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Encontrado 50 registros

  1. joshilton

    Qual o melhor mês para ir ao Salar do Uyuni ?

    Qual o melhor mês para ir ao Salar do Uyuni ? O mês que o Salar está mais lindo
  2. Ps barcos feitos de totoras e casinhas do mesmo material, eu só vou encontrar na Ilha dos Uros ou tem também no lado boliviano ?
  3. Felipepamplona

    DICAS AMERICA DO SUL ECONOMICO

    preciso de dicas Estava planejando viajar a américa do sul inteira em 2019, mas acabou que ocorreu um imprevisto e acabei "perdendo" 2/3 do dinheiro que tinha economizado pra viagem. Agora estou pensando em fazer um plano B, que é cortar fora por enquanto a patagonia :(( Tenho um voluntariado no natal e ano novo em punta ballena - Uruguai, e estou pensando em seguir até buenos aires, e de buenos aires seguir direto para o chile, passando por Rosario e Cordova. O que acham?? eu ia até o ushuaia e subiria devagar pelas cidades até chegar em pucon. Mas como falaram que "o mais caro da america do sul é Uruguai e Patagonia, estou pensando em cortar . alguma dica?? estou super aberto a isso. Estou pensando tbm, depois do voluntariado no uruguai, voltar e subir direto para bolivia e peru, A GRANA QUE TENHO SOBROU É R$4.500 :*(
  4. Procurando ângulos

    BRASIL -> BOLÍVIA

    Olá bon vivant, Queria ajuda nesse roteiro com dicas, experiências etc. (qualquer coisa é bem vinda) Como é meu primeiro mochilão escolhi Bolívia por não ser tão caro, além de lindaaaa pelas fotos e mais perto da cidade onde moro. De Corumbá até Puerto Quijarro para pegar o trem da morte (que sai terça, quinta e domingo por 100BOB) até Santa Cruz de la Sierra no dia 17 de janeiro, pensei em comprar na hora, será que rola? Chegando em Santa Cruz dia 18 de janeiro pela manhã, ficar até dia 20. Dia 20, pegar o o onibus (acho que na rodoviária deve ter vários onibus PRECISO DE INFORMAÇÃO) para La paz. Pela distância, acho que chego em La Paz dia 21 e já vou pro hostel onde fico até dia 24 de janeiro, o dia que pensei em voltar pra Santa Cruz de la Sierra e de lá voltar pra Corumbá de novo. Não vi muitos pontos turísticos de Santa Cruz e La Paz, se alguém tiver de dicas de lugares não tão caros para visitar, comer, passear, etc. E também, gostaria de saber: é na fronteira pra pegar a permissão de ir pra Bolívia? E se compensa levar a grana em dólar do Brasil pra Bolívia? Gratidão.
  5. Hey galerinha, depois de quase 9 meses meu roteiro nasceu Durante o próximo mês vou compartilhar por aqui meu roteiro pela América do Sul ( Bolívia, Chile, Peru) de forma detalhada e no instagram em um formato mais compacto. Quem quiser me seguir no instagram e já pegar algumas dicas, fiquem a vontade vocês me acham lá como @Mochilaetc . Link: Mochilaetc Está com viagem marcada e ainda tem alguma dúvida ? Pode me mandar mensagem que tento ajudar Antes de começar, gostaria de agradecer a Maryana Teles do Vida Mochileira por todas as dicas e por ter me inspirado a escrever esse roteiro o mais detalhado possível. IMPORTANTE !!! - TODAS AS INFORMAÇÕES ESTÃO COTADAS COM O GASTO PARA 2 PESSOAS ! - Em anexo está o roteiro inicial (com a previsão de gastos) Bora lá Nosso estilo de viagem: Nossa intenção seria gastar em média R$ 12.000,00 (os dois) em 32 dias de viagem, não é o estilo de viagem mais econômico, mas também não seria o mais luxuoso. Optamos por fazer o roteiro e deixar um valor estipulado, dentro desse valor ao longo dos dias fomos escolhendo nossas prioridades. Nosso mochilão, acabou sendo uma viagem de férias em casal e nossa intenção era curtir do nosso jeito e no nosso tempo. Nada de passar perrengue, mas também nada de esbanjar. Hospedagem: Todas as hospedagens foram em quartos de casal (motivos: gosto de dormir em paz, segurança, conforto), não fechamos nenhuma hospedagem com antecedência. No roteiro, anotamos algumas dicas e a média de preço, e quando chegávamos no local procurávamos o melhor custo x benefício. *O único local que achamos que vale a pena reservar com antecedência é o Atacama. * Hotel / Hostel / Hostel badalado / ECÔNOMICO ? Tudo vai depender do seu estilo de viagem. - Viagem romântica: Existem boas opções de hotel em todas as cidades (PRINCIPALMENTE NO ATACAMA), - Hostel custo x benefício: Conforto, silêncio, café da manhã, quarto privativo (é possível achar ótimos preços, em geral nossa média de diária pra casal variou entre R$ 50,00 à R$ 120,00) * Se gosta de silêncio, fuja dos hostels mais badalados. - VIVA LA VIDA LOCA: Quer curtir noite e dia, como se não houvesse amanhã ? Procure os hostels mais conceituados ! A rede Wild Rover é uma ótima opção e existe em quase todas as cidades. Porém não costumam oferecer quartos privativos. Obs: nem sempre vai ser a opção mais barata. - Econômico: Para economizar o máximo possível, fique sempre atento as promoções relâmpagos do Booking, em todos os locais cheguei a achar diárias na faixa de R$ 20,00 (por pessoa), sinceramente acho que nem sempre é a melhor opção. Alimentação: Variou entre bons restaurantes, pf, podrão da rodoviária . A realidade foi que na maioria dos dias comemos PIZZA (minha comida preferida). "Cachaça" : Foi uma coisa que não abrimos mão. Pisco, singani, cerveja, vinho... todo dia era uma novidade alcoólica (trabalhamos com bar, então é tudo em nome do trabalho rs). Passeios: Só fechamos com agência os passeios necessários, a maioria fizemos por conta própria. Os que fechamos super valeu o preço. - Uyuni: Fechamos com a Esmeralda Tour, indicação da @Maryana Teles, anotamos algumas opções de agências bem avaliadas e no dia fizemos aquela busca pra saber qual seria o melhor custo x benefício. - Atacama: Fechamos com a FuieGosteiTrips, agência de brasileiros (Carla e Renato ), indico de olhos fechados. Amamos tanto o atendimento e as dicas, que esse casal querido acabaram virando nossos amigos. A equipe da FuieGostei é enorme e conta com vários "agentes", eles montam o roteiro de acordo com o seu orçamento e estilo de viagem, tem opções para todos os gostos e bolsos. Sem contar que de brinde ganhamos ótimas dicas. Obs 1: Eles atendem São Pedro do Atacama, Santiago do Chile, Uyuni. Obs 2: Pra quem prefere fechar os passeios com antecedência, tem a opção de solicita o orçamento com antecedência. Obs 3: Também foi indicação da Mary Telles - La Paz: Downhill - Estrada da Morte - Xtreme Downhill (uma das agências mais bem avaliadas e por incrível que pareça uma das mais baratas) a única coisa ruim são as fotos (não levamos equipamento para filmar com a nossa GoPro, então não conseguimos bons registros desse dia [email protected]), mas mesmo assim vale muito a pena fechar com essa agência / Chalcataya e Valle de La Luna - Buho's Tour - a única agência que não indico, nosso passeio saiu super atrasado e acabou atrapalhando o roteiro. Pré Viagem: Companhia: Mozão ( Bernardo) Roupas e itens de viagem: Compramos o necessário na Decatlhon Passagem: Milhas Smiles 2x Total: 77.000,00 ( passagem + bagagem despachada) + R$ 500,0 tx Seguro Viagem: Seguro viagem Mondial Br x 2 Total: R$ 300,00 Documentos necessários: RG + Certificado Internacional de Vacinação - CIVP Dolar ou Real ? Levamos os dois (mas teria sido mais vantagem levar tudo em Dólar) USD: 3.000,00 ( $1,00 = R$ 3,30) + R$ 1800,00 (Acabei sacando dinheiro em La Paz - Bs 1800,00 = R$ 2.000,00) Total gasto em real R$ 13.700,00 O que reservamos com antecedência ? Compramos o ticket para Machu Picchu + Montaña Picchu Obs: 1: Melhor opção é comprar com antecedência, principalmente se você pretende visitar alguma das montanhas do parque Obs2: Comprar ingresso para o 1° horário. Como programei o meu roteiro ? Escolhi o mês de março pois a ideia principal seria comemorar meu aniversário viajando (11/03), pesquisei bastante sobre condições climáticas já que março é conhecido com mês das chuvas. Queria pegar o salar alagado, mas fiquei com medo de pegar chuva durante o resto da viagem. A escolha de datas deu super certo, pegamos o salar MUITO alagado e pegamos pouquíssima chuva durante os 32 dias. Fora isso, montei meu roteiro baseado em fase da lua, dia de semana. *Atacama é lindo de todos os jeitos, mas a melhor opção pra quem gosta de observar o céu é chegar em SPA em época de lua nova / Em Pisac existe uma feirinha local em determinados dias da semana / Visite Isla del Sol com lua cheia - é SURREAL de tão lindo. Obs: Tudo isso está no roteiro que anexei. Apps : - Google Maps : existem outros apps de mapa online (a real é que em todos os lugares arrumamos um mapa de papel) - Booking e HostelWolrd: Não reservamos nenhum hostel com antecedência, mas o app nos ajudou bastante comparar preços e descobrir opções de hostel. Normalmente abríamos a plataforma, procurávamos as hospedagem que mais agradavam e anotávamos os preços. Depois disso íamos até o local e verificávamos se era melhor fechar no local ou pela plataforma Só fechamos uma hospedagem pelo app do Booking. - Rome2Rio: Tipo um Movit, um app que te diz a média de preços de transportes. Ao longo da viagem anotamos as melhores companhias, mas todas as passagem compramos direto nas rodoviárias. - Transporte: - Rio da Janeiro > Santa Cruz de La Sierra : AVIÃO (nem se quer cogitamos a hipótese de nos aventurarmos de ônibus) a única passagem que compramos com antecedência. - Santa Cruz de La Sierra > Sucre: Nossa primeira opção seria ir de avião, pesquisamos preço, tempo de viagem, condições de estrada e acabamos achando que não seria uma boa economia. Porém com medo de voo atrasar ou cancelar, deixamos pra comprar a passagem no aeroporto de VVR. - Sucre > Uyuni: Ônibus "semi leito" -não vá contando com isso- . Era a única opção, lemos muitos relatos sobre a estrada e condições dos ônibus, não é uma maravilha.. mas da pra chegar vivo. - Uyuni > SPA: 4x4, a maioria das agências usam o mesmo modelo de carro (os carros das agências do Atacam são mais novos) - SPA > Arica: Ônibus semi leito, um dos melhores deslocamentos. - Arica > Tacna: Taxi é a melhor forma de atravessar a fronteira. - Tacna > Arequipa: Ônibus "semi leito", a viagem foi super tranquila (essa viagem foi durante a tarde) - Arequipa > Cusco: Ônibus caindo aos pedaços, tinha uma goteira, poltrona quebrada, motorista dirigindo feito um louco. (não recomendo rs) - Cusco > Ollantaytambo: Van local (opção mais barata) - Ollantaytambo > Hidroelétrica Santa Maria: Ônibus (esse ônibus sai de Cusco e é um transporte oficial), bem confortável e deixa bem no "pé" da trilha. Se você gosta de aventura, vá sentado do lado do motorista rs. - Cusco > Copacabana: Ônibus semi leito, ok. - Copacabana > La Paz: Ônibus, ok. - La Paz> Santa Cruz de La Sierra: Ônibus leito, o melhor ônibus da viagem. * OBS: Se sua viagem for durante a noite, não economize, opte pela melhor cia terrestre e por bancos confortáveis. Perdemos um dia em Cusco, pois cheguei na cidade me sentindo péssima, depois de ter passado a noite toda acordada (foi a viagem mais tensa da minha vida rs) *OBS 2: Quando o ônibus tem 2 andares, a melhor opção é ir na primeira fileira, da pra apoiar o pé na janela (mas se por algum acaso acontecer algum acidente..rs) Dicas: - Voos RJ - Se o seu voo é na parte da manhã, a melhor opção é o Galeão. - Sempre chegue com antecedência. Conte com trânsito e outros imprevistos. - Se atente para regras de bagagem de mão da cia aérea escolhida. - Verifique sempre se suas bagagens são despachadas direto ou se você precisa despachar novamente entre uma conexão e outra.No meu caso na ida não foi necessário, mas na volta precisei despachar novamente e mudar de terminal. - Documentos exigidos, parece bobeira mas eu vi uma moça quase sendo barrada por conta do estado da carteira de identidade. Se você pretende viajar para algum país da América do Sul, pode viajar apenas com identidade, alguns como no caso da Bolívia, também pedem certificado internacional de vacina contra febre amarela. - Conte com surpresas desagradáveis da CIA aérea rs. Uma semana antes da minha viagem meu voo foi alterado, não consegui voar na data que planejei. - Verifique condições climáticas e notícias do seu destino. MOCHILA ! Documentos & outros (foi tudo na mochila de attack) - Passagem ou número de localizador - Identidade Carol - Identidade Bê - Comprovante + Certificado Vacina Internacional Carol - Comprovante+ Certificado Vacina Internacional Bê - Mini roteiro impresso - Caderno anotações - Livro - Uno - Pasta - Doleira Carol - Doleira Bê *Baixar filmes/musicas/jogos BOLSINHA DA HERMIONE ! Remédios - Vitamina C (tomamos todos os dias) - Remédio garganta (minha garganta vive ferrada) - Spray garganta - Remédio cólica - Diamox (não usamos) - Vicky (não usamos) - Band-aid - Cataflan - Pomada tattoo (usamos muito) - Paracetamol (não usamos, mas é bom levar) Cuidados Rosto - Sabonete rosto - Hidratante rosto - Esfoliante - Lenço rosto - Escova de dente Carol - Escova de dente Bê - Pasta de dente - Fio dental Make - Rímel - Batom nude - Gloss labial - Protetor/base * O QUE ESTA NESSA RELAÇÃO FOI DIVIDO ENTRE OS DOIS MOCHILÕES !!! * LEMBRANDO QUE ALGUNS ITENS FORAM NA MOCHILA DE ATTACK !!! Cuidados Corpo - Sabonete - Hidratante - Repelente - Álcool em gel - Hidratante mãos - Barbeador bê - Gilete Carol - Desodorante Carol - Perfume Carol - Desodorante Be - Perfume Be Cuidados Cabelo - Pente - Prendedor (muitos) - Shampoo neutro - Condicionador - Ampola hidratante (o cabelo vira palha no Uyuni) - óleo reparador Cuidados Geral - Lixa - Algodão - Cotonete - Cortador - Pinça - Palito - Absorvente - Lenço umidecido - Lenço de papel MOCHILA DE ATTACK ! Carol - Celular - Documentos (Identidades, comprovantes, caderno de anotação..) - Livro - 01 Muda de roupa (legging,segunda pele, calcinha,meia) - Manta - Fom (preso do lado de fora) - Anorak+fleece - Necessaire (hidratante mão, protetor rosto, corpo, boca, bepantol, dorflex, diomax, dramin, neosaldina, colírio, neosoro,lenço umidecido) * foram os remédios mais uteis, de resto usei muito pouco. - Óculos (sol e grau) - Acessórios (cordões, pulseiras e anéis) - Encharpe Roupa Aeroporto - Blusão Jeans, t-shirt, legging, tenis keds - Doleira Bê - Celular - Eletrônicos (GoPro, carregador portátil, fones, adaptador fone, benjamim,hd externo, lanternas,carreadores celular) - 01 Muda de roupa (calça 2-1, segunda pele, cueca, meia) - 01 Encharpe - 01 Anorak - 01 Luva - 01 Gorro - Snack's - Óculos de sol Roupa Aeroporto - Fleece, t-shirt, calça jeans, bota impermeável MOCHILÃO BERNARDO ! Blusas 01 Blusa segunda pele 01 Blusa xadrez 02 Blusas manga longa 04 T-shirts Calças 02 Calças segunda pele 01 Bermuda cargo preta 02 Bermuda tactel *Acessórios (alguns foram na mochila de attack e outros no mochilão) 02 Baterias extras (MUITO ÚTIL) 01 Carregador GoPro 01 Bastão X Acessórios GoPro 01 Lente celular (não usamos) 02 Cartões de memoria extra 01 Canivete 02 Isqueiros Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Roupa de dormir 01 Sunga 08 cuecas 04 meias Sapatos 01 Chinelo * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! MOCHILÃO CAROL ! Blusas 01 Segunda pele pretas 01 Blusa manga longa 05 Blusas sem manga 04 T-shirts Calças 01 Meia calça grossa 01 Leggings 01 Short Jeans 01 Calça moletom * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Pijama 04 Meias 01 Echarpe 01 Maio 01 Biquíni 01 Top 04 Sutiãs 08 Calcinhas 01 Cinto Sapatos 01 Bota impermeável 01 Chinelo Mochila Etc - Bolívia, Chile, Peru.docx
  6. Gandharvika Nandini Devi Dasi

    CAMPO GRANDE > CORUMBÁ (destino final Chile)

