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  1. Fala galera, meu primeiro relato aqui. Sou de Salvador-BA e já fui na chapada diamantina diversas vezes, devido a proximidade (400 km) acaba por ser um destino bem repetido. Felizmente a chapada é enorme e tem muita coisa pra ser vista, eu não cheguei nem perto de conhecer tudo que quero. Dessa vez resolvi aproveitar os dias de carnaval e fazer um rolé diferente e por ser uma época de alta temporada e também já conhecer os lugares mais comuns. Fiz toda a viagem de moto, pois como tinha poucos dias, seria praticamente inviável depender de transporte para se locomover entre os pontos que queria, no total acabei rodando 1480 km. Saí de Salvador com destino a Itaetê, um interior que já faz parte da chapada e fica a 420 km da capital. Preferi fazer um caminho que já conheço e sei que a estrada é bem deserta, que é passando por Ipirá e logo mais chegando em Itaberaba, o portal da chapada diamantina. No primeiro dia apenas cheguei em Itaetê e saí pra tomar uma cerveja com uns amigos, afinal, já era 15 h. Acertei com o guia para sairmos às 6 h da manhã do dia seguinte e visitar a Cachoeira Encantada.. acabei adiando pra 7 h por causa de uma mini-ressaca kkk Fiquei numa pousada bem simples (bem simples mesmo) e fiz meu café no quarto mesmo, com o material de camping e algumas coisas que tinha comprado no dia anterior. Saímos as 7 e percorremos aproximadamente 30 km de estrada de barro até onde deixei a moto e iniciamos a trilha. Achei bem tranquila, a pior parte é no início que precisamos subir um pouco, mas no resto é praticamente tudo plano. Trilha fácil pra quem tem costume de andar no mato, poderia tranquilamente ter ido apenas pelo wikiloc. Não lembro muito bem de quanto gastei, recordo que o guia foi R$150 (dividido por dois 75 pra cada) Chegar na cachoeira e não ter ninguém foi uma das melhores coisas que aconteceu nesse dia.. muita paz! Cachoeira Encantada Segundo dia saímos de Itaetê por volta das 11 h rumo a Igatu, enfrentamos uma estrada de uns 40 km de offroad com a intenção de conhecer a cachoeira Califórnia. Após 1h pilotando em estrada de terra, chegamos no asfalto e entramos em Igatu. Assim como no offroad, não dá pra andar rápido por Igatu, afinal, a estrada que dá acesso ao miolo da cidade é toda de pedra e a pista é bem estreita. Chegamos por volta das 14 h, montamos a barraca e já seguimos para a trilha da Cachoeira Califórnia. O início da trilha é bem de boa, porém mesmo com o wikiloc acabei me perdendo em alguns pontos, o pior deles foi quando estávamos a menos de 50 m da cachoeira, dava pra ouvir o barulho mas não foi tão fácil achar o caminho para chegar até o cânion (o GPS fica bugado em locais fechados) e pra completar, minha bota acabou soltando o solado e tive que ficar descalço mesmo. Depois de muito insistir e tentar inúmeros caminhos, finalmente chegamos.. e para nossa surpresa, NÃO TINHA NINGUÉM. Tudo perfeito, visual sensacional, água na temperatura certa hahaha. Aproveitamos bastante e antes do sol cair fomos embora. Dessa vez muito mais tranquilo pois já sabíamos o caminho. Terceiro dia seguimos para Rio de Contas pra finalmente subir o pico do Itobira, e como saímos tarde, só iriamos subir no dia seguinte. Nossa rota foi sair de Igatu até o entroncamento de Ibicoara, viramos a direita com destino a Jussiape, mais 50 km de offroad subindo e descendo serra. Chegamos em Rio de Contas e tivemos uma surpresa em encontrar a cidade toda enfeitada pro carnaval, logo mais tarde descobrimos que é tradição de lá o carnaval ser bem movimentado.. achei muito tranquilo e organizado. Ficamos no camping do Tilú ($20/pessoa) e à noite compramos comida o suficiente pra fazer o café da manhã, almoço e janta. Quarto dia, finalmente chegou! Acordamos às 4:50 pra organizar as coisas, gastamos 1:30 h arrumando tudo e partimos em direção ao povoado de Caiambola pra enfrentar mais uns 45km de offroad. Quando saímos o tempo estava bastante nublado e no meio do caminho começou a cair a chuva, por sorte consegui pilotar até achar um abrigo onde fizemos nosso café da manhã e esperamos uma trégua. Seguimos passando por alguns povoados até chegar no estacionamento onde dá acesso ao início da trilha pra subir o pico. Novamente organizamos tudo (mochila, material de camping, comida, roupas e etc) e partimos em direção a trilha. O meu maior medo era chegar no pico e não ter lugar pra montar a barraca, afinal, no estacionamento já haviam dois carros e a área do camping lá em cima é bem limitada, cabem apenas 3 barracas! Outra preocupação era sobre a água, no wikiloc tava bem sinalizado onde dava pra conseguir mas nunca se sabe se os lagos estariam secos ou não.. pra nossa sorte não estavam. Subimos com 4,5 L no total e foi a conta certeira pra passar o tempo que havíamos estipulado. A trilha é praticamente o tempo todo subida, sendo que o pior momento realmente é nos últimos 200 m de ataque ao pico.. porém não é nada impossível, é difícil sim e exige bastante cuidado em alguns pontos. O tempo ajudou bastante, pois tinham várias nuvens bloqueando o sol e não sentimos dificuldade nesse quesito. Ao chegar, todo o cansaço parece ser ofuscado pela linda vista que tem lá e pelo sentimento de superação que sempre existe ao subir um pico. Dei um giro no lugar pra me ambientar e procurar a melhor posição de montar a barraca e assim o fiz. Lembrando que o local onde se acampa não é o ponto mais alto, até chegar no pico ainda tem uma pequena trilha, acabei não indo lá pois já estava satisfeito