Ir para conteúdo

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''mg''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas Rápidas
    • Perguntas e Respostas & Roteiros
  • Companhia para Viajar
  • Trilhas e Travessias
  • Equipamentos
  • Nomadismo e Mochilão roots
  • Outras Formas de Viajar
  • Outros Fóruns

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Ocupação


Próximo Destino

Encontrado 14 registros

  1. Olá! Nós somos Los Estradeiros, dois grandes amigos viajando das mais diversas formas por esse Brasil afora. As vezes de fusca, as vezes de moto, as vezes de a pé e por ai vai. Viajamos SEMPRE com pouca grana, SEMPRE em busca de novas experiências, aprendizados, bons momentos, enfim tudo que a vida tem de bom pra nos mostrar. Temos um sonho de cair na estrada para viver uma longa aventura sem data para terminar. Nos ajude nessa, se inscreva no nosso CANAL NO YOUTUBE, somos meio malucos, mas muito divertidos https://www.youtube.com/c/LosEstradeiros SPOILER: Em nosso canal você vai encontrar VLOG's das nossas viagens, desafios em viagens (como: viajar de apé, viajar de bike), e uma série de comédia, onde nós somos 2 personagens vivendo as situações mais absurdas que você pode imaginar, cinemão de comédia mesmo. Enfim, tem muita coisa boa lá, não deixe de se inscrever Acesse nossas outras redes sociais: linktr.ee/losestradeiros Nossos relatos são DIÁRIOS das nossas viagens, ricos em detalhes das nossas EXPERIÊNCIAS pessoais, perrengues, momentos divertidos e também informações dos lugares que passamos e os CUSTOS da viagem. O relato de hoje vai ser sobre uma viagem que fizemos de FUSCA pela Serra da Canastra MG, nessa viagem conhecemos: - Paraíso perdido; - Capitólio; - Cachoeira Casca D'anta (parte alta e parte baixa); - Piscinas naturais da região; - Cachoeira do grotão. Ao todo percorremos 906km pela região, GASTAMOS UM TOTAL de R$ 844,20 (Sendo: $400 com gasolina, $78,2 com pedágios, $116 com mercado, $150 com camping, $80 no paraíso perdido e $20 na casca d'anta). Para garantir o melhor custo dormimos alguns dias em postos de gasolina e outros em um camping em São José do Barreiro MG, fizemos nossa comida todos os dias. Nessa playlist estão os 4 episódios dessa viagem: DIA ZERO (19/07/19) Tivemos um dia cheio, Gabriel em seu último dia de trabalho pré férias e eu passei o dia organizando as coisas da viagem e o logo do canal "Los Estradeiros", até aí tudo correndo como planejado. Bom, vou começar a nossa história indo direto para o final do dia. Por volta de 19:30, fui para casa do Gabriel buscá-lo, na volta estávamos indo em direção ao posto de gasolina, ainda perto da casa do Gabriel eis que a gasolina do Billy (o fusca) acaba (isso porque na hora estávamos falando sobre gasolina, coincidência ou não, não sei). Bom, tivemos que dar um jeito de voltar pra trás, Gabriel pegou sua moto e foi até o posto buscar gasolina. Depois de muito esforço finalmente conseguimos abastecer. Fomos para casa, chegando lá, mais um perrengue, a gasolina vazou por cima do tanque, tivemos que tirar um pouco em um galão para parar o vazamento. Feito isso organizamos as coisas no carro, jantamos e por volta de 1 am finalmente dormimos. DIA 01 (20/07/19) Acordamos as 5:30 am, tomamos aquele café top e as 7h saímos de casa, nosso destino é Paraíso Perdido em MG, após longos 310 km finalmente chegamos, sem nenhum problema com o Billy. Ao chegar no paraíso, descobrimos que teríamos que pagar, $40 por pessoa (valor fora de temporada), acabei induzindo o Biel a aceitar, pelo lado financeiro não foi nada bom, vamos ter que apertar os cintos, mas por outro lado, que lugar incrível. Grandes cânions em volta, muitas pedras e água para todo lado, várias quedas d'água, um verdadeiro paraíso. No final do dia, por volta de 18h, tomamos um banho e saímos do local, viemos em direção ao posto sul de Alpinópolis MG, e por aqui ficamos, fizemos nossa comida em baixo da janela do banheiro e por aqui dormimos por volta das 22:30. DIA 02 (21/07/19) Acordamos por volta de 5:30 am, tivemos uma péssima noite, porém dormimos mais do que na noite anterior. O carro é muito apertado, mas conseguimos nos ajeitar. Levantamos, tomamos um café da manhã, usamos o banheiro e as 7h saímos em direção ao nosso camping em São José do barreiro, camping tio zezico. Fizemos uma parada no meio do caminho no cânion de Capitólio, mas não sabemos se paramos no lugar certo. Nossa segunda parada foi na cidade de Piumhi para sacar dinheiro, uma cidade pequena mas com uma boa estrutura, porém toda cidade coberta de paralelepípedos. Chegando lá, encontramos um Bradesco e conseguimos sacar. De lá partimos para nosso camping, mais alguns km de estrada asfaltada, após passar por Vargem bonita só terra, estrada toda desnivelada, 20km de terra, após 150km finalmente chegamos no nosso camping, bem próximo a cachoeira casca dantas, um lugar muito bonito. O camping é muito simples, diária de 25 reais por pessoa, 2 banheiros (um deles falta telha) e uma grande área para acampar. Paramos o Billy e acampamos ao lado do rio São Francisco. Montamos nossa barraca, fizemos uma cozinha com pedras, pedaços de árvore e um plástico para evitar vento (a ideia mais sem sentido de toda viagem). Depois disso fomos conhecer as piscinas naturais que tem ao lado do camping. Passamos o dia mais tranquilos, ao final da tarde tomamos banho, por volta de 20h jantamos um Miojo top, depois jogamos um pouco 21 e logo pelas 22h fomos dormir. DIA 03 (22/07/19) Planejávamos acordar às 7:30, porém perdemos a hora, acordamos por volta de 9:30. Fizemos um café rápido, tomamos e fomos em direção a cachoeira casca d'anta. A cachoeira fica a 2km do nosso camping, fomos de a pé, chegando lá mais uma parte do nosso suado orçamento ficou na portaria, $20 para entrar. Fomos em direção a parte baixa da cachoeira, caminhada tranquila, 700m da portaria, um lugar incrível, a cachoeira é muito alta, a mais alta que já vi. Saímos de lá após um tempo e fomos em direção a parte alta, e dale subida, 3km só subindo, muita terra, pedra, mato, barro e tudo que mais se pode imaginar. Cansamos muito, paramos algumas vezes, escorregando outras, mas após 1h30min chegamos lá, na parte alta um rio se forma antes das quedas, de lá se vê tudo, montanhas, até são José do barreiro se vê, bem pequena a cidade. Vimos até nosso camping, bem pequeno lá de cima. Ficamos um pouco por lá, gravamos algumas story no Instagram, para falar da história do nosso projeto (canal no YouTube Los Estradeiros), recarregamos as energias e voltamos. Demoramos cerca de 1h para descer, escorregamos algumas vezes, mas não caímos. Após chegar lá em baixo comemoramos muito, mas nossos pés estavam fritando. Saímos de lá, tentamos pegar sinal no celular, mas nada, seguimos e já a noite chegamos no camping. Tomamos um banho, jantamos, enquanto jantávamos um rato quase subiu na minha perna, foi tenso. Após isso ficamos um pouco no fusca e por volta das 23h dormimos. Hoje está mais frio. DIA 04 (23/07/19) Acordamos por volta de 9:50, tomamos um café da manhã e fomos andar um pouco pela estrada, pegamos um pouco de internet, publicamos as fotos no Instagram do canal e seguimos pela estrada, mais a frente paramos em uma espécie de mirante e lá ficamos por um tempo, só pensando na vida. Passado um tempo um carro parou por lá, eu achei que tinham me chamado e fui até eles, mas eles só estavam vendo a cachoeira, eles riram de mim, o Gabriel riu muito, logo voltamos para o camping. Logo depois fomos almoçar. Hoje o almoço demorou um pouco mais, terminamos por volta de 16h. Lá pelas 17h demos um pulo nas piscinas naturais. As 18h voltamos e fomos tomar banho, depois do banho ficamos no fusca trocando ideia, quando de repente apareceu um cachorro chorando aqui. Passado um tempo projetei a luz da lanterna pela janela para fora do carro para procurar o cachorro e ele estava bem perto da janela, tomei um baita susto, o Gabriel riu muito. Após isso fomos jantar, comemos um miojo e voltamos para o Billy, ficamos conversando um pouco, jogamos um 21 e por volta de 22:30 fomos dormir. DIA 05 (24/07/19) Acordamos as 9h, tomamos um café, depois do café fomos arrumar o telhado do banheiro do camping (negociamos com a Neusa, a dona do camping a diária do dia seguinte, pois não teríamos grana para pagar). Logo depois fomos para a estrada pegar um sinal de internet. Depois voltamos para o camping e fomos para as piscinas naturais (descobri que o rio que passa ao lado da nossa barraca é o da Lagoinha). Ficamos um tempo na piscina, nadamos um pouco, o Biel ficou peidando na água (fazendo bolinhas), depois de um tempo voltamos para o camping para almoçar. Após o almoço arrumamos as coisas no carro e saímos para ver o pôr do sol no mirante. Após isso voltamos, tomamos um banho, gravamos o vídeo de apresentação do canal e fomos fazer a janta. No meio da janta o Biel lutou contra dois mosquitos gigantes enquanto eu protegia o molho e as salsichas, após isso ficamos tirando algumas fotos do céu e por volta de 22:30 dormirmos. DIA 06 (25/07/19) Acordamos as 5:30 AM, hoje tivemos um dia cheio. Após acordar arrumamos as coisas, tomamos um café e saímos do camping. Fomos em direção a Capitólio, chegando na cidade ficamos um pouco na lagoa principal, logo fomos conhecer a Prainha artificial, porém não é um lugar muito legal, um pouco sujo. Após isso fomos atrás de um adesivo da cidade, mas sem sucesso. Paramos na matriz e procuramos algum lugar para passar o dia, até que encontramos a cachoeira do grotão, que se dizia ser gratuita em um site, fomos até lá, cerca de 18km da cidade, sendo 12 de terra, chegamos lá, a novidade, tinha que pagar $15 por pessoa, ficamos tristes pois não tinhamos a grana, como já estava perto do almoço ficamos na portaria e íamos fazer comida por lá. Até que de repente chega um senhor em uma Mobilete (o Pezinho), disse que era o dono, logo começando a conversar com ele, fizemos amizade, expliquei a situação que estávamos sem dinheiro, ele, por ter gostado de nós, liberou nossa entrada de graça. Almoçamos por lá, passamos o dia, logo a tarde pezinho voltou, ficou um tempão lá conversando com a gente, muita conversa boa, na despedida ele explicou um caminho melhor para nós e seguimos, no caminho tinham uns bois e vacas na estrada, mas conseguimos passar. Paramos no mirante dos canyons de Capitólio (não entramos porque tinha que pagar), de lá fomos até o posto sul (o mesmo que dormimos no primeiro dia). Após um tempo lá resolvemos ir até a loja que tem em frente ao posto, uma loja de doces, queijos, etc Experimentamos uns doces, e TODAS as cachaças q tinham lá, saímos meio bêbados e não gastamos nada. Ficamos no carro conversando até a noite, depois jantamos, comemos uns chocolate e dormimos por volta de umas 23h. DIA 07 (26/07/19) Acordamos no posto por volta de 5:20, tomamos café, ganhamos um café preto da galera do restaurante. Por volta de 7h saímos. Chegamos em Jaguariúna as 11h. E assim termina essa longa viagem, foram 7 dias muito intensos pela serra da canastra, dias de novas experiências, de explorar novos horizontes, de fazer novas amizades. E assim fica a lição, permita-se, de a você esse presente de viver novas experiências, viver coisas que nunca imaginou, a felicidade está nas pequenas coisas e é isso que levamos dessa vida. Até a próxima
  2. Bom dia/tarde/noite aos aventureiros e aventureiras. Apesar de existirem dezenas de relatos sobre a Travessia da Serra Fina, creio que, independente de todos compartilharem do mesmo objetivo (completar o roteiro), também possuímos experiências e perspectivas diferentes das situações que planejamos e encontramos, portanto, como os relatos nos ajudaram muito, retribuirei com minha parte, para quem sabe ajudar próximos aventureiros também. Não tem como escapar, a rotina de trabalho dificulta muito os planejamentos para realizar estes desafios. Juntando a temporada ideal + 4 dias de folga seguidos = feriado prolongado. É grupo em cima de grupo. Você sobe em uma árvore e tem gente sentado no galho que você iria sentar, cava um buraco e sai três trilheiros, pega fila para abraçar a árvore, saem 15 pessoas de Robert na selfie (fica parecendo entrevista de político com os papagaios de piratas atrás) e por aí vai. É lotado mesmo e ponto final. Isso é um problema? Não se você for já sabendo isso. É possível curtir e apreciar tudo sim, afinal é melhor uma Serra lotada do que o metrô de Sampa. Eu e minha companheira Mi ingressamos nas trilhas há alguns anos. Como paulistanos, fomos conhecendo as trilhas mais próximas. Subimos aqui, ali e logo começamos a sentir falta de algo mais imersivo. Descobrimos as inúmeras travessias que podem ser realizadas próximo a SP, principalmente nas divisas de MG e RJ. Já que é o desafio que nos motiva, nos preparamos para a Serra Fina, a travessia mais difícil do Brasil, segundo algumas reportagens. Se é verdade, ou não, explicarei ao longo do relato. Feriado prolongado de 9 de julho, no meio do inverno, em alta temporada, nas férias de julho de muitos trilheiros, previsão de maior frente fria já registrada... Pensamos igual no filme missão impossível: altas chances de fracasso, certeza de explosão, é isso, vamos. Chega de introdução, vamos para o relato. Nosso grupo se define em: Rafael, Miriam, Luan e Charles (guia). Roteiro previsto: 1º dia: saída da Toca do lobo - Pernoite no Pico do Capim amarelo ou Maracanã (01h30m depois) - Aprox. 