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  1. Dicas do Salar de Uyuni - Fotos e vídeos

    Estive no Salar em agosto e setembro deste ano e trago aqui meu relato para ajudar quem estiver planejando uma trip para lá. Além do Salar, passei por La Paz, Cusco, fazendo a Salkantay até Machu Picchu. No meu blog tem mais posts da trip toda - www.getoutside.com.br. Como chegar Em geral, o Salar de Uyuni é explorado a partir de duas bases: A cidade de Uyuni, na Bolívia, e também vindo do Chile, basicamente para as pessoas que juntam o Deserto do Atacama com o Salar de Uyuni. Vou relatar, aqui, as duas possibilidades: Terrestre: Eu cheguei em Uyuni vindo de ônibus de Potosí. Basicamente, cheguei do Brasil no aeroporto de Santa Cruz de La Sierra e de lá peguei um voo para Sucre. Do aeroporto de Sucre peguei um táxi para a estação rodoviária de Potosí, de onde peguei o ônibus para Uyuni. Como muita gente escolhe fazer esse trajeto, vou relatar em detalhes a partir do aeroporto de Sucre. Também existe um ônibus que sai de La Paz (maiores informações no site da empresa Todo Turismo) e um que sai diretamente de Sucre (empresa 6 Octubre), mas me parece uma melhor opção fazer Sucre Potosí de taxi e de Potosí pegar o ônibus. Sucre a Potosí: Para quem chega no aeroporto de Sucre, existem táxis que fazem o trajeto saindo do próprio aeroporto diretamente a Potosí, sem efetivamente entrar na cidade de Sucre. Na saída do aeroporto já indique que você procura um táxi para a estação rodoviária de Potosí que irão direcionar você. Paguei R$32, dividindo com mais 3 pessoas. O trajeto durou algo como 2h30, praticamente todo em vias asfaltadas e em boas condições. O carro não era lá dos mais modernos, mas deu para o gasto. Potosí a Uyuni: Na estação rodoviária de Potosí existem ônibus frequentes saindo para Uyuni. O ônibus sai por BSB 30 (algo como R$ 13). Você também tem que pagar BSB 1 de taxa por utilizar a estação rodoviária. O trajeto é bem tranquilo (em torno de 4 horas), em estradas asfaltadas, e o ônibus era relativamente confortável. Em termos de horário, pelo que apurei tem ônibus saindo a cada meia hora. Como falei, muita gente une o Deserto do Atacama ao Salar de Uyuni. Neste caso, existem passeios que saem de ambos os lados e você tem a opção tanto de voltar para sua origem ou ficar em outro destino. No meu caso, saí e voltei para Uyuni, mas fica aqui registrado que você pode começar o tour no Deserto do Atacama e terminar em Uyuni. Leia aqui os posts da minha viagem ao Deserto do Atacama. Aéreo: Uyuni possui um aeroporto pequeno, que é servido por empresas locais. Obviamente, não há voos diretos do Brasil, mas você encontra voos para as principais cidades bolivianas. Eu fui de Uyuni para La Paz saindo do aeroporto de Uyuni e paguei algo como R$ 300 pela empresa aérea Amaszonas. Apesar de mais cara, a opção aérea pode ser uma boa opção para quem está com o tempo corrido. Quando ir ao Salar de Uyuni Você pode visitar o Salar de Uyuni em todos os períodos do ano. No período de chuva, contudo, alguns lugares ficam alagados e você não poderá rodar por todo o Salar. Contudo, é no período de chuva que você vai conseguir ver o espelho! São aquelas imagens do Salar refletindo o céu como se fosse um espelho. Por isso que algumas pessoas entendem que o melhor período seria logo após o período de chuva (que é durante o nosso verão). Saiba que, em geral, a temperatura é baixa no Salar de Uyuni e em Uyuni também, já que estamos falando de locais com grande altitude. Foto: Isla Incahuasi, no primeiro dia do tour pelo Salar de Uyuni. Esteja preparado para o frio em qualquer época que você pretender visitar o Salar. Onde ficar no Salar de Uyuni Se você fizer viagens de 2, 3 ou 4 dias pelo Salar de Uyuni é bem provável que sua agência vá providenciar sua hospedagem, mas isso não significa que você não deve se preocupar. Li vários relatos de pessoas que ficaram em lugares bem ruins e que passaram muito frio à noite. Eu não tenho do que reclamar dos lugares que fiquei nas 2 noites que passei no passeio pelo Salar e região, então preste atenção e leia a respeito das agências antes de ir a Uyuni ou a San Pedro de Atacama, caso sua trip comece pelo Atacama. Como disse, eu saí de Uyuni, e fiquei hospedado no Hotel Bunker (paguei R$ 40 por um quarto duplo que dividi com um amigo). Simples, com um café justo e bem localizado (ao lado da estação de trem), porém não encontrei eles no Booking.com. Neste link aqui você tem uma listagem das melhores hospedagens em Uyuni, e as melhores avaliações são para o Hotel de Sal Casa Andina, Hotel Joya Andina, Hostal Quinua Dourada, Hotel Jardines de Uyuni e o Hostal Reina del Salar. Quanto gastei no Salar de Uyuni Sempre coloco que o seu budget é pessoal e cada um sabe onde a coisa aperta. Já passei dos tempos das vacas magras e hoje, apesar de curtir um perrengue de mochila por amor apenas, me dou alguns luxos, como quartos privativos e comida boas em alguns momentos. Foto: Local da parada para almoço no primeiro dia do tour pelo Salar de Uyuni. Dito isso, vamos aos números. Do dia que pisei em Uyuni ao dia que fui embora eu gastei R$ 701, da seguinte forma (valores em reais convertidos de USD e BSB com cotação do dia que viajei): R$ 40, diária de quarto duplo (dividi com um amigo) no Hostal Bunker, em Uyuni. R$ 408, tour de 3 dias e 2 noites com a Cordillera Traveller; R$ 24, galão de água de 5 litros, biscoitos e protetor labial em Uyuni; R$ 13, entrada na Isla Incahuasi (ilha de Cactos que visitamos no primeiro dia do passeio pelo Salar de Uyuni); R$ 2, banheiro no segundo dia; R$ 9, 15 min de internet na parada para almoço na Laguna Hedionda, no segundo dia; R$ 2, banheiro na Laguna Hedionda; R$ 69, entrada na Laguna Colorado (obrigatório); R$ 7, banho no alojamento da segunda noite; R$ 7, cookies em uma parada do terceiro dia; R$ 87, diária de quarto duplo (paguei sozinho) no Hostal Bunker, já em Uyuni, depois do passei pelo Salar; R$ 28, pizza e uma cerveja no Restaurante Jalisco, em Uyuni; R$ 5, táxi de Uyuni ao aeroporto. Os valores acima não incluem os valores de passagem para chegar e sair de Uyuni. Agências de Viagem Existem muitas agências vendendo passeis pelo Salar de Uyuni, tanto em Uyuni como em San Pedro