Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''relato''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Equipamentos
    • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Trekking
  • Viajar sem dinheiro
    • Viajar sem dinheiro
  • Viagem de Carro
    • Viagem de carro
  • Viagem de Moto
    • Viagem de moto
  • Cicloturismo
    • Cicloturismo
  • Outros Fóruns
    • Outros Fóruns
  • Promoções
    • Voos Baratos

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Brasil
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Tópicos que recomendo


Ocupação

Encontrado 7.892 registros

  1. Desde sempre que Noronha está no radar. O problema sempre foi preço e logística. Não cabe num fim de semana e, para mim, não cabia num feriado. Dado que perdemos o dia de chegada e boa parte do dia da volta, um feriado de 4 dias resultaria em 2 dias cheios somente. Eu arbitrei para mim que precisava de pelo menos 4 dias cheios. Noronha caía então num limbo: não cabe num feriado, e nas férias vamos para fora. Mas eis que a oportunidade chegou. O Rio de Janeiro tem feriado no dia 20 de Novembro. Junte esse com o do dia 15 e temos um mega emendão de 6 dias. Assim que identifiquei isso, no começo de 2018, corri para emitir passagens com milhas. Foram as milhas mais caras que já usei (25 mil por perna com o smiles), mas usei com muita felicidade. Sabendo dos altos preços na ilha, logo reservei uma pousada – Flat do Indio, a mais em conta que encontrei no booking com ar condicionado e banheiro privativo. Por 300 a diária. Chegamos em Fernando de Noronha conforme previsto, por volta das 16hs. Fizemos rapidamente o check in na ilha – já havíamos pago a taxa antecipadamente – e, como não tínhamos mala, fomos os 1os a sair. Mas eis que... não havia taxis no aeroporto na chegada! Primeira coisa estranha. Não demorou 5 minutos para que um aparecesse, e assim fomos para nossa pousada. Apenas largamos as coisas por lá e imediatamente partimos para curtir o pôr do sol em algum canto próximo. Podia ser no forte da Vila dos Remédios, mas preferimos as praias. Fomos mapeando o lugar a pé, e logo descobrimos as ladeiras de que tanto falam. De onde estávamos – ficamos na Vila do Trinta -- até a praia era só descida. Primeira praia foi a do Cachorro. Era pequena, naquela época com muito pouca areia (muita pedra) e não daria pra ver o pôr do sol na plenitude. Seguimos para a Praia do Meio. Melhor, mas seguimos antando ainda assim. E estacionamos no Bar do Meio, que fica entre a Praia do Meio e a da Conceição. Depois soube que é um bar famoso e badalado. Tinha a long neck mais cara que vi na ilha: 20 reais. O preço padrão de Noronha era 15 reais. Curtimos o pôr do sol a seco mesmo. O primeiro pôr do sol de tantos outros, de todos os outros dias. Sempre um belo espetáculo. Da Conceição, após escurecer, seguimos andando novamente, agora para o Boldró. Dá uma boa caminhada, por estrada de terra desinteressante, mas tranquilamente caminhável. A ideia era já fazer a carteira do ICMBio, que permite a entrada nas 2 regiões principais da ilha: Golinhos/Sancho/Mirante dos Porcos, e Sueste. Cerca de 100 pratas pelo ingresso. Perguntamos sobre as trilhas, e a galera do próprio ICMBio disse que, se quiséssemos fazer a do Atalaia, o ideal era chegar às 4 da madrugada pra ficar na fila e esperar abrir, o que só ocorreria às 8:30. Não, obrigado. Sem trilhas. Na verdade, do que apurei, tem fila sempre. Mesmo para trilhas com pouca demanda, como a Capim-Açu. Queremos fila não, dispensamos as trilhas. Ao lado do ICMBio tem o Projeto Tamar, sempre bem legal. E o de Noronha é grátis! Coisa rara na ilha. Todos os dias às 20hs tem palestra sobre alguma coisa, e creio que seja sempre interessante. Nesse primeiro dia demos a sorte de ser sobre como é viver em Noronha, ou seja, praticamente uma introdução geral para quem chega. Excelente! Às 19hs geralmente também tem outras atividades, sejam visitas guiadas sobre as tartarugas, sejam apresentações de vídeos. Um bom lugar para curtir. Depois da palestra ainda voltamos andando até a Vila dos Remédios. Como havíamos almoçado no aeroporto do Recife, só queríamos uma coisa tipo pizza. Encontramos uma na praça, a 40 pratas por cabeça, e que eu diria que era beeem mais ou menos. Enfim, fomos dormir. Sexta-feira. Era nosso primeiro dia cheio na ilha, previsão de tempo bom. Vamos logo para o filé mignon, é claro! Chamamos um taxi logo cedo para ir direto para o PIC do Sancho. (PIC = Posto de Informação e Controle, onde verificam sua credencial – aquela que vc precisa tirar no ICMBio). O PIC só abre às 9 (ou será 8?), mas vc pode chegar antes que o pessoal libera acesso para quem quer ir até a Baía dos Golfinhos observar os golfinhos nadando. O Projeto Golfinho Rotador tem sempre gente por lá observando e fazendo contagem dos golfinhos, e também disponibilizando binóculos para quem quiser ver mais de perto (vale a pena!). Nesse dia, conseguimos uma façanha: não havia golfinhos. Nenhum! Nada. Era um belo dia, águas estavam calmas para o período, mas eles não estavam lá. Nem estiveram antes (eventualmente vc vai ler que precisa estar lá às 6 da manhã pra ver). Não era dia. Desistimos e seguimos a trilha que vai margeando o paraíso, com sucessivos mirantes para os édens locais. Leia-se Praia do Sancho. Estava um dia sublime, fazendo jus à fama da praia. Do alto de algum dos mirantes, observamos alguns tubarões fazendo a festa com cardumes de sardinhas. Esses cardumes geralmente são identificados como uma mancha escura na beira da praia. Os tubarões vão fazendo strike no cardume para o café da manhã. Logo eles vão embora, e a praia fica acessível a todos. Mas tinha gente nos mirantes que dizia não entrar mais naquela água. Chegamos então ao Sancho. E logo pegamos a famosa escada, que parece impor algum medo às pessoas. Não é pra tanto, é mais fácil do que parece, só é eventualmente apertado. E, claro, pessoas inaptas à atividade física não devem se arriscar. Descemos e chegamos ao Sancho. Havia gente por lá, mas ainda muito pouca. Ficamos do lado com sombra. E partiu snorkel. De cara me deliciei com uma enorme arraia, pertinho da areia. E vários peixes. Visibilidade excelente, como esperado. Curtimos um bom tempo ali no Sancho, areia, snorkel, areia... Não vi tubarões, acho que àquela altura eles já tinham saciado a fome matinal. No fim da manhã decidimos subir e conhecer o mirante da Baía dos Porcos. Na hora de subir, havia uma longa fila, então demos mais um tempo na praia. Qdo a fila diminuiu, vimos que havia horários de subida e descida! É coisa nova que começaram a implantar em Novembro mesmo. E naquele horário era descida. Então curtimos mais uma horinha no Sancho, agora do outro lado (naquela hora o sol estava em cima, praticamente não havia sombras). Mais areia, snorkel, areia, e enfim subimos. Fomos andando pelos mirantes até finalmente nos deparamos com o (ou mais um) cartão postal de Fernando de Noronha, os Dois Irmãos. O visual a partir do mirante da Baía dos Porcos é mesmo extraordinário. Curtimos outro longo tempo por lá. Tem uma fortaleza por lá (na verdade, Fernando de Noronha tem uma série de fortalezas que hoje são meras ruínas em grande parte – mas há planos de revitalizá-las, tanto que a principal, dos Remédios, está em processo), o Forte São João Baptista dos Dois Irmãos, de onde se tem espetacular vista dos Dois Irmãos, da Baía dos Porcos, e do outro lado da Praia do Sancho. Ótimo lugar, de onde pelo visto modelos (e aspirantes) tiram sempre um mesmo tipo de foto deitadas numa árvore com o Dois Irmãos ao fundo. Encerramos nossa visita e seguimos de volta. Uma outra coisa muito bacana de lá são os atobás, que de alguma forma me lembraram os boobies de Galápagos. Tem vários ninhos, e vários deles voando por lá. Demos saída do PIC e fomos andando para a Cacimba do Padre, que era a praia seguinte, e que é onde há acesso à Baía dos Porcos por baixo. Na hora em que chegamos a maré estava crescendo, então tivemos de subir tudo pelas pedras (na baixa vc faz uma pequena parte pela areia mesmo). É tranquilo. Na Baía dos Porcos, mais snorkel. Mais arraia! E a peixarada de sempre. Ótima visibilidade novamente. O mar não estava nos dias mais calmos – a temporada de mar calmo consta que é de julho a setembro, mais ou menos. A de surf vai de dezembro a março. Então estávamos prestes a entrar na época de surf. Mas o máximo que ocorria era o mar te levar para cá e para lá um pouco, nada que atrapalhasse o snorkel. Curtida a Baía dos Porcos, seguimos. Maré então já estava baixando de novo, de modo que pudemos seguir pela praia, passando pela Cacimba do Padre (lá tinha cerveja; nos PICs não vendem álcool), Quixabinha (que é uma praia escondidinha entre as outras duas) e Bode, onde havia belas piscinas naturais no cantinho. Na Cacimba e no Bode rola aluguel de barraca + 2 cadeiras a 50 pratas. Fora o consumo. Do Bode pegamos trilha. A ideia era seguir pela praia, mas a descida para a praia seguinte, a do Americano, nos pareceu meio complicada, então seguimos pela trilha. Até que nos deparamos com um lugar com barzinho e um forte na frente. Depois do Americano (com vista para lá) e antes do Boldró. Já estava perto do fim de tarde, decidimos estacionar ali para curtir o pôr do sol. Descobrimos que era ali o famoso forte do Boldró, dos locais mais famosos para se assistir ao pôr do sol na ilha. De fato, um espetáculo. E local de parada de diversos buggies e vans e etc. da galera que, presumo, tenha passeado por todo o dia. Fica cheio. Mas tem espaço para todos. E ainda rola música do bar. Encerrado o espetáculo nosso de cada dia de admirar o pôr do sol, seguimos por trilha novamente, agora para o Boldró. Não estava sinalizada (a sinalização na ilha em geral é muito boa), mas facilmente identificável – e a galera local nos mostrou. Chegamos não na praia do Boldró, mas no alto. Curtimos o Tamar novamente. Nesse dia teve música (forró) e comidinhas na parte externa depois da palestra. Simples e bacana. Foi onde finalmente comemos. Depois de visita guiada, palestra e showzinho com comidinhas, chamamos um taxi e fomos para a pousada dormir. Sábado. Nesse dia tomamos um café (a pousada deixa um café para galera beber, embora não ofereça café da manhã) e pegamos um busum para o Sueste. Eu achando que saímos tarde, mas chegamos lá e o PIC do Suste ainda estava fechado: só abre às 9. Chegamos pouco antes disso. Se tivesse chegado muito antes, ideal era ir para o Leão. O Sueste é outro espetáculo. Mas sem sombras. Andamos a praia toda, depois estacionamos na área onde se pode banhar. Existem áreas delimitadas na praia: onde ninguém pode entrar, onde todos podem entrar, e onde só se pode entrar com colete para não pisar nos corais. Lá vc pode contratar um guia para fazer snorkel. Ele leva onde geralmente se encontra mais bichos (arraias, tubarões, tartarugas). Sai por 60, cai para 50 por pessoa se for mais de 1. O aluguel do colete custa 10. Eu fui. Vimos tartaruga, arraia e uma cobra (esqueci o nome correto! E não era moreia). A correnteza tava meio forte, acabei me cansando na quase uma hora de natação. De volta à areia dei uma descansada e logo vimos que tinha um tubarãozinho bem na beirada da praia nadando para lá e para cá. E lá fomos nós atrás dele. Nós e vários outros – felizmente apenas para filmar, ninguém cometeu a insanidade de tentar segurar ou mesmo cercar bicho. Deve ser um raro lugar de praia onde as pessoas falam “tubarão” e a galera sai correndo *pra ver* o tubarão, não pra fugir. Salvo engano, era um tubarão-limão. Ele (mas podia ser mais de um) ficou um bom tempo ali nas redondezas, volta e meia alguém apontava e tal. Reconheci um dos integrantes do projeto Tamar por lá, que na verdade era um estagiário de turismo. Ficamos trocando ideia por um tempo (estagiar em Noronha deve ser um paraíso para estudantes de turismo!) antes de mergulhar novamente. Fiz novas incursões de snorkel, mas agora solo. E foi paradoxalmente bem melhor do que com guia! Nadei para longe (nadadeiras ajudam muito nesse ponto!), vi tartarugas grandes e um tubarão lixa que estava recluso debaixo de uma pedra. Já valeu pelo snorkel! Com o sol do meio dia, decidimos levantar acampamento e seguir para o Leão. Andando. No caminho, um casal de buggy nos ofereceu carona – a única que tivemos em toda a estadia. Bem simpáticos. O visual da chegada à Praia do Leão é estonteante. Estão construindo uma estrutura que vai servir de mirante também. Por ora é no improviso. Mas o espetáculo é o mesmo. Descemos e curtimos um pouco da praia, num canto onde as águas batem com mais calma. Dá até pra ficar de piscininha. Mas era maré alta naquela hora, então as ondas, mesmo ondinhas, davam uma chacoalhada. Não há infra no Leão. Curtimos um tempo na praia e depois seguimos de volta. Fomos percorrer os mirantes da região até Caracas. Todos são sublimes, mas destaco o mirante para o Sueste. Pelas cores do mar que vimos daquela posição. Andamos de volta para o PIC do Sueste, onde pegamos o busum para a outra ponta da ilha, a Praia do Porto. Estacionamos por lá. Fui verificar o mergulho para fazer no dia seguinte. Tinha a dica do Bodão, mas acabei indo primeiro na Sea Paradise, onde já tive uma boa referência de como seria o mergulho. 250 para credenciados, no cartão, para 1 mergulho. Fui no Bodão e era um pouco acima disso (acho que 270), mas com um percurso mais limitado – era o mesmo do batismo. Na verdade, entendi que ali, em ambos os casos – seja vc mergulhador ou não --, vc vai fazer praticamente a mesma coisa. Optei pela Sea Paradise e marquei para o dia seguinte. Só tinha saída ao meio dia. Ficamos de relax no Porto até o pôr do sol. Descobrimos o Recanto da Graça, que tinha cervas de 600ml (Original, Heineken, Bud, Stella) a 18 pratas -- em Noronha, na praia, isso é barato. Foi onde estacionamos. Aproveitamos para petiscar e sair do jejum. Fomos andando de volta para a Vila dos Remédios, em direção ao Forte. Haveria às 19hs um showzinho por lá, do Projeto Música no Forte. Violino pop, foi bacana, curtimos. Depois ainda fomos curtir uma saideira comendo nachos num barzinho em frente ao cachorro. Muito bom. Domingo. Saímos cedo para conhecer o Buraco do Galego, que fica na Praia do Cachorro. Maré tava baixa, mas crescendo. Maior galera na fila para fazer foto, ninguém curte. Não tem como curtir. Tem mais gente que espaço, e todos querem foto. Desencanei de entrar, e logo voltamos. Ficamos um tempo numa sobrinha na Praia da Conceição de relax, aproveitando para mergulhar na maré baixa. Aproveitei para ver o esquema das barracas. Aluguel por 40 da barraca com 2 cadeiras. Na barraca do DudaRei, se vc consumir mais de 50, não paga. Ou pode ficar no restaurante deles, logo atrás. Depois fomos andando para a Praia do Porto. Estacionamos novamente na Graça (pegamos a última mesa!), e fui para o mergulho. Eu e mergulho: Em 2012 estivemos em San Andres e foi quando me veio à cabeça aprender a mergulhar. Acabei não levando o plano adiante, mas no ano seguinte eu fiz o curso para logo depois mergulhar na Grande Barreira de Corais, num liveaboard na Austrália. Inesquecível. Mergulhei ainda esporadicamente naquele ano em Arraial (novamente, além dos mergulhos do curso), no Rio e no Abismo Anhumas, no Natal de 2013. Foi quando tive uma inflamação no ouvido. E nunca mais. Passei por algumas grandes oportunidades de mergulho (Caribe, Tailândia, Galápagos), sempre me contentando com snorkel. Mas decidi que voltaria em Noronha. Só que já somavam 5 anos sem mergulhar. A rigor, eu já havia esquecido boa parte do que aprendi. Precisava de uma boa reciclagem, o que felizmente fizemos. Mergulhamos 3 pessoas, além do guia. Os outros 2 também eram mergulhadores credenciados que não mergulhavam havia algum tempo, ou seja, todos precisávamos de uma reciclagem. O guia, Rafael, foi ótimo: nos relembrou as coisas básicas, as coisas necessárias, fez um rápido treinamento e seguimos adiante. Um Scuba review express, mas muito útil (ao menos para mim!). Mergulhamos na praia mesmo (na Praia do Porto há duas barracas: a do Sea Paradise e a do Bodão; ambas descem ali mesmo). Vc entra na água e vai baixando. O começo foi realmente de adaptação para mim, de reencontrar o equilíbrio de respiração, sobretudo a calma. Levou um tempinho, e relaxei. E curti. Mas curti muito. Nós fomos nos dois naufrágios, o Eleni e o Maria Stathatos, além do Trator de Esteira (que também afundou e lá ficou). Vimos tartaruga, arraias, moreias e muitos peixes coloridos. Passamos por um túnel do naufrágio que é local de peixes praticamente estacionados, muito bacana. Visibilidade excelente. Deu quase uma hora de mergulho, que achei um barato. Por ver o naufrágio, pela peixarada que vimos, e pela minha volta ao fundo do mar. Saí muito feliz. Passei o resto do dia mergulhando de snorkel na Praia do Porto, que achei excelente para ver bichos. Vi tartarugas facilmente, e até duas de uma só vez, nadei atrás de um tubarão lixa, e ainda cheguei de novo na área do naufrágio. Praia do Porto para snorkel é ótima! De resto, ficamos de relax na Graça com as cervas e petiscos. Tentei descolar passeio de barco para o dia seguinte, mas a galera dizia que estava para entrar um swell que tornaria o passeio mais “agitado”. Como Katia veta solenemente passeios de barco que não sejam absolutamente tranquilos, desencanei. Pegamos um busum para a Vila dos Remédios e fomos ver o pôr do sol do alto do Forte. Passamos no mercado e compramos umas cervas para acompanhar (latinhas geladas de Heineken a 6). Mais um espetáculo. Encerramos o dia repetindo o anterior, com nachos no barzinho em frente ao Bar do Cachorro. Segunda-feira. Acordamos mais cedo e saímos pra ver o sol nascer do forte da Vila dos Remédios. Chegando lá, tinha mais gente. Acho que o melhor lugar deve ser o Buraco da Raquel, que dá de frente. De qq forma, foi bacana, curtimos. Vimos golfinhos ao longe lá do alto do forte. Ainda passamos na Praia do Cachorro pra ver o Buraco do Galego sendo castigado pelas ondas. Aproveitamos para passear pela área quando todos ainda estão acordando, e ir no mercado comprar suprimentos para comer no café da manhã. Depois do café, fomos pegar o busum. Como era dia de swell, conforme previsões – a discussão era quanto à intensidade --, optamos por pegar praia. Escolhemos a Cacimba do Padre para a 1ª parada. Descemos do busum e fomos andando, via Bode. Estacionamos numa das barracas de 50 pratas e passamos a manhã por lá. A Baía dos Porcos estava com o mar bem agitado. A maré baixa embeleza bastante o cenário, mas mar estava agitado mesmo. Conforme o dia foi passando, e a maré aumentando, a força do mar foi aumentando também. Houve momentos em que era difícil resistir ao mar puxando pra dentro. Era dia pra não entrar no mar. Ainda assim vimos alguns barcos – ou seja, rolou passeio. Mas vimos ao longe como eles chacoalhavam entre as ondas. Consta que a Cacimba do Padre é a praia que os surfistas buscam, mas na temporada de surf. De tarde fomos para a Praia da Conceição, passando novamente pela Quixabinha, Bode e Boldró. Maré estava um pouco alta pra passar, mas dava. Entre a Quixabinha e o Bode, me estrepei nas pedras (se beber, evite as pedras!), mas foi coisa leve. Com maré alta e swell, nada de piscinas no Bode. Na Conceição estacionamos no DudaRei, onde ficamos observando as ondas altas. Nesse dia fomos curtir o pôr do sol no Bar do Cachorro, com direito a sax. Não tinha visão direta do sol, mas o clima é bem bacana. Nesse dia nos permitimos uma esbanjada e fomos jantar em restaurante pela 1ª e única vez – era nossa última noite. Escolhemos o Cacimbas, e foi realmente ótimo. Terça-feira. Decidimos rever o principal de Noronha, então partimos cedo de taxi para o PIC do Sancho. Mais cedo que da 1ª vez. Direto para a Baía dos Golfinhos. E dessa vez, sim, eles estavam lá! Dessa vez havia vários – e havia bastante gente pra ver também, tanto que não havia mais binóculos disponíveis. Curtimos um longo tempo por lá, aprendemos mais sobre os golfinhos conversando com o pessoal do Projeto Golfinho-Rotador. E seguimos nosso passeio. Além de o céu estar um pouco nublado, a Praia do Sancho estava bem diferente nesse dia. O swell tinha entrado firme, e era nítido como o mar estava remexido. Longa faixa de espuma, onde antes víamos o azul, a mancha escura de sardinhas e os tubarões passeando. Manchas de areia espalhadas, indicando como o mar estava levantando a areia daquelas áreas. E ondas mais fortes batendo na praia, que dias antes estava calma. Seguimos para o Mirante da Baía dos Porcos e a diferença era ainda maior. Onde eu havia feito snorkel dia antes agora era um mar de espuma e areia, visto do alto. O cenário de beleza da praia fica intacto praticamente, no entanto. Mas não estava interessante para banho de mar. Voltamos para o PIC, e a ideia era tentar o Sueste. Mas mudamos de ideia, presumindo que toda a ilha estaria afetada pelo swell. Fomos então conhecer o Buraco da Raquel e arredores. Pegamos o busum para lá. Descemos no Porto e vimos como estava a praia. O que antes eram ondinhas mínimas, ideal para a criançada e para ficar flutuando de snorkel, agora era onda que atraía surfistas. Completamente diferente. As barracas de mergulho (Bodão e Sea Paradise) nem deram as caras. Era outro cenário. Conhecemos o Buraco da Raquel, visitamos o Museu do Tubarão – muito bacana, bem informativo não apenas sobre os tubarões (ensinava até mesmo o swell!), e grátis – depois fomos seguindo até a pontinha, onde se chama Air France, onde tem o encontro do mar de dentro com o mar de fora. Ambos agitados. Mirante dos tubarões, onde possivelmente se enxerga o bichão, estava lá, também com o mar agitado. Nada de ver tubarões. Fizemos um relax na praia. Só tinha surfista. Depois pegamos o busum de volta para a vila. Na vila ficamos visitando algumas atrações culturais que deixamos para o final. Tinha um museu, mas que estava fechado (mas a placa na porta indicava que ele deveria estar aberto...), tinha o Palácio, e outras atrações menores. Noronha é praia mesmo, de modo que descemos para o Cachorro para admirar o swell batendo firme na praia e puxando para o mar o que tinha pela frente. O som do mar recuando em meio às pedras era um barato. E o Buraco do Galego lá ao longe, sendo castigado. Encerramos nossa estadia com uma saideira no Bar do Cachorro. Voltamos para a pousada, banho, taxi, aeroporto, Recife. A Gol mudou algumas vezes os vôos desde a emissão da passagem e, no fim das contas, a volta acabou prejudicada. O que antes era uma simples conexão de uma hora em Recife chegando de noite no Rio, virou uma longa conexão de mais de 9 horas, chegando ao Rio de manhã no dia seguinte. Passamos a noite na Boa Viagem e aproveitamos para jantar e rever amigos. Dia seguinte estávamos de volta ao Rio e ao batente. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Quantos dias? Eu sempre tive para mim que pelo menos 4 dias cheios eram necessários. Eu hoje diria que o mínimo para Noronha são 3 dias cheios. Eu dividiria +- como fiz: 1º dia percorrendo Golfinhos, Sancho, Porcos, Cacimba e etc. Mar de dentro. 2º dia com Sueste, Leão e qq outro canto que sobrar para o fim de tarde. 3º dia para mergulho, passeio de barco e praia do Porto. E os bônus eventuais de tempo dos dias da chegada e partida. Necessário ter sorte para todos os dias estejam bons e sem swell. Mas esse é o mínimo. Quanto mais, melhor (e mais caro!). Quanto $$$$$? Isso vai de cada um. Vc pode ficar no albergue com banheiro compartilhado, pode ficar na pousada finesse das celebridades. Idem para comida. Mas vamos a alguns preços comuns (em Novembro de 2018): Garrafinha de água (500ml) varia entre 5 e 6 reais. Cerveja long neck é praticamente tabelada a 15 nos bares (20 no Bar do Meio, 16 no DudaRei, 12 no Recanto da Graça). Nos mercados esse preço cai pela metade. Barracas de praia: aluguel de guarda sol e 2 cadeiras sai a (acho que) 25 no PIC Sueste, 50 na Cacimba e no Bode. Na Praia do Porto era 40. Mas no bar Recanto da Graça você se sentava de graça (desde que consumisse, claro). Na Conceição o 1o que perguntei falou em 30. Em seguida o bar DudaRei disse cobrar 30 mas se consumir 50 reais não paga pelo aluguel. Corridas de taxi custam entre 30-40. Busum sai a 5 reais. Guarde o número da cooperativa de taxis – mas qualquer pessoa na ilha vai ter. Onde ficar? Vila dos Remédios. É onde tem o agito, é onde tem mais opções. Fiquei na Vila do Trinta e também achei muito bom, fica um pouco mais afastada e basta caminhar (não temos problemas em caminhar – vide o relato). Mas é importante saber que é ladeira. Por exemplo: Da praia do cachorro até o ponto do nortaxi é subida em pedra antiga. Ruim de andar de chinelos. Depois é subida em asfalto. E segue subindo, até a Vila do Trinta. Tem pousadas no Sueste, mas só se vc alugar carro e/ou quiser isolamento, ou se quiser se dedicar ao Sueste. Curiosidades linguísticas: Fernando de Noronha é como a galera começou a chamar Fernão de Loronha, que foi o primeiro “dono” da ilha, ainda nos tempos das capitanias. Boldró é como ficou conhecida a região em que os americanos ocuparam (daí a Praia do Americano, logo ao lado) e que chamavam de “bold rock”. Bold rock = boldró. Durante a 2GM, os americanos fizeram base na região e chamavam a região de bold rock.
  2. De volta ao Piauí. Um ano antes, no mesmo feriado de 12 de Outubro, conhecemos um dos maiores tesouros nacionais que é a Serra da Capivara. Este ano conseguimos novamente preços aceitáveis para curtir o feriado no Piauí, e dessa vez escolhemos o litoral. Conhecer o Delta do Parnaíba, percorrer o menor litoral brasileiro, conhecer a vibe de Barra Grande (do Piauí, para não confundir com o homônimo da Bahia), As praias de Luis Correia, etc. Era o que estava nos planos. E, novamente, além de uma viagem de avião (Rio-Brasília-Teresina), teríamos uma longa viagem terrestre pela frente. Chegamos em Teresina de madrugada e apenas fomos dormir mais algumas horas num hotel nos arredores. Partimos para o litoral logo cedo no dia seguinte. O fluxo de carros era grande dessa vez, bem maior que na direção sul que pegamos no ano anterior. Ok, é sabido que muito mais gente visita o litoral que a Serra da Capivara. A viagem terrestre até Barra Grande do Piauí levou pouco mais de 5hs. São 400 km. Escolhemos Barra Grande como base por ter lido que era tida como a “Jeri do passado”, com ruas de areia e boa vibe. Acho que foi ótima escolha, é bem agradável passear pelo centrinho de noite. E bem badalado. A praia é ótima, e linda. Pousadas são relativamente caras – depois soube que a elite de Teresina adotou a região, daí os preços mais elevados. Nesse dia da chegada ficamos de relax na praia de Barra Grande por toda a tarde. Conseguimos uma barraca bacana (kyte), depois fomos curtir um pouco o mar (maré estava alta) e o espetacular pôr do sol numa barraca (capucho) um pouco mais afastada (menos gente!), em frente às pousadas de luxo de beira de praia que tem por lá. Vale repetir: o pôr do sol de lá é um momento sublime. Ah, e o vento. Constante, forte. Por isso as dezenas de kytes na água, o que dá uma beleza especial ao pôr do sol. Parecem pássaros ao longe. Não tem muito o que falar e descrever. Vale sentir e apreciar. Curtimos ainda uma piscininha noturna. De noite batemos perna no centrinho, esbanjamos num jantar finesse (restaurantes tinham longa filas por lá!) e fomos dormir. Vida boa. Sábado era dia de explorar o litoral. Usei como referência o ótimo relato da Érica Martins (https://www.mochileiros.com/topic/74878-relato-delta-do-parna%C3%ADba-litoral-do-piau%C3%AD-jericoacoara-7-dias/) e partimos no sentido inverso ao dela. Na viagem que fizemos para a Capivara encontrávamos sempre animais na estrada. As estradas são geralmente muito boas (para o litoral pareciam um pouco piores que para o sul), perigo maior são mesmo os bichos que de vez em quando cruzam. Entre as estradas do litoral, sobretudo em Cajueiro da Praia (Barra Grande), tinha muito bicho. Era galinha, porco, cachorro, gato, burro, bode, pato... praticamente um safari. Nesse dia (sábado) nossa primeira parada foi na Praia de Macapá, em Luis Correia. Praia de rio que desemboca no mar. Fomos seguindo a estradinha até nos depararmos com ônibus de turismo estacionados e carros fazendo manobras. Sinal de que é melhor voltar dali! Lotado de gente. Como a região é bem grande, recuamos para o primeiro bar de praia que vimos e fomos curtir a praia. Sublime. A Praia de Macapá, sobretudo naquela hora de maré baixa, é daquelas que eu posso estacionar e curtir durante longas horas. Vasta, cheia de curvas que são formadas pela combinação entre vento e maré baixa, belíssima. Muito pouca gente na região onde estávamos. Logo do lado tinha a maior galera num dos bares – aquele dos ônibus parados. Sempre tinha alguém curtindo um kyte também. Ficamos lá por um tempo e partimos. Nossa meta era explorar o litoral. Olhando para trás, eu teria ficado mais tempo por lá. Antes de partirmos vimos dois carros atolados na areia sendo resgatados. Areia onipresente em região de dunas e muito vento. Havia pontos na estrada com avanço das dunas (e máquinas trabalhando para retirar). Parada seguinte foi na árvore penteada, que lembra a árvore da preguiça de Jericoacoara (que, aliás, soube que tombou recentemente). É bacana, um ponto fácil para fotos. Acesso fácil e sinalizado. Dali em diante enfileiramos algumas praias para conhecer, mas acabamos apenas passando por elas. Praia do Farol (vazia, sem qualquer infra), as praias seguintes à do farol (algumas tem infra), a famosa Praia do Atalaia, urbanizada, e naquele dia beeeeeem cheia. Muita gente, muitos ônibus, flanelinhas, etc. Digo bem cheia, mas a praia também é bem ampla. Tem espaço de sobra para todos. Decidimos não parar. Ainda estiquei até a Praia do Farol Velho, mas que ficava numa região bem largada, parecia fantasma. Logo voltamos e seguimos viagem. Próxima parada foi a Lagoa do Portinho. No caminho, a duna literalmente tomou conta da estrada. Chegando lá... ainda bem que eu já tinha lido o relato da Érica. A Lagoa praticamente morreu, parece estar secando. É um lugar ainda bonito, eu diria, mas bem largado. Muita coisa abandonada. Tinha praticamente ninguém por lá. Um barqueiro veio oferecer passeio de barco, mas recusamos. Enfim, logo partimos. Fomos para Parnaíba, na zona do porto, para fechar um passeio ao Delta. Minha ideia era fechar com algum barqueiro para o dia todo, mas Katia vetou solenemente a ideia, ainda traumatizada com o barco pulante de Alter do Chão (não é nada terrível, ela que tem medo mesmo). De modo que, então, nos rendemos ao passeio habitual com a galera. Fechamos o nosso (70 pp) para 2ª feira. Naquela região tem a Sorveteria do Araújo, que é MUITO saborosa. Simples, e saborosa. Aliás, se tivéssemos nos hospedado por lá, acho que ali era o ponto de curtir a noite. Naquela hora, com o sol a pino, não tinha praticamente ninguém. Partimos para a Praia Pedra do sal, a única de Parnaíba. Galera diz que o pôr do sol de lá é bem bacana. A praia é bem grande, e dividida pelo farol. Embora houvesse bastante gente, havia espaço de sobra para todos. Ficamos um tempo por lá, mas não até o pôr do sol, que era o plano original. A praia é interessante, mas Barra Grande é melhor! (Macapá também – e aí me dei conta de que poderíamos ter ficado mais tempo por lá). Disparamos de volta para curtir ainda o pôr do sol em Barra Grande. O litoral piauiense é relativamente curto, mas a viagem da Pedra do Sol até Barra Grande leva coisa de 1,5 hora. Não é pouco. Chegamos em Barra Grande a tempo de curtir o pôr do sol, mais um. E mais um espetacular. Na mesma Barraca do Capucho, que se tornou nosso ponto final obrigatório de cada tarde. Tal qual o Restaurante o Nain, em Canoa Quebrada, semanas antes. De noite fomos compensar a esbanjada de ontem e fomos num restaurante mais guerreiro, no centrinho mesmo. Pagamos nada menos que ¼ do valor da conta anterior. Excelente custo-benefício! De resto ficamos batendo perna no centrinho, comendo tapioca doce e uma limonada com rapadura que era uma delícia. Domingo tiramos para ser um dia mais relax. Para curtir Barra Grande mesmo. Pouco carro. Amanheceu meio nublado. Partimos para Cajueiro da Praia, para conhecer o (outro?) Maior Cajueiro do Mundo, que (também?) fica lá. Tem mais estrutura do que eu imaginava. Não tinha ninguém, mas vc pode entrar numa boa. É interessante. Cajueiro é uma cidade bem menor que as outras (Parnaíba, Luis Correia), e mais pobrezinha. Rodamos rapidamente, ainda era cedo de manhã e havia pouca gente. Tem um projeto Peixe Boi por lá, mas estava fechado. Conhecemos a praia local de Cajueiro da Praia, que é bacana. Mar calmo. Mas havia bares, já de manhã, com aquelas aparelhagens de som nas alturas. Isso espanta. Fomos retornando em direção à Barrinha, parando nos mirantes pelo caminho. Passamos o resto da manhã na Praia da Barrinha, de relax. Aproveitamos para caminhar até a foz do rio que divide a Barrinha de Barra Grande. Se tem foz de rio, eu quero conhecer. Mais um belo lugar. Na verdade, no google maps consta como Lago da Santana. Seja o que for, belo lugar. Aliás, é possível (e fácil, na maré baixa, cruzar da Barrinha para Barra Grande. De tarde fomos para Barra Grande. Fazia aquele calor sinistro que faz na região quando não tem nuvem para proteger. Logo arrumamos um bar para estacionar e curtir a praia, a sombra, a cerva, e tudo o mais. A maré estava baixa, o que permitir entrar MUITO mar adentro. Vegetações e pedras cravejadas de mariscos surgem centenas de metros adentro. Fui lá conferir e curtir. Quando voltei a maré já estava em pleno trabalho crescente, o que requer atenção redobrada (para não esfolar o pé numa das pedras cheias de mariscos!). Curtimos nosso fim de tarde no mesmo lugar de sempre. Mas dessa vez uma nuvem fechou o tempo e não rolou pôr do sol. Chegou até mesmo a pingar. Coisa rara na região em outubro. Jantamos muito bem no Manga Rosa, repetimos as tapiocas e limão com rapadura, e fomos dormir mais cedo. Nossa última noite na área. No nosso último dia partimos logo cedo. A viagem até Parnaíba leva cerca de 1 hora. O passeio sai pouco antes das 9hs, do município vizinho de Ilha Grande. O barco segue o rio, passa por um igarapé, mostra caranguejos (e faz uma encenação de um tal homem lama...). E chega num braço de areia que na verdade é uma praia no delta. Ou uma ilha: Poldros. É onde param os barcos de passeios organizados. Curtimos um tempo por lá, com céu fechado. Na volta, o barco para numa área de dunas belíssimas, onde também serve caranguejo para a galera. Subi as dunas e fui entrando por elas. Na minha frente tinha um cara ainda mais explorador. Visual extraordinário. Tudo seco, tal qual quando visitamos os Lençóis Maranhenses. Andei por uma lagoa seca, mas ainda relativamente úmida. A natureza é bela de diversas formas. Depois de um tempo, voltei e fui curtir um pouco de banho de rio. Sempre uma delícia. O passeio leva +- umas 6hs e acaba no mesmo ponto. Pegamos o carro e partimos direto para Teresina. Mais 4,5hs dirigindo. Como era 2af, a o São João Carne de Sol estava fechado. Paramos numa pizzaria guerreira logo adiante para matar a fome antes de devolver o carro e dormir algumas horas. Nosso caminho de volta ao Rio começaria de madrugada e dia seguinte era novamente dia de batente. Mais um feriado desbravando algum canto do Brasil!
