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  1. Olá Mochileiros e Mochileiras! Vim aqui deixar meu relato de viagem ao Chile e Patagônia por algumas razões. Uma delas é por conta de uma das minha cias de viagem, a minha avó. Acredito que muitas pessoas talvez tenham até vontade de fazer uma viagem dessas com pais, ou avós ou até mesmo crianças e tenham receio por acharem muito "selvagem". Mas tem como fazer uma viagem dessa ficar acessível a essas pessoas e ainda sim ser incrível para todos. A outra razão é para compartilhar algumas dicas e perrengues pelos quais passamos e ajudar outros viajantes. Escolhemos viajar em outubro pois li que era quando inicia a temporada de passeios na Patagônia. O bom é que o clima já está bem mais ameno comparado ao inverno, porém, ainda não é a alta temporada, o que torna os passeios menos caros (eu não disse baratos, ok?) e as atrações menos cheias de gente. Saímos de Brasília no dia 11 de outubro à noite, pela GOL e fizemos conexão no Rio de Janeiro. Como nosso voo para Santiago era só no dia 12 de manhã, dormimos em um hotel perto do Galeão. SANTIAGO 1º DIA - SEXTA-FEIRA O voo para Santiago foi bem tranquilo, acho que pelo RJ são 4h20 de duração. Nem tínhamos pousado na capital e já estávamos maravilhadas lá de cima com a majestosa Cordilheira dos Andes. Foi o primeiro (de muitos) contatos que tive com as paisagens de tirar o fôlego do Chile. Vai vendo... Como chegamos sem nenhum peso optei por trocar alguns no aeroporto, algo que desse para pegar uma condução até o nosso apartamento e outras despesas iniciais. A cotação do aeroporto é bem ruim, o ideal é trocar o resto depois no centro da cidade. Se bem me lembro, no dia que chegamos estava 1 real = 160 pesos. Pesos trocados, optei por pegar um táxi pois estava com a minha avó. Sei que dá para pegar Uber, porém, como ainda não é legalizado, fiquei com medo de não conseguir encontrar o ponto de embarque. Outra coisa que também é possível são os ônibus para o centro, mas deixarei para quando eu voltar sozinha. Ao chegar vários taxistas irão te abordar, nem olhe para o lado, vá direto para as empresas credenciadas de táxi. O preço para o bairro de Providência é de R$ 20.000 pesos (cerca de R$ 120 reais). Chegamos no nosso apartamento (aluguei pelo Air Bnb e achei um excelente custo benefício. A hospedagem saiu por R$ 1092 reais para 4 dias. Muito organizado, excelente localização, ótima receptividade e uma vista.....ah meu bem, veja por você mesmo....) Vou deixar o link aqui para quem se interessar: https://www.airbnb.com.br/rooms/21106715 Feito o check-in fomos direito para o centro de Santiago com dois objetivos: trocar pesos e comprar um chip de dados de internet para o meu celular. A Afex (a mesma casa de câmbio do aeroporto) fica na Rua Augustinas e estava com uma cotação boa. Trocamos por 1 real = 177 pesos, ou 1000 pesos = R$ 5,65, além de alguns pesos argentinos para a viagem até El Calafate. O chip eu comprei por R$ 2 mil pesos de um vendedor ambulante brazuca que estava no centro. Com o chip já instalado eu fui na farmácia Cruz Verde, fiz uma recarga de R$ 5 mil pesos. Depois fui na loja da Entel, que fica do lado e pedi orientações ao vendedor para a instalação do pacote de dados. Tudo configurado, fomos direto para o shopping Costanera Center almoçar e conhecer o mirante "Sky Costanera". Porém, aqui, vai mais uma dica importante: atente-se às condições meteorológicas para não jogar seu dinheiro fora. Como chegamos em um dia ensolarado, céu aberto, eu pensei: por que não? Porém, chegando lá em cima, percebi que as cordilheiras estavam todas encobertas por "Smog", que é aquela névoa de poluição comum em grandes metrópoles. Ou seja, pagamos salgados 15 mil pesos (cerca de R$ 90 reais) para ver prédios e carros, o que já dava pra ver bem legal da varanda do nosso apto. Terminada nossa experiência, fizemos umas comprinhas de comida no supermercado Jumbo (depois voltarei a falar desse mercado), pegamos um táxi no subsolo do shopping (mais seguro do que pegar na rua, pois os da rua são muito exploradores) e voltamos para casa. 2 DIA - SÁBADO Sábado de manhã fomos dar uma caminhada pelos bairros