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  1. Bom dia a todos, Estou para realizar a trilha da Cachoeira da Fumaça em Paranapiacaba passando pela Garganta do Diabo e o Lago Cristal. Lendo vários relatos me deparei com grande quantia de comentários a respeito de assaltos na trilha, e muita gente frequentando-a sem preocupações com seus lixos e fazendo baderna (Farofeiros). Gostaria de informações atualizadas sobre esta situação e também sobre a situação do local e das trilhas. Outra coisa que me chamou a atenção foi referente a proibição da realização das trilhas e da permanência no local estando sujeito a multa. Gostaria de saber se esta informação ainda procede e se existe algum risco referente a isso e entre outros quando for realizar a trilha. OBS: Nunca realizei essa trilha antes! (Abaixo imagem sobre comentário referente a proibição) Agradeço a todos desde já!
  2. Chapada Diamantina 01 a 08 de junho de 2017 01/06/2017: Vôo de Congonhas para Lençóis com conexão em BH e em Salvador. Cheguei em Lençóis às 14h. Havia uma van da agencia Chapada Adventure Daniel que levava do aeroporto até Lençóis por R$20,00. O aeroporto é minúsculo, nem tem esteira para entrega da bagagem, acho que só há vôos às quintas e domingos. Fica a 30 min de Lençóis. A outra forma de chegar na chapada seria com ônibus a partir de Salvador ou alugando carro. Aproveitar a promoção desse vôo foi a melhor alternativa! Fiquei num hostel bem simples (meu Canto Hostel), mas fui muito bem recebida pela Mary. Fiquei de ir à agência Volta ao Parque nesse dia às 19h, já havia reservado o trekking do Vale do Pati de 5 dias/4 noites. Passei no centro de informações turísticas e peguei o mapa da cidade. Naquela hora da tarde, o único passeio possível era o Serrano (cerca de 15 min caminhando) onde havia umas quedas d’água, “piscinas”. Na agencia, quando fui conversar sobre o trekking, fui apresentada ao guia que iria comigo (Tiago) e um outro guia fez um city tour cortesia por Lençóis (falou um pouco sobre a época do garimpo). 02/06/2017: Saí de Lençóis às 6h, demorou mais de 1 h de carro até o Vale do Capão onde encontrei o guia (Tiago) e a namorada dele que também iria no trekking (Gi). Fomos de carro até a entrada da trilha (Bomba). O vale do Pati pode ser feito de várias maneiras, entrada pelo Capão é a mais difícil. Caminhamos por uma região muito bonita com vista para o morro do castelo. Paramos no “Rancho” para tomar banho, descanso e lanche. De lá caminhamos mais, subimos o “quebra-bunda” e chegamos ao mirante do Vale do Pati. Vista linda!!!! Até ali havíamos caminhado mais de 5h. De lá se podia avistar a “Igrejinha” (onde já havia sido igreja e hoje é uma das casas para hospedagem), mas nós iríamos para a casa de D. Raquel. Descemos por uma parte bem íngreme, com pedras e que exigia 5 apoios. A mochila estava pesada, o que incomodava um pouco, mas foi tranquilo. O guia foi na frente correndo pois disse que teria que reservar jantar até às 17h, mas no trecho em que caminhamos sem ele não tinha erro. Chegamos na casa de D. Raquel umas 17:40. Tomei banho frio, mas regenerador! E a comida então...hum...tinha palma (lembra vagem mas é um cacto), batatinha com queijo, arroz e feijão feitos em fogão à lenha!!! 03/06/17: Após ótimo café da manhã na casa da d. Raquel, começamos a caminhada rumo ao Morro do Castelo. Tem várias escalaminhadas, mas o visual compensa todo o esforço. Passamos por dentro da gruta, fiquei com muito medo nesse lugar, mas o mirante no final foi “massa” como eles dizem por lá. Depois caminhamos até a cachoeira dos Funis (tem uma parte antes de chegar nela, mas não soube o nome). Caminhamos ao todo 5h40 min (14,89km), mas bem tranquilo pois só tinha a mochila de ataque. Outro banho frio e outro jantar maravilhoso na casa de D. Raquel. Acabei combinando com o guia ficar as 3 noites lá e não ter que andar tanto com minha cargueira que estava um pouco grande...o lado ruim foi não conhecer outros moradores, mas gostei de qualquer forma. 04/06/2017: choveu à noite toda, amanheceu chovendo também...Começamos a caminhada na chuva rumo ao Cachoeirão (parte de cima). Foram 3h30 de caminhada contando um trecho em que ficamos perdidos por causa da visibilidade...fiquei um pouco tensa nessa hora...Mas conseguimos chegar e ver a paisagem sob a neblina...Alguns minutos depois o tempo abriu e o visual foi maravilhoso!!! Tirei foto na pedra (lembra um pouco a pedra da Fumaça, que eu veria depois....mas gostei mais do Cachoeirão). Fizemos um lanche ali e logo voltou a chover. Andamos até uma toca que tinha no caminho e na qual muita gente faz pernoite (mesmo sendo proibido). Esperamos mais um pouco ali, mas durante quase todo o trajeto teve chuva e barro. Foram muitos escorregões! O bastão me salvou nessa caminhada. No jantar dessa noite teve godó de banana que é típico da chapada. Gostei! 