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  1. Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019. Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido". Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato. . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy; . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil. . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora). . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima. . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz. . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo. . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem. . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas. . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares: -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante. -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada. -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,, Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados. -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia ! O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia... Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima). Pequeno aeroporto em Jaen: De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco): . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região. Hostal Royal Frankenstein - Cusco: A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região: . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía. . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local. . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba. . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas pegadas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir na cachoeira. E o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular. Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna. Uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinhos com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia pra não se esquecer. Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um senhor que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo. Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre: . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes o valor). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado, a poucas quadras da praça central e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, toda em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana se Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico". Um local único, com um paredão(continua)
  2. O clássico Chile-Bolívia-Peru, ou melhor, a Tríade Atacama-Salar-Cusco sempre esteve na minha lista de desejos. Dentre esses países, eu sempre tive uma vontade maior de conhecer a Bolívia. Como uma boa bióloga, eu sou apaixonada por parques nacionais e a Bolívia tem uns maravilhosos. Além disso, eu gosto muito de trekking em montanhas e estou planejando fazer em breve algumas montanhas bem altas, acima de 5.000 m, na África e na Ásia. Desde 2016 eu desenvolvi uma rara doença auditiva chamada Síndrome de Menière, que basicamente é pressão alta na cóclea. A doença é terrível, mas felizmente a medicação no meu caso ajuda a controlar bastante os sintomas da síndrome, exceto o zumbido e umas tonturas eventuais. O máximo de altura que eu já tinha ido até então foi 2.800 m no Monte Roraima em 2015 (que senti enjoo, mas darei mais detalhes depois). Porém como meu problema auditivo começou depois disso, eu queria saber como meus ouvidos iriam se comportar em altitudes maiores do que 2.800 m, antes de encarar por dias as montanhas que eu desejo na África e na Ásia. Daí juntou a fome com a vontade de comer. A Bolívia, que eu já queria muito conhecer, era um local ideal para ir, pois além de altitudes acima dos 4.000 m, é um país bem barato para se viajar. Então na Black Friday de 2018 eu consegui comprar minhas passagens pela Submarino Viagens por R$1641,00 chegando por Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) dia 16/09/19 e voltando por Cusco (Peru) dia 15/10/19 (mesmo pagando uma taxa para a empresa, ainda assim saiu mais barato do que comprar diretamente pelas cia aéreas. Tiveram dois problemas: o primeiro foi os horários loucos com mil pontes áreas e o segundo foi que eles trocaram os horários dos meus voos sem minha solicitação. Me mandaram só um e-mail pedindo a minha confirmação. Se eu não aceitasse eles iriam devolver o dinheiro, exceto o valor do serviço prestado pela Submarino). 16/09 (segunda): Depois de uma longa jornada de aeroportos (BH-Guarulhos-Santiago-Santa Cruz de la Sierra) que começou às 4:50h, cheguei no meu destino por volta das 20h. Passei pelo saguão do aeroporto pra trocar um pouco de dinheiro, mas as casas de câmbio estavam fechadas. Fui até o centro de informação ao turista e perguntei quanto dava um táxi em dólares até a Catedral, pois meu hostel ficava em frente (10 dólares). Peguei um táxi regular (branco com uma faixa azul. Eles ficam parados em frente ao desembarque). Por causa do trânsito, o trajeto demorou cerca de meia hora. O que não faltam nas cidades da Bolívia são táxis clandestinos. Em geral, todos os carros caem aos pedaços, literalmente. Sobretudo os taxistas clandestinos. Nenhum táxi, regular ou clandestino, tem taxímetro. Então sempre pergunte o preço da corrida antes de entrar. O trânsito na Bolívia é muito confuso e caótico (no Peru também, mas talvez um pouco menos do que na Bolívia. É uma loucura!). Não há placas de Pare. Os motoristas simplesmente embicam o carro na tora para passar nos cruzamentos. Eles não respeitam as faixas de pedestres, mesmo que o semáforo esteja aberto para os pedestres. Quase nunca dão seta, metem a mão na buzina a cada respiração, fazem fila dupla ou simplesmente param em qualquer lugar. A vida do pedestre é complicada. Para você atravessar a rua, vai ter que se enfiar na frente dos carros. Sinto de segurança é algo que praticamente não existe, inclusive nos ônibus que fazem as viagens intermunicipais. Ao chegar no hostel, deixei minhas coisas e fui dar uma volta de 10 minutos na praça da Catedral. Ela já é muito bonita, mas a iluminação a noite dá um toque especial. 17/08/19 (terça): fiquei no Nomad Hostel, que fica literalmente em frente à Catedral em uma rua lateral. O hostel é muito bom, mas não pode cozinhar. O que foi um problema pra mim. Fiquei duas noites lá e para a primeira noite tinha comprado vários legumes para fazer. Acabei conversando com o dono alegando que não fui informada sobre isso durante o meu check-in e que pelo aplicativo do Booking, por onde reservei, não havia essa observação lá. Acabou que ele permitiu que eu cozinhasse macarrão, pois era rápido e não faria sujeira. Fora isso, a estadia foi muito boa. A maioria dos comércios abriam a partir de 8:30h da manhã, fechando de 12 às 14h (isso serviu para toda a Bolívia, não apenas para Santa Cruz). Então não adianta sair mais cedo do que isso. Depois que tomei café da manhã no hostel, saí para trocar dinheiro. O câmbio para dólar estava 6,94 bs e reais estava 1,69 bs. Depois comecei a procurar agências de turismo para cotar passeios para o Parque Amboró. Para a minha infelicidade, praticamente não achei agências. E das raras agências que faziam o Parque, elas estavam querendo me cobrar entre 450 ou 550 DÓLARES (!!!) para me levar, uma vez que eu estava sozinha e era baixa temporada. Dá pra ir para o Parque de ônibus (mas você tem que dormir na cidade de Samaipata), mas exatamente por ser baixa temporada, achei que a probabilidade de conseguir guias lá seria menor porque Samaipata parece que não tem muita infraestrutura. Então não quis arriscar. Acabei ficando super frustrada pois queria demais ir ao parque fazer a trilha dos Helechos Gigantes. Enfim, me conformei. E acabei ficando um dia a toa em Santa Cruz, que tirando a Catedral, não tem nada de interessante. A cidade é bem grande e não achei ela muito segura, embora não tenha visto ou acontecido nada comigo. Mas em pleno centro durante o dia havia umas ruas vazias com aquele ar de suspeito em que seu sexto sentido diz: "não vai por aí". Curiosamente, depois me falaram que as cidades mais violentas aos turistas eram Santa Cruz e La Paz, que são as duas maiores cidades da Bolívia. Fui até a rodoviária para comprar passagens para Sucre. A rodoviária é uma zona. Tem gente gritando para tudo que é lado e você é abordado o tempo inteiro por pessoas querendo te vender passagens. Irritante. E a julgar pela aparência dos guichês das empresas, você acha que todos os ônibus serão uns cacarecos. Havia lido aqui no fórum as melhores empresas e mais confiáveis. Dentre elas, fui diretamente ao guichê da Transcopabana, que apesar de na sua faixada estar escrito que eles faziam o trajeto para Sucre, na prática eles não faziam. Fiquei então totalmente sem referência de qual empresa confiar e ir, pois até então tinha lido só coisa ruim sobre o transporte rodoviário, especialmente para o trajeto Santa Cruz-Sucre. Por sugestão de uma outra empresa que não fazia esse trajeto, acabei indo parar em uma empresa super escondida chamada Sin Fronteras. Lá eles me ofereceram um ônibus semi leito, de dois andares, sendo que no andar de cima havia 3 fileiras de poltronas (2 juntas e uma separada), com banheiro (coisa rara) e ar condicionado. De fato o ônibus tinha tudo o que oferecia, exceto Wi-Fi, mas tinha entrada Usb para carregar o celular. 18/09/19 (quarta): Basicamente enrolei o dia inteiro para pegar o ônibus para Sucre a noite. O ônibus não era novinho em folha, mas também não era ruim. Fui na fileira sozinha e a poltrona foi bem confortável para a viagem, que durou cerca de 12 h (saiu às 19h) e custou 100 bs. Antes de embarcar no ônibus a noite, eu estava bastante apreensiva por causa da qualidade do ônibus e por causa do trajeto em si. Havia lido que a estrada era péssima, extremamente perigosa por causa dos penhascos e que a maioria dos motoristas dirigem bêbados. Eu fiquei mais tranquila só depois que conversei com um outro passageiro que morava em Santa Cruz, mas estava indo fazer um trabalho em Sucre. Segundo ele, a estrada era nova e com guardrail, e que a empresa do ônibus era confiável. Para o nosso trajeto, ele também recomendou a empresa El Emperador, mas as passagens já haviam esgotado quando ele foi comprar e por isso acabou comprando da empresa Sin Fronteras. Antes de embarcar você deve pagar uma taxa de uso da rodoviária (não lembro se foi 2.50 ou 3.50 bs). O desconforto da viagem para mim foi que o trajeto tem muitas, mas muitas curvas fechadas. E pelo fato de estar no segundo andar do ônibus, a cada curva eu achava que o ônibus ia capotar. Então custei a relaxar. Se o ônibus que você pegar tiver banheiro, recomendo ir na parte de cima, pois o mal cheiro no primeiro andar é bem forte ao final da viagem. Recomendo também levar tampões de ouvido caso tenha dificuldade para dormir com barulho, como eu. Os bolivianos não usam fones de ouvido (uma senhorinha atrás de mim começou a tocar músicas às 5:30h da manhã. E quanto mais ela gostasse da música, maior era o volume. Eu queria matar a véia!). Leve também roupas de frio, pois de madrugada esfria bastante. Embora o ônibus que eu peguei tivesse banheiro, recomendo que não beba muita coisa antes de viajar. Um amigo meu viajou em um ônibus sem banheiro e o motorista não parou nenhum minuto. Segundo o relato dele, ele e os amigos tiveram que mijar da janela do ônibus em movimento. Imagina a cena! Também vi relatos de algumas meninas que também pegaram ônibus sem banheiro e tiveram que fazer xixi na estrada atrás do ônibus, depois de obrigar o motorista a parar ameaçando que iriam urinar dentro do ônibus. Fique esperto com as poucas paradas que o ônibus fizer na estrada. Tem alguns relatos contando situações inusitadas. No meu caso, depois de uns 10 minutos de ônibus parado em algum lugar, o motorista não conferiu os passageiros. Apenas gritou: "tá todo mundo aí?". Algumas pessoas responderam que sim e ele foi embora. 19/09/19 (quinta): Cheguei em Sucre por volta das 07:30h e todas as empresas na rodoviária estavam fechadas. Fui caminhando até o Condor hostel (subindo e descendo as inúmeras ladeiras da cidade) (40 minutos de caminhada lenta). Deixei minhas coisas no hostel e fui para a Praça 25 de Maio para pegar o ônibus (também chamado de Dinobus) para o Parque Cretáceo (15 bs ida e volta. De táxi dava cerca de 30 bs cada trajeto). O ônibus é vermelho e tem dois andares, escrito "Parque Cretáceo" na frente dele. Não tem como não ver. Ele para em frente a Catedral na praça 25 de Maio e passa às 09:30h, 11h, 12h, 14h e 15h. Eu peguei ele às 9:40h. Não achei casas de câmbio pelas ruas que andei em Sucre (certamente tem, eu que não vi). Os únicos lugares que eu vi que trocavam dinheiro foi em uma tenda logo na saída da rodoviária (dólar 6,92 bs, reais não aceitavam) ou uma farmácia 24 horas em uma esquina da praça 25 de Maio (dólar 6,84 bs). Eu achei Sucre bem bonitinha, principalmente o Centro. As praças são bem conservadas, os jardins bem cuidados. Na praça 25 de Maio tem Wi-Fi público, que não funciona muito bem, mas quebra um galho em emergências. O trânsito também era caótico, mas tive a impressão que era menos caótico do que em Santa Cruz. O Parque Cretáceo, embora pequeno, é sensacional! Lá pertence a uma fábrica de cimentos, que durante suas perfurações para extrair matéria prima descobriram pegadas de 4 grupos diferentes de dinossauros. São mais de 12 mil pegadas em um paredão (a maior coleção de pegadas do mundo) e por conta disso essa área foi tombada e é conservada como patrimônio (não tão bem conservada assim considerando que passam caminhões da fábrica na área o tempo todo, além das outras atividades). Então a fábrica de cimentos fez um parque dos dinossauros e possui várias réplicas em tamanho real (e muito bem produzidas), além de fóssils. O Parque funciona de terça a domingo, de 9 às 17h. Porém, para ir ao paredão ver as pegadas originais, os únicos horários são 12 e 13h. A entrada no parque custa 30 bs para estrangeiros e se você quiser tirar fotos, tem que pagar mais 5 bs, totalizando 35 bs (a visita ao paredão já está inclusa no ingresso). O clima em Sucre estava muito seco, mas no Parque Cretáceo estava pior ainda por causa do excesso de poeira. Se for visitar o paredão das pegadas originais, sugiro levar um lenço ou uma bataclava para proteger o nariz. Para ir ao paredão só pode entrar de sapato fechado. Saindo do Parque Cretáceo peguei novamente o Dinobus e pedi para descer na rodoviária para ver os horários de passagens para Potosí e Uyuni. Me indicaram a empresa Emperador (não é a El Emperador, que me indicaram como uma empresa confiável em Santa Cruz). Não tinha ninguém no guichê, mas na parede da empresa estava escrito os horários de saída para as duas cidades. Fui caminhando novamente até o centro e visitei a maioria dos museus. De longe o que eu mais gostei foi o Museu San Felipe de Neri (entrada 15 bs). Lá vc pode subir até o terraço e ver boa parte do centro. É bem bonito e rende fotos lindas da construção em si. A Catedral estava fechada para reformas. Depois de caminhar muito pelo centro, fui para o hostel descansar por volta das 17h. Comecei a sentir uma leve dor de cabeça, que atribui ao excesso de caminhada em um sol escaldante, à pouca ingestão de água e à noite mal dormida no ônibus de Santa Cruz. Porém a dor de cabeça começou a aumentar muito e comecei a ficar muito enjoada. Daí pensei que era algo que eu tinha comido (intoxicações alimentares na Bolívia são muito comuns. Cuidado com o que você come). Mas lá pelas 20h eu tava muito, mas muito mal. A dor de cabeça estava insuportavelmente forte, estava muito, mas muito enjoada, a ponto de vomitar toda a minha janta. 🤢 Já estava desconfiada de Soroche (que é o mal da altitude), mas não queria acreditar, pois não estava com dificuldade para respirar ou cansaço anormal. Comecei então a ler mais sobre o Soroche e uma informação crucial foi importante para que minha ficha caísse: você não começa a passar mal necessariamente assim que chega em uma determinada altitude (geralmente a partir de 2.400 metros algumas pessoas já passam mal). Algumas pessoas podem começar a se sentir mal com 20 minutos, mas outras pessoas podem levar até 10 horas para passar mal. Além disso, ao deitar, a frequência respiratória diminui, o que piora muitos os sintomas. E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Comecei a me sentir mal cerca de 10h depois que eu cheguei em Sucre (que está a 2.800 m de altitude) e quando eu deitei para descansar. Quando eu levantava e começava a andar, o enjoo melhorava pois aumentava a circulação sanguínea no cérebro. E foi aí que minha ficha também caiu que eu tinha passado mal no Monte Roraima em 2015 por causa do Soroche, que na época atribuí a outros fatores. Mas a sintomatologia foi praticamente a mesma. Fui então até uma farmácia comprar Soroche Pills, que é um medicamento a base de ácido acetilsalicílico, e a vendedora disse para tomar a cada 8 horas por 3 dias, que é o período que geralmente as pessoas necessitam para aclimatar ( eu precisei tomar por 4 dias e no final da viagem tive que tomar de novo por mais 2 dias) . Cerca de 1 hora depois que eu tomei o remédio, comecei a sentir melhoras e consegui dormir. Cada pílula custou 5 bs. Importante destacar que não tem como você prever se sofrerá ou não com o Soroche. Os efeitos da altitude independem de sexo, idade, força ou resistência aeróbica. Só estando em altas altitudes para saber como seu corpo reagirá. O meu, mesmo depois de aclimatada, ainda assim não ficou 100%. 