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  1. A nossa viagem ao Peru foi em junho de 2019, um dos melhores meses para ir, pois não chove. O clima nesta época é bem frio pela manhã e à noite fazendo com que a gente se vista em camadas, vá tirando à medida que esquenta e colocando novamente ao final do dia (famoso efeito cebola). Este país é bem rico em atrações e precisaria pelo menos uns 30 dias para fazer um roteiro mais completo. O país tem muito mais do que Machu Pichu e é muito valorizado por turistas de todo o mundo, vê-se mochileiros e esportistas de aventura, como montanhistas, aos bandos. Em todas as cidades no atendimento aos turistas é mais comum a língua inglesa do que o espanhol. É comum encontrarmos turistas falando idiomas que não se consegue definir. Os povos antigos não foram só os incas, existiram outros que conviveram na mesma época e os pré-incas. Há ruínas por todo o país. Coloco o roteiro dia a dia, para ajudar no planejamento. Não fiz descrições dos lugares porque creio que quem planeja uma viagem além de Machu Pichu já terá lido bastante sobre outras opções. A natureza do local onde foi construído Machu Pichu por si só já valeria a ida até lá. Quanto às hospedagens, cito para ajudar quanto à localização, já que foram todas (com uma exceção) muito boas. Não foi para fazer propaganda. Em Lima a escolha dos Ibis foi por nossa exigência de ar-condicionado, mas não tinha o café da manhã, o que foi um problema porque nas redondezas foi super caro. Compramos todas as passagens aéreas e de ônibus on-line, além do ticket para Machu Pichu e as passagens de trem. É importante checar se há vagas para ingressar à Machu Pichu para a data prevista, e então começar por aí o planejamento comprando antes mesmo das passagens aéreas. É bom comprar previamente também as passagens de trem, se for o seu modo de transporte escolhido (abaixo, nas observações, explico porque escolhemos). Escolhemos ir de Arequipa a Lima via aérea pela distância (1000 km), além do que os preços são bons e tem vários horários. Voamos pela Sky. Cidades em nosso roteiro: Cusco, Ollantaytambo, Águas Calientes (Machu Pichu), Puno, Arequipa, Lima e Huaraz. 05/06 - São Paulo - Cusco – pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast Cusco e Machu Pichu -Em Cusco táxi do aeroporto combinado com o hotel 20 soles. O motorista vai esperar. -Câmbio: trocar $50 no aeroporto para o táxi. Depois na av. el Sol, tem várias casas de câmbio. Em todos os hotéis que ficamos a cotação para pagamento em dólares era mais favorável do que nas casas de câmbio. -Compre o seu Boleto Turístico na COSITUC fica na Avenida do Sol, 103, próximo à Plaza de Armas. Valor 70 soles 2 dias e 150 soles 3 ou mais dias. Nas atrações também tem, mas pode ser mais caro. -Contrate uma agência para o chamado “city tour”. Eles vão percorrer os principais pontos turísticos da cidade e da periferia de Cusco. É um passeio fundamental ao contrário de outros city tours pelo mundo. -1º dia (06/06): – –City Tour (20 soles). pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast -2º dia (07/06): -Tour Maras e Moray (25 soles) pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast -3º dia (08/06): -Tour Valle Sagrado 45 soles com almoço incluído. pernoite em Ollantaytambo: Hotel Munay Tika -4º dia (09/06): -Valle Sagrado pela manhã. Ida de Trem p/ Aguas Calientes embarque 13 horas saída 13h27m e ao chegar compramos passagem do ônibus para Machu Pichu. Compramos só a subida $ 12 por pessoa (é caro mesmo para 25 min.) descemos a pé, é bem tranquilo. Ao descer percebemos que não é tão caro assim. Pernoite em Aguas Calientes: Llaqta MachuPicchu Pueblo -5º dia (10/06): -Machu Pichu pela manhã e retorno à tarde de trem: embarque às 14h25m, saída 14h55m. pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast Puno -6º dia (11/06): viagem de Cusco à Puno pela manhã. Quando chegamos fomos procurar as agências para o passeio ilhas Uros e Taquile. Atenção, porque tem dois tipos de barcos o normal que é lento (o que fomos) e uma lancha rápida por 90 soles. pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas -7º dia (12/06): - Passeio no lago Titicaca Ilhas flutuantes Uros e Taquile. Saí às 6h45, volta às 17h e custou 25 soles. O almoço na ilha foi 15 soles. Pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas Arequipa -8º dia (13/06): - viajar durante o dia de Puno para Arequipa (6h) – Pernoite em Arequipa: Hotel Las Torres de Ugarte -9º dia (14/06): - O planejado era o Tour 2 dias Valle del Colca – hotel em Chivay (ver com o tour, mas não for possível devido a uma infecção intestinal. -10º dia (15/06): - hotel em Arequipa: Las Torres de Ugarte -11º dia (16/06): - Plaza de Armas; Monastério de Santa Catalina; Plaza San Francisco; Tour Campina Ariquipeña, que vale muito a pena. Viajar à noite 21 horas. - hotel em Lima: Ibis Larco Miraflores Lima 12ºdia (17/06): Dicas -No aeroporto guichê Green Táxi tem preço fixo: sendo até Miraflores 50 soles -Usar Uber - No Shopping Larcomar, aluguel de bicicletas empresa Mirabici. - Em Lima quase tudo abre depois das 10h30 -- não perca tempo saindo muito cedo do hotel; -Preços dos táxis 20 sole até o centro histórico -Explorar O bairro Miraflores, Barranco, Malecón de la Reserva até Parque Salazar, Parque do Amor - ruínas Huaca Pucllana, Miraflores. Das 9 às 17 horas – 15 soles -Plaza de Armas com Catedral de Lima, o Palácio do Governo (residência do presidente), o Palácio do Arcebispo e o Club de la Unión. A Igreja de Santo Domingo e a Igreja de São Francisco, uma de cada lado da Plaza de Armas. -viagem para Huaraz (8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel) Huaraz -13º dia (18/06): - Aclimatação, compra de passeios - pernoite em Huaraz Mirador Andino -14º dia (19/06): Laguna Parón. – pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -15º dia (20/06): Glaciar Pastoururi, - pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -16º dia (21/06): Descanso devido à torção no pé - pernoite hostal em Huaraz -17º dia (22/06): Lagunas Llanganuco –pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino -18º dia (23/06): Descanso - à noite retorno para Lima de ônibus (tempo de viagem de 8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel) Lima Como estava muito gripado não foi possível fazer a programação. -19º dia (24/06): – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores -20º dia (25/06): - dia livre – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores (Este hotel não era bem localizado em função das atrações) Retorno Lima – São Paulo -21º dia (26/06): – Check-out hotel em Lima gffgdgsdf Nossas observações e outras generalidades - Aeroporto de Lima. A parte internacional é tudo caríssimo (9 soles uma água) e não tem nem bebedouros. Então se tiver de comer ou beber algo, faça antes ainda no setor doméstico que tem os preços semelhantes ao do Brasil (caros). - O tráfego em Lima é constantemente congestionado, então pergunte aos motoristas o tempo de retorno do seu hotel até o aeroporto no seu horário programado, em alguns horários pode levar mais de uma hora. - Lima apesar de não chover nunca, é isso mesmo, tem altíssima umidade do ar. Por oito meses não se vê o sol, nem mesmo se sabe a sua posição. Eu pessoalmente achei que bastante depressivo. Apesar de a cidade ser linda e ter vários atrativos, nós não gostamos por esse motivo. Então, avalie se for o seu caso. - O bairro Miraflores onde está a maioria dos hotéis e também vários atrativos, é muito caro para comer. Parece que ali tudo é em dólares (e muitos). Então se estiver só de passagem e não for ficar é melhor ver algo mais perto do aeroporto ou no centro histórico. - Sobre a folha de coca para diminuir o mal da altitude (soroche). Distribuem desde o aeroporto em Cusco e em todos os hotéis em Cusco, Puno, Arequipa e Huaraz. Colocam em um pratinho e todo mundo enfia os dedos (humm), até provei em chás (sachês) e folhas. Então soube que quem toma chimarrão não sofre muito (no caso argentinos) e como eu tomo, não tive problemas. Acontece que é um estimulante então café e guaraná, também funcionam. Tem até um remédio chamado Alti vital (coca, muña, guaraná e gengibre) que é só a base de estimulantes naturais. O principal é aclimatar, não fazer movimentos rápidos. Ah, e o sabor da coca não é horrível, mas não é bom, lembra o chá de carqueja. - Em Cusco, especialmente na Plaza de Armas e na Avenida El Sol verão umas bandeirolas que parecem muito com a LGBT, mas é o estandarte da cidade. - Chá de muña realmente é bom para dor de cabeça e pode ser tomado junto com chá de coca. -Para aliviar o soroche. Um perfume qualquer, ou mesmo desodorante. Basta colocar um pouco nas mãos, esfregá-las e cheirá-las. Vai ajudar muito a respirar. - Lavanderias em Cusco: as lavanderias que estão nas ruas Meloq e Santa Ana são as mais econômicas: custam 2 soles o quilo. Lavamos as roupas no hotel mesmo por 4,5 soles -Chip Claro + 3GB = 35 soles, na loja da Claro. Endereço: Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol), mas não compramos. - A comida é barata, mas nem tanto. Os lugares “super” baratos tem higiene duvidosa. - Hospedagem barata, mas tem o que se paga. Então, hotéis ou hostels com custo-benefício similar aos do Brasil tem os preços maiores. Como fomos em junho queriamos ar condicionado ou aquecedor no quarto. Esta exigência custou-me bem mais caro, por ser incomum, mas valeu a pena. No caso do verão um simples ventilador já é luxo. Li que até água quente não é comum em hostels e hotéis mais em conta. - Todos os passeios em Huaraz gastam muito tempo. Para a laguna Parón saímos nove da manhã e voltamos as seis, ficando uma hora lá. A laguna Llanganuco saímos as 7:30 e voltamos as 8:00, também ficando uma hora lá. Desistimos da Laguna 69 devido a minha esposa ter torcido um pé, não fosse isso sairíamos as 3:30 da madrugada e voltaríamos as 9:00 da noite, não é à toa que tem gente passando mal, além da altitude tem o cansaço. Para piorar os motoristas em todos os passeios e em todos os lugares insistem em não ligar o ar-condicionado, é que mesmo no inverno à tarde um ônibus completamente fechado vira uma estufa. Se voltasse faria apenas o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites, que se gasta tempo apenas para a ida e a volta. - Puno é muito longe de Cusco, são seis horas e meia. Viajamos de dia para não chegar de madrugada e também para ver a paisagem que é bonita, porem monótona. Tivemos que dormir duas noites (uma antes e outra depois) para um dia de passeio. - Arequipa é muito bonita, realmente é encantadora e também é longe. Levamos outras seis horas de Puno. Se for apenas para fazer o passeio de um dia ao Valle del Colca (procure ler mais sobre este) creio ser uma loucura ir até lá, porque vai cansar-se excessivamente. Ficamos todos nossos dias só na cidade e foi muito satisfatório. Avalie. - Quanto às agências para os passeios, em qualquer cidade tanto faz a escolha, porque todas vendem e juntam as pessoas para lotar um micro-ônibus cujo motorista e guia, são terceirizados e por sorteio vão para um destino ou outro. O se que tem é sorte ou azar nestes casos. Os preços são similares e bem baratos. - Em Cusco procure ficar não muito longe da Plaza de Armas e em área plana, leia nos relatos de outros viajantes no Booking, para poupar esforço enquanto aclimatiza. A área plana é mais ou menos seguindo os pontinhos neste mapa: https://goo.gl/maps/pTeW2ZXj8wjn5WGAA - Se for viajar de ônibus à noite, prefira embaixo não muito atrás (devido ao ruído do ar- condicionado) São poucos lugares e a escuridão é total. De dia, é claro, viaje em cima e desfrute da paisagem. Se tiver medo de altura, não vá bem na frente junto ao para-brisa, porque ali é assustador em alguns trechos. - A opção de ir de trem para Machu Pichu não é uma escolha sobre o meio de transporte, mas uma experiência fascinante. Escolhemos ir com a Peru Rail no trem Vista Dome, então fomos surpreendidos com a paisagem maravilhosa passando por picos nevados e a mudança repentina da vegetação para a floresta amazônica exuberante. É caro sim, mas vale cada centavo além das vantagens óbvias de não ser cansativo e de ser seguro. Pelas fotos este trem até parece com os outros modelos, mas a janela se estende mais para o teto e tem serviço de bordo, com um bom lanche. Custou 77 dólares cada trecho por pessoa. - Sugiro ao final do tour pelo Valle Sagrado pernoitar em Ollantaytambo aproveitar da única (e charmosíssima) cidadezinha da era Inca e ainda habitada. Caminhar sem rumo por suas ruelas, ver os primeiros raios de sol nas ruínas e montanhas em volta é único. Procure fotos no Google imagens e já ficará bem impressionado, ao vivo então... - Viajamos em nossos deslocamentos com a empresa Cruz del Sur que é a queridinha dos viajantes estrangeiros, mas não é a única boa. Relatado por quem conheceu tem a Oltursa, a Reyna, a Power, a Tepsa e várias outras destinadas a turistas que se diferenciam pelos serviços e preços daquelas para os peruanos. As empresas tem serviço de bordo e servem um lanche ou mesmo uma refeição maior como jantar, mas na dúvida coma o suficiente antes e só “complete”. - Barras de quinua, como as barrinhas de cereais, são uma ótima opção de lanchinho entre as refeições. Vai encontra-las facilmente, até em farmácias. - A referência turística nas cidades, com exceção de Lima, é a Plaza de Armas. Então procure hospedar-se não muito longe. Em Huaraz, ficamos a 700 metros, em Arequipa a 500 metros, em Cusco também a 500 metros e em Puno ficamos junto a Plaza. - A cerveja Cusqueña é ótima, não deixe de tomar a de trigo e a negra. Mas beba com moderação porque o álcool acentua os problemas com altitude. Outra coisa a ser evitada é o leite que leva ao enjoo. -Leve em consideração a época para visitar Machu Pichu, pois de outubro a fevereiro chove muito, o período realmente seco vai de maio a setembro. Só que em junho após o dia 20 tem a Festa do Sol, que são várias celebrações e é uma multidão. Em julho são as férias escolares na América Latina e em agosto são férias na Europa. Se quiser evitar gente demasiada e preços também fuja destas épocas. Escolhemos o início do mês de junho e foi perfeito. - Se você é daqueles que necessita de cafeína, leve café solúvel ou sachês de café (feitos com filtro de papel) porque o café de lá parece ter pouca cafeína e da forma que é feito você vai toma-lo frio. - Na maior parte do Peru na estação seca (maio a setembro) a umidade do ar é muito baixa e a gente passa com o nariz entupido e sangra fácilmente. Então Sorine ou similar é muito importante. - Nos hotéis aceitam pagamentos com dólar e tem uma taxa de conversão melhor do que as casas de câmbio. Porém cobram 3 a 5% de comissão. - Alguns restaurantes tem “Menu del día” à noite também. Dá para comer bem e pagando pouco. - Não existe a opção de adoçante, se quiser leve do Brasil. É melhor levar, pois só nos chás vai um montão. Visto que o açúcar local é pouco doce e tem que colocar pelo menos o dobro. - Quanto a cozinhar no hostel, não creio ser boa opção, pois os produtos nos supermercados não são baratos. Os preços são até um pouco maiores do que no Brasil. - O Glaciar Pastoruri está derretendo muito rápido. Até o fim de 2020 creio ser um bom passeio ainda, depois terá pouco gelo para ver. Uma pena porque que já foi um lugar que dava até para esquiar. Há várias fotos em um mural no local. - É bom certificar se a Laguna Parón está aberta para visitação, pois fecharam 1 dia após visitarmos. Várias explicações diferentes, mas não tinham previsão de quando e se seria aberta. - Se pode comer bem entre 15 e 25 soles. Comida típica peruana e em restaurantes bem bonitinhos. - Em Huaraz para não desperdiçar o tempo com deslocamentos demorados creio que a melhor opção é fazer o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites. Informei-me e dão toda a estrutura, é tipo tudo incluído, não carrega peso, apenas uma mochila de ataque e não é caro. Além do que visitar a Laguna Llanganuco (belíssima) que é no caminho. - Ficaria mais em Cusco e conheceria a Laguna Huamantay ou a trilha Inca até Machu Pichu, que passa por ela. - Quanto aos passeios em Cusco não é preciso gravar um monte de nomes e criar uma confusão mental e de planejamento. Os “best-sellers” são: - o city tour vai no Templo Qorikancha e o Convento de Santo Domingo (cidade) e passa em vários sítios na periferia da cidade (1 tarde). - Maras y Morai e Salineras (sai pela manhã e volta no meio da tarde) é bom levar lanche, pois não tem parada para almoço. - Valle Sagrado. Passeio de 1 dia inteiro que finaliza em Ollantaytambo depois volta para Cusco. É uma opção para quem vai de trem para Machu Pichu porque ali tem uma estação. Nós optamos por dormir ali, desfrutar da encantadora cidadezinha e pegar o trem à tarde. - Tem outras atrações, é claro, como: museus, a Rainbow Mountain (ou Vinicunca ou Montanha Colorida – 1 dia). A trilha Inca, ou a Laguna Huamantay. Abaixo as fotos. Coloquei na ordem das cidades que visitamos. Há também um vídeo do trem para dar uma ideia, não é para ostentação. 20190609_133509.mp4
  2. Mochilão Mochilão La Paz, Uyuni (BOL) – Salta, Córdoba (ARG) – San Pedro do Atacama, Santiago (CHL) - Arequipa, Cusco (PER) “Não tenha medo de morrer feliz, tenha medo de viver triste”. – (Jeison Morais) Porque mochilão? Quando disse para minha família e amigos que iria fazer uma viagem com uma mochila cargueira nas costas ao invés de malas, sozinho, pelo Peru, Bolívia e Chile, e sem data pra voltar, a grande maioria duvidou que eu realmente a faria, essa maioria também questionou os destinos escolhidos e o restante embarcou na ideia dizendo o quanto isso era incrível e como gostariam de fazê-lo, quando retornei alguns quilos mais magro e moreno de sol, mas com aquele brilho nos olhos que só quem viveu um mochilão conhece, o que ouvi de todos foi o quanto era corajoso, louco e como devia ter sido incrível toda a experiência. Acho que pra embarcar em um mochilão nós temos que estar em um modo diferente de ver o mundo e creio que todos os mochileiros, independente do nível de experiência, irão fazer uma mesma constatação, essa forma de viajar única vai te colocar em situações frequentemente mais desafiadoras que outras, em contato com pessoas reais em seus ambientes reais, e se você não estiver minimamente conectado e inclinado psicologicamente para isso, toda a experiência será muito frustrante. Penso que qualquer pessoa pode ser colocada em uma viagem de luxo em um cruzeiro internacional e com um mínimo de disposição será maravilhosa essa experiência, mas nem todo mundo pode fazer um mochilão se não estiver realmente disposto a experimentar o que isso significa. Definitivamente mochilão não é pra gente fresca. O meu primeiro mochilão, mesmo que ainda não tivesse noção que o era, aconteceu por um acaso no começo de 2017 em um relato que já postei aqui no site e vocês podem conferir no clicando no link Conhecendo Manaus, através dele creio que também terão uma noção melhor de quem sou e como essa viagem foi importante pra adquirir uma nova visão de mundo que desembocou nessa aventura pela América do Sul. Antes de prosseguirem devo avisar que na época, agosto de 2018, tinha montado um roteiro saindo de Rondônia ondo moro, e seguiria até Cusco no Peru pelo Acre, depois faria Ayacucho, Ica, Arequipa e Puno – Peru, em território boliviano tinha pretensão de fazer Cobacabana, La Paz, Potosi e Uyuni onde atravessaria o salar até chegar ao Chile para fazer o Atacama e terminaria em Santiago onde já havia me aplicado como worldpackers para o começo de outubro durante um mês, até então não tinha ideia de como voltaria para o Brasil, mas para iniciar a viagem marquei a data quase para o fim de agosto, tinha a intensão de ficar dois meses viajando, mas na verdade não tinha data certa pra voltar, ela seria quando o dinheiro, R$ 7.000,00, chegasse ao fim, mas o que ocorreu foi bem diferente do que “planejei” inicialmente, a viajem durou 45 dias e o roteiro foi bem mais enxuto, quanto ao dinheiro, esse não teve salvação, foi todo e a viagem não poderia ter sido melhor, pode parecer loucura mas além de acreditar em algo como “o destino” haha, as coisas estaticamente planejadas nunca funcionaram muito bem pra mim, hoje depois de três meses findados o mochilão, não alteraria em nada do que fiz, mas não recomendo a ninguém que saia sem um norte bem definido pra países onde não dominam a língua e costumes, tenha em mente um bom e detalhado planejamento, obvio que as coisas podem sair do rumo esperado, faz parte, mas se seguir as dicas de todos os mochileiros decentes que conheço e conheci, as chances de dar errado são mínimas, quanto a mim só posso agradecer ao universo, Deus, aos deuses, a sorte e o que mais acredite por ter colocado pessoas tão incríveis no meu caminho e por tudo ter dado tão certo, desde antes da viagem, quanto durante ela. Durante o relato vou tentar descrever os passeios, locais de visitação, meios de transporte, custos e sempre que necessário, em separado, as dicas e macetes que achei úteis. Também pretendo publicar um livro, a parte, com detalhes do mochilão mais voltados para as experiências e pessoas que conheci durante essa viagem, quando tiver concluído, pra quem tiver interesse, aviso com mais detalhes, nele deverão estar presentes todas as informações que vou passar neste relato pro Mochileiros, mas como o que nos interessa aqui são informações mais voltadas para custos e dicas do que sensações em si, lá vamos nós. GRATIDÃO E PLANEJAMENTO Com o acesso a internet e a vários sites e grupos online de mochileiros que compartilham seus relatos e experiências de viagens, ficou muito mais fácil planejar um mochilão para qualquer destino já percorrido por alguém neste planeta. Quando estava na fase de me maravilhar com os relatos, a ideia inicial era ir de ônibus percorrendo toda a costa oeste do Brasil até o sul, e prosseguir pelo Uruguai, cruzar a Argentina e por fim subir o Chile até o Atacama, neste primeiro momento o Chile seria o único destino de parada, tendo apenas as paisagens dos outros dois países sul americanos como complemento da viagem – aqui início os meus agradecimentos, primeiramente ao @Gedielson quem fez esse percurso e depois um relato repleto de detalhes além da disponibilidade de outras informações nos comentários, gratidão a ti mano, a diferença é que ele saiu do sul do Brasil – depois de adiar o mochilão já no começo do ano acabei por encontrar outro mochileiro aqui no site, o @Diego Moier, um parceiro muito solicito que iniciou suas postagens sobre um famigerado roteiro pela Bolívia, Chile e Peru, no começo de junho, nesse momento já havia adiado duas das três vezes minha viagem remarcando tudo para agosto, de maneira que pude acompanhar ansioso cada postagem que o Diego fazia sobre sua jornada, a partir de então meus planos se alteraram completamente, e um novo roteiro começava se desenhar na minha mente, meu mochilão estava apenas começando. Devo dizer que o relato do Diego é muito completo e detalhado, tu é fera mano, e ele teve outras duas inspirações principais por assim dizer, uma delas, o @rodrigovix, também serviu para inspirar a minha viagem com um relato muito top, detalhado e engraçado – Rodrigo não te conheço cara, mas lendo sua história era como se estivesse vendo tudo na minha frente com os olhos brilhando – devo dizer muito, mais muito obrigado mesmo pela disponibilidade de vocês Diego e Rodrigo por postarem seus relatos, isso inspirou, guiou e foi a base do meu mochilão, mesmo que no fim tenha percorrido outros destinos que alteraram em parte o roteiro inicial, mas isso é assunto pra depois, por hora, gratidão a vocês e a todos que compartilham suas aventuras aqui, espero poder contribuir e inspirar alguém também em fazer algo incrível como mochilar haha, e antes de prosseguir peço desculpas pelo atraso em começar a postagem, mas depois que a gente larga tudo pra viajar, ainda tem uma vida repleta de boletos nos esperando, mas prometo fazer as postagens o mais rápido possível a partir de agora. Durante semanas parte do meu tempo livre se resumia em ler e buscar informações dos destinos que pretendia percorrer pela viagem, as informações que não tinha no relato dos meninos eu ia buscando em outros relatos, e acredite, relatos super detalhados e repletos de dicas é o que não faltam na rede, agradeço mais uma vez todos que desbravaram não só novos territórios físicos e geográficos como também compartilharam suas experiências na internet, sem vocês tudo teria sido muito mais difícil e talvez nem ocorrido teria, então muito obrigado. Voltando do momento gratidão, a síntese pra quem se dispõe a cair na estrada é ter uma boa operadora de internet para poder navegar e encontrar muita informação e conselhos detalhados de gente que já fez esses percursos, eles são uma base segura para montar sua viagem e planejar os roteiros, passeios, gastos com alimentação, costumes, dicas de lugares para comer, dormir, se divertir, o que levar, o que não levar, cuidados que se deve ter e muito mais, e mesmo que tenha preguiça de ler tudo, lhe garanto que a fase de se maravilhar vai te impedir de fazer outra coisa que não ler e ler e reler todos os relatos e dicas que possa achar. Viajar por países andinos, em qualquer época do ano, vai lhe exigir o mínimo de roupas de frio, como moro na Amazônia brasileira, roupas de frio é item em falta em meu guarda roupas, então, se esse também for seu caso, comece por uma lista de roupas que irão te livrar de virar um picolé brasileiro em terras estrangeiras, o segredo para isso é se vestir em camadas, no mínimo um conjunto segunda pele térmica, depois uma blusa de frio fleece e por ultimo uma jaqueta corta vento, três camadas devem ser suficientes para enfrentar até menos dez graus que foi a temperatura mais baixa que enfrentei durante a viagem e estou aqui com todos os dedos para contar a história, no entanto é possível que enfrente temperaturas ainda mais baixas dependendo da estação do ano, no mais a sensação de frio varia de pessoa pra pessoa, então nesse caso menos não é mais. Por outro lado um mochilão, apesar do nome no aumentativo, não é uma mala nem um mini guarda roupas, poucas coisas cabem dentro dele, ainda mais se tratando de roupas de frio que tendem ser mais volumosas, assim sendo, é importante que tenha bom senso na hora de montar sua lista e mais bom senso ainda na hora de montar seu mochilão e não se preocupe, ao final da viagem você vai ver que não precisava ter levado tudo que colocou nele, não porque irá adotar o habito de algumas nações de não tomar banho todos os dias – e não estou falando dos sul americanos –, e sim porque há serviços de lavanderia em boa parte dos hostéis ou cidades por onde vai passar, então não compensa carregar metade de seu guarda roupas nas costas. Leve roupa pra passar de uma a uma semana e meia, isso deverá ser o suficiente para se virar, até porque repetir roupas é algo mais que comum nestas viagens o importante será passar pelo teste do olfato, se aprovado, é o que tem até o próximo banho. Por isso é importante ter noção de para onde se está indo, em qual época, os passeios que pretende fazer, é nesta base que poderá montar sua mochila, de forma eclética, talvez não tenha pretensão de ir para um lugar frio, mas vai que durante a sua passagem o tempo mude e a temperatura caia para menos vinte célsius, é bom ter aquele agasalho que sua mãe tanto fala, tudo bem que você vai morrer de qualquer jeito, mas vai morrer mais quentinho pelo menos. Como tinha pretensão de fazer alguns trekkings, e pelo menos um ao certo, investi em um coturno impermeável, não façam isso, pelo menos não de última hora, hoje ele está muito confortável, mas durante a viagem eu amaldiçoei cada segundo do momento que tive a ideia de compra-lo, além do que, mesmo que não impermeáveis, existem calçados mais apropriados para trilhas que um coturno – a menos que você seja um militar e assim como eles muito mal pagos pra sofrer – aconselho que invista até mesmo em um bom tênis de corrida e caminhada que será mais confortável e inteligente, uma vez que o outro calçado que levei foi um tênis já bem gasto com o qual fazia minhas caminhadas pela cidade e foi ele quem me salvou de ter um ataque do coração, acabou que só usava o coturno quando estava me deslocando em algum transporte entre as cidades porque se coloca-se no mochilão teria que me livrar de três quartos das minhas roupas, risos de raiva. Mas antes das roupas e calçados, antes de pensar em viajar, tenha sempre em dias seus documentos atualizados e prontos, já havia tirado meu passaporte um ano antes e foi este documento que usei para sair do Brasil – mesmo que atualmente a maioria dos países sul americanos exijam apenas a carteira de identidade com menos de dez anos de expedição, o passaporte é o melhor documento para viagens – também é importante ter conhecimento das condições necessárias para entrada e/ou permanência nos destinos escolhidos, para tanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, disponibiliza na web uma pagina onde constam os documentos e procedimentos necessários, como documentos exigidos, necessidade de visto e moeda, vacinação, alertas para turistas, entre outros, esse tipo de planejamento é muito importante porque a retirada de documentos geralmente ocorre de forma lenta em determinadas regiões do país, como a minha por exemplo e pode atrasar sua viagem em meses. No mais é importante ter em mente que as atualizações referentes a procedimentos de entrada em outros países se alteram com frequência, por isso é importante estar sempre de olho em possíveis mudanças como a necessidade de vacinação para entrar em outras nações, quando exigido, a comprovação só é feita através do Certificado Nacional de Vacinação, documento expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em seus escritórios regionais e locais, mas é possível que nem todo município disponha do serviço, o mesmo vale para a confecção de passaportes e vistos. Tendo os documentos prontos é importante também pensar em ter uma cobertura mínima em caso de possíveis problemas, ter seguros de toda espécie é uma boa opção, mas um fundamental é o seguro saúde uma vez que em terras estrangeiras qualquer procedimento que exija atendimento hospitalar vai lhe custar muito dinheiro fora a medicação e outros possíveis gastos, então invista em uma cobertura deste tipo tendo em vista os lugares em que vai se aventurar e passeios que pretenda fazer. Hoje existem diversas opções de bons planos que fornecem uma ótima cobertura com valores bem acessíveis a todos os bolsos e gostos, e lembre-se, ninguém pensa em morrer – bate na madeira – mas se ficar doente no exterior já é ruim, partir pra outra é ainda pior, o custo e burocracia são infernais, claro que não estará aqui para ver isso, mas em muitos planos um auxilio translado também está incluso no preço final, por isso olhe bem tudo que está incluso e compare, tem planos com mais opções e preços mais baixos, basta pesquisar. Pra terminar seu planejamento, você irá necessitar de uma mochila de ataque, certamente você a carregará na frente enquanto estiver com seu mochilão e é nela que estarão seus itens de higiene pessoal, acessórios e eletrônicos, remédios, tipo uma farmácia mesmo e umas roupas básicas pra sobreviver, e comida, e água, e lenços umedecidos, e acho que é só, então segue uma lista do que eu levei pro meu mochilão, aqui não vou passar os valores porque nesse quesito o que conta é a pesquisa e disponibilidade de produtos e serviços que terão, já falei que moro no norte, então só de frete pra cá se vai metade dos custos dos produtos, quando não mais. Haaaa, acaba que minha lista ficou mais enxuta que a lista em que me baseei, @Diego Moier pra variar, então vale muito ler o relato dele e de quem inspirou ele também, porque se fores alguém mais detalhista, a lista deles é bem mais completa, no mais eles tem boas dicas referentes a moeda, dindin, dinheiro mesmo, uma vez que eles levaram dólar para aumentar o poder de negociação, já eu levei apenas nossa desvalorizadíssima moeda nacional na época (no auge da campanha eleitoral), e apenas reais, nada de cartão de credito internacional, cartão pré-pago ou qualquer outra forma de dinheiro, unicamente porque as taxas pra sacar ou usar essas formas de pagamento no exterior são muito ruins para nós, então preferi tentar a sorte e trocar moeda nas casas de cambio de lá mesmo, pra quem puder trocar reais por dólares antes da viagem, a depender da cotação, é sempre bom, pois é a moeda forte em qualquer lugar, assim como o euro, quanto as outras formas de pagamento/dinheiro, é recomendável ter uma outra opção em caso de furto ou roubo, mas nesse quesito ao menos os países que visitei são muito mais tranquilos e seguros que o Brasil, no mais se tu não for assaltado aqui não é lá que será, apesar da infinidade de golpes que aplicam contra turistas, tem que ficar de olhos bem abertos todo o tempo. DOCUMENTOS: Passaporte, Carteira de Identidade, Certificado Internacional de Vacinação e vou incluir aqui o Seguro Viagem. Dica: Caso tenha feito reservas de hospedagem e outros serviços como seguro saúde, leve os comprovantes impresso e também tenha registros dos documentos e comprovantes em formato digital no celular e e-mail. OBJETOS: 01 Mochila Náutica 60 l (recomendo, é muito boa e saiu por uns R$ 350,00 no Mercado Livre). 01 Mochila (para notebook, com três compartimentos, ela serviu como mochila de ataque); 01 Celular, cartão de memória, carregador e fone de ouvido (que também serviu como câmera, mas se puder invista em uma câmera profissional, a menos que o seu telefone seja o top das galáxias fotográficas); 01 Money Belt (também conhecida como doleira, para guardar seus trocados e documentos junto ao corpo e não largar nunca); 01 Cadeado (pelo menos um); 01 Lanterna (não usei, mas é útil a depender do roteiro, como subir as escadarias para Machu Picchu ainda de madrugada ou trekkings noturnos); 01 Pasta (para guardar todos os papéis possíveis e impossíveis que estou encontrando agora); 01 Caderno e caneta (gosto de escrever e desenhar). CALÇADOS: 01 Coturno Impermeável (já falei sobre isso); 01 Tênis (também já falei); 01 Chinelo de dedo Rider (depois quero receber pelo merchandising). ROUPAS: 01 Toalha de banho (se puder invista em uma de secagem rápida, microfibras); 01 Toalha de rosto; 07 Pares de meias; 01 Sunga; 12 Cuecas; 02 Calças jeans; 01 Bermuda jeans; 01 Bermuda moletom; 06 Camisetas (03 foram suficientes); 02 Camisetas de manga longa; 01 Conjunto segunda pele térmica; 02 Blusas fleece; 01 Jaqueta corta vento; 02 Calças moletom (se puder invista em uma corta vento); 01 Capa de chuva; 01 Óculos de sol (invista em um bom); 01 Par de luvas de frio, 01 gorro e 01 boné; 01 Cachecol e 01 Meia de lã grande (comprei durante a viagem para travessia do salar); ITENS DE HIGIENE PESSOAL OBRIGATÓRIOS E ESSENCIAIS: Escova, pasta de dentes e fio dental; Lenços umedecidos (não sei como vivi sem saber da existência deles até esse mochilão, e sim eles irão salvar sua vida, ou a vida dos seus companheiros pelo menos); Sabonete e shampoo; Hidrante corporal e hidratante labial; Protetor solar; Desodorante e perfume; Pente e creme para pentear (a menos que seja careca); Papel higiênico. Dica: não é necessário entupir sua mochila de ataque com muitos e grandes itens, você poderá compra-los nas cidades que passar, mas em geral esses itens são muito mais caros principalmente no Chile e Argentina, se comparados aqui com o Brasil, leve apenas o básico e se for necessário compre algo por lá. REMÉDIOS: Algo para diarreia (tendo em vista a quantidade de reclamações, principalmente na Bolívia); Algo para o fígado (caso houvesse uma infecção intestinal e necessitasse dar uma ajuda ao nosso órgão responsável por eliminar toxinas); Algo para azia e má digestão (já percebeu que o medo com as comidas internacionais foi grande); Algo para febre, dor de cabeça e gripe (três em um mesmo); Algo para dor muscular (além de comprimidos, também comprei na forma de emplasto); Curativos (curativo adesivo, esparadrapo e gaze); E algo para amenizar o mal da altitude, o famoso soroche. Dica: De todos os itens da minha farmácia particular, não usei nenhum dos relacionados para o estomago, no entanto eles serviram para uma companheira de viagem no Atacama, ela passou muito mal e os remédios ajudaram a aliviar os sintomas, os restantes foram todos usados, adicionados uma aspirina (ácido acetilsalicílico - ASS) que comprei no Chile em virtude de uma inflamação nas amidalas, e deu pra quebrar o galho até chegar ao Brasil. Quanto ao usado para o mal de altitude, o escolhido foi o Diamox, seguindo algumas dicas de outros mochileiros, no meu caso tive que parar de usa-lo no terceiro dia, pois estava me fazendo muito mal, talvez seja mais aconselhável o uso de pastilhas que são vendidas no Peru chamadas Sorojchi Pills e que prometem resolver o problema, como são indicadas especificamente para essa finalidade, é melhor que o Diamox que pode ajudar a combater o soroche, mas não foi feito para essa finalidade. Por fim, automedicação não é algo a ser recomendado ou encorajado, fármacos podem gerar efeitos colaterais adversos, por isso passe em um médico ou no mínimo converse com um farmacêutico sobre alguns remédios para melhorar a imunidade e ajudar em possíveis casos de adversidade na viagem. APLICATIVOS: Com poderosos smartphones temos a mão uma infinidade de aplicativos que podem potencializar as experiências de viagem, no meu caso, o Windows Phone não mantem uma boa e atualizada base dos mesmos, mas se você possui sistemas mais comprometidos com seus usuários vai encontrar bons apps para facilitar sua vida no mochilão. Booking / HostelWorld (para descobrir hostéis e hotéis com preços bons e avaliações de usuários); Maps Me / Mapas da Microsoft (com eles você baixa mapas que poderão ser usados off-line, possuem boa precisão e riqueza de detalhes e informações como pontos turísticos, acomodações, restaurantes, avaliações de usuários, etc.); Google Tradutor (dispensa apresentações, o app possui uma série de funcionalidades muito uteis pra quem ainda não domina completamente outros idiomas); TripAdvisor (pra quem procura detalhes de pontos turísticos a partir da interação dos usuários, considero o app mais confiável); Dropbox / Google Drive / One Drive (apps para backups, e sim, você pode acidentalmente entrar com celular em um lago salgado no meio do Atacama e perder tudo, mas se tiver salvado na nuvem, pelo menos suas fotos estarão preservadas); Skyscanner / Google Flights / Rome2Rio (esses apps são para quem busca passagens aéreas principalmente, o Rome2Rio também indica passagens de ônibus, trem e barcas e vem cheio de informações como horários, itinerários e preços); Oanda / XE Currency (apps gratuitos para conversão de moedas); Movit / Citymapper (te mostra às linhas e itinerários de trens, metrô e ônibus e qual é o caminho mais rápido pra chegar ao seu destino, tendo aplicação em mais de 1.000 cidades deste mundão velho de meu Deus); Mochileiros (app aqui do Mochileiros.com que disponibiliza os relatos e o fórum pra conversa com outros viajantes). Ainda existem outras infinidades de apps, como os de hospedagem nas mais variadas formas, Airbnb, Gamping, Couchsurfing; para encontrar companhias de viagem, no caso o Tourlina é apenas para as meninas que estão na estrada, já o Tongr é para uma maior interação com os locais, enfim apps não faltam, pena nem sempre estarem disponíveis em todos os sistemas operacionais. Com tudo pronto, partiu mochilão.
