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Encontrado 129 registros

  1. bbkid

    Ushuaia

    Quais passeios em Ushuaia quem já foi recomenda ??? Pelo que ouvi falar são basicamente os seguintes 6: 1 - Centro da cidade (visitando os museus da prisão e do fim do mundo) 2 - Passeio de barco pelo canal Beagle, e passando pela isla de los lobos, pinguineira, etc... 3 - subida ao glaciar martial 4 - lagos escondidos e fagnano 5 - parque nacional terra do fogo com o trem 6 - laguna esmeralda Eu vou ficar 4 dias em Ushuaia e gostaria de saber o que seria melhor escolher, já que penso que não vai dar tempo de fazer TODOS esses passeios. O que recomendam ???? Obrigado e até mais!!
  2. Júnia Pimenta

    Bariloche

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de San Carlos de Bariloche. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Bariloche, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de San Carlos de Bariloche por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Bariloche Procurando companhia para viajar para Bariloche? Crie seu Tópico aqui! Bariloche - Tópico de Perguntas e Respostas Troque informações sobre Hospedagem em Bariloche Relatos sobre Bariloche: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Marioluc Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Marioluc Relato sobre viagem de dezessete dias à Argentina, incluindo Bariloche pela mochileira apmontemor Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Lelê Floripa Relato sobre viagem de três semanas à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Celso Relato sobre viagem de treze dias à Argentina, incluindo Bariloche pela mochileira Cascia Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Cazu99 Relato sobre viagem a Bariloche pela mochileira Tatibr Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Rafael Xavier[/linkbox]
  3. Olá pessoal! Primeiramente, gostaria de explicar que sim, 4 dias para esse lugar é muito pouco e eu já sabia disso antes da viagem. Acontece que iríamos ao casamento de um amigo em Buenos Aires e queríamos encaixar no roteiro algum lugar da Argentina que ainda não conhecíamos e a decisão foi, claro, PATAGÔNIA! Durante as pesquisas vi que muita gente também teria poucos dias pra conhecer esse roteiro e pedia dicas de o que priorizar e como se deslocar. Que passeios priorizar em Calafate? Ir a Torres del Paine sem fazer trekking vale a pena? Contrata o passeio bate-volta para TDP ou vai por conta própria? Como ir de carro de El Calafate para Torres del Paine? Quanto vou gastar? Bem, espero que este relato ajude! 1º DIA - CHEGADA EM EL CALAFATE - 08/03/17 Como falei no início, fomos a Buenos Aires para um casamento e só depois de alguns dias fomos a El Calafate. A Capital Argentina é naturalmente onde você fará conexão caso vá para Calafate, se tiver disponibilidade claro que valerá a pena parar alguns dias pra conhecer (três dias inteiros dá pra fazer o basicão). O mais importante: fazer câmbio em Buenos Aires é muito, MUITO mais vantajoso do que no Brasil e, principalmente, na Patagônia. Em Março/17, quando viajamos, a cotação em BUENOS AIRES era US$ 1,00 = AR$17,50 Pesos, e R$ 1,00 = AR$ 5,10. Para comparar, em Calafate as cotações estavam US$ 1,00 = AR$14,00, e R$ 1,00 = AR$ 3,50. Hoje não vale mais a pena recorrer ao câmbio paralelo, fui direto às casas de câmbio, mas também ouvi dizer que o câmbio na agência do Banco de La Nacion nos aeroportos é muito bom. Bem, vamos ao que interessa: Chegada em Calafate! Partimos de Ezeiza pela Aerolíneas Argentinas num avião lotado de europeus, chegamos por volta das 14:00h. Importante informar que existe uma barreira sanitária na patagônia, ou seja, você não pode entrar com nenhum produto de origem animal ou vegetal que não esteja em uma embalagem lacrada de fábrica. (Mais infos: http://www.patagonia-argentina.com/e/content/funbapa.php). Já na saída da esteira de bagagens existe uma mini-alfândega e presenciamos uma mulher se desfazendo de uma bela quantidade de maçãs. Na saída logo procuramos o guichê do VES Patagonia, que faz o transfer entre o Aeroporto e o Hotel, ida e volta. Pagamos AR$ 240,00 por pessoa, no momento já informamos a data, horário e vôo de volta, e já somos informados do horário que nos buscarão na hospedagem na volta. O transfer é feito numa Van com um bagageiro no reboque que leva a mala de todo mundo. Esperamos ela encher por completo e, uns 20 minutos depois, partimos, num trajeto de aproximadamente 30 minutos até a cidade. Chovia bastante e a neblina bloqueou quase toda a vista. Nos hospedamos no Calafate Hostel, em um quarto privativo (AR$ 600,00 por noite), reservado pelo Booking.com. A estrutura do Calafate Hostel é muito boa, wi-fi liberado e de qualidade nos quartos, restaurante próprio, e a localização é excelente. Assim que chegamos, já reservei o passeio do MiniTrekking do dia seguinte no próprio Hostel: AR$ 2.400,00 por pessoa. Não está incluso no valor a entrada do Parque Nacional, que custa mais AR$ 500,00. Não há comidas a venda no local, então já recomendam a cada um que leve seu próprio lanche. A chuva tinha parado, então resolvi aproveitar a tarde/noite para conhecer o centro da cidade e ir ao mercado comprar as coisas pro lanche do dia seguinte e pro jantar. Na saída do mercado, surpresa: caía um TEMPORAL! Pra piorar, eu não lembrava que na Argentina não fornecem sacolas plásticas nos mercados. Tive que guardar tudo numa caixa de papelão e, quando a chuva diminuiu um pouco, resolvi correr até o hostel. Então, outra surpresa: as ruas estavam completamente alagadas! Impossível atravessar as ruas sem pisar numa poça. Lamentei profundamente não ter investido num calçado impermeável, já comecei a imaginar como seria o passeio do dia seguinte com o tênis molhado, com chuva, eu com uma bela gripe... nada mal para o primeiro dia. 2º DIA - MINITREKKING NO PERITO MORENO - 09/03/17 Fomos informados que a empresa Hielo y Aventura (a única que tem a concessão para fazer o minitrekking e o Big Ice) nos buscaria no hostel a partir das 7:00. Bem, as 7:00 já estávamos prontos, ajustamos os ultimos detalhes, verifiquei se não estava esquecendo nada (luvas, gorro, oculos, bateria da camera, lanche...), trancamos o quarto e fomos para a recepção. Perguntei ao funcionário se o transfer já havia passado e, quando que falei que seria a partir das 7:00, ele começou: "Amigo são 7:05. Se eles avisam que vão passar Às 7:00, deve estar aqui às 6:50. Se eles passaram aqui e vc não estava, eles nem te chamam no quarto, vão embora direto. Acho muito provável que vocês tenham perdido". Bateu aquele mini desespero. Me achei o cara mais idiota do mundo de ter pensado com a cabeça de brasileiro de "só mais 5 minutinhos", pensei no dinheiro que tinha perdido, na oportunidade que eu não teria de fazer este passeio outra vez... foram 10 longos minutos até a hora que, finalmente, a guia chegou e chamou nosso nome. Ufa! Entramos no ônibus às 7:15 e ele já estava bem cheio! Ou seja, de fato, eles começaram a passar nos hotéis a partir das 7:00h em ponto. Esse pessoal é bem organizado, fica a dica aí pra você ser pontual e não passar pela mesma situação rsrs. Entramos em um ônibus bem confortável, com uma guia falando em espanhol e inglês. Levamos cerca de 1:30h até a entrada do parque, onde dois guardas entram no ônibus para receber os AR$ 500,00. Depois andamos mais uns 30 minutos até as passarelas do Perito Moreno. Tivemos em torno de 1:30h para explorar as passarelas, uma vista simplesmente incrível! Não cansava de contemplar aquela paisagem surreal, o Perito Moreno, ver a geleira partindo, os blocos de gelo caindo na água e fazendo aquele som de trovão. Mesmo com o tempo fechado, a paisagem não deixa de ser espetacular. Achei o tempo curto, seria capaz de passar o dia naquele lugar. Muito bom pra meditar em quanto somos insignificantes diante da grandiosidade do Criador. Quando deu o tempo, voltamos ao ponto de encontro para pegar o ônibus e fomos para um cais, onde embarcamos numa lancha que nos levaria até o ponto de apoio para o trekking. Neste abrigo podemos deixar as bolsas e mochilas para fazer o trekking mais leve (o lugar é seguro e possui câmeras de vigilância). É ali que também paramos pra almoçar. Fomos então para a parte mais aguardada: o MiniTrekking no Perito Moreno! Após algumas explicações do guia, colocamos os "grampones" e iniciamos o trekking. Experiência espetacular! Vi muitas pessoas comentando que era um passeio caro. De fato é, mas quem valoriza experiências encara isso como investimento. Eu e a Ana Luiza estávamos simplesmente eufóricos! Nos sentíamos num cenário de filme, num programa do canal Off, num documentário do NatGeo... Algumas observações: O passeio não exige tanto preparo físico, até mesmo sedentários conseguem fazer. Você faz o trekking com 2 guias e um grupo de no máximo 16 pessoas, divididos por idioma (inglês ou espanhol). Não é necessário ter bota de trekking impermeável, eu e a Ana estávamos com tênis normais. Mas é bom ter, caso chova no dia isso poder salvar seu passeio. Com respeito a roupa, fomos com uma segunda pele e um casaco 3 em 1 (revestimento interno com fleece e revestimento externo impermeável e corta-vento). Compramos da marca Quechua na Decathlon. Para calça, fui com uma segunda pele e jeans. Levamos ainda um par de luvas e gorro. Para toda a viagem pela patagônia, foi mais do que suficiente, até senti calor algumas partes do trekking. Depois o ônibus nos levou de volta ao Hostel, chegamos por volta das 18:30h. Conversei com algumas pessoas sobre os passeios que tinham feito e cheguei à seguinte conclusão: Se estiver orçamento, faça o Big Ice (trekking de maior duração e que exige certo preparo físico). Caso não, faça o Minitrekking. É consenso geral que essa é a melhor experiência de Calafate. Conversei com pessoas que fizeram o passeio "Rios de Hielo" e acharam chato, um negócio bem turistão. Me falaram muito bem da Estância Cristina, me deu vontade de fazer se tivesse mais tempo na cidade. Também cogitaria voltar às passarelas do Perito Moreno e passar uma tarde explorando todos os setores. 3º DIA - IDA PARA TORRES DEL PAINE DE CARRO ALUGADO - 10/03/17 Queria muito incluir TDP no meu roteiro. Vi que muitos fizeram um tour no parque no mesmo dia, bate e volta de Calafate. Achei o preço muito caro e muito cansativo: 9 horas dentro do ônibus e apenas 3 no parque. Assim, achei que indo de carro e passando 1 noite dentro do parque seria a melhor forma de conhecer o básico, mas sem o ritmo alucinante de um city-tour de parque com bate-volta. Acordamos cedo, arrumamos tudo, fizemos check-out do hostel e fui retirar o carro na Álamo. Já havia reservado pelo rentalcars.com com antecedência, e lá dei graças a Deus por ser precavido: enquanto preenchia a ficha, um cara veio alugar e já estava tudo reservado pelas próximas 2 semanas! Fica a dica: reserve seu carro com antecedência para evitar surpresas. Caso vá cruzar a fronteira, não deixe de informar isso na hora da retirada. Eles preparam um documento que deverá ser apresentado na aduana, que você não pode perder de jeito nenhum! Para isso eles cobram uma taxa de US$ 90,00. Isso mesmo, em DÓLARES! Não vai se confundir... já fui sabendo dessa taxa porque liguei pra eles antes, mas não havia lido sobre isso antes em nenhum fórum. Então fica mais uma dica. Sobre o trajeto de Calafate a Torres del Paine: Eu vou a seguir contar como foi nosso trajeto de ida e de volta. Mas para resumir aqui: Sem dúvidas, o melhor trajeto é ir até Esperanza pela Ruta 40 e depois pela Ruta 5. Se você olhar no mapa verá que existe um atalho que corta um bom caminho, mas vai por mim: não vale a pena. Ele é de rípio, qualidade bem ruim, você corre alto risco de ter um problema com os pneus, no meio do nada, sem sinal de celular, e ninguém passa por lá. Embora a distância por Esperanza seja maior, o fato do caminho ser asfaltado faz o tempo de viagem ser o mesmo. Você gasta um pouco mais de combustível (só um pontinho a mais no tanque) mas a segurança e o conforto compensam (andar de carro por muito tempo no rípio é bem desconfortável). De Esperanza a Torres del Paine, aí sim, vale a pena cortar caminho. A distância no rípio é pequena, e a economia de tempo é bastante significativa. A passagem por Puerto Natales é totalmente dispensável. Muito bem, essa era a ideia de trajeto quando fomos. Logo na saída de Calafate, vimos um casal de mochileiros pedindo carona na estrada e convidamos pra irem conosco. Iam para Puerto Natales, combinamos de deixá-los na entrada de Torres del Paine, onde as opções até Puerto Natales são abundantes e muito mais baratas. Paramos em Esperanza, enchemos o tanque, fizemos um lanche e fomos. Pedi pra Ana Luiza verificar no GPS o trajeto, e ela disse: "Ta mandando ir direto". Fui... a conversa no carro era boa, apreciávamos o cenário, até que eu notei que estava levando mais tempo que o esperado. Continuei seguindo o GPS, e finalmente chegamos à fronteira. Levamos em torno de 20 minutos em cada aduana, depois seguimos viagem. Finalmente estávamos no chile, mas eu senti falta do atalho de rípio. Cadê ele? Já cruzamos a fronteira e ainda estamos no asfalto! Eis que surge uma placa: PUERTO NATALES: 3 KM! MEU DEUS! Acabamos nos distraindo com a conversa, passamos da entrada do atalho e perdemos 3 horas de viagem fazendo o desvio por Puerto Natales. Sorte do casal de mochileiros, que já ficou no seu destino final rs. Eu levei um tempo pra me recuperar desse mico... o planejamento era passar a tarde em TDP, depois curtir o dia seguinte de manhã e voltar pra Calafate de tarde. Nessa brincadeira a tarde já estava praticamente perdida, além de ter gasto muito mais gasolina. Enfim, seguimos viagem até o Parque Nacional. Durante o planejamento, vi que a maioria das pessoas se hospeda em Puerto Natales. Embora seja bem mais barato, a forma que nós visitaríamos o parque (pouco tempo e de carro) tornaria a estadia em Puerto Natales inviável. Assim, optei por ficar próximo ao Parque. Nos hospedamos no Nash Patagônia, próximo à entrada da Laguna Amarga (US$ 120,00 dólares por noite, por pessoa). A hospedagem no parque é cara, a principio ficaríamos em um quarto compartilhado mas que, por sorte, só tinha nós 2. No preço já está incluso um bom café da manhã, um EXCELENTE jantar (Sopa de entrada, uma bela carne com batatas, vinho e sobremesa, coisa fina) e um saco com lanche pro almoço (água, barras de cereais, uma salada de quinua, granola, e um sanduiche). O hostel fica a 2 minutos de carro da portaria do parque. Depois do check-in, fomos conhecer o Parque. Fizemos o cadastro na portaria e pagamos nossos tickets de entrada ($18.000 pesos chilenos por pessoa, válido por 3 dias). Seguimos a placa em direção do Lago Pehoé. No parque as estradas são de rípio, assim como o atalho, se anda em média a 50 km/h. Nosso carro era o Uno 1.0 que aguentou bem. Desde a portaria, levamos cerca de 30 minutos até a Hospedaria Pehoé, um belo hotel que fica no lago com uma pontezinha de acesso. O tempo estava fechado, a vista encoberta, mas o lugar não deixava de ser encantador. Curtimos um pouco mas o cansaço bateu forte, voltamos ao hostel para descansar e acordar bem cedo no dia seguinte. Torcia para que o tempo abrisse. 4º DIA - TORRES DEL PAINE E VOLTA PARA CALAFATE - 11/03/17 O relógio despertou às 6:00h. Levantei e fui ver o tempo lá fora. Mal pude conter a emoção quando vi que não havia uma única nuvem. Tempo totalmente limpo. Até me questionei se era digno deste presente de Deus. Todos no hostel informaram que o tempo estava assim já a mais de uma semana, e no meu único dia lá ele resolveu abrir. Ainda estava escuro, entrei para arrumar tudo rápido, tomar o banho e sair para apreciar o nascer do sol. Tomamos o café, nos despedimos e voltamos pro parque. Às 7:30h já estávamos parando o carro em um estacionamento próximo ao Mirante Pehoé (passando a Hospedaria Pehoé, existe uma placa indicando o estacionamento, é um recuo bem pequeno que não dá pra parar nem 5 carros direito rs). A partir deste mirante tem uma trilha que não sabíamos bem onde ia dar, só tínhamos certeza de que a vista seria espetacular. Depois de mais ou menos 1 hora de subida, fizemos um desvio e paramos em uma pedra. Nem precisamos ir até o fim da trilha, aquele ali seria nosso lugar. Sentamos ali e contemplamos a vida. Conversamos, lemos, oramos, tiramos foto, passamos mais de 2 horas ali. A sensação era de que, como estávamos sós e desviamos da trilha, tinhamos descoberto aquela pedra. Era um lugar só nosso. Já era hora de voltar, ainda queria conhecer o Mirador de Los Cuernos. Pegamos o carro e voltamos por uns 10 minutos, pegamos o desvio até a Cafeteria Pudeto, onde saem os barcos para o circuito W. Muitos ônibus ficam ali esperando os mochileiros chegarem para levar até Puerto Natales. Um pouco depois há um estacionamento para o mirador do Salto Grande e o Los Cuernos. Do estacionamento, andamos 10 minutos até o Salto Grande. Uma bela vista, a cor da água é incrível! Dali, seguimos a trilha por mais ou menos 45 minutos. O caminho é de nível fácil, beirando o Lago Nordenskjold. Cruzamos com alguns grupos no caminho, inclusive de idosos, até mesmo uma família com 4 crianças. No fim, chegamos ao Mirador de los Cuernos, simplesmente sensacional. Curtimos a vista por uns 30 minutos. Queria ter ficado mais, muito mais... mas infelizmente ainda precisávamos voltar a Calafate, o carro tinha que ser devolvido até as 20:00h. Então lá fomos nós, pegar a estrada de volta. Ainda paramos no caminho pra apreciar os guanacos(parentes das lhamas). Era o fim da nossa curtíssima viagem à Patagônia. A sensação era de que havia muito mais a conhecer, mas o basicão que fizemos valeu a pena demais! Caso vá nesse esquema de carro, sem fazer os circuitos W ou O, pode dedicar um dia à trilha da base das torres, e um outro ao Lago Grey. Na volta, agora sim, pegamos o atalho de rípio pela fronteira e cortamos um belo caminho. Na empolgação de cortar caminho, acabei pegando o atalho de rípio pela Ruta 40, sem passar por Esperanza, e me arrependi. A distância é longa demais, várias vezes achei que ia furar o pneu do carro, e tive a sensação de que levei mais tempo do que se fosse pelo caminho de asfalto. Por isso a dica do trajeto lá em cima. Chegamos em Calafate à noite, cansados mas realizados. Comi o tradicional cordeiro patagônico e fomos dormir. No dia seguinte, na hora combinada o transfer da VES nos pegou no hostel e nos levou ao Aeroporto. Nos despedimos da Paragônia, com a sensação de que precisamos voltar.
  4. Oi, gente! Essa viagem foi feita em outubro de 2016 (de 7 a 17/10), com 7 “dias líquidos” para passear por El Chaltén e El Calafate. Foi uma viagem surreal, de tanta paisagem linda, de tirar o fôlego! O objetivo da viagem foram as trilhas que essa região espetacular oferece, que não necessitam de guia nem taxas (as que eu fiz; com exceção do icetrekking). As trilhas em El Chaltén são bem demarcadas, dificilmente alguém se perderia...não vejo como! Tem várias bases de acampamento dentro do parque, mas como eu não me organizei pra acampar, optei por voltar todos os dias e dormir em El Chaltén. Deve ser muito legal acampar lá! Vou colocar o roteiro, os gastos e, no final, o relato. Eu já havia viajado sozinha antes, então, estava bem tranquila quanto a esse fato e devido à região ser convidativa a isso também, né?! Ah, eu não falo espanhol e isso não foi um problema. Qualquer dúvida podem perguntar que eu esclarecerei o que eu souber e lembrar! ROTEIRO "Dia 0" 07/out Deslocamento: partida às 21h BSB_GRU Dia 1: 08/out Deslocamento: Chegada às 16h30 em Calafate. Dia 2: 09/out El Calafate: Ice trekking no Glaciar Perito Moreno - Big Ice (+/- 12 km ao todo, dia inteiro) Dia 3: 10/out El Calafate: caminhada pela cidade (+/- 8 km, um turno). Deslocamento: Van para El Chaltén às 18h. Dia 4: 11/out El Chaltén: trilha Laguna Torre + Mirador Maestri (22 km ao todo, dia inteiro) Dia 5: 12/out El Chaltén: passeio pela cidade + trilha Mirador de Los Condores + Mirador de Las Águilas (6 km ao todo, um turno) Dia 6: 13/out El Chaltén: trilha Laguna Capri (8 km ao todo, um turno) Dia 7: 14/out El Chaltén: Trilha Laguna de Los Tres (22 km ao todo, dia inteiro) Dia 8: 15/out El Chaltén: trilha Loma Del Pliegue Tumbado (24 km ao todo, dia inteiro) Dia 9: 16/out Deslocamento: van de El Chaltén para El Calafate às 9h. Voo às 15h20 de El Calafate para Buenos Aires Dia 10: 17/out Deslocamento: Voo GIG-BSB, chegada às 9h Quilometragem total do trekking: 105 km Condicionamento físico: já estava acostumada a fazer trilha e pratico atividades físicas diariamente. Minha mochila de ataque não estava pesada, acho que uns 3 ou 4 kg (não sei estimar bem). Não senti necessidade de parar para descansar nas trilhas, pois quando chega no “fim” (que na verdade é metade do caminho) e você para pra comer e apreciar o local, acaba descansando também. No final da volta das trilhas longas, o joelho fica sobrecarregado, principalmente quando tem descida, mas não chegou a doer de ter que parar de caminhar ou de ter que sentar. Mas quem já tem algum problema no joelho, deve sentir mais. Os bastões ajudaram muito! O que mais gostei: Big Ice, Trilha da Laguna de Los Tres e do Loma del Pliegue Tumbado GASTOS resumidos (detalhes no final): Total 10 dias Patagônia Argentina (El Calafate/El Chaltén) R$ 3.630 Sem passagem aérea R$ 1.869 • Passagem aérea BSB-GRU-AEP-FTE-AEP-GIG-BSB R$ 1.761 • Alimentação (estilo trilha) R$ 340 (ARG 1469) • Translados Aeroporto/El Calafate/El Chaltén/Aeroporto R$ 324 (ARG 1400) • Ingresso Perito Moreno (Parque Nacional Los Glaciares) R$ 58 (ARG 250) • Ice trekking BIG ICE Perito Moreno com transfer R$ 717 (ARG 3100) • Souvenir (quase não comprei) R$ 64 (ARG 278) • Hospedagem em Hostel (quarto compartilhado) R$ 366 (ARG 1600) OBS: cotação da época 1 real = +/- 4,32 pesos. Fiz o câmbio real-dólar-peso, comprando 1 dólar a R$ 3,42 no Brasil e fazendo câmbio na Argentina de 1 USD por 15 pesos (ou 14,8 ou 14,0 pesos). Não paguei nenhuma taxa adicional nos câmbios que fiz na Argentina. É bom ver os valores para estimar se é melhor trocar real-peso ou dólar-peso. Dica para escolher casas de câmbio no Brasil com boas taxas é o ranking do Banco central: https://www3.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp. Ler primeiro o post: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/05/26/quer-comprar-dolar-mais-barato-saiba-consultar-o-ranking-do-banco-central.htm Locais onde fiz câmbio: aeroporto AEP (Buenos Aires), hostel que fiquei em El Calafate (fez câmbio na “brotheragem” por eu ter pegado os bancos fechados por causa de um feriado lá...); Souvenir Patagônia e Casimiro Bar na Av. del Libertador Gral. San Martín. É bom levar dinheiro para El Chaltén, pois sacar lá pode não dar certo e os estabelecimentos podem não aceitar cartão. Planejamento: Antes da viagem, li sobre as trilhas que eu queria fazer (duração, distância, grau de dificuldade), mas a única coisa que necessitou reservar com antecedência foi o BIG ICE. O translado do Aeroporto para El Calafate eu havia combinado com o hostel e o resto fechei na hora. As trilhas em El Chaltén foram decididas a cada dia devido à oscilação do tempo ser muito frequente na Patagônia. Em relação à bagagem, eu já tinha várias roupas de frio, mas não tinha corta-vento/impermeável. Comprei na Decathlon e foi essencial para visitar a Patagônia com seus ventos fortes e frios, hehehe. Comprei também bastões de trekking. Sempre fiz trilhas, mas nunca havia usado bastões. Achei que viria a calhar por ser uma viagem de trilha em região montanhosa e de muitos km em poucos dias, e realmente foi super útil, tanto nas descidas/subidas como para ajudar nas partes com neve e, no final da trilha, quando o joelho já tá cansado. Reservei a hospedagem previamente também. O hostel que fiquei em El Chaltén era do lado da entrada das trilhas da Laguna Torre e da Laguna de Los Tres, então não precisei atravessar a vila ao ir para essas trilhas. Vi muita vantagem! Sites onde me informei sobre as trilhas: http://www.elchalten.com/eng/actividades/caminatas.php http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten.php Sites para olhar Condições climáticas/duração do dia: http://www.timeanddate.com/worldclock/argentina/el-calafate https://www.windguru.cz/137603 (se procurar por “El Chaltén” nesse site, vai achar várias localidades pontuais). Os habitantes locais usam muito esse site para recomendar qual dia para fazer alguma trilha específica. Tem trilha que não sei se compensa fazer com nebulosidade e vento, tipo a do Loma del Pliegue ou da Laguna de Los Tres. É bom checar esse site diariamente quando estiver lá, principalmente a parte da nebulosidade e vento, e conversar com os locais, apesar do clima patagônico ser um tanto imprevisível. Informações sobre os Translados: http://taqsa.plataforma10.com http://www.transportelaslengas.com/es/ http://www.chaltentravel.com/main.php Relato Dia 0-1 (deslocamento): saí de Brasília às 21h, cheguei em São Paulo às 23h e dormi no aero. O voo para Buenos Aires saiu às 5h45 e chegou 8h10. Fiquei dormindo no aeroporto até dar a hora de ir para El Calafate (partida 13h15, chegada 16h30). Uma coisa chata foi que me informaram em Guarulhos que eu não precisaria pegar a mochila em Buenos Aires, somente no destino final. Eu vi mochila por acaso quando desembarquei, peguei e fui me informar. Imagina... Enfim. Chegando em El Calafate, fiz câmbio dos dólares que levei, comprei comida para levar para o Ice Trekking e jantei no Restaurante Isabel que todos recomendam. Gostei! Prato bem servido que me rendeu várias refeições nos outros dias (estava sozinha). Dia 2: Ice Trekking no Glaciar Perito Moreno (Big Ice). Chuto que foi uns 12 km +/- contando a trilha na margem + no glaciar. O passeio já estava pago com o transfer; é só a Hielo y Aventura que faz os ice trekkings, apesar de várias venderem. Eles buscaram no hostel por volta de 7h. A entrada no Parque Nacional Los Glaciares para habitantes do Mercosul foi 250 pesos. Fiquei nas passarelas de 9 às 10h. O grupo deve se juntar pontualmente no início das passarelas e seguir para a navegação; eu achava que a navegação chegaria perto do glaciar, mas nem chega. Deve ser porque pode cair blocos de gelo a qualquer hora, né?! Hehe. Umas 11h começou a trilha pela margem até entrar no glaciar umas 12h. A parte puxada é essa, na margem, com subidas e pedras, porque no gelo foi bem de boa, mesmo eu nunca tendo feito ice trekking, achei tranquilo de se andar com os crampones. Estava nublado e não fez muito frio, só quando ventava. Na hora da trilha pela margem, o calor foi tanto que fiquei só com a primeira camada. Deixei meu casacão na tenda, não levei ele pro glaciar e realmente nem precisei. Ficamos