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  1. A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!! Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu. Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz! Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia NATIVO e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem, existem muitos guias de fora no Capão, alguns são muito bons, conhecem muito a mata, são boas pessoas e desejam o bem do turista, mas alguns são uns xibungos que falam abertamente que gringo tem mais é que se perder, que dão indicações erradas, que apagam marcações nas trilhas, que arrumam brigas com pessoas que vão sem pagar guias e só querem seu dinheiro, cuidado com esse tipo de guia, muitas vezes eles são os mais “descolados” que cobram mais barato pois não tem a quem guiar, normalmente. Cuidado com os muito doidos que dizem que são guias mas não sabem de nada do mato. Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer! As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar. Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda. As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira). Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar). Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer. Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel. Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo! Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão. Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango. Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina! Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale. Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo! Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão! Roteiro MASTER 360 no Pati: Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite) Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3 Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite) Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite) Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite) Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite) Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca) Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos. ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais! Quem gostou do texto e quiser seguir minha fanpage: http://www.facebook.com/TudoDeuCertoVireiHippie
  2. Jéssica de Araujo

    Ofereço Salvador > Chapada Diamantina

    Vamos dia 26/08 para o Vale do Capão, na Chapada diamantina, partindo de Salvador as 15h e estamos com 2 vagas no carro. Passaremos também pelas cidades de lençóis, Ibicoara e Andaraí nesse período. Voltaremos no dia 05/09 pra salvador. Qlqr coisa me manda mensagem (11)976277290
  3. 7 dias na chapada diamantina - de 2 a 9 de junho/18 Deixando meu relato de uma semana no paraiso, opss...chapada diamantina! vou tentar ser suscinto dessa vez...rs Bom , fui agora no inicio de junho-18..... sozinho, sem carro e sem cia Sai de sampa dia 1, voando latam, fiquei um dia em salvador ate pegar o busao pra lencois, que só sai as 23 hrs..chegando la por volta de 6 da manha !! vi muitos foruns, fiz contato com mochileiros, e vou ser categorico! Chapada diamantina sem carro = vc tem sim que contratar agencias se quiser fazer os passeios mais foda! eu pus na ponta do lapis, e sozinho e alugando carro, ficaria mais caro, mais cansativo e mais perigoso alugar carro, e isso uma semana apos a greve dos caminhoneiros no brasil, imaginao o preco da gasolina..inviavel Bem, apos muita pesquisa e whatssap, fechei meus 4 dias de tour com a CIRTUR turismo. Nao costumo fazer propagando de graça, mas essa agencia foi muito boa, e com um bom custo beneficio. A equipe é otima, os guias sao foda, a dona é uma pessoa muito atenciosa, os lanches e almoços foram impecaveis, enfim, so tenho uma nota a dar: 10 ! Vamos ao que interessa: DIA 1 - Cachoeira do buracao! sim, comecei minha aventura pela chapada pelo passeio mais foda, e realmente é ! Como eu fiz minha base em lencois, todos meus passeios sairam de la. a ida pra chegar ate a cidade que fica esta cachu dá quase 3 hrs de carro, claro que tem umas paradas pra banheiro e cafe, mas é um pouco cansativo. Apos chegarmos la, ainda tem mais uma trilha de quase uma hora, no qual passamos por algumas quedas dagua e outras cachoeiras maiores. A trilha em si ja é um atrativo a parte. Enfim, buracao! chegamos no fundo do canion e colocamos os coletes ( obrigatorio) e seguimos pelos paredoes do canion ate nos depararmos com a imensidao que é esta cachoeira ! simplesmente a cachoeira mais foda que ja vi ( em termos de volume força da agua). um espetaculo. tentei chegar perto da queda mas nao dá, venta demais e a fumaçeira de agua que faz , começa a atrapalhar a respiraçao. Ficamos ali quase uma hora e meia apreciando aquela maravilha e boiando naquelas aguas escuras...felizmente estava um sol legal e a agua nao tava tao gelada. Na volta, aproveitamos a correnteza e descemos pelo canion ate o ponto de entrada na cachoeira. Mais uma hora de trilha, e voltamos pra van, chegamos em lencois, quase 7 da noite. DIA 2 - *** hospital*** Tive que cancelar este dia de passeio, pois passei mal e fiquei de molho, dica importante ! deixem sempre uns 2 dias off pra nao comprometer a viagem. Uma torção no pé, uma dor de barriga, um mal estar, ninguem esta livre Dia 3 - poço encantado e poço azul um passeio tranquilo e nao muito distante, visitamos estes dois poços: no primeiro, o poço encantado, é apenas para contemplaçao, nao pode entrar na a´gua. na entrada da caverna tem uma lojinha com alguns souvenirs, doces tipicos, e muitos macacos interagindo com a galera. saimos de la , em direçao ao poço azul, neste sim, vc pode entrar e fazer flutaçao. há uma fenda na caverna por onde entra o sol que bate diretamente na agua, crianco um efeito incrivel. uma experiencia otima pra quem nunca fez esse tipo de coisa. obrigatorio uso de coleta e nadadeiras. agua cristalina, visibilidade 100% ate o fundo do poço, que dá quase 20 metros de profundidade, se nao me falha a memoria. DIA 4 - cachoeira da fumaça + riachinho A trilha para a cachoeira da fumaça é um pouco chatinha, os 800 metros iniciais sao de subida, entao tem que ter um certo preparo fisico e paciencia, porem depois desse trecho a trilha é plana, e com algumas areas alagadas, ate o joelho, bota é essencial.... depois de quase 3 horas chegamos no famoso e perigoso mirante. A vista é espetacular mas nao me senti nada a vontade em ficar sentado naquele precipicio, sao so 600 metros de queda livre...rs Depois de quase uma hora ali tirando fotos e apreciando a cachoeira, fomos pro outro lado , ver a fumaça de outro angulo, que a meu ver, era bem melhor e menos perigoso. o guia nos disse que a trilha para fazer a fumaça por baixo dura 3 dias....e dá quase 30 km. Mas deve ser bem interessante. Demos sorte por que pegamos a fumaça cheia, entao o poço la embaixo estava bem cheio. Hora de encarar quase 3 hrs de trilha e entao ir pra cachoeira do Riachinho, bem ali proximo, mas ficamos pouco, coisa de meia hora, que foi o suficiente. DIA 5 - DIA OFF no dia seguinte é que vc ve os estragos no corpo: meu joelho ficou doendo e de umas bolhas nos pés, nada serio, mas tirei um dia off pra ficar de boa e dar um role por lencois e dormir bastante. DIA 6 - MORRO DO PAI INACIO, cachoeira do diabo, gruta lapa doce Ultimo dia de passeio com a agencia....o passeio mais classico! (Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha, Gruta Azul e Morro do Pai Inácio) o dia começou feio e chuviscando, passamos pelo poço do diabo, mas devido as chuvas, a queda dagua estava muito forte e o guia nao recomendou que entrassemos, pq estava perigoso. tiramos fotos e ficamos curtindo a paisagem, e na volta, quase pisamos numa cobra na trilha...por sorte foi so um susto. saimos de la e ficamos comprando besteiras na lojinha da entrada, tem coisas boas e baratas. De la fomos pra gruta lapa doce. Realmente incrivel e gigantesca, com muitas formaçoes interessantes, e um silencio e escuridao incriveis la dentro. o percurso total dá cerca de 1 km, e dura cerca de 35- 40 minutos. apos, almocamos e fomos para a Fazenda pratinha. Uma propriedade particular com varias atracoes, sendo as principais a gruta da pratinha, onde vc pode pagar a flutuaçao e adentrar na caverna. foi legal, a agua cristalina, vc ve peixes de tamanhos e cores variadas e ate tartarugas. So que eu me senti um pouco desconfortavel, pq em alguns momentos, deu uma sensacao de claustrofobia, em certos trechos sua cabeca quase toca o teto da caverna, entao se nao curte essa situaçoes, repense. A flutuacao custa 40 reais,e dura cerca de meia hora. Depois fomos para o Rio, que tem um tom de verde sensacional, demos uma volta pela área verde, interagimos com macacos, etc. No final fomos na gruta azul, bastante similar ao poço encantado, porem nao pegamos o raio de sol adentrando na caverna, nem foto tiramos. Pra fechar os passeios na chapada, o cartao postal: Morro do Pai Inácio. Muito legal, a subida é tranquila, muito bom ficar curtindo aquele visual sensacional, com o barulho do vento ou apenas o silencio..... conseguimos ficar pra ver o por do sol, que visto de lá, é realmente muito bonito, conseguimos gravar... DIA 7 - ULTIMO DIA - CURTIR ATRAÇOES GRATUITAS NA CIDADE DE LENÇOIS os lugares mais foda da chapada, realmente tem que ir de carro ou via agencia, mas felizmente tem coisas perto pra fazer : cachoeira do serrano, cachoeirinha, cachoeira da primavera, saloes de areia, ribeirao do meio.....com excecao do ultimo , fiz todos em apenas um dia, e de graça. fica a poucos minutos do centro de lencois e nao necessita guia. Bom pra repor as energias e fazer uma pausa entre dois passeios que sejam muito desgastantes. Fim do dia, hora de arrumar as malas e esperar o busao as 23 hrs com destino a salvador *** DICAS GERAIS **** . REalmente a chapada diamantina e a mae das chapadas, tudo é muito grande, bonito, distante a natureza exuberante, e a diversidade de atracoes nao se ve em nenhuma outra chapada lencois e uma cidade pequena, eu achei que os hostels deixaram bastante a desejar, mas nem vou comentar quais eu fiquei....a cidade tem bons restaurantes e cafes, para todos os gostos e bolsos A chapada diamantina nao é um passeio barato - vc vai gastar uma boa grana, seja alugando carro seja contratando agencias, seja pondo gasolina no seu carro....as atracoes sao muito distantes entre si. Na chapada NAO rola essa cultura de carona, como existe em veadeiros. La, NAO espere encontrar outros turistas com vaga no carro pra oferecer pra vc, isso deve rolar, mas é bem raro, pq quem vai, ou ja vai com grupo pronto, ou ja contrata agencia. Vi uma garota la perdidinha,achando que ia rolar esquema de carona, nao levou grana e se fu***. Ficou sem fazer a maioria dos passeios tops. lencois tem uma estrutura basica, a cidade é pequena, se ocorrer algo grave, tera que ir pra cidade de seabra, uma hora e poquinho de carro dali, foi isso que aconteceu com uma colega nossa.... veja se sua agencia oferece seguro de vida e de acidentes, pq nao e dificil se machucar nesses passeios nao, por isso cautela, usar bota de trekking, bermudao, prestar atencao se nao tem cobra nas trilhas ( na cachu do diabo, quase pisamos numa cascavel...) enfim, todo cuidaod é pouco por que se precisar de socorro, lencois é uma cidade bastante limitada ! Gastos aproximados: Aviao SP- SSA= 340 reais acomodação ( hostel) = 350 reais alimentação = 300 reais passeios = 900 Reais ( 4 dias de passeio com agencias, conforme detalhado acima) bus- salvador lencois = 170 reais ( ida e volta) seguem os videos que fiz dos meus passeios, ficaram bem legais, espero que possa ajudar voces a ter uma ideia da beleza que é este lugar . bom passeio pra voces !
  4. Olá Mochileiros! Bom, vou fazer alguns relatos/descrições/dicas, além de algumas experiências vividas nas trilhas localizadas em Caeté Açu, distrito de Palmeiras- Bahia, mais conhecido como Vale do Capão, local que frequento há mais de 10 anos. Serra do Candombá e Poço do Gavião Sempre quis ir para esta trilha, as pessoas falavam num “nascer do sol” maravilhoso e tal.... Eu não sabia o caminho, então tinha esta dificuldade de contratar um guia, a dificuldade era mesmo a grana curta, pois guia é o que não falta!! tem um a cada metro quadrado!!! rsrsrs Já me perdi uma vez tentando achar o Poço do Gavião, inclusive este relato começa com este fato, uma imprudência de minha parte, na verdade, eu acreditei num amigo que dizia conhecer a trilha.... e me ferrei!! Depois de subir Serra do Candombá, não conseguíamos encontrar a entrada para o mirante da pedra, o erro consistiu em seguir direto, quando avistei bem de perto o Morro Branco, fiquei desesperada porque já estava quase próximo à Vila do Bomba!!! andamos mais de 10 km!!! perdidos na Serra do Candombá, depois de toda a água e lanches ter acabado, tivemos que voltar debaixo de um sol escaldante, sem água, sem comida, cansados.... meu rosto estava doendo e ardendo das queimaduras do sol. Bom, eu bebi uma água que minava em uma parte de charco, estava morta de sede e só fiz tirar alguns girinos e beber a água (eca!!!!! q nojo!!!) mas como dizia meu querido pai: “pior é na guerra”. Este fato me fez excluir a trilha até o Poço do Gavião, das idas e vindas ao Vale do Capão. Mas depois alguns anos o trauma passou... Lá no Capão, há uma lenda contada pelos moradores mais antigos de que existem “encantamentos” nesta trilha que costumam desorientar o andarilho (seriam duendes e fadas?). Bom, todos os guias que consultei me indicaram fazer esta trilha e dormir lá, segundo eles não valia a pena o “bate e volta”. De fato, eles tinham razão... mas não havia possibilidades então foi “bate e volta” mesmo. Arrumei as tralhas na mochila, saí cedo do camping para tomar café e encontrar o guia. Saímos por volta de 08:30 da manhã em direção ao Poço do Gavião. A trilha começa passando pela entrada da Cachoeira de Rodas, segue-se direto, logo em frente há uma cancela e este é o ponto de referência, entramos na subida da Serra do Candombá. Chegamos até o mirante da pedra, de onde se tem uma vista fantástica de todo a Vale do Capão, do Morro do Pai Inácio, Morrão e dá para ver também a Serra da Larguinha (onde fica a Cachoeira da Fumaça), inclusive vê-se ao longe a cidade de Palmeiras. Descansamos um pouco para continuar a caminhada. Seguimos adiante por mais uns 30 minutos por uma parte mais plana, com vegetação exuberante, com muitas flores, muitas espécies de bromélias, orquídeas e cactos, algumas eu nunca tinha visto na região. As formações rochosas desta trilha são uma atração à parte, pois elas tem formas diversas, eu consegui identificar algumas e foi muito interessante: a cabeça de um camelo e o rosto de Michel Focault (eu estava no meu estado normal de consciência!!! rsrsrs) Bom, depois de quase torcer o pé e trombar num pé de sempre viva, seguimos... Aliás se eu não pisasse na plantinha com certeza meu tornozelo iria ficar mal, o guia não gostou, ficou lá com aquele discurso de ambientalista chato, até tentou uma grosseria comigo mas meu amigo Adson deu logo uma “queimada” nele (as flores sempre viva quase foram extintas, por isso o cuidado do guia) mas ou era meu tornozelo ou era a plantinha, poxa!!! Bom, depois deste “momento show” do guia seguimos, agora por uma parte de descida, com algumas pedras grandes que necessitava uma descida mais técnica, como eu não tenho técnica, sento na pedra e pulo lá embaixo (seria esta a técnica?) isso me rendeu uma calça rasgada. Desta parte de descida, já dá para avistar as águas do Poço do Gavião, tirei várias fotos!!! continuamos andando por mais alguns 10 minutos até chegar no Poço do Gavião. Realmente é um dos lugares mais lindos que já vi, talvez seja o meu preferido... o poço é enorme, a visão é fantástica do lugar, aquela lagoa enorme (mais de 100 metros) no meio das montanhas... é algo incrível!!!! a água é gelada, mais gelada que o normal. Fiquei com medo de entrar pois a água é muito escura, porque eu não conhecia.. mas o guia se jogou na água, depois que ele foi eu me joguei também hehehe, só depois que ele me disse que é cheio de cágados (tartarugas)... Inclusive tinha uma delas que sempre aparecia ao meio dia. Quando estava próximo do meio dia, o guia nos chamou para ficar no local onde a tartaruga aparece, eu achei meio doido isso mas fiquei lá parada, olhando, olhando..... pois não é que a danada aparece mesmo!!! rsrsrs que fantástico!!! e ainda faz pose para foto!!! No percurso das águas há alguns poços mais rasos e pequenas quedas d'água. Fiquei nadando nas águas geladas, desci o percurso do rio, a vegetação é muito exuberante, várias espécies de insetos, fiquei observando umas formigas listradas, as borboletas são multi coloridas e lindas!! Depois quando retornei “o povo” estava tirando fotos de uma cobra verde. Ficamos lá por mais algum tempo e às 15:00 horas retornamos, me deu o maior arrependimento de não ter ficado para dormir, mas como falei antes a grana estava curta e não dava para pagar duas diárias para o guia. A volta me pareceu mais rápida, na descida todo santo ajuda! Como chegamos relativamente cedo, resolvi tomar um banho e curtir o pôr do sol na Cachoeira de Rodas que é bem pertinho, segui com os amigos por uns 10 minutos e para nossa surpresa quando chegamos tinha várias pessoas peladas!!! Homens, mulheres, crianças, idosos... Era o encontro de uma comunidade alternativa. Eu fiquei um pouco assustada no início, depois acostumei... rs! Após o banho naturista, seguimos para o Bar de Medinho pra tomar uma gelada! PS: Esta trilha é super necessário que se use calça. Rodas e Rio Preto Logo no início da trilha a pessoa é presenteada com a vista da Serra do Candombá, segue-se pela encosta acompanhando um muro de pedras construído por escravos nos tempos do garimpo. Acho legal nesta trilha inverter a ordem, primeiro ir ao Rio Preto e depois, no final da tarde, ir para Rodas. O pôr do sol em Rodas é muito lindo!! Dos pequenos poços de água gelada da Corredeira de Rodas (legal para crianças pois são rasos) se tem vista panorâmica de todo o local, além de servir de “camarote” para apreciar um pôr do sol fantástico!!!! Isso porque os raios de sol (amarelados) cobrem os paredões de rocha que cercam a Corredeira de Rodas, e formam um espetáculo de cores. A encosta fica toda alaranjada, um espetáculo!!! lembra a música “trem das cores” de Caetano Veloso. Rodas começa com alguns poços bons para banho, porém com muitas pedras, em um determinado trecho forma-se uma corredeira, por isso que eu sempre me refiro ao local como “Corredeira de Rodas”. Legal é descer cuidadosamente, corredeira abaixo para apreciar o poço que tem lá no final, uma pedra enorme separa a corredeira desse poço maior. Rio Preto – O rio Preto percorre toda a encosta da Serra do Candombá, a trilha é bem fácil, antigamente existia uma espécie de batismo para os iniciantes que era “se perder no Rio Preto”, mas hoje em dia, dá para chegar até de olho fechado!!! rsrsr, pois a trilha é bem fácil e demarcada. Após 30 minutos de caminhada, a descida é bem íngreme e escorregadia mas dá para se agarrar nas pedras e nos troncos das árvores, e ser uma descida super segura. Há um poço com a água escura e também algumas quedas d'águas, uma delas é mais baixa e menor e forma um pocinho bem legal para crianças, pois é raso e a queda d'água por ser mais baixa não é forte. Subindo nas pedras dá para ficar na parte de cima da Cachoeira do Rio Preto, lá é mais vazio, porque em feriados (em especial o carnaval e reveillon) uma pequena multidão vai ao Rio Preto, levam farofa, cães, bebidas alcoólicas etc. Mas há que se desconsiderar este detalhe, pois quase todos os lugares são assim em feriados. Morrão e Águas Claras Esta trilha começa próximo à entrada para a Cachoeira da Fumaça, segue-se direto pelos Campos Gerais do Morrão, uma fantástica caminhada!! são 3 horas de contato direto com paisagens das mais belas !!! as formações geológicas são bem diversificadas, assim como as constituições de florestas pois, ora pensa-se estar no cerrado, ora na caatinga, ora mata atlântica... muitas bromélias, cactos e orquídeas... a fauna também é bem diversificada há várias espécies de lagartos, borboletas, insetos em geral, cobras... toda hora tem uma cobra, aliás esta trilha, deveria se chamar trilha das cobras!! , eu vi umas 6 cobras, uma delas era bem grande e estava no alto de uma árvore, tem muita cobra verde, as cobras coral (coral falsa) e caninana também tem muitas delas por lá. Bom, enfim.... muitas espécies de animais exóticos e até mamíferos. Por sinal, nesta trilha pude vivenciar uma experiência fantástica: eu vi um tatu fêmea amamentando um monte de tatuzinhos!!!! fiquei muito emocionada, nunca vou esquecer esta imagem... Inclusive, no interior as pessoas costumam matar animais silvestres para alimentação, e eu como morei a vida toda na Chapada Diamantina, já comi muito ensopado de tatu, hoje em dia não consigo mais, fico com dó do bichinho, me vem a imagem daqueles pequeninos sendo amamentados! Na encosta do Morrão o visual é fantástico!! para subir é necessário um esforço maior mas a compensação depois vale à pena!! as paisagens das serras e dos campos rupestres são encantadoras! Há muitos jardins de bromélias, são várias espécies, eu gosto de ficar observando aquela parte interna onde geralmente se esconde algum bicho, fico sempre esperando pular uma rã colorida, ou um grilo.... Ufa! Depois de uma caminhada de 3 horas, atrás do Morrão está o caminho para se banhar em Águas Claras!! um delicioso banho, uma piscina natural no meio do mato. A água é uma delícia, um pequeno lago, se comparado a outros em relação a sua extensão. Angélicas e Purificação A trilha segue até uma localidade chamada de Bomba, segue-se direto atravessando três rios com muitas pedras, dá para passar sem tirar o tênis (para quem usa) caminhando por cima das pedras. Após o terceiro rio, de imediato se vê uma placa do IBAMA, então é só virar a DIREITA e seguir a trilha que é demarcada. Angélicas é uma delícia, o poço é bem fundo e no final tem a cachoeira que é só pequena no tamanho mas no volume de água é um espetáculo!!! eu costumo nadar até a parte mais rasa do outro lado e seguir até a Cachoeira de Angélicas e ficar lá abstraída com a cabeça embaixo da queda d'água. Acima dessa cachoeira tem vários poços que é legal para quem quer privacidade, é legal também para fazer pequenas escaladas nas rochas, se cair tem água em abundância para amortecer. Uma curiosidade é a quantidade de pedrinhas que tem no fundo de cada poço, as pedrinhas são delineadas pelas aguas em anos de formação geológica e tem as mais variadas cores, os mais variadas formas, é muito interessante. A trilha da Purificação é logo acima do Poço em Angélicas, basta seguir trilha sempre pelo leito do rio, há muitas pedras pelo caminho, o que faz com que a caminhada seja um pouco difícil, há algumas quedas d'águas pequenas no percurso até chegar ao poço da Purificação, são pequenas cachoeiras lindíssimas, um espetáculo á parte. Aliás, o grande barato de ir à Purificação é o trajeto. O poço da Purificação tem este nome porque a água é tão gelada que a pessoa sai de lá purificada!!! zerada em pecados!! rsrsr (é verdade!! os moradores antigos que contam). Eu acho a água muito gelada, o corpo fica dormente.... e tem uns paredões recobertos por uma vegetação exuberante que fecham a entrada do sol, por esta razão a água é tão gelada. No final há a cachoeira, cuja água é mais gelada ainda! É uma boa trilha, gosto muito das formações rochosas e das pedras (tem pedras de todos os tipos) sempre volto dessa trilha com muitas fotos de pedras e seus formatos, tem formato de tudo que é coisa, já fotografei pedra em forma de cavalo, estrela, lua, cavalo marinho etc.. Cachoeira das Fadas Esta cachoeira na verdade é uma continuação da trilha para chegar à Cachoeira das Angélicas e da Purificação. Em frente a cachoeira da Purificação tem uma entrada esquerdo, às vezes a mata está muito fechada e pode parecer que há passagem, é preciso observar com atenção, pegando esta trilha basta contornar a Cachoeira da Purificação por cima, e andar por uma trilha de mata fechada uns 10 minutos e chega-se ao Poço que alguns chamam de Poço dos Duendes, que é pequeno em extensão mas é super aconchegante. A Cachoeira das Fadas é linda!!! os raios do sol batem na queda d'água que fica brilhante! Uma maravilha!! Há um outro caminho para chegar, algumas pessoas seguem ali mesmo pela Purificação, escalando os paredões, porém é muito arriscado, pois tem muito limo, e em determinados momentos o espaço para colocar os pés não cabe um pé tamanho 37 por completo. É muito perigoso, inclusive já houve acidentes. Soube por ouvir dizer, que a trilha está interditada por conta de um deslizamento que ocorreu em junho/2010, com as chuvas, restando tão somente a opção de ir escalando pelos paredões cheios de limo, se estiver em época de pouca chuva a coisa melhora. Cachoeira da Fumaça (por cima) Esta trilha dispensa maiores informações, pois trata-se da trilha para chegar à maior, oopss! segunda maior cachoeira deste país, 380 metros de queda livre, além de ter bons relatos sobre ela aqui no site. A trilha começa na entrada da Associação dos Condutores do Vale do Capão, antigamente a trilha só podia ser realizada com o acompanhamento dos condutores, hoje em dia não é obrigatório, é preciso assinar uma lista que fica na sede da Associação, e se possível o “turista” deve colaborar com doação em dinheiro, coisa pouca R$ 5,00 ou R$ 10,00, eu que sou uma “dura” e não sou turista (lá no Capão) deixo uma nora de R$ 2,00 pra colaborar com os voluntários. Eu costumo dividir esta trilha em 3 etapas: 1ª etapa – subir, subir, subir até chegar à segunda etapa que é o Curral. A trilha começa com com uma subida bem íngreme, praticamente 2km só de subida, tudo compensado pelo visual panorâmico no primeiro e no segundo mirante, paradas ótimas para descansar, beber água ou água de coco, chupar geladinho ( tem uma garota que vende geladinho, sempre tirava fotos dela, em março deste ano fiz um apanhado de todas as fotos, desde quando ela era pequena até a atualidade e lhe dei de presente, ela ficou encantada!!! hoje ela é uma jovem de 16 anos! E continua vendendo geladinho com sua mãe.) Por falar em foto, esta primeira etapa pode-se tirar fotos panorâmicas fantásticas, o visual é incrível!! 2º Etapa – A partir do Curral (um muro de pedras é o ponto de referência) é só alegria!!!, uma trilha plana, e por ser uma parte de maior umidade, tem uma área de inundação que em determinadas épocas é necessário passar com a água na altura da cintura cintura. O espetáculo fica por conta da natureza, muitas flores, flores de todos os tipos, de todas as cores, algumas plantas carnívoras, e mais as multicitadas bromélias, orquídeas e cactos. Ainda nesta parte plana da trilha tem um trecho, logo após a área de inundação, que é todo cercado por campos rupestres, muito lindo e impressionante!!!! quando tem cerração ele fica mais lindo!! 3ª Etapa – Esta etapa começa com a chegada ás águas vermelhas do rio que forma a cachoeira, um banho para refrescar é sempre bom, e antes de se debruçar no abismo de 380 metros, eu gosto sempre de fazer dois “rituais” (eu passei a fazer estes “rituais” pelo convívio com os nativos, porque antes só me debruçava na pedra pra ver o abismo e depois voltava...). O primeiro deles (depois de um banho no rio) é retornar à trilha e seguir até o caminho que leva até a “garganta” da Cachoeira da Fumaça, confesso que todas as vezes sinto emoção e muito medo!!! Mas é este frio na barriga, esta sede de aventura que me faz viva!!! O segundo “ritual” é seguir à esquerda pelo leito do rio e chegar até à Toca da Maternidade, tomar banhar nas corredeiras que se formam e curtir o silêncio, o canto dos pássaros, o som das águas (isso se não for feriado, carnaval ou revellion, q a farofa rola solta!). Bom, e agora o principal: se debruçar na pedra e curtir o visual do grande canyon na sua imensidão!!! não tem preço!!! comer um pastel de palmito de jaca e um suco de maracujá do mato!! Depois curtir a volta de toda a trilha observando o que porventura não foi possível pela ansiedade em chegar. No final da trilha deve-se assinar a lista na ACVC, fazendo constar o retorno. Mais adiante tomar uma gelada ou um caldo de cana no buteco que fica na entrada da trilha, depois aproveitar o resto do dia se banhando no Riachinho. Riachinho O Riachinho fica há 6 km da Vila de Caeté Açu (Vale do Capão), é uma trilha bem fácil pois a caminhada é pela estrada vicinal que dá acesso à Vila, por esta razão muitas pessoas vão de carro (ou de moto taxi, custa R$ 5,00 ou R$ 7,00, se cobrarem mais que isso não pague! É exploração!) e param na entrada e é só descer uma pequeno trecho de pouca dificuldade e pronto! Eu não gosto desse nome “Riachinho” parece que é um pequeno córrego ou sei lá!! acho esse nome injusto com a grandiosa beleza do lugar. o lugar é lindo!! O Riachinho é um rio com corredeiras na sua parte mais alta, depois um paredão forma cachoeiras e cascatas lindíssimas, em seguida um poço de cerca de 30 metros, depois corredeiras novamente e em seu final um poço, com uma formação rochosa nas bordas bastante curiosa. Tem anos que eu não vou lá, a farofa rola solta em feriados: muito cheio de pessoas, farofa, cachorro nadando no meio das pessoas, bebidas alcoólicas, a água manchada de óleo oriundo, possivelmente, de bronzeadores affff.... Infelizmente eu não posso viajar em datas que não sejam feriados, nas minhas férias passar o dia no Riachinho é quase uma obrigação! O lugar é fantástico!!! Descer as corredeiras que dão acesso ao poço no final é uma experiência fantástica! Nadar, nadar, nadar …. deixar a cabeça embaixo da queda d'água e esquecer de tudo... curtir os sons da natureza... ah! Muito bom! Há alguns guias ou agências que fazem rappel no canyon do Riachinho. Ah! Já ia esquecendo, tem uma parte do poço que é bem legal para crianças pois é raso e dá para brincar e nadar bastante. Conceição dos Gatos e Poço das Cobras Esta trilha é muito legal para quem vai com crianças, o acesso para quem sai de Caeté Açu é feito pela estrada vicinal em direção a Palmeiras, após 12 km há a entrada da pequena Vila da Conceição dos Gatos, o curioso é que tem um cemitério logo na entrada, segue-se então por mais uns 2km e chega-se a entrada da Cachoeira da Bela Vista (este é o nome verdadeiro, Conceição dos Gatos é o nome da Vila e não da Cachoeira). O acesso é feito por uma descida bastante íngreme em forma de escadaria, depois atravessa-se o rio, passa-se por um campo de futebol, e segue-se a trilha numa subida, no percurso da subida já dá para avistar a Cachoeira, que é enorme e suas águas seguem rio abaixo, em propriedade particular. Há um poço maior, com uma cachoeira pequena e volumosa, acima há 3 poços menores, um deles é bem legal para crianças porque é raso e tem areia no chão, além de algumas árvores com bastante sombra no seu entorno. Poço das Cobras – (relato da minha 1ª vez na trilha, com direito a um quase afogamento) Após os 3 poços menores da Conceição dos Seguimos pelo pelo leito do rio a trilha começou a ficar com um grau maior de dificuldade, pois foi preciso caminhar pelas pedras, muitas das quais pontiagudas e a vegetação era inóspita (tenho várias cicatrizes de lembrança... rs). É uma trilha selvagem, muita picada de inseto, de formiga, muitas aranhas, muitas cobras, a mata é fechada... Após uns 10 minutos de caminhada duas amigas desistiram e foram para o bar (afff...), então seguimos adiante e 30 minutos de sofrimento, chegamos a até então inédito Poço das Cobras, alguns moradores da Vila estavam voltando de lá e parei para conversar com eles e pedi informações sobre um monte de coisa! Rsrrs Afinal era minha primeira vez … Bom, de posse das informações fui nadar naquela imensidão de águas, uns 80 metros de poço!! o lugar é muito lindo, tem uma árvore gigante tombada no lado esquerdo do poço e ao fundo mata fechada. Do lado direito um imenso paredão recoberto por alguns arbustos, muitos pássaros, fiquei fascinada pelo canto de cada um deles e que as vezes se misturava, tinha muitos gaviões de grande porte. Ficamos lá maravilhados com a descoberta de uma nova trilha, se banhando nas águas. O poço começa raso e vai afundando aos poucos, o solo é com areia e algumas pedras maiores (trombei numa delas). Resolvemos nadar até a cachoeira, nadei por toda a extensão do poço, chegando a uma espécie de corredor, estreitado pelos imensos paredões de rocha, esta parte tem umas pedras e fica raso, fui me segurando nas pedras escorregadias quando aconteceu a merda: não consegui me segurar e a correnteza me empurrou pra um buraco ao lado direito da cachoeira, que eu não tinha visto, eu entalei com a água nadei com todas as minhas forças mas a correnteza era muito forte, e me empurrava pra o buraco negro … comecei a me afogar...poxa, logo eu??? exímia nadadora??? fiquei lá agonizando, sem respirar mas de súbito, para me salvar, apoiei meu pé numa pedra e empurrei com toda força, fui levada pela correnteza das águas até a parte que é rasa e ali respirei fundo e agradeci por ficar mais algum tempo na terra. Ufa! As águas que descem da cachoeira formam duas correntezas, uma delas jorra pra o corredor (que tem uma parte rasa) e a outra jorra até o tal buraco. Eu escorreguei e fui parar nesta correnteza que jorra para o buraco. Voltei nadando e fiquei lá toda quieta, os amigos não entenderam nada... Ficamos lá curtindo o visual por mais 1 hora e voltamos para almoçar. A volta foi mais tranquila... tem um restaurante bem legal e o lance é você encomendar a galinha caipira antes de subir para a cachoeira, ela estará pronta na volta, comemos a galinácea, com um delicioso pirão, arroz e saladas. Depois seguimos pra o Bar para encontrar os amigos desertores, estavam todos lá tocando violão e tomando todas!!! por conta do “quase afogamento” fiquei quieta, nem tomei uma gelada... estava introspectiva... Continua (...)