de Providência e Bellavista, para conhecer a região. Sugeri à minha vó que fôssemos caminhando até a famosa casa do Pablo Nerura, La Chascona, porém, chegando lá, percebemos que era impraticável entrarmos, pois são muitos degraus para conhecer tudo e seria muito cansativo para a minha avó. Retornamos ao nosso apartamento para encontrar a minha tia que havia acabado de chegar do Brasil e seguimos de metrô até o Bairro Paris-Londres. Lá é bem pitoresco, tem umas ruas de paralelepípedo e uma arquitetura diferente. É lá também que tem um memorial para as vítimas da Ditatura do Pinochet, mas quando chegamos, infelizmente, tinha acabado de fechar, então só fizemos umas fotos na entrada mesmo. Mais uma dica: se pretende trocar câmbio no sábado, fique atento, pois as casas fecham ao meio dia, ok? Seguimos andando pelo centro, com várias lojas e comércio variado até chegarmos na Plaza de armas. Conhecemos a Catedral e em seguida o Mercado Municipal. O prédio do mercado é bem bonito, entramos, demos uma olhada e saímos, pois achamos o cheiro de peixe um pouco desagradável...rsrsrs mas vimos muitas pessoas por lá comendo a famosa Centolla, o caranguejo gigante das águas geladas da Antártida. Colocamos na cabeça que não sairíamos do Chile sem provar essa iguaria, porém, em outro lugar. De lá, seguimos para o Bairro Bellas Artes, onde tomamos um café. Depois, voltamos para o apartamento para descansar um pouco e à noite fomos conhecer o famoso Pátio Bellavista, onde tem diversos bares e restaurantes e costuma ser bem movimentado à noite.reservar 3º DIA - DOMINGO Separamos o domingo para conhecer uma vinícola, por indicação de amigos fomos até à Santa Rita. Aqui vai mais uma dica: reserve com antecedência, para conseguir mesa no restaurante. Infelizmente, como deixei para comprar no dia, não havia mais vagas no restaurante e acabamos almoçando no café que fica dentro da vinícola, que tem uma comida bem mais ou menos. Para chegar até a vinícola fizemos uma simulação de quanto custaria se fôssemos de Uber. Cerca de 15 mil pesos, quase 90 reais. Então optamos por ir de metrô até a estação Las Mercedes e de lá pedimos um Uber, que nos custou 5 mil pesos. O passeio foi bem legal, compramos o tour em Português que tinha a degustação de 3 vinhos, além de alguns tipos de queijos. Acho que foi 16 mil pesos, se não me engano. A vinícola é bem bonita, os vinhos são muito gostosos e têm um bom preço. Saí de lá com apenas uma garrafa pois queria voltar para o Brasil com rótulos de várias vinícolas. O tour demorou cerca de 1h, almoçamos e pegamos uma charrete (carreta como eles chamam) até a porta da vinícola para tentar pegar um ônibus até a estação de metrô, pois como o lugar é meio fora de mão ficamos com receio de nenhum uber querer nos buscar. Por sorte, passou um táxi na porta pedindo 15 mil pesos para nos deixar na estação do metrô. Eu disse: "moço está muito caro". Ele respondeu: "10 mil pesos". Eu retruquei: "O uber nos deixou aqui por 5 mil". Depois de pechinchar ele acabou topando e voltamos até o metrô pelo mesmo preço da ida. Chegamos em Providência por volta de 17h e minha ideia era ainda subir o Cerro San Cristobal, pois tinha lido que lá é muito bonito, tem uma vista panorâmica da cidade e um por- do-sol divino. Porém, como era domingo estava lotado, uma fila imensa para entrar e o parque fecha às 18h. Por conta disso, acabamos não conseguindo conhecer o cerro, vai ter que ficar para uma próxima visita à cidade. À noite fomos jantar no restaurante famoso "Como água para chocolate", porém, não achei nada demais. O ambiente é bacana, mas a comida é bem sem tempero. Sou mais a minha...hehehehe 4º DIA - SEGUNDA-FEIRA Separamos esse dia para conhecer o Cajon del Maipo, mais precisamente a represa Embalse El Yeso. Optamos por alugar um carro e ir por conta própria, para termos a liberdade de decidir quanto tempo iríamos ficar e também pelo fato de eu ser traumatizada com excursão. Reservei com antecedência pela internet um carro na Chilean - United rent a car, no Bairro Bellavista, cerca de 500m a pé do nosso apartamento. O bom é que poderíamos retirar o carro lá e devolvê-lo no dia seguinte no aeroporto, onde