  3. Fala mochileiros! Cheguei recentemente de um passeio no chamado "caribe brasileiro" (nome mais do que merecido, diga-se de passagem), ou Alter do Chão, para quem não conhece, e, como me surpreendi com a experiência que tive lá (principalmente em relação a gastos, uma vez que destinos exclusivamente turísticos acabam sendo por vezes temidos pelos custos de viagem), nada mais justo do que compartilhar. Então, partiu!!! Alter do chão lá de cima, com a ponta do cururu bem definida. Acreditem, caminhei boa parte disso aí de praia A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor de ida e volta, só com passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora). Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, que seca demais e não fica tão bacana no ponto mais baixo, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e temporais. Os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue.... Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou. Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim. Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim). Le acampamento base. Fui muito bem tratado aqui. Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar. A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feita dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher. Caju hoje, caju amanhã, caju sempre Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores para quem está só, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé. Partiu ponta do Cururu A "andada" leva mais ou menos 1 hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, isso me encantou. Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei Chegando na ponta, senti na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional!!!!! Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem crise!! Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por duas, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo. Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu.... Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir. 2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto, e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso o temporal não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos). Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente March!!!!!! Esse lugar é diferenciado Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo. Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer. A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água Até aqui e ainda está bem raso Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 10 pila num pratão desse vale cada mordida!!! 3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho: Mas ein??????? Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido. Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já ). De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta. Fonte: google maps, 2018 A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico! Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu Praise the Sun! O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse. Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gastado mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer, pelo medo de chover e o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente). 4o. Dia: despedida de Alter do chão Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém um pouquinho. Me recomendaram ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas. O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna ) Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja. Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali? Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!! Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim Que água transparente é essa, cara? O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne Ah, o paraíso Perfeição base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar. Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp., agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a integração Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho (vc sabe o que é chopão?), e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa. Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias! Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! ), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização. Le orla com a área recreativa A cultura do sapo presente também em STR. Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir. 5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade: * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido. * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também. * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade. * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele. * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo. * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um. * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas. * Existem umas praias bacanas próximas do aeroporto de STR, mas que necessitam de transporte próprio (ou money para o taxi) para chegar lá, numa delas fica a badalada casa do Saulo, pela correria e ausência de transporte, acabei não indo também para esses lugares. O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali. A pista de cross para quem curte uma bike marota. Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns! Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar Espaço saúde para caminhadas e trilhas Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento. Que gutyyyyy As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição. Era o animal mais próximo dessa visita Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes. Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos: Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural. custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo. O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc. Em Santerém também tem muitos lugares interessantes, mas que vão exigir pesquisa e um transporte próprio. De principal, o centro, o parque, o zoológico e algumas praias que ficam lá nas proximidades do aeroporto. Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado. Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares. Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos ofertados pelo booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato. Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
  4. mcm

    Feriado em Canoa Quebrada

    Feriado de 7 de Setembro + promoção para Fortaleza = não recusar. Eram 3 dias, e algumas áreas ainda estavam por explorar. Ubajara era uma delas, Canoa Quebrada era outra. Desde que fomos a Jericoacoara pelo litoral que fiquei na memória que voltaria a Mundaú. No fim das contas, elegemos Canoa Quebrada para o feriado relax de 3 dias. Chegamos em Fortaleza na quinta de noite, apenas para dormir num hotel econômico e partir logo cedo na manhã seguinte. A estrada para Canoa Quebrada está muito boa para os padrões nacionais. E com muitos radares, dentro dos padrões nacionais. Pegamos algum trânsito no caminho (saída de feriado!), mas fomos numa boa. No planejamento eu identifiquei um lugar um pouco antes de Canoa que era encontro de rio com mar. Adoro locais com foz de rio, e esse parecia valer a pena conhecer. Trata-se de Fortim. Foi nossa primeira parada. Chegamos com a maré ainda baixa, mas já crescendo. Curtimos o resto da manhã e o começo da tarde naquele cantinho bacana. Fomos caminhando até perto da foz, passamos por uma pousada isolada à beira-rio, perto do mar, dedicada a esportes de vento. Bem bacana. Local ótimo para quem pratica. Antes de seguirmos para Canoa, ainda entramos mais na cidade para conhecer o Pontal de Maceió, onde já é praia de mar. Apenas conferimos, não era ideia ficar lá. Chegamos em Canoa, largamos o carro na pousada (e só pegamos para ir embora) e fomos conhecer... as falésias! Descemos para a praia, vimos as várias e sucessivas barracas de praia instaladas num patamar mais elevado para “sobreviver” à maré alta. A maré estava alta. Vimos no alto uma passarela que, presumo, enseja um belo visual da área. Mas... está interditada. Visivelmente deteriorada. Enfim, aquele Brasil de sempre. Curtimos o logo de Canoa Quebrada na falésia (tem outro num ponto mais distante) praticamente sozinhos (um raro momento naquele feriado!) e fomos curtir o pôr do sol no Restaurante O Nain, que foi nosso ponto de fim de tarde, em todas as tardes. Das melhores lembranças que tenho desse feriado é o visual do gramado e o mar ao fundo com cervejinha ou água de côco no Restaurante O Nain. Voltamos, piscinamos um pouco, e fomos jantar e bater perna no centrinho, a famosa Broadway. É bem bacana, com diversas opções de restaurantes, lojinhas, bares, showzinhos, etc. Dia seguinte foi dia do tradicional passeio de buggy. Fomos andando até o centrinho, pouco antes da Broadway tem o ponto dos buggys. Preço e roteiro são tabelados, então nos descolamos de ficar pesquisando. Passeio para Ponta Grossa custa 350 por buggy. Eu queria esticar até a Praia Redonda, mas não rolava por causa da maré. Ok, então. O passeio dura pouco, umas 3 ou 4 horas, e proporciona belíssimos visuais. Extraordinários mesmo. Pelo caminho vc vê falésias (claro!), para na Garganta do Diabo (onde tem uma fonte de água, mas o que mais curti lá foi o visual), apenas passa pela Lagoa do Mato, passa num mirante estonteante, e segue até Ponta Grossa. Lá há uma parada geral dos buggys, e é onde vc pode curtir o mar (rola um snorkel), ou tentar subir as dunas. Depois de um tempo lá, é hora de voltar. De tarde ficamos de relax na praia, vendo a maré engolir a areia e a área dos banhistas. Tinha a dica da barraca Lazy, mas tava lotada. Ficamos onde havia lugar, até que o mar chegou e acabou com a festa. Galera sobe para as barracas, que ficam lotadas (era feriado!) com a maré alta. Nós fomos para o nosso O Nain, novamente curtir aquela vibe de fim de tarde com visual, paz e cerveja. Nesse dia ainda fomos curtir um voo de parapente (270 para 2 pessoas), que curtimos demais. Eu não voava em algo parecido havia 20 anos (tinha voado de asa delta algumas vezes). Maior paz, maior tranquilidade. E maior visual. Recomendo muito. É outra coisa que levarei na memória durante muito tempo, espero. Ainda deu tempo de curtir o por do sol na duna, delicioso programa tradicional de fim de tarde por lá (vá a pé!). De resto, seguimos o roteiro Broadway, piscina, Broadway de novo. Tava mais cheio nesse dia. No último dia, fomos fazer uma caminhada pela praia seguindo para leste. Passamos pelo outro logo de Canoa Quebrada. Ainda fui até a praia seguinte, Majorlândia, depois voltei. É um longo trajeto, acho que de 1h, entre uma praia habitada e outra. Galera voltou antes e estacionou numa barraca de praia mais tranquila, um pouco distante do burburinho. Curtimos a praia na maré baixa e novamente ficamos curtindo a maré crescendo e tomando a areia. Galera de kyte, de surf. De tarde batemos nosso ponto no O Nain (lembrei-me do Bar Utopia, de Luang Prabang, achei a vibe semelhante). Só no relax com o mar à frente. E o gramado mega aconchegante de lá. Voltamos para Fortaleza de noite. Pernoitaríamos perto do aeroporto para embarcar de madrugada de volta ao Rio – dia seguinte já era novamente dia de trabalho! E assim foi mais um feriado desbravando algum canto do Brasil. [Todas as fotos são do Instagram da Katia]
  5. Marcus Martins

    IBITIPOCA - set2018

    Já a algum tempo Ibitipoca, distrito do município de Lima Duarte, estava entre os destinos que eu tinha como prioridade para fazer uma visita, ou melhor, para conhecer o lugar e ver se era tudo aquilo que falavam em relação as belezas naturais do lugar. Estava focado nas trilhas do Parque Estadual do Ibitipoca. Após fazer uma pesquisa sobre as pousadas, resolvi ficar na Pousada das Bromélias (R$150 com bom café da manhã), que é a que fica mais próxima da entrada do parque, cerca de 10min caminhando. Então no dia 28set18 saí de casa, do bairro de Realengo RJ, às 06:00h, após tomar um farto café da manhã, pois pretendia chegar a pousada e de imediato seguir para o parque para fazer dois dos três circuitos.Eu faria o Circuito das Águas e o Pico do Pião, que eram os menores, e no dia seguinte faria a Janela do Céu, que é uma trilha maior que as outras duas. Eu disse que faria e fiz, mas, alguns contratempos atrapalharam e dificultaram um pouco. Como disse anteriormente, saí de casa às 06:00h e peguei a BR 040 (RJ/BH), paguei três pedágios de R$12:40, segui até a placa que indica "Lima Duarte, Caxambu,São Lourenço", cerca de 200km de onde saí. Como indicado na placa dobra-se a esquerda pegando a mesma BR voltando, mas logo a uns 200m a frente vira a direita na BR 267, que apesar de ser uma rodovia de mão dupla, é muito bem conservada e sem pagamento de pedágio. Cerca de 50km depois cheguei na cidade de Lima Duarte. Cidade pequena e com várias placas indicando o caminho para Ibitipoca. A estradinha de 27km estava em boas condições, tendo uma parte sem asfalto e outro trecho com lajotas. Cheguei ao centro da Vila de Ibitipoca, que resume-se a uma rua com cerca de 200m onde fica todo o comércio do local, ou seja, barzinhos, restaurantes, padaria, mercado, etc. Três km a frente fica a entrada do parque. Cheguei pouco antes de 11:00h, fiz o check-in e pretendia fazer um lanche na própria pousada e partir de imediato para o parque. O primeiro problema: a pousada não serve refeições e nem lanches. Sem problemas. Lembrei que no interior do parque tem um restaurante e resolvi que lancharia lá. Este foi o segundo problema. Ao comprar o ingresso (R$20,00) o porteiro informou que o restaurante estava sem funcionar a algum tempo com problemas de licitação. Outro fato que me chamou a atenção foi quando pedi um mapa no Centro de Visitantes, com o roteiro das trilhas, e o atendente falou que não tinha, que tinha acabado e não foi reposto. Este atendente foi muito solícito comigo, tentando me explicar em um mapa na parede o roteiro que eu faria. Cheguei a conclusão que o parque, assim como outras coisas públicas, encontra-se sem recursos para manutenção. Resumo: estava sem lanches e somente com o café da manhã. Mas, como gosto de desafios, resolvi fazer o Circuito das Águas e ver minhas condições físicas para fazer o Pico do Pião, que é uma trilha bem mais puxada em subidas e mais longa. Estava levando somente uma garrafa de 1,5l de água. Como as atrações do Circuito das Águas são bem próximas umas das outras, ainda eram 13:00h, e eu estava empolgado, falei; "_ Nada como um bom desafio, vou subir o Pico do Pião." Subi. Não me arrependi, mas também não é tão legal como eu imaginava. É um local sem muitos atrativos, com muitas subidas bem íngremes, sendo os principais atrativos a ruína de uma capela e a visão 360º. Quando estava chegando lá, comecei a sentir os efeitos da falta de alimentação e fiz a última subida na raça. Fiquei no cume uns 15min tirando fotos e descansando. Como para descer dizem que "todo santo ajuda", pode até ajudar mas meus joelhos dizem que não, rsrsrs, cheguei a portaria sem maiores problemas por volta das 16:30h. Como a pousada fica bem próximo ao parque, cheguei rapidamente, assim como rapidamente tomei um banho, peguei o carro e fui para o centro (3km) para almoçar, estava morrendo de fome. Tem algumas opções, mas escolhi o lugar onde você se serve a quantidade desejada, com direito a dois pedaços de carnes (frango, peixe, carré), ao preço de R$18,00. Comi como se fosse um rei. Boa comida com preço honesto. Passei no mercadinho e comprei uns petiscos para comer a noite na pousada, bem como água para a trilha do dia seguinte. Não consegui dormir muito bem como de costume, apesar do conforto da cama, mas deu para descansar bastante. Acordei cedo, tomei um bom café da manhã na pousada, com bastante variedades, e segui para o parque, que abre as 07:00h. Minha missão era fazer a trilha da Janela do Céu, cerca de 15km ida e volta. A temperatura estava agradável, levei meu 1,5l de água, e o sol sumia constantemente entre as nuvens. Na primeira metade do percurso é só subida, com alguns atrativos (cruzeiro, grutas), depois tem uma descida acentuada constante, que logicamente vai se transformar em subida na volta. Fiz esta trilha calmamente e antes das 10:00h já estava na Janela do Céu. Lugar lindo. Transmite uma paz inimaginável. Deve ser porque eu estava lá sozinho, só escutando o barulho das águas e o canto dos pássaros. Deu para refletir muito sobre como faz bem você estar num lugar desses, curtindo a simplicidade e beleza da natureza em contraponto as pessoas, que cada vez mais, e por mais tempo, se colocam na frente de um computador, sem nem pensar em interagir com a natureza. Após a Janela do Céu você não pode deixar de seguir um pouco mais a frente e encontrar a Cachoeirinha. Vale muito a pena. Passei um tempo na cachoeira e depois dei início a volta. Agora o sol estava inclemente. Como abasteci minha garrafa de água na cachoeira, a volta foi tranquila. Na volta foi que encontrei alguns casais que estavam indo para lá. Cheguei na pousada perto das 13:00h. A tarde fui ao centro para almoçar, comprei o tradicional pão de canela da região, que várias residências vendem e voltei para pousada. No dia seguinte após o café da manhã, fiz meu check-out e segui rumo a Teresópolis onde faria as trilhas baixas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, mas isso é outra história...
  6. Essa foi minha primeira viagem sozinha, e a experiência foi incrível. Posso dizer que AMEI e não quero parar mais. Bem, não tenho o costume de contar passo a passo como foi a viagem, apenas as dicas úteis/práticas que acredito que deva ajudar a todos. Primeiro de tudo eu sugiro que você baixe a planilha, é lá que você encontrará os valores e as somas da viagem. Coloquei o horário bem aproximado do que eu realmente fiz. Aqui escreverei os detalhes de cada atração que julgo importante e que consegui observar durante o tempo que estive lá. Data da Viagem: Abril/2014 PLANILHA DICAS GERAIS Transporte: Sempre que possível eu utilizei o transporte público, a pousada que fiquei era muito próxima ao terminal (TTU). horários e itinerários dos ônibus - http://www.pmfi.pr.gov.br/conteudo/?idMenu=570 Aeroporto: Do aeroporto é muito facil ir de ônibus até o centro, a linha é a 120, a mesma para o parque nacional. Confirme com o motorista antes de entrar, pois ele para no mesmo ponto nos dois sentidos, indo ao parque nacional e voltando. Ao sair do aeroporto, ebaixo da marquise do lado esquerdo você encontrará o ponto de onibus (marcação no chão). A viagem dura em torno de 40min. No meu retorno estava chovendo, então acabei indo de taxi para o aeroporto. A pousada que solicitou para mim. Mercado: Fui algumas vezes no mercado muffato que fica na rua da pousada que me hospedei, lá dentro tem um restaurante self service que aceita ticket refeição e o preço é bem acessível (R$21,90 o kilo), e a comida é boa. Pousada Natureza Foz: http://www.pousadanaturezafoz.com.br/ Achei bem legal o custo benefício. É um lugar simples, porém bem limpo, bom atendimento, café da manhã legal (pães, bolos, sucos artificial, frios, ovos mexidos, leite, café, chocolate, chá...), gostei do atendimento deles também, foram super atenciosos, e oferecem alguns tours; Inclusive Duty Free e Paraguai. Eles não tem frigobar, mas vendem água (2L por R$3,50) e refrigerante. Tem wi-fi de qualidade, piscina e cozinha compartilhada. RG na Argentina Levei meu RG com mais de 10, porém ele estava em muito bom estado e não mudei muito com relação a minha foto. ATRAÇÕES Passeio em Iguazu Argentina (Paseo en Iguazú ) / Duty Free - Loumar Turismo http://www.loumarturismo.com.br/paseo-en-iguazu-foz-do-iguacu.html O pessoal da Loumar turismo foi bem legal, eu comprei os tours pela internet. Você passa seu cartão de crédito, código de seguraça e pronto, fiquei meio assim, mas foram super confiáveis. O único problema é que depois você tem que passar em um dos postos deles para trocar pelo voucher, apesar de eles terem vários postos espalhados pela cidade achei meio desnecessário, uma vez que já estava pago e eu tinha um comprovante deles, na verdade eles pedem isso para confirmar que você vai mesmo (affe!?), ok uma vez feito isso eles passam na maioria das pousadas para te buscar. Isso foi bem legal, não tive que me preocupar com nada, pegaram e me deixaram na pousada. Com relação a esse passeio eu não recomendo. Foi legal sim, mas não acho que seja uma coisa que valha a pena. A cidade de Puerto Iguazú não tem muita coisa, a não ser que você queira fazer compras de roupa de couro, ai sim lá tem bastante coisa. A feira que tem lá é meio miada, não tem muita coisa a não ser especiarias. De qualquer forma deu pra comprar Alfajor. O Duty Free é bonito, mas é pequeno e tudo caro. Quando você entra, tem que deixar todas as suas coisas numa sacolona que eles lacram com alarme. Você só retira na saida, ou no caixa. Não pode tirar fotos. O Duty free fica antes da Aduanda então se você só vai para lá, não é necessário a preocupação com documentos ou passaporte. Parque das Aves É bem ao lado do Parque Nacional, porém ele abre meia hora antes, então se você quiser aproveitar faça como eu fiz, chegue mais cedo, desça um ponto antes do parque nascional que é bem em frente ao parque das aves e curta o lugar VAZIO. O Pagamento deve ser feito em dinheiro, eles não aceitam cartões. Eu adorei o lugar, os viveiros com as araras são incríveis. Parque Nacional (Cataratas) Saindo do parque das aves, é só atravessar e andar um pouquinho a direita que você dará de cara com a entrada do parque. Como fui durante a semana e fora de férias, estava vazio, não peguei fila nenhuma. É possível pagar com cartão. Alí você pega o onibus que anda dentro do parque. a segunda parada é do macuco, a terceira é da trilha das cataratas, e a quarta é direto lá no perto do mirante. (o onibus avisa todas as paradas) Desci direto na terceira parada em frente ao hotal das Cataratas, para fazer a trilha das Cataratas, é uma caminhada leve de 1,6km em trilha pavimentada, com vários pontos de visão. Vale muito a pena. Você vai descendo até dá lá no mirante, aquele que dá de frente para a gartanta do diabo. Ai no final você sobe de elevador, bem tranquilo até para idosos. Ali no final, depois que você sobe o elevador tem o restaurante Porto Canoas e uma lanchonete fast food, além de lojinhas. Depois só pegar o ônibus até a parada do Macuco Safari. ah!! não leve capa de chuva e se molhe com as cataratas, ok? rsrsrs APROVEITE!!!! (leve só um saquinho pra você guardar sua máquina caso esteja muito forte rs) Macuco Safari. Ali na entrada do parque nacional, tem umas "lojinhas" que oferecem serviços, eu comprei o ingresso ali mesmo. Mas acho que lá na parada do macuco também vende. Aceitam cartão. Você pega um trenzinho que vai meio a mata, e um guia vai explicando e contanto historia. Depois ele para pra uma caminhada de 1km (faz quem quiser, pode seguir com o trenzinho se desejar). Chegando lá, você pode deixar todos os seus pertences num armário, é só pagar R$5,00 e eles te trocam por uma moeda que libera a chave do armário do vestiário. Deixe TUDO LÁ, troque de roupa, não vá de jeans, ponha uma havaiana, e esqueça máquina fotográfica, se quiser fotos eles vendem depois(a não ser que você tenha uma a prova d'agua), vai molhar tudo. Leve uma toalha e muda de roupa. Use óculos escuros pois vai chegar muito, muito próximo as quedas, e dessa forma você consegue ver melhor sem machucar/incomodar os olhos. Minha sujestão é deixar o macuco safari por último, pois se você for antes e trocar de roupa para descer para as cataratas vai acabar se molhando lá novamente (afinal você não é da turma da capa de chuva né?) Passeio de helicóptero Devia ter feito no mesmo dia que fui para as cataratas, não fiz e me arrependi, voltei depois pois não resisti, aproveite pra fazer no mesmo dia que você for no parque. É incríííííível, sério.. foi os R$280,00 mais bem pagos que tive, são só 10min mas é o suficiente para aproveitar. A vista é EXPETACULAR. A entrada da helisul é bem em frente ao parque das aves, você vai sacar de cara. Para Brasileiros eles parcelam em até 3x. O valor acho que depende da cotação do dólar no dia, então pode ter variação. O passeio pode ser feito com até 4 passageiros, mas 3 é o ideal pra um não ficar expremidinho ali no meio. Eu estava sozinha, e aguardei um casal chegar pra ir junto. Não esperei muito. (mas esse casal disse que havia tentado outro dia mas não apareceu outra pessoa, pode acontecer...) Fui no banco da frente ao lado do piloto, e a vista foi muito boa, pois consegui ver de frente, de lado, e por vaixo. AMEI!!! Cataratas Argentinas Paguei tudo pela pousada, o transporte e a entrada. No dia choveu muuuito e eu consegui fazer somente a trilha superior e a da garganta do diabo, infelizmente não fiz o circuito inferior. Mesmo assim eu posso dizer, o lado Argentino é MAGNÍFICO, muito mais bonito de ver do que o lado Brasileiro, porém turisticamente falando o lado Brasileiro dá um show. No Argentino tem um maldito trenzinho que você tem que pegar para conseguir chegar nas trilhas, e ele passa a cada 30min, e a fila fica gigaante. Fui fora de temporada, não posso nem imaginar como não deve ser aquilo em alta temporada. O circuito superior é possível ver várias quedas, numa vista que mal podia acreditar. Já a Garganta do diabo de cima é impressionante, como pode aquilo existir? Eu não queria mais ir embora dali, só queria ficar observando a paisagem (pena que o pé dágua me expulsou). Vale muuuito a pena ir ao lado Argentino, nem cogite a hipótese de não ir.. rs Não consumi nada la, levei lanche.. então não sei dizer como é e se aceitam Real. City Tour - Loumar turismo http://www.loumarturismo.com.br/city-tour-em-foz-do-iguacu.html Não sou muito de City Tour, mas confesso que gostei muito deste. Eu queria muito ver o marco das 3 fronteiras, mesquita e templo budista e de ônibus não seria possível pois perderia muito tempo. O marco das 3 fronteiras está bem acabadinho, o lugar é bonito mas mal aproveitado e abandonado, porém é bem interessante a vista dos 3 países. A Mesquita é muito legal, super bonita, para entrar as mulheres precisam colocar o véu na cabeça, e se não estiver de calça tem que colocar um que cobre até as pernas (eles emprestam lá). Na verdade você entra só na portinha, mas dá para ver a mesquita por dentro que é muito bonita, e tem um senhorzinho que fica lá contando as histórias. O templo budista tem um jardim muito bonito, várias estátuas, bem legal para fotografar, mas por dentro é proibido fotos e também nem é tão bonito assim. Eu recomendo a loumar, o pessoal é muito atencioso, nos pegam na pousada, e o guia conhecia muito bem a história da cidade. Bem interessante o tour. Usina de Itaipú Fui de onibus circular linhas Conjunto C Norte ou "Conjunto C Sul" É bem longe do centro, e o onibus que peguei, agora nao lembro qual dos dois, deu bastante volta. O ponto eh bem em frente da Usina, mas do outro lado da avenida, é só atravessar e ir ao centro de visitação, as visitas são de tempos em tempos e pode ser que voce espere um pouco, tiver sorte e não esperei nada. Fiz o circuito panoramico pois queria voltar a tempo de voar de helicóptero, é bem interessante Sugiro que, no onibus, voce fique em cima e do lado direito, onde a vista é melhor. Ele faz duas paradas estratégicas. A visitação durou cerca de 40min. Para ir embora peguei o onibus no mesmo lugar que desci, então tem que ficar atento e perguntar se vai ao centro. Bom, acho que consegui fazer um compiladão das coisas que acho importante, mas se ainda restar alguma dúvida pode escrever aqui no tópico que o que eu lembrar e puder ajudar será um prazer. ah! Foz do Iguaçú entrou na lista de lugares que voltarei um dia!!! BOA VIAGEM!!!
  7. Bom dia a todos! Após um vasto tempo de preguiça em postar, devido ao monte de coisas que aconteceram na minha viagem, resolvi, neste domingo de carnaval, postar o meu relato a fim de tentar ajudar os irmãos mochileiros a fazer uma viagem excepcional e gastando pouco (vide o meu relato de Buenos Aires, o qual eu nunca mais acessei pq esqueci a senha do site e o login era um email que não mais existe. Logo, tive que me recadastrar no site). Vamos deixar de enrolação. Espero que o relato a seguir seja de muita valia àqueles que pretendem ir a este país tão incrível, terra do Nosso Senhor Jesus Cristo. 1 - COMPRA DAS PASSAGENS: As mesmas foram compradas no site da decolar.com. Observem que quando os vôos são feitos por mais de uma empresa aérea, tendem a ser mais baratos se comparados ao preço das empresas aéreas separados. No meu caso eu fui de LATAM e ELAL (Israel Airlines), com paradas longas em Milão, as quais aproveitei. Paguei cerca de R$2.600,00 na ida e volta. Só para os prezados terem uma breve idéia, meu percurso foi de GIG-TLV (com escalas em GRU e MXP) e só o percurso de GRU-MXP (São Paulo a Milão), tava dando pouco mais de R$4.000,00. 2 - MUITA ATENÇÃO NA IMIGRAÇÃO ISRAELENSE: Como é de conhecimento de todos, Israel é uma nação cercada de inimigos e uma coisa que eles prezam é a tal da segurança. Especialmente se você for pegar um vôo da ElAl. Os agentes da imigração não te deixam em paz. A entrada é infinitamente mais rigorosa do que nos EUA, uma vez que Israel não exige visto de viajantes brasileiros, mas seria melhor que exigisse só pra não passar o perrengue que eu passei. O que me pesou contra foi o fato de o meu passaporte ser novo. Se fosse o anterior, eles teriam visto alguns vistos e carimbos e saberiam que eu sou apenas um viajante mesmo. Recomendo um razoável conhecimento do idioma inglês. Eles ficaram me fazendo perguntas por mais de 30min e ainda por cima eu assinei um termo no qual eles seriam autorizados a abrir a minha mala. Como não devo nada a ninguém, sem problemas (até pq se eu não tivesse assinado, não teria entrado no país). Antes de ir para a aeronave, ainda me chamaram para verificar minha bagagem de mão e passaram detector de bombas (nesse momento eu comecei a pensar na minha árvore genealógica pra saber se alguma gota de sangue meu remetia a Saddam ou Bin Laden, pois nunca havia tido uma experiência tão grande dessa com segurança). No "final" do processo, o agente se desculpou comigo e disse que fazia isso para a minha própria segurança, no que respondi que eu nunca me sentira tão seguro em toda minha vida. Ele riu demais, mas não recomendo falar gracinhas para qq agente de imigração . Isso tudo em Milão. Ah! uma coisa curiosa foi o fato de quando o avião israelense foi taxiar, havia um carro da carabinieri italiana ao lado do mesmo, abandonando somente quando este chegou à pista de decolagem. Pensam que acabou? observem que no parágrafo abaixo escrevi a palavra final entre aspas. Bem, eram cerca de 03:40h em Tel Aviv, eu estava morto de cansado e quando fui passar pela imigração, o agente da imigração me disse que eu deveria me dirigir pra sala verde do Ben Gurion. Segundo ele, seu chefe queria trocar umas palavras comigo. Aí, de novo eu pensei em Milão e comecei a ficar traumatizado...rsrsrsrr. Já na sala verde, haviam muitos viajantes, de tudo quanto era nacionalidade. Europeus, pessoal do Oriente Médio, Australianos (e eu de brasileiro)etc. De repente, para o meu pavor total e quase um colapso, me aparece um funcionário judeu com uma caixa de sanduíches, chamando o pessoal da sala e entregando. Ele se posicionou na minha frente e quando li as folhas nas mãos dele, para cada um estava escrito "Deportados/Entrada não permitida em Israel". Pensei que eu fosse ser o próximo. Mas de repente, apareceu um funcionário da polícia deles (similar a nossa PF), que se identificou pra mim, em fez umas poucas perguntas e me disse "enjoy Israel". Ali foi a minha alforria. Sou militar do Exército e eles viram que eu falava a verdade (os bastidores descobri depois, muito longo pra contar aqui, mas eles apenas queriam confirmar se eu sou realmente aquilo que eu disse ser ainda em Milão). 3 - JERUSALÉM: CHEGADA E PASSEIOS - Após a liberação no Ben Gurion, eu não me aguentava mais de cansado e traumatizado (sério mesmo) e fui direto pegar uma van até Jerusalém, a qual me custou U$35,00. Existem meios mais baratos, mas como eu estava morto, não queria mais pegar os dois ônibus e depois um taxi até o hotel. Essa van me deixou no hotel mesmo. Não recomendo fazer negócios em dólar, pois as contas sempre serão favoráveis aos comerciantes locais. O recomendável é trocar em casas de câmbio longe do aeroporto. A única vez que utilizei o dólar foi exatamente para pegar essa Van, por razões que os prezados já sabem. Numa próxima viagem eu, com certeza, alugarei um carro. O GPS funciona muito bem lá (antes de pegar a VAN, comprei um chip de lá, ainda no aeroporto). Em Jerusalém tem locais para estacionar o carro e tinha um pertinho do meu hotel. Só que recomendo o carro apenas quando forem sair de Jerusalém, pois lá dentro dá pra se fazer quase tudo a pé (pelo menos eu fui). Minha viagem não foi de balada e sim com o intuito de conhecer os caminhos mencionados na Bíblia. Uma viagem religiosa mesmo. Fiquei no Zion Hotel. Simples, bom café da manhã (muito diferente do nosso) e tinha o que eu precisava, ou seja, cama, ar condicionado (que não usei, pois tava meio frio), free wifi e ducha com água quente. Pra quê muito conforto se eu vou passar a maior parte do tempo na rua??? nem podendo eu pagaria um hotel 5 estrelas. Conforto eu tenho em casa . O hotel eu reservei pela decolar.com e pedi check in antecipado, devido ao horário que cheguei. Fui atendido, mas cuidado, pois nesses casos, os quartos costumam não ser tão confortáveis. Com um mapa na mão e em três dias, explorei muita coisa na cidade antiga. Como eu disse, dá pra fazer tudo a pé. Passei pela Via Dolorosa, pela Igreja do Santo Sepulcro, pela prisão onde ficou Jesus e Barrabás, fui nos bairros Judeu, Armênio, Muçulmano e Cristão... fiz tudo o que se pode fazer mesmo. Fui na Torre do Reu David, Muro das Lamentações (pra entrar precisa-se se um quipá, que pode ser pego gratuitamente na rampa de descida e depois, devolvido)... foi simplesmente emocionante. Ah! eu almoçava num lugar bem barato chamado MOSHIKO, o qual achei no TripAdvisor. Gente, o sanduíche não é caro e é simplesmente MARAVILHOSO! Em Israel o café da manhã é o almoço, pois é forte. Eu vivi à base do café da manha, do MOSHIKO (raramente eu variava e não valia muito a pena) e de noite, ou era de novo o MOSHIKO, ou era um hambúrguer mesmo (muito caro, diga-se de passagem). Às vezes eu comprava coisas no mercado. Ah! cuidado com o SHABAT, pois eu cheguei numa quinta... na sexta, quando fui procurar um local pra comer após ter andado o dia todo, quase morri de fome, pois tava tudo fechado. Jerusalém parecia uma cidade fantasma. O que me salvou foi uma burguesia, que me custou quase os olhos da cara, mas preservou o meu estômago. Tive que andar pra procurar, viu?! a maior parte do comércio é de judeus. E todos fecham, sem exceção. O Shabat vai do por do sol de sexta até o do sábado. No sábado eu voltei pro Moshiko . 4 - BETHLEHEM E JERICHO - Bem, no dia do Shabat eu fui pra Bethlehem (Belém) e tava doido pra ir em Jericho. Partindo do Damascus Gate, fui até a rodoviária, que é pertinho e peguei o ônibus até Bethlehem (me perdoem, mas esqueci o número do mesmo). A passagem de ida e volta custa cerca de 7 Shekels. Muito barato. E o ônibus te deixa em Bethlehem. Não fui de carro pq se trata de território palestino e em caso de atos de vandalismo, por ser carro com placa israelense, o seguro não cobre. Pela dúvida, optei o ônibus e não me arrependi. Segui até o ponto final do ônibus e descendo do mesmo, apareceram um monte de prestadores de serviço. Não dei ouvidos e subi a rua, pois todos os turistas estavam subindo ( eu eu havia perguntado aos comerciantes locais onde focava a Igreja da Natividade, e eles, muito prestativos, me informaram sem problemas. Cheguei numa boa). Sou desconfiado com muita gente oferecendo coisas (vide o meu relato de Pequim). No meio do caminho conheci um palestino que falava português e pediu até pra tirar foto comigo no celular dele. O povo se amarra no Brasil, acreditem (talvez pq tenha uma embaixada nossa em Ramallah). Cheguei na Igreja da Natividade, vi o local para entrar na Manjedoura, Foi uma luta chegar até lá, pois é muita gente. Depois da Igreja, eu inventei de ir em Jericho. Não sabia como, mas queria. Perguntei a um guia quanto custava ir de carro, no qual obtive a resposta de 300 shekéis. Logicamente não aceitei. Até que, de repente mesmo, eu vi um homem na Van almoçando e algo me mandava ir nele (cada um com a sua crença, mas pra mim foi coisa de Deus mesmo). Falando com ele, que era guia turístico, o mesmo me informou o que eu deveria fazer. Agora conto a vocês, caros leitores, como se faz pra ir até Jericho por um preço mais do que camarada. Prestem atenção: Saiam da Igreja da Natividade, como se tivessem indo na praça em frente, virem à direita, sigam para a única rua onde passa carro, virem à esquerda e desçam a rua. Descendo uns 300 a 400m, vocês verão um terminal rodoviário. Entrem, sigam reto e quando virem as placas indicadoras de onde fica o elevador, virem à esquerda. Cheguem ao elevador e desçam uns três andares e pronto ! vocês verão um ponto de vans amarelas. Simples. Eles cobram apenas 20 Shekéis para te levar até Jericho. No caminho comprei um galeto, pão, hummus e coca cola. Olha, não era o tempero da fome não, mas foi o galeto mais saboroso que comi. Os palestinos sabem cozinhar mesmo. O hummus, idem. Eu e o meu companheiro de viagem (Pastor Edmilson), nos amarramos de montão. Na volta, pegamos a van até um ponto, onde pra nos adiantar, o motorista me informou que passava um ônibus que me deixava direto no Damascus Gate. Fui e realmente cheguei lá, pois estava desanimado de chegar em Bethlehem e andar mais de 2Km até o ponto do ônibus. Na volta me cobraram 14 Shekeis e usei mais 5 para o ônibus. A viagem pra Jericho é muito longa. Muito cansativa. Chegando lá, comemos o galeto com pão... a fome tava grande... e demos um passeio rápido. 5 - TIBERIAS, CAFARNAUM E MAR DA GALILÉIA - Conforme eu havia dito, é válido alugar um carro quando se sai de Jerusalém. Eu aluguei no site http://www.rentcars.com . Foi tudo tranquilo e no dia e hora estava tudo engrenado. Optei por um carro automático (em Israel achar carro manual é quase uma caça ao tesouro mesmo) e o mais simples. Me deram um Nissan Micra (o nosso March no Brasil). O carro foi uma maravilha. Dirigir em Israel é uma maravilha. Primeiro pq o waze te leva em tudo quanto é lugar (pra quem não sabe, o waze é israelense mesmo) e segundo pq as estradas israelenses são um verdadeiro tapete. Chega a ser uma experiência prazerosa. Ah! custou uns 400 reais 3 dias com o carro. Sendo que eu optei pelo seguro completo, ou seja, em caso de perda total, eu não desembolsaria um real sequer. Ah! a gasolina em Israel é muito cara, mas milagrosamente rende muito mais que no Brasil (infinitamente mais). De Jerusalém até Tiberias são cerca de 200 Km em média. Chegando lá, após mais de duas horas dirigindo, estacionei o carro e fui direto pro Mar da Galiléia. Andei um pouco pela cidade e quando retornei, levei uma multa. Motivo: realmente esqueci do parquímetro. Mas as multas em Israel são pagas nas agências dos correios e paguei no dia seguinte em Jerusalém. A senhora dos correios, simpática que só, chegou a rir, pois eu contei a história da multa. Mas voltando, achei a cidade muito bonita. A vista do Mar da Galiléia é simplesmente espetacular. Na verdade o Mar é um lago. Logo após ter chegado do passeio e ter levado a multa, peguei o carro e fui em Cafarnaum, uma cidade citada na Bíblia, onde tinham os pescadores discípulos de Jesus. Cafarnaum é uma cidade (se é que pode ser chamada de cidade, pois pelo que vi é um vilarejo), bem pequena. Paga-se uma irrisória taxa para entrar. Entrei, explorei, tirei fotos e comecei a lembrar das histórias bíblicas sobre aquela cidade. Muito legal, bonito e emocionante. Logo após, peguei o carro, já no final do dia e me dirigi de volta a Jerusalém, onde estava hospedado. 6 - NAZARÉ E HAIFA No dia seguinte foi a vez de ir a Nazaré. Haifa não estava nos planos. O dia estava muito chuvoso. Nazaré fica antes de Tiberias...cerca de 30 Km. Mas deixamos pro dia seguinte senão não iríamos aproveitar bem Tiberias e Cafarnaum. Chegando em Nazaré , estava bem frio. Fui na Basílica da Anunciação, onde o Anjo Gabriel anunciou à Maria que esta daria a luz a um menino, mesmo sendo virgem. É uma igreja muito bonita e imponente. Embora o tempo não tivesse ajudando muito, haviam muitos turistas no local. Ficamos somente três horas em Nazaré, cidade onde Jesus cresceu e o tempo nos desanimou de explorar mais. Então iríamos retornar a Jerusalém. Só que eu não queria chegar tão cedo e ficar sem fazer nada. Logo de repente, parei no acostamento, mudei a rota do GPS e me dirigi a Haifa. Chegando lá, me deparei com uma LINDA cidade. Haifa fica ao norte de Israel. Tem uma vista de cima que não cansa os olhos, pois é simplesmente fantástica. Chegando lá, tratei logo de pagar o parquímetro e como o tempo era bem curto, fui apenas no Patamares. Logo após, demos um longo rolé pela cidade e voltamos para Jerusalém. 7 - MAR MORTO No dia seguinte a Haifa, fomos ao Mar Morto. Queríamos ir também em Massada, mas devido à forte chuva no dia anterior, o pessoal da segurança informou que a estrada estava bloqueada até Massada, sendo possível somente ir até Ein Gedi. Lá ficamos num Spa, cuja entrada não é das mais baratas, porém tinha toda estrutura, com banheiros bem limpos, almoço (optei por) e transporte até o Mar Morto, pois fica ainda a uns 500m em estrada de pedra. Aviso: LEVEM CHINELO. Mas voltando, eu até então achava que aquelas fotos de flutuação no Mar Morto eram meio que exageradas. O solo é apenas sal. Sal por toda parte. Muito incrível. Quando segui as instruções de como se boia, comecei a rir sozinho, pois parecia mágica. A pessoa junta as pernas, agacha, deita e a água joga para cima. Parecia pegadinha. Realmente as fotos que eu via não eram exageradas. Era realmente a realidade do Mar Morto. Muito cuidado com a água nos olhos e na boca. Não existe qq possibilidade de alguém se afogar naquelas águas. Dentro do SPA ainda tinha uma água escura, também do Mar Morto, misturada com a lama terapêutica, bem aquecida, que dá pra flutuar e relaxar. Ainda no SPA tinha uma loja que vendia produtos do Mar Morto, com um preço que também é de matar. Logicamente nada comprei. O Mar Morto fica entre Israel, Palestina e Jordânia. Assim como na Galiléia, o Mar é, na verdade, um lago. 8 - FINAL Após o Mar Morto, finalmente pegamos o carro no dia seguinte, após o café da manha, e seguimos pra Tel Aviv, onde pegamos o avião para Milão e depois, para o Brasil. Optamos por apenas um dia em Tel Aviv e mal tiramos fotos. Até pq o tempo estava muito nublado. Mas isso não foi empecilho para que deixássemos de passear. Só que as fotos quase não tivemos devido a um acidente que tive no Mar Morto, ou seja, meu telefone caiu dentro da água e LITERALMENTE, morreu. Logo, nem o telefone sobrevive àquelas águas... . A volta foi menos chata que na ida, mas mesmo assim, me fizeram novamente um monte de perguntas e depois houve um fato curioso... após 10 dias passei pela imigração e, curiosamente, quando estava me dirigindo para o guichê, o mesmo judeu que distribuiu sanduíches pros deportados por ocasião da minha chegada, falou o seguinte: "Hey, Brazilian, that side", apontando o dedo para a máquina que me liberava, pois eu não precisaria mais de outra sabatinada que levei quando cheguei. O que me deixou mais intrigado foi ele ter se lembrado de mim e saber a minha nacionalidade, uma vez que sequer tive contato com ele. 9 - CONSIDERAÇÕES FINAIS: Israel é um país fantástico, com muito valor histórico e, principalmente, religioso, os quais se completam. É um país cujo custo de vida não é barato, mas pesquisando, dá pra fazer muitas coisas em conta. É um país muito seguro, embora a mídia mostre outra coisa. Até na Palestina a sensação de segurança é grande. Garanto que é exponencialmente mais seguro do que o Rio de Janeiro, cidade da qual sou natural. A única sensação de medo que realmente tive foi que quando em território palestino, eu tivesse avistado caças israelenses... aí ferrou...é engraçado, mas passou isso pela minha cabeça. . Fiz essa viagem com pouco menos de 10 mil reais. E nisso inclui-se passagens, aluguel de carro, combustível, alimentação, hospedagem, entrada no SPA (140 Shekéis), enfim, TODA A VIAGEM. E ainda me sobraram 400 dólares. Olha que ainda comprei chocolates e perfume no Free Shopping de GRU. Enfim, numa viagem só, em dupla ou em trio, podemos economizar bastante e fazer o próprio roteiro. Existem caravanas que fazem isso. Mas se a pessoa tiver um espírito aventureiro e um razoável conhecimento do idioma inglês, é bem melhor e evita o gasto de rios de dinheiro em caravanas, as quais prefiro não tecer comentários para polemizar. Se a pessoa for bem idosa, nada souber de inglês e realmente quiser conhecer essa Terra Santa, realmente recomendo as caravanas, embora tenha visto idosos de mochila e "pernas pra que te quero". Alugar um carro além de confortável, é uma economia absurda. Por exemplo, só o passeio pra Tiberias e Cafarnaum, custavam 125 dólares americanos por pessoa. Eu paguei apenas 70 Shekéis de gasolina e dividi a viagem com o Pastor Edmilson. Ou seja, seriam 250 dólares para os dous.. mais de 750 reais. Lembram que os três dias de carro custaram 400 reais? A economia é muito absurda. Se for em três ou quatro pessoas, economiza-se mais ainda. Basta uma carteira de habilitação válida no Brasil e um cartão de crédito internacional. Valeu muito a pena. Eu planejei a viagem em fevereiro de 2016, quando comprei as passagens. Viajei em dezembro do mesmo ano (logicamente). Durante o ano aluguei o carro, E paguei hotel. O seguro de saúde ficou por conta do cartão platinum, uma vez que as passagens foram compradas com o mesmo. Enfim, eu faria quase que a mesma coisa, sendo que apenas evitaria vôos pela ElAl devido ao trauma da imigração ((mas como já fui uma vez, creio que na segunda vez, será (ia) mais tranquilo)). Eu teria ficado também mais dias e juntaria mais dinheiro só pra explorar Jordânia e Líbano (cujos vistos são meio caros). Bem, nada resiste a um bom planejamento. Caso precisem, podem tirar dúvidas pelo meu email. Espero que tenham gostado do relato. E cuidado com vendedores. Na hora de comprar lembranças, pesquisem bastante. Eu fui comprar uma estola sacerdotal e o cara veio me oferecendo 70 Shékeis. Como sou macaco muito do velho em viagens (visto relato Buenos Aires), não aceitei. E quando fui em outra loja, perto do Jaffa Gate, o cara me vendeu três estolas por 40 Shékeis. Logo, procurem e não caiam nas lábias de vendedores. O pouco contato que tive com os muçulmanos, comercialmente, foi bom, pois pelo menos mostraram ser pessoas bem honestas (falo por mim e pela minha experiência apenas). Eles não inflacionaram os preços por verem que eu era estrangeiro. Ao contrário, mantinham os mesmos preços para todos. Na dúvida, comprem lembranças fora da cidade velha. Infelizmente não tirei foto da loja para mostrar aos caros leitores. Procurem restaurantes através do Trip Advisor. Lembrem-se que comida em Israel é caro. God bless you!
