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  1. Trilha das Sete Praias - Ubatuba - SP Praias: Lagoinha, Oeste, Peres, Bonete, Grande do Bonete, Deserta, Cedro, Fortaleza. Dificuldade: Fácil Distância: 8,9 km Salve salve mochileiros! Segue o relato desta trilha fantástica situada na região de Ubatuba, litoral Norte de São Paulo onde iniciamos na Praia da Lagoinha que fica a aproximadamente 29 Km do centro da cidade e finalizamos na praia da Fortaleza 27 Km do centro de Ubatuba. A trilha é de nível fácil com poucos lugares de subida e com belas paisagens. Todas as praias contém água potável em nascentes que ficam no início das praias e existem alguns bares nas praias porém como fomos em baixa temporadas a maioria estava fechada. Partida - 06/06/19 - Ida 12:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$38,00 - Caraguatatuba x Praia da Lagoinha-> Ônibus R$3,80 Partimos do terminal rodoviário do Tietê em São Paulo Capital de onde combinamos com o motorista do aplicativo BlablaCar para sairmos ao 12:30pm. Saímos no horário marcado e fomos em 5 pessoas no carro, pois já havia uma pessoa fazendo o trajeto também. Viagem tranquila e segura de duas horas e meia de duração até chegarmos a Caraguatatuba já no litoral onde descemos na rodoviária e lá mesmo pegamos um ônibus do transporte público com sentido a Ubatuba e depois de aproximadamente 35 minutos descemos no ponto próximo ao supermercado Garotão. O ponto de ônibus fica na praia da Lagoinha e é onde se inicia a trilha das sete praias. Após descer no ponto é só caminhar poucos metros até a entrada do condomínio mais a frente e se informar com algum dos seguranças da entrada do condomínio onde fica a entrada da trilha que eles já estão acostumados a informar as pessoas que querem fazer a trilha. A trilha fica do lado esquerdo da praia da Lagoinha logo após um rio que corta a praia desaguando no mar, mas como chegamos com a maré já alta não conseguimos caminhar pela praia e atravessar o rio para começar a trilha. Com ajuda de um haitiano que encontramos na praia, o simpático Jean Pierre, nos informou onde seria o começo da trilha dando a volta para iniciar na entrada de um condomínio. Nos informou também onde teria um mercado mais próximo, o Mercado Garotão. Como entramos na praia não sabíamos da situação da maré cheia impossibilitando a travessia, então com a ajuda do haitiano conseguimos voltar e passar no mercado para comprarmos algumas coisas para passar a primeira noite e começar a trilha. Iniciamos a trilha já quase anoitecendo por volta de umas 17:00pm. Saímos do mercado e bem de frente atravessando a rodovia já se vê a entrada do condomínio Recanto da Lagoinha onde caminhamos poucos metros e logo após a guarita da entrada viramos na primeira rua a direita, a Rua Sabiá e caminhamos até uma outra guarita onde se inicia a trilha em uma entrada a esquerda que contém uma placa de área de preservação ambiental ao lado de uma cerca do próprio condomínio. Como a claridade estava ficando cada vez menor, passamos pela Praia do Oeste no escuro e caminhamos até a segunda praia, a Praia do Peres onde foi o nosso primeiro camping. Armamos acampamento já no escuro em um pier de pescadores que contém um gramado e um grande barracão de frente para o mar. Conversando com alguns pescadores que ali estavam fomos informados que logo de manhã um senhor que cuidava do local iria nos expulsar dali. Pensamos em caminhar mais adiante na terceira praia mas decidimos ficar e acampar por ali mesmo e apostar que o senhor não nos dê uma bronca muito grande de manhã por termos acampado ali rs. Acordamos por volta das 8:00am e quando estava saindo da barraca para lavar o rosto em uma queda de água doce próximo dali lá estava o senhorzinho que nos informaram que iria ficar zangado por causa das nossas barracas. Resolvi dar bom dia pra quebrar o gelo mas não obtive sucesso. Então acordamos fizemos um café rápido no fogareiro a gás desmontamos nossas barracas e seguimos para a próxima praia da trilha, a Praia do Bonete ou Bonetinho como é chamada pelos locais. Ficamos um dia na Praia do Bonete, havia uma bica com água potável geladinha localizada no começo da praia. A praia do Bonete tem areias claras e águas cristalinas muito convidativa a um belo banho de mar. Armamos nossas barracas bem no meio da praia em um banco de areia mais alta debaixo de algumas árvores. Nesta praia havia algumas placas proibindo a entrada e camping pois a área seria propriedade particular. Decidimos acampar na praia mesmo e não entramos mais a dentro da mata. Acordamos por volta das 8:00am e desmontamos rápido as barracas, tomamos um belo café da manhã a beira mar e ficamos um tempo contemplando a praia até partirmos para a próxima praia, a Praia Grande do Bonete. Caminhamos até a ponta da praia onde existe uma placa amarela com informações aos turistas. Iniciamos a trilha e alguns minutos depois já tínhamos um lindo visual da Praia Grande do Bonete. A trilha levou uns 15 a 20 minutos e logo estávamos na Praia Grande do Bonete. Chegamos e logo vimos que bem no começo da praia havia uma bica de água potável geladinha. Caminhamos um pouco e decidimos acampar quase que no começo da praia mesmo, do lado que não tem casas na beira da praia. Armamos nossas barracas na praia debaixo de algumas árvores e de frente para o mar. Fizemos uma fogueira para o almoço e janta e ficamos neste local por três dias. No primeiro dia conseguimos finalmente entrar no mar, conseguimos também tomar banho em um bolsão de água doce que tem atrás das pedras no começo da trilha e fizemos um belo jantar vegano pra fechar o dia com chave de ouro. No segunda dia acordamos um pouco mais tarde, colocamos as barracas pra tomar um pouco de sol, tomamos um belo café e fomos caminhar até a outra ponta da praia que olhando de longe parecia que tinha um movimento de pessoas por la. Caminhamos até lá e descobrimos que havia alguns bares abertos onde tomamos uma bela de uma gelada e carregamos nossos telefones. Retornamos ao camping e pegamos duas mochilas vazias e dois de nós retornamos a trilha até o Mercado Garotão para comprar umas geladas e alguns petiscos. Fomos e voltamos em menos de duas horas e passamos o dia neste paraíso. No terceiro dia na Praia Grande do Bonete acordamos por volta das 9:00am, tomamos café, entramos nas águas geladas daquele mar lindo de águas cristalinas iluminado por um lindo sol que contrastava com o céu inteiramente azul. Logo depois, dois de nós como combinado anteriormente, retornaram a trilha até o ponto de ônibus para aguardar mais um integrante da nossa trupe. E como iríamos passar perto do mercado já aproveitamos e compramos algumas bebidinhas, petiscos, um bom repelente, que foi para não faltar mais nada até o final da trilha. Recomendo o repelente de creme, pois o de spray não faz efeito nenhum para os mosquitos de lá hahahaha. Compramos um óleo ou essência de citronela que seria de colocar em lampiões para espantar o mosquito, mas ao invés de colocarmos em lampiões nós colocamos no nosso próprio corpo e deu muito certo ahuahauha! Este dia foi um dos mais divertidos, com mais um integrante fizemos um grande rango, bebemos algumas cervejas, bebemos algumas biritas e tomamos também o único, o verdadeiro, o legítimo, o melhor de todos, the best, o Drink do Gato. Um drink elaborado por um dos integrantes da trupe e que se tornou o sucesso durante toda trilha ahahuahuauah inclusive para alguns caiçaras. Mais informações só chamar que posso passar os ingredientes e a forma secreta de se fazer. Poucos conseguem tomar! Drink do gato! Pra vocÊ aprender! kkkkkkkkkkkkkkkkkk Não conseguimos imagens do drink pois as condições não eram favoráveis no momento após a ingestão do mesmo kkkkkkk. Ha alguns rumores de que alguns dos integrantes corriam loucamente na noite em direção do mar tentando loucamente se banhar nas águas "quentes" da praia hahauahuahua iluminado por uma lua fantástica. O integrante ainda tentava persuadir os outros a entrarem no mar com dizeres: "Gente vemmmm, ta quentinha, a água ta quentinha! Vemmmm gente! Uhuuuullll!" Hauhauhuhuah Foi sensacional! --> Drink do gato! Pra você aprender! kkkk Acordamos e mantemos o protocolo. Barracas ao sol, acender a fogueira, café forte pra acordar, ficamos algumas horas por ali aproveitando o lindo sol que fazia no dia, tomamos um belo banho de mar e logo partimos para próxima praia. A trilha fica no final da praia em um muro de pedras com algumas placas indicando o lado correto. Foi umas das partes um pouco pesadas desta trilha, talvez por causa do peso que estávamos levando, em alguns lugares a trilha se tornava um pouco ingrime dificultando um pouco nosso ritmo. Em alguns trechos também se abriam clareiras mostrando um lindo visual. A próxima praia que nos aguardava na verdade seriam duas em uma. A Praia Deserta fica junto com a Praia do Cedro e são divididas por algumas pedras, mas muito fácil de se atravessar por elas. Ou pra quem não gosta de se aventurar em pedras, existe uma trilha que passa por de trás delas muito rápida e segura também. Armamos nossas barracas na primeira praia, a Praia Deserta. Ficamos bem de frente para o mar do lado da placa da trilha das sete praias. O lugar é cheio de árvores e tem ótimas áreas para camping selvagem e proibido, como diz nas placas que encontramos novamente na praia. Acredito que não tivemos problemas com isso por causa da baixa temporada, pois a trilha é muito movimentada na alta temporada e a fiscalização talvez seja mais rigorosa. Ficamos por dois dias nestas praias, a segunda praia, a Praia do Cedro contém uma área de camping e um bar que ambos estavam fechados por causa da baixa temporada. Existe também uma bica d'água encanada bastante gelada que tanto usamos para tomar banho quanto para beber. A praia é pequena mas encantadora pela beleza. Após dois dias fantásticos nessas praias infelizmente com muita tristeza que caminhamos para a última praia da trilha. Desmontamos nossas barracas, retiramos todo o lixo, fizemos um café forte, arrumamos as mochilas e partimos para Praia da Fortaleza. Mas antes ainda tinha mais um lugar muito lindo pra conhecer, o Pontão da Fortaleza. Um lugar surreal e único que fica um pouco antes de chegar na praia da Fortaleza virando a esquerda na própria trilha. Chegamos por volta das 16:00am no Pontão da Fortaleza com um tempo de trilha de aproximadamente uma hora por causa do peso das mochilas, pois em alguns trechos da trilha o caminho se torna um pouco mais ingrime dificultando um pouco a trilha. Ficamos no Pontão por quase duas horas contemplando a beleza do lugar. Até cogitamos acampar por la mesmo, mas acabamos decidindo retornar a trilha e finalizar a Trilha das Sete Praias na Praia da Fortaleza. Andamos por alguns minutos nas areias da praia até entrarmos em umas das ruas onde se vê uma igreja. Caminhamos nesta rua e na bifurcação viramos a esquerda e caminhamos até o bar do Zé Mineiro onde fechamos nossa trilha e nosso dia com uma bela cerveja gelada. Retorno - 12/06/19 - Retorno 13:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$40,00 - Praia da Fortaleza x Praia da Sununga-> Ônibus R$3,80 Na própria praia da Fortaleza existe um ponto de ônibus indo tanto para Ubatuba quanto para Caraguatatuba. Aguardamos por alguns minutos e pegamos um ônibus sentido Ubatuba pelo valor de R$3,80 e descemos no ponto dos postos de gasolina. Este é o ponto mais próximo da praia da Sununga e da Praia do Lázaro. Ficamos por lá mais quatro dias no Camping Sununga e depois encontramos um BlablaCar por R$40,00 pra cada que nos levou até São Paulo e finalizamos assim mais um Mochilão pelo litoral norte de São Paulo. Vlw Mochileiros! Gratidão. ❤️ Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  2. Bom dia/tarde/noite aos aventureiros e aventureiras. Apesar de existirem dezenas de relatos sobre a Travessia da Serra Fina, creio que, independente de todos compartilharem do mesmo objetivo (completar o roteiro), também possuímos experiências e perspectivas diferentes das situações que planejamos e encontramos, portanto, como os relatos nos ajudaram muito, retribuirei com minha parte, para quem sabe ajudar próximos aventureiros também. Não tem como escapar, a rotina de trabalho dificulta muito os planejamentos para realizar estes desafios. Juntando a temporada ideal + 4 dias de folga seguidos = feriado prolongado. É grupo em cima de grupo. Você sobe em uma árvore e tem gente sentado no galho que você iria sentar, cava um buraco e sai três trilheiros, pega fila para abraçar a árvore, saem 15 pessoas de Robert na selfie (fica parecendo entrevista de político com os papagaios de piratas atrás) e por aí vai. É lotado mesmo e ponto final. Isso é um problema? Não se você for já sabendo isso. É possível curtir e apreciar tudo sim, afinal é melhor uma Serra lotada do que o metrô de Sampa. Eu e minha companheira Mi ingressamos nas trilhas há alguns anos. Como paulistanos, fomos conhecendo as trilhas mais próximas. Subimos aqui, ali e logo começamos a sentir falta de algo mais imersivo. Descobrimos as inúmeras travessias que podem ser realizadas próximo a SP, principalmente nas divisas de MG e RJ. Já que é o desafio que nos motiva, nos preparamos para a Serra Fina, a travessia mais difícil do Brasil, segundo algumas reportagens. Se é verdade, ou não, explicarei ao longo do relato. Feriado prolongado de 9 de julho, no meio do inverno, em alta temporada, nas férias de julho de muitos trilheiros, previsão de maior frente fria já registrada... Pensamos igual no filme missão impossível: altas chances de fracasso, certeza de explosão, é isso, vamos. Chega de introdução, vamos para o relato. Nosso grupo se define em: Rafael, Miriam, Luan e Charles (guia). Roteiro previsto: 1º dia: saída da Toca do lobo - Pernoite no Pico do Capim amarelo ou Maracanã (01h30m depois) - Aprox. 7 km; 2º dia: saída Pico do Capim Amarelo ou Maracanã – Pernoite Pedra da Mina - Aprox. 7 km; 3º dia: saída Pedra da Mina – Pernoite Pico dos 3 estados - Aprox. 7 km; 4º dia: saída Pico dos 3 estados – Pernoite Sampa City Summit - Aprox. 11 km. Total aprox. 33km. Na prática: 1º dia: Saída do Hostel as 07h com o transfer. Chegada no início da subida de barro as 07h30m aproximadamente. Dependendo do transfer, ele te leva uns 500 metros mais para cima, bom negócio se for possível. Começamos a subir e as 08h estávamos no point inicial. A toca do lobo. Todos se abasteceram de água no nível máximo (4L cada), pois precisaríamos de água para o dia e para a janta, já que o próximo ponto de água seria 01h:30m após o Pico do Capim Amarelo, no maracanã. Tivemos uma breve conversa com o guia Charlinho, no qual explicou o roteiro, dicas, perigos, etc. Partimos para a aventura. 🧗‍♂️ Como previsto, você sobe, daí sobe um pouco, sobe ali, escalaminhada aqui, subiu um trecho, subiu outro, daí tem uma subida e você chega onde? No ¼ da subida do dia. Num trecho famoso, o quartzito. Muita nuvem, mas já bonito e animador. Que tal subir agora? Subiu, subiu e continuamos subindo, até que apareceu um dos cartões postais da travessia. O passo dos anjos. Emblemático trecho que mostra toda crista da serra que vinha pela frente no primeiro dia. Só que aconteceu o que previmos, estava com neblina devido a chuva do dia anterior. Não vimos no ângulo tão sonhado, mas conseguimos uma imagem semiaberta depois que passamos. Paramos algumas vezes para petiscar e adivinha? Subimos mais. Daí aconteceu algo que abalou a todos. Estávamos na trilha quando passamos por uma senhora que estava desacordada. Isso quando já estávamos há mais de 2 mil metros de altitude. Ficamos sabendo depois que ela teve um AVC e inclusive saiu no G1 uma notícia sobre isso. Esperamos que ela esteja bem. Um helicóptero dos bombeiros fez um trabalho espetacular junto dos guias que estavam na montanha. Fizeram uma tremenda força tarefa e conseguiram levar a senhora até o helicóptero, que conseguiram pousar NA MONTANHA. Foi um trabalho de extrema competência. Todos ficaram baqueados, mas seguimos em frente. Fica como um adendo para todos. A montanha deve ser levada a sério. Muito importante estar com exames em dia e se preparar, pois imprevistos podem acontecer, infelizmente. Após este ocorrido, fizemos um lanche em uma área coberta por bambus e já fomos recebidos pelos proprietários da montanha, . Os ratinhos. Chegam a ser bonitinhos, pois são pequenos, como hamsters, mas não deixa de ser um rato, eita bicho medonho e travesso. Já notamos que eles estariam presentes na viagem. Também ficamos chocados com trechos congelados que encontrávamos já na subida. Imagine o frio que estava por vir. Chegamos no capim amarelo as 13h. Um local incrível. Já sentimos muito orgulho de ter iniciado essa aventura. Conversamos sobre o planejamento e decidimos ir para o Maracanã, pois seria mais próximo da água e também do próximo destino do dia seguinte. Ao descer o capim amarelo, o joelho do nosso amigo Luan deu uma esperneada, afinal o dia da ascensão exige muito. Decidimos parar em um bambuzal bastante abrigado, chamam de "avançado". Por volta das 15h já estávamos com as barracar montadas e prontos para um por do sol próximo dali. No fim ficamos sabendo que fizemos boa escolha, perceberá o porquê. Pendure suas comidas e lixos em árvores, pois os ratos causam nesse lugar, como em qualquer outro. Tivemos visitas na madrugada que incomodaram um pouco. Inclusive a barrigueira da Mi foi roída , pois havia o sachê do gel (que é doce) usado, então deve ter vazado um pouco. Tivemos de colocar as cargueiras para dentro da barraca. Deixar no avance deu receio. Aproveitamos e usamos as mochilas para colocar a perna em cima nos locais onde dormimos inclinados. Importante nivelar para não ter dores na madrugada. 2º dia: Sair da barraca já foi o primeiro desafio, pois o frio estava insano. Arrumamos as coisas, tomamos o café e iniciamos o dia. Não adianta, a roupa para o dia depende de cada um. Alguns saem igual esquimó e ficam no efeito cebola o dia inteiro, outros já saem com pouca roupa para fazer menos pausa para tirar. Todas as vezes que coloquei blusa a mais eu me arrependi. Assim que o sol aparece você já começa a sentir calor. Protetor solar eu já passo antes mesmo do sol aparecer, pois nessa altitude o sol judia. 40 minutos após o início da caminhada e avistamos o Maracanã. Os grupos que dormiram ali já estavam saindo também. Para surpresa nossa, todos reclamaram do frio. Congelaram todas as águas que eles tinham nas garrafas. Fez -8º no maracanã, surreal. No bambuzal pegamos uns 0º, tivemos “sorte”. ❄️ Reabastecemos em um ponto de água logo após o maracanã. Fizemos um isotônico do Popeye e deixamos 2 litros de água na camelbak para cada um caminhar, visto que antes do ataque ao cume da Mina haviam 2 pontos de água para reabastecer completo. Desde a primeira subida do dia já podíamos avistar nosso objetivo: a Pedra da Mina. Eita negócio alto. Quando você acha que ela é pequena, você se surpreende ao ver o pessoal mais atleta já subindo com as mochilas fluorescentes. Pareciam 1 grão de areia na montanha. Dia mais agradável de percurso, pois são constantes sobe e desce, diferenciando bem do primeiro dia do Everest amarelo . Logo após o primeiro "mini" cume que passamos já tínhamos uma linda vista do Capim Amarelo atrás. E também conseguíamos ver Marins / Itaguaré no fundo. Que show! Quase chegando na base da Mina, fomos para o ponto de água chamado cachoeira vermelha. Incrível o lugar. Água com muito ferro, por isso dos tons avermelhados. Reabastecemos com água para a janta, pois o próximo ponto de água só aconteceria no dia seguinte após descermos a Pedra. Ao chegar na base da Pedra, passamos por cima da mini ponte do rio que cai 🌁. Ali havia um bom acampamento no qual vimos um grupo já instalado para pernoitar. Era um grupo com roteiro diferente. Eles não dormiam nos cumes, fizeram um outro planejamento. Ali tinha o rio com pessoas abastecendo para a subida, mas eu não acho uma fonte muito confiável. O guia inclusive comentou que pode estar contaminado. É ao lado do acampamento, consequentemente os banheiros também devem ser. Se for pegar esta água, ferva e jogue o clorin como precaução, pois dor de barriga ninguém merece . Iniciamos o ataque. Estávamos pesados com a água, mas suportável. Como todas outras subidas da travessia, esta era mais uma bem estruturada. Sempre com degraus “curtos” formados pelas pessoas. Quase não esticamos as pernas na travessia inteira, pois as ascensões eram todas em pequenas “escadinhas” já formadas. Um agravante seria o barro, muito presente na serra inteira, mas como a temperatura estava hiper baixa, os barros estavam congelados, evitando possíveis deslizes dos pés ao subir. Uma boa perspectiva para ver o tamanho da encrenca com as formigas atômicas fluorescentes subindo. Pausa na subida da Pedra com a vista para o Capim Amarelo a esquerda da foto (ponto onde iniciamos o dia). Chegamos no incrível no cume, que lugar sensacional! Sem dúvidas o pico mais legal de toda a viagem. Bem cheio de barraca, pois haviam os grupos da travessia completa, meia travessia e bate a volta pelo Paiolinho, uma opção bem legal de chegar na Pedra da Mina também. O bom é que há espaço para todos, pois mesmo sem ficar no cume, você consegue ficar logo abaixo dele, 5 minutos de caminhada. O Agulhas Negras já aparecia imponente no parque Itatiaia. Que vista! Pegamos um baita pôr do sol, jantamos e fomos dormir. Nessa noite conseguimos uns goles de cachaça e dormimos mais quentes. Já virou um item indispensável para as próximas travessias. O cobertor de litro salva sua noite.🍹 3º dia: Meio congelado, meio vivo. Era mais ou menos nossa situação. Com certeza fez menos que -5º esta noite. Serra fina do gelo!!! Após o ritual sagrado de desmontar, arrumar e seguir, iniciamos a descida pelo lado de trás da montanha, num visual muito show! O vale do Ruah já se destacava no nascer do sol. Os primeiros raios de sol no Vale refletiam o rio de uma maneira diferente, achamos estranho. Quando chegamos perto que entendemos, o rio inteiro estava congelado. Imagine como foi a noite num dos locais mais frios do Brasil. Há quem diga que bateu -15º. E que lugar muito doido, achamos legal demais. Capim Elefante para todo o lado, barro, labirinto, rio congelado... Parecia um filme! Bom momento para se despedir da bota semi limpa. Ali não tem jeito, você vai usar todas funções da sua bota impermeável. Os grupos seguiram e abasteceram a água em umas cachoeiras mais a frente, mas nós abastecemos antes em uma correnteza que passava no meio do vale. Parecia bem limpa e cristalina, afinal é dali que surge a fonte do Rio Verde. Nome fácil de entender, pensa em uma água transparente e limpa! Atenção!!! É aqui o último ponto de água da trilha, basicamente. Coloque água nas garrafinhas, camelbaks, meias, bonés, toucas, etc. 