precisaríamos ir para tomar nosso voo para Punta Arenas. Pegamos um carro comum, compacto, com ar condicionado. Deu conta legal do passeio, mas o clima ajudou bastante também. GPS do celular ligado, seguimos em direção ao Cajon del Maipo e o bom desse passeio é que não só o destino é lindo, mas todo o caminho também. E como estávamos por conta própria, podíamos parar na estrada para tirar fotos e admirar as belezas do caminho. De modo geral achei a estrada bem tranquila, mas como eu disse, o dia estava lindo e o clima ajudou muito. Depois de passar pela porta da represa a estrada fica um pouco pior, com curvas bem sinuosas e o chão de terra. Nesse trecho em especial é bom ir devagar e ficar bem atento, pois o espaço é bem estreito para dois carros passarem. Ao chegar mais perto da represa, para nossa surpresa: um grande engarrafamento. O lugar estava muito, mas muito cheio. E como têm trechos que não passam dois carros, você tem que esperar um monte de carro descer para conseguir subir. Muita gente já ia largando o carro pelo meio do caminho e subindo a pé, mas o sol estava muito forte e minha vó estava no carro, então esperamos cerca de 1h para conseguir subir. Depois, ficamos sabendo que aquele dia (15 de outubro) é feriado no Chile, então se eu puder te dar uma dica é: evite ir em domingos e feriados para não passar por isso. No dia em que fomos tinham vendedores ambulantes, banheiro químico, etc. Não sei se é assim todo dia ou se estava assim por conta do feriado. Então aproveite para tirar a aguinha do joelho no restaurante que tem antes da entrada de acesso à represa (El Tarro). Outra opção (bem mais barata) é levar seu próprio lanche. O clima lá é muito doido, estava quente, um sol de rachar e do nada dava uma rajada de vento congelante! Vá de roupas confortáveis, use muito protetor solar e leve um bom casaco para os momentos de vento. Perrengues à parte, o lugar é muito bonito e todo passeio valeu muito a pena. PUNTA ARENAS 5º DIA - TERÇA-FEIRA Saímos bem cedinho para o aeroporto rumo ao nosso primeiro destino da Patagônia chilena: Punta Arenas. E por que escolhemos essa cidade? Pois o sonho da minha avó (e confesso, meu também) era conhecer os pinguins de Magalhães, uma colônia que pode ser visitada de barco a cerca de 40 minutos da cidade. Mas vou contar dessa cilada passeio já já. Continuando, fomos até Punta Arenas de Sky Airlines, uma empresa low cost do Chile e a viagem foi ótima, sem nenhum contratempo. Chegando no aeroporto retirei o carro que havia reservado pela Avis, dessa vez um carro melhor, pois íamos pegar algumas estradas mais longas com ele. Detalhe importante: como iríamos cruzar a fronteira até a Argentina, foi preciso fazer uma solicitação à empresa com 10 dias de antecedência da viagem para que eles providenciassem a documentação necessária a ser apresentada. Sem isso você não consegue atravessar a fronteira. Segundo detalhe importante: ao chegar no nosso hotel (link para o hotel: https://www.booking.com/hotel/cl/finis-terrae.pt-br.html) me dei conta de que havia perdido o meu papel da PDI (que eles te dão na imigração quando você entra no país). Sem esse papel você pode ter problemas para sair do Chile. Por sorte, havia a poucas rua do hotel um prédio da PDI e foi bem fácil para eu tirar uma segunda via. Como não tínhamos nada programado para esse dia acabamos indo conhecer a famosa Zona Franca de Punta Arenas e achamos uma loja com preços incríveis para comprar casacos e roupas de frio. Não lembro o nome, mas é uma loja de departamento grande, é bem fácil de achar. Fizemos nossas compras e voltamos à cidade. À noite fomos jantar em um restaurante chamado La Marmita, bem aconchegante e perto do nosso hotel. Gostamos tanto de lá que voltamos no dia seguinte para almoçar. O Ceviche e a Centolla são bem gostosos! 