até umas 15h30-16h no glaciar e esperamos na Base por volta de 1h até o barco voltar; oferecem café e leite na Base. Na volta, serviram whisky no barco, achei que serviriam no glaciar... pelo que eu tinha lido. O ice trekking foi uma experiência única! Os laguinhos formados, as fendas de diversas formas, túneis! Surreais as paisagens e a experiência! Foi uma guia orientando o grupo e um outro guia, na frente, vendo os locais adequados para passar. Por mais que se passe de 3,5h a 4h no gelo, pareceu que foi muito rápido! Fiquei com vontade de fazer de novo em El Chaltén, no Glaciar Viedma (acabou que não fiz por causa do tempo). A noite fui ao Yeti Ice Bar (http://www.yetiicebar.com.ar), paguei 190 pesos por 30min dentro do Bar de Gelo com openbar. É muito frio, você mal consegue tirar a luva que eles dão para pegar direito as bebidas; é a maior correria para os bartenders te servirem; fica uma equipe do bar te convidando para tirar foto para vender depois. O espaço é pequeno e é pouco tempo, mas vale pela experiência diferenciada. Depois desse tempo, fica à disposição uma área externa de “bar normal”. Tem uma outra opção de ice bar mais afastada da cidade que é o museu/bar Glaciarium (http://glaciarium.com/). Eles sugerem passear pelas passarelas amarelas , já que é só por uma hora: Perito Moreno: BigIce: Diferença do trajeto do Big Ice e do Mini Trekking Yeti IceBar: Dia 3 (El Calafate + deslocamento): Anteriormente, tive dúvida se iria cedo para El Chatén ou se passava o dia em El Calafate. Decidi ficar e caminhei pela orla da Laguna Nimez e pela cidade, até o portal de entrada; deve ter dado uns 8 km de caminhada (aquecendo para as trilhas em El Chaltén, hehe). Fiz câmbio do que levei em reais por precaução, troquei na expectativa de fazer o ice trekking no Glaciar Viedma (que eu não tinha estimado previamente nos gastos). Comprei comida para os dias em El Chaltén; disseram que lá as coisas são mais caras, no geral. Dia 4: Laguna Torre (22km ao todo, 3h ida + 1h ao Mirador Maestri = 4h o trecho). Saída as 9h, retorno às 18h. Sai para a trilha com tempo bom, sol e céu azul, pouco vento. Cheguei lá após 3h e 9km, ao meio dia, com vento e um pouco de neve, parei por 1h na laguna para comer e ficar lá. O cerro Torre estava encoberto tanto no mirador Torre (após 1 h de trilha) como na Laguna, mas a laguna estava linda cheia de icebergs. Chegando lá foi essencial o corta-vento e proteção para os ouvidos. Após comer uns sandubas, segui para o Mirador Maestri às 13h e, após 2km, cheguei no fim da trilha às 14h (no que eu acho que era o fim da trilha). Voltei a El Chaltén, chegando às 18h. A primeira hora da trilha Laguna Torre é mais puxada por ser uma subidinha, depois é bem tranquilo e plano. Tem indicação a cada km, banheiros pelo caminho (latrina) e água potável para encher a garrafa pelo caminho. Se tiver no pique, vale a caminhada até o mirador, mas se quiser ficar só na laguna é de boa, porque você só vai ter uma vista mais de perto do glaciar (a não ser que a trilha continuasse até em baixo e eu não vi) e olhar a laguna de um outro ângulo (de lá a laguna nem parece que tem o tamanho de quando se vê de frente). Eu segui a trilha do mirador Maestri até não a ver mais. Não tem placa nessa parte. O dono do hostel que fiquei falou que antigamente tinha trilha até sobre o glaciar, mas ele tá retrocedendo e a conexão dele com a margem é instável, então não se faz mais trilha sobre ele por ser perigoso e imprevisível. Roupa: fui com duas leggings e o corta vento; usei duas camadas e vesti o corta-vento na lagoa; o casaco mais grosso que levei, usei brevemente na lagoa, quando ventava e nevava. Dia 5: Passeio pela vila + Mirador de Los Condores (1 km o trecho, 30 a 40 min) + Mirador de Las Águilas (2 km o trecho, 1h). A previsão não estava boa e acabei optando por não fazer uma das trilhas maiores, mas acabou que o tempo abriu ao longo do dia e até ficou sem nebulosidade por algumas horas e com pouco vento. Patagônia, né?! Devo ter caminhado uns 9km ao todo nesse dia. Enquanto andava pela vila, por acaso presenciei um evento na praça com a banda do exército, hino, discurso, dança. Quando perguntei a ocasião, era celebração do aniversário da cidade, legal! Essas trilhas curtas são tranquilas, apesar de ter uma subidinha no início. Tinha várias pessoas da 3ª idade ao longo delas. Do Mirador de Los Condores se vê um panorama de El Chaltén, rios, cordilheira e do Mirados de Las Águilas, se ve o Lago Viedma. Se tiver com tempo livre, vale a pena fazer essas trilhas. Mas se o tempo estiver curto, é dispensável, já que há várias outras trilhas com panoramas mais “de perto”. Passei na La Cerveceria na volta para beber um chopp e depois na padaria. Dia 6: Laguna Capri (8km ao todo, ida 2h, volta 1h). Saída às 10h, retorno às 13h40. Fiz essa trilha para não perder o dia, devido a nebulosidade/chuva/vento/neve. Eu passaria pela laguna Capri na volta do Fitz Roy, mas com o tempo ruim não tinham muitas opções e não queria ficar o dia todo no hostel. São 4km o trecho, levei 2h para chegar, com muitas paradas: tira e põe camadas, fotos, observação de pica paus, etc. e levei 1h para voltar. O mapa estima como 1h45 o trecho. Com uns 500 metros de trilha já tem o mirador Rio de Las Vueltas. Só esse início que é um pouco puxado por ser subida, o resto é principalmente plano e tranquilo. A laguna estava com muita neve, vento e visibilidade ruim, não deu para ver nada de lá, só o lago mesmo, mas a trilha em si, com neve, foi legal para não perder o dia. Fiquei uns 40 min por lá, comendo, e voltei. Meu dedinho do pé estava duro com o frio... Dia 7: Laguna de Los Tres (22 km ao todo, ida 4h, volta 4h30). Saída às 9h, Retorno às 19h40. Para essa trilha tem a opção de ir e voltar pela Laguna Capri ou fazer a ida pela Hosteria el Pilar para pegar caminhos diferentes na ida e na volta. Combinei com uma van no dia anterior (150 pesos) e buscaram no hostel às 8h10. A estrada para Hosteria El Pilar é de cascalho fino e vai beeeem devagar; o caminho tem uns 14 km e é muito bonito! Iniciei a caminhada às 9h da Hosteria, com céu azul, sol, sem vento. Passei pelo Mirador Glaciar Piedras Brancas com 1h de caminhada. Se quiser fazer um trecho adicional até ele, tem uma trilha numa bifurcação depois q atravessa o rio, tem placa indicando. Mas demandaria mais umas 2h para ir e voltar, se eu não me engano, e eu não teria esse tempo disponível... A trilha para o Fitz Roy é tranquila, no geral, com exceção dos últimos 500 metros. Cheguei no início da subida às 12h, após 3h de caminhada, e levei 1 hora para subir. Estava difícil por causa da neve do dia anterior. Pedras pequenas e médias, muito íngreme, a neve deixava tudo escorregadio, então demandava muita atenção (tem gente que, em dia “ruim”, pega vento na subida e desiste de continuar pelo perigo do vento derrubar ladeira abaixo...por isso é importante pegar um dia bom para essa trilha!). Os bastões ajudaram muito, muito mesmo. Ao longo da subida tem cotoquinhos indicando onde é para seguir. No total da ida, então, levei 4h a partir da Hosteria, é estimado em 5h. Fiquei lá em cima durante 2h, de 13h às 15h: lá de cima tem uma vista das Lagunas Madre e Hija e até do Lago Viedma; do lado esquerdo tem a Laguna Sucia. Desci até a Laguna de Los Tres e depois segui pela margem esquerda para ir ver a Sucia, depois subi para ver a Sucia de cima. Nesse caminho tem uma pedra convidativa para uma visão panorâmica das duas lagunas juntas. Ouvi que tem uma trilha não oficial para a Laguna Sucia, mas não teria tempo para fazê-la; e sozinha eu não animaria, já que li relatos (e o dono do hostel também falou) que é mal sinalizada e demanda um certo esforço para atravessar um paredão e tals. Com a neve então, nem se fala! Mas deve ser surreal essa visão de frente da Laguna Sucia. Para descer da Laguna de Los Tres, na volta, levei 70min, saí la de cima 15h10 e cheguei na base 16h20. É difícil se convencer a ir embora porque você não para de contemplar os picos! É muito, muito, muito lindo! Apesar do céu azul e sol, tinha hora que o topo do Fitz Roy ficava encoberto de nuvens e tinha hora que ficava tudo limpo. Na volta, passei na Laguna Capri, levei 80min da Base (antes da subida) até a Laguna Capri, ou se contar desde a Laguna de Los Tres, deu 2h30. Da Laguna Capri, dá para voltar pelo lado direito, passando por ela (caminho que fiz no dia anterior) ou pela esquerda para passar pelo Mirador Fitz Roy. No fim, os 2 caminhos se juntam a El Chaltén. Cheguei na Laguna Capri umas 17h40 e saí umas 18h10, parei no mirador, tirei várias fotos e cheguei em El Chaltén 1h30 depois, às 19h40 (estava anoitecendo por volta de 20h). Então, a duração da volta foi de 4h30 parando para comer na Laguna Capri e para fotografar no Mirador Fitz Roy. PS: imagino que dê para fazer a volta em umas 3h30 pois no dia anterior, gastei 1 h para voltar da Laguna Capri + o trecho de 2h30 lá de cima até a Laguna Capri, daria essas 3h30, se não ficar parando muito. Roupa: nesse dia não estava frio e praticamente não tinha vento; fui com uma legging e a calça corta-vento, blusa de 1ª camada e, depois do corpo esfriar do calor da subida, coloquei a jaqueta corta-vento só lá no topo; quando desci, tirei; no final do dia coloquei a blusa de 2ª camada. Laguna Capri na volta do Fitz Roy: Dia 8: Trilha Loma del Pliegue Tumbado (24 km ao todo = 20km da trilha + 4km ida e volta da vila). Ida 3h + volta 3h + 1h30 lá. Saída do Início da placa da trilha às 11h, com céu azul, sol, sem vento. Tem uma placa na metade do caminho avisando que faltam 2h (a trilha tem tempo estimado de 4h). Essa foi a primeira trilha que não vi marcações da quilometragem nem banheiro (latrina) e a que quase não encontrei gente; 90% do tempo era eu e o mundo! Nas outras trilhas, passava gente a todo momento. Essa trilha é só subida na maior parte do tempo, mas como é bem gradual, é uma trilha tranquila, apesar de longa. Só em poucos pontos que há subida íngreme (no início). A trilha é bem marcada apesar de não ter as indicações. Mescla região aberta com gramíneas, região de bosque e, no fim, é aberto com pedras pequenas. No bosque costuma ter troncos de árvore delimitando o caminho da trilha. Com acúmulo de neve que deve ser difícil de visualizar: tinha muita neve do dia/noite anterior mas o caminho já estava trilhado com pegadas e bem marcado, então não teve segredo. A quantidade de neve nessa última parte do bosque e das pedras dificultava a caminhada por exigir mais atenção para não escorregar. E no bosque ainda ficava enlameado. Na hora final, em direção à vista para a Laguna Torre, há cotoquinhos indicando onde é a trilha. Às 13h10 cheguei ao Mirador e às 14h10 cheguei no final, com vista para a Laguna Torre. Essa vista panorâmica é ótima, pois visualiza todos os principais picos e, de quebra, a laguna também. E, do outro lado, o Lago viedma. Tinha uma outra trilha mais para o alto, a esquerda, mas não vi os cotoquinhos indicando e disseram que é um esforço adicional “à toa”, pois é praticamente a mesma visão. Fiquei lá até 15h30, voltei e cheguei no início da trilha às 18h40 (parando para limpar a bota --entrou pedrinhas-- e para recarregar água). Dia 9 e 10: Deslocamento. OBS: Minha mochila de ataque tinha sempre câmeras + mapas + bastões de trekking + comida (1 L de água, 2 ou 3 sanduíches, chocolate, mix de castanhas e frutas secas) + “kit patagônico” com corta vento impermeável (calça e jaqueta ou capa), casaco 3ª camada, tapa ouvido, cachecol, gorro, luvas, óculos de sol (com proteção UV), protetor solar e labial + “kit precaução” com relaxante muscular, analgésico, band aid, algodão, micropore, antisséptico, lenço umedecido, meia extra. Não precisei de nada que levei por precaução. Ah, como uso lente, sempre ando com o potinho já com a solução oftalmológica e óculos de correção, caso haja a necessidade de tira-las, e colírio. PS: Bota de trekking é essencial, que cubra pelo menos o tornozelo. Não esquecer protetor solar e boné. Nos dias de sol fiquei um pimentão no rosto e nas mãos, mesmo passando protetor fps 50 . Nada mt ardido, mas um pouco. Leve sempre várias camadas, para tirar e por roupa quando precisar, pois durante a trilha passa por calor e frio em poucas horas! Não esqueça de, ao chegar em El Chaltén, passar no centro de Turismo para pegar mapa e se informar das previsões climáticas e se há alguma trilha fechada ou com recomendação. Passeios que exigem reserva com antecedência: Ice trekking no Perito Moreno: http://www.hieloyaventura.com/HIELO2015/index-port.html Ice Trekking no Glaciar Viedma http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten-glaciar-viedma-ice-trekking.php ou http://www.patagonia-aventura.com/viedma-ice-trek/ acho que é só uma empresa que faz, mas várias vendem. Ice Trekking Com escalada http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten-glaciar-viedma-pro.php Alguns relatos que li sobre Ice Trekking no Perito Moreno ou no Glaciar Viedma http://dicasroteirosviagens.com/2012/08/el-chalten-trekking-glaciar-viedma.html http://www.ottsworld.com/blogs/perito-moreno-viedma-glacier/ http://www.mochileiros.com/glaciar-perito-moreno-big-ice-ou-mini-trekking-t28109-240.html Curiosidade sobre os gastos (valores em pesos argentinos, outubro de 2016) o Translado do Aeroporto para o Hostel em El Calafate: 150 o Van Las Lengas de El Calafate para El Chaltén: 650 o Van Las Lengas de El Chaltén para o aeroporto de El Calafate: 450 o Van do hostel em El Chaltén para a Hosteria El Pilar: 150 o Duas diárias em El Calafate (Bla Hostel): 400 o Seis diárias em El Chaltén (Hem Herhu): 1200 o Sanduíche na barraquinha em frente do AEP: 90 (dentro do aero era uns 200) o Mercado La Anonima em El Calafate: 242 (suco, frutas, alfajor, ingredientes para sanduíche) o Restaurante Isabel em El Calafate: 400 (290 o cordeiro clássico, que dá para 2 ou 3 pessoas + 60 a taça de vinho + 20 cubiertos + tips). Me rendeu 4 refeições, hehe, sendo q nas 2 últimas fiz arroz para acompanhar. o Yeti Icebar em El Calafate: 190 (dá direito a open bar por 30 min dentro do bar de gelo) o Mercado La Anonima em El Calafate: 371 (comida para levar para El Chaltén: ingredientes para sanduíche, ovos, café, chocolate, frango, legumes, frutas, macarrão, requeijão, bolacha) o Chopp 385ml em El Chaltén (La cerveceria): 75/unid o Paes (Panaderia La Nieve): 50 (pacote de pão de forma 30 + quatro pães tipo hambúrguer 20 pesos) o Litrão Quilmes no DistriSur (mercadinho de El Chaltén): 51/unid o Gorro com extensão para os ouvidos (La Leona, comércio entre El Calafate e El Chaltén): 110 o Faixa para cabeça multiuso (La Leona): 90 o Geleia de calafate no aeroporto FTE (Mamuschka): 78 Hostels Bla Hostel em El Calafate (http://www.blahostel.com ): conhecia gente que já tinha ficado lá e recomendado. Reservei pelo próprio site deles, pois saia mais barato que pelo booking. Gostei muito de lá. Internet boa, equipe atenciosa e solícita. Localização boa. O quarto que fiquei tinha muitos beliches, mas era espaçoso e o armário cabia até a mochila (50 L). Na opção que peguei, o banheiro não era no quarto; tinha um banheiro com pias e duas duchas (água quente e ducha boa) e outro banheiro com pia, vaso sanitário e um chuveiro dentro de uma banheira (que não vi ninguém usando). Usei a cozinha para guardar alimentos na geladeira e para cozinhar. O café da manhã servido era simples, mas foi suficiente. Após o checkout deixei a mochila no hostel até a hora de partir. PS: a Marisol do Bla Hostel, que eu havia entrado em contato por email, reservou o BIG ICE para mim e eu paguei em cash para ela pessoalmente, pois a Hielo y Aventura pede o cartão de crédito para reservar e eu não queria pagar IOF hehehe, achei bacana da parte deles. Hem Herhu em El Chaltén: fiquei na dúvida onde ficar em El Chaltén e acabei optando por esse hostel por ficar perto da entrada das trilhas principais (300 m); tinha lido também muitos elogios ao dono do hostel (Hugo) e à internet de lá (dizem que é pessima a internet em El Chalten, lá no hostel estava boa). Fica a uns 500m do mercadinho DistriSur. O local parece uma mini-fazenda. Fiquei num quarto compartilhado com banheiro dentro, tinha 3 beliches; armários individuais são grandes (coube a mochila de 50L). A reserva não tinha café da manhã e isso não foi problema, pois eu já havia comprado mantimentos; sem falar que às vezes a pessoa quer sair mais cedo para uma trilha longa e não precisa ficar “preso” a horário de café da manhã. Nos primeiros dias fiquei em dúvida se o aquecedor funcionava, pois senti frio a noite. Vi q ele funcionava sim, só não era muito quente (pelo menos para o meu lado do quarto, hehe); nos outros dias peguei meu saco de dormir por debaixo do cobertor e senti foi calor! Talvez ele estivesse desregulado... A cama e travesseiro não são bons, tinha tipo um afundado no meio do colchão, o que para dormir de bruços era ruim, mas dormi bem todos os dias. Sobre a limpeza, só me incomodei quando olhei pelo chão do quarto procurando um brinco e vi bastante poeira de baixo dos beliches. Mas não tive nenhuma crise alérgica, hehe.
  5. Período: 11 a 16/08/18 Pessoas: 8 adultos e 3 crianças (2, 5 e 6 anos) Passagens: Latam – voo direto SDU a FOZ. Hotel: Tarobá – muito bom. Hotel com boa estrutura: área para crianças, piscina, guarda volumes, sala de repouso, sala de TV, agência de viagem, loja, cadeira de massagem, outros. Boa localização, limpeza e equipe muito atenciosa. Normalmente, compro tudo separado, mas comparando os preços, compensou fazer pela Decolar que trouxe voo direto e hotel de boa qualidade, podendo parcelar em 10x. Preços – maioria do Ticket Loko Roteiro dia a dia: Dia 1 (sábado) – pegamos ônibus 120 em direção ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), valor R$ 3,55. É ônibus comum de linha, não daqueles rodoviários que têm bagageiro etc. Mas, entramos com nossas malas e foi tranquilo. Aproximadamente meia hora até o hotel. Fizemos o check in, almoçamos no mercado Mufato que fica perto do hotel. Aproveitamos para comprar itens como biscoitos, água, bolinhos, enfim, coisas essenciais para quem está com crianças. No mercado, há caixa 24h. Por volta de 17h30, saímos para o Marco das 3 fronteiras brasileiro. Lá no Marco, compramos o passaporte 3 fronteiras, custa R$ 89 para adultos e R$ 39 criança (a partir de 6 anos; se for menor de 6, não precisa comprar, pois a criança só vai pagar R$ 10 nas Cataratas). Dá direito à entrada no Marco, Cataratas e visita à Itaipu com Ecomuseu – além de alguns descontos que não usamos. Vale a pena! O Marco brasileiro é muito bonito, tem apresentações de dança, loja e locais para comer. Estava um frio absurdo. Se for à Foz no inverno, esteja sempre com agasalho na bolsa. Dia 2 (domingo) – em frente ao hotel, há um quiosque do Ticket Loko onde compramos os ingressos para todos os demais passeios que queríamos fazer. Eles trabalham com descontos e, passando de R$ 500, a compra pode ser parcelada em até 3x no cartão. Uma viagem à Foz, basicamente, inclui ficar saindo e entrando de atrações pagas. Não é aquele tipo de viagem de colocar a cadeira de sol na areia da praia e ficar o dia inteiro curtindo o vento. Então, separe um dinheirinho. Algumas agências (como a própria Decolar) vendem ingressos podendo parcelar em 10x, mas costuma sair mais caro que o Ticket Loko. Após a compra dos ingressos, pegamos o ônibus 120 sentido Cataratas. Resolvemos visitar primeiro o Parque das Aves (R$42,75). O local é muito bonito. Não almoçamos, comemos numa lanchonete lá no parque – a coxinha é maravilhosa! Saindo do parque, seguindo por uns 5 minutos, está o Parque Nacional das Cataratas \o/ (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras). Não sei se pela data (Dia dos Pais), o parque não estava tão cheio. Após entregar os tickets, você entra numa fila para apanhar um ônibus que para em alguns pontos dentro do parque. Conseguimos sentar na parte superior que é semiaberta, dali fomos curtindo o visual. Descemos no ponto a partir do qual se acessa uma trilha de cerca de 1,2 km para as Cataratas. Quem tiver dificuldades de locomoção, pode descer num ponto acima. A caminhada na trilha é muito tranquila, você vai adentrando e tendo a vista daquela maravilhosa obra de Deus. É fabuloso. Por volta de 16h, fomos até o ponto da trilha para fazer o passeio Macuco Safari (R$199). Primeiro, pegamos uma caminhonete até certo trecho, depois você pega um veículo elétrico que te deixa num ponto onde você pode guardar suas coisas (R$10, o armário). Leve roupa, chinelo e toalha. Como fomos no inverno, ao sair do passeio estava muito frio, felizmente, tínhamos levado casaco. Em seguida, pega-se um funicular que desce até o ponto do rio onde embarca-se num bote. O bote vai seguindo pelo rio e chega em um ponto onde se pode admirar as cataratas, depois ele segue para a parte mais emocionante que é o banho!!! O tempo total de passeio e deslocamentos é de cerca de 2 horas. O passeio é caro, mas vale muito. Nesse passeio, fomos meu marido, minha cunhada, minha filha de 5 anos (não pagou, acho que só cobram para crianças a partir de 8 anos) e eu. Eles dizem que o passeio é seguro e, me parece que crianças a partir de 2 anos já podem ir. Não recomendo para crianças tão pequenas, pois ele fica em baixo da queda d’água por uns segundos, parece que você vai se afogar, além daquele volume de água batendo no quengo rsrs. Minha filha curtiu a emoção do barco, mas não gostou da água gelada rsrs. Procurei protegê-la com meu corpo para que ela não tivesse essa sensação de perder o fôlego. No final, esse é um passeio que recomendo muito e que faria de novo! Na saída, há táxis e ponto de ônibus da linha 120. Dia 3 (segunda) – reservei esse dia para ir ao Paraguai, pois tinha lido que costuma ser mais vazio às segundas. Pegamos um ônibus perto do mercado (R$ 6). Demorou um pouco, pois a travessia da ponte é muito lenta. Antes da viagem, vi muitos vídeos sobre o Paraguai que me ajudaram a ter noção das coisas. É fundamental fazer uma lista, pois são muitas coisas para ver e o processo de compra nas lojas não costuma ser rápido (não é só escolher o produto e pagar no caixa; em geral, tem que fazer cadastro, se quiser testar, tem que entrar em outra fila etc etc.). Durante a viagem, acabamos voltando por mais 2 vezes. Percebemos que seria mais rápido ir de táxi e atravessar a pé. Os táxis ao lado do TTU cobram cerca de 18 reais, levam uns 10 minutos e, para atravessar a ponte, leva-se mais uns 10 minutos andando. Não nos pediram documentos para entrar e, para sair, em uma das vezes, um dos carros foi revistado. Tranquilo. Apesar de o dólar estar alto quando fomos (variando em R$3,96), ainda assim, compensa comprar. As lojas mais baratas que vimos foram: Mega e Mega Eletrônicos, Atacadão Games, Charme (Perfumes), uma loja logo na entrada do Shopping Del Este, lado direito, também tinha bons preços para produtos de cabelo. Recomendo levar somente bagagem de mão (até 10kg) e comprar, antes, um despacho de bagagem de volta (até 23kg). Daí, é só comprar uma mala no Paraguai para poder trazer as coisas sem preocupação com o peso. Com os índices de furto de bagagem, sugiro despachar roupas e itens de menor valor e levar as coisas mais caras na bagagem de mão. Dia 3 (terça-feira) – esse dia estava reservado para cataratas argentinas, mas alguns de nós não estávamos bem fisicamente e mudamos a programação. Fica para a próxima. À tarde, fomos no complexo Dreamland. Eu só tinha interesse no Vale dos Dinossauros e Bar de gelo. Porém, como o ingresso para fazer as 4 atrações era quase o mesmo preço de fazer só 2, acabamos comprando o pacote 4 em 1 que inclui Museu de Cera, Maravilhas do Mundo, Vale dos Dinossauros e Bar de gelo, já que alguns não conheciam (R$ 128, 86 adulto, para criança era em torno de 80 reais, não anotei). Minha dica é que se veja uns vídeos dos locais para se ter noção dos locais e avaliar se vale. Eu gostei muito do Vale, principalmente, por causa das crianças. O bar de gelo também é muito divertido, mas é muito difícil ficar até o final – os dedos congelam. Dica: apesar de eles oferecerem casaco e luva, leve agasalho pesado, principalmente, luvas, touca e meias. Nós levamos tudo, mas, ainda assim, alguns tiveram que sair antes, pois as crianças não aguentaram muito. Faz parte, mas, gostei kkk. Eles tiram várias fotos lá dentro. Ficam bem legais. Compramos o kit que eles mandam pelo WhatsApp por ser mais barato. No final, pegamos um táxi até o shopping onde jantamos. Dia 4 (quarta-feira) – pela manhã, pegamos um ônibus no TTU e fomos para Itaipu (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras). São as linhas 101 a 103; leva uns 30 minutos. Fizemos a visita panorâmica que é a permitida para crianças. O passeio é maravilhoso, é muito bonito ver uma empresa desse porte em nosso país, no trajeto, vê-se a integração da tecnologia com a natureza (muitas árvores e animais pelo caminho). Saindo de Itaipu, fomos ao Ecomuseu (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras). Ao lado do hotel Tarobá, há uma lanchonete/restaurante que serve pratos bons, com preço bacana. Almoçamos e descansamos um pouco. Às 16h, tínhamos agendado o citytour (R$ 60 adulto e R$30 criança) que vai para Argentina. Aqui, precisa apresentar documentos para entrar e sair e, se a criança estiver com apenas um dos pais, tem que ter a autorização autenticada em cartório daquele que está ausente. O roteiro inclui paradas na Aripuca (vale comprar a compota de madeira comestível), Marco das Três Fronteiras (vista bonita) e centro comercial (local simples onde se pode comprar doce de leite, azeite e outros). Dia 5 (quinta-feira) – fomos ao Paraguai pela manhã e depois arrumamos as malas para voltar. Como estávamos em um grupo grande, e agora com mais malas, optamos por um transfer. Essa viagem foi muito boa. Pegamos dias de sol e noites bem frias. O destino Foz, Ciudad Del Este e Puerto Iguazu tem muitas atrações e, como falei, a maioria é paga. Por outro lado, costuma se achar bons preços de passagens e hospedagem e o preço da alimentação é muito parecido com o que se paga no Rio de Janeiro, 25/30 reais numa refeição. Sobre a quantidade de dias, achei ideal o tempo que ficamos, pois conseguimos passear com calma. Ter disponível um carro alugado traz conforto e rapidez, mas, em geral, os deslocamentos podem ser feitos com os ônibus de linha ou táxi, sem grandes dificuldades. Algumas atividades como Cataratas Argentinas, Museu 3d, Templo Budista e Mesquita não foram feitas, pois tivemos contratempos de saúde. Ir a churrascarias e sair à noite não era nosso foco por conta das crianças. A viagem é super indicada para crianças e pessoas de todas as idades. Ver as cataratas é algo que todos deveriam fazer, pelo menos, uma vez na vida!
  6. Rê Oliveira

