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  1. Olá amigos, Primeiramente quero informar que este é o meu primeiro relato de viagem aqui no Mochileiros. Logo, vão me desculpando caso peque em algum detalhe. Dito isso, vamos ao que interessa. Comecei o meu planejamento colhendo informações através do próprio Mochileiros.com, e o meu objetivo era fazer 3 dias intensos na Chapada, tentando investir um valor justo e explorar o máximo possível. Pegamos a estrada (em veículo próprio - Eu, Minha Esposa, Minha Mãe e o Marido dela) saindo de Aracaju/SE no dia 02/01/2018 às 04:00. De Aracaju para Lençóis são pouco mais de 600 KM, cheguei na cidade por volta de 12:30 (parei para tomar café na estrada - óbvio que levei tudo, já economizei essa grana). Parada em Entre Rios-BA para tomar café Depois de ter tomado um belo café na beira da estrada vendo o sol nascer, seguimos em frente. A rodovia está ótima e logo-logo chegamos à Feira de Santana-BA. Em Feira existe uma rodovia pedagiada (Concessão Via Bahia) e o valor do pedágio nesta época foi de R$ 4,50. Valor justo e a pista um TAPETE. Seguimos viagem apreciando belíssimas paisagens: Parada na estrada para registrar a paisagem da região (muito bonita) As 12:30 chegamos em Lençóis e fomos diretamente para a Pousada da Lurdinha. Ela é uma nativa da região, super gente boa e fez da sua casa uma pousada. Local muito aconchegante e no valor da diária já está incluso o café da manhã. Quarto com banheiro independente com ventilador: R$ 100,00 - com Ar Condicionado - R$ 140,00. Se você for em época de calor (quase todos os meses do ano nesta região, e for uma pessoa calorenta, vale pegar o quarto com Ar condicionado, pois a cidade é muito abafada, o tempo só vai esfriar por volta das 00:00. Essa é a Lurdinha - CONTATO: 75 - 9.9872-5019 Depois de deixar a nossa bagagem fomos ao encontro do nosso Guia Turístico (sim, na Chapada entrar para fazer as trilhas é complicado sozinho, ainda mais com família), optei pela segurança e contratei o guia da empresa do Renato - A empresa se chama Volta ao Parque e fica logo no centro de lençóis, ao lado da Lotérica, não tem errada). Observação Importante: Você pode contratar o serviço de duas formas: 1 - Você contrata a empresa Volta ao Parque e ela se responsabiliza de te pegar no hotel e te levar para os passeios com o Guia (valor R$ 200,00 por pessoa, por dia) e a opção 2: Você ir com o seu veículo e contratar somente o serviço do Guia que fica entre R$ 170,00 e R$ 200,00 - porém este valor é para o grupo, ou seja, ao invés de você pagar R$ 800,00 (para quatro pessoas em um dia, você vai pagar apenas R$ 200,00. Claro que fiquei com a segunda opção. E esse valor de R$ 200,00 somente do Guia ainda tem conversa, NEGOCIE. O site da empresa é este: http://www.voltaaoparque.com.br/ O dono da empresa chama-se Renato, este é o contato dele: 75 - 9.9963-1269 Os guias que nos acompanharam foram: Flávio (primeiro dia) e Tom (segundo e terceiro dia). Ambos muito competentes e atenciosos. Observação sobre o serviço do guia: Gente, o pessoal tem treinamento de primeiros socorros, andam com uma mochila com um KIT caso você precise de algum atendimento dentro da trilha (minha mãe machucou o pé e precisou). Ao meu ver é um dinheiro bem pago e que não deve ser economizado, salvo se você já tiver experiência em trilhas na Chapada. Outra coisa, alguns passeios além do guia você precisará pagar taxa para entrar lo local (locais de propriedade privada). Avisarei aqui em qual passeio paguei taxa e o valor. Dito isso, fomos em direção nosso primeiro passeio: Vale da Muritiba (Não paga taxa para entrar no local) Veja aqui o vídeo do guia explicando o nosso roteiro do primeiro dia: O vale fica dentro de Lençóis e essa foi a nossa primeira opção de passeio por uma questão óbvia: Só tínhamos o período da tarde para aproveitar, então subimos o vale. São 6 KM ao total, passando por 3 cachoeiras e tirando uma foto belíssima no topo do morro: SEGUNDO DIA: Depois de uma aventura e tanto no dia anterior, seguimos para um roteiro extenso durante todo o dia. Visitamos os seguintes locais: Poço do Diabo (Rio Mucugê) - Não paga taxa Pratinha - Atenção para esta parte do passeio!!! O local apesar de ser bonito, paga uma taxa absurda de R$ 40,00 (por pessoa) e tudo o que você for fazer lá dentro é pago também (tirolesa, pedalinho, flutuação... tudo é pago). Além de a estrada para acesso (Janeiro de 2018) ser uma porcaria. Estrada de chão, cheia de buracos e os caras sequer se preocupam em passar uma máquina na pista para melhorar. Achei a relação custo x benefício péssima, é só você fazer uma conta para 4 pessoas (só de taxa você irá pagar R$ 160,00) fora que parece um piscinão, cheio de gente, enfim... Não recomendo. Dizem que a flutuação por dentro das cavernas é linda, mas tinha tanta gente pra fazer que eu desistir. Fiquei frustrado e não recomendo a Pratinha (minha opinião). Segue algumas fotos: Gruta Lapa Doce - Um dos passeios mais interessantes que fizemos - Taxa de R$ 15,00 ou é 30,00 por pessoa (não lembro) Gente, só de imaginar que a Chapada toda um dia foi o fundo do mar já é inimaginável. Agora, descer por alguns metros, entrar numa gruta que tem 42 KM de extensão mapeados (turista só pode andar apenas 1 KM) é surreal. O local conta com Guia próprio (nosso guia foi o Carlinhos) muito competente. O pessoal leva isso muito a sério lá, inclusive tem vários estudos feitos pelo pessoal da USP e UFBA. Passeio indispensável para quem vai à Chapada. TERCEIRO DIA Começamos o dia subindo o Morro do Pai Inácio. Que vista incrível!! - Paga taxa de R$ 6,00 por pessoa para subir o morro. CACHOEIRA DO MOSQUITO - Paga taxa de R$ 15,00 por pessoa. Outro passeio indispensável. A cachoeira do mosquito fica dentro de uma fazenda privada, são 18 KM de estrada de chão e + 1 KM mata a baixo para chegar na cachoeira. Vale cada esforço, cada suor derramado. OBS sobre o amoço Cachoeira do Mosquito: Vale a pena você pagar R$ 30,00 para almoçar na fazenda (você paga a taxa e come livremente). O almoço é uma delícia, tudo feito em panela de barro: Dá uma olhada nas fotos: RIBEIRÃO DO MEIO - Não paga taxa para entrar. Sã0 5,0 KM de trilha total (ida e volta) Único local que não fiz registros. Pra falar a verdade? Cheguei o pó de cansado lá! Hahahahaahaha. Só fiz entrar na cachoeira, revirogar as energias e voltar, pois já era 17:30 e começou a chover. Ficamos receio de escurecer rapidamente e termos que fazer a trilha de retorno a noite. O passeio vale a pena, o local é bonito e é aqui que fica o tobogã de água natural. Fim do passeio, na manhã do dia seguinte é dia de pegar estrada e voltar para a nossas atividades. Dona Lurdinha manda um recado para vocês: É isso pessoal. Espero poder ter ajudado com informações úteis para os amigos aventureiros. Boa viagem, até a próxima aventura!
  2. Fala Viageiros! Fui agora em Setembro para a Chapada Diamantina e vou contar aqui um pouco das histórias, deixar umas dicas e o principal, mostrar umas fotos daquele lugar espetacular que passei! Lá no meu blog tem mais fotos e detalhes. Podem conferir: www.profissaoviageiro.com Vai ter bastante foto também no meu Instagram: @profissaoviageiro Não esqueçam de seguir lá! Obrigado! E dessa vez no YouTube do Profissão Viageiro vai sair mesmo o vídeo da viagem! Quem puder dar uma força lá, agradeço! Começando a página do zero! Bom, essa viagem foi adiada 3 vezes por conta da pandemia e foi um terror conseguir remarcá-la. Mas finalmente conseguimos embarcar e deu tudo certo. Foram 8 dias de viagem e o roteiro ficou assim: SP – Salvador de avião e aluguel de carro em Salvador; Daí foi de carro: Salvador – Palmeiras – Lençóis – Igatú – Ibicoara – Salvador. E foi assim: Dia 1 Nosso voo saia cedo de São Paulo e na hora do almoço já estávamos em Salvador. Pegamos o carro na locadora do aeroporto mesmo e já caímos na estrada. Como não havíamos almoçado, paramos em um posto para comer alguma coisa só para aguentar até o final do dia. Daí pegamos a BR e viajamos a tarde inteira em direção à Palmeiras. Paramos só para um açaí mesmo, porque estava um calor forte por lá! A estrada é ruim, mesmo no trecho entre Salvador e Feira de Santana, apesar de ser uma estrada pedagiada. Depois de Feira ainda piora um pouco. Muito caminhão e muitos dos caminhoneiros não se preocupam muito com leis de trânsito. Dá para entender o tanto de acidentes que vemos na estrada. Chegamos já estava escuro e não tinha muito o que fazer. Por sorte nossa pousada servia uma pizza bem gostosa e ficamos por lá mesmo curtindo nossa primeira noite. Dia 2 Sem muita pressa tomamos nosso café da manhã na pousada. Tivemos que arrumar as coisas e já fazer o check out, pois era a única noite que passaríamos em Palmeiras. Seguimos então em direção à Cachoeira da Fumaça, que era nossa primeira atração do dia. Saindo de Palmeiras vamos na direção do Vale do Capão. Muita poeira na estrada de terra, mas ela estava ok. No caminho vimos um cara já mais velho pedindo carona e paramos. Ele era americano e estava no Brasil já há algum tempo. Não falava muito português. É engraçado ver esses gringos que se mudam para um lugar desses. Imagina a mudança de vida dele… Agora o cara anda com penas e colares! Acabamos perdendo a entrada da Cachoeira da Fumaça e chegando no Vale do Capão, ou, em “The Village”, como o gringo chamava! Estava rolando uma feirinha no centro do lugar. Várias barraquinhas. Bom, deixamos o nosso amigo lá e voltamos para achar a entrada da cachoeira. Ainda nos perdemos um pouco porque o Google não sabe onde fica a entrada, então ele queria nos mandar para um outro lado que não tinha nada a ver. Ainda bem que perguntamos. A entrada da Cachoeira da Fumaça fica em uma entradinha meio “disfarçada”. Parece mais a entrada para a casa de alguém do que a entrada para a principal atração da região. Para entrar na trilha, não existe uma cobrança obrigatória, mas eles pedem uma doação voluntária para ajudar com a preservação do lugar e no combate a incêndios. Não é obrigatório entrar com guia. Nós fomos sós e foi bem tranquilo. Bom, aí vem a trilha… O começo é uma subida sem fim que você já deixa 80% da sua energia do dia nela! Quando