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  1. Vulcão Descabezado Grande ao fundo Início: 4km além do acampamento 6 da Reserva Altos de Lircay Final: povoado de Radal Duração: 2 dias Distância: 34,7km Maior altitude: 2210m Menor altitude: 639m Dificuldade: média Esta é a segunda parte da travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay - Reserva Radal Siete Tazas que durou no total cinco dias. A primeira parte está em https://www.mochileiros.com/topic/74545-travessia-parque-tricahue-reserva-altos-de-lircay-chile-abr2018. Os três parques citados situam-se na região de Maule, no Chile, próximos às cidades de Molina e Talca, cerca de 215km e 270km ao sul de Santiago respectivamente. Eles não chegam a ter área contígua mas a proximidade é tão grande que me inspirou a querer cruzar os três num único trekking. 04/04/18 - 4º DIA - Travessia Reserva Altos de Lircay - Reserva Radal Siete Tazas - trilha bem marcada mas nenhuma sinalização Início: 4km além do acampamento 6 da Reserva Altos de Lircay Final: acampamento El Bolsón da Reserva Radal Siete Tazas Duração: 9h25 Distância: 14,8km Maior altitude: 2210m Menor altitude: 1635m Dificuldade: fácil A temperatura mínima da noite foi de -0,1ºC. Saí da barraca às 8h com 0,2ºC. Deixei o local de acampamento às 9h25 e logo após uma suave subida entrei num amplo vale onde encontrei o lugar que procurava na tarde anterior para acampar: uma infinidade de gramados planos ao lado de água boa e fácil. Se tivesse andado mais alguns metros... Água boa eu só encontraria novamente ao final desse dia, já chegando ao acampamento El Bolsón. Cordón del Guamparo A trilha me levou para o fundo desse vale, diretamente em direção aos belos paredões do Cordón del Guamparo. Após uma curta subida (na qual os paredões do cordón se mostram ainda mais bonitos) a trilha bifurcou às 10h58. Segundo o gps os dois lados estariam corretos, seriam apenas variantes, mas a trilha da direita (descendo) ganhou um pasto e começaram a aparecer trilhas de gado para todos os lados, me desviando do caminho certo. Voltei à bifurcação e tomei o lado da esquerda (direita na volta), que subiu, subiu e alcançou o alto exatamente onde havia outra bifurcação (também sem sinalização). Segundo o gps o lado da esquerda leva a uma tal Laguna Colorada (entre outros destinos), então fui para a direita na direção de um chapadão. Agora caminho sobre os paredões da extremidade leste do Cordón del Guamparo. Perdi a trilha por alguns metros mas a reencontrei bem marcada mais à esquerda. Um bonito gavião procurava comida entre as pedras e pude me aproximar um pouco para fotografá-lo. No final da subida, às 12h53, passei próximo a uma estrutura de ferro já meio tombada e sem uso. A trilha desceu e se alargou numa estrada abandonada, a qual subiu e desceu em direção a um gramadão. Aqui o caminho mais visível era a continuação da estrada abandonada para a esquerda, mas não. A travessia continuava por uma discreta trilha que sai para a direita alguns metros antes de iniciar o gramadão. Nenhuma placa ali também. Na sequência passei à direita de uma pequena lagoa onde pastavam cavalos (água ruim) e continuei por esse pequeno vale onde não encontrei água boa. Vi formações rochosas bem interessantes mais à frente e à direita parecia haver até um mini Enladrillado. Às 14h48 alcancei o ponto mais alto do dia (2210m) e a paisagem se abriu de maneira espetacular para a Reserva Radal Siete Tazas, podendo ver o acampamento El Bolsón, ainda muito distante, meu destino final nesse dia. Atrás dele a montanha chamada de Colmillo del Diablo (Dente Canino do Diabo). Para trás ainda podia ver quase todo o percurso do dia de hoje. No horizonte a sudeste ainda se destacavam os vulcões Descabezado Grande e Quizapú/Cerro Azul e à direita (mais abaixo um pouco) visualizava os paredões do vale do Rio Claro. Um mirante realmente de tirar o fôlego. Vulcão Descabezado Grande ao fundo A trilha de descida era bem visível na encosta à direita, mas o trecho inicial exige cuidado (e um bastão, de preferência) pois é bem inclinado e com pedrinhas soltas. Depois fica mais fácil, porém ao dobrar ao outro lado da encosta volta a piorar e se torna uma ladeira de terra e pedras soltas bastante cansativa e que parece não ter fim. Cheguei ao limite das árvores às 17h04 e logo caminhava por um bonito bosque. Cruzei um riacho por um tronco e conversei com um homem que estava ali arrumando a tralha para pôr nos cavalos. Por causa dos cavalos essa água não era confiável para beber. Nesse local registrei a menor altitude do dia: 1635m. Saí da mata, caminhei por uma trilha entre pedras e cruzei o profundo leito de um rio seco. Depois dele a única trilha que encontrei estava me levando na direção errada, então cruzei aquele chapadão de pedras sem trilha mesmo, apontando o gps para o El Bolsón (norte) para chegar logo. Um jovem a cavalo com uma espingarda me parou para perguntar se havia visto suas ovelhas e me pediu um cigarro. Às 17h56 cheguei a um rio que cruzei facilmente pelas pedras. Parei para um lanche rápido e matar a sede. Essa foi a primeira água boa desde o vale próximo ao local onde acampei. Continuei no rumo norte para o acampamento, atravessei uma estradinha de rípio, cruzei o límpido Rio Claro (esse é outro) pelas pedras e entrei assim na área do Parque Nacional Radal Siete Tazas. Fui para a direita após o rio e cheguei às 18h50 ao acampamento El Bolsón. Havia apenas uma barraca, depois chegou um casal chileno que vinha também da Reserva Altos de Lircay seguindo as minhas pegadas... Nesse acampamento há um chalé que funciona como refúgio, uma casa de pedra em estado precário, sanitários e duchas separados para homem e mulher, dois lavatórios. Água potável pode-se pegar no rio ou nas torneiras. Gramados para acampar são quase infinitos e os arbustos protegem do vento. Subi a um mirante próximo para fotos do Salto del Indio e do pôr-do-sol. Nessa hora passou um cavaleiro com seus cachorros. Mais ao fundo do gramadão de acampamento vacas pastavam. Será que estou mesmo num parque nacional?... Altitude de 1676m. Vulcão Quizapú/Cerro Azul 05/04/18 - 5º DIA - saída da Reserva Radal Siete Tazas e final da longa travessia Início: acampamento El Bolsón da Reserva Radal Siete Tazas Final: povoado de Radal Duração: 6h10 Distância: 10,4km de trilha + 9,5km de estrada Maior altitude: 1688m Menor altitude: 639m Dificuldade: fácil A temperatura mínima da noite foi de 0,5ºC. Saí da barraca às 7h50 com 5ºC. Se eu não tivesse que chegar a Santiago no dia seguinte (e tivesse comida para mais um dia) teria percorrido os pontos principais desse setor do parque, como a Laguna de las Animas, o Valle del Indio e o Colmillo del Diablo. No caminho para o acampamento Parque Inglês (caminho da saída do parque) havia ainda as trilhas La Montañita, Mala Cara, Chiquillanes e El Coigüe. E em outros setores do parque havia as famosas cachoeiras Siete Tazas (Sete Xícaras), La Leona e Velo de la Novia, mas nestas ainda poderia passar já que ficavam na estrada para o povoado de Radal, onde tomaria o ônibus para Molina e de lá a Talca (onde deixei parte da minha bagagem). Queria sair cedo pois iria tentar uma carona até Radal ou mesmo a Molina. Desmontei acampamento com muito frio pois o sol demoraria a chegar ao vale. Saí às 9h20 e cruzei pelas pedras um riacho 5 minutos depois. Uns 300m adiante passei por uma estaca que marcava 11km, distância que faltava para o acampamento Parque Inglês e a saída do parque segundo a medição da Conaf (o meu gps marcou 9,5km até o Parque Inglês). A trilha é bem marcada já que é muito usada e não gera dúvida pois é bem sinalizada. Percorre a encosta direita do vale do Rio Claro. Às 10h15 cruzei um riacho de água boa para consumo. Às 11h38 passei pela entrada da trilha La Montañita à direita (6h de duração). Às 11h54 passei pela entrada da trilha Mala Cara à esquerda (1h de duração). Às 12h passei pela entrada da trilha Chiquillanes à direita. Aí começou a chover e tive de guardar a câmera e vestir as roupas impermeáveis. Às 12h45 passei pelo acampamento Parque Inglês. Mais 150m passei pela administração e com outros 190m saí do parque. Na estrada de terra fui para a direita na esperança de uma carona até o povoado mais próximo, Radal. A chuva deu uma amenizada. Mas não havia movimento de carros nessa altura da estradinha. Poderia ter mais sorte a partir das Siete Tazas, atrativo muito visitado. Primeiro passei por um acesso particular às Siete Tazas e Salto la Leona, que é pelo camping Valle de las Catas, que cobra CLP 2500 (R$13) para visitar as Siete Tazas e as outras quedas do Rio Claro. Cerca de 650m adiante cheguei ao acesso oficial da Conaf, que cobra CLP 5000 (R$26) o ingresso de estrangeiros. Como chovia passei batido e continuei pela estrada para não perder alguma possível carona. Fiz sinal para quatro carros mas nenhum parou. Às 14h50 passei pela grande cascata Velo de la Novia, visível da estrada e sem cobrança de ingresso. Por fim, às 15h30 cheguei ao povoado de Radal. Altitude de 639m. A chuva havia parado. Ainda bem que foi tudo descida, nem pareceu que caminhei 20km. Ônibus para Molina só no dia seguinte às 7h30 (ainda é noite nesse horário). Havia diversas opções de camping, até por CLP 2500 (R$13). O camping da Conaf, na saída do povoado, era muito bonito e cobrava só CLP 4000 (R$21). Mas minha esperança de carona não morria. Tentaria até o final da tarde, se não conseguisse acamparia ali para tomar o ônibus no dia seguinte. Me posicionei num local de boa visão para os carros e continuei "haciendo dedo". Até que um carrão bonito e caro parou. Eram duas garotas colombianas e se dispuseram a me levar até Molina com a maior boa vontade. Imagine uma situação dessa no Brasil... No caminho ainda pegaram um casal da Venezuela que também dependia de carona para voltar a Santiago naquele dia. Chegamos a Molina às 17h33 e fui ao terminal de ônibus em frente ao mercado municipal tomar o ônibus das 18h10 para Talca, onde estava minha mochila pequena com as coisas que deixei no hostal. Vale do Rio Claro DADOS DA TRAVESSIA COMPLETA Travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay - Reserva Radal Siete Tazas Início: portaria do Parque Tricahue setor Tricahue Final: povoado de Radal Duração: 5 dias Distância: 70,5km Maior altitude: 2233m Menor altitude: 490m Dificuldade: muito alta por não haver trilha definida no 2º dia Informações adicionais: Ônibus de Molina a Radal: Molina-Radal: jan e fev: seg a qui: 12h30, 18h15, 20h15 sex e sáb: 11h30, 12h30, 18h15, 20h15 dom: 7h45, 14h, 19h30, 22h resto do ano: 17h Radal-Molina: jan e fev: seg a qui: 7h10, 10h30, 15h45 sex e sáb: 7h10, 10h30, 15h45, 18h30 dom: 10h30, 13h30, 15h30, 18h45 resto do ano: 7h30 Ônibus de Talca a Vilches (para quem for diretamente à Reserva Altos de Lircay): Talca-Vilches: seg a dom e feriado: 7h15, 12h, 16h50 Vilches-Talca: seg a sáb: 7h15, 9h15, 17h10 dom e feriado: 9h15, 14h, 17h10
  2. ~~ Chile é um país com muitos turistas e um fluxo muito grande de mochileiros, a maior parte da população do chile está em Santiago, e mesmo assim sempre encontramos mais turistas do que chilenos ... Mas existem muitas coisas que não tem contam sobre Santiago No relato de hoje, dois fatos sobre Vida Noturna e Bebidas ! Cuando Brazil se une a Francia, Chile, Colombia y Portugal, no hay nada igual - Algo que até hoje eu não me acostumei, são os Horários... Aqui os horários de acordar, trabalhar, almoçar, carretear e dormir, são bem diferentes do que estou acostumada, eles são mais tranquilos, calmos e tudo começa mais tarde. Por exemplo: As 8h30 da manhã você não encontra quase nada aberto pela cidade, as coisas começam a funcionar depois das 9h, normalmente as 10h, creio que as 11h é o horário ideal se quer sair para comprar coisas por ai... O horário de almoço não é bem 12h como ai no Brasil, o fluxo maior é entre 14h-15h... e cuidado, muitas lojas fecham no horário de almoço! E a vida noturna de Santiago, é algo extraordinário. Nunca fique preocupado de sair de casa as 22h e estar tarde, 22h é super cedo aqui, é hora da Janta, na verdade se você pretende ir por exemplo ao BellaVista ou a alguma Disco, nesse horário de 22h você pode começar a pensar em se arrumar, sair de casa 23h ainda é cedo. O horário ideal, e que vai ter um montão de gente é depois de 1h30,2h da manhã, AH! Mas se você quiser entrar nas baladas sem pagar, saia do apê, ou hostal, antes de 00h, tudo é livre e grátis, mas a vida não é um mar de rosas, tudo acaba entre 4 e 5h, não pense que vai ficar carreteando até o dia clarear! - Falando em Baladas, aqui é proibido tomar Bebidas Alcoólicas pelas ruas, praças, parques, lugares públicos em geral e também andar bêbado, fazendo bagunça ou gritando pelas ruas. E não é só uma Lei, é uma lei que funciona de verdade, se os policiais te encontrarem na rua bêbado/bebendo, eles podem te levar para delegacia para prestar depoimento, podem te cobrar uma multa que custa cerca de 250R$, e dependendo do seu grau de embriagues podem te manter na delegacia por horas, até você melhorar ... e se você for roubado, e estiver bêbado, não conte muito com a ajuda dos policiais, eles não dão moral para turistas bêbados nem nessas situações. O único momento do Ano que você pode beber na rua é no Ano Novo – alguns se aproveitam da exceção e bebem em excesso, não foi uma experiência legal passar meu Réveillon na rua --, mas okay, você também pode beber na famosa Fiesta Pátrias (#SuperRecomendo, se você estiver por aqui), nessas festas existem Fondas espalhadas por todos os parques da cidade, ali a bebida é liberada, tem bebidas tipicas maravilhosas e muita cerveja artesanal. Alguns estabelecimentos só podem vender bebida se você consumir; na área de bares e baladas, você pode até beber, ali sentadinho na mesa do bar; e a maioria das lojas em bairros são proibidos de vender bebidas à noite ... Claro que tem vendinhas clandestinas pelas ruas, mas até isso é interessante, nessas Botillerias você não pode entrar, escolha a bebida e o senhorzinho te passa pelo portão. O que acharam desses #RelatosDesconhecidos ? Se você leu até aqui e gostou do assunto da um LIKE Ficarei feliz em saber que tem alguém por ai que está curtindo e sendo ajudado pelos meus relatos Um beijinho e BoaViagem
  3. Laguna Chica Esta é a primeira parte da travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay - Reserva Radal Siete Tazas que durou no total cinco dias. A segunda parte está em https://www.mochileiros.com/topic/74549-travessia-reserva-altos-de-lircay-reserva-radal-siete-tazas-chile-abr2018. Os três parques citados situam-se na região de Maule, no Chile, próximos às cidades de Molina e Talca, cerca de 215km e 270km ao sul de Santiago respectivamente. Eles não chegam a ter área contígua mas a proximidade é tão grande que me inspirou a querer cruzar os três num único trekking. 31/03/18 - CONHECENDO O PARQUE NATURAL TRICAHUE Circuito Tricahue (El Motor - Los Picudos) Início e final: portaria do Parque Tricahue setor Armerillo Duração: 3h ida até a cachoeira, 3h45 volta Distância: 8,9km ida, 8,7km volta Maior altitude: 1230m Menor altitude: 490m Dificuldade: média (muita subida e pouca água) O Parque Natural Tricahue é uma reserva particular, diferentemente dos outros dois parques que são administrados pela Conaf, órgão florestal oficial do Chile. Tricahue é o nome de uma espécie de papagaio que habita essa região. O Parque Tricahue tem dois setores (Armerillo e Tricahue) e teoricamente duas portarias. Digo teoricamente pois no setor Tricahue encontrei apenas uma porteira de arame aberta e ninguém para me receber ou cobrar a entrada. Nele há algumas cabanas de aluguel. Já no setor Armerillo há uma família residente que cobra o ingresso e o pernoite em cabana ou barraca. Nesse setor estão as trilhas mais procuradas (El Tata e El Motor). Tomei no terminal rodoviário de Talca o micro-ônibus para o povoado de Armerillo às 7h30 (ver horários abaixo em Informações Adicionais). Ainda era noite, em abril só começa a amanhecer depois das 7h40. A viagem durou 1h18min. Pedi ao motorista que me deixasse no Parque Tricahue e ele erroneamente me deixou no Refúgio Tricahue, que fica entre os dois setores/portarias do parque. Voltei 1,2km a pé até a placa do parque (setor Armerillo) e bati na casa às 9h08. Todos dormiam. No Chile é costume das pessoas acordarem bem tarde. O homem que me atendeu me deu informações sobre as duas trilhas principais e quando falei que queria cruzar à Reserva Altos de Lircay ele desaconselhou e enfatizou que se eu fosse seria minha inteira responsabilidade. O caminho não estava bom, pouca gente fazia aquilo. Altitude de 490m. Montei a barraca, dei uma olhada rápida no museu com amostras da flora local e parti às 11h17 para o Circuito Tricahue (El Motor - Los Picudos), o mais difícil dos dois. Inicilmente é a mesma trilha do Tata, ao chegar ao anfiteatro ao ar livre há uma bifurcação: Motor à direita e Tata às esquerda. Altitude de 601m. Tomei a direita às 11h43 e daí em diante foi uma subida incessante até o Mirador Los Volcanes, a 1107m de altitude, de onde se divisam os vulcões Descabezado Grande e Quizapú/Cerro Azul. Felizmente a subida se dá pela sombra da mata. O caminho é largo, uma estrada abandonada. Após o mirante a trilha nivela um pouco e se torna bem mais fácil. Mas apesar da mata o terreno é seco, o dia estava bem quente e a única fonte de água estaria só mais à frente. Cascada El Chucao Às 13h52 tomei a esquerda na bifurcação sinalizada como "Cruze Bajada Tricahue". À direita será o caminho que pegarei na volta. Pouco antes dessa bifurcação alcancei o ponto mais alto da caminhada: 1230m. Com mais 7 minutos cheguei ao tal Motor, uma máquina a vapor arrastada até aquele lugar por bois numa época em que funcionava ali uma serraria. Mais à frente a trilha desce por um caminho de pedras e passa finalmente por uma fonte de água, 255m antes do Refúgio El Ciprés, onde se pode acampar também (não é permitido usar o interior do refúgio). Mais 480m e a trilha termina na Cascada El Chucao, aonde cheguei às 14h20. Altitude de 1134m. Apesar do feriado de Semana Santa só mais três pessoas chegaram à cachoeira. Lá no camping havia só mais uma barraca (aliás de um casal muito simpático). Certamente escolhi o lugar ideal para ter paz e sossego em pleno feriadão. Iniciei o retorno às 15h10 pelo mesmo caminho até a bifurcação Cruze Bajada Tricahue. Tomei a esquerda e de cara já deu pra notar a trilha estreita, bem diferente do caminho largo por onde subi. Essa trilha tinha sinalização de setas brancas e vermelhas somente em alguns pontos e é tão pouco pisada que chega a gerar algumas dúvidas. A descida se dá pela encosta e é preciso algum cuidado com a inclinação forte e com alguns locais onde uma queda seria desastrosa. Impressiona a quantidade da planta chagual, um tipo de bromélia, já com as flores secas nessa época. Se a trilha não é tão fácil quanto a outra (a que usei para subir) a paisagem compensa. Aos poucos os vales do rios Los Picudos e Los Tricahues se abrem à esquerda formando um belíssimo cenário. E bem no alto as montanhas chamadas Los Picudos. Só não se deve distrair com o panorama e não prestar atenção onde pisa. Cuidado! Num certo momento cruzei com uma aranha grande (caranguejeira ou parecida), bicho não muito fácil de se ver nas trilhas aqui do sudeste do Brasil. Depois entrei num bosque denso e essa descida não terminava nunca. A trilha desembocou num caminho largo em que fui para a direita. Me aproximei do leito do Estero Los Tricahues (única fonte de água fácil em toda essa descida) e às 17h48 uma placa causou mais confusão do que informação. A placa no chão apontava para a frente e dizia "Sendero Rojo" (trilha vermelha), enquanto uma trilha à esquerda vinha do rio. Segui em frente, para onde a placa apontava (mas depois vi que deveria ter entrado nessa trilha à esquerda e cruzado o rio para não passar por propriedades particulares). Segui em frente, cruzei uma cerca de troncos, depois uma cerca de arame farpado e percebi que não devia estar mais na área do parque. Mas continuei. Peguei uma estradinha mais ou menos paralela à estrada principal do vilarejo Armerillo que deu num portão alto (aberto) e um galpão. Cruzei essa propriedade sem ver ninguém e cheguei enfim à estrada principal, porém com um portão de ferro alto e trancado. Encontrei um ponto mais fácil de pular a cerca de arame farpado com alambrado e ganhei a estrada finalmente. Mais 180m à direita e estava de volta ao camping às 18h55, faltando 46 minutos para o pôr-do-sol. Vale do Estero Los Tricahues 01/04/18 - 1º DIA DA TRAVESSIA - Trilha El Tata e Travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay (1ª parte) Circuito Trilha El Tata Início e final: portaria do Parque Tricahue setor Armerillo Duração: 2h35 Distância: 5km Maior altitude: 765m Menor altitude: 490m Dificuldade: fácil Travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay (1ª parte) Início: portaria do Parque Tricahue setor Tricahue Final: cota dos 1174m Duração: 5h Distância: 8km Maior altitude: 1174m Menor altitude: 543m Dificuldade: esta 1ª parte foi fácil Saí às 8h57 e fui percorrer a Trilha El Tata. Esse é o nome de um exemplar de 526 anos de um coigüe (ou coihue). Tata em espanhol significa avô. Inicialmente a mesma trilha do Motor até a chegada ao anfiteatro. Ali tomei a bifurcação da esquerda. Subida rápida até o primeiro mirante, Mirador Armerillo, porém a neblina da manhã impedia a visão do largo vale e montanhas ao fundo. Ali a trilha inicia um circuito e o sentido sugerido é o anti-horário. Porém, como a neblina ia me tirar a visão nos mirantes seguintes, fiz o circuito ao contrário, descendo logo ao vale do Estero Armerillo, no sentido horário. Às 9h53 pude pegar água nesse estero (rio) e 6 minutos depois fotografei a bonita Cascata El Pozón. Às 10h09 cheguei ao velho coigüe. Um painel faz uma cronologia de acontecimentos relevantes no Chile ao longo da vida dessa incrível árvore de cinco séculos. Curioso é que o tronco tem uma parte oca tão grande que um adulto consegue entrar. Ali se pode pegar água facilmente do rio para um lanche e há até banheiros! Às 10h28 continuei o circuito para retornar ao camping, passando por dois outros mirantes, agora com céu aberto e sem neblina. Passei pelo anfiteatro e cheguei ao camping às 11h32. Almocei, desmontei a barraca, arrumei a mochila, conversei mais um pouco com meus simpáticos vizinhos e às 14h22 parti para a aventura não recomendada pelo dono do camping, a travessia para a Reserva Altos de Lircay. Pozón Eu tinha dois caminhos gravados no gps: um seria a partir do Motor, numa trilha quase apagada que explorei no dia anterior; o outro seria a partir da Entrada Tricahue do parque, distante 2,6km dali pela estrada principal do vilarejo. A primeira opção me pareceu talvez menos usada que a segunda e com a agravante de chegar à Reserva Altos de Lircay pela portaria, enquanto a segunda chegava pela Laguna del Alto, o que já me colocava a caminho do terceiro parque, o Radal Siete Tazas. Caminhei os 2,6km até a Entrada Tricahue e se não fosse o gps teria passado direto pois não há nenhuma placa indicando que aquela porteira de arame (aberta) é a entrada de um parque. Para chegar ali caminhei 2km a partir do camping pela estrada principal (de rípio) do vilarejo e entrei na rua à esquerda quando há uma curva de 90º para a direita e uma ponte. Há uma placa na curva indicando a entrada do Parque Tricahue a 400m. Cruzei por uma ponte de concreto o pedregoso Estero Los Tricahues e encontrei numa curva a porteira de arame aberta com uma placa dizendo "se arrienda cabaña". Era ali mesmo. Entrei às 14h58 e fui para a esquerda, passei pelas cabanas e encontrei um caminho largo que se dirigia ao rio, num local onde há várias caixas de abelha. Uma plaquinha com uma seta e a figura de um caminhante me confirmaram o caminho. Vi algumas pessoas que deviam estar hospedadas nas cabanas mas ninguém para cobrar a entrada ou dar orientações. Altitude de 543m. Segui por esse caminho largo no sentido norte, passei por uma placa "Al Pozón", numa bifurcação fui para a esquerda e às 15h53 cheguei a uma clareira à esquerda. A proximidade com o Estero Los Tricahues me fez ir buscar água e por acaso descobri o tal Pozón. Havia vários sinais de acampamento por ali e realmente é um lugar bem agradável para ficar, mas eu tinha um trajeto muito incerto pela frente e tinha que continuar. Saí do Pozón às 16h30 e a trilha estreitou por algum tempo, mas depois voltou a alargar, como uma estrada abandonada. Em determinado momento não notei um totem de pedras e uma seta azul celeste na árvore apontando para a direita e segui em frente. Cheguei a um desmoronamento e não era possível seguir. Até pensei que ali seria o fim da minha aventura mas no retorno vi a plaquinha e entrei na trilha bem marcada à esquerda. Ali começava uma subida que duraria o restante do dia e todo o dia seguinte, com todas as dificuldades que ainda vou contar. A direção geral da caminhada nessa hora muda de norte para nordeste pelo vale do Estero Los Tricahues. Às 18h12 a trilha alcança uma grande clareira gramada com pés de amora silvestre por todos os lados, um surpreendente espaço para acampamento onde caberiam muitas barracas, porém sem água próximo. A trilha volta a penetrar a mata ao final da clareira, à direita. Dali em diante, ao mesmo tempo que as amoreiras dão frutos doces para a gente se fartar, dificultam a passagem com seus muitos espinhos. Às 18h32, apesar de uma seta azul celeste na árvore apontar para a esquerda, continuei pela trilha principal em frente e só depois de quase 300m percebi que estava na direção errada, indo para sudeste, quando deveria sempre continuar para nordeste. Voltei e só então vi uma trilha bem apagada indo para a direita (esquerda na vinda). Quando passou das 19h comecei a procurar um lugar para a barraca, mas não estava fácil achar. Nessa procura me deparei com outra caranguejeira, essa bem maior que a do dia anterior. Por fim às 20h, 20 minutos após o pôr-do-sol, encontrei um espaço onde caberia a barraca e com bem pouca inclinação. Mas o que me fez ficar com a pulga atrás da orelha é que não encontrei a continuação da trilha, que já estava cada vez mais apagada. Altitude de 1174m. Vulcão Descabezado Grande 02/04/18 - 2º DIA - Travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay (2ª parte) com muitas dificuldades de percurso Travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay (2ª parte) Início: cota dos 1174m Final: próximo à Laguna Chica na Reserva Altos de Lircay Duração: 10h Distância: 7,5km Maior altitude: 2110m Menor altitude: 1146m Dificuldade: muito alta por não haver trilha definida Comecei o dia na expectativa de encontrar a continuação da trilha, que parecia morrer ali onde acampei. Depois de muito sobe-desce e vai-volta encontrei, e assim comecei a caminhar efetivamente às 9h56. Com 7 minutos encontrei uma ótima fonte de água. E com mais 5 minutos um excelente lugar para duas barracas com o rio ao lado. Pena que não consegui chegar a esse local no dia anterior. Havia sinais mesmo de acampamento (fogueira, mesinha e banco de troncos) e uma lata de tinta azul celeste usada na marcação da trilha. Mais à frente duas singelas quedinhas d'água seriam a última fonte de líquido até o final do dia. A trilha sobe para um bonito mirante e finalmente avisto o panorama acima das árvores, tanto para norte (meu destino) quanto para sul (de onde vim). Alguns totens continuam a aparecer, mas à medida que subo a trilha vai sumindo de vez. Logo estava procurando a trilha em meio a arbustos e touceiras de capim e bambuzinhos. As dificuldades começavam. E com o calor aumentando o cansaço não ia demorar a chegar. Segui nessa procura até que me deparei com uma matinha e nada de trilha para entrar nela. Ou seja, não havia mais caminho aberto. Nem sabia se estava na altura certa da encosta ou deveria procurar mais acima ou mais abaixo. Eram 12h23 e parei para um lanche e descanso. Em 3h procurando a trilha havia avançado apenas 2km. Temia pelo que viria pela frente num lugar como aquele em que ninguém passa mais, porém era cedo para pensar em desistir. Povoado de Armerillo já bem distante Descansei por quase uma hora. Depois entrei na mata sem a mochila e no vai-e-volta encontrei uma árvore pintada. Pelo menos estava no lugar onde um dia existiu uma trilha... Passei pela matinha (que felizmente era curta), subi um pouco e encontrei um rastro de trilha para continuar. Até que uma vala enorme me obrigou a subir a encosta de uma vez, tomando a direção sudeste por algum tempo. Alcancei o alto já sem trilha novamente e andei por uma crista, voltando ao meu sentido nordeste. Mas outra erosão enorme me deteve às 14h57 e tive que subir forte de novo para a direita (sudeste). Lá no alto voltei a encontrar uma seta azul celeste e pedras pintadas dessa cor. E com uma frequência que me fez tirar um pouco os olhos do gps e caminhar algum tempo orientado por essas marcações. Mas a alegria não durou muito pois cresceram moitas de ñirre exatamente onde passava a trilha. Esses arbustos são duros e era preciso abri-los para encontrar possíveis marcações. A essa altura me assombrava a idéia de encontrar algum impedimento no caminho e ter de voltar tudo aquilo que caminhei, com toda a dificuldade que já havia passado... Após o cinturão de ñirres e outras matinhas, o caminho se abriu e agora só tinha vegetação baixa e pedras pela frente. Parece que o pior havia passado. Cheguei enfim à crista dessa encosta e pude visualizar os vulcões Descabezado Grande e Quizapú/Cerro Azul a leste, além de uma paisagem incrível para todos os lados. Essa crista ainda ascendia bastante mas meu caminho (sem trilha) seria pela encosta mesmo, subindo suavemente. Aos poucos fui me aproximando de conjuntos de grandes blocos de pedra e me preocupava não conseguir passar por eles. Mas não houve grande dificuldade e finalmente às 18h46 alcancei um selado que me abriu visão para a Reserva Altos de Lircay! Estava entrando em sua área. Terminou a saga? Não, faltava chegar a alguma laguna para ter água para acampar... doce ilusão. Altitude de 2102m nesse mirante. Poucos metros antes o gps havia registrado a maior altitude do dia: 2110m, ou seja, desnível de 964m com todas as dificuldades de percurso. Continuei exatamente no rumo norte descendo por uma outra encosta. Passei por um novo cinturão de ñirres duros, pulei muitos blocos de pedra, mais ñirres, uma ladeira de pedras e do alto avistei a primeira laguna do parque, a Laguna Chica... totalmente cercada por ñirres!!! E a noite já ia chegar... Tentei o caminho mais direto mas os ñirres eram muito difíceis e havia uma vala funda no meio. Pensei em contornar todo o cinturão mas já caía a noite. Atravessei uma faixa de ñirres mais fácil e por sorte encontrei um lugar plano para a barraca às 19h50. Ouvi barulho de água mais abaixo e desci só com a garrafa e a lanterna para procurar. Encontrei o precioso líquido escorrendo numa grotinha... ufa! Subi de volta à mochila e voltei ao lugar plano já no escuro. A noite foi de lua cheia mas estreladíssima. Altitude de 1986m. Laguna del Alto 03/04/18 - 3º DIA - Travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay (3ª parte) - como é bom voltar a caminhar por uma trilha! Travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay (3ª parte) Início: próximo à Laguna Chica na Reserva Altos de Lircay Final: 4km além do acampamento 6 da Reserva Altos de Lircay Duração: 10h Distância: 20,3km Maior altitude: 2233m Menor altitude: 1657m Dificuldade: fácil A temperatura mínima da noite foi de 6,3ºC. A dificuldade desse dia no máximo seria chegar à Laguna del Alto pois dali em diante tinha certeza de que haveria trilha consolidada pois é um dos atrativos mais procurados da Reserva Altos de Lircay. Levantei acampamento às 9h32 e de cara tinha que procurar uma forma de contornar o cinturão de ñirres e alcançar a Laguna Chica. O caminho mostrado no gps era muito ruim. Desci então até o local onde peguei água e um pouco abaixo cruzei o riacho sem dificuldade. Na outra margem escalaminhei a encosta bem íngreme. Dali em diante chegar à margem da laguna foi moleza. E encontrei pegadas de cavalo, o que me guiou rapidamente à Laguna del Alto, maior e ainda mais bonita que a primeira, cercada por montanhas de pedra, com destaque para o Cerro Peine. Ali sim respirei aliviado pois sabia que a primeira etapa da travessia estava conquistada. De agora em diante não teria mais perrengue pois a ligação entre os parques Altos de Lircay e Radal Siete Tazas já está bem consolidada (pelo menos era a informação que me deram). Cruzei o riacho que é vertedouro da Laguna del Alto às 11h05 e por trilha bem marcada iniciei o caminho ao Enladrillado, outro grande atrativo desse parque. De cara uma longa subida (com água) e no alto fui à direita na bifurcação sinalizada (à esquerda desceria à administração). Caminhei pela borda de um imenso vale cuja vertente oposta foi meu ponto de chegada ao parque no dia anterior. Depois baixei a um amplo vale chamado de Vega El Arriero nos mapas e subi pelo lado oposto (havia muito pouca água ali). Após um percurso pela crista na qual alcancei a maior altitude do dia (2233m), já visualizando o vale do Rio Lircay bem abaixo à esquerda (norte), cheguei às 13h54 ao Enladrillado. Trata-se de um platô em que as rochas "cortadas" naturalmente em formatos regulares se dispõem de tal maneira que parecem ladrilhos. Não bastasse essa forma curiosa o platô está à beira do precipício que cai para o imenso vale do Rio Claro, sendo por isso um mirante espetacular para esse vale e as montanhas a perder de vista, com destaque para os vulcões Descabezado Grande e Quizapú/Cerro Azul. Altitude de 2182m. Enladrillado Saí de lá às 14h33 e imediatamente comecei a descida em direção ao Rio Lircay e ao acampamento da Reserva Altos de Lircay. A parte inicial da ladeira é um convite irresistível a um belo tombo pois é inclinada e repleta de pedrinhas soltas. A visão para esse quadrante norte também é bastante ampla e bonita. Às 15h43 entrei na mata e 7 minutos depois devia ter ido à direita numa bifurcação para chegar mais rápido ao acampamento. Fui para a esquerda seguindo a seta e caminhei bem mais. Foi distração... Às 16h08 passei direto pelo acampamento 6 da Reserva Altos de Lircay pois queria adiantar o máximo possível a travessia para a Reserva Radal Siete Tazas. Vi apenas 3 ou 4 barracas montadas. Não vi nenhum guardaparque e ninguém me questionou nada. Cruzei a ponte e continuei à esquerda na bifurcação da Vega Los Treiles. Mas havia tempo para conhecer o Mirador del Valle del Venado antes de prosseguir na travessia. Parei na bifurcação sinalizada desse mirante, escondi a cargueira na mata próxima e segui à direita na bifurcação às 16h25. Pensei em ir e voltar rapidamente sem mochila mas o caminho em grande parte é de pedras soltas, por isso levei mais tempo do que pensava (32min ida) e me cansei mais também. Cheguei ao mirante às 16h57 e fiquei até 17h24. A paisagem é parecida com a do Enladrillado porém de um ponto mais baixo. Do mirante desce a trilha para o próprio Valle del Venado e para o grande Circuito del Cóndor, de vários dias de duração e que também termina na Reserva Radal Siete Tazas. Às 17h57 peguei a mochila e tomei a esquerda na mesma bifurcação (a placa não informa nada sobre essa trilha da esquerda). Ao chegar à primeira mata há uma bifurcação sutil em que a trilha mais marcada vai para a esquerda, mas eu tomei o lado da direita, bem menos marcado. Nesse ponto e daí em diante não há mais sinalização alguma. Já estou fora da área do parque nacional segundo o gps. Só para informação, essa trilha da esquerda, a mais pisada, é a trilha Sillabur que leva ao acampamento Antahuara. Ao cruzar o riacho seguinte atenção de novo. Há trilha saindo para a direita e para a esquerda, mas deve-se ir para a esquerda. Havia vacas nas imediações mas peguei água limpa nesse riacho. Nele a menor altitude do dia: 1657m. Subi, cruzei um descampado, subi um pouco mais e ao visualizar a baixada seguinte já sabia que teria que acampar por ali pelo adiantado da hora. Cruzei a baixada e tentei encontrar mais adiante algum local plano e sem pedrinhas para montar a barraca, mas encontrava cada vez mais pedras. Voltei um pouco e acampei na baixada mesmo, às 19h40. No dia seguinte encontrei a poucos metros dali grandes gramados perfeitos para acampar e com água limpa bem ao lado. Fica a dica! Dessa maneira, consegui adiantar uma hora da caminhada do dia seguinte, o que foi importante. Altitude de 1725m. Vale do Rio Claro DADOS DA TRAVESSIA COMPLETA Travessia Parque Tricahue - Reserva Altos de Lircay - Reserva Radal Siete Tazas Início: portaria do Parque Tricahue setor Tricahue Final: povoado de Radal Duração: 5 dias Distância: 70,5km Maior altitude: 2233m Menor altitude: 490m Dificuldade: muito alta por não haver trilha definida no 2º dia Informações adicionais: Ônibus de Talca a Armerillo (a passagem custa CLP 1500 (R$8) e a viagem leva cerca de 1h20min): Talca-Armerillo: seg a dom e feriado: 7h30, 10h, 13h30, 16h30, 20h30 Armerillo-Talca: seg a dom e feriado: 7h10, 9h30, 13h25, 17h, 18h30, Ônibus de Talca a Vilches (para quem for diretamente à Reserva Altos de Lircay): Talca-Vilches: seg a dom e feriado: 7h15, 12h, 16h50 Vilches-Talca: seg a sáb: 7h15, 9h15, 17h10 dom e feriado: 9h15, 14h, 17h10 A entrada no setor Armerillo custa CLP 2000 (R$10,70) para quem vai só passar o dia. O camping custa CLP 3500 (R$18,70) por pessoa por noite e dá direito a percorrer todas as trilhas sem custo adicional. Há banheiros e ducha quente (a água só saía quente no banheiro feminino quando estive lá). Acampa-se entre patos, galinhas, gansos e perus, uma verdadeira sinfonia. Mirador Valle El Venado