  3. INTRODUÇÃO E PREPARATIVOS para quem quiser, tem a versão mais bonitinha em PDF aqui -> RELATO TRIP - @der_wanderlust .pdf PROMESSA FEITA, PROMESSA CUMPRIDA... Fala galera mochileira e não-mochileira, Depois de ter colocado o pézinho pra fora desse Brasilzão pela primeira vez na vida na minha primeira trip internacional, me sinto na obrigação moral de retribuir a toda ajuda que eu recebi de outros mochileiros que já tinham feito esse rolê antes, e que compartilharam suas experiências de viagem, para que pessoas como eu, que nunca tinham comprado sequer uma passagem aérea antes, pudessem viver uma das experiências mais incríveis da vida: mochilar!!! Então, cumprindo a promessa que fiz antes de viajar, cá estou eu, escrevendo este relato, que também espero que inspire muitas outras pessoas a pegarem sua mochila e partirem pro mundo, porque viajar é preciso!!! RESUMÃO O clássico mochilão pelos três países, 40 dias, desembarcando em Lima, indo pra Ica, Arequipa, acampando com escoteiros do mundo todo em Cusco, depois indo pra Puno, passando por Copacabana, La Paz, fazendo a travessia do Salar do Uyuni e chegando no Atacama e descendo até a capital chilena para pegar o voo de volta para casa. Tudo realizado entre julho e agosto de 2018, rodando mais de 5.000 km, só andando de bus entre cidades (porque pobre tem que fazer o dinheiro render kkkk). E por falar de dinheiro, vamos a parte interessante. João, quanto custou essa brincadeira toda? Pois bem, vamos por partes: Comida, transportes, hospedagens e passeios fora do acampamento (30 dias) R$ 4743 (1000 euros) Lembrancinhas e bugigangas pra família toda R$ 667 (parte em dólar, parte em reais) Passagens Áereas (Londrina-Lima/Santiago-Londrina) R$ 1476 (em reais mesmo) Acampamento em Cusco (10 dias, tudo incluso) R$ 1409 (exclua isso da sua planilha) Chip Internacional EasySIM4U R$ 120 (e ganha 6 revistas super tops) Seguro Viagem (40 dias) R$ 110 (economizei 500 dólares com ele) Excluindo o monte de blusa, chaveiro, cobertor, poncho que eu comprei lá (tudo é muito barato no Peru e na Bolívia), foram R$ 7850 tudinho mesmo. O que mais me pesou foram as passagens aéreas, por eu ter que sair do meu país Londrina-PR (pequena Londres com preços de Suíça), que só tem um aeroporto regional, as passagens saíram uns 300 reais mais caras do que se saísse de Guarulhos, só que ai gastaria com ônibus até São Paulo e no fim das contas daria na mesma. Então, considerando os 30 dias que eu estava na viagem “regular”, ou seja, que eu não estava acampado, minha média foi de R$ 163 por dia (alimentação, passeios, ingressos, hospedagem e transporte). Saiu um pouco caro, mas muito mais barato do que se eu tivesse ido de pacote de agência de viagem que se vende aqui no Brasil. O ROTEIRO O roteiro eu mostro detalhado aí embaixo com o mapa do My Maps (usem o My Maps, é muito bom pra quando você está planejando que lugares quer conhecer, ver quais cidades são próximas, quanto tempo de deslocamento e coisas assim). O roteiro por cidades ficou desse jeito: 20 jun – Londrina/Lima 21 jun – Lima - (City Tour) 22 jun – Lima/Ica - (Miraflores) 23 jun – Paracas/Huacachina - (Reserva Nacional e Islas Ballestas) 24 jun – Arequipa - (City Tour) 25 jun – Arequipa - (Trekking Canion del Colca) 26 jun – Arequipa/Cusco - (Trekking Canion del Colca) 27 jun/05 ago - Acampamento Vale Sagrado 06 ago – Cusco - (Maras e Moray) 07 ago – Cusco - (Dia no Hospital) 08 ago – Cusco/Águas Calientes - (Trilha hidrelétrica) 09 ago – Machu Picchu - (Huayna Picchu) 10 ago – Águas Calientes/Cusco - (Trilha de volta) 11 ago – Cusco - (Montanha Colorida) 12 ago – Cusco - (Laguna Humantay) 13 ago – Cusco/Puno - (Mercado San Pedro) 14 ago – Puno/Copacabana - (Islas Flotantes de Uros) 15 ago – Copacabana/La Paz - (Isla del Sol e Isla de la Luna) 16 ago – La Paz - (City Tour) 17 ago – La Paz - (Downhill Estrada da Morte) 18 ago – La Paz/Uyuni - (Chacaltaya e Vale de la Luna) 19 ago – Uyuni -(Salar 3 dias) 20 ago – Uyuni - (Salar 3 dias) 21 ago – Uyuni/San Pedro de Atacama - (Salar e Vale de la Luna) 22 ago – San Pedro de Atacama - (Lagunas Escondidas e Tour Astronomico) 23 ago – San Pedro de Atacama/Santiago - (Geyseres del Tatio) 24 ago – Santiago - (1700 km rodados pelo Chile) 25 ago – Santiago - (City Tour) 26 ago – Viña del Mar/Valparaíso - (Bate e volta) 27 ago – Santiago - (Cajón del Maipo) 28 ago – Santiago/Londrina Quando eu sai do Brasil, planejava ficar mais dias em Huacachina e menos em Arequipa, planejava fazer o tour do Vale Sagrado Sul em Cusco, assim como outros passeios em San Pedro de Atacama, mas como não viajei com o roteiro amarrado, ou seja, não tinha comprado passagem de bus nenhuma, nem reservado passeios ou hostels (exceto por Machu Picchu), pude muda-lo na hora, seja por amizades que fiz no caminho, ou por perrengues como o dia 07/08 que eu passei no hospital (isso eu conto depois). Por isso eu não recomendo comprar nada daqui do Brasil, nem reservar passeios, nem passagens de ônibus, nem hospedagem, tudo você consegue lá na hora, pechinchando e barganhando, assim você consegue preços melhores e não fica com o roteiro amarrado, você tem mais flexibilidade caso mude de ideia ou aconteça alguma coisa. Não tem segredo, tem que pesquisar, na internet, em blogs de viagens, no Mochileiros.com, em relatos de quem já foi, no meu caso, peguei um roteiro de 20 dias num blog, e fui adaptando, adicionando cidades e passeios, vendo os ônibus e hostels que eu poderia usar. Para os passeios, eu procurava nos relatos do Mochileiros.com e via as agências que a galera recomendava e já ia anotando o nome e o preço que pagaram pelos passeios. Para a hospedagem, eu procurava no Booking.com o nome da cidade, ordenava pelo menor preço, e ia vendo as avaliações da galera, se tinham curtido o lugar, mas sem reservar nada, só anotava o nome, o preço da diária, e quando chegava na cidade, ia direto nele (muitas vezes reservava o hostel pelo Booking quando chegava na cidade, pra não ter que pagar em caso de cancelamento). Para os transportes entre cidades, procurava no Rome2Rio as empresas que faziam o trajeto, o preço médio das passagens e já deixava anotado, mas também comprava só quando chegava na cidade, teve alguns que deixei pra comprar no dia da viagem mesmo. Para a alimentação, era na raça mesmo, perguntava para os locais mesmo onde tinha lugar bom e barato para comer, mas para planejamento, calculava R$ 40,00 por dia com comida. Tinha vez que gastava R$ 10,00, tinha dia que gastava R$ 50,00, mas fome não passava kkk. QUANTO LEVAR? Depois de definir o roteiro, ia anotando numa planilha no Excel mesmo, o roteiro por dia, os preços médios dos passeios, dos ônibus, das hospedagens, mais uns R$ 40,00 por dia pra comer, somei tudo e levei uns 20% a mais, só pra garantir. Funcionou bem, pelas minhas contas, eu precisava levar 1400 euros, trouxe 400 de volta, que já estão guardados para a próxima trip. Mas ainda levei meu cartão de crédito internacional, já desbloqueado para operações no exterior, só para uma possível emergência. Felizmente não precisei usá-lo. PREPARATIVOS Passagens Aéreas As duas piores partes da viagem são: comprar passagens aéreas e comprar moeda estrangeira, porque independentemente do quanto você pesquisa, parece que sempre você tá perdendo dinheiro. As passagens eu recomendo comprar uns 4 ou 5 meses antes da viagem. As minhas, comecei a procurar em janeiro, comprei em março, pra uma viagem para julho. Como eu tinha definido o roteiro primeiro, sabia que queria chegar por Lima e sair por Santiago, então procurava em todos os sites de busca possível na vida. Usei a opção “Múltiplos Destinos” ou “Várias Cidades”, passagens Londrina-Lima (20/07) e Santiago-Londrina (27/08), o Skyscanner tinha os melhores preços, mas ainda assim estava meio caro (R$1600). No site da Latam, Avianca, tudo acima de R$1800. Aí por acaso eu fui andar no centro da cidade um dia e passei em frente a agência da CVC, estava com sede, aí pensei, vou entrar, fingir que quero um orçamento e tomar uma água né? Tinha certeza que na agência de turismo seria o lugar mais caro. A atendente fez a busca no sistema dela, aí me disse: “R$ 1500 e pouco com bagagem despachada”, e eu: “como assim???? Mais barato que no site da Latam”. Acabei comprando lá, e como paguei a vista, teve um descontinho lá e saiu por R$1476 (comprei a passagem em março, minha viagem era em julho). Depois, de vez em quando eu olhava nos sites de busca e o preço não abaixava mais, então acredito que peguei a passagem com o preço mais barato possível kkk. A única coisa, é que em junho, a Latam trocou as escalas do meu voo de volta, ai a CVC me ligou para avisar que se eu voltasse no dia 27/08, teria uma escala noturna gigante no Rio de Janeiro, e acabaria chegando no dia 28/08, então ela me propôs voltar dia 28/08 num voo que eu pegaria escalas menores e chegaria no mesmo dia. Aceitei, o que foi a melhor coisa, porque ganhei um dia extra no fim da viagem. Chip Internacional Vou ser bem sincero, eu queria muito não ter comprado, mas como estava com tudo sem reservar, não conhecia nada, e queria dar um up no meu Instagram, fazer uns stories legais e postar tudo (pobre quando viaja tem que mostrar pra meio mundo, né?), e ainda por cima apareceu uma promoção da Revista Aprendiz de Viajante, que na compra de 6 revistas por R$ 120,00, de brinde ganhava um chip da EasySIM4U, com 4G ilimitado por 30 dias em todos os países, acabei comprando, não me arrependo, a internet funcionou muito bem mesmo, nas cidades, em alguns passeios, até em Machu Picchu funcionava, só no Salar do Uyuni que não tinha sinal nenhum. Também é possível comprar os chips nos países, não custa caro, mas tem que por crédito, troca o número, e tem franquia limitada, além de trocar o chip sempre que troca de país. Esse chip internacional funcionou nos 3 países, mas não servia pra ligações, apenas dados móveis. Além disso, como viagem era de 39 dias, e o chip só funcionaria por 30 dias, coloquei sua data de ativação para a partir do 9° dia, assim teria internet nos últimos 30 dias. Nos primeiros dias teria que me virar pedindo “la contraseña del wifi”. Usar chip brasileiro no exterior é pedir para pagar absurdos no fim do mês. Moeda Estrangeira Essa parte é com certeza a mais complicada, como levar dinheiro para a viagem? Reais, dólar, euro, cartão internacional, tele sena? Primeiramente, o cartão, mesmo sendo mais seguro, cobrava muitas taxas, fora os impostos que eram altíssimos para uso no exterior, além disso, muitos lugares não aceitam, então já risquei da minha lista. Bem, a moeda do Peru é o Novo Sol (S/)(PEN), da Bolívia é o Boliviano (Bs.)(BOB), e do Chile é o Peso Chileno ($)(CLP), por serem moedas “fracas”, suas cotações para compra no Brasil são as piores, então, ou compre dólar/euro no Brasil para trocar lá, ou leve real e troque lá. No meu caso, depois de muitas contas, cheguei à conclusão de que compensaria levar dólar ou euro, ao invés de reais. Para saber se compensa é só usar a formulinha que eu desenvolvi kkk (Quanto consigo em Soles levando Dólares) / (Quanto consigo em Soles levando Reais * Preço do Dólar em Reais) Se essa conta for maior do que 1, leve dólar, caso contrário, leve reais. Essa fórmula serve para todas as outras moedas, substituindo Soles por Bolivianos, Pesos, ou qualquer outra moeda fraca. Também pode ser substituído o Dólar por Euro, ou Libra, ou outra moeda forte. País Peru Bolívia Chile Real 0,77 PEN 1,65 BOB 152 CLP Euro 3,80 PEN 8,00 BOB 753 CLP Dólar 3,25 PEN 6,90 BOB 650 CLP As cotações estavam assim, então preferi comprar euros. No Banco do Brasil a cotação estava melhor que nas casas de câmbio, e para funcionários, não é cobrada a taxa de operação, então se você tem algum parente ou conhecido que trabalhe lá...#ficaadica. Enfim, comprei 1400 euros por R$4,72 para levar, depois comprei mais 250 dólares por R$4,04, e na véspera, minha tia ainda me deu mais R$300 para comprar um poncho de lhama kkk. Toda essa grana devidamente guardada num saquinho de plástico com um papelão no meio para não amassar, dentro de uma doleira que eu usava amarrada na coxa (na cintura é muito manjada) por baixo da calça, com medo de alguém roubar aquilo assim que eu saísse do aeroporto. Importante, não dobrar as notas de dólar ou euro, lá eles são bem chatos com isso. Voltei para casa com R$200,00, 400 euros e 20 dólares. Seguro Viagem Aproveitei a Black Friday de 2017 e comprei o seguro viagem da Allianz Mondial, por R$109, plano América do Sul Standart, para 30 dias, estava com 50% OFF. Aí, em março, quando comprei a passagem para mais de 30 dias, liguei lá, expliquei a situação, aí cancelaram minha apólice, devolveram todo meu dinheiro, e fizeram uma nova apólice de 40 dias por R$110, pasmem. E pelo menos no meu caso, não foi um gasto, foi um investimento muito bem usado. Certificado Internacional de Vacinação Essa porc%#** desse certificado, teoricamente é obrigatório para entrar na Bolívia ou Amazônia Peruana, aí todo mundo se mata pra conseguir, tendo que ir em algum posto da ANVISA para tirar (é de graça), aí chega na hora da viagem e ninguém nem pede (ninguém me pediu). Mas é a famosa Lei de Murphy, se você viajar sem, tenha certeza de que te pedirão, então não arrisque, procure onde é o posto da ANVISA mais próximo da sua casa e faça esse certificado. Ingresso para Machu Picchu O famoso ingresso, como eu ia na alta temporada (junho a agosto) e queria subir a Huayna Picchu (aquela montanha que aparece no fundo de MP), tive que comprar o ingresso em abril para poder subir em agosto. Caso você não queira subir nenhuma montanha ou vá na baixa temporada, não precisa de tanta antecipação. O acesso ao parque é limitado a 2000 pessoas por dia. Pedi para um guia turístico que mora em Cusco que conheci num grupo de viagens do Whatsapp, para que ele comprasse para mim, para que eu conseguisse o desconto de estudante. Mandei foto da minha carteirinha (ISIC e normal) e ele conseguiu comprar com desconto, de 200 soles, paguei 125. Mas caso você não tenha carteirinha, pode comprar pelo site oficial http://www.machupicchu.gob.pe/, ou pode deixar para comprar lá em Cusco mesmo. Mochilas De bagagem de mão, eu levei uma mochila de ataque de 30 L daquelas da Decathlon (comprem essas coisas na Decathlon que é top e barato), com uma pastinha com o passaporte, certificado de vacinação, passagens aéreas e minha caderneta de anotações. Já pra despachar foram: uma cargueira de 85 L da Conquista que eu já tinha há anos, com praticamente tudo dentro, além de um saco de dormir para -15° (emprestado de um amigo), um isolante térmico inflável (também da Decathlon e também emprestado de um amigo) e minha barraca Azteq Katmandu 2/3. Para não despachar esse monte de coisa amarrado e correr o risco de perder tudo ou alguém enfiar drogas na minha mochila cheia de zíperes (minha mãe assiste aquelas séries de aeroportos no NetGeo e ficou morrendo de medo kkk), eu pedi pra um amigo que trabalha com tapeçaria e ele costurou um saco para colocar tudo dentro e com um zíper só para poder passar um cadeado e deixar a mãe tranquila (ficou parecido com uma bolsa de academia). O que levar? Para detalhar melhor, tá aí uma lista completinha de tudo que eu levei: · 1 bota impermeável (Yellow Boot Timberland), 1 tênis (All Star velho), 1 par de chinelos e 1 par de alpargatas. · 2 toalhas de banho (1 normal e 1 daquelas da Decathlon que seca rápido) e 1 toalha de rosto, Kit banho (shampoo, condicionador, sabonete e bucha). · 1 estojo (pasta, escova, fio dental, desodorante, perfume, repelente). · Hidratante e protetor labial (levem, senão a boca e o rosto de vocês esfarelam no deserto). · 4 calças (2 jeans, 1 de sarja com elástico e 1 de moletom) e 2 bermudas (1 jeans e 1 de praia). · 8 camisetas. · 12 cuecas e 7 pares de meia. · 2 camisetas segunda pele. · 3 blusas (2 de lã e 1 de moletom). · 1 casaco impermeável corta-vento (R$199 na Decathlon, melhor investimento). · Pacote de lenços umedecidos. · Remédios usuais (antialérgico, sal de fruta, band-aid, para dor de garganta, Dramin) · Pasta com os documentos. · Doleira com a grana (dólar e euro). · Carteira com a grana trocada, cartão de crédito internacional para emergências, carteirinha de estudante. · Celular, carregador, fones de ouvido, bateria extra, adaptador. · 2 cadeados e algumas sacolinhas plásticas. · Caderneta e caneta. · 1 óculos de sol e relógio de pulso. · 1 rolo de papel higiênico. · 1 pacote de paçoca rolha e 1 saco de bala de banana (pra fazer a alegria da gringaiada). Me arrependi de levar tantas blusas porque lá acabei comprando mais (Mercado São Pedro em Cusco é sucesso), luvas, toucas e cachecóis não compensa levar daqui, porque lá tem mais bonitos e mais baratos. Devia ter levado e acabei me esquecendo, protetor solar, lá é caríssimo, aí tinha que ficar pedindo emprestado pros outros, e não esqueçam que nos Andes o Sol é mais forte, fora o vento e a secura do ar, então levem creme, hidratante para o rosto e lábios porque vão usar e muito! DIÁRIO DE BORDO Nos capítulos seguintes, vou contar como que foram os passeios, dia por dia, tentei lembrar e ser o mais fiel possível com todos os fatos passados, contando os perrengues, minhas impressões, também tentei contar tudo do modo mais descontraído que eu consigo ser (uiii ele é superdescontraído ele hehe). Coloquei algumas fotos para tentar ilustrar o que eu vivi, os lugares por onde passei, a grande maioria delas foi tirada do meu celular mesmo, como não tenho câmeras profissionais, nem GoPro, tive que me virar nos trinta com meu Galaxy S7 Edge, mas felizmente, a câmera dele é bem razoável, algumas poucas fotos, lá na parte do Atacama, foram tiradas com um iPhone X de um desconhecido que eu pedi para tirar do celular dele, porque o meu estava sem bateria e ele me mandou pelo Whatsapp depois. O relato em si acabou ficando mais longo do que o planejado, então, caso você não esteja com muita paciência para ler tudo, ou queira só um resumo, no final de cada dia eu coloquei um quadrado cinza com todos meus gastos diários, nome das empresas de bus, de algumas agências, dos hostels onde fiquei hospedado. Além disso, coloquei também algumas caixas coloridas com informações importantes em destaque, deem uma olhada nelas. Do mais, é isso, espero que curtam, e qualquer coisa, pergunta, dúvida, me chamem no Instagram @der_wanderlust que eu respondo com o maior prazer. Bora lá!!!
  4. rogerio-matias

    Arequipa

    No intuito de aglomerar todas as informações sobre Arequipa em um único tópico estou tomando a liberdade de criar este. Não encontrei algo parecido e tenho algumas dúvidas a respeito apesar do Cañon del Colca já possuir tópico específico. 1 - Vulcão "EL Misti" - é aconselhável para iniciantes? qual o preço de sua subida e onde contrataram? roupas próprias para o frio que faz lá em cima são alugadas pelas agências? 2 - Li em um guia a respeito do Tour Campiña. Da mesma forma, o que acharam, valores e qual agência? Sei bem que essa coisa de agência não deve ser o espírito a preponderar mesmo pq sempre fica muito mais caro mas é que pelo lido visita-se algumas cidadezinhas perto de Arequipa em um único dia. abraço a todos!