20/09/19 (sexta): acordei por volta das 7h da manhã com a minha cabeça começando a doer de novo e logo tomei outra Soroche pills. Tomei um café, peguei um táxi caindo aos pedaços até a rodoviária (5 bs) para pegar o ônibus para Uyuni às 12:30h, conforme eu tinha visto na parede da Empresa Emperador no dia anterior. Para a minha surpresa, a empresa não fazia o trajeto direto! Assim, tive que ir até Potosí (30 bs), desembarcar no cemitério (que é como eles chamam um terminal de ônibus antigo), pegar um táxi até um outro terminal para pegar outro ônibus da empresa até Uyuni. Isto é: nunca confie em nada que está escrito nas paredes. Sempre converse com o vendedor. Haviam outras poucas empresas que faziam o trajeto também, mas os ônibus saiam no final da tarde, chegando a Uyuni de madrugada (que segundo relatos de pessoas que conheci que fizeram essa viagem, não foi uma boa porque não tem nada aberto e você fica ao léu em um super frio - não tem nem uma rodoviária pra te proteger. Os ônibus param em uma rua no centro). Então preferi ir durante o dia, pois já não havia mais nada que eu quisesse fazer em Sucre. O ônibus era um ônibus convencional (1 andar com duas filas de cada lado). Não tinha ar, banheiro ou USB para carregar o celular. Ninguém conferiu a minha passagem. A taxa de uso do terminal foi de 2.50 bs. Foi muito bom ter pegado o ônibus durante o dia, pois pude apreciar a paisagem, que é deslumbrante. No início, a paisagem era mais bonita do lado esquerdo, mas a partir da metade da viagem o visual foi mais bonito do lado direito (que pega muito sol). O revelo dos Andes é muito maravilhoso. Geólogos ou entusiastas de geologia devem ficar doidos com a diversidade de rochas e paisagens. Você vê diversas formações, em diferentes ângulos e enxerga perfeitamente a influência da tectônica de placas e dos esculpimentos provocados pela água (nos passeios de Uyuni e Atacama são perfeitos para isso!). O clima é bem seco e o ar geladinho, mas nada que justifique as blusas de frio que os bolivianos usavam durante o dia pois o sol estava escaldante (e eu sou a pessoa mais friorenta do planeta!). Não sei se eles usam porque realmente sentem frio ou se é para proteger do sol. Embora eu acho que seja por causa do frio, pois quando mencionava em Santa Cruz ou Sucre que iria para Potosí, todos os bolivianos que conversei falaram: "Uh! Hace mucho frío!". Mas a medida que o sol foi se pondo, de fato começou a fazer frio. A estrada para Potosí é boa, mas realmente se der algum acidente e o ônibus sair da pista, já era. Os penhascos são gigantes. Fiquei um pouco apreensiva, mas não por causa dos penhascos em si, mas por causa da direção do motorista. Diversas vezes ele fez ultrapassagens em curvas que não se tinha boa visibilidade. Além disso, frequentemente o motorista metia a mão na buzina para outros automóveis na sua frente ou animais na pista, o que assustava bastante e me deixava as vezes apreensiva. Entre Sucre e Potosí passamos por apenas um pedágio, mas não consegui ver os preços. Na primeira metade da viagem há muitas curvas a maior parte do caminho é uma subida leve. Quando se atinge uma altura mais elevada, boa parte do caminho é plano e há mais retas. É interessante observar a vida de comunidades mais isoladas nos altiplanos. Há menos árvores e mais plantações (que não consegui identificar nenhuma). Chegamos em Potosí às 16h, porém o ônibus parou em um terminal novo, que não fazia viagens para Uyuni. Assim, tive que pegar um táxi (7 bs) até o terminal antigo (chamado por eles de Ex-terminal) e consegui um ônibus para Uyuni às 16:30h pela empresa Expresso 11 de Julho. O ônibus era ainda mais simples do que o ônibus Emperador que peguei em Sucre (que custava 40 bs). A taxa de uso do terminal foi de 1 bs. Foi impressionante como a questão da altitude é algo que realmente influencia o corpo. Assim que desci do ônibus em Potosí e andei uns 100 metros planos até a rua para pegar o táxi senti bastante cansaço. Parecia que tava correndo. Ao chegar ao antigo terminal fui ao banheiro, que fica no segundo andar. Como o ônibus para Uyuni já estava quase saindo, andei rápido e subi uns 40 degraus no máximo de escada. Parecia que eu tinha asma. Meu coração estava tão acelerado que eu tava tremendo e por mais que eu respirasse fundo, ainda era pouco. Antes de entrar no ônibus eu comprei um saquinho cheio de folha de coca no terminal (5 bs). E logo comecei a mascar e em pouco tempo senti diferença (que também foi influenciada por sentar no ônibus e ficar quieta. Nos dias seguintes depois que eu já tinha aclimatado, não senti diferença na respiração ao mascar folhas de coca. Só acelerava meus batimentos e me deixava um pouco enjoada. No Chile me indicaram a tomar chá de Chachacoma, que seria mais efetivo, mas não experimentei). Logo após sair de Potosí em direção a Uyuni paramos em uma provável barreira de pedágios, seguida logo após por uma barreira policial. Não sei se realmente era um pedágio, pois não vi placas com preços. E tanto no suposto pedágio, quanto na polícia, vi o motorista entregando um documento grande. A estrada para Uyuni também foi tranquila, em sua maior parte plana e mais reta. Em alguns pontos haviam Vicuñas cruzando a estrada (que é um animal que se parece com uma alpaca, mas menor e com menos pelos). Então tome cuidado a noite se for dirigir. Quando já estávamos quase entrando em Uyuni passamos por uma outra barreira de pedágio. Em Uyuni os táxis são melhorzinhos, mas a cidade é bem pequena e dependendo da localização da sua hospedagem, é melhor ir a pé. Depois de um longo dia de estrada, cheguei em Uyuni por volta das 21h e estava fazendo 5 graus (frio demais!!) Fui direto para o hotel (Le Ciel d'Uyuni) e tentei dormir (um dos sintomas que a altitude provoca é a insônia). De madrugada acordei com um pouco de dificuldade para respirar e com as narinas doendo bastante por causa do tempo seco (todas as cidades que tinha passado então eram muito secas, mas Uyuni e San Pedro de Atacama foram as piores). Só consegui dormir de novo depois de molhar um pedaço da toalha e deixar bem próximo ao nariz para ajudar a umedecer as vias aéreas. No dia seguinte meu nariz estava todo ferido por dentro e minhas melecas cheias de sangue (hemorragia nasal pode ser outro sintoma da altitude). 21/09/19 (sábado): Acordei cedo, tomei café da manhã no hotel (muito bom por sinal!) e comecei a procurar agências para o Salar. A maioria das agências ficam na Av. Ferroviária e o preço variou de 730 a 900 bs para um passeio de 3 dias (e duas noites com refeições inclusas) com destino final a San Pedro de Atacama, no Chile. Após pesquisar algumas agências acabei fechando com a Cordillera, que frequentemente é indicada aqui no fórum (embora também tenha várias não recomendações). Inicialmente a atendente me cobrou 900 bs, mas quando ela viu que eu não iria fechar, ela abaixou para 800 bs, aceitando o pagamento em dólares (116 dólares) (câmbio 6,90 bs) e ainda chorei um saco de dormir (que geralmente é alugado entre 40 ou 50 bs - e vi várias recomendações aqui no fórum para levar, principalmente para a segunda noite, onde o alojamento é no deserto a mais de 4 mil metros de altitude). Esse preço não inclui os valores que devem ser pagos no parque e na fronteira, que em geral somam cerca de 250 bs (somente bolivianos são aceitos). Todas as agências oferecem os mesmos passeios. O que parece que muda são os refúgios. Algumas agências também, principalmente as menores, terceirizam os passeios, encaixando-o em grupos de outras agências (isso aconteceu em praticamente em todos os meus passeios na Bolívia, no Peru e em San Pedro de Atacama no Chile. Isso é, você nuca sabe com qual agência de fato você estará indo e no final das contas o que muda é o preço). Os passeios das agências geralmente saem às 10:30h. Meu jipe saiu às 11:15h. Os carros levam até 8 pessoas, mas o mais comum é 7. No meu grupo tinha 6 pessoas (o motorista, mais 5 turistas - eu do Brasil, um casal da Alemanha, uma russa e uma húngara). Boa parte dos guias são bilíngues - inglês e espanhol. Inicialmente fomos ao cemitério de trens, que fica a 10 minutos da cidade. A estrada é de terra batida e é super tranquilo para um carro comum, mas vai trepidar bastante. Depois do cemitério, pegamos uma estrada asfaltada por uns 15 minutos e passamos por uma barreira de pedágios, que se eu não me engano é a mesma que relatei quando o ônibus estava chegando em Uyuni. Custou 5 bs, mas segundo o guia, você tem que pagar de acordo com a distância que irá. Não entendi muito bem como isso funciona, se é que eu entendi certo, pois ele explicou em um inglês que não tava entendendo quase nada por causa do sotaque dele. Saímos da estrada asfaltada e começou o chão de sal. Chegamos a uma fábrica de sal (entrada 10 bs) onde o processo é bem artesanal. Depois disso almoçamos (a comida estava muito boa e no local há banheiro por 2 bs) e fomos até o símbolo da Dakar, que também é onde tem as bandeiras dos países. De lá, entramos mais ainda para o deserto do salar e paramos para tirar as fotos em perspectiva. Sugiro levar uns brinquedos/bonecos pra brincadeira ficar mais legal e você ter umas fotos diferentes além das óbvias que todo mundo bate. A roupa suja bastante de branco ao sentar ou deitar no sal. Quando estávamos no caminho para a ilha dos cactos gigantes nosso jipe simplesmente parou. Teve algum problema elétrico e ficamos parados por quase uma hora, enquanto o guia e o alemão do meu grupo tentavam resolver. Sem solução, o nosso guia parou outros carros e nos colocou dentro de um para nos levar até a ilha enquanto eles rebocavam o carro até a ilha, pois teria outros jipeiros para ajudar a resolver o problema. A entrada na ilha dos cactos custou 30 bs e no local há banheiro (o uso já está incluído no preço do ingresso). O problema do nosso jipe foi solucionado e seguimos para o refúgio. Até um pouco antes de chegar ao refúgio o chão era de sal compactado, o que dá pra ir de carro normal sem problema. Porém perto dos refúgios o sal parece que estava molhado e somente carro 4x4 passava. Se alguém for tentar ir de carro próprio, sugiro que pesquise muito bem os mapas e tenha um GPS bom, pois o salar (e o deserto nos Andes nos dias seguintes) é tão grande que você fica totalmente sem referência pra que direção ir. O refúgio é bem legal. A construção é toda de sal, assim como o chão. A cama foi bem confortável, mas a noite foi bem fria. Além de todas as cobertas, tive que usar bastante roupa de frio. Os chuveiros tem água quente e o banho já estava incluso. Havia energia elétrica e tomadas nos quartos para carregar os equipamentos eletrônicos. Por volta das 19h eles serviram o jantar (e experimentei carne de Lhama, que é muito saborosa. Não é o meu caso, mas para vegetarianos a empresa prepara todas as refeições adaptadas). Uma dica de espanhol. Eu tinha esquecido o nome do guia e o chamei de "chico". O cara ficou extremamente emputecido. Pedi desculpa e falei que não sabia que era uma expressão ofensiva para ele (O que de fato não é! Inclusive o próprio guia nos chamava de chicos e chicas). Independentemente disso eu não curti nem um pouco nosso guia. Comparado com outros que eu vi, ele dava poucas explicações. Além disso, quando deixava a gente em algum lugar, de vez enquanto ele sumia. Quando perguntava alguma coisa pra ele, muitas vezes ele dava uma resposta bem seca e com bastante má vontade. 22/09/19 (domingo): o café da manhã foi servido às 7h e a programação era sair às 7:30h, mas saímos só às 7:50h. Andamos pelo chão de sal que necessita de 4x4 por uns 10 minutos e depois pegamos uma estrada de terra batida, que tem um pedágio e custa 10 bs. Andamos por mais ou menos uma hora e chegamos em um povoado chamado San Juan, onde tem uma casa cultural da quinoa, que mostra o trabalho artesanal da produção de diferentes tipos de quinoa. Eu achei bem sem graça pra falar a verdade. Na rota 701 paramos para observar alguns vulcões (em quase todo o caminho há vulcões a alguns deles saem fumaça). Nesse momento estávamos a mais de 4 mil metros, mas apesar disso não estava tão frio. O vento estava geladinho, mas o sol muito quente (deu até pra ficar de camiseta). Entramos no parque nacional (150 bs, e é válido por 4 dias. Guarde esse ingresso pois precisa dele para sair do parque). Fomos em duas lagoas com flamingos. A primeira era menor e tinha uma concentração maior de sal. A segunda, que é maior e bem mais bonita, tem um tom esverdeado e mais animais. Paramos para almoçar nessa segunda lagoa onde tem um restaurante e banheiro por 5 bs. Depois do almoço, indo em direção a árvore de pedra, passamos por uns rochedos cheios de vizcachas (que é tipo umas chinchilas). A última visita do dia antes de ir para o refúgio foi a laguna colorada, outro lugar maravilhoso. Chegamos no refúgio às 18h, que não era bom. Ele era muito, mas muito gelado e tinha energia elétrica só entre 19 às 22h. Dormi com 4 blusas de frio, touca, luvas, 3 calças, saco de dormir, mais as cobertas que eles forneceram. Não dava nem pra mexer e ainda assim senti um pouco de frio. De fato, se eu não tivesse o saco de dormir, talvez eu passasse aperto. 23/09/19 (segunda): Acordamos às 4:30h, com previsão de sair às 5h, mas saímos às 5:40h. Estava muito, mas muito frio (imagino que devia tá próximo a zero). Fomos para os gêiseires (muito doido! Ponto alto da viagem no deserto para mim. E também foi o ponto mais alto da viagem, literalmente, a mais de 5 mil metros de altitude). Depois fomos para as piscinas termais (6 bs para nadar), paramos para tirar umas fotos no deserto de Dalí e depois fomos para a laguna verde. Saímos do parque nacional e fomos para a fronteira Bolívia-Chile, já que eu iria para San Pedro de Atacama. Primeiro você passa pela aduana boliviana, entregando uma declaração de saída que eles fornecem na própria aduana. Depois de uns 5km, vc passa pela imigração, onde tem o carimbo de saída no passaporte e você precisa pagar 15 bs (em nenhuma outra aduana que passei no resto da viagem tive que pagar nada. Eu desconfio que esses 15 bs é uma espécie de propina que já está tão arraigada que é considerada como praxe). Dali, havia uma van da Cordillera nos esperando para seguir adiante. Depois de alguns quilômetros de estrada (não deu nem 5 minutos de van), chegamos ao posto de imigração e aduana do Chile. É engraçado como as instituições da Bolívia e do Chile são muito discrepantes! Os postos da Bolívia é caindo aos pedaços, poucos funcionários que não conferem nem seu nome direito no passaporte. Já no Chile eles são super sérios, tudo organizado, vários funcionários. Primeiro você passa pelo posto de imigração, onde eles batem o carimbo no seu passaporte. Duas coisas importantes: primeiro, eles te dão um papel que você deve guardar para sair do país. Segundo, você deve ter pelo menos uma hospedagem já garantida, pois você tem que fornecer os dados de onde irá se hospedar. Saindo da imigração você vai para a aduana, onde eles revistarão todas as suas malas. Não pode levar nada de origem animal ou vegetal (ele recolheram minhas batatas e ovos, mas deixaram minhas folhas de coca). Não deixe de declarar o que você está levando. Se eles pegarem, você será multado. Em nenhuma aduana ou posto de imigração tem banheiro. A van seguiu para San Pedro de Atacama e parou no terminal de ônibus. A cidade é bem pequena (pelo menos a área onde se concentram a maior parte das hospedagens, restaurantes e comércios) e simples, o que dá um clima muito legal. Fui para o hostel Mamatierra e eu recomendo demais. Hostel super limpo, confortável, café da manhã excelente, se você vai sair antes do horário do café eles separam um lanche pra você, não cobram pra lavar roupa, nem pra guardar suas malas na recepção caso faça o check-out e vá passear. Tomei um banho e saí para o Centro onde ficam as agências de câmbio e de passeios. Há diversas opções. É bom pesquisar os preços pois há uma variação, mas não é tão grande assim. Assim como em Uyuni, várias agências terceirizam os passeios e no final você geralmente acaba indo com uma empresa diferente da que você fechou (isso vale para Cusco também). Todos os passeios que eu fiz foi com a Star Travel, que me ofereceu os preços mais baratos, mas cada dia eu estava junto com uma agência diferente. Talvez a única coisa mais importante, pelo menos no meu ponto de vista, seja você buscar uma boa agência para fazer o tour astronômico. Esse sim realmente tem muita variação, mas do serviço e nem tanto do preço. Há agências que oferecem mais telescópios e/ou com potências diferentes (inclusive algumas oferecem explicações científicas e outras oferecem explicações esotéricas). A van do tour astronômico me pegou às 20:20h no hostel, pegou outros passageiros e fomos para a casa do René, nosso guia. Fomos literalmente para o quintal da casa dele. Lá ele colocou umas cadeiras com cobertas (faz um frio bom) e nos serviu vinho quente enquanto ele nos explicava e ensinava várias coisas sobre as estrelas. Foi muito legal! Ele entende bastante, é super divertido e muito didático. Depois de quase uma hora fazendo observações e explicações, ele tirou duas fotos e cada participante (éramos 5) e entramos para a casa dele, onde ele nos serviu vinho, achocolatado quente (com água!) e uns petiscos. Ele é uma pessoa muito interessante de se conhecer e nos contou sobre um serviço astronômico diferente que ele faz que chama Gastro, isto é, a junção de astronomia e gastronomia. Fiquei super curiosa! (O contato dele: [email protected]). A única coisa que eu não gostei muito é que só tinha um telescópio (e a agência me ofereceu 3), mas que foi compensada pela pouca quantidade de pessoas, o que tornou o serviço bem personalizado (há agências que oferecem mais telescópios, mas vão grupos grandes, como 16 ou 20 pessoas). Ao fim do tour, a van me deixou de novo no hostel. 24/09/19 (terça): Às 08:30h uma van de outra agência (Andes Travel) me pegou no hostel e fomos pra ir até os petróglifos e Vale do Arco-íris (até a van pegar todo mundo era umas 9h quando de fato saímos para a estrada. A entrada custou 3 mil pesos chilenos). Eu achei o vale do Arco-íris maravilhoso e achei que o tempo de passeio foi muito curto. Queria ter passado mais tempo caminhando por lá. Chegamos na cidade por volta das 13:30h. Fui para o hostel, descansei um pouco e às 16h saí para o passeio do Vale de la Luna (fui na van da empresa Iutitravel). Outro lugar espetacular e a entrada custou 3 mil pesos chilenos. Ao final da tarde fomos para um mirante (Mirador de Kari) ver o por do sol (que teria sido infinitamente vezes mais bonito se fosse no Vale de la Luna). Cheguei no hostel por volta das 20:30h. 25/09/19 (quinta): acordei super cedo para ir para os gêiseres (a van da empresa Ilari Expediciones me pegou às 5:35h no hostel). Lá nos gêiseres está há mais de 4 mil metros e por causa das montanhas que bloqueiam o sol faz muito frio (o sol custa a iluminar no lugar onde a gente anda). Na área dos gêiseres há uma piscina termal que pode nadar e já está incluso no preço do ingresso (10.000 pesos chilenos). A tarde fui para as Lagunas Escondidas (entrada 5.000 pesos chilenos). São 7 lagoas pequenas e extremamente cristalinas que ficam em uma área com muito sal. O teor de sal das lagoas é mais de 45% e você não consegue afundar. É muito legal ficar boiando na água sem fazer nenhum esforço! A água é muito gelada, mas se você ficar só boiando, dá pra ficar de boa durante um bom tempo (até porque o gelado da água é compensado pelo sol quente). Só pode nadar na primeira e na última lagoa. Recomendo primeiro ir ver as lagoas e bater fotos, deixando para entrar na primeira lagoa quando estiver voltando pois o corpo vai ser sal puro depois, o que incomoda bastante para andar. Antes de entrar na van para ir embora tem que tomar uma ducha. Então leve toalha e roupas limpas para trocar. Das lagunas fomos ver o por do sol no mirante. Bom, o que eu achei do passeio do Uyuni e do Atacama? São passeios diferentes e complementares. Se você fizer só os passeios de San Pedro de Atacama (que são bate e volta), para fazer todos você precisará de uns 7 dias cheios. No meu caso, eu já tinha visto muita coisa no passeio de Uyuni, então não fiz várias coisas no Atacama, como as Lagunas altiplânicas, vulcões e termas. Então dois dias cheios para mim foram suficientes. Se você estiver em San Pedro e quiser fazer o passeio do Uyuni não contrate o pacote em San Pedro, pois é muito mais caro (tudo no Chile é caro) e são 4 dias ao invés de 3 (sendo que o quarto dia é basicamente só a volta para San Pedro. E partindo de Uyuni você ganhará tempo, já que pode voltar para San Pedro). Se eu fosse fazer Uyuni de novo eu contrataria a Cordillera de novo? Não. Não que tenha sido ruim com a Cordillera, mas a grama dos vizinhos me pareceu mais verde. Outras agências maiores me pareceram oferecer um serviço melhor. Porém não vou saber indicar os nomes das empresas e nem os preços. Sobre os gêiseres, os do Atacama são bem diferentes dos gêiseres do passeio do Uyuni. Primeiro que tem muito mais gêiser (segundo a agência é o terceiro maior gêiser do mundo). Segundo que nos buracos há água, ao invés de lama. Terceiro que você não pode chegar tão perto das aberturas, pois há muretas e limites de segurança. Eu fui mais impactada pelo gêiseres do Uyuni. Achei disparadamente mais legal, apesar de menor. Mas isso vai de cada um. Conheci gente que fez os mesmos passeios que eu que gostaram mais dos gêiseres do Atacama. Sobre as termas, eu não fui nas termas puritamas do Atacama, mas fui na terma dos gêiseres. A água é morninha, mas não é tão quente quanto o banho termal do Uyuni (que dava até pra suar!). Em alguns momentos senti até frio. Dá para ir de carro normal? No Atacama com certeza. As estradas são na sua maioria de terra batida. O carro só vai trepidar muito. Além disso, há placas nas estradas indicando o caminho é distâncias