6º DIA - QUARTA-FEIRA Esse, para mim, foi o dia mais marcante da viagem. Se por um lado, eu amei, por outro, odiei. Vou dizer por que. Contratamos o passeio até a Isla Magdalena com a empresa Solo Expediciones. Não é nem um pouco barato são 63 mil pesos por pessoa (Cerca de R$ 380 reais), mas para mim valia tudo para ver os pinguinzinhos em seu habitat natural. E lá fomos nós, às 6h30 da manhã até a agência para pegar o traslado. Um ônibus nos levou até um porto para tomar o barco bote até a Isla Magdalena. Juro, devia ter umas 30 pessoas e o barco era bem pequeno, parecia uma cápsula motorizada. Só de ver aquilo já me deu uma agonia, mas tudo bem, eu estava lá para me aventurar. Quem me conhece sabe que eu tenho problema com barco, pois enjoo muito fácil e por isso mesmo tomei um remédio antes de ir. Só que eu não tinha noção de como era o tal estreito de Magalhães. Parecia que o nosso barquinho estava participando do programa "Pesca mortal" do Discovery, ele pulava tanto, mas tanto, que eu não aguentei nem 10 minutos antes de perder a minha dignidade na frente de todos. Não teve jeito, fiquei os 40 minutos da ida passando muito, mas muito mal mesmo. O bom é que assim que o barco atracou e eu coloquei os dois pés em terra firme o enjoo passou na hora e pude curtir os meus tão sonhados pinguins. Dica: lá tava fazendo um dia lindo, muito sol, e mesmo assim a sensação términa era de -3º. Ou seja, vá bem agasalhado. Mesmo assim, a 1h que passei com os pinguins me fez esquecer todo o perrengue que eu passei, foi muito incrível a experiência. Na volta o barco circundou a Isla Marta para o pessoal ver e fotografar os Leões Marinhos, mas eu ainda estava muito nauseada e só conseguia pensar em voltar logo para terra firme e recuperar a minha dignidade. Esse dia foi a primeira aventura de verdade que a minha vó viveu na viagem, pois não foi fácil se segurar dentro daquele barco com um mar tão revolto. Se você gosta muito de pinguins e não curte barcos, uma opção é visitar a Pinguineira Otway, que tem acesso a partir do continente. Retornamos do passeio as 13h, almoçamos e já pegamos estrada até Puerto Natales. Sobre essa estrada: ela faz parte da Ruta del fim del mundo e foi a melhor que eu dirigi na minha vida. Muito bem pavimentada, pouco movimentada, muitas belezas pelo caminho. Dá vontade de meter o pé, hehe, mas tem que tomar cuidado com os ventos laterais que desestabilizam o carro. São pouco mais de 3h de Punta Arenas até a cidade que é a porta de entrada para o parque Torres del Paine. Dica importante: encha o tanque do carro antes de sair de Punta Arenas, pois não existe um posto sequer entre uma cidade e a outra. PUERTO NATALES Como essa época do ano no Chile demora bastante para escurecer, chegamos lá em Puerto Natales por volta das 18h e ainda conseguimos pegar um belo pôr-do-sol na praça da cidade. Fiquei impressionada com a quantidade de cachorros de rua que existem por lá e são todos muito lindos, dá vontade de levar pra casa. Fizemos o check-in no hotel (Link para do hotel: https://booki.ng/2T5VvVf), demos uma volta no centrinho e fomos jantar em um restaurante muito bom chamado Cafe Kaiken. Lá, experimentei o famoso prato chileno Lomo a lo pobre, que é uma carne de vaca com dois ovos fritos em cima, cebola e batata frita. Estava muito gostoso! 7 º DIA - QUINTA-FEIRA Seguindo a programação, reservamos todo o dia para conhecer o parque Torres del Paine. Na minha opinião, o segundo ponto alto da viagem, um dos lugares mais bonitos que já conheci. Existem inúmeras opções de conhecer o parque, seja a pé, seja de carro, seja de excursão. Como estava com a minha vó, optamos por ir de carro, no esquema bate e volta e, para mim, foi muito lindo e suficiente. Existem duas estradas que dão acesso ao parque, uma mais longa e uma mais curta. Nós fizemos a mais longa na ida (é bem mais bonita e também em melhor condições) e a mais curta na volta (depois percebemos que apesar de mais curta não é mais rápida, porque tem muita curva, é de terra e não é bem sinalizada). Na ida, além de ver as lindas montanhas de gelo no horizonte, vimos muitos animais, ovelhas, vacas, cavalos, tem um mirante lindíssimo do lago Sarmiento já perto da entrada do parque. Logo mais a frente, nos deparamos com a cena mais linda, um guanaco sozinho pastando na beira da estrada com as montanhas cobertas de gelo ao fundo. Emocionante! Seguimos direto em direção às Lagunas Amarga e Azul, pois além de muito bonitas são os trechos do parque com maior chance de ver os Guanacos, animais que