essa etapa é vencida, todo o resto da trilha é plana. É um passeio bem bonito. Quando se chega ao final, existem algumas opções para ver a cachoeira de lugares diferentes. Cruzamos o rio e fomos no lugar que é o mais famoso. Boa parte das pessoas que estavam fazendo a trilha nesse dia estava nesse lugar, que o pessoal aproveita para descansar e comer, enquanto tira as fotos. Acho que única vantagem de ter guia nessa trilha é que tem o cara para tirar suas fotos lá. Mas como eu levei meu tripé, consegui fazer umas fotos! A cachoeira estava quase seca. Foi uma época de muita seca na região. O mais legal disso é que a cachoeira “caia para cima”! Assim que a água começava a cair, o vento já a jogava para cima. Certamente quem estava lá em cima se molhava muito mais do que quem eventualmente estivesse lá embaixo. Lá é bem bonito, mas certamente estaria mais bonito ainda se a cachoeira estivesse mais carregada. Depois que tínhamos tirado todas as fotos que queríamos, fomos para o outro lado ver por um ângulo diferente. Acabamos nem indo até o final aonde o pessoal chegava. Depois de um tempinho ali já iniciamos a volta. Não esperava que fosse tão cansativo assim. Ainda bem que a paisagem ia nos distraindo. Mas quando chegou o trecho final, e meu joelho já não estava muito contente, aquela descida veio para dar uma castigada. Quando chegamos lá em baixo paramos em uma vendinha para tomar água de coco e comer um pastel de jaca. Como ainda estava claro, decidimos ir pegar o pôr do sol na Cachoeira do Riachinho. Aqui a entrada já é paga. Acho que foi R$ 12 por pessoa. Tinha até que bastante gente lá para ver o pôr do sol, que de fato foi muito bonito. Eu ainda me arrisquei no poço da cachoeira, mas tem muita pedra. Meio desconfortável andar por ali. Depois do espetáculo, seguimos para Lençóis. Chegamos em Lençóis já era meio tarde, mas conseguimos nos arrumar e ir jantar na cidade. Bem charmoso o lugar. Comemos uma carne e estava bem gostosa. E de barriga cheia, fomos descansar. Dia 3 Nesse dia o único lugar no roteiro era a Pratinha, mas como tínhamos bastante tempo, após conversar com o pessoal do lugar que estávamos, decidimos ir para a Gruta da Fumaça (ou Gruta da Fumacinha). A Gruta da Fumaça fica perto da estrada de acesso para a Fazenda da Pratinha, então era bem tranquilo. A entrada custou R$ 80 para os 2, mas fizemos questão de irmos apenas nós 2 com o guia. Queremos tranquilidade para ver as coisas e tirar as fotos. Demoramos umas 3 ou 4 vezes mais que o pessoal costumas demorar lá dentro e valeu muito a pena! No final o nosso guia ainda nos levou em uma parte para relaxar antes de sairmos. Apagamos a lanterna e ficamos sentados no meio daquela escuridão só curtindo o silêncio e os sons da caverna! Foi muito show!!!! De lá, seguimos para a Pratinha A Pratinha é sem dúvida o lugar com mais estrutura da região. E tudo é muito bonito por lá. A entrada estava R$ 60 por pessoa. Ainda pagamos mais R$ 60 para fazer a flutuação dentro da Gruta da Pratinha. Bom, a primeira coisa foi almoçar antes de seguir para os passeios. Tomamos depois um açaí na companhia dos micos da região! Fomos então para a Gruta Azul. No caminho para lá havia alguns guarda-sóis que depois que fomos entender que eram para a galera que fica na fila… Aquele lugar na temporada deve ferver de gente de um jeito insano, que o pessoal colocou até guarda sol para proteger o povo. A ideia foi ótima, mas eu tenho pena de quem fica em uma fila daquele tamanho para entrar na gruta. Chegamos e não tinha ninguém lá. Foi bom porque pude arrumar o circo para tirar umas fotos. Quando deu 2 horas a galera começou a chegar, porque é o horário que o raio de sol começa a entrar melhor na gruta. Mas nessa hora a gente já estava quase acabando. Depois ficamos passeando um pouco por lá antes de descer para a Gruta da Pratinha para fazer nossa flutuação. Quando descemos para a Pratinha, ainda aproveitei para fazer umas fotos de lá. Aquele lugar é lindo. Na hora eu não tinha ficado muito feliz com o resultado das fotos, mas chegando em casa uma foto de lá que acabou sendo escolhida para imprimirmos em Fine Art um quadro de mais de 1 metro de largura! Algumas fotos de lá já foram selecionadas e vão estar à venda no meu site de fotografia! Tem cada foto show! Aí fomos para a flutuação. Achei bem legal! A caverna é grande e a gente vai nadando até ficar bem escuro. Vimos peixes grandes e pequenos, caramujos e muitas formações. Bem bonito! Depois ainda fui tirar umas fotos de um mirante, antes de darmos a volta para o outro lado do lago. Esse outro lado do lago também é lindo! Um visual deslumbrante do pôr do sol! Como nossos planos de ver o pôr do sol nesse dia no Morro do Pai Inácio já haviam ido pelo ralo, continuamos por lá e acabamos jantando por ali mesmo. Pedimos uma carne de sol e estava muito boa! Um dos proprietários foi lá conversar com a gente e ficou nos contando das coisas de lá. Bem legal. Inclusive conversamos que eu não havia encontrado o hotel que fica lá dentro nos sites que eu procurei hospedagem. Eles têm um hotel lá dentro da fazenda e deve ser bem bacana passar a noite! Ficou para a próxima. Dia 4 Já era o dia de deixar Lençóis. Vou falar que no final das contas, apesar de Lençóis ser a principal cidade da Chapada, eu achei que foi a mais dispensável de todas. Todas as principais atrações estão mais perto de alguma outra cidade. Lençóis tem a vida noturna mais agitada e mais opções de restaurantes, mas honestamente, é completamente possível fazer o rolê todo sem ficar lá. E eu fico pensando no pessoal que faz tudo saindo de lá… Que tempo mais mal gasto em estrada que vira o passeio dessas pessoas. Mas a cidade é bem bonitinha, sem dúvida. Gostamos bastante de lá. Nesse dia antes de partir ficamos andando pela cidade. Tudo muito bonitinho! Então já com as malas no carro partimos para o Poço Encantado. Preferi ir ao Poço Encantado antes do Poço Azul pois o horário do raio de Sol do Poço Encantado acaba antes do que no Poço Azul. Mas não adiantou… O raio de Sol parou de entrar na caverna 5 dias antes. No Poço Encantado ele só entra até meados de Setembro e eu cheguei uns dias atrasado. Esses eram os dois passeios do dia, antes de chegarmos em Igatú. Esses dois poços, e a Pratinha também, foram os passeios mais tranquilos que fui, e consequentemente, os mais lotados. Tinha muita excursão lá nesse dia. Demorou mais de 2 horas para chegar nossa vez de entrar no poço. Imagino o que deve ser esse lugar durante a temporada… Era uma galera que certamente não encontraríamos em uma trilha como a da Fumacinha, por exemplo. Muita selfie e pouca trilha! Acabamos encontrado um lugar mais silencioso e ficamos esperando nossa vez. Aproveitei e fiz umas fotos dos pássaros por ali. Finalmente chegou nossa vez! Tem uma pequena caminhada e uma entrada meio apertada na caverna. Lá dentro é um show! Aqui no Poço Encantado não é permitido entrar na água. Só podemos apreciar a beleza de longe. Valeu bastante o passeio! Partimos para o Poço Azul então! Pegamos umas dicas para ir por um caminho por dentro e cortar uma boa pernada de estrada. Achamos bem o caminho e paramos o carro na abeira do rio. Atravessamos o rio a pé e fomos comprar nosso ingresso. Mas lá tinha o mesmo problema… Era muita gente antes de nós e iria demorar muito. Eu vi que eu iria perder aqui também o raio de sol entrando na caverna, mas então fui falar com o pessoal lá. Pedi para descer apenas com minha câmera e fazer umas fotos antes do raio ir embora. O pessoal foi muito gente boa e liberou! Aliás, o tempo inteiro fomos muito bem tratados pelo pessoal de lá! Estão de parabéns! Depois das fotos eu voltei lá para cima para esperar minha vez de descer. Foi bom que deu tempo de almoçar e sair para fazer umas fotos. No Poço Azul podemos entrar na água e ficar lá uns 15 minutos fazendo flutuação naquele lugar lindo!!!! Na hora de ir embora ainda paramos para curtir o pôr do Sol na beira do rio. Partimos então para Igatú. Não tínhamos ideia de que Igatú era tão fora das vias principais. A cidadezinha tem dois acessos e com uma estrada bem complicada. Uma delas é inteira de pedra, e outra uma boa parte de pedra. Tem que andar muito devagar, se não é capaz do carro desmontar ali. E a última coisa que a gente precisa nessas viagens é um carro quebrado em um lugar isolado. Bom, chegamos já era meio tarde, mas ainda deu tempo de tomar um banho e sair para comer. Não tinha muita opção ali. Acabamos parando para comer em um lugar de açaí. Estava bem gostoso! Dia 5 Acordamos com calma, fui andar um pouquinho na pousada e depois tomar café. A primeira parada do dia era o Pantanal de Marimbus. Depois da viagem a 20km/h na estrada de pedra, pegamos a estrada principal e logo chegamos lá. Pagamos o ingresso logo na entrada e descemos até a beira do rio para encontrar nosso guia. Estava bem tranquilo esse dia. Tinha pouca gente ali. Encontramos o guia e fomos para a água! O lugar é bem bonito! É impressionante aquele tanto de água em um lugar tão seco! Depois de um tempo paramos em uma parte mais rasa para ficar curtindo e tomando banho no rio. Depois iniciamos a volta por um caminho um pouco diferente. E foi isso! Um passeio diferente. Lá não é tão bonito como outros mini pantanais que existem por aí (Como o Tanquã aqui em Piracicaba, por exemplo), mas mesmo assim valeu muito o passeio! Certamente voltaria. Na saída paramos para comer um pouco na vendinha que tem na entrada e pegamos as dicas de como chegar na Cachoeira do Roncador. Existia uma chance de atolar o carro nesse caminho e era necessário prestar muita atenção para não errar o caminho… Infelizmente algo não saiu como o planejado, e o carro atolou…………… Eu fiquei enfurecido na hora. A entrada para desviar da areia fofa não era tão clara e eu como estava prestando atenção no chão para não cair em um buraco, acabei não vendo a entrada e o carro imediatamente atolou. Foi treta essa hora. A gente já tinha andado bastante e não tinha muita opção a não ser voltar tudo aquilo até a estrada e tentar pedir alguma ajuda lá. Celular ali não pega nem em sonho. Depois de algumas tentativas frustradas de mover o carro, já estávamos nos arrumando