  4. Serra do Mar sentido São Bento do Sul-Corupá Que tal fazer um roteiro de um ou dois dias indo por uma e voltando pela outra? Este roteiro já foi realizado por nós (casal) algumas vezes e é muito interessante pois explora duas serras em um mesmo destino. Você pode começar partindo de Joinville, Florianópolis ou qualquer outra cidade entre as duas, assim como partindo de Curitiba ou Mafra. As duas são um espetáculo, mas a Serra Dona Francisca possui um mirante no meio da serra onde pode-se parar e apreciar o cenário. Fica mais interessante descendo, mas também é linda subindo, principalmente quando é avistada ao longe. É preciso cautela pois há curvas acentuadas e o trânsito de caminhões constante. A Serra Dona Francisca parte da BR-101 em Joinville e vai até o cruzamento com a BR-280 em São Bento do Sul em um percurso aproximado de 75 Km. Após a subida da serra encontra-se Campo Alegre, pequena e simpática cidade que será explorada em outro tópico. A descida pela Serra do Mar também é mais bonita que a subida, há muita vegetação nativa e bananais. Partindo de São Bento do Sul até Jaraguá do Sul a distância é aproximadamente 60 Km. Logo após a descida encontra-se Corupá, linda cidade no meio das montanhas e que possui duas atrações imperdíveis: Seminário de Corupá e a Rota das 14 Cachoeiras que serão exploradas em outros tópicos. Um detalhe: é muito comum ter neblina nos dois trechos de serra, portanto escolha preferencialmente dias secos ou reserve mais dias na região. Mas como já tivemos a experiência de passar nos dois locais com neblina, parcial e total podemos afirmar que também é pitoresco nestas condições. Para quem não é da região e gostaria de fazer este passeio aconselha-se a pernoitar em Rio Negrinho ou Jaraguá do Sul. Mas também é possível fazê-lo em outros roteiros. Nós por exemplo já saímos de Guaratuba (PR), subimos a Dona Francisca, descemos a Serra do Mar e pernoitamos em Piçarras. É sem dúvida um roteiro de encher os olhos e incluído por nós como "grandes estradas", aquelas cênicas e imperdíveis. Serra do Mar sentido São Bento do Sul-Corupá Serra do Mar Serra Dona Francisca sentido Joinville-Campo Alegre Mirante Serra Dona Francisca Serra Dona Francisca sentido Joinville-Campo Alegre
  5. Manágua (Nicarágua)

    Europe/Lisbon Abril 17Europe/Lisbon 2018 MANÁGUA, A MARCA DO QUE SE DESMORONA QUANDO O CHÃO TREME (NICARÁGUA) Nicarágua não estava no nosso roteiro inicial, em que o plano era seguir da Costa Rica para o México. Depois de conhecermos viajantes que tinham passado três meses no México, percebemos que ficar só uns dias, e numa época de chuvas, nos ia saber a pouco, então desistimos, ou melhor, adiámos. A escolha de incluir Manágua nestes cinco meses teve a ver com a ligação mais barata a Miami, cidade de onde regressaríamos a Portugal. Quando decidimos ir sabíamos que havia zonas muitos mais interessantes, como Granada, San Juan del Sur (tínhamos visto um hostel ótimo), a ilha de Ometepe, as Ilhas del Maíz, Léon, entre outras, mas Manágua era a cidade de onde partiríamos e nesta altura não queríamos arriscar grandes aventuras. Chegámos a Manágua cedo, cansados, e sem muita vontade de aturar taxistas. O terminal era a 800m do hostel, mas os taxistas começaram a dizer que o bairro é perigoso e não recomendam a caminhada. O que se faz? Arrisca-se? Epá, não chegámos até à última semana de viagem pela América para algo correr mal agora. Negociou-se com o taxista (1 USD cada um de nós) e ele lá nos deixou à porta do hostel. A viagem foi curta e a paisagem é a de uma pequena cidade, com prédios baixos, muito comércio de rua, não a típica capital que estamos habituados. Depois de descansarmos (já não temos vida para aguentar palmilhar uma cidade quando não descansamos convenientemente), vamos então passear pela cidade. Caminhámos, de dia é seguro, de noite deve-se regressar de táxi. Temos de confessar que a cidade não nos impressionou, não como capital do país. A cidade até tem potencial, fica junto a um lago gigante, onde encontramos alguma vida, mas muito cara para o que oferece. Parece estranho, não é? É cara, estávamos à espera de outros preços. Manágua fica na margem sul do lago Manágua e dizem que é a capital por ficar entre León e Granada. Foi criada por indígenas como vila de pescadores e o seu nome deriva de mana-ahuac, ou seja, cercado de água. Durante todo o período colonial foi tratada pelos espanhóis com desinteresse. Após a independência do país, em 1821, houve intenções de a tornar capital, mas, só em 1846 é que se tornou cidade e em 1852 finamente foi nomeada capital. O que fazer? Para ter uma vista panorâmica da cidade tem que se entrar no Parque Histórico Nacional “Loma de Tiscapa”. Para estrangeiros custa 1 USD, pode-se entrar de carro/autocarro, mas cada opção tem um preço diferente. Sobe-se a encosta e vai-se até à zona onde era o Palácio Presidencial, inaugurado em janeiro de 1931. Onde era e já não é, porque após o primeiro terramoto (1931) ficou parcialmente destruído, mas foi reconstruído. Após o segundo terramoto (1972) decidiu-se deixar assim e não voltar a reconstruir. Este palácio faz parte da história do país, não só por ter sido usado como palácio, mas porque a sua cave foi utilizada para torturar pessoas. No edifício conhecido como “La Curva” morava o chefe da Guarda Nacional. Também ficava na mesma zona, junto à cratera do vulcão, o lago de Tiscapa. Os calabouços onde eram torturados e mantidos os presos eram chamados de “El Chipote”. Em julho de 2017 estavam duas exposições nos calabouços, um pouco confusas para quem não conhece a historia do país. Uma sobre as noites de tortura, outra sobre a história da cidade, principalmente a destruição causada pelo último terramoto. O Puerto Salvador Allende é uma zona moderna, junto ao lago, onde cobram 2 USD de entrada, dando acesso a uma zona de restauração, espaço de eventos e pista de karts. É das zonas mais caras para jantar. O Tiago pediu uma mechilada em vez de só cerveja e sentiu que tinha estragado a cerveja. Se não sabem o que é, um dia explicamos. Passear pela cidade de noite de táxi, passar nas principais ruas para ver as iluminações. Na praça Hugo Chavez há um busto desta personagem, iluminado, e umas árvores gigantes coloridas, também iluminadas, que vão até à margem do lago, dando um efeito engraçado à cidade. A Catedral de Santiago, em ruínas desde o terramoto de 1972. O Palacio Nacional tem agora no primeiro andar um museu onde exibe a cultura nahuatl. A biblioteca é grátis e o museu custa 5 USD. Fica na mesma praça que a Catedral, a Plaza de La Revolución. Junto ao Palácio está La Glorieta (Templo de la Musica) e a estátua homenagem a Ruben Dario, poeta. O Museo Sítio Huellas de Acahualinca exibe as marcas deixadas por povos ancestrais na região do lago preservadas por uma erupção (4 USD). A Catedral Metropolitana de la Puríssima Concepción foi concluída em setembro de 1993 e a visita é gratuita. Agrada a alguns pela diferença. O Parque La Paz e o Parque Luis Alfonso Velasquez, onde procurámos sombra e descansámos. Junto aos parques encontra-se o Centro de Convenciones Olof Palme. Como circular: Os táxis não têm taxímetro. Até ao aeroporto são 120 NIO (3,1€) e para sair do centro até ao hostel custou-nos 60 NIO. De dia percorremos a cidade a pé, ao anoitecer sempre de táxi, os privados. Os collectivos são tipo autocarros, param para apanhar clientes até não haver mais lugares, ou melhor, até não caber mais uma alma lá dentro. Onde comer: Comemos a maioria das refeições no Centro Comercial Managua, mesmo o pequeno-almoço. Também fomos ao porto, mas achámos caro, como já referimos. Não temos nenhum sítio que se tenha evidenciado. Onde dormir: Casa Liz, era um hostel limpinho, simpático, barato, com quarto particular. Tem um terraço com umas hamacas que dão belas sestas. Vale a pena? É uma cidade nostálgica, onde é evidente a destruição dos terramotos de 1931 e 1972, porque muita coisa não foi reconstruída. Não é das cidades mais seguras onde estivemos, sendo recomendado não abrir os vidros dos táxis, mas não temos razão de queixa, tomando todas as medidas necessárias. 365 dias no mundo estiveram 3 dias em Manágua, de 2 a 4 de julho de 2017 Classificação: ♥ ♥ Preços: médio Categorias: cidade, cultura Essencial: Catedral, Loma de Tiscapa, Puerto Salvador Allende Estadia Recomendada: 2 dias Nota: Já sabem que estamos nomeados nos Open World Awards da Momondo? Votem em nós nestes links: Fotografia Open World Blog e Vídeo
  6. Tarija é uma cidade boliviana de 500mil habitantes, onde há uma das maiores e mais reconhecidas produçoes de vinho da America Latina. Está a poucas horas de Uyuni (se vêm à Bolivia precisa ir ao Salar! Incrivel!!), mas como o turismo tarijense nao é tao explorado como em Sucre ou La Paz, muitos mochileiros nao sabem o que há para fazer e passam direto. Por isso vim contar um pouco da minha experiencia e falar para vocês que se têm espaço no seu roteiro, dá um jetinho de colocar essa cidade porque vale a pena. Eu dediquei algumas semanas da minha viagem em terras bolivianas para conhecer a gastronomia, a cultura, as paisagens, a historia e as belezas de Tarija. Comi comidas típicas deliciosas como Saice, Churrasco, Picante de Pollo (e muuuito barato), fiz alguns tours com agência e outros trekkings sozinha tambem. Em Abril é aniversario da cidade, entao têm varios eventos culturais interessantes todos os dias... apresentaçoes de dança, de musica e de teatro, feiras de roupas e de comida tradicionais, onde te fazem provar uma por uma de graça (por fim, eu ja estava satisfeita e nem precisei comprar nada haha). Passeios e trekkings têm vários! San Jacinto, Coimata, San Lourenzo, El Valle de La Concepción, sao povoados lindos que ficam ao redor da cidade e pode-se pegar um bus por 0,75 centavos e visitar com algumas horas, um dia ou acampar e fazer uma caminhada de dois dias. O centro da cidade também têm praças lindas, miradores, de onde se vê toda a cidade do alto, e construçoes antigas e coloniais. E o melhor dos passeios: tour guiado nas vinerias com degustaçao gratis! Vinhos incriveis! haha Por ultimo, o que tornou melhor minha estadia em Tarija: La Cúpula Hostel & Camping, uma pousada que fica perto do centro, é a mais barata da cidade (por 17 reais voce acampa e com 27 reais voce tem um dormitorio compartilhado, ambos com cafe da manha incluso) e têm uma energia super boa. No proprio hostel os donos preparam eventos de intercambio cultural, com dança, comida e musica, entao sempre há o que fazer. Nunca vai estar sozinho e, ao mesmo tempo, se quer relaxar um pouco, é um otimo lugar! Fotos da vigem e link do hostel La Cúpula: https://www.facebook.com/hostelandcamping.tarija.bolivia/?ref=bookmarks
  7. 20 dias no México

    Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias no México em janeiro de 2018. Trajeto da viagem: i. Destaques: Museu de Antropologia da Cidade do México, San Cristobal de Las Casas e Palenque ii. Custo da viagem: o preço médio que paguei para a diária do hostel foi de cerca de MXN 200, que equivale a cerca de R$38. Acredito que o preço para comer uma refeição em um restaurante do México é de cerca de 70% do que gastamos em uma capital brasileira. Se você optar por comprar no supermercado e cozinhar sairá ainda mais em conta. Na região do caribe eu fiquei apenas dois dias inteiros e como era muito caro comer fora eu preparava lanches reforçados para os passeios. Em relação ao preço de transporte sugiro consultar o site das companhias Ado e Primera Plus (principais companhias de ônibus do país). Realizei muitas viagens em diferentes regiões e distâncias. Sempre considerei o preço barato quando comparado ao que pagamos em uma viagem intermunicipal no Brasil, e os ônibus são de muita qualidade assim como a qualidade das estradas. Chegar nas estações também foi fácil em todos os locais que estive. No geral o preço dos passeios foi barato, com exceção do ingresso para entrar no Chichén Itza, passeios no litoral do Caribe (que não realizei) e o tour de um dia em Palenque (não me recordo quanto paguei). Sugestão de avião: o mais barato. Mas atenção: acredito que não compensa iniciar a viagem em Guadalajara caso não tenha interesse de ir para o litoral oeste. Acredito que convém começar direto da Cidade do México ou de Cancun. Outra opção (caso haja dindim de sobra, tempo e interesse) é iniciar a viagem em Cuba e depois partir para o México. iii. A viagem que realizamos iniciou em Guadalajara (pois a passagem na época de ida e volta estava muito mais em conta). O inconveniente (que compensou financeiramente) foi ter que pegar um avião no final da viagem de Cancun para Guadalajara. iv. Dica, comprar a passagem próximo do ano novo e iniciá-la distante de Cancun. Nesta época todos os passeios que realizei estavam com pouquíssimos turistas, os preços dos hostels estavam maravilha e a temperatura estava muito agradável em todo o país. v. Em Guadalajara vale conhecer o teatro que fica no centro histórico e os museus da região. Caso fique por lá por 2 dias pode valer fazer o passeio nos locais que produzem Tequila (não fiz este passeio). Se quiser comer bem sugiro um restaurante patrão chamado La Chata (meu prato estava bem apimentado para dar as boas-vindas). Sugiro o hostel Hospedarte Centro (barato e no centro). vi. Após ficar um dia inteiro em Guadalajara parti para San Miguel de Allende. Nesta pequena cidade moram (além dos locais) muitos pintores e artistas plásticos estrangeiros em busca de uma aposentadoria calma e mais barata que em seu país de origem. O local em sí é bonito para um passeio de um dia. Vale subir até o mirante do local para ter uma vista da cidade. Me decepcionei pois grande parte dos museus estavam fechados. Sugiro o hostel La Catrina (apresenta um terraço conveniente para um papo com os demais hóspedes). Vista do mirante vii. O próximo destino foi a Cidade do México. Ficamos no hostel Casa San Ildenfonso. O inconveniente do local são os 4 andares de escada e o chuveiro no terraço que não está bem coberto (entra muito vento e no inverno isso não ajuda muito, mas no verão deve ser bom). Este hostel também possui um terraço agradável e está na região central próximo do metrô, mas o café da manhã não é tudo isso. viii. Na Cidade do México o melhor passeio foi o Museu de Antropologia, no qual dá para ficar muitas horas (caso tenha perna e interesse). Parte externa no Museu de Antropologia xix. Um passeio interessante para o final da tarde (quando os demais museus já fecharam) é ir conhecer a Biblioteca Vasconcelos. Biblioteca Vasconcelos x. Um passeio que desaconselho é o de barquinho que costumam sugerir para turistas (não me recordo do nome - que fica no cafundó do judas). Vale ir lá apenas se tiver interesse de conhecer uma região mais periférica da cidade e quiser dar um rolê perdido para conhecer a malha metroviária (só os loko). Nesta região ao menos passamos por essa rua abaixo: xi. Um passeio típico é ir nas pirâmides de Teotihuacan (dá para fazer em uma manhã caso você pegue o primeiro ônibus que vá para lá): xii. Perto do Museu da Frida Kahlo (que sempre tem muita fila) também há o museu do Trotsky e um parque ótimo para um cochilo no pós almoço no restaurante La Terminal (chegue cedo pois pode ter muita fila pois o local é muito barato e vem muuuita comida local). xiii. O transporte entre as cidades é muito fácil de ser feito de ônibus. Há muitos horários e as partidas são pontuais e os preços são bons. A dica é já comprar a próxima viagem no terminal logo ao chegar da viagem anterior, ou tentar comprar pela internet (às vezes o site da companhia local não funciona). xiv. Depois da Cidade do México fomos para Puebla. Me deu branco do local hehe. xv. Em seguida fomos para Oaxaca. Cidade muito simpática e com muito artesanato. Um passeio imprescindível por lá é o sítio arqueológico Monte Albán que fica no topo de uma montanha com um visual zica. xvi. O próximo destino foi San Cristobal de Las Casas. Esta pequena cidade possui muita história (pesquise), sobretudo relacionada ao movimento Zapatista. Vale fazer o walking tour para conhecer mais da história do local. Acredito que de todos os locais que visitamos este é o que apresentou melhores produtos para se comprar como recordação do México caso tenha interesse. Sugiro ficar no Hostal Puerta Vieja (um dos melhores que já fui). Neste município atualmente a população indígena depende majoritariamente da agricultura e do comércio de artesanato para geração de renda. Nos arredores da cidade há uma vila indígena que eu recomendo visitar para conhecer melhor sua cultura e tradição. No local há o Templo San Juan de Chamula que eu considero um local imprescindível de se conhecer. Templo San Juan de Chamula (jamais tire uma foto de dentro do local – não direi o que acontece caso contrarie a dica) Centro de San Cristobal de Las Casas xvii. Em seguida fomos para Palenque através de um ônibus noturno. Acredito que este é o sítio arqueológico mais bonito do país (cada um possui sua história que não é passível de comparação) pois a parte que foi restaurada está muito bem conservada e o local fica literalmente no meio da floresta. Na região de Palenque vale fazer o passeio de um dia para o sitio arqueológico e para as cascatas Água Azul. Palenque Cascatas Água Azul (na foto não parece, mas a água é realmente azulzinha) xviii. Em Palenque passamos o dia e pegamos novamente um ônibus noturno (economia das boas com hostel e ganho de tempo) com destino à Mérida. xix. Mérida não tem muita graça, mas no seu arredor tem o sítio de Uxmal. A formação das construções deste sítio arqueológico difere muito do padrão das demais que visitamos na viagem. xx. De Mérida fomos para o famoso Chichén Itza. O local é muito turístico e para quem fez a viagem que fizemos pode-se considerar um dos sítios menos belos da viagem, apesar da história e da mística do local. xxi. Chichén Itza fica no meio do caminho para a região das praias do litoral do caribe. Recomendo se hospedar em Tulum ou Playa del Carmen caso queira fugir minimamente da badalação de Cancun. Em todo este litoral os preços são um absurdo. Ao menos o dobro do que pagamos no resto de toda a viagem. Se estiver disposto a gastar e conhecer uma praia bonita (mas não melhor que muitas que temos no Brasil) ou tiver interesse em ficar em resorts este é o local. Não fizemos esta escolha, mas conhecemos a praia de Tulum que é muito bela. xxii. Paralelo as praias há uma rodovia que está cercada de dezenas de Cenotes. Vale conhecer ao menos dois. Pode compensar alugar um carro para um passeio de um dia caso esteja com mais gente, tentar conseguir carona ou pegar as mini vans locais (o inconveniente é que elas não levam e buscam de todos os cenotes, mas fazem o trajeto Playa del Carmen x Tulum frequentemente). Cenote (quando me recordar do nome escrevo aqui) Tulum
  8. Huaraz - Peru parte IV

    Huaraz Depois do calor de Paracas, voltamos para o frio, dessa vez desembarcamos na cidade Huaraz. Chegar lá, não foi nada fácil, houve até pausa para decisão se a viagem seria feita ou não. O motivo da quase desistência? Leia-se: Não existe o trajeto Ica para Huaraz. Então, o desembarque em Huaraz só seria possível de Lima. Ou seja, teríamos que sair de Ica para Lima, o que nos rendeu quatro horas de viagem. Esperamos duas horas e depois voltamos para estrada direto para Huaraz, sendo mais 8 horas de viagem. Ao todo foram 14 horas de viagem, bem pouco se comparando com a viagem anterior. Mas, o item da grana e o cansaço da maioria, estava pesando sob a decisão. Fizemos o cálculo e no fim, se ficássemos em Lima, os gastos seriam os mesmo ou um pouco mais. Então, encaramos e fomos para Huaraz. O horário do trajeto era das 14h às 18h, sendo que às 17h nos serviram um lanche. E depois, chegando a Lima o trajeto foi 21h às 5:30 até Huaraz. Transporte: Cruz del Sur: Ica – Lima (49 soles); Lima – Huaraz (70 soles); Huaraz – Lima (70 soles). Huaraz nos recepcionou com um frio de arrepiar a espinha. Mais do que Cusco com toda a certeza. Huaraz é uma cidade pequenina com um pouco mais de 80 mil habitantes. É famosa por ser entrada do Parque Nacional de Huascaran, com suas cordilheiras brancas. Basicamente, a cidade vive do turismo, mas tem exportação de minérios e agricultura. Até pouco tempo era desconhecida pelos brasileiros, mais vem sendo parte dos pacotes turísticos, por suas lagunas e montanhas, principalmente por mochileiros que gostam de aventura e desafios. Ficamos três dias na cidade, mas a grana já curta, fez nos optarmos só por um passeio. Então descansamos no primeiro dia, passeamos no segundo e conhecemos a cidade no terceiro. SMLXL Ficamos hospedados no Hostel Akilpo. Por questões de logística e contratempos, ao definirmos o roteiro com datas, arrisca-se o fato de que nunca sabemos se tudo vai da certo, então, o pagamento de hospedagem antecipado, às vezes é obrigatório ou então reservar duas vezes o mesmo hostel com datas diferentes, como foi nosso caso (hehe). No caso, do hostel de Huaraz, chegamos no horário posterior do da reserva, então fomos obrigados a pagar a mais. A principio não gostamos muito, pois além do excedente, tivemos que pagar taxas extras. Estávamos cansados, e aquilo aumentou nosso mau humor, e tudo piorou quando soubermos que o grupo ficaria em quartos separados e o café não era incluso. Sentimos uma falta de organização tremenda e um pouco de falta de respeito. Mas, não tínhamos outra opção e no fim, sabemos lidar com a situação, tudo se organizou e no fim ficou tudo bem. continuação >> https://vivianln04.wixsite.com/macuxiviajante/single-post/2018/04/13/Peru-25-dias---Parte-IV
  9. Essa viagem começou em setembro do ano passado, quando estava pesquisando destinos para viajar assim que eu terminasse a minha formatura. Bem, ate então não havia o voo direto de Recife a Bogotá, que foi inaugurado no mês de novembro, dois meses depois, seja como for, acredito que peguei uma boa promoção, afinal paguei 1200 reais saindo de recife, com conexão em são paulo para ir a Bogotá, e na volta, sai de Bogotá para o Rio onde tive conexão para voltar ao Recife, tudo pela Avianca. As passagens a Medellín, também comprei pelo site da Avianca internacional, no mês de novembro e custou 400 reais a ida e volta, tratei de comprar um voo as 8 da manha, já que eu chegava em Bogotá as 5 e meia da manhã e tem todo aquele processo de achar o terminal nacional, retirar as bagagens, imigração e tal. Então vamos ao que interessa. Para começo de conversa a Avianca Brasil me trolou duas vezes, a primeira foi um mês antes da viagem, quando recebi um e-mail de alteração no trecho REC-GRU, antes eu sairia daqui as 20 hs e com três horas de voo, significava ficar pouto tempo lá em São Paulo, uma vez que meu voo saia as 1 da madrugada. A Avianca Brasil pôs meu voo REC-GRU para as 8 da manha do dia 28, ou seja, logo após o trecho São Paulo - Bogotá , eu teria um voo as 8 da manha Recife - São Paulo (What?) Bem, Uma coisa tem de ser dita, os atendentes da Avianca internacional são muito simpáticos no seu português cheio de sotaque espanhol (Valeu Davi). A segunda trolagem, vou deixar para falar sobre ela no trecho da volta. Despache de mala ok aqui em Recife, só iria pegar a mala la em Bogotá. Segue o Fluxo. Deixei meus fones de ouvido em casa, e já sabia que os fones que a Avianca Brasil dão, são meio capenga e só funciona bem nas mídias deles, e que eles recolhem no final do voo. Porem tudo mudou no voo da Avianca internacional , que mesmo indo em assento da classe econômica, valeu Avianca, me deram fones que me salvou ate Medellín. Uma coisa deve ser dita, entrar no voo em São paulo, significa, já era português, e eu tinha experiência sim com espanhol na Argentina e Uruguai, porem dessa vez era Eu e Deus, então todo o atendimento das aeromoças, foram em espanhol, um sofrimento para entender, embora que la pelas tantas da manha quando elas passaram dando agua, e acho que a cara feia que ela me fez significa que eu errei, em esperar ela me dar o copo, em vez de pegar o copo para ela por a agua (perdão, na volta eu aprendi). La pelas 4 e pouca da manha, depois de descobrir a técnica infalível de deitar numa cadeira de dois assentos, estavam servindo o café da manhã. Café da manhã bom, mas se me perguntar so me lembro dos "huevos" e gasosa de manzana ( Ta na hora de o Brasil exportar aquilo, porem acho que o guaraná Jesus é parente daquele refri, tenho certeza disso). Junto me deram um papel para preencher, era familiar aquilo, já peguei o mesmo quando a TAM me deu na entrada ao Uruguai, mas e cade a caneta para preencher? Fato que teria bronca com isso mais na frente. Segue o fluxo para a imigração, a Imigração da Colômbia é bem de boa, mas uma dica, quase não entro na Colômbia, Culpa do Andrés, meu super amigo colombiano que sabe muito português, acho que sabe até demais. O Andrés não me disse sua Calle, nem o numero da sua casa onde eu iria ficar. E a moça da imigração foi bem clara, você não entra na Colombia se não disser onde vai ficar. Bem, ainda liguei pro danado, mas eram 6 da manha, e ate eu estaria dormindo ( exceto se fosse receber um amigo hahahahha) Mas... Deu tudo certo, ela pegou o numero dele, e carimbado, vamos a segunda bronca da manhã. A falta de Caneta. Bem, não existe nenhuma instrução de como preencher o papel de declaração que vc recebe la no avião, esta em inglês e espanhol, então se vire, o pessoal não empresta caneta ( obrigado ao americano que me emprestou e fiquei com ela), Entregue ao moço la, mais um raio X e sai do aeroporto internacional. Bogota é muito fria de Manhã, muito mesmo, e eu precisava agora achar o balcão da Avianca para despachar minha mala para MED, o aero não é tao gigante quanto o de São Paulo, pelo menos não achei. Mas eu tinha um amigo la me esperando (Henrique) que me ajudou no café da manha, porque estava sem nenhum peso colombiano. Comi huevos de novo. Despachei a mala e foi tudo muito tranquilo. Em setembro eu não sabia que iria viajar na semana santa, então estava tendo uma amostra das igrejas da cidade no aeroporto, deu tempo de treinar o espanhol. Muito lindo. Você tem duas horas de Wi-fi la, então da para se cadastrar e aproveitar. Medellin O voo pra Medellin é rapido, só da tempo de tomar um suco, literalmente. E quando voce chega la, o aeroporto é lindao. Vamos as dicas, tem casas de cambio boas no aeroporto ( na parte do embarque), entao chegou, sobe as escadas, e tem uma casa em especifica que fica por tras de uma escadas, é com a melhor cotação, percebi tanto na chegada quanto na volta. Troquei 20 dólares la, 53 mil pesos colombianos, o suficiente para pegar o busao que sai do aeroporto para o centro da cidade. O onibus fica na saída do desembarque nacional, saiu, segue em frente tem dois onibus, vc pega o primeiro que segue para o centro comercial San Diego, há dois onibus la, se ligue (Centro comecial San diego). 9500 pesos colombianos. Aproveita a viagem, e se quer curtir, senta no lado do motorista, que quando voce passar o pedagio, vai ter uma visão da chegada a cidade que PQP, que cidade... Medellin me deixou enamorado desde a chegada. São 40 - 1 hora, não lembro quanto tempo durou, mas o suficiente pra curtir bem a paisagem. Muita gente desce no centro comercial, e o ponto é embaixo de um viaduto ( A Daniela estava la me esperando, a irmã do Andres). E quando voce chega, tem muuuuito taxis. Minha dica, se acalma e vai trocar tua grana. Precisa entender que o centro comercial é dividido em duas partes e separado por uma avenida, as casas de cambio ficam na segunda parte, entao voce vai atravessar a avenida, cruzar o centro por dentro e chegar na outra avenida, subir uma passarela e acho que no 2 andar tem duas casas de cambio, perto de uma lanchonete. Troquei la, 100 dolares, o que deu para os 4 dias em MED. Comi uma empanada com suco de maracuja e vamos pra casa, pra casa do Andres. Saindo de la pegamos um taxi,e os taxis são amarelinhos e pequenininhos, achei fofo, um monte de irmão do UP amarelinhos. Fiquei no Bairro de Buenos aires, não me pergunte melhor local de estadia, era a casa do meu amigo e foi maravilhoso. Almocei, e quando foi umas 16hs o Andres Chegou, fomos conhecer o centro. Basicamente MED faz voce ter certeza que a educação é a chave para fazer o sistema funcionar, eles tem um sistema de transporte de dar inveja a qualquer cidade, duas linhas de metro, o Transvia ( primo do VLT do Rio) e o metrocable ( a melhor aventura), alem dos onibus, e BRT que la tambem tem. MED tem muito a ensinar a Bogota. Fui conhecer o centro naquela tarde, pegamos o metrocable, por cima das comunas, e retornamos, e fomos andar de transvia ate certo ponto, descemos e fomos caminhando. Para construir o Transvia foram desocupados algumas casas pelo que entendi, e onde foi desocupado, puseram grafites, quadras poliesportivas, e foi toda repaginada a via, claro que com aquele VLT passando pra cima e pra baixo e vc não se pergunta como não mata um, porque ele passa pertinho de voce. E a galera tipo, nem ai... Tomei um sorvete muito gostoso, com raspa de gelo, leite condensado, não lembro o nome, e foi quando descobri que eles comem Manga verde com tudo cara, Muito foda o sabor. Delicioso. Mas isso é historia pra a pedra do Peñol. No centro perto das esculturas de Botero, tem umas loginhas pra comprar lembrancinhas barato, e aceita cartao de credito. Fomos ao pueblito paisa, pegamos metro e uber, subimos ao pueblito, com uma visão linda de Medellin a noite, lá tem uma maquete da cidade que voce entende bem como funciona a cidade, assim como entende como era o povo que fundou a cidade. Depois seguimos para encontrar umas amigas ( Ana e Carolina). Incrível como tem pessoas que estudam tao bem o português. Fomos comer num local (mercados del Rio), meio carinho la, aceita cartao de crédito, e tem culinária, penso eu, do mundo inteiro. Ficamos ao som do Regeanton, curtindo e tomando sangria, uma especie de esquenta para irmos ao parque Lleras (Cara, se voce curte balada, vai gostar desse parque). São muitas casas de shows e baladas, como eu estava sendo levado, não lembro a que fiquei e como fiquei sobre efeito de tequila, tambem muitas informações ficaram perdidas, tudo esta sendo dito olhando o historico do maps ( ). Mas em resumo, algumas informações importantes : 1 - Eles tomam cerveja com sal e limao ( não me pergunte porque), 2 - Tequila me fez falar muito bem espanhol, vale a pena voce tentar mesmo que não se lembre muita coisa no dia seguinte. E 3 - Eles escutam funk brasileiro mas como não sabe o que significam , dançam meio estranho, hahahahha. Eu acho que ensinei algo. Não lembro. Quinta feira 29/03 - Dia de ir a Guatapé. Para ir voce precisa ir ao terminal norte, existe muitas dicas de como chegar la aqui no site, procure e saberá. Mas fui de uber, de onde estava e pareceu barato ( na verdade achei o uber tanto em MED como em Bogota, muito barato). Chegando la me deparei com uma rodoviaria super abarrotada, era vespera de feriado da sexta santa, entao me ferrei. Só que o super Andres achou uma alternativa, que não me lembro bem... Mas que chegamos de 11 e pouco na pedra do peñol. Se estivessemos esperando o busão la , só iria ter horário depois de meio dia, e chegamos la as 9 da manha. Não sei como se comporta em dias normais, porém o que precisa saber é que vai se deparar com maior filão. Em resumo, pegamos um onibus ate Marinilla, de la um taxi ate El peñol, e depois ( olhe não sei como se chama aquilo la, mas fomos numa especie de toyota ate a base da pedra) e chegamos umas 11 e meia na pedra. Dicas mestre: independente de sua capacidade física e sabendo que vai enfrentar 700 degraus assim que chegar na base da pedra. VA ANDANDO. Vai ter uma porrada de gente oferecendo serviços pagos de uma espécie de moto estranha que tem la, cavalo, seja o que for, va andando, porque o transito que se forma subindo de onibus e carros é enorme e voce perde um tempo enorme. Ir andando alem de te preparar para a morte da subida, te dar uma visao linda da represa. Ok, ai voce não morreu, e chegou la em cima, depois de comprar o ingresso para subir e sofrer. Vai com Deus,. Os degraus vem numerados de 25 em 25, e acho que la pelos 400, tem um anexo onde vc vai ate uma imagem de nossa senhora, e aqueles degraus la não entrou na contagem, mas vale dar uma pausa pra respirar. Tirou a foto e sobe novamente. Quando chega la em cima, não se assuste com a fila pra descer e por favor, respeite-a. O mirante estava em reforma ( ou seja, la em cima vc sobe mais alguns degraus). Tem lojinha e picolé de manga verde la em cima. Com sal. Esse gelado que eles vendem ajuda bastante a refrescar, mas pra quem curte