  5. Fala Mochileirxs, beleza? Podem me ajudar com meu roteiro? Estou planejando uma viagem na América do Sul, entre os dias 04 e 21 de abril (inclusive). Será a minha primeira vez no país. A princípio eu faria Peru-Bolívia (Cusco, Copacabana, Isla del Sol, La Paz e Uyuni), mas pelo tempo disponível eu não poderia nem tentar o Huayna Potosí, então achei melhor conhecer a Bolívia junto com o Atacama num segundo momento. Sou montanhista e sempre busco aventuras nos lugares que viajo, mas também não dispenso o conhecimento histórico e cultural local. Considerando tudo isso, elaborei o roteiro por Cusco, Arequipa, Lima e estou pensando em apertar para conhecer Ica (OBS: não estou pensando em ir a Huaráz dessa vez, pois pretendo fazer circuitos/escaladas demorados em outra ocasião). 04/04 - Chego Cusco 12h/Caminhar pela cidade para aclimatar e fechar tours. 05/04 - Rainbow Mountains 06/04 - Valle Sagrado 07-11/04 - Salkantay Trek 12/04 - City tour/Museus/Feira de Artesanato e Qoricancha 13/04 - Indefinido/Rodoviária 20h (ida a Arequipa) 14/04 - Chegada Arequipa 07h/Citytour 15-16/04 - Valle del Colca Trek/Ida a Ica (tempo suficiente?) 17/04 - Indefinido - Ica ou continuar Arequipa? 18/04 - Indefinido/Ida a Lima 19/04 - Chegada Lima 06h/Centro histórico/Museu Larco 20/04 - San Isidro/Miraflores 21/04 - Museu de Arte de Lima/Barranco (feira após 12h)/Aeroporto 19:00h (vôo de volta 21:40h) Por ora o meu roteiro é esse. Poderiam me ajudar com alguns? - Quantos dias são realmente necessários para conhecer Arequipa/Valle del Colca? - Acham que consigo embargar para Ica no mesmo dia de retorno do Valle del Colca Trek? Se sim, vale passar dois dias por lá? - Sugerem algum local que não foi mencionado acima? Estou aberto a substituições e preciso preencher os lugares "indefinidos". Gratidão a toda ajuda/sugestão. Depois da viagem compartilharei minha planilha de gastos detalhada por aqui. Grande abraço.
  6. Olá pessoal, após a leitura de muitos relatos de viajantes que foram ao Peru de carro ou moto e não tiveram maiores problemas, decidimos encarar uma viagem de carro até lá. Foram alguns meses de preparativos até a definição do roteiro final (que alteramos pouca coisa no decorrer da viagem), no qual pretendíamos visitar os principais pontos turísticos acessíveis com o nosso veículo, procurando realizar uma viagem econômica mas sem passar apertos. Decidimos ir pelo norte da Argentina e norte do Chile, assim passamos novamente por locais já visitados na viagem que fizemos em 2012 ao Atacama http://www.mochileiros.com/atacama-de-carro-video-com-a-filmagem-completa-da-estrada-pelo-paso-de-jama-t75603.html. Dentre os principais objetivos da viagem estavam: Salta, Tilcara, San Pedro de Atacama, Antofagasta, Iquique, Arequipa, Nasca, Lima, Cusco, Machu Picchu e Puno. Irei fazer um relato para cada dia da viagem, com fotos e gastos com hotéis e combustíveis. Filmei toda a viagem com uma câmera no parabrisa do carro, pretendo colocar em cada relato um video com o trecho percorrido. Nesse primeiro post vou colocar o mapa do trajeto percorrido, os documentos que levamos para cada país e algumas dicas. A planilha de gastos está disponível para baixar como anexo Documentos necessários: Argentina: Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro Carta Verde Chile - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes e seguro SOAPEX Peru - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro SOAT Dica: Não é obrigatório, mas recomendo levar a Carteira Internacional de Motorista (PID). Os policiais olham e já percebem que você está mais preparado. Recomendo levar também o passaporte, agiliza os trâmites na fronteira. Levamos também o manual do carro com o carimbo da última revisão para comprovar que revisamos antes da viagem e o CRLV do ano anterior para as abordagens policiais. Assim quando éramos parados entregávamos a PID e CRLV do ano anterior e deixamos o CRLV atual e a carteira de motorista guardadas para mostrar somente nas aduanas. Além dos documentos, levamos os seguintes equipamentos para o veículo: 2º triângulo, cambão e um kit de primeiros socorros. Nenhum desses itens foram solicitados (nessa e nas outras duas viagens que fizemos pela Argentina e Chile), mas como já tínhamos, levamos assim mesmo. Antes da viagem fizemos uma boa revisão no carro, trocamos o óleo, filtro de gasolina, óleo, ar condicionado, fizemos geometria, balanceamento e alinhamento das rodas e pedimos para dar uma olhada geral na suspensão e freios. Também compramos duas lâmpadas reservas para o farol baixo, já que é obrigatório circular com elas ligadas mesmo de dia nas estradas. O seguro Carta Verde adquirimos pela nossa seguradora, Porto Seguros sem custo adicional. Foi solicitado logo na entreda da Argentina, é possível fazer nas cidades fronteiriças também. Já o seguro SOAPEX para o Chile, emitimos online pelo site: http://www.magallanes.cl/magallaneswebneo/index.aspx?channel=8212 e o pagamento pode ser feito pelo Paypal e você escolhe o período de vigência. O seguro SOAT, obrigatório para o Peru, fizemos em Tacna (La Positiva no endereço Calle Apurímac 201 - 209), mas é possível fazer logo após a aduana de Santa Rosa, que faz fronteira com o Chile. Duzentos metros depois da aduana a direita há uma placa indicando o local onde é vendido o seguro. Por 30 dias pagamos o equivalente a 40 soles. É fundamental fazer esse seguro para não ter problemas nas estradas peruanas. No decorrer dos relatos vamos contando sobre as abordagens dos policiais nas estradas do Peru. O seguro do nosso carro só tem extensão de perímetro para os países do Mercosul e Chile, não conseguimos fazer a cobertura para o Peru, acabamos indo sem. Com relação ao dinheiro, preferimos levar dólares para trocar no Chile e Peru. Para a Argentina, levamos reais e fizemos o cambio na fronteira, a cotação estava AR$ 1,00 = R$ 0,27 ao passo que em Tilcara estava AR$ 1,00 = R$ 0,53. O ideal é trocar todo o dinheiro a ser usado na Argentina logo na fronteira. Para o Chile e o Peru íamos trocando conforme a necessidade. O real tem uma boa cotação am Arequipa, Lima, Cusco e Puno, nos demais locais a cotação estava péssima. Pagamos os hotéis em dólares e fazíamos as reservas pelo Booking durante o decorrer da viagem. No Chile e Peru ao efetuar o pagamento em dólares não é necessário pagar o imposto local os viajantes que ficam menos de 60 dias no país. Na Argentina, estava compensando pagar em pesos, por que na conversão ficava mais barato o hotel. Todos os hotéis que ficamos possuem estacionamento e no decorrer dos relatos vamos colocando o nome, localização e preço na data que ficamos. A viagem durou cerca de 30 dias e percorremos em torno de 11500km. Optamos por ir e voltar pelo Atacama e norte da Argentina por ser um trajeto conhecido e relativamente tranquilo, mas é cansativo ir e voltar pelo mesmo caminho. Segue abaixo os mapas com o trajeto da ida e da volta. Indice de postagens: Dia 01 - 25/12/2015 - Mais dicas importantes e primeiro dia da viagem Dia 02 - 26/12/2015 - De Curitiba a San ignacio[AR] Dia 03 - 27/12/2015 - De San ignacio a Salta Dia 04 - 28/12/2015 - De Salta a Tilcara Dia 05 - 29/12/2015 - De Tilcara[AR] a San Pedro de Atacama[CH] Como chegar ao posto Copec em San Pedro Dia 06 - 30/12/2015 - Passeios em San Pedro de Atacama Dia 07 - 31/12/2015 - Passeio nas Lagunas Antiplánicas Dia 08 - 01/01/2016 - De San Pedro de Atacama a Antofagasta Dia 09 - 02/01/2016 - De Antofagasta a Iquique Dia 10 - 03/01/2016 - De Iquique[CH] a Tacna[PE] Dia 11 - 04/01/2016 - De Tacna a Arequipa Dia 12 - 05/01/2016 - Passeios em Arequipa Dia 13 - 06/01/2016 - De Arequipa a Nasca Dia 14 - 07/01/2016 - De Nasca a Lima Dias 15,16 e 17 - 08-09-10/01/2016 - Passeios em Lima Dia 18 - 11/01/2016 - De Lima a Nasca Dia 19 - 12/01/2016 - De Nasca a Abancay Dia 20 - 13/01/2016 - De Abancay a Cusco Dia 21 - 14/01/2016 - Passeios em Cusco Dia 22 - 15/01/2016 - De Cusco a Ollantaytambo - Vale Sagrado Dia 23 - 16/01/2016 - Machu Picchu Dia 24 - 17/01/2016 - De Ollantaytambo a Puno Dia 25 - 18/01/2016 - Passeio as Ilhas de Uros e viagem de Puno a Tacna Dia 26 - 19/01/2016 - De Tacna[Peru] a Calama[Chile] Dia 27 - 20/01/2016 - De Calama[Chile] a General Guemes[Argentina] Dia 28 - 21/01/2016 - De General Guemes a Corrientes Dia 29 - 22/01/2016 - De Corrientes a Foz do Iguaçu Dia 30 - 23/01/2016 - Ida ao Paraguai e viagem de Foz do Iguaçu a Curitiba Trajeto da ida Trajeto da volta Vídeos das estradas percorridas na viagem, 12000km de filmagens: https://www.youtube.com/watch?v=YONvHjLMuvo https://www.youtube.com/watch?v=AQd5D_jPLTI https://www.youtube.com/watch?v=2_Rhrro_UxA https://www.youtube.com/watch?v=VyrmKHBqEyM https://www.youtube.com/watch?v=msWEf08eEK8 https://www.youtube.com/watch?v=SXT08k1E1MQ https://www.youtube.com/watch?v=Rr_F5LcxRuI https://www.youtube.com/watch?v=Bjxx2GfF4rw https://www.youtube.com/watch?v=_wt0e_PNv6g https://www.youtube.com/watch?v=sBM6Wdcmcr4 https://www.youtube.com/watch?v=O4e877RVuq8 https://www.youtube.com/watch?v=k969QIa3xTM https://www.youtube.com/watch?v=Th_ike28o7Q https://www.youtube.com/watch?v=AtL-UCZhvO8 https://www.youtube.com/watch?v=N1SJV43F1v0 https://www.youtube.com/watch?v=XQMlBuwxplw despesas.xls
  7. Em Agosto de 2018 fiz Calão/Lima -> Huaraz -> Lima -> Nazca -> Ica/Paracas -> Cusco + Vale Sagrado + Machu Picchu/Haynapicchu -> Arequipa + El Misti + Canon del Colca e pretendia fazer uma relato, mas pós retorno estava morto e do que pretendia fazer hoje ficaria bastante impreciso, o que não me agradaria. Então guardei os mapas pra dar a um priminho e hoje joguei tudo que é quanto nota fora e resolvi tratar somente do Vulcão El Misty, para quem possa interessar. Obs: adianto que não tô querendo fazer propaganda (+ ou -) de nada, mas tentando facilitar a vida de quem possa estar interessado em fazer esse rolê. No Brasil contratamos o passeio via Denomades, o processo foi bem simples, respondem bem e contratamos outros serviços com eles, mas nesse caso em específico foi um pouco frustrante. Pois na verdade eles intermedeiam a compra de serviço de outra agência local, que nesse caso, ainda comprou o serviço de uma terceira. Essa "segunda" foi um desastre. Nos informaram horário errado, não manjavam nada de rolê de montanha. Enviei informações prévias sobre condições físicas e de saúde e pedindo maiores informações para o preparo e "cagaram" pra isso. Ainda bem que não eram eles que prestavam o serviço e sim a WaikyAdventours. E esses sim são muito responsáveis e prestativos. Sem pesquisar bem, não tinha muito como prever, mas se tivesse como tinha contratado diretamente com eles, barateado o passeio e não tinha me estressado com a "terceirizadora" hehe. É possível de se chegar ao cume, mas é importante estar acostumado a fazer caminhadas grandes e estar aclimatado. Quando fomos iniciar esse passei já estávamos a 20 dias no Peru, subindo e descendo montanha e laguna. Quatro franceses jovens que estavam no grupo do Misti, estavam há apenas 4 dias na região e ao chegar o acampamento base a aproximadamente 4800m já estavam passando mal. Dia -1. Após os estresses com a "terceirizadora" fomos levados ao Waiki, que nos orientaram que tipo de comida levar, quantidade de água e roupas que deveriamos utilizaram. Alugamos lanternas de cabeça e descobrimos que nossas luvas eram limitadas - eles nos emprestaram luvas deles. Dia 1 - Após nos buscarem próximo ao nosso alojamento, checaram nossas mochilas e nos emprestaram jaquetas mais adequadas, pois nossos anoraks eram pra "mata atlântica", eram bons corta ventos impermeáveis, mas não nos protegeriam do frios - se tivéssemos idos com eles, teríamos nos dado mal. Foi bem importante checarem nossa bagagem, nos permitiu reduzir a quantidade de roupas que levaríamos não só para uma quantidade mais adequada, mas num "esquema de camadas" mais adequado ao frio que enfrentaríamos. Saindo da agência, passamos no mercado para que os demais integrantes da "trupe" (4 franceses jovens , um mais velho, um canadense, eu e minha companheira de brasileiros e os dois guias peruanos) pudessem pegar água e comida. Ao acabar o asfalto pega-se uma estrada de chão até uma "fazenda" com posto de controle, onde está o Misti. O trajeto de carro até o inicio da trilha é bem acidentado, em terreno bastante arenoso, segure-se pra não sair quicando de dentro da pick-up. Iniciamos por volta das 12h e chegamos ao acampamento base (4800m de altitude) por volta de 16h30min. Nunca caminhei tão devagar, mas descobriria no dia seguinte que esse é meu passo favorito, além de necessário para alcançar altitudes maiores com esse corpo normalmente acostumado aos 700m hehe. Nosso grupo teve "sorte", pois não precisamos carregar as barracas, sacos e isolantes, pois o grupo anterior largou no acampamento base para nós, ou seja, só foi preciso trazer de volta e tal como no Brasil, pra descer todo santo ajuda. Os guias Brendesi e Edgar, esquentaram um arroz que trouxeram cozido, fizeram a melhor "hamburguesa" de altitude que ja pude provar, além de uma sopinha da hora. Um chazinho, pra dormir bem e as 17h30/18h já estávamos dormindo (ou tentando) em nossas barracas. Deveríamos acordar a 0h para iniciar a trilha rumo ao cume. Meu maior medo era não conseguir dormir cedo, ficar cansado e não chegar ao cume por isso. Por do Sol. Apesar do frio dormi super bem, sempre tentando colar em minha companheira e não encostar nas paredes geladas (e em alguns pontos congeladas) da barraca. Dia 2 A 0h os meninos nos chamaram, tomamos um chá de coca e comemos um pão e partimos por volta das 0h30min (tentei e tentamos levar o mínimo possível pra focar em carregar meu corpo). Levei uma coca cola lata, que era para estar quente, um litro de água, um litro de chá de coca, balas de coca, umas bolachas recheadas - enfim, priorizei açúcar e depois descobri que ainda assim levei mais líquido do que precisava hehe). De saída um dos franceses já ficou no campo base, pois estava passando mal. Depois de algum tempo de caminhada, os outros franceses jovens desistiram, pois também começaram a passar mal. Um dos guias voltou com eles para o campo base. Seguimos eu, minha companheira, um australiano jovem, um guia, e o francês mais velho, que estava com dores no joelho, uma tosse horrível, tomava uns golês e fumava... e que aparentava ser o primeiro que desistiria, Estávamos caminhando num breu, que era amenizado pela luz da lua, mas que não ajudava a atenuar o frio. Ao chegar em 5500m minha companheira informou ao guia que precisava voltar, pois não estava aguentando de frio e não conseguia seguir no nosso ritmo de tartaruga. O guia questionou se mais alguém queria "bajar", pois dali em diante "teríamos que ir até o fim". Nosso amigo francês estava com o joelho doendo e com frio, mas apostava na chegada do sol, por fim decidiu ficar. O guia pediu que esperássemos, pois a levaria até um ponto um pouco mais abaixo, para que ela fosse sozinha até o campo base. Ela tinha como referência a lanterna do outro guia que estava no campo base, que parecia estar perto, mas estava longe pacas. Ele pediu que ela fosse caminhando/deslizando pelas pedras até ver a primeira moita (juro que foi essa orientação) e que lá chegando ela pegasse a esquerda sentido a lanterna. Nisso ele voltou até onde estávamos, e apesar do pouco tempo de espera parecia que tinha nos abandonado hehe. O Piere, ficava perguntando de minuto em minuto se ele voltaria, pois estava bem frio pra ficar parado. Enquanto seguimos subindo, minha companheira foi caminhando no breu em busca da moita. De pois de vários tombos e pacotes, achou a moita e ficou trocando ideia, aprendendo sobre constelações, vendo o nascer do sol e pensando nos significados e no respeitar seus próprios limites. Como "único sulamericano" (excetuando o guia) da competição imaginária que criei em minha cabeça assumi a dianteira junto ao guia, para chegar na frente dos representantes da França e Austrália. Isso até perto de onde achava ser o cume... quando avistei o verdadeiro cume, me contentei em ser o ultimo dos "competidores" e pedi que os meninos me passassem. O guia e o francês que iria desistir primeiro hehe sumiram na minha frente, e por longo tempo fui caminhando com Cameron, o australiano que só falava inglês. Meu inglês é bem limitado e só serviu pra eu ficar alimentando meu parceiro perguntando "Do you like ... (coke, tea, bread, biscoito hehe). Em dado momento eu parei pra descansar e ele foi embora um pouco mais a frente. Acabei por chegar , acredito que 1h depois do Piere, e uns 30min depois do Cameron. E acredito que só cheguei por uma brincadeira que consistia em respirar, dar 10 passos e repetir isso até o cume. Foi muito bacana reencontrar os 3, olhar as fumarolas, tomar uma coca trincando a temperatura "ambiente" (a temperatura ambiente estava proximo a -18ºc) e ficar pensando sobre os Quechuas que subiram aqueles "Apos" para fazer suas oferendas sem jaquetas ou sapatos especiais, sobre os significados das colônias, sobre a violência das mineradoras que ainda existem com as comunidades campesinas, sobre os impactos do turismo, sobre como gostaria como uma pá de gente tivesse condições (econômicas, de tempo e saúde para estar ali), como foi legal compartilhar esse rolê com aquele grupo, nos proximos vulcões, enfim, uma infinidade de coisas passaram na cabeça. Cratera do Misti (5822m) com o PIchu PIchu ao fundo. Descer foi "moleza", com alguns pacotes no "esqui" nas pedras/areias, mas bem divertido. Ir até o acampamento base, encontrar o restante do grupo, dividir sentimentos, catar os equipamentos e descer rumo a pick-up. Outras considerações: a) Os guias eram muito gente finas; b) Se aclimate para não sofrer no rolê, além de estar subindo descendo e subindo, estávamos tomando chá de coca a vários dias, e tomavamos quase todas as manhãs "profilaticamente", além de eventualmente tomar Sorochi Pill (medicamento industrializado a base de AAS) profilaticamente e Ibuprofeno, quando tivemos dor de cabeça. c) O bloqueador solar congelou na mochila no acampamento base, então conversa bem com os guias pra se proteger bem do frio. d) Como em qualquer trilha, traga seus lixos para a cidade e peça as devidas orientações para usar o "banheiro" na montanha/vulcão. No mais bons passeios e caso possa ser útil estou à disposição. Abaixo uma foto da cidade, salvo engano com a fumarola do Sabancaya ao longe.
  8. E aee galera mochileira!!! Vamos embarcar numa viagem sensacional, com paisagens incríveis e momentos inesquecíveis? Já sei que existem trocentos relatos sobre essa trip aqui. E esse relato não é diferente ou inovador, possivelmente pode ser apenas mais um... Mas esse é sob a minha ótica, com as minhas impressões, tentando transmitir as minhas sensações… Escrever um relato sempre vem com a intenção de ajudar os novos viajantes, assim como eu me alimentei muito de outros relatos pra fazer a minha. É uma retribuição a toda essa comunidade que me permitiu viver tudo isso. Além disso, eu uso os relatos como uma forma de registrar minha viagem, documentar como foram os meus dias, pra que daqui a uns anos eu volte aqui e relembre exatamente o que fiz naquele dia, viajar de novo na memória e não deixar que os detalhes desapareçam no tempo. Desde que conheci o Mochileiros.com em 2011, esse roteiro já me inspirava. Dentre os relatos que me fascinavam estava o do Sorrent em 2012, esse relato do @Sorrent é um dos clássicos desse site e os do Rodrigo e da Maryana que foram base e inspiração pra muita gente. Em vários momentos da viagem me senti vivenciando as coisas que eles escreveram. ROTEIRO Em junho/2015 eu fui junto com outros amigos pra Cusco. Como já tinha ido a um dos destinos desse clássico roteiro e também como pra fazer o roteiro completo com calma precisaria de quase 1 mês, ou seja, tirar minhas férias todas de uma vez e não poder dividi-las como sempre gosto de fazer, eu fui deixando esse roteiro de lado e indo pra outras bandas da América do Sul primeiro, até que enfim não consegui mais resistir e decidi fazer “meio roteiro clássico”. Amei muito Cusco, uma cidade incrível, uma vibe sem precedentes, quero muito voltar pra fazer a Salkantay ou a trilha Inca, as montanhas coloridas que em 2015 ainda não eram exploradas e conhecer Cusco do modo mochileiro, mas dessa vez, como já conhecia, decidi conhecer áreas novas. Resolvi também que dessa vez não faria Copacabana e La Paz e no futuro, voltando a Cusco, fecharia esse roteiro. Então fechei meu roteiro com Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Uyuni, Atacama, Arequipa, Huacachina e Lima com 17 dias, de 10 a 26 de outubro de 2018. Outubro é uma boa época pra esse roteiro. Não é época de chuva em nenhum lugar e o frio no Salar já não é tão intenso. Fiz um seguro viagem pela Affinity que ficou em 160 reais. Graças a Deus não precisei usar, mas sempre façam. Quando fui pra Santiago em março me dei mal lá, tive que dar pontos no pé e o seguro foi essencial. Então sempre façam!!!🤙 Fui com um mochilão Quechua de 70 litros que coube tudo e ainda sobrou espaço. Não vou dizer tudo que levei porque as necessidades individuais variam pra cada pessoa mas adianto que roupas de frio, segunda pele, casaco pesado, gorro e luvas são necessários no Salar assim como você vai usar roupas leves no Atacama e Huacachina. Levei também uma mochila pequena de ataque, muito útil na travessia do Salar e no Canyon del Colca, além de ir comigo nos ônibus e nos voos. Bom, vamos aos fatos Quarta, 10 de outubro de 2018 🇧🇴 Vai começar a brincadeira! Fui de ônibus, viajando a noite inteira, da minha cidade Conselheiro Lafaiete/MG pra São Paulo. Da rodoviária do Tietê pro aeroporto de Guarulhos fui de metrô por 4 reais e gastei cerca de uma hora. Comprei as passagens de ida pela Boa (Boliviana de Aviacion) pra Sucre que incluía uma escala longa em Santa Cruz de la Sierra, suficiente pra ir no centro fazer cambio, conhecer a praça e dormir por lá. Decolei de Guarulhos às 13:15 e cheguei em Santa Cruz às 15h (hora local). O voo pra Sucre era só no outro dia de manhã. Imigração tranquila, a moça me perguntou o que ia fazer, falei com ela meu roteiro e ela disse que era um lindo roteiro e ela tinha muita vontade de conhecer Uyuni. Passaporte carimbado, passei no raio-x das mochilas e saí. Não vi a tal luz que a galera aperta e se for verde passa ou se for vermelha revista a mala. Talvez não tenha isso mais. Também não me deram nenhum papelzinho de entrada na Bolívia. O cambio do aeroporto, sempre ruim, tava R$ 1=1,50 bolivianos. Troquei 50 reais só pros primeiros gastos. Com 75 bolivianos no bolso e tempo sobrando fui procurar um busão pro centro. Ele sai dali da porta do aeroporto mesmo e custa 6 bolivianos. É um microônibus apertadinho mas fui la pro fundão e me acomodei com minhas mochilas. Tinha lido que esse onibus vai pra um terminal no centro e de lá poderia pegar um táxi pro hostel, mas o motorista disse pra umas mulheres lá na frente que ele passaria num ponto que fica a 5 quadras da praça e como não tava um calor absurdo (leia-se os mais de 30 e tantos graus comuns em Santa Cruz) mas tava uns 25 a 27 graus e meio nublado, me animei a descer e ir andando. O aeroporto é longe do centro então foram uns 45 minutos de busão. Cheguei no hostel por volta de 16h. Tinha reservado o Nomad Hostel pela sua localização, ao lado da catedral, ponto mais central impossível A diária era 65 bolivianos. Achei caro já que não ia nem poder tomar o café da manhã, mas compensava pela localização. O cara da recepção era brasileiro. A propósito Santa Cruz tem muitos brasileiros estudando lá e por isso tinha esperanças de bom cambio por ali. Do outro lado da praça estão várias casas de câmbio. Os valores variavam pouco ali, entre 1,75 a 1,77. Só pra informação, dólar tava a 6,93. Como imaginava que ali seria o melhor câmbio da Bolívia (e realmente foi) troquei 1000 reais, dando 1770 bolivianos, que pelas minhas contas seria o suficiente pro meu tempo na Bolívia. Dinheiro no bolso, fui dar um rolê na praça. Santa Cruz de la Sierra não tem muitos atrativos. Escolhi ficar lá uma noite apenas pra fazer câmbio e dizer que conheci a cidade. Porém não posso negar que a praça é bem bonita, muito arborizada e a catedral é linda. Dá pra subir no mirador da catedral, o ingresso é só 3 bolivianos e tem uma vista bem bacana da praça e da cidade. Saí do Brasil 2 dias depois do 1º turno e ia voltar na véspera do 2° turno, então tava feliz de ficar fora enquanto todo mundo discutia política. Pensam que consegui? 😛 Santa Cruz tava em polvorosa, logo logo começou a lotar a praça de gente pra manifestar. Há um tempo atrás a Bolívia votou um plebiscito pra saber se o Evo Morales poderia continuar concorrendo a reeleições. O NÃO ganhou com uma vantagem apertada. Só que agora o Evo quer concorrer de qualquer jeito, mesmo com o NÃO ganhando o plebiscito. Então tava todo mundo puto por lá, protestando contra a ditadura que segundo eles tá começando e exigindo que o resultado do NÃO seja respeitado. Tinha até uma turma acampada lá em greve de fome. Apesar de demonstrar ser um momento político tenso a manifestação tava bem pacífica com bandinhas e desfiles de escolas, tava bonito de ver. Fiquei um bom tempo ali refletindo sobre a situação política do nosso país e da América do Sul em geral. Como disse uma mulher com quem conversei, nossa America padece 😔 Fui jantar, procurei um lugar mais ajeitadinho, primeiro que queria uma coisa mais bacana pra começar a viagem e depois que tava com um pé atrás com comida na Bolívia (depois relaxei 😄) e achei um restaurante especializado em comida chinesa chamado Chen Jianfan ali perto da praça e pedi um prato de frango cozido com vegetais, arroz, batata frita e suco de maracujá por 33 bolivianos (R$ 18,64). Satisfeito, fui pro hostel. Pedi um Paceña no bar do hostel pra entrar no clima. Tinha um grupo grande de amigos numa mesa, um casal de argentinos e só. Não tava um ambiente muito interativo. Já tinha viajado de busão toda noite anterior, ia levantar cedo no dia seguinte, fui dormir. Quinta, 11 de outubro de 2018 🇧🇴 Levantei pouco antes de 7 da manhã, arrumei minhas coisas e saí. Cheguei na recepção e porta fechada e sem recepção. E agora como eu saio daqui? Olho ao redor e ninguém. A porta era de blindex e estava fechada de chave e ainda tinha a porta da rua. Pensei uns minutos e vi que tinha um pino em cima. Abaixei o pino, forcei a porta pra dentro e consegui abrir. Só encostei ela de volta e deixei destrancada (claro) Agora era a da rua mas ela só tava encostada 😅 FUGI DO HOSTEL 😂 modo de dizer pois já tinha pago a diaria no checkin mas passei um perrenguinho ali Ao contrário de ontem, não tinha muito tempo sobrando então descartei o busão. Ainda com wifi na porta do hostel olhei Uber pro aeroporto e tava 109 bolivianos 😨 Então fui pra praça e fiquei esperando pra ver se passava um táxi. Logo o segundo que passou tava livre e o tiozinho cobrou 70bol. Ok, lá vamos 😕 No meio do caminho tinha uma escola, tinha uma escola no meio do caminho 😒 E por ser horário de inicio das aulas tava um transito do cão. O tiozinho ia costurando o transito e se fosse busão ia ficar garrado ali. Achei melhor estar de táxi mesmo. Quase 1 hora depois chegamos ao aeroporto. Na entrada do aeroporto tem um pedágio de 8bol que o taxista paga mas obviamente cobra de você, então, 78bol. É caro mas dá 44 reais, se fosse no Brasil um trecho longo desses jamais seria só esse preço. Despachei meu mochilão no guichê da Boa e tava em jejum ainda né. Tinha biscoitos na mochila de ataque mas não tinha café e eu sou desses viciados então tive que pegar um capuccino naquelas máquinas de expresso por 12bol (ai meu coração💔) mas com café estava vivo de novo 😆 Entrei pro embarque e o voo era previsto pra 9:20 só que…fugi do hostel, fui de táxi pro aeroporto, pra que? Pra que? Pra mofar lá 😤 Santa Cruz tava nublado mas as noticias que chegavam é que chovia litros em Sucre. E pelo que entendi o aeroporto de Sucre não opera por instrumentos então tínhamos que esperar o tempo melhorar por lá. Dariam mais noticias as 10:20. OK. Sentei lá e fiquei observando o movimento. Num canto lá vi um casal conversando com um boliviano. O casal falava português. Depois que acabou o assunto com o boliviano eu fui lá puxar assunto. Eram Luana e Leonardo, casal carioca, militares da Marinha servindo em Corumbá, estavam indo também pra Sucre e Uyuni, depois La Paz e Cusco. Já tratei de combinarmos rachar um táxi em Sucre. Informaram nova previsão pro voo às 11:30 e enfim, com mais de 2 horas de atraso, partimos pra Sucre. No aeroporto de Sucre, um caso interessante. Tem um cara lá que fica conferindo o ticket da mala pra ver se é seu mesmo. Eu já tinha arrancado o da minha mochila, mas botei ela nas costas e saí de mansinho enquanto ele tentava se entender com um grupo de japacoreanos 😬 A sinalização no aeroporto também tem em espanhol, inglês e quéchua. Encontrei a Luana e o Leonardo e fomos atrás de um táxi. Já tinha lido que o preço era 60 bol. E era isso mesmo. O aeroporto de Sucre é longe da cidade, a uns 30 km. O bom de achar gente pra rachar é que saiu 20 bol pra cada. No caminho a Luana contou que tava apreensiva com a viagem pois tinha descoberto ha poucos dias que estava grávida de 6 semanas. Trocamos contato e o taxista passou primeiro no meu hostel. Fiquei no Kultur Berlin. Ótimo hostel, muito bom mesmo. Não lembro quanto paguei a diária mas fiz a reserva no Booking onde dizia 29 reais então paguei lá no check out uns 50 e poucos bolivianos. Hostel mais barato que o de Santa Cruz mas infinitamente melhor. Fui pro quarto que tinha 2 pavimentos, 2 beliches em baixo e 3 camas em cima. Tinha só um canadense lá, o Connor. Conversamos um pouquinho e saí pra bater perna. O hostel fica a 2 quadras da praça central de Sucre. Procurei um restaurante lá e pedi uma sopa de quinoa, prato bem grande, não lembro o preço mas não era caro. Ali na mesma praça tem a Casa de la Libertad, tida como o monumento histórico mais importante do país, onde foi proclamada a independência. Lá tem exposições com as fotos dos ex-presidentes, mobiliários, objetos das epocas coloniais e das batalhas de independência. A entrada custa 15bol e se você tiver passando com tempo por Sucre vale a pena. A praça 25 de Mayo é muito bacana. Ficar ali um tempinho observando a vida da cidade é muito bom. A catedral tava fechada. As construções ao redor são muito bonitas. Dali desci umas 3 quadras até o Parque Bolivar, outra praça bem arborizada e agradável, tem até uma miniatura da torre Eiffel pra galera subir. Descansei lá um pouquinho e voltei as 3 quadras pro centro saindo ao lado do Mercado Central. O mercado é mais de frutas, flores, comidas, frangos e carnes expostas, aquela salada visual que tanto impressiona a nós brasileiros. Passei no supermercado pra comprar uma água 2l por 4,20bol e encontrei uma loja dos famosos Chocolates Para Ti, que são vendidos no quilo. Tem amargo, tem em formato de dinossauro, tem vários. Não são lá muito baratinhos mas muito gostosos😋. Comprei pouco mais de 100gr e deu 31,50bol (R$ 18) Passei no hostel pra deixar as coisas e pegar uma blusa pois a tarde ia caindo e eu ia subir pro mirante. O mirante fica a umas 6 quadras do hostel, subindo. Cheguei lá pouco depois das 17h e apaixonei de cara. Tem uma escola ali e a aula tinha acabado e um monte de alunos estavam pela praça, conversando, jogando bola, misturados aos turistas que subiram pra ver o por do sol, um grupo de jovens sentados tocando violão, o ambiente ali era maravilhoso. Não teve lá um grande por do sol pois tinha umas nuvens, mas tava muito gostoso lá. Desci ao escurecer e quando cheguei no quarto do hostel tinha chegado um cara lá. Mandei um hola e ele respondeu o hola com aquele A comprido (holaaa) que denuncia de cara um brasileiro. Era o Fábio de São Paulo. Conheci um irmão de viagem. Mal imaginava naquele momento mas a gente seguiria juntos boa parte da viagem. Também tinha chegado no quarto a Daniela, uma boliviana de Santa Cruz. Tomamos banho e descemos pro restaurante do hostel, que tem um preço bem parecido com dos outros restaurantes da cidade, então comemos por ali. Comi sopa de entrada com spaguetti a bolonhesa e umas paceñas e piscos no happy hour depois. Enquanto isso tinham umas apresentações de danças folclóricas e os dançarinos eram do próprio staff do hostel, bem legal. Depois que acabaram as apresentações começou a boate do hostel na sala ao lado. Fomos pra lá e ficamos até parar a música lá pelas 2 da manhã. Detalhe que de hóspede só tinha a gente pois quando acabou todo mundo foi embora do hostel e só ficou nós 3 olhando um pra cara do outro