    Como cheguei aqui...

    Oi pesssoal!! desculpem eu nao ser blogueirinha hehehe estou passando so para mostrar a vcs um pouco dessa louca viagem a Argentina jejeje Vamos la! Quanto gastei? Partindo de Recife-PE(Estava mochilando por lá mas moro em Sao Paulo) com destino a Porto Alegre em um voo com diversas escalas kkkk por ser mais barato, eu nao faria a viagem de aviao,porem,ganhei a passagem que custou uns R$370,00 reais. Chegando em POA (Porto Alegre) Fui ate a rodoviaria,paguei uns R$16,70 de uber,achei barato e comodo ja que nao queria demorar a chegar para nao perder o onibus,porem vc consegue sair do aeroporto de transporte publico tambem. Na rodoviaria,fui saber o valor do onibus para Buenos aires, a passagem estava no valor de 345,00 reais,porem,alguns dias antes (acho que quase um mes antes) tinha pesquisado o valor oelo celular e a passagem aparecia no valor de R$171,80 para o mesmo dia e horario,mostrei para a atendente(Empresa JBL,muito boa! mas existem varias! mas essa é referencia e sempre tem umas promocoes) que disse "Tudo bem,vou cobrar esse valor" (eu quase pulo de alegria kkkkk) Eu estava preocupada,pq so tinha 500,00 reais para cambiar e sobreviver kkkkk corri,fui a uma casa de cambio e comprei os pesos com a grana que restou e deixei uns reias caso precisasse.(precisei kkk) Comprei o peso a 7,12 (R$ 1,00 = $7,12 pesos) A gente acha que vai ficar rica kkkk nao fica mas da pra sobreviver kkkk. (Atualmente o peso esta a R$ 9,10 vou correr para trocar os 50 reias que ainda tenho kkkkk) Fiquei atenta ao cambio pois o pais( Argentina) esta passando por uma crise financeira e politica,Usei o site "Conversor.Dolar.com.br "(Deve ter outros mas gosto desse,acompanho o jornal de buenos aires e a cotacao bate com o transmitido pela tv)que é atualizado a cada segundo. Em resumo,só gastei os 171,00 da passagem de onibus,isso mesmo! entrei em BsAs por apenas 171,00 reais! A viagem nao foi cansativa,foram apenas 20 horas de viagem,(ja viajei 3 dias de onibus por issonao achei cansativa kkkk) Quando vc compra a passagem,vc tem direito as duas poltonas(isso mesmo,duas poltronas por 171,00 reias :) ),dai da pra voce dormir bem jejejej Tem que ficar bem agasalhado por o arcondicionado do onibus pode matar um de frio kkkk. Passando pela fronteira,voce tem que ir a emigracao,o onibus para la dentro,o motorista pede para todos descerem com documento em maos (RG em bom estado) Parte dos funcionarios falam mais espanhol que portugues,porem o procedimento é rapido entao nao tem o que conversar com eles. Eles entregam um papel carimbado, com visto de 90 diascomo turista,mas vc indo ao consulado Brasileiro vc consegue estender o prazo para nao ficar ilegal(Calma! vc nao vai preso caso isso acontece kkk apenas paga uma multa que nao é tao cara deve ser uns 25,00 reais que sao 200 pesos) Nao estou gastando com hospedagem pq estou na casa de um amigo maravilhoso,que conheci esse ano em um hostel que trabalhei como voluntaria,sim,o trabalho voluntario em hostel é a melhor coisa que se pode fazer em uma viagem longa e sem dinheiro kkkk Daqui de Buenos Aires vou para cordoba tambem trabalhar como voluntaria em um hostel por um mes. É a primeira vez que escrevo aqui heheh entao,se quiserem mais alguma informacaozinha é so falar ta?
  7. Alan Silva

    CUSTOS DE CARRO DE SP PARA USHUAIA

    Olá, gostaria de saber (de quem já fez essa viagem) quanto foi gasto indo de carro até Ushuaia saindo da região Sudeste ou região Sul (combustível e pedágios) ? Acredito que não irei gastar com hospedagem, pretendo ir de Fiorino, farei algumas adaptações para dormir no carro mesmo. Não precisa ser um valor exato, somente uma média. Desde já, agradeço a atenção!
  8. Pessoal vcs que já foram ao perito moreno, o que aconselham, fazer o Big Ice onde se caminha por 6 horas no gelo ou apenas o mini trekking de 2 horas??? Não enjoa ficar caminhando 6 horas naquela imensidão gelada não? Obrigada desde já, Larissa
  9. Para quem vai vir curtir a Oktober Fest, nada melhor que um camping Indoor a poucos metros da OktoberFest no Parque Vila Germânica ( serviços 24 horas, serviço de bar, banheiros, wi-fi, sinuca, local murado, segurança, estacionamento privado) R$50 por dia/noite O Camping é dentro de um ginásio de esportes radicais, com espaço para churrasco e festas! Quem tiver interesse, entrar em contato: +55 47 99196-0638
  10. Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro ( http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia ). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada. Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) CuadroTransfernuevo.jpg Horário de transfers da Tienda Leon CuadroTransfernuevo.jpg (204.97 KiB) Viewed 11 times Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia ( http://www.brasileirosemushuaia.com.br/ ) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. http://www.valledelobos.com/es 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu cão da raça Golden . Foi divertido pegar uma carona no fusquinha até a entrada da trilha ..
  11. bluzes.dust

    Mendoza 2017

    Depois de muito tempo resolvi postar alguns relatos... Enfim, depois vencer a preguiça e falta de tempo, aqui estou! Mendoza eh um estado da Argentina que deve ser visitado! Além do Aconcagua existem varios motivos para incluir essa beleza quando for passar pela Argentina. Não tenho info de passagem aerea do Brasil para Mendoza porque moro em Buenos Aires, então vou ficar devendo essa informação. Regra geral e chave de ouro> ficar na capital *Mendoza*, acordar cedo e ir pro terminal de onibus escolher para onde ir de forma rapida e barata Total> 8 dias Gasto *sem aereos> fazendo a conversão pesos para reais> 2 mil reais total para o casal, incluindo hospedagem, transporte e alimentação Rotreiro> Mendoza Capital, San Rafael, El sosneado, Godoy Cruz, Potrerillos, Cacheuta e Parque provincial Aconcagua Dia 1 Chegamos no aeroporto e tomamos um onibus até o centro. No terminal compramos passagem de onibus para San Rafael, super barata! Tem um site que dá para consultar os preços atuais, mas la na rodoviária é tranquilo de comprar. Eles aceitam todo tipo de pagamento, incluindo cartão de crédito. Deixo o site> http://www.plataforma10.com.ar/pasajes-micro?gclid=CN7Px5GVt9QCFVcGkQodXEYLAg Chegamos em San Rafael e ficamos de boa na cabana que reservamos pelo booking com um preço super economico. De Mendoza a San Rafael são 3 horas, mas optamos por não fazer nada nesse dia e descansar. Dia 2 Valle hermoso Pegamos um onibus que nos levou até o topo do vale e baixamos caminhando até a metade. A outra metade baixamos pelo rio fazendo rafting. Nesse dia gastamos tão poco que ficamos emocionados. Contando onibus, rafting e comida gastamos 150 reais para os 2! Dia 3 El Sosneado Acordamos tarde, tipo 7 da manhã e perdemos a chance de nos meter na unica excursão que tinha para visitar as ruínas do hotel abandonado em El Sosneado. Antes de deixar a depressão tomar conta de mim eu corri na secretaria de turismo e perguntei pra menina da recepção> se existe alguma forma de chegar la por minha conta me diga e eu o farei! Ela me disse que alguns taxistas se aventuravam com carros normais, porque normalmente somente veiculos 4x4 faziam o trajeto. Eu logo pedi o contato do doido que ia e chamei. O Miguel me atendeu e disse que me levava por 100 dólares, eu aceitei, claro! Foi incrivel, porque o Miguel viveu toda a vida em San Rafael e nos contou tudo sobre o lugar. Se alguém animar a fazer o mesmo é só ir na secretaria de turismo e pedir o contato de remis que vai a El Sosneado, perguntem por Miguel. Dados sobre o lugar> hoje existem apenas as ruínas de um grande hotel construído em 1938. Diz a lenda que por um mistério todos abandonaram o hotel. Dizem que Perón ia se encontrar com nazistas no lugar... Hoje além das ruínas estão as termas com agua que descem do vulcão Overo. Dia 4 Godoy Cruz Voltamos para o norte do estado e ficamos na cidade Godoy Cruz. Passamos por umas bodegas para provar e comprar vinhos. Depois ficamos dando voltas pelo centro e voltamos para casa. Ficamos numa casa super barata que se chama casa malbec e vocês podem encontrar por airbnb. Recomendo! A unica coisa ruim é que não tem toalha, mas como sempre levo pra mim não fez diferença. Essa cidade esta a 20 minutos da capital e eh mais tranquila. Tem ônibus e esta muito bem localizada. Dia 5 Potrerillos Pensa num dia que só gastamos 100 reais e nada mais! Lindo! Enfiamos lanche na mochila e pagamos o onibus. O resto> caminhar e observar a natureza. Do terminal é só pegar o onibus de linha e descer em Potrerillos. Tem um restaurante pra quem não levar comida e um senhor muito esperto que aluga o banheiro da casa dele kkkk Dia 6 Cacheuta Novamente, levantamos e fomos direto ao terminal de onibus. Passagem para cacheuta super barata outra vez... com 100 reais estávamos os 2 felizes na estrada. Entrada das termas uma piada> 100 pesos cada um, tipo 35 reais. Esse foi o dia para ficar o dia todooo descansando nas piscinas quentes! Dia 7 Parque provincial Aconcagua Muito sol! Pagamos 100 pesos cada um pra entrar e o mesmo de onibus dos dias anteriores... Levamos mate, agua e lanche leve só para passar o dia. Essa é a regra> ficar hospedado em Mendoza capital e ir para o terminal escolher para onde ir pagando barato kkkkk Dia 8 Dia de acordar tarde, tomar um lindo cafe da manha e voltar pra casa Se tiver aguma duvida é só perguntar e respondo!
  12. A Gol passou a ter voos diretos do Rio para Rosario e, numa busca que fazia para o feriado de Corpus Christi, encontrei boas opções com milhas (18 mil o trecho) para lá. A logística era ótima (para o meu gosto): ida e volta de madrugada. Ou seja, 4 dias garantidos. Fechamos na hora. No entanto, semanas antes, a Gol cancelou o voo de volta, reprogramando-o para o dia seguinte. Ou seja, chegando ao Rio na terça-feira de manhã. Sem condições para mim. Acertei de voltarmos por Buenos Aires, que fica a 300km de lá e que tinha opção de voo de volta na casa das 17hs de domingo. Não era o ideal, mas salvava a viagem. Cancelar seria pior. A opção inicial seria passar os 4 dias em Rosario explorando a cidade, com uma provável escapada para Santa Fé num deles, no esquema bate-volta. Avaliamos que 4 dias em Rosario talvez fosse excessivo para o nosso ritmo e a opção de um dia em Santa Fé nos parecia interessante. Com a reprogramação da Gol, separamos 3 dias para Rosario e 1 em Buenos Aires. Chegamos em Rosario às 2 da manhã, no horário previsto. Escolado com as malandragens taxistas de Buenos Aires, fui buscar algum quiosque ou coisa parecida de taxis por lá. Não tem. É sair do desembarque e pegar o taxi na rua mesmo, o primeiro disponível. As tarifas são fixas, no entanto. Para o centro, 320 ARG. Foi tranquilo. Chegamos e fomos dormir as horas restantes. Acordamos tarde, unas 9am. Tomamos o café e partimos. Fomos passear pela Av Cordoba e arredores. A Cordoba é a rua de pedestres local (mal comparando, a Florida de lá), onde ficamos passeando e admirando a arquitetura dos prédios. Vou destacar aqui os principais baratos da cidade que curtimos nesses dias. Arquitetura. Um dos grandes baratos de Rosario é admirar a arquitetura antiga de alguns de seus prédios. Vários deles são mapeados e vc pode encontrar facilmente andando pelas ruas Córdoba, Sarmiento, Corrientes e Santa Fé. Tudo pelo centro da cidade. Curtimos isso todos os dias por lá. Destaque para o Clube Espanhol (vale entrar para observar o belo vitral no teto), Palácio Fuentes, prédio da Bolsa, etc. As belas e históricas fachadas de prédios imponentes em Rosario Antigo Hotel Roma Vitral/claraboia do Club Español Monumento à Bandeira. Esse é o principal atrativo turístico da cidade e estávamos a dias do Dia Nacional da Bandeira (20 de junho). Só que o monumento estava em reformas, cercado de andaimes. Tem alto valor cívico para a Argentina – na sexta-feira passamos por lá e estava cheio de crianças de escolas de diversos cantos do país. Monumento à Bandeira Museus. Fomos em dois dentre os que nos interessavam. O Museu de Arte Decorativo – mas estava fechado para reforma, ainda que nos tenham permitido subir até o pátio, e o que vimos nos pareceu muito bacana. As colunas com rachaduras e o cheiro de mofo que vinha do hall principal denunciavam a necessidade de reforma, mas a beleza arquitetônica e do pouco que vimos do hall indicam que valeria a pena. Museu da Memória – espaço para manter na memória os crimes cometidos pela ditadura civil-militar argentina mais recente; recomendo fazer a visita guiada, que é muito mais rica do que apenas flanar sozinho pelas salas (necessário ao menos entender espanhol). Outro que fomos no dia seguinte é o MACRO, Museu de Arte Contemporâneo de Rosario, que foi instalado onde eram antigos silos. Só a estrutura do lugar já é um barato (a exposição vai depender do que tiver, a que vimos tinha coisas bem loucas e não me cativaram em geral). Outros museus que estavam listados eram o Museu de Belas Artes, que fica no Parque Independência e só abre de tarde (estivemos por lá de manhã), e o Museu da Cidade, no mesmo parque, mas que não tivemos interesse (era Plano B). MACRO Centro de Exposições Contemporâneas e Centro de La Juventude: são centros culturais, que fomos durante nosso breve passeio pelo rio no primeiro dia. O CEC estava montando ainda a exposição mas gentilmente nos permitiram entrar e curtir. O CJ tinha uma mostra sobre Che Guevara e algumas oficinas rolando. Roteiro Che – Como o histórico guerrilheiro (e Ministro de Estado) Ernesto “Che” Guevera nasceu na cidade, rola um roteiro por algumas áreas ligadas a ele. Basicamente o lugar em que ele morou e duas praças com o nome dele. Uma delas fica no centro mesmo e é área de estudantes, tem apenas um cartaz com um desenho do rosto dele. Outra é bem maior, bem mais longe e tem um monumento a ele. Meio largada, nade de mais, diria que não vale a caminhada até lá – embora seja interessante ver como as construções vão mudando conforme vc vai se distanciando do centro. Plaza San Martin – Caminhando pela Cordoba vc vai passar por essa bela praça, rodeada de prédios imponentes e históricos. Destaque para a antiga chefatura de policia, hoje sede do governo de Santa Fé, e o antigo Palácio de Justiça, hoje faculdade de direito. E também o Museu da Memória, numa esquina ao lado. Plaza San Martin, sob chuvinha bem leve Antigo Palácio de Justiça, na Plaza San Martin Plaza 25 de Mayo – Outra praça que vc acessa caminhando pela Cordoba e que é rodeada de prédios imponentes e históricos. Destaque para a catedral (só vimos aberta no sábado de manhã), Palácio da Cidade, Prédio dos Correios e o Museu de Arte Decorativo. O Monumento à Bandeira fica logo a seguir. Palácio da Cidade Boulevard Oroño – Área muito bonita e agradável, onde eu preferiria ficar hospedado (na região, não necessariamente no Blvd) se for uma segunda vez na cidade. O Blvd em si já é muito bonito, vale uma caminhada por todo o trajeto, que vai do MACRO até o Parque Independência. Fizemos essa caminhada na sexta-feira. Além da arquitetura bacana para curtir, há diversos bares e restaurantes por lá e nos arredores para a noite. Estivemos na região no sábado de tarde também, consta que havia algumas feiras abertas por lá e fomos conferir, mas é coisa bem pequena. Boulevard Oroño Badalação noturna no Boulevard Oroño Rio Paraná – A área que vai margeando o Rio Paraná desde a Estação Fluvial pode ser percorrida a pé e é um dos passeios muito bacana (e longo!) que fizemos na sexta-feira. Percorremos desde a Estação fluvial até uma área depois do MACRO, uma área onde havia alguns arranha-céus locais, quando nos pareceu ficar menos interessante e voltamos. Talvez seja possível ir até a região praiana da Florida, onde não fomos. Uma bicicleta para o percurso é uma boa ideia. No caminho é interessante notar a profusão de parques, centros culturais (alguns em antigos galpões), restaurantes (com vista para o rio!), clubes e etc. Aliás, curtimos um belo momento ao entardecer num dos bares à beira-rio antes de conhecermos o MACRO. Vimos alguns clubes de pesca com churrasqueiras à beira-rio para a galera curtir, imagino que seja um programa bacana de verão. Tem também o Parque España, uma área bem bacana que conta inclusive com um centro cultural. Caminhar às margens do Rio Paraná Bares à beira-rio Passeio de barco pelo Rio Paraná - Não fizemos! Infelizmente, pq era uma das coisas que mais queríamos ter curtido. Só funciona nos fds (saídas às 14:30 e 17:30) e, no sábado em que estávamos lá, o passeio foi suspenso por conta dos ventos. Pela ventania que pegamos em Buenos Aires no domingo, presumo que tenha sido cancelado também naquele dia. Uma pena, ficou para uma outra vez. Plaza Barrancas del Ceibo Cervejas artesanais – Como agora é moda mundial, vc encontra facilmente em Rosario, mais especialmente na região do Bairro Pichincha (arredores do Blvd Oroño). Curtimos a Berlina (ótimas cervas e rock no som), que fica bem no Boulevard; a nossa velha conhecida de Buenos Aires On Tap com sua paradisíaca seleção de 20 torneiras toda noite, e com o ótimo esquema inglês de pagar e levar sua cerva para onde vc quiser; Station, que não agradou tanto (fica entre o Blvd e o MACRO) e Brooklyn, que é uma hamburgueria (muito boa!) que fica mais no centro. Em todas, vale a pena pegar a happy hour, que geralmente começa entre 17 e 19hs e encerra entre 20:30 e 21hs, dependendo do lugar. Os preços caem muito nesse período (uma pint cai de 90 para 55 no On Tap entre 18:30 e 20:30, por exemplo). On Tap, paraíso cervejeiro Parque Independência – Enorme área verde com diversas atrações espalhadas. Tem um belíssimo jardim francês, dois museus, hipódromo, rosedal, etc. Andamos esse parque de ponta a ponta, achei bem bacana. Ainda que o rosedal, por ser outono, estivesse sem muitas flores para mostrar. Parque de La Independência Jardim Francês Parque Urquiza – Outro parque na cidade, perto da área do Monumento à Bandeira (dá pra andar de um ao outro). É lá que fica o Planetário da cidade. Detalhes outonais Av. Pellegrini – Longa avenida que liga o Parque Independência ao Parque Urquiza, com uma área cheia de restaurantes e bares. Era nosso plano jantar e rodar uns bares de lá numa das noites, mas acabamos ficando sempre na Oroño e arredores. Outra coisa bacana de lá é o Passeio Olímpico, ou coisa parecida, que homenageia atletas olímpicos argentinos, inclusive atualizado até a Rio-2016. São placas no chão com o nome do atleta e os Jogos de que ele participou. Homenagens olímpicas na Av. Pellegrini Buenos Aires Buenos Aires é cidade que já fomos várias vezes, e na verdade temos ido praticamente uma vez ao ano ultimamente. Estivemos lá pouco tempo antes, no feriado de 1º de maio. Nosso plano de sábado era fazer o passeio de barco das 14:30 em Rosario e depois pegar o ônibus para Buenos Aires. Como o passeio não rolou por conta dos ventos, fomos conferir as feiras no Pichincha que rolam no sábado de tarde (tem na área do passeio de barco também, mas eram algumas poucas barracas em todas elas) e depois seguimos para a rodoviária. Compramos para o ônibus das 17hs e chegamos em Buenos Aires pouco mais de 4hs depois. Estava muito mais frio. Havia previsão de queda da temperatura pela metade de sábado para domingo (a máxima caía de 25 para 12!) e, de fato, a temperatura caiu muito. Estava geladinho, eu diria. Chegamos no Mitre e pegamos o metrô até Palermo, onde nos hospedamos. Ficamos num hotel guerreiro, Hotel Pacífico, que nos atendeu. Palermo é região cara, de modo que o Pacífico foge à regra. Jantamos num guerreiro da região (La lechuza) que já conhecíamos de outros carnavais (mas achei que tanto a qualidade quanto a quantidade caíram) e fomos para as saideiras no nosso velho conhecido On Tap. Sempre lotado (e 10 ARG mais caro que a filial de Rosario), abriu agora uma outra loja do lado. É muita opção! Ficamos por lá madrugada adentro. Ou nem tanto, pq galera fecha em algum momento da madrugada. Domingo estava um lindo céu azul de inverno. E o frio além do normal, em função de fortes rajadas de ventos que batiam com alguma frequência. Ficamos rodando pelos bosques de Palermo e sobretudo pelo belo Rosedal, lugar que nunca me canso de rever quando estamos na cidade. Era dia dos pais, então os restaurantes estavam com fila na porta já desde cedo. Em função disso (filas) dispensamos o nosso tradicional guerreiro Las Cabras e fomos noutro também já conhecido ali por perto (Miranda) curtir nossa última carnecita da viagem. Aliás, o dia dos pais estava afetando a disponibilidade de taxis também: uber estava com inacreditáveis 1.000 ARG de estimativa (uma corrida normal de taxi com bandeira 2 sai na faixa de 500) e os aplicativos de taxi não funcionavam. Pegamos um na rua mesmo para o aeroporto e foi tudo ok. Sempre rola aquela tensão sobre se vai rolar sacanagem -- já peguei taxímetros adulterados duas vezes por lá, mas em todas minhas últimas vezes na cidade não tive problemas. Amem! Mais uma viagem desbravando algum canto do mundo! Comentários gerais: Mapa Turístico. O hotel em que ficamos em Rosario (Roberta Rosa de Fontana) nos deu um excelente mapinha turístico da cidade. O mapa era encontrado num posto de turismo na Cordoba também. Tudo quanto era atração estava marcada ali, diferenciando o tipo de cada uma (se era museu, prédio histórico, parque, atração para crianças, rotas e estações de bicicleta, etc.). Nota dez para a iniciativa e para o trabalho da secretaria de turismo da cidade, muito à frente de diversas cidades turísticas brasileiras nesse sentido. Aliás, a página oficial de turismo da cidade também é muito boa, ajudou muito a montar um roteiro de atrações a conhecer na cidade. Câmbio: durante os tempos da Kirchner, o câmbio oficial passou a ser ditado pelo governo, e o paralelo correu solto. A diferença entre os dois era muito grande. O negócio paralelo disparou e eu mesmo me habituei a fazer câmbio nas “cuevas” e na rua mesmo, com arbolitos. Sempre foi simples e rápido. Nunca tive problemas com notas falsas, mas sei de inúmeros relatos desse problema. Agora que o câmbio oficial corre pelo mercado, o hiato entre o oficial e o paralelo é irrisório. Então, pela segurança, vale a pena vc trocar nas casas de câmbio oficiais, que é o que tenho buscado fazer. Ocorre, no entanto, que a burocracia tornou-se (ou já era e eu não sabia) tão grande e desagradável que vc perde um longo tempo para conseguir fazer um simples câmbio. E, se tiver dólares, a Argentina geralmente recusa notas com qualquer tipo de mancha – quase ao estilo Myanmar de ser. Ou seja, trocar na rua ainda me é mais fácil e prático. Vale para Rosario e para Buenos Aires. Tempo: Quinta-feira estava bem parecido com Corpus Christi no ano passado, que curtimos em Buenos Aires. Nublado, eventualmente chuvoso. Sexta idem, mas sem chuvinha. Friozinho bem leve. No sábado o sol abria e fechava. No domingo, já em Buenos Aires, a temperatura despencou pela metade e o céu ficou lindamente azul. Ventos fortes e gelados varriam a capital. [Quase todas as fotos são do Instagram da Katia]
  13. Diego G Cardoso