🌊. Saímos com 4 litros e pouco cada um (para caminhada do dia, jantar e caminhada da volta). Foi o suficiente, mesmo fazendo macarrão a noite. Também passamos por mais cristas, muito lindas por sinal, em direção ao cupim de boi. Da pra entender o porquê do cupim de boi. É esta montanha menor que está um pouco abaixo do Agulhas Negras. A montanha a direita é a cabeça de touro. Bem alta e imponente, mas é um passeio a parte. Do cupim, partimos pelas cristas até a montanha mais alta a esquerda, que já é o Pico dos 3 estados. Pedra da Mina ficou para trás... A caminho do cupim do boi a esquerda. Chegando no topo do cupim, fizemos um almoço com vista para o Pico dos 3 estados de um lado e todo o parque do Itatiaia do outro. Vista incrível!!! O Agulhas Negras estava nítido, mesmo há bons km’s de distância. Dica: Levem filtros de lente UV e Polarizados para a câmera. Eu esqueci a minha câmera no transfer, sorte que a Mi tem uma super potente com um zoom sinistro, mas as fotos ficaram azuladas com a luminosidade da altitude. Energias renovadas, partiu 3 estados. Trilha nota 10. Escalaminhadas só próximo ao cume. Nenhuma pernada longa, escalaminhamos porque no final estava mais íngreme e escorregadio, mas não havia exposição. Mais uma montanha top 10 Brasil na listinha pessoal!!! Rolou aquela vida “chata” de bater papo sentado nas pedras do cume, vendo o pôr do sol, tomando um refresco, se preparando para o jantar e rindo dos perrengues da trilha. Depois disso caímos no sono. Noite bem tranquila, local abrigado por capim, então rolou pouco vento, foi bom o descanso. Não esquecendo nunca daquela boa olhada no céu MUITO estrelado e das cidades brilhando bem longe. Que cenário show! 4º dia: Já acordamos naquele ar de: Será que tô feliz por conseguir chegar até aqui? Triste por ir embora? Feliz por chegar perto de um banho? Triste por pensar na rotina de SP voltando? Não tem segredo, o jeito é curtir o momento. E esses momentos são incríveis todos os dias da travessia. Todos têm suas particularidades e belezas diferentes. Nascer do sol de praxe... Despedida da montanha e partiu dia mais longo (11 km). Como diz a Mi, subir é sempre mais difícil, em tudo na vida, mas na serra fina não tem nada fácil. Até o descer é difícil, pois os joelhos já estão cansados dos 21 kms já percorridos e o esforço da constante descida é ainda mais doloroso para os joelhos do que a subida. Mesmo já não estando tão pesado. Tínhamos quase 1,8L cada em média para o dia até a última fonte, que já é próxima do fim. Sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce até que avistamos a última subida da viagem. Até comemoramos quando subimos, pois para quem tem joelho meio abalado, subir é melhor que descer. Chegamos no Pico dos Ivos, mais um dos muitos picos de 2400+ que passamos. Paramos para o lanche, fizemos a selfie da equipe e voltamos para a descida. Se tivesse uma tirolesa do pico dos 3 estados até a fazenda pierre, seriam 2 horas na corda de aço eita descida interminável! Aos poucos a vegetação foi mudando, brigamos com os bambuzinhos (use capa nas mochilas e proteja seu isolante, pois a treta é brava) e a mata mais fechada surgiu. Incríveis bons km’s no meio da mata, show de bola! Nossa água deu na medida. Acabou a hidratação minutos antes da última fonte de água antes da saída. Já batia um sentimento de saudade da montanha. Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, chegamos na mansão do Pierre. Olha só, chegamos! Não, não chegamos. Ainda tinham uns 2 km, eita! Meu joelho, que vinha tão bem, já começou a me questionar o pq eu estava fazendo isso com ele e decidiu resmungar, mas isso ficou de lado e foi só comemorações e orgulho do corpitcho que, apesar de um pouco acima do peso, conseguiu aguentar essa travessia incrível. Chegada... Óbbbbvvviiioo que brindamos com a cervejinha na casa e fomos para o transfer. Pensa numa cerveja merecida! Fim... Vou deixar informações abaixo sobre o que utilizamos. Minha companheira Mi, que a todo momento ficou ao meu lado, foi um exemplo de força, determinação e comprometimento. E claro representando as mulheres, que já são mais fortes e corajosas 💪 por natureza. Senti muito orgulho de poder participar de momentos como esse. Certos ensinamentos e pensamentos só são apreciados de verdade na montanha, quando estamos na hora da dificuldade, na hora da esperança e também na hora da vitória! Luan, um parceiro que surgiu do boteco e com certeza perdurará muitos anos, tanto nas trilhas, como nos botecos também, óbvio. Sempre agradável e solicito, um rapaz de futuro! Charles joelhos de aço, nosso guia atleta, que nos ajudou a todo o momento e deu o suporte que precisávamos. Além de cada dia tirar uma surpresa da mochila para comemorar. Nosso muito obrigado! Um exemplo de que todos nós podemos realizar nossos desejos e enfrentar nossos medos. Menino, menina, homem, mulher, idoso e idosa. Vimos todos juntos nas trilhas, se unindo e se incentivando. Bonito de se ver o respeito, educação e limpeza que os guias pregam para todos, proporcionando uma montanha agradável, limpa e o menos impactada possível. Se você tá em dúvida se aguenta, se é bonito o lugar, se vale a pena... pode parar por aí. Se prepare, se equipe com materiais de qualidade e partiu! A Serra Fina é possível para todos! Equipamentos necessários /// utilizados: · Mochilas cargueiras 70L ou mais. Item primordial, pois temos escassez de água e trajetos relativamente longos. A capacidade e ergonomia precisam ser consideradas com seriedade. Invista na sua cargueira /// Cargueira Deuter Aircontact Lite; · Sacos de dormir conforto 0º ou -5º /// Deuter Orbit -5. Foi mais do que o suficiente. Deu conta dos -9º que passamos. Não vacile com o saco de dormir, pois hipotermia é perigoso de verdade; XXX · Isolante Térmico. /// Naturehike modelo inflável Nylon TPU. Ótimo custo benefício. Isolantes tapetes também são ótimos. Ideal os de 1 cm de espessura, pois o chão é muito frio e úmido; · Bastões de caminhada. Joelhos agradecem! Acho primordial. /// Bastão de Trilha Arpenaz 200 Quechua. Modelo ok, até que aguentou, mas possuem bem superiores no mercado; · Travesseiro. Fica ao critério de cada um. O ideal é inflável para ocupar menos espaço e peso. /// Naturehike dobrável; · Barraca 2 ou 3 pessoas. Quanto mais leve e bem projetada para ventos, melhor. /// Naturehike Cloud 2p. As vezes sentimos falta de espaço, pois eu e a Mi somos relativamente altos (1,83 e 1,70), mas no frio isso não é um problema. XXX · Lanternas de cabeça e de punho. Tem que ter ou vc só funciona até o por do sol. Item obrigatório. XXX / Importei da china, nem sei o modelo, mas vale dar uma investida. · Kits cozinha: fogareiro, gás, panelas, talheres, papel toalha, álcool em gel, pratos, etc. · Botas. Impermeáveis, confortáveis e com ótima aderência (para as escalaminhadas cheias de barros e pedras). Se for nova, amaciar antes da viagem! /// Salomon Mid GTX; · CamelBak ou Garrafinhas. Vai do gosto de cada um. Gosto da praticidade da camelbak, pois você se hidrata sem parar. /// Modelo chinês, 2L. Paguei barato e deu problema na torneirinha. Aconselho investir um pouco, pois perder água por vazamento numa travessia com escassez de fontes não é nada agradável. · Cobertor de alumínio para emergências; · Roupas: Corta-vento, Jaqueta e calça impermeável, camisetas de manga comprida com proteção UV, meias para trilha, luvas (ajudam a escalar também), touca e boné, Buff (proteção UV para nariz, boca e nuca); Tudo de secagem rápida e o mais leve possível. · Protetor solar para rosto e boca. Refeições: Tudo sempre prático, que utilize pouca água de preferência e que tenha alto valor nutritivo. Na próxima viagem levarei ovos para o café da manhã. Desta vez não levei e fez bastante falta. Não fizemos almoço, apenas parávamos e comíamos os petiscos em maior quantidade e hidratávamos com isotônico em pó diluído na água (excelente negócio!!!). Uma boa dica é variar o máximo possível. Fizemos os lanches com queijo e mortadela. O ideal é fazer no mínimo 2 sabores para não enjoar. Também não tomávamos um café muito elaborado, pois acordávamos muito cedo para caminhar e nessa hora o apetite não é dos maiores. Sempre se hidratando o máximo possível. Carregávamos 4 litros de água por dia para cada um. Também ingeríamos algo a cada 1 hora, para sempre manter energia. · Primeiro dia: o Café da manhã no hostel: Bolo de queijo, diversas frutas, sucos e café (caprichado, pois estávamos com o carro ainda); o “Almoço”: lanche; o Jantar: Risoto de queijo, frango em pedaços e legumes. Tudo pré-cozido. o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Segundo dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Jantar: macarrão, molho vermelho, calabresa e bacon; o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Terceiro dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Jantar: macarrão alho e óleo, calabresa e bacon; o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Quarto dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Petiscar: 2 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 1 Carb-Up em gel. o Jantar na humilde residência XXX. Guia: Charles Llosa. Muito experiente na montanha, nota 10! - 35 9917 9001 Transfer: Leleco, gente boa, carro 4x4 (necessário) e pontual. - 35 9747 6203 Hospedagem: Hostel e Pizzaria Serra Fina. Falar com Felipe. - 35 99720 3939 Dúvidas só perguntar que respondo. Abraços.
  3. Boa tarde. Tenho interesse em realizar a travessia da Serra Fina no feriado prolongado de 6 a 9 de julho. Por enquanto sou eu e minha esposa. Talvez mais 2 colegas. Encontrei algumas agências que já possuem pacotes, mas o valor está um pouco acima do planejado (acima de 1k), portanto caso alguém esteja formando um grupo, queira formar um grupo ou que conheça um guia experiente, mande um oi o/ *** Edit: conseguimos formar um grupo com guia especializado no local e possui 1 vaga. Valor bem mais em conta que por agência. Interessados me mandem msg. Abraços.
  4. Salve salve mochileiros! Segue o relato com as dicas para fazer trilhas, cachoeira e conhecer três praias em um bate e volta de 2 dias bem perto da cidade de São Paulo. Este relato será baseado na minha última visita a Prainha Branca porém contém dicas e fotos de todas as vezes que fui neste paraíso! 1º Dia: Ida - 29/04/18 - 11h00min - São Paulo x Bertioga x Guarujá - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Camping Tabajara R$30,00 Partindo de São Paulo do bairro de Perdizes, peguei o METRÔ de SP na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Azul) para baldear até a estação Sé (linha Vermelha) e depois até a estação Brás (linha Vermelha). Aguarda por alguns minutos pelo trem da CPTM com sentido a estação Guaianazes (linha Coral) onde acontece a troca de trens (se dirija ao primeiro vagão do trem, pois no desembarque você poderá ter problemas por causa do fluxo contrário). Feito a troca é só pegar sentido estação Estudantes (linha Coral) com tempo de aproximadamente 1h10min este primeiro trecho. Na estação Estudantes existe um terminal de ônibus com passagens para Bertioga por R$26,00 e com tempo estimado em 1h30min. A linha é a Mogi x Bertioga e o tempo de descida depende de como está o fluxo do trânsito no dia. Em feriados prolongados e datas festivas acontece muito fluxo por essas estradas e o tempo de descida pode demorar um pouco mais para chegar até Bertioga, então fiquem ligados. No mesmo terminal assim que você sai das catracas da estação Estudantes de trem, algumas pessoas vão te oferecer o mesmo caminho feito por carros ou vans pelo valor de R$25,00 por pessoa. É só aguardar por alguns minutos até fechar a quantidade de um carro (4 pessoas) ou van (10 pessoas) que acontece a descida (nos feriados, reveillon e carnaval a espera é bem rápida pois muitas pessoas fazem este percurso, então vale a pena esperar). Chegando em Bertioga fomos até a balsa para fazer a travessia até o lado do Guarujá, onde fica a trilha para a Prainha Branca. A travessia de balsa dura aproximadamente uns 15 minutos e chegando é só seguir poucos metros para o começo da trilha para Prainha Branca pois fica bem perto da balsa. A trilha de nível fácil hoje está calçada até a vila ficando de fácil acesso inclusive em dias de chuva, dando um tempo de aproximadamente 10 a 20 minutos. Pronto, chegando na vila da Prainha Branca onde tem toda infraestrutura da praia com padaria, mercadinhos, camping, pousadas e alguns restaurantes, tudo bem simples mas bem receptivos. Chegando na praia seguimos para o lado esquerdo e caminhamos por uns 10 minutos até o Camping Tabajara que fica quase no final da praia. Fechei o valor de R$30,00 por pessoa com banheiros, chuveiro quente, cozinha compartilhada (fogão, geladeira, mesa, cadeiras e alguns utensílios de cozinha), com Wi-fi e uma bela área para acampar. O camping fica a poucos metros da praia então você dorme com o som das ondas a noite quando o silêncio do lugar prevalece. www.campingtabajara.com/ Acampamento montado, mochila guardada bora curtir o dia na Praia Branca. Como era um feriado prolongado e muitos iriam trabalhar na segunda-feira, a praia não estava nem muito cheia e nem muito vazia, estava meio a meio. Ficamos o resto do dia nesta praia com um por do sol nas montanhas fantástico com cores muito fortes e assim que o sol se foi uma Lua digna de uma pintura se levantou no céu ainda azulado. Ela parecia que nascia de dentro do mar iluminando cada vez mais enquanto se erguia no céu. Horas de contemplação para esse momento pois era de uma beleza única! Fui informado que aconteceria um Luau na praia mais a noite, então fomos para o camping para pegar alguns drinks e bora pro luau que aconteceu no meio da Prainha Branca e foi sensacional, a lua iluminando toda praia ao som de uma banda que só tocava os sons que você mais gosta, foi muito boa a vide e o clima do pessoal. Na praia mesmo existem algumas barracas com porções de peixe, batata frita, calabresa, cervejas e drinks mas seus preços são um pouco salgados por estarem localizados na areia da praia, então vale a pena dar uma pesquisada antes. Após comer um belo peixe frito e tomar uma bela garrafa de vinho fomos para o camping descansar pois o dia seguinte teria que acordar cedo para fazer as trilhas para conhecer as outras duas praias e a cachoeira. 2º Dia: Volta: 30/04/18 - 21h30min - Guaruja x Bertioga x São Paulo - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Almoço Restaurante Lipe Point R$15,00 a R$20,00 Por volta das 6h00 da manhã com nascer do sol maravilhoso na Prainha Branca tomamos nosso café da manhã, aprontamos nossas mochilas com alimentos e água e bora trilhar. Andamos a Prainha Branca até o final e como ainda a maré estava baixa, teve a possibilidade de conhecer a ilha que fica bem pertinho da praia a pé mesmo atravessando pelo mar. Tem um trilha que corta a ilha atravessando do outro lado tendo uma vista muito linda. Voltamos e fomos em direção a entrada da trilha para a Praia Preta que fica no canto do último restaurante da praia. Ou se não encontrar é só perguntar pro pessoal do restaurante que te informarão onde fica. A trilha é de nível fácil também e leva aproximadamente uns 15 a 20 minutos até a Praia Preta. Quando estiver quase chegando, quando você conseguir ver e ouvir o mar, vai ser quando aparecerá uma bifurcação, vá para o lado esquerdo descendo a trilha, pois se continuar reto irá chegar na cachoeira que fica uns 20 minutos a frente. A cachoeira não é muito grande, mas da pra tomar um belo banho na sua queda para renovar as energias. Descemos a trilha e ficamos contemplando a Praia Preta que geralmente fica vazia pois não tem nenhuma infraestrutura na praia e nem se pode acampar por lei, mas algumas pessoas ainda sim acampam. Eu mesmo já acampei uma única vez na Praia Preta em uma outra vez e fui surpreendido pelo helicóptero da Polícia Ambiental que desceram na praia e mandaram desmontar a barraca imediatamente ou seria multado pelo crime previsto na lei ambiental. Ficamos algumas horas na praia preta e de lá fomos para mais uma trilha, agora para a Praia do Camburi. A entrada da trilha fica no final da Praia Preta, é de nível fácil e leva uns 25 minutos até a Praia do Camburi. A praia é cortada por um rio de água doce que faz um contraste lindo com o mar. A praia também não tem infraestrutura nenhuma porém existe uma casa de um senhor que dependendo do seu humor ele pode te arrumar um lugar para acampar, tudo bem barato. Mas lembre - se, isso só acontece se o humor do senhorzinho que reside lá estiver bom rsss. Contemplamos por horas esse pedacinho de paraíso, como chegamos de manhã na praia, ficamos com ela somente para nós. Esta sensação de estar sozinho em uma praia é maravilhosa, te dá a sensação de liberdade! Ficamos horas nesta praia contemplando cada pedacinho de paraíso ali. Pra voltar para a Prainha Branca onde estava o camping é só fazer o mesmo caminho, não tem erro. Chegando na prainha branca almoçamos em um restaurante que fica nas pequenas ruas da vila chamado Restaurante e Pousada Lipe Point, pedi um tipo de prato feito que vem em um bandejão por R$15,00 a R$20,00. Barriga cheia e pé na areia! Fomos direto para a praia, dormi algumas horas de frente para aquele mar fantástico, com um céu azul, um sol lindo ai foi só encontrar uma boa sombra debaixo das árvores para algumas horas de sono. Corpo descansado ficamos por alguns estantes na praia até o anoitecer, quando recebemos de presente o nascer da lua ainda mais linda que na noite anterior. Ela estava fantástica iluminando mais uma vez toda a praia e a vila da Prainha Branca. Foi emocionante! Após este presente da natureza retornamos ao camping para levantar acampamento e fazer a trilha de volta para a balsa para poder voltar a São Paulo. Assim que você sai do camping ao invés de retornar até a vila para fazer a trilha de volta, dentro do próprio camping já tem uma outra trilha que se encontra com a principal e corta um bom caminho, fazendo com que não tenha necessidade de andar nas areias com mochila nas costas, o que é muito cansativo. Então quando for sair do Camping Tabajara se informe com o proprietário do camping, o Marcelo, onde fazer a trilha para a balsa. A trilha é de fácil acesso e te leva até a trilha principal para retornar a balsa. Chegando na balsa é só aguardar alguns minutos para que a balsa possa ter o número de carros e pessoas para a travessia até Bertioga. Chegando em Bertioga é só caminhar até as feirinhas e perguntar onde fica os guichês da empresa de ônibus Viação Breda que sai de Bertioga até a Estação Estudantes pela Mogi-Bertioga. O valor da passagem é de R$26,00 e tem a duração de 1h30min dependendo do trânsito no dia. Sugiro que comprem as passagens de volta antecipadamente em feriados ou datas festivas pois corre o risco de acabar. Chegando na estação/terminal Estudantes (linha Coral) é só pegar o trem sentido Guaianazes (linha Coral), trocar de trem e pegar sentido estação da Luz, ai faz a baldeação para a Estação Paraíso (linha Azul) e de lá para a Estação Vila Madalena (linha Verde). Pronto nosso bate e volta de dois dias ao litoral saindo de São Paulo esta feito! Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  5. Áhh a encantadora cidade das flores! Conhece? Holambra fica a 40 min de Campinas e é um destino charmosíssimo para um bate e volta à cidade colonizada pelos holandeses em 1948 após devastação causada pela 2° Guerra Mundial. Começamos o passeio pelo Portal da Cidade, construção com característica típica holandesa com tijolo a vista, telhado inclinado. Se quiser informações turísticas ali tem. Seguimos para o Memorial do Imigrante, casal que simboliza o esforço dos pioneiros. Continuamos para o Moinho dos Povos Unidos: cópia fiel dos moinhos holandeses. As pás são movidas pelo vento.. subimos até o último andar onde tem um mirante! Lá embaixo visite as exposições de artesanatos (os souvenires são mais baratos que no centro). Ainda no Moinho iniciamos o lindo passeio nos campos de flores de crisântemos e gérberas. Fizemos com a Real Receptivo e foi demais!! E ainda tem um city tour com história e curiosidades da cidade! (Contratamos previamente através do site,mas eles vendem na hora tbm). Hora de comer!!! Fomos para a rua turística do centro e experimentamos o croquete de frango típico e o Kasller (bisteca defumada), comidas holandesas. Passamos um tempo apreciando a charmosa rua. Fomos andando para o Museu Holambra: história dos imigrantes e da fundação da cidade, réplicas de casas mobiliadas ao estilo da época, maquinários antigos. Vale muito a pena!! Deixamos o carro e seguimos andando até o recinto da Expoflora, que coisa linda! A pé fomos até o Deck do Amor, cadeados presos no deck na beira do lago são um charme. Andamos mais um pouco entre as ruas e vimos as características das casas, a decoração dos jardins, os sobrenomes das famílias estampados na frente das casas! Finalizamos na rua turística com um delicioso café (e pq não mais um “docinho”?). Áhhh tbm não faltaram os souvenires comestíveis kkk: stroopwafel, pitnoten, torta de maçã. Informações: Moinho dos Povos Unidos: para subir R$ 10 (tem meia). Fds e feriados 9:30h-18h (de qua a sex não abre o mirante) Campo de Flores + City tour: Real Receptivo Holambra R$ 40. Museu Holambra: Área externa grátis, Foto Hall R$ 3 (estud. e idosos R$ 2). Fds e feriados 10:30-16:30h
  6. TRAVESSIA DO VALE DA MORTE JANEIRO DE 2015 Vídeo da travessia: Ao final, algumas dicas do que levar e comentários do que levei. A minha primeira visita ao Vale do Rio da Onça, popularmente conhecido como Vale da Morte, foi no final de outubro de 2014. Naquela época, por falta de companhia e excesso de ansiedade depois de ver o vale a partir do ponto de confluência dos rios Vermelho, Pedra e Solvay numa outra ocasião, acabei indo sozinho e a experiência foi, digamos, estranha. Sempre que voltava a pensar nos dias que passei sozinho naquele vale me vinha um misto de sentimentos que me deixavam muito confuso. O Sol radiante, as águas cristalinas e os contornos dos morros verdes da Serra do Mar - era tudo incrivelmente belo e convidativo, salvo se você decidisse se deslocar por meio de toda essa beleza. É como o Diabo que te tenta a cometer um pecado pra depois te jogar nas profundezas do Inferno. Ali me deparei com um tipo de terreno hostil, com correntezas que com um passo errado te levaria pra uma queda d’água de 4 a 5 metros, vegetação agressiva que destruiu minhas mãos sem a proteção de um par de luvas e muita piramba com o solo macio, forrado de matéria orgânica que cedia a qualquer toque. Os preparativos para essa mais recente travessia começaram há mais de 2 meses, quando conheci o Eduardo Loures, Bruno Dias Conde e o Luciano Lourenço. Eu falava em retornar ao Vale, porém com mais pessoas, e o Eduardo comentava que o retorno já estava programado para janeiro de 2015. Depois disso, conversa vai, conversa vem, o assunto começou a ficar muito esparso pela internet (Facebook) e começavam a surgir muitos trilheiros interessados na descida do Rio da Onça. Com o intuito de organizar melhor as conversas, criei o evento na rede social e deixei que a organização se desse de forma democrática - sugeria roteiros, horários e outras coisas e pedia a opinião dos que pretendiam participar, mas parece que esse povo tem uma dificuldade em se expressar. A maioria nem sequer digitou uma palavra para sinalizar qualquer coisa. Alguns, de última hora, anunciaram suas desistências e outros não se deram o trabalho de dar satisfação nenhuma. No final, de 22 confirmados, compareceram com o intuito de encarar o desafio apenas 6 pessoas: Loures, Bruno, Luciano, Masgrau, Thunder e eu. Além desses, o Kamal, que estava apenas de passagem, mas foi convencido pelo Luciano a nos acompanhar apenas com a roupa do corpo e uma sacola de loja de shopping, se juntou ao grupo, somando 7 pessoas que rumaram juntas da Estação Brás até o início da trilha. Bom, como se nota, vou aproveitar a oportunidade pra fazer um relato misto, visto que não escrevi um para a travessia que fiz sozinho ano passado. O plano inicial era acampar no topo da Cachoeira da Fumaça e, no dia seguinte, descer as sete quedas para posteriormente adentrar no Vale. Infelizmente um grupo de muitas pessoas que estavam a nossa frente também estavam se dirigindo para a referida cachoeira, então, a fim de evitar muvuca e desentendimentos desnecessários, mudamos o plano e decidimos acampar nas proximidades do Lago Cristal, do qual também é possível ter acesso ao Vale por um caminho igualmente agradável. Acordado o novo plano, iniciamos a caminhada já em meio a uma leve garoa, suficiente para em poucos minutos nos deixar quase todos encharcados. Alguns tentaram tomar providências para se protegerem da umidade, mas não sei se ajudou muito. O Eduardo costuma andar todo à prova d’água, sempre, com calça e jaqueta impermeável. O Bruno se enfiou dentro de uma saco de lixo e o Kamal deu sorte: ele que não havia trazido praticamente nada, ganhou uma capa de chuva descartável de uns caras que estavam ali colocando placas de sinalização para uma corrida que seria promovida no dia seguinte. Caminhamos por cerca de 45 minutos até cruzarmos com uma clareira. Não haviam árvores boas para pendurar as redes, então, apesar de passar da meia noite, continuamos em direção ao Lago Cristal, onde possivelmente encontraríamos um lugar melhor para montarmos acampamento. Aqui o rio faz uma curva bastante acentuada, de forma que temos que cruzá-lo duas vezes para continuar a trilha, indo para a margem esquerda, atravessando uma ponta de terra e depois para a margem direita novamente. Logo nas primeiras vezes em que nos deparamos com o rio nessa trilha já havíamos percebido que o nível estava mais alto. Estivemos ali há pouco tempo e a altura da água tinha pelo menos o dobro da outra vez. Ocorre