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  1. Olá amigos viageiros!!! Aqui vai um pouquinho da minha primeira visita ao Hawaii, algum tempo atrás!!! Para mais detalhes e o book completo das fotos, podem ir lá no meu blog: www.profissaoviageiro.com E para seguir no Insta: @profissaoviageiro Fui para a Big Island, casa do feroz vulcão Kilauea. Aproveitei que meus pais estavam indo para lá e arrumei um sofá para mim no hotel que estavam! Foi uma hospedagem mais confortável das que costumo pegar por conta própria!!!!! Cada uma das ilhas do Havaí tem sua característica: Oahu tem a estrutura de Honolulu e as ondas de North Shore; Maui (que ainda não conheço) tem suas lindas praias; E a Big Island tem a natureza abundante e a fúria de seus vulcões! A Big Island é linda!!!!! Os pássaros, a paisagem, a vida marinha, as praias, enfim, absolutamente tudo é lindo lá! Como não é a ilha mais habitada, essas belezas naturais são muito preservadas, mas vendo também a parte das facilidades, as vezes não era fácil achar um restaurante aberto de noite para jantar um pouco mais tarde, por exemplo. Fiquei hospedado na cidade de Kailua. E assim foi... Dia 1 - 20/06 Depois de encontrar meus pais no aeroporto de San Francisco, eu vindo de Los Angeles e eles de algum outro lugar que não me recordo agora, pegamos o voo juntos para Kailua. São aproximadamente 5 horas de voo. Chegamos, pegamos o carro alugado e fomos para o hotel. Esse primeiro dia não fizemos muita coisa e ficamos curtindo o hotel mesmo. Era um lugar bem bonito com muita coisa para fazer. Será o São Benedito?!?!?! De tarde teve uma cerimonia havaiana para os hospedes e depois eu tratei de reservar os mergulhos que queria fazer lá para os dias seguintes. Dia 2 De manhã fomos visitar uma praia de areia preta. A areia é assim por conta de pequenos fragmentos de lava que se acumulam nessas praias. De tarde eu saí para meu primeiro mergulho. A visibilidade estava muito boa e tinha muita vida lá!!! Depois um tempinho na superfície para comer alguma coisa, assistir o lindo por do sol e se preparar para o mergulho noturno com as Raias Mantas! O mergulho é específico para ver as raias se alimentando durante a noite. São colocadas lanternas no fundo do mar para atrair o plancto, e, consequentemente, as raias! Elas ficam muito perto de nós e passam sempre encostando em nossas cabeças! Por isso nesse mergulho nem pode descer com snorkel acoplado na mascara, pois pode pegar nelas. São animais maravilhosos! Elas ficam dando um looping para pegar o plancto que é espetacular de assistir!!! Aquele bixo monstruoso dando voltas e mais voltas, comendo um bichinho que a gente nem consegue ver! Ainda consegui ver alguns peixes, uma moréia e uma linda Siba! Missão cumprida! Bora descansar para o outro dia! Dia 3 Esse dia fomos passear pela ilha, parando em alguns lugares, incluindo o jardim botânico. Aqui já dentro do Jardim Botânico Depois fomos conhecer o norte da ilha Dia 4 Logo cedo já saí para mais 2 mergulhos. Mais uma vez as condições estavam muito boas e foram dois ótimos mergulhos! Aqui mais um exemplo da diferença de fazer isso em países de primeiro mundo… Um cardume de golfinhos cruzou nosso barco e o instrutor disse que quem quisesse cair para nadar com eles, estava liberado… Ele apenas passou algumas rápidas instruções e estávamos liberados! Aqui no Brasil os caras nem sonhariam em permitir isso, como eu já presenciei. Bom, claro que peguei minha máscara e me joguei na água. Foi sensacional! Depois Descemos para o segundo mergulho E foi isso, fim dos mergulhos na Big Island! De tarde ficamos curtindo o hotel e a região por ali. Dia 5 Tiramos esse dia para conhecer o Parque Nacional dos Vulcões. Um lugar impressionante com vários vulcões ativos e um cenário maravilhoso! Também caminhamos pelos túneis de lava (Lava Tubes), que são túneis esculpidos pela lava procurando um lugar para sair! A natureza no local é impressionante, especialmente por pensar que estamos basicamente em cima de pedra! Aqui estamos dentro da cratera de um vulcão ativo... Quando de repente surge esse arco íris que fica somente dentro da cratera Realmente isso é quando a natureza sorri para você!!!!! Passamos praticamente o dia inteiro dentro do parque De noite fomos ver a lava de um vulcão em erupção que fica constantemente derramando lava na ilha. As fotos ficaram muito ruins, mas a cena de ver a lava descendo do vulcão é espetacular! Impressionante e lindo! Dia 6 Era nosso último dia inteiro e decidimos sair para explorar as praias da ilha. Saímos rodando curtindo a natureza! São muito pássaros por lá! Praias de pedras vulcânicas de todas as cores! Várias espécies de animais... Árvores... Um lugar para ver os Petroglifos das civilizações que viviam lá há centenas de anos atrás. Paramos em praias de areia branquinha e água muito gostosa. São muitas por la!!! Aqui uma praia de pedras vulcânicas bem branquinhas! Essas “lagoas” são áreas preservadas que possuem ligações subterrâneas com outras lagoas. E por fim ainda vi algumas ondas havaianas que são bem mais raras nessa época do ano! Dia 7 Dia de se despedir do Hawaii! Acordar e direto para o aeroporto. A Big Island é um lugar único! Lugar onde a natureza não está para brincadeira!!!! Espero voltar um dia! Se eu puder ajudar com alguma dúvida, é só mandar! Abraço, Felipe www.profissaoviageiro.com Insta: @profissaoviageiro
  2. Salve galera mochileira, estou aqui mais uma vez pra compartilhar com vocês outra viagem minha, dessa vez o destino foi o México, a viagem foi entre 17/09/17 e 11/10/17. Por conta da minha vida corrida não tive tempo de fazer o relato antes, então conforme for escrevendo vou postando aqui. Antes de começar o relato, eu vou colocar algumas informações básicas como hospedagens, alimentação, transporte e afins, assim quem tiver interessado apenas nisso não precisa depois perder tempo lendo todo o relato. ROTEIRO O roteiro final acabou sendo o seguinte: São Paulo - Panamá / Panamá - Cidade do México Cidade do México - 5 dias; Oaxaca de Juarez: 2 dias; San Cristobal de Las Casas: 3 dias; Valladolid: 2 dias; Tulum: 2 dias; Playa del Carmem: 3 dias; Cancún: 5 dias; Cidade do México: 1 dia. Cidade do México - Panamá / Panamá - São Paulo PASSAGENS AÉREAS As passagens aéreas, após muita pesquisa, comprei pela Copa Airlines (direto no site deles), tanto a ida quanto a volta tinha conexão no Panamá, saiu R$ 1440,00 parcelados em 5 vezes. ALIMENTAÇÃO Na Cidade do México comi muito na rua, a variedade de carrinhos e barraquinhas de tacos e outras coisas é enorme, e é bem barato, uma porção com 5 tacos variava entre 35 e 45 tacos, comer em restaurante também é de boa, procurem os que tem “comida rápida”, o preço médio é entre 50 e 65 pesos, dá pra comer bem. Com relação à pimenta não precisem se preocupar, pois na maioria das vezes ela vem separada da comida pra você colocar, e quando vem junto eles avisam que “pica”, portanto quem não gosta pode ficar tranquilo. Claro que às vezes rola umas “pegadinhas” , mas dá pra sobrevivier (se tiver dúvida, pergunte antes e cuidado com o “pica poco”, é tipo um russo falando que faz pouco frio na Rússia). Existem muitas coisas gostosas pra se comer no México, aconselho experimentar tudo, vou colocar abaixo algumas informações de comidas que podem encontrar por lá, algumas provei outras não por esquecimento (tipo, depois vou provar isso, e acabava esquecendo). Torta de pastor: ao contrário do que o nome sugere, é um sanduíche feito com uma carne que lembra o nosso churrasco grego, é bem gostoso e tem no país todo. (PROVEI) Conchinita Pibil: é um prato feito com carne de porco encontrado no estado de Yucatán. (NÃO PROVEI) Gorditas: é um tipo de salgado recheado com queijo ou carne, a massa dela é a mesma da tortilha. (NÃO PROVEI) Mole: mole é um tipo de molho encontrado facilmente no México, existem vários tipos, o mais popular é o mole poblano, ele é feito com chocolate e pimenta, inclusive existe uma receita de frango, o chamado “pollo ao mole poblano”, por incrível que pareça é bem gostoso (e eu não curto essa paradas agridoces). Pra se ter uma ideia, a guacamole é um tipo de mole. (PROVEI) Chamoy: é um tipo de molho ou condimento, sei lá, muito comum no México, se usa em doces, sucos, e até existe uma versão da famosa michelada feito com chamoy. Tem também um tipo de raspadinha chamada chamoyada, muito popular por lá. (PROVEI) Esquites: é o milho cozido misturado com queijo, sal, pó de chile (pimenta) e suco de limão, é servido num copo. (NÃO PROVEI) Elotes: é uma espiga de milho grelhada coberta com maionese ou manteiga, leva pimenta em pó e queijo em cima. (NÃO PROVEI) Marquesita: não confundam com a Bruna (ba – dá- tum), é um doce que existe na região de Yucatán , é uma espécie de crepe enrolado em canudo com recheio, que você pode escolher, é muito bom, recomendo o de Nutella com queijo bola (um tipo de queijo comum por lá). (PROVEI) Água: se você não curte água com gás (como eu), essa dica é importante, no México, quando for comprar água, olhe o rótulo e veja se é mineral ou purificada, a mineral é a com gás e a purificada é a normal. Por não saber, tive que beber 2l de água com gás. Água de jamaica: água é normalmente como chamam os sucos por lá (tem também os licuados, mas não entendi bem a diferença, e só tomei as águas), e um dos mais populares é a água de jamaica, que nada mais é um tipo de hibisco encontrado facilmente no México, tem uma coloração roxa. Existem várias bebidas feitas com jamaica, desde sucos, vinhos e até refrigerante. (PROVEI, tanto as águas quanto o vinho de jamaica) Refresco: é como chamam refrigerante no México, diferente dos outros países onde é gaseosa. Horchata: é uma bebida feita com arroz e amêndoas, não é alcoólico. (NÃO PROVEI) No México é muito comum uns mercadinhos que lembram muito as nossas lojas de conveniência de postos de gasolina e tem várias redes, as mais populares são a Oxxo (que existe também na Colômbia) e a Seven Eleven, dá pra comprar algumas coisas básicas, mas são bem mais caras que um mercado convencional, elas quebram apenas o galho quando não tiver mercado por perto. Sugiro o cachorro-quente do Oxxo, chamado Vikingo, rola uma promoção 3 vezes por semana (um dos dias é sábado) que são 2 por 30 pesos mais um refrigerante de 600 ml. SEGURANÇA Particularmente não tive problemas com segurança no México. Na Cidade do México, pelo menos na região central era uma média de uns 5 policiais por esquina, sem exagero (em algumas tinha menos e em outras mais), nas cidades do interior também caminhava de noite numa boa. Claro que furtos e roubos existem, basta tomar os mesmos cuidados que você tomaria se estivesse em uma grande metrópole aqui que nada acontecerá por lá. TRANSPORTE Na Cidade do México dá pra se deslocar de metrô, Metrobus, trem ligeiro, além de táxi e UBER. O metrô tem 9 linhas que ligam a vários pontos da cidade, o Metrobus é uma espécie de ônibus com corredor próprio e tem uma cara de metrô, pra quem já foi a Bogotá, na Colômbia, lembra muito o Transmilênio. UBER e táxi não cheguei a usar mas dizem funcionar bem e ser barato. Nas cidades do interior não usei transporte público porque as cidades costumam ser pequenas e dá pra fazer tudo a pé, em Oaxaca usei micro-ônibus para ir até Monte Albán, em San Cristobal usei van para ir e voltar de San Juan Chamula e em Valladolid usei van e ônibus pra ir e voltar de Chichen Itzá. Os deslocamentos entre cidades são feitos pela empresa ADO (lê-se “a-dê-ó”), que é a empresa que monopoliza o transporte no México, existem outras companhias como OCC, ADO Platinum, ADO Gl, AV, entre outras que pertencem a rede ADO. Todos que peguei, mesmo os mais baratos (sim, existe variedade de preços) eram confortáveis, alguns tem até carregador de celular. Recomendo baixar o aplicativo da empresa, inclusive se comprar antecipado (tanto pela Internet quanto pessoalmente no guichê), em alguns casos sai mais barato que comprar no dia. Eles cobram uma taxa de 9 pesos junto com a passagem. Também existem transportes mais baratos, como vans (pelo menos no litoral tinha e eram mais baratos que os ADO's), mas não cheguei a testar nenhum. HOSPEDAGEM Eu fiquei nos seguintes hostels: Cidade do México: México City Hostel, localizado próximo ao Zócalo (principal praça da cidade), bem no Centro Histórico, próximo da estação Zócalo do metrô. É um prédio onde os quartos ficam no 3º e 4º pisos, a cozinha e o refeitório no 2º piso e no térreo fica a recepção, onde vendem algumas bebidas como cerveja, água e refrigerante e também adaptadores de tomada. Tem café da manhã incluído, aliás, um dos melhores que tive, é bem sortido, tem suco, café, água quente e sachês de chá, iogurte, frutas cortadas (melancia e melão), cereal, e mais alguma comida feita no dia, tipo ovos mexidos, tacos no molho (é bem apimentado, pra quem não curte, fica a dica). A cozinha é grande, tem WI-Fi (nos quartos pega meio fraco) e tem lockers individuais nos quartos. Os banheiros são separados: os chuveiros ficam em um e os sanitários ficam em outro, e os masculinos ficam no 3º piso e os femininos no 4º. Oaxaca: Iguana Hostel, fica bem no centro, é uma casa comum, meio velha por fora e não tem identificação, mas por dentro é bem legal, assim que passa a recepção tem um espaço bem grande com almofadas no chão, umas redes e mesinhas, a cozinha é bem grande e talvez uma das mais equipadas que já vi, os quartos são bem espaçosos e nas camas tem tomadas e uma luminaria individual em cada cama, o banheiro tem lugar dentro do box pra colocar roupa, toalha, itens de banho. Tem também uma churrasqueira e uma área que fica na parte de trás, subindo uma escadaria. Não possui café da manhã mas você usar a cozinha pra fazer o seu. San Cristobal de las Casas: também fiquei no Iguana Hostel (é da mesma rede do de Oaxaca), são duas casas que ficam separadas por uma enorme praça, em uma ficam alguns quartos e a cozinha, que fica na parte de cima. Na outra casa fica a outra parte do hostel, onde tem mais quartos e um bar (que só funciona aos finais de semana), não sei se tem cozinha lá também. No café da manhã você ganha uma espécie de panqueca doce bem gostosa e dá pra usar a cozinha pra fazer algo. É bem localizado (até porque a cidade é pequena então tudo acaba sendo meio perto). Valladolid: Tunich Naj Hostel, vi muita gente recomendando e resolvi apostar, é uma casa bem grande, o quarto coletivo fica ao lado da recepção, é bem grande, os banheiros ficam nos fundos (tem saída pelo quarto), a cozinha também é externa, fica bem localizado (mesmo caso de San Cristobal). No primeiro dia você ganha um café da manhã de cortesia. O dono e os funcionários são muito simpáticos. Tulum: Nativus Hostel, é um grande casarão com uma cozinha não muito grande, uma enorme sala, os quartos ficam no andar de cima e tem ar condicionado. Tem um único banheiro interno e os outros ficam do lado de fora, próximos da piscina, tem café da manhã incluso, com pão de forma (tem uma torradeira se quiser usar), manteiga, geleía, cereal, café e água quante para fazer chá. O único problema é que se chover muito a rua enche (não chegou a alagar totalmente, mas na esquina tinha que desviar do pequeno lago que formou). Localização também é boa, próximo do terminal e de mercados. Playa del Carmem: Enjoy Playa Hostel, fica há uma duas quadras da 5ª Avenida (a principal da cidade), é por andares: a recepção, a cozinha (que é bem apertada) e o bar ficam no térreo, os quartos e os banheiros no andar de cima e tem um terraço com refeitório e redes. O café da manhã é simples mas bom: café, chá, frutas, pão com manteiga ou geleía e cereal. O staff é ótimo e a localição boa, perto de tudo, inclusive se caminhar umas ruas pra trás tem um Wallmart gigantesco. Cancún: Mermaid Hostel, fica no centro da cidade, tem um grande mercado próximo e andando um pouco tem um enorme Wallmart. Também não é muito longe da rodoviária, e andando duas quadras tem o ponto onde pega os ônibus que vão para a praia. O hostel tem uma enorme sala, a cozinha é razoável, no café da manhã eles disponibilizam os ingredientes para cada um fazer o seu (pão de forma, café solúvel, chá, leite, cereal manteiga, geléia, ovos, alguns temperos, tem chaleira, torradeira). Os quartos têm ar-condicionado e banheiro interno, tem uma área externa com redes. No geral, não tenho nada a reclamar de nenhuma hospedagem do México, mas sempre pesquiso bastante e usei o Booking para fechar todas as reservas, além de pegar umas ofertas ainda tenho pontos que me dão mais vantagens em futuras reservas. LEMBRANCINHAS Melhor lugar pra comprar lembrancinhas é na Cidade do México, os preços são melhores, recomendo os mercados La Ciudadela e San Juan (San Juan tem dois, o normal e o de lembrancinhas, esse fica na Ayuntamiento, em frente a bodega La Europea). No restante do país também é possível encontrar bastante coisas, mas os preços em geral são mais altos (se pesquisar direito talvez até ache algo mais em conta). Em relação a bebidas, se for comprar mezcal, compre em Oaxaca, é mais barato e tem mais variedades, recomendo também o vinho de jamaica em San Cristobal de Las Casas, muito bom e só vi por lá. Tequila é fácil comprar em qualquer lugar, mas recomendo olhar o Wallmart, o Soriana e a rede La Europea, há marcas boas com variedades de preços (às vezes uma marca é mais barato em um lugar e mais caro em outro). Segundo me recomendaram, as marcas consideradas boas são 1800, Corralejo, Dom Julio, Herradura, e lembrem-se de olhar o rótulo, tem que estar escrito 100% agave, e fujam das “triple destilación”. Pelo menos foram as dicas que me deram por lá. Segue abaixo uma planilha que elaborei com custos e roteiros que fiz pro lá. Continua... Planilha México_2017.xls
  3. Antes de criar este relato, olhei a lista de tópicos e vi que praticamente todas a viagens de carro da página estavam com Atacama em destaque. Ainda assim, gostaria de compartilhar minha experiência, tanto para retribuir as dicas e informações que consegui em outros relatos lidos quanto para tentar acrescentar com a minha viagem que teve não teve um único objetivo ou foco, percorrendo diferentes regiões e desfrutando de diferentes níveis de conforto ao longo da jornada. Tentando contextualizar brevemente, eu moro em Presidente Prudente, sudoeste do estado de São Paulo, e minha namorada mora em Cascavel, oeste do Paraná, próximo já de Foz do Iguaçu, terra das Cataratas do Iguaçu e tríplice fronteira com Paraguai e Argentina. Percorro mensalmente essa distância de quase 500km para visitá-la. Também já fiz diversas viagens de carro pelo sul do Brasil. Já fui do Paraná ao Acre numa época em que meus pais moraram por lá. Então, posso dizer que estou habituado com trajetos médios e longos na estrada. Além disso, já aluguei carro em viagens internacionais por EUA, México e Aruba, porém sempre para deslocamentos próximos. Ainda assim, nunca tinha cogitado uma "roadtrip". Foi então que, entre o final de 2017 e início de 2018, buscando um roteiro de férias para março/abril de 2018, eu e minha namorada não conseguíamos ficar satisfeitos com destinos muito "manjados", passando, por exemplo, apenas por Buenos Aires ou Santiago. Começamos a aprofundar a ideia de ir até Santiago e alugar um carro lá para conhecer os arredores, mas queríamos algo mais para o lado de natureza e paisagens. Tentamos simular um "multi-trechos" incluindo Buenos Aires e El Calafate ou Ushuaia, mas os valores e a quantidade de atrações que queríamos conhecer não cabiam em nosso orçamento e nos dias que teríamos de férias. Foi então que, após alguns relatos de amigos locais, pensamos: porque não irmos de carro? E para onde conseguimos ir de carro, com um mínimo de conforto (sem precisa acampar e cozinhar), com um orçamento de uns 10mil reais e com 15 dias de férias, que inclua natureza e paisagens legais? Voltamos àquela ideia de Santiago, mas logo adicionamos o deserto do Atacama! Daí em diante, foram horas, dias e semanas de pesquisa. Consegui muita informação nos tópicos aqui do forum, juntei com algumas coisas de blogs de viagens e finalizei com decisões e escolhas pessoais. Foi aqui que saímos do foco da maioria que concentra a viagem numa região e tentamos colocar alguns contrastes: ver o deserto mais seco do mundo mas ver também o Pacífico pela primeira vez; ficar num povoado com ruas de terra como San Pedro do Atacama e depois numa metrópole como Santiago; se hospedar em hostels ou hotéis baratos na maioria dos lugares mas ostentarmos em hotéis chiques em La Serena e em Mendoza; e por aí vai... Nosso roteiro ficou assim: (ver imagem anexa) OBS: Não consegui colocar todas as cidades relevantes (pernoites/passeios) no mapa pois o Google limita. Mas a lista completa ficou assim: Presidente Prudente/SP Foz do Iguaçu/PR Resistencia/ARG Salta/ARG San Pedro de Atacama/CHI Antofagasta/CHI Copiapó/CHI La Serena/CHI Vinã del Mar/CHI Santiago/CHI Mendoza/ARG Santa Fé/ARG Nos próximos posts, vou relatar cada um dos dias, tentando destacar algo que considerei mais interessante ou que seja uma dica mais valiosa para quem interessar. Foram quase que exatamente 8.000 km percorridos, somando todos os deslocamentos (tanto estrada entre cidades quanto o que rodamos para os passeios etc), feitos em 19 dias, entre os dias 13/04/2018 e 01/05/2018 (feriado do dia do trabalhador) sendo que dois deles viajei sozinho: o primeiro de Presidente Prudente/SP até Cascavel para buscar minha namorada e irmos até Medianeira/PR dormir na casa dos meus pais, e o último fazendo o inverso. Atualizando com uma das fotos mais "sugestivas" que encontrei para resumir a viagem: Salinas Grandes by Elder Walker, no Flickr
  4. brunooliveira1901

    Cuba, México e Panamá! 28 dias

    3Dia 1 (05/02) Cheguei em havana por volta de meio dia. Voo tranquilo. Aeroporto bem modesto. Começamos já a perceber o que é Cuba. Troquei 300 euros no próprio aeroporto (tinha lido que as taxas não variavam, porém já não sei mais se é assim. Hoje vou verificar isso). Gastei 30 cups do aeroporto até o Hostel Casa de Ania. (acredito que seja esse o preço mesmo, também não estava afim de chorar preço tendo em vista que queria chegar logo e deitar.) Ao chegar dei uma deitada, já comecei a me ambientar em relação à internet (aqui no hostel é 50 cents meia hora, 1 cup 1 hora, sem promoção mesmo. Rs), e logo depois saí para almoçar e começar a conhecer Havana. Do hostel é perto para andar pelo “Malecón”. Encontrei um restaurante agradável e resolvi almoçar por ali mesmo (La Abadia. Comida justa. Pareciam mais especialistas em frutos do mar e tal, mas não tava afim disso naquela hora. Comi um Fricassé de frango, pedi uma água e uma sobremesa, muito boa por sinal. Tudo deu 6,60 cups). Após isso foi seguindo o Malecón até chegar ao “Museo de La Revolución”. Andei bastante, porém encontrei. 8 Cups a entrada. Museu bacana (modesto como tudo em Havana), e com um grande aporte histórico e cultural. Conta a história da revolução de maneira bem simples e didática. Tem uma parte reservada para Che guevara e outro malandro lá que não conhecia. “Cienfuegos”. Vale a pena ler e saber um pouco mais sobre a história dessa galera. Tem um anexo ao museu, com alguns carros, jipes, “tanques”, aviões, barcos, botes, mísseis, tudo que participou e teve a ver com a revolução. Saindo de lá fui em direção à “Habana vieja”, andar por lá meio sem destino mesmo. Acabou que lembrei do “Bodeguita del Medio”, e resolvi procurar por ele. Dei uma sorte que tinham umas placas indicando o lugar. Ao chegar já ta rolando um som bem característico de Havana e uma galera na rua tirando foto e tomando, é lógico, o Mojito da casa. Não fiquei por ali muito tempo, nem quis tomar o mojito, pq eu começava a sentir o que depois me daria mais dor de cabeça literalmente. Estava me sentindo meio tonto, dor de cabça e gargante inflamada. Resolvi tomar esse Mojito depois. Rs Saí de lá e logo ali próximo tem a “Catedral de Havana”. Entrei, rezei e agradeci. Depois fiquei sentado na calçada observando o pessoal que passava e ouvindo uma bandinha que tocava num restaurante que ficava em frente. Tem uma “baianas cubanas”, vamos assim dizer, que ficam tirando foto (dão uma risada maneira, colocam um charutão na boca e o gringo senta no meio das duas.). Fiquei um bom tempo ali (tava cansado e como já disse, tava meio na merda já). Gastos (1º dia) Táxi (aeroporto-hostel) 30 cups Almoço (La Abadia) 6,60 Museo La Revolucion 8 Cups Água pequena 1 Cup Sloppy bar (2 cervezas e 1 tapa) 10 cup 1 burrito no hostel 3,50 cup 1 agua grande 2 cup Dia 2 (06/02) Depois de uma noite de muito frio (ar condicionado insano do quarto do hostel), eu acordei com muita dor de cabeça, dor na garganta, nariz escorrendo (resumindo, tava bem podre). Perguntei pro cara aqui do hostel onde comprar remédio, e ele me recomendou ir ao Hotel “Habana Libre”, pois lá tem “tiendas” estrangeiras. Chegando la, consegui achar a farmácia para estrangeiros. Dipirona comprada e imediatamente tomada (8,15 cuc), só me restava sair batendo perna pra conhecer um pouco mais de havana. Pesquisando no mapa que o Hostel me deu (dei mole, esqueci de baixar o maps.me e fazer o download do mapa de cuba...e no wi-fi do hostel não era possível isso, então era tudo no mapinha que me deram...mas cumpri bem a missão.), resolvi ir à faculdade de Havana. Desci a “Calzada de Infante” e me deparei com a bela universidade. Subi as escadas, tirei umas fotos, e saí entrando na facul. Como é fevereiro, acredito que não tinha muita gente. Achei que tinha pouco, mas ainda sim tinha uma galera lá. Andei um pouco mais por lá e depois saí. Después, eu tava meio sem rumo (normal), porém lembrei que ainda não tinha passado no Capitólio. Andei bastante (eu ando mesmo, gosto de ir observando tudo), mas recomendo pegar um taxi . O capitólio atualmente está em obras (24 de fevereiro é a data que acaba toda a obra), com isso só era possível visitar um lugar chamado “Al Mambi desconocido” (restos mortais de um soldado que lutou na guerra de independência de Cuba) . É muito bonito. Logo que vc chega tem umas meninas que são guias (de graça), e ela te explica a história do capitólio, o pq ele foi construído, que não é uma replica igual do capitólio de Washington (e que inclusive é mais alto), e o significado das diversas estátuas, e outras coisas que tem por lá. Acredito que depois de 24 de fevereiro, seja mais bacana. Será possível visitar todo Capitólio. Saí do Capitólio, tirei mais algumas fotos (a região em volta do Capitólio é bem bonita. Tem uns hotéis famosos por ali), e quando avistei aqueles ônibus de turistas, resolvi entrar. Seria bom pra chegar no Memorial José Martí e não andar que nem um doido. O esquema do ônibus é o mesmo utilizado em outros países. Vc paga 10 cuc e tem uma certa faixa de horário pra vc utilizar (bastante tempo, quase o dia todo). Pois bem, saltei no memorial, muito bonito por sinal (1 pra subir e ficar na parte externa tirando foto, e mais 5 cuc se vc quiser entrar no museu e no “mirante”.). Nessa região também ficam aqueles prédios com a caroça do Che Guevara e de um outro malandro. Novamente entrei no busão, ele andou pra cacete, foi até um “município” chamado Playa (no caminho tem bastante hotel bacana, inclusive passou por uma escola de mergulho....pode ser que eu passe por lá esses dias), não achei mais nada interessante (tem um cemitério enorme também....tem um pessoal que visita lá...não fiz questão.). No final, ele para tipo num ponto final, espera pra ver se a galera vai sair pra comer (ng saiu) e volta. Tava morrendo de fome, e nem sabia mas ele passava perto da região de perto do meu hostel. Comi e voltei pra usar uma hora de internet e descansar....se melhorar, de noite quero ouvir umas musicas por aqui. Gastos 2º dia Desayuno “A La Cubano” 3,50 cup Remédio 8,15 Bustour 10 Memorial José Martí 06 Almoço 14,20 Àgua 0,70 3º dia (07/02) Bem, acordei 1h30 da manhã com um casal fazendo saliências no quarto (inveja branca), e também com dor de cabeça e nariz entupido (o efeito do remédio estava na hora de acabar), porém dei um jeito e dormi sem tomar remédio mesmo. Acordei às 07h00, tomei um banho gelado, tomei o remédio e pedi o café da manha no hostel (muito bom por sinal, amanha vou repetir!). Tinha definido que iria conhecer Habana Vieja como um todo. Tirei foto do livro guia de Cuba aqui do hostel, e parti! Fiquei esperando aquele ônibus tour que falei anteriormente durante uma hora (na real eu bizonhei, pq o ônibus só começa a operar a partir de 09h e passa no ponto aqui perto do hostel às 09:30.). Bem, esperei o danado e embarquei. Dessa vez eles me deram um guia com todas as paradas, o que facilita vc se guiar. ( ou vc pode tirar foto da placa que fica em todo ponto de ônibus). Lendo o guia, eu achei que ia atééé o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, porém descobri na hora que não. O último ponto te deixa num mercado (bom pra comprar lembranças). Saí nesse último ponto, dei uma volta la dentro, mas não estava afim de comprar nada. Saí de lá e resolvi caminhar beirando a orla. Beirando a orla, eu vi o lugar onde a galera pegava o ferry pra ir pro outro lado da baía. E aí resolvi pegar essa bagaça e ver como chegava no bendito do forte do outro lado da baía. Por lá vi alguns turistas meio perdidos, mas geral na esperança de chegar lá. Não foi difícil, peguei o ferry pra Casablanca (bem rápido, uns 10 minutos pra chegar), e de lá é só subir a rua que vc chega na entrada do forte. Pra minha surpresa, só aceitam CUP na entrada, e não CUC (WTF???), a entrada é 3 cuc, mas deixei 3 cup lá mesmo (o que me arrependi depois) e entrei. Outra surpresa que tive, é que o lugar tava cheio pra cacete! Tava rolando a “Feira do Libro Cubana”, cujo o país convidado especialmente era a China! Rs. Show. Bem, muitos estudantes, gente pra cacete mesmo, dei uma andada no forte (que é imenso!), mas não me interessei em nada. Queria mesmo conhecer o lugar, a questão dos livros eu tava descartando. Primeiro vc entra nesse primeiro forte, depois vc tem q descer, pagar uma outra entrada (achei bizarro isso! Pq não cobrar logo uma entrada pra tudo??) e vc vai pro outro forte. Chegando no outro forte, que é o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, tinha várias barraquinhas vendendo artesanatos (muitas na verdade. Não sei se é sempre assim, ou pq tava rolando a bienal do livro cubana lá.). Não tinha nada falando sobre a história ou coisa parecida. Se tinha passei despercebido, pq o movimento era mt grande. Tb tinha bastante barraca de comida e coisas afins (para fins de curiosidade, lá tem uma farmácia internacional! Sim, no meio do forte! Rs. Comprei meu neosoro cubano lá.).). Tirei fotos, explorei o lugar, e resolvi sair. Andei tudo de novo ao contrário, até o lugar do ferry. 1 CUP! A passagem é 1 cup! Foda que a gente acaba pagando mais caro, mas como tinha trocado antes lá no forte, paguei o justo na volta. De volta à Habana Vieja, resolvi visitar aqueles lugares que tinha colocado como objetivo no início do dia kkkkk. Fui nas plazas (Plaza de armas, Plaza de San Francisoe pra finalizar a Plaza Vieja). A que mais me chamou a atenção foi sem dúvida a Plaza Vieja. Muito bem conservada e bonita, parei num “Brew Pub” e fui tomar minhas cervejas. Dei sorte que sentei em frente à bandinha, e pude acompanhar eles tocando. 3 cup cada chopp (achei justo pelo lugar e pela qualidade), peguei um taxi (fiquei puto pq perdi o papel do ônibus! O Planejado era voltar o o bustour, porém perdi o bendito papel em algum lugar....). No taxi o maluco me fez uma oferta sobre uns charutos, e comprei (20 cuc numa caixa com 20 mini charutos. Depois me digam se ta caro, ou se me dei bem. Se é que é verdadeiro.kkkk). Vou tentar agora colocar os gastos...kk Gastos 3º Dia Café da manha hostel 3,50 Bustour 10 Passagem de ida pra “Casablanca” 1 cuc Entrada no forte 3 cuc Almoço 10 cuc Entrada no outro forte 3 CUP (troquei numas barraquinhas azuis) Volta no ferry 1 CUP (peguei o bizu) Cervezas na plaza vieja 09 CUC Churros 0,75 cuc Pizza 02 cuc Taxi 06 cuc Mini charutos 20 cuc Janta 3,50 cuc 4º Dia (08/02) Melhor noite dormida! \0/. Consegui dormir de boa. Achei que ia sair na noite de ontem. Mas caí no sono quando parei pra ler um pouco (21h, rs / Stephen King – A redoma). Bem. Acho q acordei de madrugada, mas não lembro. Dormi bem mesmo. Acordei 07h. Acordei. Bati um papo com a galera (ou tentei), tomei café da manhã, banho e saí. Resolvi ir à praia hoje. Perguntei ao cara da recepção e ele me disse que bastaria eu pegar um taxi colectivo até o Capitolio, e de lá pegar outro. (achei bizarro pq disse que ia só dar 2 cucs tudo). A primeira parte deu certo. Paguei 3 CUP até o capitólio, muito barato, mas chegando lá não encontrava o taxi colectivo para Playa de Este. Os taxistas só me ofereciam viagem “solo” (50 cup, 25 cup...). Quando tava desistindo, perguntei a mais um, e ele me ofereceu à 10 cuc. Parti. Até achei justo pagar esse valor pq o lugar é longe, porém por aqui isso é caro. Enfim, cheguei em Ganabo, praia grande, bonita, estilo caribe (areia branca, mar com aquela coloração típica, porém a agua era fria. Rs. E porra, tinha várias águas vivas cubanas (são azuis) e queimam. Entrei, fiquei um tempo lá e depois só fiquei de boa na areia lendo meu livro e pegando sol). Almocei por lá, comprei um chapéu (??kkk). Na hora de voltar descobri que tinha um bustour pra lá tb. (05 cuc!! Pqp, eu e minha mania de gastar dinheiro de bobeira.) Mas beleza. Vivendo e aprendendo. Rs. O ônibus deixa na Plaza Central. Dei uma volta por lá, mas não fiz nada de interessante mais.... Voltei andando mermo pro hostel. Rs Vamos ver se hoje dou uma saída e falo um pouco da night cubana....Adiós. E preciso melhorar meu inglês rs. Gastos 4º dia Café da manhã hostel 3,50 cuc 1º Taxi colectivo 3 CUP 2º Taxi coletivo 10 CUC Chapéu 05 cuc Bono 50 CUp Almoço 7,50 cuc Mercadin 02 cuc Volta Bus tour 05 cuc Cerveja hostel 3 cuc 5º dia (09/02) Bem. Não saí ontem. Acordei, dormi um pouco mais. Hoje estava sem planos de turismo. Fiquei enrolando e lendo no hostel até meio dia mais ou menos. Saí para procurar o “Zuerra e el cuervo”, e para comprar meus imãs de viagem. Andei pra um lado que ainda não tinha ido, nada de interessante...Achei a “Avenida de Los Presidentes”, mas não me interessei. Na volta, consegui achar o bar (era o mesmo que já tinha visto, o da cabine telefônica....). Parei num bar ali do lado pra tomar minhas cervejinhas de lei, e observar a galera. Almocei, voltei ao hostel. Vi que precisava trocar mais 20 dólares pelo menos para curtir um pouco da noite de hoje. (vai que....) Gastos 5º dia Café da manhã 3,75 Cambio de 20 dolares (17,50 cucs) 3 imãs 3 cuc Almoço 7 cuc Água 0,70 cuc Impressão de Cuba Bem, eu realmente achava que encontraria um país mais “fechado”, com menos influências estrangeiras (músicas, roupas e etc), e um pouco mais de miséria. Porém não foi bem isso o que vi. Sim, realmente a cidade precisa muito de uma reestruturação e de obras (grande maioria dos casarões e prédios de havanas com a aparência de abandonados e necessitando, a meu ver, de reformas estruturais urgentes), os carros são bem antigos e inseguros (cinto de segurança e air bag não existem), apesar de nesses 5 dias não ver nenhum absurdo no trânsito. E também uma grande quantidade de lixo, em algumas esquinas, nas gramas e etc. Não sei se pelo fato de estar em Havana, capital de Cuba, a população aqui tenha uma condição melhor. Mas o que me parecia é que todos estavam acostumados a viverem com o que tem (apesar que me assustei com a quantidade de celulares, caixinhas de som bluetooth, carros novos e outros apetrechos eletrônicos. Não esperava ver tantos) As pessoas me pareceram ok com tudo isso. Não vi ninguém reclamando, nem demonstrando insatisfação (ok, só fiquei 5 dias). Crianças na rua, não vi. Geral com uniforme. Bem, depois que acabavam as aulas, deu pra ver várias dando rolê na cidade. Mas não me recordo de nenhuma pedindo dinheiro, ou “trabalhando”, como podemos ver no Brasil. Mas me pareceram com qualquer adolescentes na idades deles, andando em bandos com uma caixa de som bluetooth tocando reggaeton a todo volume. A internet funciona em alguns pontos da cidade. Onde vc ver um monte de gente sentada, mexendo no celular, é pq ali é um ponto de wi-fi. Compre seu cartão, digite a senha do wi-fi e aproveite pra navegar na internet. Não há engarrafamentos (poucos carros). A estrada até Ganabo me pareceu boa (sem buracos). A região da praia achei muito bem conservada e bonita. Me surpreendeu. Até pelo que li, dizendo que ali é uma praia que os cubanos frequentam, e não a massa dos turistas. A mensagem de Fidel castro e Che Guevara é forte e presente em toda cidade. Em lojas, em casas, nas praças, em prédios públicos, podemos ver fotos dos dois e mensagens sobre a revolução. Acredito que grande parte da população apoie o governo e a revolução. Muitos turistas caminhando por havana, não senti presença de violência em nenhum momento, ou insegurança de caminhar por alguma rua. De noite as ruas são pouco iluminadas, mas ainda sim não há perigo. No geral, achei muito válida a minha passagem por esse país que gera tanta curiosidade pelo fato de ser um país Comunista, socialista e etc. Voltaria para conhecer as diversas praias (Varadero, Cayo Largo e etc.). Preciso deixar aqui a conversa que tive com o taxista a caminho do aeroporto. Começamos a conversar sobre Cuba, e as impressões que geralmente o país deixa para os estrangeiros. E da mesma forma que eu fiquei, normalmente os outros turistas também ficam. Achando que era bem pior, e quando chega em Havana, vê que não é bem assim. Chegamos no assunto que os cubanos não saíam da ilha, nisso ele me disse que seus pais, que trabalharam e moraram toda vida em Havana, NUNCA conheceram outros lugares de CUBA, por não deixarem. Ele mesmo, o qual a profissão era taxista, só conheceu outras cidades pq foi a trabalho. Ele me disse da vontade de conhecer a Espanha e de voltar, disse que não queria sair de Cuba, apesar de muitos cubanos quererem. Como ele disse, e como pude ver, Havana e Cuba sobrevive muito em parte do turismo, o que caiu um pouco depois do Trump, se não me engano. Muitos cruzeiros que paravam em Havana, agora já não param mais. CHEGADA AO MÉXICO 6º Dia. (10 /02) Cheguei ao México da mesma forma que em cuba, de ressaca e com sono! Rs. Porém foi por uma razão muito justa. Galera do hostel lá em cuba animou pra sair em Havana, (Fábrica de Arte. Muito bom lugar! Vários ambientes, realmente tem mostra de artes, mas tem reggaeton, tem show de banda de jazz cubana, tem bar, tem bastante coisa. Altamente recomendado). Cheguei na Cidade do México às 09h aproximadamente, e como é bom voltar pro capitalismo.....rs. Após passar pelos trâmites normais de entrada em qq país, fiz um lanche, tomei um café no Starbucks, e já consegui comprar um chip (sincard) aqui do México. Chamei um Uber e fui ao Hostel. Estava tendo tipo um comício, ou algo do tipo no Zócalo (local onde fica a bandeira enorme do México). Pegamos um trânsito básico, mas cheguei ao hostel. Como o check in era só às 14:00 (não fiquei nada feliz, queria deitar), guardei a mala no hostel e fui dar uma volta próximo ao hostel. A rua estava muito cheia, devido ao comício que disse anteriormente. Entrei na Catedral Metropolitana do México. Muito bonita! Entrei, fiquei bem surpreso com a igreja, assisti ao finalzinho da missa, e depois tirei umas fotos por ali. Voltei ao hostel, pois estava muito cansado. Nesse dia não fiz mais nada praticamente. Li, depois fui ao terraço. Tem um espaço bem legal, tomei umas cervejas, mas logo depois desci. Tava sem clima, e a música também não ajudava (algum tipo de deep lounge house music kkkk). Ah, senti a altitude um pouco. Coração palpitante, ruim pra dormir. E um pouco ofegante. Porém nada absurdo. Gastos (que lembro) Adaptador 100 pesos Hostel 600 pesos Almoço 200 pesos mais ou menos Sincard (chip) 195 Starbucks e carls jr não lembro Cervejas (não lembro quantas) 40 pesos cada. Bebi umas 6? 240 pesos Água e pãozinho 50 pesos? 