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@leandronutricaounip 

Em 12/10/2018 em 01:16, MochilaEtc - Caroline Cruz disse:

1) Achei muito tranquilo (óbvio que não dei nenhum mole). Dinheiro sempre na doleira, documentos na mochila de attack e sempre atenta. Obs: Eu cheguei a parar no meio de uma comunidade em La Paz 😂 (mas isso ainda é assunto láááá pra frente)

2) Eu pesquisei MUITO antes de ir, e acabei escolhendo essa época pq seria onde conseguiria ver os espelhos d'água e pegar MP com um tempo OK. (Eu dei sorte, pois no dia que cheguei em Águas Calientes choveu, no dia que fui pra MP o tempo ficou estável e no dia seguinte choveu rs) Algumas amigas foram algumas semanas antes e também pegar o tempo fechado. Sugiro você fazer entre Março à Junho (quando começa o outono o céu to Atacama consegue ser ainda mais surreal do que o normal) 

Se tiver mais alguma dúvida, fique a vontade para perguntar. 

 

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Acompanhando!

Vou em Janeiro, também peguei dicas demais com a Mary e o Rodrigo!
Vendo seu relato me bateu um frio na barriga..

Meu voo de SP tem previsao de chegar 15h e o de Santa cruz pra Sucre sai 16:30.

Além de embarcar, passar pela Aduana e tudo mais, tenho que trocar o dinheiro kkkk
 

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@Igor Bagnara 15:00 horário local correto ? A aduana foi super rápido, pegar as malas também. Relaxa que vai dar tudo certo ❤️ 

@gabg72 é uma ótima viagem de casal, eu fiz com meu namorado e adoramos. Na real é uma ótima viagem pra se fazer em todos os estilos. Vocês vão adorar.

 

Sei que estou devendo atualização por aqui, mas em breve vou acabar o relato. 

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SUCRE - RELATO DETALHADO PARTE 01
 
No instagram @mochilaetc tem mais dicas e alguns textos mais compactos, relatando minha experiência em cada local.
 
Sucre - Bolívia
Altitude: 2.600 m.n.m
Clima: Março a temperatura fica entre 20° a 10°c (bem agradável)
 
 Curiosidade: 
Sucre foi a primeira cidade do país, e ao contrário do que muitos pensam, La Paz não é a capital oficial da Bolívia. Aliás conversando com o povo local, rola um treta a respeito do país possuir duas capitais.
La Paz é a sede do presidente e dos poderes Executivo e Legislativo, enquanto Sucre é a capital constitucional e sede do poder judiciário.
 
Conhecida com La Ciudad Blanca da Bolívia, é considerada a cidade mais bonita do país, super bem conservada, com todas suas plazas bem cuidadas e floridas. Procurada pelos turistas por conta das suas construções datadas do século XVIII e XIX, além de ser rota principal de quem está indo em direção ao UYUNI (nosso caso). 
Além disso, também é conhecida pelo povo boliviano com cidade universitária, é possível observar a mescla do movimento dos jovens bolivianos em contraste com as cholitas e suas roupas coloridas entre o trânsito um tanto caótico.
 
Como explorar a cidade: 
* É possível conhecer todo centro a pé. Parque e Plaza Bolívar *se possível visitar a Plaza Bolivar durante o dia e a noite , Plaza 25 del Mayo, Mercado Central, Igrejas, Conventos)
*Parque Cretáceo tem como ir de transporte público (não lembro agora o ônibus, mas só perguntar no hostel que você ficar hospedado)
*Monastério La Recoleta - ideal pegar um táxi para ir (tem muita ladeira) mas da pra voltar caminhando.
*Rodoviária, até da pra ir caminhando ou de ônibus, mas preferimos pegar um táxi.
 
 
Dica:
-Sempre da pra negociar e eu poderia ter economizada mais, mas eu sou PÉSSIMA para pedir descontos, o hábito de pechinchar é uma coisa que eu realmente preciso desenvolver.
- Vale lembrar que o povo local é adepto a sesta - aquele cochilo pós almoço- então alguns lugares fecham entre 14:00 às 16:00 
 
 Porque incluir no roteiro ?
Sucre é uma cidade ótima para descansar um pouco, aliviar a tensão pre viagem
*Eu por exemplo antes da viagem fiquei mais de 1 semana dormindo apenas 2 horas por dia, depois que passou toda a ansiedade e a primeira parte da peregrinação, realmente precisei dar uma "pausa". 
Fora isso é um bom ponto de partida para se aclimatar e fazer os últimos preparativos para ir em direção ao Uyuni. 
 
Importante:
Se você não esta acostumado com altitude elevada, eu realmente sugiro ficar pelo menos 1 dia na cidade, parece besteira mas não é. Porém não precisa morrer de medo rs. Fiz essa viagem no auge do meu sedentarismo e fiquei super de boas. 
 
Hospedagem: 
Hostel Clave Blanco Bs 120,00 +/- R$ 60,00 (valor casal)
- Fica bem próximo a Plaza 25 del Mayo (ponto principal da cidade) e tem um bom custo x benefício. 
*lembrando que todas as hospedagens ficamos em quartos de casal.
 
Minha experiência: 
-Achei a cidade muito limpa e segura (andei por todos os cantos), população no geral educada e super solicita.
-Fiquei apaixonada pelo Parque/Plaza Bolívar, foi um dos lugares urbanos mais bonitos que visitei em toda viagem. 
- Consegui me comunicar bem, as vezes ate sozinha rs, quando ficava confusa pedia ajuda do Bernardo. Me senti falando a todo tempo algo do tipo "mim quer biscoito" mas o importante é que todo mundo entende.
 
 
Fotos:
Não tenho as melhores fotos do lugar, o motivo da viagem foi curtir mesmo. Sem contar que viajamos apenas com nossos celulares (ZenFone) e 01 GoPro (que até hoje não aprendi a usar direito rs). Mas as que salvaram vou deixar por aqui ou la no meu instagram @mochilaetc .
 