com o local do camping. O tempo estava bastante inconstante, tinham muitas nuvens carregadas que quando passavam pelo pico batia um frio sinistro, já sabia que à noite ia ser complicado Aqui vai o conselho que ouvi de um amigo e que foi bastante útil: LEVEM ROUPA DE FRIO! Fui com um kit de segunda pele (camisa, meia e calça), fleece, corta vento, touca, duas luvas, saco de dormir, isolante térmico E AINDA ASSIM SENTI FRIO. kkkkk Outra dica que pra mim foi um dos motivos de ir até lá, admirem o céu, é SURREAL. Ele estava completamente nublado às 19 h, praticamente não dava pra ver uma estrela e magicamente se abriu às 3h da manhã que foi o horário programado pra tirar essa foto. Acordamos por volta das 8 h no dia seguinte pra descer e depois de organizar tudo, saímos por volta das 10:30. A descida foi sofrida, não só pelas pancadas no joelho mas o calor estava INSUPORTÁVEL.. da próxima vez levarei uma camisa de manga longa com proteção UV e uma proteção para o pescoço. Chegamos em Rio de Contas por volta das 14 h, almoçamos e seguimos para Brumado-BA. A idéia era voltar pra Salvador por outro caminho, completando assim uma volta na Chapada. A estrada até Brumado, passando por Livramento é muito linda, uma descida gigante com um visual completamente diferente de tudo que já vi por aqui. Chegamos em Brumado já no final da tarde, pilotei sem pressa (como sempre) e ficamos num hotel (R$50 cada/ventilador e café) na entrada da cidade. Dia seguinte fizemos Brumado -> Salvador, caminho bastante longo e cansativo mas totalmente possível. Qualquer dúvida é só dar um alô. Mais fotos em: https://www.instagram.com/dihmorais Fiz 3 vídeos detalhando esse rolê:
  2. #Uruguai Estou há um pouco mais de dois meses em uma viagem de moto pela América. Meu projeto chama O Mundo em Lanches pois quero conhecer culinárias locais simples para depois oferecer em lanches. Acabo de deixar o Uruguai passando por praticamente toda a costa leste até Montevideo, depois fui um pouco mais para o centro para ter uma ideia de como é o interior neste belo país. O litoral é incrível com muitas opções totalmente distintas: desde um vilarejo que só pode entrar de 4x4 e tem energia elétrica apenas por geradores - Cabo Polônio, até uma cidade cheia de grandes prédios com muito luxo - Punta Del Este. A capital #Montevideo é bem bonita e organizada, com muitas praias, praças, ruas de bares e baladas, restaurantes, tudo o que uma metrópole oferece. Gostei muito de ver os Uruguaios tomando praças e praias principalmente no final do dia. O verão é muito valorizado aqui. O cidadão Uruguaio é, em geral, muito educado e receptivo, sempre que precisei não mediram esforços para me ajudar e os amigos locais que fiz gostam muito de mostrar sua cultura. O interior achei parecido com o Brasil, cidades pequenas mas mais organizadas até em sua construção, uma praça principal, alguns bares, restaurantes e lojas. Em um bar que parei para tomar um refrigerante (aqui é muito difícil encontrar suco natural), os senhores que estavam lá já começaram a puxar assunto, bem Bar de interior mesmo. A culinária é centralizada na Parrilla (churrasco), além de cultural a carne é um dia produtos com melhor custo benefício por dia produção regional - nas estradas praticamente só vi este tipo de fazendas. Chivito (lanche com carne bem fininha, normalmente com ovo, salada, presunto e queijo), milanesa (muito popular, muito mesmo), empanadas e tartas (torta salgada) são os outros pratos regionais. Falo melhor sobre tudo no Instagram O Mundo em Lanches https://www.instagram.com/omundoemlanches/ https://omundoemlanches.com.br/ #mochileiros #viagemdemoto
  3. Preciso de apoio, suporte e voluntários nas cidades em que vou passar com o projeto. De Moto pelo Brasil - Projeto Social Voluntário.docx
  4. Nesse vídeo fizemos uma incrível viagem ao Deserto do Atacama, do dia 02 de Janeiro de 2018 ao dia 21 de Janeiro de 2018 sinta a emoção dessa magnifica viagem. Eu Matheus Verdan, sai do Rio de janeiro e o Iago Luiz de São Paulo, Juntos fomos do Atlântico ao Pacifico, do Rio a Santiago e voltamos. Rodamos cerca de 10000km em duas Tenere 250 por cerca de 19 dias, um a mais que o planejamento inicial. No meio do Valle de la Luna, encontramos um amigo aqui do Rio de Janeiro, o Bandeira, que seguiu viagem conosco do Atacama até Mendoza na Argentina. Foi um sonho realizado e com toda a certeza a primeira de muitas viagens. Não ha como não se emocionar com a beleza e grandiosidade de todos os locais que eu passei, principalmente nas Cordilheiras do Andes, é ESPETACULAR! Valeu a pena cada km percorrido. Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar. Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: @mathverdan https://www.instagram.com/mathverdan/ @iagoluizoli https://www.instagram.com/iagoluizoli/ Em breve farei videos sobre planejamento, custo, roteiro/trajeto e o que levar. Se inscreva e acompanhe as nossas aventuras. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ► Motos utilizadas: Duas Tenere 250 ► Dificuldade da estrada: Médio ► Partida: Rio de Janeiro - BRL ► Chegada: Santiago - CHL ► Percurso: 10000 km Locais Visitados: ► Laguna Cejar ► Salar de Tara ► Salar de Atacama ► Laguna Tuyajto ► Gêiseres del Tatio ► Valle de la Luna ► Monjes de la Pacana ► Mão do Deserto ► Los Caracoles ► Salinas Grandes ► Lagunas Miscanti y Miniques (Altiplânicas) ► Concha Y Toro ► Fuerte Neptuno https://youtu.be/qNx7PDM1Yxw Em breve, postarei o relato detalhado de toda a viagem aqui mesmo na pagina. Abraços e Bons Ventos.