  8. Buenas tardes! Um breve relato dessa realização de um sonho que aconteceu entre os dias 22/12/16 e 04/01/17, concretizado por mim, Raphael Reis, e por minha namorada Karla Karoline. Pouco tempo de fato, mas foi suficiente! Essa viagem eu já programei a anos, mas só agora pude executar. Tudo muito corrido, pois eu não ia sair de férias, depois o chefe decidiu que me daria férias, e por sorte coincidiu com as férias da namorada e de um dia pro outro eu liguei pra nega e disse, vamos! Logo, fomos sem hotel reservado, sem traçar rotas, sem GPS, sem porra nenhuma. Contratei o carta verde por whatsapp, paguei por transferencia bancaria, imprimi e fumos. Dia 1 - de SP a Campo Grande - 1010KM Como é de grande conhecimento da maioria, os pedágios são bem salgados. E eu recomendo fortemente o uso do Sem Parar para evitar filas absurdas! Estrada tranquila, pegamos muita chuva entre Assis e Presidente Prudente. Almoçamos no posto RodoServ e gastamos cerca de R$60. A partir de Ourinhos, andei sempre com mais de meio tanque pra evitar problemas, afinal não conhecia a estrada. De presidente Epitacio em diante, estrada de faixa simples, alguns trechos esburacados mas nada demais. Em Campo Grande ficamos na casa de um familiar, é uma cidade muito grande e com buracos a altura da cidade... sério! Fizemos este trecho em 12:30. Dia 2 - de Campo Grande a Corumbá - 1440KM A intenção era ir até Santa Cruz de la Sierra neste dia, mas era dia 24! Demos uma volta por Campo Grande, pegamos estrada tranquilamente, afinal a partir da cidade de Miranda já estamos no Pantanal. Muito bonito! Não demos muita sorte em ver os bichos... algumas capivaras, centenas de lagartos, um tamanduá, um veado e um jacaré atropelado! Um lugar muito rico, sem dúvida, voltaremos com mais tempo. Em Corumbá ficamos no Salette Hotel, R$90 reais a noite. Já trocamos dinheiro com cambio a R$1 => B$1,90. Passamos o natal tomando cerveja e comendo porção de frente ao rio Paraguai. Cidade bastante agradável! Fizemos este trecho em 6:30. Dia 3 - de Corumbá a Santa Cruz de la Sierra - 2100KM Saímos cedo de Corumbá, direto pra fronteira. Passamos na Policia Federal pra fazer a saída do Brasil, nos atenderam muito rapido e muito bem. Na imigração da Bolívia uma fila razoável, o atendente foi grosso comigo e eu com ele! Fdp, e lá na frente descobri que ele me prejudicou. Preenchemos os papéis fritando naquela sala, entregamos e fomos pra Aduana, que fica na primeira rua a direita depois da fronteira. QUE CALOR INFERNAL! Na aduana foi diferente, logo já vieram conferir os documentos. Eu havia levado a "declaracion jurada" já preenchida, mas ele disse que preencheria outra. Me pediu xerox do doc do carro, do meu passaporte e da habilitação. Alí perto encontrei um lugar aberto e paguei B$0,50 em cada xerox. Aguardei cerca de 15 minutos e me chamaram, o atendente me tratou muito bem, preenchi a declaracion ali mesmo. Logo ele conferiu o chassis do carro e deu uma olhada por cima na bagagem. Só isso, liberado! Abasteci em Puerto Suarez mesmo e paguei em reais normalmente. Pegamos a RN4 e chegamos a conclusão que a Bolivia tem mais vacas que moradores! Nessa região pelo menos... e as bixas ficam soltas na estrada, temos que tomar muito cuidado. Rodamos cerca de 30KM e fomos parados pela polícia. Logo de cara um policial me cumprimentou e pediu os documentos. Entreguei, ele disse que faltava uma liberación do caralho A4... eu disse que nao, ele foi até outro polícial e conversou algo. Este olhou pra mim e acenou tipo... vai! Paramos pra almoçar em Roboré na estrada mesmo, gastamos B$130. Por aí começamos a perceber que as coisas não eram tão baratas quanto imaginamos.... abastecemos em San José de Chiquitos a B$8,65 o litro e pagamos este valor a viagem toda. Este é o valor para turistas no caso, para Bolivianos era B$3,50 em média. Pagamos alguns pedágios, uma curiosidade: Nos pedágios eles perguntam até onde voce vai. Dependendo da cidade, é um preço! Aí nos pedágios seguintes voce só apresenta o comprovante, ou paga um valor mais baixo. Portanto, NAO JOGUEM OS COMPROVANTES DE PEDAGIO FORA. Em Santa Cruz, tentamos reservar hotel pelo celular, mas é impossível... 3G nao funciona neste lugar! Enfim, reservamos pelo AirBnb um quarto na calle Rio Grande, próximo do cinecenter. Uma casa fantástica, um casal de senhores muito simpáticos que nos ajudaram muito! Este trecho fizemos em cerca de 9 horas. Dia 4 - de Santa Cruz a Sucre - 2579KM Na manhã seguinte estava chovendo forte! Abusamos um pouco da preguiça, levantamos tarde e fomos sacar dinheiro. Consegui sacar do cartão de crédito apenas em um caixa eletrônico da BCP que havia no cinecenter. O senhor da casa que nos hospedamos me aconselhou... "Voce levará cerca de 13 horas até Sucre"... eu pensei, nunca! São apenas 470KM, impossivel levar tudo isso. Passamos no drive thru do Burguer King e pagamos cerca de B$115 em 3 lanches e saímos de Santa Cruz as 10:30. Saindo de Santa Cruz é uma loucura... na verdade Santa Cruz é uma São Paulo mais suja e muito mais desorganizada! Que transito maluco. E saindo de Santa Cruz, passando por La Guardia, El Torno, a RN7 passa no meio das cidades. Ai voce já perde bastante tempo. Depois de La Angostura a estrada começa a subir e descer montanhas em trechos de deslizamento bem perigosos, além da estrada estar bem esburacada. Além de voce cruzar com cada pal véio que nao da pra acreditar que ainda esta andando. Enfim, minha namorada quase teve um treco, e mal sabia ela o que vinha pela frente. Chegando em San Isidro melhora um pouco, mas dura bem pouco... alí pegamos um trecho de terra. É onde pegamos a RN5, pois a RN7 vai até Cochabamba, e só depois descobrimos que é possível ir a Sucre por Cochabamba em uma estrada melhor... enfim! Pegamos a RN5, uma estrada de terra sem sinalização alguma que passa entre um pequeno vilarejo e logo em seguida começa a subir e descer montanhas. Cara, é loucura! Há trechos muito perigosos. Ai já era 17 horas da tarde, escurecendo e nao estavamos nem na metade do caminho! Seguimos com muito cuidado, cruzamos onibus de turismo que andam feito loucos e se voce nao sair da frente eles te derrubam! A esta altura o carro ja estava cheio de terra, cheguei a deslizar algumas vezes por nao conseguir enxergar o caminho, passei perto do precipício rsrs, mas sobrevivemos! Quando ja era umas 22hrs, do nada, a estrada de terra vira asfalto! Pensei, agora vai! Respirei aliviado, abri os vidros do carro e atingi 120km/h feliz da vida... de repente a mulher começa a gritar desesperada e se debater. Paro o carro no meio da estrada e acendo a luz interna e tem uma mariposa gigante voando nela.... kkkk, empurrei o bixo pra fora com as duas maos, era grande! Depois dela se acalmar, pensei... agora vai! Estava a 120km/h, saí de uma curva e dei de cara com um burro(animal) atravessado na minha faixa. Travei o carro no freio mas vi que nao ia parar... soltei o freio e desviei, por Deus já era tarde e não vinha carro na outra mão! Que aventura brother! Enfim, chegamos a Sucre era 00:20! Extremamente cansados, paramos no primeiro lugar que vimos. Um Hostel que não me lembro o nome logo na chegada a cidade. Pagamos B$250 por um quarto de casal com banheiro privativo. Fizemos este trecho em 14:20. Dia 5 - de Sucre a Uyuni - 2940KM Cruzamos Sucre, e que cidade sensacional! Muito bonita, com suas construções muito tradicionais! A praça é muito bonita, mas infelizmente não tínhamos tempo pra nos prolongar em Sucre. Aqui a internet funcionou melhor! Abastecemos e seguimos na RN5 sentido Potosí, a estrada tem poucos trechos de terra, maior parte em asfalto bom! E que paisagens! Lindo, muito lindo... valeu e muito o dia anterior. Fomos parando em diversos pontos, e em Potosi paramos pra comprar roupa de frio! Comprei uma calça de tactel com lã de lhama por dentro que da pra subir everest com ela, sem dúvida, por B$30. Compramos toca e luva também bem barato. E também foi quando começamos a sentir o mal da altitude, afinal Potosi por pouco não é a cidade mais alta do mundo! Saindo de Potosi senti uma nausea muito forte e um pouco de dor de cabeça. Na verdade é um mal estar difícil de explicar. A Karla sentiu muita tontura. Mesmo assim seguimos até Yura, onde não aguentamos e paramos. Havia um pequeno restaurante, chegamos lá meio que se arrastando e pedimos que ela preparasse o tal do mate de coca. O qual ela fez com muita boa vontade. Aproveitamos e almoçamos, sopa e depois arroz com carne de lhama e salada por apenas B$13 cada! Tomamos uma coca cola KS a B$2 cada! Me senti melhor na hora... ai entao, seguimos até Uyuni. Nos hospedamos no Hotel Le Ciel d'Uyuni que fica na calle Sucre com a Av Potosi e pagamos B$350 por um quarto gigante com 3 camas, banheiro privativo e ar condicionado. Muito bom! Reservamos pelo Trivago no caminho, chegamos la e sem dificuldade nenhuma estavamos no quarto. Descarregamos e já fomos contratar o Tour! Na Av Ferroviaria é uma agência do lado da outra! O valor que encontramos em todas elas era de B$750 pelo tour de 3 dias. Tentei dar uma de esperto dizendo que tinha apenas B$1200 para os dois, mas não rolou! Acabou que entramos na Lipez Tour, uma agencia a qual eu já havia lido aqui no site que era recomendada. Era mais carro, B$800 cada porém, eles eram um dos poucos que aceitavam cartão de crédito. Acabamos fechando com eles mesmo, com o Sr Luis, a saída no dia seguinte as 09:30 e fomos pro hotel descansar. Este trecho de Sucre a Uyuni fizemos em cerca de 6:30 parando bastante. Dia 6 - Primeiro dia de Tour no Salar Tomamos café no hotel e encontramos brasileiros. Pegamos algumas dicas, entre elas o nome do tal do remédio que ajuda nos sintomas do Soroche, que é o Soroche Pils. Corremos na farmacia e compramos 6 comprimidos a B$40. As 09:15 estavamos na Lipez Tour, logo encontramos um casal de Brasileiros(Vinicius e Carol), os quais dividimos estes 3 dias juntos de 2 francesas. A saída atrasou bastante, saímos ja era 10:20 e também fomos avisados de que nosso motorista era novo, não tinha muita experiência, e por este motivo iríamos o caminho todo seguindo o outro carro... ok! Saímos em direção ao cemitério de trens, que até então eu estava achando meio bosta. Chegando lá, surpreendeu! Eu curti muito, é bonito, tem muita história e é uma marca de que o Brasil extraía riquezas da Bolivia já a muitos anos atrás! Entre outros países claro... ficamos cerca de 30 minutos lá. Depois passamos em Colchani. Compramos presentes pra familia toda! Da vontade de comprar tudo na verdade... E enfim, chegamos ao salar! Não demos sorte de ver as pilhas de sal que o pessoal de Colchani faz para secar o sal, e menos ainda de encontrar o salar alagado para vermos o tal do espelho do céu! Mas ainda assim é fantástico. Almoçamos quinoa, legumes frescos, bife de lhama acebolado e legumes refogados... muito bom mesmo! Depois fomos a tal da Isla Incahuasi. Há opção de pagar ou não... não pagamos e fomos até o topo, com muita dificuldade claro. 10 passos e 10 minutos de descanso! A vista é incrível, muito bonito. Não vejo sentido de pagar, mas ok. Depois pegamos o pôr do sol a caminho do hotel de sal! Eu achei fantástico, muito aconchegante. Pra tomar banho se paga B$10. Comemos bolachas com café/chá quando chegamos e o jantar foi Frango assado, batata corada, salada e legumes. Tudo muito bom! Dia 7 - Segundo dia de Tour no Salar Saímos do hotel já era 08:30 ou mais. Café da manhã muito bem servidor! O pão da bolívia é muito bom... um pão redondo, muito leve... ótimo mesmo! Esse dia foi puxado, muitas horas dentro do carro. Paramos diversas vezes, entre elas paramos pra ver o Vulcon Ollague! O meu preferido: Logo em seguida fomos ver os flamingos! QUE FRIO! Dica de amigo: No segundo dia do tour, leve blusas e touca no carro, e não na mochila amarrada em cima do carro. Mais algumas horas e chegamos a Reserva de Fauna Andina "Eduardo Avaroa". Para entrar no parque, paga-se B$150 por pessoa obrigatoriamente. E enfim chegamos a laguna colorada! Fantastica... a temperatura eu não sei, mas a sensação térmica era negativa, sem dúvida! Depois fomos aos geisers! Eu fiquei meio frustrado, pois estava programado para irmos aos geisers no dia seguinte bem cedo. Mas tivemos alguns problemas com o carro, e segundo o guia, que não falava PORRA NENHUMA inclusive, teríamos que ver neste dia mesmo e no dia seguinte já faríamos direto o caminho de volta. São incríveis... eu gostaria de ter ficado mais mas na boa, não da. É muito frio, muito vento e eu infelizmente não estava preparado! Depois dos geisers fomos ao hotel, que fica de frente a laguna caliente! Chegamos ao hotel já era 19 horas e foi um caos... o amigo Vinicius passando muito mal o dia todo com muita febre, minha namorada com muita dor de cabeça... foi um dia difícil! rsrs. Chegamos todos direto pra cama descansar. Este hotel ficamos em um quarto compartilhado com 6 camas bem grandes. Depois do descanso fomos tomar o café com bolachas, e pouco depois serviram o jantar! Sopa de legumas, e depois macarronada ao sugo com direito a queijo ralado e vinho para brindar o aniversário da minha linda, parabéns! Muito bom! Depois do jantar estavamos conversando na mesa e um pessoal nos chamou pra ir a laguna! Pensei... loucos! Frio abaixo de 0 lá fora... Com muita insistência, nos convenceram a ir! Eu botei a sunga pensando na merda que eu estava prestes a fazer. Quando saímos do hotel aquele breu... o vento batia que parecia que cortava rsrs... chegamos na laguna e todo o pessoal por lá. Quando entramos... é loucura, na boa. QUE COISA MARAVILHOSA! A temperatura da água deve ser de uns 38 graus. Muito bom, foi o ápice do tour sem dúvida alguma. As fotos são do dia seguinte pela manhã. Quando fomos a noite estava praticamente vazio... e ficamos lá até as 00 horas! Dia 8 - Terceiro dia de Tour no Salar Acordamos as 08, tradicional café da manhã com aquele pão sensacional, geléia e bolachas. Saímos as 09 com destino a fronteira com o Chile pra deixar os amigos que iam a San Pedro de Atacama. Primeira parada foi na Laguna Verde e Vulcon Licancabur! Eu estava esperando o tour inteiro pra ver o Licancabur, e vale a pena! Monstro, que vista linda! Do lado Boliviano estamos mais perto do vulcão, mas a laguna verde do lado Chileno é muito mais bonita sem dúvida. Parece uma pintura! Chegamos a fronteira, e alí nos despedimos dos amigos Vinicius e Carol e seguimos de volta a Uyuni. Paramos algumas poucas vezes. Almoçamos em um pequeno restaurante de um vilarejo que nao lembro o nome, comemos quinoa com legumes frescos e Atum. Poucas fotos na volta, apenas algumas paradas pra ir ao banheiro e esticar as pernas. Chegamos em Uyuni por volta as 17:30 e fomos direto ao Hotel Le'Ciel descansar! O tour é fantástico, pra mim vale cada minuto e cada perrengue rsrs. Não espere tomar bons banhos, banheiros limpos e conforto. O carro é apertado, e para os altos como eu, sofrem! As mulheres sofrem pra ir ao "banheiro" no meio do deserto... Nosso guia em questão, falhou muito em diversos pontos. Ele simplesmente não falava nada, não explicava nada, parava em qualquer lugar para as garotas irem ao banheiro. Ficava mascando coca sem parar, ouvindo as músicas terríveis dele o caminho todo... enfim, o guia do outro carro que estavamos seguindo era sensacional e mesmo longe foi mais presente que nosso guia. Dia 9 - de Uyuni a Humahuaca/AR - 3340KM Este sim foi um dia épico na minha vida! Acordamos e tomamos café as 7 da manhã. Encontramos outros brasileiros que estavam indo para o tour e já demos nossas dicas rsrs. Passamos no mercado rapidamente pra comprar comida e coisas pequenas para enfim sair da Bolívia! De fato, eu não esperava uma estrada boa... afinal eu já havia rodado mais de 1000km na Bolívia e já sabia bem o que esperar. Mas neste dia a Bolívia me surpreendeu mais uma vez! Tracei rota pelo celular mesmo e fomos pela RN21 sentido Villazon. Estrada de terra e asfalto novinho no começo, a estrada estava sendo construída na verdade. Rodamos cerca de 30km em estrada razoável até chegar a um trecho de muita lama, onde já comecei a me preocupar em atolar... pois claramente havia chovido recentemente, havia muitas poças grandes e foi piorando. Neste trecho já comecei a praticar o rally! O grande Palio provou ser uma edição especial Rally Dakar! Nada tão ruim que não possa piorar, claro. Chegamos a um trecho de travessia de rio! Exato... tive que atravessar a porra de um rio de carro. Parei, olhei por alguns minutos... não é tão fundo, mas é puro barro! Se atolar no meio do rio, fudeu! Engatei segunda e fui... sussa. Mal sabia eu o que vinha pela frente... A estrada até Atocha é punk... pra ajudar ainda peguei muita chuva. Foi um desastre cara, umas pedras enormes no meio da estrada, muita lama, precipícios sem proteção alguma... uma das pedras que peguei empenaram o eixo traseiro do carro! As rodas traseiras daqui em diante estavam um pouco tortas, acabaram com meus pneus novos! Um prejuízo bom. Passei direto por Atocha e a estrada ficou menos pior! Rodei mais uns 50KM e um pedágio a frente... ainda tive que pagar B$25 pra rodar em uma estrada nestas condições. É brincadeira! Paguei e a colega que me atendeu disse exatamente assim: "A estrada esta bem ruim devido a chuva, mas daqui pra frente voce vai passar uma ponte e logo depois a estrada é asfaltada até Villazon". Fiquei mais tranquilo, segui viagem e passei a tal da ponte mas não vi nada de asfalto! Segui caminho até chegar a Tupiza, ainda chovendo. Cheguei em um certo ponto da estrada onde havia uma pequena fila de carros e algumas pessoas em cima de uma pedra grande olhando algo a frente, não consegui ver. Fui chegando mais perto e ví o motivo, outro rio! Mas esse meus amigos, era bem pior! No momento que chegamos, havia uma fila de carros vindo do sentido contrário e nós estávamos esperando para passar. Os carros? Todos picapes e/ou 4x4. A minha frente havia um ônibus e duas minivans, carros altos! E eu de Palio! Estava chovendo, o rio estava razoavelmente alto, mas eu não iria voltar para trás por todo o caminho que já fiz! Esperei a fila e os carros a minha frente começaram a travessia. Esperei e peguei certa distância do ônibus... que ficou atolado por alguns minutos! Quando tive espaço, engatei segunda e fui. O primeiro trecho é travessia em transversal do rio Tupiza. No segunndo trecho, é preciso seguir contra a correnteza, meio que subindo o rio! E fomos... neste momento entrou agua no carro pelo porta-malas, diversas coisas molharam... mas passamos! Sei que cheguei do outro lado e havia uma cidade inteira olhando pro meu carro, provavelmente pensando que eu era louco! Concordei com eles, dei uma buzinada e alguns até acenaram! rsrs É rir pra não chorar, agora meu carro estava cheio d'agua, com o eixo traseiro empenado. pneus traseiros destruídos... mas estava lá firme e forte! Depois da travessia sim, finalmete, encontrei asfalto! Parei pra abastecer em Tupiza e tirar a crosta de barro no vidro que mal me permitia enxergar e seguimos para Villazon. Chegando em Villazon, aquele Caos, fomos direto fazer a saída da Bolívia. Era dia 31 e eu estava bem esperando problemas... Fomos ao guichê de saída da Bolívia e entregamos os recibos que pegamos na imigração, o RG da Karla e meu passaporte, exatamente como fizemos pra entrar. O colega boliviano fez a saída dela e após ver meu passaporte, me disse que não tinha carimbo de entrada! E que por este motivo, não poderia fazer minha saída. Eu disse, "mas como não tem carimbo se tenho o recibo da imigração?" que é um papel carimbado que nos foi entregue. Ele disse que o colega lá da fronteira de Arroyo Concepcion não carimbou meu passaporte, mas a culpa era minha que não pedi a ele carimbar. Eu fiquei muito puto... porque me lembrei de como fomos atendidos lá quando ingressamos na Bolívia! Uma breve discução sobre incopetência e ele não carimbou meu passaporte, mas carimbou a declaracion jurada do carro e falou exatamente assim "vai lá tentar entrar na Argentina"... basicamente, foda-se! Saí chingando, fui na Aduana Boliviana e efetivaram a saída do carro da Bolívia. Na imigração Argentina foi tão diferente! Nos atenderam muito rapido, fiz a entrada no país com minha habilitação, nem pediram o passaporte. Dias depois eu soube que não poderiam ter feito isso, mas estive na Argentina em 2011 e também usei apenas a habilitação! Enfim, fomos na Aduana fazer a entrada do carro e nos atenderam muito bem! Me ajudaram com dicas, quiseram saber como foi que atravessei o rio Tupiza com um Palio rsrs... e logo o carro já estava sendo revistado! Eles pedem pra retirar toda a bagagem e revistam cada buraco do carro! Todo o procedimento levou cerca de 1 hora, troquei os bolivianos que tínhamos por uma taxa de AR$1 = B$0,39 e quando eram 16 horas já estávamos rodando nas ótimas estradas do noroeste Argentino. Passamos direto por Humahuaca, a intenção era ir até Purmamarca e procurar algum lugar pra passar a virada depois deste dia conturbado! Pouco depois de Humahuaca passamos por um hotel muito bonito chamado Hotel Huacalera. Não pensei duas vezes e entrei rs, afinal merecíamos! Fomos muito bem atendidos pelo Sr. Gaston e conseguimos o último quarto do Hotel. Um hotel de luxo, incluímos a ceia de ano novo e gastamos cerca de 3 mil pesos. Em um hotel no Brasil gastaríamos muito mais, sem dúvidas! Recomendo http://www.hotelhuacalera.com/ Dia 10 - De Humahuaca/AR a Salta/AR - 3590KM Saímos do Hotel as 11 horas e fomos a Tilcara sacar dinheiro e abastecer. Que cidade fantástica! Muito bonita, mesmo sendo feriado encontramos alguns lugares abertos e compramos alguns presentes. Pagamos entre 19 e 21 pesos na Nafta Super. Na Argentina consegui sacar do débito normalmente! Seguimos estrada sentido Salta, estrada ótima e com vista fantástica! Chegando a Salta, logo percebe-se que é uma cidade bem grande! Há um condomínio fantástico na entrada da cidade. MUITO CALOR! Fomos direto ao centro da cidade tomar uma cerveja gelada enquanto procuravamos hotel! Ficamos em um hostel simples com ar condicionado, banheiro privativo e vaga na garagem por AR$600. Encontrei poucos hotéis funcionando no feriado, grande maioria deles tocávamos campainha e ninguém atendia. Encontrei 3 abertos próximos ao centro, e os 3 cobraram o mesmo valor! Ficamos no Hostel La casona de la linda na calle Cordoba. Esperamos o sol baixar, pois era impossível andar naquela situação e aí fomos conhecer a cidade a pé! Comemos uma lazanha sensacional em um restaurante em volta da praça por AR$250 e uma garrafa de cerveza Salta por AR$100. Aí parei pra pensar, quem disse que as coisas são baratas por aqui? Porra tudo é caro, não ví nada barato. A cotação em real era R$1 = AR$0,27, mas paga-se 100 por uma garrafa de cerveja(cerca de R$34). Dia 11 - de Salta a Posadas - 4450KM Dia de deslocamento puxado! Antes de sairmos de Salta, encontrei um lava rápido e pude dar uma ducha no carro, que estava em um estado lastimável! Uma crosta de barro em cada centimetro do carro. Me cobraram absurdos AR$140 por uma ducha, lavagem externa apenas.... mas ta bom! Saindo de Salta, abastecemos e já passamos na conveniencia pra comprar alguns lanches e evitar parar pra comer, pois não queríamos chegar tarde a Posadas. Pagamos AR$40 em cada lanche de carne com queijo em um pão estranho, mas gostoso. Compramos agua e alguns petiscos e partimos. Estrada maravilhosa, alguns radares mas da pra ver de longe. Eu estava um pouco preocupado com postos de gasolina, pois em alguns dos relatos que lí dizem que há poucos pontos de abastecimento, mas acredito que isso tenha mudado... pois é um posto atras do outro! Pegamos a famosa ruta 16 e eu estava um pouco preocupado com os policiais corruptos, famosos na região. Pois não vimos sequer 1 policial no caminho até Corrientes! Pegamos aquela reta infinita, estrada boa com exceção de um trecho de pelo menos 100km, mais esburacada, recomendo rodar apenas de dia por alí. Foi aí que atropelei um passarinho... que Deus o tenha! Na verdade ele que me atropelou, eles ficam atravessando a pista bem próximo dos carros, um deles não conseguiu passar e acertou meu retrovisor! Fomos direto parando apenas pra abastecer. Paramos um pouco em Corrientes na ponte que passa por cima do rio Paraná, muito bonito por sinal! Cidade muito agradável, não tinha nem onde parar o carro, no rio mal tinha espaço para os banhistas! Era fim de tarde e logo seguimos caminho a Posadas. Pegamos um pouco de transito nos quilometros seguintes. Perto de Posadas, em Puerto Valle fui parado em um posto policial, que pediu o documento do carro e minha habilitação apenas, mostrei e segui viagem. Chegamos em Posadas já era 9 da noite, comecei a pesquisar na internet endereço de hostels e fui parando. Alguns absurdamente caros, outros nao tinham vaga, até que encontrei um com vaga, AC e café da manhã por AR$450, liguei e tinham vaga. Infelizmente não me lembro o nome, mas pesquisei no google por hostels en Posadas e fui ligando um por um até encontrar vaga. Paramos na praça no centro da cidade para comer pizza e conhecer um pouco do local, paguei AR$120 por uma Quilmes 1LT e AR$225 por uma pizza caprichada! Muito bonito! Vale a pena ir com mais tempo! Fizemos este trecho em 14 horas. Dia 12 - de Posadas a Puerto Iguazu - 4756KM Tomamos o desayuno e saímos bem cedo! A intenção era chegar o mais cedo possível nas cataratas pra curtir o dia e no mesmo dia seguir o caminho de volta no Brasil. Mas não deu rs... a estrada até PI é muito boa, mas também é muito movimentada! Muitos trechos entre as cidades, outro trecho beirando o rio, muito bonito! Mas o pior foram as estradas de faixa única cheias de caminhões. Levamos cerca de 4:30 pra chegar a Puerto Iguazu! Já bem próximo, estava atrás de um caminhão em um trecho de faixa simples e ví que não vinha carros no outro sentido e fiz ultrapassagem em faixa dupla contínua. Assim que voltei pra faixa depois da ultrapassagem, ví uma blitz logo a frente... me pararam! Disseram que eu havia feito uma ultrapassagem perigosa e tal... eu nem neguei! rsrs disse que sim, que havia sido um erro. Pediram pra eu esperar, uns minutos depois um outro policial apareceu e perguntou se eu tinha a carta verde. Eu disse que sim e já ia pegando ela no porta-luvas quando ele disse pra eu ir, mas que não fizesse isso novamente! haha... segui viagem. Chegamos nas cataratas cerca de 10 da manhã, pagamos a entrada com AR$ mesmo pra gastar o pouco que sobrou. Fomos direto ao guichê do Iguazu Adventures comprar o passei do barco! Gastamos AR$500 os dois para o passei mais curto, o mais longo não tem muita graça na minha opinião! E fomos direto ao embarque do Macuco Travel, tem que andar pra cacete por sinal! Um calor absurdo, sol queimando nas costas! Mas vale demais a penas... o barco vai bem debaixo da queda, chega a doer as costas e a cabeça com o impacto da água. Agente perde o fôlego, é animal! E eles zoam bastante, fazem umas curvas a mil que joga agente na agua haha... Sensacional! Naquele calor, foi perfeito! Almoçamos lá mesmo por AR$140 cada, una parrilla muy buena! Assim gastamos todos os pesos que nos restavam e não nos preocupamos com câmbio ! Saímos de lá cerca de 18h e de cara desistimos da idéia de seguir estrada! Saindo das cataratas, peguei a estrada para a fronteira e foi bem curioso... andei cerca de 1km e fui parado em uma blitz bem bizarra. Eles estavam parando todos os carros do Brasil! Uma polícial muito grossa veio até mim e pediu documento do carro e meu documento. Entreguei e ela me enrolou uns 10 min... depois voltou e disse que pra circular nas estradas da Argentina era obrigatório a carta verde e um monte de asneira que eu não entendi. Enquanto ela falava tirei a carta verde do porta luvas e ela, sem mesmo pegar a carta na mão, me entregou os docs e virou as costas! Foi bizarro... tomem cuidado, pois haviam vários carros brasileiros alí que pelo jeito não tinham a carta verde! Seguimos viagem, e como é bom estar de volta ao Brasil! Se tem uma coisa que aprendi nesta viagem foi a valorizar o país que vivemos. As condições que temos aqui, a estrutura, a qualidade de vida... são incomparáveis! A Argentina é sim um país muito bom, mas o Brasil é fantástico. Na fronteira, a aduana Argentina me disse algo sobre a cagada que fizeram na fronteira da Bolívia, como contei antes. Expliquei a ela o que ocorreu e ela disse que acontece com frequência, e me instruíu a andar com o RG na próxima vez para evitar problemas. Fomos muito bem atendidos e bem rapidamente já estávamos no Brasil! em 2011 eu estive em Foz do Iguaçu e fiquei em um camping sensacional, que é o Paudimar Falls! Não hesitei, voltei lá e ficamos em um quarto pra 4 pessoas por apenas R$70 com direito a piscina e café da manhã. Ficamos na piscina até as 11:30 da noite, um calor absurdo! Fizemos este trecho em cerca de 5h no total. Dia 13 - de Foz do Iguaçu a SP - 5912KM Saímos de Foz às 09, precisei arrumar um pneu do carro que não estava muito bom. Seguimos caminho de volta enfim nas boas estradas do Brasil! Até Maringá pega-se um bom trecho de faixa simples, mas estrada boa. Paramos pra almoçar por alí na estrada mesmo. Comemos uma vaca atolada SENSACIONAL, a melhor que já comi na vida! Voltei pra SP estufado de tanto que comí. Pegamos chuva o caminho inteiro literalmente, quando cheguei na castelo branco a chuva apertou. Parei pra abastecer no primeiro posto da Castelo e não havia energia elétrica lá! Eu estava com o combustível no final rsrs, segui até o próximo posto me cagando de medo de ficar sem combustível, mas por sorte eles tinham energia! Abasteci e fomos pra casa. Chegamos por volta das 22:30, exaustos mas a missão foi cumprida! Foi uma experiência incrível, aprendi muito pelos lugares que passamos! A cultura é muito rica, e o ideal é abrir mão do conforto e da rotina mesmo... experimentar as comidas locais(mesmo passando mal depois), colaborar com o artesanato... esqueça noites bem dormidas, banhos bem tomados, mas garanto que valerá a pena! Nosso carro se manteve firme o caminho todo... e não foi fácil! A Bolívia é fantástica, mas é perigosa... as estradas são traiçoeiras, o carro sofreu demais. Pra terem uma idéia, tive que trocar eixo traseiro que empenou devido as pedras, rolamentos, pastilhas de freio que aquecem muito devido as descidas das montanhas, mesmo descendo engatado, 2 pneus que acabaram esgotados devido ao empenamento do eixo, higienização devido a agua do rio que entrou no carro, lavagem de motor e por baixo... enfim, o prejuízo foi grande! Mas valeu cada centavo. Recomendo muito a viagem de carro, a liberdade é impagável! Espero que este relato breve, com fotos e vídeos péssimos possa ajudar alguém, como os outros relatos me ajudaram. Grande abraço e até o próximo!