7º Dia. (11/02) Após uma noite boa de sono. Era dia de andar. Resolvi fazer as coisas mais próximas ao hostel, já que eu estava no centro nervoso da cidade. Passei no museu da economia (bacana, paguei 65 pesos era promoção pq era cedo, 09:30.). Fiquei uma hora lá mais ou menos e peguei a direção ao “Palacio de Mineria” e “Museu Nacional de Arte”. Entrei somente no “mineria” (era de graça e tava vazio rs). No museu nacional de arte tinha uma fila bacana pra entrar e não tava afim de ficar ali. Segui em direção ao “Palacio de Bellas Artes” (muito bonito, tanto por fora, quanto por dentro). A entrada era de graça, então entrei. Não conheço, e nem sei opinar sobre arte, mas lá fui eu ficar vendo quadros de Diego Rivera. Maneiro os quadros. Tinha bastante coisa sobre as culturas ancestrais do México. Mas passava, olhava, se fosse ler tudo eu tava lá até agora. No último andar era sobre decoração de interior. Poha, nem subi. Dali segui para a “Torre Latinoamericana”. Paguei 110 pesos, e subi. É bacana, dá pra ver a cidade toda, ter uma noção de onde é cada coisa, a distância e tal, e uma linda visão do Palacio Bellas Artes e do parque em frente (que acabei não indo). Fiz um lanche por lá (150 pesos eu acho, nachos com carne, bem bacana, e um sanduiche com frango, queijo e presunto, bacana também.) Desci e fui em direção à “Plaza de la Constitución”. Como já tinha ido à Catedral, fui em direção ao “Museu de la Ciudad”. Confesso que caguei quando vi a frente do negocio. Voltei pra “plaza” pra ir ao Palácio Nacional. A entrada lá é de graça, vc deixa seu passaporte, guarda a mochila e pega tudo na saída. Muito bonito lá dentro. Tem uma parte só destinada ao Benito Juárez (grande líder dos mexicanos), e depois vc segue e encontra vários paredões pintados pelo Diego Rivero, que trata muito da história do México. Bem bonito. Saindo de lá andei pelas ruas, queria ir ao “Templo Mayor”, mas deixei pra outro dia pq eu estava bem cansado de caminhar (talvez ainda pela altitude). Gastos Torre Latinoamericana 130 (paguei mais 20 pra ir num museuzinho lá) Lanche 150 pesos acho Museu da economia 65 pesos Café 32 pesos Chocolate 36 pesos 8º Dia (12/02) Mermão, passa rápido essa poha. Bem, hoje acordei meio tarde, esse colchão ta foda de dormir. Bem, caguei pro café da manhã, acordei, me arrumei e saí rumo ao museu da Monocelha, ou também Frida Kahlo. Porra, estudei mapa, entrei na internet pra ver caminho, decidi ir de metrô, fui feliz da vida, troquei de estação, andei pra cacete. Cheguei, tava fechado..... Beleza, não tinha me atentado ao detalhe do museu da monocelha não abrir segunda. Daí decidi dali mermo rumar à “Basílica de la Virgen de Guadalupe”. Voltei pro metrô, olhei o mapa de estações (aliás o metro da cidade do México anos luz à frente do Rio de Janeiro, por conta da quantidade de estações e de conexões. Achei bacana.). Achei de boa, e cheguei. Logo ao sair da estação vc já ve muita gente. Me lembrou muito a nossa Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Muita loja, lugar pra comer, galera vendendo coisa na rua e por ai vai. O lugar é bem legal e carregado de história. Logo ao entrar, já percebe-se a basílica nova à esquerda, muito bonita por dentro (por fora achei meio bizarro). O lugar além da basílica nova e da igreja de Nossa Senhora de Guadalupe (que vc tem q subir vários lances de escada), conta com mais outras igrejas, cada uma muito bonita (tortas como as igrejas do Mexico, rs), e com sua história característica. Achei muito válido a ida. O que achei bem bizarro, é que enquanto tá rolando a missa, tá um baita de um barulho lá fora de bandinha mexicana, tocando as musiquinhas deles, e poha, dentro da igreja tem q se concentrar pra escutar o que o padre ta falando. Acho que isso podia ser mais bem controlado. Mas enfim.... Saindo de lá passei numa das lojinhas pra comprar umas lembrancinhas sobre Nossa Senhora de Guadalupe. Após essa visita, já era quase 3 da tarde, e eu ainda não tinha decidido o que fazer. Ia para o Castelo de Chapultepec. Mas ai lembrei da monocelha e decidi ver no tripadvisor. Tava fechado na segunda também. Assim como o Templo Mayor. Voltei para o hostel, e lembrei do “Paseo de La Reforma”. Peguei o bustour e me fui. Antes parei no “Monumento a La Revolución”, bacana (80 pesos se não me engano), tem uma vista bonita da cidade, além de entender sobre o monumento. De lá peguei o ônibus de novo e fui para o “Paseo”. É a Avenida Paulista deles. Porém achei mais insana, mais moderna e mais bonita. Andei bastante por lá, tirei umas fotos do “Monumento de La Independencia” . Peguei o ônibus e voltei. Amanhã partiu visitar as pirâmides e o Castelo de Chapultepec. Prioridades Gastos Bilhete de metro (comprei 3, usei 2) não lembro Recarga de celular 200 pesos Café da manha insano perto da monocelha 130 pesos Agua 12 pesos Lembrancas (55 pesos) Bustour 160 pesos Dorito e Pepsi 100 pesos Burger king + mcflurry 200 pesos (mais ou menos) Agua 30 pesos 9º Dia (13/02) Boa tarde, hoje é dia 22/02/2018 e eu literalmente não escrevi nada desde o décimo dia de viagem. Rs (hoje é o 17º dia, fudeu, muita coisa pra escrever. Rs) Bem, Nesse dia, como dito anteriormente, fui às Piramides e ao Castelo Chapultepec. Até as Pirâmides. Bem, como queria chegar cedo, pedi um uber como Wi-Fi do hostel e fui, pegamos um baita de um engarrafamento pra chegar, mas cheguei por volta de 09h. Se não fosse o engarrafamento, teria chegado 08:30 ou até antes, e encontraria o local beeeem vazio. Mas mesmo assim estava bem vazio ainda, a maioria das lojinhas fechadas ainda e tal. O que eu recomendo fortemente aqui, é que vc CONTRATE guias! Sua visita vai ficar muito mais interessante e produtiva! Logo na entrada, um guia veio me oferecendo se não me engano 900 pesos para as duas primeiras partes (que era a primeira “plaza”deles de rituais e tudo mais, e a Pirâmide do Sol, por 900, tudo se não me engano era 1200 pesos). Como estava sozinho, pensei um pouco, até esperei pra ver se alguém queria, mas deixei meu obrigado e resolvi caminhar um pouco mais até entrada (nesse instante eu estava na entrada do estacionamento do local). Na entrada realmente do sítio arqueológico, tinha um mulherzinha lá, e ela me ofereceu 600 pelas duas primeiras partes, chorei por 500 e ela aceitou (por estar só). Realmente engrandece muuita a visita ao local! Dei sorte de no caminho encontrar um casal de brasileiros, e perguntei se eles não queriam a guia também. Eles aceitaram e fizemos um acordo na hora de pagar 600. Ficou bom pra todo mundo. O local é muito foda. A história de como a galera construía, e reconstruía a cada 54 anos (ciclo do sol), o material que eles usavam, era tudo na carcaça, é muito interessante. Para subir nas pirâmides é possível (na do sol até o topo e na da lua até uma certa parte). Outra coisa boa de lá é comprar “regalitos” e lembranças. A galera lá é ávida por negociar. Negocie, pq eles curtem. Levei uma “faca” teotihuacana, e um imã, por 280 pesos. Eu acho que vlw a pena, a faca é bem legal. Na saída também tem umas vendinhas, pra comer, e comprar outros regalos. Vale a pena também. Na hora de voltar, é muito fácil. Passa de 20 em 20 min um ônibus em direção à Cidade do México. (não lembro o valor, mas algo como 30 pesos.). O ônibus te deixa no terminal norte (próximo à estação da basílica de Guadalupe). De lá, meu plano era ir para o Castelo de Chapultepec. Dito e Feito, peguei o metrô, e soltei numa estação perto. Em volta do Castelo de Chapultepec existe um parque muito bonito, que inclusive tem outras atrações por lá (zoológico, museus, do outro lado da rua tem o Museu nacional de Arqueologia, queria ir, porém não deu tempo, dizem que é muito interessante!). Bem, caminha um pouco lá por dentro, sobe uma ladeira bacana e chega ao Castelo de Chapultepec. Lá atualmente é o Museu de História Nacional. Muito bacana também e dá pra se ter uma idéia legal da história do México, até os dia atuais. O que fiquei PUTO, é que o museu fechava as 17h, e o que eu mais queria ver e conhecer, era sobre os cadetes que defenderam até o último momento o Castelo, quando na invasão dos americanos ao México. A história é muito bonita e tem alusão à esses garotos em toda a cidade do México. Quando cheguei na sala que contava a história deles, um tiozinho me chutou de lá falando que tinha dado 17h....Bem ok. Tinha esquecido, mas nesse dia de manhã fiz o check-out e deixei minha mala no hostel. Minha passagem era à 23:59 pra Guanajuato. Ia de metrô pra rodoviária. Mas poha, de noite pra cacete e o Uber tava dando uns 15 conto. Fui de Uber. 10º dia (14/02) Po, ônibus maneiro (ADO, paguei uns 600 pesos), cheguei por volta de 04:30 em Guanajuato. Frio da porra, esperei um pouco pra ir pro Hostel (30 min, deveria ter esperado mais, bem mais.). Peguei um taxi até o Hostel Casa de Dante (recomendo). POORRA, não tinha ninguém pra me atender naquela mierda, e tive que esperar até 07:30 o maluco chegar. Mas ok. Quando chegou, ele já fez logo meu check in (por mais que fosse só as 14h, e eu estava com mt sono, então vibrei quando pude dormir um pouco). Acordei ao meio dia e desci para o centro e para conhecer a Cidade. Do local do Hostel até o centro da cidade era uns 15 minutos caminhando. O que pra mim é de boa. A cidade (pelo menos a parte histórica e turística dela é bem pequena), então fiz tudo andando. No primeiro dia, já fui logo no “museo de las momias de Guanajuato”. (70 pesos). Po, confesso que não é uma das coisas mais legais que vi na viagem. Uma porra de monte de cadáver lá, e não entendi muito bem a história (garanto que vou ler no wikipedia ainda). Mas como é uma das atrações da cidade, eu fui conferir rs. No primeiro dia, eu basicamente só andei mesmo pela cidade, e conheci as múmias. No final do dia, Fiz umas amizades no Hostel e saímos pra comer, beber e depois bailar um pouco. (Aqui eu deixo a Boate Grill como forte recomendação!!, era uma quarta feira e tava cheio pra cacete e fui feliz lá! Rs – 50 pesos a entrada e 40 a cerveja). 11º dia (15/02) No dia seguinte acordei de ressaca, lógico, e também tinha decidido não ficar lá mais tempo, e no dia seguinte seguiria para Guadalajara, e depois para Sayulita (não estava no meu roteiro inicial!). Voltando à Guanajuato, Fui conhecer o mirador, pra ver toda a cidade, paga coisa de 70 pesos pra subir e descer no Funicular. Bacana! Depois conheci outras coisas da cidade. Mercado Hidalgo (bom pra comprar regalos e diversas outras coisas, inclusive comer), Teatro Juarez (muito bonito), a Igreja principal deles, que é muito bonita também, Calejón del Beso, acho que escreve assim (lá tem uns guias “for free” que explicam o lance do beco da pegação lá). E as diversas praças maneirinhas e ruas bonitas que a cidade tem. Ah, tem a universidade da cidade que é bem legal tb! E o Alhóndiga de Granaditas (local cheio de história de Guanajuato e da Independência do México. Gastei um bom tempo lá lendo e aprendendo sobre a história deles.). 12º Dia (16/02) Acordei (ainda em Guanajuato), e como estava decidido à ir para o Pacífico, fiquei de manhã resolvendo os lances de passagem para voltar à Cidade do México, hostel e tudo mais. Fui para a Rodoviária de busão (uns 30 ou menos pesos), tranquilo, ele roda bastante mas chega e é muito barato. Peguei meu ônibus pra Guadalajara e fui. Guadalajara! Cidade bem legal! Pra chegar no Hostel (Hostel Hospedarte da rua Maestranza), peguei um busão (616 se não me engano) e fui. Sempre vou acompanhando pelo google maps no celular, pra ter certeza que não to perdido. Rs. Cheguei de boa. Andei pelas calles lá por perto, comi uns Taco, voltei pro hostel, e decidi que queria beber e sair (tava embrazado de Guanajuato ainda kkk). Uma surpresa boa foi ter chegado no meio das comemorações do aniversário de Guadalajara. Tava rolando uma mega festa (à moda deles, não tipo carnaval nosso) na praça principal da cidade. Fiquei lá um tempo vendo (percebi que não pode beber na rua) e quando acabou fui em direção da onde eu sabia que tinha uns bares e vida noturna (direção à Av. Chapultepec). Po, galera tava animada por lá, parei primeiro num bar que tocava Blues (Escarabajo Scratch blues) poha, os caras mandavam muito no Blues!!! Fiquei lá mais do que pensei, mas depois saí, pq queria uns reggaeton. Kkkkk Dali, logo do lado, tinha o tal do Lupita, Maneiro e tal, porém extremamente cheio a poha do lugar. Beleza. Bebi, fiz amizades lá, dancei, e meti o pé bêbado. Kkkk Noite ok. 13º Dia (17/02) Comecei fazendo um Walking tour com a galera do Hostel. Valeu muito a pena. Andar pela cidade com um guia te contando a história e as particularidades de cada local é muito legal. Tem o lance das praças formarem uma cruz, o porquê que a igreja não é tombada pela Unesco (aliás quase nada lá é, pq não é original, mas mesmo assim é mt bonito.) Vale a pena. O Tour terminava num mercado bem da galera lá mesmo, e depois numa cantina (bar pra eles) bem antigo. Não fui no museu grande que tem lá. Voltei para o Hostel e de noite teve Noite da Tequila. PQP. Tomei uns 15 shots de Tequila (não é caô, a diferença é que a Tequila é 100% agave, o que não te deixa tão pior que a que nós bebemos normalmente.). De lá íamos pro mesmo Lupita que fui no dia anterior, mas pra variar o lugar estava abarrotado, e fomos pra outro bar em frente.) Esse dia gastei mesmo bebendo. A noite da Tequila do Hostel era de graça, o Walking tour tb (porém convém dar uma gorjeta, é justo). 14º Dia (18/02) Porra, o tão esperado dia da Tequila! Hehehehe. Po, acordei bem até, pra quem tinha tomado uns 15 shots de Tequila no dia anterior (Juro!) Paguei 450 pesos pelo passeio. O ônibus passou no hostel por volta de 09:00 e vai pegando uma galera em outros hostels e hotéis. Depois eles param num estacionamento com outros ônibus, e dividem quem vai pra Tequila e pra quem vai pra outro passeio que não sei qual é. Quando começa a viagem, a mulherzinha que era a guia do passeio, era bem animada, fazendo várias piadas, achei bem legal. Paramos primeiro na “Tequilaria” Tres Mujeres. Eles fabricam uma tequila artesanal que está entre as 3 melhores do mundo. É bacana pq ela ensina passo a passo a fabricação da tequila. Desde a colheira do agava, o tempo que ele fica tipo numa sauna, e depois quando é extraído o seu sumo e vai pra fermentação e etc. Curti. Ainda dá pra andar por entre os barris que estão maturando e algumas tequilas feitas sob encomenda por algumas celebridades e restaurantes pelo mundo. Dali, o ônibus te leva para um campo de agave onde há a prova de tequilas (muito boas, e dá pra ficar bem loco kkkk) e onde tem os Mariachis! È maneirinho, galera bebe tequila, fica animadasso e começa a dançar, conversar, é legal! Lá também tem uma lojinha (a qual gastei comprando 3 tequilas, vale a pena!) De lá vamos almoçar. Um Buffet que é 150 pesos e pode comer a vontade (me gusta), e depois eles te levam ao Poblado Mágico de Tequila. É bacana a cidadezinha. Tequila pra tudo quando é lado, porém vc tem apenas 1h10min pra visitar. Pra mim foi ok. Porém se vc é aficionado por Tequila ou destilados, recomendo pegar um busão e ir direto pra tequila. Lá tem o museu do José Cuervo, e muita loja de tequila. Achei que valeu a pena. Nesse dia de noite, fui comer umas “aletas”e dormi. Dia seguinte de manhã cedo iria à Sayulita!! 15º Dia (19/02) Às 08:30 estava previsto meu ônibus para Sayulita (Papo de 500 e poucos pesos)! Pero, saiu lá pelas 09:00h. Tranquilo. Umas 4h mais ou menos, estava na entrada da Cidade para Sayulita (Obs. Só há um horário de Guadalajara para Sayulita direto, que é esse de 08:30). Olhei no Google Maps e como vi que não era muito longe, fui andando. Uns 15 minutos depois, já estava na “cidade”. Olha, Sayulita eu só fui pq queria muito pegar umas ondas, e pq me falaram bem de lá. A cidade é bem pequena, tem muito americano e canadense. Mas vi um pessoal da argentinha por lá. Brasileiro, não reconheci. Bem. O importante é que queria descansar e pegar minhas ondas. O Hostel era ok (Hostel La redonda, 900 e poucos pesos, mais 100 de reserva pela chave, mas eles te devolvem no final). Como não fiz muuuita coisa por lá. Vou resumir Sayulita, pq eu basicamente, ia pra praia, pegava onda, comia e dormia. O dia que fiz algo diferente, eu fui andando até uma praia chamada “Playa Carricitos”, que incrivelmente eu cheguei ao 12:00 e não tinha ng! Vazia! Exatamente o que queria. Fiquei por lá lendo meu livro, pensando na vida, descansando e voltei por volta das 16:00 Hoje, dia 22/02, estou em Puerto Vallarta (que queria muito ter ido ao “malecon” daqui, porém no aeroporto não tem como guardar minha bagagem, e até por isso que estou escrevendo aqui. Rs) Esperando vôo para passar uma noite em Cidade do México e depois Cancún!! Acho que vou ficar um bom tempo sem escrever também! rs Ainda vou colocar a parte de cancun e playa del carmen, acabou que acabou a viagem e não escrevi nada, mas tenho tudo anotado!
  5. Olá, pessoal. Acompanho o fórum há muitos anos, mas nunca havia feito nenhuma contribuição. Recentemente, em fevereiro e março deste ano, fiz um mochilão de 30 dias por Bolívia, Peru e Colômbia e gostaria de compartilhar com vocês um episódio bem lamentável que ocorreu comigo. Sei que a intenção aqui também é compartilhar as experiências positivas e relatos de viagem, algo que também pretendo fazer. Essa viagem foi incrível e a Bolívia é maravilhosa. Não quero com este post desestimular ninguém, muito menos generalizar todo um país. Apenas compartilho o que aconteceu comigo, para que outras pessoas possam se prevenir e encarar uma situação dessas com mais preparo e informação. Aliás, essa é a primeira vez que falo "publicamente" sobre isso, algo que apenas amigos próximos e familiares sabem. Pois bem, eu entrei na Bolívia em um voo, por Santa Cruz de la Sierra, onde fiquei apenas algumas horas até tomar um avião para Sucre. Prestem atenção nas informações que darei agora, elas serão importantes mais adiante. Quando desembarquei e fui passar pela imigração, entreguei meu passaporte à funcionária e informei quantos dias permaneceria no país, conforme ela me perguntou. Ela me entregou o passaporte carimbado e foi isso. No avião preenchi um cartão a Receita Federal boliviana, com informações básicas para entrar no país. Este papel eu tive que entregar na Aduana e lá ficou. Lembro de ter perguntado se eu deveria ficar com alguma cópia ou algo assim, mas me disseram que era aquilo mesmo e que eu poderia seguir. Bom, fui para Sucre e lá permaneci duas noites. É uma cidade incrível, muito segura e tranquila, com a possibilidade única de conhecer mais sobre a história da Bolívia através da visita guiada na Casa Libertad. De Sucre segui para Uyuni, onde passei duas noites: uma quando cheguei, para no dia seguinte partir ao tour de 3 dias pelo Salar e redondezas, e outra quando regressei, para descansar antes de seguir viagem até La Paz. O tour pelo Salar foi maravilhoso, uma experiência única e inesquecível. Nem mesmo os perrengues e as precariedades abalaram a sensação de estar diante de algo totalmente inspirador e novo. Pelo contrário, acho que perrengues e precariedades já eram esperados e até fazem parte deste tipo de roteiro. Fiz o tour com a Quéchua Connection, que prestou um serviço de primeira. O guia José foi atencioso do início ao fim. O grupo, composto por mim, 5 colombianos e um casal de búlgaros, também estabeleceu uma ótima relação. Viajávamos em dois carros: um transportava os colombianos e no outro iam eu, José, o motorista e o casal de búlgaros, Alex e Borianna. Estávamos retornando a Uyuni pela rodovia principal após três dias intensos de tour. Eis que a Polícia Nacional monta um bloqueio na estrada e para o nosso carro. Um policial nada simpático se apresenta e pergunta quem está no veículo, para onde íamos e o que estávamos fazendo. Enquanto isso outros policiais cercam o carro e observam atentamente o interior. Todos estavam com cara de poucos amigos e armas bem grandes nas mãos, tipo aquelas utilizadas pelos seguranças de carro-forte que abastecem os caixas eletrônicos. O motorista então informa que no veículo há dois bolivianos, dois búlgaros e um brasileiro. O policial encarregado pede a identidade dos bolivianos, observa e devolve a eles. Em seguida pede para verificar o passaporte e o visto dos búlgaros (sim, búlgaros precisam de visto para entrar na Bolívia). Os vistos foram examinados sem problemas. Quando chegou na minha vez, o policial me pediu passaporte, tarjeta andina e certificado de antecedentes criminais. Imediatamente gelei. Eu tinha apenas meu passaporte, com o qual tinha entrado no país. Não sou uma pessoa descuidada, tampouco essa era minha primeira viagem. Eu obviamente havia pesquisado muito antes de viajar e sabia quais documentos eram necessários para ingressar na Bolívia. Poderia sequer ter ingressado com meu passaporte, usando apenas a identidade. Enfim, estava com o passaporte e o certificado internacional de vacinação. Nunca, em momento algum, eu havia topado com qualquer informação sobre necessidade de uma tarjeta andina, muito menos de certificado de antecedentes criminais. Por isso, quando o policial fez aquele pedido eu sabia que algo ruim iria acontecer. Informei ao policial que possuía apenas o meu passaporte, mais do que o necessário para um brasileiro ingressar no país. Relatei exatamente como eu havia entrado na Bolívia e o processo na imigração do aeroporto de Santa Cruz e na aduana. O policial, que já não estava alegre, ficou furioso. Disse que brasileiros precisam de certificado de antecedentes criminais na Bolívia, que ele não tinha como saber se eu não era um criminoso, um traficante ou um terrorista. E disse que era inaceitável ter apenas um carimbo de entrada no país no meu passaporte, sem que fosse informado quantos dias eu poderia permanecer, pois assim eu poderia ficar morando ilegalmente na Bolívia se quisesse. Foi então que ele me mostrou que no carimbo de ingresso havia um campo onde estava escrito: "Admitido hasta ____ " e um espaço em branco, onde supostamente a funcionária da imigração deveria ter escrito até quando eu permaneceria no país. Ela não escreveu, apesar de ter feito essa pergunta e de eu ter lhe dado a resposta. Na hora, cercado por policiais irritados e fortemente armados, pareceu que eu havia cometido um crime gravíssimo. Mas depois percebi que foi uma imensa bobagem e explico isso em seguida. O policial também disse que eu deveria ter recebido a tarjeta andina em meu voo. Relatei a ele que tinham me dado apenas o documento que ficou com a aduana, o mesmo que eu havia perguntado se deveria levar comigo e que me disseram para deixar lá com eles. Por fim ele resolveu me aterrorizar (ainda mais). Disse que eu não voltaria a Uyuni, que eu deveria descer do carro e permanecer detido ali, no meio da estrada, e que eu sequer poderia retirar minha mochila do veículo. Disse ainda que eu seria levado a uma delegacia em Uyuni e então deportado ao Brasil. E me ameaçou ainda mais, falando que eu não iria gostar nada do que iria acontecer comigo. Fiquei apavorado, em pânico, mas procurei demonstrar o mínimo possível. Não chorei, não me desesperei e não gaguejei. Segui argumentando educadamente com ele, embora minha vontade fosse dizer o quão absurdo era o que ele estava fazendo.. Felizmente falo espanhol fluentemente, então me fiz entender sem dificuldade. O guia José, ao ouvir as ameaças do policial, saiu do veículo e foi falar com ele, colocando-se entre mim e o policial. Apresentou sua carteira de guia profissional e explicou que eu era apenas um turista. O policial então perguntou: "O senhor é advogado?", ao que José respondeu que não. Então o policial disse: "Então volte para o veículo e permaneça lá. Se o senhor me dirigir mais uma vez a palavra, será preso por obstrução do trabalho policial". Foi horrível, José ficou muito nervoso e voltou para o carro absolutamente calado. Nesse momento eu tive certeza que minha viagem de 30 dias encerraria ali, sem sequer ter completado uma semana. Pior ainda: imaginei que fossem me bater e me roubar, afinal eu estava com toda a grana na minha mochila. Foi então que o policial disse que iria falar com um superior pelo telefone. Após alguns minutos ele voltou e disse que "por hoje" iria deixar passar, mas ressaltou que a Polícia Nacional faz barreiras em todas as estradas e que se me visse novamente no país, eu seria imediatamente deportado. Foi horrível, seguimos a viagem atônitos, todos. José estava constrangido por seus compatriotas e explicou que infelizmente a Polícia Nacional costuma agir desta forma. Os búlgaros também relataram uma série de episódios de abuso policial em seu país. E eu estava apavorado, planejando chegar em La Paz no dia seguinte e ir direto para a Embaixada brasileira. Eis que alguns quilômetros depois havia uma NOVA barreira policial. Foi a cereja que faltava no bolo. Agora sim eu tinha total certeza de que seria deportado. O roteiro foi o mesmo. O policial pediu a identificação de todos, meu passaporte, meu certificado de antecedentes criminais e minha tarjeta andina. Repeti todas as explicações, esperando ser retirado do carro, mas incrivelmente este policial apenas concordou comigo e disse que eu deveria providenciar os documentos. Ele tinha outro alvo no veículo: o motorista. O motorista dirigia com segurança, mas o policial lhe passou um sermão totalmente desnecessário. Enfim, seguimos viagem. Quando cheguei em La Paz, fui até a Embaixada brasileira e relatei o que aconteceu. A funcionária que me atendeu sequer ficou surpresa. Disse que provavelmente o policial queria dinheiro. Mas em nenhum momento ele sequer mencionou algo parecido. Frases como "como podemos resolver isso?" ou indiretas semelhantes não foram ditas. Na hora obviamente eu pensei que iriam me cobrar algo, mas não o fizeram e eu é que não iria oferecer. A Embaixada reforçou que minha situação na Bolívia era absolutamente legal. Que tudo que eu precisava era do carimbo de entrada em meu passaporte, com isso poderia ficar até 90 dias no país (se não me engano era 90, mas já faz tempo e posso estar enganado, poderia ser 30 ou 60, tava tão nervoso que não lembro direito dessa informação). A funcionária disse que certificado de antecedentes criminais é algo exigido apenas para brasileiros que desejam residir na Bolívia, nunca para turistas. Ela recomendou que eu fosse à oficina de migraciones, no Centro de La Paz, para relatar o que houve e solicitar que escrevessem em meu passaporte a quantidade de dias que eu ficaria no país, lá onde dizia "Admitido hasta", no carimbo. Fui até o escritório de imigração, que estava absurdamente lotado e caótico. A muito custo consegui falar com um funcionário, que me atendeu muito mal, ouviu meu relato com uma cara de bunda e disse que não tinha nada de errado com minha situação no país e se recusou a escrever qualquer coisa no meu passaporte. Voltei à Embaixada e contei como havia sido atendido em migraciones, então me deram um número de emergência da embaixada e me orientaram que retornasse a migraciones e, caso se recusassem a atender meu pedido, eu deveria ligar para o número da Embaixada e passar o telefone ao funcionário. Esse número, aliás, é um plantão que estaria à disposição para o meu atendimento 24 horas por dia. Pois bem, voltei a migraciones e fui mais enfático no pedido. O funcionário ficou putaço e me encaminhou a um oficial, que ouviu meu relato com mais atenção e disse para eu ficar tranquilo, pois a Polícia Nacional sequer tem poder para deportar estrangeiros, algo que apenas eles poderiam fazer. E por fim, para coroar essa novela kafkiana, ele escreveu "30 días" no meu passaporte, ali no espaço em que dizia "Admitido hasta" e disse que caso eu fosse importunado pela polícia novamente, deveria dizer que falassem com o "Inspector Gonzalo Murillo" em migraciones. Eu não sabia se deveria rir ou permanecer sério. Se o problema todo era escrever "30 días" no meu passaporte, eu mesmo poderia ter escrito isso com uma caneta, já que o inspetor sequer assinou alguma coisa. (Aliás, no Peru escreveram 30 dias no carimbo de entrada e na Colômbia me deram 60 dias). Aproveitei também para perguntar sobre a tal tarjeta andina e me foi informado que quem ingressa na Bolívia de avião geralmente não recebe esse cartão, apenas quem vem de ônibus, mas que não seria um problema na hora de deixar o país. No fim, quando atravessei a fronteira da Bolívia para o Peru, o oficial de imigração pediu minha tarjeta andina. Eu disse que não tinha e ele me deu uma para preencher na hora, carimbou meu passaporte com o carimbo de saída e foi isso. Eu gostaria de poder dizer a todos os brasileiros que não levem seus certificados de antecedentes criminais ao entrar na Bolívia. Mas eu certamente levarei o meu a partir de agora. Mesmo sabendo, como eu já sabia naquele episódio, que não é algo necessário. Mesmo com toda a garantia dada pela Embaixada e pelo setor de imigração do país. A realidade concreta parece importar pouco diante da vontade de um grupo de policiais fortemente armados em uma estrada no meio do deserto. Nunca vou esquecer aqueles momentos de pânico. Me senti impotente, sem saber como denunciar tudo que aconteceu às autoridades competentes. Não havia identificação no uniforme dos policiais, eu sequer saberia apontar nomes. Também fiquei com muito medo de denunciar e acabei optando por seguir a viagem normalmente. Tudo que eu queria era distância de uma delegacia. Desculpem se este relato mais alarma do que ajuda efetivamente alguém. Mas se isso aconteceu comigo, sabe-se lá com quantos mais pode ter acontecido ou ainda pode vir a ocorrer. A única dica concreta que eu tenho para dar é: andem sempre com o número do plantão da Embaixada. Aqui neste link tem as informações sobre o contato de emergência consular para brasileiros na Bolívia: http://lapaz.itamaraty.gov.br/pt-br/emergencias.xml Agradeço a quem leu até aqui e reforço: a Bolívia é um destino de viagem incrível e insuperável. Mesmo este episódio terrível não estragou a satisfação que tive em conhecer o país e passar vários dias lá. Prometo em breve fazer um relato detalhado de toda a viagem. Abraços!
  6. VID-20180603-WA0046.mp4 Saudações mochileiros/aventureiros! Fico sempre muito feliz quando começo um novo relato. Porque é o registro e uma forma de reviver cada momento de uma trip. E graças a Deus, todas as que tenho feito, me trazem as melhores lembranças e vivências possíveis. A bastante tempo eu tinha o anseio de fazer a trilha do PP. A maior montanha do Sul do Brasil. A primeira pessoa (de acordo com relatos) a conquistar o pico Paraná foi o Reinhard Maack, em julho de 1946, o que dá a trilha (de grosso modo) seus 72 aninhos. Fico imaginando quantas pessoas já tiveram o privilégio de passar pela trilha do PP e agradecendo aos que facilitaram o caminho. Enfim, nossa missão começou na quinta, dia 31 de Maio, quando saímos de carro de Chapecó /SC, e fomos até Campina Grande do Sul, na Fazenda Pico Paraná. Chegamos na fazenda perto das 7 da manhã do dia 01, e começamos a trilha perto das 09. Logo no começo já deu pra entender o desafio, pois nunca antes tinha feito uma montanha com cargueira. E o peso mostrou sua presença. Fomos parando nos vários pontos, apreciando a vista e pegando fôlego. Tivemos muita sorte com o tempo, o céu estava azul e o sol brilhando. Paramos no primeiro pico, o Morro do Getúlio, onde a vista já mostra uma pontinha do que viria pela frente. Depois de passar pela bifurcação que separa a trilha do Caratuva (que já fiz um relato aqui no final do ano) seguimos rumo ao PP. Ali a trilha começa a ficar um pouco mais difícil com muitas raízes, pedras e alguns pontos com cordas e grampos. Seguimos até chegar no A1, que é um ponto onde é possível acampar. Ali foi nosso primeiro contato com a vista do PP, e a emoção nos chegou. Todos ficaram abismados com a majestade da montanha e nos deu um up pra continuar o caminho. Que como os colegas que encontramos no caminho nos disseram, o pior estava a frente. Decidimos que iríamos acampar no A2. Depois do A1, a trilha desce e chega a parte que pra mim foi a mais desafiante, as paredes de grampos! Com a mochila então, foi bem tenso, que bom que estava com companheiros tão legais que içaram minha mochila com cordas até lá em cima haha. Isso foi decisivo pra que eu tivesse coragem pra subir. Depois dessa parte mais o cansaço físico mesmo.. Chegamos finalmente ao A2, querendo jogar as mochilas de lado e apenas contemplar. Arrumamos nossa casinha e fizemos o merecido miojo. Nesse ponto o vento já estava forte e o frio chegando. Quando estávamos de boa já era noite e o céu nublado. Infelizmente não pegamos o por do sol, mas a vista tava linda mesmo assim. A noite ficamos com medo de voar por causa do vento forte que vinha da montanha. As rajadas! No outro dia iríamos subir até o cume as 6 da manhã, pra ver o sol nascendo, mas logo cedo veio a chuva e o vento, e não conseguimos. Ali do A2 mesmo deu pra curtir um nascer do sol pra lá de especial! Tivemos que voltar pras barracas porque a chuva chegou com tudo, e esperamos acalmar. Colocamos as capas na preparação pra descida. E depois de organizar tudo, começou a missão da volta. Pegamos quase todo o caminho com chuva, a trilha estava escorregadia e alguns pontos alagando. Mesmo assim encontramos muitas pessoas indo e voltando. Que bom! Isso mostra que por mais desafiante que sejam as condições, a vontade de estar em contato com a Montanha é sempre maior. Chegamos de volta cerca de 14 horas, super cansados, com as costas, joelhos, braços e pés doendo haha. Mas com o coração ♥ leve e a alma revitalizada. Estar na Fazenda do PP já te leva pra outro mundo. Ou seria o mundo real? Começar uma trilha, mexe com o psicológico, tira da zona de conforto, traz mil aprendizados, desapegos, te conecta com algo maior. Não tem explicação nem preço. Vocês sabem do que eu estou falando né?! Logo estaremos de volta, com a esperança de um dia cheio de sol, pra conseguirmos ficar mais tempo no PP e estar no cume. Quando a gente sai, já da vontade de voltar. Video relato feito pelo nosso querido @darlyn Montains are calling! @darlyn @Dionathan Biazus VID-20180603-WA0046.mp4
  7. Terminamos ontem, domingo 24.06.2018, o mais novo Caminho do Brasil (Cora Coralina), situa-se no estado de Goiás, inicia na cidade de Corumbá de Goiás terminando no município de Goiás(antiga Goiás velho), terra da escritora que dá nome ao caminho. São aproximadamente 300 quilômetros de extensão, passando por alguns municípios e distritos do interior Goiano. Obs.: Paisagens magníficas, trilhas bem demarcadas(algumas difíceis), rica culinária, visualização de pássaros (destaco a quantidade de Araras e tucanos), receptividade incrível do povo Goiano, riquíssima cultura, muita histórias e estórias, foram 11 dias de muita alegria e tranquilidade, nenhum problema. Apesar desse caminho ter sido inaugurado a somente 2 meses, destaco que, pela quantidade de atrações, sinalização, apoio dos idealizadores, recebimento dos peregrinos, esse caminho, sem dúvida está entre os 5 melhores caminhos do Brasil. SHOW DE BOLA. Site do caminho: http://caminhodecoracoralina.com.br Alguns relatos: https://descobertasbarbaras.com.br/como-e-fazer-o-caminho-de-cora-de-coralina-trecho-a-trecho/ http://www.mtbbrasilia.com.br/2018/04/24/caminho-de-cora-coralina-trecho-2-de-salto-de-corumba-a-pico-dos-pireneus/
  8. Olá amigos Mochileiros! E mais uma vez grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem, que foi para a Colômbia, onde conhecemos Bogotá e Cartagena de 22 a 29 de Março de 2018. A idéia dessa viagem surgiu por ser um destino que não poderíamos gastar tanto, aliado a um antigo desejo de conhecer Cartagena e praias estilo caribe, somado à grandes expectativas com conversas recentes com um colega de trabalho que é colombiano. O recente acidente com os jogadores da Chapecoense na Colômbia e o quanto que os colombianos foram solícitos e humanos nesse momento também nos animou a conhecer esse país tão rico! E lá fomos nós planejar nossa viagem. Escolhemos vôos da Avianca para ir pois iriam direto do Rio de Janeiro para Bogotá (apesar do horário da volta ser à noite). Os vôos da Copa Airlines eram mais baratos, mas iriam fazer escala no Panamá e apesar de não ser um destino ruim de se explorar, não tínhamos nem muito tempo e nem muito dinheiro disponível no momento. As passagens para nós dois saíram em torno de 2746,40 Reais Eu tinha pesquisado em alguns blogs e vi que o melhor lugar para se hospedar em Bogotá era na área do Parque de La 93 e procuramos um hotel por lá. Já em Cartagena foi um pouco mais difícil decidir pela hospedagem, pois não tínhamos orçamento para nos hospedarmos dentro da cidade amuralhada (era muito caro) e eu não queria me hospedar no bairro de Bocagrande, pois achei que iríamos ficar longe do centro histórico (eu queria ir todo dia para o centro histórico) e acabamos decidindo por ficar no bairro que chama Getsemani, que é um bairro revitalizado da cidade... ficamos com um pouco de receio, mas vários comentários na internet diziam que o bairro é "feio" mas é seguro. E resolvemos arriscar. O câmbio é muito favorável 1 Real está em torno de 8mil Pesos Colombianos... e lemos que as coisas lá não costumam ser muito caras. E vamos ao relato!
  9. Após meses de estudo e preparo, mais uma vez seguimos com nossos sonhos e planos na estrada, depois de Ushuaia o destino não podia ser outro, Atacama e suas maravilhas, eu com a guerreira GS650 e Daniel parceiro na estrada e aventura com a 1200, o percurso de aprox 9000km foi feito em exatos 11 dias, na verdade não fizemos esta viagem para fazer turismo no atacama, la ficamos apenas um dia, com direito a descanso e um passeio agendado aos Canyons, mas viajamos sim com o maior interesse em pegar a estrada, ver novos horizontes, alcançar novos desafios, ate porque mais importante que o destino é o caminho que se faz pra chegar nele, e nisso esta viagem foi Show. na ida fomos de São Paulo a Foz do Iguaçu, seguindo com destino ao Chaco argentino, de la ate Salta, e de salta ao Atacama, na volta descemos beirando o Pacifico ate Copiapó, pasando pela famosa Mão do deserto, atravessando a cordilheiro pelo Magnifico Paso San Francisco, seguindo em direção a Concórdia, onde atravessamos o Uruguay, entrando no Brasil pelo Rio Grande do Sul com destino final a São Paulo, pouco tempo para tanta coisa, mas o que levamos de bagagem de vida e experiencia nestas empreitadas, com certeza valem o esforço e perduram por uma vida, vamos deixar que as imagens falem por si da beleza deste percurso...
  10. Salve a todos! Embora haja uma quantidade relativamente boa de informações sobre o Ceará, vou tentar atualizar valores e falar um pouco sobre viajar na época das chuvas e sobre segurança... tentarei escrever um relato mais sucinto do que me é de costume, rs. Mas não sei se vou conseguir, haha! (Obs - não vou). Esta viagem ocorreu entre 3 e 15 de abril, com cidades-base de Fortaleza e Jeri. Os viajantes: eu e meus meninos companheiros de sempre, Gui (marido) e João (filho, 10 anos). O padrinho do João, Lio, tb parceiro de outras aventuras, passou uns dias conosco. O Ceará surgiu aleatoriamente nas minhas buscas rotineiras por passagens baratas... embora tenha comprado passagem para o período das chuvas, o preço ridiculamente barato me convenceu a ir whatever. Normalmente uma passagem pro nordeste saindo do interior do Paraná custa em torno de 800-1000 reais por pessoa. Pagamos 1500,00 nas 3, ida e volta, com 1 mala despachada. Surgiu tb do meu filho pedindo pelamordedeus pra gente viajar pra um lugar quente, com água, e com um pouco de descanso. Segundo ele, não aguenta mais viajar pro frio, acordar cedo e andar muito (fomos pro Japão em dezembro, kkkkk), então, conseguimos atender aos pedidos dele pra comemorar sua primeira década de vida! E eu tenho amigos no Ceará!!! Melhor coisa ever rever amigos! ROTEIRO Dei uma pesquisada no que fazer por Fortaleza, onde chegaríamos, e arredores. Muito se fala em Canoa Quebrada (ao sul) e Jericoacoara (ao norte), mas tem muito mais do que isso no Ceará. Certeza que tem muita gente que iria aproveitar pra conhecer estes dois destinos mega famosos, mas pro meu jeito slowtravel de viajar não cabiam nos dias que me programei, então escolhi ir só pra Jeri e explorar mais outros destinos mais próximos de Fortaleza, como Cumbuco, Águas Belas, Morro Branco e etc. Mas com calma, sem ser só pra tirar foto. E justamente por isso alugamos carro, pra não depender das excursões. Mas pra quem não quer alugar carro, recomendam muito uma agência chamada oceanview. HOSPEDAGENS, CARRO ALUGADO E TRANSFERS JERI Logo que comprei as passagens comecei a dar uma olhada no booking e airbnb em busca de um teto. Quem já leu meus outros relatos sabe que eu sou hiper fã de airbnb e sempre dou preferência para experiências mais locais. E em Fortaleza não foi diferente. Só que quando comecei a procurar achei e apaixonei num apto meio patrão numa região nobre da cidade. Cabia 6, de início estávamos só nós 3. Mostrei pro marido que resolveu topar um conforto uma vez na vida, kkkk, e alugamos. Depois veria se mais alguém queria ir junto, o que acabou acontecendo, mais ou menos. O link do apto está abaixo. Achamos ele bem bonzinho... 1500 reais por 7 noites, se quisesse pra dividir em 6! Amo muito airbnb! https://www.airbnb.com.br/rooms/13183920 O dono é belga mas super fala português, trocamos mensagens pelo whatsapp depois de concretizado o aluguel via airbnb, e ele alugou o caro dele pra nós. Era um Gol simples, mas ninguém queria mais que isso. E com a comodidade de não bloquear todo seu limite de cartão na franquia do aluguel. O apto era bom, mas pra 6 ia ser forçado! Pra 4 é o ideal! Sacada de frente pro aterro de Iracema, tudibom! Um amigo dele taxista faz check in e demais burocracias! Sobre o airbnb: nunca tive experiências ruins, mas sou muito cautelosa. Nunca negocio ou troco mensagens importantes fora do site. Se vc ficou afim de experimentar, se cadastre com o link abaixo que eu e vc ganhamos crédito de viagem! www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3 Em Jeri acabamos optando por uma pousada. Embora tb tenha opções de airbnb. A pousada foi achada no booking mas tb troquei mensagem pelo whatsapp com a dona (italiana) pq adicionei um dia a mais depois da Latam ter alterado minhas passagens (sempre) e eu poder esticar mais um dia no paraíso. Espaço Nova Era Pousada, pessoal bacana, lugar HIPER fofo, 250 por noite num quartão pra 3 com mosquiteiro, ar, frigobar e tudo mais, super recomendo, um sossego. E pra chegar em Jeri?? Opções: 1. Ônibus Fretcar, em que se vai até Jijoca de busão normal e lá troca por um estilo pau de arara pra chegar até Jeri. Mais barato, menos confortável e mais lento. Cerca de 80 reais por pessoa, cerca de 7h de viagem. 2. Transfer privativo em 4x4. Mais caro, confortável e rápido. Em média 500 reais o carro fechado por trecho, cerca de 4-5 horas de viagem. Me recomendaram: Marcel – 088 99956-0419. Falei com ele, foi atencioso, mas acabei não utilizando os serviços. 3. MELHOR: Vans que pegam a gente em horários fixos e levam até Jijoca, e de lá seguem com 4x4 pau de arara. Preço tabelado, 75 reais por pessoa por trecho, 150 reais ida e volta. Cacei na internet e optei pela empresa abaixo. Fiz o contato pelo site, me responderam por email e whatsapp. Fechei com eles mesmo. Depositei um sinal de 180 reais para reserva (total 450) e paguei o restante em dinheiro no dia do embarque. Eles me pegaram na “porta de casa” rs. S. Frank // (55) 088 - 99868-0254 // http:jericoacoara.biz/ (Ceará Rotas) Este tipo de transporte tb oferece adicionais tabelados... na ida levam até a pedra furada e na volta, saem de Jeri de manhã, param na Lagoa Paraíso pra almoçar e curtir mais um pouco, e depois seguem pra Fortaleza chegando lá ao fim do dia. Recomendo a empresa contratada, mas na verdade é tudo uma zona! Eles repassam clientes de uma empresa pra outra dependendo do tanto de passageiros e na volta achamos o motorista da Van um babaca, dando em cima de uma passageira e bem pouco atento a estrada! Mesmo assim, sem sombra de dúvida, esta é a opção mais barata e confortável, já que o pau de arara de Jijoca até Jeri é o mesmo da fretcar (não tem mais ônibus, é só de caminhonete adaptada), mas em Fortaleza os caras te buscam em “casa”. SEGURANÇA EM FORTALEZA Eu li gente dizendo que tava o Ó, e li gente dizendo que não era tão foda assim. Dias antes da viagem fui apresentada a um fortalezense (isso mesmo) que me botou puuuta medo... matam 30 por dia, não carregue nada com vc e por aí vai. Mas tb tenho dois amigos que moram lá e me tranquilizaram... relaxa que a bruxa não é tão feia como pintam. E assim achei. Dá pra andar dando sopa com celular e câmera em que lugar do Brasil? Fortaleza não é diferente! Já adianto que no dia que ficamos zanzando pela parte histórica de Fortaleza evitamos celulares na mão, nas imediações do mercado municipal é ruim. Idem no dia da praia do Futuro, cujas barracas contam com seguranças na areia! Na feira beira a mar a noite foi sempre sussa. Não vi nada demais, e comparado ao Rio de Janeiro, achei bem tranquilo, kk. Em Jeri é só sossego! DETALHES DO ROLÊ Como foi ir pro Ceará no período das chuvas? Valeu a pena? Choveu eterno? Logo mais!