05/06/2017: amanheceu chovendo de novo...esperamos até umas 10:30 para começar a caminhada para o Pati de baixo, ruma à casa do Sr. Jóia. O guia havia dito que seriam 2h de caminhada...mas foi 1h40 só até a prefeitura (onde havia sido prefeitura e atualmente é um ponto de hospedagem). Ali a hospedagem era 130,00 com meia pensão. Nas outras casas 110,00. Paramos um pouco para descansar e fiquei admirando a vista do Castelo dali...dava para ver a “janelinha”. Se algum dia voltar ao Pati quero me hospedar na prefeitura. Continuamos a caminhada até a casa do Jóia. Paramos numa ponte para comer e tirar fotos, lugar lindo! A caminhada durou 4h30 total. Deixamos as coisas e fomos ao Poço do Raí. Não entrei, mas o lugar é legal para tomar banho (tenho medo de água fria, uiiii!!!). Jantar bem gostoso também, fomos dormir cedo para acordar cedo no dia seguinte. 06/06/2017: choveu forte a madrugada toda. Acordei às 5h e estava escuro e chovendo. Descemos para tomar café da manhã e até sair já eram umas 6h15. Logo que sai da casa tem um descida bem escorregadia e depois é só subir a ladeira do Império. 6km de subida, mas chão de pedras, provavelmente colocadas lá pelos escravos. Essa subida demorou 1h27min. Não achei pior que a subida do morro do Castelo, acho que a expectativa de que fosse tão difícil fez até parecer fácil...só cansativa. Foi bom estar tempo fechado, com sol seria muito mais desgastante. Até chegar em Andaraí, caminhada totalizou 4h 40 min. Andaraí é uma cidade pequenininha, gracinha! Comi pastel e tomei sorvete de coalhada com calda de maracujina. De lá, o carro da agencia nos levou ao Poço Azul, onde eu faria a flutuação. São 20 min para ficar no poço, chegamos numa hora muito boa, em que os raios do sol entravam na gruta e mostrava todo o azul do poço! Lindo! Depois voltei para Lençóis. Para as próximas noites eu havia reservado quarto na Pousada Roncador (mais próxima na Praça central), bem perto da agência. É simples também, mas gostei. Caminhei pelo centro e jantei estrogonofe de palmito de jaca. Conversei na agência Volta ao Parque e queria fazer o passeio da Cachoeira da Fumaça com Morro do Pai Inácio no dia seguinte. Disseram que era possível. 07/06/2017: Fui à agência pensando que faria o passeio Cachoeira da Fumaça/Morro do pai Inácio. No carro estava eu e mais um casal. O motorista e guia era o Babal (só lembro o apelido...). O começo da trilha para Fumaça é no Capão. Paramos na cidade Palmeiras no caminho, para comprar lanche (1 pão de hambúrguer + 2 pães de queijo por 5reais!!!). A entrada da trilha também é entrada para quem vai fazer a travessia Capão Lençóis e para quem vai para a parte baixa da Fumaça (mas que precisa ser feita em mais de 1 dia, acampando). Todos registram sua entrada na trilha e para onde irá. Já houve muitos casos de desaparecimento e suicídios na Fumaça, triste...O começo é mais difícil por ser subida, mas depois fica um caminho plano quase por completo. Infelizmente estava chovendo e nublado. Na ida não conseguimos ver muita coisa. Mal consegui ver a cachoeira ao chegar lá, mas depois de lanchar, quando estávamos quase indo embora o tempo abriu novamente e o visual ficou incrível!!!! Essa é a segunda maior cachoeira do Brasil. A caminhada de ida demorou 2h 10 e a volta 1h30. Ao terminar temos que registrar a saída. A associação que cuida do local não cobra entrada mas pede doação para auxiliar no trabalho deles...eu não tinha nada trocado, acabei dando a bolacha que estava fechada na minha mochila e deu pra ver que alegrei a galera!!! No caminho de volta, descobri que o casal que estava comigo havia comprado o passeio Fumaça + Riachinho (que é o padrão de todas as agências). E a subida no Morro do Pai Inácio só pode ser feita até 17h...como ficamos mais tempo na Fumaça porque demorou para abrir o tempo e passamos na Riachinho, não consegui ir ao Pai Inácio ver o pôr do sol...o que me consola é que mesmo se tivesse dado tempo, eu não veria nada pois estava chovendo...mesmo assim fiquei um pouco chateada...de qualquer forma tenho motivos para voltar à Chapada! Jantei risoto de carne seca num restaurante na esquina da rua da pousada, um dos poucos que tinha espaço interno, pois estava chovendo e a maioria dos restaurantes coloca mesas nas ruas. Encontrei duas pessoas que também estavam no Pati no período em que eu estava, jantamos juntos e depois comemos sobremesa numa doceria muito fofa (D. Sonia). A filha dela também é guia, ficamos conversando, ela falou mais sobre a chapada e seus atrativos. Com certeza quero voltar para conhecer a cachoeira do Buracão, Igatu e grutas e Pai Inácio. Pelo menos o Pati que eu mais queria já fiz, mas voltaria de novo também, ficaria na igrejinha, casa do sr. Wilson e prefeitura. Gostei da agencia que contratei, o preço estava razoável por ser Chapada (infelizmente é preço para estrangeiro). Mas agora que já conheço um pouco, gostaria de ir de carro, sem pressa, parando nas cidadezinhas que gostar...aproveitando mais esse lugar encantador.