  9. Acabamos de regressar desta maravilhosa viagem, onde o exercício de resiliência e cuidado mútuo fez parte constante do trajeto; viajamos de carro, partindo de Cacoal, Rondônia, fazendo o já clássico caminho entre Rio Branco (Acre) e Cusco (Peru), passando pelas belas geleiras da cordilheira dos Andes. Estávamos em quatro pessoas, sendo elas duas crianças de 14 e 5 anos. Nestas condições o nível de aventura deve ser moderado, não podendo fazer caminhadas mais longas, ou qualquer outro passeio que demande muito esforço físico e muito menos risco à saúde ou à vida. Saímos de Cacoal junto com um grupo de Amigos até Porto Velho; já na saída um grupo que iria com a gente recebeu a notícia que outros membros da família que iriam se encontrar em Porto Velho haviam perdido o vôo. Logo, iríamos subir até Rio Branco somente em mais outro carro de amigos. O resumo do primeiro dia foi: Cacoal-RO – Rio Branco, Acre. 988km. Os pontos mais relevantes deste dia e que merecem uma observação: 1. Abastecer em Porto Velho é bem vantajoso. Gasolina custando 3,36 antes do aumento de 0,40 do Temer. 2. Comer no Assados; restaurante que fica na rua Carlos Gomes, em frente à Honda. Boa carne assada e postas de Dourado gigantes assadas. 3. Em Abunã, resíduos históricos da passagem da ferrovia madeira Mamoré, incluindo uma locomotiva perdida. 4. A Balsa; elemento jurássico que assola o desenvolvimento da região. 5. O Shopping de Rio Branco, assim como toda a capital estão lindos. Não ficamos hospedados em Hotel. Ficamos na casa do amigo Carlos Frederico. O segundo dia acordamos cedo, mas conseguimos sair mesmo após às oito horas. Tomamos café em um posto de gasolina e seguimos para Assis Brasil. Em Epitaciolândia paramos para sacar dinheiro na agência. Queríamos levar 90% do dinheiro em espécie. Em 2013 levamos em espécie, mas já no final da viagem o dinheiro deu a conta; e muitos locais não passavam cartão de crédito. Importante habilitar o cartão para as transações internacionais. Saímos de Epitaciolândia e seguimos para Assis Brasil, a última cidade brasileira do caminho. Cuidado com este trecho é pouco. O asfalto está destruído em parte do trajeto, necessitando reduzir a zero a velocidade para prosseguir. O Resumo do segundo dia ficou assim: 574km. Rio Branco, Acre. Puerto Maldonado, Peru. 1 Deixe bastante tempo para a imigração e passagem do carro para o Peru. É demorada a saída do Brasil na Alfândega Brasileiro quando tem ônibus também atravessando. Na Aduana peruana, se tiver ônibus ferrou. Nos finais de semana o fluxo é maior. O carro só sai agora com o Suat, um seguro obrigatório. Eles inspecionam o carro e só permitem o pagamento depois da observação e análise do veículo. Demoramos mais de três horas para fazer todos os procedimentos. Aproveitem para trocar sua grana por soles já na divisa. Uma das melhores cotações. Quanto mais entramos no país, menos o real vale. Com exceção de Cusco, que recebe muito bem o real. 2 Viajei com a ideia de cotação entre 1 real para 1 soles. Levei prejuízo. Com o aumento do dólar, consegui comprar soles perdendo 10%. 1 real vale somente 0,90 soles. Prejuízo de 300 reais na troca dos 3,000 reais que levei em espécie. (levei mais 1,000 reais para trocar em Bolivianos). 3 O trecho entre Inapari, primeira cidade Peruana onde fazemos os trâmites, até Puerto Maldonado é de 220 km. Cuidado com o combustível. Existem poucos “grifos” postos de gasolinas no caminho. Cuidado também com os quebra-molas, que são muitos e motociclistas sem iluminação. Passamos a noite e muitos veículos não têm iluminação. 4 Em Puerto Maldonado ficamos no Tropical Inn. Hotel de fácil localização, à 4 quadras da praça de Las Armas de Puerto Maldonado. Ficamos na ida e na volta. O valor de 114 soles. Em média 130 reais para quatro pessoas. Quarto enorme e ótimas camas e banheiro. No entanto, sem café da manhã. No dia que chegamos estava sendo comemorado o aniversário da cidade. Muita festa na praça principal, com um show de músicas locais; uma mistura de aviões do forró com calypso. Sensacional. Comemos pizza e experimentei uma coxinhas de rua, feitas de massa de mandioca, também comi as papas helenas. Deliciosas. 5 Já tome as deliciosas Cusquenas. Cervejas maravilhosas de Cusco. Aproveite o calor da cidade para beber, pois em Cusco o clima não é tão propício. Em Cusco gostoso é a Pisco Sour, bebida com aguardente de uva e clara de ovo. Dormimos com a ansiedade da subida pela cordilheira, levando em conta que estávamos com crianças e não sabíamos as reações, principalmente da menor com 5 anos. Amanhã continuo com o dia D da subida à cordilheira.
  10. Machu Picchu – Arequipa –Nazca – Paracas – Lima – abril 2016 Programei um roteiro saindo de Curitiba dia 18 com pernoite em Guarulhos já que o embarque seria ás 07:00 dia 19/04 com destino Lima – Cusco. Roteiro: Dia 18/04 Ctba – Guarulhos - reservei hotel Ibis duplo R$ 156,00 eu+um amigo de B.H. + café R$18,00 + R$8,00 Van aeroporto. Dia 19/04 terça-feira-feira A viagem durou 05horas para Lima, como tem diferença de fuso horário de duas horas, nosso embarque para Cusco foi ás 13;00 duração uma hora e pouco. Mesmo tendo lido vários relatos o preço contratado pra o taxi foi de 30 soles que dividido deu 15,00 soles. O preço inicial era 40 soles. não procurei outro por que queria chegar logo no Hostel. Dica: No aeroporto de Cusco troquei na primeira agência que vi, 50 USD na base de 2.91 = 145,50 soles já no centro da cidade a cotação era de USD2.95. troquei duas vezes usd 100 O real é aceito pelo cambistas em qualquer cidade do Peru, o câmbio é feito na rua ou em portinhas. Não vejo necessidade de levar dólar e lá trocar para soles a cotação em todas ás cidades era 00,87 por um real. Ou seja R$100,00 = 87,00 soles O pagamento em dólar é também aceito quase que em todos os lugares. Também troquei um pouco de real para garantir. Quando você chega dezenas de pessoas te oferecem passeios etc. acho que vale a pena contratar nas agencias pelo menos você sabe o endereço para reclamar se necessário. Bem chegamos no Hostearia Anita USD 41 apto duplo com WC individual. Fica perto do centro umas 4 quadras,é limpo, atendimento de primeira com café. Ponto negativo é uma escada para chegar de 58 degraus, mas suportável.Tem outros tipos de quartos. Saimos a procura de uma agência para ver os pacotes para o dia 20 quarta feira, por que tinha previsão de chuva na semana e mesmo por que eu já tinha reserva para dia 20 em Aguas Calientes Contratei na Pumas Trek com o Max, Plaza das Armas. Fechei um pacote de USD 255 – Bus +guia passeio Vale Sagrado( Pisac -Ollanytambo + almoço – Trem ida e volta de Ollantaytambo – Aguas alientes + Bus Machu Picchu ida e volta – entrada Macchu e van retorno Cusco. Comprei ainda por fora o boleto turístico completo 130 soles,para dar direito a entrada nos sítios arqueológicos não usei 60% Considerações: Como opinei pelo horário do trem das 16 horas não deu tempo de visitar o sítio de Ollantaytambo,o guia apenas nos deu as informações e mostrou de longe os pontos principais. pegamos um mini taxi 2 soles cada um 3pessoas e fomos para a station de trem. Acho que o bus de águas Calientes da para comprar lá na hora, o almoço eu escolheria também na hora. Levei USD 1.124 mais R$ 300,00 + cartão de crédito. No final os custos ficaram perto mais assustam com os gastos do primeiro dia. Dia 20/04 quarta feira Aguas Calientes. Hostal Angie´s. 120 soles apto. duplo WC individual – água chuveiro, quase fria, limpeza média pra boa, atendimento boa – localização ótima. Final do dia saímos para jantar Soles 35 por pessoa, a cidade é um ovo com diversos restaurantes, hostal e hotéis de todos os gostos. Dia 21/04 quinta-feira A ida para Machu Pichu é tranquila, acordamos as 05:30 dezenas de bus para levar, a entrada é tranquila, mesmo sendo baixa temporada tinha muita gente para entrar aguardando abertura e encontro com os guias. No final da tudo certo. A visita com o guia não dura mais que duas horas, o resto você tem o teu tempo de acordo com os horários do trem. Desnecessário sair tão cedo é rápido para ir e saindo um pouco mais tarde vê igual e mais descansado. O retorno. bus para Aguas Caliente, ir a estacão pegar o trem de retorno para Ollataytambo, pegar a Van para Cusco. No retorno para Cusco em Ollataytambo não encontramos o guia para os levar ao bus. Um taxista se ofereceu para nos levar, negociamos por 30 soles cada um. Ele mesmo ligou para o Max em Cusco e falei o que estava ocorrendo, o mesmo autorizou e nos pagaria o custo. Deu certo e trocamos o crédito para o city tour quengo – Pucapucara – Tambomachay etc.. Então no retorno de Ollantaytambo para Cusco a gente tem a opção de taxi, vans e bus normal, depende do bolso e tempo de cada um e de procurar dividir os custos com outros.Chegamos em Cusco tipo 18 horas. Retornamos ao hostel Anita onde deixamos as nossas bagagens para mais 3 pernoites. Dia 22/04 sexta-feira Pela manhã um bom descanso e a tarde saímos para o cityTour. As refeições fomos alternado restaurantes com preços na base de 35,00 soles por refeição e de 15,00 soles Buffet completo, mais bem fraco. Compramos em mercados produtos que substituíram algumas refeições. Dia 23/04 sábado Tiramos o dia para repassar alguns pontos da cidade revisitar a Catedral que é muito linda. Dia 24/04 Domingo Ida para Arequipa - avião Comprei a passagem em agencia de viagem Ctba – Gru – Lima Cusco – Arequipa –e Lima Gru –Ctba A saída era as 07:20 Cusco – Arequipa tempo de voo 01:00 hora Contratamos o taxi, o preço inicial 40 soles negociamos por 20 soles. Só que o motorista foi muito gentil parou para tirar foto do Vulcao Misti e deu uma aula de informações que na chegada pagamos 25 soles. Fomos direto para o Hostearia Solar de Arequipa preço apto. individual duplo 159 soles, começou a melhorar pagamos com cartão de crédito. Ótimo hostal, limpeza, localização e atendimento. Contratamos no hotel mesmo um passeio full Day para o Vale da Colca. 70 soles por pessoa. Sai as 05:00 da manhã e retorna as 18:00 horas aproximadamente. Tem uma opção de pernoitar em Chevai mas leva dois dias Fomos para o centro e pegamos um bus city Tour 30 soles, péssima ideia, eu pegaria um taxi e iria ao miradouro para ver os vulcões na realidade o mais importante é o Misti, nada de exuberante esta adormecido. O resto do tour é pra encher lingüiça, vale mais a pena passear na cidade e até fazer um citytour andando que sai do centro da praça. Dia 25/04 segunda-feira O dia foi corrido, saímos na madruga, acordamos ás 04:00 da manhã a Van passou ás 05:00 mas foi pegando o pessoal na realidade saiu as 06:00 leva umas 4 horas de viagem. Pra mim a expectativa foi maior que a realidade pela distância e pela correria. mas no geral o vale é bonito o voo dos Condor. Além dos miradouros ao longo do trajeto, com uma parada de uma hora para banho nas águas termais, seguimos para Chevai para almoço incluso. Chegamos em Arequipa as 18:00 horas, o trânsito é caótico, congestionamento total, a cidade não é pequena. Fomos ao hotel, pegamos a nossa bagagem e seguimos taxi 10 soles para pegar o bus Cruz Del Sur programado para as horas21:00 carro leito com direito a janta 125,00 soles direto a Nasca, esta passagem comprei por internet. Dia 26/04 terça-feira Chegamos as 06:30 á agência Allas Peruanas que tínhamos reservado por internet para fazer o voo ficava exatamente em frente a Crus Del Sur. Ainda estava fechada. O voo foi ótimo bom piloto manteve altura e as curvas bem feitas. Preço USD 85,00 + taxa embarque 25 soles. A van estava inclusa no preço ida e volta. Ponto negativo não aceitou cartão de crédito, mas eu vi a máquina embaixo do balcão. As outra cias no aeroporto aceitam cartão visa. Compramos ali mesmo passagem para ICA, 30 soles são 4 horas de viagem. Chegamos em ICA e pegamos um taxi 10 soles para Huacachina, é perto de ICA uns 6 km. Mas o local é ótimo para descansar. Fomos ao Hostal Suiza o melhor do local, fica a beira do lago encostado das dunas. Ótimo hostal. Limpeza mil, atendimento mil, café continental. Restaurante ao redor tem diversos, preços, básico 25 soles com cerveja. Pagamos por 2 diárias 244 soles cadas um No hotel pedimos para contratar para o outro dia o passeio para as Ilhas Balestras, 70 soles por pessoa a condução pega no hotel e leva para Paracas. Dia 27/04 quarta-feira O passeio de barco leva umas duas horas, vale a pena. Ás doze horas já estávamos para retornar, não fomos visitar a reserva, este passeio é a parte e retorna pelas 16:00 horas. Passamos a tarde descansado a noite fomos jantar, e mais nada. Tem diversos hostal com quartos compatilhados mas não abri mão de banheiros apto individual. Tem outros passeios como visitar as bodegas com degustação de vinho e pisco, passeios de bugue nas dunas. Meu amigo foi para ICA visitar o centro, eu fiquei no hotel na piscina, o dia foi para não fazer nada com coisa nenhuma. Dia 28/04 quinta-feira No dia que chegamos em Huacachima, compramos a passagem pela Cruz Del Sur, direto Lima 40 soles. Saída as 10:00 horas de ICA. Chegamos em Lima as 16:00 horas fomos direto ao Hostal Leon de Oro em Miraflores, taxi 40 soles, localização ótima, limpeza mil, atendimento mil, pagamos com visa 3 pernoites USD 97,20 cada um por 3 diárias Saimos para fazer um reconhecimento em Miraflores, caminhamos até o Schopping LarcoMar, fomos jantar Punto Azul, restaurante turístico especializado em peixes. O preço em torno de 35 soles por pessoa. Dia 29/04 sexta-feira Saímos pela manhã pegamos o metrobus e fomos ao centro antigo. Visitamos a Praça S. Martim, fomos a praça das Armas, passeio realisado seguimos ao franco Blue. Na realidade é um schopping que vende de tudo, marcas similares pra não dizer falsas etc. etc. Já pro meio da tarde fomos para o hotel a viagem já estava ficando cansativa. Dia 30/04 sábado Saímos lá pelas 10:00 horas para andar pela Miraflores, fomos andando até a praia dos amores onde meu amigo queria por todo custo tirar uma foto dentro da água no pacífico. As praias ali na região só para surfista, é muita pedra, água gelada. Fizemos hora até o meio da tarde e retornamos ao hotel, a noite achamos um supermercado, para localizar tem que pedir um metro express se não eles não sabem informar. Compramos umas besteiras e fomos para o hotel. Dia01/05 Domingo Nosso voo programado saída ás 08:20, ou seja saída do hotel 04:30. Tempo para aeroporto uns 45 minutos, é longe uns 40 km de dia o transito deve ser caótico. Deu tudo certo, pousou as 16:00 horas e meu voo ctba embarque as 16:20 para ctba, como á alfândega é automática e não comprei nada fui meio na corrida do terminal 1 para o dois é uma pernada e tive que andar muito rápido. Minha passagem custou R$ 2.073,00 em 3 pagamentos comprei em setembro de 2015. Tinha planejado gastar uns USD 1.000,00 Voltei com USD 215 mas paguei 3 hotéis com visa, as refeições em Lima tudo com o visa, e as compras em Lima com visa. Mas fora compras ficou como o planejado. Em Cusco tem outras opções para ir a Machu Picchu, assim como de Ollantaytambo e Aguas Calientes, tem muita gente que faz trekking de Ollataytambo – Aguas Caliientes Mathu Picchu, e no Vale da Colca. Da para ir de trem de Cusco direto, são tantas opções que o correto é pesquisar muito nos tópicos e nos relatos de viagem para formar opinião. A vantagem de viajar em dois, além da companhia o taxi fica mais econômico e a hospedagem em quarto individual é 50%. Valeu. Se ajguém tiver alguma dúvida estou a disposição :'>
  11. Olá, eu sou Renan Nardo e estou fazendo esse relato pois assim como muitos outros mochileiros eu já me utilizei de diversas informações dos diversos fóruns desse site para planejar minhas viagens e sinto que esse é um relato que merece ser compartilhado com os demais mochileiros que tenham interesse. O destino é um clássico, conhecer o Peru. No entanto vale a ressalva que meu desejo era ir um pouco mais além do clássico sitio arqueológico de Machu Picchu (sem deixar de fazê-lo, é claro). O objetivo era que em 22 dias conseguíssemos conhecer as principais atrações peruanas como: Cuzco e seus sítios arqueológicos nos arredores, Montanhas Coloradas (Rainbow Mountain), Puno com o lago Titicaca e as ilhas Uros, Arequipa e o Canion Del Colca, Huacachina, Trujillo com Huaca de la luna e Chan Chan, Huaraz com Nevado Pastoruri e Laguna 69 e por fim, Lima. Vale também acrescentar que, na medida do possível, optamos pelas opções mais baratas conhecidas. Na época as casas de cambio ofereciam o dólar a aproximadamente 3,36 (valor esse, com baixa variação entre as casa de cambio) e o real a uma venda de 1 para 1 (com altíssima variação, chegando a até menos de 90 centavos). Como dica para os que estão planejando suas viagens: o valor do dólar se mantém mais ou menos constante de acordo com a cidade em que você se encontra, o mesmo não ocorre com o real que em cidades menores e menos turísticas é altamente desvalorizado. Vale ainda a dica de que no verão é a época chuvosa e de baixa temporada para turistas.Outra dica é com relação à carteirinha de estudante internacional que é bastante útil e traz muitos descontos. Chegamos no dia 17 de dezembro de 2016 em Lima tarde da noite, o objetivo era deixar a cidade o mais rápido possível com o nosso dinheiro trocado para a moeda nacional, o sol. Trocamos uma pequena quantia ainda no aeroporto, onde se oferecia valores bem abaixo do das casas de cambio encontradas na cidade. Pegamos um taxi por um preço absurdo, em torno de 40 soles. Em virtude do horário e o nosso desejo por chegarmos logo aceitamos o preço mas recomendo mais negociação com os taxistas e tenho certeza absoluta que o valor poderia cair para bem mais da metade se tivéssemos saído da área do aeroporto. Arrependimentos a parte, ficamos no hostel 1900 Backpackers, de frente para a praça central. Ficamos nele por 27 soles; muito seguro, amigável, limpo e com uma cobertura que sem duvida vale a visita. Oferece ainda cozinha o que nos ajudou a economizar uma grana. Como dica, é interessante levar um cadeado próprio para o uso dos lockers. No dia seguinte dia 18 fomos para a praça San Martin a pé, caminhando alguns minutos e trocamos apenas uma pequena parte do dinheiro, tendo em vista que por se tratar de um domingo havia poucas casas de cambio abertas o que implicava em valores mais baixos pela falta de concorrência. Em seguida compramos uma passagem para Cuzco no mesmo dia pela companhia flores (80 soles, sem nenhum luxo) que ficava a alguns minutos do nosso hostel junto a uma das praças centrais. No dia 19 chegamos em Cuzco e aproveitamos para trocar o resto do nosso dinheiro, fechar passeios e conhecer um pouco da cidade. Nos hospedamos no Hostel Estrellita por 20 soles, valor bem em conta tendo em vista que apesar de extremamente simples o lugar foi aconchegante e simpático. {Vale aqui uma dica: O hostel em questão é muito em conta, porém é bastante tranquilo; eu recomendaria pelo menos uma noite no hostel Loki que apesar de mais caro é excelente para uma ótima festa}. Andando pelas proximidades da Praça de Armas encontramos uma enorme quantia de agencias que ofereciam os mesmos passeios. Através de um bom tempo de pesquisa e negociações, fechamos os seguintes passeios: um city tour para o dia 20; no dia 21 Maras e Moray pela manhã e um Tour para o Vale Sagrado; no dia 22 o transporte para Machu Picchu por Van com volta no dia 24; e no dia 25 fechamos as Montanhas Coloradas. O city tour (20/12) foi um passeio bastante agradável e recomendável, nos empolgamos bastante com o que vimos sem saber que os próximos seriam cada vez mais incríveis. Trata-se de um passeio rápido que toma uma tarde e por isso sobrará tempo e energia para curtir um pouco da cidade no dia do passeio. No dia seguinte (21/12) Maras muito nos impressionou com suas salineiras únicas e é um desses destinos únicos que valem muito a visita. Moray também muito impressiona no entanto devido às numerosas atividades em um mesmo dia não tivemos tempo suficiente para conhecer o local com o tempo que merecia, o mesmo serve para o passeio pelo Vale Sagrado no qual muitas partes das ruínas tiveram que simplesmente deixar de ser exploradas para que não perdêssemos o ônibus. Ainda assim essa combinação, Maras, Moray e Vale Sagrado é bastante valida se o seu tempo for escasso. Para os viajantes com mais tempo livre deixar Maras e Moray para um dia e o Vale Sagrado para outro é muito interessante. No dia 22 demos inicio á saga rumo a Machu Picchu. Uma van nos buscou bem cedo no hostel levando nos por estradas com muitas curvas, alguns penhascos e trechos de terra por penhascos por pouco mais de 6 horas. A van nos deixa próximo a uma hidrelétrica que é da onde partimos; de lá são aproximadamente 11 km até Águas Calientes, cidade base para a ida até Machu Picchu. O caminho apresenta algumas sinalizações e em sua maioria se resume em seguir os trilhos dos trens, valendo ressaltar a beleza dos rios e montanhas por onde caminhavamos. Na cidade nos hospedamos no hotel Eco Mapi por 50 soles para duas pessoas. No dia seguinte acordamos cedo, compramos nossa entrada para Machu Picchu ainda na cidade (obrigatório) e também adquirimos o passe subir a montanha Machu Picchu (uma das duas montanhas que rodeiam o sítio arqueológico). Pegamos um ônibus até a entrada do sitio arqueológico (40 soles-ida), tendo em vista que a subida na montanha de Machu Picchu seria muito cansativa. Chegamos no sitio arqueológico por volta das 9 horas e começamos a subir a montanha, a subida durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos e apesar de bastante cansativa não foi muito compensadora. O sitio arqueológico estava todo encoberto por uma neblina muito insistente que teimava em não se dispersar. Apesar disso, a vista dos arredores também impressionava. Ao descermos em direção ao sitio arqueológico por volta do meio dia começou a chover muito, o que não nos impediu em nenhum segundo de conhecer o local. Mais tarde, por volta das 4 horas, quando o parque estava perto de fechar, a maioria dos turistas deixou o local permitindo uma conexão ainda melhor com a montanha. Voltamos do sitio para Águas Calientes a pé por uma trilha com muitos degraus, mas por se tratar de uma descida nem tão cansativa. No dia seguinte retornamos a hidrelétrica pela mesma trilha da ida, onde a van nos pegou por volta das 3 horas e nos deixou em Cuzco as 9. Vale ressaltar aqui que a viagem de van é bastante cansativa e algumas pessoas passam mal, ainda assim, em minha opinião, ter feito a trilha para conhecer Machu Picchu enriqueceu e muito a experiência com o local, além disso, é MUITO mais barato que a viagem de trem. No entanto para os viajantes com pouco tempo e muito dinheiro a opção do trem é um grande facilitador. No dia 25 saímos bem cedo rumo às Montanhas Coloradas. A subida leva em torno de 2 horas e não sei deixe enganar pela manhã ensolarada de verão, o tempo pode fechar nesse período e começar a nevar, exatamente como aconteceu comigo. Apesar do grande cansaço e frio, todo o trecho é muito bonito e as montanhas coloradas merecem a visita como sendo um dos pontos altos da viagem. Para os mais fora de forma são oferecidos cavalos por 50 soles. Ainda no dia 25 pegamos um ônibus rumo a puno durante a noite o que nos ajudou a economizar uma estadia. No dia 26, em Puno pela manhã, compramos um passeio para conhecer as Ilhas de Uros e as Ilhas Taquille em um só dia ainda na rodoviária. As ilhas Uros apesar de interessantes não empolgam, ainda assim vale a visita. As ilhas Taquille, talvez em função do pouco tempo dedicado a elas, foram uma decepção em função do pouco a se ver e fazer. Compramos uma passagem para Arequipa e viajamos durante a noite. No dia 27 já em Arequipa fomos a Plaza de las Armas a procura de um hostel. Resolvemos ficar no La Reyna por 25 soles. Arequipa tem muito a oferecer como cidade com sua arquitetura nas regiões centrais, alem dos vulcões no seu horizonte. Fechamos o passeio do Vale Del Cola que foi muito bem recomendado. No dia seguinte (28/12) saímos cedo para o passeio, pela manhã avistamos condores que passaram muito perto de nós e com uma beleza e tamanho impressionantes. Conhecemos também o Vale durante a manhã. Ao longe avistamos um vulcão soltando muitas cinzas, não estou certo se o evento é frequente na região. Para os viajantes com pouco dinheiro eu deixaria de fazer o passeio em função do alto custo e seu beneficio não tão alto. {Dica: estávamos na cidade em dias da semana de pouca festa, no entanto para os viajantes que passarem por Arequipa na alta temporada, esse pode ser um ótimo lugar para boas festas} Saímos de Arequipa ainda pela noite e chegamos em Ica pela manhã do dia seguinte (29/12). Pegamos um taxi para Huacachina. O lugar é bastante agradável e relaxante. Fechamos um passeio de buggy pelas dunas que incluem descer algumas dunas deitado de peito sobre pranchas por algo em torno de 35 soles que considerei extremamente recomendável. Os motoristas costumam pedir propina (creio que por volta de 5 soles) para correr mais rápido pelas dunas e só são pagos depois do evento, então se você não quiser pagar não haverá muito o que ele poderá fazer. Vale a ressalva de que um protetor durante o dia e um repelente durante a noite fará da sua estadia aqui um lugar bem mais confortável. No dia seguinte (30/12) saímos rumo a Lima para em seguida ir a Trujillo. Chegamos a Trujillo pela manha do dia 31 de dezembro, véspera de ano novo. Ficamos no hostel El Mochileiro e fechamos o passeio para o dia seguinte. Passamos o réveillon em Huanchaco, local popular e badalado. No dia seguinte conhecemos algumas ruínas da região, dentre elas merece destaque a Huaca de La Luna já que além de muito grande é a única que é realmente original, pois as demais apresentam a maior parte de suas estruturas restauradas. Para o viajante com pouco tempo disponível eu dispensaria a visita a Trujillo. No dia primeiro saímos para Huaraz e chegando lá no dia 2. Hospedamos-nos no hostel Virgen Del Carmen por 50 soles no quarto privado para duas pessoas e por 15 soles no compartilhado. O local é bastante agradável com uma cobertura com uma boa vista da cidade. Conhecemos um pouco da cidade e fechamos o passeio para o Nevado Pastoruri para o dia seguinte por 30 soles, preço bastante invariável e praticamente inegociável por parte das agencias. No dia 3 fomos ao nevado com um tempo fechado, no pequeno caminho pelo qual temos que caminhar até chegar havia vento e um pouco de neve. O local merece a visita apesar do pouco tempo disponível para sua contemplação. No dia 4 saimos rumo a laguna 69, onde iríamos acampar. Como não achamos empresa que oferecesse o transporte ao parque por um valor razoável para ir em um dia e voltar em outro, optei por pegar um transporte popular (5 soles) até a cidade de Yungay que saia as 5 da manhã. Chegando a Yungay você será rapidamente abordado pelas vans que fazem o transporte até a laguna por 15 soles. A van te deixará em uma estrada de terra, o cenário surreal também pode trazer a duvida quanto ao caminho a se seguir a partir daí. Uma trilha muito visível estará presente perto da beira da estrada, no entanto se a duvida aparecer em torno de 9 horas é muito provável que os primeiros turistas comecem a chegar e bastará segui-los. Carregando roupas, comidas, utensílios de cozinha, saco de dormir e uma barraca fiz o trecho em 3 horas e meia. O caminho que é tão bonito quanto cansativo pode ser um empecilho muito grande para os que não estão em forma ou não estão aclimatados, considere isso se cogitar acampar por lá. Ao chegar a beleza do lugar deixa claro que esse será um dos marcos notáveis da viagem. Em pouco tempo os turistas deixam o local deixando eu e meu amigo livres para curtir o local com exclusividade. Montamos acampamento de frente para o lago e também cozinhamos ali, compramos propileno e alugamos o bocal para ter uma refeição quente. O lago próximo a uma geleira é bastante frio mesmo durante o verão, muitas camadas de roupa foram necessárias para dormir com algum conforto. A vista pela manhã com o tempo claro e limpo é ainda mais impressionante. Retornamos pela manhã em direção á estrada, lá esperamos por algumas horas até encontrarmos uma van que nos levaria a Huaraz por 25 soles. {Dica: para os viajantes que não pretendem acampar no local e pretendem ir e voltar no mesmo dia, fechar com uma agencia deve sair mais em conta}. No dia 6 descansamos e compramos passagem para retornar a Lima com chegada no dia 7. Em Limas conhecemos um pouco da cidade, fomos à catacumbas de São Francisco que custou apenas 5 soles e achei bem recomendavel. Visitamos também Miraflores que não impressiona, mas pode interessar para se matar uma tarde. No dia 8 pegamos nosso voo de volta ao Brasil.
