeira porque tinha maior liberdade para explorar a área maior e usar o tempo andando e vendo um pouco além do que a guia mostrava. Logo que voltamos à Estancia Harberton, os dois pequenos grupos que revezaram na Isla Martillo se juntaram de novo em um só e todos embarcaram num catamarã para a navegação no Canal Beagle. Em alguns pontos do Canal, navegamos em águas que dividem Argentina e Chile, sendo possível enxergar inclusive o povoado mais austral do mundo, Porto Williams, no Chile, o último do hemisfério sul. O passeio guiado é bem informativo, passando por lugares de destaque, como a Isla de los Lobos, um rochedo em forma de ilha com enorme quantidade de lobos marinhos estirados ao sol. Passamos também pelo Farol les Eclaireurs, o “farol do fim do mundo”, em uma pequena ilha com muitos pássaros aquáticos. Nesses pontos, o catamarã fica parado por uns minutos para ser possível ir até o lado de fora sem um vento tão hostil. Parque Nacional Tierra del Fuego Contratei esse passeio em uma agência aleatória que entrei no dia anterior na Av. San Martí. Não me lembro do nome, mas o passeio é bem padrão entre todas as agências que vemos pela cidade. A duração é de apenas meio dia. A van passou na minha pousada às 8h da manhã e levou todos para a estação do “Trem do Fim do Mundo”. Para aqueles que iriam fazer o passeio de trem, esses pagaram algo como 120 reais para um trajeto de cerca 1 hora a uma velocidade de uns 20 km/h. Como eu achei bem desinteressante, segui com os demais que preferiram fazer o trajeto na van, conhecendo alguns recantos do Parque Nacional enquanto o trem não chegava. No passeio do Parque Nacional, fazemos algumas trilhas rápidas e fáceis com um guia com vistas para vários lugares, como lagos, bosques, montanhas, mar. Muitas das vezes, o guia deixa o grupo explorar por um tempo o lugar, até a van nos levar para o próximo. Há lugares bem bonitos, com mirantes para as belezas naturais da região, mas eu acho que eu apreciaria ainda mais se já não tivesse visto tantos outros lugares ainda mais lindos, daí a gente acaba comparando um pouco. É no Parque Nacional onde está o “Correio do Fim do Mundo”, uma casinha charmosa de madeira sobre estacas no Canal Beagle que funciona durante o verão. Lá são vendidos cartões postais, selos e outros souvenirs, sendo possível ao viajante enviar correspondência do correio mais austral do mundo. Pena que os itens vendidos no correio são sempre bem mais caros do que na cidade. Também no correio é possível ser atendido pelo “carteiro do fim do mundo” para levar estampado no passaporte o selo e o carimbo do lugar por 3 dólares. A foto contida no selo é do próprio carteiro que atende ali, mas a gente percebe que já se passaram muitos anos desde quando ele passou a figurar no souvenir que levamos com sua cara no fim do mundo. Trekking Laguna Esmeralda Nesse dia pela manhã, fui até a Secretaria de Turismo me informar sobre as formas de chegar até o início da trilha para a Laguna Esmeralda. Procurei também uma loja de aluguel de roupas e acessórios para os passeios no frio. Escolhi uma bota impermeável cano alto. Depois de ver o estado da trilha, cheia de lama por todos os lados, sem opção de desviar da sujeira, achei um ótimo investimento que salvou meu calçado. Os meios de transporte que considerei para chegar no início da trilha foram táxi ou van. O táxi cobrava um valor equivalente a uns 110 reais (somente ida), enquanto a van cobrava cerca de 45 reais (ida e volta), então fui para o ponto em que as vans saem e esperei por cerca de uma hora, já que o serviço funciona com no mínimo 3 passageiros. O trajeto até o início da trilha é na estrada, cerca de 18 km. Encontrei alguém anteriormente na cidade que havia falado que fez esse percurso inteiro saindo da cidade a pé, mas eu preferi poupar um pouco o esforço. O lugar onde chegamos para iniciar a trilha fica num ponto mais alto e nesse dia fui surpreendido pela neve caindo nesse lugar, um cenário lindo, com uma cobertura branca pelo chão e vegetação, numa temperatura de 2°C. A trilha tem cerca de 4 quilômetros, com tempo estimado de 2 horas (fiz em 1,5 hora). Grande parte da caminhada é feita dentro de um bosque, com marcações em azul nos troncos das árvores, indicando o caminho para que a gente não se perca. Ao longo do caminho, como havia chovido durante a noite anterior, era impossível fugir da lama. Há também alguns pontos de subidas que cansam um pouco, mas não são tão extensos, dá para andar em uma toada bem constante. Quando a gente sai do meio do bosque e começa a andar por um descampado, a marcação do caminho passa a ser por estacas amarelas. Nesse trajeto, a lama e a terra mais fofa estão por todo lado e não dá para contornar o caminho. Em alguns pontos, até afunda um pouco, daí é bom ter cuidado onde se pisa, sendo útil procurar troncos e pedras para dar maior segurança. Mas depois que a gente se livra, segue ao longo