  11. Para tudo que eu tô indo... P R A G R É C I A ! ILHAS GREGAS - TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER Aperteeeeeeeeem os cintos 5... 4... 3... 2... 1.... Muito prazer, me chamo Felipe Zervelis e sou um grego morando (e nascido) no Rio de Janeiro ! Tenho 32 anos (sabe Deus até quando, o tempo voa). Sou viajante e agente de viagens ( sim, precisando de viagens nacionais ou internacionais me mande uma mensagem pelo face com a senha HADOUKEN que eu coto pra você e muitas vezes eu consigo mais barato). Meta de vida: ser feliz e viajar! Sou também "escritor" nas horas vagas e tenho outros relatos publicados por aqui (só ver na minha assinatura, abaixo desse tópico) e é isso. Apresentação feita ! AH: Hadouken é o meu mascote.... já já vocês vão ver como ele dará dicas valiosas pra vocês por aqui !!!! Uma coisa que deve ser levada em conta é que meu relato não é uma viagem de X dias em tal lugar. Tem 4 anos seguidos que vou pra Grécia, ou melhor, pras ilhas gregas. Então o que pretendo aqui é reunir informações e dar dicas pra galera ficar esperta e montar roteiros inesquecíveis qualquer que seja a finalidade da sua viagem. Contudo, irei SIM sugerir uma quantidade de dias para se passar em cada lugar. Pretendo continuar voltando lá e sempre que possível atualizar esse blog com mais material e mais ilhas! Meu sonho um dia ainda é ir para lá de mala e cuia mesmo... A paixão começou em 2005, quando eu tinha apenas 20 anos. Por ser descendente grego (meu pai falecido pai nasceu numa colônia grega, no Egito, portanto = grego) e a Grécia, na época, andava bem das pernas, eu fui selecionado (junto a outros 200 gregos descendentes no mundo todo) para ficar 1 mês na Grécia com tudo pago. Pasmem, eu era um garoto chorão e não queria ir. Minha mãe praticamente me empurrou e foi paixão à primeira vista. Obrigado Dona Iraci Para começar, NEM uma gota de areia. Era inverno, janeiro. Ou seja, ESQUEÇA AS ILHAS. Assumo, inclusive, que foi a primeira vez que vi neve na minha vida e foi numa região chamada Naoussa: aquela festa. Aprendemos grego básico, fizemos amizade, aprendemos as danças gregas (inclusive dançamos para o primeiro ministro da época), fomos a jogos de futebol, cumprimentamos jogadores e estampamos capas de jornais ! Fomos Evento ! Conhecemos as seguintes cidades: Atenas, Mecenas, Meteora, Delfos, Napflio, Corinto (ah e o famoso Canal de Corinto), Cabo Sounio (onde fica o Templo de Poseidon), Tessalonika (ou Salonica), Naoussa e por aí vai. Por sinal recomendo todas elas... Se quiser ficar um mês na Grécia ou mais tem o meu total apoio ! Em 2014, depois de 7 anos de muita burocracia e enrolação, consegui minha dupla cidadania , portanto, pasmem, eu era finalmente um grego justamente na época que não teria um único motivo para me alegrar com isso. Afinal, a Grécia estava aos bagaços e eu com medo de ser chamado para ir à luta !!!! Depois de 2005, fui a Grécia em 2013, 2014, 2015 e 2016. Basicamente para as famosas ilhas gregas que cada vez mais moram em meu coração... E venho aqui compartilhar justamente isso: A PAIXÃO de um greco-brasileiro pelas Ilhas Gregas. Cada uma diferente e cheia de charme, com suas peculiaridades, belezas e emoções. Já conheço mais de 40 países até então. A Tailândia até agora está em número 1 e o único que se atreve a chegar perto é a Grécia e não é pela minha descendência não... Não é por ter ouvido minha avó falando grego desde que eu era um recém-nascido, tentando me ensinar as palavras básicas, MAS SIM porque ... porque.... BEM,…. VÁ logo ler e me conta ok ?! Que coisa! Já quer spoiler assim logo de cara ?! Ah, antes que eu me esqueça. Se eu tenho vergonha de alguma coisa nisso tudo? SIM ! Não saber grego. Sei o alfabeto e algumas palavras básicas. É muito triste você desembarcar por lá com seu passaporte, te cumprimentarem em grego e você ter que explicar que não é bem assim... haahahah ! Mas ainda em 2017 começarei meu curso, e isso já está decidido. ILHAS QUE IREI COMENTAR NESSE RELATO: KEFALÔNIA ZAKYNTHOS PAROS ANTIPAROS MYKONOS SANTORINI MILOS - novo (atualizado em 2018) além de uma pinceladinha básica sobre ATENAS (cidade que gosto muito, mas que você já encontra farto material na net). SEM CONTAR QUE no final do relato eu ensino a como viajar com sua mala despachada gratuitamente voando pela Aegean e dou altas dicas gerais sobre viagens Conforme já mencionado anteriormente, o Hadouken é meu mascote . Meu cachorro . Nesse relato vou citar algumas dicas carinhosamente apontadas como “Lambidas/Patadas/Latidos/Dicas do Hadouken”, meu cachorro. Fiquem atentos a elas que são, literalmente, o pulo do "gato" ... oops. Vai uma foto dele pra vocês babarem por essa delícia. Agora vou parar de mimimi e partir pro abraço. Mas e porque eu gosto tanto daquelas Ilhas Gregas ?! Segundo nosso colega Wikipédia, são mais de 6.000 ilhas e ilhotas. 227 delas habitadas. Apenas 78 ilhas com mais de 100 habitantes. Eu já fui a 6 e estou todo metido aqui fazendo um “Guia das Ilhas Gregas”. Aí você pensa: Se eu já fui a uma, o resto é tudo igual? ERRADO! Erradíssimo !!! Existem ilhas gigantes e outras bem pequenas. As praias são muito diferentes umas das outras. Tem ilha só com pedra, ilha com muita árvore, praia só com pedra, praia com areia vermelha, praia com areia preta e por aí vai. Tem também vulcões, terremotos, cavernas, florestas tropicais e paisagem semiárida. Tem ilha que é toda de casinhas brancas e azuis na encosta, com várias igrejinhas de mesmas cores, e tem ilha que você não vê uma única casinha branca e azul e nem essas igrejinhas fofas. Nem por isso o encanto acaba. “Se você perguntar a um grego, ele não vai saber quantas ilhas existem em seu litoral, formado pelos mares Mediterrâneo, Jônico e Egeu. Se são três mil, ou mais de 1.400, tal como os livros escolares adotaram, tanto faz. O que ele sabe, com certeza, é que deve-se escolher uma (ou várias) entre as mais de 150 habitadas para passar as férias de verão.” As maiores ilhas (por área) são: 1ª Creta (8.336km²), 3ª Lesbos (1.633km²), 4ª Rodes (1.401km²), 5ª Cefalônia (906,5km²), 7ª Corfu (592,9km²), 10ª Naxos (429,8km²), 11ª Zakynthos (406km²)... Vou falar agora das que eu conheço, mas antes irei separá-las por grupos: Ilhas Jônicas e Ilhas Cíclades Ah, saiba que além delas tem muitos outros grupos de ilhas como as Sarônicas, do Dodecaneso (Rodes por exemplo está neste grupo) e outras ilhas do Mar Egeu, Mediterrâneo, como Creta, Lesbos... Ilhas Jônicas - As ilhas Jônicas formam um arquipélago a oeste da Grécia continental que se compõe de sete ilhas principais. Dessas, vou falar de duas: Kefalônia ou Cefalônia (Κεφαλλονιά) e Zakynthos ou Zaquintos ou Zante (Ζάκυνθος). Ambas são distantes 1hr e 10min de barco uma da outra e são banhadas pelo mar Jônico. As ilhas Jônicas têm muito verde. São regiões que recebem mais chuva (eu que o diga). Não tem casinhas e igrejinhas brancas e azuis.São oliveiras para tudo quanto é lado, dá até medo. Ahahahaha. Mas, sinceramente, depois de ir 4 anos seguido para as Cíclades que descobri essas belezinhas. Não quero mais saber de outra vida. Mais em conta e cá entre nós (menos exploradas e LINDÍSSIMAS). Se você chegou até aqui procurando apenas Mykonos e Santorini, se prepare para mudar de ideia , ou melhor, ampliar seus horizontes. No mar Jônico também são bem disputadas as ilhas de Lefkada e Corfu . Ilhas Cíclades (ah o famoso mar Egeu) - As ilhas Cíclades são um arquipélago grego composto por cerca de 220 ilhas próximas à Grécia continental. Seu nome refere-se às ilhas ao redor (κυκλάς) da ilha sagrada de Delos.Dessas, falarei das conhecidíssimas Mykonos e Santorini e também das menos conhecidas Paros e Antiparos. São as famosas ilhas conhecidas mundo a fora pelas suas casas e igrejas quase todas brancas e azuis. E muitas ruelas... Tem pouca vegetação, muita pedra (são ilhas bem desérticas) e geralmente venta muito. Outras Ilhas que não conheço e estão na minha lista são: Naxos (fica do lado de Paros), Milos, Ios ... Língua Grega: O grego é muito mais fácil do que parece. Mas, aos mais desesperados, não se preocupe. 98% das pessoas que eu precisei falar falavam inglês e eram simpáticas. As placas, em sua maioria, são escritas em grego e traduzidas para o alfabeto que você consegue ler. Na dúvida, se lembre das aulas de física, química e matemática que você vai ler muito mais do que você pensa. No final do relato, o Hadouken vai dar pequenas dicas de como aprender o básico, mas não por necessidade e sim porque é legal mesmo e mostra que você não é um ET em terras gregas, se mostrando minimamente interessado, katálaves (entendeu) ?! 
Quando ir? Apesar da Grécia ficar bem na parte inferior da Europa, lá faz frio no Inverno. Claro que existe turismo no frio, inclusive pelo frio de lá ser bastante tolerável (nas ilhas, por exemplo, a temperatura varia entre 7 a 15 graus, em média), MASS não rola praia! Então se foca porque a temperatura pode ficar negativa e nevar (inclusive nas ilhas)! A temporada abre extraoficialmente em meados de maio e vai até meados de outubro (no máximo, já que final de outubro É MORTO). Se você não quiser ficar as moscas, vá entre de 1 de junho e 30 de setembro. Fora dessas épocas citadas, grande parte das pousadas dessas ilhas estará FECHADA! Não quer dizer que não tem nada para fazer, MAS digamos que não é muito a minha praia. Já estive lá em junho, julho, agosto e setembro. O mês que eu mais gostei foi setembro (na primeira quinzena). Primeiro porque não está tão quente, segundo porque a água é mais quente que junho e julho e terceiro porque os preços são bem mais em conta que julho e agosto. Junho é igualmente bom, mas a água é mais gelada. Latido duplo do Hadouken: altíssima temporada: Mykonos (agosto). Em Mykonos o preço da hospedagem pode ser caríssimo/abusivo em agosto. ãã2::'> Eu diria que o preço pode estar 70% mais barato em junho ou setembro. Se pretende ir nessa época, saiba que Mykonos é uma ilha pequena e seria bom você reservar o mais cedo possível – início do ano até no máximo abril (preferencialmente alguma coisa com cancelamento gratuito no caso de mudança de planos ou também no caso de achar algo melhor mais a frente). Na maior parte dos casos, o mesmo se aplica as passagens aéreas. Atenção quando for montar o roteiro, tem várias cias aéreas que tem trechos diretos de cidades da Europa para determinada ilha (e vice versa). Darei dicas de hospedagens e alugueis quando for falar de cada uma das ilhas Comidas e especiarias gregas: São muitas. Vou dar dicas das principais... QUEIJO FETA e TIROPITA: é o mais famoso queijo da Grécia: coalhado, feito com leite de cabra e ovelha, bem branco, muito salgado e esfarela sempre. Quase tudo lá leva o Feta, inclusive a famosa salada grega que não é muito a minha cara não (feita com feta, azeitonas, tomate, pepino, cebola, sal, pimenta, orégano e azeite) e tortas de massa folhada, como a Tiropita. Falando em Tiropita, eu como isso desde que nasci. Minha vó sempre fez. Agora minha mãe faz e todos pedem a receita. Nada mais é que uma quiche de queijo, mas muito melhor. Contudo, aqui no Brasil fazem com o queijo minas (existe também a versão com espinafre). Eu particularmente prefiro o queijo minas ao Feta, mas se alguém me perguntasse qual dos 2 eu gostaria de comer AGORA seria o Feta ! IOGURTE GREGO: o melhor da Grécia merece um tópico especial. O IOGURTE GREGO natural, completamente assassinado no Brasil, é SENSACIONAL. Esqueça essas quinquilharias que vendem em terras brasileiras. É obrigação sua entrar em um supermercado e comprar um pote de Iogurte 0% ou 2% da Fage e se deliciar. Se tiver mel por perto, ótimo. O mel grego é sensa! Eu como aproximadamente 1 litro de Iogurte a cada 3 dias quando estou lá. E o melhor é que ele combina com tudo. Salada inclusive ! Mas o bom mesmo é acordar toda manhã e atacar ele sem dó nem piedade (agradecendo a vida, é claro) ! No Brasil lançou algum tempo atrás o iogurte Yorgus (que é vendido em pouquíssimos mercados). No Rio, por exemplo, vende no mercado Zona Sul. Dizem que a empresa é uma disseminação da Fage no Brasil. Realmente é um bom Iogurte e o que chega mais perto do oficial (estou falando do sabor natural, é claro). PASTICHIO: Sempre pensei que se escrevesse assim, até porque é algo que sempre tive em casa. Mas, o “pastitsio” parece uma lasanha, ou um macarrão de forno, com molho branco e carne moída - à moda grega. Eu particularmente acho uma delícia !!! MOUSSAKA: “é um tipo de lasanha feito com carne moída e berinjela, típica da culinária grega e incorporada pelos turcos devido proximidade entre os dois países.” Se você for fresco como eu, não se assuste com a parte da berinjela. Fica no fundo e é mais imperceptível do que parece. SOUVLAKI E GYROS: “A versão grega para o fast food. Você acha para todos os lados e em geral custa pouco. O Souvlaki é tipo um churrasquinho, servido no prato ou no pão pita com molho, salada e batata frita. Já o Gyros é exatamente igual o tradicional kebab turco, com a diferença que eles também usam porco para aquela carne enorme que fica girando na vertical – aliás, o nome Gyros vem daí. Também vem no pita, com salada e molhos.” Lambida do Hadouken: tem muitos pratos na Grécia que são parecidíssimos com o Souvlaki. A diferença é que o Souvlaki é infinitamente mais barato. Eu sempre peço ele com frango no pão pita (parece um wrap) ou então tipo churrasquinho num prato e os acompanhamentos do lado. BEBIDAS: Eu não bebo (e nem o Hadouken) , então aqui vai uma cópia tirada do site 360meridianos.com sobre a mais famosa bebida da Grécia: Uzo – “O Uzo, ou Ouzo, é a bebida típica da Grécia, destilado do álcool feito com base de anis, que fica branco quando misturado com água. O Uzo pode chegar até a 50% de concentração alcoólica. Eu não sou muito fã de anis e preferi o Tsipouro, que dizem ter dado origem a produção do Uzo, já que começou a ser feito pelo monges ortodoxos do Mt Athos. O Tsipouro também é bem forte e pode ser tomado misturado com água.” VAMOS logo ao que interessa. Quero falar delas... das ILHAS !!!! Vou começar justamente pelas menos “pop” mas que a meu ver reservam as melhores surpresas, as Ilhas do Mar Jônico: Kefalônia e Zakynthos. Como já disse antes, esqueça as casinhas brancas e azuis e o clima árido. Aqui são ilhas em que chove mais e tem muito verde.
  12. Pois então galera, depois de uma boa estudada aqui no fórum e na internet, partimos... Irei detalhar os valores no final, anotei boa parte dos gastos. Nossa viagem se iniciou com um pouco de antecedência, as passagens foram previamente compradas, éramos 3. Fizemos câmbio aqui no RJ e levamos uma quantia em dólar, peso argentino e real. Por sinal, valor muito ruim, mas por questão de segurança, resolvemos dessa forma. (Dólar 1 = R$3,33 / Peso – R$1,00 = 4,17) A data da partida foi dia 05/02/18, à noite, GALEÃO (RJ). Logo no vôo o primeiro teste, a aeromoça já aplicou um espanhol, respiramos fundo e respondemos aquele portunhol padrão rsss. Chegamos em solos Hermanos rápido, fomos pela Latam, tudo ok. Na imigração, tudo tranquilo. Atendente só me perguntou onde eu ficaria. Antes de viajar, já havia entrado em contato com um transfer que tem uma cabine no próprio aeroporto de nome “Taxi Ezeiza”, e lá estava meu nome em um papel, cheguei e falei meu portunhol com o rapaz e nos entendemos, paguei e fui, vale muito a pena. No dia havíamos chego as 23:00, então imagina a comodidade de logo resolver essa questão que tanto dá dor de cabeça. Preço fixo, atendimento cordial, partimos rumo ao hotel. No trajeto para o hotel aquele encantamento bobo de navegante de primeira viagem rssss... tudo muito maneiro, até outdoor de hambúrguer, roupas, água... Chegamos no hotel, ele fica bem no centro, mais precisamente calle Parana 720, havíamos reservado pelo booking, Mayflower suítes. A primeira impressão da rua a noite foi meio sombrio, mas nada que uns dois dias no local não nos adequemos. Entramos, visual bacana na entrada, falamos com o atendente, após uma breve surra para entender o espanhol na prática, que os filmes e duolingos não te ensinam, tudo se acertou, já paguei na hora toda a estadia, parte em peso e o complemento em dólar (Olha a importância de levar uma quantia de ambos, obrigado aos que me informaram sobre tal atitude, pois os nossos cartões não estavam passando). O rapaz entregou o cartão-chave, foram dois quartos. Hotel com elevador, ficamos com um quarto no segundo andar e um no terceiro andar. Sistema bacana de entrada do quarto através de cartão, mas só isso mesmo... Entramos, BUUH, sabe esses filmes de terror?! Creio que já filmaram alguma passagem naquele quarto! Cama grande, macia, mas e a coberta.. É no mínimo de 1950, antiga mesmo. Fui ao banheiro, cade o box? Rssss. Não tem, o chuveiro na parede joga água pra frente e a pessoa fica dentro de uma banheira, se quiser molhar a cabeça, trate de se abaixar em direção a saída de água.Voltei ao quarto para encarar a primeira noite de sono, até porque precisava repor a energia, pois o próximo dia prometia. Passei perrengue pra dormir, o ar começou a chover, tínhamos uma cachoeira no quarto, isso na primeira noite, BINGO! Desci pra falar com o atendente e ele disse que só no dia posterior, (Como assim parceiro ?!)... Nessa novela, tentamos durmir, caramba... no meio da noite minha esposa acorda e sente um bicho na cama, era um parente de mosca, ou sei lá o que, pensa no estresse, durmimos. Dia 6/fev/2018 Curtimos um café logo em nossa esquina, e partimos para a caminhada. Primeiro, Obelisco. Logo em seguida procuramos o ponto de partida do ônibus turístico, bem próximo. Vale a pena, pois exploramos os locais mais distantes de nosso hotel com ele. A loja para comprar o bilhete fica ao lado de onde ele pára, ganhamos o mapa e um fone, no ônibus tem o local para o fone e tem a opção do idioma português 😉. Próxima parada LA BOMBONERA! A todos que curtem o futebol, é um local indispensável! Eles valorizam e muito a história do clube. Fizemos o Tour no estádio e museu, TOP! Na saída almoçamos em uma “birosca”, como conhecemos aqui no RJ. Local bem simples, mas com uma parilla show de bola bem na rua de frente a saída. De volta ao ônibus, partiu. Próxima parada, Bosques de Palermo, e nele o Paseo el Rosedal. Devido ao horário, tanto o Jardim Japonês, quanto o Planetário Galileu Galilei estavam fechados, por conta disso, ambos ficaram para outro dia. Dia 7/fev/2018 A parte da manhã toda ficou por conta de burocracia bancária. MUITO IMPORTANTE!!! Tenha o contato de alguém do Brasil que possa resolver algo para você caso necessite entrar em contato com o banco, no nosso caso tivemos a sorte e ajuda de uma amiga, graças a Deus. O cartão não estava passando em nenhuma máquina, após o procedimento, começou a funcionar. Como planejávamos ir a Mendoza no dia seguinte, fomos a rodoviária comprar as passagens. Retiro é o nome do lugar. Passamos pela estação de trem, muito bonito por dentro, por fora ? Horrível, feio... Entre a estação de trem e a de ônibus, tem uma favela. Muitos trabalhadores transitando, parecendo o centro do RJ com relação a quantidade de pessoas, mas também muitos mendigos, infelizmente um lugar mal conservado. Já dentro da rodoviária, que por sinal, mal cuidada também, identificamos o guichê e compramos a passagem, placa da Andesmar (Muito indicada aqui no fórum), mas fizemos a viagem com ônibus da empresa El Rápido. Passagens compradas, partimos rumo ao Museu Nacional de Belas Artes, mas antes disso, tenho que destacar um restaurante maravilhoso no qual almoçamos de nome “LIBER RESTO-BAR (Av. Del Libertador 690 – Esquina Libertad). Almoço, ARS270, Escalopinho, mix de saladas e batatas fritas, incluso guaraná, vinho ou cerveja e café após. O Museu Nacional de Belas Artes, imponente, com uma imensidão de obras de artes, muito válido e de graça... rssss Descanso, e cerveza por la noche, cerveza y cerveza rsssss. Conhecemos um barzinho bem alternativo, cerveja artesanal (Oohh maravilha...), um bom blues ao fundo, irado. Chegando no hotel, “cadê a bolsa mulher ?” BUHHH, deixamos no bar. Voltando lá, a atendente havia guardado, ponto positivo pros Hermanos e pro bar. Chega por hoje! 08/fev/2018 Acordamos com um protesto de trabalhadores na rua! Tomamos um café no IBÉRICO, top! E partimos pra Mendoza... 09/fev/2018 Chegamos por volta de 09/10:00hrs. Ficamos no Hostel Estacion Mendoza, gostamos muito e recomendamos. Os atendentes show de bola, inclusive tinha uma brasileira trabalhando por lá. Teve no próprio hostel, rateio para eles fazerem um churrasco (Pensa numa maravilha…) em outro dia rolou Choripan (TOP!!!). Viagem muito cansativa, mas o importante é que chegamos com saúde. Demos uma respirada no ar de Mendoza, almoçamos e partimos para fazer o reconhecimento da área. Passamos pela Plaza España, tem alguns monumentos. Parque General San Martín, gigante, não conseguimos visitá-lo por inteiro. Plaza Independência, muito bonita e com um chafariz maneiro. Museu de Ciências Naturais e Antropológicas “Juan Cornelio Moyano”, muitos animais em exposição, vale a pena! 10/fev/2018 Partimos nesse dia para conhecer a parte cívica da cidade. Passamos por todos os prédios governamentais que ficam próximos um do outro, Imponentes! E o melhor ainda estava por vir, fomos para a excursão do Vinho… INESQUECÍVEL! Saímos às 14:00hrs e voltamos 20hrs. Passamos por 3 vinícolas e uma fábrica de azeite. Bodega DOMICIANO, essa parece ser bem industrial, grande. No meio das bodegas fomos a fábrica de azeite e derivados, de nome PASRAI, rolou degustação de azeite e compras. A segunda não me recordo o nome, apesar de bem restritiva com relação a registros, degustação, no geral foi boa. Por último, passamos na FLORIO, fechou com chave de ouro. A atendente muuito simpática, nota 1000 além de que teve muita degustação, sai tonteado de lá rsrsrs. Em todos os locais tiveram degustações e muita explicação tanto das frutas utilizadas, como processos e os locais de armazenamento, uma experiência incrível, principalmente pra quem curte degustar um bom vinho. Voltamos ao hostel bem alegres por sinal, recomendadíssimo esse passeio! 11/fev/2018 Nesse dia fomos a excursão ALTA MONTANHA. Simplesmente IMPERDÍVEL, NÃO DEIXE DE IR!!! Seguimos a indicação de nosso hostel e compramos com eles mesmo o passeio. A equipe nos buscou lá e foram nota 1000 (Transporte ALEO), só não me recordo o nome do motorista e guia, mas eles são muito bons!!! No trajeto, aconteceu um problema na RUTA e ficamos um bom tempo parada na pista, mas logo seguimos. Passamos por diversos povoados. Almoçamos em um restaurante muito rústico, só o bife de chorizo devia ter uns 700grs, sem brincadeira rsrsrsrs… A estrada para chegar até o Cristo Redentor, na divisa entre Argentina e Chile na Cordilheira dos Andes, tem muito zigue-zague, doidera… Ao chegar lá em cima, muito vento e pressão, pensei que fosse estourar meus ouvidos por alguns momentos. Mas, muito lindo. Tivemos a felicidade de ver neve em algumas montanhas “próximas”. Na volta, passamos pela Puente del Inca. A história é muito maneira e o lugar é MÁGICO! Não posso deixar de frizar novamente a recepção e todo auxílio dado pelo guia, super gente fina, de fato conhece aquela região, e explicou tudo em inglês e espanhol, que por sinal, estava tranquilo de entender para quem não tem fluência (EU). 12/fev/2018 Ficamos por conta da cidade, conhecendo sem roteiro. 13/fev/2018 Dia de voltar a Buenos Aires. 14/fev/2018 Chegada em Buenos Aires. Saímos de taxi, até o “America Del Sur Hostel Buenos Aires”. Não tivemos problema algum, mas de qualquer forma, fui acompanhando com o gps. O Hostel fica localizado em ruas sombrias, principalmente a noite. Mas nada que atrapalhe muito. Ele em si, é um prédio, muito bonito e limpo. A área de socialização é no térreo, onde tem um espaço a céu aberto, e uma cozinha. Os quartos são impecáveis. 15/fev/2018 Conhecemos o Jardím Japonês, muito bonito. Passamos pelo Planetário Galileu Galilei, mas nao nos interessamos em pagar e ver as exposições. MALBA, com suas belas exposições! Floralis Genérica; Museu Nacional de Arte Decorativo; Jardim Botânico Carlos Thays; 16/fev/2018 Bioparque Temaiken, simplesmente SENSACIONAL!!! Muitos animais, parque bem organizado, lindo mesmo… Pegamos ônibus na Plaza Italia e soltamos “próximo”. Caminhamos por volta de 10minutos. Passeio pra curtir o dia todo, chegamos cansadíssimos ao hostel, muito bacana ! 17/fev/2018 Casa Rosada, agendamos quando já estávamos na Argentina. A visita é bem esclarecedora, os funcionários bastante atenciosos, recomenda a visita ! Museu da Casa Rosada, fica ao lado, vale a pena conferir também. Museu Fragata Sarmiento. Na região próximo a Fragata, tem muitos restaurante. Almoçamos em um, que infelizmente não me recordo o nome, onde se paga um valor fixo o come até não aguentar mais, o garçom explicou que lá funciona da seguinte forma, você come, deixa o prato usado na mesa e prepara outro, acabou?! Pega outro, come, e vai até encher rsrsrs, TOP! A noite fomos conhecer a boemia. Passamos por um barzinho de cervejas artesanais bem na esquina do hostel (America del Sur), e partimos pra frente da boate CLUB MUSEUM. É balada popular, cerveja ruim, pior do que Itaipava e cara. 18/fev/2018 Feira de San Telmo. Muitos itens artesanais e principalmente coisas antigas, não vi nada de interessante, mas vale a pena o passeio. 19/fev/2018 Ficamos de molho, sem compromisso. 20/fev/2018 A volta... *** OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: - Nos dias finais, quando já estava em Buenos Aires, meu olho direito começou a coçar, ficar vermelho e por vezes remelar. Não sei ao certo se era conjuntivite, ou devido ao clima seco. Comprei colírio por lá e parecia que estava jogando pimenta no olho, só melhorou 2 dias após chegar em casa. - Utilizamos muito o metrô, grande abrangência pela cidade de BA. - Cartão SUBE, tem muitos lugares para fazer recarga, assim como recarga de celular também. - Utilizamos a operadora CLARO, pegamos pacote de internet e foi válido. ABAIXO, SERÃO DESCRITOS ALGUNS GASTOS: *** LEMBRANDO QUE OS CUSTOS SÃO PARA 3 PESSOAS*** PASSAGENS AÉREAS: Rio de Janeiro x Buenos Aires R$3.203,01 CÂMBIO no Rio de Janeiro: Dólar 1 = R$3,33 (Trocamos R$999,61) / Peso – R$1,00 = 4,17 (Trocamos R$1.000,08) COTAÇÃO p/ SAQUE – BANCO SANTANDER: R$1 = ARS5,65 (Com as taxas inclusas) TRANSFER (TaxiEzeiza): ARS780,00 HOTEL MAYFLOWER -> *2 QUARTOS* (05 à 08/fev/2018) ARS4581 (ARS631 + US$200 – Cotação Hotel “US$1 = ARS19,75”) JANTA NO MAYFLOWER p/3 ARS910 (Menu executivo, suco e vinho) OBELISCO (0800) ÔNIBUS TURÍSTICO ARS670,00 (3 Tickets de 24hrs) LA BOMBONERA - MUSEU + ESTÁDIO TOUR p/3 AR$780 ALMOÇO DO LADO DE FORA “LA BOMBONERA” p/3 AR$450 (Parrilla, lá dizia que era pra dois, mas comemos em 3 tranquilos) ÔNIBUS B.A x MENDOZA ARS 4.052,20 (3 Passagens) HOSTEL ESTACION MENDOZA -> *2 QUARTOS* (09 à 13/fev/2018) AR$7.520 ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$800 (Bife de chorizo com salada ou fritas, vinho ou refrigerante e sobremesa) ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$907 (Bife de chorizo, suco e sobremesa) EXCURSÃO DO VINHO “MAIPÚ” p/3 ARS1.560 EXCURSÃO ALTA MONTANHA P/3 ARS2.970 ÔNIBUS MENDOZA x BA p/3 ARS5065,50 HOSTEL AMERICA DEL SUR BUENOS AIRES p/3 1 quarto - 2 beliches (14/fev à 20/fev) US$248 JARDIM JAPONÊS P/3 AR$360 ALMOÇO BIOPARQUE TEMAIKEN P/3 AR$615 (Peito de frango frito com batata frita ou salada e refrigerante) Apesar de não ter 100% dos gastos detalhados, apurei que por pessoa, foi gasto R$5.250. Lembrando que os gastos são desde a saída de casa até a volta pra casa novamente, tudo incluso. Observa-se que foi uma viagem bem “folgada”, não passamos aperto, apesar de no penúltimo e último dia, termos que reduzir bem os gastos diários, inclusive com alimentação, porém em TODOS os outros dias comemos MUITO BEM, a culinária hermana é TOP, um bife de chorizo que maltrata quem gosta de uma boa carne, sem contar os outros pratos de carne, assim como o bom e velho vinho para acompanhar as refeições. Grande parte dos passeios em Buenos Aires foram gratuitos, mas os que foram pagos, em sua grande maioria eram valores simbólicos, se assim podemos dizer, e todos bem válidos. Já em Mendoza, os dois passeios que fizemos foram pagos, até por questões lógicas, já que nos foi ofertado o transporte e guia. A Alimentação no geral não achei cara, os pratos são bem objetivos, carne e salada ou batata frita. Normalmente vem um valor fechado para entrada, prato principal e bebida, vez ou outra sobremesa, um exemplo seria, pão de entrada, bife de chorizo com salada e vinho. O conhecido CAFÉ, não podemos deixar de falar. Tem por toda parte e lugar em BA. Paramos em vários e gostamos de todos. Desde os mais sofisticados, com seus funcionários muito atenciosos, respeitosos. Até os mais “caseiros”, com seu atendentes fazendo você se sentir um local, atendimento olho no olho, super válido. No mais é isso galera, caso eu venha lembrar algum fato ou até observar algum erro, vou comentar e/ou corrigir. Caso tenham alguma dúvida, podem falar que assim como fui muito ajudado pelo fórum, estou disposto a ajudar também. Grande abraço família e até a próxima.
  13. Conhecer Israel (Terra Santa) já era um sonho antigo, que eu acreditava um dia poder realizar através de algum pacote de viagens ou com uma daquelas peregrinações realizadas por igrejas. Porém, os altos preços (em torno de R$ 12.000,00) me deixavam bastante desanimado. Ao me deparar com alguns relatos aqui no Mochileiros percebi que era possível fazer essa viagem por conta própria, inclusive sozinho. No final de 2016 fiz algumas pesquisas e reuni valores, chegando à conclusão de que seria possível realizar esta viagem ainda em 2017. Comprei as passagens em janeiro para viajar em 26 de maio. Portanto, teria quatro meses para planejar um roteiro em que seria possível conhecer os principais lugares, principalmente religiosos. Aproveitei esse tempo também para estudar inglês, tentando me preparar principalmente para a “temida” imigração israelense, da qual li diversas histórias, muitas delas assustadoras. O roteiro de viagem ficou assim: 25/05/2017: Saída de Fortaleza (15:26) 26/05/2017: Saída de Guarulhos (01:00), escala em Lomé (Togo) e conexão em Addis Abeba (Etiópia) 27/05/2017: Chegada em Tel Aviv (04:20). Passeio por Old Jafa e descanso. 28/05/2017: Tel Aviv – Jerusalém (ônibus). Passeio pela cidade antiga de Jerusalém, Monte das Oliveiras, Via Dolorosa, Santo Sepulcro. 29/05/2017: Jerusalém – Belém – Jerusalém. Igreja da Natividade, Muro das Lamentações, Via Dolorosa. 30/05/2017: Jerusalém – Masada – Mar Morto – Jerusalém. 31/05/2017: Jerusalém – Nazareth (transfer do Hostel). Passeio por Nazareth. 01/06/2017: Mar da Galileia, Cafarnaum, Colinas de Golan. 02/06/2017: Nazareth – Tel Aviv. 03/06/2017: Volta para o Brasil (01:00) Sobre a compra da passagem: tive que usar uma artimanha para conseguir um preço bom. Ao simular um voo Fortaleza - Tel Aviv a passagem saía por mais de 4 mil reais. Se eu comprasse os trechos separados FOR-GRU-FOR / GRU-TLV-GRU, o valor total saía por menos de 3 mil. Pra melhorar ainda mais, comprei o trecho FOR-GRU-FOR com milhas (tive que comprar algumas pra completar). No final acabei pagando R$ 2.700,00 pelos 2 trechos. O voo de Guarulhos para Tel Aviv tem conexão na Etiópia e nessa primeira parte voamos no moderno B787 Dreamliner da Ethiopian Airlines. O voo é excelente e a empresa muito boa, não tive o que reclamar. 1º DIA - TEL AVIV Após 31 horas de voo, o corpo está bem cansado e a mente começa a ter dificuldade para processar informações. Junte-se a isso uma diferença de 6 horas de fuso horário e as coisas começam a ficar complicadas. Tive bastante dificuldade na imigração e cheguei a pensar que seria deportado. Primeiramente, ao chegar no primeiro agente da imigração ele só me fez duas perguntas: Você está viajando sozinho? Tem bagagem despachada? Acho que pelo fato de eu estar sozinho e com apenas uma mochila fui tomado como suspeito e encaminhado para outro agente. Fiquei quase 1 hora esperando para ser interrogado, onde rolou todo tipo de pergunta: Qual o motivo da sua viagem? Quanto dias vai passar aqui? Quanto dinheiro você tem? Com o que você trabalha? Qual o motivo da sua viagem? Você conhece alguém em Israel? Tem alguém lhe esperando lá fora? Qual o motivo da sua viagem? Sim! Ele repetiu a mesma pergunta Qual o motivo da sua viagem? diversas vezes!!! Tentei explicar que era turismo, que eu queria conhecer Israel, os lugares bíblicos, que eu era apenas um mochileiro, mostrei passagens de ida e volta, comprovantes de reservas... mas não adiantava. Ele foi bem claro "Esses motivos não são suficientes". Em certo momento ele pediu meu celular e fez uma varredura em tudo, principalmente WhatsApp (ali meu medo era ele clicar no gemidão ). Após quase 1 hora de interrogatório, ele não satisfeito me levou para uma outra agente, que fez as mesmas perguntas e ainda acrescentou: Você tem drogas na mochila? Você usa drogas? Você já usou drogas? Por fim, ela me deu o passaporte o visto, olhou bem fundo nos meus olhos e disse: Vá! Mas, saiba que estarei de olho em você nos próximos 8 dias! Depois de toda essa tensão, consegui sair da imigração e entrar oficialmente no país. Ao sair no desembarque procurei adquirir logo um Sim Card com acesso a internet para utilizar durante minha passagem por Israel e consegui encontrar numa lojinha à direita da saída. Achei muuito caro (aproximadamente 150 reais), mas valeu a pena no sentido de que me serviu não só para comunicação, mas para armazenamento das fotos e vídeos na nuvem e orientação pelo Google Maps em diversas situações. Agora era a hora de tentar chegar ao hostel, o que seria complicado pelo fato de eu ter chegado em pleno Shabbat e o transporte público não funcionar. Acabei pegando um táxi por 120 shekels. Cheguei ao Hostel ainda muito cedo, por volta de 6h30, não sendo possível fazer o check-in. Mas pude trocar de roupa, carregar o celular, deixar a mochila e ainda tomar o café da manhã (grátis). Depois de tudo isso, fui dar uma volta pela cidade, indo até Old Jafa que é uma cidade de importância histórica e local de alguns acontecimentos bíblicos. O passeio por Jafa é muito agradável, dá pra fazer tranquilamente a pé. Ela é uma antiga cidade portuária de Israel, tida como uma das mais antigas do mundo. A partir de 1950, Jaffa foi incorporada a Tel Aviv, formando uma única municipalidade e, por esta razão, a cidade israelense leva o nome oficial de Tel Aviv-Yafo. (Fonte: Wikipédia) Após esse passeio, devido ao cansaço ainda da viagem e muuuito sono, resolvi voltar ao Hostel e tentar fazer check-in para descansar. Não teve jeito! Os caras só ia liberar o quarto após as 15h00. Então o jeito foi tirar alguns cochilos na área de convivência, que por sinal era muito boa! A noite fiquei pelo hostel mesmo, tomando umas cervejas e experimentando uns pães que eles tinham lá... (EM CONSTRUÇÃO)
  14. Olá gente faz um tempo que quero fazer um relato sobre como está a Venezuela para viajar e tal e como recentemente fui ao casamento de um irmão lá, tenho informações fresquinhas sobre a situação do país e tudo mais, mais do que um relato detalhado da minha viagem vou fazer algumas observações em relação à moeda por exemplo que está bem bagunçado agora, questão de falta de dinheiro (notas), mudança de moeda, entre outras coisas que considerei mais importante relatar ok?, mas quem quiser mais detalhes fique à vontade para perguntar, vou deixar meu whatss no final do post pra facilitar ☺️ Bom sou venezuelana de nascimento, mas moro no Brasil há 22 anos, estive na Venezuela de 22/05/18 a 05/06/18 fui ao casamento do meu irmão e aproveitei pra turistar um pouquinho, recomendo muito ir pra lá principalmente pelos preços, como a moeda esta bem desvalorizada fica pra nós brasileiros muito barato ir pra lá e esbanjar. Só quero fazer uma observação quanto a situação do país atual porque mesmo tendo família lá eu me assustei com as notícias que chegam sobre a Venezuela, e a primeira pergunta que fiz ao meu irmão quando disse que ia fazer festa de casamento lá foi: Mas as pessoas estão passando fome? Como você vai conseguir comida aí? não ta faltando comida e tudo mais? E ele obviamente me disse que a situação não era assim tão ruim como a mídia mostrava, mas obvio que não acreditei e decidi ir ver com meus próprios olhos, então confirmei que há muito exagero na mídia sim, as pessoas que passam fome são as mesmas que passam fome aqui no Brasil e em países subdesenvolvidos, pobres e pessoas que dependem de ajuda do governo, já que a ajuda do governo é basicamente uma caixa de comida por mês, e os aposentados também porque o salário mínimo é hoje 23/06 em torno de 0,50 centavos de dólar, pelo cambio paralelo (falo mais disso la na frente). Então quem for pra lá fique tranquilo que você não vai ver pessoas revirando latas de lixo, nem pessoas assaltando o tempo todo, porque uma das poucas coisas boas que a crise fez foi q com a crise muitos foram embora do país, inclusive os bandidos, eu estive lá em dezembro de 2014 e a situação de segurança estava muito pior, eu me senti mais "segura" desta vez, mas os cuidados a serem tomados em QUALQUER região que vc estiver, são as mesmas dos grandes centros aqui no Brasil, como falar ao celular na rua nem pensar, sair depois das 19 horas NEM PENSAR, a vida noturna de Caracas praticamente acabou, mas ainda se consegue comer em bons restaurantes nas regiões nobres da cidade, e você vai até se esquecer que está na Venezuela. Bom começando com a minha experiência em Boa Vista, resolvi ir por Boa Vista pelo motivo óbvio rsrsr, preço, pois um vôo direto de São Paulo-Caracas Ida e volta está em torno de 6000 reais o mais em conta, bom os motivos pra isso são vários mas o principal é que poucas companhias estão fazendo o percurso, principalmente por causa da inflação que aumenta diariamente, então fica difícil fazer estimativa de preços de passagens e tal. Bom sou venezuelana de nascimento, mas moro no Brasil há 22 anos, estive na Venezuela de 22/05/18 a 05/06/18 fui ao casamento de um irmão, então vou contar um pouco sobre a viagem. Fui por Boa Vista por ser a opção mais barata, uma passagem de avião pra Caracas direto de São Paulo estava em torno de 6.000 reais, ida e volta, e isso estava bem fora do meu orçamento. Então cheguei a Boa vista no dia 22/05 às 3 da manhã, infelizmente os vôos pra Boa vista só chegam e saem de madrugada. Por causa da crise na Venezuela a cidade está um caos, cheio de venezuelanos dormindo no aeroporto e por isso achei melhor esperar amanhecer num hotel, peguei um taxi no aeroporto e pedi q me levasse a um hotel, me levou no hotel farroupilha, que por sinal não recomendo, além de me cobrar 100 reais pra dormir 3 horas, o banheiro não tem nem chuveiro elétrico, que era o mínimo q eu esperava pelo preço, mas enfim foi a opção que tinha no momento. Na volta eu também tive que dormir na cidade então optei pelo airbnb, fiquei na casa do Walber e super recomendo, ele é um policial militar muito gente boa e com certeza é melhor ficar lá que nos hotéis de Boa vista. Levantei e fui pro terminal do Caimbe pegar o taxi para Pacaraima, cidade que faz fronteira com Santa Elena de Uairen, o taxi cobra 50 reais por pessoa e leva 4 pessoas, são bem seguros peguei da empresa cootap mas tem outra e ambas cobram o mesmo. Saem em vários horários, na verdade conforme vai tendo passageiros para levar, fazem a travessia até 19 horas me disse o motorista, então a hora que chegar sempre vai ter alguém pra te levar. Cheguei em Pacaraima onde um primo venezuelano foi me buscar de carro, pra quem não está acostumado com fronteiras na América do Sul vai parecer assustador a quantidade de venezuelanos dormindo nas ruas, têm muitos trocando dinheiro dólar por Bolívar, Real por Bolívar o cambio está 4,1 reais por dólar até sexta 22/06/18. Não recomendo trocar dólares na fronteira, os motivos são vários vou citar os principais: - há pessoas que querem tirar proveito como em qualquer lugar do mundo, mas devido à crise q estão passando tentam ganhar de qualquer jeito, então o meu conselho é levar dólares daqui, de preferência notas de baixo valor, vou explicar o porque mais pra frente; - não adianta ter Bolivares, a não ser uma quantidade muito pequena, a inflação lá ta uma loucura então o bolivar se desvaloriza todos os dias, quando cheguei estava 1 dólar = 1.000.000 de bolivares (sim vc não leu errado um milhão) e quando vim embora estava 2.400.000, como são valores em milhões não há notas suficientes e nem como carregar tanto dinheiro assim, então as pessoas só usam notas para abastecer, porque a gasolina é infinitamente barata então com 500 bolivaresvc enche o tanque Ps: com 500 bolivaresvc não compra nem uma bala lá Gente percebi que o post vai ficar muito grande, então vou resumir e se tiverem dúvidas ou quiserem saber mais detalhes mandem email [email protected] ok? - se não tiver jeito mesmo e tiver que trocar reais por dólares só aceite as notas de 100 dólares, são as únicas que não podem ser falsificadas, masssdifíceis de trocar depois de estar lá dentro - a não ser que tenha conhecidos dispostos a te ajudar, ninguém vai trocar dólares pra vc no preço que está na cotação do dia, vou explicar melhor há 2 cambios na Venezuela o câmbio oficial e o paralelo ou negro, o oficial é o do governo, isto é o que é seguido pelas instituições financeiras, pelas operadoras de cartão de crédito etc, e o paralelo que é o do site dolartoday.com que hoje está 2.951.374, bom mas o que isso significa? A maioria da população segue o paralelo, todas as vendas tipo imóveis, carros são feitas seguindo o dolartoday mas cada pessoa pode barganhar esse valor, mais ou menos isso A cotação oficial é de 96.322, nem preciso dizer que não compensa passar o cartão de crédito internacional na Venezuela né?, pra quem não entender só pedir que eu explico melhor 😉 Bom e como eu fiz com relação ao dinheiro? Um primo me emprestou seu cartão de um banco de lá e eu troquei 100 dólares com ele assim que cheguei na Venezuela, ele deixou em bolivaresdisponíveis nessa conta, tudo absolutamente tudo é pago por débito, como comentei antes não tem notas no país suficientes pros valores praticados, e como tudo está custando milhões, exemplo 1 diaria de hotel custa 7 milhoesimagina carregar tudo isso em notas 🤔 Então em todo lugar aceitam cartão de débito, ah mas eu estou na praia e quero uma água de coco , provavelmente o cara que vende coco tem maquininha de cartão, que lá é conhecido como punto, vc vai ver placas dizendo HAY PUNTO, então se vc tiver alguém que possa te emprestar a conta enquanto vc estiver lá ótimo foi o que eu fiz. Mas há ressalvas, o governo controla a quantidade de dinheiro que vc pode gastar por dia, não oficialmente claro, mas na prática se vc quiser comprar alguma coisa que custe em torno de 100 dólares em bolivares provavelmente vão recusar a transação, então o que os lojistas fazem é dividir o montante em várias vezes e passar várias vezes o cartão, um saco na verdade, mas uma forma de burlar o sistema, pelo menos por enquanto. Outra forma de pagar é por transferências bancárias, é o que mais é feito na verdade, taxistas, lojas, tudo praticamente é pago por transferência bancária, a pessoa q vc esta comprando algo te passa o número da conta e vc faz a transferência e manda o print do comprovante por whatss, bem interessante como o ser humano se adapta a tudo NE.... Mas para quem não tem ninguém lá para emprestar a conta e tudo mais a única opção viável é pagar em dólares, por isso disse antes que o melhor é levar notas de baixo valor, por exemplo um café da manhã numa padaria vai de custar em torno de um milhao e quatrocentos bolivares isso dá menos de 1 dólar mas provavelmente não vai ser todo lugar que vai aceitar notas baixas porque podem ser falsificadas, lembra que eu disse que a única que não pode é a de 100 dólares?, então possivelmente também tudo vai sair mais caro para quem leva dólares porque vão cobrar o preço que quiserem por saber que vc não tem bolivares, é a situação econômica lá ta bem complicada, e pra piorar vão tirar 3 dígitos da moeda, para ao em vez de ser em milhões ser milhares, mas isso só vai acontecer em 3 meses. Bom o que fazer então? Sinceramente não sei, sempre pergunte quanto é em bolivares só fale que vai pagar em dólares em locais fechados e sempre que falar que vai pagar em dólares tome cuidado pra quem estiver em volta, porque sempre há gente mal intencionada e de olho em turistas pra assaltar etc., então o meu conselho é não confie em ninguém, a não ser que vá a casa da pessoa e esta seja de fato honesta. Quanto a viajar de carro pelo país, tenho várias ressalvas também, é complicado pela questão dos policiais serem corruptos, há muitas fiscalizações nas estradas, tipo blitz... e os policiais ganham um salário mínimo, que é em torno de cinqüenta centavos de dólar hoje, então imaginem passar um carro com turistas que eles sabem que carregam dólares, eles fazem de tudo para estorquir, então se for levar dólares leve bem escondidos, eles revistam tudo, reviram as malas, fazem revisão de homens e mulheres, palpam tudo... é bem constrangedor na verdade, a boa notícia é que turistas podem carregar até 10.000 dólares, mas nunca jamais em hipótese alguma faça isso, tenho um primo que carregava uns 5000 dólares e foi parado em uma alcabala (que como chamam as blitz la) e os guardas tiraram 4000 dele porque foi o que conseguiram encontrar, e ele teve sorte que não mataram ele porque a maioria das vezes eles tomam os dólares e levam a pessoa para um “passeio” para bater e tentar tirar o máximo possível de dinheiro, e para não correr o risco de serem denunciados eles matam e pronto, é parece filme de terror mas é assim mesmo. Por isso quanto mais mochileiro você parecer melhor, ou o menos turista possível melhor ainda. Para quem realmente quiser se aventurar de carro, NUNCA JAMAIS EVER dirija à noite, faça os percursos de dia, quando entardecer pare na cidade mais próxima e durma no melhor hotel que encontrar, são muito baratos quando fazemos a conversão, então sempre pergunte quanto é em bolívares e vc mesmo faça a conversão para dólares, e depois pergunte quanto é em dólares e comece a negociar a partir daí. Porque não dirigir à noite, bom além dos motivos óbvios, há trechos na Venezuela que são muito perigosos, um exemplo é a região de Caucagua, uma zona litorânea, que tem uma cidade chamada San José e, que obrigatoriamente temos que passar se vamos atravessar sentido Caracas ou outras cidades nessa direção por exemplo, é tão perigoso que para atravessar o povoado geralmente motoristas esperam a escolta da guarda nacional para passar ali, sim eu vivi isso porque meu primo atravessou essa cidade à noite no percurso que fizemos quando eu cheguei, foi horrível, mas deu tudo certo no final, por isso eu continuo dizendo JAMAIS viajem à noite. Há o risco do carro quebrar, furar pneu ou sei lá o que e vc vai ficar no meio do nada e provavelmente será secuestrado na melhor das hipóteses. Se você for atravessar o país de carro com venezuelanos é mais tranqüilo, deixe que eles dirijam e se for mulher melhor ainda, geralmente não param mulheres nas alcabalas, mas eu disse GERALMENTE. Fiquei em Guatire que é uma cidade próxima à Caracas, cerca de 30 min de carro, porque um tio mora lá e é mais tranquilo que Caracas, fica à meia hora de Higuerote que é litoral então é uma boa opção pra conhecer, como o mar que banha a Venezuela é o Caribe todas as praias são maravilhosas, mas recomendo que vá com pessoas que conheçam porque algumas praias tem muita correnteza e são perigosas na região, tenho um primo lá que pode ajudar quem quiser conhecer a região. Fui a margarita no dia 01/06/18 comprei a passagem lá em Caracas num shopping que se chama Líder, que tem uma agência de viagens de confiança, tenho o contato da moça que me atendeu, o whatss dela quem quiser me pede ok? bom como a questão financeira não está legal, tudo está um pouco louco, tem coisas que são extremamente baratas até mesmo pros Venezuelanos, uma passagem ida e volta pra margarita saiu por 32 dólares saindo de Maiquetia (Aeroporto principal da Venezuela- fica 30 min de Caracas). Para conseguir passagem pra lá recomendo que assim que chegarem em Caracas façam isso, ou então já deixem reservado com essa moça que comentei porque não é fácil conseguir passagens em cima da hora, eu tive sorte que consegui com 3 dias de antecedência, mas não façam isso porque é muito provável que não consigam passagem ok? E finalmente como está Margarita? a situação da ilha é menos ruim do que do resto do país, a ilha é bem grande então não dá pra percorrer a pé, nem de carrinho de golf como em San Andrés, por exemplo, então tudo é feito de carro ou taxis, e aí temos um problema, os táxis só aceitam transferência bancária... acho que tem alguns que aceitam dólares, tenho o contato de um taxista muitooooo legal que nos ajudou muito durante a nossa estadia na ilha, o nome dele é Johan, é o que cobra mais barato é super pontual e também oferece alguns passeios pela ilha. Eu fiquei só 3 dias infelizmente não tinha como ficar mais, mas recomendo que fiquem pelo menos 5 dias para aproveitarem tudo, não vou entrar em muitos detalhes sobre margarita porque o post já ficou longo demais, quem quiser mais detalhes é só pedir ok? Pra quem está curioso sobre quanto gastei ficando quase 3 semanas lá, eu gastei 200 dólares esbanjando muito e ainda trazendo 2 perfumes importados rsrsrsr, gente lá é tudo mais barato então é o paraíso pra comprar mas devido ao problema de dinheiro e das operações financeiras serem bem dificultadas acaba atrapalhando demais trazer muitas coisas, recomendo que levem pouca bagagem e que comprem o que precisarem por lá... é bem barato inclusive em alguns shoppings em Caracas mesmo, os Shoppings de Margarita são mais caros antigamente era o contrário mas como a ilha teve que se dolarizar acaba ficando mais caro. Dicas de hotéis e tudo mais é só pedir blz? Beijos desculpem o post enorme masss é a primeira vez que faço um relato ta bom? contatos: [email protected] Whatss: 034996580626 PS: tenho contatos na Venezuela toda rsrsrs, minha família lá é bem grande.