  3. Ae galera... uma lugar fantático é a chapada diamantina... eu fui pra lá duas vezes já e estou programando pelo menos mais umas 3, porque uma vez só não dá pra conhecer nada... a primeira vez que eu fui, fiz alguns passeios como poço do diabo, conheci xique-xique de igatu (que vale muito a pena!!!) e o principal foi a visita a cachoeira da fumaça. Saí com o intuito de conhece-la por cima e por baixo, começando por baixo. Foi um passeio de três dias com o muchilão nas costas, coisa de louco. Logo no primeiro dia de caminhada, saindo de Lencóis, passamos por algumas cachoeiras. Rolou aquele pit stop pra tomar o banho pois o sol era de rachar. Depois de um dia inteiro de caminhada chegamos ao acampamento que fica bem próximo da cachoeira já. Nesse acampamento foi possível encontrar outros grupos que estavam fazendo o passeio com outros guias (Sugestão: não faça sem um guia, por questões de segurança e também comodidade!!!). Enquanto montávamos a barraca o guia se encarregou de fazer o jantar, pois chegamos no acampamento por volta das 17h. O mais legal desse acampamento é que jantavamos todos juntos, inclusive o pessoal de outros grupos. Como eu fui no inverno, o tempo era muito frio, e fizemos uma fogueira onde todos sentaram em volta. O mais legal era que no acampamento foi possivel interagir com pessoas de diversos cantos do mundo tais como holandeses, ingleses, franceses e jamaicanos. No dia seguinte partimos rumo ao poço da cachoeira da fumaça. Como era inverno e não chovia a bastante tempo foi possível ve-la bem vazia, onde a pouca água que caía era espalhada pelo vento. O poço tinha uma água muito escura, devido a alta concentração de Ferro. O dia estava lindo com um sol de queimar a moleira, mas mesmo assim somente os valentes entravam na água. Diga-se de passagem eu fui um dos que não aguentou ficar na água por muito tempo. Ao final da tarde voltamos para o mesmo acampamento, onde novas pessoas tinham chegado. Jantamos e ficamos jogando conversa fora em torno da fogueira. Durante a noite choveu bastante para nossa sorte (vocês irão entender o porque!!!). Ao acordarmos no terceiro e último dia o tempo já estava bom, com o mesmo sol de rachar. Levantamos acampamento e partimos rumo à subida para ver a cachoeira por cima. Depois de uma longa e desgastante subida alcançamos o "topo". Como eu havia dito, tivemos sorte com a chuva pois foi possivel ver a cachoeira com um volume de água maior, com um aspecto totalmente diferente daquele visto no dia anterior. Ao me aproximar do despenhadeiro (com todo cuidado) senti um frio na espinha. Imagine olhar para 432m de altura??? Te garanto, em frações de segundo sua vida inteira irá passar na sua frente. Foi um dos momentos mais gratificantes da minha vida. Depois disso, iniciamos nossa volta para Lençóis, já com o pensamento na próxima vez. Resumindo em uma palavra: ESPETACULAR!!!!! Abraço a todos. [linkbox]Guia da Chapada Diamantina por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre a Chapada Diamantina Procurando companhia para viajar para a Chapada Diamantina? Crie seu Tópico aqui! Chapada Diamantina - Tópico de Perguntas e Respostas Troque informações sobre Hospedagem na Chapada Diamantina Matéria sobre Igatu realizada pelo site Mochila Brasil Relatos sobre a Chapada Diamantina: Relato sobre a Cachoeira da Fumaça pelo Membro thiagomattos Relato sobre Rio de Contas e Pico das Almas pelo Editor Michelschon Relato sobre as Gerais do Machabongo pelo Membro peter tofte Relato sobre a Cachoeira da Fumacinha pelo Membro peter tofte[/linkbox]
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