coisas exóticas, tem la em cima a cerveja com sal e limão e manga verde também pra quem curte. Acho que a pedra é um paradoxo, porque ela não respeita a lei universal do "pra descer todo santo ajuda", porque descer é pior, e mais estreito do que subir. Feito todo o percurso, e chegando la na base da ladeira. Pra comer, va a guatapé, que alem de ter um povoado lindo para otimas fotos. La a comida é barata. Mas pegue o onibus que passa na ladeira para a cidade, porque é barata a passagem, que voce acaba pagando caro se for por outro transporte, e tenha saco para aguentar o transito tambem. Chegando em guatape, pode ir explorar a vila, e almoçar nos milhares de restaurantes que tem por la, com almoços completos por cerca de 14500 pesos. Lembre tambem de ir comprar a passagem de volta a Medellin, no terminal e se ligar de estar la ate 10 minutos antes. O onibus é anunciado aos gritos, entao voce só perde se for surdo. Aproveita pra descansar nas 3 horas de volta. Na sexta do feriado, fomos ao parque Arvi. O parque Arvi é enorme, e não pense que tirar um dia voce vai conhecer ele todo, pelo que entendi, são varios parques e chegar ate ele em si já é uma aventura. Voce pega metro ate a estação Acevedo, e la faz transferencia pra o Metrocable e depois faz trasferencia para outro metrocable ( esse não é integrado, voce vai ter de pagar de novo), que tem estação terminal la no parque Arvi. Pra quem tem problema com altura , segura o coração, porque cara, voce sobe muito, e passa sobre os topos das arvores. E a cidade vai ficando para tras. No Arvi fomos fazer arborismo, Bem, o Andres sabe explicar melhor porque naquele dia tinha muita gente e ele é muito bom de conversa, é engenheiro quimico como eu, mas eu tenho a impressão de que ele é capaz de vender qualquer coisa com a conversa dele, em resumo, a gente não ia conseguir fazer o arborismo porque tinha chovido muito no dia anterior e la cai muito raios, mas ele conseguiu que a gente fizesse, sendo a ultima equipe do dia. Quando eles começam a falar rapido, a minha dica é entregar a Deus porque voce não entende nada, não importa o quanto peça para falar despacio (devagar). pressuponho que se voces quiserem procurar ele, ele ate faz esse trabalho de guia, agende e pergunte quando ele cobra. Alem de oferecer serviços fotograficos. Certamente ele ira comentar esse texto. No arvi há varias opções de lazer, assim que voce desse do metrocable tem uma feirinha la, e da pra comer muita coisa tipica, alem das frutas, sou apaixonado por frutas, mas as moras, fresas e a frutinha amarelinha que não sei o nome mas que com leite condensado fica muito bom, é inesquecível. De la voce pega um onibus que levam aos outros parques mas sem pagar nada mais. Só encarar a fila e aproveitar pra comer um doce feito da pata da vaca. É , eu tenho a impressão que eles se superam nas comidas exóticas. Mas a justificativa de que a jujuba seja feita da mesma patinha da vaca, não me fez achar uma coisa maravilhosa comer o doce, porem o se voce andar com o Andres esteja apto a comer todas as paradas. As atividades feitas no arborismo é incrivel e tem pra todo gosto, fiz uma com 18 atividades e consegui concluir antes de encerrar as atividades, porque tem de voltar para o metrocable antes das 17 que é quando eles fecham. Entao as 15-16 as atividades já estao sendo encerradas. Uma outra dica é comprar as passagens da volta já na ida, porque voces vao achar incrivel a fila de volta. Nós por exemplo, pegamos o metrocable mas em vez de seguir para o outro, pegamos um taxi e descemos na maior radicalidade da vida ... Medellim é uma cidade que cresceu num vale, entao imagina como é descer as ladeiras quando voce esta la nas montanhas. O taxista era um doido, mas sobrevivi. No sabado foi a despedida da familia que me acolheu, deixo um grande beijo em todos, em especial a tia do Andres que estava voltando a Bogota de busao ( e pra quem vai fazer esse percurso, segundo ela é muito confortavel), assim como a toda familia que me recebeu tao bem. O Andres me levou de uber de volta ao centro comercial San Diego, e dessa vez voce pega o busao pro aeroporto do outro lado da avenida. Não demorou e logo chegou, deixando para trás, um amor que levei da cidade. Cheguei no aeroporto, cheking, e voo para Bogota, para onde eu seguiria para a minha segunda cidade. Villavicencio. Villavicencio Quando eu estava no Brasil descobri que villavicencio tem aeroporto, mas ai já tinha comprado as passagens de MED para bogota, e iria fazer o trecho Bogota-Villavicencio de ônibus. Eu descobri que eles tem um voo a tarde, e talvez se eu estivesse descoberto antes teria optado para fazer esse trecho de voo. Era apenas 200 reais a mais e economia de horas. No fim, comprei as passagens de ônibus em Medellín mesmo, pela empresa Expresso bolivariano. Era semana santa e vai que não tivesse mais passagens, comprei para as 15 hs, porem cheguei em em bogota de meio dia. Peguei um taxi amarelinho na saida do aeroporto e fui para o terminal Salitre, a rodoviária deles. Talvez o preço mais caro que paguei, para algo tão próximo, 25 mil pesos. Pelo que andei lendo, taxi é a melhor forma de sair do aeroporto para ir a rodoviária. Chegando la, depois de comer um Subway e exercitar meu espanhol ótimo de viagem (rs), resolvi adiantar as passagens, e a menina queria apenas minhas passagens e uma fotocopia, que significa xerox, mas que para meu espanhol de viagem era apenas uma foto minha (rs). Bem, troquei e adiantei a passagem, para as 14 hs. E cai na estrada. O caminho ate Villavicencio faz voce repensar em sua vida, não me refiro as paisagens lindas, e aos rios que parecem sair de filmes com aquelas paisagens de montanhas. Mas por ter uma serie de viadutos que voce não enxerga o que esta embaixo de tao alto que são. Fui ate la me perguntando quantas pessoas já morreram fazendo aquele caminho. E quando não é viaduto, são tuneis, milhares de tuneis. A estrada esta sendo duplicada, entao há varios desvios e transito na ida, e meu ônibus sofreu um desvio pelo caminho antigo para chegar a cidade, o que me rendeu excelentes paisagens e quase enfartes. O povo de Medellin é chamado Paisa, o povo de Villavicencio Llanero, e se pronuncia em bom portugues (janero), tipo o primeiro mês do ano sem o i. Achei incrível a cidade, com sua simplicidade e com um povo tão receptivo e festeiro. Com uma rica historia e as comidas ( essa parte vai para toda a Colômbia e sua imensa variedade gastronômica). Quem me recebeu la foi o Alexander, debaixo de muita chuva e no português com sotaque de Carioca, ao som de Alcione. Quero ressaltar que no quesito sonoridade o cara tem bom gosto. Depois de um pequeno city tour. E depois uma balada, a melhor e mais inesquecível que fui, "Los capachos" com tres ambientes enormes, e muito regeaton, funk também, quero ressaltar. Um resumo. A cidade esta crescendo muito, e tem um enorme parque, o parque malocas, que conta a historia da cidade e dos mitos que rondam por la. Foi inclusive onde o Papa Francisco foi recebido ao visitar a cidade. Eles tem uma especie de vaquejada nesse parque. E vale muito a visita, inclusive la voce pode ate ver apresentações da dança e musica tipica do povo, que é um som muito massa feitos por uma viola de 4 cordas, maracas e arpa. De la fomos a um parque que lembra muito o jardim botânico do Rio, que inclusive quero ressaltar a quantidade de verde que tem na cidade. Inclusive fomos a um shopping, centro comercial na língua deles, que tem cachoeira dentro. Pra mim aquilo foi impressionante. A noite seguimos a um mirante onde podemos tomar agua panela ( cara a primeira vez que escutei isso na casa do Andres achei que era agua de panela, ai já era demais, mas resumindo, agua de rapadura) com queijo para apreciar a vista. Um mirante que Só a misericórdia e uma tração muito boa pra subir, estava chovendo mas tiramos ótimas fotos da cidade; Aqui fica os meus agradecimentos ao Alexander assim como a seu irmão e cunhada que conheci nessa viagem. Adorei Villavicencio, e de boa, não conseguia pensar em mais nada na segunda feira a não ser sobreviver a volta. E não morrer. Na segunda, munido de uma fotocopia, adiantei novamente a passagem, e peguei meu ônibus de volta, pelo caminho original da coisa. E que aterrorizou tanto quanto o outro. Deu tempo de dormir e chegar a Bogota. Chegar a Bogotá era sinal que a viagem estava acabando () . Bogotá Cheguei em Bogotá, e com perdão dos Hermanos, tinha ido para escutar sim regeaton, mas não aguentava mais, e o taxista que me levou ate meu hostel, escutava nada mais nada menos que heavy metal. Pense! Hahahahhahaha Fiquei hospedado no Republica Hostel, no chapinero. De taxi da rodoviaria deu em torno de 12500. Não entendi mesmo como funcionava aquele taxímetro. Eles funcionam na base de números, por haver tantos zeros no dinheiro dos Hermanos, so que na tabelinha que fica atras do banco, só expressa valores ate o numero 185. E eu estava curioso e ao mesmo tempo com medo do que aconteceria depois do numero 185; bem, Graças a Deus que os números eram sempre ab aixo do 185. O hostel foi incrivel, no meu quarto alemao, ingles e belgos, ninguem sabia espanhol, estava ali pra aprender. Entao em terra de gente que não sabe espanhol. Yo fue Rei. Hahahahaaha De fato acabei ensinando portugues mesmo. Eles estavam seguindo para Medellin, dei dicas e sai pra explorar o bairro naquela segunda mesmo. Basicamente o que deve saber, o bairro é muito bom, farmacia, centro comercial e padaria perto do hostel, e o famoso transmilenio. Tinha tudo o que precisava e uma boa dose de frio. Bogota sofre de TPM, entao após meio dia ela mudava toda, e chovia muito, nem parecia que acordava com um sol lindo. Na terça, eu e meu colega de quarto, Sebastiam, saímos para o museu del oro. Lindo. Incrível a historia e a sacanagem do povo que levou a maior parte do ouro da Colombia. Abre as 9. Fecha na segunda. 4 mil pesos a entrada e mais 8 mil se quiser o sistema de audio. Mas como sou vida loca, vou tentando sem audio mesmo. O museu é basicamente, siga as setas e conheça a história. As 10 tem o free walking que sai da porta do museu, entao s evc chega as 9, da pra conhecer e ainda juntar ao free walking. De manha tem espanhol e ingles, e a tarde saindo do mesmo lugar, tem apenas em ingles. Fui para o de Espanhol, e o sebastiam que estava ali para aprender espanhol, foi para o de ingles. Vai saber né. Voce conhece muita coisa com o free walking e num determinado momento toma agua panela num bar que ela leva vc pra experimentar ( hahaha mas eu já sabia o que era a panela, não mais tenho susto raraaaa), e bem, como Bogota estava inconstante de meio dia caio um baita toró. Resultado, passamos pela plaza da independência no maior chuvão. E encerrou o free walking de 3 horas por ali mesmo. Foi onde conheci os uruguaios Guillerme e Julieta e a Mexicana Arantza. Inesqueciveis e muito simpaticos, e conhecem a musica do Gustavo lima. Hahahahahah. Saimos para almoçar por ali mesmo, e por sinal , muito barato comer pelo centro. E aceita tarjeta ( hahahahah bato nessa tecla porque não são todos locais que aceitam cartoes de credito ta?) Depois de almoçar fomos caminhando ate o museu nacional, poe no google maps e ele te da a rota, a rota que te dar vai fazer vc passar pelo letreiro de Bogotá, assim como depois por um local que vende artesanato muito barato. O museu nacional também é barato a entrada, e conta a historia da colômbia. Depois vale tomar um café na cafeteria que eles tem internamente. Foi onde me despedi dos meus amigos de viagem e voltei de transmilenio no horario de pique para o hostel. A minha outra dica é voce baixar o app movit que te ajuda nas estacoes do transmilenio, e depois vai na fé, lendo, voce não entende e nem eles entendem tambem o sistema. Mas sei que peguei busao lotado, me lembrei do Recife. Juro. No final voce aprende a andar de boa, por mais que sejam lotados, vale a dica de segurança de manter a mochila e os pertences na frente, em qualquer grande cidade ne. A noite fui a uma balada no centro com o Henrique que me recebeu la no primeiro dia, e tive porre de Rum com coca, e prometi nunca mais na minha vida beber essa mistura. Por Deus, acho que não consegui dormir. Acordei, ou nem dormi na quarta feira, meu ultimo dia la. E seguindo as dicas dos amigos do dia anterior fui ao Cerro monserrat pela manha por causa do tempo de Bogota. Foi a melhor coisa, porque depois das 11 o tempo fechou. Chegar ao cerro do hostel é facinho, mas fomos encontrar mais dois colegas do Sebastian la no museu del oro e de la fomos andando. 20 minutos e voce chega ao local onde compra os tickets. 20 mil pesos a subida e a descida. Mas os meninos preferiram descer a pé, tem essa opção, mas eu dispenso depois do peñol sabe. Subi de funicular e desci de teleferico. La em cima a visao é incrivel, mas não tente correr, devido a altura me senti com falta de ar e dar um mal estar enorme. Depois fomos almoçar perto da universidade de los andes, fica ali perto. Almoço baratinho nos restaurantes proximos. Nos despedimos e fomos a estacão universidades, que é a estação pra quem vem do chapinero e vai pra Monserrat. Pegamos o busao e segui de volta ao hostel, onde tomei banho, me arrumei e fui num supermercado comprar Suco de lulo, café e colombiana ( o refri de folha de coca deles). Aqui agradeço ao Esneider que me ajudou ainda com as compras. Voltei ao Hostel, me arrumei, chamei o uber e segui pro aeroporto. Procedimento de saida engraçado, quando a policia te aborda perguntando de onde veio, o que fez, e pra onde vai. Voo pro rio saiu as 22:30, cheguei as 6. e a Avianca Brasil trolou novamente, meu voo que estava la no app saia as 10, foi alterado para as 14 hs por altração de malha e ninguem me avisou ta? Mas já estava no Brasil, e indo pra casa. Enamorado pela colombia e com vontade de voltar. Uma dica - Compre um chip claro, e tenha internet muito boa, eles oferecem um pacote massa de 1 giga pra um mês que eu acabei em 4 dias por 21 mil pesos. Ai vc recarrega e vai comprando os pacotes la.
  10. Nossa aventura começou na madrugada do dia 21/03/18, depois de muito se discutir decidimos fazer um bate volta. Iriamos ao parque fazer o Agulhas e retornar no mesmo dia. Antes de ir pesquisei com amigos que já fizeram a respeito da trilha, além de ver diversos vídeos no youtube e relatos aqui no blog mesmo. Apesar de ser um pouco orgulhoso e já ter alguma experiência em trilhas já quero ressaltar no começo do relato a importância de um guia para subir o agulhas. Explicarei mais durante o relato. Saímos de São Paulo as 3 da madrugada, a ideia era algo em torno de 4 horas de viagem podendo mudar um pouco de acordo com o tempo e as paradas. Para quem também tiver pensando em fazer um bate volta, trabalhe sempre com uma margem, mesmo que vá de madrugada, pois pegamos um engarrafamento na estrada que sai da Dutra em direção ao parque com vários caminhões em marcha lenta que nos atrasou pelo menos 40 minutos. O caminho não tem segredos, você seguirá pela Dutra, e assim que entrar no Rio pegará uma saída a direita, se não me engano é a saída 317 em direção a Itatiaia. Você fará uma espécie de balão por cima da Dutra, como se fosse voltar para São Paulo, mas assim que pegar esse retorno entrará a direita em direção ao Parque Nacional. Você seguirá em torno de 26 quilômetros por essa estrada até a garganta do registro, nesse ponto todos os celulares pararam de funcionar, porém será difícil de errar, marque no hodômetro do carro, e em 25/26 km você verá muito bem sinalizado a "Garganta do Registro" e a indicação de entrar a direita para a parte alta do parque. Dai mais 14 km e você chega no parque. A estrada não é nenhuma Brastemp rsrs, mas se você pegar um tempo razoavelmente bom não tem motivo para se preocupar, diferente do Pico dos Marins kkk. Obs: Durante o caminho já é possível ver toda a beleza dessa região ! Você chegará então no Posto Marcão, lá você fará o registro de entrada no parque, encontrará seu guia provavelmente, e também irá parar o carro. ( Para quem pretende ficar hospedado no abrigo rebouças, possivelmente poderá ir mais 3km de carro até o abrigo, eu esqueci de perguntar, mas um amigo ja chegou a ir de carro até o abrigo, para quem não for se hospedar lá, o carro fica no Posto Marcão ). No posto tem bons banheiros, hora de trocar de roupa se for o caso, passar o protetor, apertar a mochila e começar a aventura. A primeira caminhada é de 3 km até o abrigo Rebouças, a estrada é larga e a caminhada sem muita alteração de nível ou qualquer dificuldade. Durante essa caminhada você pode ver outras atrações do parque como as prateleiras, o início da trilha dos cinco lagos, etc... Depois que você passar do abrigo Rebouças, mais uma pequena caminhada e inicia a subida de 800 metros para o Pico, durante o trajeto você poderá ver algumas plaquinhas no chão que marcam de 100 em 100 metros até o a plaquinha 8. A subida para o agulhas até a parte de pedra é bem tranquila, quando você chega na parte de pedra já existe um ponto onde será necessário a corda. Os mais corajosos podem tentar subir sem corda, como os guias fazem, porém, existe uma séria chance de um braço quebrado, ou algo do tipo, mesmo os guias tem uma certa dificuldade nessa parte. Admito que nessa parte quis tentar subir sem o auxílio de equipamento, porém travei na metade, e precisei me apoiar pela corda para subir o resto. Óbvio que a galera não perdoou e tive que ouvir bastante zuação nessa hora, hahahaha. O resto da subida é relativamente tranquila, se você já está acostumado, ou já subiu alguma montanha com certa exposição, e subida em pedra, não irá ter grandes surpresas, alguns trechos com bastante exposição, aqueles pedaços que você precisa subir meio que engatinhando para conseguir se fixar bem na rocha, ou usando fendas para fixar bem o pé. Alguns outros pontos de corda em que o uso é relativo. Mas tem o ponto para fazer a segurança. A subida para o Agulhas não é tão demorada, em torno de 2 horas e meia a 3 horas. Se seu grupo é pequeno, e você não quiser fazer muitas fotos, é possível iniciar bem cedo e quem sabe ainda curtir algum outro atrativo do parque. Porém se estiver com um grupo grande ou quiser aproveitar o passeio ao máximo, reserve um dia inteiro para fazer essa caminhada, até porque você provavelmente estará bem cansado no final. OBS: Fomos durante a semana, era uma terça feira, e éramos os únicos privilegiados no parque, durante todo o tempo que ficamos lá, ninguém entrou e nem havia ninguém de saída, se você for final de semana chegue cedo, pois com certeza encontrará muitos grupos e o parque tem um controle de números de pessoas que eles liberam para fazer a subida ao pico. Então vá cedo para garantir um passeio bem agradável. Enfim... O CUME Todo o esforço, arranhões, medo, obstáculos e toda a subida compensa automaticamente assim que você chega ao cume, a vista é realmente sensacional sem contar a satisfação por ter completado essa jornada, você ficará realmente orgulhoso por ter enfrentado tudo isso e ter tido a força para chegar até o final... OU QUASE... O cume ainda não é o cume !! Como assim ? Haha, é isso mesmo, ao chegar ao pico, é possível ainda atravessar um desfiladeiro para um segundo cume, onde se encontra o famoso Livro. Existe um livro lá, para que você deixe sua assinatura, mensagem ou registro dessa passagem por aquele lugar maravilhoso. É importante dizer mais uma vez, até aqui, é muito indicado o guia, porém pessoas bem experientes (bem experientes mesmo) em subida em pedra podem tentar se aventurar. Porém, para fazer a passagem para o livro, é fundamental o uso de equipamentos e conhecimento de técnicas além do conhecimento de como lidar com os equipamentos. Isso não é brincadeira, e o risco nesse ponto é extremamente alto. Sei que estou sendo chato, porém antes de ir eu cogitei várias vezes ir sem o guia, e fazer eu mesmo a passagem por esses trechos, com alguns equipamentos que um amigo me emprestaria, por fim achamos por bem contratar o guia. Já tive o prazer de fazer algumas travessias como Petro x Tere, Marins x itagaré, subir o pico dos marins, pedra da gávea. Em todas essas ocasiões fizemos por nossa conta, e isso me levou a ter uma falsa ilusão de que eu tinha o conhecimento necessário, por isso estou falando bastante desse ponto, subir montanhas é realmente algo incrível e que te embarca em sentimentos maravilhosos de superação, auto conhecimento, alegria. Porém devemos estar ciente que nosso esporte é radical e de risco. Então temos de conhecer nossos limites também ! Voltando ao foco, a passagem para esse outro pico onde tem o livro é feita com os equipamentos, a descida deve ter em torno de uns 7, 8 metros para depois subir também com a cadeirinha para o livro. Aproveite o momento, registre sua passagem da melhor maneira e comece a segunda parte de subir a montanha que é DESCER. A hora que estávamos assinando o livro o tempo mudou repentinamente, e começou a chover e ventar bastante, mesmo que você pegue um dia de sol, leve algum tipo de agasalho e se possível um poncho ou capa de chuva. Assim que voltamos para o cume principal o sol saiu, hehe, assim é o tempo na montanha. Tiramos uns minutos para fazer uma boquinha e iniciamos a descida. A via para voltar é mesma para subir e você pode aproveitar a volta para ter outros ângulos e fazer mais fotos. Com todas as paradas, fotos e tudo mais levamos em torno de 7 horas no passeio. E confesso que a caminhada do abrigo Rebouças até o Posto Marcão acaba se tornando infinita rsrsrs. Voltamos para São Paulo satisfeitos e com sensação de quero mais. O parque de Itatiaia é simplesmente sensacional, e tem as mais diversas opções de passeio, desde cachoeiras, travessias na parte baixa como a Ruy Braga, Couto-Prateleiras entre outras. Espero que todos tenham a oportunidade de ir lá um dia que seja ! CONSIDERAÇÕES FINAIS 1 - Quantos aos valores, o guia nos cobrou R$ 80,00 por pessoa e mais R$ 15,00 por pessoa a entrada no parque. Nosso grupo era de cinco pessoas e o total saiu menos de R$ 250 por pessoa, mesmo considerando os gastos com comida. Então ressalto que mesmo que as coisas estejam apertadas, existem belas possibilidades de passeio que valem muito pena, sendo que as vezes gastamos esse valor num final de semana que não nos trará tantas lembranças positivas ! Nosso Guia foi o IVAN, pessoa muito gente fina, profissional e ótimo guia, vou deixar aqui o contato dele: (35) 9927 - 1676 2 – Antes de entrar no Rio, já no final da Dutra SP, tem um graal que é uma boa opção para comer antes de entrar em Itatiaia. 3 – Eu tentei ser bastante didático no texto pensando em pessoas que nunca fizeram nenhuma trilha parecida que possam ler. Foi mal se fui repetitivo hehe. 4 – Quem ainda não conhece use o app WIKIROTA ( Esse faz todos os cálculos de combustível e pedágio para o seu destino), outro app muito bom é o WIKILOC que serve para gravar e seguir trilhas. Aqui está a minha gravação dessa trilha: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=23392290 5 - https://www.instagram.com/joaopaulosarja/?hl=af Valeu até a próxima !
  11. Fala, pessoal! Esse é o resumo de um mochilão por ilhas pouco visitadas da África que fiz entre fevereiro e abril de 2018. Quem quiser o relato completo poderá conferir futuramente em meu blog Rediscovering the World Dia 1 Na madrugada de 16 de julho embarquei no avião da Ethiopian Airlines de Guarulhos até Seicheles (2500 reais ida e volta). Não tive o que reclamar do translado, pois o avião era grande e novo, com comida e entretenimento decentes, e ainda tive sorte de poder deitar usando as 3 poltronas, já que estava meio vazio. A incomodação veio na conexão em Adis Abeba. Ao desembarcamos, eu e os demais provenientes da América do Sul que teriam que pernoitar lá fomos levados a uma sala onde policiais revistaram nossas bagagens. Como se isso não bastasse, ainda nos fizeram cag*r de porta aberta para garantir que não tínhamos drogas no corpo. Somente depois dessa inspeção absurda é que emitiram nossos vistos de trânsito gratuitamente e nos levaram para hotéis, no meu caso o Debredamo. Supostamente 4 estrelas, mas que não deveria ser mais de 3. Lá tivemos direito à janta e café da manhã, mas com o escasso tempo e com o jet lag pouco pude comer e dormir. Dia 2 Às 6:45 a van já estava na porta, nos deixando no aeroporto, onde fiquei algumas horas coçando o saco, já que o wi-fi livre não estava funcionando. Embarquei num avião médio sobre o deserto da Somália até Mahé, a ilha principal de Seicheles, um dos vários arquipélagos a serem visitados por mim no Oceano Índico. A fila da imigração foi meio demorada. Ao menos, não é preciso visto para visitar o país. E dá para se virar muito bem no inglês ou francês. Saquei dinheiro local num caixa automático e esperei do lado de fora do aeroporto pelo transporte público. Os velhos ônibus custam 7 rúpias (~1,7 reais) e, assim como os demais veículos, dirigem em mão inglesa. Meia hora depois, desci no terminal de ônibus central da ilha de Mahé, na capital Victoria. Lá peguei o n° 21 para Bel Ombre, onde cheguei no fim do dia na Villa la Cachette. Fiquei com uma quitinete completa e com ar condicionado por 43 dólares o dia. Meus vizinhos eram enormes morcegos frugívoros endêmicos (Pteropus seychellensis). Ao anoitecer, a dona me levou de carro para conhecer as redondezas e comprar comida. Como era sábado à noite, um dos poucos “take away” (locais baratos onde se compra comida para levar) abertos na região era o Sun Coco, onde pedi uma boa pizza por 120 rúpias. Dia 3 Devido ao jet lag violento, acordei às 3 da madrugada e não consegui voltar a dormir. Com isso, só esperei o sol nascer para sair da hospedagem. Às 7 e meia já estava na trilha de 1 hora parcialmente coberta até a praia de Anse Major. Entre as atrações do caminho estão as vistas para o mar e montanha, vegetação exuberante, rochas e animais como aves e aranhas gigantes. Se for o primeiro do dia nessa trilha, tenha atenção para não esbarrar em alguma teia, como aconteceu comigo repetidamente. Um mirante espetacular indica que você está chegando. A infraestrutura da praia é quase nula, então não espere um vendedor de água de coco por lá. Com o mar só para mim, botei o equipamento de snorkeling e caí na água. Ela é tão quente que esse é provavelmente o motivo da maioria dos corais estarem mortos. Ao menos ainda há muitos e variados peixes, incluso grandões como barracudas. Entre os invertebrados, vi pela primeira vez na natureza um bando de lulas. Apenas quando deixei Anse Major é que os turistas chegavam, no calor e sol infernal que fazia. Ao deixar a trilha conheci o Batman, um morcego gigante que impressionantemente é domesticado, ficando solto na casa do dono e interagindo com os visitantes, por meio da lambida. Fiquei só pensando na raiva que iria pegar se aquele bicho resolvesse me morder, mas felizmente nada ocorreu. Tive que tomar um ônibus até Beau Vallon, já que em Bel Ombre não havia nenhum lugar para comer aberto. Depois que peguei um hambúrguer no mesmo local da noite anterior, aproveitei que já estava por ali e caminhei até a praia. Pena que já havia comido, pois no calçadão há barracas com algumas opções de comida regional disponíveis. Passei a tarde nessa praia agradável e cheia de resorts e turistas, mas peguei sol demais e queimei essa pele branca. A intenção era passar a noite de boa na hospedagem, só que descobri da pior maneira que virei alérgico a amoxicilina, ao tomar um comprimido para dor de garganta. Uns 20 minutos depois, comecei a ter todo tipo de reação possível, precisando ser levado a um hospital na capital Victoria pelos donos da hospedagem. Se não tivessem me ajudado durante a crise não sei se estaria aqui para contar essa história. A consulta + remédios custou 400 rúpias, menos do que custaria num hospital privado no Brasil. Dia 4 Passei a manhã jogado na cama me recuperando. Na hora do almoço, apesar de não estar em condições, fui fazer a trilha que eu desejava, de Bel Ombre até Port Glaud, através do Parque Nacional Morne Seychellois. O começo é uma subida violenta que faz qualquer um desistir, além de não estar bem mantida, com mata fechada e árvores caídas no caminho. De interessante, vi pela primeira vez alguns tenrecos (Tenrec ecaudatus), uma ordem de mamíferos exclusiva da África, principalmente as ilhas do Índico. Parece um gambá espinhoso. Há também diversos invertebrados diferentes, como um caracol preto e uma aranha verde. Ao chegar ao topo do morro na parte plana, a trilha fica mais acessível e a vegetação muda completamente. Ali fica um banhado reconhecido internacionalmente que é chamado de Mare aux Cochons, onde habitam palmeiras gigantes. No céu, passam pra lá e pra cá rabos-de-palha-de-bico-laranja (Phaethon lepturus). O trecho final é uma descida confusa. No alto da mata perto de um dos rios atravessados avistei um casal de pomba-azul-de-Seicheles (Alectroenas pulcherrimus). Quase 5 horas depois cheguei a Port Glaud. De um lado, manguezal, do outro a Ilha Thérèse, ideal para snorkeling. Logo peguei um ônibus até Victoria. Em frente ao terminal fica o fast food Butcher’s Grill. Devorei um yakisoba por 75 rúpias, e peguei o último ônibus disponível de volta a Bel Ombre, já à noite. Dia 5 De manhã consegui uma carona até Victoria, começando a visita pelo jardim botânico. A entrada um pouco salgada custa 100 rúpias. São jardins de temáticas diversas, mas um tanto simples. O que me chamou mais a atenção foram as árvores de coco-do-mar, que portavam frutos da maior semente do mundo, que tem o formato de um traseiro e pode pesar até 18 kg! Outra coisa interessante do jardim é o cercado de tartarugas-gigantes, provenientes do arquipélago de Aldabra. Elas são a única espécie restante de tartarugas-gigantes no mundo, além da que habita Galápagos. Caminhei até o centro, totalmente coberto para me proteger do sol cancerígeno. Há um monte de lojas com souvenires caros à venda, além de mercados. Peguei meu almoço num dos muitos “take away”, pagando 75 rúpias por uma salada com peixe, arroz e chapati. Comi numa sombra em frente ao relógio e aos edifícios antigos em estilo colonial. Há algumas dezenas por lá. re Há alguns prédios religiosos interessantes para uma foto, como igrejas, um templo hindu e uma mesquita. Lá também fica o mercado de alimentos Sir Selwyn Clarke. Há peixes e vegetais, além de alguns produtos processados. Em seguida, entrei no museu de história natural. São 15 rúpias para 4 salas com informações, representações e partes de animais e plantas de Seicheles, muitos deles endêmicos. É escrito em inglês. Ainda tinha um tempinho, mas não sabia mais o que ver, então segui ao terminal de balsas, onde peguei o Cat Cocos para a ilha de Praslin. Uma hora depois desembarquei. Havia alugado um quarto pelo Airbnb, mas a comunicação foi bem confusa. Acabei caminhando um bocado até achar o lugar. Apesar de pagar um valor aproximado à hospedagem de Mahé, aqui não havia ar condicionado e nem wi-fi. Em outro quarto estava um casal de egípcios, que me convidou para jantar um prato típico de lá que eles cozinharam. Dia 6 Caminhei até a entrada do Vallée de Mai, tarefa não tão simples, já que além de morros não há acostamentos e muitas vezes nem calçadas nas ruas de Seicheles. A entrada é cara (375 rúpias), mas pode ser paga no cartão de crédito. Vallée de Mai é uma parte do Parque Nacional de Praslin que é considerada patrimônio da UNESCO, já que é uma floresta preservada de palmeiras, sobretudo o coco-do-mar, portador das maiores sementes do mundo. Associado às palmeiras, diversos invertebrados, répteis, anfíbios e aves endêmicas vivem. Consegui ver algumas dessas espécies em meio às trilhas da reserva, como o papagaio-preto, o bubul e a lagartixa-verde. Depois de longas horas fotografando, tive que esperar mais de meia hora para conseguir um ônibus em direção ao noroeste da ilha. O transporte coletivo em Praslin é bem mais escasso que em Mahé. Desci no ponto final do Monte Plaisir, onde por uma pequena trilha aberta tive acesso a mirantes com vista para as belas praias e florestas do oeste. Como não sabia se poderia ter acesso já que fazem parte de hotéis, voltei pela trilha e peguei outra condução para descer em Grand Anse. Foi lá onde almocei já no meio da tarde. Pedi uma pizza de frutos-do-mar para levar (145 rúpias) do hotel de luxo Oasis, cuja diária mais barata é em torno de mil reais! Comi na praia longa mas não tão bonita de Grand Anse. Ao caminhar pela avenida até um ponto de ônibus, descobri por acaso o primeiro wi-fi aberto da ilha, no Indian Ocean Lodge. Depois de abusar do uso, parei num dos muitos mercadinhos indianos, onde só se encontra porcarias, e em seguida tomei outro ônibus até a hospedagem. A tarifa dos coletivos em Praslin é fixa em 7 rúpias. Passei a noite de boa na casa da Anne-Marie assistindo TV. Dia 7 De manhã, embarquei num ônibus cuja parada final é Anse Boudin. Dali, eu e mais um bocado de turistas europeus partimos para a famosa praia de Anse Lazio. São 10 a 15 minutos de caminhada, mas há um morrinho chato no meio. Na chegada, há um cercado com algumas tartarugas gigantes. Não se paga nada e ainda é possível acariciá-las. A praia em si é bem bonita, com areia clara, mar azul e pedras, além do mundo submerso. Esse eu conheci bem, mergulhando horas em ambos costões de Anse Lazio. Aqui ainda há certo número de corais mortos, mas os que restam abrigam um grande número de espécies de seres marinhos. Destaque para as tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata), sépias, arraias, barracudas, moreia, peixe-leão, além de uma infinidade de peixes de todas as cores. Só ficou faltando os tubarões, que eram vistos com frequência até os ataques mortais de 2011, quando foram caçados em massa; e as águas-vivas, que eu não fazia muita questão de encontrar. Mas no geral, foi um dos melhores pontos em que mergulhei. Tomei um suco no Honesty Bar (há ainda 2 restaurantes caros nessa praia) e parti, pegando o ônibus e saltando em Anse Volbert. Esse é um balneário com mais infraestrutura turística, como hotéis, lojas e restaurantes. Aqui acabei fechando um passeio de barco para as ilhas de um parque marinho. Na volta, tentei achar o exótico prato de curry de morcego, mas ele estava indisponível. Caso você tenha mais sorte, dê um pulo no restaurante La Goulue, onde custa 260 rúpias. Acabei jantando outra coisa que ainda não havia provado: curry de arraia. Essa por 60 rúpias no “take away” Coco Rouge. Parece com peixe o gosto, mas a textura é um pouco diferente. Dia 8 Peguei um barco do píer de Praslin até La Digue, a terceira ilha mais habitada do arquipélago. Após quinze minutos desembarquei, já sendo oferecido uma das muitas bicicletas para aluguel, que recusei. Caminhei em direção sul pela rua principal até a Reserva Veuve, uma pequena mata com área alagada que protege uma das espécies mais raras do planeta: o papa-moscas-do-paraíso. Há menos de 200 deles, e todos vivem em La Digue! Consegui ver 3 e fotografar 1. A entrada da reserva não é cobrada. Continuei ao sul, ingressando na L’Union Estate Farm, uma antiga fazenda da época colonial. Custa atualmente 115 rúpias a entrada, e em sua área há algumas coisas interessantes, como um cemitério, plantação de