Sugestão roteiro em Sucre:
 
08:00 AM - Café da Manhã
09:00 AM - Rodoviária (comprar passagem para o Uyuni)
09:30 AM -  Explorar Parque Bolivar *da pra ficar umas 2 horas tranquilamente.
11:30 AM - Mercado Central *é um mercadão, se você gosta de ver os costume e o dia a dia do povo local, vale a visita. Caso o contrário, pule essa parte.
12:30 PM - Parque Cretáceo  
14:30 PM - Plaza 25 del Mayo e seus arredores + pausa para o almoço
17:00 PM - Monastério La Recoleta - Café Mirador ver o pôr do sol e tomar uma cerveja
18:00 PM - Hostel *tomar banho e ir pra rodoviária 
19:30 PM - Chegada na rodoviária
20:00 PM - Sucre > Uyuni
* Dos itens que listei, o únici que tiramos foi o Parque Cretáceo, por conta da falta de tempo.
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SUCRE - RELATO DETALHADO PARTE 02
 
No instagram @mochilaetc tem mais dicas e alguns textos mais compactos, relatando minha experiência em cada local.
 
 
Dia 02 - 09/03/2018 - Sucre - Bolívia 
 
  •  Coloquei o relógio para despertar as 07:00 da manhã, mas a o cansaço falou mais alto e só levantamos mesmo as 10:00 AM. Dormimos muito bem, estávamos exaustos, acumulou a tensão pré viagem, ansiedade, os pequenos perrengues e a bateria descarregou. 

- Como ainda tinha tempo até o check-out, decidimos só tomar um banho e ir comer. Café bem servido, mas é basicamente o que serve em todo lugar rs.

Opções: Torrada (normalmente é um pão MUITO duro e ruim), manteiga, geleia, ovo, café, suco.

  • Conhecemos uma brasileira que trabalha no hostel chamada Flávia que é de BH, ela nos deu um mapa da cidade e algumas dicas.
*TINHA GUARDADO O MAPA PRA POSTAR AQUI, MAS INFELIZMENTE O  SE PERDEU DURANTE A VIAGEM.
 
  • Depois do café nos arrumamos, como iriamos passar o dia caminhando pela cidade e estava fazendo calo/frio (o tempo lá é meio doido), coloquei uma roupa mais confortável. *  Carol: tênis, legging, t-shirt, blusa jeansBernardo: t-shirt, fleece, bermuda, bota
 
  • Arrumamos as mochilas de attack e mochilões. 
*Deixamos 01 mochila de attack maior separada com as coisas para o banho e arrumamos a outra para o dia na cidade.
 
  • Deixamos os mochilões guardados na recepção
Obs: Antes de fazer o check-in no dia anterior, perguntamos da possibilidade de tomar banho mesmo depois do check-out e se tinha lugar para deixar as mochilas guardadas. É sempre bom conferir se o hostel tem essa facilidade (sem cobrar taxa extra)
  • Mochila de attack CIDADE: água, gopro, carregador portátil, fleece (não usei), snacks (não comemos), pasta com documentos, necessaire protetores - labial, rosto, corpo-,álcool em gel, lenço de papel, diomax, colírio, neosoro e dramim.
 
  • Check-out feito, mochilas guardadas, agora sim vamos explorar a cidade. Como já estava tarde, decidimos cortar o Parque Cretáceo do roteiro. 
 
  • 12:00 PM - Táxi HOSTEL CLAVE BLANCO > RODOVIÁRIA  Bs 8,00
 
 
-Chegando na rodoviária seguimos as dicas que pegamos no roteiro da Mary (VIDAMOCHILEIRA), e fomos procurar o guichê da 11 de Julio ou 6 de Octubre para compararmos os preços. Logo que chegamos avistamos a 6 de Octubre, mas não tinha ninguém lá, caminhamos mais um pouco e achamos a 11 de Júlio.
 
  • 11 de Julio - SEMI LEITO com paradas para BAÑO (para no meio do mato rs) - VALOR Bs 120,00 (casal) - Previsão de chegada 04:00 AM UYUNI
 
-Voltamos para 06 de Octubre para verificarmos os preços e ai descobrimos que tinha outra loja mais pra dentro e fomos até la.
 
  • 06 de Octubre - SEMI LEITO com paradas pra BAÑO  - Valor Bs 160,00 se chorar cai pra Bs 140,00 (casal)
 
-Por motivos de economia, fechamos com a 11 de Julio, a moça pediu para chegarmos as 19:30 e a saída seria as 20:00.
 
 Obs: Pelo que pude perceber na época que fui é que todos os ônibus tem a estrutura meio precária, então nesse trajeto em específico não vá esperando uma viagem super confortável.
 
-Saindo de lá decidimos caminhar um pouco e ver onde que iria dar (seguindo nosso mapinha),  e eu fiquei babando admirando as casinhas, as ruas floridas e tudo ao redor.
 
  • Plaza Bancários 
 Bem fofinha e florida, tem uma estátua no meio em homenagem as mulheres *eu bem turistinha parei pra tirar foto.
 
 
  • Táxi  PLAZA BANCÁRIOS > PARQUE BOLIVAR  Bs 10,00
Taxista estava com a filha neném no banco da frente, achei fofinha, ela toda protegida do sol e dormindo (fofinho, mas não seguro, até pq na Bolívia o trânsito é muito doido).
Obs: Os táxis na Bolívia não tem preço fixo, a maioria são carros muitos velhos .. mas é isso ai rs. 
 
  • Parque Simon Bolviar
CURIOSIDADE: A região de Chuquisaca onde fica a cidade de Sucre abriga um dos mais importantes sítios paleontológicos, uma das principais atrações da cidade é o Parque Cretáceo. Por isso é comum você encontrar referências de dinossauros em alguns lugares da cidade e o Parque Simon Bolivar é um bom exemplo disso. É um parque público, onde tudo faz referência aos dinossauros.
 
- Creio que seja o tipo de lugar onde a maioria das pessoas iriam passar, achar legal e tirar uma foto. Mas definitivamente eu não sou todo mundo, e por isso fique lá no meio das crianças me divertindo no escorrega de dinossauro rs. Bernardo só olhava pra minha cara e ria, mas tenho uma frase que sempre digo "Se não for pra passar vergonha, não saio de casa."
 
  • Plaza Simon Bolivar 
Uma das principais praças cidade, foi o lugar urbano que mais gostei durante toda viagem, li alguns relatos que dizem que a noite é ainda mais lindo. Ficamos pouco tempo por lá, mas o suficiente pra que eu me encantasse. 
 
-De la decidimos caminhar até o mercado central, ai vem a importância de salvar o mapa da cidade em algum app ou pegar um mapinha de papel (Confesso que gosto mais do mapa de papel).
*Gosto muito de caminhar, de me perder entre as ruas, observar a rotina da população local e ir fazendo descobertas no percurso e foi justamente isso que fizemos no nosso dia em Sucre.
 