para andar quando um cara com uma 4×4 passa por esse caminho que estávamos. O cara não queria muito parar para não correr o risco de atolar também, mas acabou parando. Ele acabou falando que iria tentar tirar o carro com uma corda que ele tinha e se não desse certo ele iria ver se nos dava uma carona até algum lugar para pedir ajuda. Na primeira tentativa a corda quebrou….. PQP!!!!!!! Mas o que sobrou ainda dava para mais uma tentativa… Arrumamos o nó direitinho em baixo do carro para ver se dessa vez não dava zica e fomos para a última tentativa… E inacreditavelmente o carro saiu!!!! Nossa senhora, foi um alívio que eu nem consigo explicar. Esse cara deve ter sido provavelmente a única pessoa que passou por aquele caminho no dia inteiro… Talvez em mais de um dia… Foi um negócio divino! Depois disso, já pelo caminho certo, decidimos continuar o rolê até o Roncador. Por esse caminho, temos que parar o carro 6km antes da cachoeira e seguir a pé, pois não tem como cruzar o rio de carro (Já bastava um atolamento no dia). Bom, lá vamos nós… Foi bem cansativo. Chegamos já pedindo arrego no restaurante que é a porta de entrada da cachoeira. Antes de seguirmos, decidimos almoçar ali. Eu estava só o pó. Bom, fomos então para a cachoeira! O lugar é bem legal. Vários poços se formam que dá para ficar curtindo igual uma jacuzzi natural. Tudo ali é muito escorregadio e não é tão simples ficar andando por ali, mas com cuidado dá para ver tudo! O sol já estava se pondo e, “pra variar”, fomos os últimos a ir embora! Só que aí vem aquela lembrança… São 6km de volta até o carro que nenhum de nós 2 estava a fim de andar. A Tati já logo lançou uma ideia nos caras do restaurante e arrumamos um cara de moto para nos levar até a margem do rio! Pqp, ela conseguiu e isso salvou o dia!!!!!! Eu fui primeiro e depois ele foi buscar a Tati. Ele cobrou R$ 70 para levar nós 2. Foi um ótimo negócio para nós 3!!!! Tocamos de volta para Igatú, ainda com medo do carro atolar, pq tem trecho que se bobear, carro comum atola, mesmo não sendo a parte que já é proibitiva. Teve uma hora que o carro embicou na areia que subiu areia até pelo teto do carro!!!! Hahahaha! Foi treta! Não sei como não deu nenhuma merda! Daí fizemos a estrada de pedra de noite. É legal como passeio! Tem muito animal na beira da estrada! Já na cidade fomos jantar em um restaurante bem legalzinho! Nós ficamos nas mesas do lado de fora e em um determinado momento a gente vê um reboliço em uma das mesas…… Era uma cobra que tinha passado por cima do pé de um dos clientes! Hahaha! 🐍 A galera começou a correr de lá, e eu correr para lá! Eu queria uma foto da cobra! E consegui!!! Depois da aventura eu só fica chamando o gato para ficar do meu lado lá!!! Aí depois o dono foi sentar lá conosco para conversar um pouco! Foi bem bacana e a comida estava ótima! Dia 6 Acabei acordando super cedo e fiquei esperando a hora do café tirando umas fotos no hotel. Era um lugar bem legal! Daí saímos para conhecer a cidade. Igatú é conhecida como a cidade de pedra e realmente foi uma ótima ideia ter conhecido a cidade. É diferente de tudo e muito charmosa! O nosso hotel era ótimo e tivemos tempo de andar por lá. Valeu mesmo! Então fechamos as malas e saímos em direção à Cachoeira do Buracão. De lá iríamos para Ibicoara, que é a cidade mais estruturada ali da região. No caminho paramos no Cemitério Bizantino de Mucugê. Depois que chegamos em Ibicoara, ainda pegamos um belo chão até a entrada do Parque Municipal onde fica a Cachoeira do Buracão. Mas no final estava certo o caminho, porque cheguei a duvidar disso. Muito isolado e sem absolutamente nenhuma indicação de placas ou qualquer coisa. Lá pagamos a taxa de entrada (R$ 15 por pessoa) e como não tínhamos guia, a menina da recepção chamou um para nós. O guia chegou e fomos estacionar o carro para iniciar a trilha. Ali tudo é muito bonito. É uma trilha muito legal. No caminho paramos para ver a cachoeira de cima! É bem bonito ali! Depois uma bela descida e mais uma caminhada até o ponto de deixar as coisas e cair na água. Temos que deixar todo o equipamento extra lá e ir até a cachoeira por dentro da água! É bem legal! O guia vai por fora se agarrando nas pedras com uma bolsa estanque levando máquina fotográfica e carteiras. Vamos nadando no meio daquele canyon maravilhoso! E no final, quando a cachoeira finalmente aparece, e um negócio irado!!!! Fomos até debaixo da cachoeira para recarregar todas as energias possíveis… Depois ficamos nas pedras apreciando aquela cachoeira linda, nos recuperando e tirando umas fotos. Na volta fomos pelas pedras também. Paramos então na Cachoeira das Orquídeas. Curtimos um pouco antes da última pernada até voltar para o estacionamento. Então tomamos mais um suco por lá e seguimos para nossa pousada. A pousada ficava em um lugar bem bonito, um pouco antes de chegar no asfalto. De noite fomos até a cidade. Não encontramos muitas opções e a cidade estava com umas obras gigantes e então estava até meio complicado de rodar por lá. Fomos em um restaurante mais arrumadinho que encontramos e tivemos uma janta muito boa! Como não encontramos mercado aberto, pegamos uma pizza para viagem que seria nosso almoço do dia seguinte. Passaríamos o dia inteiro na Cachoeira da Fumacinha e não tínhamos nada para comer. A pizza foi a melhor ideia! Dia 7 Acordamos de madrugada para a trilha mais pesada da viagem. O pessoal da pousada foi muito gente fina e colocou café da manhã só para nós muito cedo ainda! Nesse dia fomos acompanhados pelo guia Murilo (Bizil) e achamos ótimo. Chegamos cedo e começamos nossa caminhada… No nosso ritmo, tirando fotos, olhando a paisagem… Tudo bem tranquilo! Como é época de seca fizemos uma boa parte do caminho dentro do leito do rio. É tudo muito lindo por lá. No caminho vamos fazendo algumas pequenas paradas para recuperar o fôlego. Todo o tempo com novas aventuras! Inclusive uma parte temos que escalar uma parede de pedras para continuar. No caminho existe uma fonte de água mineral que com ajuda de algumas folhas podemos nos refrescar pelo caminho! E o caminho vai ficando cada vez mais lindo! E então passa por nós a primeira revoada de andorinhas, que na verdade se chamam Taperuçu de Coleira Branca (Streptoprocne zonaris). Nossa, foi muito bacana! Elas vivem na fenda da Cachoeira da Fumacinha, mas conforme as primeiras pessoas vão chegando lá, elas saem em bandos e passam o dia fora, voltando só no final da tarde. Elas passam por nós resgando! Fazendo aquele barulho de vento! É muito bonito assistir isso!!!!! Então caminhamos mais um pouco e chegamos na entrada da fenda onde fica a cachoeira. Que lugar!!! Para entrar aí sem ser nadando, tem que se agarrar nas pedras e ir fazendo um malabarismo ali… Complicadinho o negócio! Mas depois disso tudo, vem a recompensa! Uma das cachoeiras mais lindas que eu já vi em toda minha vida! Sem dúvida nenhuma! Depois de um tempo contemplando essa obra divina, a Tati criou coragem de entrar na água. Coragem porque é uma das águas mais geladas que eu já entrei. É muito fria mesmo!!! Depois foi minha vez de encarar. Eu acabei criando coragem e fui até de baixo da cachoeira. Que experiência maravilhosa!!! Na volta estava tão frio que cheguei a ficar preocupado… Mas foi tudo bem! Quando voltamos o Murilo havia feito um delicioso café para nós que foi a melhor coisa para esquentar! Ainda ficamos um bom tempo por lá e depois fomos tirar umas fotos instagramers na tradicional pedra que fica na frente da cachoeira. O Murilo é tão preparado que até uma escadinha para ajudar na subida da pedra ele tem! E aí, toma-lhe foto! E então chegou a hora triste do passeio… A hora de ir embora. Juntamos nossas coisas e partimos. Uma longa caminhada nos aguardava Logo que saímos da parte mais fechada do canyon, o Murilo já avistou uma linda moradora local… Seguimos então nosso caminho. Mas pouco tempo depois, a botinha da Timberland da Tati abriu inteira no meio da trilho. Era uma bota com pouquíssimo uso e simplesmente se abriu inteira. Como pode uma bota dessa que custa uma fortuna simplesmente perder a sola no meio de uma trilha dessas? Por sorte o Murilo tinha uma cola justamente para situações como essa e consertou a sola da bota dela. Foi muita sorte estarmos com ele, porque ainda faltavam muitos quilômetros e sem a sola da bota ela estaria em apuros num lugar como esse. Com a botinha reparada, seguimos nessa trilha incrível. Paramos então para um último banho de cachoeira na Cachoeira do Encontro. É um lugar lindo que fechou com chave de ouro essa trilha! Ficamos lá o quanto foi possível! E ainda ganhamos mais um café, que caiu muito bem com o resto da nossa pizza!!!!! Tínhamos que partir, mas não antes sem tirar uma última foto… E a foto acabou sendo uma das minhas fotos preferidas! Essa aí vai virar um enorme quadro em casa e na casa de quem mais quiser uma cópia! Já foi direto para minha galeria de Fine Art à venda. Nosso caminho de volta ainda foi acompanhado do cachorro que mora na região e que todos os dias vai até a cachoeira para ganhar umas guloseimas dos turistas! Ele já é velhinho, mas pelo que contam, não falha nenhum dia! Como éramos um dos últimos e ele já era conhecido do Murilo, ele foi nos acompanhando a volta inteira! Ainda fizemos uma última parada antes do sprint final! E no final das contas, fizemos o final da trilha no escuro. Não conseguimos chegar antes de anoitecer. Foi legal essa parte noturna do passeio, mas ainda bem que já era relativamente no final! Como prêmio ainda paramos na casa de um conhecido do Murilo bem na saída da trilha para tomar um caldo de cana e comer ovos caipiras cozidos! E foi isso. Não poderia ter sido melhor nosso último dia de passeios pela Chapada Diamantina! Dia 8 Era o dia de voltar para casa. Era um longo caminho até Salvador para pegarmos nosso voo. E foi isso, foram 1.700 km rodados de carro, mais uns quase 80 a pé!!! Aproveitamos muito e esperamos algum dia poder voltar para fazer os passeios que não couberam nesse tempo. E é isso! Se alguém tiver alguma dúvida e qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar! Não esqueçam de seguir lá no insta: @profissaoviageiro. Abraço viageiros!