para as atrações. Mas é bom estudar bem os mapas e ter um bom GPS também. E é interessante você ter um guia para explicações sobre a região e culturas, o que enriquece muito os passeios e você vê algumas atrações com outros olhos, como por exemplo os petróglifos. O passeio do Uyuni dá pra fazer de carro normal? Na estação seca você pode até arriscar se seu carro for mais alto, mas eu definitivamente não recomendo (e olha que eu viajo muito de carro e enfio ele sem dó em estradas que ninguém acredita). As estradas tem muita areia e pedras. A possibilidade de você atolar ou furar vários pneus é enorme. Só de manutenção remediativa com certeza você gastaria mais do que contratar o passeio. Além disso, como eu já disse, lá você fica totalmente sem referência de que direção seguir. Se você for viajar para algum desses lugares de carro não vá sozinho. Apesar de pouco tráfego, as estradas são perigosas pelas condições ambientais extremas. Lembre-se: você estará em desertos e há quilômetros de ajuda de qualquer espécie, médica, tecnológica ou mecânica. Além disso, em altas altitudes dá muito sono por causa da baixa oxigenação e é comum muitos motoristas dormirem no volante sem perceber que está com sono. Eu mesma me peguei dormindo sem perceber em vários trajetos. En San Pedro de Atacama você pode alugar bicicletas e fazer vários passeios de bike. Eu não fiz e deve ser muito cansativo pelas distâncias e pelo sol. (A partir desse momento o relato será mais superficial, pois eu parei de escrever durante a viagem). Dia 26/09/19 (quinta): Para ir para La Paz tive que ir para Uyuni de novo, para então pegar um outro ônibus para La Paz. Cheguei no hostel em La Paz por volta das 4h da manhã. Quando deu umas 8h fui para o centro para começar a olhar agências. Fechei todos os passeios com a agência Bolivia in Your Hands. Passei o dia andando por La Paz, o que foi bem cansativo, pois a cidade é gigante e a altitude não colabora. Dia 27/09/19 (sexta): Fiz o downhill de bike na estrada da morte. E foi uma experiência surreal! As paisagens são espetaculares e a adrenalina vai a mil, mas o caminho é muito, MAS MUITO PERIGOSO. Sério. Eu não sei como aquela estrada é usada até hoje. O caminho é todo de terra com pedras e é a conta de um carro de passeio normal trafegar. Se vier outro em direção contrária, fudeu. Poucos são os trechos em que é possível passar dois carros pequenos. São pelo menos 3h de descida (Eu gastei 3:30h). Os primeiros 20 km você desce na nova estrada, que é asfaltada e um caminho bem fácil de se fazer. Só tem que tomar cuidado com o tráfego de carros e ônibus. Depois chega de fato a estrada antiga, que é o caminho da morte. Essa estrada tem esse nome não é atoa. Todos os anos ocorrem acidentes com os turistas que resolvem fazer essa aventura e você está muito exposto ao risco. Se você cair na estrada (como eu caí), você irá se machucar bastante. Se você cair fora da estrada, já era. A borda da estrada não é um barranco. É um penhasco, literalmente. É uma parede reta. O chão está literalmente há mais de 2 mil km. É TENSO DEMAIS!! Embora eu goste, eu não sou uma pessoa que pratica esportes de aventura com regularidade. Para mim o caminho foi muito extenuante. Não por esforço físico de pedalar (raramente eu pedalei, afinal 99,9% do caminho é descida) e sim pelo excesso de trepidação do guidão. No final da descida eu já não tinha mais força na mão para segurar o guidão e nem apertar o freio. Meu punho estava doendo absurdamente. Teve uma mulher do meu grupo que desistiu na primeira hora da descida pelo mesmo motivo. Porém no meu grupo havia uma outra mulher que para ela foi de boa (mas ela é muito acostumada com esportes radicais e academia). Então, isso vai depender da resistência física e psicológica de cada um. Pelas preferências do trânsito, você deve descer pela esquerda, que é o lado do precipício. Eu não fazia isso, pois é muito perigoso. Sempre ia pelo meio ou pela direita e se vinha um carro, aí sim eu ia pela esquerda. E exatamente por ir pelo meio eu me safei de um acidente que poderia ter sido fatal. Eu estava descendo pela esquerda muito rápido, passei por um trecho com pedras mais salientes e comecei a perder o controle da bike por causa do excesso de trepidação. Então resolvi ir pelo meio porque comecei ver a merda que aquilo poderia dar. Justamente quando eu tava começando a jogar a bike pro meio, eu não sei exatamente o que aconteceu, mas eu fui ejetada da bike. Eu literalmente fiz um super man no ar. Como eu estava indo em direção ao meio da pista, eu fui ejetada nessa direção. Mas se eu tivesse do lado esquerdo, tinha caído penhasco abaixo. Foi tenso demais e por causa das pedras, eu machuquei muito, mesmo usando os EPIs. Por sorte não quebrei nada, mas na hora da queda eu achei que eu tinha rompido algum orgão interno, de tanta dor abdominal que eu senti. Não conseguia nem respirar. E isso é uma dica que eu dou para qualquer um. Vá no seu ritmo, procure uma agência que te permita ir no seu ritmo e vá pelo meio ou pela direta da pista. Existe uma certa pressão dos guias para que você desça muito rápido. E foi justamente por tentar acompanhar o guia que eu me fodi. Dia 28/09/19 (sábado): Fiz um bate e volta para a montanha Chacaltaya e a tarde o passeio do Valle de La Luna. Os dois são muito bonitos. Chacaltaya é surpreendente e você tem uma visão muito bonita da montanha Huayna Potosí, que é bem famosa entre os amantes do trekking, como eu. O Valle de La Luna também é bem bonito, mas não me surpreendeu tanto pois eu tinha visto paisagens bem semelhantes no Atacama. A maior dificuldade de Chacaltaya é a altitude (são 5,395 m). A van chega muito próximo ao topo e a caminhada é relativamente curta, mas muito cansativa. Na alta altitude cada passo dado é como se você tivesse subindo uma escada de 50 degraus. Você respira, respira, respira, mas o ar não é suficiente. Além disso, tava muito, muito frio. Aquele frio que a mão dói de tão gelada. Essa somatória de condições (alta altitude + frio intenso + esforço físico intenso) te deixa muito cansado. O caminho que a van percorre para chegar até o estacionamento próximo ao topo desafia as leis da física e da gravidade. Ao longo de toda a minha viagem passei por estradas que eu duvidava que o carro ia passar e que não iríamos cair penhasco abaixo. Mas mesmo já um pouco acostumada, o caminho até Chacaltaya foi o que me deu mais medo. Tinha hora que eu só fechava o olho pra não ter um ataque do coração! Dá um nervoso sem igual. Durante todo o dia eu estava sentindo um pouco a musculatura dos meus antebraços por causa do esforço muscular da bike no dia anterior. Mas bem de boa. Chegou a noite meu braço direito inteiro começou a formigar e a medida que a noite foi avançando comecei a sentir uma dor insuportável no meu antebraço direito. A dor tava tão grande que analgésico não tava segurando a onda e nem consegui dormir. Dia 29/09/19 (domingo): Assim que amanheceu, a dor tava tão grande que eu tive que desistir de um outro passeio que já tinha contratado e que exigiria um esforço físico maior do que em Chacaltaya. Acionei meu seguro de viagem e fui para a emergência de um hospital. Chegando lá fizeram alguns exames e chegaram a conclusão que eu estava com Epicondilite lateral, uma inflamação decorrente de microrrompimentos das fibras dos tendões extensores do antebraço devido ao excesso de trepidação do guidão na estrada da morte. Resultado: 5 dias de anti-inflamatório e analgésico, braço imobilizado e tive que evitar de fazer esforço físico. Voltei para o hostel e acabei ficando por lá a toa o resto do dia. Dia 30/09/19 (segunda): Por causa do braço, resolvi ficar quieta no hostel o dia todo. Dia 01/10/19 (terça): Peguei um ônibus para Copacabana, chegando lá por volta de meio dia. Deixei minhas coisas no hotel e fui fazer um bate e volta em uma ilha no lago Titicaca. O lago é sensacional e o passeio foi bom, mas não me surpreendeu tanto. Muitos relatos do fórum recomendam ficar na hospedado na ilha, mas tudo é caríssimo. Cheguei em Copacabana novamente por volta das 18h. O clima a noite em Copacabana é legalzinho e há vários restaurantes legais. As ruas ficam cheias de turistas andando a noite. Se você for comprar alguma lembrancinha de viagem recomendo comprar tudo na Bolívia, antes de atravessar para o Peru. Você encontra praticamente as mesmas lembrancinhas em ambos os países, mas no Peru é muito mais caro. Dia 02/10/19 (quarta): Peguei um ônibus cedo em direção à Puno, para então seguir viagem para Arequipa. Embora a distância seja relativamente curta, a viagem durou longas 14h. Foi muito cansativo. O caminho é muito sinuoso, boa parte é de terra, causando grande trepidação do ônibus em boa parte da viagem. Com frequência sobem vendedores ambulantes no ônibus. Um desses vendedores que entrou no meu ônibus foi um vendedor desses chás de ervas que prometem curar tudo o que você puder imaginar. O abençoado ficou 1 HORA E MEIA falando na nossa cabeça com o microfone dele. Irritante, mas engraçado também ao mesmo tempo. Cheguei em Arequipa a noite e a cidade renovou todo o meu cansaço da viagem de ônibus. A cidade é incrível! Muito bonita e com um clima muito agradável. Fiquei andando pelas ruas do centro e depois fui para o hostel. Há vários passeios ao redor de Arequipa. O mais famoso é o passeio pelo Vale do Colca, porém como eu cheguei muito tarde, não consegui reservar passeios para o dia seguinte. Dia 03/10/19 (quinta): Passei o dia caminhando pela cidade de Arequipa. A cidade é muito rica culturalmente e historicamente. Há vários museus interessantes e casarões antigos por toda a cidade. Ao mesmo tempo, a cidade também tem algumas construções mais modernas e uma melhor infraestrutura. O que foi ótimo para dar um alívio dos perrengues que se passa na Bolívia, que é muito desorganizada e sem infra. Dia 04/10/19 (sexta): Peguei um voo cedo da VivaAir para Lima (de ônibus seria mais de 30h de viagem). Essa companhia aérea é uma lowcost que faz vários voos dentro do Peru (outra cia lowcost é a SKY). No meu caso a passagem não saiu tão barata pois comprei no dia anterior e tive que comprar o despacho de bagagem. Existem duas malandragens da VivaAir para arrecadar dinheiro. Primeiro é sobre as dimensões das malas de mão: as dimensões e o peso que eles exigem eram menores do que geralmente as outras cias aéreas exigem (e no Peru eles são bem rigorosos com as medidas e medem mesmo). Se chegar no avião e sua mala estiver fora do padrão deles, você pagará uma FORTUNA (não lembro e posso estar enganada, mas era algo tipo 400 doletas). Então muita gente acaba tendo que comprar o despacho de bagagens, como eu, que tinha a minha mala de mão dentro das exigências da Latam. A segunda malandragem é sobre o check-in. Durante a compra da passagem eles oferecem um valor de 4,50 dólares para imprimir o check-in com eles. Eu não comprei porque achei um absurdo. Depois que eu fechei a compra eu fiquei com aquilo na cabeça do porquê eles iriam cobrar para emitir uma um documento que poderia ser apresentado no celular. Então fui ler os termos de condições que aceitei sem ler (como todos fazem!). E lá eles deixam muito claro que o check-in deve ser apresentado IMPRESSO. Eles NÃO ACEITAM O CHECK-IN NO CELULAR. Se você não levar o check-in impresso, eles cobram 60 DÓLARES na hora!!! Surreal. Muito gentilmente a recepcionista do meu hotel imprimiu o check-in para mim. Mas se ela não tivesse imprimido, eu tava ferrada pois só vi essa condição do termo muito tarde na noite anterior. Tirei a sexta para fazer um Networking em uma universidade que tenho o contato de alguns pesquisadores que trabalham também na minha área. Dia 05/10/19 (sábado): Encontrei com um amigo limenho que me levou nos principais pontos da cidade. Foi um dia muito legal! Lima é uma cidade gigantesca e com um trânsito caótico (mas pra falar a verdade eu achei menos pior do que o trânsito na Bolívia). Passamos o dia inteiro rodando a cidade de carro e fomos em muitos, mas muitos lugares, além de Miraflores, que é o bairro mais turístico da cidade. De todos os lugares, disparadamente, o lugar mais imperdível na minha opinião é o Parque das Águas. Chegamos lá no entardecer e ficamos até a noite. No parque há várias fontes de água dançantes, com shows de iluminação e músicas. É fantástico! Outro lugar muito interessante que fomos é nas ruínas Huaca Pucllana, que pertenceu a uma outra civilização peruana, com uma arquitetura diferente e datada de mais de 1.500 anos. Dia 06/10/19 (domingo): Meu amigo e eu saímos de novo e fomos fazer um trekking em uma montanha chamada Lomas de Lúcumo, que fica em Pachacámac (cerca de 1 hora de Lima de carro). O lugar é muito bonito pois é composto por um bioma que ocorre somente no litoral do Peru. Demoramos umas 4 horas para fazer o caminho completo e saímos de lá absolutamente sujos de lama. Não vá com tênis normal, pois você escorregará muito além do normal. Vá de bota para trekking e impermeável. Leve uma roupa extra para trocar, pois é inevitável se sujar muito de lama. Dia 07/10/19 (segunda): Meu voo para Cusco saiu a tarde e foi uma peleja para conseguir imprimir meu check-in da VivaAir. O Uber que eu peguei foi muito gentil comigo procurando um lugar para eu imprimir o documento. Ele não sabia onde poderíamos conseguir e começou a descer no comércio e perguntar por indicações. Demoramos uns 20 minutos para conseguir encontrar uma copiadora. O voo foi super rápido e tranquilo (de ônibus demoraria cerca de 24h de viagem). Cusco é sensacional! A cidade é muito bonita e eu era capaz de andar nela por horas. A altitude (3,400 m) pesa um pouco nas caminhadas. Ainda que eu estivesse aclimatada, parece que os 3 dias em Lima (que é litoral) fizeram o corpo desacostumar um pouco com a altitude. A cidade faz bastante frio, especialmente a noite. Dia 08/10/19 (terça): Passei boa parte do dia fazendo cotações de passeios. Existem várias opções de passeios. Os preços das agências não variam muito e é aquele mesmo esquema de todas as cidades por onde passei: você paga uma agência, mas no final das contas você nunca sabe com qual agência de fato irá. Dia 09/10/19 (quarta): Fiz o Vale Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero) + Ruínas de Moray + Salineras de Maras. A excursão durou um dia inteiro e valeu a pena demais. Muitos lugares diferentes e MUITO bonitos. É IMPERDÍVEL esse passeio! Dia 10/10/19 (quinta): Fui para Machu Picchu. E quase não fui ao mesmo tempo. Eu estava com uma mala de mão de rodinhas e por conta disso eu resolvi que não iria dormir em Águas Calientes pois não teria como transportar minha mala nas caminhadas. Resultado: mesmo sendo muito mais caro, optei por comprar minha ida e volta de trem, ao invés de fazer todo aquele esquema de ir andando pela hidrelétrica (existem dezenas de relatos aqui no fórum e no YT ensinando a ir para Machu Picchu de uma forma mais econômica). O preço do trem varia de acordo com os horários de partida e com o tempo de antecedência que você compra as passagens. O valor mais barato que eu consegui, dentre as possibilidades de horários, foi saindo de Ollantaytambo às 05:30h e voltando às 00h (total 212 dólares, incluindo o ingresso de Machu Picchu e todos os transferes). De Cusco à Ollantaytambo são cerca de 2h de van. Isto é, para pegar o trem às 05:30h, a van teria que me buscar no hostel às 3h. Acontece que a agência simplesmente NÃO ME BUSCOU! Eu fiquei extremamente brava e frustrada. O tempo inteiro tentei falar com o número de telefone da moça da agência e nada. A raiva era tanta que nem conseguir dormir depois disso eu consegui. Por volta das 6h da manhã, assim que a moça da agência acordou e viu todas as minhas mensagens e ligações, ela me ligou imediatamente, assustada, sem graça e sem saber o que aconteceu. Em menos de 15 minutos ela chegou no meu hostel com uma cara que deu até dó de tão apavorada e sem graça que ela ficou (ficou muito claro que realmente foi um erro que nunca aconteceu). Ela me prometeu que iria me encaixar em um outro trem e que me iria pessoalmente me buscar. E assim o fez. Às 8h ela me buscou para pegar a van e segui para Ollantaytambo para pegar o trem às 10h (obviamente a agência pagou toda a diferença, que foi uns 80 dólares). Chegando em Águas Calientes, uma van estava me esperando e seguimos diretamente para Machu Picchu. Em frente à entrada do Parque estava uma confusão sem igual. Há centenas e centenas de turistas esperando seus guias para entrar no Parque, filas e mais filas para pegar as vans de volta a Águas Calientes... e no meio disso tudo tive que procurar meu guia. Era impossível encontrar. Acabei conversando com uns dois guias aleatórios e eles fizeram um rádio peão entre eles e encontraram o meu guia, que foi ao meu encontro. Entramos no Parque por volta das 13h e não tive nenhum problema com relação ao horário do meu ingresso, que estava programado para as 11h. Eles nem conferiram isso. Realmente Machu Pichu é muito legal, mas é muito lotado. Ao término do passeio, retornei para Águas Calientes. A cidade é bem charmosa e o clima a noite é muito legal. Dá realmente vontade de passar uma noite por lá, mas como meu trem de retorno ia sair bem tarde, deu para conhecer relativamente bem a cidade. Eu achei as comidas e serviços oferecidos em Águas Calientes bem mais caros do que em Cusco, que já é uma cidade cara. Cheguei no hostel por volta das 2h da manhã. Foi tudo bem cansativo, mas no final acabou dando certo. Dia 11/10/19 (sexta): Para completar o estresse do dia anterior, peguei uma infecção alimentar, o que é algo considerado normal em viagens pela Bolívia e Peru. Resultado: fiquei no trono o dia todo, vomitando e com febre. No final da tarde meu amigo de Lima chegou em Cusco para curtir o fds comigo. Dia 12/10/19 (sábado): Meu amigo e eu fomos para o passeio das Montanhas Coloridas. Por causa da altitude e da inclinação na parte final da trilha, a caminhada exige muito, mas muito da respiração. Parávamos com frequência, mas chegamos lá! O lugar também é lotado e é bonito. Particularmente eu achei que me surpreenderia mais, mas ainda assim foi bem legal. Dia 13/10/19 (domingo): Meu amigo e eu iríamos para a Laguna Humantay (que é mais alta do que a montanha colorida), mas ele estava MUITO, mas muito mal devido ao Soroche. Achei que ia ter que levar ele pro hospital. E eu também ainda estava meio fraca por causa da infecção alimentar. Assim, acabamos achando melhor abrir mão do passeio e ficamos de bobeira em Cusco mesmo. Dias 14, 15 e 16/10/19 (segunda a quarta): Meu amigo foi embora na segunda bem cedo e eu fiquei o resto do dia a toa ou organizando minha bagagem para o meu voo de retorno ao Brasil na terça de manhã. A viagem de volta foi super longa (24h) e fiquei muito cansada. Cheguei na quarta de manhã em BH. Total de gastos: R$1.641,00 (passagens BH-Santa Cruz, Cusco-BH) U$ 1.400,00 (comprei o dólar a R$4,34) = R$6.076,00 Aproximadamente R$1.000,00 (passagens áreas para Lima e Cusco, Uber e comidas em aeroporto). Para quem tem Síndrome de Menière, eu não tive nenhum problema com a altitude. Muito pelo contrário, a minha frequência de tonturas até diminuiu. Não sei se por coincidência ou por algum efeito que a altitude proporcionou (apesar de não ver muita lógica nisso). Mas a questão é: já que eu não tive nenhum problema, agora o céu é o limite! hahaha! Eu sempre digo que cada mochilão me transforma de alguma maneira. Nessa viagem aprendi muito mais sobre mim, especialmente sobre aprender a respeitar os limites físicos do meu corpo. De longe a Bolívia e o Peru são os países mais culturalmente diversos que eu visitei até hoje e a minha maior recomendação é: vá sem medo. Essa viagem encheu a minha vida de novas cores, novos sabores e novos amores 🥰.
