Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''relato''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Fóruns

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
  • Destinos
    • América do Sul
    • África
    • Ásia
    • América Central, Caribe e México
    • Brasil
    • Europa
    • Estados Unidos e Canadá
    • Oceania
    • Oriente Médio
    • Volta ao Mundo
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Travessias
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar: Grupos e Eventos
  • Equipamentos
    • Equipamentos de Camping e Aventura
  • Avaliações
    • Avaliações
  • Estilos de Viajar
    • Mochilão Roots
    • Trekking e Montanhismo
    • Viagem de Barco ou Navio
    • Viagem de carro
    • Cicloturismo - Viagem de Bicicleta
    • Viagem de moto
    • Vanlife: Viver e viajar em uma casa sobre rodas
  • Classificados
    • Classificados
  • Central de Caronas
    • Caronas
  • Outros Assuntos
    • Papo Mochileiro e Off Topic
  • Blogs de Viagem
    • Blogs de Viagem
    • Posts
  • Guia do Mochileiro
    • Guia do Mochileiro
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Arquivo
  • Ajuda e Suporte
    • Ajuda & Suporte

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Tópicos que recomendo


Ocupação

Encontrado 10.214 registros

  1. Nossa Trip foi bem louca galera! Primeira vez que resolvemos fazer o Mirante, confesso que foi uma das melhores e mais sinistras...rs No dia 30SET resolvemos comemorar meu niver fazendo uma bela trilha, um bate e volta dos bons... Como estava recebendo uma grande amiga em BSB Ariadne Rodrigues ( amiga de velhas cervejas )... fechamos a equipe convidando nosso grande amigo Reis ( conhecido nas redes sociais das trilhas). Partimos então para a Vila de São Jorge - GO e claro direto para a trilha! O acesso dar-se ao final da Vila de São Jorge no caminho para a antena de telefonia e seguindo um caminho não muito demarcado, como trata-se uma área particular apenas se chega de carro até uma área onde deixamos os carros e seguimos a pé por uns 1500m até a entrada onde fica o Sr Graciliano, senhor simples e de boa prosa... a trilha não tem mapa, é demarcada em partes ( talvez por conta dos guias e dos aventureiros que não curtem pagar ) então as orientações são de total conhecimento de quem já foi pelo menos uma vez e do Sr Graciliano. Início da trilha Chegando próx a Cachoeira do Abismo Cachoeira do Abismo Platô antes da Janela Reis fazendo um registro irado Registro no Mirante da Janela Após um café com Sr Graciliano Paga-se em média um valor de R$15,00 a R$20,00 por pessoa (em espécie) para visitação ao local dando direito a visitação na Cachoeira do Abismo ( fácil acesso ) e no Mirante da Janela ( médio a difícil). Neste último é comum muitos visitantes voltarem sem achar o mirante pois na parte final da trilha as demarcações foram retiradas, e acabam muitos se perdendo, o que muitas vezes é acionado o Corpo de Bombeiros local... Assim é importante ter em mente as orientações do Sr Graciliano ou ir com alguém que já foi. Dica: na última parte, ao achar uma espécie de circulo de rochas, mantenha a sua direita contornando este círculo, descendo um pequeno trecho onde tem como marcação um aste de madeira fincada e contornando pela direita novamente chega-se ao Mirante. Recomenda-se também voltar antes de escurecer ou levar lanternas para não perder o caminho de volta. Já fiz esse trecho a noite e é um pouco ruim o acesso. Boa Trilha!
  2. Quem nunca sonhou em conhecer a Europa? Quem nunca sonhou em visitar lugares como Itália, França, Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal e dezenas de outros países surreais desse pedaço de mundo? Sempre tão presentes em livros, filmes, séries, artigos e principalmente no imaginário dos viajantes, desde os tradicionais até os mais aventureiros, e comigo não poderia ser diferente. Depois de tanto planejar e esperar pela oportunidade perfeita, finalmente o dia chegou. Como todos dizem, a viagem começa antes mesmo da partida, no planejamento. Foram meses estudando passeios, trajetos, transportes locais, acomodações e imaginando e vivenciando cada aventura para que eu conseguisse otimizar o tempo disponível (exatos 35 dias) e conhecer o máximo de lugares possíveis. Até que então, finalmente cheguei na ambiciosa e desafiadora “Jornada dos 16 países”. Apesar do tempo curto, eu não poderia ser mais agradecido por ter tido a chance de passar pelo menos um dia nos lugares que sempre almejei conhecer. Tomado pelo sentimento de gratidão, me aventurei por Marrocos, Portugal, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda, França, Suíça, Alemanha, Áustria, Croácia, Eslovênia, Itália, Vaticano, Grécia e Turquia. Vivi todos os dias intensamente. Experimentei o legítimo Pastel de Belém em Lisboa, admirei as curvas e cores da sempre jovem e pulsante Barcelona, tomei chuva em Londres como se fosse nativo, apreciei o verdadeiro chocolate Belga, aproveitei Amsterdã em todos os seus aspectos, me encantei e chorei diante da magnifica Torre Eiffel, cheguei no topo da Europa subindo os Alpes Suíços, completamente congelado, mas deslumbrado com tamanha beleza. Como o topo não foi o limite, não parei por lá. Bebi cerveja até não aguentar mais na legitima e animada Oktoberfest em Munique, me aventurei na densa natureza da Croácia, explorei uma das maiores cavernas do continente europeu em Postojna na Eslovênia, conheci os encantos de Veneza e voltei no tempo entre as ruínas de Roma e de Atenas. Caminhei pela cratera do vulcão em Santorini, mergulhei no incrivelmente gelado e azulado mar de Egeu e, enfim, expandi minha concepção de mundo tendo contato com uma cultura tão diferente na Turquia. E durante toda a jornada aprendi a lidar melhor com o medo, afinal de contas, estava viajando sozinho por países que nem sequer falava a língua local. Perdi ônibus, trem e facilmente acabava me perdendo. Dormi noites em aeroportos e rodoviárias, mas independente da situação, estava agradecido por poder estar vivenciando a experiência mais doida da minha vida. E para minha feliz surpresa, descobri que sou mais corajoso do que esperava, superando todos os desafios diários e entendi que quando realmente se está disposto a fazer algo, o universo conspira a seu favor. As coisas simplesmente acontecem! Mas sem dúvidas, o melhor de tudo da jornada foi ter a chance de ver que o mundo é bom, muito diferente da imagem que muitas vezes é transmitida pelas mídias sensacionalistas. Ter a chance de ver que, para cada pessoa que quer o mal, existem outros milhares que querem o bem. O mundo é generoso, é receptível e acolhedor, as pessoas te ajudam por apenas quererem ajudar, sem esperar nada em troca. Quantas vezes estive perdido e alguém aparecia para mostrar o caminho, perguntar se eu estava bem ou se precisava de algo. Claro que em um breve relato jamais poderia expressar como foi transformador cada lugar que passei e as pessoas que conheci pelo caminho mas posso dizer que valeu muito a pena. E se tiver a oportunidade de viajar, vá sem hesitar, vá com medo, sem dinheiro, sozinho. Não deixem que os “obstáculos” te impeçam de se aventurar. Prezados, o mundo está aí só esperando criarmos coragem para desbravá-lo.
  3. Viagem de 14 dias em casal feita em julho de 2018. Coloquei tudo em tópicos e montei 3 tabelas com gastos da viagem. Comprando a Passagem aérea - sempre pesquisamos passagens pelo site “Kayak”, ele é ótimo e permite criar alertas de queda de preço. Isso significa que toda vez que tiver uma diminuição no valor da passagem para o local que você quer viajar, você recebe um e-mail. Nós queremos conhecer tantos lugares nesse mundo, que sempre criamos vários alertas para diferentes destinos. Calhou de surgir uma promoção para a Nova Zelândia na Latam e compramos na hora. Voando com a Latam para NZ - Todo mundo diz, e eu acredito que a Air New Zealand é melhor. Mas, no voo Santiago X Auckland, eu achei o serviço da Latam bem bom. Infinitamente melhor do que nos trechos da América Latina. A refeição era superior, amenidades e etc. Chegar na NZ é muito mais rápido do que eu imaginava. Na volta, foram 10h Auck X Santiago, e depois 4h Santiago X Rio. 14h no total, achamos bem rápido. Sala Vip da Latam em Santiago - gente, deixa eu começar com uma dica que eu achei genial. Na volta fizemos uma conexão de 12h em Santiago. A latam no Chile, diferente do Brasil, só adianta seu voo se você pagar e o valor era bem alto. Aí, pensamos em ir para um hotel, mas gastaríamos uber, tempo na imigração, comida e etc. Foi aí que vimos que Santiago tem uma sala Vip gigantesca da Latam. Eu nunca voo de executiva então nem sei por onde entra. Mas meu marido viaja pela empresa e disse que algumas tem camas. Despretensiosamente fomos lá perguntar quanto era. Custou 40 dólares por pessoa! Para ficar o tempo que quiser, comer o quiser, beber o quiser, toalhas para tomar banho quentinho, camas com cobertor para dormir e tudo mais! Não tinha mais ninguém dormindo, então foi super tranquilo. Dormimos umas 5 horinhas e fomos para o “open bar”. Tinha todos os tipos de bebidas, enchemos a cara de champagne! Comemos muito e depois já quase não aguentávamos com a sobremesa, mas tomamos sorvete. O legal é que eles te chamam quando está na hora do seu voo, então pode beber a vontade que não vai perder o voo. Viajar no Inverno - Sou professora, então só posso viajar em janeiro ou julho, no inverno ou verão ( muito frio ou muito calor). Acho as piores estações, prefiro as temperaturas mais amenas da primavera ou outono. Além disso, sempre viajo nas férias escolares, alta temporada, preço de passagem cara e alguns locais turísticos cheios, dependendo do lugar. Entretanto, eu AMO frio, adoro ficar encasacada, adoro a paisagem do inverno, acho tudo um charme. Então, é tudo questão de preferência. No caso da Nova Zelândia, o frio pode prejudicar um pouco para aqueles que estão em busca de certos esportes radicais aquáticos. Mas dá para fazer quase todos os esportes, e ainda dá para esquiar. Não curto esportes muito pesados, fizemos apenas um jet boat em Huka Falls, e foi legal. A paisagem da ilha sul com as montanhas nevadas foi um absurdo de linda. Não me arrependo nada ter viajado no inverno. Porque viajar para a Nova Zelândia - Em termos de paisagens naturais, deve ter sido o país mais lindo que conheci. O mais legal é a diversidade de paisagem, em cada canto é uma paisagem diferente e você quer tirar foto de tudo. É tudo muito único. Além das belezas naturais, o país é mega seguro, bem desenvolvido, tem ótima infra estrutura, tudo funciona bem. A população é mega simpática e receptiva. O país é multicultural, tem uma miscigenação muito forte e uma grande presença de imigrantes, principalmente de indianos. Tem uma cultura asiática que pode ser sentida pela presença de restaurantes de muitas nacionalidades. Na viagem comemos em restaurante indiano, coreano, chinês, japonês, tailandês, entre outros. Como não errar montando o roteiro como nós erramos - sim, tive que fazer alguns cancelamentos por não ter estudado bem como devia antes. A primeira coisa a fazer é ler relatos sobre o país e listar os locais que achar interessante de visitar. Na hora de escolher os locais, deve se avaliar se vale a pena na época do ano que vai. Listei vários locais bacanas, mas depois eu vi que não eram adequados para o inverno (época que fui), tipo praias. Outra coisa é pensar nas distâncias entre os locais e o tempo que tem disponível. Só tinha 13 dias para conhecer tudo, então decidi selecionar locais mais próximos entre si. Curiosidades da NZ: 4 milhões de habitantes e 40 milhões de ovelhas Além do inglês, a língua Maori, dos nativos ainda existe no país Os carros andam na mão inglesa Não tem pedágios nas rodovias O país é menor que o estado do Rio Grande do Sul Motorhome - Sempre tivemos curiosidade de viajar em um motorhome e a Nova Zelândia é o país perfeito para isso, tem uma ótima infra estrutura. Preço do Motorhome - É importante colocar no papel o preço do motorhome e avaliar se vale a pena. Se eu fosse refazer a viagem, e tivesse uma grana a mais, eu ficaria apenas uns 4 dias de motorhome e o resto ficaria em carro normal, dormindo em hotel. Isso porque é meio cansativo dormir direto em motorhome, eu senti falta de uma cama. Queenstown X Auckland - 12 dias - $370 -> Essa foi a nossa primeira reserva, mas cancelamos depois que vimos que a balsa para ir da ilha sul para a ilha norte, entre Picton e Welington, custava $400 e leva cerca de 4 horas a travessia. Fora isso, entre Christchurch e Taupo são 800 km sem nenhum lugar que fazíamos muita questão de visitar. Ou seja, gastaríamos muito diesel, horas dirigindo e o nosso precioso tempo a toa. Daí, alteramos a reserva acima para entregar em Christchurch. Ficou relativamente mais caro o valor em si do Motorhome mas otimizamos a viagem. Queenstown X Christchurch - 6 dias - $300 Auckland X Auckland - 5 dias - $200 Obs: Os preços estão sem as taxas! Vou colocar aqui a tabela do custo final, incluindo seguro, diesel e etc. E os outros custos da viagem. Motor 1 (1035km) Motor 2 (750 km) Aluguel 300 200 Taxa de Queenstown 95 0 Seguro 190 150 Gás 40 35 Wi fi 35 0 No return 50 0 Quilometragem 65 40 Diesel 210 140 TOTAL 985 565 NZD total R$ (por pessoa) Empresa Aéreo: Rio X Auck X Rio 3600 Latam Aéreo: Auck X Queenstown 256 345,6 Air New Zealand Aéreo: Christchurch X Auckland 132 178,2 Air New Zealand Motorhome 1: Queen X Christ 985 1329,75 Mighty Campers NZ Motorhome 2: Auck X Auck 565 762,75 Cheapa Camper Hotel Auckland 1 diária 96 129,6 Airport Gateway Hotel Hotel Queenstown 2 diárias 320 432 Nomads Queenstown Backpackers Hotel Auckland 1 diária 95 128,25 Airport Gateway Hotel Hotel Auckland 1 diária 80 108 Ibis Budget Auckland Central Seguro viagem 140 Assist Med Camping ( 8 noites) 400 540 TOTAL 7694,15 Cidade Atividades NZD R$(por pessoa) Site Queenstown Gondola + Almoço 75 202,5 https://www.skyline.co.nz/en/queenstown Queenstown Milford Sound Day Trip 118 318,6 https://www.bookme.co.nz/things-to-do/queenstown/home Wanaka Puźzling 22 59,4 https://www.puzzlingworld.co.nz/ ILHA NORTE 0 Matamata Hobbiton 84 226,8 https://www.hobbitontours.com/en/our-tours/hobbiton-movie-set-tour/ Rotorua Parque Wai o Tapu 32,5 87,75 https://www.waiotapu.co.nz/plan-your-visit/ Rotorua Parque Te Puia 145 391,5 https://tepuia.com/ Waitomo Glow worm 51 137,7 http://www.waitomo.com/Waitomo-Glowworm-Caves/Pages/default.aspx Taupo Jet Boat Huka Falls 94 253,8 https://www.bookme.co.nz/things-to-do/rotorua-taupo/activity/hukafalls-jet/1873 Rotorua Gondola + Ludge 36 97,2 https://www.skyline.co.nz/en/rotorua/ Rotorua Redwood Walk 25 67,5 http://www.treewalk.co.nz/en_US/ Rotorua Polynesian Spa 30 81 https://www.polynesianspa.co.nz/ TOTAL 1923,75 Pontos negativos do Motorhome: Limpar os dejetos do banheiro Caução de 5 mil dólares no cartão de crédito (na segunda locadora tem a possibilidade de não pagar se aderir a um plano lá) Ter que arrumar as coisas toda hora, principalmente a parte da cozinha. Tem que andar com tudo bem fechado nos armários, mas, ainda assim, fica tudo balançando, coisas batendo umas nas outras o tempo todo. Dá uma certa agonia. Fora que na hora de dar uma freada forte parece que vai tudo ser jogado para frente, e de fato algumas coisas são. Preço das coisas: Garrafa de água - 4 NZD Lanche no Mc Donalds - 10 NZD Almoço - 15 NZD Aplicativo Campermate - é fundamental para quem viaja de Motorhome, mas é bom para todos. Ele te informa a localização, preço e avaliação de todos os campings. Mas também mostra onde tem banheiro, posto de gasolina, hospital, wi fi, coisas para fazer, e etc. Ilha sul A Ilha sul é a parte com paisagens mais maravilhosas. É o tipo de viagem que o legal não é apenas o chegar em certa local, pois todos o trajetos, as estradas são encantadoras. Você quer parar toda hora no acostamento para tirar fotos, apreciar a paisagem. Quanto tempo? Dava para visitar tudo o que visitei em menos tempo. Digamos que na ilha sul fizemos uma viagem mais preguiçosa, ficamos muito tempo ociosos, mas isso foi nossa opção. Quisemos apreciar mais os locais, as paisagens do que fazer atividades. Roteiro: O que fizemos: fomos de Queenstown até Christchurch de carro, passando por Wanaka, Mount Cook e Lake Tekapo. Sendo assim, não visitamos a costa oeste, que tem muitos lugares bonitos, como Franz Josef. Fizemos isso, porque li algumas pessoas dizendo que era perigoso ficar dirigindo no inverno, principalmente nessas áreas montanhosas, e que tinha risco de fechar as estradas por conta de congelamento e etc. Na boa, acho que é bem tranquilo ir, mesmo no inverno. Deve ter ocasiões que fecham as estradas, mas isso ocorre, tipo 1 vez no ano e quando ocorre, então não é evento frequente. Se você quer fazer um giro completo na ilha sul, sugiro pegar e devolver o carro em Queenstown. De Queenstown pegar a costa oeste, subir a costa oeste sentido sul, depois atravessar novamente para a costa leste na Artur Pass, e voltar pela região de lake Tekapo, uma volta no sentido horário. Ilha norte A Ilha norte é a ilha quente! As atividades geotérmicas de Rotorua era o que eu mais tinha curiosidade de conhecer na Nova Zelândia, é o que de mais diferente parecia para mim. A ilha norte tem a capital do país, Wellington, que infelizmente não conhecemos, mas dizem que é uma cidade muito bacana e boa de morar. E também temos a maior cidade do país, Auckland, que é onde provavelmente todos desembarcam. Acho um crime fazer um roteiro só com a Ilha Sul. A ilha norte é muito interessante. Quanto tempo? Acho que 5 dias inteiros, assim como nós ficamos, é um bom tempo para conhecer os pontos principais. É claro que se quiser ficar mais tempo, sempre tem atividades e locais para serem visitados. Roteiro resumido: Pernoite Data Dia Cidade Local Atividades 15/07 1 Auckland Airport Gateway Hotel Chegada às 5 am / Passeio pelo centro de Auckland 16/07 2 Queenstown Nomads Backpackers Voo: 7:10 - 9:00 am / Passeio pelo Lake 17/07 3 Queenstown Nomads Backpackers Milford Sound Day trip 18/07 4 Queenstown Camping Gondola 19/07 5 Wanaka Camping Glenorchy / Arrowntown / Wanaka 20/07 6 Wanaka Camping Blue Pools / Puzzlind World / Lake Wanaka 21/07 7 Mount Cook Camping Viagem de Wanaka até Mount Cook 22/07 8 Lake Tekapo Camping Mount Cook / Lake Pukaki / Lake Tekapo / Observatório 23/07 9 Auckland Airport Gateway Hotel Trajeto Lake Tekappo até Christchurch / Voo 8:00 - 9:00 PM 24/07 10 Rotorua Camping Pegar Motorhome / Matamata: Hobbiton / Rotorua: Polynesian Spa 25/07 11 Rotorua Camping Rotorua: Gondola e Ludge, Redwood Forest, Parque Te Puia 26/07 12 Waitomo Camping Rotorua: Wai o Tapu / Taupo: Lake Taupo, Huka Falls e Jet Boat 27/07 13 Auckland Ibis Budget Central Waitomo: Glow worm / Auckland: Jantar na Skyline 18h 28/07 14 Auckland Avião Passeio pelo centro de Auckland / Voo às 18:15 Dia 1 - Auckland Chegamos em Auckland às 5 am. A imigração fez algumas perguntas, nada muito demorado. Depois passamos pela vigilância deles onde eles são bem chatos, não pode entrar com absolutamente nada in natura. Eles olham até a sola do sapato para ver se tem detritos. Perguntaram se tínhamos equipamento de hiking. Se for pego com uma banana paga 400 dólares de multa. Depois, pegamos o transfer gratuito para o nosso hotel. Decidimos ficar em um hotel próximo do aeroporto pois viajaríamos muito cedo no dia seguinte. O hotel cobrava 50 dólares para antecipar o check in, mas nossos planos era fazer um passeio mesmo. Então, deixamos nossas malas no hotel e pegamos um ônibus para o Centro de Auckland. Na verdade, foram 2 ônibus e demorou cerca de 1h15 de trajeto. Os ônibus são bem pontuais, olhávamos o horário no Google Maps e passava direitinho na hora. Cada ônibus custou mais ou menos 5 dólares a passagem. Achei meio caro. O valor da passagem é de acordo com a distância percorrida. Você diz ao motorista onde vai descer e ele emite o bilhete na hora. Estava chovendo muito. Choveu o dia inteiro. Chegamos no Centro e estava tudo fechado, só abria pelas 10 am. Ficamos tomando café esperando a hora passar. A hora passou, a chuva não. Andamos pelas lojas da Queen Street. Tem uma loja da Daiso, a mesma que tem no Japão só que mais cara, mas sempre tem umas coisinhas interessantes. Fomos andando até a baía, mas tava chovendo demais e minha bota abriu toda. Almoçamos em um restaurante Chinês bem raíz (fica na Hight St., próximo do número 48), custou 30 dólares para nós dois, mas comemos um barbecue de porco muito bom. Voltamos para o hotel e dormimos das 5 pm até 2 am. Acordamos cedo para ver a final da Copa do Mundo da Rússia, na torcida pela Croácia, mas não deu muito certo… rs Dia 2 - Queenstown Viagem de Auckland a Queenstown: Acordamos às 2 am e vimos a França ganhar o mundial de futebol, logo depois fomos para o aeroporto pegar o voo às 7 am para Queenstown. Achei bizarro no aeroporto não pedirem NENHUM documento para viajar. Podia ter viajado qualquer pessoa se passando por mim porque não pediram nenhuma identificacao em nenhum momento. Fizemos o check in online pelo celular, depois nós mesmos imprimimos as etiquetas das bagagens e as colocamos na esteira. O voo começou tranquilo, a Air New Zealand tem serviço de bordo bem ok para uma viagem tão curta. Chegando em Queenstown a paisagem das montanhas é muito linda, tirei muitas fotos da janela do avião. Só que é meio tenso porque o avião aterrissa no meio das montanhas. quando o avião estava quase pousando ele arremetou. Que medinho! Todo mundo bolado, o piloto explicou que tava ventando muito e ia posicionar melhor a aeronave. Deu mais uma voltinha, e conseguiu aterrissar. Ufa! O aeroporto de Queenstown é bem pequeno. Você desce e vai andando pela pista mesmo. Curioso que a galera que embarca e desembarca no mesmo lugar, fica tudo junto. Inclusive, o local que você pega as bagagens fica na entrada do aeroporto, qualquer um pode entrar e ter acesso. País desenvolvido é outra coisa. Pegamos um ônibus na frente do aeroporto até o Centro. Pagamos 5 dólares pelo cartão e colocamos uma recarga. Um único cartão serve para mais de uma pessoa. A passagem custou 2 dólares até o Centro. Atividades em Queenstown: Onsen - Reserve com muita antecedência! Não consegui fazer a reserva e fiquei muito triste porque eu tava sonhando com esse lugar. Não imaginava que era tão difícil arrumar vaga. Só tinha vaga para o mês seguinte, para ter noção. O visual do lugar é espetacular, muito romântico. Para compensar, eu achei um lugar parecido em Rotorua (Polynesian Spa), que eu recomendo fortemente. Se pudesse, teria ido nos 2. Dá uma olhada no site deles, olha o visual: https://www.onsen.co.nz/ Custa cerca de $90 para 2 pessoas. Passeio pelo lago e pelo centrinho - ah! Que lugar lindo! Eu amei o Centro e arredores. O lago é lindo! No inverno, aquela paisagem de montanhas com picos nevados é incrível. Passamos horas sentados na frente do lago, apenas admirando a paisagem. Agência de turismo Happy Tour - tem várias dela pelo Centro. Entramos nela logo quando chegamos na cidade porque queríamos confirmar que não tinha mesmo vaga na Onsen. Mas o cara que nos atendeu era um inglês muito gente boa e ficamos cerca de 2 horas lá. O bacana foi que essa agência dá desconto no preço dos passeios (cerca de 10%). Então, achei que foi muito vantajoso reservar com eles. Nós já tínhamos os passeios que iríamos fazer pensados e reservamos logo todos. Ah! Eles reservam passeios por toda a Nova Zelândia, inclusive da ilha norte. Eles também agendaram o dia e horário. Então, economizamos uma graninha, pegamos muitas dicas e deixamos já tudo comprado e marcado. Obs: nem todos os passeios precisam marcar a data, só dos locais mais cheios. Pub 1876 - o melhor lugar para beber barato. 5 dólares as bebidas e o local é bacaninha. Passamos essa noite lá e gostamos bastante do ambiente e das bebidas. Dia 3 - Milford Sound Day Trip Ir de carro ou fazer com uma agência? Íamos fazer nosso passeio de carro, mas, depois de ler algumas pessoas dizendo que era perigoso ir para essa região no inverno, porque podiam fechar a estrada e bla, bla, bla, decidimos fazer com a agência. Primeiramente, não achei nada perigoso para ir de carro. Nada demais! O ponto positivo de ir de carro é que você pode parar onde quiser para tirar fotos e tal. O ponto negativo é que é uma viagem bem longa, cerca de 600 km no total, ida e volta. O valor para de ir carro 2 pessoas sai quase a mesma coisa que ir de ônibus. Diesel $102 + Barco $50 para cada um (Rendimento: 10km/l - Valor do Diesel: $1,70 - Dist: 600 km) Pagamos 118 dólares por pessoas. Reservamos o passeio pelo site “bookme”. É bom ficar de olho e tentar reservar com mais antecedência possível pois sempre tem promoções ótimas, mas só acha se for para datas com mais antecedência. Ah! Tem opção de passeios com almoço incluso. Acho que não vale a pena mesmo. Pelo menos o almoço que eu vi, na verdade era só um sanduíche frio e um saco de salgadinho. No barco tem uma lanchonete com poucas opções de lanche. Comemos um sanduíche frio por uns 5 dólares. Acho que vale a pena levar o seu próprio lanche. No barco tinha café, chá e água gratuitos. Nós comemos na parada em Te Anau também, tinha umas coisas bem gostosas. Eu fiquei bolada porque na volta paramos lá por volta das 16:30, compramos alguma coisa pra comer e tal. Quando deu 17h e estávamos indo embora a lanchonete colocou uma placa com 50% de desconto em tudo, “desconto de final do dia”. A dica é: chegue na loja às 17h e compre pela metade do preço! Rsrs Bom, não sei se isso rola todo dia, é claro. Saímos 6:50 da manhã, fomos o segundo ônibus a chegar lá, o que foi ótimo porque chegamos antes dos outros ônibus e estava tudo mais vazio. Demora umas 4 horas para chegar em Milford Sound. O ônibus faz parada em Te Anau e em alguns pontos bonitos na estrada. Teve um lugar maravilhoso que ele parou, que eu tirei umas fotos lindas do lago, é difícil especificar o local, mas acho que todos os ônibus sempre param nesses mesmos locais que são os mais lindos. Milford Sound é uma região que chove muito, praticamente todos os dias. Eu sempre olhava a previsão do tempo e via que todo dia chovia mesmo. Então, eu já esperava uma bela chuva. Mas, por uma sorte muito grande, o dia estava lindo! Em alguns momentos, o céu ficou bem azul com pouquíssimas nuvens, realmente foi incrível. Quando chega em Milford Sound, o pier de onde saem os catamarãs já é lindíssimo e rende ótimas fotos. O passeio de barco pelos fiordes dura cerca de 2 horas. O barco vai até a parte que os fiordes encontram o mar aberto. Ao longo dos fiordes têm lindas cachoeiras, algumas bem fortes. Também fomos bem pertinhos de umas pedras com muitos leões marinhos. Ficamos quase o tempo inteiro do lado de fora do barco. Mesmo com o frio, valia muito a pena ver bem de perto aquelas paisagens. Quando chegamos em Queenstown de noite, estávamos esgotados. Nem saímos para jantar! Dia 4 - Queenstown Dia de buscar o motorhome no aeroporto logo pela manhã. Depois, fizemos check-in no camping, deixamos o carro estacionado e saímos. Passeio de Gôndola + almoço: optamos por fazer o pacote gôndola + almoço (75 NZD) porque o restaurante tem uma vista linda. Só a gôndola custa 39 NZD. E valeu muito a pena, você come à vontade, inclusive sobremesa. Lá também tem pacote para descer de Ludge, que é tipo um carrinho de rolimã, mas infelizmente a pista estava fechada. Nós fizemos o Ludge na Gôndola de Rotorua e foi muito maneiro, super recomendo. Ice bar - atividade pega turista. Só fomos porque ganhamos a entrada grátis quando reservamos os passeios, entretanto tínhamos que consumir pelo menos 1 drink cada. Cada drink custou 13 dólares, bem carinho. Ficamos pouco tempo, porque não curti muito. Fergsburger - É uma hamburgueria super tradicional. Os hambúrgueres são enormes e bem gostosos. Mas, a fila é gigantesca. Vá com paciência. Patagonia Chocolates - o sorvete é uma delícia, e a vista lá do segundo andar é maravilhosa. Essa rede tem filiais em outras cidades também. Pernoite do Motorhome em Queenstown: Holiday Lake View - super bem localizado, do lado da gôndola. Banheiro e cozinha super limpos. Dia 5 - Glenorchy, Arrowtown, Wanaka Trajetos de carro (212 km): Queenstown X Glenorchy - 46 km Glenorchy X Arrowtown - 66 km Arrowtown X Wanaka - 100 km (tem opção por 55 km) Glenorchy - A estrada de Queenstown até Glenorchy é a mais linda de todas! Sério, dá vontade de parar em todos os lugares para olhar. Maravilhoso! Glenorchy é uma cidade com 363 habitantes com uma paisagem encantadora, um dos lugares mais bonitos que fui. Não sei se fora do inverno é tão lindo, porque as montanhas com neve no fundo deixam o visual lindo. Paramos para tomar um café no Sugar Loaf Cafe, depois fiquei curiosa pelo nome, será que são cariocas? Mas, lá nós comemos o doce mais gostoso de toda a viagem, um tal de Anzac Caramel Slice. Não vi vendendo em nenhum outro lugar. Arrowtown - É um vilarejo minúsculo. Vale a pena dar uma passadinha. Sentar e beber alguma coisa. Mas é uma visita rápida. Chegar em Wanaka - existem 2 caminhos para chegar em Wanaka vindo de Queenstown, um deles é pela Crown Range Road, que é mais curto e mais bonito. Entretanto, esse caminho é em zig zag e subindo uma grande montanha. A empresa que alugamos o carro proíbe passar por esse caminho, tá escrito no contrato e não quisemos infringir. Mas tinha muitos carros grandes passando por esse caminho, e com certeza deve valer a pena. Wanaka - chegamos em Wanaka no fim da tarde, fizemos check-in no camping e fomos sair de noite para beber. Fomos no Lake Bar, bebemos só um pouco porque não achamos nada muito barato (chopp 10 dólares). Dia 6 - Wanaka e Blue Pools Walk Trajetos de carro (144 km): Wanaka X Blue Pools - 72 km Blue Pools X Wanaka - 72 km Blue Pools Walk - É bem bonito, um tom de azul incrível do lago. Vale a pena o passeio. Puzzlling World - Eu amei esse lugar. É um museu ilusionista com várias salas divertidissimas e um labirinto enorme. Já na entrada, tem a famoso construção de uma casa virada para baixo. No salão de entrada, tem diversas mesas com joguinhos gratuitos, eu podia ficar uma tarde inteira ali brincando. Lá dentro, na segunda sala, eu fiquei um pouco tonta, mas é muito legal. Só indo mesmo para entender. Do lado de fora, tem um labirinto. Se quiser tentar o caminho mais difícil, leva cerca de 1h30. O caminho mais fácil, 30 minutos. Gente, é difícil mesmo! Rs Fomos só no mais fácil. Wanaka Tree - É uma árvore solitária dentro do lake Wanaka que as pessoas se degladiam para tirar foto. Lake Wanaka - o lago é bem bonito, vale a pena ver o pôr do sol nele. De repente fazer um piquenique, ou só contemplar a paisagem mesmo. Acho que vale a pena dar uma passada em Wanaka, mas dentre os lugares da ilha sul foi o que achei menos interessante/bonito. Passamos 2 noites, mas acho que podíamos ter passado apenas 1 noite. Dia 7 - Mount Cook Trajetos de carro: Wanaka X Mount Cook - 209 km Salmon Farm - é uma fazenda de salmões, onde você pode alimentar de graça os salmões. Eu odiei! Os peixes vivem em piscinas minúsculas, deu muita pena, muito mesmo. A maioria dos criadouros de salmão deve ser assim, mas ver aquilo me deixou com a consciência muito pesada. Enfim, além disso, tem uma lojinha que vende tudo quanto é tipo de comida a base de salmão. Não quisemos experimentar nada, eu realmente não gostei de lá. Mount Cook Village - é um vilarejo minúsculo sem nada para fazer, nada mesmo! Vá direto para o Tasman Valley, que é a rodovia que chega no Tasman Glacier View Point.. No nosso caso, chegamos na parte da tarde estava caindo uma chuva muito forte. Sem chance de fazer qualquer trilha. Então, tínhamos que dormir lá para fazer a trilha no dia seguinte. À 1,5 km da vila, vimos que tinha um camping. Chegando lá, vimos que era um camping público, ou seja, um local aberto sem nenhuma infra estrutura (banheiro, cozinha, internet). Assim, nenhum problema ficar lá, estávamos de Motorhome mesmo, mas o problema é que não tinha absolutamente mais ninguém e caindo o maior temporal. Sendo assim, achamos melhor passar a noite em algum lugar menos ermo. Tivemos que voltar 20 km até o camping mais próximo em Glentanner. Fica bem no fim do Lake Pukaki, lá tem um café e acho que tem quartos para dormir também. O local tinha mais 3 carros. Ufa! Já não estávamos sozinhos. No outro dia, vimos como era um local lindo cheio de montanhas a nossa volta. Você acorda olhando para o Mount Cook. Em termos de beleza, foi um achado! Dia 8 - Mount Cook Lago Tekapo Mount Cook X Lake Tekapo 60 km Acordamos e seguimos em direção à Tasman Valley para fazer as trilhas. Dá para fazer as 3 trilhas em 2 horas, mais ou menos. Não estava chovendo, mas o tempo estava feio e ventando muito. Por sorte, as vezes as nuvens iam embora e dava para ver um céu azul. A gente quase não conseguiu ver o glaciar por causa das nuvens. Em compensação estava mega vazio, pudemos tirar fotos e admirar a paisagem com calma. Fazer 3 trilhas: Trilha Tasmanian Glaciar view - essa trilha é pequena, mas um pouco inclinada.Tem a vista do Glaciar todo, do mount Cook, maravilhoso! Trilha Blue Lakes - na verdade, os lagos são verdes. Lá tinha escrito uma explicação, mas eu esqueci. Bem lindo também. Trilha Lake Jetty - essa trilha é maravilhosa. Você fica pertinho dos grandes blocos de gelo. Fiquei apaixonada, sério. Meu marido pegando gelo! Lake Pukaki - o caminho até Mount Cook vai margeando o lake Pukaki e tem uma vista mais linda que a outra. Indo em direção ao Lake Tekapo também tem vistas maravilhosas do Lake Pukaki. É interessante porque ele tem um tom mais esverdeado, uma cor diferente do Lake Tekapo. Lake Tekapo - o lago é lindo, com uma cor incrível, cheio de pedras. Da vontade de ficar horas ali admirando. Igrejinha de pedra no lake Tekapo - “Church of the Good Shepherd”, impossível não ver essa igreja. É uma igreja bem pequena mas com uma paz infinita. Tem que dar uma passadinha. Observatório Mount John - Fica no topo de uma montanha e tem uma vista linda. Fomos de tarde para tomar um café. Quando chegamos a entrada estava fechada devido ao vento forte. Ficamos esperando um pouquinho e eles reabriram. Tem que pagar $8 por carro para entrar. Na subida, voltou a ventar MUITO. Ficamos com muito medo. Lá em cima ventava tanto que tivemos dificuldade de sair do carro. Mas, conseguimos! Engraçado porque o céu estava mega azul, quase sem nuvens, mas ventava muito. Logo depois que subimos eles encerraram a entrada de carros novamente devido aos ventos fortes. Dia 9 - Christchurch Trajeto: Lake Tekapo X Christchurch 225 km Não fizemos nada nesse dia. Christchurch não pareceu ter muita coisa interessante. Depois dos estragos dos terremotos dos últimos anos, já tinham nos alertado que a cidade estava meio que em construção. Mas é uma cidade grande, a maior da Ilha sul, com certeza deve ter alguma coisa para fazer, ou pelo menos comer e beber, rs. Voo Christchurch X Auckland: voamos novamente de Air New Zealand e foi tudo ótimo. O aeroporto de Christchurch é maravilhoso. Acho que não tem nenhum assento daqueles de plásticos, só tem sofás, super aconchegantes e até puffs, e o chão é todo de carpete. Ficamos muito tempo literalmente deitados nesses puffs. Dá para morar nesse aeroporto. E, novamente, ficamos chocadas com a falta de “fiscalização”. Simplesmente não nos pediram nenhum documento em nenhum momento. Chegando em Auckland passamos a noite no mesmo hotel que ficamos quando chegamos na NZ, próximo do aeroporto. Dia 10 - Matamata (Hobbiton) Auckland X Matamata: 150 km Matamata X Rotorua: 67 km Acordamos cedo e fomos ao aeroporto pegar o Motorhome e seguir viagem rumo a Hobbiton em Matamata. Hobbiton - A verdade é que eu não curto Senhor dos Anéis e etc. Mas, meu marido gosta e sempre achei a paisagem do local bem bonita, o que é total verdade. No dia que fomos, o céu tava muito azul, uma coisa linda. Então, foi um passeio bem legal, eu curti. No fim do passeio eles dão uma bebida para você degustar. Eu tomei um chopp escuro que estava bem gostoso. Fiquei com vergonha de perguntar se podia beber mais. Só bebi um copo mesmo. Polynesian Spa - Fiquei muito triste de não ter conseguido ir na Onsen de Queenstown. Então, comecei a procurar outros lugares parecidos. A NZ tem muitas piscinas públicas, o problema é que a maioria não tem piscinas privativas e com uma vista bonitona. Esse Polynesian Spa tem muitos tipos de piscinas. Tem as piscinas coletivas, acho que custa $10 por pessoa e pode ficar o tempo quiser. Tem as piscinas privadas, umas sem vista bonita e mais barata, e outras com vista bonita, que foi a que pegamos. Nós nem tínhamos calculado a hora, mas calhou de chegarmos lá umas 17h, então pegamos o pôr do sol com cores rosadas. A piscina tem uma vista linda do lago, foi maravilhoso, super romântico! Roupas de banho - Só um detalhe dessa história toda. Eu esqueci de levar biquini! Quando cheguei à NZ que lembrei disso e fui procurar nas lojas em Auckland. As vendedoras achavam super esquisito em pleno inverno, um frio tremendo e eu procurando biquini. Resultado: nenhuma loja tinha! Eu consegui comprar um top e um short de academia que funcionaram como biquini. A dica é: não esqueçam de levar biquini / sunga. Na loja da Polynesian Spa vendia roupas de banho por uns 100 dólares! Além de ser surreal de caro, eram bem feios. O padrão de biquini fora do Brasil é muito feio, vamos ser sinceros. E, se quiser, dá para ficar sem roupa nessas piscinas privativas porque ninguém tem acesso e não dá para ninguém te ver. Dia 11 - Rotorua Ficamos o dia todo em Rotorua. O dia foi bem puxado, fizemos muitas atividades. Gôndola + Ludge - A Gôndola de Rotorua é da mesma empresa que a de Queenstown. O restaurante também, o Ludge também. Só que em Rotorua é muito mais barato. Compramos o combo gondola + ludge no site book.me. Saiu bem barato. Andar de Ludge é muito divertido. Pegamos 5 voltas, aí você desce de carrinho e sobe de teleférico. Redwood Tree Walks - A floresta é bem bonita, mas o passeio por cima das árvores eu achei bem sem graça e caro ($25). Esse passeio pode ser feito de dia ou de noite. Talvez de noite valha mais a pena porque tem uma iluminação bem bonita. Uma coisa que achei curiosa é que você não pode tocar nas árvores para não “danificar”. Como assim? Eles amarram a árvore com um monte de cabo de aço para sustentar as passagens e escadas e a gente que vai danificar encostando a mão? Enfim, acho que só caminhar em baixo pelas árvores já é bem legal. Tem diversas trilhas para fazer, é só pegar o mapa no centro de informações na entrada e se divertir. Parque Te Puia - é um parque geotérmico mas também um centro de cultura Maori. Tem atividade geotérmica para todos os lados e aquele cheiro de ovo podre também. O destaque do parque é o Pohutu Geyser, que entra em erupção à toda hora. Imperdível, gente! Tem vários tipos de ingresso, nós optamos pelo combo completão com visita ao parque geotérmico com guia + apresentação da cultura Maori + apresentação de dança + jantar + percurso noturno pelo parque. Chegamos às 16h e fomos embora umas 21h. Dentre as atrações, tem uma sala onde é possível ver “kiwis”, as aves noturnas símbolo da NZ. A apresentação de dança é bem legal, com todas aqueles gritos, caras e bocas, e eles interagem com a plateia, mas nada constrangedor, super tranquilo. O jantar é feito aos moldes Maori, com a comida sem cozida pelo calor do subsolo. O sistema é buffet livre, com sobremesa, tudo bem farto e delicioso. Dia 12 - Taupo Rotorua X Taupo - 81 km Taupo X Waitomo - 150 km Parque Wai o Tapu - É um parque geotérmico impressionante. Esse era o local mais esperado por mim. A champagne pool, aquele piscina de água verde com borda laranja, era um sonho ver de perto. Acho que era o que mais me chamava atenção quando eu pensava em NZ. Infelizmente, o dia não estava muito bom, tava com muita nuvem e nublado. A champagne pool estava com muita fumaça em cima, então era difícil vê-la. Agora, uma dicona que eu li antes de viajar e que realmente é muito boa é o seguinte. Às 10h30 um tal de Lady Knox, um geyser fake, é acionado por um funcionário do parque. Tem uma plateia montada e todo mundo fica esperando o cara chegar para “ligar” o geyser. Aí, eu pergunto: qual a graça? Ainda mais se você viu o Pohutu Geyser no Parque Te Puia, que é enorme, de VERDADE, maravilhoso! Enfim… quando chegamos no parque, fomos na entrada para retirar os ingressos com nosso voucher digital. Aí, perguntamos onde era a entrada do parque, e as mulheres disseram que era do outro lado. Na verdade, a entrada do parque é ali mesmo onde se compra ou retira os ingressos, mas ela estava nos enviando para o outro lado do parque onde fica o Lady Knox. O Lady Knox fica meio distante, você precisa ir de carro e tal, e vimos que todo mundo estava indo para lá. Chegando lá, vimos onde estávamos, chegamos até dar uma olhada para ver como era esse “geyser”, e ratificamos que era sem graça. Isso era umas 9h40, pegamos o carro e voltamos e entramos no parque. O resultado foi que visitamos o parque totalmente vazio. Todo mundo tava lá vendo o geyser fake. Além da Champagne pool, tem a devil's bath que tem um tom de verde amarelado lindo, e várias mud pools. Huka Falls - é uma queda d’água bem bonita, com uma cor azul incrível. Vale muito a pena, e é gratuito. Jet Boat no Huka Falls - acho que foi a única coisa “radical” que fizemos. Foi legal, mas eu fiquei meio tonta. Tipo, eu amo montanha russa, mas montanha russa demora uns 3 minutos. O Jet boat demora 30 minutos! Achei muito tempo sacolejando. Ele chega bem pertinho da Huka Falls, e deixa a gente bater fotos. Podem ficar tranquilos que não se molha, eles dão uma capa gigante e óculos para proteger. Dia 13 - Waitomo e Auckland Waitomo X Auckland 200 km Glow Worm - Esse lugar é muito interessante. Mas, parece que tem outros lugares na NZ que é possível ver os bichos luminosos de graça, só não lembro onde! Em Waitomo o passeio começa pelas grutas e depois você pega um barco bem no escuro para ver os bichos luminosos. Não pode tirar foto. Sky Tower - A torre é bem alta, a mais alta do hemisfério sul. Tem muita gente que pula de bungee jump dela. Vale a pena ver o pôr do dol dela. Reservamos para o início da noite um jantar no restaurante Orbit. É um restaurante giratório bem bacana e o bom é que não pega para subir a torre se você jantar em algum restaurante de lá. Esse Orbit custa $80 o menu completo (entrada + prato principal + sobremesa). Se quiser só um prato, custa uns $40, garrafa de vinho uns $45. Valeu muito pena, a comida estava bem gostosa. Nessa noite estávamos ainda com motorhome e não conseguimos fazer reserva no camping que fica perto do Centro. Então, passamos a noite num hotel no Centro porque facilitaria nosso deslocamento. Dia 14 - Auckland Ficamos andando pelas ruas de Auckland, compramos chocolates no supermercado para levar pro Brasil, fomos na Daiso. Basicamente, ficamos vendo lojas na Queen Street. Almoçamos em um restaurante coreano muito bom e com preço acessível (uns $17 o prato) BannSang Korean Restaurant (47 High St). Voltamos para o aeroporto e fim de viagem!