    Somos 3 viajantes saindo de Belo Horizonte e destino final Calama no Chile. Vamos chegar em Campo Grande(MS) dia 30 de manhã cedo e estamos procurando carona até Corumbá, para pegarmos um ônibus e chegar na fronteira da Bolívia, em Puerto Quijarro. De lá vamos até Santa Cruz de La Sierra e depois ir para Calama. Então se você vai passar em alguma dessas cidades (ou alguma que você acha que possa nos ajudar) entre os dias 30 de Dezembro e 10 de Janeiro, se manifeste para nos conhecer e desbravar essa trilha até a cidade desértica do Chile! - Aceitamos caronas grátis ou com preço mais em conta que passagem - Aceitamos acomodação grátis ou por precinho bacana Você vai receber muito amor e gratidão! <3
  7. Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento. Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul. Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura: 1. Tripé dos gastos em uma viagem 2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja 3. Vale a pena viajar a América do Sul? Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul? Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul. Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais. Como fazer para gastar pouco assim? Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem. - Transporte Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1. Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada. Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada. V80304-115248.mp4 Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo. - Alimentação Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura. Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho. V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer. Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada. - Hospedagem Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata. O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite. Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito. Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil. Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários. Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja? Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo. Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando. Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas. Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal? Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho. Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ? Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo? Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar. Canal Trabalhe seu Sonho --- Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto. Grande abraço e bons ventos!!
  8. Olá pessoal! Seguindo a tradição de sempre devolver um pouco que esse fórum lindo ajuda a gente nos nossos roteiros, aqui vai a nossa mochila(dinha) de 15 dias desse ano. Regina (minha namorada) e eu tivemos de férias, juntos, os dias 15-07 a 30-07. ------------- Caso queiram complementar esse roteiro, vejam o dela nesse link, como ela fala em valores, eu vou focar em outros aspectos, bele? -------------- Decidindo aproveitar o máximo, fizemos um roteiro que passamos pelas seguintes cidades: San Pedro de Atacama (3 dias) Uyuni (apenas passagem) Potosí (2 dias) Uyuni (1 dia) Oruro (apenas passagem) Patacamaya (apenas passagem) Sajama (5 dias) Arica (1 dia) Foi mais ou menos assim: [aereo] São Paulo - Santiago (15/07) Saímos daqui de São Paulo de noite, pra pegar aquela maratona de aéreos na madrugada. Nosso voô saiu à meia noite com destino a Santiago e a expectativa era ficar 1 ou 2 horinhas no aeroporto no Chile e já pegar o seguinte pra Calama. [aereo] Santiago - Calama (15/07) Nunca tínhamos pego vôos assim, foi bem cansativo. Além disso, esquecemos de pensar no fuso horário que adicionou uma hora a mais na brincadeira. Mas aguentamos firme, nos ferramos nas comidas de aeroporto que são uns 30% mais caras, mas enfim chegamos em Calama. Calama (15/07) Chegamos em Calama de manhãzinha, lá pelas 7h. Uma das vantagens de viajar nesses horários malucos é pegar o nascer do sol no avião Vista do avião logo quando chegávamos em Calama [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07) Chegamos em Calama exaustos. Não conseguimos pensar me muita coisa além de ir no banheiro e buscar um transfer pra San Pedro. Na saída do aeroporto tem vários e, até onde saiba, todos confiáveis saindo a cada 15-20min. [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07) O transfer dura mais ou menos 1h (100km) numa estrada lindássa que já da pra ter uma ideia do que se vai encontrar pela frente. Obviamente dormimos metade, mas a outra metade apreciamos o rolê rs San Pedro de Atacama (15/07 a 18/07, 3 dias) Dia 1 (15/07) Chegando em San Pedro, pedimos para o motorista nos deixar no Ayllu de Larache. Tínhamos reservado no Airbnb do Jorge, que a indicação era nesse local. Aparentemente era um local facilimo de chegar, seguindo a calle Tocopilla um pouco depois de sair do centro do povoado. Tivemos uma pequena dor de cabeça pra encontrar um lugar que era mais fácil do que parecia. Andamos, andamos, andamos, andamos... Pensamos que Ayllu de Larache era uma espécie de rua ou viela que chegávamos da carretera; TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO Ayllu é como eles chamam os pueblos que foram a cidade de San Pedro (tem o Ayllu de Larache, tem o Ayllu de Quitor, o Ayllu de Sequitor, etc. etc.). Resumindo: era só a gente ter saído da carretera que estávamos na frente da pousada deles. Chegando finalmente lá, fomos recebidos pelo Jorge, é um cara muito simpático. Ele e o pai dele, o Don Antonio, construíram as cabanas e administram o lugar. Quando chegamos nosso quarto ainda não tava liberado. Eles nos receberam na propria casa deles, fizeram café/chá e assistimos a final da copa. Quando nosso quarto foi liberado fomos descarregar as coisas, tomar um banho e descansar um pouco. O banheiro é fora do quarto, mas super limpo, grande e confortável; água SUPER quente, o que conta bastante quando se vai tomar banho no fim da tarde (lá faz muito frio tarda pra noite). Nosso humilde jardim de frente na pousada do Jorge Mais a noite com as bateria carregadas, fomos pra cidade pra jantar e olhar preços de passeios. O Jorge sempre que está livre, se oferece pra dar caronas pra cidade no carro dele; mas é super perto, da uns 10-15min a pé, e mesmo a noite (apesar de escuro e precisar de uma lanterna) é bem tranquilo o caminho. Como boa parte do dia as pessoas estão fazendo os roteiros, a cidade começa a funcionar mesmo no meio da tarde e todas as agencias ficam abertas até umas 20h. Depois de almoçar e fazer cambio na calle Caraoles (ali tem uma loja atrás da outra pra comparar a cotação), começamos a pesquisar preços de passeios. Fechamos com umas brasileiras no Janaj Pacha o roteiro das Lagunas Altiplanicas e o passeio Astronomico para o dia seguinte. Dia 2 (16/07) No dia seguinte acordamos cedinho e saímos às 6 da matina pra nos arruar pro roteiro que tínhamos programado. Eles saem cedinho pra aproveitar bastante a manhã. O roteiro, além das Lagunas Aliplanicas, ainda passaríamos no Chaxa (aquele dos flamingos!) e nos povoados de Socaire e Toconao. Acho que de todos os rolês, é o que passa por mais lugares. Nossa van chegou britanicamente no horário e, como descobrimos ao longo do caminho, o motorista era competentíssimo e nos fez chegar em todas as atrações antes de um grande volume de turistas/vans se acumularem; ponto de ouro nesses rolês! Pegamos quase todas as atrações vazias e com pouquíssimas pessoas. Apenas uma coisa: podemos até postar várias fotos aqui e vocês podem ver tantas outras: mas na real o bagulho é muito mais doido. Foto raramente da pra se ter escala das coisas, e no Atacama tudo é monumental, principalmente as Lagunas! Vista das Lagunas (não lembro se essa era a Miscanti ou a Miñiques rs) Ah bom lembrar : as Lagunas ficam em local que bate 4.000m+ de altitude, então leve suas ojas de coca. Nesse rolê eu já descobri que meu organismo não se da muito bem quando passa dos 3.500m e comecei a experimentar dores de cabeça bem desagradáveis, principalmente depois da descida. A partir daqui, meu amigo de todos os dias (e noites!) foi uma boa cartela de paracetamol. Na volta nos deixaram na cidade lá pelas 13h. Almoçamos nos famosos trailers do centro da ciadade, melhor local pra conseguir uma comida simples e relativamente barata por San Pedro (infelizmente se gasta muito com comida). Daí passeamos um pouco pelo centro, mas logo voltamos pras cabanas porque minha dor de cabeça estava insuportável. Voltando, o Jorge nos indicou um mercadinho nas cercanias, onde fomos várias vezes fazer compras e economizamos MUITO. No nosso quarto ainda tinha uma mini-cozinha, então pudemos variar entre lanches e umas comidinhas rápidas. Recomendamos! Mais a noite, voltamos pro centro da cidade pra jantar e fechamos o roteiro astronômico com o proprio Janaj Pacha; importante ressaltar que, apesar de termos fechado com eles, por ser um roteiro bastante específico, eles repassam pra outra pessoa Comemos uma pizza de palta/abacate com palmito e azeitonas + cerveja cusqueña no Pachacutec, recomendamos! Dia 3 (17/07) No dia seguinte acordamos bem devagar, sem olhar no relógio e sem despertador. Passamos pela manhã novamente no mercado pra estocar água e comprar mais coisinhas pra viagem. Info importante pra quem quer ir à Uyuni sem ser pelo Salar: Também aproveitamos esse dia pra irmos até o centro novamente pra comprar a passagem de ônibus até Uyuni na Rodoviária.Existem três empresas que fazem o trajeto, mas apenas uma sai de San Pedro de Atacama: a Cruz del Norte, com saídas diárias às 3AM. As outras duas (Atacama 2000 e outra que não me lembro o nome) vendem em San Pedro mas só saem de Calama com saídas diárias às 5 e 6 da manhã, fazendo com que a pessoa vá pra lá um dia antes e pernoite por lá, já que o primeiro busão pra Calama é muito tarde pra conseguir pegar esse vai até Uyuni. Na dúvida, se forem fazer esse trajeto, vão de Cruz del Norte que é bem mais cômodo! De noite fomos para o roteiro Astronômico. Combinamos com as meninas do Janaj Pacha de nos encontrar umas 20:30 pra que elas nos apresentasse a galera que nos levaria. Como tínhamos jantado em caso nesse dia, buscamos um lugar pra tomar um café; mas um café CAFÉ. Toda pessoa que toma café diariamente tem um baque em San Pedro, porque lá eles só servem café instantaneo. Nossa busca nessa noite foi por isso! rs Único lugar que encontramos um foi no Barros Cafe e, olha, recomendamos! O roteiro em si foi ótimo e também recomendamos! Eles nos levam pra uma casa num local afastado da cidade onde estudantes de astronomia fazem essa atividade. Consiste basicamente em aprender a ler o céu estrelado (que em Atacama é BEM visível) e depois focalizar em estrelas, nebulosas, e planetas. Pra quem gosta, é prato cheio! [busão] Uyuni - Potosí (18/07) Jorge novamente foi MUITO solícito e nos ajudou a chegar ao centro da cidade às 3 da madrugada. Não pediu nada em troca da carona, mas fizemos questão de pagá-lo. Chegando lá tinham várias pessoas esperando (cerca de 10-15); o ônibus foi quase cheio. Seu caminho também passa por Calama, fazendo uma pausa longa pra encher o ônibus. A viagem em si é linda e sugiro que façam nesse horário, pois aproveitam a estrada do amanhecer até a tarde, vendo todas as mudanças de vegetação! É lindão! Você acaba nem percebendo as 10 horas de viagem rs Vista da parada na migra -- que frio!! [busão] Uyuni - Potosí (18/07) Chegando a Uyuni, como tínhamos desistido da ideia de ir ao Salar por que$$tões de ordem financeira, usamos a passagem só como pulo pra conhecer Potosí, um sonho antigo de historiador (o/). Chegando por lá, também não tinhamos boletos, mas não foi difícil de conseguir. Tem várias companhias que fazem a cada 15-30 min o caminho pra Potosí. Foram mais 4 horas de viagem, chegando já num limite de corpo/mente hehe Potosí (18/07 - 20/07, 2 dias) Dia 1 (18/07) Chegamos no fim da tarde em Potosí. Alugamos o apartamento do Luís/Anita inteiro pelo Airbnb bem no centro, local perfeito. Mas melhor que a localização é o próprio apê: é um sobradinho antigo, onde eles moram na parte de cima e o apartamento dos fundos fica independente. Tem sala, cozinha equipada, banheir(ão!) e uma cama confortabilisisma. Depois de uma viagem laaaaaaaaarga como fizemos, foi um porto seguro chegar no apartamento deles! No dia saímos só pra jantar e dar uma breve reconhecida no quarteirão. Como estava tarde, não queríamos arriscar, mas pareceu bem tranquilo à noite. Além disso, Potosí fica a quase 4.100m acima do nível do mar, uma das cidades mais altas do mundo. Tive já na chegada problemas com a altitude e não tinha como ficar arriscando. O destino depois do jantar foi paracetamol, chá de coca e cobertor! Nossa peatonal charmosa na noite que chegamos, linda demais! Dia 2 (19/07) Não tínhamos muitos planos pra Potosí. Sabia só que não queria fazer o tour antropologico de conhecer as minas (ainda em funcionamento) nem a praça onde os mineiros vão pra trocar cigarro. Mas Potosí é uma cidade colonial. E o que cidades coloniais tem de melhor? I-gre-jas! Primeiro fomos na base de turismo, que já fica numa antiga Torre de la Compañia de Jesus que os jesuítas construíram no séc. XVIII. Ali você pode já ver suas primeiras vistas panorâmicas da cidade, do alto da torre. Depois rumamos pro Convento de la Iglesia de San Francisco, onde você pode visitar os quartos dos antigos padres residentes, mas o prato principal é o mirador e as criptas! O mirador foi o melhor que visitamos, pois se pode percorrer por uma boa parte do telhado (e se não se segurar bem, o vento te leva!). Vista do mirador da iglesia de San Francisco -- quem aí conhecia a versão Assassins' Creed Bolívia? A parte chata de Potosí, pelo menos pra mim? Dei game over no primeiro rolê. Dor de cabeça constante, não aguentei a altitude de lá. Fomos de lá direto pro apê e recolhemos os hominhos do campo. Sorte que uma baita chuva armou e, de fato, não íamos conseguir aproveitar muito mais. Nisso, valeu muito a pena mais uma vez a escolha do apê do Luís e da Anita! Dia 2 (20/07) No segundo e último dia em Potosí, tínhamos três missões: conhecer mais alguma igreja, trocar dinheiro e voltar a tempo do almoço para partirmos pra Uyuni novamente. Primeiro fomos na Iglesia Catedral que fica bem no centro do centro da cidade. É lindíssima e também possui um mirador do alto de uma das torres. Como Potosí é uma cidade bem alta e o centro não tem quase predio, os mirantes são sempre passeios bem legais rs Mais um mirador pra conta, mais uma vista linda! Agora a missão trocar dinheiro: onde? Nos indicaram a Casa Fernandes, tradicional e segura, mas não vimos nenhum dos dias aberta. Daí indicaram o mercado em uma galeria perto do mercado municipal, que fica em uma praça na parte de trás da calle Junin. É uma galeria bem simples com boxes pequenos e, pelo que entendemos, todas fazem cambio! Missões cumpridas, voltamos pro apê pra almoçar e pegar nossas coisas e ir de volta pra Rodoviaria. [busão] Potosí - Uyuni (20/07) No caminho de volta, nenhuma surpresa. Vários ônibus diários de Potosí a Uyuni e super fácil de comprar. Chegando uma hora antes, é suficiente. Dica: Todos os terminais da Bolívia cobram taxa de embarque separadamente da passagem (alguém sobre no ônibus antes dele sair e vai cobrando). É coisa pouca, 1bob, mas é bom guardar moedas pra isso! Nós não guardamos e passamos vergonha haha Uyuni (20/07 a 21/07, 1 dia) Chegando a Uyuni já no fim da tarde, fomos pro nosso hostel. Alugamos um quarto privativo no Hostal Oro Blanco (https://www.hostaloroblancouyuni.com/). A cidade é bem pequena, e a área turística, então, ocupa uma dúzia de quarteirões no máximo. A cidade em si só existe como dormitório e suporte para os turistas que vão ao Salar. Como nossa intenção principal era chegar no parque Sajama, apenas dormimos no hostel para pegarmos o trem no dia seguinte a Oruro. E realmente, meio dia foi mais que suficiente pra uma cidade que não tem absolutamente nada haha Único destaque, caso passem por aqui, é o restaurante Pachamama. Ele fica logo virando a esquina à direita na peatonal em sentido contrário à estação ferrocarril. É um restaurante muito simples, que só uma vozinha boliviana atende; tenha paciência, pois ela anota os pedidos e faz a comida (e quando dizemos faz, ela FAZ, do começo ao fim). Muita gente entrou e saiu nervosa porque não foi atendido; nós não tínhamos pressa e fomos recompensados com a melhor comida de vó Além de comida de vó, tem chazinho de coca vó! Aquece o coração [trem] Uyuni - Oruro (21/07) Pegamos o trem noturno. Coloco aqui dia 21 pois compramos o da meia noite. São algo como 4 saídas semanais a Oruro, por duas companhias diferentes. Dica: O valor é muito barato, portanto, não economizem se forem no inverno e no noturno. A classe econômica é um FRIO da porra! Ainda mais o dia que fomos, que nevou. Aí já viu, viramos pinguim no trem haha [van] Oruro - Patacamaya (22/07) Aqui começou a parte incerta do roteiro. De Oruro até Sajama tínhamos apenas indícios de como chegar. Mas no fim é bem simples! Primeiro que a estação de trem não é próxima a de ônibus. Não parece ser tão distante, também, mas no horário que chegamos (7h) o ideal era pegar um táxi. Já no táxi perguntamos como faríamos para chegar até Patacamaya, o ponto médio até Sajama. Na rodoviária o taxista gentilmente nos deixou perto das vans e nos apontou quais pegar. Aparentemente as vans saem com bastante recorrência; chegamos lá e tinha uma pronta pra sair. Esperamos algo como 15-20 min para encher o carro e partimos. A viagem durou cerca de 1h30, no máximo, num caminho bastante tranquilo. [van] Patacamaya - Sajama (22/07) Chegamos a Patacamaya estourando 9 da manhã. Sabíamos, segundo relatos, que uma van saía daqui às 13h. Chegando lá, uma confusão do cacete na rua que servia como terminal de ônibus, vans, mercado e tudo mais (além da lama da neve que tinha caído e tava secando rs), fomos procurar onde saía a tal da van pra Sajama. “Ahí!”, “Allá”, “Más adelante!”, “En frente del mercadito”... nossa referencia era que as vans saíam em frente ao “Restaurante Capitol”; não encontramos o tal restaurante, mas encontramos as vans. Haha Não sei se a quantidade de vans e horários aumentaram, mas quando chegamos já estavam enchendo uma pra partir. Estávamos em dois (Regina e eu) e mais três franceses. Esperamos algo como 30-45 min ali; como não vinha ninguém, o cara da van decidiu partir com 5 mesmo e bem mais cedo que o esperado, às 10h. Dois parêntesis aqui: Tudo na nossa viagem deu certo, tudo. Mas conversando com os franceses, vimos que tivemos foi sorte e estávamos certos em esperar algum contratempo. Eles tiveram. Vieram de Oruro a Patacamaya um dia antes que nós, mas ficaram presos na cidade por conta da nevasca que fez as estradas até a divisa com o Chile fechar. A Regina foi até o banheiro em Patacamaya. Era um dos “baños publicos”, porém dentro da casa de uma pessoa. Ela entrou, a porta trancou e quando foi sair a pessoa estava longe e ela ficou um bom tempo pra conseguir sair; se forem aproveitar a parada pra ir no banheiro, vão em dois rs Chegamos a Sajama depois de umas 3 horas de viagem e, quanto mais avançávamos na estrada mais neve víamos. Parece que a nevasca tinha sido das brabas mesmo; sorte pra nós! Essa era nossa visão na estrada. Achávamos que tínhamos nos ferrado... ...masss nossa sinhora da boa viage ajuda bastante nois, e deu um céu bonito, neve e muitas lhaminhas num cenário pra lá de bucólico! Sajama (22/07 a 27/07, 5 dias) Chegamos exaustos de 7h de viagem de trem + 5 de van, sem contar as paradas. Então a única coisa que queríamos era chegar no hostel. Ficamos no Hostal Osasis (http://hostal-oasis.com/) que fica bem na entrada da cidade. Vista da praça central e igreja Sobre hospedagem, importante abrir pequeno-grande um parêntesis: Sajama é uma vila indígena aymara que vive basicamente do turismo de montanhismo de gringos e galera, igual a gente, que quer conhecer um local diferente e ficar entocado na