parecem uma mistura de Lhama com camelo. E não foi diferente do esperado, tem muitos mesmo, inclusive tome cuidado pois eles correm no meio da rua e podem pular na frente do carro. Fizemos fotos incríveis e quando nos preparávamos para entrar na Portaria Sarmiento percebemos que o carro estava com 1/4 de tanque. Que amadorismo da nossa parte! Já tinham me alertado que lá não existem postos de gasolina, mas foi uma distração nossa mesmo. A única solução que encontramos para não inviabilizar nosso passeio foi voltar até Puerto Natales, abastecer e retornar ao Parque, desta vez direto para a portaria Sarmiento. Chegando lá de volta, pagamos o ingresso para entrar no parque (21 mil pesos por pessoa, vale ressaltar que pode ser pago no cartão de crédito) e nos deram um mapinha bem completo com todas as atrações do parque. De cara já vimos o trajeto que poderia ser feito de carro e seguimos em direção ao salto grande e ao lago Nordenskjöld. No meio do caminho, paramos para tirar fotos no mirador deste lago, que é maravilhoso e seguimos para a cafeteria Pudeto, onde fizemos um lanchinho (mais uma vez, se quiser economizar, leve seu próprio lanche). Em seguida subimos de carro para o mirante do salto grande, paramos o carro, fizemos uma caminhada rápida e já demos de cara com o paraíso. Desse ponto é possível fazer uma caminhada de aproximadamente 1h até o Mirador Cuernos, porém não fizemos pois estávamos com a minha vó e achamos melhor poupá-la pois ainda tinha muitas coisas para ver. Seguimos pela estrada de carro em direção ao lindíssimo lago Pehoé, onde também tem um mirante que nos rendeu mais um show de fotos e vista espetacular. Nossa próxima parada era o Lago Grey, então não perdemos tempo e rumamos para lá, pois já começava o cair da tarde. Estacionamos o carro e fizemos uma caminhada bem agradável de uns 30 minutos por um bosque que tem uma ponte bem bacana que passa por cima do rio Pingo. Seguimos em frente até chegar ao lago, que tem uma prainha toda de pedra. Contemplamos, fizemos fotos, porém decidimos não caminhar até o mirador Grey por dois motivos: já estava escurecendo e a vó já demonstrava sinais de cansaço, então como já íamos ver glaciares na Argentina, resolvemos voltar. Para otimizar nosso retorno a Puerto Natales voltamos pela estrada que passa pela sede administrativa do parque (aquela mais curta que eu falei antes). Foi um pouco tensa a volta, pois já era tarde, o sol começou a cair e a estrada é bem sinuosa, escura, tem muito coelho que se joga na frente do carro (ainda bem que não atropelamos nenhum) e é bem estreita, sem sinalização...enfim, a volta definitivamente não foi legal, talvez se não tivéssemos perdido tempo no passeio pela falta de combustível na ida a gente tivesse conseguido voltar mais cedo e não passar por isso. À noite, para recuperar as energias fomos direito para o restaurante comer. Desta vez escolhemos um chamado El Bote, que tem a melhor carne que eu já comi em toda a minha vida (carne mechada). Serve muito bem duas pessoas, sobrou bastante, e olha que eu comi muito! EL CALAFATE 8º DIA - SEXTA-FEIRA Escolhemos dar um pulo para conhecer a Patagônia Argentina, mais precisamente o Parque Nacional Los Glaciares, onde tem um dos glaciares mais bonitos do mundo, o Perito Moreno. Seguimos para El Calafate ainda de manhã e cruzamos a fronteira sem problemas, pois toda a documentação estava correta. Dica importante: existem dois caminhos para El Calafate, um mais curto e um mais longo. Tanto o pessoal da locadora de carros, quanto da fronteira nos alertou para evitarmos o mais curto, pela condição ruim da estrada. Então optamos, por segurança, pegar o caminho mais longo, que é cerca de 4h30 de viagem saindo de Puerto Natales. Não tem posto de gasolina durante um longo trecho, então encha o tanque antes de sair de Puerto Natales. Na entrada da província de Santa Cruz, já na argentina, os policiais pediram para abrirmos o porta-malas, mas só deram uma olhada por cima e já nos liberaram. Na primeira cidadezinha já paramos em uma loja para comprar um chip Argentino de celular para acesso de dados de internet. Não foi tão fácil configurar dessa vez pois precisava ligar na