  4. Depois da ajuda de alguns relatos, venho aqui compartilhar minha experiência em Foz. Bom, Foz sempre esteve na minha lista de lugares que gostaria de visitar. As Cataratas com certeza está na maioria da lista de lugares de vários viajantes e mochileiros e no meu caso não era diferente. Eu tinha 3 dias para fazer os passeios e meu roteiro era no 1º dia chegar no hostel e depois ir cambiar o real pois no dia seguinte iria visitar as Cataratas do lado Argetino e eu precisa de Pesos. 2º dia visitar o lado argentino. 3º dia visitar Cataratas lado Brasileiro e parque das Aves e no 3º dia Templo Budista, Mesquita e Marco Três Fronteiras. 4º dia, volta para casa. Vou focar mais como foi meu roteiro para visitar o lado argentino, o lado que causa mais dúvidas para as pessoas de como chegar e etc. Porém qualquer outra dúvida eu respondo também 1º Dia (06.08.2018). Bom, minha jornada iniciou-se na segunda. Eu sai de SP às 16:00, voei pela Gol até Foz, voo tranquilo. A duração foi de 1:40 aprox. Eu já tinha pesquisado antes em vários sites e aqui no Mochileiros como se locomover pela cidade, e li que pegar ônibus na cidade era muito fácil e realmente é. Eu tinha lido que uma linha de ônibus passava no aeroporto e lá fui atrás do ponto para pegar o ônibus e chegar no hostel. Assim que cheguei no aeroporto de Foz eu sai pela esquerda e segui até o final do corredor, assim que sai do aeroporto desci as escadas e a minha esquerda estava a parada do ônibus 120 que te leva para o centro de Foz, passando pela Avenida Cataratas. Sentei e fiquei esperando o ônibus, eu aguardei uns 15 minutos e o ônibus chegou, porém cheio, mas consegui entrar mesmo com meu mochilão de 50L, MAS, assim que entrei no ônibus e ele começou a sair do aeroporto veio outro ônibus bem mais vazio rsrs. Aqui uma dica de app, eu baixei o aplicativo MAPS.ME totalmente gratuito, rápido, detalhado com mapas inteiramente offline. Eu reservei o Tetris Hostel pois ele foi bem avaliado por uma mochileira aqui do site, reservei o hostel pelo Booking. Voltando ao relato, peguei o ônibus e paguei R$ 3.55, eu já tinha visto que o hostel ficava na avenida das Cataratas e que tinha um ponto a uma quadra do meu hostel. Eu abri o app e fiquei olhando o meu deslocamente em tempo real para quando eu chegasse próximo ao ponto de ônibus desse o sinal de parada. Do aeroporto até essa parada levei uns 30 min. Assim que vi que estava chegando eu dei o sinal e desci do ônibus, caminhei descendo a avenida e em menos de 5 minutos cheguei ao hostel. Fiz meu check-in às 18:50 e percebi que a casa de câmbio onde iria comprar os pesos já tava fechando e não ia conseguir ir até lá (era bem próximo do hostel, era só descer a avenida). Pedi ajuda a recepcionista do hostel e ela disse que no supermercado Muffato tinha um loja de câmbio chamada Scappini. Bom, me ajeitei no meu quarto, que era muito legal e aconchegante, e fui até o supermercado trocar os reais. Cheguei no supermercado (era também só descer avenida direto) em uns 15 minutos e fui até a loja, cambiei 480 pesos (preço do ingresso do parque na Argentina, eles não aceitam outra moeda, só pesos) e deu R$ 77, aproveitei para comprar algumas coisas no supermercado para levar no outro dia para o passeio, pois as coisas para comer e beber lá no parque do lado argentino eram muito caras, segundo relatos. Coisas compradas voltei para o hostel, jantei no hostel, conversei com a galera que estava lá (maioria franceses, ingleses, eu era o único brasileiro da mesa) e depois fui repousar. 2º dia (07.08.2018) Nesse dia o roteiro era pegar ônibus até o TTU, depois outro ônibus para a Argentina e de lá outro ônibus para o parque das cataratas. Nesse dia eu já sabia tudo que tinha que fazer para chegar até o lado argentino. Acordei umas 07:00, me arrumei, fui para o ponto de ônibus pegar o busão para o terminal de ônibus que fica no centro de Foz para poder outro ônibus que leva até a Argentina, no caso Puerto Iguazu. Cheguei no terminal e depois eu sai, o ônibus que leva para a Argentina fica ao lado do terminal e não dentro. Cheguei no ponto e tinha duas bandeiras, uma do Brasil e outra da Argentina, no ponto só tinha uma senhora e eu perguntei se o ônibus tinha passado e ela disse que sim. Ela comentou que o ônibus tinha ido cheio, e pouco antes alguns taxistas tinham passado ali para levar alguns turistas para Puerto Iguazu. Bom, eu aguardei ali mesmo, após não mais que 20 minutos o ônibus chegou, ele vem escrito ARGENTINA, o preço da passagem foi de R$ 6. O ônibus foi vazio, sobrou lugar (UFA). Mas se programe, esse ônibus demora de 30min a 1 hora para passar dependendo do horário que você pega. Esse ônibus te leva até a fronteira, onde você vai descer pra passar na alfândega junto com as demais pessoas. Finalizado todo mundo, você vai ter que esperar novamente o ônibus do lado argentino para ir até a rodoviária de Puerto Iguazú, o ponto final. Mas é bem fácil, o motorista para, dai todo mundo desce pela porta do fundo, você fica na fila, passa pelos agentes, apresenta o documento (eu apresentei o passorte e ele carimbaram), passa pelo detector de metai e raio x dai você sai e já avista o ônibus, entra e depois segue viagem. Comigo foi tudo muito tranquilo, eu demorei não mais que 1:30 até o ponto de ônibus na Argentina. Eu tinha lido que esse ônibus para em um ponto antes da rodoviária de Puerto Iguazu e que ali passava de qualquer forma o ônibis da Rio Uruguay para o parque e que desse sorte podia fechar um taxi com outras pessoas até o parque das cataratas. Bom, foi isso que aconteceu. O motorista parou nesse ponto e avisou que ali era o ponto até o parque das Cataratas, eu fiquei na dúvida, mas desci pq vi várias pessoas descendo (todos turistas rsrs). Ali no ponto já tinha algumas pessoas aguardando o ônibus da Rio Uruguay. Em poucos minutos um taxista se aproximou oferecendo corrida. Prontamente eu perguntei quanto sai e ele disse que R$ 25 (era o mesmo preço do ônibus da Rio Uruguay). Eu conversei com o pessoal que tava ali e conseguimos fechar em 4 pessoas para o taxi. Pegamos o taxi em uns 30 minutos chegamos até a entrada do Parque. Paguei os 25 reais (podia ser pago em peso) e o taxista muito gentil nos explicou como funcionava as trilhas la dentro e tal. Ele também mostrou onde ficava o ponto da Rio Uruguay que levava até a rodoviária de Porto Iguazu (que fica no lado direito saindo do parque e no lado esquerdo o ponto dos taxitas). O taxista também cambiava, ele fazia 480 pesos por 80 reais (eu podia cambiar com esses taxistas na parada do ônibus, mas eu já tinha os 480 pesos). Fui até o guichê comprar o ticket, o parque não estava cheio, estava bem tranquilo. Comprei o ticket por 480 pesos porque Brasileiro tem desconto (https://iguazuargentina.com/es/parque-nacional-iguazu). Assim que você entra no parque você pode fazer um percurso que eles chamam de trilha verde que fica na estação central até a estacão Cataratas ou pegar um trem da estação Central para a estação Cataratas. Da estação Cataratas você tem que pegar uma senha para o trem que leva até a estação Garganta para iniciar a trilha que leva até a Garganta do Diabo. Eu cheguei no parque às 10:00, fui até o guichê pegar a senha do trem até a estação Cataratas. Aguardei uns 20 minutos e o trem chegou (esse trem passa a cada 30 minutos). Depois desci na estação Cataratas. Chegando lá fui pegar a senha (UMA BAGUNÇA, não tem fila para pegar a senha, o atendente grita para formar fila, mas o povo não entende ou se faz de desentendido) para a estação Garganta do Diabo e espera estava em 1 hora até o próximo trem. O trem iria sair 12:15 (tem monitores informando a númeração da senha e que horas o trem daquela senha partirá), então resolvi fazer o trilha do circuito superior, pois daria para fazer em 1 hora (no meu ritmo) e dar tempo de voltar e pegar o trem para a Garganta do Diablo. Iniciei a trilha uma 10:40, tudo muito lindo, e 11:50 eu já estava na estação Cataratas para pegar o trem. Depois que pega o trem você desembarca na estação Garganta e de lá você inicia a trilha para majestosa Garganta do Diabo. O percurso é incrível, toda aquela vibe, os animais que você vê pelo caminho, é inexplicável e quando você chega próxima a Gargante do Diablo e vê a névoa branca causada pela força das águas e o barulho a sua ficha começa a cair. Quando eu finalmente cheguei eu fiquei de abismado, sem palavras. Tirei muitas fotos, o mirante estava até que tranquilo e com paciência e pedindo licença você consegue tirar suas fotos. Eu fiquei por ali por um tempo até retornar para a trilha até a estação Garganta e de lá voltar a estação central e fazer circuito inferior, que também é demais, não deixem de fazer, o Salto Bosseti é lindo demais e rende um fotão. Consegui fazer tudo e às 16 estava voltando para Puerto Iguazu para pegar o ônibus para Foz. Aqui eu dou uma dica, leve pesos ou reais já trocados para comprar sua passagem da Rio Uruguay para a rodoviário de Puerto Iguazu. Quando fui comprar a passagem lá no loja deles, não tinham troco para reais e tive que pegar meu troco em pesos. Outra dica, como na volta vai fazer todo o processo lá na fronteira, sente-se no fundo do ônibus ou senão tiver lugar já fique no fundão mesmo, pois você é um dos primeiros a descer e depois uns dos primeiros a subir, tendo mais chance de ir sentado caso o busão esteja cheio. Na rodoviária de Puerto Iguazu aguarde o ônibus para Foz na plataforma 7. Esse ônibus passava exatamente naquele ponto que fica a 5 minutos do meu Hostel. Cheguei no Hostel umas 17:45 + ou -. Foi tudo muito tranquilo e com certeza é uma experiência que todo mundo deveria ter uma vez na vida. Espero ter colocado tudo que lembro e de forma objetiva. É isso galerinha, para ajudar o amiguinho aqui clique no joinha e se inscreva no canal, e não esquece de compartilhar kkk zuera.
  5. Olá gente! Vim finalmente contar como foi a minha aventura, cheguei de viagem no dia 25/06/17, depois de 21 dias na Grã-Bretanha. Segue o link do roteiro dessa viagem, http://www.mochileiros.com/inglaterra-e-escocia-abril-ou-maio-2017-t127092.html Ali tem bastante informação do planejamento e também recebi várias dicas, pra quem quiser ver! Comecei a escrever esse relato na semana que cheguei, e ainda não terminei, olha que papelão! Mas já to quase terminando, e vou ir postando o que já está pronto! Vou começar dando uma noção geral do orçamento da viagem, e depois, durante o relato, vão ir vendo o que deu e o que não rolou. Eu viajei sozinha, parti no dia 03/06/17 e cheguei de volta no dia 25/06/17, foi uma viagem bem mochileira de rodinha mesmo... sem luxos no dia a dia nem nada, mas vim com uma lista de compra da família, então tinha uma reserva pra esse tipo de gasto. Meu roteiro era só Reino Unido mesmo, Inglaterra e Escócia, e foi a viagem dos sonhos! <3 Espero poder ajudar um pouquinho quem está precisando, porque nunca teria conseguido realizar essa viagem sem os cinco anos que passei atormentando o povo nesse fórum com perguntas! PASSAGEM AÉREA Comprei pelo Decolar, foi a única opção que me ofereceu a combinação de companhias que eu precisava (a Gol, com escala direto em Guarulhos, sem ter que trocar de aeroporto) e um parcelamento em mais vezes do que a maioria dos sites oferece (até 4x). Vinha pesquisando durante vários e vários meses, até que chegou a hora da compra! Minha passagem foi pela Gol + Air Europa saindo de Londrina, com escalas em São Paulo e Madri, chegando em Londres pelo aeroporto de Gatwick (na volta foi o mesmo esquema). A passagem saiu por R$ 3.200,00, com 2 malas de 32kg incluídas, porque comprei algumas semanas antes da mudança na lei, em março desse ano. Sobre a compra: foi tudo ok! O pagamento foi aprovado sem nenhuma encheção de saco da operadora do cartão (eu havia ligado 2 dias antes avisando que iria fazer essa compra), o ticket eletrônico chegou logo em seguida no meu e-mail com todas as informações do voo, nº do bilhete, código para check in tanto da Gol quanto da Air Europa e código para "rastreio" da passagem. Tentei fazer o check in online na sexta a noite (meu voo saía no sábado) com o código fornecido e não consegui, nem no site da Gol e nem no da Air Europa, embora com o código de rastreio eu conseguia encontrar minha passagem e, podia, inclusive, fazer a reserva de assento, se quisesse. Como sou gato escaldado, liguei na Gol na sexta pra perguntar se podia fazer meu check in pelo telefone, e a atendente me informou que para o trecho nacional com a Gol o check in só abre 3 horas antes do voo. Achei estranho, mas ok. Pedi pra ela confirmar se minha passagem estava lá, e ela confirmou, estava tudo ok e minha passagem estava certinha! Deu até aquele alívio, porque comprando por intermediadores a gente sempre fica com aquele receio né Sobre a companhia e o voo: Ouvi horrores da Air Europa enquanto pesquisava, mas quando fui comprar, o melhor preço com as melhores condições eram deles, então pensei "quer saber? São só 30 horas das minhas férias que vou passar voando, mesmo se for ruim, me levando até lá tá ótimo!" e encarei! Comprei com eles e não me arrependi nem um pouco! Na ida os aviões saíram pontualmente, a equipe foi super educada e prestativa, a comida tava até gostosinha (frango ou massa) e não, realmente não tinha entretenimento de bordo individual (nem nenhum, na verdade, já que os monitores só ficaram acompanhando o voo 70% do tempo, e nos outros 30% ficaram passando uns vídeos de pegadinha estilo Silvio Santos ). Mas como eu já sabia disso, carreguei um pen drive com filmes e séries, e levei meu tablet com bateria cheia, então meu plano era assistir isso durante o voo. Na volta, o voo Londres-Madri e Madri-São Paulo atrasaram. O de Londres atrasou 30 minutos, e o de Madri atrasou 2 horas (era pra ter saído as 23:20, saímos a 01:20), sem nenhuma explicação por parte da companhia do porquê dos atrasos, simplesmente ficamos no portão de embarque esperando até que decidiram abrir pra embarque. Já o voo da Gol vindo pra Londrina saiu até adiantado. Como minhas escalas eram relativamente longas (3h de espera em Madri e 7h de espera em Sampa) não chegou a interferir nada pra mim, mas quando descemos em Guarulhos, um funcionário do aeroporto estava na porta anunciando as "conexões perdidas" e chamando as pessoas pra um canto, então imagino que pelo menos já haviam tomado providências e não ficaram esperando as pessoas chegarem e irem reclamar pra se mexerem. O serviço de bordo na volta também foi bom, funcionários educados e prestativos - só um comissário que fez o voo Londres-Madri tava meio estressado, mas eu até entendi a irritação dele... naquele momento onde eles estão passando as informações de segurança e eles mostram as saídas de emergência e tal, tinha um grupo de garotas bem do lado dele falando e rindo alto, o que eu particularmente achei falta de respeito, não é porque poucas pessoas realmente prestam atenção naquilo que você tem direito a atrapalhar também né! Enfim, ele não chegou a dizer nada, mas vi na cara dele o mal humor chegando. O que ferrou na volta foi a comida, o jantar tava meio ruinzinho - era frango ou massa, eu peguei o frango, que foi minha opção na ida e deu certo rs - o frango em si não tava ruim, era com um molho de cogumelos, até saboroso, mas o acompanhamento era arroz, e parecia aquele arroz requentado no terceiro dia seguido? Meio desmanchando, empapado e parecendo meio oleoso? Sei lá, tava com uma cara horrível. E a sobremesa era um "mousse" de limão, que na verdade era um chantilly com sabor de limão, porque não tem outra explicação pra consistência daquilo... Aaaah, é importante dizer que as bagagens chegaram comigo em todos os pontos! Quando fui embarcar aqui em Londrina, o rapaz da Gol me disse que eu ia retirar elas direto em Londres, e não me deu mais nenhuma instrução. Chegando em São Paulo, fiquei sabendo que eu tinha que ir até o balcão da Air Europa pra "reencaminhar" a bagagem e pegar o Cartão de Embarque deles. Isso feito tava tudo certo. Na volta, o senhor que fez meu check in em Gatwick já avisou que eu ia ter que retirar minha bagagem em São Paulo e despachar ela pra Londrina direto no balcão da Gol, e foi o que eu fiz, daí no balcão da Gol eles substituíram meu Cartão de Embarque da Air Europa por um deles (aquele papelzim reba amarelinho que parece nota fiscal de mercado). Enfim, no geral, eles entregaram um serviço melhor do que estava esperando e o voo foi super tranquilo. Nunca tinha voado então não sei o que as pessoas consideram "turbulência", mas na minha percepção só tivemos um pouquinho na volta, já chegando em São Paulo, e, teve uma hora que eu acho que o piloto deixou o volante escapar, já em Sampa também, porque a gente tinha começado a perder altitude, e de repente foi de uma vez, se não fosse o cinto todo mundo teria caído, cheguei a sentir minhas pernas e minhas costas saírem da cadeira, e a mulher do meu lado começou a agarrar o marido e falar "Ai meu Deus do céu!". Agora já consigo rir disso, mas na hora, fí do céu... Não me passou pela cabeça "o avião vai cair" em nenhum momento, mas eu fiquei com medo de toda a descida ser na pancada daquele jeito. Mas no fim deu tudo cedo, cheguei vivinha da Silva e é isso que importa HOSPEDAGEM Já tinha reservado todos os hostels antes, porque meu roteiro já estava decidido. Londres - Palmer's Lodge Swiss Cottage, reservado pelo site do próprio hostel, £ 201.00 para 9 noites, quarto feminino com 14 camas. Pago na reserva £ 37.18, a pagar na chegada £ 164.82 - aceitam cartão. Eles possuíam um café da manhã estilo "buffet self service" que você podia comer a vontade e repetir, por £ 4.90, não tomei café lá nenhum dia, então não posso dizer se é bom. Café e chá estavam disponíveis gratuitamente durante todo o dia. O Hostel também possui um pub no andar “ -1 “ que funciona das 17h ás 00h, e lá eles também servem comida até as 22h. Tem um ambiente interno, que parece um refeitório hipster e um espaço externo bem legal. Eu gostava bastante desse espaço externo pra ficar sentada a noite, quando precisava ligar pra casa ou simplesmente pra sentar e conversar com alguém. Ele possui lockers de tamanho grande nos quartos, embaixo das camas, e você leva seu próprio cadeado. O acesso a área dos hóspedes e aos quartos é feita através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros são por andar, portanto, mistos, mas era bem tranquilo de usar, não peguei fila nenhuma vez pra usar o chuveiro. A ducha era muito boa, com bastante água e você ajustava a temperatura ao seu gosto. A lavanderia era lave-você-mesmo, e ouvi alguém comentar que uma maquinada saía a 6 libras, mas como não usei, não sei detalhes. Um adendo, a localização dele havia motivo de dúvida pra mim... porque olhando no mapa, parece longe do centro de Londres, mas, de verdade, não fez diferença nenhuma! Como fica a uns 2 minutos da estação de metrô Swiss Cottage, e ela é da linha Jubille (que vai até Westminster, além de baldear com quase todas as outras linhas), eu pegava o metrô todo dia pra ir até a região que visitaria no dia, fazia tudo a pé, e a noite pegava o metrô de volta. Nunca foi um problema, uma dor de cabeça, muito pelo contrário, o bairro era delicioso! E por não ser no fervo do centro de Londres, e sim uma área mais residencial, deu pra ter um leve gostinho de como seria morar por ali... amei muito mesmo! Acessibilidade: o hostel possui uma escada com 3 degraus logo na entrada, e na saída para a área externa do pub tem 2 degraus também. Dentro os corredores são todos planos e eles possuem um elevador que alcança todos os andares. Minha impressão: Gostei muito do hostel. O pessoal que trabalhava lá não me pareceu dos mais simpatiquinhos, mas sempre foram educados e o serviço era entregue de acordo, então tudo certo. Esse foi o quarto que dividi com mais pessoas, pois eram 14 camas, mas ainda sim foi o que senti que tive mais privacidade, em virtude de todas as camas terem cortinas em volta. Eu recomendaria todos os hostels na Terra a terem isso, porque é divino você poder fechar aquelas cortininhas e ter seu próprio espaço! A localização também é muito boa, porque embora não fique no centrão de Londres, fica muito perto de uma estação de metrô da zona 2, então é fácil ir pra qualquer lugar dali. A limpeza também é muito boa! O quarto não cheirava a nada, tudo era bem limpo e eu vi camareiras limpando os quartos duas vezes, quando voltei pro hostel no meio do dia. Os banheiros então... eram limpíssimos. Havia um aviso na porta falando que de tal a tal horário o banheiro ficava fechado pra uso para limpeza, geralmente uns 20 minutos, 4 vezes por dia! Enfim, de modo geral, eu daria 4 estrelas pro Palmer’s Lodge Swiss Cottage! Edimburgo - Castle Rock Hostel, reservado pelo próprio site também, £ 81.00 para 5 noites, quarto misto com 8 camas. Pago na reserva £ 15.00, a pagar na chegada £ 66.00 - aceitam cartão. O café da manhã deles custa £ 1.50 e consiste em uma tigela de cereal (haviam 4 tipos), um pão, uma fruta e um copo de suco. Parece um buffet, você vai lá e faz sua própria tigela com seu cereal de preferência, adoça com mel ou açúcar, coloca leite se quiser, pega seu pão (do tamanho de um pão francês) e recheia, pega sua fruta (de 3 opções) e coloca seu suco (de 3 opções). Eles tem café, chá e chocolate quente gratuitos disponíveis durante todo o dia. Os lockers nos quartos são de tamanho médio, e são abertos por chave, então não precisa de cadeados aqui. O acesso a área interna do hostel é feito através de um cartão laranja que eles te dão no check in, você tem que mostrar toda vez que for entrar, e o quarto é aberto com uma chave normal, no mesmo chaveiro vem a chave do seu armário. Eles pedem como depósito pela chave o valor de £ 10 ou um documento com foto, quando fizer o check out, eles te devolvem o valor. Os banheiros também eram mistos e por andar, bem grandes, peguei fila uma vez pra tomar banho. As duchas também eram ótimas, com muita água e você regulava a temperatura ao seu gosto. Eles possuem um serviço de lavanderia por £ 4.00! Você pode encher um saco, tipo saco de lixo de 50 litros, que eles lavam, secam, passam e dobram e te devolvem no mesmo dia até as 22h (se entregar pra eles até as 17h). Acessibilidade: o hostel possui 1 degrau na entrada, e, dentro, a área comum fica toda no andar da rua, sem degraus. Já para acessar os dormitórios que ficam nos andares acima e abaixo do nível da rua, só através das escadas, eles não possuem elevador. Minhas impressões: Amei o hostel! Desde o momento que cheguei – tinha passado um nervoso nesse dia, que verão mais pra frente – fui super bem tratada e recebida com muita gentileza e educação! O pessoal da recepção é demais, te ajudam no que precisar, são suuuuper prestativos e alguém que tava lá um dia no turno da noite tem o melhor gosto musical da vida hahahahahaa Achei o café da manhã deles incrível! Porque por £ 1.50 você não compra nem um copo de café, quem dera uma refeição inteira... achei muito bom mesmo! Aqui foi o único hostel onde fiquei num quarto misto, porque quando fui reservar o quarto só feminino já estava esgotado. Lembro de ter aberto a porta do quarto e ser recebida por um cheio incrivelmente forte de meia suja misturado com cueca suja e mais alguma coisa azeda. Pensei “fantástico, que agradável serão meus próximos 5 dias nessa delícia!” hahaha Mas acabou que quando você fica dentro do quarto por um tempo, você meio que se acostuma com o cheiro. Enfim. Não era isso que iria estragar meu dia. A localização do hostel é muito boa, fica do lado do Castelo de Edimburgo e, como mais central do que aquilo é impossível, dá pra andar pra qualquer lado da cidade com tranquilidade dali! Minha nota pro Castle Rock é 4 estrelas - só por causa do cheiro do quarto, que eu ainda acho que é um pouco de falta de limpeza haha Oban - Backpackers Plus, reservado pelo próprio site, £ 80.00 para 4 noites, quarto feminino com 6 camas. Pago na reserva £ 80.00. O café da manhã é incluído, bem simples, mas dá pro gasto. Cereal, leite e afins, pão, manteiga e geleia. Eles também tem café, chá e chocolate quente gratuitos durante todo o dia. Os lockers são bem grandes e ficam embaixo das camas também, precisa de cadeado próprio. O acesso a área dos quartos e ao lounge do hostel é aberto, com a porta principal do hostel só fechando as 22h. O acesso ao quarto é feito por chave, que você recebe no check in, a mesma chave pode ser usada para abrir a porta principal do hostel, caso você chegue depois das 22h. Eles pedem um depósito de £ 5 pela chave, que é devolvido no check out. A recepção aqui não é 24h, caso esteja chegando muito cedo ou muito tarde, entre em contato com eles para deixarem alguém te esperando. Os banheiros eram espaçosos, mas nem tanto. Aqui haviam 2 banheiros mistos e 1 estritamente feminino, não peguei ele ocupado nenhuma vez! Parecia que só tinha eu naquele andar, na verdade haha O único problema aqui eram as duchas... ela era com timer, igual as torneiras de shopping? Então você tinha que ficar apertando ela pra sair água, e mal você tinha tempo de fazer qualquer coisa, ela já parava de novo Sem contar que o espaço da ducha é pequeno, então, quando você dá os primeiros 3 pump's, a água sai super fria e não tem onde se esconder! Esse ia ser meu hostel favorito, não fosse o drama na hora de tomar banho Eles também oferecem um serviço de lavanderia igual o anterior, lavam, secam, passam e te entregam as roupas dobradas, mas aqui custava £ 6, se não me engano, e eles te entregavam de volta no dia seguinte. Acessibilidade: O hostel não é nem um pouco acessível, a própria recepção fica no segundo andar do prédio, junto com a área comum, e para chegar até lá somente subindo dois lances de escadas. Eles não possuem elevador. Minhas impressões: Aaaah, esse hostel <3 Quando cheguei eu quis odiar, mas depois ele acabou me conquistando, fazer o que >.< Ao chegar, exausta e carregando duas malas super pesadas, me deparei com uma escada enorme... já não acreditei “alguém tá tirando comigo, não é possível!”, mas quando eu ia começar a subir as malas, apareceu uma pessoa bendita e me ajudou com a mala mais pesada. Logo em seguida, descobri que o check in era só a partir das 15h e que até lá não teria ninguém na recepção, e que eu teria que ficar aguardando por praticamente 1h30m. Nesse ponto eu já estava preparada pra odiar aquele lugar... Mas, quando a moça da recepção chegou, me encaminhou pro quarto e eu vi aquele lugar todo fofo e aquelas pessoas todas legais... tive que amar, fazer o que! Hahaha O hostel tava meio vazio, porque a cidade enche mesmo durante os meses de julho e agosto, então eu dei sorte de ter um banheiro quase que só pra mim e o quarto pra 6 pessoas nunca ter mais de 3! O café da manhã aqui é incluído e é bem simples mesmo, tipo cozinha de casa, onde você pega sua tigela, pega seu cereal, esquenta o leite se quiser, pega o pão direto do saco... enfim, bem informal, mas suficiente (y) A única coisa que me estressou nesse hostel foi o chuveiro, não fosse isso, seria nota 5, mas como tem esse inconveniente... 4 estrelas para o Backpackers Plus! Londres (2ª estadia) - YHA London Oxford Street, reservado pelo Hostelworld, £ 36.05 para 1 noite, quarto feminino com 4 camas. Pago na reserva £ 5.33, a pagar na chegada £ 31.72 - aceitam cartões. O café da manhã é pago, £ 4.50 e consiste num buffet de café da manhã normal. Eles não possuem nada gratuito ou de cortesia. Os lockers são muito grandes, de tipo, caber uma mala G com tranquilidade, mas nem todos são verticais, alguns são embaixo das camas - também grandes, mas fica difícil enfiar a mala dentro haha, precisa de cadeado próprio. O acesso ao hostel e aos quartos é através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros aqui são meio estranhos, porque são várias portinhas no corredor mesmo e algumas são com privadas e outras com duchas, daí você tem que entrar em várias até achar o que quer , mas tirando isso, os banheiros são ótimos e os chuveiros são incríveis... sai muita água, na temperatura que você ajustar, e o espaço dentro da ducha foi o maior de todos! Adorei de paixão Acessibilidade: O hostel tem um elevador que te leva do nível da rua até o 3º andar que é onde fica a entrada/recepção. Nesse nível fica a área comum. Para chegar nos dormitórios somente através de alguns lances de escada, pois eles não possuem elevador até eles. Minhas impressões: Esse hostel foi o mais ambíguo para mim haha Por um lado a localização foi incrível pro meu propósito – que no último dia eram compras – então estar do lado da Oxford Street foi a melhor pedida DA VIDA. Eu ia nas lojas, voltava pro hostel guardar, ia em outras, fazia isso de novo... Enfim, era super prático! Mas no restante... achei o Palmer’s Lodge melhor em quase tudo, menos os chuveiros haha O quarto era pequeno pra 4 pessoas, mal dava pras quatro ficarem em pé ao mesmo tempo. Os armários eram bem grandes, o que é ótimo, mas as camas rangiam bastante e nosso quarto estava QUENTE, QUENTE, QUENTE... O ventilador de “teto” do quarto estava quebrado, então trouxeram um pequeno portátil que não fazia vento nenhum! A só janela abria uns 2 centímetros, então mesmo sendo no 5º andar, não entrava ar! Na única noite que dormi lá, dormi mal pra caramba, porque acordei várias vezes soando bicas, com o lençol úmido e, simplesmente desconfortável por causa da situação! Não foi uma noite bem dormida nem agradável. E isso porque minha colega de quarto americana disse que aquela noite ainda tinha sido melhor, que as noites anteriores tinham sido bem piores! Outra coisa que me incomodou foi que, no momento do check out, a recepcionista ficou toda “ah, mas você viu como o nosso custo benefício é bom? Porque nossa localização é a melhor! E não sei mais o que...” Sabe, tentando vender o peixe pra gente deixar uma boa review no Hostelworld, Tripadvisor ou o que seja? Não me pareceu genuíno e eu não gostei disso. Especialmente depois da noite que tinha tido no quarto direto do inferno que a gente dormiu. Por esse motivo, dou 3 estrelas pro YHA London Oxford Street. TRANSPORTE Os trechos longos têm preços melhores quando comprados com certa antecedência, então foi isso que eu fiz. Londres – York, York – Edimburgo, Edimburgo – Oban, Oban – Glasgow e Glasgow – Londres foram todos comprados com antecedência de 3 meses. Todos os trechos foram feitos de trem, exceto Glasgow – Londres que foi num ônibus noturno. Já nas daytrips, algumas passagens foram compradas com antecedência (Bath e Cambridgde) e outras eu deixei para comprar na hora porque o preço era o mesmo (Stirling e Dunfermline). Sobre os meios de transportes: andei de metro e viajei de trem, ônibus e ferry, e o que dizem é a mais pura verdade – “pontualidade britânica” não ganhou sua fama sem merecimento. Se seu trem parte ás 11:00, ele vai partir as 11:00. Se seu ferry está marcado para as 09:00, ele vai sair as 09:00. É incrível de ver... e mais incrível de sentir na pele quando você perde por segundos haha O site que eu usei para pesquisa de trens foi o da National Rail, e pretendia comprar por lá também, mas não dava certo na hora de fazer o pagamento, então, utilizei o site The Trainline. Todas minhas passagens foram compradas por ele, as compras foram super tranquilas e fáceis de fazer, e o ticket ou código para coleta já chegava logo em seguida no meu e-mail. Recomendo! A única passagem de ônibus que comprei, foi pelo site da National Express. A compra também foi bem fácil de fazer e o ticket já chegou logo em seguida no e-mail. Todos os trens que utilizei tinham espaço para bagagem em algum ponto do vagão, fosse próximo da divisão com os vagões da frente ou de trás, ou no meio do vagão, perto das portas centrais. No ônibus, o espaço para bagagem também era bem grande, o ônibus foi quase cheio e todos pareciam ter pelo menos uma mala grande, e mesmo assim vi que sobrou bastante espaço. No ferry, aparentemente, não havia restrição de bagagem, acredito que seja “tudo o que conseguir carregar” haha Havia uma área que parecia propícia para se colocar malas, mas havia um aviso logo em cima que dizia algo do tipo “deixe por sua conta e risco” o que achei meio desencorajador, mas como não utilizei o ferry com malas, não precisei enfrentar o dilema haha Agora, uma aventura é utilizar o metrô com malas... sim, porque fiz a besteira de comprar outra mala no meio da viagem. Gente, chegou uma hora que eu tava a ponto de largar as duas em qualquer lugar e continuar a viagem livre leve e solta, de tanta raiva que tava me dando! Isso porque os londrinos ainda são muito educados e sempre me ajudaram quando eu tinha que subir ou descer escadas nas estações. Então, ficou uma grande lição para o futuro, pois embora você já saiba, existem coisas que só passando pela experiência te fazem realmente valorizar, então: UMA MALA SÓ PRA TODA ETERNIDADE! E se possível menor do que a mala que eu fui ainda, que era uma mala de média pra pequena... se der pra viajar só com a mala de mão ainda... perfeito! Pratiquemos o desapego! Rs No total, meu orçamento de transporte/viagens internas era £ 238.60. ATRAÇÕES Os lugares que já sabia que ia querer visitar, pesquisei para ver se haveria desconto caso comprasse o ingresso online com antecedência, alguns tinham, outros não, outros eu acabei esquecendo de comprar mesmo haha Acabou que as únicas coisas que comprei/agendei com antecedência foram os ingressos para a Abadia de Westminster, a Torre de Londres, o tour nos estúdios do Harry Potter (que, por sinal, precisa OBRIGATORIAMENTE ser agendado com antecedência), a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (também, é necessário a compra antecipada), a visita ao Sky Garden e o passeio de Punting em Cambridge. Todas as outras atrações, passeios e tours comprei por lá mesmo. Todas as atrações vendem os ingressos na “porta”, então não tem erro. O único que comprei com alguns dias de folga foi o tour até a Ilha de Mull e Iona, que em alta temporada pode esgotar alguns dias antes, então se for tentar comprar na hora ou pro dia seguinte, pode acontecer de não ter mais vagas. Comprei no domingo para fazer o passeio na terça, custou £ 35 só a parte de transporte, sem nenhuma entrada incluída. O passeio que chegava até a ilha de Staffa saía a £ 55. No total, gastei com entradas £ 237.00. ALIMENTAÇÃO Lendo vários relatos e pesquisando bastante restaurantes bons e baratos no TripAdvisor, fiz uma média de £ 30/dia para alimentação. Que, para 21 dias, dava um total de £ 630.00. Não contei o dia da saída nem o da chegada no Brasil, então dependendo de onde vai sair e qual o tempo das suas escalas (se tiver que almoçar e jantar no aeroporto, por exemplo) tem que ter uma margem para isso também, porque se um cappuccino com um pão de queijo já sai R$ 20,00, imagina uma refeição completa... Nessa minha média de £ 30, eu coloquei o valor referente a uma refeição com comida mesmo e um lanche (torta, sanduíche etc), como não tenho costume de comer de manhã, não separei uma quantia específica para café da manhã, só para um cappuccino ou chocolate quente mesmo. Se deu? Saberão nos próximos capítulos hahahaha Mas posso afirmar, com alguma certeza, que esse valor por pessoa numa viagem econômica é suficiente pra comer sem ter que sacrificar tanto a qualidade, fazendo uma refeição, um lanche e um café por dia (também é uma boa opção fazer uma compra no mercado e deixar frutas, leite, bolachas no jeito, tanto pra tomar café e fazer aquele lanche esperto da noite, como para cozinhar mesmo, se tiver tempo/vontade/necessidade). Vou falar tudo durante o relato, mas só pra que tenham uma ideia, vou colocar aqui os valores de algumas refeições que fiz durante a viagem, para dar uma noção do custo: - Combo Whopper do Burguer King: £ 5.90. - Big Mac, batata frita e refrigerante: £ 4.90. - Hamburguer, fritas com queijo e limonada (Shake Shack): £ 11.20 - Restaurante italiano em Oban, macarronada com almondegas e suco de laranja: £ 10.90 - Restaurante indiano Massala Zone em Londres, prato de butter chicken com vários acompanhamentos (na minha opinião, serve duas pessoas tranquilamente) e 2 sucos de laranja + gorjeta, £ 25.00. - Chocolate quente + muffin num café perto do hostel, £ 4.20. - Pizza de pepperoni + suco de laranja 1 litro, comprados num mercado: £ 1.90 (e tava uma delíiiiiicia!) - Pizza de frango com bacon na Pizza Hut + gorjeta, em Edimburgo: £ 14.70 (a pizza do mercado tava mais gostosa! xD). - Sorvete de massa estilo italiana na Royal Mile, em Edimburgo: £ 2.50. - Chocolate quente, 1 croissant de manteiga e 1 croissant de chocolate no Café Nero (delícioooso) : £ 6.20. Enfim, dá pra ter uma ideia! Acho que o geralzão é isso... se eu lembrar de mais alguma coisa, adiciono aqui embaixo em vermelho gritante Maiores detalhes a respeito de cada tópico eu vou dando conforme for andando no relato. E já deixo avisado que sou detalhista e gosto de escrever, então, brace yourselfs, o maior relato já visto está chegando hahahaha Era pra ter postado antes do Natal, mas não rolou. Feliz Natal atrasado pra quem estiver por aqui e um ano novo cheio de viagens maravilhosas pra todos nós!!! Até logo! ADENDO EM VERMELHO GRITANTE: Esqueci de um detalhe básico desse relato... o roteiro! Como quando comecei a escrever esse relato o planejamento ainda estava fresco na minha cabeça e o link com o roteiro da viagem seria colocado aqui, nem me passou pela cabeça de colocar ele diretamente aqui! Mas, sem mais enrolação, lá vai! 03/jun - Saída Londrina 04/jun - Chegada Londres 05/jun - Londres 06/jun - Londres 07/jun - Londres 08/jun - Londres 09/jun - Londres 10/jun - Londres 11/jun - Londres 12/jun - Londres 13/jun - Londres - York - Edimburgo 14/jun - Edimburgo 15/jun - Edimburgo 16/jun - Edimburgo 17/jun - Edimburgo 18/jun - Edimburgo - Oban 19/jun - Oban 20/jun - Oban 21/jun - Oban 22/jun - Oban - Londres 23/jun - Londres 24/jun - Saída Londres 25/jun - Chegada Londrina Prontinho! Agora sim!
  6. No final da tarde de um sábado frio saímos de Três Lagoas, minha amiga Marjorie e eu em direção a Campo Grande/MS onde tudo começaria, cheios de expectativas do que seria a nossa viagem. Nosso ônibus sairia de Campo Grande as 23:59 com destino a Corumbá pela viação andorinha, (pagamos 117,00 reais cada) chegamos em Campo Grande com tempo por volta das 20:00 horas pois fomos de carona, então houve tempo para uma refeição digna de quem está iniciando uma aventura. Seguimos para a rodoviária por volta das 22:30 e lá esperamos pelo nosso ônibus. Chegamos em Corumbá as 6:00 horas da manhã pontualmente, porém perdemos o ônibus que nos levaria a fronteira que no domingo passa de 1 em 1 hora. Como não queríamos gastar com táxi o jeito foi esperar o próximo. (Para quem está indo e assim como nós não quer gastar muito dinheiro com táxi que cobra por volta de 50,00 reais para levar até a fronteira, pode optar por pegar o ônibus que saí da frente da rodoviária ele se chama Cristo Redentor, com ele você deve ir até o terminal e lá trocar pelo outro chamado Fronteira. Esse te levará até a Policia Federal). Chegamos na Polícia por volta das 7:30 da manhã do domingo, e tinha uma baita fila. Ficamos por volta de uma hora lá e então seguimos para a Imigração Boliviana. Essa sim demorou!! Ficamos lá por volta de umas 2:30 esperando a nossa vez. Apesar de termos levado nossas carteirinhas de vacinação internacional, eles não nos pediram para ver. (mas vale a pena levar pois a Interpol nos abordou 2 vezes e pediram para ver, mas isso eu conto mais para frente!! A dica aqui é, LEVE A SUA!). Seguimos então para a Terminal de Buses (Rodoviária) de Puerto Quijaro de táxi, e isso nos custou 30,00 bolivianos. A partir de agora os valores mencionados serão em bolivianos (a moeda de lá). Para converter é só dividir por 2!! pois trocamos nosso dinheiro na fronteira por um câmbio de 2 por 1. Antes de irmos viajar minha amiga e eu já tínhamos decidido em não ir pelo trem da morte e sim de ônibus pela comodidade e pelo tempo que gastaríamos para chegar até Santa Cruz. Resolvemos então comprar nossas passagens de ônibus Puerto Quijaro a Santa Cruz pela internet pelo site ticketsbolivia.com. Escolhemos a empresa Pioneira Trans Bolivia, e foi a pior escolha da vida. (NÃO COMPREM!) Existem na rodoviária muitas empresas de ônibus e nós inocentemente compramos antecipadamente pela internet pensando não haver muitas e tivemos problemas com essa empresa tanto na ida como na volta. Chegamos no Terminal de Puerto Quijarro por volta das 15:00 horas da tarde pois fomos almoçar e não estávamos com muita pressa pois nosso ônibus só sairia as 18:00 horas. Lá conhecemos alguns brasileiros e um mexicano que iriam pegar o mesmo ônibus e ficamos conversando até que a moça do guichê chega até nós e simplesmente diz que o ônibus não iria rodar pois havia quebrado. Nesse momento entramos em desespero. Havíamos pago as passagens (100 bolivianos cada) via cartão de crédito pela internet e no guichê não havia dinheiro para estorno. Depois de muitas ligações para a empresa e de sair do guichê por 25 minutos para buscar dinheiro a moça veio e nos devolveu o dinheiro, fomos rápido em uma das empresas da rodoviária e conseguimos comprar as 2 ultimas poltronas de um ônibus que sairia as 20:00 horas. (mais duas horas de espera) o jeito foi esperar tomando uma Paceña gelada. Por volta das 20:30 nosso ônibus saiu em direção a Santa Cruz e nós simplesmente apagamos. Nossa aventura só estava começando e nós já estávamos nos divertindo!! Continuando nossa história, chegamos a Santa Cruz (segunda cidade mais importante da Bolivia) por volta das 5 horas da manhã, e logo que descemos do ônibus já fomos surpreendidos por 2 policiais da Interpol Boliviana. Ainda estávamos com um pouco de sono, e nos assustamos muito com isso. Eles nos pediram todos os documentos e aqui vai uma dica super importante. (na fronteira, quando você passa pela policia boliviana eles carimbam seu passaporte e te dão um outro papel, uma espécie de formulário. Mesmo se você entrar só com o RG no pais eles vão te dar esse papel) é importantíssimo que você o guarde muito bem, pois foi com esse papel que eles encrencaram com uma moça que conhecemos no ônibus pois ela havia perdido o dela e eles começaram a fazer pressão nela dizendo que a deportariam, mas no final ela precisou pagar 100 bolivianos e eles a liberaram (mediante a propina). Santa Cruz é uma cidade muito amigável e muito bonita, a primeira impressão que tivemos na rodoviária horrível em que chegamos tinha ficado para trás. Pegamos um taxi é fomos direto para a plaza 24 de septiembre e tudo acontece praticamente em torno da praça que é onde está localizado a Catedral Basílica, a Casa do Governo, alguns museus, e vários bares e restaurantes, um deles onde mais gostamos foi o Irish Pub bem ao lado da praça. Nosso hostel ficava bem perto da praça cerca de 4 ou 5 quarteirões e era um hostel novíssimo, barato e o staff Manoel super atencioso e prestativo vou deixar o link AQUI, pois vale a pena se hospedar lá! A nossa janta foi numa pizzaria muito boa em Santa Cruz chamada La Bella Napolli, um lugar lindo e agradável, com uma pizza super saborosa. Gastamos lá um total de 160,00 bolivianos para dividir entre nós 2. Ficamos em Santa Cruz um dia e uma noite e no dia seguinte pegamos o nosso voo para La Paz. Como não tínhamos programado nada de ante mão, decidimos ir de avião pois o percurso entre Santa Cruz e La Paz é de aproximadamente 12 horas de ônibus enquanto que de avião é de apenas 1 hora. Compramos as passagens alí na hora mesmo e pagamos aproximadamente 500,00 bolivianos o que dá o valor de (250,00 reais aproximadamente). pela BOA – Boliviana de Aviación, é claro que de ônibus é mais barato, porém se você quer economizar um pouco mais, vale a pena ir no Terminal de Buses e comprar direto nos guichês, porém você pode fazer tudo online AQUI. correndo o mesmo risco que corri como conto no primeiro post desta série. Nossa chegada em La Paz foi aproximadamente as 9:15 da manhã e estava muito frio, estranhamos bastante nossa chegada na cidade pois estávamos numa temperatura de 30 graus em Santa Cruz e passamos para os 9 graus em uma hora, sem falar na altitude e do bendito “soroche” que nos fez ficar com bastante tontura. La Paz esta localizado a 3.660 metros de altitude acima do nível do mar, com uma população estimada em 2 087 597 habitantes. Lá está localizado a cede do governo boliviano apesar de não ser legalmente a capital do país. Chegamos a La Paz pela manhã e logo de cara ao descer do avião já sentimos a diferença de temperatura. Rapidamente puxamos nossos casacos da mochila e fomos pegar um táxi. Pegar um táxi na Bolivia é muito fácil, ainda mais no aeroporto, difícil mesmo é o transito (tenebroso) e para quem não está acostumado a desrespeitar as leis de transito pode se assustar um pouco. De cara os efeitos da altitude são um pouco de tontura e náuseas, que vão piorando conforme o tempo que se é exposto nesse meio. Porém, depois da primeira noite e de alguns chás de coca tudo parece bem melhor. Chegamos ao nosso hostel 1 hora depois de enfrentar aquele transito cabuloso e é claro que não poderíamos não escolher o Wild Rover para nos hospedar. É um hostel muito bacana, cheio de jovens, com uma comida muito boa e festas melhores ainda. Após fazer o check-in deixamos as nossas coisas em nosso quarto e fomos para a rua bater perna. Esse hostel está localizado bem próximo a Sede do Governo, da Praça Murillo, Catedral Metropolitana de La Paz e andando mais um pouco estamos na região da Igreja de São Francisco e do Mercado de las Brujas. Tudo isso possível de ser feito a pé, apesar das subidas bem íngremes. Bem ao lado da Igreja de São Francisco é uma rua muito comercial e ali é possível achar várias agências de turismo vendendo pacotes dos mais variados gostos. Pesquisando um pouco, decidimos que no dia seguinte iríamos conhecer o Chacaltaya que é uma montanha onde está a mais alta estação de esqui do mundo, porém desativada. E no outro dia iriamos fazer a famosa decida de bike pela montanha o Down Hill. Neste dia andamos bastante, e já começamos a comprar alguns dos presentes para o povo pidoncho!! (o almoço neste dia foi carne de lhama, é uma delícia e eu recomendo). Voltando ao hostel tomamos um banho e fomos para o pub que fica alí dentro mesmo. Conhecemos varias pessoas e eu ainda ganhei uma competição de quem comia doritos de pimenta sem usar as mãos mais rapidamente e de quebra ganhei uma camiseta exclusiva do hostel! sou foda!! =P Amanhecer com aquela ressaca que ninguém merece e ainda sentindo os efeitos da altitude foi foda, estava muito mal e o jeito foi tomar um chá de coca e mascar algumas folhas para ajudar. Seguimos para o Chacaltaya as 7 da manhã e subir aqueles 200 metros de ressaca foi a coisa mais difícil que já fiz na vida, valendo a pena cada paisagem que eu via pela frente. realmente uma experiencia única. A segunda parada do dia foi no Valle de la luna, um sitio arqueológico onde sua formação rochosa se parece com a lua. há boatos de que a transmissão da primeira expedição para a lua era falso e forjado, dizem que essa transmissão foi feita naquele local. De volta ao hostel ao final do dia, eu simplesmente tomei um banho, jantei e capotei! O dia seguinte foi o dia do Down Hill saímos do hostel por volta das 7 da manhã e o melhor é que as empresas mandam as vans nos pegarem na porta do hostel sendo bem comodo para nós. Chegando no local de partida, o guia nos explicou como seria o dia, como deveríamos proceder em caso de acidentes e para evitá-los e eu todo animado mal sabia que seria a maior adrenalina. Com certeza um dos melhores passeios que fiz até hoje valendo muito a pena realizar essa descida. De quebra no meio do caminho ainda parei para fazer uma descida de tirolesa e ao final fomos para um sitio aproveitar nosso almoço (incluso) e a piscina (mentira, estava frio)! De volta ao hostel, tomamos um banho e fomos sair para jantar num restaurante muito diferente, diferente mesmo, chamado 1700, muito peculiar para saber mais clique Aqui. Apesar da decoração bem underground sua comida é deliciosissisima (como diria o Chaves) e o menu claro que foi Lhama’s meat! O outro dia foi o dia de conhecer a famosa feira del alto. uma feira de rua onde você pode comprar de tudo, tudo mesmo! a preços muito baixos, jaquetas de frio muito boas por 70,00 bolivianos é de cair o queixo! (hora dos presentes)!! Aproveitamos bastante o dia na feira e a maravilhosa vista do bondinho vermelho que nos levou até lá, mas infelizmente a brincadeira estava acabando, e já era hora de partir. Saímos de lá e fomos ao Terminal de Buses achar a passagem mais barata que tinha para nos levar até Uyuni! As 20 hrs do mesmo dia estávamos prontos para embarcar para nossa próxima aventura. Uyuni nos esperava!! Bom, após deixarmos La Paz seguimos de ônibus (o mais barato que encontramos no terminal) com destino a Uyuni. Saímos por volta das 20 hrs e chegamos lá por volta das 4 da manhã num frio de arrepiar o pelos das costas. Sério tava muito frio! Se vocês vão nessa época do ano (julho) levem agasalhos! Entramos na primeira agencia que achamos ao descer do ônibus(já estavam abertos) e ali nos esquentamos um pouco com um fogareiro que estava ligado e um chá de coca bem quente! O pessoal foi muito simpático em nos receber (Tiago Tur). A priori minha amiga e eu iriamos fazer o tour de 3 dias, mas como já estávamos bem cansados de toda aventura, optamos por fazer o tour de 1 dia apenas o que nos saiu por 120,00 bolivianos. Uyuni está localizado no departamento de Potosí e no departamento de Oruro, no sudoeste da Bolívia, no altiplano andino, a 3.650m de altitude. O Salar de Uyuni. Com mais de 10.500 km², e estimados 10 bilhões de toneladas de sal, o salar é o maior deserto de sal do mundo. (wikipedia). Partimos as 10 da manhã em direção ao cemitério de trens. Eram locomotivas utilizadas no transporte de minério até a costa do pacífico, no início do século XX sendo hoje um lugar enorme com muitos vagões velhos que o pessoal adora tirar foto!!! 1 hora para fotografar, partimos em direção a um pequeno vilarejo com uma feira livre local e ali iríamos almoçar em seguida num restaurante com uma comida deliciosa (que já estava inclusa no pacote)! Saindo de lá, fomos em direção à imensidão do deserto de sal, (cara é realmente impressionante o tamanho daquele lugar!) Um verdadeiro deserto pois não se vê nada além do sal e das enormes montanhas no horizonte a quilômetros de distância. Depois de aproximadamente 1 hora de carro chegamos até o monumento construído para o Rally Dakar que passou pelo lugar em 2014, há também um restaurante e no local um hotel de sal (que não funciona mais) existe também o monumento das bandeiras (pausa para as fotos). Montamos no carro novamente e foi o momento de se enfiar (literalmente) no deserto de sal. Andamos como se não tivesse fim, ai andamos mais ainda. Então depois de termos andado muito, era hora de parar no meio do deserto para as famosas fotos de perspectiva. Todos pro carro novamente e nossa ultima parada do dia seria na Isla del Pescado ou Ilha do Pescado, Constitui-se numa pequena elevação de terra, cercada de sal por todos os lados. Em pleno salar, é um dos poucos pontos com alta concentração de seres vivos. Entre estes, destacam-se cactos com até dez metros de altura, com mais de 600 anos de idade (wikipedia). Nesse lugar você pode pagar em torno de 50 bolivianos e fazer um tour pela ilha ou apenas aproveitar algo no café que tem na entrada. Pausa de aproximadamente 1 hora e meia, e todos pro carro de novo para a volta na cidade. Com mais uma parada no meio do deserto para apreciar o mais bonito por do sol que já vi na vida! Após um dia super cansativo, era hora de voltar pra pegar o ônibus de volta a La Paz, mas como ainda tínhamos 2 horas fomos comer uma pizza na praça central da cidade onde há vários restaurantes. (Gente que pizza maravilhosa!). A volta pra La Paz e pra casa foi semelhante. Chegamos por volta das 4 da manhã em La Paz e fomos para um hotel descansar pois nosso voo que já estava comprado a 2 dias partiria só as 18 horas. Ali no hotel mesmo, preparamos a nossa volta. Reservamos o mesmo hostel da ida em Santa Cruz, e compramos todas as passagens de ônibus pela internet. Foram praticamente 2 dias a nossa viagem de volta, mas com uma sensação maravilhosa de dever cumprido. Jamais teremos uma experiencia como esta, então a lição que fica disso tudo é que devemos sempre valorizar nossa cultura e nosso povo, desapegando das coisas materiais e aproveitando mais esse mundo que Deus nos deixou de presente para ser explorado! É isso aí pessoal, É claro que o post dessa aventura ficou bem resumido então se vocês gostaram ou tem alguma duvida que não ficou claro no post deixem ai nos comentários que responderei pra vocês! Confira essa e outras aventuras lá no blog https://wordpress.com/view/aos30resolvimudar.wordpress.com assim vocês me dão uma força!!! VLW e até a próxima!