7 km; 2º dia: saída Pico do Capim Amarelo ou Maracanã – Pernoite Pedra da Mina - Aprox. 7 km; 3º dia: saída Pedra da Mina – Pernoite Pico dos 3 estados - Aprox. 7 km; 4º dia: saída Pico dos 3 estados – Pernoite Sampa City Summit - Aprox. 11 km. Total aprox. 33km. Na prática: 1º dia: Saída do Hostel as 07h com o transfer. Chegada no início da subida de barro as 07h30m aproximadamente. Dependendo do transfer, ele te leva uns 500 metros mais para cima, bom negócio se for possível. Começamos a subir e as 08h estávamos no point inicial. A toca do lobo. Todos se abasteceram de água no nível máximo (4L cada), pois precisaríamos de água para o dia e para a janta, já que o próximo ponto de água seria 01h:30m após o Pico do Capim Amarelo, no maracanã. Tivemos uma breve conversa com o guia Charlinho, no qual explicou o roteiro, dicas, perigos, etc. Partimos para a aventura. 🧗‍♂️ Como previsto, você sobe, daí sobe um pouco, sobe ali, escalaminhada aqui, subiu um trecho, subiu outro, daí tem uma subida e você chega onde? No ¼ da subida do dia. Num trecho famoso, o quartzito. Muita nuvem, mas já bonito e animador. Que tal subir agora? Subiu, subiu e continuamos subindo, até que apareceu um dos cartões postais da travessia. O passo dos anjos. Emblemático trecho que mostra toda crista da serra que vinha pela frente no primeiro dia. Só que aconteceu o que previmos, estava com neblina devido a chuva do dia anterior. Não vimos no ângulo tão sonhado, mas conseguimos uma imagem semiaberta depois que passamos. Paramos algumas vezes para petiscar e adivinha? Subimos mais. Daí aconteceu algo que abalou a todos. Estávamos na trilha quando passamos por uma senhora que estava desacordada. Isso quando já estávamos há mais de 2 mil metros de altitude. Ficamos sabendo depois que ela teve um AVC e inclusive saiu no G1 uma notícia sobre isso. Esperamos que ela esteja bem. Um helicóptero dos bombeiros fez um trabalho espetacular junto dos guias que estavam na montanha. Fizeram uma tremenda força tarefa e conseguiram levar a senhora até o helicóptero, que conseguiram pousar NA MONTANHA. Foi um trabalho de extrema competência. Todos ficaram baqueados, mas seguimos em frente. Fica como um adendo para todos. A montanha deve ser levada a sério. Muito importante estar com exames em dia e se preparar, pois imprevistos podem acontecer, infelizmente. Após este ocorrido, fizemos um lanche em uma área coberta por bambus e já fomos recebidos pelos proprietários da montanha, . Os ratinhos. Chegam a ser bonitinhos, pois são pequenos, como hamsters, mas não deixa de ser um rato, eita bicho medonho e travesso. Já notamos que eles estariam presentes na viagem. Também ficamos chocados com trechos congelados que encontrávamos já na subida. Imagine o frio que estava por vir. Chegamos no capim amarelo as 13h. Um local incrível. Já sentimos muito orgulho de ter iniciado essa aventura. Conversamos sobre o planejamento e decidimos ir para o Maracanã, pois seria mais próximo da água e também do próximo destino do dia seguinte. Ao descer o capim amarelo, o joelho do nosso amigo Luan deu uma esperneada, afinal o dia da ascensão exige muito. Decidimos parar em um bambuzal bastante abrigado, chamam de "avançado". Por volta das 15h já estávamos com as barracar montadas e prontos para um por do sol próximo dali. No fim ficamos sabendo que fizemos boa escolha, perceberá o porquê. Pendure suas comidas e lixos em árvores, pois os ratos causam nesse lugar, como em qualquer outro. Tivemos visitas na madrugada que incomodaram um pouco. Inclusive a barrigueira da Mi foi roída , pois havia o sachê do gel (que é doce) usado, então deve ter vazado um pouco. Tivemos de colocar as cargueiras para dentro da barraca. Deixar no avance deu receio. Aproveitamos e usamos as mochilas para colocar a perna em cima nos locais onde dormimos inclinados. Importante nivelar para não ter dores na madrugada. 2º dia: Sair da barraca já foi o primeiro desafio, pois o frio estava insano. Arrumamos as coisas, tomamos o café e iniciamos o dia. Não adianta, a roupa para o dia depende de cada um. Alguns saem igual esquimó e ficam no efeito cebola o dia inteiro, outros já saem com pouca roupa para fazer menos pausa para tirar. Todas as vezes que coloquei blusa a mais eu me arrependi. Assim que o sol aparece você já começa a sentir calor. Protetor solar eu já passo antes mesmo do sol aparecer, pois nessa altitude o sol judia. 40 minutos após o início da caminhada e avistamos o Maracanã. Os grupos que dormiram ali já estavam saindo também. Para surpresa nossa, todos reclamaram do frio. Congelaram todas as águas que eles tinham nas garrafas. Fez -8º no maracanã, surreal. No bambuzal pegamos uns 0º, tivemos “sorte”. ❄️ Reabastecemos em um ponto de água logo após o maracanã. Fizemos um isotônico do Popeye e deixamos 2 litros de água na camelbak para cada um caminhar, visto que antes do ataque ao cume da Mina haviam 2 pontos de água para reabastecer completo. Desde a primeira subida do dia já podíamos avistar nosso objetivo: a Pedra da Mina. Eita negócio alto. Quando você acha que ela é pequena, você se surpreende ao ver o pessoal mais atleta já subindo com as mochilas fluorescentes. Pareciam 1 grão de areia na montanha. Dia mais agradável de percurso, pois são constantes sobe e desce, diferenciando bem do primeiro dia do Everest amarelo . Logo após o primeiro "mini" cume que passamos já tínhamos uma linda vista do Capim Amarelo atrás. E também conseguíamos ver Marins / Itaguaré no fundo. Que show! Quase chegando na base da Mina, fomos para o ponto de água chamado cachoeira vermelha. Incrível o lugar. Água com muito ferro, por isso dos tons avermelhados. Reabastecemos com água para a janta, pois o próximo ponto de água só aconteceria no dia seguinte após descermos a Pedra. Ao chegar na base da Pedra, passamos por cima da mini ponte do rio que cai 🌁. Ali havia um bom acampamento no qual vimos um grupo já instalado para pernoitar. Era um grupo com roteiro diferente. Eles não dormiam nos cumes, fizeram um outro planejamento. Ali tinha o rio com pessoas abastecendo para a subida, mas eu não acho uma fonte muito confiável. O guia inclusive comentou que pode estar contaminado. É ao lado do acampamento, consequentemente os banheiros também devem ser. Se for pegar esta água, ferva e jogue o clorin como precaução, pois dor de barriga ninguém merece . Iniciamos o ataque. Estávamos pesados com a água, mas suportável. Como todas outras subidas da travessia, esta era mais uma bem estruturada. Sempre com degraus “curtos” formados pelas pessoas. Quase não esticamos as pernas na travessia inteira, pois as ascensões eram todas em pequenas “escadinhas” já formadas. Um agravante seria o barro, muito presente na serra inteira, mas como a temperatura estava hiper baixa, os barros estavam congelados, evitando possíveis deslizes dos pés ao subir. Uma boa perspectiva para ver o tamanho da encrenca com as formigas atômicas fluorescentes subindo. Pausa na subida da Pedra com a vista para o Capim Amarelo a esquerda da foto (ponto onde iniciamos o dia). Chegamos no incrível no cume, que lugar sensacional! Sem dúvidas o pico mais legal de toda a viagem. Bem cheio de barraca, pois haviam os grupos da travessia completa, meia travessia e bate a volta pelo Paiolinho, uma opção bem legal de chegar na Pedra da Mina também. O bom é que há espaço para todos, pois mesmo sem ficar no cume, você consegue ficar logo abaixo dele, 5 minutos de caminhada. O Agulhas Negras já aparecia imponente no parque Itatiaia. Que vista! Pegamos um baita pôr do sol, jantamos e fomos dormir. Nessa noite conseguimos uns goles de cachaça e dormimos mais quentes. Já virou um item indispensável para as próximas travessias. O cobertor de litro salva sua noite.🍹 3º dia: Meio congelado, meio vivo. Era mais ou menos nossa situação. Com certeza fez menos que -5º esta noite. Serra fina do gelo!!! Após o ritual sagrado de desmontar, arrumar e seguir, iniciamos a descida pelo lado de trás da montanha, num visual muito show! O vale do Ruah já se destacava no nascer do sol. Os primeiros raios de sol no Vale refletiam o rio de uma maneira diferente, achamos estranho. Quando chegamos perto que entendemos, o rio inteiro estava congelado. Imagine como foi a noite num dos locais mais frios do Brasil. Há quem diga que bateu -15º. E que lugar muito doido, achamos legal demais. Capim Elefante para todo o lado, barro, labirinto, rio congelado... Parecia um filme! Bom momento para se despedir da bota semi limpa. Ali não tem jeito, você vai usar todas funções da sua bota impermeável. Os grupos seguiram e abasteceram a água em umas cachoeiras mais a frente, mas nós abastecemos antes em uma correnteza que passava no meio do vale. Parecia bem limpa e cristalina, afinal é dali que surge a fonte do Rio Verde. Nome fácil de entender, pensa em uma água transparente e limpa! Atenção!!! É aqui o último ponto de água da trilha, basicamente. Coloque água nas garrafinhas, camelbaks, meias, bonés, toucas, etc. 🌊. Saímos com 4 litros e pouco cada um (para caminhada do dia, jantar e caminhada da volta). Foi o suficiente, mesmo fazendo macarrão a noite. Também passamos por mais cristas, muito lindas por sinal, em direção ao cupim de boi. Da pra entender o porquê do cupim de boi. É esta montanha menor que está um pouco abaixo do Agulhas Negras. A montanha a direita é a cabeça de touro. Bem alta e imponente, mas é um passeio a parte. Do cupim, partimos pelas cristas até a montanha mais alta a esquerda, que já é o Pico dos 3 estados. Pedra da Mina ficou para trás... A caminho do cupim do boi a esquerda. Chegando no topo do cupim, fizemos um almoço com vista para o Pico dos 3 estados de um lado e todo o parque do Itatiaia do outro. Vista incrível!!! O Agulhas Negras estava nítido, mesmo há bons km’s de distância. Dica: Levem filtros de lente UV e Polarizados para a câmera. Eu esqueci a minha câmera no transfer, sorte que a Mi tem uma super potente com um zoom sinistro, mas as fotos ficaram azuladas com a luminosidade da altitude. Energias renovadas, partiu 3 estados. Trilha nota 10. Escalaminhadas só próximo ao cume. Nenhuma pernada longa, escalaminhamos porque no final estava mais íngreme e escorregadio, mas não havia exposição. Mais uma montanha top 10 Brasil na listinha pessoal!!! Rolou aquela vida “chata” de bater papo sentado nas pedras do cume, vendo o pôr do sol, tomando um refresco, se preparando para o jantar e rindo dos perrengues da trilha. Depois disso caímos no sono. Noite bem tranquila, local abrigado por capim, então rolou pouco vento, foi bom o descanso. Não esquecendo nunca daquela boa olhada no céu MUITO estrelado e das cidades brilhando bem longe. Que cenário show! 4º dia: Já acordamos naquele ar de: Será que tô feliz por conseguir chegar até aqui? Triste por ir embora? Feliz por chegar perto de um banho? Triste por pensar na rotina de SP voltando? Não tem segredo, o jeito é curtir o momento. E esses momentos são incríveis todos os dias da travessia. Todos têm suas particularidades e belezas diferentes. Nascer do sol de praxe... Despedida da montanha e partiu dia mais longo (11 km). Como diz a Mi, subir é sempre mais difícil, em tudo na vida, mas na serra fina não tem nada fácil. Até o descer é difícil, pois os joelhos já estão cansados dos 21 kms já percorridos e o esforço da constante descida é ainda mais doloroso para os joelhos do que a subida. Mesmo já não estando tão pesado. Tínhamos quase 1,8L cada em média para o dia até a última fonte, que já é próxima do fim. Sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce até que avistamos a última subida da viagem. Até comemoramos quando subimos, pois para quem tem joelho meio abalado, subir é melhor que descer. Chegamos no Pico dos Ivos, mais um dos muitos picos de 2400+ que passamos. Paramos para o lanche, fizemos a selfie da equipe e voltamos para a descida. Se tivesse uma tirolesa do pico dos 3 estados até a fazenda pierre, seriam 2 horas na corda de aço eita descida interminável! Aos poucos a vegetação foi mudando, brigamos com os bambuzinhos (use capa nas mochilas e proteja seu isolante, pois a treta é brava) e a mata mais fechada surgiu. Incríveis bons km’s no meio da mata, show de bola! Nossa água deu na medida. Acabou a hidratação minutos antes da última fonte de água antes da saída. Já batia um sentimento de saudade da montanha. Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, chegamos na mansão do Pierre. Olha só, chegamos! Não, não chegamos. Ainda tinham uns 2 km, eita! Meu joelho, que vinha tão bem, já começou a me questionar o pq eu estava fazendo isso com ele e decidiu resmungar, mas isso ficou de lado e foi só comemorações e orgulho do corpitcho que, apesar de um pouco acima do peso, conseguiu aguentar essa travessia incrível. Chegada... Óbbbbvvviiioo que brindamos com a cervejinha na casa e fomos para o transfer. Pensa numa cerveja merecida! Fim... Vou deixar informações abaixo sobre o que utilizamos. Minha companheira Mi, que a todo momento ficou ao meu lado, foi um exemplo de força, determinação e comprometimento. E claro representando as mulheres, que já são mais fortes e corajosas 💪 por natureza. Senti muito orgulho de poder participar de momentos como esse. Certos ensinamentos e pensamentos só são apreciados de verdade na montanha, quando estamos na hora da dificuldade, na hora da esperança e também na hora da vitória! Luan, um parceiro que surgiu do boteco e com certeza perdurará muitos anos, tanto nas trilhas, como nos botecos também, óbvio. Sempre agradável e solicito, um rapaz de futuro! Charles joelhos de aço, nosso guia atleta, que nos ajudou a todo o momento e deu o suporte que precisávamos. Além de cada dia tirar uma surpresa da mochila para comemorar. Nosso muito obrigado! Um exemplo de que todos nós podemos realizar nossos desejos e enfrentar nossos medos. Menino, menina, homem, mulher, idoso e idosa. Vimos todos juntos nas trilhas, se unindo e se incentivando. Bonito de se ver o respeito, educação e limpeza que os guias pregam para todos, proporcionando uma montanha agradável, limpa e o menos impactada possível. Se você tá em dúvida se aguenta, se é bonito o lugar, se vale a pena... pode parar por aí. Se prepare, se equipe com materiais de qualidade e partiu! A Serra Fina é possível para todos! Equipamentos necessários /// utilizados: · Mochilas cargueiras 70L ou mais. Item primordial, pois temos escassez de água e trajetos relativamente longos. A capacidade e ergonomia precisam ser consideradas com seriedade. Invista na sua cargueira /// Cargueira Deuter Aircontact Lite; · Sacos de dormir conforto 0º ou -5º /// Deuter Orbit -5. Foi mais do que o suficiente. Deu conta dos -9º que passamos. Não vacile com o saco de dormir, pois hipotermia é perigoso de verdade; XXX · Isolante Térmico. /// Naturehike modelo inflável Nylon TPU. Ótimo custo benefício. Isolantes tapetes também são ótimos. Ideal os de 1 cm de espessura, pois o chão é muito frio e úmido; · Bastões de caminhada. Joelhos agradecem! Acho primordial. /// Bastão de Trilha Arpenaz 200 Quechua. Modelo ok, até que aguentou, mas possuem bem superiores no mercado; · Travesseiro. Fica ao critério de cada um. O ideal é inflável para ocupar menos espaço e peso. /// Naturehike dobrável; · Barraca 2 ou 3 pessoas. Quanto mais leve e bem projetada para ventos, melhor. /// Naturehike Cloud 2p. As vezes sentimos falta de espaço, pois eu e a Mi somos relativamente altos (1,83 e 1,70), mas no frio isso não é um problema. XXX · Lanternas de cabeça e de punho. Tem que ter ou vc só funciona até o por do sol. Item obrigatório. XXX / Importei da china, nem sei o modelo, mas vale dar uma investida. · Kits cozinha: fogareiro, gás, panelas, talheres, papel toalha, álcool em gel, pratos, etc. · Botas. Impermeáveis, confortáveis e com ótima aderência (para as escalaminhadas cheias de barros e pedras). Se for nova, amaciar antes da viagem! /// Salomon Mid GTX; · CamelBak ou Garrafinhas. Vai do gosto de cada um. Gosto da praticidade da camelbak, pois você se hidrata sem parar. /// Modelo chinês, 2L. Paguei barato e deu problema na torneirinha. Aconselho investir um pouco, pois perder água por vazamento numa travessia com escassez de fontes não é nada agradável. · Cobertor de alumínio para emergências; · Roupas: Corta-vento, Jaqueta e calça impermeável, camisetas de manga comprida com proteção UV, meias para trilha, luvas (ajudam a escalar também), touca e boné, Buff (proteção UV para nariz, boca e nuca); Tudo de secagem rápida e o mais leve possível. · Protetor solar para rosto e boca. Refeições: Tudo sempre prático, que utilize pouca água de preferência e que tenha alto valor nutritivo. Na próxima viagem levarei ovos para o café da manhã. Desta vez não levei e fez bastante falta. Não fizemos almoço, apenas parávamos e comíamos os petiscos em maior quantidade e hidratávamos com isotônico em pó diluído na água (excelente negócio!!!). Uma boa dica é variar o máximo possível. Fizemos os lanches com queijo e mortadela. O ideal é fazer no mínimo 2 sabores para não enjoar. Também não tomávamos um café muito elaborado, pois acordávamos muito cedo para caminhar e nessa hora o apetite não é dos maiores. Sempre se hidratando o máximo possível. Carregávamos 4 litros de água por dia para cada um. Também ingeríamos algo a cada 1 hora, para sempre manter energia. · Primeiro dia: o Café da manhã no hostel: Bolo de queijo, diversas frutas, sucos e café (caprichado, pois estávamos com o carro ainda); o “Almoço”: lanche; o Jantar: Risoto de queijo, frango em pedaços e legumes. Tudo pré-cozido. o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Segundo dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Jantar: macarrão, molho vermelho, calabresa e bacon; o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Terceiro dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Jantar: macarrão alho e óleo, calabresa e bacon; o Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel. · Quarto dia: o Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café; o “Almoço”: lanche; o Petiscar: 2 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 1 Carb-Up em gel. o Jantar na humilde residência XXX. Guia: Charles Llosa. Muito experiente na montanha, nota 10! - 35 9917 9001 Transfer: Leleco, gente boa, carro 4x4 (necessário) e pontual. - 35 9747 6203 Hospedagem: Hostel e Pizzaria Serra Fina. Falar com Felipe. - 35 99720 3939 Dúvidas só perguntar que respondo. Abraços.
  3. Olá! Deixo um breve relato sobre minha visita à Aiuruoca, sul de Minas Gerais, parte da Serra da Mantiqueira, e que se divide em dois momentos distintos, primeiro visitei o Vale do Matutu e em outra ocasião fui ao Vale dos Garcias, segue o texto. (Janeiro de 2020) Vale do Matutu, Camping O Panorâmico – Aiuruoca - MG. Ah Minas Gerais, esse mundo travestido em estado brasileiro. Aiuruoca resguarda tranquilidade, magia e paisagem deslumbrante nesse lado sul de minas. O destino foi o Vale do Matutu em Aiuruoca e assim acampei no Panorâmico, foram quatro dias de pura paz. Foto: Cachoeira do Fundo - Vale Matutu Após algumas pesquisas feitas sob um efeito da empolgação, pois cada vez que mais lia sobre a cidade mais eu me encantava e mais eu queria visita-la. Há de se falar que as recomendações que escutei também foram cruciais para que eu escolhesse esse pedaço do paraíso que se denomina Aiuruoca. Assim parti de São Thomé das Letras utilizando de transporte coletivo e fiz também uma bela caminhada até este destino. Esse ônibus partiu da rodoviária de São Thomé as 07h30 da manhã, trajeto diário até Caxambu sendo que até a cidade Cruzília a estrada é de terra. Depois se passa por Baependi até chegar a Caxambu. Fiquei em Cruzília mesmo, paguei R$12,50 (Jan/20). Desembarquei as 09h15 e as 09h20 já chegou o próximo ônibus sentido Aiuruoca, essa linha é a viação Sandra que opera e paguei R$17,05 (Jan/20). Em Aiuruoca não se tem uma rodoviária propriamente dita, as passagens são compradas na Lotérica Cibele ou com o motorista mesmo, depende da linha e horário. Ao desembarcar já segui direto pro Vale do Matutu, o plano era chegar ao Camping O Panorâmico, mas antes passar pela Cachoeira Deus Me Livre, que fica no meio do trajeto de quase 11 km entre o centro e o Panorâmico. Assim ajeitei a cargueira nas costas e partiu. Ao pegar a rua à esquerda da igreja matriz, segui diretão até encontrar a estrada de terra. O dia estava bem ensolarado e a paisagem muito bonita, algo pra se ajudar numa caminhada sob o sol. Em seguida, rapidamente um carro parou e, por incrível que pareça, me pediu desculpas rs. Na hora eu estranhei, mas logo um senhor acompanhado de uma moça no volante, me disse que não poderia oferecer carona porque o banco de trás estava lotado de compras. Esse ato realmente me surpreendeu, foi de uma gentileza enorme e que eu nem esperava, poxa eu nem havia acenado. Comentei com as pessoas depois que gostaria de atingir tal nível de gentileza, fica aí uma lição das várias que temos numa viagem. Adiante, consegui uma carona até a Cachoeira Deus Me Livre, que fica um pouco depois do Pocinho, um moço me deixou na porteira que se inicia a trilha (uma subida bem íngreme), agradeci a ajuda espontânea do colega e assim segui pelo pasto de uma propriedade. Logo a trilha se fecha em meio a mata e então veio um córrego pra se atravessar, pós travessia desse rio, a trilha seguiu sobre um tronco de árvore esticado no chão apontando para a esquerda. Então com mais 20 minutos cheguei numa bela queda, com um poço bom para banho. Apesar da mata ser mais fechada o sol batia ali reluzindo todo aquele ambiente. Que cena linda! Ainda consegue-se avistar outras quedas mais acima, meio que escondidas, mas que possuem trilha até lá. Eu não fui devido a cargueira, me joguei foi pra um banho na primeira queda mesmo! Quando voltei pra estrada de terra, continuei a subida de onde havia parado, a presença do sol marcada fortemente até que um ponto de água apareceu junto a uma santa moldada numa curva à direita da subida. Ali refresquei de leve para já logo avistar a estalagem mirante, uma pousada. Um minuto depois consegui outra carona e agora sim fui direto pro camping, um casal muito gente boa me deixou na cara do gol. Camping O Panorâmico Enquanto o Odilon fazia uma breve manutenção em seu carro, eu relatava sobre minha trajetória, assim batemos um papo rápido e fui montar minha barraca. Passei a tarde numa boa, só descansando, pois o dia seguinte prometia e o rolê seria a subida ao Pico do Papagaio (bate-volta). À noite o pessoal que estava acampado se reuniu pra fazer uma janta coletiva, eu nem pude participar devido o meu sono, capotei que nem vi mais nada até o amanhecer do dia, as 05h30. O Panorâmico tem um ambiente agradabilíssimo, cozinha coletiva, um restaurante, um vasto espaço para acampar com diversos pontos de energia e luz. A tranquilidade impera com simplicidade e hospitalidade. Vale muito a pena. Indico demais esse camping pra quem deseja ir ao Matutu. (Site: http://www.opanoramico.com.br/) Legenda: Cachoeira Deus me Livre - Legenda: Um dia lindo de sol Legenda: Chegando na queda - Legenda: Porteira de Inicio da trilha Vou pular de dia, vou pro terceiro de minha estadia em Aiuruoca, pois escrevei sobre o pico do papagaio num texto isolado, mais abaixo. *** O plano foi então ir até a Cachoeira do Fundo, no entanto, eu queria passar pela Cachoeira dos Macacos (3 km do camping), pelo Casarão do Vale do Matutu (acredito que uns 6 km do camping), e então começar a minha trilha. Ao chegar no casarão aproveitei que o Café da Roça estava aberto e comi uns lanches, assim fiquei mais preparado pra prosseguir a caminhada. Eu tinha um relato em mãos pra chegar até a cachoeira do fundo além de uma cópia do mapa da trilha, me ajudou bastante e vou deixar o link no final do texto. Em todo o trajeto identifiquei, em geral, duas bifurcações, todas sinalizadas. A primeira devemos seguir à direita (placa Patrimônio), pois a esquerda chega ao restaurante da Dona Iraci. Por questões de preservação, carro não passa nesse trecho a não ser dos moradores. A outra bifurcação aparece com mais uns 25 minutos de caminhada e tem uma placa mais discreta indicando o caminho à esquerda, do lado direito tem uma casa logo após ter passado um riacho. Agora então é só seguir a trilha, vem uma subida e mais um pouco se chega à Cachoeira do Meio, o barulho em meio a mata fechada aumenta bastante devido o volume de água, é quase impossível passar pela cachu sem percebê-la. Uma escapada rápida à direita e já está na queda. Contudo, para continuar até a do fundo, volta-se para a principal e logo terá uma vista panorâmica da Cachoeira do Fundo que é bem alta. A partir de então não tem erro, é preciso apenas tomar muito cuidado caso queira chegar bem próximo das quedas, a subida é íngreme e de certa forma exige atenção e cautela. Como eu estava sozinho fiquei apreensivo algumas vezes, mas correu tudo ok. Ao chegar lá no meio da queda, pude avistar a trilha que eu havia caminhado e percebi que a chuva já estava caindo por lá. Sendo assim, nem pude fazer muito tempo de contemplação e me pus a voltar. Foi dito e feito, fiz a maioria da volta sob uma chuva bem refrescante e fiquei contente de ter feito a volta na hora certa, pois o trecho mais difícil já havia passado quando me trombei com a chuva. Eu ia até almoçar na Dona Iraci, porém eu estava muito sujo pra entrar no estabelecimento e resolvi passar no mercadinho que fica próximo do casarão pra comprar as coisas pra cozinhar no camping. Enfim, voltei bem de boa com os pingos de chuva me acompanhando bem de leve. Pensa num descanso que tive no camping, apesar da jornada ter sido prazerosa foi bem cansativa. Não seria pra menos, o paraíso deve ser aproveitado de todas as formas seja em atividades ou na calmaria! Pé de Natureza! Mais informações aqui: https://7cantosdomundo.com.br/cachoeira-do-fundo-em-aiuruoca-mg/ Dicas gerais para prática de trilhas na natureza! https://pedenatureza.blogspot.com/2019/01/dicas-gerais-para-pratica-de-trilhas-na.html Legenda: Cachoeira dos Macacos - Legenda: primeira parada do dia Legenda: Entrada do Matutu - Legenda: Seguir à direita aqui (Tia Iraci) Legenda: Agora à esquerda - Legenda: parada na Cachoeira do Meio Legenda: panorama na trilha - Legenda: primeira parte da subida Legenda: Subindo mais e mais - Legenda: Subi até aqui só Pico do Papagaio via o Panorâmico – Aiuruoca - MG Janeiro de 2020 Quais máscaras usamos na vida? Quantas são essas máscaras que cobrem nossas faces, moldam nossas posturas e modificam nossas atitudes? Certamente um pouco que introspecção se faz necessário para desvelar tais respostas, mesmo que não se alcance uma exatidão. O procedimento de, em algum momento da vida, buscar se autoconhecer não deveria ser tido como algo individualista e momentâneo, mas como uma forma de vida. Por vezes, o retorno que se tem de si é de uma pessoa fracassada