operadora e informar alguns dados, mas o rapaz da loja foi bem gente boa e nos ajudou. Apenas pediu para quebrarmos o chip quando terminasse a viagem, já que estava com os dados dele. Continuamos a viagem, mais longa e bem mais tediosa que as anteriores, pois são muitos trechos sem absolutamente nada para se ver, apenas campos de vegetação rasteira, trechos com retas sem fim, parecia que nunca ia chegar no nosso destino. Finalmente chegamos em El Calafate por volta de 15h e fomos direto para o hotel fazer o check-in e deixar as malas (Link do hotel: https://www.booking.com/hotel/ar/aca-el-calafate.pt-br.html) Logo na recepção nos informaram que se quiséssemos conhecer o Glaciar Perito Moreno ainda naquele dia teríamos que sair naquela hora. Então, apesar do cansaço foi o que fizemos, pois não teríamos outra oportunidade de fazê-lo. O acesso ao parque para o Perito Moreno é uns 80km de El Calafate, a estrada é bem tranquila. Logo na entrada do Parque você tem que pagar para entrar (custa 600 pesos o ingresso por pessoa, cerca de R$ 70 e é possível pagar com cartão de crédito). Dentro do parque a estrada também é bem bonita, apenas é preciso ficar atento às curvas. Chegamos no tão esperado Perito Moreno e para nossa surpresa era o horário em que as excursões estavam indo embora, o que eu achei ótimo, pois quanto menos gente, melhor. Lá, tem uma placa com todas as trilhas que podem ser feitas pelas Plataformas. Ao todo, são 5, com tempos e níveis de dificuldade diferentes. Independentemente da trilha, as vistas são espetaculares. Se fizer silêncio você consegue ouvir barulhos como se fossem explosões, do gelo se desprendendo e caindo na água. De arrepiar. Minha vó acabou não descendo com a gente pois ficou com medo de se cansar muito na volta, além disso, o pessoal do hotel foi sacana e fez um terrorismo com o lance das escadas, disseram que era muito exaustivo, etc. Então eu e minha tia descemos pela trilha central, de cerca de 1h enquanto minha vó ficou no mirante lá do alto, perto do restaurante. Quando estávamos voltando acabamos descobrindo que tem um acesso diferente para pessoas com mobilidade reduzida para um mirante que é um pouco mais abaixo e melhor, mas já era bem tarde quando descobrimos e ela acabou não conseguindo descer. À noite voltamos para a cidade para comprar chocolates artesanais no centrinho e jantar. Eu comi no pior lugar da minha vida, um restaurante chamado San Pedro. Além do atendimento péssimo, o bife era muito duro e sem gosto. Fiquei com uma péssima impressão da comida Argentina, pois vinha comendo muito bem no Chile. Quando retornamos ao hotel tivemos uma desagradável surpresa: o padrão de tomada deles é completamente diferente do nosso e do chileno! Nós não tínhamos adaptador, então tivemos que pedir para deixar nosso celulares carregando na recepção. 9º DIA - SÁBADO Fizemos uma reserva antecipada do passeio Rios de Hielo para conhecer mais glaciares do parque. Acordamos bem cedo, pegamos o carro e seguimos para o Puerto Punta Bandera, um acesso diferente do parque Los Glaciares de onde saem embarcações. Estávamos com poucos pesos argentinos e eu já sabia que a gente teria que pagar novamente a entrada do parque, mas não sabia se eles aceitavam cartão por essa outra entrada de acesso ao parque. Perguntei para a empresa que nos vendeu o passeio e eles não souberam nos informar (o que eu achei absurdo). Perguntei no hotel e eles nos disseram que aceitava. Pois bem, fomos até o tal porto e para nossa surpresa, a entrada do parque por esse acesso é apenas em dinheiro. Por conta disso, minha tia desistiu de fazer o passeio e voltou para a cidade, o que foi muito chato. O barco saiu do porto às 9h e foi navegando pelo lago argentino em direção ao primeiro glaciar, o Upsala. No caminho já é possivel ver vários icebergs enormes e todo mundo corre pra fora do barco para tirar foto, mas nesse dia estava nublado em bem frio, então tava difícil ficar muito tempo lá fora. Depois de um bom tempo de navegação chegamos ao Glaciar Upsala, ele é muito, mas muito grande. Não é permitido às embarcações chegar muito perto dele, pois ele está regredindo. Então o barco para em frente a um