  7. Boa tarde galera , vou contar sobre meu primeiro mochilão bem resumido , mas se quiserem alguma dica , só perguntar ok ? , fiz esse mochilão sozinho , a princípio eu tinha feito a compra de passagens aérea pela gol , mas devido a greve dos caminhoneiros ouve mudança de datas , então cancelei, peguei a grana e decidi ir de ônibus mesmo , o que foi incrível , saindo a noite com destino a Campo grande -MT , depois Corumbá , no sábado por volta do 12:00 já estava em território boliviano , e foi na fronteira que bateu um pouco de medo ,pois estava sozinho e não sabia espanhol , só portunhol kkkk , mas acabei conhecendo uma família de brasileiros que foram verdadeiros anjos , me deram dicas , passei na casa deles em santa cruz para tomar um banho e um café , fui muito bem tratado por eles , de santa cruz peguei um vôo para Sucre , para adiantar minha viagem , mas ali mesmo em santa cruz de la Sierra, me apaixonei pela bolívia , quando cheguei em sucre esse amor aumentou ainda mais , que cidade linda , fiquei 3 dias , depois fui para Uyuni , fazer o tão esperado Salar , optei pelo tour de 3 dias , fui em várias agências , inclusive indicadas pelo pessoal do mochileiros , estava variando de 1200 bs para 400 , mas acabei confiando em uma pouco conhecida , Kantuta Tours , fica ao lado da Skyline que ainda estava fechada , paguei 700 bs , e posso dizer que foi tudo perfeito , ótimo motorista , podíamos até colocar nossas músicas via Bluetooth kkk, ótimas refeições , hospedagem , infelizmente estava nevando muito , muito mesmo , e alguns pontos mais conhecidos não tivemos como chegar , mas fomos em outros lugares , que foram incríveis , não tem como descrever , o motorista se chamava Sandro , muito gente boa , encontrei alguns brasileiros com algumas bem conhecidas , reclamaram do motoristas , eu tive muita sorte com o grupo também , canadense , colombianos e chineses kkkk, acabamos pegando amizade , ah para alguns brasileiros , tenham mais amizade com outros brasileiros , humildade sempre , depois desse lugar incrível que é o salar , fui para La paz que também amei , muito louca , depois Copacabana que também é incrível , a princípio eu iria fazer só a bolívia , mas meti o louco e fui para o Peru , Arequipa e depois Puno , até dava para fazer machupichu , mas seria corrido , então deixei para a próxima , passei 15 dias curtindo cada lugar , comi muito lá kkk, provei lhama assada , nunca provei uma carne tão gostosa , entre muitas outras coisas , eu não tive nenhum problema , e não me senti inseguro nenhuma vez , fui muito bem tratado , até sai a noite em la paz para curtir um rock em um pub kkkk, nascido em São Paulo , então de boas kkk, mas é só ter cuidado como temos aqui , mas achei super tranquilo , vou postar poucas fotos , pois é o que mais tem , comprei equipamentos da quéchua e fiquei impressionado pela qualidade , principalmente blusa para temperaturas abaixo de zero , muito boa , peguei a cotação na fronteira Real para Boliviano 1,74 , foi o melhor lugar , em sucre consegui 1,72 bem chorado , o dólar 6,90 a 6,95 , levei 3.600 reais e 200 dólar , gastei 1800 reais e 150 dólar , e olha que dava para ter gastado menos , agradeço ao @nicollasRangel pelas dicas , se alguém está pensando em visitar a Bolívia só vai...
  8. Índice do Relato: [Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem [Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. [Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis. [Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas. [Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC. [Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama. [Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama. [Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama. [Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru. [Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa! [Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo. [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte] [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte] [Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina. [Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico. [Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica. [Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas. [Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes. [Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital. [Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno. [Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile. [Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana. [Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol. [Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz. [Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados. [Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte. [Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa. [Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos. Pessoal, criei recentemente um instagram só de viagens. Então se você também ama carimbar seu passaporte, segue lá: @queridopassaporte. Aproveita pra comentar que veio pelo Mochileiros hehe. Editado: Baixe o PDF com o relato completo: relato_rodrigovix_26dias_bolivia_chile_peru_abril2015.pdf (Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47) Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil! Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!! Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê? O ROTEIRO: O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz. 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre 02/04 Sucre x Uyuni 03/04 Salar de Uyuni 04/04 Salar de Uyuni 05/04 Salar de Uyuni 05/04 San Pedro de Atacama 06/04 San Pedro de Atacama 07/04 San Pedro de Atacama x Arica 08/04 Arica x Tacna x Arequipa 09/04 Arequipa 10/04 Cañon del Colca 11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica 12/04 Huacachina 13/04 Islas Ballestas + Paracas 13/04 Ica x Cusco 14/04 Cusco 15/04 Cusco (Vale Sagrado) 16/04 Cusco x Aguas Calientes 17/04 Machu Picchu 18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno 19/04 Puno (Uros + Taquile) 20/04 Puno x Copacabana 21/04 Isla del Sol 22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz 23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna) 24/04 La Paz (Downhill) 25/04 La Paz 26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar. De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei: - Bota Timberland Flume Mid Waterproof http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro). - Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá. http://www.decathlon.com.br/ - Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html - Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6 https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html - Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre. SOBRE AS MOCHILAS... Usei uma Forclaz 50L Quechua... http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478 E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque. http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo. Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma. Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa. Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem: 7 camisetas 1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada) 1 calça segunda pele (1ª camada) 1 casaco fleece (2ª camada) 1 casaco impermeável (3ª camada) 1 calça-bermuda 3 bermudas 8 cuecas 6 pares de meias grossas cano alto 1 toca 1 par de luvas 1 toalha microfibra (secagem rápida) 1 saco-lençol de dormir 1 money belt (doleira) 1 relógio 1 sabonete 1 shampoo médio 1 protetor solar grande 1 protetor labial 1 repelente 2 cadeados 1 escova de dentes 1 creme dental 1 barbeador elétrico 1 desodorante aerossol 1 perfume 1 cortador de unhas 1 canivete suíço 1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe) 1 bepantol creme 1 par de óculos de sol 1 pacote de lenços umedecidos 1 celular 1 carregador 1 par de fones de ouvido 1 máquina fotográfica 1 lente 18-55mm 1 lente 10-20mm 2 cartões de memória 32GB 1 tripé grande 1 mini-tripé 1 kit limpeza para câmera 1 caneta 1 bloco de anotações 1 capa de chuva para a mochila 1 pasta plástica para documentos 1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional NA PASTA DE DOCUMENTOS: Cartões de embarque Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu Cartão internacional de vacina (ANVISA) Certificado do Seguro Viagem Nota fiscal dos equipamentos fotográficos Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como: - Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe. - Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto. - Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é. - Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar. - Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um. - Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc. NO MONEY BELT: Dólares Reais Passaporte Chave reserva do cadeado O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem. Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado. PREPARATIVOS PARA A VIAGEM: Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco. As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru. Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”. Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada. Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO: Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.” Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!” Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...” Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1” Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não? PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
  9. Gonzalez Matheus

    Indo a Neve e Cajon del maipo

    Fala galera, Estive no Chile no período de 26/06/2018 à 06/07/2018. Do dia 26 à 29 fiquei hospedado em um apartamento na neve(La Parva) e do dia 30 à 06 em Santiago fazendo os passeios. Muito li antes de viajar, sobre como ir para os locais de neve, sobre como é perigoso as estradas. E decidi ir com meus amigos até La Parva de transfer, uma Vã que nos cobrou 20mil pesos cada(ida e volta), que na cotação muito ruim que pegamos(R$1,00 = 158 pesos) dava cerca de 126,00 reais para cada. (Foi o preço mais barato que conseguimos depois de muito pesquisar, chegaram a nos cobrar 1600,00 reais). O relato é que nos arrependemos de não ter alugado um carro, a estrada estava super tranquila e não é este bicho de 7 cabeças que todos falam. Decidimos então alugar um carro para ir a Cajon del maipo por nossa conta, e foi super tranquilo. Alugamos um Renault Logan 2018 na Rent Car por 30 mil pesos(24h) o que dava aproximadamente 190,00 reais.(óbvio que mais gasolina, pegamos o carro com tanque cheio e tivemos que devolver da mesma forma, gastamos cerca de 20mil pesos de combustível, o que dá cerca de 126,00 reais). Vale ressaltar que éramos 4, então este valor 190,00 + 126,00 foi dividido para 4 pessoas, o que ficou bem barato. O passeio mais barato que conseguimos encontrar para Cajon, foi de 40000 pesos por pessoa, o que daria cerca de 253,00 reais, e isso vezes 4, daria mais de mil reais, bem diferente do que pagamos alugando o carro. Bom, aqui fica meu relato, acho que informações são sempre válidas e claro que pesquisar as condições meteorológicas antes de fazer o passeio também! Abaixo algumas fotos, qualquer dúvida estou a disposição troca de informações vale e muito! Abraços e boa viagem!
  10. E aí galera, tudo bem? Dia 18/04 comecei um mochilão por alguns lugares da América do Sul e resolvi ir deixando umas dicas mais fresquinhas aqui pra vcs conforme vou passando nos lugares, pois sei quanto são importantes pro planejamento de viagem. Não postarei muitas fotos, a não ser de lugares essenciais, tipo dicas. Quem quiser ver as fotos bonitinhas da viagem pode acompanhar no insta @alanalanlana ou na #lanasulamerica (momento blogueira hahaha). Bom, bora lá às dicas então: Comprei minha passagem só de ida pra Sta Cruz de la Sierra pela Latam, pro dia 18/04, que me custou R$ 494,72 (saindo de SP). Vale ressaltar que a passagem tinha uma escala em Lima de 2h, mas como eu comprei meio que em cima da hora era a melhor opção, pois o vôo direto pela Gol tava uns R$ 900,00. Uma história que acho legal sobre a compra dessa passagem é que comprei a msm passagem uns dias antes (acho que 09/03) por uns R$ 490,00, só que com uma escala de 13 horas em Lima (!). Tudo isso pq a passagem com a escala de 2 horas tava uns cento e poucos reais mais cara e eu queria economizar. Eu já ia pra Lima em algum momento da viagem, mas pensei que poderia passar um dia lá matando o tempo dessa escala antes de chegar na Bolívia. Resumindo, comprei a passagem, mas dps que fui pesquisar vi que se eu saísse do aeroporto durante minha conexão, qdo voltasse pra fazer o check in do meu outro vôo, que também era internacional, teria que pagar uma taxa de uns 30 e poucos dólares, ou seja, o valor que eu tinha economizado, ou mais. Daí cancelei a passagem dentro das 24 horas permitidas pra reembolso total e dps comprei a outra. Então vale lembrar que é sempre bom a gnt ficar esperto pq às vezes uma economia pode ser uma economia burra. Lembrando tbm que isso que eu falei vale pra conexões de voos internacionais no Peru, se eu não me engano pra quem vai fazer conexão lá com destino nacional (Ex: voa pra Cusco, mas com conexão em Lima) acho que não tem essa taxa. Antes de viajar comprei tbm meu trecho Sta Cruz × Sucre por R$ 135,74 (já com o IOF) pela Amaszonas ( que todos falam bem, mas eu não tive tanta sorte, conto mais pra frente). Eu tava decidida a viajar apenas com reais, e inclusive ir pro Atacama com reais, msm todo mundo falando que lá é melhor ter dólares. No dia da viagem comprei uns dólares pra levar pra lá e realmente foi melhor. Não foi uma PUTAAA economia, mas foi uma economia. Nos outros lugares talvez seja muito melhor tbm, mas acabei usando real. Vou tentar colocar a cotação do real e do dólar pra vcs fazerem suas próprias contas pq eu to com preguiça e to no celular (por isso não tem edição bonitinha hahaha). Comprei 1 USD a R$ 3,57 (dia 18/04, já com IOF). Fiz seguro viagem pra uns 3 meses pela Mondial Seguros e paguei R$ 258,57, isso pq peguei uma promoção de 35% de desconto do Melhores Destinos (o valor normal tava uns R$ 460). Uns dias antes da minha viagem eles fizeram uma promoção com desconto de 50%, então vale a pena receber a newsletter deles. A princípio eu tava pensando em fazer toda a viagem de busão ( tem um bus SP x Sta Cruz), não tanto pela economia, pq era só um pouco mais barato que passagem aérea) mas pela experiência tbm. Acabei não fazendo isso pq pra fazer um seguro de viagens mais longo vc necessariamente tem que ter uma passagem aérea de saída do Brasil ( isso pela Mondial; pela World Nomads se eu não me engano podia ser de ônibus tbm, mas o seguro era qse R$ 900). Agora que já andei um pouco de ônibus nessa viagem vou ser bem sincera com vocês: graças a Deus vim de avião hahahaha. Não vale a pena passar tanto tempo assim num ônibus desnecessariamente. Tbm acabei reservando o Hostel Kulturberlin em Sucre pela Booking pq tava fuçando lá e as três diárias ficaram por R$ 71,00, com café da manhã e sem pagamento antecipado. Ficou mais barato do que reservar direto chegando lá, mas acho que foi uma das poucas exceções. Tô viajando com um mochilão de 60L da Quéchua, abarrotado de roupas hahaha e com capa de chuva pra ele, que é bom pq proteje da sujeira. Não comprei nada muito tecnológico pra frio, tô viajando com blusa normal e de especial comprei uma segunda pele (daquelas de meia fina msm) e duas meia calças (uma de microfibra, que esquenta mais, e uma de acrílico). Trouxe uma jaqueta corta vento e um fleece, que eu já tinha. Só um adendo quanto à corta vento: apesar de já ter visto todo mundo falar eu trouxe minha corta vento e fiquei meio emburrada pq não tava botando fé nela (cabeça dura), pq ela não é daquelas que esquenta, parece capa de chuva de motoqueiro hahaha. Mas vou falar pra vcs, a bixa funciona hein! Então se vcs têm uma dessas tragam, pq ela faz diferença na hora de não passar frio. Tbm trouxe umas botas impermeáveis da Quéchua, que eram das mais batatinhas, e tão cumprindo a função pra andar em pedras e tals. Ainda não peguei chuvona com elas mas pra andar em poças e lugares um pouco alagados são boas. A única coisa que não gostei é que elas escorregam em pedras molhadas. Quanto à vacina de febre amarela: eu já tinha tomado e já tinha o comprovante internacional há alguns anos, mas como todo mundo fala: ninguém pede. Acho que esses foram todos os preparativos pré viagem, bora pro rolê! BOLÍVIA Santa Cruz de la Sierra 19/04 Embarquei dia 18/04 no aeroporto de Guarulhos com destino a Lima e de lá tinha um vôo pra Santa Cruz de la Sierra. Cheguei cedo, fiquei lá no aeroporto com o pessoal, embarquei no horário só que assim que entrei fiquei dando um rolezinho no Duty Free (não comprei nada #pobre). Resultado: qdo eu chego nas esteiras já tão os cara da Latam me chamando pelo nome, tive que sair correndo, mó vergonha hahahhaa. Os vôos foram tranquilos, meu celular mudou de horário automaticamente, msm eu estando com o chip da Vivo (e ele sempre muda qdo mudo de fuso, msm com outro chip ou sem sinal). Cheguei em Sta Cruz umas 4h, e no aeroporto msm troquei R$ 50 por R$ 1 = Bs 1,70, o que me deu Bs 85 (bolivianos, que é a moeda deles). Lá no aeroporto msm já tem um guichê da Entel, que é uma operadora de lá e você pode comprar um chip por Bs 10. Eu acabei comprando um chip da Entel msm, mas não lá, mas o preço é igual. Outra operadora famosa é a Tigo, mas não vi guichê pelo aeroporto. Pelo que eu percebi a cobertura das duas é igual, talvez o que mude seja a burocracia na hora de registar, pq pela Entel é meio chatinho pq eles registram o cel e o IMEI, mas não tenho ctz. Enfim, saí do aeroporto e peguei um dos táxis oficiais até a casa da menina que eu ia ficar (fiz couchsurfing). Ela mora um pouquinho dps da Praça Principal lá e o táxi saiu Bs 70, mas acho que esse é o preço padrão pra quem fica nos hostels lá pelo centro tbm, pq tá tudo no 1° anillo. A corrida foi tranquila, cheguei na casa da Mirlla, tomei um banho e dormi, pq tava podre da viagem. Acordei e a Mirlla foi comigo fazer câmbio, comer alguma coisa e me mostrar a cidade. Pegamos um bus, que todo mundo chama de micro pq realmente é minúsculo em todos os lugares da Bolívia, é pagamos Bs 1 cada, que é a tarifa de estudante. Como a Mirlla pagou pra mim acho que ela só falou que era estudante (pq ela é)e o cara cobrou sem ver nada, mas a tarifa normal é Bs 2. Lá não tem ponto, em qlq lugar vc faz sinal e o bus para, ou pede pra bajar em tal canto e o bus para pra vc descer. Além disso a maioria dos lugares não tem semáforo, então vc vai se jogando na frente dos carros. Descemos na Calle Libertad, que tem várias casas de câmbio, todas com a mesma cotação: R$ 1 = Bs 2 e USD 1 = Bs 6,93. Essa foi a melhor cotação do real em toda a viagem, então vale a pena fazer as contas e trocar tudo lá quem for viajar com reais. O dólar não variou tanto, e essa acaba sendo uma das vantagens de viajar com dólar tbm. Saímos da casa de câmbio e fomos na Entel que fica na esquina da Plaza 24 de Septiembre pra comprar meu chip. Sorte que a Mirlla tava cmg pq a mulher tava fazendo meu cadastro, me deu o chip na mão e tava dizendo que eu ia ter que cancelar sei lá o que pra dps terminar o registro e eu sem entender que porra que eu ia ter que cancelar se eu não tinha nada com eles, até que a Mirlla me explicou que cancelar = pagar hahaha, então fica a dica gnt. Não lembro exatamente se em San Pedro do Atacama o povo fala cancelar tbm, mas acho que sim. Voltando, "cancelei " o chip por Bs 10, terminei o cadastro, saí da loja e coloquei Bs 20 de crédito com uma tiazinha que tava na esquina. Comprei um pacote de dados diário e achei que ele se renovasse automaticamente enquanto vc tivesse crédito, igual no Brasil, mas não, pelo que eu entendi vc tem que comprar todo dia. Uma coisa que o pessoal tinha dúvida é como to usando meu whats. Eu coloquei o chip da Bolívia, mas continuei usando meu número do Brasil, msm sem o chip do Brasil estar no cel. Ele funciona normal, desde que eu tenha internet. O 4G funcionou bem na Bolívia, mas o crédito acabava muito rápido, então não fiquei colocando o tempo todo, só qdo ia viajar pra poder usar, e deixava os dados móveis desligados pra economizar na maioria das vezes. Com a questão do dinheiro e da internet resolvidas eu e a Mirlla fomos almoçar no Pub Irlandês que fica na praça pra comer Pique Macho, que é um prato típico de lá. Pedimos o misto, que veio com carne, frango, cebola, batata frita (sempre batata frita na Bolívia, até na sopa), tomate e um molho e tava delicioso. Pedimos tbm um chopp e a conta ficou em Bs 50 pra cada. Esse provavelmente foi minha refeição mais cara de toda a viagem, pq da pra comer muitoooo barato em todos os lugares da Bolívia; beber, infelizmente, nem tanto, pq cerveja é caro lá, tipo uns Bs 8 a lata (nada realmente é muito caro na Bolívia, mas se você pensar que dá pra almoçar com Bs 10 uma lata de cerveja por Bs 8 é caro sim). Saímos do pub, fomos encontrar uns amigos dela de lá e ficamos enchendo a cara, então só comemorei a viagem e não fiz nada de turístico nesse dia. 20/04 Acordei tarde e fiquei enrolando pra ir dar uma volta na cidade. Como a maioria das coisas fecham no meio do dia devido à siesta, não tava com pressa. Finalmente a fome apertou e comi um pollo broaster (frango frito tentando ser KFC) com arroz e fritas econômico, que é tipo um PF por Bs 10. Tomei tbm uma Fanta Papaya que não temos aqui no Brasil por Bs 2, a garrafinha de vidro de 190 ml (não vi refri de lata em nenhum lugar, ou é garrafinha, ou garrafa de 600 ml). A fanta é nojenta e tem cor de xixi, mas vou deixar vcs tirarem suas próprias conclusões hahaha. Fui dar uma volta na Plaza 24 de Septiembre, subi no Mirador da Igreja de lá (Catedral Basilica de San Lorenzo - Bs 3) que tem uma vista legal, nada excepcional, fui no Centro Cultural Manzana Uno (gratuito, pode dar gorjeta de contribuição) que tinha uma exposição de fotos muito legal, na Casa de Cultura Raúl Otero Reiche (gratuita) que não era tão legal assim e andei até o Parque El Arenal, bem gostosinho. De lá fui andando até o Ex Terminal pq tinha visto no Moovit que de lá tinha bus pro aeroporto Viru Viru. Geralmente eu uso muito o Moovit em SP mas em nenhum lugar da Bolívia ele funcionou bem pra traçar rotas de transporte público. O que eu tenho feito é baixar o mapa da cidade offline no Google Maps, e ele tinha funcionado mto bem até dar um pauzinho na hora de mostrar minha localização a partir de La Paz. Cheguei lá no Ex Terminal, dei uma volta e não tinha achado nenhum bus pro aeroporto, qse ia desistir mas achei o guichê lá, o número do ônibus é 135, aeroporto Viru Viru, custa Bs 6 e sai a cada 20 min, a partir das 6h se não me engano (esqueci de anotar gnt, me desculpa). A viagem é bem ok, demora uns 50 min. Voltei pra casa da Mirlla andando pq não queria pegar busão e ter que perguntar as coisas hahaha. Eu gosto de andar (en locais planos, na cidade) na msm proporção que odeio pedir informações, morro de vergonha, mas a gnt tem que soltar a língua na viagem e perguntar msm. Todo mundo que perguntei me ajudou, nunca de má vontade. Os bolivianos não são os mais sorridentes do universo, mas é deles isso, são mais sérios. Outros gastos que tive no dia foram: Água 1l no mercado: Bs 5 Água 500ml na lojinha perto do terminal: Bs 5 Choripan: Bs 6 Lanche de Lomo: Bs 12. Sucre 21/04 Acordei cedo e peguei o bus 18 pro Ex Terminal na Avenida Cañoto ( o 17 tbm serve pelo que me disseram), que foi Bs 2, e de lá peguei o bus pro aeroporto Viru Viru, por Bs 6. Cheguei lá, fiz check in, despachei mala e fiquei esperando o horário de embarque num mirante que tem lá no aeroporto mesmo. Pois bem, chegou a hora do embarque, entramos no nosso teco teco, um calor infernal, mó tempão lá dentro e nada do avião decolar... Daí começou uma manutenção lá na cabine do piloto, tudo com a gnt dentro, a galera começou a ficar tensa, até que dps de mil anos falaram pra gnt voltar pra sala de embarque que o avião tava com uns problemas elétricos e que tava vindo um novo avião de Cochabamba pra levar a gnt pra Sucre. Blz, voltamos pra sala de embarque (melhor atrasar que morrer) ficamos esperando um tempo lá e chamaram a gnt pra embarcar novamente. Voltamos pro avião, qdo reparo a gnt tá no msm teco teco que tava com problemas! Daí já começou a rolar aquela tensão e como se isso já não fosse suficiente o avião ainda ficou mais mil anos na pista com a galera fazendo manutenção!!! Juntou toda essa situação com um calor dos infernos naquele avião e a galera começou a fazer um furdúncio tentando obter informações, só que a va** da aeromoça ficou deliberadamente ignorando a gnt sem falar nada! Um serviço muito péssimo da companhia. Dps de mais um tempo começaram os procedimentos para a decolagem, eu, obviamente, tava com o cu na mão pensando se fazia um barraco e descia do avião ou se ficava, mas a aeromoça e o piloto tavam com cara de confiantes então decidi seguir o julgamento deles e continuar lá. Iniciamos a decolagem, o piloto pediu desculpa pelos problemas e tals, mas eu tava tão tensa que nem lembro direito. Foi um voo rápido (graças a Deus) mas no começo eu mal tava conseguindo olhar pela janela de tanto medo. Lá pela metade qdo vi que a gnt não ia morrer dei uma olhada pra fora e valeu super a pena, a vista é linda, muito diferente da natureza que temos no Brasil. Enfim, chegamos em Sucre com 1h20 de atraso e em momento algum dessa confusão alguém da Amaszonas se manifestou pra prestar algum auxílio aos passageiros que tivessem outro voo/ônibus, então vale a dica pra não confiar demais nas cias bolivianas. Sempre li que a BOA dá problemas, mas nesse dia foi o contrário, todos os voos deles saíram no horário. Saímos do aeroporto e já na saída vc vê as vans que levam pra perto do centro (Bs 8,00) e os trufis, que são tipo uns táxis compartilhados, que levam pro centro e ouvi eles oferecendo viagem pra Potosí tbm, mas não sei qto custa. Peguei a van junto com a Beth, que é uma brasileira que tava no msm voo que eu e que conheci no meio da confusão, descemos numa pracinha na Calle Camargo, que é bem perto do centro, e de lá fomos caminhando pro Kulturberlin. Como eu já tinha feito a reserva com o desconto da Booking minhas 3 diárias ficaram Bs 149,00; da Beth cobraram Bs 55 a diária (raro caso que reservar na Booking antes foi mais barato), num compartilhado com umas 7/8 camas e café da manhã. Quanto ao Kulturberlin: a localização do hostel é ótima, perto de tudo, o café da manhã é super completo (tem até tomate e pepino junto com as frutas no buffet, que a princípio eu estranhei mas dps acabei me rendendo hahaha), tem um restaurante no hostel, que parece bem bom, mas é mais caro comparado às possibilidades de comidas baratas na Bolívia, só que é um party hostel, então se vc quer descanso e sossego NÃO FIQUE LÁ! Lá tbm não tem cozinha, então é um pouco ruim pra quem quer economizar super e o wifi só funciona na recepção (bom avisar), mas as acomodações são boas, tem um quintal grande no fundo com grama sintética, a cama é boa e quentinha e tem tomada individual (as tomadas são iguais às nossas de dois pinos, mas as coisas ficam frouxas nas tomadas da Bolívia), tem lockers (pequenos) no quarto e a limpeza dos banheiros é ok, tipo um 7,5 de 10. Os outros gastos do dia foram: Almoço com refri: Bs 13 Água: Bs 7,70 1 lata de Paceña numa lojinha x: Bs 10 Empanada +pão diferente mas mto bom numa "cafeteria" na rua detrás do hostel: Bs 9 22/04 Como era domingo e eu estava em Sucre resolvi ir na Feira de Tarabuco. Em todos os lugares que vi o tour custa Bs 40 ida e volta, sem mais nada incluso, e saem geralmente da praça principal. Fora a facilidade da localização do ponto de chegada e partida não acho que compense, pq dá pra fazer tranqüilamente gastando Bs 20 ( Bs 10 por trecho). O ponto de partida das vans fica na intersecção da Avenida de Las Americas com Avenida German Mendoze. Se pesquisar no Google Maps "Parada a Tarabuco" ele já te manda no lugar certo. É uma caminhadinha até o ponto mas da pra ir. Chegando lá é só se jogar na van que tiver saindo, e na volta a msm coisa, é só pegar a van na pracinha onde eles deixam a gnt (recomendo sentar do lado direito na ida e do lado esquerdo na volta, pois o caminho é lindo). Eu particularmente adorei a feira, muita galera nativa que vai lá pra fazer compras ( na van que eu voltei só tinha eu de gringa), misturada com os turistas. Quanto aos preços, acho que da pra encontrar coisas na msm faixa em Sucre. Eu comprei uma touca + pulseirinha por Bs 20 e um par de luvas muito quentinho por Bs 20 (não esqueçam de pechinchar pq aqui rola desconto). Voltei pra cidade e aproveitei que já tava mais afastada do centro pra ir até o terminal de buses verificar os horários dos ônibus pra Potosí. Foi uma caminhada até lá, e chegando lá vc lembra novamente que tá na Bolívia: aquele caos hahaha. São duas cias que fazem o trajeto até Potosí: Trans Real (buses 11h, 13h, 14h e 17h - Bs 20) e Trans Emperador (Buses 7h, 10h, 12h30, 16h, 17h, 18h e 19h - Bs 21). O trajeto dura umas 3 horas. Dps da minha pesquisa de mercado no terminal resolvi almoçar num restaurante ali em frente msm que não tinha cara de tão sujo e o almuerzo (sopa + prato principal) tava Bs 15. A comida tava bem boa. Vale ressaltar que a maioria dos lugares na Bolívia tem aquela carinha de "pé sujo" tirando os mais caros (mas nesses não fui) então o meu critério de escolha era barato e com cara de não tão sujo, ou onde eu não pudesse ver a cozinha hahahaha. Mas não tive nenhum tipo de problema até agora, então segurem na mão de Deus e vão galera hahahhaa. Peguei um bus em frente ao terminal pro centro pq tava cansada de andar (Bs 1,50 - Busão 3 ou H) e comi uma Hojarasca de sobremesa, que é tipo uma massa de pastel com doce de leite, muito bom, comam (Bs 2,50). Jantei uma hamburguesa com papas + 1 soda pequena num restaurante chamado Al Paso (Calle Eduardo Avaroa, 261), que fica na rua do Kulturberlin, na outra quadra. O hambúrguer tava muito gostoso, e tudo custou Bs 17, super recomendo. 23/04 Acordei e fiquei dando uma volta pela cidade, fui no mercado, no Mercado Central, no Musef (Museo de Etnografia e Folklore) e no Mirador de la Recoleta. Tinha visto que era Bs 20 pra entrar no museu e mais Bs 20 pra fotografar, não paguei nada pra entrar e muito menos pra tirar fotos. Não achei as exposições lá essas coisas, bem fraquinhas na real, mas eu dei sorte de ter um guia dando sopa por lá, um pessoal espanhol começou a perguntar as coisas e eu colei neles, então não foi tão fraco, mas vale a pena se informar sobre visitas guiadas. Tbm tinha visto que era Bs 10 pra entrar no mirador mas tbm não paguei nada, era tipo uma pracinha com uma vista bonita e tem um restaurante lá. Eu e a Karen, uma inglesa que conheci no hostel tomamos umas Paceñas por Bs 30 cada, a garrafa de 610 ml. Achei o preço ok pela vista e a breja tava bem geladinha. Nesse dia tbm precisava trocar dinheiro, então saí atrás de casa de câmbio e boas cotações, o máximo que achei pro real foi R$ 1 = Bs 1,90, troquei numa casa de câmbio legítima na Calle España; algumas lojinhas tavam oferecendo o msm preço então resolvi ir no mais seguro. Tem umas banquinhas lá nas quais o pessoal faz câmbio tbm, mas a cotação tava pior. Nesse dia esqueci de anotar a cotação do dólar, mals ae gnt. Durante minha estadia em Sucre frequentei bastante o supermercado Pompeya pra comprar água, porcarias pra comer e algumas brejas pra tomar na clandestinidade fora do hostel hahaha. Ele fica na Calle España, 42 e é o mais próximo dos nossos supermercados no Brasil ( mas tá mais pra um mercadinho de bairro hahaha). Passei a noite no hostel bebendo, fazendo amizade e jogando beer pong, foi bem divertido. Os outros gastos do dia foram: 2 salteñas Mercado Central: Bs 8 Sanduíche de chorizo Mercado Central: Bs 7 Suco Mercado Central: Bs 7 ( Laranja com cenoura, não tive coragem de arriscar num com água hahaha) Cigarro: Bs 18 24/04 Sucre - Potosí Acordei cedo, de ressaca e com aquela preguiça, mas já tinha combinado de ir visitar o Castillo de la Glorieta com a Chloé, uma francesa que fiz amizade. Pegamos o bus 4 na Calle Junin (Bs 1,50) e o ponto final já é no Castillo de la Glorieta. Lá vc paga Bs 20 pra entrar e mais Bs 20 se quiser tirar fotos. Nós pagamos Bs 20 da entrada, mas assim, não tem nada dentro. Pra mim valeu a pena pq tem uma torre lá que dá pra subir e tem uma vista legal, e eu confesso que tirei fotos tbm pq não tinha ngm fiscalizando, mas dá tranquilamente pra ir até lá e só dar uma bisolhada no prédio por fora pq a construção é linda e o acesso à area é livre, daí só gasta Bs 1,50. Pegamos o msm bus pra voltar pelo msm preço, descemos pelo centro e eu fui almoçar (Bs 13) e passar no mercado pra comprar água. Na Calle Junín, nos quarteirões próximos à praça principal têm vários restaurantes gracinhas e baratos, vale a pena conferir. Falando em restaurantes, vi uns dois vegetarianos, anotei o endereço de um pra galera: Condor Café - Calle Calvo com Bolivar . Voltei pro hostel pra pegar minhas coisas e perguntei qto custava um táxi até o terminal (sempre importante perguntar pra galera não querer meter a faca, e sempre importante vc negociar com o motorista antes de sentar no táxi, pq na Bolívia não tem taxímetro). A galera me respondeu que custava Bs 5 e eu fui pra rua pegar um, tava planejando pegar o bus das 14h pra Potosí. Peguei o táxi, Bs 5, blz, mas sem entrar no terminal se não o motorista ia ter que pagar uma taxa de Bs 2, mas ele me deixou na frente, então tranquilo. Paramos em frente ao terminal e antes msm de eu descer do carro umas 5 pessoas já me abordaram na janela oferecendo bus pra Potosí. Fechei com um desses que ofereceu por Bs 15 um busão que já tava pra sair e chegando perto do ônibus (pegamos fora do terminal então não paguei taxa) ele quis cobrar Bs 20 mas bati o pé e disse que só ia pagar Bs 15 então ele manteve o preço. O bus era bom, busão de viagem normal, a viagem foi tranquila e a paisagem linda como sempre. Qdo tava qse chegando em Potosí o tiozinho que tava do meu lado falou que a parada que o ônibus ia fazer era a mais próxima do centro, pq do terminal ia ser mais longe. Eu acreditei nele e desci, só que tava frio, meio que no meio do nada então entrei num táxi que tava parado la perto e fui pro hostel; paguei Bs 10, o que provavelmente foi aquele preço camarada pra gringo, mas ok. Quanto ao hostel: reservei o The Koala Den pela Booking, pq ia chegar tarde e tals e tbm pq não sou tão acostumada a ir batendo de porta em porta (mas tô tentando pegar o jeito) e me custou Bs 70 um quarto compartilhado com 4 camas e café da manhã. Uma menina chegou cmg sem reserva e pagou Bs 60 num quarto compartilhado com 8 camas e café. Achei o hostel ótimo, super perto de tudo, o café da manhã é excelente, o staff é muito querido, o wifi funciona bem e o banheiro é dentro do quarto, ou seja, super recomendo. Deixei minhas coisas lá e saí pra dar um rolê na cidade. Potosí é a segunda cidade mais alta do mundo, então vou aproveitar e fazer um adendo sobre altitude aqui: em nenhum momento ou lugar da viagem eu passei mal ou senti dor de cabeça, só tomei chá de coca e masquei a folha 1 vez, não tomei Sorojche Pills, mas eu to viajando devagar, ou seja, aclimatação é tudo gnt! Eu sou super sedentária, fumante ocasional e ainda respiro mais ou menos, mas se eu consigo vcs tbm conseguem hahaha! O que eu sinto na altitude: o cansaço! Andar pouco cansa, acordar cansa, sinto que minhas pernas começam a doer mais rápido e isso é meio chatinho, mas vc para, respira e vida que segue (fim do adendo). Voltando à Potosí, acho que eu tava tão animada/pilhada que fiquei dando um rolé lá e nem senti muito a altitude no primeiro dia. Dei uma volta no centro da cidade (lindo), fui no Arco de Cobija (ok) e subi no Mirador da Torre de la Compañia de Jesus (Bs 10), que eu amei demais! Vi um por do sol lindo lá, com uma vista incrível do Cerro Rico, super recomendo, foi o que mais gostei na cidade. Voltei pro hostel, pintei a unha e fiquei lá "curtindo" o frio (umas 21h tavam 3 graus!) e fui dormir na minha cama quentinha do hostel. 25/04 Potosí - Uyuni Dormi bem mas já acordei cansada pela altitude, dei mais uma volta pela cidade, vi todas as coisas arquitetônicas que queria ver e decidi ir pra Uyuni pq tava cansada de me sentir cansada hahaha. Fiz check out no hostel, perguntei qto era um táxi até o Ex Terminal (de onde saem os buses pra Uyuni) e o cara da recepção disse que era Bs 5, blz, pedi pra ele chamar um pra mim. O táxi chegou, sentei, fui confirmar o preço o motorista falou que eram Bs 10. Reclamei, falei o que o cara da recepção tinha me falado mas não teve jeito. Como eu já tava lá dentro, fui, e sendo justa o caminho era bem longinho msm. Cheguei no terminal e assim que entrei já veio uma senhora vender passagem pra Uyuni, o ônibus era ok então já comprei por Bs 30, nem cheguei nos guichês; na hora de embarcar paguei a taxa de terminal de Bs 1. Um aviso pra vcs: os ônibus na Bolívia tocam música durante a viagem, e bem alta, então se não estiverem afim levem fone de ouvido. Mais uma vez viagem tranquila e tals (não achei nada de horrível nas estradas da Bolívia e nem peguei motoristas loucos; nas cidades são outros quinhentos) cheguei em Uyuni e parecia que tava chegando numa daquelas cidades de faroeste americano: só tinha poeira. Eu tinha reservado um hostel pela Booking mas antes de ir nele saí batendo em algumas portas mas não achei nada mais barato então fiquei lá msm. Minha reserva tinha café da manhã, era em compartilhado com 4 pessoas e ia me custar Bs 60. Só que eu cheguei na recepção e perguntei o preço, Bs 50 sem café; como a reserva tinha cancelamento gratuito até às 18h e eu tinha algumas comidas acumuladas que poderiam ser o café peguei a de Bs 50 msm e cancelei a reserva da Booking. O hostel chama Oro Blanco, era bem ok, nosso quarto dava vista pra uma ferrovia que já tava dando aquela antecipação pro Cementerio de Trenes do Salar, o banheiro era dentro do quarto, mas pra usar a cozinha vc tem que pagar 5 dólares (ah tá!) e a galera da recepção era bem desleixada. O wi-fi era ok. Antes da viagem eu já tinha mandado e-mail pra Yaneth da Esmeralda Tours ([email protected] - demoram pra responder mas respondem), a queridinha dos mochileiros, e ela tinha me passado o preço de Bs 860 com transfer pro Atacama. Eu tava decidida a fechar com eles, msm pagando mais caro, mas queria que tudo fosse impecável, afinal, é um dos tours mais esperados; no máximo eu tava esperando conseguir algum descontinho de poucos bolivianos. Como eu já tava decidida e já tinha meio que reservado ia deixar pra acordar cedo e passar na agência no outro dia de manhã, mas conheci uma argentina no meu quarto, a Anyi, que queria dar um rolê e ver as cotações, então fui com ela. Falei da Esmeralda e ela já boicotou falando que tava caro, além de que assim que ela desceu do ônibus entregaram um papel de uma agência chamada Laura Travel que oferecia pra passar a segunda noite num hotel perto das piscinas termais, então o pessoal que ia com essa agência podia ir nas piscinas termais a noite, e ela tava decidida a fazer isso. Pois bem, saímos pra ir atrás dos preços e logo na entrada da pracinha onde ficam as agências (o hostel fica perto de lá, um ponto positivo) já tava a Esmeralda, então já entramos pra perguntar, só que eu nem falei de reserva nem nada. Ela falou de tudo lá, todas as comidas diferenciadas, vinho e blábláblá, só que qdo eu perguntei do por do sol no Salar ela disse que eles não faziam, pq tinha que ir pro hotel arrumar a janta e tals e era muito longe, ia ficar tarde. Nessa hora meu mundo caiu, pq eu tava decidida a fechar com eles, mas sem por do sol não dava! Conversamos mais um pouco e a oferta final que ela fez pra gnt foi Bs 800 pra mim com Atacama e Bs 750 pra Anyi que ia voltar pro Uyuni. Saí de lá meio triste, mas com a mente aberta então pra ver outras agências. A mulher da Esmeralda (que eu não sei se era a Yaneth ou não) falou pra gnt que várias agências prometiam essa noite nas águas termais, mas que nem todas cumpriam direito (vulgo iam jogando oa turistas onde dessem) pq o monopólio dos hotéis lá perto eram de duas agências: a Quéchua e mais uma outra que não lembro o nome. Passamos na Quéchua pra ver e o tour tava saindo Bs 1200 independente da ida pro Atacama ou não, sem chance! Fomos então na tal da Laura Travel, que ofereceram Bs 620 pra Anyi e Bs 670 pra mim (ou algo nessa faixa) mas eu não tava mto confortável pq não tava achando nada sobre eles online, nem bom nem ruim, então dissemos que íamos dar uma volta e discutir o assunto e se fossemos fechar voltaríamos (a maioria das agências fica aberta até às 20h). Nisso, qdo saímos da loja já veio uma mulher com uns dentes meio de ouro abordar a gnt e oferecer o tour, disse que tinha fechado com uns gringos que tinham pago a mais então que não precisava cobrar mais da gnt (ela fez Bs 600 pra Anyi e Bs 650 pra mim), começou a prometer mundos e fundos, disse que dava pra dormir nas águas termales, ou até na lua se a gnt quisesse, vou dizer pra vcs que a bixa tinha lábia. Perguntamos o nome dela, dissemos que íamos conversar e que qlq coisa passávamos na agência dela, que ela nos informou que se chamava Estrella e ficava no fundo da Pizzaria Arco Íris. Blz, sentei com a Anyi pra trocarmos uma ideia, a Esmeralda já tava fora de cogitação pra mim, não tava muito segura com a tal da Laura Travel pq não tinha nada online então decidimos buscar a tal da Estrella. Eu tava meio assim pq a mulher tava prometendo o mundo e quem mto fala pouco faz, mas jogamos no Google e apareceu uma agência chamada Estrella del Sur super bem recomendada no TripAdvisor. Lemos as recomendações e ficamos mó felizes né, afinal, agência boa com preço bom, quem não quer? Fomos na tal da pizzaria, qdo chegamos lá no fundo cadê a tal da agência? Tinha uma chamada Wara Wara Altiplano mas tava fechada. Até perguntamos pra menina da banquinha lá que disse que a Estrella do Sur era na esquina e não lá, então decidimos ir ver. Qdo estávamos saindo eis que surge a dita cuja dos dentes de ouro trazendo um gringo pelo braço e nos levou até a agência dela ( que era a Wara Wara que tava fechada). Qdo questionamos pq ela tinha falado outro nome ela disse que Wara Wara significava Estrella e que tinha uma estrela desenhada na parede e blábláblá. Com o nome verdadeiro joguei no Google e a primeira avaliação que apareceu no TripAdvisor tinha o título de "As mentiras de Fátima" (vulgo mulher dos dentes de ouro) e era basicamente um apelo pra ngm fechar com aquela agência, seguida de várias avaliações pessimas. Não deu outra, puxei a Anyi dali largando o gringo (coitado) e fomos buscar a verdadeira Estrella del Sur. Chegamos lá, trocamos ideia e eles fizeram Bs 650 pra Anyi e Bs 700 pra mim. Passamos tbm na Salty Desert que tbm é super bem avaliada e é qse do lado e eles nos ofereveram por Bs 700 pra Anyi e Bs 750 pra mim. Acabamos fechando com a Estrella del Sur com a promessa de que eles não iriam nos mandar pra outra agência pq eles que tinham boas avaliações e queríamos a garantia do bom serviço. Passada toda essa peregrinação fomos atrás de algo pra comer. Na pracinha onde ficam as agências têm vários restaurantes, mas são super caros, na faixa de Bs 65 por pessoa o prato. De jeito nenhum que íamos pagar aquilo, então saímos atrás de algo mais barato e encontramos um restaurante próximo à esquina da Calle Potosí com Sucre e pagamos Bs 15 no PF de chuleta de carne, que tava bem bom. Saímos de lá, passamos no mercado próximo, compramos um latão de Paceña (Bs 14) e fomos pra praça falar sobre as expectativas pro Salar, a vida e tudo mais. Amanhã vou tentar postar mais sobre o passeio do Salar, Atacama, La Paz, Copacabana e um pouco de Arequipa, cidade que eu tô agora. Quem tiver alguma dúvida específica pode mandar msg aqui ou direct no insta. Beijo galera e até as cenas dos próximos capítulos! Pracinha na Calle Camargo em Sucre, onde param os buses vindo do aeroporto. Restaurante com p PF de Bs 15 em Uyuni
  11. O Nando é um motoqueiro nato e aventureiro nas horas vagas e de vez em quando sai por aí pelo Brasil e usa o seu Drone para nos mostrar paisagens impressionantes de nosso país. Confira agora como foi sua aventura com seus colegas para Itambé do Mato Dentro, em Minas Gerais. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/um-drone-pelo-brasil-cabeca-de-boi.html Sem mais delongas, vamos ao vídeo: ********************************************************************************* ANTES DE ASSISTIR, CONFIRA PRIMEIRO SE A QUALIDADE DO VÍDEO ESTÁ NO MÁXIMO. ********************************************************************************* Que aventura! Boa sorte... ... e até a próxima!