que, ao iniciarmos a primeira travessia para a margem esquerda, enquanto ajudávamos um ao outro a se equilibrar por conta da forte correnteza, repentinamente o rio começou a subir muito mais rápido. Era uma CABEÇA D’ÁGUA! Rapidamente nos deslocamos para a ponta de terra e analisamos a possibilidade em continuar em frente, visto que onde estávamos seria impossível ter qualquer noite de descanso digno. Mal havia espaço para nos acomodarmos no chão, quem dirá armar redes. Entramos na água, miramos as lanternas que sobraram para o outro lado do rio e nada da continuação da trilha. Minha headlamp já estava fraca, a lanterna do Bruno só era melhor que nada e o Eduardo havia perdido a lanterna mais potente dele alguns minutos atrás. O rio continuou ganhando força. Pedras grandes da altura do peito estavam sendo cobertas pela água e o Thunder continuava dentro do rio buscando a continuação da trilha. Mesmo se encontrássemos a vereda, seria complicado atravessar o rio como ele estava. Resolvemos aguardar na ponta de terra até que o nível da água diminuísse um pouco. Ficamos jogando conversa fora, alimentando a esperança, a última que morre, na expectativa de que o as águas se acalmassem ainda naquela noite. Não demorou para percebemos que isso demoraria muito tempo. O Eduardo é sempre inquieto, fica andando de um lado pro outro o tempo todo e se não tem espaço pra andar ele escala, cava um buraco ou abre uma picada com seu facão, mas não fica parado. O Bruno deu a ideia de subirmos uma piramba ao lado para ganharmos altura e não correr o risco de sermos levados pelo rio mais tarde. Juntou o útil ao agradável e terminamos a noite lá em cima, a uns 3 metros de altura de onde o rio estava levando tudo que encontrava pela frente. O Bruno, que pelo visto já está dominando as técnicas de sobrevivência avançadas com maestria, dormiu bem, sem passar frio ou sofrer com os insetos que rasgaram minha pele a noite toda. O Luciano e o Kamal se enfiaram dentro de um mosquiteiro e se cobriram com um plástico. O Rafael Masgrau e eu nos cobrimos como pudemos. Ele pegou até o saco de dormir e eu me cobri com um saco plástico e depois com a capa de chuva da mochila. No meio da noite acordei com uma tremedeira danada. Não enxergava nada e estava com muito frio. Acho que era princípio de hipotermia. Imediatamente peguei meu kit de primeiros socorros com a ajuda da lanterna do Bruno, um daqueles que todo site de atividades outdoors dão extrema importância, mas que ninguém leva pro mato. Tinha um adesivo que poderia ser dividido em dois e que, em contato com o ar, esquentava de forma a auxiliar na recuperação da temperatura do corpo. Colei-os de baixo dos braços e comecei a fazer uns exercícios toscos pra aquecer o corpo. Troquei a roupa que estava encharcada por uma seca e prometi nunca mais dormir de roupa molhada. Felizmente me recuperei e voltei a me enfiar na capa de chuva da minha mochila que estava usando para me proteger do vento e da chuva. Foi uma noite horrível, mas que sirva de lição para as próximas. A luz começa a ofuscar os olhos, mas o sentido que alerta a hora de acordar é a audição. As cigarras não perdoam e nos primeiros raios do Sol elas tratam de acordar qualquer um do mais pesado sono. Bom, na verdade foi só eu que acordei e comecei a falar sozinho até que os outros foram acordando, um a um. Tive uma noite miserável e espero nunca mais passar por isso. Subestimei o frio e acabei sofrendo um bocado, mas o dia se mostrava promissor e logo fui me arrumando para sair daquele barranco onde nos enfiamos para fugir das correntezas furiosas que a chuva trouxe no dia passado. Logo percebemos que haviam pessoas acampadas lá embaixo, na clareira que ignoramos na noite passada. Era uma lona azul já conhecida. Era o Eduardo que havia voltado para lá e havia montado sua rede e dormido como um rei em plena guerra (falei que ele não aguenta ficar parado por muito tempo). Notei que o Thunder também não estava entre nós, então deduzi que ele deve ter se deslocado pra outro lugar a fim de se acomodar melhor e foi isso mesmo. “Desmontamos o acampamento”, tomamos um café rápido, comemoramos o aniversário do Bruno que ficou mais velho nessa semana e ficamos uma hora discutindo o rumo dessa aventura - iríamos voltar para nossas casas e ficaríamos contemplando os temporais previstos para aquele final de semana ou continuaríamos arriscando nossas vidas nesse vale que é um dos mais difíceis da região para se transpor, depois de sermos quase engolidos por uma tromba d’água e dormidos na pior condição que eu já estive em toda a minha vida e em meio à previsão de tempo totalmente desfavorável. O caminho de volta era tão fácil e a insegurança de alguns, inclusive a minha, tornava o retorno tão atrativo. A luz permeava as folhas úmidas da floresta enquanto uma rala neblina bloqueava a visão do outro lado. O céu estava aberto em uma parte e algumas nuvens prometiam mais chuva a qualquer momento e eu não duvidava nem um pouco que se chegássemos no fundo do vale um dragão de águas violentas iria nos devorar e triturar nossos ossos em poucos minutos de chuva. Depois de muito debater o bom senso reinou - tinha um pouco de Sol, então continuaríamos a travessia! Voltando a caminhada, em poucas passadas chegamos ao Lago Cristal que não fazia juz ao nome naquele dia. Estava barrento, com a água completamente turva. Sem mais delongas, continuamos. Nesse trecho ainda há uma trilha batida de fácil navegação. As cachoeiras começam a surgir pelo caminho, indicando uma inclinação maior do terreno e junto a trilha batida vai desaparecendo, dando lugar a caminhos de pedras, rastros de deslizamento dos dias anteriores e pequenos afluentes que em dias mais secos desaparecem. O terreno se torna bastante acidentado, mas ainda de fácil deslocamento. Passamos pela Queda das Andorinhas onde apenas notamos sua presença e continuamos em frente - a pausa estava prevista apenas para depois da Garganta. Até o “Portal do Vale” passamos por diversos poços que em épocas de tempo ameno são cristalinos e ótimos para um banho, mas estavam turvos e com águas ligeiramente mais volumosas em razão da precipitação do dia anterior. Algo em torno de 50cm a mais que da última vez que estive ali. A título de comparação, postarei duas fotos do mesmo local, mas em dias diferentes para que possam verificar que não estou exagerando. Vamos vencendo as correntezas e os obstáculos ajudando um ao outro e às 09h12 chegamos ao “Portal do Vale da Morte”, um monólito do qual é possível ter uma boa visão do início do Vale até os primeiros e maiores cânios do Rio da Onça. A partir desse ponto o nível de dificuldade sobe por tratar-se de um local onde três rios se juntam para formar um maior, que corta a Serra do Mar até o Rio Mogi, próximo a cidade de Cubatão, cavando diversos buracos nos enormes blocos de rocha pelo caminho em forma de cachoeiras e cânions. Continuamos pela margem aparentemente menos exposta e vamos cruzando o rio conforme a necessidade, sempre ajudando um ao outro para que ninguém seja levado pela correnteza ou sofra um acidente. Mais uma hora de pulação de pedras e chegamos à “Garganta do Diabo”, um cânion gigantesco que em época de tempo bom é possível pular de uma altura de uns 10 metros para seu interior e depois subir de volta pela encosta ou continuar descendo pela água se você for muito maluco. Após atingir o início do cânion, é necessário escalar uma rocha do lado direito, após a qual surge uma vereda que da acesso a uma clareira boa para acampamento e ao topo da encosta do vale de onde é possível mergulhar em seu interior. Como a chuva do dia anterior foi muito forte e havia grande possibilidade de a água ter levado troncos e galhos de árvore para o interior do vale, colocando em risco a integridade daqueles que pulassem para lá, resolvemos que não era uma boa ideia saltar dali naquele dia e ficamos apenas contemplando sua beleza e imponência. Depois de tirar umas fotos e fazer umas filmagens, lamentamos a quantidade de lixo abandonada ali e continuamos a caminhar sempre pra baixo, perdendo altura, sempre acompanhando o fluxo do rio. Alcançamos uma grande queda d’água após a Garganta do Tinhoso onde nos deparamos, mais uma vez, com um cânion cabuloso que começa com os paredões laterais com inclinação de uns 30˚ e ficam mais inclinados até que depois de nada mais que uns 10 metros seguindo as correntezas, que viram para a esquerda, ficam super inclinados e impossíveis de serem transpostos beirando o rio. Aqui nos separamos em dois grupos e nos deslocamos cada um de um jeito diferente. Uns foram até onde era possível pela rocha que beirava o rio, agarrando-se nas agarras disponíveis até que a inclinação não permitisse mais seguir em frente, apenas subir para cima para depois entrar no mato. Outros, incluindo eu, voltaram um pouco até o mato e se embrenharam novamente para continuar por cima, sem perder os outros de vista. A trilha segue até uma pequena cachoeira a qual acessamos utilizando corda. Ancorei numa árvore aparentemente firme, coisa difícil por estas bandas, e desci uma rocha de uns 4 metros de altura e cheia de limo, tornando-a super escorregadia. Anda-se mais poucos metros, após o rapel de pobre, e chegamos ao “Panelão”, famosa Cachoeira do Anubis. Trata-se de um buraco com uns 15 metros de diâmetro esculpido na rocha onde desaguam duas cachoeiras lindíssimas e imponentes. Parada obrigatória para apreciar essa obra da natureza. Há relatos de pessoas que descem desescalando as paredes pelo lado direito, mas sem cargueiras. Então fomos pela caminho “tradicional”, jogamos nossas cargueiras para o lado esquerdo do rio, atravessamos a correnteza com cuidado e ajuda pra não ser levado pro Panelão e virar sopa de gente moída e iniciamos a subida de uma piramba - a primeira de muitas - para contornar aquele enorme poço. A subida foi mais tranquila que da outra vez que ali estive. A vegetação estava mais firme, porém a umidade deixada pela chuva da noite anterior tornou o solo muito escorregadio, tornando árdua a subida para alguns. Na medida em que se ganha altura, aumentam a quantidade de cipós que se enrolam em qualquer ponta sobrando nas mochilas e dificultam ainda mais a subida. Alcançado o cume do morro a visão recompensa. Nesse dia a neblima já ameaçava bloquear qualquer tentativa de contemplar o litoral, mas ainda pudemos dar uma bisbilhotada no mar e no emaranhado de rios que iam em sua direção. Como a subida foi longa, nos acomodamos em meio ao mato denso daquele lugar e retomamos o fôlego para a descida. A partir daqui começam a surgir os malditos vegetais cheios de espinhos que destriuiram minhas mãos da outra vez. Cheguei em casa com as mãos parecendo dois pãezinhos de tão inchadas, pois não havia levado luva. Desta vez me equipei com uma luva de couro e fui agarrando em qualquer coisa que servisse de apoio para não sair rolando o barranco abaixo e terminar, possivelmente, jogado de um penhasco para o além. Na descida, interceptamos um afluente e o seguimos até alcançar o rio novamente. Esse trecho pode ser um pouco complicado de ser vencido se a água estiver muito forte. Pode-se varar mato por mais um tempo até contorná-lo ou ir pulando de pedra em pedra, com muito cuidado, pelo lado esquerdo, como fizemos. O progresso pela água não dura muito mais que 30 metros de deslocamento e temos que alcançar o lado direito do rio para voltar a varar mato pelas encostas super inclinadas e com o solo traiçoeiro que cede com muita facilidade, por isso qualquer coisa ao alcance das mãos são bem vindas para não deslizarmos piramba abaixo e causar um acidente. Galhos, troncos caídos, bromélias - era tudo agarra naquela hora. Na medida do possível, sempre tentávamos retornar ao rio e varar menos mato, mas não tardava a termos que nos embrenhar novamente na mata. A essas horas o Bruno aponta para o céu e me lembra da previsão de tempo. Sim, ainda não havia chovido naquele dia, mas tudo indicava que não faltava muito. Tivemos o dia inteiro de Sol com algumas nuvens nos agraciando com uma boa sombra, mas as nuvens começaram a adquirir aquela tonalidade cinzenta que os trilheiros adoram. Além disso, já era quase 15:00 e ainda não tínhamos arrumado um bom local para acampar. O plano era chegarmos a Cachoeira do Pé de Limão e nas proximidades dessa queda montar o acampamento, porém acabamos desviando o caminho e passamos batido por esta pequena e bela cachoeira. Da outra vez lembro de ter tomado um café na sua base que lembra uma prainha, com areia fina e poucas pedras, diferente de qualquer outro lugar naquele vale. Infelizmente não vou saber dar as coordenadas para acessá-la. Como a situação não estava muito boa em termos de tempo, apesar de ainda termos algumas horas de luz, o Eduardo, o Bruno e eu entramos no “modo emergência” e aceleramos o passo, rasgando o mato das encostas, subindo e descendo barrancos até perder de vista os outros participantes. Em meia hora cruzamos com mais um afluente e logo ao seu lado uma área plana, grande o suficiente para acomodar muitas barracas e redes, mas que estava com o solo barrento, dificultando um pouco a vida dos que iriam dormir no chão. Perfeito! Tínhamos água próximo e um local plano para acampar, com árvores com copas generosas para nos proteger da chuva. Gritamos um tanto para sinalizar onde estávamos e esperamos mais alguns minutos até que o restante nos alcançasse e iniciamos a montagem dos nossos lares daquela noite. Eu ainda tenho uma dificuldade danada em armar a minha rede. Apesar de ter aprendido uns nós muito bons, ela ficou horrível e depois de uma ajuda do Bruno fiquei extremamente confortável. Montei o toldo de forma que um dos lados ficasse mais alto, possibilitando que eu cozinhasse debaixo com mais conforto. Segui a dica de um amigo e levei linha de pesca para algumas coisas e é uma boa ideia. Só não ficou bom pra suportar o toldo, mas pra amarrar suas pontas ficou ótimo. Não absorve água e é mais leve. Acampamento armado, tratei de tomar um banho no afluente ao lado que contava com uma pequena cachoeira e iniciei o preparo da janta. Como não sou desses de fazer miojo, todo o processo demora uns 30 minutos ,ao invés de 3, e acabo carregando uns 2Kg a mais, mas eu não fico sem uma boa alimentação no final do dia de jeito nenhum. Até levo dois pacotes de miojo em todas as trilhas que faço, mas para uma situação emergencial. Cozinhei uma batata com arroz e fritei duas calabresas com muita cebola e alho. Nada muito original, mas era comida e deu pra encher o bucho. Logo após a janta cai pra dentro da rede, me enfiei dentro do saco de dormir pra me esconder dos mosquitos e tirar o sono que não pude na noite passada. Na manhã seguinte, acordei muito cedo ao som das cigarras, novamente, mas todos os outros já estavam de pé fazendo seus cafés da manhã ou desmontando suas redes. Eram 6:00, mas pra quem foi dormir antes das 20:00 era um bom horário. Passei frio novamente. A parte que deixei mais alta do toldo permitia que todo o vento gelado passasse por mim levando o calor do meu corpo. Mais um aprendizado aqui. Tirando isso a noite foi boa. Fiz um suco de limão com a água gelada da cachoeira do tributário ao lado e adocei com mel. Me alimentei, escovei os dentes e às 08:10, depois de muita enrolação, voltamos a caminhar rumo ao Rio Mogi. Parece que está virando costume nosso enrolar muito após acordarmos. O Eduardo e eu sabíamos que não faltava muito e que esse dia seria mais “light”, mas deixamos que o restante descobrisse por conta própria. O terreno fica visivelmente mais plano e ganhamos metros com muito mais facilidade. Se no dia anterior tínhamos que transpor uma cachoeira de 5 a 10 metros a cada 10 metros de deslocamento, nesse dia conseguíamos caminhar uns 30 a 50 metros sem que um penhasco nos interrompesse, apenas algumas pequenas quedas de até 3 a 4 metros de altura. Não foram mais que 30 minutos de caminhada e, ao escalarmos uma pedra para transpor um cânion e entrar na mata, de repente o Eduardo volta gritando “RECUA! RECUA!”. Na hora me lembrei da vez em que nos deparamos com uma jararaca na Trilha do Sistema Funicular e o Luciano ameaçou mexer com o bixo e eu, cabaço que sou, tratei de me distanciar o máximo que pude com medo da peçonhenta vir nos atacar. Não deu outra - era uma jararaca e das mais grandes. O Thunder tirou ótimas fotos da criatura e poderão notar que essa era das grandes. Passado o susto, resolvemos nos desviar do caminho, pois ela insistiu em permanecer no lugar. Acho que até ela estava convencida de que era grande demais pra míseros sete mateiros ameaçarem seu território. Às 08:45 cruzamos com uma sequência de duas cachus de um tributário do Rio da Onça bem gostosas e fizemos a primeira pausa pra nos refrescarmos. Com um poço raso e cristalino alguns molharam o corpo, já que o Sol prometia nos condenar com muitos cânceres naquele dia que a mídia burra e manipuladora anunciou tempestades. Ainda bem que somos todos revoltados e não acreditamos nesse tipo de bobagem. A partir daqui começamos a nos deparar com vários poços, todos com a água ainda turva, mas que me pouparam de fazer tanto esforço quanto os outros - aproveitei minha mais recente aquisição, uma mochila estanque, e fui me jogando de poço em poço a deixava que a correnteza me levasse. Foi ótimo, além do frescor da água, podia assistir aos meus amigos pularem sobre as pedras e transporem os obstáculos da forma mais desgastante. O Luciano, que não estava com uma mochila impermeável, mas que era pequena suficiente para ele não se importar em molhá-la, me acompanhou e também veio com a ajuda das correntezas que naquele trecho se tornam mais brandas. Enfim, às 09:15 chegamos em um dos poços mais legais. Uma super piscina natural com direito a hidromassagem e um pequeno escorregador. Ao avistar suas águas, os mais acelerados Bruno e Eduardo jogaram suas cargueiras e saltaram nas águas marrons daquele lugar que é um marco desta travessia. Um daqueles lugares em que todos concordam que valeu a pena todo o esforço, os machucados, as picadas e o risco que assumimos ao entrarmos na trilha a dois dias atrás. Os mais sossegados logo repararam na presença de uma pequena cobra que, assustada com nossa presença, também saltou no poço e fugiu dali sem causar muito alvoroço. Ficamos uns 40 minutos nesse poço nos deliciando com suas águas. Tiramos muitas fotos e filmei muito. Subimos em pedras pra pular na água. O Luciano sempre com mais destreza que nós pra saltar na água. e retomamos a caminhada, pois eu sabia muito bem que ainda haviam três cânions um pouco mais complicados pela frente e depois uma longa caminhada pelo Rio Mogi até Cubatão. Em dois ou três minutos de caminhada chegamos ao próximo cânion. Aqui, se o rio estiver baixo, é possível atravessar tranquilamente de pé, erguendo a mochila no alto e caminhando pelo lado direito. Desta vez, porém, a água estava bem alta e, tirando o Luciano e eu que estávamos à vontade dentro da água, o restante teve que erguer bem alto suas cargueiras para se pouparem de carregar uma mochila encharcada pelo resto da travessia até Cubatão, com as águas até o pescoço dos mais baixinhos. Sem muitas dificuldade e depois de todos emergidos daquele poço com uns 1,60m de profundidade em sua parte mais funda, mais cinco minutos de caminhada e nos deparamos com mais um vale de rochas com águas caudalosas, o qual tentamos subir pela inclinação da direita, mas fomos interrompidos por um pequeno penhasco que terminava no meio de uma correnteza furiosa, então nos alinhamos novamente cruzando o rio e jogamos nossas mochilas de um em um até o outro lado do rio para depois atravessarmos e continuar a caminhada pelo outro lado. Vamos seguindo, o Luciano e eu boiando sempre que possível para economizar energia e o restante pelo caminho das pedras, passamos por mais algumas rochas verticais que emparedam o rio, mas sem muita dificuldade em transpô-las, até que às 10:40 chegamos a um lugar muito bonito. Trata-se de uma rocha plana que forma um bico e divide o rio em duas cachoeiras, novamente cercado por dois pendores inclinados e escorregadios. Abaixo dessa rocha plana há outra rocha plana que forma um pico para a direita, dando acesso, se você não tiver medo de pular de uma pedra pra outra com um liquidificador logo abaixo, a um pequeno platô, após o qual é possível descer com o uso de uma corda que até a data em que estivemos lá estava amarrada, estratégicamente, em uma pequena árvore, em péssimas condições. Aqui nos dividimos novamente. Eu fiquei olhando para aquele lugar tentando me lembrar de como eu havia vencido esse trecho da outra vez, e quando vi a ponta virando para a direita me lembrei que eu havia jogado minha mochila pra baixo e depois pulado para a pedra de baixo e depois pulado o vão acima do liquidificador que dava acesso à corda e, consequentemente, ao restante do caminho para a casa. Relatei minha experiência para o Eduardo e então ele topou seguir o mesmo caminho, enquanto o Thunder e o Bruno já estavam se pendurando no declive do lado direito para chegar a algum lugar plano depois daquele cânion. O Luciano e o Rafael vieram conosco, mas aquele desistiu pra poupar os joelhos. O Rafael até pulou pra baixo sem dificuldades. Era o mais alto da turma e foi moleza pra ele, mas depois que ele viu as correntezas cavarem as pedras debaixo do vão entre a ponta de uma rocha para a continuação da trilha do outro lado, acabou retornando e optando pelo caminho da “escalada horizontal”. Aqui, realmente, a correnteza não estava fraca. Até agora eu não entendi direito como o Eduardo consegui entrar no meio daquele monte de água pra ajudar os outros a descerem suas mochilas, sem ser levado rio abaixo. Vencidas as dificuldades dessa parte, com a ajuda da corda descemos uma altura de 3 metros e continuamos...e paramos novamente. Logo em seguida temos mais uma fenda erodida pelas correntezas que não dava acesso a qualquer barranco que pudéssemos subir para desvia-la. Essa é a mais funda. Há três pedras que formam uma escadinha e depois um poço estreito que, no seu início tem cerca de 2 metros de profundidade. Não é muito fundo, mas pra quem está de bota e uma cargueira pesada, acaba tornando uma tarefa um pouco mais complicada. Quando estive sozinho, coloquei a capa de chuva na minha mochila e a cobri com um saco de lixo de 100L e a joguei na esperança de que ela fosse flutuar. Na verdade eu sabia que ela flutuaria, pois é uma questão de física básica. Se o saco tem 100L e 100L de água pesa 100Kg e minha mochila não passava dos 16Kg, é claro que a força de empuxo não permitiria que a dita cuja afundasse. Então orientei o restante a fazer o mesmo. Emprestei a capa de chuva que havia levado para o Eduardo que estava sem e assim fomos. Joguei a minha na água e fui nadando atrás. Depois desse grande cânion, o restante é tudo plano. Quando digo plano, entende-se que o terreno não tem inclinação maior que 15˚, não quer dizer que o terreno seja liso, sem pedras. Muito pelo contrário. É pedra o caminho todo e aqui elas se tornam menores e mais chatas. Às 11:00 chegamos a última cachoeira onde o Luciano tratou de se banhar novamente e o Kamal deve ter tomado uns 28 banhos seguidos, enquanto o restante preparava algo pra comer, pois já era hora do almoço, coisa que dificilmente temos quando estamos trilhando por aí. Geralmente só preparamos algo na janta. O resto do dia é na base de barra de cereal, amendoim, biscoitos e frutas. Como ainda tinhamos tempo, resolvemos juntar tudo que havia sobrado e o Eduardo preparou um miojo e depois um pouco de arroz. Eu fiz um café e comi com umas bolachas que sobraram. Depois de uma longa pausa de uma hora e meia, retornamos ao caminho até o Rio Mogi que se encontrava logo a frente, não mais que 15 minutos de caminhada. Chegando ao Rio Mogi, algumas pequenas celebrações e já vou acelerando o povo porque, embora tivéssemos bastante tempo, depois de uma hora e meia parados fazendo nada, acabou ficando um pouco tarde e o caminho era longo. Joguei minha mochila na água, providenciei um bastão para me auxiliar na caminhada dentro daquele rio cheio de pedras redondas, pequenas e lisas e fui seguindo em frente. Reparamos que nas margens do rio havia muito mato derrubado. Nos dias anteriores, o rio estava a pelo menos 1,50 metro a mais de altura. Havia arrastado muita coisa