enorme bloco de gelo para as pessoas fotografarem. Em seguida, ele segue pelo outro braço do lago Argentino em direção ao glaciar Spegazzini, no caminho vemos mais diversos pedaços enormes de gelo até chegar bem pertinho do glaciar e para para mais um tempo de fotos. O passeio terminou por volta de 14h30 (sim, ele é bem longo e eu achei muito tempo de passeio, até um pouco cansativo). Depois descobri que tem um passeio de 1h de duração que visita outro glaciar, acho que teria sido melhor fazer este. Terminado o passeio retornamos ao centro de El Calafate para comermos e abastecermos o carro, pois voltaríamos no mesmo dia a Puerto Natales. Se eu já tinha achado a estrada cansativa na ida, a volta foi muito pior, pois choveu durante todo o trajeto. Para coroar nossa volta, o pessoal da fronteira do Chile nos pediu para tirar todas as malas do carro para passar no raio X, muito bom para quem já estava podre de cansada. rsrs Em Puerto Natales, já de noite, fomos direto para o restaurante comer (voltamos ao El Bote, pois gostamos muito da comida e do atendimento) e dormimos no mesmo hotel que havíamos nos hospedado antes. PUNTA ARENAS - SANTIAGO 10º DIA - DOMINGO Acordamos bem cedinho, abastecemos o carro e pegamos estrada para Punta Arenas, rumo ao aeroporto. Nosso voo para Santiago era meio dia e chegamos por volta de 15h30. Como nosso voo para o Brasil era no dia seguinte, optamos por ficar hospedadas perto do aeroporto (Link do hotel: https://www.booking.com/hotel/cl/lq-by-la-quinta-santiago-aeropuerto.pt-br.html) Como tínhamos tempo de sobra, fizemos o check in e fomos de uber para o supermerado Jumbo, que fica dentro do Costanera Center. Lá tem uma adega excelente, com muitas opções boas de vinhos a preços ótimos. Fizemos as nossas compras, até comprei uma malinha de mão para trazer as minhas garrafas (trouxe 7 no total na bagagem de mão). Eles também te dão plástico bolha de graça para embalar os vinhos. À noite voltamos ao hotel, jantamos e retornamos ao Brasil no dia seguinte às 15h muito cansadas, mas felizes pela grande experiência que tivemos no Chile. Com certeza algo que levarei por toda a minha vida! Gracias, Chile!
  2. O vídeo abaixo mostra detalhadamente o valor gasto com combustível, hospedagem, alimentação, passeios, lembranças e seguros da viagem realizada entre os dias 02 de Janeiro de 2018 ao dia 21 de Janeiro de 2018. Eu Matheus Verdan, sai do Rio de janeiro e o Iago Luiz de São Paulo e juntos fomos do Atlântico ao Pacifico, do Rio a Santiago e voltamos. Rodamos cerca de 10000km em duas Tenere 250 por cerca de 19 dias. O valor final mostra exatamente quanto gastamos na viagem e serve de base para calcular o seu gasto. ► Saiba o preço do combustível no Chile e na Argentina. ► Valor gasto diariamente com alimentação. ► O custo da hospedagem na viagem. ► Quanto custa e onde contratar o seguro SOAPEX, seguro CARTA VERDE e Seguro Viagem. Links uteis: Seguro obrigatório Chileno - SOAPEX - https://www.hdi.cl/venta/Index.aspx Seguro Viagem - https://www.seguroviagem.srv.br/ Vídeo da viagem - https://youtu.be/qNx7PDM1Yxw Observação: O valor final esta somado com a multa que explico no vídeo. Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar. Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: @mathverdan https://www.instagram.com/mathverdan/ @iagoluizoli https://www.instagram.com/iagoluizoli/ Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos. ► Motos utilizadas: Duas Tenere 250 ► Dificuldade da estrada: Médio ► Partida: Rio de Janeiro - BRL ► Chegada: Santiago - CHL ► Percurso: 10000 km Locais Visitados: ► Laguna Cejar ► Salar de Tara ► Salar de Atacama ► Laguna Tuyajto ► Gêiseres del Tatio ► Valle de la Luna ► Monjes de la Pacana ► Mão do Deserto ► Los Caracoles ► Salinas Grandes ► Lagunas Miscanti y Miniques (Altiplânicas) ► Concha Y Toro ► Fuerte Neptuno <embed src="https://youtu.be/ewTS6nON73s" autostart="false" height="250" width="500" />