  • Mercado Central 
É interessante pra quem gosta de ver os costumes do povo local, la você imerge realmente na cultura. Você encontra vendendo de tudo, muitos pedintes, muito cheio. Eu que não gosto muito de muvuca mas achei a experiência interessante, não tirei fotos do local. Durante nossa andança a fome já era grande e decidimos ignorar todos os conselhos de NÃO comer a "gastronomia de rua" e encaramos um almoço no Mercado Central, entre os locais. Confesso que fiquei com um pouco de medo, mas TODOS os locais estavam la comendo. 
 
*02 Refeições (Frango, legumes, salada, banana) +02 refrigerantes Bs 28,00 (cerca de R$ 7,00 por pessoa)
 
  •  Caminhada aleatória 
- Saindo, continuamos nossa caminhada e decidimos procurar uma casa de câmbio, a maioria estava fechada - lembra que dei a dica da SESTA ? pois é.. aprendi lá rs.- , muitos locais estavam fechados para "hora da soneca da tarde", por fim achamos uma casa e trocamos $400,00 que deu Bs 2768,00 ($1,00 = Bs 6,92), vamos usar para o Uyuni e sobrando vamos gastar em Copacabana. Não nos preocupamos muito em sobrar, pois de toda forma iríamos voltar para Bolívia.
 
- Continuamos caminhando um pouco sem rumo, paramos em uma lojinha de artesanatos -  2 imas + 1 caneta de lhama (muito vagabunda rs) Bs 25,00
 
-  Continuamos a caminhada e paramos no Chocolates Parati (sou a maluca dos doces rs)
* Chocolate de coca + bombons sortidos Bs 19,00
 
- Continuamos a caminhada até a Plaza 25 del Mayo.
 
  • Plaza 25 del Mayo
Principal ponto de Sucre, onde está localizado os principais hostels, restaurantes, atrações turísticas, prédios históricos. 
 
-Observamos a população local, assistimos uns meninos dançando street dance, o clima é bem agradável. 
 
- Continuamos caminhando e conhecendo os prédios históricos e igrejas em volta, tudo sem rumo mesmo, indo apenas na intuição e nos guiando pelo mapa.
 
  • Igreja La Merced - Entrada Bs 20,00 (casal)
Bem legal, da pra subir até a cúpula e é liberado para tirar fotos. Alias o lugar tem uma linda vista da cidade.  Pra quem vai turistar pela cidade, indico incluir no roteiro. 
 
- Ao lado tem uma outra igreja que não lembro o nome, mas não estava aberta. De toda forma decidimos que não iriamos entrar em todas as igrejas, como já estava ficando tarde e nosso tempo ficando curto decidimos pegar um táxi até o Mirador La Recoleta.
 
  • Táxi - Igreja La Merced > Mirador La Recoleta Bs 10,00
*Dá pra ir a pé ? Dá.. mas é ladeira, altitude.. enfim.. melhor opção mesmo é pegar um táxi. 
 
  • Mirador La Recoleta
CURIOSIDADE: O mirador fica situado na praça onde a cidade foi fundada. 
 
Localizado no ponto mais alto da cidade é parada obrigatória para apreciar a vista e ver o  entardecer. 
 
-Na praça tinha uns meninos jogando bola, alguns hippies vendendo artesanato e em volta também tem umas lojinhas de artesanato.
 
  • Café Mirador
Fica bem ali no mirador La Recoleta, lemos vários relatos indicando lá para apreciar o final de tarde. O tempo estava bem nublado e não conseguimos apreciar o pôr do sol com estava programado no roteiro, mas o local é uma delicia e vale muito passar um tempinho  por la. Pedimos uma cerveja artesanal Huari  600 ml Bs 30,00 e ficamos la apreciando a vista que é linda (mesmo com o tempo fechado)
 
* O atendimento não é um dos melhores, mas vale pelo lugar, que é super charmoso e pra quem gosta de fotografar rende umas boas fotos.
 
  • Caminhada / Retornos Hostel
- Depois de descansar, seguimos na nossa andança, pegamos nosso mapinha e fomos rumo a Plaza 25 del Mayo, no caminho paramos em um lugar que vendia bebida e compramos uma garrafa de 300 ml de Singani - destilado de uva, bebida típica da Bolívia - Bs 37,00. 
Bernardo já estava cansado de andar e estava ficando tarde, então decidimos ir direto pro hostel. 
*Confesso que fiquei surpresa dele andar tanto  tempo e ver tanta gente sem reclamar. 
Eu sou o tipo de pessoa que quero fazer TUDO ao mesmo tempo quando estou viajando, quero aproveitar o máximo o lugar pois não sei quando vou ter a oportunidade de voltar.
Ele prefere conhecer poucos lugares de forma mais demorada.
Essa nossa diferença é legal pq com equilíbrio nos tornamos uma boa dupla de viagem. 
 
-No meio do caminho decidi fazer a última parada, uma especie de museu de arte indígena, mas por motivos de cansaço só dei uma breve espiada. 
 
  • 17:00 Hostel Clave Blanco
- Reorganizei os mochilões e as mochilas de attack para compactar ainda mais as coisas, tomamos banho e como ainda estava claro aproveitei pra lavar o cabelo novamente. 
- Enquanto organizávamos tudo com calma, aproveitei o wifi do hostel para fazer uma vídeo chamada com minha mãe pra avisar que estava tudo bem, porém a alegria durou pouco a internet caiu e não deu tempo de falar com meu irmão pra saber se os bichos estavam bem
*durante o mochilão meu irmão ficou na minha casa cuidando dos filhos de 4 patas.
 
Continuando na preparação, a dona do hostel veio se despedir e ficamos conversando um pouco, e durante a conversa nos explicou o nome do hostel
 
CURIOSIDADE: Clave Blanco = Cravo Branco (flor), o cravo é uma flor comum na Bolívia, os espanhóis trouxeram na época da colonização e plantaram por todo lugar. Seu significado é paz, pureza;  
 
- Por fim nos despedimos da dona e dos outros hospedes que nos desejaram boa viagem e agradecemos pela ótima hospitalidade. A Flávia (brasileira que estava trabalhando no hostel) nos ajudou a pedir um táxi.
 
  • Hostel > Rodoviária Bs 10,00
- Chegamos na rodoviária e nosso ônibus já estava la, pagamos a taxa de embarque Bs 5,00 (o casal), guardamos os mochilões na parte de carga e saímos para comprar água e a alguma coisa pra comer.
 