de um riacho e já está pertinho da lagoa. A Laguna Esmeralda fica bem no pé de montanhas nevadas e é muito bonita. A cor das águas no dia que fiz o passeio não estavam na cor esmeralda porque o sol não saiu hora nenhuma, mas com sorte de um pouco de sol no dia do passeio, o passeio será ainda mais fotogênico. Saí com a bota muito enlameada, aliviado por não precisar permanecer com ela pelo resto da viagem. Peguei o transporte de volta e fui devolver o calçado na loja e restituir o meu, que havia ficado por lá. Atrações para um dia tranquilo na cidade No último dia em Ushuaia, eu só partiria à noite, então deixei a mala pronta na pousada, fiz check-out e aproveitei para fazer passeios mais leves, que não precisavam de deslocamentos por carro. Fui ao museu do presídio, onde também funciona galeria de arte e museu marítimo, no final da Av. San Martí. O lugar funcionou como prisão, quando os presos argentinos eram enviados para trabalhar e construir a cidade, onde os cidadãos comuns não tinham interesse em morar, dado o seu isolamento e frio constante. Achei meio cara a entrada para o museu, em torno de 60 reais, acaba não sendo um estímulo para todos visitarem. A primeira parte do museu traz uma grande quantidade de maquetes de embarcações de países diversos, muito bem feitas e detalhadas, com suas histórias que as fizeram importantes para a navegação. A segunda ala é maior e lá constam a história do presídio, seus presos mais famosos e uma variedade de artigos que fazia parte daquela realidade. Existe visita guiada, mas não coincidiu com o horário que eu estava lá. Mais adiante, há também o museu de arte, mas essa ala só abriria às 16h, então não visitei. Perto dali, visitei a Galeria Temática de História Fueguina, um prédio bonitinho, onde funciona um bar, a galeria mesmo fica nos andares de cima. É um museu de visita rápida, com reprodução de cenários e pessoas em tamanho natural, numa sequência fácil de percorrer, ao mesmo tempo em que a gente vai ouvindo o audioguia (idioma a escolha, inclusive português). São histórias que envolvem os elementos que estamos visualizando, e sua relação com o mundo da época que o cenário retrata. Acaba sendo um bom resumo de muita coisa que a gente viu nos diversos passeios na região.
  16. Boa tarde, mochileiros. Decidi tentar compartilhar com os senhores um pouco da minha experiência nesse segundo "mochilão". Tinha 15 dias de férias para tirar e estava muito em dúvida sobre qual roteiro traçar. Estava quase decidido a ir para a Costa Rica e Panamá, quando no dia da compra, decidi por ir para a Patagônia. Já tinha ido à Argentina, mas não ao sul. Conhecia apenas Buenos Aires. Pois bem, iniciou-se, então, em novembro/2017, o planejamento para essa viagem de fevereiro/2018. Fui com, à época, minha namorada, então algumas coisas saíram mais caras do que era esperado - optamos por quartos individuais e com banheiros privativos em todos os casos. Tive dificuldade em colher algumas informações, mas vou tentar repassar tudo da melhor forma aqui pra quem, por ocasião, quiser fazer um roteiro similar e tiver as mesmas dúvidas. Nossa viagem começou dia 10/02, saindo de Vitória/ES para São Paulo. PS.: MUITAS FOTOS. Nosso roteiro foi: - Vitória x São Paulo (aéreo) - São Paulo x Buenos Aires x El Calafate (aéreo) - El Calafate x Puerto Natales (ônibus) - Puerto Natales x Punta Arenas (ônibus) - Punta Arenas x Ushuaia (ônibus) - Ushuaia x Buenos Aires x São Paulo (aéreo) - São Paulo x Vitória. (aéreo) Custos de passagem: R$ 3100,00 para duas pessoas, aproximadamente. Saindo de Vitória, tomei uma decisão que não havia seguido nas viagens anteriores: preocupado com a minha namorada, fiz seguro de viagem para nós dois. R$ 125,00 cada. Detalharei a seguir. Chegamos em São Paulo, após voar pela AVIANCA, por volta das 21h. Pelo Booking, localizei um motel/hotel relativamente perto do aeroporto. Só não sabia que, apesar de perto, era mal localizado. O nome do estabelecimento era: VISON MOTEL. Para a proposta, pernoitar apenas uma vez até que não tive problema. Lugar relativamente tranquilo PRA DORMIR. Se não me engano, custou R$ 50,00 a pernoite para nós 02. Chegamos tranquilamente com Uber no local. Apesar de "próximo", estávamos cerca de 20 minutos do aeroporto. Acima, umas fotos do quarto em si. 11/02 A luta, porém, foi para, na manhã do dia seguinte, conseguir ir para o aeroporto. Tentei por 05x chamar um Uber e todos cancelavam a corrida. O tempo passando e eu, como não conhecia nada ali, ja estava ficando desesperado com medo de perder o voo. Quando, na sexta tentativa, assim que o motorista aceitou eu liguei e expliquei que queria ir para o Aeroporto pegar um voo internacional. Assim, com 5 minutos ele chegou. E então me explicou a razão de ninguém aceitar a corrida: o local era periferia e, geralmente, dali as pessoas iam para o interior de favelas. Perigo de não conhecer a cidade onde vai se