montanha. Apesar das atrações ser bem parecidas às do Atacama (contando com geisers, lagunas altiplanicas, etc., etc., apesar de proporções modestas) é um local bem menos badalado. Quando saímos para a viagem, gostamos de deixar tudo certinho, principalmente as reservas pra não termos surpresa. Os dois únicos hostals que tem site em Sajama são: Oasis e Sajama. Entretanto, cada uma das famílias da cidade tem seu próprio alojamento, muitos inclusive sem nenhuma propaganda, já que o acesso a internet já é bem limitado. Então, podem ir sem medo de não ter reserva, pois além de contribuírem com a uma maior rotatividade da economia local, vocês podem ajudar essas famílias que acabam perdendo clientes pros dois maiores hotéis da vila. Caso ainda sim queiram ir com a estadia garantida e agendada, vou deixar aqui o contato de whatsapp da Reina: +591 74840766. Nós conhecemos por meio da sua mãe, que tem tienda America em uma das praças da cidade. A hospedagem dela é um pouco mais pra dentro na cidade, cabaninhas muito simpáticas e recém-construídas, além de terem um preço mais em conta. Um alerta: se vocês, assim como eu, tiveram problemas de adaptação com a altitude, peguem leve em Sajama! Aqui é ainda mais alto que Potosí, já que a região fica a 4.200+ de altitude. Isso influenciou bastante no nosso ritmo e foi muito bom termos ficado bastante tempo! Quase todos os passeios são longe, não existe um complexo de transporte e roteiros turísticos aqui. A prática é você fechar com moradores que tem carro, e eles em geral apenas levam; dificilmente ficam com você para trazer de volta. Levando em conta que boa parte das atrações ficam a, pelo menos, 6-8km de distância, precisa-se estar bem adaptado à altitude e com bastante preparo! Nossos passeios fora basicamente dois nesses dias: Mirador de Sajama, que fica bem próximo à vila. Por um sendero que começa por uma das ruas do povoado, você segue em direção ao monte mais próximo. É bem fácil de encontrar, apesar de tudo estar bem nevado e ter sido difícil de encontrar o caminho. Pelo mesmo motivo, foi difícil chegar ao topo (além da falta de ar haha ), mas conseguimos ir até a metade do caminho e valeu super a pena! Com o local mais seco, tenho certeza que vocês vão conseguir ir até o topo, não é muito íngreme e até a Regina que tem problemas de joelho foi traquilamente. Mirador a meia altura! Laguna Huañacota, que fica a mais ou menos uns 9km do povoado. Como dissemos, é possível ir de carro e voltar a pé, é o que geralmente as pessoas fazem. No nosso caso, fizemos os mais de 18km de ida-volta à pé, beeem devagar. Foi cansativo mas valeu a pena, tendo inclusive uma companheira por boa parte do caminho, uma perrita chamada Luna que foi nos mordendo o calcanhar até a laguna! rs No mesmo caminho dessa laguna existe algumas termais; a principal fica entrando por uma bifurcação da estrada principal, mais ou menos ha uns 2-3km da cidade. Acabamos não indo, mas vale a pena! Panorâmica da Laguna Huñacota (Luna pode ser vista pro canto direito da foto haha) Os dois passeios são coisa pra metade de um dia; mesmo a laguna e seus muitos km a ser percorridos podem ser feitos em 6 horas tranquilamente. Caso pensem em passar nas termais, saiam mais cedo que conseguem fazer tudo em 8-10h tranquilo. Apesar de ainda existirem outras muitas atrações (pelo menos mais uma laguna e geiseres, além de pueblos próximos) acabamos por optar por descansar e viver um pouco o vilarejo. O esquema é muito familiar e não existem restaurantes; para você almoçar ou jantar, precisa falar em alguma das tiendas com as cholas e marcar um horário que passarão para comer. Fazendo isso em um lugar a cada dia, você conhece diversas famílias e conversa com muitas pessoas. Com isso aprendemos muito sobre o funcionamento da cidade. É literalmente uma comunidade indígena que se urbanizou e semi-modernizou; aqui, todos tem responsabilidade para com o bem público. Todos os meses, no dia 28, as pessoas da cidade se reúnem pra conversar sobre o que tem acontecido, os problemas e as soluções, construções que precisam ser feitas, etc. Também são os proprios moradores que fazem a limpeza das ruas e, pelo que nos foi dito, fazem uma coleta seletiva e o que podem vendem/reciclam em La Paz. Fiz questão de tirar foto da placa de uma das pontes da cidade, por constar essa parada do trabalho popular. O parque, como sabem, tem uma entrada que custa 100bobs por pessoa; infelizmente, pelo que nos foi dito, esse dinheiro não é revertido para a comunidade, apesar do governo entrar com uma parte das obras estruturais, mas ao que parece boa parte é feita pelos próprios moradores. Acho que conhecer mais sobre o pueblo e seus moradores, pra mim, foi um dos pontos altos do rolê e valeu mais que qualquer laguna, geiser ou mirador. Se forem até lá, façam isso! Vista da Tienda America, lugar onde almoçamos algumas boas vezes com a dueña Benigna e conhecemos bastante da cidade. [van] Sajama - Tambo Quemado e [busão] Tambo Quemado - Arica (28/07) Essa foi uma das dificuldades que encontramos, principalmente de encontrar relatos precisos sobre como chegar no Chile a partir de Sajama. Como o lugar é um pueblo e não tem rodoviária nem serviço de transporte que não seja até Patacamaya, o caminho mais fácil e lógico é o de Oruro-La Paz. Se o roteiro de vocês for esse, vão sem medo. Se tiverem como objetivo chegar em Arica, vocês precisam conseguir uma van até Tambo Quemado, que é uma parada de caminhões próxima à divisa Bolivia-Chile. Logo que chegarem na cidade, conversem com alguém da trans-sajama. Demos sorte de conhecer o David, um senhor muito gentil que, por coincidência, iria à Tambo no dia que partiríamos (calhou de ser o dia que tem uma feira de artesanato que eles vão rs). De qualquer forma, não é nada difícil de conseguir uma carona até lá. É preciso chegar cedinho, lá pelas 8h, pois o primeiro busão de La Paz pro Chile começa a passar por ali la pelas 9h30-10h. Pelo que nos disseram são um total de 5 ônibus e, com certeza, um deles vai ter lugar. No nosso caso, o primeiro que passou já tinha exatamente dois lugares vagos e fomos nele mesmo! Por ser internacional, eles aceitam tanto bolivianos quando pesos chilenos; pagamos 100 bolivianos por passagem, se não me engano. Mas é basicamente isso; sem muitos problemas conseguimos chegar no Chile. Ah, importante! na fronteira nos pediram a carteirinha de vacinação internacional de febre amarela; não esqueçam de levar! A viagem dura umas 5h e, logo no começo, passa-se pelo parque Lauca (parque irmão do Sajama do lado Chileno); se tiverem o interesse, vale descer e conhecer e depois pegar outro ônibus, apesar de ser um rolê caro, visto que se paga o preço cheio da viagem duas vezes. Pela janela já é uma ótima visão! Vista da janela do busão do Parque Lauca Enfim, a viagem envolve a descida dos Andes de 4.200m até o nível do mar. Pode se preparar pra bastante sono e vertigem; mas é lindo também e foto nenhuma consegue captar o que se vê com os olhos ali, sem dúvida algo que vale a pena ser feito! Arica (28/07 a 29/07, 1 dia) Chegamos em Arica no meio da tarde. A cidade costaneira do lado do Pacífico fica muito, mas MUITO próxima do Peru. Já no terminal é possível ver ônibus que partem para Tacna, que fica algo como 50km de Arica. Infelizmente não tínhamos tempo, mas nossos planos era ter subido até Cusco, passando por Arequipa, como muitas pessoas fazem. Saímos da rodoviária e estranhamos o asfalto e o trânsito, depois de tanto tempo em Sajama. Ficamos no aribnb do Sebástian e Ricardo, que fica bem pertinho da praia. Coisas que aderimos à dieta quando voltamos: pão com palta (abacate) Arica foi apenas um local pra que a gente voltasse pro Brasil, então nem pensamos muito onde ir ou o que aproveitar. Chegamos de Sajama e só pensamos em cair na cama e dormir. No dia seguinte, arrumamos nossa mala e deixamos tudo pronto pra sairmos à noitinha. Saímos pra explorar a cidade. Arica é uma cidade bem pequena e, ficando onde ficamos, da pra ir e voltar a pé ao centrinho que tem a maior parte das atrações. Dia nublado e na praia, vendo o Pacífico! No fim da noite, combinamos com Sebastian um Uber que nos levaria ao aeroporto e partimos. [aereo] Arica - Santiago (29/07) e Santiago São - Paulo (30/07) De novo passamos a noite no aereo, dessa vez mais cansados ainda. Mas, apesar de tudo isso, voltamos pro Brasil revigorados!
  9. Olá viajantes, preciso de ajuda para verificar se esse roteiro "funciona" realmente. Sairei de Manaus no dia 04 de maio de 2019, chegando a Cumbica e já saindo para Barra Funda, pegando o busão com destino a Corumbá. Tudo no mesmo dia, pois o ônibus sai a noite de São Paulo. Chegando em Corumbá no dia 5. Vou até a Fronteira e compro as passagens para Santa Cruz. Chegando a Santa Cruz, dia 6 pernoito 1 dia. Saio de Santa Cruz no dia 7 com destino a Sucre, chegando no dia 8, onde pretendo passar 2 dias, até o dia 10. Saio para Potosi e chego no mesmo dia, pernoito até o dia 11. Vou a Uyuni e pernoito até o outro dia, 12. Salar de 3 dias, até o dia 15, Volto a Uyuni e saio direto a La Paz, chegando dia 16. Aí vem mais duvidas, pois quero pernoitar no Titicada, se possível junto com os nativos. Se tem pacotes dede La Paz ou tenho que ir a Copacabana. Lí muitos e muitos comentários aqui, porém não li nada a esse respeito. Se tem ônibus de Copacabana direto a Santa Cruz Como sobram dias, qual cidade dessas citadas que poderei passar mais dias, ou quais locais a visitar ? Se fosse você, para onde iria mais ? Agradeço aos comentários
  10. Vou começar dizendo que escrever relato do Clássico Bolívia Chile e Peru é muito difícil. A maioria de vocês aqui já leu relatos fantásticos e super detalhados e com fotos maravilhosas.( @rodrigovix não te conheço mas já te amo!) Muitas pessoas fazem esse mochilão então muita coisa acaba se repetindo. Mesmo assim, Olha eu na América do Sul dando a minha versão de como são 23 dias por essas bandas. ^.^ A preparação: A preparação dessa viagem começa lendo os roteiros postados por aqui (leia-se o Rodrigo é a melhor pessoa desse mundo) e todas as dicas possíveis que todos os demais mochileiros puderam nos dar. Depois vem a compra das malas, roupas, passagens e afins haha O que eu levei e não precisava: Para quem pretende ir durante o verão (também conhecida como a época de chuva!) mesmo para os passeios mais frios não é necessário luva e muitas camadas de roupa (calças e blusa segunda-pele foram e voltaram dobradas na mala). Pijama ou “roupa apenas para dormir” Tênis para passeio (se você for com essa botinhas padrão de mochilar o tênis é dispensável). Blusinha mais arrumadinha para sair a noite (aqui é muito particular, eu preferi sempre que possível dormir e descansar.. mas sou casada e fui com meu esposo.. se você é solteiro talvez queira levar uma roupa menos esportiva) Almofadas para o pescoço (aqui também é particular mas achei que ia ser útil para dormir nos ônibus, a mim mais atrapalhou do que ajudou e tinha que ficar carregando fora da mochila porque não cabia) O que esqueci e fez falta/tive que comprar: Desde o primeiro dia tenha contigo protetor solar e um estoque de remédio para estômago/intestino haha Uma mochila de ataque de tamanho considerável para não precisar ficar apertando todas as coisas (tem que caber uma garrafa de 1,5l de água e mais todas as suas coisas, pelo menos) Compras antes de ir: É muito pessoal saber o que precisa comprar, como foi meu primeiro mochilão tive que começar do zero, incluindo a compra da mochila e muitos passeios na Decatlon. O que comprei aqui e foi importante: Passagens ida e volta de avião Curitiba –SP – Santa Cruz Seguro viagem Pré-reserva (sem pagamento) de hospedagem em São Paulo na ida Pré-reserva (sem pagamento) do tour de 3 D – 2 N no Uyuni Entrada do Machu-Picchu O que comprei aqui e não precisava: Passeios no Atacama (reserva com pagamento de parte dos passeios antecipada) Hospedagem em Arequipa Hospedagem em Águas Calientes O que não comprei mas deveria/recomendo: Passagem de ônibus de Sucre-Uyuni No mais a dica é simples: quanto mais confortável melhor. Essa é uma viagem cansativa em muitos aspectos. É corrida, dorme-se em ônibus e em camas de qualidade duvidosa e a altitude pode te pegar a qualquer momento assim como a intoxicação alimentar haha Quanto mais confortável você puder estar maiores as chances de curtir tudo com a devida intensidade. O roteiro: Depois de muito ler os roteiros pesquisar e olhar infinitos instagram de viagem, ver preço de passagem e combinação com os dias de férias o roteiro final ficou o abaixo. Mesmo com os problemas que aconteceram durante a viagem seguimos esse roteiro ficando os dias exatos previstos em cada uma das cidades muito porque em algumas já tínhamos a reserva dos hotéis e não quisemos nos estressar com trocas ou mudanças em cima da hora. Espero que esse relato ajude os próximos viajantes, inspire os que estão com a viagem marcada e, se puder sirva de guia para algum detalhe de um próximo mochileiro assim como todos os relatos que li me ajudaram e inspiram e a montar o meu. Darei o meu melhor!
  11. O downhill na estrada da morte na Bolívia não pode faltar para aqueles mochileiros que amam uma aventura, como eu! Para quem ainda não conhece, é a descida de bike em uma das mais perigosas estradas do mundo, com precipícios que beiram os 900 metros de altura e trechos com apenas 3 metros de largura. Nós pagamos cerca de 150 bolivianos (R$70,00) mas o valor pode variar de acordo com o tipo de bike e tração. É bom reservar um tempinho para andar na rua Sagàrnaga e pechinchar entre as agências para conseguir o melhor preço. Este passeio dura o dia todo, mas em nosso caso, tivemos uma situação um tanto conturbada que dobrou o tempo de duração, portanto irei dividi-lo em três partes: Início, meio e experiência de quase morte. hahahhaaha. Calma que eu vou explicar. Início: O tour inicia-se às 7h00 e inclui transporte até o topo da estrada, na cidade de El Alto, vestimenta (jaqueta fina, calça e luvas), equipamentos de segurança, fotos, almoço e guias para conduzir o grupo. Quando desembarcamos lá em cima, fazia muito frio, portanto recomendo levar mais uma blusa apenas para o início da descida, pois da metade para o final faz muito calor. Dessa forma, é importante ter uma camiseta por baixo de tudo. Também é fundamental levar óculos de sol para evitar que a poeira entre nos olhos. A descida começa ainda em estrada asfaltada, a uma altura de mais ou menos 4.000 mil metros. A sensação de liberdade é indescritível e é ainda mais incrível olhar para os lados e perceber que está pedalando na altura dos picos das montanhas! Após em média 50 minutos pedalando na estrada asfaltada, começa o temido caminho na estrada de cascalhos, terra e muita poeira. O guia fez algumas recomendações importantes e demos início a largada! Não vou negar que no começo fiquei com bastante medo, mas depois de 10 minutinhos, peguei o jeito e me acostumei. Ahhh! Fique tranquilo, caso não tenha experiência com bikes, é só descer com calma e não há motivos para algo dar errado. O trajeto completo dura em média 4 horas e vai dos 4.000 aos 1.110 metros em 65km de estrada. Meio: O percurso passa por pequenas cachoeiras e recomendo que OLHEM PARA OS LADOS, mesmo pedalando, pois a vista é inacreditável! Eu até vi um gavião voando na mesma altura que estava! É incrível! Há paradas para descanso, fotos, lanche e histórias macabras. Depois de completarmos a descida, há um almoço delicioso com comida bem típica e depois, começamos a volta à La Paz, já dentro da van. Experiência de quase morte: Depois do almoço, retornamos à van e notei logo de cara que o guia estava bêbado e não conseguia formar uma frase, provavelmente, tinha bebido enquanto almoçava. Mesmo com essa situação, ninguém se manifestou de início e seguimos viagem pela estrada, que não é da morte, mas ainda sim, haviam precipícios e neblina. Um pouco antes da metade do caminho, nossa pista estava interditada em um pequeno trecho, sendo necessário desviar por um minuto na contramão, era uma manobra fácil e foi o que nosso motorista fez, o único problema era o caminhão vindo em nossa direção e o motorista da van continuou indo, mas parou bem em cima! Depois desse susto, todos ficaram preocupados e alguns até mais exaltados. Assim, exigimos que eles parassem a van, o que eles se recusaram de início, mas cederam quando viram um comércio na beira da estrada. Nós descemos da van e paramos uma outra van de transporte público que estava indo para La Paz e nos levou junto. Nós falamos com a agência e a responsável nos reembolsou o dinheiro extra gasto com a van pediu mil desculpas. Acredito que o guia e motorista eram novos e foram advertidos ou até dispensados depois das reclamações que receberam. Tenho certeza de que essa situação foi uma exceção e quero que entendam o relato como uma lição para prestarem mais atenção nos guias, pois não depende somente das agências. Por favor, não deixem de fazer esse tour incrível, lindo e sensacional!!!!! As fotos dizem por si só!
  12. Oi galera! No feriado de 7 de Setembro viajarei sozinha a turismo por 5 dias para Bolivia (Santa Cruz de La Sierra e arredores ) saindo do Brasil de aviao (São Paulo) e diversos blogs de viagem mencionam uma "taxa de saída do país" cobrado pelo governo boliviano para estrangeiros que voltam para seus países sem residência na Bolívia. Gostaría de confirmar se isso é verdade e se é legal e também se é legal que hotéis agreguem ao valor da diária do hotel o imposto IVA que segundo relatos é ILEGAL a cobrança para turistas estrangeiros. Não acho essas informações no site do consulado e já mandei vários mails para todos os consulados do país sem resposta. Alguém que já tenha viajado via aérea para lá sabe informar os procedimentos para obter este papel/carimbo de entrada e saída para Bolivia? Antes de eu passar pelo check in tenho que ir em algum setor especifico do aeroporto do DPF para obter esse carimbo de entrada para Bolivia ? E na saída é a mesma coisa? Tem um setor específico do aeroporto na Bolivia para ir antes de passar pelo check in ? E alguém saber mais sobre esse imposto IVA ? Caso alguém esteja indo para lá esse período me fale para nos encontrarmos lá. Como disse estarei sozinha e companhia é sempre legal. Meu mail: [email protected] Desde já agradeço. Beatriz Amorim
  13. É obrigatória a vacina da febre amarela para entrar na Bolívia ou no Peru? Li em algum lugares que não é obrigatória, apenas uma recomendação...