- Comemos hamburguesa (hamburguer) o tipo de coisa que eu NUNCA comeria em uma lanchonete estranha em uma rodoviária brasileira, mas comi na Bolívia (bem aventureira eu rs.), pedi uma espécie de água com gás saborizada (eu AMEI isso, se chama Aquarius, é da Coca-Cola), Bernardo pediu uma coca total deu Bs 20,00 (02 hamburguesas + 02 bebidas)
 
- Paramos em uma vendinha compramos 3lts de água + chocolate sublime + chiclete Bs 15,00
 
- Antes de embarcarmos decidimos ir no banheiro Bs 1,00 (casal)
 
-Finalmente entramos no ônibus, Bernardo leu errado o número dos assentos e sentamos no lugar errado, ai do nada veio um moço falando que o lugar estava errado. Pronto, começou a treta eu pensei rs, mas na verdade estava errado mesmo, nosso assento era semi leito e sentamos em um assento "normal" (não que tivesse muiiiita diferença), já estava super confortável (logo pensei que podia ter economizado um dinheiro rs), e no meio da confusão de troca de assento entrou uma moça vendendo uns bolinhos e como ainda tinha um buraco no meu estomago decidi comprar, Bs 10,00.
 
- O ônibus saiu pontualmente as 20:00 PM, como já imaginávamos o transporte não era la aquela maravilha, logo descobri que meu banco não deitava todo (o que fazia meu assento semi-leito a mesma coisa que um assento normal), o ar estava desligado e eu pingando de suor, com medo de senti frio fui viajar toda trabalhada no look inverno (meia calça de lã, meia pra frio, calça de moletom, segunda pele, blusa. fleece), em menos de 1 hora já tinha tirado quase a roupa toda de tanto calor. Janelas fechadas e um cheiro de chulé insuportável e Bernardo pra variar, APAGADO .
 
- Consegui cochilar por 1 hora e acordei com sede e vontade de fazer xixi, mas preferi esperar a primeira parada pra fazer xixi e depois beber água, ônibus lerdo vive parando, já passaram 3 ônibus na frente. Muita gente começou a reclamar do calor e do cheiro, eu consegui abrir minha janela o que deu uma aliviada.
 
- Mais pra frente o ônibus ficou um bom tempo parado, eu curiosa fui logo ver o que tinha acontecido, teve um acidente de carro (por sorte ninguém ferido gravemente), aproveitei a parada pra ir do lado de fora fazer xixi no mato (aliás esse foi a única parada do ônibus), aproveitei pra pegar um ar e observar um pouco o céu.  Depois de um tempo seguimos viagem e foi tudo tranquilo. 
 
Gastos do dia: 
*Táxi rodoviária Bs 8,00
*Ônibus Sucre > Uyuni Bs 120,00 (casal)
*Táxi Parque Bolivar Bs 10,00
*Almoço Mercado Central Bs 28,00 (casal)
*Coisas Bs 25,00
*Chocolate ParaTi Bs 19,00
*Igreja la merced Bs 20,00 (casal)
*Taxi la recoleta Bs 10,00 
*Mirador café - Cerveja 600 ml Bs 30,00
*Singani Bs 37,00
*Extra Bs 18,00
*Táxi rodoviária Bs 10,00
*Taxa Rodoviária Bs 5,00 (casal)
*Lanche Bs 20,00
*Água + snacks Bs 15,00
*Banheiro Bs 1,00 (casal)
 
Resumo:
*Alimentação Bs 63,00
*Transporte: Bs 163,00
*Extra: Bs 21,00
*Extra 2 - cerveja, souvenir, chocolate - Bs 129,00
 
Total: 
Bs 376,00 (casal) 
     188,00 (por pessoa)
*Em média R$ 94,00 por pessoa
 
Cotação do dia: 
$1,00 = Bs 6,92
*R$3,30 = $1,00 
*R$ 1,00 +/-  Bs 2,09
 
CAIXA
 
$2400,00
R$ 1800,00
Bs 2728,00
 
PARQUE BOLIVAR 

SUCRE-PARQUEBOLIVAR.jpg

 

MURAL DE GRAFITE PARQUE BOLIVAR 

SUCRE-PARQUEBOLIVAR2.jpg

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Oi Caroline!!! Estou adorando. Super detalhado o seu relato, já me ajudou com várias dicas e informações. Eu embarco daqui a 15 dias para fazer esse mesmo roteiro. Pena que não vou conseguir acompanhar o seu relato inteiro.