  12. Confira agora um excelente passeio de 4 dias pela famosa Estrada Real, um destino muito famoso do sudeste brasileiro, que vai cortando as montanhas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Esse é um passeio que o Nando realizou junto com o Antônio, Cristiano, Janoni, Luan Rossi, Márlon, Ziraldo Rodriguez e o famoso amigo Fábio Silva que ficou sem embreagem no primeiro dia da viagem. Confiram aí que está bem legal! Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2017/09/estrada-real-em-4-dias-pelas-montanhas.html Sem mais delongas, vamos ao vídeo: ********************************************************************************* ANTES DE ASSISTIR, CONFIRA PRIMEIRO SE A QUALIDADE DO VÍDEO ESTÁ NO MÁXIMO. ********************************************************************************* A Estrada Real é um destino que com certeza vale a viagem! Boa sorte... ... e até a próxima!
  13. O Nando é um motoqueiro nato e aventureiro nas horas vagas e de vez em quando sai por aí pelo Brasil e usa o seu Drone para nos mostrar paisagens impressionantes de nosso país. Observe agora como Paraty (RJ) é espetacular vista do alto. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/um-drone-pelo-brasil-sobrevoando-paraty.html Sem mais delongas, vamos ao vídeo: ********************************************************************************* ANTES DE ASSISTIR, CONFIRA PRIMEIRO SE A QUALIDADE DO VÍDEO ESTÁ NO MÁXIMO. ********************************************************************************* Eis aí mais um lugarzinho incrível de nosso Brasil: Boa sorte... ... e até a próxima!
  14. Salve, pessoal! Eis o relato resumido de 38 dias que passei mochilando em São Tomé e Príncipe, Gabão e Angola, incluindo um bom trecho de bicicleta nesse último. Isso ocorreu entre junho e julho desse ano. Quem quiser mais detalhes, pode conferir em meu blog de viagem Rediscovering the World. Preparativos Em agosto de 2017 surgiu a primeira de várias promoções no site Melhores Destinos para São Tomé e Príncipe (STP), o 10º país menos visitado no mundo naquele ano. Não perdi a oportunidade; logo comprei por 1690 reais a ida (02/06/18) e volta (09/07/18) saindo de Guarulhos pela TAAG. Nos meses seguintes tratei do planejamento. Fiz as reservas de São Tomé pelo Airbnb, pois além de estarem mais em conta, como o pagamento é antecipado eu não precisaria levar tanto dinheiro, já que não dá pra usar cartão de crédito em São Tomé e Príncipe (se precisar sacar, pode ir num hotel chique e pagar uma comissão). Desde 2015, brasileiros não precisam mais de visto para esse país, então foi uma burocracia e custo a menos. Como são 2 ilhas, precisei comprar os voos para a menor delas, Príncipe. Custaram 153 euros pela Africa's Connection, mas poderiam ter custado 102 pela STP Airways se eu tivesse tido sorte na escolha das datas. Outro país que visitaria durante esse tempo seria Gabão, pois há voos diretamente de STP, e o visto pode ser emitido pela internet previamente (85 euros), o que tentei no mês anterior junto com a compra das passagens aéreas (173 mil francos ~ 264 euros) pela Afrijet. Um dia antes da viagem o visto foi recusado sem motivos, então eu tive que fazê-lo no meio do caminho. Se fosse negado novamente, poderia ainda tentar na chegada. O último país a ser acrescentado foi Angola, pois tive sorte de um dos países mais fechados do mundo começar a processar pedidos de visto rapidamente pela internet (120 dólares) e sem necessidade de carta de indicação. Com sucesso, o emiti no mês anterior à partida, já que essa autorização deve começar a ser usada em até 30 dias de sua aprovação. As passagens desde STP até Luanda saíram por 345 dólares pela TAAG. Dia 1 Em 2 de junho de 2018, parti de Floripa a Guarulhos pela LATAM (129 reais), escapando por pouco da greve dos caminhoneiros. No fim da tarde, embarquei na estatal angolana para a longuíssima conexão em Luanda. O avião parecia novo, mas minha tela de vídeo não tava funcionando e a poltrona do lado não reclinava. Ao menos as refeições estavam boas. Dia 2 Dormi pouco no voo. Ao desembarcar no aeroporto, fui direto pra zona de conexão. O saguão melhorou um pouco em relação ao que vi há um ano, agora com ar e wi-fi, mas ainda não é o suficiente pra se passar 16h dentro dele esperando o voo seguinte! Só me restou dormir na cadeira e botar a leitura em dia no meu dispositivo Kindle, enquanto comia o que trouxe de casa, já que na cotação oficial o preço das refeições fica proibitivo. Dia 3 Assim que virou o dia eu desci em São Tomé, a maior das 2 ilhas do segundo menor país da África. Só que minha entrada não foi nada tranquila. Mochileiros não parecem ser bem-vindos por aqui. O dinheiro que eu tinha (600 euros) e as reservas feitas no Airbnb não foram suficientes pra comprovar que eu tinha vindo a turismo, então tive que me explicar pra uma carrada de gente diferente e ter a bagagem minuciosamente revirada num processo desgastante. O Maxime, francês que me hospedaria nas 3 primeiras noites, foi até chamado pra resolver minha situação. Depois que me livrei, ele me levou até sua casa, um lugar decente pra ficar. Dormi pouco novamente, sendo acordado por barulhos de crianças ao redor da casa. Tomei um café da manhã bem tardio e peguei um moto-táxi pra capital (15 dobras). Lá troquei um pouco de dinheiro, na cotação de 25 dobras por euro. Logo achei onde ficavam as vans amarelas que transportam a população local entre cidades de forma econômica. Rapidamente a que peguei encheu, e meia hora depois eu saltei na Lagoa Azul, pagando 20 dobras pelo transporte. Caminhei na praia vulcânica cercada por baobás, reparando nas poças de maré com corais, até subir um morrinho e ver porque possui esse nome. Havia poucas pessoas mais na praia quando larguei minhas coisas sem valor na areia (aqui já ocorreram furtos) e caí na água com o equipamento de snorkeling emprestado pelo Maxime. No mar, apenas peixes e corais simples, uma moreia, uma estrela e muitos trombetas. A única coisa mais interessante que vi foi o maior cardume que já presenciei. Deixei a praia e peguei uma van no mesmo sentido até Neves, por mais 10 mil. Dessa vez não fui espremido dentro, mas no compartimento de carga! Neves é uma antiga roça que foi tomada pela população quando se deu a libertação do país. É uma comunidade pobre. Lá eu comi num dos restaurantes mais famosos da ilha, pois servem as santolas, grandes caranguejos. São bons, mas dão um trabalho pra quebrar suas patas, e quem come que tem que o fazer. Custou 250 dobras. Ali também provei a única cerveja local, a razoável Rosema (20 dobras), produzida no mesmo vilarejo. Já com o sol baixando, peguei o transporte de volta, onde sofri assédio sexual - pena que a agressora era velha demais. Os sorridentes santomenses são muito simpáticos, no entanto, e o fato do idioma ser o mesmo ajuda muito na interação com eles. No caminho a pé até a hospedagem, parei no supermercado CKDO, o maior do país junto com o Continental no centro. Há apenas uma prateleira de produtos locais, pois quase tudo é importado. Entre o que é da terra, chocolate, cacau, café, chips de banana e fruta-pão, além da açucarinha. Esse é um doce feito com coco, mas que não apreciei muito. Nem um outro feito com banana. À noite troquei umas ideias com o Maxime e depois finalmente dormi. Dia 4 Para este dia acabei sendo convencido pelo Maxime a fazer um tour com ele em direção ao sul da ilha até o Ilhéu das Rolas, já que havia uma grande chance de eu não conseguir transporte para voltar de lá no fim do dia, caso fosse por conta própria. Paguei 60 euros por tudo, dividindo com sua amiga francesa Marielle. Primeira parada na Roça Água Izé. Ali vimos o hospital, a primeira das muitas ruínas do que restou das construções lusitanas abandonadas quando da independência do país em 1975. Todas as roças, fazendas com infraestrutura completa voltadas às maiores produções de São Tomé e Príncipe, como o cacau, foram entregues à população nativa, que sem instrução não soube como gerir. Como resultado, os prédios viraram algo como um cortiço e as plantações decaíram, então é quase tudo só na subsistência. Abaixo, paramos na Boca de Inferno, estrutura geológica no mar por onde as ondas violentas entram e fazem um show. Mais além, a estrada começa a piorar e a quantidade de veículos reduzir a quase nada, apesar de ser a única ligação ao sul da ilha. Enquanto ao redor da estrada só havia selva, eis que surgiu junto com uma plantação de palma (de onde se extrai uma bebida chamada de vinho) o fonólito Cão Grande. Este é um pico impressionante por seu destaque solitário na paisagem. Paramos na Praia Inhame, onde almoçamos na pousada chique que lá fica exclusiva. Lá mesmo tomamos um barquinho até o Ilhéu das Rolas. Achava que nessa ilhota havia apenas o resort da Pestana, mas há um vilarejo que já estava presente antes mesmo do hotel. O guia Pedro nos acompanhou, levando até o marco da Linha do Equador, onde há um monumento que marca o ponto exato onde a descarga muda de sentido horário pra anti-horário. Depois caminhamos até a Praia Café. A maré estava com uma correnteza fortíssima, o que infelizmente impossibilitou o snorkeling, que dizem ser bom ali. Com isso, ao final da tarde retornamos. No meio do caminho, policiais nos pararam para checagem. Não falaram nada sobre o motorista que estava sem cinto, mas implicaram porque eu estava sem camiseta, pode isso Arnaldo? A chegada foi à noite na capital. Depois do banho, fizemos uma degustação de vários licores artesanais com plantas típicas do país, como jaca, canela e até mesmo framboesa. Depois disso eu escrevi essas palavras meio alterado e fui dormir. Dia 5 Antes de tudo, fui à Embaixada do Gabão fazer meu visto de turista. Precisei apenas preencher uma folha, entregar meu passaporte, uma foto e 70 euros. Sem filas e sem incomodação. Visitei parte da capital pela manhã. Primeiro adentrei o Forte de São Sebastião (50 dobras). É um museu que através de artefatos conta um pouco a triste história da colonização portuguesa. Quase não há informações escritas, no entanto. De lá, segui pela orla da capital mais tranquila em que já estive. Há muitas construções do período colonial, mas a maioria está mal conservada, com exceção do imponente Palácio Presidencial e sua catedral vizinha. Almocei no recém-aberto restaurante Camões, onde comi um prato com búzios da terra (caramujos) por 120 dobras. Curti a ponto de repetir numa outra ocasião. Após, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto, embarcando no voo para a Ilha de Príncipe com a Africa’s Connection, empresa banida de voar pra Europa devido à insegurança das aeronaves. Bom, mas a concorrente também está banida, e a viagem pelo mar não é mais segura que a de avião, então não tive escolha. Embarcamos num aviãozinho a hélice eu, coincidentemente outra brasileira com um português, e mais 2 turistas apenas. No final, tudo correu bem no voo de 40 minutos de duração. O que ocorreu melhor ainda foi que o casal estava indo para o mesmo caminho que eu, então consegui uma carona com eles de graça até a Roça Belo Monte, de onde peguei uma trilha na mata, ouvindo um monte de pássaros, até a Praia Boi, lugar em que estendi minha rede entre coqueiros e areia dourada. Achei que passaria a noite sozinho, mas a certa distância 2 jovens também pernoitaram pescando. Além disso, um número infinito de caranguejos também saiu da toca ao cair a noite. Os mosquitos incomodaram no começo, mas o repelente com icaridina que usei funcionou. Dormi ao som do mar, à luz de um farol e de milhares de estrelas. Dia 6 Não fui morto ou assaltado por humanos, mas os caranguejos malditos fizeram um estrago legal na camiseta que deixei fora secando. Deixei a Praia Boi e fui à seguinte, Praia Macaco. Aparência quase igual à anterior, exceto por um detalhe: há construções em ruínas de um antigo hotel abandonado que não resistiu ao baixo número de turistas. Subi o morro de novo até o Hotel Roça Belo Monte. No caminho, consegui fotografar os ariscos papagaios-cinza-africanos. Como não havia nenhum outro restaurante próximo, almocei nesse que é um dos resorts de luxo. Um prato simples saiu por salgados 15 euros. Admirei um pouco a beleza do hotel e logo mais desci até a praia particular, a Banana. Do mirante dá pra ter ideia do motivo do nome: a faixa de areia é no formato e na cor da fruta. A vista é espetacular. A melhor coisa ocorreu em sequência. Reencontrei o casal Mariana e Ricardo descansando num bangalô. Eles me deram um coco e me emprestaram o equipamento de snorkeling. Com isso, pude explorar o que dizem ser a melhor praia da ilha para esse fim. Entre as rochas à direita e uma praia de areia preta, há o que se ver. Além do interessante relevo submarino, alguns corais, esponjas e peixes pequenos e médios coloridos. Com a boa transparência da água, vi até mesmo uma tartaruga mais afastada. Coloquei um vídeo no meu canal do Youtube. Quando voltei à terra, fiquei sabendo que poderia passar a noite naquele bangalô na areia, com direito a uma ducha muito necessitada, segurança à noite e até mesmo um lanchinho na faixa! Não tinha como ficar melhor. Dia 7 Dormi mais tranquilo nessa noite. Ao acordar, deixei a praia e atravessei a Praia do Caju, onde as crianças corriam devido a uma atividade em comemoração ao Dia do Oceano. Na praia seguinte, a Burra, fica um vilarejo pesqueiro. Ali consegui um moto-táxi que por 50 dobras me deixou na capital, Santo Antônio. Fiquei na Santa Casa de Misericórdia, onde me hospedei. Um quarto simples com ventilador e banheiro compartilhado de chuveiro frio custa 300 dobras (ou 250 se dividir o quarto com outra pessoa), infinitamente menos que os hoteis luxuosos das praias e consideravelmente menos que as outras opções da cidade. Reserve com antecedência, pois há apenas 4 cômodos que lotaram assim que cheguei. Atravessei o Rio Papagaio onde os santomenses faziam suas tarefas diárias, até chegar ao Centro Cultural. Nesse momento só havia uma biblioteca por lá, com pouco livros escritos por autores de São Tomé e Príncipe. Li dois deles, por Olinda Bejo. Lá mesmo almocei um delicioso peixe grelhado com acompanhamentos por 100 dobras. O mercado que fica ao lado não tem quase nada além de peixes e algumas verduras. Continuando a caminhada, vasculhei cada rua do centro da pequena cidade, identificando algumas hospedagens, mini-mercados, restaurantes e demais comércios. Parte das construções é em estilo colonial e estão conservadas o suficiente para uma foto, como igrejas e o palácio do governo. Os demais edifícios governamentais (sempre casas, pois não há prédios de mais que 3 andares em Príncipe) ficam na orla da Baía de Santo Antônio e estão com aspecto decadente. Em busca de informações sobre a Reserva da Biosfera de Príncipe, que toma toda a metade sul da ilha, adentrei seu escritório. No entanto, seu material impresso é bem escasso. Mas aqui podes arrumar um guia, pelo menos. Eles são obrigatórios, ao custo de 25 euros para uma pessoa e mais 5 por adicional, além da taxa de 5 euros para ingresso no parque. Ao lado fica o banco, que em sua parte traseira possui uma biblioteca. Nela, há computadores com acesso à internet. Entre os livros, achei um interessante sobre a parte ambiental do país, o Paraíso do Atlântico - Carlos Espírito Santo. Como fechava às 5h, tive que deixar o ambiente refrigerado. Tomei um banho na Santa Casa antes que a água esfriasse e retornei ao centro para jantar. Parei no restaurante Fofokices, em que o prato do dia era 2 peixes chamados vadu, temperados e acompanhados por fruta-pão. O conjunto estava custando apenas 60 dobras. Como estava barato e eu comecei a conversar com um outro viajante sulafricano da mesa ao lado, resolvi tomar duas cervejas nacionais, por 30 dobras cada. Dia 8 Ao acordar, peguei uma carona de moto até o Hotel Bombom por 80 dobras. Na entrada, percorri um dos trilhos da Fundação Príncipe Trust, o da Ribeira Izé. Inicia-se atravessando um riacho e dali em diante é só mata, com algumas subidas, bastante lama e muitos mosquitos. Não está muito bem mantido. O final é uma travessia por uma árvore sobre a foz que chega à Praia Bombom. Eis outro dos resorts caros de Príncipe. Uma ponte liga à paisagem cênica do Ilhéu Bombom. Como o almoço em seu restaurante custava 30 euros, me contentei com uma barra de proteína que levei. Fiquei um tempinho usando o wi-fi liberado, antes de continuar por outra das trilhas, no próprio ilhéu. Essa caminhada é mais curta mas tão interessante, pois há algumas vistas, árvores enormes e até uma feição geológica submarina que espirra água. Passei através do hotel e peguei a moto para retornar. No que aparenta ser o mais completo “supermercado” da cidade, ainda muito aquém de qualquer estabelecimento brasileiro, comprei a coisa mais barata que achei para comer, já que estava com a grana a curta: um vidro de feijão cozido por 25 dobras. Depois disso, aguardei os 5 portugueses hospedados na Santa Casa para jantarmos fora. O problema de se andar em grupo é que tudo se desenvolve mais lentamente. Morto de fome, tive que aguardar 2 horas para eles se aprontarem. O resultado foi que os restaurantes já estavam sem comida, então só sobrou um com um frango de 150 dobras. Dia 9 De manhã fui até a entrada do Parque Nacional em Terreiro Velho na motoca (50 dobras). Chegando lá pensei que poderia entrar por conta própria, mas os guias estavam controlando a entrada, então tive que fazer um acerto, para me colocarem com um trio que havia recém iniciado a trilha. Até que foi bom, pois eles estavam mais interessados nos animais, mesmo os pequenos, do que na chegada, assim como eu. Um deles estava inclusive inventariando a fauna, e acredita que uma espécie de opinião (parente da aranha) minúsculo que eu achei possa ser uma espécie nova! Animados, seguimos morro acima, numa trilha tranquila, até avistarmos a Cascata Oque Pipi. Não havia muito volume na queda por se tratar do período seco, mas isso não tirou a beleza do cenário e a vontade de se jogar naquela água super refrescante. Meu tênis velho finalmente se desfez da parte da frente. Consegui grudar de volta com a cola para pneu de bicicleta que levei. No que sobrou de tarde, fiquei apenas conversando com uns nativos. Me reuni com os portugueses novamente para a janta, o que não foi uma tarefa fácil, pois muitos restaurantes estavam fechados, já que era domingo. Acabamos tendo uma refeição bem completa mas cara no Rosa Pão. O preço normal seria 250 dobras, mas como estávamos em um grupo maior e com voluntários de São Tomé, a Dona Rosa nos fez por 200. Comemos peixe, cabrito, lula, arroz, banana, obobó (feijão, farinha de mandioca e óleo de palma) e mousse de limão. Em seguida, tomamos uma gelada (25 dobras) com nossos novos colegas nativos Leo e Manoel num dos quiosques espalhados pela cidade. Dia 10 Voo de retorno a São Tomé pela Africa’s Connection. Paguei 30 dobras até o aeroporto. Tudo certo no céu. Ao desembarcar, recusei o taxista que queria me cobrar 10 euros (250 dobras) e optei por parar um motoqueiro na estrada, que ficou feliz em receber 25 dobras para me levar à Embaixada do Gabão. Lá eu fui ver se meu visto tinha sido aprovado ou rejeitado. E o resultado foi… aprovado! Para minha surpresa, no mesmo dia em que o solicitei, com direito a 15 dias de permanência (solicitei 8). Almocei novamente no lusitano Camões, dessa vez provando outro prato típico, a cachupa rica (carnes de segunda numa consistência pastosa com feijão, milho e temperos, acompanhada por farinha de mandioca), mais conhecida em Cabo Verde. Pra completar a comunidade portuguesa, o som ambiente era um funk carioca proibidão sem censura. Troquei uns dólares (cotação de 20 pra 1) e peguei um táxi compartilhado para Monte Café (25 dobras). Meia hora de subida depois, cheguei a um dos povoados mais elevados do país, a 700 metros de altitude. Boa parte fica dentro de uma antiga roça que produzia café, como aprendi no Museu do Café (3 euros). A visita guiada por uma das construções antigas lhe mostra através de máquinas, imagens e textos, como funcionava todo o processo do plantio ao grão pronto, por meio do trabalho semi-escravista. Ao final há uma prova da bebida. Já fazia décadas que eu não tomava uma gota de café, pois não gosto, mas abri uma exceção para esse. Peguei um da variedade Arábica, que é mais suave, mas mesmo assim foi difícil terminar uma xícara desse líquido amargo. Pelo visto, não vou provar outro café nunca mais. O resto do tempo foi passado conversando com os moradores locais, simpáticos como seus demais compatriotas, e avistando passarinhos e até mesmo uma cobra, chamada aqui de gita. Essa cruzou à minha frente como se desprezasse minha presença. À noite, a refeição mais cara da viagem, mas também a que me deixou com a barriga mais cheia, boa para que eu parasse de perder peso. Foi na Firma Efraim, produtora de café e cacau, também a hospedagem em que eu ficaria através do Airbnb. Liberei 250 dobras pra uma entrada de búzios da terra com pão, prato principal de uma montanha de feijão à moda da casa com arroz, e doces de maracujá e abacaxi de sobremesa. A respeito das instalações de hospedagem, há um bonito quarto cuja TV não funciona e um banheiro privado com água quente. Isso ao custo de uns 100 reais. Na hora em que fui dormir a eletricidade se foi e não voltou mais, o que é comum no povoado. Por isso há um gerador nessa casa. Dia 11 Depois do café da manhã, segui a trilha da Cascata do Vale do Rio D’Ouro. São 15 km de ida e volta pelo mesmo caminho, que se inicia em Monte Café, passa por uma estrada 4x4 na mata até o vilarejo rural de Novo Destino, e de lá vira para as quedas d'água. A ida foi uma descida bem tranquila. Passei por vários habitantes até o vilarejo. Vi e fotografei um tanto de bichos diferentes, principalmente invertebrados e aves. Ambos lados da trilha possuem uma faixa mista de cultivares, como banana e cacau, antes da mata fechada com árvores enormes surgir à vista. Cheguei na maior das cascatas sem ninguém por perto, e lá fiquei um tempo aproveitando a água gelada para um banho refrescante. A volta foi um pouco cansativa, pois a subida é um tanto íngreme e de vez em quando o sol equatorial saía por detrás das nuvens e castigava. O jantar dessa vez foi polvo, que eu adoro, acompanhada da erva lussua, banana, arroz com cúrcuma, bem como ceviche e escabeche de entrada. Fui pra cama estufado de novo. Dia 12 Tomei uma carona de moto até Bom Sucesso (70 dobras), onde fica a entrada do Parque Nacional Obô. Ali visitei seu jardim botânico. O passeio guiado que demonstra as espécies conservadas no jardim, entre orquídeas endêmicas, samambaias gigantes e outras flores e árvores de São Tomé e Príncipe funciona à base de doações. Em seguida, caminhei até a Lagoa Amélia, que na verdade é uma cratera vulcânica extinta. É recomendado fazer a trilha com guia, pois há bifurcações, a mata é meio fechada e há cobras-pretas, que são fatais. Mesmo assim, pedi permissão para ir por conta própria. O início é ladeado por plantios de hortaliças. Conforme a subida avança, o impacto humano diminui. Mas só vi passarinhos, um morcego e insetos, basicamente. Há trechos onde o tipo de formação vegetal muda, como mais para o final, quando há bambuzais. A uns 1450 metros de altitude fica o banhado da Lagoa Amélia. Não é muito grande, mas possui uma vegetação típica. Encharquei um pouco o calçado e voltei à sede do parque uma hora depois. Na entrada há um bar, onde pode ser que tenha almoço. No meu caso já havia acabado, então me contentei com os 3 sandubas de omelete com micocó, por apenas 10 dobras cada. Desci o caminho de alguns km de volta a Monte Café a pé, parando antes na bela Cascata São Nicolau. Mudei de hospedagem para outra anunciada no Airbnb, a casa de Brice, que fica próxima da anterior. Tem água quente e o quarto é espaçoso, além de ter internet, motivo principal da minha mudança. Dia 13 Meu tênis havia perdido a sola completamente na longa caminhada do dia anterior, mas consegui achar alguém no vilarejo que costurou na mesma hora. O custo foi tão ridículo (30 dobras pelos dois calçados) que até dei um pouco a mais. Regressei à cidade, troquei uns dólares, almocei novamente no Camões, comprei um salgado para mais tarde na Pastelaria Central (35 dobras) e fui até o aeroporto (20 dobras), onde aguardei pelo resto do dia. O avião turbo-hélice da Afrijet atrasou, então já era tarde quando descemos em Libreville, capital do Gabão. No desembarque a imigração foi tranquila, apenas algumas perguntas. Consegui sacar os francos na primeira tentativa (raridade) num dos caixas automáticos do aeroporto. Em seguida, consegui uma carona grátis de um santomense até o muito próximo Hotel Tropicana, onde eu havia feito reserva. Dia 14 Em frente à praia, por 25 mil francos (45 dólares) tive acesso a uma suíte com água quente e ar-condicionado. É um lugar movimentado. Pensei que o café da manhã estivesse incluído, de tão básico que foi, mas ele é pago à parte e custa 5 mil francos. Pior que isso só a internet, que é cobrada ao valor de 2 mil francos para 2 horas de acesso! Conclusão: esse país é caro demais, já que a moeda é atrelada ao euro. Paguei mais 2 mil francos para um táxi me deixar no centro da cidade, quase sem atrações e com pessoas antipáticas. Um fato curioso é que aqui os passageiros barganham o valor da carona, sejam turistas ou moradores. Ao entrar num dos dois conjuntos de lojas de artesanatos, descobri porque o centro estava quase parado: esse dia era Ramadã, feriado muçulmano, cuja presença em Libreville é marcante devido aos muitos imigrantes, pois a capital é mais desenvolvida e oferece melhores salários que seus vizinhos. Por 5 mil francos, comprei 2 máscaras pequenas da etnia Fang no único quiosque aberto. Segui para o escritório da SETRAG no centro, a companhia gabonesa de trem, já que li que o recomendado é comprar os bilhetes dois dias antes. Infelizmente não se pode mais comprar lá, então tive que pagar mais 2 mil francos pra outro táxi me deixar na própria estação de trem, que fica na cidade vizinha de Owendo. Lá levei mais de uma hora na fila para conseguir comprar os bilhetes para Lopé (15 mil cada trecho na segunda classe). Por que diabos não fazem a venda online? De volta ao centro, fui em busca de um lugar menos caro pra comer, já que os 2 restaurantes recomendados pelo Lonely Planet (La Pelisson e La Dolce Vita) estavam fechados a essa hora. Ao caminhar pela orla ao redor, parei pra tirar foto duma obra de arte que diz muito sobre Libreville, “L’esclave libéré”, pois a capital do Gabão foi fundada para receber os escravos libertos. Esse símbolo deveria ser um ponto turístico, mas não havia ninguém por ali, e só depois da foto eu descobri o porquê. Levei uma bronca de um dos militares que guardava o superfaturado palácio presidencial que fica logo atrás, pois não é permitido fazer qualquer registro, e ponto final! Bem que eu queria argumentar com o guarda, mas com uma arma praticamente apontada pra mim, segui adiante. Contudo, ainda consegui uma foto do seguinte prédio majestoso, da corte constitucional gabonesa. Enfim, decidi almoçar na zona dos hipermercados. Bem próximos do porto (Port Mole), o que explica o fato da maioria dos produtos nas prateleiras serem do exterior, principalmente França, já que Gabão era uma colônia desse país. Fiz um rancho de comida pra 3 dias por 16 mil francos no Géant CKdo, estabelecimento de boa qualidade. Depois voltei para o hotel. Como estava passando os jogos da Copa do Mundo de Futebol no bar, ali me sentei e os vi enquanto tomava uma gelada (1500 francos por 650 ml). Pretendia dar uma caminhada na praia entre as partidas, mas a maré alta, lixo e esgoto me fizeram desistir da ideia. Dia 15 Dei uma averiguada pela manhã no Instituto Francês, onde fica um prédio com biblioteca, exposições, cinema e apresentações, tudo relacionado ao idioma francês. De lá, eu e Massimo, um senhor italiano hospedado no mesmo hotel, dividimos um táxi, pagando 10 mil cada por 4 horas de condução. Pedimos para que nos levasse ao norte da capital, mais precisamente no Arboretum Raponda Walker. É uma floresta de restinga onde há algumas trilhas que podem ser percorridas sem o auxílio de guia, pois estão sinalizadas. Só vimos a vegetação diferente e invertebrados, mas ouvimos um ruído suspeito e depois descobrimos que há chimpanzés por lá! Depois da trilha, a decepção. Continuando para o norte, fomos ao recomendado balneário de Cap Estérias. Fiquem longe de lá! Primeiro porque num posto policial um agente corrupto nos cobrou 3 mil francos. Segundo porque a praia é feia e decadente. Só nos serviu para comer frutos do mar num dos restaurantes (4 a 6 mil o prato) e para saber que os pescadores podem levar turistas à Ilha Corisco pela bagatela de 150 mil francos (cerca de mil reais!) pela canoa, isso fora a propina que terá que ser paga na Embaixada da Guiné Equatorial para conseguir um visto pra lá… Ainda tive tempo de ver um jogo da Copa, antes da atividade seguinte. À noite, assistimos ao espetáculo de dança 007, apresentado por um grupo gabonês no Instituto Francês, por 10 mil francos. Até que foi proveitoso, mas eles não precisavam utilizar crianças que não tinham noção nenhuma de sincronia em metade do show de 2 horas. Antes de cada um retornar a seus devidos quartos, comemos espetinhos de gato quase em frente ao hotel, ao custo de 1500 francos cada um. Dia 16 Apenas fui ao aeroporto sacar mais grana pra poder usar em Lopé, já que lá não há caixas automáticos. Espero que as pessoas de lá sejam mais simpáticas, pois as maleducadas, malhumoradas e estressadas que moram na capital são o oposto dos santomenses. Almocei o resto dos sanduíches que montei da comida comprada no hipermercado. Depois rachei um táxi privado com Massimo (2,5 mil pra cada), que foi comigo à estação de trem. Ao contrário dele, não precisei despachar a bagagem. Para variar o trem atrasou o embarque, então já estava escurecendo quando entramos no trem Omnibus. Nenhum incômodo na estação e até mesmo a segunda classe é bem decente. O problema é que não apagam a luz e os assentos não reclinam, então não dá pra dormir. Dia 17 Na saída, o guia Ghislain, que eu e Massimo havíamos contactado previamente, estava a nossa espera. Dormimos num motel bem caído em frente à estação de trem, por 15 mil francos o quarto com ventilador e 20 com ar, só no Gabão pra pagar tanto por uma espelunca. Almoçamos no restaurante La Main D’Or, onde tivemos um prato de frango com arroz por 2 mil francos, bem mais em conta que na capital. À noite voltamos aqui para comermos peixe, a única opção. Conhecemos em seguida Nico, um espanhol que está atravessando a África de moto e fazendo um documentário. Depois, caminhamos pelo vilarejo até o Hotel Lopé, o mais chique. À beira do belo Rio Ogoué, é um lugar bem bacana. Eis que no seu entorno, onde fica a savana aberta, vimos dois grupos de elefantes! Meio escondidos e silenciosos, se afastaram lentamente quando nos viram. Marchamos para nossa hospedagem da vez, bem no meio dessa vegetação. Para tanto, tivemos que seguir numa rota pouco trilhada já no escuro. Até búfalos nós vimos no caminho. Dormimos no Lopé Lodge Chalet, uma casa só pra gente, aparentemente um lugar bom, mas onde o quarto fedia, havia ratos e nada de torneiras (aparentemente não há encanamento no vilarejo), então o banho foi com um balde de água fria. Dividimos um quarto por 15 mil no total. Dia 18 Ghislain da associação Mikongo Vision veio buscar nós 3 para quase 2 dias de imersão na floresta dentro do Parque Nacional Lopé, com foco no avistamento de gorilas, atividade sempre cara. Barganhamos usando a divulgação em nossos blog/documentário como ferramenta para chegarmos em 115 mil por pessoa. O preço normal seria 214 mil. Uma hora e meia numa estrada de terra comprometida, adentramos a base da Mikongo Vision, com cabanas cercadas por selva a perder de vista. Partimos para a caminhada na floresta fechada com 2 guias. No começo, vimos apenas invertebrados e marcas de elefantes, panteras e antílopes. Mais além, um pequeno grupo de colobos negros pairou no topo de árvores próximas a onde estávamos. Cruzamos um rio, onde me abasteci de água. Pouco depois, vimos o que mais almejamos, gorilas! Surpreendentemente, um macho (pelo claro) e uma fêmea adultos alimentavam-se de um fruto alaranjado (pintabesma) na copa de uma árvore, um dos poucos restantes na estação seca. Mas quando perceberam nossa presença, começou um escândalo que eu nunca havia presenciado. Ruídos amedrontadores, batidas no peito e até mesmo chegaram a jogar coisas em nossa direção. Quando o macho desceu da árvore, nos mandamos de lá antes que fôssemos atacados. De volta ao acampamento umas 4 horas depois do começo, tomei um banho no rio próximo e fiquei admirando outros macacos bochechudos e bigodudos que se alimentavam em árvores próximas a nossas cabanas. Pena que já estava escuro o suficiente pras fotos não ficarem boas. Enfim, jantamos a luz de velas. Prato da noite: frango com arroz. Com a fome que eu tava, devorei rapidamente. De sobremesa, fomos até o Rio, onde caminhamos com a água na altura do joelho para focalizar filhotes de crocodilo. Vimos 3 pelo reflexo de seus olhos na lanterna de cabeça, sendo que o guia capturou um deles para nos mostrar de perto. De bônus, encontramos alguns dos barulhentos sapos. Cada um de nós ficou com um projeto de chalé, dentro das quais foram postas barracas com colchão. Dia 19 Dormi legal, mas acordar 6 e meia pro café da manhã não foi tão interessante. Dessa vez, caminhamos por outra área florestada. Apesar disso, não tivemos sorte de ver mais gorilas. Mas já era o esperado, já que a chance de vê-los é em torno de 50%. O total trilhado foi de 6 h, sendo meia hora de descanso para uma refeição. Nesse tempo, avistamos colobos, pequenas aves, insetos e cogumelos interessantes. Por fim, visitamos uma pequena queda d'água, eu tomei um banho de rio, lanchamos e partimos. Ao chegarmos, tentamos localizar elefantes na savana ao redor do vilarejo usando o drone do Nico, mas os bichos não estavam lá. Do alto de um pequeno morro, apreciamos um pôr do sol belo. A noite foi passando junto com meus últimos momentos com as companhias, até que os trens finalmente chegassem. Dia 20 Nico continuou por mais um dia em Lopé, Massimo pegou o trem para Franceville, enquanto eu pro sentido inverso, Libreville. Com o trem atrasado, a chegada foi por volta das 9 e meia. O único lugar que visitei, fora os lugares para comer, foi o Museu Nacional das Artes e Tradições do Gabão. É um museu pequeno, com dezenas de máscaras, estátuas e instrumentos musicais mostrando os ritos e crenças de algumas das diversas tribos do país. Entrada de 2 mil francos ou 3 com guia. Esperei no Hotel Tropicana até o horário de fazer o check in no terminal separado da Afrijet, mas antes disso troquei francos por euros (cotação bem boa) e dólares (nem tanto) na livraria do outro terminal. Logo mais, retornei a São Tomé. Nessa noite dormi em uma nova hospedagem via Airbnb, a oeste do centro numa área popular. Mais uma vez, consegui uma carona gratuita com um santomense. Dia 21 Dormi bem no quarto. Antes de partir, conversei um bocado com a simpática dona da casa, Maria. Tomei coragem e vesti a camiseta da seleção brasileira de futebol, em pleno dia de jogo. Como esperado, enquanto caminhava pelas ruas as pessoas iam me parando, já que era o único brasileiro ou com a tal camisa nesse dia. Passei por dentro do Mercado Novo, junto aos táxis, onde se vendem produtos dos mais variados tipos, mas principalmente alimentícios, em barracas ou no chão. Depois fui até o restaurante Camões para usar internet. Lá mesmo vi o jogo. Ainda bem que o Brasil ganhou, caso contrário teria que arrumar um jeito de esconder a amarelinha. A seguir, fiz o tour na famosa fábrica de chocolate de Cláudio Corallo, reputado como um dos melhores (e mais caros) do mundo. São 100 dobras de entrada, mas a parte da consumação já compensa esse pequeno investimento. Provei um pedaço de 10 tipos diferentes, além de aprender sobre a história da firma e modo de produção. Retornei à casa e, já à noite, fui ao aeroporto, onde esperei o voo da madrugada para Luanda pela TAAG. Me incomodei com vendedores de artesanato insistentes e funcionários do aeroporto que queriam que eu enviasse bagagem por eles. Vê se pode? Dia 22 Cheguei em Angola ao nascer do sol. Fui o único a entrar no país pelo novo sistema de emissão de vistos online. Só tive que pagar os 120 dólares em papel. Foi preciso usar meus 3 cartões pra sacar dinheiro dos caixas automáticos, pois o máximo que liberam por vez é 25 mil kwanzas. O quanto isso vale em dólares é difícil precisar, pois a cotação muda constantemente e a diferença da oficial dos bancos pro paralelo dos kinguilas (como são chamados os cambistas das ruas) é grande.Estava nesse momento em torno de 200 kwanzas por dólar em um e 350 no outro. Comprei lá mesmo um chip de telefone local, pela primeira vez na vida. Paguei mil kwanzas pelo chip Unitel (mas encontrei por 300 posteriormente), e mais uma milhares para voz e dados. Ao deixar o terminal, a Paula e Pedro estavam chegando para me levar até seu lar anunciado no Airbnb. O preço é bem bom pelas facilidades, limpeza e localização, mas tem o inconveniente de ser no 9° andar de um edifício com os elevadores desativados. Tirei uma soneca logo. Depois, Paulino, um amigo de Pedro, me levou até o bairro Mártires, onde fiz o câmbio. Só que apenas as notas grandes de dólar e euro tiveram uma cotação próxima ao esperado. O lugar é meio assustador, não recomendo nem um pouco ir sozinho. Com a grana na mão, fiquei no hipermercado Kero, um gigante com tudo para se comprar menos barras de cereal. Aqui vasculhei entre as latas velhas à venda para comprar uma bicicleta chinesa por 50 mil kwanzas. Pela porcaria que ela é, não compensou muito, mas é o que tinha à pronta entrega. Pelo menos possui marchas. Fui testar a bendita na espetacular zona da Baía de Luanda, uma área de lazer à beira-mar com diversas atrações, edifícios bonitos e grandes, além de uma ciclovia. Ate mesmo uma competição internacional de crossfit ocorria ali. Bem diferente do que eu veria no resto do país. Tentei achar um lugar pra jantar, mas todos que adentrei eram caros, e a segurança das ruas à noite é bem baixa, então voltei pro apê e comi o que havia comprado no mercado. Antes de dormir, gravei o primeiro vídeo da série “Angola by bike”, a ser lançada em breve. Inscreva-se em meu canal do Youtube para ser notificado no lançamento. Pedalado no dia: 13 km. Dia 23 Pelas 9 e meia comecei a aventura. Pendurei a sacola no guidão e segui para o sul, sempre pelo litoral. O começo foi amedrontador, pois o trânsito nas vias principais que tomei era um tanto pesado, além de haver zonas de favela com pessoas suspeitas. Passada a metrópole, a única incomodação foi o sobe e desce dos morros, bem como um pneu furado logo no primeiro dia. Consegui remendar com o material que eu carregava e com o auxílio de uns angolanos que caminhavam a esmo. O Museu Nacional da Escravatura estava em reforma, apenas uma feira de artesanato operava por lá. Assim, apenas segui o rumo, contemplando a península de Mussulo, o Saco dos Flamingos e o relevo costeiro impressionante que surgiu com baobás, falésias e mar grosso. Destaque para a área erodida do miradouro da lua, atração turística aberta. Mais à frente, recarreguei de água não potável num posto de combustível em Barra Kwanza. Atravessei a ponte do rio de mesmo nome e entrei na província seguinte. A natureza começou a florir, pois até o momento só havia visto aves pequenas, mas ali já havia macacos. Um pouco adiante, planícies de inundação com aves maiores. E finalmente com o sol a se pôr, cheguei à portaria do Parque Nacional Quiçama, quase 82 km depois. O acampamento ao lado do Kissama Lodge, onde há restaurante e de onde começam os safáris, custa 6 mil kwanzas. Felizmente, cheguei tarde demais para ir até lá, já que fica a 35 km de terra da portaria. Por isso, os guardas me deixaram montar minha rede entre 2 baobás pequenos e usar seu balde de água pra um banho, sem pagar nada. O único problema foram os mosquitos incessantes, mesmo ao lado de fora do mosquiteiro da rede. O dia foi super cansativo, além de eu não ter comido quase nada por falta de tempo. Quando eu pensei que iria dormir, tive outro problema. O celular desligou por falta de bateria, e quando o religuei, eis que foi necessário inserir o PIN do chip, caso contrário nada de internet e telefone. Pra variar, eu havia jogado no lixo o cartão com o código, mas como isso foi no apê em Luanda que fiquei, depois de certo trabalho e ajuda de um dos guardas do Quiçama, deu pra resolver. Pedalado no dia: 82 km. Dia 24 Acordei cedo para tentar arranjar carona até o local de início do safári, no alojamento do parque, a 35 km dali. Nenhum turista entrou, mas consegui ir num carrinho que vem diariamente trazer água até ali. A entrada do parque custa 2500 kwanzas. Já o safári, 4000 por pessoa, mesmo que seja uma só, como no meu caso. Num caminhãozinho, partimos eu, o guia e o motora por trilhas de 4x4 na área confinada do parque. O Quiçama foi fundado na década de 50, mas sofreu demais durante a guerra civil angolana, quando ficou largado aos caçadores. Atualmente tem se recuperado, com a reprodução dos animais, quase todos importados. Na savana cheia de baobás e cactos arborescentes (na verdade, Euphorbia), tive sorte de ver quase tudo que havia por ali: girafas, gnus, elandes, olongos, zebras e até uma manada de elefantes à distância, numa área alagada. Duração de 1:30 a 2 horas. Havia encomendado um almoço no parque, pois apesar de caro, eu não havia feito uma refeição sequer desde a chegada na Angola, e não havia outra opção por perto. Ao menos foi um baita prato de corvina, barata e legumes, que me satisfez muito bem. Barganhando, paguei 3500 com uma água, sendo que o preço tabelado é 3800 seco. Como nenhum turista apareceu, combinei de pagar 2 mil kwanzas para o mesmo veículo que me trouxe da portaria me levar de volta. Já era 4 e meia quando peguei a estrada. Novamente muitas subidas, o que me fez pedalar na completa escuridão à chegada em Cabo Ledo. Parei num posto pra comprar algo e adentrei uma estrada de areia, por onde até uma cobra atravessou, para chegar na praia do Carpe Diem Resort Tropical. Só depois que descobri que era uma naja-cuspideira! Havia lido na internet que eles são bem hospitaleiros com “overlanders”, que são os viajantes que atravessam a África por terra. O que não contava é que além do espaço pra armar a rede e o banheiro pra tomar banho, ainda ganharia um jantar maravilhoso na faixa do gerente português Daniel! Ficamos conversando e tomando umas Cucas (cerveja nacional), enquanto assistíamos um jogo da Copa. Pedalado no dia: 39 km. Dia 25 Passei a noite muito bem, finalmente descansando. Meu corpo, porém, estava bastante desgastado. Como o gerente insistiu, decidi relaxar e passar outra noite ali. Nesse tempo, conheci um trio de argentinos e uma dupla de ítalo-ingleses que está a cruzar a África em veículos terrestres motorizados e também repousaram na área do resort. O espaço tem uma estrutura muito bacana, é limpo e estiloso. Em frente fica uma praia para surfistas, com formação de tubos. Já do outro lado, há uma vila de pescadores. Como o preço do almoço estava além do que eu podia pagar, fui com um dos grupos almoçar no vilarejo. O restaurante 120 na Braza é o único aparente nas redondezas. O prato de peixe e complementos saiu por 2500 e levou quase uma hora pra ficar pronto. De volta ao resort, fiz o único exercício do dia, uma caminhada solitária pela praia. Fui afortunado novamente com um jantar grátis, dessa vez espaguete, junto com os colegas argentinos que estão participando da série África 360 do canal OFF. Por fim, Daniel me levou para conhecer o novo hotel e camping que está sendo construído na vizinha Praia dos Surfistas. A vista do alto é espetacular. Acho que esse foi o primeiro dia na África em que eu não suei. Pedalado no dia: 0 km! Dia 26 Me despedi e pedalei até a agência da Macon, aparentemente a melhor empresa de ônibus do país. Há tantos veículos da cia nesse trecho diariamente que nem é preciso comprar antecipadamente. Paguei 2100 kwanzas, joguei minha magrela no compartimento de cargas e subi ao assento confortável e com ar condicionado. Um dos motivos que me fez trocar a pedalada desse trecho foi o que confirmei logo ao deixar Cabo Ledo: a estrada está uma porcaria. São muitos trechos em reparo pelos chineses, onde os veículos são obrigados a seguir por estrada de chão. Nota-se também uma grande quantidade de carcaças de carro nesse caminho. Mais de 3 horas de paisagens semi-áridas e alguns rios, o ônibus desceu um morro pela amarela cidade de Sumbe, capital da província de Kwanza Sul. A primeira vista não me agradou. Achei o barato Hotel Sumbe, onde por 5 mil (+2 pro café) lhe dá direito a uma suíte individual com ar, frigobar e tv. De contra, a água gelada no chuveiro, muitos mosquitos e limpeza inadequada do quarto. Pedalei ao redor da cidade, vendo pouca coisa de interesse. Ao menos a região central é mais desenvolvida que os arredores, ainda que haja muito lixo em certos pontos da praia. Comprei uma porção de comidas no supermercado da rede sulafricana Shoprite, com preços bem justos pela qualidade dele. Com o sol já baixando no horizonte, regressei ao hotel para ingerir esses alimentos, sobretudo uma quentinha de feijoada com legumes por 800 kwanzas, seguido por uma sidra e uma cerveja escura nacional; isso enquanto assistia ao jogo do Brasil na Copa do Mundo. Pedalado no dia: 13 km. Dia 27 Apesar dos mosquitos incomodarem, dormi bem. Com o tempo nublado e temperatura aceitável, subi na bina (gíria angolana pra bike) e pedalei morro acima até o desvio off road pras Grutas de Sassa. Amarrei a bike e desci a trilha a pé. Como o nome indica, é mais de uma cavidade natural, sendo que visitei duas delas. A que fica a leste é mais iluminada, tem uma vista pro Rio Cambongo abaixo e pra outros buracos no morro à frente. Investigava uma amontoada de fezes de morcego, quando mirei a lanterna de cabeça pra cima e vi uma infinidade de morcegos, que com minha luz abandonaram seu refúgio. Foi uma gritaria e revoada sem fim, e o pior é que enquanto fugiam eles me bombarbearam. Deixei essa e fui pra outra gruta um tempo depois. Uma família aparentemente mora do lado de fora, onde o rio passa, mas consegui passar sem ser percebido. Ao chegar na entrada, dessa que é provavelmente a principal caverna, fiquei de queixo caído: nunca vi uma tão alta quanto essa! Adentrei ela admirado. De formações espeleológicas, vi praticamente só estalactites, mas