  3. Oi, pessoal, tudo bem? Tenho acompanhado vários posts com dicas e experiências pela Bolívia e tem sido muito útil. Estou indo com amigos dia 29 de dezembro para Santa Cruz. Nosso voo chega de madrugada. Estamos pensando sobre onde passar a virada e não temos achado muitas informações. A ideia é fazer Santa Cruz - Samaipata - Sucre - Potosí - Tarija - Uyuni - La Paz - Sorata - Copacabana - Cochabamba - Santa Cruz. Pelos meus cálculos, no dia 31 estaríamos em Samaipata ou Sucre. O que acham? Alguma sugestão em algum desses lugares de onde passr a virada? Além disso, alguma dica, no geral, para os lugares por onde pretendemos passar? Obrigada! ❤️
  4. Iniciando a Trip 4 de maio de 2019, Bolívia e Peru TODOS OS VALORES EM DÓLAR. Não colocarei os valores ainda no Brasil, vou me concentrar em valores nesses 2 países apenas, para você ter uma ideia que quanto irá precisar para fazer a sua. Vou postar em dólares para facilitar, no dia que você decidir a ir nesse locais. Amanhã, será o início, já deixo a parte inicial do Tópico, pois irei postar diariamente, todos os finais dos dias. Pretendo ficar 24 dias, se não der para fazer todo o roteiro, poderei ficar mais uns dias para completar. Roteiro que tenho em mente, posso mudar, conforme o andamento da carruagem: Santa Cruz de La Sierra > Sucre > Uyuni > Salar > La Paz > Puno > Arequipa > Copacabana > Samaipata > Santa Cruz de La Sierra. SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Compre o chip Tigo, funciona 100% aqui na Bolivia. Dicas: Tem 2 bancas que vendem os chips. Uma delas a U$ 1,45 e a outra a U$ 2,17. Uma em frente a outra. Outra dica: Peça para a moça configurar seu chip, é um pouco chato. U$ 8,68 o taxi do aeropuerto ao centro U$ 2,17 de centro ao terminal com muito choro. Aprendi a chorar kkkkkkk. Não encontrei a moça que iria conosco. Ela já tinha ido com uns Brazucas para Sucre. Se deu mal, pois o Soroche a atacou, fui saber disso, bem depois e por cima, ela esqueceu o celular em Santa Cruz. Então segue o roteiro, somente minha esposa e eu. Hospedagem em Santa Cruz de La Sierra, valor para casal: U$ 10, usando ora o AIRBNB ou BOOKING. SEGURO VIAGEM, usei sempre esses do links ou aplicativos. Ajudou bastante para comparar os valores.
  5. PARTE 1: UM NADA BREVE ENSAIO SOBRE UMA VIAGEM. Passado quase 1 mês de meu retorno ao Brasil meu coração se acostuma com a saudade e anseia pelo próximo destino... Afinal, viajar é isso: se tornar um pouco do lugar visitado e deixar um pouco de você lá, não é mesmo? Começo falando bem rapidamente de mim: até pouco tempo atrás, viagem não era algo que eu considerava nem tangível nem desejável (acho que faltava peças em meu cérebro) mas desde que encontrei minha metade da laranja, sinto um enorme desejo de desfrutar desse mundão de meu Deus com ela. Começamos em Campos do Jordão, fomos para Salvador, Arraial do Cabo, voltamos para Salvador (é bom demais lá <3) e outras viagens "pequenas" aqui e ali, mas sem nunca deixar as terras tupiniquins. Dito isso, apresento aqui os 3 personagens principais dessa história: este que voz fala, Marcos (ja previamente apresentado). Mozão, Juliana. E nosso primeiro destino internacional: Bolívia. Essa viagem era para ter saído em 2017, mas alguns problema$ a adiaram para 2018, ou seja, tivemos ai quase 2 anos de pesquisas, planejamentos e preparação. A primeira coisa foi definir onde ir: fazer o clássico, Chile - Bolívia - Peru? Escolher apenas um desses países? Escolher outro país? O que levamos em conta foi que, para nós, 30 dias (inicialmente eram 30 dias) era pouco tempo para mais de um país, para dizermos que de fato conhecemos um país, assim optamos por apenas um por viagem. A equação Barato x Uyuni x Huayna Potosi (já adianto que este não rolou, mais a frente direi o porquê) teve como resultado: vamos para a Bolívia \o/. Nosso roteiro foi esse: SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE SUCRE X POTOSÍ POTOSÍ X UYUNI UYUNI X LA PAZ LA PAZ X COPACABANA (ISLA DEL SOL) COPACABANA X LA PAZ X COCHABAMBA COCHABAMBA X TORO TORO TORO TORO X COCHABAMBA X SANTA CRUZ DE LA SIERRA Deixamos o solo tupiniquim no dia 14/12/2018, em voo da Gol. Dentro da Bolívia todo o trajeto entre cidades foi feito de ônibus. Neste relato tentarei ser o mais detalhista possível em relação a agencias, como chegar, preços, etc.e sintam-se a vontade para me perguntar qualquer coisa, diversos relatos me ajudaram muito e se eu puder minimamente retribuir esta ajuda, já ficarei muito feliz. Dicas iniciais (para antes da Bolívia): Ir de ônibus, trem da morte ou qualquer outro meio terrestre tende a ser muito mais barato, com certeza é uma experiencia unica, mas é muito mais demorado. Motivo esse que nos fez optar por ir pelo ar. Ainda sim, ressalto que durante os meses que procurei passagens áreas, encontrei preços que ficavam mais em conta que ônibus, porém eram datas bem fora do que teríamos disponíveis. Só para terem uma noção da diferença: como moro em Jundiaí - SP, minha partida é da cidade de São Paulo, de lá eu pagaria R$350,00 o trecho (ou seja R$700,00 total) de ônibus saindo do tietê, numa viagem de 36 horas que se findaria em Santa Cruz de la Sierra. De avião, paguei R$1053,00 ida e volta em um voo de aproximadamente 3 horas de duração. Percebi também que o processo de entrada na Bolívia é muito mais rápido pelo aeroporto. Acredito ser sabido por todos (menos por Jon Snow, esse não sabe nada) que não é necessário Passaporte para visitar países da América do Sul, somente um RG em boas condições e dentro de um prazo aceitável (que agora me fugiu a mente se é 5 ou 10 anos da data de expedição) já é o suficiente, porém ouçam o tio aqui: se tiver passaporte, leva, se não tiver, faça. è muito menos burocrático o uso do passaporte, se for abordado por um policial só o carimbinho de entrada nele já resolve. Não que você vá ter problemas se for só com RG, mas o passaporte facilita a vida lá. Se você não tem ainda, pense que é melhor fazer agora do que esperar a taxa subir (e ela sempre sobe), ou não ter tempo para tirar (já pensou precisar do passaporte para viajar e encarar uma greve ou tempo de emissão de 3, 4 meses? Isso pode ser possível, então é melhor prevenir que remediar. Ah, CNH não conta como documento, é RG ou passaporte). A Bolívia exige a carteira internacional de vacinação de febre amarela, facilmente obtida caso você seja vacinado (se precisar de ajuda é só chamar) mas em nenhum momento alguem lá dentro pediu para ver a minha. Ainda sim, é melhor ter e não precisar do que precisar e ter que cry over spilt milk (escola de idiomas Mamonas Assasinas). Seguro viagem não é obrigatório, mas se você precisar de médico lá e não ter seguro, prepara o bolso. Vi relatos de pessoas que deixaram 10 mil trumps lá só com medico. Não feche passeios e/ou hostels aqui, não compensa. Lá as ofertas são muito maiores e consequentemente há maior margem para tentar barganhar um desconto, fora que há hostels que você não vai achar nos aplicativos e sites. Se quiser, de uma olhada (usei muito o booking, hostelworld e airbnb) para ter uma ideia de quais hostels procurar ou onde procurar por eles. A lingua não é um problema: Falo inglês e tenho um espanhol nivel duolingo (iniciado 2 meses antes da viagem). Levei também um livro de bolso de conversação em espanhol mas usei 2 vezes no máximo. Acontece que o povo Boliviano é solícito, seja educado e fale devagar, com mimica se necessário, que você se fará entender. Em ultimo caso tem o Google tradutor que pode ser usado até off, então não se preocupe com isso. Ah, entender eles é bem tranquilo até, é mais difícil para eles nos entenderem, mas como eu disse, é possível. Dicas iniciais (inside Bolivia): Não coma nada da rua: talvez pareça ríspido, eu li e ouvi muito isso, e ainda sim me arrisquei, porém só não como duas coisas: pedra quando esta sem sal e urubu quando voa. Ou seja, saiba seus limites. Se seu estomago for nível rambo e quiser encarar, só vai. Mas não é aconselhável. Não beba água da torneira: pelo motivo já citado, a água da torneira pode ser prejudicial. Conhecemos um casal brasileiro que se mudou para Cochabamba e tomaram a agua da torneira. Ganharam uma semana de cama severamente doentes. Uma saída barata é a água de saquinho, custa 0,50 BOBs um saquinho de 500ml. A altitude pode ser um grande problema, então não a subestime. Se aclimatar corretamente, um cházinho de coca, soroche pills, folha de coca mascada, tudo isso ajuda, mas não extrapole seus limites pois nada disso é milagroso. O que levar? Isso é relativo, então posso dizer o que eu levei: 3 calças (duas seriam o suficiente, porém acabei me sujando bastante no Uyuni). 7 camisas (um baita exagero). 1 calça de pijama (ok). 2 camisas e um shorts de pijama (ok). 4 camisas de manga comprida (exagero) 1 Segunda pele (ok). 1 blusa de moleton (não usei, mas mozão usou). 1 casaco que não sei nem como chamar, mas é daqueles que é quase um iglu, protege mais do frio que meu quarto (o tamanho dele na mala foi algo triste, mas lá eu usei bastante) 9 cuecas e 1 sunga (usei todas mas acho que dava para levar menos) 5 pares de meia (exagero) 2 pares de tenis e 1 par de chinelo (ok) 1 toalha fast dry comprada na Decatlhon (quem sabe rola um patrocínio??) Escova de dentes Creme dental Creme de pentear cabelo Alguns rolos de papel higienico (não lembro quantidade, mas como descumpri a regra de não comer nada da rua, todos os rolos foram muito úteis) 6 pacotes de leninhos umedecidos (3 comigo e 3 com mozão, mas foi exagero também) Kit de primeiros socorros (remédio para dor muscular, remédio para estomago, diamox, sal de fruta, ibrupofeno, dipirona, band-aid) Celular, carregador e carregador portátil. Doleira Mochila de ataque de 10L (não chegou nenhuma proposta de patrocínio então não haverá divulgação dessa vez u.u) Cartão de crédito para emergências (não usei) Desodorante Sabonete Jogos (A quem interessar possa: Coup, The resistance e baralho). Touca 1 par de Luva 1 óculos de Sol Manteiga de Cacau Cadeados Acredito que só, mas posso ter esquecido de alguma coisa. Tudo foi dentro de uma mochila de carga de 42L (que é maior que muitas de 50L), e de uma mochila de 35L. Ambas foram comigo dentro do avião, não houve despacho. E assim encerro a introdução. Na próxima vez que voltar a escrever já falarei sobre o inicio da viagem, e para você que ma acompanhou até aqui, deixo algumas fotos de aperitivo \o/ Até logo (espero)
  6. Boa noite! Tamo levando em real pra trocar os bolivianos lá. Vamos passar pelo aeroporto de Santa Cruz e ter 3 horas até o voo pra Sucre (se nada atrasar). A dúvida é: é melhor trocar o dinheiro em Santa Cruz ou Sucre? E se for Santa Cruz, seria na aeroporto ou teria que ir pra cidade? 3 horas acho arriscado ir e voltar pro aeroporto e chegar com antecedência pro voo. Valeu!
  7. Olá viajantes, preciso de ajuda para verificar se esse roteiro "funciona" realmente. Sairei de Manaus no dia 04 de maio de 2019, chegando a Cumbica e já saindo para Barra Funda, pegando o busão com destino a Corumbá. Tudo no mesmo dia, pois o ônibus sai a noite de São Paulo. Chegando em Corumbá no dia 5. Vou até a Fronteira e compro as passagens para Santa Cruz. Chegando a Santa Cruz, dia 6 pernoito 1 dia. Saio de Santa Cruz no dia 7 com destino a Sucre, chegando no dia 8, onde pretendo passar 2 dias, até o dia 10. Saio para Potosi e chego no mesmo dia, pernoito até o dia 11. Vou a Uyuni e pernoito até o outro dia, 12. Salar de 3 dias, até o dia 15, Volto a Uyuni e saio direto a La Paz, chegando dia 16. Aí vem mais duvidas, pois quero pernoitar no Titicada, se possível junto com os nativos. Se tem pacotes dede La Paz ou tenho que ir a Copacabana. Lí muitos e muitos comentários aqui, porém não li nada a esse respeito. Se tem ônibus de Copacabana direto a Santa Cruz Como sobram dias, qual cidade dessas citadas que poderei passar mais dias, ou quais locais a visitar ? Se fosse você, para onde iria mais ? Agradeço aos comentários
  8. joshilton

    Samaipata > Sucre

    Preciso de uma informação Existe ônibus que faz linha de Samaipata a Sucre ? Me apaixonei por Samaipata, depois que assisti um documentário hoje. Pesquisei muito, a única postagem que li, foi de 2017, dizendo que 1 ônibus sai de Samaipata a Sucre, as 20 horas. Alguém tem mais informações? Como Samaipata fica entre Santa Cruz > Sucre, pretendo ficar em Samaipata por 2 dias, sem querer retornar a Santa Cruz.