Obrigada  por compartilhar

Beijo

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      Segue o relato:
      14/06 - Chegada à Cusco
      Desembarcamos às 11h em Cusco e nos guichês turísticos já tinham disponíveis folhas de coca. Fazia 16°, de boa. Táxi saiu por 10 soles até o centro histórico(negocie que eles baixam o preço). Comemos em um restaurante chamado Mamajama, comida muito boa, mas cara. Precisávamos comer bem, mas tinha que ser uma comida leve para evitar o sorote, então fomos de sopas de quinua regionais. Foram 2 sopas e 2 capuccinos, total de 66 soles.
      Umas 13h, fizemos o check-in na Mallku Guest House, onde Odwaldo nos recebeu muito bem e nos acomodou no quarto. Foi um quarto duplo, com duas camas de solteiro, pois não havia nesta data cama de casal disponível. Vi muito relato reclamando de água fria ou pouca nos hostals em Cusco. Lá a água era quente e maravilhosa. Foi uma benção depois de uma loooonga viagem. As camas super confortáveis, com edredons bem potentes. Também tinha TV, armário e chá de coca. Recomendo demais, principalmente para casais que não querem dividir quarto em hostel. A diária saiu por 28 dólares com café da manhã. Claro, tinha opções um pouco mais em conta. Mas essa época do ano, a segunda quinzena de junho, é a mais cara. Descansamos muuuuito… Sorote começou a bater. Uma dorzinha de cabeça chata em mim, uma enxaqueca na minha esposa. Quem tiver enxaqueca, leve seu remédio! Tinha uma farmácia bem do lado do hostel e ajudou muito essa localização da nossa hospedagem, perto de tudo, pontos de ônibus, centro histórico, mercadinhos, padaria.
      Sobre o SOROTE ou MAL DA ALTITUDE: devido à altitude elevada, a quantidade de oxigênio disponível no ar é menor. Isso ocasiona reações no corpo: dor de cabeça, falta de ar, cansaço, peso nas pernas, enjoos ou vômito. Varia muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que não sente nada. Mas é comum sentir algo. Por isso, nos primeiros dias, é importante não fazer esforço físico extremo, nem fumar ou consumir álcool ou comida pesada. Também é importante ter algumas medicinas para diminuir o efeito do sorote: folha de coca (sempre), água florida (para inalar) e pílula para dor de cabeça/enjoo. Depois de alguns dias o corpo se acostuma.
      15/06 - Rolê pela cidade
      No dia seguinte fomos trocar os dólares e comprar o boleto turístico na CONSETUR, por 130 soles cada. Passeamos pela Avenida El Sol, a principal do centro turístico, vimos o ensaio do Festival Inti Raymi, no jardim de Qorikancha, que aconteceria no dia 24/06. Aproveitamos e conhecemos o primeiro ponto do boleto, o Museu de Qorikancha. Depois fomos conhecer a Plaza de Armas, onde se concentram os principais pontos turísticos. Ali perto almoçamos, dessa vez achamos um "combo turistico" que valeu a pena, 28soles com entrada, prato principal, bebida e sobremesa.Vimos o Festival de Artes de Rua, compramos alguns lanches e regressamos ao hostel. A noite fomos a Plaza de Armas, onde havia um festival de música. Muita gente, música, frio, fogos de artifícios, foi muito massa!
      16/06 - City tour
      Pela manhã, fomos à Plaza de armas, onde estava tendo um Desfile de Alegorias. A tarde saímos para o City Tour. Primeiro ponto: Qorikancha, que fica quase do lado do hostel. Encontramos nosso grupo e conhecemos a história inca naquele templo sagrado. É impressionante! Contudo, a visita foi bem rápida na nossa opinião, dava pra explorar muito mais, mas o tour ainda havia outros 4 lugares naquela tarde. Seguimos para a van e fomos a Sacsayhuaman. Um local muuuuito foda! Um dos mais incríveis! De lá se tem a vista de Cusco. Novamente, também não foi tempo suficiente para explorar tudo. Seguimos a Quenko, local de mumificação inca. É bem pequeno e logo seguimos a Puka Pukara, onde se tem uma vista sensacional, e muito frio. Por último fomos para Tambomachay, local de purificação dos sacerdotes incas com água. Muuuuito frio. Retornamos a Cusco por volta de 18:30. Sorote bateu pesado na minha esposa. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada de 15 soles de Qorikancha). Não curtimos esse city tour por ser muito rápido e não ter a liberdade de ficar mais onde achamos mais interessante. Esse passeio era para durar o dia todo, mas todas as agências iniciam pela tarde. Então a dica é ir sem agência. Todos os locais tem guia na entrada, que é opcional. E sinceramente, se fôssemos de novo, apesar de todos os locais serem interessantes, iríamos apenas para dois: de manhã a pé para Qorikancha, e de tarde de bus (2 soles) para Sacsayhuaman e ainda iríamos ao monumento Cristo Blanco que fica no complexo de Sacsayhuaman.
      17/06 - Valle Sagrado
      Saímos por volta de 9h na van em direção ao primeiro ponto: Pisac. Antes de chegar ao sítio arqueológico, paramos numas tendas que vendem artesanatos e roupas. Depois seguimos ao sítio. Simplesmente incrível aquele lugar encravado nas montanhas peruanas. Aqui tivemos tempo livre para explorar o local após as explicações do guia. Muitas escadarias. Depois seguimos para uma fábrica de prata, onde produzem a prata pura 950 e pedras semi preciosas da região. A grama da prata aqui custa cerca de 17 soles. Depois seguimos para o almoço em Urubamba. Buffet completo muito bom! Seguimos ao sitio arqueológico de Ollantaytambo. Que lugar sensional!!!! De lá seguimos para Chinchero, mas antes paramos num centro de tecelagem onde é demonstrado como é feito o tingimento da lã com plantas naturais e os significados dos desenhos! Finalmente, a noite, chegamos no sítio de Chinchero. Não deu pra ver muita coisa, estava um pouco escuro e frio. Ficamos uns 20 minutos e regressamos a Cusco às 19h. O passeio custou 50 soles cada pessoa. Esse passeio indicamos fazer com agência. Contudo, uma dica: o passeio original do Valle Sagrado vai primeiro pra Pisac, depois Ollantaytambo e depois Chinchero (esse a maioria das vezes se chega à noite). Então, se você for conhecer Moray e as Salineras de Maras, é melhor incluir Chincero nesse passeio, ao invés do Valle Sagrado, pois fica na mesma estrada. Com isso você conseguirá conhecer Chincero de dia, e no passeio do Valle Sagrado terá mais tempo pra conhecer as maravilhas do sítio de Ollantaytambo, pernoitando lá para ir para Machu Picchu no outro dia (de trem direto para águas calientes ou van para a hidrelétrica). Já é meio caminho andado. Muita gente faz isso.
      18/06 - Moray e Salineras de Maras
      Saímos na van às 09h e pegamos a mesma estrada do Valle Sagrado. Paramos na mesma tenda onde se demonstra o tingimento de lã. Nós já tínhamos decorado até as brincadeiras que elas falavam. De lá partimos a Moray, sítio arqueológico inca de experimentação agrícola para evolução de sementes. Muito bonito e interessante! E muito sol! Fazia era calor por isso vá com roupas bem leves por baixo dos casacos! Depois fomos as Salineras de Maras, custa 10 soles, pois não está incluído no boleto. Muito sol e sal. Bem massa! Mas a estrada foi sinistra! Quem enjoar fácil, tome Dramin. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada das Salineras). Descemos no meio do caminho, em Chinchero, para visitar o sítio de dia, mas com aquele sol na cabeça e muito cansaço, decidimos partir logo para Ollantaytambo. Poderíamos pegar um bus ou van (cerca de 15 soles pros dois), mas decidimos pegar um táxi, que saiu 30 soles. Chegamos umas 16h em Ollantaytambo e fomos ao Inti Wassi Hostal. Fica bem perto da praça e do mercado. É barato, café simples, cama mais ou menos, chuveiro quente não funcionou uma das noites. Saiu 42 soles a diária.
      Ollantaytambo é uma cidadezinha muito charmosa, bem pequenina, praticamente uma praça e várias ruazinhas. Adoramos o ar da cidade. Tudo é perto, inclusive o sítio arqueológico. Lá é mais baixo e um pouco menos frio que Cusco, mas venta mais. Acertamos em ficar duas noites lá!
      19/06 - Ollantaytambo
      Amanhecemos nesse lugar abençoado e fomos para as ruínas de Pinkuylluna, que fica de frente ao sítio arqueológico. Muuuuito massa! Que visão se tem de lá! Dá pra ver todo o sítio arqueológico de Ollantaytambo, com uma montanha nevada ao fundo. Perfeito pra fotos e meditação. É grátis e é uma subida de 20 a 30 minutos em escadarias. Devagarinho se chega lá. Vale muito a pena. Descemos e almoçamos no restaurante Ausangate, delícia, recomendo. A ideia era de tarde ir a cascata Peronyalc, mas era preciso pegar um transporte até Pacha, depois outro até o povoado de Somaq, depois subir uma montanha. Estávamos cansados e desistimos. Então criamos nosso roteiro: na entrada da cidade tem um caminho que leva à uma ponte inca. Não está no roteiro turístico. Fomos até essa ponte sobre o Rio Urubamba e tiramos várias fotos lá e seguimos caminhando pela rua paralela ao Rio Urubamba e aos trilhos do trem. Que visual!!!!!! Muitos pássaros e montanhas, e poeira, hehehe. Seguimos andando até chegarmos na estação de trem de Ollantaytambo. Sentamos numa mureta em frente e aguardamos o pôr do sol. Não preciso nem comentar né. Depois saímos pela estação e fomos perambular pelas ruas da cidade. Pessoal, Ollantaytambo é muito hermosa. A maioria das pessoas só conhece o sítio arqueológico, no passeio do Vale Sagrado, e vai embora. Mas vale muuuuuito a pena ficar um outro dia inteiro nessa cidade. E é mais barato que Cusco e Águas Calientes.
      20/06 - Ida para Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo)
      No outro dia, partimos às 09:30 para a Águas Calientes. Para isso, tomamos a van que vem de Cusco, passa em Ollantaytambo e segue para a Hidrelétrica. Custou 35 soles cada. São 4h30 de muita estrada sinuosa. Bom, era isso ou o trem caríssimo. Recomendável se prevenir do enjôo com remédio e folha de coca. Vistas deslumbrantes e vertiginosas. Chegamos na hidrelétrica por volta de 14h e seguimos caminho a pé pelo trilho. O caminho é praticamente plano, quase todo dentro da floresta seguindo o trilho. O dia estava nublado e muito gostoso para caminhar, mas depois de 1h andando começou a cair uma garoa fina. Capa de chuva! Na trilha é possível tirar muitas fotos, da pra descer no rio, e tem algumas barracas de comida. Tem até camping. Depois de muita caminhada (12km), chegamos na entrada de Águas Calientes (também chamada de Machu Picchu Pueblo). Andamos mais um pouco até o Hostel Killa Sumaq (U$25/dia). Chegamos beeeeeem cansados, sonhando com um chuveiro quente. Essa caminhada vale a pena pela aventura, fotos e economia, vá o mais leve possível com uma mochilinha pequena com o básico, roupas leves pois lá é ameno não necessita de casaco pesado nem muitas camadas de roupa. O hostel é perto da estação de trem, é bem simples, quartos novos, cama confortável, limpo, chuveiro quente, café da manhã simples. Único problema era o barulho dos hóspedes de outros quartos, da cozinha e da escada. Uma dica: quando chegar em Águas Calientes, compre logo seu ticket do bus (caso vc não queira chegar a Machu Picchu subindo por 2h escadarias até lá). O bus é beeeem caro (U$12/trecho), o ônibus mais caro do mundo. Mas pra gente valeu a pena, pois iríamos subir a Montanha Machu Picchu também. Para comprar os tickets do bus, é preciso apresentar passaporte ou RG.