há várias no teto alto. Mas o que me interessou mais foi a fauna troglóbia, especializada em sobrevivência sem luz. Vi diferentes espécies de aranhas, baratas, centopeias, insetos não identificados e, pasmem, até mesmo sapos! Não sei como sobrevivem se não há água dentro. Passei horas fotografando antes de retornar. Já na cidade, apenas dei uma volta rápida na cidade, o suficiente pra me sentir incomodado com a cara que todos fazem ao me ver. Nunca viram um branco numa bicicleta antes? Voltei pro quarto do hotel pra dar uma limpa no meu equipamento e vestuário. Depois de tanto lavar a roupa na pia, a água já sai preta. Pedalado no dia: 29 km. Dia 28 Dia praticamente perdido. Fiz o check-out do hotel às 11, horário que me disseram que haveria ônibus da Macon até Lobito, meu destino seguinte. No entanto, já era 14 horas e nada do convencional aparecer. Com isso, tive que pagar um adicional pra ir no executivo (de 2400 pra 3100 kwanzas). Pode esquecer a consulta online dos horários, pois ela não serve pra nada. A estrada meio remendada passou por grandes extensões no interior sem presença humana, exceto por algumas plantações, Canjala e vilarejos bem rústicos. O sol estava à beira do horizonte quando o ônibus adentrou uma enorme favela árida. Para meu espanto, isso é Lobito. Pedi pro motorista me deixar o mais possível além do terminal da Macon, para eu escapar daquela zona temerosa. Desci ao nível do mar, peguei a bike e pedalei no escuro por alguns km em direção à península turística chamada Restinga. Ali a diferença na qualidade das construções e da infraestrutura é brutal. Pelo asfalto liso, atravessei até a ponta, chegando no Hotel Éden, o mais barato dali (7000 kwanzas o quarto de solteiro com café da manhã). A suíte, assim como a anterior, possui ar, tv e frigobar, mas é mais limpa. Como todas de solteiro estavam ocupadas, fiquei com um cama de casal por mil a mais. Caminhei até uma lanchonete próxima, a Take Away, pra jantar. Um massa com frango custou 2 mil, um preço justo. Foi a primeira refeição do dia. Como quase não havia luzes nas ruas, deixei o passeio pra manhã seguinte, me retirando pro hotel. Mais uma avaria na bike: o guidão se soltou. Me pergunto se alguma parte chegará intacta no final da viagem. Pedalado no dia: 8 km. Dia 29 O pequeno almoço foi suficiente. Pedalei pela Restinga, quase vazia naquela manhã de sábado. Passei por alguns bares e pelo barco Zaire, que o presidente da Angola utilizou para ir ao Congo lutar pela independência do país. Nas lagunas de Lobito, fiquei observando as aves. Vi garças, biguás, pernilongos, andorinhas e muitos pelicanos. Mas o melhor veio por último: flamingos! Ainda é possível encontrar as aves que são o símbolo da cidade, apesar de toda urbanização e poluição em torno dos corpos hídricos. As próximas dezenas de km foram quase uma reta só ao longo da rodovia e ferrovia até Benguela. Cheguei na referida cidade morrendo de fome, então só larguei minhas coisas na Nancy’s Guest House e almocei na Pensão NB logo atrás. Tive um prato delicioso de choco (parente da lula) por 2500 kwanzas e mini-cervejas Cuca por apenas 150 cada. Depois da refeição, dei um giro por Benguela, mais conhecida pela corrente marítima de mesmo nome, que traz águas frias e ricas em nutrientes para cá antes de retornar ao litoral brasileiro. Aqui há algumas obras arquitetônicas interessantes do período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora de Pópulo. A cidade foi bastante importante no século 16, como entreposto de escravos. As ruas também são mais limpas e tranquilas que a média angolana, mas isso não impediu um certo número de pedintes de me incomodar. Comprei meu bilhete seguinte de busão, saquei dinheiro num dos caixas automáticos e segui à praia para ver o vermelho sol se pôr no oceano. À noite jantei no mesmo lugar, dessa vez na cia de Gerry, um senhor americano mais viajado que eu que recém havia aparecido na hospedaria. A respeito da Nancy’s Guest House, é tanto uma escola de inglês, gerenciada por uma senhora americana, quanto uma hospedagem de 6 mil kwanzas por quarto com banheiro privativo, ar condicionado e água quente. O ambiente é simpático. Pedalado no dia: 58 km. Dia 30 Pela manhã, eu, Gerry, o costa-riquenho Esteban e o funcionário Ari fomos na picape da Nancy conhecer as praias ao sul de Benguela. Primeira parada no mirante da Caotinha, onde fica uma indústria pesqueira chinesa. Na Baía Azul, enquanto um grupo de crianças jogava capoeira, arte trazida ao Brasil da Angola, tomamos um café no estiloso Rasgado’s Jazz Bar. O diferencial de lá são as pinturas dos grandes músicos do mundo, inclusive brasileiros. A praia quase vazia começou a ter gente enquanto caminhávamos em suas areias verde-amareladas de águas tranquilas, onde fui nadar em seguida. Não consegui ver nada por debaixo dela, nem mesmo os chocos pescados ali. Em seguida, fui até os paredões sedimentares expostos na lateral da praia. Conforme supus, encontrei fósseis por lá, mas muito mais do que poderia esperar! Eram tantas conchas e tubos transformados em rochas que eu poderia passar o dia inteiro escavando, caso tivesse as ferramentas necessárias. Ainda passamos de carro pela Baía Farta, uma mistura arenosa de construções novas vazias e lixo espalhado ao redor. Já estava quase saturado de sol quando voltamos a Benguela, atravessando as paisagens semi-desérticas, mas parando antes no complexo formado pelo Kero e Shoprite para comprarmos comida. Fiquem atentos na hora de pagar, pois o valor de mais de um produto estava mais caro que o anunciado. Já havia passado das 3 da tarde, então não havia tempo hábil para fazer outra coisa senão assistir os jogos da Copa. O primeiro do dia vimos numa praça central onde um telão foi colocado. Já o seguinte, foi no quarto do hotel mesmo. Pedalado no dia: 0 km! Dia 31 Com um pouco de atraso, tomei o ônibus até Lubango (5100 kwanzas), na serra angolana. O motorista sem noção botou música ruim no último volume e o ar condicionado no quente, então foi difícil relaxar na longa viagem. Se não levasse 4 dias de bicicleta, eu desembarcaria agora mesmo. Ainda bem que depois da primeira parada as questões foram resolvidas. As paisagens dessa viagem já apresentaram porte e densidade maior da vegetação que no litoral seco, conforme a altitude ia subindo. Às 15 h, horário em que o Brasil estava entrando em campo, o ônibus finalmente chegou na capital da província de Huíla, aos 1800 m acima do nível do mar. Corri pro quarto do hotel Amigo onde o assisti. O quarto mais barato é de 8500 kwanzas com café da manhã, água quente, ar condicionado e frigobar. Fiquei ainda com uma vista bacana do morro que contém a estátua do Cristo Rei (uma cópia do Cristo Redentor) e o letreiro da cidade (uma cópia de Hollywood). No intervalo entre os jogos eu caminhei no entorno, comprei uns sandes (sanduíches) de chouriço e jantei frango no restaurante do hotel (2700 kwanzas). Por um acaso conheci um dos responsáveis pelo hotel nesse momento, que me pagou uma N’gola, cerveja produzida aqui mesmo em Lubango. Pedalado no dia: 4 km! Dia 32 Foi preciso vontade pra sair da cama aconchegante no friozinho matinal. Mais vontade ainda se considerar o café da manhã insuficiente. Na bike, fui em direção à Fenda da Tundavala, só que na busca de um atalho eu peguei uma estrada de chão em reparos. A cada caminhão que passava ao lado, eu perdia um dia de vida por inalar tanta poeira. Sempre subindo, cheguei ao asfalto na altura da fábrica da N’gola. Mais além, uma vista do reservatório que fornece água à cidade. Ali mesmo, o piso mudou novamente, para calçamento. Um pouco adiante, passei o restaurante e o camping que ficam na cachoeira da Tundavala, uma queda de médio porte. Finalmente, 2 horas de pedalada subindo mais de 500 metros, cheguei à parte plana de rochas dispersas e vegetação rasteira que levam a uma das 7 maravilhas naturais da Angola. A Fenda da Tundavala, a 2250 metros de altitude, é uma falésia que divide o planalto central do país com a província de Namibe bem abaixo. A entrada é gratuita e há alguns mirantes por lá, mas nada a mais de estrutura. Comi meu sanduba de chouriço enquanto admirava a beleza singular deste local. A geologia e flora são diferentes do que eu já havia visto na Angola. Depois de muitas fotos eu desci facilmente. Isso até a parada no Shoprite para comprar comida. Quando saí de lá, notei que o pneu traseiro estava meio murcho. Logo percebi que ele havia furado novamente! Tive que empurrar a bicicleta pelos quilômetros restantes até o hotel… Além disso, acabei me queimando no sol e machuquei um pouco o traseiro, pois a bermuda de ciclismo não estava com o ajuste correto. A solução foi pedalar com a bermuda de praia e sem cueca por baixo. A baixa umidade do ar também já está fazendo efeito em minha pele, e não deve melhorar até eu pegar os voos de volta. Jantei (refeição de supermercado = refeição de restaurante / 2) e fiquei vendo TV até a hora de dormir, já que o sinal da Unitel não pegava aqui de jeito nenhum. Pedalado no dia: 45 km. Dia 33 Comi, remendei o pneu e fui conhecer o Museu Regional da Huíla. De entrada grátis, conta com salas temáticas e centenas de peças sobre a etnografia dos povos do sul do país. Continuando, subi o morro mais inclinado que encontrei até o mirante da cidade. Eis que enquanto procurava um lugar pra encostar a bicicleta, passei com o pneu sobre um galho com espinho, puts! Tive que descer tudo de novo até uma borracharia no meio da rua onde enchi meu pneu anteriormente, já que só com a bomba de mão não tava dando conta. Mas como há males que vêm para o bem, descobri o porquê: havia não somente um furo novo, mas 3! A câmara com 4 remendos ficou uma coisa horrenda, mas pelo menos funcionou. E os rapazes que deram um jeito não queriam nem cobrar pelo serviço, dá pra acreditar? E depois ainda tem gente que diz que não dá pra confiar no povo angolano… Aproveitei as ferramentas pra apertar o guidão e o freio, e bora empurrar a bike pra cima de novo. Um tempo depois, cheguei numa reta, no eucaliptal próximo à cidadezinha de Humpata. Ali descansei e bati um rango. Em sequência, comecei a mais descer que subir, enquanto passava por campos e cultivos. Quase no final da tarde, deixei a rodovia e cheguei na hospedaria e restaurante Miradouro da Leba, onde dormi no quarto mais básico até agora (só cama, luz à noite, chuveiro frio compartilhado) por 6 mil kwanzas com café. Antes disso, jantei churrasco, que na Angola é de galinha. Um pratão com batata e uma salada caprichada, graças ao dono do local, saiu por 2750. Mas antes de antes disso, tive nada menos que uma das mais belas vistas que já presenciei na vida toda. A hospedaria fica no melhor ponto de vista da Serra da Leba, uma Serra do Rio do Rastro melhorada. São falésias altíssimas, cachoeiras, terras verdes à distância, além da impressionante estrada em ziguezague. Ao pôr do sol o cenário ficou mais bonito ainda. Sob um céu estrelado, dormi satisfeito. Pedalado no dia: 47 km. Dia 34 Acordei cedo, tomei o mata-bicho (café da manhã) e, antes de partir, consegui vender a bike por 15 mil kwanzas, sendo que eu entregaria ela em Namibe. A descida na serra foi incrível. Asfalto liso, paisagem cênica e poucos veículos. Cheguei a 74 km/h e avancei rápido. No meio da descida, vi ainda um desajeitado camaleão verde no meio da pista. Reencontrei o jipe do grupo de gringos que eu havia visto dois dias antes, e eles me deram um bocado de água. Um pouco depois terminou a descida e iniciou uma subida leve. Com o calor do sol e tempo bem seco, vide os rios só com areia que passei, parei um pouco pra comer e descansar. Já estava quase na metade, quando o mal de sempre me afligiu: pneu furado! Dessa vez eu desisti, pois ao checar a câmara, constatei que havia várias fissuras nela, então teria que trocar por outra, o que não valeria o custo e tempo. Precisei esperar várias horas no lar de um nativo da etnia mucubal, que me cedeu um lugar. No fim da tarde, consegui uma carona pra mim e pra bike com João, um rapaz que conheci em Lubango e que me reconheceu na beira da estrada. Seguimos pelo deserto ao anoitecer. Fiquei na hospedagem 2 estrelas Pensão Nelsal, entreguei a bicicleta e me retirei. Dormi sobre molas num quarto duplo com banheiro compartilhado, ar, TV, água quente e frigobar. O normal seria 8500, mas eu chorei por um desconto de mil, já que meu dinheiro estava chegando ao final, assim como a pedalada, que infelizmente terminou antes do previsto. Aqui descobri porque os hotéis geralmente só possuem 3 canais simultâneos de TV: para economizar, apenas na recepção fica um decodificador para mudar entre as várias dezenas de canais assinados. Pedalado no dia: 61 km. Total: 400 km. Dia 35 Até que o café da manhã tava prestável. Depois dele me pus a caminhar ao redor de toda a região central. Namibe, agora chamada de Moçâmedes, que era seu nome na época da fundação, é agradável. As ruas são mais limpas, tranquilas e os edifícios bonitos, na comparação com os demais municípios angolanos. Há várias construções em arquitetura colonial preservados e coloridos como a estação ferroviária, ainda operante, e os prédios governamentais. Destaque também para a quantidade de policiais à vista. Mesmo para padrões angolanos é excessivo, o que me deixou intimidado para fotografar os prédios. Em relação à praia urbana, não é tão bonita e tem um bocadinho de lixo disperso. Há alguns quiosques e um parque de campismo bem caído, onde quase acabei indo dormir, por ter um custo menor (2 mil). Sobre a comida, nos restaurantes em média refeições custam entre 2 e 3 mil kwanzas. Como minha grana estava quase esgotada, optei por comprar uns salgados de peixe na rua (150 kwanzas) e marmitas de feijoada e macarronada no supermercado Shoprite (cerca de 600 cada). Há também um mercado público com vegetais à venda. O único museu (Museu Provincial do Namibe) está reabrindo, mas ainda possui apenas duas salas de artefatos e textos. Ao menos é gratuito. Numa das salas do mesmo prédio, encontrei souvenires para comprar, principalmente máscaras e estátuas, a partir de 500 pilas. Com boa parte da cidade mapeada, fui assistir os jogos da Copa. Dia 36 Já na manhã, liguei para meu chapa João, o que me deu carona no dia anterior, para irmos ao oásis da Lagoa dos Arcos. Paguei o combustível (2500 nas minhas contas) e fomos na picape 4x4 dele. A rodovia que corta o deserto está como nova, já que não chove por ali. Há umas feições interessantes no terreno, não apenas areia, nessa parte que está parcialmente protegida pela Reserva do Namibe. Sobre plantas, há grupos de herbáceas verdes e isolados arbustos ou árvores. Mas o mais impressionante são as Welwitschia mirabilis. Gimnosperma que existe exclusivamente neste deserto, o que cresce nessa planta são suas 2 únicas folhas e não o caule. Pode chegar até um milênio de vida. Na hora de deixar o asfalto, pegamos o caminho errado algumas vezes, pois as indicações e as estradas pela areia não são claras. Na primeira tentativa fomos parar num povoado no meio da areia, e na segunda num cultivo, ambos ao redor do oásis que ali fica. Precisamos pagar para entrar, pois há um bando que cuida da lagoa. O valor é negociável; No nosso caso, 500 por cabeça. Protegida por uma cadeia rochosa, no centro há uma lagoa que permite a vida ao redor: Passarinhos, patos e invertebrados, bem como plantas menores e até árvores como palmeiras. A atração que dá nome ao lugar é um conjunto de arcos nas rochas, cercado pelas águas. Vi até mesmo conchas fósseis infiltradas no relevo sedimentar. Um aracnídeo que estudei na biologia mas vi ali pela primeira vez na vida foi a diminuta aranha-camelo (Solifugae), que não é bem uma aranha. Retornamos, me despedi do moço e passei o resto do dia sem fazer muito. Dia 37 Antes do horário do check-out, caminhei na praia urbana, passando pelos naufrágios. O primeiro é composto apenas de umas máquinas aterradas, mas o segundo, do navio Independência de Cabo Verde, está com o exterior quase intacto. Achei que iria almoçar lagosta por 2 mil, mas o restaurante Django Mbazo não conseguiu uma pra cozinhar. Dessa forma, fui até o restaurante Ponto de Encontro, à beira da praia, para comer outro prato do mar: amêijoas (700 kwanzas) e caranguejo (600). Com o pãozinho extra, deu pra forrar o estômago gastando pouco. Com o resto do dinheiro, peguei uma moto até o Shoprite, onde comprei comida pras conexões intermináveis, e segui ao aeroporto (apenas 300 kwanzas de moto-táxi) que fica cercado pelo deserto. Na hora do check-in me incomodei, pois os funcionários insistiram que era proibido levar comida a bordo, restrição que não faz sentido e não está descrita para os passageiros em lugar algum! Pedi diversas vezes que me mostrassem onde constava essa proibição, mas no final acabei cedendo e despachei a sacola com as comidas e o resto. O primeiro vôo foi até Luanda. Ao chegar lá, me deparei com uma situação que não esperava: o terminal doméstico fica a certa distância do internacional, e é preciso ir pela rua até lá. Ainda bem que não era noite naquela hora. Esperei umas horas para o voo seguinte, até São Tomé. Dia 38 Algumas horas depois, na madrugada, retornei a Luanda. Por mais incoerente que isso possa parecer, foi mais barato comprar um voo à parte do que alterar o anterior, por isso tive que voltar pra capital angolana. Lá, tirei um cochilo no banco e depois passei o dia todo à espera do voo para o Brasil. Passei um pouco de fome, pois não tinha mais um centavo e meus cartões não foram aceitos. Na virada do dia o voo atrasado decolou, chegando na manhã seguinte. Eis o fim da proveitosa viagem! Curtiram as fotos? Então não deixem de conferir minha conta no Instagram, onde assim como em meu blog eu demonstro um pouco sobre cada um dos 92 países e territórios em que já estive, e o que mais vier. Até a próxima!
  15. felipenedo

    Chernobyl - Relato e Fotos

    Olá amigos viageiros! Aqui vai o relato de minha visita à Chernobyl! Mais detalhes lá no: www.profissaoviageiro.com Para me seguir lá no Insta… Instagram: @profissaoviageiro Só um aviso, se apagar a luz você vai perceber que esse relato brilha no escuro!!! Visitar Chernobyl foi algo sensacional! Um passeio único com muitas experiências diferentes e histórias da União Soviética que são incríveis! O que me levou a visitar um lugar desse? Aquilo é uma amostra do que aconteceria com a Terra se do dia para a noite os humanos simplesmente fossem embora daqui. A natureza voltaria a tomar conta do que é dela, engolindo a bagunça que deixamos para trás. Impressionante ver um lugar daqueles e ouvir tantas e tantas histórias do que rolou naquele lugar. Essa visita foi feita em 23/11/2017 Esse tour só é permitido com uma agência de turismo regulamentada. Existem algumas que oferecem o passeio. Não tem tanta diferença de uma para outra e a maioria delas oferece a opção também de passar a noite dentro da zona de exclusão. Bom, vamos lá… Para quem não sabe, em 26 de Abril de 1986 o reator 4 da Usina Nuclear de Chernobyl explodiu e causou o pior acidente nuclear do mundo até hoje. O governo soviético tentou esconder o ocorrido até que outros países da Europa, como a Suécia (beeeem longe de lá), por exemplo, perceberam que algo estava bem errado. Só aí eles admitiram o acidente. Tinha muita coisa acontecendo completamente fora do controle deles. Após alguns dias eles evacuaram as cidades vizinhas à usina e posteriormente criaram 2 áreas de exclusão. Em um raio de 30km da usina inicia a primeira área de exclusão. A segunda a 10km da usina, com uma contaminação bem pior. São tantas histórias insanas que escutamos lá que nem sei se consigo reproduzir todas aqui… Mas o negócio foi bem tenso. A usina ficava a menos de 3km da cidade de Pripyat, uma cidade modelo que a União Soviética usava como exemplo de como o patético regime socialista “funcionava muito bem”. O Governo sempre levava delegações de outros países para se hospedarem lá, tentando impressionar com a estrutura da cidade. Morar em Pripyat era muito bom mesmo. Segundo a nossa guia, lá surgiu o primeiro supermercado da União Soviética inteira e era o único lugar que o governo sempre abastecia para não deixar faltar alimentos e outros itens. Inclusive isso estava causando algum desconforto para os moradores de Pripyat, pois pessoas de outras cidades da União Soviética viajavam centenas de quilômetros para fazer compras lá, o que gerava filas intermináveis nesse mercado que se alongavam pelo meio da cidade! Como em todo bom regime socialista/comunista as pessoas não tinham nada em suas cidades e preferiam isso a passar fome ou necessidade de itens básicos. O governo demorou mais de 24 horas para iniciar a evacuação de Pripyat, e só fez isso quando a radiação já estava em níveis absurdos. O governo preferiu não falar a verdade para a população. Os moradores foram informados que a evacuação era temporária e por isso alguns não levaram muito mais do que a roupa do corpo… Nunca mais voltaram para casa. Por isso que ainda se vê muitos itens pessoais nas casas do jeito que foram deixados a mais de 30 anos atrás. As histórias do que se refere ao controle do acidente, como conter as chamas do reator e isolar a radiação, são bizarras. As pessoas ainda não entendiam muito bem os efeitos da radiação. Esse trabalho foi feito por voluntários e membros do exército (que não tinham muita escolha). Impossível imaginar que algum deles saiu sem sequelas desse trabalho. As pessoas responsáveis por esse trabalho receberam o nome de Liquidadores. Diziam que a radiação era tão forte que até a cor dos olhos mudava nos trabalhadores que ficavam dentro da usina depois de algumas horas de trabalho. Máquinas chegavam a quebrar devido a exposição da radiação. Foi algo absurdo! Bom, vamos à visita… O Tour começa em Kiev logo cedo. Pegamos uma van e vamos em direção norte. O primeiro check point é para entrada na zona de exclusão do raio de 30 Km. Temos que parar, descer e sermos identificados pelos membros do exército que ficam lá. Dentro dessa parte da zona de exclusão a radiação ainda não muda muito no ar. O principal problema está no solo. Durante todo o tour não podemos apoiar nossas coisas no chão, encostar em plantas ou qualquer outra coisa. Vamos então parando em alguns vilarejos no caminho para ver o que sobrou deles. Basicamente todas as casas que eram feitas de madeira foram demolidas e enterradas. Não é possível descontaminar madeira, então o jeito foi demolir e enterrar. As de alvenaria ainda estão de pé. Existem alguns cachorros soltos dentro da zona de exclusão que são alimentados basicamente pelos turistas e trabalhadores de lá. Também existem muitos outros animais soltos, inclusive se não me engano lá é um dos poucos lugares do mundo que existem cavalos selvagens. Eu não vi nada além de cachorros e pássaros. Aqui as tábuas de madeira foram arrancadas. Aparentemente até boas tábuas de madeira não era fácil de conseguir, então elas podem ter sido tiradas para serem reutilizadas em outro lugar. Outra explicação é que as pessoas na época não colocavam seu dinheiro no banco, pois o justíssimo sistema socialista poderia confisca-lo sem grandes explicações. Então as pessoas escondiam o seu dinheiro em baixo do piso de suas casas. Como durante a evacuação muitos saíram correndo e nem levaram seus pertences, algumas pessoas voltaram paras as casas abandonadas e tentavam achar dinheiro em baixo dos pisos para roubá-lo. Paramos em umas 2 ou 3 vilas antes de chegar na cidade de Chernobyl. Lá até que está conservada, porque as pessoas que trabalham dentro da zona de exclusão usam Chernobyl como base, além do hotel que se pode passar a noite também ficar lá. Então é um visual um pouco diferente do que se vê no resto do passeio. Chernobyl até que está “arrumadinha”. A foto está péssima, mas esse é um monumento onde cada uma das vilas dentro da zona de exclusão está representada por esses círculos. Na verdade o resto do monumento está atrás de mim. Aqui estão os nomes de todos os moradores de Chernobyl que tiveram que deixar a cidade durante a evacuação. Nosso almoço foi servido aqui, no refeitório de uma “pousada”. Não se pode comer nada ao ar livre aqui. Toda a comida que é servida tem que vir de fora da zona de exclusão. Só por garantia deixei meu medidor de radiação (Contador Geiger) ligado do lado das coisas que estava comendo! Depois do almoço fomos tirar umas fotos com os uniformes e equipamentos do pessoal da nossa agência. No meu tour também estava incluído dirigir o carro deles, um Lada top de linha que um Ucraniano que estava no passeio contou que um modelo daquele na época da União Soviética tinha fila de espera de até 20 anos!!! Viva o socialismo!!!! Bom, pisaram na bola e não teve o rolê no Lada. No final do tour eu reclamei formalmente sobre isso. Mas pelo menos tirei umas fotos no carro! Bom, depois disso que começa a parte mais tensa do passeio. Entrando dentro da zona de exclusão do raio de 10Km. Mais um lugar que temos que sair do veículo e o pessoal do exército de novo confere um por um. Desse ponto para frente a radiação no ar já aumenta, e sobe muito em determinados lugares. Muito mesmo! Vamos em direção a Pripyat, fazendo algumas paradas no caminho. Esse é um lugar bem famoso, onde sempre vemos fotos sobre Chernobyl. Aqui era uma escola primária. É um dos lugares mais tristes de se visitar. Depois paramos em um lugar já pertinho de Pripyat onde conseguimos ver os reatores da usina que estavam em funcionamento e também do outro lado os 2 outros reatores que estavam sendo construídos. Essa imensa estrutura metálica é o sarcófago novinho em folha que serve para conter a radiação do reator 4. Ele foi construído para substituir o primeiro sarcófago que havia sido construído para durar 30 anos. Esse novo sarcófago foi criado para durar 100 anos e o que eles esperam é que até lá já se tenha descoberto novas formas de conter essa radiação de uma forma mais eficaz e definitiva. Com o conhecimento e tecnologia de hoje, acho que isso era o melhor que dava para fazer! Aqui dá para ver as chaminés dos outros reatores… O 1 e o 2, da direita para a esquerda, são essas chaminezinhas lado a lado com uma chaminé grande entre eles. O 3 está dentro dessa casinha e o 4 dentro do sarcófago. Aqui as obras nunca terminadas dos reatores 5 e 6. Chegamos então na entrada de Pripyat! A cidade foi inaugurada em 1970 e evacuada em 1986. Tinha aproximadamente 48.000 habitantes na época. Quando entramos na cidade é algo realmente muito louco. A guia ia mostrando as fotos de como era a cidade e nós vamos vendo como está agora… É impressionante! Esse que é o primeiro supermercado da União Soviética! Vamos entrando em diversos prédios com muito cuidado para não cair em um buraco ou o piso ceder com a gente em cima. Aqui material político dos soviéticos!!!! Imagina entrar em um lugar desses de noite!!!!!!! Esse era o ginásio de esportes da cidade! Fomos então para o famoso parque de diversões. Essa é a roda gigante que nunca foi utilizada. Sua inauguração estava marcada para alguns dias após o acidente nuclear. Hoje ela é um dos grandes símbolos de Pripyat e ninguém nunca deu uma volta nela! Essa aqui é a avenida principal da cidade… Assistimos um vídeo dentro da van de como era isso aqui antes… Não dá para acreditar que estamos no mesmo lugar! Aqui era um outro complexo esportivo. Depois disso fomos para o ponto mais próximo do reator. Ficamos a 300 metros de distância da usina que causou o maior acidente nuclear da história!!!!!! Isso é muito louco!!!! Quando saímos de lá passamos pela área mais contaminada por radiação do planeta terra: A Red Forest. Eu realmente não queria que nossa van quebrasse alí! Quando estamos chegando perto, a nossa guia sem falar nada só liga o medidor de radiação dela e fica mostrando para nós. Meio que sem entender muito todo mundo deixa o próprio medidor ligado… De repente ela começa a fazer a leitura e todos os alarmes dos nossos medidores começam a apitar… E ela vai lendo… Dois ponto três… Cinco……. Doze……… Quatorze………. Dezessete…….. Dezoito……… Vinte e dois……….. E o negócio não parava de subir… Isso tudo no meio daqueles alarmes tocando sem parar. Foi insano! Só como referência, uma radiação considerada “normal” é de 0,1 nessa unidade que nossos aparelhos mediam. Mas foi tudo muito rápido. De repente já tínhamos passado a Floresta Vermelha e tudo voltou ao normal! Pena que ela não avisou antes e preferiu fazer o mistério, se não teria filmado isso! Sério, foi bem louco! Mas foi bacana também o suspense!!!!! Isso porque estávamos dentro da van. O veículo protege muito da radiação. As diferenças que eu media de dentro para fora da van eram imensas nos lugares que descíamos. Mesmo dentro das casas o nível de radiação já caía bastante. Eu fico imaginando a radiação desse lugar, mesmo mais de 30 anos depois do acidente….. De lá partimos para a última grande parada do tour… Uma antena! Mas não era qualquer antena… Era a DUGA, ou DUGA 3! Essa anteninha foi construída com propósitos militares em um esquema ultra secreto do governo soviético. O local nem endereço tinha e na estrada que levava até o local da antena eles tentaram dar a impressão que se tratava de um local de acampamento estudantil. É como se aqueles filmes de espionagem começassem a ganhar vida! Para eles aquela história toda era muito real… Realmente se alguém descobrisse aquilo, ia ser difícil de convencer que era só uma anteninha tentando captar uma rádio de sertanejo universitário aqui no Brasil, por exemplo!!!! Olha o ponto de ônibus perto de lá com um ursinho desenhado! A entrada era só esse portão, para não chamar muito a atenção. Essa antena também ficou conhecida como o pica-pau russo, pois causava interferência de rádio em ondas curtas com um som parecido de um pica-pau por todo o hemisfério norte! Algumas teorias de conspiração achavam que eram os russos tentando entrar na mente das pessoas!!! Na verdade ela servia (ou deveria servir) para identificar lançamentos de mísseis de países inimigos a uma longa distancia, dando tempo de se prepararem para sua defesa. Aparentemente ela não funcionava muito bem, dando alarmes falsos, por exemplo, o que não deixou o pessoal de lá nada satisfeito, uma vez que o custo para construir aquilo foi algo estratosférico! Eu é que não queria ser o responsável pelo projeto em uma hora dessas !!!!! No final das contas o que eles deixaram foi uma estrutura bem bonita e imponente, ainda mais em um dia ensolarado de outono!!! Essa placa de radiação é só enfeite… O local não possui contaminação especialmente significativa! Aqui a nossa guia e o atual guardião da antena! Mesmo sendo Outono estava muito frio e já nevava bastante por lá. Após as instalações ultra secretas do governo soviético, foram só mais duas paradas rápidas…. Uma para ver algumas máquinas utilizadas no trabalho de isolamento do reator na época da explosão: E um monumento em homenagem aos liquidadores e bombeiros que foram responsáveis por todo o trabalho de combater o incêndio e conter a propagação da radiação: Depois disso só paramos nos check points para medição de radiação em nosso corpo e roupas… Eram máquinas muito velhas! Espero que estivessem funcionando bem e não deixaram eu voltar para casa com um tênis cheio de radiação! E foi isso! Foi assim meu dia em Chernobyl. Um dia cheio de experiências, histórias e aprendizado! Valeu demais o passeio!!!!!! Nota 10!!! Se alguém tiver alguma dúvida ou quiser alguma dica, é só falar! Abraço!!!!! Felipe www.profissaoviageiro.com Instagram: @profissaoviageiro Enjoy Chernobyl… … Die Later!
  16. detantoandarblog

    Relato viagem Índia - 25 dias (dez/2017 e jan/2018)

    Olá viajantes, Estou iniciando aqui minhas contribuições para o site com o relato da minha viagem para a Índia de dez 2017/jan 2018. Esses posts estão no meu blog (detantoandarblog.com), onde tem fotos tb! Espero que seja útil! Obrigado Matheus Santos - detantoandarblog PLANEJAMENTO E B.O.'s Eu ouvi de uma pessoa aleatória que não era muito fácil viajar pela Índia. Depois de alguns meses ouvi a mesma coisa de uma mexicana que havia vindo pra cá há pouco tempo. Eu duvidei, como se esperaria de um geminiano metido a independente. Depois de aventuras durante toda a viagem por causa de um caos nos transportes do país, eu tive que concordar e repetir a mesma frase colocando uma dose exagerado dos meus dramas. Resumindo a história, as estradas péssimas, ônibus sujos e em más condições e os trens que atrasam até 12 horas dificultaram a viagem um pouco. Embora tenha enfrentado perrengues, nada disso me impediu de amar a Índia. Ainda assim, eu acho muito importante que você venha com a mente e coração abertos. Ok, traga um calmante também. Ao planejar, focamos em dois estados: Rajastão, onde visitamos Udaipur (2 noites), Jodhpur (2 noites) e Jaisalmer (3 noites) e Uttar Pradesh, onde visitamos Agra (1 noite) e Varanasi (2 noites). Também teve a capital, Déli (5 noites), e minha favorita, a cidade Rishkesh (10 noites), ambas relativamente próximas dos outros locais citados. DESLOCAMENTOS Delhi – Rishikesh: Avião até Dehradun e (1:30 min) táxi até Rishikesh. Rishkesh – Delhi: 7 horas de ônibus Delhi – Varanasi: Avião (1:30) Varanasi – Agra: ônibus (13 horas) Agra – Udaipur: trem (13 horas) Udaipur – Jodhpur: taxi (10 horas, parando no forte Kumbhalghar e no templo Sheth Anandji Kalyanji) Jodhpur – Jaisalmer: taxi (5 horas) Jaisalmer – Delhi: trem (17 horas, sendo 5 de atraso) AGORA OS B.O.'s Primeiro B.O. Chego no aeroporto de Déli. Fico horas na fila da imigração. Atraso para pegar um táxi que havia reservado para me levar para Rishikesh (para lá da para ir de avião, ônibus ou táxi). Pego minha mala. Não consigo me conectar a internet do aeroporto para tentar mandar mensagem no Whatsapp do motorista porque exigem um número indiano. Decido tentar achar o homem que deveria estar em outro terminal. Saio do meu terminal. Caminho até o ponto do ônibus do aeroporto. Descubro que o ônibus para o outro terminal é pago. Volto para trocar dinheiro. Descubro que não posso entrar novamente (só Deus sabe porque, mas na Índia você só entra no aeroporto se tiver passagem). Me ferro. O guarda fica com pena de mim e diz para eu deixar minhas malas lá com ele e me deixa entrar para trocar dinheiro. Desisto do taxi. Felizmente eu havia comprado uma passagem de avião para ir para Rishikesh e não cancelei. Fui de avião mesmo. Segundo B.O. Compro passagem de ônibus noturno Rishkesh para Delhi. Estou hospedado perto do que parece ser a rodoviária. Faço check out uma hora antes do bus. Não há táxi ou tuk tuk para me levar porque são 22 horas. Arrasto minha mala por 30 minutos até a rodoviária. Está escuro. Minha mala quebra a roda. Chego num ponto crítico onde há duas ruas para continuar. Tento a primeira. Um cão raivoso me expulsa. Tento não borrar a calça. Na outra rua também há um cachorro. Esse é bonzinho. Glória a Deus. Pego o bus. Uma menina está comendo Cheetos de queijo. Um homem vem até mim com a lanterna do cel ligada e olha se estou calçado. Ele vai de cadeira em cadeira tentando descobrir de quem é o chulé. Que dó. Terceiro B.O. O plano era ir de Délhi para Varanasi de avião. Chego no aeroporto. Voo para Varanasi cancelado. Ninguém diz porque. A companhia não dá a mínima. Te coloca num voo no dia seguinte a noite. Não paga hotel para você. Depois de brigas e ameaças te colocam num voo de manhã. No dia seguinte seu voo atrasa três horas. Quarto B.O. Você reservou um trem noturno de Varanasi para Agra. Alguém te diz que os trens costumam atrasar muito e te recomenda um app para monitorar o trem. O app diz que seu trem vai atrasar 10 horas. Você decide comprar um ônibus de última hora. Chego na agência de viagem. O homem diz que o ônibus que eu vi disponível online não existe. Vou para o hotel. O gerente liga para a empresa e o ônibus existe sim e tem vaga. Pego um taxi. A empresa parece não existir. Me perco. Tudo é caos. Ninguém fala inglês. Pego um tuk tuk que diz que sabe onde eles estão. Ele também se perde. Ele acha a empresa depois de muito perguntar. O ônibus tem um varal. No varal está dependurada a cueca do motorista. Silvino faz cara de quem quer ir embora do país. Exige que contratemos um motorista. Olho o preço. Dois mil e quinhento reais. Tchau motorista particular. LIDANDO COM OS PERRENGUES Para evitar tanta confusão, para distâncias de até 10 horas de viagem, é comum ver turistas que contratam um motorista/guia que fica com eles todo o tempo, levando-os nas atrações e também em outras cidades. Se você não quiser ou não puder pagar um motorista, saiba que somente o deslocamento de uma cidade para outra pode ser feito com um táxi, que deve custar algo entre 3000 e 5000 rúpias (Ex: Agra – Jaipur, Jaipur – Udaipur, Udaipur – Jodhpur, Jodhpur – Jaisalmer). Para distâncias mais longas, eu sugiro ver se há voos. Mande email para seu hotel e eles te darão mais informações. Possivelmente, eles poderão reservar o taxi para você. Quanto ao trem, não é fácil de reservar, mas não é impossível. Eu fiz todas as reservas no site oficial do governo (https://www.irctc.co.in/eticketing/loginHome.jsf). O trem, se não atrasar, é confortável e barato (escolha a passagem mais cara e faça sua reserva com meses de antecedência. Há poucas vagas nos vagões 1A ou 2A, que são mais confortáveis, embora super simples, e dá para dormir lindamente). HOTÉIS Quanto aos hotéis, ouvi muito drama do tipo: um 5 estrelas na Índia é como se fosse 4 em outros lugares do mundo. Um 4 estrelas, equivale à 3 e etc. Bobagem. Use o Tripadvisor para reservar lugares bem recomendados por outros viajantes e não espere algo pior só porque você vai para a Índia. AS PESSOAS O povo indiano me pareceu simpático e curioso sobre os estrangeiros. Muitas vezes nos pararam na rua para conversar e eu confesso que achava que iam oferecer algum serviço. Na verdade, eles queriam praticar o inglês ou simplesmente te conhecer. É claro que há os golpes de sempre. Algo do tipo: “tem uma agência aqui perto, deixa eu te levar lá” ou “esse hotel não é bom, vou te levar para um melhor”. Enfim, acontece em muitos países asiáticos. Fique esperto. QUANTO CUSTA? A passagem pode ser cara, algo entre 3 e 5 mil reais. Os hotéis simples de 3 estrelas que são bem avaliados custaram em torno de 150 reais a noite. Os de 5 estrelas entre 450 e 600. Comidas em restaurantes simples, mas bons custavam algo em torno de 200 até 400 rúpias o prato principal (1 real = 18 rúpias – jan 2018). Táxis e metrôs também custam muito pouco. Gastamos menos que imaginávamos. Há algumas atrações caras (de 500 até 1000 rúpias), mas são poucas. Os templos são de graça. DICAS Compre um chip de internet, de preferência da Airtel. Custa algo em torno de 700 rúpias por 28 dias de 4g, sendo 1 giga por dia. Em geral, o chip demora 2 dias para ser ativado, mas tem umas mocadas que vendem chip que funciona imediatamente. Aparentemente, eles já estão ativados em nome de outra pessoa. Olhe o status do seu trem no dia da partida. Você vai descobrir se ele atrasou e não vai precisar mofar horas na estação a toa. O app trainman é bom, mas recomendo checar também no site oficial do governo. O app hipppocabs é bom para alguns deslocamentos entre cidades de táxi. Você faz a reserva e paga no cartão. Algumas horas antes eles te mandam email com os dados do motorista. Infelizmente, ele não tem muitas opções de trechos entre cidades. Além do Uber, o app Ola é muito popular. Na verdade, o Ola é mais comum e funciona em cidades onde não há Uber. Acredite se puder. Geralmente, o motorista vai perto de onde você chamou o carro e fica parado. Daí você mesmo tem que ir procurando o carro. Nas atrações turísticas pagas, há uma fila específica para estrangeiros, de forma que mesmo em locais muito cheios você não deve esperar muito, ou mesmo nada. Procure por essa fila. Seu ingresso será muito mais caro que o dos locais, mas não há alternativa, somente indianos pagam menos e sofrem nas filas (ou nas aglomerações que deveriam ser filas). Eu cheguei a olhar o preço de um motorista por alguns dias. Embora não tenha contratado, indico a agência que olhei. Ela chama El Mundo Viaje a India. Ela foca no público que fala espanhol, o que pode ajudar os viajantes que não falam inglês. O contato do Chandra no whatsapp é +91 98686 04896. Ele foi uma indicação de uma conhecida, me deu dicas e foi muito solícito, mesmo eu não tenho contratado os serviços dele.
  17. “Quero continuar vivendo, mesmo depois da minha morte!” — Anne Frank, 5 de abril de 1944. Como foi conhecer a história e casa de Anne Frank! Meses antes de eu imaginar ir para a Europa ou visitar Amsterdam, tive a oportunidade de ler o famoso Diário de Anne Frank. Já tinha ouvido falar sobre o livro e um pouco da história dela. Só que ao ler o seu diário, fiquei muito impressionada com os pensamentos e com a realidade vivida durante a guerra por Anne Frank e seus familiares. Então, quando planejamos ir para Amsterdam, visitar a Casa de Anne Frank para mim era essencial! Mas quem foi Anne Frank? De origem judaica, Anne Frank nasceu em 12 de Junho de 1929, em Frankfurt Am Main, na Alemanha. Ela foi uma entre as milhares de vítimas da perseguição aos judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Em nosso blog contamos tudo sobre como foi conhecer dentro do Museu Casa de Anne Frank e a visita no Anexo Secreto, local em que Anne Frank e sua família se esconderam por um pouco mais de dois anos. Além dos horários de funcionamento, valores e dicas para evitar filas durante sua visita!
  18. Um semana depois de voltar de viagem sigo encontrando pessoas, revendo amigos e conhecidos que me perguntam sobre essa experiência. Encontros e conversas em que ouço perguntas e comentários que podem ser divididos em duas ou três categorias. As quais poderiam ser nomeadas como: os que me acham maluca; os que me acham corajosa e/ou admiram o feito; os que não estão nem aí, nem pensam nada sobre. E isso tudo que tenho ouvido está me fazendo pensar sobre 'o porquê viajo sozinha'. Até porque eu não sei em qual categoria destas eu me colocaria, ou qual delas eu penso ser a mais justa para o que aconteceu. Por que viajo sozinha? Sempre fui (e ainda sou) bastante insegura. Não naquilo que sou, nos meus valores, convicções e caráter. Sempre tive muito claro o que é certo, o que eu quero para mim e como quero ser lembrada pelas pessoas. Mas sou insegura naquilo que faço, naquilo que sei, naquilo que quero dizer. A primeira viagem que fiz sozinha foi quando finalizei a faculdade. Vivia um momento de 'e agora?', de passagem de uma vida de estudante e estagiária para profissional. Foi a primeira vez que me vi longe de casa, em um lugar que as pessoas não falavam a minha língua e que eu precisei me virar. Com uma mochila nas costas, uma passagem de ônibus e pouquíssimo dinheiro, organizei meu tempo, fiz escolhas, somei amigos e vivências. Voltei feliz e confiante que sendo capaz disso, seria capaz de outras coisas também, principalmente as quais mais despertavam medo em mim. Fiz a seleção para o mestrado mais ou menos confiante, sabia das minhas limitações teóricas e de currículo. Fui aprovada. Vivi quase três anos de idas e vindas entre a minha cidade e Porto Alegre em que, com poucas exceções, viajava pensando 'guria, tu tá fazendo mestrado em uma das melhores universidades do país, tu conseguiu'. Mesmo assim as dúvidas quanto a minha capacidade e merecimento do que estava vivendo, me acompanharam durante todo o processo. Defendi minha pesquisa frente a uma banca que a aprovou praticamente sem sugestões de correção. Após a conclusão do mestrado, um retorno do terrível 'e agora?'. Senti que era hora de me testar novamente. Uma viagem mais longa, com trocas de cidades e voos com conexão. Um medo imenso, misturado com uma vontade quase necessidade de me arriscar. Fiquei dez dias longe de casa, sozinha com minha mochila, de hostel em hostel. Um planejamento que me acalmava, mas que dava espaço ao inesperado. O que no fundo era o que eu mais queria. Queria me arriscar, me testar, sentir na pele a intensidade da solidão. Voltei feliz, energizada e gritando pra mim mesma que viagens são o que eu quero acumular nesta vida. Então, respondendo: eu viajo sozinha porque me faz bem! Uma forma um tanto egoísta de me abastecer de segurança, uma forma um tanto intensa de sentir que sim, as coisas vão dar certo. Não penso em viajar sozinha sempre, não quero pensar nada a respeito. O que sei é que estar imersa em outra cultura me ensina, me ajuda a ver como somos pequenos em nossa rotina, e que tudo aquilo que pode me deixar triste ou insegura é pequeno demais em um mundo tão grande. O Peru, país escolhido para essa viagem, se mostrou acolhedor a todas essas minhas inseguranças. Pessoas alegres e dispostas a ajudar, lugares bem sinalizados e já bastante povoados por turistas (apesar de estarem em baixa temporada agora). Vivi as ruas bonitas de Lima, a praia em Miraflores e o centro histórico em dias sol. Já em Cusco, a sensação de não estar em 2018, despertada pela arquitetura. Ruas estreitas e cheias de história e cultura, pessoas caminhando para todos os lados, disputando lugar entre as ofertas de tudo que se pode imaginar. A viagem de trem até Águas Calientes, a energia de uma cidadezinha ao pé daquilo que eu mais esperava. Minha subida até Machu Picchu foi pela trilha: eu recomendo! Uma paisagem que motivava degrau por degrau e que foi compensada pela beleza de uma cidade lindíssima. Arrepio e choro ao entrar, saudade e muitas fotos ao sair. Viajo sozinha não porque não tenho amigos ou pessoas para me acompanhar, mas porque vejo nessas experiências a oportunidade de conversar somente com a Fernanda, levar ela para o mundo e deixar que ela veja que há muito mais lá fora. Muitas vezes senti minha mão sendo pega por mim mesma, como se houvesse outra Fernanda, bem mais segura, que garantia 'é por aqui'. Por isso não me sinti sozinha. Não fui nem sou triste comigo mesma, pelo contrário. Viajo sozinha para provar para mim mesma que eu sou o que tenho de mais importante. Que minha família e as pessoas que sinto saudade são as que quero sempre por perto.A intensidade de estar só e longe de casa possibilita outro ângulo de olhar, faz ver o que realmente importa. Um deslocamento que sacode e faz ver a pequenez de tanta coisa que, de perto, parece grande. E, por fim, viajo sozinha também porque sou, como dizia Frida Kahlo "o assunto que conheço melhor", minha melhor companhia, a pessoa que quero mais bem e feliz. O que entendo ser uma construção primeira, algo que fará que eu seja uma boa companhia para quem for comigo nas próximas viagens, ou quem permanecerá perto por aqui mesmo. Viajem sozinhos. É o que desejo.