  14. Antes de ir a Bolívia vi muitas mensagens aqui e fiquei um pouco assustada até por que ia viajar sozinha. Mas é mega tranquilo de boaaaaaa. Partir de Goiânia por volta das 17:00 horas com destino a Campo Grande, cheguei de manhã e quase na hora já embarquei com destino a Corumbá. A rodoviária é bem legal e limpa. Até Corumbá passamos pelo pantanal, muitos km de água e mato, mas foi legal, devo dizer que fui em junho de 2014 e estava bem nublado no Mato Grosso. Quando cheguei em Corumbá, já eram quase 18 horas pensei em dormir na cidade para atravessar a fronteira no outro dia, pensei que talvez estivesse fechado mas encontrei uma senhora que estava indo para Santa Cruz que disse que estava tranquilo então pegamos um táxi e fomos para a fronteira. Passamos de forma muito tranquila, primeiro na fronteira brasileira para dar saída e logo em frente, cruzando a ponte a fronteira da Bolívia. É importante dizer que na entrada entregam um papel verde com a data e na saída você deve devolvê-lo não e bom perder esse, nos hotéis geralmente pedem esse. Então passei a fronteira e fui para Porto Puerto Quijaro, um frio de doer, muito mesmo. Pensei em tomar banho mas só tinham chuveiro com água fria. O pessoal é legal, comprei passagem para umas 20:00 horas e enquanto isso fiquei na lan house. Sai nesse horário de cheguei em Santa Cruz de la Sierra às 08:00, cidade ótima muito tranquila, povo legal tudo ótimo. Fiquei hospedada no Loro loco Hostel, até bom pessoal simpático muitos estrangeiros. Andei bastante pela cidade, a comida que mais encontrada e frango frito e batata mas tem de tudo, facilidade para trocar moeda (cambio), muitos táxis e artesanato. Fiquei uns 2 dias e gostei bastante tem teatro, muitas lojas e o povo é legal. Daí parti para Cochabamba, fui de ônibus em média uns 80 reais, devo dizer que as coisas na Bolívia tem preços acessíveis. O caminho foi tenso, saímos por volta de 08:00 h e o ônibus só parou por volta das 12:00 e não tinha banheiro no ônibus, muita pobreza e falta de estrutura no caminho, triste mesmo. Mas as pessoas são simpáticas, conversam se você tentar conversar. O caminho é por montanhas paisagem legal mas anda muito devagar devido a estrada sinuosa. Cheguei a noite, fiquei no Filipez hotel, como era mais caro do que eu imaginava fiquei só até as 12:00 do outro dia e fui para La Paz. Cochabamba é uma cidade grande, cercada por uma paisagem bela e tranquila de passear. Cheguei em La Paz a noite, a cidade é grande, fiquei no Pirwa Hostel, tranquilo com café da manhã e pessoal legal, cama boa e cobertor quentinho. Estava bem frio mas de manhã e a noite, durante o dia faz um solzinho. Andei bastante tem muitas opções de comida, passeios, lugares. Devo dizer que o transito é difícil e não é plano então prepare-se para o dia inteiro subir e descer ruas. É tudo muito tranquilo, tem muita coisa diferente para ver como as cholas, o mercado de las brujas e passeios. Fiz um bela cidade que foi muito legal, desses que compra em agências de viagens a guia é bem legal e explica tudo. Não tive saroche, acho que é por que fui aos poucos daí me acostumei com a altitude. A intenção era continuar ir para o Peru mas fiquei cansada, e resolvi voltar peguei um avião até a Santa Cruz, custou por volta de uns R$ 300 reais e de lá voltei de ônibus. Devo dizer que a fronteira só abre as 08:00 se chegar antes tem que esperar. Na volta de Santa Cruz para Puerto Quijaro a polícia parou o ônibus e solicitou documentação, de forma tranquila, como era estrangeira pediram o papel verde que me deram na entrada, mostrei e ficou tudo certo, seguimos viagem. Enfim tudo é muito tranquilo, há opções para sacar dinheiro (apesar que recomendo levar por causa das taxas), casas de câmbio, tudo é muito legal e ha várias opções, também me senti segura sempre.
  15. Com o atraso de quase um ano, estou deixando aqui meu relato dessa viagem que fiz em Julho de 2017 para Bolívia e Peru. Na época Lula tava solto e tinha acabado de ser condenado, brasileiros ainda não tinham feito Piedras Rojas ser fechado pra visitação, Game of Thrones S07 tava estreando na HBO (assisti na viagem inclusive) e Despacito tava bombando no mundo todo. Desculpe quaisquer erros gramaticais ou de concordância desde já, e se esquecer algo que você quer saber, pode perguntar aí embaixo. PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM Os integrantes da viagem são eu e minha namorada. Planejamos a algum tempo nos mudar pra Irlanda, economizando nosso dinheiro para ir, portanto nas alturas de Fevereiro/17, ela vivia triste por que não íamos ver Machu Picchu antes de ir, que era um sonho antigo de nós dois, e provavelmente se desse certo na Irlanda, só conseguiríamos visitar essa maravilha do mundo moderno depois de uns 4 ou 5 anos, de acordo com nossos planos. Então em um final de semana desse fevereiro, a família dela ligou dizendo pra eu verificar uma passagem pra Cuiabá, onde parentes dela moram, para eles irem visitar. Ligaram pra mim porque sou uma espécie de agente de viagens independente e comunitário, sempre verificando pra parentada passagens. Não sei se outros mochileiros também tem essa funções voluntárias, podia tirar uma grana boa com isso. Ao verificar vi que realmente estava com uma promoção boa, a passagem estava muito barata. Achar algo de Macapá pra qualquer parte do Brasil com bom preço é muito difícil, muitas vezes tem que ter sorte, como foi esse caso. Então enquanto pesquisava pra eles as datas, me bateu um estalo de um relato antigo que tinha lido aqui uma vez, que falava de ir pra Bolívia por Cáceres, cidade próxima a Cuiabá. Na mesma hora a cabeça de viajante começa a ficar a mil, comecei a maquinar o percurso na cabeça, pensar se valia a pena, fazer cálculos, etc. Fiquei como a Nazaré. Bolando roteiro e calculando gastos de um mochilão ainda imaginário Após verificar tudo mentalmente, fui ver a volta. Tinha na conta Multiplus uns 15 mil pontos, que sobraram de outra viagem, e 15 mil na conta de minha mãe, que tinha transferido do cartão de crédito, que é de meu uso. Então como quem não quer nada, fui pesquisar quanto estava custando passagens de Lima para Macapá, somente a volta. Pan, 14.000 pontos cada! Com essa nova informação a cabeça ficou a mil, compartilhei com a namorada a descoberta. A gente tinha que decidir rápido, por que a qualquer momento podia mudar a pontuação ou o preço da passagem. Por fim, por causa da passagem muito em conta, e o sonho de ver Machu Picchu, resolvemos "embarcar" nessa!! Uhul, em um espaço de tempo de 2 horas, fomos de conformados a não visitar Machu Picchu, a ter Julho praticamente todo e alguns dias de agosto lá pras bandas dele. Euforia da viagem tomou conta, e passei a planejar furiosamente o roteiro e preparativos. Como tiramos a passagem com muita antecedência, tempo para se programar não faltou. Juntamos uma graninha, compramos algumas coisas que precisavam, outras já tínhamos do Mochilão feito para o Chile em 2016 (que também ainda não fiz relato, futuramente quem sabe). Abaixo terá a relação do que levamos em detalhes. Tudo pronto, fizemos o seguro viagem com a Real Seguros, que era a mais em conta, e já adianto que não precisamos utilizar os seus serviços, mas isso é uma coisa boa, melhor passar a viagem sem perrengues de saúde, pois como bem já dizia Paulo Cintura “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”. Agora vou falar de outra parada importante pra você se organizar pré-viagem. Como garantir que você não vai perder suas fotos tão queridas que você vai usar pra ter uma ideia do visual que viu ao vivo futuramente. Parece clichê falar mas as fotos não passam nem 50% da sensação que você tem ao presenciar tudo pessoalmente, todo o seu campo de visão preenchido por aquelas paisagens, a proximidade que você sente de montanhas e quedas d’água que nas fotos parecem estar muito distantes. Por isso, você tem que garantir que você terá as fotos para avivar sua memória, e também, para os que curtem as redes sociais de fotografia, compartilhar com quem quiser suas aventuras e conseguir aqueles likes. Para lhes safar dessa, o que eu digo é o seguinte: Tenha mais de um Backup. O sistema que eu uso até agora nunca perdi uma foto de viagens, dá um trabalho mas vale a pena. Ele consiste no seguinte: Ao final do dia, quando você voltar para o hostel faça o Ritual do Backup. Minha câmera tem Wifi, então eu passava as fotos que bati no dia pro Smartphone, e nele eu tinha o App Google Fotos instalado (tem pra iOS e Android). Com ele você consegue fazer o backup de fotos e vídeos ilimitadamente (mantendo a qualidade original das fotos) para a Nuvem. Então eu botava o celular pra fazer o backup no wifi durante toda a noite, enquanto recarregava-o. Além disso, sempre que o Hostel tinha Computadores para uso dos hóspedes, ou tava com um tempo livre e via uma lan house, eu pegava os cartões de memória e passava todas as fotos batidas pro HD externo, que ficava sempre comigo na mochila de ataque. Pode fazer isso que é garantido não perder nada! Durante nossa viagem achamos no chão uma bolsa contendo vários cartões de memória e acessórios de um casal alemão, que entregamos após gritar perguntando de quem era. Eles nos agradeceram bastante, porque disseram que não tinham backup e se perdessem teriam perdido as fotos de toda a viagem praticamente, que já estava no final. Não corra esse risco, sempre tenha o backup seguro. Desde já também já me desculpo por não ser mestre em fotografia como alguns que já vi por aqui, caras muito bons mesmo que manjam demais e nos entregam muitas pinturas para nosso deleite. Eu não tenho tanta noção assim de coisas básicas, mas tento fazer o máximo com o que sei, acho que deu pra fazer umas boas fotos na viagem. Julguem. INFORMAÇÕES IMPORTANTES LEVAMOS: R$3.500 cada, mais 150 dólares por via das dúvidas, com cartões de crédito para emergências (que não foram muito utilizados, só para pagar um ou outro hostel que não cobrava a mais ou até dava desconto). Deu de boa, usando o TrabeePocket pra calcular os gastos é difícil ficar apertado. Você vai saber quando o dinheiro tiver acabando, aí só pensar no que ainda vai querer fazer, calcular a comida, etc, que você não vai passar fome nem ficar sem camisinha pra uma eventualidade (mas se for fazer trilha, favor levar a uma boa quantidade, pra não ter que ficar pedindo nas outras barracas no meio da noite) e acabar gerando um mochileirinho não-planejado. CÂMERAS UTILIZADAS: - Semi-profissional Canon Powershot SX530HS. É boa por que a lente é angular, e tem um zoom bomzinho. Pelo preço, foi um bom negócio. - Gopro 3 - Motorola G4 - OnePlus 3T Para edição das fotos, não manjo muito desses aplicativos complicados, então somente fiz ajustes no Snapseed mesmo, nada mais. O QUE LEVEI: Em mim: Doleira durante toda a viagem, que não tirava pra nada (até tomava banho com ela.. brinks) contendo: - Dinheiro - Cartões - Passaporte Uma doleira é INDISPENSÁVEL no Mochilão. Todo mundo fala isso mas não custa repetir. Na Mochila de Ataque (uma caselogic de notebook veinha que tinha aqui): - Câmeras mencionadas acima, menos o Moto G4 - Acessórios diversos para as câmeras, como Tripé, bastão, etc 1 - HD externo para Backup das fotos sempre que possível 2 - Cartões de Memória 1 - Lanterna led (recomendo as pra cabeça, lhe deixa com as mãos livres) e baterias 1 - Fone de ouvidos 1 – Tapa-olhos (Para dormir sem incômodos) 1 - Tapa ouvidos (Mesmo motivo acima, pode ser usado fones de ouvidos intra auriculares também) 2 – Óculos de sol (favor levar um com uma lente de qualidade, especialmente pro Salar, pois seu uso é praticamente obrigatórios pois as corneas queimam por algum fator que eu esqueci agora, reflexo da luz solar no chão se não me engano) 1 – Par de Luvas 1 – Toalha Quechua Ultra Absorvente 1 - Kit Viagem com Shampoo e Condicionador 250ml 1 - Bepantol 1 – Desodorante Rolon 1 - Escova de dentes e pasta 1 – perfume em uma embalagem de viagem 50ml 1 – Protetor Solar (No mínimo uns 30fps, na altitude o sol dói mais na pele, pondo da maneira mais simples possível) 1 – Repelente loção (Spray talvez barrem) 1 – Rolo de papel filme 1 – Pacote de lenços umedecidos 1 – Pente 1 – Pasta com papéis como: mapas Salkantay, Passagens compradas antecipadamente de volta e Santa Cruz-Sucre e Seguro Saúde 1 – Powerbank 10000mHa (muito importante, principalmente nos dias sem energia que passei no Salar de Uyuni e na Trilha Salkantay) 2 – Cadeados (Para deixar suas coisas seguras nos lockers de Hostels) 1 – Carteira com pouca coisa, pra enganar besta em caso de um roubo, ou furto etc. 1 – Carregadores de todos os eletrônicos 1 – Extensão/filtro de linha e adaptadores de tomadas (As vezes você terá somente ou duas tomadas para utilizar e vários apetrechos para carregar, então leve no mínimo um Benjamin) 3 – Cartelas de Clorin para usar nas trilhas, porém já adianto que não foi preciso, sempre havia água disponível, mas nunca é demais previnir 1 – Bolsa com uma grande variedades de remédios: Estomazil, Ibuprofeno, Imosec, Multigrip, Aspirina, Buscopan Composto, Clarimir, Diamox, Tylenol, Esparadrapo, Gaze, Algodão, Oftalbiotica, Plasil, Tesourinha, Serra de unha. Foi bastante pesada, depois de um tempo deixei o shampoo e condicionador no mochilão, além de alguns acessórios de câmera que sabia que não ia precisar e a extensão e adaptadores de tomadas. Mas não tava nada absurdo, deu pra levar ou eu me acostumei depois de um tempo. No Mochilão (Uma Quechua de 40L que comprei na Decathlon): 8 - Camisas/Camisetas 1 – Calça Jeans (fui vestido) 1 – Calça Moleton 1 – Calça de trilha Forclaz Quechua modulável 2 – Bermudas 1 – Blusa Fleece 1 – Calça Fleece 1 – Blusa Moleton 1 – Corta vento 1 – Blusa Segunda Pele 1 – Calça Segunda Pele 1 – Tênis 1 – Sandália 1 – Bota Impermeável Timberland Flume Mid As roupas em camada são essenciais para o frio que faz, comprem tudo na decathlon que sim, é a mais em conta que tem em 95% das vezes. Eu não recomendo a bota da Timberland, apesar de se dizer impermeável, ela molhou na viagem, meus pés ficarem ensopados. Quando voltei entrei em contato com a Garantia (mesmo fora do período) e pedi meu dinheiro de volta. Depois de uma ameaça de Procon eles devolveram meu dinheiro. Não acho que esqueci algo muito importante, tudo me serviu muito bem na viagem. Planejamento é tudo, pensem bem no que vocês podem precisar, se informem nos diversos relatos que tem aqui para basear o seu. Abaixo uma foto da arrumação (ainda não saiu tudo aí, faltou coisa): Era véspera de viagem, não reparem a bagunça! Tudo pronto, planejado e organizado (viagem sem planejamento é privilégio de quem tem dinheiro, se você é liso como eu e quer aproveitar, faça-o), embarcamos para Cuiabá, onde não começa o relato (já que vou focar só na Bolívia e Peru) e termina o pré-viagem que falei até agora. Segue o roteiro padrão que seguimos, bem simples, lembrando que ele foi bastante personalizado, devido as situações pouco comuns de entrada e saída que tínhamos e também as prioridades de visitações. Foi tudo escolhido a dedo, então não sei se ele como um todo pode servir para pessoas que não moram no Mato Grosso, mas partes com certeza podem se encaixar com o seu. O importante é não engessar o seu ao que outras pessoas fizeram, e procurar fazer o que você acha que vai dar mais certo. ROTEIRO 05/07/2017 Macapá > Cuiabá 06/07/2017 Cuiabá 07/07/2017 Cuiabá 08/07/2017 Cuiabá 09/07/2017 Cuiabá > Cáceres 10/07/2017 Cáceres > San Matías > Santa Cruz 11/07/2017 Santa Cruz > Sucre > Uyuni 12/07/2017 Uyuni 13/07/2017 Uyuni 14/07/2017 Uyuni > La Paz 15/07/2017 La Paz 16/07/2017 La Paz 17/07/2017 La Paz 18/07/2017 La Paz 19/07/2017 La Paz > Copacabana 20/07/2017 Copacabana >Puno > Cusco 21/07/2017 Cusco 22/07/2017 Cusco 23/07/2017 Cusco 24/07/2017 Cusco 25/07/2017 Cusco 26/07/2017 Cusco 27/07/2017 Cusco 28/07/2017 Cusco > Machu Picchu Pueblo 29/07/2017 Machu Picchu 30/07/2017 Machu Picchu > Cusco 31/07/2017 Cusco > Huacachina 01/08/2017 Huacachina 02/08/2017 Huacachina 03/08/2017 Huacachina > Lima > Huaraz 04/08/2017 Huaraz 05/08/2017 Huaraz 06/08/2017 Huaraz 07/08/2017 Huaraz > Lima 08/08/2017 Lima 09/08/2017 Lima > Macapá Partiu terra dos Jajajas que tanto me fazem estresse nos jogos online! RELATO 05/07/2017–08/07/2017 Cuiabá Nesses dias ficamos mais com a família e fizemos passeios pela cidade. Então, para manter o foco do relato a Bolívia e ao Peru, vou passar pra quando fomos pra Bolívia. Fiquem abaixo somente com uma foto que tiramos na Chapada dos Guimarães: Meme look at all the fucks I give.jpg 09/07/2017-11/07/2017 – Ida para Uyuni Começamos nossa peregrinação onibulesca para Uyuni indo para Cáceres, de onde dia 10 pegaríamos um ônibus que nos levaria até San Matías, para que pudéssemos comprar nossa passagem para Santa Cruz de la Sierra. Já tínhamos a passagem de Santa Cruz para Sucre, e de Sucre iríamos pegar um ônibus para Uyuni. Pra quem quiser pegar esse caminho para entrar no Bolívia, você deve chegar em Cáceres (Vans da Meira Tur lhe pegam onde você estiver em Cuiabá, e lhe deixam em Cáceres), se dirigir a PF que tem lá, para informar sua saída do Brasil, eles lhe darão um carimbo e um papel para você entregar no retorno, então se dirija a Rodoviária e compre sua passagem para Corixá, onde fica a divisa com a Bolívia, fizemos como nos foi recomendado, chegando lá você verá vários taxistas só esperando sua ilustre presença, para lhe levar por uma estradinha de terra até San Matías, onde você deverá ir até a imigração e também fazer câmbio para pagar a passagem de ônibus. Troque somente o essencial, pois a cotação não vai estar muito boa. Não esqueça do principal na viagem: a arte de pechinchar. É assim que você se identifica como brasileiro nas viagens, porque os gringão dasoropa só perguntam o preço e pagam. Não faça isso, sempre há margem para um desconto sulamericano. Nós fazíamos uma estratégia good cop / bad cop, onde minha namorada ia na frente, perguntar o preço, e depois me dizia, e eu fazia aquela cara de quem diz que tá caro, e perguntava se não dava pra dar uma baixada. Quase sempre dava certo, então tenha isso em mente em todas as transações comerciais que fizer. Não vou me prender tanto na questão do câmbio, até por que as cotações já não estão as mesmas de quando fui. Para efeitos de conhecimento, levei 150 dólares e o resto todo em reais, pois na minha opinião perder 2 vezes ao trocar para dólar e depois a moeda local não valia tanto a pena na Bolívia. Já no Peru sim, então recomendo levar dólares para lá (se bem quem tá em crise lá agora, se pá deve tá bom reais também). Há várias postagens com dicas para câmbio, então não posso lhes ensinar mais que eles. No final da postagem vou deixar o que gastei nos dias que estou relatando, e desde já deixo a recomendação de um excelente aplicativo para você calcular seus gastos na viagem sem ter que ficar contando os borós onde chegar. É o TrabeePocket, nele você cria uma viagem com um período de tempo, e vai inserindo quanto tem, quanto trocar e tudo que gastar. Pra lançar na moeda local os gastos, você tem que comprar o premium do App, se não me engano são uns 8 reais somente. Vale muito a pena, pois inclusive é de onde agora, quase um ano depois, estou tirando os valores de tudo que gastei. Após você pode exportar seus gastos em forma de planilha, para consultar. Foi uma mão na roda. Com o andar da carruagem também vou falando outros apps que auxiliaram bastante na viagem. Infelizmente eu esqueci de botar no TrabeePocket os câmbios que fiz, então esse é outro motivo pelo qual não vou detalhá-los aqui. Retornando ao relato, chegamos na rodoviária, com pesos bolivianos trocados e o passaporte de entrada na Bolívia carimbado, eles também lhe dão documentos para guardar e devolver na saída do país, então baste cuidado com tudo isso, deixe sempre na doleira, ou em um compartimento seguro da mochila de ataque. San Matías é uma cidadezinha com estrada de chão, então tem muita poeira por lá, e o SOL também não dava muito sossego. Não é interessante, é bastante feinha, porém sem ela não chegaríamos a nossos objetivos de viagem, então não vou difamar a coitada. Compramos duas passagens para Santa Cruz, dois Salgadinhos, e ficamos lá, esperando nosso ônibus. Estava pensando aqui, e é engraçado que nos grandes centros turísticos de nossas viagens, é comum encontrar outras pessoas como nós, com mochila nas costas, talvez um bronzeado, aquela pinta mochileira. Já no começo da viagem, somos só nós, nos dirigindo aos lugares onde nos reunimos com os demais de nossa tribo. Isso é algo que sempre percebi e achei legal. Em San Matías nossa companhia nos ônibus eram trabalhadores rurais, vendedores de coca, e família Bolivianas, só nós dois e talvez mais um casal de turistas. Não é uma rota muito comum para entrar na Bolívia, nem muito confortável ou agradável, mas era o que tinha pra gente, então foi o jeito. Os perrengues fazem parte da rotina mochileira, e eu principalmente estava utilizando essa viagem também como uma espécie de prova de fogo que vamos conseguir nos manter na Irlanda. Eu pensava que se conseguíssemos passar aquele mês em 2 países novos, com todos os perrengues e cuidados inerentes ao mochilão, a Irlanda ia ser fichinha. Daqui pro final do relato vocês vão saber se a missão foi cumprida ou não. Bom acho, que por agora é só, no próximo capítulo vou narrar nossa chegada em Santa Cruz até Uyuni, e talvez o começo do Salar. Até lá! GASTOS DO DIA (lembrando que somos 2, então vou dividir o que gastamos e colocar o valor individual): 09/07 Suco E Laka Oreo – R$5 Passagens Cuiabá-Cáceres – R$66 Hotel Cáceres – R$35 10/07 Táxi para PF ida e volta – R$15 Passagem Van Corixá – R$25 Taxi para a imigração, câmbio e rodoviária de Santa Matías – R$20
  16. erick fernando123