  12. Oii pessoal! Vim para o Peru ( estou aqui agora!) graças a muitos relatos que li aqui e que me encorajaram a pegar minha mochila e vir!! Então agora vou tentar fazer o meu relato também! Bom, eu consegui 17 dias de folga e consegui boas passagens para o Peru, chegando em Lima e saindo de Cusco. Meu plano então era nesses 17 dias ir de Lima a Cusco por terra e fazer Macchu Pichu no final! Sobre a mochila e roupas... Comprei uma mochila Quechua de 40 litros na Decathlon, ela é realmente pequena então não trouxe muita coisa. Não vi ninguém com uma mochila tão pequena quanto a minha 😂, vi a maioria das meninas com mochilas de 50, 60, 70 litros... Como meu plano era fazer a trilha Salkantay já comprei essa mochila menor para usar na trilha. Além disso comprei bota e meias para trekking ( que estou usando durante toda a viagem) e várias camadas de roupas ( camisetas manga curta, camiseta mais grossinha manga longa, fleece e jaqueta impermeável)... Além disso trouxe shorts, vestido de verão, maiô, havaianas e já usei todos eles! Trouxe do Brasil também capa de chuva e capa impermeavel para a mochila... Sobre ir sozinha... Não é a primeira vez que viajo sozinha então quanto a isso eu fiquei bem tranquila... Geralmente fico em hostels e acabo conhecendo outros viajantes solitários 😂 encontrei algumas meninas no Instagram que haviam feito a trilha Salkantay então consegui muitas dicas! Sobre reservas... Reservei antes somente os Hostels pelo HostelWorld pois eu já sabia meu itinerário... Passeios e a trilha deixei para reservar tudo aqui! Sobre gastos... Não sei ainda quanto vou gastar... Mas o Peru é muito barato... Eu trouxe alguns dolares, que rendem muito quando se transformam em soles 💰💰 e mais cartão de crédito... Mastercard é menos aceito que Visa nos lugares...e a maioria dos lugares cobre uma taxa entre 6 e 8% para compras no cartão... alem do IOF que vou pagar depois! Bom vou contar um pouquinho sobre cada dia da viagem abaixo..... Vou tentar colocar umas 3 fotinhos de cada dia nos posts! Quem quiser ver mais pode ver la no meu insta @lelerech !!
  13. Peru- Arequipa, Puno e Cusco. Nossa viagem finalizou em Cusco, Salkantay. Haviamos fechado um pacote no Brasil e decidimos ir por conta própria para Arequipa e Puno. Partimos de Porto Velho no dia 08/07/2017, pela noite. Fomos de ônibus até Rio Branco de onde tomamos um táxi até Brasiléia. Chegamos a Rio Branco por volta das cinco da manhã. E Ficamos esperando o táxi lotar pra nos levar. Estava eu e minha amiga e precisávamos de mais duas pessoas. Conseguimos lotar o táxi por volta das 7:30 e partimos rumo à Brasiléia. De lá o taxista nos colocou no outro táxi que nos levaria até Assis Brasil (ultima cidade antes da fronteira) para dar saída do país e entrar em Inapari- Peru. Nesse percurso, chegamos aproximadamente meio dia, não lembro ao certo. Mas decidimos seguir sem parar para almoçar para não perder tempo e não passar a noite em lugar inseguro. Antes, trocamos todos os reias por soles. Dica: ali em Inapari é o lugar mais em conta a se trocar. Dica2:Troque tudo. Na volta vc não perde dinheiro. È só trocar por real novamente.A cotação tava 1 real para 0,90 soles. Entramos apenas com RG bem conservado. Não pediram o certificado internacional de vacinação. Esse percurso todo deu, em reais: Passagem de ônibus Porto Velho x Rio Branco: 104 reais. Táxi de Rio Branco à Brasiléia: 70 reais. Táxi de Brasiléia Assis Brasil: 40 reais. Total: 114 reais. Pegamos a van de Inapari até Puerto Maldonado pagando 30 soles. Chegamos lá por volta das 15h. Um parênteses aqui para o calor insuportável da van. Eles não ligam o ar da van então, se prepare pra passar muito calor MESMO! Chegamos em Puerto Maldonado após 13 de horas de viagem. Meu pé inchou mas nada grave. Aproveitamos para comprar um chip peruano com uma peruana que conhecemos na van. Ela foi muito simpatica em fazer isso por nós. Apenas peruanos podem comprar chip e registrá-lo com seu documento. Tivemos a sorte de pegar um ônibus até arequipa por 60 soles. O ônibus tinha serviço de bordo, com jantar e café da manhã, cobertor e aquecedor (que só descobrimos mais tarde). A viagem até arequipa durou 13 horas. Foi tão confortável que não sentimos a demora. Outro parênteses aqui: Não almoçamos então o jantar do ônibus foi a salvação! E estava muito bom: arroz, bife e brócolis com refrigerante. Detalhe: nos serviram o jantar no momento em que subíamos bastante e o soroche começou a dar seus sinais. Mas, eu optei por trabalhar o psicológico, pois, a fome era maior. Logico, que fiquei enjoada por um bom tempo, mas de barriga cheia!rrsrsrs. Eu havia lido muitos relatos indicando tomar aspirina antes de sentir o soroche para amenizar os efeitos. Tomei e me senti enjoada. Nada grave. Fazia -4º na estrada mas o santo aquecedor do ônibus nos deixou tranquilas. Quando chegamos não estava tão frio. Em Arequipa é frio quando amanhece e anoitece. Na metade do dia vc fica até de regata. Chegamos a Arequipa na segunda-feira, por volta das 9h. Mas até descer do ônibus e chegar ao hotel foi mais uma hora. Reservamos o hotel pelo booking.com. E o hostel escolhido foi o Gran Hotel que fica a umas quatro quadras da Plaza de Armas. Ficamos três dias na cidade e gastamos nas diárias 147 soles. Quarto duplo sem TV (quem precisa de TV?) e banheiro compartilhado. Hostel limpinho com ambiente bem retro. Amamos! Ficamos os três dias indo e vindo para a Plaza de Armas e andando aos arredores pq o Canion Del Colca ficava inviável pra gente porque nos faltava tempo (e dinheiro..rsrsrs). Nesses três dias descobrimos uma espécie de 25 de março perto do nosso hostel, onde compramos muitas coisas para frio, muita coisa em conta mesmo. Eu paguei 100 reais no bastão de caminhada e quis matar minha amiga porque ela achou um por 20 soles. 20 soles gente!!! Fizemos em Arequipa um city tour por 20 soles cada uma. Ele ia no mirador de Yanahuara. De Yanahuara é a vista maravilhosa para o vulcão Misti. No Mirador de Carmen Alto temos a vista para os três vulcões: Chachani, Misti eo Pichu Pichu. E nos levaram tambem um lugar lá pra vc tirar foto com águias e alpaca (ou seria lhama)e andar a cavalo. Achamos essa parte desnecessária. Nos levaram para conhecer um centro sobre lhamas, alpacas e vicunas, onde nos explicaram a diferença dos três. Interessante também. Resumo de ARequipa: cidade muito linda! Fiquei encantada ao ver um vulcão. A cidade é linda!Arquitetura impressionante. Podíamos ficar horas e horas sentada na praça admirando cada lugarzinho! Detalhe para arequipa: O caminhão de lixo quando passa toca a musica da Pequena Sereia para alertar a população. Muito fofo! Alimentação em Arequipa era muito barata: Encontramos almoço por 8 soles, com direito a entrada, prato principal e refresco ( refresco não é suco! ) 12/07- Ida a Puno. Chegamos a Puno as 3h da manhã. Um frio terrível! Tão terrível que aceitamos (com medo) a ajuda de um senhor que estava na rodoviária oferecendo hotel a quem chegava. Não conseguimos reservar antes e estavamos sem internet. Devido ao frio, aceitamos, porque até então esperaríamos o dia amanhecer para ir atras de hotel. A diária era 50 soles, com café da manhã. Havia mais baratos? Com certeza! Mas a ocasião faz o ladrão e no nosso caso, a necessidade. Lá mesmo no hotel fechamos o passeio do lago. Nem imaginavamos que seria o melhor passeio mais bem pago na vida! Aproveitamos esse primeiro dia e andamos pela cidade. O nosso hotel ficava num lugar muito pobre. Não havia nada de bonito ou que chamasse a atenção, porém, o lago ficava bem próximo. Chegamos até lá e tiramos muitas fotos e ficamos contemplando-o. Nosso passeio saía no dia seguinte, às 8h e retornava no outro dia, às 16h. O Passeio custou 100 soles, com almoço e jantar do dia 1, café do dia 2 e para o almoço do dia 2, na ilha, pagamos antecipadamente 20 soles. Foi um passeio magnífico! O passeio começou nas Islas Flotantes, depois de uma meia hora na embarcação. Não achei a Isla bonita, mas a história por trás é muito interessante. Talvez por eu não me sentir a vontade a pisar numa ilha flutuante feita de plantas..rsrsrs Da Isla Flotante de los Uros fomos a Isla Amantani, a segunda maior do lago. A primeira é uma Isla boliviana. Em Amantani fomos divididos em grupos. Cada grupo de no maximo quatro pessoas ficava com uma familia. No fim do dia tem uma festa de recepção aos turistas. Não fomos devido ao frio. Mas a animação estava boa. Amantani é linda! Os nativos ainda possuem hábitos de seus antepassados, bem como a língua que usam. Eles tem dificuldade no espanhol. O guia nos falou que as crianças aprendem na escola mas, eu percebi que ainda assim, eles tem dificuldade. O filho da dona da casa que ficamos, me chamou para o café (desayuno) mas falou jantar (cena). Detalhe para Amantani: a casa que ficamos era a mais linda da ilha: toda florida! Um sonho! Detalhe dois: Não tem internet. Em algum ponto ela pega, mas cai rapidamente. Detalhe três:o 3g da claro pega muitíssimo bem no lago. Passamos umas duas horas navegando, no lago e na internet! Neste dia número um subimos ao topo da ilha. Uma subida sofrida de 4945 m. Na altitude, imaginem! Cada parada para respirar era uma parada também de contemplação. Lindo, mas sofrido! Chegando ao topo, fomos presenteados com um lindo pôr-do-sol...e frio! ( eu já falei frio?rsrsrsrs) Nessa subida temos dois lugares a conhecer: na dualidade inca, O templo a Pachamama ( mãe natureza, o feminino) e o templo a Pachatata ( o deus masculino). O templo que o guia nos deu foi o templo a Pachatata. Quem quisesse, teria que dar três voltas ao redor do templo com uma pedrinha pega por lá mesmo, e no fim da terceira volta, jogar a pedra dentro do templo e fazer um pedido. Lógico que fiz isso! Com muita fé! O templo nada mais é que uma espécie de ruínas cercada por um muro. O guia explicou muita coisa mas eu tava muito concentrada no frio. (novamente) No dia seguinte, fomos a Isla Taquile. Lá subimos até a praça principal da ilha. Foi uma hora mais ou menos de subida. Com uma vista linda. Tivemos o almoço numa casa onde nos apresentaram sua cultura. Danças, costumes, etc. Façam esse passeio! Vale muito a pena! Muita coisa perdemos por não falar inglês. Mas interagíamos como podíamos..hehehe Após o retorno a Puno, fomos conhecer a cidade. Plaza de Armas, etc. Nada tão bonito como Arequipa, mas vale a visita. Precisávamos estar em Cusco no domingo, 16/07 para iniciarmos o pacote para a trilha Salkantay. Fomos para a rodoviária e pegamos um ônibus noturno para economizar em hospedagem. Informaçao importante: Observamos em Puno, uns policiais pedindo documentação de todos, os locais e os turistas. Ficamos com medo por não estarmos com passaporte. Mas nos pareceu procedimento de praxe. Também não perguntamos nada. Dica: de Arequipa a Puno a passagem custou 15 soles, porém, o ônibus era muito desconfortável, mas pelo horário que a gente precisava, ou era esse ou não era. De Puno a Cusco também foi o mesmo preço, mas o ônibus era melhor. Dica 2: Não tenham medo!Mesmo sendo uma viagem de duas mulheres de ônibus ninguém, absolutamente ninguém mexeu conosco. Me senti mais segura que no Brasil. Em Cusco fomos a Machu Pichu via Salkantay. Muito do que li por aqui me ajudou bastante e voltamos completamente renovadas! Mais abaixo, segue foto de Salkantay e Machu Pichu!
  14. Saímos de São Paulo/SP, aeroporto de Guarulhos dia 09 de julho de 2016 às 05h55 rumo a Lima, Peru. ' alt=''> Chegamos no aeroporto Jorge Chavez International na cidade de Lima, Peru por volta das 9h. No primeiro dia (09/07/16) deixamos as bagagens no apartamento de uma amiga em Miraflores, onde estávamos hospedados e saímos para conhecer a cidade. Sentido Parque Kennedy passamos pela embaixada do Brasil, paramos para uma foto. Chegando no parque, foi surpreendente por dois motivos. Primeiro que o parque era maravilhoso, muito arborizado e contava com muitos canteiros de flores de todos tipos e cores. Segundo por tinham muitos gatinhos pelo parque, extremamente dóceis e faziam sucesso com os turistas. Depois de ficar aproveitando a beleza do parque fomos almoçar no restaurante La Lucha, os sanduíches são muito gostosos, possuem um bom preço (entre s/ 15 – s/ 18) e você pode pedir diversos molhos para acompanhar. Vale a pena tirar um dia para comer lá! Após o almoço fomos visitar o Parque do Amor, também em Miraflores. O Parque está localizado na costa, a vista para praia é maravilhosa! Assim como o Parque Kennedy também é muito arborizado e possui muitas flores. Ficamos um tempo turistando no parque e depois fomos buscar um mapa da cidade. Andando pela costa chegamos ao Shopping Larcomar. Se você está pensando em Shopping como algo que vemos aqui no Brasil, tire essa ideia da cabeça! O Larcomar é um shopping todo aberto com vista para praia, é incrível! Existem diversas lojas e restaurantes, o custo é bem mais alto do que o resto da cidade, mas mesmo que decidam não consumir nada lá, ainda vale a pena passar para passear. Depois do shopping decidimos voltar para o apartamento descansar e depois sair de noite. Acontece que acabamos dormindo e não conseguimos acordar rs. No outro dia (10/07/2016), pegamos um táxi de Miraflores para o Centro de Lima (s/ 10 - não esqueçam de negociar o preço do táxi antes de entrar no carro!), chegando lá fomos conhecer a Praça de Armas e o Palácio do Governo, turistamos um pouco, tiramos algumas fotos e fomos almoçar. Comemos um prato conhecido como “Tacu Tacu” em um restaurante próximo à praça, o prato consiste basicamente em arroz, feijão branco e carne, frango ou camarão. Eu escolhi o meu com camarões e molho de linguado. Esse foi COM CERTEZA a melhor refeição da nossa viagem toda. ' alt=''> O restaurante é um pouco caro em comparação a outros, pagamos em média s/ 45 por pessoa. Depois de almoçar retornamos à praça de armas e acompanhamos a troca de guardas, muito divertido. Quando terminou a troca de guardas fomos conhecer a catedral e alguns museus. Já no final da tarde fomos caminhando até o Parque da Reserva, também conhecido como Parque das Águas. Para entrar no parque é necessário pagar s/ 5 (estudante). Obs: São aceitas carteirinhas de estudante do Brasil. O Parque é todo arborizado e possui mais de 20 fontes, inclusive a maior fonte do mundo com mais de 60 metros de altura, uma mais linda que a outra. Tiramos muitas fotos e esperamos anoitecer. O que já era maravilhoso ficou ainda mais bonito quando escureceu. Todas as fontes foram iluminadas! Mais ou menos 19h começou o Show de Águas na fonte principal, foi incrível, uma das coisas mais emocionantes que eu já assisti em toda minha vida. O Show de Águas do Parque Ibirapuera no Brasil fica no chinelo rs. Depois do show retornamos a Miraflores, jantamos no Chillis e fomos para casa descansar, pois tínhamos um ônibus para Paracas de madrugada. Dormimos pouco e acordamos MUITO cedo para pegar o ônibus (11/07/2016). Pegamos um taxi (s/ 5) até a Companhia Oltursa. Nosso ônibus saia de Lima às 3h45 da manhã. Chegando a companhia fomos muito bem recebidos, despachamos as malas e embarcamos no ônibus. A Companhia Oltursa contava com acesso ao Wifi, televisão, ar e um snack. Já havíamos comprado todas passagens de ônibus ainda no Brasil. De Lima para Paracas pagamos s/ 50. Dormimos durante a viagem toda e chegamos a Paracas de manhãzinha no mesmo dia (11/07/16 – aproximadamente 7h30). Chegando em Paracas na porta do nosso ônibus já haviam diversas pessoas de agências oferecendo os passeios para as Ilhas Ballestas. Fechamos com uma agência que ficava, literalmente, do lado da Oltursa, pagamos s/ 35 + s/3 de taxa do que seria o Ministério da Cultura deles. Para realizar o passeio é necessário fechar com uma agência, pois eles que possuem as lanchas que saem para as Ilhas. Mas lembre-se, SEMPRE NEGOCIE TUDO NO PERU. Enfim, entramos na lancha e fomos em direção as Ilhas, passamos pelo “El Candelabro” e paramos para fotos. O El Candelabro é um desenho de séculos atrás nas dunas, como o nome já sugere, em forma de um candelabro. Nosso guia nos disse que não se sabe muito bem por quem e para que foi feito, existem teorias de todos os tipos, como por exemplo, que era uma marca para os navegantes usarem de localização ou até mesmo que foram os extraterrestres rs. Essa marca sofreu pouquíssimas alteração no passar dos séculos, por conta de não chover quase nunca e ter pouco vento. Bom, continuamos o passeio em direção as Ilhas, chegando lá era muito bonito. São formações rochosas onde se encontram vários animais, como pinguins e leões marinhos. Além disso existem muitas aves sobrevoando que dão um show no céu. Recomendo o passeio, é muito bonito mesmo! Obs: Leve casaco, lembre-se que apesar do calor, você vai estar em uma lancha e venta muito! Ainda no mesmo dia (11/07/16), após voltarmos do passeio, pegamos um ônibus, às 11h15, para a cidade de Ica. Também viajamos pela Oltursa e pagamos s/ 25. Chegando em Ica, pegamos um táxi, que custou entre s/ 4 – s/ 5 para o hostel, no caminho o taxista parou para que a gente pudesse trocar dinheiro de dólares para soles. A cidade de Ica não é nem um pouco bonita e o trânsito é louco! Existem muitos carros e muitas moto-táxis (depois conto sobre a nossa experiência em um desses) se cruzando e buzinando o tempo inteiro. Ficamos hospedados no Hostel Ollanta, os funcionários foram muito amáveis e nos ajudaram em tudo que precisamos. O quarto era simples, mas estava arrumado e limpo quando chegamos. Ocorreu que achamos que tínhamos comprado com café da manhã incluso como fizemos em todos outros hostels de nossa viagem, porém nesse em especial nos informaram que não estava incluso e que, apenas, poderiam nos fornecer caso pagássemos algo a mais. O hostel fica um pouco longe do centro, porém está relativamente perto do Oásis de Huacachina. Se eu não me engano, após deixar as malas no hostel fomos almoçar no mercadão da cidade, chamado La Palma. Pagamos s/ 8 em um prato gigantesco de arroz (com tudo que você pode imaginar misturado), frango e batatas, além de um chá de cevada. Após o almoço pegamos um moto-táxi até o Oásis de Huacachina. Bom, sobre os moto-táxis, podemos definir nossa experiência em uma palavra: medo. Primeiro que não havia uma porta, muito menos cintos. Você tira uns elásticos para se segurar e os motoristas dirigem como loucos. A vantagem é que os moto-táxis custam s/ 2 para andar pela cidade e s/ 5 ao Oásis. Chegando a Huacachina buscamos um instrutor que nos foi indicado chamado Angel para fechar o passeio de bug pelas dunas. Fechamos o passeio por s/ 35 por pessoa (preço especial pela indicação rs). Enquanto aguardávamos fomos finalmente conhecer o tão esperado Oásis de Huacachina. Uma palavra: UAU! Meu deus do céu, que lugar paradisíaco!!! Me arrependo MUITO por não ter fechado um hostel no próprio Oásis! O preço era quase o dobro, mas juro que valia cada centavo!! Enfim, não posso falar muito sobre o Oásis, só estando lá para entender o quão incrível é aquele lugar. ' alt=''> Quando deu a hora do passeio encontramos o Angel e outras pessoas que iriam com a gente. O passeio é sensacional, subimos e descemos as dunas em alta velocidade, a sensação de adrenalina toma conta! Super indico. ' alt=''> Depois dessa experiência ainda paramos para tirar algumas fotos e praticar sand-board! SENSACIONAL! Ficamos nesse tour até o sol se pôr e depois voltamos ao Oásis. Antes de ir embora tomamos uma Cusqueña (cerveja local) com o nosso queridíssimo guia. Obs: Eu odeio cerveja, mas a Cusqueña realmente me surpreendeu, eu gostei! MEU DEUS, eu gostei de uma cerveja! Tomamos a Cusqueña Blanca e a Dourada, as duas são muito boas. Pegamos um taxi (s/ 10) para a cidade de Ica e fomos jantar no shopping. É um shopping como qualquer outro no Brasil, comemos na praça de alimentação, eu comi comida chinesa, paguei aproximadamente s/ 18. Depois voltamos ao hostel e descansamos. No outro dia de manhã (12/07/16), fomos direto para Oltursa pegar um ônibus até Nazca. Nosso ônibus saia 9h e pagamos s/ 35. Chegando em Nazca, buuum, primeira decepção da viagem. Não iriamos conseguir fazer o sobrevoo as linhas de Nazca porque a manhã tinha sido muito nublado e todos os voos foram adiados para mais tarde, ou seja, não existiam mais voos para aquela hora e a gente tinha que pegar um ônibus no mesmo dia para outra cidade. Rodamos por muitas agencias na cidade e todas nos passaram essa mesma informação. Um pouco chateados, acabamos fechando um tour que íamos de carro até alguns mirantes que podíamos ver algumas linhas. No final conseguimos ver 3 desenhos, as mãos, a árvore e a lagartixa que está cortada pela rodovia que foi construída antes de saberem a existência das linhas. Depois disso ainda passamos em um museu dedicado a uma arqueóloga alemã que passou mais de 50 anos estudando as linhas de Nazca (sem descobrir quase nada rs). As linhas foram feitas por alguém (ou algo, também existem teorias rs) que separou todas as pedras avermelhadas deixando o chão branco exposto e formando os desenhos. Os desenhos são gigantescos e não se sabe ainda como as imagens podem ter sido feitas com tanta perfeição sem que os povos tivessem tecnologia suficiente para olhar de cima, ou seja, sobrevoar. As linhas estão lá desde 400 d.C – 650 d.C e sofrem pouquíssimas mudanças, pois chove de 2 a 3 vezes por ano e venta muito pouco. Voltamos para cidade de Nazca, comemos alguns pãezinhos na rua, por s/1 cada e aguardamos o ônibus para Arequipa. Nosso ônibus saia no mesmo dia (12/07/16) às 15h15 e também fechamos pela Oltursa, pagamos s/ 79. A viagem de ônibus é muuuuuito longa e tem muuuuuitas curvas. Passei um pouco mal. Chegamos em Arequipa aproximadamente 00h e fomos direto para o hostel descansar. Nos hospedamos no Sumaq House Backpackers, pagamos mais ou menos s/ 55 por noite. Sobre o hostel, é muito bom! Além dos funcionários serem muito agradáveis, principalmente o Francisco que nos atendeu, o café da manhã é ótimo, os quartos são limpos e aconchegantes, o hostel no geral é muito bonito! Super recomendo! Acordamos (13/07/16) bem cedinho com a intenção de fechar um tour para o Colca Canyon e passar nossa outra noite lá, ou seja, fazer o tour de 2 dias e 1 noite, por isso só tínhamos reservado uma noite no hostel. Quando fomos falar com o Francisco do hostel, descobrimos que tanto esse tour quanto o de um dia, saiam 3h da manhã do hostel e já não tínhamos mais essa opção, pois iriamos para outra cidade no dia seguinte à tarde. Com orientação do Francisco, decidimos ir para o Canyon por nós mesmos. Tentamos pegar um ônibus para Chibay, uma cidade próxima do Colca, mas não tinha mais horário (isso às 10h da manhã), então andamos pela cidade e achamos uma van que nos levaria para cidade. Pagamos s/ 15 por pessoa na Van, porém sem nenhum um tipo de conforto e com um motorista um pouco imprudente. Reparamos que não tinham turistas na van, apenas locais. Depois de algumas horas chegamos a Chibay, mais ou menos 16h da tarde. Chegando a cidade comemos os famosos pãezinhos de s/ 1 na rodoviária. Foi ali que eu provei pela primeira vez a carne de alpaca, que por sinal é muito boa, parecida com a carne bovina, um pouco mais forte. Conseguimos encontrar um dos locais que tinha uma van e disse que poderia nos levar ao Colca, pagamos mais ou menos s/ 60 por pessoa. Subimos, subimos, subimos, subimos e subimos mais um pouco. Nosso destino final era a Cruz del Condor, de onde se pode observar o Colca Canyon e os famosos Condores, os maiores pássaros do mundo, podendo chegar até a 3 metros de comprimento. Todos haviam nos dito que não iriamos poder ver os Condores àquela hora, porque eles só apareciam pela manhã, por isso os tours saiam tão cedo. Quando eu digo todos, são todos mesmo, o Francisco do hostel nos disse isso, a moça da rodoviária, os locais na Van... Chegando ao Colca Canyon, além da vista INCRÍVEL, uma surpresa, não tinha um Condor lá, tinham cinco! Cinco lindos grandes pássaros dando um SHOW! Não havia nenhuma alma lá, estávamos com o Colca só pra gente! Tiramos muitas fotos, curtimos a vista, absorvemos aquela energia (apesar do frio e da altitude rs). Mais tarde voltamos a Arequipa, fechamos mais uma noite no hostel, pelo mesmo preço (s/ 55 para os dois). Essa noite saímos com o Francisco e uns amigos dele para beber e ouvir uma música. Não muito tarde voltamos para o hostel e fomos descansar. No dia seguinte (14/07/16) acordamos e fomos conhecer a cidade. Arequipa é realmente maravilhosa! As catedrais, a praça de armas... É tudo muito bonito mesmo! Vale a pena tirar um dia para andar sem rumo por ali! Obs: Não gostei da cerveja Ariquipeña.... Às 14h da tarde do mesmo dia fomos até a Companhia de ônibus Cruz del Sur com destino a cidade de Puno. Sobre a Cruz del Sur, eu odiei a companhia! O wifi não funcionava, os assentos não eram nada confortáveis, o ônibus era bem mais velho que da Oltursa, a comida era pior, o atendimento era pior, maaaaas o preço era o mesmo. Então, viaje até onde der de Oltursa, deixe a Cruz del Sur sempre como segunda opção. De Arequipa para Puno era uma longa viagem, na qual pagamos s/ 62, e como eu não tinha passado bem na última, resolvemos comprar o SOROCHE, um remédio para o mal de altitude, vale a pena! Chegamos em Puno às 20h30 do mesmo dia. Puno é uma cidade minúscula e também não é muito bonita. Ficamos hospedados no Puma Backpacker Hostel, pagamos US$ 12,32. Bom, sobre o hostel, os funcionários são amigáveis, principalmente a Sra. Frida e seu marido. Quando chegamos fomos informados que nosso quarto não era matrimonial como esperávamos, a Frida nos informou que iriamos ficar em quarto compartilhado. Depois de insistir um pouco e mostrar algumas vezes que na nossa reserva constava Quarto Privado, ela nos colocou em um quarto com 2 beliches, porém sozinhos. O quarto e o hostel estavam limpos, porém o banheiro estava mais ou menos. Também achei um pouco desorganizado. Depois de pagar o quarto e resolver tudo estávamos morrendo de fome e fomos perguntar onde poderíamos comer. Fomos surpreendidos com a resposta de que AQUELA HORA (21h) não havia nada aberto. Tentamos pedir uma pizza, mas a única pizzaria da cidade estava fechada. Acabamos comendo salgadinho e bebendo água. No outro dia (15/07/16), acordamos cedo para ir conhecer a ilha de uros. Nós optamos por fazer o tour Ilha de Uros + Sillustani, fechamos no próprio hostel e nos custou mais ou menos s/ 60. Passaram para nos buscar no hostel e seguimos para as ilhas flutuantes. Chegamos de barco e descemos em uma das ilhas, eu achei interessante por ser algo completamente diferente de tudo que já vimos, mas confesso que esperava gostar mais. Os locais, junto com nosso guia, nos explicaram como eram feitas as ilhas flutuantes, como eram feitas as casas, o que eles comiam, como era a rotina do povo que vivia na ilha, etc. Bom, alguns pontos que achei interessante: 1) As ilhas são feitas de uma planta chamada Tutóia; 2) Essa mesma planta é usada como alimento; 3) Às vezes os ventos fortes fazem com que a ilha se solte (ela é presa com uma espécie de uma “âncora”) e saia flutuando por aí; 4) As crianças devem pegar um barco todo dia para ir à escola na cidade. Após a explicação os moradores nos convidaram para conhecer suas casas e colocar as vestimentas locais para tirar fotos. Entramos no clima e vestimos as roupas. Olha, posso dizer que pelo menos as femininas são bem quentes e confortáveis. ' alt=''> Depois nos levaram para ver os artesanatos, obviamente eu comprei várias coisas rs. Bom, o que eu de fato achei sobre Uros, tudo parecia muito forçado para mim, as famílias pareciam estar com uma falsa animação para agradar os turistas e conseguir receber algo com seus artesanatos e etc. No final o guia reuniu uma parte da família e eles cantaram pra gente em várias línguas, como quéchua, aimará, espanhol, inglês e até alemão. Sinceramente, eles pareciam muito infelizes fazendo isso. Por último fomos navegar até a outra ilha em um daqueles barquinhos locais, também feito de Tutóia. Pagamos s/ 10 por pessoa. Conhecemos a outra ilha, usamos um banheiro ao ar livre, tiramos algumas fotos e voltamos para cidade. Na cidade ficamos turistando pela Praça de Armas aguardando o próximo ônibus nos buscar para irmos até Sillustani. Enquanto aguardávamos fomos comer em um restaurante perto da praça. Um menu turista com entrada, prato principal e bebida por s/ 10. De entrada tinha uma sopa de champignons (MUITO BOA), o prato principal era carne de alpaca com purê de batata e legumes e a bebida eu escolhi mais chá de coca. AH, acho que não falei sobre o chá de coca, bebi todos os dias da viagem, é simplesmente maravilhoso! Ajuda muito com a altitude e para mim que tenho gastrite foi ótimo para o estômago! Enfim, depois do almoço aguardamos nosso ônibus e nos dirigimos para Sillustani. Bom, Sillustani possui algumas ruínas com torres funerárias onde os Inkas enterravam a classe mais alta. A maioria das torres está em ruínas, pois os espanhóis, sabendo que os Inkas eram enterrados com seus objetos pessoais, entre eles o tão procurado ouro, acabaram destruindo quase tudo. Cada torre abrigava mais ou menos 20 corpos. As torres iam subindo conforme alguém era enterrado lá, por exemplo, eles construíam a primeira camada da torre, passavam o corpo por uma mini portinha e jogavam pedras em cima, no segundo corpo quase a mesma coisa, construíam outra camada na torre, mas o