      Sobre Águas Calientes: nos relatos que lemos, só havia observações de que é numa cidade apenas para dormir e ir embora, pois não tem o que fazer e tudo é mais caro. Pois nós achamos a cidadezinha muito massa!!! TUDO na cidade é detalhadamente decorada com simbologias incas: estátuas, bancos de praça, placas, pontes. Tem muita coisa legal pra ver. Vale a pena um rolê de pelo menos um turno, antes de pegar o trem.
      Como chegar em Águas Callientes - existem 4 maneiras: caminhando alguns dias pela Trilha Salkantay; caminhando alguns dias pela Trilha Inca; pegando um trem em Poroy ou Ollantaytambo; pegando a van até a hidrelétrica em Santa Teresa e caminhar 12km.
      21/06 - Machu Picchu
      Chegou o grande dia: Machu Picchu! 21 de junho, Solstício, o ano novo andino. Um dia muito especial na nossa vida. O dia começou bem cedo. Às 4:30 acordamos e já fomos para a parada do bus para subir a Machu Picchu. E já tinha bastante gente. Estava frio. Mas depois que o sol aparece, esquenta. O hostel prepara no dia anterior uma sacolinha com lanches para você comer no caminho. O trajeto demorou uns 25 min até a entrada. Lá tem vários guias que você pode contratar (20 soles/pessoa) mas pode entrar sem guia. Abre as 6am e você entra de acordo com o seu ingresso (compre com no mínimo 3 meses de antecedência no site do governo!). Entramos e já nos encantamos com o local. Tiramos algumas fotos e já seguimos o trajeto para a Montanha Machu Picchu, a imponente montanha que batiza o local. Abre às 7am. É uma subida de muuuuuuuitos degraus, haja fôlego! São mais ou menos 2h de subida até os 3.061m de altitude. Se você pensa em subir a montanha, se prepare antes da viagem. Exige bom preparo físico. E muito joelho! Mas chegar lá em cima compensa todo o esforço. Não tem como descrever a vista de todo o sitio em 360°. Pode ficar lá em cima até às 12h. Descemos devagarinho, por 1h, e chegamos bem cansados lá embaixo. Agora era a hora de visitar a cidade de Machu Picchu. Saímos do parque (para comprar água e ir no banheiro, pois não tem lá dentro) e entramos novamente. Quem tem os tickets das montanhas pode sair e entrar novamente no parque uma vez. Entramos e pegamos um guia e seguimos pelas ruínas. Que história massa! Vale a pena o guia! O passeio guiado acabou umas 15:30, e aí se pode ficar de boa no parque até às 17h. Sobre os horários: quem vai pras montanhas (ou Montanha Machu Picchu ou Montanha Waynna Picchu) pode entrar bem cedo e sair às 17h. Quem tem boleto só para conhecer a cidade, ou fica pela manhã ou pela tarde. Não pode ficar o dia todo. Porém, nós não vimos nenhum controle sobre isso. Pegamos o bus de volta às 16h, comemos umas besteiras e dormimos (capotamos) até o outro dia.
      22/06 - Retorno à Cusco.
      Às 10h da matina seguimos para a estação de trem que fica bem próxima ao hostel. Compramos as passagens 2 dias antes no site da IncaRail, numa "promoção" do vagão 360°, até a estação de Ollantaytambo. Saiu por U$68 cada. É beeeem caro! A nossa ideia era voltar de novo pela hidrelétrica e pegar a van de 6h de viagem até Cusco, mas estávamos bem cansados e ainda tínhamos 1 semana pela frente. Digo: valeu muito a pena! Não só pela comodidade e rapidez, mas pela experiência. O caminho do trem vai seguindo o rio Urubamba, um cenário de filme. Ainda mais nesse vagão 360°, que tem vista sensacional. Chegando em Ollantaytambo, já pegamos uma van (10 soles) até Cusco, pouco menos de 2h de viagem. Almoçamos assistindo ao jogo do Brasil x Peru (5x0!) pela Copa América. Curtimos um pouco mais do movimento da cidade. Nossa! São muitos desfiles e manifestações culturais. Cusco não pára em junho! A noite fomos ao bairro San Blas, conhecido por sua igreja e pela boemia noturna. Conhecemos um bar chamado ECO180, que tem uma vista de 180° de cima da cidade de Cusco, com música ao vivo e cerva gelada! Recomendamos demais!
      23/06 - Dia de compras
      Fomos ao Mercado Artesanal de Cusco, que fica no final da Av. El Sol. Lá é um dos locais mais baratos para comprar artesanatos, presentes, etc. Almoçamos por lá e deixamos as coisas no hostel e fomos a uma loja com peças de designers locais (Isa Luna). Fim de tarde voltamos para o hostel.
      24/06 - Inti Raymi
      Festival do Sol. O dia mais esperado do ano em Cusco. Muuuuuuuuuuuita gente na cidade! O festival começa às 09h no jardim de Qorikancha. Depois as pessoas todas seguem para a Plaza de Armas, e às 10:30 começa lá. Depois todos seguem para Sacsayauman, iniciando às 13h. Lá é o único local que tem que pagar ingressos (caríssimos), mas dá pra ver de grátis de cima do sítio. Nós não fomos. Em Qorikancha e na Plaza de Armas foi bem difícil de ver as encenações, pois havia muita gente. Os nativos alugam banquinhos (5 soles) para vc subir para (tentar) ver melhor. Estava muuuuuito lotado! Ficamos um pouco decepcionados com a falta de estrutura para acomodar a multidão. Mas se você for cedo para um dos dois locais e guardar um lugar legal, dá pra ver de boa, leve água, chapéu, protetor solar. Almoçamos e fomos visitar o Museu de Arte Popular e o Museu de Arte Regional (inclusos no boleto). Voltamos, pedimos uma pizza e descansamos para o outro dia: Montanha Colorida (Rainbow Montain).
      25/06 - Montanha Colorida (Montana 7 Colores ou Rainbow Mountain)
      Às 04:45 a van passou no hostel. Nesse dia minha esposa não foi porque ficou bem gripada, e sabíamos que a Montanha era o lugar mais punk de todos. Assim, ela decidiu ficar para não perder os outros dias. A van pegou os outros passageiros e partimos em direção a um vilarejo para tomar café da manhã (incluso no pacote). Demorou 1h30 até lá. Então sugiro comer algo antes de pegar a estrada para não ir em jejum. Após o café, seguimos por mais 1h até o ponto de subida. Essa parte da estrada é de terra e bem sinuosa, estilo a estrada da hidrelétrica. Por volta de 9h chegamos no local para subida, a uma altitude de 4.200m. O guia fornece bastão para ajudar na subida e tem folhas de coca, água florida e oxigênio (para casos graves). A subida começa quase plana, mas já dá pra sentir um peso no corpo e o cansaço. Na metade do caminho começam as subidas íngremes. Essa parte é bem cansativa, começa a bater o sorote (é normal). Uma leve dor de cabeça, cansaço, pernas pesadas. A cada 10 passos uma parada. Tem que ir devagar, no seu ritmo. Muita gente fica pelo caminho, outros utilizam os cavalos para subir e/ou descer. Custa 50 soles o trecho ou 80 soles subir e descer até certo ponto. O cavalo não sobe até lá em cima. Na subida tem banheiros (1 soles), gente vendendo lanches/água. Depois de 1h subindo, cheguei no ponto onde a maioria das pessoas que conseguem subir ficam e tiram as famosas fotos. Ali são 5.000m!!! Um sentimento de superação! Mas dá pra subir mais! Quem quiser chega aos 5.036m! Parece pouca a diferença, mas nessas condições 1cm é muito, acredite. Ao chegar lá em cima a recompensa é a visão de 360° do Valle Rojo. Muitas montanhas coloridas, montanhas nevadas, águias, riachos, que visual!!! E que frio!!!! No topo venta muito, sensação de zero grau! Então vá preparado pro frio extremo: segunda pele, fleece, casaco corta-vento, gorro, luvas, cachecol, óculos. Esse é o passeio mais frio de todos. Fiquei cerca de meia hora lá em cima. Depois começamos a descer, que é muito mais fácil. Por volta de 13h partimos pro mesmo lugar do café da manhã para comermos um farto almoço (incluído no pacote). Após um breve descanso, regressamos à Cusco. Nesse retorno, a van deu problema no motor e tivemos que pegar um transporte de linha urbana, que parava em toda parada e estava lotado. Foi foda! Já estava bem cansado. Pelo menos a parada final da Topic era perto do meu hostel. Cheguei já de noite, beeeem cansado. O passeio completo custou 80 soles (transporte, guia, entrada, café da manhã e almoço).
      26/06 - Rolê pela cidade
      Pela manhã fomos ao museu que ainda restava do boleto: Museu de Arte Contemporânea. Almoçamos muito bem no restaurante Chia (recomendo aos veganos!). Depois conhecemos a Catedral por dentro, pois havia uma missa acontecendo, a visita na catedral tem tours guiados pagos, mas quando está havendo missa pode entrar gratuitamente. Demos mais um rolê pela cidade, entramos em algumas lojinhas e retornamos ao hostel. Foi um dia light. Amanhã teria outro passeio puxado: Laguna Humantay.
      27/06 - Laguna Humantay
      A van passou às 4:30 e seguimos para buscar os outros passageiros. 5h pegamos a estrada em um longo caminho até chegar em Mollepata, onde tomamos café da manhã às 8h. Fica a dica para comer algo antes ou levar pra comer no carro. As 08:30 saímos em direção a Soraypampa, início da caminhada. Lá tem vários acampamentos onde o pessoal que faz a trilha Salkantay fica. Iniciamos a subida por volta de 9h, a uma altitude de 3.900 metros. Começa plana e vai ficando íngreme, parecida com a da Montanha Colorida. Mas como a altitude é um pouco mais baixa, não é tão cansativo e nem frio quanto. Mas é puxado. Sobe e pára, sobe e pára. 1h de subida e a montanha Humantay vai se mostrando. A recompensa vem com a vista mais linda de toda a viagem: a Laguna Humantay. Que cenário de filme aquele. Valeu todo o esforço chegar aos 4.300m! Ficamos até 13h e voltamos pro mesmo ponto para almoçar. Às 14h partimos de regresso a Cusco. O passeio custou 95 soles por pessoa (incluído café da manhã, almoço, guia, transporte e entrada).
      28/06 - Adios Cusco
      Nosso vôo era às 18h, então aproveitamos a última manhã para ir no Mercado San Pedro. Típico mercado popular, onde os nativos frequentam, tem muita opção de comida, artesanato, roupas, etc, aquela confusão massa, hehehe. Vale muito a pena comprar por lá e ver os costumes do povo local. Voltamos ao centro histórico e almoçamos no restaurante Avocado (especialista em Abacate, delícia!) e voltamos ao hostel, depois aeroporto.
       