baunilha, cercado de tartarugas gigantes, além da principal, o acesso à praia mais bonita da ilha. Anse Source D’Argent impressiona por suas rochas de granito naturalmente escavadas e situadas sobre a areia clara e sobre o mar transparente e cheio de vegetação subaquática. É possível fazer passeios, comer ou comprar artesanatos por lá; tudo obviamente caro. Ou então relaxar nas piscinas naturais, curtir a paisagem na sombra ou seguir por uma trilha até praias mais exclusivas. Optei por retornar depois de um tempo. Parei para almoçar no Gala Takeaway, onde escolhi um prato de salada com frango por 80 rúpias. Voltando ao centrinho, fui no supermercado da rede STC e, ao sair, achei uma rede de wi-fi aberta para acessar o Facebook. Passei um tempo ali até quase ser a hora de voltar a Praslin. Ao chegar à hospedagem, conheci um novo hóspede, um chinês viajado, com o qual conversei por horas. Dia 9 De manhã me buscaram para o passeio de lancha com origem em Cote D’Or até as ilhas do parque marinho, ao custo de 660 rúpias + 200 de taxa pro parque. O tour foi legal, mas não como o que foi prometido. Primeira parada, depois de uns minutos navegando, foi na ilha Big Soeur. Ficamos uma hora em frente a uma praia praticando snorkeling sobre corais mortos. Depois, outra hora no mar da ilha Felicité. Nesse lugar há um hotel 6 estrelas! Onde a lancha nos deixou os corais também estavam destruídos, mas fui em direção leste, onde jaziam em melhor estado. Basicamente vi os mesmos animais de Anse Lazio, inclusive as tartarugas-de-pente e as arraias-pintadas. No intervalo entre os mergulhos havia somente bananas e água à oferta na lancha. O último ponto, em lugar da ilha Cocos, foi a rocha Ave Maria. Nesse que foi o melhor lugar, o barqueiro só nos deixou por meia hora. Ali a profundidade é de até 9 m. Além de muitas arraias-pintadas, cardumes e peixes grandes, vi até mesmo um tubarão de tamanho considerável descansando no fundo. Ele nem se mexeu quando me aproximei para fotografá-lo. Ao voltar à terra firme, começou a chover. Peguei um curry de galinha ali na praia e voltei pra casa. O pilantra do cara do barco ficou me devendo dinheiro e não pagou. Jamais negociem com um tal de Ted. Dia 10 Esse dia foi um sufoco, pois eu tinha que chegar no aeroporto da outra ilha antes das 9:40 pra fazer o check-in do voo. Acordei às 6 e 20 para pegar a balsa de volta a Mahé. Perdi o primeiro ônibus até o porto e o segundo não veio, mas consegui uma carona, chegando 10 minutos antes do embarque finalizar. O trajeto de barco durou 1 hora e 5 minutos, então segui caminhando até o terminal de ônibus, onde cheguei às 8:45. Só que o transporte que deveria sair 10 minutos depois levou 20. Por ser domingo não havia trânsito, então eu consegui saltar do ônibus e chegar no balcão da Air Austral 5 minutos antes do término do check-in! Mais tranquilo, relaxei no voo de 2 horas e meia até a ilha de Reunião, território da França. O serviço de bordo e o avião foram melhores do que eu esperava. Na imigração só me perguntaram quantos dias eu ficaria. Caminhei num forte sol até o ponto onde pegaria um dos 2 ônibus necessários ao meu destino, mas o próximo levaria mais de uma hora para chegar, então fui almoçar e matar tempo numa hamburgueria ao lado. Meio caro já que em Reunião a moeda é o euro, mas ao menos se pode usar cartão de crédito. O ônibus custou 2 euros e me deixou na rodoviária de Saint André, onde tudo estava fechado por ser domingo. Usei meu francês precário (aqui só se fala francês) pra entender se realmente haveria outro ônibus mais tarde para meu destino final ou se eu ficaria perdido no meio do nada. Horas depois ele chegou, quando meu celular já estava sem bateria. O caminho para o interior é super cênico, são morros completamente cobertos de verde e com cachoeiras. A certo ponto tive que trocar de condução para enfim chegar no pôr do sol em Hell-Bourg, um vilarejo entre montanhas. Rapidamente comprei comida para a trilha dos dias seguintes antes que o mercadinho fechasse, depois jantei uma pizza grande (7 euros) e me hospedei no quarto coletivo em que havia somente eu no lugar chamado Gite du Piton D'anchaing, por 16 euros. É uma boa hospedagem. Dia 11 Tomei um café-da-manhã ali (6 euros), deixei a mochila grande e às 8 e meia fui com a pequena até o começo do trekking denominado GRR1 Tour des Pitons des Neiges, onde ficam os “pitons”, “cirques” e “ramparts” da ilha de Reunião, patrimônio histórico da humanidade. “Pitons” são os picos dos morros, “cirques” os vales arredondados e “ramparts” os paredões. A trilha iniciou abaixo dos mil metros de altitude e só houve ascensão até o fim do primeiro dia. A primeira parte é a mais difícil, ainda que eu tenha optado pelo Terre Plate, em lugar do caminho mais comum da Forest Bélouve. A inclinação é demais, a ponto de precisar usar as mãos em alguns pontos. Ainda, a mata é fechada no início, e há muitos cruzamentos de riacho e alguns pontos alagados. A vegetação é abundantemente verde, de angiospermas, gimnospermas, pteridófitas e briófitas. Animais são sobretudo invertebrados, além de ter visto aves pequenas de umas 4 espécies Quando acabou essa parte, na junção das trilhas chamada Cap Anglais, parei uns instantes pra almoçar meus sandubas de queijo e presunto. Nesse momento passou por mim a única pessoa que vi até chegar no refúgio. Nessa etapa a inclinação é menor, já não há árvores, apenas belos arbustos, então se fica exposto ao sol (ou ao nevoeiro denso e chuva, dependendo do clima). Tempos depois, cheguei ao refúgio Gite du Caverne Dufour, onde passaria a noite por 20 euros. Fiz o registro e, sob uma chuva chata, comecei sozinho a ascensão pro pico às 3 e meia, já que os demais iriam apenas na madrugada seguinte. No caminho de pedras e maior inclinação, os arbustos vão diminuindo e dando lugar à vegetação rasteira esparsa e musgos. Essa parte é particularmente bem sinalizada, com marcas brancas nas rochas, que começam a ser de escória vulcânica. O tempo foi melhorando, até que eventualmente cheguei ao topo do Piton des Neiges com um céu parcialmente aberto. A altitude do pico é de 3070 metros, ou seja, eu subi num dia só cerca de 2100 metros! Fiquei tirando um milhão de fotos, até que começou a ficar frio e o sol se pôr, sinal de que eu deveria partir. A descida não foi fácil como imaginado, pois estava escuro, então acabei tropeçando e me machucando um pouco, mas nada que comprometesse. Eis que 11 horas depois do começo, finalmente às 19:30 retornei ao refúgio totalmente exausto, mas com a missão cumprida! Nessa hora havia bastante gente no lugar, se preparando pra dormir. A água do chuveiro acabou, então tive que contentar com o que havia sobrado nas pias para um banho improvisado. Quando fui jantar todos já estavam na cama, então logo depois eu fui também. Dia 12 Poucos passos após o refúgio fica o Cirque de Cilaos. A vista de cima do morro do caldeirão com a vila no meio é impressionante. Infelizmente a alegria acabou por aí, pois quase tudo que foi subido no dia anterior agora seria descido. Pela primeira vez senti falta de bastões de caminhada, pois meus joelhos sofreram e meu tênis já com a sola lisa piorou as coisas. Fiz tão devagar esse trecho que o terminei preocupado em não chegar ao refúgio seguinte até o horário limite (18:30), já que nesse dia seriam percorridos nada menos que 17 km. O que não vi de gente no dia anterior compensou nesse. Ao deixar a floresta protegida de Matarum, o próximo pedaço foi razoavelmente plano, passando pelas quedas d'água Bassin Bleu, Ravine Ferrière e Bras Rouge. No último desses, é preciso atravessar por dentro da água corrente, um pouco forte devido à chuva que caía. Detalhe para a quantidade de rãs/sapos que vi nesse trecho, sempre na beira da trilha, saltando no mato com a aproximação humana. Nessa hora eu estava atrás do tempo, então tive que dar uma acelerada. O problema é que dali até a passagem Col de Taibit seria sempre morro acima. A chuva também não ajudou; por várias vezes pensei em desistir. Finalmente cheguei ao topo, adentrando o Cirque de Mafate, o terceiro dos 3. Do mirante no topo, se tem a vista do vilarejo rural de Marla, onde eu ficaria, depois de descer de novo. Cheguei na hospedagem meia hora antes do término. Como eu já estava sem comida, fui ao único estabelecimento aberto aquela hora, o Snack Bar Marla. Lá pedi uma baguete recheada por 5 euros e seis samosas (salgado indiano frito e picante, recheado com carne) por 3 euros. Fiquei num quarto de 3 camas com tomada e com direito a chuveiro quente, graças. Dia 13 Acordei, peguei uns salgados na lanchonete e parti no horário usual. Depois de umas travessias de rios, a subida chata para ter a vista do outro lado do Cirque de Mafate. O trecho seguinte, plano, é bastante cênico. A Plaine des Tamarins (Planície dos Tamarindos) é cheio de árvores cobertas de musgo sobre um terreno encharcado, em parte com bois. Depois veio a ascensão ao Col de Fourche, passando pro Cirque de Salazie, ou seja, nova descida. O caminho acompanha a Ravine des Merles por uma longa distância, atravessando-a em alguns pontos, até a respeitável cachoeira Cascade du Grand Sable. Em seguida, uma região plana de floresta de pinheiros. Do nada, a trilha fica fechada de mato novamente, até a saída em umas fazendas isoladas, ponto onde se vê diversas aves. Dali em diante a caminhada vai por uma estrada 4x4 até a ponte para Bras Marron, onde recomeça a civilização. Um pouco mais de subida no asfalto, até a Anciens Thermes, com as ruínas das águas termais que levaram à fundação de Hell-Bourg. Ao atravessar, cheguei enfim ao povoado onde iniciei a jornada. Foram 3 dias inteiros subindo e descendo os morros do GRR1, extremamente cansativos mas visualmente esplendorosos. À noite, botei as roupas imundas e encharcadas para lavar (9 euros), e jantei no restaurante Ti-Chouchou, comendo um prato da culinária regional (Sauté du Porc aux Bedrés). Foram 12 euros pra dois pratos cheios, muito bom. Dia 14 Precisava urgentemente de um chinelo, pois 2 dos meus 3 calçados haviam ido pro saco. Por sorte, achei na loja de souvenires por 3 euros. De manhã mesmo segui ao aeroporto, onde fiquei aguardando algumas horas pro voo até Madagascar pela Air Austral. Que bom que ao menos há wi-fi gratuito no aeroporto de Saint-Denis. O que eu tinha de apreço pela Air Austral foi embora nesse voo seguinte. Voei num turbo-hélice e só com um lanchinho. Na chegada comprei o visto, que para até 30 dias custa 35 euros, 37 dólares ou o equivalente em ariary, a moeda de Madagascar. Não consegui sacar dinheiro nos ATM’s do aeroporto, então tive que trocar dólares. Como já estava escuro, achei melhor não ir de ônibus ou táxi-brousse (van), pois a área metropolitana de Antananarivo é perigosa. Com isso, paguei 30 mil ariary (cerca de 30 reais), depois de negociar o preço em francês, a língua oficial e segunda mais falada depois do malgache. A primeira impressão do país foi terrível. Veículos caindo aos pedaços em estradas completamente esburacadas sem iluminação. Beira da estrada lotada de comércio informal e muita sujeira. De fato, Madagascar possui um dos piores IDH do mundo. O trajeto de 17 km do aeroporto internacional em Ivato até o centro de Tana, o apelido da capital, tomou mais de uma hora, graças à não existência de rodovias. Passei a noite no Madagascar Underground, um dos raros albergues de verdade do país. É um lugar animado, limpíssimo e confortável, cuja cama de triliche em dormitório custa 32 mil ariary. Nessa noite rolou até um som ao vivo na área de convívio. Dia 15 Acordei certo que conseguiria uma van da empresa Cotisse (pontual e com veículos bem melhores que o padrão) para algum canto do país, mas todos já estavam lotados! Com isso me botaram num táxi até uma estação de táxi-brousse, onde esperei por horas a fio sem expectativa de partida. Aborrecido, achei melhor voltar para o albergue. Que bom que assim o fiz, pois conheci bastante gente legal no resto do dia. Caminhei pelos arredores com o suíço Tom e depois a japonesa Hirari, sempre com o olho aberto e mão firme na bolsa. É um lugar feio, de vez em quando alguém vem lhe pedir dinheiro ou pra comprar algumas coisa, mas não deixa de ser interessante observar o comércio de rua, e até provar algumas coisas. Claro, tomando muito cuidado, pois esse país é notório pela quantidade de doenças fatais que aqui ocorrem, como até mesmo a peste negra, que eu nem sabia que existia mais. O almoço foi perto do albergue, onde fiquei com uma tilápia e complementos por 6 mil ariary. Havia até mesmo cérebro de porco no cardápio. A janta foi num lugar mais chique onde só iam estrangeiros, o Le Carnivore. Nos unimos ao americano Francesco e seus amigos que atuam na ONG Peace Corps. Paguei 9 mil ariary num mojito e 15 mil numa pizza com carne de crocodilo, uma delícia! Dia 16 Às 9 da manhã eu, Hirari e Francesco pegamos a van da Cotisse para Andasibe. Pagamos 30 mil cada por um veículo bom até mesmo com wi-fi a bordo. Menos de 4h depois chegamos na junção de Andasibe, incluindo uma parada para urinar em meio aos arrozais. Na beira de estrada, almoçamos por 6 mil num “hotely”, um tipo de estabelecimento que é tanto um hotel quanto um restaurante de baixo custo, não dos mais agradáveis. Caminhamos um pouco até onde eu e Francesco decidimos ficar, o Feon’Ny Ala. É um hotel bacana na beira da floresta. Ficamos com um bangalô confortável por 80 mil por noite no total. Logo caminhamos em direção a um dos parques da área, o Mitsinjo, de iniciativa privada. Assim como nos demais de Madagascar, um guia é compulsório, então na entrada mesmo pegamos o Evariste, um guia bacana com um inglês bom, o que não é tão fácil de achar. Escolhemos a caminhada de 3 horas, que custou 40 mil para cada. Nos deslumbramos com a quantidade de animais diferentes e endêmicos que vimos, como camaleões, invertebrados (destaque para o inseto girafa), sapos, pássaros e os lêmures. Um grupo da espécie marrom chegou bem perto da gente. Em meio às trilhas, aprendemos também sobre a flora, também única devido à evolução isolada da ilha. Por mais 20 mil, fizemos a caminhada noturna, logo ao escurecer, com quase 2 horas de duração. Começou na floresta, mas com a chuva não conseguimos ver muito além dos anfíbios, então fomos levados à estrada, onde avistamos alguns lêmures noturnos, de duas espécies: uma delas o minúsculo e arisco lêmure-rato-de-Goodman, descoberto apenas recentemente. Jantamos no hotel mesmo, que não é tão barato. Enquanto isso aproveitamos o wi-fi. Dia 17 Acordamos bem cedo para visitar o Parque Nacional Mantadia. Como os outros parques nacionais, paga-se tanto a entrada quanto um guia a ser dividido entre o grupo. A entrada foi de 45 mil e o guia (o mesmo anterior) de 60 mil (30 pra cada) por 4 horas. A área de floresta é maior e há bastante desnível, mas graças à chuva que não deu trégua o dia todo, não conseguimos ver tantas coisas. As mais impressionantes foram uma minhoca de uns 1,2 metros e os lêmures mais famosos do parque, também os maiores existentes, chamados de indri. É possível ouvir de longe seus chamados que parecem um choro. Francesco teve que voltar pro hotel em virtude de um machucado, mas eu segui ao terceiro parque, o VOIMMA, conduzido pela comunidade de Andasibe. Aqui escolhi a caminhada de 2 horas (30 mil) e fiquei com outra guia. Vi diferentes espécies de invertebrados e camaleões, além das 2 espécies de lêmure diurnos, só que dessa vez cheguei mais perto dos indri. Depois da longa caminhada de volta, almocei carne de zebu (13 mil) no restaurante da Marie Guesthouse. Esse é o gado típico trazido a Madagascar, pois não há bovinos aqui. Ao cair à noite, fui sozinho à estrada para tentar flagrar a vida noturna por conta própria. Logo consegui localizar por meio do reflexo dos olhos na lanterna os dois lêmures noturnos, e melhor de tudo, fotografá-los de perto! Ainda achei uns camaleões interessantes enquanto retornava pra janta antes que o restaurante do hotel fechasse. Dia 18 Depois do café da manhã, eu e Francesco fomos até a junção da rodovia, onde não precisamos aguardar muito até passar um táxi-brousse a Moramanga, a cidade mais próxima. Custou apenas 2 mil, mas cheguei com o pé dormente, de tão estreito que era o espaço entre as fileiras. Lá na estação de táxi-brousse pagamos 7 mil até Antananarivo, esperando um pouco mais até sair. Por sorte, esse veículo era melhor. Chegamos na hora do almoço em Tana, então fomos diretamente a um restaurante, o do hotel chique Sakamanga. Lá provei por 13 mil o prato típico “ravitoto”, que consiste em um molho feito a partir de folhas de mandioca, colocado sobre pedaços de carne. É quase bom. À tarde retornei ao albergue Madagascar Underground, onde tomei umas cervejas com o pessoal. Já no fim da tarde, fui ao supermercado fazer umas compras. Foi só eu chegar lá que deu o maior temporal. Em poucos minutos as ruas viraram rios, visto que não há escoamento pluvial. Não teve jeito, tive que voltar com a água nas canelas. Jantei tacos no albergue, que inexplicavelmente só serve comida mexicana, e tomei outras cervejas, antes de ir dormir cedo. Dia 19 Às 7 horas partiu a van da Cotisse para Morondava, uma viagem de cerca de 12 horas por 45 mil ariary. Todo o bom conceito da Cotisse foi por água abaixo nessa viagem. Além do wi-fi não funcionar, o veículo de 709 mil km rodados não tinha cinto, o motorista foi imprudente e nem esperou eu terminar de comer na parada do almoço. Foi difícil achar o que fazer nesse longo trajeto. Restou a mim admirar a vista das paisagens verdes e comunidades primitivas e ouvir música. Após uma dezena de barreiras de propina, digo, policiais, finalmente chegamos em Morondava, uma cidade mais tumultuada e suja do que eu esperava. Do ponto de ônibus, caminhei até o Les Bougainvilliers. Meu guia Lonely Planet estava com toda razão quando descreveu que os quartos privativos parecem celas de prisão, mas entre pagar 35 mil por isso ou 70 mil por um bangalô velho, fiquei com o mais barato. Ao menos conta com wi-fi no restaurante à beira do mar, onde comi um bom prato com camarão por 16 mil. Dia 20 Passei o dia em busca de passeios em conta para Kirindy e Belo-Sur-Mer, o que não foi nada fácil visto que havia pouquíssimos turistas na cidade. Depois de procurar em quase todos hotéis e agentes de turismo informais de rua, acabei conseguindo por 90 mil um tour de meio dia para a Avenida dos Baobás e até a Reserva de Kirindy, onde eu ficaria por conta própria. Nesse meio tempo, caminhei pelas ruas e pela praia não muito agradável, almocei lulas e provei suco de baobá, saquei dinheiro num dos 2 caixas eletrônicos disponíveis em toda região, comprei um artesanato e jantei camarão. Dia 21 Às 7 embarquei no veículo que chegou uns 50 minutos depois na Avenida dos Baobás. É muito bela a paisagem dos gigantes centenários e até milenares, mas fica difícil conseguir uma foto boa com tanta barraca de souvenir e criança com camaleão pedindo dinheiro. Continuamos observando as 6 espécies dessa árvore que ali vivem, entre as 8 existentes no mundo. A parada posterior foi o baobá do amor, uma árvore siamesa entrelaçada. Mais além, outra paradinha no Camp Amoureux, acomodação na selva que contém lêmures-rato quase domesticados para fotos em troca de bananas. Ao deixar a estrada principal e adentrar os 5 km até a entrada da Reserva de Kirindy, a estrada ficou ainda pior que já estava. Poças que cobriam até metade da altura do carro estavam no caminho. Ainda bem que minha ideia de alugar uma moto não foi adiante. Na chegada, pagamos os 35 mil de entrada no parque e 10 mil pra caminhada diurna, e eu mais 35 pelo quarto compartilhado… com ninguém. Estava quente, mas não como em Morondava. Não vimos muito além do lêmure marrom e do branco (sifaka), e um grupo dos predadores mangustos. Os mosquitos são terríveis aqui, então use calça e se encha de repelente no resto. Ao retornar, almocei espaguete à bolonhesa (20 mil). Passei a tarde caminhando na área do alojamento, totalmente absorvida pela floresta decídua de Kirindy, agora verde, já que é estação chuvosa. Não há wi-fi, mas ao menos uns livros sobre a biodiversidade de Madagascar me permitiram passar o tempo. Ao final do dia veio o esperado safári pedestre noturno (20 mil). Fui com o mesmo guia, Marcieli (ou algo parecido), pois o cara sabia até o nome científico das espécies. Nas 2 horas e meia vimos muitas coisas. Cinco das seis espécies noturnas de lêmures (apenas o menor primata do mundo que não achamos), vários camaleões, insetos, aranhas e até mesmo uma cobra que posou pra gente. Foi incrível. Jantei zebu com arroz (20 mil), bebi uma gelada quente (4 mil) com o guia e tomei um banho de caneco. Antes de dormir, ainda consegui ver o rato gigante saltador, que parece um coelho mas é um roedor, no pátio da pousada. Também vi ratazanas, inclusive na cozinha. Infelizmente não consegui achar o maior predador de Madagascar, o fossa, que se assemelha a um grande felino. Dia 22 O café da manhã foi bem meia boca, não valeu os mesmos 15 mil que eu paguei por um baita café no hotel em Morondava. Me despedi do pessoal e percorri os 5 km a pé até a estrada principal. Lá consegui uns 15 minutos depois um táxi-brousse por 15 mil até Morondava. Resolvi esbanjar no almoço. Comi uma baita lagosta que daria pra dois, pagando 55 mil. Passei a tarde de bobeira digerindo a bichinha. Quem apareceu para jantar em meu hotel foi o coreano Brandon, que eu havia conhecido em Antananarivo. Ficamos conversando, mas os mosquitos não deixaram o reencontro durar muito. Dia 23 Tive que acordar às 3 da madruga pra ir até o terminal pegar o transporte de volta a Antananarivo! Passei o dia que nem um zumbi enquanto o táxi-brousse pegava e largava gente a toda hora. O almoço foi tenebroso, mas pelo preço não havia como reclamar: Cerca de 4 reais, o mais barato que já comi, fora o restaurante subsidiado da universidade. Quatorze horas depois, finalmente chegamos. Achei que não seria possível embarcar num táxi pior do que os que eu havia pegado, mas esse parecia ter sido rejeitado até pelo ferro-velho. Jantei no L’Oasis, um restaurante com ambiente bacana atrás do albergue. Um ótimo talharim com frutos do mar saiu por 20 mil. Depois disso, fiquei pelo albergue Madagascar Underground, minha base no país. Dia 24 De manhã subi uma morrebinha até o ponto mais alto da cidade, onde fica o palácio da rainha Ranavalona, uma das principais, num período em que a sociedade colonial de Madagascar era matriarcal. A entrada custou 30 mil com o guia obrigatório. Há algumas construções em pedra, como a igreja protestante e a remodelação do palácio, já que as de madeira foram abaixo em incêndios. Também há uma réplica do quarto do rei. A vista também é interessante, pois se pode ver toda a cidade, que não é bonita. Perto dali fica outra construção histórica, o museu Andafiavaratra. Passem longe dali. Paguei 20 mil pra ver três pequenas salas com artefatos da monarquia. Prosseguindo a descida, almocei no Crepe H&H. Comi um gostoso crepe de galinha enorme por 14 mil + 2,5 mil pelo suco natural de graviola (sim, eles também cultivam aqui). Me preparei para as inevitáveis dezenas de pedintes insistentes no caminho ao supermercado. Depois passei a tarde no albergue lendo. Conheci o senhor italiano Giancarlo, que estava para iniciar uma viagem de bicicleta por Madagascar. Fui com ele e um senhor alemão jantar num hotel perto do albergue. Dia 25 Às 7 horas embarquei na van da Cotisse até o Parque Nacional de Ankarafantsika (35 mil). Foi a mesma aventura de sempre. Detalhe para a ausência de florestas até a chegada no parque; resultado do desmatamento extensivo para produção de carvão... Por volta das 4 da tarde o motorista me largou na portaria, que fica bem ao longo da rodovia. Achei que eu seria o único turista naquele parque pouco conhecido, mas por sorte havia um casal de alemães acampando lá, então eu não precisaria arcar sozinho com o custo do guia. À beira de um lago há uma torre de observação de avifauna. Naquele fim de tarde era enorme a quantidade das 3 espécies mais abundantes ali, principalmente garças. A comida na sede do parque não é barata, mas há um vilarejo ao lado com um restaurante mais em conta. Foi lá que eu e os alemães jantamos “mi sao”, pagando 10 mil num prato. Convidei os dois para uma sessão noturna de observação de fauna e eles aceitaram. Só que aqui não tive tanto sucesso quanto nos outros parques, pois a vegetação estava carregada demais de folhas. Ainda assim, vimos alguns pequenos lêmures e invertebrados. Dia 26 Esse dia fez a viagem até Ankarafantsika valer a pena. Me encontrei com os colegas germânicos e o guia Ndrema às 7 horas para a mais longa trilha no parque. A entrada custou 55 mil e a caminhada com guia 65 mil, a ser dividido em 3. Andamos um bocado de horas na floresta decídua, aprendendo bastante sobre as muitas plantas endêmicas de Madagascar. O guia também manja dos animais, então vimos umas tantas espécies novas para mim, sobretudo de invertebrados, mas também pássaros, cobras, lêmures e coloridos camaleões. À continuação, trocamos a mata pela savana. Pena que aqui não há nenhum grande mamífero, apenas cupinzeiros e outras aves. Depois de uma caminhada substancial sob um sol de rachar, eis que surgiu um baita cânion em nossa frente. Retornamos o caminho, chegando para o almoço no vilarejo bem depois do tempo previsto. Na área da sede do parque havia um grupo dos grandes lêmures “sifaka coquerel”. Sem descanso, fizemos outro passeio a pé com o mesmo guia, dessa vez de 50 mil ariary em torno de um lago. Ali há crocodilos que já mataram algumas dezenas de pessoas. A volta foi extensa, mas vimos animais e plantas diferentes da outra parte, pois aqui cresce vegetação aquática e de floresta primária. O que mais vimos foram aves, até mesmo de grande porte. Os enormes tamarindeiros e baobás também chamaram a atenção. Novamente, o passeio foi mais duradouro que o previsto, então seguimos direto para o jantar. Dia 27 Dei uma averiguada na sede em busca de bichos, mas logo me entreguei à espera pela carona a Majunga. Tive que esperar uns 7 táxi-brousse diferentes passarem e uns 45 minutos para enfim conseguir um com vaga que fosse pra lá. Paguei os 6 mil e me apertei pelas quase 3 horas seguintes. A parada final foi bem no centro, então pude ir caminhando até o hotel escolhido, o Chez Madame Chabaud. Paguei 32 mil ariary numa suíte razoável com TV. O único problema é que não há wi-fi no estabelecimento. Almocei no restaurante do próprio hotel, não muito em conta, e um pouco mais tarde fui dar uma volta. O bom dessa cidade não muito bonita é que o transporte é super barato. Com mil ariary, ou seja, 1 real, você pode ir de tuk-tuk pra qualquer lugar num raio de alguns quilômetros. Percorri toda a orla do baobá gigante da Corniche a Ville Touristique, mas de bom só presenciei o pôr do sol na praia, em meio a muitos jovens malgaches. À noite, segui ao bar/restaurante AquaRhum. Foi onde comi uma pizza grande vegetariana (11 mil) e suco de limão (3,5 mil), enquanto usava o wi-fi disponível aos clientes. Dia 28 Voltei ao AquaRhum, mas não achei que o café da manhã tenha valido a pena. Quase em frente fica um supermercado padrão da rede Leader Price, onde fui em seguida fazer umas compras. Uma coisa que tem me deixado incomodado é a quantidade de velhos brancos com jovens malgaches. No hotel, bar, mercado, praia, por todos os lados. Retornei ao Chez Madame Chabaud, ficando para o almoço. À tarde, peguei um tuk-tuk até Amborovy (60 mil ida e volta). Lá, além do aeroporto, fica a atração geológica Cirque Rouge. Passei uma hora caminhando sozinho dentro de sua área, admirando o relevo diferente arenoso e argiloso em todas as tonalidades do amarelo ao roxo. Saí de lá pelo riacho que desemboca numa praia tranquila, onde ficam os pescadores da Villa Vero e suas canoas com estabilizador lateral em apenas um lado. Retornei ao AquaRhum para o jantar, quando caiu uma chuva. Dia 29 Às 7 e meia retornei a Tana com a Cotisse, e lá fiquei até a partida para Comores. Tive muita sorte do veículo para o qual eu tinha pago (34 mil pelo econômico) ter sido substituído pelo VIP, por falta de gente. Assim, fiquei numa van bastante espaçosa e pela primeira vez em Madagascar, com acesso a ar condicionado. A viagem foi conforme o esperado, tirando o trânsito absurdo na chegada. Jantei zebu no restaurante próximo L’Órion e depois fiquei pelo albergue. Dia 30 Um breve giro com um francês e o holandês Bauke pelo mercado de rua, bastante movimentado no sábado. Depois, seguimos até a antiga estação de trem Soarano, transformada em um centro de compras, com souvenires de qualidade. Em seguida, eu e o holandês almoçamos pizzas de crocodilo no Le Carnivore, antes de pormos os pés no museu de arte e arqueologia. Esse é pouco interessante, com alguns artefatos e textos, mas é ao menos gratuito e trilíngue. De volta ao albergue, li um pouco, ganhei da seleção holandesa no pebolim e antes que escurecesse e a chuva engrossasse (havia um ciclone passando perto) eu fui até a creperia pegar um rango. Acho que meu recorde de distância percorrida em Tana sem perturbação alheia não chegou a 100 m, me tirou do sério isso. Quando não são pedintes, são taxistas ou vendedores. A noite foi animada. Primeiro, algumas brincadeiras no albergue com uma galera bacana, incluindo as parcerias do dia anterior e a alemã Eva. Depois, fomos em 7 para a balada a pé. O primeiro clube que entramos foi o Cuba. Assim como os demais, não se paga a entrada. Pedimos um balde de mojito (30 mil) e dançamos em meio aos malgaches. O detalhe desta balada é o espelho. Chegamos a entrar em outro estabelecimento que fica ao lado e estava bem cheio, mas havia tantas prostitutas que logo saímos. Então caminhamos mais umas quadras até o Mak Club. Nesse ambiente havia quase tantos brancos quantos nativos. Tocou até música brasileira. Aqui ficamos até o clube esvaziar. Tentamos entrar no Mojo Club ao lado, mas como metade da galera não estava de calçado fechado, não nos deixaram. Com isso, voltamos ao Cuba, onde ficamos mais um tempo. O retorno pelas ruas foi seguro, já que estávamos em um bando, mas eu não recomendaria andar sozinho. Dia 31 Pela hora do almoço, eu, Bauke e o belga Wilson fomos visitar a colina sagrada de Ambohimanga, na região metropolitana de Tana. Como de táxi-brousse não seria tão simples, dividimos um táxi particular que por 100 mil no total nos levou, esperou e trouxe de volta. A entrada em Ambohimanga custa 10 mil. É um patrimônio da UNESCO do século 18, consistindo nas fortificações, jardins, residências e tumbas da família real que governava o país nessa época. Como é restaurado constantemente, está preservado. Considerei a visita interessante, até uma baita chuva nos botar pra correr. Para o almoço, escolhemos o Mad Delicies, restaurante com comidas típicas a partir de 5 mil, bem próximo do albergue. Já para a janta, fomos os 3 mais o coreano Brandon num restaurante italiano meio caro. Dia 32 Fui com o Brandon tomar café da manhã no buffet livre do hotel Sakamanga. Por apenas 20 mil ariary você pode escolher entre uma diversidade de opções, como omeletes, sanduíches, frutas, bolos. Saímos de lá de barrigas cheias. Recomendo fortemente. Me despedi e parti para o aeroporto de táxi (45 mil). Ao chegar no terminal, a já esperada notícia de que o voo atrasaria pelo menos 2 horas. Aproveitei pra trocar ariary por euro e para almoçar no razoável restaurante com buffet livre (19500 ariary). Para chegar ao check in, foi preciso ter a temperatura medida para que nenhum doente embarcasse, possivelmente uma medida contra a peste. Subi no avião grande da Air Madagascar até o francófono arquipélago de Comores. O entretenimento de bordo se resume a uma revista e a alimentação a um lanche reforçado. Ao desembarcar, fui o único a emitir o visto de turista, por 30 euros. Como não havia mais táxi-brousse aquela hora e nem caixa automático no aeroporto, o taxista teve que se contentar com os únicos 5 euros e 3 dólares que eu tinha no bolso, para me trazer à cidade. Fiquei no Farida Lodge, que na verdade é uma casa de família na beira-mar. A suíte é razoável, tendo em vista a grana que paguei (30 euros sem café da manhã). Internet e água quente? Pode esquecer. Ao menos me deram uma carona ao centro, onde consegui sacar francos em um dos 4 bancos que ficam juntos numa praça. Aproveitei e fiz um estoque no supermercado também. Como eu acabei fechando uma atividade bem cedo pro dia seguinte, apenas devorei o jantar feito pela dona da casa e fui pra cama. Dia 33 Se dormi 5 horas foi muito, pois às 3 da madrugada meu despertador tocou. Uma hora depois o guia passou na casa e levou eu e mais 2 garotas e 1 garoto franceses para a subida no vulcão Karthala. Paguei 25000 francos comorenses (50 euros), mas se tivesse sozinho custaria até o dobro! Às 4:45 horas começamos a ascensão aos 400 e poucos metros de altitude. Nessa hora já se escutava os gritos intermináveis e incompreensíveis nos auto-falantes, anunciando a primeira oração islâmica do dia. Qual a necessidade disso? Ainda completamente escuro, seguimos morro acima em uma antiga rota de 4x4 sob a luz das lanternas. Apenas às 6 h, quando adentramos uma trilha estreita na floresta, é que a luz do dia se fez presente. E os pássaros começaram a cantoria. À medida em que subíamos, a floresta foi ficando com menor porte e diversidade. Ao menos a temperatura do dia não subira, graças ao aumento de altitude. No campo aberto foi possível ver Moroni, o aeroporto e o mar. Arbustos tomaram conta da paisagem. Eis que pouco mais de 4 horas depois, incluindo paradas, chegamos à borda do vulcão, a cerca de 2400 metros de altura, um tempo de subida memorável. A cratera principal é enorme, e com um cenário de outro mundo. O Karthala é um vulcão ativo, como se pode notar nos rastros de fumaça emitidos por ele, sendo que a última erupção foi em 2007. Descemos até dentro da cratera, caminhando sobre o sedimento da erupção de 1977. É bastante interessante acompanhar como a vegetação, principalmente inferior, vem tomando conta dessa área outrora árida. Vimos outra cratera profunda dentro da anterior, antes de voltarmos ao topo, onde almoçamos nossos sanduíches de sardinha. A descida não foi nada fácil. As pedras soltas e a terra encharcada deram origem a um festival de escorregões. Principalmente de minha parte, pois meu tênis bastante usado já estava completamente liso na sola. Além disso, a parte da frente abriu e um rasgo se fez em cima. É o terceiro calçado que eu perco nessa viagem. Para jantar, fui ao restaurante próximo Jardín de la Paix, que possui wi-fi. Pedi um prato de polvo (4 mil francos) e um suco, mas algo não me fez bem, pois eu passei a noite meio mal. Dia 34 Fraco da diarreia, reservei o dia para conhecer Moroni e a cidadezinha vizinha Iconi. Ainda bem que os táxis são compartilhados e, portanto, baratos. Precisei de 2 táxis para ir a Iconi, e um para voltar ao centro de Moroni (450 francos a ida e 250 a volta). Em frente ao mar de Iconi, ficam algumas atrações. Uma é a cratera do vulcão, que é vegetada e pode ser escalada. No lado marinho, forma um paredão vertical. Pena que a praia, cujo mar é lindo, seja completamente cheia de sujeira. Ô povinho mais