em sua procura de liberdade, pois se está presa nas emoções e sentimentos reprimidos, e que o auto isolamento acaba por afastar o risco de manifestação dessas repressões. Bom, se caso em algum dia passar por esse tipo de reflexão confusa e um tanto superficial, o fato é que visitar, estar ou até mesmo morar em lugares dotados de magia e boas energias é o mínimo que se pode fazer para amenizar os desequilíbrios contidos no ser. Cada vez que subo uma montanha eu me sinto uma pessoa melhor, são lições mínimas que a cada passo se torna algo enorme apesar de imensurável. Vale lembrar que o Pico do Papagaio faz parte do Parque Estadual Serra do Papagaio e pertence à cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira. O parque abrange diversos municípios tais como Baependi, Alagoa, Itamonte, Pouso Alto e o já mencionado Aiuruoca. Existem algumas trilhas e diversos pontos de base para encarar essa jornada, eu escolhi o Camping Panorâmico, Vale do Matutu, de lá foram 7km até o cume, foi uma trilha bem demarcada, sem muitas bifurcações difíceis, só que com um pouco de inclinação acentuada logo de inicio, mas nada de muito técnico. Acompanhado de alguns mapas do wikiloc, que no caso tirei uns prints pelo celular, comecei a subida as 07h30 da manhã. O tempo aparentava instável, apesar de se ter ainda sol e partes de céu azul. Na real, não é aconselhável ir na época que fui, no verão, pois todos os dias estava chovendo na região e tomar chuva em montanha não é uma boa, sobretudo com o risco de incidência de raios. Sendo assim eu decidi ir devido a uma janela de tempo com sol mesmo sabendo que teria que ficar muito atento a mudanças repentinas no ambiente. No dia anterior troquei um breve papo com o Odilon do camping e uma informação importante que me lembrei foi que logo na primeira parte da trilha eu teria que atravessar uma casa, ele disse que os cachorros latiriam bastante, mas que não iriam me morder. Ainda bem que ele avisou porque se eu não tivesse esse alerta talvez eu desistisse de passar ali rs. A trilha continua como se não tivesse a casa e logo depois uma bifurcação mínima, a da esquerda é a trilha mais demarcada, a outra também sobe e parece uma espécie de atalho, porém mais utilizada pelos cavalos da propriedade. Subida firme durante um tempo e logo já se tem as primeiras vistas da paisagem desse pedaço lindo do sul de Minas Gerais. A vegetação avistada é de Mata Atlântica sendo que mais acima terá a transição aos Campos de Altitude conforme a altitude se eleva. Vale lembrar que se tem um desnível até que considerável nesses 7km de trilha, que se aproxima dos 900 metros. Nisso a trilha continuou revezando por mata mais fechada e algumas vezes passando por pastos. Após 1 hora de caminhada passei a ver a pedra de frente e então ia me aproximando de sua base, logo veio uma placa indicando que faltavam 4,80km para o mirante e assim segui à esquerda. A trilha permanece bem demarcada e agradável, e lógico que fui fazendo as paradas necessárias para recompor o fôlego e as energias. Já próximo da base da rocha se tem outra placa avisando que restavam 3,46km. Bora lá! Legenda: - Legenda: Logo veio uma espécie de portal ou mini gruta que aparece na direita, mas o destino é permanecer na trilha. Uma guinada para a esquerda. Bom, ao analisar o mapa dá pra perceber que a trilha faz um contorno na grande rocha, então, ao chegar à base da mesma não perca essa noção. A trilha se afasta um pouco da rocha. E vai chegar o momento de encontro com outras trilhas e cada vez mais vai unificando o caminho rumo ao Mirante do Papagaio. Eu avistei muita jabuticaba caída na trilha, acho que era isso mesmo, não provei rs. Adiante, eu saí num descampado e com uma vista para duas quedas em meio à montanha, cenário muito lindo sempre a alimentar cada vez mais o fôlego do trilheiro. Depois cheguei nas áreas de acampamento e agora já estou em direção à pedra novamente, trilha demarcada ainda e com algumas placas indicando o caminho certo para cada trilha, que foi muito útil para volta, já que se pode entrar em trilha diferente, sempre vale estar atento. Tanto na ida quanto na volta! Legenda: Quedas ao longe - Legenda: área de acampamento Legenda: Outra área de acampamento - Legenda:chegada ao pico Eis que com 2 horas e 45 minutos eu atingi o Pico do Papagaio com seus 2105 metros de altitude com relação ao nível do mar. O visual estava semiaberto na direção de Aiuruoca, no oposto vinha marcada uma chuva e de fato não demorou muito, enquanto eu comia meu lanche, após ter tirado algumas fotos, os pingos vieram até mim. Não teve jeito e então com uns 30 minutos lá no topo eu tive que voltar. Protegi a mochila e tudo o que não podia molhar e iniciei minha volta, ainda com um lanche na boca. Mantive a calma, pois o trecho final tem umas rochas escorregadias, sempre cautela e paciência. Se necessário utilizar as mãos ou descer arrastando mesmo. Bastaram 15 minutos e a chuva cessou, porém preferi continuar a descida numa boa, já que se tinha essa possibilidade do tempo virar de novo. Com isso pude curtir mais ainda a trilha na volta, bem na calma, e cada vez mais satisfeito de estar ali, a adrenalina da subida já não imperava tanto ali na volta e quando o cansaço bateu eu já estava próximo do camping novamente. Desci com 2 horas e 10 minutos e ainda era 13h da tarde! Então ainda tive um bom tempo pra almoçar, tomar uma bela ducha e curtir o Panorâmico da Pedra alcançada no dia! O desejo que fica então é o de poder apreciar o Pôr do Sol ou o próprio nascer do sol após um acampamento, mas aí tem que ser no inverno mesmo. Por ora é só gratidão e que boas vibrações possam modificar minha vida pra melhor, lógico que sem querer ser ganancioso, mas que eu possa tirar proveito dessas lições implícitas no ato de caminhar em meio à natureza! Cachoeira dos Garcias, Aiuruoca - MG 28 - 30/01/2020 Muito embalado pelo som de Durutti Column (Estoril À noite), fui descansar um pouquinho em meio a natureza de Aiuruoca (novamente). Dessa vez o destino foi o Vale dos Garcias. Parti de São Thomé das Letras bem cedo, pois o ônibus diário sai as 07h30 da rodoviária até Caxambu. No caso eu parei em Cruzília porque ali logo em seguida já chegava um ônibus da Viação Sandra com destino a Aiuruoca. Preço: São Thomé x Cruzília (R$12,75), Cruzília x Aiuruoca (R$17,05). Uma boa caminhada me esperava quando desembarquei em Aiuruoca, lá pelas 11:15 da manhã. Assim, já providenciei de almoçar no restaurante bem ao lado onde o busão para. A comida é muito boa e é self service por R$16,00, lá eu também tinha almoçado da outra vez que estive em Aiuruoca. Depois de muito bem alimentado, inclusive tive que repetir o rango, pois a Abobora tava show de bola, dei inicio a pernada. O sol estralava e meio dia (12h00) eu comecei a seguir o caminho correto. Um pouco antes eu havia tentado uma estrada indicada pelo google maps como um trajeto mais curto pra quem tá a pé, no entanto, essa estrada dava em sítios apenas, se tivesse alguma ligação para a estrada do Vale dos Garcias deveria ser por trilha. Decidi voltar! Não perdi nem 20 minutos e eu já estava orientado, agora ao adentrar a estrada do Vale dos Garcias não tem erro e nem perigo de se perder, enfim o trajeto é sinalizado onde existe necessidade e indica também as quilometragens. Pra quem vai de ônibus de Caxambu x Aiuruoca, pode descer antes de chegar no centro, é bom avisar o motorista ou o cobrador que com certeza saberão informar o local de descida. No mais, é melhor ainda estudar bem o mapa de onde se pretende ir. Acredito que por esses tempos eu tenho me achado um andarilho contente, caminhando por belas paisagens e curtindo minha paz. Mas para ir aos Garcias eu sofri um pouco rs. Foi aí que eu vi o cansaço bater de vez, e uma pena não ter tido nenhuma caroninha no trajeto todo. Bom, sei que era meio de semana, plena terça-feira, e eu tava de chinelo e tal, mas mesmo assim valeria uma carona hein. Sei também que não se passava muitos carros. Enfim, ao todo foram mais de 4 horas camelando sob o sol e muita subida de fato e cada vez mais minha cargueirinha ia aumentando seu peso exponencialmente rs. Ao longo dos 3km iniciais, a estrada se manteve em boas condições, digo isso mais pra quem tá de carro. Apesar de que, no geral, é tranquilo subir a serra até os Garcias de carro. Talvez o último quilometro até a chegada do restaurante é que a situação complica mais. Com quase 5km se chega numa base do Parque Estadual Serra do Papagaio, é interessante para pra deixar o nome e fortalecer a visibilidade do parque. Quando eu passei estava fechado, se não estivesse eu faria um a pausa ali. A partir de então já se começa a ter alguns calçamentos em locais estratégicos para subida, e assim vai se revezando durante a subida. Eu fiz umas cinco pausas, caminhei na mais pura calma, pois não adiantava ter pressa, o jeito era procurar esquecer que se estava exausto. Por vezes eu olhava para trás e o visual esplêndido eu pude apreciar, além do Pico do Papagaio e sua serra se tornar imponente à minha esquerda. Quando passei pela pousada canto das bromélias eu voltei a ficar mais de boa com a caminhada, dali faltava uns 3km ou menos. Com a garrafa abastecida de água novamente, continuei mais energizado a parte final. No último km, já em propriedade do restaurante, desci na calmaria até encontrar com a Camila que me atendeu e mostrou como funcionava o camping. Diária com café é R$50,00 e sem café é R$25,00. As duas diárias eu fiquei sem café, pois o restaurante estaria fechado na quarta-feira, dia seguinte da minha chegada. No entanto, não tive problema alguns os funcionários foram muitos solícitos comigo, no sentido que coaduna com o ambiente natural ao qual eles vivem. Só tenho a agradecer e indicar pra quem quer ficar um pouco em paz. O local é muito bem estruturado e procura se encaixar em meio a natureza preservada, ao invés de eu descrever vá conferir os perfis das redes sociais deles. Posso adiantar que se pode almoçar com vista panorâmica da Cachoeira dos Garcias! A Cachoeira dos Garcias Não liguei pro meu aparente esgotamento físico e, após montar a barraca, segui pra Cachoeira dos Garcia. Lá é tudo muito bem sinalizado e tem suporte (corrimão) para descer a trilha. Bom, ali logo de cara têm duas opções, a queda em si ou ir para a prainha. Nesse final de tarde eu fui pra queda. Controlando minha avidez, mas chegou a minha vez e assim se fez o meu visitar a uma belíssima cachoeira, forte, límpida e constante. Por vezes, direta, remediadora e alucinante. 30 metros de queda livre formando um poço incrível o que se denomina Ribeirão do Papagaio. O meu roteiro era basicamente este e o dia seguinte inteiro eu pude contemplar estas belezas da natureza. O camping é lá no alto da montanha, tem um visu super dez, inclusive ao anoitecer eu via diversos relâmpagos ao invés de estrelas, e não deu outra que a chuva veio. De lei que minha barraca molhou e tive que migrar pra um lugar coberto e largar a barraca, bem na madrugada. Mas enfim, são ossos do oficio e no caso eu sempre carrego um plástico pra cobrir a barraca, porém eu peguei o mais curto e não cobriu por inteira. Ainda bem que dormi tranquilo mesmo assim! *** Amanheceu e lá pelas 07h eu voltei pra minha barraca, dormi mais umas 3 horas e depois parti para a prainha. O sol não estava forte e permanecia a maior parte do tempo coberto de nuvens. Mesmo assim me deslumbrei com o que vi na Prainha. Só não entrei na água, nem me deu vontade. Apenas descansei bastante a meditar naquele templo natural de todas as forças maiores. Adiante, fiz uma trilha e saí em outras quedas e corredeiras. Tudo muito em paz! Claro que tive voltar até a majestosa Cachoeira dos Garcias e não foi só uma vez não, após o almoço também. Também tudo ali bem pertinho e eu já tinha caminhado bastante pra chegar até ali, o jeito foi aproveitar e me energizar positivamente. *** Nada como um dia após outro dia, eis que à noite o céu estrelado se concretizou, não pude deixar de deitar na grama com as luzes todas apagadas e curtir o momento. Eu estava relax no nível máster rs. A volta foi feita ainda sob efeito dessa boa energia emana e concentrada também em mim. O visual pra se voltar a cidade é bem mais de tirar o fôlego e ainda mais o dia estava amanhecendo. Que show! A cada passo se descobria mais toda a serra do papagaio, agora à minha direita e por vezes na minha frente. Se eu comecei a pernada um pouco antes da 06h00 da manhã, as 09h00 eu já estava tomando o café da manhã na padaria de Aiuruoca. Ah e têm dois horários de ônibus pra Caxambu, um as 10h00 (Viação São Cruz) e outros as 11h15 (Viação Sandra), R$19,00! Me parece que Aiuruoca não está com um turismo massificado, não sei o que os locais acham, mas acredito que seja bom, apesar de o turismo movimentar a economia, mas nem tudo é dinheiro, é bom manter o equilíbrio em tudo! Pé de natureza, até! Fotos: Legenda: Cachoeira dos Garcias Legenda: vista do camping - Legenda: prainha garcias Legenda: prainha garcias - Legenda: após breve trilha Legenda: um dia assim - Legenda: Continuação garcias Legenda: casa maneira - Legenda: de volta no amanhecer Legenda: Serra do Papagaio - Legenda: bem sinalizado