hospedar.. mas enfim. Tudo certo, embarcamos em voo pela LATAM para Buenos Aires, chegando por la aproximadamente as 10h. Descemos no Aeroparque. Como eu já havia comprado o chip de internet EasySim4u, procuramos uma loja da Personal para comprar um chip para minha namorada, apenas para se comunicar via whatsapp, já que fotos e videos seriam enviados tudo pelo meu chip. Encontramos um por cerca de R$ 60,00. Funcionou por toda a viagem. Ps.: todos os valores serão informados ao final, com uma planilha detalhada que fiz. Por fim, após algumas poucas horas de espera, embarcamos em outra aeronave da LATAM para, agora, com destino a El Calafate, nosso primeiro ponto de parada. Chegamos nessa bela cidadezinha por volta das 16h local e dividimos um transfer com dois chineses (nunca vi tantos!!!!) até o centro da cidade, ficando mais precisamente no hotel TERRAZA COIRONES. Uma bela vista. Mas falo dele a seguir. Nao perdemos tempo: deixamos as coisas no quarto e partimos para o centro da cidade, onde conseguimos um transporte (gratuito. A cidade oferece!! Não paguem por isso!) até o Glaciarium. Apesar de já um pouco tarde, conseguimos chegar a tempo. Não me interessou muito o museu, então fui apenas para o Bar de Gelo. Algo extraordinário e inimaginável, até então - como muitas outras coisas vistas. Todo o bar é feito de gelo, como puderam ver nas fotos. Temperatura varia entre -5 a -7ºc e, para permanecer pelos 30 minutos que permitem, é necessária a utilização dessa roupa estranha que parece de astronauta. É possível desfrutar de alguns drinks feitos na hora, já inclusos no valor da entrada do bar. Finalizada a experiência, esperei por alguns minutos o transfer chegar para retornarmos à cidade. O Glaciarium fica uns 20 minutos do centrinho. E a vista, pelo lado de fora, já estava me empolgando. Muito bonito o visual. Finalizada a ida ao Glaciarium, voltamos ao centro e conseguimos dar uma caminhada pela cidade, visitando alguns rápidos pontos. Demos uma volta (sem comprar nada) no “Paseo de Artesanos” e “La Aldea de los Gnomos”. Há algumas coisas legais, até vale a pena comprar. Mas como tinha acabado de chegar, não estava disposto a comprar nada até então. Por fim, fui para uma cervejaria artesanal que pesquisei antes, a fim de comer e, claro, tomar um gelo. O nome do local é LA ZORRA TAPROOM. Recomendo. O preço não é dos mais baratos, mas não espanta. Um lanche foi suficiente para cada um, além de uns dois chopps. Na foto, inclusive, o relógio já marcava 21h40. E o sol tava ali, firme e forte Dia 12/02 No segundo dia, acordamos cedo e tomamos café no próprio hotel, partindo em seguida junto ao transfer para o passeio no Perito Moreno. Antes de andar na geleira, contudo, foi feita a visita ao Parque Nacional Los Glaciares, onde, a partir das passarelas existentes, se vê e observa a geleira, que em alguns momentos se rompe e te permite ter uma das vistas mais belas possíveis. O barulho, quando acontece, parece um trovão. Difícil explicar. Hehe. Dali, partimos para um porto onde entramos numa embarcação rumo à base do Perito Moreno, onde começaríamos a caminhada pelas geleiras. Aqui vai uma observação: existem dois tipos de passeios que se podem fazer: o Mini Trekking, que tem duração aproximada de 1h30min, e o Big Ice, que dura pouco mais e “entra” nas cavernas de gelo. Porém, isso também depende do dia, pois a geleira se modifica sempre e, às vezes, pagarão mais pra fazer o Big Ice e não terá tanta coisa diferente. Eu fiz o Mini Trekking e, pessoalmente, saí bem satisfeito. As empresas de turismo, pelo que me constou, revendem o pacote da empresa “Hielo y Aventura”. Eu comprei direto dela, o preço é tabelado então é tudo a mesma coisa. Por fim, após o passeio de dia todo (necessário um dia somente pra isso), retornamos à cidade. Fomos ao hotel, tomamos um banho e, depois, fomos jantar. Ainda tinha sol: escurecia em quase todos os pontos da patagônia próximo das 22h. Lembra que falei lá no começo do seguro de viagem pra minha namorada? Então.. saindo do hotel, consegui a proeza de torcer o pé na escada. O pior não foi nem a torção, foi o barulho como se tivesse quebrando algo. Com sangue quente, fui mesmo assim pra rua e fomos jantar num restaurante chamado El Ovejero. Comi, bebi, andei mais e, por volta das 22h30m, retornamos pro hotel. Aí, sim: DOR. Tomei banho, deitei na cama e começou uma dor intensa no pé. Inchou demais, quase dobrou de tamanho. Tentei aguentar por uma hora a base de uns remédios que levamos e gelo, mas estava impossível. Fomos até o hospital local e, graças ao seguro de viagem (!!), fomos atendidos e liberados (cerca de 1h20m entre atendimento, medicação e liberação). Compensou um pouco, pois a consulta e os medicamentos ficariam em cerca de R$ 180 reais. Economizei R$ 55,00, no caso.. enfim. Fui pro hotel já com a dor tranquilizada e o inchaço diminuindo. O desespero seria pelo que viria mais à frente.