  5. Buenos Hermanos! Ufa, terminei! Foram mais de 52 mil km por todos os 13 países na América do Sul, em 3 partes, na maioria com motos de baixa cilindrada. Além de visitar os 13 países na América do Sul, também visitei os 4 Extremos Continentais e quase consegui ao inatingível ponto central, no Paraguay rsss. Ví a morte de perto várias vezes (parece legal, bonito, empolgante e divertido... mas não o é), passei por muitas dificuldades, de frio intenso à calor intenso, fome, perrengues, etc... Mas faria tudo novamente, porque só o que levamos para o alto é nossa experiência de vida, só o que adquirimos com conhecimento cultural, com os povos, suas culturas e regionalismos; isso sim, não tem preço. Não levamos dinheiro nem poder, não é por dinheiro, nada deve ser por dinheiro. "Não tenha medo da morte, mas da vida não vivida." Pensando assim, posso dizer que sou outra pessoa hoje, não melhor que ninguém, isso não me torna melhor, mais experiente, mais fodão.... ridículo essa linha de pensamento; isso me torna mais perto de Deus (singularmente falando), mais capaz de poder aprender sempre mais com a humanidade, humildade e experiência dos povos. Para quem também deseja realizar esse sonho, eu disponibilizei no meu Blog todo conteúdo com muitas dicas, informações, fotos e vídeos. Não dá para colocar tudo aqui, porque o conteúdo é grande, não é um assunto para quem não gosta de ler, se queres ir, é necessário ler, ler muito! Fiz isso quando comecei meu planejamento, e isso é até bom, nos motiva, é gostoso, você acaba viajando junto na história, por isso digo: "PEGUE SEU COPO DE VINHO, SUBA NA GARUPA, E BOA LEITURA! hehe Acabou? NÃO! Estou sempre em Planejamento, trabalho, junto dinheiro necessário, sem patrocínio algum e vou, sempre assim, tudo é questão de planejamento. As duas maiores desculpas das pessoas: "Eu não tenho tempo, Eu não tenho dinheiro"; isso nunca me convenceu rssss. Minha próxima já está em planejamento, não vou dizer por agora quando, onde e como, mas é algo maior e diferente de tudo que já fiz, até lá, vou ficar rodando por perto mesmo, aqui no Brasil e alguns lugares da nossa linda América do Sul! No mais, estou pelas redes, gracias e buenas rutas para ustedes! * #Partiu, terminar o Documentário DVD e escrever meu Livro! (estará tudo no blog também) __________________________________________________________ 🔔 BLOG: https://www.DiarioDoPresi.com 🔔 INSTAGRAM: http://instagram.com/diariodopresi 🔔 YOUTUBE: https://www.youtube.com/diariodopresi __________________________________________________________ 〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️〰️
  6. Sempre tive o sonho de subir na moto e sair por aí sem destino. Conhecendo novos lugares, paisagens, sensações e pessoas. Vou completar 40 anos bem vividos no próximo mês e decidi que precisava me preparar de maneira extraordinária a minha entrada nos “enta”. No meu trabalho, um amigo falou que iria de São Paulo ao Chuí (RS) acompanhado por sua esposa. Ele iria em uma Citycom 300i. Neste momento veio à tona o meu antigo sonho. Não tive dúvida, agendei uns dias de férias do meu trabalho e comecei a pensar no roteiro. Em paralelo, fui equipando com alguns acessórios básicos a minha XRE300 2015, que estava na época, com 18 mil km rodados. Alforje lateral, almofadas de agua no banco, pastilhas de freio e pneus novos, troca de óleo e verifiquei a tensão da corrente...até pensei em trocar a corrente mas resolvi economizar neste item. Para me acompanhar nesta jornada, convidei o meu filho Jonatan, que tem 23 anos e mora em Cambuí, sul de Minas Gerais. Ele topou na hora e isso me deu ainda mais motivação! Faltando uma semana para iniciar a minha sonhada aventura, começou a greve de caminhoneiros em todo o Brasil e não tinha gasolina nos postos. Nem se pagasse uma fortuna por ela! Simplesmente eu estava com tudo pronto, mas com o tanque seco. Anunciaram o fim da greve em uma segunda (28/05) e meus planos de partida era para a próxima quinta (31/05). A greve acabou (graças a Deus), mas até que a vida voltasse ao normal era outra história. Começaram a fazer filas quilométricas nos postos para conseguir um pouco de combustível. Respirei fundo e esperei as coisas se acalmarem. Até que na quarta-feira (30/05) consegui encher o tanque da moto e as filas aqui do Rio de Janeiro já diminuíam. Me enchi de ânimo, coragem e espirito de aventura para o início da minha sabática preparação para o novo ciclo de vida. Para não deixar este diário muito grande e cansativo, relatei sem muitos detalhes o dia a dia deste roteiro. Espero que gostem e que inspire outros “seres inquietos” a buscar uma grande aventura. Divirtam-se! 1° Dia, 31/05/2018 – Rio de Janeiro – Saí de casa por volta das 11:30h, passei no posto para calibrar os pneus e segui para Cambuí, sul de Minas Gerais onde eu iria visitar os meus pais e também encontrar com o meu filho, que bravamente enfrentou este desafio comigo. Ainda na via Dutra, percebi que tinha feito um ótimo investimento nas almofadas de agua, o banco estava superconfortável. Não tive problemas para abastecer neste trajeto apesar de ver que ainda faltava combustível em alguns postos. Aí foram 450Km até a casa dos meus pais. Curti a noite com eles, jantamos e vi na televisão que ainda havia muita confusão nos postos no Norte de Minas. Mesmo sabendo que lá fazia parte do meu trajeto, resolvi não desistir da missão. Fui dormir cheio de energia para ver o que tinha pela frente! 