  15. Em dezembro de 2017, passei 3 dias no Zimbábue(relato aqui) e 15 dias na África do Sul, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também! Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória). Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/ África do sul Roteiro: Foram 8 dias na Cidade do cabo, 2 dias em Joanesburgo e 4 dias no Kruger. Ficou boa essa quantidade de dias para cada lugar, não mudaria, mas caso dispusesse de mais tempo, ficaria uns 14 dias na Cidade do Cabo(queria morar lá pra falar a verdade rs). Uma coisa que compensou fazer, foi passar 4 dias no bairro de WaterFront e 4 dias na Long Street, fiz isso pra conhecer bem cada canto da Cidade do Cabo. E porque não conseguia me decidir onde ficar rs. Depois passei 2 dias em Joanesburgo, e acredito que foram suficientes(me lembrou muito São Paulo, e como sou daqui, não curtir rs). Finalmente, fui para o kruger, de van, caso você também vá via terrestre, reserve 3 dias no mínimo, pois de Joanesburgo pra lá, são umas 6 horas na estrada, por isso os dias de ida/volta acabam sendo quase perdidos. Tem um aeroporto mais próximo do parque, o Nelspruit, mas a passagem estava cara. Tirei a Garden Route do roteiro, pelo que vi precisa no mínimo uns 5 dias pra aproveitar bem. Passagens: Voei com a South African Airways, que é muito boa. Já que a ideia era conhecer mais um lugar além da África do Sul, escolhi ir para o Zimbábue. Pesquisando, percebi que se comprasse 3 trechos de uma fez, 1º São Paulo > Victoria Fall, 2º Victoria Fall > Cape Town e 3º Joanesburgo > São Paulo, acabou ficando mais barato do que se comprasse a ida/volta da África do Sul para o Zimbábue, recomendo usar a ferramenta do google para fazer essas pesquisa de preço por várias cidades. O trecho Cape Town > Joanesburgo, comprei pela FlySafair, só $250 Reais a passagem, tem muitas outras companhias de low-cost por lá, valeu a pena. Gastos: Com hospedagem, passeios, comida e transporte gastei $1.350 dólares pelos 15 dias(fora a passagem ida/volta do Brasil). Vou separar por cidade, assim ajuda a ter uma ideia melhor: 8 dias na Cidade do Cabo: $600 dólares. 2 dias em Joanesburgo: $100 dólares. 4 dias no Kruger: $650 dólares. O lugar onde gastei mais do que deveria, foi o safári no Kruger, como eu estava sozinho, acabei tendo que apelar para uma agência, que cobrou $600 dólares o pacote de 4 dias, o valor compensou, pois estava tudo incluso, mas tenho certeza que se fizesse por conta, ou se estivesse com mais pessoas, gastaria bem menos. No geral, o custo lá não é alto, é possível encontrar hospedagem a menos de R$50 Reais(em hostel) e refeições de R$15 a R$50 Reais, mas os passeios acabam sendo bem caros. Fiz vários day-tour que custavam em média R$200 Reais. Um dica que posso dar é fazer os passeios por conta própria, alugando carro e tentar ir em mais pessoas. Dinheiro: A moeda usada na África do sul, é o Rand, ele vale mais ou menos ¼ de 1 real, então 4 Rand = 1 Real, fiz esse calculo na hora de fazer as contas. Dólar/Rand/Real, o que levar? O melhor é comprar dólar aqui e trocar lá por Rand, talvez você tenha lido que não vale a pena, pois vai fazer o cambio duas vezes, e perde nas duas, bem... a verdade é que depende. Depende o quanto você perde, é possível perder mais fazendo apenas um câmbio, o que determina isso é se a moeda trocada é forte ou fraca. Nesse caso, você vai perder bem mais trocando diretamente Reais por Rand, do que se fizer Real > Dólar > Rand. Isso porque o Real é considerado uma moeda fraca por lá, quer dizer que ninguém, na áfrica, quer comprar Reais, isso faz com que o cambio dele seja baixo, diferente do dólar, que é uma moeda forte, e faz com que as casas de câmbio queiram comprá-la(mais do que real). Além disso, tenha em mente que levando dólares, você consegue um cambio melhor, mas tem o inconveniente de ter que andar com muito dinheiro, então leve uma doleira pra carregar a grana embaixo da roupa, e não ande com tudo, deixe uma quantia no cofre do hostel/hotel. Câmbio: Use sites como Melhor Câmbio para achar a melhor cotação, um outro que recomendo pra quem é de SP, é o Câmbio Store(é onde geralmente compro). Chegando na África do Sul, troque uma pequena quantia no aeroporto, que normalmente têm taxas ruins, e deixe pra trocar o resto do dinheiro num lugar que faça "câmbio alternativo"(casas de câmbio clandestinas, onde pagam melhor e não cobram taxas), tem um que achei por indicação, que fica na 39 Strand Street, o lugar parece meio "suspeito", tem portões com grade, o pessoal parece mafioso, mas vai sossegado que é de boas lá rs. Cartão de crédito: Você pode optar por usar apenas cartão, é aceito na maioria dos lugares em Cape Town e Johannesburg, de várias bandeiras, seja cartão de credito ou debito, inclusive você pode sacar Rand no caixa automático, e é bem fácil achar um caixa 24. Além desse ser o modo mais seguro, já que não precisará andar com muito dinheiro, mas é o pior pelas taxas do banco, como IOF por transação, além da cotação de dólar que o banco usa ser bem desfavorável. Idioma: A África do Sul tem 11 línguas oficiais. Quase todo mundo fala inglês, alguns com um sotaque que eu achei bem difícil no começo(sério, no primeiro dia eu fiquei perdidão, não entendia nada). Insetos: Era uma preocupação minha antes de viajar, acho que de muita gente também, até pesquisei um repelente bem forte, mas quando cheguei lá, não usei. Durante o safári, que foi o lugar onde mais estive em áreas selvagens, dormi num chalé que tinha aquelas mosquiteira na cama, então não foi problema, e durante as saídas, fiquei o tempo todo dentro do carro, e em momento algum vi mosquitos nele. Sobre o medo de malária, o perigo existem em algumas regiões do país, mas nenhuma das que eu passei, então não me preocupei em correr atrás de vacina, mas o que pesquisei é que é bem cara é não tão eficaz. Segurança: Na Cidade do Cabo, era bem tranquilo andar durante o dia, mas a noite a recomendação era de sempre pegar táxi e não caminhar, embora eu tenha achado que não parecia tão perigoso(e olha que eu sou de São Paulo). Já em Joanesburgo, até de dia é complicado andar por lá, e era recomendado nunca andar sozinho. Transporte: Vale muito a pena alugar um carro, pelo que pesquisei é bem barato. Porém não tão barato que compensasse pra mim que estava sozinho, o que fez a viagem ficar um pouco mais cara, já que para chegar em muitos lugares, tive que recorrer às agências turísticas. Outra coisa a se levar em conta, é que muitos lugares, como Cape Point, são bem melhor aproveitados de carro próprio do que passeios de agências. Uber: boa alternativa caso não alugue um carro, em alguns casos, deve compensar bem mais. O custo é realmente muito baixo(pude perceber que a maioria dos motoristas de Uber, são de outros países vizinhos, mais pobres que a África do Sul, e que foram pra lá conseguir um trabalho melhor). Recomendo que compre um CHIP de celular quando chegar, para poder chamá-los de qualquer lugar, eu não comprei pois sempre conseguia Wi-FI free, mas nem sempre era garantido, e as vezes tive que apelar para o táxi. Cidade do cabo Ponto importante para quem pretende ir esse ano, a Cidade do Cabo está com um problema sério de falta de água, existem avisos em todos os lugares para economizar, nos hostel que fiquei, pedia para tomar banho de menos de 2 minutos! o problema só deve se agravar pelo resto do ano. Do aeroporto para o centro da cidade, teve ter uns 25 km de distância, eu usei o My City Bus, é o sistema de transporte público da cidade, funciona como o bilhete único aqui de SP, você precisa comprar um cartão e colocar credito nele, os ônibus são ótimos. No aeroporto me deram um mapa com todos os pontos de parada, por isso foi fácil chegar ao meu destino, o ônibus foi direto até um terminal no centro da cidade, e de lá eu peguei outro para o meu hostel, custou $100 Rand. Caso fosse de Uber ficaria uns $300 Rand, então preferi ir de ônibus, pra já ir sentindo a vibe da cidade. Hospedagem Fiquei em 2 hostel nessa cidade, no Atlantic Point Backpackers, ele é muito topzera, tem ótima estrutura, quarto espaçoso(coisa rara em hostel), um banheiro por quarto, ar-condicionado, locker grande no quarto, o café da manhã é bem completo, e eles organizam muitas atividades entre os hospedes, todo dia havia algo pra fazer, além de estar bem localizado, uns 10 minutos á pé do WaterFront, preço um pouco acima da média, mas vale totalmente. O outro hostel foi o Cape Town Backpackers(cuidado pra não confundir com outro bem próximo chamado The Backpackers), a equipe é bem solícita e me ajudaram muito. O hostel é OK, tem um estrutura bem mais simples, como um banheiro para vários quartos, apesar de ser mais barato que o outro, acabou ficando caro, por ele não oferece café da manhã. A localização, até que é boa, mas fica distante demais da Long Street, tipo uns 15 minutos de caminhada. Os quartos não eram limpos todos os dias. O ponto positivo era o bar dentro dele, bom lugar pra socializar, mas acho que não voltaria lá, tem outras opções melhores O ônibus vermelho Você vai vê-los em todos lugar em Cape Town, são os ônibus turísticos de dois andares, que tem a parte de cima aberta, o site oficial é o City Sightseeing. Vale a pena dar uma olhada no site, seja para planejar e comprar o ingresso, ou para ver os pontos turísticos mais famosos e ir para lá por conta própria. Eu usei esse ônibus por uns 4 dias seguidos, e me quebrou muito o galho, pra ir de um canto para o outro da cidade, recomendo bastante. Um bom roteiro de um dia, nesse ônibus, é pegar o ingresso de $400 Rand, que inclui a entrada pra Montanha da Mesa. Então passar pela Long Street, depois a Montanha da Mesa, almoçar na Camps Bay e final do dia no WaterFront. Outra dica, eu fui comprar o ingresso no ponto 5, que fica na Long Street, um vendedor de lá me fez uma promoção muito boa, eu paguei $1120 Rand, pelo day-tour em Cape Point + o pacote Deluxe(3 dias pra andar no ônibus) + O Attractions City Pass(que dá uma entrada gratuita na maioria das atrações de Cape Town, veja aqui no site o preço de cada uma delas, e calcule se vale a pena pra você comprar). No final, compensou bastante, se eu somar as entradas das atrações que fui, davam bem mais do que paguei, mas só por causa do pacote que o vendedor me fez, então vá lá, e se não tiver cara de pobre sem grana igual eu, tente dar uma chorada no preço rs. Lions Head O melhor horário para ir é no final do dia, para ver o pôr-do-sol lá de cima, pois é muito bonito. Para chegar, chamei um Uber, que me deixou no portão, não precisa pagar nada para entrar. A subida leva apenas 1 hora, não chega a ser difícil, apenas algumas partes mais complicadas, onde existem umas escadas e correntes pra te ajudar a subir,tirando isso é bem tranquilo. Se for mesmo no final da tarde, lembre-se de descer logo, ou pelo menos tenha uma lanterna(do celular mesmo), o caminho fica bem escuro na volta. Também vale a pena procurar pela Wally's Cave, é um caminho alternativo e um pouco mais difícil, onde se tem uma vista pra Montanha da Mesa, recomendo buscar algum vídeo no YouTube mostrando como chegar lá, não vou explicar aqui porque fica complicado(e também porque eu não lembro rs). Montanha da Mesa Uma dica importante sobre lá: É possível vê-la de várias partes da cidade, e se você perceber que o tempo está aberto, suba! O clima lá é muito imprevisível e muda muito rápido, tem este site que você pode ver a condição do tempo, e se o teleférico está aberto ou fechado por causa do vento(me fudi 2 vezes indo lá a toa até descobri o site). Signal Hill Passeio padrão e muito bom, o ideal é ir para ver o pôr-do-sol, vale muito a pena, tem a opção de ir com ônibus vermelho, táxi, ou Uber. E não esqueça uma blusa pois faz bastante frio lá em cima, e leve vinho e um pouco de comida para um piquenique (ou muita pra uma farofada mesmo, ninguém vai te julgar por isso rs) Cape Point Ou Península do Cabo, passeio quase que obrigatório, fica a 70km da Cidade do Cabo, recomendo ir de carro para poder parar onde quiser, principalmente se fizer a rota pela costa oeste, tem muitos pontos cuja paisagem é muito bonita. Caso esteja sem carro, a maioria das agências/hostel/hotel e até o ônibus vermelho vendem esse passeio, a média de preço é a mesma, $800 Rand, incluindo uma parada em Boulders Beach, onde você pode conhecer a praia de pinguins(eu não esperava ver pinguins! na África, foi surreal), por $80 Rand a entrada. Já em Cape Point, é possível subir/descer pelo bondinho($50 Rand), ou a pé, só 20 minutos no máximo. A vista lá de cima é bem legal, além de ter uma trilha que circula por baixo pra chegar mais perto do final da rocha. Depois disso, é possível ir andando até o Cape of Good Hope(Cabo da Boa Esperança), deve levar uns 40 minutos numa trilha bem tranquila (caso esteja de carro, talvez seja melhor ir até lá pela estrada), para chegar lá, vá andando até uma praia que você com certeza viu lá de cima, que está à esquerda, ela se chama Dias Beach, e não é própria para banho, pois as ondas ali são bem fortes, mas dá pra andar pelo rochedo por cima dela. O final da trilha, no Cabo da Boa Esperança, é outro lugar obrigatório para visitar. Vinícolas Outro tour bem famoso, é o da rota de vinhos, é possível conseguir em qualquer agência/hostel e também no ônibus vermelho, não sei se todas fazem as paradas nas mesmas vinícolas, mas não deve ser muito diferente. O passeio é um bate e volta no mesmo dia, passando por várias vinícolas, e fazendo degustação de vinho em todas, além disso, a paisagem é muito bonita. Também é possível fazer por conta própria, indo diretamente nas cidades. A melhor e mais conhecida é Stellenbosch. Free walking tour Eu fiz o free walking tour deste site, eu gosto de fazer esses passeios, sempre que visito uma cidade nova, já procuro se tem algum, é a melhor forma pra conhecer a história da cidade e ainda ter algumas dicas de lugares pra visitar. Nesse em específico, as caminhas eram mais curtas, umas 2 horas, e havia 3 diferentes para escolher. Fiz o do centro histórico, e um outro chamado Apartheid to Freedom, valeu muito a pena esse segundo, é uma aula de história, mostrando sobre como era a vida das pessoas em Cape Town no período do Apartheid, e ver alguns objetos daquela época que ainda estão na cidade, mantidos como registro histórico(como um banco de praça escrito "apenas para brancos", é impactante). Não fiz o tour para o Bo-Kaap, que é o antigo bairro apenas para muçulmanos, onde as casas são coloridas, eu apenas dei uma passada por lá num outro dia, mas acredito que vale a pena conhecer mais detalhes históricos dali. Outros passeios e lugares que gostei: Two Oceans Aquarium: Fica do WaterFront, o melhor é ir às 14h00, que é quando eles alimentam os peixes, e tem um pequena palestra. Às 14h30 vá para parte de cima, para ver a alimentação dos pinguins. Museo do Rugby(The Springbok Experience Rugby Museum): Fica no WaterFront, ali dá pra ter uma ideia do porque o rugby é tão importante para os sul africanos, e como ele foi usado para unir a nação, fiquei com vontade de ir num jogo, mas não achei nenhum que iria acontecer enquanto estivesse lá. Mama Africa: Restaurante muito bom, voltado para turistas, fica na 178 Long Street, tem banda ao vivo, que toca músicas típicas. Se você quiser experimentar carnes exóticas, tem um prato chamado Wild Game, nele vem carne de Kudu(a melhor que comi), avestruz, javali, crocodilo e outros, custa $320 Rand, um pouco caro mas valeu muito a pena. Galbi Restaurant: Fica numa galeria na 210 Long Street, outro lugar com carnes exóticas, só que mais barato, o legal aqui é que você pode escolher a carne e cozinhar você mesmo! tem uma grelha em cada mesa, achei bem legal esse esquema. African Tradin Port: Fica no WaterFront, é uma loja gigante, uns 3 andares, vale a visita só pra ver os itens a venda, o preço é um pouco salgado, se gostar de algo, procure o mesmo item em outra lojinha, como as várias da Long Street, onde você pode negociar o preço. Hout bay Uma cidade costeira, próxima de Cape Town, com vários passeios interessantes, é tranquilo ir de carro ou ir com o ônibus vermelho(a rota Mini Peninsula): Parque Kirstenbosch Botanical Garden, é um parque bem grande e bonito, caso você tenha vários dias disponíveis, vale fazer a visita e ficar um pouco por ali, talvez fazer um piquenique, pois é bem tranquilo e seguro pelo que percebi, no mais, é só um parque. World of Birds/Monkey Park, é um zoológico, que possui muitas aves, muitas mesmo! é quase um labirinto, e você vai passando de uma jaula pra outra, podendo chegar bem perto deles, é um ótimo lugar pra fotografar por causa disso. O único ponto ruim, é que dá uma certa dó de vê-los presos, eu li que as aves ali são resgatadas, e não poderiam ser re-inseridas na natureza, porque não sobreviveriam, mas ainda assim, dá uma dó deles. Existe também uma parte dedicada aos macaquinho, e é bem legal pois é possível chegar perto deles. Imizamo Yethu, é um tipo de povoado, bem pobre, e oferece visitas guiadas para conhecer aquela comunidade, a história dela, e ajudar com as instituições de caridade dali. Mariner's Wharf, é um cais, ótimo lugar para almoçar, muitos pratos de frutos do mar, e depois dá pra fazer o passeio de barco para a Seal Island, uma ilha cheia de lobos marinhos. Joanesburgo e Soweto Fiz o tour do Soweto, com uma agência chamada MoAfrika, mas acho que não foi tão bom, pelo que ouvi de outras pessoas, que fizeram outros tours, eles visitaram algumas instituições/ONG de ajuda aos moradores da região, no tour que eu fiz, não passamos por uma, e eu gostaria muito de ter conhecido. O passeio foi por algumas vielas de uma parte do Soweto, e entramos em uma das casas, no final teve uma apresentação de uma dança típica local, com alguns jovens, muito legal. Fizemos outras paradas, uma no museu do Hector Pieterson, que conta a história de uma revolta da população contra o governo, e da importância dos movimentos que nasceram do Soweto na luta contra o Apartheid, e a última parada foi no museu do Apartheid/museu do Nelson Mandela, os dois ficam juntos, e vale muito a visita, o tanto de informação que tem ali, é impossível ver apenas em uma dia, a maioria do material são vídeos, jornais e fotos da época, algumas partes são bem impactantes, mas sem duvida vale a visita. Minha opinião sobre esses tours do Soweto.(sinta-se livre pra pular essa parte se quiser rs). Sobre o tour em si, acho que ele é mais impactante pra quem mora em países desenvolvidos(europeus, americanos), pra quem mora aqui na América Latina, e mesmo em grandes cidades do Brasil, é possível achar pessoas em situações bem parecidas(ok, provavelmente não tão precárias como lá, devo dizer), não que deixe de ser uma boa experiência, conheço muitas pessoas que precisam de um "choque de realidade" daqueles, principalmente para lembrar que aquela é a realidade de boa parte do mundo, incluindo talvez o bairro onde elas moram. Ao mesmo tempo, me incomodou um pouco fazer esse tipo de "tour de miséria", perguntei para o guia, que era morador dali, o que os outros moradores achavam de ver vários turistas visitando o lugar, e tirando fotos deles. Ele explicou que, desde que as coisas por ali melhorarem, os moradores não se importariam, desde que aquela movimentação de turistas, também trouxesse uma melhora na vida deles, mesmo que pequena, eles aceitariam. Por isso, achei que faltou a visita em alguma instituição beneficente, no tour que fiz. E caso você vá visitar o lugar, não deixe de ajudar, da forma que conseguir, você vai sair levando algo dali, seja uma alegria pelas crianças que correm e pulam pra te abraçar, seja uma inquietação pela situação que aquelas pessoas vivem. E por levar essa lembrança, nada mais justo que deixar alguma ajuda em troca para eles. Safári Essa parte me deixou bem confuso antes da viagem, vários nomes e termos, vários parques, onde ir, como ir. Vou colocar aqui o que eu aprendi pra te ajudar a decidir. Existem muitas opções de safári para fazer em vários lugares da África do Sul, a maioria dos parques você pode chegar por conta, e dirigir por eles, ou contratando agência para te levar. Se você estiver em Cape Town, tem poucas opções, o mais perto o é Aquila Private Game Reserve, que mais parece um zoológico aberto. Entre os parques que merecem destaque, pelo tamanho e quantidade de animais, estão o Addo Elephant National Park, bem próximo de Port Elizabeth. O outro, e pode-se dizer o maior e melhor, é o Kruger National Park, fica a 6 horas decarro de Joanesburgo, ou pegando um voo para a cidade Nelspruit. Game drive: Você deve ter lido isso se já pesquisou, esse é o nome que as agências dão aos passeios de carro 4X4 para ver os animais dentro do parque. Esses game drive duram umas 4 horas, e são feitas ou bem no inicio ou no final do dia, num carro alto e aberto, para que os passageiros possam ver os animais e fotografar. Walk game: é uma caminhada dentro da área selvagem, juntos com dois guias armados para te acompanhar, um deles vai mostrando o lugar, ensinando sobre algumas plantas, animais que passagem por ali, muitas pegadas ou cocôs(no que eu fiz aprendi muito sobre isso rs). É possível ver alguns bichos, mas sempre mantendo distância, gostei mais desse passeio do que o de carro, isso porque eu gosto de andar na natureza, é mais empolgante do que andar de carro. Hospedagem: Existem várias opções, camping, tendas grandes, chalés e até casas. Caso você resolva ficar numa Private Reserve, algumas delas tem acomodações bem luxuosa-topzera(como a Sabi Sand Game Reserve que eu queria ter ido, mas não deu por motivos de:$$$) e outras mais humildes que oferecem tendas em áreas mais afastadas, com banheiro compartilhado, uma espécie de camping, para quem quer uma experiência mais root's. Private Reserve ou Game Reserve: Em volta do Kruger, existem algumas áreas que são privadas, porém não possuem cercas de separação, então os animais acabam transitando para lá, e é possível ver nelas, a maioria dos animais que estão no Kruger. A vantagem aqui, é que os carros podem entrar em áreas mais difíceis, além de ter menos veículos circulando. Dentro dessas reservas, existem os Lodge, que são os lugares que oferecem pacotes com hospedagem/game drive/refeições. Da mesma forma que o Kruger, existem pra todos os bolsos. Dica de fotografia: Esqueça Go-Pro ou similares, com celular até que dá pra tirar dos animais que estejam mais próximos. O ideal é ter uma câmera com um bom zoom, prefira uma lente Teleobjetivas com no mínimo 200mm, pois muitos animais ficam distantes da estradas. Safári no Kruger Se o objetivo é economizar, o melhor é alugar um carro e ir por conta, reservando sua hospedagem pela internet (esse é o site oficial para escolher). A outra opção é fechar com uma agência, que vende pacotes all-inclusive, podendo escolher o tipo de acomodação (chalé, tenda, cabana), e o preço varia pra cada tipo. Eu escolhi a Viva Safaris, na ocasião ficou em $600 dólares o pacote de 4 dias, o que inclui: Transporte ida/volta de Johannesburgo para o Kruger; uma parada para os cânions Blyde River na volta; 3 noites num tipo de chalé bem confortável(eu escolhi tenda, mas deu "overbooking" e acabei ficando em chalé!); 3 jantares, 3 cafés da manhã; e um almoço(os outros almoços foram na estrada ou dentro do Kruger, mas que não ficaram caros); além dos passeios: e 1 Walk Game, 3 Game Drive de 4 horas na reserva privada, e mais 1 de dia inteiro dentro do Kruger. Até que compensou pois foi tudo organizados por eles, recomendo pra quem não quiser pesquisar muito pra fechar cada coisa em separado, dentre as agências que pesquisei, acho que foi a de melhor custo/benefício. Hospedagem: Quando reservar acomodação no Kruger, jogue no google o lugar, e veja no mapa, pois algumas dizer ser dentro do Kruger, mas não são. Não que isso seja ruim, muitas dessas reservas são ótimas, eu fiquei numa delas, mas só pra você ter certeza do que tá comprando. Game drive: Um conselho importante: tenha paciência quando fizer os safáris! pois é possível que você fique até uma hora inteira sem ver muitos animais, o parque é muito grande mesmo. Caso você esteja dirigindo por si, se vir muitos carros parados, chegue perto pois teve ter algum animal interessante alia Rota: Caso resolva dirigir por conta própria, no caminho para lá, faça uma parada no cânions Blyde River, tem uma vista belíssima.
  16. Há 2 anos, insatisfeita com a vida já aos 24 anos, me via sendo engolida pelas responsabilidades, pelo trabalho, pela falta do inglês e pelos estudos que patinavam e não saiam do lugar. E mesmo começando a estudar, via um longo caminho desanimador pela frente. Via os dias, as semanas e os meses passando e não aprendia, não vivia, não conhecia lugares e pessoas novas. Foi quando me dei conta que ainda só tinha 24 anos e poderia traçar uma vida completamente diferente da que eu estava traçando. Percebi que toda aquela pressão de ter uma boa formação, uma boa carreira e até mesmo uma orientação sexual diferente do que eu realmente tinha, nada mais era do que a vontade das outras pessoas na minha vida. Senti então que eu precisava sair daquele ciclo vicioso pra poder ser eu mesma. Comecei a ler sobre mochilões, viagens low cost, histórias que me encantaram e realmente ganharam meu coração. Fiquei um ano pesquisando todas as possibilidades sobre esse tipo de vida e essa vontade crescia cada vez mais dentro de mim. Ao mesmo tempo, sentia um medo gigantesco de entrar em uma porta completamente escura. Em abril do ano passado, sai do trabalho que me engolia dia a dia e aí tive que decidir entre colocar em prática aquela loucura que vivia crescendo na minha cabeça e que ninguém botava fé que eu faria ou procurar um outro emprego pra viver naquele padrão que todo mundo estava acostumado. Deixei uns meses passar, por pura falta de coragem, mas eu sabia que não poderia mais viver daquele jeito. Foi quando, com um frio enorme na barriga e com as mãos suando, decidi dar o primeiro passo e comprar a passagem de avião só de ida pro Uruguay para o dia 29 de Julho de 2017, onde começaria minha nova vida, sozinha, livre de qualquer rótulo, pra eu crescer e amadurecer da forma que quisesse. Sai do Brasil com um medo que não tinha tamanho, com uma ansiedade maior ainda, mas uma sede de vida muito maior que qualquer coisa que pudesse me impedir. Hoje faz 7 meses que eu sai e quando olho pra tudo que vivi nesse tempo eu digo com toda a certeza desse mundo que foi a melhor escolha que fiz na vida, por todas as experiências e aprendizado que têm me proporcionado. Eu cruzei cidades e países sem precisar gastar com hospedagem e transporte durante toda a viagem, pedindo carona e usando o Couchsurfing. Muito mais que uma economia, o valor real dessas experiências é perceber o quanto as pessoas podem ser boas e gentis sem "ganhar nada em troca". O nada se transforma em tudo, quando percebemos que em cada "sim" para uma carona ou uma estadia ganhamos momentos e memórias de lugares e pessoas que vão marcando nossa vida, assim como deixamos um pouquinho de nós em cada uma delas. Assim, cruzei de carona a Patagônia Argentina, a Patagônia Chilena e subi até o Atacama, onde estou vivendo há alguns meses pra reabastecer as reservas. Neste tempo, tive experiências incríveis como dirigir pela primeira vez um caminhão (carregado) em plena estrada, acampar na beira da estrada, tomar banho em posto de gasolina, me hospedar em um veleiro de graça durante 4 dias na última cidade do mundo e pilotar o mesmo (pela primeira vez na vida) no canal mais austral do mundo. Conheci o parque nacional Torres del Paine, onde por falta de experiência não consegui completar o circuito W e tive inflamação nos dois joelhos e aprendi que nem tudo dá certo como planejamos ou queremos. Fiquei em casas de famílias, de casais, de amigos, de parentes e conheci pessoas de diferentes classes sociais, crenças e estilos. Conheci um casal que me acolheu em sua casa como uma filha em um povoado de 3 mil habitantes, tomei Mate com meus amigos de estrada, aprendi a fazer macarrão artesanal, alfajor caseiro, pizza e empanadas. Passei um dia com as crianças carentes de Bahia Blanca e vi o quanto temos a dar e a receber. Ajudei a levantar paredes de madeira em um hostal em El Bolson, aprendi a fazer Adobe e reformar um hostal no deserto e tenho coleção de pores do sol presenciados. Trabalhei e continuo trabalhando por mais algumas semanas em uma agência de turismo em San pedro de Atacama, conheço gente todos os dias, erro e aprendo todos os dias e daqui um mês sigo minha viagem. Parece muito tempo pra alguns e pouco tempo para outros, mas ainda é só o começo da minha vida. https://www.instagram.com/jevalcazara
  17. Iniciamos então mais um relato, dessa vez sozinho, visto que minha namorada não pode ir em razão do trabalho. Como tinha um primo fazendo intercâmbio na Austrália, e as aulas já haviam terminado, decidimos fazer uma viagem de 30 dias para conhecer um pouco do País. Começamos pelas passagens. Elas estavam com valores de R$ 4.700,00 ida e volta. Ali por final de Fevereiro houve uma mega promoção da Quantas, que derrubou as passagens para R$ 2.200,00. Quando estava em R$ 2.800,00 em comprei, e no dia seguinte foi o pico da baixa. Mas preferi aproveitar antes, com medo que voltassem pros 4 mil reais. Comprei pela Decolar.com, pois o site da Quantas não queria funcionar. Aproveitei e adquiri um Seguro de Viagem no valor de R$ 384,00. O roteiro meio que foi feito pelo meu primo, tendo nós conversados e feito algumas adaptações. Depois da viagem vimos que poderia ter sido muito aprimorado, mas isso só vem com a experiência mesmo. Em Março fiz meu visto, que custou R$ 395,74. Fiz tudo online, usando esse site para ajudar em algumas coisas: https://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2013/09/22/como-tirar-o-visto-para-a-australia/ Ali por maio eu comprei dólares australianos de um brasileiro que mora lá. Depositei em reais na conta dele aqui, e ele depositou em dólares na conta do meu primo. Tinha feito a conta que iria gastar uns 3 mil dólares. Comprei 2.200 dele, e os outros 800 seriam do meu primo, visto que eu havia comprado as passagens áreas internas na Austrália para nós dois. Tudo para "baratear", evitando gastos com IOF e lucros das casas de câmbio. A cotação que consegui foi de R$ 2,68. GASTOS INICIAIS - Passagem Brasil – Austrália – Brasil – R$ 2.812,00 - Seguro Viagem – R$ 384,00 - Visto = R$ 395,74 TOTAL = R$ 3.591,74 Dia 01 e 02 – 16/05 e 17/05 – SÃO PAULO - MELBOURNE Meu avião saiu de Guarulhos às 18h45min. Feito escala em Santiago (Chile) de 2h e depois em Auckland (Nova Zelândia) mais 2h. Um voo beeeem cansativo. Uma dica. Na ida eu peguei a poltrona 26 no voo de 10h entre Santiago e Auckland. É uma poltrona que tem muito espaço para se esticar, visto que ficar numa saída de emergência. Achei muito bom. Tentei pegar na volta, mas não tinha mais. Aí pega na janela e consegue apoiar as pernas na porta de emergência, dá um bom sono. Dia 03 – 18/05 - MELBOURNE Cheguei em Melbourne às 09h25min da manhã. O meu primo já tinha comprado a passagem do SkyBus pela internet (AUD 18,00) (https://www.skybus.com.au/). Esse ônibus faz o trajeto aeroporto / centro de Melbourne a cada 10min mais ou menos. Tem os que vão em bairros, mas o mais usado é o que vai até a estação Southern Cross. Fui até lá e ele foi me buscar. Ficamos na casa em que ele estava hospedado, no Southbank. Como o horário da Austrália é +13 o horário do Brasil, eu precisava ficar acordado o dia todo pra "ajustar" meu corpo, visto que quando é dia no Brasil, é noite na Austrália. Então fomos caminhar pela cidade. Fomos pelas margens do Rio Yarra, passamos pela Chinatown, e caminhamos até a Argyle Square. Ali próximo existe em restaurante chamado Universal Italian, que serve um frango parmegiana IMENSO, e por um valor extremamente em conta (AUD 14,00). Comemos era umas 16h já. Na volta passamos pela pela Biblioteca Estadual e pela estação Flinders Street e fomos pra casa. Consegui ficar acordado até às 20h aproximadamente, e aí capotei. Margens do Rio Yarra Margens do Rio Yarra Argyle Square Chicken Parmegiana no Universal Italian GASTOS SkyBus - AUD 18,00 Universal Restaurante - AUD 14,00 TOTAL = AUD 32,00 Dia 04 - 19/05 – MELBOURNE Nesse dia iríamos visitar outros locais. O Rodrigo convidou uma amiga dele para ir junto, a Isabela, a qual nos acompanhou nos quase 30km de caminhadas na cidade. Começamos pelo Shrine of Remembrance. Fomos para o Royal Botanic Gardens. Dali entramos no National Gallery of Victoria. Depois dessa longa caminhada fomos comer um Harbúrguer na Degraves Street se não me engano, que é uma ruela cheia de restaurantes e bares. Dali seguimos para o Fitzroy Gardens e voltamos pela passarela que dá ao Melbourne Cricket Ground. Nesse caminho passa pelo The Federation Bells, que são uma espécie de sinos que tocam umas músicas de tempos e tempos. Dá até para você criar uma música no site deles e colocar lá para tocar. Encerramos o dia na Munich Brauhaus com um casal de brasileiros que também são amigos do meu primo. Shrine of Remembrance Royal Botanic Gardens Royal Botanic Gardens Fitzroy Gardens Margens do Rio Yarra GASTOS Hambúrguer - AUD 24,00 Cerveja e Linguiça - AUD 19,00 Doce - AUD 6,00 TOTAL = AUD 49,00 Dia 05 - 20/05 – MELBOURNE O casal de amigos do meu primo do dia anterior se juntou a nós para conhecer o Abbotsford Convent. Nesse local é servido aqueles almoços que você paga quanto quer. Eles dão sugestões de valores, informando o quanto cada valor cobre dos custos deles. É um lugar bacana, muitas pessoas vão se exercitar lá. Algo que fica no centro de uma metrópole, e que parece que vocês está no interior, com cavalos, vacas. Tem até uma feirinha rural lá. Para ir até lá usamos o trem. Para usar o transporte público é necessário o MyKi, que precisa ser comprado e carregado com créditos (https://www.ptv.vic.gov.au/tickets/myki). Eu acabei usando um dos amigos do Rodrigo, então só gastei o valor do transporte, que varia conforme o destino. Algo importante sobre o transporte público. Você precisa apresentar o cartão na máquina sempre que entra e sai das estações, pois a cobrança é pela distância, então vai cobrar quando você sai. Nos subúrbios, como no bairro de Abbotsford Convent, não existe catraca nem nada, vai tudo na confiança. Problema é que, se você não fizer e algum fiscal passar pelo transporte verificando, a multa é altíssima (uns 200 doláres). Outra coisa é que, vamos supor que custe 4 dólares o deslocamento, e você só tem 2. O seu saldo vai ficar negativo, mas não tem problema. Você só pode ficar negativo 1x. Então, para pegar transporte novamente depois, terá que fazer uma recarga. Por fim, no centro de Melbourne há uma área de Tram gratuito. Tram é tipo uns bondes, que andam no asfalto sobre trilhos. Nós não o utilizamos, mas mesmo sendo gratuito acho que precisa dar o "tap" no cartão na entrada e saída dele. Depois do almoço fomos para Brighton Beach. É um local nobre da cidade, com grandes mansões. Ali próximo existem os Brighton Bathing Boxes, local bem turístico. Não achei nada assim muito interessante, mas o povo vai lá tirar fotos. A última das cabaninhas foi vendida por míseros 350 mil dólares 😱. É gostar de jogar dinheiro fora... Dali começou a chover e acabamos pegando ônibus / tram para ir para casa. Abbotsford Convent Abbotsford Convent Mansões em Brighton Beach Brighton Bathing Boxes Vista do centro de Melbourne a partir do caminho que fizemos pela baía Interior de um Tram GASTOS Transporte - AUD 10,00 Almoço Convento - AUD 10,00 Lanche tarde - AUD 10,50 Janta - AUD 15,00 TOTAL = AUD 50,50 Dia 06 – 21/05 – MELBOURNE - TASMANIA Nesse dia iríamos para a Tasmânia com o Spirit of Tasmania (https://www.spiritoftasmania.com.au/). Foi pago AUD 85,00 pelo deslocamento noturno, aproximadamente 10h no barco. Pode escolher camas se quiser (mais caro), mas se não pegar existem poltronas demarcadas para dormir. São bem confortáveis, como de um ônibus semi-leito. Também fornecem cobertor e travesseiro. Muito importante: LEVE DRAMIN!!! O Rodrigo acabou passando mal logo que o barco saiu da baía e entrou em alto mar. Eu dormi e não precisei tomar nada. Dá para ir de avião. O valor é praticamente o mesmo. A diferença é que vai até a capital, Hobart, e o barco vai até Devonport, que fica ao norte da ilha. Mas fizemos pela experiência mesmo. Deve ser bacana no verão, que aí pega o pôr do sol e o nascer do sol no barco. Como era noite pegamos escuro o tempo todo. Tem também a opção de fazer o trajeto diurno (quando pegamos não tinha, acho que devido à pouca demanda). Nesse dia não fizemos nada de mais. Coisas administrativas que ele precisava fazer na escola, ficamos arrumando malas, dormindo até mais tarde... Spirit of Tasmania Spirit of Tasmania Interior do Spirit of Tasmania GASTOS Almoço - AUD 17,00 Doce tarde - AUD 5,00 barco - AUD 85,00 Guloseimas barco - AUD 6,00 TOTAL = AUD 113,00 Continua...
  18. Olá pessoal, Vou ser breve e objetivo nesse relato. No dia 21/04/2016 sai de Santa Rita do Sapucaí - MG para Ibitipoca - MG, foram 300km em cima da moto e sozinho, praticamente a viagem mais longa que fiz. O pior trecho foi da cidade Lima Duarte até Ibitipoca, pois foram 27KM de estrada de terra praticamente. Não recomendo ir lá com moto baixa, pois tem uns lugares bem inclinados e com pedras na estrada. Gatei em torno de 3 tanques e meio, devido as bagagens na moto, a moto perdeu desempenho e consumiu bastante gás A viagem foi incrível, sair de madrugada e sozinho na moto, não conhecia muito bem a estrada, cheguei a imprimir um mapa no papel. (nem utilizei o mapa kkkk ) Fiquei no camping Ibitilua, localizado no centro do vilarejo, paguei 40 pela diária. Nesse camping não tem estacionamento, porém como a moto é pequena, a moça deixou eu guarda-la no camping. Lá eu encontrei uma galera mochileira criadores do tópico da viagem no site mochileiros.com , muito gente boa o pessoal ! Chegando em Ibitipoca, exausto, eu me senti com a missão e dever cumprido , fiquei tomando cerveja no barzinho. A chegada foi um momento que me enchi de paz, coragem e força, romper limites é muito bom. Sobre o parque, custa R$20,00 pra visitar. Existe uma limitação de pessoas para entrar no parque, por isso, recomenda-se chegar cedo lá, por volta de 7:00 - 7:30 da manhã. Mas, foi tranquilo entrar, achei que teria mais pessoas. Fiz uma trilha de 6KM IDA pra chegar na janela do céu, porém ela está com controle de acesso, pode ficar apenas 5-10 min lá. Depois foram mais 6 KM de volta e 4 KM do parque até o vilarejo, nunca andei tanto na minha vida, fiquei com as pernas um "regasso".... Tudo valeu a pena, faria de novo! É isso, tem muita coisa pra contar ainda, porém depois eu faço uma atualização do post. E digo, se você tem vontade de fazer algo, apenas faça! Seja corajoso! Viva experiências e sensações! Vale muito a pena. Paz e luz galera!!! A gente se encontra pelas estradas.