corpo já não passava pela portinha e sim era jogado por cima das pedras e coberto por mais pedras, e assim por diante. Até que a torre possuísse mais ou menos 20 corpos e fosse fechada, pois estava completa. ' alt=''> O lugar é MUITO bonito, tem vista para um lago com uma ilha no meio que é simplesmente sensacional. Nesse mesmo tour passamos por um círculo formado por pedras e paramos para uma explicação. Segundo nosso guia, existe uma lenda que muito tempo atrás o sol havia desaparecido, então essa construção foi feita para que no dia que o sol voltasse eles o prendessem no círculo. Conforme a lenda, o sol voltou um dia e até hoje se encontra preso ali. Depois de passear bastante por ali voltamos ao hostel e decidimos pedir uma pizza antes que fosse tarde demais e a pizzaria fechasse rs. Como íamos embora nesse mesmo dia para Cuzco, pedimos a pizza 19h e marcamos um taxi para as 21h, e foi aí que começou nosso problema. Primeiro de tudo, a moça que nos recebeu disse nos deu um cardápio e escolhemos uma pizza por s/ 20. Ela fez o pedido e nos informou que seriam cobrados mais s/ 5 pela taxa de entrega da pizzaria. Sem problemas. A pizza demorou mais de 1h30 e começamos a ficar preocupados pelo horário do táxi. Quando a pizza chegou 20h40 mais ou menos, a moça do hostel insistiu MUITO que a gente desse o dinheiro pra ela e ela iria buscar a pizza lá embaixo. No final meu namorado acabou acompanhando ela e não existia a tal taxa de entrega da pizzaria, nos cobraram apenas os s/ 20. Decidimos não falar nada e fomos comer. Ao abrir a pizza, uma grande decepção. Uma pizza de 8 pedaços é como uma de 4 pedaços da pizza do Brasil, mas cortador na metade. Ou seja, a pizza era minúscula e o sabor não era tão bom também. Enfim, comemos rápido e ficamos prontos esperando o táxi que o hostel disse que havia marcado para às 21h. Esperamos, esperamos, esperamos e esperamos. No final falamos com as pessoas do hostel, eles ligaram de novo pro taxista, insistiram, brigaram, gritaram e nada. Então, como bons brasileiros fomos pegar um taxi na rua. Conseguimos achar um taxi, negociamos e quando estávamos colocando as malas no porta malas... o outro taxi chegou. A senhora do hostel começou a gritar lá de cima e mostrar que aquele era o taxi correto. Eu que já estava de saco cheio, respondi que ele havia demorado muito, que marcamos para as 21h e eu ia pegar o taxi que achamos na rua. Entramos no taxi e fomos até a rodoviária com medo do outro taxista estar seguindo a gente rs. No final deu tudo certo, chegamos na Cruz del Sur e pegamos o ônibus rumo a Cuzco. Nosso ônibus saia às 22h para chegar em Cuzco às 4h30 da manhã. Pagamos s/ 55 por pessoa. De novo a Cruz del Sur foi péssima. Mesmas reclamações, não tinha wifi, o atendimento horrível... Chegando em Cuzco (16/07/16) fomos direto para o hostel tentar descansar. Chegando no hostel descobrimos que não poderíamos entrar no quarto até às 11h, horário do check in. Tentei conversar com eles, pois eu tinha enviado um e-mail informando o horário de chegada e eles responderam dizendo que quando o quarto estivesse livre poderíamos ocupa-lo. Ocorre que, nosso quarto ficou livre às 6h da manhã e mesmo assim eles não quiseram liberar até o check in. Ficamos das 5h às 11h mais ou menos na cozinha do hostel com todas nossas bagagens aguardando o quarto. Quando finalmente entramos no quarto decidimos não dormir para não perder o dia. Tomamos um banho, nos trocamos, deixamos as coisas e fomos conhecer a cidade. Primeiro fomos trocar os dólares e depois fomos até uma agência programar nossos passeios por Cuzco. Pagamos mais ou menos s/ 280 por pessoa para todos os passeios em uma agência chamada Peru Gold. Algo que compramos e vale muito a pena é o boleto turístico. Esse boleto te dá acesso a entrada de diversas fortalezas, museus e entre outros. Pagamos s/ 70 por pessoa (estudante). No primeiro dia conhecemos a cidade e visitamos alguns museus. Mais tarde fomos até o mercado São Pedro comprar malhas de alpaca e outros coisinhas. No dia seguinte (17/07/16) tiramos esse dia para conhecer o famoso Vale Sagrado e as fortalezas de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Me recuso a escrever sobre, só estando lá para sentir a energia do lugar e admirar a beleza. Apenas, digo que Pisac foi a que eu achei mais bonita de todas! Ah, e uma dica, no nosso tour tínhamos pouco tempo em cada fortaleza, como 15min – 20min, isso é frustrante porque você não vai conseguir conhecer tudo nesse tempo. No outro dia (18/07/16) iriamos fazer trilha da montanha colorida, por isso acordamos 3h. No final nos informaram que havia nevado muito e não tinha como subir a montanha, então trocamos os dias dos passeios e fomos fazer o tour de quadrimotos por Moray e as salineiras de Maras. O tour é bem legal, pegamos uma moto para os dois, porque eu não queria dirigir. A paisagem é linda! Chegando em Moray levamos uma bronca do guia porque estávamos em último e fomos ultrapassando todo mundo até chegar em primeiro rs. Ele brigou e disse que era perigoso e não estávamos em uma competição, então depois disso fomos mais tranquilos rs. Moray é muito bonito, são construções destinadas a agricultura dos Inkas. Onde eles usavam como um laboratório para testar quais plantações poderiam ser consumidas. O lugar está totalmente preservado! Tiramos algumas fotos e voltamos para os quadrimotos com destino à Maras. Chegamos em uns 25 minutos em Maras, pagamos s/ 10 para o ingresso e fomos ver as salineiras. Provamos a água e era realmente MUITO salgada, muito mais que água do mar. O lugar é muito bonito e tinham algumas salineiras que já estavam secas, ou seja, prontas para retirar o sal. Foi uma experiência totalmente diferente de tudo que já tínhamos visto. Depois voltamos ao local de partida das quadrimotos e pegamos uma van de volta para cidade de Cuzco. No caminho paramos em um restaurante para comer (estava incluso no tour) e como sempre, a comida era péssima. Voltamos a cidade no final da tarde, andamos um pouco, comemos Mc donald’s (bem mais barato que o Brasil, mas muito pior) e depois voltamos ao hostel para descansar. Acordamos de novo às 3h (19/07/16) para a trilha da montanha 7 cores ou montanha arco-íris ou cerro colorado. Nos buscaram no hostel e fomos de van até o começo da trilha, o que levou mais de 2h. Chegamos na trilha por volta das 5h30 da manhã, tomamos café da manhã, que estava incluso no tour, pão, geleia de morango, manteiga e chá de coca. No começo da trilha eu já tinha decidido que ia subir a cavalo, já o André decidiu ir caminhando, mesmo sabendo que eram quase 4h de trilha classificada como difícil. Como tivemos experiências diferentes, eu cavalgando e ele caminhando, posso contar apenas o que eu vivi. Eu queria subir cavalgando sozinha, mas pela dificuldade da trilha me informaram que não podia e iria um senhor guiando o cavalo. Conversei o caminho todo com ele, sobre sua cultura e educação de seus filhos. Ele me contou que eles comem muitos legumes que cultivam e algumas carnes como cuy (porquinho da índia), raposa (elas vivem nas montanhas e eles caçam para poder comer), alpaca, lhamas, etc. Além disso ele me disse que tinha dois filhos e que eles eram educados em casa. Aprendiam muito sobre a cultura dos Inkas para que ela não se perca com o tempo, inclusive a idioma Quéchua como primeira língua e o espanhol, como segunda língua. Em diversos momentos a gente parava para que ele e o próprio cavalo descansasse. Também tinham partes que eram muito estreitas e por segurança eu tive que subir caminhando. Bom, eu cheguei em aproximadamente 3h30 no começo da montanha, de onde eu me despedia de meu guia e deveria subir andando. Como o André veio caminhando, ele estava um pouco atrás, decidi esperar para subirmos juntos. Desse ponto, a vista já era espetacular, do lado direito a montanha arco-íris e do lado esquerdo uma montanha nevada e o glaciar. Quando o André chegou ele parecia bem cansado, mas ao mesmo tempo extasiado pela experiência. Subimos até o topo, andando e parando andando e parando, rs. UAUUUUU! LINDO DEMAIS! ' alt=''> Ficamos um tempo aproveitando a vista apesar do frio e do vento, o André tomou uma cerveja para comemorar, tiramos muitas fotos e resolvemos descer. Eu, infelizmente, tomei a “sábia” decisão de descer caminhando, afinal, para descer todo santo ajuda. Sim, me arrependo. Foi bom sentir que eu consegui, mas quando cheguei no fim meu corpo já tinha desistido de mim. Meu pé estava destroçado, eu não lembrava como se respirava direito, minha cabeça doía, ou melhor, cada centímetro do meu corpo doía. Depois de 2h30 descendo a trilha e mais 2h na van, finalmente chegamos ao hostel e como esperado, tomamos banho e capotamos. No outro dia (20/07/16) íamos ao Machu Picchu. Portando acordamos novamente às 3h da manhã e pegamos um taxi até a estação Pavitos (s/ 5), da estação Pavitos pegamos uma Van (s/ 10) para Ollantaytambo, de onde nosso trem sairia. Compramos o trem ainda no Brasil e pagamos US$ 134 ida e volta por pessoa. Saímos 7h45 e chegamos em Águas Calientes por volta das 9h. Nesse momento e eu já não estava me sentindo muito bem, estava um pouco mareada. Fomos comprar o ingresso do Machu Picchu e foi ai que eu descobri que lá era o ÚNICO lugar que não aceitava a carteirinha de estudante do Brasil e sim apenas a Carteira Internacional ISIC. Meu namorado, como já é formado levou essa carteirinha e conseguiu pagar meia entrada, eu infelizmente paguei inteira, algo como s/ 126 mais ou menos. Depois compramos o ônibus para subir até o Machu Picchu, US$ 24 por pessoa. Adentramos o ônibus e foi ai que eu comecei me sentir mal de verdade, estava muito enjoada e com meu corpo todo doendo. Chegando ao Machu Picchu eu já não conseguia caminhar, fomos até um mini “hospital” e me deram um medicamento para enjoo. Esperamos um tempo, mas eu não conseguia ficar melhor. Eu queria entrar, mas o André disse que eu não iria conseguir naquele estado. Enfim, fiquei do lado de fora do Machu Picchu das 10h até umas 14h mais ou menos. Até que eu tomei a decisão de forçar para vomitar. Consegui e depois disso me sentia renovada. Então finalmente entramos no Machu Picchu. Como eu ainda estava fraca sentados um pouco na grama e ficamos admirando a vista. Foi ai que conhecemos um menino de mais ou menos 10 anos que morava em Miami e também estava passando mal. Sua mãe, muito irresponsável na minha opinião, tinha deixado ele lá jogado sozinho para ir conhecer o Machu Picchu. Como bons brasileiros tivemos que ajudar. O menino precisava ir no banheiro, mas não conseguia andar, então o André o acompanhou enquanto eu achava a mãe. Depois de encontrar a mulher e entregar o filho para ela fomos almoçar porque eu me sentia muito fraca. Comemos no restaurante do Machu Picchu, não sei dizer o preço porque o André não quis me contar, mas sei dizer que é bem caro. Depois de comer fomos andar pelo Machu Picchu, já eram mais ou menos 15h30. Então subimos para conhecer o máximo possível. Conseguimos ver bastante coisa, mas como lá fechava 17h30 não pudemos ver tudo. Bom, apesar dos apesares, o Machu Picchu é realmente uma das maravilhas do mundo. Aquele lugar me despertou sentimentos e sensações que eu nunca havia sentido. O contato com a natureza, a magnitude das construções realizadas pelos Inkas. Minha única dica é, não turistem apenas, sintam um pouco, fechem os olhos, absorvam ao máximo a energia, deixe que seu corpo fique leve, sintam-se flutuando, enxerguem além do que seus olhos podem ver, reparem no que outros não reparam, vejam as cores, inspirem o ar e finalmente sintam o corpo inteiro arrepiar! ' alt=''> Voltamos ao hostel para descansar e foi a vez do meu namorado passar mal. No dia seguinte tínhamos uma viagem de ônibus com destino a Lima, o problema é que era nada mais, nada menos que 1 dia e meio no ônibus. Acordamos no outro dia (21/07/16) ainda mareados, então decidimos comprar uma passagem de avião para Lima, sendo apenas 1 hora de voo. Arrumamos as malas, andamos mais um pouco pela cidade e mais ou menos 16h pegamos o avião. Chegando em Lima, acabados, pegamos um taxi do aeroporto para o bairro de Miraflores (s/60). Somente após chegar no apartamento percebi que havia deixado meu celular no avião. Voltamos no aeroporto e ficamos algumas horas tentando resolver, mas infelizmente, não encontraram. Quando retornamos ao apartamento fomos direto dormir. Foi uma longa noite. Acordamos cedo no outro dia (22/07/16) e eu entrei novamente em contato com o aeroporto. Nenhuma novidade. Depois de chorar, chorar e chorar por ter perdido TODAS minhas fotos, decidi aproveitar meus últimos dias na cidade. Caminhamos um pouco e como eu sabia que a Apple era muito mais barata do Peru do que no Brasil decidi começar a procurar um telefone por lá mesmo. Essa tarde foi um pouco nula, pois passamos resolvendo os problemas do celular com a companhia aérea. Mais tarde resolvemos ir no cinema, afinal, para quem não sabe, os filmes sempre estreiam antes no Peru pra depois chegar no Brasil. Assistimos um filme péssimo de terror e depois fomos aproveitar a noite de Lima na Calle de Las Pizzas. Passamos por diversos lugares, entre bares, restaurantes e até baladas, mas acabamos ficando em um Lounge que acontecia um evento fechado, mas nos deixaram entrar porque somos brasileiros. Vai Brasil! Bebemos e dançamos reggaton até, literalmente, a cerveja acabar rs. Depois voltamos para casa e dormimos muito muito muito. Acordamos um pouco tarde (23/07/16) fomos até o Burger king, onde conseguíamos usar o wifi, buscamos na internet algumas lojas que vendiam Apple e fomos até uma delas. Não sei explicar muito bem onde fomos, mas chegamos até um outlet, onde tinha um pouco de tudo com preços muito bons. Acabamos fazendo umas comprinhas rs. Comprei finalmente meu celular e saímos para almoçar. Encontramos um restaurante brasileiro e não pensamos duas vezes antes de entrar. Sentamos, ouvimos um pouco de samba, sertanejo, comemos uma feijoada com tudo que tem direito e bebemos guaraná. Foi um sonho! Melhor refeição em quase 15 dias de viagem. Após comer bastante voltamos caminhando, paramos em um parque de cachorros para brincar um pouco com eles e depois fomos para casa. Voltamos ao apartamento para dormir um pouco e sair à noite. Esquecemos de colocar o despertador e por sorte acordei 00h. Saímos de casa com pressa em direção a Ponte dos Suspiros, no bairro do Barranco. UAUUUUUUU! Valeu muito a pena!!! O lugar é lindo, a vida noturna é incrível, realmente foi para fechar com chave de ouro. Fomos em um pub chamado “Santos” super indico, os petiscos são ótimos e a carta de bebidas melhor ainda! Ficamos até fechar rs. Finalmente voltamos para casa e fomos dormir. No último dia (24/07/16) acordamos, tomamos café da manhã e começamos a arrumar as malas, depois de algumas horas conseguimos deixar tudo pronto. Tomamos banho e fomos aproveitar nosso último almoço no Peru. Por ironia, nosso último almoço no Peru não foi nada peruano rs. Comemos no Friday’s, muito bom. De barriga cheia e malas prontas, fomos para o aeroporto para voltar ao nosso queridíssimo Brasil.
  15. E ai povo mochileiro!! Buenos dias[emoji23] Estou nesse momento em Arequipa segurando o sono porque vou fazer o passeio ao Canon Del Colca as 3:00[emoji99]....entao resolvi compartilhar minha vinda com vcs. Pra comecar...planejei cada detalhe...tudo q qeria ver e fazer...ha 1 ano atras kkkkk. Virginiano e obcecado mesmo[emoji28] . Comprei as passagens em marco conforme abaixo: 5/9-RIO/LIMA 9/9-LIMA/CUSCO 19/9-CUSCO/RIO VALOR:R$1279,00(Parcelei em 3x s/juros) HOSTEL:1900 BACKPACKERS OPINIAO: hostel muito bem localizado....ha um quarteirao do shopping...limpo...calmo...staff educado...casarao muito bonito! Valores estarao na planilha. DIA 5/9-Chegada em Lima Apos os tramites no aeroporto pegamos um taxi do lado de fora e fomos para o hostel. Nao lembro o vlr do taxi...mas dividimos por 3! Fui bater perna...tomar desayuno...shopping...comprar passagens pro dia seguinte de bus...imprimir ticket de trem ...etc...dia muito corrido
  16. Capítulo 1 - Planejamento e Definição do Roteiro Essa era uma viagem que já queria fazer há muito tempo, mas sempre alguma coisa dava errado. Em 2015, estava quase certo que faria essa viagem, mas, como a galera não animou, acabei passando um tempinho na Colômbia com mais dois amigos, onde conhecemos outros mochileiros do mundo inteiro que estavam rodando a América do Sul e contavam de suas aventuras com tão entusiasmo que me deixaram com ainda mais vontade de conhecer o nosso continente. Com essa vontade, fechamos em três casais para fazer essa viagem, só galera de boa e do bem, o que já ajuda muito a viagem ser boa. O roteiro inicial era bem diferente do que de fato acabamos fazendo. A ideia era fazer o mochilão clássico por Atacama, Salar de Uyuni e parte do Peru, principalmente pra chegar a Machu Picchu pela trilha Salkantay. Quando começamos a pesquisar mais sobre o Peru, começamos a ficar sem saber o que fazer com tanto lugar legal pra conhecer, principalmente quando "descobrimos" Huacachina e Huaraz, duas cidades que de cara já despertaram grande expectativa. Já para o Atacama e o Salar havíamos reservado três dias para cada um, mas amigos próximos que fizeram essa viagem há pouco tempo nos falaram que apenas uma semana seria muito pouco tempo pra conhecer os dois lugares e acabaríamos deixando de conhecer lugares por lá que valem muito à pena. Com esse dilema, com apenas três semanas e tantos lugares legais pra conhecer, tomamos a difícil decisão: Cortamos Atacama e Uyuni e decidimos ficar as três semanas "apenas" no Peru, deixando os outros dois destinos pra uma próxima oportunidade que desse pra conhecer tudo direitinho. Decisão certa? Só vou ter 100% de certeza quando finalmente for ao Atacama e ao Salar, mas, em relação ao Peru, podemos afirmar que vale MUITO passar três semanas por lá. Vale tanto que não conseguimos fazer tudo o que gostaríamos de fazer no Peru, acabamos cortando alguns lugares, como a Rainbow Mountain, em Cusco, e o Colca Canyon, em Arequipa, e até mesmo cidades bem tradicionais, como Puno. Optamos por conhecer bem cada lugar e acabamos dando preferência a lugares de natureza. Para aproveitar mais cada dia e ainda ter uma economia com as diárias, decidimos fazer as viagens de ônibus sempre à noite, na opção mais confortável. Assim, podíamos economizar uma diária e não perdemos os dias, já que as viagens eram de cerca de 10h. A exceção foi Huacachina - Lima, que decidimos fazer durante o dia mesmo por ser uma viagem de apenas 4 horas. O lado negativo é que chegávamos um pouco cansados em cada cidade, mas ainda acho que valeu muito, pois, se tivéssemos ido durante o dia, perderíamos 4 dias de viagem (Cusco - Arequipa; Arequipa - Huacachina; Lima - Huaraz; Huaraz - Lima). Viajamos com as empresas Cruz del Sur e Outursa. A primeira tem um atendimento melhor, inclusive de entretenimento, mas a Outursa é bem mais confortável para dormir. De qualquer forma, as duas empresas são muito boas e bem melhores do que os ônibus interestaduais que vemos pelo brasil. Assim, nosso roteiro acabou sendo o seguinte: Dia 1: Cusco - Chegada à cidade e uma voltinha pra aclimatar Dia 2: Cusco - Vale Sagrado Dia 3: Cusco - City Tour Dia 4: Cusco - Feira de Artesanato e Qoricancha Dia 5: Salkantay Dia 6: Salkantay Dia 7: Salkantay Dia 8: Salkantay Dia 9: Machu Picchu Dia 10: Cusco - Salinas de Maras Dia 11: Arequipa - City Tour Dia 12: Arequipa - Casa Museo Mario Vargas Llosa e Mirante Yanahuara Dia 13: Arequipa - Mercado e Museo Santuarios Andinos Dia 14: Huacachina - Passeio pelas dunas Dia 15: Huacachina - Islas Ballestas, Reserva Nacional de Paracas e Bodegas Dia 16: Lima - Parque de La Reserva Dia 17: Lima - Centro e Parques de Miraflores Dia 18: Huaraz - Chegada à cidade Dia 19: Huaraz - Nevado Pastoruri Dia 20: Huaraz - Laguna 69 Dia 21: Huaraz - Laguna Paron Dia 22: Lima - Museu Rafael Larco Dia 23: Volta
  17. Entre 17 de setembro e 3 de outubro, eu, minha esposa e mais dois casais de amigos tivemos ótimas experiências e sensações viajando pelo Peru. Conhecemos Cusco – de onde partimos para a Trilha Salkantay, um caminho de quatro noites e cinco dias, finalizado em Machu Picchu –, Arequipa, Ica (onde fica Huacachina e de onde partimos para o passeio até Islas Ballestas, Parque Nacional de Paracas e Ruta del Pisco) e Lima. Nosso cronograma foi o seguinte: Dia Local 16/set Voo Brasília-Guarulhos-Lima-Cusco 17/set Chegada a Cusco – familiarizando-se com a Plaza de Armas 18/set Cusco – Valle Sagrado 19/set Cusco – City Tour 20/set Cusco – Centro Artesanal Cusco; Qorikancha 21/set Trilha Salkantay – dia 1 22/set Trilha Salkantay – dia 2 23/set Trilha Salkantay – dia 3 24/set Trilha Salkantay – dia 4 25/set Trilha Salkantay – dia 5  Machu Picchu 26/set Cusco – Salinas de Maras; ida para Arequipa 27/set Arequipa – Mercado San Camilo; free walking tour 28/set Arequipa – nosso “Dia Mario Vargas Llosa”; Mirador de Yanahuara; concerto de violões 29/set Arequipa – Mercado S. Camilo; Museo Santuários Andinos; ida para Ica 30/set Huacachina – passeio de buggy pelas dunas 01/out Huacachina – Islas Ballestas; Parque Nacional de Paracas; Ruta del Pisco; 02/out Huacachina – ida para Lima; Parque de la Reserva 03/out Lima – Huaca Pucllana; Plaza San Martín; Plaza Mayor e entorno; Parque María Reiche; Parque Miguel Grau; Parque Yitzhak Rabin; Faro de La Marina; Parque del Amor; Lacomar 04/out Voo Lima-Guarulhos-Brasília Tentarei detalhar cada dia do cronograma acima, de forma a clarificar muitas das dúvidas que tivemos antes de viajar, o que pode ajudar bastante no planejamento de quem pretende visitar esse país tão legal. O mapa acima inclui Huaraz, para onde os outros dois casais do nosso grupo foram (eles ficaram uma semana a mais do que minha esposa e eu). Essa parte da viagem vocês podem conferir no relato do Pedro (ver link mais abaixo). Primeira dúvida: as passagens aéreas são caras? Não achei caro. É um pouco mais caro do ir para Buenos Aires, por exemplo, mas há uma oferta relativamente boa de voos, não sendo rara a existência de promoções. Para exemplificar, veja nosso voo: não fizemos uma “ida-volta clássica”, isto é, nosso destino na ida não foi nosso local de partida para a volta (pois, como se pode ver acima, nossos voos foram Brasília-Cusco; Lima-Brasília). Apenas esse fato, normalmente, já encarece as passagens. Mesmo assim, preferimos fazer esse voo, pois achamos que tinha uma boa relação custo/benefício. Pagamos por volta de R$ 1.650 por pessoa, com todas as taxas aeroportuárias incluídas. Mas já vi promoções Guarulhos-Lima-Guarulhos por menos de R$ 1.000 (sem as taxas aeroportuárias). É preciso visto? Brasileiros a turismo não precisam de visto (contanto que fiquem, salvo engano, menos de 90 dias no Peru). Basta um passaporte válido com pelo menos seis meses para o prazo de vencimento (esta dica vale para muitos países que não exigem visto; logo, nada de ir para o exterior com o passaporte vencendo mês que vem, por exemplo). Que moeda levar? Pela nossa experiência, vimos que dólar e euro são bastante aceitos. Nós levamos dólares comprados no Brasil e tínhamos alguns reais conosco, que acabamos não usando, pois não valia a pena. Mas não usamos dólares diretamente para nossos gastos diários; normalmente, trocávamos para Nuevos Soles (a moeda peruana, cujo símbolo é “S/”) e, então, gastávamos a grana. Algumas exceções foram alguns passeios e hotéis que pagamos diretamente em dólares, pois valia mais a pena. Sobre a troca de moedas no Peru: não é aquela putaria de Buenos Aires na Argentina Kishnerista, em que qualquer mendigo ou camelô trocava moeda, mas há várias casas de câmbio no Peru, inclusive casas de câmbio dentro lanchonetes, salões de beleza etc. Imagino que são todos legalizados, pois a propaganda é ostensiva, com milhares de placas. O negócio é dar uma pesquisada antes de trocar. Mas não se iluda: a diferença costuma ser pequena. E, como costumamos trocar de pouco em pouco, acaba não fazendo tanta diferença assim. Mas qualquer coisa já ajuda! Aí você pode perguntar: como vocês faziam a conta para saber o que valia mais a pena? Vamos lá. Primeiramente, vamos ver se valia a pena trocar dólares ou reais para nuevos soles. Você chega a uma casa de câmbio e descobre que estão pagando S/ 0,803 por cada R$, enquanto pagam S/ 3,201 por cada dólar. Nesse caso, é como se você estivesse pagando R$ 3,986 por cada dólar. Se você comprou dólares, no Brasil, por qualquer coisa abaixo de R$ 3,986 por $ (que foi nosso caso), é melhor trocar dólares por nuevos soles. E por que vocês pagaram algumas coisas em dólar? Bom, pense que seus dólares são mercadoria. Você sabe que as casas de câmbio estão “comprando” seus dólares por S/ 3,20 em média. Se algum passeio que pode ser pago em dólar “comprar” seu dólar por S/ 3,21, é melhor pagar em dólar, pois você está recebendo mais pela sua “mercadoria”. Por exemplo: o hostel em Cusco nos custou $ 12 por noite por pessoa; perguntamos quanto seria para pagar em S/; eles disseram que sairia S/ 42 por noite por pessoa (o que dá uma taxa de câmbio de $ 1 = S/ 3,5). Logo, valeu a pena pagar em dólares. Os nuevos soles vêm em moedas de S/ 0,05; S/ 0,10; S/ 0,20; S/ 0,50; S/ 1,00; S/ 2,00; e S/ 5,00. Já as cédulas são de S/ 10; S/ 20; S/ 50; e S/ 100. Parece que há uma de S/ 200, mas não chegamos a vê-la. Sobre o clima: em altitudes mais elevadas, como Cusco e Arequipa, o clima é mais ameno, com noites um pouco mais frias, chegando a temperaturas inferiores a 10ºC. Então, depende muito da pessoa. Eu gosto desse tipo de clima e fiquei bom com alguns casacos leves (raramente usei algo além de uma camiseta leve com um casaco fleece à noite), mas algumas pessoas no nosso grupo chegavam a usar luvas. Em Huacachina, a temperatura era mais quente durante o dia (eu diria que chegou a 25ºC), mas esfriava um pouco à noite (mesmo assim, não ficava frio como em Cusco e Arequipa). Em Lima era um pouco mais frio que Huacachina, mas menos que em Cusco e em Arequipa. O que nos leva às roupas que utilizamos na Trilha Salkantay: mesmo na época mais seca do ano (que foi quando fomos, em setembro), muito provavelmente vai chover em algum momento. Logo, é importante ter roupas impermeáveis. Todos estávamos com botas de trilha impermeáveis (mas respiráveis), usando dois pares de meia; uma calça como segundo pele e outra de segunda camada (isso nos primeiros dois dias; do terceiro em diante, eu fiquei de bermuda mesmo – de novo, isso é bem pessoal); camiseta primeira camada, casaco fleece (não tão pesado) e terceira camada corta-vento e impermeável. Usamos gorros e alguns usaram luvas. É recomendável que sua mochila seja resistente à água e que você tenha capa impermeável para ela. E o mal de altitude (ou soroche)? Bom, recomendo que os interessados em ir a locais com altitude acima de 3.000 metros acima do nível do mar (m.a.n.m.) leiam a respeito e se preparem. Depende muito da pessoa e de alguns fatores como condicionamento físico, mas os sintomas relatados vão desde leve mal-estar e alguma dor de cabeça a diarreia (o que pode ser perigoso, já que acarreta desidratação). Eu não senti nada do tipo, mas é nítido que se aumenta a frequência respiratória devido à menor concentração de oxigênio no ar. O que também faz que você se canse mais rápido. Na verdade, eu gostei muito da experiência (sempre fui muito curioso com essa história de ser mais difícil fazer as coisas na altitude) e não senti que deixamos de fazer algo por conta disso. Mas algumas pessoas que encontramos disseram que ficaram mal. Enfim, recomenda-se beber chá de coca ou mesmo mastigar a folha de coca (eu bebi bastante desse chá – na verdade, eu gostei dele, faz falta aqui no Brasil –, mas não mastiguei a folha. E não, você não vai ficar doidão. Alguns peruanos nos disseram para não beber o chá à noite, pois ele poderia dificultar o sono). O chá de coca, na verdade, é recomendado para isso e para várias coisas pelos peruanos. Há, também, um remédio chamado soroche pills. Pode ser que funcione para quem sentir os efeitos da altitude. Pelamordicristu, faça seguro-viagem! Não é tão caro assim, e, se precisar, pode salvar sua vida (ou, pelo menos, sua conta bancária) no caso de uma emergência. Para quem fala espanhol, não haverá dificuldade na comunicação. A maioria das pessoas envolvidas com turismo fala inglês. Só beba água se for engarrafada. Nunca beba diretamente da torneira ou de garrafas que não estivessem lacradas. As tomadas de energia elétrica são aquelas com dois pinos retos (semelhante à dos EUA), sendo que a rede é 220v. Essa primeira parte já está grande demais. Eventuais novos detalhes eu citarei mais adiante. Vamos encerrando por aqui. Mas, antes, não posso deixar de recomendar dois relatos muito bons. Este é do meu amigo Pedro, que fez parte do grupo dessa viagem, sendo que ele ainda foi até Huaraz (ele ficou uma semana a mais que eu). Segue link: http://www.mochileiros.com/peru-22-dias-por-cusco-salkantay-arequipa-huacachina-lima-e-huaraz-setembro-e-outubro-de-2016-t135079.html. O outro link é do blog da Marta, uma valenciana muito gente boa que conhecemos na trilha. Ficamos muito amigos (ela sempre se referia a nós como “mis brasileños”). Acho que ela conseguiu expressar muito bem as sensações dessa caminhada. https://danzarviajando.wordpress.com/2016/09/27/sensaciones-de-machu-picchu-i.