  4. Rancho Wind Inn e Cachoeiras do Túnel e Itagyba em Delfim Moreira - MG Feriado de 15 novembro, previsão de tempo bom, então bora viajar! Dessa vez o convite veio do meu primo Fepa. O destino seria Delfim Moreira em Minas Gerais, lugar ao qual o Fepa já havia visitado outras vezes e sempre me relatava o quão bom era lá. Lugar de pura paz e boa vibe em meio à roça do sul de minas gerais. Delfim Moreira se situa na Região de Itajubá e fomos de carro seguindo pela via Dutra e um trecho da Carvalho Pinto. Foi uma viagem de um pouco mais de 4 horas de duração saindo de São Paulo, capital. Passamos então por Arujá, Jacareí, Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá, Loreta e já perto de Delfim Moreira, fizemos uma pausa pra lanche em Piquete. Lanchonete bem legal e com lanches bons, assim já juntamos meio que um café da manhã e um pré-almoço. Não me recordo o nome da lanchonete agora, mas é bem na entrada da cidade. Logo depois, a subida da serra começou e assim pudemos ir apreciando cada vez mais o visual da serra abaixo. O Rancho Wind Inn se encontra a 2km do centro de Delfim Moreira e ao chegarmos fomos recepcionados pelo Tuia, dono do estabelecimento. O Rancho Wind Inn inspira tranquilidade desde o primeiro contato, é composto por algumas Casinhas da Roça e uma área para Camping. Por vezes, funciona o Bar do Vento, com seu ambiente meio rural e meio alternativo, uma ótima pedida pra curtir e relaxar numa roda de amigos onde se flui boas vibes e bons papos. Tem área para fogueira num ambiente bem arborizado, com flores e uma vista para as montanhas. Mas, para além de tudo, existem dois diferenciais, uma vitrola onde se pode ouvir diversos discos com música boa e variada. Outro diferencial é o atendimento do Tuia, que nos deixa bem à vontade com sua recepção. Paguei no camping R$45,00 (nov/19) onde se teve incluso um café da manhã mega especial com produtos frescos diretamente da roça! Mapa da Entrada pra estrada do Rancho: https://goo.gl/maps/sJYYsiPPjY7nW3Lo9 Página do Rancho: https://www.facebook.com/Rancho-Wind-Inn-1000026003472797/ Foram duas noites que se passaram voando, no entanto, conseguimos nos carregar com um pouco dessa atmosfera rural do sul de minas. No primeiro dia nos pusemos a relaxar no próprio rancho, só saímos mesmo pra dar um rolê pela cidade e almoçar. Um almoço super bom, saboroso e de tempero tipico de minas. (R$15,00) foi onde almoçamos nesses dois dias. Legenda: visual dos arredores - Legenda: corte de cabelo Legenda: vários discos e paz - Legenda: Caminhada na cidade No segundo dia acordamos cedo, a mesa já estava forrada com muitas delicias para o café da manhã. O sol já pairava lindo sobre nossos corpos e por toda extensão de Delfim, daí então foi a pedida para fazermos um rolê pelas cachoeiras mais próximas. O Fepa estava no comando do roteiro, pois ele era o conhecedor da região, e assim ele decidiu visitar primeiro a Cachoeira do Túnel. Distante uns 8km do camping, ao sair da estrada que leva ao rancho, dobramos a direita para acessar uma estrada de terra e numa bifurcação à esquerda seguimos o trecho último até a cachoeira. Nessa bifurcação contem uma placa, é bom manter a atenção. Para melhor orientação segue o link do google maps: https://goo.gl/maps/t9p4CxrWCzF9a8Rj9 Ao chegarmos no ponto certo, exitem duas trilhas a se seguir, é bom fazer as duas, uma de cada vez. Nosso caso fomos no da direita primeiro, que é uma queda maior e não chega a passar pelo túnel, já na segunda queda, no qual pegamos a trilha da esquerda da estrada, lá sim tem que se passar por um túnel, é um trajeto curto, mas que é bom fazê-lo bem de boa. Ambas as quedas são ótimas para banho, volume bem tranquilo das águas e é possível também se refrescar sob a cachoeira de fato. Renovador e massageador natural e de graça. é só preservar para manter, na nossa experiência trombamos uma área bem limpa, e tomara que as pessoas que frequentam mantenham essa premissa. Legenda: Cachoeira do Túnel - Legenda: Lado oposto cachu do túnel Legenda: a pose dos primos - Legenda: após atravessar i túnel Em seguida, partimos para a Cachoeira Itagyba, agora então voltamos sentido o centro da cidade e de lá tomamos o caminho de 1km até a porteira da cachoeira. Nessa trilha logo se aparece diversas placas de propriedade particular (Fazenda Bartira), e assim parte da trilha estava bloqueada, pudemos ver a cachoeira de longe e mesmo assim não íamos nos banhar nela pois possui um volume bem forte de água, todo cuidado é pouco. Ficamos nos perguntando e levantando respostas sobre o que deveria ter acontecido para o bloqueio. No almoço, foi nos informado que algumas pessoas estavam fazendo churrasco na beira da cachoeira e de seu leito, assim tentaram inibir de alguma forma essa prática. Contudo, a queda é bem linda e dá uma dimensão da força da natureza. Mapa: https://goo.gl/maps/GEm5wrTTPBZLeAoz6 Nosso rolê estava feito, agora mais do que nunca aquele ambiente do Rancho Wind Inn nos cairia como uma luva para passar uma tarde e noite de muita paz com os amigos de verdade! Não preciso nem falar que esse tipo de rolê fica marcado de fato por um longo tempo. Essa é minha busca na vida, na medida do possível viver dias agradáveis pode ser fruto de muita reflexão e saber o que se quer para a vida. Por vezes vale parafrasear o ditado popular de alguns mochileiros: viajar não é gasto, é investimento! Obs: Delfim Moreira está próximo de Marmelópolis, tenho um relato de Marmelópolis aqui, além de se ter diversas outras cachus em Delfim (Ninho da Águia, e Fazenda boa Esperança), pode-se também esticar até a cidade do Marmelo. É nóis. Bons ares! Legenda: Entrada para a cachoeira Itagyba - Legenda: Cachoeira Itagyba Legenda: Água com seu leito Forte
  5. Luminárias: Cachoeira do Mandembe + Cachoeira Pedra Furada (ônibus e a pé) (02/02/2020 a 05/02/2020) Localizada no sul de Minas Gerais, Luminárias é um município que faz parte do antigo caminho da estrada real e possui, assim, diversas Cachoeiras cercadas por uma região montanhosa. Apesar de todo o potencial dessa cidade, não aparenta ser tão visitada quanto São Thomé das Letras e Carrancas, que são alguns municípios limítrofes, e que recebem um maior contingente turístico do que Luminárias. Bom, então partindo de São Thomé das Letras, eu fui fazer uma visita a esse lindo e tranquilo lugar. O transporte foi o coletivo mesmo e para ir aos atrativos eu encarei a estrada na caminhada. Numa boa, na paz! Fiquei hospedado na Pousada Vó Vevinha, no centro de Luminárias. Pra almoçar eu fui ao Restaurante Padre Bento, comida boa e é self service! O roteiro foi bem simples: Um dia na Cachoeira do Mandembe e outro dia na Cachoeira da Pedra Furada, lembrando que fiquei com muita dúvida pois queria ir pra região da Cachoeira Serra Grande, mas ficará pra próxima ida! Como Cheguei Embarquei no ônibus da Viação Coutinho saindo de São Thomé das Letras rumo a São Bento Abade, o horário foi o das 13h15, era domingo. Cheguei em São bento as 14h e o próximo ônibus que me levaria pra Luminárias só passava as 18h, a viação é a Trectur. Bom, aproveitei a tarde de domingo nas lanchonetes, bares e na praça de São Bento. Enfim, cheguei em Luminárias as 18h45 e a pousada já é na rua do ponto final da linha. Foi tranquilo! (Legenda: Cachoeira do Mandembe I - Luminárias - MG) Cachoeira do Mandembe Distante menos de 8km do centro de Luminárias, a Cachoeira Mandembe é linda e de fácil acesso, possui pelo menos duas quedas e alguns poços para banho. As quedas não são grandes, mas são bem agradáveis e com água cristalina. Não há necessidade de se fazer trilhas extensas, pois se está bem próxima da estrada e dos dois lados da estrada se tem quedas. Vale a pena demais. Vou dizer como foi minha caminhada até lá! Acordei cedo, tomei café da manhã na pousada e já segui pro destino do dia. Conferi se o celular estava com a bateria devidamente carregada, até porque o mapa da cachoeira estava nele e seria minha referência. No caso fiz umas cópias do mapa do google e de trackloc com uma aproximação bem boa pra não se perder na caminhada. As 08h eu passo pela placa que indica a estrada para Cruzília e Cachoeira Mandembe, na Rua Prefeito Antônio Furtado. Segui direto até chegar na Estrada do Areião, com isso já veio uma ladeira pra subir numa boa e após ter subido o morro me deparei com a primeira bifurcação, tomei à esquerda pois na direita eu iria pra estrada da torre. A partir de então começou uma descida! Nisso já era 08h40min. (Legenda: Rua Prefeito Antônio Furtado - Legenda: tomei à esquerda) Mais 15 minutos e encontrei outra bifurcação e tomei à esquerda novamente! Tinha até uma espécie de barricada na via da direita, acho que muita gente se perdia ali. Mas enfim, segui mais 10 minutos e tomei à esquerda novamente! Passei por umas casinhas que na ida não tinha ninguém ao redor, mas na volta eles me cumprimentaram, com aquele ar bem receptivo. Eu já tinha passado por diversos pastos, o visual das montanhas era lindo e com algumas tonalidades de verde, por vezes eu via as pedreiras trabalhando e deixando suas marcas nas montanhas! Não se passava muitos carros, passaram algumas motos e caminhões carregados de pedras. (Legenda: esquerda novamente - Legenda: outra esquerda) As 09h15, ou seja, 10 minutos depois da última bifurcação, eu continuei à esquerda e a partir de então segui pela estrada de terra sempre na principal até chegar numa ponte, vejam bem, ponte é ponte não é mata burro rs. Na ponte já é a Cachoeira Mandembe, daí é só escolher o lado que quiser visitar primeiro. Eu desci pra direita primeiro, depois subi pra esquerda! (Legenda: seguir direto! - Legenda: tinha uma cobra no meio do caminho) (Legenda: Cachoeira Mandembe, direita da ponte) Curti numa boa paz aquela queda, o sol começava a aparecer naquele poço, pois já se ia passando das 10h00, arrumei uma “cama” natural bem em frente a queda e lá fiquei por um tempo. Depois segui o leito do rio, que estava tão calmo e reluzia o sol numa beleza imensa, assim fui até encontra uma confluência com um rio bem turvo e então eles seguiam junto virando a direita. Voltei, e fui pro outro lado da ponte! (Legenda: placa da entrada - Legenda: parte da esquerda) Foi então que me surpreendi mais ainda, formando um poço enorme e muito cristalino e límpido, não sei como explicar direito, mas ali fiquei bem contente, sensação ótima de estar ali e como era meio de semana, eu era dono do lugar por alguns instantes. Até nadar eu nadei, mas tem uma parte do poço que é bem funda, sempre bom ter cuidado! Em suma, assim foi o meu dia. Voltei pra pousada numa caminhada agradável, totalizando uns 16km no dia. Almocei e fui relaxar escutando o barulho da chuva! MAPA Google (https://goo.gl/maps/mQk1pY49XZ2Le9db7) (Cachoeira Pedra Furada, Panorama das quedas!) Cachoeira da Pedra Furada Chuva fina pela manhã, tempo nublado e um frio de leve. Assim começou o dia 04/02, uma terça-feira. O meu programa era ir até a Pedra Furada e fui. Tomei um café da manhã sem nada de pressa e antes das 08h30 o tempo sinalizou, vá! Conferi o que tinha que levar e nesse dia a caminhada seria de mais 9km até o destino. Dessa vez segui pra Rua João Ferreira Diniz e assim mudou de asfalto para estrada de terra. A ladeira veio novamente como no dia anterior, mesmo sendo outro caminho. Em resumo, a primeira bifurcação apareceu depois de 1 hora de caminhada e fui pra direita! Tem uma placa tímida nessa bifurcação, mas na foto se vê como é. Mais 10 minutos e teve outra bifurcação, dessa vez segui à esquerda, pois direto ia rumo a Fazenda Palestina (tem placa mas já tava apagada). (Legenda: festas tradicionais e natureza - Legenda: chegando estrada de terra) (Legenda: seguir pra direita - Legenda: agora pra esquerda) Menos de 10 minutos e mais uma à esquerda, que na verdade não se sai da principal, nessa bifurcação teve uma placa indicando que a Cachoeira Pedra Furada estaria a 3km dali. Assim segui e voltou uma leve subida de serra. Mais 40 minutos de caminhada e veio outra bifurcação, fui à esquerda e então já estava quase lá. Com mais 20 minutos andando, eu cheguei na Cachoeira. Tem um estabelecimento lá, pois é propriedade particular e cobra-se uma taxa de conservação de R$5,00. Como não tinha ninguém cobrando nesse dia eu desci direto e qualquer coisa na volta eu ia pagar. (Legenda: seguir esquerda, falta 3km - Legenda: à esquerda, já tá chegando) Mais um lugar sensacional, superou a expectativa. Mesmo com o céu nublado a paisagem estava bela. São várias quedas ao longo do complexo Pedra Furada, tem algumas trilhas e vale a pena fazê-las para obter diferentes ângulos de mais um pedaço do paraíso. Novamente eu estava sozinho no local e pude ficar bem em paz. Acho que não preciso nem me alongar nas descrições, mas só por esses dois passeios que fiz deu pra perceber que Luminárias vale muito a pena e mesmo para quem esteja de carro, um fim de semana ainda é pouco. No entanto, se essa for a possibilidade de ir por que não ir? Fica a dica! Quem sabe em breve eu volte pra ir ao Complexo de Cachoeiras Serra Grande e esticar até Carrancas... Pé de Natureza! - De São Thomé até São Bento Abade Horário ida: 13h15, preço R$8,75 - De São Bento até Luminárias Horário ida: 18h00, preço R$10,50 - De Luminárias até São Bento Abade Horário volta: 07h00, preço R$10,50 - De São Bento até São Thomé Horário volta: 07h50, preço R$8,75 Maiores informações de horário é bom ligar para a Viação Coutimnho e a Viação Trectur. - Pousada Vó Vevinha: Diária com café da manhã, R$60,00 - Almoço no Restaurante Padre Bueno: R$17,00 self service - Ótimo pastel na lanchonete de frente a Vó Vevinha. - São bento Abade tem algumas lanchonetes legais também!