2° Dia, 01/06/2018 – Cambuí, MG – Acordei cedo, calibrei os pneus da moto (29 traseiro, 22 dianteiro), encontrei com o Jonatan, equipamos a moto com toda a bagagem e saímos por volta das 11h. Seguimos pela Rodovia Fernão Dias com destino a Belo Horizonte (BH). No caminho comecei a ver que a situação da falta de combustível ainda afetava bastante Minas Gerais. Próximo a 3 Corações, vi que precisava abastecer. No posto à beira da estrada tinha uma fila enorme e ainda havia previsão do combustível acabar sem atender a todos que ali estavam. Resolvi seguir em frente com o combustível que eu tinha no tanque... até que alguns quilômetros adiante vi um posto com apenas 5 carros na minha frente...que alegria! Enchi o tanque e a frentista (muito simpática) se surpreendeu ao saber que estávamos seguindo para a CHAPADA DIAMANTINA, de moto, durante a crise de falta de combustível. Ela sem nenhuma resistência encheu uma garrafa pet (2 litros) com gasolina para qualquer emergência. Vibramos por ter vencido o primeiro desafio e ainda havíamos conseguido gasolina extra para caso ficássemos sem combustível no meio da estrada. Seguimos em frente, sempre procurando abastecer nos postos que não tinha muita fila, geralmente os que não tinham bandeira ou que estavam distantes das cidades. Passamos por BH e seguimos para Sete Lagoas. À frente, um pôr do sol que deixava o horizonte avermelhado. Por volta das 19h, chegamos a SETE LAGOAS e nos hospedamos em um hotel onde fomos recepcionados por um Mineiro muito engraçado. Demos umas boas risadas com ele. Depois do banho, demos uma volta na cidade para jantar e descobrir o que tinha por lá. Comemos um sanduiche de pernil com bacon em uma feira próximo à uma das Lagoas da cidade. Estava sensacional! Depois fomos dormir sob ameaça da greve dos caminhoneiros ser retomada. Não deixamos que isso nos abalasse. Será? (rs) 3° DIA, 02/06/2018 – Sete Lagoas, MG – Saímos por volta das 08h, com destino ao Norte de Minas Gerais. A paisagem mudou muito do que estávamos acostumados e a distância entre as cidades eram enormes. Aqui a preocupação em ficar sem combustível era eminente e nos deixou bastante apreensivos ao perceber que a moto havia entrado na reserva e não tinha nenhum sinal de cidade, posto ou pessoas. Apenas um intenso trafego de caminhões gigantescos. Até que, enfim, encontramos um posto e tinha gasolina. Aleluia! Abastecemos e seguimos! Chegando em Montes Claros percebemos o tamanho do nosso desafio! Sem gasolina na cidade! Apenas um posto com centenas de pessoas com galões, dezenas de motos e muitos carros! Como queríamos chegar em Janaúba e estava com meio tanque, resolvemos enfrentar aquela fila que além de desorganizada, sempre surgia algumas calorosas discussões. Fiquei bastante nervoso porque já estávamos a 2 horas na fila e tínhamos andando poucos metros. Não teve jeito, para sair de lá, precisei comprar no mercado negro daquele posto IPIRANGA, 2 galões de 5 litros para seguir em frente. Não sou favorável a este comportamento, mas não encontrei outra saída naquele momento. Só assim conseguimos chegar em Janaúba no início da noite. Logo que chegamos já vi que teríamos que ter paciência para abastecer novamente. Decidimos não nos preocupar naquela noite e fomos procurar um hotel. Fomos dormir cedo para acordar mais cedo ainda e ir para as intermináveis filas dos postos da cidade. 4° Dia, 03/06/2018 – Janaúba, MG – Acordamos às 05:30h fizemos o check-out no hotel e fomos para o posto! O que era aquilo?! Não acreditei ao ver aquela fila de moto. Aproximadamente 300 motos já estavam lá pra esperar o posto abrir às 8 horas. Por sorte, um outro motociclista nos levou a um outro posto que abriria às 10h. Viram o nosso esforço e com o apoio de outras pessoas que estavam na fila, conseguimos abastecer e seguir viagem. Partimos com destino à Bahia, que alegria! Quando finalmente passamos da divisa de MG com a BA o sufoco do combustível acabou. Tinha gasolina sem fila em todos os postos. Seguimos viagem vendo a paisagem mudar para o que eu imaginava como sertão da Bahia. Uma geografia muito bonita, mas no fundo eu imaginava o quanto deveria ser difícil viver em um local tão seco. Passamos por enormes parques geradores de energia eólica, vimos uma mistura de caatinga com serrado e muita estrada pela frente. Até que enfim fomos chegando no parque da chapada diamantina embaixo de uma chuva fina e gelada. Já era noite quando avistamos uma montanha iluminada e em seguida uma placa dizia “MUCUGÊ a 1KM”. Fomos para a pousada felizes da vida pelo feito que havíamos tido até ali. Estávamos muito cansados, mas saímos para comemorar com pizza e vinho! 5° Dia, 04/06/2018 – Mucugê, BA – A recepcionista da pousada e a dona da pizzaria haviam nos falado que não poderíamos deixar de ir na cachoeira do Buracão. Esta cachoeira estava a uns 80km voltando pela estrada que havíamos chegado. Acordamos cedo e partimos em baixo de chuva para ver a tal cachoeira. Ao chegar no centro de guias turísticos do local fomos informados que a cachoeira estava interditada devido à chuva que já estava castigando a região a 5 dias. Ficamos decepcionados e voltamos para Mucugê com a sensação de ter rodado 160km em vão. Decidimos naquele momento que iríamos para Lençóis a procura do sol e das belas cachoeiras. Seguimos para Lençóis, mas antes passamos no MUSEU DO GARIMPO para aprender um pouco sobre a cultura local. Valeu a pena porque fomos muito bem recebidos com uma aula sobre a fase do garimpo na região. Dalí continuamos a viagem até que vimos uma estrada de terra com destino a IGATU. Resolvemos ir conhecer. Caramba... uma estradinha de terra com muitas ladeiras e com um visual “inacreditável”. Fomos chegando na cidade onde tudo era de pedras, ruas, muros, casas, bares, bancos. Parecia que estávamos voltando no tempo. Perguntei a um guia local um lugar bacana para almoçar. Ele nos indicou um restaurante de comida caseira. A comida estava ótima. Depois do almoço e de uma cerveja gelada, deixamos a moto e caminhamos até uma cachoeira apreciando as casas e as paisagens. Claro, tirando muitas fotos. Chegamos na cachoeira e o sol deu o ar de sua graça. SHOW!!! Tiramos a roupa e deixamos secando, já que tínhamos tomado muita chuva na parte da manhã. Depois do banho de cachoeira e da roupa seca, pegamos a moto e seguimos para Lençóis por mais uns 100km. Quando chegamos, já estava escuro e pegamos a primeira pousada que paramos pra perguntar o preço da diária. Em seguida foi o padrão, banho e sair para jantar! Fomos surpreendidos pela bela cidadezinha com ruas de pedras. Jantamos em um restaurante chamado “Quilombolas”. Tudo perfeito! Depois das caipirinhas de umbu, fomos descansar. 