  17. Vou para o Pierre Auger Observatory, quero ver um pedacinho da nossa Via Láctea desse lindo lugar. Vai ser meu primeiro mochilão, sonho em viver essas experiências da estrada de que tanto ouço falar. Quero aproveitar cada momento nessa jornada. ''Porque o primeiro mochilão tem que ser pra tão longe?'' Oras, tens de ir onde tiveres vontade, não importa a distância!!! Sei que os perrengues que me aguardam são muitos e não vão ser fáceis, mas se assim o fosse não teria graça alguma hihihi u.u... Ficarei muito feliz em ter alguém para me acompanhar, sou de Santa Catarina, mas podemos marcar um ponto de encontro na rota... Boraaa acender esse espírito nômade ancestral que jaz em nossa entranhas!!
  18. Beleza?? Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar) Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
  19. Boa tarde. Alguém já levou uma multa nas estradas argentinas, não pagou, retornou ao Brasil e depois de algum tempo foi para Argentina novamente? Tiveram algum problema na aduana? Constataram a multa pendente? Abraços.
  20. Tô passando pra avisar que mês que vem "outubro" vou fazer uma trip épica rumo a Argentina bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc .. Já te adianto que vai ser tri 🛣️🌄⛰️ Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!!
  21. Mochilão de Mel Sou mochileira há alguns anos, já fiz algumas viagens sozinha que foram muito legais e me proporcionaram um aprendizado enorme. Desde que aprendi que posso ser minha própria agência de viagens e elaborar um roteiro totalmente personalizado ganhei muita liberdade no meu modo de viajar. Enfim... quando chegou a minha hora de juntar as escovas de dentes, não tive dúvidas: queria um mochilão na lua de mel. De fato as pessoas acharam a ideia um tanto bizarra, como assim vocês não vão fazer uma viagem tranquila e romântica na lua de mel? Mas sonho é sonho e meu marido concordou plenamente em executarmos isso. Então não estou aqui nem para dar minúcias de roteiro já que o nosso roteiro é bem popular e com um pouco de pesquisa é possível encontrar várias informações. Vim aqui conversar sobre a ideia do mochilão de mel e dar um estímulo às pessoas que sentem vontade de fazer algo do tipo: só vai! Eu nunca sonhei com um casamento tradicional. Nunca gostei de festa, sempre achei extremamente cansativo e o custo é exorbitante. Mas sonho é sonho, então recomendo que quem sonha com uma big festa que invista nisso. E não recomendo nossa ideia para quem tá atrás de muito conforto. O negócio aqui é economia. Meu pai quase pulou pra trás quando o comuniquei da decisão de não fazer uma festa... Mas o convenci de que endividá-lo e nos endividar com isso seria uma péssima ideia. Como eu queria a cerimônia religiosa, investimos nisso e contratamos todos os serviços só para a igreja (fotos, cerimonial, música...). Depois a ideia era entregar uma lembrancinha e se despedir de todo mundo ali. Maaaasss algumas pessoas acabaram sugerindo uma confraternização em uma pizzaria onde cada um pagaria o seu. Consegui um desconto e coloquei um papel a parte no convite onde dizia que quem quisesse e pudesse poderia ir até lá. A adesão foi bem maior do que a gente imaginava. Fora isso, as coisas foram acontecendo. Ganhei bolo, ganhei docinhos, ganhei mesa decorada na pizzaria. Estava disposta a não decorar a igreja, mas uma pessoa foi lá e decorou. Estava disposta em ir ao mercado e comprar algumas flores para fazer um buquê simples, ganhei dois buquês. Como já tinha uma casa montada, ganhamos muitos presentes em dinheiro (eu nem imaginava que ia ganhar tantos presentes!). Como o euro estava nas alturas, resolvemos fazer um roteiro mais modesto e ficar pela América do Sul mesmo. Eu já conhecia a maioria dos lugares onde fomos, mas meu marido não. Então seria uma boa oportunidade para revisitar alguns lugares. Nosso casamento foi em fevereiro/2019. Comecei o planejamento e decidimos. Que tal atravessarmos do Atlântico ao Pacífico? Compramos uma passagem multidestinos, com chegada em Montevidéu e retorno por Santiago. Pagamos cerca de R$800,00 cada (saindo de Guarulhos), sem despacho de bagagem (fomos de mochila mesmo e levamos as roupas sujas para a lavanderia algumas vezes). Fiquei com a missão de planejar 23 dias de viagem com o compromisso de estar no aeroporto de Santiago no fim de tudo isso, gastando o mínimo possível. Nosso roteiro: Montevideo – Punta del Este – Colônia do Sacramento – Buenos Aires – Mendoza – Santiago – Puerto Varas (Ficamos muito na dúvida entre Puerto Varas e Pucon) – Viña del Mar – Santiago Nosso combinado: Reservar quartos privativos. Em alguns lugares precisamos usar banheiros compartilhados por motivo de verba mesmo kkkk mas não comprometeu a viagem.