  19. Neste relato vou contar a viagem feita de carro em Fevereiro/2017 com minha namorada Ariadine para Uruguai, Argentina e Chile. Nossa vontade de fazer essa viagem de carro surgiu em meados de 2015, mas como nós dois trabalhamos só temos as férias para passar um tempo viajando. O "problema" é que nas férias a gente sempre encontrava uma passagem de avião barata ou um lugar diferente para ir e acabamos postergando essa viagem, que finalmente em 2017 conseguimos fazer. Países visitados: Brasil - Uruguai - Argentina - Chile Distância percorrida aproximada: 9.211,4km Duração: 28 dias Veículo: Kia Sportage Maior distância em um dia: 968,6km (Santa Fé - Carazinho) Média geral de consumo: 10,78km/l Gasolina mais barata: Bariloche, equivalente a R$2,86/litro Gasolina mais cara: Punta del Este, equivalente a R$5,21/litro Quando se lê relatos de viagem muito se fala em equipamentos obrigatórios do veículo: cambão, dois triângulos, lençol branco, kit de primeiros socorros... Antes da viagem pesquisei muito e encontrei algumas informações para me embasar, incluindo a lei de trânsito argentina. De acordo com a lei, só é obrigatório triângulos (no plural) e extintor de incêndio. Levamos apenas dois triângulos e o extintor e em nenhum momento nos pediram. Dizem também que no Chile é proibido insulfilm mas não pesquisei a fundo, estava mais preocupado mesmo com a argentina. O carro tem película escura (exceto na frente) e não tivemos nenhum problema, mas no Chile fomos "parados" apenas nas fronteiras. Como gostamos muito de acampar, priorizamos ficar em campings sempre que possível, unindo o útil ao agradável: acampar e economizar com hotel e refeições. As exceções foram as grandes cidades (Montevidéu, Buenos Aires e Santiago), cidades onde não achamos camping (Santa Fé), quando estávamos muito cansados para armar barraca (Pelotas, Carazinho e Curitiba na volta) e quando tivemos contratempo com o camping (Urubici). Durante o planejamento foi bastante difícil encontrar informações dos campings, então tentei detalhar ao máximo no relato para outros que queiram fazer a mesma viagem. Antes de sairmos, com algum custo, conseguimos o telefone de todos os campings e ligamos em todos eles pelo menos confirmar que existem e estariam abertos. Além disso pesquisei bastante e consegui a coordenada de todos. Alguns divulgavam as coordenadas, outros peguei pelo endereço com a ajuda do Google Maps e outros mal tem endereço, coisa muito comum de acontecer com camping que comumente estão localizados em locais afastados (exemplo: Sair na saída X, atravessar a ponte Y e seguir placas). Fica muito difícil chegarmos na cidade sem conhecer nada e cansados, encontrar o camping apenas com as poucas indicações que alguns passam. Foi essencial perder um tempo anotando a coordenada de todos, mas no final deu certo e ajudou muito. Todos os campings, hotéis e motéis que ficamos estão descritos no relato de cada dia. Dentro do Brasil usávamos sempre o Waze e fora do Brasil para evitar gastos com roaming e com um chip local usávamos bastante o HERE Maps, que permite baixar mapas off-line. Algumas vezes quando tínhamos wifi programávamos o Google Maps com a rota do dia, e mesmo sem conexão ele continua indicando a rota (mas não recalcula). Nesta primeira viagem de carro tínhamos a vontade de parar nas capitais (Montevidéu, Buenos Aires e Santiago) e também em Santa Fé (Argentina), cidade onde morei entre meus três e seis anos de idade. Depois de termos feito a viagem vimos que o que nós gostamos mesmo é de acampar e cidades pequenas. Em uma próxima viagem vamos tentar evitar ao máximo essas cidades, já que em cidades menores tudo é mais simples, sem trânsito e sem necessidade de reservar hotel, podendo mudar os planos a qualquer hora e ficar mais ou menos dias em algum lugar. O planejamento original era: São Paulo/SP Curitiba/PR Urubici/SC (para passar pelas serras do Corvo Branco e Rio do Rastro) Pelotas/RS Punta del Este (Uruguai) Montevidéu (Uruguai) Buenos Aires (Argentina) via terrestre Bahia Blanca (Argentina) Neuquén (Argentina) Bariloche (Argentina) Puerto Octay (Chile) Chillan (Chile) Santiago (Chile) Mendoza (Argentina) Santa Fe (Argentina) Foz do Iguaçu/PR São Paulo/SP Poucos dias antes da viagem vi que o valor do Buquebus ficou aceitável e decidimos ir de Buquebus (balsa) de Colonia del Sacramento até Buenos Aires, evitando rodar em torno de 500km. Durante a viagem percebi ter reservado o Airbnb de Santiago para os dias errados, então acabamos mudando os planos e ficamos um dia a mais em Chillan e Mendoza, reduzindo Santiago. No final da viagem, quando saímos de Santa Fé, recebemos uma multa inesperada por uma lâmpada queimada no farol. Acabamos mudando os planos no meio do dia e cortamos Foz do Iguaçu, indo de Santa Fé para Carazinho/RS e de lá para Curitiba/PR. Todos esses acontecimentos estão descritos no relato abaixo. Nosso trajeto realizado foi o seguinte: Os gastos ao final de cada relato consideram apenas despesas relacionadas a transporte e hospedagem, já que o resto dos gastos (alimentação e compras) é muito particular. Muitas vezes fizemos comida no nosso fogão e tivemos gastos que outros não teriam, como supermercados e lembranças. De qualquer maneira tentei colocar no texto os restaurantes que comíamos e o valor gasto. Quando indicado "câmbio" é porque fizemos câmbio naquele dia, com a taxa indicada. Os valores estão descritos em moeda local ($). Em alguns momentos uso UYU para indicar pesos uruguaios, ARS peso argentino e CLP peso chileno. O horário também está descrito em horário local. Quando cruzamos do Brasil para o Uruguai voltamos 1h no relógio (Brasil estava em horário de verão) e quando entramos no Brasil na volta não teve mudança, já que o horário de verão tinha acabado e nenhum dos países que passamos estavam em horário de verão. ===================================================================================================== 28/01/2017 (sábado) - São Paulo/SP para Curitiba/PR Saída de SP: 08:13 Chegada em Curitiba: 13:40 Km inicial: 0 Km final: 475,8 Km rodados: 475,8 Depois de carregar todo o carro saímos, como sempre depois do planejado. A estrada não tem muito segredo, sempre duplicada (exceto Serra do Cafezal) e com boas condições. Pegamos a serra tranquila, tomamos café no Posto Fazendeiro (altura de Miracatu) e seguimos para Curitiba. Almoçamos no BBQ em Casa, que estávamos querendo conhecer faz um tempo. Ficamos no No Sol Camping, que fica a 17km do centro, no caminho para Campo Largo. A área da propriedade é muito grande e conta com piscina, campo de futebol e churrasqueira além de um salão grande utilizado para eventos. No camping não existe muita sombra para barracas, mas a oferta de tomadas e postes de luz era ok. O banheiro fica um pouco longe da barraca dependendo de onde você decide ficar, mas era muito limpo e grande, com banheiros separados para homens e mulheres. Éramos os únicos com barraca e além de nós estavam lá entre 5 a 10 motorhomes e trailers. Tinha wifi mas acabamos não pegando a senha. O sinal de celular dentro do camping era precário, mas na estrada que dá acesso ao camping já funciona bem. Depois de montar a barraca reparamos que estava muito quente e seria difícil dormir naquela noite e em outros lugares durante nossa viagem. Depois de perambular pela cidade encontramos ventilador USB para venda na Kalunga. Foi uma ótima aquisição e usamos bastante em toda a viagem. Abastecemos, jantamos na La Piazza que é um rodízio de pizza que sempre gostamos muito e voltamos ao camping para dormir. Durante a noite choveu e a barraca aguentou sem problemas. Abastecimento Curitiba/PR: Shell - R. Des. Westphalen x Av. Pres. Getúlio Vargas Gasolina comum R$ 3,470/litro Média: 10,05 km/l Hospedagem: Camping No Sol R$ 35 por pessoa Telefones: (41) 3649-4393 / (41) 99280-9892 Estrada da Riviera, 12, Campo Largo/PR -25.436250, -49.397545 Gastos do dia: R$ 19,90 Pedágios R$ 157,57 Abastecimento R$ 70,00 Camping Curitiba Início da Serra da Graciosa (parada só para fotos mesmo, já que queríamos chegar logo em Curitiba) ===================================================================================================== 29/01/2017 (domingo) - Curitiba/PR para Urubici/SC Saída de Curitiba: 09:50 Chegada em Urubici: 16:30 Km inicial: 475,8 Km final: 940,1 Km rodados: 464,3 Acordamos com chuva às 07:00 ainda com chuva, que logo parou. Desmontamos a barraca e arrumamos as coisas em uma área com piso coberto, para que pudéssemos secar os panos da barraca. Nesse tempo acabei esquecendo o contato do carro ligado com o farol aceso. Na hora de ir embora a surpresa: o carro ficou sem bateria. Fui até a portaria e conversei com o caseiro, que disse que o dono de um dos motorhome era mecânico e deveria ter cabo de chupeta, mas todos estavam dormindo ainda. Ele conseguiu emprestado o carro de uma mulher que mora lá e fizemos chupeta com um fio rígido. Na hora o carro ligou e finalmente pudemos ir embora. Abastecemos na altura de Itajaí em um posto aparentemente confiável e com gasolina barata, almoçamos no Madero que fica em Itapema. Estrada duplicada em todo o caminho e com muito sol. Começamos a subida para Urubici em uma estrada com pista simples, pegamos chuva muito pesada por uns 10 minutos e depois melhorou. Passando pela avenida principal da cidade compramos pão em uma padaria, para que pudéssemos sair cedo no dia seguinte. Fomos até o Camping Arroio do Engenho que fica no final de uma estrada de terra com uns 5 km. Ao chegar no camping ele estava fechado com uma corrente, e encontramos um alemão viajando em um Fox (brasileiro) que estava esperando alguém aparecer. Entramos a pé no camping, bati palma em algumas casinhas de madeira dentro da propriedade, mas não encontrei ninguém. Por telefone a dona havia me informado que estaria aberto, e se chegasse de noite o filho dela poderia abrir o portão. Enquanto estávamos procurando alguém começou a cair uma chuva forte, corremos para o carro e voltamos ao centro da cidade. Encontramos o Zeca's Hotel inaugurado há 4 meses, com as instalações muito novas, TV a cabo e café da manhã. Fizemos janta no quarto do hotel com nosso fogão portátil e assistimos séries no computador antes de dormir. Abastecimento Itajaí/SC: BR 101 (Posto Dubai) Gasolina comum R$ 3,499/litro Média: 11,99 km/l Hospedagem: Zeca's Hotel R$ 140 Telefones: (49) 3278-4501 / (49) 3016-2445 Av. Adolfo Konder, 522, Urubici/SC -28.011392, -49.591054 Gastos do dia: R$ 9,20 Pedágios R$ 69,21 Abastecimento R$ 140,00 Hotel Urubici Entrada da cidade de Urubici ===================================================================================================== 30/01/2017 (segunda) - Urubici/SC para Pelotas/RS Saída de Urubici: 11:20 Chegada em Pelotas: 21:00 Km inicial: 940,1 Km final: 1670,3 Km rodados: 730,2 Tomamos café da manhã no hotel e saímos às 09:00 para passeio na Serra do Corvo Branco. Novamente, mais tarde do que gostaríamos. A serra estava bem vazia e deu para tirar boas fotos. O caminho é por uma estrada de asfalto muito bem conservada e que depois vira estrada de terra. Lugar muito bonito, a "garganta" de pedra que fica na parte de cima da serra impressiona. Voltamos às 11:20 para Urubici, abastecemos e pegamos a estrada sentido Serra do Rio do Rastro, seguindo a caminho de Pelotas que seria o destino final. Como de costume pegamos muita neblina na Serra do Rio do Rastro, mas sem chuva. Paramos em alguns mirantes para tirar fotos e seguimos em pista simples sentido Criciúma procurando um lugar para almoçar, estava ficando tarde e complicado de encontrar algum lugar com comida (e não lanche) para comer. Paramos às 14:00 um pouco antes de Criciúma em um posto com um restaurante por kg, que estava começando a fechar. Depois do almoço seguimos pela BR101 em pista duplicada até Osório onde pegamos a BR290 também duplicada para Porto Alegre, que neste trecho é conhecida como Freeway. Depois de Porto Alegre seguimos pela BR290 para Eldorado do Sul, onde abastecemos. A partir daí seguimos pela BR116 em pista simples até Pelotas, mas com muitas retas e boas chances de ultrapassagens. Entramos na cidade de Camaquã para jantar, mas não encontramos nenhum lugar aberto, então seguimos até Pelotas onde chegamos às 21:00, comemos no Mc Donalds e seguimos para o Motel Arizona. Escolhemos ficar em motel para economizar o dinheiro de um hotel já que seria só para passar a noite. Com o pernoite iniciando às 21:30 e saída até 12:00 ele foi perfeito para nossas necessidades. No final da viagem, em Carazinho, devido a mudança de planos acabamos ficando em outro motel. Abastecimento Urubici/SC: Ipiranga - Av. Natal Zili x Av. Rodolfo Anderman Gasolina comum R$ 3,865/litro Média: 9,32 km/l Abastecimento Guaíba/RS: Shell - BR 116 (Posto Spolier 3) Gasolina comum R$ 3,699/litro Média: 11,70 km/l Hospedagem: Motel Arizona R$ 108 Telefones: (53) 3223-1416 / (53) 3223-4142 Av. 25 de Julho, 101, Pelotas/RS -31.728694, -52.345861 Gastos do dia: R$ 31,40 Pedágios R$ 262,55 Abastecimentos R$ 108,00 Motel Pelotas Serra do Corvo Branco ===================================================================================================== 31/01/2017 (terça) - Pelotas/RS para Punta del Este/Uruguai Saída de Pelotas: 08:50 Chegada em Punta del Este: 14:50 (-1) Km inicial: 1670,3 Km final: 2170,3 Km rodados: 500,0 Tomamos um café da manhã simples no motel e pegamos a BR471 sentido Chuí, com parada para abastecimento em Taim, já que talvez não conseguiria chegar até o Chuí. A BR471 depois de Rio Grande tem muitas retas com 10, 25 e até 40km de distância e seu trajeto é todo em pista simples, mas com muitas oportunidades de ultrapassagem. Entre Rio Grande e Chuí vimos uns três postos de gasolina na estrada, então durante toda a viagem sempre que chegava em meio tanque eu ficava atento para abastecer caso não soubesse que mais à frente teria alguma cidade maior. Chegamos no Chuí às 12:00, abastecemos para evitar o abastecimento no Uruguai e procuramos um restaurante para almoçar, acabamos parando em um restaurante por kg simples, mas com uma boa comida (R. Chile, entre R. Bolivia e R. Colombia). Já no lado brasileiro do Chuí o celular entrou em roaming pegando sinal da Claro Uruguai e também era possível ver vários estabelecimentos com placas em espanhol e carros com placas uruguaias. Depois de algumas fotos nas sinalizações de saída do Brasil e entrada no Uruguai (que pelas placas descobrimos que se chama República Oriental do Uruguai) chegamos na fronteira às 13:00. A estrada obrigatoriamente passa por dentro da fronteira brasileira e uruguaia, separadas por uma distância de poucos km. No Brasil não é necessário dar saída das pessoas e nem do veículo, mas no Chuí é necessário estacionar, ir até o guichê e fazer o procedimento de entrada. Foi solicitado o passaporte e documento do carro. O oficial apenas carimbou nossos passaportes, mas não entregou nenhum papel para a entrada do veículo. Voltamos ao carro e ao passar pela fronteira o oficial que fica na rodovia pediu o documento do carro, perguntou se eu mesmo era o dono (sem conferir meu documento) e estávamos oficialmente dentro do Uruguai. Em nenhum momento nós ou o carro foi revistado e todo o processo levou menos de cinco minutos. As estradas que nos levaram até Punta del Este também era em pista simples. Em certo momento choveu bem forte por uns 20 minutos acumulando água no caminho formado pelos carros, fazendo aquaplanar diversas vezes. Nosso caminho até o Camping San Rafael foi pelas Rutas 9, 104 (via Manantiales) e 10. Chegamos no camping às 14:50. Durante grande parte da viagem o Brasil estava em horário de verão, então ao entrar no Uruguai voltamos os relógios em uma hora. Montamos a barraca e saímos para passear. Apesar da garoa que caía, achamos a cidade muito bonita com seus grandes e modernos prédios e o imponente Conrad Casino. Fomos até o monumento La Mano (ou Los Dedos) que é uma escultura de cinco dedos gigantes enterrados na areia e conseguimos estacionar uma vaga na orla com certa facilidade. Aproveitamos a proximidade com um centro comercial e trocamos dinheiro, já que entramos no Uruguai com poucos pesos uruguaios trocados no Brasil apenas para pedágio. Visitamos também o farol de Punta del Este e a Paróquia La Candelaria que fica em frente. Encontramos um motorhome alemão estacionado em frente ao farol. Em torno das 18:00 voltamos ao camping, que é muito bem estruturado com cartão para abrir a cancela, salão de jogos, máquinas de lavar e secar (pagas a parte), tanques e banheiros com inúmeros chuveiros e água quente. O valor do camping é cobrado em dólares, mas eles também aceitavam reais, de acordo com a conversão usada por eles no dia. Preferimos pagar em reais. Tomamos banho no camping, e já que estava chovendo fizemos janta embaixo do avanço da barraca e dormimos com a chuva. Um fato curioso é que durante o dia pegamos uma via com velocidade máxima de 45 km/h. Abastecimento Taim/RS: Rodoil - BR 116 Gasolina comum R$ 4,149/litro Média: 11,06 km/l Abastecimento Chuí/RS: Ipiranga - R. Argentina x R. Chile (Posto Buffon) Gasolina comum R$ 4,099/litro Média: 12,87 km/l Hospedagem: Camping San Rafael US$ 22 por pessoa, US$ 2 por carro (alta temporada). Consultar outras tarifas no site http://www.campingsanrafael.com.uy Telefone: (+598) 4248 6715 Av. Aparício Saraiva, s/n, Punta del Este/Uruguai -34.914690, -54.884503 Gastos do dia: R$ 10,70 Pedágios R$ 177,38 Abastecimentos R$ 84 Camping Punta del Este Câmbio: taxa: 8,70 pesos uruguaios por real Primeira fronteira! E foi aí que descobrimos que o Uruguai se chama República ORIENTAL do Uruguai ===================================================================================================== 01/02/2017 (quarta) - Punta del Este (Uruguai) para Montevidéu (Uruguai) Saída de Punta del Este: 10:00 Chegada em Montevidéu: 15:00 Km inicial: 2170,3 Km final: 2321,4 Km rodados: 151,1 Acordamos cedo, desmontamos a barraca e arrumamos as coisas, fizemos o pagamento do camping e saímos em direção à Casapueblo, que fica a 20 minutos do centro da cidade. Fiquei com medo de não conseguirmos rodar todo o Uruguai com o combustível abastecido no Chuí e preferi abastecer o quanto antes, ainda no caminho da Casapueblo, para a facada não ser tão grande caso deixasse para abastecer mais a frente. No Uruguai a gasolina é chamada de nafta e a comum se chama Super. Eles também tem a Premium, equivalente da nossa aditivada. Apesar de muitos carros parados na estreita rua, não foi difícil encontrar uma vaga para estacionar e visitar a Casapueblo, que cobra 240 pesos uruguaios ou 30 reais por pessoa para visitação. Com a cotação que conseguimos na troca dos reais, valeu mais a pena pagar a entrada em pesos. O lugar tem uma boa vista do mar e sua construção é muito bonita e interessante. Conta com exposição e venda de algumas obras do artista Carlos Páez Vilaró e também mostra a história da Casapueblo. Terminamos a visitação às 11:40 e fomos tirar fotos no mirante que fica logo a frente, no término da avenida e tem vista para toda a orla de Punta del Este. Ficamos em dúvida sobre comer em Punta del Este (teríamos que procurar algo e provavelmente não seria muito barato) ou em Montevidéu (chegaríamos um pouco tarde para almoçar) e decidimos cozinhar ali mesmo. Tiramos do porta malas nossa mesa, banquinhos, fogão e cozinhamos arroz, feijão e seleta de legumes naquela bela paisagem. Como tinha muito vento, o gás do nosso fogão (que já tinha feito uma refeição em outra viagem além da janta em Urubici) acabou e abrimos um novo (o segundo da viagem). Terminamos o almoço às 13:00 e seguimos para Montevidéu pela Ruta Interbalneária que é duplicada. Nela pude reparar que quando o limite de velocidade é baixo para as condições da pista (60, 80 km/h) os locais não costumam respeitá-lo. Em Montevidéu pegamos um pouco de trânsito e por fim chegamos ao Hotel Ibis às 15:00. O checkin foi tranquilo e o quarto é padrão Ibis, com bom custo benefício principalmente pelo fato de que precisávamos de um hotel com garagem (custo de 5 USD por dia). Durante a tarde descansamos e pesquisamos onde jantaríamos. Encontramos pelo TripAdvisor, que foi muito útil durante toda a viagem, o restaurante La Pulperia que serve carnes assadas na parrilla. O lugar é pequeno e bastante simples, com mesas na rua e balcão dentro. Fica em uma rua de bairro, então é fácil estacionar. Pedimos meio Entrecot e meio Ojo de Bife acompanhados de provolone assado e batatas fritas. A comida é muito boa, muito bem servida e com um ótimo preço comparado à média que vimos na cidade. Importante chegar cedo porque às 20:00 já está com fila de espera. Voltamos ao hotel, assistimos séries e dormimos. Abastecimento Punta del Este: ANCAP - Zelmar Michelini x Av. Roosevelt Nafta Super $ 45,90/litro Média: 9,72 km/l Hospedagem: Ibis Montevidéu US$ 52,50 + US$ 5 garagem (por dia) Telefone: (+598) 2413 7000 Calle La Cumparsita 1473, Montevidéu/Uruguai -34.914439, -56.182385 Gastos do dia: R$ 134,65 Abastecimento (1185 UYU) R$ 54,55 Casapueblo (2 pessoas) (480 UYU) R$ 18,20 Pedágios (160 UYU) US$ 115 Hotel Montevidéu Câmbio: taxa: 8,80 pesos uruguaios por real Camping em Punta del Este ===================================================================================================== 02/02/2017 (quinta) - Montevidéu (Uruguai) Km inicial: 2321,4 Km final: 2327,1 Km rodados: 5,7 Saímos do hotel às 10:00 caminhando pela rambla (avenida da orla) até a R. Colón sentido Mercado del Puerto. Na esquina com a R. Reconquista compramos empanadas e doces na padaria, já que não costuma valer a pena pagar pelo café da manhã do Ibis. Do Mercado del Puerto fomos andando pela R. Sarandí e chegamos até a Catedral Metropolitana de Montevidéu e Plaza Constitución. Algumas ruas para baixo passamos em frente ao Teatro Solis e subimos para a Plaza Independencia, onde fica a Puerta de la Ciudadela, Palácio Esteves e Palácio Salvo. Sentamos próximo do meio-dia para procurar no TripAdvisor algum lugar para almoçar e encontramos ali perto a lanchonete Futuro, que fica na R. Ciudadela, 1188. Por fora não aparenta ser um lugar bom, e para ajudar ainda não tinha nenhum cliente. Decidimos dar uma chance ao lugar e entramos para ver o cardápio. Eles servem lanches (os famosos chivitos) e hambúrgueres. Pedi um chivito e minha namorada um hambúrguer, ambos acompanhados de batatas assadas com maionese, cebola e ervas. Toda a comida estava ótima e acabamos almoçando por um bom preço. Subimos novamente até a Plaza Independencia, seguimos na Av. 18 de Julio, entramos em algumas lojinhas e fomos até a Fonte dos Cadeados, que fica na esquina com a R. Yi. Descemos a R. Santiago de Chile até o hotel, onde chegamos em torno das 15:00. Descansamos e saímos para jantar no La Pulperia, de novo, de tão bom que achamos. Desta vez pedimos um Entrecot grande com duas batatas assadas (papas al plomo) e vinho da casa. Como esperado, a comida estava muito boa. Chegamos às 19:30 e já não tinham lugares nas mesas externas, acabamos sentando no balcão do lado de dentro. Nesta noite a rambla estava muito congestionada e cheia de pessoas, possivelmente por causa do dia de Iemanjá. Plaza Independencia ===================================================================================================== 03/02/2017 (sexta) - Montevidéu (Uruguai) para Buenos Aires (Argentina) Saída de Montevidéu: 08:50 Chegada em Buenos Aires: 22:00 Km inicial: 2327,1 Km final: 2527,9 Km rodados: 200,8 Fizemos checkout logo pela manhã e compramos algumas coisas no mercado ao lado do hotel para comermos durante a travessia no Buquebus e logo pegamos a Ruta 1 para Colonia del Sacramento. A cidade de Colonia del Sacramento é bem pequena e lembra muito cidades históricas do Brasil, como Paraty com suas ruas de paralelepípedo. Como chegamos perto do horário do almoço, fizemos apenas um passeio de carro mesmo até parar para almoçar no Carrito de Lo Marcos, que achamos no TripAdvisor. É basicamente um trailer adaptado para lanchonete, onde o proprietário construiu em volta um terraço para colocar as mesas e geladeiras. A comida é boa e barata. Depois do almoço estacionamos o carro na 18 de Julio esquina com Ituzaingó e saímos a pé para conhecer o centro da cidade. Andamos em praticamente todo o centro e pontos turísticos principais em meia hora, as poucas atrações da cidade estão todas agrupadas no centro facilitando bastante o roteiro. Voltamos ao carro e fomos até o Colonia Shopping, que na verdade é mais uma galeria. Passeamos pelo mercado, usamos o wifi e ficamos enrolando aguardando a hora do embarque do Buquebus que nos levaria até Buenos Aires. Às 16:30 fomos ao porto, com certa antecedência, já que não sabíamos direito como funciona o procedimento de entrada no porto com o veículo e embarque. Chegando no Terminal Fluviomarítimo (localizado em -34.473014,-57.843714) pedi orientações ao guarda da portaria e seguimos as placas "Embarque de Vehiculos" que fazem você dar a volta no terminal até chegar na parte de trás do prédio, restrita para carros apenas. Estacionamos o carro próximo da entrada da balsa e fomos a pé até o terminal, seguindo as placas "Checkin". O processo todo é muito simples e similar ao embarque em um aeroporto: passamos no balcão de checkin e entregamos as documentações, nos dirigimos para a fila do raio X e logo em seguida chegamos na imigração, que conta com oficiais uruguaios para registrar a saída e argentinos, que já registram a entrada na Argentina. Todo este processo não levou mais do que 15 minutos. Depois da sala da imigração basta seguir as placas "Embarque de pasajeros y conductores" para subir na sala de embarque e aguardar. Os motoristas são chamados mais ou menos 1 hora antes da saída da embarcação, pelo sistema de som, enquanto os outros passageiros e acompanhantes devem aguardar na sala de embarque. Os motoristas são encaminhados aos seus veículos e podem entrar no estacionamento da embarcação assim que liberado e orientado pelos funcionários. Ao estacionar na embarcação é necessário subir pela escada ou elevadores para o piso de passageiros e aguardar a entrada dos acompanhantes. A embarcação que nos levou pelo Rio de la Plata até Buenos Aires foi a Eladia Isabel, que tem capacidade oficial para 1200 passageiros, 130 carros, alcança velocidade máxima de 15 nós e foi construída em 1986, sendo a mais antiga da frota da Buquebus. A travessia de Colonia del Sacramento para Buenos Aires, nesta embarcação, leva pouco mais de 3 horas. O horário de saída da nossa embarcação era 18:41 e foi respeitado, saindo com atraso de 6 minutos apenas. No primeiro andar, em cima do estacionamento, está localizado o freeshop e uma área reservada para quem adquiriu bilhetes na classe executiva. O segundo andar conta assentos normais em grande parte do andar, além da lanchonete e algumas mesas. Na parte traseira deste andar existe uma área mais reservada, fechada com portas de vidro, destinada aos bilhetes comuns. O terceiro andar é apenas o terraço da embarcação, que proporciona um bonito pôr do sol. A embarcação não tem nenhuma opção de entretenimento, então recomendo que levem livros, filmes e músicas para passar o tempo. Durante a viagem comecei a ler o livro Sully, que ganhei de presente da minha namorada e conta a história do Comandante Sullenberger que pouso o avião em emergência no Rio Hudson, em NY, depois de perder os dois motores durante a decolagem. Enquanto estávamos planejando o roteiro, entre 6 a 8 meses antes da partida, o valor da travessia estava bastante caro (não me lembro ao certo, talvez em torno de R$ 1000) e por isso o planejamento inicial seria fazer a travessia por terra, cruzando a fronteira de Fray Bentos e percorrendo cerca de 470km. 10 dias antes da partida olhei por curiosidade os valores e estavam bem melhores, então mudamos os planos e fizemos a compra dos bilhetes diretamente no site da Buquebus. Alguns minutos antes da chegada os donos de veículos, desta vez junto com os acompanhantes, são chamados ao estacionamento para se prepararem para a saída. Ao chegar em Buenos Aires as rampas são abaixadas, os veículos liberados para saírem e entram na fila da aduana argentina. O oficial pediu apenas meu documento, o do veículo e seguro Carta Verde. Olhou rapidamente as malas do banco traseiro, o porta malas e depois de 10 minutos da chegada já estávamos andando nas ruas da capital argentina. Em Buenos Aires nos hospedamos em um apartamento alugado via Airbnb, localizado em Palermo e com garagem, que era essencial para nós. Durante o caminho para o apartamento conseguimos wifi e avisamos o dono que estávamos chegando. Nos encontramos no local e ele mostrou todo o apartamento, que fica em um prédio antigo (como todos os outros). Hospedagem: Apartamento reservado pelo Airbnb R$ 841 (4 noites) Gastos do dia: R$ 18,20 Pedágios (160 UYU) R$ 375,78 Buquebus (2 pessoas + carro) (1679 ARS) R$ 841 Apartamento Buenos Aires Farol em Colonia del Sacramento ===================================================================================================== 04/02/2017 (sábado) - Buenos Aires (Argentina) Km inicial: 2527,9 Km final: 2549,2 Km rodados: 21,3 Saímos para passear às 10:00 e fomos caminhando até a estação Scalabrini Ortiz da Linha D. Compramos o cartão SUBE (25 pesos) necessário para usar o transporte público (um cartão pode ser usado por várias pessoas) e já carregamos com crédito para quatro viagens (7,50 pesos cada). É importante ficar atento ao entrar nas estações pois a entrada de algumas estações serve apenas um sentido da linha, não tendo passagem interna para o outro lado da plataforma. Durante os dias que ficamos em Buenos Aires não vimos nenhuma escada rolante nas estações, que aparentam ser mais velhas e sujas do que em São Paulo. Descemos na estação Catedral, ao lado da Plaza de Mayo, e fomos caminhando até a Casa Rosada para a visitação que havíamos agendado para as 11:00. Acabamos conseguindo entrar na turma das 10:45. A visitação dura em torno de uma hora, é grátis, em espanhol e muito informativa. Durante a visitação somos levados por diversos salões da Casa Rosada, incluindo o gabinete da presidência, e o guia explica a origem dos lustres, palmeiras, ladrilhos, etc. Depois da visita fomos até a Calle Florida fazer câmbio em um local previamente escolhido e pelo TripAdvisor fomos almoçar no Capataz, que fica na Maipu 529. O lugar estava um pouco vazio mas a comida é boa, comemos um Mini Chorizo, nhoque com molho branco e um litro de Quilmes por 360 pesos. Depois do almoço continuamos caminhando pelos pontos que tínhamos anotado; fomos ao Obelisco, Teatro Colon, Galerias Pacifico, Falabella e Plaza San Martin. Durante o passeio paramos em um dos quiosques 25h e compramos alfajores, gostamos muito dos alfajores da marca Cachafaz. Para a janta fomos de carro até um lugar muito bem recomendado no TripAdvisor mas ao passar na frente vimos que estava cheio. Fomos então até a Corrientes e jantamos na Pizzaria La Rey. Pedimos uma promoção, que incluía uma pizza grande napolitana e duas bebidas por 299 pesos. O lugar é muito grande, com atendimento rápido, comida saborosa e preço justo. Gastos do dia: R$ 10,60 Metrô (25 ARS cartão SUBE + 30 ARS quatro passagens) Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real Casa Rosada Obelisco ===================================================================================================== 05/02/2017 (domingo) - Buenos Aires (Argentina) Km inicial: 2549,2 Km final: 2549,2 Km rodados: 0 Saímos para passear às 10:00 e novamente fomos caminhando até a estação Scalabrini Ortiz. Carregamos o cartão SUBE com quatro passagens, fomos mais uma vez até a estação Catedral, a mais próxima do Puerto Madero onde iniciaríamos nosso passeio no dia. O metrô serve bem os pontos turísticos, com exceção da feira de San Telmo e Caminito / La Boca, que não tem nenhum metrô por perto. Andamos até a Plaza de Mayo, passamos por trás da Casa Rosada e entramos no Puerto Madero. Andamos por um tempo no Puerto Madero em direção ao sul e em certo momento entramos em direção ao centro da cidade para chegar na feira de San Telmo, que acontece todos os domingos na Calle Defensa, no bairro de San Telmo. São várias banquinhas na rua que vendem artesanato, camisetas, incensos e petiscos. Na rua algumas lojas e galerias de arte também ficam abertas. O planejamento inicial seria andar até o Caminito, evitando andar de ônibus, mas o clima estava muito ruim com vento forte e alternando entre garoa forte e chuva. Acabamos almoçando ali mesmo, no restaurante La Continental e pagamos 218 pesos por duas massas e bebidas. Voltamos para o apartamento de Uber (a outra opção seria andar de volta até a estação Catedral), que custou 90 pesos por uma viagem de 20 minutos e 8km. Para a janta, mais uma vez por recomendação do TripAdvisor, fomos a pé em uma lanchonete chamada Guimpi V, aberta desde 1984. O lugar trabalha basicamente com delivery de empanadas e pizzas e tem pouquíssimos lugares para comer no balcão. Foi a melhor empanada que comemos durante toda a viagem! Eles tem empanadas de presunto e queijo, espinafre, cebola e queijo, frango, queijo roquefort, carne, entre outas. Todas são ótimas e cada uma, independente do sabor, custa 20 pesos argentinos. Gastos do dia: R$ 5,80 Metrô (30 ARS quatro passagens) Puerto Madero / Puente de la Mujer ===================================================================================================== 06/02/2017 (segunda) - Buenos Aires (Argentina) Km inicial: 2549,2 Km final: 2549,2 Km rodados: 0 Saímos em torno das 11:00 para o último dia de passeios em Buenos Aires. Novamente fomos até a estação Catedral, andamos pela Florida, fizemos câmbio e almoçamos no restaurante Santos Manjares na Calle Paraguay; uma milanesa e um ojo de bife com duas águas nos custou 360 pesos. O ojo de bife estava muito saboroso e o atendimento no geral foi bom. Compramos mais alfajores para estocar, fomos andando até o Café Tortoni e voltamos ao apartamento para arrumar as malas para a saída no dia seguinte. Jantamos novamente no Guimpi V, comprando empanadas "reserva" para almoçar no dia seguinte durante a viagem, evitando parar para almoçar. Gastos do dia: R$ 2,90 Metrô (15 ARS duas passagens) Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real Vizinhança do apartamento ===================================================================================================== 07/02/2017 (terça) - Buenos Aires (Argentina) para Bahia Blanca (Argentina) Saída de Buenos Aires: 08:30 Chegada em Bahia Blanca: 15:30 Km inicial: 2549,2 Km final: 3190,9 Km rodados: 641,7 Saímos do apartamento às 07:50, abastecemos perto de San Telmo e finalmente pegamos a estrada, que já estávamos sentindo falta. Assim como a maioria das cidades grandes, a saída de Buenos Aires para a estrada é um pouco confusa e com bastante movimento, tendo que pegar diversas avenidas, elevados e estradas secundárias até estar de fato na estrada. Nossa saída foi pela Auto Pista (AU) 25 de Mayo, que vira AU Luis Dellepiane e AU Tenente General Pablo Richieri. Próximo ao aeroporto de Ezeiza saímos na AU Ezeiza - Cañuelas (que tem limite de 130km/h) até a cidade de Cañuelas, onde pegamos a RN3 até a cidade de Azul, RN226 até Olavarria, RP76 e finalmente a RP51 até chegar em Bahia Blanca. Entre a saída de Buenos Aires e a Ezeiza - Cañuelas passamos por três pedágios, sendo que em um deles o atendente mandou passar direto. A maior parte da viagem foi em pista simples, mas em boas condições. Logo depois da cidade de Azul a pista estava em obras, com muitas pedras soltas. Uma dessas pedras foi levantada pelo pneu do caminhão na nossa frente e voou direto no para-brisa, que trincou na hora. Terminamos a viagem com ele trincado e substituímos depois de voltar, pelo seguro, sem nenhum incômodo das polícias. Um fato curioso é que durante a viagem vimos uma placa indicando a distância de 2859km até Ushuaia. Por coincidência o odômetro parcial (total desde a saída de São Paulo) indicava exatamente 2859km rodados! Às 15:30 chegamos em Bahia Blanca, uma cidade grande em comparação com as pequenas cidades que passamos pelo caminho, e fomos direto ao camping, que fica próximo à rodovia, já na saída da cidade. Chegamos no camping sem problemas, conversamos com a dona para acertar os detalhes e montamos a barraca. Fomos andar nos arredores do camping, que fica na costa e é vizinho de um balneário, aparentemente é um clube da polícia ou algo do gênero. Infelizmente aquela parte da costa não tinha praia e sequer mar, apenas uma grande extensão de terra, como se fosse uma represa seca. A região em frente ao camping e ao balneário tem wifi, que aparenta ser do município, mas o funcionamento é muito precário e nas poucas vezes que conseguimos conectar mal conseguíamos enviar mensagens. O camping tem uma boa área para barracas, com sombras, tomadas, um banheiro feminino e um masculino. Fomos até um mercado atacadista próximo e compramos um engradado de água, já que as trazidas do Brasil acabariam em breve, e também hambúrguer congelado para a janta. Enquanto fazíamos a janta chegou uma Ford Ecosport argentina puxando um trailer e se juntaram a nós, outra barraca e um motorhome Ford Transit espanhol. O banho foi gelado apesar da dona dizer que o camping tinha água quente. Já que o dia estava agradável não fizemos questão de reclamar, mas dos campings que ficamos este era o que tinha a estrutura mais simples, pecando um pouco na limpeza e manutenção dos banheiros (ralo entupido, pia soltando da parede); em compensação foi o segundo mais barato que ficamos durante toda a viagem. Abastecimento Buenos Aires: Shell - Calle Paseo Colon, 849 x Calle Estados Unidos Nafta Super $ 18,85/litro Média: 8,95 km/l Abastecimento Azul: Esso - Ruta Nacional 3 Nafta Super $ 20,55/litro Média: 10,84 km/l Hospedagem: Camping Municipal Balneário Maldonado $20 por pessoa, $75 barraca, $35 carro Telefone: (+54) 291 4551614 RN3 sul, km 695 x Calle Charlone 4600 (seguir placas Balneário Maldonado), Bahia Blanca/Argentina -38.733434, -62.314545 Gastos do dia: R$ 22,11 Pedágios (115 ARS) R$ 259,60 Abastecimento (1350 ARS) R$ 28,85 Camping Bahia Blanca (150 ARS) Camping em Bahia Blanca ===================================================================================================== 08/02/2017 (quarta) - Bahia Blanca (Argentina) para Neuquén (Argentina) Saída de Bahia Blanca: 09:50 Chegada em Neuquén: 16:00 Km inicial: 3190,9 Km final: 3737,8 Km rodados: 546,9 Durante a noite acordamos em torno das 03:00 com chuva e ventos muito, muito fortes chegando ao ponto de deformar a barraca, sentíamos que ela estava "dobrando", mas mesmo assim aguentou firme, acordamos bem e o melhor: com a barraca seca! Isso nos economiza minutos preciosos pela manhã, evitando ter que secar o quarto e o teto antes de enrolar para guardar. Saímos do camping às 09:00 e entramos na cidade para abastecer e comprar comida em uma padaria para o café da manhã e almoço. Compramos doces ótimos, então vale a pena indicar a padaria que fica na Colon x Tierra del Fuego. Pegamos um pequeno trecho da RN3 para sair de Bahia Blanca e depois rodamos durante o dia todo pela RN22 que é praticamente uma reta só. Rodamos em torno de 250km com umas cinco curvas leves apenas. O caminho foi praticamente de estradas de mão simples, mas com boas condições. O limite era de 80km/h, mas excepcionalmente nesse dia rodamos a 120, 130km/h para chegar o quanto antes em Neuquén. Neste dia não passamos por nenhum pedágio, apenas uma barreira zoofitosanitária que na teoria serve para impedir a entrada de frutas, vegetais e produtos derivados de animais. Na prática o fiscal apenas olhou as malas no banco traseiro. Chegamos na capital da província de Neuquén às 16:00 e fomos em um Carrefour comprar salsicha para a janta e medialunas para o café da manhã e almoço do dia seguinte. Aproveitamos para recarregar nosso estoque de alfajor comprando alguns da própria marca do Carrefour. Saindo do Carrefour passamos pela cidade tentando algum wifi para avisarmos as famílias, mas sem sucesso pegamos o caminho do camping e chegamos às 16:40. O camping está localizado a 10km do centro da cidade de Neuquén, sendo boa parte do caminho em estrada de terra com pedras soltas. Enquanto estávamos planejando a viagem, ainda no Brasil, fiquei com certo medo pois este foi o camping que nós menos encontramos informações em relação à localização e endereço. Ele fica em uma via de terra, e como a maioria dessas vias, não tem um endereço certo. De acordo com as instruções encontradas na internet consegui encontrar ele no mapa e marcar a coordenada. Felizmente foi fácil de chegar com as coordenadas, apesar do GPS ter nos guiado por um caminho diferente do divulgado pelo camping. Ao chegar no camping nos deparamos com uma grande área descampada e uma portaria de madeira. Na portaria alguns avisos pediam para que fossemos até a provedoria, que é um misto de recepção com um minimercado. O caminho é intuitivo e depois de algumas centenas de metros conseguimos chegar. A área de camping é muito grande com bastante verde e sombras. No fundo do camping passa o Rio Limay que tem muita correnteza, mas é ótimo para um banho. Depois de chegar, como de costume montamos a barraca e ficamos uma hora no rio descansando, aproveitando a bela paisagem e tirando fotos. Preparamos o jantar, lavamos louça e 21:00 ao anoitecer tentamos tomar banho, mas todos os chuveiros estavam ocupados. Os chuveiros são aquecidos (e muito bem aquecidos, por sinal) a lenha então o horário de banho é das 20:00 às 22:00 apenas. Minutos depois conseguimos tomar banho sem problemas. Os banheiros são limpos e em grande quantidade. No camping estava um grupo de cinco barracas e algumas outras avulsas, mas em nenhum momento fomos incomodados por barulho. Enquanto escrevia este relato (08/2/2017 22:00), deitado antes de dormir em Neuquén, percebi que fiz a reserva do Airbnb de Santiago para as datas erradas. Nossa passagem por Santiago estava prevista para 14 a 18 de fevereiro, mas acabei fazendo a reserva entre 18 e 22 de fevereiro. Me dei conta quando estava lendo os e-mails que chegaram enquanto estávamos conectados em algum wifi e vi o dono do apartamento dizendo que estava tudo pronto para minha chegada no dia 18. Fiz a confusão porque na nossa planilha de planejamento criei uma coluna para dia de viagem (Dia 1, dia 2, dia 3, etc) e uma coluna para data (28/01, 29/01, etc). O 18º dia de viagem seria dia 14/02, mas na hora da reserva bati o olho na primeira coluna e reservei a data errada. Como estávamos sem internet não conseguimos fazer nada. Ficou pendente resolvermos isto no dia seguinte. Abastecimento Bahia Blanca: YPF - 9 de Julio x Colon Nafta Super $ 20,73/litro Média: 11,80 km/l Abastecimento Choele Choel: YPF - Ruta Nacional 22 Nafta Super $ 14,88/litro Média: 9,95 km/l Abastecimento Cipoletti: Esso - Entroncamento da Ruta Nacional 22 e 151 Nafta Super $ 14,57/litro Média: 10,41 km/l Hospedagem: Camping Costa Soleada $70 por pessoa Telefones: (+54) 299 4436887 / (+54) 9 299 4291088 Ruta Nacional 22 sentido Sul, passando Neuquén virar à esquerda na esquina da Rio Colorado (antena da Claro). Seguir placas amarelas do camping, Neuquén/Argentina -38.971851, -68.175774 Gastos do dia: R$ 2,88 Barreira Zoofitosanitária (15 ARS) R$ 261,54 Abastecimento (1360 ARS) R$ 26,92 Camping Neuquén (140 ARS) Chegada do camping em Neuquén Rio Limay que passava dentro do camping em Neuquén ===================================================================================================== 09/02/2017 (quinta) - Neuquén (Argentina) para Bariloche (Argentina) Saída de Neuquén: 10:50 Chegada em Bariloche: 16:30 Km inicial: 3737,8 Km final: 4186,7 Km rodados: 448,9 De manhã, como de costume, arrumamos nossas coisas, desmontamos a barraca e antes de sair do camping decidi ir de carro até a beira do rio para filmar com a GoPro todo o caminho até a saída do camping. Tudo teria dado certo se o caminho até a margem do rio não fosse tão fofo! Como existiam várias pedras médias achei que seria tranquilo, mas quando fiz a travessia das pedras até o rio percebi que o piso segurou bastante o carro e seria difícil voltar. Manobrei o carro colocando de frente para a saída, GoPro filmando, acelera e... atolou nas pedras. Consegui dar ré, voltar até próximo do rio para dar embalo e atolou de novo. Repeti o processo umas cinco vezes, com controle de tração ligado e desligado, tentando pegar embalo, mas era difícil porque não tinha muito espaço com chão firme para acelerar, então desde a saída o carro já ficava patinando. Desci do carro, analisei o lugar e vi que o chão estava mais firme indo por outro lado, mas tinha um morrinho que teria que subir. Acabei conseguindo subir e depois de meia hora de tentativas fomos embora do camping às 09:45. Paramos em um posto YPF ainda em Neuquén para usar o wifi e resolver a questão do Airbnb de Santiago. Tentei fazer a alteração das datas mas infelizmente o apartamento já não estava disponível nas datas que precisávamos, então acabamos cancelando a reserva (reembolso de 50% do valor pago) e alugamos um outro para ficar duas noites a menos (o plano original era ficar quatro) já que durante a viagem descobrimos que gostávamos muito mais de acampar em cidades pequenas do que ficar em grandes centros com avenidas, trânsito, metrô, etc. Precisamos alocar as duas noites que ficaram sobrando em alguma cidade, já que em Santa Fé tínhamos hotel reservado. Decidimos ficar uma noite a mais em Chillan e outra em Mendoza. Saímos do YPF para iniciar o dia na estrada às 10:50; tarde para rodar os mais de 400km que teríamos, mas foi essencial para podermos resolver a questão do Airbnb. O caminho para Bariloche é bastante simples, seguindo pela RN22 saindo de Neuquén e logo pegando a RN237 pelo resto da viagem, sempre margeando o Rio Limay (que era o mesmo que passava no camping). O caminho foi todo feito em pista simples, mas em ótimo estado e com muitas retas e oportunidades para ultrapassagem. Paramos para abastecer em um posto sem bandeira na cidade de Picún Leufú, com medo de não encontrar postos a frente, mas depois percebi que poderíamos ter parado em Piedras del Aguila 100km a frente, com postos Petrobras e YPF. Observamos um fato curioso desde Bahia Blanca e que dia após dia foi se confirmando. Diferente do Brasil, quanto mais ao sul viajamos (e mais distante de Buenos Aires) mais barata ficou a gasolina. O menor valor que pagamos foi no dia anterior, a caminho de Neuquén, mas em todo esse trecho desde Bahia Blanca até Bariloche o litro da gasolina se manteve na faixa de 14 pesos. Durante a viagem passamos por uma pequena cidade chamada Piedras del Aguila e ao olhar para o lado vi várias formações bonitas. Entramos na cidade, passeamos por