de Atacama. Pesquisei muito antes de ir e li inúmeras recomendações e críticas a algumas agências. Você vai passar 3 dias ou mais rodando pelo Salar, em lugares remotos, com muito frio e condições precárias. Economizar demais pode ser uma má ideia, já que são inúmeros os relatos de carros em más condições, hospedagens ruins e com muito frio. Dito isso, minha dica é contratar apenas com as agências que você possui alguma referência segura. Vídeo: Vídeo da minha viagem por Bolívia e Peru, incluindo a passada pelo Salar de Uyuni. Eu fiz meu tour com a Cordillera Traveller, que possui uma loja em Uyuni e outra em San Pedro de Atacama também. Li boas referências sobre eles e minha experiência foi muito boa, seja pelo guia que nos acompanhou, pelo carro, tempo que tivemos para explorar, locais aonde ficamos hospedados e pela comida que foi fornecida ao longo de todo o passeio. Como falei acima, paguei algo em torno de R$ 408 pelo tour de 3 dias. As fotos do próximo item aqui deste post mostram o carro e as hospedagens que passamos. Por fim, não vejo necessidade de contratar com antecedência. Você conseguirá espaço em algum tour mesmo contratando no dia anterior à partida. Atrações do Salar de Uyuni Enfim, vamos falar do tour de 3 dias que fiz pelo Salar de Uyuni. Como disse antes, você pode contratar tours de até um dia, então depende do tempo que você tem para explorar por lá. Você também pode contratar tour saindo de Uyuni e terminando em San Pedro de Atacama e vice versa, e muita gente escolhe essa opção. Na realidade, apenas o primeiro dia é, de fato, no Salar. Os demais dias são explorando a região, que é muito bonita também. Dia 1 – Uyuni a San Juan Partimos do escritório da Cordillera Traveller às 10:30 da manhã. A primeira parada é em Uyuni mesmo, na atração conhecida como Cemitério de Trens. São locomotivas antes utilizadas na extração de carvão e que ficaram abandonadas na região. Depois do Cemitério de Trens dirigimos por mais alguns minutos até o povoado de Colchani, que vive da extração de sal e de artesanatos. É uma parada rápida para que você possa comprar algum artesanato e dar uma volta pelo povoado. De Colchani seguimos para o meio do Salar de Uyuni, diretamente para o local aonde paramos para almoço. Trata-se de um antigo hotel de sal que fica no meio do Salar e hoje é utilizado como área de parada dos tours. É aqui que ficam dois ícones do Salar de Uyuni, que é a praça de bandeiras e o monumento de sal ao Rally Dakar. O almoço é preparado pelo próprio motorista. Neste primeiro dia tivemos carne de lhama (um bife bem duro!), batata, arroz e salada. Existem opções vegetarianas também, basta você avisar com antecedência ao pessoal da agência. Depois do almoço você rodará por alguns quilômetros Salar a dentro, até se perder na imensidão branca. Em algum momento no meio do nada seu guia irá parar para você apreciar o Salar e tirar as famosas fotos de perspectiva. Depois desta parada no meio do Salar partimos para conhecer a Isla Incahuasi, que é a ilha de cactos que fica no meio do Salar. Se você quiser fazer a pequena trilha até o topo você deve pagar algo em torno de R$ 13. A vista lá de cima é bem legal, mas em razão da altitude a subida é um pouquinho cansativa, mas nada demais. Eu recomendo a subida! Tirei umas fotos bem legais de drone nesse lugar, dá uma olhada aí abaixo: A próxima parada será no local da primeira noite. Cada agência para em um local diferente. No meu caso, o lugar da primeira noite era uma casa no povoado de San Juan. Aluguei um saco de dormir para o frio, mas a verdade é que a casa era super aconchegante e confortável, com bom isolamento térmico e sequer precisei do saco. Dividi o quarto com um grande amigo que conheci no aeroporto de Sucre ao acaso e depois seguimos viajando juntos (Grande Thiagão!) pelo Salar e, depois, nos encontramos em Cusco. Viajar tem dessas coisas legais! Logo que você chega você será acomodado no seu quarto. Aos que quiserem tomar banho, existe a possibilidade de tomar banho quente (nesse dia matei o banho). Logo após, o jantar é servido. O jantar foi uma sopa e frango com fritas! Você pode comprar bebidas também nesta parada, como cerveja e vinho. Ah, recebemos uma garrafa de vinho boliviano como cortesia. Depois do jantar dei uma volta na rua, já que o céu estava limpo e as condições estavam ótimas para observar as estrelas. Dia 2 – San Juan a Huayllajara Depois do café da manhã, o tour do segundo dia parte lá pelas 8:30 da manhã. Já não teremos mais a paisagem branca do Salar de Uyuni, mas sim as demais belezas da região, como vulcões, montanhas, lagunas, flamingos e outros animais da região. Nesse dia você visitará o Salar de Chiguana (primeira parada do dia), que não tem nem de perto a beleza do Salar de Uyuni, se destacando apenas pelos trilhos do trem que o corta e é bem fotogênico. Depois, você vai até o mirante do vulcão Ollague. Aqui existe uma lojinha para comprar água e comida e também utilizar o banheiro (paga-se algo como R$ 2). A partir daqui você vai para a parte mais bonita do dia, que são as lagunas. Você visitará as lagunas de Cañapa, Chiarcote e Hedionda, aonde você deve parar para almoço. Depois do almoço você vai até o Deserto de Siloli, onde você vai conhecer a famosa Arbol de Piedra, uma formação rochosa muito curiosa. Por fim, a última atração do dia é a Laguna Colorada. Aqui, você deve pagar R$ 69 para ingressar. Como o tour segue pelo parque aonde fica a Laguna Colorada, você não tem a opção de não ingressar e não pagar. Da Laguna Colorada você parte para a hospedagem do segundo dia. Aqui sim faz frio, então esteja preparado. É aqui que você vai precisar do seu saco de dormir também, já que, apesar das acomodações serem boas, a noite é extremamente fria e pode chegar a -20 graus. Mas não se assuste: Você ficará bem com o saco de dormir. Aqui os quartos são para 6 ou mais pessoas, então é provável que seu grupo todo irá dormir no mesmo quarto. Nessa hospedagem também é possível tomar banho quente (neste dia eu não matei o banho!), que sai por algo em torno de R$ 9. Você também terá Wi-Fi, mas por tempo limitado. Ah, é possível carregar seus celulares, câmeras, etc. Como você pode ver, o povo aproveitou para atualizar o Instagram nesse dia! O