      Bom, de acordo com nossa experiência nessa viagem, esse seria um roteiro que faríamos para otimizar tempo/dinheiro/esforço físico:
      Sugestão de roteiro de 14 dias: (PRINCIPALMENTE NA SEGUNDA QUINZENA DE JUNHO)
      Dia 1 - Aclimatação
      Dia 2 - Comprar boleto turístico, trocar dólares, rolê pela cidade (museus, praças, igrejas, lojas, mercado).
      Dia 3 - Qorikancha e Sacsayauman
      Dia 4 - Moray, Salineras de Maras e Chinchero
      Dia 5 - Valle Sagrado: Pisac e Ollantaytambo (pernoita lá)
      Dia 6 - Ollantaytambo
      Dia 7 - Ida de Ollantaytambo para Águas calientes de van pela Hidrelétrica
      Dia 8 - Machu Picchu
      Dia 9 - Águas Calientes e retorno de tarde de trem a Ollantaytambo ou Poroy, depois ida a Cusco.
      Dia 10 - Inti Raymi
      Dia 11 - Laguna Humantay
      Dia 12 - Rolê (museus, praças, igrejas, lojas, mercado etc)
      Dia 13 - Montanha Colorida
      Dia 14 – Rolê/Adios Cusco
      Frio/Altitude:
       