  19. Antes de criar este relato, olhei a lista de tópicos e vi que praticamente todas a viagens de carro da página estavam com Atacama em destaque. Ainda assim, gostaria de compartilhar minha experiência, tanto para retribuir as dicas e informações que consegui em outros relatos lidos quanto para tentar acrescentar com a minha viagem que teve não teve um único objetivo ou foco, percorrendo diferentes regiões e desfrutando de diferentes níveis de conforto ao longo da jornada. Tentando contextualizar brevemente, eu moro em Presidente Prudente, sudoeste do estado de São Paulo, e minha namorada mora em Cascavel, oeste do Paraná, próximo já de Foz do Iguaçu, terra das Cataratas do Iguaçu e tríplice fronteira com Paraguai e Argentina. Percorro mensalmente essa distância de quase 500km para visitá-la. Também já fiz diversas viagens de carro pelo sul do Brasil. Já fui do Paraná ao Acre numa época em que meus pais moraram por lá. Então, posso dizer que estou habituado com trajetos médios e longos na estrada. Além disso, já aluguei carro em viagens internacionais por EUA, México e Aruba, porém sempre para deslocamentos próximos. Ainda assim, nunca tinha cogitado uma "roadtrip". Foi então que, entre o final de 2017 e início de 2018, buscando um roteiro de férias para março/abril de 2018, eu e minha namorada não conseguíamos ficar satisfeitos com destinos muito "manjados", passando, por exemplo, apenas por Buenos Aires ou Santiago. Começamos a aprofundar a ideia de ir até Santiago e alugar um carro lá para conhecer os arredores, mas queríamos algo mais para o lado de natureza e paisagens. Tentamos simular um "multi-trechos" incluindo Buenos Aires e El Calafate ou Ushuaia, mas os valores e a quantidade de atrações que queríamos conhecer não cabiam em nosso orçamento e nos dias que teríamos de férias. Foi então que, após alguns relatos de amigos locais, pensamos: porque não irmos de carro? E para onde conseguimos ir de carro, com um mínimo de conforto (sem precisa acampar e cozinhar), com um orçamento de uns 10mil reais e com 15 dias de férias, que inclua natureza e paisagens legais? Voltamos àquela ideia de Santiago, mas logo adicionamos o deserto do Atacama! Daí em diante, foram horas, dias e semanas de pesquisa. Consegui muita informação nos tópicos aqui do forum, juntei com algumas coisas de blogs de viagens e finalizei com decisões e escolhas pessoais. Foi aqui que saímos do foco da maioria que concentra a viagem numa região e tentamos colocar alguns contrastes: ver o deserto mais seco do mundo mas ver também o Pacífico pela primeira vez; ficar num povoado com ruas de terra como San Pedro do Atacama e depois numa metrópole como Santiago; se hospedar em hostels ou hotéis baratos na maioria dos lugares mas ostentarmos em hotéis chiques em La Serena e em Mendoza; e por aí vai... Nosso roteiro ficou assim: (ver imagem anexa) OBS: Não consegui colocar todas as cidades relevantes (pernoites/passeios) no mapa pois o Google limita. Mas a lista completa ficou assim: Presidente Prudente/SP Foz do Iguaçu/PR Resistencia/ARG Salta/ARG San Pedro de Atacama/CHI Antofagasta/CHI Copiapó/CHI La Serena/CHI Vinã del Mar/CHI Santiago/CHI Mendoza/ARG Santa Fé/ARG Nos próximos posts, vou relatar cada um dos dias, tentando destacar algo que considerei mais interessante ou que seja uma dica mais valiosa para quem interessar. Foram quase que exatamente 8.000 km percorridos, somando todos os deslocamentos (tanto estrada entre cidades quanto o que rodamos para os passeios etc), feitos em 19 dias, entre os dias 13/04/2018 e 01/05/2018 (feriado do dia do trabalhador) sendo que dois deles viajei sozinho: o primeiro de Presidente Prudente/SP até Cascavel para buscar minha namorada e irmos até Medianeira/PR dormir na casa dos meus pais, e o último fazendo o inverso. Atualizando com uma das fotos mais "sugestivas" que encontrei para resumir a viagem: Salinas Grandes by Elder Walker, no Flickr
  20. Segue o relato dos 25 dias que eu e meu marido dividimos entre Istambul (conexão), Tailândia (Bangkok, Chiang Mai e Rai, Railay Beach e Koh Phi Phi), Vietnã (Hanói e Halong Bay), Camboja (Siem Reap), Malásia (Kuala Lumpur). Os valores serão colocados por pessoa, no decorrer do relato. Quando for preço para o casal, será escrito. (U$ para dolar, Bh para Baths e os nomes dos dinheiros quando necessário!) Lembrando que todos os meus stories do dia a dia da viagem estão salvos no highlights do meu Instagram @viagensdapriscilla Depois de acompanhar as passagens por uns 3 meses, esperando preço bom para a data de nossas férias, compramos as passagens pela Turkish Airways de São Paulo a Phuket, com conexão na ida e na volta em Istambul. As duas passagens, no total, saíram por R$ 6.573,88, pela Viajanet. Com passagens compradas, definimos o roteiro e, ainda no Brasil, compramos todos os voos internos e fizemos reservas dos hotéis pelo Booking. Também reservei o passeio do Patara Elephant Farm, em Chiang Mai, e reservei e paguei o passeio do Sleep Aboard em Phi Phi. Eram coisas que eu queria muuuuito fazer, e não podia arriscar não ter vagas!!!! O Patara não cobra nada na reserva. O Sleep sim, mas eles devolvem o dinheiro no caso de desistência com aviso prévio (aliás, esse eu paguei antes de comprar as passagens! Kkkkk doidinha!). Ah! Também reservei o cruzeiro em Halong Bay pelo booking. Ficamos surpresos com a Turkish, ótimo avião, excelente serviço de bordo, e hotel com transfer gratuito para conexões maiores de 10h em Istambul. Embarcamos em Guarulhos dia 24/03 às 3h50 da manhã. Chegamos à Istambul às 22h10 de lá. Imigramos e nos dirigimos ao balcão chamado Hotel Desk, para solicitar hotel. Ficamos bem animados com a localização do hotel que nos levaram, bem próximo à praça Sultanahmet. No dia 25, acordamos bem cedo e pegamos um Uber (20 Liras no total) junto a outros 2 casais de brasileiros que conhecemos no transfer, e fomos conhecer a Mesquita Azul, Hagia Sophia e a Cisterna. Entramos somente na cisterna (20 Liras), pois a mesquita está fechada para reforma, e a basílica deixamos para a volta. Mesquita azul o fundo Cisterna Às 11h estávamos de volta ao hotel para pegar o transfer da Turkish e embarcar para a Tailândia. Chegamos em Phuket às 4h da manhã. Como eu fiz um roteiro para terminar a viagem nas praias, não ficamos ali. Pegamos o voo da Nok Air para Bangkok (R$ 198 para nós dois, + R$ 58 de IOF no cartão). O balcão do Health Control estava fechado, então o certificado internacional de vacina foi checado diretamente com o agente da imigração. Avião da Nok Air fofinho! BANGKOK – 26/03 – Grand Palace, Wat Phra kaew, Wat Pho e Khaosan Como fizemos um voo interno, chegamos pelo aeroporto Don Mueang. Trocamos 50 dolares já para os gastos iniciais e saímos pelo portão 6, pegamos o ônibus A4 (50 Baht) que para ao lado da Khaosan Road. Não precisa comprar bilhete. Uma mulher passou cobrando durante o trajeto. Como não tínhamos muita pressa, achamos bacana ir de busão e já sentir o ritmo da cidade, ver centenas de pequenos e grandes templos no caminho.... massa!!!!! Finalmente estava em Bangkok!!!! Próximo à nossa parada, a cobradora gritou “Khaosaaaaan”... descemos a 50m dela..... engraçado como de dia nem parece a mesma rua que é de noite!!!! Khaosan rd Ainda não tínhamos comprado o chip, mas o maps.me funciona muito bem offline. Baixamos todas as cidades por quais passamos e foi muito útil. Já tínhamos marcado nossos hotéis no mapa com antecedência. Seguindo, então, o mapa, chegamos ao nosso hostel. Acho que fica a uns 10 minutos de caminhada da Khaosan. Pegamos um quarto privativo com banheiro compartilhado. Gostamos muito!!! Quarto pequeno, porém novinho e cama excelente, banheiros super limpos. Tivemos sorte de quase não encontrarmos ninguém nos momentos que usamos os banheiros! Vivit hostel: 1854 Bh por 2 diárias (+- R$ 191) com café. Como o quarto ainda não estava disponível, por ser antes de meio dia, deixamos as mochilas lá e fomos bater perna, rumo ao tão esperado Grand Palace, antiga residência real e onde fica Wat Phra kaew, templo do Buda de esmeralda!!!! Era pertinho, fomos à pé. Já na entrada, para comprar os tickets, a muvuca era imensa.... senhoooor amado, quanta gente!!!! Um calor de uns 37 graus, grupos de chineses mal educados por todos os lados.... paciência e foco!!!! Eu levei um “kit templo” para essa viagem!!! Nos dias quentes que não dava pra vestir roupa comprida e com manga, eu levava na bolsa uma saia midi e um bolero de manga curta. Esquecemos que o Grand Palace é o único templo onde homem também não pode mostrar os joelhos, então o Jander teve que comprar uma calça na portaria (200 Bh). Ele estava com aquelas calças que viram short, mas esquecemos as “pernas” no hostel! Fazer o quê?! Morrer com vintão!!!! Ao entrar no templo.... woooooooow!!! Que é aquilo?????? Que coisa suntuosa, magnífica!!!!!! Respirei fundo pra não me irritar mais com o tanto de gente, e fui desbravar aquele lugar incrível! E que calor!! Realmente março e abril são meses muito quentes no sudeste asiático!! Não foi fácil!!!!! Mas o lugar valia a pena!!! Saindo do Grand Palace, foi uma mistura de felicidade intensa por ter estado naquele lugar tão incrível... e também de alívio, devido ao calor e muvuca de seres humanos diversos! Kkkkk.... Como era começo de viagem, evitamos ao máximo comer em qualquer lugar, beber coisas com gelo, pra evitar uma intoxicação... então passamos na 7 eleven logo na saída do templo para comprar uns snacks, frutas e bebidas... Trocamos mais 50 dolares ali ao lado e partimos para o Wat Pho, o templo do Buda deitado. Durante toda a viagem, pegamos cotações entre 1 dolar = 30,2 Baht e 31,02 no máximo, em Chiang Mai. Caminhamos uns 400m até a entrada do Wat Pho, pagamos 100 Bh cada, e entramos. O ticket dá direito a uma garrafa de água. Tiramos os tênis e entramos na fila da muvuca de gente pra ver o budão de boas deitado!!! Pensa num chulé lascado lá dentro, todo mundo sem os tênis naquele calor da pega!!! Kkkkkkkk... tampa o nariz e vai, meu filho!!!! Tenha paciência e respeite a fila que sua hora de tirar a foto perfeita vai chegar!!!! Saímos do templo do Budão e fomos conhecer os templinhos em volta, ainda dentro do complexo do Wat Pho.... que lugar lindooooo!!! E menos gente que o grand palace!! Saindo dalí, caminhamos mais uns 350m até o Tha Tien terminal de balsas, sentamos um pouco e ficamos observando o vai e vem de barcos no rio Chao Phraya... bem divertido!!!! Descansados, pagamos 30 Bh e pegamos o barco que atravessa o rio e deixa na entrada do Wat Arun, templo do amanhecer (50Bh). De volta ao barco, cruzamos o rio e pegamos o caminho de volta ao hostel. Paramos em um restaurante charmoso e pedimos nosso primeiro Pad Thai (160Bh)!!! Apesar de estar delicioso, o calor e o jetleg me deram um pouco de náusea... só comi um pouco e preferi ficar nos líquidos... Caminhamos 1,1km até o hostel, fizemos check-in e fomos descansar um pouco, tomar banho, e mais tarde sair para jantar na famosa Khaosan!! Passamos por ela, que diversão!!!! E fomos jantar na Rambuttri. Antes de comer, seguimos até o hotel Rambuttri para fechar o passeio do mercado flutuante e do mercado de trem na agência ao lado do hotel. Passeio fechado (valor 400Bh), seguimos em busca de comida. Meu estômago estava meio zuado, então optei por uma pasta bem ocidental!!! #sqn!! A moça disse que não era spicy, mas era!!! Afastei um pouco o molho bolognesa e comi o penne!! O carbonara do Jander não tinha nada de pimenta. (valor 650Bh jantar + bebidas). Vai uma porção de ovo de codorna frito aí?!!?!? Voltamos de novo pela Khaosan e fomos embora descansar. BANGKOK – 27/03 – Mercado do trem e mercado flutuante. Mercado de flores e Chinatown. Acordamos às 6h40 para estarmos na agência às 7h30. Estava uma chuva torrencial em Bangkok, e seria impossível ir à pé. Os taxis que passavam em frente ao hotel não paravam, e o Uber, não sabemos porque, não estava funcionando naquele momento. Então explicamos nossa situação para a recepcionista e ela fez a gentileza de ligar na agência e avisar que a gente talvez se atrasasse um pouco. Fomos de novo para a calçada e finalmente um taxi parou. Em 15 minutos, no máximo, chegamos à agência (100Bh). Atrasamos um pouco para sair, devido à chuva. Era uma van boa, nova, com nós e mais uns 8 turistas. Seguimos direto para o mercado flutuante mais tradicional de Bangkok, e mais turístico também. Os menos turísticos e mais genuínos só funcionam final de semana... então vai tu mesmo!!!! A primeira parada deveria ser no mercado sobre o trilho do trem. Mas devido ao nosso atraso, perdemos a primeira passagem do trem, e deixamos para a das 11h. Eu estava bem apreensiva com esse passeio sobre o mercado flutuante Damnoen Saduak, porque li muitos relatos dizendo que era só pra turista ver, que não valia a pena e etc.... mas como sou dessas que preciso ver para tirar minhas próprias conclusões, fui conferir e foi a melhor coisa que fiz! Apesar de hoje o mercado ter um propósito mesmo turístico, foi incrível ouvir as explicações da guia de como ele foi construído, da história da vinda dos chineses, da importância dele para os chineses na época de sua construção... e foi sensacional navegar por aqueles canais imaginando que aquilo já foi, um dia, fundamental para um grande número de imigrantes... enfim!! Foi massa demais!!!! Sem falar que como atrasamos e fomos ali primeiro, estava bem vazio no início! Depois, claro, como tudo na Tailândia, craudiou tudo!!! Kkkk Além do valor do passeio, tivemos que pagar separado para andar de barquinho (150 Bh) Terminado o passeio de barquinho, e resistido sem comprar nenhum artesanato maravilhoso, trocamos para um barco com motor para irmos ao local de “desembarque”.... foi bacana, pois passamos por outras partes dos canais, onde estão as casas... a van estava lá no esperando para seguirmos para o mercado do trilho do trem. Ao chegar ao Maeklong Railway Market, a guia logo nos mandou achar um lugar de nossa preferência perto dos trilhos, porque o trem não tardaria muito a passar. Valeria a pena ter ido lá só pela feira em si, independente do trem!!! Pois é uma feira genuína, onde os tailandeses vão para comprar seus legumes, frutas, temperos, carnes frescas (frescas depende do ponto de vista!!)... tem que ter mente aberta e estômago forte em alguns momentos, pois ver aquelas carnes sendo manuseadas de qualquer jeito, com aquela mistura de cheiros, com muito calor... C-nhor!!!!! Que loucura!!!! Até que notamos os feirantes se movimentando, recolhendo produtos, toldos... ouvimos as buzinas do trem... ansiedade!!!!e lá vem ele, passando a centímetros de nosso nariz... pelo menos no local onde ficamos, foi centímetros mesmo!!! Um pouco assustador, mas o trem passa beeeem devagar!!! Tão logo ele passa, produtos e toldos voltam instantaneamente aos seus lugares...e pronto... tudo vira apenas um mercado novamente!!!! Loucuraaaaaaa!!! Espremidos!!!!! Foi ali que tomei o meu primeiro smoothie de frutas (50Bh), arriscando pegar um gelo com procedência duvidosa... meu marido nem quis saber e ainda ficou bravo comigo! Kkkkk... não seria nada bom ter uma diarreia logo no início da viagem, com horas contadas e passeios marcados!! Mas arrisquei.... já quis adaptar logo meu organismo para novas bactérias!!! Hahahahahahaha.... e o gelo tinha procedência, porque não tive nada! Acho que levamos mais ou menos 1h30 para retornarmos à Khaosan. Dali, fomos andando ao píer Tha Tien. Ficamos totalmente perdidos porque tinha gente vendendo passeios de barco...e não entendemos muito bem.... além da quantidade de turistas... até que finalmente alguém me entendeu que eu queria ir ao flower market, e pediu pra gente esperar em determinada fila. Até que chegou nosso barco. Pagamos no barco mesmo, passou cobrador (15Bh). O duro foi saber que hora descer, porque o barco vai rápido, e na hora do píer que queríamos o cobrador estava longe pra gente confirmar, e foi uma parada bem rápida. Olhamos no Google maps e vimos que era aquele mesmo. Então descemos no próximo e voltamos à pé ao píer Yodpiman, foi menos de 500m. Esse píer é bem bonito, pois tem uma espécie de mall, onde almoçamos. Chao Phraya river Yodpiman station - foto do google Conta do almoço... entendemos tudo!!!! Então seguimos caminhado pelos fundos do mall, e entramos no mercado de flores. Muito legal!! Ali eles produzem os arranjos para enfeitar os templos, e como todo budista tem seu templo em casa, a venda desses arranjos, e flores em geral é grande. Apenas atravessamos o mercado e continuamos a caminho do Chinatown, guiados pelo maps.me. O Chinatown é um bairro cuja rua principal se chama Yaowarat rd. É verdadeiramente uma china dentro de Bangkok!!!! Adoramos o passeio... muita coisa bizarra, muitos cheiros, comida de rua, trânsito... sensacional! Deus me livre morar ali!!! Mas passear é obrigatório!!!! Hehe... ao final dessa rua Yaowarat há o Wai Traimit, onde fica o Buda de ouro maciço. Não fomos porque já estava fechado, já era mais de 17h, e também porque tava mais interessante meter-nos pelas ruas paralelas da Yaowarat observar toda aquela cultura tão distinta da nossa!!! Comemos um guioza de-li-ci-o-so!!!!!! A primeira comida de rua da viagem!!! Deu tudo certo!!! Para voltar ao hotel, pegamos o nosso primeiro tuk tuk!!! Apesar de ser mais caro que Uber, não podíamos nos privar dessa experiência! E foi massa!!! O cara andava rápido pra caramba!!! Divertido!!!! Tomamos banho e nem tivemos forças para sair!! O guioza foi suficiente para o jantar!!! BANGKOK – 28/03 - Wat Saket e Chiang Mai Como tínhamos que estar no aeroporto às 13h30, no máximo, era prudente que pegássemos um transfer às 11h. Acordamos bem cedo e fomos conhecer o Wat Saket, Temple of the Golden Mount, pois era bem pertinho do nosso hotel, 15 minutos de caminhada. No caminho, passamos por uma rua cheia de pequenas fábricas de coisas de madeira... portas, bancos.... comprei as letras do meu nome, Pri, no alfabeto tailandês. Custou uns 4 reais, no máximo. Também passamos por um prédio do governo... e vielas... Pagamos a entrada do templo (50Bh) e começamos a subir as escadas. Como pode um lugar tão silencioso e mágico bem no meio da selva de pedras???? A subida é bem tranquila, e lá de cima tem-se uma linda vista da cidade. Valeu a pena!!! Íamos para o aeroporto com o mesmo ônibus que pegamos na chegada. Afinal, tínhamos duas horas para chegar lá. Mas na hora H meu marido ficou inseguro, com medo de o trânsito piorar muito na hora do almoço. Então resolvemos pegar um uber, porque na noite anterior simulamos e ficaria uns 40 reais. Porém, às 11h da manhã, o preço subiu para 750 Bh. Mas fomos mesmo assim, apesar de caro, tivemos um pouco de conforto naquele calor de matar, e também a garantia de que chegaríamos na hora certa! No fim das contas, com o cambio e o IOF do cartão, essa corrida nos saiu por 98 reais.... xxxxeeeeçus!!!! Kkkkkkkkkk dava pra 4 pessoas almoçarem com esse valor!!! Kkkkkk tudo bem!!! Já superei!! Com muita dor, nos despedimos de Bangkok!!! E muito ansiosos por tudo que ainda estava por vir!! CHIANG MAI Eu não conseguia segurar minha felicidade de estar nessa cidade!!!! Afinal, era ali que eu passaria o dia com um elefante, meu sonho de vida!!! Reservei esse passeio antes mesmo de comprar as passagens, bem antes, pra garantir!!! Hehehehehe... alterei a data duas vezes, e foi de boa! Aterrissamos às 15h50, desembarcamos e já na saída havia as tradicionais caminhonetas vermelhas de Chiang Mai! Pagamos 40 Bh cada para ir até o hotel, e havia outros turistas no carro. Cansada e feliz!!!! Fizemos check-in no Chedi Home (3.062 Bh por 3 diárias) com direito a um welcome drink delicinha. Adoramos o hotel. Apesar da ducha ter pouca pressão, o quarto é excelente, e o café da manhã também. Como já era fim do dia, e o calor intenso, descansamos um pouco, tomamos banho e fomos à pé para o night bazaar. Foi uns 10 minutos de caminhada. Jantamos no Ploen Ruedee, um espaço com vários food trucks e música ao vivo, tomamos algumas changs e fomos caminhar pela avenida do night market. Dessa vez não resisti e comprei alguns souvenires, tudo muito lindo e barato! Voltamos ao hotel descansar porque o dia seguinte seria o melhor!!! CHIANG MAI – 29/03 – Patara Elephant Farm e Doi Suthep Acordamos às 6h40, fomos tomar café e esperar a van do Patara, que passaria nos pegar às 7h30. Eu nem acreditava que esse dia havia chegado!! Embarcamos na van e seguimos em direção às montanhas do norte da Tailândia. Seguimos por uma estrada sinuosa e, de repente, paramos próximo à beira da estrada, e o motorista apontou pra mim e pro Janderson e disse “family here”... então nós dois descemos sem entender muito, e as outras 3 turistas da van seguiram caminho.... a van nos deixou ali com uns 4 moços, e uns 6 elefantes, que estavam comendo cana de açúcar. Eu fiquei já muito emocionada de ver aqueles bichos enormes ali, soltos, e também muito nervosa e com medo! Assinamos um termo que dizia que a gente se responsabilizava por qualquer coisa que acontecesse, inclusive levar uma pisada de elefante no pé... ui ui ui!!! Os tailandeses ali não falavam inglês. Então, por meio de gestos, eles pediam pra gente se aproximar dos elefantes, encostar, e pediram meu celular pra tirar fotos minhas.... nisso, nossas mochilas ficaram em um banco de madeira próximo á rodovia... com nossos passaportes e dinheiro.... fiquei com muito receio de algo acontecer, mas fazer o quê?! Aproveitar os elefantes!!! Chorei!!!! Aos poucos fui me aproximando dos grandões, tentando perder o medo que eu nem sabia que tinha... havia uma adolescente chamada Lalaman; ela era muito geniosa e vez ou outra corria atrás de nós pra dar cabeçadas!!! Definitivamente, ela não foi com nossa cara! Passou uns 40 minutos e continuamos ali, interagindo com aqueles elefantes. Estava legal, mas comecei a achar estranho, porque não foi por aquilo que paguei! (O passeio custou 3.200 Bh/pessoa com fotos inclusas). Até que apareceu um instrutor que falava inglês e começou a nos explicar algumas coisas, ufa!!! Ele nos chamou para irmos mais adiante, até uma barraca, para sentarmos e ouvirmos como seria o passeio. E minha cabeça de brasileira desconfiada pensando nas mochilas largadas lá com tailandeses que nem falavam inglês!! O instrutor nos deu nossa roupa do Patara, justificando que os elefantes estão acostumados com ela, também nos explicou como saber se o elefante está saudável, se está nervoso... até cocô nós cheiramos para entender (cheirava cana de açúcar!). Então aprendemos alguns comandos para dar comida e para que o elefante nos acompanhe. Toda vez que ele nos obedecia, tínhamos que dizer “Didi”.... ai que fofuraaa!!!! Eu só falava didiiii.... didiiii... hahahahaha.... Após darmos umas 80 bananas, uma a uma, seguimos morro abaixo para tomar banho no rio. Pensa na alegria daqueles elefantes ao entrar na água!!!! Uma festa!!! Eu passava a escova no meu elefante, e ele pegava água com areia no fundo do rio e jogava nas costas!!!! Sujando de novo!!!! Levei um monte de jato de areia também!!! Hahahahaa Após o banho, despedimos dos nossos elefantes e ganhamos uma cesta cheia de frutas, e sticky Rice com côco enrolado na folha de bananeira, e suco. Pausa para o lanche. Lembrando que a todo momento havia um fotógrafo nos acompanhado!! Em seguida, eles nos informaram que iríamos de van para outro local, uma espécie de hospital de elefantes, para ver dois bebês.... oi?!!?!?! Eu entendi isso??? 2 bebês elefante???? Yeeeees!!! Ficamos mais de uma hora brincando com eles!!! Foi mais que um sonho!!! Após uma manhã intensa e maravilhosas, voltamos ao hotel e almoçamos ali mesmo. Saímos em direção ao centro procurar pela agência Amporn, indicada pelo blog Um Viajante, para fazer o passeio para Chiang Rai. Após fechar o passeio (1350Bh), seguimos ao templo Doi Suthep. Paramos um daqueles carros vermelhos e pagamos 40 Bh cada para ir até o Zoológico. Do zoo até o alto da montanha, pagamos 100Bh cada para subir, ficar por lá durante 1h30, descer e sermos deixamos no hotel ou qualquer lugar dentro da Old Quarter. Na volta, ficamos direto no Night Bazaar para trocar dinheiro, comprar souvenires e jantar. Continua em breve... Continuando.... CHIANG RAI – 30/03 – Bate-volta para Chiang Rai A Van da empresa Amporn passou nos pegar às 7h30 para o passeio a Chiang Rai (1.350 Bh), incluindo a vila Karen, mais conhecida como long neck woman, e o Golden Triangle, fronteira entre Tailândia, Laos e Myanmar. A primeira parada foi em um lugar chamado Hot Spring, na beira da estrada, há tipo uma feira cheia de coisas pra comprar, e próximo à feira, há fontes de águas termais, nas quais você pode colocar os pés para relaxar (lotaaaado de chineses), ou comprar tipo uma vara de pescar com uma cestinha e um ovo na ponta, e colocar esse ovo para cozinhar em uma das fontes, e comer!!! Dispensamos tudo isso e ficamos apenas olhando tudo o que tinha para vender naquela feira!! Sem querer ser chatona, mas depois de ver os geisers lá no deserto do Atacama, essas termais aí ficaram no prego do chinelo!! hihihi Seguimos viagem para a tão esperada parada, o White Temple. E não deixou a desejar! Que lugar incrível!! Aquela brancura, os detalhes, pequenos mosaicos de espelho... e os banheiros então?!?!!?!? Um luxo!! Nossa guia disse que foi bom ter chegado mais cedo, porque tinha menos pessoas..... WHAT!!?!?!? Aquilo ali de gente era pouco?? #sqn Mas deu para empurrar alguns chineses e conseguir uma boa foto!!! Hahaha... a única coisa triste que nos acompanhou em quase toda a viagem foi o céu... devido a queimadas ilegais que ocorrem em todo o sudeste asiático, o céu não ficou azul nenhum dia... mas um cinza nada glamoroso... apenas nas praias não havia essa nuvem de fumaça. Uma pena... mas não reduziu em nada a beleza dos lugares, só não favoreceu as fotos. Enfim... o verão, entre março e abril, além de temperaturas escaldantes, ainda pode ter as queimadas.... haja litros de água e de Chang pra alivar!! Hihi Esse é o banheiro do templo!!! wow! Seguimos pelo interior do país... muito legal isso! Observar a zona rural, as montanhas.... chegamos na vila da tribo, se não me engano, Akha. Há muitas tribos que vivem nas montanhas da Tailândia, algumas ainda mantêm suas tradições. Nessa que fomos, algumas mulheres se vestem com roupas típicas para os turistas conhecerem, e vendem seus artesanatos. Podemos observar um pouco de suas casas feitas de bambu.... e como eram férias escolares, havia muitas crianças brincando ali.... umas fofuras! Quem pagou o passeio completo, como nós, seguiu até os fundos dessa vila, que é onde começa a vila das “mulheres girafa”. Não gosto desse termo, prefiro o verdadeiro, que é tribo Karen. Quem não pagou, fica esperando na vila anterior. Esse pagamento é uma forma de ajudar a tribo, porque são imigrantes do Myanmar.... algo assim. Está aí outro passeio que eu estava com receio, pois muitas pessoas diziam que parecia um zoológico onde você vai pra ver gente exposta... mas vou falar uma coisa, eu gostei muito! Porque ali é onde elas vivem, independente do turismo. Enquanto seus maridos vão trabalhar nas fazendas, elas ficam ali recebendo turistas enquanto fazer seu artesanato, que a propósito é lindo. Na verdade eu que me senti Tonga, porque imagino que elas ficam pensando “esses turistas bocós atravessam o mundo pra ver a gente aqui sentada trabalhando”.... sei lá.... me senti bem! Comprei um artesanato e tirei uma foto! Quando eu organizava o roteiro, queria muito ir ao Myanmar, mas não deu tempo. Nas pesquisas, eu li que eles usavam a Tanaka como protetor solar natural. É uma árvore, eles ralam e molham pra formar uma pasta. Quando eu vi todas as mulheres Karen com Tanaka no rosto, pedi pra guia ver com uma menininha linda se ela passava takana em mim, dei umas moedinhas e ela passou. Eu fiquei muito emocionada e chorei, pois aquela menina linda, toda delicada, parecia que estava pintando uma tela!!!! 6 É linda demais!!!! Hora de ir para o Golden Triagle. Lá na fronteira, pegamos um barco e navegamos alguns minutos até a fronteira com o Myanmar, onde o guia explicou sobre problemas com tráfico de ópio e etc.... depois fomos até a fronteira com o Laos. Ali pudemos descer e dar uma volta pela feira do Laos. Os corajoso puderam provar whisky com pênis de onça, com cobra, com ópio etc.... acho que ficamos ali uns 40 minutos e voltamos pro barco. Vai encarar um whiskinho?! Portal do Laos! De volta à van, seguimos para o restaurante: Buffet livre de comida tailandesa!!!!! Genteeeee.... mas eu comi tanto que fiquei até com vergonha!! Provei as nada, pouco e muito apimentadas... não perdi a chance!!! Hehehe.... amei!!! A viagem de volta foi super cansativa... durou 4h em uma estrada sinuosa, com uma parada pra xixi. Chegamos ao hotel moídos. O Janderson foi na 7 eleven buscar uns lanches e jantamos no quarto mesmo. SIEM REAP - CAMBOJA – 31/03 – Voo de Chiang Mai para Siem Reap (U$ 192 o casal) e circuito grande. Pedimos um Uber às 6h para o aeroporto (R$ 20,00). Nosso voo da Air Asia tinha uma conexão de uma hora em Bangkok. Tomamos um café caro pacarai no aeroporto e partimos para o Cambodia. Levem caneta na mochila de mão, porque tem que preencher o cartão de entrada em cada país que passamos. Ao chegar, seguimos ao balcão para fazer o pagamento do visto (U$30) e deixar nossos passaportes. Seguimos para o outro balcão onde esperamos pelos passaportes já com o visto. Isso durou uns 20 minutos. Passaporte em mãos, passamos pela imigração e saímos do aeroporto. Dessa vez achei que teríamos transfer esperando com plaquinha e nossos nomes... mas não dá pra ser rico nessa vida: eu me esqueci de enviar email ao hotel com horário da chegada. Enfim, pegamos um taxi credenciado e a corrida ficou U$ 10. Lembrando que no Cambodia não precisa trocar os dólares, pois lá eles aceitam. Então foi um baque sair da Tailândia, onde 100 Baths era 10 reais, e chegar no Cambodia, tudo em dólar.... ainda mais com nosso temers desvalorizados.... bola pra frente que quem converte não se diverte!!! Nosso hotel tinha uma piscina maravilhosa, café da manhã excelente e camas muito boas, mas o banheiro era meio aspecto de sujo. Pagamos U$53 por duas diárias, barato demais!! Então tá tudo certo! Pedimos informações sobre os passeios e acabamos contratando um tuk tuk ali pelo hotel mesmo, para os dois dias (U$38), incluindo o nascer do sol no Angkor Wat. Nosso motorista não era muito de conversa, apesar de simpático, e não serviu de guia, como já li por aí muitos motoras de tuk tuk vão explicando tudo. Tive que me valer dos meus guias em PDF para entender um pouco sobre os templos. Ate cotei o guia Alex, que fala português, mas ele cobra U$70 por pessoa, o que não estava em nosso orçamento. Também não quisemos guia em inglês porque C-nhor amado!!! Como entender aquela pronúncia dos cambodianos?!?!!?!? Tinha hora que só na mímica! Como ainda tínhamos a tarde pela frente, fomos fazer o circuito grande, que leva esse nome porque as distâncias entre os templos são mais longe. Pegamos nosso guia e mapa e partiu Angkor. Nosso motora parou na bilheteria para comprarmos o ticket de 3 dias (U$62... isso mesmo... U$124 para nós dois... 0_0...). começou uma chuva de leve, mas logo parou e deu pra visitar de boas... só que não teve pôr do sol. Até fomos a um templo para isso, mas o sol estava encoberto pelas nuvens. Foi lindo, mas não se compara às fotos do entardecer de lá que vemos por aí!!! Maravilhados com tudo aquilo, voltamos para o hotel, curtimos um pouco da piscina. Após o banho, saímos para jantar na Pub Street. Nosso hotel era perto, mas muita preguiça de caminhar, então pegamos tuk tuk (U$2 o casal). Tanto como em Bangkok quanto em Chiang Mai, Siem Reap tem a sua rua louca!! São algumas quadras de bares, restaurantes, comida de rua, artesanato.... woooow!!!! Eu A-MEI a pub street!! A melhor de todas!! Sem falar que meio litro de chop custa 1 dolar!! SIEM REAP – 01/04 – Angkor Wat e circuito pequeno Como combinado com nosso motora no dia anterior, acordamos às 4h para ir ver o sol nascer no magnífico Angkor Wat. Nosso hotel havia deixado preparado nossa marmita do café da manhã. Estacionamos, marcamos bem a árvore ao lado do tuk tuk, porque um mundaréu de gente chegava também!! Caminhamos naquele breu imenso seguindo o fluxo de gente até chegarmos no lago. Ali, tinha um vendendo de café e chá. Compramos um pra podermos sentar nos tapetes bem na beira do lago (4U$) Aquela multidão ansiosa ali... maaaaaaas... o sol não nasceu... buááááá.... ele até se esforçou!! Mas nada! Não tivemos sorte!! Foi lindo, mas imaginem com sol?!!?!? Vejam: Imaginem com sol nascendo atrás do templo! Tomamos nosso café ali mesmo, enquanto o dia surgia... e partimos desbravar o sublime Angkor Wat. Gente, sério! É magnífico!! Pensar na história daquilo ali, de ter sobrevivido ao tempo, às guerras, aos seres humanos... de arrepiar!!! Imagine com um bom guia?! Acho que ficamos mais de uma hora por ali. E voltamos para o estacionamento, que ainda tinha o circuito pequeno inteiro para visitar!! O mais esperado era, claro o Ta Phrom, e fazer carão de Angelina Jolie nas fotos!!! Hehehe É impressionante ver essas árvores sobre as ruínas!!!!! Olha vou falar uma coisa... andar pelos templo cansa muuuito! É um sobe desce em degraus imensos e irregulares!! Um calor!!! E a fome foi batendo! Sorte que em todo lugar tem saquinho de manga ou abacaxi mega doces pra comprar!!! A hora que deu umas 13h30 chegamos ao limite! E pedimos para nosso motora nos deixar na pub street. Como era domingo de páscoa, decidimos ter um almoço especial de comida típica!!! Amei o picadinho de carne deles, chama-se Lok Lok... também comemos sopas e peixes da culinária Khmer. Eles usam muito galangal, um tipo de gengibre, e capim limão.... as sopas são apimentadas e refrescantes... também usam uma massa de peixe fermentado nas sopas... gosto forte e exótico...gostei de tudo!! Após almoço voltamos ao hotel pra tirar um cochilo que não deu muito certo, pois acordamos já no início da noite. Então bora voltar pra pub street comprar souvenir e despedir daquele lugar top demais!!! O night market de lá tem roupas muito baratas, e panos também (pashmina, toalhas de mesa etc)... e lá no fundo do mercado tem um palco onde ladyboys se apresentam transvestidas...tipo um show de dublagem.... meio bizarro, porque é tipo a propaganda da prostituição explícita.... ficamos uns 3 minutos olhando mas logo saímos...uma delas ficou encarando meu marido!! Hahahaha.... Neste dia voltamos embora a pé, para poder ver um pouco mais das ruas, das feiras, das comidas de rua.... que diferente, massa!!!! SIEM REAP – 02/04 – APOPO e voo para Bangkok Nesse dia eu queria ir para Beng Mealea, templo afastado da cidade. Mas a gente vinha de ritmo intenso de acordar cedo, passear muito, calor, estômago meio ruim.... Então acordamos mais tarde, tomamos café e resolvemos dar uma descansada, pois ainda tinha muita viagem pela frente! Acabamos o café já era umas 10h00.... voltamos ao quarto arrumar as coisas, e pegamos um tuk tuk para ver a pub street de dia.... tomamos umas cervejas, almoçamos lá pelas 13h30 e decidimos ir conhecer o Apopo, um projeto no qual eles treinam ratazanas para encontrarem minas explosivas pelo olfato (U$5). Pesquisem na internet sobre os HeroRats. É incrível!! Ratos salvando vidas! Rato James! Minas encontradas por ratos. No início da noite, pegamos o transfer gratuito do hotel (pois não pegamos quando chegamos) e fomos pro aeroporto. Embarcamos para Hanoi, no Vietnã (R$ 700 o casal), mas com conexão de uma noite em Bangkok. Então pegamos um hotel ao lado do Don Mueang, Hotel Hopper’s place (900Bh). Até dormir, já era meia noite, e o transfer gratuito sairia do hotel às 3h30. Achamos muito cedo, considerando que o hotel era perto e o voo era às 6h45. Mas foi a melhor coisa que fizemos, pois como quase todo aeroporto da Ásia, estava lotaaado já pela manhã. HANOI - VIETNÃ – 03/04 – Conhecendo Hanoi Às 8h30 já estávamos aterrissando em Hanoi. Fomos até o balcão para tirar o visto, mais ou menos como no Camboja (U$ 25), levou uns 40 minutos. E que emoção chegar ao Vietnã!!! Até então só visto em filmes de guerra!! Pegamos uma van no aeroporto que enche de gente e vai deixando nos hotéis do centro histórico (U$ 6 o casal). Quanto mais nos aproximávamos do centro, mais louco ia ficando o trânsito!! Aquele caos de motos e pedestre, mas que funciona! Descemos da van e andamos umas 5 quadras até o hotel. Duas vendedoras tipo de pão frito viram os 2 turistas bocós com suas mochilas, e já vieram empurrar a sacola do pão cobrando 2 dolares, e colocando a sacola em nossa mão, falando e sorrindo, tudo muito rápido. Demos 1 dolar e pegamos 2 pães e saímos.... apesar de muito gostoso, não valia tudo aquilo... aprendemos a lição: nem olhar para os vendedores e seguir andando! Após o check-in (aliás, como os recepcionistas são simpáticos!!), deixamos as malas e corremos desbravar a cidade. Que loucuraaaa!!! Eu amei tudo!!!! Achei realmente incrível, uma cidade enérgica, louca.... fantástico!!! Quero voltar!! O que é atravessar a rua nessa cidade?!!?!? Medoooooo... Após passar pelo lago Hoan Kiem, bem próximo ao nosso hotel, seguimos para conhecer o Templo da Literatura, o que já foi a primeira universidade do país. Aluguei um áudio guia e fiquei simplesmente maravilhada com aquele lugar!! Eu que sou formada em Letras, estava no templo da sabedoria! Amazing!!!!! Dois tickets custaram 60 mil Dongs, o que dá mais ou menos 10 reais. O áudio guia acho que foi uns 20 reais. Entrada Por este caminho só passavam os governantes e os mestres do saber Fotos dos formandos!! Tudo muito incrível! Foi próximo ao templo que tomamos nosso primeiro café vietnamita, tão famoso! Tomamos um gelado com sorvete de coco, e o tradicional com leite condensado. Como não gosto muito de café doce, prefiro o gelado com coco! Mas os dois são bons! Fiquei uns 15 minutos esperando o café passar em cima do leite condensado!!! Seguimos a pé para o museu da guerra (80mil Dongs o casal). Tínhamos apenas meia hora até fechar, então foi rapidinho!! na parte interna havia muitas fotos e informações Depois fomos para o Thang Long Water Puppet Theater (Uns 15 reais). Gente, que demais!!!! É tão bizarro e engraçado, e ao mesmo tempo tão fofo... super recomendo!!! Porque faz parte da tradição deles, e eu teria ido só pela música, que é ao vivo!!! Parece bobo, mas é a forma de retratarem toda a cultura deles. Demais!!!! o palco é uma piscina as marionetes saem da água!!! e a banda fica ao lado Jantamos em uma hamburgueria e fomos descansar. Andamos mais que notícia ruim nesse dia! Diária no Hanoi Stella Hotel (bom!) + 1 kg de roupa na lavanderia = U$ 32 HANOI - VIETNÃ – 04/04 – Halong Bay Além de estar no Vietnã, que já é demais, chegou o dia de ir para Halong Bay. Reservamos o cruzeiro pelo booking, com base nas avaliações (U$ 210 com transfer). O onibus atrasou bastante para nos pegar no hotel. Tomamos café rapidamente para estarmos prontos às 7h30, e eles chegaram às 9h.... fazer o quê?! Levamos umas 4h para chegar em Halong. Embarcamos e começamos nosso lindo passeio por aquela baía magnífica. Nosso barco era intermediário, conforme o que pagamos. Nosso quarto era bom e a comida excelente. Tudo ok! Nada extraordinário! O passeio foi o bem tradicional: almoço, surprise cave, caiaque em um lugar belíssimo, cooking class, jantar, pernoite, café, view point, praia, almoço e retorno. Eu amei!!!! Plantações de arroz ao longo do caminho... Iniciando a navegação! enfrentando o trânsito na subida para a caverna.... a imensa e linda Surprise Cave! Vista ao sair da caverna De volta ao barco! Nada mal esse caiaque, hem!? Pode haver fim de dia mais lindo!?!!? Demais! E não parava de ficar lindo! Nem de noite!! Aprendendo a fazer o spring roll do Vietnã! HANOI - VIETNÃ – 05/04 – Halong Bay e retorno para Hanoi Bom dia with a view!!!!!! Que tal a vista da minha janela??? view point... após muitos degraus!!! valeu o esforço! só pra dizer que molhei as canelas!!! Mozão nem pensando na fatura do cartão que estava por vir!!! hehehehe O passeio terminou ao meio dia. Pegamos o busão de volta pra Hanoi. Umas 16h30 já estávamos no hotel. Só deixamos as coisas e fomos curtir um pouco mais da cidade, pois no dia seguinte, pela manhã, já iríamos embora. Sim! Apenas 3 dias no Vietnã, pois eu achei melhor ir pouco que ir nada! E ficou a vontade imensa de voltar, porque tem muuuuuito mais o quer ver pelo país. O chapeu não é pra turista ver... eles usam mesmo! A maioria dos prédios são estreitos para pagar menos impostos One Pilar Pagoda Mausoleu de Ho Chi Minh.... até às 11h é permitido entrar para ver o corpo do principal lider que eles já tiveram, e gratuito. The note, uma cafeteria toda estilosa cheia de recadinhos!!! finalmente achamos um bar de breja artesanal na viagem!! 3.wmv Neste video, imagens das ruas, da tentativa de atravessar a rua, e de uma rua badalada!