  3. Olá viageiros, Vou passar 8 dias na Chapada Diamantina e preciso de ajuda com algumas dúvidas que estou tendo dificuldades de encontrar detalhes. Vou estar de carro. O roteiro está assim: Dia 1 – Salvador - Palmeiras - Devo chegar tarde e não devo fazer nada esse dia Dia 2 – Palmeiras - Cachoeira da Fumaça e Cachoeira do Riachinho Dia 3 – Lençóis - Pratinha e Morro do Pai Inácio Dia 4 – Lençóis - Poço Encantado e Poço Azul Dia 5 – Andaraí - Pantanal de Marimbus e Cachoeira do Roncador Dia 6 – Ibicoára - Cachoeira do Buracão Dia 7 – Ibicoára - Cachoeira da Fumacinha Dia 8 – Volta para Salvador O que vocês acharam do roteiro? Funciona bem? Cabe encaixar alguma coisa que ficou faltando? Aí de cara eu já tenho algumas dúvidas... Dia 3 – Quanto tempo vocês sugerem para ficar na Pratinha? É um lugar para passar o dia inteiro ou algumas horas são suficientes? Dia 5 – O passeio para o Pantanal de Marimbus é algo que precisa de reserva antecipada? Quanto tempo dura o passeio? E como faz para emendar com a cachoeira do roncador? O tempo é suficiente? Bom, por enquanto é isso. Devem pintar dúvidas novas que vou postando aqui. Muito obrigado pela ajuda! Abraço, Felipe www.profissaoviageiro.com @profissaoviageiro
  4. Alguém indo para O Maranhão e/ou Jeri em Novembro 2020? Preciso de algumas dicas tbem ☺️
  5. Travessia Chapada Diamantina Extreme (10 Dias, 176 km) (Ibicoara x Lençóis) Sul x Norte 01 a 11 Setembro 2018 Integrantes *Formiga (Guia) https://www.facebook.com/formigueiro.formiga *Pedrão do Brasil (Idealizador do Trekking) *Luciano *Karla Saída de Vitoria no dia 30 de Agosto de 2018. Chega em Lençóis as 14:20 hs. Ida para o Beco Hostel. (www.obecohostel.com.br) Dia 31 ida para Ibicoara. Saímos de Lençóis cedo e fomos para Ibicoara, local onde o trekking iniciou. Nos Hospedamos no Refúgio da Família X no Campo Redondo. Dia 01 de Setembro ida a Cachoeira do Buracão. Liga ímpar e a melhor e mais bonita cachoeira da Chapada Diamantina. Inicio 10:00 hs Término 16:00 hs Ida e volta 7 km. Dia 02 Setembro. início da travessia extreme. Ida ao Baixão, onde se iniciou o Trekking, fizemos Cachoeira da Fumacinha por baixo Chegada ao entroncamento as 12:00 hs. Fumacinha as 13:00 hs. Acampamento entroncamento, Próximo a fenda as 16:00 hs. Inicio 09:30 Termino as 16:00. 12 km Dia 03 Setembro Saída do entroncamento (canyon da Fumacinha.) As 07:30 hs. Subida da fenda. Trilha da Fumacinha por cima.. Trilha da toca do vaqueiro. Trilha do Gerais do Macho Bomba. Pernoite na trilha. (Cela de descida para o Rio Mucugê) Inicio 09:00 hs Termino as 17 hs. 24 km Dia 04 Setembro Saída da cela as 08 hs. Descendo até o Rio Mucugê, passando pela Matinha. Parada na Cachoeira da Matinha .Logo seguimos para Mucugê. Chegando por volta das 17:30 hs. Pernoitamos no (www.hostelmucuge.com.br) Inicio 08:30 hs Término 17:30 hs 22 km Dia 05 Setembro. Saída as 09:30 hs. Pegando trilha para o encontro dos Rios Mucuge e paraguassu, passando pela AABB. Logo em seguida paramos na lapa do caboclo. Logo e seguimos para cachoeira do tomba cachorro. Local de nosso pernoite. Inicio 09:30 hs Término 17:00 hs. 21 km Dia 06 Setembro Saída da cachoeira Tomba Cachorro as 09:00 hs. Chegada no cachoeirao por cima as 12:00 hs. Chegada na igrejinha a tarde, triha irada e com subida bem suave, pois a trilha do Gerais do Rio Preto é muito boa. Inicio 09:00 hs Término 17:30 hs 20 KM Dia 07 Setembro Fomos a Cachoeira do Funis já no Vale do Paty. Afinal a trip merece um bom descanso com Banho. Inicio 10:00 hs Término 15:00 hs e um merecido descanso. 10 KM. Dia 08 Setembro Saída igrejinha as 08:30 h. Subida rampa. Gerais Rio Preto . Descida ladeira quebra bunda. Rancho. Gerais Vieira. Córrego das galinhas.. Bomba. Capão Inicio 08:00 hs Término 19:30 hs 28 km Dia 09 Setembro. Capão Dia de descanso Dia 10 Setembro. Capão Subida fumaça. Águas claras Poney Inicio 09:00 hs Termino as 16 hs 16 km Dia 11 Setembro Poney Trilha lençóis x pai Inácio Gruta do lapão (Passando por dentro dela) Lençóis 16 km 176 KM Hard 20180910_123055.mp4 20180911_085808.mp4
  6. E aí Mochileiros? Tudo bem? Espero que sim!! Bom, vim contribuir com o relato da minha trip pelos Lençóis Maranhenses e por São Luis, já que tive uma cerca dificuldade de encontrar informações atualizadas e com valores. E toda a ajuda que tive foi desse Fórum, e portanto gostaria de devolver a gratidão narrando como foi minha trip, espero que gostem, pois é a primeira vez que posto relatos aqui. Então vamos lá. Consegui uma passagem em promoção, de São Paulo para São Luis, por R$394,00 (ida + volta + as taxas). Sai de Londrina/PR para São Paulo de ônibus leito diurno que tbm consegui em promoção por R$99,00 (aproveitei e já comprei a volta tbm). Dia 14/09 – quinta feira - São Luis Cheguei em São Luis por volta do meio dia e fui direto para a casa da minha host pelo CouchSurfing, aproveitamos para conversar, e aguardamos sua companheira chegar e almoçamos juntas. À noitinha fomos conhecer o famoso reggae do Sr. Nelson (R$20,00 de entrada), fiquei impressionada de ver o pessoal dançando reggae agarradinho, foi muuuito legal!! E para quem é do Sul e nunca viu esse tipo de reggae, eu super recomendo. Dia 15/09 – sexta feira - São Luis Dormimos até tarde, e fomos almoçar na praia do Calhao, praia linda com AGUA QUENTE e que estava deserta, fiquei encantada pq foi a primeira vez que entrei num mar que a água não estava trincando de gelada (como normalmente é aqui no Sul), comemos o famoso arroz de cucha, e muitas outras especiarias como o sururu, e tava tudo fantástico. Almoçamos no quiosque do Gaúcho, almoçamos em 4 pessoas, e a conta deu R$50,00 pra cada com as bebidas. Achei que super valeu a pena (foto do cardápio pra vcs terem idéia do valor). No fim do dia fomos no centro histórico (Reviver), onde vimos uma apresentação de Tambor de Crioula, achei muito emocionante. Comemos beiju na feirinha e comprei o doce de espécie (um docinho de coco delicia), tem muuuuuuita coisa pra ver nessa feirinha. Muita mesmo!! Antecipamos nossa ida para Barreirinhas para fazer o trekking, pq havíamos combinado com o guia começar o trekking no domingo (17/09), MAS NÃO EXISTE VAN PARA BARREIRINHAS NO DOMINGO às 4h00, apenas às 8h00 (daí perderia o passeio de barco). Fiquem atentos. Tive uma dor de cabeça danada por causa disso. 16/09 - sábado - Barreirinhas Para que não corresse o risco de perder o trekking, tive que sair de São Luis um dia antes, sendo assim fui de São Luis para Barreirinhas de van que passou para nos pegar as 4h00 na casa da Host, e custou R$60,00, fui com o Sr. Jorge (98) 9969-4544 (super recomendo), chegamos em Barreirinhas por volta das 8h00, são cerca de 250 km. Como eu não tinha me programado para dormir em Barreirinhas, a van me deixou no centrinho da cidade e aí fui procurar Hostel, resolvi ficar no Hostel Casa do Professor, simples e aconchegante (achei pelo booking). Paguei 35,00 (quarto compartilhado misto c/ café da manhã) + 20,00 (da chave que foi devolvido qdo entreguei a chave). Gostei bastante do Hostel, dos hospedes, funcionários e principalmente do VAGALUME, que é o cachorro funcionário do mês do Hostel, e uma das regras da casa é FAZER CARINHO NO CACHORRO. À tarde fui andar e conhecer a cidade, e encontrei com meu guia, o Joel, ficamos conversando na beira do rio (que da pra nadar tranquilamente) e tem uma duna de areia, onde assistimos o por do sol, bem legal. Optei por não fazer nenhum passeio (tem um passeio famoso saindo de Barreirinhas pra conhecer a Lagoa Azul e Lagoa Bonita), já que caminharíamos bastante nos próximos dias, optei por descansar, e o Joel me informou que as lagoas do trekking eram mais bonitas que essas outras lagoas. Em Barreirinhas comemos Jussara (açaí) que não tem absolutamente nada a ver com o nosso Açaí no paraná, aqui eu acho que tem gosto de terra, mas o de lá é simplesmente sensacional, peguei um acaí completo por R$12,00 (veio uma tigela com açaí, mais leite condensado, mais granola, mais alguma outra coisa q não lembro, tudo delicia). À noite jantei uma pizza grande por aproximadamente 30,00 (uma delicia, com uma massa que lembrou rap10 de tão fininha e crocante). 