  18. Segue abaixo o relato da viagem que fiz com minha esposa entre os dias 13 e 24 de junho de 2016. ROTEIRO Link do tópico do meu roteiro: peru-cusco-e-arequipa-13-06-a-24-06-t127774.html DIA a DIA Dia 14/06 Chegamos a Cusco às 5:00 da manhã, e já na saída do aeroporto estavam os taxistas, pediam entre 30 e 40 soles. Andando um pouco para a direita, logo após passar pela porta de saída do aeroporto, há outros taxistas com preços melhores. Paguei 20 soles para nos levar até nossa hospedagem. Como eram 5 horas da manhã e estávamos há quase 24 horas entre vôos e aeroportos, não tive saco para pechinchar muito o taxi, mas eu acredito que fariam mais barato facilmente. Chegando ao Kokopelli Hostel, nossa hospedagem, não havia quartos disponíveis para um early check-in e tivemos que esperar até meio-dia dormindo em um sofá na sala de TV. Tomamos um banho, arrumamos as coisas e saímos para almoçar e conhecer a cidade. Cusco é uma cidade bonita, mas ainda há muita pobreza. Na primeira tarde fomos ver a Plaza de Armas, a pedra dos doze ângulos e o mercado municipal, além de caminhar um pouco a esmo pelas pequenas ruas a fim de nos ambientar com a cidade e ir aperfeiçoando o nosso “No, gracias”, a expressão mais usada durante a viagem. Como já estava se aproximando do Inti Raymi (dia 24/06) a cidade já estava em clima de festa. Havia um palco montado em frente à catedral, muita música e gente dançando, e quanto mais se aproximou da data da festa mais movimentado ficou. Aproveitamos para fazer o cambio de moedas e conseguimos a cotação de 1 real para 0,90 soles em uma casa de câmbio na Av. El Sol . Há muitas casas de cambio em Cusco e algumas são pequenas cabines dentro de lojinhas. A cotação era bem parecida na maioria delas e as principais estão localizadas na Av. El Sol. Durante a caminhada também aproveitamos para parar em uma agência de turismo e ver os preços dos passeios. A coisa lá é meio tabelada por todas as agências. 20 soles o city tour, 30 soles Maras / Moray e 60 soles o Vale Sagrado. Como era o mesmo preço da agência que tinha dentro do nosso albergue, optamos por fechar com o pessoal do albergue. As agências vão vendendo os passeios e depois um ônibus sai recolhendo o pessoal dessas várias agências. Fechamos os passeios do City Tour e do Vale Sagrado. Dia 15/06 O City tour geralmente é feito durante a tarde, começando as 14:00. Mas nós optamos em fazer de manhã, que não tem o templo de Qorikancha incluso e, não sei qual a lógica aqui, custa 5 soles a mais. Mas queríamos fazer logo pela manhã para aproveitar o clima e depois ter o resto do dia livre. As 9:00 nos buscaram e partimos. Para quem não sabe, o city tour neste caso não é um tour dentro da cidade. Ao redor da cidade de Cusco há importantes sítios arqueológicos, e são esses lugares que se conhece. A primeira parada foi em Saqsaywaman, e lá mesmo já compramos o Boleto Turístico por 130,00 Soles, válidos por 10 dias, e que te dá direito a entrar em vários lugares turísticos. Recebemos as explicações do guia sobre a importância e as peculiaridades do lugar e saímos para caminhar e tirar fotos. Mesmo tendo grande parte de sua estrutura destruída pelos espanhóis, o lugar ainda assim impressiona. Gigantescos blocos de pedra encaixados perfeitamente. Lá também tivemos nosso primeiro contato com as simpáticas lhamas. Saindo de lá, paramos em Q’enqo. O local é pequeno, mas eu adorei. Foi um lugar de cerimônias e possui, dentro de uma galeria subterrânea, embaixo de uma grande rocha, uma sala de sacrifícios esculpida na rocha. Próxima parada, Tambomachay. Local dedicado ao culto à água, cheio de canais e cascatas. E logo ali do lado, também está Puka Pukara, última parada do nosso city tour. Este sítio era um forte militar utilizado para controlar o acesso à cidade de Cusco, e neste ponto já nos haviam ensinado que o correto seria Qosqo, o ‘umbigo do mundo’. Na volta para Cusco paramos em uma loja de roupas feitas com a lã de alpaca. Para compras não vale a pena, pois é tudo muito caro. O que vale é a explicação de como identificar uma peça de lã de alpaca, baby alpaca e ‘maybe alpaca’. Chegamos à cidade na hora do almoço, nos deixaram um pouco acima da Plaza de Armas, e ali perto já comemos um delicioso hambúrguer. Então fomos conhecer o templo de Qorikancha. Chegando lá, pagamos os 15 soles por pessoa pela entrada (não está incluso no Boleto Turístico) mais 35 soles para uma guia particular. Os guias ficam na porta de entrada, vão pedir mais, mas é só pechinchar. O tour com guia privado foi de +- 1 hora e foi muito bom e completo. Valeu a pena demais. Se eu soubesse e pudesse, teria feito todo o city tour com guia particular. A quantidade e qualidade de informações são muito superiores. Por isso, caso estejam em mais pessoas e com o orçamento folgado, recomendo que o façam. Segue o contato da guia: Gina Diaz F. - +51 984 335420 – [email protected] À noite fomos comer algo e voltamos para dormir, pois no outro dia faríamos o Vale Sagrado.
  19. Saímos de São Paulo/SP, aeroporto de Guarulhos dia 09 de julho de 2016 às 05h55 rumo a Lima, Peru. Chegamos no aeroporto Jorge Chavez International na cidade de Lima, Peru por volta das 9h. No primeiro dia (09/07/16) deixamos as bagagens no apartamento de uma amiga em Miraflores, onde estávamos hospedados e saímos para conhecer a cidade. Sentido Parque Kennedy passamos pela embaixada do Brasil, paramos para uma foto. Chegando no parque, foi surpreendente por dois motivos. Primeiro que o parque era maravilhoso, muito arborizado e contava com muitos canteiros de flores de todos tipos e cores. Segundo por tinham muitos gatinhos pelo parque, extremamente dóceis e faziam sucesso com os turistas. Depois de ficar aproveitando a beleza do parque fomos almoçar no restaurante La Lucha, os sanduiches são muito gostosos, possuem um bom preço (entre s/ 15 – s/ 18) e você pode pedir diversos molhos para acompanhar. Vale a pena tirar um dia para comer lá! Após o almoço fomos visitar o Parque do Amor, também em Miraflores. O Parque está localizado na costa, a vista para praia é maravilhosa! Assim como o Parque Kennedy também é muito arborizado e possui muitas flores. Ficamos um tempo no parque turistando e depois fomos buscar um mapa da cidade. Andando pela costa chegamos ao Shopping Larcomar. Se você está pensando em Shopping como algo que vemos aqui no Brasil, tire essa ideia da cabeça! O Larcomar é um shopping todo aberto com vista para praia, é incrível! Existem diversas lojas e restaurantes, o custo é bem mais alto do que o resto da cidade, mas mesmo que decidam não consumir nada lá, ainda vale a pena passar para passear. Depois do shopping decidimos voltar para o apartamento descansar e depois sair de noite. Acontece que acabamos dormindo e não conseguimos acordar rs. No outro dia (10/07/2016), pegamos um taxi de Miraflores para o Centro de Lima (s/ 10), chegando lá fomos conhecer a Praça de Armas e o Palácio do Governo, turistamos um pouco, tiramos algumas fotos e fomos almoçar. Comemos um prato conhecido como “Tacu Tacu” em um restaurante próximo à praça, o prato consiste basicamente em arroz, feijão branco e carne, frango ou camarão. Eu escolhi o meu com camarões e molho de linguado. Esse foi COM CERTEZA a melhor refeição da nossa viagem toda. O restaurante é um pouco caro em comparação a outros, pagamos em média s/ 45 por pessoa. Depois de almoçar retornamos à praça de armas e acompanhamos a troca de guardas, muito divertido. Quando terminou a troca de guardas fomos conhecer a catedral e alguns museus. Já no final da tarde pegamos fomos caminhando até o Parque da Reserva, também conhecido como Parque das Águas. Para entrar no parque é necessário pagar s/ 5 (estudante). Obs: São aceitas carteirinhas de estudante do Brasil. O Parque é todo arborizado e possui mais de 20 fontes, inclusive a maior fonte do mundo com mais de 60 metros de altura, uma mais linda que a outra. Tiramos muitas fotos e esperamos anoitecer. O que já era maravilhoso ficou ainda mais bonito quando escureceu. Todas as fontes foram iluminadas! Mais ou menos 19h começou o Show de Águas na fonte principal, foi incrível, uma das coisas mais emocionantes que eu já assisti em toda minha vida. O Show de Águas de Ibirapuera fica no chinelo rs. Depois do show retornamos a Miraflores, jantamos no Chillis e fomos para casa descansar, pois tínhamos um ônibus para Paracas de madrugada. Dormimos pouco e acordamos MUITO cedo para pegar o ônibus (11/07/2016). Pegamos um taxi (s/ 5) até a Companhia Oltursa. Nosso ônibus saia de Lima às 3h45 da manhã. Chegando a companhia fomos muito bem recebidos, despachamos as malas e embarcamos no ônibus. A Companhia Oltursa contava com acesso ao Wifi, televisão, ar e um snack. Já havíamos comprado todas passagens de ônibus ainda no Brasil. De Lima para Paracas pagamos s/ 50. Dormimos durante a viagem toda e chegamos a Paracas de manhãzinha no mesmo dia (11/07/16 – aproximadamente 7h30). Chegando em Paracas na porta do nosso ônibus já haviam diversas pessoas de agências oferecendo os passeios para as Ilhas Ballestas. Fechamos com uma agência que ficava, literalmente, do lado da Oltursa, pagamos s/ 35 + s/3 de taxa do que seria o Ministério da Cultura deles. Para realizar o passeio é necessário fechar com uma agência, pois eles que possuem as lanchas que saem para as Ilhas. Mas lembre-se, SEMPRE NEGOCIE TUDO NO PERU. Enfim, entramos na lancha e fomos em direção as Ilhas, passamos pelo “El Candelabro” e paramos para fotos. O El Candelabro é um desenho de séculos atrás nas dunas, como o nome já sugere, em forma de um candelabro. Nosso guia nos disse que não se sabe muito bem por quem e para que foi feito, existem teorias de todos os tipos, como por exemplo, que era uma marca para os navegantes usarem de localização ou até mesmo que foram os extraterrestres rs. Essa marca sofreu pouquíssimas alteração no passar dos séculos, por conta de não chover quase nunca e ter pouco vento. Bom, continuamos o passeio em direção as Ilhas, chegando lá era muito bonito. São formações rochosas onde se encontram vários animais, como pinguins e leões marinhos. Além disso existem muitas aves sobrevoando que dão um show no céu. Recomendo o passeio, é muito bonito mesmo! Obs: Leve casaco, lembre-se que apesar do calor, você vai estar em uma lancha e venta muito! Ainda no mesmo dia (11/07/16), após voltarmos do passeio, pegamos um ônibus, às 11h15, para a cidade de Ica. Também viajamos pela Oltursa e pagamos s/ 25. Chegando em Ica, pegamos um táxi, que custou entre s/ 4 – s/ 5 para o hostel, no caminho o taxista parou para que a gente pudesse trocar dinheiro de dólares para soles. A cidade de Ica não é nem um pouco bonita e o trânsito é louco! Existem muitos carros e muitas moto-táxis (depois conto sobre a nossa experiência em um desses) se cruzando e buzinando o tempo inteiro. Ficamos hospedados no Hostel Ollanta, os funcionários foram muito amáveis e nos ajudaram em tudo que precisamos. O quarto era simples, mas estava arrumado e limpo quando chegamos. Ocorreu que achamos que tínhamos comprado com café da manhã incluso como fizemos em todos outros hostels de nossa viagem, porém nesse em especial nos informaram que não estava incluso e que, apenas, poderiam nos fornecer caso pagássemos algo a mais. O hostel fica um pouco longe do centro, porém está relativamente perto do Oásis de Huacachina. Se eu não me engano, após deixar as malas no hostel fomos almoçar no mercadão da cidade, chamado La Palma. Pagamos s/ 8 em um prato gigantesco de arroz (com tudo que você pode imaginar misturado), frango e batatas, além de um chá de cevada. Após o almoço pegamos um moto-táxi até o Oásis de Huacachina. Bom, sobre os moto-táxis, podemos definir nossa experiência em uma palavra: medo. Primeiro que não havia uma porta, muito menos cintos. Você tira como uns elásticos para se segurar e os motoristas dirigem como loucos. A vantagem é que os moto-táxis custam s/ 2 para andar pela cidade e s/ 5 ao Oásis. Chegando a Huacachina buscamos um instrutor que nos foi indicado chamado Angel para fechar o passeio de bug pelas dunas. Fechamos o passeio por s/ 35 por pessoa (preço especial pela indicação rs). Enquanto aguardávamos fomos finalmente conhecer o tão esperado Oásis de Huacachina. Uma palavra: UAU! Meu deus do céu, que lugar paradisíaco!!! Me arrependo MUITO por não ter fechado um hostel no próprio Oásis! O preço era quase o dobro, mas juro que valia cada centavo!! Enfim, não posso falar muito sobre o Oásis, só estando lá para entender o quão incrível é aquele lugar. Quando deu a hora do passeio encontramos o Angel e outras pessoas que iriam com a gente. O passeio é sensacional, subimos e descemos as dunas em alta velocidade, a sensação de adrenalina toma conta! Super indico. Depois dessa experiência ainda paramos para tirar algumas fotos e praticar sand-board! SENSACIONAL! Ficamos nesse tour até o sol se por e depois voltamos ao Oásis. Antes de ir embora tomamos uma Cusqueña (cerveja local) com o nosso queridíssimo guia. Obs: Eu odeio cerveja, mas a Cusqueña realmente me surpreendeu, eu gostei! MEU DEUS, eu gostei de uma cerveja! Tomamos a Cusqueña Blanca e a Dourada, as duas são muito boas. Pegamos um taxi (s/ 10) para a cidade de Ica e fomos jantar no shopping. É um shopping como qualquer outro, comemos na praça de alimentação, eu comi comida chinesa, paguei aproximadamente s/ 18. Depois voltamos ao hostel e descansamos. No outro dia de manhã (12/07/16), fomos direto para Oltursa pegar um ônibus até Nazca. Nosso ônibus saia 9h e pagamos s/ 35. Chegando em Nazca, bum, primeira decepção da viagem. Não iriamos conseguir fazer o sobrevoo as linhas de Nazca porque a manhã tinha sido muito nublado e todos os voos foram adiados para mais tarde, ou seja, não existiam mais voo para aquela hora e a gente tinha que pegar um ônibus no mesmo dia para outra cidade. Rodamos por muitas agencias na cidade e todas nos passaram essa mesma informação. Um pouco chateados, acabamos fechando um tour que íamos de carro até alguns mirantes que podíamos ver algumas linhas. No final conseguimos ver 3 desenhos, as mãos, a árvore e a lagartixa que está cortada pela rodovia que foi construída antes de saberem a existência das linhas. Depois disso ainda passamos em um museu dedicado a uma arqueóloga alemã que passou mais de 50 anos estudando as linhas de Nazca (sem descobrir quase nada rs). As linhas foram feitas por alguém (ou algo, também existem teorias rs) que separou todas as pedras avermelhadas deixando o chão branco exposto e formando os desenhos. Os desenhos são gigantescos e não se sabe ainda como as imagens podem ter sido feitas com tanta perfeição sem que os povos tivessem tecnologia suficiente para olhar de cima, ou seja, sobrevoar. As linhas estão lá desde 400 d.C – 650 d.C e sofrem pouquíssimas mudanças, pois chove de 2 a 3 vezes por ano e venta muito pouco. Voltamos para cidade de Nazca, comemos alguns pãezinhos na rua, por s/1 cada e aguardamos o ônibus para Arequipa. Nosso ônibus saia no mesmo dia (12/07/16) às 15h15 e também fechamos pela Oltursa, pagamos s/ 79. A viagem de ônibus é muuuuuito longa e tem muuuuuitas curvas. Passei um pouco mal. Chegamos em Arequipa aproximadamente 00h e fomos direto para o hostel descansar. Nos hospedamos no Sumaq House Backpackers, pagamos mais ou menos s/ 55 por noite. Sobre o hostel, é muito bom! Além dos funcionários serem muito agradáveis, principalmente o Francisco que nos atendeu, o café da manhã é ótimo, os quartos são limpos e aconchegantes, o hostel no geral é muito bonito! Super recomendo! Acordamos (13/07/16) bem cedinho com a intenção de fechar um tour para o Colca Canyon e passar nossa outra noite lá, ou seja, fazer o tour de 2 dias e 1 noite, por isso só tínhamos reservado uma noite no hostel. Quando fomos falar com o Francisco do hostel, descobrimos que tanto esse tour quanto o de um dia, saiam 3h da manhã do hostel e já não tínhamos mais essa opção, pois iriamos para outra cidade no dia seguinte à tarde. Com orientação do Francisco, decidimos ir para o Canyon por nós mesmos. Tentamos pegar um ônibus para Chibay, uma cidade próxima do Colca, mas não tinha mais horário (isso às 10h da manhã), então andamos pela cidade e achamos uma van que nos levaria para cidade. Pagamos s/ 15 por pessoa na Van, porém sem nenhum um tipo de conforto e com um motorista um pouco imprudente. Reparamos que não tinham turistas na van, apenas locais. Depois de algumas horas chegamos a Chibay, mais ou menos 16h da tarde. Chegando a cidade comemos os famosos pãezinhos de s/ 1 na rodoviária. Foi ali que eu provei pela primeira vez a carne de alpaca, que por sinal é muito boa, parecida com a carne bovina, um pouco mais forte. Conseguimos encontrar um dos locais que tinha uma van e disse que poderia nos levar ao Colca, pagamos mais ou menos s/ 60 por pessoa. Subimos, subimos, subimos, subimos e subimos mais um pouco. Nosso destino final era a Cruz del Condor, de onde se pode observar o Colca Canyon e os famosos Condores, os maiores pássaros do mundo, podendo chegar até a 3 metros de comprimento. Todos haviam nos dito que não iriamos poder ver os Condores àquela hora, porque eles só apareciam pela manhã, por isso os tours saiam tão cedo. Quando eu digo todos, são todos mesmo, o Francisco do hostel nos disse isso, a moça da rodoviária, os locais na Van... Chegando ao Colca Canyon, além da vista INCRÍVEL, uma surpresa, não tinha um Condor lá, tinham cinco! Cinco lindos grandes pássaros dando um SHOW! Não havia nenhuma alma lá, estávamos com o Colca só pra gente! Tiramos muitas fotos, curtimos a vista, absorvemos aquela energia (apesar do frio e da altitude rs). Mais tarde voltamos a Arequipa, fechamos mais uma noite no hostel, pelo mesmo preço (s/ 55 para os dois). Essa noite saímos com o Francisco e uns amigos dele para beber e ouvir uma música. Não muito tarde voltamos para o hostel e fomos descansar. No dia seguinte (14/07/16) acordamos e fomos conhecer a cidade. Arequipa é realmente maravilhosa! As catedrais, a praça de armas... É tudo muito bonito mesmo! Vale a pena tirar um dia para andar sem rumo por ali! Obs: Não gostei da cerveja Ariquipeña.... Às 14h da tarde do mesmo dia fomos até a Companhia de ônibus Cruz del Sur com destino a cidade de Puno. Sobre a Cruz del Sur, eu odiei a companhia! O wifi não funcionava, os assentos não eram nada confortáveis, o ônibus era bem mais velho que da Oltursa, a comida era pior, o atendimento era pior, maaaaas o preço era o mesmo. Então, viaje até onde der de Oltursa, deixe a Cruz del Sur sempre como segunda opção. De Arequipa para Puno era uma longa viagem, na qual pagamos s/ 62, e como eu não tinha passado bem na última, resolvemos comprar o SOROCHE, um remédio para o mal de altitude, vale a pena! Chegamos em Puno às 20h30 do mesmo dia. Puno é uma cidade minúscula e também não é muito bonita. Ficamos hospedados no Puma Backpacker Hostel, pagamos US$ 12,32. Bom, sobre o hostel, os funcionários são amigáveis, principalmente a Sra. Frida e seu marido. Quando chegamos fomos informados que nosso quarto não era matrimonial como esperávamos, a Frida nos informou que iriamos ficar em quarto compartilhado. Depois de insistir um pouco e mostrar algumas vezes que na nossa reserva constava Quarto Privado, ela nos colocou em um quarto com 2 beliches, porém sozinhos. O quarto e o hostel estavam limpos, porém o banheiro estava mais ou menos. Também achei um pouco desorganizado. Depois de pagar o quarto e resolver tudo estávamos morrendo de fome e fomos perguntar onde poderíamos comer. Fomos surpreendidos com a resposta de que AQUELA HORA (21h) não havia nada aberto. Tentamos pedir uma pizza, mas a única pizzaria da cidade estava fechada. Acabamos comendo salgadinho e bebendo água. No outro dia (15/07/16), acordamos cedo para ir conhecer a ilha de uros. Nós optamos por fazer o tour Ilha de Uros + Sillustani, fechamos no próprio hostel e nos custou mais ou menos s/ 60. Passaram para nos buscar no hostel e seguimos para as ilhas flutuantes. Chegamos de barco e descemos em uma das ilhas, eu achei interessante por ser algo completamente diferente de tudo que já vimos, mas confesso que esperava gostar mais. Os locais, junto com nosso guia, nos explicaram como eram feitas as ilhas flutuantes, como eram feitas as casas, o que eles comiam, como era a rotina do povo que vivia na ilha, etc. Bom, alguns pontos que achei interessante: 1) As ilhas são feitas de uma planta chamada Tutóia; 2) Essa mesma planta é usada como alimento; 3) Às vezes os ventos fortes fazem com que a ilha se solte (ela é presa com uma espécie de uma “âncora”) e saia flutuando por aí; 4) As crianças devem pegar um barco todo dia para ir à escola na cidade. Após a explicação os moradores nos convidaram para conhecer suas casas e colocar as vestimentas locais para tirar fotos. Entramos no clima e vestimos as roupas. Olha, posso dizer que pelo menos as femininas são bem quentes e confortáveis. Depois nos levaram para ver os artesanatos, obviamente eu comprei várias coisas rs. Bom, o que eu de fato achei sobre Uros, tudo parecia muito forçado para mim, as famílias pareciam estar com uma falsa animação para agradar os turistas e conseguir receber algo com seus artesanatos e etc. No final o guia reuniu uma parte da família e eles cantaram pra gente em várias línguas, como quéchua, aimará, espanhol, inglês e até alemão. Sinceramente, eles pareciam muito infelizes fazendo isso. Por último fomos navegar até a outra ilha em um daqueles barquinhos locais, também feito de Tutóia. Pagamos s/ 10 por pessoa. Conhecemos a outra ilha, usamos um banheiro ao ar livre, tiramos algumas fotos e voltamos para cidade. Na cidade ficamos turistando pela Praça de Armas aguardando o próximo ônibus nos buscar para irmos até Sillustani. Enquanto aguardávamos fomos comer em um restaurante perto da praça. Um menu turista com entrada, prato principal e bebida por s/ 10. De entrada tinha uma sopa de champignons (MUITO BOA), o prato principal era carne de alpaca com purê de batata e legumes e a bebida eu escolhi mais chá de coca. AH, acho que não falei sobre o chá de coca, bebi todos os dias da viagem, é simplesmente maravilhoso! Ajuda muito com a altitude e para mim que tenho gastrite foi ótimo para o estômago! Enfim, depois do almoço aguardamos nosso ônibus e nos dirigimos para Sillustani. Bom, Sillustani possui algumas ruínas com torres funerárias onde os Inkas enterravam a classe mais alta. A maioria das torres está em ruínas, pois os espanhóis, sabendo que os Inkas eram enterrados com seus objetos pessoais, entre eles o tão procurado ouro, acabaram destruindo quase tudo. Cada torre abrigava mais ou menos 20 corpos. As torres iam subindo conforme alguém era enterrado lá, por exemplo, eles construíam a primeira camada da torre, passavam o corpo por uma mini portinha e jogavam pedras em cima, no segundo corpo quase a mesma coisa, construíam outra camada na torre, mas o corpo já não passava pela portinha e sim era jogado por cima das pedras e coberto por mais pedras, e assim por diante. Até que a torre possuísse mais ou menos 20 corpos e fosse fechada, pois estava completa. O lugar é MUITO bonito, tem vista para um lago com uma ilha no meio que é simplesmente sensacional. Nesse mesmo tour passamos por um círculo formado por pedras e paramos para uma explicação. Segundo nosso guia, existe uma lenda que muito tempo atrás o sol havia desaparecido, então essa construção foi feita para que no dia que o sol voltasse eles o prendessem no círculo. Conforme a lenda, o sol voltou um dia e até hoje se encontra preso ali. Depois de passear bastante por ali voltamos ao hostel e decidimos pedir uma pizza antes que fosse tarde demais e a pizzaria fechasse rs. Como íamos embora nesse mesmo dia para Cuzco, pedimos a pizza 19h e marcamos um taxi para as 21h, e foi aí que começou nosso problema. Primeiro de tudo, a moça que nos recebeu disse nos deu um cardápio e escolhemos uma pizza por s/ 20. Ela fez o pedido e nos informou que seriam cobrados mais s/ 5 pela taxa de entrega da pizzaria. Sem problemas. A pizza demorou mais de 1h30 e começamos a ficar preocupados pelo horário do táxi. Quando a pizza chegou 20h40 mais ou menos, a moça do hostel insistiu MUITO que a gente desse o dinheiro pra ela e ela iria buscar a pizza lá embaixo. No final meu noivo acabou acompanhando ela e não existia a tal taxa de entrega da pizzaria, nos cobraram apenas os s/ 20. Decidimos não falar nada e fomos comer. Ao abrir a pizza, uma grande decepção. Uma pizza de 8 pedaços é como uma de 4 pedaços da pizza do Brasil, mas cortador na metade. Ou seja, a pizza era minúscula e o sabor não era tão bom também. Enfim, comemos rápido e ficamos prontos esperando o táxi que o hostel disse que havia marcado para às 21h. Esperamos, esperamos, esperamos e esperamos. No final falamos com as pessoas do hostel, eles ligaram de novo pro taxista, insistiram, brigaram, gritaram e nada. Então, como bons brasileiros fomos pegar um taxi na rua. Conseguimos achar um taxi, negociamos e quando estávamos colocando as malas no porta malas... o outro taxi chegou. A senhora do hostel começou a gritar lá de cima e mostrar que aquele era o taxi correto. Eu que já estava de saco cheio, respondi que ele havia demorado muito, que marcamos para as 21h e eu ia pegar o taxi que achamos na rua. Entramos no taxi e fomos até a rodoviária com medo do outro taxista estar seguindo a gente rs. No final deu tudo certo, chegamos na Cruz del Sur e pegamos o ônibus rumo a Cuzco. Nosso ônibus saia às 22h para chegar em Cuzco