porco esse. As edificações são outro atrativo. Há uma pequena ruína do Palácio de Kavhiridjewo, do século 16. Também há a antiga grande mesquita da cidade, agora fechada. Pra terminar, uma “madrassa” (escola religiosa), cheia de crianças curiosas por estrangeiros. No centro de Moroni, apesar do calor, me senti quase à vontade para caminhar. Sendo um dos raros turistas, os nativos me encaravam, naturalmente, mas diferentemente de Antananarivo, aqui eu não era abordado constantemente. Há pobreza sim, mas não como em Madagascar. Infelizmente o museu de Comores estava fechado para reforma. Segui pelas ruas, acompanhando o comércio que se dava em parte em lojas e em parte em barracas na calçada. Adentrei o mercado Volo Volo. Comidas, utensílios, higiene, roupas, só faltaram os souvenires. Acabei escolhendo um conjunto da seleção comorense de futebol (7 mil francos) como tal. Almocei num restaurante qualquer na estrada à beira do mar e depois retornei à hospedagem, onde passei a tarde e noite entre a cama e o vaso. Dia 35 Como não havia melhorado ainda, fui à farmácia, onde me receitaram um laxante reverso e um antibiótico. Um pouco melhor, pelo meio-dia peguei um táxi-brousse por 500 francos até o norte da ilha, na cidade de Mitsamiouli. Além do aeroporto, a estrada é bem ruim, então levou mais de uma hora o trajeto de 40 km. Sem reserva feita, fui procurar um quarto no hotel Maloudja Bungalows. Como o nome sugere, são bangalôs, dezenas deles, em uma praia particular linda. Adivinha se eu não era o único cliente? Paguei 15 mil francos por noite, mas não havia ventilador e nem água corrente. Além disso, os bangalôs estão caindo aos pedaços, literalmente. Mas essa situação está para mudar, pois uma cia dos Emirados Árabes assinou um contrato para renovar o hotel completamente. Aproveitei o resto da tarde para mergulhar. Com meu equipamento de snorkeling, explorei por 2 horas quase toda área da praia, cheia de corais rasos. Vi uma porção de espécies diferentes, mas como a profundidade máxima é de uns 3 metros, nada grande passou pela minha vista. A visibilidade também não é tão boa. Quando já estava para sair, avistei duas moreias e dois peixes-escorpião. Depois do pôr do sol no mar, jantei no restaurante da hospedagem. Por 4 mil francos veio uma montanha de carne de carneiro, batata-doce e banana-da-terra. Acabei não conseguindo vencê-la. Terminei o dia (e mais o seguinte) sem cag*r mais nenhuma vez desde que tomei as 2 cápsulas de Imodium. Remediozinho eficiente esse, hein? Dia 36 O café da manhã poderia ser um pouquinho melhor. Depois que o tomei, caí na água novamente. Dessa vez, fui até onde estava o barco de um pescador, há uns 600 metros da praia. Assim, consegui chegar na zona onde a profundidade aumenta e, consequentemente o tamanho das criaturas. Infelizmente já estava tarde e não pude ficar muito, mas consegui ver duas tartarugas-de-pente antes de retornar. Meu almoço foi um baita prato de polvo (que eu vi sendo caçado com arpão enquanto eu mergulhava), acompanhado de batata-doce e fruta-pão, também por 4 mil francos. À tarde, mergulhei novamente na praia do hotel, vendo alguns bichos novos. A coisa que mais me incomodou aqui não foi o calor, mas os mosquitos, que não te deixam em paz em momento algum. Se eu pegasse malária, haveria grandes chances de ter sido daqui. Obs: segundo os nativos, o repelente que usam e que funciona bem é uma mistura de óleo de coco com essência de ylang-ylang. Jantei galinha com batata-doce e salada. Depois disso, parti pro meu bangalô. Dia 37 Caminhei pela estrada de chão até 3 praias após a do hotel, no local conhecido como Trou du Prophète (Buraco do Profeta). É tido como um local sagrado, onde Maomé esteve. No entanto, não vi nada de especial por lá, e é uma localização tão maltratada quanto as outras. Lá fica outra hospedagem rústica, o Chez Micky. Fui nadando até as profundezas, mais próximas da costa por aquelas bandas. As ondas atrapalharam um pouco, mas um tempo depois eu cheguei. Vim acompanhando o relevo submarino acidentado paralelamente à costa, em direção ao meu hotel. Ainda que as paisagens subaquáticas sejam belas, não vi muitas espécies novas a princípio. Uma certa hora vi uma baita barracuda na coluna d'água, mas quando ela me viu, se mandou. O auge foi uma arraia grandona, o maior animal que vi, acompanhado de uma rêmora. Mergulhei em direção a elas, mas quando eu subi para respirar elas vieram em minha direção! Tomei um baita susto, mas nada de grave aconteceu, pois elas mudaram de rumo em seguida e foram embora. Sendo assim, voltei à praia para almoçar peixe. Depois, fiquei curtindo o visual e conversando com os poucos nativos que falavam bem inglês. No final da tarde a praia se encheu de jovens, ouvindo música e jogando futebol. À noite, jantei e fui dormir mais cedo. Dia 38 Às 6 e meia, por um trocado eu peguei carona com um motorista que iria passar pelo aeroporto, onde fiquei. Gastei o resto dos meus francos num souvenir e embarquei no primeiro dos 4 voos do dia! Após escala em Mayotte, desci em Madagascar através da Air Madagascar. Ainda bem que não precisei de um visto de trânsito lá, pois não tinha mais dinheiro algum. Fiquei usando o wi-fi livre enquanto aguardava o voo seguinte pela Air Austral, com escala em Reunião e destino em Maurício. Os últimos voos atrasaram um pouco. No desembarque já fiquei impressionado com o desenvolvimento do país, fato que eu iria confirmar nos dias seguintes, pois nem parece a África. Brasileiros não precisam de visto, então passei tranquilo, saquei as rúpias de Maurício (10 = 1 real) e comecei a dura negociação com os taxistas, já que era umas 10 e meia da noite e não havia mais ônibus há horas. O melhor que consegui até Mahebourg, apenas 9 km distantes dali, foi 400 rúpias (sim, os táxis são caros aqui). Dormi no Bamboo Guesthouse, onde tive uma suíte para mim com ar condicionado (aleluia!) e café da manhã por 880 rúpias. Dia 39 Tomei o café e segui ao terminal de ônibus, onde embarquei no n° 46 até Point Jerome (20 rúpias). Ali fica a sede da ONG que cuida da conservação de Maurício e principalmente da pequena Ile aux Aigrettes, logo em frente. Por 800 rúpias me registrei na hora para o tour guiado das 10 da manhã. Passado um pequeno trecho de lancha, desembarca-se na ilha que é o melhor exemplo de restauração ambiental ao que era antes de Maurício ser ocupado pelos colonizadores e ter muitas de suas espécies extintas, como a simpática ave terrestre dodô. Vimos na natureza algumas das espécies de plantas e animais endêmicas das ilhas Mascarenhas (Reunião, Maurício e Rodrigues). Foi um passeio de mais de 1 hora e meia bem bacana. Retornei de ônibus, parando no supermercado London Way para comprar comida e almoçar (80 rúpias num yakisoba). Em continuação, andei até o Museu Nacional de História. Gratuito, é interessante a visita, pois conta através de muitos artefatos e de descrições em inglês e francês sobre a história das ocupação holandesa, seguida pela francesa e por fim pela inglesa, além dos indianos, que desde o início até hoje formam a base da população, junto com os negros descendentes de escravos. Já no meio da tarde, dei uma passada pelo mercado (Bazaar) de Mahebourg. A grande maioria do que é oferecido à venda são alimentos, então não achei um souvenir interessante. Enquanto meu ônibus seguinte não partia, dei uma averiguada no bonito calçadão à beira-mar, que fica ao lado do terminal de ônibus. Por uns trocados, cruzei o meio do país no ônibus n° 198, levando mais de uma hora para chegar no Bagatelle, um dos modernos shoppings do país. Foi lá onde reencontrei meu colega de colégio Túlio, 13 anos depois. Comemos na praça de alimentação e em seguida fui para seu baita apartamento, onde fiquei hospedado pelos dias seguintes, na cidade de Moka. Passamos o resto da noite conversando. Dia 40 Pelas 8 e pouco eu já estava no ônibus n° 173, que por 31 rúpias atravessou um trânsito intenso, levando uma hora e meia para chegar em Curepipe, na estação de Jan Palach Nord. Para prosseguir na viagem, atravessei a rua para Jan Palach Sud, onde tomei a condução n° 133 em direção ao sul, até Souillac (34 rúpias). Esse trecho, no entanto, levou menos da metade do tempo, apesar de cobrir uma distância quase duas vezes maior. No caminho, é canavial pra tudo quanto é lado. Ainda assim, um caldo de cana custa o dobro do preço do Brasil! Nesse povoado, desci para conhecer a praia de Gris Gris. As falésias sendo atingidas por ondas violentas são impressionantes, bem como a floresta que a cerca e a pedra que chove. Andei mais um pouco, passando em frente ao museu Robert Edward Hart, onde resolvi entrar, já que é gratuito. É a casa de coral do poeta e naturalista das Ilhas Maurício, com seus pertences, incluindo uma coleção de insetos. Almocei no restaurante Rochester Falls. Com 390 rúpias comi um prato típico mauriciano: curry de polvo. Gostei. Tive que andar em meio ao canavial num sol forte para chegar na cachoeira de Rochester Falls. A altura não é tanta, mas as colunas basálticas são bem interessantes, e um banho foi bem convidativo e necessário. De volta a Souillac, esperava no terminal de ônibus quando uma van passou chamando pra direção que eu seguiria, então eu entrei. Em Baie du Cap eu peguei o ônibus seguinte, n° 5, que seguiu pela costa sudeste, bastante cênica, até Quatre Bourne. Novamente, assim que desci no ponto final já apareceu a condução necessária seguinte, no caso o n° 153 até Moka. O trajeto de Souillac até Moka levou nada menos que 3 horas, então ao chegar o sol já se despedia. Jantamos e tomamos um chope na Flying Dodo, a primeira microcervejaria artesanal do país. O bar fica no shopping Bagatelle, mas é um pouco carinho. Dia 41 Túlio me deu carona até o terminal de Quatre Bornes, onde eu subi no ônibus até a entrada da estrada de terra ao sul do monte Le Morne. Aparentemente não há padrão para os ônibus, pois cada um que peguei estava num estado diferente, mas todos sem ar condicionado. Um km e meio depois, cheguei ao portão, onde fica também o estacionamento pra quem vem de carro. Não precisa pagar nada, basta colocar seu nome num caderno e começar a ascensão. Não há onde obter água, e o tanso aqui esqueceu a garrafa no carro. No início o sol não é um problema, já que as árvores cobrem a trilha aberta. Segui subindo em meio a outras poucas pessoas. Na metade do caminho há uns mirantes e a vegetação vira arbustiva. Teoricamente não se pode passar dali, já que o setor final é bastante inclinado, sendo necessário realmente escalar. Como a corda que auxiliava não é está mais lá, tentaram proibir o acesso, mas bastante gente, como eu e os guias, ainda sobem. Com muita cautela escalei as rochas e cheguei à cruz implantada no ponto mais alto possível para quem não tem equipamento de escalada. Levei uma hora líquida até lá em cima, há 490 metros de altura (a saída é do nível do mar). É possível ver quase todos os lados desse ponto. Não há palavras que descrevam a incrível vista das montanhas esverdeadas, das ilhotas costeiras e da grande barreira de corais que cerca Maurício. Destaque também para os belos rabos-de-palha, que fazem acrobacias ao redor do monte. Muitas fotos depois desci, levando quase uma hora. Peguei o mesmo ônibus de volta, descendo no shopping Cascavelle para almoçar e matar a sede que já estava insuportável, já que eu fiquei mais de 6 horas sem beber nada. Depois disso, fui com meu camarada até a praia de Flic en Flac, onde paramos no bar de um resort para tomar uns drinks nada baratos. Após o pôr do sol, jantamos no restaurante Twin’s Dragon II, também nesse bairro. O ambiente até que é bom, mas a comida enfeitada não é grandes coisas, além de ser cara. Dia 42 Com o ônibus n° 93 fui até a capital Port Louis. Lá, caminhei pelas ruas movimentadas e cheias de prédios do centro. Comecei pelo Caudan Waterfront, uma área mais nobre em frente ao mar e ao lado do porto. Aqui ficam lojas e restaurantes caros. Em sequência, uma bela caminhada morro acima até o Fort Adelaide. Das ruínas sobrou pouco, mas a vista 360° de toda cidade e dos morros vale a subida. Passei pela exótica mesquita Jummah e pelo bairro China Town, até parar no mercado central. Provei alguns sabores de Maurício, como o “dholl puri”. É uma massa mole feita de uma lentilha amarela cujo interior é preenchido com gororobas pastosas coloridas. Por apenas 12 rúpias, é uma das comidas mais baratas que se acha, sendo bastante popular nas ruas. Nada mal. Comprei um souvenir na seção do mercado destinada a isso e segui para o patrimônio da humanidade Aapravasi Ghat. Gratuito, contém um centro de interpretação com informações sobre o que se deu aqui no passado, além das ruínas das construções. Esse lugar foi responsável pela recepção, alojamento temporário e todos os trâmites dos imigrantes, sobretudo indianos, que substituíram os escravos após a abolição da escravatura. Foram centenas de milhares que permaneceram, formando o povo de Maurício. Na estação norte, continuei no ônibus n° 22 até Pamplemousses, onde fica o principal jardim botânico do país. Paga-se 200 rúpias para o acesso ao parque paisagístico. É bonito mas nada de especial, já que a principal atração é um lago artificial com vitórias-régias brasileiras. Também há tartarugas gigantes e cervos, além dos muitos passarinhos soltos. Voltei à casa no final da tarde. Fomos até o norte da ilha para jantar numa pizzaria italiana. Dia 43 Passamos o dia num passeio de barco de Grand Baie à ilha Gabriel, no norte de Maurício. Meu parceiro conseguiu por 900 rúpias, bem menos que o preço normal, comprando num site de compras coletivas. Pelas 9 subimos no catamarã, junto com uma dezena de turistas. Enquanto aproveitávamos as bebidas liberadas, cruzamos o mar passando a impressionante ilha Coin de Mire. Cerca de uma hora e meia depois do início, o barco parou entre as ilhas Flat, onde fica um farol, e a Gabriel, onde desembarcamos. Praticamos um pouco de snorkeling, vendo alguns corais rasos com peixes, cefalópodes e até uma tartaruga-verde que nem ligou para a nossa presença enquanto comia as algas. Quando chegou a nossa hora de comer, deixamos a água. No cardápio, salada, macarrão e proteínas animais variadas. Tivemos mais um tempo à toa na ilha, em que eu dei uma caminhada e tirei fotos das aves tropicais. O retorno foi concluído depois das 4 e meia. Voltamos à casa do Túlio e nos arrumamos para partir. Ele foi ao aeroporto e me deixou numa pousada próxima de lá, a VG Royal Residency. Tive uma suíte grandona com ar, TV e internet por 1100 rúpias. Desci para provar a última das comidas principais da culinária mauriciana, o “boulette”. Como o nome indica, são bolotas de massa recheadas por alguma proteína e mergulhadas em um tempero. Provei 6 tipos, nenhum ruim, por apenas 65 rúpias. Dia 44 De manhã cedo caminhei até o aeroporto, troquei as rúpias restantes por euros e aguardei o embarque internacional até Reunião. Lá tive que fazer uma conexão de um dia antes de continuar a volta para casa. Ao desembarcar, esperei o próximo ônibus até a capital Saint-Denis (5 euros). Caminhei pouco pelo centro, pois estava quente e eu não o achei tão interessante. Sendo assim, só comi um kebab e fui pro Hotel du Centre, onde um quarto pequeno com ar e TV me custou 35 euros. Dia 45 Como o único jeito de ir de forma mais barata até o aeroporto no começo do dia de domingo envolveria uma caminhada seguida por um ônibus às 5 e 20 e mais outra caminhada, optei pelo transfer do hotel por 15 euros, saindo às 6 horas. Voei de Air Austral até Seicheles, onde ficaria mais 2 dias por 280 reais, mas dessa vez hospedado num Airbnb próximo ao aeroporto. Com o feriado de Páscoa, tudo estava fechado. Sendo assim, só me restou almoçar no “takeaway” do aeroporto, chamado SkyChef Shop (a partir de 50 rúpias) e pegar uma praia depois. Escolhi a de Baie Lazare (ônibus n° 5) que, assim como as demais, estava cheia de gente comemorando a folga com música, comida e bebida. Fiquei relaxando na água morna por um tempo. Jantei arroz, curry de carneiro e salada no mesmo lugar e depois me recolhi, tentando fazer uso da internet sofrível da hospedagem. Dia 46 Tomei o café da manhã e fiquei de bobeira até a hora do almoço. Aqui o feriado se estende até segunda, então a situação continuou igual. Peguei meu equipamento de mergulho e parti com o ônibus n° 9 até o ponto final da longínqua Port Launay, onde caminhei mais 3 km até a praia pouco visitada de Baie Ternay. O mar desse local é protegido por um parque marinho, sendo ótimo para mergulhos. Nas mais de 2 horas em que fiquei submerso, vi os corais de sempre, mas também várias barracudas, três arraias-chita e cardumes não com centenas, mas milhares de peixes! Na volta a maré estava tão alta que não havia mais faixa de areia. Quase pisei numa arraia. Descansei nas águas quentes de Port Launay enquanto o ônibus não saía. Depois do longo retorno jantei no aeroporto e me retirei. Dia 47 Não fiz praticamente nada o dia todo, já que teria o voo no fim da tarde e o dia estava quente demais. Sendo assim, só fiquei pelo aeroporto. Voei de Ethiopian Airlines até Adis Abeba, recebendo hospedagem gratuita no hotel Empire Addis, que possui uma das maiores suítes em que já fiquei. No entanto, nem pude aproveitar, porque do desembarque até chegar no hotel levou 2 horas, graças à fila enorme da imigração. Dia 48 Tomei o café e me levaram de volta pro aeroporto, onde peguei o voo para Guarulhos. Tudo normal, com exceção da quase totalidade de filipinos a bordo. Vi uma porção de filmes, li e comi pro tempo passar. No final da tarde cheguei, mas ainda tive que esperar umas horas para finalmente chegar em casa em Floripa, tomar um banho gostoso e ter uma boa noite de sono, sonhando com as memórias dessa baita viagem. Curtiu? Então dá um pulo no meu blog e confere outros tantos destinos interessantes: http://rediscoveringtheworld.com
  12. Para minha surpresa, Holambra é um amorzinho de cidade. Ainda jovem, no ano de 2017 completou 26 aninhos, comemorados a partir da emancipação do município em 1991 e não da chegada dos primeiros holandeses, que ocorreu em 1948. Está localizada no interior paulista, bem pertinho das cidades de Arthur Nogueira, Jaguariúna e Campinas. É famosa nacionalmente pelo comércio de flores e plantas ornamentais, sendo responsável por 45% da produção nacional. Talvez você não tenha ideia de onde fica essa cidade, do seu tamanho, da sua história... Mas é bem provável que já tenha ouvido falar da Expoflora, a maior Exposição de Flores da América Latina, sediada na "Holanda brasileira" anualmente no período de agosto a setembro. Algumas curiosidades: o nome é formado da junção de partes de três palavras Holambra = Hol: Holanda + Am: América + Bra: Brasil, a cidade se destaca pela alta qualidade de vida da população e também como detentora do melhor índice de segurança do país. Bom, como eu disse me apaixonei por Holambra. No intervalo de 1 ano, visitei-a umas quatro vezes e todas elas foram muito agradáveis, cada uma à sua maneira. A primeira visita não poderia ter sido em outra ocasião, Expoflora 2016. Fomos em um sábado de manhã, num grupo de sete pessoas. Chegamos uns 10 minutos antes da abertura dos portões (9hrs), por isso conseguimos estacionar tranquilamente nas vagas do lado de fora do estacionamento e muito, muito perto da entrada principal. Engana-se quem pensa que só havíamos nós lá nesse horário. Já havia umas 100 pessoas ali, em fila, aguardando para entrar, mas tudo estava muito organizado. Por volta das 13hrs, os pavilhões começaram a encher pra valer. Mas nesse tempo já havíamos visto quase todos os ateliers e exposições, almoçado, comprado, ou seja, é possível fugir da hora do rush mesmo aos finais de semana viu gente! Uma dica: a Expoflora, se programada com antecedência, pode sair bem em conta, com os ingressos custando menos de 20 reais (inteira). A segunda vez foi uma visitinha em casal, num clima mais romântico, sem programação. A ideia era passear pela cidade, almoçar, comer uma sobremesa, tirar umas fotos, sentar em uma praça pra papear e só. Dessa vez não chegamos tão cedo, por volta de 10h, passeamos por diversos pontos turísticos e paramos no Deck do Amor, demos uma voltinha pelo Moinho e caminhamos por alguns bairros e ruelas na região do Centro de Convenções (onde rola a Expoflora). Almoçamos no Martin Holandesa e lá experimentamos uma sobremesa típica holandesa (que eu não me atrevo a dizer o nome) maravilhosa!!! É uma maçã inteira, cozida no vapor e envolta em uma crosta de massa folheada com sorvete de creme. Bom demaaaais!! Na outra visita, o passeio foi em família, com a sister, papai e vovó e o objetivo seria levá-los aos campos de flores, que é uma atração à parte. Estudei um pouquinho sobre as opções e descobri que as visitas aos campos são feitas apenas mediante agendamento, via agências de turismo. Há passeios em praticamente todos os dias da semana e durante todo o ano, porém a cultura visitada pode variar por “n” motivos: estação do ano, condição climática, condição das flores e anuência do proprietário. Por esse motivo, recomendo contactar a agência com pelo menos dois dias de antecedência para verificar a disponibilidade do passeio e qual o tipo de campo está aberto à visitação. Os roseirais, por exemplo, só estão disponíveis nos meses mais frios do ano, crisântemos e gérberas o ano todo, girassóis na primavera e por aí vai. Além disso, um guia acompanha todo o percurso contando a história da cidade e curiosidades sobre as flores. Ah, se você também achava que veria um campo de tulipas (flor símbolo da Holanda) em Holambra (assim como eu achava), isso não será possível. Até existe o cultivo dessa flor por lá, mas os proprietários não permitem o acesso de visitantes. O cultivo e manutenção das tulipas no nosso clima tropical são complicados e todas as condições de umidade, temperatura e doenças são rigorosamente controladas em estufa. Entre as principais atrações turísticas, está o Moinho dos Povos Unidos. Ele é considerado o maior moinho da América Latina com 38,5 metros de altura e mais de 90 toneladas e é uma réplica fiel dos moinhos holandeses usados para moer grãos. O monumento foi construído no local mais alto da cidade, dessa forma, com 10 reais, é possível entrar e subir até seu topo tendo uma visão privilegiada. O Deck do Amor em frente ao Lago Vitória Régia, onde os enamorados espalham cadeados com suas iniciais nos alambrados, também merece uma visita. Ao sair da cidade, não deixe de passar pelo Grande Portal Turístico de Holambra, que em certa época do ano (abril, senão me engano) está todo florido. Também vale uma parada no Memorial dos Imigrantes e no Lago do Holandês, um antigo point de recreação que está sendo revitalizado pela prefeitura. Bom, não dá para passar em Holambra (que seja um dia) sem provar a culinária holandesa. Cada vez que vou à cidade experimento um restaurante e uma confeitaria diferentes. Algumas são muito tradicionais! Não dá para ignorar! Adianto aqui que as opções de refeição variam muito, dá para optar pelo tradicional à kilo ou self-service coma à vontade, assim como pratos à la carte. Dentro de cada uma dessas possibilidades, os preços também variam. Aí fica a cargo do freguês. Entre os restaurantes, guarde esses nomes: Martin Holandesa, Casa Bela, The Old Dutch e Amsterdan, esse último o mais em conta dos quatro e o point mais badalado da Expoflora. Em relação às confeitarias, experimente as tradições holandesas do Martin Holandesa e da Zoet en Zout. Maravilhosas!!!! O diferencial de Holambra é o seguinte: Independente do objetivo da viagem trata-se de um destino agradável, seguro, bonito para os olhos, gastronomicamente delicioso e com atrações turísticas gratuitas ou a preços acessíveis. Bom passeio!
  13. Oi, pessoal! Fui ao Chile tem alguns dias (26/03/18 - 31/03/18). Vou colocar aqui o que tenho salvo ainda do roteiro que programei. E ao final deixarei algumas observações gerais sobre a viagem. Espero que ajude alguém. Meu roteiro não foi um roteiro SUPER barato, mas também não saiu caro. Ao final da viagem, com transporte, alimentação, lembrancinhas, passeios, restaurantes, e baladas, gastei R$1.600,00, pegando a cotação 184, 183 e 181 (fiz três trocas de câmbio em 3 dias diferentes, por isso a variação), sendo que 150,00 troquei no aeroporto, logo na chegada, por 169 (mesma cotação das casas de câmbio no Brasil no dia, porém, não paguei IOF ou taxa de câmbio, algo que eu teria pago se tivesse trocado por aqui antes de ir). Já "ouvi" pessoas neste fórum criticarem meu roteiro chamando minha viagem de "esnobação", e que isso aqui é fórum para mochileiros e blábláblá. Então antes de tudo quero dizer que eu realmente não estava com um orçamento apertadíssimo, mas também não estava gastando horrores. Foi minha primeira viagem sozinha pra fora, então com certeza cometi erros (como conto no relato abaixo), e também não quis correr grandes riscos, mas no geral acho que fiz boas economias, mesmo tendo ido em dois restaurantes considerados caros e turísticos, e feito um dos passeios com agência. Enfim, fica aqui o relato para levarem em consideração algumas coisas na hora da viagem de vocês, seja ela mochileira, baixo custo c/ conforto ou esnobação haha. Antes de mais nada, SOBRE TRANSPORTE: me locomovi somente por metrô e ônibus. Para facilitar, eu indico a vocês baixarem o aplicativo Moovit e usá-lo na hora de usar meio de transporte público em santiago. Foi a minha SALVAÇÃO. Eu colocava como local de saída a estação de metrô quando saía do Hostel, ou o endereço onde eu estava, quando não estava perto de nenhuma estação. E colocava como destino o endereço do lugar que queria ir. O aplicativo dá pra você qual a cor do metrô que tem que pegar, para qual direção, em qual estação, avisa qual estação é pra descer, se tem que pegar ônibus também manda a localização do ponto de ônibus pra você seguir pelo GPS, informa qual o número do ônibus pegar e onde descer. Enfim, praticamente carrega a pessoa. MELHOR COISA DA VIDA. Usem sem dó. Eu só me locomovia assim por lá e deu super certo. 1ºDIA - 26/03 - SEGUNDA 1) Câmbio no aeroporto: Troquei R$150,00 na casa de câmbio Afex (fica à direita da saída para a área de pegar as bagagens, saindo do duty free). Errei em ter trocado tanto, já tinha uma ideia que o meu transfer até o hostel ia ser por volta dos $7.500 pesos, mas fiquei com medo de só trocar 10 mil pesos (que era minha intenção original) e acabei trocando 150 reais em uma cotação de 169, o que rendeu por volta de 25.000 pesos. NÃO VALEU A PENA. Deveria ter trocado só o necessário para o transfer. Sobre o transfer: em todo lugar que li diziam ser a melhor maneira para ir até o hostel. Não cheguei a verificar o transporte público, porque como estava sozinha e cheia do dinheiro para trocar quis pegar uma van mesmo. Transfer Compartilhado é mais em conta, o motorista espera a van encher ou passar 15min, dependendo do que acontecer primeiro (geralmente lota, porque chegam várias pessoas no mesmo avião e quase todo mundo vai pros transfer, pelo que vi lá), e aí a van van deixando as pessoas em seus hotéis. Demorou 1h até o Hostel onde fiquei (Kombi Hostel - no bairro Recoleta, localizado a duas quadras do Patio Bellavista). O hostel que peguei ficava no centro, e fui a última a ser deixada, todo mundo que estava hospedado na região do metro Santa Lucía e Plaza de Armas (centrão de Santiago) desceu antes de mim. As duas empresas de transfer que vi no aeroporto (depois de pegar as malas você passará por um último raio-x, da receita deles, acredito. Saindo desse raio-x já dá pra ver os balcões das empresas à esquerda): Transvip e Transfer Delfos. Dá para fazer simulação de preço nesses links (clique no nome da empresa que coloquei aqui). Paguei 7.500 pesos com a Delfos, que era a que não tinha fila no momento em que cheguei, mas pelo site da transvip estava saindo o mesmo preço. Na hora em que fui contratar o transfer já quis contratar o de volta e deixar garantido, mas o atendente me entregou um cartão e disse que era para entrar em contato por whatsapp com eles mais próximo da data da volta para agendar e que o preço sairia o mesmo que eu estava pagando ali (7.500). Acontece que quando eu mandei whats para ele na quinta (voltei no sábado) a pessoa quis me cobrar 8.000 pesos. Expliquei toda a situação do aeroporto e que o preço que haviam me passado tinha sido 7.500. Depois de um pouco de conversa (com ajuda do google tradutor kkk) consegui que fizessem por 7.500. Fica aí a dica e alerta! 2) Câmbio: nas ruas (calle) Agustinas e Moneda estão as casas de câmbio com a melhor cotação, perto da Plaza de Armas. Ficam abertas das 9h às 18h, entre o Paseo Ahumada e calle Banderas, no centro de Santiago. Aos sábados ficam abertas até as 14h, e aos domingos sempre tem uma ou outra casa aberta até as 14h, mas não é garantido (a do shopping Costanera fica aberta - Afex). No shopping costanera tem essa casa de câmbio com preços bons também, mas com certa diferença para as da agustina, então só indico para casos de necessidade porque não é a mesma coisa. A casa de cãmbio dentro do Patio Bellavista (um mini centro comercial no bairro Bellavista - centro) é a pior de todas. Nem cheguem perto. Só trocar dinheiro nas casas da rua (ficam várias casas uma ao lado da outra na agustina), não subir nos prédios (algumas podem ser golpe pelo o que me informaram no hostel) e não esquecer de pedir notas pequenas também para ter trocados (1.000 pesos). A JM Cambios costuma ter a melhor cotação, mas você pode verificar qual a melhor enquanto anda ali, eu sempre olhava todas, nas 3 quadras em da agustina em que estão mais aglomeradas, para depois trocar. https://www.cambiosantiago.cl/ - acompanhar câmbio (geralmente lá o preço é um pouco melhor do que neste site). 3) Sky Costanera: Peguei metrô na estação Santa Lucia e desci na estação Los Leones. Comprei Tarjeta BIP na estação (necessária para pegar a maioria dos ônibus e os metrôs - custou $1.550 sem carga).Vou deixar aqui a foto que bati dos preços do metrô. Sobre o Skycostanera, é a torre mais alta da América Latina, com um mirante no topo. Pode ter fila para subir, embora subam várias pessoas de uma vez. Localizado no Shopping Costanera Center. A visita ao mirante custa 15.000 pesos. Bilheteria se encontra no 1º andar. Se você for fazer compra nesse shopping, dá para ir no Informação para Turistas na entrada do shopping e pedir o cartão de desconto para turista. Basta mostrar o RG ou passaporte que eles dão um cartão válido por 7 dias para compras no shopping, mas não são todas as lojas que tem desconto. Porém, no dia em que fui, comprei um pizza individual da Domino's por $1.000 pesos, que foi meu almoço hahah Já ouvi dizer que às quartas-feiras, se não me engano até as 17h, a subida ao mirante é gratuita, então quem quiser economizar... Apenas verifiquem essa informação, porque não tenho certeza, é uma informação que escutei de outro mochileiro. Nesse shopping aproveitei e fui no mercado Jumbo, onde comprei os vinhos que quis trazer de lembrancinha muito mais em conta. Já tinham me dito que na vinícola concha y toro eram mais baratos os vinhos dela, mas não achei isso não, os que vi saiam quase o dobro na vinícola. Sem falar que no Jumbo você ainda pode aproveitar uma promoção ou outra que estiver acontecendo (final de mês estava cheio de promoção!). http://www.skycostanera.cl/pt/precos-e-horarios/#pt/planejamento Horário: de seg a dom das 10h às 22h (última subida ao mirante às 21h). Endereço: Avenida Andrés Bello 2425, Providencia, Región Metropolitana. Tomar cuidado em Providencia, dizem que possui maior ocorrência de furtos. 2ºDIA - 27/03 - TERÇA 1) Vinícola Concha y Toro: Tour marcado às 10h (em português). Peguei metrô às 8h. De fácil acesso por transporte público, possível ir de forma independente. Peguei Metrô na Baquedano, desci na estação La Mercedes, onde peguei o metrô vermelho, e desci na estação Plaza de Puente Alto. Tinha um ponto em frente a estação Plaza de Puente Alto, peguei o ônibus (metrobus) que me levava até a esquina da viníciola (a vinícola é virando à direita, bem próxima - ônibus 73, 80 ou 81 - Alto Jahuel param na esquina) que custou 600 pesos. A viagem de metrô e ônibus dura cerca de 1h, mas eu não estava em horário de pico. O tour tradicional dura cerca de 50min a 1h, guiado em português, e custa 16.000 pesos. Na vinícola aceitam o Brazilian Travel Card de desconto, que se faz pela internet antes de ir. Eu não sabia disso quando eu fui, mas fica a dica pra quem puder fazer antes. Pelo pouco que pesquisei sobre depois que voltei, esse BTC é um cartão que custa U$7, e você compra online (http://braziliantravelcard.com/), e tem direito a vários descontos em vários lugares nas principais cidades do Chile (não só Santiago). Vale a pena vocês conferirem se o valor pago no cartão compensa pelos descontos recebidos. O desconto dado na vinícola, por exemplo, seria de 2.400 pesos. Durante o tour foram feitas 3 degustações. Endereço: Avenida Virginia Subercaseaux 210, Pirque / Ramon Subercaseaux, 210 – Pirque. Horário: Segunda a Domingo. 