  5. Sempre tive o sonho de subir na moto e sair por aí sem destino. Conhecendo novos lugares, paisagens, sensações e pessoas. Vou completar 40 anos bem vividos no próximo mês e decidi que precisava me preparar de maneira extraordinária a minha entrada nos “enta”. No meu trabalho, um amigo falou que iria de São Paulo ao Chuí (RS) acompanhado por sua esposa. Ele iria em uma Citycom 300i. Neste momento veio à tona o meu antigo sonho. Não tive dúvida, agendei uns dias de férias do meu trabalho e comecei a pensar no roteiro. Em paralelo, fui equipando com alguns acessórios básicos a minha XRE300 2015, que estava na época, com 18 mil km rodados. Alforje lateral, almofadas de agua no banco, pastilhas de freio e pneus novos, troca de óleo e verifiquei a tensão da corrente...até pensei em trocar a corrente mas resolvi economizar neste item. Para me acompanhar nesta jornada, convidei o meu filho Jonatan, que tem 23 anos e mora em Cambuí, sul de Minas Gerais. Ele topou na hora e isso me deu ainda mais motivação! Faltando uma semana para iniciar a minha sonhada aventura, começou a greve de caminhoneiros em todo o Brasil e não tinha gasolina nos postos. Nem se pagasse uma fortuna por ela! Simplesmente eu estava com tudo pronto, mas com o tanque seco. Anunciaram o fim da greve em uma segunda (28/05) e meus planos de partida era para a próxima quinta (31/05). A greve acabou (graças a Deus), mas até que a vida voltasse ao normal era outra história. Começaram a fazer filas quilométricas nos postos para conseguir um pouco de combustível. Respirei fundo e esperei as coisas se acalmarem. Até que na quarta-feira (30/05) consegui encher o tanque da moto e as filas aqui do Rio de Janeiro já diminuíam. Me enchi de ânimo, coragem e espirito de aventura para o início da minha sabática preparação para o novo ciclo de vida. Para não deixar este diário muito grande e cansativo, relatei sem muitos detalhes o dia a dia deste roteiro. Espero que gostem e que inspire outros “seres inquietos” a buscar uma grande aventura. Divirtam-se! 1° Dia, 31/05/2018 – Rio de Janeiro – Saí de casa por volta das 11:30h, passei no posto para calibrar os pneus e segui para Cambuí, sul de Minas Gerais onde eu iria visitar os meus pais e também encontrar com o meu filho, que bravamente enfrentou este desafio comigo. Ainda na via Dutra, percebi que tinha feito um ótimo investimento nas almofadas de agua, o banco estava superconfortável. Não tive problemas para abastecer neste trajeto apesar de ver que ainda faltava combustível em alguns postos. Aí foram 450Km até a casa dos meus pais. Curti a noite com eles, jantamos e vi na televisão que ainda havia muita confusão nos postos no Norte de Minas. Mesmo sabendo que lá fazia parte do meu trajeto, resolvi não desistir da missão. Fui dormir cheio de energia para ver o que tinha pela frente! 2° Dia, 01/06/2018 – Cambuí, MG – Acordei cedo, calibrei os pneus da moto (29 traseiro, 22 dianteiro), encontrei com o Jonatan, equipamos a moto com toda a bagagem e saímos por volta das 11h. Seguimos pela Rodovia Fernão Dias com destino a Belo Horizonte (BH). No caminho comecei a ver que a situação da falta de combustível ainda afetava bastante Minas Gerais. Próximo a 3 Corações, vi que precisava abastecer. No posto à beira da estrada tinha uma fila enorme e ainda havia previsão do combustível acabar sem atender a todos que ali estavam. Resolvi seguir em frente com o combustível que eu tinha no tanque... até que alguns quilômetros adiante vi um posto com apenas 5 carros na minha frente...que alegria! Enchi o tanque e a frentista (muito simpática) se surpreendeu ao saber que estávamos seguindo para a CHAPADA DIAMANTINA, de moto, durante a crise de falta de combustível. Ela sem nenhuma resistência encheu uma garrafa pet (2 litros) com gasolina para qualquer emergência. Vibramos por ter vencido o primeiro desafio e ainda havíamos conseguido gasolina extra para caso ficássemos sem combustível no meio da estrada. Seguimos em frente, sempre procurando abastecer nos postos que não tinha muita fila, geralmente os que não tinham bandeira ou que estavam distantes das cidades. Passamos por BH e seguimos para Sete Lagoas. À frente, um pôr do sol que deixava o horizonte avermelhado. Por volta das 19h, chegamos a SETE LAGOAS e nos hospedamos em um hotel onde fomos recepcionados por um Mineiro muito engraçado. Demos umas boas risadas com ele. Depois do banho, demos uma volta na cidade para jantar e descobrir o que tinha por lá. Comemos um sanduiche de pernil com bacon em uma feira próximo à uma das Lagoas da cidade. Estava sensacional! Depois fomos dormir sob ameaça da greve dos caminhoneiros ser retomada. Não deixamos que isso nos abalasse. Será? (rs) 3° DIA, 02/06/2018 – Sete Lagoas, MG – Saímos por volta das 08h, com destino ao Norte de Minas Gerais. A paisagem mudou muito do que estávamos acostumados e a distância entre as cidades eram enormes. Aqui a preocupação em ficar sem combustível era eminente e nos deixou bastante apreensivos ao perceber que a moto havia entrado na reserva e não tinha nenhum sinal de cidade, posto ou pessoas. Apenas um intenso trafego de caminhões gigantescos. Até que, enfim, encontramos um posto e tinha gasolina. Aleluia! Abastecemos e seguimos! Chegando em Montes Claros percebemos o tamanho do nosso desafio! Sem gasolina na cidade! Apenas um posto com centenas de pessoas com galões, dezenas de motos e muitos carros! Como queríamos chegar em Janaúba e estava com meio tanque, resolvemos enfrentar aquela fila que além de desorganizada, sempre surgia algumas calorosas discussões. Fiquei bastante nervoso porque já estávamos a 2 horas na fila e tínhamos andando poucos metros. Não teve jeito, para sair de lá, precisei comprar no mercado negro daquele posto IPIRANGA, 2 galões de 5 litros para seguir em frente. Não sou favorável a este comportamento, mas não encontrei outra saída naquele momento. Só assim conseguimos chegar em Janaúba no início da noite. Logo que chegamos já vi que teríamos que ter paciência para abastecer novamente. Decidimos não nos preocupar naquela noite e fomos procurar um hotel. Fomos dormir cedo para acordar mais cedo ainda e ir para as intermináveis filas dos postos da cidade. 4° Dia, 03/06/2018 – Janaúba, MG – Acordamos às 05:30h fizemos o check-out no hotel e fomos para o posto! O que era aquilo?! Não acreditei ao ver aquela fila de moto. Aproximadamente 300 motos já estavam lá pra esperar o posto abrir às 8 horas. Por sorte, um outro motociclista nos levou a um outro posto que abriria às 10h. Viram o nosso esforço e com o apoio de outras pessoas que estavam na fila, conseguimos abastecer e seguir viagem. Partimos com destino à Bahia, que alegria! Quando finalmente passamos da divisa de MG com a BA o sufoco do combustível acabou. Tinha gasolina sem fila em todos os postos. Seguimos viagem vendo a paisagem mudar para o que eu imaginava como sertão da Bahia. Uma geografia muito bonita, mas no fundo eu imaginava o quanto deveria ser difícil viver em um local tão seco. Passamos por enormes parques geradores de energia eólica, vimos uma mistura de caatinga com serrado e muita estrada pela frente. Até que enfim fomos chegando no parque da chapada diamantina embaixo de uma chuva fina e gelada. Já era noite quando avistamos uma montanha iluminada e em seguida uma placa dizia “MUCUGÊ a 1KM”. Fomos para a pousada felizes da vida pelo feito que havíamos tido até ali. Estávamos muito cansados, mas saímos para comemorar com pizza e vinho! 5° Dia, 04/06/2018 – Mucugê, BA – A recepcionista da pousada e a dona da pizzaria haviam nos falado que não poderíamos deixar de ir na cachoeira do Buracão. Esta cachoeira estava a uns 80km voltando pela estrada que havíamos chegado. Acordamos cedo e partimos em baixo de chuva para ver a tal cachoeira. Ao chegar no centro de guias turísticos do local fomos informados que a cachoeira estava interditada devido à chuva que já estava castigando a região a 5 dias. Ficamos decepcionados e voltamos para Mucugê com a sensação de ter rodado 160km em vão. Decidimos naquele momento que iríamos para Lençóis a procura do sol e das belas cachoeiras. Seguimos para Lençóis, mas antes passamos no MUSEU DO GARIMPO para aprender um pouco sobre a cultura local. Valeu a pena porque fomos muito bem recebidos com uma aula sobre a fase do garimpo na região. Dalí continuamos a viagem até que vimos uma estrada de terra com destino a IGATU. Resolvemos ir conhecer. Caramba... uma estradinha de terra com muitas ladeiras e com um visual “inacreditável”. Fomos chegando na cidade onde tudo era de pedras, ruas, muros, casas, bares, bancos. Parecia que estávamos voltando no tempo. Perguntei a um guia local um lugar bacana para almoçar. Ele nos indicou um restaurante de comida caseira. A comida estava ótima. Depois do almoço e de uma cerveja gelada, deixamos a moto e caminhamos até uma cachoeira apreciando as casas e as paisagens. Claro, tirando muitas fotos. Chegamos na cachoeira e o sol deu o ar de sua graça. SHOW!!! Tiramos a roupa e deixamos secando, já que tínhamos tomado muita chuva na parte da manhã. Depois do banho de cachoeira e da roupa seca, pegamos a moto e seguimos para Lençóis por mais uns 100km. Quando chegamos, já estava escuro e pegamos a primeira pousada que paramos pra perguntar o preço da diária. Em seguida foi o padrão, banho e sair para jantar! Fomos surpreendidos pela bela cidadezinha com ruas de pedras. Jantamos em um restaurante chamado “Quilombolas”. Tudo perfeito! Depois das caipirinhas de umbu, fomos descansar. 6° Dia, 05/06/2018 – Lençois, BA – Depois do café da manhã, procuramos um guia que nos levou pra conhecer algumas cachoeiras da região. Cachoeira da Primavera e a Cachoeirinha são demais e foi ótimo pra massagear as costas nas quedas d’agua. Na parte da tarde, pegamos a moto e fomos até a cachoeira do Poço do diabo. Ficamos lá apreciando por um tempo aquela imensidão de agua e pedras. Já eram 16h quando saímos da cachoeira com destino ao morro do Pai Inácio. Chegamos na encosta do morro, deixamos a moto, pagamos 6 reais por pessoa e começamos a subir as escadas e pedras até o topo. Paisagem dos cânions de tirar o fôlego. Mas o ponto alto foi o pôr do sol acompanhado de um arco íris quase que pintado à mão! Emocionante!! Ficamos ali, eu e meu filho, vendo o sol ir embora, deixando um vermelho cor de fogo em cima das montanhas. Descemos porque já estava ficando frio e estávamos de camiseta e bermuda a uns 30km da Pousada. Foi mais um dia extraordinário. 7° Dia, 06/06/2018 – Lençóis, BA – Hora de sair da Chapada, mas com vontade de voltar em outro momento. Percebi que a corrente da moto já estava desgastada (aquela mesma que ignorei na revisão) e decidi que precisava de um mecânico. Seguimos para Itaberaba e paramos na oficina do Tony. Ele trocou a corrente e o kit de relação + a troca de óleo e filtro. A moto ficou novinha. Dalí continuamos firmes na estrada com destino a Itabuna, no sul da Bahia. Chegamos muito cansados à Itabuna. Aqui eu não imaginava que a cidade era tão grande. Demorou um pouco para encontrar um Hotel, mas conseguimos. 8° Dia, 07/06/2018 – Itabuna, BA – Próximo destino Arraial d’Ajuda. Seguimos pela BR101, até que vi no mapa uma opção por estrada de terra até Cabrália e resolvemos encarar. Que doideira, entramos na plantação de eucalipto que não acabava nunnnca....andamos muito nesta estrada de terra. Já eram 12h quando chegamos em Cabrália. Ver o mar foi umas das sensações mais plenas que tivemos neste roteiro. Paramos na praia de Coroa Vermelha, pé na areia, peixe frito, cerveja gelada e praia de agua quente. Tudo que queríamos! Depois de algumas horas, partimos para Arraial através da balsa de Porto Seguro. Lá, curtimos um pouco da noite fora de temporada antes de ir pra pousada descansar para o dia seguinte. Foi bem legal. 9° Dia, 08/06/2018 – Arraial d’ajuda, BA – O objetivo do dia era ir à TRANCOSO e chegamos lá por volta das 10:30h. Fomos para praça do Quadrado onde é impossível não querer morar em uma daquelas casinhas que circundam a praça quadrada, que na verdade é um retângulo. Tiramos algumas fotos e como ainda era cedo, decidimos naquele momento que iriamos dormir em CARAIVA, passando pela PRAIA DO ESPELHO. Partimos por uma estrada de terra que estava toda esburacada e em alguns pontos, com muita lama, devido à chuva que estava castigando a região. Tive quase certeza que iríamos beijar o chão em algum momento. Mas inacreditavelmente: não beijamos! Chegamos à praia do Espelho sem nenhum arranhão. Que praia espetacular! Tomamos um banho de mar enquanto observávamos tartarugas que nadavam livremente perto de nós. Já era próximo das 15h quando partimos para CARAIVA, rodando mais 25Km por estrada de terra, lama e areia! Chegamos em segurança também. Deixamos a XRE300 em um estacionamento na beira do rio e atravessamos em um barco rustico até a outra margem onde estava a bela vila de Caraiva. Lugar roots, com ruas de areia, transporte através de carroças. Estas também transportavam alguns mantimentos para as casas e pousadas mais afastadas da margem do Rio. Logo que conseguimos uma pousada, deixamos as coisas no quarto e fomos ver o pôr do sol no encontro do rio com o mar. Foi alucinante!! A noite ficou por conta do forró, que é marca registrada do local. O pessoal dançava muito bem! Depois de algumas cervejas fomos dormir para iniciar o retorno para casa, que seria no dia seguinte. 10° Dia, 09/06/2018 – Caraiva, BA – A missão agora era retornar para casa e eu particularmente já estava bem cansado de tanta aventura. Saímos de lá por volta das 10:30h e de cara, tinham 48Km de estrada de terra, embaixo de uma forte chuva, antes de chegar na BR101. Foi tensa aquela estrada. Passamos um ponto de alagamento em um local inóspito com água batendo no meio da moto. Que adrenalina! Depois de 2 horas para sair desta estrada, chegamos na rodovia e seguimos com destino ao Rio de Janeiro. Neste dia tomamos chuva o dia inteiro. Já eram umas 17h quando chegamos na cidade de São Mateus, norte do Espirito Santo (ES), onde nos hospedamos. Um banho quente e descanso era tudo que estava precisando naquele momento. Meu filho também já demonstrava muito cansaço. 11° Dia, 10/06/2018 – São Mateus, ES – Nesta noite não consegui dormir quase nada por conta de alguma coisa que havia comido no dia anterior... Tive uma noite de rei ;-). Mas como ainda tinha muita estrada pela frente, tomamos o café da manhã e partimos. Este trajeto, para mim, foi um dos mais cansativos devido ao “mal-estar” que me acompanhou o dia todo. Próximo à região de Serra (ES) tive que parar para tirar um cochilo na sombra de uma arvore. Meu filho cuidadosamente e com muita paciência fez a guarda enquanto eu me recuperava! Me recuperei um pouco e seguimos viagem, passando por Guarapari e avançamos com destino ao Rio de Janeiro. Chegamos por volta das 16h em Campos dos Goytacazes. Como eu estava muito debilitado, resolvemos procurar um hotel. Acredito que fizemos uma boa escolha em não arriscar seguir viagem naquele estado que me encontrava. 12° Dia, 11/06/2018 – Campos dos Goytacazes, RJ – Depois do merecido descanso, acordei muito bem e o Jonatan também estava bem animado em saber que estávamos muito próximo de casa. Pegamos a estrada e viemos cantando por um longo trecho. Ainda não havíamos concluído a jornada, mas a sensação de gratidão já estava contagiante naquele momento. Logo que avistei a ponte Rio-Niterói, os meus olhos marejaram de alegria. No pedágio da linha amarela os motoristas deveriam estar me achando um doido. Segunda feira de manhã e eu cantando e desta vez, era muito alto, pra todos ouvirem! Cheguei em casa no mesmo horário que eu havia partido, 11:30h da manhã. Meu filho abriu o portão, coloquei a moto para dentro, desci da moto, olhei pro céu e agradeci muito a Deus pela oportunidade de ter vivenciado junto com o meu filho tantas aventuras, perrengues, risadas e emoções. No total foram 4.350KM, passando por 4 estados em 12 dias de viagem. Foram tantas estradas, tantas pessoas que conhecemos, tantos quebra-molas que pulamos, estrada de terra, chuva, frio, calor, risadas, conversas, cansaço, sustos e surpresas, que fizeram desta viagem algo marcante para mim e para o meu filho. A sensação de gratidão por ter conseguido atingir o objetivo, por estar vivo e por ter uma casa para retornar, são elementos básicos e essenciais para estes dois seres humanos que estavam perdidos em meio a tantas preocupações, atividades e compromissos. Desejo que estejamos sempre motivados em realizar sonhos, mas principalmente que tenhamos sabedoria para desfrutar as coisas simples! Obrigado ao Jonatan pela excelente companhia e parabeniza-lo pela coragem deste desafio. Te amo filho! Hermes, Minas/Rio de Janeiro
  6. Olá amigos do Mochileiros, no começo do ano - janeiro de 2017 - resolvi fazer uma viagem solo pro Vale do Pati na Chapada Diamantina, no último dia, conversando com um casal que também usou o fórum pra se preparar, resolvi que faria um relato pra postar aqui, seria uma forma de agradecer pelas muitas informações que tirei deste fórum pra passar uma semana incrível. Como já existem outros posts muito bons explicando as trilhas pro vale, eu vou falar bem pouco desta parte, neste relato vou focar na minha percepção sobre a aventura, o que senti e o que achei de toda a experiência... Ainda assim vou colocar algumas informações sobre preços, fotos e algumas dicas de roteiro pra quem pretende conhecer. Então vamos lá, pra começar você pode estar se perguntando o motivo do "desregulado" no título. Isso surgiu de uma brincadeira durante uma conversa logo no primeiro dia, numa pausa para descanso minha falta de preparo entrou em pauta. Após constatar que eu estava com praticamente nenhum equipamento apropriado pra trekking, vim sozinho, com nada mais que um mapa pra me orientar, sem experiência e preparo físico pra um desafio deste tamanho, o guia de um grupo olhou pra mim e falou: "Meu irmãozinho, tu tá todo desregulado". Além de engraçado, achei o termo perfeito pra me definir nessa viagem he-he. Quero deixar claro que meu intuito aqui não é incentivar ninguém a ser irresponsável. Minha intenção com este relato é mostrar que quase todas as desculpas que você possa encontrar não passam disso mesmo, são só desculpas esfarrapadas que encontramos pra nos conformar e não sair da inércia diante de uma tarefa ou sonho difícil de realizar. Se você está afim de conhecer este lugar incrível e tem encontrado dificuldades, cola aqui que eu vou te mostrar que com um pouquinho de coragem, um pouquinho de conhecimento, um pouquinho de dinheiro e muita atitude positiva você pode não só conhecer, mas também aproveitar, curtir e sair muito satisfeito do Vale do Pati. Minha passagem pelo vale durou 7 dias, fui embora quando achei que tinha feito tudo o que queria fazer. Se o primeiro mandamento do mochileiro desregulado é ter atitude positiva, o segundo é viajar com tempo. Não consigo me imaginar realmente desfrutando a viagem se estivesse com o prazo definido e apertado, também por isso nem me preocupei em procurar um guia, prezo muito pela liberdade de mudar os planos, pela flexibilidade. Além do mais, nem tinha grana pra pensar em contratar um mesmo... Comecei e terminei a jornada no povoado Bomba na Vila do Capão, não vou entrar em detalhes nesta parte porque embora seja simples é muito diferente pra cada um, preços e prazos vão variar bastante dependendo de onde você mora. Se não estiver de carro você só precisará pegar um ônibus pra cidade de Palmeiras e pegar uma van pro Capão (R$ 15,00), as vans saem da rodoviária mesmo, é só perguntar os horários lá que todo mundo sabe. Quando chegar na vila pegue um moto táxi pro Bomba (R$ 15,00) e o motoqueiro te deixará bem no início da trilha. Aqui a aventura começa de verdade, o primeiro trecho já é uma subida complicada para os despreparados, com muito peso ou com mochilas impróprias. Poucos minutos depois já conheci a primeira figura da viajem, um colombiano que ficou zuando minha camisa da Argentina, me disse que morou por lá um ano e que não gostou tanto do povo argentino, elogiou bastante o Brasil e falou que brasileiros e colombianos são irmãos. Me disse ainda que havia morado no Vale do Pati durante 2 meses e que a trilha é linda. Depois de mais de uma hora, já no final da subida, encontrei um pessoal descansando e pegando água num córrego, entre eles, um goiano -que já estava há um mês viajando de carona pelo Brasil- e duas argentinas que faziam a trilha também sem guia me convidaram pra juntar-me a eles. Passando do córrego a trilha vai entrar nos Gerais do Vieira, é um trecho bem tranquilo, o terreno é plano e você verá morros e serras até não querer mais, aqui é só se atentar pra pegar o caminho que segue à direita, beirando a Serra do Candombá. Pela esquerda é o caminho que vai entrar no Vale do Pati pela Cachoeira do Calixto -que foi o caminho que peguei pra voltar. Seguindo a trilha da direita, após andar por algumas horas a gente passa por alguns "córregozinhos", num deles -segundo ou terceiro se não me engano- vai ter uma trilha saindo pra direita, indo reto na direção da serra, essa é a trilha mais tradicional e que leva à famosa subida do quebra-bunda, passando direto no córrego dá pra perceber a trilha desviando um pouco pra esquerda e em poucos minutos uma bifurcação bem evidente, pegando à esquerda nessa bifurcação, rapidinho você chegará no Rancho dos Vaqueiros, um ponto de apoio que todos usam pra se refrescar, descansar e pegar água, à direita é a trilha das mulas, um dos caminhos pra chegar no Pati. Geralmente a galera fica alguns minutos descansando e comendo no rancho e logo segue pro Pati, acho que uma opção bem válida é acampar ali mesmo. Tem um bom poço de água gelada, árvores frutíferas, lugar pra cozinhar... Eu já estava bem cansado e preferi ficar acampado no rancho saindo cedo no outro dia rumo ao vale, assim dá pra chegar antes de 11:00 e evitar o sol forte no coco. Além do mais, é um lugar bem agradável pra acampar, uma salvação pra quem estiver sem pernas pra andar mais 3 ou 4 horas, pra mim foi uma experiência muito diferente, acampei sozinho lá, o último grupo que passou foi embora umas 16:00, daí em diante fiquei só com meus pensamentos e o kobo pra aproveitar uma leitura em paz. O guia do último grupo me disse pra tomar cuidado que aquele era um território de onça, não foi muito bom ele plantar essa ideia na minha mente, no começo da noite fiquei meio apreensivo e podia jurar que ouvi uma rugindo he-he. Depois que peguei no sono a noite foi bem tranquila, acordei cedo, comi e deixei o território dos felinos pra trás haha. Saindo do rancho a gente volta pro córregozinho pra pegar a trilha que segue pro quebra-bunda, existe ainda a possibilidade de pegar a trilha das mulas que é mais curta e mais fácil, porém, pelo visual menos atraente acho que é uma das menos utilizadas. Por falta de pernas foi essa a trilha que peguei, você entra nela pegando a direita naquela bifurcação poucos minutos antes do rancho. Achei o caminho bem tranquilo, a trilha é bem marcada e tem