  9. Viajei em novembro de 2017 para Santa Cruz de La Sierra, depois Sucre, Uyuni, fiz o passeio de um dia no salar e voltei para Santa Cruz.Estava só e fiquei em Santa Cruz na casa de uma amiga que mora lá, a Denise. Preparativos de viagem: Voo Rio de Janeiro – Santa Cruz -Comprei a passagem pela gol saindo do Rio de Janeiro com conexão em Guarulhos, se tivesse comprado a passagem com um mês de antecedência teria economizado uns 250 reais, mas estava verificando as datas com minha amiga, então acabei comprando na penúltima semana de outubro por R$ 1486,09 pelo Santos Dumont que é mais perto da minha casa.Esse valor inclui uma bagagem despachada de até 23 Kg. Se eu fosse somente a Santa Cruz, seria possível não levar mala no bagageiro, pq Santa Cruz é quente e abafada. Não usei nem calça jeans lá e olha que peguei uma frente fria..rs. Voo santa cruz –sucre - Comprei também passagem de Santa Cruz para Sucre ida e volta pelo site da Bolivariana aviacion –BOA por 571 BO (bolivarianos). A amazonas também oferece o mesmo voo. Os preços são semelhantes a diferença são os horários. Claro que usando o cartão de crédito, então tem IOF sobre esse valor. ATENÇÃO: Comprei o voo doméstico para o aeroporto Viru-Viru mas minha amiga me disse que deveria ter pesquisado se tinha voo para o outro aeroporto que é mais central, daí gastaria menos de transporte. Fiz as reservas de hotéis no booking.com. Os dois hotéis que paguei lá, então não teve IOF. Passagem ônibus sucre –uyuni - Eu li em um blog que vc pode comprar com antecedência no site: ticketsbolivia.com.bo. Eu tentei comprar mas meu cartão dava erro. Liguei para o banco mas mesmo assim não funcionou. Mal da altitude - Como planejei ir a lugares bem mais altos que Santa Cruz, tomei o Diamox, remédio para o mal de altitude uma semana antes, comecei com dois por dia e no final, três por dia e lá eu tomei 4 por dia. Não fui ao médico, peguei a dica aqui em uma viagem anterior à Bolívia, quando estive em La Paz e Copacabana. ATENÇÃO: Eu sou saudável! Não tome o remédio se vc tem problemas de saúde, especialmente de coagulação ou pressão alta. Essas duas doenças eu tenho certeza que o diamox não é recomendado pq os médicos da minha irmã e de uma amiga proibiram. Custo de transportes: R$ 1486,09 passagem gol rio –santa cruz de La sierra-rio R$ 289,25 passagem boa santa cruz-sucre-santa cruz (com 6,38% de IOF e 1R$=2,10 BO) R$ 114,29 passagem 6 octobre sucre-uyuni-sucre (1R$=2,10 BO) Hostel Solariega Sucre – suíte 125 BO Hostel Ciel de Uyuni – suíte 125 BO Dia 5/11 Meu voo era 6:25h para Guarulhos, mas a zebrinha pensou que voo internacional são 2h de antecedência, chegou no aeroporto antes dos funcionários! Pode chegar com uma hora tranquilamente. Tomei um caputino em Guarulhos por R$12,50 para matar o tempo da conexão que era 7:30h até 10:20h. Cheguei em santa cruz de La sierra 11:30h e minha amiga tinha tratado um motorista. O aeroporto Viru-Viru fica distante da cidade, custou 90 BO. Minha amiga disse que não conhecia nenhum lugar para trocar reais, mas eu lembrei que aqui já tinha lido relato de cambio de reais, então troquei 200 reais. 1R$=1,8BO. NUNCA FAÇA CAMBIO NO AEROPORTO! Deixei as coisas na casa dela, que fica em um bairro bem bonitinho, Equipetrol e fomos caminhando (ninguém caminha no bairro!) até um restaurante, Trivento, muito chique! Como taças, talheres...pedi um prato de 65BO e uma taça de vinho por 19BO. A conta não incluiu gorgeta (chamada de propina). Eu vou colocar aqui os restaurantes que estive com Denise, por mera curiosidade, mas que fique claro que eles fogem ao nosso estilo mochileiros. Depois descansamos um pouco e fomos ao teatro com os amigos dela, super legais Beth e Alex. Daí partimos para uns beslisquetes no LORCA perto da praça principal da cidade a 24 de setembro. Lá vc pode pedir um prato para dividir com 2 ou mais amigos por 150BO. 6/11 Chamei um uber para ir a Plaza 24 de setembro por 18 BO, pague no dinheiro para não ter IOF! Já levei uma garrafinha de água pq vc vai andar sempre com uma! Lá troquei reaias a 2,10 BO. Tem várias casas de cambio perto da praça e tem uns caras trocando na rua, mas sempre rola medo de notas falsas! Claro que usei aquelas bolsinhas de cintura que ficam dentro da roupa. Voltei no mesmo uber para a casa da Denise, peguei minhas roupinhas e fui para Viru-Viru, paguei 80 BO no uber. Tomei um voo anterior ao que tinha comprado. De novo a neura de perder o voo. Cheguei em Sucre 12:05h. o taxi local me cobrava 50 BO e diante da minha cara de “NO, gracias”, chegaram a oferecer 30BO, mas ai fui no balcão de informação e me disseram que poderia pegar uma van a 8BO. Claro que nem pensei, entrei na vanzinha. Se vc tiver com mala, eles colocam em cima da van, mas a minha era pequena. Detalhe não tinha wi-fi no aeroporto para chamar uber. O motorista da van me deixou em um ponto próximo do hotel, dizendo que eram três quadras. Na verdade seis quadras. Cheguei no hostel, onde reservei um quarto com banheiro privativo. O quarto era simples. Dava para ouvir o barulho das crianças de um colégio no Recreio. Do hostel descendo a rua, vc chega a pé na Praça principal da cidade. A localização é boa. Peguei um taxi para o terminal. Presta atenção que os taxis são lotadas! Esqueceram de me dizer isso e eu só notei quando entrou uma senhora no meu taxi. Perdi vários carros com passageiro. Custo 5 BO. No terminal comprei a passagem para Uyuni na 6 de octobre que fica no subsolo do terminal. A passagem é direto. Consegui convencer o vendedor a me vender a volta, pq ele dizia que teria que comprar em Uyuni. Imagina se não tem volta! Resolvi comprar a passagem mais cara, a tal de cama a 120 BO individual. O semi-leito era 80 BO. Achei que a diferença de 20 reais é pequena por um pouco de conforto. Afinal iria viajar de 22h até 5:30h. Notei que o vendedor me mostrou a foto dos dois ônibus vermellhos que eu iria pegar. Deve ter turista pegando ônibus errado. Voltei para o hotel e peguei 8BO pq estava cansada de andar, daí o taxi me deixou na porta do hotel. Sai para comer e achei um hostel perto da praça onde comi sanduiche de frango com batata frita e limonada e usei o wi-fi a 36 BO. Como era segunda muita coisa não abria. Então acabei indo conhecer a casa do tesouro com uma visita guiada em espanhol. Como tenho interesse em mineração, achei interessante. Não lembro o valor mas deve ter sido 20BO. Dormi um pouco no hotel – Isso também é férias! Dormi na sessão da tarde..luxo! Sai a noite para jantar, comi pizza em cone. Duas mais um refri de 600ml por 30 BO, essa pizza fica bem de frente para a catedral. Passei em uma farmácia na esquina da praça e comprei umas coisinhas para levar no busão: água, biscoitinhos, lenço de papel, bala...26,40BO. Uber equipetrol Plaza ida e volta – 40 BO Uber aeroporto viru viru -80 BO Transporte aeroporto sucre até hostel = 8 BO Taxi centro – terminal ida e volta = 10 BO/pessoa Sanduiche com refri – 36 BO Museu do tesouro = 20 BO Pizza com refri = 30 BO Dia 7/11 Sai bem cedo do hostel e fui ao terminal por 5BO. Lá vc precisa pagar uma taxa para embarcar no subsolo mesmo a 2,50 BO. Ao lado tem um balcão de informação para turista. Aproveitei para pegar um mapinha de Sucre e umas dicas, pq na véspera tava tudo fechado. O ônibus estava lá na plataforma 9. Bem tranquilo. O ônibus saiu pontualmente 9:30h, como minha bolsa era pequena, ela viajou embaixo de minhas pernas. O ônibus pegou poucos passageiros no caminho e deu uma parada em Potosi mas não pudemos descer. Estava preocupada pq Potosí é uma das cidades mais altas da mundo, mas fiquei bem. A parada do almoço é inacreditável. No meio do nada um restaurante familiar pequeno com comidas típicas e caminhoneiros. 20 min. Paguei 1 BO para ir ao banheiro com direito a papel higiênico fracionado. Depois de usá-lo uma senhora aponta um baldinho que vc tem que mergulhar em um galão para encher e jogar na privada. Não tem onde lavar as mãos. No restaurante eu não entendi o cardápio, mas não ouvi nada que parecesse vegetariano ou pollo (frango). Sei que tinha sopa e depois o prato principal. Comprei água a 5BO. Nenhum turista almoçou. Então leve biscoitinhos! Cheguei a Uyuni e a primeira impressão é bem típica da Bolívia: parece uma cidade de faroeste com muita poeira e ninguém na rua.Estava esfriando. Fui andando até o hotel que havia reservado, paguei os 125 BO pelo quarto com banheiro privativo. Subi então até o terceiro andar..aí o bicho pegou, parecia que estava levando uma tonelada nas costas, que tava fazendo uma maratona. Me joguei na cama até a cor voltar...rs. O quarto era limpo e amplo, uma cama de casal e uma de solteiro, quentinho e com vista para a cidade. Sai para comprar lanchinhos para o dia seguinte, água, achei mais caro que Sucre, mas é normal em cidade turística. Contratei o passeio com a esmeralda Tour, por conta de um relato na internet que recomendava a operadora. Custou 200 BO, mas já haviam me oferecido por 150BO. Para minha grata surpresa, o passeio de um dia não terminava as 17:30h e sim 19:30h pois incluía o por do sol! Voltei para o hotel, zap zap com a família, banho quentinho e sai bem agasalhada para pizza com refri a 51BO. A senha do wi-fi do restaurante não entrou de jeito nenhum. Muitos turistas comendo. Taxi terminal = 5 BO Taxa embarque = 2,5 BO Água =5BO Passeio salar = 200 BO Jantar = 51 BO 8/11 Acordei, tomei o café da manha que estava razoável. O café em si é bem ruim. Durante toda viagem não tomei nenhum bom como o nosso. O hotel não repõe os itens do café. Se ficar lá, recomendo acordar cedo para comer. Deixei minha mala na recepção e fui para o esmeralda tours. Na calçada do escritório tem muita lojinha de artesanato e restaurantes. Tudo no mesmo lugar. Comprei imãs, elástico de cabelo e água..lembrancinhas.No horário combinado me colocaram em um carro com outras pessoas que trataram em outras agências. Então contrata a operadora mais barata, pq no final eles trabalham de forma associada. A primeira parada é no cemitério de trens que é colado na cidade. Parada para fotos. O contraste dos trens enferrujados com céu azul e terreno cinza claro é bonito. Seguimos para o meio do nada, só sal e fotos. Daí seguimos para Cochani um povoado que vive de artesanato de sal e tem um museu. Não entrei no museu e achei os artesanatos carinhos. Parada de almoço no hotel de sal, onde o motorista coloca a comida que ele levou nas mesinhas com banquinhos, ambos forrados com tecidos coloridos. Comemos quinoa, batata cozida, legumes e carne de lhama, eu não comi esse ultimo. Coca cola quente ou água mineral. Bebi água. Banheiro a 5BO. Parada do vulcão extinto com lago onde tinham poucos flamingos e lhamas na vegetação verde. Achei bem bonita a paisagem, com diferentes cores. Daí a Ilha dos cactos gigantes, vc paga 30 BO para entrar e usar o banheiro. Não tem como vc usar o banheiro pagando menos, o que é uma boa razão para fazer a trilha da Ilha. Nem preciso dizer que parei diversas vezes para sentar nas pedras, beber água e recuperar o fôlego. Na saída perdi o ticket e queria usar o banheiro. Minha sorte é que o Ju, brasileiro que estava no mesmo carro comigo, me emprestou o ticket dele. Daí veio a melhor parte do passeio na minha opinião: o pôr do sol! Lindo mesmo. O guia Moisés foi maravilhoso, fez um vídeo do grupo aproveitando a perspectiva, tirou excelente fotos e acho que a melhor foto minha da viagem! Chegamos em Uyuni a noite e fui jantar pizza em um restaurante com wi-fi. Precisa dizer que estava viva e voltado para Sucre. Passei no hotel para pegar minha malinha, aproveitei para usar o banheiro, escovar os dentes, passar uma água no rosto e me preparar para esperar o ônibus. Fui para o terminal, que não é um terminal, apenas uma rua (uma depois da Calle Peru) com vários ônibus nas calçadas. Os restaurantes por ali só servem frituras e comidas bem típicas, mas a questão de higiene tem que ser observada, ok? Sentei para tomar uma coca cola. Na hora marcada lá estava eu no minha poltrona cama individual quando uma senhora exibiu sua passagem com mesma poltrona que a minha, mostrei a ela meu ticket e ela acabou ficando na poltrona a frente que por sorte estava vazia. Depois passou um funcionário que ficou com meu ticket e me deixou sem nada. Se aparecesse outro passageiro querendo meu lugar eu não teria nada para provar! Durante a madrugada o ônibus parou varias vezes na estrada e eu acordava estranhando a demora. Ilha de cactos gigantes =30 BO Banheiro no hotel de sal = 5 BO Jantar pizza = 60 BO (foi um pouco mais caro mas não lembro o valor exato) Coca cola =12 BO 9/11 Finalmente cheguei a Sucre e fui para o hotel, paguei uma diária a mais para dormir de 6h ate 12h. Estava muito cansada. Deixei minha malinha na recepção e fui tentar visitar Sucre mas esqueci que La tudo chega entre 12 -14:30h então restou o mirante perto do museu indígena de têxtil. Bem bonitinho o mirante com um café e uma feirinha de artesanato na rua do museu. Lá comprei umas lembrancinhas. Fui ao mercado central, lá so vende comida, mas ao redor tem lojas de artesanatos que achei tem carinhas. Perto desse mercado vi anúncios de cambio de reais, mas não olhei a cotação. Era cambio informal. Fui almoçar na rua mesmo do hostel, perto da praça, onde vi um anuncio na entrada. 18 BO e comi salada, sopa, espaguete com vegetais e frango, suco de laranja e ainda salada de fruta de sobremesa. Acabou toda minha grana. Daí voltei ao hotel para pegar a mala e pedi para pagar a estadia em dólares e me devolverem os bolivianos que havia dado. Deu 20 dolares e peguei 135 BO. Infelizmente conheci pouco de Sucre. Deveria ter ficado mais um dia. Peguei um taxi até as vans que vão para o aeroporto no final da Calle (rua) Camargo por 5BO, peguei a van por 8BO e lá no aeroporto paguei a taxa de embarque de 11BO. O taxi do hotel até o aeroporto seria 50 BO. A van so parte quando esta cheia e leva 40 min no maximo para chegar. O banheiro do aeroporto foi mo melhor fora o da casa da minha amiga..rs. Tomei um caputino a 18 BO no segundo andar, tava bom! Lá tem tb restaurante, caso vc prefira almoçar lá. O aeroporto, exceto pelo banheiro, parece uma rodoviária. Parei de tomar diamox! Em santa cruz paguei 80 BO para equipetrol o bairro da minha amiga. Foi difícil achar o uber, pq o aplicativo me mandava esperar em um lugar e o motorista ficou em outro. Taxi terminal hostel = 5 BO Almoço = 18 BO Taxi para van aeroporto = 5 Bo Van aeroporto = 8 BO 10/11 Taxi para a praça 24 de setembro 20 BO. Na casa de cultura em frente a praça peguei um mapinha e dicas para ir a Samaipata. Fui a catedral e no mirante, onde vc paga 3BO, mas não achei a vista bonita não. Fui então ao museu de historia nacional que gostei muito. Almocei no irish pub em um centro comercial ao redor da praça. Frango ao curry com arroz e salada a 60 BO refri a 5 BO. Como tudo fecha no almoço, isso te obriga a almoçar. Minha amiga disse que eu não conseguiria wi-fi no centro. No irish tem. Era aniversário da cidade de Potosi, então a associação das pessoas nascidas lá fizeram uma festa na praça com banda, discurso, coca cola, bolo, TV e dança. Fui a uma lojinha de artesanato e achei mais barato que Sucre, mas fiquei com a impressão de ser de acordo com a cara do cliente. Voltei para casa da Denise e encontrei com ela. Fomos ao zoológico aproveitar o fim de tarde, ingresso 10 BO, 14 BO de uber. A ilha dos macacos é bonitinha, mas a jaula dos felinos parece pequena demais para eles. Pegamos um uber para o supermercado por 19BO. Lá comprei vinho, chocolate e cerveja para trazer. Na volta chuvinha e tomamos um taxi 15 BO. Fomos a um restaurante chic: o Bistrô. Mesa para 5 pessoas, três pediram truta, eu frango e Denise polvo, vinho e água mineral e um carpacio de entrada. Deu 155 BO para cada. Taxi ida e volta equipetrol praça = 40 BO Museu indígena – grátis Almoço irish pub = 70 BO (com dois refris) Zoológico = 10 BO 11/11/17 Ficamos na piscina da casa da Denise conversando. Almoçamos no shopping por 30 BO ventura mall e a noite fomos ao Sark restaurante de frutos do mar. Uma mesa de 9 pessoas, pedimos 10 pratos para compartilhar e duas garrafas de vinho. Minha amiga me ofereceu o jantar, então não sei quanto foi. Recomendo a causa (me disseram que é comida peruana) de polvo. Almoço no ventura mall = 30 BO Taxi ida e volta 30 BO. 12/11 Voltando ao ritmo mochileira, sai bem cedinho de casa com uber para a av Omar Chávez Ortiz com a Calle Soliz Olguin, onde fica o transporte alternativo para Samaipata. O uber saiu por 21 BO. Segundo me informaram os ônibus tem horários limitados e as vans saem quando lotam. Como era domingo, achei que lotaria fácil. Só que não era uma van, era um carro em péssimas condições, com