6° Dia, 05/06/2018 – Lençois, BA – Depois do café da manhã, procuramos um guia que nos levou pra conhecer algumas cachoeiras da região. Cachoeira da Primavera e a Cachoeirinha são demais e foi ótimo pra massagear as costas nas quedas d’agua. Na parte da tarde, pegamos a moto e fomos até a cachoeira do Poço do diabo. Ficamos lá apreciando por um tempo aquela imensidão de agua e pedras. Já eram 16h quando saímos da cachoeira com destino ao morro do Pai Inácio. Chegamos na encosta do morro, deixamos a moto, pagamos 6 reais por pessoa e começamos a subir as escadas e pedras até o topo. Paisagem dos cânions de tirar o fôlego. Mas o ponto alto foi o pôr do sol acompanhado de um arco íris quase que pintado à mão! Emocionante!! Ficamos ali, eu e meu filho, vendo o sol ir embora, deixando um vermelho cor de fogo em cima das montanhas. Descemos porque já estava ficando frio e estávamos de camiseta e bermuda a uns 30km da Pousada. Foi mais um dia extraordinário. 7° Dia, 06/06/2018 – Lençóis, BA – Hora de sair da Chapada, mas com vontade de voltar em outro momento. Percebi que a corrente da moto já estava desgastada (aquela mesma que ignorei na revisão) e decidi que precisava de um mecânico. Seguimos para Itaberaba e paramos na oficina do Tony. Ele trocou a corrente e o kit de relação + a troca de óleo e filtro. A moto ficou novinha. Dalí continuamos firmes na estrada com destino a Itabuna, no sul da Bahia. Chegamos muito cansados à Itabuna. Aqui eu não imaginava que a cidade era tão grande. Demorou um pouco para encontrar um Hotel, mas conseguimos. 8° Dia, 07/06/2018 – Itabuna, BA – Próximo destino Arraial d’Ajuda. Seguimos pela BR101, até que vi no mapa uma opção por estrada de terra até Cabrália e resolvemos encarar. Que doideira, entramos na plantação de eucalipto que não acabava nunnnca....andamos muito nesta estrada de terra. Já eram 12h quando chegamos em Cabrália. Ver o mar foi umas das sensações mais plenas que tivemos neste roteiro. Paramos na praia de Coroa Vermelha, pé na areia, peixe frito, cerveja gelada e praia de agua quente. Tudo que queríamos! Depois de algumas horas, partimos para Arraial através da balsa de Porto Seguro. Lá, curtimos um pouco da noite fora de temporada antes de ir pra pousada descansar para o dia seguinte. Foi bem legal. 9° Dia, 08/06/2018 – Arraial d’ajuda, BA – O objetivo do dia era ir à TRANCOSO e chegamos lá por volta das 10:30h. Fomos para praça do Quadrado onde é impossível não querer morar em uma daquelas casinhas que circundam a praça quadrada, que na verdade é um retângulo. Tiramos algumas fotos e como ainda era cedo, decidimos naquele momento que iriamos dormir em CARAIVA, passando pela PRAIA DO ESPELHO. Partimos por uma estrada de terra que estava toda esburacada e em alguns pontos, com muita lama, devido à chuva que estava castigando a região. Tive quase certeza que iríamos beijar o chão em algum momento. Mas inacreditavelmente: não beijamos! Chegamos à praia do Espelho sem nenhum arranhão. Que praia espetacular! Tomamos um banho de mar enquanto observávamos tartarugas que nadavam livremente perto de nós. Já era próximo das 15h quando partimos para CARAIVA, rodando mais 25Km por estrada de terra, lama e areia! Chegamos em segurança também. Deixamos a XRE300 em um estacionamento na beira do rio e atravessamos em um barco rustico até a outra margem onde estava a bela vila de Caraiva. Lugar roots, com ruas de areia, transporte através de carroças. Estas também transportavam alguns mantimentos para as casas e pousadas mais afastadas da margem do Rio. Logo que conseguimos uma pousada, deixamos as coisas no quarto e fomos ver o pôr do sol no encontro do rio com o mar. Foi alucinante!! A noite ficou por conta do forró, que é marca registrada do local. O pessoal dançava muito bem! Depois de algumas cervejas fomos dormir para iniciar o retorno para casa, que seria no dia seguinte. 10° Dia, 09/06/2018 – Caraiva, BA – A missão agora era retornar para casa e eu particularmente já estava bem cansado de tanta aventura. Saímos de lá por volta das 10:30h e de cara, tinham 48Km de estrada de terra, embaixo de uma forte chuva, antes de chegar na BR101. Foi tensa aquela estrada. Passamos um ponto de alagamento em um local inóspito com água batendo no meio da moto. Que adrenalina! Depois de 2 horas para sair desta estrada, chegamos na rodovia e seguimos com destino ao Rio de Janeiro. Neste dia tomamos chuva o dia inteiro. Já eram umas 17h quando chegamos na cidade de São Mateus, norte do Espirito Santo (ES), onde nos hospedamos. Um banho quente e descanso era tudo que estava precisando naquele momento. Meu filho também já demonstrava muito cansaço. 11° Dia, 10/06/2018 – São Mateus, ES – Nesta noite não consegui dormir quase nada por conta de alguma coisa que havia comido no dia anterior... Tive uma noite de rei ;-). Mas como ainda tinha muita estrada pela frente, tomamos o café da manhã e partimos. Este trajeto, para mim, foi um dos mais cansativos devido ao “mal-estar” que me acompanhou o dia todo. Próximo à região de Serra (ES) tive que parar para tirar um cochilo na sombra de uma arvore. Meu filho cuidadosamente e com muita paciência fez a guarda enquanto eu me recuperava! Me recuperei um pouco e seguimos viagem, passando por Guarapari e avançamos com destino ao Rio de Janeiro. Chegamos por volta das 16h em Campos dos Goytacazes. Como eu estava muito debilitado, resolvemos procurar um hotel. Acredito que fizemos uma boa escolha em não arriscar seguir viagem naquele estado que me encontrava. 