ótimas referências pra se orientar, caso escolha este caminho basta se certificar que a serra do candombá está a sua direita e que o morro branco está bem na sua frente. Seguindo assim, pode ir na fé que uma hora você chega no Pati. Chegando no vale, tem algumas casas de nativos pra se hospedar, banhar, comer... O preço é praticamento o mesmo pra todas e a estrutura pra falar a verdade é muito boa, há opções de cama (R$ 35,00), isolante (R$ 25,00) e camping (R$ 20,00), tem ainda a diária completa com jantar, hospedagem e café da manhã (R$ 110,00). Todas as casas em que fiquei possuem pequenos mercadinhos onde se encontra uma boa variedade de produtos. O jantar (R$ 40,00) estava ótimo em todas as casas e os pães (R$ 1,00) são maravilhosos. Fiquei bastante impressionado ao ver tanta coisa boa num lugar onde tudo que chega vai de mula. A primeira casa que fiquei foi a igrejinha, é a que fica mais próxima pra quem vem do Capão pela trilha das mulas ou pra quem desce a rampa - caminho usado por quem vem do Capão pelos gerais do rio preto ou de Guiné. Na igrejinha tirei um dia de descanso, foi onde reencontrei um grupo que conheci no rancho, comi um escondidinho de soja no jantar que estava ótimo, curti um som da hora que tocaram à noite e conheci um casal de mineiros dos quais me despedi algumas vezes durante a viagem e incrivelmente acabava reencontrando depois, foi assim até no dia de ir embora kkk. Essas felizes coincidências que às vezes acontecem deixam a experiência ainda mais gratificante. No dia seguinte levantei acampamento e segui para a cachoeira dos funis, que na verdade é um complexo de cachoeiras, a gente passa por várias quedas d'água de vários tamanhos até chegar na principal. Fica há uns 40 minutos de caminhada da igrejinha e chegando no rio o caminho fica muito divertido, precisa passar pelo leito, por rochas, trechos íngremes, subir e descer árvores... Aproveitei que estava um dia de pouco movimento e passei a manhã de boa na cachoeira, o barulho constante da água caindo me enche de paz, é perfeito pra ler, pensar, escrever e refletir, deve ser muito bom pra meditar também. À tarde segui pra casa do Agnaldo, é uma casa mais simples que a igrejinha mas igualmente aconchegante, inclusive foi a que mais gostei, o rio Pati passa bem na frente, a Dona Patrícia é muito gente boa e uma ótima cozinheira, o Mingau que é gato da casa é extremamente folgado, Agnaldo e Seu Miguel contam muitas histórias ao redor da fogueira durante a noite, além de tudo isso, é a casa que fica mais perto do morro do castelo, uma das atrações obrigatórias pra quem visita o Vale do Pati. Tudo isso me fez tomar a feliz decisão de ficar dois dias nessa casa, lugar onde passei ótimos momentos, conheci algumas pessoas, reencontrei as argentinas e o goiano que me acompanharam até o rancho no primeiro dia, também reencontrei meus amigos de minas, de quebra ainda tive a oportunidade de curtir o "forró da lua cheia", como foi carinhosamente apelidado o forró que teve lá perto, na casa de Raquel, que é mãe do Agnaldo. Até pensei em não ir e passar a noite descansando já que iria pro castelo no dia seguinte, mas aí pensei: Quantas vezes na vida a gente tem a chance de estar no Vale do Pati no mesmo dia em que duas bandas passavam por lá e resolveram se juntar pra fazer um som? Tudo iluminado pela lua cheia que saía lentamente de trás do morro do castelo? Com pessoas de várias partes do Brasil e até de outro país? Mesmo não sendo um fã de forró, não tinha como deixar essa passar... O dia seguinte começou nublado e com temperatura bem amena, clima perfeito pra subir o morro do castelo, a trilha começa bem perto da casa do Seu Agnaldo e é basicamente subida, pode subir sem dó que uma hora você vai parar na entrada de uma gruta, ela é bem curta, mas é preciso levar uma lanterna para atravessá-la. Saindo da gruta tem mais um pouco de subida, mas agora precisa meio que escalar umas rochas grandes, nada complicado, parte bem divertida até. Em poucos minutos cheguei no mirante, a paisagem é realmente muito bonita, destaque pra visão da cachoeira do calixto, lá de cima também dá pra ter uma boa noção da topografia do vale. Também imagino que assistir o pôr do sol dali seja incrível. Passei a manhã no morro e à tarde fiquei de boa na casa de Seu Agnaldo, relaxei bastante na água gelada do rio e fiquei descansado pro dia seguinte. O próximo dia foi o que saí da casa de Agnaldo rumo à prefeitura, que é cuidada pelo Jaílson, irmão do Agnaldo. Lá encontrei novamente o casal de minas que conheci na igrejinha. O principal destaque da prefeitura é a visão do morro do castelo de frente, impressionante! Tem um poço bem perto também, que aliás é um banho muito bom, água geladinha... Cheguei na prefeitura de manhã e à tarde fiquei no poço da árvore, como sugeri antes, é um lugar bem agradável. O Jaílson é muito hospitaleiro, no fim da tarde ficamos prosando na varanda com a vista do castelo no horizonte e à noite quase morri de tanto comer, a comida estava boa demais. Antes de dormir ainda passei alguns minutos olhando pro céu estrelado, como não há poluição luminosa lá as estrelas estavam bem destacadas, principalmente a constelação de orion. Belíssimo céu noturno, pena eu não ter uma câmera com qualidade para fotos de paisagens assim, dessa vez ficou registrado apenas na mente mesmo. No dia seguinte levantei cedo e segui pra cachoeira do calixto, só de pensar que quase desisti de passar por lá pra voltar pelo Guiné me dá calafrios. Se for no Pati não deixe de passar um dia nesta cachoeira, se precisar, adapte o roteiro, se estiver muito cansado fique descansando o quanto for preciso pra ir, pra mim foi o ponto mais alto da viagem, vale muito a pena. O plano inicial era passar o dia curtindo a cachoeira e no final da tarde seguir pro córrego do sebo, uma hora de caminhada adiante. Ainda bem que mudei de ideia lá, além da cachoeira imponente e do clima super agradável de mata atlântica, contemplei o que pra mim foi a vista mais incrível da viagem... Um pouco depois do pôr do sol, antes de ficar completamente escuro os vagalumes começam seu show. Lembro perfeitamente do momento, lá estava eu, sentado tomando um leite quente com café e atrás de mim tinha o barulho constante de água caindo da cachoeira, à frente dava pra ver o contorno dos morros, as estrelas começavam a aparecer e à esquerda vi um show de luzes verdes piscando, tinha bem pouca claridade, então só dava pra ver os contornos das árvores altas e as luzes piscando. Me veio à mente imagens de histórias encantadas, me lembrou uma daquelas florestas escuras, com elfos, fadas e outros seres imaginários que vemos em produções cinematográficas por aí... Após uma noite um pouco desconfortável - quando fui armar minha barraca os melhores locais já estavam ocupados - saí assim que acordei rumo ao Capão novamente, confesso que fiquei preocupado, pois o sofrimento que passei uma semana antes ao fazer um caminho tão grande ainda estava bem fresco na memória. Bom, não havia tempo pra deixar a insegurança tomar conta de mim, ainda mais ali perto do final. Além do mais, ninguém poderia fazer o caminho por mim mesmo, eu teria que encarar de qualquer jeito. Coincidentemente a camisa do último dia acabou sendo a mesma do primeiro, e lá fui eu, um maluco com a camisa da Argentina pegando sozinho um caminho completamente desconhecido, nos primeiros minutos encontrei um grupo bem alto astral chegando na cachoeira, conversamos um pouco e segui adiante. Pouco mais a frente passei pelo córrego do sebo e falei com um pessoal que estava acampado lá. Depois disso, acho que fiz o maior percurso sozinho de toda a viagem, não vi mais ninguém até chegar na toca do gaúcho onde parei pra almoçar. Neste trecho tive bastante tempo pra refletir sobre toda a minha aventura, pensei nas pessoas que conheci, nas coisas que aprendi, nos perrengues que passei... Também me surpreendi com meu desempenho físico neste último dia, cheguei no Capão e ainda tinha energia pra bastante coisa, incrível como nosso corpo se adapta rapidamente. No fim, o saldo foi super positivo, fiquei muitíssimo satisfeito porque conheci ótimas pessoas, aprendi a me virar em situações adversas, a reconhecer meus limites e principalmente a lidar com eles. Depois de tudo isso, sinto que posso realizar muitas coisas que eu nem imaginava ser capaz, descobri que tenho a capacidade de me manter calmo mesmo quando seria perfeitamente normal perder a cabeça e que é possível curtir uma viagem dessas sozinho. Sempre quis visitar o Pati, mas sempre esbarrava na falta de gente pra ir junto, por n motivos sempre dava uma zica pra alguém, quando apareceu essa oportunidade resolvi ir sozinho mesmo e ver no que dava... Fui muito feliz nessa escolha, pois saí bem satisfeito e senti que fiz tudo o que queria fazer, que não deixei nada inacabado... Trouxe comigo só boas memórias, a saudade e a certeza que um dia voltarei ao Vale do Pati pra mais uma grande aventura, pra mais um tempo curtindo paz absoluta e paisagens maravilhosas... PS: Ainda reencontrei o casal de Minas que conheci lá no começo, entraram na mesma van que eu no dia de ir embora, nem se fosse combinado tinha acontecido isso kkkkk.
  7. Oi pessoal ! Já fiz um mochilão para a Bahia uns cinco anos atrás, agora vou fazer outro para a Chapada Diamantina. Será que é tranquilo ir sozinha fazer as trilhas ? Será que lá eu consigo entrar em algum grupo ? bjs Ester
  8. Mapinha do Vale Este é um relato basicão com dicas e a minha percepção do local, ou seja, algo muito pessoal. DIA 1- Partimos de Salvador rumo a Palmeiras, município sede da região, no ônibus da noite, chegando lá pela manhã logo cedo. Quando cheguei já tinha alguns carros fazendo o trecho Palmeiras-Vila do Capão, mas como tinha que encontrar uma amiga e a outra precisava sacar dinheiro (só vi banco Bradesco), pois tinha ido despreparada, fomos a procura do tal banco e encontrar a Ruth. Meia hora depois voltamos para a rodoviária e a primeira má notícia do dia é q só teria transporte pela tarde, um senhor queria nos cobrar R$ 100,00 para nos deixar na vila, claro q fomos catar outra pessoa, depois de muito barganhar fechamos por R$ 75,00 e seguimos para o Vale. Riachinho Decidimos parar no Riachinho, q fica alguns km antes da Vila, uns 3-5km, descemos, comi o cuscuz q havia levado e as meninas foram fotografar o lugar, ficamos um pouco mas n entramos na água e decidimos ir rumo à Cachoeira da Fumaça, não imaginamos q era tão longe e com mochila nas costas foi muito sofrido. Só conseguimos chegar a entrada da trilha umas 11h, o rapaz q estava na recepção da Associação de Condutores q fica na entrada da trilha da cachoeira nos fez a gentileza de nos orientar a não subir com as mochilas (na minha absurda imaginação eu conseguiria subir até a 2° mais alta cachoeira do Brasil com uma mochila razoavelmente pesada nas costas). Deixamos nossas coisas numa lanchonete próxima a trilha com um senhor pra lá de simpático e seguimos a trilha, muito íngreme, com a ajuda do App Wikilok (q foi muito útil). A trilha foi pra lá de sofrida, tanto na subida quanto na descida, devido ao cansaço acumulado, mas valeu a pena... Não recomendo a pessoas com dificuldade de mobilidade fazer a mesma, pois apesar de não ser difícil de se guiar lá, a subida/descida cansa bastante. Nota a parte: Foi na trilha da Fumaça q superei um pouco meu medo de altura, foi lá q descobri q mesmo cansada eu mantenho a calma e a fé. Foi naquela descida que vi o quanto Deus é lindo e nos dá força quando pensamos estar no limite. Nessa hora a gente entende q ter fé faz muita diferença! Cachoeira da Fumaça Voltando... Depois da cansativa trilha ainda fomos a pé até a Vila, mais 2km e descobrimos q ainda tínhamos muito pra andar pois o Hostel q havíamos reservado ficava a 1,5km da vila. Conseguimos com a orientação de uma senhora e as várias placas do hostel espalhadas pela estrada chegar ao hostel umas 18/19h, exaustas! Só pedi pra ver o quarto e o banheiro, tomei banho bem gelado pra adormecer as pernas doloridas e deitei pra descansar, mas acabei dormindo e só acordei no outro dia. DIA 2- Acordamos, tomamos café e nos preparamos para sair, nos orientamos com o pessoal do hostel e seguimos rumo ao Rio Preto, q nem estava no roteiro, mas já havíamos entendido q nosso roteiro era péssimo pra fazer todo a pé e em tão pouco tempo(3dias). Seguimos até a trilha e nela com ajuda do Wikilok, depois de andar uns 1,5km a trilha ficou esquisita e as meninas preferiram voltar, no caminho encontramos uma família indo pro mesmo lugar por outra trilha e acompanhamos, trilha fácil, porém no fim tem uma descida íngreme e escorregadia. Finalmente chegamos ao rio, maravilhoso, poço legal, cachoeira pequena mas agradável, só tinha a gente e a família, passamos a manhã e parte da tarde por lá, depois seguimos para a Vila para aventurar transporte para a Cachoeira da Purificação q fica na Vila do Bomba, nos cobraram 80 reais de carro e 20 reais de moto, decidimos fazer no outro dia a pé e voltamos para o hostel, chegamos por lá umas 16h e só saímos a noite para a vila. A noite comemos uma pizza maravilhosa atrás da praça e voltamos para dormir. Rio Preto DIA 3- Tomamos café, preparamos nossas mochilas, pois não iríamos voltar mais ao hostel e partimos rumo a vila para nossa última trilha. Chegando lá comprei a passagem de volta para Palmeiras e Kelly, q havia ido comigo de SSA, decidiu antecipar a passagem dela, nos despedimos e fomos, eu e Ruth, rumo ao Bomba, seguimos a pé os 7km da Vila ao Bomba e lá começamos a trilha, uns 30 min depois encontramos a Cachoeira Angélicas, bonitinha, mas nosso foco era a Purificação, então n tomamos banho, nessa hora meu celular bugou e foi um tanto complicado rever a trilha a partir de onde estava com o Wikilok, mas ainda assim conseguimos e seguimos para a Purificação, quando chegamos ao leito do rio não consegui encontrar mais a trilha (era para atravessar o rio e eu tentei seguir em frente) então decidimos voltar, no caminho encontramos um casal q tbm estava à procura da cachu e fomos juntos ao início da trilha, pois um rapaz havia nos informado q se pegássemos o outro caminho seria mais fácil, ledo engano, a partir daí não tínhamos mais o App, mas conseguimos chegar de novo ao rio onde eu havia desistido. Chegando lá decidimos atravessar o rio e encontramos outra trilha, fizemos isso mais umas 4 ou 5 vezes (o casal, Raissa e Lucas, tinha se informado com locais e sabiam q deveríamos atravessar o rio algumas vezes). Em uma parte do caminho quase desistimos, já eram 14:30h e não havíamos encontrado a tal cachu, mas Lucas foi aventurar o caminho enquanto a gente descansava e achou a bendita. Seguimos caminho, achamos a cachu, tomamos banho na água geladíssima e saímos de lá umas 16h num caminho já conhecido e tranquilo. Chegamos no Bomba e nos despedimos, pois eu e Ruth seguiríamos a pé e eles de moto. Angélicas Purificação❄️ Voltamos o caminho todo e chegamos na Vila as 18:30h, comemos e Ruth foi embora, esperei a Topic até as 20:30h e me despedi do Capão. DICAS E PERCEPÇÃO DO LOCAL: Só vá ao Vale se vc estiver de carro, muita vontade de andar ou dinheiro para pagar pelos trechos. Por lá é fácil encontrar um guia, mas não há ‘assédio’ como em Lençois, q basta virar a esquina para alguém te perguntar se vc quer um guia. Também não há ninguém te amedrontando em relação as trilhas. A cidade é bastante rústica, mas há restaurantes, mercadinhos e lojas o suficiente, com preços razoáveis. Por lá a sensação de segurança é muito grande, sendo muito tranquilo andar a noite distancias razoáveis. Tudo o q comemos nas trilhas a gente levou de casa, o café da manhã foi servido pelo hostel, só pagamos pela janta e algumas besteiras. As pessoas são muito educadas, porém pode haver um choque cultural muito grande. Grande parte dos habitantes são hippies, pelo menos no jeito de se vestir, há um grande misticismo pela cidade e é comum as pessoas fumarem, leve tudo isso com tolerância e amor ao próximo. Quando organizar seu roteiro esteja bastante atento as distâncias entre uma atração e outra, observe com cautela e discernimento os níveis de cada trilha a se fazer, não se superestime, isso pode te deixar decepcionado como eu fiquei ao não conseguir cumprir com meu roteiro. Esteja aberto a sugestões e mesmo com GPS ou App se informe antes de fazer as trilhas. Lembre-se, o roteiro é vc q faz, mude sem quebrar muito a cabeça quando tiver dúvidas demais. No mais direi como alguns nativos: Ouça seu coração!!! Saiba a hora de parar e de começar, nos momentos difíceis lembre q só uma pessoa pode resolver aquilo, VC, relaxe e peça ajuda a Deus q tudo dará certo. Aprenda a superar seus limites, mas se respeitando, a linha entre uma coisa e outra é muito tênue, mas ela existe.
  9. Hélio Jr1502432675

    ROTEIRO "COMPLETO" DO VALE DO PATI

    Este post não é um relato de viagem, trata-se um roteiro de trekking fruto das minhas experiências no interior do vale. Como nem todos tem tempo e/ou dinheiro pra passar vários dias no interior do Pati, segue a sugestão de um roteiro "completo" - com todos os principais atrativos - que pode ser feito em 3 noites - um feriadão qualquer! Este trekking pode ser feito com a presença de um guia local ou de forma autônoma. Não há OBRIGATORIEDADE de contratar guia, tampouco não é obrigatório ficar nos pontos de apoio. QUEM PODE FAZER? Qualquer pessoa com um mínimo de condicionamento físico. Embora não seja uma trilha altamente exigente, é necessária alguma condição física para percorrer distâncias razoáveis (+10km) por trilhas em dias consecutivos. QUANDO FAZER? Qualquer época do ano, na Chapada não é comum chover por vários dias seguidos sem parar. Pesquise a previsão do tempo antes. Se puder, faça este trekking após um período de chuvas na região, assim contemplará o Cachoeirão a todo vapor. ONDE INICIAR? Como a ideia é encurtar as distâncias para aproveitar o máximo, a sugestão é começar nas entradas mais próximas ao Vale do Pati, que são: Trilha dos Aleixos e Beco do Guiné. Ambas entradas estão nas proximidades do povoado de Guiné, pertencente ao município de Mucugê. O caminho pela Trilha dos Aleixos é 1km mais curto que o do Beco do Guiné (distância do início até o Mirante do Pati). Se a opção do primeiro dia for o Cachoeirão, a trilha dos Aleixos é cerca de 2.5km mais curta. Para reduzir as distâncias de carro, sugiro da seguinte maneira: quem vem de Lençois ou Palmeiras, comece pelo Beco do Guiné; quem sai de Ibicoara, Andaraí ou Mucugê, comece pela Trilha dos Aleixos. 1º DIA: GUINÉ X IGREJINHA: 8km Dia de entrada no Vale, seja pela Trilha dos Aleixos ou pelo Beco do Guiné. Quem sobe pelos Aleixos tem a opção de banho no Rio3h Preto após 4km de caminhada. Quem vem pelo Beco também passa pelo Rio Preto, mas em um local diferente. Adiante terá o Mirante do Pati, com visual clásssico do Vale. Descida pela Rampa do Pati e chegada à Igrejinha (casa de João Calixto). Tempo de movimento: cerca de 3h, descontando as paradas. Pernoite: Igrejinha como apoio (pensão ou camping) ou seguir a trilha em direção ao Rio Pati (Cachoeira dos Funis) até um descampado próximo ao rio. 2º DIA: IGREJINHA X PREFEITURA: 11km (Funis e Castelo/Morro Branco) Saída da Igrejinha para o Rio Pati, pelo Cemitério. Na chegada ao leito do rio, a trilha segue pelas margens e, em alguns trechos, pelo leito. Neste ponto o Rio Pati possui diversas quedas, formando alguns poços interessantes para banho. A queda principal, que também forma um bom poço para banho, é conhecida como Cachoeira dos Funis, está a cerca de 40 minutos da Igrejinha (1.8km). Depois de aproveitar o rio, seguir descendo até encontrar a trilha de saída para casa de Sr. Wilson, onde finaliza a caminhada pelo leito. Após a casa de Sr. Wilson tomar um atalho à esquerda, para interceptar a trilha do Castelo. Caso esteja com cargueira, pode optar por escondê-la em algum canto, antes de iniciar a subida, ou deixá-la na casa de Sr. Wilson ou de Agnaldo. A subida é bem acentuada e pode ser escorregadia, caso tenha chovido recentemente, possui cerca de 2km. Entre Funis e topo do Castelo são aproximadamente 2h de caminhada. Castelo x Prefeitura também são cerca de 2h. Tempo de movimento: cerca de 5h, descontando as paradas. Pernoite: sugiro na Prefeitura (Casa de Jailson), para adiantar o dia seguinte. Porém são muitas as opções no caminho: Agnaldo, Dona Leia, Dona Raquel, João e André. Para camping natural sugiro uma área do outro lado do Rio Pati, próximo a Prefeitura. 3º PREFEITURA X SR EDUARDO (CASA DO CACHOEIRÃO): 15km (Cachoeira do Calixto e Poço da Árvore) Saída da Prefeitura para a Mata do Calixto, atravessando o Rio Pati. São aproximadamente 4.5km (2h) até a Cachoeira do Calixto. Fazer o trajeto sem as cargueiras, deixando guardada na Prefeitura. Se a pernoite anterior for na casa de Agnaldo, pode seguir pela trilha da margem esquerda do Rio Pati (não passa na Prefeitura), deixando as mochilas escondidas no acesso à mata do Calixto. No retorno da Cachoeira do Calixto, passagem pela Prefeitura. Cerca de 1km após a Prefeitura está o Poço da Árvore, que é um opcional no trajeto. Tempo de movimento: cerca de 6h30, descontando as paradas. Pernoite: sugiro na casa de Sr. Eduardo, onde o filho Domingos toma conta. Para camping natural, sugiro uma área após a Casa de Seu Eduardo, próxima ao ao Rio Cachoeirão. 4º SR EDUARDO X GUINÉ: 20km (Cachoeirão por baixo e por cima) Saída da casa de Sr. Eduardo sentido os poços do Cachoeirão, trilha com duração aproximada de 1h. Se estiver com cargueira, deixe ela no entroncamento com a trilha da fenda do Cachoeirão. O acesso aos poços é bem irregular e será mais difícil transportando uma cargueira. Sol no poço até o início da tarde, porém sugiro a saída do local até, no máximo, 12:00. No retorno do poço, subir pela trilha da fenda, que, apesar do nome, não possui tanta dificuldade técnica. São 2 a 3 horas de subida até o topo do Cachoeirão, onde será possível contemplar a vista da 4ª cachoeira mais alta do Brasil e nadar em um pocinho em meio a mata. Deixando o Cachoeirão, a trilha segue pelos gerais até iniciar a descida da Serra do Esbarrancado. São 10km até o final dos Aleixos e 12km até o fim do Beco do Guiné. Sugiro sair do topo até às 15h, para não trlhar no escuro. Tempo de movimento: aproximadamente 7h, descontando as paradas. Último dia de trekking, caso queira optar por mais uma pernoite, a opção é o topo do Cachoeirão ou em algum ponto viável do gerais. CONSIDERAÇÕES: Desta forma, o trekking proposto tem aproximadamente 55km. Sugiro fazer neste sentido pois, na maior parte do tempo, a caminhada terá o relevo favorável. Dos atrativos conhecidos do Vale do Pati, o único não contemplado neste roteiro é o cânion do Guariba, que fica próximo a Casa de Joia, na saída para Andaraí.Alguns locais possuem mercadinho (Igrejinha e Prefeitura), onde é possível comprar alguns produtos básicos. Preços bem superiores ao de mercado, cabe frisar. Se possível, utilize calçados impermeáveis, de preferência botas. Leve o mínimo de peso possível nas cargueiras.