17/09 – domingo – DIA 1 - TREKKING com Passeio de Barco. A van passou para me pegar no Hostel às 8h00, e nos levou até o barco onde iniciaria o passeio, o barco custou R$60,00, mas quem fez a minha reserva no barco foi o próprio Guia Joel, saímos de barreirinha pelo Rio Preguiça, o guia/piloto do barco foi sensacional (acho que ele chama Osmar), nos deu uma aula de biologia e história. Passamos pelo manguezal, onde estão as maiores arvores de mangue do mundo (foto). Paramos em Vassouras, onde tem uns macaquinhos lindos, que comem frutas (uva, manga, banana, no quiosque vendem frutas pra dar pros macacos, mas vc tbm pode levar, eu peguei a frutas q eles tinham deixado cair no chão kkkkk), e tbm vimos as hélices de energia eolítica. (não sei o nome correto) A lagoa que tem em Vassouras, tava meio seca, pq como choveu muito no inverno, elas encheram tanto que algumas sangraram pro mar. O que é incrível, é que nessas lagoas, existem peixes, que ninguém sabe explicar como eles foram parar lá. Almoçamos em Cabure (tem alguns restaurantes), uma faixa de areia que separa o rio Preguiça do Mar. Coisa de Filme. Almocei uma casquinha de siri por R$15,00 (lembra da pizza da noite anterior... então eu levei (mochileiro é mochileiro kkkk) e comi um pouco antes de chegar em Cabure, então tava sem fome) E também dá pra fazer passeio de quadriciclo. Depois fomos para Mandacaru, uma pequena vila de pescadores, onde está localizado o Farol da Preguiça. O farol possui 160 degraus e bastante visitado pelos que seguem passeio pelo rio Preguiças até Caburé, do alto do farol o visitante tem possibilidade de ver uma das mais belas vistas de Caburé, Mandacaru e Atins. Dá pra ver o rio, a faixa de areia (cabure) e o mar. E seguimos para Atins, onde o barco nos deixou, e onde iniciaríamos o trekking. EBAAA!! Caminhamos por cerca de 2h00 até chegarmos em Canto dos Atins (passamos por pousadas, casas, quiosque, e muita gente praticando o kitesurf) Em Canto dos Atins ficamos na Pousada do Sr. Antonio, onde tinha opção para dormir num quarto (R$120,00) e dormir na rede (R$40,00) com café da manhã, fiquei na rede, tentei pelo menos, pq a primeira noite foi terrível para dormir na rede. Jantamos no Sr. Antonio, e aqui ficamos sabendo de uma historia muito interessante. Vários relatos que li na internet dizia que o melhor camarão do universo seria o da Dona Luzia, mas acabamos por descobrir que a ex cozinheira da Dona Luzia e que inventou o molho do tal camarão, é a esposa do Sr. Antonio, e por isso comemos no Sr. Antonio mesmo. E o camarão é realmente sensacional. O prato para duas pessoas (bem servido) custou R$90,00 com os acompanhamentos. Quando estive lá, não tinha sinal de internet, tampouco sinal de celular. E a luz era com gerador, então às 22h00, tudo era desligado. Ahh, mas foi o único apoio que tem como pagar na máquina de cartão se vc tiver sorte dela tá funcionando. Também não existe chuveiro elétrico, apenas ducha, portanto se vc for “friorenta” tome banho meio cedo pois a agua estará morna. E não esqueçam de olhar pro céu. É incrível!! Total gasto em Atins: R$95,00 (dormida+janta+refri+água) 18/09 - segunda - Dia 2 trekking Estávamos em um grupo de 3 meninas. Duas delas optaram por fazer um trecho de quadriciclo. Eu optei por caminhar, afinal é um trekking né, rs. Então saímos eu e o guia às 3h15 sentido Baixa Grande (primeiro apoio). Detalhe: Não tinha café da manhã como eu imaginei, apenas um café preto, leite em pó, e umas bolachinhas q não encarei. Então, levem frutas e barra de cereias pra esse primeiro dia!! Começamos a caminhada no escuro, apesar do céu estrelado, minha lanterna de cabeça nao funcionou, e o guia tava com a lanterna do celular. Mas o ideal é a lanterninha de cabeça. A sensação de caminhar num local desconhecido, sem enxergar direito, apenas o ouvindo o barulho do mar é fantástica!! E foi mágico ver o nascer do sol. São cerca de 26 km na areia, com trechos de areia mais durinha, misturada com atoleiros, e areia fofa (andar na areia fofa é punk). AS meninas fizeram 10 km de quadriciclo, mas não sei quanto custou, nos encontramos numa barraca de pescador chamada Bonzinho. Chegamos no óasis, com direito a salva de palmas dos outros trilheiros que já tinham chego rsrs, que é um vilarejo chamado BAIXA GRANDE, que é o primeiro ponto de Apoio dentro do Parque, aproximadamente onze hrs/ meio dia (9h de caminhada) O sol deles às 9h00 da manhã é o sol do 12h00 em Londrina, portanto, MUUUUITO PROTETOR SOLAR, muito mesmo. A durmida em rede (e só tem rede) é R$35,00. Sem energia elétrica, pq o gerador tava estragado. Mas fizeram uma fogueira e observamos um céu maravilhoso!!! Banho teve que ser no Rio Negro ou de balde. Fiquei feliz em descobrir que das duas formas, dá pra tomar banho de boa, e a água é quentinha. O almoço custou 35,00 e a janta 35,00, e foi tudo delicia!! Eles usam muito um tempero q não consegui identificar se era cominho ou coentro, algo nesse tipo. Mas a comida é deliciosa e bem servido. O refri lata e a água pequena R$5,00. Total gasto: R$125,00 (dormida+almoço+janta+2refri+2agua) 19/09 – terça – Dia 3 trekking - Meu aniversário Por volta das 6h00 Saímos de Baixa Grande sentido Queimada de Britos, como o ceu amanheceu encoberto, não conseguimos ver o nascer do sol. Começamos a caminhada cedinho pq o sol é violento. Caminhamos por 4 horas. E sem duvida o caminho até Queimada de Britos é um dos trechos mais lindos. As lagoas são surreais. Inclusive, encontrei um Carioca que estava em outro grupo e me disse que a tal Lagoa Bonita (Barreirinhas) deveria ser chamada de Lagoa Baranga perto daquele que a gente tava vendo!!! rsrsrs Tem lagoa bem azul... tem Lagoa bem verdinha... tem lagoa com tudo misturado!! É incrivel. Fomos recepcionados em Queimada de Britos pelos pais do Joel, nosso guia. Ouvimos muitas historias, e demos boas risadas. E também conhecemos praticamente toda a família do Joel, que são moradores dos Lençóis, também conhecemos seu irmão, também guia chamado Carlos Queimada, super gente boa e um dos pioneiros no trekking!!! Quando retornamos do por do sol, dona Joana (mãe do Joel), preparou um bolo em formato de coração para mim, foi um dos melhores aniversários que já tive, a simplicidade e o carinho que recebi foram inenarráveis. Meus 35 anos vieram de forma abençoada. Gratidão Universo!! Total gasto: R$125,00 (dormida+almoço+janta+2refri+2agua) 20/09 - quarta - Dia 4 trekking Saímos de Baixa Grande por volta das 6h00 sentido Betânia – cerca de 5h00 de caminhada. Ahhh, nos pontos de apoio, tem café da manhã reforçado, pq já tá todo mundo acordado pra sair pra caminhar. Uma das meninas preferiu fazer o trecho de moto até Betania pq não conseguia mais caminhar, acho que custou algo em torno de R$60,00, e acho q ela não parou nas lagoas. A caminhada foi muito bonita e igualmente cansativa, e tivemos que cruzar o Rio Negro, o que dá um pouco de medo, pq não dá pra enxergar nada, inclusive dei uma canelada num galho. Mas a água é extremamente limpa. É uma lagoa mais bonita que a outra, fica até difícil selecionar as fotos. No final do dia, as meninas fizeram um passeio de barco para mais uma lagoa, mas eu optei por descansar. Almoçamos e jantamos muito bem em Betânia. Total gasto: R$150,00 (dormida+almoço+janta+cerveja+2agua+suco) 21/09 - quinta - Dia 5 trekking Uma das companheiras de viagem terminou o trekking em Betania e de lá pegou um carro. Continuamos o trekking sentido Santo Amaro. Chegamos em Santo Amaro, perto das 11h00/11h30. A cidade de Santo Amaro é bom acolhedora, com comércio e um centro cultural com artesanatos. Eu poderia pegar uma van pra São Luis às 14h00, mas optei por dormir em Santo Amaro e ir para Sao Luis no dia seguinte às 5h00. Fiquei no Hostel (com cama e ar condicionado por 40,00 com café da manhã) que o Joel me indicou, almoçamos muito bem, mas procurem pelo peixe na pedra que fiquei sabendo era muito bom. No final do dia, o Joel pegou sua moto e fomos passear por alguns lugares e à noite jantamos uma pizza. Dicas: O contato do meu guia, o Joel (98) 8479-0847, que cobrou R$100,00 por dia, totalizando R$500,00. Mochila o mais leve possível, sério! Sério mesmo!!! Levei um camelback de 2 litros e só usei no primeiro dia. Não tem como fazer gelo nos apoios. Então a melhor opção é levar garrafinha de água mesmo, que vc vai comprando nos apoios (5,00 em media) e evita ficar carregando água. Eu tbm levei o clorin, e usei qdo minha água acabou, e o guia ensinou como pegar a agua limpa da lagoa (cavando um buraco proximo a margem), agua fresquinha. Se vc for vegetariano, vc tá fud****, as comidas feitas nos apoios são feitas com os animais criados pelas famílias, ou seja, te perguntam se vc vai querer galinha caipira, se a resposta for sim, vc escuta a galinha sendo pega e virando janta.... se vc escolhe peixe, eles vao pro rio pescar. Cultura de subsistência, aprenda a respeitar!! Aliás... pensando bem, vegetariano pode viver tranquilamente de CAJU... tem pé de todo tipo de caju (sim, existe mais de um tipo kkkkk pq eu achava q so existe aqueles que vem na bandeja do mercado). Se vc teve vontade de fazer o trekking, Vá o quanto antes, muitas pessoas de fora, estão comprando terrenos e desmantando o pouco de vegetação que existe, e estão arrancando os pés de caju, que é justamente o que segura a areia. Com a devastação as dunas estão avançando sobre as cidades. Roupa: calça legging ou tackel, sim, calça, o sol é muuuuuuito forte. Vc vai ter que necessariamente andar de calça. Eu comprei uma blusa toda frufru com protetor solar e o escambal, não usei nem um dia pq era quente pra burro. Acabei usando durante todo o trekking uma blusinha de malhinha bem sem vergonha, cor de areia. Como venta muito, eu lavava ela nos apoios (leia-se lavava ela no rio kkkk) e logo já estava seca. Sapato: a maior parte do caminho, vc vai andar descalça, é horrível andar com chinelo, ele vai pesando. Levei uma sapatilha de neoprene, com solado de borracha, que foi de grande ajuda, desde que eu usasse com meia, pra impedir a areia de entrar no sapato. Leve o chinelo por segurança, e uma sapatilha pq em alguns lugares tem caco de vidro, onde havia sido construído casa e as dunas derrubaram. Protetor solar fator 1.000, serio, o sol é muuuuito quente. Protetor pra cabeça e nuca, eu levei uma ecohead que pra mim funcionou super bem, mas é bom levar aqueles chapéus q protegem a nuca tbm (o guia andava com a canga presa dentro do boné) Acho que é isso galera, espero que o relato seja útil para alguém! Bons ventos sempre!!