jantar foi muito bom. Em primeiro lugar, a tradicional sopa. Depois uma massa com molho bolognesa. Muito bom! Tivemos até uma sobremesa dessa vez (pêssego em conserva). Depois do jantar a maioria das pessoas foi dormir, já que no dia seguinte teríamos que partir às 5:00 da manhã. Dia 3 -Huayllajara a Uyuni O terceiro e último dia começa bem cedo. Você deve estar pronto, com suas coisas arrumadas e café da manhã tomado às 5:00 da manhã. Isso porque a primeira parada do dia é uma visita aos géiseres, que ficam a 4.900 metros de altitude. Os géiseres são mais ativos logo ao nascer do sol, por isso a necessidade de se acordar tão cedo. A parada nos géiseres é rápida, e logo você parte para uma piscina de águas termais localizadas à beira de um lago. Ninguém do meu grupo encarou o banho, já que fazia bastante frio, mas haviam algumas pessoas aproveitando. Daqui partimos para visitar as Lagunas Verde y Blanca, de onde você pode avistar o famoso vulcão Licancabur. Você poderá parar aqui para tirar algumas fotos e caminhar pelas lagunas, que são muito bonitas. Essa é a última parada do tour, que daqui parte para a fronteira com o Chile para deixar quem vai seguir até San Pedro de Atacama. O pessoal que optou por ir ao Chile deve fazer a passagem pela imigração e pegar uma outra van da agência que segue até San Pedro. Os que voltam para Uyuni tem um trajeto de aproximadamente 7 horas pela frente, com uma parada para almoço no povoado de Vila Mar. Aqui você pode dar uma volta pelo pequeno povoado e ver um pouco do dia a dia do povo que lá vive. Quem segue o blog sabe que eu adoro fotografar pessoas, e aqui tirei uma foto que gostei bastante: Também aproveitei para fazer umas imagens de drone, já que paramos à beira de um córrego muito bonito. O almoço foi bem simples, com arroz, tomate e atum. Comemos na beira do córrego das fotos acima, ao lado do carro mesmo. Depois do almoço dirigimos até Uyuni, aonde nosso tour enfim terminou. O Salar de uyuni é um lugar espetacular e sempre esteve na minha lista de desejos. Como você pode ver pelas fotos acima, é, de fato, um lugar lindo com paisagens fantásticas, e o melhor de tudo é que é possível você visitar esse destino a um custo baixíssimo, como se vê pelos meus custos, e isso que me dei ao luxo de algumas comodidades, como quartos individuais, etc. Mais informações dessa trip no www.getoutside.com.br.
  2. Si no tiene parô (paralisação/bloqueio/greve), no es Bolívia. Participantes da viagem : Maria Emília e Jailson César. Período : 11 à 25 julho 2017. Percurso : Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Santa Cruz de la Sierra > La Paz > Copacabana > Isla del Sol e retorno pelo mesmo caminho. Transporte : Ônibus, trem, van, barco. Dinheiro : Real e poucos dólares. Valor : R$ 4.000,00 (para duas pessoas) Depois de + de 2 anos longe, era hora de retornar à terras bolivianas. Como agora moramos em Campo Grande (MS) a viagem foi via Corumbá. O melhor horário de saída de Campo Grande é às 23h59m, para chegar em Corumbá às 6h, a empresa Andorinha é única que faz esse trajeto (por isso a e$ploração). Em Corumbá, saindo da Rodoviária, ande seis quadras (caminhada tranquila em rua plana) até o Terminal Rodoviário Urbano, de onde saem ônibus para a Fronteira. Desde Campo Grande, estava viajando no mesmo ônibus, um casal de mochileiros do interior de São Paulo (esqueci de anotar os nomes, perdão). Chegando na fronteira, a imigração brasileira e boliviana ainda estarão fechadas, mais já terá fila, aguarde até 8 horas quando abrir, para dar saída do Brasil e entrada na Bolívia (além da fila imensa, ainda tem a concorrência de caminhoneiros que tem “direito” de furar a fila) Depois de cruzar a ponte que divide Brasil/Bolívia terá vários cambistas, sentados em banquinhas, na porta das lojas, faça uma pesquisa para saber qual oferece mais vantagem, agora em julho/2017 a variação estava entre 2,00 e 2,03 bolivianos para real. Importante : Se for cambiar, faça nesses locais, na Estação Ferroviária (na compra do bilhete aceita reais, em julho/2017 o câmbio era 1 x 2) e no Shopping China não tem câmbio. Procuramos um táxi para seguir até a Estação Ferroviária, não pague + que 10 bol. ou 5 reais pelo percurso, alguns querem cobrar até 30 bol. quando veem que é “turista”. Pagamos 10 bol. para duas pessoas. Na estação compramos passagens no trem Expresso Oriental para as 13h, pelo valor de 100 bol., embora na placa na entrada da estação o preço seja de 70 bol. Aqui quero fazer um comentário, esse trem para mim foi o “trem da morte” por uma simples razão, pagamos 100 bol. por uma passagem que vale 70 bol. e todos os brasileiros que estavam no trem foram colocados no vagão 1, logo atrás da locomotiva, esse é um vagão com poltronas “comuns” e uma única televisão. O vagão estava praticamente vazio, além de nós e do casal de mochileiros do interior de SP, também um casal de Santos, que tinha deixado o carro em Corumbá e seguiria de trem e ônibus até Cuzco e MP, uma senhora com o filho de 12 anos, que ia passar férias em Santa Cruz de la Sierra, dois amigos do sul e mais algumas poucas pessoas. Bom, o trem saiu no horário estipulado e lá pelas tantas resolvi ir até o vagão-restaurante que é o último, nesse “passeio” descobrir que os vagões 2 e 3 são super, hiperconfortáveis, com várias telas de led, além de cortinas em todas as janelas e poltronas mais largas e mais reclináveis e aire condicionado e quem tava ocupando, tinha pago “apenas” 70 bol. e sabe quem estava viajando nesses vagões ? ? ? à grande maioria, “cambas”, que raiva, mais serve como experiência para próximas viagens e para futuros viajantes. Apesar desse “contratempo” a viagem foi tranquila, com várias paradas e chegamos em Santa Cruz de la Sierra às 6h30m. Em tempo : o trem saiu no horário estipulado. Ainda em Puerto Quijarro depois de comprar as passagens, caminhamos até o Shopping China, que fica na mesma avenida, cerca de 500 metros adiante. Tudo muito caro, mas lá tem um restaurante que vende uma isca de jacaré que é uma delícia, a porção supergenerosa custa R$ 30,00, depois de almoçar e comprar outra porção para viagem voltamos para a estação, pois já era quase hora do embarque. Jailson, voltou no centro de mototáxi (5 bol. a corrida) para