  10. Trilha do 21! Para mim, muito misteriosa, com um quê de selvagem e perigo devido aos relatos e vídeos postados na net. Já havia feito Lençóis-Capão pela trilha das Mulas, bem como pela Fumaça por Baixo (roteiro subindo tanto pelo Macaco, quanto pelo Palmital, passando pelo mirante de frente da Fumaça), só faltava o trecho mais curto entre Lençóis-Capão, o 21. Dia 18/08/12, desembarquei em Lençóis com os amigos Nielson, Márcio, Dilmar, Luciano, Lucas e Green com a dúvida se faríamos ou não o 21, devido aos relatos de chuvas nos últimos dias. Contudo, o amanhecer em Lençóis, sempre brumoso, desta vez mostrava-se já com parte do céu azulado. O sol, logo que apareceu, dissipou nossos últimos receios e nos pomos a caminho do 21. A trilha começa logo depois do Hotel Portal Lençóis, subindo pela serra do Grisante até o Boqueirão, de onde avistamos o vale do rio Ribeirão e o vale do rio 21 lá ao longe. Esta primeira etapa é bastante tranquila, a serra do Grisante é uma subida leve, sem trecho algum para escalar ou algo mais perigoso. No Boqueirão, ficamos um pouco na dúvida sobre a trilha já começar ali pela esquerda, ou avançar rumo ao Morrão e quebrar a esquerda. Analisando o mapa, notamos que a 2ª alternativa era a correta e nos pomos a caminho. Não houve dificuldade em achar a trilha a esquerda que nos conduziria ao leito do rio Ribeirão, onde curtimos um pouco a beleza do rio e reabastecemos nossos cantis. Leito do rio Ribeirão Daí em diante, fomos descendo o rio e procurando uma trilha lateral que adentrasse o vale do 21, conforme um amigo havia me dito (Nassau). Contudo, a tal trilha é praticamente na foz do rio 21, que deságua no rio Ribeirão, uns 10 metros antes. Começamos, portanto, a subir o rio 21 por uma trilha na lateral direita de quem sobe. Depois a trilha acaba e temos que andar pelo leito do rio, num pula-pedras que requer cuidado, tanto pelo risco de escorregões e torções, quanto por forçar os joelhos dos menos preparados. Daí em diante não tem como se perder, é preciso atenção, pois a trilha ora é pela direita, ora pela esquerda, e muitas vezes é pelo leito do rio mesmo. As próximas seis fotos são do início do vale do 21 até perto da cachoeira do Fundão Andamos assim por aproximadamente 01:30h a 02:00h até chegarmos na cachoeira do Fundão. Só a vista que esta cachoeira nos proporcionou já valia todo o esforço feito até ali! Local lindíssimo, céu azul, cachoeira com bom volume d'água, com os raios do sol passando no alto da cachoeira, entre as matas ciliares. Tiramos nossas mochilas, alguns se jogaram no chão, outros foram tirar fotos, mas depois, apenas quatro dos sete membros, banharam-se no poço e cachoeira do Fundão (eu, Dilmar, Luciano e Nielson). Márcio, que já tava ruim do joelho, ficou estirado no lajedo parecendo um morto-vivo, tirando, de lá mesmo, as fotos da cachoeira. Green, após uma sessão de fotos, também dormiu, o mesmo acontecendo com Lucas. Eduardo Borges na cachoeira do Fundão Cachoeira do Fundão - 18/08/2012 Havíamos acertado que às 15:30h, impreterivelmente, deveríamos estar prontos e já subindo, contudo, começamos a subir às 15:02h, pois já havíamos curtido e descansado bastante. A subida é pela lateral esquerda da cachoeira do Fundão, não tem como não achá-la, mas este primeiro trecho da subida do Fundão, é justamente o mais perigoso e que requer mais atenção, pois é preciso retirar as mochilas e repassá-las para um dos membros que já a tenha escalado, no caso, o Nielson. O restante desta subida é tranquila, contudo, há que se registrar que, durante a subida, houve um trecho onde a trilha continuava adiante, mas subimos por um caminho de pedras à esquerda. Isso se deu porque eu já tinha sido avisado que a subida mais batida me levaria a passar num trecho mais perigoso, sendo que haviam aberto esta trilha mais tranquila, daí foi só ficar atento. Chega-se ao topo, um pouco depois da queda. Retornamos, registramos fotos do local, com vista belíssima do vale, bem como do poço aonde estávamos minutos antes! Eduardo Borges no rio 21, pouco antes da cachoeira do Fundão Márcio Rios do outro lado da parte superior da cachoeira do Fundão Eduardo Borges com a cachoeira do Fundão aos seus pés! Após as fotos, andamos pelo leito do rio mais uns 30 metros e, logo a direita, subimos uma trilha íngreme de 3 a 4 metros, chegando a um local perfeito para camping, com grama batida, árvores para esticarmos cordas e fazermos nossos varais, local para fogueira, visual insano dos paredões tanto de um lado, quanto do outro do vale! Após armarmos as barracas, fomos tomar banho e preparar nossa janta. Neste momento, enquanto o pessoal foi tomar banho, adentrei a mata que cercava o camping até chegar ao paredão. Encontrei um segundo local para camping, de terra batida com aquela poeirinha cinza fininha cobrindo todo o terreno, bem ao lado do paredão, local para fogueira, algumas pedras esparsas que serviriam de bancos. Reconheci ali o local de um vídeo que vi no Youtube antes de partir para nossa aventura. Foram cinco barracas para os sete integrantes: eu e Nielson numa barraca, Dilmar e Márcio noutra, Luciano, Lucas e Green em barracas individuais. Dilmar, Lucas e Márcio. Eduardo Borges na área do 2º camping, junto ao paredão, que fica a +ou- 20m de onde armamos as barracas! Nielson fritando a josefina e Eduardo Borges segurando um prato de calabresa! Eduardo e Nielson na noite do dia 18/08/2012, no camping entre a cachoeira do Fundão e a cachoeira do 21. Bom citar que este acampamento fica à direita de quem sobe. Antes de dormir ficamos preocupados com a retomada da trilha no dia seguinte, pois o céu estava cada vez mais fechado, sendo que fomos dormir com os primeiros pingos d'água de uma chuva que varou a noite. Ora mais intensa, ora menos, mas constante até pouco antes do amanhecer. Eu cheguei a cogitar com Nielson nosso retorno a Lençóis, mas não antes de tentarmos a subida até o trecho crítico. No meio da noite Lucas começou a gritar: “Pessoal, ô pessoal, minha barraca tá inundando, tá molhando aqui dentro mais do que do lado de fora!” Quando percebi a situação, ela já estava se resolvendo, pois Green cedeu aos pedidos de Lucas e deixou o náufrago passar a noite com ele. Acordamos cedo, desarmamos nossas barracas e levamos nossas mochilas para o camping junto ao paredão, onde fizemos nosso desejum. Logo depois que retomamos a caminhada, após uns cinco a dez minutos de caminhada, chegamos a cachoeira do 21. Ela estava quase que totalmente seca, sendo que ali percebemos que a cachoeira que tem um volume d'água maior fica a direita de quem sobe, sendo formada por uma sequência de pequenas cascatas. Tiramos várias fotos, antes de retomarmos a nossa caminhada. Em pé: Márcio, Green e Luciano. Agachados: Nielson, Eduardo, Lucas e Dilmar! Márcio Rios com a cachoeira do 21 ao fundo! Pouco volume d'água! Dia 19/08/2012. Márcio Rios na cachoeira que fica do lado direito da cachoeira do 21. Esta sim, mantém um bom volume d'água e alimenta a cachoeira do Fundão! A trilha começa pela lateral esquerda do poço, sendo o oposto da subida do Fundão, pois é mais fácil no início, e mais difícil do meio para o final. A subida não é demorada, sobe-se em quarenta minutos no máximo, contudo há trechos que podem dar pânico em quem tenha medo de altura. Ora, eu sou um destes, mas tenho minhas técnicas para controlar meu medo. Um deles é não olhar para baixo nem a pau, assim sendo, nos locais em que meus amigos alertavam quanto a altura, eu me concentrava no exato local onde iria pisar e, incrível, sem deixar de curtir o visual, pois quando batia vontade eu olhava ao longe sem me fixar para baixo. Fomos subindo assim até encontrarmos uma escada num trecho onde não sei como faríamos para subir sem a bendita escada! É bom ressaltar a quem nunca fez esta trilha que nessa hora é preciso ter cuidado, pois há uns arbustos que nos passam uma falsa tranquilidade quanto ao perigo real, mas basta olharmos através deles que se tem noção da altura onde nos encontramos. Cioso disso, nosso amigo Nielson se prontificou mais uma vez a ser o primeiro a vencer a escada. Para tanto, deixou sua mochila embaixo, subiu, e começou a pegar as mochilas dos demais membros. Logo depois mais membros subiram e ajudaram-no na tarefa, levando as mochilas para mais adiante, longe da pirambeira. Após este trecho, nosso companheiro de trilha, o Dilmar, comentou: “Porra Duda, aqui deve ter sido o lugar onde seu amigo disse que seria morte certa”, pessoal, era tão perigoso, que eu passei meio agachado, corpo um pouco inclinado para esquerda, pois a direita, após uns poucos arbustos, o abismo nos espreitava. Fila indiana para subir a escada que fica no meio da trilha que liga o poço do 21 ao seu topo! Capitão Nielsimento! Nielson já em cima, Márcio posando, Green segurando a escada! Depois deste último trecho de perigo, chega-se ao topo da cachoeira, onde após várias fotos, retomamos nossa trilha. Green, Dilmar, Márcio e Nielson em cima da cachoeira do 21! Dia 19/08/2012. Nielson e Dilmar no topo do 21, avistando a cachoeira lateral que deságua no 21, logo após o poço! Sobe-se o rio 21 pelo leito do rio, ora pelas margens, sempre atentos ao vale que se abriria a esquerda. É preciso estar atento, pois como a mata está bem conservada, corre-se o risco de não perceber a entrada a esquerda. Após entrar neste vale, o qual acho ser o do Córrego Verde, devido a riqueza do verde do local, seja pelas plantas, seja pelo limo nas pedras, a subida é constante, com diversas pequenas quedas d'água que nos exigiam uma parada para mais fotos. Dilmar, Nielson, Luciano, Lucas, Green e Eduardo. Cascata no Córrego Verde! Dilmar, Green, Luciano, Lucas, Márcio, Nielson e Eduardo! Vencemos o trecho do Córrego Verde em pouco menos de uma hora. É fantástico, você sai de um trecho de elfos e gnomos, onde a luz que chega é pouca e filtrada pelas copas das árvores, a um lugar aberto, alto, de onde se pode observar o vale de onde viemos, bem como todo o relevo em volta: este é o início dos Gerais da Fumaça. Gerais da Fumaça! Andamos mais um pouco até encontrarmos a trilha que, dobrando à direita, nos conduzirá até a cachoeira da Fumaça. Optamos por passar por ela, pois Dilmar ainda não a conhecia. E valeu muito a pena, pois as fortes chuvas dos últimos dias tinha deixado a Fumaça com um bom volume d'água. Várias fotos, prancha de pedra, mirante oposto, chuva da Fumaça nos molhando completamente, tudo com um lindo céu azul. Termino nosso relato da trilha aqui, pois da Fumaça ao Capão já é praticamente nossa casa! Abraços aos amigos Márcio, Nielson, Dilmar, Luciano, Lucas e Green! Duda Borges!!! Cachoeira da Fumaça. Dia 19/08/2012. Dilmar, Green, Nielson, Eduardo, Márcio, Lucas e Luciano! Parabéns Tropa Trekking! Até a próxima!!!
  11. Cronograma da viagem 29/06 - São Paulo > Salvador > Lençóis 30/06 - Lençóis (Serrano + Cachoeirinha) 01/07 - Lençóis (Cachoeira do Mosquito + Poço do Diabo) 02/07 - Lençóis (Pratinha + Gruta Azul + Morro do Pai Inácio) 03/07 - Lençóis (Cachoeira do Sossego + Ribeirão do Meio) 04/07 - Lençóis (Serrano + Cachoeirinha + Cachoeira Primavera) 05/07 - Lençóis > Guiné > Vale do Pati (trajeto Guiné > Igrejinha) 06/07 - Vale do Pati (Igrejinha > Cachoeirão por cima > Igrejinha) 07/07 - Vale do Pati (Igrejinha > Morro do Castelo -> Prefeitura) 08/07 - Vale do Pati (Prefeitura > Andaraí) > Lençóis > Igatu 09/07 - Igatu (Ruínas + Gruna do Brejo) 10/07 - Igatu > Ibicoara (Cachoeira do Buracão) > Igatu 11/07 - Igatu (Poço Donana + Cachoeira das Cadeirinhas) 12/07 - Igatu > Salvador 13/07 - Salvador > São Paulo Fiz meu primeiro mochilão pelo Brasil em julho deste ano. Depois de muitas pesquisas e mudanças de ideia, o destino escolhido foi a Chapada Diamantina. Muito por conta dos relatos que li por aqui e também pelas indicações de pessoas que já foram para lá. A viagem ao todo durou 15 dias, mas eu e minha namorada ficamos na Chapada de fato 12 dias. Todo mundo diz mas é sempre bom repetir. Não dá pra conhecer toda a Chapada Diamantina em 15 dias. Nem em 20, nem em 30. Quem conhece bem a região diz que pra conhecer tudo você precisa mais ou menos de 3 meses. Por isso selecionamos os principais pontos que queríamos ver e a partir daí fomos ajustando a programação e o roteiro a ser feito. Pelo fato da Chapada ser gigantesca (1520 km², maior até que alguns países do mundo) é uma tarefa trabalhosa planejar um roteiro. Também é difícil encontrar informações na internet, apesar dos milhares de sites que existem falando sobre a Chapada. Cada pessoa faz um roteiro e aí quase nunca você encontrará um roteiro igual o seu. O segredo é você listar os lugares que quer conhecer e ir tentando encaixar nos dias que tem para viajar. Muitos lugares não conseguimos ir por falta de tempo no roteiro (Cachoeira da Fumaça e Poço Azul, por exemplo). Mas no final das contas a viagem foi muito boa. Quem sabe em uma outra oportunidade dê tempo de fazer o que não conseguimos. O único ponto negativo da Chapada, em minha opinião, é o “ataque predatório” dos guias locais em cima dos turistas. A todo momento tentam te oferecer passeios e inventam histórias pra colocar medo, do tipo “semana passada uma menina foi sem guia e quebrou a perna nessa trilha” ou “ontem um pessoal sem guia ficou perdido aí e não conseguiu ver nada”. Nada contra o trabalho dos guias, muito pelo contrário. É o trabalho deles e é um trabalho honesto. Mas a abordagem sempre é de maneira incisiva e acaba sendo chato ficar falando tantos “nãos”. E se você estiver sem guia e cruzar com o guia de algum grupo em trilhas não espere nem um “olá”. Não espere também que eles te avisem se você estiver pulando uma pedra perigosa quando na verdade tem um caminho muito mais fácil para atravessar o rio. É mais ou menos assim: “não pagou, pode morrer que não tô nem aí”. A única experiência que tivemos com um guia durante a viagem foi terrível. Mas lá na frente eu conto em detalhes. De volta ao lado positivo da Chapada (e olha que são muitos), a principal dica é: vá! Segunda dica: baixe o Wikiloc no seu celular. Ele é um app de GPS para trilhas e funciona offline. A licença pra usar por 3 meses custa pouco mais de 7 reais, mas te faz economizar bons dinheiros com guias. É bem simples de usar: você busca a trilha que quiser e aí ele te dá uma lista de mapas de pessoas que já fizeram o trekking. Depois é só baixar algum deles e ir seguindo o caminho, igual o Waze ou Google Maps. A maioria das trilhas da Chapada está no app. Terceira dica: faz frio na Bahia. Se for em julho leve blusas. Chegamos a pegar uns 12 graus no Vale do Pati à noite. Gastamos por pessoa aproximadamente R$ 3000 para os 15 dias. Incluindo passagem aérea, aluguel de carro, hospedagem, alimentação e passeios. Os preços de restaurantes são geralmente baratos. Dá pra encontrar em Lençóis e Igatu um belo almoço por R$ 30 pra duas pessoas. Vamos ao relato!
  12. Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório. Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app. Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações: - Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara. - A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato (http://www.oscacadoresdecachoeiras.com.br/2015/09/cachoeira-fumacinha-por-baixo-chapada.html?m=1) e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar. - Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal. - Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido. -Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras. - Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região. - Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda. - O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila. -Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo. - O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B. - Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada. - Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá. - É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa. -Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu. - A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas. SOBRE O VALE DO PATI -Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol. - Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia. - As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada. - Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial - Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos. - Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel. Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing Os relatos em que me baseei pra viagem foram esses: http://www.nathalyporai.com.br/2016/12/chapada-diamantina-raio-x-dos-gastos.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-vale-do-pati-t134101.html http://www.mochileiros.com/descomplicando-o-vale-do-pati-com-ou-sem-guia-fotos-t89310.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-guia-de-informacoes-t29075.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-em-07-dias-gastando-pouco-no-carnaval-2015-t109690.html Espero que as informações sejam úteis, aproveitem a Chapada.
  13. Oi pessoal! Estava devendo o relato da minha viagem a Chapada Diamantina para vocês! Sempre amei estar em contato com a natureza, fazer trilhas e andar quilômetros de distância, e esse ano decidi conhecer o famoso trekking do Vale do Pati, saindo de Guiné até Andaraí e com duração de quatro dias (82km no total). Foi uma experiência incrível e faço questão de compartilhar com vocês! Levei duas mochilas, sendo uma de 50L e uma cargueira de 20L para levar nos passeios e não carregar tanto peso (parece pequena, mas cabe tudo). Vamos lá! Saí de São Paulo no dia 28/01 rumo a Salvador. Consegui uma boa promoção com a GOL uma semana antes da viagem, por R$ 170,00 (Congonhas) a passagem apenas de ida. Utilizei muito o App Decolar, colocando alertas de passagens e me ajudou muito, funciona mesmo. Cheguei as 17h00 no aeroporto de Salvador e fui até o guichê da Polícia Militar para saber de onde saía o ônibus até a rodoviária. Há duas opções, sendo transporte público e executivo. Como a diferença de preço era pouca e não estava com muita pressa, resolvi pegar o ônibus Executivo (passagem a R$ 5,50). O ônibus tem ar condicionado e super confortável! Não lembro o nome do terminal, mas é bem simples: saia do aeroporto pela lateral direita (beirando o estacionamento)e siga reto que você chega no terminal. Você andará uns 5 minutos, apenas. E caso você vá no mesmo horario que fui, será logo presenteado com um lindo pôr do sol! O ônibus é azul e sai de 40 em 40 minutos. Entrei no ônibus as 18h e em 35 minutos já estava na rodoviária. Ele para a um quarteirão da rodoviária, basta seguir reto na avenida. Chegando na rodoviária fui ao guichê da Real Expresso retirar o voucher, pois já havia comprado a passagem em São Paulo, através do site. Como iria para o Vale do Capão, comprei a passagem até Palmeiras. Paguei R$ 92,00 já com as taxas. O ônibus saiu às 23h em ponto e fez duas paradas na estrada, uma delas em Itaberaba, no posto Puma (também há uma pousada nesse posto). Chegamos às 6h da manhã em Palmeiras e, no próprio local, peguei a van que iria até o Vale do Capão (R$ 15,00 por pessoa). Depois de 40 minutos chegamos no maravilhoso Capão. Estava uma garoa bem chatinha, mas nada que atrapalhasse a beleza da vila. Como decidi fazer essa viagem sozinha, preferi contratar o guia (Vagner) que minha amiga havia indicado e marquei com ele de encontrá-lo na sua agência, a Tambori. A agência fica bem na frente da praça, a alguns passos de onde a van estaciona. Eles fazem todo tipo de passeio e o Val (apelido dele) conhece a Chapada Diamantina na palma da mão. Ele deve até conseguir fazer o Vale do Pati com venda nos olhos (juro, ele é o cara). Ele também trabalha na equipe de resgate de pessoas que sofrem acidente ou se perdem dentro do parque. Conversei com o Val e, como sairíamos apenas no dia seguinte para o Vale do Pati e ainda era 8h da manha, ele comentou que poderia me levar até a Cachoeira do Riachinho, que fica mais ou menos 15 minutos do Capão. Marquei com ele às 11h na agência e fui procurar um hostel para passar apenas uma noite. Li alguns relatos por aqui do hostel Sempre Viva e fui até o local para saber se havia vaga. Um homem simpático me recepcionou e comentou que infelizmente estava cheio, então decidi ficar no Pousada/Hostel Lakshmi, que também li ótimos comentários. No Sempre Viva pagaria R$ 35,00 a diária, sem café da manha. No Lakshmi paguei R$ 70,00 em quarto compartilhado, com café da manha (delicioso, com sucos naturais e comidas típicas árabes) e com direito a uma salinha de meditação aberta 24h. O preço é um pouco apimentado, mas a pousada/hostel é ótima, tem uma estrutura muito boa, fica ao lado do Morro Branco e perto do centro da cidade. Deixei minhas coisas, arrumei a mala de 20L e fui conhecer um pouco a cidade. Visitei a feirinha orgânica e admirei as artes do pessoal que mora lá. Uma mais linda que a outra! As 11h o Val me deixou na entrada da Cachoeira do Riachinho. A entrada custa R$ 6,00, mas vale super a pena, pois eles preservam muito o local e ficam sempre de olho caso alguém sofra algum acidente ou precise de alguma ajuda. Mergulhei, tomei sol, comi, meditei, etc. A cachoeira é incrível! Tive sorte pois o André (amigo do Val que trabalha no parque) estava lá e me chamou para descer a cachoeira, até o Terceiro Poço. I-N-C-R-Í-V-E-L. Você fica espantado como a natureza é perfeita. Logo de cara já fiquei hipnotizada com o lugar, a energia. Fiquei até as 17h (consegui ver o pôr-do-sol) e o Val já estava me esperando lá para ir embora. Voltei ao hostel, tomei banho, lavei algumas coisas e sai para jantar. Jantei no “Dona Beli”, comida caseira e ótimo preço (R$ 20,00). Pedi prato com feijão verde, arroz, farofa, carne seca, alface e tomate. Terminei de jantar às 22h, voltei correndo para o hostel e arrumei minha mochila para o dia seguinte, o dia mais esperado! Acordaria às 6h da manha. 30/01 (1º dia no Vale do Pati, 22km) Acordei às 6h da manha, tomei banho e fui ao café da manha. Depois de comer bastante terminei de arrumar as coisas, coloquei as mochilas nas costas e partiu! Para o Pati levei apenas a mochila de 20L, a maior deixei na agência. Cheguei na agência e conheci minha família de 4 dias. Havia um paulista, uma britânica, uma italiana, um espanhol. Era bem diversificado, e todos muito bacanas, simpáticos. Entramos no carro (fomos na parte de trás da Toyota personalizada da agência, sentindo o vento delicioso e abafado já) e fomos até Vila de Guiné, local inicial do Vale do Pati. Chegamos no ponto inicial e de lá subimos a trilha Ladeira do Beco pela Serra do Esbarrancado, até o plator dos Gerais do Rio Preto. Cruzamos a montanha por 2h até chegar no pico, na rampa do Pati. Lá vimos o visual paronâmico do Vale. Até agora não consigo descrever a sensação que senti naquele momento. Fechei os olhos e senti apenas o vento e a calmaria (sou paulista, já imaginou?). A descida foi de 1h para chegar até a Igrejnha, onde dormimos na primeira noite. Todos os alojamentos são de moradores locais, que construíram uma estrutura para receber todos os visitantes que passam por ali. Há opção de camping ou quatro. Nós dormimos todos em um quarto, bem confortável. Ah, ainda no primeiro dia deixamos as mochilas no alojamento e fizemos as Cachoeiras dos Funis, três cachoeiras grandes e três pequenas. Foi uma 1h para ir, e 1h para voltar. Todas cachoeiras lindas! Chegamos na Igrejinha e o Val preparou um delicioso jantar para nós. Comemos e fomos dormir. 01/02 (2º dia no Vale do Pati, 10km) Acordamos às 7h, sentamos todos para tomar café da manha e arrumamos as coisas para sair. Detalhe: o Val que prepara todas as refeições, e são uma delicia. Tem tapioca, pão, batata doce cozida, melão, manga, café, chá, muitas coisas! Arrumamos nossas coisas e saímos sentido Morro do Castelo. O percurso até o morro é meio a Mata Atlântica, sendo 2h para ir, 2h para voltar. No alto da montanha cruzamos a Gruta do Castelo (de um lado para o outro) para pegar uma vista privilegiada para o Vale do Pati. Novamente, sem palavras! Fotos podem resumir um pouco a vista incrível desse lugar. ] Na volta da montanha (descida de 2h), fomos sentido a casa de seu Miguel e seu Agnaldo, local que dormiríamos essa noite. Chegamos no alojamento e corremos para o rio que havia em frente, água limpinha e bem gelada. Aproveitamos para tomar um banho, e logo fomos jantar para descansar. O dia seguinte seria o mais puxado. [media][/media] 02/02 (3º dia no Vale do Pati, 30km) Acordamos, tomamos um café da manha delicioso que o Val havia preparado e saímos em direção a Serra do Sobradinho, fazendo o Cachoeirão por cima. Levamos mais ou menos 2h30 para chegar ao topo. Chegamos no primeiro mirante e ficamos admirando a paisagem. Infelizmente a cachoeira estava seca, não conseguimos ver a queda d’agua. Mas é maravilhosa mesmo sem água! Ela tem 280 metros de altura e é a segunda maior cachoeira da Chapada Diamantina. Há varias trilhas para descer a montanha, como voltar do Cachoeirão até a Igrejinha, de volta ao Pati, a opção de ir pela Guiné, opção de descer a fenda da Prefeitura, mas nós descemos a trilha do seu Eduardo (não é muito convencional, é uma trilha mais exclusiva), que é a trilha do Cachoeirão por baixo e por cima. Foi o dia mais difícil, totalizando 30km, 10h de caminhada, passando por um cabo de aço e um abismo de 200m de altura. Bebemos muito Tang de abacaxi, precisávamos de muito açúcar. Descemos o vale e compramos um saco de cerveja (foi a melhor da vida), cada uma R$ 7,00, e chegamos na casa da Dona Linda, onde iriamos dormir essa noite. Dona Linda é uma senhora que mora no pé da montanha. De lá iriamos para Andaraí, na Serra da Lapinha, nosso destino final. Comemos, bebemos e logo fomos dormir, pois acordaríamos às 3h da manha. Levantaríamos cedo para conseguir subir a montanha mais rápido (sem interferência do calor), e ver o nascer do sol. 03/02 (4º dia no Vale do Pati, 20km) Acordamos às 3h da manha, tomamos “café da manha” e saímos para subir a Ladeira do Império, que fica na Serra da Lapinha. A Ladeira do Império é toda feita de pedra e foi construída na época da escoação de café. Geralmente as pessoas demoram de 3h a 4h para subir até o mirante, pois o sol é muito forte e apenas subida. Como saímos de madrugada, fizemos em 2h até o topo e fomos presenteados com um incrível nascer do sol. Depois foram 3h de descida até Andaraí admirando a vista do pantanal dos Marimbus e do Cânion da Cachoeira do Ramalho. No caminho vimos muitas áreas de garimpo também, uma cobra Coral (venenosa) e uma abelha resolveu picar minhas costas (marcas da vitória). Às 9h chegamos em Andaraí, e a Toyota da agência já estava nos esperando para ir até o Poço Azul fazer a flutuação. O ideal é chegar cedo para não enfrentar muita fila. O Poço Azul fica localizado no município de Nova Redenção, a 46km de Andaraí. Ele tem 20 metros de largura e até 61 de profundidade. É possível ver absolutamente tudo, água transparente. Chegamos, o Val retirou nossos bilhetes e fomos aos vestiários colocar a roupa de banho. Coloquei o biquíni e fui correndo para a ducha na parte de fora para tentar tirar toda areia que estava em mim (fotos) e me refrescar do calor. Como já havia fila de 40 minutos, fomos almoçar no restaurante que há dentro do local. Não lembro quanto era o quilo, mas paguei R$ 15,00 no meu prato com suco (como relativamente bem). Após o almoço fomos até a entrada do Poço Azul e colocamos os coletes salva-vidas e as máscaras para mergulho (já está incluso no valor de entrada). Ficamos 20 minutos e saímos rumo casa. Após sair do município de Nova Redenção, fomos até Mucugê e deixamos a britânica e a italiana, que ficaram em um hostel/camping por R$ 20,00, no centro. Não fiquei hospedada nessa cidade, mas fiquei com vontade pois é muito bonitinha. Um fato interessante é que nessa cidade apareceram os primeiros diamantes da Chapada Diamantina, em 1844, e ela é tombada como patrimônio nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Vale a pena dar uma passadinha! Após Mucugê fomos até Lençois para deixar o resto do pessoal e, como era dia de Iemanjá, havia uma grande comemoração na cidade. Muita comida, bebida, dança, musica. Eu, o Val, a Bruna e a Bela decidimos parar um pouco e comer acarajé com cerveja na melhor barraca da cidade. A Bruna e a Bela trabalham com o Val, e são pessoas tão encantadoras e com uma energia tão incrível que já estou com saudades! Ótimas companhias. Comemos acarajé, tomamos uma cerveja e entramos no carro sentido destino final: Vale do Capão (2h de viagem). Cheguei no hostel/pousada Lakshmia meia-noite, e tive sorte pois ainda havia vaga no quarto (não tinha reservado nada). Tomei banho, lavei as roupas que estavam muito sujas e fui dormir. Que cama deliciosa! No dia seguinte acordei e fui tomar café da manha na rua para economizar no hostel (diária sem café da manha ficou mais barato). Achei uma casa com café da manha por R$ 10,00 (pão com ovo e suco de abacaxi). Comi e fui até a agência para busca minha mochila de 50L e saber onde poderia comprar a passagem para Palmeiras, sentido Salvador. Há uma lanchonete, bem na frente da praça, que vende o bilhete da van até Palmeiras e o ônibus Palmeiras/Salvador. Foi ótimo comprar dessa forma pois economizei R$ 10,00 (não cobram taxa do site). Comprei as passagens e, no dia seguinte, fui embora com o coração apertado, mas o próximo destino me chamava. É isso pessoal, espero que vocês tenham gostado e que os ajude a organizar a viagem para esse paraíso! Se tiverem alguma dúvida, podem enviar mensagem que ajudo com o maior prazer! Pé na estrada galera!