10:00 as 17:10. Site para reserva do tour: https://www.conchaytoro.com/tour-wine-experience/reserva-tu-visita-pt/ 2) Passeo Ahumada: rua comercial fechada, não passa carros, apenas pessoas. Parei em um dos "cafés com pernas", são cafés em que as pessoas ficam em pé ao redor das mesas na calçada e as atendentes usam short curto, basicamente isso. Fiz várias compras nesse local, inclusive de perfumes e maquiagem, o resto não achei tudo isso. Vale a penas pesquisar os preços nas lojas dali. Aproveitei que estava no centro e fiz todo o tour pelo centro: Plaza de Armas, Catedral Metropolitana, Palacio La Moneda (não fiz o tour interno, mas pelo que pesquisei é gratuito para turistas. Também não vi a troca de guarda, porque em março ela só acontecia nos dias pares) 3) Restaurante Giratório: restaurante chamado Giratorio no 18ª andar de um edifício no bairro Providência. Próximo ao shopping costanera. A cada 1h o restaurante completa uma volta em seu próprio eixo, proporcionando vista da cidade e das cordilheiras. Fácil acesso através de metrô (descer na estação Los Leones - o restaurante fica em frente à saída da estação, mesma estação que se usa para descer quando vai para o Shopping Costanera). Realizar reserva antecipada (reserva por telefone ou e-mail). Fui bem no pôr do sol (19h), e a vista estava linda, mas já me disseram que no horário de almoço eles tem o Menu do Dia por um preço bem mais em conta. Espera máxima de 10min, não pode atrasar mais que isso. Gastei no meu jantar 26.500 pesos. Incluindo prato principal (lombo de porco com molho), um acompanhamento (purê apimentado), 2 long necks, uma água, sobremesa, e a gorjeta. Sinceramente, eu queria muito ir nesse restaurante pela vista e pela experiencia de estar em um lugar que gira. Então, pra mim, valeu a pena. A comida é bom, porém não é nada excepcional, mas pelo menos não peca. Eu achei caro sim, mas eu analisei o preço analisando os restaurante da cidade onde moro, em que um jantar sai basicamente a mesma coisa e não são nada turísticos como o Giratorio é. Então assim, vale você fazer a análise do que você está esperando: a experiência ou a comida. Se for pela comida, você pode achar lugar com a mesma qualidade por menos. Se for a experiência, vale a pena. Apenas frisando que eu comi apenas metade desse prato e metade da sobremesa, porque são porções grandes, às vezes compensa mais pedir um segundo acompanhamento e comer duas pessoas um único prato principal (carne). É que eu estava sozinha e não tive essa opção. Endereço: Avenida Nueva Providencia, 2250, Piso 16, Providencia-Santiago. Site: www.giratorio.cl (Reservas pelo telefone ou email [email protected]) Telefone: (56)22232-1827 ou (56)22334-5559 3ºDIA - 28/03 - QUARTA 1) Valparaíso: Peguei metrô na Baquedano, e fui até Universidad de Santiago (duração: 20min). O Terminal Alameda fica praticamente dentro do metrô, hora que desembarca já dá para ir seguindo as placas da TURBUS. A cada 15min sai do Terminal um ônibus até Valparaíso (duração: 1h30min). Paguei $3.000. Os ônibus da Turbus param em dois terminais Alameda (estação de metrô Universidad de Santiago, mais próximo do centro) e Pajaritos (na estação de metrô de mesmo nome), ambos estão praticamente dentro das estações de metrô. Na ida o ônibus para primeiro no Alameda, depois em Pajarritos, e na volta para primeiro em Pajaritos e depois no Alameda. Pode-se descer em qualquer um deles, aquele que for mais conveniente para a pessoa. Não comprei pelo site porque ouvi dizerem que não compensaria. Em Valparaíso passei muito frio. Saí de Santiago achando que iria passar calor (porque 11h em Santiago já estava todo mundo de short) cheguei lá e estava com uma neblina forte e muito fria a cidade. Fica a dica pra quem vai achando QUE por ser próxima de Santiago será a mesma temperatura: NÃO É. Na cidade fui primeiro no Porto (Muelle Barón) a pé ver os supostos lobos marinhos (não vi nenhum). Depois fui pelo centro da cidade até o Cerro Concepción. Sinceramente, só andar pelas partes mais altas da cidade já dão uma boa vista, eu não cheguei a subir o cerro porque como estava passando muito frio, desanimei e desci logo pra entrar em um restaurante e comer. Fui até o Reloj Turri, ali perto tem alguns restaurante. Almocei em um deles por $3.000 o prato do dia. Fui para o outro porto, Muelle Pratt. Tem feira de artesanato bem na frente dele. Comprei ali lembrancinha de Valparaíso e Viña del Mar (preço pouca coisa melhor que a Feira da Santa Lucía nas coisas de cobre). 2) Viña del Mar: Lá pelas 13/14h fui para Viña del Mar. Preferir ir de ônibus. Qualquer um que esteja passando pela Avenida Errázuriz (avenida da orla, bem em frente ao porto Muelle Pratt), indo sentido Viña del mar (sentido rodoviária da Valparaíso), eles param na frente do relógio das flores. Peguei um por $400 pesos. Do Relógio das Flores segui a pé pela orla até o Castillo Wulff. Bem próximo. Dá para entrar no castelo e é grátis (Horário: de terça a domingo, das 10h às 13h30 e das 15h às 17h30). Depois segui a pé para o Cassino, também seguindo a avenida da orla (você verá do outro lado da ponte o cassino). Dá para entrar de um lado e sair pelo outro, inclusive jogar. Grátis. Pelo horário segui para o Palacio Carrasco (Aberto das 9h às 17h30min e aos sábados das 10h às 13h). Paga para entrar. Quando fui estava fechado para reforma, então não consegui entrar. Fica na mesma quadra que o museu Fonk, logo ao lado dele. Segui para o Museu Fonk (Aberto das 10h às 18h. Entrada $2700). Tem uma feirinha de artesanato na frente, mas se for querer comprar algo ali sai mais caro que na feira de Valparaíso ou na do Cerro Santa Lucía em Santiago. Comprei lembrancinhas Rapa Nui (essa estátua) na feira do Bairro Bellavista, na rua Pio Nono, em Santiago, ela é pequena, porém com ótimos preços também. Melhor do que comprar em Valparaíso ou Viña del Mar. http://www.museofonck.cl/ Por último vi o Palacio Rioja (aberto das 10h às 13h30 e das 15h às 17:30). Fazem vistas guiadas para grupos, mas é preciso agendar pelo email ([email protected]), indo sozinho não precisa agendar. Guia em espanhol. Duração de aproximadamente 20 a 30 min. É um palácio onde você passa por quase todos os cômodos da casa. Muito bonito e gratuito, sem falar no jardim do lado de fora. Ao final do dia fui curtir um pouco o restante do sol na areia da praia. Fiquei até o sol se pôr, e depois fui embora para Santiago. Para ir ao Terminal Viña del Mar fui de uber. Gastei $1.500 pesos do começo da praia Acapulco até o terminal. A cada 30min sai um ônibus para Santiago. Paguei na minha volta $3.000 pesos. 4ºDIA - 29/03 - QUINTA 1) Bairro Patronato (bairro ao lado do Bellavista). Bom para comprar grandes quantidade de cachecóis e lenços. É a 25 de março de Santiago. Ir com roupa boa para provar roupas por cima, se for o caso, porque a maioria das lojas não deixa experimentar ou sequer tem provador. No Bairro tem uma Nicoply (loja chilena de roupa feminina), não cheguei a entrar nela, porque não me chamou a atenção pelos preços que vi online antes de ir, mas muita gente gosta de visitar. Comprei nesse bairro cachecol e lenço de lã de alpaca. São muito bonitos e a maioria dá desconto levando mais de 6 unidades. Trouxe vários para dar de lembrancinha, então consegui comprar cachecol de lã por 800 pesos cada (cerca de 5 reais, na cotação que peguei na época), e lenços também de lã (mais fina) por 1.800 pesos. Se estiver comprando muita coisa vale a pena pedir desconto. Diferentemente do Brasil, no Chile tudo abre tarde. Fui 9h para o bairro e pouquíssimas lojas estavam abertas, então se programem bem pra não perder tempo esperando loja abrir. 2) Outlet Buenaventura: Fica em um dos bairros mais afastados de Santiago. Muita gente disse que não dá pra chegar lá por transporte público e que era necessário pagar uber para ir, o que faria o preço das compras ali sair elas por elas. Acabei indo apenas porque meu pai tinha me dado dinheiro para comprar camisas da lacoste para ele (que no Brasil são 500,00 mais ou menos) e eu não tinha encontrado nenhuma loja que as vendesse no Costanera. Pelo aplicativo Moovit coloquei que iria sair da estação de metrô Baquedano e consegui ir por ele até a estação Zapadores, onde desci e peguei um ônibus no ponto que se encontra na esquina e que no final parou bem enfrente ao outlet. Sobre os preços, como a cotação que peguei estava cara (184 foi a mais barata que consegui) acabei não comprando muita coisa ali porque os preços não compensavam tanto por causa da cotação, mas não por causa do preço em si. Mas as camisas do meu pai, por exemplo, saíram por R$160,00 (BEM abaixo dos R$500,00 pagos por aqui), e basicamente o mesmo preço que ele havia pago em dólares em uma viagem que ele fez aos Estados Unidos alguns anos antes ($40 dólares cada em 2015 no EUA). Ou seja, dependendo do que for comprar por lá, compensa e MUITO. 3) Cerro Santa Lucía: O Cerro faz parte de um parque florestal pequeno. Da para subir por rampas e escadas até o mirante, passando pela Terraza Neptuno (fonte de água). Passem pela feira de artesanato do local. É a mais barata. Fica do outro lado da avenida, em frente ao cerro. Melhor lugar para comprar principalmente jóias de lapislazuli. 4) Restaurante Bali Hai: O restaurante que mais gostei. Você paga 32.000 pesos (aperitivo, entrada, prato principal, sobremesa), bebidas e gorjetas separado. Tem um show durante o jantar que dura cerca das 21:30 às 23/23:30. Nesse show de dança que acontece durante o jantar inteiro os dançarinos trazem as mais diversas culturas das diferentes partes do Chile, fazendo as coreografias conforme o jeito de dançar de cada lugar, inclusive das tribos da polinésia. Muito divertido o lugar e o show. Os dançarinos tiram as pessoas para dançar em vários momentos durante o espetáculo. Se tivesse que escolher entre Giratorio ou Bali Hai, seria Bali Hai. Embora o preço seja mais caro, achei a comida mais gourmet e fora o show de dança que foi muuuito bom e animado. Cheguei no restaurante por metrô + ônibus. O ponto de ônibus é bem em frente ao restaurante. E mesmo voltando a noite sozinha não me senti insegura em nenhum momento. Endereço: Av Cristobal Colon 5146, Las Condes.Santiago, Chile. Reservas: [email protected] 5ºDIA - 30/03 - SEXTA 1) San José del Maipo + Embalse el Yeso + Baños Colina (dia inteiro): Para ir a melhor forma é por agência de turismo (média de 55.000 pesos - paguei 50.000 com a empresa Viaja Brasil). Passeio dura 9 horas. Van sai cedo e chega somente a noite em Santiago. Levem lanche na bolsa e umas duas garrafas de água, porque lá na entrada do Embalse tem apenas uma lanchonete com preços mais altos. A empresa Turistik (https://turistik.com/pt/) faz o passeio, e em Embalse el Yeso é oferecido uma taça de vinho, queijos, castanha e azeitona para os turistas. O passeio passar pelo vilarejo San Jose de Maipo, pelo Embalse, por cachoeiras de degelo, e finaliza com um almoço em um restaurante típico na volta. Outra empresa para comprar o tour recomendada é o Get Your Guide (https://www.getyourguide.com.br). É possível perguntar antes por mensagem por quais pontos o tour passa, se inclui os 3 ou só 2 deles. A que usei foi a empresa Viaja Brasil Tour (http://www.viajabrasiltour.com.br/tours.html). O passeio custou 50.000 pesos. Durou o dia inteiro. Saímos às 06h da manhã de Santiago, com parada para comprarmos café da manhã em San José del Maipo. Depois seguimos para Baños Colinas, onde curtimos as termas e comemos no almoço um piquenique de vinho, suco, frios, bolachas, e biscoitos (esse almoço incluso no preço do pacote). Seguimos, por fim, até o Embalse. Chegamos em Santiago por volta das 19h. Levar várias garrafas de água, porque por causa da altitude é necessário ficar tomando água o tempo todo para evitar mal-estar. 6ºDIA - 31/03 - SÁBADO Tinha me programado para ir de manhã ao Cerro San Cristobal e depois pegar meu transfer para o aeroporto. PORÉM, fui em uma balada no Bairro Bellavista com o pessoal do hostel na noite anterior e no outro dia estava mor-ren-do. Não tive condições. Acabei ficando no hostel mesmo, porque meu transfer me buscava às 11h, e eu acordei tarde e ainda tinha malas para fazer antes de ir. INFORMAÇÕES GERAIS HOSPEDAGEM: A hospedagem no Chile tem 19% de imposto além do preço da acomodação, mas estrangeiros não precisam pagá-la se pagarem em dólar americano ou cartão de crédito. DICA - levar em dólar o valor da hospedagem. ENTRADA: Não precisa de passaporte, apenas RG com menos de 10 anos. Não se aceita outro documento de identificação sem ser RG. TRANSPORTE: Transporte público na cidade: ônibus não aceita dinheiro, metrô aceita. O ideal para economizar é comprar um Tarjeta BIP (1.550 pesos + 100 de recarga mínima) em qualquer estação de metrô (bilheteria) ou Centros Bip!, que é necessário para pegar ônibus, e também serve para metrôs. E com ela tem-se o direito a até duas integrações de ônibus + metrô no intervalo de 2 horas pagando-se uma só (o valor cobrado na integração é só o do metro) (http://www.tarjetabip.cl/). Preços e horários do metrôs: variam de R$3,50 a R$4,50 (https://www.metro.cl/tu-viaje/tarifas). Uber: o preço do uber para o táxi em um caminho do hotel para o aeroporto varia uns 3.000 pesos (uber: 15.200). Tendo como base o meu hostel que ficava próximo ao Pátio Bellavista. Usa-se o mesmo aplicativo do Brasil, mas na hora de pedir o preço já aparece em CHL. Intermunicipal: A melhores companhias são Pullman, Turbus, e JAC. As rodoviárias não são como as do Brasil, uma companhia pode parar em vários terminais. Tem que ficar atento para saber qual é o terminal certo de saída e de chegada. https://www.ventapasajes.cl/pullmanbus/?id=1511197013782 https://www.turbus.cl https://www.jac.cl/ ALIMENTAÇÃO: os restaurantes colocam placas na frente com o “Menú del dia”. São menus com entrada, prato principal e sobremesa (postre), em média por 6.000/8.000 pesos. Come-se bem e mais barato que os demais pratos. Geralmente isso é só no almoço. TOMAR CUIDADO: no bairro Providencia tem ocorrência de furtos. Não dar bobeira, ser o típico brasileiro: mochila na frente do corpo, nada de celular nos bolsos, nem usar muitas jóias e usar doleira. Essas dicas valem para todos os bairros do Chile. Fiquem bastante atentos, pois na volta para o Brasil estava conversando com uma brasileira no aeroporto e ela me contou que havia sido furtada nas imediações da Plaza del Armas (centro de santiago). Ela deixou a bolsa do lado do caixa em uma loja, logo em seguida um idoso esbarrou nela, derrubando um monte de moeda que ele tinha na mão, e ela começou a prestar atenção nele e na filha dela que tentava catar as moedas, e quando virou de volta, a bolsa dela já tinha ido com os passaportes dentro e tudo. Ou seja, Chile não é Noruega. Ainda é América do Sul, ainda é perigoso, a gente só não tem tanta noção porque o perigo no Brasil é muito maior. Mas isso não significa que Chile é Suíça. TOMADA: 220V com 2 pinos redondos iguais as do Brasil antigas.
  14. NOSSO RELATO DE DEZEMBRO/2017, DETALHADO E COM DICAS ECONÔMICAS CIDADES/LOCAIS: CHUY – LA CORONILLA - PUNTA DEL DIABLO – AGUAS DULCES – VALIZAS – CABO POLÔNIO – LA PEDRERA – LA PALOMA – COSTA BONITA – EL CARACOL – LAGUNA GARZON – ARENAS DE JOSÉ INACIO – JOSÉ INACIO – SANTA MÓNICA – EL CHORRO – LA BARRA – PUNTA DEL ESTE – PIRIÁPOLIS – PLAYA PARQUE DEL PLATA – ATLANTIDA – EL AGUILA – FORTIN DE SANTA ROSA – MONTEVIDEO - COLONIA DEL SACRAMENTO – FRAY BENTOS CHUÍ TROCA DE ÓLEO + FILTRO ÓLEO+ FILTRO AR DA KOMBI: em uma casa de óleo ao lado do posto Shell-Atlântica: R$ 144,00. ACESSÓRIOS CARRO: compramos pelas lojinhas da Av. Uruguay/Av. Brasil - 1 triângulo extra: R$ 31,00. - 1 cambão: R$ 30,00. SEGURO CARTA VERDE: é vendido no Chuí. Os preços são todos na mesma faixa – R$ 220,00/mês. Porém nessas corretoras só se consegue comprar seguro para no máximo 30 dias. Se for usar para um período maior, compensa comprar o SEGURO ANUAL numa cidade chamada SANTA VITÓRIA DO PALMAR, à 23 km do Chuí: R$ 435,00 na corretora DS CRED. Não precisa comprar com antecedência. O atendimento foi ótimo e rápido. INTERNET: compramos um chip da Entel no Chuí mesmo. Só precisamos do RG para fazer o cadastro do chip. Pacote de dados de 10 GB por 10 dias por apenas $U 260,00 (ou R$ 32,50). Internet impecável, rápida e com sinal forte. Funciona em 95% da costa. CÂMBIO: fomos trocando pelo caminho à medida que precisamos. Sempre na faixa de $U 8,00 - $U 7,50 para R$ 1,00. Não encontramos muita variação. PERNOITE CHUÍ: último posto de gasolina da RS-471 (Shell Atlântica), pois não queríamos cruzar a fronteira à noite. Lugar seguro, funciona 24 horas, há motorhomes estacionados, wi-fi grátis (senha dentro da lanchonete). Banho R$ 10,00 pp (banheiro top 3 dos mais nojentos de toda nossa viagem, mas melhor do que ficar sem). Lanchonete e loja de conveniência. Aceita Real e Pesos Uruguaios. ADUANA: pegamos uma fila no escritório para carimbar os passaportes. Apresentamos a Carta Verde e o Documento do Veículo. Se for somente com o RG tem que preencher um formulário e apresentar junto à identidade sempre que requisitado. Se o carro for de terceiro ou estiver alienado precisa de procuração. A vistoria do carro foi super tranquila, só deram uma olhadinha por dentro da Kombi, não tocaram em nada, não pediram para abrir o frigobar, nenhum alimento ficou retido. Um casal de alemães que conhecemos lá tiveram que jogar fora todos os alimentos frescos que tinham no carro. Evite levar frutas, verduras, frios, carnes e ovos crus. Se estiverem cozidos passam. COMBUSTÍVEL: a gasolina no Uruguai se chama NAFTA (as variações são as nossas aditivadas e podium). Se você pedir Gasolina podem confundir com Gas Oil e encher seu tanque com Diesel. Fique atento! O preço da NAFTA no Uruguai é desanimador, $U 45,00/litro (R$ 5,62/litro). ALIMENTOS: Faça uma boa compra antes de entrar no país. Abuse de produtos industrializados em geral, biscoitos, chocolate, produtos de higiene pessoal e até mesmo papel higiênico e água. ̶P̶o̶r̶ ̶m̶e̶n̶o̶s̶ ̶d̶e̶ ̶R̶$̶ ̶1̶0̶,̶0̶0̶ ̶v̶o̶c̶ê̶ ̶s̶ó̶ ̶e̶n̶c̶o̶n̶t̶r̶a̶ ̶a̶l̶f̶a̶c̶e̶.̶ Mesmo com a diferença cambial, o país é extremamente caro para nós brasileiros. É de assustar o preço dos alimentos, principalmente em Punta del Este, que é a cidade mais cara, dentro de um país caro. Deixe para comprar lá somente o essencial e em supermercado grandes, os pequenos te arrancam o couro. ATENÇÃO: checar aqui lista de alimentos que são proibidos na fronteira pela barreira sanitária. www.mgap.gub.uy/…/b…/informacciongeneral/productosprohibidos Se precisar comprar água, procure na embalagem a informação “BAJA EM SÓDIO”. A água é muito salobra, parece que alguém jogou uma colher de sal em um copo de água. CARTÃO DE CRÉDITO: não podemos passar muitas informações pois não foi o nosso caso, mas diversos estabelecimentos oferecem descontos de impostos para turistas que pagam no crédito. Vimos restaurantes que abatiam até 20% do valor para esses casos. CLIMA: VENTA MUITO O TEMPO TODO. Dias sem vento são raros. Essa época faz muito calor, mas quando o sol baixa o vento é gelado. Leve um casaco corta vento e algo para fixar o cabelo, de preferência aqueles tapa-orelhas que já são também uma faixinha de cabelo. Foi tanto vento no ouvido, somado a janela do carro sempre aberta na estrada (não temos AC), que desenvolvi uma sensibilidade no ouvido e passei por boas 2 semanas com dor. A noite a temperatura fica bem gostosa. O POVO URUGUAIO: isso é bem pessoal. Nós tivemos a melhor experiência possível. Ficamos apaixonados pelos Uruguaios. Um povo gentil, simpático, educado e, em nossa opinião, sua característica principal: fofura - talvez por ser um país predominantemente de gente idosa. Amamos como se expressam, de todas as formas: “feliz viaje”, “muy amable”, “muy hermoso” e a melhor “muy rico”. Diferente do Brasil, onde usamos a expressão “muito rico” mais relacionada à bens materiais, os uruguaios usam mais frequentemente para expressar sabor, diversidade e qualidades. Utilizam-se de bandeiras coloridas em pontos de ônibus, comércios, obras na estrada ou qualquer coisa que se deseje chamar a atenção, já que o país é bem “vazio”, no sentido de ocupação/espaço. ̶F̶i̶c̶a̶ ̶t̶u̶d̶o̶ ̶m̶u̶y̶ ̶h̶e̶r̶m̶o̶s̶o̶.̶ SEGURANÇA: para nós brasileiros parece surreal. Notamos que as pessoas largam os carros abertos para ir à praia. Alguns surfistas deixaram os vidros dos autos abertos com pranchas e roupas de borracha secando no interior enquanto surfavam. As bicicletas, ferramentas ou brinquedos dormem para o lado de fora das casas, sem muros ou barreiras. A criminalidade no Uruguai (com exceção das cidades grandes) é quase inexistente. RELATO CIDADES: 1º dia: La Coronilla - Fortaleza Santa Teresa A primeira coisa que você vai notar ao entrar no Uruguai, ̶d̶e̶p̶o̶i̶s̶ ̶d̶a̶ ̶f̶o̶f̶u̶r̶a̶ ̶d̶o̶s̶ ̶u̶r̶u̶g̶u̶a̶i̶o̶s̶, é que no meio da Ruta 9 há uma pista de pouso de avião em meio ao tráfego de autos. Isso mesmo, a pista simplesmente se alarga nos dois sentidos e as faixas pintadas tomam grandes proporções. ̶ ̶N̶o̶s̶ ̶s̶e̶n̶t̶i̶m̶o̶s̶ ̶n̶a̶q̶u̶e̶l̶a̶s̶ ̶f̶a̶s̶e̶s̶ ̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶d̶o̶ ̶g̶i̶g̶a̶n̶t̶e̶ ̶d̶o̶ ̶S̶u̶p̶e̶r̶ ̶M̶á̶r̶i̶o̶ ̶B̶r̶o̶s̶.̶ Ficamos bem curiosos para entender como funciona essa logística, passamos por ali umas 3x mas não vimos nada. Visitamos a Fortaleza Santa Teresa em La Coronilla (R$ 6,00 pp) e descobrimos que possuem um camping dentro do Parque Nacional Cerro Verde. $U 180,00 pp sem energia+água ou $U 200,00 pp com energia+água. Estadia mínima de 2 dias. O camping é enorme mesmo (se entrar a noite, como nós, terá problemas para encontrar as áreas de camping, pois a única iluminação são os faróis do carro). Também possuem cabanas próximas à praia e área para motorhomes. Como é um parque, você pode encontrar animais selvagens andando pelo camping. Nós encontramos um veado. À noite, sem querer, topamos com o fenômeno da bioluminescência no mar em La Coronilla. Achamos que havíamos dado sorte, e não procuramos mais nas outras noites, mas pelo que ouvimos é sempre assim por ali, então quando estiver por lá, procure, é lindo! 2º dia: Punta del Diablo – Aguas Dulces - Valizas – Cabo Polônio – La Pedrera - La Paloma Punta del Diablo tem uma vibe muito legal, muitos jovens, muitos cafés e lanchonetes, mas é uma cidade bem pequena. Não encontramos muito o que fazer por lá. Provamos as famosas empanadas ($U 60,00 cada) e como estava ventando muito e muito frio, seguimos viagem. Em Valizas já estávamos atrás dos leões marinhos e infelizmente topamos com um filhote morto na areia. Cabo Polônio National Park é uma área protegida e morada da maior colônia de leões marinhos do Uruguai. Custa em torno de $U 210,00 pp para entrar + $U 110,00 pelo estacionamento por 24 horas. Um caminhão 4x4 te leva em meio as dunas até o centro do vilarejo (tabela com horários de ida/volta na bilheteria. No verão, a cada duas horas mais ou menos). É proibido e impossível entrar de carro. Você pode passar a noite por lá, existem pousadas no vilarejo. Como iríamos continuar descendo a costa até a Argentina, e teríamos outras oportunidades de ver os leões marinhos, acabamos não entrando. Entre Cabo Polônio e La Paloma há um monte de nada assustador - mas um assustador gostoso. Rodamos por umas ruazinhas de terra tentando entrar nas praias. Encontramos algumas casas vazias, muitas vacas, poucos carros, mas nenhuma pessoa. Chegamos a abrir o portão de uma fazenda que dava acesso à uma praia (havia uma placa que nos deu a entender que podíamos entrar), dirigimos pelo gramado em meio as vacas, encontramos uma parte enorme de navio abandonado na areia, mas ninguém apareceu. ̶ ̶P̶a̶r̶e̶c̶e̶ ̶q̶u̶e̶ ̶v̶o̶c̶ê̶ ̶e̶s̶t̶á̶ ̶n̶u̶m̶ ̶c̶e̶n̶á̶r̶i̶o̶ ̶d̶e̶ ̶f̶i̶l̶m̶e̶ ̶p̶ó̶s̶-̶a̶p̶o̶c̶a̶l̶í̶p̶t̶i̶c̶o̶ ̶e̶ ̶t̶o̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶d̶o̶ ̶m̶o̶r̶r̶e̶u̶.̶ Dirigimos por horas sem encontrar nenhuma pessoa. O que acontece é que o Uruguai tem apenas 3,5 milhões de habitantes em todo o país. Fazendo uma breve comparação, apenas a cidade de São Paulo possui 12 milhões de habitantes. La Paloma já é uma cidade com um pouco mais de estrutura. Entre o Museu e o Porto da cidade há um grande estacionamento, onde passamos a noite na companhia de vários MHs, notamos um controle de placas pela manhã pelos funcionários do porto. Local tranquilo mas sem facilidades (água/energia/sanitários). Vimos 2 campings pela cidade, mas pareciam estar fechados. La Paloma tem praias lindíssimas, inclusive para Surf, como a praia Anaconda ̶(̶p̶r̶e̶f̶e̶r̶i̶m̶o̶s̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶s̶a̶b̶e̶r̶ ̶o̶ ̶p̶o̶r̶q̶u̶ê̶ ̶d̶o̶ ̶n̶o̶m̶e̶)̶.̶ 3º dia: Costa Bonita – El Caracol - Laguna Garzón – Arenas de José Inácio – Jose Inacio – Santa Mónica - El Chorro – La Barra – Punta del Este Seguimos por uma espécie de Rodovia Interpraias que ainda estava em obras, sendo asfaltada (vai ficar linda, o visual é de morrer!). Paramos no mirador da Laguna Garzon em Costa Bonita e a praia é simplesmente fora do sério. Areias claras e finas, a cor do mar verde clara e um braço da lagoa (?) por quilômetros cortando a areia da praia em paralelo. Inexplicável. E totalmente deserta. Tentamos mostrar nas fotos, mas fomos chicoteados pela areia fina, o vento estava muito forte. Mais a frente está a Puente Laguna Garzón, em formato de caracol. Essa parte da Laguna tem inúmeras escolinhas de esportes náuticos, como windsurf e kitesurf. Vontade não nos faltou, mas os valores eram muito salgados (no Brasil é bem mais em conta, mas lá realmente venta muito). Se decidir fazer algum curso, podem passar a noite no estacionamento da escolinha e usar as facilidades, pois são vários dias de curso. Continuando, chegamos em Arenas de José Ignacio e Farol de José Ignacio. A beleza da praia é espetacular, mas só para olhar. Como todas as praias que passamos daqui para cima da costa, com excessão de La Paloma, ventava muito. A água é muito gelada e tem um cheiro muito forte de algas, mas tudo isso não é suficiente para estragar a beleza do lugar. Nem sempre é possível utilizar guarda-sol nas praias do Uruguai, muitos utilizam uma lona quebra-vento lateral, e não tomam cerveja gelada, mas sim um chimarrão quentinho (Mate). Água quente para o Mate é vendida por todos os lados, até em casas, por algo em torno de $U 10,00. Sentindo Punta del Este ainda passamos por El Chorro e La Barra. A Bikini Beach parece ser uma praia bem badalada por jovens e a que fica mais cheia na região. Para chegar a Punta del Este é necessário atravessar a Puente Leonel Vieira, que é uma das atrações da cidade, nem tanto pela beleza, mais pelo seu formato em relevo. Em Punta del Este tínhamos 2 opções de camping: San Rafael, parecia bem legal mas muito caro por ser afastado das praias e do centro. O outro camping em Punta Ballena. Tão afastado quanto, mas mais barato. Tentamos o de Punta Ballena, mas o camping estava infestado de besouros (cascudos), inclusive nos banheiros. Acabamos indo embora e tivemos um trabalhão para tirar todos de dentro da Kombi no dia seguinte. Como estava escuro e não conseguimos limpar tudo na hora, tivemos que ficar em um hostel, o único da viagem. La Lomita del Chingolo, mais próximo ao centro e às praias. Para quem não liga para simplicidade, um achado em Punta del Este. U$ 30,00 dólares a diária para nós dois, por um quarto praticamente privativo (poque não tinha mais ninguém no quarto) e com banheiro. O local é bem simples, mas o café da manhã é bom e os donos são um casal bem legal, o que compensa toda a simplicidade. 4º dia: Punta del Este – Piriápolis Depois de rodar por toda cidade de Punta del Este, fomos para Punta Ballena assistir ao pôr do sol no morro, que dura das 19 hrs às 21 hrs mais ou menos. É um evento turístico na cidade, embora a grande maioria vá até o local para assistí-lo do lado de dentro da Casa Pueblo - um antigo casarão de verão de um arquiteto/artista local - que conta com um museu, uma galeria de arte, hotel e um restaurante chamado Las Terrazas. A entrada custa $U 240,00 pp (algo em torno de R$ 35,00). Acho que é possível visitar apenas o restaurante e consumir alguma coisa para poder assistir ao pôr do sol do lado de dentro. Uma curiosidade sobre o local é que há uma exposição em homenagem à Carlos Miguel, filho do artista e dono da casa, e também um dos 16 uruguaios sobreviventes do acidente do vôo 571 que caiu nos Andes, conhecido como “El Milagre de los Andes”. Demos até logo à famosa Punta del Este e seguimos descendo pela costa até a cidade de Piriápolis, onde encontramos um camping legal - Camping Piriápolis por $U 275,00 pp - com campo de futebol, mini academia e um dono bem simpático que ainda nos arrumou um galão para combustível extra, que usaríamos na região da Patagônia. A 2 quadras do camping ficamos felizes em encontrar, por um preço acessível, uma lavanderia de roupas, pois no Brasil sempre lavamos na mão nos campings. Pagamos $U 320,00 (R$55,00) por duas bacias grandes cheias de roupas, toalhas, roupa de cama, e fomos buscar 2 horas depois. Lavar roupa fora no Uruguai vale muito a pena. No Brasil esse tipo de serviço é muito caro. Pudemos esperar pelas roupas na praia enquanto experimentamos e aprovamos a famosa Patrícia, cerveja Uruguaia. O vento ainda deu uma trégua e pudemos curtir a tranquila praia de Piriápolis. 5º dia: Piriápolis – Playa Parque del Plata - Atlantida – El Águila - Fortin de Santa Rosa Seguimos viagem para a praia Parque del Plata. O lugar é de tirar o fôlego, não é à toa que foi cenário de um filme - El Viaje Hacia el Mar. Na entrada há uma floresta em meios as dunas de areia e para chegar até o mar, é preciso atravessar um braço de rio (lembra Guarda do Embaú em SC). O pessoal acaba curtindo a praia às margens do rio mesmo, porque a temperatura da água ali é menos fria do que no mar. Atlântida também tem umas praias bonitas, paramos em El Águila, uma casa em frente à praia em formato de águia. Apesar da má conservação, vale a visita e é grátis. Apesar de todas as praias paradisíacas, já estávamos os dois exaustos devido ao forte calor que vínhamos pegando à dias. Na costa Uruguaia e nas estradas quase não há árvores, então o calor não dá trégua. Descemos até um balneário de apenas uma rua, chamado Fortin de Santa Rosa, sentido ao camping La Ponderosa que buscamos no app Ioverlander, decididos a nem pesquisar preço, apenas tomar um banho e dormir. Os donos estavam na portaria e foram super simpáticos, inclusive trocaram alguns UYUs para gente, num câmbio justo, pois não tínhamos mais quase nada. Pagamos um ótimo preço pela diária $U 240,00 pp sem nem olhar as instalações do camping. Quando entramos, nem acreditamos. O camping ficava em frente à praia, tinha 3 piscinas e um mini mercadinho que vendia Patrícia. Tivemos um ótimo fim de dia, o camping estava cheio de uruguaios simpáticos e fofos. O dono do mercadinho, é um senhor de uns 70 anos, entusiasta de viagem com ótimo gosto musical. Já mochilou muito na vida e fez questão de nos mostrar todos os tipos de instalações do La Ponderosa. Eles possuem opção de cabanas para famílias (não espere nada sofisticado, é bem simples) e um hostel com quartos privativos, apenas banheiros e cozinhas são compartilhados. Também possui uma piscina aquecida dentro das instalações. Porém só abrem na altíssima temporada. 6º dia: Fortin de Santa Rosa A emoção foi tão grande e o cansaço era tanto, já vinhamos viajando a mais de 2 meses, que resolvemos ficar mais um dia e descansar. ̶E̶ ̶t̶o̶m̶a̶r̶ ̶m̶a̶i̶s̶ ̶P̶a̶t̶r̶í̶c̶i̶a̶.̶ 7º dia: Montevideo Montevideo, como toda cidade grande, não possui campings – estava tudo fechado pois era dia 24/Dez. Demos uma volta para conhecer a cidade e resolvemos procurar a casa do ex presidente Mujica, ̶O̶ ̶f̶o̶f̶o̶.̶ Pincelamos informações desencontradas na internet e pegamos direções muito erradas, até encontrarmos um relato na Internet indicando direções fora da cidade e no mesmo sentido do Camping Municipal. Dessa vez encontramos a escola agrícola, paramos em frente para tirar umas fotos. Havia uma barreira na rua à frente e uma guarita com um soldado nos observando. Uma caminhonete passou por nós, ficamos meio sem graça, então não demoramos muito e corremos para o mercado para comprar algo ̶u̶v̶a̶ ̶p̶a̶s̶s̶a̶ para a ceia de Natal. O Camping Municipal Punta Spinillo custa apenas $U 100 pp. Uma pechincha. Único ponto negativo – que pode ser também positivo – é que era muito afastado da cidade, no meio do nada. Tem uma área com churrasqueiras e banheiros, totalmente grátis, muitas famílias passam o dia comendo assado às margens do Rio da Prata. Também é possível pernoitar, mas chuveiros, apenas na parte paga. 8º dia: Montevideo – Colonia del Sacramento Não gostamos das fotos que tiramos em frente à escola agrícola às pressas. Como ficava à apenas 5 km do camping e bem em nosso caminho de saída, resolvemos passar por lá novamente, já que tudo na cidade estava fechado e não tínhamos nada para fazer. ̶ ̶M̶e̶n̶t̶i̶r̶a̶ ̶e̶u̶ ̶s̶o̶n̶h̶a̶v̶a̶ ̶c̶o̶n̶h̶e̶c̶e̶r̶ ̶o̶ ̶f̶o̶f̶o̶ ̶d̶o̶ ̶M̶u̶j̶i̶c̶a̶,̶ ̶m̶a̶s̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶q̶u̶e̶r̶i̶a̶ ̶i̶n̶c̶o̶m̶o̶d̶a̶r̶.̶ Assim que chegamos, passou a mesma caminhonete do dia anterior, entraram na escola agrícola e nos perguntaram o que queríamos. Totalmente sem graça, dissemos que só queríamos tirar uma foto da escola e que iríamos embora. O casal desceu da caminhonete e me disse que iam chamar o Pepe para tirar uma foto conosco. Dissemos que não queríamos incomodar, que era Natal, e que devia estar com a família. Nos disseram que ele estava apenas esquentando água para tomar um Mate e que era uma hora apropriada. O Gu correu para pegar a câmera e eu fiquei parada digerindo a informação ̶e̶n̶q̶u̶a̶n̶t̶o̶ ̶f̶a̶z̶i̶a̶ ̶f̶o̶r̶ç̶a̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶s̶e̶g̶u̶r̶a̶r̶ ̶o̶ ̶c̶h̶o̶r̶o̶ ̶e̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶p̶a̶g̶a̶r̶ ̶m̶i̶c̶o̶.̶ Ambos, Mujica e a senadora Lucía foram adoráveis. A casa muito simples, sem luxos, assim como suas vestes. Não consegui ver o fusca azul. Perguntei sobre Manuela, a cachorra tripé, ele disse que ela ainda vivia, mas que só dorme devido à idade, já com 19 anos. Nos despedimos e fui falar com a moça que chamou o Pepe para nós, não sei se era parente ou amiga, pus a mão no coração e agradeci. Ela me deu uma olhada tão maternal que eu nem soube como agradecer. Ficamos o resto do dia digerindo o que aconteceu e não conseguimos ver ou fazer mais nada na cidade. Aquilo tinha sido surreal. Seguimos viagem passando pelo litoral do Rio da Prata, entrando em muitos balneários. Encontramos um camping depois de Nueva Palmira (GPS: S 33°48.627’, W 58°25.601’) com ponto de energia, chuveiros e duchas totalmente grátis. O lugar também conta com campinhos de esportes, churrasqueiras e mercadinho com itens básicos. Um dos poucos lugares da costa que não pega sinal de telefone. Tomamos uma ducha fria, fizemos almoço e continuamos para Colonia del Sacramento. Chegamos em Colonia já a noite e cansados. Encontramos um gramado cheio de motorhomes estacionados perto do centro de informações turísticas, que acabou sendo a nossa morada por 2 dias, já que encontramos diversas duchas na orla da Playa Urbana. O gramado fica de frente para o Rio Uruguai e a noite podíamos ver as luzes da Argentina bem pequenininhas do outro lado. 9° dia: Colonia del Sacramento Logo deu para entender porque é conhecida como a Paraty Uruguaia. Colonia também foi colonizada pelos portugueses. As ruas e as construções foram preservadas para manter seu aspecto original. As casas coloridas com janelas e portas voltadas para a rua, os nomes das ruas instalados em azulejos na parte superior das paredes, as calles de pedras portuguesas e as luminárias coloniais de luz amarela, transformam um simples passeio pelo seu centro histórico em uma prazerosa viagem no tempo. Diferente das outras cidades uruguaias, Colonia é também bem arborizada e florida. Todo esse conjunto dá a cidade um ar romântico. É com certeza a cidade mais charmosa do Uruguai. Colonia tem muitos museus e toda uma estrutura turística para todos os gostos. Não resistimos e sentamos em um de seus inúmeros restaurantes para jantar e curtir o anoitecer. Se há uma cidade que vale a pena gastar um pouco mais, é essa. Uma das ruas mais preservadas é também ponto turístico da cidade. A Calle de los Suspiros, que conta com inúmeras lendas e versões interessantes para uma tentativa de explicar seu nome. A mais provável, é a de que a rua era um reduto de prostíbulos, onde os marinheiros portugueses e espanhóis que desembarcavam na cidade vinham atrás de diversão, causando suspiros. Porém o pessoal gosta de contar inúmeras outras histórias fantasiosas. 10º dia: Colonia del Sacramento – Fray Bentos Seguimos viagem até uma cidadezinha chamada Fray Bentos, onde encontramos um camping muy hermoso, às margens do Rio Uruguai. O Camping El Paraíso fica em Las Canas e custa $U 180 pp. O lugar é perfeito para quem precisa atravessar a fronteira para a Argentina por Gualeguaychu e não quer fazê-lo à noite. Tem lanchonete, mercadinho e até uma feirinha, o que é ótimo considerando que Fray Bentos fica no meio do nada. O pôr do sol em toda a costa do Rio Uruguai é um espetáculo de cores. Nos despedimos do Uruguai com um céu sensacional. Valeu Demais Uruguai !! Até logo !! No Facebook: kombimarylou