cambiar mais reais e aproveitou para comprar dois chips bolivianos da Tigo (10 bol. cada) que tem cobertura nacional e funciona até nas estradas “longe da civilização” Chegamos em Santa Cruz de la Sierra na quarta-feira, as 6h30m, era dia de jogo Palmeiras x Corinthians e resolvemos ficar na cidade para assistir (na Pizzaria Net Pizza de nossa amiga Cristiane, brasileira que mora lá a muitos anos). Não tivemos sorte com nenhuma partida da Copa Sulamericana, na terça-feira (11/07), enquanto estamos no trem, jogou em Santa Cruz de la Sierra, Oriente Petrolero x Atlético Tucumán, no quarta-feira (12/07), dia do jogo do verdão, jogou em La Paz, Bolívar x Universidad de Quito e na quinta-feira (13/07) em Potosí, Nacional Potosí x Estudiantes. Decepção total com o verdão, perdendo para os gambás, mas vamos em frete, nada nos abala (aqui é poooooorco) Em Santa Cruz, fomos até a plaza 24 de Septiembre, em frente ao Banco de la Nación Argentina, fazer câmbio, lá ficam vários senhores, aqui cuidado, o valor do câmbio é bom, mais esses senhores são todos “malas”, eles fazem uma aglomeração, para distrair sua atenção na hora de contar o $$$$$$, troquei R$ 1.000,00 (mil reais) por 2,03 bolivianos, o que daria 2.030,00 bolivianos, o senhor me passou o valor, o primeiro lote de mil bolivianos, com as notas todas abertas, o segundo lote, com as notas dobradas e mais 30 bol. contei e estava certo, saímos de lá e entramos na sorveteria Picolo, meu esposo que é desconfiado, mandou eu contar outra vez o dinheiro, nota por nota, e “pimba” estava faltando 300 bolivianos. Voltamos lá e meu esposo já foi para cima do “mala” falando que tava faltando dinheiro, ele “sabia” desse “detalhe" e foi logo devolvendo os 300 bol. Então, muito cuidado na hora da contagem das notas, conte nota por nota. Na quinta-feira cedo, seguimos rumo a Cochabamba pela Empresa Entre Rios, como sempre, o horário nunca é cumprindo, depois de rodar até quase a saída da cidade, o ônibus para e o motorista e o auxiliar tentam consertar a porta, conserto esse que não dá certo e o ônibus faz toda a viagem “sem porta”. Essa parada para conserto foi de quase uma hora, então começamos a ouvir ruídos de helicópteros voando baixo e pensei que era Evo Morales vistoriando as obras da double via de Montero, pois no dia anterior tinha acontecido uma inauguração de um trecho da via. Depois começou a “pipocar” as notícias de um assalto em uma joalheria no centro da cidade, com a participação de brasileiros do pcc, no qual morreram 5 pessoas. Chegamos em Cochabamba por volta das 18 horas e como sempre acontece nesse horário, devido a grande quantidade de ônibus, o “nosso” não conseguiu entra no Terminal e tivemos que descer na rua de acesso e caminhar até o Terminal. Compramos passagem para La Paz, no horário das 21h30. Flota Bolívar, ônibus panorâmico de três fileiras. Saímos para procurar um local para jantar e achamos uma loja de departamento com uma praça de alimentação no 3º andar, tinha pouca coisa aberta, mas, mesmo assim, comemos um pollo assado delicioso (será que foi a fome), na volta, compramos uma manta, pois o frio “prometia” e voltamos para o Terminal. Viagem tranquila, com chegada em La Paz por volta 6h30m. La Paz tava gelada, na entrada do Terminal tinham duas moças oferecendo hospedagem em um hostel próximo por 130 bol. recusamos, pois ficaríamos longe do “fervo” Fomos de táxis até a calle Sarganaga, minha opção era pelo Hostel Fuentes, mas nesse horário tava “fechado”, Jailson foi até o Hotel Sagarnaga, não tinha vaga e a habitaccion matrimonial com baño privado era 290 bol. Subimos a Sagarnaga rumo a Illampu e entramos no Muzungu B & B (já ficamos hospedados lá), 140 bol. por uma habitaccion matrimonial, com baño privado e desayuno (perfeito) e já pudemos subir para o quarto (114 no primeiro andar). Nesses dias em La Paz, quebrei alguns paradigmas, como não visitar o Mirador Killi Killi e Laikakota, não ir até a Mallasa e não tomar Pil (o Danone boliviano). Estávamos de férias das férias, sem planos e pressa. Andamos de teleférico, linea amarilla e verde até Irpavi e caminhamos até o MegaCenter. Aliás foi no Factory do Megacenter, que dia 19.07 assistimos ao jogo Palmeiras x Flamengo, jogão de bola, empate de 2 x 2, gritamos tanto que chamamos a atenção de outros clientes. Esse bar e grill é cheio de televisores e telões onde só transmite esportes, é só chegar e pedir para a gerente sintonizar no seu preferido. Aqui quero agradecer a Mariana, proprietária do restaurante de comida brasileira, Paladar, liguei lá para saber se abria no período da noite e transmitia jogos do Brasileirão, então ela informou esse local. Não conheci nem a Mariana nem o restaurante, fica para a próxima. No MegaCenter, na parte externa, além do Factory, tem o The Dubliner (pub irlandês) e está em construção a Hard Rock Café – La Paz (a original, pois a pirata fica próximo do Muzungu e cliente desse tem entrada free) Também andamos na linea roja e azul do teleférico até El Alto, aqui vai uma dica, se tiver oportunidade, procure andar nessa linha no domingo, do alto, a imensa feira ao ar livre, em que se transformam as ruas, é uma loucura. Alias, o teleférico está com uma promoção, para os meses de julho e agosto, utilizando a tarjeta, pode ser feita a integração de duas linhas pelo valor de 4 bol. enquanto a viagem avulsa custa 3 bol. O valor da tarjeta é 15 bol. Comprei uma, já fica para as próximas viagens. O domingo dia 16.07 foi de comemoração por toda a cidade, em alusão aos 208 anos da Revolução de Julio. Festa desde o sábado pelas ruas, com o fechamento para os carros da Ave Mariscal Santa Cruz. Às 00 do domingo, teve uma queima de fogos de artifícios na plaza Mayor de San Francisco. Durante todo o dia várias apresentações de Entradas Folclóricas. Tínhamos planejado ir até El Alto, assistir ao Cholitas Wrestlig (70 bol. comprado diretamente com as lutadoras entre as 13 e 16 horas na plaza de San Francisco de onde saí o ônibus, também pode ir independente, pela linea roja do teleférico), mas desistimos. Depois de vários dias em La Paz, na segunda-feira era hora de partir para Copacabana, arrumamos a mochila pequena para levar e guardamos as maiores no guarda-volume do hostel. Seguimos para a