pneu meio careca. Custou 30 BO. Cheguei bem 3h depois em samaipata, onde vários taxis te oferecem para levar ao El fuerte. O motorista da van me disse que a ultima van para retornar era as 19h. Mas era domingo, então é bom vc perguntar. Achei melhor ir ao museu onde tem um centro de informação turística. Lá usei o banheiro de graça. Bem limpinho e sobre o El fuerte: o ingresso custa 50 BO e da direito a visitar tb o museu, Pode ir de taxi que custa 100 BO, para levar, esperar 2h e voltar ou mototaxi 50 BO pelo mesmo serviço. Como estava só e não tinha nenhum taxi lotando que eu pudesse dividir, encarei o mototaxi que fica na rua do mercado municipal. Preferi fazer a trilha cedo pq se houvesse algum imprevisto teria tempo para resolver e voltar para Santa Cruz. Claro que andar de moto na carretera me fez pensar que se houvesse um acidente, seria muito, muito ruim, bom...o motorista não achava que deveria ficar em uma pista só...então olhinhos cerrados na ida e na volta. Na entrada da trilha paguei os 50 BO e guardei o ticket com carinho. A trilha é de 2km, mas acho que é só ida..rs. No início, até o segundo mirante, é bem íngreme, mas depois fica tranquila. Leve água pq não a vende nada lá dentro. Gastei apenas 1h 30 min na trilha, parando para tirar fotos e observar. Bem bonita! A trilha é super bem sinalizada e limpa, mas só achei um guardinha no 5 honorários. Se tiver problemas de saúde não faça a trilha sozinha. Não achei perigoso pq só tem uma entrada e no domingo tinha muita gente. O calor era intenso. Então levei casaco a toa mesmo. Indo de Samapaita para El fuerte vc passa por um camping balneário Mama Pascuala com lama preta no fundo do rio. Voltei para a cidade com meu mototaxista, fui na feira nas ruas em volta do mercado municipal para observar as cores e as pessoas. Comprei uma água a 5 BO, uma toalha para Mami e percebi que as lojas de artesanato estavam fechadas pois era domingo. Fui almoçar no La chakana na praça mesmo: espaguete com molho branco e cogumelos a 40 BO, coca cola 10 BO. Durante meu almoço solitário tocou one do U2! Que dia perfeito. Carreguei meu celular lá mesmo e depois esperei até o museu reabrir. Fiquei lá um bom tempo. Peça para assistir o vídeo. Não achei um imã de Samaipata para vender! As 15:55h estava no escritório da cooperativa que fica bem pertinho da praça esperando a van. 30 BO e voltei em uma van, mas o motorista era doido nas ultrapassagens a prova de anjo da guarda. Desci no ponto final da van e peguei um taxi a 20 BO para a casa da minha amiga, onde encarei uns ovos mexidos de jantar. Estava cansada. Taxi equipetrol ponto van samaipata ida e volta = 40 BO Van samaipata ida e volta = 60 BO Entrada do El fuerte + museu = 50 BO Mototaxi ida e volta = 50 BO Almoço La Chakana = 50 BO 13/11 Acordei tarde, tomei café rapidinho e fui a Plaza 24 setembro comprar umas lembrancinhas que esqueci, daí 20 BO para o ventura mall, onde paguei 10 BO para o micro ônibus do parque guembe. Ele saiu do shopping pontualmente as 10:30h com muitos funcionários do parque. Ele fica bem perto do supermercado tia. Na bilheteria passei o cartão de credito 180 BO. Disseram que o ultimo ônibus de volta era 16:45h. Lá tem 14 piscinas. Estava calor e eu tive um dia de madame. Para não perder tempo, decidi não almoçar e beliscar na beira da piscina: batata frita e coca cola. 26 BO. Visitei o aviário, que é uma gaiola gigante onde vc entra e fica com os pássaros e também o borboletário. O orquidário tava feinho sem flores. Recomendo que vc vá dia de semana pq as piscinas são próximas e final de semana deve ser cheio. Paguei 10 BO para voltar ao shopping e de lá peguei o taxi para casa a 13 BO. A noite voltei ao shopping com Denise e comi a melhor pizza de cogumelos da minha vida na FAMOSA. Tomei uma caipivodka 88 BO. Ônibus parque guembe ida e volta do ventura mall = 20 BO Entrada do parque = 180 BO Lanche = 26 BO Taxi ida e volta do ventura equipetrol = 30 BO Pizza + caipi = 88 BO 14/11 Café da manhã e uber para o aeroporto. O voo era 12:05h. Não tem taxa de embarque. Nos taxis e ubers que peguei a maior parte tocava cumbia que eu achei que parecia bastante com as tonadas (será esse mesmo o nome?) de Parintins. Uber aeroporto = 80 BO. legenda das fotos na ordem: 1.Catedral da Plaza 24 Setembro Santa Cruz de La sierra 2. Plaza 25 Mayo Sucre 3. Vista cidade de Uyuni 4. Praça da cidade de Uyuni 5. Cemitério de trens 6. Hotel de sal parada almoço 7.Vulcão extinto 8. Ilha dos cactos gigantes 9. Pôr do Sol- foto cedida pela namorada do Ju. 10. Ilha dos macacos zoológico Santa Cruz de la Sierra 11. Pedra talhada de El fuerte Samaipata 12. Parque Güembe Santa Cruz de La sierra
  10. Hey galerinha, depois de quase 9 meses meu roteiro nasceu 😂 Durante o próximo mês vou compartilhar por aqui meu roteiro pela América do Sul ( Bolívia, Chile, Peru) de forma detalhada e no instagram em um formato mais compacto. Quem quiser me seguir no instagram e já pegar algumas dicas, fiquem a vontade vocês me acham lá como @Mochilaetc . Link: Mochilaetc Está com viagem marcada e ainda tem alguma dúvida ? Pode me mandar mensagem que tento ajudar 🤩 Antes de começar, gostaria de agradecer a Maryana Teles do Vida Mochileira por todas as dicas ❤️ e por ter me inspirado a escrever esse roteiro o mais detalhado possível. IMPORTANTE !!! - TODAS AS INFORMAÇÕES ESTÃO COTADAS COM O GASTO PARA 2 PESSOAS ! - Em anexo está o roteiro inicial (com a previsão de gastos) Bora lá 🎒 Nosso estilo de viagem: Nossa intenção seria gastar em média R$ 12.000,00 (os dois) em 32 dias de viagem, não é o estilo de viagem mais econômico, mas também não seria o mais luxuoso. Optamos por fazer o roteiro e deixar um valor estipulado, dentro desse valor ao longo dos dias fomos escolhendo nossas prioridades. Nosso mochilão, acabou sendo uma viagem de férias em casal e nossa intenção era curtir do nosso jeito e no nosso tempo. Nada de passar perrengue, mas também nada de esbanjar. Hospedagem: Todas as hospedagens foram em quartos de casal (motivos: gosto de dormir em paz, segurança, conforto), não fechamos nenhuma hospedagem com antecedência. No roteiro, anotamos algumas dicas e a média de preço, e quando chegávamos no local procurávamos o melhor custo x benefício. *O único local que achamos que vale a pena reservar com antecedência é o Atacama. * Hotel / Hostel / Hostel badalado / ECÔNOMICO ? Tudo vai depender do seu estilo de viagem. - Viagem romântica: Existem boas opções de hotel em todas as cidades (PRINCIPALMENTE NO ATACAMA), - Hostel custo x benefício: Conforto, silêncio, café da manhã, quarto privativo (é possível achar ótimos preços, em geral nossa média de diária pra casal variou entre R$ 50,00 à R$ 120,00) * Se gosta de silêncio, fuja dos hostels mais badalados. - VIVA LA VIDA LOCA: Quer curtir noite e dia, como se não houvesse amanhã ? Procure os hostels mais conceituados ! A rede Wild Rover é uma ótima opção e existe em quase todas as cidades. Porém não costumam oferecer quartos privativos. Obs: nem sempre vai ser a opção mais barata. - Econômico: Para economizar o máximo possível, fique sempre atento as promoções relâmpagos do Booking, em todos os locais cheguei a achar diárias na faixa de R$ 20,00 (por pessoa), sinceramente acho que nem sempre é a melhor opção. Alimentação: Variou entre bons restaurantes, pf, podrão da rodoviária 😂. A realidade foi que na maioria dos dias comemos PIZZA ❤️ (minha comida preferida). "Cachaça" : Foi uma coisa que não abrimos mão. Pisco, singani, cerveja, vinho... todo dia era uma novidade alcoólica (trabalhamos com bar, então é tudo em nome do trabalho rs). Passeios: Só fechamos com agência os passeios necessários, a maioria fizemos por conta própria. Os que fechamos super valeu o preço. - Uyuni: Fechamos com a Esmeralda Tour, indicação da @Maryana Teles, anotamos algumas opções de agências bem avaliadas e no dia fizemos aquela busca pra saber qual seria o melhor custo x benefício. - Atacama: Fechamos com a FuieGosteiTrips, agência de brasileiros (Carla e Renato ❤️), indico de olhos fechados. Amamos tanto o atendimento e as dicas, que esse casal querido acabaram virando nossos amigos. A equipe da FuieGostei é enorme e conta com vários "agentes", eles montam o roteiro de acordo com o seu orçamento e estilo de viagem, tem opções para todos os gostos e bolsos. Sem contar que de brinde ganhamos ótimas dicas. Obs 1: Eles atendem São Pedro do Atacama, Santiago do Chile, Uyuni. Obs 2: Pra quem prefere fechar os passeios com antecedência, tem a opção de solicita o orçamento com antecedência. Obs 3: Também foi indicação da Mary Telles ❤️ - La Paz: Downhill - Estrada da Morte - Xtreme Downhill (uma das agências mais bem avaliadas e por incrível que pareça uma das mais baratas) a única coisa ruim são as fotos (não levamos equipamento para filmar com a nossa GoPro, então não conseguimos bons registros desse dia [email protected]), mas mesmo assim vale muito a pena fechar com essa agência / Chalcataya e Valle de La Luna - Buho's Tour - a única agência que não indico, nosso passeio saiu super atrasado e acabou atrapalhando o roteiro. Pré Viagem: Companhia: Mozão ( Bernardo) Roupas e itens de viagem: Compramos o necessário na Decatlhon Passagem: Milhas Smiles 2x Total: 77.000,00 ( passagem + bagagem despachada) + R$ 500,0 tx Seguro Viagem: Seguro viagem Mondial Br x 2 Total: R$ 300,00 Documentos necessários: RG + Certificado Internacional de Vacinação - CIVP Dolar ou Real ? Levamos os dois (mas teria sido mais vantagem levar tudo em Dólar) USD: 3.000,00 ( $1,00 = R$ 3,30) + R$ 1800,00 (Acabei sacando dinheiro em La Paz - Bs 1800,00 = R$ 2.000,00) Total gasto em real R$ 13.700,00 O que reservamos com antecedência ? Compramos o ticket para Machu Picchu + Montaña Picchu Obs: 1: Melhor opção é comprar com antecedência, principalmente se você pretende visitar alguma das montanhas do parque Obs2: Comprar ingresso para o 1° horário. Como programei o meu roteiro ? Escolhi o mês de março pois a ideia principal seria comemorar meu aniversário viajando (11/03), pesquisei bastante sobre condições climáticas já que março é conhecido com mês das chuvas. Queria pegar o salar alagado, mas fiquei com medo de pegar chuva durante o resto da viagem. A escolha de datas deu super certo, pegamos o salar MUITO alagado e pegamos pouquíssima chuva durante os 32 dias. Fora isso, montei meu roteiro baseado em fase da lua, dia de semana. *Atacama é lindo de todos os jeitos, mas a melhor opção pra quem gosta de observar o céu é chegar em SPA em época de lua nova / Em Pisac existe uma feirinha local em determinados dias da semana / Visite Isla del Sol com lua cheia - é SURREAL de tão lindo. Obs: Tudo isso está no roteiro que anexei. Apps : - Google Maps : existem outros apps de mapa online (a real é que em todos os lugares arrumamos um mapa de papel) - Booking e HostelWolrd: Não reservamos nenhum hostel com antecedência, mas o app nos ajudou bastante comparar preços e descobrir opções de hostel. Normalmente abríamos a plataforma, procurávamos as hospedagem que mais agradavam e anotávamos os preços. Depois disso íamos até o local e verificávamos se era melhor fechar no local ou pela plataforma 😂 Só fechamos uma hospedagem pelo app do Booking. - Rome2Rio: Tipo um Movit, um app que te diz a média de preços de transportes. Ao longo da viagem anotamos as melhores companhias, mas todas as passagem compramos direto nas rodoviárias. - Transporte: - Rio da Janeiro > Santa Cruz de La Sierra : AVIÃO (nem se quer cogitamos a hipótese de nos aventurarmos de ônibus) a única passagem que compramos com antecedência. - Santa Cruz de La Sierra > Sucre: Nossa primeira opção seria ir de avião, pesquisamos preço, tempo de viagem, condições de estrada e acabamos achando que não seria uma boa economia. Porém com medo de voo atrasar ou cancelar, deixamos pra comprar a passagem no aeroporto de VVR. - Sucre > Uyuni: Ônibus "semi leito" -não vá contando com isso- . Era a única opção, lemos muitos relatos sobre a estrada e condições dos ônibus, não é uma maravilha.. mas da pra chegar vivo. - Uyuni > SPA: 4x4, a maioria das agências usam o mesmo modelo de carro (os carros das agências do Atacam são mais novos) - SPA > Arica: Ônibus semi leito, um dos melhores deslocamentos. - Arica > Tacna: Taxi é a melhor forma de atravessar a fronteira. - Tacna > Arequipa: Ônibus "semi leito", a viagem foi super tranquila (essa viagem foi durante a tarde) - Arequipa > Cusco: Ônibus caindo aos pedaços, tinha uma goteira, poltrona quebrada, motorista dirigindo feito um louco. (não recomendo rs) - Cusco > Ollantaytambo: Van local (opção mais barata) - Ollantaytambo > Hidroelétrica Santa Maria: Ônibus (esse ônibus sai de Cusco e é um transporte oficial), bem confortável e deixa bem no "pé" da trilha. Se você gosta de aventura, vá sentado do lado do motorista rs. - Cusco > Copacabana: Ônibus semi leito, ok. - Copacabana > La Paz: Ônibus, ok. - La Paz> Santa Cruz de La Sierra: Ônibus leito, o melhor ônibus da viagem. * OBS: Se sua viagem for durante a noite, não economize, opte pela melhor cia terrestre e por bancos confortáveis. Perdemos um dia em Cusco, pois cheguei na cidade me sentindo péssima, depois de ter passado a noite toda acordada (foi a viagem mais tensa da minha vida rs) *OBS 2: Quando o ônibus tem 2 andares, a melhor opção é ir na primeira fileira, da pra apoiar o pé na janela (mas se por algum acaso acontecer algum acidente..rs) Dicas: - Voos RJ - Se o seu voo é na parte da manhã, a melhor opção é o Galeão. - Sempre chegue com antecedência. Conte com trânsito e outros imprevistos. - Se atente para regras de bagagem de mão da cia aérea escolhida. - Verifique sempre se suas bagagens são despachadas direto ou se você precisa despachar novamente entre uma conexão e outra.No meu caso na ida não foi necessário, mas na volta precisei despachar novamente e mudar de terminal. - Documentos exigidos, parece bobeira mas eu vi uma moça quase sendo barrada por conta do estado da carteira de identidade. Se você pretende viajar para algum país da América do Sul, pode viajar apenas com identidade, alguns como no caso da Bolívia, também pedem certificado internacional de vacina contra febre amarela. - Conte com surpresas desagradáveis da CIA aérea rs. Uma semana antes da minha viagem meu voo foi alterado, não consegui voar na data que planejei. - Verifique condições climáticas e notícias do seu destino. MOCHILA ! Documentos & outros (foi tudo na mochila de attack) - Passagem ou número de localizador - Identidade Carol - Identidade Bê - Comprovante + Certificado Vacina Internacional Carol - Comprovante+ Certificado Vacina Internacional Bê - Mini roteiro impresso - Caderno anotações - Livro - Uno - Pasta - Doleira Carol - Doleira Bê *Baixar filmes/musicas/jogos BOLSINHA DA HERMIONE ! Remédios - Vitamina C (tomamos todos os dias) - Remédio garganta (minha garganta vive ferrada) - Spray garganta - Remédio cólica - Diamox (não usamos) - Vicky (não usamos) - Band-aid - Cataflan - Pomada tattoo (usamos muito) - Paracetamol (não usamos, mas é bom levar) Cuidados Rosto - Sabonete rosto - Hidratante rosto - Esfoliante - Lenço rosto - Escova de dente Carol - Escova de dente Bê - Pasta de dente - Fio dental Make - Rímel - Batom nude - Gloss labial - Protetor/base * O QUE ESTA NESSA RELAÇÃO FOI DIVIDO ENTRE OS DOIS MOCHILÕES !!! * LEMBRANDO QUE ALGUNS ITENS FORAM NA MOCHILA DE ATTACK !!! Cuidados Corpo - Sabonete - Hidratante - Repelente - Álcool em gel - Hidratante mãos - Barbeador bê - Gilete Carol - Desodorante Carol - Perfume Carol - Desodorante Be - Perfume Be Cuidados Cabelo - Pente - Prendedor (muitos) - Shampoo neutro - Condicionador - Ampola hidratante (o cabelo vira palha no Uyuni) - óleo reparador Cuidados Geral - Lixa - Algodão - Cotonete - Cortador - Pinça - Palito - Absorvente - Lenço umidecido - Lenço de papel MOCHILA DE ATTACK ! Carol - Celular - Documentos (Identidades, comprovantes, caderno de anotação..) - Livro - 01 Muda de roupa (legging,segunda pele, calcinha,meia) - Manta - Fom (preso do lado de fora) - Anorak+fleece - Necessaire (hidratante mão, protetor rosto, corpo, boca, bepantol, dorflex, diomax, dramin, neosaldina, colírio, neosoro,lenço umidecido) * foram os remédios mais uteis, de resto usei muito pouco. - Óculos (sol e grau) - Acessórios (cordões, pulseiras e anéis) - Encharpe Roupa Aeroporto - Blusão Jeans, t-shirt, legging, tenis keds - Doleira Bê - Celular - Eletrônicos (GoPro, carregador portátil, fones, adaptador fone, benjamim,hd externo, lanternas,carreadores celular) - 01 Muda de roupa (calça 2-1, segunda pele, cueca, meia) - 01 Encharpe - 01 Anorak - 01 Luva - 01 Gorro - Snack's - Óculos de sol Roupa Aeroporto - Fleece, t-shirt, calça jeans, bota impermeável MOCHILÃO BERNARDO ! Blusas 01 Blusa segunda pele 01 Blusa xadrez 02 Blusas manga longa 04 T-shirts Calças 02 Calças segunda pele 01 Bermuda cargo preta 02 Bermuda tactel *Acessórios (alguns foram na mochila de attack e outros no mochilão) 02 Baterias extras (MUITO ÚTIL) 01 Carregador GoPro 01 Bastão X Acessórios GoPro 01 Lente celular (não usamos) 02 Cartões de memoria extra 01 Canivete 02 Isqueiros Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Roupa de dormir 01 Sunga 08 cuecas 04 meias Sapatos 01 Chinelo * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! MOCHILÃO CAROL ! Blusas 01 Segunda pele pretas 01 Blusa manga longa 05 Blusas sem manga 04 T-shirts Calças 01 Meia calça grossa 01 Leggings 01 Short Jeans 01 Calça moletom * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Pijama 04 Meias 01 Echarpe 01 Maio 01 Biquíni 01 Top 04 Sutiãs 08 Calcinhas 01 Cinto Sapatos 01 Bota impermeável 01 Chinelo Mochila Etc - Bolívia, Chile, Peru.docx