    18 dias por Peru e Bolívia

    Bom dia, gostaria de deixar aqui a minha contribuição para os futuros e porque não atuais mochileiro, também é uma forma de agradecimento ao site pelas diversas informações que aqui eu encontrei! Bem Vamos la entao... Depois de muitas e muitas mudanças deixo aqui o roteiro utilizado, nada muito diferente, tendo em vista que esta foi a minha primeira viajem fora do país não tinha condições de fazer muitas coisas, então ficou assim: 27/09 Curitiba > São Paulo, 28/09 São Paulo > Lima, 29/09 Lima, 30/09 Lima > Huaraz, 01/10 Huaraz, 02/10 Huaraz, 03/10 Huaraz > Lima, 04/10 Lima> Cusco, 05/10 Cusco, 06/10 Cusco, 07/10 Cusco > Águas Calientes, 08/10 Águas Calientes > Machu Picchu > Águas Calientes > Cusco > La Paz, 09/10 La paz, 10/10 La Paz > Santa Cruz, 11/10 Santa Cruz, 12/10 Santa Cruz > Puerto Quijarro, 13/10 Puerto Quijarro > Corumbá >Campo Grande, 14/10 Campo Grande > Curitiba Saímos de Curitiba na quarta a tarde rumo a São Paulo, começando a viajem e já estava com aquele friozinho na barriga, chegamos em sampa la pelas meia noite e fomos pro aeroporto ( a ideia inicial era pegar o busao que sai de SP rumo a Cusco com 5 dias de viajem, mas como a viajem foi durante as aula eu necessitava ganhar um pouco de tempo, então resolvemos pegar um voo até Lima, a vontade de pegar o bendito busao continua e espero fazer num futuro não muito distante...), chegamos e nosso voo era só as 07:40 da manha, aquela cochiladinha marota do saguao do aeroporto foi muito boa, enfim embarcamos com 2 conexões, Assunção e Santiago... Por fim chegamos em lima, logo de cara aquela pressãozinha psicológica... a mochilão do meu amigo havia sido extraviada já deu aquele desespero ne... por sorte no voo conhecemos uma peruana que foi super gente boa e nos ajudou a falar com o pessoal do aeroporto... nada certo, só falavam que provavelmente a mochila havia ficado em Santiago, tentei acalmar o bichinho e depois dos tramites felei que era melhor e gente ir pro hostel e esperar que a mochila fosse enviada até lá como prometido pelos funcionários... fomos pro hostel com aquela tristeza , depois disso a caminho pro hostel logo veio a diferença cultural... aquele monte de carro como em toda a cidade grande... e buzina... a impressão que tivemos é que la tudo se resolve na buzina, esta num cruzamento é buzina, vai ultrapassar é buzina, muito loko... pedimos pra descer um pouco antes do busão para caminhar um pouco até o hostel e já ir conhecendo tudo, chegamos e o coitado triste, mas a vida continua vamos comer alguma coisa e tomar uma bera já chegamos perguntando da comida regional, não conhecia nada mesmo então foi pelo nome mais legal, e la veio o lomo saltado um tipo de carne de gado picado com muiiiita cebola e pimenta, bem saboroso tomamos uma cuscena e fomos andar... no hostel tinha um barzinho, socializamos com a galera e bora curti... se passou o primeiro dia e nada da mochila... segundo dia e nada da mochila, coitado do celinho ja estava querendo voltar pra casa, mas antes passamos no aeroporto uma ultima vez pra ver o que se passava... fomos na sala das bagagens e nada, ja estava fechada, fomos numa outra do lado e a guria não fez a menor questão de nos ajudar, sem jeito ja estavamos saindo que era só tristeza entao como ultima luz falamos com a galera do balcao de embarque... tinha uma abençoada pra nos ajudar e deu certo a bendita mochila estava lá já com mochila e alegria continuamos mais tranquilos com o passeio... proxima parada Huaraz os onibus no Peru são muito melhores que os daqui! serviço de bordo, tv e tudo mais, em huaraz o negocio era conhecer o nevado Pastoruri, laguna paron e a famosa laguna 69 fechamos os passeio com o Scheler por varias recomendações e porque no final das contas estavamos hospedados no seu hostel entao fomos pro nevado... lugar incrivel que esta acabando, tres anos e não teremos mais pastoruri para visitar no segundo dia fomos pra laguna Paron descemos para o desaiuno e como todo bom paranaense queria café, e veio café... um copinho bem pequenininho de café case como uma dose de pinga, olho pro celio, o celio olha pra mim e ue não aguentei e tramei na risada, o negocio é que la o café é mais concentrado, então vem essa quantia de café e depois tu completa com agua blz... e vamos pra paron, outro lugar sensacional do Peru, que lugar lindo... no outro dia não deu laguna 69 porque era o dia todo e tinhamos que fazer uma bendita pesquisa pra apresentar na facul... já que faltei em muitas aulas os professores nao perdoaram e pediram trabalho... vida que segue, vamo faze a pesquisa... proxima parada Lima e depois Cusco queríamos chegar em Lima de manha e ja ir pra Cusco, naaaada! busão pra cusco só a tarde então aproveitamos um pouco mais de lima ne, com a gente não tem tempo ruim mesmo Cusco é um espetáculo de cidade a antiga capital do império inca é realmente incrível, fico pensando que cidadezona da pohaaa devia ter sido! visitamos alguns lugares e cidade e procuramos o meio de chegar a Machu Picchu como não tínhamos nada fechado o negocio foi acertar tudo com o Washington, passeio pelo vale sagrado e passeio a Machu Picchu , os incas eram mesmo uns cara foda né, os cara entendiam astronomia, engenharia, agricultura... tudoooo depois dizem que os índios não sabem nada né é... visitamos o vale sagrado que é incrível e na minha opinião indispensável pra quem quer conhecer Machu Picchu e a história dos cara... Depois o negocio foi ir de van até a hidrelétrica, sim porque o trem é os dois rim de caro ta loko, sem falar que a emoção mesmo ta em ir de van... delhe subida, e curva, muiiita curva, e precipicio que você não faria em sã consciência (eu nao tenho!!) depois de 7 horas chegamos na hidrelétrica... mais 3 hrs de caminhada e la estava Águas Calientes, se tem um país loko é o Peru, você anda no meio do mato um tempão e quando ve tem uma cidade bem loka e cheia de gente blz jantamos e fomos dormir, para no outro dia beeem cedo pegar o bus pro parque, resolvemos subir de bus e descer a pé que é a coisa mais sensata a fazer, principalmente quando voce esta com uma mochila de 15 kg nas costas... visitando Machu Picchu tua mente buga... como que eles construiram uma puta cidade no alto de uma montanha sendo que "nao tinham nenhuma tecnologia" mais uma vez os cara eram foda!!! Nesse dia o negocio foi loko, de aguas calientes para a hidreletrica, então cusco e la paz, tudo no mesmo dia, deu certo, chegamos em cusco com tempo de bagar o busao pra La Paz, dae na hora de atravessar a fronteira eles entregam o papel da alfandega blz, dae os idiotas em vez de ja ir com o papel preenchido que nada chega no controle depois de uma fila dos inferno e o pepel em branco " tiene que rellenar la ficha" diz a boliviana da imigração, gente tongo tem que se lascar ne... passada a burrice chegamos em La Paz, muito cansado ambos... então não fizemos muita coisa... o negocio foi descansar... no outro dia visitamos Tihuanaku, outro lugar emblemático dos Andes quanta história temos aqui que não é valorizada ou sequer conhecida... agora que estão restaurando este sitio pré inca... Depois de La Paz chegamos em Santa Cruz, saimos da rodoviaria e fomos logo atras de comida para então ir atraz do trem ate Puerto Quijarro pensamos, pegaremos um taxi até o terminal do trem ne? Blz... Entramos no taxi " Hasta terminal de trem" e o motorista "Donde?" o celinho - "ii não sabe!" e eu "trenemos que sacar el Trem" e o motorista - "estamos en frente a terminal de trem!" estavamos em frente ao terminal mesmo! pouco burro esses dois não... vida que segue não conseguimos trem pro mesmo dia, tivemos que ficar em Santa Cruz, então visitamos a plaza maior, um mercadinho perto de onde ficamos, e no outro dia pegamos o famigerado trem da morte!!! Nada de mais, além da paisagem que não vimos porque era noite! Em Puerto Quijarro Tratamos logo de ir pra aduana, chegamos e não tinha luz, 3 horas na fila pra atravessar a fronteira... Agora no Brasilzão pegamos o bus pra Campo Grande em Campo Grande o plano era pegar outro bus para Curitiba... 18 hrs que nem celio nem eu aguentaríamos, resolvemos pegar um voo pra casa na manha seguinte... E assim foi a nossa primeira aventura fora do país. Viajar é magico, como dizem é a unica coisa em que você gasta e ninguém nunca vai te tomar... A experiencia, a vivencia, as amizades, isso é único. Viva o Mochilão, Viva as novas experiencias, Viva os amigos que fazemos e viva as viagens futuras! Agradeço ao site pelas informações que aqui consegui, e por fim deixo alguns números sobre a viagem bus de CWB a SP - 110, voo de SP a Lima 1090, gastos em Lima 150 Soles ou menos, busao até Huaraz 75, em Huaraz 200 S, bus ate Lima 35 S, de Lima a Cusco 145 S, em Cusco passeio pelo vale sagrado 60 S com almoço, guia e transporte, passeio Machu Picchu com Transporte eté Aguas Calientes entrada no parque, hospedagem em Aguas Calientes, Janta, café da manha e guia em MP 300 S, bus para subir eté MP 40 soles, bus até La Paz 80 soles, La Paz teve um gasto de 100 R$, bus até Santa Cruz 50 reais mais ou menos, em Santa Cruz uns 75 reais, trem 115 reais, bus até campo grande 120 reais, e agora o preço pelo cansaço 950 pelo voo até CWB e mais 65 do hotel... o gasto total foi de 4500 pra não esquecer nada! espero ter ajudado valew
  17. Dicas de como viajar de carro para Bolívia. Antes de tudo, dirigir na Bolívia pode ser uma imensa satisfação, como pode se tornar uma tremenda dor de cabeça. Não, este tópico não tem a função de lhe fazer desistir de andar por terras bolivianas, e sim servir como ajuda mostrando alguns detalhes vivenciados por este que vos fala. As paisagens encontradas as margens das estradas bolivianas, são um espetáculo a parte, vão desde montanhas, com picos nevados, desertos. As estradas são para todos os gostos, retas, curvas, serras etc. Primeiramente vamos falar sobre a documentação necessária. PID – Permissão Internacional para Dirigir. Documento adquirido no Detran do seu estado pagando uma taxa. Demora poucos dias. Este documento não foi exigido por nenhuma guarita, nem a habilitação comum foi exigida. Mais em conversa com alguns policiais estes falaram que alguns exigem de turistas, com o pretexto de extorsão. Pelo certo, pelo errado aconselho a levar consigo. Lembre-se de verificar se a sua carteira de habilitação está válida. Há muitos casos de visitantes que descobrem, já na Bolívia, que seus documentos estão expirados. Documento do Veículo em nome do Condutor. Para adentrar em território boliviano com o veículo, este tem que ser de propriedade do solicitante. Outro fato que é um muito importante é que quem esteja na direção do veículo seja o proprietário. Pois muitos guardas questionam que se o proprietário não for o motorista, tem que ter um tipo especial de declaração, mesmo que o dono do carro esteja junto dentro do veículo. ( Nesta viagem fomos em duas pessoas, eu e minha esposa. Somente eu Dirigi na Bolívia). Identidade ( RG). As carteiras de identidade na Bolívia têm validade. Por isso, as autoridades policiais bolivianas costumam não aceitar a apresentação de carteiras de identidade estrangeiras com mais de dez anos. Se você pretende visitar a Bolívia com sua carteira de identidade e ela é antiga, sugo que renove a sua RG antes de partir em viagem. Seguro do veículo: A Bolívia aderiu ao Mercosul em 2012. Com isso um dos documentos que esta em implantação é o seguro Carta Verde. Em nenhum momento este seguro foi solicitado. Mais é prudente dispor dele. Outro importante procedimento que deve ser adotado pelo viajante é possuir um seguro que abrange o MERCOSUL, como vou citar no decorrer deste relato, é melhor estar prevenido. Declaración Jurada de Ingreso y Salida de Vehiculo de Uso Privado para Turismo . Muito importante isto, não entre em hipótese alguma no território boliviano sem que este procedimento ou documento seja feito. Fiz em duas oportunidades. Quanto ingressei em território boliviano pela cidade de Villazion, e quando retornei pela cidade de Desaguadero. Os dois foram feitos depois dos tramites de imigração, sem custo e de forma rápida. Este documento foi exigido em todas as vezes que a polícia nos parou ( um total de 20 vezes). Sem este documento o carro pode ser preso e leiloado conforme vontade do governo boliviano. Orden de Traslado. Este documento é comum ser exigido quando você entra na Bolívia via Corumba MS, nas outras fronteiras solicitei ao policial se necessitava do documento para transitar e o mesmo relatou que não, somente a declaração jurada. Mais na volta da viagem, trecho entre Santa Cruz de la Sierra e Corumbá em três barreiras policiais exigiram. Relatei por onde entrei na Bolívia, todo o trajeto que tinha feito, que até aquele momento só em solo Boliviano já tinha rodado 4 mil km e em nenhum momento foi exigido tal documento, e se me fosse aplicado qualquer multa, teria que entrar em contato com todas as outras barreiras policiais que nos fomos parados até o momento para pedir porque até então não tinha sido exigido este documento. Não foi uma boa ideia bater de frente com o policial, ficou irritado nós deu um chá de espera, mais por fim liberou bestemando. Aconselho fazer. Equipamentos obrigatórios do veículo: O veículo deverá conter os seguintes equipamentos: · "kit" de primeiros socorros; · Dois (2) triângulos; · Um extintor de incêndio; Cuidado com a validade. · Estepe (em espanhol, "llanta de auxílio"), · Macaco (em espanhol, "gato") · Chave de roda (em espanhol, "llave de cruceta"). Valor do combustível na Bolívia. Lembrando que o Governo boliviano determinou a cobrança de preços de combustível distintos para os carros com placas de outros países. Os veículos com placas estrangeiras -- como as placas brasileiras -- devem pagar mais que o dobro do preço do cobrado para os automóveis registrados na Bolívia. O custo de um litro de gasolina na Bolívia é tabelado, em qualquer posto o valor vai ser o mesmo. Para carros bolivianos estava tabelado em BS 3.74 (três bolivianos e setenta e quatro centavos). O valor do litro da "Gasolina Especial Internacional (GEI)" --, cobrada para veículos estrangeiros, situava-se em BS 8,68 (oito bolivianos e sessenta e oito centavos). Quanto ao abastecimento aconselho a fazê-lo sempre que o marcador do carro estiver em meio tanque, pois acontece de muitos trechos com pouquíssimos postos de combustíveis e alguns não abastecem carros com placa estrangeiras, oras porque dizem que está sem sistema, ou não possuir permissão para venda de combustível a estrangeiro. Então sempre que chegar a meio tanque já busque um posto. Abasteci o carro em seis oportunidades dentro da Bolívia. Somente duas foram me cobrado o valor para estrangeiro. As demais o frentista, ou o funcionário do Exercito que cuida do posto vinham sempre com a mesma conversa. Que o valor para estrangeiro 8,70 bolivianos, mais que ele podia fazer sem nota por sete bolivianos. Nos abastecimentos que foram solicitados o cadastro da placa estrangeira, não questionei e paguei o valor. Nas outras oportunidade em que eles ofereciam com valor abaixo, sempre eu pechinchava um pouco, se pedissem o valor de 7 oferecia 5. Pois para os frentistas a diferença entre o valor cobrado dos bolivianos do que foi pago fica com eles. Em alguns postos, que eles veem chegando placa estrangeira, já abrem um sorriso. Dirigindo na Bolívia. O consulado brasileiro na Bolívia tem a seguinte recomendação O consulado não recomenda que os brasileiros venham à Bolívia trazendo seus veículos com placas brasileiras. Há muitas restrições para a entrada de automóveis estrangeiros. Isto se deve a muitos relatos de problemas envolvendo motoristas brasileiros. Durante os processos alfandegários e emigratórios em que se perde bastante tempo por conta da burocracia burra dos países, conversei com diversas pessoas na fila, agentes de polícia, bolivianos viajando, brasileiros com carro particular visitando parentes em território boliviano e com alguns caminhoneiros brasileiros que trabalham exclusivamente na Bolívia, com caminhões placas brasileiras, e obtive bastantes relatos, para junto com minha experiência adquirida formular a minha opinião sobre dirigir na Bolívia. Como todo bom país subdesenvolvido a corrupção reina na Bolívia, tanto na policia, na imigração, nos abastecimentos conforme já relatei, bem como a população em geral. Não estou em nenhum momento menosprezando o país, sei que o Brasil tem problemas maiores, mais por este relato ser um guia para quem deseja andar na Bolívia, estou relatando o que presenciei. Em 90% das estradas que transitei estavam em perfeito estado de conservação, somente um trecho situado entre a cidade de Oruro e Cochabamba estava sendo duplicados, com obras na pista e consequentemente alguns desvios por estradas de terra, mais estas totalmente transitáveis. Transito – O transito na Bolívia é uma loucura mesmo existindo poucos carros particulares, existe uma imensidão de Vans de transporte de passageiros, taxis e caminhões e em sua grande maioria não tem muito apresso pelas normas de transito. Em muitos trechos com bastante retas se torna mais fácil à direção, havendo alguns excessos de velocidade, mais no geral tranquilo, fácil de dirigir. Em trechos de serras e montanhas complica um pouco. Quase todos os motoristas de van e taxis forçam as ultrapassagens, alguns caminhoneiros não dão passagem e tentam te jogar para fora da estrada, então toda a atenção é necessário. Sei que no Brasil têm motoristas assim também, mais o que percebi na Bolívia que as leis de transito não são respeitadas, e se a policia para algum infrator, dificilmente se converte em multa, geralmente é cobrado propina e o motorista é liberado. O transito dentro das grandes cidades também é um caos, pouco ou nenhum respeito. Não existe organização. Tem que ter muito cuidado. Dirigir em cidades grandes é uma aventura, diferente de tudo que já presenciei na vida. A polícia Tive muitos contatos com a polícia boliviana, fui parado aproximadamente 20 vezes em todo o trajeto. Em dois oportunidades tentaram me extorquir dinheiro, inventando multas altíssimas. Em outras 10 oportunidades, conferiam documentação, e mandavam seguir adiante, sem mostrar os dentes e em oito oportunidades conferiam documentação e interagiam, perguntavam sobre a viagem, e tudo mais. Em questão à polícia, que é o grande medo de muitos brasileiros que tem interesse em ir para a Bolívia, existe os bons policiais, e existe alguns poucos que querem se aproveitar, igual a qualquer lugar do mundo. Eu já viajei para Uruguai, Chile, Argentina e Peru, e confesso que o país que mais tive receio foi à Bolívia. Mais como podem ver nos relatos, tive problema em apenas 5% das vezes parado pela polícia, o restante foi tranquilo. Em algumas guaritas que fui parado o policial solicitava um regalo, eu não considerei uma extorsão, ou propina, dava 5 boliviano, aproximadamente R$ 2,50 e seguia viagem. Outros pediam o mesmo valor para carimbar a declaração, sei que não existe lei que obrigue a pagar, ou que tenha custo este carimbo, mais como era um valor baixo, e os caras não ficavam enchendo meu saco inventando multa, pagava, eles carimbavam a folha e eu seguia viagem. Em uma das guaritas, que o policial tentou me extorquir, foi perto da província de Tupiza. O mesmo alegou que faltavam remédios para dor de cabeça e muscular no kit de primeiros socorros, mostramos a ele que tínhamos tais remédios, mesmo sabendo que não era obrigatório nos kit´s. Quando ele viu que tínhamos, pediu sobre os triângulos de transito, que precisava dois, mostramos os dois, dai falou que ia dar multa porque a água oxigenada do kit não era a correta. Fiquei alguns minutos fazendo de conta que não entendia o que ele falava, e mostrando o nosso kit de primeiros socorros. Ele cobrou 10 Bolivianos para nos liberar. Paguei e fui embora. A segunda tentativa de extorsão já estava perto da fronteira com Corumbá cidade de Santa Ana de Chiquitos. Fomos parados por três policiais, o qual falou que estávamos acima do limite de velocidade. Pedi com educação para ver o radar. Eles relataram que tinha um policial com carro comum escondido antes do trevo, 5 km aproximadamente atrás. Expliquei para ele que deveria ser um equivoco, pois a 3 km atrás tínhamos parado para almoçar no posto de gasolina, e ficamos lá quase 1 hora. Ele insistiu no argumento e eu na minha defesa, falando para ele me acompanhar até no posto para confirmar. Um dos policiais ficou louco, mandou descer do carro, falou para eu calar a boca que lá ele mandava, revistou o carro inteiro, bolsa da minha esposa, fez o diabo. Enquanto ele revistava tudo, entreguei a outro policial a declaração jurada, com os carimbos de todas as guaritas que passamos, e falei pra ele que se em todos aqueles locais não tivemos nenhum problema, tanto de documentação como de obediência às leis de transito, não era chegando ao Brasil que queríamos criar um. Este policial foi bem cordial, pediu desculpas pela atitude do colega e mandou nós seguir viagem. Agradeci e fomos embora. Sempre que for parado haja de forma tranquila e seja educado, sempre, e caso o policial insista em te multar e você ter consciência da sua inocência, tente argumentar sem demonstrar muito domínio em espanhol. kkkkk Para finalizar esta parte, meu conselho aos viajantes que gostam deste tipo de aventura, é que não se intimidem por alguns poucos policiais corruptos. Claro, uma viagem assim aconselha-se a ter o máximo de atenção sempre, cuidado, obediência às normas de transito e tudo mais. Por relatos de muitas pessoas, que conversei todas sempre foram muito enfáticas, caso você se envolva em um acidente dentro do país, com feridos ou mortos, você vai preso, e até provar sua inocência, se foi uma boa quantia de dinheiro e tempo. ( Esta informação graças a Deus não presenciei, somente ouvi relatos). Faça um bom seguro em seu veículo, seguro que atenda os países a serem visitados, revise o automóvel, organize a documentação necessária e Boa Viagem.
  18. Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível. Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba. Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso. Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco. Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades). Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que? Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz. Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá. Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil. Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando. Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível. Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
  19. marcelo.sobata

    Ônibus na Bolívia - Via site

    Oi, pessoas! Tudo bem? Estou indo fazer Bolívia, Chile e Peru em Janeiro de 2018. Iniciaremos em Santa Cruz, iremos de avião para Sucre e depois de ônibus para Uyuni. Já compramos o aéreo entre Sta Cruz e Sucre, e estamos querendo já garantir o ônibus Sucre - Uyuni. Vimos alguns relatos que citam o site Ticketsbolivia.com.bo, mas não achei muito confiável. Alguem aí já usou esse site pra comprar trechos de ônibus? Se não, é de boas chegar em Sucre de manhã e correr pra comprar passagen pra Uyuni partindo no mesmo dia? Obrigado!
  20. João Paulo Falanque

    Bolívia : La paz ou Santa cruz ?