região do cemitério, por volta das 7h30m, chegando lá já tinha um ônibus pronto para partir. Viagem maravilhosa, chegamos em Copacabana por volta das 11h30m. Já compramos a passagem de barco para a Isla del Sol, com saída às 13h30m. Fomos procurar onde almoçar, pois já estava com “água na boca” por um trucha, as melhores, na minha opinião, são as vendidas nas barracas em frente a orla. Realmente não decepcionou, depois do almoço fomos comprar água e Jailson comprou um pack de Cusqueña para levar para a Isla. A travessia Copa x Isla nesse horário é melhor, devido não ter tantos barcos fazendo o percurso, então não tem tanta “marola”. A travessia está levando somente para a parte Sul (Yumani), devido uma briga com o povo do centro (Challa), quem quer ir para o lado Norte (Challapampa), alguns poucos barcos, no período da manhã levam do lado Sul para o Norte e também para a Isla de la Luna. Na chegada, pagamento de 10 bol. para a comunidade. Sempre tem comunitários oferecendo hospedagem, somos abordados por um senhor que ofereceu estadia em cabaña, com baño privado e água caliente (o chuveiro que é elétrico não dá conta de aquecer a água gelada), por 40 bol. por pessoa, é para o lado esquerdo de quem chega, subindo e subindo. Aceitamos e fomos olhar, gostamos e acertamos com a esposa. Pagamos + 15 bol. pelo desayuno. Guardamos as coisas e sentamos no pátio para tomar umas Cusqueñas e apreciar a paisagem do lago Titicaca e que paisagem. Depois saímos para fazer uma caminhada, fizemos uma trilha alternativa, que acho que é usada pelos pastores, subimos, subimos e subimos, mas a vista compensa. Já na parte “comercial” Jailson comprou uma blusa de alpaca e eu uma polaina, de uma menina que já visitou São Paulo e no próximo ano vai morar lá com a irmã e o cunhado para estudar, ela até conhece o Palmeiras. No final do passeio sentamos no terraço de uma pousada para tomar uma breja. A noite já caia e o frio aumentava. Voltamos para a cabana e fomos testar o chuveiro, tomamos um banho de “gato” rápido, pois a água estava geladíssima. Descansamos um pouco e por volta das 20 horas saímos para comer algo, procuramos e procuramos, quase tudo fechado, depois achamos um restaurante aberto, quase ao lado de nossa cabana, isso depois de ter descido e subido os caminhos. A Isla à noite é uma calmaria, silêncio e semi-escuridão, além do frio cortante. Onde estávamos o sinal da internet da Tigo era fraco, mas na praia e no topo, o sinal era “potente”, depois da janta, sem nada para fazer, era hora de dormir. Na manhã seguinte, depois do desayuno, resolvemos voltar para Copacabana e descemos ao porto para esperar os barcos. A passagem de volta é mais cara que a vinda, porque os barcos são da comunidade, que só levam os passageiros até Copacabana e voltam vazios. Entre San Pedro de Tiquina e San Pablo de Tiquina a travessia custa 2 bol. Em Copacabana resolvemos almoçar em um restaurante “chick” também na orla, comemos trucha outra vez acompanhada de cusqueña. Era hora de retornar à La Paz, Jailson comprou dois packs de cusqueña para trazer ao Brasil e eu aproveitei para comprar Inka Cola. A passagem de ônibus, Copa x La Paz também é mais cara que a vinda, 25 bol. Saímos de Copacabana às 14h30m e as 17m estávamos chegando em El Alto e “aquele” trânsito, então resolvemos descer na Estação Wana Javira (Ex-Tranca Río Seco), a primeira ou última de El Alto e utilizar o teleférico até a Estação Central, a primeira ou última da linea roja, de lá descemos a pé até o Muzungu. Desta vez ficamos hospedados no 2º piso, habitaccion 217, vista maravilhosa para o Illimani, que nessa época do ano se tem uma visão maravilhosa de toda a cidade. Quando estávamos no barco encontramos uma senhora de Aquidauana (MS) que estava viajando com a filha e um amigo e tiveram problemas na Imigração brasileira, pois a menina era menor de idade e estava sem a autorização do pai. Na realidade encontramos esse trio em vários locais da viagem, inclusive em Campo Grande, na chegada, haja coincidência. Na quarta-feira, fomos até o Terminal de Buses comprar passagens para Santa Cruz de la Sierra para a quinta-feira, compramos na TransCopacabana, bus-cama panorâmico de 3 fileiras, com saída às 14h30m e previsão de chegada em Santa Cruz às 8h do outro dia. Agora vem o “porém” na quinta-feira quando chegamos no Terminal, estava uma “calmaria”, então descobrimos que estava tendo um parô (bloqueio) da via em Colomi (depois de Cochabamba), realizado pelos plantadores de coca, que exigiam liberação para plantar coca dentro de um parque nacional, o que foi negado pelo presidente Evo Morales, estão não estava saindo ônibus para Santa Cruz, somente para Oruro, Potosi e algumas poucas empresas para Cochabamba, devolveram nosso dinheiro, então achamos passagem na El Dorado, ônibus panorâmico, semi-cama, 3 fileiras, para as 14 horas, compramos as passagens a aguardamos a partida. Na TransCopacabana a próxima saída para Cochabamba seria somente às 19h. Saímos às 14h30m, quando chegamos em El Alto, uma parada de + de 40 minutos. A double via La Paz x Oruro (para nós até Caracolo) está perfeita. Viagem sem contratempos, chegamos em Cochabamba às 22h. Como sempre o ônibus não conseguiu entra no pátio do terminal, então tivemos que descer na rua de acesso e fazer uma longa caminhada até a parte interna do terminal. No "caos" que é o Terminal, muitas empresas vendendo passagens para Santa Cruz de la Sierra, afirmando que o parô tinha sido suspenso. Bom, fazer o que, arriscamos, compramos as passagens, na Flota Carrasco, ônibus semi-cama, com saída às 23 horas. Partimos de Cochabamba com algum atraso (afinal aqui é Bolívia), ônibus lotado, depois de algum tempo dormimos e acordamos por volta das 2 horas já parados, tínhamos chegado no “bendito” parô em Colomi, que depois descobri, fica distante somente 52 km de Cochabamba. Ficamos parados até por volta de 6 horas, quando a estrada foi liberada, mas estava um caos, pois é descida e com trânsito pesado indo e vindo, então sem espaço para ultrapassagens. Gastamos cerca de 22 horas nesse trajeto de 480 km, tendo chegado em Santa Cruz de la Sierra por volta das 20h30m. Nossa sorte foi que em La Paz, tínhamos comprado muitas bolachas, batata frita e castanhas, além