e mais uma vez percebemos o perigo de se embrenhar nesses lugares em dias de chuva. Aqui o caminho, na minha opinão, é chato. O Rio Mogi, nessa altura, se torna um rio monótono, sem nenhum atrativo em especial. Sem falar do visual apocaliptico dos contêineres abandonados na sua margem direita somado ao som crescente das estações do pátio de manobras da ferrovia MRS que sinalizam que estamos nos aproximando da civilização, embora não na forma como gostaríamos. Vamos caminhando e o Eduardo insistia em encontrar uma suposta trilha que dava acesso a um sítio, mas da outra vez que fizemos isso tivemos que varar muito mato e não houve economia de tempo, então insisti que continuássemos pelo rio, pois sabia que em pouco tempo estaríamos bem ao lado de uma estação de manutenção de trens, dando acesso a uma estrada de terra que nos levaria a onde queríamos. Depois de uma hora e meia de caminhada por esse rio, já com o som dos trens ao nosso lado, viramos para a esquerda e cruzamos com um tributáirio do Mogi que da acesso à antiga estação Raiz da Serra, onde pude me trocar para roupas limpas e secas, já que eu ainda teria que retornar para Campinas, e o restante se deliciou com um pé de jacas logo ao lado. Aqui é possível seguir a estrada de terra e ir de ônibus para Cubatão, conforme narro a seguir, ou subir o trilho da ferrovia cremalheira até Paranapiacaba, percurso que não sei quanto tempo deve gastar, mas não deve ser mais que 3 horas. Às 14:55 retomamos a caminhada em direção ao ponto de ônibus que ainda estava bastante longe, mas eu há um atalho que descobri da outra vez e nos aproveitamos dele para cortar um longo caminho por aquela estrada de terra sem graça. Logo após o pátio de manobras, a uns 10 minutos de caminhada, há uma bica d’agua muito boa em frente a um quilombo. Da outra vez que estive ali eu me esqueci de pegar água no rio e passei uma sede danada, então me sentei do lado da bica para me recuperar do calor que fazia naquele dia, quando um senhor veio ao meu encontro e começou todo aquele interrogatório que todo trilheiro pós trilha está acostumado. Expliquei a ele a situação e ele se admirou com o fato de eu ter descido a Serra sozinho. Então o sr. Francisco, nome do sujeito, começou a contar suas histórias de mateiro e eu fui só escutando e comparando com minha experiência, pois desconfiado que sou, queria cruzar as informações pra ver se aquilo tudo não passava de conversa de pescador. Até que os relatos não eram tão surreais, mas como o tempo tava curto e eu queria zarpar dali logo, peguei minha mochila e me despedi do simpático senhor que no dia seguinte pretendia passear pelo Rio Mogi. Foi aí que ele me convidou para passar por dentro da propriedade e me orientou que eu cortaria um bom caminho, segundo ele mais de 2Km de caminhada. Eu não pensei duas vezes. Apontei para o portão e perguntei “é por aqui mesmo?” e já fui adentrando com medo de que ele mudasse de ideia. Dessa vez, como eu estava acompanhado de mais pessoas, foi mais fácil chamar a atenção do sr. Francisco que, mais uma vez, veio “trocar ideias” com agente. Ele se lembrou de mim da outra vez, mas isso não foi suficiente para ele não repetir todos os relatos novamente para os demais que não estavam comigo na minha primeira travessia do Vale. Conversamos, conversamos, deixei ele conversar só mais um pouco, pois o plano era cortar caminho por sua propriedade novamente. Então depois de 15 minutos de muita conversa, peço permissão para cortar caminho e é claro que ele não ia negar tamanha gentileza para um bando de trilheiro com cara de acabado. Atravessamos o quilombo, interceptamos um trilho abandonado e, em meia hora, chegamos ao ponto de ônibus que nos levaria ao centro de Cubatão. Queríamos a linha 2 que vai direto à rodoviária, porém um outro coletivo passou antes e, como não queríamos esperar, pegamos esse mesmo e paramos a umas 5 ou 6 quadras da rodoviária. Às 17:10 pegamos o ônibus para São Paulo/Jabaquara e damos por concluída a nossa aventura. Há, certamente, uma infinidade de vales na Serra do Mar tão belos e desafiadores quanto o Vale do Rio da Onça, contudo, por ter o acesso facilitado pela disponibilidade de coletivos que transitam pelas diversas trilhas que dão acesso ao mesmo, embora este aspecto se torne um contra em algumas situações, este vale se torna uma excelente opção aos que buscam alguns dias selvagens cercado de muitas cachoeiras e com dificuldade elevada. A menos que a pessoa tenha muita experiência com trilhas e orientação em mata fechada, é altamente desaconselhado se embrenhar nessas pirambas sozinho, pois a qualquer momento pode-se perceber o risco de algum acidente - deslizamentos, terreno extremamente acidentado, travessia de rio com correntezas fortes, animais peçonhentos etc. No mais, qualquer informação que tenha faltado é só me deixar uma mensagem que procuro ajudar. Abaixo, deixo dicas de equipamento a serem levados e comento o que levei: - Cargueira - tratando-se de uma trilha que acompanha o curso de um Rio e, muitas vezes, requer seja atravessado por dentro do mesmo, a mochila deve ser preferencialmente à prova d’água. Isso irá facilitar muito no deslocamento e protegerá todo o equipamento que extará exposto às intempéries da Serra do Mar. Se não tiver uma mochila estanque, leve ao menos um saco de lixo grande suficiente para colocar a mochila dentro para fazê-la boiar nos trechos com água. Caso o planejamento seja completar a travessia em um dia, o que é possível, é claro que deverá se optar por uma mochila menor condizente com a logística de uma trilha de um dia; - Alimentação - algo muito pessoal. No meu caso, lelo frutas (maçã, pera e laranja), cenoura, barras de cereal e nozes ou amendoim sem sal para comer de 2 em duas horas e na janta preparo arroz, frito calabresa com alho e cebola e, conheço o local e sei que da pra levar mais peso, complemento com batata, cenoura, pimentão ou brócolis. Sempre levo dois pacotes de miojo para um situação emergencial na qual eu precise de algo rápido e prático; - Sistema de abrigo - altamente desaconselhado acampar com barraca. Há pouquíssimos locais planos e os que existem são cheios de pedras. Para o Vale da Morte deve-se considerar uma rede e um plástico/lona de uns 3mX3m. É leve, possibilita dormir num local mais alto e protegerá de possíveis elevações do nível do rio. Não é necessário o uso de mosquiteiros. No meu caso, coloquei calça, meia por cima desta, camisa de manga longa e me cobri com um saco de dormir e não tive problemas com inseto na noite em que dormi na rede. Recomendo levar duas cordas de 4 a 5 metros com 5 a 6mm de espessura para amarrar a rede e linha de pesca para amarrar as pontas do toldo; - Calçado - depois de alguns “river trekkings”, percebi que botas com cano mais alto e impermeáveis mais atrapalham que ajudam. Seguram muita água e tornam-se pesadas, dificultando o deslocamento. Desta vez optei por um tênis de trilha com pouco acolchoado e solado voltado pra terrenos acidentados. Como foi importado da China e seu acabamento não ajuda, ficou bem destruído ao final da travessia, mas deu pra notar que optar por tênis é uma boa em trilhas com muita água; - Hidratação - ao longo de todo o percurso pode-se encontrar água de boa qualidade para beber, mas se chover ela pode tornar-se um pouco sedimentada. No meu caso apenas um cantil de 700mL bastou para a travessia inteira, embora eu sempre leve uma garrafa maior para colher água e utilizar no acampamento de noite; - Outros: - 10 metros de corda é o suficiente para transpor os trechos em que passamos, mas sempre levo 20 metros por precaução; - Saco de lixo de 100L a 200L é sempre bem vindo, pois pode virar um poncho improvisado e também proteger a mochila em trechos com muita água, além de não pesar quase nada.
  7. Meus amigos, estou de volta com mais um relatinho de viagem, feito no dia 30.03.2013, no Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha. Esse é um dos parques menos conhecidos no estado, é pouco frequentado perante outros mais "famosos", mas tem diversos atrativos, principalmente as variadas trilhas que o parque abriga, com extensões curtas (750 m) e 13 km (Ovo da Pata). Para chegar ao parque, é bastante simples. Pegamos a rodovia Fernão Dias e seguimos até Mairiporã. Logo que passar o pedágio, entre à direita, contorne uma rotatória para a sua esquerda e entre à direita, passando por baixo da Fernão Dias. Em seguida, contorne uma pequena praça e entre na segunda rua à direita e, novamente, à direita, passando por dentro da cidade e seguindo em direção à estrada que leva a Franco da Rocha (Rodovia Prefeito Luiz Chamma). É tudo muito bem sinalizado, a estrada está em ótimas condições. Você segue até uma rotatória, onde há uma placa indicando a entrada do Parque à sua esquerda, no sentido de volta a Mairiporã. Após fazer esse retorno, o parque está logo à sua direita. Uns 100 metros de estrada de terra e estará em frente ao portão de entrada. O parque abre às 8 horas da manhã, ficando aberto até as 17 horas. A entrada é gratuita, há uma área grande e muito boa para estacionar os carros.. Dentro do parque, há à sua esquerda uma parte do local onde ficavam abrigados os internos do antigo hospício. Em mau estado de conservação, esse trecho nos pareceu sombrio e de energias muito negativas. Logo à frente, fica a administração do parque, um parque infantil e banheiros. São várias trilhas que o parque oferece: trilha do Yu Keri, que começa próximo ao parque infantil e termina na trilha que direciona às demais. Nós a chamamos de "Trilha das Aranhas", por causa das inúmeras teias que encontramos pelo caminho. Iniciamos pela trilha dos Lagos, muito tranquila e fácil de se fazer... Após passarmos pelo grande lago, encontramos uma "escada" feita por pneus velhos, que leva até uma antiga pista de pouso de aviões de pequeno porte... A área de pouso é de chão bem vermelho e toma uma área muito extensa realmente...de lá, há a saída pras trilhas da Árvore Solitária (que fizemos ) e a do Ovo da Pata (que tem 13 km de extensão, mas não temos certeza se são 13 km contando ida e volta ou se são 13 até lá chegar). Voltaremos em outra ocasião para desvendar esse mistério, rsrsrrs. No caminho para as trilhas da Árvore Solitária e do Ovo da Pata, há um local de lazer, com quiosques, banheiros (muito bons e limpos!!!) e até um campo de futebol com "piso de saibro"!!!! Com traves em tamanho oficial!!! E no banheiro masculino , tinha até perereca grátis!!!! Vejam a foto!!! Dentro do parque há pelo menos duas torres de vigilância, de onde os guardas do parque podem visualizar possíveis focos de incêndio. São totalmente acessíveis até o terceiro pavimento, logo abaixo das cabines desses guardas. De lá, seguimos para a trilha da Árvore Solitária (que não é tão solitária, assim, não, tem bastante vegetação próxima...). Nesse ponto, há uma bifurcação, que leva até a trilha do Ovo da Pata, que fizemos apenas uma parte, por causa da dúvida da distância real... O parque é realmente muito agradável, espero que, com este relato, possa ajudar a fomentar um pouco o fluxo de turistas e de trilheiros no local. Pra quem gosta de contato com a natureza é um prato cheio!!!! Abração , galera!!!!!
  8. pics http://www.ipernity.com/doc/275479/album/525905?view=1 A Serra do Quebra-Cangalha é a extensa sucessão de respeitáveis montanhas situada entre o Vale do Paraiba e a Serra do Mar, em SP. Resultado dos enrugamentos geológicos q deram origem as gdes colinas da região, é uma serra extensa q corre além dos 80kms rumo RJ, e seu nome deriva do esforço q os animais de carga tinham q fazer para transpô-la. Grande assim, é natural q suas dobras escondam pequenas surpresas, como a Cachu da Usina Vaticano, relíquia datada da segunda metade do século passado q abastecia de energia uma indústria local de celulose, na pacata Roseira. Hj desativada, seu acesso se dá mediante íngreme picada q, num desnível de quase 800m, ganha o alto dos 1400m da Cangalha e descortina altos visus desta serra pouco conhecida e tão próxima dos paulistanos. Aparecida não é somente a cidade tida como o maior centro de peregrinação do Brasil, q inclusive recebeu a honrosa visita do Papa meses atrás. De uns tempos pra cá e por ser residência dum gde montanhista amigo nosso, o Fernando Barros (q inclusive conquistou recentemente o Marins pela face sul!), Aparecida tb tornou-se nosso pto de apoio e “campo base” obrigatório pra incursões montanheiras tanto na Mantiqueira como pelo Vale do Paraiba. E foi justamente pra lá q eu e o Nando nos pirulitamos num final de tarde qq, pra sermos recebidos pelo nosso amigo e sua simpática esposa, a Marilda, q nos hospedaram calorosamente em sua residência, situada no centrão da cidade. A bebedeira q precedeu a deliciosa janta foi motivo pra colocar muita conversa em dia, assim como pra alguns desabafos. “O melhor prefeito q Aparecida teve foi o Papa!”, queixava-se Fernando diante do descaso do governo municipal em maquiar os problemas apenas pra receber o sumo pontífice. Conhecedor da região como ninguém, coletamos as infos básicas necessárias pro nosso rolezinho no dia sgte e na sequencia, após mais uma “saideira etílica”, capotamos de vez em nossos respectivos aposentos. Na manhâ sgte tomamos aquele farto desjejum típico de cidade interiorana, regado a leite fresco e pãozinho quente crocante, e nos pirulitamos pro rolê. Infelizmente Fernando tinha q resolver alguns problemas na sua loja, assim como a Marilda q tinha plantão no PS onde trabalha, e não puderam nos acompanhar. E dessa forma, as 8:30hrs, eu e o Nando deixamos a pequena cidade, tocamos pela Dutra e nos dirigimos pra cidade vizinha, Roseira, menos de 10kms dali. Ao passar pela Faro (Faculdade de Roseira), é preciso atentar prum discreta saída (pela direita) sem nenhuma sinalização q atravessa a rodovia por baixo, num minúsculo e medonho túnel, e nos deixa quase na entrada da pacata Roseira, a exatos 520m de altitude, povoado q nasceu a margem da Estrada Real e cujo nome se originou das rosas silvestres existentes, q cobriam fartamente cercas e divisas de propriedades ao longo do caminho. Após uma breve parada na padoca local, ao lado da bonita Capela de Nossa Senhora do Rosário (hoje Nossa Senhora da Piedade) pegamos o veiculo e tocamos pela Estrada Vicinal Antonio Venezzi, deixando o Vale do Paraíba pra adentrar na morraria sentido sul. Após passar um cemitério e uma gde pedreira, serpenteamos a sucessão de mar de morros e colinas desnudas q dá inicio á Serra da Cangalha, numa paisagem q se assemelha (guardadas as devidas proporções) a Estrada de Coroico, na Bolivia. Precaria e não raramente estreita, a via bordeja altos penhascos de onde se pode avistar algum riacho correndo bem abaixo. Mas ao cair numa bifurcação assinalada por um enorme bambuzal abandonamos a via principal e tocamos pela vertente da esquerda, subindo suavemente. Mas logo nossos horizontes se abrem e descortinam o perfil elevado das maiores montanhas da Serra da Quebra-Cangalha, espichando-se de leste a oeste, mais precisamente o trecho chamado de Serra dos Forros. E olhando bem, é possível avistar um filete alvo despencando do alto dessa silhueta esmeralda elevando-se pro céu, q é a cachoeira visada da nossa incursão. Contudo, a medida q avançamos a estrada torna-se cada vez mais e mais precária. Buracos e lamaçais são uma constante, e dessa forma vamos até onde julgamos prudente o carro não empacar de vez, até q finalmente encostamos o veículo na sombra dum arvoredo rente a estrada, na cota dos 600m. Mochila nas costas eis q finalmente começamos nossa pernada, prosseguindo a subida da estrada serra acima, as 9:30hrs. A atmosfera limpa e translúcida envolta num sol a pino martelando nossas cacholas não tardam a encharcar nossos rostos de suor, e lamentamos não trazer um boné. Dividindo a precária estrada com algumas vaquinhas, é preciso desviar de lamaçais medonhos (q provavelmente só são vencidos por veículos tracionados 4x4) cunhando com razão nossa decisão de ter deixado prudentemente o veículo lá a trás. Sempre subindo pela principal, e ignorando as bifurcações pra ambos lados, nossa ascensão se mantem compassada e ininterrupta no aberto, sem nenhum problema. Por volta das 10hrs e na cota dos 850m atravessamos uma porteira q nos dá acesso a uma área sombreada por reflorestamentos de eucaliptos, onde o caminhar nivela e basicamente bordeja espigões q derivam da cadeia principal. Uma placa pertencente a Faz. Sta Efigenia alerta tanto da proibição de entrada de pessoas estranhas, caça e pesca, mas principalmente do tráfego de motos em suas dependências. No caminho, surpreende a qtidade de toras de madeira empilhadas, prontas pra serem levadas. Meia hora depois, na cota dos 950m, tropeçamos com nova placa desta vez pertencente á Faz. Vaticano, q basicamente se notabilizou pela produção de celulose na região. Um oficio anexo informa do fechamento da fazenda em virtude de sua falência como empresa, situação pra lá de datada de mal-administrada desde tempo de criação da fazenda. Aqui tb nos deparamos com uma trifurcação mas o bom senso nos guia pela via da direita, q acompanha a encosta direita da montanha e vai de encontro ao vale do Córrego do Vaticano, cujo som de agua correndo furiosamente logo inunda nossos ouvidos. A pernada se mantem tranqüila até q cruzamos o referido rio, q passa por baixo duma oportuna ponte, as 10:40hrs. Uma bica oriunda de captação nos fornece deliciosa agua, q bebericamos de bom grado uma vez q não levávamos cantil. “É sussa e rápido!”, disse o Fernando pra gente, cunhando de q não havia necessidade de levar água. Só não levamos em consideração q ele havia feito esse roteiro de bike e não a pé, como a gente. Aqui paramos um pouco pra descanso e pra conferir a rota. Duvidas surgem diante das dicas do Fernando mas optamos por obedecer nossos instintos e nos meter sempre na via principal. Durante o descanso, aproveito pra fuxicar os arredores e me deparo com um grandioso cânion afunilando o rio e despencando numa bonita mini cachu, logo abaixo. Prosseguimos a pernada sempre nos mantendo na via principal, q basicamente acompanha o Córrego do Vaticano por uma crista paralela ao vale. As ruínas de uma casa a nossa esquerda marcam vestígios prováveis da época da usina, e logo adiante a estrada embica de vez pra subir forte a encosta sgte. A alta declividade obriga inúmeras paradas pra recuperada de folego e o suor corre pela nossa testa, uma vez q o sol forte não perdoa ninguém naquela altura do campeonato. O calor causticante parece emanar do chão daquele terreno árido e descampado. Surgem bifurcações mas nos mantemos sempre na principal, sempre serpenteando a encosta desnuda, repleta de mudas de eucaliptos ainda em crescimento. O consolo deste trecho é q a cada breve pit-stop de descanso o olhar se volta por cima do ombro e se regozija com uma fantástica panorâmica do Vale do Paraíba, aos pés do imponente paredão da Mantiqueira. Após este trecho bem desgastante eis q finalmente mergulhamos na mata fechada, as 11:20hrs, agora na cota dos 1100m de altitude. O reflorestamento ficou pra trás, dando lugar a muita mata secundaria com alguns focos evidentes de Mata Atlântica de altitude. A estrada a muito se estreitou e deu lugar a uma óbvia picada q sobe em ziguezagues o restante da montanha. Algum matinho agreste ou espinhento vez ou outra surge obstruindo caminho, mas nada do outro mundo pois a vereda é mais do q obvia e evidente. Subindo suavemente nesse compasso, finalmente damos nos 1450m do topo da Serra da Cangalha, onde a trilha então passa a percorrer a crista florestada por td sua extensão, sentido nordeste. Com a caminhada nivelada a velocidade aumenta e assim progredimos mais e mais na trip. Nesse mesmo compasso e após começar a descer suavemente, tropeçamos com uma bifurcação em “T” onde ignoramos a ramificação da direita (q provavelmente leva ao outro lado da serra, na região de Goiabal ou Lagoinha) em prol de sua vertente esquerda. A medida q se avança, sempre descendo suavemente, o som inconfundível de agua logo adiante soa como música a nossos ouvidos. Nesta altura eu e Nando estamos, além de cansados, morrendo de sede e não vemos a hora do precioso liquido molhar nossa goela. “Sussa e perto.. sei!”, pensei, lembrando do aviso do Fernando. Mas é somente na bifurcação sgte em “T” q , obviamente tomando a esquerda, enfim nos deparamos com o Córrego do Vaticano, q corre bem mais abaixo na encosta. A vereda o acompanha a distância durante um bom tempo, até q finalmente o intercepta aos pés pedregosos duma barragem q pelas frestas da mata já havia chamado minha atenção. E assim, as 12:30hrs e na cota dos 1270m, pisamos finalmente nos altos paredões da Barragem Vaticano, q represa as águas do córrego do mesmo nome num enorme e bucólico lago encavado no alto d Quebra- Cangalha - cercado de muita mata secundaria – pra depois despejar suas águas por uma enorme lajota inclinada e deslizar pela enorme rocha, quase por mais 50m abaixo, formando o grandioso filete alvo avistado lá de baixo. Uma oportuna e precária ponte feita de madeira cruza o córrego pro outro lado, mas enqto o Nando descansa no alto da barragem eu tento me aproximar do topo da cachu, sem sucesso. O limo visguento não recomenda seguir além dos limites de segurança e prefiro ficar na minha. No entanto, a vista daqui do alto é tão gratificante qto aquela outra, na trilha, e complementa a generosa panorâmica com vislumbres de Cpos do Jordao, Gomeral, Taubaté, Moreira Cesar e Pindamonhangaba. Após descansar, beliscar algo e me presentear com um refrescante tchibum na represa, empreendemos a volta lá pelas 13:10hrs. Ao invés de voltar pelo mesmo caminho decidimos prosseguir a continuidade da picada, do outro lado do córrego, pois visivelmente o caminho seria bem menor do q a ida. Cruzamos a rústica ponte e do outro lado bastou acompanhar a adutora q nascia da barragem, sem nenhum problema. Algum resquício enferrujado do maquinário da época de funcionamento da usina é percebido no trajeto, engolido pelo mato, servindo de testemunha da nossa passagem. E dessa forma, após andar em nível não menos de 10min a adutora, nossa rota desemboca numa gde estrada de reflorestamento, q simplesmente basta desce-la por completo. E tome descida íngreme, quase vertical! Num ângulo beirando acima de 45 graus, a declividade aqui é vencida cautelosamente pois o chão arenoso/pedregoso esconde várias armadilhas traiçoeiras. Impossível mesmo um veículo não tracionado subir aquilo ali. Bike? Só se for carregada no ombro. Mas 100m abaixo a pernada arrefece e assim finalmente desembocamos na trifurcação mencionada no comecinho, mais especificamente na via/estrada do meio, completando assim um árduo circuito pela Barragem Vaticano. O resto do trajeto foi feito na maior tranqüilidade, embora o Nando estivesse com receio de q bovinos amassassem o veículo durante a passagem. Mas o veículo estava inteiro e intacto qdo retornamos nele, coisa de 14:40hrs. Imediatamente nos trocamos e nos mandamos desesperados pra fazenda mais próxima, no caso, a Sta Maria, na verdade um casarão bonito oriundo dos tempos do café. Desta vez não estávamos ansioso por agua ou sedentos pelo precioso líquido, e sim com uma vontade irresistível de mandar ver deliciosa cerveja gelada goela abaixo afim de bebemorar a breve, porem desgastante, empreitada deste belo e pouco conhecido rincão do Vale do Paraíba. A Serra do Quebra-Cangalha é pouco conhecida embora se situe numa região de fácil acesso, provavelmente por conta das rodovias q a cortam transversalmente, sentido litoral; ou devido ao fato de suas cidades pararem no tempo depois do Ciclo do Café. Lembrar q Paraibuna, S Luis do Paraitinga e Cunha foram esquecidas pela industrialização do Vale do Paraíba e pela urbanização do Litoral Norte. Por ser uma serra extensa, o Quebra-Cangalha não é percebida tb como um conjunto pelo fato de sua sinuosidade e “baixa” altitude. Ainda assim, é uma serra q promete vindouras investidas futuras pois é uma cadeia montanhosa q se estende por mais de 100km ate Cruzeiro (quase RJ), onde é barrada pela Bocaina. Já temos noticia de inúmeras trilhas e até travessias pela região, q oportunamente serão exploradas em seu devido tempo. E quem sabe, descortinar mais surpresas agradávelmente interessantes como a Usina do Vaticano.