  11. E aee galera mochileira!!! Vamos embarcar numa viagem sensacional, com paisagens incríveis e momentos inesquecíveis? Já sei que existem trocentos relatos sobre essa trip aqui. E esse relato não é diferente ou inovador, possivelmente pode ser apenas mais um... Mas esse é sob a minha ótica, com as minhas impressões, tentando transmitir as minhas sensações… Escrever um relato sempre vem com a intenção de ajudar os novos viajantes, assim como eu me alimentei muito de outros relatos pra fazer a minha. É uma retribuição a toda essa comunidade que me permitiu viver tudo isso. Além disso, eu uso os relatos como uma forma de registrar minha viagem, documentar como foram os meus dias, pra que daqui a uns anos eu volte aqui e relembre exatamente o que fiz naquele dia, viajar de novo na memória e não deixar que os detalhes desapareçam no tempo. Desde que conheci o Mochileiros.com em 2011, esse roteiro já me inspirava. Dentre os relatos que me fascinavam estava o do Sorrent em 2012, esse relato do @Sorrent é um dos clássicos desse site e os do Rodrigo e da Maryana que foram base e inspiração pra muita gente. Em vários momentos da viagem me senti vivenciando as coisas que eles escreveram. ROTEIRO Em junho/2015 eu fui junto com outros amigos pra Cusco. Como já tinha ido a um dos destinos desse clássico roteiro e também como pra fazer o roteiro completo com calma precisaria de quase 1 mês, ou seja, tirar minhas férias todas de uma vez e não poder dividi-las como sempre gosto de fazer, eu fui deixando esse roteiro de lado e indo pra outras bandas da América do Sul primeiro, até que enfim não consegui mais resistir e decidi fazer “meio roteiro clássico”. Amei muito Cusco, uma cidade incrível, uma vibe sem precedentes, quero muito voltar pra fazer a Salkantay ou a trilha Inca, as montanhas coloridas que em 2015 ainda não eram exploradas e conhecer Cusco do modo mochileiro, mas dessa vez, como já conhecia, decidi conhecer áreas novas. Resolvi também que dessa vez não faria Copacabana e La Paz e no futuro, voltando a Cusco, fecharia esse roteiro. Então fechei meu roteiro com Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Uyuni, Atacama, Arequipa, Huacachina e Lima com 17 dias, de 10 a 26 de outubro de 2018. Outubro é uma boa época pra esse roteiro. Não é época de chuva em nenhum lugar e o frio no Salar já não é tão intenso. Fiz um seguro viagem pela Affinity que ficou em 160 reais. Graças a Deus não precisei usar, mas sempre façam. Quando fui pra Santiago em março me dei mal lá, tive que dar pontos no pé e o seguro foi essencial. Então sempre façam!!!🤙 Fui com um mochilão Quechua de 70 litros que coube tudo e ainda sobrou espaço. Não vou dizer tudo que levei porque as necessidades individuais variam pra cada pessoa mas adianto que roupas de frio, segunda pele, casaco pesado, gorro e luvas são necessários no Salar assim como você vai usar roupas leves no Atacama e Huacachina. Levei também uma mochila pequena de ataque, muito útil na travessia do Salar e no Canyon del Colca, além de ir comigo nos ônibus e nos voos. Bom, vamos aos fatos Quarta, 10 de outubro de 2018 🇧🇴 Vai começar a brincadeira! Fui de ônibus, viajando a noite inteira, da minha cidade Conselheiro Lafaiete/MG pra São Paulo. Da rodoviária do Tietê pro aeroporto de Guarulhos fui de metrô por 4 reais e gastei cerca de uma hora. Comprei as passagens de ida pela Boa (Boliviana de Aviacion) pra Sucre que incluía uma escala longa em Santa Cruz de la Sierra, suficiente pra ir no centro fazer cambio, conhecer a praça e dormir por lá. Decolei de Guarulhos às 13:15 e cheguei em Santa Cruz às 15h (hora local). O voo pra Sucre era só no outro dia de manhã. Imigração tranquila, a moça me perguntou o que ia fazer, falei com ela meu roteiro e ela disse que era um lindo roteiro e ela tinha muita vontade de conhecer Uyuni. Passaporte carimbado, passei no raio-x das mochilas e saí. Não vi a tal luz que a galera aperta e se for verde passa ou se for vermelha revista a mala. Talvez não tenha isso mais. Também não me deram nenhum papelzinho de entrada na Bolívia. O cambio do aeroporto, sempre ruim, tava R$ 1=1,50 bolivianos. Troquei 50 reais só pros primeiros gastos. Com 75 bolivianos no bolso e tempo sobrando fui procurar um busão pro centro. Ele sai dali da porta do aeroporto mesmo e custa 6 bolivianos. É um microônibus apertadinho mas fui la pro fundão e me acomodei com minhas mochilas. Tinha lido que esse onibus vai pra um terminal no centro e de lá poderia pegar um táxi pro hostel, mas o motorista disse pra umas mulheres lá na frente que ele passaria num ponto que fica a 5 quadras da praça e como não tava um calor absurdo (leia-se os mais de 30 e tantos graus comuns em Santa Cruz) mas tava uns 25 a 27 graus e meio nublado, me animei a descer e ir andando. O aeroporto é longe do centro então foram uns 45 minutos de busão. Cheguei no hostel por volta de 16h. Tinha reservado o Nomad Hostel pela sua localização, ao lado da catedral, ponto mais central impossível A diária era 65 bolivianos. Achei caro já que não ia nem poder tomar o café da manhã, mas compensava pela localização. O cara da recepção era brasileiro. A propósito Santa Cruz tem muitos brasileiros estudando lá e por isso tinha esperanças de bom cambio por ali. Do outro lado da praça estão várias casas de câmbio. Os valores variavam pouco ali, entre 1,75 a 1,77. Só pra informação, dólar tava a 6,93. Como imaginava que ali seria o melhor câmbio da Bolívia (e realmente foi) troquei 1000 reais, dando 1770 bolivianos, que pelas minhas contas seria o suficiente pro meu tempo na Bolívia. Dinheiro no bolso, fui dar um rolê na praça. Santa Cruz de la Sierra não tem muitos atrativos. Escolhi ficar lá uma noite apenas pra fazer câmbio e dizer que conheci a cidade. Porém não posso negar que a praça é bem bonita, muito arborizada e a catedral é linda. Dá pra subir no mirador da catedral, o ingresso é só 3 bolivianos e tem uma vista bem bacana da praça e da cidade. Saí do Brasil 2 dias depois do 1º turno e ia voltar na véspera do 2° turno, então tava feliz de ficar fora enquanto todo mundo discutia política. Pensam que consegui? 😛 Santa Cruz tava em polvorosa, logo logo começou a lotar a praça de gente pra manifestar. Há um tempo atrás a Bolívia votou um plebiscito pra saber se o Evo Morales poderia continuar concorrendo a reeleições. O NÃO ganhou com uma vantagem apertada. Só que agora o Evo quer concorrer de qualquer jeito, mesmo com o NÃO ganhando o plebiscito. Então tava todo mundo puto por lá, protestando contra a ditadura que segundo eles tá começando e exigindo que o resultado do NÃO seja respeitado. Tinha até uma turma acampada lá em greve de fome. Apesar de demonstrar ser um momento político tenso a manifestação tava bem pacífica com bandinhas e desfiles de escolas, tava bonito de ver. Fiquei um bom tempo ali refletindo sobre a situação política do nosso país e da América do Sul em geral. Como disse uma mulher com quem conversei, nossa America padece 😔 Fui jantar, procurei um lugar mais ajeitadinho, primeiro que queria uma coisa mais bacana pra começar a viagem e depois que tava com um pé atrás com comida na Bolívia (depois relaxei 😄) e achei um restaurante especializado em comida chinesa chamado Chen Jianfan ali perto da praça e pedi um prato de frango cozido com vegetais, arroz, batata frita e suco de maracujá por 33 bolivianos (R$ 18,64). Satisfeito, fui pro hostel. Pedi um Paceña no bar do hostel pra entrar no clima. Tinha um grupo grande de amigos numa mesa, um casal de argentinos e só. Não tava um ambiente muito interativo. Já tinha viajado de busão toda noite anterior, ia levantar cedo no dia seguinte, fui dormir. Quinta, 11 de outubro de 2018 🇧🇴 Levantei pouco antes de 7 da manhã, arrumei minhas coisas e saí. Cheguei na recepção e porta fechada e sem recepção. E agora como eu saio daqui? Olho ao redor e ninguém. A porta era de blindex e estava fechada de chave e ainda tinha a porta da rua. Pensei uns minutos e vi que tinha um pino em cima. Abaixei o pino, forcei a porta pra dentro e consegui abrir. Só encostei ela de volta e deixei destrancada (claro) Agora era a da rua mas ela só tava encostada 😅 FUGI DO HOSTEL 😂 modo de dizer pois já tinha pago a diaria no checkin mas passei um perrenguinho ali Ao contrário de ontem, não tinha muito tempo sobrando então descartei o busão. Ainda com wifi na porta do hostel olhei Uber pro aeroporto e tava 109 bolivianos 😨 Então fui pra praça e fiquei esperando pra ver se passava um táxi. Logo o segundo que passou tava livre e o tiozinho cobrou 70bol. Ok, lá vamos 😕 No meio do caminho tinha uma escola, tinha uma escola no meio do caminho 😒 E por ser horário de inicio das aulas tava um transito do cão. O tiozinho ia costurando o transito e se fosse busão ia ficar garrado ali. Achei melhor estar de táxi mesmo. Quase 1 hora depois chegamos ao aeroporto. Na entrada do aeroporto tem um pedágio de 8bol que o taxista paga mas obviamente cobra de você, então, 78bol. É caro mas dá 44 reais, se fosse no Brasil um trecho longo desses jamais seria só esse preço. Despachei meu mochilão no guichê da Boa e tava em jejum ainda né. Tinha biscoitos na mochila de ataque mas não tinha café e eu sou desses viciados então tive que pegar um capuccino naquelas máquinas de expresso por 12bol (ai meu coração💔) mas com café estava vivo de novo 😆 Entrei pro embarque e o voo era previsto pra 9:20 só que…fugi do hostel, fui de táxi pro aeroporto, pra que? Pra que? Pra mofar lá 😤 Santa Cruz tava nublado mas as noticias que chegavam é que chovia litros em Sucre. E pelo que entendi o aeroporto de Sucre não opera por instrumentos então tínhamos que esperar o tempo melhorar por lá. Dariam mais noticias as 10:20. OK. Sentei lá e fiquei observando o movimento. Num canto lá vi um casal conversando com um boliviano. O casal falava português. Depois que acabou o assunto com o boliviano eu fui lá puxar assunto. Eram Luana e Leonardo, casal carioca, militares da Marinha servindo em Corumbá, estavam indo também pra Sucre e Uyuni, depois La Paz e Cusco. Já tratei de combinarmos rachar um táxi em Sucre. Informaram nova previsão pro voo às 11:30 e enfim, com mais de 2 horas de atraso, partimos pra Sucre. No aeroporto de Sucre, um caso interessante. Tem um cara lá que fica conferindo o ticket da mala pra ver se é seu mesmo. Eu já tinha arrancado o da minha mochila, mas botei ela nas costas e saí de mansinho enquanto ele tentava se entender com um grupo de japacoreanos 😬 A sinalização no aeroporto também tem em espanhol, inglês e quéchua. Encontrei a Luana e o Leonardo e fomos atrás de um táxi. Já tinha lido que o preço era 60 bol. E era isso mesmo. O aeroporto de Sucre é longe da cidade, a uns 30 km. O bom de achar gente pra rachar é que saiu 20 bol pra cada. No caminho a Luana contou que tava apreensiva com a viagem pois tinha descoberto ha poucos dias que estava grávida de 6 semanas. Trocamos contato e o taxista passou primeiro no meu hostel. Fiquei no Kultur Berlin. Ótimo hostel, muito bom mesmo. Não lembro quanto paguei a diária mas fiz a reserva no Booking onde dizia 29 reais então paguei lá no check out uns 50 e poucos bolivianos. Hostel mais barato que o de Santa Cruz mas infinitamente melhor. Fui pro quarto que tinha 2 pavimentos, 2 beliches em baixo e 3 camas em cima. Tinha só um canadense lá, o Connor. Conversamos um pouquinho e saí pra bater perna. O hostel fica a 2 quadras da praça central de Sucre. Procurei um restaurante lá e pedi uma sopa de quinoa, prato bem grande, não lembro o preço mas não era caro. Ali na mesma praça tem a Casa de la Libertad, tida como o monumento histórico mais importante do país, onde foi proclamada a independência. Lá tem exposições com as fotos dos ex-presidentes, mobiliários, objetos das epocas coloniais e das batalhas de independência. A entrada custa 15bol e se você tiver passando com tempo por Sucre vale a pena. A praça 25 de Mayo é muito bacana. Ficar ali um tempinho observando a vida da cidade é muito bom. A catedral tava fechada. As construções ao redor são muito bonitas. Dali desci umas 3 quadras até o Parque Bolivar, outra praça bem arborizada e agradável, tem até uma miniatura da torre Eiffel pra galera subir. Descansei lá um pouquinho e voltei as 3 quadras pro centro saindo ao lado do Mercado Central. O mercado é mais de frutas, flores, comidas, frangos e carnes expostas, aquela salada visual que tanto impressiona a nós brasileiros. Passei no supermercado pra comprar uma água 2l por 4,20bol e encontrei uma loja dos famosos Chocolates Para Ti, que são vendidos no quilo. Tem amargo, tem em formato de dinossauro, tem vários. Não são lá muito baratinhos mas muito gostosos😋. Comprei pouco mais de 100gr e deu 31,50bol (R$ 18) Passei no hostel pra deixar as coisas e pegar uma blusa pois a tarde ia caindo e eu ia subir pro mirante. O mirante fica a umas 6 quadras do hostel, subindo. Cheguei lá pouco depois das 17h e apaixonei de cara. Tem uma escola ali e a aula tinha acabado e um monte de alunos estavam pela praça, conversando, jogando bola, misturados aos turistas que subiram pra ver o por do sol, um grupo de jovens sentados tocando violão, o ambiente ali era maravilhoso. Não teve lá um grande por do sol pois tinha umas nuvens, mas tava muito gostoso lá. Desci ao escurecer e quando cheguei no quarto do hostel tinha chegado um cara lá. Mandei um hola e ele respondeu o hola com aquele A comprido (holaaa) que denuncia de cara um brasileiro. Era o Fábio de São Paulo. Conheci um irmão de viagem. Mal imaginava naquele momento mas a gente seguiria juntos boa parte da viagem. Também tinha chegado no quarto a Daniela, uma boliviana de Santa Cruz. Tomamos banho e descemos pro restaurante do hostel, que tem um preço bem parecido com dos outros restaurantes da cidade, então comemos por ali. Comi sopa de entrada com spaguetti a bolonhesa e umas paceñas e piscos no happy hour depois. Enquanto isso tinham umas apresentações de danças folclóricas e os dançarinos eram do próprio staff do hostel, bem legal. Depois que acabaram as apresentações começou a boate do hostel na sala ao lado. Fomos pra lá e ficamos até parar a música lá pelas 2 da manhã. Detalhe que de hóspede só tinha a gente pois quando acabou todo mundo foi embora do hostel e só ficou nós 3 olhando um pra cara do outro
  12. Olá! Resolvi fazer o relato da minha viagem que foi beem tranquila, não passei nenhum perrengue e me surpreendi com a Bolívia! Fui pra Bolívia pela Gol, pra Santa Cruz em um vôo bem rápido. Não tinha milhas, então minhas passagens não ficaram tão baratas. Os valores colocarei abaixo. Cheguei em Santa Cruz as 13:00 e ja comprei minhas passagens de avião de Sucre para Santa Cruz pela Amaszonas, mas NÃO recomendo essa companhia, mais na frente eu conto o porquê ! Peguei um transporte coletivo para o centro, já tinha lido que o táxi cobraria um valor maior ja que o aeroporto fica distante da cidade. No ônibus pedi socorro para um rapazinho que me informou onde descer e pegar um táxi para o terminal bimodal, onde eu pegaria um ônibus no mesmo dia para La Paz. Assim eu cheguei no tal terminal e já comprei nossas passagens pra La Paz. O terminal é bem movimentado, mas nada que fosse diferente das rodoviárias daqui. Nesse terminal foi onde encontrei o melhor câmbio durante a minha viagem: R$ 1,00 - Bs 1,88. Depois encontrei um brasileiro q mora em Santa Cruz e ele disse que em câmbios no centro dá pra encontrar R$ 1,00 - Bs 2,00, mas não tive a sorte de de encontrar! Valores para 2 pessoas Passagens são Paulo - santa cruz: R$2.200,00 Passagens Santa Cruz - La Paz: Bs 260,00 Passagens Sucre - Santa Cruz: Bs 800,00 Táxi para terminal Bs 15,00 Dica SEMPRE peça desconto em tudo, eles aceitam tão facilmente que achei q devia ter pedido um desconto maior!