  22. Ola Mochileiros, Me chamo Francisco, e desde 2018 realizei uma viagem ao Chile da qual foi para mim um divisor de águas. Motivo? Meus amigos, voltei acreditar num sonho distante de poder viajar, falar com um estrangeiro, ver neve, ter história e viver aventuras. Pois bem, irei contar a meu Mochilao que fiz em 2019. Brasil/Paraguay/Argentina/Uruguay Peso Argentino 12,0 em Puerto Iguazu Peso Argentino em Bueno Aires 10,70 Peso Uruguaio em Montevideo 10,7 Inicio da viagem foi no domingo 28/07, sai de Rio Verde- Go rumo a Goiania- Go. 4 horas de Viagem em Bus e um perrengue.... é amigos kkkk começou ae, perdi o ticket do mochilao e os motoristas não queria liberar meu mochilao. Até que eles levaram a minha passagem como comprovante que era minha mesmo a mochilao ( tinha seguro então eu tava preocupado atoa) todo trajeto, alias uma grande parte é de Onibus... é uma forma bem econômica. De lá peguei um Onibus que ia de Goiania-Foz pela RODE ROTAS, onde iniciaria meu trajeto. São 30 horas de viagem, conheci muitas pessoas em cada parada do ônibus e é a coisa legal de poder fazer esse tipo de trajeto. Cheguei na rodoviária de Foz, lá é muito bem estruturado. Tem centro de Informações para turistas e um bom restaurante. Eu almocei varias vezes, 18 reais a refeição. Bom, fiquei hospedado num hostel bem simples de 20 reais.... sim 20 reais kkkkk lugar muito bacana e perto da avenida que ia para o Aeroporto e as cataratas. Passei 3 dias lá, uma dica de ouro pra você que é Mochileiro de primeira viagem. Vá ao supermercado e compre algo pra fazer lanche e suas refeição, isso ajuda no custo. Outro detalhe use e abuse do transporte coletivo de Foz custava 3,75 na época que fui . Após passar o primeiro dia de chegada descansando. No segundo fui com tudo, direto pro Parque Nacional do Iguaçu. Que lugar maravilhoso, superou minhas expectativas era um momento único amigos.... só fiquei um pouco triste por não poder ter a companhia de minha namorada e meus amigos, então fiquei gravando vídeos e vídeos para eles. Passeio custa 42 reais para nós BR. Faça o trajeto na hora que você achar mais prático, mas não vá em Julho senão vai pegar fila até pra andar próximos as pontes. Fui pela manhã tinha mais gringo do que Br. Fiz amizade com um Casal de Argetinos super legais e um Bahiano muito gente boa. Passeio muito bom. Depois resolvi visitar o parque das Aves, é ao lado... mas se saber se vale ou não... bom, se tiver dinheiro e tempo sobrando vai na fé filhao kkkk. Ice bar, Parque dos Dinossauros e o Dream Land eu não fiz por conta do orçamento. Próximo dia é Dia de comprar no Paraguay, pegue um ônibus chamado Easy Bus que passa nas principais avenidas de Foz ou a atrás do TTU que é um Terminal de Transporte Urbanos onde se faz baldeação para as outras rotas de Onibus. Lá nesse TTU tem umas lojinhas de Souveniers bem em conta e variados ( lembranças compradas no parque do Iguaçu e no Parque das Aves são bem caras, mas são bem exclusivas deles). De la peguei ate a entrada da receita federal Brasileira e depois atravesse de pezao a ponte da Amizade ( só desci porque a fila tava imensa para entrar no paraguay). Trajeto tranquilo porem, tenha cuidado com os que te abordam vendendo coisas. Na entrada de Ciudad Del Este é LOTADAAAA de vendedores de tudo mesmo. Faça suas compras e explore o que tem de novidade la nesse lugar. Só não dê a bobeira de perder a carteira lá. Fui era 8 da manha e 10 horas eu estava voltando. Fui so pra comprar algo que eu já tinha pesquisado e estava bem traçado a rota. Na volta foi tranquilo, exceto na aduana Br... porque né ? aduana Paraguaia num quer travar nada. Bom isso cada um terá uma experiencia diferente. Voltei pro hostel e fui almoçar para visitar a Imensa Itaipu, que lugar enorme de Grande. Novamente peguei um busão para ir até la. Ingresso custa 40 reais. Conheci uns peruanos que estavam em lua de mel em Foz, fizemos o passeio contando nossas aventuras e viagens. Recomendo fazer o passeio panorâmico, gostei demais por conhecer essa magnitude de Usina e represa. Voltei pro hostel e pra completar o dia apareceu mais viajentes kkkk, Dois Suecos, Japonês e um Colombiano... pena que não pude conversar com cada um porque de manha cedo era meu último dia para partir Rumo Puerto Iguazu – Arg. Atravessia foi tranquila, a empresa Easy bus também faz esse trajeto e custa 10 reais. Aduana Super de boa, só me perguntaram o motivo da viagem e se eu tinha uma reserva do Hostel. Troquei o real pelo peso argentino na casa de Cambio Austral – super recomendo. Leve seu Rg ou Passaporte para trocar dinheiro é obrigatório. Após disso, fui ao meu hostel guardar minhas coisas e seguir o Passeio. Também fiz as cataratas pelo