  9. FOZ DO IGUAÇU (Viagem rapidinha - trip de mochilão....) Estive em Foz do Iguaçu no mês passado (Agosto/2017), a cidade é super simples, mas as Cataratas são incríveis!!!! Deus é maravilhoso, é surreal de linda! Muito mais do que eu imaginava....Não deixem de conhecer o lado argentino tb, eu particularmente gostei mais... Passeios feitos: ✦Cataratas del Iguazu - Argentina ✦Passeio de barco Argentina - Grand Aventura ✦Cataratas do Iguaçu - Foz do Iguaçu/Pr ✦Parque das Aves - Foz do Iguaçu/Pr ✦Ice Bar - Puerto Iguazu/Argentina ✦Jantar/Show de tango - Puerto Iguazu/Argentina TOTAL GASTO: Cerca de R$ 2400,00 (casal) considerando que pegamos uma promoção muito boa de hospedagem + hotel por R$ 1120,00, cotei em varios lugares e estava mais caro. Neste valor está incluso comida, passeios e ônibus. Segue o vídeo da viagem: Fotinhus da viagem no meu insta, segue lá https://instagram.com/jaque_por_ai *SOBRE A VIAGEM: Hospedagem: Ao chegar em foz pegamos ônibus mesmo e ele parou na rua proxima ao hotel, nada de taxi para não encarecer. Fiquei hospedada no centro de Foz (Mirante hotel) era um hotel meio antigo, simples porem perto de tudo, fechei com agencia no pacote voo + hotel, não pesquisei mtos hoteis antes de ir pois queria um bemmmm proximo ao terminal de ônibus e este era. Para se locomover de ônibus foi excelente! Fizemos tdo de ônibus, deu para economizar muito, mercado próximo (Muffato - uma rede grande, e barata que tem lá). O hotel tinha café da manhã (com bastante variedade de coisas, porem não de qualidade, tudo bemmmm simples). O serviço de quarto era bom, porem a cama pequena,rsrs.... acho que por ser antiga, sei lá, meu esposo ficava com os pés para fora. No hotel tinha piscina (bem grande) mas devido ao frio não deu para usar. Ah não tinha frigobar, isso eu achei ruim, esqueci de ver isso antes de ir. Passeios: Comprei alguns passeios com o Ticket louco (tem site na net e cobre os preços dos demais locais, e olha que pesquisei mto) achei que compensou bastante o preço, conversei com a pessoa no whats e combinei de ir buscar os tickets, é tipo uma banquinha que tem lá, porem tem que pagar em dinheiro, não passa cartão. *Não deixe de fazer o passeio de barco nas cataratas (molha muuuito), mas não no lado Brasileiro, faça do lado argentino que é mais radical! No lado Brasileiro li que é bem menos radical, os argentinos são loucos,rsrsrs.... ✦Passeio CIRCUITO IGUAZU (Dia 1) (Comprei no Ticket Louco - R$ 175.50) pessoa - incluso tudo que vou descrever: O passeio foi feito pela LOUMAR TURISMO (empresa muito conhecida em FOZ). Eles buscam no hotel e todo o o passeio é feito na Argentina (Puerto Iguazu), na verdade o começo da Argentina, a parte mais feinha, mas tudo bem....eu estava na argentina e mais um carimbinho para o passaporte...rsrsrs. Gostei mas achei meio engana turista! Dá direito a visitação e degustação em uma lojinha de doces (com alfajor, doce de leite, queijos...as comidinhas tipicas da argentina) porem é só para vender pq na hora não dá tempo de comer nada, é tão pouco e o povo morto de fome cai matando em cima, só consegui comer uma unica bolachinha com doce de leite, isso mesmo 1! Achei a lojinha abandonada e estranha, acabei que nem comprei nada mas os turistas compravam, e era caro, 1 potinho de doce de leite pequeno por R$ 30,00. Apos a lojinha fomos jantar, Restaurante Mua (Argentino), bem bonito e chique, eu estava com uma lombrigaaa para comer o famoso bife de Chorizo. Pedi o bife e meu marido pediu Parilla Argentina, muito gostoso porem bem sem sal, mas quando compramos o passeio já haviam nos avisados (argentinos não temperam muito a carne). Tinham outra opções também, empanadas, arroz, saladas diferentes, foi um jantar bem tipico argentino mesmo. Antes de ir eu havia lido em uns blogs que não teria muita comida no jantar, mas muito pelo contrario, teve sim e muito. Ah e de brinde teve a degustação de vinhos, eu não bebo mas para quem gosta acho legal, quem gostasse podia comprar o vinho argentino para levar pra casa. Durante todo o jantar teve apresentação de TANGO, e no final os dançarinos ensinaram alguns passinhos pra gente, bem divertido.Ah as mesas são compartilhadas com outros turistas, sentamos com um casal de portugueses muito simpáticos . Apos o jantar (isso á era mais de 00:00) fomos levados ao Ice Bar (-10 graus), lá vc só fica 30 minutos e pode beber as bebidinhas (que não são mto boas) a vontade. Eu queria mto conhecer devido ao clima, ambiente diferente e achei mto legal, apenar de pequeno tem as esculturas de gelo, as musiquinhas, bem diferente. Conclusão: O pacote compensou pois teve muita coisa, Puerto Iguazu é bem longe e teve o translado incluso tb, porem eu havia pesquisado apenas para ir ao Ice Bar era mais de R$ 70,00 aí não compensa. Puerto Iguazu é totalmente escuro a noite, não dá pra ir por conta pois a cidade é tão simples e antiga que não comporta iluminação, bem estranha, a noite só iluminação do farol do ônibus mesmo. ✦Cataratas Argentinas / Passeio de barco Argentina - Grand Aventura (Dia 2) Surreal de lindo! Antes de conhecer as Cataratas eu imaginava que eram bonitas, mas não imaginava tanto! O lado argentino é mais rustico, mais natureza e foi o que eu achei mais lindo! Apesar de que o parque já não é tão bem cuidado (banheiros...)como o lado brasileiro. Pagamos 400 pesos (pessoa), para entrar, os pesos levamos do Brasil, lá não entra pagando em real, não adianta, se não levar pesos tem que comprar lá e é mais caro. Para chegar íamos de ônibus (peguei as explicações na net) porem como estava chovendo muito neste dia e era domingo o ônibus não passava, acabamos dividindo um táxi com um morador de foz (santo morado que deu a dica) e um casal de japoneses (super engraçados não falavam nadinha de português). De ônibus íamos demorar mais de 1:30 para chegar lá, já era umas 10 da manhã, com táxi foi muito mais rápido, ele nos deixou em frente ao parque e já combinou a hora de nos buscar a tarde. Pagamos uns R$ 60,00 (casal) para ir e R$ 50,00 para voltar (dividindo com o mesmo casal de japoneses da ida), caro mas devido ao tempo que ganhamos e comodidade compensou muito. Ficamos no parque ate as 16:00 hrs e conseguimos fazer muita coisa. Ah passar pela imigração é um saco, estando de táxi é mais fácil só abaixa o vidro e o taxista entrega os passaportes/ou rg, mas o argentino logo veio com uma lanterninha na minha cara, olham com cara feia, carro de turista eles pedem para descer e revistam o carro todinho, ônibus então demora uma vida para passar, ate pegar documento de todos, isso tb foi uma vantagem do táxi. De passeio nas Cataratas Argentinas começamos pela Garganta del Diablo, nunca vi tanta água na vida, lugar fantástico, como estava chovendo a vazão de agua estava grande, o que tornou ainda mais lindo! Para chegar lá pegasse assim que chega um trenzinho (que lota) e o restante é caminhando mesmo, sobre uma ponte de ferro. Após a Gargante voltamos com o mesmo trenzinho e tinhamos que escolher entre o Circuito Inferior ou Superior, escolhemos o inferior ao qual eu havia lido que era mais legal. Realmente era lindo, e durante o circuito passamos no local de onde saem os barcos para o passeio GRAND AVENTURA, o do barquinho que entra nas cataratas, por sorte nesta hora o tempo abriu e estava um sol lindo, ir nas cataratas e não fazer o passeio de barco não tem graça. E do lado argentino é muito mais radical, eles são loucosssss....entram com tudo mesmo embaixo das cataratas, eu achei que só entraria 1 vez, mas foram 4, e conforme ia indo cada uma pior que a outra, rsrsrs, de lado, de frente, na ultima a queda foi tão forte que a minha Gopro travou devido a força da água, e meu espoco ficou com o ombro dolorido. Pagamos 500 pesos pelo passeio de barco (também levamos os pesos do Brasil). Ah leve repelente, eu sou alérgica e esqueci e sai de lá com varias picadas, para todos os parques é super necessário. O parque é ernorrrrrme saimos de lá no final do dia super cansados, são muitas subidas, escadas no circuito todo, o lado brasileiro é muito mais tranquilo, é importante ir com um calçado confortável e levar água na mochila. Levamos salgadinho, água e não almoçamos lá (pois li que era caro) também andamos tanto que não tivemos tempo de parar para comer, comprei apenas umas empanadas na hora de ir embora para provar (deliciosas) - 3 por 100 pesos, achei caro, mas vale provar. ✦Cataratas Brasileiras (Dia 3) Comprei o passeio para as Cataratas (lado brasileiro) através do site, pois passa cartão de credito (só não divide) - R$ 40,00 cada. Fomos de ônibus, super barato, era em torno de R$ 3,50 para ir e o mesmo valor para voltar, linha 120 pq nacional, não tem erro, super fácil ir de ônibus, saímos de dentro do terminal e voltamos para o mesmo, aí para o hotel íamos andando. E ao lado das Cataratas está o parque das Aves (dá para ir a pé). As Cataratas Brasileiras são lindas tb, vale a pena ver as duas quando viajar a FOZ, se conhecer apenas uma acho que o passeio ficará incompleto, uma completa a outra. Logo na entrada do lado Brasileiro é possivel ver o lado argentino bemmm de longe, porem a Garganta do Diablo não dá para ver, e ela é linda, ela só é possível ver bem de pertinho e se sentir quase dentro dela apenas do lado argentino, é eles ficaram com a melhor parte das Cataratas O lado Brasileiro é mais estruturado (com o ônibus aberto que te leva as cataratas) banheiros limpos, parque limpo, porem é bem pequeno, em meio período já se viu tudo. As quedas estão mais próximas então não se anda tanto quanto na argentina, ufaaa...ainda bem pq minhas pernas já não aguentavam mais de ontem...kkkkk. Leve repelente tb pois tem muuuitos mosquitos e no lado brasileiro eu fui ainda mais picada,rsrs. Também não comemos lá, pois ouvi falar que era caro, levamos o mochilão com água e salgadinhos. ✦Parque das Aves (Dia 3) Compramos o ticket no Ticket Louco e pagamos R$ 36,80. Na verdade fomos primeiro ao Parque das Aves e depois nas Cataratas Brasileiras, pois pela manhã eu li que as aves estariam mais calmas e seria melhor vê-las, o que eu achei do parque? Bom, bonitinho mas eu esperava mais. Queriamos ter ido na Usina de Itaipu ao invés do Parque, mas devido ao preço escolhi o parque, como tínhamos poucos dias não dava tempo de fazer tudo. No final meio que me arrependi um pouquinho. Eram poucas aves no mesmo local, exceto as araras que tinhas varias soltas, essa parte foi bem legal entrar em um viveiro com elas, com as borboletas e beija-flor solto. Mas os tucanos por exemplo tinham poucos, e cada especie 1 ou 2 no máximo. Antes de ir eu havia lido sobre um tal de passeio ''experience'' que você entra dentro da gaiola e alimenta os animais, junto ao tratadores, eu queria ter feito este mas devido ao alto preço não fiz, aí acho que fiquei esperando muito do parque e me decepcionei um pouco. Queria muito ter vistos os flamengos, (sonhoooo já que não posso ver em Aruba vejo em Foz), eram muitos e atras deles um espelho enorme (li que é para que eles se reproduzam) mas estavam tãoooo longe...oh tristeza,rsrsrs.... No final do parque o mais esperado, colocar uma Arara no braço para uma fotinho, mas não foi desta vez, a Arara estava de folga! é folga, acreditem, eu nem acreditei,kkkkk, as segundas feiras não pode tirar fotos com elas, eu não sabia, fiquei chateada COMIDA: Como já havíamos gasto bastante no primeiro dia com o jantar Argentino (Circuito Iguazu) não consegui ir em nenhum jantar mais tipico (tem alguns lá bem legais com show), mas escolhemos uma churrascaria ao lado do nosso hotel para comer que achamos sensacionallllll - CHURRASCARIA DO GAUCHO (R$ 39,90 churrasco a vontade, com sobremesa e varias opções de comida), era só atravessar a rua, e como a noite estávamos mega cansados de andar fomos nela, eu já havia lido no TRIP ADVISOR (meu ajudante de viagem) ótimas avaliações sobre lá e gostamos muito. Passava carne toda hora, e tinham carnes diferentes, faizão, javali, carne de porco, carne de vaca, e carnes boas, super indico! No final varias sobremesas (pudim, fondue....) e só paga a bebida a parte. Ah e não cobram gorgeta. Sempre tinha fila para entrar, sempre lotado, então se for chegue cedo. Com bebidas nossa conta deu R$ 95,00 (casal) Alguns dias comemos no mercado próximo (Muffato), super barato, com R$ 25,00 jantávamos em 2 pessoas (com bebida), tinha salgados assados, carnes assadas, lanches naturais, panquecas, muito bom! Indico também a Petiscaria City Bier, esta mais afastada um pouco do hotel que estavamos (uns 25 min a pé), na verdade estavamos procurando o restaurante frances Cafe Du Centre (famoso pelos seus sorvetes lindos e cheio de coisinhas) mas chegando lá estava fechado não sei pq, então lá proximo fomos a esta petiscaria, a qual eu já havia lido tb no TRIP ADVISOR boas avaliações, R$ 60,00 casal (Com bebida) muito barato e comemos bemmmm! Parece um barzinho de rua, é simples, mas mto gostoso! Comemos uma porção de picanha e junto tinha pão, arroz, feijão preto (tempero delicioso) vinagrete, mandioca. Sem contar que o atendimento era TOP também, e assim que chega eles te dão a senha do WIFI. Espero que eu tenha ajudado com as dicas, Foz é uma cidade bem simples, na parte central onde ficamos parecia ate um pouco abandonadinha, mas as belezas das Cataratas compensa tudo! Uma vez na vida vale a pena conhecer uma das 7 maravilhas da Natureza (Cataratas do Iguaçu está em 3° ).
  10. Inicio aqui os preparativos para uma viagem de moto. Saindo de: Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil passando por: Carreteira Austral, Perito Moreno, Torre del Pine entre outros lugares Cheganda a Ushuaia - Argentina Data de saida: 22/12/2011 Integrante: Sergio (eu) e Fabio Veiculo: Duas moto XT 600 Yamaha
  11. Localizada na baía de Kotorska e a 90 km de carro de Dubrovnik, Kotor é uma cidade de espírito jovem e ambiente descontraído que combina tradição e modernidade em sua arte e arquitetura. Com belezas naturais intactas e o efusivo abraço da muralha medieval de 4,5km que envolve a cidade, é uma ótima (e rápida) alternativa para quem está turistando pelos países dos Balcãs. No mochilão que fizemos pela Europa (aos poucos iremos publicando aqui nossos relatos), reservamos um dos cinco dias que passaríamos no sul da Croácia para conhecer Montenegro, mais precisamente a cidade de Kotor, antigo centro marítimo e cultural que ainda hoje carrega o destaque de possuir um dos melhores carnavais da Europa. COMO CHEGAR? Com o carro que havíamos alugado dias antes no aeroporto de Split (Croácia), de Dubrovnik a Kotor levamos aproximadamente 2h30min - isso parando para tirar fotos, alfândega, etc. As estradas são muito bem pavimentadas e sinalizadas e tão logo chegamos na cidade pudemos notar o quão verdadeiro eram os relatos das pessoas que estiveram por lá antes. Que cidade linda e que povo acolhedor! PS: Não é necessário visto para entrar em Montenegro. A CIDADE MURADA: O QUE FAZER EM UM DIA EM KOTOR 1ª Parada: Conhecer a cidade velha que tanto nos havia encantado por fotos. E foi amor à primeira vista! Com uma arquitetura medieval majestosamente preservada, a cidadela cercada por muros de 4,5 km de extensão e por vezes 20m de altura, concebida em formato triangular (são dois rios em suas laterais e as encostas escarpadas do Monte Sveti Ivan atrás) é extremamente cativante e bela. Com suas ruelas emaranhadas e estreitas que formam uma espécie de labirinto harmônico, a singularidade de Kotor é transcrita no sinergismo que existe entre as casas históricas feitas de pedra, igrejas da era medieval, os palácios do século 17 e os restaurantes badalados, joalherias, cafés e lojas de renome internacional. O ponto alto de Kotor, definitivamente, não está nos prédios tombados pelo patrimônio público. A maioria, inclusive, estava fechado para visitação. Sem stress. A pequena cidade é tão aconchegante que o simples andar pelos becos observando as fachadas de pedra e a arquitetura medieval já é o suficiente para ter valido a pena o passeio. 2ª Parada (desafio): Percorrer a pé toda a extensão da muralha - quase 1400 degraus num percurso que leva aproximadamente 2h e que tem como destino final o forte Sveti Ivan de onde se tem uma vista ESPETACULAR da região! Depois de uma perambulada rápida pelas ruelas da cidade decidimos que não era a hora de cansar caminhando, nem tampouco relaxar apreciando as belezas do local. Isso porque fomos abordados por um local que, vendo que nós éramos turistas, nos sugeriu que, 1º subíssemos a muralha (se assim quiséssemos) e depois conhecêssemos a antiga cidade fortificada. Aceitamos a proposta e iniciamos o prazeroso, porém cansativo, percurso de mais de 2h margeando a Montanha pelas trilhas intramuros. Olha a dica pessoal (não façam como a gente)! Protetor solar, roupas e tênis confortáveis, além de uma boa e velha garrafinha de água acompanhada de um biscoito ou algo assim são fundamentais! O terreno é bem irregular, não há muitas áreas de sombra e água no trajeto só pagando (2x mais do que na base da cidade, é claro). Desafio cumprido, eis a conclusão: Vale cada degrau vencido! A vista da baía de Kotor e da cidade murada acalanta a alma e transmite uma sensação de paz indescritível. Sugiro, aliás, desligar por alguns minutos a câmera e os pensamentos para apenas contemplar a recompensa por ter superado o cansaço da subida. 3ª Parada: Almoçar num típico restaurante montenegrino Não preciso nem dizer que voltamos da subida maravilhados... porém exaustos e famintos ! Já passavam das 15h (o que não significa que isso seria um problema pois como uma típica cidade turística os restaurantes por lá funcionam até mais tarde) e tão logo chegamos na velha cidade pedimos uma sugestão numa lojinha de souveniers. Eles nos indicaram o KONOBA GIARDINO (konoba é o termo dado aos restaurantes administrados por famílias típicas da região e cuja gerência é passada de geração em geração) que no final nos chamou a atenção não só pela boa comida como também pelo ambiente asseado, familiar e pelo excelente atendimento. O cardápio era bem variado e, como de praxe, pedimos aperitivos, bebidas e um prato típico da região. Peixe fresco assado em churrasqueira, cordeiro com vegetais, Pašticada (famoso prato típico local), salada de polvo e outras guloseimas são só alguns exemplos...Haja coração! 4ª Parada: Continuar o passeio pela cidade murada (por no máximo 2h) Abastecidos, hora de "bater um pouquinho mais de pernas" pelas ruelas e labirintos da cidade. Vai por mim... Fazer isso em Kotor é viciante! 5ª Parada: Caminhar sem destino pela marina de Kotor A tranquilidade do local e o andar distraído pela marina superava qualquer cansaço ou dores nas pernas... A maresia suave e os rostos dourados refletindo a luz do sol de fim de tarde nos tentavam a permanecer na cidade até o anoitecer. Tenho certeza que seria super agradável e não descarte essa possibilidade em seu roteiro. Porém na nossa programação ainda faltava uma última parada e, por sinal, já estávamos atrasados se quiséssemos cumpri-la! 6ª Parada: Visitar a ilha de Sveti Nikola em Budva Esse era um ponto do roteiro que inicialmente não estava previsto e eu vou explicar o porquê. Na Croácia tínhamos ouvido falar de Budva, principal cidade de veraneio da costa montenegrina. Ouvimos falar também de num hotel badaladíssimo que ocupava toda a extensão de uma ilha e que, coincidentemente era nessa cidade. Já havíamos ficado outros 4 dias em locais praianos e, a princípio, queríamos algo mais urbano em Montenegro... Maaaas, a curiosidade e o espírito praieiro falaram mais alto! Já era por volta das 17h... E daí?! Budva, aqui fomos nós! Budva é uma cidadezinha super charmosa, simpática e de ar boêmio... Suas praias são de uma areia grossa capaz de agradar até aos mais seletivos quando o assunto são praias. Local ideal para relaxar ao som das ondas acompanhado de uma boa taça de vinho branco. Destaque também para as massas, saladas e frutos do mar (a um preço bem mais em conta do que em Kotor ou Dubrovnik por exemplo). Dizem os mais poéticos que durante a alta temporada as noites longas regradas a música, drinks e dança fazem de Budva o palco perfeito para um "amor de verão" pois os corpos bronzeados atraídos pelo prazer da liberdade e do jogo da conquista transformam os ares da cidadela. Não é à toa que milhares de italianos e, sobretudo, montenegrinos fazem de Budva o destino perfeito para suas férias (os solteiros que o digam). Quanto a praia de Sveti Stefan, uma ilha transformada num luxuoso hotel que hospeda famosos do mundo inteiro, só nos restou tirar algumas fotos . A ilha é exclusiva para hóspedes e como nosso "bolso" não nos permitia sequer chegar no saguão do hotel o jeito foi suspirar, girar no sentido contrário e retornar... Chato né?! Não tem problema não, se alguém por aí se hospedar na ilha conte-nos como foi ok?! No caminho de volta para Dubrovnik passamos novamente por Kotor e, maravilhados, constatamos que o espetáculo da cidade não se restringe apenas sob a luz do sol. Como há séculos, as tochas que antes iluminavam os postos de observação da muralha foram substituídas pela eletricidade e o resultado é um espetáculo tão belo quanto os outros vistos ao longo desse dia na cidade sob a luz do sol. EM RESUMO Kotor tem beleza, uma história riquíssima e é altamente diversificada. Facilmente acessível a partir dos destinos turísticos mais populares das proximidades, eu diria em poucas palavras para vocês: Vale muito a pena tirar um dia para conhecer esse paraíso na Terra! Segue o vídeo-relato do passeio que fizemos em Kotor. Espero que gostem!
  12. OLá galera, fiz a viagem de São Paulo a Santiago de carro, passando pela Argentina. Foi eu, minha esposa e meu filho de 15 anos. Minha viagem começou no dia 07 de julho 2017, depois de muito ler sobre documentação exigida para cruzar esses países, vou deixar algumas dicas. Argentina, CNH, normal, para o condutor, documento do veiculo em nome de quem esta no veiculo, caso contrario precisa de uma autorização com firma reconhecida autorizando a saída do veiculo do País, Carta verde, dois triangulos de sinalização, Cambão( eu não levei e fui parado varias vezes não foi exigido tal equipamento), extintor sim obrigatório. um breve relato sobre a Policia Argentina, quando se entra na argentina por Foz do Iguaçu, até Santa Fé, que são uns 900km, você vai ser parado inúmeras vezes, em uma delas o policial quis ver tudo no carro procurou bastante uma coisa errada para tentar me extorquir, digo isso porque quando parei ele me mandou andar um pouco a frente da câmera que havia no local para sair da visão da câmera, mas como eu estava com tudo em ordem teve que me liberar, então fica a dica, encontrei um brasileiro que foi parado e estava com extintor vencido teve que pagar quase R$500,00 para ser liberado, depois de Santa Fé, as coisas mudam não param muito você e se param só perguntam para onde esta indo. Na volta ninguém te para. No Chile, também CNH normal, documento do veiculo, e um seguro para terceiros chamado SOAPEX, custa 11,00 doláres para vinte dias, no Chile não fui parado nenhuma vez. Vamos a viagem: Primeiro dia: São Paulo Foz do Iguaçu, são cerca de 1050km, chegando em Foz fiquei em um hotel muito bom e barato, Segundo dia: fui conhecer as Cataratas, lugar maravilhoso e lindo, a tarde sai de Foz e fui até Posadas na Argentina. Terceiro dia: Posadas - Santa Fé, são 800 km. esse trecho é onde você é parado muitas vezes pela policia. Santa Fé é uma cidade bem grande e bonita. Quarto dia: Santa Fé - Rio Cuarto, são 430km. Cheguei no meio da tarde na cidade, arrumei um hotel, lembrando não fiz reserva em nenhum lugar, não queria ter compromisso de chegar em um determinado lugar no dia, gostei muito dessa cidade, tem uma praça e uma igreja no centro muito bonitas, pessoas agradáveis, e comida boa também. Quinto dia: Rio Cuarto - Mendoza, são 470km, Mendoza já esta aos pés da cordilheira dos Andes, uma cidade encantadora, ruas cheias de arvores lindas, uma lugar muito bacana, maior produtora de vinhos da Argentina ( detalhe quando se chega na província(estado), de Mendoza você é parado seu veiculo é revistado e te explicam que não pode entrar com frutas frescas, por conta de serem produtor de vinho, isso para preservar a qualidade das uvas, eles tentam evitar que vc entre com frutas pois pode ter alguma contaminação de ovos e larvas de moscas e isso causar danos nas parreiras de uvas.). Sexto dia: Mendoza - Santiago são 360 km, mas prepare o dia todo para essa travessia o dia que eu fui tinha uma certa fila e demora um pouco. Quando sair de Mendoza logo chega as cordilheiras, esse é o ponto alto da viagem, a estrada é maravilhosa, você vai pela estrada margeando o rio Mendoza e contornando as montanhas e subindo a subida é bem suave a gente anda uns 180km, subindo até chegar a fronteira, no meio do caminho já começa a ver neve, tem uma estação de ski chamada Los Penitentes da para parar um pouco e curtir a neve, depois é só continuar subindo até cerca de 3000metros de altura, na fronteira com o chile, depois de passar pela fronteira e fazer toda papelada de saida da Argentina e entrada no Chile, seu carro é revistado novamente no meu caso pediram para tirar todas as malas olharam tudo depois liberaram. A descida já não é tão suave, começa Os Caracoles, como é chamada a estrada são varias e varias curvas descendo, o que você subiu em 180 km, vc desce em 20km, é muito bonito também, no começo assusta um pouco minha esposa ficou travada no carro, mas é tranquilo da pra descer na boa é só ter um pouco de experiencia no volante. Chegando em Santiago fui a procura de Hotel tive um pouco de dificuldade a cidade estava cheia e os hoteis lotado consegui um para passar a noite e depois reservei pela internet um outro City Express, muito bom hotel só que fica perto do Aeroporto um pouco longe do centro mas para quem esta de carro é tranquilo. Fiquei seis dias em Santiago, conheci o centro da cidade, Plaza das Armas, Catedral de Santiago, Palacio de Moneda, mercado central(boa comida), esses locais ficam no centro da pra conhecer todos em um dia. Quem quiser comprar roupas de frio barato, muito barato tem um lugar que chama Patronato, uma especie de Brás de santiago. Teve dias que andei de metrô, é bom e liga os principais pontos da cidade. As Vinícolas, eu não fui conhecer, julho as plantações de uva estão secas, acho que esta visita é mais interessante em época que as plantações estão verdinhas e floridas. Os preços de vinhos no Supermercado dizem que é mais barato que nas vinícolas, eu não sei, mas sei que é barato vinho lá, eu comprei no Jumbo um hipermercado famoso em Santiago, tem vinhos de R$10,00 a garrafa. Dinheiro: Casa de Cambio em Santiago ficam na rua Augustinas no centro, é melhor trocar dinheiro la no chile, consegue preço melhor que no Brasil, na Argentina também, o ideal é levar só um pouco para pedagios e pequenas despesas e trocar lá. Outro local em Santiago para conhecer, Sky costaneira( edifício mais alto da America do Sul), é um prédio bem alto que tem uma visão muito bonita de Santiago, para subir custa 10000 pesos, cerca de 55,00 reais. Conheci também Vina del Mar e Valparaiso, fica cerca de 80km de Santiago, vale a pena cidades litoraneas muito bonitas rende boas fotos e você ainda conhece o Oceano Pacífico. Só avisando, os motoristas de Santiago são meio loucos no volante e olha que dirijo em São Paulo. Outro lugar maravilhoso para conhecer é as estações de Ski, Farellones e Vale nevado, a estrada que leva a esses lugares também são maravilhosas, é subir de novo a cordilheira quase 3000metros, mas vale a pena. Muita neve. Com relação aos custos: gastei mais ou menos uns R$550,00 de pedágio, desses 350,00 no brasil, o pedágio no chile e argentina são mais baratos. as estradas são boas, na Argentina peguei um pedaço de estrada ruim más estavam arrumando. Pedágio R$550,00 Gasolina R$ 2.200,00 ( foram 7500km total). Hoteis os preços variam um pouco dependendo do hotel na Argentina achei hotel de R$150,00 R$210,00 a diaria para três pessoas, com cocheira(estacionamento). No chile é mais caro um pouco, o que fiquei foi R$300,00 a diaria,com café da manhã bom. Na Argentina não esperem aquele café da manhã. A volta fiz o mesmo caminho com uma paradinha de dois dias em Foz do Iguaçu, para compras no Paraguai, vale a pena também, muito barato eletrônicos e roupas. Bom Pessoal é isso. qualquer dúvida que eu puder ajudar estou da disposição.
  13. Aloha galera, Fiquei a semana passada na Chapada dos Veadeiros e como consegui MUITA informação aqui no Mochileiros vou postar meu relato com algumas impressões e dicas que espero que ajudem as pessoas por aqui. Vou começar dando uma visão geral da Chapada e depois vou postar o relato propriamente dito. A Chapada dos Veadeiros fica localizada no estado de Goiás mas muita gente associa a Chapada à Brasília devido as cidades das atrações serem mais próximas do Distrito Federal do que da capital Goiânia. ONDE FICAR As cidades bases de exploração da Chapada dos Veadeiros são basicamente: Alto Paraíso de Goiás, São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso de Goiás é a porta de entrada para a maioria das pessoas, vindo de Brasília é a primeira cidade. São Jorge dista 31 km de Alto Paraíso e Cavalcante 109 km. A questão sobre em qual cidade ficar vai depender do seu roteiro, qual será seu meio de transporte e qual estilo de cidade você gosta mais. Vou fazer uma pequena co-relação de algumas atrações e cidades bases que eu acredito que ficaria mais perto e melhor para explorar: ALTO PARAÍSO: Almécegas I e II/São Bento, Catarata dos Couros, Cachoeira dos Macaquinhos. SÃO JORGE: Parque Nacional da Chapada, Cachoeira do Segredo, Águas Termais, Morada do Sol, Vale da Lua e Raizama. CAVALCANTE: Cachoeira de Santa Bárbara, Cachoeira da Capivara, Cachoeira do Rei do Prata. Existem muita mais atrações na Chapada do que essas, mas acredito que já seja um ponto de início na sua busca por onde ficar. A cidade de São Jorge é a mais rústica, não possui asfalto em nenhuma rua, todas são de barro, mas foi a que mais gostamos. Acredito que a cidade de Alto Paraíso seja a melhor em questão de transporte público para Brasília e outras cidades. Como fui de carro não sei informar bem. COMO CHEGAR: Muita gente vai de avião até Brasília e de lá pega um ônibus ou aluga um carro. Como disse antes eu fui de carro do RJ até lá, então não sei informar sobre como chegar de ônibus. Mas está cheio de relatos aqui no Mochileiros que a galera passa a dica. Sobre ir com o seu próprio carro se preparem, pois as estradas para as atrações geralmente são de péssima qualidade e dizem que quando chove o negócio fica pior. Se você for enjoado com seu carro e ele for baixo, pense duas vezes antes de ir com ele, mas lembre-se também que a maioria das atrações são longe e ficar sem meio de transporte irá te limitar muito. QUANDO IR: Dá pra aproveitar a chapada o ano todo mas o pessoal de lá fala que a melhor época é a das secas que vai de maio a setembro. Durante a época das chuvas o medo é das famosas cabeças d'água nas cachoeiras. Mas os locais também já estão acostumados e indicam os locais que podem ser visitados e outros que não aconselham. Outro detalhe segundo os locais é que com o aumento do volume de água na época das chuvas algumas cachoeiras ficam mais bonitas. Chega de blá blá blá e vamos ao relato. Dia 1 - SÁBADO - VIAGEM DE CARRO DE MARICÁ-RJ ATÉ BRASÍLIA Nosso plano era parar em Três Marias-MG que teoricamente seria o meio do caminho entre nossa cidade e São Jorge, mas como saímos cedo de casa resolvi tocar até Brasília para conseguirmos chegar mais cedo na Chapada no outro dia. Se dormíssemos em Três Marias chegaríamos só a tarde por lá. Chegamos em Brasília a noite e só deu pra ir em um barzinho tomar um chopp e comer algo, foi uma pena pois ainda não conheço a capital. Achei engraçado que os prédios lá não possuem muros e você pode sair caminhando entre eles. DIA 2 - DOMINGO - VIAGEM DE BRASÍLIA ATÉ A CHAPADA / ALMÉCEGAS I, II e SÃO BENTO Acordamos cedo e caímos na estrada novamente. Chegamos em Alto Paraíso por volta das 10 hs e fomos direto ao CAT(Centro de Atendimento ao Turista) para pegarmos informações de como chegar, da trilha e se valia a pena ainda ir(por causa do horário) nas cachoeiras Almécegas e São Bento. Um guia nos auxiliou e fomos para a fazenda São Bento que fica no caminho entre Alto Paraíso e São Jorge. Na estrada possui uma placa indicando a entrada da fazenda que cobra uma taxa de R$ 20 para quem vai visitar Almécegas I,II e São Bento. Se você for só na São Bento custa R$ 10. A trilha para Almécegas I é a maior então começamos por essa. A cachoeira é muito bonita e possui um poço fundo para banho. Segue abaixo a foto: Depois de um banho revigorante voltamos e fomos para a cachoeira Almécegas II que é menos bonita que a I mas também tem o seu valor. OBS: essa estou sem foto. Depois da Almécegas II voltamos para a entrada e fomos visitar a Cachoeira São Bento que também possui um ótimo poço para banho e uma pequena queda d'água. Além disso a cachoeira forma um rio que segue com algumas piscinas naturais e alguns pequenos poços para banho. Como era domingo tinha bastante gente na São Bento. Segue foto: A dica é levar lanche e água pois no local não vende nada. Depois de aproveitarmos esse belo local pegamos a estrada em direção a São Jorge e paramos para almoçar no famoso restaurante do Waldomiro. Comemos a famosa Matula, que é um feijão com carnes, e gostamos muito. Lá você pode escolher entre comer um prato feito que custa R$ 20 ou uma refeição por R$ 30 na qual come-se a vontade. Nesse primeiro dia que almoçamos lá, comemos o prato feito e estava muito bom. Vale a visita! Chegamos no vilarejo de São Jorge e fomos para nossa pousada chamada Cristal da Terra. Achamos que a pousada possui uma excelente relação custo/benefício, os quartos eram simples porém limpos, com ar-condicionado e ótimo café da manhã sem pagar caro por isso. Sem falar na equipe que trabalha no local que era muito simpática e solícita. Resumo do dia: Almécegas I, II e São Bento - 2,5 km de trilha(ida e volta); sem guia; entrada = R$ 20 por pessoa. DIA 3 - SEGUNDA - CATARATA DOS COUROS Acordamos cedo, tomamos café e fomos pegar informação com a pousada sobre o CAT de São Jorge. Infelizmente eles nos disseram que quase nunca tem ninguém lá. Não cheguei a ir no local para verificar a informação, pois acreditamos na recepcionista e na dona da pousada. Pegamos informação com elas mesmo sobre os Couros e elas indicaram fazer o passeio com guia pois o caminho de carro era longo, com várias "quebradas" que não tinham placa. Ela nos indicou o guia Irani que já tinha marcado com uma menina esse passeio e aproveitamos para rachar. A entrada da estrada de barro da cachoeira possui placa e fica no caminho voltando de Alto Paraíso pra Brasília. É longe........ Depois de pegar a estrada de barro você dirige, dirige e dirige. Fica a uns 50 km de carro de Alto Paraíso, entre barro e asfalto. Chegamos ao que eles chamam de estacionamento e começamos a trilha andando. A trilha é tranquila e após uns 800 metros já chegamos a primeira cachoeira que possui um bom poço para banho. Segue foto: Após nos refrescarmos continuamos a trilha seguindo o rio por uns 900 metros até chegarmos a queda batizada de Almécegas 1000. A queda é muito bonita e possui alguns pontos para você ficar embaixo dela. Segue foto: Se você continuar por uma trilha mais íngreme por 400 metros você chega a mais uma cachoeira com boas duchas. Nós paramos por ali mesmo e ficamos passando o nosso tempo naquelas duchas iradas. Na trilha de volta paramos na Cachoeira da Muralha para refrescar a cuca e seguimos para a trilha do estacionamento. Após a longa volta pela estrada de barro na saída para a estrada de asfalto paramos para observar o lindo pôr do sol da chapada. Valeu a pena, segue a foto: Chegamos no vilarejo comemos uma pizza e tomamos uma cerveja na pizzaria ao lado da operadora de turismo Segredo. Resumo e Dicas:Catarata dos Couros - 4 km de trilha(ida e volta); com guia = R$ 120; não paga entrada; dia todo. De São Jorge a distância é de cerca 160 km de carro ida e volta. Indico o guia Irani que é muito gente boa, ele é marido da Nenzinha do restaurante e todo mundo conhece ele no vilarejo de São Jorge. Ele leva no carro dele também mas ai eu não sei o preço. DIA 4 - TERÇA - TRILHA DOS CÂNIONS E CACHOEIRA DAS CARIOQUINHAS NO PARQUE NACIONAL Como na segunda feira o parque não abre, deixamos para visitá-lo na terça. Resolvemos fazer a trilha dos Cânions nesse dia. No parque a contratação do guia não é obrigatória mas o pessoal da segurança só libera a visitação ao Cânion 1 com a presença do guia. Encontramos com um casal de Belo Horizonte que também estava indo fazer essa trilha e resolvemos rachar o guia. A dica que o próprio guia deu é muito pertinente: escolher um grupo com idades e condicionamento físico parecidos. Na hora de escolher uma galera pra rachar o guia não esqueça disso para não atrasar ou ser atrasado! A caminhada pelo parque é puxada devido ao calor forte e ao tempo seco. Chegamos a um primeiro ponto do Rio Negro e demos um mergulho para refrescar a cuca e seguir até o Cânion 1. Chegamos ao Cânion 1 e eu achei interessante. Segue foto: O guia mostrou o caminho para dar um mergulho no poço que se forma embaixo, descendo pelas pedras e subindo pela cachoeira. Depois do mergulho seguimos beirando o rio Negro em direção ao Cânion 2. O caminho é um pouco complicado pois segue pela beira do rio e vai subindo e descendo pedras. Achamos o Cânion 2 mais maneiro que o Cânion 1 e o acesso do poço para banho é mais fácil também. Segue foto: Após mais um "mergulho cuca fresca" seguimos para o local que para mim foi o ponto alto da trilha: Cachoeira das Carioquinhas. A cachoeira possui um ótimo poço para banho e dá pra ficar embaixo de algumas quedas só relaxando. Segue abaixo a foto: Depois das Carioquinhas começamos nossa volta e terminamos a trilha por volta de 16:30(eu acho hehehehe). Saímos do parque e fomos almoçar no Restaurante Buritis. O restaurante é no estilo do Spoleto, você escolhe a massa, o molho e os ingredientes. Você paga R$ 15 e tem direito a repeteco. Achei o restaurante bom e o dono uma simpatia. Saindo do Buritis fomos para as Águas Termais que fica em direção a Colinas do Sul. É um sítio de onde brota uma água quente e formam piscinas naturais onde o horário ideal pra curtir é a noite. Pagamos R$ 15 por pessoa e ficamos lá até as 20:00 hs conversando com a galera. A água não é quente como imaginamos mas é muito agradável. No local não vende bebida nem comida, apenas na entrada da fazenda tem um pequeno restaurante que dá pra tomar uma cerva e comer alguma coisa. De lá eu não tenho foto. Resumo do dia: Trilha dos Canions - 12 km(ida e volta); com guia = R$ 120(divido por 4 deu 30 pra cada); não paga entrada; dia todo. Águas Termais - trilha de 400 m(ida e volta); sem guia; entrada = R$ 15; noite. DIA 5 - QUARTA - CACHOEIRA DO SEGREDO O ponto alto da viagem! A cachoeira do segredo fica localizada em uma fazenda em direção a Colinas do Sul saindo de São Jorge. Para se chegar até a cachoeira você tem duas opções: carro + trilha(3km só ida) ou só trilha(7 km). Na época da seca dá para adiantar a trilha indo de carro até uma parte da fazenda. O problema é que você atravessa o rio 4 vezes só na ida mais 4 vezes na volta. Com isso é aconselhável que o carro seja alto. Como o nosso carro é bem alto e tem tração 4x4, optamos pelo roteiro carro+trilha. Mas se o seu carro for baixo e você não tiver frescura, vale arriscar pois vi uns 3 carros baixos passando pelo rio (só não esqueça de pedir para os outros passageiros saírem para o carro não ficar tão baixo assim). Durante o período chuvoso acredito que só dá pra fazer a trilha andando. Chegando na fazenda, paga-se a entrada de R$ 25 por pessoa + R$ 5 do estacionamento. Entramos e começamos trilha de carro, atravessamos os rios e chegamos ao começo da trilha a pé. A trilha a pé tem a extensão de 3 km e é necessário atravessar o rio pisando em pedras umas 4 vezes mais ou menos. No meio da trilha tem um poço com água verdinha que dá pra dar uma parada para refrescar. Segue foto: Seguindo a trilha caminha-se por mais uns 50 minutos chega-se a famosa cachoeira. Acredito que seja a cachoeira mais bonita que já fui pelo tamanho, cor da água e bom poço. Não consegui pegar uma foto tão bonita como ao vivo, mas segue abaixo a minha tentativa: O grande problema de conhecer um local como esse é que o nível de exigência sobe, e as outras atrações ficam "menos bonitas", se é que me entendem. Deu a hora pegamos a trilha de volta, paramos no poço no meio do caminho e voltamos pra São Jorge. Chegamos lá no fim de tarde e fomos almoçar no restaurante da Nenzinha. É um restaurante com comida a quilo, simples, porém gostosa. A parte de traz do restaurante possui um quintal com mesas que é bem gostoso de ficar. Na parte da noite ficamos na pousada tomando uma cerveja e curtindo a piscina normal e aquecida do local com um belo céu estrelado. Resumo do dia:Cachoeira do Segredo: 6 km de trilha(ida e volta); sem guia; entrada = R$ 25 por pessoa + R$ 5 de estacionamento; dia todo. DIA 6 - QUINTA - TRILHA DOS SALTOS NO PARQUE NACIONAL Combinamos com o casal de BH que conhecemos na terça de fazermos essa trilha na quinta juntos e sem guia. Como não existe nenhuma contra-indicação por parte do parque chegamos 8:30 hs e começamos a caminhada. Nesse percurso são 3 atrações: Salto de 120 m, Salto de 80 m e Corredeiras. Fizemos nessa sequência e gostamos bastante. São ao todo 10 km de caminhada, ida e volta, mas vale muito a pena. Seguem abaixo as fotos: Como já disse nós fizemos a trilha sem guia e foi muito tranquilo. O único detalhe ficou por conta do salto de 80 metros. Na chegada do parque o guarda perguntou se já tínhamos ido ao parque e nós falamos que fomos 2 dias antes. Com isso nós não assistimos ao briefing de segurança que passa algumas coisas que podem e não podem nas cachoeiras. No salto de 80 metros nós nadamos até embaixo da queda e ficamos lá amarradão sendo que era proibido. hehhehehe. O guia que nos levou nas catarata dos couros chegou um pouco depois por lá e ficou batendo papo conosco, ai falei que tinha ido embaixo da queda. Ele deu uma risada e perguntou se nós tínhamos assistido ao tal vídeo e eu disse que não. Ai ele explicou que depois da corda não é permitido nadar pois um rapaz já morreu ali e o parque ficou uns 7 meses fechados. Eu não vi problema nenhum mas para não ser chamado a atenção ou até mesmo multados(assim ele disse), fiquem espertos! Voltamos da trilha do parque umas 15:00 hs e fomos pro restaurante da Nenzinha de novo. Ficamos lá no quintal dela tomando uma cerveja e jogando papo fora e depois almoçamos por lá mesmo. Saindo de lá fomos curtir o pôr do sol no mirante. Vale muito a pena ir e pegar umas fotos. A noite fomos jantar em uma risoteria que tem lá em São Jorge. Rola uma música ao vivo e o ambiente é bem legal vale a visita. Resumo do dia: Trilha dos Saltos no Parque Nacional: trilha de 10 km(ida e volta); sem guia; não cobra entrada; dia todo. DIA 7 - SEXTA - MORADA DO SOL / RAIZAMA / POÇO ENCANTADO Esse era o dia de pegar estrada pra Cavalcante então deixamos para fazer trilhas mais leves. Começamos pela Morada do Sol. A fazenda de entrada fica no caminho para Colinas do Sul. Chegamos cedo, paramos o carro e começamos a trilha que consiste em três paradas: primeiro uma cachoeira com um pequeno córrego, segundo um pequeno cânion e por último um poço para banho. Cobra-se R$ 10 por pessoa e não é necessário guia. A trilha é de 2,4 km, total ida e volta e eu achei a atração razoável. Muita gente falava desse lugar e de Raizama então eu esperava mais. Não sei se na época de chuvas a cachoeira fica melhor. O que eu achei melhor de lá foi o poço para banho que possuía água muito limpa. Seguem abaixo as fotos: Saindo da Morada do Sol pegamos a estrada voltando em direção a São Jorge e paramos no Raizama. Cobra-se uma entrada de R$ 20 por pessoa e não é necessário guia. A trilha possui 2,4 km de extensão, ida e volta. O local está passando por reformas e recebe até shows a noite. Não achei muito legal também mas tem uma pequena cachoeira e alguns pontos para tomar banho e gastar o dia. De repente na época de chuvas deve ser mais legal o lugar. Vou colocar só uma foto da entrada e começo da trilha: Terminando o passeio ao "Santuário" Raizama pegamos a estrada em direção a Alto Paraíso para depois seguirmos para Cavalcante. Paramos no restaurante do Waldomiro de novo para encararmos novamente a Matula. Dessa vez optamos pela refeição que custa R$ 30 por pessoa e pode-se comer a vontade. Estava muito boa como sempre e depois de estarmos "Matulados" pegamos a estrada em direção a Alto Paraíso e depois, Cavalcante. No caminho de Alto Paraíso para Cavalcante tem uma cachoeira chamada de Poço Encantando e como devia ser umas 15 hs resolvemos parar por lá pra conhecer. A trilha é bem pequena e nós entramos pensando que não íamos pagar. Primeiro porque já era tarde e depois porque não tinha ninguém cobrando na entrada. Leve engano, heehehehhe. Entramos para conhecer rapidinho, demos um breve mergulho mas na hora de sair tinha um cara lá cobrando!! hehehehe Tivemos que pagar R$ 20 por pessoa por 30 minutos de cachoeira. Mas tá valendo, mais um local que conhecemos e colocamos no nosso mapa. Segue a foto: Chegamos em Cavalcante e fomos procurar a pousada que reservamos. O nome dela é Manacá é ela é bem legalzinha. Achei um pouco caro pelo o que oferecia. Mas o café da manhã era muito bom e o Chalezinho que ficamos era bem legal também. A noite ficamos sabendo que tinha uma cervejaria artesanal de um chileno na cidade e partimos pra lá. A cervejaria tem um barzinho que serve algumas comidas típicas do Chile e a cerveja produzida lá. Não gostei muito da cerveja mas a empanada estava boa e o dono, senhor Manolo, é uma simpatia e só por ele já vale a visita. Trocamos uma ideia e ele nos contou sua história de vinda para o Brasil, muito simpático e divertido. Resumo do dia: Morada do Sol - trilha de 2,4 km(ida e volta); sem guia; entrada = R$ 10 por pessoa; duração = meio dia ou menos. Raizama - trilha de 2,3 km(ida e volta); sem guia; entrada = R$ 20 por pessoa; duração = meio dia ou menos. Poço Encantado - trilha de 200 m(ida e volta); sem guia; entrada = R$ 20 por pessoa; duração = meio dia ou menos. DIA 8 - SÁBADO - SANTA BÁRBARA E CAPIVARA Saímos da pousada após um bom café da manhã e seguimos pra nossa missão em Cavalcante: Cachoeira da Santa Bárbara. Pegamos informação do caminho no CAT da cidade e pegamos o rumo. A cachoeira fica na comunidade Kalunga que é a maior comunidade de remanescentes de quilombos do Brasil. Fica um pouco distante do centro de Cavalcante. Mas a distância não seria tão perceptível se a estrada não fosse toda de barro e com muitas "costelas"! Chegando ao povoado fomos ao CAT para ver como chegar à cachoeira. É necessário a contratação de guia que custa R$ 50 e pode ser dividido por até 6 pessoas. Se o grupo for maior do que 6, cobra-se R$ 10 por pessoa. Além do guia, paga-se uma taxa de entrada de R$ 10 por pessoa. Chegamos quase na mesma hora que um casal de Brasília bem gente boa e resolvemos rachar um guia com eles. Antes de começar a trilha a guia perguntou se queríamos almoçar por lá, pois no povoado tem um restaurante bem simples. Topamos e marcamos o almoço para 16:00 hs. O almoço é bem simples mas gostoso e cobra-se R$ 25 por pessoa comendo a vontade. Como era época de seca conseguimos chegar com o carro bem próximo da cachoeira e só fizemos uma trilha de 1 km até lá. Quase chegando a cachoeira já tem um poço com água com azul único bem bonito. Segue foto: Caminhando mais um pouquinho chegamos a bela cachoeira de azul único. Segue foto: Ficamos por lá tomando banho e apreciando a beleza do local e infelizmente deu a hora de partir para curtirmos a outra cachoeira da comunidade, Cachoeira da Capivara. Voltamos de carro até a comunidade e pegamos outro caminho até chegar ao início da trilha para a cachoeira. A trilha é pequena e no meio do caminho também possui um poço bem legal para banho. Tocamos direto até a cachoeira e como não estava esperando muito do lugar acabei gostando muito. A cachoeira também é bem bonita, com algumas pequenas quedas para ficar embaixo e com um poço fundo para banho. Segue foto: Infelizmente deu a hora de ir e tivemos que levantar acampamento. Voltamos para a comunidade almoçamos e fomos embora. Valeu a pena ter reservado o almoço que estava bem gostoso. Ficou faltando conhecer a Cachoeira do Candaru que fica na comunidade também e dizem que é muito bonita. Fica a dica que peguei com a guia: se você quiser chegar bem cedo na comunidade e combinar com o guia, dá pra conhecer as três no mesmo dia. Não sei se o preço muda. A noite fomos comer em uma pizzaria muito boa da cidade chamada Pizzaria da Júlia. Valeu a pena e eu recomendo! Resumo do dia: Cachoeira Santa Bárbara e Capivara - trilha de 3 km(ida e volta); guia = R$ 50; entrada = R$ 10 por pessoa; duração = dia todo. O nosso passeio terminou por aqui e os outros dois dias foram na estrada voltando para casa. Ficamos impressionados com a beleza das cachoeiras e com a certeza que ficou faltando muito para conhecermos bem a chapada. Faltou a cachoeira do Rei do Prata, Macaquinhos, Vale da Lua, etc. Uma coisa que deixei de falar é sobre os lanches: sempre leve lanche e água para as trilhas pois na maioria dos lugares não vende ou quando vende o preço é maior. Protetor solar é indispensável pois o sol do Cerrado castiga! Repelente também é muito importante devido aos famosos borrachudos que arrancam pedaços da pele mesmo. Acho que é isso e se eu lembrar de mais alguma coisa posto por aqui. Espero que ajude a galera e se precisarem de alguma coisa é só falar. Valeu!