  13. vtito

    Potosí e Sucre

    Olá Pessoal, Estou planejando uma viagem por Peru - Bolívia - Chile. O ponto de partida será Lima, descendo pela costa até Arequipa. Passarei por Cuzco, Copacabana e La Paz. Entrarei para o Chile via Uyuni: farei aquela viagem de Uyuni até San Pedro de Atacama. Pelo que pude pesquisar, há duas formas tradicionais de se chegar a Uyuni: via bus (direto, a partir de La Paz) e via trem (por Oruro). Não me lembro, contudo, de ter visto relatos de viajantes que tivessem feito tal trajeto (La Paz - Uyuni) passando por Sucre e Potosi, que são cidades bolivianas importantes. Então, minhas dúvidas são as seguintes: 1) Realmente compensa desviar das rotas tradicionais para Uyuni passando em Sucre e Potosi?? Tais cidades possuem atrativos turísticos relevantes?? Em suma, perderei alguma coisa se não visitá-las?? 2) O trajeto de La Paz para Sucre é feito por meio de ônibus ou trem?? As estradas são muito ruins?? 3) O trajeto de Potosi para Uyuni é tranquilo?? A viagem é perigosa?? Muito obrigado pela atenção e um abraço a todos. Vtito
  14. Pois bem, vamos a mais um relato Antes de iniciar vou colocar o valor gasto ANTES da viagem com passagens aéreas que comprei pela internet. Passagem SP - Sta. Cruz - SP - R$ 2.936,10 Passagem Sta. Cruz - La Paz - R$ 545,45 Passagem Sucre - Sta. Cruz - R$ 357,72 TOTAL PASSAGENS AÉREAS - R$ 3.838,67 Lembrando sempre que TODOS os valores são referentes a 2 pessoas!!! DIA 01 - 27/12/16 - SP - Sta. Cruz de la Sierra - La Paz Saímos de Guarulhos às 10h25min e chegamos em Sta Cruz de la Sierra às 11h20min. O fuso horário é de 2h, e o voo demorou umas 3h. Fomos com a GOL, e no percurso nos dão um sanduíche para comer. Decidimos ir para Sta. Cruz em razão do valor da passagem. Para La Paz era uns 500 reais e mais por pessoa, e indo pra Sta. Cruz e depois pra La Paz em gastei 500 nas 2 passagens, então valeu a pena. Chegando em Sta. Cruz começa o martírio boliviano: A IMIGRAÇÃO!!! Era só o nosso voo, mas demorou 1h pra passar. Por isso vai uma DICA: se for fazer conexões na Bolívia, deixe um espaço considerável de tempo. Nós chegamos às 11h30min, e o nosso voo para La Paz saia às 14h30min, então tinha tempo. Depois dos trâmites burocráticos fomos trocar dinheiro (levei 1800 dólares ao todo). Trocamos 100 dólares por uma cotação de 6,85 bolivianos no aeroporto. Achei que seria pior... Almoçamos (custou Bs 130,00) e ficamos aguardando o voo pra La Paz. Já tinha comprado pela internet voo com a Amaszonas (https://www.amaszonas.com/es-bo/). Li no fórum que os aviões na Bolívia costumam atrasar, mas os deles não, porque são menores. Chegamos em La Paz ali pelas 15h30min e já sentimos um pouco do Soroche . 4 mil metros acima do mar não é pra qualquer um. Fomos atacados por um taxista que cobrava 60 bolivianos para ir até o Hostel. Como eu tinha anotado + ou - esse valor, aceitamos. DICA: Você pode ir de van (2Bs), mas a mochila vai incomodar um bocado. Também pode pedir um taxi (ou van) até o teleférico vermelho. Ele vai te deixar no centro turístico de La Paz e custa 3 Bs. DICA 2: Nós quando fomos pro Peru usamos Ginkgo Biloba, nos ajudou bastante. Dessa vez também usamos. Eu achei muito útil, mas o Soroche foi um pouco mais fortinho. Nada mais do que algumas dores de cabeça e sonhos estranhos, mas não ficamos mal como muitos ficam. É baratinho e tomávamos 1 cápsula por dia 7 dias antes da viagem, e continuamos tomando durante toda a viagem. Melhor prevenir né... Além disso compramos muitoooos remédios pra diarréia, estômago, vômito. Meu maior medo da Bolívia era a comida. Todos os relatos que eu lia alguém passava mal, então fomos com uma farmácia na mala . Floratil, Imosec e Dramin são essenciais. Você até compra lá, mas por um preço beeem maior que aqui. Remédios Voltando ao relato, ficamos no Loki Hostel (https://lokihostel.com/). A diária de um quarto matrimonial estava Bs 198,00. O local é bem bacana, mas os quartos sao velhos. Pelo menos tem ducha quente... Eles possuem uma agência de turismo (na real concentram serviços de várias agências). No dia já agendamos o passeo Chacaltaya + Vale de la Luna para o dia seguinte (28/01) por Bs 200,00 e o Downhill para o dia 29/01 ao custo de Bs 1.260,00. Pegamos com a Barracuda, que tinha ouvido falar bem no fórum. A Gravity (que aparentemente é a melhor) estava cobrando Bs 850,00 por pessoa, e tinha outras 2, umas uns 450 e outra uns 380 Com os passeios agendados fomos ver o centro. Queríamos encontrar um mercado e local para trocar dinheiro. Nos foi indicado o Mercado Lanza (várias barraquinhas. Depois ficamos sabendo que ele foi construído para abrigar o comércio ambulantes). E pra trocar dinheiro fomos na esquina com a igreja que tem ali no centro (a principal, porque tem uma igreja por quadra). Trocamos 500 dólares a uma cotação de 6,95. Mercado Lanza no centro de La Paz Depois de perambular pelo mercado, tentando se achar nas centenas de barraquinhas, encontramos uma que vendia água e outra com bolachas e porcarias diversas. Também compramos uma caixa de BomBom (essa marca mesmo). A caixa custou Bs 25,00 e durou praticamente toda a viagem Eu queria comprar um chip pro celular ter internet. Me localizo muito pelo Google Maps. Comprei um da TIGO, que o rapaz me falou ser a com melhor cobertura. Realmente, funcionava em muito lugares, até no Chacaltaya! Paguei Bs 7,00 pelo chip e mais Bs 10,00 pra pôr uma carga nele, o que me renderia 1 GB de internet por 7 dias. Porém os 7 dias passaram e a internet continuou. Um problema é que você precisa registrar ele, mas não possuimos documentos bolivianos para registrar. Deixei sem registrar e todo dia eles me enviavam msg enchendo o saco. Acho que fica 10 dias sem registro, e depois eles te cortam a linha. Então no fim da viagem eu fiquei sem a internet do chip Voltamos pro Hostel, já que é bom descançar no primeiro dia. No 7º andar do Hostel tem um restaurante/bar. Lá eles servem desde café da manhã até janta (o café não é incluso na diária). Fomos lá jantar. Não lembro o que pedimos, mas custou Bs 58,00 para ambos, sem bebidas. GASTOS Almoço aeroporto Sta. Cruz - Bs 130,00 Taxi Aeroporto para centro La Paz - Bs 60,00 Passeio Chacaltaya e Luna - Bs 200,00 Passeio Downhill - Bs 1.260,00 Mercado - Bs. 37,00 Chip TIGO + carga - Bs 17,00 Janta - Bs 58,00 TOTAL = Bs 1.762/1,95 = R$ 903,50 DIA 02 - 28/12/16 - Chacaltaya e Vale de la Luna Fomos tomar café (Bs 24,00) e ficamos lá ambaixo aguardando e tomando chá de coca. A Neila (minha namorada) não estava se sentindo muito bem, então fui numa farmácia comprar Soroche Pills. Custavam Bs 4,00 cada (carinho). A van veio nos pegar e foi aquela balanço até lá. Tava tão abafado naquela van que minhas mãos começaram a formirgar, eu já estava me sentindo meio mal. No caminho tomamos uma Soroche Pills cada, pq o topo do Chacaltaya fica a 5.600m, então previnimos. É pago Bs 15,00 por pessoa para entrar (paga pros guias mesmo). Lá já, frio pra kct , começamos a subir. Dá 10 passos e para. E assim você sobre, sei lá, 500m ao todo, que parecem uma eternidade. O guia deu 1h30min pra ir até o topo e voltar. Mas estava tão fechado de neblina que subimos até o primeiro pico (são 2) e nem fomos até o próximo. Não tinha nada para se ver mesmo... Voltamos pra perto das vans, e como não iria ter almoço, comemos um pouco das nossas bolachas. DICA: Vá bem, mas bem encasacado mesmo. É muito frio. Devia ta perto de 0º, mas com o vento era sensação negativa. Casa no Céu em Chacaltaya Quase no topo! Esse é o monte. Mal dá pra ver o 1º pico! Na volta estávamos bem melhor, abriram um pouco mais as janelas. Descobrimos uma australiana com perícia em dormir sentada. Aquela van ia picando e ela dormia com um equilíbrio absurdo, sem se encostar em nada O Vale de la Luna fica na zona sul de La Paz, então é demoradinho atravessar toda a cidade com aquele trânsito caótico. No percurso o guia recolheu Bs 15,00 de cada uma para as entradas no Vale. Chegando lá um calorão dos infernos. 0º de manhã na montanha, 30º à tarde no vale... O Vale parece umas estalactites ao contrário. É algo bem interessante de se ver. O passeio dura uns 40 min para ver tudo. É tudo meio parecido, mas vale a pena. Ponte Panorâmica Voltamos alé pelas 16h e fomos no Hostel comer algo (Bs 30,00). Também fomos numa farmácia comprar repelente (era romendado pro Dowhill, custou Bs 33,00). Fomos na agência do Hostel e já compramos as passagens de ônibus pra Copacabana e pra Uyuni. Meu problema aqui era saber se nos feriados do dia 31/12 e 01/01 haveriam barcos e ônibus em Copacabana. Como era uma incógnita, só comprei de ida, e veria o que iria fazer por lá. Para Copacabana compramos com a Vicunã Travel, e para Uyuni com a Todo Turismo (http://www.todoturismosrl.com/). Tinha lido que a Trans Omar não era muito boa, então decidi pagar um pouco mais (250,00 pela Todo e 200,00 pela Omar por pessoa) Olhei no TripAdvisor algum lugar pra comer e encontrei o Restaurante Pub 7200. Ele fica dentro do Museo da Coca. Na entrada do Museo vai ter uma escadaria à esquerda. É meio sinistro, mas vá porque o lugar é maravilhoso Decoração Frutas típicas para degustar antes da comida GASTOS Café - Bs 24,00 5 Soroche Pills - Bs 20,00 Entrada Chacaltaya - Bs 30,00 Entrada Vale de la Luna - Bs 30,00 Lanche de tarde - Bs. 30,00 Repelente - Bs 33,00 Passagem Copacabana - Bs 90,00 Passagem Uyuni - Bs 500,00 Janta no Restaurante Pub 7200 - Bs 80,00 TOTAL = Bs 837/1,95 = R$ 429,23
  15. Boa noite galera!! Procurei em vários locais diferentes até obter informações mais concretas sobre os lugares que iria passar. Pensando nisso, resolvi fazer o relato e juntar todas essas informações em apenas um lugar. Em relação às fotos, todos sabemos o quanto esses locais são incríveis e não faltam imagens para tal. Então, vou me restringir em colocar apenas as imagens que não vemos por aqui... ROTEIRO 16/04 - BSB - SP - STA CRUZ Cheguei em Sta Cruz por volta de 14h no horário local, que é 1h menos que BSB. Passamos pela imigração e chegou a hora de apertar o bendito botão da luz verde ou vermelha. Segundo váááários relatos, a luz vermelha não acendia. Cheguei a pensar que poderia até ser pegadinha, mas não é!! 3 pessoas que estavam na minha frente apertaram o botão e ficou vermelho. Mas o procedimento é bem simples, desde que não esteja traficando nada!! Uma pessoa abre sua bolsa e/ou mochila e revista o que tem e caso não tenha nada demais, te libera. Após esse procedimento, saí do desembarque e fui para o setor de check-in, pois iria para Sucre 2 horas depois. Resolvi pegar o vôo no mesmo dia, pela Amaszonas. Para quem vai para Sucre, sugiro fazer o mesmo, pois o táxi do aeroporto para o centro de Sta Cruz custa uns 60 bolivianos (trecho). Então já economiza esse valor. É uma viagem curta, de 30 a 40 minutos. Escolhi a amaszonas, embora seja mais cara, por ter lido em vários relatos que a BOA geralmente atrasava ou cancelava o vôo. Comprei a passagem pelo site da amaszonas (https://www.amaszonas.com/es-bo/), para não correr o risco de deixar para comprar na hora e não ter lugar, pois o avião é pequeno. O valor da passagem não varia muito. Fiquei acompanhando por uns 2 meses. O único documento que me pediram para o check-in foi o passaporte. O aeroporto de Sucre é bem pequeno. E quando você sai, há uma multidão de taxistas te perguntando para onde quer ir. Fiquei até atordoada. Peguei um táxi para a rodoviária, por 30 bolivianos, pois iria para Uyuni no mesmo dia. Não há taxímetro e esse valor é totalmente negociável. Cabe à pessoa pechinchar. Quando cheguei na rodoviária, assustei . É um lugar muito feio!!! Achei que o taxista tinha me levado para o lugar errado... Ele percebeu que fiquei com medo e me levou até o ‘guichê’ (se é que pode se chamar assim) da 6 de octubro. Pelo que verifiquei por lá, é uma das únicas que faz o caminho direto para Uyuni. Comprei a passagem pela internet também, pois não queria correr o risco de não ter vaga no ônibus. E chegando lá, realmente constatei que não tinha outras vagas. Passagem pelo site é em dólares, US 11,76, semi-cama (http://www.ticketsbolivia.com/). E foi quase uma cama mesmo... Deitava quase que completamente. Como a viagem é bem longa, em torno de 9h, é super válido. Consegui dormi a noite toda. Ah, o banheiro do ônibus não funciona. Então, não abuse de líquidos nesse dia. A saída foi às 20h30, com chegada em Uyuni às 04h30 da madrugada. Para usar o banheiro, paga-se 1,50 bolivianos. É bem simples, mas é mais limpo que muito banheiro de baladas chiques que já fui. Ah, para sair do terminal rodoviário de Sucre, há a necessidade de pagar 2,50 bolivianos. É um guichê antes da saída do terminal. A chegada em Uyuni foi confusa . Ônibus parou no meio de uma rua.. fazia muito frio.. ventava bastante.. e eu não via nenhuma agência de passeios, mesmo que estivessem fechadas. Cheguei até a pensar que não era lá!! Rsrs À espera do ônibus tinha umas 3 senhoras. Falando sem parar e rápido. Depois de ter acordado de madrugada, ser deixada no meio do nada e com frio, o que menos entende é o que elas falam. Mas enfim, você acaba seguindo alguma com a esperança que ela te leve para um lugar quente!! Rsrs A que eu segui, me levou para umas duas ruas de onde o ônibus parou, que era o centro. Ali tinha váárias agências, mas todas fechadas. Ela já queria me vender o passeio. Eu recusei e fui para o Café Nonis. Único lugar aberto àquela hora. Lugar bem quentinho, com café da manhã, banheiro e tomada. Por volta de umas 8h, já há algumas pessoas vendendo os passeios nas ruas. Os valores variam bastante. Bem como os lugares que as empresas te levam. Eu queria uma que passasse pelas partes com água, para as tão famosas fotos com reflexo e também que parasse para o pôr-do-sol no salar. Tinha em mente fechar com a Esmeralda, mas ela não abria nunca e acabei fechando com a Lipez tour. Ficou até mais em conta.. 650 bolivianos. Em Uyuni tem algumas lojinhas 'pega turista' e também uma feira que vende de tudo. Desde roupas até alimentos.. Uma espécie de mercado à céu aberto.
  16. Hey! Segue meu relato para Bolívia realizado entre 20 de Janeiro á 03 de Fevereiro de 2016. Vou postar os relatos aos poucos e para ver fotos acesse os links que estarão em cada post. Dúvidas, me questione aqui ou mande e-mail para [email protected] Obrigado. T. Luiz
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