    Boa noite galera , minha dúvida é o seguinte , vou fazer o Salar em junho , e gostaria de saber se saindo de la paz para uyuni é mais perto , do que sair de santa cruz ?
  21. Ale Rosenberg

    20 dias na Bolívia

    Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias na Bolívia em março de 2015. Trajeto da viagem: i. Sugestão de avião: https://www.boa.bo/. Costuma ser o mais barato. ii. Sugiro pegar o voo que vai para La Paz (alguns vão para Santa Cruz, eu não conheci a cidade pois ela fica mais distante dos demais locais que visitei). iii. Em La Paz procure um hostel de no máximo 1-1,5 km da Igreja de São Francisco de La Paz (de preferência do outro lado da Avenida Ismael Montes). Achei um pouco perigoso as ruas atrás da Igreja à noite (embora eu tenha ido lá toda noite). iv. Em La Paz tem muitos locais interessantes de conhecer, entre eles: Museu Etnográfico, Plaza Murillo , teleférico (leva para a parte alta da cidade, passeio imprescindível para ter uma nova visão socioeconômica da cidade), na região perto da Igreja tem algumas ruas que vendem produtos para turistas. Por alí tem uma escadaria com um restaurante vegetariano bom (Tierra Sana, na Calle Tarija 21). v. Estive em La Paz durante o Carnaval. Este é um dos principais eventos culturais do ano do país e, se possível, sugiro ir neste período. Plaza Murillo Avenida Ismael Montes perto da Igreja de São Francisco de La Paz Entrada do Museu Etnográfico Foto do carnaval de rua vi. A cerca de 1h30 de La Paz fica a montanha Chacaltaya. Algumas agências realizam passeios para conhecê-la. O local é muito bonito (principalmente se o tempo colaborar, o que não foi o meu caso) e, se tiver com um dia de sobra, vale a pena fazer o passeio. Para ir ao local é preciso estar muito bem agasalhado, pois fica a cerca de 5 mil metros. Chacaltaya vii. Fazer o passeio de bicicleta na Estrada da Morte também foi uma das melhores experiências nos arredores de La Paz. O pacote que as agências oferecem é um dos passeios mais caros realizados no país (assim como os pacotes de Uyuni). Acredito que fiz o passeio com a agência Altitude e recomendo. O passeio na Estrada da Morte começa ainda na estrada em uma longa descida em alta velocidade. Esta região inicial do passeio é muito bonita por conta da cadeia de montanhas do local. Durante todo o trajeto é preciso muito cuidado para equilibrar a atenção entre a beleza do local e os riscos de andar em alta velocidade em uma estrada com poucos, mas grandes buracos. Menos que em São Paulo. viii. Após passar cerca de 4 dias em La Paz pegamos um ônibus na estação central em direção à Copacabana. O trajeto leva cerca de 3h30. Em Copacabana vale subir até o Cerro Calvario, conhecer a Igreja e caminhar até o final da ‘praia’. No final da ‘praia’ há um local para camping. De Copacabana partem os barcos que levam às ilhas do Lago Titicaca. ix. Sugiro ir para a Isla del Sol e por alí realizar a caminhada guiada e dormir no Refugio Ecologico Wiracocha. Sem dúvida este é o melhor local para se instalar, pois tem a melhor vista da ilha (entre os locais possíveis de se dormir), ótimos quartos e maravilhosa receptividade dos donos do local. O Refugio fica no topo da montanha, logo após chegar de barco ir para o lado esquerdo e subir a montanha até faltar ar. Chegada na Isla del Sol Vista do Refugio Fotos da Ilha x. Após ir para a Isla del Sol voltamos para La Paz e no dia seguinte pagamos um ônibus direto para o Salar de Uyuni. Compensa comprar antes esta passagem de ônibus para não correr o risco de chegar por volta das 22:00 e estar sem passagens ou apenas com as mais caras. De La Paz para o Salar são cerca de 9 horas de viagem. Recomendo realizá-la durante a madrugada. Assim que chegar na cidade haverá muitas agências oferecendo o passeio. Recomendo fechar um pacote que inclua o passeio no Salar e em todas as lagunas, de preferência com um motorista/guia simpático e responsável (o que não foi o nosso caso), pois ele irá guiar a turma por dois dias. O passeio nas lagunas é muito bonito, embora cansativo, pois boa parte do passeio é feita dentro de um 4x4. Dormir no deserto é uma experiência sensacional. Fotos do Salar de Uyuni Fotos do deserto, lagunas e geysers xi. Depois de conhecer durante dois dias a região do Salar e das lagunas fomos para Potosí. A viagem até lá é curta, demora cerca de 2 horas. Em Potosí recomendo o Hostal La Casona. A cidade é muito bonita. Recomendo fazer o passeio na mina. Potosí xii. Após Potosí fomos para Sucre. Esta viagem demora cerca de 3 horas. Em todas as cidades comprar os bilhetes de ônibus foi muito fácil e barato. Sempre tinham muitos horários para pegar os ônibus entre as cidades. xiii. O centro histórico de Sucre é muito bonito. Sugiro caminhar até a Praça da Recoleta e ver o pôr do Sol por lá. Ao lado da praça há uma feira de artesanato e um restaurante com a vista mais bonita da cidade. Este é o restaurante mais caro que estive na Bolívia. Mas o preço do prato com uma jarra de suco não passou de um prato feito em São Paulo. Vista de Sucre do restaurante (foto extraída da internet) Vista de Sucre da Praça da Recoleta (foto extraída da internet) xiv. De Sucre voltamos para La Paz. De lá fomos para Coroico. Esta cidade fica em uma cadeia de montanhas em uma região mais baixa que La Paz. A temperatura no local é mais quente que nas demais cidades que visitamos. Por lá fomos em uma cachoeira, pudemos conhecer um pouco esta região em que são realizadas muitas plantações de coca e fazer caminhadas.
  22. Si no tiene parô (paralisação/bloqueio/greve), no es Bolívia. Participantes da viagem : Maria Emília e Jailson César. Período : 11 à 25 julho 2017. Percurso : Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Santa Cruz de la Sierra > La Paz > Copacabana > Isla del Sol e retorno pelo mesmo caminho. Transporte : Ônibus, trem, van, barco. Dinheiro : Real e poucos dólares. Valor : R$ 4.000,00 (para duas pessoas) Depois de + de 2 anos longe, era hora de retornar à terras bolivianas. Como agora moramos em Campo Grande (MS) a viagem foi via Corumbá. O melhor horário de saída de Campo Grande é às 23h59m, para chegar em Corumbá às 6h, a empresa Andorinha é única que faz esse trajeto (por isso a e$ploração). Em Corumbá, saindo da Rodoviária, ande seis quadras (caminhada tranquila em rua plana) até o Terminal Rodoviário Urbano, de onde saem ônibus para a Fronteira. Desde Campo Grande, estava viajando no mesmo ônibus, um casal de mochileiros do interior de São Paulo (esqueci de anotar os nomes, perdão). Chegando na fronteira, a imigração brasileira e boliviana ainda estarão fechadas, mais já terá fila, aguarde até 8 horas quando abrir, para dar saída do Brasil e entrada na Bolívia (além da fila imensa, ainda tem a concorrência de caminhoneiros que tem “direito” de furar a fila) Depois de cruzar a ponte que divide Brasil/Bolívia terá vários cambistas, sentados em banquinhas, na porta das lojas, faça uma pesquisa para saber qual oferece mais vantagem, agora em julho/2017 a variação estava entre 2,00 e 2,03 bolivianos para real. Importante : Se for cambiar, faça nesses locais, na Estação Ferroviária (na compra do bilhete aceita reais, em julho/2017 o câmbio era 1 x 2) e no Shopping China não tem câmbio. Procuramos um táxi para seguir até a Estação Ferroviária, não pague + que 10 bol. ou 5 reais pelo percurso, alguns querem cobrar até 30 bol. quando veem que é “turista”. Pagamos 10 bol. para duas pessoas. Na estação compramos passagens no trem Expresso Oriental para as 13h, pelo valor de 100 bol., embora na placa na entrada da estação o preço seja de 70 bol. Aqui quero fazer um comentário, esse trem para mim foi o “trem da morte” por uma simples razão, pagamos 100 bol. por uma passagem que vale 70 bol. e todos os brasileiros que estavam no trem foram colocados no vagão 1, logo atrás da locomotiva, esse é um vagão com poltronas “comuns” e uma única televisão. O vagão estava praticamente vazio, além de nós e do casal de mochileiros do interior de SP, também um casal de Santos, que tinha deixado o carro em Corumbá e seguiria de trem e ônibus até Cuzco e MP, uma senhora com o filho de 12 anos, que ia passar férias em Santa Cruz de la Sierra, dois amigos do sul e mais algumas poucas pessoas. Bom, o trem saiu no horário estipulado e lá pelas tantas resolvi ir até o vagão-restaurante que é o último, nesse “passeio” descobrir que os vagões 2 e 3 são super, hiperconfortáveis, com várias telas de led, além de cortinas em todas as janelas e poltronas mais largas e mais reclináveis e aire condicionado e quem tava ocupando, tinha pago “apenas” 70 bol. e sabe quem estava viajando nesses vagões ? ? ? à grande maioria, “cambas”, que raiva, mais serve como experiência para próximas viagens e para futuros viajantes. Apesar desse “contratempo” a viagem foi tranquila, com várias paradas e chegamos em Santa Cruz de la Sierra às 6h30m. Em tempo : o trem saiu no horário estipulado. Ainda em Puerto Quijarro depois de comprar as passagens, caminhamos até o Shopping China, que fica na mesma avenida, cerca de 500 metros adiante. Tudo muito caro, mas lá tem um restaurante que vende uma isca de jacaré que é uma delícia, a porção supergenerosa custa R$ 30,00, depois de almoçar e comprar outra porção para viagem voltamos para a estação, pois já era quase hora do embarque. Jailson, voltou no centro de mototáxi (5 bol. a corrida) para cambiar mais reais e aproveitou para comprar dois chips bolivianos da Tigo (10 bol. cada) que tem cobertura nacional e funciona até nas estradas “longe da civilização” Chegamos em Santa Cruz de la Sierra na quarta-feira, as 6h30m, era dia de jogo Palmeiras x Corinthians e resolvemos ficar na cidade para assistir (na Pizzaria Net Pizza de nossa amiga Cristiane, brasileira que mora lá a muitos anos). Não tivemos sorte com nenhuma partida da Copa Sulamericana, na terça-feira (11/07), enquanto estamos no trem, jogou em Santa Cruz de la Sierra, Oriente Petrolero x Atlético Tucumán, no quarta-feira (12/07), dia do jogo do verdão, jogou em La Paz, Bolívar x Universidad de Quito e na quinta-feira (13/07) em Potosí, Nacional Potosí x Estudiantes. Decepção total com o verdão, perdendo para os gambás, mas vamos em frete, nada nos abala (aqui é poooooorco) Em Santa Cruz, fomos até a plaza 24 de Septiembre, em frente ao Banco de la Nación Argentina, fazer câmbio, lá ficam vários senhores, aqui cuidado, o valor do câmbio é bom, mais esses senhores são todos “malas”, eles fazem uma aglomeração, para distrair sua atenção na hora de contar o $$$$$$, troquei R$ 1.000,00 (mil reais) por 2,03 bolivianos, o que daria 2.030,00 bolivianos, o senhor me passou o valor, o primeiro lote de mil bolivianos, com as notas todas abertas, o segundo lote, com as notas dobradas e mais 30 bol. contei e estava certo, saímos de lá e entramos na sorveteria Picolo, meu esposo que é desconfiado, mandou eu contar outra vez o dinheiro, nota por nota, e “pimba” estava faltando 300 bolivianos. Voltamos lá e meu esposo já foi para cima do “mala” falando que tava faltando dinheiro, ele “sabia” desse “detalhe" e foi logo devolvendo os 300 bol. Então, muito cuidado na hora da contagem das notas, conte nota por nota. Na quinta-feira cedo, seguimos rumo a Cochabamba pela Empresa Entre Rios, como sempre, o horário nunca é cumprindo, depois de rodar até quase a saída da cidade, o ônibus para e o motorista e o auxiliar tentam consertar a porta, conserto esse que não dá certo e o ônibus faz toda a viagem “sem porta”. Essa parada para conserto foi de quase uma hora, então começamos a ouvir ruídos de helicópteros voando baixo e pensei que era Evo Morales vistoriando as obras da double via de Montero, pois no dia anterior tinha acontecido uma inauguração de um trecho da via. Depois começou a “pipocar” as notícias de um assalto em uma joalheria no centro da cidade, com a participação de brasileiros do pcc, no qual morreram 5 pessoas. Chegamos em Cochabamba por volta das 18 horas e como sempre acontece nesse horário, devido a grande quantidade de ônibus, o “nosso” não conseguiu entra no Terminal e tivemos que descer na rua de acesso e caminhar até o Terminal. Compramos passagem para La Paz, no horário das 21h30. Flota Bolívar, ônibus panorâmico de três fileiras. Saímos para procurar um local para jantar e achamos uma loja de departamento com uma praça de alimentação no 3º andar, tinha pouca coisa aberta, mas, mesmo assim, comemos um pollo assado delicioso (será que foi a fome), na volta, compramos uma manta, pois o frio “prometia” e voltamos para o Terminal. Viagem tranquila, com chegada em La Paz por volta 6h30m. La Paz tava gelada, na entrada do Terminal tinham duas moças oferecendo hospedagem em um hostel próximo por 130 bol. recusamos, pois ficaríamos longe do “fervo” Fomos de táxis até a calle Sarganaga, minha opção era pelo Hostel Fuentes, mas nesse horário tava “fechado”, Jailson foi até o Hotel Sagarnaga, não tinha vaga e a habitaccion matrimonial com baño privado era 290 bol. Subimos a Sagarnaga rumo a Illampu e entramos no Muzungu B & B (já ficamos hospedados lá), 140 bol. por uma habitaccion matrimonial, com baño privado e desayuno (perfeito) e já pudemos subir para o quarto (114 no primeiro andar). Nesses dias em La Paz, quebrei alguns paradigmas, como não visitar o Mirador Killi Killi e Laikakota, não ir até a Mallasa e não tomar Pil (o Danone boliviano). Estávamos de férias das férias, sem planos e pressa. Andamos de teleférico, linea amarilla e verde até Irpavi e caminhamos até o MegaCenter. Aliás foi no Factory do Megacenter, que dia 19.07 assistimos ao jogo Palmeiras x Flamengo, jogão de bola, empate de 2 x 2, gritamos tanto que chamamos a atenção de outros clientes. Esse bar e grill é cheio de televisores e telões onde só transmite esportes, é só chegar e pedir para a gerente sintonizar no seu preferido. Aqui quero agradecer a Mariana, proprietária do restaurante de comida brasileira, Paladar, liguei lá para saber se abria no período da noite e transmitia jogos do Brasileirão, então ela informou esse local. Não conheci nem a Mariana nem o restaurante, fica para a próxima. No MegaCenter, na parte externa, além do Factory, tem o The Dubliner (pub irlandês) e está em construção a Hard Rock Café – La Paz (a original, pois a pirata fica próximo do Muzungu e cliente desse tem entrada free) Também andamos na linea roja e azul do teleférico até El Alto, aqui vai uma dica, se tiver oportunidade, procure andar nessa linha no domingo, do alto, a imensa feira ao ar livre, em que se transformam as ruas, é uma loucura. Alias, o teleférico está com uma promoção, para os meses de julho e agosto, utilizando a tarjeta, pode ser feita a integração de duas linhas pelo valor de 4 bol. enquanto a viagem avulsa custa 3 bol. O valor da tarjeta é 15 bol. Comprei uma, já fica para