  21. Nós tínhamos 5 dias no réveillon. É época tradicionalmente lotada (e cara) em qualquer canto turístico no Brasil, então estávamos olhando para fora. A ideia era conhecer algum lugar novo nos arredores, e escolhemos Assunção. Claro que ouvimos a tradicional pergunta “mas o que vai fazer em Assunção?” (os amigos mais próximos sabem que eu não faço compras, então já pulam a tradicional “vai lá fazer compras?”), para a qual sempre dávamos a básica resposta: “conhecer”. Fomos escolados, lendo as poucas experiências de outros viajantes que lá estiveram. Já sabíamos, de longa data, que Assunção nada tinha a ver com Ciudad del Este. Assunção é Paraguai, Ciudad del Este é Brasil (para brasileiros) dentro do Paraguai. Foi uma viagem completamente atípica para o que estamos acostumados (daí o relato sair um pouco quebrado). Dessa vez não passamos o dia explorando a cidade, para jantar e dormir cedo e repetir a dose no dia seguinte. Dessa vez curtimos noitadas todos os dias, acordamos tarde todos os dias. Curtimos a cidade, curtimos até mesmo um pouco de Luque, Sanber e Areguá, aconchegantes cidades nos arredores de Assunção – eu adoraria voltar e curtir alguns dias em Sanber e Areguá. Para tudo isso nós fomos ciceroneados por um velho amigo meu desde os tempos de faculdade. --------------- MUITO mais fotos desta viagem podem ser vistas no relato da Katia, no site dela: http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2014/12/resumao-do-nosso-reveillon-em-assuncao.html --------------- Os voos para Assunção quebram um dia no meio. Partem e voltam somente de Guarulhos no meio do dia. Por isso, chegamos na cidade já no meio da tarde do dia 31/12. Estava um calor carioca na cidade, e também um belo céu azul. Demos um rolé rápido pelo centro, praticamente tudo estava fechado por conta da véspera de ano-novo. Atrações, restaurantes, etc. Mas já deu para confirmar a ideia de como o centro de Assunção é pacato, se comparado a outros centros de capitais sul-americanas (com a ressalva de que ainda não conheço Quito, Caracas e as capitais daqueles três países menos conhecidos lá de cima). Palácio de Lopez Panteão dos Heróis A bela Casa do Bicentenário Aproveitamos para experimentar umas chipas no Na Eustaquia, e depois algumas empanadas num shopping. No fim da tarde fomos tirar algumas horinhas de sono para aguentar a virada de ano. Nosso amigo tinha nos encaixado numa festa finesse num clube à beira do Rio Paraguai. Tivemos a ceia na casa da avó do meu amigo. Foi legar rever família, irmãos, pais e a avó. E conhecer outros parentes. Acabou que a visita foi relativamente rápida, porque jantamos, brindamos o Ano Novo e partimos para a festa. No caminho ainda passamos na casa de um amigo dele. Casa sinistra de grande, estilo Jurerê Internacional. Amigo muito hospitaleiro, insistiu que voltássemos lá de manhã (até voltamos, mas não tinha mais festa rolando!). Galera deixou o carro num posto de gasolina, e de lá partimos com limusine para o clube Verandas. Alta classe!! Viramos a noite na festa, vimos o sol nascer e tudo. Tentei me segurar na bebelança, acho que consegui. Nada de ressaca, mesmo no Réveillon! Já no amanhecer começou sessão de música brasileira. Rolou uma tal de Perereca Suicida, que eu nunca tinha ouvido. Depois soube que aquela era a versão original, não censurada. Achei muito bizarro. Vi garotas (suponho que paraguaias) dançando e cantando aquilo, ou seja, conheciam a matéria! Sinistro! Partimos de lá de manhã, com música e festa ainda rolando. Acho que fizemos bem, soube que houve confusão minutos depois. Durante nossa estada lá não vi uma briga sequer (mas vi algumas “quase”). Katia perdeu o celular, mas uma alma bondosa viu e foi atrás de nós para devolver. Amem! A Limo nos levou de volta ao posto, de onde partimos para casa. Ainda fomos catar um lugar para comer, era a larica do Réveillon. Há um lugar de lomitos na cidade, cheio de barraquinhas. Mas ninguém estava trabalhando naquela manhã. Achamos um outro, mas que só tinha de frango. Foi o jeito, embora não estivesse lá nada de mais. Vários outros bebuns pós-noitada passando a pé e buscando lomitos também, e nos cumprimentando pelo Ano Novo, ahahaha. Fomos dormir quase 9hs da manhã. Não estamos mais habituados a isso! Dia 2 Acordamos no meio da tarde. Tempo nublado. Fomos dar uma forrada no estômago. O problema era achar lugar aberto. Fomos num shopping perto do hotel e saboreamos uma parrilha paraguaia no Esse Lugar. Parrilha paraguaia Depois fomos curtir um pouco a Avenida Costanera, que fica fechada aos carros nos domingos e feriados. Tipo Aterro do Flamengo ou orla Leme-Leblon. Foi bacana ver a galera curtindo o lugar. Curtimos também. Ao sabor de tererê, que meu amigo sempre carrega com ele. A Costanera, em foto no dia anterior, com sol Vendedor de chipa na Costanera Já de noite ficamos no entorno do Paseo Carmelitas. Tentamos tomar um café no El Café de Aca, mas ninguém apareceu para atender em mais de 10 minutos. Trocamos por umas cervas no Kilkenny Pub. A cerva bateu mal na Katia, que optou por voltar para hotel e descansar. Eu ainda saí no fim de noite para o Kamastro, encontrar com meu amigo. O Kamastro é um bar, mas que transa arte, além de comida e bebida. Em todo canto há alguma obra de arte, tradicional ou moderna. Choveu forte na madrugada. Ficamos lá até fechar, 3 da manhã! E a chuva não parava. Kamastro, ainda de dia, antes de abrir Dia 3 Saímos no fim da manhã (nunca acordamos cedo na viagem!) para conhecer algumas cidades nos arredores. Paramos em Luque (Katia comprou brinco feito em filigrana), Areguá (cidade meio bicho grilo, muito agradável!) e San Bernardino (Hotel del Lago, Lago Yapacaray). Lugares muito bacanas, do tipo que dão vontade de ficar mais tempo. Gostaria muito que houvesse voos diretos (e com boa logística) do Rio para Assunção, pra voltar e curtir melhor esses lugares. A igrejinha de Areguá Paz e tranquilidade pelas ruas de Areguá Lago Ypacaray, em SanBer Na volta, comemos no 1Toro y 7 Vacas. Lugar caro, mas vieram umas patacas sinistras de carne! Depois passamos o resto da tarde batendo perna no centro da cidade, conhecendo melhor as atrações que estavam abertas. O Centro Informações Turísticas está de parabéns, nos deu diversas informações de forma assertiva e muito cordial. Anoiteceu e voltamos para Villa Mora, o bairro onde estávamos hospedados. Saboreamos uma cerva artesanal no Astoria, tomamos uma saideira no Long Bar e fomos descansar para outra noitada. Ia ter show no Kamastro à meia-noite, fomos dormir um pouco para mais uma noitada. El Cabildo Catedral Metropolitana – só abriu de noite, quando já estávamos indo embora do centro! Interior da Casa de la Independência Fomos para o Kamastro, onde rolou showzinho bacana, bate papo com a galera e bebelança até tarde. Dormimos tarde pacas novamente. Showzinho no kamastro (Abel Ullon) Dia 4 Fomos conhecer o Mercado Quatro, mercadão popular na cidade. Enorme, sinistro. Um pouco de Brasil, um pouco de Índia. Não vi o filme “7 Cajas” (tinha de ver!), que foi filmado por ali e fez sucesso no circuito alternativo brasileiro. Ainda passamos no estádio Defensores del Chaco, mas estava fechado. Ficamos saboreando uma parrilha paraguaia na casa do meu amigo, com a família dele e mais gente que chegava de vez em quando. Partimos para uma cidade próxima, onde a ideia era passear de barco no Rio Paraguay. O barco estava parado havia anos. Um mecânico tentou recuperar, mas não rolou. Curtimos mesmo assim. Disparamos para centro da cidade, a ideia era conhecer e curtir o bairro Loma San Geronimo. Paramos no bar El Poniente para pegar umas cervas artesanais Sajonia. Muito boa! E lugar muito maneiro. Depois paramos num bar de metaleiros no caminho. El Poniente Loma San Geronimo: Lugar muito legal, muito colorido! Mas tem de saber dia e hora de ir. Fim de semana de noite é quando tem atividade. Era um sábado e era de noite, ou seja, fomos no dia e momento certos. Curtimos um show no mirante. Curtimos uma final de vôlei feminino num colégio (!!). E curtimos o charme do lugar. Muito colorido na Loma San Geronimo Showzinho no mirante Fim de tarde Fomos tomar saideiras no El Poniente (de novo!), no excelente El Pirata (grande visual!) e no Manzana T. Haja fígado! Depois fomos jantar. Acabamos no hotel Guarani, porque o badalado Bolsi estava lotado naquela hora tarde da noite. Outros restaurantes nas redondezas também estavam cheios. O restaurante do hotel Guarani tinha umas boas pizzas, foi o que escolhemos para fechar o dia de bebelança e diversão. Muito sono!! Fomos dormir mais cedo, 1 da manhã. Nessa noite não teve Kamastro. Visual do Palácio Lopez a partir da Manzana T. Último dia Como não conseguíamos acordar cedo, apenas passeamos nas redondezas – um mercado gastronômico e outro de design. Almoçamos no Bourbon, em Luque, já pertinho do aeroporto. Muito finesse! Fica ao lado da sede da Conmebol. E tomamos nosso rumo de volta ao Brasil! E assim foi mais um feriadão explorando algum canto do mundo.
  22. Mais uma vez graças a esse site, minha trip rumo à Patagônia Argentina saiu e foi mais que perfeito. Gostaria de compartilhar minhas experiências e mostrar a vocês um pouco do que esse canto do planeta nos reserva. É simplesmente mágico. Antes de iniciar, informo que fui no verão e nisso há uma particularidade: os dias são mais longos, ou seja, temos luz até quase 20h30. 🌞✌️ E isso foi um grande diferencial para essa viagem ser aproveitada ao extremo. Mesmo sendo verão, não significa que pegamos dias extremamente quentes, portanto, como boa mochileira que se preze, usei e abusei das roupas em camadas. Tendo roupas de boa qualidade, é possível estar confortável, quente e ao mesmo tempo fresca para curtir a trip, e principalmente, leve. O que faz toda diferença de peso numa caminhada. Declathon é nosso templo!! 🙌 Itens do Mochilão: 3 fleeces; Jaqueta corta vento e à prova de água; 1 calça que vira bermuda e seca rápido; 2 calças segunda pele; 6 camisetas dry fit; 3 baby look de algodão; 8 pares de meias (diversificadas entre caminhadas leves e meias para lugares de neve); Bolsa de hidratação 2L; Toalha (daquelas que secam rápido); Higiene pessoal: sabonete, shampoo, condicionador, aerosol para pés, toalha umedecida e hidratante. Sugiro colocar na mala tb Bepantol (extremamente hidratante e não deixa a pele craquelar ou sagrar por conta dos ventos frios); Necessaire com itens de primeiros socorros: aí fica a critério de suas necessidades, na verdade, levei e não usei nada, com exceção do Dorflex e o gel para dores musculares (grandes amigos diários); Touca; Luva; Bota de trekking (a minha é da Timberland Chochorua GTX); Lanterna; Protetor para orelha de fleece (grata surpresa e aliado); Protetor auricular e venda para olhos; Óculos de sol; Carregador universal (pq as tomadas argentinas são diferentes das brasileiras); Câmeras e baterias reservas; Caderno para anotações e caneta; Bastão de caminhada (melhor parceiro da viagem).😍 Levei tb um arsenal de mix de frutas secas, barras de cereais e um fardinho de todinho para garantir os lanchinhos. Cronograma: Dia 1: São Paulo - Buenos Aires Dia 2: Buenos Aires - El Calafate Dia 3: El Calafate: Glaciar Perito Moreno + Minitrekking Dia 4: El Calafate - El Chaltén Dia 05: El Chaltén: Chorrillo del Salto (6km) + Mirador de Los Cóndores (2km) y de las Águilas (4km) = 10 km ida e volta Dia 06: El Chaltén: Laguna Capri (8km) ida e volta Dia 07: El Chaltén: Laguna Torre (18km) + Laguna Madre y Hija (8km) = 26km ida e volta Dia 08: El Chaltén: Laguna de los Tres (18km) ida e volta Dia 09: El Chaltén: Descanso Dia 10: El Chaltén: Loma del Pliegue Tumbado (24km) ida e volta Dia 11: El Chaltén - El Calafate Dia 12: El Calafate: Ríos de Hielo Dia 13: El Calafate - Torres del Paine (Chile) Full day Dia 14: El Calafate - São Paulo Apesar de ser Patagônia, o foco principal foi conhecer com tranquilidade as trilhas que El Chaltén pode oferecer. Enfim, bora começar esse relato que é o que interessa. Dia 1: São Paulo - Buenos Aires Para quem nunca foi para o aeroporto de Guarulhos de ônibus é bem tranquilo e econômico: sai um buso da estação Tatuapé direto para GRU por R$ 6,15 num trajeto de aproximadamente 50 min. Meu vôo para BA levou umas 2h30 e como o voô para El Calafate sairia no dia seguinte pela manhã, optei em ficar num hostel na capital para tomar um banho e esticar as pernocas. Me hospedei no 7030 hostel e curti. É bem localizado no bairro de Palermo e a 9km do aeroporto. Fiz esse trajeto de transporte público: comprei um cartão SUBE (equivalente ao nosso bilhete único de SP) e paguei ARG 25 pelo cartão + ARG 10 pelo trajeto. Lá eles cobram por trecho. Depois de uma caminhada por algumas quadras, finalmente cheguei. Fiquei feliz por estar movimentado com ruas e bares cheios às 23h. Admito que estava receosa em andar sozinha à noite num país desconhecido. Mas foi tranquilo. Dia 2: Buenos Aires - El Calafate - Batendo perna + Glaciarium: Logo cedo voltei ao Aeroparque e fui rumo à El Calafate para enfim a trip começar. Contratei com a empresa Vespatagonia o transfer de ida e volta http://www.vespatagonia.com.ar/ custou ARS 280 e foram muitos responsáveis com horários e prestação de serviço. Ficam dentro do próprio aeroporto no box 6. O hostel que fiquei foi o Bla. Está muito próximo da avenida principal e tudo pode ser feito à pé. Era bem limpo e organizado, mas o staff pouco informado e não muito prestativo. Aproveitei meu dia livre para conhecer o Glaciarum http://glaciarium.com/es/ que é um centro de interpretação de Glaciares. A entrada custou ARG 330 e o transporte é gratuito a partir do centro de informações turísticas. O lugar é bem tecnológico e mostra de forma dinâmica as transformações que a terra passou, como são criados os glaciares e icebergs, a importância desses gigantes no planeta e curisidades sobre seus exploradores, que nomeam as famosas cadeias de montanhas da região. Acho válida a visita, para poder olhar com olhos mais aguçados para o gigante que iria conhecer no dia seguinte. Dia 3: El Calafate - Perito Moreno + Minitrekking: Fechei esse passeio direto no hostel por ARG 3300 com minitrekking e chegando no parque foi necessário desembolsar mais ARG 500 para entrar no parque. É meus amigos, vir para essas bandas significa desembolsar muitas moedinhas, portanto, organizem-se! 😉 Uma van nos busca no hostel e nos leva para o Parque Nacional Los Glaciares onde a guia nos explica sobre sua importância, que foi criado em 1937 e quais as razões de manutenção de flora e fauna, fora a delimitação de limites com o vizinho Chile. Dá detalhes sobre o gigante Perito Moreno e tivemos tempo livre para passear pelas passarelas, comer algo e depois marcamos um ponto de encontro para irmos ao porto para fazer o minitrekking. O dia estava nublado e chuvoso, mas não tirou a magnitude e a felicidade de conhecer pessoalmente o famoso paredão azul que eu namorava por fotos há anos. A imponência desse gigante de gelo é incrível e só estando lá percebi que ele é extremamente móvel. A água que o circunda é de uma força descomunal e isso o faz se movimentar e não é raro presenciar os famosos desprendimentos. São estrondos que impõem respeito e merecerem toda a nossa atenção. No horário combinado, nosso buso saiu rumo ao porto para nos levar ao minitrekking e do barco foi possível enxergar o glaciar de outro ângulo. Por conta da força das águas, a gelereira é constantemente modificada e formam-se cavernas e túneis. Na véspera de nossa ida, tinha uma espécie de ponte de gelo formada pelos contantes desprendimentos, mas quando foi nosso dia de visita essa ponte tinha caído, por isso na foto acima tem esse imenso vão. Fomos recebidos pela empresa Hielo y Aventura que é única autorizada a operar no minitrekking. Eles dispõe de dois passeios: minitrekking e big ice. A diferença entre eles é o tempo e a distância de percurso. Como a diferença de preço era muito grande, optamos por fazer o minitrekking mesmo, mas sem arrependimentos. Foi lindo. O passeio dura 1h30 e antes de iniciar o guia explica sobre gelos e glaciares, mas eu estava bem antenada por conta da minha pré aula no Glaciarium 😅. Em seguida somos levados para colocar os grampones nas botas para que possamos ter uma melhor aderência no gelo. PS: Óculos de sol e luvas são obrigatórios! Depois das instruções de como andar usando os grampones com segurança e aproveitar melhor a caminhada, finalmente começa o passeio. Inicialmente é meio sujo porque muita gente passa por lá, mas depois nosso guia nos leva para partes mais altas, limpas, onde é possivel ver água cristalina (pode beber, é uma delícia) e por várias formações curiosas. Para finalizar o passeio, nos levam para uma gruta formada pela geleira onde é possível tomar água geladinha e cristalina e ver de perto a força dessa água que faz esse gigante ter a fama que tem. E o fechamento com chave de ouro é uma dose de whisky com gelo glaciar. Esse dia entrou pra história. É uma delíciar fazer "check" num lugar que estava na sua lista dos sonhos. Dia 4: El Calafate - El Chaltén Nosso buso rumo à capital nacional do trekking sairia no final da tarde, portanto, aproveitamos o dia para bater perna e conhecer um pouco El Calafate. Infelizmente Pedrão estava de torneirinha aberta e o tempo bem fechado, mas não desanimamos fotos fotografar as duas placas icônicas da cidade: Gosta de história? Passe na Intendência do Parque Nacional Los Glaciares. A entrada é gratuita: Está localizado no centro comercial, prédio construído em 1946, declarado Monumento Histórico Municipal. Você pode caminhar pela propriedade circundante, através de um caminho interpretativo, identificar a flora nativa, exótica ou introduzida. Também um caminho de interpretação histórica, amostras de máquinas antigas que foram usadas quando o Parque Nacional começou a operar, um evento que a transformou na instituição pioneira para o desenvolvimento da área. DICA DE OURO!! 🥇 Seguindo dicas de outros amigos que fiz nesse site e que estavam antes de mim, fiz as compras de provisões de comida para o período em El Chaltén em El Calafate por dois motivos: preço e variedade. Compramos pacotes de pães de forma para fazermos lanches nas trilhas, mais provisões para complementar nosso café da manhã e fazermos nosso jantar, já que é extremamente caro comer fora todos os dias. Infelizmente a Argentina está passando por uma recessão violenta e mesmo nosso dinheirinho valendo 6x mais, os preços são tão inflados que nossa conta saiu mais cara que num mercado em SP. Mas quem converte não se diverte, então vamos que vamos. Depois de bater mais perna e almoçar, retornamos ao hostel para os ajustes finais e esperar o horário de nosso buso. A viagem até El Chaltén durou aproximadamente 3h sem paradas. Nossa pousada nos próximos sete dias foi o hostel Cóndor de los Andes. El Chaltén é muito pequena no quesito ocupação humana, mas é nela que fica a maior parte do Parque Nacional e diferente de El Calafate não se paga para entrar em nenhuma das trilhas. Por conta de sua extensão é que recebeu o título de Capital Nacional do Trekking.😀 O hostel é limpo, bem climatizado, mas o café deles é bem ruinzinho, então usamos nossas compras complementares para nosso café como frutas, cereais e ovos para enriquecer nossa alimentação que seria meio prejudicada, pois sabíamos que iríamos gastar muita energia. P.S.: Sugiro colocarem na lista de comidas vindas do Brasil: cereais como aveia e linhaça (por estarmos acostumadas como nosso arroz e feijão de todos os dias, a comida dos vizinhos se baseia em carne e batata, portanto, muito seco para nós). Invistam em alimentos com fibras, é sucesso e água, muita água. Café solúvel (porque infelizmente o café de lá não tem muita cafeína). A variedade de frutas é limitada, mas dá pra se virar com o que tem por lá. Alimentação é uma das bases de sucesso de uma viagem como essa. Dia 05: El Chaltén: Chorrillo del Salto (6km) + Mirador de Los Cóndores (2km) y de las Águilas (4km) = 10 km ida e volta Nossa programação de trilhas de baseou em um formato progressivo. Iniciar com as trilhas mais tranquilas, fáceis e de pouca quilometragem para depois gradativamente aumentarmos o grau de dificuldade e exigência, e foi uma escolha bem acertada. Iniciamos com a cachoeira da região chamada Chorrillo del Salto. As trilhas são bem demarcadas e emplacadas, não tem como se perder ou se sentir insegura (no caso para nós mulheres que sempre temos que ter atenção redobrada em grandes cidades ou qualquer lugar). Essa cidade foi uma grata surpresa, pois em nenhum momento, andando pelas trilhas incríveis que vivenciei, senti minha segurança abalada. Portanto, MULHERADA, SE JOGA!!!💃🏽 É uma caminhada plana e tranquila e encontramos muitas pessoas da terceira idade pelo caminho. Aliás, isso é muito inspirador e estimulante. Muito bacana. Esse caminho é norteado pelo Río de las vueltas. São 3km do ponto inicial e como eu disse, bem tranquilo e sussa. A cachoeira é pequena, mas é um lugar bonito. Aproveitamos a vista para fazer nosso lanchinho. Animadas com a tranquilidade do percurso e que apesar de nublado, tínhamos aí mais tempo de luz, emendamos e fomos para a outra ponta do parque rumo às duas trilhas de nível fácil: Mirador de los Cóndores y de las Águilas. Sendo a qualidade de mirantes, o percurso era em forma de subida zigue e zague com vários pontos de paradas e para os cansados, bancos para descanso. No mirador de Los Cóndores vê-se El Chaltén em sua totalidade. E tivemos a sorte de ver um Cóndor dar show. É considerada a maior ave andina com envergadura de até 3m. Mesmo com o dia bem encoberto, a beleza de cadeia de montanhas que circunda a cidade é encantadora. Estava maravilhada com o pouco que pude ver, e torcia internamente para que os próximos dias fossem mais limpos. Esses caminhos foram nosso test drive com nossos bastões de caminhada que tiveram papel determinante para o sucesso da viagem. Já que infelizmente meus joelhos já não são tão 100%, mas esse bastão é salvador. Coloquem na lista de vocês, é um investimento mais que válido. Terminamos nossas contemplações e caminhadas bem no final da tarde, quase início de noite e foi sucesso. Dia 06: El Chaltén: Laguna Capri (8km) ida e volta O tempo infelizmente fechou de vez, mas não arruinou nossos planos de bater perna por aí. Tempo chuvoso, nublado e bem cinza. Frio, muito frio. Fomos conhecer a Laguna Capri. Durante minhas pesquisas vi fotos belíssimas desse local. Mas a neblina e o tempo fechado não nos deram essa sorte. De toda maneira, achei lindo. A vista de gelos glaciares, mesclado com o verde das árvores e o cinza das montanhas. A natureza é muito sábia. Referente ao clima isso era previsto, pois em todos os relatos nos diziam sobre essas oscilações. Fizemos uma caminhada tranquila, apesar do tempo gelado. Voltamos ao hostel para secar as roupas e ficar no quentinho. Pedrão, pregando uma peça fez questão de fechar a torneirinha e deixar o céu limpissimo. Mas aí estavamos no quentinho do hostel, bateu pregui de sair. Mas tínhamos a certeza de que o próximo dia seria mara! E foi!! Dia 07: El Chaltén: Laguna Torre (18km) + Laguna Madre y Hija (8km) = 26km ida e volta Como previsto no dia anterior, o clima estava melhorando e fomos rumo à Laguna Torre: Foi nosso primeiro longo trekking. O dia estava bem nublado, mas vimos melhoras no decorrer do dia. Essa trilha é muito bonita. Começa com uma subidinha para ver El Chaltén do alto e segue por uma reta sem fim. É um descampado margeado pelo rio e protegido pelas montanhas e seus picos nevados. Depois entra-se num bosque com árvores imensas e o rio sempre margeando. Portanto, se quiserem encher suas garrafinhas, é sucesso e água geladinha advinda dos glaciares garantida. Todas as trilhas que percorremos mostram a quantidade de km percorridos, então isso dá uma noção de espaço e tempo. Os dois km finais são de subida. Mas com nosso super bastão de caminhada, foi tranquilo. Antes de subir, se quiser, rola um banheiro. Subimos seguindo os demais grupos de pessoas que estavam por lá e antes de avistar o destino, a carinha das pessoas que lá já estavam eram de total felicidade e contemplação. Ao me virar para onde todos olhavam, tive certeza que tinham razão. É bonito. Apesar da montanha Cerro Torre estar encoberta, achei maravilhoso. Normalmente as pessoas emendam essa trilha com o Mirador Maestri que estava a 4km de lá. Mas por algum motivo minha amiga e eu não vimos placas que indicavam para lá e voltamos. No meio do retorno, o tempo abriu completamente e uma plaquinha nos chamou a atenção: Laguna Madre e Hija. Estávamos procurando por ela ontem, após a Laguna Capri, mas erramos alguma parte da trilha e voltamos para o ponto inicial. O tempo tb estava muito chatinho. Mas Pedrão como é nosso amigo, fechou torneirinha e nos proporcionou essa caminhada. Estávamos numa alegria e num pique master. Caminho reto e plano, mas para nossa alegria (SQN) vieram as subidas, que subidas!!! E diferente das outras trilhas essa não mostrava quantos km tinhamos percorrido, mas a panturrilha estava dizendo que foram muitos. Enfim, terminado o suplício das subidas sem fim, caminhamos por outra parte plana e mais fechada, de repente, abriu-se e vimos água! Todo o cansaço se foi. Era perfeito! Fizemos nossa parada para agradecimento e contemplação. Não sei precisar quanto tempo passamos por lá. Só olhando, admirando, sem pensar em nada e cumprimentando todos os viajantes que por lá passavam, já que era ponto de passagem para quem iria acampar e ficar próximo da Laguna de los tres. Voltamos muito felizes com esse dia produtivo e lindo. E finalmente pudemos ver a imponência de Cerro Torre pela primeira vez em sua totalidade. O parque nacional tem muitos moradores, fomos apresentados também a um pica pau. Esse dia foi memorável. Daqueles que nem dá vontade de ir embora. Mas lembramos que um longo trajeto de volta nos esperava, então partimos rumo à cidade. Dia 08: El Chaltén: Laguna de los Tres (18km) ida e volta Decididamente a trilha mais desafiadora de todas, e sem dúvida, uma das mais bonitas. O dia não poderia ser mais perfeito. Limpo, céu azul e o famoso mirador Fitz Roy na sua totalidade. O percurso foi bem lindo e tranquilo. Muitas montanhas, bosques, água, gente legal pelo caminho. . Cada lado que você olha, dá um encantamento sem fim. Até chegar o km final. Pensamos: 1h?! De boas!!! Mas era o senhor das subidas. Terreno íngrime e instável. Não conseguia ver o final, mas estava muito motivada a chegar logo. Foi quando vi uma parte mais plana e nevada e pensei: cheguei!!! Só que as pessoas que encontrava pelo caminho me diziam ao contrário. Mas incentivavam a continuar pq estava muito perto. 1h16 de subida depois e quase fôlego, entendi o que estava tão escondido: Finalmente a encontrei Laguna de Los Tres. Tão verde mesclada com o branco da neve. Linda!!!! Esforço que valeu a pena. Essa empreitada nos custou 9h. Sendo 5h de ida e 4h de volta. MIssão cumprida. Pela primeira vez pegamos o parque à noite, então deixem em suas mochilas uma lanterna pq ajudam nessas situações. Chegando no hostel, juntamos nossas últimas energias e fomos fazer nosso delicioso jantar regado a muita cerveja pq merecemos. Superamos totalmente nossas expectativas. Dia 09: El Chaltén: Descanso Depois da empreitada do dia anterior, decidimos tirar o dia de hoje para fazer absolutamente nada e dar ao corpo o descanso merecido. Coincidentemente o tempo virou e conhecemos os famosos ventos Patagônicos. Realmente são muito fortes e impossível fazer trilhas com eles porque desestabilizam qualquer pessoa. Dormimos até mais tarde, comemos com calma e ficamos só observando esse vento varrer tudo que vinha pelo caminho. Quando deu uma trégua, pela primeira vez fomos almoçar fora e nos demos de presente um bom churrasco e cerveja artesanal. Foi bem tranquilo e aproveitamos o dia livre para comprar nossas passagens de volta para El Calafate e fazer nossas últimas compras de mercado. Fizemos uma parada numa agência de viagens para tirar dúvidas e o dono muito prestativo nos brindou com uma boa conversa e aulas sobre diversos assuntos e tinha um programa mara que mostrava a quantidade de ventos da região e nos deu a boa notícia que o dia seguinte seria limpo, sem ventos e perfeito para um trekking e nos fez uma sugestão. Ansiosas para a chegada do dia seguinte e que a profecia do senhor da agência estivesse correta, fecharíamos El Chaltén em grande estilo. Esse day off foi essencial, necessário e produtivo. Dia 10: El Chaltén: Loma del Pliegue Tumbado (24km) ida e volta Corpo descansado e mega animada, corro para janela e tenho a seguinte visão: Era muito cedo e o sol já estava iluminando nossas queridas montanhas e a dúvida seguinte era: e os ventos?! Ficaram pra trás!! Portanto, seguindo a sugestão do dono da agência, fomos para a trilha de maior km da viagem: 24km ida e volta com uma visão 360º dos principais pontos de El Chaltén. É possível isso, produção? Vamos lá ver então com nossos próprios olhos. Antes de começar nossa empreitada, fizemos nossas provisões e alongamentos diários porque Laguna de los Tres tinha deixado nossas pernocas bem fadigadas. A entrada dessa trilha é a mesma dos miradores que fomos no primeiro dia, mas agora seguiríamos sentido contrário. Esse mirante tem uma altura de mais de 1400 metros, portanto, bora subir. Mas não há subidas íngremes pelo caminho. Aos poucos você El Chaltén se distanciando e se depara com um lindo bosque. Por conta do clima e dos ventos do dia anterior, esse bosque estava todo nevado. Muito legal. Terminado esse bosque vemos uma coisa maravilhosa e parecemos duas crianças: O mirante Loma del Pliegue Tumbado. Neve por todo canto e as montanhas em sua totalidade e céu perfeitamente limpo. Mas esse não é o fim do passeio. Afinal, a cereja do bolo é lá do alto. Tínhamos mais um tanto para caminhar. Nunca experimentamos neve na vida e foi tudo novidade e muito legal. Desse ponto até o final seriam 2km de caminhada. Os bastões foram grandes aliados, pois, apesar da neve fofa, haviam muitos pontos de gelo escorregadio e eles os deram firmeza para seguir a subida sem levar um capote, mas não nos livrou dos escorregões...rs. Esse foi o ligar que mais passei frio. Apesar da bota ser impermeável, ela não é feita pra neve, então, o frio entrava nos meu pés, isso me deixou meio desconfortável. Mas não desanimada. Corre que esquenta!! Finalmente chegamos: Que sensação, meus amigos!! Que beleza!! Vê-se a Laguna Torre de um ângulo lindo: Também é possível der o Lago Viedma: E o Río de la vueltas: Decididamente o lugar mais lindo de todas as trilhas que fizemos. Você olha pra todos os cantos e desacredita que chegou tão longe e não tem o que fazer senão agradecer, agradecer sempre pelas oportunidades que nos são dadas. Não sei por quanto tempo ficamos. Achamos um local abrigado do vento (que não era pouco), comemos e depois fizemos nosso caminho de volta com nossos melhores sorrisos: E na volta como passe de mágica, a neve tinha se desfeito. É impossível não ficar completamente apaixonada pelas montanhas que circundam o caminho. Tiramos muitas fotos, mas parece pouco. Elas são lindas demais. Não é à toa que essa cidade é a Capital Nacional do Trekking. Sabe receber muito bem viajantes de todas as partes do mundo com uma generosidade sem fim. Realmente um local que todo mochileiro se sente em casa e bem. Tudo isso foi possível por preparo no planejamento de roteiro e um preparo físico que nos foi cobrado e fizemos com louvor e não tivemos desistência em nenhuma das trilhas e nenhum acidente. Estávamos bem amparadas: Nossa última noite em El Chaltén foi nos esbaldar no happy hour com double beer e muitas empanadas para comemorar nosso feito. Cheers! Obrigada por nos proporcionar todas essas experiências, El Chaltén. ❤️ Dia 11: El Chaltén - El Calafate Deixamos com muita alegria El Chaltén para fazermos a parte final de nossa viagem. Retornamos a El Calafate e tivemos um final de dia tranquilo. Nossa última hospedagem foi o America Del Sur Hostel. Definitivamente o hostel mais bonito que fiquei. Tem um deck de madeira gracinha com vista para o lago argentino e é muito arborizado e tem o melhor café da manhã ever. A galera é muito animada e toda noite tem uma temática diferente: noite da pizza, noite do churrasco, ladies night, open bar, música boa, gente bonita. Nossa última noite livre foi de caminhar tranquilamente pela orla do lago e ver o pôr do sol e conversar com as pessoas que por lá estavam. Afinal, seria a última oportunidade de contemplação plena. Os dois dias seguintes seriam de uma maneira que nos desacostumamos, mas que iríamos fazer já que estávamos tão longe: passeios estilo turistão. Daqueles que você não faz esforço de nada a não ser de estar pronto para te pegarem e te levarem de volta. Vejamos como será. Dia 12: El Calafate: Ríos de Hielo Fechamos diretamente no hostel esse passeio que custa umas boas moedas: ARG 2400 + 500 de entrada para o parque. Nós brasileiros, nunca ousaríamos pagar isso num passeio aqui no Brasil, mas quando estamos longe, fazemos cada coisa. Esse passeio consiste num passeio de barco pelo braço direito do Lago Argentino e conhecer os maiores glaciares do Parque Nacional: Spegazzini e Upsala. Disseram que há anos atrás também contemplava Perito Moreno, mas como mudou de operadora, ele hoje está fora do roteiro. É um passeio que começa bem cedo. Por volta das 7h passam no hostel para pegar o pessoal e levar até o Porto Bandeira A embarcação tem dois andares climatizados e com bancos muito confortáveis. Lá tem cafeteria e lanchonete, mas como tudo é muito caro, sugiro levar seu lanchinho e ser feliz. Para que não quer se preocupar, é só sentar e ver o passeio, mas como somos curiosas, ficamos no frio do lado de fora para ver melhor esses gigantes. A primeira parada é no glaciar Upsala: Apesar o dia cinza, a cor azul é muito prediminante e sua altura impressiona: pode ultrapassar 100 metros de altura. Em seguida entramos no braço Spegazzini e conhecemos o glaciar de mesmo nome, prestem atenção na proporção barco x altura do glaciar: E por fim o glaciar Seco: Às 15h o passeio retorna ao Porto Bandeira. Dia 13: El Calafate - Torres del Paine (Chile) Full day Durante as pesquisas de roteiros para essa viagem, apareceu em um dos posts sobre o parque do país vizinho: Torres del Paine. Fiquei encantadíssma, mas lendo os relatos para se fazer alguns dos circuitos de lá eu precisaria dispor de pelo menos quatro dias. Como priorizamos El Chaltén, infelizmente nos sobrou fazer o full day que eles oferecerem. Se me perguntarem se gostei, não vou dizer que não. Mas por ser um passeio estritamentente de ônibus com aquelas paradas de 10 minutos para ver, tirar foto correndo e sair, eu achei ruim. Quando se pega gosto por fazer coisas dentro do seu tempo e à sua maneira, fica meio difícil voltar a se encaixar nesses moldes turísticos. Falando sobre esse full day, o passeio também foi fechado no hostel por ARG 2700 e a entrada no parque era em peso chileno (não aceitam dólares e nenhuma outra moeda). A entrada custa CPL 6000. Como é uma longa viagem, eles nos buscam no hostel cedo: 5h30. Para quem não tem peso chileno, não se preocupe: eles têm um ponto de parada antes do parque onde você pode trocar dinheiro pelo valor que eles querem 😫 Mas se você não tem o raio do dinheiro deles, de nada adianta, você não entra no parque. Mas que me senti assaltada, ah, isso me senti. Então fica outra dica: se forem fazer esse passeio já levem o peso chileno daqui. O câmbio certamente será melhor. O ônibus é bem estilo turístico mesmo com um guia falando num microfone que não dava pra entender direito por conta da interferência. Logo na entrada do parque é possível se avistar de longe e com bom zoom o maciço das famosas Torres del Paine: O primeiro ponto de parada foi de frente com o Lago Sarmiento: Corre que vocês têm 15 min para fotos!! Em seguida o ônibus sobe e para no mirante Torres del Paine: E também avistamos muitos Guanacos de boas na paisagem: Ai o guia disse que desceríamos e faríamos uma trilha. Olhinhos brilharam! Finalmente uma caminhada por algum lugar. Mas para nossa tristeza era um percurso de 15 min por um caminho plano, mas do nada veio uma ventania que não deixava ninguém em pé. Resultado: tivemos que ficar sentados para não sermos levados Com a mesma rapidez que a ventania chegou, ela se foi. E então pudemos ficar em pé novamente, nossa caminhada miou e o nosso guia logo nos indicou o local onde almoçaríamos (incluso no valor do passeio com entrada + prato principal + bebida + sobremesa). Muito bonita a vista até lá com margem com Lago Pehoé: Terminado o almoço era hora de voltar para El Calafate. Chegamos no hostel depois das 23h esgotadas. Por ser final de trip as energias já estavam quase no fim, mas foi uma experiência muito boa. Mas agora revendo essa história, creio que aproveitaria muito mais dedicando dias completos e conhecer melhor esse vizinho e suas belezas. O full day dá pinceladas, mas não nos dá a oportunidade de aproveitar nada, já que todo o tempo é cronometrado. Agora é dormir, porque voltamos para casa amanhã. Considerações finais: A Patagônia é um lugar mágico e mostra o que melhor que nós temos. Nossa força, generosidade, curiosidade, amizade e a capacidade diária de aprender e ensinar algo. E, acima de tudo, a troca com os demais viajantes. Portanto, espero ter colaborado um pouco para as pessoas que colocaram esse destino em sua lista de desejos, e, qualquer dúvida, estou à disposição. Tenho as planilhas de organização e custos, caso desejem para nortearem seus planejamentos.