  6. Boa tarde. Tenho interesse em realizar a travessia da Serra Fina no feriado prolongado de 6 a 9 de julho. Por enquanto sou eu e minha esposa. Talvez mais 2 colegas. Encontrei algumas agências que já possuem pacotes, mas o valor está um pouco acima do planejado (acima de 1k), portanto caso alguém esteja formando um grupo, queira formar um grupo ou que conheça um guia experiente, mande um oi o/ *** Edit: conseguimos formar um grupo com guia especializado no local e possui 1 vaga. Valor bem mais em conta que por agência. Interessados me mandem msg. Abraços.
  7. Boa noite galera, tudo bem? Dia 18 de Maio estarei indo para Pedra da Mina, pela fazenda serra fina! Li alguns relatos por aqui mas alguém te mais alguma dica algo pra agregar? Alguém estará indo pra lá também nessa mesma data? Abraços!!
  8. Já a algum tempo Ibitipoca, distrito do município de Lima Duarte, estava entre os destinos que eu tinha como prioridade para fazer uma visita, ou melhor, para conhecer o lugar e ver se era tudo aquilo que falavam em relação as belezas naturais do lugar. Estava focado nas trilhas do Parque Estadual do Ibitipoca. Após fazer uma pesquisa sobre as pousadas, resolvi ficar na Pousada das Bromélias (R$150 com bom café da manhã), que é a que fica mais próxima da entrada do parque, cerca de 10min caminhando. Então no dia 28set18 saí de casa, do bairro de Realengo RJ, às 06:00h, após tomar um farto café da manhã, pois pretendia chegar a pousada e de imediato seguir para o parque para fazer dois dos três circuitos.Eu faria o Circuito das Águas e o Pico do Pião, que eram os menores, e no dia seguinte faria a Janela do Céu, que é uma trilha maior que as outras duas. Eu disse que faria e fiz, mas, alguns contratempos atrapalharam e dificultaram um pouco. Como disse anteriormente, saí de casa às 06:00h e peguei a BR 040 (RJ/BH), paguei três pedágios de R$12:40, segui até a placa que indica "Lima Duarte, Caxambu,São Lourenço", cerca de 200km de onde saí. Como indicado na placa dobra-se a esquerda pegando a mesma BR voltando, mas logo a uns 200m a frente vira a direita na BR 267, que apesar de ser uma rodovia de mão dupla, é muito bem conservada e sem pagamento de pedágio. Cerca de 50km depois cheguei na cidade de Lima Duarte. Cidade pequena e com várias placas indicando o caminho para Ibitipoca. A estradinha de 27km estava em boas condições, tendo uma parte sem asfalto e outro trecho com lajotas. Cheguei ao centro da Vila de Ibitipoca, que resume-se a uma rua com cerca de 200m onde fica todo o comércio do local, ou seja, barzinhos, restaurantes, padaria, mercado, etc. Três km a frente fica a entrada do parque. Cheguei pouco antes de 11:00h, fiz o check-in e pretendia fazer um lanche na própria pousada e partir de imediato para o parque. O primeiro problema: a pousada não serve refeições e nem lanches. Sem problemas. Lembrei que no interior do parque tem um restaurante e resolvi que lancharia lá. Este foi o segundo problema. Ao comprar o ingresso (R$20,00) o porteiro informou que o restaurante estava sem funcionar a algum tempo com problemas de licitação. Outro fato que me chamou a atenção foi quando pedi um mapa no Centro de Visitantes, com o roteiro das trilhas, e o atendente falou que não tinha, que tinha acabado e não foi reposto. Este atendente foi muito solícito comigo, tentando me explicar em um mapa na parede o roteiro que eu faria. Cheguei a conclusão que o parque, assim como outras coisas públicas, encontra-se sem recursos para manutenção. Resumo: estava sem lanches e somente com o café da manhã. Mas, como gosto de desafios, resolvi fazer o Circuito das Águas e ver minhas condições físicas para fazer o Pico do Pião, que é uma trilha bem mais puxada em subidas e mais longa. Estava levando somente uma garrafa de 1,5l de água. Como as atrações do Circuito das Águas são bem próximas umas das outras, ainda eram 13:00h, e eu estava empolgado, falei; "_ Nada como um bom desafio, vou subir o Pico do Pião." Subi. Não me arrependi, mas também não é tão legal como eu imaginava. É um local sem muitos atrativos, com muitas subidas bem íngremes, sendo os principais atrativos a ruína de uma capela e a visão 360º. Quando estava chegando lá, comecei a sentir os efeitos da falta de alimentação e fiz a última subida na raça. Fiquei no cume uns 15min tirando fotos e descansando. Como para descer dizem que "todo santo ajuda", pode até ajudar mas meus joelhos dizem que não, rsrsrs, cheguei a portaria sem maiores problemas por volta das 16:30h. Como a pousada fica bem próximo ao parque, cheguei rapidamente, assim como rapidamente tomei um banho, peguei o carro e fui para o centro (3km) para almoçar, estava morrendo de fome. Tem algumas opções, mas escolhi o lugar onde você se serve a quantidade desejada, com direito a dois pedaços de carnes (frango, peixe, carré), ao preço de R$18,00. Comi como se fosse um rei. Boa comida com preço honesto. Passei no mercadinho e comprei uns petiscos para comer a noite na pousada, bem como água para a trilha do dia seguinte. Não consegui dormir muito bem como de costume, apesar do conforto da cama, mas deu para descansar bastante. Acordei cedo, tomei um bom café da manhã na pousada, com bastante variedades, e segui para o parque, que abre as 07:00h. Minha missão era fazer a trilha da Janela do Céu, cerca de 15km ida e volta. A temperatura estava agradável, levei meu 1,5l de água, e o sol sumia constantemente entre as nuvens. Na primeira metade do percurso é só subida, com alguns atrativos (cruzeiro, grutas), depois tem uma descida acentuada constante, que logicamente vai se transformar em subida na volta. Fiz esta trilha calmamente e antes das 10:00h já estava na Janela do Céu. Lugar lindo. Transmite uma paz inimaginável. Deve ser porque eu estava lá sozinho, só escutando o barulho das águas e o canto dos pássaros. Deu para refletir muito sobre como faz bem você estar num lugar desses, curtindo a simplicidade e beleza da natureza em contraponto as pessoas, que cada vez mais, e por mais tempo, se colocam na frente de um computador, sem nem pensar em interagir com a natureza. Após a Janela do Céu você não pode deixar de seguir um pouco mais a frente e encontrar a Cachoeirinha. Vale muito a pena. Passei um tempo na cachoeira e depois dei início a volta. Agora o sol estava inclemente. Como abasteci minha garrafa de água na cachoeira, a volta foi tranquila. Na volta foi que encontrei alguns casais que estavam indo para lá. Cheguei na pousada perto das 13:00h. A tarde fui ao centro para almoçar, comprei o tradicional pão de canela da região, que várias residências vendem e voltei para pousada. No dia seguinte após o café da manhã, fiz meu check-out e segui rumo a Teresópolis onde faria as trilhas baixas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, mas isso é outra história...
  9. Fala aí, pessoal! Queria compartilhar com vocês o vídeo blog que eu fiz da expedição para a Canastra que fizemos no começo do ano. Foi uma expedição de cinco dias, incluindo nossa ida de Atibaia e também o dia de volta. Percorremos na Serra da Canastra quase 400 quilômetros de estradas de chão em alguns trechos bem complicados, na Serra Branca. O trajeto foi: Atibaia para São João Batista do Glória, São João Batista do Glória para São José do Barreiro (via Vale da Babilônia e Serra Branca), São José do Barreiro para São Roque de Minas, São Roque de Minas para Cássia (Via condomínio de Pedra, Delfinópolis), Cássia para Atibaia. Conhecemos ainda a Casca D'Anta (parte baixa e parte alta), a nascente do Rio São Francisco, a linda cachoeira do Fundão, os famosos currais de pedra, além da garagem de pedra. A viatura da viagem foi uma Toyota Hilux SR5 2000! Ao longo do vídeo eu passo várias dicas. Espero que gostem. Para os que tiverem uma disposição maior já me dá uma ajuda e se inscreve no canal: https://goo.gl/3oUPyC
  10. Somos um casal de Noivos de 22 anos, e estamos largando tudo aqui no Rio de Janeiro para fazer um mochilão pelo Brasil. Nosso primeiro destino é MG. Queremos ficar mais tempo acampados (de preferencia em lugares que não pague) Alguém tem algumas dicas de segurança, lugares.. etc? Queremos percorrer a maior parte do caminho de carona, alguém consegue me dizer em que trecho do Rj seria legal pra pegar carona para chegar ao meu destino? Estamos com pouca grana, vocês sabem se pelo brasil conseguiriamos alguns bicos em restaurantes , hostel ou até vender alguma coisa na rua para ajudar a custear nossa viagem? Podem nos ajudar a economizar? Que dicas vocês tem para não gastar muito (quase nada) Estamos cansados dessa monotonia. Estamos com medo, mas muito curiosos e ansiosos para começar já a nossa expedição! Nosso email pra contato e dicas > [email protected]
  11. Viagem a R.P.P.N. Alto da Boa Vista do meu amigo Helvécio, uma escalaminhada de difícil acesso, mais com um visual recompensador no final, eu recomendo subir e passar uma noite la no topo, pois tanto o por do sol como a alvorada são lindos vistos lah do topo, com uma visão de 360°. Subir bem preparado p o frio e vento, não levar mto peso, levar no mino 2 litros de água, no caminho "não tem água", se possível levar alimentos que não precisão de fogo, la também não tem lenha e não pode fazer fogueira, então a noite eh fria e úmida, tem um bom local para abrigar no máximo 3 barracas, a serra fica no município de Descoberto MG, uma estrada de fácil acesso sendo boa parte de terra, mais transitável.