    Rota Alternativa à Policia Corrupta Argentina

    Olá Mochileiros Em Julho de 2017, fiz uma viagem de carro até Buenos Aires, ficamos uma semana na cidade. Não consegui ainda fazer o relato desta viagem para postar aqui, mas fiz uma rota alternativa para fugir da polícia corrupta argentina, ou pelo menos evitar algumas. No meu trajeto de ida, fiz a fronteira em Uruguaiana-RS e segui pela Ruta 14 até Bs.As., passei diversas barreiras policiais e não fui parado, somente na cidade de Mocoreta é que fui parado, ainda na província de Corrientes , notei que aquela policia é uma policia quase que municipal, na abordagem já pediram vários documentos e eu tinha todos, ai pediram para ver meu extintor de incêndio, e por azar ele estava descarregado, neste ponto foi falha minha em não olhar antes de viajar. Como já é sabido, assim que estes policiais encontram um motivo para multar começa a novela, me falaram em 1000 pesos de multa se pagasse na hora, fiz uma choradeira e mostrei que só tinha reais e que os poucos pesos que eu tinha era para o pedágio, ai o chefe do posto policial até me levou com a viatura até um banco na pequena cidade para sacar, o que achei muito estranho mas topei ir, no banco me fiz de louco e voltei para a viatura e disse que não havia conseguido sacar porque aquele banco era muito pequeno e provavelmente estrangeiros não podiam sacar ali, no caminho de retorno ao posto policial falei para o policial que só tinha R$100,00, ele acabou aceitando e me liberando. Depois desta cidade entrei na província de Entre Rios, e em todos os postos que passei não fui parado. Como a melhor rota de retorno de Bs.As. era pelo mesmo caminho, e eu havia ficado muito indignado com todo o ocorrido, resolvido retornar por um caminho que havia estudado pelos mapas, e com este caminho só passei por um posto policial que acredito não ser de corruptos, pois é num trecho muito movimentado da rodovia. Enfim, a rota que fiz foi, retornando de Bs.As., fui até a cidade de Gualeguaychú-AR e cruzei a fronteira para o Uruguai, chegando na cidade de Fray Bentos, depois peguei a Ruta 24 até a cidade de Paysandú, depois a ruta 3 até a cidade de Bella Unión, cruzando a fronteira para o Brasil na cidade de Barra do Quaraí-RS, o trajeto é todo em asfalto de pista simples em ótimo estado, somente 2 pedágios sendo 1 na fronteira e outra dentro do Uruguai, e somente um trecho de uns 20km com buracos mas que está em reforma, e o mais importante é que não tem policiais corruptos. Com este trajeto evitei de passar pelo menos uns 5 ou 6 postos policiais. Algumas observações sobre este trajeto: - Abasteça antes de entrar no Uruguai, pois a gasolina está mais de R$6,00 o litro; - Você fará uma aduana a mais, mas é bem tranquilo, não precisa nem descer do carro pois é num guichê semelhante aos postos de pedágio, rápido e sem enrolação. - Este trajeto tem pouco movimento, então a viagem rende bem. Vou anexar uma imagem da rota que fiz. Estou planejando em uma próxima viagem fazer outro trajeto semelhante, pelo Uruguai, mas quero fazer a rota Riviera até Fray Bentos, já vi que a estrada é um pouco pior, mas acredito que possa valer a pena, somente para não ter que viajar com medo da policia de Corrientes e Entre Rios. Qualquer dúvida estou a disposição dos colegas mochileiros. Abraço.
  14. Eu e meu marido passamos 1 semana em Mendoza entre 14 e 21 de maio de 2017. Meu primeiro conselho para quem vai é: leia o fórum aqui do Mochileiros. Tem muita informação que ajuda a ter uma ótima ideia sobre como funciona a região. Vamos ao relato: 14/05 (domingo) – Rio x GRU x MDZ Fomos de Gol, saindo do Galeão às 8h da manhã e chegamos em Mendoza às 15h sem nenhum atropelo. A intenção era ir para Santiago e partir de ônibus para Mendoza. Acontece que a época que escolhi (outono) costuma receber nevascas na montanha e fechar o Paso. Como não tínhamos dias sobrando caso isso acontecesse, resolvemos não correr esse risco. Fomos direto de avião mesmo. Fomos com uma merrequinha de pesos argentinos no bolso que havia sobrado de uma viagem anterior. Não dava para pagar o táxi (que custou AR$ 160) e nós já sabíamos disso, então fomos buscar um local para câmbio e o cara do escritório de informações turísticas disse que não há como fazer câmbio ali. A saída era pagar o táxi com dólar mesmo. Bem, fomos em busca de táxi e não havia nenhum ali. No ponto já havia um casal de brasileiros esperando e nos juntamos a eles. Sugeri que pegássemos um táxi juntos para reduzir o tempo de espera e eles toparam. Em seguida chegou um táxi da cidade, aqueles pintados de amarelo e azul marinho, para deixar passageiros e fui logo perguntando se podia nos levar. Ele enrolou, disse que não cabia todo mundo, desconversou e logo em seguida chegou o táxi do aeroporto mesmo. Já veio abrindo a porta, colocou todas as malas no carro e partiu feliz da vida com todos nós para cidade. Uma curiosidade aqui é que as pessoas de Mendoza normalmente são simpáticas e solícitas quando você as aborda, mas os motoristas desses táxis pintados, meudeus, que mau humor! Fizemos check-in no hotel Villaggio Boutique que eu havia reservado pelo Booking. Aliás excelente hotel e excelente localização, recomendo o Villagio. Deixamos nossas coisas no quarto e partimos para a Praça Independência. O tempo estava ótimo, um pouco frio e a barriga começou a roncar de fome. Não conhecíamos nada ainda e caímos na Peatonal Sarmiento. Furada. Às 16h só tinha uma casa de doces e um café aberto por ali, mas nada que nos inspirasse. Foi quando vimos um Subway e resolvemos não inventar mais. Mas gente, como aquele teriaki deles arde. Credo! E olha que eu gosto de uma pimentinha heim... Depois do lanche fomos ao Carrefour comprar água, pasta de dentes e biscoitinhos (que acabaram ficando de brinde pro hotel porque come-se MUITO bem nessa cidade). Eis que me deparo com algo que quase me fez voltar ao mercado todo dia... Como não amar? Mais tarde saímos para jantar, afinal, era meu aniversário. O cansaço nos levou para a pizzaria mais próxima que a gente achou e entramos na Pizzaiolo, na Calle Sarmiento. Ótima pizza e ótimo atendimento. Não tomamos vinho porque no dia seguinte começaríamos uma maratona pelas bodegas, mas os preços dos vinhos nos restaurantes não é ruim. Por AR$ 400 tivemos um ótimo jantar: antepasto de berinjela com pãezinhos quentinhos, uma pizza grande deliciosa, dois refris e com a gorjeta inclusa. Ah é, não se esqueçam que a gorjeta lá não vem na conta e você dá o valor que acha justo. Fechamos a noite de barriga cheia e felizes da vida por estarmos em Mendoza. Normalmente a gente aluga carro pra ter mais liberdade, mas como não queríamos nos preocupar com a quantidade de vinho que bebíamos, resolvemos contratar um motorista e foi a melhor decisão que tomamos para essa viagem. Dei uma procurada em fóruns e blogs e cheguei no recomendo Leonardo Harth (tão recomendado que fiquei até desconfiada no início, mas a dica é quente mesmo). Fiz contato por e-mail, ele respondeu rapidinho, mandou infos sobre a cidade, sugeriu roteiro, fez o preço, chorei um descontinho e fechamos um pacote com 4 dias de passeio (3 dias de bodegas + Alta Montanha). 15/05 (segunda-feira) – Vinícolas de Maipú Às 9h o Christian (motorista enviado pelo Leonardo) nos buscou no hotel e pedimos que ele nos levasse a uma casa de câmbio onde trocamos alguns dólares (a AR$ 15,50) e, depois, partimos para Maipú. É bom lembrar que você vai sair da casa de câmbio com uma quantidade de notas de dinheiro 15 vezes maior do que quando entrou. Então, planeje-se pra ter onde enfiar essa papelada toda. As folhas amarelas e vermelhas do outono estavam tão lindas que eu queria parar toda hora pra tirar foto. Quase precisei de uma camisa de força pra conseguir resistir. Primeira bodega que visitamos foi a El Enemigo (do enólogo da Catena Zapata). Quando chegamos lá estavam colhendo azeitonas, que também é um forte da região. Pegamos dois tipos de degustação diferentes e trocamos as taças enquanto experimentávamos os vinhos. Foram 7 vinhos diferentes no total. A bodega é pequena e até um pouco exótica. De tempos em tempos eles escolhem um artista da região e adornam o local com as peças dele. Foi a primeira vez que vi desses tanques de concreto em formato oval que, de acordo com eles, dispensa a interferência externa durante a fermentação e o processo de remontagem (mistura), deixando os taninos mais polidos. Os vinhos dessa bodega são excelentes e nos apaixonamos pelo Malbec deles. Fazem ótimos Cabernet Franc também. Na El Enemigo provamos também a melhor empanada de toda a viagem, servida na degustação dos vinhos, junto com nozes, castanhas, passas e queijinhos. Lugar super agradável e pessoal simpático. Perdemos a hora e o nosso guia veio correndo nos buscar. Dali seguimos para a Trapiche, uma vinícola grande, bem industrial. Quando chegamos o tour já tinha começado, mas conseguimos acompanhar, fizemos a degustação (que eu achei fraquíssima), tiramos algumas fotos e fomos embora. O lugar é bonito, mas a Trapiche não nos conquistou, apesar de gostarmos dos vinhos dessa bodega. Pagamos aqui AR$ 150 por pessoa para degustar 3 vinhos e sem nenhum acompanhamento. Fomos almoçar na Casa de Campo. Ótimo restaurante com comida caseira muito bem elaborada. O dono é super simpático e muito atencioso. Nesse restaurante, se você quiser vinho, escolhe uma garrafa da adega com a ajuda do dono para acompanhar o almoço. A comida é muito boa, recomendo. Acontece que para acompanhar a sobremesa serviram um vinho doce e eu tomei. Primeira bola fora da viagem. De uma hora pra outra fiquei “borracha”. Cuidado, gente! Vinho doce é um perigo e se misturar lascou-se! A sorte é que dali fomos para o hotel e não deu tempo de fazer vergonha. Coloquei uma roupa mais confortável e fui com o marido caminhar (andar é bom pra curar pileque, viu?) na Praça Independência. Lá pelas tantas lembrei que glicose é bom pra essas coisas e fui comprar um algodão doce ali na praça mesmo. Nem quero saber o estado do meu espanhol naquela hora, mas no fim das contas saímos da barraquinha de algodão doce com dois algodões, um deles de graça, que o vendedor fez questão que levássemos. Insistiu muito repetindo sem parar que era presente pro meu marido “yo te regalo, estranjero”. Acho que no fim das contas a cara de bêbada não era só a minha... 16/05 (terça-feira) – Vinícolas de Luján de Cuyo O dia amanheceu nublado, muito frio. Dessa vez o Leonardo nos enviou o Alfredo, outro motorista que presta serviço pra ele. Adoramos o Alfredo também. Saímos do hotel às 8h30 e chegamos na Achaval Ferrer com o céu todo encoberto. Não deu pra curtir a vista da Cordilheira. O lugar é lindo, aconchegante, pessoal simpático e os vinhos são excelentes e experimentamos um dos vinhos direto da barrica. Peguei leve porque o estômago estava de mal comigo e não queria conversa. Mesmo assim foi uma ótima degustação. Na Achaval tomei o melhor vinho licorado da minha vida. Chama-se Dulce e é bem caro, assim como os outros vinhos da Achaval. O Finca Mirador deles também é um escândalo de bom. O atendente dessa bodega falava um ótimo português. Aliás, é muito comum o pessoal de Mendoza falar bem o nosso idioma, afinal, 80% do turismo da cidade é de brasileiros. Coitado do Alfredo, teve que parar um monte de vezes pra gente tirar fotos de tudo o que via. Ô paciência. Eu já estava com vergonha de pedir, mas ele parava feliz da vida, todo alegre e rindo das nossas manias. Mas, gente, como eu podia deixar de tirar foto disso? Nem morta... Saímos da Achaval e partimos para uma bodega pequena e pouco conhecida, mas que foi das minhas preferidas de toda a viagem no que diz respeito à qualidade do vinho: chama-se RJ (de Raúl Jofré). Fizemos a visita, que é bem rapidinha, partimos para a degustação e nos apaixonamos pelos vinhos dessa bodega. Lá pelas tantas o dono apareceu, conversou um tempão conosco, contou sua história e autografou as garrafas que compramos. Muito simpático. A fome já estava monstra e partimos para almoçar na Belasco de Baquedano. Almoço harmonizado com 5 passos. Gente, que delícia! Recomendo muito o almoço da Belasco. Além de tudo, o tempo estava bem melhor e almoçamos com uma vista lindíssima para a Cordilheira. Nem preciso dizer que depois do almoço rodamos pra lá e pra cá tirando fotos... Maravilhoso o lugar, ótimo atendimento e bons vinhos. A sala de aromas deles também é muito bacaninha. Foi a vez do marido cair nas garras do vinho e ficar um pouco borracho. Faz parte, né? Mais tarde fomos atrás de umas empanadas e entramos em um café na Peatonal Sarmiento. Bom atendimento, mas que empanada xexelenta! Eca! Chegando no hotel escrevi pro Leonardo pra confirmar o tour do dia seguinte para a Alta Montanha, conforme havíamos combinado. Mas, lamentavelmente, havia acontecido um acidente naquele dia com um caminhão e uma van. Nesse acidente morreram 4 turistas brasileiros e o motorista da van, que era argentino. Uma imprudência do caminhoneiro que fez uma ultrapassagem de risco em um local proibido. Bem, não insistimos na Alta Montanha e mudamos o passeio. Dia seguinte partiríamos para Uco então. 17/05 (quarta-feira) – Vinícolas do Vale do Uco Às 8h30 partimos com o Luciano, outro motorista do Leonardo, para o Vale do Uco. Essa é a região de bodegas mais distante da cidade e mais próxima da Cordilheira. São cerca de 1h30 de distância por uma paisagem muito bonita. Como nos outros dias, amanheceu nublado e a cordilheira coberta. Nossa primeira parada do dia foi a Bodega Andeluna. Nessa bodega tivemos a melhor explicação de toda a viagem. A visita foi guiada pelo enólogo Maurício e foi super show. Recomendo fortemente uma visita à bodega Andeluna. Maurício explicou detalhadamente o processo do vinho desde o plantio até a venda/exportação e armazenamento. A degustação também foi muito boa e os vinhos deles são ótimos. A Andeluna tem um Torrontés maravilhoso. Eu gosto muito dos brancos, mas não sou fã do chardonnay, acho o gosto amanteigado dele meio enjoativo, mas tive que abrir uma exceção para o chardonnay da Andeluna. Ótimo vinho. Saímos dali com peninha porque a visita foi muito boa, o lugar é lindo demais e queríamos ficar mais, mas era hora de visitarmos a La Azul. Bodega pequena, bem descolada, com uma história curiosa e uma vista linda para a Cordilheira. A degustação foi feita do lado de fora, no solzinho pra espantar o frio. Bons vinhos também, mas achei a visita um pouco corrida. Aliás, de uma maneira geral (tirando a Andeluna) achei as visitas bem corridas e as explicações meio superficiais. Dali partimos para a Tupungato Divino onde fiz uma amiguinha, tiramos muitas fotos e almoçamos. O esquema é o mesmo da Casa de Campo onde você tem que comprar a garrafa para acompanhar o almoço que, por sinal, estava divino mesmo. A sorte é que um casal de brasileiros com quem nos encontramos várias vezes nesse dia estava também lá. Almoçamos juntos e “rachamos” uma garrafa de Merlot. Nada de chegar no hotel borracho dessa vez. No fim da tarde fomos andar pela cidade e conhecer o Mercado Central de Mendoza. O lugar é pequeno, não tem nada de excepcional, mas essa visitinha me custou muito caro. Passamos pela seção de temperos (muito pó) e a minha rinite atacou feroz me azucrinando o juízo pelo resto da viagem. Então, aviso aos alérgicos: cuidado com o mercado central! À noite a fome era pouca e comemos umas empanadas sem brilho em um bar na Calle Sarmiento, ali perto do hotel mesmo. Dia 18/05 (quinta-feira) – Alta montanha. Só que não. Cuyo de novo. Acordamos cedo e às 8h estávamos prontinhos para conhecer a Alta Montanha. No entanto, chovia e o tempo estava uma porcaria. Ficamos felizes quando vimos o Alfredo entrar no hotel, pois ele foi motorista do ônibus da CATA que faz o trajeto Mendoza x Santiago x Mendoza pela Cordilheira durante 11 anos seguidos. Experiência é que não falta pra ele e num dia desses, pós acidente e chuvoso, vê-lo foi uma alegria. Mas a verdade é que não estávamos com ânimo de fazer esse tour longo e não poder ver nada. Perguntei se podíamos trocar e ele logo concordou. Ligou para o Leonardo, combinamos preço e locais (mais um dia de vinícolas não estava nos planos) e partimos para Luján de Cuyo. Foi a melhor coisa porque o tempo ficou ruim o dia todinho. Primeira visita do dia foi na Budeguer. Uma bodega recente (6 anos) com estilo bem moderno e, dizem, com uma linda vista para a Cordilheira. Infelizmente, as nuvens não desagarraram das montanhas e a gente perdeu a vista, mas a visita e a degustação foram boas. A Micaela, que nos recebeu para a visita, é uma figuraça. Nessa bodega experimentamos pela primeira vez um petit verdot e diretamente da barrica. Em seguida fomos para a Carmelo Patti e quando chegamos lá a visita já estava em andamento. O pessoal adora o Carmelo, que é um senhorzinho muito simpático e carismático, mas nós não gostamos muito dos vinhos dele. O lugar também não tem nenhum apelo, nada pra ver, é só um galpão industrial e uma salinha onde ele faz a degustação (a única gratuita que eu vi). Mas há quem se apaixone pelo Carmelo e pelos vinhos dele. No assunto vinho, tudo é muito pessoal. Dali fomos para a Clos de Chacras. Ainda chovia. Fizemos uma visita rápida e fomos comer. Escolhemos um almoço harmonizado de 4 passos (ou 5, não lembro direito). Delícia. É muita comida e muito vinho, gente. Acho que esse foi o almoço mais bem servido de todos, inclusive no que diz respeito aos vinhos. Eles quase enchiam as taças e dava o maior dó ver aquele vinho todo lá dando sopa e a gente não aguentar beber. Mas o fígado já estava pedindo “penico” e decidimos não abusar dele. Depois do almoço ainda rodamos por ali tirando algumas fotos. Essa bodega é muito aconchegante e tem um jardim lindinho com um lago muito fotogênico. O lugar é um charme. Uma pena que o tempo estava tão ruim. Mas enfim, valeu assim mesmo. Dali fomos pro hotel e não saímos mais. Afinal, a barriga estava cheia e ninguém merece andar na chuva. Dia 19/05 – Alta Montanha (será?) Acordamos cedo e ainda estava escuro mas, conforme a previsão havia prometido, o tempo parecia melhor. Novamente encontramos o Alfredo no hotel e partimos animados para a montanha. No trajeto vimos o sol iluminar aos poucos a cordilheira, pintando-a com seu amarelo ouro. Lindo demais. Esse passeio não tem uma atração específica, ele é, na verdade, uma atração completa. Todo o caminho é bonito. As formações rochosas, as montanhas, o dique, a estrada, o pequeno Rio Mendoza que nos acompanha durante todo o trajeto...um conjunto lindo! Paramos no dique de Potrerillos para umas fotos e fazia uma friaca danada. Tive que colocar luva e gorro pra aguentar ficar uns minutinhos ali. É um lugar muito bonito e Alfredo nos contou que eles estão fazendo outra estrada de acesso ao dique. Não paramos muito durante a viagem porque, de acordo com Alfredo, não é permitido parar em qualquer lugar. A estrada tem acostamento mas parece que já houve acidentes porque os turistas gostavam de parar onde bem entendiam. Enfim, seguimos viagem parando onde