  9. Meus queridos amigos, o relato de agora é sobre minha viagem ao Parque Estadual de Porto Ferreira, na cidade homônima, no estado de S. Paulo, para conhecer o local e fazer a trilha das Árvores Gigantes, que consta no Passaporte Trilhas de São Paulo, programa da Secretaria do Meio Ambiente. Essa viagem foi planejada em cerca de uma semana, motivada graças a uma conversa com amigos pelo facebook sobre os parques que há nessa região. Decisão de ir sozinho tomada, fui à caça das informações. Pra chegar até lá, optei em ir de ônibus, pois o custo seria mais barato do que ir sozinho de carro. Pelas minhas contas, só em pedágios gastaria mais de 80 reais, o que já pagaria quase que as passagens por completo. Comprei a passagem pra Porto Ferreira pela Danúbio Azul ao preço de R$ 54,00, no ônibus que sai de SP às segundas-feiras, às 6:10 da manhã. Detalhe: esse horário só existe às segundas-feiras. Nos demais dias, o primeiro ônibus sai apenas às 7:15. Cheguei em PF quase 10 horas da manhã e, na própria rodoviária descobri que não há linha urbana que passe em frente ou próximo ao Parque. A única alternativa viável seria pegar o ônibus que vai de PF a Santa Cruz das Palmeiras. Fazer o quê??? Bora pegar o busão... Paguei R$ 6,00 a passagem e o motorista me deixou na porta do parque, que fica na rodovia SP 215, a uns 7 quilômetros da cidade. Lá chegando, fui conduzido pela porteira-segurança-recepcionista do parque à área de administração, onde fui recebido pela monitora do local, srta. Suelen. Ela me apresentou toda a infraestrutura do parque, conversamos bastante sobre a trilha das Árvores Gigantes, visitação, divulgação, projetos de novas trilhas, pesquisas, etc. Após cerca de 20 minutos de conversa, ela me deixou totalmente à vontade pra fazer a trilha e conhecer a área do parque. Iniciei, então, a caminhada. A trilha é muito fácil de ser feita, tem cerca de 4 km de extensão no total (ida e volta), é larga, na sua maioria, bem sinalizada, com muitas espécies de árvores. A trilha só fica bem estreitinha quando você chega próximo às "estrelas" da trilha, as ditas árvores gigantes. A maior delas, o Jequitibá Rosa, é realmente imensa. Portentosa. Gigantesca. Imponente. Pra abraçar seu tronco é necessário mais de 10 pessoas!!! Uma dica importante: pra fazer essa trilha use e abuse do repelente!!! Cada vez que você pára pra tirar uma foto, um "enxame" de insetos e pernilongos te atacam se não estiver usando repelente. Só fui perceber nitidamente essa mudança após usar o produto, rsrsrs. O parque é rodeado por sítios e fazendas produtivas de diversas culturas, conforme poderão ver nas fotos abaixo. Outro detalhe interessante é que você poderá perceber de forma muito clara as diferenças na vegetação do local, conforme vai andando na trilha. E no próprio ambiente, às vezes mais abafado, outras mais úmido. Parecido com algo que vi no Petar. Levei quase duas horas pra fazer a trilha. Ao voltar, conversei mais um pouco com a Suelen, comentando minhas impressões, falando das fotos que tirei e pegando algumas dicas interessantes pra um possível retorno. Como tinha bastante tempo ainda, resolvi fazer o caminho de volta a PF a pé. Fiz os 7 quilômetros em cerca de uma hora e dez minutos, o dia estava ensolarado mas não abafado. Aproveitei e fiz um rápido "tour" pela cidade pra conhecê-la um pouco. Lembrou-me demais as cidadezinhas do interior de Minas Gerais. A cidade é limpa, o povo é educado e cordeiro. Gostei. Retornei pra SP no ônibus das 14:30, pagando R$ 52,00 e aqui cheguei por volta das 18:40, por causa do trânsito na marginal Tietê. É um passeio que recomendo, o parque é muito bom pra se passar um dia com os amigos, caminhar, jogar conversa fora e conhecer um pouco o que o parque tem a oferecer. Segue abaixo fotos dessa viagem. Abraço, meu povo!!!
  10. Saco! Como meu relato foi pro limbo no bug do dia 18, la vai ele novamente! TRAVESSIA DOS PONCIANOS: DO PICO DA ONÇA À PEDRA PARTIDA A Serra dos Poncianos é a estreita cadeia montanhosa q se estende por + de 8km sentido leste-oeste, separando as cidades de S. Fco Xavier e Mte Verde. É um prolongamento da Serra do Selado q inclui a Serra do Baú, já no limite sul da Serra de Sta Bárbara. Ambas correm paralelamente, porém desgarradas do trecho principal da Mantiqueira. Suas escarpas sao contínuas em suas duas extremidades, e compostas de maciços + baixos e platôs rochosos q podem ser percorridos por td extensao de sua crista, s/ gde dificuldade. Foi a deixa p/ neste ultimo fds partirmos do Pico da Onça e palmilhar o alto da serra até a Pedra Partida. P/ depois prosseguir tradicionalmente ate o Pico do Selado. Uma trip puxada, porém de fácil navegacao cuja recompensa são os altos (e novos) visus q bordejam os limites estaduais de São Paulo e Minas Gerais. Saimos de sampa bem cedo, as 5hrs, afim de otimizar aquela manha de sabado bem promissora. Nem as trocentas desistências de ultima hr nos desanimaram diante da rara pernada q viria pela frente. Não q ela fosse inédita, pelo contrario; as infos eram escassas, o terreno a perscrutar era incerto e não havia nada na web a respeito. Ate agora. Nossa empolgacao era justamente motivada pela tentantiva de remediar isso, oficializando a travessia c/ um registro visual e em prosa. Apesar de ser aparentemente fácil, isso não significou q deixassemos de examinar bem as cartas e estudassemos alguma estrategia, pois o trecho Pico da Onça até a Pda Partida era uma incognita de quase 4kms bem significativos. E tds as infos levavam a acreditar q a trip demandaria pernoite no trecho supracitado devido à ralacao de mato. Assim, fomos preparados p/ tanto. Pois bem, eu e o Carlos “Mamute” chegamos em SJ dos Campos antes das 7hrs, onde pegamos o Robson e rumamos p/ SFXavier. A sinuosa e estreita estrada q serpenteia o mar de morros forrado de verde claro requer atencao e cautela, à diferenca da larga e retilinea Dutra. E 20min após passar pela pacata Monteiro Lobato, alcancamos a bucolica SF Xavier as 7:50, já nos idos dos 700m de altitude. Deixamos o asfalto da praça central p/ ganhar o cascalho peirento da estrada q nos leva ate a Faz. Monte Verde, subindo suave e sinuosamente a encosta da morraria desnuda, agora na cota dos 1200m. Num canteiro gramado deixamos o carro, enfim, pra dar inicio à pernada. Alonga aqui e ali, passa protetor solar (o sol ta de rachar!), belisca alguma coisa e pé-na-trilha, as 8:20. Cruzamos a porteira q dá inicio à "Trilha do Jorge", normalmente trafegada pelos locais de ambos os distritos. Subimos suave e tranquilamente, onde o som de água borbulhando à esquerda em varios ptos nos lembra de abastecer tds os cantis. Enqto isso, a algazarra de maritacas e jacús rompem o silencio da exuberante Mata Atlântica, jogando uma pá de cal nos últimos vestigios de civilização. O trilho é largo, mas eventualmente se estreita, revelando indícios de uma estrada abandonada, tomada por mato alto em suas beiradas q nos brinda c/ o frescor de sua bem-vinda e aprazivel sombra. Marcas deixadas outrora por rodas deram origem a enormes sulcos e valetas abertas pelas águas das chuvas. Ainda no caminho, troncos caídos, buracos traiçoeiros, pedras soltas e chão escorregadio apenas redobram nossa atenção e tornam nossa subida + interessante. A mata densa eventualmente permite algum vislumbre da paisagem, p/ logo em seguida tornar a se cobrir de verde. Porem, lá pelas 9:20 e após muito ziguezague íngreme, as vistas se abrem totalmente descortinando SFX la embaixo, pequenina, em meio a um mar de morros. Mas hj as mutucas estao impossiveis e não nos dao mto tempo de contemplacao, portanto prosseguimos a pernada de forma quase inipterrupta. As 9:50 (e 5km desde a fazenda) alcançamos a crista da serra em meio a farta vegetacao, onde uma bifurcacao surge nos idos dos 1790m (pelo GPS do Mamute) e nos conduz p/ ramificacao da esquerda, sentido o Pico da Onca (ou Mirante do Jorge); à direita a picada prossegue pra Monte Verde, trecho pelo qual voltariamos no dia sgte. Daqui não tem mais erro, pois a picada acompanha o alto da crista c/ alguma declividade em meio a vegetacao arbustiva compacta, mata baixa, um simpatico tunel de taquarinhas e algumas rochas enormes q são facilmente contornadas. No caminho, um discreto marco cravado no chao nos diz q estamos já em territorio mineiro. Uma vez no aberto a trilha nivela, acompanha alguns pinheirais e araucarias de pequeno porte, ate finalmente desembocar no amplo gramado q caracteriza o alto do Pico da Onça, as 10:20. Aqui, do alto dos 1950m e por meio de dois mirantes rochosos, temos um visu privilegiado tanto do lado mineiro (M.Verde) como paulista, c/ SFXavier e SJ dos Campos, ao fundo. Mas as montanhas ao redor tb são colirio pros olhos: os espigoes da Serra de Sta Barbara se debrucando pra baixada sugerem novas rotas tanto p/ Pda Vermelha qto pro Pico Trabiju ou Queixo D´Anta (nordeste); mas ficamos ainda + satisfeitos pelo bom tempo nos permitir visus tanto do Alto Campestre (ou Pda Bonita) como da silhueta inconfundivel do Marins-Itaguare, ao norte. Por sua vez, a Pda Partida se destaca à sudoeste, emergindo imponente de uma estreita crista forrada de mata. Após contemplar o visu e beliscar alguma coisa sentindo a brisa no rosto, eis q as 11:15 damos inicio à travessia propriamente dita. Tomamos um trilho discreto q se enfiava em meio aos arbustos, descendo suavemente p/ sudoeste. Mas logo o mesmo se espreme sinuosamente em meio a voçorocas e tuneis de taquarinhas (aquele bambuzinho fino e chato), q nos obriga a agachar e engatinhar + de uma vez. Eventualmente as malditas se engancham nas saliencias das mochilas demandando esforço extra pra serem vencidas, qdo não no peito mesmo. As vezes a picada some, mas nada q um bom farejo de trilha nao resolva. Após sair brevemente numas aderência rochosa, mergulhamos novamente na mata, onde a discreta picada prossegue em suaves sobe-desce pela crista ou apenas acompanha a encosta direita da mesma, agora em meio a um simpatico bosque. Ao dar num colo de serra, esbarramos c/ enormes blocos rochosos q são facilmente contornados, mas a trilha é obvia, ainda + evidenciada c/ cortes de facao recentes nas arvores. A pernada entao nivela na crista e passa a ser bem tranquila, no frescor da mata; o belo bosque ganha um “ quê” de mistico c/ a copa da vegetacao filtrando maravilhosamente à luz do meio-dia e um chao encarpetado de belos trevos esmeraldas, qdo não com enormes e vistosas bromelias, cujo coloracao verde viva era realcada pela luz q penetrava timidamente nos dominios daquela florestinha encantadora! Como àquela altura a pernada se tornara literalmente “passeio no bosque”, a trilha era obvia e estavamos dentro do nosso cronograma, resolvemos dar uma explorada num vale à esquerda. Pelas infos do Robson estavamos proximos de uma oportuna clareira q dispunha de agua, o q seria perfeito se houvesse necessidade de eventual pernoite. Pois bem, plotamos a trilha e saimos dela, caindo pela encosta esquerda da crista em meio à mata, perdendo altitude rapidamente. Varamos um pouco de mato s/ maior dificuldade ate sair numa enorme lajota de pedra, forrada de belas bromelias escarlates e onde nossos rostos suados sentem uma agradavel e refrescante brisa. No final da laje, + embaixo, nos enfiamos novamente num matagal de bambuzinhos, sempre descendo. Ate q as 12:15 damos na tal clareira, q na verdade era um amplo descampado plano capaz de comportar quase 20 barracas tranquilamente! E o melhor, c/ um corrego de agua cristalina bem do lado, enfiado na mata! Um achado e tanto naquela regiao! O sol estava de rachar miolos e logicamente q foi neste lugar bucolico q nos presenteamos c/ um merecido pit-stop, um lanche e ate um breve cochilo, esparramados no gramado fofo à sombra do arvoredo. Satisfeitos c/ a descoberta e bem descansados, retomamos a pernada as 13hrs. Do descampado bastou seguir uma discreta picada q acompanhava o córrego q abastecia a clareira, subindo suavemente a serra sentido sul. Eventualmetne ela sumia na mata mas o sentido é obvio, ate q interceptamos outra vez a trilha “principal” na crista, 20min depois. Dali foi só não perder a tal trilha, serpenteando a crista q agora tendia a virar p/ direita. No entanto, a picada, cada vez + estreita e menos evidente, comecou a subir forte p/ esquerda, atravessou uma laje e enfiou-se num matagal de bambuzinhos, q foi vencido no peito, ora engatinhando ora nos arrastando. No caminho, uma taquarinha traicoeira ricocheteou no rosto do Mamute, machucando-o abaixo do olho, q nem se abalou. Pra azar dos urubus q insistiam em planar acima da gente. Emergimos entao, as 13:30, num enorme platô rochoso q lembra muito o da Pda Redonda, porem totalmente deserto e s/ muvuca alguma. Pela carta, nos encontravamos no alto dos 1920m do amplo rochoso situado a meio caminho da Pda Partida, q agora estava cada vez + proxima e de onde vimos alguns turistas circulando, pequeninos. Donos absolutos daquele vasto mirante rochoso, resolvemos explora-lo, alem de tirar varias fotos pois o local era digno disso. Dali tinhamos um visu privilegiado de td crista percorrida ate entao, c/ a verruga do Pico da Onça marcada pelos pinheirose araucarias qcaracterizam seu topo vista de outro angulo. Caminhando por lajedos e aderências quase planas rapidamente damos na beirada sudoeste daquele enorme maciço, c/ vista generosa de boa parte do restante da crista da Serra dos Poncianos sentido oeste c/ seus espigoes derramando-se abruptamente em fundos vales verdejantes p/ sul. SFXavier tb é facilmente avistada daqui, mas o + interessante foi encontrarmos uma picada q descia as escarpas da crista sentido oeste, provavelmente indo de encontro à Trilha da Faz. Sta Cruz. O papo tava bom mas era hora de retomar a pernada, desta vez sentido noroeste, pois apenas um largo e extenso colo de serra coberto de mata nos separava do sopé da Pda Partida. Pois bem, retornamos pela trilha das taquarinhas na tentativa de encontrar alguma bifurcacao q fosse no sentido desejado, s/ sucesso. Parece q a trilha vinha somente ate aqui e nada mais. Q seja, como sabiamos q rumo tomar bastou azimutar a bússola e seguir pela crista, desviando dos fundos vales de ambos os lados. Entao nos lancamos noutro espesso bosque no alto da serra, desviando dos obstaculos no caminho, como voçorocas de taquarinhas, enormes rochedos ou algum mato caido. Na verdade, este trecho não ofereceu maiores dificuldades pelo fato da mata ser bem espacada entre si, e o caminhar era relativamente facil. Apenas qdo nos aproximamos do sopé da Pda Partida é q a mata se adensou, mas ate ali foi só ir subindo gradativamente a montanha, contornando sua base ate ganhar a encosta oposta. Enfim, após engatinhar um ultimo trecho de taquarinhas, emergimos nos lajedos inferiores da Pda Partida. Dali bastou escalaminhar as d+ aderências ate, finalmente, alcançar os 2042m do topo da dita cuja, as 15hrs! Sob o olhar pasmo e curioso dos poucos turistas presentes, nos regozijamos c/ o êxito da travessia, q foi bem + facil q o previsto. A Pda Partida é destino turístico habitual de quem vai pra Monte Verde, tanto q não tardou pro topo logo lotar de gente. Sinal q já era hora de zarpar. Pois bem, como havíamos concluido a pernada e ainda tínhamos tempo de sobra pq não fazer a “Travessia da Serra dos Poncianos” completa, incluindo o trecho de crista ate o “Pico do Selado”, no extremo oeste, e pernoitar lá??? Pois foi o q decidimos fazer na sequencia. Tomamos a trilha (bem obvia e batida!) em meio as taquarinhas p/ logo comecar a descer em ingremes ziguezagues crista abaixo. Passamos batido pela trilha da Pda Redonda e, as 15:40, caímos na clareira q dá acesso à “Trilha da Fazenda Sta Cruz”, q vai dar em SFXavier. Antes de tomar rumo a Serra do Selado passamos no Starbar (“ O bar mais alto do Brasil”), próximo dali, onde tomamos um refresco antes de encarar o resto da pernada, sob o olhar da playboizada q nos mediu dos pés à cabeça. Refeitos, do estacionamento tomamos a picada (bem sinalizada) serra acima, passamos por uma caixa dagua e novamente nos enfiamos na mata, agora em nível uma vez no alto da crista. As 16:10 passamos pelos enormes rochedos do “Chapeu do Bispo” e 10min depois emergimos nos largos lajedos do “Platô”, onde o Robson deu um help prum casal q tava perdido. Descemos suavemente através das largas placas de rochas e aderências, cruzar belos gramados e adentrar outra vez na mata e seguir pela trilha na crista da serra. Aqui o caminho já não é tão largo e bem batido qto o anterior, mas ainda assim é obvio. Assim, vamos subindo e descendo suavemente pela mata, ladeando a crista por estreita trilha pela encosta na rocha exposta até finalmente ganhar um ultimo trecho por lajes inclinadas. As 17:10 damos no Pico do Selado (2050m), pto culminante da região q adorna o extremo oeste desta bela serra, onde somos recebidos por uma revoada de belas andorinhas dando rasantes na montanha. O Mamute ainda escalou a pedra q guarda um “livro de cume”, apenas pra depois não saber como descer, gerando varias risadas. O Selado leva este nome pq na verdade é composto de 2 picos, com uma sela no meio. A vista tb é bem generosa: o perfil da Serra do Lopo e a Pdra de São Domingo destacam-se na horizontalidade da paisagem. O dia já findava e estávamos exaustos da pernada, razão pela qual Mamute e Robson armaram suas tendas sob lajotas planas e eu montei minha rede em meio ao baixo arvoredo do topo. Após um belíssimo espetáculo do astro-rei despencando no horizonte, jantamos alguma coisa e imediatamente nos recolhemos à nossos respectivos “aposentos”. A noite fora