  7. Essa é uma das poucas trilhas que já fiz, porém foi a mais linda e mística para mim. Feita no início de 2018 um tempo após o Réveillon. Foi feita com meu ex companheiro na época, que já tinha feito outras vezes e possui bastante experiência em trekking. Para quem não conhece, essa trilha era uma passagem feita antigamente pelos tropeiros com seus animais levando alimentos e outras coisas ao povo das comunidades próximas. Cheguei cedo em Lençóis por volta das 5:40, e então comecei a fazer a trilha seguindo pelo Hotel Portal de Lençóis onde se inicia uma subida para a trilha, distanciando do barulho da cidade já se notava o silêncio e o som dos pássaros. O início da trilha você ainda vai passar por umas casas até ver apenas a natureza e mais nada. É uma trilha de muita subida no início e em sua maioria por Lençóis ficar em nível abaixo do Vale do Capão. Levem bastante água pois essa parte da trilha é cansativa. Nessa primeira foto mostra a primeira subida e Lençóis ao fundo, uma paisagem sensacional. Essa trilha é composta por muitos paredões, o que deixa um pouco cansativa no início pelas subidas. O lindo é que no meio dessas rochas podemos contemplar a beleza da vegetação nativa, com bromélias brotando entre as pedras, cactos exóticos com total exuberância, lindos de ver. Após um tempo de subida vem um córrego onde fizemos o primeiro cafezinho e nos abastecemos com água. E foi um café com um lanchinho espetacular, no meio do nada, distante de toda forma de barulho e stresse, podendo contemplar apenas o barulhinho da água e som dos pássaros. Tem coisa melhor que isso? Após mais um bom tempo de caminhada avistamos uma pequenina queda d'água onde pude me banhar e relaxar um pouco.(não cito os nomes do locais pois não gravei nada). Por mais um pouco de andança já entramos em mata fechada e úmida (Rain Forest) onde tem várias nascentes e córregos, com pedras e limo e plantinhas bonitinhas parecendo aqueles filmes místicos onde se tem duendes, fadas, druidas, elfos. E foi nesse local que decidimos montar acampamento pois o dia já estava se fechando, o cansaço já tomava conta dos nossos corpos e já caia a tarde, era por volta das 15h se não me engano. Montamos a barraca de frente a um dos vários córregos existentes, e ficamos explorando um pouco a área ao redor. Era muito encantador aquela floresta lindinha. Fomos pegar algumas palhas secas para acender uma fogueira, já que a noite seria fria. A noite cai e podemos ouvir sapinhos cantando muito próximo a nós. Noite melhor não teve, som de água caindo e vários frogs. Pela manhã após o café levantamos nossa barraca e seguimos adiante, quase nos perdemos em um momento da trilha pois estávamos seguindo pelo Wikiloc e nossos celulares acabaram as baterias. Tivemos que seguir pelo mapa de bolso e por percepção de trilhas batidas. Nessa parte já contava com muitas descidas e paredões onde se passava um rio muito bonito. Lembro-me muito bem de ver o lindo morro Branco. Após essas descidas passamos pelo Morrão e Conceição dos Gatos e a trilha fica bem batida e já avistamos muitas pessoas. Andando um pouco mais já se chega às casas do Vale.
  8. Boa tarde, galera! Preciso de ajuda... Rota das Emoções saindo de São Luis (29/8) para Jeri (03/09) e meus dias não coincidem com a Rota Combo!! Precisaria de transfer no domingo e informações sobre ônibus são confusas. Pensei em alugar um carro e fazer o trajeto e pegando apenas passeios com Agência. Alguém sabe como estão as estradas? Alguém já fez? Obrigada!!
  9. Oi pessoal, tudo bem? Estou indo passar um tempo no Jalapão e depois vou para Lençóis na Chapada Diamantina. Procurei na Internet informações sobre deslocamento por ônibus entre municípios principais na rota entre as duas cidades, como Barreiras, mas não consegui informações. Preciso fazer um deslocamento barato. Alguém teria uma dica para dar? Obrigada desde já!
  10. Chapada Diamantina 01 a 08 de junho de 2017 01/06/2017: Vôo de Congonhas para Lençóis com conexão em BH e em Salvador. Cheguei em Lençóis às 14h. Havia uma van da agencia Chapada Adventure Daniel que levava do aeroporto até Lençóis por R$20,00. O aeroporto é minúsculo, nem tem esteira para entrega da bagagem, acho que só há vôos às quintas e domingos. Fica a 30 min de Lençóis. A outra forma de chegar na chapada seria com ônibus a partir de Salvador ou alugando carro. Aproveitar a promoção desse vôo foi a melhor alternativa! Fiquei num hostel bem simples (meu Canto Hostel), mas fui muito bem recebida pela Mary. Fiquei de ir à agência Volta ao Parque nesse dia às 19h, já havia reservado o trekking do Vale do Pati de 5 dias/4 noites. Passei no centro de informações turísticas e peguei o mapa da cidade. Naquela hora da tarde, o único passeio possível era o Serrano (cerca de 15 min caminhando) onde havia umas quedas d’água, “piscinas”. Na agencia, quando fui conversar sobre o trekking, fui apresentada ao guia que iria comigo (Tiago) e um outro guia fez um city tour cortesia por Lençóis (falou um pouco sobre a época do garimpo). 02/06/2017: Saí de Lençóis às 6h, demorou mais de 1 h de carro até o Vale do Capão onde encontrei o guia (Tiago) e a namorada dele que também iria no trekking (Gi). Fomos de carro até a entrada da trilha (Bomba). O vale do Pati pode ser feito de várias maneiras, entrada pelo Capão é a mais difícil. Caminhamos por uma região muito bonita com vista para o morro do castelo. Paramos no “Rancho” para tomar banho, descanso e lanche. De lá caminhamos mais, subimos o “quebra-bunda” e chegamos ao mirante do Vale do Pati. Vista linda!!!! Até ali havíamos caminhado mais de 5h. De lá se podia avistar a “Igrejinha” (onde já havia sido igreja e hoje é uma das casas para hospedagem), mas nós iríamos para a casa de D. Raquel. Descemos por uma parte bem íngreme, com pedras e que exigia 5 apoios. A mochila estava pesada, o que incomodava um pouco, mas foi tranquilo. O guia foi na frente correndo pois disse que teria que reservar jantar até às 17h, mas no trecho em que caminhamos sem ele não tinha erro. Chegamos na casa de D. Raquel umas 17:40. Tomei banho frio, mas regenerador! E a comida então...hum...tinha palma (lembra vagem mas é um cacto), batatinha com queijo, arroz e feijão feitos em fogão à lenha!!! 03/06/17: Após ótimo café da manhã na casa da d. Raquel, começamos a caminhada rumo ao Morro do Castelo. Tem várias escalaminhadas, mas o visual compensa todo o esforço. Passamos por dentro da gruta, fiquei com muito medo nesse lugar, mas o mirante no final foi “massa” como eles dizem por lá. Depois caminhamos até a cachoeira dos Funis (tem uma parte antes de chegar nela, mas não soube o nome). Caminhamos ao todo 5h40 min (14,89km), mas bem tranquilo pois só tinha a mochila de ataque. Outro banho frio e outro jantar maravilhoso na casa de D. Raquel. Acabei combinando com o guia ficar as 3 noites lá e não ter que andar tanto com minha cargueira que estava um pouco grande...o lado ruim foi não conhecer outros moradores, mas gostei de qualquer forma. 04/06/2017: choveu à noite toda, amanheceu chovendo também...Começamos a caminhada na chuva rumo ao Cachoeirão (parte de cima). Foram 3h30 de caminhada contando um trecho em que ficamos perdidos por causa da visibilidade...fiquei um pouco tensa nessa hora...Mas conseguimos chegar e ver a paisagem sob a neblina...Alguns minutos depois o tempo abriu e o visual foi maravilhoso!!! Tirei foto na pedra (lembra um pouco a pedra da Fumaça, que eu veria depois....mas gostei mais do Cachoeirão). Fizemos um lanche ali e logo voltou a chover. Andamos até uma toca que tinha no caminho e na qual muita gente faz pernoite (mesmo sendo proibido). Esperamos mais um pouco ali, mas durante quase todo o trajeto teve chuva e barro. Foram muitos escorregões! O bastão me salvou nessa caminhada. No jantar dessa noite teve godó de banana que é típico da chapada. Gostei! 05/06/2017: amanheceu chovendo de novo...esperamos até umas 10:30 para começar a caminhada para o Pati de baixo, ruma à casa do Sr. Jóia. O guia havia dito que seriam 2h de caminhada...mas foi 1h40 só até a prefeitura (onde havia sido prefeitura e atualmente é um ponto de hospedagem). Ali a hospedagem era 130,00 com meia pensão. Nas outras casas 110,00. Paramos um pouco para descansar e fiquei admirando a vista do Castelo dali...dava para ver a “janelinha”. Se algum dia voltar ao Pati quero me hospedar na prefeitura. Continuamos a caminhada até a casa do Jóia. Paramos numa ponte para comer e tirar fotos, lugar lindo! A caminhada durou 4h30 total. Deixamos as coisas e fomos ao Poço do Raí. Não entrei, mas o lugar é legal para tomar banho (tenho medo de água fria, uiiii!!!). Jantar bem gostoso também, fomos dormir cedo para acordar cedo no dia seguinte. 06/06/2017: choveu forte a madrugada toda. Acordei às 5h e estava escuro e chovendo. Descemos para tomar café da manhã e até sair já eram umas 6h15. Logo que sai da casa tem um descida bem escorregadia e depois é só subir a ladeira do Império. 6km de subida, mas chão de pedras, provavelmente colocadas lá pelos escravos. Essa subida demorou 1h27min. Não achei pior que a subida do morro do Castelo, acho que a expectativa de que fosse tão difícil fez até parecer fácil...só cansativa. Foi bom estar tempo fechado, com sol seria muito mais desgastante. Até chegar em Andaraí, caminhada totalizou 4h 40 min. Andaraí é uma cidade pequenininha, gracinha! Comi pastel e tomei sorvete de coalhada com calda de maracujina. De lá, o carro da agencia nos levou ao Poço Azul, onde eu faria a flutuação. São 20 min para ficar no poço, chegamos numa hora muito boa, em que os raios do sol entravam na gruta e mostrava todo o azul do poço! Lindo! Depois voltei para Lençóis. Para as próximas noites eu havia reservado quarto na Pousada Roncador (mais próxima na Praça central), bem perto da agência. É simples também, mas gostei. Caminhei pelo centro e jantei estrogonofe de palmito de jaca. Conversei na agência Volta ao Parque e queria fazer o passeio da Cachoeira da Fumaça com Morro do Pai Inácio no dia seguinte. Disseram que era possível. 07/06/2017: Fui à agência pensando que faria o passeio Cachoeira da Fumaça/Morro do pai Inácio. No carro estava eu e mais um casal. O motorista e guia era o Babal (só lembro o apelido...). O começo da trilha para Fumaça é no Capão. Paramos na cidade Palmeiras no caminho, para comprar lanche (1 pão de hambúrguer + 2 pães de queijo por 5reais!!!). A entrada da trilha também é entrada para quem vai fazer a travessia Capão Lençóis e para quem vai para a parte baixa da Fumaça (mas que precisa ser feita em mais de 1 dia, acampando). Todos registram sua entrada na trilha e para onde irá. Já houve muitos casos de desaparecimento e suicídios na Fumaça, triste...O começo é mais difícil por ser subida, mas depois fica um caminho plano quase por completo. Infelizmente estava chovendo e nublado. Na ida não conseguimos ver muita coisa. Mal consegui ver a cachoeira ao chegar lá, mas depois de lanchar, quando estávamos quase indo embora o tempo abriu novamente e o visual ficou incrível!!!! Essa é a segunda maior cachoeira do Brasil. A caminhada de ida demorou 2h 10 e a volta 1h30. Ao terminar temos que registrar a saída. A associação que cuida do local não cobra entrada mas pede doação para auxiliar no trabalho deles...eu não tinha nada trocado, acabei dando a bolacha que estava fechada na minha mochila e deu pra ver que alegrei a galera!!! No caminho de volta, descobri que o casal que estava comigo havia comprado o passeio Fumaça + Riachinho (que é o padrão de todas as agências). E a subida no Morro do Pai Inácio só pode ser feita até 17h...como ficamos mais tempo na Fumaça porque demorou para abrir o tempo e passamos na Riachinho, não consegui ir ao Pai Inácio ver o pôr do sol...o que me consola é que mesmo se tivesse dado tempo, eu não veria nada pois estava chovendo...mesmo assim fiquei um pouco chateada...de qualquer forma tenho motivos para voltar à Chapada! Jantei risoto de carne seca num restaurante na esquina da rua da pousada, um dos poucos que tinha espaço interno, pois estava chovendo e a maioria dos restaurantes coloca mesas nas ruas. Encontrei duas pessoas que também estavam no Pati no período em que eu estava, jantamos juntos e depois comemos sobremesa numa doceria muito fofa (D. Sonia). A filha dela também é guia, ficamos conversando, ela falou mais sobre a chapada e seus atrativos. Com certeza quero voltar para conhecer a cachoeira do Buracão, Igatu e grutas e Pai Inácio. Pelo menos o Pati que eu mais queria já fiz, mas voltaria de novo também, ficaria na igrejinha, casa do sr. Wilson e prefeitura. Gostei da agencia que contratei, o preço estava razoável por ser Chapada (infelizmente é preço para estrangeiro). Mas agora que já conheço um pouco, gostaria de ir de carro, sem pressa, parando nas cidadezinhas que gostar...aproveitando mais esse lugar encantador.