  14. Pretendo ir para Chapada Diamantina com a minha filha de 4 anos. Qual é a melhor época e roteiro?
  15. Bernardo_carcará

    Travessias na Chapada Diamantina sozinho

    Relutei um pouco em escrever este relato, afinal, sabia que seria difícil descrever impressões tão pessoais acerca de tudo que vi e senti nestes dias de solitude pela Chapada Diamantina, mas muito do estímulo que tive para esta empreitada me veio de outros relatos que li, de depoimentos de verdadeiras transformações pessoais advindas de viagens, então, se este relato servir de inspiração para uma pessoa que seja, terá valido a pena cada palavra aqui escrita. Bom, em maio completei meus 30 anos. Não sei se é comum, mas nesta fase os já muitos questionamentos de vida que eu sempre trouxe comigo se aprofundaram, e eu senti uma imensa necessidade de organizar minha cabeça, tomar decisões, procurar respostas na minha alma, no meu íntimo, em um lugar que ainda não tivesse sido de certa forma corrompido pela sociedade que eu tanto questiono, mas que tanto me influencia, e eu sabia que o único jeito de conseguir este contato tão profundo comigo mesmo seria estando sozinho e em um lugar com pouco ou nenhum contato com outras tantas pessoas. O fato de já ter estado outras vezes na Chapada Diamantina e sabendo que eu não teria tanto tempo para organizar uma viagem, me levaram ao interior da Bahia. Baixei um app de localização por GPS no meu celular, baixei também os mapas dos quais eu iria precisar e li bastante sobre os roteiros que eu pretendia fazer, que inicialmente eram a travessia de Lençois para o Vale do Capão passando pela Fumaça por baixo e a travessia completa do Vale do Pati, entrando pelo vale do Capão, descendo por toda a extensão do vale, subindo novamente e saindo também pelo Capão. Fiz as malas escolhendo colocar pouquíssima roupa e dando preferência para as peças mais leves e também para um conjunto de roupas que me protegessem do frio, no caso de algum contratempo na trilha. Fiz também uma farmacinha com analgésicos e material para curativos. Indispensáveis também foram a lanterna, 4 pares de meias secas, além da minha barraca (que logo descobriria deveria ser bem menor), e meu saco de dormir. Dia 22.06 entrei no avião que me levaria de Recife, onde moro atualmente, até Salvador. Cheguei na capital baiana ainda cedo, por volta das 13h e, tendo em vista que meu ônibus para Lençois estava marcado para as 22:45, resolvi visitar o centro histórico de Salvador, que naquele dia dava início aos festejos juninos, com palcos onde a noite iriam ocorrer shows. Peguei um ônibus no aeroporto que por R$ 5,50 me levou até a praça de sé, por um roteiro que incluiu toda a bela orla da cidade e que durou pouco mais de uma hora. Chegando à Praça da Sé, não havia tanta gente assim pelas ruas, já que, pelo que o cobrador do ônibus falou, estava chovendo bastante nos últimos dias e também muita gente já tinha viajado para passar o são joão no interior. Fui direto conhecer o elevador lacerda, aproveitando que não chovia. De lá pude conhecer o mercado modelo e também perambular pelas ruas do centro histórico, subindo e descendo, passando pelo pelourinho e pelas belas igrejas. Todavia, o que mais me chamou a atenção foi o povo do lugar. Salvador é um retrato da desigualdade social que assola este país. A região do centro histórico parece ser bem pobre, o que expõe as pessoas que lá vivem a problemas com álcool e o crack, sendo que as mais afetadas são as de raça negra, um povo cujos antepassados construíram aquilo tudo e que deveriam estar em situação de protagonismo, mas não estão. Os bares, restaurantes e o comércio são dominados por estrangeiros e pessoas de outros estados, nada contra, mas acredito que a população local deveria ter subsídios para também se valer do lucro trazido pelo turismo. Antes de ir para a rodoviária, pude ver o primeiro show da noite, uma orquestra de sanfona que eu, como apaixonado pelas minhas raízes sertanejas, não tive como não me emocionar. Retornei para a praça da sé e peguei um ônibus para a rodoviária, pagando pouco mais de R$ 3. A rodoviária estava LOTADA. Retirei minha passagem no guichê e aguardei o horário da partida do ônibus. O tempo até que passou rápido, e um bom papo com um Francês que estava do meu lado ajudou a distrair. É bom trocar uma ideia, ver como pessoas diferentes enxergam as coisas te ajuda a melhorar a visão de mundo. Despedir-me do camarada da França e parti rumo a Lençois. Ao chegar em Lençois, ainda de madrugada, já preparei minhas coisas para a travessia para o Capão. A esta altura, após muito refletir, decidi fazer a travessia diretamente, abortando a ideia de fazer a trilha da fumaça por baixo. Eu não estava tão seguro, não tinha estudado a trilha o suficiente e não dispunha de fogareiro, além disso, uma estranha sensação me fez recuar. Dessa forma parti rumo ao Vale do Capão. A trilha não é tão fácil, em alguns pontos de mata e nos lajedos eu tive dificuldade de encontrar o caminho correto, mesmo com o gps. Tive que ir e vir algumas vezes para encontrar a trilha, além de ter que encarar um lamaçal horrível, também fruto de um erro meu durante a trilha. No fim da tarde, já chegando em águas claras, descobri que estava proibido o acampamento na região, então voltei um pouco mais na trilha e encontrei um lugar onde um guia levantou acampamento com um casal de turistas, decidi então montar minha barraca por ali tbm, já que era apenas uma noite e eu não precisaria de água, nem de comida, pois já tinha trazido suprimentos para aquela passagem da noite. No dia seguinte desfiz acampamento e segui para o Vale do Capão. Chegando ao Capão a ideia era ficar em uma pousada, pois eu estava bem cansado, mas por ser são joão, estava tudo lotado. Decidi, então, acampar no camping "Sempre viva", ao preço de R$ 20,00/dia. O Camping tem uma boa estrutura, com chuveiro quente e cozinha, além de ser um lugar tranquilo, silencioso e bem perto da vila. Ainda neste primeiro dia no capão fui fazer a trilha da Cacheira da fumaça por cima. Já tinha feito o percurso uma outra vez, sendo assim, dispensei o gps. A trilha é razoavelmente fácil, é bem batida, e por isso não tive dificuldade alguma. Por ainda ser cedo, tinha pouca gente na cachoeira, o que foi perfeito, pois me incomoda um pouco a barulheira. Ali eu percebi que tinha ido ao lugar certo para encontrar o que eu estava buscando. Aquela imensidão de beleza, o ar puro e o clima místico, tomaram conta de mim. Sim, ali estava eu mesmo, sem qualquer máscara, sem qualquer imposição social. A natureza não te exige nada, ela te deixa e te faz livre... Era a paz de espírito q eu tanto almejava! A noite fui com o pessoal do camping curtir um forrozinho na vila, que estava abarrotada de gente, porém, o frio e o cansaço me fizeram voltar cedo pra barraca... Segundo dia no capão e eu decidi ir até as cachoeiras da Angélica e da Purificação. Acordei bem cedo, pois sabia que se deixasse pra ir tarde corria o risco de ter gente demais no lugar. Fui a pé até o bomba, percurso que geralmente se faz de carro ou moto táxi, mas eu tinha tempo e disposição, então fui andando mesmo. A melhor das decisões, pois nessa caminhada vc consegue ver um pouco do estilo de vida dos nativos do capão e também das pessoas que resolveram viver por lá, mas de uma forma mais tranquila, longe da agitação da vila, recém descoberta pelo turismo de massa. A trilha para as duas cachoeiras tbm foi simples de percorrer com a ajuda do gps e, pra minha sorte, quando eu cheguei à purificação estavam lá apenas 5 pessoas! Meu coração se alegrou! Pude curtir tranquilamente a queda e até tirar um bom cochilo, relaxando com o som da água. Na volta encontrei MUITOS grupos se dirigindo até lá. Falo sem medo de errar, não menos de 60 pessoas eu encontrei se dirigindo para as cachoeiras. Retornei novamente andando para o camping, onde tomei banho e fui almoçar. Sobre o almoço, recomendo o "Pico do açaí", uma comida farta, deliciosa e vegetariana (apesar de ter opções para carnistas tbm), ao preço de R$ 20,00, uma pechincha em se tratando de Capão em época de feriado. Fui então comprar a comida que levaria para o Vale do Pati, nesse momento cometi meu maior erro nessa viagem! Comprei comida demais! Minha mochila, eu descobriria no outro dia, ficou demasiadamente pesada, e isso foi péssimo pra mim, pois no primeiro dia de travessia para o pati, de cerca de 23 km, eu sofri demais com o peso da mochila. A noite fui comer uma pizza com o pessoal do camping, fiquei mais um tempinho no forró e logo fui descansar. Dia de entrar no Vale do Pati. Como já falei, a mochila ficou pesada demais, já que além da comida eu ainda estava carregando uma desnecessária barraca para 4 pessoas, sendo que eu sou apenas 1, fora isolante e saco de dormir. Foi um erro pelo qual eu pagaria um preço. A trilha em si, do capão até a igrejinha, já dentro do vale do pati, foi fácil apesar da chuva e da lama que me acompanharam por mais da metade do percurso. Não me perdi hora nenhuma, o gps foi sempre certeiro. Levei cerca de 6:30h para percorrer os 23km. Ao chegar na igrejinha, capotei! Minhas pernas tremiam e eu começava a ter febre e uma imensa dor nas costas, devido ao peso da mochila. Decidi não acampar e paguei R$ 35,00 para dormir em uma cama na igrejinha. Tomei um banho e caí na cama. Acordei por volta das 17h, a tempo de ver um por do sol que me fez recobrar minhas forças. O céu estava de um alaranjado lindo. Sim, cada passo com aquela montanha nas costas havia valido a pena. Cozinhei meu jantar, o cardápio foi macarrão com sardinha e suco de laranjas q eu peguei ali mesmo. Nas casas de apoio no pati é possível comprar o café da manhã e o jantar, além da dormida, ao preço de R$ 110,00 o pacote completo, mas eu queria me virar, queria cozinhar, que provar pra mim mesmo que eu conseguiria fazer o que eu quisesse, e sozinho. No segundo dia acordei por volta das 7h, numa manhã bem gelada, Tomei banho, preparei meu café a base de frutas, mel e granola, e em seguida fui para o cachoeirão por cima. Também nenhuma dificuldade com a trilha ou com o gps. Quando cheguei lá, não havia mais ninguém, parece q só eu havia decidido encarar a trilha no frio. Chegando lá não dava para ver nada, tava tudo encoberto por nuvens. Sentei a beira do cachoeirão e decidi esperar. De repente o tempo começou a abrir e aquela imensidão de beleza veio se mostrar pra mim. Foi tão especialmente lindo! Depois da caminhada difícil um lindo dia, uma bela recompensa! Era Deus falando comigo! Me senti tão bem, tão agradecido por ter conseguido chegar até ali, por ter tomado essa decisão! Aquela viagem estava mesmo sendo um divisor de águas na minha vida! Retornei para a igrejinha, fiz o jantar e fiquei o restante da noite na fogueira, ouvindo as histórias do pessoal e trocando um pouco de ideia com os outros visitantes! No dia seguinte peguei a mochila e fui para a Prefeitura, outra casa de apoio dentro do vale do pati. Novamente nenhuma dificuldade com a trilha e a mochila já pesava menos, tendo em vista que eu decidi consumir boa parte da comida, pra não ter q carregar mais, e ir comprando mantimentos nas casas de apoio mesmo, apesar do preço mais salgado. Deixei minha mochila na prefeitura e segui para a cacheira do calixto, apesar do tempo frio. A trilha apesar da muita lama, é fácil, já que não tem bifurcações. Cheguei à cachoeira e acabei nem entrando na água, pois estava frio demais e não tinha sol, sendo assim, eu iria ficar encharcado e com frio. Dei uma cochilada enquanto o sol ia e vinha com constância. Umas duas horas depois resolvi voltar para a prefeitura. Na volta levei uma queda feia, caí em cima de um amontoado de pedras. Minhas costelas bateram em uma pedra pontuda. Fiquei sem ar, não conseguia me levantar, e como a queda foi dentro de um pequeno córrego, estava também todo molhado. Sentei por alguns minutos para recuperar o ar. Meu pulmão parece que não conseguia expandir direito e eu não havia levado qualquer analgésico, outro erro grave, tendo em vista q eu estava sozinho e deveria estar preoarado para coisas assim! Consegui levantar e terminar a trilha com certa dificuldade, já que a chuva ganhara força e o lamaçal exigia ainda mais esforço, mas cheguei bem à prefeitura, me mediquei, tomei um banho, fiz um risoto rapidinho e fui descansar. No dia seguinte a costela e o ombro doíam demais. Pra minha sorte tinha levado Tylex, um analgésico mega potente. Coloquei a mochila nas costas e segui para a casa do Sr. Eduardo. A parte baixa do pati é um pouco mais complicada que a parte de cima, já que tem mais trechos de mata, todavia, com o gps foi fácil chegar ao meu destino. Lá deixei a mochila, descansei um pouco a beira do rio e segui para fazer a trilha do cachoeirão por baixo. A mata estava bem fechada e as pedras escorregadias. Não tive dificuldades para me localizar, mas a trilha é difícil. Quando cheguei ao primeiro poço dei um mergulho e tentei seguir para o segundo poço, o do coração, mas não consegui encontrá-lo. O celular descarregou e eu tive q ir sem gps. Subi (muito) e desci pedra, perambulei um bocado, mas nem sinal do poço, então, visto que as pedras estavam bem escorregadias, eu decidi voltar, pois uma queda ali poderia acabar com minha viagem ou até me colocar em perigo. Voltei então para a casa do Sr. Eduardo já com tempo aberto. Eu estava leve e muito orgulhoso de mim, pois tinha descido todo o pati, e, mesmo com um certo receio por estar sozinho, não exitei e seguir. Bateu até um certo arrependimento por ter abortado a ideia da fumaça por baixo, já que eu teria conseguido sim concluir a travessia inteira, como havia planejado antes! A essa altura sabia que seria capaz de chegar onde eu quisesse. Comprei legumes na casa do sr. Eduardo ao preço de R$ 1,00 cada e fiz uma sopa para a janta, logo após, depois de um papo com um simpático pessoal de Brasília, fui dormir. Nesta manhã me dei ao luxo de acordar às 9h. Fiz um rápido café e iniciei a trilha volta para a igrejinha. A única dificuldade era a dor na costela. Chegando à igrejinha deixei a mochila e fui até a cachoeira dos funis. O acesso não é tão fácil, já que a lama e o desce e sobe pelas encostas dos morros dificultam um pouco nossa vida. Nesse dia, apesar do frio, me arrisquei a um bom banho (devia ter feito isto no Calixto tbm). Era meu último dia no Pati, mas eu estava feliz demais com aqueles dias. Estar sozinho me fez ver o quanto é bom poder estar consigo mesmo, se ouvir, pensar, repensar, tomar decisões, enfim... às vezes temos medo da solidão, não sei porque! Um outro homem, mais sagaz e corajoso, iria sair daquele vale, e eu sou de uma gratidão eterna à Chapada Diamantina por isso... Na manhã da sexta fiz a trilha de volta para o vale do capão, saindo da igrejinha. Agora sem o peso da comida e com uma enorme leveza na alma... Usei a noite da sexta para descansar. No sábado consegui uma carona com um mineiro que havia encontrado no Pati, que me levou até Palmeiras, com direito a uma parada no Riachinho. Também no carro conheci o Esdras, um mexicano que está há 6 anos viajando de bike. Um cara com jeito simples, uma história incrível e que, mesmo falando pouco, disse tudo que eu precisava ouvir naquele fim de viagem... Foi aí que percebi que estar sozinho é muito bom, mas que preciso sim aprender com outras pessoas e suas histórias de vida, e mais, que sou responsável por ajudar a construir um mundo melhor para [email protected], onde valia a pena viver, onde [email protected] possamos ser felizes. Um mundo com mais igualdade, amor e justiça social. Peguei um ônibus para Lençois, de onde, no dia seguinte, peguei um outro ônibus para Salvador e de lá um avião de volta para Recife. Bom, esse é o meu relato. Se você chegou até este final, espero ter te inspirado um mínimo que seja. Espero que vc saia da zona conforto, enfrente o medo e SIGA EM FRENTE... Então, saudações mochileiras! Espalhe amor, seja luz! "Hasta a la victoria siempre!" (Comandante Che)
  16. Em meio ao sertão da Bahia, eis que surge um paraíso natural, todo verdinho, com rios de águas geladíssimas e uma paisagem de tirar o fôlego. Praticamente um mandacaru que, em plena seca, floresce: o Parque Nacional da Chapada Diamantina. Como já estávamos na Bahia visitando a família do meu namorado, fomos para a Chapada de carro. Nos hospedamos na Casa Colonial, na cidade de Lençóis (a melhor cidade-base na nossa opinião, bem no início do Parque). O hotel é muito bem localizado, na praça principal da cidade. Apesar de ainda precisar de certos ajustes pode ser bem novo, foi uma ótima relação custo-benefício. Café da manhã caseiro e bem farto, funcionários super simpáticos e o conforto do quarto foram pontos positivos. Voltarei a me hospedar lá sem dúvida. Fachada do hotel Casa Colonial Check-in feito, foi hora de andar pela cidade, comprar os copinhos de shot (que aqui são chamados de copos de cachaça) pra nossa coleção e arranjar um lugar para comer. Paramos no restaurante Grisante. Cerveja gelada e um ótimo parmegiana a preço justo. Super indicado. Depois, fomos dormir que o dia seguinte prometia. Saímos cedinho do hotel rumo a Fazenda Pratinha, localizada no município de Iraquara, a cerca de 75km de Lençóis. O valor da entrada é de R$40,00. Eu particularmente achei o preço bastante salgado para o que é oferecido: visita à Gruta Azul, Gruta Pratinha e banho no Rio Pratinha. O lugar é maravilhoso e a água quase transparente. Mas tudo o mais que você for fazer lá dentro é pago a parte: tirolesa (R$20,00), flutuação (R$40,00), stand up, caiaque e pedalinho (R$20,00 cada) e fotos subaquáticas (valor a combinar). O estacionamento não é pago, mas tem um flanelinha (até aqui!) que cobra uma “ajudinha”. Almoçamos por lá mesmo. A Fazenda possui um restaurante e uma lanchonete, bem como uma bela loja de artesanatos. Os banheiros e vestiários são limpos e existe uma pousada para quem quiser pernoitar no local. Depois do almoço, foi hora de conhecer o Morro do Pai Inácio. Na base do morro há um estacionamento gratuito e uma barraquinha de caldo de cana, lotada de gringos. Um simpático guia na entrada nos cobra a taxa de R$6,00, que é para manutenção e proteção ambiental. A trilha, apesar de curta, é de dificuldade moderada, com muita subida em meio a pedras e rochedos. Mas o esforço é recompensado com uma das paisagens mais lindas que eu já vi. A visão da Chapada é de 360°, até onde os olhos alcançam. Além disso, de tempos em tempos, um guia do local conta a lenda que deu origem ao nome do morro, com direito a um pulo lá de cima. É ver pra crer. Vista do alto do morro do Pai Inácio No dia seguinte, fomos logo pela manhã ao Rio Mucugezinho, onde está localizado o Poço do Diabo. Paramos o carro e logo veio o guardador cobrar os R$10,00 para estacionar. No Mucugezinho não é cobrada taxa de entrada. Existe uma loja de artesanato e um belo restaurante de comida caseira (gastamos R$50,00 com bebida para duas pessoas). O rio se encontra logo no início da trilha. Tem local para banho e descanso. A água não corre rápido, o que é ideal para famílias com criança. Existe a oportunidade de fazer tirolesa e rapel, pagos a parte. Descendo a pé pela trilha por mais 15 minutos, chegamos ao Poço do Diabo. A água com cor de Coca-Cola estava muuuuuito gelada, apesar do forte calor. Não é aconselhável saltar das pedras no Poço, pois existe uma infinidade de rochas no fundo do rio. Poço do Diabo visto de cima Em todos os passeio, há a escolha de contratar um guia. Realmente não achamos necessário e fizemos todos por conta própria. Saindo do Mucugezinho após o almoço, fomos até a Cachoeira da Fumaça. Ou tentamos ir. Porque nenhum de nós se atentou ao horário. A trilha de 12 km é indicada para ser iniciada até as 13h por conta do horário do pôr do sol. O orientador do início da trilha não nos barrou, mas desaconselhou que subíssemos nessa dia, com risco de descermos já a noite. Voltamos então no dia seguinte e fizemos todo o percuso. São 6 km de subida com alguns mirantes e paradas para descanso. Depois de 2h horas, chegamos ao alto da Cachoeira da Fumaça, com seus impressionantes 340 metros de altura, o que a torna a segunda maior queda d´agua brasileira. A Cachoeira tem esse nome porque a água evapora antes de tocar no chão. E a impressão que dá é a de que ela vira fumaça. Infelizmente não estava chovendo muito na região e a quantidade de água era bem pouquinha. 340 metros de queda d´água Outros relatos de viagem no meu blog mmviaja.wordpress.com
  17. Em Janeiro de 2017 fizemos, mais uma vez, a travessia do Vale do Pati. Em 2015 tínhamos feito essa travessia, porém saindo de Andaraí com destino ao Capão. Dessa vez decidimos fazer a rota inversa. O parceiro Rambo estava na Vila me esperando, já que ele tinha feito a trilha da Fumaça por Baixo saindo de Lençóis e eu não pude ir devido ao trabalho. Então nos encontramos na Vila no dia 08 de Janeiro, passamos a noite no Camping e logo no ínicio da manhã pegamos moto táxi para a vila do bomba. Iniciamos a trilha por volta das 8hs. Nosso primeiro ponto de parada foi no Rancho, onde almoçamos e continuamos nosso caminho até a Igrejinha, já no Vale do Pati. Passamos uma noite muito agradável naquele lugar e como sempre fomos muito bem recebidos pelo João. Pela manhã continuamos nosso caminho e a aventura foi boa demais. Fizemos um vídeo com os principais momentos dessa travessia inesquecível! Confira! "> Você pode conferir também outras aventuras em: https://www.mochileiros.com/travessia-andarai-lencois-pati-capao-em-dose-dupla-t117936.html https://www.mochileiros.com/vale-do-pati-capao-debaixo-de-muitaaa-chuvaaaa-t127573.html https://www.mochileiros.com/desbravando-as-belas-paisagens-da-chapada-diamantina-t134428.html Tire suas dúvias em: ================================== Facebook: https://facebook.com/denisreis07 Instagram: https://instagram.com/denis.reis Email: [email protected] ==================================
  18. Jota P Teixeira

    Ônibus de Salvador para Palmeiras?

    Boa noite a todos! Chego no aeroporto de Salvador às 21:10 e o último ônibus para Palmeiras é às 23h. Não conheço Salvador, acham que com esse tempo é possível ir do aeroporto a rodoviária? Levando em consideração que não irei despachar bagagem. Muito obrigado!
  19. Trekking 8 dias Vale do Patí e Vale do Capão - CHAPADA DIAMANTINA - AGOSTO 2016 VÍDEO DO TREKKING COMPLETO: ( CLIQUEM EM HD ) Informações úteis sobre gastos, e sobre economizar no seu trekking ( coisa q eu não consegui fazer por falta de informação ) Período da viagem toda 01/08/16 á 15/08/16 Período do Trekking 06/08/16 á 13/08/16 Saída de: São Paulo/SP á Salvador/BA Gasto total da viagem: R$ 2.800,00 Gasto total somente do Trekking: R$1.600,00 ( Gasto do guia, com alimentação inclusa os 8 dias e hospedagem ) Roteiro da viagem: Saída de: São Paulo x Salvador ( vôo de 2 horas ) Salvador x Lençóis ( ônibus 7 horas ) Estadia em Lençóis de 02/08 á 05/08 ( para pesquisa de guias e agencias ) Trekking de 06/08 á 13/08 saindo de Lençóis para Guiné e iniciando o trekking por lá. Final do trekking no vale do Capão dia 13/08 Dia 14/08 sai do Capão destino Palmeiras para pegar o ônibus para Salvador Dia 15/08 vôo Salvador x São Paulo Roteiro do trekking: Dia 1 - saindo de Guiné até a Igrejinha ( Vale do Patí ) Dia 2 - saindo da Igrejinha para Morro do Castelo ( Vale do Patí ) Dia 3 - saindo da Igrejinha para Cachoeirão ( Vale do Patí ) Dia 4 - saindo da Igrejinho para Vale do Capão ( seguindo pelo Gerais do Vieira ) Dia 5 - saindo do Vale do Capão para Cachoeira da Fumaça Dia 6 - saindo da toca do macaco e seguindo para cachoeira do Palmital e finaliza em Lençóis Dia 7 - saindo de Lençóis para a caverna do Lapão ( travessia de 1km no subterrâneo ) Dia 8 - saindo do Vale do Capão para subir o Morrão, finaliza no Vale do Capão. Valores separados: Passagens aéreas : R$ 410,00 ( ida e volta ) pela GOL Ônibus de Salvador x Lençóis: R$ 75,00 Van do vale do Capão para Palmeiras: 15,00 Hospedagem em Lençóis: 35,00 diária ( 4 diárias ) Hospedagem no Capão: 25,00 diária ( 2 diárias ) Alimentação fóra do trekking: 235,00 Passeio de 1 dia: 200,00 ( fóra do trekking, passeio contratado em Lençóis com agencia para Grutas, pratinha e Pai Inacio ) Trekking de 8 dias : R$ 1.600,00 ( valor do guia, incluso alimentação e hospedagem nos 8 dias ) RELATOS: Iae galera, vamos lá. Antes de fazer essa viagem, pesquisei aqui no mochileiros.com e em outros sites, buscando informações uteis de como fazer um trekking econômico e sem gastar muito ( não consegui fazer isso, pois as informações sempre eram antigas de pelo menos 2 anos anteriores, ou seja, os valores mudam, tudo sobe de valor. Ou em alguns relatos as informações sobre valores são limitadas, dificilmente encontramos relatos que falam valores totais e separados, coisa q realmente é muito útil para quem quer fazer a mesma trip e não tem noção de quanto irá gastar ). Então, por falta desses valores totais, resolvi juntar uma grana e ir na cara e na coragem e pesquisar lá. A cidade principal de entrada na Chapada é Lençóis ( cometi um grave erro em iniciar tudo por lá, pois em Lençóis tudo é focado no turismo "gringo" e tudo é muito caro, desde agencias de turismo á guias avulsos). Cheguei dia 02/08 e fiz 4 dias de pesquisas em Lençóis, indo em agencias, indo na associação de guias da cidade e até encontrar um guia avulso que não faz parte nem de agencia e nem da associação ( Zé de Maninha, um nativo de 40 anos e já é guia a pelo menos uns 20 anos ), dei sorte de encontrar um grupo de franceses que tbm queriam economizar e fechamos com esse guia. Inicialmente o grupo era de 6 pessoas, e de 250,00 conseguimos negociar para 200,00 a diária por pessoa ( se vc esta achando caro, faça o trekking de 8 dias e depois vc verá que valerá a pena ter gasto isso, pois vc não se preocupará com nada, o guia fará todas as alimentações para o grupo e as hospedagens nas casas de nativos já estão inclusas ). Chegamos ao valor de 200,00 por pessoa a muito custo, pois o valor normal cobrado nas agencias em Lençóis é de 350,00 por pessoa a diária... e na associação o valor chega á 300,00 a diária por pessoa ... já no nosso caso, como era guia avulso conseguimos negociar após um dia inteiro de conversa, pois devido ao grupo ter 6 pessoas o guia resolveu sair do valor inicial de 250,00 por pessoa para 200,00 por pessoa ( dessa forma ficou agradável para todos, e com a ressalva de que não poderíamos falar sobre isso com ninguém rsrsrsrsrs, pois todos os guias tem uma tabela fixa a seguir ) Ou seja, entendendo os valores: Agencias 350,00 a diária por pessoa / Associação 300,00 a diária por pessoa / Guia avulso nativo 250,00 a diária por pessoa ( choramos muito e fechamos a 200,00 pq o grupo era grande ) . Por que optei por guia? Porque me senti mais seguro, afinal eu não conhecia nada na chapada e há muitos relatos de pessoas que fazem as trilhas sem guia e se perdem e passam por muitos problemas. Há um desaparecido desde dezembro 2015, um gringo espanhol q fez o trekking vale do pati sozinho, ainda está desaparecido, com cartazes com a foto dele colados em postes nas cidadezinhas das redondezas. Durante o trekking encontrei poucos aventureiros solitários fazendo as trilhas sozinhos, alguns já conheciam bem o local, pois já era a segunda ou terceira vez que faziam... ja outro que encontrei sozinho, era sua primeira vez lá, estava sozinho com o auxilio de um aplicativo de trilhas, porém ele já é bem experiente em trilhas, estava bem equipado, com vestimentas corretas, nesse caso ele estava seguro de sí. No meu caso, eu não estava seguro de mim rsrsrs para arriscar fazer um trekking de 8 dias sozinho em trilhas q não conhecia ( apesar de estar bem equipado e com vestimentas corretas ) Sobre guias: Dependendo do seu bolso, vc pode optar em fechar direto com uma agência, valores mais caros, porém vc não terá trabalho para ficar pexinxando valores ou caçando guias mais baratos. Ou pode ir direto na associação em Lençóis que tbm tem seu preço fixo. Porém, se vc não esta com tanta grana assim, o ideal é sair pesquisando, existe muitos guias avulsos pela cidade, oferecendo passeios curtos, basta perguntar se fazem o trekking do vale do pati e do vale do capão, lembrando que, quanto maior for grupo mais fácil de negociar os valores. O guia avulso mais barato que encontrei foi de 140,00 a diária por pessoa, mas não senti confiança, pois o mesmo estava com um bafo de cachaça terrível rsrsrsrsr ... após 4 dias de pesquisas, encontrei o guia Zé de Maninha que já estava com um grupo de franceses e inicialmente eramos em 6 pessoas e negociamos um bom valor por pessoa. fechamos com ele. Existe muitos guias avulsos em Lençóis, muito cuidado, alguns são novatos e não tem nem noção de nada, estão alí somente pela grana, afinal 250,00 por pessoa a diária é uma baita grana. Cuidado!!! Abaixo vou indicar uma excelente guia. Sobre em qual cidade é melhor para iniciar seu trekking: A cidade maior e principal entrada na chapada é Lençóis ( mas não recomendo pois é muito cara ), Lençóis é bem estruturada com uma pequena rodoviária, no centrinho tem 2 mercadinhos, 2 farmácias, 1 agencia do banco do Brasil e 1 Lotérica e muitos restaurantes, 1 loja grande de roupas de trekking e vários utensílios, 1 agencia dos correios, 1 batalhão da PM, muitas agências de turismo e varios hostels e pousadas de valores q variam de 40,00 a diária há 400,00, além de ter super-megas hotéis de luxo de alto padrão. O que mais complica nessa cidade é o valor fixo tabelado dos guias para fazer trekking . Existem outras cidadezinhas menores, mais baratas, porém, menos estruturadas, que tbm fazem parte da chapada e são focadas no turismo, como: Andaraí, Guiné, Mucugê, Igatú e Vila do Capão ( todas elas tem agencias de turismo, hostels, pousadinhas, guias avulsos ) ... de todas essas conheci apenas a vila do Capão que faz parte do vale do Capão, é uma pequena vila, não existe bancos, apenas 1 mercadinho, varias pousadas e hostels e campings. Tem algumas pequenas agencias de turismo lá com valores fixos de diárias para trekking á 250,00 por pessoa , porém há guias avulsos tbm que de primeira lhe oferecem o mesmo valor de diária para trekking, porém se vc estiver com um um grupo razoável, esse valor pode cair bem... uma vez já estando na vila do Capão fica muito mais fácil de se iniciar a trilha para o vale do Patí por lá, sem a necessidade do guia ter q alugar um carro... o custo de um aluguel de um carro para fazer transporte até o inicio de alguma trilha sai muito caro. Por isso aconselho quem quiser economizar em guia, melhor é ir direto para a vila do capão e já vá com dinheiro sacado, pois lá não existe nenhum tipo de caixa eletrônico. Como chegar na vila do Capão indo direto de Salvador? Pegando o ônibus na rodoviária de Salvador com destino a Lençóis, na hora da compra da passagem, ao invés de vc informar q irá descer em Lençóis, vc avisa que vai descer uma cidade depois