  15. Os incríveis Milford Sound e Milford Road.

    Olá mochileiros(as)! Tem relato fresquinho saindo do forno e o destino da vez foi um dos lugares mais famosos (e impressionantes) da Nova Zelândia: Milford Sound. PRÉ-VIAGEM Essa viagem foi planejada com umas 3 semanas de antecedência, principalmente para conseguir preços mais baratos para a atração principal: o passeio de barco pelo fiorde. Existem diferentes empresas que vendem o passeio, com diversos horários disponíveis ao dia. Geralmente os preços variam de acordo com o horário, demanda e diferenciais disponíveis: você pode fazer desde o passeio tradicional até pernoitar em um barco e jantar lagosta com o capitão – depende do seu bolso. Em média, os tickets são vendidos na faixa de $80-$90 por cabeça. A boa notícia é que com um bom planejamento (e dicas na internet!) você consegue facilmente economizar 50% desse valor (com um pouco de sorte, até mais!) . A principal dica é acessar o site do BookMe: nele você consegue comprar tickets promocionais para diversos destinos e passeios em toda a NZ. Para isso, você precisa pesquisar com uma certa antecedência (mas não adianta olhar muuuuito antes, porque aí as ofertas não estão lançadas!) e ter uma certa maleabilidade nos horários, visto que são disponibilizados um número restrito destes tickets por horário e dia. As ofertas para o passeio tradicional são bastante parecidas entre si, mas a duração do passeio pode variar entre 1h30 e 2h15 e algumas empresas oferecem algum snack como cortesia. Nós compramos o passeio pela GoOrange, com saída às 9am, 2h de duração e cortesia de um copo de suco de laranja e um lanche - $40. Inicialmente iríamos apenas Diego e eu, mas na primeira semana de planejamento um casal de amigos juntou-se a nós – Olesia (from Rússia), seu filho Makar e Ricardo, também brasuca. PÉ NA ESTRADA: INVERCARGILL – TE ANAU – MILFORD SOUND. A viagem teve início na sexta-feira à noite quando saímos de Invercargill com destino a Te Anau, a cidade mais próxima de Milford. Levamos 2h para chegar até lá e como já era noite (e com chuva!), não tivemos nenhuma vista inicial da região – a noite foi de bate papo no hostel. Fizemos a reserva de 2 diárias no Te Anau Lakeview Kiwi Holiday Park: $59 por dia em quarto privativo com banheiro compartilhado (farei alguns apontamentos sobre o hostel no final do relato). De Te Anau para Milford levamos 2h, embora o Google Maps apontasse 1h45. Como precisávamos chegar no Centro de Visitantes 30 minutos antes da partida, pegamos a famosa Milford Road às 6h30. Enquanto beirávamos o Lake Te Anau (que é imenso!) pegamos alguns trechos com neblina, mas a estrada já chamou a atenção desde o início e foi se tornando cada vez mais incrível a cada km rodado! Montanhas enormes, vales, rios translúcidos e cachoeiras formam o impressionante cenário que dá a Milford Road o título de umas das estradas mais bonitas do país. Além das belezas naturais, algo bastante humano chama a atenção no caminho: o Homer Tunnel, com seus 1.2km de extenção (e em declive!). Por questões de segurança, há faróis controlando o tráfico de carros por ali e você pode levar mais tempo que do que imaginava para concluir a viagem (por isso a diferença entre a previsão do Google Maps!). Do estacionamento até o centro de visitantes foi possível ter um aperitivo do que encontraríamos pela frente: o caminho é curto, não mais que 10 minutos, e nele você tem as primeiras visões dos fiordes. Dali pra frente tudo foi se tornando cada vez mais incrível: acredite, você provavelmente não viu nada parecido com isso antes. O MILFORD SOUND Milford é na realidade um fiorde, ou seja, um enorme vale rochoso inundado pelo mar e originado pela erosão provocada por glaciares milhões de anos atrás. Explicação geológica a parte, para os Maoris essa região foi criada por Tü Te Rakiwhänoa, que esculpiu os vales íngremes com suas ferramentas afiadas. Piopiotahi (o nome Maori do Milford Sound) teria sido o último a ser esculpído, após o domínio da técnica, e por isso tal perfeição. A história continua e dizem os Maoris que para proteger esse canto da terra da ação dos homens, a deusa Hine-nui-te-pö criou as temidas sandflies. Sandflies (dizem) são insetos sedentos por sangue e que te farão coçar por muito tempo - não tivemos o (des)prazer de conhecê-las, mas li em vários outros lugares que no verão o negócio é bruto - não esqueça o repelente! Embora a região de Milford seja conhecida pelo alto índice de precipitação (dizem que chove em pelo menos 200 dias no ano!), tivemos muita sorte e encontramos um dia lindo pela frente. Não sei dizer se pelo horário, mas nosso barco não estava cheio e pudemos circular livremente pelo convés pra tirar as fotos. Sobre o passeio, só estando lá e vendo o que vimos, para entender. Apesar do dia lindo, havia chovido no dia anterior e as cachoeiras estavam com uma boa quantidade de água. Como quase não estava ventando, o barco pôde se aproximar delas e foi incrivelmente lindo. Bem, se você pretende vir para a Nova Zelândia, esse é um must-do. Como Olesia e Ricardo se juntaram um pouco depois no planejamento da viagem, o passeio deles foi em horário diferente do nosso e durante a 1 hora que tivemos que esperá-los decidimos ir ao Milford Viewpoint. O caminho tem início próximo ao I-Site e não leva nem 10 minutos. Você vê parte do Milford do alto, mas a vista não é tão diferente de lá debaixo. Não é imperdível, mas já que você está lá… MILFORD ROAD: A VOLTA Quando pensamos na viagem, a ideia original era fazer a Key Summit Trail no período da tarde. Essa trilha começa em Milford Road (mais precisamente em The Divide) e segue parte da Routeburn Track (uma das Great Walks) por cerca de 1h, antes de seguir seu próprio caminho até o Key Summit propriamente dito. Ida e volta são estimados em 3 horas. Porém, como estavámos com o Makar, mudamos os planos e decidimos parar em todos os pontos da estrada, com curtas caminhadas, em vez de encarar as 3h de trilha cume acima. Se tivéssemos mantido o plano de Key Summit muito provavelmente não teríamos tempo para fazer as coisas que fizemos. A primeira parada foi em The Chasm: dez (ou cinco?) minutos de caminhada para ver a queda d’água do Cleddau River. Simples, rápido, bonito. Dali, seguimos em direção ao Homer Tunnel e enquanto aguardávamos o farol liberar nossa passagem, conhecemos o Kea. O Kea é uma espécie de papagaio dos alpes, endêmico da Nova Zelândia e considerado uma espécie ameaçada de extinção. É um pássaro gordo e que corre engraçado – e parece que é considerado um dos pássaros mais inteligentes do mundo. O site oficial da Nova Zelândia lista algumas histórias engraçadas sobre ele, como ter trancado um montanhista em um banheiro de um alojamento. Desviamos de Milford Road quando alcançamos a Hollyford Road, com o objetivo de fazer a Lake Marian Falls Track, que é só a primeira parte do Lake Marian Track (uma trilha de 3h return e nível avançado até o lago). A trilha começa com uma ponte suspensa sobre o Hollyford River, um rio incrivelmente lindo e limpo, e leva até umas quedas d’água. Para essa primeira parte são apenas 20 minutos return e vale muito a pena conhecer! Voltamos para a Milford Road e fomos parando em alguns lookouts no caminho: Falls Creek Waterfall; Hollyford Valley Lookout; Lake Fergus (que estava lindamente espelhado!); Mirror Lakes. Particularmente, achei o Lake Fergus mais bonito que Mirror Lakes, mas Mirror Lakes tem uma placa bem legal de ponta cabeça e que reflete no sentido certo na água. Chegamos em Te Anau por volta de 18h e ainda demos uma volta pelo lago, na frente do hostel. Pensa em um frio?! Noite de comida boa, bebida boa e papo bom! TE ANAU – INVERCARGILL, VIA SOUTHERN SCENIC ROUTE O domingo amanheceu chovendo – e frio, muito frio (o vento por aqui não é muito amigável) . Após o café da manhã a chuva deu uma trégua e conseguimos gastar uma horinha caminhando pelo Lake Te Anau. Não consigo deixar de me impressionar com o quanto as águas são translúcidas por aqui. Há várias opções de passeio em Te Anau, mas todos pagos (por exemplo, você pode ir a uma caverna com gloworms, as famosas larvas que brilham, pagando $90 por cabeça). Como não queríamos gastar, decidimos voltar para Invercargill pela Southern Scenic Route, embora não tivéssemos encontrado muitas informações de pontos de interesse no caminho. A Southern Scenic Route segue sentido Manapouri, a cidade (vila?) vizinha de Te Anau e com o lago de mesmo nome. Paramos no lago, demos uma circulada por ali e seguimos viagem. Manapouri é o ponto de partida para Doubtful Sound, o outro fiorde que você consegue visitar na Nova Zelândia. Não sei dizer o quanto custa o passeio, mas imagino que seja mais caro que Milford visto que você não consegue chegar até ele de carro (precisa cruzar o lago de barco e pegar o transporte da empresa até o segundo barco, nos fiordes). Seguimos a estrada e seguiu-se a chuva. Pouco pouco depois de Manapouri pegamos um trecho bem bonito da estrada, mas foi só ali – depois ela virou uma estrada normal e sem atrações. Chegando em Tuatapere vimos uma placa indicando Blue Cliff Beach. Decidimos tentar a sorte, mas não encontramos nada. Até vimos a praia, mas não conseguimos chegar nela, a não ser em uma única parte que não tinha nada de interessante. Insistimos no caminho por mais uns 6km em ground road até chegar no começo de uma trilha de 3 dias e aproximadamente 20km por dia – e então voltamos pra trás! Seguindo caminho fizemos rápidas paradas no McCracken’s lookout e em Monkey Island, em Tewaewae Bay. O primeiro era bem bonito, apesar do tempo hostil e céu cinza. O segundo, nada imperdível. Monkey Island parece um punhado de terra e só é uma ilha quando a maré está alta; os Maoris costumavam usá-la para observar baleias. Antes de ir embora de vez ainda tentamos ter uma vista bacana de Tihaka Beach, em Colac Bay, mas a estrada não era tão alta e o tempo estava tão hostil que não tivemos coragem de sair do carro. Enfim… o oeste da Southern Scenic Route não é nada demais e não acho que vale a pena, diferente do leste, que vai pra Catlins e é liiiiindamente linda (relato aqui). Sobre o hostel: * O Te Anau Lakeview Kiwi Holiday é um “complexo” com diferentes tipos de acomodações, áreas para camping, para motorhome e espaços coletivos. O espaço em si é bem legal e a equipe, solícita. PORÉM, os quartos são “cabines” individuais distribuídas pelo terreno e portanto, para usar o banheiro (que é compartilhado), você precisa atravessar o gramado (que à noite não é iluminado) e torcer pra não estar chovendo. A cama é confortável e achei o quarto bastante suficiente, mas o aquecimento não é lá aqueeeeeeeeelas coisas (embora não tenhamos passado frio). Agora o que realmente me desapontou (muito) foi que a cozinha compartilhada não tinha absolutamente NENHUM utensílio (e isto não estava claro na página da acomodação). Havíamos levado comida e, se não fosse pelo tipo de acomodação da Olesia e do Ricardo, que foi diferente da nossa, não teríamos feito nada. No quarto deles tinha uma mini-cozinha com duas panelas e uma frigideira, o que nos salvou. Limpeza dos quartos ok, mas devido a quantidade de hóspedes lá, a limpeza do banheiro deixava a desejar. Outras considerações: * Milford Road é linda, mas também é considerada uma das estradas mais perigosas da Nova Zelândia, com maior incidência de acidentes. Portanto, be careful! * Embora não exista uma restrição na visitação ao Milford, entre Maio e Novembro é obrigatório portar correntes de neve para os pneus. Fique atento! * Existe a opção de fazer o passeio a partir de Queenstown com qualquer das agências que vendem o passeio de barco. Nesse caso, você faz um bate-volta de ônibus e a viagem leva cerca de 5 horas ida + 5 horas volta. * Se quiser acompanhar nossas descobertas pela NZ, segue lá no Instagram: @paty.grillo
  16. Marrocos-16 dias 31-10 a 15-11-2017

    Olá, pessoal que frequenta o site “Mochileiros.com”. Depois de muita enrolação, segue aqui o meu relato de uma viagem de 16 dias pelo Marrocos, a partir da Espanha, de 31 de outubro a 15 de novembro de 2017. Fez parte de uma viagem maior que começou em 30 de agosto e em que percorri Portugal, Suíça, Itália, Londres, Paris, Madri, e que finalizei com o Marrocos. Por sua vez, essa viagem “maior” fez parte de um 2017 semi-sabático e que me trouxe muuuita realização. As informações que obtive neste site nessa e em praticamente todas minhas viagens recentes sempre foram muito relevantes. Então, está aqui minha retribuição. Precisando, é só entrar em contato que tenho o maior prazer em ajudar a esclarecer qualquer dúvida. Vamos lá: 30-10: Da estação Sur de autobus de Madrid (bem próxima ao metrô Mendes Alvaro, uns dois minutos a pé) pra Tânger, no Marrocos (passagem comprada pela Internet da “InterBus” dois dias antes – três trechos, de ônibus entre Madrid/Algeciras, das 22:00 às 6:00, e depois, saindo literalmente ao lado de onde o ônibus anterior te deixa, para o trecho Algeciras/Tarifa, das 7:00 às 7:35 - e travessia do Estreito de Gibraltar, a partir das 8:00, tudo por uns € 65,00 – no detalhamento da passagem, só a travessia do estreito consome € 38,00). O trecho intermediário não estava explícito na passagem, o que me preocupou um pouco, mas deu tudo certo. Detalhe: é bom ficar de olho nesta passagem pra quem pretende fazer esse trecho de ônibus, pois, ao contrário do Brasil, não é tão comum se viajar de ônibus pela Europa, ou seja, as passagens podem se esgotar, a depender do trecho em questão. Então, é bom compra-la o quanto antes. Teria sido possível um preço melhor se tivesse comprado ainda antes, mas tinha dúvidas quanto a permanecer ou não mais dias na Espanha (acabei ficando um pouco mais do que o previsto, pois Madri mereceu, êta cidade incrível). 31-10: Uma dúvida que me consumiu nesta viagem foi quanto ao tempo necessário pra aduana, imaginava que poderia não ser suficiente. Mas, na verdade, a “aduana” Espanha-Marrocos é feita na própria embarcação e até que foi rápido. Me pareceu que a embarcação só parte depois que a aduana encerra seus trabalhos. Ou seja, sem estresse. Chegando a Tânger, consegui uma carona até a rodoviária ao ajudar uma senhora com suas malas. Como teria 16 dias no Marrocos e estava ansioso para chegar em Chefchaouen, abri mão de conhecer Tânger, que me pareceu uma cidade super interessante e de boa infraestrutura urbana, para os padrões de uma país emergente. Fica pra próxima viagem. Por 35 dirhans (a moeda marroquina) o equivalente a três euros, comprei uma passagem pra Chefchaouen. Pra se ter uma base, taxistas se ofereciam pra fazer o trajeto por 60 euros. Cada euro vale 11 dirhans. Façam as contas e vejam de quanto seriam as perdas. Foi uma viagem de pouco mais de 100 km feitos em quase três horas. Mas valeu imensamente pela economia. Além de que, te dá uma noção da realidade marroquina e passa por Tetuão, uma das mais importantes do norte do Marrocos. Chegando em Chefchaouen, neguei todo o assédio de taxistas e quem mais fosse que oferecia serviços e hotel, pra conseguir chegar sozinho às proximidades da medina (cidade velha), a menos de 1,5 km, e procurar um hotel. Achei o Hotel Zerktouni (bem simples), na Rua Zerktouni, 9 (tel 0539882694). Assim como a maioria dos hotéis locais, alguém sempre fala espanhol ou algo parecido, então dá pra se virar numa boa. 100 dirhans por uma diária. Viva o Marrocos I. Deixei minhas coisas e fui pra medina, a menos de 100 metros do hotel. Pra quem não sabe, medina é o que corresponderia ao centro histórico de uma cidade marroquina, cercado por muralhas. Nela, funcionam mercados, feiras, casas de artesãos, barbearias, mesquitas, lares, restaurantes, ambulantes e todo tipo de comércio tradicional. Geralmente, são muito interessantes e tentadores para “ocidentais”. E bem fáceis de se perder, é sempre bom estar acompanhado por um mapa ou ter algum ponto de referência, como um cartão do hotel ou uma mesquita mais famosa (sempre há inúmeras, pra todo lado). E é um lugar privilegiado para se entrar em contato com o que há de mais tradicional no país, e, ao contrário do que se vê mundo afora, ou seja, muita coisa fake, aqui tudo me pareceu autêntico. Por exemplo, as pessoas vestem o que realmente corresponde aos seus hábitos. Mas é perceptível que, fora da medina, diminui consideravelmente o número de pessoas com indumentária tradicional, e o comércio vende de tudo que se venderia no Brasil, por exemplo. Andei um pouco ao léu, fiz uma refeição (delicioso tajine de frango ao molho de limão com batatas fritas e suco de laranja natural por 47 dirhans, pouco mais de 4 euros, no restaurante Assaada, bem próximo à porta “Bab El Aín” da medina). Viva o Marrocos II. Quem viaja pra cá vai sempre encontrar essa opção de alimento, que é o Tajine, uma modalidade de preparo, servido quentinho em uma espécie de prato de barro coberto por uma tampa também de barro que conserva o calor por um certo tempo. Tem de vários tipos. Continuei andando pela medina, tirei fotos de casinhas e cenários azuis – o forte de Chefchaouen - e fui parar na mesquita espanhola, como eles chamam uma certa construção já fora da cidade mas bem próximo dela, a uns cinco minutos de caminhada após atravessar a porta Bab Onsar, e o rio Ras El Maa, e indo um pouco além, até alcançar a tal mesquita, pequenina e que nunca chegou a ser usada, que dá pra uma bela vista panorâmica dos arredores. Voltei, me perdi, me reencontrei geograficamente, belisquei “docinhos-mara”, comprei pão caseiro e queijo. Show de bola. Daí você volta pro hotel e dá de cara com gente ali ajoelhada fazendo orações, sem falar das mesquitas que, cinco vezes ao dia, anunciam as preces em alto e bom som. Benvindo ao Marrocos. Obs: Chefchaouen se mostrou um bom lugar para trocar euros por dirhans. Aqui encontrei quem me desse 10,80 dirhans por euro, o que é praticamente a cotação que aparece na net como câmbio oficial. Não sei como seria em Tânger, pois não tive a oportunidade de explorá-la, tão grande era minha vontade de conhecer Chefchaouen. OBS: na verdade, depois de 16 dias no Marrocos, verifiquei que as casas de câmbio praticam valores muuuito parecidos, todas nessa faixa. Foto: Chefchauen (significa algo como “olhe as montanhas”) vista da “casbá”, ou seja, a parte fortificada da medina. Esta cidade se tornou minha maior paixão no Marrocos. Chama atenção pela maioria das casas adotarem uma coloração azul. A origem disso é incerta, mas parece estar ligado a tradições judaicas, seus primeiros habitantes. Mas há também quem diga que essa cor espanta mosquitos. 01-11: Acordei tarde, me distrai com a internet, mensagens, facebook. Ontem, zanzando por aqui encontrei outro hotel mais barato, mais limpinho e dentro da medina (Hotel Abi Khancha, em frente à mesquita de mesmo nome, Avenue Assaida Alhorra, 57, por 60 dirhans a diária, tel. +212539986879, +212602246223 e +212626878426, [email protected]) e lá fui eu trocar de hospedagem. Fiquei tão entusiasmado com o dia anterior que resolvi abdicar das trilhas que pretendia fazer nos arredores em prol de mais uma procura pelos melhores ângulos da cidade azul. E valeu a pena, pois ela não decepciona. É única mesmo. Além do entusiasmo com a cidade, incrível, tem o fato de se estar mergulhando na rotina local, com tudo o que ela contém e ainda mais na cidade velha (a medina), com aquele “trupé” de mulas, motos, corredores estreitos, pórticos, pequenas praças e feiras, o colorido dos produtos à venda expostos nos muros e nas lojas, os habitantes locais entrando e saindo das mesquitas (numerosas, em todo lugar tem uma), enfim, a realidade marroquina em gênero, número e grau, com toda sua intensidade em odores, cores e afetos, é notório que esse país não quer que você fique indiferente a ele. Encantador e envolvente. E assim foi o dia, entre mercados de rua com produtos ultracoloridos, comidinhas e bebidinhas curiosas (tipo suco de tâmara, muito doce mas tem lá seu valor gastronômico, por 12 dirhans). Mandei pro papo também um tajine de carne com ovo (30 dirhans) e um cuscuz de carne de cordeiro com legumes (35 dirhans), mais suco de laranja (a laranja daqui tem um “tchan” – 12 dirhans – na Espanha é quase sempre extremamente ácida). No caso do cuscuz, é praticamente o que se come em Pernambuco e diferente do baiano, ou seja, feito com farinha de milho mas comido seco, com a carne e os legumes por cima. Muito bom! Foto: sucessão de construções coloridas na medina, com o onipresente azul. É tudo assim grudadinho uma casa na outra, dando pra corredores estreitos pra circulação (carros não entram). E muitas parreiras nos telhados. Às vezes, formam um verdadeiro túnel com seu emaranhado. Pra quem puder, procurem ficar hospedados dentro da medina para se ter uma noção melhor do que há de mais tradicional por aqui. Foto: ruelas estreitas com produtos à venda nos muros. Fotos: dois dos recantos mais charmosos da medina em Chefchauen.
  17. NORUEGA 2017

    Vou contar aqui o relato de minha viagem à Noruega, país que foi considerado o mais feliz do mundo pela ONU. Fatores que fizeram com que a Noruega alcançasse tal posto: qualidade de vida, acesso ao lazer, saúde e educação. Um país modelo. Espero ajudar a quem gostaria de conhecer o país e dar o máximo de detalhes possíveis, dicas, o que conhecer, onde ir, o que fazer e o que evitar. Fui conferir de perto este país vizinho ao polo norte no final de março de 2017. O que mais me perguntaram (aqui e lá) é por que querer conhecer justamente a Noruega. Bem, sempre fui um apaixonado pela cultura nórdica e o povo escandinavo. Por questões de tempo -- e dinheiro -- acabei optando pela Noruega, no futuro talvez conheça os vizinhos Dinamarca, Islândia, Suécia e Finlândia (nestes dois últimos posso dizer que pisei, falarei mais à frente). O planejamento da viagem foi o mais atípico possível. Eu consegui confirmar minhas férias em cima da hora, não tive tempo de planeja-las. Então vi algumas promoções de passagens e lá estava uma oferta interessante para a Noruega. Me perguntei: por que não? Nisso eu já estava de férias, entrando na segunda semana. Fui checar meus documentos e tive uma desagradável surpresa: meu passaporte estava vencido desde 2015! Eu havia me confundido, achei que o passaporte tinha validade de dez anos, mas era de cinco anos. Os novos é que valem por dez anos. Imediatamente entrei no site da Polícia Federal e consegui um agendamento de requisição de passaporte para dois dias depois. Fui lá, e me deram um canhoto informando a data para retirada do documento, exatamente uma semana depois. Perguntei ao agente da polícia se esta data costumava ser certa, se o prazo costumava ser cumprido, e ele me respondeu: "não costuma falhar, o governo pagou à Casa da Moeda"! Então voltei para casa, comprei as passagens de ida e de volta, as passagens dos voos domésticos dentro da Noruega, as reservas de hostels e outros trâmites necessários. Detalhe: a data da ida era a mesma da retirada do passaporte! Sim, sei que é loucura, ainda mais em um país como o nosso, de serviços públicos altamente ineficientes. Felizmente deu tudo certo com a emissão do passaporte, retirei o documento no Galeão pela manhã e à noite mesmo voltei ao Galeao para viajar! Com tudo planejado em uma semana e indo na cara e na coragem, foi uma aventura incrível! Vou dividir os futuros posts por dia, começando pelo embarque no Galeão. DIA 1: A IDA E OSLO Cheguei ao Galeão por volta das 20h, o voo era às 22h45. Fui de Lufthansa, Rio - Oslo com conexão em Frankfurt. Despachei a bagagem e o atendente já me avisou: você só pega a bagagem em Oslo. Achei excelente isso, em voo para os EUA, por exemplo, você tem que pegar a bagagem na conexão e redespachar. O mesmo vale para os nossos voos domésticos. O Terminal 2 do Galeão está em obras, está sendo praticamente refeito e está quase pronto, aliás. Por isso todos os voos estão se concentrando no Terminal 1, o que gera uma pequena confusão e uma certa lotação no local. Mas nada que atrapalhe. Andei demais para chegar no meu portão de embarque e pude ver como o Galeão se transformou da água para o vinho. Eu não ia ao embarque internacional havia seis anos. Não deve absolutamente nada para os aeroportos que vi na Noruega e Alemanha. Embarquei e o Boeing decolou sem atraso. Era um avião meio velho, mas o serviço de bordo da Lufthansa é excelente! Após servirem o jantar -- os tradicionais "pasta" ou "chicken", as bebidas eram à vontade e de maneira geral a tripulação era muito atenciosa e solícita. E aqui faço questão de abrir um parágrafo exclusivo para falar sobre serviço de bordo. Sempre digo que o reflexo de um bom serviço de bordo no custo total de um voo é ínfimo, irrisório. Tanto faz se é barra de cereal ou comida de verdade. Mas um cliente pode escolher uma companhia aérea justamente pela qualidade do serviço de bordo. Portanto, deixo um apelo aqui às companhias: pensem mais um pouco! Fui de classe econômica e cada passageiro tinha uma tela de entretenimento, com filmes, música e também o monitoramento do voo, indicando onde estávamos no momento. Depois do jantar assisti à um documentário sobre a história dos pitstops na F-1, apresentado por David Coulthard. Quando o avião finalmente saiu do continente para o Atlântico eu dormi. Acordei com o voo já na Espanha! Pela manhã foi servido um café da manhã tipicamente alemão: omelete! Comecei a notar instantes depois, próximo ao pouso, os fractais de gelo na janela. Interessante. Era um prenúncio do frio que eu ia sentir já na Alemanha. A fila da imigração em Frankfurt era longa, mas andou rápido. A agente que me atendeu só me perguntou para onde eu ia e carimbou o passaporte. Esta facilidade que tive na imigração não se repetiu no raio-x do embarque para Oslo, eu esqueci de colocar os líquidos (perfume, pasta de dente etc.) no famoso saquinho transparente e tive minha mochila toda revirada. Ainda recebi uma severa reprimenda do agente. Ele estava certo, afinal. Fiz voo doméstico aqui no Brasil alguns meses atrás na mesma situação e não me barraram. Lá as coisas são diferentes. Segui em um voo também da Lufthansa para Oslo, tudo no horário, serviço de bordo igualmente bom. O aeroporto internacional da capital da Noruega é fantástico. E fica a dica: no aeroporto, bem como em toda Noruega, não existe telefone público. Foram todos removidos há alguns anos, segundo o atendente do posto de informação do aeroporto. Se você quiser utilizar o Brasil Direto da Embratel, para ligar para o Brasil a cobrar, não vai funcionar do seu celular. Atenção: TODOS na Noruega falam inglês. Pelo menos todos com quem falei, sem exceção. Bagagens recolhidas, peguei um trem para o centro de Oslo. Comprei o ticket pelo cartão em uma máquina no próprio aeroporto. O que mais se encontra na Noruega são serviços automatizados assim. Até despacho de bagagens nos aeroportos, falarei em post à frente. Simplesmente sensacional. O trem, muito rápido e confortável, me deixou na Sentralstajon (estação central) em 30 minutos. Peguei um taxi para o hostel e puxei papo com o taxista. Que era da Somália. Isto é, a primeira pessoa com quem efetivamente conversei não era norueguesa! O taxi me deixou no hostel e, após fazer o check-in perguntei à recepcionista onde poderia fazer um lanche rápido. Eram 21h. Ela me indicou um McDonald's perto (fast-food foi o que mais comi na Noruega, falarei depois). Perguntei se não era perigoso, ela disse que não, ela mesmo saia sozinha tarde sem problemas. E realmente não era. Oslo parece o centro antigo do Rio de Janeiro no domingo. Ruas quase sempre desertas mesmo nos horários de movimento. Cheguei ao McDonalds, depois de um tempo eles desligaram o aquecedor e todos foram, assim, "expulsos". Voltei tranquilamente ao hostel pronto para os próximos dias. DIA 2 - OSLO Café da manhã reforçadíssimo no hostel, era minha tática já programada. Tudo é muito caro na Noruega, com a comida não seria diferente. Saí do hostel por volta de 9h. Minha primeira impressão da capital norueguesa durante o dia foi de uma antiga cidade do interior. Estava ensolarado mas frio. Fui diretamente à estação central, passei por trólebus e tramways nas ruas, todos velhos. No caminho passei pela catedral de Oslo e tirei umas fotos. O caminho até a estação foi permeado, também, por mendigos. E não eram poucos. Aliás, em todas as cinco cidades em que estive vi mendigos, a maioria idosos ou imigrantes de origem muçulmana. Confesso que foi minha maior surpresa nesta viagem à Noruega, não que eu não esperasse ver mendigos, mas pela quantidade de gente pobre no país mais desenvolvido do mundo. Realmente não esperava por isso. Também no caminho passei pelo Parlamento, pela Universidade de Oslo e uma praça próxima onde uma animada bandinha tocava músicas típicas de outros países. No centro de informações peguei um mapa e perguntei à menina de feição oriental que estava no balcão onde poderia adquirir um chip pré-pago com um número da Noruega. Ela me indicou a MyCall, me mostrou no mapa onde ficava e fui até lá. Rapidamente troquei meu chip, o chip novo funcionou em todo lugar que fui na Noruega e também na Suécia e Finlândia (quando estive em Tromsø e atravessei a fronteira), bem como na Alemanha (no aeroporto de Frankfurt, na volta). Até aqui no Rio de Janeiro o chip funcionou (fiz um teste por curiosidade dias depois da minha volta ao Brasil). O chip tinha validade de 30 dias e dava uma franquia de 2GB de internet. Em todo lugar que fui a banda de internet era 4G, full. Eu havia adquirido no hostel o Oslo Pass, um cartão que dá direito a utilizar todo o transporte público da cidade e oferece entrada gratuita ou desconto na maioria das atrações da cidade, e descontos também em restaurantes. O uso do cartão é ilimitado dentro de uma faixa de tempo. Eu comprei o cartão de 48 horas, isto é, em 48 horas eu poderia usufruir de tudo o que o cartão dava direito. Quando comprei o cartão peguei também um caderninho com tudo o que o cartão oferecia. Portanto, se você for à Oslo, antes de tudo, compre o Oslo Pass. Utilíssimo. O primeiro uso do Oslo Pass foi para visitar o Centro Nobel da Paz, na marina de Oslo. É lá que o tradicional prêmio é concedido anualmente. Para entrar você deve guardar sua mochila ou qualquer tipo de bagagem em um armário. Logo na entrada tem um mural onde as pessoas deixam seus recados e impressões sobre o lugar. Outra surpresa: de dez cartões, nove eram críticas à Noruega, vários deles dizendo que a Noruega era um país fake. Depois segui para a área dos museus, onde se encontra o Museu Viking. Neste museu estão dois barcos originais da era dos bárbaros, encontrados em escavações no início do século XX. Cada barco comportava cerca de 36 pessoas. Na hora minha impressão foi de como embarcação tão precária foi capaz de chegar ao Canadá! Sim, pelo que se sabe os vikings foram os primeiros a chegar ao continente americano, 600 anos antes de Colombo. Antes do museu, contudo, visitei uma imensa área ao ar livre retratando como era o cotidiano norueguês ao longo dos anos. Uma cidade cenográfica, com os interiores das contruções totalmente abertos ao público. Uma real imersão, você se sente voltando no tempo de verdade. Para chegar à área dos museus eu fui de barca, pois os museus ficam em uma península, e voltei de ônibus. No ônibus não foi necessário validar o Oslo Pass, até perguntei a um passagero como eu deveria fazer. "Não é necessário", me disse um senhor. Só embarquei e desembarquei, simplesmente. Um detalhe sobre o trânsito da Noruega: tudo muito calmo, sereno e tranquilo. Os motoristas não tem pressa e o tráfego flui. E o pedestre é altamente respeitado, tendo preferência sempre. Nos primeiros dias na Noruega eu não tinha muita noção do tempo, tanto que depois do café da manhã eu geralmente comia novamente por volta das 16h. Depois que fui voltei do museu, olhei para o Sol e vi que ele estava na mesma altura da manhã. Claro! Quase no polo norte, não poderia ser diferente. O Sol não sobe igual aqui no Brasil. Voltei ao hostel e conheci outros hóspedes. Saimos à noite e ficamos surpresos: tudo na Noruega fecha cedo! Fui entender melhor os motivos depois que estive em Tromso, fechar cedo pode ser uma questão de sobrevivência, leia posts adiante. O que fica aberto até mais tarde são os fast-foods e pizzarias. Aliás, pizzaria é o que mais tem na Noruega, tem uma tal de Pepe's Pizza em todo canto. DIA 3 - OSLO Saímos cedo e fomos visitar o Oslo Operahus, uma impressionante casa de ópera de estilo arquitetônico moderno. Morremos de pena dos patos que não conseguiam nadar, o lago estava congelado e eles não conseguiam se mover. Depois fomos ao museu de Edward Munch, atrás da famosa pintura "O Grito". Mas para nossa surpresa o quadro não estava lá, fomos informados pelo segurança de feição indiana. Voltamos mais para o centro de Oslo e, enfim, entramos no museu onde estava o quadro e outras obras famosas do pintor norueguês. Era o Museu Nacional da Noruega. Dá para se perder dentro do museu. Os museus lá são quase que cultuados, é frequente ver turmas escolares, de crianças de quatro anos, sendo guiadas pelas professoras e aprendendo sobre arte. À tarde encontramos um pub e foi possível experimentar uma sopa de siri e outros frutos do mar. À noite foi a hora de experimentar o tradicional Pinnekjøtt, um prato que os noruegueses costumam fazer no Natal. Trata-se de costela de carneiro acompanhada de purê de colza e batatas. A carne é salgada, parece carne seca. Achei que o prato não daria para nada, se é que você me entende. Mas, pelo contrário, é muito bom e nutritivo. Fiquei sabendo, depois, que na Noruega a batata é muito consumida, está presente na maioria dos pratos da culinária local. De volta ao hostel, dormir relativamente cedo e acordar realmente cedo para pegar o trem até o aeroporto. Próximo destino: Tromsø! DIA 4 - OSLO -> TROMSØ Acordei cedo e fui direto para a Sentralstajon. Daria para ir à pé. Embora fosse perto do hostel em que fiquei hospedado, digamos que a temperatura de 0°C não era muito amigável às 6h da manhã. Ainda mais que eu estava com bagagem, uma brava mochila e uma bolsa. Eu fiz um plano de pagar o que pudesse em dinheiro e deixar o cartão só para as hospedagens. No entanto, na hora de comprar o bilhete do trem a máquina só aceitava cartão de crédito. Porém fui informado que eu poderia emitir o bilhete e embarcar no trem, e só no destino (no aeroporto) eu pagaria a passagem. Foi o que fiz, e mais uma vez fiquei admirado com a praticidade (inteligência) do sistema. Contando, é claro, com a boa fé das pessoas. No aeroporto, no entanto, mais uma vez a máquina só aceitava cartão. Então não adiantou nada, paguei no cartão mesmo. Acho que até poderia pagar em dinheiro, mas tinha que chamar alguém. Não é possível deixar a plataforma sem pagar. Eles contam com a boa fé das pessoas, mas não dão sopa para o azar. O despacho de bagagens nos aeroportos da Noruega é self-service. Já falei isso? Se falei repito, porque achei o máximo. Você vai até uma esteira próxima ao balcão de check-in, pesa sua bagagem, você informa seu voo e sua identidade, a máquina te dá uma etiqueta, você etiqueta sua bagagem, com uma pistola você escaneia o código de barras da etiqueta e finalmente despacha a bagagem na esteira. Pronto! Leva dois minutos! Bagagem rapidamente despachada, fui para o embarque. O voo da SAS foi muito tranquilo, um serviço de bordo muito bom para uma companhia low cost. O avião estava relativamente vazio. Chegando em Tromsø, uma inacreditável paisagem branca. Fiz uma hora (horas) no aeroporto porque meu check-in no hotel era a partir das 14h e eu cheguei pela manhã. O aeroporto é pequeno mas muito funcional. Quando deu mais ou menos a hora peguei um ônibus e rapidamente procurei a loja onde eu reservara pela internet, ainda no Brasil, roupas de frio. Sim, as roupas que levei daqui nem de longe suportariam o frio da cidade. Tive que aluga-las. Existe um ditado norueguês que diz: "não existe tempo ruim, existe roupa inapropriada". Cheguei ao hotel. Deixei as bagagens lá e fui explorar a neve. Em Tromsø tem neve até no verão. As paisagens são espetaculares. Foi em Tromsø que realmente descobri porque tudo na Noruega fecha cedo: é uma questão de sobrevivência. A Catedral do Ártico, uma igreja onde o acesso é possível atravessando uma longa ponte, é linda à noite. Foi o que me disseram. Tentei ir lá, mas quando vi que por volta das 18h a tal ponte sumiu da paisagem no meio da neve eu desisti, é claro. À noite fui a um pequeno shopping comer alguma coisa, e descobri outra coisa: é muito usual você comprar comida e levar para casa. Quando comprei meu lanche perguntei à atendente onde eu poderia sentar para comer, pois não conhecia o shopping. Imaginei uma praça de alimentação, como temos por aqui. A resposta dela foi clara: "pode comer em qualquer lugar". E tem mais, fui a lugares na Noruega em que eles davam desconto se você pedisse para viagem! Voltei cedo para o hotel e assisti "O Quinto Elemento", passando na TV norueguesa sem legendas. Já disse que na Noruega todos falam inglês, né? DIA 5 - TROMSØ O hotel em que fiquei em Tromsø estava cheio. No café da manhã era necessário disputar um lugar, estava hospedada lá uma equipe esportiva. Não sei de que modalidade. Mas eram muitos os integrantes. Tomei o típico café da manhã norueguês (ou alemão?) com salsicha, presunto e outros condimentos. E café com leite, que para mim funciona melhor que Red Bull. Depois do café reforçado, fui até a Catedral do Ártico, finalmente atravessando a ponte. A travessia foi melhor do que a chegada ("O caminho é o que importa, não o seu fim", Louis L'Amour); As águas geladas do norte puderam ser vistas sob um céu cinza cujo Sol teimava em tentar sair. Um vento absurdo golpeava a ponte, o que tornou a experiência única. Parei no ponto mais alto da travessia e fiquei lá um tempo, observando. Chegando à catedral, tirei muitas fotos do lado de fora. A igreja estava fechada e mesmo assim a entrada era paga. Mas pelo que observei do interior, pelo lado de fora, não tinha muito o que ver lá dentro. De volta ao centro da cidade, depois de perambular em cada esquina e me maravilhar com a neve, parei no meu amigo Burger King para aquela refeição econômica. Mas além da fila estar quilométrica, entrou um bêbado lá causando tumulto. Antes que desse confusão, eu fui embora. Foi aí que encontrei meu outro amigo, 7-Eleven. Levei o lanche para o hotel, descansei um pouco e mais tarde fui para a agência de correio da cidade, onde eu pegaria uma van para ver a famosa Aurora Boeral! No horário