estupidamente coalhada de estrelas, alem de estupidamente gelada, razão pela qual tive q plastificar meus pés, e me levou a repensar se havia sido sensato dormir numa rede ao relento, a 2mil metros de altitude. No entanto, “ regar a moita” era a coisa + fácil do mundo pois bastava só virar pro lado. No mais e fora o sono picado, a noite transcorreu s/ maiores intercedências. O domingo amanheceu c/ um vento frio e isento q qq vestígio de nuvens, mas ainda assim levantamos cedo afim de otimizar a pernada de volta. Arrumamos nossas coisas e após mastigar nosso mirrado desjejum, nos lançamos de volta à trilha, as 7hrs, enqto os primeiros raios do sol se derramavam pela serra. Voltamos s/ pressa aos lajedos do Platô, onde chegamos as 7:45, pra dali tomar a picada q desce em meio a mata pra cidade, s/ maior dificuldade. Dito e feito, meia hr depois esbarramos c/ a caixa dagua q dá acesso à Av. Mantiqueira e q bastou descer tediosamente. Lá, um totó colou na gente e parecia não desgrudar. As 8:50 caimos na Av. Monte Verde (1537m de alt) q já dava sinais de começar seu domingo c/ alguma movimentação. Mas a gente andou por ela apenas um quarteirão pq logo tomamos a Av. das Montanhas, acompanhando a sinalização “ Missoes Horizontes”. Pois bem, nossa volta seria pela “Trilha do Jorge” por dois motivos: alem de mais interessante q a estrada sacal q é a “Trilha da Faz. Sta Cruz”, a “Trilha do Jorge” já nos deixaria de cara no veiculo, sem precisar andar um tanto p/ alcançá-lo depois. Mas a gente conseguiu o impossível: se perder nas ruelas empoeiradas da cidade, tanto q até o pulguento desistiu de nos acompanhar! Mas uma vez tomado rumo certo por atalhos em meio a incontaveis chalés, chegamos na Rua Taurus até dar na tal Missoes Horizontes, as 9:50. A picada acompanha a cerca q bordeja a propriedade pela direita, mas logo se enfia num bosque de pinheiros. Mas após cruzar um riachinho, a trilha sobe forte em meio à mata numa visível crista ascendente, ate nivelar num trecho onde troncos de arvores e tocos atravessados retardam nosso avanço. Mas logo passamos a bordejar a encosta esquerda da crista, cruzar mais um córrego p/ dali subir forte em meio a túneis e voçorocas de taquarinhas. Mas a trilha nivela suavemente ao chegar na cota dos 1774m, no simpatico “Bosque dos Duendes”, as 11hrs. Não tardou e já estávamos no alto da serra ate passar pro outro lado, onde as 11:20 damos de cara c/ a bifurcação do dia anterior, isto é, sentido Pico da Onça! Daí foi so refazer o mesmo trajeto sentido contrario ate chegar novamente à Faz. Mte Verde, as 11:20, sob um sol e calor escaldantes! De la retornamos p/ casa, mas não s/ antes passar num restaurante de comida mineira, em Monteiro Lobato, onde mandamos ver s/ dó um farto PF e algumas brejas p/ bebemorar a empreitada as 13:30. Chegamos em Sampa somente la pelas 16hrs, c/ alguns ralados, espinhos nas mãos e o corpo moído. Mas isso é de lei. Dessa forma, as imponentes serras q vigiam SFXavier e Mte Verde ganham novas perspectivas de visus tão excitantes qto os tradicionalmente conhecidos, alem de novas rotas a perscrutar. A topografia sugere investidas ate a Pedra Vermelha e o Trabiju, podendo resultar noutra estimulante travessia; alem da trilha “Circular do Selado”; a pernada pela “Faz. Klabin”; e a travessia SFXavier-Mte Verde q simplesmente contorna a serra, entre outras. Mas esta é apenas a deixa pra outras aventuras. Por ora, resta-nos estufar o peito e contemplar estas novas vistas da Mantiqueira, cujas majestuosas cristas alem de separarem oficialmente o lado paulista do mineiro, estao sempre a nos surpreender c/ visuais espetaculares e de tirar o fôlego. Mais fotos da parada nos links abaixo: http://jorgebeer.multiply.com/photos/album/5/Travessia_da_Serra_dos_Poncianos?replies_read=5 http://robneander.multiply.com/photos/album/84/Travessia_da_Serra_dos_Poncianos_Agosto_de_2009
  11. http://www.ipernity.com/doc/275479/album/319467?view=1 Travessia da Pedra Esplanada A Pedra da Esplanada é um dos gdes maciços graníticos q destoam do sertão de Biritiba-Mirim, e seu principal mirante, situado na cota dos 1047m, é acessivel por trilha conhecida q não tarda nem 40min em vencer o desnível de 350m ao alto da pedra. No entanto, o verdadeiro pto culminante desta largo e pitoresco maciço é acessível por outra picada menos visada q, discretamente, nasce da vereda principal e atinge o alto dos 1066m da montanha. Dessa forma, neste domingo realizamos a travessia completa pelo rochoso conhecido como Pedra da Esplanada, partindo de seu contraforte oeste, rasgando td sua estreita e espichada crista, p/ depois descer pela íngreme face leste da montanha. Uma breve e perrengosa travessia envolvendo trilha, escalaminhada e vara-mato, mas recompensada com vista exclusiva e privilegiada dos maciços vizinhos, como o Garrafão e o Itapanhaú. O domingo amanhecera pouco promissor, e o firmamento apresentava não apenas uma tonalidade opaca nada animadora como tb brumas alvas q traziam a sensação de frio e umidade. Mas isso não bastou pra nos demover da ideia de cair no mato naquele dia, e assim eu, Ricardão e Simone saltamos as 9:20hr na pequena e pacata Manoel Ferreira, vilarejo rural de Biritiba-Mirim q nasceu em virtude da construção da adutora q o corta de cabo a rabo. A persistência e confiança trilheira é assim mesmo; tem q perseverar pois não raramente somos recompensados com gratas surpresas. Dito e feito, enqto a Metrópole se esbaldava na “Virada Cultural” e td tipo de elemento saindo das catacumbas em meio a um tempo ruim de doer, Manoel Ferreira apresentava um panorama muito melhor, inclusive com gdes frestas de céu azul ameaçando irradiar os braços do Astro-Rei. Panorama este q só melhoraria no decorrer do período. Após beliscar alguma coisa no vilarejo, arrumamos as mochilas e pusemo-nos em longa marcha até o nosso destino, distante ainda quase 8kms dali. Q fosse, pois a conversa animada e colocação dos babados em dia pontuou gde parte do trajeto, por sua vez sempre ao largo do chão da SP-43, tb conhecida como Estrada da Adutora ou Estrada Municipal do Itapanhaú, tendo o maciço da Pedra do Sapo como sentinela a nos observar durante boa parte do trajeto. Dessa forma, sempre tocando pra nordeste e acompanhando os enormes dutos q emprestam o nome á precária via, o tempo passou voando e qdo demos por nós 1hora após iniciada a pernada a profusão de sítios e chácaras já havia ficado pra trás, dando lugar a uma paisagem composta basicamente por uma morraria forrada de reflorestamentos. Ignorando a entrada da Faz. da Forquilha e da Faz. Marilena, as 10:45hrs passamos por uma oportuna e bem-vinda bica encravada na encosta, a margem da estrada, q refresca nossa goela e abastece os cantis menos favorecidos. Na curva sgte já será possivel avistar a Pedra da Esplanada, quase escondida atrás da morraria, sob uma perspectiva pouco privilegiada q não faz jus as verdadeiras dimensões da montanha. Logo adiante e após tomar um atalho por cima dos dutos q nos pouparam duma enorme volta pela morraria, passamos pelo sitio “A Gde Familia” e por uma chácara menor, onde um belo e bucólico laguinho quebra a monotonia do panorama ate então. Aqui já é preciso prestar atenção. Num piscar de olhos tropeçamos com uma picada ao lado duma placa da Faz Casa Verde, de propriedade da Suzano Celulose, as 11hrs. É aqui q abandonamos a estrada em favor dessa picada, q não demora a nos deixar noutra estrada menor de reflorestamento. Daqui nossa rota toca pro sul, sempre pela via principal e ignorando bifurcações, indo de encontro ao sopé do maciço, q agora exibe seu tradicional e característico contraforte norte como uma imponente lâmina rochosa, delgada e espichada, emergindo da profusão de bosques de eucaliptos. A vista impressiona e se assemelha perfeitamente á do casco de um navio invertido á deriva num mar esmeralda de vegetação. Subindo suavemente pela estrada, não demora pra pernada embicar de vez ao tropeçar com o primeiro ombro serrano da montanha. Mas as 11:10hr, já logo na curva fechada sgte é preciso abandonar a via principal. Diante duma evidente trifurcação q pode gerar duvidas diante do sentido a seguir, vamos pela opção menos batida e q pouco aparenta ser a picada oficial de acesso á pedra, já descrita em minúcias noutras ocasiões. Uma vez nela basta apenas tocar pra cima, ziguezagueando forte a encosta de reflorestamento e ganhando altitude num piscar de olhos. Mas uma vez q mergulhamos no frescor úmido da floresta a vereda aparenta nivelar, onde enormes matacões empilhados na encosta desviam provisoriamente nossa atenção pras enormes e fundas grutas formadas entre as junções das pedras desmoronadas, onde o som de agua correndo timidamente nalgum canto rompe o silencio reinante ate então. Mata caída? Pouca e fácil de transpôr. Mas após cruzar um correguinho q ostenta um único filete dágua é preciso atentar pra direita, na encosta. Não tarda a surgir um discreta picada q mergulha morro acima. Abandonamos então a vereda principal (q leva em questão de 10min ao mirante principal da Esplanada) em favor desta trilha lateral e por ela tocamos montanha acima com suave declividade, desviando da pouca mata tombada no caminho. A caminhada é tranqüila e em sua maior parte desimpedida, embora a picada eventualmente desapareça e logo mais adiante seja reencontrada. Mas eis q nos deparamos com o q parece ser um “portal”, onde a trilha passa pelo meio de duas enormes pedras com raizes e bromélias envolvendo sua superfície rochosa. Aqui existe uma discreta bifurcação onde se tocar reto em pouco tempo damos no topo florestado e sem visu do cocoruto extremo do maciço da Esplanada. Mas como nosso destino não é esse vamos pela picada q segue pela esquerda, contornando uma das pedras do tal “portal” e subindo o restante da montanha. Se a trilha ate então era discreta aqui então ela aparenta sumir de vez. Mas não há problema algum pois o sentido é obvio e intuitivo, sem falar q o mato é baixo e aparenta estar pisado por antas. Logo adiante nos deparamos com a base duma laje coberta de musgo e bromélias, indicando q já estamos no alto. Escalaminhando facilmente o restante logo pisamos no largo e levemente inclinado lajedo q domina oo setor oeste do maciço, com visu privilegiado do quadrante norte da região. Pausa pra fotos e pra observar curiosamente um enorme cupinzeiro próximo. Sem ir pro sul e com vista bacana do Pico do Itapanhaú, decidimos então tocar pela crista florestada sentido noroeste, ainda sem visual do mirante principal da Esplanada nem do Garrafão. Apesar da vegetação composta de arbustos e pequenas arvores, é fácil circular por esta crista, embora não exista trilha alguma. Mas mal começamos a andar e nos deparamos com um cocoruto granitico facilmente escalaminhavel q revela-se o topo legitimo do maciço da Esplanada, as 11:45hrs. Pq? Pelo simples fato da vista dali ser espetacular e nos situar nos 1066m dum patamar superior ao Garrafão e do mirante principal da Esplanada, ambos elevando-se a nordeste, porém ainda inferior ao majestoso Pico Itapanhau, cuja torre espetava o firmamento logo atrás de nós, a sudoeste! O lugar é um achado não apenas pelo visual mas pela frequência nula de visitantes, corroborada pela ausência de lixo, de trilha e até pegadas. Pausa pra fotos, breve reconhecimento e estudada de rota a tomar. Visivelmente tínhamos q seguir pela crista florestada principal, sentido nordeste, descendo até interceptar a picada q havíamos deixado. So não sabíamos se havia abismo ou mato intransponível no caminho, mas a principio a carta acusava q não, mas o trecho em questão a principio era breve e curto. Azimutamos então a bússola pra nordeste/leste e la fomos nós, descendo suavemente a estreita crista florestada sem maior dificuldade. O mato espesso era facilmente contornável, ora dum lado ora doutro, mas sem desviar demasiado da rota mentalmente traçada. No caso de dúvidas a encosta ficaria vertical e nos traria de volta á crista. E la fomos nós, perdendo altitude mas não muita. Trechos mais pirambeiros foram vencidos se firmando no arvoredo em volta, assim como as poucas voçorocas de bambuzinhos e capim navalha foram rasgados no peito, deixando as poucas marcas q ganhamos até então. Qdo ganhamos o selado de ligação dos cumes e começou novamente a suave subida, num trecho q surpreendentemente foi muito mais fácil q o previsto, reparamos q já estávamos outra vez na picada principal! Alegria total pq dali bastou apenas singrar o resto de trilha pelo estreito cume da pedra, em meio a vegetação q gradativamente reduzia de tamanho até se resumir a arbustos baixos e muitos liquens forrando o chão. E após uma breve parada na beira do precipício vertical a noroeste pra ter uma vista fabulosa de td trecho ate então, forrado por “um tapete de couves-flores”, na concepção de quem avista reflorestamentos do alto, avistávamos tb o espelho d’água da Represa de Biritiba-Mirim, reluzindo a nebulosidade clara daquele inicio de tarde. Desembocamos enfim nos 1044m do mirante principal da Esplanada, pontualmente as 12:30hrs, onde encostamos o esqueleto no chão aderente e granítico da pedra. Lanche, descanso, fotos e até cochilo deram o tom do pit-stop. Com algum esforço, podia-se observar ao longe, a noroeste, a geometria de Mogi das Cruzes ao sopé da silhueta escarpada da Serra do Itapey. Lixo aqui? Nenhum. Por volta das 13:40hrs retomamos a pernada, mas desta vez não voltaríamos pela picada principal e sim buscaríamos uma forma de descer pela face semi- verticalizada a nossa frente, o paredão leste da Esplanada. Estudamos a rota a tomar, azimutamos novamente a bussola e lá fomos nós, ao mesmo tempo em q brumas esparsas ameaçavam cobrir o topo das montanhas. Inicialmente a descida foi tranquila, onde o chão da pedra fornecia aderência suficiente pra q não rolássemos morro abaixo, dada a acentuada declividade apresentada. Sempre no aberto e com o visu a nosso redor parcialmente coberto de nuvens, perdíamos altura rapidamente, enqto nos firmávamos nas bromélias, arbustos e pedras q houvesse no caminho apenas pra garantir nossa segurança. No caminho topamos ate com restos de balão presos num matagal. Pois bem, descendo em meio ao mato baixo e ralo tropeçamos com um enorme precipício rochoso vertical, q nos obrigou a desviar pela esquerda, decisão q mostrou-se acertada pois nos levou a uma aparente crista descendente não tão inclinada. O porém foi q pra acedê-la tivemos q varar um matinho considerável e escalaminhar (sem corda) pela vegetação da encosta pra não descer ao fundo do vale sem necessidade. Mas uma vez com os pés fincados na encosta firme chegamos na crista visada e, agora no frescor da mata fechada, o Ricardo tomou a dianteira e foi abrindo passagem com seu possante facão em meio ao bosque de eucaliptos! Qdo finalmente a declividade abrandou desembocamos numa precária estrada de reflorestamento, parcialmente coberta de mato espinhento, q bastou acompanhar pra leste (direita) pois fatalmente cairia noutra maior e principal, q já era nosso objetivo visado desde o alto da pedra. E após o mato cada vez mais abrandar no caminho, a estrada se tornar mais limpa e até passar por um enorme e convidativo poção q seria de muita utilidade se o dia estivesse quente e ensolarado, finalmente desembocamos no estradão situado entre a Esplanada e o Garrafão! Eram pontualmente 14:40hrs e ao olhar pra trás, por sobre o ombro, q tivemos a real noção do tanto q havíamos descido desde o topo da pedra. “Caralho! Ainda bem q fomos pela esquerda pq olha só o abismo q tinha pro outro lado!”, exclamava um Ricardo td esbaforido. “Menos mal q deu td certo e não tivemos q retornar, subindo td novamente!”, emendou Simone. Pois bem, fim de travessia mas não de jornada. Isto pq ainda tínhamos uma interminável caminhada pelo estradão ate Manoel Ferreira, pernada esta q nos tomou quase 3 longas horas q foram devidamente preenchidas com muita conversa em dia. E tome chão, claro! Logico q nesta modorrenta volta tds sentiram o cansaço bater nas pernas, e assim damos adeus á Pedra da Esplanada, q foi lentamente sendo ocultada pela morraria de reflorestamentos q serpenteávamos pra oeste. E após parar estrategicamente numa horta de beira de estrada e encher as mochilas com beringelas e pimentões, eis q finalmente chegamos no vilarejo de Manoel Ferreira em torno das 17:30hrs, bem no horário em q a temperatura comecava a cair e o sol havia se debruçado atrás da serra. Logicamente q encostamos no tradicional boteco do lugar, onde mandamos ver salgados, refris e, principalmente, cerveja gelada pra molhar a goela. Dureza foi aturar um bebum local q só permaneceu na nossa roda pq bancou nosso “Gatorade”. E assim terminamos mais um domingão diferenciado pelas bandas do sertão de Biritiba-Mirim. Outra opção ou alternativa de roteiro é sair mais cedo ainda e emendar o Pico do Garrafão junto, resultando num circuito de responsa pela região. Ou até pernoitar na aprazível e simpatica clareira q tem no alto da Pedra da Esplanada. Vale frisar q pelo fato de seu acesso ser pouco conhecido o lixo no topo da pedra inexiste, e portanto é bom q continue se mantendo assim caso pretenda visita-la. Dessa maneira a regiao conhecida como “Sertãozinho do Tietê” continuará se mantendo preservada e servindo de “playground montanheiro” de final de semana pra andarilho q se preze. Privilegiada com visus e aventuras singulares, a região ainda se beneficia da ausência de algo bastante comum do points mais badalados da Mantiqueira & afins: muvuca, lixo e farofa. E isso é algo q não tem preço, montanhisticamente falando.