de água e sucos. Entre Santa Cruz e Cochabamba ou vice-versa, tem um paradero de ônibus, quando chegamos lá por volta das 14 horas, não tinha praticamente nada para comer, devido à quantidade de ônibus parados, pois com o parô, todos foram liberados no mesmo horário. O que encontramos foi um pollo “meio crú” que tinha acabado de ir para o carvão, quase nos agarramos a ele e comemos assim mesmo, para a nossa fome, estava “uma delícia”. Nossos planos era parar em Vila Tunari, pois na ida, como foi durante o dia, pudemos vê como é bonito o lugar, muita água, corredeiras, mais depois de tantas horas dentro do ônibus, resolvemos seguir direto. Vila Tunari, fica no final da descida da serra, entre Cochabamba e Santa Cruz. Em Santa Cruz, procuramos um hotel em frente ao Terminal Bimodal, ficamos no Hotel Ébano, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, tv cable e desayuno, por 160 bol. Era hora de tomar um banho, depois de praticamente 24 dentro de um ônibus. Depois, apesar do cansaço, seguimos até o Ventura Mall, para "almojantar" e tomar umas paceñas. Ficamos em Santa Cruz até o domingo pela manhã, quando partimos para Puerto Quijarro, pela empresa Pantanal, ônibus leiro, panorâmico, 3 fileiras. Estrada com pavimentação ótima (muito melhor que muita estrada brasileira), chegamos em Puerto Quijarro por volta das 20 horas. Como a imigraccion já está fechada nesse horário, ficamos em um hotel próximo, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, aire condicionado e TV cable. Na segunda-feira, fomos até o Shopping China, outra vez, comer isca de jacaré. Jailson comprou uma caixa de pacenã, no centro. Depois seguimos até a fronteira, para dar saída na Bolívia e entrada no Brasil (fila rápida nas duas fronteiras) e seguimos de táxi até a rodoviária de Corumbá, era cerca de 14 horas e só tinha passagem para as 7 horas do dia seguinte, compramos e fomos procurar um hotel. Na saída da rodoviária, para o lado direito, tem um hotel, que pela aparência é muito bom, mas está em reforma e com poucos quartos disponíveis, que estavam ocupados, seguimos para o lado esquerdo e encontramos o Hotel Corumbá, um “muquifo” de R$ 70,00, c/ ar, banheiro privado (que fedia mijo) e tv local, então fica a dica, só fique hospedado aí, se for muito, mais muito necessário, Jailson falou para o proprietário, que ia chamar a vigilância sanitária. No outro dia cedo, seguimos para a rodoviária de onde saímos no horário, chegando em Miranda, tivemos a notícia de um bloqueio na rodovia, depois de Anastácio, por parte do MST e que se a pista não fosse liberada o ônibus ficaria na cidade, graças a Deus a PRF liberou a via e a viagem seguiu normal até Campo Grande, onde chegamos por volta das 13 horas. Era hora de retornar ao "batente" pois só fã do lema "Trabalhar, trabalhar, trabalhar, viajar, viajar, viajar"
  3. Olá, Segue, abaixo, um relato sucinto da viagem que fizemos recentemente à Bolívia. Em anexo envio um roteiro com valores e outras dicas. Todos os valores de hospedagem referem-se a quartos de casal com banheiro privado. O Pedrada postará o arquivo com a planilha de preços consolidada e algumas fotos. Qualquer dúvida, estamos às ordens! dicas Bolivia - consolidado.doc La Paz 08/04 (sexta-feira) - Vôo da Aerosur: Guarulhos – Santa Cruz – La Paz...depois de horas de atraso, chegamos bem! - Chegada em La Paz à noite (umas 23hs30min...era pra chegar às 20hs). - Táxi do aeroporto de El Alto ao Hotel Cordillera Real. - Hotel Cordillera Real (Bs300,00) – Av. Idelfonso de Las Muñecas/América, 494: bom café da manhã incluído (café, leite, chá, suco de laranja, torradas, manteiga, geléia, iogurte e cereais), calefação nos quartos, quarto espaçoso e aconchegante, ducha quente e farta, secador de cabelos, atendimento muito bom, internet livre, boa localização (a uma quadra da Illampu). Apesar de mais caro do que a maioria dos hotéis e hostels indicados aqui, fizemos uma excelente escolha! http://www.hotelcordillerareal.com.bo/ 09/04 (sábado) - Feira de frutas, legumes, verduras, carnes e cereais, dentre outras coisas, na Calle Illampu: um belo festival de cores e cheiros! - Igreja São Francisco. - Câmbio no Hotel Glória (Calle Potosi), boa cotação. - Plaza Murilo (Palácio do Governo, Parlamento, Catedral): muito bonita e agradável. Ponto de encontro de famílias, transeuntes, vendedores ambulantes, namorados, turistas...e pombos, muitos pombos! - Museu de Etnografia e Folclore (Calle Ingavi, 916): muito interessante, especialmente as alas das máscaras utilizadas em rituais, das artes plumárias e da história da Bolívia, com ênfase na eleição do primeiro Presidente Indígena da Bolívia, Evo Morales! - Almoço no Fridolin (Calle Comercio, esquina com Genaro Sanjinos): muito bom e barato! O menu executivo do dia custou Bs 25,00, com direito a entrada, segundo prato, prato principal e sobremesa. - Compra dos passeios para Tiwanaku: Agência Alberth Tours (Calle Illampu). - Café Banais (Hostel Naira, Calle Sagarnaga): ambiente agradável, sentamos ao lado da janela e pudemos observar o movimento na Sagarnaga, enquanto tomávamos uma cerveja Huari (quente). - Caminhada pela Avenida Mariscal: larga, com belos canteiros centrais. - Caminhada pela Calle Socabaya, até chegar ao belo e tradicional Hotel Torino. - Retorno a Plaza Murilo, no fim da tarde (agora com menos pombos). - Lanche na Pizzaria Nápole (em frente à Praça): apesar de frias, as empanadas de queijo estavam muito gostosas, além de baratas. 10/04 (domingo) - Saída para as ruínas de Tiwanaku (pouco depois das 8hs). - Passamos rapidamente pelo primeiro museu (infelizmente, a conservação do local deixa um pouco a desejar e ficamos decepcionados ao saber que haviam furtado os crânios de alguns Tiwanaku e de civilizações anteriores que ficavam expostos no museu). - Visita às ruínas, com seus monolitos, pirâmides e a Porta do Sol: vale muito a pena! - Almoço no restaurante próximo às ruínas: sopa de quinoa, bife de carne de llama, arroz, batata frita e chá de coca. - Visita a mais um museu, onde está exposto um monolito de 8 metros de altura, que homenageia a Pachamama, muito bonito. As demais alas desse museu estavam fechadas. - De volta a La Paz (umas 16hs): caminhada pela Calle Linares, onde está o Mercado das Bruxas, e pela Sagarnaga, em ambas há várias tendas de artesanatos belíssimos. 