  11. Chapada Diamantina de carro desde Belo Horizonte para Lençóis-BA Pessoal, É mais que uma obrigação deixar mais um relato para esse site maravilhoso e para as pessoas bacanas que aqui escrevem e que me ajudam em todas as minhas viagens... Eu e minha noiva fizemos essa viagem, de 12 a 19 de março de 2011. Queríamos ir de carro de BH até a Chapada para conhecer as paisagens, as estradas, as cidades, as pessoas, e mais um pouco do Brasil. Coisa que você não faz em um avião e faz com menos intensidade de busão. Da mesma forma, nossa ideia não era ir para acampar e economizar até o último centavo. Estamos muito longe de ser ricos, mas queríamos um pouco de conforto, por isso ficamos em Pousada e jantamos em bons restaurantes... Só estou avisando antes caso você esteja em busca de um roteiro topa-tudo (nada contra! já fiz muito tbm ) Decidimos ficar em Lençóis por ser um centro de vários lugares na Chapada, e pela estrutura. A única reserva que fizemos foi no Alcino Estalagem & Atelier (http://www.alcinoestalagem.com/index1.htm). No final do relato vou resumir todos os gastos mas adiantado foram R$800 por 5 dias em quarto de casal com ar condicionado. Bom, é isso aí, vamos lá. Não vou deixar um guia muito detalhado, e sim mais as impressões. :'> 1º Dia - de Belo Horizonte até Montes Claros (Minas Gerais) Viajamos ate Montes Claros, o que dá em torno de 450 km de Belo Horizonte, pela BR-040 sentido BH-Brasília. Resolvemos parar porque saímos sábado por volta das 15h00, e já estava de noite, não queríamos dirigir mais uns 900 km de madrugada e cansados. A estrada está excelente! E o melhor: nada de pedágios. A paisagem na estrada é muito bonita, com muito verde. Em Montes Claros ficamos no Dimas Lessa Hotel na rua Pires de Albuquerque, 291. Fora de temporada a diária passou de R$210 mais taxa de serviço para 150 total. Hotel muito bom e café da manha melhor ainda, com 6 tipos de sucos. Quarto excelente com ar condicionado e tv LCD e internet sem fio gratuita. 4 estrelas e recomendado. Algumas fotos que tiramos de Montes Claros da janela do Hotel: Fotos de Montes Claros-MG Saímos para comer alguma coisa, e fomos a uma pizzaria em uma avenida que dizem ser a mais movimentada à noite. A pizzaria se chama Papaula e gostamos bastante. Voltamos mortos de cansado. Dia seguinte tinha chão... 2º dia - de Montes Claros-MG a Lençóis-BA - Domingo 13/3/11 Saímos 8h40 de Montes Claros, após o super café da manhã. Abastecemos em Montes claros e em Porteirinha gasolina R$ 2,79/litro. Passamos por várias cidades: em Minas: Janaúba (cidade grande e parece ser bem cuidada) Porteirinha Mato Verde Monte Azul Espinosa Já na Bahia: Urandi Guanambi Povoado de Pilões (almoçamos lá em um restaurante de beira de estrada que não me lembro o nome) Caetité Paramirim Seabra Lençóis (finalmente!) - 1350 km depois... Pegamos muita chuva... Da BR242 do trevo para Lençóis até a entrada da cidade são 12 km (asfaltados). Chegamos exaustos as 20h30 na Alcino Estalagem & Atelier. Foram 1350 km aproximadamente de BH. Haja chão!!! Apesar disso tudo, nada fora do normal aconteceu, a estrada estava bem tranquila. Aliás, lembrando que em todo o trecho é asfalto, e em alguns locais a estrada está bem esburacada. Mas em quase toda a estrada dá pra desenvolver bem e andar a 100-110 km/h. Chegando em Lençóis, já vimos o estilo colonial da cidade, da época do Garimpo. O Lazáro (nosso guia no dia seguinte) nos disse que a cidade se chama Lençóis porque na época do garimpo, os garimpeiros costumavam dormir em tendas, e usavam uma espécie de lona que era branca. Quem passava de longe e via, achava que eram vários lençóis. Aí pegou. A pousada Alcino nos surpreendeu positivamente, é muito bem cuidada. No estilo colonial, bem aconchegante. Ela é bem no início da cidade, perguntamos e nos falaram. Achamos fácil... Deixamos as coisas lá, e fomos jantar. Tinha lido aqui no site sobre o Hotel Canto das Águas, realmente é chique mesmo, coisa pra gringo. Nós estávamos pagando R$160 a diária no Alcino para quarto de casal com ar condicionado. Lá no Canto das Águas pelo que li na recepção o quarto de casal mais barato sai a R$290. Acho que fora de temporada esse preço pode ser negociado, como nós fizemos com o Alcino. 3º dia - rio Lençóis - 14/3/2011 Café da manha espetacular, melhor que eu já tomei. O Alcino é uma pessoa super atenciosa, você vê que as pessoas e a Pousada são tratados com muito zelo e cuidado. O café da manhã é diferente todo dia, sempre com muitas frutas, sucos de sabores diferentes, tapiocas, iogurtes com granola, ovos mexidos, pizzas com fruta pão, mamão, ameixa, fruta do conde, bolos de chocolate, de aipim (mandioca), e aí vai... é ver pra crer! Algumas fotos da mesa de café da manhã: Mesa de café da manhã do Alcino - repare na pizza de fruta-pão lado esquerdo. Suquinho de carambola... De manhã, consegui tirar algumas fotos da pousada e da cidade de Lençóis: Pousada do Alcino - lado interior ao lado da mesa de café Janela do nosso quarto Detalhes do corredor da Pousada... Alcino Estalagem & Atelier vista de fora - e o guia Lazáro no canto nos aguardando... Rua da pousada Alcino - indo para o centro de Lençóis Mais uma da cidade de Lençóis Fomos conhecer a rota do rio Lençóis com o guia Lázaro (celular 75 9979-6213) que o Alcino ligou chamando. O Lázaro é uma pessoa atenciosa e paciente, sempre parava para nos explicar detalhes da cultura da região, inclusive flores e insetos estranhos (veja que gafanhotos doidos na foto abaixo). Na hora de nadar, ele como todo bom baiano ficava viajando enquanto esperava a gente ou tirava um cochilo... Veja os gafanhotos!! Atracões do Rio Lençóis: Serrano Salão das areias coloridas Cachoeirinha Cachoeira da primavera Mirante da cidade Voltamos para a cidade e fomos para o Ribeirão do meio ou toboga natural onde no caminho tinha uma tenda vendendo comida inclusive frutas. Levar comida e água pois o passeio e longo. Saímos por volta das 9h e voltamos para a pousada as 16h sem pausa para o almoço. Guia R$70 pelo dia. Todos os lugares são muito bonitos e na maioria da pra nadar principalmente na cachoeirinha e no Ribeirão do meio. Fotos do passeio: Serrano Cachoeirinha Acho que essa é a Cachoeirinha (dá pra nadar beleza!) Salão das Areias Coloridas Cachoeira da Primavera Mirante - Cidade de Lençóis Ribeirão do Meio ou Tobogã Natural Tem coragem de descer lá no meio? Cuidado pra não ralar a bunda no primeiro dia hein Voltamos cansados e ainda de ressaca da viagem e jantamos no restaurante Grisante, foi muito bom pedimos um file com molho madeira e purê de batata Detalhe do Restaurante Grisante - carne e peixe a bons preços Esse é o Banco do Brasil mais legal que eu já vi! Fica bem no centro, ao lado do restaurante Grisante e das agências de turismo 4º dia - Morro do Pai Inácio e Gruta da Torrinha - 15/3/11 Terça Saímos 8h30 e fomos ao Morro do Pai Inácio, dá uns 30km de Lençóis. Saindo de Lençóis em direção à BR242 vire a esquerda sentido cidade de Seabra. E uma estradinha de terra escondida do lado direito, fique atento pra nao passar pois nao tem placa nao sei pq. Chegamos lá as 9h30mas não tinha ninguém só dois carros estacionados perto da antena. Subimos sem guia mesmo. Tinha essa placa aí: Placa na entrada trilha para o Morro do Pai Inácio - cartão postal da Chapada Diamantina A subida eqüivale a subir um prédio de uns dez andares de escada, nada muito difícil pra quem vai na padaria a pé de vez em quando hehehehe. Chegamos lá pela trilha óbvia de pedras, mas quando chegar no platô que e o morro do pai inácio marque o local que chegaram pq e fácil confundir na volta. A descida pra primeira pedra da trilha de volta é meio escondida. A vista é maravilhosa, vale muito a pena e dá pra ficar babando lá por algum tempo. Do lado da cruz no Morro do pai Inácio Os platôs Quando voltamos os guias já estavam lá (devem ter chegado atrasado pq lá fica aberto pra subir de 9h as 17h e chegamos as 9h30 e eles não tinham chegado ainda). Eles pedem pra assinar um livro de visitantes e tem uma coluna no livro escrito contribuição, aí vc doa o que pode. Eles não cobram um valor fixo e fica por isso mesmo. Ah e não é obrigado ir com guia tinha um gringo que subiu sozinho como nós, e sinceramente acho que não precisa mesmo. Bom e isso não se esqueçam de parar em um posto na volta e tirar fotos de outros platôs da chapada, o posto fica pouco depois da entrada do pai Inácio e se me lembro bem chama Posto Pai Inácio hehe coerente. Ali é de graça. Vejam algumas fotos que tiramos de lá: Gruta da Torrinha Para ir na gruta da Torrinha continue na estrada que vai até o Morro do Pai Inácio, e vire no trevo à direita depois de uma placa que se não me falha a memória está escrito Cidade das Grutas. Um pouco depois você verá uma placa da gruta para virar à esquerda. Essa gruta é muito interessante e segundo várias pessoas a mais completa da região. Não conheço nada de grutas, mas achei muito doido. Algumas fotos dos principais pontos. Mas a foto é uma coisa, estar lá naquele lugar que parece a caverna do Dragão, é outra bem diferente... se for claustrofóbico (sei lá como escreve), não vá! Saca o guia Marcílio - ou pode chamar de Lampião, o rei do cangaço Desenho do rosto de Jesus Sacou o gasparzinho? Lembrei que tenho que arrancar meus cisos fora... percebeu o dente no meio da foto? Flor de aragonita - pra mim o ponto alto da gruta, é uma flor pequena (apesar de na foto parecer maior), mas muito bonita e diferente Excelente passeio, cansa um pouco caminhar na gruta que é um lugar abafado por natureza. O ar não circula mesmo. O guia foi o Marcílio, muito bacana e paciente. São mais ou menos 2 horas de caminhada, passando por trechos bem baixos