marcado com a agência que faz o tour da Aurora, apareceram duas vans. Incansavelmente eles dirigiram até a Suécia e Finlândia, em busca do melhor céu para observação, mas não foi possível ver o fenômeno. Paciência. Mas pelo menos eu nunca vi um céu tão estrelado quanto o de Karesuando, cidadezinha de 300 habitantes da Suécia/Finlândia (sim, a cidade pertence a dois países!). Você pode encontrar mais detalhes sobre este tour no TripAdvisor, onde fiz uma avaliação do serviço e conto detalhes. Comigo na van estavam um casal de Cingapura e duas italianas. No bate-papo, cada um se apresentando, dizendo o que faz etc., eu disse que era brasileiro, do Rio de Janeiro. A primeira coisa que queriam saber era sobre o zika virus. Eu disse que o virus foi debelado e a epidemia estava sob controle... Voltamos para o hotel por volta das 6h, dia claro. Eu pegaria um voo para Trondheim às 11h. Haja fôlego! DIA 6 - TROMSØ -> TRONDHEIM Devolvi a roupa de frio intenso na loja e peguei um táxi até o aeroporto. Era domingo de manhã, cidade totalmente deserta. O caminho até o aeroporto foi tranquilíssimo, existem túneis que deixam o percurso muito rápido. Entrei no avião, que faria uma parada em Bodø para pegar mais passageiros. Antes de decolar, foi necessário descongelar as asas da aeronave. Veio um caminhão e jogou água (era água?) nas asas e assim o avião pôde decolar. Nunca tinha visto este procedimento. Eu cheguei a achar que o caminhão iria bater na asa, de tão perto que chegou para fazer o degelo. A parada em Bodø foi rápida e logo chegamos a Trondheim. Chegando ao aeroporto, antes de embarcar no já conhecido Flybussen (o ônibus que conecta ao aeroporto às áreas urbanas da cidade), perguntei ao motorista qual seria a melhor parada para o endereço do meu hostel. Mostrei o endereço, e ele me disse o nome da parada, que eu achei que tinha entendido. Embarquei e curti as belíssimas paisagens do trajeto. Quando o ônibus começou a parar nos pontos, fiquei ligado e prestando a atenção no que poderia ser meu ponto de desembarque. Mas uma hora, acho que me distraí, o motorista parou em um ponto, saiu da direção, veio até mim e disse: "this is the correct stop for you". Como assim? O cara memorizou onde eu iria parar, saiu do volante na maior calma, caminhou até mim e me disse que ali era o ponto? Entendo quando dizem que dá até tristeza em voltar para o Brasil, não pelo país em si, mas pelo "modus operandi" das coisas por aqui. É um mínimo de cortesia e civilidade. Desci do ônibus e depois de uma breve caminhada cheguei ao hostel. Check-in feito, bagagens acomodadas, fui direto ao meu velho conhecido Burger King. A cidade estava vazia no domingo, mas o BK estava lotado. Não tinha muita coisa para ver à noite, então voltei ao hostel e me dediquei a fazer um backup das minhas fotos e vídeos, até então estava tudo no celular apenas. E também dar uma limpeza nele, muito lixo ocupando memória. A única aventura da noite, mesmo, foi quando me tranquei do lado de fora do quarto (quem nunca?) e a recepção estava fechada! Por sorte tinha um zelador ainda por lá, que tinha a cópia das chaves! DIA 7 - TRONDHEIM Pela manhã fui visitar a cidade. Mas meu alvo, mesmo, era a Catedral de Nidaros, uma das igrejas cristãs mais antigas de que se tem notícia. Erguida por volta do ano 900 DC, passou por inúmeras reformas, sendo a última na década de 1920 e que praticamente construiu e reconstruiu o que está lá hoje. Uma característica destas igrejas antigas são os cemitérios em volta. Fiquei impressionado com a antiguidade dos sepulcros. Dentro da catedral (paga-se um valor para entrar) a arquitetura é incrível, um silêncio ensurdecedor e tudo aberto para visitação. Mas tinha um escadinha que descia para um subsolo, sem nenhuma placa ou aviso dizendo do que se tratava... Eu desci, se alguém me repreendesse eu simplesmente pediria desculpas. O não eu já tenho, como se diz. Mas isso não aconteceu. Descendo as escadas estreitas, uma luz automática iluminou os degraus e depois o ambiente do subsolo. Dei de cara com túmulos muito pequenos. Eram túmulos de crianças. Estavam sem inscrição alguma. Uma descrição em um papel ao lado explicava quando estes túmulos foram encontrados, e dizia também que não há indício de qualquer tipo de identificação a respeito de quem jazia ali. Confesso que não sei muito bem o que senti na hora. Eram túmulos de crianças, e é sabido que sacerdotes da Igreja Católica Apostólica Romana, no passado, enterravam seus filhos proibidos nas dependências de sua própria congregação. O fato de não haver identificação corrobora isso, e também o fato de que os túmulos foram encontrados depois dos túmulos que estavam do lado de fora da igreja, deviam estar escondidos. Outra coisa é o fato de não existir aviso na escada, talvez para não fazer propaganda para visitante do que havia ali. Fiz uma ligação de uma coisa com a outra imediatamente. Muito chocante, para falar a verdade, quando você vê de perto o resultado das atrocidades que só lia nos livros de História. Como humanidade nós melhoramos, já fomos muito piores. Avaliei ali na hora, sozinho, no silêncio, no meio daquele cenário bárbaro. Eu acho. Saí daquele calabouço atroz, subindo de volta para o interior do templo, e havia começado uma missa. Mas foi rápida, como rápido saiu o padre do local após o serviço. Não tirei foto de nada do lado de dentro, por respeito. Não havia nenhum aviso, mas achei melhor não. Saindo da catedral, fui à famosa ponte sobre o rio cercado por tradicionais casas de madeira. Essas casas... Várias eram fake! Como um cenário de filme, só tinha a fachada, para compor o visual! Em Trondheim, como em toda Noruega, chove e faz sol em intervalos curtíssimos de tempo. Neste dia foi assim, cometi o erro de andar sem guarda-chuva. Assim foram as horas restantes do dia, finalizando com um khebab em um restaurante árabe próximo. Restaurantes árabes também podem ser seus amigos na Noruega. São baratos e te salvam. DIA 8 - TRONDHEIM - BERGEN Voei para Bergen pela manhã, e ao chegar na cidade imediatamente percebe-se que a energia é outra. É uma cidade universitária. Em termos de Noruega, pode-se dizer que é uma cidade movimentada, fervilhando de gente circulando pelas ruas, principalmente estudantes. Localizei meu hostel - o pior que fiquei, diga-se - e tratei logo de conhecer o pier. Tinha carne de baleia em um restaurante. Digamos que é uma comida diferente. Não se pode dizer que é boa, mas não é ruim. É... diferente. Depois de bater perna a tarde toda, olhei a previsão do tempo e vi que dava para conhecer o Mount Floyen. Você pega um trenzinho que sobe a montanha, e a vista de cima é espetacular. O anoitecer é simplesmente indescritível. Nada tão belo que não consigamos ver no Rio de Janeiro, por exemplo, mas a vista dos fiordes é imperdível. DIA 9 - BERGEN No dia seguinte me dediquei a conhecer a casa de Edward Grieg. Quando olhei o mapa, ainda no Brasil, pensei imediatamente em alugar um carro, já que a casa fica um pouco distante do centro de Bergen. O aluguel é fácil e a nossa CNH vale na Noruega, graças a um tratado internacional cujo Brasil é signatário. Mas acabei desistindo, vi que as distâncias são longas, não existe lugar para estacionar direito e, se o tempo fica ruim, pode acabar sendo perigoso (mais por causa da neve), se algum imprevisto acontecer não seria bom, ainda mais em um país cujo idioma você não domina. Deixei para chegar lá e ver o que aconteceria. Mas foi muito fácil chegar na casa de Grieg. No dia anterior eu peguei um mapa no centro de informações turísticas, onde também comprei minha passagem de ônibus de Bergen para Stavanger. A atendente me explicou como chegar de tramway, que é o nosso VLT. Cheguei na praça e peguei o VLT, e foi rapidíssimo. Aliás, cabe aqui uma observação. O VLT, lá, atinge uma alta velocidade porque parte da linha é segregada, isto é, fica fora das ruas, além das próprias ruas terem poucos carros e pedestres. Portanto o VLT de Bergen acaba funcionando como um trem comum. Bem diferente do VLT do Rio de Janeiro, por exemplo, que disputa espaço com zilhares de carros e pedestres. E por isso é lento e não transporta ninguém, indo do nada a lugar nenhum. Sigamos. Dentro do VLT, o anúncio de cada estação é personalizado, de acordo com o local. Quando o trem estava chegando na estaçao Hop, perto da casa de Grieg, os acordes eram do seu Allegro Molto Moderato, do Concerto para Piano em Lá Menor. O vídeo da chegada da estação Hop está aqui: https://youtu.be/9O1KvY9uk5U?t=91 (o vídeo não é meu). Do concerto está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=fKfGDqXEFkE . Depois de descer da estação, caminha-se um pouquinho e logo se chega a casa de Grieg. Uma casa pequena, com vários móveis originais e seu piano original! E a vista do lado de fora é espetacular, monhanhas e um imenso lago, além de um grande jardim e vista para floresta. Até eu comporia músicas fantásticas em um lugar desses (risos). Voltando ao centro da cidade reservei o resto do dia para aproveitar mais da área portuária e conheci a famosa carne de baleia. Uma carne com gosto de vinagre e um pouco salgada. Não é ruim. Mas é diferente. DIA 10 - BERGEN - STAVANGER Lembra que falei que comprei uma passagem de ônibus, de Bergen para Stavanger? Pois então, apareci cedo na rodoviária de Bergen para pegar o ônibus, seria uma viagem cujo um trecho é feito por balsa. E foi isso que me atraiu a fazer o trajeto pela estrada. Novamente pensei em alugar um carro, novamente desisti. Desta vez por conta do custo, seria caríssimo, somando a gasolina que é uma das mais caras da Europa. Mas entrei no ônibus e caí na estrada e... no mar! Como disse, um trecho é feito por balsa e leva quarenta minutos. Na balsa vão os veículos e, claro, os passageiros. Ainda em Bergen, na compra da passagem, a atendente disse que este passeio era muito bonito. E a intenção era mesmo cruzar os fiordes, que são belíssimos. Foi uma pena que o tempo estava péssimo, choveu muito principalmente durante a travessia por mar e não pude ver tudo o que queria. Chegando à rodoviária de Stavanger, peguei um taxi até meu último hostel. Era em um hospital universitário, em termos de instalações foi o melhor hostel. Tem um restaurante muito bom e com ótimo custo-benefício, no térreo. Além de uma lojinha que vende lanches, doces e salgados e fica aberta 24 horas. DIA 11 - STAVANGER Choveu bastante em Stavanger, o que acabou prejudicando os planos. Eu queria ir até a Preikestolen (https://www.visitnorway.com.br/onde-ir/noruega-dos-fiordes/seguranca-primeiro-uma-trilha-segura-em-preikestolen), mas fui fortemente recomendado a não fazer a trilha. O tempo estava chuvoso e, embora não houvesse neve, o caminho estava muito escorregadio e, portanto, perigoso. Perdi a manhã. À tarde fui dar uma volta na cidade. Bem neste local (https://www.google.com/maps/@58.968912,5.7318066,3a,75y,13.33h,94.73t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipOjlsJTZlQHpsu9InL1Icfrty53wqNbwyEmx5ts!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipOjlsJTZlQHpsu9InL1Icfrty53wqNbwyEmx5ts%3Dw203-h100-k-no-pi-0-ya11.6884575-ro-0-fo100!7i8704!8i4352) um casal (ela da Noruega e ele da Eritréia) me abordou e fizeram uma oração. Conversamos brevemente sobre a vida e fui embora. Isso me marcou. Como o tempo melhorou à tarde, pude ver o belíssimo entardecer entre as ruas pacatas e as casas charmosas da cidade. Voltei à pé para o hostel. A temperatura caiu absurdamente à noite e novamente choveu. No dia seguinte, voo para Oslo e volta para casa. DIA 12 - STAVANGER - OSLO - FRANKFURT - RIO O voo para Oslo pela manhã foi rapidíssimo, menos de quarenta minutos. Chegando ao aeroporto de Oslo, eu tinha um certo tempo até o voo para Frankfurt. Já falei aqui das facilidades dos aeroportos da Noruega, certo? Você mesmo despacha sua bagagem em um sistema automatizado e tudo é muito rápido e fácil. Mas notei outra coisa: as bagagens podem ser despachadas por qualquer companhia aérea, não necessariamente a sua! No meu caso, despachei pela Scandinavian Airlines (SAS), uma companhia norueguesa, que repassou minha bagagem à Lufthansa. Sabe como se chama isso? Inteligência! Menos filas, mais rapidez, o passageiro ganha e as companhias também. Os voos seguintes, Oslo-Frankfurt e Frankfurt-Rio foram tranquilos. Chegando no Galeão, uma certa confusão de praxe, na aduana, com muita gente e poucos funcionários, mas nada demais. CONCLUSÃO Se você quer conhecer um país que, comparado ao Brasil, não tem movimento ou grande densidade populacional porém é ordeiro, sem violência, com pessoas super cordiais e onde os serviços funcionam, visite a Noruega. No meu caso, para o meu gosto pessoal, gostei muito da estadia lá, é um lugar para se viver fácil. É evidente que não tem o calor humano do Brasil, mas tem outras coisas que garantem seu bem estar. É outro mundo, por assim dizer. Esta viagem que fiz foi como mochileiro, fiquei em hostels e passei todos estes dias comendo em fast-food, e usei muito transporte público. Agora, se você for um turista "tradicional", prepare o bolso. Os restaurantes são caríssimos, os hotéis são caros e a vida na Noruega, em si, é cara. É uma viagem que vale a pena, você consegue conhecer de forma rápida as cidades (passei uma média de dois dias em cada uma) e você faz uma imersão cultural. Recomendo muito. Espero que este relato possa ajudar a quem quiser um dia conhecer a Noruega!
  18. Aqui vou relatar a minha viagem feita entre 6/12/2017 e 19/03/2018 por Paraguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Uruguai e Brasil com uma Biz 125 percorrendo um total de 21.910 km em 104 dias de viagem. Esta viagem é a primeira etapa de uma volta ao mundo iniciada no dia 6/12/2017 estimada entre 150 e 200 mil km e duração de 3 anos. Relato aqui o dia a dia da viagem que foi acampando, 71 dias, pagando hotel, 5 dias, e trabalhando por 28 dias onde acomodação estava inclusa. Tem uma tabela anexa com todos os gastos, cada gasto com comentário e gráficos dos gastos. Abaixo tem o link para o canal no youtube onde estou postando os vídeos da viagem: Canal Diário de Motochileiro Na página do Facebook estou postando os relatos já há vários dias e vocês podem conferir com antecedência por lá o relato: Página Diário de Motochileiro Primeira semana de viagem: Segunda semana de viagem: gastos viagem.xlsx
  19. Eae pessoal blza? Dessa vez vou fazer um relato rápido da nossa última aventura de carro, viajamos em 4 pessoas a bordo de um VW Up! Tsi com destino ao Chile via Paso San Francisco. Fizemos um caminho diferente incluindo o Paraguai, onde visitamos Cidade de Leste, Caacupé e Assunção, depois cruzamos para a Argentina pela fronteira entre José Falcon e Clorinda, de lá seguimos para Pres. Roque Saénz Peña, Termas de Río Hondo, Taffi del Valle, Cafayate, Fiambalá para atravessar a cordilheira pelo Paso San Francisco para chegar em Copiapó no Chile e continuar por La Serena, Viña del Mal, Valparaiso, Santiago, Mendoza como trajeto de volta em aberto, podendo voltar por Buenos Aires, Montevideo ou seguir direto por Córdoba até retornarmos para casa. Infelizmente tivemos contratempos durante a viagem e acabamos modificando bastante o roteiro, retornando antes para casa, mas imprevistos fazem parte da aventura e apesar de não cumprirmos o nosso maior objetivo que era cruzar o Paso San Francisco (por pouco) aproveitamos muito bem a viagem. RELATO da nossa viagem ao Atacama + Machu Picchu de carro Dia 01 - 02/01/2018 - De Curitiba a Cidade de Leste Saímos por volta das 08hs da manhã do dia 02 de Janeiro, tudo parecia tranquilo até entrarmos no contorno de Curitiba, onde pegamos um baita engarrafamento logo de cara, confesso que nessa hora deu vontade de voltar pra casa. Depois de mais de uma hora e meia consegui sair da rodovia e peguei um atalho, saindo na BR 277 sentido Ponta Grossa. A viagem a partir dai foi tranquila, pouco movimento, estrada boa, mas pedágios exorbitantes. Paramos para almoçar perto de Irati e chegamos em Foz do Iguaçu já no final da tarde, depois de pegar chuva em parte do caminho. Não entramos em Foz, seguimos direto para a ponte da amizade e paramos na aduana paraguaia para dar entrada na migração. Tinha um ônibus de viagem e acabamos entrando na fila exclusiva para o ônibus, mas logo fomos direcionados a outro guichê e nos atenderam rapidamente. O funcionário carimbou o passaporte e nos liberou, perguntei se era preciso registrar o veículo no sistema e ele disse que não, perguntei mais uma vez só para ter certeza e ele confirmou. Ficamos com receio de na hora de sair do Paraguai dar algum problema, mas conto os detalhes mais a frente. Já eram mais de 18hs, então Cidade de Leste estava bem vazia, rapidamente chegamos ao Hotel Piazza que reservei pelo booking, fica perto da Av Principal a menos de uma quadra da Monalisa e todo o comércio, apesar das instalações antigas valeu a pena pelo custo benefício. Deixamos as coisas no hotel e resolvemos voltar até Foz para jantar no supermercado Muffato perto do terminal de ônibus no centro. Depois da janta voltamos ao hotel em Cidade de Leste, que fora do horário comercial é bem tranquila, nem parece a mesma cidade. Roteiro Chegando em Foz do Iguaçu Ponte da amizade
  20. O que fazer nos morros de Ouro Preto-MG

    Ouro Preto é um município mineiro, famoso por sua arquitetura colonial. Milhares de turistas visitam a cidade com o objetivo de conhecer os casarios, as ruas e becos, os museus, a gastronomia mineira e as famosas minas. Com a sua topográfica montanhosa, apenas 5% plana, Ouro Preto tem muito a oferecer além do centro histórico. Você já teve a oportunidade de conhecer os morros da cidade? Formados por bairros residenciais simples e por pessoas maravilhosas nos morros não existe infraestrutura como no centro histórico para os turistas, porém são urbanizados e com transporte público. Mas se não tem infraestrutura “adequada” para o turista, o que fazer lá? 1 Admirar o pôr do Sol ou o nascer da Lua Com uma altitude superior a 1.200 metros acima do nível do mar, presenciar o pôr do Sol ou o nascer da Lua nos morros de Ouro Preto é uma sensação impar. 2 Observação astronômica Para os amantes da astronomia os morros de Ouro Preto são ótimos para contemplar os astros celestes. Existem locais seguros com pouca iluminação, ótimos para observação astronômica. (Vênus) 3 Radioamadorismo Longe das interferências do centro, os morros de Ouro Preto são locais perfeitos para a prática do radioamadorismo. Observações: As fotos foram tiradas na pracinha da Capela de São João e no Moinho de Vento (Morro São João). Fotos: Isaac Rangel e Danilo Nonato.
  21. Olá Pessoal tudo bem? O post de hoje será pra falar dessa maravilha localizada no interior de São Paulo. Brotas. Brotas é um município brasileiro localizado no interior do Estado de São Paulo. É o 28º maior município paulista em extensão territorial e 1.312º do Brasil com 1.101,468 km². (wikipedia). Além de tudo, com seus aproximados 30.000 mil habitantes Brotas é uma linda cidade, com casarões e arquitetura colonial (lindo). Antes de partirmos já havíamos fechado um pacote super em conta com a empresa Ecoação da qual eu super recomendo!! (Os caras são feras, e muito atenciosos) vou deixar o link da empresa aqui para quem quiser conferir! Como iriamos ficar só 4 dias para aproveitar o feriado prolongado de outubro, o nosso pacote constava de Rafting, Canyoning, e day use no parque Aventurah. Além de 3 noites na Pousada do Sol, lugar muito limpo e organizado, staffs atenciosos e prestativos além de um maravilhoso café da manhã! (Gulosos). O link da pousada vocês encontram aqui! Tudo em 5x de 137,00 reais. (Pra ninguém reclamar não é?) Além disso visitamos por conta o Ecoparque Cassorova e o Hotel Fazenda Areia que Canta onde detalharei mais pra frente. A alimentação em Brotas não é das mais caras, sendo que num almoço self service pagamos 35,00 reais para comer à vontade. (Em conta se levar em consideração que é uma cidade turística). A noite você encontra várias pizzarias com preços que variam de 30,00 a 70,00 reais além de esfirrarias, espetos e restaurantes. Nosso primeiro dia foi uma quinta feira, fomos a pousada deixamos nossas coisas e seguimos para a Ecoação para pegar nossos vouchers das atividades que estavam programadas para os próximos 2 dias. Após pegarmos algumas informações na agência seguimos para o Ecoparque Cassorova. Esse parque contém além de restaurante, lanchonete, piscina, possui duas belíssimas cachoeiras. Fica a aproximadamente 30 km do centro da cidade e o day use para acesso ao parque foi no valor de 60,00 reais. A cachoeira Cassorova com uma queda de 60 metros de altura e uma deliciosa piscina natural considerada umas das 8 cachoeiras mais bonitas do Brasil, e a cachoeira dos Quatis ao final de uma trilha de 30 minutos no meio da mata preservada com uma queda livre de 46 metros. Passamos a tarde toda no Ecoparque e saímos de lá bem cansados após as trilhas. Vale muito a pena! Voltamos a pousada para nos arrumar e sair para comer, mas não demoramos a voltar pois o outro dia seria de pura adrenalina. No outro dia. chegamos as 7:20 da manhã na agencia para receber as instruções do rafting, explicando como deveríamos sentar, nos portar e utilizar o remo. Equipe muito boa e competente. Logo após as fotos, saímos em 2 ônibus em direção ao rio Jacaré-Pepira e em cerca de 30 minutos aproximadamente já estávamos na beira do rio fazendo um alongamento enquanto os guias ajeitavam os botes. Após isso foram aproximadamente 1:30 de pura adrenalina e diversão. Ao final ainda recebemos água, suco e uma deliciosa pinga com mel. A parte da tarde ficou reservada para utilizarmos o day use do parque Aventurah, com direito a tirolesa, é um parque ótimo para quem vai com crianças. Vou deixar o link aquipara os curiosos! O terceiro dia foi destinado ao Canyoning, ou Cachoeirismo, que é a descida de rapel na cachoeira, (e confesso que foi a coisa mais foda que já fiz!!). Localizado no Sitio Cachoeira 3 Quedas localizado à 23 km do centro, pudemos descer as duas maiores cachoeiras do local com direito a muito medo, superação, adrenalina e um mergulho no final. Foi simplesmente sensacional. Primeiramente fomos encaminhados a uma estrutura de madeira de aproximadamente 3 metros para fazer o treinamento e receber as orientações o que foi muito importante para aprendermos como iriamos fazer a descida. Logo após fomos para a primeira cachoeira, a Cachoeira das Andorinhas com uma descida de 22 metros e em seguida para a Cachoeira da Figueira com uma descida de 47 metros debaixo da queda d’água (espetacular!). Tudo durou aproximadamente 3 horas e almoçamos maravilhosamente bem por lá mesmo. Com pratos comerciais a partir de 30,00 reais. A parte da tarde ficou por conta do Museu do Calhambeque e do Parque dos Saltos um parque lindo bem no meio da cidade totalmente de graça onde tem várias quedas d’agua e os locais e turistas podem se banhar, mergulhar ou receber uma hidromassagem natural. Vale a Pena! No último dia tomamos aquele café da manhã maravilhoso da pousada fizemos o checkout e fomos direto para o Hotel Fazenda Areia que Canta (detalhe aqui é fazer a reserva antecipada!) Em aproximadamente 3 horas de passeio pudemos conhecer uma grande parte da fazenda além da nascente totalmente preservada da Areia que Canta onde é possível fazer flutuação e fazer literalmente a areia cantar! Logo após somos encaminhados a uma trilha que nos leva a uma pequena praia natural e mais duas quedas d’agua belíssimas dentro do próprio local. O valor para acesso à fazenda foi de 90,00 reais no domingo. Mas durante a semana esse valor é bem menor, entretanto vale muito a pena conferir esse belíssimo lugar! Hora de voltar pra casa mas com aquele sentimento de dever cumprido. Foram 4 dias intensos e muito proveitosos, esperando a próxima oportunidade de voltar a Brotas novamente. É isso aí galera, qualquer dúvida é só deixar aí nos comentários que respondo!! Não deixe de dar uma curtida lá no blog https://aos30resolvimudar.wordpress.com/blog/ Até a próxima! =P
  22. A primeira parada da minha jornada fora do Ceará foi no município de Areia Branca-RN, em uma praia chamada Praia da Ponta do Mel. Um lugar pouco com conhecido até mesmo pelo povo potiguar. Areia Branca é o segundo maior produtor de sal do estado, chegando na cidade passamos por uma pista que fica no meio de uma salina, é água dos dois lados da estrada, uma vista linda. A Praia da Ponta do Mel é o lugar mais lindo que já estive até hoje, uma vila de pescadores bem aconchegante, agradável e habitado por pessoas incrivelmente incríveis, pessoas amáveis, educadas, carinhosas e de boa com a vida. Além da beleza indescritível, uma das melhores coisas é que a praia não é um atrativo turístico, ou seja, é um local nativo daqueles que você se sente em casa, diferente daquelas praias turísticas onde tudo é feito para os gringos. Os principais atrativos da Praia da Ponta do Mel são as Três Cruzes, o Farol e as Dunas do Rosado. As Três Cruzes: Elas estão localizadas à cerca de três quilômetros da vila de pescadores local de fácil acesso (não seja idiota de ir de carro, moto, ou qualquer outra coisa que não seja suas pernas, a não ser que algo lhe impossibilite de ir a pé). A trilha que leva ao local é bastante agradável, com uma paisagem linda, muita natureza, pássaros, uma vegetação característica da caatinga e pessoas maravilhosas pelo caminho. As três cruzes ficam em uma espécie de falésia bem alta, muito alta, acredito que seja o ponto mais alto do local, o que dá a oportunidade de ver toda a Praia da Ponta do Mel em uma vista incrível, de lá é possível ver a Vila, o Farol, as Dunas do Rosado e muito mais. As Três Cruzes foram colocadas no local para a gravação do filme Maria Mãe de Deus, e foram deixadas lá, se tornando um local onde as poucas pessoas que vão ao local visitam para contemplar o pôr do sol. Voltando das Três Cruzes é possível pegar uma trilha pela beira do abismo que leva até o Farol, a trilha é incrível, a vista é magnífica, vale muito a pena. Obs.: O melhor de tudo na Praia da Ponta do Mel são os seus habitantes, pessoas lindas, muito lindas, lindamente incríveis. Amei todo mundo lá. Obs.1.: Cheguei até a Praia da Ponta do Mel sem gastar nenhum centavo com deslocamento, tem muito caminhão por lá. Trip Totalmente Roots. Procuro companhia para continuar esse mochilão Roots, nesse momento estou em São Miguel do Gostoso-RN, fico aqui até segunda-feira de manhã, daqui desço para Maracajaú, Maxaranguape-RN. Depois Natal e Pipa, então se tiver alguém afim de seguir, vamos nessa.
  23. Olá Mochileiros!!! Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018. Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar! Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar! www.profissaoviageiro.com Insta: @profissaoviageiro Então...... As coisas mudam tão rápido na vida... Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis! Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela. Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria. E assim foi: 18/02/2018 – Santa Cruz Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado! A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos. Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar. Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!! Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora. Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino. Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá. Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam. Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar. Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia. Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!! Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito! Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes. Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes. Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa. Já na volta parei na praia para curtir um pouco. De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar. Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício! 19/02/2018 – Santa Cruz Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito! Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia... Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!! Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento. Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam. De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00. Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos. Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá. Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!! Túneis de Lava Los Gemelos Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz. Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena. Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz. Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal PQP, ele me ajudou muito! Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00. 20/02/2018 – Isabela Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto. Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem. Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado. Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir! Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz. As cores do mar são impressionantes! Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco. Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não. Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte... O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel). Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos. Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar. Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho. Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas. Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados. Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá. Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas. Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos. A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho. Sensacional! Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa. O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio. Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse Na volta só paramos para as tartarugas mesmo. Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem. Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!! Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo! Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar. Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks. Estava tudo muito bom. Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo! 21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar. O tour saiu por US$ 35,00 Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos! Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo! Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso. Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro! A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais! Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou! Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo. De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos. Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc. E com isso, encerramos o passeio. Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo! No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!! O contato do Carlos lá em Isabela é: Carlos Valencia +593 096 7643662 O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno! Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros. E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo! No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito! Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe. Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás. Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo. Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas! Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas. No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila. Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel. Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida. Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda! Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!! 22/02/2018 – San Cristóbal Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour. O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer. A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas. Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes! Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........ A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá. Tinha muita ave ali! Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo. Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida. E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional! Do lado de fora também é bem legal! E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana! Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir. 23/02/2018 – San Cristóbal Esse dia tirei para conhecer La Loberia. É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas. Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo. O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê. Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco. Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz. De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei. 24/02/2018 - Santa Cruz Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho. A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso! O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho. Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho. O barco vai tranquilo até Gordon Rocks. Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora. Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto! Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água! O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados. Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho. Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano! Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso! Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera. Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!! Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada. De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo.... 25/02/2018 - Santa Cruz Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente. Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã! Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio. Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!! Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo. Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!! Mais fotos do passeio: No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar! Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem. Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar. O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também. Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho. Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo! Existe uma visitação controlada no local que ele fica. Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste.......... Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta. Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo. Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho! Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz. Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos! Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições! Então me despedi de Galápagos. 26/02/2018 – Santa Cruz No aerporto Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá! Valeu!!!!
  24. Não preciso ir aos Estates para ouvir "where are you from?", se aqui existe o : "Donde cê é?" Aqui existe o: "Come mais um tiquim", "logo ali" "quele negócio" "apia aqui pra dentro" Para quem gosta de gelo , existe as águas de IBITIPOCA e MONTE VERDE. Para quem gosta de patrimônio Histórico, tem Diamantina , Tiradentes entre outras.. E na culinária? Tem o pão de queijo a Lá café. O tal " COuuVE com âNGO" que os Italianos tentavam decifrar em OURO PRETO. São inumeras cachoeiras e montanhas que se perdem no horizonte! São inumeros os abraços e um 'fica mais um tiquim sô, vou passar mais cafezim" São inúmeras sorrisos recebidos pelas estradas A hospitalidade aqui é "mato" , tá inserida no ser de cada Mineiro. São como o Chapéu e o cigarro de paia, "não faia." Mas dizer que Minas é só isso? Longe de mim. Aqui tem a História, tem mato, tem cachoeira , tem sorriso e tem BEOZONTE. Tem urbano e o caipira , tem a cidade e tem o campo. Tem balada e tem fogueira e tem o trem. O trem , ahhh o trem,esse tem em todo o estado! Então caro viajante, caso opte vir por essas bandas das Gerais traga na mochila um sorriso e disposição, aqui encontra. Inúmeros sorrisos espalhados pelos horizontes que corta todo o Estado. E , por mais grande seja o VELHO CHICO, ainda assim, é pequeno comparado aos corações Mineiros!
  25. Acampamos na Praia da Lagoinha do Leste, em Florianópolis, nos dias 30 e 31/03 e 01/04/18, chegando nela através da trilha que começa no Pântano do Sul. Praia maravilhosa, com um dos visuais mais lindos do Brasil, vale a pena conhecer. No domingo, dia de voltar, subimos no morro da Coroa, que tem uma vista maravilhosa (foto), mas é cansativo para quem não está acostumado, e ficamos muito tempo no mar, que é bem violento e exige muito da musculatura das pernas. Como estávamos com criança e um pessoal que não é muito condicionado para fazer trilha com cargueira, resolvemos voltar de barco. Conversei com o barqueiro, que falou que o último barco sairia as 17 horas. As 15 horas fomos embarcar, quando descobrimos que não tinha mais barco. Não estávamos nada preparados para fazer a trilha de volta: de chinelos com as botas todas em uma mochila, os isolantes carregados nos braços, térmica e cuia na mão... Perdemos um bom tempo nos equipando e arrumando as mochilas e fizemos a trilha de volta. Felizmente o pessoal aguentou, mas poderiam não conseguir, e não tínhamos mais comida para pernoitar na praia, nem podíamos ficar, porque a galera tinha que trabalhar na segunda. Faço este relato para que fiquem alertas quanto a irresponsabilidade dos barqueiros, que pertencem a uma associação de pescadores, que não estão nem aí com os turistas, deixando as pessoas em situação potencial de risco. Imaginem se houvesse uma pessoa que não conseguisse fazer a trilha de volta, o sério problema que seria. Passamos o tempo todo da trilha blasfemando: "pescador fdp" kkk
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