lado argetino e confesso... la tem muito mais quedas e bem mais bonito. Mas é muito extenso o trajeto, por isso reserve umas 5 a 6 horas do seu dia. A passagem para ir as cataratas é adquirida na rodoviária de Puerto Iguazu, empresa chamada Rio Uruguay compre ida e volta logo, o ingresso do parque na Argentina é 650 pesos . Faça seu trajeto e curta o passeio. Cheguei no hostel era 6 horas e já fui direto para o Hito Tres fronteiras. Detalhe, para você que for super pão duro como eu kkkk lá é de graça visitar esse espaço para ver o encontro do Rio Iguaçu e o Paraná e a divisa das 3 Nacionalidades que são: Paraguay, Argentina e o nosso Brasil. Recomendo quem puder visitar tanto o do lado Argentino como o do Brasil ( Custa 22 reais). E lá tem muitas lojinhas de venda de souvenir bem baratos. Dia seguinte foi outra despedida, e rumo a Cascavel no Paraná que de lá eu iria para outra cidade no grande Estado do Rio Grande do Sul, onde eu tenho amigos que vivem lá. Viagem cansativa e com muitos atrasos, eu tava até acostumando com atrasos kkkk e la se vai meu sábado do dia 3/8 e cheguei no meu destino final as 6 horas do domingo 4/08. Eu estava com uma sensação que naquele momento eu tinha acabado de sentir que o medo de todo trajeto que eu estava criando só era coisa da minha cabeça... mas sim a cada lugar que passava uma parte desse medo ia embora. Menos a saudade, fazer uma viagem sozinho é muito bom pela questão de liberdade que se tem em horário e o que fazer, quando fazer e o motivo. Conheci a cidade de Itaqui, onde meus amigos estavam la me esperando. Muito bom poder rever após 3 anos, segunda a noite 05/08 eu já partiria rumo Uruguaiana e de lá Bueno Aires. Saímos atrasados para rodoviária e so tinha eu pra embarcar, deixei minha preciosa agua cair no chão ( quem já visitou Argetina sabe o tanto que é Salobra essa água) cheguei 0:00 no terminal, e o meu Onibus Da JBL era as 4 da Manhã.... rodoviária um Breu e a única alma penada era eu kkkk não tinha ninguém nessa bagaça, até que chegou uma gaúcha e ficamos conversando por um tempão e o guardinha apareceu e chama nós para tomar chimarrão kkkk dispenso meus amigos, queimei língua duas vezes já. Ela fazia medicina e estava no 3 ano e morava no entorno da faculdade e me deu umas dicas para não cair nas ciladas assim que se sai da Rodoviaria. Amigos , Buenos Aires é lindo... mas a rodoviária e a saída dela parece um lixão e muitos vendedores ambulantes e pessoas pedindo dinheiro. Assim que sair da rodoviária, pegue a direita e vá ate a estação Mitre, do lado tem o Metro retiro linha C. Lá é muito lotado e só passei raiva no transporte coletivo. Pois bem, cheguei nessa cidade e não me deixei ser levado pelas primeiras impressões. No dia seguinte fui andar e conhecer todos os entornos do bairro onde estava hospedado. Muito lindo, no outro dia reservei para visitar Caminito e la Boca.... lugar que super recomendo para gastar em lembranças e tirar fotos. Por mais que seja fácil comprar no real, procure pagar no peso Argentino, senão eles acabam te enganando com as cotações. 09/08 Dia de visitar meu último País antes de voltar para casa, Colonia del Sacramento – Uruguay. Se eu estava com sorte de pegar diversos trajetos com sol... esse foi aquele momento que azedou... tomei chuva desde madrugada, Fui pela Colonia Express, uma empresa Low Coast de ferry Boat que atravessa o rio da Plata e paguei um pacote de ida e volta por 330 reais e um almoço Incluido. Senão fosse a chuva, o passeio teria sido sem duvida excelente. Uruguay é caro demais, então se prepare para gastar. Ande por todas as bandas, la é bem curtinho. Terminal Hidroviário é bem legal, tem Wi-fi liberado ae cambada. Dae você sobe no segundo piso e pega as tomadas huehuehue. Para vocês terem noção, a Buquebus é mais cara para fazer esse trajeto. Para encontrar a Colonia Express é so descer toda o entorno do Puerto Madero, não tem erro e é muito seguro a empresa. Dia 10/08 Eu estava quebrado e gripado por conta de ontem, resolvi visitar umas praças e um lago da reserva do Puerto Madero. E fui na Rodoviária comprar a passagem para Puerto Iguazu. Detalhe viajantes, lá não tinha bebedouro e se tinha não saia água. Dia 11/08 minha volta para casa, jornada seria longa peguei um ônibus de Buenos Aires para Puerto Iguazu que me custou 2000 pesos argetinos com duração de 20 horas de trajeto pela Empresa Crucero del Norte... quando começou a partir que sensação triste, mas é gratificante de quando eu olhei as fotos da barra de rolagem do celular, putz.... eu consegui fazer essa viagem.... e foi uma missão que eu havia me dedicado e planejado por 1 ano, e recebi muitas e muitas críticas por dizer esses planos... muitas