podíamos. Em Uspallata pedi ao Alfredo para dar uma paradinha e fomos ao banheiro do hotel colocar nossa calça de segunda pele. Fazia um frio de cortar. Aproveitamos e tomamos um café com alfajor no café do hotel e seguimos viagem. Para ser sincera, não achei a estrada em si tão perigosa quanto dizem. O perigo mesmo está nos caminhões. Há uma quantidade impressionante deles e quando acontece do Paso ficar fechado, eles se acumulam aos milhares e cruzam todos juntos no mesmo dia. Dizem que em um dia normal cerca de 13.000 caminhões fazem essa travessia. Coisa de louco. Por várias vezes vi Alfredo reduzir a velocidade no intuito de se afastar bem de um caminhão que ia à frente cometendo uma imprudência. Quem for dirigir por lá precisa ficar muito atento a eles. Paramos em Los Penitentes, a estação de esqui mais próxima a Mendoza e parecia uma cidade fantasma. Havia um pouco de neve aqui e ali, mas nada que justificasse o início da temporada. Penitentes normalmente abre no meio de junho e ainda tinha um mês pela frente pra neve chegar. Paramos enfim no Parque Aconcágua e a trilha maior até a laguna estava fechada por conta da neve. Nesse momento dei graçasadeus por ter colocado minha segunda pele e levado meus apetrechos de frio (casaco impermeável, luva, gorro). Não pudemos entrar no parque então ficamos por ali um tempinho e fizemos aquela trilha pequena só mesmo pra não dizer que não fizemos nada. O Aconcágua estava escondido atrás da nuvem e fazia um frio danado, -5 graus. Descemos porque no fim minha boca já não me obedecia mais e minha câmara estava dando chilique. Não fomos até o Cristo porque nessa época fica fechado por conta da neve. No retorno paramos em Puente del Inca. Pelas fotos o marido achou sem graça mas quando chegou lá adorou. O lugar é muito curioso, com uma formação rochosa diferente e super fotogência. Nada para se fazer ali além de apreciar a ponte, a paisagem, tirar umas fotos, comprar um artesanato e pronto. Começamos nosso retorno e paramos para almoçar uma boa truta no restaurante El Rancho em Uspallata. Depois só paramos no hotel. Adorei, mas há quem não goste desse tipo de passeio. Então é questão de pesquisar e ver se está dentro do seu perfil. O trajeto é lindíssimo e eu acho que vale muito a pena. Sobre ir de carro alugado, com agência ou contratar um carro particular, depende muito do que você quer e do valor que você tem. O carro alugado dá uma liberdade maior que a agência (que você também tem, relativamente, com um motorista), mas não aconselho pra quem tem pouca experiência no volante. Outra coisa a considerar é a neve. Se você for no outono/inverno, prepare-se para usar cadenas que, aliás, é obrigatório ter no porta-malas mesmo sem neve. Os guardas param os carros e perguntam sobre as cadenas. Se não tiver cadenas, mesmo que não haja neve, não passa. Se for dirigindo, não beba de jeito nenhum, você vai precisar de toda a sua atenção na estrada e nos caminhões porque é o tempo todo isso aí da foto: Um mendocino nos disse que quando o Paso fica fechado por alguns dias os caminhoneiros “enfiam o pé” e abusam nas ultrapassagens para tirar o atraso dos dias que perderam parados. Foi justamente o que aconteceu quando estivemos lá. O Paso ficou fechado 4 dias e logo depois houve o acidente. Fica a dica pra quem vai dirigir nessa estrada. Nesse dia ainda tentamos ver o pôr do sol no Terrazza Mirador, o prédio da prefeitura onde há um café e de onde se tem boa vista para a cidade. Acontece que no outono/inverno ele fecha às 18h e nós chegamos lá um pouquinho depois disso. Fica a dica pra não perder a viagem. Saímos para jantar à noite e comemos uma massa deliciosa no restaurante bacana Francesco Barbera. AR$ 700 (entradas com pãezinhos e pastinha, duas massas muito bem servidas, dois refris e + a gorjeta). Recomendo. Dia 20/05 – Offroad pelas cadeias de montanhas de Mendoza Gente, que tour! Achei a agência pelo Google, entrei em contato e só ganhei UAU do início ao fim. O guia que nos recebeu foi o Juan, um cara educado, super profissional e muito boa gente. O tour é feito em um 4x4 e passa por terrenos onde carros de passeio não passam de jeito nenhum. Avistamos vários grupos de guarnacos, várias aves, chinchilas e até uma raposa. Logo no início do tour o Juan parou o carro, montou uma mesinha e nos serviu um café da manhã caprichado ali, no meio do nada, enquanto observávamos o silêncio das montanhas. Um tempo depois ele abriu uma garrafa de vinho para nós, um Malbec argentino muito bom. Fomos subindo bem devagar, passando por locais incríveis até atingir o topo da 1ª e da 2ª cadeia de montanhas dos Andes. Lá em cima visitamos a Cruz de Paramillos, o Mirador do Aconcágua (que estava limpo nesse dia) e descemos para almoçar um churrasco em um abrigo de montanha perto das Minas de Paramillos. Que lugar bacana: gente simpática e comida deliciosa, com vinho, claro. Depois partimos para o bosque petrificado, identificado por Darwin e, dali, para as Minas propriamente ditas. Não entramos, ficamos só pelas ruínas observando a paisagem. No retorno pegamos o caminho das 365 curvas de Villavicencio. A paisagem salpicada de neve estava uma coisa de louco de tão linda. É uma região muito bonita. Paramos pra fotos e para um café quentinho, servido pelo nosso guia, em plena estrada de Villavicencio. Chegamos no hotel à noite felizes da vida com esse passeio espetacular. O guia é ótimo, as paisagens são lindas, a comida é maravilhosa e o dia estava perfeito. Show! Esse é um passeio mais caro porque é exclusivo, mas vale cada centavo. Fechamos a viagem com chave de ouro. Deixo o link para o post desse passeio que já publiquei, com várias fotos: http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/'>http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/ Dia 21/05 – Retorno Compramos caixas de isopor para transportar os vinhos para o Brasil (AR$ 400 para 8 vinhos da Sol y Vino, calle Sarmiento), embalamos tudo direitinho, almoçamos na mesma pizzaria do primeiro dia, pegamos um táxi com um motorista mal humorado até o aeroporto e pronto. Adeus Mendoza. Voltamos com vontade de ficar por lá, de visitar mais bodegas e de conhecer mais montanhas. Sobre os vinhos, você consegue embarcar com 4 garrafas na cabine. O resto tem que despachar... A cidade é bem organizada, tem muito comércio e restaurantes pra todos os gostos e bolsos, muitas praças e é relativamente segura. Todos os mendocinos que perguntamos disseram que não abusássemos com câmaras penduradas no pescoço e coisas de valor dando mole. A cidade não é violenta, mas há furtos e não é legal dar sopa pro azar. Outra dica importante é: tome um café da manhã beeeeem reforçado para não ficar enrolado nas degustações. Especialmente nas mais simples o acompanhamento é nenhum ou fraquinho (nozes, passas e amêndoas). Algumas acrescentam pedacinhos de queijo e outras servem pedacinhos de pão com azeite. Varia. Uma coisa que achei ruim em toda a área mais afastada do centro de Mendoza foi a sinalização. Fácil se perder por lá. Se for dirigir, leve um GPS porque você vai precisar. Na Praça Independência há sempre uma feirinha no estilo hippie. Sobre câmbio, não há casa de câmbio no aeroporto, mas você pode pagar o taxista com dólar, por exemplo. Na cidade há várias casas de câmbio e é comum ter pessoas na porta oferecendo câmbio “informal” e nem sempre a taxa de conversão compensa. Na Calle Sarmiento há vários restaurantes, um ao lado do outro, com mesinhas ao ar livre e por toda a cidade há vários outros restaurantes dos mais variados tipos. Táxi para andar dentro da cidade é baratinho, tornando-se uma boa opção de locomoção. Não experimentei ônibus e trem, mas me parece que funcionam muito bem. Para compras achei que não compensa. Dei uma olhadinha nos preços de botas de caminhada e estão parecidos com os praticados no Brasil. Além das bodegas e das montanhas de carro há outras opções em Mendoza: rafting, tirolesas, cavalgada, caminhadas, minas, esqui, parapente etc. Vi alguém no fórum perguntando sobre balão e descobri que a Bodega Zuccardi faz um passeio de balão pela sua vinícola, mas ele fica amarrado e precisa agendar com bastante antecedência porque parece que o balão não é deles. Bem, é isso, pessoal! Resumindo, adorei Mendoza e recomendo muito a cidade. Pra quem quiser mais detalhes sobre cada lugar que mencionei, estou postando aos poucos no meu blog, é só acompanhar lá: http://www.viagenseandancas.com.br Boa viagem! []’s Camila
  15. Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Buenos Aires. LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas USD (DÓLARES AMERICANOS) e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Buenos Aires me hospedei na casa de um couchsurfer que eu já havia hospedado na minha casa há uns 8 anos. CHEGANDO EM BUENOS AIRES Cheguei em Buenos Aires por Colônia de Sacramento no Uruguai, que fica do outro lado do estuário do Rio do Prata. Fiz a travessia pela empresa COLONIA EXPRESS, que era a única que o sistema estava funcionando. Na noite anterior caiu uma forte tempestade que comprometeu com a comunicação das empresas SEACAT e BUQUEBUS que são considerada “melhores”. Paguei UYU 970 e embarquei às 10h30. Por volta do meio-dia estava chegando na capital argentina. ******ATENÇÃO*****: Não havia nenhum funcionário de migração no terminal de chegada da Colonia Express. Ou seja, entrei na Argentina sem carimbar a minha entrada. Na hora não me dei conta e segui em frente, mas isso me deu uma grande dor de cabeça quando fui tentar sair para o Chile. Portanto caso aconteça o mesmo PROCUREM REGULARIZAR sua entrada assim que chegarem. O QUE FAZER Há muitas coisas pra fazer em Buenos Aires. Fiquei 6 dias e consegui conhecer muita coisa, mas ainda assim deixei de ver outras. Certamente voltarei para a capital argentina. 1º dia: 09 de Março de 2017 (quinta-feira) Assim que deixei o terminal da Colonia Express caminhei uns 15 minutos até encontrar uma agência do Santander para sacar Pesos Argentinos (ARS). É cobrado ARS 94 por saque, independente do valor sacado. O sistema de transporte público de BA funciona com cartão pré-pago, tipo o Bilhete Único de SP. Então antes de embarcar em qualquer ônibus ou metrô é necessário comprar o cartão e colocar créditos nele. Várias lojas da cidade vendem o cartão (paguei ARS 40 e coloquei ARS 50 de crédito). Peguei um ônibus até a estação Retiro-Mitre e lá encontrei um guarda-volumes, que fica num salão de cabeleireiro, abaixo da estação e no caminho do acesso ao metrô. Deixei meu mochilão (ARS 50) e caminhei por uns 10 min. até um quiosque de informação turística que fica no início da Rua Florida. Peguei vários mapas e informação e fui de metrô até o CONGRESSO NACIONAL. Por volta das 15h, ao lado do Congresso, se iniciou o BUENOS AIRES FREE WALKS e nossa guia foi a simpática Maria Eugênia (Maru). O free walks é um passeio guiado gratuito baseado em gorjetas. Passamos por vários pontos turísticos como PALACIO BAROLO, AV. DE MAYO, CAFE TORTONI, AV. 9 DE JULIO, OBELISCO, CATEDRAL MUNICIPAL E PALACIO ROSADO. Recomendo MUITO fazer esse tour uma vez que tudo muito bem explicado por nossa guia. (ver mais detalhes em: http://www.buenosairesfreewalks.com). O tour leva cerca de 4 horas e pode ser bastante desgastante uma vez que percorre boa parte do centro. Leve água e proteja-se do sol com óculos escuros, protetor solar e boné/chapéu. Deixei USD 20 de gorjeta uma vez que eu gostei demais. Mas o valor vai de cada um. 2º dia: 10 de Março de 2017 (sexta-feira) Na parte da manhã fui até o TEATRO CÓLON fazer o outro Free Walks. Saímos por volta das 10h30 e desta vez nossa guia foi a JEANETTE, tão divertida e solícita quanto a Maru. Passamos por: TEATRO CÓLON, PLAZA LAVALLE, AV. 9 DE JULIO, PLAZA SAN MARTIN, RETIRO, TORRE MONUMENTAL, AV. ALVEAR, PLAZA FRANCIA, IGLEZIA DEL PILAR E CEMITÉRIO DA RECOLETA. Depois fui até a uma loja do time de futebol RACING (R. Lavalle, 1650) e comprei um ingresso para a partida de domingo (ARS 470). Um amigo meu de lá ficou de me levar ao jogo. Sai da loja e fui tomar um chopp e comer uma fatia de pizza de mussarela na tradicionalíssima PIZZARIA GUERIN (ARS 65). A pizza estava deliciosa e o chopp muito gelado, vale a pena experimentar! 3º dia: 11 de Março de 2017 (sábado) Fui cedo, tomei café e peguei o ônibus 107 Cidade Universitária para o MONUMENTAL DE NUÑES, o estádio do RIVER PLATE. Falei com o motorista e ele me avisou na hora exata de descer em frente ao museu do estádio. Comprei a entrada para o museu e o tour pelo estádio (ARS 210). Fiquei olhando o museu que fala da história do River de sua fundação aos tempos atuais. O interessante é que eles fazem um paralelo entre a história do time e o que estava acontecendo no mundo ao mesmo tempo (guerras mundiais, Juan Manuel Fangio na F1, ditadura militar, etc). Por volta do meio-dia fiz o tour guiado pelo estádio, que é muito grande e bonito. Passamos pelas arquibancadas, partes internas, vestiários, até chegar na pista de atletismo em volta do gramado. No final do tour acessei o wi-fi do estádio e agendei uma visita à CASA ROSADA para o dia seguinte. NOTA: A visita guiada pela Casa Rosada é gratuita mas tem que ser agendada pela internet. No entanto o agendamento só é liberado com no máximo 15 dias de antecedência. Para mais informações acesse: https://visitas.casarosada.gob.ar/ SaÍ do estádio e caminhei por uns 15min até a estação de trem de NUÑES. De lá fui até o RETIRO e caminhei até a RUA FLORIDA. Lá entrei na GALERIA PACÍFICO para conhecer os afrescos de sua cúpula. Muito legais e definitivamente vale a visita. Aproveitei e comi um EXTREME BURGER BACON na rede de fast food MOSTAZA (ARS170). De lá fui caminhando até a CATEDRAL METROPOLITANA e a visitei por dentro pois durante o FREE WALKS a gente só vê ela por fora. Dentro da catedral está o MAUSOLÉU DE SAN MARTIN. Continuei caminhando até a IGLEZIA DE SAN IGNACIO, a mais antiga de BA. Dei uma passeada pelo bairro de SAN TELMO e no começo da noite voltei pra casa. Umas 21h meu amigo e sua namorada que estavam me hospedando me levaram para conhecer o bairro de PALERMO. É uma área boêmia, cheia de bares, cervejarias artesanais, restaurantes e hamburguerias. Lembra um pouco a Vila Madelena de SP. Paramos pra comer um hamburger no BURGER JOINT. Pedi o lanche um combo LE BLEU (hambúrguer artesanal, blue cheese, cebola caramelizada, tomate seco, cogumelos e rúcula) + fritas + 1 chopp artesanal por ARS180. Estava simplesmente delicioso e foi, sem dúvida, um dos melhores lanches que comi na viagem! Continuamos caminhando pelo bairro e paramos numa cervejaria artesanal chamada GROWLERS. Tomei uma pint (copo com aprox. 600ml) de BLOND ALE (ARS 90) que estava muito boa. Seguimos caminhando até a cervejaria artesanal ANTARES. Desta vez pedi uma cerveja PILSEN (ARS 105). O ambiente é muito legal e o atendimento foi bem atencioso, apesar de estar bem cheio. Por fim terminamos a noite em um pub chamado SHANGAI DRAGON. Lembra muito os pubs ingleses com seu piso acarpetado e as mobílias de madeira. 4º dia: 12 de Março de 2017 (domingo) Cheguei a CASA ROSADA e comecei o tour guiado às 11h15. A parte interna é muito bonita, com muitos detalhes nos pisos e móveis e tapeçaria que lembram castelos europeus. Em alguns lugares não é permitido tirar fotos. Deixei a Casa Rosada e fui caminhando até a FEIRA DE SANTELMO. Passei por várias barracas de antiguidades, artesanatos, roupas até chegar ao MONUMENTO A MAFALDA, uma pequena estátua dos personagens do cartunista QUINO. Depois de uns 10 minutos de fila consegui tirar uma foto com os personagens. Comi num restaurante chinês por kg ali perto (não lembro o nome) e a comida estava muito ruim! (ARS 95). Segui caminhando pela feira e encontrei um mercado. Comprei uma cerveja QUILMES 500ml (ARS 28) e fui encontrar com meu outro amigo para irmos ao jogo do RACING. O estádio do RACING fica na cidade de Avellaneda, na região metropolitana de BA. Do centro até o estádio (de carro) leva uns 20 minutos. A atmosfera de um jogo do campeonato argentino é indescritível. Nosso “hermanos” são muito fanáticos e não param de torcer um segundo sequer. A partida terminou Racing 3 x 0 Lanús. Jogão! Na volta fiquei no centro, passei no CARREFOUR e comprei 2 garrafas do vinho DADA (ótimo custo x benefício!) e uma garrafa de QUILMES (ARS 195). Voltei pra casa do meu amigo, fizemos um churrasco até o começo da madrugada e fui dormir. 5º dia: 13 de Março de 2017 (segunda-feira) Fui até o bairro de LA BOCA, passei pelo CAMINITO e cheguei na LA BOMBONERA, estádio do BOCA JUNIORS. Paguei ARS 205 pelo tour guiado + museu. O museu faz muitas referências aos ex-ídolos, especialmente ao Palermo e Riquelme. O tour começa na arquibancada, passando pela geral, o campo, vestiários e termina em um salão com estátuas de ex-jogadores. Deixei o estádio e peguei um ônibus até o PUERTO MADERO. Almocei no SIGA LA VACA, que tem uma grande diversidade de carnes (picanha, costela, costela de porco, bife de chorizo, etc) e um farto buffet de saladas. Pra acompanhar, uma jarra de chopp QUILMES e uma garrafa d’água (ARS 375). Segui caminhando pelo porto e passei pela PUENTE DE LA MUJER e outros lugares da região. 6º dia: 14 de Março de 2017 (terça-feira) Acordei e fui até o JARDIN BOTÂNICO (entrada gratuita), onde havia uma exposição de pinturas no prédio principal. Fazia muito calor e os mosquitos atacavam sem dó. ***DICA***: Leve um repelente quando for visitar os parques de BA. Você vai precisar. Segui caminhando até o JARDIN JAPONÊS (entrada ARS 95). O jardim é lindo! Tem lagos com carpas, pontes, árvores e arbustos perfeitamente aparados. Um lugar perfeito para tirar ótimas fotos. Reserve ao menos UMA HORA nesse local. Em frente ao Jardin Japonês está a PLAZA ALEMANIA que só consegui conhecer porque um funcionário do parque me emprestou um spray repelente. De lá passei pelo MALBA mas não consegui entrar pq ele fecha justamente no dia que deixei pra visitá-lo (às terças-feiras). Fica pra próxima. ***DICA***: Procure saber com antecedência os dias que as atrações que deseja visitar ficam abertas. Continuei caminhando sob um sol escaldante até a PLAZA DE LAS NACIONES UNIDAS onde se encontra a FLORALIS GENERICA, a enorme flor de metal. O lugar rende belas fotos, vale visitar. Depois segui caminhando até o CEMITÉRIO DA RECOLETA. Já tinha passado lá antes com o Free Walks mas resolvi voltar para conhecê-lo com mais calma. O cemitério é um museu ao céu aberto, com belíssimas esculturas. Em frente ao cemitério há vários bares e restaurantes. Parei no BULLER PUB & BREWING. Tomei uma pint de cerveja RUBIA e comi uma porção de batata assada (ARS 250). Estava uma delícia! À noite fui com 3 amigos em uma pizzaria chamada KENTUCKY. Pedimos uma entrada de empanada de carne e a pizza foi meia mussarela meia verdura com creme branco. Tomei 2 chopps e estava tudo absolutamente divino. A conta saiu ARS 625 (ARS 156 pra cada), preço justíssimo. No manhã seguinte segui viagem para ROSÁRIO Anexo ao relato algumas fotos de Buenos Aires. Espero ter ajudado.
  16. Van/DF