e quentes. Em alguns lugares, quase rastejando. São 3 roteiros dentro da gruta, fizemos o 2 e o 3. Valor: R$ 45 com o guia e capacete inclusos. Sugestão: leve a sua lanterna, porque o lampião ilumina bastante mas falta luz na frente do seu pé hehe Se quiser tirar fotos bacanas em grutas, um tripé ajuda muito... nem lembrei de levar e me ferrei. Se você quiser fazer como nós, ir para a gruta depois do Pai Inácio, já que é caminho, aproveite que na casa onde ficam os guias eles fazem mixto quente e servem sucos e bebidas... além de banheiros, pois depois da trilha já será tarde e é melhor comer antes. É uma estrutura legal e suficiente. Recomendo conhecer a gruta, foi fascinante! Nesse dia tivemos a opção de conhecer o Mucugezinho e o Poço do Diabo, falam muito bem. Infelizmente estávamos bem cansados e deixamos pra depois, o que não aconteceu. Fica pra próxima. Se tiver tempo e ou mais disposição, inclua esses lugares também, são muito bem recomendados!! O pessoal falou muito também em ver o pôr-do-sol no Morro do Pai Inácio. Pra isso, tem que chegar até as 17h00 que é o última hora para subir na trilha. Preferimos ir de manhã cedo para tirar umas fotos com boa luz e não arriscar a fechar o tempo, como o guia Lazáro falou no dia anterior... mas dizem que o pôr-do-sol de lá é de arrepiar.. fica pra próxima. De volta à cidade, tiramos algumas fotos das ruas e... Essa loja tem altos equipamentos de aventura, desde botas, mochilas até alimentos. Compramos água, comida tipo barras de cereal, etc ali. Pelo que vi, os preços até que são honestos. ...passeamos e comemos um macarrão muito bom em um restaurante italiano, aliás, a cidade está lotada de italianos e seus restaurantes. Comemos um macarrão com massa feita na hora a bolonhesa (o nome do prato era italiano, nem lembro). Muito bom! Peguei um cartão: Casa da Maria Rua da Baderna, 102 - Lençóis Tel.: 75 8827-7239 / 9188-1341 acasadamaria@gmail.com Foi o melhor jantar da viagem... 5º dia - Cachoeira da Fumaça - 16/3/11 Quarta No café da manhã conhecemos um casal muito gente fina, o Osvaldo e a Marisa, que moram e trabalham perto de Londrina, no Paraná. Conversamos com eles e com o guia deles, o Jussemar, e acertamos de irmos juntos e racharmos o preço do guia para o dia seguinte, onde faríamos o Poço Encantado e o Poço Azul. Sendo assim, nos despedimos, eles foram para o Pai Inácio e a Gruta da Lapa Doce/Pratinha (mais uma atração que não conhecemos - aliás, na Chapada tem lugar pra mês...) e nós em direção à Fumaça, que eles tinham ido dia anterior. Pegamos a BR242 sentido Seabra e entramos trevo para cidade de Palmeiras (peça informação lá mas siga sempre a esquerda depois da cidade são 21 km de estrada de terra ate o inicio da trilha). Já na base da trilha, contratamos um guia, o Chico, por R$80 sendo incluso nesse preço a fumaça e o riachinho. A placa abaixo fica ao lado do posto de controle onde trabalham os guias da associação e monitores: A placa já diz tudo né, só não fala que a subida do começo é cabulosa, dá vontade de morrer, ainda mais com o solzinho da Bahia.... Vista do Vale do Capão ou Caeté-Açú Depois da ladeira, fica plano e aí é só maravilha. Logo depois, chega um riozinho com a água de Coca-Cola do rio da Fumaça e o barulho da cachoeira. Cheio de gringos para todos os lados, parecia a Alemanha, mas tudo bem, fomos no platô onde dava pra ver a cachoeira de perfil: Cachoeira da Fumaça Os passarinhos não têm muito medo de gente... e gostam de barras de cereais Depois fomos ao outro lado, para agachar e tentar pegar a cachoeira de cima... 380 metros de frio na barriga. A maior do Brasil!! Fizemos a trilha mas tenho duvidas se precisa de guia pois a trilha e obvia o tempo todo e os gringos vão sozinhos, porém como a trilha e longa e pra ajudar os caras pense de novo, pois em caso de problemas eles ajudam. Nas mochilas que eles levam tem remédios, e outras coisas úteis como papel higiênico etc Ah, a minha noiva teve dores no joelho, e acabamos não animando de ir para o riachinho.... Na volta comi um pastel de palmito da Jaca (tem que experimentar! muito bom!) e almoçamos (R$15/kg) no lugar aí da foto. Muito bom pra recarregar as energias, tem caldo de cana e água de coco tb... 6º dia - Poço Encantando e Poço Azul - 17/3/11 Quinta Saímos pouco antes das 9h e fomos seguindo o carro do Osvaldo, Marisa e guia Jussemar, que conhecemos na quarta (dia anterior). A estrada começa novamente na BR242 só que agora no sentido contrário ao dos outros dias, sentido Mucugê. É muito chão, inclusive de asfalto ruim e estrada de terra ruim tb, ate dar os 140km ate o poco encantado. Porém não tem nada mais bonito na Chapada, junto com o Poço Azul que é pertinho, portanto não deixe de ir! Após o poco encantado onde o tempo de permanência e de 15 min, a não ser que não tenha outros turistas, aí os guias quebram um galho e deixam ficar um pouco mais. Não se pode nadar no poco encantado, segundo os guias pq quando era permitido a gordura do corpo influenciava no ambiente. Quando a gente desceu devagar o caminho dentro da caverna, com os capacetes, lanternas e tal, eu pelo menos fiquei abismado com o que vi. As fotos falam melhor, apesar de que elas não ficaram tão boas... Poço Encantado - o lugar escuro aliado à falta de apoios e de um flash melhor, fez a foto ficar meia boca (faltou um tripé...) - mas dá pra sentir o drama!! Esse é o lugar por onde a luz entra - dizem que a partir de abril até setembro um raio de sol entra e ilumina o laguinho, além do teto também ficar azul. O que eu achei fascinante foi que a água cristalina combinada com os elementos do fundo (nunca lembro o nome mas lembro do carbonato de cálcio) permite ver as pedras no fundo azul e do lado você vê o reflexo da parede, ou seja, o reflexo da parede confunde com o fundo, criando um efeito surreal.... Impressionante!! Repare no lado esquerdo do lago o reflexo da parede e logo ao lado o fundo !! Ficamos pouco tempo lá, dizem que em alta temporada é permitido ficar menos tempo ainda, pois há sempre uma fila de turistas esperando. Agradeci por gostar de viajar fora de temporada (enquanto ainda não temos filhos e podemos!). Poço Azul Para o Poço Azul pegamos a estrada de terra voltando seguindo o carro com nossos novos amigos e da-lhe mais estrada de terra ruim. Paramos o carro e atravessamos em um barco o rio, e $2 por pessoa por travessia. O rio até dá pra atravessar a nado, mas a correnteza é forte e os gringos que tentaram quase se deram mal hehehehe Os carros ficam de um lado, de lá é um barquinho e depois poucos metros a pé. Pagamos dez reais por pessoa para acessar a área do poco azul. Lá tem um restaurante com comida razoável a $15 liberado por pessoa. Tomamos uma ducha antes pra limpar o corpo e descemos. Novamente uma vista impressionante, daquele azul magnifico, transparente, de ver as pedras no fundo. Tiramos varias fotos, o rapaz que fica lá, o Israel, e a cara do Ronaldinho gaúcho, e muito gente boa, alem de sacar muito de fotografia, deixei minha câmera com ele, ele tirou umas fotos perfeitas!! Descendo para o Poço Azul - apesar da água meio esverdeada - impressionante! Curtindo um mergulho... Voltamos, almoçamos. O pessoal colocou na casa onde almoçamos, do lado do poço, um documentário onde vários arqueólogos e mergulhadores encontraram no Poço Azul vários fósseis da preguiça gigante, um animal gigantesco. Assisti um pouco depois do almoço, bastante interessante ver o tamanho dos ossos que eles acharam lá embaixo. Depois, muito satisfeitos, retornamos para lençóis, despedindo do Osvaldo e Marisa que foram em direção a cachoeira do Buracao e ao Morro de São Paulo. Grande abraço para os dois, muito divertidos e gente fina. Em Lençóis, nós jantamos em um restaurante indicado pelo guia Jussemar, que se chama Artistas da Massa. O lugar também e muito bom, muito recomendado. Comemos uma massa feita na hora também, muito bom! Os Artistas da Massa Rua da Baderna, 49 Fone: 75 3334-1886 7º e 8º dias - de Lençóis de volta para BH - 18/3 e 19/3 sexta e sábado Saímos 8h15. despedimos do Alcino, e voltamos para BH. A diferença foi que dessa vez passamos por Mucugê e não por Seabra. As estradas para esse caminho estavam pouco melhores, até porque elas se encontram em Guanambi. A distância total foi quase a mesma, pouco mais de 1300 km. Depois de tantos lugares maravilhosos, não vou detalhar o retorno. Se valeu a pena ir de carro? Acho que sim, você conhece muitas pessoas no caminho, nem que seja na lanchonete ou no restaurante, ou na hora de pedir informações. Mas é um pouquinho a mais do Brasil que você conhece, além e principalmente da liberdade que o carro te dá. Vocês devem percebido que em Lençóis tudo fica meio (ou muito) longe, tem várias agências de turismo que te levam para todos os lugares da região, mas alugar um carro em Salvador (muita gente faz) ou ir com o seu carro dá muita liberdade. Bom, cada um com seu gosto e com o seu bolso! Gastos Todos os gastos considerados para um casal: Gasolina = R$ 670,64 (sobrou um pouquinho no tanque na volta) - o litro girou em torno de R$2,72 Hospedagem= R$ 800 em Lençóis (5 diárias para casal com ar condicionado na Alcino Estalagem & Atelier) e R$ 308 (Montes Clarros - Dima Lessa Hotel) = R$ 1108 Alimentação = R$ 422,90 Entradas/contribuições = R$ 53,00 Guia = R$ 240,00 (usem sempre os guias das associações - não peguem guias nas ruas!) Total geral = R$ 2.495,34 É isso aí galera! Espero ter ajudado alguém. Não deixem de viajar nunca, desculpas sempre irão aparecer. Lembre-se: não há forma melhor de gastar o nosso dinheiro suado!!! Estou à disposição se vocês tiverem dúvidas. Grande abraço! Sérgio
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