uns caminhos e tiramos algumas fotos. Ainda durante a viagem nos deparamos com paisagens lindas e paramos várias vezes para tirar fotos. Acreditamos que exatamente por causa dessas paisagens lindas acabamos nos decepcionando um pouco com Bariloche. Estávamos bastante empolgados para conhecer Bariloche, que apesar de ter paisagens bonitas também não se comparam ao que vimos na estrada. Acreditamos que no inverno a percepção seria diferente e a cidade ficaria ainda mais bonita. Chegamos na entrada de Bariloche às 16:30 com bastante trânsito no centrinho, lembrando muito Gramado e Campos do Jordão em épocas de pico (natal e inverno). Passamos pelo centro e chegamos no camping às 17:10, distante 24km do Centro Cívico. Fizemos nossa rotina de sempre, que é montar barraca, inflar colchão tomar banho e fazer a janta. O camping é muito bem estruturado, provavelmente o melhor que ficamos durante toda a viagem. Quando chegamos estavam em torno de 15 barracas, além de um trailer e uma Land Rover brasileira com barraca de teto, do André e da Ane do projeto Vem Conosco (http://www.vemconosco.com.br). Possui wifi que funcionou bem na maior parte da estadia, alguns chalés para locação, refeitório, banheiros com água bem quente e parrilla para uso dos hóspedes (não sei se é cobrado o uso). Durante o dia pegamos temperaturas entre 22 e 24 graus e agora a noite, enquanto escrevo este relato, segundo o Google a temperatura está em 14 graus. Abastecimento Picún Leufú: sem bandeira - Ruta Nacional 237 Nafta Super $ 15,59/litro Média: 8,63 km/l Hospedagem: Camping SER Bariloche $130 por pessoa http://www.serbariloche.com.ar / [email protected] Telefones: (+54) 294 4448308 / (+54) 9 294 4536006 Colonia Suiza, esquina das ruas Felix Goye e Beveraggi, Bariloche/Argentina -41.096380, -71.507637 Gastos do dia: R$ 55,77 Abastecimento (290 ARS) R$ 134,60 Camping Bariloche (700 ARS) (deveria ficar 780 pesos, mas na hora de pagar a dona nos cobrou 700) Amanhecer no camping em Neuquén Piedras del Aguila Estrada para Bariloche ===================================================================================================== 10/02/2017 (sexta) - Bariloche (Argentina) Km inicial: 4186,7 Km final: 4284,9 Km rodados: 98,2 Durante a noite passamos muito frio na barraca, acordando várias vezes e demorando para dormir. Como estávamos no verão acabamos subestimando a temperatura de Bariloche e não nos preparamos. Quando acordamos o termômetro do carro marcava 9 graus às 08:00. Saímos para percorrer o Circuito Chico, mas sinceramente não gostamos justamente por causa das paisagens que vimos na estrada no dia anterior. De qualquer maneira é um passeio bonito, passando pelos lagos Perito Moreno e Nahuel Huapi com algumas paradas para fotos. Fomos ao mercado La Anónima (Bustillo 12964) e compramos algumas coisas que estávamos precisando para as refeições. Vimos um isolante térmico a venda e compramos dois, além de pegar umas caixas de papelão para forrar o piso da barraca nas noites seguintes. Mesmo nos agasalhando, em outros dias sentíamos um frio nas costas, então esperamos que com o isolante e papelão essa percepção melhore. Voltamos ao camping em torno das 13:00 e fizemos o almoço. Logo no começo da preparação o nosso segundo gás da viagem acabou, foram quatro refeições feitas com ele (o primeiro havia feito três). Enquanto almoçávamos chegou no camping uma Kombi T3 (modelo não vendido no Brasil) com placas da Suíça. Enquanto lavava a louça tive a oportunidade de conversar com o rapaz da Kombi que viajava com sua esposa. Eles despacharam o carro em Hamburgo (Alemanha) e pegaram em Montevidéu (Uruguai). Passamos a tarde descansando no camping e em torno das 19:30 saímos para jantar no El Boliche de Alberto, um restaurante muito bem falado com algumas unidades em Bariloche. Fomos na da Av. Exequiel Bustillo 8400. Pedimos um ojo de bife e uma porção de batata frita, que é gigante. Como queríamos pontos diferentes da carne, pedimos ao garçom que dividisse em duas partes, cada uma com um ponto diferente, e ele gentilmente o fez. A Carne era simplesmente maravilhosa. Com bebidas o jantar saiu por 500 pesos, um ótimo custo benefício para Bariloche. Depois do jantar passeamos de carro pelo Centro Cívico mas ficamos com medo de estacionar e andar por ali já que todas nossas coisas estavam no carro. Na volta paramos em um mirante na Exequiel Bustillo com vista para o lago Nahuel Huapi, abastecemos e chegamos no camping às 23:00. Como de costume, abastecemos em um posto YPF com fila de três carros na nossa frente (até que estava pequena). Abastecimento Bariloche: YPF - Av Exequiel Bustillo (-41.132154, -71.332679) Nafta Super $ 14,88/litro Média: 10,48 km/l Gastos do dia: R$ 107,70 Abastecimento (560 ARS) Parada no mirante para fotos Lago no Circuito Chico ===================================================================================================== 11/02/2017 (sábado) - Bariloche (Argentina) Km inicial: 4284,9 Km final: 4359,7 Km rodados: 74,8 Desta vez nos agasalhamos bem para dormir, com meias, calça jeans e blusa. Não passamos frio durante a noite e nos demos ao luxo de dormir até acordar, o que aconteceu 11:30. Fizemos almoço, saímos para passear no Cerro Catedral, mas não achamos nada de interessante durante o verão, apenas umas lojinhas no alto do morro. Acabamos não pegando o teleférico para subir. Voltamos ao camping e fomos na prainha do Lago Perito Moreno que fica vizinho ao camping. A água estava congelante, muito difícil mesmo de ficar dentro, mas o lugar é muito bonito e ficamos um tempo sentados na praia (que lá é feita de pedras) com os pés na água. Fomos ao mercado (Todo, na Av Bustillo 3700) e compramos ingredientes para fazer hambúrguer caseiro na janta. Voltamos ao camping, tomamos banho, fizemos o hambúrguer e antes de dormir assistimos o filme Alive (Vivos) que relata a história do voo 571 da Força Aérea Uruguaia, que bateu em uma montanha da Cordilheira dos Andes. Camping em Bariloche Lago Perito Moreno, localizado na Colônia Suiza onde fica o camping ===================================================================================================== 12/02/2017 (domingo) - Bariloche (Argentina) para Puerto Octay (Chile) Saída de Bariloche: 11:00 Chegada em Puerto Octay: 17:45 Km inicial: 4359,7 Km final: 4630,0 Km rodados: 270,3 Saímos do camping às 11:00 depois de desmontar a barraca e arrumar todas as coisas. No caminho para o Chile tivemos que passar novamente por Bariloche e depois fomos pela RN40 e RN231 sentido Vila La Angostura, que se parece mais ainda com Gramado. Seguimos em frente até a fronteira com o Chile, que cruzamos pelo Paso Cardenal Antonio Samoré (atenção: esta fronteira não é 24h. Consultar o horário antes da viagem) O trajeto é feito em pista simples, em serra e com muitas curvas. Por este motivo a velocidade média acaba ficando bem baixa. Às 13:20 chegamos na região da fronteira (saída da Argentina) e ficamos parados por uma hora. Enquanto estávamos na fila o oficial nos entregou o papel do controle de barreira com a placa do carro, quantidade de pessoas e os passos que teríamos que fazer na fronteira. Às 14:20 fomos liberados para seguir até os escritórios, estacionamos o carro e fomos para a fila, que andava bem rápido. O primeiro passo foi no guichê da imigração, onde tivemos que apresentar os passaportes e documento do carro. O segundo passo é na aduana, onde novamente entregamos os documentos e o oficial nos perguntou por onde entramos na Argentina e em quais cidades dormimos. No terceiro passo o oficial os documentos do carro foram conferidos, recebemos um papel usado para entrada e saída do carro no Chile e Argentina e por fim foi feita uma simples revista no carro, olhando o compartimento do motor e o porta malas. Finalizamos os processos de saída da Argentina às 14:20. Nos direcionamos para a próxima fronteira onde daríamos a entrada no Chile. As fronteiras estão separadas por uma distância de 30 ~ 50 km e no meio do caminho existe a placa simbólica de divisa de países. Às 15:30 demos entrada na aduana do Chile, também recebendo um papel com o passo-a-passo. Esta fronteira estava bem mais tranquila, bastou estacionar e nos dirigir até os escritórios. Como na saída da Argentina, são três passos (imigração, aduana e inspeção do carro), com algumas diferenças: No primeiro passo eles dão um papel impresso com o número do passaporte. Importante conferir o papel, o meu estava errado e precisei voltar para que o oficial corrigisse. No segundo passo é necessário preencher um papel similar ao necessário para entrada nos EUA, informando seus dados, declarando que não está trazendo nenhum bem comercial, itens agropecuários e mais de 10.000 dólares (ou equivalente). No terceiro passo a inspeção do carro é muito rigorosa, tendo que colocar todas as bagagens do porta malas em um balcão onde os oficiais revistam tudo, inclusive por dentro. Isto acontece porque é proibida a entrada de produtos de origem animal e vegetal e eles levam isto bem a sério. Ao entrar no Chile a estrada vira Ruta CH-215. Seguimos por ela até a intersecção com a Ruta U-51. O caminho da fronteira até Puerto Octay é muito bonito, com o vulcão Osorno sempre aparecendo na paisagem. Chegamos na cidade (que é muito pequena) e no camping às 17:45. O camping custava 10.000 pesos por pessoa, mas como chegamos em um domingo e a cidade não tem casa de câmbio não tínhamos o valor completo. Levamos exatamente 10.000 pesos do Brasil para despesas pontuais como um lanche ou pedágio. Teríamos que sair cedo no dia seguinte, ir até Puerto Montt (140km ida e volta), fazer o câmbio e voltar para pagar o camping. Conversei com o dono que aceitou cobrar 30 dólares. Fizemos as conversões na hora e acabou ficando bom para as duas partes. Além disso tínhamos 30 dólares trocados, e acredito que seria difícil casas de câmbio aceitarem notas baixas assim. Ficamos felizes com a negociação. O camping não é muito grande, mas tem muitas árvores e um rio passando no fundo. Todas as "vagas" de barraca tem uma mesa de madeira e ponto de energia. A água é aquecida a gás. Abastecimento Bariloche: Esso - Av Juan Manuel de Rosas (41.1327879, -71.3180786) Nafta Super $ 14,88/litro Média: 9,62 km/l Hospedagem: Camping El Molino $10.000 por pessoa Telefone: (+56) 64 239 1375 Costanera Pichi Juan 124, Puerto Octay/Chile -40.977377, -72.882325 Gastos do dia: R$ 33,46 Abastecimento (174 ARS) R$ 99 Camping Puerto Octay (30 USD) Fronteira Argentina/Chile Vulcão Osorno ao fundo ===================================================================================================== 13/02/2017 (segunda) - Puerto Octay (Chile) para Chillan (Chile) Saída de Puerto Octay: 09:30 Chegada em Chillan: 16:40 Km inicial: 4630,0 Km final: 5222,4 Km rodados: 592,4 Saindo de Puerto Octay passamos por Osorno e aproveitamos para trocar dinheiro lá, já que é uma cidade bem grande. Não deixem para tirar fotos do vulcão quando passar pela cidade de Osorno, já que o vulcão fica mais ao sul. Sorte a nossa que tiramos algumas fotos no dia anterior. No dia anterior conseguimos pagar o camping em dólares, mas mesmo assim ainda precisávamos trocar pesos chilenos. Em Osorno trocamos dinheiro e aproveitamos para abastecer e comprar coisas para o café da manhã e almoço no carro. Fomos até Osorno pela U-55-V em pista simples com bom estado, e de Osorno até Chillan pela CH-5 que é duplicada, com postos e comércios. A CH-5 conta com bastante pedágios, que também existem nas saídas para as cidades. Pagando um pedágio da CH-5 você ganha isenção no pedágio da saída durante certo trecho da rodovia. No Chile reparamos que os postos Copec tem muita fila (a exemplo do YPF na Argentina), talvez por algum desconto, parceria com cartão de crédito. Algumas estradas que passamos tinham placas de velocidade sugerida ao invés de velocidade máxima. Chegamos na cidade de Chillan às 16:40 e no caminho para o camping paramos no supermercado Unimarc para comprar os itens da janta. Nesta noite fizemos hot-dog. Saímos do mercado às 17:00 e chegamos ao camping em torno de 17:20, já que ele fica a uns 20km da cidade. O camping se parece com um clube e é muito usado pelos locais para passar o dia, já que tem rio, piscinas, salão de jogos e churrasqueiras. A área para camping é muito, muito grande e o chuveiro é morno, aquecido pelo sol conforme informações recebidas do pessoal do camping. O rio não é muito bom para nadar, com muitas pedras, musgo e gravetos. O horário de silêncio é a partir das 01:00. É tarde, mas similar a outros campings que já passamos durante a viagem. Como nessa região escurece 21:00, faz sentido já que o pessoal tem o costume de acordar tarde. Montamos a barraca, passamos um tempo na piscina, tomamos banho e fizemos a janta. Neste dia nosso terceiro cartucho de gás acabou. A forma de cobrança do camping é um pouco diferente dos demais. Eles cobram por 3.000 dia e 3.000 por noite (por pessoa), desde que saia até 10:00. Como chegamos segunda de tarde e saímos quarta de manhã, foram cobrados dois dias e duas noites (segunda e terça). Nesta noite assistimos o filme " Um gato de rua chamado Bob". Minha namorada leu o livro e estava ansiosa pelo filme. É bem legal a história. Abastecimento Osorno: Shell - Juan Mackenna x Lord Cochrane Super 93 $ 766/litro Média: 11,68 km/l Abastecimento Temuco: Petrobras - Rodovia CH-5 km 658 Especial 93 $ 737/litro Média: 12,76 km/l Hospedagem: Camping Paraiso Chillan $3.000 por pessoa por dia / $3.000 por pessoa por noite Telefones: (+56) 999 090344 / (+56) 971 407220 Ruta N-55 km 20 sentido Chillan - Pinto, Chillan/Chile -36.679574, -71.923974 Gastos do dia: R$ 176,00 Abastecimento (35200 CLP) R$ 75,00 Pedágios (15000 CLP) R$ 120,00 Camping Chillan (24000 CLP) Câmbio: taxa: 620 pesos chilenos por dólar Camping em Puerto Octay ===================================================================================================== 14/02/2017 (terça) - Chillan (Chile) Km inicial: 5222,4 Km final: 5269,7 Km rodados: 47,3 Acordamos tarde já que o dia seria só para descanso. Fomos passear pela cidade e ver algo para incrementarmos no almoço (normalmente hambúrguer ou salsicha). Encontramos o mercado Líder, que é um Walmart apenas com outra marca. Tem o mesmo estilo de comunicação visual e os mesmos produtos de marca própria (Great Value). Aproveitamos para almoçar no restaurante Doggis que fica no próprio mercado e tem, principalmente, hot-dog. O restaurante é estilo fast-food, mas o cachorro quente é muito gostoso. Experimentamos a famosa "palta" que é um tipo de pasta de abacate, e mesmo com cachorro quente ficou ótimo. Voltamos para o camping e passamos a tarde na piscina que tinha um toboágua bem legal. Tomamos banho, assistimos a séries e fizemos a janta. Depois da janta organizamos as malas, o carro, assistimos o filme que conta a história do comandante Sully e dormimos. Camping em Chillan ===================================================================================================== 15/02/2017 (quarta) - Chillan (Chile) para Santiago (Chile) Saída de Chillan: 10:00 Chegada em Santiago: 15:00 Km inicial: 5269,7 Km final: 5697,3 Km rodados: 427,6 Saímos do camping às 09:30, fomos para Chillan, abastecemos e pegamos a estrada para Santiago 10:00. Fomos para Santiago pela mesma estrada CH-5 do dia anterior, então não tem muito o que falar. Estrada bem conversava, duplicada em toda sua extensão, limite de 120 km/h e pedágios frequentes. Desta vez acabamos almoçando snacks em um posto de gasolina. Ao chegar em Santiago pegamos algumas vias expressas e diversas placas indicando "Solo Televia o sistema complementario", bem como alguns pórticos, aparentemente tratava-se de cobrança automatizada de pedágio apenas para veículos cadastrados. Passamos por alguns deles até eu ficar com medo da leitura de placa nos complicar na saída do Chile e fui pela via lateral, muito mais lenta e com semáforos. Chegamos na casa alugada pelo Airbnb às 15:00. Era uma pequena casa que fazia parte da casa principal, com sala e quarto integrados, banheiro, e fogão e frigobar escondidos dentro de um guarda roupa. A dona era uma senhora muito simpática e fez o possível para nos auxiliar durante a estadia. Como o tempo em Santiago seria curto logo saímos para passear. Fomos a pé até a estação Manquehue, compramos dois bilhetes para horário normal e descemos na estação Tobalaba. Em Santiago a tarifa do metrô varia conforme o horário. Passeamos no Costanera Center, o shopping center que fica localizado no arranha-céu mais alto da América Latina. Os pisos do shopping são divididos por tipo de lojas, por exemplo, um piso para mulheres, um piso para homens e crianças, um piso para esportes, etc. Enquanto passeávamos no Costanera conversei com o gerente da filial da nossa empresa no Chile e fomos até o escritório conversar com ele. Voltamos para o Costanera, andamos pelo resto dele e fizemos algumas compras para nossa futura casa. Jantamos no restaurante Elkika Ilmenau, tipicamente alemão, que eu havia ido três anos atrás em uma viagem a trabalho. Dois hot-dogs com bebida nos custou $ 7000. Andamos pelo bairro que é bastante arborizado enquanto esperávamos iniciar o horário de menor preço no metrô. Abastecimento Chillan: Shell - Collin, 788 Super 93 $ 699/litro Média: 11,08 km/l Abastecimento Rengo: Petrobras - Rodovia CH-5 Especial 93 $ 746/litro Média: 11,79 km/l Hospedagem: Apartamento reservado pelo Airbnb R$ 267 (2 noites) Gastos do dia: R$ 198,70 Abastecimento (39740 CLP) R$ 12,70 Metrô (2540 CLP) R$ 47,00 Pedágios (9400 CLP) R$ 267,00 Airbnb Santiago Casa alugada pelo Airbnb em Santiago ===================================================================================================== 16/02/2017 (quinta) - Santiago (Chile) Km inicial: 5697,3 Km final: 5725,4 Km rodados: 28,1 Neste dia fomos fazer o típico passeio de turista, conhecendo o centro. Pegamos o metrô e fomos até a estação Universidade do Chile. Passamos pelo Palácio de la Moneda, Tribunal de Justiça e Plaza de Armas. Nos sentimos bastante inseguros no centro, com vários moradores de rua olhando nossos pertences e volume no bolso. Compramos um sorvete e logo decidimos ir embora. Passeamos pela Falabella e paramos para almoçar em um pequeno restaurante chamado Poker de Ases (Bandera entre Catedral e Compañia de Jesus). Comemos dois lomo a lo pobre (bife com batata, ovo e cebola refogada) com duas bebidas por $ 13200. Comida simples e saborosa, mas nada de outro mundo. Ao voltar para casa saímos de carro para passear no Cerro San Cristobal, que tem alguns mirantes, trilhas e zoológico. Chegamos sem problemas com as orientações do GPS. O valor da entrada é de $ 3000 por carro, pela rua Pio Nono, com direito a voltar mais uma vez no mesmo dia. Estacionamos em uma das ruas internas e fomos ao zoológico, que cobra mais $ 3000 por pessoa. O zoológico é bastante íngreme, já que fica localizado em um morro. Ele começa na parte baixa do parque e vai até em cima. Algumas jaulas estavam sem animais e o mapa estava um pouco desatualizado, mas foi um passeio bem legal para nós que não íamos em um zoológico há algum tempo. Esse zoológico em específico tem alguns animais diferentes do que estamos acostumados, provavelmente pela região. Depois do zoológico subimos todo o morro de carro parando em um mirante com vista para a cidade, fomos ao Costanera Center comprar mais algumas coisas e também comida para a janta no supermercado Jumbo. Pagamos o estacionamento em uma máquina de autoatendimento sem segredo, bem parecido com o Brasil. O estacionamento custa $ 20 por minuto. O preço assusta pelo valor e pela cobrança por minuto, mas ao fazer a conversão vemos que fica até mais barato que shoppings de grandes metrópoles no Brasil. Fizemos a janta em casa, assistimos alguns vídeos do Youtube aproveitando o bom wifi, limpamos o cartão das câmeras e deixamos o computador fazendo upload das fotos para o Google Photos, já que estávamos sem um backup das fotos até então. Arrumamos as coisas para deixar tudo pronto para a saída no dia seguinte. Gastos do dia: R$ 13,20 Metrô (2640 CLP) R$ 15,00 Cerro San Cristobal (3000 CLP) R$ 30,00 Zoológico (6000 CLP) R$ 9,00 Estacionamento Costanera (1800 CLP) Cerro San Cristobal Selfie com a girafa Costanera Center visto do Cerro San Cristobal ===================================================================================================== 17/02/2017 (sexta) - Santiago (Chile) para Mendoza (Argentina) Saída de Santiago: 09:00 Chegada em Mendoza: 18:15 Km inicial: 5725,4 Km final: 6101,6 Km rodados: 376,2 Saímos da casa às 09:00, abastecemos e logo estávamos na estrada para Mendoza, cruzando pela Cordilheira dos Andes. No lado chileno fomos pelas Rutas CH-57 e CH-60. Depois de cruzar para o lado Argentino seguimos pela RN7 e RN40. Passamos por três pedágios no lado chileno até a fronteira, o que achamos bastante para uma distância de aproximadamente 150km. O último estava a apenas 30km da fronteira. Às 11:45 passamos por uma aduana chilena, mas as placas diziam que não era necessário parar já que a saída do Chile seria feita no lado argentino, integrado com a entrada na Argentina. Na estrada passamos por um trecho com muitas curvas, que lembram a Serra do Rio do Rastro e Corvo Branco (-32.855649, -70.140536). Enquanto estávamos parados para tirar fotos encontramos com dois motociclistas de Juiz de Fora/MG, pai e filho, que estavam voltando do Atacama. Seguimos viagem e fiquei atento ao GPS pois queria cruzar a cordilheira não pelo túnel, que é o caminho comum, mas pela pequena estrada de terra que nos leva ao Cristo Redentor de Los Andes a 3800m de altitude. A saída para a estrada de terra é bem mal sinalizada, mas prestando atenção conseguimos encontrá-la e subimos, passando por várias curvas, mirantes e pequenos rios de água congelante que desce a montanha. O caminho até o topo tem 8km. Chegamos lá às 12:35 com 3830m de altitude e 9ºC de temperatura, além do vento. Tiramos algumas fotos e iniciamos nossa descida pelo lado chileno às 13:00, chegando ao asfalto 20 minutos e 9km depois. Enquanto estávamos na rodovia vimos do lado esquerdo o Aconcágua (a montanha mais alta fora da Ásia) e 12km depois, do lado esquerdo, estava a entrada para a fronteira integrada Chile/Argentina (Control Integrado Complejo Horcones). Em toda a viagem esta foi a única fronteira que não ficava no meio da estrada; ela fica na lateral e nós temos que ter a consciência de entrar na fila. Paramos na fila de carros em torno de 13:30. A fila andava devagar e fomos atendidos apenas 15:15 no estilo drive-thru, sem a necessidade de estacionar o carro e ir até o guichê. O primeiro passo é na imigração do Chile, com os oficiais da PDI (Policia de Investigaciones). Foi necessário apresentar os passaportes, documento de entrada do carro e controle de barreira, que desta vez não nos foi dado. Tive que ir até o guichê da Gendarmeria e pedir. No segundo passo fica a aduana chilena e argentina. Entregamos os documentos para o oficial chileno, ele faz os procedimentos necessários e entrega ao oficial argentino. O oficial argentino veio até o carro, entregou o papel de controle de barreira e ao invés de fazer a revista no carro (como estava fazendo com os outros) perguntou nosso time. Falei que éramos palmeirenses e ele disse que desde que não fossemos corinthianos estava certo e nos liberou. Saímos do complexo fronteiriço às 15:30. 1,5km depois da saída tem uma pessoa na estrada pedindo o papel do controle de barreira. Um fato engraçado aconteceu enquanto estávamos na fila. Um adolescente estava com as várias notas de peso chileno na mão quando um vendo forte bateu e levou várias notas. Algumas pessoas ajudaram, mas com certeza ele perdeu alguns milhares de pesos nessa brincadeira. Em torno de Mendoza a estrada que o GPS nos mandava entrar estava impedida pela polícia por algum motivo. Depois de alguns desvios conseguimos chegar no camping El Mangrullo. O camping é bem estruturado e preparado, conta com espaço para barracas e cabanas. Wifi funciona apenas próximo da entrada, os banheiros são limpos e com água quente. Estavam hospedados alguns veículos europeus e uma Chevrolet S10 brasileira com um camper na caçamba. Fizemos a janta até mesmo andes de montar a barraca porque esse dia foi bem cansativo. Armamos a barraca, tomamos banho e quando fomos encher o colchão da marca Mor comprado novo para esta viagem vimos que ele estava furado na dobra de um dos gomos da parte superior. Tentamos remendar com o kit que veio com ele, mas por ser na dobra não deu muito certo. Acabamos forrando o chão com cobertor e dormimos assim mesmo. Abastecimento Santiago: Shell - Santa Maria 888 Super 93 $ 702/litro Média: 10,48 km/l Hospedagem: Camping El Mangrullo $150 por pessoa Telefones: (+54) 261 4440271 / (+54) 9 261 5604736 Avda. Champagnat 3002, Mendoza/Argentina -32.855704, -68.894194 Gastos do dia: R$ 54,00 Abastecimento (10800 CLP) R$ 26,50 Pedágios (5300 CLP) R$ 173,08 Camping Mendoza (900 ARS) Subida da Cordilheira dos Andes Saída do Chile, início do caminho pela Cordilheira dos Andes Subida para o Cristo Redentor de los Andes, fora da estrada principal Rio GELADO que desce dos Andes Cristo Redentor de los Andes, divisa Chile/Argentina ===================================================================================================== 18/02/2017 (sábado) - Mendoza (Argentina) Km inicial: 6101,6 Km final: 6205,3 Km rodados: 103,7 Acordamos e fomos ao Walmart 24h (Moldes 1023) tentar comprar um novo colchão inflável. Compramos um da marca Intex, além de água, pães para café da manhã, milho, macarrão, etc. Walmart muito grande, no estilo dos que existem nos EUA, com muita variedade de produtos que não estamos acostumados a encontrar em supermercados. Voltando ao camping fizemos o almoço e saímos para andar pelo centro. Conhecemos a Plaza Independencia e fomos sentido Maipú para conhecer a vinícola (bodega) El Enemigo. Nós gostamos de vinho, mas não somos conhecedores. Por este motivo acabamos indo em uma vinícola qualquer apenas para ver como funciona. Descobrimos a El Enemigo por algum relato lido na internet. Foi um pouco difícil de chegar até lá. Fomos até a rua divulgada (Videla Aranda) mas a maioria dos lugares não tem numeração. Depois de perguntar para uma pessoa conseguimos chegar no lugar. A vinícola é bem família e aparentemente o carro chefe é a degustação com almoço. Pedimos para fazer o tour e uma funcionária nos acompanhou até os barris de carvalho e nos explicou um pouco sobre as uvas utilizadas e história da vinícola. A degustação mais barata permitia escolher dois vinhos entre quatro (como estávamos em dois conseguimos provar todos os quatro: Malbec, Cabernet Franc, Chardonnay e Bonarda) e incluía pães com patê. De volta ao camping ficamos um tempo na piscina, tomamos banho, assistimos séries, fizemos a janta (que por sinal, foi a quinta com o mesmo gás no fogão. A falta de vento ajuda muito) e dormimos no colchão novo. Gastos do dia: R$ 95,96 Colchão Intex casal (499 ARS) R$ 75,00 Duas degustações (390 ARS) Visita na Vinícola El Enemigo Camping em Mendoza ===================================================================================================== 19/02/2017 (domingo) - Mendoza (Argentina) Km inicial: 6205,3 Km final: 6231,9 Km rodados: 26,6 Não há muito para falar, este foi um dia de descanso. Fomos ao mesmo Walmart comprar vinhos, voltamos ao camping, fizemos almoço (desta vez abrimos um novo gás, o quinto da viagem). De tarde terminei de ler Sully e assistimos Narcos. Arrumamos o porta malas e banco traseiro, limpamos o pó que estava acumulado, fizemos janta e assistimos The Grand Tour (série automotiva). Mendoza ===================================================================================================== 20/02/2017 (segunda) - Mendoza (Argentina) para Santa Fé (Argentina) Saída de Mendoza: 10:20 Chegada em Santa Fé: 21:10 Km inicial: 6231,9 Km final: 7151,9 Km rodados: 920 Apesar de ser uma cidade desconhecida para a maioria de nós e pouco turística, Santa Fé estava no nosso roteiro desde o começo do planejamento da viagem. Foi lá que morei entre meus três e seis anos de idade devido à transferência na empresa que meu pai trabalhava. Neste dia saímos do camping às 08:50 para o centro no intuito de trocarmos dinheiro. Diferente das outras que passamos pela viagem, a casa de câmbio estava com bastante fila. Depois de abastecer o carro pegamos a estrada RN7 às 10:20. Na altura de Desaguadero passamos por mais controle sanitário, mas sem surpresas. O fiscal olhou pelos vidros nossas bagagens, perguntou se tínhamos frutas e verduras e por último passamos por um equipamento que pulveriza o carro por baixo, acredito que para desinfetar (ou algo assim). Às 12:40 chegamos em San Luis e paramos no Sanluis Shopping para almoçar no BK. Saímos de San Luis em torno de 13:30 até a RN148 e logo pegamos a RP10, que começou a ser pista simples. No posto policial de La Punilla fomos parados e como de praxe o oficial nos perguntou de onde vínhamos, para onde iríamos, pediu carta verde e, pela primeira vez na viagem, a CNH. Pegamos a RP30 até Rio Cuarto e depois a RN158 que passa por Vila Maria e San Francisco, onde pegamos a RN19, duplicada, até Santa Fé onde chegamos 21:10. Ficamos no Hostal Santa Fe de la Veracruz, um hotel bem velho, mas limpo e com garagem. Aparenta ter sido um ótimo hotel no passado mas parou no tempo. Mortos de cansaço, fizemos janta no quarto do hotel mesmo e dormimos. Abastecimento Mendoza: Red Mercosur - General Lamadrid x Acesso Sur Nafta Super $ 17,99/litro Média: 10,31 km/l Abastecimento Rio Cuarto: Axion - Tierra del Fuego 932 Nafta Super $ 20,88/litro Média: 12,15 km/l Abastecimento Crucellas: Shell - Rodovia RN19 Nafta Super $ 20,99/litro Média: 9,96 km/l Hospedagem: Hostal Santa Fe de la Veracruz $950 por dia / $100 garagem Telefones: (+54) 342 455 1740 (41/42/43/44) San Martin, 2954 / 25 de Mayo x Gdor. Crespo, Santa Fé/Argentina -31.641930, -60.704511 Gastos do dia: R$ 462,50 Abastecimento (2405 ARS) R$ 35,58 Pedágios (185 ARS) R$ 403,85 Hotel Santa Fé (2100 ARS) Câmbio: taxa: 5,30 pesos argentinos por real Câmbio: taxa: 16 pesos argentinos por dólar ===================================================================================================== 21/02/2017 (terça) - Santa Fé (Argentina) Km inicial: 7151,9 Km final: 7194 Km rodados: 42,1 Tomamos café da manhã no hotel e fomos até a casa de câmbio trocar o resto dos reais, ficando com o dinheiro exato para combustível e pedágio até Foz do Iguaçu no dia seguinte. O banco estava com bastante fila mas acredito que por sermos estrangeiros nos mandaram direto ao balcão. Voltamos para o hotel e de carro fomos até a escola que eu estudei na pré-escola. Alguns meses antes da viagem minha mãe encontrou uma carta da minha professora na época, encontrei ela no Facebook e combinamos o encontro. Ficamos em torno de uma hora conversando na escola. Depois disso passamos na frente das casas que morei, visitamos a igreja de Nossa Senhora de Guadalupe e almoçamos no restaurante El Quincho del Chiquito, que existe desde quando morei na cidade (mais de 20 anos atrás). O restaurante serve uma sequência de peixes por um preço fixo. Os peixes são pescados no próprio Rio Paraná que passa pela cidade, gostamos muito do almoço. O valor é de 230 pesos por pessoa. Fomos passear no Walmart localizado na RN168, assim que sai da cidade. A visita ao Walmart foi na intenção de esperar o consultório do pediatra que me atendia abrir. Passamos lá e entre uma consulta e outra conseguimos conversar com ele, que não esperava a visita. Durante a conversa ele foi lembrando de mim, minha irmã e minha mãe. De volta ao hotel terminamos de assistir Narcos, tomamos banho, fizemos a janta e deixamos tudo pronto para ir embora no dia seguinte, já que iríamos encarar mais de 1000km até Foz do Iguaçu. Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real Igreja Nossa Senhora de Guadalupe ===================================================================================================== 22/02/2017 (quarta) - Santa Fé (Argentina) para Carazinho/RS Saída de Santa Fé: 08:00 Chegada em Carazinho: 21:30 Km inicial: 7194 Km final: 8162,6 Km rodados: 968,6 Acordamos às 06:30, tomamos café da manhã e fizemos checkout às 07:20. Antes de ir embora de Santa Fé passamos por uma pracinha que eu brincava e também pela Plaza 25 de Mayo, onde aprendi a andar de bicicleta e onde ficam localizados os edifícios do governo. Pegamos a estrada às 08:00 e logo estávamos na divisa das províncias de Santa Fé e Paraná (Argentina), atravessando o túnel fluvial pela RN12 e em seguida RN127, todas pista simples. Ainda na RN127, na altura de Sauce de Luna, fomos parados pela polícia, que na província de Entre Rios onde estávamos é conhecida por seus policiais corruptos. O oficial pediu a CNH, documentos do carro, carta verde e pediu para eu acender o farol do carro, que já estava aceso (assim como no Brasil, em todos os países que passamos é obrigatório circular com os faróis baixos acesos nas rodovias). Não consegui entender direito, encostei o carro no acostamento e fui ver o que estava acontecendo. Uma das lâmpadas do farol baixo estava queimada, justo na parte mais corrupta da Argentina. Fui guiado até a guarita, mas antes aproveitei para colocar 100 pesos no bolso. Outro policial me atendeu na guarita, com uma tabela em mãos me mostrou que o valor da multa era em torno de 3800 pesos, mas se fosse paga diretamente na guarita em dinheiro eu teria um desconto de 50% e sairia com um papel para apresentar nas próximas barreiras policiais. A princípio desconfiei que fosse um pedido de propina e neguei pagar lá, mas enquanto o oficial preenchia a multa vi um papel colado na parede informando sobre o desconto de acordo com algumas leis. Até hoje não sei se é verdade ou não. Tinha o dinheiro exato dos 50% da multa para combustível e pedágios, mas preferi dizer que só tinha 100 pesos e estávamos pagando o combustível no cartão já que seria o último dia na Argentina. Ele não pediu os 100 pesos mas perguntou se não tínhamos reais. Pelo jeito 100 pesos era pouco para ele. A outra opção seria, segundo ele, pagar a multa na aduana assim que saísse do país. Concordei e pedi para que a multa fosse feita. O policial preencheu algumas informações no computador, me devolveu os documentos e pediu para assinar quatro vias da multa, sendo que fiquei com uma. Nela está escrito o valor da multa, a causa, a placa do carro, meu nome completo e número do RG (que estava na CNH). O policial que me parou inicialmente pediu para que seguisse com o farol alto ligado já que estava com o baixo queimado. E se me parassem e multassem por estar com o alto ligado? Preferi seguir com o baixo mesmo e qualquer coisa eu apresentava a multa que já havia sido feita. Depois disso pegamos a RN14, que é duplicada pensando no que poderíamos fazer. Nossa programação era sair por Puerto Iguazu (que faz fronteira com Foz do Iguaçu) para visitar as Cataratas e o Paraguai, mas chegaríamos em torno das 20:00. Com azar a multa estaria no sistema e teríamos que procurar algum lugar para sacar dinheiro e pagar a multa, a noite e fora do nosso país, correndo o risco de o cartão não funcionar mesmo com o aviso viagem. Poderíamos tentar sacar o dinheiro em alguma cidade no caminho, mas e se por algum motivo a multa não estivesse no sistema e não fosse cobrada? Ficaríamos com mais de 700 reais em pesos sem utilidade. Depois de pensar em algumas alternativas a mais racional foi sair na primeira fronteira que encontrasse (Paso de Los Libres, Uruguaiana/RS) e seguir viagem para casa, riscando Foz do Iguaçu do mapa já que estando no Rio Grande do Sul é muito longe ir para Foz sem entrar na Argentina. Não gostaríamos de entrar novamente na Argentina correndo o risco de ter a multa cobrada. Querendo ou não, não é nosso país, não conhecemos direito o funcionamento da polícia, suas regras, leis e etc. Concordo que estávamos errados, mas aquela região já é conhecida por abuso dos policiais e além disso é absurda uma multa de mais de 700 reais por circular com uma lâmpada queimada durante o dia, sendo que vários carros argentinos passam diariamente caindo aos pedaços (e com lâmpadas queimadas). Antes de entrar no Brasil ainda fomos parados em mais uma verificação de rotina. Enquanto um policial me pedia os documentos o outro foi até a frente do carro, ficou olhando, mas nenhum dos dois comentou sobre o farol queimado e mandaram seguir viagem. Vai entender. Chegamos em Paso de Los Libres e abastecemos pela última vez na Argentina para queimar os pesos que tínhamos na mão. Entramos com o carro na fila da saída da Argentina às 13:20. Ao chegar nossa vez o oficial pediu pelo papel da imigração, que não havíamos recebido. Então ele gentilmente nos instruiu a estacionar o carro e ir até o guichê fazer o processo de saída. Fomos ao guichê e entreguei apenas o passaporte, com receio de entregar o documento do carro. Passaporte carimbado, a oficial solicitou o documento do carro, entreguei, ela digitou algumas coisas no computador e fomos liberados. Como estávamos viajando com o passaporte ela informou que não seria necessário apresentar o papel da imigração. Voltamos ao carro, mostramos os passaportes ao primeiro oficial e fomos liberados, entrando no Brasil às 13:40 cruzando a ponte sobre o Rio Uruguai e entrando em Uruguaiana/RS. Como não demos saída do Brasil no início da viagem, a caminho do Uruguai, não nos preocupamos em registrar a entrada. Depois de liberados fiquei na dúvida do que aconteceria com a multa. Como estávamos viajando com o passaporte e a multa foi dada com o número do RG, imagino que eu posso voltar outras vezes para a Argentina (com o passaporte) sem problemas. Talvez o carro tenha problemas para retornar em uma suposta nova visita. Paramos em uma autopeças para comprar a lâmpada H7. Enquanto eu trocava a lâmpada minha namorada foi olhando no mapa nossas alternativas. Decidimos que iríamos passar novamente por Curitiba na volta, já que gostamos muito de lá; mas ainda assim precisávamos de um lugar para passar a noite. Decidimos dormir nas imediações de Passo Fundo e acabamos encontrando o motel Casa de Pedra na cidade vizinha de Carazinho/RS. De acordo com os relatos na internet aparentava ser bom e barato; para ajudar ainda pegamos um cupom de 20% no site deles. Como já era tarde e muito difícil encontrar comida para almoçar, acabamos comendo um tradicional xis gaúcho no Lanche da Praça. Saímos de Uruguaiana/RS em torno das 15:15 via BR472 e BR285 até Carazinho/RS, ambas em pista simples. Depois de trechos com chuva muito pesada, onde o limpador mesmo no máximo não dava conta, chegamos às 21:30 no motel. Fizemos a janta no quarto e dormimos. O motel é muito bom, surpreendente por estar localizado em uma cidade pequena e pelo valor pago. Abastecimento La Picada: YPF - RN12 km 28,5 Nafta Super $ 20,83/litro Média: 10,65 km/l Abastecimento Paso de Los Libres: YPF - Fronteira com Brasil Nafta Super $ 21,37/litro Média: 11,38 km/l Abastecimento Santo Ângelo/RS: Shell - BR285 x BR392 Gasolina Comum R$ 4,088/litro Média: 10,79 km/l Hospedagem: Motel Casa de Pedra R$87,00 Telefone: (54) 3329-4457 BR285, km 216, Carazinho/RS -28.315266, -52.780731 Gastos do dia: R$ 354,46 Abastecimento (1130 ARS + R$137,15) R$ 5,77 Pedágio (30 ARS) R$ 87,00 Motel Casa de Pedra R$ 35,00 Lâmpada do farol Fronteira Brasileira em Uruguaiana/RS, finalmente em "casa"! ===================================================================================================== 23/02/2017 (quinta) - Carazinho/RS para Curitiba/PR Saída de Carazinho: 08:30 Chegada em Curitiba: 18:30 Km inicial: 8162,6 Km final: 8782,4 Km rodados: 619,8 O dia foi praticamente de estradas em pista simples, cortando várias cidadezinhas com radares em trechos urbanos. Fomos pela BR285 até Lagoa Vermelha, onde pegamos a BR470. Uma hora depois da saída paramos na cidade de Mato Castelhano para café da manhã. Almoçamos no Posto Serrano I no entroncamento da BR470 com a BR116 e depois seguimos pela BR116 até Curitiba. O caminho todo foi com chuva, variando entre garoa e muito forte onde o limpador não dava conta. Muitas aquaplanagens quando a chuva ficava mais forte. Diversas vezes paramos na estrada em obras devido ao trânsito em meia pista, prejudicando ainda mais a duração da viagem. Chegamos em Curitiba às 18:30 e fomos direto para a pizzaria La Piazza, que gostamos muito (e paramos também na ida). Enquanto jantávamos pesquisamos algum hotel para ficar e encontramos o Ibis Budget. Chegamos no hotel, fizemos checkin sem problemas e dormimos. Abastecimento Curitibanos/SC: Ipiranga - BR470 km 252 Gasolina Comum R$ 3,889/litro Média: 10,81 km/l Hospedagem: Ibis Budget R$103,95 / R$17,50 Estacionamento Telefone: (41) 3218-3838 R. Mariano Torres, 927, Curitiba/PR -25.434290, -49.260721 Gastos do dia: R$ 169,12 Abastecimento R$ 22,40 Pedágios R$ 121,45 Hotel ===================================================================================================== 24/02/2017 (sexta) - Curitiba/PR para São Paulo/SP Saída de Carazinho: 08:30 Chegada em Curitiba: 18:30 Km inicial: 8782,4 Km final: 9211,4 Km rodados: 429 Acordamos tarde e enrolamos no hotel já que queríamos almoçar em uma churrascaria (Master Grill) que gostamos em Curitiba. Depois do almoço saímos de Curitiba em torno das 14:00 e chegamos em São Paulo 19:45, pegando chuva em alguns trechos e muito trânsito no Rodoanel devido ao horário de pico. Abastecimento Curitiba/PR: Shell - R. Des. Westphalen x Av. Pres. Getúlio Vargas Gasolina Comum R$ 3,39/litro Média: 10,07 km/l Abastecimento São Paulo/SP: Ipiranga - Av. Luis Dumont Villares x R. 24 de Dezembro Gasolina Comum R$ 3,447/litro Média: 11,01 km/l Gastos do dia: R$ 237,76 Abastecimento R$ 19,90 Pedágios
  20. Olá galera!!! Tudo bom? Eu sou a Paola, tenho 18 anos (sim, bem nova haha), sou da capital de São Paulo e vim retribuir toda a ajuda do site e dos relatos que eu li e que me incentivaram tanto a por uma mochila nas costas e ir com a cara e a coragem. Viajei para Bolívia, Chile e Peru por 29 dias com FUCKING 800 dólares (sim, eu sei que a maioria das pessoas- 99%- vai com mais dinheiro, mas fazer o que né ) e graças a isso passei vários perrengues e os melhores momentos da minha vida. Eu viajei com mais duas amigas, Carol e Yolanda. Viajamos do dia 11/12/17 à 09/01/18. Eu tenho muitas dicas para dar (coisas que ninguém conta haha), então espero que gostem e acompanhem . Roteiro: 12/12: São Paulo- Santa Cruz- Sucre 13/12: Sucre- Uyuni 14/12: Salar de Uyuni 15/12: Salar de Uyuni 16/12: Salar de Uyuni- San Pedro 17/12: San Pedro de Atacama 18/12: San Pedro de Atacama- Arica 19/12: Arica- Tacna- Arequipa 20/12: Arequipa 21/12: Arequipa 22/12: Arequipa 23/12: Arequipa 24/12: Arequipa (Já perceberam que moramos na cidade, né?) 25/12: Arequipa- Ica 26/12: Ica- Huacachina 27/12: Huacachina- Ica 28/12: Ica- Cusco 29/12: Cusco 30/12: Cusco 31/12: Cusco 01/01: Águas Calientes 02/01: Machu Picchu- Cusco 03/01: Cusco- Puno 04/01: Puno- Copacabana- La Paz 05/01: La Paz 06/01: La Paz 07/01: La Paz- Cochabamba 08/01: Santa Cruz 09/01: Santa Cruz- São Paulo Bom, fazia muito tempo que eu tinha o sonho de fazer um mochilão e acabou que me apaixonei pelo Salar de Uyuni e como não sou de ferro, fui colocando mais uma cidade e mais uma e mais uma, até que ficou três países haha demorou um certo tempo para conseguirmos o dinheiro, mas depois de muito tempo trabalhando duro, conseguimos, fomos, com pouco dinheiro, mas fomos. Então, se você quer vá lá e faça, foi nosso primeiro mochilão e aconteceu várias merdas- que fazem parte e deixam a viagem ainda mais legal- o que eu quero dizer é: SÓ VAI MANO! Com pouco dinheiro, com medo, mas VAI! O que levar: Eu não lembro tudo que eu levei, mas vou colocar os principais... Segunda pele: R$40 Fleece: R$20 Jaqueta Corta-vento: R$200 Duas luvas: R$15 (promoção) Doleira: R$8 Lanterna: R$10 Toalha Secagem rápida: R$35 Mochila de ataque: R$80 Mochilão 50L: 280 Calça segunda pele: R$40 3 pares de meia (grossas): R$25 Bota Impermeável: R$200 PS.: Fora a doleira e a lanterna, eu comprei tudo na Decathlon. Os preços lá eram mais em conta. Pra quem vai viajar mais pro final do ano, eu indico esperar até mais ou menos Setembro, porque já começa a aparecer umas promoções bem legais, por exemplo, a luva, paguei super barato nas duas e compensou muito o custo-benefício. 1 Touca 1 Cachecol 1 Calça jeans 1 calça legging 7 pares de meias 2 pares de meias (umas meias mais grossinha para os dias realmente frios) 8 blusas leves 10 calcinhas 2 sutiãs 1 short 2 vestidos 1 Moletom Biquini Chinelo Bandeira do Brasil (patriota que sou) Outras coisas: 2 Cadeados Batom de cacau Colirio Rinosoro escova e pasta de dente rolo de papel de higiênico (eu deveria inclusive ter levado o saco- mas não dava hahaha) (isso é muito importante, vai por mim) pote de shampoo, condicionador e hidratante lenços umedecidos (muito importante também, serve pra limpar qualquer coisinha) protetor solar e mais trezentas coisas PS.: Não se esqueçam do Certificado Internacional de Vacina da Febre Amarela, tecnicamente eles deveriam te pedir na fronteira, mas não pedem em nenhum momento. Mas sempre bom levar, afinal, você não quer voltar com febre amarela, né? PASSAGENS AÉREAS: Então, compramos nossa passagem com as milhas de um conhecido, saiu quase a mesma coisa, mas conseguimos economizar uns R$50, então foi válida a tentativa. Porém, nós acompanhamos os preços durante o ano todo esperando uma promoção. Pra quem vai viajar na mesma época que a gente ou até a partir de Outubro mesmo, fica esperando que lá pro final de Agosto começa a aparecer umas promoções muitos boas. Então, se puder, espere! Aguenta o coração. Porque, quando íamos pesquisar, geralmente estava mais de mil de reais e quando começou a surgir as promoções, estava lá pra R$850. Passagem de Guarulhos- SP para Santa Cruz- BO: R$823 Bagagens ida e volta (porque agora tem essa palhaçada ): R$70 Passagem de Santa Cruz para Sucre: R$130 (único luxo que nos demos ) Okay, chegou o dia 11/12. Tudo preparado. Coração a mil. Nosso embarque era o melhor horário: 23h30. Pegamos o transfer da Gol em Congonhas, depois de pouco mais de 1h30 chegamos em Guarulhos. Ficamos um bom tempo esperando o check-in, façam com antecedência, a fila da Gol sempre é enorme. Essa somos nós, ainda em Guarulhos, muito plenas antes da viagem No avião tivemos um lanchinho, recebemos o papel da imigração, cujo papel não entendi bosta nenhuma, mas só fui escrevendo na fé de que estava certo. Depois de 2h30 de viagem chegamos ao território Boliviano, chegamos por volta de 1h20, passamos pela imigração, carimbamos nossos passaportes, tudo ok. E o mochilão começou oficialmente!