  14. Fomos para Porto Seguro - Bahia de carro saindo de São Paulo/SP. Saímos de São Paulo por volta das 15 hs e paramos em São Joaquim das Bicas/MG por volta das 22 hs, a estrada é ótima durante a passagem pela Fernão Dias e o restante do trajeto é razoável com pouca sinalização e pista de mão dupla. Saímos no dia seguinte as 07 hs e chegamos em Porto Seguro umas 22 hs. Reservamos o hotel pelo booking, ficamos no Toko Village na Praia de Mutá, o hotel é maravilhoso um ap. com 2 quartos 3 banheiro, sala de tv, sala de jantar, cozinha e lavanderia, toda equipada com maquina de lavar, cooktop, microondas de embutir, uma graça, não usei nada disso mas nos fez sentir "em casa", tinha também piscina, gazebo, um jardim lindo, café da manha muito bom também. É um pouco afastado do centro de porto seguro, mas como estávamos de carro então não tivemos problema. Diária do casal: R$100. Chegamos por volta das 22hs no hotel e já estamos bem cansados com o trajeto de carro, neste dia não saímos e contratamos o passeio do dia seguinte por indicação do hotel, já sabíamos que seriamos "assaltados" mas como já tinha consultado a tábua da maré e sabia que teria somente os 3 primeiros dias de maré baixa acabei contratando o passeio para o dia seguinte RECIFE DE FORA, no próprio hotel. 1º dia: RECIFE DE FORA A agência foi nos buscar no hotel de carro, marcaram 7:20 e chegaram por volta das 8 hs, quando estavamos quase indo passear por conta propria com nosso carro. Fomos até o centro de Porto seguro e pegamos uma Scuna até o parque marinho de Recife de fora. O parque fica no meio do mar onde os corais formaram uma ilha com piscinas naturais. Antes de chegar no parque e dentro do barco eles alugam crocs, snorkel e capas para as cameras fotograficas. Não há necessidade de alugar crocs, fomos de chinelo havaianas sem problemas, o snorkel alugamos só um para o casal, alugamos também a capa para a camera mas as fotos ficaram péssimas. O parque é muito bonito, dá para ver os peixes, e outras vidas marinhas. Tem um "tiozinho" que explica um pouco sobre as especies da região e dá uma aulinha de educação ambiental, achei bem legal o trabalho dele, ele "tenta" ensinar o pessoal para evitar pisar em muitos locais dos corais, não jogar lixo, não levar os animaizinhos para casa, não comprar artesanatos com especies marinhas e etc. Mostra os bichinhos e explica um pouco sobre eles, o que é coral vivo e morto, os tipos de carangueijo, estrela do mar e etc.. No final vende uma camiseta com o nome do parque por 15 pilas para quem quiser, comprei pq achei o projeto bem válido. Anoite fomos passear e jantar na passarela do alcool, lá as coisas são bem baratas, tem muita opção, muitas bugigangas e roupas de praia baratas. Preços: Passeio recife de fora: R$110,00 por pessoa (o preço original é R$80,00, mas como fechamos no hotel e nos enfiaram a faca) OBS: se chorar ele baixam o preço. Crocs: R$5 Snorkel: R$10 Capa para a camera: R$15,00 (eles começam com R$20 e chegaram nos R$10, mas como resolvi alugar só no barco paguei R$15). 2º Dia: PRAIA DO ESPELHO Fechamos o passeio por agência, saímos do hotel 7h45 e fizemos uma parada em uma aldeia indígena, achei bem sem graça, lá vc paga para tirar foto com os indiozinhos se quiser. Depois seguimos direto para a praia do espelho, a praia do espelho é A Praia, é linda, com falésias, corais, mar com vários tons de azul e verde, simplesmente linda... Decidimos ir com agência devido os relatos de buracos no trajeto e não nos arrependemos, se tiver com carro alugado, vá sem medo, mas com carro próprio irá ficar com Dó do seu carrinho..rs.. lá é longe e pagará estacionamento então não sei se vale a pena financeiramente falando. Lá é tudo muito caro, o lugar mais caro do litoral que já visitei, mas vale a pena conhecer a praia é muito linda... Preços: Trajeto até a praia de Van: R$45,00 por pessoa Almoço: o prato mais barato no restaurante que estamos era R$110,00 (2 pessoas) coca cola lata R$5,00. Consumação mínima de R$40,00. DICAS IMPORTANTES: Não aceita cartões (nem débito) e é tudo caro, então leve dinheiro. Vá com A MARÉ BAIXA, sempre que programar viagem para a praia consulte as tabuas da maré da região, as praias ficam dez vezes mais bonitas com maré baixa e com sol. Se for com a maré alta será apenas mais "uma praia normal", ai vai sair dizendo por aí que a praia não é tudo aquilo que disseram..rsrs. 3º Dia: FLUVIAL SANTO ANDRE E COROA ALTA Também contratamos em agência, o trajeto vai até coroa alta no meio do mar navegando de escuna ou chalana pelo um rio, na coroa alta tem corais e um banco de areia avermelhado bem alto, é bem parecido com Recife de fora, para contemplação da vida marinha e belas fotos. Na volta se faz uma parada em um restaurante self service na praia de Santo Andre, comida barata e razoável. A praia de Santo André é bonita e bem deserta. Depois partimos para a ilha paraíso dos doces, onde vendem docinhos diversos, muito bom os doces, a ilha em si nada demais. Tem também o banho de lama, para quem gosta eu não fiz. Quem não conhece, conhecerá os mangues e verá os caranguejos. Preços: Passeio: R$60,00 por pessoa Almoço: R$40,00 kilo 4º Dia: COROA VERMELHA E TRANCOSO Fomos com nosso próprio carro, a praia de coroa vermelha depois da praia de Mutá onde estávamos, tranquilo para chegar até lá, pagamos R$5 estacionamento, tem uma feirinha bem organizada indigena, para quem gosta de gastar, tem as mesmas coisas que na passarela do alcool. A praia de coroa vermelha também é muito bonita com a maré baixa se forma um banco de areia no meio onde você pode ir caminhando "no meio do mar". Em seguida fomos para trancoso, atravessamos pela balsa R$13,50 do carro mais R$3,00 por pessoa e seguimos para trancoso. Em trancoso ficamos na praia dos coqueiros, praia bonita, sem muita muvuca, a cor do mar é bonita, mas sem muitos atrativos, boa para banho como todas que conheci. O almoço bem carinho dependendo da barraca. O estacionamento R$10,00. 5º Dia: ARRAIAL D'AJUDA Neste dia também fizemos com nosso carro, mas não fomos pela balsa e sim pela rodovia e não vale a pena é muito mais longe, paramos na praia de Pitinga, fui sem muita expectativa, mas fiquei impressionada a praia é muito bonita com falésias e corais proximos a praia, mar com vários tons, lugar calmo, poucas pessoas, se andar pela praia ao lado direito encontrará um Riozinho de agua doce que desemboca no mar. Ficamos o dia inteiro lá relaxando. Preço: estacionamento: R$15,00 (se consumir acima de R$100 na barraca conveniada não paga) não sei se em outras barracas tem convênio. Porto seguro é muito bonita e bem conservada, não vi lixo jogado na cidade, não esperava ser tão organizada, me surpreendeu em relação as praias e beleza da cidade. Tem muitas opções para quem gosta da vida noturna. As praias são lindas, não deixe de conhecer a praia do espelho. Jantamos todos os dias na passarela do alcool, onde tem muitas e muitas opções para todos os gostos e bolsos, lá vende também uns docinhos muito bons. Lá os preços são negociaveis então sempre chore um pouquinho. Nos dias em que estivemos lá no mês de abril, só ameaçou chover, mas logo em seguida abriu o sol. No dia de ir embora para casa amanheceu com o tempo fechado e muita chuva, acho que tivemos sorte. Ainda faltou conhecer caraíva, que dizem ser bonito e também e a parte histórica, que não é minha favorita, mas para quem gosta é uma ótima opção. Tem também o Ecoparque em arraial é bem carinho R$95,00 por pessoa, não conheci.
  15. LEgal, vou mandar um relato desse Trekking na Serra do Lopo, Sábado 31/03/2012 Na foto acima, os Picos e paradas com vistas mais interessantes da Serra Lopo. Sai de São Paulo em direção a Bragança Pta, onde tinha um compromisso na Sexta-Feira a noite, como já estava pela região resolvi fazer na manha do dia seguinte o Trekking na Serra do Lopo. A ideia inicial era atacar a Pedra do Cume e fazer um Rapel na mesma, cerca de 40m. mais meu amigo que viria de São Paulo no Sabado de manha com os equipos acabou por não vir por problemas pessoais e não pode participar. Passei em Vargem para pegar um amigo e seguimos para Extrema. O caminho é simples para quem sai de São Paulo, Fernão Dias direto até vargem, existem 2 pedágios de R$1,40 até Extrema, chegando na cidade basta seguir as placas indicando Pista de Voo, o acesso é por uma estrada de asfalto que conforme a subida passa a ser de paralelepípedo e após isso terra, qualquer veículo sobe tranquilamente a mesma, apenas tome muito cuidado pois "a estrada" é muito estreita e por ela sobe/desce, alguns trechos não passa nem espremendo 2 carros, mantenha atenção sempre e uma velocidade baixa. No topo, passamos pelas pistas de voo, são 2, 1 de cada lado. Pista de Voo asa-Delta Seguimos e chegamos nas Torres da Embratel, existe um Estacionamento, onde é possível deixar o veículo, porém evite deixar pertences á vista dentro do mesmo, o local é vazio. Ai começa a caminhada, logo chegarás em um portão a trilha começa a esquerda do mesmo, Portão - Trilha a esquerda É tranquila, estava um pouco úmida pois havia chovido a noite passada, mais tranquilo, após uma caminhada chegamos na Pedra das Cabras, dessa já é possível visualizar o Pico do Cume o visual é muito show, paramos para tirar umas fotos e seguimos. Vista da Pedra das Cabras a Direita/Fundo Pico Cume Antes de chegar no Pico das Flores, existe 2 clareiras onde é possível acampar, uma opção para quem não pretende ficar na laje do Pico Flores, pois lá em cima é aberto e Deve ventar muito a noite e um belo Sol de dia. Clareiras antes Pico Flores Alguns metros após a Clareira e estamos no Pico das Flores. Paramos para fazer umas fotos, pois o visual desse pico é mt show.. Vista do Pico das Flores e Pedra do Cume a Direita. Partimos em direção ao Pico do Cume, nosso objetivo final, a trilha inicia-se na direção do mesmo pelo lado direito da pedra, detalhe que existe 2 trilhas, saindo pelo lado direito do Pico das Flores pega-se a trilha da esquerda, essa é a correta para o Pico Cume, não se preocupe, caso erre, a trilha começa a se fechar após alguns metros, volte e pegue a certa. No caminho pasamos por essa pedra, que sirva de direção para quem mesmo sabendo das dicas acima insista na trilha errada. Pedra que segue para o Pico Cume, infelizmente vandalizada Chegando no Pico do Cume, logo na sua base existe uma fissura como se fosse uma gruta, mais é apenas uma fissura sem graça, não entramos por achar perigoso, muito úmida e aparentava ser bem escorregadia . Fissura Base Pico-Cume Então começa uma Escalaminhada, tranquila, não necessita de cordas, porém ira roubar alguns minutos de quem não esta habituado. Escalaminhada-Leve Enfim o Cume. Paramos para apreciar a bela vista, onde pode-se ver a cidade de Joanópolis/SP, Vargem/SP, Bragança/SP e Extrema/MG, alguns vilarejos e ao fundo a Cachoeira dos Pretos situada em Joanópolis/SP Fizemos um lanche rápido e retornamos, o tempo parecia querer fechar e não queríamos pegar chuva na volta. Visão do Pico Cume Como o trecho é tranquilo, resolvemos fazer um SpeedCross e aumentar a velocidade, rs Fizemos em 8min. do Pico Cume até o Pico das Flores e mais 39min até as Torres da Embratel. Apenas tome cuidado pois tem um trecho onde tem um pequeno barranco a sua Direita "volta" onde cair ali não deve ser muito bom, apesar que a trilha é aberta e passa tranquilamente, mais não custa nada tomar cuidado. Vi uns lixos jogados na trilha, como garrafas 2L e alguns pacotes de bolacha, como sempre levo sacolinhas-plasticas para trilha, recolhi o lixo na volta, muito chato encontrar isso em trilhas, que nos leva a locais incríveis. Faça a sua parte, todos colaborando não pesa pra ninguém. E leve sempre o seu lixo. Apenas para os Alpinistas/Rapeleiros e Escaladores de plantão, que tenham curso e prática na área, o restante não chegue nem perto sem proteção adequada e conhecimento, uma queda ali é fatal, são 40m. É possível Rapelar na Pedra das Flores, 25m porém não encontrei as chapeletes/ "P", mais um amigo falou que existe, no Pico do Cume existem 3 "P" logo na quina e + 1 "P" loga acima da quina, tornando a prática mais segura, em nenhum dos picos existe grampo para Escalar, apenas Rapel e a volta é por trilha. Sei que na Pedra do Guaraíuva existe grampos para escalar, mais ainda não fui até a mesma. De resto, é um trekking mt show que aconselho todos a fazer, é possível iniciar a trilha logo na base da Serra, porém vão preparados pois é uma subida e tanto, algo de 3h a 4h até as torres, vai depender muito do preparo, como estava sem tempo, fizemos a menor. Das torres até o Pico do Cume, em com um bom ritmo, é possível fazer em 1hr, mais nada de correria, estamos ali para apreciar a paisagem que é mt bonita. Não esqueça suas Câmeras. É possivel seguir até o Pico do Guaraiúva pela trilha e descer para JOanópolis, transformando essa trilha em uma travessia, é possível que faremos essa travessia em 12-13/05, quem quiser fazer parte é bem vindo, como não a fiz ainda, não falarei sobre. Levem lanches rápidos e água. Mais fotos: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.249707205125791.54916.100002595409024&type=3 Vlw Pessoal, e boas Trips...
  16. Fernando Alvares

    Tailandia + Frankfurt + Xangai 18 dias. (fotos)

    Olá pessoal! Fui pra Thailandia março passado, demorei um pouco pra escrever esse roteiro por que estava criando coragem... já que eu acho que vai ficar bem grande, mas eu vou tentar resumir ao máximo ok! Primeiro, comecei a pesquisar passagens desde Setembro de 2017 pra viajar em Março de 2018 (Uma das partes mais chatas da viajem já que você fica tetando sempre escolher o vôo mais barato, tentando mudar hora do vôo, data, dia... já que é uma das partes mais caras da viajem né... no final depois de meses e meses comprarmos uma passagem por 3.600 reais no Submarino Viagens, tinha passagem de quase 5000 reais na época, foi o melhor preço que achamos. E com a vantagem de ter conexçoes longas em Frankfurt (8 hrs) e em Xangai (13 horas) eu sempre prefiro quando voo pra fora pegar a conexcão maior que tiver... assim não corre o risco de perder o voo seguinte por causa de atraso... e ainda deu pra conhecer dois paises heheh! Esse foi o trajeto: Beleza, como eu moro em São Luis e o voo era de Sp, peguei um de quinta pra sexta, cheguei 9 da manha em Sp e esperei no aeroporto até as 7 da noite pra pegar o voo pela Lufthansa.. Rapaz o que foi esse vôo? Meia hora depois em embarcar já estavam servindo comida....e muito boa por sinal....Ae pensei beleza, agora vamos dormir..... que nada síô! 1 hora depois veio um lanche com vinhos e queijos... beleza... vou dormir agora... que nada rapa! 2 horas depois veio mais um lanche.....engraçado que a aeromoça da Lufthansa era portuguesa, nos tratou super bem.... agora era hora de dormir por 11 horas até chegar em Frankfurt.... que nada rapa!!! Ainda trouxeram um chocolate Kitkat gigante! pela foto parece pequeno mas era grande... ! Esse pessoal deve ta querendo deixar a gente de bucho pesado pra poder todo mundo dormir a viagem toda e não dar trabalho pra eles só pode... ok chegamos em Frankfurt 10 da manhã e sairíamos umas 8 da noite, claro que a gente não ia ficar no aeroporto esse tempo todo... fomos procurar a imigração pra pegar o visto temporário pra pegarmos o metro.. Oha eu tava achando que os alemâns com toda aquela historia de guerra e tal seriam um povo rude, mas muito pelo contrário, foram bem simpáticos.... sair do aeroporto pra pegar o metrô foi muito fácil... você procura a imigração, depois vai sair em uns totens eletrônicos onde digitaliza o passaporte, tira foto, fala o motivo da viagem (tudo muito fácil pra quem sabe inglês) e depois vai no guichê da alfandega pro guarda conferir tudinho e é liberado... Depois descemos as escadas e fomo pegar o metrô, a máquina não queria ler os Euros que a gente trocou no aeroporto, então tive que usar meu cartão internacional pela primeira vez...tsc... Como estávamos em grupo e ainda achamos mais brasileiros no trecho, compramos o que da direito ha 4 pessoas ida e volta.. Chegamos na praça em 20 minutos, saímos, fomos em um shopping só pra ver umas coisinhas.... tiramos algumas fotos, visitamos uns prédios históricos e a ponte que liga as cidades lá.. Não vou detalhar como ir do aero pra praça, na net você acha um monte de site explicando se não vai ficar imenso mesmo o texto... Como eu estava solteiro na época nem precisei levar meu cadeado pra por na ponte uhuhhu! Ok, Frankfurt visitada! Chek! Comprar lembrancinhas e voltar pro aero pra ir pra Xangai! Quanta diferença do voo Alemão pro Chinês... Claro que eu fui pedir o café da manha chinês para experimentar... Olha só comi por que tava curioso mesmo...mas o negócio é tendo viu? O br do meu lado entrou em desespero quando viu... pediu pra eu não comer huaauha... mas eu queria ter a experiencia autêntica...então engoli... (graças que não passei mal depois) uhahua... Tirando isso eu fui tirar sarro com as aeromoças... fui procurar me distrair pedindo pra me ensinarem a falar algumas palavras em chinês.... engraçado que eles tentavam e caiam na gargalhada quando eu tentava falar...mas juntou uns 5 chineses tudo perto de min ...devia ter tirado uma selfie com eles...foi um momento engraçado.... no mais achei eles muito divertidos e educados uhahua. Chegamos no aero de Xangai... um dos lugares mais tensos da viagem, por causa da burocracia tanto pra entrar quanto pra sair do aeroporto.. (Quem for fazer rota passando pela china eu recomendo pegar o voo com uma escala realmente grande entre os voos... por que além do formulário que você preenche no avião (Devia ter tirado foto mas como é uma aréa que não pode usar celular não quis na hora...mas depois usei e foi de boas) tem outro no guichê do aeroporto...e não tem caneta não viu? levem suas canetas!!! Ok 13 horas na China...hora do Stopover.... bem antes disso fomos pegar o visto chines de 72 horas... bem tranquilo...a gente não precisou nem falar quase nada nem em inglês... o guarda lá só pediu nosso itinerário de passagem, conferiu e aprovou o visto... coisa de 10 minutos... então hora de pegar o Magleve (trem bala que 'flutua"), rapaz... vc nem sente o bicho andar...e é rápido... no dia tava a 385km/h mas já chegou há 400... Ok finalmente Xangai e comer algo sem ser comida de avião.... Claro que o menu era todo em chinês....e tudo comida apimentada... pra quem não entende tem um gráfico com fotos de pimenta (um icone na verdade) que pode variar do 1 ao 5... eu ia pedir com 2 de pimenta...mas alguém da mesa me atrapalhou e não vi que mudei o pedido....e veio um prato com grau 5 de pimenta.. mas eu já tinha pago né.... era uma colherada, uma enxuga testa suada... uma colherada uma enxuga testa suada... Alías bem onde a gente foi tinha a loja da Disney de Xangai... quem for fan deles vai gostar.... crianças vão pirar... Beleza vou ter que sair agora mas continuarei ...ainda tem muita coisa pra falar....;P Ok! Depois de 3 dias de viajem.... 3 dias sem tomar banho... , dormindo todo desconjuntado... com inveja do pessoal da primeira classe...(Acho que vou morrer e nunca voar de primeira classe ;( ) chegamos na Tailandiaaaaa!!! Corre pra comprar um chip de internet.... no aero embaxo no 1º piso tem um monte de vendas de chips... compramos na True alguma coisa... não lembro o nome direito...devia ser True Internet...8g por 56 reais....era um stand todo vermelho. ..ok instalar Uber e Grab (Um "Uber' da Asia") e vamos chamar o motorista......como era 3 da manh não teve muito trânsito pra chegar no hostel,, o que foi bom já que estavamos cansados... chegou o carrono andar de baixo e a gente no andar de cima perdidinhos...depois de procura de lá, procura de ka achamos o motorista....e lá fui eu entrar pela porta direita esquecendo que o volante era desse lado... Alias aqui vai uma foto (Eu tenti por video, mas não acertei video com exemplos de comida de lá que você acha na 7 Eleven...(Tem em todo canto, em todo lugar)... 50 bht...5 reais praticamente... Certo....primeiro templo pra visitar....e um calor tao grande que eu não tive coragem de sair de calça do hostel.... resultado comprei uma na praça em frente (tem um monte de vendedor) por 10 reais.....ok entra em fila...gente pra caramba...chines pra caramba...mas nao assim, como em um show que você anda tronbando nas pessoas....mas mesmo assim cheio... e tira foto com Buda (Buda tem de dar a pau lá...deve ter mais estatua de buda do que mosquitos..) .hahaha alías falando em mosquito eu nem usei nenhum repelente.... nem quando fui pra selva pro santuário dos elefantes... certo...termina de visitar o templo e vai pra praça ver algo pra comer.... quando de repente.... poof!! lembra do calor de lascar? pois não é que a mulher do meu lado desmaiou? Corre, junta gente em cima, deixa ela respirar, pega água...chama tuc tuc e manda pro hospital.. o calor é brabo mesmo nessa época do ano. (Março 2018)... Eu vestido com a "calça' que comprei... tecido bem leve....é até legal de comprar pra dar de lembrança pra alguém... Certo... e lá fui eu comprar um sorvete de Durian (Pense em uma fruta fedida e cara) pra provar o sorvete já que não tinha coragem de comer a fruta in naruta (Tem cheiro de corpo em decomposição) mas até que o sabor não era tão ruim não... Há lembrei! Esqueci de comentar que na saidas do aero deixamos nossas malas e mochilas nos aeroportos mesmo...você paga uma pequena taxa pra deixar lá e ir visitar a cidade... se não me engano na Alemanha foi 8 euros...e em Xangai 25 Yenes... e quando a gente foi pro local dessa torre em Xangai: Nos tivemos que pegar metro além do trem bala... pra chegar foi fácil...mas pra voltar complicou...a gente ão sabia nem como comprar nem como como marcar o trajeto que queríamos pra voltar pro aeroporto (ja que lá você comprar a passagem pela distancia percorrida...) e eu comecei a ficar preocupado que todo chines que eu abordava pra ver se ajudava não falava nada de inglês... a nossa sorte foi que acabei achando uma brasileira que tava fazendo intercambio lá no meio daquele povo todo e assim consegui pedir pra ela comprar as passagens pra gente...ufa.. Ok depois eu continuarei...P Aff escrevi um monte e não salvou....tsc...outro dia continuo então... me desanimei hoje... Ok deixa eu ver onde eu parei.... acho que foi na chegada em BKK... Ok! Chegamos praticamnete 3 da matina e fomos comprar nosso chip de internet que se não me engano foi 60 reais (600 tailandeses) por 20 dias de Net com 8gb disponível....o que deu bem pra suprir os 15 dias lá...e olha que ainda sobraram quase 2gb.... e o mais incrivel era que no meio do oceano lá nos barcos a internet pegava que era uma beleza... alias pegava em qualquer lugar lá...o quiosque da net era um vermelho chamado True Net se bem me lembro. Ok chama Uber se toca pro Hostel... como foi de noite o trânsito tava vazio... mas se você for chegar de dia lá prepare-se pra pegar um longo engarrafamento até seu hostel/hotel... Melhor pegar o metrô que fica dentro do aeroporto e tentar ir ao máximo perto de onde vais ficar e depois pegar o Uber ou Grab (Que é o Uber asiatico, tudo pode ser baixado pelas stores da net). Ok! Primeiro dia em Bkk... acordamos, pomos o pé pra fora do nosso maravilhoso quarto com ar condicionado e fritamos literalmente..... nessa época não é quente lá não, o capeta deve sair de viagem de lá pra poder pegar um friozinho em algum lugar.... melhor ter um boné, chapéu, até guarda chuva pra proteger do sol viu? Tava tão fresco que logo no 1º dia lá uma turista do nosso lado desmaiou...e corre e chama Tuk Tuk pra levar ela pro hospital, coitada. Ok, lá fomos nós visitar o Templo Esmeralda, O templo do Amanhecer e mais um lá que esqueci o nome... praticamente pra você visitar os templos da pra ir andando, só tem que atravessar o rio pra poder ver o do Amanhecer... que custou miserios 20 centavos de Bath... mas vá cedo por que esse fecha cedo... Alias templos é o que você mais vai ver lá, tem os famosos e tem uns pequenos mas também bonitos em praticamente todo lugar da Tailandia... tanto templo que eu nem tava fazendo muita questão mais de visitar eles.... (O principal que eu queria fazer nessa viagem era mergulho e visitar o templo dos elefantes). Há sim, se você não for de calça pra visitar os templos pode comprar uma calça que eles vendem lá por 10 reais (100 Bath) tem um monte de vendedor na praça em frente ao templo vendendo várias... é até legal de trazer da viagem como lembrança para você ou amigos, pena que eu só me toquei disso depois e comprei só uma mesmo.... tipo essa da foto embaixo: Outra coisa, lembrem de beber só água de garrafa ok? Isso você pode comprar nas 7 Eleven da vida lá que tem em todas as esquinas de lá praticamente... Falando em água e comida eu levei 1200 USD pra passar esses 18 dias lá.... mas eu me lasquei um pouco no fim da viagem por que tive que pagar um hotel em Kho Pipi que achava que já tinha pago os dias todos mas faltava 1 diária... e lá as coisa são meio caras.... então tive que entrar no cartão internacional... uiiii... mas tudo bem, tinha dia que eu nem almoçava pra poder economizar... voltei 2.5 kilos mais magro dessa viagem uhahuauha! Bom que tirei o bucho (Mas depois recuperei tudo no Brasil já que fui direto pra uma churrascaria rodizio quando voltei...) kkkk! Certo e de noite o que fazer? Khaon San Road né... onde você pode ver vários tipos de comida..(Lógico que comi escorpião e não desses pequenos, o médio... o gosto não é ruim confesso, me lembrou o camarão... o ruim são as garras que ele usa pra se defender que são duras pacas. tentei comer mas tava quase quebrando os dentes então cuspi fora...) e graças que não senti nada... alias pesquisando eu nunca li ou ouvi ninguém falar que passou mal por ter comido escorpião de lá... também tem massagens (claro) lugares pra comprar roupas, bares pra beber com show ao vivo.... o mais interessante mesmo são as comidas.... Agora se você for sensível vai ficar enjoado é com o cheiro da comida de lá... não tenho como descrever mas seria enjoativo e nauseante.. (Bem acho que são as mesmas coisas essas palavras..) Bom tem Mac Donalds lá, mas viajar pra Tai pra comer em Mac?? Namm! Uma das primeiras comidas que comi lá, lula na brasa com pimenta (Pimenta Everwhere, então cuidado): Pior que esse negocio parece um pinto huauhauha. E aqui a foto do preço de alguns tipos de massagem que vocês podem encontrar lá: Confesso que eu cometi o pecado de não fazer nenhuma massagem nessa viagem.... acho besteira gastar dinheiro com isso, preferi gastar com comida... vai de cada um e suas prioridades... mas dizem que é muiiiiiito bom a massagem tai. Quanto a questão de segurança lá... a gente ia andando do hostel pra Khaon San de madrugada de boas.... 2 horas da manhã por ae e tudo tranquilo.. . só teve um começo de briga la pro meio da madrugada mesmo mas acredito que foi efeito da cerveja em uns americanos malucos que estavam por lá.... No último dia fomos pro shopping MKB Center... se tiveres que comprar alguma Go Pró ou câmera pra viagem, deixe pra comprar aqui... um amigo meu comprou uma por 1000 reais de diferença em relação ao brasil.... também comprei meu PS Vr por 1400 mas esse não achei um preço tão diferente se bem que olhando agora na Saraiva por exemplo ele ta 1.800... No MBK você encontra de tudo, desde coisa caras como Ouro e lojas de produtos caros até câmelo tudo no mesmo lugar...e é enorme o prédio... 4 andares praticamente... tem que reservar 1 dia inteiro pra tentar conhecer tudo se a sua vontade for de torrar dinheiro lá... Tambêm fomos no Siroco (Aquele prédio onde foi gravado o filme "Se beber não case).. tranquilo pra entrar, mas tem que ir bem arrumado... preços claro que são mais caros.... vale pela vista panorâmica da cidade... mas fora isso não achei nada demais... meio espirito é meio largadão, me sinto desconfortável em lugares xiques demais...) Certo, hora de ir pra Ayutthaya conhecer as 7 cachoeiras dos 7 niveis de dificuldade pra subir até a última.. Espera estou pulando partes.. como fomos de Bkk pra lá? Iamos de trem mas chegamos atrasado na estação e perdemos o dito cujo... a gente foi pra estação errada.... a sorte é que como estávamos em grupo conseguimos uma van pra levar a gente e compartilhando o preço não saiu caro pra ninguém... Ok chegamos no hostel depois de quase 1 horinha de viagem.... sem ver 1 buraco no asfalto.. (eta Brasil) e já que estávamos no interior qual seria o jeito mais econômico pra se locomover pela cidade? alugar motinhas claro (Se bem que eu fiquei com o cú na mão, já que fazia mais de 20 anos que eu não andava de moto, e cair e se quebrar na Tailandia? mas se todos os outros iam pegar eu não podia amarelar...) Pra alugar as motos é muito fácil, você pede pro gerente do hostel ligar e eles te levam elas no horário combinado... só vão pegar alguns dados com você e um calção que pode variar de 2000 há 3000 bath depende... e são aquelas faceis sem marcha... só acelerar e frear.. (Mas tem grande de marcha se você souber pilotar) aqui vai uma foto com o preço do aluguel da moto em vermelho... e são alugadas por 24 horas: Certo.. motos alugadas... cú não mão...e sair pras cachoeirias.... que ficavam há 60km de distancia (40 minutos praticamente) indo pela estadual... graças que o trânsito no interior não é tão ruim como na cidade.... pense em um rapaz duro e tenso pilotando a moto... uhahuau) chegando lá paguei 30 bath pra poder ir nas cachoeiras... que são divididas em 7 levels... se você conseguir chegar na última parabéns ;P há sim não fique com medo dos peixes que tem lá... eles são o mesmo que são usados pra fazer massagem nos pés em aquários em shoppings.. a diferença que lá eles são adultos, então pode incomodar um pouquinho a bocada deles nos seus pé... mas nada que tire pedaços.. (Mas as meninas pegaram um susto e saíram correndo da água uhahuahu) Lá também da pra ir visitar a Ponte do Rio Kwai se você for um curioso sobre guerras que nem eu... a ponte já é toda moderna, mas visitar ela pra quem curte historia de guerra é legal. Tem um filme bem antigo sobre a historia dessa ponte, um clássico de 1957: Que diferença hein? ;.P Continua.... Beleza .. em Ayutthaya você pode visitar também o Buda deitado (Buda do street Fighter) no dia que eu fui tinha um guarda mala lá que não tava deixando fazer poses dos lutadores do Street Fighter.. tsc... mas tem amigos que fizeram sem problema nenhum.... Pra visitar os templo lá são um pouco mais distantes do que na cidade lógico... então a gente encontrou uma senhora em uma Kombi e fomos lá perguntar quanto ela fazia pra nos levar para visitar os principais templos.... acabou saindo 250 bath pra cada que no total foram 1000 bath... 25 reais pra cada... acho que foi um bom preço. Certo... lembrei, até agora comendo de boas a comida da tailandia.... bem pra dizer a verdade comia de dia e ia pro banheiro de madrugada e isso foi só por causa da pimenta que não estava acostumado e foram só umas 3 vezes na viagem.... (Pior foi uma amiga que comeu um hambúrguer e acho que o ovo não tava legal e ela for parar no hospital mesmo coitada.... acabou perdendo nosso dia de mergulho por causa disso...) Hora de ir de Ayutthaya para Chiang Mai! Fui de trem de primeira classe comprando os tickets com 3 meses de antecedencia pelo site http://www.thailandtrainticket.com/ (Na net tem sites explicando o passo a passo, posso adiantar que não é nada complicado) e você pode escolher pegar o ticket lá no escritório deles ou pagar 10 reais para deixaram no hostel... (O que eu fiz e foi de boas) . Agora confesso que se soubesse como era a 1º classe tinha pedido pra ir de segunda... por que meu espirito aventureiro ficou triste com essa decisão quando cheguei lá.... ok você vai em uma cabine perfeita com ar condicionado e privacidade, mas a segunda classe era bem mais animada e as pessoas ficavam tipo no corredor de frente para as outras em seus beliches conversando, eu adoro poder bater papo com pessoas de outras nacionalidades ou apenas observar mesmo... o que não da pra fazer na primeira classe... bem agora já foi.... Ha sim a viagem foi noturna o que nos economizou 1 dia de hospedagem.... Na primeira classe tem banheiro separado onde dá até pra tomar banho, da até pra saber se o banheiro ta ocupado de dentro da sua cabine, como podem ver pela foto abaixo tem alguém no cagador: Também da pra pedir e escolher comida por essa tela... mas como as coisa são um pouco mais caras e já tínhamos lanchado na 7 eleven nem testei o sserviço.. Um das estações que o trem para antes de Chiang... bem bonitinha a estação por sinal.. Se você estiver na dúvida sobre o trem, do lado de fora dele tem um letreiro eletrônico: Ok, o principal passeio de Chiang Mai era ir em algum santuário de elefantes... depois de muito pesquisar e ler relatos, resolvemos ir no https://elephantjunglesanctuary.com/.. Li sobre toda a historia de apoiar ou não um passeio desses, que os elefantes podia ser mal tratados e tudo mais.... pelo que eu percebi eles não são mal tratados... mas também hoje em dia com o homem avançando desenfreadamente contra a natureza eu acho que seria pior pros elefantes não terem esse suporte que eles tem nos santuaríos... pelo menos a comida de todo dia deles está garantida... não sei, vai de cada um isso. Ok tickes comprados no Brasil e só esperar passar o povo pra pegar a gente e levar pro parque... agora vou lhe contar uma coisa, se você passa mal indo atrás das vans quando o trajeto é cheio de curvas se prepare! Por que o trajeto até lá é subindo uma serra cheia de curvas mesmo... o lance é tentar controlar a respiração e olhar pro horizonte até lá... Certo chegamos no parque, pegamos nossas roupas do parque que dão lá pra quem faz o passeio (No caso foi de 1 dia e meio) praticamente no meio da selva..e sem mosquito nenhum pra encher o saco) e tivemos nossa aula introdutória sobre o parque e elefantes... e depois eles nos dão pedaços de cana de açucar e banana pra gente dar pros bichos comerem... Na foto abaixo o gordinho procurando as bananas e eu escondendo de sacana hahahah: Eu com minha camisa sexy que dão no parque (também deram pra gente novas no final do passeio, mas eu acho que tava incluído no pacote que compramos, só tinha esquecido esse detalhe...) As atividades foram... dar comida pra eles, dar um banho de lama (Se bem que isso eu não fiz certo por que eu comecei foi uma guerra de bola de lama contra as outras pessoas uhauhauha) depois levar eles pro rio pra tirar toda a lama acumulada e mais algumas fotos... também apreendemos a fazer um tipo de bola de comida pra elefantes... que eles tem poem pra socar a comida deles com o pé em uma alavanca ... você sai morto de cansado depois uhahua).. Olha o moedor ae em ciima... Ok depois voltamos pra cidade grande.. se é que pode se dizer que é cidade grande... e no outro dia a policia me pegou. calma que eu não tava fazendo nada de tão criminoso assim, só caímos em uma blitz com as motinhas.... e como estávamos sem habilitação morrermos em uma multa de 500 bath...(50 reais por pessoa) duas coisas foram engraçadas nessa situação... eu parei a moto antes da blitz e a talandesa lá do restaurante disse pra eu sair correndo com ela na contra mão de volta... claro que não fiz isso... a segunda é que você paga a multa e depois eles te liberam pra andar com a moto, mesmo sem carteira.... só tem que ficar com o documento que eles te dão... inclusive te permite pilotar por 3 dias e se te pararem em outra blitz nesse tempo é só mostrar o documento: Não da pra entender bulhufas uhahuauha! Como não roubar seu carro em estilo tailandês: Ok mais templo, hora de ir pra Krabi.. que é Crab que é Caranguejo... Nossos trajetos de longa distancia voamos tudo pelas Low Cost asiaticas..... achei que seria mais barato do que pensei que ia achar o preço, mas também não foi nada tão caro... o problema era aquele medo de ter que pagar taxa por bagagem que na Asias as vezes sai mais caro do que a propria passagem... pra vocês terem uma idéia eu estava assim: Uma mochila mais o saco do PS VR que eu fui burro de comprar no começa da viagem e tive que carregar ele a viagem inteira praticamente.... não cometam esse erro.. Em Krabi não tem muito o que fazer realmente... mas tem aquele templo que tem as duas cabeças de dragão em uma escadaria enorme.... que você pode ir de motinha subindo a serra com o cú na mão de novo huahuahua... pense em um cara tenso pilotando,, pior que pra subir a pista é larga, mas pra descer ela é mais estreita.... então os carros passam pertinho de você e não tem acostamento... tem um vão de onde desce a água da chuva.... só rezei até chegar lá embaixo kkkkk! Em Krabi da pra comprar um tênis nike oficial por 38 reais: Sqñ! hauhahua... olha que ese tal de jack é mais caro que o Nike... Continua.... Bem continuando...Ok quase chegando ao final já... depois de Chiang fomos para Kho Pipi visitar as famosas praias da Tailândia... (O governo tailandês fechou o acesso a Maia Bay se não me engano.. o turismo estava alto demais lá e acabando com o ecossistema da natureza... parece que vão fechar por 3 ou 6 meses então veja antes de resolver ir pra lá..) se você gosta de loucuras tipo aquelas festas onde tem malabarismo com fogo, um monte de gente bebada e várias casas de show uma do lado da outra tocando o som mais alto que tiver pra atrair clientes você vai adorar a algazarra... se não ainda pode fazer mergulho com o Rodrigo (Brasileiro que tem empresa lá). Uma das coisa engraçadas ta Tailandia.... os chineses que lá visitam não é raro pedirem pra tirar fotos com você... selfie mesmo... ainda mais se você tiver barba... se for negro então ae que é festa.... eles adoram tirar foto auhahua.... no fim da viagem pra me vingar eu quando via um monte de chineses tirando foto eu ia lá pro meio deles e entrava de gaiato mesmo nas fotos deles uhahuahua... eles até gostavam.. ;P Em Kho Pipi também fiz minha primeita Tattoo na vida... em Bambu... acho que não dava pra ir até lá e voltar sem uma... não fiz com os monges, fiz em uma casa especializada mesmo na praia de K.pipi.. (Alias tem um monte de casa de tattoo lá... doeu um pouco quando o cara sem empolgava e pensava que sua pele era um pano onde podia dar várias agulhadas rápidas de uma vez... mas foi menos dolorido do que arrancar um dente por exemplo ;P Não tive nenhuma reação alérgica nem nada... inclusive fiz exames laboratórias mês passado e tá tudo sossegado... Face deles: https://pt-br.facebook.com/profundivers/ Sobre a experiência de mergulhar.... confesso que estava meio receoso... por tinha ouvido relatos de uma mulher que se apavorou em um mergulho e quase morreu afogada no grupo de wats que eu estava participando antes de viajar. .. o tubo saiu da boda da dita cuja e ela não soube por de volta e deu esse problema todo... meu medo também era esse... me apavorar e acontecer a mesma coisa... Só que na verdade era um medo sem saber das medidas de segurança antes de mergulhar... o seu instrutor vai lhe passar todos os macetes do que pode acontecer dentro da água... como desembaçar a mascara... como recuperar o bocal de ar se ele sair do lugar... como fazer pra água sair de dentro do bocal se entrar água dentro dele... você vê que é tudo muito fácil,. só achava que era um monstro de 7 cabeças por que não conhecia essas medidas antes... mas foi uma das coisas mais legais que já fiz na vida, se quiser ir, não perca a chance!!! Pra não dizer que foi tudo as 1000 maravilhas só teve um momento que eu não consegui equalizar a pressão do ouvido direito... conseguia do esquerdo mas nada do direito... foi coisa de inexperiência mesmo... depois de uns 10 minutos passou... Dependendo da época do ano você vai ver várias espécies de peixes... eu vi algumas bem legais... pena que não vi tartarugas... mas alguns tubarões também.. esses que comem plânctons... então não se preocupe de ser mordido. Dicas finais... na volta não conseguimos fazer o chekin de Xangai antes de sair da Tailândia... .. pedem hoje em dia 3 horas de antecedencia para voos internacionais certo... então chegamos com 1:30 certos no cronograma mas pense em um sufoco... imagine sair do avião e dar de cara com o aero mais lotado do mundo que você já viu até hoje na sua vida... tivemos literalmente que correr pra fazer o chekin... sorte nossa que uma das pessoas que trabalha na empresa pôs um guichê só para o nosso voo, mas mesmo assim lembram no começo o lance te ter que ter uma caneta pra escrever os dados no papel e entregar pra eles? Agora imagine isso em uma fila com um voo internacional com mais de 300 pessoas na fila com dois guichês funcionando somente? A nossa sorte foi que um cara da fila saiu e foi lá chamar uns guardas pra ocupar os outros guichês e fazer a fila andar.... depois disso ainda tivemos que correr pra passar as malas no raio x de todos... e sem falar que ainda barraram uma amiga minha por que quando ela veio na foto dela estava com a orelha coberta pelo cabelo........e quando voltou estava com a orelha descoberta... além de ter que achar as malas em uma infinidade de esteiras... esse foi o maior sufoco da viagem. Considerações finais, o povo tailandês é muito sorridente e eles sempre vão tentar lhe ajudar se precisarem. A comida pode ser um desafio para quem é sensível a cheiros e temperos mais fortes, tome cuidado. Falando em comida lá é coisa barata de se encontrar... se for comer na rua tente escolher o lugar com o aspecto mais limpo, ou mais cheio... Respeite a cultura deles e os templos e nunca fale mal da realeza. Bom acho que é isso...se eu lembrar de mais alguma coisa eu volto a editar aqui, boa viajem a todos. Há ia esquecendo... em todas as prais tem placas indicando pra onde correr em caso de Tsunami... então já sabe pra onde correr: Bem agora me vou.. espero ter ajudado! Boa Viagem povo! Há lembrei, se você for fazer o mergulho, pelo mor de Deus, esvazie sua bexiga antes de mergulhar.... aquele mundaréu de água vai deixar sua bexiga explodindo, e a roupa de mergulho é tão apertada que não da pra você fazer xixi nela nem se quisesse. Também não esqueça o protetor solar nas praias ok?