    Buenos Aires

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Buenos Aires. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Buenos Aires, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Buenos Aires por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Buenos Aires Procurando companhia para viajar para Buenos Aires? Crie seu Tópico aqui! Buenos Aires - Tópico de Perguntas e Respostas Troque informações sobre Hospedagem em Buenos Aires Troque informações sobre Alimentação em Buenos Aires Troque informações sobre Baladas e Noitadas em Buenos Aires Relatos sobre Buenos Aires: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Lelê Floripa Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Leandro Moção Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelos mochileiros Isângelo & Lili Relato sobre viagem de 3 semanas à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Celso Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Cazu99 Relato sobre viagem de 22 dias à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro PNTRS Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pela mochileira Aline Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Buenos Aires pelo mochileiro Alex Melo[/linkbox] Olá Mochileiros!!!! Tomei a iniciativa de escrever essas dicas em função de eu ter lido, relido, e lido novamente todas as postagens e sempre ter ficado com muitas dúvidas. Encontrei muita informação, porém não encontrei a consolidação delas. Por essas razão, resolvi escrever assim, em tópicos. A pessoa interessa já lê o que realmente quer lê, sem perder tempo com tópicos que não sejam do seu real interesse. Se alguém tiver alguma idéia de um tópico que eu não tenha abordado, me dá um toque!!!!!!!!!!!!!! Muitos foram os obstáculos que eu coloquei para fazer essa viagem. E quanto mais penso em todos os dias que eu fiquei lá, mas tenho vontade de voltar o tempo. Simplesmente amei Buenos Aires, tudo é lindo. A cidade é apaixonante. As pessoas, a cidade, o clima. Claro que de início vc vai sentir uma grande diferença entre os dois países, mas com certeza não é nada tão drástico assim. As pessoa são diferentes, o clima, os hábitos, os costumes, realmente a Argentina é um pedaço da Europa na América do Sul. Os portenhos amam de paixão o Brasil. Todos são muito receptivos, mas depois que descobrem que vc é brasileira, esquece...começa a rasgação de seda. Se vc tiver a oportunidade vá a Buenos Aires. Reserve 4 ou 5 dias. Esse período é mais do que suficiente para vc conhecer tudo, de cabo à rabo. Rss [t3]Comida[/t3] A culinária portenha redunda-se em: pão, carne, batata (frita e purê), espinafre, e empanada. Os bifes são simplesmente gigantescos. Tem dois tipos de bife: os grandes do tamanho de um prato, ou os medianos de largura, mas com dois dedos de altura. Fica a sua escolha. Lá a carne e baratérrima, e todas são muito macias e suculentas. Eu simplesmente nunca comi tanta carne na minha vida.. Agora tem uma coisa. Lá o tempero não se assemelha em nada com o brasileiro. As carnes são temperados somente com sal. Ninguém merece!!! A principal guarnição são as papas fritas (batata frita). Mas você encontra o purê de batata, o arroz (lá vc encontrará somente o parborizado ou um que, quando cozido, fica empapado) e saladas. Procurei o nosso aclamado feijão mas não encontrei em nenhum restaurante. Outro prato típico é a Parrilhada. Mas sinceramente não tive coragem de experimentar, são lingüiças recheadas com os miúdos do boi. As empanadas são como esfirras para nós brasileiros, e essa sim, eu me fartava de comer. Uma coisa: peça do cardápio somente o conhecido. Entrei muitas vezes pelo cano ao pedir um prato e vir outro totalmente diferente do que eu imaginava. Os refrigerantes são horríveis. Lá vc encontrará principalmente o Seven Up, Fanta e Pepsi. Todos com o gosto totalmente diferenciados dos refrigerantes brasileiros. A Fanta tem gosto de Cebion, a Pepsi tem gosto de água suja e o Seven Up, não tem nem parâmetro de comparação. A água também é muito salgada. A melhor água mineral que encontrei foi a Nestlé, mas existe uma enorme variedade para os diferentes gostos e bolsos. Uma boa pedida são os vinhos. São muito bons e baratos. Os sorvetes são ótimos. São totalmente diferentes dos brasileiros. A textura, o sabor, principalmente se vc for tomar sorvete de frutas. Sem contar que lá existem as frutas típicas, vale à pena conferir os diferentes sabores. Eu tomei sorvete de gema de ovo com licor, de frutas patagônicas, etc, etc... Me indicaram o Dulce de Leche do Freddo, mas para mim foi decepcionante, não gostei mesmo. O sorvete de Dulce de Leche do Freddo está para os argentinos, na mesma proporção que o acarajé está para os baianos. O alfajor Havana é o melhor de todos, trouxe várias de presente, esse é um excelente souvenir. [t3]Dinheiro[/t3] Traga dólar. Você vai lucrar muito quando for fazer a troca da moeda. As melhores casa de câmbio encontram-se na Corrientes e na Sarmiento. Existem dezenas delas. Vale à pena vc pesquisar bastante, pois 3 ou 4 centavos podem não representar nada inicialmente, mas se vc for trocar uma grande quantia, passa a tornar um considerável montante. Uma dica: vc tem de levar a sua identificação pessoal para poder fazer a troca, e serão pedidas algumas informações como: quanto tempo ficará, quando chegou, endereço de hotel, essas coisas básicas, mas tudo muito rápido. Jamais troque dinheiro com doleiros, os que ficam na rua. È muito arriscado, existe um volume muito grande de notas falsas circulando na Argentina, e se vc for pego com uma nota falsa, baú, baú, na melhor das hipóteses ela será apreendida na hora. Caso queira, sempre confirme se a nota tem ou não marca d'água. Não precisa se acanhar, isso no comércio é um hábito mais do que normal. Outra dica importante é solicitar ainda aqui no Brasil o desbloqueio do seu cartão para saques internacionais. Se vc for comprar algo no débito, tb terá de ter autorização. Lá tem Banco do Brasil e Itaú. Em Buenos Aires tem uma agencia do BB na Rua Sarmiento 487. [t3]Vida Noturna[/t3] Tudo começa entre às 02h e 03h da manhã. Quando me contaram não acreditei, mas realmente é verdade. Até vc entrar no ritmo.... O happy hour inicia em torno das 22h. Sempre que eu podia, dormia um pouco à tarde para poder agüentar o turbilhão. Em compensação, já ouvi falar de balada que termina às 11h. Eu mesmo não me encorajei. O dia em que saí mais tarde de uma balada foi no meu último dia de Buenos Aires, que eu fui em uma balada brasileira, saí de lá às 08h30 e ainda tinha muita gente. Buenos Aires tem uma vasta gama de cafés, bares, boates. Se eu fosse tentar conhecer a metade sairia de lá completamente falida. Indico duas baladas para mim imperdíveis: Opera Bay, em Puerto Madero e o Club 69 em Palermo, na frente do Club 69 tem um bar chamado Carnal que tb é muito bom. O Opera Bay é inspirado no Opera Hall em Sydney é uma mega boliche com 4 ambientes, simplesmente gigantesca. E o Club 69, que é tida como balada para gays mas que é simplesmente um arraso. Tem bolinha de sabão, show coreografado, chuva de papel, drags como recepcionistas, performances, nada vulgar, muito pelo contrário, muito engraçado e alegre. Vale á pena conferir, muito bom mesmo. [t3]Gays e Lésbicas[/t3] A Argentina é o primeiro país da América Latina que permite legalmente o matrimônio de casais homossexuais. Em função dessa situação, vários homossexuais de todas partes do mundo viajam para lá tendo em vista essa "abertura". Vc sempre encontrará nos guias noturnos programações para gays e afins. Sinceramente, eu nunca vi tantos gays e lésbicas ao vivo e a cores. E o engraçado, é que eles andam de mãos dadas pelas ruas, assim como os casais heteros, principalmente as lésbicas. Mas tb tem muitos veados. Para as solteiras de plantão uma notícia: tem muito mais homem do que mulher em Buenos Aires. E os homens argentinos são incrivelmente bonitos e charmosos. São muito, mas muito bonitos mesmo. Parece que vc está em outro mundo. Todos altos, magros, loiros e com os olhos claros. Um colírio. Rsssss. Teve uma passagem que foi hilária, eu estava indo a padaria comprar algumas cositas e quando eu passo ao lado de um beco, vejo um mendigo fazendo uma fogueirinha, no que eu olho penso: Meu Deus eu casava com esse mendigo. Ele era uma gato, realmente muito bonito, estilo Rodrigo Santoro. Também vi um gari lindérrimo. Agora o ápice de todos foi o pedreiro (que gato). Quem já foi a Buenos Aires sabe o que eu digo, todos são lindos, todos, sem exceção. [t3]Pontos Turísticos[/t3] Puerto Madero - Maravilhoso à noite. Pode-se passear na calçada, namorar nos bancos, jantar em um excelente restaurante. Casa Rosada - Esperava mais. Tem visitas guiadas free. Marque com antecedência. Teatro Colón - Show de bola. Visitas guiadas. Rio Tigre - Muito bom, porém cansativo. Existem duas cias de barco que te levam à Tigre. Tem uma feirinha de artesanato bem legal também. São Telmo - Imperdível aos domingos. Existem vários antiquários e shows de tango ao ar livre. Os melhores shows de tango que eu vi foram em São Telmo. Zoológico - Muito bom. Vc paga um passaporte que te dá o direito de conhecer todas as áreas do zôo, inclusive assistir ao show das focas. È muito fofo. Túmulo da Evita - Imperdível passeio. Muito emocionante. O cemitério é belíssimo, a arquitetura é bárbara. Flor de Metal - Flor gigantesca de ferro que fica aberta ao dia e se fecha à noite. Bem próximo ao cemitério, dá para ir a pé. Obelisco - Bem legal para tirar as típicas fotos de turista de 1ª viagem. Café Tortoni - O café mais antigo de Buenos Aires, muito charmoso. Tem um show bem legal de tango. O show é bem hollywoodiano, mas compensa cada centavo. Recomendadíssimo. Galeria Pacifico - Ótimas para um bom passeio e compras. O shopping Design na Recoleta - Mediano, o atrativo maior é o Hard Rock Café. Caminito - Lindo porém a área que foi restaurada é muito pequena. Em 30 minutos vc percorre tudo. A combinação de cores é fascinante. Dá para ir ao La Boca a pé. Estádio do La Boca - Vi somente por fora. As visitas guiadas são pagas. Calle Florida - Muito boa pedida. Comércio, movimento trânsito de pessoas indo e vindo. Na diagonal da Florida tem a Lavage que tem vários cinemas baratos. Assisti 2 filmes por 5 pesos. Exatamente atrás do Hotel Hilton, em Puerto Madero existe um parque lindo, poucos o conhecem, ótimo para fazer caminhadas matinais e para passar o tempo lendo um livro debaixo de uma árvore. Não tem erro, atrás do Hilton, em uma enorme área verde. [t3]Compras[/t3] O lugar que concentra a maior quantidade de lojas para comprar barato é no bairro Once. Lá as roupas são vendidas a preço de banana. Compensa não comprar nada o ano intero e comprar tudo em Buenos Aires. É muito barato. [t3]Acomodação[/t3] Vou falar um negócio para vcs, eu nunquinha tinha me hospedado em um hostel. Sempre tive preconceito com relação a isso. Sempre pensei que fosse algo que não estivesse a minha altura. È o que pensa as grande maioria das pessoas que não conhecem esse tipo de serviço. Tenho de confessar: estava completamente enganada. O ambiente é excelente, muito bom mesmo. A grande maioria das pessoas que se hospedam em hostel, são pessoas que estão há mais de 4 meses viajando e preferem pagar menos na hospedagem para pode viajar mais. Conheci pessoas do mundo inteiro. Façanha que jamais teria conseguido, caso tivesse me hospedado em um hotel. O ambiente é muito bom, todos são muito esclarecidos. Show de bola. Claro que vc tem de contar com o fator sorte. Afinal de contas, não é muito fácil lidar com o ser humano, mas vc tendo bom senso e as suas colegas de quarto tb, tudo dará certo. Na minha segunda semana de hospedagem, colocaram uma senhora de uns 200 anos no meu quarto, Ela já chegou reclamando das 18 horas de viagem que tinha enfrentado, do calor, do quarto, disso, daquilo, um saco. Eu me apresentei educadamente, e arranjei um jeito de fugir para não ficar ouvindo os seus murmúrios. Rss. Depois, colocaram uma menina que fazia questão de ligar todos os dias pontualmente às 08h, era engraçado pq ela fazia zilhões de ligações, e acabava acordando todas as outras meninas do quarto. Eu particularmente gostei mais do Portal del Sur. Realmente a Milhouse tem mais festas, é muito maior se comparada a Portal, é mais barata,e a estrutura tb é melhor. Mas se vc não fala inglês, desista. Na Milhouse a língua oficial é o inglês. E outra, as pessoas não abrem espaço. São as famosas panelinhas. Europeu com europeu, americano com americano, e assim vai... E os que já estão, não permitem que vc entre e faça parte do grupo. Tinham várias pessoas que foram para a Milhouse e depois voltaram para o Portal descontentes. Realmente é notória essa diferença entre os dois hostels. [t3]Clima[/t3] Passei 19 dias em Buenos Aires, se vcs forem no mês de janeiro, como no meu caso, aconselho levar roupas bem leves e um guarda chuva. Peguei 37°. Outra coisa: chove muito pelas bandas de lá. E o clima é bem seco, mas bem seco mesmo. Eu como moro em Brasília tirei de letra. Mas que não esta, prepare-se.... [t3]Idioma[/t3] Compre um dicionário de espanhol de bolso. Se vc fala inglês não terá problemas, quase todos falam inglês. Mas se você não fala inglês e arranha um portunhol, tem de levar um bom dicionário. Paguei muitos micos por conta do idioma. Teve uma vez que estava no Café Tortoni assistindo um show de tango, e uma colega brasileira pediu um sanduíche com suco. Quando o garçom perguntou o que eu ia comer, respondi "o mesmo", só que o garçom entendeu que eu tinha falado "un beso" , cai na gargalhada e disse: "no, la misma cosa", aí foi que ele entendeu que eu tava falando. [t3]Segurança[/t3] Fique sempre muito atento. Principalmente se vc estiver em lugares movimentados. Duas conhecidas minhas foram assaltadas. Uma no bairro Once e a outra em um restaurante. No Once, enfiaram a mão na bolsa e levaram a carteira. Na outra ocasião, estávamos sentadas aguardando a nossa refeição no restaurante, sentou alguém atrás da minha colega, e sem vermos, levou a bolsa. Como estávamos dentro de um restaurante, nunca iríamos pensar que seríamos vítimas de um assalto. Mas foi justamente o que ocorreu. Portanto, sempre alerta. Para dizer a verdade, sempre me senti muito segura. Mas melhor prevenir do que remediar. [t3]Condução[/t3] Fui de bus. Peguei um ônibus de Brasília à Foz do Iguaçu. De Foz do Iguaçu fui para Buenos Aires. De Brasília a Foz são 23 horas de viagem. De Foz do Iguaçu a até Buenos Aires são mais 24 horas de viagem. Cruzeiro do Norte, o ônibus é Semi Leito (de Foz à Buenos Aires). À noite paramos no restaurante da empresa para jantar. A janta foi o seguinte: frango com panqueca recheada de espinafre, Pepsi, cerveja, água, vinho, champagne, e de sobremesa sorvete. No café da manhã foi chá, leite, café, biscoite, alfajor e doce de leite em pasta. Excelente atendimento. Não vá de Pluma a Cruzeiro do Norte custa o mesmo preço e é infinitamente melhor. Ahh vc tb pode utilizar o cobertor e o travesseiro. Muito bom né??? [t3]Curiosidades[/t3] Lá não existem negros (se vc for negro fará o maior sucesso) Uma bebida muito apreciada pelos argentinos é o chá com leite. Se vc for a uma padaria, a balconista te servirá o pão, ou u que vc tiver escolhido com a mão. Lá eles não usam pegadores ou luva. Teve uma vez que eu fui em restaurante e pedi um salada. A garçonete veio com a maior boa vontade para temperar a minha salada. Até aí tudo bem. O que eu não contava, era que ela ia deixar cair uma folha de alface ao misturar a salada e pior, pegar (com os dedos) a folha de alface caída de colocar novamente na saladeira, na minha frente, como se nada tivesse acontecido.... Lá as pessoas molham o pão no leite antes de comê-lo. Os argentinos não se relacionam com os peruanos, paraguaios ou bolivianos. A segregação entre eles é enorme. Infinitamente pior que a negro/branco aqui no Brasil. Quase todos possuem tatuagem. Sabe aquela sensação de cansaço, de quando vc viaja para praia?? Pois então, lá é a mesma coisa. As pessoas se cansam com maior facilidade em função de Buenos Aires estar ao nível do mar. Bom, é isso aí. Bjs a todos...
  17. Dessa vez não estarei falando sobre um relato de viagem próprio meu, e sim do meu irmão mais novo, o Fernando [apelidado carinhosamente por nós de Nando ou Nandinho]. Confira como foi a sua espetacular viagem em sua moto Yamaha Ténéré 250cc saindo de Contagem (MG), seguindo do Brasil até a América do Sul com rumo a Antofagasta, no Chile. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo ou em uma de suas respectivas partes: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/02/viagem-tenere-250cc-pela-america-do-sul.html Lista de Partes: [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3] [PARTE 4] [PARTE 5] [PARTE 6] [PARTE 7] Infelizmente ele teve um ano de 2017 muito difícil e passou por muitos perrengues, por isso, para compensar tantos problemas ele resolveu realizar uma verdadeira aventura em 2018, pra já começar o ano de forma diferente e mais inspiradora. Sua meta era chegar a Antofagasta, no Chile, passando também por Foz do Iguaçu [PR] para conhecer as Cataratas pelo lado brasileiro e em seu caminho ele ainda queria encontrar a Mão do Deserto no Deserto do Atacama [Chile] e o maior Salar do mundo, que fica em Uyuni, na Bolívia. A moto que ele utilizou para essa aventura foi uma Yamaha Ténéré 250cc, já bem rodada e com sua manutenção em dia. Yamaha Ténéré 250cc. [Para que sua leitura fique fluida e confortável, a partir de agora começarei a contar como foi essa viagem em 1ª pessoa] Dia 1: Sábado, 20 de Janeiro de 2018 Após andar por quase 200 km em minha moto, uma Yamaha Ténéré 250 [que diga-se de passagem, está rodando pela América do Sul pela 2ª vez] resolvi fazer minha primeira parada no atendimento da concessionária de Formiga (MG), às 7:19h. Por enquanto estava tudo tranquilo, friozinho, de boa e com a moto boa, em suma, tudo funcionando bem! Continuando... Segui viagem por pouco mais de 2 horas e nesse meio tempo deu pra ver alguns cânions. Nossa! É bonito pra caramba, deve ser muito doido andar de lancha lá, entre eles, pena que não parei pra tirar fotos nessa parte do caminho. Após isso resolvi parar para tomar mais um cafezinho. MG-050, entre Furnas (MG) e Passos (MG). Às 9:48h fiz mais uma parada na concessionária para tomar água e um cafezinho. Acho que passei por uns 6 pedágios de R$ 2,90 cada um, caro pra caramba! Pensei em vir por aqui para economizar, mas ao que parece era melhor ter vindo por São Paulo. Uma coisa legal que fiz nessa viagem, ao menos enquanto estava no Brasil, era avisar de tempos em tempos a minha família o que estava fazendo para que eles ficassem mais tranquilos, já que essa aventura foi realizada totalmente sozinho. Às 10:14h passei por Itaú de Minas (MG). Até esse momento já tinha rodado uns 318 km. E a gasolina por aqui é bem cara, simplesmente R$ 4,50 o litro. Finalmente, às 13:46h, após simplesmente 505 km rodados no mesmo dia, cheguei em São Sebastião do Paraíso (MG), praticamente na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Parei para almoçar e segui pela estrada novamente. Dei conta de fazer todo esse trajeto porque a estrada estava boa e eu ainda tinha muita energia. Fui tão no embalo que segui direto por mais quase 4 horas e acabei chegando em Sertanópolis (PR), praticamente na divisa entre São Paulo e o Paraná, às 18:31h. Minha ideia era passar por Londrina, mas acabei passando direto. O pessoal da minha casa já estava louco e quase que suplicava para que eu parasse de andar na moto. Feito tudo isso chegou a hora de descansar, pois amanhã tinha mais estrada para percorrer nessa aventura! Também não valia a pena andar mais porque estava bem escuro e chovia muito: Vídeo 01: Dia 2: Domingo, 21 de Janeiro de 2018 Estando aqui preferi mudar a rota para seguir rumo a Foz do Iguaçu. Já passei por lá no passado, mas tinha visto as cataratas apenas pelo lado argentino e dessa vez resolvi conferir como ela era pelo lado brasileiro. [Um dado não muito bom que descobri por aqui era que tinha previsão de chuva para todos os dias] Perto das 11:40h parei em Corbélia (PR) para almoçar e conversar um pouco com a minha mãe pelo zap. Ela disse que meu pai deu azar e teve um pane na moto dele. Nada sério, mas quer era algo chato de se resolver. De bucho cheio continuei com minha viagem e passei por Matelândia, no Paraná. Já em Foz do Iguaçu, às 13:25h procurei por uma pousada para ficar, ajeitei as minhas coisas e saí para dar uma volta pela cidade. Saí depois das 15:00h e cheguei próximo de lá perto das 18:30h. Vídeo 02: Com eu muito feliz com as expectativas! Vídeo 03: Com eu meio triste depois da realidade! E a família não perdoou! Eu tinha visto que estava chovendo e protegi o celular e a carteira, mas esqueci da doleira e acabei molhando tudo. Mas o que importa mesmo é que consegui avistar as cachoeira pelo lado brasileiro, e percebi que é muito mais bonito do que o lado argentino, é realmente incrível! [Então, bora ver o que pude ver nesse meio tempo: Entre os vídeos da Expectativa e da Realidade!] Coisas interessantes vistas pelo caminho: Vídeo 04: Vídeo 05: Vídeo 06: Esse é um quati, um animal típico dessa região: Vídeo 07: Vídeo 08: Vídeo 09: Dessa vez o som das cataratas estava tão forte que nem deu para ouvir o que eu estava dizendo. Vídeo 10: Vídeo 11: Mais fotos de Foz do Iguaçu: Só tenho uma coisa a dizer sobre esse lugar, é um verdadeiro espetáculo da natureza, uma maravilha natural do mundo que fica no Brasil. Cara de conquista realizada: Lembrando em, essa era a minha lista de lugares a serem visitados: - Cataratas do Iguaçu, PR - Brasil [Visitado] - Salar del Uyuni, Bolívia - La Mano del Desierto, Deserto do Atacama - Chile - Antofagasta, Chile :: Ao menos o primeiro destino dessa lista já estava completo. Ainda faltavam mais três para se conhecer:: Depois disso voltei para a pousada e dei um jeitinho como um autêntico brasileiro para resolver o problema das coisas molhadas enquanto eu aproveitava para fazer meu lanche noturno. Vídeo 12: Após toda essa aventura descansei um bocado e aproveitei para conversar com meu pai e um dos meus irmãos pelo zap. Também tracei a minha rota para o outro dia e estudei como fazer o seguro da carta verde, mas apesar de chegar no local já estava tarde e lá estava fechado. Vídeo 13: Esse foi o resumo da minha noite: E ainda teve o Templo Budista que estou afinzão de ir. Não pude por causa dos contratempos... e que amanhã não irá abrir! Ainda com aquela labuta de colocar minhas coisas para secar dos temporais daqui! Vídeo 14 [Parte 1] [Vídeo 15 - Parte 2] Nada que um elástico não resolva! Terminado o dia, a meta para o próximo seria ir para Assunção, no Paraguai, mas como já estendi muito esse relato, continuarei na próxima parte. E antes de ir embora, meu trajeto ficou assim até o momento: Continue acompanhando, pois ainda tem muito mais relato para se contar!
  18. Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  19. Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
  20. Boa noite, colegas Após muitas viagens, esse é meu primeiro relato. Estou praticamente sendo obrigado a relatar, impelido por gratidão a todos e por achar que as informações pra esse destino estão um pouco confusas. Minha tentativa é ajudar um pouco mais aqueles que buscam informações sobre essa área, El Chalten e El Calafate, e quem sabe encorajar outros viajantes! Segue abaixo o relato da viagem realizada entre 10/10 e 19/10/2017. Somos um casal de mochileiros e viajamos com a economia sempre sendo uma premissa de viagem. Não temos metas restritas de gastar 1 dólar por dia nem nada muito radical, mas evitamos gastar dinheiro desnecessariamente. O orçamento é curto e exige sacrifícios, o nosso dinheiro não dá pra viajar SEM se preocupar com despesas. Portanto, sacrificamos alguns dedos para salvar a mão. Não fazemos questão de luxo em hospedagens nem em restaurantes e sempre que possível fazemos tudo por nossa conta. As passagens Rio – El calafate foram compradas através de uma promoção divulgada no Melhores Destinos, pagamos 1130 por pessoa. Vôo com escala – longa e fora de mão – em Buenos Aires. Levamos cartões de crédito Mastercard para uso excepcional e para pagar os hotéis, uma vez que cartões internacionais são isentos de um imposto de 21% cobrados pelos hermanos, e dólares. Compramos os dólares na DG Câmbio, em Niterói – RJ. Como preparativo, compramos calçados para frio no Amazon.com, que uma amiga trouxe para a gente dos EUA. Roupas específicas para frio compramos na Decathlon e na 91 Meias e Acessórios, ambas no RJ, e algumas acabamos nem usando pois demos sorte com o clima. Programamos a viagem com alguns dias a mais que o mínimo necessário para termos algum espaço de manobra caso o clima não cooperasse. Todos os preços listados são POR PESSOA ou POR UNIDADE, ao menos que explicitado em contrário. VOU TENTAR ADICIONAR MAIS FOTOS POSTERIORMENTE! Dia 1 - Embarque Embarque no Rio às 22:00 com destino a Buenos Aires, pela Aerolíneas Argentinas. Os quatro vôos foram tranquilos e sem intercorrências ou atrasos, lanches simples e nada a destacar nem positivamente nem negativamente. Nesse primeiro deslocamento o destino final era El Chalten. Dia 2 – Ida até El Chalten Chegamos em Buenos Aires às 02:00, no Aeroparque, que é próximo ao centro de Buenos Aires. Algo como o Santos Dumont no RJ. Nosso vôo para El Calafate era às 06:15 e gastamos o tempo assistindo a filmes no computador dentro do aeroporto. Wifi disponível e tudo ridiculamente caro, apenas uma prévia do que seria ainda pior na patagônia. Compramos uma garrafinha de água que custou 45 pesos (100 pesos estavam valendo 18 reais), cerca de R$ 8,20! Nosso primeiro problema de logística ocorreu por causa desse vôo. Originalmente o vôo para El Calafate seria às 08:20, mas foi adiantado para as 06:20 pela Aerolíneas. Reduziu o tempo de conexão, mas me atrapalhou por que o Banco de La Nacion do Aeroparque fecha entre 00:00 e 06:00, o que significa que não consegui fazer o câmbio dos dólares antes de chegar em El Calafate, por que no minúsculo aeroporto de lá não há casas de câmbio. Durante as pesquisas eu descobri que havia uma agencia do La Nacion em El Calafate e com uma ligação para lá confirmamos que eles também faziam câmbio. Como o câmbio no Galeão era ridículo, chegamos em El Calafate ainda sem pesos na carteira. Chegamos em El Calafate por volta de 09:30 e já estávamos com transfer ida e volta para a cidade marcado com a VES PATAGONICA. O valor foi 240 pesos por pessoa, cerca de 45, e tudo foi arranjado por e-mail. Como eu ainda estava sem pesos, paguei esse transfer em dólar e levei uma pernadinha na cotação e no troco, mas era algo que eu já sabia que aconteceria. Inicialmente, nós iríamos alugar um carro, mas como demorei a fazer a reserva não conseguimos boas tarifas e o conforto de ter um carro acabaria saindo muito caro, cerca de 3500 a 4000 pesos além do que gastaríamos com os transportes pela região. Deixamos o conforto e as vantagens do carro de lado pela economia e tranquilidade também, pois os policiais argentinos são conhecidos por acharcar motoristas estrangeiros. Não sei se é o caso na região da Patagônia, mas esse fator entrou na balança também quando desistimos do carro. Existem um transfer direto do aeroporto de El Calafate para El Chalten, nosso destino, mas tivemos que passar no centro de El Calafate primeiro para ir ao Banco de La Nacion trocar os dólares e marcar o Mini Trekking na Hielo y Aventura. A van foi pontual e prática e o motorista muito cordial e seguro dirigindo, sempre em baixa velocidade. Essa também foi a tônica nos transportes que pegamos, uma condução extremamente cuidadosa. A van nos deixou no hotel em que nos hospedaríamos em El Calafate quando retornássemos de El Chalten, Kalken Hotel by HS. Volto a falar dele depois. Fomos ao hotel contando com a boa vontade deles em manter nossa bagagem guardada enquanto resolvíamos as pendências e eles foram extremamente receptivos. Guardaram nossas malas, nos permitiram acesso à internet e nos ajudaram com o transfer para El Chalten. Fomos ao Banco de La Nacion e trocamos dólares em uma excelente cotação e sem taxas. O único inconveniente é que é um banco, então você entra na fila