  12. PROGRAMA DE ÍNDIO NO RIO SILVEIRAS O Rio Silveiras é um desconhecido curso dágua q nasce à leste de Casa Grande (sudeste de Mogi), próximo da beirada de planalto da Represa Ribeirão do Campo. Seu tortuoso trajeto rumo litoral se notabiliza não apenas pelo seu acidentado e encachoeirado curso, mas sim pq gde parte dele estar inserido no miolo da arisca Reserva Indigena Guarani Ribeirão Silveiras, lugar onde ainda gente de fora não entra sem permissão do cacique ou mta negociação com a Funai. Pois bem, graças a intercessão de alguns contatos - um gringo q vem fazendo um belo trabalho com os arredios habitantes da aldéia - recebi o convite irrecusável em andarilhar pelo lugar, espremido numa região ao sopé da Serra do Mar e a Rod. Rio Santos, já na divisa entre Bertioga e São Sebastião. Era uma rara oportunidade de adentrar neste pequeno e maravilhoso paraíso próximo da maior metrópole da America do Sul, porém reservado apenas aos descendentes legítimos e diretos dos primeiros habitantes do pais. A manhã prometia, pois além do sol radiante o céu encontrava-se totalmente limpo e seco qdo eu e o Gil rasgávamos a SP-98 sentido Bertioga. Uma rápida e oportuna parada no tradicional “Posto da Balança”, no km 77, foi necessária durante o trajeto. Já previamente avisados das formalidades de praxe dentro da aldéia, compramos um “agrado” pros índios mais gabaritados e q provavelmente mandam e desmandam no pedaço: o cacique e nosso suposto anfitrião. Evocar o antigo escambo com q os potugueses cortejavam os antigos índios ainda é bastante eficaz nos dias de hj, e somente assim selaríamos de fato nossa permissão de entrada em suas terras, obtida verbalmente dias antes mediante mta negociação. No caso, nossa “moeda de troca” era um simplório fumo de corda pois qq tipo de bebida logicamente não era recomendável. Ao ganhar a Rio-Santos zarpamos sentido litoral norte, já com o calor abafado daquela bela manhâ encharcando nossas blusas antecipadamente dentro do veiculo. Após cruzar o Rio Guaratuba e a divisa com São Sebastião, já na altura da Boracéia, atentamos pra precária e escassa sinalização indicando o sentido da arisca e pouco conhecida aldeia. Pergunta aqui e ali, pouco depois nos deparamos numa larga estrada de areião alvo já rodando sentido a verdejante muralha da Serra do Mar, cujos cumes agora estavam encobertos por uma espessa camada de nuvens, incluindo o espetacular domo rochoso vertical da Pedra da Boracéia. Como quem tem boca vai a Roma, tropeçamos enfim na cancela e guarita q antecipa a entrada da aldeia as 10hrs. Após dar nossos nomes sob o olhar sisudo de um indião mal-encarado tivemos sinal verde e adentrar oficialmente em território indígena, aliás, uma das reservas mais fechadas de Sampa, onde o entra-e-sai de “cara-pálidas” é nulo. Turistas, nem pensar. Rodando ainda mais um tanto já se pode observar as tais ocas, enormes palhoças com alguma roça ao lado, espalhadas ao largo da estrada e separadas umas das outras por gdes distâncias. Distâncias estas vencidas de bike, moto ou mesmo a pé pelos seus transeuntes de pele vermelha, olhos puxados e rostos amendoados. Nos chamou a atenção tb o fato de preservativo não ser algo utilizado ali, tendo em vista o constante fluxo de mulheres de tds idades grávidas ou carregando crianças no colo. Contudo, diferentemente das degradadas aldeias do Rio Branco, Marsilac, Ubatuba e Jaraguá, esta aqui é bem mais preservada e cuidada, guardando boa parte de suas características originais. Não vi lixo algum, diga-se de passagem! Após passar uma simpática escolinha e desviar de trocentas galinhas foi q chegamos na “oca de recepções”, onde nosso jovem anfitrião, “Papu”, nos aguardava. O interior da mesma era gde e espaçoso, e devia nos dar uma idéia de como seria a “oca-modelo” dali. Redes estiradas nas estremidades abriam espaço pro amplo centro, onde haviam bancos com sinais de fogueira no meio. E meu receio dum choque indisfarçável de culturas, no entanto, foi vencido verdadeiramente na raça ao longo da animada conversa. “Papu” não devia ter nem 25 anos mas aparentava bem mais em virtude da vida dura na roça. Falava português fluentemente embora o sotaque não escondesse suas verdadeiras origens. Sua esposa era a simpática Ju, q ali fumava seu cachimbinho de odor peculiar, acompanhada do pequeno filho, q se escondia a td hra na nossa presença e comentava algo com a mãe num dialeto indígena ininteligível. Aliás, perceber q gente de fora entra raramente entra aqui é algo q se percebe na pele, pois tds te desferem um olhar tanto de curiosidade como de reprovação. Por educação não perguntei, mas a Ju era “ocidental” demais pra ser nativa dali, o q leva a crer q fosse supostamente uma estudante de biologia q acabou ficando e ficando. Depois a encontrei até no facebook! Isso q é não abrir da modernidade. Pois bem, após dar nosso “agrado” ao “Papu” – q ficou feliz da vida, embora não gostasse da foto q bati dele – tomamos algum conhecimento do dia-a-dia dali. Na aldeia não falta nada em termos de tecnologia, tanto q o q mais vimos eram jovens ouvindo musica com celulares mais sofisticados q o meu! Entretanto, sobrava pros mais velhos se responsabilizarem em manter as antigas tradições e costumes dali. Maquinas de lavar e parabólicas estão onipresentes, constrastando com a rústica simplicidade das “casas”, feitas de palha, madeira, pau-a-pique e folhas de bananeira. A auto-suficencia é regra geral, com cada um plantando milho, palmito, mandioca e por ai vai, e criam galinhas. O excedente é comercializado pra fora, assim como algum artesanato. Além disso, mtos membros buscavam formação técnica nos arredores, mas é só. Convivência ou entra-e-sai de “brancos”, nunca. Salvo algumas raras exceções. E nos éramos uma delas. “Papu” estava de “molho” devido a um mau-jeito na roça e somente por causa disso teve tempo pra nos receber, mas não teria condições de nos acompanhar na trilha. O cacique, por sua vez, não se encontrava naquela manhã pois estava no centro de Bertioga noutros afazeres “oficiais”, mas isso não nos impedia de prosseguir com nosso objetivo de atingir as cachus. “Papu” nos deu as indicações de como aceder o rio q banha a aldeia meio q preocupado conosco, tanto q queria nos empurrar um “guia”. Mas nos o tranqüilizamos afirmando q sabíamos nos virar dentro do mato e q dispensávamos qq tipo de ajuda. Nos alertou tb de tomar cuidado com as jararacas, comuns durante td verão. Pois bem, atentando bem pras infos do astuto índio colocamos enfim nossa pernada em prática. Primeiramente tivemos q pegar o carro e tocar por uma bifurcação na estrada até o final. Uma vez lá, sem saída, abandonamos o veículo e começamos a buscar a picada. Acabamos perguntando numa oca próxima – sob o olhar desconfiado de uma velha índia emqto sua numerosa prole escondia-se na habitação – e pronto, encontramos uma vereda bem batida partindo de um punhado de bananeiras e pés de palmito. Eram apenas 11hrs qdo enfim colocamos efetivamente pé-na-trilha, desviando dos galos q ciscavam alguma coisa e vacas pastando a beira do caminho. A pernada inicia no aberto atraves de algumas roças pra logo mergulhar em definitivo na mata fechada. Bem batida, visivel e amparada por toras nos trechos repletos de brejo, nossa marcha evidentemente costeava um enorme morro q antecedia o vale propriamente dito. Cruzamos com alguns pequenos córregos no caminho até q 15min após iniciada a pernada emergimos numa clareira, tomada por um misto de pés de palmito, um milharal seco e roça de mandioca, onde ela aparenta se perder em meio a algumas bifurcações. No entanto, o bom senso indica tomar a direção nordeste e é ali q a vereda de fato é retomada. Num piscar de olhos desembocamos às margens do calmo e manso Rio Silveiras, q aqui marulha plácida e serenamente sem corredeira alguma, cortando bonitas praias fluviais. A vereda acompanha o lado esquerdo do rio, mas logo o cruza a outra margem atraves de uma pinguela improvisada, na verdade uma enorme arvore tombada perpendicularmente ao curso dágua. Do outro lado, nossa marcha prossegue cruzando uma floresta tomada pelo odor agridoce de jacas espatifadas pelo chão, pra então emergir novamente noutra clareira bem maior q a anterior, enorme até. Na mega clareira a vereda aparenta se perder, mas é dali q temos uma vista do verdejante Vale do Silveiras cavando seu curso serra adentro, sentido norte/nordeste. Um gigantesco deslizamento numa das gdes encostas (esquerda, aliás) deixa amostra a face rochosa da montanha, destoando do verde escuro da vegetação e serve de referencia de q rota deveríamos tomar. Pois bem, seguindo nessa direção cruzamos a clareira em diagonal e, bingo, encontramos novamente a continuação da trilha conforme supúnhamos. Mergulhamos então na mata outra vez, tendo o som audível do rio quase bem à nossa esquerda, mas a picada termina nos levando até sua margem em definitivo. Buscamos e buscamos a continuidade e nada, deduzindo assim q agora a pernada se dava atraves do leito pedregoso do regato. E foi assim q fizemos. Diferentemente do manso trecho anterior, aqui o rio era mais movimentado e, ao invés de praias de areia fluvial, tomado por pedras de tds os tamanhos represando piscinas e poços a contento. Dessa forma fomos avançando lentamente rio acima, ganhando altitude imperceptivelmente a medida q adentrávamos caddda vez mais vale adentro. As vezes topávamos com enormes ilhas fluviais q nos poupavam saltar de pedra em pedra, mas logo este processo era retomado adiante, cada vez em nível mais e mais pesado. Ao nos depararmos com voçorocas intransponiveis de mata tombada (urtigas, principalmente) no caminho, mais precisamente ao sopé do mega-deslizamento avistado na encosta esquerda, o bom senso nos diz desviar do mesmo pela encosta oposta, menos suja de mato. Mas nossa permanência varando mato pela encosta direita é curta pq logo nos vemos outra vez saltando pedras no rio, onde a marcha progredia bem mais rápido. E assim, na base de constante e pesada escalaminhada, avançamos em meio aquele mundo de enormes pedras desmoronadas, q demandam tanto dons de escalada como ventosas nas mãos e pés, dependendo do trecho. Uma enorme pedra surge aparentando barrar nosso caminho, mas desviando de gretas traiçoeiras, lajes escorregadias e nos enfiando no meio de chaminés suspeitas e estreitos quebra-corpos nosso avanço se mantem no mesmo compasso. Num trecho o único jeito de seguir em frente era atraves de uma pequena caverna formada por pedras desmoronadas, mas isso so era possível pq não tava chovendo. Dessa forma ganhamos terreno e altitude gradativamente, sempre desviando de enormes poços e pequenas cachus no caminho. Suando em bicas promovidos pelo constante trepa-pedra, enfim alcançamos o sopé de um enorme lajedão inclinado onde o terreno aparentava nivelar. Ali tb podíamos avistar uma gde queda logo adiante e cujo rugido de agua despencando já era ouvido a algum tempo. E seguindo desimpedidamente pelas aderências secas do tal lajedão acabamos desembocando ao sopé do enorme Cachoeirão do Silveiras. Eram apenas 12:30hrs, estávamos na cota dos 110m de altitude e havíamos percorrido até ali apenas 4 terriveis e acidentados kms, segundo o possante GPS do Gil. O Cachoeirão do Silveiras consiste num enorme paredão rochoso, de quase 40m um pouco inclinados, de onde a gaua do rio despenca não num único jato mas sim espalhada de forma homogênea por td superfícies da muralha rochosa. Infelizmente a baseda queda não dispõe de um enorme poço como de praxe por conta da profusão de pedras menores aflorando, dispondo apenas de uma generosa banheira. E realmente impressiona ao vivo. Ali, eu e o Nando nos presenteamos com uma merecida parada antes de dar continuidade a nossa pernada. E claro, com direito a banho de cachoeira. Meia hora depois, refeitos e revigorados, retomamos a marcha avaliando por onde deveríamos aceder ao alto da cachu e ganhar o nível sgtte. Pela lógica decidimos ir pela encosta florestada menos íngreme, ou seja, pela direita. E assim varamos um mato inicial pra depois nos vermos escalando mato quase na vertical. Esse penoso processo foi gratificado com uma valiosa descoberta: uma trilha mais q batida q acompanhava td margem direita do rio ate então e q nos passou desapercebida. Uhúúú! Prosseguindo então por ela em nível, logo ela ganhou alguns lances mais íngremes e nos levou ao alto da cachu, de onde tivemos uma bela e prvilegiada vista do vale percorrido. Claro q por conta das pedras visguentas e escorregadias não nos arriscamos a espiar a vista de fato na beirada da cachu, apreciando a paisagem mesmo de um trecho seguro e bem aderente. O rio aqui nivela e a picada passa a acompanhá-lo pela encosta desimpedidamente, em meio a sua florestada e íngreme margem direita. Alguns trechos de mata tombada geram confusão, a trilha se perde e é reencontrada varias vezes, ate q se perde em definitivo. Mas como basta seguir o rio optamos em ir por ele mesmo, saltando de pedra em pedra sem gde dificuldade. E assim chegamos na segunda cachu do dia, a do Tobogã ou Escorrega, as 13:40hrs e situada a 200m de altitude. A queda faz jus ao nome pq consiste num enorme escorregador de pedra q guarda mta semelhança com o Escorrega, em Maromba (RJ), porem de proporções superlativas se comparada a fundo com a famosa queda carioca. E naquele lugar paradisíaco, isolado e sem lixo ou muvuca alguma tivemos uma parada mais prolongada, com direito a lanche e mais tchibum, enqto o firmamento ameaçava se cobrir de nebulosidade mas q não passou disso, ameaça. As 14:30hrs retomamos a marcha de volta pra aldeia trazendo a tiracolo alguns carrapatos como lembrança, claro. Nossa vontade era prosseguir ate outra queda rio acima, na cota dos 500m, q segundo o “Papu” era espetacular. Mas infelizmente não tínhamos tempo. Alem de não haver trilha ate lá, certamente o trajeto deveria ser tão acidentado e demorado qto o anterior, e não tínhamos equipo apropriado nem mto menos asas pra abreviar o percurso. Pois bem, o dia já tava ganho ao alcançar aquelas duas belas quedas do Silveiras, sentindo-me privilegiado em poder estar ali naquela regiao tão reservada e exclusiva. A volta desta vez foi feita pela trilha q havíamos encontrado, claro, e q nos passou desapercebida na ida. A picada é bem obvia e costeia td margem direita do rio. Num piscar de olhos ganhamos o alto do Cachoeirão e passamos a descer atraves de uma larga crista descendente depois. A picada, enfim, bordeja a íngreme encosta o restante do trajeto, onde por entre as frestas de vegetação podemos observar q já estavamos na altura do mega-deslizamento avistado durante a ida. Isso em questão de menos de uma hora! Até finalmente desembocar na picada principal, ou melhor, numa bifurcação pq aquela em q andávamos era de fato a principal. A bifurcação era aquela q nos levou ate a margem do rio, após a mega-clareira. Portanto após a mesma, prestar atenção a esta ramificação pois ela leva diretamente as quedas sem a ralação nem escalaminhada q tivemos na ida. Mas se serve de consolo, pra gente resultou num ótimo exercício físico e de navegação. Num piscar de olhos estavamos no pontilhão sob o agora manso Rio Silveiras, onde o Nando não se fez de rogado e mandou ver o tchibum de despedida. Na sequencia percorremos o restante da trilha ate finalmente ir de encontro ao veiculo, nos despedir rapidamente do “Papu”, q nos disse do cacique nem dar sinal de vida naquele dia, pra felicidade do Gil, q se apropriou do fumo de corda. Dizendo adeus, as 16:30hrs, àquela vida de índio peculiar damos, enfim, as costas à aldeia, situada em domínios do Nucleo São Sebastiao do Pque Estadual da Serra do Mar. No caminho ainda paramos num posto de conveniencia a beira da Rio-Santos pra bebemorar a empreitada. A ocasião merecia e com juros, claro. Porém com moderação pro motorista, o q não se aplicava ao carona, no caso, eu. Apesar de já não existirem os estranhamentos nem de cultura nem de comunicação vividos outrora pelos índios brasilieiros com a trupe de Cabral, hj o povo da Reserva Silveiras convive perfeitamente com a proximidade da Rio-Santos, preservando sua cultura de forma simples e direta. Adotando a tática do distanciamento e da resistência a “civilização” plena, até agora conseguiram uma impressionante independência mto bem resolvida. E como em time q se ganha não se mexe a coisa deve permanecer assim por mto tempo. Sendo assim, é improvável q o “homem branco” comum tenha acesso facilitado ao bucólico paraíso q é o Vale do Rio Silvieras. Diferente de parques nacionais, adentrar sem convite (ou na surdina) em território indígena é algo não recomendável pois seus habitantes são imprevisíveis e guardam rancor desde longa data dos chamados “cara-pálidas”, à diferença dos guarda-parques q apenas te aplicam uma multa. Aquela é propriedade particular deles e sabem mto bem disso. A defenderão a qq custo e com força se preciso. E convenhamos, ninguém gosta q invadam seu quintal e perturbem seu sossego. Particularmente, fiquei pilhado em subir o rio até suas nascentes ou até a terceira cachu, mas isso dependerá novamente da boa vontade do cacique ou de nova negociação com as pessoas certas. Dar “cambau”? Nem pensar. Mas é aquela coisa: sonhar não custa nada, assim como o eterno sonho de convivência pacifica entre os povos, seja qual for a tom de sua pele.
  13. Trilha feita em 04/05/2013. Álbum com todas as fotos estão em: https://picasaweb.google.com/110430413978813571480/CachoeiraDoPerequeMirimEPocaoDoCristalVerde?authuser=0&feat=directlink A principio, por ser bate-volta, a intenção era acordar as 5h00 e sair as 6h00, para que pudesse aproveitar o máximo do dia. Porém, como o despertador falhou, acabei acordando somente depois das 7h00. Foi ai que vi que parte do tempo da trip poderia ficar comprometida. Pois até sair daqui de SP e chegar na primeira das trilhas mapeadas, levaria cerca de 1 a 2 horas. Mas até que acordei relativamente cedo (por ter ido dormir cedo na noite anterior). Com a mochila preparada já na noite anterior, tendo que apenas pegar sucos na geladeira e passar na padoca para comprar presunto, rapidamente tomo café e as 8h20 estava arrumando a mala no bagageiro da motoca. Feito isso, zarpei as 8h25 e as 8h40 estava na marginal em direção a rodovia Ayrton Senna, com destino a Boraceia, passando por Mogi. A viagem transcorreu em uma manhã relativamente quente para os padrões do outono, porém com céu totalmente azul e livre de qualquer vestígio de nuvens, confirmando a previsão meteorológica da Somar (do tempo agora) que o tempo só mudaria no dia seguinte. As 9h28, após descer o trecho da Serra do Itapety, cheguei a mogi das cruzes, onde a cruzaria para pegar a SP-98, mais conhecida como "Mogi-Bertioga". Antes de chegar no cruzamento com a linha da CPTM, dei de cara com uma blits da PM, que ao me verem aproximando, um deles acenou para eu parar. Enquanto encostava a motoca, pensei: Espero que não embacem com a aparência da moto, um pouco suja de estrada de terra, com aparência de velha, propositalmente deixada assim para que a mesma não chame a atenção dos bandidos, mas com a manutenção e documentação em dia. Parado ali, entreguei a documentação e o CNH ao PM e como quem não deve, não temes, tudo ok e fui liberado. Porém, não foi rápido: custou 20 minutos do meu estourado tempo. Imprevistos, faz parte. Por ser um sabadão de um fds tradicional e fora de temporada, a rodovia estava vazia, então logo que sai de Mogi, percorri em 25 minutos o trecho de planalto da serra e as 10:13h, já no meio da descida, fiz uma rápida parada para fotos do belíssimo cachoeirão véu das noivas, mais conhecida como cachu do elefante, visto de longe da rodovia, cachu essa que já foi palco de algumas pernadas nas entranhas dessa parte da Serra. Travessia Casa Grande x Guaca que o diga. O céu estava bem limpo e livre de qualquer vestígio de nuvem, o que é raro em se tratando de trecho de serra, porém, ventava muito, com rajadas inclusive. Ventos muito fortes e constantes no geral, indicam a aproximação de uma frente fria, ou seja, sinal que de fato, o tempo iria mudar no dia seguinte. Cachu vista do ponto de refúgio no meio da descida da serra de Mogi-Bertioga. Picada alternativa que sai da rodovia e desce até o Rio Itapanhaú em menos de 30 minutos, onde se faz necessário atravessar o rio e seguir do outro lado a direita até a cachu. Porém, como já tinha perdido muito tempo por ter acordado tarde e pelo fato de ter sido parado na blitz, me limitei a algumas fotos apenas, e as 10:25h, retomei a viagem. Após passar o entroncamento com a Rio-Santos e virar sentido Boracéia, rapidamente cheguei ao Km 200, onde virei a esquerda em uma área de retorno. As 11:05hs, após seguir o roteiro previamente mapeado (com nomes de ruas e caminhos traçados pelo google earth + maps), inicialmente seguindo pela "R.R um", cheguei na tal rua com o nome "R.R.Quatro", entrando pela portaria do segundo condomínio após fazer o retorno. Rua essa que, seguindo reto, dá acesso direto a estradinha de terra que leva a cachoeira do Perequê mirim. Estradinha de terra que dá acesso a trilha da Cachoeira do Perequê-Mirim. Es que as 11:15h adentrei a estradinha de terra e após 4 km, cheguei ao final dela e inicio da trilha da cachoeira do Perequê-Mirim. Após algumas alongadas básicas e preparar a mochila, es que as 11h40 dou inicio a pernada propriamente dito. Bem tarde por sinal, já que previa chegar ali as 8h00. Já no inicio da trilha, noto algumas bifurcações logo de cara, o que me atiçou a curiosidade de espia-las rapidamente antes de seguir pela principal até a cachu. Antes mesmo de iniciar a trilha, vi 2 bifurcações, uma a direita e outra a esquerda. A primeira apenas dava volta por dentro da mata e caia mais a frente, numa outra trilha que termina numa casa, com uma placa dizendo: Proibida a entrada. A outra termina no rio. Já no começo da trilha principal, notei uma placa indicando com uma seta a esquerda: "cachoeira". Enquanto que, seguindo reto, cairia na tal casa. Inicio da trilha Placa indicando o sentido da cachoeira Virando a esquerda pela picada principal, logo de cara, cheguei ao trecho de rio, onde o conforto dos pés secos vai literalmente para o saco, já que a travessia se fazia necessária, pelo fato da trilha continuar do outro lado. Logo após atravessar o rio, dou de cara com mais 2 bifurcações, ambas bem abertas, o que me deixou dúvidas a principio, sobre qual delas seguir. Pois bem, como tenho que escolher por qual irei, resolvo ignorar a picada da esquerda em favor da direita, que segue subindo o rio, já que ia na direção desejada. Trecho de travessia de rio, bem no inicio da trilha. A trilha segue bem aberta e batida, onde noto inclusive algumas marcas de pneu de moto (me perguntei como os caras passaram com a moto pelo aquele rio meio fundo e bem pedregoso naquele trecho, mesmo com moto de trilha). Após a travessia de rio, es que em 10 minutos, passo por mais uma bifurcação a esquerda. Por estar mto bem aberta, assim como a principal, resolvo abandonar temporariamente a picada principal em favor da bifurcação a esquerda, indo por algum tempo nela para ver onde vai dar. A picada segue forte em direção quase oposta a principal, o que me fez pensar que estivesse voltando e poderia cair em alguma outra estradinha. Mas mesmo assim, resolvo ir mais um pouco nela para ver, qualquer coisa, voltaria e exploraria ela depois que passar pela cachu. Porém, não dá nem 5 minutos de pernada e a mesma cai num belíssimo poção natural do rio, de cor esverdeada, enorme, profunda, com a maior parte dela só de areia, com um belo descampado e até uma corda para se pendurar e saltar na agua. Sem nenhuma alma viva no local, o calor queimando meus neurônios e dono absoluto do lugar, não resisto a dar um rápido tchibum nessa belíssima piscina natural. Refrescado e pronto para continuar, noto que a picada que me trouxe até ali vira a esquerda e desce, então resolvo retornar a principal e de lá, seguir até a cachu. De volta a principal, segui por mais 10 minutos e para a minha grata surpresa, cheguei na cachoeira do Perequê-Mirim as 12h25, cujo acesso se dava por uma picada a esquerda, enquanto que a principal seguia rio acima. Na cachu, pausa para mais fotos e um pit-stop, claro. Poção do cristal verde A cachoeira é formada por uma enorme pedra lascada, com cerca de 20 a 30 metros de altura formada por 3 quedas, com um trecho onde é possível até descer escorregando num tobogan natural. Pausa para mais cliques e me deliciar por mais uma sensação de dono absoluto do lugar, já que além do poço do cristal verde, tb não havia nenhuma alma viva na cachoeira. Mesmo com o calor e o astro-rei brilhando forte. A fome dá seus primeiros sinais, então aproveitei a ocasião e mandei ver nos lanches para forrar o estomago e molhar a garganta seca com mais um sucão, acompanhado de algumas barras de cereais e biscoito. Cachoeira do Perequê-Mirim.... Outra queda da cachu do Perequê-Mirim, primeira que é visualizada logo que chega pela trilha.... Vista geral do alto da cachu Com o estômago forrado, revigorado e relaxado, após permanecer na cachoeira por cerca de 30 minutos, es que as 13:00hs, retorno para a trilha principal e continuo em frente, imaginando que poderia dar em alguma outra cachoeira maior. A picada segue o rio acima e após alguns minutos nela, es que chego num trecho onde ela começa uma subidinha mais ingreme, que aliado ao forte calor, várias gotas de suor são tiradas do meu rosto. O estrondo da cachoeira vai ficando para trás e dando lugar ao silêncio e ao sons da floresta, iluminados pelos raios solares.... As 13:15h chego ao uma espécie de mini-represa de captação de agua, onde a picada termina. Explorei o entorno, inclusive o outro lado do rio, e como não encontrei vestígios de uma suposta continuação da picada propriamente dito, cheguei a conclusão que a trilha é só até ali mesmo. Então, as 13:20h inicio o retorno até o final da estradinha de terra, mas não antes de explorar a continuação da bifurcação a esquerda que entrei antes (que me levou aquela mega piscina natural). Seguindo nessa trilha que mais parecia uma estradinha de terra de tão aberta que estava, es que para a minha surpresa, o final dela cai no trecho inicial da trilha principal logo após a travessia do rio. Ou seja, se tivesse optado por ir pela trilha da esquerda, teria caido no poção e depois mais para frente na principal. Após atravessar o trecho de rio e chegar ao final da estrada de terra onde deixei a motoca estacionado as 14h00, inicio o retorno até o asfalto e as 14:20h já estava de volta a Rio-Santos. Agora o destino era seguir para a próximas 2 cachoeiras mapeadas: Cachu do Poço do escorrega e Una, distantes 18 km sentido Boiçucanga, saindo do km 200 até o km 182, onde entraria a esquerda logo após passar uma placa com os dizeres: "Sertão do Barra da Una". Acesso esse que seguindo, vai dar em 2 cachoeiras: Poção do escorrega e Cachoeira do Una. Isso é, se não fosse por dois inconvenientes. Adentrei a estradinha as 14:55h e após percorrer cerca de 2 km, chego a uma portaria e ao tentar passar, um funcionário na guarita e segurança me pararam e disseram que o acesso ali fora restrito somente a moradores ou com autorização de algum deles, por ser um condomínio. Na hora pensei: Condomínio? O lugar mais parece um bairro lindeiro como aqueles de Bertioga do que um condomínio, com estrada de terra, sem placa e nome algum de condomínio. Perguntei sobre a cachoeira e ambos me confirmaram que é por esse caminho mesmo. Então tentei argumentar com o segurança (em vão) que só queria ir até a cachoeira, mas o "Stallone" permaneceu irredutível, embora compreensível, já que o mesmo estava apenas cumprindo a sua função. Frustrado, resolvi deixar para lá por desconhecer um outro acesso (por enquanto) e voltei me perguntando como permitiram a construção de um condomínio numa área de preservação ambiental? Só pode ser condomínio antigo, porque se for recente, alguma coisa está errada ali. Pena que é justamente no caminho onde vai para as 2 cachoeiras. Paciência, faz parte. Felizmente o acesso a Cachoeira do Perequê-mirim tb é feito através de um condomínio, porém de acesso livre, como o do Flamboaty para a trilha da Pedra Grande em Atibaia. Talvez porque tenha cara de ser mais novo e mais afastado dos limites das áreas de proteção ambiental. De qualquer forma, é só um mero achismo. Por ter visto outras estradinhas de terra próximos a esse adentrando em direção a serra, para não perder a viagem, resolvo adentrar e explorar cada uma para ver se não encontrava algum caminho alternativo que levasse até as cachoeiras, sem a necessidade de passar pela portaria de entrada. Mas infelizmente foi em vão, todas que entrei terminavam em alguma casa ou sitio, sem nenhuma suposta picada mergulhando na floresta. De qualquer forma, não procurei aos mínimos detalhes, pois com o horário avançado (eram quase 16:00hs), estava apenas colhendo o preço de ter perdido a hora de ter saído de casa bem mais tarde do que o previsto, dado a falha do despertador em tocar, descoberto depois que não tocara por conta da pilha estar fraca. Durante a volta e como era caminho, me surgiu a ideia tosca de dar uma passadinha na trilha da cachoeira da Perereca para explorar uma bifurcação que poderia levar a tal cachu "Tobogan" da foto, que tive o infeliz azar de não encontrar. A dita cuja é essa: Foto por pclaudemir no panoramio Pelo menos passaram a serrote na trilha do trecho de manutenção das antenas de transmissão (que estava com o mato mó alto e cobrindo boa parte da trilha) e ela virou praticamente uma estradinha de terra: Trilha da "torre 47" e cachoeira das Pererecas: Como não deu tempo e eu não estava nem um pouco afim de voltar no escuro, es que deixo para uma outra vez com mais tempo e as 17:30hs inicio a volta para Sampa (com uma parada para um lanche e reabastecer em Bertioga) e as 19:20h já estava em casa. A Cachoeira do Perequê-Mirim e o poço do Cristal verde são ótimos programas bem família cuja trilha é curta, sendo o maior trecho dela em estradinha de terra até a entrada da trilha, com 4km de extensão, sendo possível ir de carro/moto até a entrada da mesma. Após o fim da estradinha, o trecho de trilha é curta e não dá nem 20 minutos de pernada, tendo a opção da trilha do Poço do Cristal verde, aproveitando uma mega piscina natural com prainha fluvial e áreas descampadas para camping selvagem. Essa é a nossa serra do mar, com opções dos mais variados níveis: Desde as picadas bem abertas e curtas, até as de longas horas e com dificuldades e tempo de percurso bem maior, bastando apenas ter espírito, tempo e vontade de desbravar e explorar cada uma delas. Na maioria das vezes, sempre chegará a algum lugar interessante, desde rios com belíssimas piscinas naturais, pequenas quedas, belíssimos mirantes ou mesmo cachus enormes. Mas tb podem dar em apenas casas ou sítios. Porém, você só vai descobrir "o pote de ouro, prata, bronze ou mero ferro enferrujado" se for até o fim do arco-íris, ou melhor dizendo: Da trilha. Nesse tempo de trilha, aprendi que no geral (com raras exceções), qto mais aberta e batida for a trilha, maiores são as chances dela dar numa cachoeira, mirante, pico etc. Não que as picadas pequenas ou aquelas que você acha que não vai dar em nada, não surpreenda. Mas ai cabe apenas a vontade e disposição de escolher e percorrer cada uma delas (independente do tamanho e do estado de cada picada) no tempo que tiver disponível.