  17. Vou postar umas viagens que até agora soneguei aos amigos do Mochileiros. Primeiro uma viagem que fiz em dezembro 2012 a janeiro de 2013 para Ushuaia. Me chamo Marcelo, eu planejava esta viagem a pelo menos 5 anos, sempre sonhando e pesquisando tudo o que pudesse encontrar sobre viagens de carro. Em 2010 eu tinha comprado um Lada Niva e pretendia viajar com ele, mas o danado só me deu dor de cabeça e muita manutenção. Vendi ele após 6 meses. Eu tbm tinha um Corsa sedã. Pretendia ir com ele, mas meu pai insistia que eu fosse com a sua Ranger. Em 2011 meu pai faleceu e eu herdei parte da Ranger dividida comigo, minha mãe e minha irmã que não tinha interesse e me vendeu sua parte. Em 2012 devido ao câncer minha mãe morreu em novembro. Nesse momento eu pensei: não posso passar as férias de janeiro sozinho em casa senão vou pirar. Assim resolvi finalmente fazer a minha expedição com a Ranger. Tentei achar companhia de várias pessoas, mas ninguém podia. Já estava quase indo sozinho. Finalmente meu tio resolveu ir junto, talvez com medo que eu fosse sozinho. Resolvido o problema da companhia surgiu outro: não se pode viajar para outro país com o doc. do carro em nome de outra pessoa. E o CRLV da Ranger estava no nome de minha mãe e outros... Ou seja, apesar do carro ser parte meu o meu nome não aparecia... Ferrou, pensei. Para resolver o problema tive de falsificar a assinatura de minha mãe numa autorização para sair do país. Por sorte a assinatura dela era muito simples e consegui autenticar em cartório. Depois disso levei aos consulados da Argentina, Uruguai e Chile para pedir a autorização. Cada país tem o seu preço para o tramite aqui em Curitiba. (2012) Vejam os preços: Uruguai R$ 87,00 Argentina R$ 126,00 Chile R$ 28,00 Coitado do Chile, seu consulado honorário aqui em Curitiba é bem fraquinho, uma sala comercial minuscula feia e suja. Acho que um pais como aquele merecia um consulado melhorzinho. Já vou avisando que não sou muito ligado em anotar e guardar preço de tudo o q fiz, então este tópico vai ter poucas informações de orçamento. Hoje ainda eu continuo o relato.
  18. Rosana Kravit

    relato Minha Viagem a Israel

    Aos 7 anos de idade já sonhava estar em Israel ,aos 16 comprei uma revista com uma matéria sobre a Terra Santa e a guardo até hoje. Já estive por duas vezes lá e aos poucos vou relatando pra vcs a minha experiencia ok ? Eu li muitos relatos aqui e sinceramente eu nao quero ser repetitiva.. entao eu vou contar a minha visão sobre Israel. Se voce quer fazer compras e turismo , não vá a Israel , senao tem nenhuma intenção em turismo religioso tbem nao vá, porque o que vc vai ver e sentir é uma espiritualidade no ar em todos os lugares que vc estiver... eu ouvi uma frase que resume tudo : Quem tem boca vai a Roma, Quem tem dinheiro vai a Nova York mas quem tem fé vai a Israel. #fato ! Li muitos relatos de pessoas que falam de Israel com desdém e deixam uma impressão desrespeitosa. De tempos em tempos eu planejava e sonhava com essa viagem que me parecia tão impossivel e distante dos meus olhos e recursos. Eu sempre escuto as pessoas dizendo que foram a Terra Santa para reflexoes ou até mesmo porque estavam meio perdidas, buscando algo. No meu caso fui a uma viagem de milagres, buscando uma mudança de vida, procurando respostas e disposta a descobrir porque aquele lugar encanta e hipnotiza quem passa por lá. Viajamos pela british airways foram exatos 15 horas de voo com uma escala em Londres , não havia sequer uma comissaria (o) que falasse portugues e vc só sabe o valor do ingles quando viaja assim e eu falo muito pouco ingles. A viagem é dificil .. o aviao tem tudo pra distrair você .. mas confesso que chega um determinado momento que vc já nao consegue ficar mais sentado ..eu no caso tenho problemas pra dormir e fiquei a maior parte do tempo acordada. Sua boca resseca, seus pes e pernas incham , tem que beber muita agua pra hidratar e estar com uma roupa e sapatos mega confortavel. Dica : Gordinhos , faça seu checkin antes ou peçam pra ficar na cadeira do corredor ... ficar no banco do meio é impossivel pra nós rs. Quando chegamos em Israel os procedimentos são intensos , vc se assusta um pouco, como já vi muitos relatos aqui nao vou me repetir ...mas o mais importante é ser firme nas respostas , senao tiver ingles fluente diga que nao entendeu e eles te darão um papel escrito em portugues. Se chamarem voce para uma sala privada , fale sempre a verdade e fique tranquilo, se voce nao é nenhum terrorista nada tem com que se preocupar. Pessoas com descendencia árabe costumam ser abordadas, homens com cabeça raspada tbem, a foto do meu passaporte não se parecia muito comigo por isso eles quiseram ver um outro documento com foto. Lap tops, e equipamentos sao sempre revirados. Tivemos nossas bagagens perdidas, todas foram extraviadas e de inicio deu aquele certo panico, porque todas as minhas roupas estavam lá dentro. Na minha segunda vez eu já levei uma malinha de mão com uma muda de roupa, tenis e roupas intimas #ficaadica. Depois de 15 horas de vôo , chegamos no aeroporto de Ben Gurion ansiosos e cansados. Não tinha um funcionario sequer que podia nos atender na companhia aerea pois era shabat .. sequer conseguimos o kit emergencia , mesmo assim fomos pro hote sem nossas bagagens e no dia seguinte as 7 da manha elas chegaram... extraviadas e algumas malas foram rasgadas e cheias de areia. Encontrei meu lugar no mundo, achei a minha primeira casa ! Uma coisa é certa : Nunca mais fui a mesma ! Israel é mágico , intenso, espetacular ! Mesmo no inverno, você não consegue ficar sem óculos escuros, porque a luz que emana daquele céu é simplesmente inexplicável. Dizem que Paris é a cidade Luz , mas luz de verdade é o que se encontra em Israel... é uma luz celeste , em outro lugar não vi um céu tão incrivel. Chegamos em Tel aviv e a cidade exala um cheiro diferente, é uma mistura de incensos. Uma metrópole moderna, cheia de transito, carros, jovens por todo lado, é uma cidade que não dorme. Vc pode abrir a janela do seu quarto no hotel e dar de cara com o mar mediterraneo, uma visão incrivel ! Acordar com essa visão é um privilegio Há predios por toda parte , e uma zona residencial bem interessante proxima ao centro, um conjunto de pequenos prédios, com janelas enormes com varais improvisados para roupas que hora são penduradas do lado de fora das janelas , hora são penduradas no meio da sala. Quando vc chega lá se decepciona um pouco , porque quando se pensa em Israel, se espera as ruinas , muros, arvores de 2000 anos atras , mas vc se depara com uma " São Paulo " misturada com " Rio de janeiro " a beira mar. Apesar de ser o shabat, a cidade trabalhava. Ficamos hospedados no Hotel Leonardos e nossa primeira refeição foi salada, arroz, frango, carne e paes quentinhos. O refrigerante é caro 6 dolares a garrafinha, mas a recepção e cuidado no hotel fez toda a diferença para quem estava a tanto tempo precisando descansar. Fizemos um passeio rapido pela orla da praia e Tel aviv é uma cidade bem jovem e moderna. No dia seguinte fui a Jaffa ( Joppe ) Uma cidade pequena e muito aconchegante.. casinhas de pedras, muitos lofts de artistas plasticos e artesãos se concentra ali. Ateliers super fofos e muita arte com preços "acima do meu bolso ". Joppe é uma artista de ressaca... trabalha de noite e dorme de manhã. Eu adorei Joppe.. já me vi alí num daqueles lofts rs , tem umas ruelas muito lindas e intrigantes. Já foi um lugar mal frequentado, sendo visto algumas decadas atras como a cidade do crime, por ter sido abandonada. Mas agora reflete toda a beleza e encanto. Fica as margens do mediterraneo e é palco de muitos acontecimentos biblicos. O nome significava, em hebraico, "bela". Acredita-se que esse nome foi dado à cidade por causa do brilho do sol que refletia nos seus edifícios. Porto natural distante cerca de 55 km de Jerusalém, quando da construção do Templo Hirão trazia do Líbano toras de madeira que eram descarregadas ali e levadas para a construção do templo e do palácio de Salomão. Jaffa foi famosa pelo porto antigo e pelo centro histórico, do qual o profeta Jonas, segundo narra a Bíblia, saiu para Társis de barco e foi engolido pela baleia. Foi aqui que Pedro teve a visão dos alimentos , Deus mostrou a ele que ele poderia comer de tudo desde que fosse abençoado, visitamos a frente de sua casa, que na epoca ficou conhecido como " Simão , o Curtidor " Foi aqui tbem que o houve o primeiro evangelismo de um gentil. Essa arvore foi plantada dentro dessa pedra e ela nao toca chao.. incrivel isso ! Teatro em Cesareia Maritima .. Essa cidade foi construida por Herodes e quanto maior era o teatro maior era a população da cidade. As pessoas eram obrigadas a irem assistir as lutas no Teatro. Muitos Judeus eram mortos. Foi aqui a primeira piscina de agua doce construida por Herodes... Nossa passagem por Cesareia Maritima foi muito rapida , mas é um lugar muito bonito , antes um porto de carga e descarga que Herodes construiu , dali que vinha os marmores da italia que construiram os grandes teatros... aqui acontecem alguns shows é um lugar muito limpo e o aquedulto de agua é espetacular . Hoje moram os grande magnatas de Israel nesse lugar ... Nosso Guia foi o Sergio Rushansky ..ele é um brasileiro que mora em Israel a mais de 35 anos, uma pessoa exelente , um profundo conhecedor de Israel, uma judeu incrivel que é apaixonado pelo que faz .. indico com certeza. Israel esta longe de ser apenas um deserto sem vida ... o deserto em Israel tem muita vida , o sistema agricola é fascinante e de primeiro mundo, aliás ...eles estão a 100 anos luz a nossa frente em tudo , tecnologia de ponta etc... Lá eles tem esse sistema de gotejamento em todos os lugares que rega o solo seco e o transforma em verde e florido. É necessario tomar muita água .. o clima é muito seco e vc desidrata sem perceber ... os dias são quentes e as noites muito frias .. pegamos 6 graus a noite.mesmo no frio vc precisa tomar muita agua. Almoçamos em uma vila Drusa , a historia desse povo é bem interesante , eles tem sua propria religiao que é meio secreta, tem suas proprias leis e costumes... são muito acolhedores e prestativos com os turistas, mas nem pense em querer tirar alguma foto de uma mulher Drusa ... será briga na certa. As mulheres amassam e assam os paes na rua, e os homens vão para a lavoura trabalhar. Quem vai peregrinar em Israel não gasta muito dinheiro .. porque os dias são intensos e tudo é muito rapido, tem muita coisa pra fazer em pouquissimo tempo . Em geral a muita coisa pra comer na rua , quem nao tiver problemas em comer comida arabe e judaica nao passa fome, quem for meio fresco pra comida já sera um problema. Existem lojas de conveniencia por toda parte e voce pode comer tudo que tem no Brasil, como batatinhas, salgadinhos, bolachas doces... Os Israelenses amam os brasileiros , eles são muito receptivos ... e mesmo que vc nao fale ingles muito bem pode se virar com o espanhol ou fazer sinais rsrs o monte Carmelo foi o lugar onde Elias enfrentou os profetas de Baal dito na Biblia em I Reis 18 um bom lugar para uma refleção e para meditar naquilo que de repente pode parecer impossivel pra sua vida ... aqui nasce uma flor na pedra. E eu em todos os lugares pude presenciar milagres da natureza. As 4.30 da tarde já começa a escurecer no inverno e voce quase nao consegue ir a lugar algum Eu escolhi fazer uma viagem guiada por uma agencia de turismo pois eu queria fazer os caminhos por onde passou Jesus, não quis me arriscar a ir sozinha ou sem guias. Em Israel se voce vai sozinha e não conhece e passa por um lugar pode deixar algo desapercebido ou não entender o que exatamente aconteceu ali. A presença de um guia de turismo é essencial por lá , até porque existem lugares que vc não consegue entrar. A Fonte de Gideão é um lugar incrivel ... foi alí que Gideao teve uma experiencia singular , ele escolheu os seus 300 soldados para guerrear com ele. Ele fez um teste com os soldados, o modo como eles bebiam a agua foi essencial na escolha dos 300. Um lugar acolhedor e calmo. Grupos religiosos ficam ali em momentos de canticos e orações. Um bom lugar para se refletir sobre nossas escolhas , quem colocamos ao nosso lado para nossas batalhas diarias. Certamente aqui é lugar de crescimento. Jardim do Getsemani ,em Jerusalem . Meu Deus que lugar incrível ! Foi aqui que tive a experiencia mais espetacular da minha vida. Foi aqui que eu ouvi a voz de Deus suave e mansa direto no meu ouvido, aliás ... pra quem vier a Israel se prepare ! - Voce ouvira Deus falar com vc audivel em muitos momentos. Se abra pra isso, não perca o foco ! O Getsemani foi o lugar onde Jesus passou suas ultimas horas ... Getsemani signifca " prensa " e foi aqui onde Jesus tbem foi traido. Lugar de sofrimento, pensa e traição. Todos nós um dia vamos passar por um Getsemani ... traição, dor , sofrimento e ser prensados por algo. Esse jardim é cuidado por padres franciscanos, e para entrar no jardim vc precisa ter horario marcado ... em grupos. Não é cobrado para pede - se uma oferta para a manutenção do local. Aqui há arvores com mais de 2000 anos , e possivelmente algumas que jesus pode ter tocado. É um lugar espetacular, incrivel. Mágico ! Jerusalém , Jerusalém , tuas cortinas escondem muitos misterios ... A Tua luz e a tua paz nos traz sentimentos inexplicáveis e mágicos ! Jerusalem é sem palavras... Cheguei lá a noite e nada se via , a estrada estava escura, mas quando o guia disse : Daqui a 5 minutos estaremos entrando em Jerusalem... nossa uma sensação inexplicavel se apoderou de mim. Fui levada a uma atmosfera que jamais tinha ido. Meu coração acelerou e me enchi de tanta alegria que nao cabia em mim. Chegamos no Monte Scopus e ali ceiamos, como os espias que olhavam Jerusalem de longe : A terra prometida . O som das orações mulcumanas no ar. De longe se ve a cupula dourada brilhava mesmo a noite. A cidade Velha é pitoresca... muitos cantinhos escuros, as crianças correm nas ruas livremente, vendem-se paes em carrinhos pelas ruas. Judeus, Mulçumanos, Arabes e Cristãos convivem juntos dentro dos muros pacificamente. A noite a luz rebate nas paredes deixando uma cor dourada incrivel. Judeus nao podem entrar no jardim da Cupula dourada. Voce vai ser revistado ao entrar lá, não sera possivel levar Biblias, livros cristãos, e camisetas com qualquer tipo de alusão a Jesus tbem nao entra. Não se pode entrar de bermudas, ou com o ombro aparecendo. Ali é territorio mulcumano, portanto namorados e casados , nao se pode abracar ou ao menos pegar na mao da sua mulher. A porta dourada esta localizada em frente a um cemiterio .... a Biblia diz que Jesus voltara por ela. E por conta disso os mulcumanos construiram ali um cemiterio, achando que assim Jesus nao entrara. É uma historia meio longa rsrsrs, se tiverem interesse leiam apocalipse. Eu sou Cristã e acredito na Biblia. Se voce não cre na Biblia, não va a Jerusalem ... para um mero passeio vá a outros lugares. A Jerusalem Moderna tem muitas atrações noturnas , é bem legal, vale a pena passeio pela Ben Yehuda , que é uma rua onde tem musicos cantando, pizzarias, lojas de roupas etc ... a vida noturna de jerusalem é bem intensa . Muitos Jovens e muita diversão. Voce pode sair do hotel e pegar um taxi ou ate mesmo pegar um trem que passa pela cidade, uma visita a Mamilla halll tbem é imperdivel. Um shopping a ceu aberto, um lugar chique e elegante onde vc vai encontrar grifes e lojas mais refinadas. Israel é um pais muito seguro, aqui voce pode andar com seu tablet, celular, bolsas etc ... tranquilamente mesmo de madrugada nas ruas e nao se preocupar em ser assaltado, se voce esquecer algo em qualquer lugar publico nao se preocupe, volte que ele estara no mesmo lugar onde deixou, ou algum guia tratara de guardar em alguma loja proxima. É incrivel quando se fala sobre isso em um país onde ouvimos rumores de tantos conflitos e guerra, mas o indice de criminalismo aqui é quase zero. Em Israel nada se perde ! Mar da Galileia ... Ir a esse lugar e não andar no Barco do Daniel Karmel é um crime. Pegamos o barco em Tiberiades que é uma cidade a beira do mar da galileia, com muitas lojinhas baratas. Aqui é um lugar pra comprar sapatos bem baratos. Existem lojinhas para a população local com preços bem convidadtivos. Tem uma rua muito parecida com o nosso Brás aqui em São Paulo e lá vc encontra de tudo a preços espetaculares. Daniel Karmel é um judeu messianico que nos leva a um passeio por seu barco ao mar da galileia. Enquanto somos levados a viver uma experiencia unica ele canta suas musicas. IMPERDIVELLLLL ! EMOCIONANTE E INESQUECIVEL... Aos poucos vou continuando, mas se quiserem fazer perguntas especificas podem fazer ok ...
  19. Esta viagem eu realizei acompanhada de uma colega meio-prima, a Rosana, e uma amiga dela, a Bianca, que inicialmente não nos acompanharia. Tudo começou quando encontrei preços bons para Salvador, partindo de Guarulhos, foi menos de R$300 ida e volta com taxas inclusas, então nos animamos... Na busca pela hospedagem surgiu a dúvida, quando viajo sozinha sempre fico em albergues, a Rosana nunca se hospedou em algum e acabamos optando por uma pousada, a Pedra da Sereia, localizada no bairro Rio Vermelho. O local tem instalações simples, com café da manhã incluso e diárias para quarto duplo de aproximadamente R$50 por pessoa. Pontos positivos:diversas opções de ônibus passando bem próximos da pousada, local tranquilo na parte interna: silencioso, vista pro mar (Praia da Paciência) Pontos negativos: local pouco movimentado à noite, falta de acessibilidade, visto que para chegar à recepção sobe-se escadas bem largas em local periférico Conclusão: pelos aspectos negativos, não recomendo para quem estiver sozinho (a), busque um hostel! Pagamos um taxi da nossa cidade até o Aeroporto de Guarulhos, ficou cerca de R$85 pra cada, considerando que o voo sairia 7h45 e não tinha ônibus que nos permitisse chegar no horário...saímos às 4h de Pindamonhangaba, buscamos Bianca em Taubaté e chegamos com tempo em Guarulhos. A chegada em Lauro de Freitas - porque o aeroporto não se localiza em Salvador, e sim em Lauro de Freitas - foi por volta das 10h30, havíamos feito reserva de taxi até a pousada, reserva feita junto da pousada mesmo. A Bianca tinha voo depois de nós e se hospedou num hotel pros lados do farol da Barra, ela comprou pacote de empresa de viagem, Rosana e eu não. Como estávamos com malas, o taxi ainda foi a melhor opção. a custo de R$70 pela corrida, nos custou R$35 pra cada. Ah, o taxista mora na rua da pousada e a mãe dele trabalha no local, ela serve o café da manhã...e no último dia fizemos um tour com ele...mas isto relato no final. Primeiro dia - 28 de maio Ao chegarmos na pousada, logo fomos trocar de roupa, trancar nossas coisas no armário e partir pra uma volta pelo bairro Rio Vermelho. Fomos almoçar nos arredores da Praça da Dinha, por já estarmos varadas de fome e sem saber onde almoçar por ali, visto que vários comércios se encontravam fechados, e era meio dia e pouco! O calor em Salvador estava bem "escaldante", evidente, forte, etc Rosana e eu optamos por utilizar vestidos, e vestidos comportadinhos, nada escandaloso, mas olha, parece que os habitantes de Salvador na região do Rio Vermelho não estão muito habituados a ver moças com vestidos, ficamos com medo, pessoas passando pelas avenidas buzinavam, falavam coisas, assim que almoçamos voltamos quase que correndo pra pousada, esperar a Bianca chegar pra encontrá-la no final do dia, onde vimos o Pôr-do-sol no farol! ... Fotos da primeira parte, ainda com vestidos, antes do rápido retorno à pousada rsrs: No fim da tarde, a saída em busca do Farol da Barra e encontro da Bianca: Optamos por subir a Farol, a visita custa R$10 por pessoa, eu recomendo que subam mais cedo, pois subimos já quase na hora de fechar, tem também um museu pequeno dentro do Farol, com visitação inclusa. Fotos de lá de cima: Descemos, antes que ficássemos trancadas alá em cima rsrs detalhe: os degraus são bem estreitos, são escadas em estilo "caracol", então muito cuidado ao descer! Já na parte térrea, demos uma olhada rápida pelo museu: Ali fora, ainda no térreo, tem uma vista bacaninha também: Neste dia ainda saímos com um amigo da Rosana, que mora em Salvador, o Rafael. Eles comeram Acarajé, eles porque eu não gostei muito do danado rs acabei comendo um "bolinho de estudante" ,é frito, doce, com formato de quibe, com recheio apenas de bolinhas estilo Sagu...meio sem gosto, mas comível hahahaha Rafael nos deixou nos nossos respectivos lugares, para descansarmos pro dia seguinte. Segundo dia - 29 de maio Neste dia, tomamos café e encontramos com a Bianca já dentro do ônibus, que passou em frente à pousada e seguiu pros lados do Farol. Pegamos o Praça da Sé, a passagem custa, se não me engano, R$2,50. pra este dia, escolhemos fazer um tour autônomo pelo Pelourinho e arredores. Uma dica valiosa que eu tinha lido no aqui no Mochileiros antes da viagem: RECUSE, SEM MEDO DE SER CHAMADA DE GROSSA OU AFINS, qualquer "presentinho" de fitinhas que os ambulantes tentam te empurrar dizendo que é gratuito, NÃO ACEITE. Havia lido aqui que eles marcam turistas pra serem facilmente identificados para assaltos. Tentaram empurrar fitinhas pra Bianca e eu fiz o alerta, e um ponto negativo de Salvador é a quantidade de gente perturbando, oferecendo coisas. Recuse, não dê conversa e saia andando, é o caminho! Bom, saltamos no ponto final do ônibus e a poucos metros dali nos deparamos com o Elevador Lacerda (na cidade alta), onde as pessoas chegam quando sobem da cidade baixa. Resolvemos fazer poucas fotos por ali e seguir, pois a todo momento éramos abordadas por pessoas oferecendo ou fitinhas ou passeios guiados. Seguem fotos deste dia: Poucos minutos caminhando Pelo Pelourinho, avistamos a Igreja de São Francisco, ou, "Igreja de Ouro", como é conhecida. Antes das fotos de lá, quero fazer alguns comentários. O primeiro, é sobre o Pelourinho: neste dia curtimos pouco o Pelourinho, devido a tantos comentários sobre risco de assaltos na região. Claro que é necessário ter cautela, assim como se tem em qualquer local, a começar pela rua de onde moramos, não existe local 100% seguro. Percebi o Pelourinho mais limpo do que imaginava, devido a comentários, e também mais policiado, as ruas principais contam com policiamento, o cuidado é cair num beco pouco movimentado, portanto, se caminhar pelas ruas principais, pode fazer um passeio agradável. O segundo comentário é sobre a Igreja São Francisco. É linda, tanto por dentro quanto por fora, sua visitação em dias onde não está pra acontecer missa, é paga, por volta de R$5 por pessoa. Um alerta: havia um senhor, aparentemente trabalhador de dentro da Igreja, que quando fizemos para uma moça o pagamento da visitação, nos acompanhou naturalmente, como se fosse realmente um funcionário do local, pois a moça não disse nada. Nos explicou a história de Salvador, bem como da Igreja, com muitos detalhes, por aproximadamente 2h, ou quase, e ao final, nos disse que devíamos R$40, dividido este valor por nós três. Ficamos pasmas e sem reação, pois ele era um guia autônomo, que não se apresentou, nos levou sem perguntar se queríamos este serviço. Portanto, o alerta é: nada em Salvador é de graça, nada! Caso visite alguma igreja, pergunte se esta pessoa que o acompanha irá cobrar por isto. Indignações à parte, vamos às fotos da igreja e dos demais locais que visitamos neste dia: Na volta, demos mais uma olhadinha da vista ao lado de onde se parte pra descer o Elevador Lacerda, famintas, fomos buscar um restaurante e optamos por almoçar dentro do Mercado Modelo. Restaurante bacana, espaço agradável, só demorou muito pra sair a comida, pedimos uma moqueca de peixe para as três, detalhe no vinagrete: MUITO apimentado, eu não como nada apimentado e quando provei o bendito, sem sermos avisadas pela garçonete, desceu queimando minha garganta, e olha que as meninas gostam de comida apimentada e estranharam também!Apesar da aparência, o local possui bons preços, os pratos são acessíveis para quem está acompanhado de pelo menos mais uma pessoa, mas considero ideal para três pessoas, a não ser que você seja um (a) devorador (a) nato (a) rsrs Fotos: Ao finalizarmos o almoço, seguimos pra um ponto de ônibus próximo, pois nosso objetivo era finalizar a tarde na Igreja Senhor do Bonfim, famosa por suas "fitinhas" de promessas. Na verdade, só promessas mesmo, não recomendo a visita. O local fica bem distante, passamos mais de uma hora no ônibus, ao chegarmos lá, a arquitetura da Igreja não nos surpreendeu, sem contar que a praça onde se localiza a igreja precisa de um cuidado a mais, há arbustos altinhos ali, e pouco policiamento. Fizemos algumas fotos rápidas e fomos nos informar de onde poderíamos pegar um ônibus para descer perto do Farol da Barra. Um senhor que vende sorvetes ali, numa dessas "casinhas" fixas da Kibon nos recomendou descer a pé até a Ribeira, porém eu senti um ar sarcástico do senhorzinho, e mais tarde o taxista, Luciano, que nos levou pro tour do último dia, e nos buscou no aeroporto quando chegamos, nos disse que é altíssimo o risco de assaltos para quem desce do Bonfim à Ribeira a pé, sem contar na distância. Por sorte, fomos sensatas e pegamos um ônibus. Fotos no local: Depois deste dia, descansamos cedo, já com intuito de ir à Vila de Praia do Forte do dia seguinte. Terceiro dia - 30 de maio Neste dia, fomos por conta própria à Praia do Forte, visto que as agências locais cobram valor bem "salgadinho". Fomos de ônibus até uma parte bem distante da cidade, em ônibus que vai ao Aeroporto, descemos num ponto indicado pela senhora mãe do taxista Luciano, e de lá pegamos ônibus à Praia do Forte. Dica: compensa muto mais ir até a rodoviária e de lá pegar este mesmos ônibus, pois o ponto que pegamos foi bem depois e o ônibus estava muito lotado, tivemos que fazer quase que todo o percurso em pé, conseguimos sentar já no final da viagem, então se for, pegue na rodoviária. A passagem custou cerca de R$6,50 por pessoa, e a viagem durou mais de uma hora. Chegamos lá já por volta de 11h e alguma coisa, e o sol estava "sorrindo" bastante! Sobre Vila de Praia do Forte: comemos numa dessas barracas, quiosques como falamos em São Paulo, mas, como eu estava embrulhada da moqueca do dia anterior, lembrando que estou acostumada a comida pouco temperada, optei por prato individual, onde comi filé de frango com arroz e fritas. As meninas pediram uma moqueca enorme que deu e sobrou pra elas se servirem. Achei as comidas tanto em Praia do Forte quanto em Salvador, bem complicadas de se comer sozinho, paga-se caro, ainda paguei razoável no meu prato individual, algo como R$20, mas não era comum. Em Praia do Forte, visitamos o Projeto Tamar. Eu tinha mais expectativas do que vi de fato, é um local bonito, mas não me impressionou tanto quanto pensei que fosse! O bom é que ali em frente tem as piscinas naturais, que nos fizeram felizes! Fotos, fotos: Finalizamos o dia retornando a Salvador, de ônibus pelo mesmo valor da ida. Paia do Forte possui caixa-eletrônico do Banco do Brasil, Itau e Santander, como cada uma de nós utiliza um banco, sei que a vila atendeu às três! ) Quarto dia - 31 de maio Este eu considero o dia mais bacana de todos, na minha opinião. Tínhamos planos de fazer o passeio das ilhas Frades e Itaparica, porém ao chegarmos ao Mercado Modelo, o passeio já tinha saído. Optamos então por fazer mais um tour ao Pelourinho e conhecer uma praia da capital, Praia do Flamengo. Neste dia deu pra "viver e sentir" o Pelourinho com mais tranquilidade, e até nas fotos isto ficou visível! Aguardamos por mais de uma hora o ônibus que nos levaria à Praia do Flamengo. Nisso, a Rosana puxou assunto com duas moças de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que também queriam ir à Praia do Flamengo. Conseguimos rachar um taxi até lá, por R$12 pra cada, e valeu muito a pena, pois é a última praia da capital, bem distante. Também voltamos com o senhorzinho taxista, que nos buscou às 16h. Pagamos R$12 a volta também. na volta vimos a orla, foi um dia bem agradável. As meninas comeram Acarajé na praia, eu optei por uma porção de bolinha de queijo, só enganou a fome, mas sobrevivi Fotos do dia: Voltamos ao monumento da cruz caída, fiz uma fotita lá E vamos à Praia do Flamengo... Neste dia à noite fomos ao Pelourinho, encontrar com Isabel e Alessandra. rachamos um taxi, Bianca, Rosana e eu. Voltamos de taxi também. Embora eu não seja baladeira, a noite foi animada, cada comércio tocava um som. Quinto e último dia - 1 de junho Neste dia tomamos café, Rosana e eu, assim que acordei, fui à sacada, que ficava em frente ao nosso quarto, e vi um arco-íris bem bonito, meio que "brindando" nossa despedida de Salvador: Mais uma olhadinha na praia da Paciência, bem à nossa frente, e uma rápida curtida na rede, e enfim despedida da pousada: Terminado nosso café, fechamos com Luciano, o taxista que nos trouxe, pra um tour e em seguida ele nos deixaria no aeroporto, nosso voo era 18h. Bianca teve voo pela manhã e não a vimos neste dia. Combinadas com Luciano por R$50 cada (tour e aeroporto), seguimos por alguns pontos da cidade ainda não vistos: fomos primeiro até a Ribeira, periferia de Salvador, e onde provamos o famoso sorvete, considerado o melhor da capital. De fato é bom, mas grande, como não sabíamos o tamanho das bolas, pois eles é que servem, pedimos duas bolas cada, resultado: o sorvete virou nosso almoço! Terminado nosso sorvete, seguimos com Luciano para Mont Serrat. O local é distante e bonito, se tiver como se locomover até lá, visite. Fotos: Dali seguimos pro Solar do Unhão, passamos antes pelo Elevador Lacerda na parte da Cidade Baixa O Solar do Unhão é um local bacana, achei bonito o espaço. Lá costumam rolar shows de Jazz, mas isto fica pra próxima, ainda não deu! Do Solar do Unhão seguimos para o Dique do Tororó, um local interessante, ao menos eu gostei. Tem no lago alguns orixás, em tamanho grande. Fiquei ali apenas para algumas fotos, dali seguimos pro aeroporto. Fim do relato sobre Salvador. Cidade com grande importância histórica pro Brasil, foi uma satisfação estar ali!