q é a cidade de Palmeiras, terá um acréscimo de uns 10,00 na passagem por isso... Descendo em Palmeiras já terá carros ou Van q vão para a vila do Capão á espera dos passageiros do ônibus, eles já abordam os turistas informando que tem carro ou van para o Capão, o valor é fixo e custa 15,00 por pessoa, e pronto, basta pegar esse carro ou van e descer no Capão. Lá é só procurar hostel ou camping que vc encontrará com facilidade. Tenho boas indicações do Capão: Hostel do Marivaldo ou Mariva ( Hostel trekking Bahia ) valores de diária a 30,00 por pessoa ... ou a pousada Sempre Viva com quartinhos separados com banheiro individuais, custo de 35,00 por pessoa e no mesmo lugar tem camping que custa 15,00 por pessoa. No Capão indico a guia Luana 75 992897498 Instagram @luanaharf ... excelente guia, conhece todas as trilhas do vale do patí e do vale do capão, seu valor médio é 250,00 a diária por pessoa, mas caso esteja com grupo grande pode ser negociável. vale muito a pena, pessoa de energia muito boa, 100% conectada com a natureza, centrada, educada e muito bem informada. Sobre o aplicativo de trilhas: existem vários aplicativos de trilhas, algumas pessoas já fazem uso, mas existe um pequeno problema nisso: o parque nacional da chapada diamantina é uma reserva florestal, e de tempos em tempos, algumas trilhas são fechadas para que possam se reestruturar de forma natural, pois devido ao grande fluxo de trilheiros, vegetações vão sendo degradadas e é preciso reestruturar isso. E com o aplicativo as vezes lhe mostrará uma trilha e na hora vc irá perceber que a trilha não existe mais, pelo simples fato dela estar em processo de reestruturação, a vegetação cresceu e cobriu a trilha. Nesse caso é muito fácil se perder. O próprio cara q estava sozinho com aplicativo, havia se perdido numas trilhas da cachoeira da fumaça por baixo, devido a vegetação já ter coberto toda a trilha. Sem contar q após o grande incêndio que teve na chapada no ano de 2015, muitas trilhas foram perdidas e muitas áreas estão em processo de reestruturação ambiental, com restrições de acesso. Nesse caso, melhor mesmo é fechar o trekking com um guia experiente, pois o mesmo tem o conhecimento e sabe por onde ir sem afetar as áreas protegidas. E com guia tudo é muito mais seguro. Sobre o cuidado com a natureza: existe aquela velha frase "leve seu lixo de volta com vc" , e essa frase é levada ao pé da letra mesmo pelos frequentadores da chapada diamantina, os próprios guias tem total conscientização disso e sempre alertam para não deixarmos nada durante o caminho, caso durante a trilha for encontrado algum lixo ou objeto o próprio guia recolhe para jogar no lixo na próxima cidade ( aliás, lixo quase não se vê nas trilhas da chapada, todos estão de parabéns pela conscientização e que continuem preservando aquele paraíso ) Sobre fazer suas necessidades "xixi e coco": Assunto muito importante a ser tratado, durante as trilhas é inevitável não fazer "xixi ou coco" afinal, as vezes, dependendo da urgência, não conseguimos segurar. Então a melhor dica é fazer fóra das trilhas, numa moita qualquer, para não ter cheiros desagradáveis... já o seu "coco" é aconselhável cavar um pequeno buraco na terra fóra da trilha e depositar lá suas fezes junto com o papel higiênico, após o término, cubra com a terra. O papel higiênico se degrada muito rápido e não afetará gravemente a natureza. Sobre o grande incêndio que devastou boa parte da chapada em 2015: Segundo informações dos guias, o motivo do grande incêndio foi de uma turista carioca que fez "coco" e ao invés de enterrar o papel higiênico junto com as suas fezes, ela decidiu queimar o papel, com isso o fogo pegou na baixa vegetação seca da região e com a ajuda do vento se espalhou por boa parte da chapada e durou cerca de 32 dias de devastação. varias espécies animais morreram, a degradação ambiental ainda é visível nas áreas afetadas. E durante muito meses a população local ficou sem seu ganha pão, q é focado no turismo. Então é realmente importante não fazer nenhum tipo de fogo, nem fogueiras, sem jogar bitucas de cigarro, nem ter a brilhante ideia de colocar fogo em papel higiênico usado. ( VAMOS TER CONSCIÊNCIA ) Vale a pena fazer o trekking Vale do Patí? Com certeza! rsrsr... se vc for uma pessoa que gosta da natureza, curte essa conexão, gosta de admirar paisagens, montanhas, vales, cachoeiras, bixos e aprecia o silencio e paz da natureza, então o trekking do Vale do Patí é ideal pra vc. Sempre houvi falar que o Vale do Patí era a trilha mais bonita do Brasil, e realmente é. Vale muito apena para quem curte trekking. Mas se vc não é adepto a longas caminhadas, oriento a não fazer, pq vale do Pati exige um bom esforço físico. O que levar num trekking desse e como se preparar? Foram 8 dia de trekking, caminhando durante 7h ou 8h por dia com a mochila cargueira contendo 10kg nas costas e a noite apenas descanso ( dormir ) para o dia seguinte fazer tudo dinovo. Então leve apenas o necessário levar... esqueça shampoos e condicionadores, perfumes e coisas q não serão uteis. Sobre se preparar fisicamente para um trekking longo desses, é fundamental. Eu já estou acostumado a trilhas e longas caminhadas, mas nunca havia feito um trekking de 8 dias seguidos, eu sofrí um pouquinho rsrsrs. Mas mesmo com todo o cansaço, joelho doendo e pés; Viver tudo aquilo valeu muito a pena. Conexão com a natureza, respeito mútuo, e as experiencias trocadas com outros pessoas. Não tem preço! O que levei foi: 1 mochila cargueira de 60 litros da Quechua 1 mochila de ataque de 8 litros da Quechua 1 peça de roupa para fazer as trilhas durante o dia ( a mesma para todos os dias, só q todo final de tarde, eu lavava essa roupa e de manhã já estava seca, tecido correto para caminhada e trilha, secagem rápida e absorvição de suor ) 1 peça de roupa para dormir ( calça leg específica dry-fit, bermuda dágua, camiseta manga longa dry-fit, e uma camiseta manga curta dry-fit .. esse tipo de tecido é muito bom pois mantém a temperatura do corpo, absorve suor e vc não sente frio, para a chapada q no mês de agosto chega a registrar 12º a noite dentro do vale do patí , passei muito bem somente com essas roupas... peças leves e que não fazem volumes e de secagem rápida ) 1 bota para trilha 1 chinelo havaianas para tomar banho ou descançar os pés a noite 1 bolsinha necessaire, pequena, apenas pra guardar pasta de dente, escova de dente,sabonete, remédios, desodorante e pomadas 1 capada de chuva fina, e leve 3 pares de meia dry-fit 4 cuecas dry-fit 1 oculos de sol 1 bastão para trilha ( isso foi fundamental para mim, algumas pessoas não usam ) 1 garrafa de alumínio 1 litro de água Comprimidos de purificação de água Clorin 1 1 toalha de banho 1 protetor solar 1 repelente 1 lanterna pequena de led com pilhas extras ( recomendo aquelas para fixar na cabeça, assim vc fica com as mãos livres ) Outros itens somente no meu caso ( câmera fotográfica e GoPro com baterias extras ) e ( 500g de frutas secas, desidratadas e castanhas, para aquele lanchinho fóra de hora ) Acredite, somente esses itens lotou minha mochila e chegou a 10kg... e 10kg em 8 horas de caminhada diárias, vc sentirá com certeza rsrsrs Por que é importante a vestimenta correta? Existe roupas e tecidos específicos para cada atividade física. Algumas pessoas podem achar frescura ter que comprar alguma peça de roupa especifica para trekking. Eu não achei frescura, para mim foi muito útil. Mêses antes, fui comprando aos poucos essas peças de roupas, claro que pesquisando antes, lendo em fóruns na internet e até mesmo na própria loja. Aqui em São Paulo tem a loja Decathlon, especializada em todo tipo de esportes, inclusive trekking... lá comprei quase tudo que levei: Mochila cargueira Quechua 60litros, muito boa com suporte para as costas e lombar, não senti nenhum incomodo nas costas durante todo o trekking. Roupas dry-fit para caminhada e trilhas, calça balyhoo ( aquela que tem zipper na altura do joelho e vira bermuda, muito boa, tecido de secagem rápida ) Investi bem em tecido dry-fit, por absorver o suor e mantém a temperatura do corpo, seja no calor ou no frio razoável, peguei noite de 12º no vale do pati e não passei frio, não levei nenhum agasalho pesado, somente a calça leg adidas dry-fit para caminhada e corrida, a camiseta manga longa adidas dry-fit para caminhada e corrida, e uma camiseta manga curta tbm dry-fit da adidas ( todas para o calor e para usar no sol, com proteção UV50, devido as longas caminhadas no sol e a absorvição de suor, mesmo sendo para calor, elas protegeram bem no friozinho da noite. Caso vc for fazer algum trekking para regiões muito frias, existe outros tipos de roupas dry-fit específicas para o frio) ... Claro q essa loja é muito cara, mas vale a pena o investimento, afinal o que vale é o conforto e leveza na hora de carregar tudo dentro da mochila. E algumas dessas peças dry-fit estou fazendo uso na academia, ou seja, acabei não só comprando peças de roupa para uso somente do trekking, esta servindo para meus treinos diários de musculação e croosfit. Mas se vc é daqueles trilheiros que não se importam com essas "frescuras", somente aconselho a não ir de calça jeans, nem de bermuda jeans e nem de tênis que não seja apropriado para longas caminhadas... recomendo uma boa e velha bota de trilha, pois depois de tando andar, a bota correta segura bem e amortece corretamente o peso do seu corpo e da mochila. Curiosidades da Chapada: Dependendo do mês que vc for a chapada, vc se sentira em outro país, pois o numero de turistas gringos é surpreendente. No mês de agosto, ví muito franceses por lá, vários grupos, tinha até guia francês ... além dos franceses, tinha muitos holandeses, alemãs, belgas, Britânicos, Espanhóis, Irlandeses, Árabes.. ou seja, é um prato cheio para fazer novas amizades e conhecer um pouco da cultura de outros países. Na primeira noite do trekking, fizemos uma fogueira no local correto orientado pelos guias, e em volta da fogueira juntaram-se todos os grupos, umas 30 pessoas +ou- ... sendo que desses 30 turistas apenas Eu e meu amigo eram brasileiros rsrsrsrs Outra curiosidade é sobre Ufologia. Existe muitos relatos de avistamentos de Ovinis na chapada e região. Mucugê é a cidade onde mais há avistamos. O Morrão é um ponto forte de avistamentos no vale do Capão. Existe muitas expedições de ufólogos do mundo inteiro para essa região, devido ao grande numeros de relatos. Infelizmente eu não ví nada rsrsrs... ( Há quem acredite e há quem não acredite... mas se existe E.T ou não, somente o mistério que ronda a chapada já vale a pena ). Sem contar no céu mega-estrelado nas noites sem nuvens do vale do Patí... vc vê claramente a via láctea inteira... é fantástico... quem gosta de ver estrelas e planetas, pode baixar o aplicativo Carta Celetes e viajar apontando o celular na direção do céu, o aplicativo mostra cada estrela com seu nome e cada planeta, vale a pena! É isso galera, espero ter ajudado alguém com essas informações. Qualquer duvida é só perguntar que na medida do possível vou respondendo!!!
  20. PICO DAS ALMAS: ROTEIRO E DICAS. Pessoal: Estive no final de maio/2007 no Pico das Almas, perto de Rio de Contas/BA. Não é difícil ir sozinho sem guia, como foi meu caso, se vc tem experiência de trekking e um mapa. Na minha opinião é o mais belo dos 3 picos baianos (os 3 são os maiores do Nordeste: o Barbado tem 2.033 m., o Itobira, 1.970 m. e o Pico das Almas 1.958 m, todos na Chapada Diamantina). A vista que se descortina é mais ampla e a aproximação, através do Vale do Queiroz, é belíssima. Como brinde vc visita a cidade de Rio de Contas, uma das cidades coloniais mais bem preservadas do Brasil. Li relatos aqui no site de pessoas que pagaram R$ 120 para serem levadas até lá. Além de morrerem numa grana ainda perdem a aventura que é descobrir o seu próprio caminho. Abaixo as dicas e roteiro com pontos de GPS para facilitar a vida de quem quiser ir. COMO CHEGAR: O caminho natural para quem vem do sul é ir para Vitória da Conquista, ou de ônibus (Itapemirim e Salutaris) ou de avião (OceanAir ou Passaredo). Em Vitória há um ônibus da empresa Novo Horizonte, diariamente para Rio de Contas, as 7 hrs da manhã (possivelmente há mais de um horário). São cerca de 5 horas de viagem a R$ 17,50. No trecho final da viagem, depois de Livramento do Brumado, subindo a serra, observe a cachoeira do Brumadinho a esquerda. DORMIR/COMER Em Rio de Contas há opções de pousadas para todos os gostos e bolsos. No meu caso fiquei na Pousada Flamboyant, por R$ 20/pessoa com café da manhã. Quarto com chuveiro e TV. Café da manhã razoável. A Irlene (dona da pousada) é muito simpática. O café sai a partir das 7 hrs, mas se avisar ela acorda até 4:30 da manhã.. Tem tb a Pousada Pérola do Rio (R$ 80 o casal) e a Pousada Rio de Contas (R$100 o casal). Estes preços são todos de baixa estação. O restaurante do Portela fica na praça da matriz. Rodízio a R$ 9 e prato feito a R$ 6. O rodízio é uma boa pedida quando vc volta esfomeado desejando carne após uns dias acampados no mato. Tem a pizzaria Quintal, com pizza boa (vc escolhe se quer a massa fina ou grossa). Nos finais de semana há promoção. A pizza família custa em torno de R$ 15 (durante a semana dobra de valor). Para os mais abonados, o restaurante Orchidarium, muito bom e bonito, de um botânico que veio na expedição britânica-brasileira estudar a flora endêmica do Pico das Almas e decidiu se estabelecer em Rio de Contas. Bate em alguns restaurantes chiques de Salvador (quem diria, num local isolado!). Boa variedade de pratos. Vale para um jantar romântico a dois. A padaria do Reis fica perto do Largo do Rosário. Abre às 6 da manhã. Boa pedida para vc comprar o pãozinho feito na hora e colocar na mochila, logo antes de sair da cidade para o Pico. CAMINHO PARA O PICO Saia cedo e pegue a estrada para a barragem (todo mundo lhe informa), a saída fica num dos cantos do largo do Rosário. Cerca de 7 km adiante há uma bifurcação. Com sorte vc pega uma carona até esta bifurcação, como foi meu caso. Vc deve pegar a esquerda (uma tabuleta indica a fazenda Vaccaro). À direita vc iria para a Ponte do Coronel, Mato Grosso e Caiambola, caminhos para o Itobira e o Barbado. Mas como vamos para o pico das Almas, tomamos a esquerda seguindo sempre em frente. São cerca de 10 Km de estrada de terra a partir deste ponto. Vc atravessará dois pequenos riachos. Ao chegar a uma Assembléia de Deus, a direita, logo adiante verá uma bifurcação. Tome novamente a esquerda. Tem uma subida e pouco depois a estrada dá numa porteira. É a fazenda Brumadinho. Há algumas casas neste local. Não se intimide com a placa que diz: “Entrada só permitida com guias locais”. Ninguém me cobrou isto. Como a estrada dá acesso a diversas fazendas/sítios, tenho certeza que não é possível impedir a passagem de alguém. Inclusive perguntei a D. Vilma, uma moradora, do lugar por onde deveria seguir. Me informou com toda a boa vontade do mundo. Neste pequeno aglomerado de casas vc deve seguir a estrada até passar a última casa à esquerda e observar, pouco depois, uma estradinha à direita, onde vc entrará, descendo um pouco até chegar a um riacho onde há um calçamento de pedra para facilitar a travessia de carros.A estrada, depois do riacho, fará uma curva a esquerda e começará a subir. Há um atalho a direita, começando nesta curva, porém deixe para utilizá-lo na volta, pois é mais íngreme e vc está com a mochila pesada. Siga direto pela estrada até o final. É só subida. No fim vc verá uma porteira. Cinqüenta metros antes, à esquerda, começa a trilha para o Pico das Almas. A trilha é fácil de seguir e bem batida. Na dúvida, em uma bifurcação, procure sempre por rastro de pegadas (botas e tênis). Não siga trilha só com rastro de gado. Seguem alguns waypoints (lat. e longitude, WGS84). Assinalei apenas o que considerava necessário: 13º31.218 S, 041º56.058 W Início da trilha. 13º31.122 S, 041º56.484 W Bifurcação após uma porteira de arame. Tome a esquerda. A trilha seguirá costeando um morro a sua esquerda, mais ou menos na mesma cota. À direita, mais abaixo, em paralelo, um pequeno vale. 13º30.880 S, 041º56.910 W Atenção! A trilha dá um zignau. Tome o caminho à esquerda (rumo 240º NM) que pode passar despercebido. Suba pelas pedras e no topo vire a direita. 13º30.885 S, 041º56.932 W Logo depois do topo, uma curva a esquerda. A 270º NM vc avista o Pico das Almas, sobressaindo de um morro em primeiro plano. 13º31.095 S, 041º57.000 W Curral. Vc já está noVale do Queiroz. Dá até para acampar no Curral que é gramado. O perigo é vc acordar no meio da noite com um mugido ao lado da barraca! Saindo do Curral vc seguirá em paralelo a um riacho à direita. A trilha cruza o riacho pouco adiante. Não peguei o ponto, mas é fácil. Observe a água cristalina, coisa rara na Chapada (as águas tem normalmente cor ferruginosa). Possivelmente pela existência de depósitos de calcário no Vale do Queiroz. Até aqui vc leva 1:30-2 hrs desde o início da trilha (depende do seu ritmo). O vale fica a cerca de 1.500 m de altitude. Após cruzar o riacho uma pequena subida a direita por um caminho de cascalho passando por um campo sujo. O Vale do Queiroz é composto em sua maioria por Campos de Altitude. 13º31.379 S, 041º57.195 W Bom lugar para acampar ao lado da trilha. As pedras formam um anfiteatro abrigado do vento Sul. Água não fica longe (um riacho ao norte). Neste momento vc estará seguindo rumo ao sopé do Pico das Almas. Ele tem o formato de uma barbatana dorsal de peixe. Vc sempre o verá na sua frente exceto no momento que entrar numa mata. Depois de 5 a 10 minutos vc sai da mata numa clareira e entra em nova mata (pequena). 13º31.477 S, 041º57.391 W Córrego nesta mata ciliar, último ponto para abastecer os cantis antes da subida. A subida começa num pequeno charco. A trilha subindo a montanha não é difícil. No lajeado de pedra, para não perder a trilha, sempre observe uma coloração diferente, de pedra gasta. O constante pisotear tira os fungos/linquens (escuros) e mostram a cor natural da pedra (normalmente vermelha). 13º31.430 S, 041º57.666 W A sua esquerda a famosa Pedra do Arco. 13º31.592 S, 041º57.887 W Colo (1.795 m.) entre um pico secundário e o pico das Almas. Para chegar neste colo vc atravessará o pico secundário através de um estreito beco de pedra. Ataque final ao pico. No começo, subida a pé. Num determinado ponto, 15 a 20 minutos antes do pico, começa a escalaminhada. Nada de mais (como tenho medo de altura posso afirmar isto). Inclinação deve ser algo entre 45 a 60º. Seguem três pontos, para referência, à medida que subimos: 13º31.586 S, 041º57.950 W 13º31.585 S, 041º57.970 W 13º31.599 S, 041º57.937 W. Após este trecho mais íngreme chegamos a um platô final de pedras. Mais uma ligeira subida e vc está no pico! 13º31.623 S, 041º58.037W Pico Meu GPS indicou 1.953 m. Possivelmente a pequena diferença devido a imprecisão do aparelho e posicionamento dos satélites. Tempo de subida desde o riacho no sopé da montanha: cerca de 2 hrs. Notará que há espaço para até duas barracas pequenas. Mas atenção: devem ser barracas boas devido ao vento. Alem disto terá de trazer água, além de boa proteção térmica. Há um vale com água pouco abaixo do colo, à direita de quem sobe. É uma alternativa se vc esvaziar os cantis. 13º31.340 S, 041º57.952 W Ponto com água no vale abaixo do colo (1.748 m) MELHOR ÉPOCA (num ano normal): Inverno (maio a agosto). Pouquíssima chuva, eventual garoa, céu com poucas nuvens. Dias agradáveis, noites frias (sem nuvens, baixa até 14º C (maio) no Vale do Queiroz). Acho que no pico fica algo abaixo dos 10º C e com o vento a sensação térmica a noite deve ficar em zero ou abaixo. No resto do ano, especialmente no verão, chuva. As pedras ficam mais escorregadias e nos platôs na subida da montanha formam-se charcos dificultando o avanço. SUGESTÕES: Compre o mapa topográfico da região, do Sapucaia (nas lojas de Rio de Contas acho que tem), que mostra a trilha. A precisão não é boa, devido a escala (1:125.000). Mas há um encarte com a aproximação do pico na escala 1:50.000. Acampe no Vale do Queiroz. Mais tranqüilo, com água e lenha fáceis. Neste esquema, saindo 6:30 de Rio de Contas e conseguindo carona até a bifurcação, cheguei 13 hrs no Vale do Queiroz. Se não conseguir carona, chegaria umas 15 para 16 hrs. Em ambos os casos é melhor deixar a subida do pico para o dia seguinte, pois fará sem pressa com apenas uma mochila de ataque ou pochete. Leve uma máquina fotográfica, pois as paisagens e a vista do pico são belíssimas. Na pochete (sugestão): água, lanche de trilha, lanterna de cabeça, isqueiro e cobertor de emergência. Dá para passar três dias ou mais no Vale do Queiroz. Vc sempre terá algo que explorar nos arredores. É relativamente fácil conseguir carona tanto na ida como da volta. O povo da região é muito simples e bom. Acho que não resistem a curiosidade e a vontade de conversar com uns bichos-grilo estranhos com mochila nas costas. Assim sempre param para oferecer carona. Na volta, ganhei umas tangerinas pocã deliciosas do fazendeiro que ofereceu a carona, além de ter me deixado na porta da pousada. Há também lotações que levam e trazem o povo da redondeza até Rio de Contas. Se informe quanto aos horários. Acho que sai por menos que R$ 5. Se puder vá num feriado de festa religiosa, especialmente Corpus Christie. É uma das festas religiosas mais bonitas que já presenciei no Brasil. Desligam as luzes de Rio de Contas (desligam mesmo!) e todas as ruas e casas são iluminadas por lampiões vermelhos. Depois da missa a procissão sai atrás da banda filarmônica da cidade, enquanto o sino da igreja matriz toca num repique contínuo e rápido que nunca ouvi em outro lugar. A procissão segue pelas ruas escuras, só iluminadas pelos lampiões. É muito emocionante. O perigo é vc não querer mais sair de lá, como o botânico que foi explorar o Pico das Almas e acabou plantado lá. Boa viagem!!
  21. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
  22. Chapada Diamantina 01 a 08 de junho de 2017 01/06/2017: Vôo de Congonhas para Lençóis com conexão em BH e em Salvador. Cheguei em Lençóis às 14h. Havia uma van da agencia Chapada Adventure Daniel que levava do aeroporto até Lençóis por R$20,00. O aeroporto é minúsculo, nem tem esteira para entrega da bagagem, acho que só há vôos às quintas e domingos. Fica a 30 min de Lençóis. A outra forma de chegar na chapada seria com ônibus a partir de Salvador ou alugando carro. Aproveitar a promoção desse vôo foi a melhor alternativa! Fiquei num hostel bem simples (meu Canto Hostel), mas fui muito bem recebida pela Mary. Fiquei de ir à agência Volta ao Parque nesse dia às 19h, já havia reservado o trekking do Vale do Pati de 5 dias/4 noites. Passei no centro de informações turísticas e peguei o mapa da cidade. Naquela hora da tarde, o único passeio possível era o Serrano (cerca de 15 min caminhando) onde havia umas quedas d’água, “piscinas”. Na agencia, quando fui conversar sobre o trekking, fui apresentada ao guia que iria comigo (Tiago) e um outro guia fez um city tour cortesia por Lençóis (falou um pouco sobre a época do garimpo). 02/06/2017: Saí de Lençóis às 6h, demorou mais de 1 h de carro até o Vale do Capão onde encontrei o guia (Tiago) e a namorada dele que também iria no trekking (Gi). Fomos de carro até a entrada da trilha (Bomba). O vale do Pati pode ser feito de várias maneiras, entrada pelo Capão é a mais difícil. Caminhamos por uma região muito bonita com vista para o morro do castelo. Paramos no “Rancho” para tomar banho, descanso e lanche. De lá caminhamos mais, subimos o “quebra-bunda” e chegamos ao mirante do Vale do Pati. Vista linda!!!! Até ali havíamos caminhado mais de 5h. De lá se podia avistar a “Igrejinha” (onde já havia sido igreja e hoje é uma das casas para hospedagem), mas nós iríamos para a casa de D. Raquel. Descemos por uma parte bem íngreme, com pedras e que exigia 5 apoios. A mochila estava pesada, o que incomodava um pouco, mas foi tranquilo. O guia foi na frente correndo pois disse que teria que reservar jantar até às 17h, mas no trecho em que caminhamos sem ele não tinha erro. Chegamos na casa de D. Raquel umas 17:40. Tomei banho frio, mas regenerador! E a comida então...hum...tinha palma (lembra vagem mas é um cacto), batatinha com queijo, arroz e feijão feitos em fogão à lenha!!! 03/06/17: Após ótimo café da manhã na casa da d. Raquel, começamos a caminhada rumo ao Morro do Castelo. Tem várias escalaminhadas, mas o visual compensa todo o esforço. Passamos por dentro da gruta, fiquei com muito medo nesse lugar, mas o mirante no final foi “massa” como eles dizem por lá. Depois caminhamos até a cachoeira dos Funis (tem uma parte antes de chegar nela, mas não soube o nome). Caminhamos ao todo 5h40 min (14,89km), mas bem tranquilo pois só tinha a mochila de ataque. Outro banho frio e outro jantar maravilhoso na casa de D. Raquel. Acabei combinando com o guia ficar as 3 noites lá e não ter que andar tanto com minha cargueira que estava um pouco grande...o lado ruim foi não conhecer outros moradores, mas gostei de qualquer forma. 04/06/2017: choveu à noite toda, amanheceu chovendo também...Começamos a caminhada na chuva rumo ao Cachoeirão (parte de cima). Foram 3h30 de caminhada contando um trecho em que ficamos perdidos por causa da visibilidade...fiquei um pouco tensa nessa hora...Mas conseguimos chegar e ver a paisagem sob a neblina...Alguns minutos depois o tempo abriu e o visual foi maravilhoso!!! Tirei foto na pedra (lembra um pouco a pedra da Fumaça, que eu veria depois....mas gostei mais do Cachoeirão). Fizemos um lanche ali e logo voltou a chover. Andamos até uma toca que tinha no caminho e na qual muita gente faz pernoite (mesmo sendo proibido). Esperamos mais um pouco ali, mas durante quase todo o trajeto teve chuva e barro. Foram muitos escorregões! O bastão me salvou nessa caminhada. No jantar dessa noite teve godó de banana que é típico da chapada. Gostei! 05/06/2017: amanheceu chovendo de novo...esperamos até umas 10:30 para começar a caminhada para o Pati de baixo, ruma à casa do Sr. Jóia. O guia havia dito que seriam 2h de caminhada...mas foi 1h40 só até a prefeitura (onde havia sido prefeitura e atualmente é um ponto de hospedagem). Ali a hospedagem era 130,00 com meia pensão. Nas outras casas 110,00. Paramos um pouco para descansar e fiquei admirando a vista do Castelo dali...dava para ver a “janelinha”. Se algum dia voltar ao Pati quero me hospedar na prefeitura. Continuamos a caminhada até a casa do Jóia. Paramos numa ponte para comer e tirar fotos, lugar lindo! A caminhada durou 4h30 total. Deixamos as coisas e fomos ao Poço do Raí. Não entrei, mas o lugar é legal para tomar banho (tenho medo de água fria, uiiii!!!). Jantar bem gostoso também, fomos dormir cedo para acordar cedo no dia seguinte. 06/06/2017: choveu forte a madrugada toda. Acordei às 5h e estava escuro e chovendo. Descemos para tomar café da manhã e até sair já eram umas 6h15. Logo que sai da casa tem um descida bem escorregadia e depois é só subir a ladeira do Império. 6km de subida, mas chão de pedras, provavelmente colocadas lá pelos escravos. Essa subida demorou 1h27min. Não achei pior que a subida do morro do Castelo, acho que a expectativa de que fosse tão difícil fez até parecer fácil...só cansativa. Foi bom estar tempo fechado, com sol seria muito mais desgastante. Até chegar em Andaraí, caminhada totalizou 4h 40 min. Andaraí é uma cidade pequenininha, gracinha! Comi pastel e tomei sorvete de coalhada com calda de maracujina. De lá, o carro da agencia nos levou ao Poço Azul, onde eu faria a flutuação. São 20 min para ficar no poço, chegamos numa hora muito boa, em que os raios do sol entravam na gruta e mostrava todo o azul do poço! Lindo! Depois voltei para Lençóis. Para as próximas noites eu havia reservado quarto na Pousada Roncador (mais próxima na Praça central), bem perto da agência. É simples também, mas gostei. Caminhei pelo centro e jantei estrogonofe de palmito de jaca. Conversei na agência Volta ao Parque e queria fazer o passeio da Cachoeira da Fumaça com Morro do Pai Inácio no dia seguinte. Disseram que era possível. 07/06/2017: Fui à agência pensando que faria o passeio Cachoeira da Fumaça/Morro do pai Inácio. No carro estava eu e mais um casal. O motorista e guia era o Babal (só lembro o apelido...). O começo da trilha para Fumaça é no Capão. Paramos na cidade Palmeiras no caminho, para comprar lanche (1 pão de hambúrguer + 2 pães de queijo por 5reais!!!). A entrada da trilha também é entrada para quem vai fazer a travessia Capão Lençóis e para quem vai para a parte baixa da Fumaça (mas que precisa ser feita em mais de 1 dia, acampando). Todos registram sua entrada na trilha e para onde irá. Já houve muitos casos de desaparecimento e suicídios na Fumaça, triste...O começo é mais difícil por ser subida, mas depois fica um caminho plano quase por completo. Infelizmente estava chovendo e nublado. Na ida não conseguimos ver muita coisa. Mal consegui ver a cachoeira ao chegar lá, mas depois de lanchar, quando estávamos quase indo embora o tempo abriu novamente e o visual ficou incrível!!!! Essa é a segunda maior cachoeira do Brasil. A caminhada de ida demorou 2h 10 e a volta 1h30. Ao terminar temos que registrar a saída. A associação que cuida do local não cobra entrada mas pede doação para auxiliar no trabalho deles...eu não tinha nada trocado, acabei dando a bolacha que estava fechada na minha mochila e deu pra ver que alegrei a galera!!! No caminho de volta, descobri que o casal que estava comigo havia comprado o passeio Fumaça + Riachinho (que é o padrão de todas as agências). E a subida no Morro do Pai Inácio só pode ser feita até 17h...como ficamos mais tempo na Fumaça porque demorou para abrir o tempo e passamos na Riachinho, não consegui ir ao Pai Inácio ver o pôr do sol...o que me consola é que mesmo se tivesse dado tempo, eu não veria nada pois estava chovendo...mesmo assim fiquei um pouco chateada...de qualquer forma tenho motivos para voltar à Chapada! Jantei risoto de carne seca num restaurante na esquina da rua da pousada, um dos poucos que tinha espaço interno, pois estava chovendo e a maioria dos restaurantes coloca mesas nas ruas. Encontrei duas pessoas que também estavam no Pati no período em que eu estava, jantamos juntos e depois comemos sobremesa numa doceria muito fofa (D. Sonia). A filha dela também é guia, ficamos conversando, ela falou mais sobre a chapada e seus atrativos. Com certeza quero voltar para conhecer a cachoeira do Buracão, Igatu e grutas e Pai Inácio. Pelo menos o Pati que eu mais queria já fiz, mas voltaria de novo também, ficaria na igrejinha, casa do sr. Wilson e prefeitura. Gostei da agencia que contratei, o preço estava razoável por ser Chapada (infelizmente é preço para estrangeiro). Mas agora que já conheço um pouco, gostaria de ir de carro, sem pressa, parando nas cidadezinhas que gostar...aproveitando mais esse lugar encantador.