  12. Saco! Como meu relato foi pro limbo no bug do dia 18, la vai ele novamente! TRAVESSIA DOS PONCIANOS: DO PICO DA ONÇA À PEDRA PARTIDA A Serra dos Poncianos é a estreita cadeia montanhosa q se estende por + de 8km sentido leste-oeste, separando as cidades de S. Fco Xavier e Mte Verde. É um prolongamento da Serra do Selado q inclui a Serra do Baú, já no limite sul da Serra de Sta Bárbara. Ambas correm paralelamente, porém desgarradas do trecho principal da Mantiqueira. Suas escarpas sao contínuas em suas duas extremidades, e compostas de maciços + baixos e platôs rochosos q podem ser percorridos por td extensao de sua crista, s/ gde dificuldade. Foi a deixa p/ neste ultimo fds partirmos do Pico da Onça e palmilhar o alto da serra até a Pedra Partida. P/ depois prosseguir tradicionalmente ate o Pico do Selado. Uma trip puxada, porém de fácil navegacao cuja recompensa são os altos (e novos) visus q bordejam os limites estaduais de São Paulo e Minas Gerais. Saimos de sampa bem cedo, as 5hrs, afim de otimizar aquela manha de sabado bem promissora. Nem as trocentas desistências de ultima hr nos desanimaram diante da rara pernada q viria pela frente. Não q ela fosse inédita, pelo contrario; as infos eram escassas, o terreno a perscrutar era incerto e não havia nada na web a respeito. Ate agora. Nossa empolgacao era justamente motivada pela tentantiva de remediar isso, oficializando a travessia c/ um registro visual e em prosa. Apesar de ser aparentemente fácil, isso não significou q deixassemos de examinar bem as cartas e estudassemos alguma estrategia, pois o trecho Pico da Onça até a Pda Partida era uma incognita de quase 4kms bem significativos. E tds as infos levavam a acreditar q a trip demandaria pernoite no trecho supracitado devido à ralacao de mato. Assim, fomos preparados p/ tanto. Pois bem, eu e o Carlos “Mamute” chegamos em SJ dos Campos antes das 7hrs, onde pegamos o Robson e rumamos p/ SFXavier. A sinuosa e estreita estrada q serpenteia o mar de morros forrado de verde claro requer atencao e cautela, à diferenca da larga e retilinea Dutra. E 20min após passar pela pacata Monteiro Lobato, alcancamos a bucolica SF Xavier as 7:50, já nos idos dos 700m de altitude. Deixamos o asfalto da praça central p/ ganhar o cascalho peirento da estrada q nos leva ate a Faz. Monte Verde, subindo suave e sinuosamente a encosta da morraria desnuda, agora na cota dos 1200m. Num canteiro gramado deixamos o carro, enfim, pra dar inicio à pernada. Alonga aqui e ali, passa protetor solar (o sol ta de rachar!), belisca alguma coisa e pé-na-trilha, as 8:20. Cruzamos a porteira q dá inicio à "Trilha do Jorge", normalmente trafegada pelos locais de ambos os distritos. Subimos suave e tranquilamente, onde o som de água borbulhando à esquerda em varios ptos nos lembra de abastecer tds os cantis. Enqto isso, a algazarra de maritacas e jacús rompem o silencio da exuberante Mata Atlântica, jogando uma pá de cal nos últimos vestigios de civilização. O trilho é largo, mas eventualmente se estreita, revelando indícios de uma estrada abandonada, tomada por mato alto em suas beiradas q nos brinda c/ o frescor de sua bem-vinda e aprazivel sombra. Marcas deixadas outrora por rodas deram origem a enormes sulcos e valetas abertas pelas águas das chuvas. Ainda no caminho, troncos caídos, buracos traiçoeiros, pedras soltas e chão escorregadio apenas redobram nossa atenção e tornam nossa subida + interessante. A mata densa eventualmente permite algum vislumbre da paisagem, p/ logo em seguida tornar a se cobrir de verde. Porem, lá pelas 9:20 e após muito ziguezague íngreme, as vistas se abrem totalmente descortinando SFX la embaixo, pequenina, em meio a um mar de morros. Mas hj as mutucas estao impossiveis e não nos dao mto tempo de contemplacao, portanto prosseguimos a pernada de forma quase inipterrupta. As 9:50 (e 5km desde a fazenda) alcançamos a crista da serra em meio a farta vegetacao, onde uma bifurcacao surge nos idos dos 1790m (pelo GPS do Mamute) e nos conduz p/ ramificacao da esquerda, sentido o Pico da Onca (ou Mirante do Jorge); à direita a picada prossegue pra Monte Verde, trecho pelo qual voltariamos no dia sgte. Daqui não tem mais erro, pois a picada acompanha o alto da crista c/ alguma declividade em meio a vegetacao arbustiva compacta, mata baixa, um simpatico tunel de taquarinhas e algumas rochas enormes q são facilmente contornadas. No caminho, um discreto marco cravado no chao nos diz q estamos já em territorio mineiro. Uma vez no aberto a trilha nivela, acompanha alguns pinheirais e araucarias de pequeno porte, ate finalmente desembocar no amplo gramado q caracteriza o alto do Pico da Onça, as 10:20. Aqui, do alto dos 1950m e por meio de dois mirantes rochosos, temos um visu privilegiado tanto do lado mineiro (M.Verde) como paulista, c/ SFXavier e SJ dos Campos, ao fundo. Mas as montanhas ao redor tb são colirio pros olhos: os espigoes da Serra de Sta Barbara se debrucando pra baixada sugerem novas rotas tanto p/ Pda Vermelha qto pro Pico Trabiju ou Queixo D´Anta (nordeste); mas ficamos ainda + satisfeitos pelo bom tempo nos permitir visus tanto do Alto Campestre (ou Pda Bonita) como da silhueta inconfundivel do Marins-Itaguare, ao norte. Por sua vez, a Pda Partida se destaca à sudoeste, emergindo imponente de uma estreita crista forrada de mata. Após contemplar o visu e beliscar alguma coisa sentindo a brisa no rosto, eis q as 11:15 damos inicio à travessia propriamente dita. Tomamos um trilho discreto q se enfiava em meio aos arbustos, descendo suavemente p/ sudoeste. Mas logo o mesmo se espreme sinuosamente em meio a voçorocas e tuneis de taquarinhas (aquele bambuzinho fino e chato), q nos obriga a agachar e engatinhar + de uma vez. Eventualmente as malditas se engancham nas saliencias das mochilas demandando esforço extra pra serem vencidas, qdo não no peito mesmo. As vezes a picada some, mas nada q um bom farejo de trilha nao resolva. Após sair brevemente numas aderência rochosa, mergulhamos novamente na mata, onde a discreta picada prossegue em suaves sobe-desce pela crista ou apenas acompanha a encosta direita da mesma, agora em meio a um simpatico bosque. Ao dar num colo de serra, esbarramos c/ enormes blocos rochosos q são facilmente contornados, mas a trilha é obvia, ainda + evidenciada c/ cortes de facao recentes nas arvores. A pernada entao nivela na crista e passa a ser bem tranquila, no frescor da mata; o belo bosque ganha um “ quê” de mistico c/ a copa da vegetacao filtrando maravilhosamente à luz do meio-dia e um chao encarpetado de belos trevos esmeraldas, qdo não com enormes e vistosas bromelias, cujo coloracao verde viva era realcada pela luz q penetrava timidamente nos dominios daquela florestinha encantadora! Como àquela altura a pernada se tornara literalmente “passeio no bosque”, a trilha era obvia e estavamos dentro do nosso cronograma, resolvemos dar uma explorada num vale à esquerda. Pelas infos do Robson estavamos proximos de uma oportuna clareira q dispunha de agua, o q seria perfeito se houvesse necessidade de eventual pernoite. Pois bem, plotamos a trilha e saimos dela, caindo pela encosta esquerda da crista em meio à mata, perdendo altitude rapidamente. Varamos um pouco de mato s/ maior dificuldade ate sair numa enorme lajota de pedra, forrada de belas bromelias escarlates e onde nossos rostos suados sentem uma agradavel e refrescante brisa. No final da laje, + embaixo, nos enfiamos novamente num matagal de bambuzinhos, sempre descendo. Ate q as 12:15 damos na tal clareira, q na verdade era um amplo descampado plano capaz de comportar quase 20 barracas tranquilamente! E o melhor, c/ um corrego de agua cristalina bem do lado, enfiado na mata! Um achado e tanto naquela regiao! O sol estava de rachar miolos e logicamente q foi neste lugar bucolico q nos presenteamos c/ um merecido pit-stop, um lanche e ate um breve cochilo, esparramados no gramado fofo à sombra do arvoredo. Satisfeitos c/ a descoberta e bem descansados, retomamos a pernada as 13hrs. Do descampado bastou seguir uma discreta picada q acompanhava o córrego q abastecia a clareira, subindo suavemente a serra sentido sul. Eventualmetne ela sumia na mata mas o sentido é obvio, ate q interceptamos outra vez a trilha “principal” na crista, 20min depois. Dali foi só não perder a tal trilha, serpenteando a crista q agora tendia a virar p/ direita. No entanto, a picada, cada vez + estreita e menos evidente, comecou a subir forte p/ esquerda, atravessou uma laje e enfiou-se num matagal de bambuzinhos, q foi vencido no peito, ora engatinhando ora nos arrastando. No caminho, uma taquarinha traicoeira ricocheteou no rosto do Mamute, machucando-o abaixo do olho, q nem se abalou. Pra azar dos urubus q insistiam em planar acima da gente. Emergimos entao, as 13:30, num enorme platô rochoso q lembra muito o da Pda Redonda, porem totalmente deserto e s/ muvuca alguma. Pela carta, nos encontravamos no alto dos 1920m do amplo rochoso situado a meio caminho da Pda Partida, q agora estava cada vez + proxima e de onde vimos alguns turistas circulando, pequeninos. Donos absolutos daquele vasto mirante rochoso, resolvemos explora-lo, alem de tirar varias fotos pois o local era digno disso. Dali tinhamos um visu privilegiado de td crista percorrida ate entao, c/ a verruga do Pico da Onça marcada pelos pinheirose araucarias qcaracterizam seu topo vista de outro angulo. Caminhando por lajedos e aderências quase planas rapidamente damos na beirada sudoeste daquele enorme maciço, c/ vista generosa de boa parte do restante da crista da Serra dos Poncianos sentido oeste c/ seus espigoes derramando-se abruptamente em fundos vales verdejantes p/ sul. SFXavier tb é facilmente avistada daqui, mas o + interessante foi encontrarmos uma picada q descia as escarpas da crista sentido oeste, provavelmente indo de encontro à Trilha da Faz. Sta Cruz. O papo tava bom mas era hora de retomar a pernada, desta vez sentido noroeste, pois apenas um largo e extenso colo de serra coberto de mata nos separava do sopé da Pda Partida. Pois bem, retornamos pela trilha das taquarinhas na tentativa de encontrar alguma bifurcacao q fosse no sentido desejado, s/ sucesso. Parece q a trilha vinha somente ate aqui e nada mais. Q seja, como sabiamos q rumo tomar bastou azimutar a bússola e seguir pela crista, desviando dos fundos vales de ambos os lados. Entao nos lancamos noutro espesso bosque no alto da serra, desviando dos obstaculos no caminho, como voçorocas de taquarinhas, enormes rochedos ou algum mato caido. Na verdade, este trecho não ofereceu maiores dificuldades pelo fato da mata ser bem espacada entre si, e o caminhar era relativamente facil. Apenas qdo nos aproximamos do sopé da Pda Partida é q a mata se adensou, mas ate ali foi só ir subindo gradativamente a montanha, contornando sua base ate ganhar a encosta oposta. Enfim, após engatinhar um ultimo trecho de taquarinhas, emergimos nos lajedos inferiores da Pda Partida. Dali bastou escalaminhar as d+ aderências ate, finalmente, alcançar os 2042m do topo da dita cuja, as 15hrs! Sob o olhar pasmo e curioso dos poucos turistas presentes, nos regozijamos c/ o êxito da travessia, q foi bem + facil q o previsto. A Pda Partida é destino turístico habitual de quem vai pra Monte Verde, tanto q não tardou pro topo logo lotar de gente. Sinal q já era hora de zarpar. Pois bem, como havíamos concluido a pernada e ainda tínhamos tempo de sobra pq não fazer a “Travessia da Serra dos Poncianos” completa, incluindo o trecho de crista ate o “Pico do Selado”, no extremo oeste, e pernoitar lá??? Pois foi o q decidimos fazer na sequencia. Tomamos a trilha (bem obvia e batida!) em meio as taquarinhas p/ logo comecar a descer em ingremes ziguezagues crista abaixo. Passamos batido pela trilha da Pda Redonda e, as 15:40, caímos na clareira q dá acesso à “Trilha da Fazenda Sta Cruz”, q vai dar em SFXavier. Antes de tomar rumo a Serra do Selado passamos no Starbar (“ O bar mais alto do Brasil”), próximo dali, onde tomamos um refresco antes de encarar o resto da pernada, sob o olhar da playboizada q nos mediu dos pés à cabeça. Refeitos, do estacionamento tomamos a picada (bem sinalizada) serra acima, passamos por uma caixa dagua e novamente nos enfiamos na mata, agora em nível uma vez no alto da crista. As 16:10 passamos pelos enormes rochedos do “Chapeu do Bispo” e 10min depois emergimos nos largos lajedos do “Platô”, onde o Robson deu um help prum casal q tava perdido. Descemos suavemente através das largas placas de rochas e aderências, cruzar belos gramados e adentrar outra vez na mata e seguir pela trilha na crista da serra. Aqui o caminho já não é tão largo e bem batido qto o anterior, mas ainda assim é obvio. Assim, vamos subindo e descendo suavemente pela mata, ladeando a crista por estreita trilha pela encosta na rocha exposta até finalmente ganhar um ultimo trecho por lajes inclinadas. As 17:10 damos no Pico do Selado (2050m), pto culminante da região q adorna o extremo oeste desta bela serra, onde somos recebidos por uma revoada de belas andorinhas dando rasantes na montanha. O Mamute ainda escalou a pedra q guarda um “livro de cume”, apenas pra depois não saber como descer, gerando varias risadas. O Selado leva este nome pq na verdade é composto de 2 picos, com uma sela no meio. A vista tb é bem generosa: o perfil da Serra do Lopo e a Pdra de São Domingo destacam-se na horizontalidade da paisagem. O dia já findava e estávamos exaustos da pernada, razão pela qual Mamute e Robson armaram suas tendas sob lajotas planas e eu montei minha rede em meio ao baixo arvoredo do topo. Após um belíssimo espetáculo do astro-rei despencando no horizonte, jantamos alguma coisa e imediatamente nos recolhemos à nossos respectivos “aposentos”. A noite fora estupidamente coalhada de estrelas, alem de estupidamente gelada, razão pela qual tive q plastificar meus pés, e me levou a repensar se havia sido sensato dormir numa rede ao relento, a 2mil metros de altitude. No entanto, “ regar a moita” era a coisa + fácil do mundo pois bastava só virar pro lado. No mais e fora o sono picado, a noite transcorreu s/ maiores intercedências. O domingo amanheceu c/ um vento frio e isento q qq vestígio de nuvens, mas ainda assim levantamos cedo afim de otimizar a pernada de volta. Arrumamos nossas coisas e após mastigar nosso mirrado desjejum, nos lançamos de volta à trilha, as 7hrs, enqto os primeiros raios do sol se derramavam pela serra. Voltamos s/ pressa aos lajedos do Platô, onde chegamos as 7:45, pra dali tomar a picada q desce em meio a mata pra cidade, s/ maior dificuldade. Dito e feito, meia hr depois esbarramos c/ a caixa dagua q dá acesso à Av. Mantiqueira e q bastou descer tediosamente. Lá, um totó colou na gente e parecia não desgrudar. As 8:50 caimos na Av. Monte Verde (1537m de alt) q já dava sinais de começar seu domingo c/ alguma movimentação. Mas a gente andou por ela apenas um quarteirão pq logo tomamos a Av. das Montanhas, acompanhando a sinalização “ Missoes Horizontes”. Pois bem, nossa