  20. O que me moveu a seguir para Pernambuco nas minhas férias de abril/2016 foi o interesse pelo cenário fantástico do Parque Nacional do Vale do Catimbau. Apesar de prevalecer a minha atração por destinos pouco convencionais e comerciais, e mais aventureiros e ecológicos, aproveitei, já que desembarcaria em Recife, para conhecer a famosa Porto de Galinhas. Ok, faltaria ainda uma atração para preencher a lacuna do meio de meu período de viagem, já que tenho por costume aproveitar o máximo meus dias de férias. Pesquisando o site de turismo de Pernambuco, interessei-me pela Zona da Mata, pelos maracatus rurais e pelos engenhos de cana. Ai aparecem os problemas de quem viaja sozinho(a) e sem carro: a inacessibilidade, especialmente nos destinos pouco comerciais que tanto me interessam. Uma luz acendeu quando vi informações sobre enoturismo no Vale do São Francisco. Petrolina, mais precisamente. Ok, imaginei que ali não seria difícil realizar os roteiros, e o contexto se encaixava no que busco para minhas viagens: o cultural, o inusitado, as emoções. Passagens compradas, defini a programação, de forma a estar em Petrolina durante um final de semana, quando seria mais fácil contratar os roteiros. E tudo ficou assim: Partida de São Paulo, pela GOL, em 10 de abril (domingo), com chegada a Recife por volta de 17:30. No desembarque SUL, saída pelo portão A4, plataforma central, existe um ponto de ônibus onde passam duas opções, uma mais barata e menos confortável (linha 191, R$ 9,70), e outra com ar condicionado (195, por volta de R$ 13,00), a que eu pretendia pegar. No entanto, pelo horário que cheguei, acabei pegando o 191, bem antigo e abafado, um ônibus comum. Sai de Recife debaixo de chuva, com pancadas intermitentes, até Porto de Galinha, num trajeto de mais ou menos 2 horas. Perto do ponto final, na Rua Esperança – rua do calçadão, estava minha hospedagem, já reservada: Morada Azul. Peguei uma promoção, pagando R$ 110,00 a diária, com café da manhã. A pousada, apesar se possuir instalações simples, era basicamente limpa, sem quaisquer luxos extras, mas com ar condicionado e TV. A atenção dos atendentes foi o mais bacana: o Miguel, bastante solícito, e a Jaqueline. Na mesma noite que cheguei, o Miguel agendou meu passeio para o dia seguinte, numa agência parceira, a Maracatur, para a praia de Calhetas, em Cabo de Santo Agostinho. Um problema que encontro nas vezes que viajo, já que normalmente o faço sozinha, é a formação de grupos – o que iria sentir para fazer o passeio de buggy, que comporta 4 pessoas, e que são normalmente oferecidos para casais. Tenho visto vantagem em fechar vários passeios com uma mesma agência, pelo desconto que vai sendo possível para os passeios seguintes. Dia 11, segunda, após o café da manhã regional (com aqueles pratos costumeiros do nordeste, cuscuz, ovos mexidos, mungunzá, além de sucos e pães), a van da agência me pegou na pousada logo após as 08:00. Passamos pelo porto de Suape, passamos por uma lagoa onde tomamos banho de argila, avistamos de longe as praias de Enseada dos Corais e Gaibu. Avistamos Calhetas do alto, praia em formato de coração, onde existe uma tirolesa que desce até a praia e volta ao mesmo ponto: R$ 20,00 uma descida/subida, R$ 25,00 duas descidas. Optei, claro, pelo duplo. Muito bom; quem tem medo, deve vencê-lo e aproveitar. Após, seguimos para a parte baixa, a praia literalmente, onde existem quiosques. Fizemos um passeio de lancha bem meia-boca, onde avistamos, também de longe, as outras duas praias já citadas; mas não dava para esperar muito por R$ 10,00. Após, almoço com opções bem caras, para os viajantes solitários, no Bar em que tínhamos por base, o Bar do Artur. Optei por uma porção de queijo a milanesa e suco. Asduchas de água doce também são cobradas, a R$ 2,00. Paramos em alguns mirantes, um deles onde se via Gaibu, outro onde se vê a ruínas de um antigo forte. Muito bonito o lugar, com uma pitada mística. Depois, passamos pela Vila de Nazaré, com a igreja de estilo maneirista, e a degustação de licores num barzinho à frente. Ao retornar para Porto de Galinhas, já passei pela agência e fechei o passeio para quinta-feira, para a Praia de Carneiros, por R$ 55,00 (o valor correto é R$ 60,00, mas ganhei desconto pelo passeio anterior). Entre as inúmeras opções para jantar, escolhi o Mardioca, que, segundo a proprietária, significa “o sertão no mar”. Um estilo simpático, com boa música, atendimento hiper-agradável e boa comida. Comi uma lasanha muito boa, com suco regional. 12 de abril, terça feira. Resolvi, após consulta à tábua das marés, que deveria fazer o passeio de jangada. Tenha sempre uma referência dessas, para achar o horário das marés mais baixas possíveis; é nesse momento que vale mais a pena ir para as piscinas naturais. E, neste dia, o horário seria por volta de 13:00. Aproveitei para conhecer o Hippocampus, o projeto de preservação do Cavalo Marinho, bem perto da pousada onde estava. R$ 12,00 a entrada, vários aquários, também com outros bichinhos do mar. No horário da maré baixa, estava eu lá, a postos. Neste caso, foi bem fácil arrumar grupos, com jangadas saindo a todo instante, por R$ 20,00. Emocionante nadar com peixinhos; se puder ter uma câmera a prova d´água, melhor ainda. Seu Betinho, o jangadeiro que me apadrinhou, nos levou para outra piscina ainda melhor, mais isolada, com menos pessoas e mais peixes, e água ainda mais clara. Perfeito, me senti realizada. Após almoçar em um self-service da rua principal, por R$ 15,00 para comer a vontade, fui à praia de Maracaípe e ao pontal. Um casal da pousada quis ir junto comigo, e fomos de carro. Pena que a chuva deixou a paisagem cinzenta, mas deu para apreciar a tranquilidade, especialmente do pontal do Maracaípe, onde desagua o rio, e, em dias mais claros, torna-se um point para apreciar o por do sol. Não foi dessa vez. Depois de descansar na pousada, fui fazer comprinhas no centro, onde jantei uma sopa de abóbora com camarão, por R$ 20,00, na Soparia. 13 de abril, quarta feira. Amanheceu com chuvarada, que, por sorte, não se estendeu pelo dia. Afinal, iria para a famosa Carneiros. Seguimos de van até o embarque no catamarã, que seria nossa base, com música ao vivo e opções para almoço, além de um fotógrafo que poderia nos fornecer um CD com os registros, por R$ 50,00. Paramos, novamente, num ponto onde as pessoas se banham com argila. Meio estranho aqueles baldes na beira da praia, com diferentes cores de argila, mas as pessoas se divertem, enquanto tentam vender sabonetes e congêneres. Segunda parada, na famosa igrejinha de Carneiros, singela, à frente de um mar com jeitão de piscina de água maravilhosa. Terceira parada, nos bancos de areia, no meio do marzão. Lindo, uma imensidão, onde podemos caminhar e mergulhar. Quarta parada, nas piscinas naturais de Carneiros. Aluguei uma máscara (R$ 10,00) e me joguei, cuidando para não me machucar nos arrecifes, que dão o toque especial ao lugar. Ao voltar para o catamarã, o almoço que racharia com uma das participantes estava pronto: dividimos um peixe inteiro, muito farto, tal como a conta: R$ 77,00. Ao voltar para Porto de Galinhas, depois de um dia especial, de céu aberto e sem aquela chuva da manhã, optei por jantar uma porção de frango frito, muito saborosa e barata, acompanhada de um chopp de vinho, em uma das galerias da rua principal. 14 de abril, quinta feira. Fui à praia antes do passeio de buggy que, a muito custo, consegui agendar no dia anterior (na última hora, apareceu um senhor e duas filhas, procurando uma quarta pessoa para baratear o passeio – R$ 50,00 por pessoa, também pela Maracatur). Era o passeio tradicional, de “ponta a ponta”. Conhecemos Muro Alto, uma linda praia com um verdadeiro muro de arrecifes em sua extensão, formando uma deliciosa piscina. Depois, passamos algum tempo em Cupe, que achei menos bonita que a anterior. Almocei nesta praia: um escondidinho de frutos do mar bem gostoso, junto com suco regional, em um bar de beira de praia com boa estrutura – ducha sem cobrança adicional, por exemplo, além de boa música. Conta: R$ 37,00. Pegamos uma chuvarada na saída para a outra praia, Maracaípe. Mas logo o sol forte estava de volta. Desta vez, Maracaípe estava mais bonita, mais ensolarada, mas partimos logo para o rio, onde faríamos o passeio de jangada até o pontal, e apreciaríamos o por do sol. O passeio sair a R$ 20,00, com um inusitado mergulho do jangadeiro, para capturar um cavalo marinho em seu habitat natural. O sol começava a se por. Chegamos até a beira da praia, pelo rio, e lá desembarcarmos para as lindas fotos, enquanto anoitecia e o bugueiro chegava para nos pegar. Retorno à pousada, para um descanso rápido e saída para jantar. Voltei ao Mardioca, desta vez para uma massa com brócolis e camarão, muito saborosa novamente. 15 de abril (sexta-feira). Era o dia que deveria partir. Segui o conselho do Miguel, da pousada, para pegar um city-tor “Recife/OIinda” e pedir para ficar no aeroporto. Feito. Nunca foi, desde o início da programação, meu interesse em passear por Recife. Tanto pelas informações quanto a insegurança da cidade, quando pela invasão de aedes aegypti. Então, o tour veio a calhar. Passamos pelo centro histórico, visitamos o Museu dos Bonecões, a cadeia – que hoje é um mercado, e o Marco Zero. Almoçamos na entrada de Olinda (R$ 30,00) e seguimos para o centro histórico de Olinda. Visitamos os pontos convencionais, com a vista para o mar do pátio da Igreja, apreciamos a apresentação de frevo e demais artes regionais (esculturas, pinturas, rendas etc). A última parada do city-tour foi no magnífico Instituto Brennand, que foi, recentemente, eleito um dos melhores museus do mundo. Excêntrico, rico em detalhes, o museu tem a forma de um castelo, com imensas coleções de armas brancas, além de quadros, esculturas e uma infinidade de objetos. Vale muito a pena. A entrada inteira era R$ 25,00, paguei meia. Fui deixada no aeroporto, de onde partiria, às 22:00, para a segunda parte de meu roteiro: Petrolina. Do aeroporto fiquei sabendo que o tour que faria pela vinícola no sábado, chamado “Das águas aos vinhos”, tinha sido cancelado. Pedi no hotel que tentassem alguma outra opção para mim: afinal, era para isso que estava indo a Petrolina. OK, iria fazer então o “Vapor do Vinho”. Peguei um taxi no aeroporto de Petrolina, por 47,00, e cheguei ao hotel Costa do Rio, com diária a R$ 150,00. Achei que poderia ser melhor: as portas batem demais, e o barulho é enorme, o zum zum zum das pessoas no hotel incomoda, e ainda me colocaram em um quarto de frente para a rua. 16 de abril (sábado). Tudo mudou. A Tânia, da empresa Flor de Cacto, que estava agitando meu passeio que tinha sido cancelado, resolveu aparecer no hotel e me propor que fizéssemos a visita a Fazenda Santa Maria, da vinícola Rio Sol, por conta própria, estilo passeio de índio, pulando de uma van para outra. OK, topei, transferi o “Vapor do Vinho” para o dia seguinte, e segui a Tânia, que me guiaria então por R$ 100,00, sendo que também paguei suas despesas com transporte e almoço. Fomos de van (R$ 10,00) até um distrito vizinho, Lagoa Grande, e depois pegamos um taxi até a Fazenda Santa Maria, da vinícola Rio Sol. Chegamos a tempo de acompanhar o começo de uma visita guiada, que estava nos parreirais. Impressionante e cultural, conhecer as uvas viníferas cultivadas à beira do São Francisco, e poder degusta-las no pé. Seguimos à área de processamento, onde foi explicado todo o processo, onde conhecemos os vinhos da marca, muitos deles campeões internacionais – que davam orgulho aos profissionais - e depois degustamos vários tipos. A taça era presente, para recordarmos sempre dessa linda experiência, que custou a bagatela de R$ 10,00. Pegamos carona com o ônibus que estava lá, e desembarcamos direto no Bodódromo, experiência que eu achava que ia adiar mais. OK, já que era inevitável, experimentei a carne de bode. Achei meio estranho, talvez pela rejeição psicológica, mas valeu a experiência. O almoço, que serviu a mim e à Tânia, ficou em R$ 57,00 (meio bode assado, mais bebidas). Passei pelo SESC Petrolina, para saber de alguma programação para aquela noite: iria então ver uma apresentação de violeiros. Aproveitamos depois para fazer a travessia de barquinha, para que eu conhecesse Juazeiro. Muita coisa fechada ali nas adjacências da orla. E o cansaço era muito. Retornarmos ao hotel, e Tânia me deixou. Descansei um pouco e fui para minha programação noturna no SESC, gratuita. O táxi que me levou ficou em R$ 15,00 na ida, R$ 15,00 na volta. Fiz um lanche na conveniência do posto de gasolina próximo ao hotel. Diga-se de passagem, com várias opções. 17 de abril (domingo). A agência que me levaria para fazer o “Vapor do Vinho” (R$ 145,00) buscou-me no hotel. Seguimos para a fazenda Terra Nova, na cidade de Casa Nova, para conhecermos as instalações da vinícola Miolo. As mesmas experiências anteriores, visita aos parreirais, com direito a experimentar das uvas, explanação sobre o processo de produção, com centenas de barris de vinho, e degustação, além de visita à loja. Partimos para o imenso lago de sobradinho, onde participaríamos da eclusagem . O almoço era incluso, no sistema self-service, com opções de um peixe chamado cairi e carne (de bode, creio eu). O catamarã tinha música ao vivo, e a galera caiu no forró em certo momento do passeio. Paramos na Ilha da Fantasia, com pequenas e bonitas dunas, dentro do Lago de Sobradinho. Retornamos para o hotel, mas antes aproveitei que o sol se punha para fazer umas fotos sobre a ponte que liga Petrolina a Juazeiro. Lanchei novamente na conveniência do posto de gasolina. 18 de abril (segunda). Madruguei para pegar o vôo das 06:00 de volta a Recife, de onde partiria para a terceira e mais esperada parte do roteiro, no Vale do Catimbau. Ao chegar ao aeroporto, levei um susto: os caixas eletrônicos estavam sem dinheiro, e o meu estava contado. Descobri algo que me seria muito importante: as agências dos Correios fazem operações bancárias com o Banco do Brasil, o que seria minha salvação. A agência do aeroporto também não tinha dinheiro, mas segui mesmo assim para a rodoviária (via metrô, a R$ 2,80, fazendo baldeação na estação Recife), onde me salvei com os Correios de lá. Comprei minhas passagens de ida e volta para Buíque (uns R$ 50,00 cada), fiz um lanche na rodoviária mesmo e parti no ônibus das 13:20. Muita atenção nesta informação: apesar de te dizerem que o ônibus para na rodoviária de Buíque, isto não acontece. E para ajudar, o motorista de má vontade não sabia me dizer o nome do lugar onde ele me deixaria – já que o destino final é bem a frente, em Paulo Afonso. E Marcio, da Associação de Guias do Catimbau estaria lá, não sei onde, a me esperar. Soube depois que o ponto de parada do ônibus, tanto na ida, quanto na volta, é no Posto São Félix, onde, no barzinho ao lado, se vendem passagens da viação Progresso (Cruzeiro), que faz o trecho. Imaginem a minha tensão, em saber que desceria na estrada mesmo, já com o dia escurecido, sem saber se era ali mesmo que Márcio me esperaria. Ok, localizei o posto São Félix, e respirei aliviada na hora que Márcio apareceu. Tinha combinado, desde antes de minha partida, como seria o trabalho do Márcio comigo. Seriam R$ 100,00 por cada dia no Vale, e mais R$ 100,00 por conta de eu não ter carro. Negociei a R$ 190,00 cada dia, e ele cobrou-me mais 45,00 pelo traslado Buíque X Vila do Catimbau. Márcio, de origem indígena, me contava sobre sua aldeia, os rituais, e sobre as crenças e experiências que vivia quando criança – fiquei com vontade de visitar o povo dele e saber mais. Cheguei à noitinha na Vila, de singeleza percebida mesmo à noite, e onde dona Zefinha, a dona da Pousada do Catimbau, me esperava (diária a R$ 80,00 em dinheiro, R$ 85,00 no cartão). Pousada simples de tudo, como não poderia deixar de ser, num local tão pobre. Mas acolhedora. Ela colocou-me num quarto com WC (depois entendi que, então, o normal é o WC ser coletivo) e ventilador. 19 de abril (terça-feira). Amanheci com um café que chamo de carinhoso, simples, mas com o gostinho do sertão: suco muito saboroso, queijo na chapa, frutas e café. Havia percebido, minutos antes, que o chuveiro de meu quarto estava frio, apesar de elétrico. Não tive coragem de questionar e afrontar uma rotina local, de tanto que se fica sensibilizado com tudo. Márcio apareceu por volta de 08:00. Dava, antes mesmo de começar os roteiros, para sentir a energia mágica deste local, que depois se constata em tantas formações e cores diferentes de tudo. Ao fundo da Vila, já se avista o Morro do Cachorro. No entanto, Márcio informa que não me guiará naquele dia, mas que ficaria sob a responsabilidade do Zé Pereira. Márcio apenas nos levou até o começo de nossa caminhada, que se mostraria espetacular. Do começo da trilha já se avista a Serra de Jerusalém. Caminhamos pelo Vale, subindo em lugares para termos uma vista panorâmica, indo em direção à Casa de Farinha, um abrigo rochoso onde, num passado recente, foi construído um forno, cuja fuligem acabou por estragar parte das pinturas rupestres. Emocionante ver as cenas pintadas nos paredões, tudo bem explicado pelo Zé, que também me explicou muita coisa sobre as plantas medicinais. Passamos também pelas Torres, chegamos bem próximo aos paredões da Serra de Jerusalém, e seguimos para a Loca das Cinzas, lindas formações multicores e lapiais, local onde também presenciei a existência de pinturas rupestres. Esse lugar me surpreendeu, era mais bonito do que havia visto na internet. Valeu a pena. Pedi para ver gravuras rupestres, e Zé me mostrou algumas. Desconfiei que fosse ação do vento, mas eram tão simétricos como o vento não poderia fazer. Fomos voltando pelo lado oposto ao que começamos, agora bem próximo às Torres. Subi num dos janelões, onde um vento maravilhoso refrescava aquele calorão. Já tínhamos andado quase 9 Km, e era somente o período da manhã. Voltamos para almoçar na pousada. Percebi que meu tênis abria em várias partes das laterais, talvez pelo constante atrito com a areia, que chegou a penetrar pelo tecido (carreguei areia até dentro das meias!). Nada que muito Super Bonder não resolvesse. Partimos então para nova caminhada, já que nos programamos para ver o por do sol. Desta vez, Márcio acompanhou também. Visitamos uma caverna até que grandinha. Depois, começamos uma subida íngreme, para alcançar o alto da serra e as lindas vistas panorâmicas. De lá se podia ver uma via agrícola, construída por uma ONG aqui de São Paulo. As poucas nuvens não impediram o espetáculo do sol que se punha, garantindo lindas fotos. Mas claro, assim que o sol se põe, a descida tem que ser rápida, antes que tudo vire breu. No entanto, sem dificuldades maiores, senti-me orgulhosa de ter percorrido mais de 15 km, somente no primeiro dia no Vale do Catimbau. A magia daquele lugar parece nos anestesiar, e evitar dores e cansaços. Felizmente, meu tênis pareceu suportar. Aproveitei os mais singelos momentos interioranos, desde tomar aquela coca-cola gelada na pequena padaria, até sentar na pracinha e comprar a pamonha que eu comeria após o jantar. Batata doce cozida, queijo grelhado, torradas, suco natural foi meu jantarzinho desta noite. 20 de abril (quarta-feira). Esse dia seria ainda mais especial. Quando me programei com Márcio, antes mesmo de viajar, havia selecionado alguns lugares, pelas fotos que vi na net, e conseguimos conciliar os pontos, por proximidade. Não me arrependi das escolhas. Uma delas, a trilha das Umburanas, foi surreal. Seres em formato de pedra, que parecem demonstrar a presença de algo muito superior a nós. Formas de jacarés, águias, cavalos-marinhos, bruxa, namorado, pedras tão estreitas e altas, que desafiam a dinâmica. Os grandes paredões abaixo de nós. Depois, a trilha da Igrejinha, com formações imponentes e alaranjadas. O dia meio nublado favoreceu a caminhada. Paramos nos ateliês de arte do caminho, Luiz Benício e o hilário, carismático e cheio de estória, Zé Bezerra, que já apareceu em programas de tv. Partimos em direção a trilha do Chapadão, com canyons por cenário. Caminhamos sobre paredões surpreendentes. Um deles circular, como se fosse uma ferradura, a nos abraçar. Ao fundo, o vale e suas formações. Chegamos ao painel dos Homens sem Cabeça, conhecidas pinturas rupestres, que já ilustraram livros de geografia. Márcio explica a cena de batalha, e as diversas interpretações, e me conta também sobre sua atuação como líder de seu povo indígena. Seguimos mais um pouco de carro, até o começo da trilha do Canyon. Caminhamos um pouco pela Serra Branca. Ao retornar para a vila, quis conhecer o tal Paraíso Selvagem. Só não me arrependi porque a curiosidade de não conhecer teria sido maior. Totalmente deslocado do restante do cenário, onde a natureza impera. Aqui, o concreto foi inserido no contexto, quebrando todo o encanto da natureza que se basta. Além de tudo, temos que pagar 10,00 para entrar – muito mal pagos, para custear o cimento que foi colocado ali. Simplesmente deprimente. Mas foi muito pouco para quebrar toda a magia do vivenciado até ali. Somei, nas caminhadas deste dia, mais 9,7 km, totalizando 25,2. Maratona fantástica, que repetiria sem pestanejar. O dia terminou mais cedo; Márcio disse que percorri o que a maioria das pessoas faz em 4 dias. Cheguei para um almoço tardio, descansei bastante, mas antes aproveitei para fazer algumas fotos da pracinha da vila, com todo o esplendor do Vale do Catimbau ao fundo. Dormi, enquanto uma chuva leve caía. O jantar/lanche gostosinho para arrematar. 21 de abril (quinta-feira). Como meu ônibus partiria de Buíque às 17:30 rumo a Recife, queria porque queria arrumar algo a mais para fazer. Mas, devido a minha programação cumprida, não haveria mais o que fazer. Como Márcio estaria compromissado com uma turma escolar que viria fazer trilhas leves no Vale, e devido ao meu bom comportamento e também às milhagens acumuladas, ganhei o bônus de acompanhar a turma com Márcio, e viver a inusitada experiência de andar de pau-de-arara. Iria repetir as trilhas do Chapadão e do Canyon, mas andar de pau-de-arara ia dar o toque peculiar, e somar experiências. Aquilo que foi diversão, para as crianças do colégio particular lá de perto de Recife, é a dura realidade de muitos sertanejos daqui. Depois do roteiro “bônus”, fiquei na pousada para almoçar e arrumar as coisas para partir. Márcio reapareceu para nosso último trecho agora da vila para Buíque, onde eu pegaria o ônibus (até que novo), naquele posto de gasolina São Félix. O ônibus que passaria às 17:30 passou às 17. Tem que prestar atenção nisso, e acho o fim da picada esse desencontro de informações. O guichê da empresa Progresso (Cruzeiro) fica num boteco ao lado do posto, do lado inverso ao que o ônibus pára. Cheguei na rodoviária de Recife depois das 22:00, e fui a Boa Viagem de taxi (72,00), onde me hospedaria na Pousada da Praça (R$ 135,00 a diária), por ser mais perto do Aeroporto, para minha partida de fim de férias. Pensando bem, avalio esta pousada como a de melhores instalações. Deu tempo de correr até a feirinha da praça da igreja de Boa Viagem, para comer um acarajé, que seria meu jantar desta noite. O dono da pousada, apesar de prestativo na chegada, tem um jeitão um tanto excêntrico e mal humorado nos outros momentos de minha estadia. Dia 22 de abril (sexta-feira). Bom café da manhã, com o mal humor que parece habitual ao senhor que não sei o nome. Saí para uma volta na praia, fiz algumas fotos , apenas para cumprir tabela, pois o melhor já tinha sido realizado. Depois, senti que o local é mesmo inseguro, face aos relatos da moça do quiosque onde tomei um açaí. Hora de ir embora. Parti para o aeroporto de táxi, por volta de R$ 15,00, e cheguei a São Paulo no comecinho da noite. E assim terminou uma das minhas mais enriquecedoras viagens de férias, pela diversidade de experiências que vivi.
  21. Boa tarde galera , vou contar sobre meu primeiro mochilão bem resumido , mas se quiserem alguma dica , só perguntar ok ? , fiz esse mochilão sozinho , a princípio eu tinha feito a compra de passagens aérea pela gol , mas devido a greve dos caminhoneiros ouve mudança de datas , então cancelei, peguei a grana e decidi ir de ônibus mesmo , o que foi incrível , saindo de São José do Rio Preto em uma sexta a noite com destino a Campo Grande -MT , chegando em Campo Grande já peguei para Corumbá logo em seguida , no sábado por volta do 12:00 já estava em território boliviano , e foi na fronteira que bateu um pouco de medo , pois estava sozinho e não sabia espanhol , só portunhol kkkk , mas acabei conhecendo uma família de brasileiros que foram verdadeiros anjos , me deram dicas , passei na casa deles em Santa Cruz para tomar um banho e um café , fui muito bem tratado por eles , de Santa cruz peguei um vôo para Sucre , para adiantar minha viagem , mas ali mesmo em Santa Cruz de la Sierra, me apaixonei pela Bolívia , quando cheguei em Sucre esse amor aumentou ainda mais , que cidade linda , limpa e tranquila , fiquei 3 dias , depois fui para Uyuni , fazer o tão esperado Salar , optei pelo tour de 3 dias , fui em várias agências , inclusive indicadas pelo pessoal do mochileiros , estava variando de 1200 bs para 400 , mas acabei confiando em uma pouco conhecida , Kantuta Tours , fica ao lado da Skyline que ainda estava fechada , paguei 700 bs , e posso dizer que foi a melhor escolha ,foi tudo ótimo ,ótimo motorista , podíamos até colocar nossas músicas via Bluetooth , ótimas refeições , hospedagem , infelizmente estava nevando muito , muito mesmo , mas eu nunca tinha visto neve , então fiquei feliz por ver , alguns pontos mais conhecidos não havia como chegar , mas fomos em outros lugares , que foram incríveis , o Salar é indescritível , é perfeito , o motorista se chamava Sandro , muito gente boa , encontrei alguns brasileiros com algumas agências bem conhecidas , reclamaram dos motoristas ,o motorista realmente faz diferença , eu tive muita sorte com o grupo também , canadense , colombianos e chineses kkkk, acabamos pegando amizade , ah uma dica para alguns brasileiros , tenham mais humildade com outros brasileiros , humildade sempre , depois desse lugar incrível que é o salar , fui para La paz que também amei , muito louca , depois Copacabana que também é incrível , a princípio eu iria fazer só a bolívia , mas meti o louco e fui para o Peru , visitei Arequipa e Puno , até dava para fazer machupichu , mas seria corrido , então deixei para a próxima , passei 15 dias curtindo cada lugar , comi muito lá kkk, provei lhama assada , nunca provei uma carne tão gostosa , entre muitas outras coisas , eu não tive nenhum problema , e não me senti inseguro nenhuma vez , fui muito bem tratado , até fiz um rolê a noite em La paz para curtir um rock em um pub kkkk, nascido em São Paulo , então de boas , mas é só ter cuidado como temos aqui , mas achei super tranquilo , vou postar poucas fotos , pois é o que mais tem em grupos , comprei equipamentos da quéchua e fiquei impressionado pela qualidade , principalmente blusa para temperaturas abaixo de zero , muito boa , peguei a cotação na fronteira Real para Boliviano 1,74 , foi o melhor lugar , em sucre consegui 1,72 bem chorado , o dólar 6,90 a 6,95 , levei 3.600 reais e 200 dólar , gastei 1800 reais e 150 dólar , e olha que dava para ter gastado menos , agradeço ao @nicollasRangel pelas dicas , se alguém está pensando em visitar a Bolívia só vai...
  22. Após passar por uns perrengues na Argentina, país da minha primeira viagem para fora do Brasil, com amigas que queriam roteiros completamente diferentes do meu interesse, pensei bem e cheguei a conclusão de que minha próxima viagem seria sozinha. O destino escolhido foi Machu Picchu. Até convidei as amigas, mas após ter respostas como “faz muito calor”, “não dá pra usar salto alto” e “gosto de coisas modernas”, tive a certeza de que eu iria sozinha. A príncipio seria o roteiro comum de todo turista: chegar a Cusco, tomar um trem para Aguas Calientes e conhecer a velha montanha. Pesquisa daqui, pesquisa dali, entra em vários blogs e foi aí que ouvi falar da trilha inca. Sempre tive vontade de fazer mochilão, mas o máximo que já tinha feito de atividades parecidas foi uma trilhazinha de meia hora no Guarujá e outra em São Thomé das Letras. O que me desanimou da trilha inca foi a fila de espera, tem q reservar com muita antecedência. Volto as pesquisas e vejo relatos sobre o majestoso Salkantay. As fotos me convenceram. Aliás, a neve me convenceu. Fechei com uma agencia intermediadora aqui no Brasil por US$ 290,00, a Brasil de Mochila. Nesse preço estava incluso o transporte do Hotel até a cidade de Mollepata, equipamentos de acampar, guia bilíngue, 3 refeições diárias, entrada em Machu Picchu, 1 noite de alojamento em hostel em Aguas Calientes, passagem de retorno de Aguas Calientes para Ollantaytambo de trem turístico, van de Ollantaytambo até o hotel em Cusco.Tudo feito pela internet mesmo, transferência de US$ 140,00 doláres para para uma conta aqui no Brasil (na época o dólar estava R$ 2,45) e os US$ 150,00 restantes a serem pagos na agencia em Cusco, a Inca Peru Travel. Após a transferência da reserva eles me mandaram email com um contato na agencia, telefone fixo e celular e endereço. Como mochileira de primeira viagem, não queria arriscar procurar essa trilha quando chegasse em Cusco e não sabia se teria saídas todos os dias, visto que minha passagem de volta ao Brasil já estava comprada. Dizem que nosso primeiro mochilão nunca sai perfeito. A minha realmente foi cheia de perrengues. Preparativos antes da trilha: continuei fazendo minhas aulas de muay thai 2x na semana (não foi o suficiente), comprei uma bota de trilha da Timberland pensando mais na estética que na utilidade (tudo bem que ela não me deixou na mão, quentinha e deixou meu calcanhar muito protegido, mas eu deveria ter feito mais caminhadas para amaciar), mochila peguei emprestado do meu cunhado (uma simplesinha de 30L q ele usava pra rapel), preferi alugar um saco de dormir na agencia que comprar um, afinal não sabia se iria gostar da aventura e comprei um casaco de fleece dos mais baratinhos. As passagens de ida e volta Guarulhos-Lima-Cusco-Lima-São Paulo ficaram em R$ 1483,57 e 3 diárias no hotel Golden Inca em Cusco: R$ 331,43 (fechei aéreo e hotel por uma agencia de viagem, o aéreo pq saiu mais barato que Decolar e site da cia aérea. O hotel é pq eu ainda não sabia da existência do Booking) Meu voo saiu as 06:10 do dia 12/04/14 (passei a madrugada dormindo no aeroporto) e chegou em Lima as 09:20, horário local. O voo pra Cusco era pra ter saído as 13:15, mas só saiu as 15:00 e e chegou por volta de 16:30 em Cusco. Ainda em Lima comprei o Sorochin Pills na farmácia do aeroporto e chegando no hotel, tinha chá de coca de cortesia. Graças ao chá e a pílula milagrosa, não senti nenhum efeito do soroche, nos 2 dias de aclimatação em Cusco. O dia seguinte, domingo, passeei pela Plaza de Armas, estava tendo desfile, contatei o carinha da agencia, que ficou de passar no hotel a noite. Fechei uns passeios numa agencia da Plaza para conhecer os sítios arqueológicos Qoricancha, Sacsayhuaman, Tambomachay, Pukapukara e Q’enqo. Na volta parou numa fábrica de roupas de alpaca (no mínimo a agencia recebia uma comissãozinha para deixar os turistas lá). A noite o carinha da agencia apareceu no hotel, me deu os mapinhas da trilha, orientações, saco de dormir.