11/04 (segunda-feira) - Compra das passagens para Copacabana: Agência do Hotel Torino. - Mais uma visita a Plaza Murilo. - Café-da-Manhã regional no Fridolin: empanadas de queijo, empanada com massa de arroz, ‘sonso’ (parecido com uma torta de queijo), ‘cuñape’ (quase igual ao nosso pão de queijo), ‘tamal a la olla’ (parece pamonha), café com leite ou chá, tudo por Bs27,50 e muito gostoso! - Calle Jaen: somente para pedestres, com casario antigo e colorido, muito charmosa! Lá estão quatro museus, mas somente o Museu dos Instrumentos abre às segundas-feiras. - Museu dos Instrumentos: variado acervo de instrumentos musicais utilizados na Bolívia e que fazem parte da rica diversidade cultural local. O museu é interativo, pudemos tocar alguns instrumentos, muito legal. - Loja Tatoo (Illampu): variedade de roupas e acessórios esportivos, bons preços. *OBS: tive problema com o meu cartão e descobri que, na Bolívia, exige-se apenas os quatro primeiros números da senha. O problema é que eu só soube disso depois da terceira tentativa. Vale ficar atento! - Museu da Coca (Calle Linares, 906): é bem pequeno, mas o que vale a visita é a quantidade de informações sobre a história da relação dos povos bolivianos (dentre outros) com a folha de coca, especialmente marcada por seu uso ritual e conotação sagrada. Igualmente interessante é saber mais sobre o processo de criminalização da coca e sobre a indústria imperialista (dos EUA, em especial) que está por trás da produção e consumo da cocaína, guardando as diferenças óbvias entre o uso cultural da folha de coca (que não é droga) e a conhecida “cocaína”. - Passeio pelas galerias de artesanato da Linares e Sagarnaga. - Lanche no Tradicional (Calle Illampu): pequena lanchonete freqüentada por moradores locais, onde comemos empanadas de queijo e uma deliciosa ‘huminta’ (parece um bolo de milho com erva doce, servido embrulhado em folha de milho). La Paz – Copacabana 12/04 (terça-feira) - O ônibus da empresa Titicaca Tours, que nos levaria a Copacabana, chegou às 06h50min, sendo que o combinado era sairmos umas 07h30min. - Havia bloqueios nas estradas, por conta dos protestos de mineiros e professores, e só conseguimos sair de La Paz às 13h45min. - Enquanto esperávamos, passemos mais uma vez pela Linares e Sagarnaga, e tomamos mais uma cerveja no Café Banais. - Viagem para Copacabana: tranqüila, com belas paisagens no caminho. Chegada às 17hs. - Ida para o Hotel Utama (U$ 25,00): o melhor café da manhã da viagem (café, leite, chá, suco de laranja, pães, manteiga, geléia, ovos mexidos, panqueca, salada de frutas, iogurte e sucrilhos), banho quente, quarto amplo e aconchegante, com uma bela vista do Lago Titicaca, pátio interno com sofás, plantas, além de caramelos, pipoca, banana e chá à vontade, atendimento muito bom, internet paga, boa localização (http://www.utamahotel.com/). 'Utama' é uma palavra Aymara que quer dizer 'su casa', e foi assim que nos sentimos lá. - Jantar no Restaurante Brisas del Titicaca, em frente à praia: cerveja Autêntica, menu composto por sopa, truta, arroz, legumes e sobremesa. Gostoso, mas o melhor foi assistir o espetáculo do pôr-do-sol às margens do Titicaca! Copacabana 13/04 (quarta-feira) - Passeio para a Isla del Sol (bilhetes comprados no próprio hotel): o barco deveria sair às 08:30, mas só saiu depois das 09hs. Pagamos 25Bs por pessoa, ida e volta. - O barco pára no lado sul e segue para o lado norte, onde descemos (pedágio 10Bs). Fizemos a trilha para a parte sul (pedágio 5Bs): 7 km e 3horas de subidas, descidas, ruínas e paisagens deslumbrantes! - Saída do lado sul, às 15h30min, e chegada em Copacabana no fim da tarde. - Compra de passagens para La Paz: Titicaca Tours (escritório embaixo do Hostal Colonial, na rua principal). - Janta na Pizzaria La Posta (na rua principal): pizza boa, ambiente agradável e bom preço. Copacabana – La Paz 14/04 (quinta-feira) - Passeio pela cidade: igreja, pracinha, praia. - Partida para La Paz, às 13h30min, e chegada às 17hs. - Fomos até o escritório da Todo Turismo (em frente à rodoviária) e deixamos as nossas mochilas (reservamos nossas passagens ainda no Brasil, pelo site - http://www.todoturismo.bo/, e pagamos em La Paz, com uns três dias de antecedência). - Caminhamos até a Sagarnaga e paramos no Lunas Café para comer um sanduíche e tomar uma cerveja Paceña. - Saída para Uyuni, às 21hs. - Janta servida no ônibus (arroz, frango e legumes). Uyuni - Salar 15/04 (sexta-feira) - Viagem cansativa, o ônibus vai “trepidando” o tempo inteiro. - Café da manhã no ônibus (iogurte, 'cereais', chá ou café). - Chegada em Uyuni umas 08hs da manhã. - Conhecemos um casal de brasileiros e saímos à procura de uma agência. Depois de alguma pesquisa, optamos pela Wara del Altiplano: fica ao lado do Hotel Avenida. Negociamos tudo com a Fátima, que me pareceu bem correta. O preço para seis passageiros (sem contar o motorista) ficaria a 650 Bs por pessoa ou U$94,00. Já tínhamos um grupo de 5 pessoas (com os dois brasileiros e uma norte-americana que conhecemos na hora) e resolvemos propor sairmos apenas os 5 pelo valor de 720 Bs ou U$104,00. Lembrando que é preciso pagar mais 150Bs para entrar no Parque Nacional. As refeições foram ótimas. - Saímos umas 11h30min. - Parada no Cemitério de Trens. - Parada em Colchani, onde tem um “museu de sal”. Almoçamos por lá mesmo: salada, quinoa cozida, carne de llama e coca-cola para o almoço, muito bom! - Não visitamos a Isla del Pescado, pois estava com muita água. - Visita ao Salar. - Alojamento em Vila Alota: luz elétrica durante todo o tempo e banho quente (um chuveiro apenas, por 10Bs). Chegamos por último e ficamos com o pior quarto (colchões péssimos), mas foi tranquilo e o principal é que não passamos frio, pois as camas tinham vários cobertores, nem precisamos de saco de dormir (uma dica que peguei aqui e foi ótimo: levar um par de lençóis para forrar a cama). O refeitório era um ambiente bastante aconchegante. - Lanchamos bolachinhas, café e chá (esses lanchinhos foram servidos todos os dias, quando chegávamos aos alojamentos); e jantamos sopa, frango e batata frita. 