12° Dia, 11/06/2018 – Campos dos Goytacazes, RJ – Depois do merecido descanso, acordei muito bem e o Jonatan também estava bem animado em saber que estávamos muito próximo de casa. Pegamos a estrada e viemos cantando por um longo trecho. Ainda não havíamos concluído a jornada, mas a sensação de gratidão já estava contagiante naquele momento. Logo que avistei a ponte Rio-Niterói, os meus olhos marejaram de alegria. No pedágio da linha amarela os motoristas deveriam estar me achando um doido. Segunda feira de manhã e eu cantando e desta vez, era muito alto, pra todos ouvirem! Cheguei em casa no mesmo horário que eu havia partido, 11:30h da manhã. Meu filho abriu o portão, coloquei a moto para dentro, desci da moto, olhei pro céu e agradeci muito a Deus pela oportunidade de ter vivenciado junto com o meu filho tantas aventuras, perrengues, risadas e emoções. No total foram 4.350KM, passando por 4 estados em 12 dias de viagem. Foram tantas estradas, tantas pessoas que conhecemos, tantos quebra-molas que pulamos, estrada de terra, chuva, frio, calor, risadas, conversas, cansaço, sustos e surpresas, que fizeram desta viagem algo marcante para mim e para o meu filho. A sensação de gratidão por ter conseguido atingir o objetivo, por estar vivo e por ter uma casa para retornar, são elementos básicos e essenciais para estes dois seres humanos que estavam perdidos em meio a tantas preocupações, atividades e compromissos. Desejo que estejamos sempre motivados em realizar sonhos, mas principalmente que tenhamos sabedoria para desfrutar as coisas simples! Obrigado ao Jonatan pela excelente companhia e parabeniza-lo pela coragem deste desafio. Te amo filho! Hermes, Minas/Rio de Janeiro
  7. Depois de ler vários relatos e ler várias dicas sobre viajar sozinho de moto, posso agora concordar com todos, viajar sozinho de moto foi umas das melhores coisas que fiz. Tenho uma Yamaha Virago 250 ano 2000, adquiri ela em outubro de 2017 tinha planos de fazer essa viagem. Comecei em dezembro de 2017 a me preparar para fazer a minha primeira viagem de moto. Encontrei uma planilha bem organizada em algum site de viagens e comecei a preparar tudo. Passei janeiro inteiro organizando gastos, comprei uma mochila, um capacete melhor, troquei os pneus e fiz uma revisão na moto. O que mais eu tinha medo era de acontecer algum problema mecânico na moto, pois não entendo nada de mecânica e se caso acontecesse isso, eu ficaria parado na estrada e por mais que eu desejasse ir sozinho, estava com muito medo. Sairia de Londrina dia 14/fev, passaria por Curitiba e depois seguiria para Florianópolis e retornaria dia 18/fev. No total seriam aprox. 1500 km, nada assim tão grande, mas para mim era um desafio. Se você já fez uma viagem sozinho de moto, talvez tenha escutado isso, quando você diz que vai viajar sozinho, todos ao seu redor te desencorajam e dizem coisas do tipo "Mas por que sozinho?", "você não tem medo?", "e se acontecer alguma coisa?". Tudo isso vai te desanimar, mas se é o que você quer, continue firme. No dia 13/fev, com a ajuda da minha namorada, preparei a mochila, me certifiquei que ela iria ficar segura e firme no sissy bar da moto, abasteci a moto, calibrei os pneus e lubrifiquei as correntes. Nessa noite quase não consegui dormir de ansiedade e ainda estava com medo de fazer a tal viagem. 14/fev - Acordei por volta das 6 da manhã, tomei um bom café da manhã e comecei a arrumar as coisas na moto. O tempo não estava firme, então decidi sair de Londrina com a capa de chuva. Para proteger a bolsa de uma possível chuva, coloquei um saco de lixo e amarrei ela no sissy bar da moto. Sai de Londrina por volta das 7 da manhã. Fui com calma e por volta das 11 horas cheguei em Ponta Grossa - PR. Não consegui relaxar muito nessa primeira parte, pois estava muito tenso com medo de acontecer algo de ruim. Almocei em Ponta Grossa sabia que viria a parte mais dificil desse dia, chegar em Curitiba-PR e encontrar a casa da minha tia. Seria difícil por que iria pelo GPS do celular. Como o celular ficava no bolso, eu precisava andar um pouco, parar, tirar parte da calça da capa de chuva, olhar o mapa, memorizar as ruas e depois andar mais um pouco. Me perdi um pouco, peguei mais chuva durante o caminho, mas cheguei na casa da minha tia em Curitiba por volta das 15:00. 15/fev - Decidi ficar mais um dia em Curitiba na casa da minha tia. Nesse dia, aproveitei pra comprar uma calça de lã, pois passei muito frio no primeiro dia e consegui uma toca emprestada da minha prima. Agora sim, estava preparado, se houvesse algum frio. 16/fev - Amanhaceu com o tempo todo nublado em Curitiba, mas isso não me desanimou, coloquei a capa de chuva e sai de Curitiba por volta das 8 da manhã. Me perdi um pouco para sair mas consegui. Nesse dia, estava completamente relaxado e consegui aproveita bem a viagem. Parei pra tirar algumas fotos na serra do mar no Paraná. Depois de passar a serra do mar, fiz uma parada em Joinville por volta das 11 da manhã e lá aconteceu algo bem legal. Parei em um posto, para tirar a capa de chuva, pois já estava com o tempo limpo. Nessa parada, conheci por acaso um outro motoqueiro chamado Horácio e começamos a conversar no posto. Ele me deu várias dicas de viagem e disse que estava apenas dando uma volta de moto e que era de Joinville mesmo. Nessa conversa, ele me disse que poderia me mostras algumas praias de Santa Catarina e concordei, com isso, seguimos nós dois viagem. Passamos primeiro em Balneário Camboriú. Depois, pegamos a rodovia Interpraias, uma rodovia que beira o mar muito bonita. Me despedi do amigo Horário e parti pra Florianópolis. Cheguei por volta das 16:00. Passei dois dias apenas em Florianópolis e retornei dia 18/fev fazendo o trajeto de volta direto. Nesse dia percorri por volta de 700 km. Foi uma viagem "pequena", porém gostei muito. A minha companheira, Virago 250, se mostrou uma ótima moto, excelente na verdade. E realmente comprovei que viajar sozinho de moto é a melhor coisa que já fiz na vida. Estou começando agora a planejar uma próxima viagem para a Chapada dos Veadeiros em Goiás. Grande abraço a todos!