  23. Oi pessoal! Sempre leio os relatos do Mochileiros.com e uso como base para montar o meu roteiro. Hoje chegou a hora de contribuir pela primeira vez. Vou relatar a minha viagem, e no próximo post detalho os gastos e deixo umas dicas de roteiro. Eu e o Felipe tínhamos este sonho de conhecer Machu Picchu, que em 2013 pudemos realizar! 26/03/2013 - CUSCO (livre) Nosso vôo saiu às 08:15 de Guarulhos, com chegada às 11:15 em Lima (com a diferença de 2hs no fuso, são 5hs de viagem). Não nos interessamos em ficar em Lima pois tínhamos poucos dias, então de imediato pegamos a conexão para Cusco. Nosso vôo saiu às 13:45 de Lima com chegada em Cusco às 15:05 (aprox. 1h20 de viagem). O aeroporto de Cusco é bem simples. Pegamos nossas mochilas e já trocamos parte de nossos dólares por soles ali mesmo. Logo na saída do aeroporto já tem milhares de pessoas te oferendo taxi. Não pegue o primeiro que aparecer. Você verá que eles cobrarão 30 soles, que é o dobro de um valor justo para o percurso. Andamos um pouco mais e um taxista disse que faria a viagem por 20 soles. Aceitamos e fomos à Plaza de Armas, onde ficava nosso hostel. Não compramos nenhum roteiro, tour, etc, somente o hostel que ficaríamos logo que chegássemos em Cusco (através do booking.com). Ficamos no Pirwa El Corregidor, bem na Plaza de Armas. O hostel é agradável, mas é carpetado (muita gente tem aversão a tapete). Eles são bem organizados e atenciosos. Saímos para conhecer os arredores do hostel, passamos em algumas lojinhas, a cidade é muito gostosa e nos lembrou muito Sao Thome das Letras/MG. Logo pude perceber que estava com uma dificuldade tremenda de respirar devido à altitude de Cusco (3.400m do nível do mar), mas não cheguei a ter o mal da altitude. Porém confesso que a falta de ar estava me incomodando bastante. Mais tarde fomos até à agência de viagem do nosso hostel para negociar alguns passeios. A principio fechamos o City Tour (30 soles/pessoa) e o Vale Sagrado dos Incas (40 soles/pessoa). O pacote de Machu Picchu com trem estava USD 250, o que na nossa opinião era exorbitante de caro! Resolvemos dar uma pesquisada melhor no dia seguinte. Ficou combinado de a agência nos buscar na frente do hostel para o City Tour às 14hs do dia seguinte, e para o Vale Sagrado às 8hs do dia posterior. Jantamos em uma rua próxima no restaurante PachaMamma. Um bife com molho de gorgonzola maravilhoso! Um pouco caro, mas valeu o preço. Lembrem-se que no Peru eles não cobram o serviço nos restaurantes, então é costume deixar uma gorjeta no momento de pagar a conta! 27/03/2013 - CUSCO (City Tour) O City Tour por algum motivo só é feito a tarde. Aproveitamos para comprar nosso Boleto Turístico na Av. El Sol (qualquer pessoa pode te orientar o nome do prédio onde fica). Gastamos 130 soles porém tínhamos passagem livre para a maioria dos lugares, e é essencial para poder fazer o City Tour. Andando ao redor da Plaza de Armas, encontramos uma agência com um anúncio “Machu Picchu by car USD 100. Nos chamou atenção e entramos para nos informar melhor. O Sr. Florencio nos atendeu, foi super atencioso e prestativo. Acabamos fechando Machu Picchu (USD 125), Puno (Uros e Taquile), Copacabana na Bolívia (Ilha do Sol) e Maras-Moray, dando um total de 688 soles/pessoa (incluindo transporte e hostel). Como “garantia” já ficamos com as passagens de ônibus de Cusco > Puno, Copacana> Cusco. Não notamos que faltava a passagem de Puno > Copacabana, mas este assunto fica pro relato do dia 29/03... Almoçamos (sempre no esquema do Menu Turístico) e às 14hs a agência nos buscou a pé na frente do Pirwa e nos levou até o ônibus destinado ao City Tour. Visitamos Qorikancha, Sacsayhuaman, Qénqo, Tambomachay, Puka Pukara. Uma senhora peruana e seu marido nos adotaram (parece um carma nosso em todas as viagens) e nos faziam experimentar tudo! Choclo (um milho gigante) um bolo de milho, bala de coca, folha de coca, umas proteínas esquisitas. Foi bem legal tê-los conhecido! Passamos em uma loja de roupas de Alpaca no retorno (bem cara por sinal) e chegamos no hostel por volta das 19hs. O City Tour é um passeio bem legal de fazer, indico que não percam a oportunidade. Jantamos no Mia Pizza, onde encontramos música ao vivo em uma rua perto da Plaza de Armas, preço super acessível. 28/03/2013 - CUSCO (Vale Sagrado) Fizemos o check-out no hostel (pois podíamos ficar no quarto até 10h30) e deixamos nossas malas em um quartinho trancado que eles têm para esta finalidade. As ruas estavam muito vazias, até achamos entranho. Mas buscamos a explicação! O feriado de Páscoa deles é de 2 dias (quinta e sexta-feira). Então este dia era feriado! A agência nos buscou 8h30 no hostel, e saímos com destino ao Vale Sagrado. Em 40 minutos chegamos no povoado de Q’orao, somente para fazer comprar e já voltamos ao ônibus. Logo estávamos em Pisac. A paisagem da montanha é muito bonita, porém não há muito o que fazer neste povoado. Visitamos uma feirinha bem grande e uma loja que produz prata 950. Um pouco cara, mas legal de ver. O ônibus parou em Urubamba para almoçarmos. Fiquem atentos pois eles te induzem a pensar que vc deve almoçar em determinado restaurante (sendo que é você mesmo quem vai pagar), mas existem algumas opções. Então desça do ônibus com calma e escolha o que mais apetecer. Até então na minha opinião o passeio não tinha valido nem um pouco a pena. Até chegarmos em Ollantaytambo. De acordo com o guia, é o segundo lugar mais importante no Peru depois de Machu Picchu. O lugar realmente é lindo e as estruturas muito interessantes. Depois de um tempo livre, iniciamos o retorno. Próximo a Cusco passamos em Chinchero (por volta das 18hs, já estava escuro) e assistimos a uma explicação de como eles tingem a lã e fazem as roupas típicas deles. Chegamos no hostel por volta das 20hs. Combinamos de passar na agência do Sr. Florencio às 20h30 pra seguirmos nossa viagem para Puno. Buscamos nossas malas no hostel e fomos de encontro a ele. Pagou o taxi até a rodoviaria, onde pegamos o ônibus das 22h30. A viagem foi de 7hs e fez MUITO frio no ônibus. Viajamos a madrugada, tentamos dormir um pouco e 5h30 do dia 29/03 estávamos em Puno. 29/03/2013 - CUSCO > PUNO (Ilhas de Uros e Taquile) Na rodoviaria, o Sr Alvaro nos buscou (agência de Puno conveniada do Sr Florencio) e nos levou até o hostel (Tumi Hostal). Deixamos nossas malas e nos preparamos pro passeio de barco. A cidade de Puno é muito feia, e não tem origem Inca e só serve como intermédio para o Lago Titicaca. Às 6h30 a van nos buscou e nos levou até o porto. Pegamos um barco e em 2hs chegamos nas Ilhas de Uros. Algumas pessoas se emocionam, mas pra mim é uma opção de vida dos caras, então vi, conheci e da mesma maneira que cheguei saí. Mais 1 hora de barco e chegamos na Ilha Taquile. A ilha é maravilhosa, e é o lugar onde almoçamos. Porém, para conseguir almoçar precisa de muita disposição para uma longa caminhada de aprox. 1hr de subidas absurdas, até chegar na praça central. Esta é uma informação que eles não dão. É uma longa subida nível muito cansativa, e por limitação de saúde, algumas pessoas do nosso barco não puderam subir e ficaram sem almoço... Almoçamos nossa primeira Trucha (truta no caso), muito boa! Voltamos para o barco e encaramos mais 3hs de barco para voltar ao porto. Este passeio todo de barco é muito cansativo, e demos o azar (lógico) de pegar o barco mais lento de todos...olhávamos pela janela e todos os outros nos ultrapassavam. Chegamos no hostel 20hs onde o Sr Alvaro nos encontraria para nos explicar sobre Copacabana (o lado boliviano do Lago Titicaca). Estávamos exaustos. Estava acontecendo uma manifestação em Copacabana, e os ônibus não podiam atravessar a fronteira. O Sr Alvaro nos disse que poderíamos fazer a pé (9km – sem chance), mas que ele não indicava. Um país que não conheço, no meio de uma manifestação...não, logo de cara já disse que não faríamos. Pedi então que ele devolvesse nosso dinheiro do hostel, passeio e passagem de îda e volta de Copacabana. Ele disse que não poderia devolver pois já tinham pago tudo adiantado. Foi aí que começou a discussão pois eles nunca pagam nada adiantado. Se vocês observarem, eles sempre pegam o dinheiro e pagam guia, hostel, tudo na hora. Tivemos uma discussão bastante complicada, até que eles disseram que poderiam nos dar uma diária a mais em Puno (=cidade feia) pra compensar a diária de Copacabana e um passeio em Puno (Sillustani) substituindo a Ilha do Sol. Eu não queria ficar em Puno mais uma noite, e não queria fazer passeio nenhum lá. No fim eu e o Felipe percebemos que seria muito difícil reavermos nosso dinheiro, então topamos fazer o esquema que nos propuseram pois assim o preju seria menor. Eles nos levaram para a rodoviaria para trocarmos a passagem de Puno > Cusco da noite do dia 31/03 para a manhã do mesmo dia. Pagamos 5 soles cada um para a mudança. Porém foi neste momento também que eles nos disseram que a passagem de Puno > Copacabana não tinha sido comprada pois as companias de ônibus não estavam vendendo devido à manifestação. Mas eles tinham esta informação desde o dia anterior e não nos falaram nada! Na verdade, desde o dia que fechamos o pacote, pois nós nunca recebemos a passagem deste percurso. Questionamos tudo, exceto este ponto. Então a dica é: tente ter certeza de todos os detalhes da viagem, para que eles não consigam deixar passar nada sem o seu conhecimento. Depois de toda a confusão tomamos um banho e fomos jantar. Esquema Menu Turístico. Puno é uma cidade muito fria a noite (por causa do lago) e muito seca! Então prepare a manteiga de cacau e as roupas de frio caso vá para lá. 30/03/2013 - PUNO (Chullpas de Sillustani) Acordamos por volta das 9hs da manhã e o passeio de Sillustani (cemitério Inca) era a tarde. Andamos por Puno, na avenida principal, Plaza de Armas, etc. Tomamos café, voltamos para o hostel cochilar, saímos para almoçar e 14hs a van nos buscou para o passeio. Aproximadamente 1hr na van (acho até que foi menos) chegamos em Sillustani. O passeio foi bem legal, o lugar e construções são impressionantes. Estávamos no lugar mais alto até então: 3.800 metros do nível do mar! No fim das contas, até valeu a pena ter ficado pois se voltássemos para Cusco não teríamos o que fazer. Chegamos no hostel, descansamos e saímos para jantar. 31/03/2013 - PUNO > CUSCO (livre) O ônibus saía 8h30, então fomos cedo para a rodoviária. O percurso de dia é lindo, lógico que o Felipe quem viu tudo, eu simplesmente capotei! Mas não dormi muito bem porque é óbvio que um casal de peruanos sentou atras da gente com uma criança que ficava chutando meu banco, e o bonitinho do pai estava com um radinho de pilha ouvindo SUPER alto...mas vamos lá, faz parte do roteiro! Chegamos na rodoviária em Cusco às 13h30 e fomos abordados por uma senhora que estava fazendo propaganda de alguns hostels. Como ainda não tínhamos nenhum hostel reservado, demos uma olhada e nos interessamos pelo Royal Inti, na Calle Santa Tereza (2 quarteirões de onde ficamos antes no Pirwa). O taxi nos custou 7 soles e quando chegamos no hostel, adoramos! O recepcionista (Jose) foi muito atencioso, disse que sempre recebem brasileiros lá e tudo mais. Ficamos por lá mesmo, 80 soles quarto de casal com banheiro. O quarto era gostosinho no térreo. Saímos para almoçar no Bembos (fast food) na Plaza de Armas, compramos uma mochila para podermos levar para Machu Picchu, e fomos descansar. Jantamos mais tarde, e resolvemos procurar algo pra fazer a noite. Entramos no Mushroom, um bar muito legal no segundo andar de um prédio da Plaza de Armas. Por volta das 22hs subimos no Mamma Africa. A baladinha é pequena mas é bem firmeza, recomendo!! Aulas de salsa, e depois músicas diversas. Tivemos inclusive a oportunidade de ouvir “A dança da mãozinha”, axé bem do velho, rimos muito! Chegamos no hostel 1 da manhã, as portas ja estavam fechadas. O Jose veio abrir e fomos dormir. 01/04/2013 - CUSCO (Maras-Moray) Fechamos o passeio de Maras-Moray no pacote com o Florencio, e então 9hs ele nos levou até o ônibus deste passeio. Fizemos novamente a parada em Chinchero, depois seguimos para Moray. Moray é um antigo laboratório de estudo de agricultura, maravilhoso! Vale muito a pena conhecer. Depois seguimos para Maras, uma salineira. A água sai da montanha, com muito, mas muito sal! Muito legal também. Voltamos cedo, chegamos em Cusco por volta das 14h30. Queríamos comer Ceviche que até então não tivemos a oportunidade de experimentar. O Jose, do hostel, nos indicou comermos (sem preconceito na mente) no mercado de San Pedro. O mercado de San Pedro é enorme, tem barraquinhas de roupa, artesanato, frutas e comidas diversas. É sujo, com pouca higiene por parte de quem trabalha lá. Mas o Jose disse que era super seguro, e o melhor Ceviche de Cusco. Realmente, tive que fechar meus olhos para a porquisse do lugar, mas confesso que o Ceviche é muitooooo bom! O ideal é ir comer bem mais cedo, mas naquele horário ainda estava bem gostoso! Saímos para dar uma volta, compramos as lembrancinhas que queríamos trazer para nossos amigos, e fomos descansar. Saímos para jantar no esquema Menu Turístico e depois comemos uma sobremesa muito gostosa em uma padaria próxima. Fomos dormir, ansiosos pro nosso percurso à Aguas Calientes! 02/04/2013 - CUSCO > AGUAS CALIENTES Fizemos o check-out e deixamos nossas malas em um quartinho trancado para buscarmos no retorno de Machu Picchu. Gostamos muito do hostel então reservamos um quarto melhor por 80 soles para 03/04. 7h30 a van nos buscou na loja do Florencio. Ainda esperamos um tempo até conseguir juntar todos que iam na van conosco. Um casal de portugueses e 6 israelenses. Iniciamos a viagem na estrada que seguimos para o Vale Sagrado. A van é um meio muito mais rápido, mas o mais rapido naquele monte de curvas daquela estrada, torna-se totalmente desvantajoso. É extremamente perigoso, as chances de vc passar mal são muito grandes, e o motorista não está nem aí. Depois de Ollantaytambo, um dos israelenses começou a passar muito mal pois as serrinhas ficam cada vez piores, subidas, descidas, barrancos, curvas onde não se enxerga se vem outro carro na outra mão, enfim! Foi o nosso maior arrependimento. Por que não compramos o trem!?!?!? Um dos israelenses estava passando muito mal, até que não aguentou e pediu para parar. O motorista fingiu que não era nada, e não queria parar de jeito nenhum. Como eles não falavam espanhol, tivemos que brigar com o motorista pra que ele parasse. Finalmente conseguimos. O percurso é de 7hs dentro da van, e paramos somente 1 vez para poder usar o banheiro. Almoçamos em Santa Tereza (onde deu confusão, a moça do restaurante não queria dar os almoços que já estavam pagos...). Quando chegamos na Hidroelétrica (às 15h30), nem acreditamos! Da Hidroelétrica, você tem 2 opções para chegar a Águas Calientes: 1 – trilha de 2hs ao redor da montanha (não tem muita subida), 2 – trem (30 minutos, USD 18/pessoa). O último trem sai às 16h30, então você precisa chegar lá até este horário. Aguas Calientes é uma cidade que cresceu em volta da linha do trem, bem bonitinha mas um tanto cara, já que você não tem muitas alternativas de outros lugares. Logo o guia nos levou ao hostel, onde tomamos banho (toalha tinha que ser alugada, 5 soles/pessoa) mas o chuveiro era quente. Assim que você chegar em Águas Calientes, procure a cabine que vende o ticket para os ônibus que sobem para Machu Picchu no dia seguinte. Se você conseguir, pegará o primeiro ônibus que sobe às 5hs da manhã, e assim poderá ver a cidade de Machu Picchu mais vazia e sem aquele bando de turistas. Chegamos mais cedo que as pessoas que fizeram a trilha, então pudemos andarilhar pela feirinha da cidade. Fomos jantar (por conta da agência, assim como o hostel, também já estava pago), e logo dormimos para estarmos preparados pro grande dia! 03/04/2013 - AGUAS CALIENTES > MACHU PICCHU De Aguas Calientes até Machu Picchu você tem 2 opções de subida: 1 – trilha de 1h20 (cansa um pouco pois é subida), 2 – 25 minutos de ônibus (USD 9/pessoa ida + USD 9/pessoa volta). Optamos pelo ônibus já que subiríamos Wayna Picchu. Chegando em Machu Picchu, aguardamos o guia, e entramos. Parecia cena de filme, viramos a esquina e “Bem-vindos a Machu Picchu!”. Os olhos brilham e não tem como descrever de tão lindo que é! Foto nenhuma chega aos pés de presenciar e sentir aquele lugar. Fizemos um tour das 06h30 às 8hs com o guia nos passando informações, e 8hs ele nos deixou na entrada do Wayna Picchu (2.900 metros acima do nível do mar). Tínhamos que voltar para pegar o trem das 13h30 em Aguas Calientes então planejamos todo o tempo da nossa subida e descida. A subida é complicada pela faltar de saúde (nenhum de nós dois pratica esporte) e os degraus são bem irregulares, alguns muito altos, outros muito pequenos. O guia disse que um tempo bom é 40 minutos (para pessoas preparadas) e nós demoramos 1h10 (20 minutos do que pensamos que levaríamos). A vista é linda e a cidade de Machu Picchu fica muito pequena no meio daquelas montanhas. Ficamos uns 10 minutos sentados olhando e bora descer! Levamos meia hora para descer (muito mais fácil), andamos um pouco entre as ruínas e resolvemos pegar o ônibus para Aguas Calientes. Chegamos lá embaixo meio-dia, almoçamos e fomos até o trem. Deu tudo certinho!! Descemos de trem, e aí começou a pior parte de toda a viagem. A volta na van!! Voltamos com o mesmo motorista, porém os portugueses ficaram um dia a mais em Aguas Calientes e por algum motivo realocaram os israelenses em outra van. Colocaram uma turma de argentinos conosco. Muito simpáticos mas confesso que foi tenso. Fiquei entre um casal, o cara sem tênis com o chulé da vida, e a menina invadindo quase metade do meu banco. Foram as piores 7hs da minha vida. Pra completar, logo no inicio da viagem, a estrada estava fechada até às 18hs pois os trabalhadores estavam fazendo manutenção, teve desmoronamento, e tivemos que esperar das 16h30 as 18hs dentro da van do chulé até liberarem a estrada. Uma das meninas passou mal, mas nao tivemos que parar. O Felipe estava na frente, trocou de lugar com ela para ver se ela se sentia melhor. Não tinha posição pra dormir, fedor do chulé, aperto, vontade de banheiro, curvas, barrancos. Se arrependimento matasse, teria comprado 4 trens só pra não passar por aquilo. Chegamos em Cusco 21hs...destruídos por causa da escalada, do aperto da van, enjoo, sono, enfim...só o pó!! Seguimos para a agencia do Florencio para buscar nosso dinheiro da passagem de Puno > Copacabana que eles nunca compraram. Claro que ele já tinha ido embora. Nem estressamos, fomos para o hostel para tomar um banho. No Royal Inti, que reservamos, falamos com o recepcionista que substituía o Jose, e ele nos disse que tinha um probleminha com nossa reserva. Um casal perdeu o vôo e teve que ficar mais uma noite. Ficaram no quarto que tinha sido reservado e pago por nós. Disse que tudo bem, se tinha outro quarto. Ele disse que tinha, com banheiro mas com 2 camas de solteiro. Não quisemos, e pedi meu dinheiro de volta para poder procurar outro hostel. Pois bem... Ele disse que não tinha o dinheiro e que podia pagar só no dia seguinte. É a cidade onde o dinheiro some né...brigamos bastante e o cara nos deu razão. Correu atrás e pegou dinheiro antecipado de um hospede. Eu tinha feito uma reserva no Pirwa na Plaza de Armas, paguei 10 soles dos 90 que eles cobravam. Como a diaria do Royal Inti era 80 soles, ficava elas por elas. Fomos até o Pirwa e isso sim é organização. Meu quarto estava lá, reservadinho! Estávamos tão esgotados que nem saímos para jantar. Mas eu liguei no celular do Florencio reclamando que queria meu dinheiro. Tolo, me questionou porque passei tão tarde, e disse que foi pelo retorno do passeio que eu tinha fechado inclusive com ele! Disse que precisava do dinheiro no primeiro horario de manha pois no dia seguinte retornaríamos pro Brasil. Tomamos banho, demos um jeito nas nossas malas e morremos na cama. 04/04/2013 - RETORNO AO BRASIL.
  24. Vi poucos relatos dessa região aqui e em outros sites. Pra quem quer conhecer, aqui vai detalhes de viagem à região da Chapada dos Guimarães e Bom Jardim – MT Informações: 1. O fuso horário de Cuiabá é 1h a menos de Brasília. 2. “Chapada dos Guimarães” é o nome da cidade base pros passeios e também é o nome do Parque Nacinal. O nome da cidade tem origem da cidade de Guimarães, em Portugal. 3. Junho e julho na chapada é mais frio, tem mais dias com neblina, pode atrapalhar em alguns passeios ou dar uma vista interessante de cima do morro de São Jerônimo. 4. Bom Jardim (BJ) é um distrito da cidade de Nobres, mas não precisa ir a esta pra ir até aquela. 5. Em BJ, a melhor época pra conhecer é de maio a setembro – fora das chuvas. 6. Um passeio muito procurado em BJ é o Aquário Encantado e é mais cheio nos finais de semana. Na semana é mais tranqüilo fazê-lo. 7. Farofa de banana, ventrecha de pacu (frito, é um pedaço com 2 a 3 espinhas grandes do peixe) e bolo de arroz são pratos típicos da região. 8. A maioria dos passeios é necessário guia; nas propriedades privadas paga-se também uma taxa de entrada. A viagem pra Chapada começa saindo de SP dia 04/08/14 às 16:55 pela gol, chegada em Cuiabá pelas 18:05. Reservei um carro na Avis (no site, eles dizem que você pega o carro no aeroporto, mas eles não tem stand no aeroporto; tive que ligar pra eles me pegarem lá). O escritório deles fica PERTO do aeroporto, que fica em Várzea Grande, do lado de Cuiabá. Em volta do aero, muita obra inacabada – efeito copa... Pedi na reserva um novo Uno, é mais alto pra andar fora de estrada, mas chegando lá... não tinha uno. Fui de gol 1.0 – também é alto, quase deu conta do passeio, leiam o pq mais na frente. O GPS foi certinho pro hotel – Intercity Premium Cuiabá. Muitos hotéis ainda caros. Dia 01 Circuito das cachoeiras (6,8km; nível moderado; média de 5h; sem taxa de entrada) + Mirante Alto do Céu (1,3km; nível fácil; 1h; entrada de R$10) De Cuiabá pra Chapada dos Guimarães são 68km, pela MT-251. Há um balão (que vai pra usina do Manso) após os primeiros 14km que virando à esquerda vai pra Bom Jardim e direto vai pra Chapada. Meu guia lá foi o Amorésio (tel. 65 9604-1981/9259-8680; e-mail [email protected]), pessoa simples, extrovertida, também é artesão, conhece fauna, flora e formação geológica local. Combinei de me encontrar com ele às 8:30 na praça principal da cidade, mas me enrolei na saída de Cuiabá e fui chegar lá pelas 9. Ele já estava me esperando com o Carlos, também turista, paulista, que iria fazer os mesmos passeios que eu nos 3 primeiros dias. Juntaram-se a nós a Jô, de floripa, e a Nicole (inglesa, mas de português fluente). Passamos primeiro na cachoeira Véu de Noiva, cartão postal da chapada, entrada gratuita. Apenas contemplação, é vista de cima. A visitação e banho embaixo dela foram proibidos há vários anos após a morte de um turista lá. Ficamos um tempo pra fotos e fomos pra entrada das cachoeiras. Pelo circuito são um total de 7 (que pra mim, ficam em 6, pois a última nós só vemos a parte mais alta; não vemos ela de frente): 7 de setembro, Sonrisal, Pulo, Degrau, Prainha, Andorinhas e Independência. Num sol quente, o banho refresca bem a caminhada. A mais bonita pra fotos achei a das Andorinhas. Levem um lanche pra substituir almoço se forem fazer outro passeio depois desse. O pôr-do-sol fomos para o Alto do Céu (Jô e Nicole não foram), onde vemos os paredões, o morro de São Jerônimo, uma elevação rochosa chamada Ninho das Águias (não tem águia aqui na América do Sul; a maior ave de rapina local é o gavião real, que é quem faz o ninho por lá) e bem ao longe, avista-se os prédios de Cuiabá. Só fui me instalar na pousada no fim do dia. Fiquei na Pousada Villa Guimarães – muito confortável, no centro, café da manhã excelente (o chef, Salomão, é espanhol, e sempre tem um prato diferente que ele faz na hora), mas tem um custo mais alto. Tem outras opções mais em conta e também tem áreas de camping na cidade. Jantei um espetinho completo muito bom e farto por preço acessível – se não me engano entre 15 e 20 reais. Esqueci o nome do local, mas lá na praça é cheio de pontos que vendem espetinhos.
  25. carolinaaraguez

    relato Roteiro México 15 dias

    Roteiro México 15 dias: Cidade do México, Oaxaca, San Cristóbal de las Casas, Playa del Carmen e Cancun. Informações gerais: Dinheiro - Levei tudo em dólares e cartão de crédito habilitado para gastos extras. Pesquisei e comprar pesos aqui no Brasil tem uma conversão péssima. Chegando lá tive que trocar um pouquinho no aeroporto e procurei pela cidade o melhor câmbio. É bom deixar uma parte em doláres porque alguns lugares (principalmente em Playa del Carmen e Cancun) a taxa de conversão que eles fazem na hora é melhor do que a de qualquer casa de câmbio, ou seja, nesses casos é mais vantajoso pagar em dólares mesmo. Hospedagem - Reservei tudo com antecedência pelo Booking. Como eu tinha poucos dias e um roteiro já fechadinho, sabia que não ia mudar muita coisa. Passagem Aérea - Liguei pro Submarino pra perguntar qual era o melhor preço para Rio de Janeiro > Cidade do México / Cancun > Rio de Janeiro. Achei uma passagem pela Delta por um preço razoável (R$2.100,00 com taxas) e optei por essa. Se não encontrar passagens com preço bom, é possível comprar ida e volta pela Cidade do México e procurar uma passagem interna entre Cancun e Cidade do México. Existem algumas empresas aéreas low cost e ônibus da ADO com trajeto de cerca de 25 horas (vou explicar sobre a ADO aí embaixo). Transporte entre as cidades - Para distâncias grandes não arrisquei pegar nenhum ônibus sem ser da ADO (www.ado.com.mx). Não há muitas outras opções e acho que o preço não muda muito. Comprei a maioria das passagens no hora, mas é recomendado comprar um pouco antes pra não correr o risco de acabar. Existem tipos diferentes de ônibus: OCC, ADO, ADO GL e ADO Platinum (do pior para o melhor). Para viagens maiores é recomendado pelo menos o ADO, e mesmo assim peguei um e não consegui dormir direito. Achei que a diferença de preço do ADO para o ADO GL valeu muito a pena pelo conforto. CIDADE DO MÉXICO: Hospedagem - Hostel Mundo Jovem (cerca de 37 reais a diária com café-da-manhã). Não é o mais barato mas a localização é muito boa. Perto de duas estações do metro, atrás da Catedral - que sempre é o ponto mais importante da cidade - e perto da rua Francisco Madero que é a rua de pedestres (quase todas as cidades tem uma). Lá tem vários restaurantes e lojas para todos os gostos. DIA 1 Nosso vôo chegou 12:30 na Cidade do México. Para ir até o seu hotel são três opções: metrô, ônibus ou taxi. O metrô é a opção mais barata (5 pesos ou 0,91 reais), mas como eu precisaria trocar de linha muitas vezes, me disseram que demoraria muito. Optei pelo ônibus (chamado de Metrobus) que custava 30 pesos ou 5,45 reais e me deixava perto do albergue. O taxi ficaria por cerca de 180 pesos ou 33 reais (pelo menos foi o preço que me deram no aeroporto). Como chegamos relativamente tarde no albergue e praticamente tudo no México fecha as 17 horas, não tivemos tempo de fazer muita coisa. Descansamos e a noite fomos para la Condesa, um bairro mais chique onde é possível encontrar alguma vida noturna. DIA 2 (Basílica de Guadalupe, Teotihuacán, Castelo de Chapultepec, Museu de Antropologia e Plaza Garibaldi) Pretendíamos ir para a Basílica de Guadalupe e Pirâmides de Teotihuacán de metrô + ônibus, mas um amigo meu se ofereceu para levar a gente. De qualquer modo, segue a maneira de como ir para estes lugares com transporte público: Para a Basílica (abre diariamente de 6h às 21h e não paga para entrar), ir de metrô até a estação La Villa Basilica. Uma dica importante sobre o metrô é evitar os horários de rush, quando ficam lotados de gente. Tentamos pegar uma vez as 8 da manhã de uma segunda-feira e não foi uma experiência muito agradável (e olha que não sou fresca!). Para as pirâmides, ir até a estação Indios Verdes e de lá pegar um ônibus na rodoviária que fica bem em frente. As pirâmides abrem diariamente das 8h às 17h e custam 59 pesos (ou 11 reais). Dicas: 1. Como quase todas as atrações turísticas são gratuitas para Mexicanos aos domingos, é o dia que tudo fica mais cheio. 2. Sempre bom levar água, comida e roupas leves porque faz calor até quando o dia não parece estar muito quente. 3. Os guias não são caros para contratar, mas como eu detesto passeio guiado, levei um guia impresso com mapa e algumas informações do lugar. Na volta ainda nos sobrou tempo para visitar algum lugar e decidimos ir para Chapultepec. Tanto o Castelo de Chapultepec quanto Museu de Antropologia quanto o ficam no Bosque de Chapultepec (as estações de metrô mais próximas são Auditorio e Chapultepec). O castelo abre de 3ª a domingo das 9h às 17h e custa 59 pesos (11 reais). O museu abre de 3ª a domingo das 9h às 19h e custa 59 pesos (11 reais). Era domingo e no dia anterior os caras do centro de informação tinham avisado pra gente que não havia controle sobre quem era Mexicano ou não para entrar sem pagar. Seguimos a dica dele e saímos entrando sem olhar para os lados e entramos nos dois sem pagar. Esperava um pouco mais da vista do castelo, mas valeu a pena. E mesmo sem fazer tanta questão de visitar o museu, é interessante pelo tamanho e infraestrura. No final do dia ainda tivemos pique para ir na Plaza Garibaldi, uma praça cheia de mariachis. Ficava a cerca de 10, 15 minutos andando do albergue. Mesmo ouvindo que era meio perigoso, fomos e voltamos a pé porque achamos os táxis meio caros para os padrões do México. Não tivemos nenhum problema e no meio do caminho sempre tem umas lojas tipo 7Eleven abertas a noite toda que dão mais movimento e iluminação para as ruas. Na praça, jantamos no Salón Tenampa, um dos mais arrumadinhos do lugar e sem preços abusivos. DIA 3 (Nevado de Toluca) Era nosso último dia na Cidade do México e ainda tínhamos muita coisa pra visitar. Uma opção seria rodar pelo Zócalo de manhã, e depois fazer Xoximilco e Museu da Frida Khalo. Rodamos um pouco pelo Zócalo mas não deu tempo de ir nos outros dois. Os pontos mais importantes do Zócalo são: a Catedral, o Palácio Nacional e a Torre Latinoamericana – onde se pode ter uma vista da Cidade do México. Fora isso, o centro é cheio de praças, museus e outros monumentos. O museu de Frida Kahlo (Londres 247, Coyoacán) abre de 4ª a domingo das 10h às 17h45; a entrada sai cerca 80 pesos ou 15 reais. É fácil chegar lá de metrô e dizem que o bairro que ele está localizado é muito agradável para passear. Por último, tem os passeios em Xochimilco que acontecem diariamente das 9h às 18h. Os barcos cobram cerca de 180 pesos ou 33 reais por hora (barco inteiro – procurar dividir barco com desconhecidos) e é um pouco demorado para chegar (cerca de 1 hora) já que é preciso pegar um metrô até Tasqueña (quase certeza que é essa a estação) e depois um “trem rápido”. Mas sobre essas últimas dicas eu não posso opinar se vale a pena ou não porque eu fiz um roteiro bem diferente. Como eu gosto de lugares pouco turísticos, tinha lido na internet sobre o Nevado de Toluca que resolvi ir pra lá. Sabia que era frio e difícil de chegar, mas insisti. Começamos pegando o metrô até a estação observatório para chegar até a rodoviária. De lá, eu li que era possível pegar um ônibus para Raíces e pedir pra descer no Nevado de Toluca, mas acabei ficando insegura e peguei um onibus para a cidade de Toluca e de lá peguei o tal ônibus sentido Raíces que parava no Nevado (eu recomendo que procurem saber sobre esse ônibus que vai direto!). De todas as formas, o ônibus te deixa no meio da estrada, onde começa a longa caminhada pro Nevado. Subimos uma estradinha por cerca de 40 minutos até finalmente chegar em uma guarita. Eu tinha lido que a partir dali teria algum meio de transporte (ônibus, táxi) para subir, mas para a nossa surpresa o homem disse que como era uma segunda-feira sem movimento, nossas únicas opções seriam subir a pé (mais 2 horas e meia de subida!!) ou pedir carona. É claro que esperamos a carona aparecer, e ela chegou depois de 1 hora e meia de espera. O lugar é lindo e valeu a pena apesar do frio, da chuva de granizo, da fome e do perrengue pra chegar. Resumo: Adoro ter essas experiências diferentes, mas se esse não é o seu estilo, dê preferência pra ir em um final de semana ou alugue um carro nesse dia. No final do dia fomos até o terminal de ônibus e pegamos um ônibus noturno para Oaxaca (6 horas de viagem). OAXACA: Hospedagem – Hostel la Leyenda (cerca de 30 reais a diária com café-da-manhã). Estava vazio e fomos muito bem recebidas. Cerca de 10 minutos do centro, quartos e banheiros limpinhos. DIA 4 (Zócalo, Monte Albán, Mercado Benito Juarez e Mercado 20 de Novembro) De manhã passeamos pelo centro da cidade: Catedral, Praça de Santo Domingo e Cerro Fortin se você quiser uma vista da cidade. Depois do almoço fomos até a Rua Mina, 518 (em frente ao Hotel Riviera del Angel) para pegar o ônubus até o Monte Albán – 50 pesos ou 9 reais ida e volta, sai de hora em hora: 13:30, 14:30, 15:30 e etc. Fechar tour com empresa também é barato (120 pesos/22 reais), mas como é muito fácil pegar esse ônibus, optei por não fechar o tour. A entrada é 59 pesos (11 reais) e não está incluída no tour. Como essa ruína é pequena, dá tempo de voltar e ir nos mercados, que ficam a 5 minutos do ponto onde chegam os ônibus. O Mercado 20 de Novembro é para comer – bem barato e com comidas típicas como o Mole Negro (molho a base de tomate e chocolate que eu particularmente achei horrível mas válido para provar). O Mercado Benito Juarez é para comprar lembrancinhas e também os famosos Chapullines (gafanhoto frito). Só dá pra sentir gosto de pimenta e alho! DIA 5 (Arbol de Tule, Fábrica de Tapetes, Fábrica de Mezcal, Sítio Arqueológico de Mitla, Hierve el Agua e Cascadas Petrificadas) Neste dia o ideal é fechar um tour que passa por todos esses lugares. Fechamos pelo albergue e saiu 150 pesos/28 reais (não incluía as entradas). Arbol de Tule é apenas uma árvore, considerada a maior ou segunda maior em diâmetro do mundo (10 pesos/2 reais). As fábricas artesanais de tapetes e de mezcal (bebida típica da mesma família da tequila) são interessantes também, nada excepcional. Mitla é um sítio arqueológico com entrada de 42 pesos/8 reais. E o melhor do passeio: Hierve el Agua e Cascadas Petrificadas. Acho que a entrada é 40 pesos/7 reais e é possível mergulhar, ou seja, se não tiver muito frio leve biquini! Quando terminou o tour, voltamos pro albergue, tomamos banho e fomos direto para a rodoviária pegar o ônibus noturno para San Cristóbal de las Casas. SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS Hospedagem – Hostel Iguana (cerca de 22 reais a diária sem café-da-manhã). Não gostei muito do hotel porque fui perguntar algumas coisas na recepção e a menina era nova e não sabia me informar praticamente nada, além de não terem mapa da cidade. De resto o hotel é direitinho. DIA 6 (Cañón Sumidero e San Juan de Chamula) Pegamos mais frio do que o esperado em San Cristóbal e enrolamos pra sair do albergue. O planejado para esse dia era o Cañón Sumidero, San Juan de Chamula e uma caminhada por San Cristóbal. O tour para o Cañón Sumidero sai as 9 da manhã por praticamente todas as empresas de turismo, e o preço que eu vi era 300 pesos ou 55 reais. Como já tinha passado de 9 horas, fomos por conta própria, mas a economia é minima (cerca de 20 pesos ou 4 reais)! Ou seja, se der tempo, feche o tour com alguma empresa. A empresa que fechamos os passeios para os outros dias foi a trotamundos, localizada pertinho da praça principal. Para quem prefere fazer o passeio ao Cañón Sumidero por conta própria vou ensinar como faz: É só ir até a rodoviária da cidade e pegar um ônibus ou van de qualquer uma das empresas para Tuxtla, a capital de Chiapas – o preço não muda muito, cerca de 50 pesos/9 reais o trajeto. Diga ao motorista eu você vai pra Chiapas del Corzo, que é de onde saem os barcos para o passeio. Você vai descer no meio da estrada, atravessar a rua e pegar um micro-ônibus para o centro de Chiapas del Corzo (passa o tempo todo e custa 6 pesos). Descendo no centro, é só perguntar para alguém a direção dos barcos e em 5-10 minutos você chega. O preço que paguei foi 160 pesos/29 reais e acho que não tem muito como fugir disso. O passeio é bem legal mas no dia que fomos estava chovendo um pouco, então não ficamos muito animadas. Voltando para a cidade, nosso destino era San Juan de Chamula, um povo que mantem uma cultura ainda próxima dos Mayas. O ponto principal da cidade é a Igreja, que fica aberta até bem tarde (chegamos umas 8 horas) e se paga uma taxa de 20 pesos/4 reais. Tinha lido na internet que essa igreja não é reconhecida pelo Vaticano porque são realizados cultos pagãos com direito a sacrifícios de animais e consumo de bebida alcóolica chamada Pox. Dentro não se pode tirar foto e os locais realmente controlam isso, então preferi não arriscar. Para chegar até lá, é só pegar uma van perto do mercado municipal que me disseram que custa pouquíssimo. Como estava frio e chovendo, preferimos pegar um taxi por 200 pesos/36 reais que levou a gente até lá (20 minutos) esperou e trouxe a gente de volta ao albergue. DIA 7 (Cascadas de Chiflón e Lagunas Montebello) Para esse passeio fechamos um tour por 280 pesos/51 reais pela empresa Trotamundos. Pelo albergue era 350 pesos, e como tinham me recomendado esse empresa, preferi fechar por lá. O passeio vale muito a pena pelas lagoas que são lindas demais! Um pena que no dia estava chovendo, então prejudicou bastante a vista. O passeio é de dia inteiro. DIA 8 (Parque Água Azul, Cascada Misol-Há e Ruínas de Palenque) Fechamos o tour com a mesma empresa do dia anterior por 400 pesos/73 reais. Nesse dia a minha ideia era ficar em Palenque (a última parada do tour) para poupar tempo e dinheiro, já que Palenque era mais perto do meu próximo destino (Playa del Carmen) então o ônibus era mais barato e menos demorado. Quando fui perguntar se isso era possível, descobri que muitas pessoas fazem isso, até porque em Palenque existem outros pontos turísticos para visitar, mas que infelizmente não tive oportunidade de ir. Colocamos nossa mala na van e partimos para o tour. O passeio também é bem legal. Fui cheia de expectativa para o Parque Água Azul porque tinha visto fotos lindas, mas a chuva do dia anterior fez a água azul ficar marrom para minha decepção. Da cascada Misol-Há já não esperávamos muito, mas as ruínas de Palenque são bem bonitas. Mesmo depois de tantas ruínas, ainda dá pra se impressionar com cada uma que vcê passa. No final do passeio a van deixou a gente direto lá na rodoviária. Compramos a passagem para Playa del Carmen e esperamos nosso ônibus chegar. PLAYA DEL CARMEN Comentário importante – Peguei essa dica em um site e foi uma das melhores coisas que eu fiz. Para quem pensa em se hospedar só em Cancun, não faça isso! A minha ideia era ficar em um Resort all inclusive em Cancun, então optamos por ficar em Playa del Carmen (apenas 1 hora de Cancun) para fazer todos os passeios e depois ir pra Cancun só para aproveitar o resort. A maioria dos pontos turísticos é mais perto de Playa que de Cancun, e você ainda consegue preços muito melhores. Conversamos com um grupo no resort de Cancun que tinha fechado a viagem e os passeios pela CVC, e um tour para Chichen Itza que eles pagaram 119 doláres a gente pagou 28 doláres saindo de Playa (mesmo passeio passando pelos mesmos lugares!). Hospedagem – Hotel 3B (cerca de 29 reais sem café-da-manhã). O albergue é bem limpinho e tem um bar no terraço que dependendo do dia fica mais animado. A localização é boa porque fica pertinho da praia, de onde saem as vans no sentido Tulum (passando por diversos pontos turísticos) e de onde sai o ferry para Cozumel, mas fica bem no início da avenida principal, então dependendo do ponto da avenida que você queira ir demora uns 15-20 minutos para chegar. Noite – Playa del Carmen já uma cidade mais animada a noite. É como se fosse uma versão um pouco menor da vida noturna de Cancun, mas que alguns podem até preferir. Praticamente tudo fica na famosa rua 12. Para as mulheres, é bom se informar sobre qual bar tem “ladies night” no dia – eles deixam entrar de graça e ainda oferecem algumas bebidas. Para quem não quer gastar muito é uma boa alternativa beber neste lugar e depois entrar em alguma das boates (as maiores são Coco Bongo, Palazzo e Mandala e o preço é cerca de 100 pesos/18 reais sem bebida e 600 pesos/110 reais com bebida liberada) DIA 9 (Playa del Carmen) Chegamos em Playa de manhã e estava chovendo muito. Ficamos desesperadas e com medo de chover também em todos os outros dias, mas o tempo lá é muito doido. Chove, 5 minutos depois está um solzão, depois o tempo fecha de novo. Totalmente instável. Nesse dia a chuva desanimou um pouco e preferimos ficar rodando por Playa. Aproveitamos o bar e a piscina do albergue e depois fomos para um bar na praia chamado Zenzi, agradável e com comidas/bebidas não muito caras. Outros bares na praia que também são muito recomendados são Mamitas e Kool Beach, que ficam um pouco mais distantes. Atenção que esses últimos fecham cedo, por volta de 18 horas. DIA 10 (Cenote Ik Kil, Chichen Itza e Valladolid) Esse foi o tour que eu mencionei que pagamos 28 dólares (devido ao número de turistas, as empresa já divulgam todos os passeios em dólares e muitas vezes é mais vantajoso pagar em dólar mesmo). Perguntamos pro recepcionista quanto sairia o passeio e ele nos passou esse preço. Achamos o cara um pouco confuso e resolvemos ir na empresa pedir mais detalhes. Mesmo avisando que éramos hóspedes, o preço na empresa já subiu para 42 dólares, então voltamos e fechamos com o albergue mesmo. O cenote é lindo (leve roupa de banho), Chichen Itza também é legal para conhecer e Valladolid meio graça. DIA 11 (Akumal e Cenote dos Ojos) Pegamos a van perto do albergue com destino a Tulum. Essa van passa por muitos lugares: os Parques Aquáticos (que não fomos por falta de tempo e falta de vontade, apesar de dizerem que são bem legais), Akumal (a praia das tartarugas), vários cenotes como o Cenote Azul, Jardin del Éden, Dos Ojos, e por fim Tulum. O trajeto até Tulum custa 40 pesos/7 reais, mas se você desce no meio do caminho pode pagar preços menores como 25, 35 pesos. Descemos em Akumal e chegando lá já fomos abordados por pessoas querendo alugar equipamentos, barco e tudo mais. Eu tinha lido que não era preciso ir de barco e que apenas com um snorkel já era possível ver a tartarugas. Levamos o nosso próprio snorkel e mergulhamos na área determinada para o mergulho. Pertinho da beira do mar já avistamos a primeira tartaruga, e no total vimos mais umas 5. Não sei se demos sorte no dia, mas no final das contas não pagamos nada pelo passeio e foi incrível. De volta à estrada, subimos de novo na van (ela passa o tempo todo!) e paramos no Cenote dos Ojos. Não tive tempo de visitar outros cenotes da região, mas se for para escolher um, recomendo muito esse! Pagamos 150 pesos/27 reais para entrar e depois mais 15 pesos/3 reais para a mototáxi levar a gente até os Cenotes Ojo Uno e Ojo Dos (o caminho a pé demora uns 20 minutos). O Ojo Uno é bonito, mas o Ojo Dos é íncrível. Só estando lá para saber. Sei que é possível fazer mergulho com oxigênio lá dentro, mas esse não fizemos. Depois nos recomendaram mais dois cenotes ainda dentro do mesmo parque, no meio do caminho entre os Dos Ojos e a bilheteria/estrada. 10 minutos caminhando e chegamos. Vale a pena porque um deles é aberto, então um pouco diferente dos que já tínhamos visto. De volta a estrada, pegamos a van e voltamos a Playa. Com um pouco de pressa, é possível ir para Tulum nesse mesmo dia, mas o cansaço fez a gente voltar para o albergue. DIA 12 (Tulum e Cozumel) Pegamos a mesma van e descemos em Tulum. A entrada custo 59 pesos/11 reais e mantivemos a nossa tradição de não contratar guias. Chegamos umas 9:30 da manhã e para nossa tristeza estava lotado de turistas. As ruínas são lindas também e o mar azul ao lado dá uma graça diferente. Não aguentamos muito tempo e fomos para um lugar que eu queria conhecer: a Playa Paraíso. Saindo das ruínas é só pegar a esquerda e seguir sempre reto. Acho que a caminhada daria uns 20 minutos, mas preferimos pegar um táxi e chegar rapidinho lá. A praia é linda demais, recomendo muito! De lá pegamos um táxi até a estrada e depois van para voltar a Playa. Comemos em Playa e depois pegamos o ferry para Cozumel. Ida e volta do ferry custaram cerca de 350 pesos/63 reais, bem caro para os padrões Mexicanos. Como já estava meio tarde, resolvemos fechar o passeio no cais de Playa: 250 pesos/45 reais para um passeio de duas horas de barco com duas paradas para mergulho com snorkel. Para quem tem o dia inteiro em Cozumel, tem outras coisas interessantes como passeio de volta na ilha e mergulhos com oxigênio, mas não sei os preços para informar. O mergulho é bem bonito mas não me impressionou tanto. Inicialmente, nossa intenção era fazer Cozumel no primeiro dia e no último fazer Tulum, ruínas de Cobá e Gran Cenote. Apesar de não termos ido, como já tinha anotado as dicas para ir para Cobá e para o Gran Cenote, seguem as informações: Ao chegar em Tulum, ir para rodoviária e pegar um ônibus da ADO até Cobá (aparentemente sai as 9:00 e as 10:00, mas algumas vans saem quando ficam cheias). A rodoviária fica perto de onde chegam as vans. Atenção que só tem dois ônibus Cobá – Tulum que saem 13:40 e 15:30 (conferir na ida). As ruínas de Cobá são interessantes porque é possível subir até o alto, diferente de Chichen Itza. Cerca de 2 horas para visitar o parque e pode ser feito com bicicleta ou “bicitáxi”, já que a pirâmide principal está a 3km da entrada do parque. Ao voltar de Cobá, descer no Gran Cenote, que fica a 4 km de Tulum. Depois, seguir para Tulum. CANCUN Hospedagem – Gran Park Royal (cerca de 320 reais a diária para quarto com vista para o mar e sistema all inclusive). A minha principal queixa é que tem muito brasileiro no hotel, por conta de convênio com a CVC. De resto é um bom hotel: duas piscinas, 3 restaurantes para jantar + 2 que incluem café da manhã e almoço, bebidas o dia inteiro, serviço de quarto 24 horas, etc. E um outro ponto positivo é que fica a 10-15 minutos caminhando o local onde ficam todas as boates. Noite – As boates ficam concentradas no mesmo ponto da cidade. Cada dia da semana tem uma boate que “bomba” mais, e todos os hotéis levam seus hóspedes para essa boate. A entrada costuma ser 60 dólares com bebida liberada ou 30 sem nada. Nas boates um pouco menores o preço cai de 30 dólares com bebida liberada e muitas vezes não se paga nada para entrar. DIA 13 (Isla Mujeres) Procurei em vários lugares para saber onde era melhor fazer o passeio com os golfinhos, mas na falta de uma opinião formada optei por fazer em Isla Mujeres. Comprei antecipado pelo site www.dolphindiscovery.com com 25% de desconto (acho que comprar na hora pode acabar ficando mais caro mesmo) e escolhi o pacote Royal Swim (inclui umas acrobacias com o golfinho) + mergulho com peixe-boi e leão marinho. Como a diferença foi só de 20 dólares, acho que valeu muito a pena para dar um beijinho no peixe-boi! O que não consegui comprar pela internet foram as fotos; e vá preprado para uma facada: 77 dólares ou 60 dólares se você tiver nadado apenas com os golfinhos. Não tive tempo de passear por Isla Mujeres porque queria volar logo para o resort para fazer o check-in, mas as pessoas que foram em outros lugares como o parque garrafón disseram que não vale muito a pena. DIA 14 e 15 (Cancun) Nos nossos dois últimos dias de viagem ficamos só mofando no resort. Piscina, praia, um cochilinho, comer e beber até não aguentar mais. Dica mais importante: vá para o México!! Eu só tive 15 dias e consegui aproveitar bastante, mas se tiver mais tempo ainda tem muitos outros lugares para conhecer. O país ainda é muito barato e dá pra fazer uma viagem bem low cost. Qualquer dúvida só mandar e-mail: [email protected]
×