16/04 (sábado) - Bolachas, manteiga, geléia, café, leite, nescau e chá para o café da manhã. - Parada em um sítio com belas e interessantes formações rochosas. - Visita a belíssimas lagoas: Cañapa, Honda, Hedionda. - Almoço na Laguna Hedionda: salada, macarrão e milanesa de frango, uma delícia! - Árbol de Piedra. - Laguna Colorada: belíssima!!! Mas um vento muito forte e frio! - O alojamento do segundo dia foi ótimo, em frente à Laguna Colorada! Não tinha banho, mas isso também não foi problema, principalmente pelo frio que fazia (levem uns lencinhos umedecidos, álcool em gel e manda bala!). Ficamos em um quarto que tinha três camas de casal e duas de solteiro com muitos cobertores, não passamos frio. Tinha uma área de refeitório bem bacana e um mercadinho próximo, onde compramos Paceñas e os nossos amigos carregaram a bateria da máquina. - Bolachinhas, café e chá para o café da tarde; sopa, pão, macarrão ao molho de tomate e vinho para a janta. 17/04 (domingo) - Despertar às 04hs da manhã. - Café, leite, chá, nescau, manteiga, geléia e panquecas para o café da manhã. - Visita aos geisers: a melhor hora do dia para ver os geisers é ao amanhecer. - Águas termais (não entramos, pois estava muito frio!). - O nosso motorista/guia disse que a Laguna Verde - que seria o próximo destino, junto com o Vulcão Licancabur - estava praticamente seca e optamos por não ir até lá. - No caminho de volta a Uyuni passamos por outras belas lagoas. - Almoço em Vila Alota: salada, arroz e atum. - Chegada em Uyuni às 17hs. Tomamos uma cervejinha na praça (bar e restaurante mexicano), enquanto aguardávamos o horário de saída do ônibus para Potosí. - Ida para Potosí às 19hs (compramos as passagens no primeiro dia, antes de ir para o Salar). *Cabe aqui um comentário sobre o ônibus para Potosi: pagamos Bs30,00 pelo ônibus da Trans Emperador e, quando compramos os bilhetes, nos mostraram um ônibus novo, grande. O problema é que, na hora de embarcar, o ônibus era um daqueles velhos e pequenos, que as bagagens vão em cima...Do outro lado da rua vimos o ônibus do Diana Tours saindo, pelo mesmo preço e muito melhor do que o nosso. Potosí - Sucre 18/04 (segunda-feira) - Chegada em Potosi, às 02hs da manhã. - Hostel Compañia de Jesus (Bs110,00): Calle Chuquisaca, 445 – ducha quente, quarto simples, café bem simples incluído (dois pães, manteiga, geléia, café ou chá), ótima localização. O ponto negativo foi o forte cheiro de cigarro no quarto, inclusive na roupa de cama. Valeu pela excelente localização e pelo preço. Ficamos apenas uma noite e pudemos deixar nossas coisas no depósito, enquanto passeamos pela cidade e esperamos a hora de ir a Sucre (http://www.hostalcompania.galeon.com - não respondem e-mail ou reserva pelo site. Se quiser reservar é bom ligar uns dias antes, principalmente se for chegar de madrugada, pois a dona precisa acordar para abrir a porta). - Dia caminhando pelas ruas da charmosa Potosi, com seu casario colonial e cercada de cerros. - Comemos empanadas e tomamos cerveja Potosina. - Visita guiada à Igreja San Francisco: vale a pena pelo mirador, bela vista da cidade e do Cerro Rico! - Passeio pelo mercado público e praça principal. - Às 17h30min embarcamos para Sucre, aonde chegamos umas 21hs. Sucre 19/04 (terça-feira) - B&B Casa Verde (U$ 25,00): Calle Potosí, 374 – ducha quente, ótimo café incluído (ovos mexidos ou omelete, pães, suco, cereais, frutas, café, leite, chá), quarto aconchegante e limpo, muito bom atendimento (René, o proprietário, é muito gente-boa), internet livre, boa localização, recomendamos! (http://www.hotelsucrebedandbreakfast.com/) - Caminhada pelas belas e charmosas ruas e praças de Sucre, tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade: visitamos a Plaza 25 de Mayo, Parque Bolívar, Teatro, Palácio da Justiça... - O Museu de Arte Indígena estava fechado, o que nos deixou frustrados. Em compensação, conhecemos a Associação Inca Pallay, que congrega artesãs e artesãos de comunidades da região. Assistimos a um vídeo sobre o trabalho realizado pela associação e sobre o processo de confecção dos tecidos. Também apreciamos alguns tecidos e produtos feitos com eles. - Lanchamos ‘cuñapes’ comprados em uma pequena padaria. - Compramos chocolate e tomamos chocolate quente na chocolateria “Para Ti”. 20/04 (quarta-feira) - Caminhamos até o Mirador de La Recoleta, onde tem uma praça e bela vista da cidade. - Passamos o dia caminhando por Sucre, sem destino certo. É interessante observar as placas das ruas, pois algumas contam um pouco da história da pessoa ou evento homenagado e, portanto, um pouco da história de Sucre. - Almoço na Pizzaria Napolitana (em frente à Plaza 25 de Mayo): boa pizza, belo ambiente, bom preço. 21/04 (quinta-feira) - Outro dia caminhando por Sucre... - Visitamos o belíssimo prédio do Hostal de Su Merced, que tem um terraço com vista para a cidade (a diária de lá é Bs390,00). - Visitamos o mercado público. - Visitamos a Plaza Tarija e, novamente, passamos um tempo na Plaza 25 de Mayo. - Almoçamos no Café Pueblo Chico (em frente à Plaza 25 de Mayo): pedi milanesas e não gostei. O outro prato estava bom (frango, macarrão, batata e cuño, uma batata regional). Sucre – Santa Cruz de La Sierra 22/04 (sexta-feira) - Última manhã em Sucre. - Saída para Santa Cruz de La Sierra às 14h45min, após novo atraso da Aerosur. - Chegada em Santa Cruz após 25 minutos de vôo. - Ida para o Residencial Bolívar (U$27,45) – Calle Sucre, 131 – quarto quente, ventilador que não venta, café muito ruim (http://residencialbolivar.com/indexes.html): não recomendamos, pois é muito caro pelo que oferece. A única vantagem é a localização. - Era feriado de Páscoa, fazia muito calor e nosso maior desejo era tomar uma cerveja gelada...doce ilusão, pois nenhum estabelecimento estava vendendo bebida alcoólica. - Lanche no Fridolin. Santa Cruz de La Sierra - Brasil 23/04 (sábado) - Fomos cedo para o aeroporto e pagamos outro táxi caro. - Também pagamos U$25,00, cada um, pelas taxas do aeroporto. - Ida para Guarulhos pela Aerosur, sem atrasos. Impressões gerais: A Bolívia nos encantou! Tanto pelas paisagens belíssimas, como por seu povo e cultura. É um país que merece todo o nosso respeito e admiração! dicas Bolivia - consolidado.doc
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