como um cliente qualquer. Nesse primeiro dia levou cerca de meia hora, mas na segunda vez que precisei aguardei quase uma hora na fila. De lá seguimos para a Hielo y Aventura, que é a única empresa autorizada a realizar passeios pelo Glacier de Perito Moreno. Os dois passeios principais são o Big Ice e o Mini Trekking, optamos pelo mini trekking por ser bem menos caro e por receio com o mal tempo. A idéia de gastar quase 2 mil reais no passeio e ficar à merce do instável clima patagônico foi o que nos fez optar pelo mini trekking. Minha esposa sente muito o frio e eu receei que o passeio mais longo poderia se tornar um martírio em caso de darmos azar com o tempo. Falarei em mais detalhes do passeio depois, mas já adianto que não demos azar com o tempo mas também não ficamos com a sensação de que mais teria sido melhor, o Mini Trekking saciou plenamente nossa vontade de passear pela geleira. Passeamos um pouco pela cidade para matar o tempo e com a ajuda da recepcionista do hotel, conseguimos marcar o transfer para El Chalten, ida e volta, 1150 pesos por pessoa, com a empresa LAS LENGAS. Precisamos da ajuda do hotel por que o terminal rodoviário de El Calafate, que era próximo ao hotel, foi desativado. Meu plano era ir direto lá e comprar as passagens, mas como ele foi movido para fora do centro da cidade, criou a dificuldade de ter que arrumar um táxi para ir até lá. A empresa Las Lengas busca e leva no hotel, o que poupou esse deslocamento até a rodoviária. Chegaram pontualmente e a viagem também foi muito tranquila. Fiz o pagamento diretamente ao motorista e ele mesmo me entregou o voucher para a volta, já com dia e hora marcados para nos buscar no hotel para o retorno ao aeroporto. O veículo tem um tacógrafo que apita se atingir 90km/h, o motorista fez todo o deslocamento sem qualquer sobressalto e nos deixou no nosso hotel em El Chalten por volta de 18:30 - a viagem levou cerca de 3 horas. O hotel foi o Cabanas Cerro Torre, logo na entrada da cidade a poucos metros do Centro de Informações Turísticas. Nossa estadia no Cabanas Cerro Torres foi bem mais ou menos. As cabanas são pequenos chalés, com uma pequena cozinha. Local espaçoso e acolhedor e com cama confortável, mas já muito velho e precisando urgentemente de melhorias. O vento forte provocava muito barulho nas instalações, além de se infiltrar pelas frestas. Tivemos alguns problemas com a calefação e a água quente, mas o frio não tava tão intenso a ponto de isso nos causar um grande transtorno. A calefação deu conta de deixar o quarto apenas um pouco frio, o que é até confortável para dormir. A limpeza também é precária, embora alguém limpe o quarto todo dia, a limpeza é muito superficial. Embaixo das camas, atras da geladeira, móveis, etc, estava tudo imundo. A diária custou 42,5U$, pagamos no cartão de crédito antecipadamente para evitar os 21% do IVA. Eles só aceitam VISA. Apesar do cansaço, ainda demos uma caminhada sem destino pela cidade. O sol só se pôs por volta de 20:00, com o céu ainda claro até quase 21:00. Temperatura na média dos 5 graus e o dia todo foi ensolarado. Transfer de ida e volta do aeroporto até El Calafate – 240 pesos Transfer de ida e volta entre EL Calafate e El Chalten – 1150 pesos Minitrekking – 2400 pesos Dia 3 – El Chalten Acordamos por volta de 8 horas e o dia estava ensolarado e com pouco vento. Nos arrumamos e seguimos direto para o Centro de Informações Turísticas para buscar recomendações de trilhas. Por conta do corre-corre do dia a dia, dessa vez chegamos ao destino menos preparados do que eu gostaria, e embora eu tivesse lido algumas coisas, não havia programado o que fazer. Teríamos 3 dias inteiros em El Chalten e queríamos fazer pelo menos as duas trilhas mais importantes, a da Laguna de Los Três e da Laguna Torre. Em conversa com a atendente, ela nos orientou a começar pela mais difícil, a da Laguna de Los Três, por que a tendência para o vento era piorar nos próximos dias e essa trilha era a que tinha o trecho mais desabrigado. Ela recomendou também o uso de bastões de caminhada, que eu planejava ter comprado antes da viagem mas acabei não conseguindo. Adotamos as recomendações da guia e seguimos em direção a trilha da Laguna de Los Três. A entrada do Parque Nacional é na outra ponta da cidade, mas não dá nem 1km de distância. Alugamos os bastões de caminhada retráteis por de 100 pesos cada par e eles valeram cada centavo. Iniciamos a trilha às 10:30. Não vou ser muito detalhista sobre as trilhas pois já existem postagens muito boas aqui mesmo sobre elas, portanto vou ser sucinto. Existem duas formas de fazer essa trilha, a melhor é pegando um transfer até a Hosteria Pilar, pois partindo de lá evita uma primeira subida cansativa e faz-se um caminho em uma única direção, em vez de ida e volta como foi o nosso caso. Mas já estava tarde para ainda procuramos alguma condução até essa hosteria e portanto seguimos pelo caminho comum. De cara já tem uma subidinha um pouco puxada até um pouco depois do primeiro mirante, cerca de 1 km. Daí até o km 9, já ao pe do Fitz Roy, é bem tranquilo, relativamente plano com uma ou outra subidinha sem qualquer dificuldade, com belas paisagens e vegetações diferentes do que costumamos ver. Vimos apenas pássaros pelo local, inclusive o famoso pica-pau presente em todos os relatos que li. No final que vem a pior parte. A placa diz que a última subida leva cerca de 1 hora, mas levamos mais de 2:00h! Não somos sedentários mas estamos os dois acima do peso e a subida cansa muito, principalmente quando você pensa que depois ainda tem que voltar todo o caminho. Os bastões de caminhada ajudaram muito! Começamos às 10:30, chegamos ao pé da montanha às 14:30 e no topo dela depois de 16:30. Ficamos lá em cima por cerca de 1 hora. Embora não tenhamos passado por neve no caminho, la no alto estava nevado e a Laguna de Los Três estava congelada e coberta de neve. Iniciamos o retorno já sabendo que só chegaríamos a cidade à noite, mas já estávamos preparado pra isso com uma lanterna na mochila. Foi cansativo pra caramba, mas muito gratificante. Chegamos à cidade quase 22:00 e fomos direto pro hotel. A janta foi miojo que levamos na mochila, cozinhado no pequeno fogão da cabana, e pão. Durante toda a caminhada a trilha estava muito bem sinalizada, com placas a cada quilômetro, em um ou dois lugares tivemos alguma confusão mas rapidamente achamos o caminho. Não vimos sequer um pedaço de papel ou plástico em todos os 25km ida e volta. Lindo lugar, muito bem conservado e sinalizado e respeitado pelos mochileiros. Existem inúmeros córregos de água potável pelo local, basta levar uma garrafa vazia que sede não será um problema. Bastões de caminhada retráteis – 100 pesos o par. O rígido custava 60. Pacote com 5 pães francês (equivalente hermano) – 25 pesos Garrafa de água 1,5l – 25 pesos Dia 4 – El Chalten O tempo fechou e entrou uma forte ventania com pancadas de chuvas o dia todo. Veio a calhar pois estávamos moídos da trilha do dia anterior, então tiramos o dia para descansar e assistir uns filmes curtindo a friaca. Descansamos até mais tarde e no almoço comemos as coisas que havíamos trazido para lanche. No fim da tarde andamos pela cidade, devolvemos os bastões de caminhada, compramos algumas coisas e jantamos no Rancho Grande Hostel. Comemos um bife a milanesa com papas e ovos, que deu pra dividir pra 2 e deixar dois glutões satisfeitos. Antes da comida eles servem uma cesta com pães e um molhozinho. Bom custo benefício. Estávamos com uma garrafa de água na mão e o garçom ofereceu copos para que bebêssemos nossa própria água, sem demonstrar qualquer desconforto, além de trazer outro cesto com pães quando o primeiro acabou. O atendimento foi muito legal e acolhedor. Antes de voltar pra casa compramos algumas coisas no mercado. Milanesa com papas – 200 pesos Pote de iogurte de 1l – 60 pesos Coca cola 1,5l – 65 pesos Dia 5 – El Chalten Acordamos mais cedo dessa vez e o tempo já havia limpado novamente, embora ventasse um pouco. Não podemos reclamar do clima nessa viagem! As calças impermeáveis que comprei foram comigo na mochila pra cima e pra baixo sem serem usadas. Alugamos novamente o bastão de caminhada e fizemos a trilha para a Laguna Torre. Embora sejam quase 20km ida e volta, não cansou nem metade do que a trilha da Laguna de Los Três, pois as subidas foram bem mais suaves e menores. A Laguna de Los Tres em si própria é bem feinha, mas as montanhas ao redor são muito bonitas. O caminho também é muito bonito, belas paisagens, córregos e rios, a caminhada sem dúvida vale muito a pena. Principalmente por que você se sente seguro, sem aquele medo e preocupação com que o carioca já se habituou, lá você se sente em paz e isso te permite curtir de verdade as paisagens e a caminhada. Vale muito a pena ir até lá pra fazer as trilha. Começamos essa trilha às 09:30 e às 17:00 estávamos de volta a cidade, sem pressa e separando bastante tempo para ficar apreciando a paisagem ao fim da trilha. Estava havendo uma vaquejada na cidade, demos uma passada pela festa comemos dois hamburgueres que estavam sendo vendidos lá, assistimos por alguns minutos mas depois fomos embora. Embora seja uma tradição, vaquejadas e eventos do gênero são muito covardes com os animais, não temos nenhum prazer em ficar assistindo. Os hamburgueres eram só o pão e uma carne normal como qualquer outra que compramos nos mercados por aqui, só que assada na brasa. Só o pão e a carne e custou 50 pesos cada. E esse era um evento local, não para turistas, e mesmo assim custou o equivalente a 9 reais. De la fomos no Chê Empanadas e comemos algumas empanadas antes de voltar para o hotel. Hamburguesia – 50 pesos Empanada – 25 pesos Bastão de caminhada – 100 pesos o par Considerações sobre El Chalten. Cidade pequena e cara. No mercado, uma garrafa de 2l de Coca-cola sai pelo equivalente a uns 12 reais, empanadas custam entre 25 e 35 pesos, garrafas de água de 1,5l cerca de 25/30 pesos, refeições para uma pessoa na casa dos 200 pesos em diante. Paraíso de trilhas e com opções de caminhadas para todos os gostos e condicionamentos, áreas para campings sinalizadas e organizadas, tudo limpo e impecável. Não é uma das mecas dos trilheiros à toa. Dia 6 – El Chalten/El Calafate Retorno para El Calafate. A van da Las Lengas nos buscou pontualmente conforme combinado e a viagem foi novamente tranquila até El calafate. Chegamos no Kalken Hotel por volta de 14:00, fizemos o check-in, guardamos as coisas no quarto e saímos para almoçar. Fomos ao restaurante Dona Mecha seguindo resenhas do Tripadvisor e pedimos o sanduíche de carne a milanesa (50cm) e duas “empanadas”. Foi o suficiente para nós dois. De lá fomos ao mercado e compramos pães e algumas outras coisas para fazermos sanduíches para levarmos no passeio de amanhã. Sanduichão de ½ m - 165 Empanadas – 20 cada, 185 se comprar 10. Não consegui encontrar a nota fiscal do mercado, se eu encontrar detalho os preços aqui. Compramos presunto, pães, tomates, alface americano, maionese e algo parecido com um requeijão. Dia 7 - Minitrekking Tomamos um café da manhã reforçado e aguardamos a chegada da van da Hielo y Aventura. A Hielo y Aventura também faz muito bem seu trabalho, nada mais justo levando-se em consideração o preço do passeio. Não fugiu muito do explicado no site, uma van nos buscou no horário combinado, nos levou até um ônibus. O ônibus levou cerca de uma hora até o Parque Nacional em Perito Moreno. Saímos de El calafate com céu aberto, mas próximo ao glaciar estava nublado. Um funcionário entrou no ônibus e cobrou pelos ingressos de todos, é necessário estar com pesos para o pagamento pois não aceitam cartão. Uma dúvida que eu tinha era se ainda havia desconto para moradores do Mercosul, conforme vi em alguns relatos, mas não há mais. Brasileiro paga 500 pesos pelo ingresso. Depois seguimos para um pequeno porto onde um barco fez nossa travessia até o outro lado do estreito, de onde o grupo parte para a caminhada no glaciar. Entre explicações e caminhadas, levamos cerca de 1h até o pé da geleira, onde colocamos os grampões e iniciamos a caminhada. Levou cerca de 1:30 a 2:00h, conforme prometido, e visitamos 4 vales diferentes além de outras coisas pelo caminho como fendas, buracos poças e etc. O glaciar Perito Moreno é uma das coisas mais incríveis que já vi, e falo com a autoridade de quem já rodou um bocado. Assim como as pirâmides ou o grand canion, as fotos não fazem jus ao local, não conseguem transmitir a imensidão que é o lugar. Em sua maior altura, o paredão de gelo chega a medir 70 metros, o que equivale a um prédio de uns 30 andares. A caminhada foi tranquila e sem muitas exigências físicas. Leve um cartão de memória grande, vai tirar centenas de fotos. Depois da caminhada, outro passeio de barco e o ônibus nos leva às passarelas. Num primeiro momento, eu achei que não teria muito mais o que ver de lá, mas estava redondamente enganado. Tanto na aproximação quando na caminhada em si, só visualizamos a frente da geleira e um pequeno pedaço, como as passarelas são no alto, da pra ver a vastidão da geleira, que literalmente vai até além do horizonte. É também espetacular. O céu limpou e o sol deixou tudo ainda mais bonito. Ficamos nas passarelas por cerca de 1 hora, mas não vimos nenhum grande desprendimento de gelo, o que é uma das atrações de lá. Durante a caminhada ouvimos alguns, que soaram como trovões tamanho o volume dos pedaços que caíram. Retornamos ao ônibus e em uma hora e pouco estávamos de volta à cidade. Tudo muito profissional e organizado, prestadores de serviço muito atenciosos e cordiais. Foi caro mas o serviço prestado foi à altura. Não há comidas nem restaurantes no local, o visitante deve levar seu lanche. Pra janta comemos os pães e complementos que compramos no dia anterior. Mini trekking – 3200 (quase 600 reais) Entrada – 500 pesos (90 reais) Dia 8 – El Calafate Dia livre. Tomamos café da manhã no final do horário e depois saímos para andar à toa pela cidade. Caminhamos por fora da avenida principal e turística observando as casas dos reais moradores da cidade, os jardins e árvores, os muitos cachorros, enfim, a real vida no local. Caminhamos algumas horas sem destino pela cidade e já no fim da tarde paramos no restaurante San Pedro para jantar. Pedimos o prato que estava em promoção anunciado na vitrine, cordeiro com batatas rústicas. O cordeiro patagônico é um prato muito característico da região, mas infelizmente eu não reparei nas letrinhas menores. O cordeiro anunciado era cozido de outra forma, com molho chimichurri. Estava bom, mas como minha intenção era provar o cordeiro patagônico, que é assado na brasa, saí um pouco frustrado. Cada prato custou 195 pesos. Rodamos um pouco para comprar minha lembrança de viagem. Desde minha primeira viagem que coleciono lembranças: um coliseuzinho de gesso, um gondolazinha, uma piramidezinha, essas bugigangas. Nunca foi tão difícil achar algo pra comprar, pois tudo custa um absurdo. Simples imãs de geladeira estavam custando 100 pesos (18 reais), qualquer besteirinha mais elaborada era 200, 300 pesos. Enfim, depois de muito procurar, achei um glaciarzinho sem vergonha por 60 pesos e me contentei com ele mesmo. Dessa vez improvisei nas bugigangas de viagem: trouxe uma pedrinha de El Chalten, uma pedrinha que peguei em Perito Moreno e um pequeno pinhão que retirei de uma árvore em El Calafate. Já trouxe pequenas pedras de outros lugares importantes, como Cairo, Petra e Jerusalem, gosto de verdade das pedrinhas, mas obviamente que o fato de elas serem 0800 ajudaram! Codeiro com papas – 195 pesos Lembrancinha chinfrim – 60 pesos Considerações sobre o Kalken Hotel. Hotel simples mas muito bom. Não é hostel nem guest house, é hotel com suas formalidades e características. O quarto é bem arrumado e espaçoso, com cama confortável carpete pelo chão, café da manhã buffet muito bom e pessoas muito prestativas na recepção. Eu diria que de 10 a nota deles seria 8. Recomendo. Tivemos problema com uma falta de internet que durou mais de 24 horas, o que nos dias de hoje é algo complicadíssimo, uma vez que era nossa única fonte de comunicação com o Brasil e também indispensável para as pesquisas de viagem. O café da manhã tem algumas opções de sucos, iogurtes, cereais e sementes, pães e croissant (chamam medialunas por lá), frios e a fruta da vez era abacaxi. Eu, como mochileiro, encaro um café da manhã já incluso no preço como uma oportunidade! Costumo dizer que a refeição mais importante do dia é essa, por que já está paga! Como feito um ogro e pulo o almoço tranquilamente. Recomendo este hotel. Diárias por U$47. Considerações sobre El Calafate. Cidade caríssima e base para passeios ainda mais caros. Muito bonita e arborizada, clima frio e agradável. A cidade por si só não vale a viagem, o que justifica tudo por lá é Perito Moreno. Talvez seja um destino bom pra quem não precisa economizar, deve ter bons restaurantes e bares, mas esse não é nosso foco em viagens. Dia 9 – Buenos Aires Retorno ao Brasil. Por volta de 10:30 a van da VES PATAGONIA que estava agendada desde a chegada no buscou no hotel e nos levou ao aeroporto. Duas horas e meia de vôo e chegamos às 16:00 em Buenos Aires, com o próximo vôo para o Rio apenas às 06:25 da manhã do dia seguinte. Nunca havíamos visitado a capital argentina e também não tive tempo de fazer qualquer preparação para visitar a cidade. Pegamos um Uber até o Hostel Reina Madre, fizemos o check in e pegamos um mapinha e algumas informações com a recepcionista e saímos para caminhar pela cidade, que era o que dava pra fazer. O hostel é na Recoleta. Em nossa caminhada passamos pelo Cemitério da Recoleta e seguimos até a Flor Metálica, que efetivamente foi a única atração que visitamos. Almoçamos no MacDonalds. Seguimos caminhando e passamos pelo prédio da faculdade de direito e fomos até quase o obelisco da Avenida 9 de Julho. Relâmpagos e um tempo se revirando fizeram com que encerrássemos a caminhada e voltássemos para o Hostel. Compramos sanduíches no Subway, um pote de sorvete de doce de leite num mercado e já debaixo de muita chuva chegamos ao Hostel. Uber - 108 pesos Trio Big Mac - 140 pesos Sanduíche do dia do Subway 15cm - 60 pesos Pote de 1 l de sorvete – 99 pesos Chuva e trovoadas com as capas de chuva esquecidas no hostel – não tem preço! Hostel Reina Madre. Barato. Pegamos um quarto com banheiro compartilhado, aproveitamos que ficaríamos apenas algumas poucas horas para economizar. O quarto tem ar condicionado, mas a recepcionista ligou em 24 graus e disse que não abaixava mais. Com o quarto sem janelas, o resultado é que fora do quarto estava mais fresco que dentro. Cama com colchão muito vagabundo, toalhas e roupas de cama encardidas. É só mesmo um lugar pra dar uma cochilada e só. Recepcionistas bem prestativas. 41U$ o quarto duplo com banheiro compartilhado. Dia 10 – Rio de Janeiro Acordamos às 4:00, nos arrumamos rápido e chamamos o Uber para retornarmos ao aeroporto. O motorista fez uma volta inexplicável para chegar e não só rodou muito mais como demorou o dobro do tempo. A corrida que tava orçada em 108 ficou em quase 180 pesos. Fuçando no aplicativo do Uber durante a fila pra checagem de segurança do embarque, vi que há uma aba específica para esse tipo de queixa e com dois cliques eu reclamei e automaticamente o aplicativo estornou o valor a mais se baseando no caminho que o motorista deveria ter feito. Ou seja, o hermano tentou me dar uma vuelta mas o sistema me protegeu e resolveu meu problema em alguns poucos instantes. E tem gente que ainda quer lutar contra... Fizemos o embarque e tivemos um vôo tranquilo de retorno ao Rio, mais 3 horas e aquele lanchinho sem vergonha de sempre e chegamos em paz e realizados com o final de mais uma viagem, o melhor investimento que o dinheiro pode fazer. Espero ter ajudado aos colegas! Quem quiser alguma ajuda, me contate no e-mail [email protected], terei prazer em ajudar se puder. Quanto tiver mais tempo dou uma melhorada no relato e anexo mais fotos.
  21. PATAGÔNIA 2017 16/01/2017 A 22/02/2017 Patagônia 2017 (Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Natales, Torres de Pàine, El Calafate e El Chalten) Tudo começou com aquela de vontade de ir a Patagônia de novo. No dia 16 de Janeiro parti para Ushuaia. Meu intuito a princípio era fazer umas trilhas e conhecer a terra do fim do mundo. Exatamente no dia 16 embarquei em Vix e fui a Ushuaia via Buenos Aires. Foi uma viagem e tanto. No dia 17 cheguei por volta das 9:hs e já enfrentando um frio de 4 graus. fui ao hostel e me instalei. No mesmo dia dei um role pela cidade. no outro dia 18 fui numa trip irada com a http://www.piratur.com uma empresa que te leva para ver pinguins e leões marinhos top. Fomos Fazenda Harberton, caminhada na ilha pinguineira (Ilha Martillo), ilha dos pássaros, Ilha dos Lobos Marinhos, Museu Harberton, Farol Les Eclaireus,Cruise do Zodíaco. No dia 19 fui ao Cerro Martial mas devido a ameaça de chuva descemos mas foi compensador, fizemos quase 15 km. de trekking. No dia 20 fui ao parque nacional tierra del fuego em Ushaia e fui ao correio no fim del mundo. Fiz a trilha de quase todo parque. Puerto Arias, laguna verde, laguna Roca, e a Trilha Costeira. No dia 21 embarquei com destino a punta arenas as pela http://www.bussur.com 08:hs e chegamos por volta das 19:hs. Passamos por San Sebatinan que é a fronteira entre Argentina e Chile. Passamos também pelo estreito de Magalhães mundialmente conhecido pelas suas histórias. Esta viagem foi muito legal pelos obstáculos a serem transpostos. Valeu a pena. Em Punta Arenas pude conhecer um pouco mais da história do estreito de Magalhães. A cidade é muito legal, com seu calçadão e seus monumentos. No dia 23 fui de ônibus para Puerto Natales, cidade de entrada do parque Torre Del Paine, lugar Maravilhoso e com pouco a oferecer aos turistas, mas que é de vital importância para o Paine. No dia 24 embarquei em direção ao Parque. TORRE DEL PAINE 1° dia. Entrada no parque. Hospedagem no Refúgio Las Torres. Início trilha 10:20 h, término 20:30hs. Saindo do refúgio Las torres, Refúgio Chileno. Área de acampar Torres e mirador Base Las Torres. Trilha punk com desnível de 875 metros. Distância. 18 km Tempo. 10:hs Elevação. 875 mts. 2°dia. Saída de do refúgio Las Torres, indo em direção ao Camping Serón as 09:30hs e x chegada as 13:30 h. Esta caminhada foi tranquila. Com Desnível de 475mts. Distância. 12 km Tempo. 4 hs Elevação. 475 mts 3° dia. Saída em direção a Guarderia de Coirón que fica há 3:hs de caminhada. Já que não tinha reservas no Refúgio Dickson, os guardas não me deixaram passar, no Percurso foi observada a presença de ventos de até 60 km/h em um lugar chamado Passo de Los Ventos. Vista do Lago Paine. Rio Paine e Vista do Lago Dickson. Ao retornar ao acampamento choveu bastante. Aumentando ainda mais o frio. Distância. 18 km Tempo 6:hs. Elevação. 250 mt 4°dia. Saída do camping Seron em direção ao acampamento Los Cuernos. Antes uma Passada no Refúgio las torres. Logo em seguida ida ao Refugio e Camping Los Cuernos. Pude observar vários animais no trajeto. o lago que me acompanhou até o refúgio. Foi uma caminhada sensacional. Cheguei no Refúgio e vi que se não tiver vaga acampa em qualquer lugar. Eu só tinha reserva no dia seguinte e acampei de graça . Distância. 23 km Tempo. 9:hs Elevação. 385 mts. 5°Dia. Saída do Refúgio e Camping Los Cuernos x Camping Francês x Camping Italiano x Britânico x Miraxor Britânico x Los Curenos. Caminhada top sem igual. Visual show de bola. Choveu bastante na ida, mas o visual do Mirador Francês e do Mirador Britânico foi sensacional. A trilha nem se fala irada. Vista geral do Glaciar Francês. Glaciar Los Gemelos. Ainda por cima fomos agraciados com várias avalanches que dão um barulho anormal. Distância. 18 km Tempo. 9:hs Elevação. 800 mts 6°Dia. Saída do Refúgio Los Cuernos em direção ao Refugio e Camping Paine Grande, passando pelo Camping do Francês, Camping do Italiano. Guarderia Pehoé e Paine Grande. Distância. 13 km Tempo. 4 horas. Com chuva direto. Elevação. 388 mts 7°Dia. Saída as 8:hs para Refúgio Gray e Glaciar De mesmo nome, subida no início, trecho o tempo todo chovendo, passamos por Laguna Los Patos. Lago Gray. 7°Dia. Saída as 8:hs do Camping Paine Grande para o Refúgio e mirador Gray. Subida no início, trecho o tempo todo chovendo, passamos por Laguna Los Patos. Lago Gray. Refugio Gray e Mirador Gray. O incrível foi ver blocos gigantes de gelo que se desprende do Glaciar. Distância. 25 km. Até o Mirador. Ida e Volta Tempo. 8:hs Elevação 300 mts. Assim encerro minha Expedição a Torres Del Paine. No dia 31 fiquei em Puerto Natales para ir a Caverna do Milondon foi o máximo. Pude também descansar dos dias em Torres del Paine. Irado o Monumento Natural Cueva Del Milodón. Na verdade, são 3 cavernas. Pequena, Média e Grande. A caverna principal é muito grande onde habitavam os Milondons. No dia 1° fui para El Calafate e em seguida para El Chalten. Onde quero concluir todas as trilhas que não fiz no ano de 2016. Peguei o ônibusas 14 hs com chegado em El Calafate às 19:hs. Onde ia tentar pegar um bus para El Chalten ainda neste dia. No dia 2 fui para El Chalten no bus das 08:hs chegando as 11:hs. Encontrei a Galerada Chapagonia. Foi o dia de descanso. No dia 3 amanheceu um tempo chovendo. Na verdade, esta temporada em Chalten pela previsão não vai ser das melhores. Muita chuva. PARQUE NACIONAL DE LOS GLACIARES. EL CHALTEN. ARGENTINA. 1°Dia. Saída às 4:hs da manhã em direção Piedra del Frade. Logo após ida a Acampamento base de Piedras Negras. Local de base para quem vai escalar o Fitz Roy e várias agulhas desta cadeia de montanhas. Aliás a maior da Patagônia. O bom desta trilha é que se tem uma visão extraordinária do Glaciar Marconi, do Lago Eléctrico. Subida é punk. As pedras soltas rolam a todo momento, mas vale a pena. Distancia. 13 km. Tempo. 5:hs. Elevação. 1000mts. 2°Dia. Saída do acampamento Piedras Negras em direção a Piedra del Frade e Rio Elétrico. Onde pegamos um Táxi até Chalten. Descida punk. Distância. 13 km Tempo. 5:hs. 3°Dia. Caminhada até o Mirador Las Aguilas. e Mirador Los Condores. E ida a base de escaladas do Paredão de Los Condores. Distancia. 10 km Tempo. 4 horas. Parada para ver amigos escalando. Elevação. 200mts. 4°Dia. Caminhada até a Cachoeira Chorillo Del Salto. Uma longa queda com água das geleiras do maciço do Fitz Roy. Distancia. 10 km Tempo. 3 horas. 5°Dia. Caminhada até o Camping Poicenot. No sendero Fitz Roy. Passando pelo Mirador do Rio de la Vuelta e Laguna Capri. Desta trilha se avista o Fitz Roy principal montanha da Patagônia. Acampamos no Camping Poicenot. Distancia. 13 km Tempo. 3 horas Elevação. 391mts 6°Dia. Amanheceu chovendo muito no Camping Poicenot. Esperei o tempo melhorar e fui a Laguna de Los Três e Laguna Sussia, o que é uma coisa fascinante. La de cima pude observar as Lagoas Madre e Hija. Lagoas estas que ficam numa intersecção entre o Sendero Fitz Roy e Laguna Torre. Retornei desarmei a barraca e fui para para Chalten. Distancia. 19 km Tempo. 6:hs Elevação. 598mts. 7°Dia. Saída de El Chalten as 16:hs em direção a Laguna Torre. Passamos por Mirador Margerita, Mirador Del Cerro Torre, entroncamento com as Lagoas Madre e Hija e Acampamos no Camping De Agostini. Aproveitei para ir a Laguna Torre. Muito linda e fascinante. Distância. 11 km Tempo. 4:hs. Elevação. 250mts 8° Dia. Amanheceu chovendo muito no Camping De Agostini. Sem opção ficamos esperando a chuva passar. As horas foram passando e agora já são 14 hs e nada da chuva passar. Sai as 14:30 h passando pelo mesmo trajeto da ida. Distância. 13 km. Tempo. 3:hs Elevação. 150mts. No dia 16 de fevereiro choveu a noite toda e o dia inteiro. A temporada 2017 realmente não está das melhores. 9°Dia. Saída de Chalten em direção a Laguna Toro. Passando pela conexão com Pilegue Tumbado, Margeando o Rio Tunel, Avistando o Glaciar Rio Tunel, e Lago Toro. Choveu todo o percurso. Punk e frio. Distância. 32 km Tempo. 8:hs Elevação. 650mts 10° Dia. Ida ao Lago Del Deserto. Passando pelo Rio Elétrico. Laguna Condor. Plaza Soberania. O point foi ver inúmeras cachoeiras que desaguam no Lago vindas direto da geleira e glaciares. A beleza do lugar me impressionou devido a clareza da água. https://www.facebook.com/pedraodobrasil
  22. Ever