      Cusco > Ollantaytambo > Águas Calientes
      Nível de dificuldade:
      Montanha colorida > Montanha Machu Picchu > Laguna Humantay > Outros
      Locais inclusos no Boleto Turístico:
      Sacsayhuaman
      Q’enqo
      Puca Pucara
      Tambomachay
      Museu de Arte Contemporânea
      Museu Histórico Regional
      Museu de Arte Popular
      Museu de site Qoricancha
      Centro Qosqo de Arte Nativo
      Monumento ao Inca Pachacuteq
      Pikillaqta
      Tipon
      Pisac
      Ollantaytambo
      Chinchero
      Moray
      O que levar para os passeios:
      Roupa de frio, roupa de caminhar, bota ou tênis, chapéu ou boné, filtro solar, batom de cacau, óculos escuros, folha de coca, capa de chuva, mochila pequena com lanche e água.
      Sugestão de restaurantes (o TripAdvisor não falha!):
      Cusco: Yaku, Avocado, Chia.
      Ollantaytambo: Ausengate
      Dica para economizar comendo fora: muitos restaurantes têm o "menu do dia" ou o combo (entrada + prato principal + bebida + sobremesa), por volta de 25 soles.
      Onde comprar mais barato: Mercado San Pedro e Mercado Artesanal de Cusco.
      Site oficial Machu Picchu: https://www.machupicchu.gob.pe/
      Sites das companhias de trem:
      https://incarail.com/
      https://www.perurail.com
      Aplicativo Fiestas de Cusco 2019: Disponível na Playstore e App Store
       
      Bom galera, essa foi nossa maravilhosa viagem à região de Cusco, no Peru. Foi uma trip banhada pela cultura peruana (pré-inca, inca e pós-inca) com muita história, arqueologia, arquitetura, dança, arte, misticismo, gastronomia e natureza. Depois enviaremos fotos e mapas!
      Hasta Luego!
      Sergio e Sabrina.
       
    • Por Jeffersonwbds
      Nossa primeira viagem ao Chile foi incrível! 
      A primeira vez na neve a gente nunca esquece, né!? 
      Como recordação produzi um vídeo contendo trechos de diversas partes do chile, espero que gostem! ♥
       
       
    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.
    • Por HANESSA
      Olá galera!!
      Sabe aquela pessoa totalmente perdida ?! soy yo!! então, preciso de uma ajuda para fechar o meu roteiro para Cusco em Setembro.
      então, não vou passar muitos dias em Cusco, mas, por ser um sonho que estou prestes a realizar, queria muito aproveitar todos os passeios possíveis, vou chegar em Cusco no dia 13 de setembro e vou ficar até o dia 20, vou com uma amiga e estamos prestes a fechar com uma agência que se chama "What a Trip" porém não estamos achando muitas referências sobre essa agência e estamos com medo de fechar, apesar do preço ser, tecnicamente, convidativo. O grande medo é de deixar para fechar em Cusco e não conseguir fazer todos os passeios que gostaria de fazer. 
      O roteiro ficou um seguinte:
      1- Chegada em Cusco - Aclimação
      2- Passeio pelo centro de Cusco
      3- Passeio pelo vale sagrado, Pisac,Ollantaytambo + trem para Aguas Calientes (dormir em aguas calientes)
      4 - Machu Picchu e retorno a Cusco de trem 
      5- Humantay
      6- Quadriciclos em Moray e Maras
      7- Montanha de cores 
      8- partida para Brasil 
      O valor ficou em $U 360,00 por pessoa.
       
      Então, o que vocês acham desse roteiro e dessa agência, alguém já ouviu falar ?
      Obrigada, desde já. Besos 


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