  8. Pessoal, inicio este relato já mencionando o título de um relato que li antes de abrir o meu. Chamou-me muito a atenção a frase "jornada de autoconhecimento". Sempre digo que toda viagem produz muito conhecimento. Mas as viagens de moto geram além disso, geram conhecimento de si mesmo. Dessa forma, esta pequena viagem também trouxe-me revelações, nas linhas que seguem, caso tenham paciência de ler. Minha viagem ocorreu entre os dias 22 e 26 de Janeiro. Saí de Casa, Cacoal, Rondônia, às 5:30, realmente pegando a estrada depois de abastecer às 6 horas da manhã. Da minha casa até a Chapada dos Guimarães são 1050km, que foram percorridos em um dia. Tudo transcorreu perfeitamente, dentro do cronograma. Apenas a dificuldade de andar em Cuiabá, que me fez atrasar quase uma hora. Cheguei na Chapada dos Guimarães às 21:00 horas, já bem cansado. Esta parte da ida da viagem deixo o resumo em um vídeo que fiz no meu canal PedalSemCompromisso. O vídeo está bem resumido e exprime bem a sensação maravilhosa da viagem. Assistam se puder. Mas o lance da viagem foi a volta, e esta lhes conto. Foi muito especial a volta porque tive dois grandes sustos e um pequeno problema que poderia ter acabado com a viagem. E especial também porque vi os Rios de Água mais cristalina do Brasil. Bem pessoal, indo direto para a volta da Chapada, saí da Cidade da Chapada à 6 horas da manhã em ponto. Meu objetivo era vir por Nobres, o que não passaria mais na cidade de Cuiabá. Mas aí tive o primeiro aviso de uma conduta que um motociclista NUNCA DEVE FAZER: NÃO TER CERTEZA DAS DISTÂNCIAS, OU SEJA, NÃO TER PLANEJADO ADEQUADAMENTE E "ACHAR" QUE SABE AS DISTÂNCIAS. E não foi por falta de aviso. Primeiramente "achei' que sabia a distância da Chapada até Nobres, e de fato não sabia. Quase fiquei sem gasolina. Detalhe que o tanque da HR Sportster só cabe 12 litros, o que me permite andar em média 150km antes da reserva. Eu já havia andado 150 e nada de Nobres. Sorte que mais alguns quilômetros achei o trevo que vai a Bom Jardim. Abasteci e respirei aliviado. Mas a lição não foi aprendida. Chegando em Nobres tomei café e fui direto a Diamantino, pela via duplicada que leva à Sinop. Em Diamantino abasteci bem o tanque, porque a placa declarava 73km do próximo posto de abastecimento. Fui embora. No caminho fui assediado por um Prisma branco. Como eu ando sempre na média de 120 e 130km por hora, tive que acelerar. Minha libido falou mais alto e esnobei o carro, acelerando e sumindo da sua vista à 160km por hora. Após esta babaquice cheguei no posto designado, e qual foi a minha surpresa. Estava fechado. Ora, o próximo posto estava a 120km de distância, em suma, não dava. Mas deixa que o pessoal do Prisma estava lá também e foi ao meu encontro para conversar. Galera jovem que parecia de Santa Catarina. O cara se prontificou a ficar atrás de mim, andando devagar, para caso desse problema de pane seca. Com muita sorte havia uma cidade a 60km dali, Lucianópolis, se não me falhe a memória. Assim pude abastecer e tomar aquela Coca KS. Mas agora a aventura começava. O pior estava por vir.
  9. Boa tarde, sou leitor do site a algum tempo e sempre tive uma certa paixão por moto e lendo alguns posts aqui fiquei louco para viajar de moto, pretendo ir primeiro em pontos turísticos no estado em que moro mesmo, escolhi alguns aqui mais ou menos no rumo da fazenda do meu sogro, porem nunca viajei uma distância dessa de moto, gostaria que os mais experientes me dessem dicas do que levar, equipamentos, o que equipar a moto.. essas coisas! kkk E claro, se tiverem locais que já foram e quiser me indicar para melhorar minha rota, tudo é bem vindo.