as próximas viagens. O domingo dia 16.07 foi de comemoração por toda a cidade, em alusão aos 208 anos da Revolução de Julio. Festa desde o sábado pelas ruas, com o fechamento para os carros da Ave Mariscal Santa Cruz. Às 00 do domingo, teve uma queima de fogos de artifícios na plaza Mayor de San Francisco. Durante todo o dia várias apresentações de Entradas Folclóricas. Tínhamos planejado ir até El Alto, assistir ao Cholitas Wrestlig (70 bol. comprado diretamente com as lutadoras entre as 13 e 16 horas na plaza de San Francisco de onde saí o ônibus, também pode ir independente, pela linea roja do teleférico), mas desistimos. Depois de vários dias em La Paz, na segunda-feira era hora de partir para Copacabana, arrumamos a mochila pequena para levar e guardamos as maiores no guarda-volume do hostel. Seguimos para a região do cemitério, por volta das 7h30m, chegando lá já tinha um ônibus pronto para partir. Viagem maravilhosa, chegamos em Copacabana por volta das 11h30m. Já compramos a passagem de barco para a Isla del Sol, com saída às 13h30m. Fomos procurar onde almoçar, pois já estava com “água na boca” por um trucha, as melhores, na minha opinião, são as vendidas nas barracas em frente a orla. Realmente não decepcionou, depois do almoço fomos comprar água e Jailson comprou um pack de Cusqueña para levar para a Isla. A travessia Copa x Isla nesse horário é melhor, devido não ter tantos barcos fazendo o percurso, então não tem tanta “marola”. A travessia está levando somente para a parte Sul (Yumani), devido uma briga com o povo do centro (Challa), quem quer ir para o lado Norte (Challapampa), alguns poucos barcos, no período da manhã levam do lado Sul para o Norte e também para a Isla de la Luna. Na chegada, pagamento de 10 bol. para a comunidade. Sempre tem comunitários oferecendo hospedagem, somos abordados por um senhor que ofereceu estadia em cabaña, com baño privado e água caliente (o chuveiro que é elétrico não dá conta de aquecer a água gelada), por 40 bol. por pessoa, é para o lado esquerdo de quem chega, subindo e subindo. Aceitamos e fomos olhar, gostamos e acertamos com a esposa. Pagamos + 15 bol. pelo desayuno. Guardamos as coisas e sentamos no pátio para tomar umas Cusqueñas e apreciar a paisagem do lago Titicaca e que paisagem. Depois saímos para fazer uma caminhada, fizemos uma trilha alternativa, que acho que é usada pelos pastores, subimos, subimos e subimos, mas a vista compensa. Já na parte “comercial” Jailson comprou uma blusa de alpaca e eu uma polaina, de uma menina que já visitou São Paulo e no próximo ano vai morar lá com a irmã e o cunhado para estudar, ela até conhece o Palmeiras. No final do passeio sentamos no terraço de uma pousada para tomar uma breja. A noite já caia e o frio aumentava. Voltamos para a cabana e fomos testar o chuveiro, tomamos um banho de “gato” rápido, pois a água estava geladíssima. Descansamos um pouco e por volta das 20 horas saímos para comer algo, procuramos e procuramos, quase tudo fechado, depois achamos um restaurante aberto, quase ao lado de nossa cabana, isso depois de ter descido e subido os caminhos. A Isla à noite é uma calmaria, silêncio e semi-escuridão, além do frio cortante. Onde estávamos o sinal da internet da Tigo era fraco, mas na praia e no topo, o sinal era “potente”, depois da janta, sem nada para fazer, era hora de dormir. Na manhã seguinte, depois do desayuno, resolvemos voltar para Copacabana e descemos ao porto para esperar os barcos. A passagem de volta é mais cara que a vinda, porque os barcos são da comunidade, que só levam os passageiros até Copacabana e voltam vazios. Entre San Pedro de Tiquina e San Pablo de Tiquina a travessia custa 2 bol. Em Copacabana resolvemos almoçar em um restaurante “chick” também na orla, comemos trucha outra vez acompanhada de cusqueña. Era hora de retornar à La Paz, Jailson comprou dois packs de cusqueña para trazer ao Brasil e eu aproveitei para comprar Inka Cola. A passagem de ônibus, Copa x La Paz também é mais cara que a vinda, 25 bol. Saímos de Copacabana às 14h30m e as 17m estávamos chegando em El Alto e “aquele” trânsito, então resolvemos descer na Estação Wana Javira (Ex-Tranca Río Seco), a primeira ou última de El Alto e utilizar o teleférico até a Estação Central, a primeira ou última da linea roja, de lá descemos a pé até o Muzungu. Desta vez ficamos hospedados no 2º piso, habitaccion 217, vista maravilhosa para o Illimani, que nessa época do ano se tem uma visão maravilhosa de toda a cidade. Quando estávamos no barco encontramos uma senhora de Aquidauana (MS) que estava viajando com a filha e um amigo e tiveram problemas na Imigração brasileira, pois a menina era menor de idade e estava sem a autorização do pai. Na realidade encontramos esse trio em vários locais da viagem, inclusive em Campo Grande, na chegada, haja coincidência. Na quarta-feira, fomos até o Terminal de Buses comprar passagens para Santa Cruz de la Sierra para a quinta-feira, compramos na TransCopacabana, bus-cama panorâmico de 3 fileiras, com saída às 14h30m e previsão de chegada em Santa Cruz às 8h do outro dia. Agora vem o “porém” na quinta-feira quando chegamos no Terminal, estava uma “calmaria”, então descobrimos que estava tendo um parô (bloqueio) da via em Colomi (depois de Cochabamba), realizado pelos plantadores de coca, que exigiam liberação para plantar coca dentro de um parque nacional, o que foi negado pelo presidente Evo Morales, estão não estava saindo ônibus para Santa Cruz, somente para Oruro, Potosi e algumas poucas empresas para Cochabamba, devolveram nosso dinheiro, então achamos passagem na El Dorado, ônibus panorâmico, semi-cama, 3 fileiras, para as 14 horas, compramos as passagens a aguardamos a partida. Na TransCopacabana a próxima saída para Cochabamba seria somente às 19h. Saímos às 14h30m, quando chegamos em El Alto, uma parada de + de 40 minutos. A double via La Paz x Oruro (para nós até Caracolo) está perfeita. Viagem sem contratempos, chegamos em Cochabamba às 22h. Como sempre o ônibus não conseguiu entra no pátio do terminal, então tivemos que descer na rua de acesso e fazer uma longa caminhada até a parte interna do terminal. No "caos" que é o Terminal, muitas empresas vendendo passagens para Santa Cruz de la Sierra, afirmando que o parô tinha sido suspenso. Bom, fazer o que, arriscamos, compramos as passagens, na Flota Carrasco, ônibus semi-cama, com saída às 23 horas. Partimos de Cochabamba com algum atraso (afinal aqui é Bolívia), ônibus lotado, depois de algum tempo dormimos e acordamos por volta das 2 horas já parados, tínhamos chegado no “bendito” parô em Colomi, que depois descobri, fica distante somente 52 km de Cochabamba. Ficamos parados até por volta de 6 horas, quando a estrada foi liberada, mas estava um caos, pois é descida e com trânsito pesado indo e vindo, então sem espaço para ultrapassagens. Gastamos cerca de 22 horas nesse trajeto de 480 km, tendo chegado em Santa Cruz de la Sierra por volta das 20h30m. Nossa sorte foi que em La Paz, tínhamos comprado muitas bolachas, batata frita e castanhas, além de água e sucos. Entre Santa Cruz e Cochabamba ou vice-versa, tem um paradero de ônibus, quando chegamos lá por volta das 14 horas, não tinha praticamente nada para comer, devido à quantidade de ônibus parados, pois com o parô, todos foram liberados no mesmo horário. O que encontramos foi um pollo “meio crú” que tinha acabado de ir para o carvão, quase nos agarramos a ele e comemos assim mesmo, para a nossa fome, estava “uma delícia”. Nossos planos era parar em Vila Tunari, pois na ida, como foi durante o dia, pudemos vê como é bonito o lugar, muita água, corredeiras, mais depois de tantas horas dentro do ônibus, resolvemos seguir direto. Vila Tunari, fica no final da descida da serra, entre Cochabamba e Santa Cruz. Em Santa Cruz, procuramos um hotel em frente ao Terminal Bimodal, ficamos no Hotel Ébano, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, tv cable e desayuno, por 160 bol. Era hora de tomar um banho, depois de praticamente 24 dentro de um ônibus. Depois, apesar do cansaço, seguimos até o Ventura Mall, para "almojantar" e tomar umas paceñas. Ficamos em Santa Cruz até o domingo pela manhã, quando partimos para Puerto Quijarro, pela empresa Pantanal, ônibus leiro, panorâmico, 3 fileiras. Estrada com pavimentação ótima (muito melhor que muita estrada brasileira), chegamos em Puerto Quijarro por volta das 20 horas. Como a imigraccion já está fechada nesse horário, ficamos em um hotel próximo, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, aire condicionado e TV cable. Na segunda-feira, fomos até o Shopping China, outra vez, comer isca de jacaré. Jailson comprou uma caixa de pacenã, no centro. Depois seguimos até a fronteira, para dar saída na Bolívia e entrada no Brasil (fila rápida nas duas fronteiras) e seguimos de táxi até a rodoviária de Corumbá, era cerca de 14 horas e só tinha passagem para as 7 horas do dia seguinte, compramos e fomos procurar um hotel. Na saída da rodoviária, para o lado direito, tem um hotel, que pela aparência é muito bom, mas está em reforma e com poucos quartos disponíveis, que estavam ocupados, seguimos para o lado esquerdo e encontramos o Hotel Corumbá, um “muquifo” de R$ 70,00, c/ ar, banheiro privado (que fedia mijo) e tv local, então fica a dica, só fique hospedado aí, se for muito, mais muito necessário, Jailson falou para o proprietário, que ia chamar a vigilância sanitária. No outro dia cedo, seguimos para a rodoviária de onde saímos no horário, chegando em Miranda, tivemos a notícia de um bloqueio na rodovia, depois de Anastácio, por parte do MST e que se a pista não fosse liberada o ônibus ficaria na cidade, graças a Deus a PRF liberou a via e a viagem seguiu normal até Campo Grande, onde chegamos por volta das 13 horas. Era hora de retornar ao "batente" pois só fã do lema "Trabalhar, trabalhar, trabalhar, viajar, viajar, viajar"
  23. Galera, vi no site do BB que tem agência em La Paz e em Santa Cruz. Queria saber se alguém já usou estas agências, pois, estou pensando em levar pouco dinheiro do Brasil e ir sacando por lá. é uma boa opção? aguardo a ajuda de vcs...
  24. Acabamos de regressar desta maravilhosa viagem, onde o exercício de resiliência e cuidado mútuo fez parte constante do trajeto; viajamos de carro, partindo de Cacoal, Rondônia, fazendo o já clássico caminho entre Rio Branco (Acre) e Cusco (Peru), passando pelas belas geleiras da cordilheira dos Andes. Estávamos em quatro pessoas, sendo elas duas crianças de 14 e 5 anos. Nestas condições o nível de aventura deve ser moderado, não podendo fazer caminhadas mais longas, ou qualquer outro passeio que demande muito esforço físico e muito menos risco à saúde ou à vida. Saímos de Cacoal junto com um grupo de Amigos até Porto Velho; já na saída um grupo que iria com a gente recebeu a notícia que outros membros da família que iriam se encontrar em Porto Velho haviam perdido o vôo. Logo, iríamos subir até Rio Branco somente em mais outro carro de amigos. O resumo do primeiro dia foi: Cacoal-RO – Rio Branco, Acre. 988km. Os pontos mais relevantes deste dia e que merecem uma observação: 1. Abastecer em Porto Velho é bem vantajoso. Gasolina custando 3,36 antes do aumento de 0,40 do Temer. 2. Comer no Assados; restaurante que fica na rua Carlos Gomes, em frente à Honda. Boa carne assada e postas de Dourado gigantes assadas. 3. Em Abunã, resíduos históricos da passagem da ferrovia madeira Mamoré, incluindo uma locomotiva perdida. 4. A Balsa; elemento jurássico que assola o desenvolvimento da região. 5. O Shopping de Rio Branco, assim como toda a capital estão lindos. Não ficamos hospedados em Hotel. Ficamos na casa do amigo Carlos Frederico. O segundo dia acordamos cedo, mas conseguimos sair mesmo após às oito horas. Tomamos café em um posto de gasolina e seguimos para Assis Brasil. Em Epitaciolândia paramos para sacar dinheiro na agência. Queríamos levar 90% do dinheiro em espécie. Em 2013 levamos em espécie, mas já no final da viagem o dinheiro deu a conta; e muitos locais não passavam cartão de crédito. Importante habilitar o cartão para as transações internacionais. Saímos de Epitaciolândia e seguimos para Assis Brasil, a última cidade brasileira do caminho. Cuidado com este trecho é pouco. O asfalto está destruído em parte do trajeto, necessitando reduzir a zero a velocidade para prosseguir. O Resumo do segundo dia ficou assim: 574km. Rio Branco, Acre. Puerto Maldonado, Peru. 1 Deixe bastante tempo para a imigração e passagem do carro para o Peru. É demorada a saída do Brasil na Alfândega Brasileiro quando tem ônibus também atravessando. Na Aduana peruana, se tiver ônibus ferrou. Nos finais de semana o fluxo é maior. O carro só sai agora com o Suat, um seguro obrigatório. Eles inspecionam o carro e só permitem o pagamento depois da observação e análise do veículo. Demoramos mais de três horas para fazer todos os procedimentos. Aproveitem para trocar sua grana por soles já na divisa. Uma das melhores cotações. Quanto mais entramos no país, menos o real vale. Com exceção de Cusco, que recebe muito bem o real. 2 Viajei com a ideia de cotação entre 1 real para 1 soles. Levei prejuízo. Com o aumento do dólar, consegui comprar soles perdendo 10%. 1 real vale somente 0,90 soles. Prejuízo de 300 reais na troca dos 3,000 reais que levei em espécie. (levei mais 1,000 reais para trocar em Bolivianos). 3 O trecho entre Inapari, primeira cidade Peruana onde fazemos os trâmites, até Puerto Maldonado é de 220 km. Cuidado com o combustível. Existem poucos “grifos” postos de gasolinas no caminho. Cuidado também com os quebra-molas, que são muitos e motociclistas sem iluminação. Passamos a noite e muitos veículos não têm iluminação. 4 Em Puerto Maldonado ficamos no Tropical Inn. Hotel de fácil localização, à 4 quadras da praça de Las Armas de Puerto Maldonado. Ficamos na ida e na volta. O valor de 114 soles. Em média 130 reais para quatro pessoas. Quarto enorme e ótimas camas e banheiro. No entanto, sem café da manhã. No dia que chegamos estava sendo comemorado o aniversário da cidade. Muita festa na praça principal, com um show de músicas locais; uma mistura de aviões do forró com calypso. Sensacional. Comemos pizza e experimentei uma coxinhas de rua, feitas de massa de mandioca, também comi as papas helenas. Deliciosas. 5 Já tome as deliciosas Cusquenas. Cervejas maravilhosas de Cusco. Aproveite o calor da cidade para beber, pois em Cusco o clima não é tão propício. Em Cusco gostoso é a Pisco Sour, bebida com aguardente de uva e clara de ovo. Dormimos com a ansiedade da subida pela cordilheira, levando em conta que estávamos com crianças e não sabíamos as reações, principalmente da menor com 5 anos. Amanhã continuo com o dia D da subida à cordilheira.
  25. Fernando S Goes