  21. CAPÍTULOS POSTADOS: PAG 1: CAPÍTULO 1: 06-08/05/2018 - Santa Cruz, voo cancelado, Sucre fechada e planos indo pro ralo; PAG 1: CAPÍTULO 2: UYUI 09/05: Não rolou a foto espelhada, mas nosso primeiro dia foi incrível; PAG 2: CAPÍTULO 3: UYUNI: 2º dia - 10/05: Lagunas e mais lagunas; PAG 2: CAPÍTULO 4: UYUNI: 3º dia - 11/05: Geysers, -15º graus, banhos nas termas e despedida de Uyuni. PAG 2: CAPÍTULO 5: SPA: 1º DIA: 11/05: Perrengues que vem para o bem. PAG 2: CAPÍTULO 6: SPA: 2º DIA: 12/05: Caverna de Sal e o incrível pôr-do-sol do Valle de La Luna. PAG 3: CAPÍTULO 7: SPA: 3º DIA: 13/05: A exuberância do Salar de Tara PAG 3: CAPÍTULO 8: SPA: 4º e último DIA: 14/05: Altiplânicas e nossa despedida de San Pedro de Atacama. PAG 3: CAPÍTULO 9: SPA x AREQUIPA: 14-15/05: Viagem que não tem fim. PAG 3: CAPÍTULO 10: 16-17/05/2018: A incrível Arequipa, Valle del Coca e o voo dos Condores. Chacaltaya - La Paz - Bolívia Para qualquer mochileiro de primeira viagem, a grande dificuldade é escolher o destino, até começar a ler relatos e mais relatos sobre o roteiro basicão e que inúmeros viajantes fazem: Bolívia, Peru e Chile. Você começa a se apaixonar pelos lugares e histórias e já era: Tá lá você lendo tudo sobre: Atacama, Uyuni, MacchuPicchu e afins. Melhor ainda quando você encontra pessoas como o Rodrigo e Maryana (Dispensa apresentações) que te entrega um monte de coisa de mão beijada. A Maryana foi uma das grandes incentivadoras e é uma pessoa incrível e sempre disposta a ajudar. Sigam ela no Instagram: @vidamochileira. Obrigado Mary!!!! ❤️ Tentarei postar o mais rápido possível os relatos para que vocês consigam pegar as informações atuais e está planejando fazer essa trip. Todos os meus gastos foram convertidos em reais segundo a cotação atual de cada lugar, tendo em vista que cada pessoa consegue o dólar com um valor diferente. Um conselho que dou de antemão: Levem uma parte em dólar e outra em real. Percebi que em diversos lugares a cotação estava muito ruim e não valia a pena o real. Nessas horas o dólar salva, pois é sempre mais valorizado frente ao real. Algumas casas de cambio não aceitam real, então no sufoco, não fica na mão, desesperado.Vários passeios você também pode pagar com dólar na própria agência que fechar o passeio, REAL não! Inicialmente vou falar um pouco sobre os preparativos da viagem e depois vou postando sobre a experiência em cada lugar de pouco a pouco, os gastos e os passeios que escolhi fazer. Quem tiver interesse em seguir no instagram: @diegomoier > DECISÃO DE VIAJAR SOZINHO: Uma coisa é certa: Você nunca estará sozinho em uma viagem. Claro que o medo e a incerteza bate a todo momento, mas depois que você começa a panejar percebe que as coisas podem ser mais fáceis do que imagina. Inevitavelmente a vontade de desistir vem a todo momento e levar o plano até o final envolve persistência, coragem e determinação. Quando postei aqui no mochileiros dia 23 de janeiro 2018 o interesse em fazer essa trip, diversas pessoas me procuraram com o mesmo interesse e através de um dos membros: O Salgado, pude ingressar em um grupo de whatsApp e conhecer diversas pessoas que me ajudaram ali. Um salve especial para Ana, que ma ajudou pra caraio (@anacris_ms), Nath, Salgado e tantos outros que são ativos nos grupos e ajudam muito. Vou deixar alguns links de grupos que faço parte e que foram muito úteis antes e durante a viagem: Mochilão 2018: https://chat.whatsapp.com/A3esrzk2CyDJgu2jjJ9fbb TRIP BOLÍVIA, PERU E CHILE: https://chat.whatsapp.com/Bfq6ZSxxD9P5PmNMiKByce Trip Bolívia, Peru e Chile: https://chat.whatsapp.com/5hxFBEPWBzKBhe7WlISX4K Companhia para o Uyuni: https://chat.whatsapp.com/EszhFEPfvEkKtCmUExFqDZ Tem diversos outros grupos de outros destinos, mas deixarei apenas esses que são os principais para o mochilão que fiz. Através da postagem pude conhecer duas pessoas maravilhosas de SP: O Eri que faria apenas a Bolívia e a Angéllica que resolveu seguir até o final da viagem comigo. Um obrigado especial para essas duas pessoas que me aturaram. Mais para frente vocês irão vê-los em fotos comigo. Agradeço a companhia de cada um e com certeza foram essenciais para que se tornasse uma viagem inesquecível. No decorrer do relato vou falando de outras pessoas que se tornaram mega especiais e que já são parça do coração também. > VIAJAR PARA A AMÉRICA DO SUL: Uma coisa que precisa ficar bem clara quando você decide fazer esse roteiro: Você pode levar rios de dinheiro, não vai ter para onde fugir: Você vai respirar poeira horrores, vai passar um frio do cão, dormir em lugares não muito confortáveis, topar com comidas não muito simpáticas, pessoas simples, humildes, lugares sujos, assadura na pele por conta do frio, ou nariz ressecado, sol escaldante, etc. Para quem não está acostumado, desprenda-se do luxo e conforto da sua cama, tenha certeza que acima de uma viagem, é um aprendizado para a vida. Respeitar as pessoas, o seu espaço e costumes se torna uma obrigação. A HUMILDADE é uma das qualidades essenciais para essa viagem. > O QUE É PRECISO PARA VIAJAR PARA A AMÉRICA DO SUL: SEGURO VIAGEM: Coloquei como primeiro item da lista, não por ser uma obrigação, mas por ser algo essencial para a sua viagem. Fiz meu seguro viagem com a Alianz (Plano Básico): R$ 158.88. Site: www.Allianz.com.br / Telefones: 55 114331-5445 - 0800704 3840 Não precisei usar, pela glória, mas na minha primeira viagem para a Argentina, uma amiga deu dengue durante a viagem, precisou, não tinha e passou altos perrengues com hospital público, além de ser tudo muito caro lá fora. Nessa viagem também a Angéllica, que estava comigo deu infecção alimentar e precisou usar em San Pedro de Atacama. Ela pagou as despesas do bolso e vai pedir reembolso para a seguradora. Nunca sabemos quando vamos precisar, por isso é essencial precaver-se e fazer um seguro viagem para que possa ir com a cabeça tranquila. DOCUMENTAÇÃO e VISTO: Desde junho de 2008, os turistas dos países que compõem o Mercado Comum do Sul, podem apresentar apenas a cédula de identidade nas viagens realizadas nos locais que formam o bloco. Não é preciso levar passaporte nem visto de entrada. Os documentos de identidade devem ter fotografia atual, não podem ser plastificados e, caso gerem dúvidas, pode ser solicitado outro tipo de identificação, também com foto. Fonte: Ministério das Relações Exteriores Obs: Se você tem passaporte leva pois vai receber vários carimbos em diversos pontos turísticos pelos países. EMISSÃO DE PASSAPORTE: Para emitir seu passaporte deverá entrar no site: http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte e seguir os passos descritos no próprio site. Ao concluir o pagamento da GRU, agende e compareça ao posto da PF escolhido, no dia e horário agendados (recomenda-se com 15 minutos de antecedência) munido da documentação original exigida , boleto GRU, comprovante de pagamento e comprovante de agendamento. Somente menores de 3 anos devem levar fotografia. Para todos os outros, a fotografia coletada no momento do atendimento. O passaporte será entregue pessoalmente a seu titular, no horário e local indicados no dia da solicitação, mediante apresentação de documento de identidade, conferência da impressão digital e assinatura do documento. CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINA: quais países exigem? Acima de uma exigência da ANVISA, não se preocupe somente com a obrigação e sim com a sua saúde. Cada país vive uma realidade e se proteger é de extrema importância para que a viagem não se torne um pesadelo. A única obrigatória é a da Febre Amarela e o não cumprimento pode impedir que você entre no país. Portanto por mais que as pessoas em relatos e grupos falem que nunca pede na fronteira, FAÇA, SEM PENSAR DUAS VEZES. Como saber se a vacina é obrigatória para onde vou? Para a viagem que fiz entre os países: Bolívia, Peru e Chile, o único país que exigia era a Bolívia. Os demais era aconselhável. "A apresentação do certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP), documento que comprova a vacinação contra a febre amarela, é necessária somente se você vai viajar para países que exigem tal comprovação. A lista dos países com risco de transmissão da febre amarela e dos países que exigem a vacinação preventiva é publicada e atualizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é sujeita a alterações periódicas. Embora haja, até o presente momento, 135 países que exigem o certificado do viajante, países como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal não demandam o porte do CIVP. Se você não planeja viajar para países que exigem o certificado, não precisa solicitar a emissão do Certificado. É importante observar que, se sua viagem tem conexões em países que fazem a exigência, você também precisa do CIVP. Os Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa e serviços credenciados executam a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP e demais atividades de orientação aos viajantes sobre cuidados com a saúde. No entanto, os Centros da Anvisa apenas emitem o CIVP e não realizam a vacinação. A vacina pode ser encontrada em um posto de saúde público ou em serviços de vacinação privados credenciados. Após a vacinação, o viajante brasileiro poderá realizar o pré-cadastro no site da Anvisa e agilizar o processo de emissão do certificado quando este comparecer ao posto". Acesse o site da ANVISA: http://portal.anvisa.gov.br/rss/-/asset_publisher/Zk4q6UQCj9Pn/content/id/3339724 Lá você encontra todas as informações necessárias. Na minha cidade, tomei a vacina e no mesmo local já tinha um posto para emissão do certificado, onde eles mesmo agendaram e já emitiram. Foi bem rápido. IMPORTANTE: - Atentar-se se já tomou a vacina anteriormente. Se já, passe para o posto o local e data para que possam resgatar o registro da sua vacina e assim emitir o certificado; - A vacina não pode ser fracionada e sim a dose completa; - A vacina deve ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem. Não deixe para última hora, pois o certificado só poderá ser emitido apenas de esse prazo for respeitado. - Ao tomar a vacina informe que é para emissão do Certificado, pois no comprovante precisa constar a data e o lote da vacina. > PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM: Você vai precisar de muita organização, pois é um turbilhão de coisas que você precisa ver antes de sua viagem. Claro que algumas pessoas já viajaram, outras tem mais facilidades de organizar tudo. Vai de cada um. preparei uma lista das coisas que vi antes da viagem, porém por ser homem pode ficar faltando algumas coisas específicas para as mulheres. A ideia é acrescentar, portanto sempre faça o seu planejamento pessoal de acordo com a sua necessidade. 1 - Descobrir o clima de cada local na data que irá viajar; Assim você evitará levar coisas desnecessárias em sua mochila e não passará calor ou frio. 2 - Saber aproximadamente a cotação de cada país para a moeda que você tem disponível; Sabendo as cotações, poderá programar quanto deverá ter no mínimo para não passar sufoco e ficar sem grana tendo que pegar carona para chegar em casa (Quase tive que fazer isso!!! kkkk). 3 - Pontos turísticos de cada cidade que tem interesse em conhecer e valores aproximados de cada um; Nessa etapa você precisará ler muito, muito, mais muito. Pergunte nos grupos de whatsApp, leia relatos e mais relatos, mande e-mail para as agências e depois disso monte uma média (sempre para mais) dos valores de cada passeio e os custos envolvidos (Se tem alimentação no pacote, entrada dos pontos turísticos que são pagos a parte, tempo que leva, etc). 4 - Tempo que leva de deslocamento de cidade para cidade e qual tipo de transporte que vai te atender com o preço que você tem como pagar (Avião, ônibus, barco, a pé, jegue, etc.); Eu priorizei sempre andar de ônibus por conta do valor, mas vai de cada um e alguns preferem economizar tempo e pagar um avião. Procurando com antecedência pode encontrar uns valores promocionais. Sites indicados: https://www.rome2rio.com / http://www.cruzdelsur.com.pe / https://www.ticketsbolivia.com 5 - Tipos de hospedagem que quero ficar e preço aproximado; Eu preferi reservar hostel antecipadamente apenas em lugares que chegaria pela madrugada ou que a procura é maior, para não ter que ficar pela madrugada procurando hostel e não correr risco de ficar sem vaga no hostel que queria. Decida se você vai querer quarto privado, com ou sem banheiro compartilhado, localização desejada, etc. Eu novamente, pobre fufu que sou, preferi os mais em conta com pontuação e localização boa, porém em quarto compartilhado sempre. O Café da manhã incluído pode ser uma vantagem, ou não, pois alguns passeios (muitos deles) tem desayuno (Café da manhã para ales), ou saem muito cedo e não dá tempo você tomar o café da manhã no hostel. Ou seja vai pagar atoa pelo café. Verifique no hostel se tem diferença do valor com ou sem café. App/site indicado: Booking.com (Algumas hospedagens podem reservar sem cartão e sem taxa de cancelamento). Quase sempre, quando você reservar o hostel na hora, pagará menos do que reservar pelo booking por conta das taxas envolvidas. Aconteceu diversas vezes comigo. 6 - Aplicativos que podem ajudar na sua viagem; Tem diversos aplicativos que podem ajudar na sua viagem. Os que mais indico são: Booking e Navegação e mapas Offline (Maps, GPS e Navigation). Esse último você baixa o mapa do país quando tiver com internet e quando estiver offline pode navegar sem problemas, marcar favoritos, traçar rotas, achar hospedagens, hospitais, bares, etc. Vale muito a pena e me salvou diversas vezes. Vou deixar abaixo a imagem do app para quem tiver interesse em baixar. Detalhe: Funciona dentro do avião. Mostra qual a velocidade do avião. Se tem outros iguais, não sei, mas achei incrível e fácil de usar. Confesso que não sou muito antenado nessas paradas. kkkk 7 - índice de violência e assalto na cidade de destino; Qualquer lugar é perigoso, mas não custa dar uma sondada para ver o índice de assalto e violência no lugar. É sempre bom manter o alerta nos lugares mais perigosos. Uma coisa que sempre fazia quando estava andando pela cidade, era sondar com moradores locais, se aquele lugar era perigoso para andar a pé ou a noite. 8 - Prepare a sua saúde; Tendo em vista que você vai topar com todo tipo de pessoas, pegar temperaturas muito baixas em um dia e no outro muito altas, altitudes elevadas, climas secos, dormir em diversos lugares, comer na rua, é essencial preparar o seu sistema imunológico para aguentar tudo isso e não correr o riso de ficar doente. Eu comecei a tomar complexos vitamínicos, vitamina C e D 2 meses antes da viagem, além de reforçar minha alimentação. Uma consulta a um médico para ver como tá a sua imunidade é bastante válido também. > LEVAR DÓLAR ou REAL? Essa dúvida é frequente em diversos grupos e tópicos, então vamos lá: O Dólar sem sombra de dúvidas é mais valorizado que o real nos 3 países, mas o real é aceito na maioria das casas de câmbios pelas cidades, porém dificilmente outros lugares aceitam, tipo agências de turismo. Por experiência, para mim o melhor foi ter levado as duas moedas. Tudo vai depender da cotação para compra do dólar, se conseguir barato, vale muito a pena ir trocando de pouco a pouco. Algumas casas de câmbio não aceitam real, ou querem pagar muito pouco por ele. Nessa situação ter o dólar é uma escapatória para não levar prejuízo, por mais pequeno que seja. Centavos fazem toda a diferença em uma viagem quando somado o valor total. Diversos lugares aceitam o pagamento em dólar (Agências de turismo, restaurantes, hostel), então é só fazer uma conta rápida e ver o que vale mais a pena. Deixe o real para trocar em cidades que estejam pagando um valor melhor. Resumindo: - Leve Real e Dólar é uma boa pedida sempre (Se quiser levar tudo em dólar tudo bem também, só cuidado para não trocar muito caro aqui e levar prejuízo); - Dê preferência ao dólar em casos onde o prejuízo vai ser grande pagando/trocando por real; - Sempre procurem saber de alguém (grupos principalmente) quanto tá a cotação para as duas moedas na próxima parada, assim você consegue se preparar e trocar na cidade anterior, se compensar mais. - Se você for uma pessoa RIKKAAAA e tiver Euros ou Libras (Nem sei como é a nota), vai fundo, ahahahaa. > O QUE LEVAR PARA UMA VIAGEM DE 27 DIAS? Reforçando, a ideia da postagem é apenas auxiliar e acrescentar. Cada pessoa tem sua particularidade e necessidade, portanto sempre faça o planejamento de acordo com as suas necessidades. A ideia sempre vai ser eliminar coisas desnecessárias para que não fique uma mochila muito pesada, pois você vai ter que carregar ela nas suas costas por um bom tempo. rsrs Vou deixar uma lista do que eu levei, o que foi válido ou não: DOCUMENTOS: - RG / Passaporte; - CPF; - Cartões de embarque impressos; - Ingresso Macchu Picchu (Caso compre antes); - Cartão Internacional de Vacina (ANVISA); - Certificado do Seguro Viagem; - Nota fiscal de equipamento fotográfico; - Reservas de Hostel impresso; - Todos os documentos foram escaneados e enviados por e-mail também. ROUPAS - 8 cuecas - 8 pares de meia - 1 sandália havaiana - 2 tênis leves e confortáveis - Tente ver um que seu pé já está adaptado. (Não me arrependo de ter levado 2, pois 1 eu acabei com ele na trilha para Macchu Picchu e abriu todo. O outro me salvou); - 6 T-shirts de algodão - Dê preferência para as escuras. (Levaria menos, pois usei apenas a metade. Na maioria do tempo era roupa de frio); - 2 camisetas regatas; - 1 camisa flanelada; - 2 camisas abertas de botão (Que usei muito) - 1 casado corta vento impermeável; - 1 moletom de capuz (Usei bastante). - Uma calça segunda pele - Dê preferência a uma térmica (A minha não era, mas fiquei de bouas); - 1 Cachecol; - 1 Touca; - 2 Calças Jeans; - 1 Calça mais leve de linho (Usei muito); - 2 Bermudas - 1 Jeans e uma de tecido (Usei muito pouco); - Uma bandana (Usei muito para colocar no rosto para não respirar muita poeira e proteger do vento gelado); - Um cinto; - 1 Toalha de banho - Prefira as mais leves e de rápida secagem (Levei uma de casa mesmo surrada e foi de boa). ROUPAS que comprei durante a viagem; - 1 Luva (Em San Pedro de Atacama); - 1 casaco bonito fechado de lã (Cusco); - 1 Cachecol grande que era bem quente e bonito também (Cusco). O que não levei, mas que é bom pensar na possibilidade de incluir: - 1 bota impermeável; - 1 Camisa térmica; MEDICAMENTOS Qualquer medicamente usado foi baseado no meu organismo e nas minhas limitações. Cuidado com a automedicação e sempre consulte um médico para ver o que é viável para você levar. - Diamox (Salve para o Diamox, usei sempre e me fez muito bem); - Rinossoro (Tenho rinite e sinusite e me salvou); - Nasonex (Específico para mim que tenho problema com sinusite); - Doril enxaqueca (Me salvou 2 vezes); - Band-Aid (Me salvou também); - Luftal; - Histamin; - Dipirona; - Dramin; - Eno; - Sonrisal; - Esparadrapo e Gaze; - Imosec; - Epocler; - Ibuprofeno; - Torsilax; - Remédio para gripe; - Vitamina C para ir protegendo o sistema imunológico; - 1 vidro pequeno de alcool 70; - Algodão; - 1 Pomada Minancora (Sou viciado em Minancora. kkkk) OBJETOS - 1 Mochilão trilhas e rumos - 50L; - 1 Mochila de ataque; - 1 agenda de anotações; - 1 caneta; - 1 pochete (Comprei outra em cusco, pois sou pocheteiro); - 1 Money Belt (Doleira); - 1 bolsa para a Câmera; - 1 Câmera T6; - 1 Lente 18-55mm - 1 Carregador para câmera - 1 Cartão de memória 32; - 1 Celular; - 1 Carregador para celular; - 1 Carregador portátil; - 1 Lanterna; - 1 Capa de Chuva (Acho que isso deveria estar em roupa); - 1 par de óculos escuros; - 1 Fone de ouvido; - 1 Adaptador de tomada (Que comprei em Buenos Aires e foi bem útil); - 1 Extensão (Bem útil); - 2 cadeados; - 1 isqueiro (Fumante controlado, mas pode ser para colocar fogo no hostel caso algo meu sumisse também, brinks!!!!) PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL - 1 Shampoo; - 1 Sabonete; - 1 Hidratante Nivea (Essencial); - 1 Protetor solar; - 1 Desodorante; - 1 Rolo de papel Higiênico; - 1 Manteiga de cacau para boca; - 1 Protetor solar para a boca; - Fio Dental; - Repelente (Essencial, principalmente para trilhas); - 1 Pasta de Dente; - 2 Escovas de dente - Sempre gosto de ter uma reserva (Tenho medo de cair no vaso sanitário); Posso ter esquecido algo, mas vocês organizados que são, vão lembrar e incluir na lista de vocês. Claro que há muitas outras coisas no planejamento de uma viagem, mas tentei unir o máximo de informações possíveis para ajudar, caso tenham esquecido alguma dessas coisas. Planejei com bestante antecedência, li muitos relatos, pesquisei bastante, perguntei.. Isso tudo é essencial para te dar mais segurança ao chegar nos lugares. Durante toda a viagem você vai topar com pessoas ótimas e dispostas a ajudar (algumas nem tanto, mas faz parte). Se apegue as pessoas do bem, sejam abertos a novas amizades e ajude quando for necessário, quem quer que seja. Respeite as pessoas e lembre-se sempre de sorrir e ser educado. O universo nos devolve sempre que tentamos ser pessoas melhores e fazer o bem. Em breve começo a postar cada lugar que passei, o trajeto, os custos e perrengues e estou aberto para tirar qualquer dúvida que tenham. No mais, tenham todos um bom planejamento de viagem e em breve você estará desfrutando do que o mundão tem a nos oferecer. Tenha certeza que sua recompensa será enorme, portanto vai em frente e não desista dessa trip incrível. Bju pocês!!!!
  22. PESSOAL ACABAMOS DE VOLTAR DE SANTIAGO !!!! VIAGEM DE 10 DIAS ,TENHO MUITAS DICAS SOBRE HOSPEDAGEM ,COMPRAS ,PASSEIOS (CUSTOS) DE TODOS AS ESTAÇÕES DE SKI E TRANPORTES PARA OS MESMOS.... SE QUISEREM PODEM ME ADICIONAR NO MESSENGER COMO [email protected] OU VER MINHASS FOTOS NO MEU ORKUT ESTÁ COMO HESTYLLER SAMPAIO. CHILE: SANTIAGO TÓPICOS: Aeroporto: O Aeroporto de Santiago [1] é a principal entrada aérea do Chile. O tempo de viagem até o centro da cidade ficou bastante reduzido com a construção da via Costanera Norte. TRANSPORTES: O transporte público de Santiago é digno de primeiro mundo. O metrô é muito bom, limpo, barato e atende praticamente toda a cidade. Os ônibus são modernos e não ficam lotados. Um táxi cobra em torno de $15.000 R$ 50,00 até o Centro ou Providencia. Outra alternativa é o Tur-Bus, com venda de bilhetes num quiosque logo depois da alfândega. Custa $4.800 R$ 16,00 numa mini-van até a porta do hotel, com saída a cada 15 minutos, ou $1.300 R$ 5,00 de ônibus até a estação do Tur-Bus, integrada com o metrô. Outra companhia que opera mini-vans é a Transvip, com quiosque depois da alfândega, onde se pegam as malas. Pode-se ainda pegar o ônibus Centropuerto, que custa cerca de $1.000 R$ 3,00 e deixa você na linha 1 do metrô. Se for ficar na cidade por alguns dias, compre um cartão eletrônico em qualquer estação do metrô; custa $1.200 R$ 4,00 com recarga mínima de $800 R$ 3,00. É válido tanto nos ônibus como no metrô, com integração grátis entre eles num período de 2h. Pegar os mapas quando chegar ao Chile, no aeroporto, grátis O metrô O metro possui dois preços: um para o horário de pico e um para o restante do dia. No horário de pico (seg-sex 7h-8h59 e 18h-19h59), a passagem custa 420 pesos (R$ 1,40). Nos demais horários, o preço cai para 380 pesos (R$ 1,25). Mas, acredite, vc utilizará muito pouco o metrô. O melhor é mesmo explorar a capital a pé. Algumas estações possuem internet sem fio grátis!! O Metrô de Santiago é rápido e eficiente; a rede possui 5 linhas e muitas estações expõem obras de arte. Funciona das 6h às 23h. Depois disso, linhas de ônibus fazem o mesmo trajeto. LINHAS DO METRÔ : O ônibus: Os Ônibus são modernos e funcionam ininterruptamente. Só aceitam cartão magnético. Segurança e Hospitalidade : Não se preocupe com segurança ! Santiago é muito segura! Melhor que qualquer cidade brasileira. Não há assaltos como aqui, seqüestros, terrorismo, nada disso. Vc pode andar com segurança pelas ruas, inclusive à noite. Só tome os cuidados básicos de não deixar os pertences muito expostos, principalmente em lugares com muita aglomeração de pessoas, como no metrô. Osmãos-leves” estão em todo o mundo. Fora isso, não se preocupe com nada. Santiago é tranquila, segura e os chilenos são muito simpáticos, prestativos e honestos. Só são um pouco atrapalhados, mas muito honestos. ALIMENTAÇÃO: Com relação à comida, ela é muito cara no Chile em geral. Se você quiser almoçar e jantar bem, pode esperar pagar caro. Raramente se paga menos de 20 dólares para duas pessoas e se pagar é comendo em restaurantes mais populares ou sanduíches. As bebidas também são caras. Carne vermelha (só se vc quiser pagar muito). Vc encontrará muito frango (pollo) pra comer. Em todo lugar vai ter frango à vontade, mas carne mesmo, paga-se muito !!!. E também não é comum vir muitos acompanhamentos. Em geral é pollo com salada ou pollo com arroz ou pollo com batata e por aí vai. Variedade é um problema lá. Lembrando que se vc gostar de peixe se prepare pois vc vai comer muito lá. Se vc preferir fast-foods, tem bastante McDonald’s, Burger King e KFC. E todos são metade do preço do Brasil! RESTAURANTES: Caso queira conhecer um restaurante típico, uma dica é o restaurante Bali Hai, que possui shows de danças típicas da Ilha de Páscoa. As apresentações acontecem durante toda a noite. Reserve com antecedência e prepare-se para gastar cerca de R$ 70,00 por pessoa. O restaurante não fica muito perto do metrô. A estação mais próxima é a Escuela Militar, mas a 30 minutos de caminhada. Pegue um táxi na estação que fica baratinho. Para o dia-a-dia, uma dica é o ShopDog, um restaurante que tem em todo canto e é baratinho, arrumadinho e com uma comida boa e leve. Os sucos de Framboesa e Chirimóia são espetaculares! Existem alguns mais simples nos meios da maioria sofisticados, Entre nesses mais simples servem o prato do dia, e muito farto. O prato do dia sai, geralmente, por 1.300 pesos, R$ 5,50 reais e tem a salada (alface), um ou dois paezinhos, um molho de pimenta e um prato com carne e batata, ou arroz. Perto da Escuela Bellavista tem uns quatro restaurantes desses. A escola fica no bairro Providência, que é muito bonito. Um dos pratos típicos, chama-se porotos com maiz, Que é uma espécie de sopa de milho moído com feijões claros e pedacinhos de frango. também a cazuela trata-se de um prato que é uma mistura de pedaços de frango com legumes, batata e abóbora, alcaparras e vários temperos, junto ao arroz. A um boteco perto do Museu Pré-Colombiano, chamado El Rápido, a especialidade são os pastéis, eles chamam de empanadas. Também se pode comer no mercado central, nesse mercado existem uns restaurantes tradicionais, mais cuidados ha. vários muito chiques e podem diminuir seu dinheiro, então fiquem atentos nesse mercado .Para quem gosta de peixes e frutos do mar, aproveite para almoçar por lá. Dentro do mercado, vc será “atacado” pelos garçons dos pequenos restaurantes. Todos vão lutar com unhas e dentes por vc. Nos mercados, o Verga Chica e o Verga Central, pode se experimentar as típicas frutas chilenas, tipo os damascos, uvas, cerejas, chirimóia, pêssegos. Restaurante giratório além de uma boa comida com um bom preço , vc tem a melhor vista de Santiago( de dia as Cordilheiras e a noite as luzes da cidade, vc escolhe). Lá, literalmente girando vc terá uma vista de 360 graus de Santiago. Como se não bastasse isto, não é caro, o almoço executivo (8500 pesos) é servido no esquema europeu com 3 pratos e o vinho servem bem mais do que o prometido no cardápio. Como chegar: Descer na estação los leones e tomar a saída a esquerda do metro (direção avenida providencia), saindo nesta saída já vai ver a placa do giratório a direita da saída. Reservar umas horas antes. Provar o lomo a lo pobre, que é um filé de carne com ovos e batatas fritas. Aprovado! . Outra dica o famoso cachorro-quente chileno com pasta de abacate. acompanhado da famosa pisco sour no Patio Bellavista. Nas ruas próximas à base do teleférico, Aproveite a passagem pelo bairro e vá até a famosa Avenida Suécia que parece estar meio decadente. Almoçar barato é por ali, apesar da existência de muitos restaurantes caros tbem. Aproveite, depois das refeições, para comer o famoso sorvete chileno da sorveteria Bravíssimo – que exagero! O menor sorvete que tem por lá é gigante! Legal mesmo são as diversas misturas que fazem com os sorvetes, coberturas, frutas e outras combinações esquisitas. Vale a pena experimentar. Outros restaurantes: • Anakena (Restaurante), Avenida Presidente Kennedy 4601, Las Condes, Chilena/ Internacional. O melhor dos restaurantes, este estabelecimento tem brilhante atendimento, é espaçoso e serve alguns dos alimentos mais finos de Santiago. Oferece também uma maneira original de requisitar seu alimento: como um mercado, onde você escolhe que parte de peixes ou de carne você quer e diz então ao chef como você o quer preparado. • Aqui Está Coco La Concepción 236, Providencia, Chilena/ Internacional. Os melhores peixes e mariscos em Santiago são servidos aqui confortavelmente, e com uma decoração náutica. Pergunte ao seu garçom o que é o melhor de cada dia. Este é um lugar bom para experimenta os machas famosos do Chile, servidos aqui à parmegiana. Reserve para o fim de semana. • Balthazar, Avenida las Condes 10690, Chilena/ Internacional • La Jaula Dorada, Parque O´Higgins Loc. 15 , Chilena/ Internacional • München, El Bosque Norte #0204 , Alemã e Internacional PONTOS TURÍSTICOS (PASSEIOS): Centro Santiago e arredores: Começamos caminhando pelo centro e descobrindo a cidade. Muitos prédios antigos deixam o centro com uma carinha de Europa. Siga pela Paseo Ahumada Vc chegará à famosa Plaza de Armas. Lá vc pode visitar o prédio central dos Correios, onde existe um pequeno museu gratuito. Visite também a Catedral Metropolitana, a maior e mais importante de Santiago. O Chile é um país muito católico e lá vc verá muitas igrejas A um quarteirão dali, visite o Museo Pré-Colombiano. Uma dica: aos domingos, o museu é grátis! Seguindo para Noroeste por mais dois ou três quarteirões, você chegará ao Rio Mapocho. Ali estarão também à estação Mapocho (uma antiga estação de trem que agora é um centro cultural) e o famoso Mercado Municipal. Para quem gosta de peixes e frutos do mar, aproveite para almoçar por lá. Dentro do mercado, vc será “atacado” pelos garçons dos pequenos restaurantes. Todos vão lutar com unhas e dentes por vc. Saindo do mercado, vc terá uma bela visão dos Andes. Muito próxima da cidade, Atravessando o rio, vc chegará à parte feia da cidade, o bairro Patronato. Lá existe um outro mercado e muitas lojas de roupas baratas, mas nem todas são de qualidade. Tem que procurar bastante, mas dá pra achar umas pechinchas inacreditáveis! Compramos malhas de qualidade por R$ 10,00! De volta ao centro, não deixe de conhecer o Palácio de La Moneda. É a sede do governo do Chile. É um belo edifício, tanto na frente quanto nos fundos. Lá, dia sim dia não, ocorre a troca de guardas. Vc também pode visitar o interior do palácio, mas esteja com seu RG ou Passaporte. Logo ali por perto, está também à famosa esquina das ruas Paris e Londres. São duas ruazinhas muito simpáticas que proporcionam fotos muito bonitas pelo estilo europeu dos prédios. Seguindo para oeste pela Av. Bernardo O’Higgins (conhecida como Alameda), vc passará pela igreja de S. Francisco, a mais antiga de Santiago, e chegará no Cerro Santa Lucía. É um morro onde vc pode subir e ter uma vista panorâmica de Santiago. Mas vista panorâmica pra valer vc terá no outro Cerro o San Cristóbal. Parte de um complexo de parques, zoológico e outras atrações, O Cerro tem 300 metros de altura e proporciona uma vista de toda a cidade, além de uma bela visão dos Andes. Entretanto, vai ser difícil vc conseguir uma vista total. Isso porque Santiago costuma ficar coberta por uma camada de smog (poluição + névoa). Muito comum em Santiago, o smog não se dissipa, pois a cidade está cercada por montanhas muito altas. Mas vale a pena conhecer. Vc pode subir no morro a pé, de teleférico ou de bondinho. O ticket é baratinho (800 pesos, se não me engano). Conhecer Las Condes, um bairro mais moderno (centro financeiro da cidade) e descobrir detalhes que não estão nos roteiros. Museus: não abrem as segundas feiras e a maioria dos bares tbém. O comercio abre às 10 horas Outros lugares: Igreja de San Francisco, entre a Rua San Francisco e a Rua Londres. Estação Universidade de Chile ou Santa Lucia/Linha 1/Vermelha. A mais antiga igreja de Santiago abriga a imagem da Virgem Maria, trazida do Peru para o Chile no início do século XVI pelo explorador Pedro de Valdivia, integrante da primeira expedição espanhola à região. Planetarium, Avenida O'Higgins, 3349, Estação de Metrô: Los Heroes. O local apresenta ótimas palestras e filmes sobre astronomia, sendo indicado para crianças. Catedral, Em frente a Plaza de Armas, Estação Universidade de Chile. Aberto de 7h às 19h. Suas principais atrações são as estátuas de madeira de São Francisco Xavier esculpida no período colonial, e o Museu de Arte Sacra. Palácio de la Moneda , Plaza de la Liberdad, Estação Moneda/Linha 1/Vermelha. Sede do governo chileno, foi construída em 1805. Uma de suas atrações é a Troca da Guarda Presidencial, cerimônia realizada de 2ªfeira a sábado. Mercado Central, esquina das ruas 21 de Mayo e San Pablo. Estação Cal y Canto/Linha 2/Amarela. Aberto de 7h a 20h. Totalmente reconstruído o local é bastante freqüentado por habitantes locais, para quem quer entrar na rotina desta cidade é perfeito. Cerro Santa Lucia , Diariamente de 8h às 21h. Estação Universidade Católica/Linha 1/Vermelha. O parque é famoso pela gigantesca formação rochosa que se eleva a 70m de altura, de onde se tem, uma bela vista de toda a capital chilena. Várias estátuas que homenageiam personagens históricos foram colocadas no local. Parque O'Higgins , Diariamente de 8h às 19h. Estação Parque O'Higgins/Linha 2/Amarela. Uma diversificada área de lazer, localizada a cerca de dez quarteirões ao sul da Alameda. O lugar dispõe de um pequeno lago, playground, quadras de tennis, piscinas, palco para espetáculos de música e dança, pista de patinação no gelo (somente no inverno), clube hípico, restaurantes e lojas, além de um aquário com diversas espécies de peixes e outros animais marinhos e um museu de insetos e conchas. Parque Balmaceda , fica a leste da Plaza Baquedano, ao longo do Rio Mapocho. Estação Baquedano/Linha 1 e Linha 5/Verde. Provavelmente, a mais bela praça de toda a capital chilena. Este parque é ótimo para caminhadas e passeios tranqüilos . Parque Metropolitano , aberto de 10h às 20h. É o maior e mais interessante parque de Santiago. Nele está o Monte São Cristóbal, com 300 m de altura, em cujo topo se destaca a imensa estátua da Virgem Maria. Um teleférico leva os visitantes até o alto do monte. O parque abriga ainda a Casa de la Cultura, com espetáculos musicais gratuitos todos os domingos Museo Histórico Nacional Museo Chileno de Arte Pré-Colombiana , Bandeira, 361. Estação Universidade de Chile. Aberto de 3ª a Domingo de 10h às 18h. O museu exibe objetos e utensílios das civilizações pré-colombianas dos Andes e da América Central. La Chascona, Márquez de lá Pata, 192. Estação Baquedano. Aberto somente para visitas guiadas e pré-agendadas de 3ª a Domingo de 10h às 13h e de 15h às 18h. O lugar, sede da fundação Pablo Neruda, foi a residência do famoso poeta chileno. Conta a história de um dos mais importantes autores literários da América Latina. Museo de Belas Artes, Parque Florestal, s/nº, tel. 56-2 633-4472. Estação Belas Artes/Linha 5/Verde. De 3ª a dom., das 10h às 18h50. Vá ao Cerro San Cristóbal e suba até o topo de funicular e desça de teleférico, Plaza de Armas, Catedral de Santiago, museo Precolonial, Mercado Central, Cerro Santa Lucia, Casa de La Moneda, La Chascona (casa de Pablo Neruda) e a alguma Viña. Também é possível ir e voltar no mesmo dia para o litoral: Viña del Mar e Valparaiso. Como sugestão, saindo da rodoviária no metro Universidade de Chile: . Valparaíso e Viña de Mar: Conhecer o restaurante Dom vitorino !!!! Se estivermos cansados e com receio de andar muito, combinar já em Santiago um tour para Valparaíso e Viña del Mar, que pode sair o mesmo valor que pedem em Valparaíso (15.000 pesos/pessoa R$ 50,00), mas já incluindo a viagem de Santiago para Valparaíso melhor opção !!!! se não quisermos.. Tem ônibus de 15 em 15 minutos saindo da estação Central (interligação metro-onibus)e da estação Universidade de Santiago (interligação metro-onibus).Viação tur bus e pluma. Preço: 4 mil pesos para ir e 4 mil para voltar. Se comprar ida e volta sai 6 mil pesos. A volta fica livre, ou seja, sem restrição de horário. Descendo na rodoviária da para percorrer Valparaíso a pé ( na estação rodoviária te oferecem um tour por Valparaíso e Viña del Mar de 10 a 15 mil pesos pode pegar !!!!). De Valparaíso para Viña del mar é muito fácil e econômico: tem metro e ônibus a todo o momento que passa próximo da avenida beira mar. Porém pessoas tentaram conhecer tudo por conta própria. Realmente tentaram, mas não conseguiram. Andaram por perto da rodoviária e em volta do gigantesco Congresso Nacional, mas acharam a cidade, em uma primeira impressão, pobre e com muitas pessoas estranhas. Assim, resolveram pegar um tour para conhecer tudo na própria rodoviária. Há vários funiculares (elevadores que sobre os morros na diagonal - bondinhos), um pequeno centro histórico e o porto. Viña del Mar onde há um antigo porto onde se encontram alguns restaurantes, há também uma feira de artesanato e a cidade possui uma boa área urbanizada. Não podemos deixar de conhecer a praia de Reñaca, ao norte de Viña del Mar. Não se esquecendo de levar agasalhos, pois, mesmo que em Santiago esteja calor, há uma corrente costeira que deixa o clima das praias muito frias e com vento gelado. Atreva-se a colocar os pés no gelado Pacífico. Vinículas: UNDURRAGA. Muito fácil ,rápido e confortável. Descer na estação Central do metro e pegar a linha rural 10 para EL MONTE( sai de 15 em 15 minutos). . Todos vão até lá, mas o mais rápido é o q vai pelo autopista. Duração: + ou – 35 minutos. Preço: 1700 pesos ida e volta. Pede para o motorista q vc quer descer na frente da vinícola. Melhor agendar antes. Preço do Tour: 7 mil pesos. A vinícola é muito bonita e vc leva de brinde as taças CONCHA Y TORO Degustação de vinho. A vinícola Concha y Toro, uma das maiores produtoras de vinhos do país, tem uma moderna sala de degustação e também uma loja de suvenir. As visitas podem ser monitoradas em inglês ou espanhol e agendadas por e-mail No centro de informação turística da Avenida Providencia eles dão um panfleto promocional com desconto na tarifa de entrada. Ao final da visita eles te presenteiam com o copo usado na degustação. Neve: Valle nevado: No coração da região dos Andes, bem perto da cidade de Santiago, esta a maior estação de esqui de América do Sul e provavelmente a mais moderna da Patagônia. Seu nome é sinônimo de esqui: Valle Nevado está 3.205 metros sobre o nível do mar, isso garante a neve em qualquer inverno que optemos para realizar nosso esporte favorito. Visitado por esquiadores de todo o mundo, Valle Nevado tem um comprimento de 9.000 hectares de superfície “esquiable”, distribuídas em 37 quilômetros de pistas de diferentes graus de dificuldade. Aberto todo o ano, este resort de montanha foi inaugurado no ano 1988 e forma, com todos os centros de El Colorado e La Parva, a região mais conhecida como “Os três vales dos Andes”, com 10.700 hectares de terreno “esquiable” e 107 quilômetros de pistas, entre os três. Neve em pó de máxima pureza, 34 pistas e pendentes preparadas com um desnível que alcança os 810 metros e terminam nos maravilhosos prados Andinos e áreas fora de pista. Valle Nevado é o ideal para esquiar, praticar snowboard, heli-esqui, ou fora de pista e realizar atividades como atletismo e safáris de esqui, que permitem ao visitante diversão de uma maneira diferente e também desde outra perspectiva, caminhando ou voando. Para os snowboarders, o snowboard park de Valle Nevado, de 100 metros de longitude e de 50 de largura, oferece duas pistas especiais: half pipe e border cross, junto ao teleférico La Escondida. Desde o ano 2003, Valle Nevado é a sede da copa do mundo FIS de Snowboard, única estação esportiva escolhida na América do Sul. Batizado “El dorado” dos esportes brancos, também é elogiado por sua infra-estrutura hoteleira e sua gastronomia. Qualidade, serviço bom e hospitalidade chilena distinguem seus hotéis e restaurantes, o fitness center e os espetáculos que se organizam na temporada, que