    Mendoza

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Mendoza. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Mendoza, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Mendoza por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Mendoza Procurando companhia para viajar para Mendoza? Crie seu Tópico aqui! Mendoza - Tópico de Perguntas e Respostas Relatos sobre Mendoza: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem de dezesseis dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Furuta Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Serneiva Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Alex Melo Relato sobre viagem de vinte e quatro dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Duke[/linkbox] Em Mendoza tem uma estação de esqui chamada Los Penitentes - http://www.penitentes.com - mas não abriu este ano por falta de neve. Estive lá em Agosto e fiz uma subida até o topo com teleférico. Tinha neve mas não o bastante para cobrir as pistas e poder esquiar. Mesmo assim o passeio valeu a pena, fiz a tour que eles chamam de Alta Montaña ($50 Pesos) - você passa pela cidade de Uspallata, e visita Los Penitentes, Puente del Inca e Las Cuevas que já fica na boca do tunel para o Chile. De Mendoza até Santiago são apenas 5 horas de ônibus. De Mendoza você pode ir a Las Leñas e a Portillo (Chile), mas mesmo lá não sei se tem esqui em fevereiro... pouco provável. Mendoza é uma cidade legal e bem tranquila. Muito bem arborizada com casas bonitas e um parque muito legal - San Martin. Tem uma universidade e por conta disso alguns barzinhos interessantes na Avenida Collon proximo ao parque. Os preços no geral são mais baratos que Buenos Aires. As agências tem um leque de passeios tradicionais e radicais. Os vinhos de lá são os melhores da Argentina e bem baratos ... aproveite ! Tem várias empresas que fazem o trajeto Mendoza-Chile, uma delas é a Andesmar - http://www.andesmar.com.ar. Veja outras nesta mensagem copiada de outro forum: . . . . -- Departure From Santiago: Terminal Sur AKA Terminal Santiago (Terminal South ) Updated November 6, 2003................Exchange rate is 620 pesos= 1 dollar US Company,..Destination,..Approximate Prices,..Departure Time,..Duration Tur Bus, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00 and 22.30, 6-7 hrs Tur Bus, Cordoba,18000 pesos=$24 US, Only Friday 12:30, 16 hrs Fenix, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00,-- 6-7 hrs Fenix, Buenos Aires,30000pesos=$40.5 US, Wed,Thurs,Sat,Sun 10:30, 22 hrs Andesmar, Mendoza,8000 pesos = $11 US, Every Day 9:30, 6-7 hrs Andesmar, Buenos Aires,28000 pesos=$37 US, Every Day 9:30, 22 hrs Andesmar, From Osorno to Bariloche,8000 pesos, Every Day 10:20, 6-7 hrs El Rapido, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:00,9:30,13:30,23:30,-- 6-7 hrs El Rapido, Buenos Aires,25000 pesos=$36 US, Same Bus To Mendoza at 9:30, 24 hrs Tas Choapa, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:30, 23:30, -- 6-7 hrs Tas Choapa, San Louis,8000 pesos=$11 US, Tues. and Sat. 9:00, 11 hrs Tas Choapa, Cordoba,15000pesos=$20 US, Tues. and Sat. 14:30, 18 hrs Ahumada, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00, -- 6-7hrs Ahumada, Buenos Aires,30000pesos=$40 US, Wed.,Thurs.,Sat.,Sun., 10:30, 20 hrs Pullman Del Sur, Buenoa Aires,25000pesos=$36 US, Mon. And Fri. 13:00, 19 hrs TAC, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 8:30,12:00,21:30, -- 6-7hrs TAC, Buenos Aires,25000pesos=$33.5 US, Every Day 10:00, 20 hrs CATA, Mendoza,7000 pesos= $10 US, Every Day 7:30,10:15,23:00, -- 6-7 hrs CATA, Buenos Aires,23000pesos=$31 US, Same 10:15, 20 hrs CATA, Cordoba,20000pesos=$27 US, Same 10:15, 18 hrs O´Higgins, Mendoza,7000 pesos=$10 US ,--Every Day8:15,10:30,14:45,22:00,-- 6-7 hrs Chi-Ar Mendoza,12000pesos=$16 US, 6-7 hrs Nevada, Mendoza,8000 pesos=$11 US,-- Every Day 8:30,10:30,12:30,14:30-- 6-7 hrs Nevada has three different size mini buses-10,14 and 16 passenger Coitram, Mendoza,7000 pesos=$10 US, Every Day 8:30,12:30,14:30, --- 6-7 hrs Coitram has 12 passenger mini buses Alsa also has a new service and they are running a special for 6000 pesos to Mendoza, I seen it today when I was at the bus terminal!! ---
  23. (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição ) Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison. O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo. Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava. Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu. E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.
  24. trotatorres

    Salta e San Salvador de Jujuy

    O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre as cidades de Salta e San Salvador de Jujuy. Se você está com alguma dúvida em relação às cidades, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Salta e Jujuy, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder! Salta e San Salvador de Jujuy SALTA A província de Salta está localizada no noroeste da Argentina com uma área de 154.775 km². Sua população total é de 950.000 habitantes, enquanto a sua capital, com o mesmo nome, fundada em 1582, tem 390.000. Outras importantes cidades são: San Ramon de La Nueva Oran, Tartagal e General Güemes. Está ao norte da província de Jujuy e da República da Bolívia, ao leste da República do Paraguai e das províncias de Chaco e Formosa, ao sul das províncias de Santiago del Estero, Catamarca e Tucuman, e ao oeste da província Jujuy e da República do Chile. Desde o frio dos Andes e da Puna até sua selvas subtropicais, Salta está inserida entre montanhas, vales férteis de sol e temperatura agradável o ano todo. A hospitalidade provincial qualifica a sua rica herança cultural, que se expressa com música folclórica e religiosa que se deslocam manifestações. Salta foi historicamente importante porque, em seu território foram lutadas as principais batalhas pela independência argentina e, muito antes da descoberta das Américas, foi o berço da rica cultura pré-colombiana. As casas antigas e quintas, agora transformadas em albergues, convidam à aventura. As principais atividades produtivas são culturas industriais, produtos hortícolas, frutas cítricas e hortaliças. É completada por tipo pampeano produções agrícolas e de alguns minerais. A taxa média de crescimento anual é 25,7% e densidade de 5,6 pessoas por quilômetro quadrado. Nesta cidade, é ainda largamente predominante a arquitetura colonial do país, representado pelo seu urbanos coloniais e edifícios de interesse histórico como o Cabildo, a Catedral e a Casa de Hernandez, entre outros.[/align] SAN SALVADOR DE JUJUY É a capital da província e está localizada ao sul de Jujuy, na região dos Vales Temperados. É um dos circuitos básicos para ir ao resto da província. San Salvador de Jujuy tem um aeroporto internacional a poucos quilômetros do centro da cidade. O verão é quente na cidade ao meio-dia e no início da tarde, no inverno temperaturas máximas oscilam em torno de 20°C, mas as suas noites são frias com registros abaixo de 0°C. A estação mais confortável é a primavera. Um moderno processo de expansão que fazia com que a cidade crescesse para além das encostas dos morros e isto a levou à unificação dos últimos edifícios com os antigos edifícios da época colonial.[/picturethis] Esta região do país apresenta montanhas, planícies verdes, rios, lagoas de sonho, com paisagens coloridas e climas agradáveis que fazem o visitante pode desenvolver atividades como caminhadas, turismo contemplativo, o turismo cultural e de safaris fotográficos. Entre os mais proeminentes locais que podem ser visitados no setor, são as Termas de Reyes, Laguna Yala e o povo do Rio Blanco, apenas 7 quilômetros de onde está o santuário de Nossa Senhora do Rosário e Paypaya Rio Blanco, padroeiro da província e venerado desde o século XVII. Para ir a Vales é sempre importante manter um chapéu para cobrir-se dos raios do sol, roupas confortáveis e vara de pesca para tentar a sua sorte em torno do lago área.
  25. Plano inicial: - Pegar o máximo de caronas possíveis. -Acampar o máximo de dias possíveis. -Fazer meu rango na panelinha. Praticamente as principais refeições. Porquê: - Para testar minha disposição. -Pegar carona pela primeira vez na vida e comprovar para mim(e agora para vocês) que pegar carona funciona. -Acampar e ficar mais em contato com a natureza. -Se sentir vivo, totalmente fora da zona de conforto. Planejamento: - Não tive algum, nem direções precisas, a Patagônia foi mostrando seu esplendor. Decidi muito em cima da data que iria até Ushuaia. O que vocês acham no relato: -Acampamento ; natureza ; neve ; comida no camping ; barraca ; viajar barato funciona ; frio ; pessoas de coração grande ; fotos ; câmbio ; caronas ; comida na panela ; O que eu levei: -Para cozinhar: -Espiriteira(fogo a álcool) -Uma panela média -Álcool desidratado ou de posto de gasolina, pode ser de cozinha também, mas demora pra aquecer. -Talheres: faca, garfo e colher -1kg de arroz -Temperos; orégano, gengibre em pó, sálvia -Lentilha -Massa No caminho comprava coisas frescas para cozinhar. Para a viagem: - 1 barraca Guepardo Everest 1, uma pessoa, queda d'água 2000mm -1 saco de dormir -1 isolante térmico, para colocar entre o chão e o saco de dormir. -2 calças, um jeans, uma calça moletom.(levar calça impermeável, eu não levei e fez falta). -4 camisas -3 cuecas -4 meias -1 bota -1 chinelo -2 bermudas -1 casaco grande -1 moletom -2 camisetas manga comprida -1 boné -1 toca de lã -óculos de sol -1 facão Se eu lembrar de algo mais coloco aqui, mas isso foi o essencial. Sobre medicamentos - Eu não levei nenhum medicamento, pra dor de cabeça, estômago ou qualquer dor que o pessoal diz que têm. Só levei carvão vegetal, que serve pra desintoxicação. E na viagem inteira não passei mal, nem xorrioo . Fiz um vídeo rápido mostrando um pouco da aventura. Início: De Feliz a capital Porto Alegre fui de ônibus, porque imagina aqui no interior se parar na estrada com duas mochilas e um cartaz escrito: Porto Alegre e um :'> do lado e segundo o que o povo aqui da minha cidade costuma falar: Meu deus, o filho do cara pirou, ta na estrada com 5 mochilas e uns 3 cartazes, me parece que perdeu o emprego e agora vai tentar a vida em Porto Alegre, vai vira mendigo, é uma pena, o guri é tão bom. Porto Alegre peguei outro ônibus para sair da capital, andei uns 27 km até Butiá, cidade pequena e isolada. Duas horas na estrada e nada, sol das duas fervendo meu crânio, estava totalmente decepcionado com o lance de pegar carona, mas não desisti, fui caminhando e conversando com o pessoal, até que me indicaram umas saída de caminhões adiante. Na guarita me ofereceram água e consegui minha primeira carona de uns 110 km até um posto de gasolina :'> :'> . No posto mais decepção, nada de uma carona parar, sol rachando. Sem esperanças e com medo de acampar a primeira vez perto de um posto de gasolina, comprei uma passagem até Uruguaiana. Chegando perto das 12:30am e acabado do dia inteiro, montei a barraca do lado de fora da rodoviária e foi ali que comecei a ter gosto pela trip. Pela manha o guarda me acorda e diz que já está na hora amigo ... levanto acampamento e começo a caminhar direção fronteira, atravesso a ponte de Uruguaiana até Paso de Los Libres, que no caso é proibido passar por lá caminhando ou de bicicleta. Como a funcionária da aduana me disse que podia, eu fui. Chegando os guardas me abordam e dizem que não posso passar caminhando que tenho que voltar e pegar o carimbo do lado brasileiro, ãã2::'> ...falei que não iria voltar e que eu só preciso do carimbo quando entro no país dele, e o cara queria que eu voltasse a pé . Tudo resolvido, passei minha mochila no detector de metais e o meu facão apareceu , o segurança me disse que não podia entrar com uma faca grande como aquela,hahaha, mas eu converti a conversa em acampamento e falei que precisava do facão e no final entrei na Argentina com todo meu kit acampamento, hahaha. Paso de Los Libres: Domingo, tudo fechado, não têm nem casa de câmbio na cidade, então tive que voltar pra aduana e cambiar e perder grana, foram $1.00 Dolar pra $13,00 pesos. Na cidade estava um pouco deprimido da viagem, acho que era cansaço. Ali na praça conheci um cara que viaja a uns 10 anos pela America do Sul sozinho e estava indo pro Brasil, agora nesse momento 13\01\2017 ele se encontra em Maceió, detalhe que ele só viaja de carona. Esse cara é o guru das caronas, me deu várias dicas e me passou contatos de amigos dele no sul da Argentina, em um contato desses acabei passando duas noites... Sem muitas forças para acampar depois de escutar os moradores dizendo que era perigosa a cidade, acabei mandando mensagem para um CS que eu havia feito contato um pouco antes da viagem e ele me hospedou na noite. Na manha seguinte o pai dele me levou até a Ruta 14 e alí começaram as caronas de los hermanos. Incrível, menos de 10 minutos para um caminhão e lá vou eu. Depois de alguns 100 km, desço em uma rotatória e continuo as caronas... 1:30h até um senhor parar com seu carro e me levar uns 95 km, uns 30 minutos até outro caminhão parar e me levar mais por uns 120 km, e depois rolou uma espera de umas 3:30h ou 4:30h, não fiquei contando certinho as horas. Ali fiquei um bom tempo fora da estrada porque o sol estava rachando, não dava pra aguentar. Pelas 17:30h, sem esperanças, com um cartaz feito a caneta, porque o outro bonito com letras grandes eu esqueci dentro de um caminhão na vinda ãã2::'> ... lá estava eu parado feito um beduíno, seco pelo vento e queimado pelo vento, me para um maluco de caminhão e me leva até uma cidade pertinho de Buenos Aires, foram 456 km. Ele me disse que ultimamente os caminhoneiros não param tanto porque teve casos que o pessoal usa caronas pra transportar drogas. Em um dia, fiquei das 7:00am até as 10:30pm, na estrada, chegando em um posto, durante a noite, e acampando atrás do posto, fiz minha primeira refeição na panelinha e ficou muito bom, e bora dormir neh. Detalhe, três da manha acordo com frio, saco de dormir mostrando primeiras falhas. Zarate: Dali peguei um bus até a capital, foram 53 pesos. Na capital de Buenos Aires, não tinha nada, nem hostel reservado e eu não queria acampar no centro da capital. Procurei hostel, bati em portas, até que achei um hostel barato, o Granado Hostel. Sobre Buenos Aires não vou comentar muito, porque é um destino muito padrão já. O câmbio ficou $1.00 pra 15 pesos, 2 pesos a mais por dolar comparado com a fronteira. Bahía Blanca: Depois de uma semana em BsAs, pego uma van da capital até Canuellas(140 pesos), para sair da capital e continuar as caronas. Dei uma volta enorme na cidade, pedi informações de onde pegar bus, ou trem e ninguém sabia informar direito. Fui revistado pelos policiais. Caminhei no sol do inferno do meio dia até chegar no ponto onde iria começar as caronas. Em poucos minutos para um carro e ando uns 180 km com um cara gente fina, viaja bastante também, mas têm um trabalho estável, é policial, e ganha uns 60 dias por mês de férias. Chegando na cidade do motorista, ele me deixa num posto de gasolina e oferece a casa dele para eu passar a noite caso eu não consiga carona até Bahía Blanca. Vendo um senhor na estrada pedindo carona, vou lá conversar e me informar se é fácil caronar por aí, e ele não me dá muita atenção e o outro amigo dele me diz pra eu ir em outro lugar pedir carona , toma guri, então me parei com a placa mais a frente, e do nada, um cara atrás de mim pergunta: -Hey amigo, donde vás? Bahía Blanca senhor, respondo eu. -Bueno, voy comprar una agua e una cosa para comer e vuelto. ...em alguns minutos vêm o senhor e me da uma carona até meu destino final, que faltavam alguns 430 km, insano. Agora imagina a cara que os outros fizeram quando me viram passar com minha carona ...foi lindo de se ver. Cheguei na cidade após lindas paisagens, pôr do sol, um céu imenso... Na cidade fiquei hospedado na casa de uma CS por quatro dias. Río Callegos: Em Bahia Blanca, tive uma vida muito boa, com chuveiro, comida boa, festa de aniversário e muitas risadas. E também fiquei quatro dias porque estava esperando uma carona que consegui no grupo do face( Viajar causa Adicción), de 1876 km, de Bahia Blanca até Rio Callegos foram outros 1876 km insanos em cima de uma cegonha lotada de carros. Dormi duas noites dentro de uma camioneta que estava no segundo andar da cegonha, e a paisagem foi se modelando ao longo da Ruta 3, o calor de Bahia Blanca foi se perdendo, e o frio da Patagônia abrindo as portas. No segundo dia eu já tive que usar o casaco, numa manha congelante de muito vento em alguma cidade perdida do meu roteiro vivo. Depois de dois dias e uma bunda em forma de banco, e também, a poltrona de caminhão saltitante, desci em Rio Gallegos, mais uma vez sem nada, somente com minhas coisas, a bunda de banco e os saltos do banco que me acompanhavam. Dei umas voltas na cidade, muito cansado, pés doendo, costas doendo, uma sensação de fome estranha. Bom, achei uma casa de câmbio e troquei 1 dolar pra 15 pesos mais uma vez, e tava bom esse câmbio. Tentei caronas na estrada, mas meu corpo não aguentava, dois dias viajando e dormindo no banco de trás de um carro não é fácil. Fui no mercado comprar uma comida fresca, me sentei no pátio e comecei a preparar meu almoço, com muito vento. No caso, minha espiriteira demorou muito pra esquentar a comida, mas no final saiu um rango barato, e meia boca. Caronas, sem chance do local onde eu estava, então, eu teria que sair da cidade e ficar na Ruta 3 , em algum ponto mais longe, e isso requer mais tempo e mais sofrimento no sol, vento e frio . Eu, cansado e acabado , decidi dormir na cidade mesmo e pegar um bus no dia seguinte até USHUAIA, Do lado do posto acabei achando um lugar com um pátio bacana e pedi pra vizinha se eu podia passar uma noite ali e deu certo. No posto eu paguei só 15 pesos pra tomar um dos melhores banhos da minha vida , depois de três dias sem banho, um chuveiro quente vira Oásis Claro, que fiz minha janta na panelinha neh, sempre. Dia seguinte, vou até a rodoviária e compro o ticket bem caro de Rio Gallegos até USHUAIA R$785,00 pesos. USHUAIA: Ao longo da viagem de ônibus deu pra refletir muito sobre a vida e sobre o destino, observando aquela imensidão de nada e de tudo, um sentimento único pela Patagônia, e já um pouco mais perto de Ushuaia, baldeamos o busão, no caso pra um pior, e o clima já estava muito frio, muito frio e vento acompanhado de chuva, uma bosta na real pra quem não sabe onde vai dormir quando chegar no lugar. Quanto mais ao sul, as montanhas foram mostrando sua beleza, os lagos, e a mata verde de Ushuaia. Cheguei pelas 20:30h, procurei um mercado e comprei algo pra cozinhar, achei uma praça pública e acampei nela mesmo, com uma vista da baia de Ushuaia e as montanhas de picos nevados, fiz minha janta e dormi tranquilo. Na manha seguinte, 6:00h da manha dois guardas me acordam e me expulsam do lugar. Muito frio e vento pela manha, desarmo minha barraca e sigo viagem. Minha intenção era fazer uma trip roots mesmo, então evitei pagar pra ir nos lugares mais turísticos. Conheci um pouco a cidade, acampei duas vezes perto de um riacho no meio da mata(onde acordava a cada uma hora de tão frio que tava, isso porque o saco de dormir que comprei não suportava tanto frio assim), que ficava perto das montanhas nevadas. Peguei um bus até o ponto máximo da cidade em direção ao Parque Nacional, e de lá fui caminhando. Saí pelas 21:00h e cheguei de madrugada pelas 1:30h, fui caminhando 18 km, com duas mochilas, e tudo isso porque não queria pagar a van até lá que era uns 450 pesos. Bom, me lasquei na caminhada, pés doendo, costa, cansaço bateu de frente mesmo, eu já estava disposto a dormir onde eu fosse cair. Cheguei no Parque Nacional, entrei e não vi guardas, então segui parque adentro, no meio do caminho passam eles de camioneta e me dão instruções. Beleza, faltava pouco pra chegar no camping, e eu estava no fim do meu esforço físico, estava prestes a descobrir meu potencial máximo naquela noite. Chego no acampas, cumprimento um grupo sentando em volta da fogueira e vou montar minha barraca para logo fazer minha janta e dormir(outra vez acordo de madruga porque o saco de dormir não segura o calor). Pela manha, vou até o ponto máximo da Ruta 3, deixo minha barraca sozinha no camping beira de estrada, deixo minha cargueira dentro e levo só a mochila pequena, com as coisas de maior valor. Bahia Lapataia, fim da Ruta 3. No dia seguinte, inicio a volta, e dentro do Parque Nacional uma família me da carona até o centro da cidade ... Chego no centro de Ushuaia outra vez, vou no mercado comprar comida e volto pro mato pra acampar e fazer minha janta com um bom vinho. Detalhe que até aqui eu não tinha gasto um pila em restaurantes. Detalhes que eu observei, que fizeram falta na trip: -Ter um bom saco de dormir(que aguente uma temperatura baixa). -Ter botas boas para caminhar(invista em botas). -Roupas Impermeáveis é totalmente Indispensável(choveu os 4 dias que fiquei em Ushuaia, plus outras cidades). Fechamento dessa parte: Agora saíndo de USHUAIA eu subi pela Ruta 40, passei por várias cidades famosas, turísticas, mas não visitei quase nada, porque o motivo da trip era não gastar muito e os valores das entradas de tudo é muito caro, pra conhecer tudo em uma trip só uma pessoa precisa desembolsar uma grana legal. Eu passei por Puerto Natales(Chile), Punta Arenas(Chile), El Calafate(Argentina), El Bolson(ARG), Barriloche(ARG), Villa La Angustura(ARG), San Martin de Los Andes(ARG) e depois voltei até fronteira de ônibus. Só essa subida pela Ruta 40 já vai gerar um novo relato, porque aconteceram muitas coisas também, acampei muitos dias também. Vou criar um novo post e agrego aqui. Tenho muitos videos, quero montar um vídeo curto pra vocês terem uma ideia mais viva da experiência, então quando terminar ele posto aqui o link pra vocês. Fiz um vídeo rápido pra vocês terem uma ideia. Espero poder fazer vídeos melhores em um futuro próximo para inspirar mais viajantes. Um Salve Mochileiros!
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