  14. http://jorgebeer.multiply.com/photos/album/305 A TRILHA DO BARRACO DA SANTA Já a algum tempo desejava meter as caras num setor pouco visado da Serra do Mar de Bertioga, mais precisamente entre o famoso Rio Guacá e o extremo oesteda Serra do Juqueriquerê. As dificuldades já começam pela logística complicada de acesso pois esse trecho tá longe de tudo e qq empreitada nesse sentido demanda pernoite selvagem. Neste feriado prolongado, enfim, tivemos nosso primeiro contato da região, q descobriu a bendita “Trilha do Barraco da Santa”, uma picada bem batida q percorre td extensão da borda serrana e pode servir de espinha dorsal pra vindouras futuras explorações da Serra do Guaratuba,inclusive. Contudo, constatamos q esta vereda centenária e desconhecida atualmente é palmilhada apenas por... palmiteiros. Uma primeira trip de reconhecimento onde sequer arranhamos as possibilidades q esta mega-trilha oferece. A culpa é do Ricardo, cujas intenções de se enfiar nas nascentes além da “Curva da Onça” coincidiram (e couberam como luva) com minhas pretensões. Contudo, o voto final pra trip foi a deixa dada pelo folclórico Seu Geraldo sobre a existência duma picada bem batida q tocava na direção pretendida. “Só não sei as condições em q se encontra pq já faz tempo q não vou lá. Mas q ela existe, existe!” , garantiu ele. Esta vereda, segundo o astuto ex-mateiro e atual pau-pra-td-obra, atende pelo nome de “Barraco da Santa” em virtude dum altar rústico q foi erguido pelos mateiros-pioneiros q se enfiaram naquele obscuro e distante setor serrano. Pronto, imediatamente mudamos nosso objetivo: se queríamos alcançar nascentes encachoeiradas além do Guacá primeiramente deveríamos encontrar esta vereda. E assim foi. Fechado! Chegamos então eu e o Ricardo na Balança (km 77 da SP-98) as 9:10hrs, naquela manhã de sexta-feira q se insinuava ensolarada e com bom tempo. Lá encontramos os demais integrantes da empreitada, resumidos à Vivi e o Fabio, q já nos aguardavam devidamente preparados pra trip exploratoria de feriadão. Em tempo: a pernada fora programada pra dois dias apenas, uma vez q a previsão meteorológica desaconselhava td e qq incursão pro domingo. Após ajeitar as enxutas cargueiras e beliscar troços de panettone como desjejum (cortesia da Vivi), iniciamos a pernada pelo asfalto por volta das 9:30hrs. Caminhada sacal e entediante por uma movimentada SP-98, q por conta do feriado tava apinhada de veículos descendo pro litoral (boa parte com pranchas no teto) e nalguns trechos o transito ate se mostrava lento. Entretanto, a medida q avançávamos íamos colocando a conversa em dia na mesma proporção em q nossa vontade de nos embrenhar no desconhecido aumentava gradativamente. As 11hrs chegamos finalmente na famosa “Curva da Onça”, isto é, na ponte sobre o Rio Guacá, q por sua vez se encontra por volta do km 85 da Rodovia Mogi-Bertioga. Abandonamos o asfalto e num piscar de olhos nos pirulitamos sob o decrépito pontilhão concretado, o qual ainda nunca sinal dalgum gde felino ou vestigios da pintada por ali. “Curva dos Despachos” ou “das Garrafas” seria um nome bem mais apropriado atualmente, por conta dos trabalhos e entulhos deixados por algum mendigo na supracitada curva. Descemos então pra baixo da ponte e bem antes de chegar no leito do rio nos embrenhamos num discreto rabicho de trilha subindo a encosta. Esta picada eu já conhecia de outras duas ocasiões (da trip do “Poço das Antas” e da descida do “Alto Guacá”) e seria nosso referencial de acesso à crista serrana inicial. Sabia q no decorrer haveriam trocentas bifurcações no trajeto e a partir dali teríamos q navegar atraves da bússola, carta e alguns ptos previamentes plotados pelo GPS do Fabio. Em tese tínhamos um dia pra ir e outro pra retornar. E como era minha primeira vez na regiao de cargueira sabe-se la onde daríamos naquelas condições. Isto é, seja o qDeus quiser.. Pois bem, a caminada já começou na vertical pois a vereda nos obrigou logo de cara a escalaminhar piramba acima, o q nos deixou imediatamente com suor escorrendo pelo rosto.Após 15minutos verticalizados q exigiram fôlego, pernas e braços de td mundo, alcançamos um ombro serrano onde a pernada aparentou nivelar. O som dos veículos foi deixado pra trás mas foi substituído pelo rugido do furioso Rio Guacá logo abaixo, a nossa esquerda, e dos vários pequenos tributários q são cruzados no caminho. Ou seja, água em fartura. E la fomos nos avançando em ritmo ate compassado e ágil ganhando altitude imperceptivelmente a serra, na mesma medida em q bordejávamos aquela encosta de declividade acentuada. No caminho, os obstáculos se traduziam entre varias bifurcações, onde tomávamos a principal ou q se dirigisse no sentido leste; mas principalmente em muita mata tombada, q nos obrigava não somente a vários desvios como a farejar constatemente a continuidade da picada. Por volta do meio-dia alcançamos uma bifurcação importante (e relativamente imperceptível) ao mesmo tempo em q o som duma cachu proxima toma conta do silencio da mata. Pois bem, na tal bifurcação (em formado de “Y”) o ramo da esquerda tende a se manter acompanhando o Guacá, apos cruzar um pequeno corrego q parece ser detentor de uma cahu se for acompanhado encosta acima. Mas a gente se mantem pela direita q vai no sentido desejado, afastando-se do Guacá e indo de fato pro alto daquela serra divisora de vales. Uma piramba forte é vencida e logo nos deparamos com um simpático riachinho q nada mais é o mesmo mencionado no inicio deste parágrafo. Ali, no alto dos rochedos podemos observar uma bela cachoeira q faz as águas se afunilarem em direção dum belo e vertiginoso cânion rochoso. A partir daqui a trilha acompanha a margem direita do riachinho em meio a muito brejo e charco. Lirios do brejo e voçorocas de belas bromélias ornam este trecho alagado q na verdade é um largo colo serrano. Mas não demora pra trilha cruzar o riachinho logo adiante, onde aparentemetne a picada se bifurca novamente. Aqui tivemos um breve perdido tocando pelo ramo da esquerda e q não levou a lugar nenhum a não ser o leito arenoso de um vale de altitude, sinal q o sentido correto era tocar pelo ramo da direita. Inicialmente bordejamos a encosta seguinte pra depois alcançar definitivamente o almejado topo serrano, q pelas indicações do Fabio estavamos na cota dos 770m. E assim prosseguimos pelo alto da serra, palmilhando seu abaulado topo montanhoso e florestado rumo leste. Frestas na vegetação apresentavam flashes dos vales a nossa volta, mas bacana mesmo foi ter o primeiro vislumbre do litoral, numa dessas janelas. Por volta das 12:50hrs chegamos num cruzamento (q apelidamos de “bifurcação da muriçoca” por motivos óbvios) onde tocamos pra direita e, em tese, ia onde desejávamos. Mal sabíamos q se tivéssemos permanecido na principal (esquerda) teria dado na mesma e seria ate melhor. Pois bem, ao atingir o alto dos 813m dum morro, tocamos por uma discreta picada q tocava pro sul, descendo suavemente a crista naquela direção, supostamente rumo algum vale. No entanto td q é bom dura pouco pois a picada ficou confusa e não tão obvia assim, mas nos levou a um simpático córrego onde tivemos nosso merecido pit-stop pra lanche e descanso, as 14hrs. A pernada prosseguiu na dúvida: eu desejava descer o tal rio; mas o resto aparentemente desejava achar a continuidade da picada. Enfim, eu descobri a dita cuja, mas q não ia no sentido desejado e sim tocava pro norte. E la fomos nos acompanhando a dita cuja, varando algum mato e vendo aparentemente onde ela daria. Decididametne aquela trilha não era a principal e sim uma variante daquela q havíamos abandonado. Mas foi ai q após um tanto terminamos desembocando numa larga e gde trilha percorrendo a crista serrana q conferia com as descrição do Geraldo. Estavamos enfim no “Barraco da Santa” e agora tocaríamos por ela indefinidamente pra ver onde nos levaria. Era um tiro no escuro, mas esse era o espírito da coisa. E la fomos nos num ritmo compassado e continuo pela tal “Trilha do Barraco da Santa”, uma vereda realmente bem obvia e batida q percorre a crista e borda serrana sempre no sentido norte, nordeste e leste, q pela carta corresponde ao setor oeste da Serra do Juqueriquerê. No caminho daquela crista abaulada e florestada, muitos marcos de concreto apenas confirmam estarmos no alto de td e todos, onde breves frestas na mata nos privilegiavam com vislumbre seja do litoral, dos vales ao norte ou dos penhascos q despencam das encostas rochosas a sudoeste. Outra coisa q nos chamou a atenção foi encontrar muito palmito cortado e , logicamente, alguns acampamentos (aparentemente desativados) quase q sequencialmente no decorrer do percurso, tds próximos de pequenos cursos dagua. No ultimo q encontramos, por volta das 15:30hrs, até plotamos sua posição pois alem de agua oferecia ótimo lugar plano pra pernoite, caso a noite nos surpreendesse antes da hora. Ali tb um pequeno e tímido cagado foi a vedete reptiliana q foi metralhada de flashes pela galera, assim como as onipresentes pegadas de antas marcadas pela fofa areia das pequenas prainhas fluviais. A pernada pelo alto prosseguiu sem nenhum problema e o tempo foi passando a pto ate de nem nos perceber isso. Íamos sempre sentido leste, na media, sendo q não víamos bifurcação nenhuma nascer serra abaixo, a nossa direita. E assim mesmo fomos avançando por aquela larga e bem batida trilha, q naquela altura do campeonato era quase uma “highway” em plena Serra do Mar. Mas foi so o sol ir embora e um negrume tomar conta do firmamemto q nos deixou preocupados na sequencia. Trovoes eram ouvidos ao longe e apesar de ser 17hrs não tardaria a escurecer ali, no meio da mata. E assim nossa prioridade deixou de ser percorrer a trilha e sim buscar um lugar decente pra dormir, de preferência com água. No entanto, como andávamos pelo alto da serra o precioso liquido dificilmente seria encontrado, motivo pelo qual teríamos q nos virar com o q já dispúnhamos nos cantis. Felizmente tds estavam relativamente bem munidos, mas isso não nos impediu de ter de racionar durante a noite. Eu tive q me virar com minha modesta garrafinha de 500ml. Resumindo, pouco depois das 17hrs encostamos em definitivo num colo serrano dominado por duas enormes pedras q serviram de tocas ou lapas improvisadas. Imediatametne armamos nosso acampamento não apenas pelo cansaço do dia pegando mas principamente pela iminência de chuva se aproximando: eu e o Ricardo armamos nossa redes enqto a Vivi e Fabio acomodaram sua barraca no único local plano, ligeiramente inclinados. O rugido de muita agua correndo num fundo vale aos sul deixou nossa boca salivando, mas infelizmente teríamos q conformar com o q dispúnhamos e, se bobear, faríamos captações pra aproveitar a agua da chuva q decerto viria em breve. Na sequencia e antes de escurecer demos iniciio ao sagrado ritual da comilança, onde mandei ver uma marmita previamente preparada de casa, enqto os demais colocavam o fogareiro a ronronar: Ricardo mandou ver seu miojão incrementado enqto Vivi e Fabio preparavam um deliciosa capelete a bolonhesa. Não demorou pra eu desabar na minha bendita rede, não apenas por conta do cansaço acumulado mas por conta dos trocentos mosquitos q parece não viam sangue fresco a muito naquelas bandas. Foi ai q as brumas abraçaram o alto da serra, um prenuncio da chuva vindo. E ela veio com força, obrigando td mundo a se recolher a seus respectivos lugares. Pior foi o Ricardo, q mal tinha armado direito sua rede e teve q se mocar, sentado sob a lapa, a espera da chuva parar pra armar direito seu cafofo. Eu comecei a dormir bem, mas não tardou a sentir infiltrações na minha lona. Claro q procurei abstrair, mas qdo senti o traseiro umedecer tentei remediar a situação de alguma forma. E la fora a chuva caindo com força. Claro q naquela hora não dava pra fazer nada a não ser tentar descansar anquelas condições, e assim consegui “dormir relativamente bem” com 1 /3 do corpo molhado e o saco de dormir umedecido. Isso seria fichinha não fossem os mosquitos, q realmente tornaram a noite um inferno, e me obrigavam constantemente a cobrir o rosto, pois ele já tava empolado de tanta picada q levou. Lição aprendida: nunca arme rede sem mosquiteiro. Creio q os únicos q tiveram um sono normal foram o Fabio e a Vivi, embora sua barraca estivesse inclinada. Qdo a chuva parou veio o frio, assim como trocentos vagalumes q cintilaram durante boa parte da noite. O céu ate q abriu frestas da noite estralada, mas o bom mesmo foi qdo surgiu o enorme disco prateado da lua brilhando bem acima da gente. Pra logo depois desaparecer em meio a nuvesn e nuvens de umidade e serração. O sábado amanheceu frio e encoberto, confirmando a previsão meteorológica. Demorei a sair do meu cafofo, principalmente tendo em vista aquela noite interminável mal dormida. Pior foi o Ricardo, q acordou com a cara inchada de picadas parecendo o ET. As coceiras pelo corpo abundavam mas não somente de em virtude dos pernilongos e sim dos carrapatos. Sim, onde tem anta tem carrapato. Mas e daí? Faz parte. Tomamos rapidamente café pq não demorou a voltar a chover forte, e se tem algo q é um porre é ter de desarmar acampamento sob chuva, mesmo q este se resuma a uma simplória rede com lona em cima. Zarpamos dali dando meia-volta na trilha e voltando pelo mesmo caminho, logo depois das 8hrs. Nossa trip de reconhecimento chegara apenas ate ali mesmo. Vontade de seguir em diante e ver onde aquela bendita trilha daria não faltou, mas o mau-tempo e a falta de provisões cunhava somente ate ali aquela trip exploratoria. E isso já tava de bom tamanho pra gente, afinal duvido q mais alguem conheça aquela “rodovia” no alto da serra, a exceção dos palmiteiros. Felicidade foi atingir o primeiro correguinho q vimos pela frente, onde nos deliciamos com o precioso liquido, q nos fez falta durante aquele pernoite perrengueiro. E como era de se prever, a volta foi bem mais rápida q a ida, mesmo estando a trilha mais enlameada, escorregadia, repleta de charco e com abundancia de vegetação tombada por conta da chuva anterior. Tivemos alguns perdidos por conta disso, mas q foram rapidamente sanados por conta da hábil navegação (e plotagem da trilha principal) do Fabio. Dessa forma ganhamos as encostas da Vale do Guacá por volta das 10hrs e, movidos principalmente por inconvenientes e enormes mutucas, chegamos no asfalto da Mogi-Bertioga um pouco antes do meio-dia, onde uma chuva torrencial fez questão de nos ensopar de vez. O entediante e cansativo trecho de quase 6km de asfalto serra acima foi feito a passo de tartaruga manca, sob muita agua. Carona? Naquelas condições e nosso atual estado, impossível. Mas mesmo assim conseguimos finalmetne chegar na Balança por volta das 13:30hrs, onde mudamos nossas vestes e mandamos ver umas brejas e salgados pra repor os liquidos e as energias gastas na trip, q consumiu quase q 34km percorridos, de acordo o aparelhinho do Fabio. E essa foi nossa primeira e perrengueira incursão de reconhecimento pela “Trilha do Barraco da Santa” da qual embora não tenhamos visto sequer sinais ou vestígios das estruturas q lhe emprestam o nome, em compensação nos abriu um gde leque de possibilidades no quesito caminhadas legitimamente selvagens. A trilha, em tese, toca pra leste daquele setor serrano inipterruptamente e uma exploração de td sua extensão demandaria mais dias, como garantia. Outra constatação é q se ela é atualmente percorrida por palmiteiros certamente deve ter algum acesso ao litoral, já q o mais próximo de “civilização” dali vem da baixada e a maior parte destes extrativistas ilegais é oriunda de lá. Isso resultaria numa nova e fantastica travessia rumo a baia de Guaratuba. Isso sem mencionar em super-caminhadas sentido leste, indo, por exemplo, a cobiçada Pedra da Boracéia, o pto culminante da Serra do Mar. E por ai vai. Eis a promissora e desconhecida “Trilha do Barraco da Santa”.
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