    Bolívia em 8 minutos : Dicas Rápidas

    Dicas referentes ao trajeto que fiz: Santa Cruz, Sucre, Potossi, Uyuni, Salar + volta. Outros trajetos podem ter diferenças Visto e passaporte: // Não é necessário nem passaporte nem visto. Pode ir de RG mesmo. // IMPORTANTE: Bolívia passou a fazer parte dos países que solicitam vacinação contra febre-amarela de brasileiros. Não nos pediram nada no aeroporto e nem em hora alguma, mas pode acontecer. Dinheiro: // Não troque real por dollar para trocar depois dollar por Bolivianos (bS). Você vai perder dinheiro. // Troque um pouquinho de real no aeroporto de Santa Cruz (para o táxi e comer algo) e depois troque mais perto da praça, com cotação melhor, nas casa de câmbio. // Em Sucre também efetuei troca. Roupas e acessórios: // "Posso usar as roupas de frio que tenho no armário?". Não. // Leve roupas adequadas compradas em lojas de esporte (segunda-pele de peito e pernas, luva grossa, bota, gorro, meias grossas, óculos escuros), além das suas roupas de frio. // Peguei -20 no inverno. Ir despreparado é se arriscar // Importante: levar lenço umedecido, papel higiênico, protetor/hidratante labial, protetor solar. Trajetos e transportes: ida: // De Santa Cruz a Sucre: fui de avião. BoA, Amaszonas e Ecojet fazem o caminho. Não comprem em cima da hora. Fui fazer isso e paguei mais caro por um voo com escala (Sta Cruz - Cochabamba - Sucre). // De Sucre a Uyuni: não fiz esse trajeto porque a via estava bloqueada. O que fiz foi: Sucre - Potossi - Uyuni // De Sucre a Potossi: rachei um taxi. Deu R$200,00 // De Potossi a Uyuni: tem ônibus que saem com certa frequência (tipo de 4 em 4 horas, aproximadamente) // De Uyuni ao Salar de Uyuni: ai você deve contratar uma agência volta: // De Uyuni à Potossi: peguei um ônibus. Tem uma empresa que sai às 11 e outra que disse sair de meia em meia hora, mas não sei se é real. // De Potossi à Sucre: peguei um "Velozes&Furiosos" (ironia, mas eles são "personalizados"). $60Bs por pessoa. São carros particulares que ficam do lado de fora da rodoviária // De Sucre à Santa Cruz: avião pelas empresas acima. Perto do centro de Sucre tem agências dessas empresas, não precisa ir até o aeroporto. obs: Tem ônibus direto de Uyuni à Sucre, só que eles saem durante a noite e não quis ficar esperando. Agências para o Salar de Uyuni: // Saem todos os dias do centro de Uyuni, pela manhã (aproximadamente as 10:00). // Me parecem semelhantes. Entre em umas e escolha // Fui de "Sandra Travell". Não recomendo. Não era ruim, mas também não era a boa a ponto de ser recomendada. // Pergunte sobre a idade do motorista. Preferi essa agência porque o motorista era mais velho e segundo a moça me garantiu, não bebia. (realmente não mesmo e era ótimo motorista, apesar de não atuar tanto como guia) // Paguei $650Bs Alimentação: // "Nossa, falaram pra eu comer só enlatado"... Honestamente, como pastel de feira, yakisoba na rua e etc... É a mesma coisa. Só fique esperto para não comer nada estranho. O guia nos ofereceu uma carne branca falando que era vaca. Como minha mulher é alérgica à porco, decidiu não comer na dúvida. // Meu guia fez sopa de repolho várias vezes. Tive gases na altitude e isso foi ruim mesmo (doeu). Fique esperto nesse tipo de alimentação. Eles carregam muito na cebola também. Cartão de crédito& ATMs: // Em Santa Cruz e Sucre encontrei bastante ATMs // Muitos restaurante não aceitam cartão de crédito. Ter dinheiro é sempre mais garantia. Mal-estar de altitude // Rola mesmo. Sintomas: dor de cabeça, falta de ar, nauseá, taquicardia. // Faça as coisas devagar: não corra tanto, ande em um ritmo mais lento para seu corpo acostumar. Respire devagar // Algumas pessoas tem grande falta de ar. Se acontecer com você, não se desespere. Simplesmente mantenha a calma e respira devagar e de leve // Para reduzir os efeitos: mascar folha de coca ou tomar chá de folha de coca. Evitar fazer durante a noite para não perder o sono // Soroche Pills: são uns remédios que vendem nas farmácias. Importante começar a tomar dias antes de ir para cidades altas. Não tomei, então não sei se são bons (vejam do que são feitos para não sofrerem de alergias) É isso ai, valeu!
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