às 4h30 da manhã. Pagamos s/ 55 por pessoa. De novo a Cruz del Sur foi péssima. Mesmas reclamações, não tinha wifi, o atendimento horrível... Chegando em Cuzco (16/07/16) fomos direto para o hostel tentar descansar. Chegando no hostel descobrimos que não poderíamos entrar no quarto até às 11h, horário do check in. Tentei conversar com eles, pois eu tinha enviado um e-mail informando o horário de chegada e eles responderam dizendo que quando o quarto estivesse livre poderíamos ocupa-lo. Ocorre que, nosso quarto ficou livre às 6h da manhã e mesmo assim eles não quiseram liberar até o check in. Ficamos das 5h às 11h mais ou menos na cozinha do hostel com todas nossas bagagens aguardando o quarto. Quando finalmente entramos no quarto decidimos não dormir para não perder o dia. Tomamos um banho, nos trocamos, deixamos as coisas e fomos conhecer a cidade. Primeiro fomos trocar os dólares e depois fomos até uma agência programar nossos passeios por Cuzco. Pagamos mais ou menos s/ 280 por pessoa para todos os passeios em uma agência chamada Peru Gold. Algo que compramos e vale muito a pena é o boleto turístico. Esse boleto te dá acesso a entrada de diversas fortalezas, museus e entre outros. Pagamos s/ 70 por pessoa (estudante). No primeiro dia conhecemos a cidade e visitamos alguns museus. Mas tarde fomos até o mercado São Pedro comprar malhas de alpaca e outros coisinhas. No dia seguinte (17/07/16) tiramos esse dia para conhecer o famoso Vale Sagrado e as fortalezas de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Me recuso a escrever sobre, só estando lá para sentir a energia do lugar e admirar a beleza. Apenas, digo que Pisac foi o que eu ahcei mais bonito de todas! Ah, e uma dica, no nosso tour tínhamos pouco tempo em cada fortaleza, como 15min – 20min, isso é frustrante porque você não vai conseguir conhecer tudo nesse tempo. No outro dia (18/07/16) iriamos fazer trilha da montanha colorida, por isso acordamos 3h. No final nos informaram que havia nevado muito e não tinha como subir a montanha, então trocamos os dias dos passeios e fomos fazer o tour de quadrimotos por Moray e as salineiras de Maras. O tour é bem legal, pegamos uma moto para os dois, porque eu não queria dirigir. A paisagem é linda! Chegando em Moray levamos uma bronca do guia porque estávamos em último e fomos ultrapassando todo mundo até chegar em primeiro rs. Ele brigou e disse que era perigoso e não estávamos em uma competição, então depois disso fomos mais tranquilos rs. Moray é muito bonito, são construções destinadas a agricultura dos Inkas. Onde eles usavam como um laboratório para testar quais plantações poderiam ser consumidas. O lugar está totalmente preservado! Tiramos algumas fotos e voltamos para os quadrimotos com destino à Maras. Chegamos em uns 25 minutos em Maras, pagamos s/ 10 para o ingresso e fomos ver as salineiras. Provamos a água e era realmente MUITO salgada, muito mais que água do mar. O lugar é muito bonito e tinham algumas salineiras que já estavam secas, ou seja, prontas para retirar o sal. Foi uma experiência totalmente diferente de tudo que já tínhamos visto. Depois voltamos ao local de partida das quadrimotos e pegamos uma van de volta para cidade de Cuzco. No caminho paramos em um restaurante para comer (estava incluso no tour) e como sempre, a comida era péssima. Voltamos a cidade no final da tarde, andamos um pouco, comemos Mc donald’s (bem mais barato que o Brasil, mas muito pior) e depois voltamos ao hostel para descansar. Acordamos de novo às 3h (19/07/16) para a trilha da montanha 7 cores ou montanha arco-íris ou cerro colorado. Nos buscaram no hostel e fomos de van até o começo da trilha, o que levou mais de 2h. Chegamos na trilha por volta das 5h30 da manhã, tomamos café da manhã, que estava incluso no tour, pão, geleia de morango, manteiga e chá de coca. No começo da trilha eu já tinha decidido que ia subir a cavalo, já o André decidiu ir caminhando, mesmo sabendo que eram 3h de trilha classificada como difícil. Como tivemos experiências diferentes, eu cavalgando e ele caminhando, posso contar apenas o que eu vivi. Eu queria subir caminhando sozinha, mas pela dificuldade da trilha me informaram que não podia e iria um senhor guiando o cavalo. Conversei o caminho todo com ele, sobre sua cultura e educação de seus filhos. Ele me contou que eles comem muitos legumes que cultivam e algumas carnes como cuy (porquinho da índia), raposa (elas vivem nas montanhas e eles caçam para poder comer), alpaca, lhamas, etc. Além disso ele me disse que tinha dois filhos e que eles eram educados em casa. Aprendiam muito sobre a cultura dos Inkas para que ela não se perca com o tempo, inclusive a idioma Quéchua como primeira língua e o espanhol, como segunda língua. Em diversos momentos a gente parava para que ele e o próprio cavalo descansasse. Também tinham partes que eram muito estreitas e por segurança eu tive que subir caminhando. Bom, eu cheguei em aproximadamente 3h30 no começo da montanha, de onde eu me despedia de meu guia e deveria subir andando. Como o André veio caminhando, ele estava um pouco atrás, decidi esperar para subirmos juntos. Desse ponto, a vista já era espetacular, do lado direito a montanha arco-íris e do lado esquerdo uma montanha nevada e o glaciar. Quando o André chegou ele parecia bem cansado, mas ao mesmo tempo extasiado pela experiência. Subimos até o topo, andando e parando andando e parando, rs. UAUUUUU! LINDO DEMAIS! Ficamos um tempo aproveitando a vista apesar do frio e do vento, o André tomou uma cerveja para comemorar, tiramos muitas fotos e resolvemos descer. Eu, infelizmente, tomei a “sábia” decisão de descer caminhando, afinal, para descer todo santo ajuda. Sim, me arrependo. Foi bom sentir que eu consegui, mas quando cheguei no fim meu corpo já tinha desistido de mim. Meu pé estava destroçado, eu não lembrava como se respirava direito, minha cabeça doía, ou melhor, cada centímetro do meu corpo doía. Depois de 2h30 descendo a trilha e mais 2h na van, finalmente chegamos ao hostel e como esperado, tomamos banho e capotamos. No outro dia (20/07/16) íamos ao Machu Picchu. Portando acordamos novamente às 3h da manhã e pegamos um taxi até a estação Pavitos (s/ 5), da estação Pavitos pegamos uma Van (s/ 10) para Ollantaytambo, de onde nosso trem sairia. Compramos o trem ainda no Brasil e pagamos US$ 134 ida e volta por pessoa. Saímos 7h45 e chegamos em Águas Calientes por volta das 9h. Nesse momento e eu já não estava me sentindo muito bem, estava um pouco mareada. Fomos comprar o ingresso do Machu Picchu e foi ai que eu descobri que lá era o ÚNICO lugar que não aceitava a carteirinha de estudante do Brasil e sim apenas a Carteira Internacional ISIC. Meu namorado, como já é formado levou essa carteirinha e conseguiu pagar meia entrada, eu infelizmente paguei inteira, algo como s/ 126 mais ou menos. Depois compramos o ônibus para subir até o Machu Picchu, US$ 24 por pessoa. Adentramos o ônibus e foi ai que eu comecei me sentir mal de verdade, estava muito enjoada e com meu corpo todo doendo. Chegando ao Machu Picchu eu já não conseguia caminhar, fomos até um mini “hospital” e me deram um medicamento para enjoo. Esperamos um tempo, mas eu não conseguia ficar melhor. Eu queria entrar, mas o André disse que eu não iria conseguir naquele estado. Enfim, fiquei do lado de fora do Machu Picchu das 10h até umas 14h mais ou menos. Até que eu tomei a decisão de forçar para vomitar. Consegui e depois disso me sentia renovada. Então finalmente entramos no Machu Picchu. Como eu ainda estava fraca sentados um pouco na grama e ficamos admirando a vista. Foi ai que conhecemos um menino de mais ou menos 10 anos que morava em Miami e também estava passando mal. Sua mãe, muito irresponsável na minha opinião, tinha deixado ele lá jogado sozinho para ir conhecer o Machu Picchu. Como bons brasileiros tivemos que ajudar. O menino precisava ir no banheiro, mas não conseguia andar, então o André o acompanhou enquanto eu achava a mãe. Depois de encontrar a mulher e entregar o filho para ela fomos almoçar porque eu me sentia muito fraca. Comemos no restaurante do Machu Picchu, não sei dizer o preço porque o André não quis me contar, mas sei dizer que é bem caro. Depois de comer fomos andar pelo Machu Picchu, já eram mais ou menos 15h30. Então subimos para conhecer o máximo possível. Conseguimos ver bastante coisa, mas como lá fechava 17h30 não pudemos ver tudo. Bom, apesar dos apesares, o Machu Picchu é realmente uma das maravilhas do mundo. Aquele lugar me despertou sentimentos e sensações que eu nunca havia sentido. O contato com a natureza, a magnitude das construções realizadas pelos Inkas. Minha única dica é, não turistem apenas, sentem um pouco, fechem os olhos, absorvam ao máximo a energia, deixe que seu corpo fique leve, sintam-se flutuando, enxerguem além do que seus olhos podem ver, reparem no que outros não reparam, vejam as cores, inspirem o ar e finalmente sintam o corpo inteiro arrepiar! Voltamos ao hostel para descansar e foi a vez do meu namorado passar mal. No dia seguinte tínhamos uma viagem de ônibus com destino a Lima, o problema é que era nada mais, anda menos que 1 dia e meio no ônibus. Acordamos no outro dia (21/07/16) ainda mareados, então decidimos comprar uma passagem de avião para Lima, sendo apenas 1 hora de voo. Arrumamos as malas, andamos mais um pouco pela cidade e mais ou menos 16h pegamos o avião. Chegando em Lima, acabados, pegamos um taxi do aeroporto para o bairro de Miraflores (s/60). Somente após chegar no apartamento percebi que havia deixado meu celular no avião. Voltamos no aeroporto e ficamos algumas horas tentando resolver, mas infelizmente, não encontraram. Quando retornamos ao apartamento fomos direto dormir. Foi uma longa noite. Acordamos cedo no outro dia (22/07/16) e eu entrei novamente em contato com o aeroporto. Nenhuma novidade. Depois de chorar, chorar e chorar por ter perdido TODAS minhas fotos, decidi aproveitar meus últimos dias na cidade. Caminhamos um pouco e como eu sabia que a Apple era muito mais barata do Peru do que no Brasil decidi começar a procurar um telefone por lá mesmo. Essa tarde foi um pouco nula, pois passamos resolvendo os problemas do celular com a companhia aérea. Mais tarde resolvemos ir no cinema, afinal, para quem não sabe, os filmes sempre estreiam antes no Peru pra depois chegar no Brasil. Assistimos um filme péssimo de terror e depois fomos aproveitar a noite de Lima na Calle de Las Pizzas. Passamos por diversos lugares, entre bares, restaurantes e até baladas, mas acabamos ficando em um Lounge que acontecia um evento fechado, mas nos deixaram entrar porque somos brasileiros. Vai Brasil! Bebemos e dançamos reggaton até, literalmente, a cerveja acabar rs. Depois voltamos para casa e dormimos muito muito muito. Acordamos um pouco tarde (23/07/16) fomos até o Burger king, onde conseguíamos usar o wifi, buscamos na internet algumas lojas que vendiam Apple e fomos até uma delas. Não sei explicar muito bem onde fomos, mas chegamos até um outlet, onde tinha um pouco de tudo com preços muito bons. Acabamos fazendo umas comprinhas rs. Comprei finalmente meu celular e saímos para almoçar. Encontramos um restaurante brasileiro e não pensamos duas vezes antes de entrar. Sentamos, ouvimos um pouco de samba, sertanejo, comemos uma feijoada com tudo que tem direito e bebemos guaraná. Foi um sonho! Melhor refeição em quase 15 dias de viagem. Após comer bastante voltamos caminhando, paramos em um parque de cachorros para brincar um pouco com eles e depois fomos para casa. Voltamos ao apartamento para dormir um pouco e sair à noite. Esquecemos de colocar o despertador e por sorte acordei 00h. Saímos de casa com pressa em direção a Ponte dos Suspiros, no bairro do Barranco. UAUUUUUUU! Valeu muito a pena!!! O lugar é lindo, a vida noturna é incrível, realmente foi para fechar com chave de ouro. Fomos em um pub chamado “Santos” super indico, os petiscos são ótimos e a carta de bebidas melhor ainda! Ficamos até fechar rs. Finalmente voltamos para casa e fomos dormir. No último dia (24/07/16) acordamos, tomamos café da manhã e começamos a arrumar as malas, depois de algumas horas conseguimos deixar tudo pronto. Tomamos banho e fomos aproveitar nosso último almoço no Peru. Por ironia, nosso último almoço no Peru não foi nada peruano rs. Comemos no Friday’s, muito bom. De barriga cheia e malas prontas, fomos para o aeroporto para voltar ao nosso queridíssimo Brasil.
  20. Oi pessoal, tudo bem? Estou planejando ir do Chile para o Peru em outubro e estava com a rota: Iquique (CH) --> Arica (CH) --> Tacna (PER) --> Arequipa (PER), tudo de ônibus. Pesquisando em sites, blogs, etc, vi que essa é o trajeto mais comum. Porém, já achei gente que foi direto de Arica para Arequipa, mas sem informações detalhadas... Enfim, alguém sabe me dizer se tem ônibus direto mesmo? E se de fato eu ganho tempo indo dessa forma? Ou, ainda, tem algum outro trajeto direto entre essas cidades? Obrigada!!
  21. Bom galera, aqui vai mais um relato nosso, mas desta vez é o primeiro mochilão mesmo (mochila nas costas, nada de malas), mas ainda preferindo uns hotéis com um pouco de conforto. Esse relato é principalmente sobre o sul do Peru, de ônibus, tendo culturas pré-Inca, Inca e Coloniais, então aqui vocês encontrarão dicas sobre: Cusco (Tipon, Pikillaqta e Andahuaylillas), Rota do Sol Cusco-Puno (Andahuaylillas, Raqchi, Juliaca, Sicuani, La Raya e Pukara), Puno (Lago Titicaca e Ilha Uros), Arequipa (Museu Andino – Juanita, Canion del Colca em 01 dia, Convento de Santa Catalina e casa colonial de Moral), Nasca ou Nazca (aquedutos, los Paredones, El Telar, cemitério Chauchilla e voo sobre as linhas de Nazca), retorno a Cusco; tudo de ônibus. DICA: fizemos essa viagem graças a mais uma megapromo da TAM anunciada no site Melhores Destinos. Fechamos todos os trechos de ônibus comum pela CRUZ DEL SUR pelo site deles. Esta companhia é uma das melhores do Peru. Eles possuem dois tipos de ônibus (Cruzeiro e Cruzeiro Suite). Nos trechos Puno-Arequipa e Arequipa-Nazca fomos no ônibus Cruzeiro, este você pode comprar por dois valores: piso inferior (mais caro) ou segundo piso (mais barato). Em todos os pisos ha serviço de bordo (comida e entretenimento). O trecho Nazca-Cusco só possui Cruzeiro Suite (mais caro, mas com poltronas maiores e serviço de comida melhor). Sempre despachamos as mochilas, com meu netbook dentro e não aconteceu nada. Claro que, se for algo que quebre com facilidade, é bom levar na mão. A rota do sol Cusco-Puno fizemos com a companhia Inka Express, fechamos antes por e-mail e pagamos no dia anterior a viagem. Detalhe importantíssimo: os banheiros são apenas para urinar, não se pode fazer o número 2, independente do preço e tipo de ônibus, então é bom ter cuidado com o que se come hehehehehe. FOTO da ROTA Quase de véspera a dona TAM liga avisando que o voo FOR-REC-RJ tinha sido cancelado , então fomos remanejados ao voo FOR-RJ pela madrugada, ou seja, 10h no aeroporto do RJ para embarcar a Cusco. Chegando em Cusco na manhã do dia seguinte, por volta das 07h, fomos direto ao Sumac Wasi (fechamos pelo Decolar, como já conhecíamos na nossa primeira vez no Peru, gostamos do local, principalmente por ser a poucos metros na Praça de Armas, contudo estava mais caro, U$ 40). Já tentamos fechar o passeio de ônibus para Tipon, Pikillaqta e Andahuaylillas, que o funcionário viu se tinha vaga e confirmou saída as 09:30h (35 soles por pessoa mais 10 soles para entrar em cada local). Antes de sair do hotel um funcionário do Inca Express veio pegar o pagamento da Rota do Sol (U$60 por pessoa). Ônibus lotado de turistas partimos para Tipon. Não bastasse a altitude de Cusco, Tipon fica encima de uma montanha. Local lindo, de agricultura e caminhos d'água. Como tínhamos acabado de chegar, no primeiro lance de escada quase morremos hehehehehe . Ione passou mal e tivemos que parar várias vezes, em uma dessas, lá se vai a máquina pequena cair dentro de um dos caminhos de água. Minutos depois de eu ter que tirar tudo das costas e tentar pegar a máquina... pescamos a máquina novamente mas acreditávamos que “já era” . Tipon é um sítio arqueológico muito bonito e era praticamente para agricultura. FOTOS De lá fomos a um vilarejo conhecer a igreja colonial de Andahuaylillas. Belíssima igreja, com árvores de mais de 300 anos na praça. Aqui não se pode tirar fotos, mas achei uma pelo Google. No caminho passamos por Lucre. FOTOS De lá partimos para Pikillaqta (Cidade das Pulgas), local pré-inca do povo Wari. Já estávamos mortos pela altitude logo no primeiro dia. Interessante ver como eles já dominavam o gesso. Bem próximo a este sítio existe um paredão (portão) de controle de entrada e saída a época que merece umas fotos. FOTOS Retornamos a Cusco no comecinho da tarde. Almoçamos por Cusco, dormimos um pouco e curtimos a noite pela Praça de Armas. Manhã do dia seguinte tínhamos que estar as 07h no ponto de saída do ônibus turístico com destino a Puno. Primeira parada: Andahuaylillas (isso mesmo, paramos aqui novamente heheheheh ). Só que desta vez com a entrada já paga e ida ao museu (que fica ao lado da igreja e que o guia do ônibus simples, que pegamos no dia anterior, nem citou ). Esse museu é legal, tem um esqueleto que uma criança com o crânio alongado onde este crânio representa mais de 25% do corpo da criança. Aqui conhecemos nosso amigo e companheiro mochileiro Fabrício. Gente muito boa. Muita conversa boa pra passar o tempo. Adivinhem quem estava funcionando como se nada tivesse acontecido? Isso mesmo, a máquina batizada em Tipon funcionava normalmente heheheheheh . Geralmente ha vendedores durante a rota. Compramos um guia com fotos e explicações da rota por 10 soles. FOTOS Próxima parada: Raqchi. Simplesmente sensacional!!!. Templo ao deus Wiracocha que merece ser visto com calma. Novamente as entradas já estavam incluídas. O paredão continua em pé (com reformas) e aqui é o único sítio que tem torres redondas (uma única ainda está em pé). DICA: se for comprar artesanatos de barro compre aqui, Raqchi era conhecida pelas suas peças de barro e argila, considerado as melhores pelos Incas. FOTOS Nova parada: Sicuani para almoçar. Ótima música, comida divina, com sobremesa, quase tudo já pago (somente as bebidas geladas não estão incluídas). FOTO Parada seguinte: La Raya, o ponto mais alto (4335 metros de altitude). Pense na sorte, assim que chegamos começou a cair NEVE!!!! Isso pra quem mora em Fortaleza é simplesmente sensacional kkkkkkkkk . FOTO De lá passamos pela “famosa” Juliaca e, sinceramente, nada vale a pena aqui. O próprio guia avisa que tudo na cidade é informal, perigoso, muitos crimes, etc etc. Aqui vale uma DICA: no Peru, quando se conclui uma obra você paga impostos, sobre a obra acabada e sobre todo o material usado, então qual foi o jeitinho brasileiro, digo, peruano?! Não concluir a obra e informar ao governo que a obra ainda não está concluída. Você verá praticamente todas as casas e prédios com vigas de ferro sobrando pra cima e as laterais e fundos no tijolo ainda. Até hotéis, com a frente bonita e acabada, mas as laterais no tijolo. Sinceramente fica feio e não leva o governo a lugar nenhum. Deveriam rever essa lei. O problema maior é que, em Juliaca, tudo esta em “construção” (ruas e praças destruídas, parece um guerra). Próxima parada: Pukara, novamente uma cultura pré-inca. O nome veio da cor avermelhada da montanha e ainda da maioria das casas. Aqui os espanhóis “fizeram, goela abaixo,” a mudança da cultura da lhama pelo touro (é comum no Peru você cer um casal de touros nos telhados). O museu é simples mas vale a pena ver as peças. A igreja estava fria devido as paredes de pedras. FOTOS Chegamos em Puno a noite. Nos perdemos do Fabrício. Tínhamos que fazer um pagamento até as 18h no banco BCP (pois tínhamos feito a reserva do Cañion del Colca com a empresa Colcadina Tour pelo site mas eles informam que o pagamento tem que ser feito até o dia anterior). A Ione passou muito mal. Estava frio e a altitude ainda nos afetava . A praça de Armas é bem simples. Comi uma pizza na Pizzaria Andina, na rua ao lado da praça de Armas, onde fica os restaurantes (pizza boa por 20 soles). FOTOS Fechamos na mesma noite um passeio para as ilhas flutuantes de Uros na manhã seguinte (40 soles por pessoa). DICA: fechando com antecedência dá pra fechar por 30 soles ou até 20 soles. As 09h do dia seguinte foram nos pegar e levar ao passeio de barco. O Lago Titicaca impressiona. Totoras por todos os lados. Chegando nas ilhas flutuantes há toda uma explicação de como elas surgem. Aqui é tudo muito turístico e eles praticamente pedem pra você ajudar (comprando artesanatos, lembranças, passeios de barco, etc). Como não há agricultura na ilha e turistas não vão o ano todo eles precisam se manter. Passeamos por um barco de Totora e conhecemos Katerina, italiana que esta no Peru para trabalho voluntário com crianças. Chegamos na ilha de Utama onde se pode carimbar o passaporte (adoramos isso!). Esse passeio dura em media 3h a 3h e meia. FOTOS Fomos a rodoviária de Puno pela tarde rumo a Arequipa, onde chegaríamos por voltas das 20:30h. Viagem tranquila. Chegando em Arequipa logo notamos a diferença: Arequipa é enorme, cidade grande mesmo, muito bonita mas de transito um pouco caótico. Estávamos tensos pois não tínhamos recebido a confirmação do pagamento para o Canion, que chegou por volta das 22h por e-mail, informando que nos pegariam entre 2h e 3h da manhã, ou seja, pouquíssimas horas para dormir. Nos pegaram as 2h em ponto hehehehehe (muito sono) . A Topic saiu pegando turistas em vários hotéis e hostels (turistas de todo canto do mundo, inclusive Rodrigo, carioca que mora em São Paulo e Soimer, peruano, aos quais fizemos amizades). La pelas 3h estávamos pegando estrada, tão frio que a janela congelou pelo lado de dentro kkkkk . Entramos em Chivay (cidade que começou a ficar aberta para turismo por volta dos anos 70) e tomamos café por aqui (muito frio, devia esta uns 03 graus negativos ). Seguimos para a mirador Cruz del Condor mas fazendo várias paradas (paramos em Maca com sua igreja de espelhos; vários miradores com vista belíssimas do Canion; Yanque com sua igreja enorme; a passagem pelo túnel é bem divertida, etc etc). Quando chegamos ao mirador pense na alegria, era dia de voos. Demorou um pouco mas depois os condores começaram a voar, dando rasantes nas cabeças dos turistas; foi lindo. Tem gente que vai e não ver nada, tivemos a sorte de ver inúmeros voando. FOTOS, MUITAS FOTOS Almoçamos no Urinsaya e voltamos pelos Pampas Cañahuas até Arequipa. A Praça de Armas é uma das mais linda que já vimos. As vistas dos vulcões é algo sensacional. Arequipa tem tanta coisa pra se ver que o tempo se torna pouco. Sugiro uma olhada neste link para se programar http://www.minube.com/que_ver/peru/arequipa?page=1 FOTOS No dia seguinte tínhamos que aproveitar bem o tempo. Começamos pelo Museo Andino (Casa de la Cultura de la Universidad Católica de Santa Maria, não procure pelo nome Museo Andino nas paredes que você não vai achar, procure por Casa de la Cultura) e Juanita estava presente. Sensacional !!!! (pena não poder bater fotos). O documentário que passa antes é muito bom. As entradas são agendadas pela língua do documentário. De lá fomos para o Monastério de Santa Catalina (35 soles por pessoa). Muito interessante ver como as freiras dedicavam suas vidas enclausuradas aqui. Depois almoçamos em um restaurante argentino. Infelizmente não deu para conhecer as Picanterias (restaurantes típicos de Arequipa). Andamos pelos mercados e igrejas próximo a Praça de Armas. Fomos também a Casa del Moral (Casa Colonial, 05 soles por pessoa). De noite fomos a rodoviária para pegarmos o ônibus para Nasca. Noite inteira viajando, chegando em Nasca próximo as 07h. Como não tínhamos fechado nada aqui, saberíamos que os preços não seriam convidativos e tínhamos que fazer tudo no dia, pois a noite retornaríamos a Cusco. Existe alguns vendedores de passeios na rodoviária onde fechamos um passeio pelos Aquedutos de Cantalloc, El Telar, Los Paredones, Cemitério de Chauchilla, oficina de barro e ouro. Começou com um preço absurdo e foi caindo até menos da metade. Fechamos também um monomotor para 04 pessoas por U$95 (cada pessoa, mais 25 soles da taxa do aeroporto). FOTOS Passei muito mal no voo, enjoos e uma vontade de desmaiar, mas no fim deu tudo certo e foi inesquecível (apesar de nós imaginarmos outra coisa quando falávamos das famosas linhas de Nasca). A noite novamente na rodoviária para passar mais uma noite no ônibus, agora regressando a Cusco. A viagem estava quase perfeita mas faltava algo, quando, no meio do nada, o ônibus para em um local devido a obras, abre a porta e ouvimos: “papas rellenas y choclo com queso”... acordamos na hora e nos olhamos: “Choclo!!!” kkkkkkkkkkkkk ir no Peru e não comer Choclo é um crime. Compramos e comemos, ai sim, viajem perfeita kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk No aeroporto fomos informados que o voo de volta foi cancelado mas nos colocaram em outro mais cedo. Em Lima um atraso inesperado e nos colocaram em outro voo. Parece ruim mais no final foi até melhor, chegamos em Fortaleza 1h30min antes do esperado. Amamos o Peru, falta ainda mais duas mochilada por aqui: uma pelo norte e uma pra fazer a trilha Inca. Qualquer dúvida ficamos a disposição e lembrem-se: Mochilar é viver, então vá viver rapaz, não perca mais tempo! A&I
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