prometem umas férias de inverno inesquecíveis. DICAS ÚTEIS Só 46 quilômetros dividem Valle Nevado de Santiago, pela estrada asfaltada de Farallones que percorre 32 quilômetros até o desvio para Valle Nevado. Desde este ponto são 14 quilômetros para chegar ao centro invernal. No inverno, o trânsito de 8 a 14 h é exclusivamente de subida, e de 14h até as 20h é só para descida. O uso de correntes nos pneus é obrigatório nos caminhos montanhosos. Temporada: começa o 17 de junho até o 9 de outubro. Temporada alta desde o 8 de julho até 28 de julho. Atividades: Esqui, snowboard, heli-esqui, asa delta, helisurf, moto de neve, e caminhadas. Serviços: Alojamento, gastronomia, entretenimentos, transporte Conseguir uma indicação do hotel para esquiar é bom !!!! e logo bem cedo seguir o caminho o até o valle. Já na Cordilheira dos Andes, a subida é um pouco pesada com voltas e mais voltas em uma estrada de terra em que é difícil passar um carro ao lado do outro.Conforme o micro-ônibus subia, mais neve aparecia na estrada. Havia horas em que a neve cortada pela estrada chegava a ter a altura do micro-ônibus. Muita neve, morros, buracos e uma paisagem magnífica! Já estava encantado antes mesmo de chegar à estação, onde chegamos depois de quase 1h30 de estrada.. Aprender snowboard é mais difícil do que aprender esqui e as quedas são bem piores. melhor fazer o esqui. Com dois dias de prática já da para esquiar na boa – segundo dicas de quem já esquiou bastante – e no terceiro seria só para desfrutar do esporte. Isso se encaixa nas expectativas de esquiar três vezes. Optem por comprar o ticket de entrada com a aula coletiva, ajuda bastante. Porém, vale mais a pena comprar uma aula individual para quem tem pouco tempo, pressa para aprender e dinheiro para gastar. São duas aulas de duas horas R$100,00 cada aula. Ahhhhh não se esqueça de levar água e alguns sanduíches se vc não tiver grana heheheheh !!!!!! é uma fortuna beber e comer lá... El Colorado: É um lugar especial da cordilheira, pela sua beleza e por estar perto da capital transandina. O Colorado é a estação de inverno mais famosa entre os chilenos, e provavelmente a mais antiga. Nos anos 30 quando o esporte começou a ser difundido e praticado, foi na Villa Farallones a estréia dos primeiros esquies, que eram de madeira e vieram da Suíça. El Colorado recebe abundantes nevadas para brindar os esquiadores com múltiplas oportunidades de desfrutar a estação. Farallones é a interseção de dos povoados, e esta na região metropolitana, pertinho, a 39 kilometros, da capital Santiago de Chile e junto com La Parva e Valle Nevado, são a maior superfície para esquiar da América do Sul. Tem altura máxima de 3.333 metros sobre o nível do mar, um desnível de 903 metros e 1.000 hectares aptos para prática do esporte. Durante a temporada de inverno, recebe rápidas e abundantes nevadas, com uma média anual de 5 metros. O Colorado também possuí um sistema que lhes permite produzir neve artificial, para poder garantir as boas condições de esqui durante a temporada. As 22 pistas da estação, que você acede através dos seus 18 meios de elevação, permitem desfrutar do esqui e do snowboard ao máximo, além das possibilidades fora de pistas tanto para os novatos como também para os mais experientes. Na villa de Farallones, a mais antiga e tradicional, esta O Colorado que possuí uma moderna e interessante infra-estrutura hoteleira e gastronômica, entre as que destacamos o apart hotel Colorado e Posada de Farelones, o primeiro hotel do lugar. DICAS ÚTEIS Como chegar: A 39 km da conhecida capital Santiago do Chile, O Colorado-Farallones limita ao este com o Valle Nevado e ao oeste com La Parva. Distintas companhias aéreas fazem vôos regulares até a capital chilena. Desde daí você pode tomar os diferentes transfers diários direto até a estação de inverno. Uma vez na capital, se vai em direção ao Leste pela rodovia asfaltada até Farallones, outros 35 km te levam até a vila e finalmente outros 5 km te deixam diretamente na estação Colorado. Pelas condições climáticas, na temporada de inverno é obrigatório o uso de correntes nos pneus para o transito de veículos, que esta devidamente controlada pela polícia de trânsito local. O trânsito de circulação se realiza unicamente em sentido de subida nos horários de 8h até às 14h e se habilita o trânsito para a descida de 14h até às 20h. Horário: saída desde Edifício Omnium a partir da 8h. A estação de esqui permanece aberta de 9h até às 17h. Temporada: desde meados de junho até outubro. Serviços : alojamento, restaurantes, entretenimento, clinica médica, mini-mercado, discoteca, escola de esqui, aluguel de equipamentos. Portillo. Portillo é o mais famoso e provavelmente também o mais antigo centro de esqui da América do Sul. Somente 40 kilometros separam a base deste centro do pico Aconcágua, o mais alto do hemisfério sul. No coração mesmo da Cordilheira dos Andes, com 2.850 metros sobre o nível do mar, Portillo ou "paso angosto" era o principal passo entre a Argentina e o Chile, transitado primeiro pelas mulas e cavalos e depois pelo trem transandino, que atravessava um dos percursos mais espetaculares sobre os trilhos. Depois que se inaugurou a rodovia internacional, o trem se desativou durante os anos 70, perdendo assim este caminho esta maravilhosa experiência. Portillo se dedica ao esqui como deve ser. Um divertido grupo de pessoas desfrutando do melhor dos esportes de aventura, em um entorno de alta montanha com um ambiente de esqui relaxante. Com altura de 3.333 metros do nível do mar, Porém a história da região esta também marcada pela Estação de inverno mundialmente conhecida pelos esquiadores. Foi em Portillo onde o famoso Jean Claude Killy obteve suas primeiras medalhas de ouro no Campeonato Mundial de esqui de 1966, e onde também se quebrou o Recorde mundial dos 200 km/h na pista Roca Jack. Como centro de esqui, Portillo conseguiu sua fama pelas excelentes pistas, a neve "en polvo" (fofa) proporciona as melhores condições para esquiar e fazer snowboard . Com uma media de 7 metros de neve por temporada, e um desnível que pode alcançar os 812 metros, possui 12 meios de elevação e 23 pistas, varias delas sobre grandes poças congeladas de grande extensão de terreno, além de grandes e accessíveis áreas para esquiar fora das pistas. A fama também esta na escola de esqui, que teve entre seus diretores 4 campeões olímpicos, além de treinar a vários esquiadores premiados. O centro da atividade está situado no único alojamento da região: O Grande Hotel Portillo. A cada ano é visitado pelos esquiadores que o adotaram como seu refúgio de inverno, o lugar escolhido para encontrar-se com os companheiros de pista, o que lhe outorga a estação uma distinção especial. Construído a 2890 metros sobre o nível do mar, o hotel esta a um kilometros da alfândega chilena Paso de los Libertadores e a seis kilometros da fronteira Argentina, oferecendo todas as atividades disponíveis pela estação invernal. Em frente ao hotel na base, você encontrará a lagoa de El Inca, nome dado pela legenda do inca Illi Yunqui e sua amada. DICAS ÚTEIS Como chegar: a 164 km da Capital Chilena, pegando a rodovia numero 5, em direção ao norte, passando 30 km do pedágio, entra no desvio da rodovia 57 em direção aos Andes. Desde daí esta o caminho internacional até a Estação de Portillo. As rodovias e caminhos apresentam boas condições. Pela altura e pela condição do tempo durante o inverno, é obrigatório o uso de correntes nos pneus. Temporada: este ano Portillo, abrirá o centro dia 11 de junho e prevê fechar dia 8 de outubro. Agosto é ideal para os viciados no esqui, que poderão desfrutar apreciando o treinamento das equipes de esquiadores olímpicos. O inverno e a primavera se confundem em setembro, oferecendo um excelente clima e neve da melhor qualidade. Clima: agradáveis dias de sol em pleno inverno, com temperaturas que não ultrapassam os -5º C. Atividades: esqui em suas distintas modalidades e snowboard. Serviços: alojamento, restaurantes, aluguel de equipamentos, escola de esqui, creche, academia, piscina de água quente, shows, discoteca, etc. DICA: TANTO EM VALE COMO EM EL COLORADO VC TEM ACESSO AOS RESTAURANTES E MIRANTES SEM PRECISAR PAGAR NADA. SÓ PAGA SE VC FOR ESQUIAR !!! MAS COMPRE PELO MENOS OS PASSES DOS TELEFÉRICOS !!!! Alguns Preços de Passeios: Tour em Valparaíso e Viña del Mar: $10.000 R$ 33,00 Aluguel de esquis e roupas + transfer para Valle Nevado: $30.000 R$ 100,00 Aula de esqui + ticket de um dia em Valle Nevado: $41.000 R$ 136,00 CLIMA: Santiago possui um clima mediterrâneo. As estações estão bem definidas. A Primavera entre setembro e novembro tem temperaturas moderadas, que contribuem ao florescimento e reverdecimento de plantas e árvores. O Verão entre dezembro e fevereiro, é seco e quente com temperaturas que podem sobre passar os 30ºC, as noites são mais frescas. No litoral e nas montanhas as diferenças de temperatura podem ser mais notórias. O Outono é entre março e maio e as temperaturas diminuem gradualmente. O Inverno tem temperaturas baixas (abaixo de zero) nas manhãs, subindo em dias com sol mas sem sobre passar os 15ºC. As chuvas têm início normalmente em abril e alcançam seu máximo entre junho e julho. A média anual de precipitações em Santiago alcança os 384 milímetros. O legal mesmo é ir ao inverno, já que vc pode aproveitar as estações de esqui, os passeios nas montanhas, etc. E é muito frio lá? Frio é, mas também nada muito fora do normal. No inverno, as temperaturas em Santiago variam de 0 a 15 graus Celsius. Neve é muito rara, mas pode acontecer se vc tiver sorte. A época das chuvas também é no inverno, o que é ruim, pois é alta temporada. Mas nós ficamos uma semana por lá em julho e não caiu nem uma gotinha de água! No verão o calor é forte, como no Brasil, mas chove pouco. HOSPEDAGEM: Hospedar-se em Santiago, como tudo lá é muito caro, a não ser que vc queira ficar em hostels. Se você preferir hospedar-se no centro, é bom e onde ficam quase todas as atrações turísticas, lojas, etc. No centro vc pode fazer tudo a pé! A cidade é plana e muito menor do que São Paulo, No centro porém só não tem nada para fazer a noite. Cuidado com os hotéis ou albergues muito baratos! Existem opções por até 9 dólares a diária, mas pesquise muito bem antes de reservar, pois existem lá muitos hotéis antigos e mal cuidados. Pesquise muito bem pra não ter surpresas! Nós ficamos neste hotel !!!! Muito bom !!!! vou deixar meu e-mail para todos para melhores esclarecimentos... COMPRAS: Prepare seu bolso!! Santiago também é um dos melhores lugares do mundo para fazer compras!! É tudo multo barato lá. Muitas coisas saem mais barato do que comprar nos EUA. Roupas: Existem 3 grandes magazines espalhados pelo Chile: Falabella, Ripley e Paris. As três lojas têm várias filiais na cidade e no país e vendem de tudo. Os preços são muitos bons. Mas roupa barata mesmo vc compra na Johnson’s. Esta loja possui filial no centro e nos shoppings. Os preços das roupas são muito baratos! E se vc for em julho, pega as promoções de inverno, aí uma peça que normalmente já custa pouco, vc pode levar 3 pelo preço de uma!! Comprei camisas sociais por R$ 10,00, jaquetas por R$ 15,00, etc. Tudo de qualidade muito boa!! Prefira fazer compras no centro. Na Paseo Ahumada, o calçadão mais famoso, vc acha de tudo e muito barato! Tênis: Não compre nas lojas e magazines! Barato mesmo é nos outlets. Na rua Irarrazával, tem os outlets da Adidas e da Nike. Tênis que no Brasil custam R$ 400,00, vc acha por R$ 100 lá!!! Sim, acredite. Reserve um tempo para ir lá. Vale a pena !! É melhor ir de ônibus, pois não há estação de metrô próxima. Eletrônicos: Para alguns itens de eletrônicos, vale a pena comprar lá também. Nem tudo é muito barato, mas algumas coisas são o mesmo preço dos EUA. Cuidado com a voltagem!! Lá é tudo 220 v. Aproveite as feirinhas no Cerro Santa Lucia, Cerro San cristóbal e no centro, mas nenhuma delas tem muita coisa. Por incrível que pareça, não é muito fácil achar artesanato no Chile. A melhor pedida são as banquinhas de artesanato localizadas ao lado da Igreja dos Dominicos. A feira se chama Pueblito de los Graneros del Alba e, com trabalhos típicos em madeira, pedra, tecido, couro e lã, atraem muitos visitantes principalmente aos domingos, quando tem também atrações musicais e comida típica. Dicas: seguimos a dica de um amigo Chileno e fomos as compras no bairro Patronato ( é o Brás deles). Os preços são bem melhores. Fácil acesso por metro, ônibus. Os distritos de Bellavista e de Lastarria atraem os visitantes interessados em adquirir objetos de arte, antiguidades e até mesmo artesanato. Em Bellavista o lugar mais procurado é o El Almacén Campesino (rua Puríssima, 303), espécie de cooperativa que reúne diversos artistas. Em Lastarria, por sua vez existem inúmeras lojas especializadas, principalmente ao redor da Plaza Mulato Gil de Castro. Na hora de comprar em Santiago, a capital do país, resulta indispensável ir ao Pueblito de los Graneros del Alba, encostado à Igreja dos Dominicos. Este pitoresco conjunto de casinhas de adobe agrupa artesões que trabalham a madeira, pedra, cerâmica, couro, vimes, lã, cobre e prata, todo dentro de um ambiente que evoca o campo chileno. Os finais de semana o lugar enche de música, gente e alegria. Não esqueça acercar-se ao Claustro 900, antigo convento, hoje Monumento Nacional, onde se expõem uma variada mostra artesanal. Principais Centros Comerciais em Santiago • Las Condes. Ave. Kennedy. É o mais recente, com mais de 240 locais. Conta com um centro de informação turística. • Parque Arauco. Ave. Kennedy. Aberto todos os dias do ano, com 273 locais, bancos, casas de câmbio, etc. Oferece deslocamentos de graça desde e para os principais hotéis. Arauco Outlet Mall. Ave. Américo Vespucio, Comuna Maipú, a 5 minutos do aeroporto. È o único centro comercial da América do Sul que oferece interessantes descontos durante todo o ano seduzindo não só locais como também muitos turistas. Tem a facilidade de ficar a cinco minutos do aeroporto. Visitar o shopping Boulevard del Parque, no Parque Araucano O Duty Free do aeroporto estava com preços até melhores do que em Santiago ( vinhos principalmente). CAMBIO: MOEDA A moeda chilena é o peso ($ ou CLP), que se emite em notas de $500, $1.000, $2.000, $5.000, $10.000 e $20.000, e moedas metálicas de $1, $5, $10, $50, $100, $500. Travellers cheques também são aceitos , requerendo-se documento de identificação do titular do cheque p/usa-la CARTÕES DE CRÉDITO ACEITOS NO CHILE Visa, MasterCard, American Express, Dinners Club. Amplamente aceitos em hotéis, restaurantes, supermercados, postos de gasolina, locais em todo o país. Caixas automáticos: com sistemas internacionais, se solicita mostrar o documento de identificação ( RG ou passaporte). (US$1 vale um pouco menos de $300 pesos, em janeiro/2010) ALFÂNDEGA O máximo permitido para entrar no país é USD 10.000 , o restante deverá ser declarado. . As espécies livres de imposto incluem 2 litros e meio de bebidas alcoólicas ou perfume. Não está permitido ingressar frutas, verduras, produtos lácteos , plantas, flores ou animais . Se permite ingressar mas cotas com suas devidas vacinas e certificados veterinários devendo ser declarado na entrada ao país.
  23. Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  24. Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
  25. Boa noite, colegas Após muitas viagens, esse é meu primeiro relato. Estou praticamente sendo obrigado a relatar, impelido por gratidão a todos e por achar que as informações pra esse destino estão um pouco confusas. Minha tentativa é ajudar um pouco mais aqueles que buscam informações sobre essa área, El Chalten e El Calafate, e quem sabe encorajar outros viajantes! Segue abaixo o relato da viagem realizada entre 10/10 e 19/10/2017. Somos um casal de mochileiros e viajamos com a economia sempre sendo uma premissa de viagem. Não temos metas restritas de gastar 1 dólar por dia nem nada muito radical, mas evitamos gastar dinheiro desnecessariamente. O orçamento é curto e exige sacrifícios, o nosso dinheiro não dá pra viajar SEM se preocupar com despesas. Portanto, sacrificamos alguns dedos para salvar a mão. Não fazemos questão de luxo em hospedagens nem em restaurantes e sempre que possível fazemos tudo por nossa conta. As passagens Rio – El calafate foram compradas através de uma promoção divulgada no Melhores Destinos, pagamos 1130 por pessoa. Vôo com escala – longa e fora de mão – em Buenos Aires. Levamos cartões de crédito Mastercard para uso excepcional e para pagar os hotéis, uma vez que cartões internacionais são isentos de um imposto de 21% cobrados pelos hermanos, e dólares. Compramos os dólares na DG Câmbio, em Niterói – RJ. Como preparativo, compramos calçados para frio no Amazon.com, que uma amiga trouxe para a gente dos EUA. Roupas específicas para frio compramos na Decathlon e na 91 Meias e Acessórios, ambas no RJ, e algumas acabamos nem usando pois demos sorte com o clima. Programamos a viagem com alguns dias a mais que o mínimo necessário para termos algum espaço de manobra caso o clima não cooperasse. Todos os preços listados são POR PESSOA ou POR UNIDADE, ao menos que explicitado em contrário. VOU TENTAR ADICIONAR MAIS FOTOS POSTERIORMENTE! Dia 1 - Embarque Embarque no Rio às 22:00 com destino a Buenos Aires, pela Aerolíneas Argentinas. Os quatro vôos foram tranquilos e sem intercorrências ou atrasos, lanches simples e nada a destacar nem positivamente nem negativamente. Nesse primeiro deslocamento o destino final era El Chalten. Dia 2 – Ida até El Chalten Chegamos em Buenos Aires às 02:00, no Aeroparque, que é próximo ao centro de Buenos Aires. Algo como o Santos Dumont no RJ. Nosso vôo para El Calafate era às 06:15 e gastamos o tempo assistindo a filmes no computador dentro do aeroporto. Wifi disponível e tudo ridiculamente caro, apenas uma prévia do que seria ainda pior na patagônia. Compramos uma garrafinha de água que custou 45 pesos (100 pesos estavam valendo 18 reais), cerca de R$ 8,20! Nosso primeiro problema de logística ocorreu por causa desse vôo. Originalmente o vôo para El Calafate seria às 08:20, mas foi adiantado para as 06:20 pela Aerolíneas. Reduziu o tempo de conexão, mas me atrapalhou por que o Banco de La Nacion do Aeroparque fecha entre 00:00 e 06:00, o que significa que não consegui fazer o câmbio dos dólares antes de chegar em El Calafate, por que no minúsculo aeroporto de lá não há casas de câmbio. Durante as pesquisas eu descobri que havia uma agencia do La Nacion em El Calafate e com uma ligação para lá confirmamos que eles também faziam câmbio. Como o câmbio no Galeão era ridículo, chegamos em El Calafate ainda sem pesos na carteira. Chegamos em El Calafate por volta de 09:30 e já estávamos com transfer ida e volta para a cidade marcado com a VES PATAGONICA. O valor foi 240 pesos por pessoa, cerca de 45, e tudo foi arranjado por e-mail. Como eu ainda estava sem pesos, paguei esse transfer em dólar e levei uma pernadinha na cotação e no troco, mas era algo que eu já sabia que aconteceria. Inicialmente, nós iríamos alugar um carro, mas como demorei a fazer a reserva não conseguimos boas tarifas e o conforto de ter um carro acabaria saindo muito caro, cerca de 3500 a 4000 pesos além do que gastaríamos com os transportes pela região. Deixamos o conforto e as vantagens do carro de lado pela economia e tranquilidade também, pois os policiais argentinos são conhecidos por acharcar motoristas estrangeiros. Não sei se é o caso na região da Patagônia, mas esse fator entrou na balança também quando desistimos do carro. Existem um transfer direto do aeroporto de El Calafate para El Chalten, nosso destino, mas tivemos que passar no centro de El Calafate primeiro para ir ao Banco de La Nacion trocar os dólares e marcar o Mini Trekking na Hielo y Aventura. A van foi pontual e prática e o motorista muito cordial e seguro dirigindo, sempre em baixa velocidade. Essa também foi a tônica nos transportes que pegamos, uma condução extremamente cuidadosa. A van nos deixou no hotel em que nos hospedaríamos em El Calafate quando retornássemos de El Chalten, Kalken Hotel by HS. Volto a falar dele depois. Fomos ao hotel contando com a boa vontade deles em manter nossa bagagem guardada enquanto resolvíamos as pendências e eles foram extremamente receptivos. Guardaram nossas malas, nos permitiram acesso à internet e nos ajudaram com o transfer para El Chalten. Fomos ao Banco de La Nacion e trocamos dólares em uma excelente cotação e sem taxas. O único inconveniente é que é um banco, então você entra na fila como um cliente qualquer. Nesse primeiro dia levou cerca de meia hora, mas na segunda vez que precisei aguardei quase uma hora na fila. De lá seguimos para a Hielo y Aventura, que é a única empresa autorizada a realizar passeios pelo Glacier de Perito Moreno. Os dois passeios principais são o Big Ice e o Mini Trekking, optamos pelo mini trekking por ser bem menos caro e por receio com o mal tempo. A idéia de gastar quase 2 mil reais no passeio e ficar à merce do instável clima patagônico foi o que nos fez optar pelo mini trekking. Minha esposa sente muito o frio e eu receei que o passeio mais longo poderia se tornar um martírio em caso de darmos azar com o tempo. Falarei em mais detalhes do passeio depois, mas já adianto que não demos azar com o tempo mas também não ficamos com a sensação de que mais teria sido melhor, o Mini Trekking saciou plenamente nossa vontade de passear pela geleira. Passeamos um pouco pela cidade para matar o tempo e com a ajuda da recepcionista do hotel, conseguimos marcar o transfer para El Chalten, ida e volta, 1150 pesos por pessoa, com a empresa LAS LENGAS. Precisamos da ajuda do hotel por que o terminal rodoviário de El Calafate, que era próximo ao hotel, foi desativado. Meu plano era ir direto lá e comprar as passagens, mas como ele foi movido para fora do centro da cidade, criou a dificuldade de ter que arrumar um táxi para ir até lá. A empresa Las Lengas busca e leva no hotel, o que poupou esse deslocamento até a rodoviária. Chegaram pontualmente e a viagem também foi muito tranquila. Fiz o pagamento diretamente ao motorista e ele mesmo me entregou o voucher para a volta, já com dia e hora marcados para nos buscar no hotel para o retorno ao aeroporto. O veículo tem um tacógrafo que apita se atingir 90km/h, o motorista fez todo o deslocamento sem qualquer sobressalto e nos deixou no nosso hotel em El Chalten por volta de 18:30 - a viagem levou cerca de 3 horas. O hotel foi o Cabanas Cerro Torre, logo na entrada da cidade a poucos metros do Centro de Informações Turísticas. Nossa estadia no Cabanas Cerro Torres foi bem mais ou menos. As cabanas são pequenos chalés, com uma pequena cozinha. Local espaçoso e acolhedor e com cama confortável, mas já muito velho e precisando urgentemente de melhorias. O vento forte provocava muito barulho nas instalações, além de se infiltrar pelas frestas. Tivemos alguns problemas com a calefação e a água quente, mas o frio não tava tão intenso a ponto de isso nos causar um grande transtorno. A calefação deu conta de deixar o quarto apenas um pouco frio, o que é até confortável para dormir. A limpeza também é precária, embora alguém limpe o quarto todo dia, a limpeza é muito superficial. Embaixo das camas, atras da geladeira, móveis, etc, estava tudo imundo. A diária custou 42,5U$, pagamos no cartão de crédito antecipadamente para evitar os 21% do IVA. Eles só aceitam VISA. Apesar do cansaço, ainda demos uma caminhada sem destino pela cidade. O sol só se pôs por volta de 20:00, com o céu ainda claro até quase 21:00. Temperatura na média dos 5 graus e o dia todo foi ensolarado. Transfer de ida e volta do aeroporto até El Calafate – 240 pesos Transfer de ida e volta entre EL Calafate e El Chalten – 1150 pesos Minitrekking – 2400 pesos Dia 3 – El Chalten Acordamos por volta de 8 horas e o dia estava ensolarado e com pouco vento. Nos arrumamos e seguimos direto para o Centro de Informações Turísticas para buscar recomendações de trilhas. Por conta do corre-corre do dia a dia, dessa vez chegamos ao destino menos preparados do que eu gostaria, e embora eu tivesse lido algumas coisas, não havia programado o que fazer. Teríamos 3 dias inteiros em El Chalten e queríamos fazer pelo menos as duas trilhas mais importantes, a da Laguna de Los Três e da Laguna Torre. Em conversa com a atendente, ela nos orientou a começar pela mais difícil, a da Laguna de Los Três, por que a tendência para o vento era piorar nos próximos dias e essa trilha era a que tinha o trecho mais desabrigado. Ela recomendou também o uso de bastões de caminhada, que eu planejava ter comprado antes da viagem mas acabei não conseguindo. Adotamos as recomendações da guia e seguimos em direção a trilha da Laguna de Los Três. A entrada do Parque Nacional é na outra ponta da cidade, mas não dá nem 1km de distância. Alugamos os bastões de caminhada retráteis por de 100 pesos cada par e eles valeram cada centavo. Iniciamos a trilha às 10:30. Não vou ser muito detalhista sobre as trilhas pois já existem postagens muito boas aqui mesmo sobre elas, portanto vou ser sucinto. Existem duas formas de fazer essa trilha, a melhor é pegando um transfer até a Hosteria Pilar, pois partindo de lá evita uma primeira subida cansativa e faz-se um caminho em uma única direção, em vez de ida e volta como foi o nosso caso. Mas já estava tarde para ainda procuramos alguma condução até essa hosteria e portanto seguimos pelo caminho comum. De cara já tem uma subidinha um pouco puxada até um pouco depois do primeiro mirante, cerca de 1 km. Daí até o km 9, já ao pe do Fitz Roy, é bem tranquilo, relativamente plano com uma ou outra subidinha sem qualquer dificuldade, com belas paisagens e vegetações diferentes do que costumamos ver. Vimos apenas pássaros pelo local, inclusive o famoso pica-pau presente em todos os relatos que li. No final que vem a pior parte. A placa diz que a última subida leva cerca de 1 hora, mas levamos mais de 2:00h! Não somos sedentários mas estamos os dois acima do peso e a subida cansa muito, principalmente quando você pensa que depois ainda tem que voltar todo o caminho. Os bastões de caminhada ajudaram muito! Começamos às 10:30, chegamos ao pé da montanha às 14:30 e no topo dela depois de 16:30. Ficamos lá em cima por cerca de 1 hora. Embora não tenhamos passado por neve no caminho, la no alto estava nevado e a Laguna de Los Três estava congelada e coberta de neve. Iniciamos o retorno já sabendo que só chegaríamos a cidade à noite, mas já estávamos preparado pra isso com uma lanterna na mochila. Foi cansativo pra caramba, mas muito gratificante. Chegamos à cidade quase 22:00 e fomos direto pro hotel. A janta foi miojo que levamos na mochila, cozinhado no pequeno fogão da cabana, e pão. Durante toda a caminhada a trilha estava muito bem sinalizada, com placas a cada quilômetro, em um ou dois lugares tivemos alguma confusão mas rapidamente achamos o caminho. Não vimos sequer um pedaço de papel ou plástico em todos os 25km ida e volta. Lindo lugar, muito bem conservado e sinalizado e respeitado pelos mochileiros. Existem inúmeros córregos de água potável pelo local, basta levar uma garrafa vazia que sede não será um problema. Bastões de caminhada retráteis – 100 pesos o par. O rígido custava 60. Pacote com 5 pães francês (equivalente hermano) – 25 pesos Garrafa de água 1,5l – 25 pesos Dia 4 – El Chalten O tempo fechou e entrou uma forte ventania com pancadas de chuvas o dia todo. Veio a calhar pois estávamos moídos da trilha do dia anterior, então tiramos o dia para descansar e assistir uns filmes curtindo a friaca. Descansamos até mais tarde e no almoço comemos as coisas que havíamos trazido para lanche. No fim da tarde andamos pela cidade, devolvemos os bastões de caminhada, compramos algumas coisas e jantamos no Rancho Grande Hostel. Comemos um bife a milanesa com papas e ovos, que deu pra dividir pra 2 e deixar dois glutões satisfeitos. Antes da comida eles servem uma cesta com pães e um molhozinho. Bom custo benefício. Estávamos com uma garrafa de água na mão e o garçom ofereceu copos para que bebêssemos nossa própria água, sem demonstrar qualquer desconforto, além de trazer outro cesto com pães quando o primeiro acabou. O atendimento foi muito legal e acolhedor. Antes de voltar pra casa compramos algumas coisas no mercado. Milanesa com papas – 200 pesos Pote de iogurte de 1l – 60 pesos Coca cola 1,5l – 65 pesos Dia 5 – El Chalten Acordamos mais cedo dessa vez e o tempo já havia limpado novamente, embora ventasse um pouco. Não podemos reclamar do clima nessa viagem! As calças impermeáveis que comprei foram comigo na mochila pra cima e pra baixo sem serem usadas. Alugamos novamente o bastão de caminhada e fizemos a trilha para a Laguna Torre. Embora sejam quase 20km ida e volta, não cansou nem metade do que a trilha da Laguna de Los Três, pois as subidas foram bem mais suaves e menores. A Laguna de Los Tres em si própria é bem feinha, mas as montanhas ao redor são muito bonitas. O caminho também é muito bonito, belas paisagens, córregos e rios, a caminhada sem dúvida vale muito a pena. Principalmente por que você se sente seguro, sem aquele medo e preocupação com que o carioca já se habituou, lá você se sente em paz e isso te permite curtir de verdade as paisagens e a caminhada. Vale muito a pena ir até lá pra fazer as trilha. Começamos essa trilha às 09:30 e às 17:00 estávamos de volta a cidade, sem pressa e separando bastante tempo para ficar apreciando a paisagem ao fim da trilha. Estava havendo uma vaquejada na cidade, demos uma passada pela festa comemos dois hamburgueres que estavam sendo vendidos lá, assistimos por alguns minutos mas depois fomos embora. Embora seja uma tradição, vaquejadas e eventos do gênero são muito covardes com os animais, não temos nenhum prazer em ficar assistindo. Os hamburgueres eram só o pão e uma carne normal como qualquer outra que compramos nos mercados por aqui, só que assada na brasa. Só o pão e a carne e custou 50 pesos cada. E esse era um evento local, não para turistas, e mesmo assim custou o equivalente a 9 reais. De la fomos no Chê Empanadas e comemos algumas empanadas antes de voltar para o hotel. Hamburguesia – 50 pesos Empanada – 25 pesos Bastão de caminhada – 100 pesos o par Considerações sobre El Chalten. Cidade pequena e cara. No mercado, uma garrafa de 2l de Coca-cola sai pelo equivalente a uns 12 reais, empanadas custam entre 25 e 35 pesos, garrafas de água de 1,5l cerca de 25/30 pesos, refeições para uma pessoa na casa dos 200 pesos em diante. Paraíso de trilhas e com opções de caminhadas para todos os gostos e condicionamentos, áreas para campings sinalizadas e organizadas, tudo limpo e impecável. Não é uma das mecas dos trilheiros à toa. Dia 6 – El Chalten/El Calafate Retorno para El Calafate. A van da Las Lengas nos buscou pontualmente conforme combinado e a viagem foi novamente tranquila até El calafate. Chegamos no Kalken Hotel por volta de 14:00, fizemos o check-in, guardamos as coisas no quarto e saímos para almoçar. Fomos ao restaurante Dona Mecha seguindo resenhas do Tripadvisor e pedimos o sanduíche de carne a milanesa (50cm) e duas “empanadas”. Foi o suficiente para nós dois. De lá fomos ao mercado e compramos pães e algumas outras coisas para fazermos sanduíches para levarmos no passeio de amanhã. Sanduichão de ½ m - 165 Empanadas – 20 cada, 185 se comprar 10. Não consegui encontrar a nota fiscal do mercado, se eu encontrar detalho os preços aqui. Compramos presunto, pães, tomates, alface americano, maionese e algo parecido com um requeijão. Dia 7 - Minitrekking Tomamos um café da manhã reforçado e aguardamos a chegada da van da Hielo y Aventura. A Hielo y Aventura também faz muito bem seu trabalho, nada mais justo levando-se em consideração o preço do passeio. Não fugiu muito do explicado no site, uma van nos buscou no horário combinado, nos levou até um ônibus. O ônibus levou cerca de uma hora até o Parque Nacional em Perito Moreno. Saímos de El calafate com céu aberto, mas próximo ao glaciar estava nublado. Um funcionário entrou no ônibus e cobrou pelos ingressos de todos, é necessário estar com pesos para o pagamento pois não aceitam cartão. Uma dúvida que eu tinha era se ainda havia desconto para moradores do Mercosul, conforme vi em alguns relatos, mas não há mais. Brasileiro paga 500 pesos pelo ingresso. Depois seguimos para um pequeno porto onde um barco fez nossa travessia até o outro lado do estreito, de onde o grupo parte para a caminhada no glaciar. Entre explicações e caminhadas, levamos cerca de 1h até o pé da geleira, onde colocamos os grampões e iniciamos a caminhada. Levou cerca de 1:30 a 2:00h, conforme prometido, e visitamos 4 vales diferentes além de outras coisas pelo caminho como fendas, buracos poças e etc. O glaciar Perito Moreno é uma das coisas mais incríveis que já vi, e falo com a autoridade de quem já rodou um bocado. Assim como as pirâmides ou o grand canion, as fotos não fazem jus ao local, não conseguem transmitir a imensidão que é o lugar. Em sua maior altura, o paredão de gelo chega a medir 70 metros, o que equivale a um prédio de uns 30 andares. A caminhada foi tranquila e sem muitas exigências físicas. Leve um cartão de memória grande, vai tirar centenas de fotos. Depois da caminhada, outro passeio de barco e o ônibus nos leva às passarelas. Num primeiro momento, eu achei que não teria muito mais o que ver de lá, mas estava redondamente enganado. Tanto na aproximação quando na caminhada em si, só visualizamos a frente da geleira e um pequeno pedaço, como as passarelas são no alto, da pra ver a vastidão da geleira, que literalmente vai até além do horizonte. É também espetacular. O céu limpou e o sol deixou tudo ainda mais bonito. Ficamos nas passarelas por cerca de 1 hora, mas não vimos nenhum grande desprendimento de gelo, o que é uma das atrações de lá. Durante a caminhada ouvimos alguns, que soaram como trovões tamanho o volume dos pedaços que caíram. Retornamos ao ônibus e em uma hora e pouco estávamos de volta à cidade. Tudo muito profissional e organizado, prestadores de serviço muito atenciosos e cordiais. Foi caro mas o serviço prestado foi à altura. Não há comidas nem restaurantes no local, o visitante deve levar seu lanche. Pra janta comemos os pães e complementos que compramos no dia anterior. Mini trekking – 3200 (quase 600 reais) Entrada – 500 pesos (90 reais) Dia 8 – El Calafate Dia livre. Tomamos café da manhã no final do horário e depois saímos para andar à toa pela cidade. Caminhamos por fora da avenida principal e turística observando as casas dos reais moradores da cidade, os jardins e árvores, os muitos cachorros, enfim, a real vida no local. Caminhamos algumas horas sem destino pela cidade e já no fim da tarde paramos no restaurante San Pedro para jantar. Pedimos o prato que estava em promoção anunciado na vitrine, cordeiro com batatas rústicas. O cordeiro patagônico é um prato muito característico da região, mas infelizmente eu não reparei nas letrinhas menores. O cordeiro anunciado era cozido de outra forma, com molho chimichurri. Estava bom, mas como minha intenção era provar o cordeiro patagônico, que é assado na brasa, saí um pouco frustrado. Cada prato custou 195 pesos. Rodamos um pouco para comprar minha lembrança de viagem. Desde minha primeira viagem que coleciono lembranças: um coliseuzinho de gesso, um gondolazinha, uma piramidezinha, essas bugigangas. Nunca foi tão difícil achar algo pra comprar, pois tudo custa um absurdo. Simples imãs de geladeira estavam custando 100 pesos (18 reais), qualquer besteirinha mais elaborada era 200, 300 pesos. Enfim, depois de muito procurar, achei um glaciarzinho sem vergonha por 60 pesos e me contentei com ele mesmo. Dessa vez improvisei nas bugigangas de viagem: trouxe uma pedrinha de El Chalten, uma pedrinha que peguei em Perito Moreno e um pequeno pinhão que retirei de uma árvore em El Calafate. Já trouxe pequenas pedras de outros lugares importantes, como Cairo, Petra e Jerusalem, gosto de verdade das pedrinhas, mas obviamente que o fato de elas serem 0800 ajudaram! Codeiro com papas – 195 pesos Lembrancinha chinfrim – 60 pesos Considerações sobre o Kalken Hotel. Hotel simples mas muito bom. Não é hostel nem guest house, é hotel com suas formalidades e características. O quarto é bem arrumado e espaçoso, com cama confortável carpete pelo chão, café da manhã buffet muito bom e pessoas muito prestativas na recepção. Eu diria que de 10 a nota deles seria 8. Recomendo. Tivemos problema com uma falta de internet que durou mais de 24 horas, o que nos dias de hoje é algo complicadíssimo, uma vez que era nossa única fonte de comunicação com o Brasil e também indispensável para as pesquisas de viagem. O café da manhã tem algumas opções de sucos, iogurtes, cereais e sementes, pães e croissant (chamam medialunas por lá), frios e a fruta da vez era abacaxi. Eu, como mochileiro, encaro um café da manhã já incluso no preço como uma oportunidade! Costumo dizer que a refeição mais importante do dia é essa, por que já está paga! Como feito um ogro e pulo o almoço tranquilamente. Recomendo este hotel. Diárias por U$47. Considerações sobre El Calafate. Cidade caríssima e base para passeios ainda mais caros. Muito bonita e arborizada, clima frio e agradável. A cidade por si só não vale a viagem, o que justifica tudo por lá é Perito Moreno. Talvez seja um destino bom pra quem não precisa economizar, deve ter bons restaurantes e bares, mas esse não é nosso foco em viagens. Dia 9 – Buenos Aires Retorno ao Brasil. Por volta de 10:30 a van da VES PATAGONIA que estava agendada desde a chegada no buscou no hotel e nos levou ao aeroporto. Duas horas e meia de vôo e chegamos às 16:00 em Buenos Aires, com o próximo vôo para o Rio apenas às 06:25 da manhã do dia seguinte. Nunca havíamos visitado a capital argentina e também não tive tempo de fazer qualquer preparação para visitar a cidade. Pegamos um Uber até o Hostel Reina Madre, fizemos o check in e pegamos um mapinha e algumas informações com a recepcionista e saímos para caminhar pela cidade, que era o que dava pra fazer. O hostel é na Recoleta. Em nossa caminhada passamos pelo Cemitério da Recoleta e seguimos até a Flor Metálica, que efetivamente foi a única atração que visitamos. Almoçamos no MacDonalds. Seguimos caminhando e passamos pelo prédio da faculdade de direito e fomos até quase o obelisco da Avenida 9 de Julho. Relâmpagos e um tempo se revirando fizeram com que encerrássemos a caminhada e voltássemos para o Hostel. Compramos sanduíches no Subway, um pote de sorvete de doce de leite num mercado e já debaixo de muita chuva chegamos ao Hostel. Uber - 108 pesos Trio Big Mac - 140 pesos Sanduíche do dia do Subway 15cm - 60 pesos Pote de 1 l de sorvete – 99 pesos Chuva e trovoadas com as capas de chuva esquecidas no hostel – não tem preço! Hostel Reina Madre. Barato. Pegamos um quarto com banheiro compartilhado, aproveitamos que ficaríamos apenas algumas poucas horas para economizar. O quarto tem ar condicionado, mas a recepcionista ligou em 24 graus e disse que não abaixava mais. Com o quarto sem janelas, o resultado é que fora do quarto estava mais fresco que dentro. Cama com colchão muito vagabundo, toalhas e roupas de cama encardidas. É só mesmo um lugar pra dar uma cochilada e só. Recepcionistas bem prestativas. 41U$ o quarto duplo com banheiro compartilhado. Dia 10 – Rio de Janeiro Acordamos às 4:00, nos arrumamos rápido e chamamos o Uber para retornarmos ao aeroporto. O motorista fez uma volta inexplicável para chegar e não só rodou muito mais como demorou o dobro do tempo. A corrida que tava orçada em 108 ficou em quase 180 pesos. Fuçando no aplicativo do Uber durante a fila pra checagem de segurança do embarque, vi que há uma aba específica para esse tipo de queixa e com dois cliques eu reclamei e automaticamente o aplicativo estornou o valor a mais se baseando no caminho que o motorista deveria ter feito. Ou seja, o hermano tentou me dar uma vuelta mas o sistema me protegeu e resolveu meu problema em alguns poucos instantes. E tem gente que ainda quer lutar contra... Fizemos o embarque e tivemos um vôo tranquilo de retorno ao Rio, mais 3 horas e aquele lanchinho sem vergonha de sempre e chegamos em paz e realizados com o final de mais uma viagem, o melhor investimento que o dinheiro pode fazer. Espero ter ajudado aos colegas! Quem quiser alguma ajuda, me contate no e-mail [email protected], terei prazer em ajudar se puder. Quanto tiver mais tempo dou uma melhorada no relato e anexo mais fotos.
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