  10. Mossoró - RN X Brasília - DF Vamos Pro relato..... Data da Viagem 09/08 3 dias de Viagem Total Kms Rodados. 2350. Pelo Caminho que escolhi. Total Gasto. Gasolina R$: 280,00 Media de Preço R$: 3,68 à R$: 4,28 Carissima. Alimentaçao. 1° Dia R$: 10,00 Um Lanche Rapido a Noite em Cabrobó - PE 2° Dia R$: 24,00 Almoço em Ibotirama - BA. A noite so Agua mesmo. 3° Dia Almoçei Na Casa de Meus Pais. Tava de Regime. 2 trocas de Oleo uma de R$: 15,00 (Lubrax) Pessimo rendimento e Outra R$:18,00 Mobil esse pegou bem. E uma Regulagem de Valvulas R$: 15,00 Prego Zero na Estrada. Moto Titan Fan 125 Ano 2010. Com 38948km. Bora Entao.... No Primeiro dia. Saindo de Mossoró - RN as 10hs. Seguindo em direçao a Apodi - RN BR 405. /Itau - RN/Sao Fco do Oeste - RN/Pau dos Ferros - RN... Chegando en torno de 13hs na Cidade do Fogo. A tormenta ja começa ai. Em uma viagem de Moto a pior Situaçao é rodar entre 13h as 16h. O Calor é intenso e Uma das coisas que nao Pensei foi de ter Levado Protetor Solar e labial. Importante demais esse detalhe. Simbora entao.... A ansiedade era grande que nem Fome Deu . Parti Sem almoçar..... Seguido de Rafael Fernandes - RN/Jose da Penha - RN/Major Sales - RN E Chegando na Divisa RN/PB em Uirauna - PB. Simbora Passando por Sao Joao do Rio do Peixe - RN (Aqui começei a sentir Calor Forte).Capa de Moto Preta Amigo com 35 graus... Sei lá. Bora Pra frente... Seguido de Sao Joao do rio do Peixe - PB/Cajazeiras - PB/Cachoeira dos Indios - PB/Barro - CE(Agora estado Ceará)Milagres - CE/Brejo Santo - CE/Jati - CE/Pena Forte - CE/ e entrando no Pernambuco Salgueiro - PE. !!! Aqui um detalhe.... Cheguei as 17hs em Salgueiro - PE. Encostei no Ponto de Apoio dos Onibus. Nao estava Cansado e fiquei na duvida se Pernoitava por aqui ou nao. ... Tambem me lembrei que este Trecho de Salgueiro/Cabrobo/Oroco tem alto indice de Assalto pelo menos na minha epoca. Entao perguntei ao Bombeiro meio encabulado e ele disse que nao .. era outra cidade que ele Falou e blablabla. Nao pensei em nada tava sem sono . Dei partida e fui... Cheguei em Cabrobó - PE e fiz Parada para Lanchar e Abastecer a Moto. Aproveitei e perguntei ao Bombeiro as condiçoes da estrada em diante. E ele me disse que tinha muito Jumento na Estrada... até ai Blz. Mas ele disse desse jeito Pra mim. (Se voce tiver sorte de nao ser Assaltado no Caminho... no mais Livrando os Jumentos A estrada ta boa.. Kkkk. Rapaz nessa hora ai que ele me deu Coragem pra seguir.... Nao contei outra Partiu.. Cabrobó - PE/Orocó - PE/Santa Maria da Boa Vista - PE/Lagoa Grande - PE/Petrolina - PE e finalmente Cheguei em Juazeiro - BA... as 22Hs. Do 1° Dia. Nao Procurei Pousada, Tinha Levado uma Rede pra uma Urgençia (Vai que a moto Dava um Prego... Pelo menos tinha onde deitar. Armei a rede entre Duas carretas. Dos companheiros de estrada e ja Era. O flex na Cabeça tava tao Louco que so Consegui Dormir as 24hs (Meia Noite). Acordei as 3hs da Manha . Frio lascando. Mesmo com 4 Camisas por dentro e a capa da moto. Frio foi um Tormento nas Noites.... Mas tem nada nao Faz Parte. Simbora 2° Dia Saindo de Juazeiro do Bahia seguido por Carnaiba do Sertao - BA/Juremal - BA/Maçaroca - BA/Jaguarari - BA/Senhor do Bonfim - BA/Ponto Novo - BA/Capim Grosso - BA. Nesse trecho tem um trevo Com a Primeira placa (Jacobina - Brasilia) Primeira placa de Brasilia que vi. E me indicaram nao ir por la por causa dos Buracos. Entao decidi outro caminho .Fiz uma parada pra tomar Agua e uma Pertubaçao começa a aparecer.... A (Bunda) da Pessoa Começa a ficar meio Esquisita....kkkkkk. Bola pra Frente.. Seguindo de Sao José do Jacuipe - BA/ Varzea da Roça - BA/ Mairi - BA/Baixa Grande - BA/Macajuba - BA/Rui Barbosa - BA/Seabra - BA/ Ibotirama - BA... aqui Parei parando.. 2hs da tarde Quente Feito a peste como diz matuto. O bicho tava pegando. Os olhos tava feito fogo. E o Calor tava demais... Entao Almocei de boa. Passei uns Zaps e Fiz troca de Oleo da Moto Abasteci e depois de Pensar um bocado no Calor ... Mandei ver .... depois de Ibotirama em uma serra percebi a Moto começar a bater valvulas principalmente na subida.. e ja tinha andado uns 20km entao resolvi Voltar. Passei na Oficina e mandei o cara Regular essa valvula (Embora eu nao sabia se era isso mesmo). Mas pra.minha sorte so era isso. Graças..... entao sentei o pé...Seguido de Cristopolis - BA e Barreiras - BA. Aqui cheguei de 18hs. So o bagaço da Laranja.... Procurei a turma da rede e Logo enganchei a danada entre as Carretas. Fome zero o almoço valeu por dois dias. Um detalhe (Nao reparei direito e eu achava que as carretas iam pernoitar. Derrepente eu depois de ja deitado a Scania da Partida pra sair... Meu amigo .. Pense numa desmontada de rede Deflexxxxxx.... Kkkkk. Rapaz do jeito que eu tava morto se esse omi sai sem eu perceber o rasgado de rede ia ser feio viu. Kkkkk. Mas deu tempo. Na verdade o cara desceu e veio olhar a situaçao. Blz desarmei e botei no Canto certo. .. e ai dessa vez descançei 6hs Apaguei entre 18s as 24hs(Meia Noite). Acordei nao pensei em Outra parti.. bora..... Quando fui da Partida cade a Moto pegar. ...? O frio tava tao grande que a moto nao dava Partida. Chamei o bombeiro dei um tranco na moto com o afogador puxado e Pouuuuuu. Pegou na hora nem Obrigado dei pro bombeiro com medo da moto apagar e fui.... Seguindo até Luiz Eduardo Magalhaes - BA. Tive que parar.. Rapaz o Frio tava igual a Bariloche. Meu amigo dava nao era frio demais . Gastei 3hs pra chegar Armei a rede de Novo nas Carretas e baubau dormi. Acordei de 6:30hs. Abasteci a Moto e Pe na estrada. Seguindo por Roda Velha - BA/Posse - GO ja no estado de Goias/Simolandia - GO/Alvorada do Norte - GO/Vila boa - GO/Formosa - GO/Planaltina - DF/ Sobradinho -DF (Aqui uma surpresa!!! Do nada a moto Apagou as 13hs Sol torando. Imagine o que era?.... Esqueci de Abastecer. A sorte que ja tava dentro da Cidade empurrei a moto ja com fome e sede uns 500 metros no Setor de Oficina Sul no Posto mais Proximo. Fiquei rindo o tempo todo.. Abasteci e chinelei... Taguantinga - DF/ e Finalmente Ceilandia - DF. As 14hs do 3° Dia.. E assim foi essa jornada Mossoró - RN x Brasilia - DF
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