vezes amigos, as pessoas não estão nem ae pelo seus sonhos e outras querem só saber de te chama de ignorante, te desanimam e te coloca contra você mesmo. Sabe o que fiz?, contei só para quem eu sabia que importava comigo. E seja assim amigos, independente se esteja só ou acompanhado... independente do destino... é você que irá fazer a sua história e viver sua aventura! Dia 12 chegando na rodoviária de Puerto Iguazu, já fui direto para Foz e de lá para rodoviária para pegar o Ônibus para Goiânia. Dia 13 chegando em Goiânia Dia 14 Cheguei em Rio Verde. ( aconteceu algumas coisinhas de viagem nessa volta, mas era uma revista policial, ônibus com defeito, motorista deixando os atrasados para tras kkkkk coisas Normais) Espero ter passado para vocês as informações necessárias e divulgar um pouco desse roteiro que procurei e não havia encontrado muito. Usem o Aplicativo Rome2Rio e ClickBus para procurar ônibus dos trajetos, na Argentina pagar em dinheiro as passagens de ônibus são bem mais interessantes, pois algumas empresas dão desconto para quem paga a dinheiro.
  23. Olá! Alguém poderia me informar se existem ônibus de Santa Cruz para Jujuy ou Salta direto? Não encontrei nenhuma informação sobre isso na internet, só vi trajetos até La Quiaca/Villazon ou Yacuiba, e mesmo esses trajetos não estão muito claros. Aparentemente há pouco transporte entre a Bolívia e Argentina. Se alguém souber de qualquer informação relacionada ajudaria bastante. Obrigada!
  24. Já pensou em ir pra Ushuaia sem gastar 1 centavo com hospedagem e viajando a maior parte do tempo de carona? link do vídeo 1 da viagem no youtube: https://youtu.be/GpeOd9NBSKE Foi o que eu e minha namorada fizemos. Saímos do interior de SP com o único objetivo de chegar a Ushuaia aproveitando ao máximo o caminho. Sem muito dinheiro, precisávamos economizar de todas formas disponíveis. Os maiores gastos geralmente são: A hospedagem, o transporte e a alimentação. Para a hospedagem levamos uma barraca e usamos o couchsurfing. Para o transporte pedimos carona ao longo de toda Ruta 3, o que nos rendeu experiências incríveis e amizades inesquecíveis. E para a alimentação simplesmente cozinhavamos sempre que possível e muitas vezes nossos anfitriões faziam comidas incríveis para a gente. Também pedimos frutas em hortifrutis (detalhes no texto). Nosso primeiro destino foi Foz do Iguaçu. Optamos por ir de avião para lá, pois no fim das contas sairia muito mais barato do que ônibus, além de mais rápido. Chegando lá a gente se hospedeu pelo couchsurfing com a María e seu gato Naru. Que foram muito receptivos. O couchsurfing é uma plataforma para pessoas apaixonadas por viajar que gostam de compartilhar suas experiências e ajudar o próximo. Se ainda não usa, procure para sua próxima viagem. Conhecer as pessoas locais dessa forma deixa tudo na viagem mais orgânica e imersiva. Ficamos uns cinco dias em Foz e depois partimos. <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/GpeOd9NBSKE" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe> Em Buenos aires novamente utilizamos o couchsurfing. Foi bem fácil encontrar hospedagem por lá. Quem nos hospedou foi a Eliana e sua família. Foi tudo tão bom que em poucos dias já nos sentíamos parte da família. Ela tinha aquele jeito mãezona, que nos deixa aconchegado e bem a vontade. Entre as conversas com eles, nos falaram e ressaltaram do frio que iria fazer em Ushuaia, pois o inverno estava chegando. E do quão mal equipados estávamos. Aliás, se fôssemos comprar tudo que aconselhavam para o frio intenso de lá, não nos sobraria um tostão para viajar. E além de uma bota de cem reais que achei na decatlhon, fomos apenas com o que já tínhamos. Na ignorância de dois Sorocabanos que mal conhecem o frio e que o mais perto de neve que já tinham visto era o gelo que acumula no congelador. Mal sabíamos que além de toda a beleza da neve, ela também pode doer. Aqui vale ressaltar uma recomendação muito importante: Jamais, mas jamais vá de jaqueta de couro para Ushuaia ou para qualquer lugar frio. É simplesmente estúpido. Você vai sofrer. E no caminho tem cidades piores que Ushuaia. É frio, e venta muito no caminho. Então seja sensato, e gaste um pouco mais com uma boa blusa impermeável, térmica e sei lá mais o que. Se proteja do frio. Ele dói e a neve machuca! A gente precisou comprar lá em Ushuaia. Voltando a Buenos Aires, demos uma volta por lá e a Eliana nos mostrou um pouco da cidade. Depois fomos a Puerto Madero, a Casa Rosada e outras partes turísticas da cidade que todo mundo já conhece. Aqui vale dar outra dica importante também para alimentação. Em tempos de crise, ou como eles chamam na Argentina, Macrise, desperdício de alimento é de