volta seria pela “Trilha do Jorge” por dois motivos: alem de mais interessante q a estrada sacal q é a “Trilha da Faz. Sta Cruz”, a “Trilha do Jorge” já nos deixaria de cara no veiculo, sem precisar andar um tanto p/ alcançá-lo depois. Mas a gente conseguiu o impossível: se perder nas ruelas empoeiradas da cidade, tanto q até o pulguento desistiu de nos acompanhar! Mas uma vez tomado rumo certo por atalhos em meio a incontaveis chalés, chegamos na Rua Taurus até dar na tal Missoes Horizontes, as 9:50. A picada acompanha a cerca q bordeja a propriedade pela direita, mas logo se enfia num bosque de pinheiros. Mas após cruzar um riachinho, a trilha sobe forte em meio à mata numa visível crista ascendente, ate nivelar num trecho onde troncos de arvores e tocos atravessados retardam nosso avanço. Mas logo passamos a bordejar a encosta esquerda da crista, cruzar mais um córrego p/ dali subir forte em meio a túneis e voçorocas de taquarinhas. Mas a trilha nivela suavemente ao chegar na cota dos 1774m, no simpatico “Bosque dos Duendes”, as 11hrs. Não tardou e já estávamos no alto da serra ate passar pro outro lado, onde as 11:20 damos de cara c/ a bifurcação do dia anterior, isto é, sentido Pico da Onça! Daí foi so refazer o mesmo trajeto sentido contrario ate chegar novamente à Faz. Mte Verde, as 11:20, sob um sol e calor escaldantes! De la retornamos p/ casa, mas não s/ antes passar num restaurante de comida mineira, em Monteiro Lobato, onde mandamos ver s/ dó um farto PF e algumas brejas p/ bebemorar a empreitada as 13:30. Chegamos em Sampa somente la pelas 16hrs, c/ alguns ralados, espinhos nas mãos e o corpo moído. Mas isso é de lei. Dessa forma, as imponentes serras q vigiam SFXavier e Mte Verde ganham novas perspectivas de visus tão excitantes qto os tradicionalmente conhecidos, alem de novas rotas a perscrutar. A topografia sugere investidas ate a Pedra Vermelha e o Trabiju, podendo resultar noutra estimulante travessia; alem da trilha “Circular do Selado”; a pernada pela “Faz. Klabin”; e a travessia SFXavier-Mte Verde q simplesmente contorna a serra, entre outras. Mas esta é apenas a deixa pra outras aventuras. Por ora, resta-nos estufar o peito e contemplar estas novas vistas da Mantiqueira, cujas majestuosas cristas alem de separarem oficialmente o lado paulista do mineiro, estao sempre a nos surpreender c/ visuais espetaculares e de tirar o fôlego. Mais fotos da parada nos links abaixo: http://jorgebeer.multiply.com/photos/album/5/Travessia_da_Serra_dos_Poncianos?replies_read=5 http://robneander.multiply.com/photos/album/84/Travessia_da_Serra_dos_Poncianos_Agosto_de_2009
  13. Domingo de carnaval...destino incerto... horário indefinido... Segunda feira às 3:20 acordo... banho, café da manhã, mochila nas costas e partir. Às 4:15 saímos, primeira opção Ibitipoca, segunda Carrancas ou até onde conseguíssemos chegar. Primeira parada, posto antes da entrada de Lima Duarte... abastecer e tomar um café com pão na chapa e uma água, continuamos até Lima Duarte onde paramos para tentar encontrar uma pousada ou hotel, todos lotados... seguimos em direção a nossa primeira opção, um pouco desanimados achando que não encontraríamos lugar para ficar. Pegamos a estradinha em direção a Ibitipoca, no começo foi um pouco emocionante... foram 23km de muitas costelas de vaca, cascalhos, crateras, poeira, mas... faz parte. Paramos em algumas pousadas para fazer algumas cotações de preços, resolvemos rodar mais um pouquinho e encontramos uma placa "ALUGA -SE CASA PARA FERIADOS e TEMPORADAS" ... esta era a solução de todos os nossos problemas... por uma noite sem café da manhã, mas... sem hora para sair e com um detalhe: fogão a lenha, claro que não nos atrevemos a usar, mas... ficou lindo na foto. Deixamos as mochilas, trocamos de roupa e partimos para conhecer a causa de nosso deslocamento "Parque de Ibitipoca". E agora a incerteza se conseguiríamos entrar, há limite diário para visitação. Quando chegamos a uma distância aproximadamente de 1km do Parque encontramos para nossa surpresa um guarda florestal, estacionamos o carro e começamos a caminhada ladeira acima... finalmente na portaria do Parque fomos surpreendidos por uma fila para comprar os ingressos. UFA! conseguimos entrar. Avistamos umas placas em uma bifurcação... que destino seguir? "janela do céu" à 6550m ou "prainha" à 970m. Nós aventureiros, loucos por fotos espetaculares, optamos por ir a "janela do céu" claro que se conseguíssemos atingir a meta do "Cruzeiro" à 2400m já seria uma grande vitória... Começamos a subir e subir e subir e beber água e subir e beber água e a ver miragens... um poste no meio do nada se tornou nosso "Cruzeiro" . Foi ai que em um minuto de sanidade analisamos os fatos... Só restavam 500ml de água e faltavam alguns metros de trilha em terreno muito acidentado. Resolvemos voltar já sonhando com a tal prainha que estava a 970m do ponto de partida...e não é que ela estava lá?! Água de um tom amarronzado devido ao iodo... gelada... refrescando até a alma. Agora sim havíamos chegado a algum lugar. Recomeçamos a trilha, o piso de um arenito branco que parecia neve. Por todo percurso sacadas com vistas panorâmicas. Depois de admirar o Lago das Miragens, Gruta dos Gnomos e Prainha e nos encantamos com o paredão de Santo Antonio com rostos esculpidos nas pedras, Seguindo anestesiados com o som das águas encontramos o Lago das Miragens...uma deliciosa brincadeira entre o sol e as águas. Ali uma pausa para uma prece agradecendo a Deus por fazer parte, mesmo que por algumas horas, de algo infinitamente perfeito e a certeza de que existem lugares mágicos nesta vida. Então começamos a caminhada de volta, estávamos tão cansados que eu tenho certeza que a cada passo que dávamos em direção ao carro ele se afastava 1km. Almoçamos e comemos como uns lobos. Depois achamos um lugar para deixar o carro, banho, uma tarde de sono e uma pizza para fechar o dia. Acordamos as 08h e nosso problema era decidir entre voltar ao parque e explorar mais alguns lugares ou retornar pelo Sul de Minas passando por algumas cidadezinhas desconhecidas por mim. A segunda opção me pareceu muito interessante, então tomamos nosso café da manhã, arrumamos as mochilas e as 10h partimos. Logo na primeira parada abastecemos, próximo a Bom Jardim de Minas onde aproveitamos para tirar fotos da "Ferrovia do Aço". Não encontramos a cachoeira, nem a linha do trem. Mas o que encontramos foi inesquecível. Voltamos para a estrada, seguimos mais alguns metros e encontramos outra cachoeira, estava tão perto da estrada que era quase possível tocar suas águas. Continuamos em direção Santa Rita de Jacutinga, chegando passamos por uma ponte de ferro sobre o Rio Bananal e logo em seguida passamos pelo túnel da ferrovia um tanto abandonado, depois do ir e vir paramos para o almoço. E a preguiça tomou conta. Ao pegar a estrada o cansaço foi mais forte e paramos para uma soneca em uma sombra na estrada, 30min foram suficientes para ficarmos atentos novamente. Estrada linda... apreciamos cada km. Até que chegamos a Serra da Beleza, na divisa dos estados do RJ, SP e MG, com incríveis histórias sobre ovnis. Tiramos fotos e seguimos. Chegamos a Ponte dos Arcos, esta eu já atravessei e pretendo voltar... passamos em Conservatória, cidade cheia de encantos, é lá que tem uma locomotiva que nas diversas vezes que passei nunca consegui fotografar. Continuamos nosso trajeto, depois de passar por gados que faziam da estrada seu domínio, chegamos a Rio das Flores, cidade linda que já conheci em detalhes com trilhas que levam a vistas deslumbrantes e um restaurante Português que tem um pudim de café que só de lembrar sinto o gosto. Seguimos até Comendador Levy Gasparian, paramos para uma água, mais umas fotos da Pedra do Paraibuna e do tronco de uma árvore que está as margens do rio há alguns anos e o mais especial foi alimentar dois vira latas lindos e carentes. E assim termina mais um daqueles passeios inesquecíveis. Claudia Conforte
  14. Relato publicado previamente no meu blog Mochila&Capacete Sou cristão, porém não tenho religião, acredito em uma filosofia própria de vida, na qual me baseio em dogmas de outras religiões. Não frequento igrejas, templos ou similares, porém tal qual Anatoli Boukreev, montanhista cazaque que desapareceu em 1997 no monte Annapurna, tenho como minha igreja as montanhas e natureza em geral. A célebre frase do montanhista, com a qual abro esse relato, expressa bem o que eu e meus amigos que me acompanharam nessa travessia sentimos. A travessia Lapinha x Tabuleiro é um clássico circuito de trekking, que durante 3 dias corta a Serra do Espinhaço em Minas Gerais, no trecho entre o distrito de Lapinha da Serra, pertencente a Santana do Riacho e o distrito de Tabuleiro, pertencente a Conceição do Mato Dentro. Planejava há muito tempo fazer essa travessia e agora, no feriado de 1 de maio de 2012, a travessia se concretizou. Sai de São Paulo no dia 27 de abril, acompanhado de meu primo que iria debutar no mundo das trilhas, chegamos no aeroporto de Confins – MG as 22h 30min e ali aguardamos o “resgate” da van com o pessoal de BH e do Rio de Janeiro que iria montar nossa comitiva em direção ao nosso “templo”. 28.04.2012 – Dia 1 – Lapinha da Serra – Casa D. Ana Benta Chegamos no distrito de Lapinha da Serra por volta das 4 horas da manhã, tiramos algumas fotos e as 5h 45min começamos a trilha, que se inicia em uma estrada a esquerda da igreja do vilarejo em direção ao pico da Lapinha (1686m), após vinte minutos de caminhada sendo acompanhados pelo sol que timidamente acordava, somos brindados pela vista de uma bela cachoeira que corre pelo paredão de pedra, com água escura, conhecida por todos como “água de coca-cola”, após a cachoeira a trilha continua, sempre íngreme, em direção ao abrigo de montanha, que fica atrás do pico da Lapinha, já no abrigo paramos para repor nossas energias por alguns minutos e abastecer nosso reservatório de água. Logo após o abrigo a subida até o pico da Lapinha não se delonga por muito tempo, demandando um pouco de atenção por conta das inúmeras pedras, exigindo uns trechos de escalaminhada. Atingimos o cume por volta das 9 da manhã e ali ficamos um tempo apreciando a bela paisagem. Após descermos do pico da Lapinha, rumamos em direção ao pico do Breu, caminhando pela crista das montanhas por umas horas chegando a base do pico, onde descansamos e tirei um merecido cochilo, pois já estava acordado a mais de 24 horas, decidimos não subir até o cume e o circundamos em direção ao riacho e com o intuito de voltarmos a trilha principal que leva a casa da Dona Ana Benta, nosso primeiro ponto de acampamento. A descida do Breu foi muito tortuosa, com uma vegetação de touceiras, sem trilha nítida demarcada, o que dificultava o deslocamento e a navegação, pois nosso GPS não seguia por esse caminho, após muito custo chegamos ao riacho e, após atravessá-lo, seguimos pelo pasto até a trilha principal, e de lá até a casa da D. Ana Benta seria fácil, se o GPS não tivesse apontado a localização errada desse ponto (cuidado com alguns tracklogs na internet eles indicam o fim do primeiro dia em lugar errado), para seguir até a casa da dona Benta é fácil, basta seguir a estrada branca de pó de pedra até uma bifurcação, já em terra vermelha, e pegar o caminho da direita. Chegamos no nosso destino após 10 horas de caminhada e fomos muito bem recepcionado pela D. Ana Benta, que nos preparou um delicioso jantar no fogão a lenha, armamos nossas barracas, tomamos um banho quente e dormimos exaustos, esperando iniciar-se o próximo dia. 29.04.2012 – Dia 2 – Casa D. Ana Benta – Casa Seu José – Tabuleiro por cima Levantamos junto com o sol e antes das 8 da manhã já estávamos andando novamente, a trilha até a Casa do Seu José, segundo ponto de acampamento, se inicia do alto da colina, em uma estrada a direita do curral que ali se encontra, a trilha é bem demarcada, contornando as montanhas com uma subida até que suave que leva em direção da porteira que adentra no parque. Após 4 horas chegamos a casa do Seu José e da Dona Maria (como alguns mapas intitulam o local). Seu José, no alto de seus 70 anos, é uma pessoa cativante, receptivo demais e que adora uma boa conversa, conversei por um bom tempo com ele no final desse dia, conhecê-lo é uma atração a mais da travessia, proporcionando um pouco de conforto e descontração aos caminhantes. Como chegamos cedo, por volta de meio-dia, à casa de Seu José, armamos acampamento e decidimos atacar a cachoeira do Tabuleiro por cima, que é a 3a mais alta do Brasil, com 273 metros de queda livre. O ataque até a cachoeira se dá por uma trilha a direita da casa de seu José, uma trilha longa, porém caminhando sem o peso das cargueiras levamos cerca de 3 horas até lá. O local é fantástico, o rio corre por entre cânions de pedra, com inúmeras quedas d’água e piscinões calmos, um bom aperitivo para a fantástica vista do dia seguinte. Voltamos ao acampamento antes do anoitecer e, após um banho quente, fomos agraciados com o delicioso jantar preparado no fogão a lenha pelo Seu Jose e D. Maria, regado a um boa cachacinha de alambique. Após o jantar, como já disse acima, passei um bom tempo conversando com nosso anfitrião, me dirigindo depois para área de acampamento onde meus amigos se reuniam ao redor da fogueira apreciando a “marvada” e contando muitos causos. 30.04.2012 – Dia 3 –Casa Seu José – Cachoeira Tabuleiro No último dia da travessia tomamos um bom café na casa do Seu José e partimos morro abaixo em direção a imponente cachoeira, o sol estava forte e nos castigou nesse dia, este trecho da trilha é muito bonito, com vista para as imponentes formações geológicas da Serra do Espinhaço. Em pouco mais de três horas chegamos ao mirante e podemos ver a majestosa Cachoeira Tabuleiro, simplesmente uma paisagem indescritível. Caminhamos mais um pouco e chegamos até a sede do parque, onde deixamos nossas cargueiras e seguimos em direção à base da cachoeira, uma trilha cansativa, com um longa descida e seguindo pelo leito do rio, pulando diversas pedras até alcançarmos o “poção”, ver a cachoeira por baixo é impressionante, toda aquela imponência ao longo de uma queda de 273 metros diante de nossos olhos é surreal, são momentos como esse compensam todo o esforço e demonstram a existência de algo Maior. Após curtir um pouco o local tivemos que sair rápido de lá, pois os bombeiros estavam evacuando o local, pois havia risco de uma tromba d’água, subimos os 2 quilômetros de trilha até a sede do parque e ali aguardamos nosso resgate até BH. Posso descrever essa travessia como uma das melhores que fiz nos últimos tempos, um lugar com uma beleza impar, ideal para a prática do trekking, andamos em torno de 50 quilômetros em 3 dias, subindo montanhas, cruzando rios e nos banhando nas aguas de belas cachoeiras, uma travessia onde o contato com a natureza se dá por completo e, parafraseando Anatoli Boukreev, lugares como esses “são as catedrais onde eu pratico a minha religião”.
×
×
  • Criar Novo...