  23. Olá a todos, esse é meu primeiro relato de viagem aqui no fórum. Eu digitei esse relato em parte da 19horas da viagem de carro entre Igatu e Vitória - ES ( cerca de 1100km de distância) e o foco principal fora relatar os passeios realizados na chapada diamantina e a logística entre esses passeios e as cidades que ficamos hospedados. Esse relato contém informações sobre os custos de entradas em parques e passeios guiados mas não constam despesas com hospedagem, gasolina e alimentação. A viagem foi realizada de carro, em 4 pessoas, saindo de Vitória, capital do Espírito Santo, no dia 26 de dezembro de 2016 as 8 horas. Nesse dia viajamos cerca de 500km até a cidade de Itabela, sul da Bahia, onde fomos recebidos na casa de um grande amigo nosso para um churrasco e pernoite, de onde sairíamos na manhã seguinte direto para a cidade de Lençóis - Chapada Diamantina - BA -Brasil. Na dia seguinte completamos a viagem, chegando em Lençóis as 19hrs do dia 27 de dezembro. Início dos passeios: 28.12 - passeio cachoeira do sossego: De carro do centro de lençóis até o estacionamento próximo ao acesso da trilha da cachoeira do sossego e ribeirão do meio. 10 minutos. Fomos sem guia, nos perdemos mas conseguimos chegar. Da pra ir sem, depende do pique, disposição, movimentação pela trilha... mas não é muito fácil. 1:20hrs de caminhada até um poço no leito do rio que vem da cachoeira do sossego, poço bom pra dar uma refrescada e sentir os peixinhos beliscando nossa pele, no que chamamos de "peixoterapia" e ficamos um tempão na volta só curtindo um pedicure total natura. Desse poço até a cachoeira gastamos mais 1:40hrs, mas nos perdemos no ponto em que a trilha segue pelo leito do rio, subimos pelos cânions até a trilha ficar ligeiramente perigosa e percebermos que haviam outras pessoas trilhando pelo leito do rio, quando vimos que estavamos errados, voltamos e achamos o caminho correto, perdemos +-35 min nesse erro, mas não foi nada demais e podiamos ter evitado esperando algum grupo guiado pra irmos no embalo. A cachoeira do Sossego é maravilhosa, agua fria mas não gelada, queda d'água boa que da pra se banhar em partes dela. A cachoeira é bem funda e rola um pulo de uma pedra a cerca de 5m de altura, onde varias pessoas pularam, inclusive nós ( apenas eu e meu amigo Vinicius, nossas namoradas não pularam na maioria das vezes). Acima dessa pedra ha uma outra a cerca de 8m de altura que não pulamos pois os guias nos informaram que o nível da agua estava baixo, e como era nosso primeiro passeio rolou um receio de arrumar alguma treta logo no inicio da nossa trip e deixamos passar essa, achando que realmente era muito alto. Volta tranquila sem nos perdemos muito, com aquela parada na peixoterapia pra repor as energias. peixoterapia vista cachoeira do sossego 29.12 - Passeio Gruta da Lapa Doce, rio pratinha, Gruta Pratinha e Gruta Azul De lençóis cerca de 1:20 de carro até o estacionamento na propriedade onde encontra-se a gruta da lapa doce. Gruta da Lapa Doce: R$30,00 por pessoa, desce em grupo guiado passa por um trecho de aproximadamente 800m por dentro da gruta, que é muito grande, alta, escura e com várias formações interessantes. o passeio dura cerca de 50 minutos e é interessante pra conhecer como é uma gruta por dentro e suas estalagmites e estalactites em diversas formas diferentes. 20min de carro até oestacionamento da pratinha. Rio pratinha e gruta Azul: R$30,00 entrada por pessoa. Paga a entrada e fica a vontade pra ir onde quiser, exceto a gruta pratinha onde a flutuação é guiada e custa R$40,00. Fizemos a flutuação e foi bem legal, a gruta possui uma água bem clara e fica muito escuro no interior. Acho que se fosse em baixa temporada a agua estaria mais limpa, tenho a impressão que haviam partículas suspensas devido a movimentação de pessoas na gruta, mesmo que em flutuação. O Rio pratinha é lindo, água bem azulzinha e transparente( diferente de todo o resto da chapada que possui a água meio vermelho bem escuro), mas estava hiper lotado. Tem um quiosque na beira do rio que serve bebidas e comidas e como chega de carro até bem próximo do rio, é um lugar bem cheio de gente. A gruta azul fica a 5min andando do rio pratinha e quando fomos estava apenas com parte do feixe de luz que a deixa mais impressionante, portanto, valeu ter conhecido pela experiência, mas não pegamos a melhor época. P.s.: ha uma pequena trilha próxima a parte lotada do rio pratinha que te leva a um trecho do rio que estava completamente vazio e tranquilo, só descobrimos isso no final e teria sido melhor se fossemos antes. Recomendo. gruta pratinha entrada gruta da lapa doce 30.12 - passeio cachoeira da fumaça (por cima): De lençóis até o vale do capão de carro gastamos cerca de 1:45hrs, a subida da trilha é bem sinalizada e tinham varias pessoas, não havia a necessidade de guia. Gastamos 2hrs na subida num ritmo bom. A vista de cima da cachoeira é incrível, ela possui 420m de altura e nos faz sentirmos como se fôssemos uma formiguinha no mundo. Na descida fizemos em 1:20hrs. Infelizmente nessa época a cachoeira estava quase sem água e ainda assim gostamos muito, voltaremos numa próxima trip com certeza. Na trilha tinham vários vendedores de sucos e agua, inclusive no topo da cachoeira. O vale do capão é bem legal, galera bem de boa, geral na rua, muita opção de comida( varias vegetarianas possivelmente devido a predominância da galera roots no local), ficamos lá a noite e voltamos pra lençóis. vista por cima da cachoeira da fumaça sentindo-se minusculo no topo da cachoeira da fumaça 31.12 - cachoeira Ribeirão do Meio e morro do Pai Inacio: cachoeira ribeirão do meio: 10min de carro e 1hr de trilha suave até a cachoeira. Bastante gente devido a facilidade do acesso mas também gostamos muito. Tem um escorrega natural na cachoeira com cerca de 30m de comprimento e uns 12m de desnível, muito divertido, geral desce escorregando o tempo todo( recomendo bermuda ou short resistente ou velho) e cai em um poço fundo que também rola uns pulos de duas pedras, uma a uns 4m de h e outra a uns 5,5m, mas em ambas encostei o pé quando pulei no chão e não recomendo pular sem antes se certificar que é de boa, na verdade não recomendo a ninguém pular sem nunca verificar antes e estar acompanhado e certo do que está fazendo, 10, 11 metros de altura causam um impacto fortíssimo nos pés e podem causar lesões se mal realizados. Morro do pai inacio: 50 minutos de carro até o inicio da trilha, R$6,00 por pessoa, trilha de 20 minutos fácil mas só subida, parece uma escada. Do alto do morro o visual é bem legal, e da pra ter uma vista única da chapada. Vimos o por do Sol e descemos. ( essa foi a unica trilha que a volta demorou mais que a ida por conta da fila de gente que formou-se na volta da trilha). Recomendo. escorregador - ribeirão do meio por do sol - morro do Pai Inacio 01.01 - poço do Diabo. O poço do diabo fica próximo a rodovia a uns 30min de carro de lençóis, depois desce a trilha bem sinalizada , facil e com bastante gente pelo leito do rio até chegar ao maior poço, que é o poço do diabo. Tinha uma quantidade boa de pessoas mas nao estava ruim, no poço rola tirolesa e rapel( R$30,00 e R$50,00 respectivamente por pessoa) mas nao fizemos nenhum dos dois, o que tínhamos de graça já era mais que suficiente. O poço é muito fundo, bem grande e a queda d,água, que deve ter uns 12m de altura, da pra se banhar e a agua nao é muito gelada. Nesse local tem 2 opcoes de pulo. A primeira que fizemos foi a que pula no poço abaixo do poço do diabo, tb nao recomendo pois encostei pé e bunda no fundo do poço na hora do pulo, tem uns 6m de h. A segunda foi uma proximo a queda d'água, deve ter uns 9m de altura e pular dela foi iradíssimo. Recomendo o passeio,. Do poço do Diabo retornamos pro capão pra passar mais um tempo lá, pois tinhamos gostado e queríamos mais daquele clima amigável e envolvente. preparando pro pulo - poço do Diabo. Continua...
  24. Boas pessoal, é com satisfação que venho fazer o relato do meu primeiro mochilão, quer dizer, meu primeiro semi-mochilão. Mais a frente explico o porquê. Então, agradeço a todos do Fórum Mochileiros.com, a todos que gastaram um pouco do tempo que possuem pra tirar minhas duvidas. De fato, esse site nunca pode deixar de existir porque é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito importante para pessoas que querem viajar sem agencias de turismo e poder conhecer o mundo gastando menos. Bem, já começo dizendo que o primeiro mochilao saiu um pouco caro pra quem não possui o material necessário. Então vamos a algumas contas que fiz antes da viagem. Como não tinha mais câmera digital, já fui logo parcelando uma compacta da Sony w 310, o preço total saiu por R$ 531,00. Também comprei uma mochila Trilhas e Rumos 48 L por R$ 197,00, uma bota Nômade Finisterre por R$ 320,00 e um par de meias Selene pra trekking por R$ 18,00, estes três itens foram comprados em um site que recomendo demais, atendimento personalizado e um preço competitivo, site Rota Perdida. Alem disso, comprei também um óculos da SPY por R$ 245,00, Produtos de Farmácia somaram R$ 110,00. Taxas de embarque somaram R$ 40,00. Somando tudo, já tive q desembolsar R$ 1461,00. Tudo bem que foi parcelado, mas já e uma quantia e tanto pra mim, rsrsrsrsrsrsrs. Mas não importa muito, tudo foi muito bem servido e utilizado. Ah, outra coisa, as passagens de avião utilizei com milhas, então só paguei as taxas de embarque. Dia 15/01/2011 Início da Aventura.... Saí de Fortaleza as 06:30 e cheguei a Salvador as 08:00 mais ou menos, pela TAM. Fiquei la esperando o vôo pra Lençóis pela TRIP que sai as 09:30, se não me engano. Vale lembrar que por enquanto só tem vôo de Salvador para Lençóis em apenas um horário e no sábado. Se for fazer conexão, a TRIP só faz com a TAM. Chegando em Lençóis as 10:30, tratei de procurar Taxi, o rapaz me cobrou 60,00. Aqui abro um parêntese, rsrsrsrsrsrsrsrs, esqueci-me de tirar dinheiro na noite anterior à viagem e no aeroporto naquele negocio de despedir da família, nem lembrei, resultado, cheguei em Lençóis com R$ 22,00 e pelo visto, sem condições de ir de Taxi, daí fiquei vendo se alguém ia, apareceu um casal la pra ir com esse taxista e me meti pra saber se queriam rachar, pra minha sorte, eles aceitaram e quando chegou em Lençóis, tive mais sorte porque o casal pediu pra eu pagar só R$ 20,00, hehehehehee. Casal carioca gente boa que me ajudaram, meu muito obrigado. O bom de viajar sozinho é que você tem que se virar nos 30. Ah, outra coisa, o aeroporto fica numa cidadezinha chamada Tanquinho, a 25km de Lençóis. Chegando na Pousada, fiquei bastante alegre porque la é bem arrumado, limpo e o pessoal super receptivo, conversei bastante com a Ivana, dona da Pousada, e seus filhos que também são desenrolados na administração da Pousada. Bem, fiquei conversando ate umas 12:30 e daí sai pra almoçar com indicação da Ivana de que um dos melhores cantos pra almoçar seria o Grisante e o Bode Grill. O Grisante só oferece pratos a la carte ou prato feito. Já o Bode Grill tem self service e o kg não sei quanto era, mas meu prato ficou com pouco mais de 500g e deu em torno de R$ 13,00 + R$ 2,00 de refrigerante, saiu por quase R$ 16,00. Pra mim ficou dentro do planejamento de gastos com almoço que tinha proposto, já que gosto de comer bem. Pra quem não quer ou não pode gastar isso, recomendo o Restaurante da Dona Zilda, acho q e esse o nome, fica na rua das pedras, chegando la, você pergunta onde fica o restaurante dela. La tem um Prato Feito por R$ 8,00. E olha, vou dizer, nunca vi um PF daquele, no dia que fui la, pedi fígado frito, a Ro e a Karen pediram peito de frango e bife frito, respectivamente, o tamanho da carne era beeeeeeeeeeem servido e não vi nada igual aqui em Fortaleza e ainda pelo preço. Muito bem feito. Alem da carne, o arroz e o feijão deliciosos, alem de virem acompanhados de uma salada de alface, tomate, pepino e cebola pra ser temperada a gosto. Depois do almoço fui na Pousada tomei banho, passei protetor solar e fui atrás de um guia. Aqui do uma parada pra falar algumas coisas. O fato de agradecer tanto ao Fórum Mochileiros.com é porque eles me ajudaram em tudo mesmo. Alem disso, foi através dele que mantive contato com 3 pessoas suuuuuuuuper legais que conheci por la e que conseguimos nos reunir os quatro na mesma Pousada e quarto sem termos tido um só problema de relacionamento. Agradeço a Ro, do RJ, a Karen, de SP, e ao Vinicius, de GO. Formamos uma ótima turma pros passeios. Pena que só conseguimos ficar os quatro totalmente juntos em apenas dois passeios, já que não chegamos no mesmo dia. A Karen chegou no dia 11 ou 12 acho e o Vinicius chegou dia 14, eu dia 15 e a Ro, dia 16. Então, quando eu cheguei, Vinicius e Karen já estavam em trilha. O Jeito foi desenrolar algum guia, e vou dizer, consegui um preço bom pra uma tarde, R$ 30,00 pra me levar no Ribeirão do Meio, sei q poderia ter ido sozinho, sem pagar guia, procurando informação, mas já eram quase 15h e alem do mais, sem companhia pra fazer passeio não tem graça e também ficaria difícil guardar minhas coisas quando fosse tomar banho, então achei justificável o guia. Quem me acompanhou foi o Rian, gente boa, recomendo, caso alguém queira o contato dele: (75) 9995-2181. O Ribeirão do Meio e tranqüilo, 3 km com subidas que da pra fazer, só e bom ir com calçado pra evitar alguma topada, o caminho no geral e arborizado, o q evita pegar sol caso vá em horário de sol matando. O lugar em si e lindo, tem o tobogã que da pra se divertir e muito e descer sentado tranquilamente, só não desça em pé. Não tem cachoeira la, mas água geladinha, revigorante. Tem Também cervejinha geladinha e ate churrasquim la. Bem, quando foi umas 17h, voltei, cheguei quase 18 h no centro, ainda sozinho, sentei num bar la do lado do Grisante, tomei uma gelada, fiquei apreciando o movimento do centro da cidade. A Cerveja em garrafa de 600 ml geralmente custa R$ 4,00, Skol e Nova Shin, a Bohemia custa R$ 4,50. Nunca tinha bebido sozinho sentado numa mesa de bar, rsrsrsrsrsrs. À noite encontrei Karen e Vinicius na Pousada, nos arrumamos e fomos encontrar uma turma la no centro, gente de todo canto do Brasil e um alemão q mora em SP, o mais legal de viajar é falar com gente de todo canto do Brasil e do mundo. Muuuuuuito gratificante. Ficamos no Salton, la e especialista em pizza, pedimos 3 pizzas, sendo uma de 5 queijos, que eu mesmo não curti por conta daquele cheiro do queijo parmesão, as outras duas não lembro, pedimos Também uma macaxeira frita ou aipim pra alguns, regados sempre de cerveja beeeeeeeemm gelada. O custo desse jantar saiu por R$ 20,00 por pessoa, acho q estávamos em 8 pessoas, comemos tranquilamente e ainda sobrou pedaço de pizza e aipim. Depois disso, pousada e dormir. Dia 16/01/2011 Bem, foi o melhor dia da viagem que eu considerei por conta do passeio, seguimos em direção à Cachoeira do Sossego, e foi bom porque foram nós quatro juntos, eu, RO, karem e Vinicius além do Nosso guia, o Mikael, filho da Ivana e Carlinhos, donos da Pousada Sossego. Sair com o Mikael como guia pode ter certeza que e diversão na certa e você aprende tudo sobre a chapada, rapaz altamente inteligente. Pagamos, o grupo, R$ 80,00 pra o Mikael. Bem, pra chegar na Cachoeira do Sossego, são 7 km de ida e mais 7 km de volta, aparentemente pode se achar tranqüilo, mas aviso, se não tem um joelho bom pra agüentar subir e descer pedra na maior parte do caminho, e bom repensar, procure um guia estilo Mikael ou Samuca Correria pra este tipo de trilha, pois quem não tem condicionamento físico bom, vai sofrer e ate desistir no meio do caminho. Então, o caminho por si só e lindo, vendo aquele verdão la de cima, andando em mata aberta e meio fechada, tomando banho nas águas geladas vindas da cachoeira do sossego, o vale parece cenas daqueles filmes e desenhos de aventura que sempre vimos. Realmente, muito lindo. Depois de 7 km de muita andada , sobe e desce pedras e algumas tomadas de banho em poços vindos da cachoeira, chegamos na Cachoeira do Sossego, e olha, o nome diz tudo, um sossego só. O esforço vale a pena, imagens impressionantes as de la. A água geladinha, alias, todas as águas da Chapada acho q são geladas, mas uma temperatura agradável, q você chega todo suado e quando toma banho nas águas, se revigora pra poder voltar tudo. Ai ficamos la um bom tempo, acho q quase 3 horas. AI na volta é q vale um excelente guia, em vez de voltarmos pelo mesmo caminho, o Mikael mudou o trajeto e nos levou pra conhecer o Ribeirão de Cima, que e lindo Também, mas não tem cachoeira, só piscina, ficamos la um tempim e depois descemos ainda mais pro Ribeirão do Meio, onde ficamos ate escurecer, descemos o tobogã natural, conversamos, eu como tava morto de fome de querer comer carne, comi dois espetinhos de frango q vendem la com farofa e tomate e cebola, cada espetinho saiu por R$ 2,00, bem servido. Quando escureceu, fomos pra casa, doido pra inaugurar minha lanterna e consegui nesse dia, 3 km de trilha no escuro total. Chegamos no centro umas 19 horas, ficamos tomando uma gelada, jantamos e fomos dormir. Dia 17/01/2011 Nesse dia, nós quatro fizemos o segundo e ultimo passeio juntos, já q os outros q fui fazer dois já fizeram. Então fomos pra Marimbus, o mini-pantanal e a cachoeira do Roncador. Pessoal, eu particularmente não tava muito a fim de fazer esse passeio, pois o q tinha lido era q só andava de barco. Mas não e nada disso, o trajeto maior você faz de barco. Nesse passeio fomos por uma agencia, pela Chapada Adventure, pessoal bacana, o guia q não achei essas cosias todas porque só falava o q perguntávamos. Mesmo assim, foi um bom guia, mas se tiver outro, procure, o guia foi o QUelmo, uma das meninas não gostou de fazer passeios com ele, pois em outro passeio ele não quis fazer o poço do diabo. Bem, pra resumir, passeio de barco em 1 h 30 min, depois caminhada tranqüila de 1 km, chega-se a uma casa onde e servido um almoço, q fica incluso se for fechado na agencia, o passeio me custou R$ 115,00 com o almoço, não e caro, pois tem q pagar barqueiro. O almoço delicioso la, comi refogado de palma, um tipo de cacto. Comi Também mamão verde ralado, achava q era repolho. Mas não almoçamos logo, fomos conhecer as piscinas da cachoeira do Roncador, da casa e 1,5 km de caminhada, tranqüila, chegando la, tudo muito lindo, pena q no dia q fomos, a água tava forte e não dava pra ficar debaixo das cachoeirinhas, mas as piscinas todas muito belas e boas pra tomar banho. Delas da pra ver la embaixo, a praia do Roncador, q tem Também uma cachoeira, q segundo a Ro, faz massagem. Depois disso, fomos almoçar e descemos pra praia do roncador, eu como tava com os pés lascados da cachoeira do sossego, fiquei sem tomar banho, já tava cansado e o sol tava matando nesse dia. Na volta fui remando, achei bem divertido, curtindo a paisagem e o por do sol q e lindo de la, vendo do rio. Chegamos em Lençóis umas 19 h e fomos jantar e beber ate umas 22 horas e depois dormir. Aqui aproveito pra dizer q em Lençóis não tem muita balada, de 7 dias q tive la, só tem o inferninho na sexta e sábado e não ouvi muito bem de la, na quarta teve uma rave, no dia q teve aparecimento da lua cheia, como o pessoal tava cansado, acabei nem indo. Dia 18/01/2011 Foi um outro dia q fui sozinho pra passeio, por agencia Também, pela CIRTUR, boa empresa, mas se forem fazer o Passeio do Roteiro 01, q é o rio mucugezinho, poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta Azul e Pratinha e Morro do Pai Inácio, não e bom fazer com ela, mesmo tendo o Mikael como guia de la, porque geralmente vão em sprinter, levando umas 12 pessoas. Por conta de muitas pessoas, acabamos tendo q ver o Morro do Pai Inácio ao meio dia, mais especificamente por conta de um casal gaiato q atrasou desde q foram pegar eles na pousada ate chegar em Lençóis novamente. Ou fazíamos o Pai Inácio antes ou não iríamos conhecê-lo na volta. Bem, o passeio custou R$ 80,00 por pessoa, no almoço você paga seu almoço onde pararem pra almoçar, na Gruta da Lapa Doce paga-se R$ 10,00 e pra entrar na Pratinha paga-se Também R$ 10,00. Ah, pra fazer a flutuação na Gruta Azul e R$ 20,00, infelizmente por conta desse casal, Também não tivemos tempo pra fazer a flutuação,q demora 1 h 30 min, dizem q e lindo la. Vale a pena pagar. Acabei descendo de tirolesa, R$ 10,00. O Poço do Diabo tem cachoeira Também, e linda, água muuuuuuuito boa, pra chegar e uma caminhada tranqüila, passa-se por uma ponte improvisada, da medo, mas e tranqüila, passando de um em um, não da prol. Rsrsrsrss. E quando se chega no Poço do Diabo, tem uma cachoeira deliciosa Também, tomar banho ali é tudo de bom. O Morro do Pai Inácio e muuuuuuuuuuuito massa, a vista de la de cima e deslumbrante. Não tem igual ver o Morro do Camelo de la de cima. INFELIZMENTE, o casal nos fez antecipar esse passeio pra meio-dia, ou íamos nessa hora ou não iríamos ver o Pai Inacio, pra compensar, o Mikael encenou muuuuuuuuuuitissimo bem a Lenda do Pai Inácio, mas em minha opinião, o bom mesmo do Pai Inácio e ir pra ver o por do sol. A Pratinha tem uma água linda, super cristalina. Lindo la Também, mas não tem muito o q fazer se não for fazer a flutuação, é local pra ir mais família passar o dia. A gruta da Lapa Doce e uma atração a parte, aquela caverna e muito linda. Vale a pena mesmo ir. Depois da Gruta, fomos pra casa, chegando umas 20:30. O q posso dizer desse passeio e q é super tranqüilo, bem família, anda-se pouco, por isso fiz esse passeio, minha bota não tava amaciada, meus dedos estavam quebrados da trilha da Cachoeira do Sossego, procure fazer em grupo pequeno, não sei se vale a pena ir por conta, e meio longe, pra quem for dirigindo não vai valer a pena, mas e uma economia. Isso é minha opinião. Eu preferi pagar a agencia, só me arrependi porque era um grupo grande. O q salvou mesmo foi o Mikael, repito o nome dele pessoal, porque de todos os guias, só ele e o Samuca Correria foram prontamente eficientes. Entao tão totalmente indicados. Dia 19/01/2011 Bem, nesse dia voltei a sair com o mesmo grupo, com exceção do casal atrasado. Dessa vez a Ro veio comigo. Fomos fazer o passeio do Poço Azul com as Ruínas do Garimpo. O passeio custou R$ 90,00, sem taxas. O guia foi mais uma vez o Mikael, requisitado pelo grupo, pra verem como o cara e bom no trabalho q faz. Primeiramente fomos pro Poço Azul, pessoal, vo dizer, aquilo ali não existe. Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindoooooooooooooo demais rapá, sem descrição, não se sabe se vê é o fundo ou o reflexo da parte de cima, pensa que é raso. Tudo muito doido. Pena que só dura o mergulho 20 minutos e só vão em pequenos grupos pra não haver perigo. Quando subimos, fomos almoçar la mesmo, comida Também deliciosa, você paga R$ 15,00 e come o quanto quiser, ate carne. A vontade. Depois pegamos estrada pra Igatu de Xique-Xique. No meio do Caminho paramos na Cachoeira da DOnana, mas la não tomamos banho, meio perigoso pra chegar la, acho q por conta do grupo q tinha algumas senhoras mais idosas. Alias, esse passeio e mais dentro do carro do q caminhando, aviso logo, e meio entediante pra quem quer aventura. Só fui por conta do Poço Azul e das ruínas e historia do Garimpo, já q acho interessante. A cidade de Igatu e pequena, mas muito linda, rústica, casas de pedra, a vista das ruínas e linda, tem um pequeno museu do garimpo, onde um artista plástico colocou obras de outros artistas junto com as peças e la serve um sorvete de castanha delicioso. E um passeio pra família mesmo, pra descanso, q era o q tava precisando porque não tava conseguindo andar direito com a bota e não queria arriscar em levar uma topada indo de chinelo. Então, depois de Igatu, só viagem dentro do carro de volta pra Lençóis, e foi ai q me arrependi amargamente de não ter ido fazer o passeio pra Cachoeira do Mosquito e Pinturas Rupestres nesse dia, porque dizem q o por do sol nas Paridas e mais lindo do q o por do sol no Pai Inácio. E justamente nesse dia 19/01 era o primeiro dia de lua cheia e o céu tava limpo. Então imaginem ai, sol descendo de um lado e lua cheia aparecendo de outro, imperdível e eu perdi. Chegando em Lençóis fomos pra Pousada, tomamos banho e fomos jantar e dormir. Ah, falei mito em jantar em não falei em locais, valores. Bem, a noite recomendo pra quem quer comida de panela ir no Grisante, o Bode Grill só é aberto de dia. Mas mesmo que fosse aberto, recomendo o Grisante e, em especial, o prato de peixe grelhado que acompanha um purê de batata q pode ser trocado por pirão de farinha usada na tapioca. Pessoal, comida maravilhosa, sei que comemos em nossas cidades esse prato, mas adorei o tempero do arroz e principalmente do file de peixe, muuuuuuuuuuito bem feito. Pedimos Também porção de batata frita. O preço do peixe grelhado custa R$ 30,00 e serve muito bem duas pessoas, alem da batata frita q custa R$ 8,00 se não me engano. Comemos eu, Ro e Karen no primeiro dia. Gostamos tanto q eu e Ro voltamos no outro dia pra comer o mesmo prato. Não gostei do Restaurante Na Tora, acho q e esse o nome, fica na esquina da rua do bode grill, pedi uma carne la na chapa, arroz ruim, bife mal feito, sinceramente R$ 15,00 reais mal gastos. Outro local que recomendo pra comer e que eu comi umas 3 vezes a noite foi a Lanchonete Quilombora, fica naquelas lanchonetes de frente pra ponte da entrada da cidade, do lado do Mercado. La servem um sanduiche Beirute, e vou dizer, muuuuuuuito delicioso, o preço varia entre R$ 6,00 e no Maximo R$ 8,00, o mais completo. Pra verem quanto e gostoso, levei a Ro no outro dia, ela comeu 2x e no outro dia ainda fomos de novo comer la e duas pessoas q foram no Passeio da Cachoeira do Mosquito, a Ines e a Marluce, Também adoraram. Bem de comer em restaurante, são esses os locais que freqüentei. Me falaram do Burritos e Taquitos, mas as vezes q passei la estava fechado e quando tava aberto, já tinha escolhido o Grisante e o Quilombola como locais pra comer. Dia 20/01/2011 Foi um dia pra andar por Lençóis, conhecer mais a cidade, tirar fotos por la, despedir-se da Karen que partiu nesse dia. Fizemos tudo isso pela manhã. Foi neste dia que fomos almoçar no Restaurante da Dona Zilma. Podem ir la conferir o almoço. La abre a partir de 11:00 e não sei ate q horas fica aberto de dia, só sei que a noite ela só serve janta ate as 21 h. Depois do almoço, levamos Karen na Rodoviária e fomos atrás de um guia pra conhecer o Serrano, Salão de Areia (um dos locais de gravação da novela pedra sobre pedra), Poço Halley e Cachoeirinha. Nessa trilha, se conhece também a Cachoeira da Primavera, mas a Ro tava meio quebrada e só agüentou ir ate a Cachoeirinha. Bem, essa Trilha também se da pra fazer sem guia, mas depois do salão de areia fica meio complicado achar caminho pras outras cachoeiras. Fechamos o guia por R$ 40,00, dividido 20 pra mim e 20 pra Ro. O Guia e o Renan, voluntario da Brigada de Incêndio da Chapada Diamantina. Acabei não pegando seu telefone, mas e só chegar la em frente ao Mercado e perguntar por ele. Então, o Serrano e uma área só de pedra onde possui varias piscinas, estilo Roncador, uma piscina embaixo da outra ate chegar la embaixo, do Serrano se tem uma vista linda da cidade de Lençóis. De la, partimos pro Salão de Areia, la e legal mas não tem muito o q fazer, pelo menos pra mim não teve tanta surpresa em ver areia colorida, já q aqui tem essas areias nas falésias do Morro Branco. Do Salão fomos pro Poço Halley, e pessoal, maravilhoso la, uma pequena queda d’água q te relaxa muuuuuuuito, passar um tempinho no poço Halley vale muuuuuuito a pena. Seguimos pra Cachoeirinha e vi la o porque do nome, e bem pequeno o volume de água, mas e meio alta a queda d’água e da muito prazer tomar banho la, alem de ter uma piscina pra ficar relaxando. De la, voltamos pro Serrano, já q fomos só de passagem la e ficamos por la um tempo descansando, conversando e apreciando a paisagem. Depois seguimos pro Centro de Lençóis, bebemos, comemos e fomos pra Pousada. Dia 21/01/2011 Depois de 3 dias pra melhorar meus dedos dos pés que ficaram quebrados por não ter amaciado a bota antes da viagem, eu e Ro fomos conhecer a Cachoeira do Mosquito. Fomos pela Agencia Chapada Adventure novamente, mas dessa vez com um guia de qualidade, foi nesse dia que conhecemos o Samuca Correria, q faz trab Também pras agencias. Seu contato é esse: (75) 9974-6759 / [email protected] E ele fez toda a diferença no passeio, sempre super bem atencioso, sempre com o lema “devagar e sempre”. Pra chegar na Cachoeira do Mosquito, que fica numa área de propriedade particular, você vai de carro um bom tempo, quando se chega na Fazenda “Os Impossiveis”, da Dona Ilza. Sra super legal e faz tapioca divinamente gostosa, alem de um bolo de chocolate, sucos deliciosos, nunca tinha provado suco de maracujá com couve, mamão com limão, gostei tanto q já repeti aqui em casa. Mas nada igual. O Passeio custou R$ 130,00, com direito a café-da-manha e almoço na Fazenda. O almoço Também delicioso, dispensa comentários, coma tudo quanto puder porque e delicioso. Pessoal, a Cachoeira do Mosquito é liiiiiiiiiiiiiinda demais, olha, a impressão q tive q ela foi feita no computador,rsrsrsrsrsrs, serio, tem uma queda d’agua linda. Parece que ta chovendo la. E ficar deitado em uma pedra q tem la, e sem comentários, só você fazendo o q fiz. La não tem piscina funda como tem em outros locais, mas da pra relaxar legal la. A trilha e fácil, o percurso acho q fica em uns 3 km ou menos, da pra ir tranqüilo. Depois do café da manha, almoço na Fazendo e a ida a Cachoeira do Mosquito, seguimos em direção a Serra das Paridas. Local também indescritível. Aquelas pinturas rupestres são demais. Quando estiverem la, saberão o porquê do nome Paridas. Pra chegar nesse local é através de propriedade particular, vai de carro, não se anda muito, alias, quase nada, só pra subir para os locais das pinturas, geralmente se vai a tarde para as Paridas, pois como já havia comentado anteriormente, o por do sol de la é lindo, você tem o Morro do Camelo na frente do sol se pondo. Lindo demais, ficar ali conversando e apreciando a paisagem, não tem preço. De la, seguimos pra Lençóis super satisfeitos. Sem comentários esse passeio, tudo de bom. E ai fizemos a rotina, pousada, banho, fomos no mercado vê uma apresentação de capoeira e depois comer o Beirute no Quilombola, tomando uma cerveja geladeeeeeeeeeerrima, rsrsrsrsrsrs. Dia 22/01/2011 Ultimo dia de passeio na Chapada Diamantina. Deixei a Fumaça por Cima para o ultimo dia, já que meus dedos estavam acabados. Fizemos novamente pela Agencia Chapada Adventure, não tem almoço, mas a Agencia prepara um lanche bem reforçado e delicioso. Paguei R$ 100,00, o guia conforme havia falado, foi o Samuca Correria novamente. Foi eu e Ro apenas. A Fumaça fica no Vale do Capão, local em q o povo e alternativo, e vo dizer, super aconchegante a cidade, não dormi la nenhum dia, havia ate programado e pago duas diárias, mas acabei ficando só em Lençóis por conta dos passeios serem mais rápidos e mais baratos, mas era pra ter ficado pelo menos dois dias e uma noite la. Mas deixa pra próxima. Bem, vamos ao que interessa. Falaram inúmeras vezes que a subida na Fumaça por Cima era igual ou mais difícil do que a Cachoeira do Sossego, mas pra mim, SOMENTE PRA MIM, eu achei bem mais tranqüilo, nem tenho como comparar a Fumaça por Cima com a dificuldade da Sossego. São também 7 km de ida e 7 km de volta. Você passa 1 h 30 min de subida íngreme direto, depois que chega la em cima, e tudo plano, e é a parte mais bonita da cachoeira em si, cheio de flores lindas, flores pequenas, alem de locais que parecem bosques, lembra filmes que assistimos. Quando chegamos la em cima, a 1290m de altitude, a vista e maravilhosa, indescritível pessoal. Uma pena que a cachoeira não estava com volume cheio, alias, tinha pouquíssima água caindo, mas mesmo assim não perdeu seu espetáculo. Ficamos la um tempo, lanchamos, conversamos, tiramos fotos, ficamos na ponta da pedra pra ver la embaixo e da um meeeeedo louco, mas uma sensação incrível de liberdade, pessoal, difícil falar de como e lindo aquilo ali . Na ida fomos com céu nublado, na volta pegamos chuva e depois o sol rachando a cuca. E bom andar sempre com protetor solar não só la, mas em todo canto que forem andar. Ao descer da Fumaça, fomos comer o tão falado e comentado pastel de palmito de jaca com caldo de cana. Q por sinal eu adooooooro demais. E vou dizer, realmente é o que falam, pastel delicioso, e pra quem odeia jaca como eu, pode ficar tranqüilo, não tem gosto nenhum de jaca, o que eu adorei. Só comi porque tava cheio já, esqueci de falar que quando cheguei no capao, comprei um pão recheado de coisas naturais q uma senhora vende, pode comprar, eu comprei o misto q vem todos os sabores, custa R$ 7,00, mas e delicioso demais, tinha comido também o lanche, então tava super cheio, mas o pastel e realmente delicioso. Depois disso, fomos pra Cachoeira do Riachinho, muito lindo la. Acabamos não ficando la pra tomar banho, a Ro tava muito cansada e eu tava precisando resolver minha passagem de avião pela Gol q já imaginava q daria problemas. Na volta pra Lençóis indo do Vale do Capao, você vê uma das melhores imagens do Morro do Camelo, realmente, muito lindo. Chegando em Lençóis só deu tempo ir comprar uns presentes pra minha família e amigos, jantar e passar 1 h 30 min esperando no tel pra reservar a passagem de avião. Dia 23/01/2011 Fim da Aventura na Chapada Diamantina, 07:00 fiz meu ultimo café da manha na Pousada Sossego, despedi-me da Família Sossego e da Ro e parti rumo a Rodoviária pra pegar o ônibus da Real Expresso que saiu as 07:30 da manha, na rodoviária reencontrei o Luis Henrique, q fez o passeio do Mosquito comigo. Fomos de ônibus ate Salvador, chegando la, fomos pro Shopping Iguatemi q fica do lado da Rodoviária, almoçamos por la e fomos pro Aeroporto. E do uma dica, pechinche um taxi, eles cobram R$ 60,00 em media, mas conversando, você paga R$ 40,00. Como estávamos em dois, saiu R$ 20,00 pra cada. E vou dizer, você andar com um mochilao e ainda outra mochila menor dentro daqueles ônibus lotados e com possibilidade de ser roubado, e melhor poupar uma grana pra pagar o taxi pro aeroporto, o taxista deixou o taxímetro ligado, a viagem custaria R$ 55,00, então saiu no preço pra gente, o cara foi na velocidade normal e sem engarrafamento. Meu vôo saia as 20:10, cheguei em Fortaleza as 21:30, se não me engano. Pois é pessoal, essa foi minha primeira aventura, aqui digo que não foi um mochilao de verdade porque na maioria das vezes utilizei as agencias de viagem, comi em locais meio caro, entre outras coisas como puderam ver. Mas ainda sim, considero Mochilao porque fui sozinho, conheci gente de outros cantos, fiz trilhas a pé, procurei locais baratos pra ficar. Minha primeira viagem, acho q pra inicio, fui ate bem, me desenrolei bem, graças ao fórum mochileiros.com e a comunidade Mochileiros no Orkut. Bem, é isso, caso queiram tirar alguma duvida comigo, tem meus contatos, to sempre vindo por aqui. Espero ajudar alguém e meu muuuuuuuuuuito obrigado a equipe do Mochileiros.com Ah, durante esses 7 dias na chapada, gastei R$ 1.300,00, tirando aqueles valores la de cima. Não tive pena em gastar dinheiro lá, então me consumiu tudo isso, além de ser alta estação. Pousada Sossego (Ivana ou Carlinhos ou Mikael): (75) 3334 – 1203 / (75) 9942 – 9285 / (75) 9966 – 1168 Diária: R$ 35,00 com café da manha, quarto com banheiro privativo e chuveiro elétrico, quartos com chaves, são limpos todos os dias. Impecável. Aviso ainda que o Carlinhos é um dos guias mais experientes nas trilhas do Paty. Caso queiram, falem com ele pra consulta.
  25. DICAS : Comprar o mapa caminhos e trilhas (da chapada diamantina) em qualquer agencia de turismo em Lençóis R$20,00. Se quer economizar alugue um carro (por mais que esteja em 2 pessoas), pois as agências cobram caro pelos passeios e você fica refém de um grupão. Alugar carro em Salvador é mais barato (na locadora MOVIDA há um desconto para quem possui aquele programa do Ipiranga km de vantagens, o carro que alugamos por 07 dias saiu por R$ 420,00). A gasolina em Salvador é bem cara, na estrada a gasolina costuma ser mais barata, mesmo em postos com bandeira de confiança (shell, texaco e etc), encha o tanque na estrada. Se puder planeje sua viagem pra Chapada entre maio e setembro (Maio é o mês do ano o qual a chapada encontra-se mais vazia) e entre estes meses os raios de sol entram dentro dos poços (azul e encantado) e na gruta azul que deixam a cena deles ainda mais perfeita. Leve sempre comida com você, pois costuma-se passar o dia fora. Carros pequenos e 1.0 andam muito bem na chapada! Não é necessário alugar 4x4. De 15/02/15 a 21/02/2015 1° DIA : LENÇÓIS -> PONTO TURISTICO: Ribeirão do Meio; NÃO NECESSITA DE GUIA, NÃO POSSUI TAXA DE ENTRADA. Hospedagem: 20,00 a diária no camping primavera, localizado próximo ao centro (possui cozinha, valor sem café da manhã, não possui luxo algum, há uma pagina deles no facebook com telefone), utilizamos bastante a cozinha do camping, no entanto em Lençóis há restaurantes dos mais simples (como tapiocarias e hamburguerias) aos mais luxuosos. Saída de Salvador por volta de 11:30 da manhã, chegamos a Lençóis 16:30 da tarde (média de velocidade 120 km/h). Como já era entardecer compramos o mapa e fomos direto à *RIBEIRÃO DO MEIO*, cachoeira que fica dentro de Lençois, com FACIL trilha, NÃO NECESSITA DE GUIA e nem possui taxa de entrada. Após retonar de Ribeirão fomos ao camping, ajeitamos a barraca e fomos conhecer Lençóis a noite (cidade bem movimentada, a mais desenvolvida da chapada). 2° DIA : LENÇÓIS -> PONTOS TURISTICOS: Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta do Pratinha, Gruta Azul, Lapa Doce e Cachoeira do Mosquito. NÃO NECESSITA DE GUIA, POSSUI TAXA DE ENTRADA. Acordamos 7:00, comemos (andamos com alimento na mochila – leite em pó, torradas, pasta de amendoim, biscoitos, queijo polenguinho, barra de proteína e etc) e fomos aos pontos turísticos e obrigatórios de Lençóis, pra ir neles você sai de Lençóis e vai em sentido Seabra (no mapa há a localização de todos os pontos, bem explicativo). Há um estacionamento para o carro R$ 5,00 e você anda um pouquinho até a primeira parada * RIO MUCUGEZINHO* lindo, bom para banho. No entanto seguimos andando (trilha fácil e curta) para a segunda parada *POÇO DO DIABO* lindo de se ver, possui tirolesa e rapel (não fizemos), é ótimo para banho, possui uma queda d’agua maravilhosa, lindo! Ficamos um pouco no poço, curtimos o lugar e quando começou a lotar saímos em direção ao nosso 3 ponto. Para a *GRUTA DO PRATINHA* é necessário pegar o carro novamente e continuar em direção a Seabra, deve-se atentar pois toma-se uma estrada de terra (com o mapa é tranquilo). Após seguir por essa estrada de terra chega-se ao pratinha VALOR DE ENTRADA R$ 20,00 (que inclui a gruta do pratinha, tomar banho no rio pratinha e a gruta azul- apenas visitação). Para quem quiser realizar flutuação na gruta do pratinha é cobrado um valor extra de R$ 20,00 (não achamos necessário, pois estava lotada e com uma fila de espera bem grande). A gruta é bem bonita, com a agua de um azul espetacular, após fomos ao rio pratinha mergulhar e nos refrescar pois era 10:00 da manhã e já fazia um sol de 15:00. Confesso que eu nunca vi um rio com uma agua azul cristalina, como há no pratinha! Sensacional... Após fomos a *GRUTA AZUL*e a agua também é tão azul que parece não haver agua! Os peixes parecem flutuar (De maio a Setembro entra sol na gruta por volta das 14:00 as 16:00). Após sair da gruta fomos a *LAPA DOCE*, pega-se o carro e segue pela estrada de terra. Taxa de entrada R$ 25,00. Lapa doce é uma gruta, com formações rochosas interessantes e pinturas da época pre-cambriana. Eles esperam formar um grupo de 8 pessoas para poder entrar na gruta e o passeio dura em torno de 40min. Quando chegamos não havia grupo formado e teríamos que esperar, então decidimos não entrar na gruta, pois conhecemos algumas e são até um pouco parecidas, então decidimos fazer algo melhor: pegar o carro e ir em direção a *CACHOEIRA DO MOSQUITO*, ponto obrigatório! Tomamos o carro e voltamos o caminho e fomos em direção a Salvador, não necessita de guia (apesar de todas as agencias em Lençois recomendarem um – HEY, NÃO É PORQUE ESTOU VIAJANDO QUE SOU RICA! APENAS ECONOMIZO BASTANTE OK? Rsrsrs ) Então com o mapa em mãos fomos. A cachoeira fica dentro da Fazenda dos Impossiveis – basta perguntar a direção, anda-se um bom pedaço pela estrada de terra. Ao chegar na fazenda há uma taxa de R$ 10,00, então estaciona o carro e toma-se uma trilha que possui dificuldade moderada (andando devagar é tranquilo fazer). Mosquito é lindo demais, todo o esforço pra conhecer vale a pena, foi capa da revista 4 rodas, edição chapada! Acrescente ao seu roteiro porque é uma das cachoeiras mais bonitas da chapada. No entardecer voltamos pro camping e dormimos cedo pois o 3° dia nos esperava. 3° DIA : VALE DO CAPÃO -> PONTOS TURISTICOS: Morro do Pai Inácio, Fumaça por cima e Cachoeira Riachinho. SEM GUIA, HÁ TAXA DE ENTRADA. Hospedagem camping Lashmiki R$ 20,00 a diária, sem café da manhã (Camping super organizado, bem limpo, com ótima cozinha, melhor estruturado que o primavera). Acordamos por volta das 7:00, fizemos check out e fomos direto ao *MORRO DO PAI INÁCIO* (ainda em Lençois), o ideal é ver o por-do-sol por la, no entanto como não tivemos tempo no dia anterior e teríamos que conhecer o morro, fomos assim que abriu (abre de 9:00 as 17:00) e o valor da entrada é R$ 5,00. Após o morro fomos direto ao vale do capão, em direção a *CACHOEIRA DA FUMAÇA POR CIMA*, não há taxa de entrada, o turista realiza uma doação de quanto quiser na portaria (eles te oferecem guia, falam que é melhor e bla bla, aquela velha historia, porém não é necessário!) a entrada na cachoeira pode ser ate as 13:00 e a trilha é bem difícil, como uma subida no começo que parece não ter fim, depois o caminho fica plano e ainda é mais 1hora caminhando (são 6km ao todo). A vista é linda, vale demais ver a maior queda d’agua do pais. É tão alto que a agua não chega ao chão, ela evapora ‘’ e so chega la embaixo sua fumaça’’ por isso o nome. Depois de muitas fotos descemos, pegamos o carro e fomos ao *RICAHINHO* que é ao lado praticamente (alguns kms), ver o por-do sol e nos refrescar após a longa caminhada da fumaça (não há banho na fumaça). Não há valor de entrada no Riachinho e é uma cachoeira deliciosa! Suas pedras são bem diferentes. Depois seguimos para o vale do capão de carro (mais alguns kms a frente), chegamos ao camping e arrumamos a barraca. Saimos a noite para conhecer a vila É APAIXONANTE, melhor que Lençois pra quem gosta de um clima bem roots. Comemos a famosa pizza do Vale (que é bem fina e super recheada) e o famoso pastel de palmito de jaca (saudades ). Dormimos e acordamos no dia seguinte bem cedo, fizemos check out e fomos em direção a Mucugê. 4° DIA : IBICOARA -> PONTOS TURISTICOS: Poço encantado e Poço azul. NÃO NECESSITA DE GUIA, HÁ TAXA DE ENTRADA. Hospedagem: Pousada Raio-de-sol, diária R$ 30,00 sem café da manhã. Saimos do capão por Guiné, atravessamos Mucugê e fomos em direção a Itaetê (onde ficam os poços), esse caminho é bem mais rápido e fácil, todo por estrada de terra. Primeiro fomos ao *POÇO ENCANTADO* com taxa de entrada R$ 20,00, é um poço de agua azul devido ao magnésio e cálcio que contem na agua, muuuuuuuuuuuuuito lindo. Não se pode mergulhar, apenas ver, tirar foto e conhecer a historia. Saimos do encantado, pegamos o carro e fomos em direção ao *POÇO AZUL* deixamos o carro na margem do rio e atravessamos o rio a pé mesmo (a agua não passou da coxa) mas se tiver mais cheio há barquinhos que fazem a travessia por R$ 2,00. O poço azul fica do outro lado da margem e realmente é um poço azul, tão lindo quanto o encantado, mas que permite o mergulho. Taxa R$ 20,00, eles te dão um colete (uso obrigatório) e ate fazem fotos se você adquirir esse pacote. É um banho revigorante e lindo demais. Como já falei a luz do sol só entra nos poços de maio a setembro e o horário da entrada dos raios no poço encantado é de 10:00 as 13:30 e no azul de 13:00 as 15:30. Fora isso os poços são escuros mas que ainda dão pra ver bem sua lindeza e o azul da agua. De la pegamos o carro e seguimos para Mucugê (pensamos num primeiro momento em dormir la, mas vimos depois que não era boa ideia por conta dos planos do dia seguinte), Mucugê é uma cidade histórica, muito preservada e bem bonita! Há um cemitério bizantino e uma praça bem aconchegante. Seguimos direto para Ibicoara então. Chegando em Ibico (19:30) fomos logo atrás de um guia, pois queríamos fazer a cachoeira da fumacinha no dia seguinte. Achamos o guia NARCISO, que é o melhor guia que poderíamos ter arranjado! Virou um amigo e nos contou inúmeras historias engraçadas, agendem com ele antes pois demos muita sorte de encontrar um guia disponível (071- 93755192 tim). Ele nos levou no topo das cachoeiras, nas fendas por tras das quedas d’aguas, um arraso! Então fomos para a pousada e descansamos, pois marcamos com o Narciso 6:00. 5° DIA : IBICOARA -> PONTO TURISTICO: Fumacinha. NÃO HÁ TAXA DE ENTRADA, NECESSITA DE GUIA. O valor do guia gira em torno de R$ 180,00 – 200,00 para duas ou três pessoas. Podendo ser negociável, dependendo do papo. As 5:00 acordamos, arrumamos todas as comidas e as 6:00 encontramos Narciso. Até a entrada da *FUMACINHA* são 33 kms, quase 1 hora de carro (estrada de terra), há um estacionamento do Mauricio, que é cobrado R$ 5,00 para deixar o carro, mas há um outro estacionamento que não é necessário pagar nada (pergunte ao guia). Deixamos o carro e começamos a andar. São 9 kms pelo leito do rio, atravessamos cachoeiras lindas, ótimas para banho, caminhamos entre cânions e o visual é impagável! A Trilha é difícil pois é longa e escorregadia (pedras), no entanto fizemos em 3 horas. A chegada na fumacinha é amor a primeira vista, a cachoeira mais linda que já vimos na vida, sem igual (já quero voltar :[), a agua é bem gelada, pois praticamente não bate sol no interior dos cânions, mas entre na agua sim! Leve toalha ou um casaco na mochila, porque faz frio! ficamos por la, curtimos bastante e tomamos os 9 kms de volta. Paramos na cachoeira do encontro dos rios (caminho) demos um mergulho e continuamos. Cansados, porem felizes demaissssssssssss, pegamos o carro e chegando na cidade ‘’almojantamos’’ no point dos amigos (comida a vontade- arroz, feijão, macarrão, frango ou carne e etc) por R$ 10,00. Vale muito a pena, porque a comida da dona é uma delicia. Fomos pra pousada e dormimos para o 6 ° dia. 6° DIA : IBICOARA -> PONTO TURISTICO: Buracão. HÁ TAXA DE ENTRADA E NECESSITA DE GUIA. Marcamos com o Narciso as 9:00 e fomos para o *BURACÃO* são 31 kms em estrada de terra e na portaria para a cachoeira paga-se uma entrada de R$ 6,00 por pessoa e a entrada com guia é obrigatória, o guia para duas pessoas custa: 80,00; para 3 ou mais 90,00. A trilha é curta e bem fácil, 2,5 kms e logo estavamos no buracão. Como lá é uma cachoeira do município e não do parque nacional chapada a estrutura é diferente, o uso do colete é obrigatório (pois a agua é bem gelada e a cachoeira bem funda). Até chegar no buracão passamos por 2 cachoeiras a das Orquídeas e Do maravilhoso em que são permitidas banho e a Dos verdes em que não se pode tomar banho para preservar a vegetação ao redor da mesma. A beleza do buracão é diferente da fumacinha, o buracão desagua entre cânions, é sensacional! Saímos do buracão e paramos na cachoeira das orquídeas (ainda na trilha), ficamos um pouco por la, curtindo a beleza do local e então fomos embora. No caminho de volta a Ibicoara tem o mirante do Campo redondo, uma pedra que forma a geometria de uma cadeirinha, tiramos bastante foto por lá. Chegando em Ibicoara fomos ao point dos amigos novamente, comemos a vontade, nos despedimos de narciso :,( e fomos dormir. 7° DIA : Acordamos cedo, arrumamos as coisas e fomos levar o carro para lavar (estava bem sujo de lama e as locadoras cobram uma multa se entregar o carro assim), achamos um lava-jato que abre as 8:00 e a lavagem completa foi R$ 25,00. Já havíamos feitos ckeck out, então com as coisas no carro após a lavagem fomos em direção a Salvador. Saímos 10:00 horas de Ibicoara e chegamos em Salvador as 16:30. Entregamos o carro no aeroporto mesmo, fizemos checkin e embarcamos, com muuuuuuuuuuuuuita saudade da chapada. Já querendo voltar um dia para fazer o vale do Pati! Espero ter ajudado, qualquer duvida estou à disposição PS 1: Não sei ao certo quantos kms rodamos, foram quase 2.000, contando com a ida e volta de Salvador. Gastamos 3 tanques ao todo, nosso carro foi um novo uno vivace 1.0, completo (pedimos o basicão e veio o completo, gloria!). PS 2: Ofertamos diversas caronas, pois imaginamos que poderíamos ser nós naquela situação. Seja solidário também PS 3: Se tiver tempo acrescente a cachoeira SOSSEGO ao seu roteiro, ela fica em Lençóis e todos falam que é muito linda! São 14 kms de trilha ao total e necessita guia. Como não tínhamos tempo hábil, deixaremos para a próxima..
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