partir o coração. Então deixei a vergonha de lado, e como lá são muitos os hortifrutis e suas frutas estragam quando não são vendidas, amadurecem e vão direto para o lixo, e entre essas frutas têm muitas partes boas e comestíveis, resolvi tentar pedir, como diria em castellano, se eles não poderiam ajudar um casal de viajantes sem muitos recursos, mas com grandes sonhos, a nos darem “unas frutas más maduras”, e todas as vezes as respostas foram positivas. E na maioria das vezes conseguiamos umas frutas boas. Além da economia, a parte mais bacana disso e das caronas é sair da mesmice, da sua zona de conforto. Se abrir para novas possibilidades, sem julgamentos e confiar no simples altruísmo das pessoas. Isso nos dá certa motivação, sabe. Que o mundo pode ser um lugar bom. Então se você tem uma vontade de viajar, mas não tem muita grana, não tem problema, é importante, antes de mais nada, querer. E simplesmente ir. Depois relato mais. Mas basicamente fomos depois para Bahia Blanca, Viedma, Puerto Madryn, Trelew, Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos e Ushuaia. Infelizmente peguei um vírus que encriptou todos os vídeos da viagem e tô bem bolado com isso. Então será só esse vídeo mesmo. Mas logo faço de outros lugares. Estamos fazendo um canal, e tô querendo ir subindo bastante conteúdo de viagem Tô fazendo uma página no insta também junto com minha namorada que me acompanha nas loucuras. Ver se consigo produzir vídeos e quem sabe viajar de graça futuramente haha https://www.instagram.com/viajandomais_/
  25. "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos) Um novo olhar sobre o Mundo. Olá viajantes, Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta. Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir. Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro. Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser. Respeito e Gratidão para todos Vocês! Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00. Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade. Mochila e Meus itens 1 Isolante Térmico 2 Calça corta vento 1 Calça Jeans 1 Blusa de lã top (homemade) 1 Blusa qualquer 5 Camisetas 1 Camisa 2 Regatas 3 Shorts 1 Touca 4 Meias (descobrir que pode ser pouca) 1 Par de Luvas 1 Par de Chinelo 1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum) 1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.) 1 Toalha 1 Kit de higiene pessoal 1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo) 1 Canivete 12cm de Lamina 1 Prato e kit de talheres para acampamento 1 Garrafa de 1Lt para Aguá 1 Fogareiro boca unica 2 Lanterna 15M de corda para camping 2 Livros pequenos Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer) Meus Trabalhos** 1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc. 2 cadeados (2 mochilas) Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser. Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas. No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como: 1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices) 1 Tenda 1 Isolante Térmico 1 Cobertor Térmico (passar frio nunca, Paulista passa é calor) DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00. Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar. De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil. Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno! Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver. Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos. Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo. A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado. Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível! Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada) Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá! Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir. Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma. Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’ como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso! A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico” Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial. Estrada vai, estrada vou. Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá. Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra. Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate. Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta. Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo. Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre. Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito. Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil. Nessa cidade tudo aconteceu! Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.
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