  23. Demorou MAS está aqui! Gente, vou fazer um relatinho bem básico pra quem foi recentemente ao Paraguai, pois antes da minha viagem notei que não haviam muitas infos atualizadas desse lurgarzinho, ó A viagem ocorreu do dia 24.11 ao dia 29.11.2016, as passagens foram compradas pela LATAM (não achei nada baratinho não). O Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi é beem pequeninho (o que eu gosto, haha), então é bem fácil de você se localizar. Como todo aeroporto - no desembarque - vão ter aqueles taxistas chatos que ficam te chamando de turista e colocando o preço nas alturas, blá blá. Basta dar um choradinha e tá tudo certo, a corrida ficou por 70 reais (LÁ NÃO TEM UBER ) Depois disso segui para o Hostel (Hostel Costanera), o hostel dispõe de uma ótima localização - dá para fazer tudo a pé e fica ao ladinho do nosso amado bairro de artesães, Loma Sa Jeronimo que me lembrou algo muito semelhante ao Caminito (Argentina), como um bairro/ local exótico formado por trabalhadores, artesãos muito educados - pessoas humildes e de muiiita fofura, cheio de cor (o que remeteu a Colômbia também) e ótimo para explorar a comida local, mas de preferência durante a tarde. - EU - não indicaria o Hostel para pessoinhas frescas e chatas, rs tem um cheiro de mofo e o café da manhã deixa a desejar, porém se quer economizar, Sobre a cidade: não tem nada a ver com compras (como todo mundo pensa ), eletrônicos por lá são muito caros - ainda mais quando vêem que você é turista. O país oferece muito mais! Essa capital tem muito verde, praças preservadas e beem cuidadas (não encontra lixo jogado por ali). Em qualquer esquina tem o famoso "terere", uma delicia - super refrescante, tendo em vista a cidade ser muito quente mesmo A praça que mais gostei foi a Plaza Uruguaya, ótima para lagartear depois de almoçar. Por lá tem uma livraria chamada "El Lector" que funciona das 08h às 11:30 e das 13:30 às 19h A que menos gostei: Plaza Democracia (Achei um tanto quanto perigosa) Como gosto de Centro histórico, arquitetura, ou melhor, coisa velha, hahahaha me chamou atenção os prédios em si, pois são bem imponentes e austeros. Sabe aquela coisa rústica e cheio de street art? Pois bem... Sobre esses prédios dou destaque aos pontos turísticos/lugarzitos que vc não pode deixar de conhecer: Museo Cabildo; Palacio do Lopez, Iglesia encarnacion (não abre aos domingos, ao menos no dia que eu fui não estava aberta), Catedral Metropolina, Plaza Uruguaya, Estacion Central del Ferrocarril, Plaza Democracia, Palacio Legislativo, El Lector, Chopperia Del Puerto, Bar da Esquina, Bar do Lido, Paseo das Carmelitas, Bairro Villa Morra, Costanera de Asunción, Panteon Nacional de los Heroes. Todos eles são de fácil acesso e dá para fazer tudo de ônibus. O ônibus/ chiva são precários, porém é um bom meio de locomoção para o pessoal low cost /perreguinho, a passagem custa em torno de R$ 2,00 reais o que dá uns G$ 2.800 - É como em vários lugares da América do Sul, o cobrador é motorista também, ou seja, você paga diretamente a ele! No entanto, o táxi não compensa tanto, os preços são bem semelhantes aos do Brasil. Câmbio: Tanto no Aeroporto como no Centro da cidade a melhor cotação que encontrei foi na Cambios Chaco, em novembro, consegui 1 real = G$ 1625 (Rolou também o câmbio negro por lá, mas foi um dia de muiita sorte ), caso opte pelo câmbio negro = da rua, deverá levar uma canetinha money test para certificar que suas notas não são falsas. (eu não tive problema com isso não). O povo é muito educado e atencioso, eles estão dispostos a te ajudar e o portunhol é bem compreendido por lá Ah, não posso deixar de ressaltar minha aventura ao Mercado 4 - Mercado Público. GENTE, é a filial do inferno aquilo lá pensa que tem de tudo mesmo, ó: comida, ''salão de beleza'', chás, ervas, souvenirs Para chegar lá basta tomar um ônibus que indique: MERCADO 4. Quem gosta de shopping: os melhores estão localizados no bairro Villa Morra, o melhor bairro da Cidade. Nas avenidas Espana e Mariscal tem os melhores barzinhos noturnos, eu fui na Chopperia Del Puerto (cerveja a preço de banana) *Assunção praticamente não tem vida noturna* Restaurantes que indico: Bar da Esquina, um único brasileiro que tem no Shopping Villa Morra e o Corte & Leña no Paseo das Carmelitas. Os pratos custam em média de 40-60 mil guaranis para duas pessoas. O top 10 é o Corte & Leña, localizado na Av. Espanã (longe pra caramba, mas vale a pena). É uma espécie de boulevard com diversas opções para apreciar a comida paraguaia. Ah, no Paraguai, os restaurantes (mais simplinhos) não cobram por peso. Se comer salada, carne e arroz o preço é um, se comer salada e massa é outro. *PERGUNTA ANTES DE SERVIR SE TEM QUE PESAR. Não deixe de visitar o pais e comer: Sopa paraguaya (não é sopa), Chipa, Refri Pulp. A cidade está recheada de flamboyants A respeito dos pontos turísticos: Panteon Nacional de los Heroes, monumento erguido em homenagem aos herois da guerra; Museo Cabildo, centro cultural - aberto para visitação (nessa região é um pouco perigoso, então se quiser ''sacar una foto'' chame um personal= policial); Palacio Lopez, fica localizado às margens do Rio Paraguai e no momento encontra-se fechado para visitação, somente para fotos do lado de fora; Arcadas de Recova - comprar souvenirs; Escalinata Antequera (localizada no bairro san jeronimo), escadaria mimosa. Não paguei para fazer nenhum passeio, somente o meio de locomoção. É isso, amigx! Qualquer coisa ''tamo junto''
  24. [align=justify]“Fazer turismo no Paraguai é mesmo para quem gosta de rotas alternativas” Realmente essa foi uma aventura, pois entre a “idéia”, o “planejamento” e a “realização”, isso é, a viagem propriamente dita, não se passaram mais do que 5 dias. Estava estressada e com uns dias de folga a tirar no serviço então surgiu a oportunidade de viajar para o Paraguai (Ponta Porã/Pedro Juan Caballero) no ônibus dos estudantes (explico melhor, daqui de Cuiabá-MT, toda última semana do mês viajam dois ônibus com professores de diversas escolas e universidades, para cursar mestrado ou doutorado no país vizinho), então resolvi embarcar nessa viagem pretendendo chegar até Assunção e de lá seguir na Transchaco até Santa Cruz de la Sierra. Resolvi pesquisar no mochileiros.com, realmente esse tópico tem poucas informações, mais mesmo assim, informações valiosas que me ajudaram bastante na viagem. Saí de Cuiabá na sexta-feira às 14h e numa viagem direta cheguei em Ponta Porã/Pedro Juan Caballero no sábado por volta das 6 horas da manhã, estava bastante frio, o ônibus para no lado brasileiro, bem no centro, nas proximidades tem alguns hotéis onde é possível tomar banho por R$5,00. Depois disso, resolvi fazer compras, aliás, foi uma compra especifica o motivo principal de minha ida ao Paraguai, a aquisição de uma câmera fotográfica, depois de muito ler aqui no mochileiro e em outros sites tinha me decidido pela Canon SX20is, então com a decisão tomada e a oportunidade de viajar “batendo na porta” era hora da compra propriamente dita, que seria efetuada no Shopping China. Depois da compra parti para a Imicraccion para solicitar o Permission e depois para a rodoviária de Pedro Juan Caballero para saber os horários de ônibus para Asunción, verifiquei que o melhor horário para partir seria às 22 horas, pois chegaria lá às 5 horas da manhã, comprei a passagem e voltei para o centro da cidade para “bater pernas”, andei pela cidade até por volta das 18 horas, depois como já estava escurecendo resolvi voltar para o rodoviária e tomar um banho (banheiro razoável com água quente) e esperar o horário da partida, saímos no horário programado e depois de uma boa viagem cheguei em Assunção por volta das 5h30m, estava fazendo muito mais frio, fiquei na rodoviária verificando os horários de ônibus para Filadélfia e Loma Plata (colonias menonitas) e para Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), então resolvi tomar um chimarrão (para espantar o frio), que lá é vendido mas banquinhas, pelos ambulantes, e experimentar a famosa chipa paraguaia, na própria rodoviária cambiei alguns poucos dólares e obtive informações da cidade num posto de informações turísticas. Por volta das 8 horas resolvi sair para pegar um ônibus urbano, como era domingo a cidade estava calma, calma demais para o meu gosto e para quem esta acostumada com a agitação de La Paz (acho que esperei essa agitação e me decepcionei um pouco), saindo do Terminal de Omnibus de Asunción é somente caminhar para a esquerda na praça em frente, que tem o ponto de parada e esperar o ônibus da Linea 8 e pedir para o motorista que quer descer próximo da Plaza Uruguaya, nas calles Azara com México, e andar duas quadras para frente, em direção a plaza, para quem vai ficar hospedado no Hotel Miami, muito bem recomendado aqui no mochileiros e aprovado por mim. Cheguei no hotel por volta das 9 horas, já esperando ter que ficar aguardanto até o horário do chek-in às 12 horas, mas qual não foi minha surpresa, depois de acertar o preço, já pude entrar no quarto. Depois de um banho, sai para conhecer a cidade, como era domingo e queria dar uma passeio no Tren del Lago, outra vez tomei o ônibus urbano e me dirigi para o Estação Botânico, local de partida do trem, e qual não foi minha surpresa ao chegar lá, nesse período o trem não esta funcionando, é uma pena, pois fiquei sabendo que a viagem é muito bonita. Então resolvi ir até Areguá, para chegar lá é somente andar para o lado direito em frente a rodoviária, que tem um ponto de parada de ônibus. [t3]Areguá (28 km)[/t3] É um centro produtor de morango e uma cidade onde a venda de artesanatos em cerâmica é muito forte, esta situada na margem esquerda do lago Ypacaraí (em idioma guaraní significa “água bendita”), a maioria das casas do centro são construções em estilo colonial e a igreja é uma construção belíssima, a Avenida del Lago é um agradável passeio e estende-se desde um elevado onde está localizada a Igreja principal e desce até a orla do lago onde se encontra a Praia Municipal. Este trajeto foi declarado Patrimônio Nacional pelo Parlamento do Paraguai no ano 1997. [t3]Luque[/t3] É onde está localizada a sede da Confederação Sulamericana de Futebol (CONMEBOL). [t3]Asunción[/t3] É a menos conhecida das capitais do Mercosul. Não tem o esplendor de Buenos Aires, o patrimônio arquitetônico de Montevidéu ou a movimentação e ladeiras de La Paz, mais possui um rico passado que a torna interessante. Fundada em 1537 por Juan Salazar y Espinosa, de Asunción partiram as expedições que fundaram Buenos Aires e colonizaram o interior da Argentina, Bolívia e deram origem às primeiras Missões Jesuíticas da bacia do Prata. Seu centro histórico, concentrado em um retângulo que engloba, os principais edifícios cívicos do país, pode ser percorrido a pé. Como era domingo as ruas estavam desertas e até dava uma pouco de medo, para uma mulher sozinha e com uma câmera fotográfica chamativa. O centro histórico confunde-se com sua zona comercial, demarcada pelas calles Antequera (leste), Francisco Solano López e Paraguayo Independiente (norte, paralelas ao rio Paraguai), Colón (oeste) e Haedo (sul). Meu passeio começou pela Plaza Uruguaya, na esquina das calles Antequera e Eligio Ayala. Neste local tem uma ótima livraria a “El Lector” que abre de domingo à domingo das 8h às 11h30m e das 13h30m às 19h, e outra livraria/biblioteca “Servilibros” No lado norte da plaza esta localizada a Estación Central de Ferrocarril, primeira estação de trem da América do Sul. È uma construção muito bonita. Nos fundos da estação de trem, hoje centro cultural (estava fechado tanto no domingo quanto na segunda-feira), há vagões e uma locomotiva abandonada ao relento. Subindo pela calle Antequera, três quadras acima da plaza, chega-se à Escalinata Antequera, escadaria neoclássica onde se pode sentar e admirar a cidade e a Baía de Asunción, ao fundo. Voltando em direção à plaza, dobrei à direita na calle Eligio Ayala e subi uma quadra para ver um dos poucos locais onde o casario típico do final do século XX ainda se mantém intacto. Retornei à plaza e subi a calle Mariscal Estigarribia, que dará acesso à calle Palma, principal artéria comercial da cidade. No caminho em direção à Plaza de la Democracia, para no Museo de Bellas Artes (calles Estigarribia c/ Iturbe). Três quadras adiante, na esquina da Plaza de la Democracia com a calle Palma, está o Panteón de los Héroes, construído para ser oratório, mas adaptado ao gosto militar para abrigar o túmulo do Soldado Desconhecido e homenagear os “heróis” da pátria. Em frente ao Parteón, pare para tomar um café ou um refrigerante Pulp de pomelo, no elegante café Lidô Bar. Depois de um descanço siga pela calle Palma, para chegar ao Turista Róga, posto de informações da Secretaria Nacional de Turismo, onde se pode obter mapas e folhetos. Seguindo em frente, chega-se à esquina da calle 14 de Mayo, virando à direita para chegar à Casa de la Independencia, onde tramou-se a conspiração que expulsou os espanhóis, em 1811. Atrás da casa está o insólito Callejón Histórico, beco por onde entravam e saíam os líderes do movimento separatista. Depois podemos descer em direção ao rio, onde a antiga Plaza de Armas abriga a maior concentração de prédios históricos do Paraguai. No casarão do Correo Nacional, em estilo espanhol, pode-se subi ao terraço para tirar fotos e apreciar a paisagem da baía, além de comer uma chipa no quiosco. No lado sul da praça, estão o restaurado Teatro Municipal e o quartel da Policia Nacional, utilizado pelas tropas brasileiras na invasão de 1870. No lado leste está a Catedral, cujo edifício atual data de 1845. No lado do rio (norte), está o antigo Cabildo, restaurado e transformado em centro cultural (aberto de terça-feira à domingo). Em frente a este, uma cruz que assinala o monumento em homenagem aos jovens mortos durante o célebre “Março Paraguaio” ( Em 1999, o assassinato do vice-presidente Luis Maria Argaña desencadeou protestos em todo o país, protagonizados, sobretudo, pela juventude. Os protestos dirigiram-se contra o então governo do presidente Raúl Cubas, político ligado ao general Lino Oviedo. Os manifestantes foram duramente reprimidos e na madrugada do dia 25 de março, franco-atiradores ligados a Oviedo e Cubas mataram oito pessoas.) Seguindo pela calle que margeia o Congresso Nacional, chega-se ao Palácio de López, sede do Poder Executivo. Não é possível visitá-lo e nem caminhar nas calçadas, atrás, nos jardins, às margens do rio, encontra-se ancorado o barco-museu Cañonero Humaitá. (fechado para visitação) Em frente ao palácio, está o Centro Cultural Manzana de la Rivera, com casas interligadas que ocupam um quarteirão inteiro e abrigam inúmeras instalações culturais, como o Museo de la Ciudad e a Biblioteca Municipal. Descendo-se mais um pouco chega-se ao Porto, de onde é possível pegar um barquinho até o Club M’biguá (50 minutos - ida e volta), do outro lado da baía de Asunción, e admirar a belíssima paisagem urbana. Em frente ao porto, na Avenida Colón, as arcadas da Recova, são ocupadas por lojas de artesanato e souvenirs. Caminhando um pouco mais, na esquina das calles Haedo e 15 de Agosto, localiza-se a maior igreja de Asunción, a Iglesia de la Encarnación, fechada para reforma. Para quem quer conhecer a cultura local e gosta de feiras, um dos maiores atrativos de Asunción é o Mercado Municipal nº 4, uma caótica mistura de cheiros, cores e sabores. Para chegar lá, basta pegar qualquer ônibus que esteja com a indicação “Mercado 4” na janela frontal. Para o Estádio Defensores del Chaco, com um museu em anexo, é só pegar o ônibus Linea 56 nas calles Eligio Ayala (em frente ao Hotel Plaza/Plaza Uruguaya) ou Presidente Franco ou o Linea 28 na calle General Díaz. Dicas de Asunción Uma boa maneira de conhecer Asunción é andar de ônibus urbanos, a capital é muito bem servida pelas linhas existentes, no domingo eles estão praticamente vazios e o motorista vai servindo de guia para você. No domingo as ruas centrais estão vazias, então é bom ter cuidados com os “carteirista” me avisou uma senhora no centro cultural do Cabildo. No bairro Villa Morra, é onde ficam os melhores shoppings da cidade, shopping Villa Morra, shopping Mariscal Lopez e shopping del Sol. Nas calles Palma e Estrella tem muito comercio ambulante. Uma coisa bem “brasileira” é uma favela existente na beira da baía de Asunción e ao lado do Palácio Lopez. Aliás, esse local vai mudar totalmente de “cara” dentro de 3 anos, é que foi lançada as obras de construção da “Avenida Costanera” que vai revitalizar a orla da capital. Turismo : http://www.senatur.gov.py/ Transporte: Transporte coletivo, com ônibus identificados por números e passagem custando G$ 2.100 Das calles Oliva e Cerro Corá, partem os ônibus que levam à região leste da cidade e para a rodoviária (Terminal de Omnibus). Das calles Presidente Franco e General Díaz, partem os ônibus que vão para as regiões sul e oeste. Linhas: Da rodoviária para o centro ou vice-versa, são aproximadamente 30 minutos com os ônibus da Linea 8, 10, 25, 31 e 38. Para Luque, Linea 30, na calle Oliva Para Araguá, Linea 11-1 Para Cerro Lambaré, Linea 9-1 Alimentação: Estando no Paraguai não deixe de comer as famosas chipas e de tomar um refrigerante Pulp de pomelo (para mim é uma espécie de lima, pois tem esse gosto) Hospedagem: Hotel Miami Na calle México, 449, entre calle 25 de Mayo e plaza uruguaya, hotel familiar, com diária de 14 dólares em quarto com ar-condicionado e banho quente, com uma cama de casal e uma de solteiro. Os proprietários são a senhora Carmem seu esposo (esqueci o nome) e a filha do casal Maggi. Nos meses de janeiro e julho o hotel fica lotado, pois é pré-locado para um grupo de brasileiros que esta cursando doutorado numa faculdade de Asunción. [t3]Ciudad del Este[/t3] Foi fundada em 3 de fevereiro de 1965 e longe da confusão do centro comercial, localizado nas imediações da Ponte da Amizade, a cidade oferece recantos tranqüilos para quem deseja conhecer a cultura local, influenciada pela herança dos índios guaranis. Na esquina das avenidas Carlos Antônio López e Adrian Jara, em frente à Galeria Jebai, suba duas quadras e vire à direita, para apreciar a Mesquita Muçulmana. Voltando na Avenida Adrián Jara e subindo um pouco mais, se chega à Avenida Pioneros del Este, virando à esquerda nos fundos do Supermercado Arco-Íris se encontrara o Lago de la República, maior parque urbano da cidade e cuja água abastece a região central. Um pouco mais distante, na Avenida Alejo Garcia, você encontrara a Catedral, cujo formato de barco é uma homenagem aos primeiros povoadores, em frente, jardins bem cuidados. No caminho, na bifurcação um Monumento a Chiang Kai-Shek. Da Avenida Alejo Garcia atravesse a área gramada (antigo aeroporto) para chegar à Avenida Bernardino Caballero, de onde se pode pegar um ônibus para voltar ao centro ou ir para a cidade de Presidente Franco, ao sul. No município de Presidente Franco, estão o Marco das Três Fronteiras (lado paraguaio), o Salto Monday (conjunto de três quedas naturais com 40 metros de altura) e o Monumento Científico Moisés Bertoni. Seguindo em direção ao norte pela Supercarretera (km 4 da Ruta Internacional), se chega à cidade de Hernandarias, a divisa entre os dois municípios é marcada pela ponte sobre o leito seco do rio Acaray, no ponto onde antes estava o Salto Acaray. No trevo de entrada da cidade, mantenha-se à direita para entrar no Centro de Recepção de Visitantes de Itaipu Binacional, cuja visita pode ser feita pelo lado paraguaio, com parada para fotografias no mirante ao lado do vertedouro. http://www.itaipu.gov.br/index.php?q=pt Dicas de Ciudad del Este As áreas verdes de CDE são muito bem cuidadas e convidativas para um passeios e até mesmo para um descanço na sombra das árvores. Transporte A rodoviária de Ciudad del Este (Terminal de Omnibus) fica atrás do Estádio 3 de Febrero, no caminho para Presidente Franco. Do centro até lá, são 10 minutos com os ônibus da Liena 3 ou 4. Existem ônibus urbanos internacionais entre Foz do Iguaçu x Ciudad del Este x Puerto Iguazu que saem das plataformas 13, 14 e 15 da rodoviária. Os ônibus para Hernandarias partem da Avenida San Blas, ao final do calçadão. Passagem local custando G$ 2.100, Passagem internacional : CDE x Foz do Iguaçu custando G$ 8.500, ou R$3,50 [t3]Pedro Juan Caballero[/t3] Situada na divisa com Ponta Porã-MS-BR, foi fundada no final do século XIX, ao redor da Laguna Punta Porã (parque municipal) e batizada em homenagem a um dos líderes da independência, que em 14 de maio de 1811, expulsou o governador espanhol e pôs fim ao domínio colonialista. À 37 quilômetros do centro, situa-se o Parque Nacional Cerro Corá, acessível através de um desvio no km 32 da Ruta 5, que liga Pedro Juan Caballero ao restante do país. Foi nas margens do rio Aquidaban Nigui, que o ditador Francisco Solano López faleceu, marcando o fim do sangrento conflito, denominado de Guerra da Tríplice Aliança (1865 - 1870). Dicas de Pedro Juan Caballero Além das compras no Shopping China e na Importadora Salem (as maiores) a cidade não tem muitas atrações, é somente um ponto de partida ou chegada para outras cidades paraguaias. [t1]Considerações finais[/t1] Nessa viagem pretendia conhecer além de Asunción, Filadélfia e/ou Loma Plata, que são colonias menonitas localizadas à leste de Asunción, e de lá seguir pela Transchaco rumo a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, mas deixei para outra oportunidade. Uma coisa interessante é que em Asunción, quase todas as pessoas, incluindo homens, mulheres e adolescentes, andam com uma garrafa térmica, a guampa e a bomba para o mate quente. Uma informação que merece destaque é a hospitalidade do povo paraguaio, muito prestativo e excelente na hora de repassar informações. Da rodoviária de Asunción, partem ônibus todos os dias rumo à Santa Cruz de la Sierra, entre às 20h e 21h (três empresas) para uma viagem que dura em torno de 28 horas. Os ônibus intermunicipais e internacionais das empresas Nuestra Señora de Asunción (NSA), Crucero del Norte, Stell Turismo, RYSA, Cometa del Amambay, são muito bons e confortáveis. A empresa Cometa Del Amambay, sai todos os dias de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul até Asuncion, no horário dss 16h, o percurso tem a duração de 13 horas e custa R$73,00 De Pedro Juan Caballero até Asunción tem ônibus às 7h, 11h, 19h30m e 21h30m. Uma viagem com duração de 7 horas. De Pedro Juan Caballero até Ciudad del Este, são 7 horas de viagem saindo às 22h30m. De Asunción partem ônibus para Filadélfia (colônias menonitas) às 6h, 14h30m, 21h, 22h e 23h, a viagem dura 7 horas. De Ciudad del Este para Asunción saem ônibus as 00h15m, 01h20m, 7h30m, 11h40m, 14h, 16h, 18h30m e as 24h De Ciudad del Este para Pedro Juan Caballero saem ônibus as 4h, 10h e as 22h. No centro comercial de Ciudad del Este as lojas começam a fechar às 15h30m, as 16h já esta tudo fechado. Uma coisa que sempre gostei de Ciudad del Este (esta já é a terceira visita à cidade) são os jardins, praças e áreas verdes, sempre limpas e bem cuidadas. Outro coisa importantíssima que descobri nessa viagem, depois de passar um perrengue danado com dindin, foi que, no Peru, no Paraguai e na Colômbia o Banco do Brasil não permite fazer operações nos “cajero eletronico”, você tem que ir até uma agência do BB e sacar o dinheiro, pagando uma taxa de R$22,00 para saques até o valor de R$9.900,00. No Peru, já tinha passado um perrengue parecido, mas lá o cartão funcionava no crédito e no débito, no Paraguai, não funciona em nenhuma função, sorte que tinha levado também um VTM, e minha filha ficado no Brasil com outro cartão meu, então ela pode fazer o restante da transferência para o VTM. No Paraguai as coisas não são tão baratas como na Bolivia (exceto eletrônicos/bebidas e outros artigos importados), mas não posso dizer que os preços são exorbitantes, o que é realmente caro são os souvenir e artesanatos, mas alimentação e hospedagem está na média da América do Sul. Na volta ao Brasil, não deixe de devolver seu Permission na Imigraccion, pois se não fizer esse procedimento, quando voltar, terá que pagar uma multa bem "salgada". Durante meu planejamento para a viagem, achei esse site, e como é de interesse para quem quer viajar para a região resolvi divulga-lo. http://blogdefoz.blogspot.com/ Recomendo muito essa viagem ao Paraguai, para além das compras e espero ter ajudados com dicas aqueles que estão pensando em realiza-lá. Qualquer dúvida, estou a disposição para responder.[/align]
  25. Olá viajantes! Antes de tudo gostaria de agradecer a Maria Emilia, MI_GR e ao russo145, pois através dos seus relatos pude planejar minha trip. Dessa vez, minha viagem foi curta, mas nem por isso não proveitosa. Como moro em Campo Grande, próximo da fronteira com o Paraguai, depois de ler os poucos relatos a respeito desse país onde poucos brasileiros se aventuram para além da fronteira, resolvi dar uma esticada até Assunção, capital do país e de lá até às cataratas do Iguaçu. O roteiro encaixou direitinho nos meus 10 dias de férias e no baixo orçamento disponível para a viagem. Viajei sozinho, foi uma boa experiência. Conversei bastante com paraguaios, argentinos e gringos de diversas nacionalidades. Deu pra treinar o espanhol e o inglês também. A minha rota foi a seguinte: Campo Grande - Assunção/PY - Encarnación/PY - Posadas/AR - Puerto Iguazu/AR - Foz do Iguaçu - Ciudad del Este/PY - Foz do Iguaçu - Belo Horizonte O total gasto foi de R$592, contando a passagem de ônibus de Campo Grande para Assunção e demais viagens de ônibus, mais R$120,00 do voo de Foz do Iguaçu para Belo Horizonte, onde terminei minha viagem visitando a família. Então vamos ao relato! 10/03/2011 - Campo Grande/MS x Assunção/PY De Campo Grande para Assunção há duas opções de empresas de ônibus: Nacional Expresso e Cometa del Amambay. A primeira tem saídas três vezes por semana em ônibus um pouco mais confortáveis que a segunda com passagem por R$132,37(atualizado em set/2014). Os ônibus da Cometa del Amambay partem todos os dias às 16h e a passagem custa R$75,00 (valor em 2011), o ônibus possui ar condicionado, porém as poltronas reclinam bem pouco (talvez já tenham melhorado a frota). Como no dia que planejei para ser o início da minha viagem não havia partida da Nacional Expresso, acabei tendo que encarar o ônibus da Cometa del Amambay. A empresa é paraguaia, o ônibus tem placas do Paraguai e motorista e cobrador são paraguaios. Vai de Campo Grande para Assunção com paradas em Dourados e Ponta Porã. Por volta das 20h o ônibus para na Policia Federal brasileira em Ponta Porã para que os estrangeiros possam registrar a saída do Brasil em seus passaportes. Cinco minutos depois, na rodoviária de Pedro Juan Caballero, já no Paraguai, o motorista recolhe os passaportes e identidade dos brasileiros e passa para alguém, não me perguntem quem, para que seja feito o processo de entrada no Paraguai. Muitos paraguaios sobem no ônibus nessa cidade e quando o embarque acaba o motorista retorna com o documento de entrada no Paraguai. Daí por diante o motorista para para qualquer um que dê sinal na rodovia, chegando a transportar pessoas em pé. Normalmente eles sobem e logo descem, o que, aliado a poltrona desconfortável, me impediu quase que totalmente de dormir. Não há parada para lanches ou janta. O ônibus tem banheiro e água mineral. 11/03/2011 - Assunção/PY Chegamos em Assunção cerca de 05h da manhã, horário local. Ainda estava escuro e resolvi esperar amanhecer. Existem diversos guinches de cambio abertos 24h no terminal. Troquei U$10 por G$42000 e R$20 por R$48000. Comprei uma chipa por G$3000 e fiquei vendo TV até amanhecer. Aqui no Mato Grosso do Sul há muita influência da cultura Paraguaia. Comemos chipa, que é parecida com o pão de queijo, mas com formato e sabor diferentes. Comemos também a sopa paraguaia, que não é uma sopa, mas algo parecido com uma torta de milho e tomamos o tereré, um mate parecido com o chimarrão mas que se toma com água gelada. A chipa sul matogrossense é ligeiramente diferente da original paraguaia, gostei da de lá, mas prefiro a daqui, rs! Assim que amanheceu fui para o ponto de ônibus. Foi a primeira grande diferente que vi entre o Paraguai e o Brasil. Os ônibus, que são muitos, são todos velhos. Não tão velhos quanto os da Bolívia, mas bem velhos. As portas ficam sempre abertas e os motoristas praticamente não param para você subir, apenas diminuem a velocidade e você tem que se agarrar e subir. Para descer é a mesma coisa. Acho que somente para pessoas de idade e quando há muitos passageiros eles param totalmente. Outra diferença é que não há cobrador nem catraca. Você sobe, dá o dinheiro para o motorista e ele te dá um ticket que vale como recibo. Existem alguns fiscais que sobem nos ônibus e te pedem esse recibo. Se você não guardá-lo e ocorrer a fiscalização, terá que pagar a passagem novamente. Demorou um pouco para passar um ônibus que não estivesse tão cheio, já que com a mochila era impossível pegar um lotado. Pedi ao motorista que me avisasse quando chegasse a Plaza Uruguaya, já que fiquei hospedado no Hotel Miami, conforme indicações aqui do fórum. Após algum tempo, percebi que passávamos pelo centro, mas nada dele me dizer algo. As pessoas foram descendo, até ficar apenas eu no ônibus, então perguntei para ele se já estava chegando. Então ele disse que já havia passado. Pedi para ele parar e perguntei qual ônibus devia pegar. Ele indicou a linha 12, diminuiu a velocidade e eu desci. Eu não sei se ele fez de sacanagem ou se tinha alguma outra intenção. Sei que não foi esquecimento, já que fiquei ao lado dele todo o tempo e ele me olhava sempre pelo retrovisor. Bom, tomei a linha 12 e pedi para o motorista me avisar. Dessa vez e em todas as outras que tomei ônibus no Paraguai não tive problemas. Chegando próximo a Plaza Uruguaya ele me avisou e indicou qual rua pegar para chegar lá. Logo achei o Hotel e subi para tentar fazer logo o check in. Eram cerca de oito da manhã e a diária só começava a contar ao meio dia, mas me deixaram entrar sem problemas, já que o quarto já estava vazio. Aproveitei para dormir, já que não conseguir dormir bem na viagem. Dormi até meio dia. Depois de descansar, tomei um banho e fui conhecer um pouco do centro e almoçar. A primeira impressão da cidade foi boa. Achei tudo muito parecido com o Brasil, claro que com algumas particularidades. A segunda, depois do que já disse dos ônibus, é que lá praticamente nenhum motoqueiro usa capacete, incluindo os policiais. Apesar disso achei o trânsito tranquilo. Almocei em um restaurante Self-Service, porém com uma metodologia diferente da daqui. Como não era com balança, você diz o que vai comer e o preço é dado de acordo com suas opções. Se vai comer só salada e carne o preço é um, se vai comer salada carne e massas é outro, se vai comer arroz é outro, etc. O meu almoço, já com um refrigerante ficou em G$13000, cerca de R$5,40. Fui até uma agência do Banco Itaú sacar dinheiro. O banco Itaú é o maior banco no Paraguai. Tem agência para todo lado. Saquei dinheiro sem problemas, só tive que pagar uma taxa de R$9,00. Fui ao Turista Róga, um órgão de informações turísticas. Lá é possível obter mapas e informações sobre as atrações de Assunção e de todo o Paraguai. Lá também é possível utilizar a internet de graça. Peguei um mapa da área central e fui conhecer os pontos turísticos indicados. Como não são muitos e estão todos em um raio não muito grande, é possível conhecê-los todos em uma tarde. Estava um calor insuportável, quase 40ºC. Andei bastante, tirei várias fotos. Conheci desde prédios históricos até o Palácio do Governo e Congresso Nacional. Esses somente por fora. Interessante é que bem de frente ao Congresso, às margens do Rio Paraguai, existe uma favela. Vi alguns outros estrangeiros andando tranquilamente pelo centro de Assunção, alguns com câmeras caras nas mãos. Não fui incomodado nenhum vez. Nem mesmo esmola me pediram. Alias, isso não ocorreu em nenhum dos lugares que visitei no Paraguai. Realmente a visão que temos sobre este país é totalmente errada. É um país muito bonito, com gente honesta e trabalhadora. Tem sim os seus problemas. Mas como dizem por lá, são os brasileiros que vão lá plantar e comprar maconha. Dizem até que os assaltantes que existem por lá são brasileiros. Não sei se isso é verdade, mas a impressão que tive do povo paraguaio, ao menos das cidades que visitei, foi de um povo simpático, educado e que busca a construção de um país melhor. A noite fui conhecer um shopping que existe na região central de Assunção. Não é muito grande. Aproveitei para lanchar no Burguer King pagando R$8,75 por um combo que no Brasil não sai por menos de R$20,00. Depois conheci alguns bares próximo ao hotel, nas Calles Azara e Cerro Cora. São muitas opções dos mais variados estilos. Porém todos estavam com pouco movimento e nenhum me chamou muita atenção, ainda mais estando sozinho e tendo a língua como empecilho. O grande detalhe é que a maioria dos paraguaios falam muito o guarani. Como falo espanhol, quando eu puxava papo, muitos me respondiam em guarani e eu não entendia nada. Percebi também que os que sempre falam o guarani, quando estão falando espanhol, falam com um sotaque muito carregado, dificultando o entendimento. O guarani lá é considerada língua oficial e é ensinado nas escolas. 12/03/2011 - Assunção/PY Acordei às 08h e fui tomar café da manhã no hotel. Uma decepção. Pão, manteiga, chá e café. Acredito que seria melhor nem oferecerem desayuno. Apesar de muito indicado aqui pelo fórum, eu não recomendo o Hotel Miami. O quarto é grande, havia três camas no meu. Uma de casal e duas de solteiro. Mas os colchões e travesseiros eram péssimos. Além disso o banheiro não possui box e nem mesmo desnível para evitar que a água do chuveiro molhe ele todo. A ducha não esquentava direito (não foi problema já que estava fazendo muito calor). A TV do quarto tem "TV a gato" gritante! A qualidade da imagem é péssima, não tem um canal com imagem boa. Além disso, percebi que o hotel é usado como hotel de encontro de "casais", se é que vocês me entendem. Nesse dia, a noite, enquanto estava usando a internet, percebi a movimentação de alguns casais que chegavam sem bagagem e logo saiam com os cabelos molhados, pagando 30 mil guaranis pela utilização do quarto. Então, indo novamente a Assunção não ficarei no Hotel Miami e também não o indico para ninguém. Depois do desayuno resolvi dormir um pouco mais, rs. Acordei meio dia novamente, tomei banho e fui conhecer a região onde ficam os melhores shoppings de Assunção. Tomei um ônibus que logo pegou a Avenida España. É uma região muito bonita. Muitas mansões, muitos prédios novos, muitos carrões, muitas mercedes. Alías, mercedes é o que mais tem em Assunção, muitas bem velhas, mas muitas novas também, assim como muitas BMWs e outros carros importados. Percebi que muitas mansões não tem muro, no estilo americano. Nas avenidas España e Mariscal López existem muitos bares também. Acho que é onde a noite é mais agitada. Não deu para tirar muitas fotos dessa região, mas é uma região bem moderna e bonita. Desci no Shopping do Sol, shopping grande e bonito, com várias lojas de grifes famosas. Liguei para um amigo do site Couchsurfing que mora lá perto. Marcamos de nos encontrar e ele almoçou comigo. Almocei em outro restaurante Self-Service, mas nesse a metodologia era outra. Como era por peso, cada tipo de comida tem um peso. Você pega vários pratos e coloca cada tipo em um e pesa um por um. A salada tem um peso, as guarnições outro, a carne outro e a massa outro. Achei interessante, fora o fato de ficar com a bandeja cheia de pratos. O almoço com um refrigerante ficou em G$21000. Meu amigo paraguaio é uma pessoa muito interessante. Bastante inteligente e culto. Sempre encontra com estrangeiros que visitam seu país, muitas vezes os hospedando. Depois de almoçar ele me levou até a sua casa, onde conheci sua família, que também são pessoas muito simpáticas. Ficamos conversando por algumas horas, fui ao mercado com eles e lanchei em sua casa. Deu para aprender um pouco sobre a cultura paraguaia, leis, salários, etc. Percebi que eles sabem muito mais sobre o Brasil do que nós sabemos sobre o Paraguai. Tomamos tereré, a única diferença da do tomado por aqui é que aqui uma pessoa serve a todos e lá cada um se serve, apesar de como aqui, compartilharem a cuia. De lá tomei um ônibus para o outro shopping da região, o Mariscal López, maior que o primeiro e muito movimentado. Em frente a ele existe um shopping menor. Fiquei por lá até por volta das 18h quando voltei para o hotel. Meus planos inicialmente eram ficar mais mais um dia em Assunção. Como seria domingo e todos me disseram que domingo não há nada para fazer em Assunção, tudo fecha, resolvi adiantar minha viagem e partir aquela noite mesmo para Encarnación, onde visitaria as ruínas Jesuítas. Paguei o Hotel, peguei minhas coisas e peguei outro ônibus para o terminal. Existem diversas opções de ônibus, desde G$40000 até G$66000. No Paraguai eles não fazem como na Bolívia, dizendo que o ônibus é ótimo, mas na verdade é péssimo. Na empresa onde a passagem custava G$40000 o atendente me disse que o ônibus era comum e era "pingua-pingua", já na de G$66000 que o ônibus era semi-cama, dois andares e direto. Escolhi a segunda. O ônibus realmente era muito bom, escolhi o andar inferior. Nessa noite consegui dormir toda a viagem. Só acordei quando chegamos em Encanación, às 05:30h da manhã. 13/03/2011 - Encarnación/Posadas/Puerto Iguazu Cheguei 05:30h da manhã no terminal de Encarnación. Na porta do ônibus um paraguaio já anunciava ônibus para Trinidad. O ônibus partia às 06h e custava G$6000. Perguntei onde havia um Guarda Equipaje e deixei minha mochila lá por G$5000. O ônibus saiu do terminal às 6h, porém só foi sair da cidade já quase sete da manhã, quando alguns passageiros começaram a reclamar. É que o motorista ficou rodando a cidade, enquanto o cobrador ia em busca de mais passageiros. Só saiu mesmo quando estava com a lotação completa. Às 07:30h o motorista parou e avisou que ali era a entrada para as ruínas. Peça ao motorista para descer nas ruínas, diga que não conhece. Da rodovia basta andar uns 800m. O ingresso custaGR25000 e dá direito a visitar também as ruínas de Jesus, próximo dali e mais uma mais longe. Existe um centro de apoio ao vistante com banheiros. Também um hotel, restaurantes e lanchonetes. Fui o primeiro a chegar naquele dia. Ainda havia neblina, que logo sumiu quando o sol começou a brilhar mais forte. As ruínas são realmente muito lindas e estão bem preservadas. O lugar também é muito bonito e é possível sentir uma sensação de paz. Todo chão é coberto por uma grama bem bonita. Fiquei mais ou menos uma hora ali contemplando e tirando fotos. Quando estava saindo chegou um ônibus lotado de turistas da terceira idade. Para chegar a Jesus, basta voltar a rodovia e subir mais 200m. Um taxista fica por lá esperando turistas ou moradores. Me cobrou G$30000 para levar até as ruínas, esperar 30 minutos e trazer de volta até a rodovia. Se eu esperasse chegar mais alguém ficaria mais barato. Resolvi não esperar e pagar os 30 mil guaranis. São 12 km até lá em estrada asfaltada. Em Jesus está a igreja mais conservadas das ruínas jesuítas. Como ela estava inacabada quando eles foram expulsos pelos espanhóis, não foi saqueada, já que não havia ouro nem obras de arte em seu interior. Também muito bonita. Vale a pena a visita. De volta ao ponto de ônibus me informaram que de hora em hora passava ônibus para Encarnación. Mas logo veio um ônibus com os moradores da região e ofereceram me levar por G$5000, aceitei. Cheguei em Encarnación por volta das 11h. Peguei minha mochila e vi do outro lado da rua, parado no ponto, o ônibus que ia para Posadas na Argentina. Encarnación fica na fronteira com a Argentina. Posadas é a cidade do lado argentina. Embarquei no ônibus, que é um ônibus circular. Paramos na imigração Paraguaia e um funcionário subiu no ônibus e recolhei as permissões. Logo em seguida parou na argentina e desci para fazer os procedimentos. O argentino me perguntou para onde ia e por que. Achei ele um pouco implicante, todos já estavam retornando para o ônibus e ele enrolando para me dar a permissão. Quando ele terminou o ônibus estava indo embora sem mim. Gritei e ele parou e consegui entrar. O rio Paraná divide o Paraguai da Argentina. A ponte que liga os dois países é muito bonita, assim como a cidade de Posadas. Fui até o terminal para buscar informações a respeito das ruínas do lado Argentino e sobre os horários de ônibus para lá. Descobri que os ônibus que deixam em San Ignácio são os que vão para Puerto Iguazu. Peguei os horários para visitação noturna, lanchei e voltei para o centro. Era domingo. Tudo fechado, nenhum movimento. Procurei algum hotel, mas achei os preços muito altos. Resolvi voltar para o terminal e seguir logo para San Ignacio. Foi aí que me dei conta que ainda não havia feito cambio de Guaranis para Pesos. Em Posadas o guarani era aceito em todos os lugares, mas em San Ignacio eu não sabia se seriam. Até porque eu tinha poucos guaranis, tinha mais era reais. Não havia nenhuma casa de cambio aberta por ser domingo. Consegui trocar os guaranis que tinha com o cara da lanchonete e fui comprar a passagem para San Ignacio. Quando cheguei ao guichê me disseram que o ônibus estava saindo e que eu deveria pagar ao cobrador. Entrei no ônibus e quando ele veio me cobrar mudei de ideia mais uma vez e resolvi seguir direto para Puerto Iguazu. Estava muito cansado e meu plano era visitar às ruínas em San Ignacio durante a noite, ver os shows de luzes e seguir durante a madrugada para Puerto Iguazu ou domir em San Ignacio e seguir no outro dia de manhã. Porém não queria passar mais uma noite dormindo em ônibus e não sabia se havia hotéis em San Ignacio e se aceitariam meus Reais por lá. Então decidi ir logo para Puerto Iguazu, já que estava muito cansado e precisava dormir aquela noite bem, fato que não aconteceu, como direi mais adiante. O ônibus também era muito bom, dois andares com monitores de LCD para ver filmes. Vi Tropa de Elite 2 e depois dormi até chegar em Puerto Iguazu. São cinco horas de viagem e a passagem custa 55 pesos. Chegando em Puerto Iguazu fui procurar o Hostel Che Lagarto, onde tinha reserva para duas noites, mas a partir da noite seguinte. Para minha sorte ou azar havia vaga. Deixei minhas coisas no quarto coletivo com ar condicionado para 6 pessoas. A única cama disponível ficava bem de frente para a porta. Pensei, tudo bem, estou tão cansado que isso não vai me incomodar. Sai para conhecer a cidade. É uma cidade que vive do turismo. Os hotéis e hosteis ficam em um centrinho turístico, onde existem vários restaurantes e lojas de artesanato e lembranças. As coisas acabam ficando baratas já que R$1=P$2,3, porém a maioria dos restaurantes são mais sofisticados. Paga-se a partir de R$25,00 por um bom prato de comida sofisticada. Coisa que no Brasil sairia por no mínimo R$50,00. Acabei comendo em uma lanchonete um pouco mais afastada, onde uma hamburguesa com refrigerante saia por R$8,00. O Hostel Che Lagarto tem uma boa infraestrutura. Piscina, sinuca, totó, pingue-pongue, internet, tudo de graça. Tem bar e servem janta também. Não gostei do banheiro, a ducha estava toda entupida, não tinha box e também molhava o banheiro todo ao tomar banho. O ar condicionado funcionava bem, porém só a partir das 22h. A diária sai por meros U$7,20. Muitos estrangeiros, muita cerveja, churrasco e festa. Até aí tudo bem, meu problema na primeira noite nem foi esse. Fui dormir cedo, às 23h já estava na cama. Por volta de meia noite chegam meus colegas de quarto. Após algum tempo começa meu sofrimento. O que deita na cama ao meu lado roncou a noite toda. Roncou muito, mas muito alto. Tenho muita dificuldade de dormir com gente roncando ao meu lado. O pior é que ele roncava e peidava. 14/03/2011 - Cataratas lado argentino Acordei cedo, aliás, desisti de dormir às 06h da manhã. Levantei, tomei banho e fui desayunar. O Café da manhã oferecido pelo Che Lagarto é bom. Há duas ou três opções de bolos, pão, manteiga, geleia, doce de leite, duas ou três variedades de frutas, biscoitos, dois sabores de sucos artificiais, leite, chocolate, café, dentre outras coisas. Pelo preço da diária achei ótimo. Bem próximo ao hotel, pega-se o ônibus prático cataratas, que custa sete pesos. Cheguei no parque por volta das 08h. A entrada no parque das cataratas do lado argentino fica em 70 pesos para pessoas do Mercosul. São três circuitos a percorrer: paseo inferior, paseo superior e garganta del diablo. Resolvi fazer primeiro o paseo inferior, já que iria fazer o passeio curte de bote até as cataratas. São alguns milhares de degraus, passando bem perto de algumas quedas até chegar a beira do Rio Iguaçu. O passeio curto de bote, de 12 minutos custa 110 pesos, mais ou menos 50 reais. O passeio equivalente do lado brasileiro custa R$120,00. O passeio é muito bom, chega-se bem embaixo de um das quedas. O ideal é ir com rouba de banho já que todos ficam encharcados. Adorei o passeio, mas infelizmente, foi nesse mesmo passeio que o bote virou essa semana e dois turistas americanos morreram. Acredito que acidentes podem ocorrer em qualquer lugar. Achei a empresa muito profissional, todos são obrigados a usar colete e um colete muito bom por sinal. Não é permitido ficar em pé, dentre outras regras de segurança. Eu faria de novo, mas realmente deu um friozinho na barriga quando vi a reportagem, já que havia feito o mesmo passeio dias antes. Subi todos os degraus que havia descido e fui fazer o paseo superior. Também muito bonito. Nele você vai por cima do rio, tendo acesso a parte de cima das quedas. Esse é mais curto e praticamente plano. Muito tranquilo de ser feito, inclusive por portadores de mobilidade reduzida. Depois para chegar a garganta do diabo, é necessário pegar um trenzinho que leva até a metade do caminho. De lá por passarelas suspensas sobre o rio, caminha-se mais um quilometro. Também é possível o acesso para pessoas com mobilidade reduzida. A garganta do diabo é uma das, se não a maior queda. O ponto final é um mirante bem no alto da queda, onde o rio vira catarata. Muito bonito o local. Só essa vista já vale a viagem. Após andar todo o dia, retornei de trem até a entrada do parque e voltei para cidade. Fiquei no parque das 08h até às 15:30h. Cheguei na cidade e fui procurar algo para comer, mas a maioria dos restaurante estavam fechados e os que estavam abertos eram aqueles mais requintados, mais caros. Voltei na lanchonete da noite anterior e me fizeram um prato com carne, ovo, pão e salada. Fui para hostel curtir um pouco da piscina. A noite sai para jantar e caminhei até a parte da cidade "menos turística". Um centro onde a população local faz compras. Voltei para o hostel e por volta das 23h já estava na cama. Essa foi mais uma noite sem conseguir dormir. Os meus companheiros de quarto, com quem já havia conversado e descobrido que eram argentinos, resolveram fazer uma festa com alguns gringos e passaram a noite toda entrando e saindo do quarto aos berros. A festa só terminou às 05h da manhã e quando eles foram para o quarto ainda ficaram uns 30 minutos contando piadas e rindo. Resultado: mais uma noite sem dormir direito e às seis da manhã quando eles estavam deitados, levantei sem a menor preocupação com barulho, luzes, etc, tomei meu banho, arrumei minha coisas, bati a porta umas três vezes e fui tomar café da manhã, fechar a conta do hotel e partir para o Brasil. Não aguentava mais aqueles argentinos. Sei que foi azar meu cair no mesmo quarto desses caras. Percebi que eles não estavam fazendo uma viagem como estamos acostumados. Eles estavam ali já há alguns dias. Não faziam nenhum passeio durante o dia, só dormiam e a noite quando a galera chegava dos passeios, se juntavam a eles para conversar, beber, fumar, etc. Eram todos já de alguma idade, mais ou menos uns 35 anos e ficavam se juntando a garotada de 20 anos. Bom, cada uma na sua, mas acredito que quem fica em albergues realmente quer fazer festas, conhecer gente, etc. Mas respeito é a base de tudo. Assim como me incomodaram, com certeza incomodaram também os que estavam nos demais quartos. O pior de tudo foi os empregados do Che Lagarto permitirem tudo isso. Resolvi ir para o Paldimar Falls em Foz, mesmo a diária lá sendo 3 vezes mais cara, R$35,00, o que no fim das contas foi uma decisão super acertada, já que lá o clima é outro e R$35,00 ainda é muito barato. 15/03/2011 - Foz do Iguaçu / Ciudad del Este/PY Peguei o ônibus para o Brasil por R$3,50. O ônibus parou na Imigração Argentina, onde entreguei a permissão. Não parou na imigração brasileira e os estrangeiros entraram todos "ilegais" no Brasil. O que percebi é que tanto a imigração Paraguai quanto a Argentina são muito mais rigorosas e organizadas que a Brasileira, uma vergonha para nós. O ônibus tem uma parada perto do Mcdonald´s de Foz, de onde basta caminha três quadras até o Paudimar Falls centro. Deixei minha mochila, confirmei reserva para duas noites e fui direto para o Paraguai. Um dos meus objetivos nessa viagem era comprar uma câmera digital nova em Ciudad del Este, onde é possível encontrar preços até 3 vezes menores que no Brasil. O ônibus para no centro comercial de Ciudad del Este. Não é necessário fazer processo de entrada se vai apenas na zona franca fazer compras. Ciudad del Este é uma loucura, mas quem já foi fazer compras em São Paulo ou já entrou em algum shopping popular (camelódromo) em qualquer grande cidade, ou mesmo fez comprar no centro das grande capitais na época de natal, não vai achar nada de outro mundo. Falam muito da segurança, de não deixar objetos de valores a vista, dinheiro, etc. Fiquei pensando, por que alguém vai querer roubar minha câmera digital ou meu celular usados, ou mesmo meu dinheiro se é bem mais fácil esperar que eu faça compras e roubar todos os produtos novos? Então nem preocupei muito com segurança não, é claro, aquelas regras básicas devem ser seguidas como colocar a carteira no bolso da frente da calça, mulheres colocarem a bolsa na frente do corpo, etc. São muitas lojas com preços bastantes distintos para os mesmos produtos. Muitos vendedores quando você pergunta quanto custa responde com a pergunta "qual menor preço você já achou" e dão o preço cinco dólares a menos. Se você falar um preço muito baixo eles dizem, "você achou muito barato, compra lá"! Rodei o dia todo, fiquei com muito medo de comprar uma câmera recondicionado como sendo nova. Eles vendem eletrônicos recondicionados lá. Muitas lojas te dizem que é recondicionado e inclusive tem um adesivo na caixa do produto dizendo isso. Porém outras tantas vendem recondicionado dizendo que é novo. Acabei comprando em uma loja pequena em que o cara me de um desconto bom e acabei confiando nele. A dica é sempre testar o produto, pedir produtos em caixas lacradas e verificar os lacres. Ver se o número de série do produto bate com o da etiqueta da caixa, se a embalagem do manual também está lacrada, etc. Mas no final das contas, isso tudo dá pra ser refeito e podem sim te vender um produto recondicionado dizendo que é novo. Comprei uma câmera que aqui no Brasil custa 900 reais e paguei 350 reais já com o cartão de memória de 8GB e a capa. Peguei um ônibus de volta para o Brasil, desci na Receita Federal e declarei a compra. Isso é recomendado, já que no aeroporto de Foz, antes de entrar na área onde ficam os balcões das empresas, todos tem que passar a bagagem no raio-x da Receita Federal e Polícia Federal. Então se você chega lá sem a declaração podem implicar com você, já que pela legislação, mesmo dentro da cota, tem que ser feita a declaração, para controle do número de vezes que você utiliza da cota, que é restrita a uma por mês. Retornei para o Hostel. Conheci meus colegas de quarto. Dois brasileiros, um japonês e um chinês. Caras realmente boa gente. Inclusive um dos brasileiros, o Felipe acessa o mochileiros, se ler esse relato dá um alô. Conheci mais alguns brasileiros que estavam em uma casa do outro lado da rua, que pertence ao Pauldimar e que é usada para disponibilizar quartos de casal. O preço é praticamente o mesmo e é uma mansão. O banheiro do quarto de lá é literalmente maior que todo o quarto que eu estava. Não dá nem para acreditar. Fica a dica. Quem for com um grupo maior ou em casal pergunte sobre essa opção, não vão se arrepender. É melhor que muito hotel 4 estrelas. A noite fomos em uma pizzaria perto do hotel onde o rodízio sai por R$13,50 e é muito bom! Outra dica valiosa. Depois de algumas noites sem dormir direito, nessa eu dormi muito bem. A galera desse hostel era super educada. Tanto os brasileiros quanto os gringos. Além disso havia vários avisos sobre o dever de se respeitar o horário de silêncio, que é após a meia noite. O quarto do lado humilde do albergue é melhor do que o quarto do Che Lagarto, o banheiro é bom, só não gostei das divisórias que colocaram para várias pessoas poderem utilizar o mesmo banheiro ao mesmo tempo, uma no chuveiro, uma no vaso sanitário e outra na pia. Achei muito estranho, além de diminuir bastante o espaço, principalmente na área do vaso, onde uma pessoa mais alta ou gordinha vai ter problemas para se acomodar. 16/03/2011 - Hidrelétrica de Itaipu e Cataratas lado brasileiro Depois de uma noite bem dormida, acordei cedo, tomei banho e fui tomar café da manhã. O café da manhã do Pauldimar é mais ou menos igual ao do Che Lagarto. Bom, dá pra armazenar bastante energia para os passeios, rs! Conversando com um funcionário do hostel, descobri que era melhor ir bem cedo para Itaipu, já que o último passeio lá é as 15:30h e de lá ir para as cataratas que ficam abertas até às 19h. Peguei um ônibus em frente ao mcdonald´s que vai até Itaipu. Fiquei impressionado com a infraestrutura montada para atender os turistas. Gente de todo mundo visita Itaipu. Havia muito mais estrangeiros que brasileiros por lá. Muitos japoneses de terceira idade. Escolhi fazer o circuito especial, que visita a parte externa e interna da hidrelétrica. O preço é R$50,00 mais estudantes, professores e doadores de sangue com carteirinha pagam meia. O passeio inicia-se com um vídeo bem interessante sobre a história de Itaipu. Depois todos deixam seus pertences de mão em um armário, não é permitido entrar com bolsas ou mochilas. Todos tem que passar pelo detector de metais. Foz do Iguaçu está em uma região de triplice fronteira. Muitos documentos dizem que ali estão presentes organizações terroristas e criminosas, então toda segurança é bem vinda. O passeio na parte externa é feito em um ônibus, parando nos principais pontos de interesse. Somos acompanhados por duas guias e as informações são repassadas em português e inglês. Tive muita sorte, pois duas das três comportas estavam abertas e isso só ocorre em 10% dos dias do ano. Depois visitamos a parte interior de Itaipu. Vale muito a pena. Quem gosta de engenharia e/ou história vai adorar. Todo o funcionamento da hidrelétrica é explicado, assim como detalhes de sua construção. Todo o passeio é muito bonito, tanto o externo quanto interno. Quem puder pagar os R$50,00 ou R$25,00 (meia) não vai se arrepender. Um detalhe interessante de Itaipu é que lá é território Brasileiro e Paraguaio. Existe inclusive uma linha que mostra essa divisão no chão de Itaipu. Tudo lá é dividido entre brasileiros e paraguaios: o número de turbinas, a quantidade de trabalhadores, etc. Existe dois presidentes, um brasileiro e um paraguaio, etc. O passeio terminou meio dia. Peguei um ônibus de volta ao terminal e de lá outro para as cataratas do lado Brasileiro, pagando apenas uma passagem. A entrada no parque do lado brasileiro para brasileiros custa R$22,00, porém quem tem cartão de crédito ou débito do itaú paga meia. Paguei R$11,50. Logo depois da portaria pega-se um ônibus que para nos principais pontos de acesso às atrações. É possível, mas não interessante, ir direto às passarelas principais, há inclusive elevador para as pessoas com mobilidade reduzida. Desci no ponto de início das trilhas e logo após alguns passos já se tem a primeira vista das cataratas. Do lado brasileiro se tem uma visão ampla das cataratas, de longe. Não digo que é pior nem melhor que o lado argentino. Digo que se completam. Recomendo visitar os dois. A trilha do lado brasileiro é bem menor e bem mais tranquila que do lado argentino. No fim chega-se àquelas passarelas que todos estamos acostumados a ver na TV que dão acesso bem próximo a algumas das quedas e que no seu fim é impossível ir sem se molhar todo. Vale muito a pena também, muito bom! Depois sobe-se de elevador até a parte de cima de uma das quedas. Pode-se chegar bem perto também do leito do rio. Achei interessante que seria totalmente possível fazer uma passarela até a garganta do diabo, do lado brasileiro do rio. Não sei porque não fazem, deve haver um acordo entre os dois países. Peguei o ônibus de volta a portaria do parque e de lá outro de volta ao hostel. Curti bastante a piscina nesse dia, fazia muito calor. Aproveitei bastante a hidromassagem da piscina, já que estava com as costas doloridas de tanto andar nos últimos dias. A noite voltamos a pizzaria da noite anterior. Fui dormir mais de meia noite. Era o fim da minha viagem. Curta mais bastante proveitosa. Bastante econômica também. Contando tudo, menos o gasto com a camera digital e a passagem de Foz para Belo Horizonte de avião (R$120), gastei menos de R$600,00. Deixo em anexo minha planilha de gastos para consultas e planejamentos de quem quiser se aventurar pelo Paraguai ou pelas cataratas, ou quem sabe pelos dois, como eu fiz. Espero que gostem do relato, apesar de longe e detalhista. Adorei o Paraguai e pretendo voltar outras vezes, para treinar o espanhol, para conhecer melhor Assunção e as outras cidades do interior que não conheci. Gostei bastante da parte da Argentina que conheci, apesar dos argentinos malas colegas de quarto no Che Lagarto. A Argentina é um país que quero conhecer por inteiro no futuro. Gostei muito de Foz do Iguaçu, uma cidade muito bonita e organizada, com gente bonita e educada. Fiquei surpreso, já que normalmente cidade fronteiriças são uma bagunça! Um abraço e fico a disposição para dúvidas! Roteiro viagem Paraguai alternativo.xls http://mochilaobarato.com.br/conhecendo-o-paraguai/
×