  3. A ideia de fazer o relato de viagem é partilhar com os outros um pouco da experiência de viajar e servir de incentivo e orientação do que fazer (ou não fazer). Vamos lá! Diário de bordo 1Sai de Londrina no domingo dia 18/12 às 7:45. Nunca pensei que uma simples viagem de Londrina para ctba pudesse demorar tanto. O ônibus entrou em tudo quanto é cidade, distrito e vila. Mas tbm fez uma parada na famosa "soledade". A máquina de suco natural de laranja é a melhor.Bem, depois de ser "assaltado" com os preços da Parada Soledade, foi hora de seguir viagem.Cheguei em ctba as 17:30. Quase 9 horas de viagem pra percorrer 400 km. O ônibus para Santiago estava previsto de saída às 20:00, mas só chegou as 22:00. A única opção que tive de ônibus foi a Chilebus. Deu trabalho pra compra a passagem, mas tudo funcionou bem.O que me tranquilizou foi que tinha algumas irmãs/freiras, da ordem trapista, que iriam embarcar no mesmo ônibus que eu e já haviam viajado outras vezes neste ônibus e disseram que ele costuma mesmo atrasar.Detalhe, uma das irmãs veio me perguntar se eu estava com bagagens e se eu não poderia assumir uma de suas bagagens. Infelizmente não dava neh. Não dá pra confiar nem em uma trapista hehe.Bem... As 22:00 o ônibus chegou. Embarquei e seguiu viagem.Logo que entrei, de tão cansado que estava eu dormi fácil. Não era nem 1:30 já passamos em Floripa em Porto Alegre as 6:40. Diário de bordo 2 Esse foi um dia de estrada. Saímos de porto alegre as 7:00, rumo ao interior do RS. O motorista não tinha dó de pisar no acelerador hehe Tbm não tinha dó de nós, só foi parar em Uruguaiana, última cidade do Brasil. Paramos para tomar banho e comer. Ahn banho... Como me fez bem! O guia disse que seria uma parada de 1:30. Ficamos um pouco mais de 2 horas parados. Foi bom pq arrumei uma tomada e deu para completar a carga do cel. Depois, mais duas horas parados nas alfândegas do Brasil e Argentina. Engraçado como é uma burocracia burra. Fiscalizam tanto para não fiscalizar nada. Seguimos viagem, agora do lado argentino. No começo pegamos umas estradas ruins, o ônibus andava muito devagar. Foi possível observar um belo por do sol. Depois de servido um lanche logo dormi. Acordei em uma parada lanche e banheiro, mas acho que demorei acordar e so deu tempo de ir ao banheiro rsrs e logo já voltamos para a estrada e dormi dnovo. Diário de bordo 3 Já acordei bem mais no interior argentino. Estava em Rio Coarto, a 465 km de Mendonza. Fizemos uma rápida parada em um posto de gasolina para uma ida no banheiro. Tentei comprar algo de comer, me informaram que não aceitavam reais e nem dólar. Depois, já dentro do ônibus me falaram que conseguiram comprar com reais. Uma pena, estava faminto heheh Agora já é possível perceber alguma mudança na paisagem, já não tão tradicional. Quando chega em Mendonza, aí sim vc percebe que está em outro país. De longe vc começa a avistar os Andes com seu topo ainda coberto de gelo. A sensação de passar pelos Andrés e incrível. Impressiona a grandeza. Depois de muito subir, atravessamos para o lado chileno, e depois de uma via Crucis na alfândega chilena, voltamos a rodar. Se a subida do lado argentino já é lindo, a descida do lado chileno é de tirar o fôlego. A chegada em Santiago foi tranquila. Uma rodoviária apertada, lotada, lembra o camelo de Londrina ou até mesmo a região da 25 de março. Logo que desembarquei, fui atrás de comprar um chip local e trocar alguns pesos chilenos, o que pude fazer na rodoviária mesmo. Na rodoviária tbm tinha mc donalds. Pensei que seria a solução pra minha fome infinita. Pqp, pior Mc q já comi na minha vida! Lanche, suco(sem gelo), batata... Tudo parecia ser do dia anterior. Mas, enfim, eu tava com fome... E mesmo comendo um pouco, continuei com fome kkkkk Chamar um uber não foi tão prático como é no Brasil, mas deu certo. Cheguei no hostel. Hostel Chic. Muito bom! Limpo, organizado, confortável. Tomei um banho e fui dormir, estava exausto. Diário de bordo 4 Acordei antes do cel despertar. Acho q é a vontade de viajar heheh Meu ônibus para San Pedro saia as 9:30, então coloquei o cel para despertar as 7:45 pra ter um tempo de ajeitar as coisas, utilizar do banheiro, tomar café e voltar para a rodoviária. Eu já tinha comprado a passagem no dia anterior. Levantei, arrumei as coisas, tomei café e fui...rodoviária. Comprei passagem pela Turbus. Saiu o equivalente a R$ 250,00. Um tanto barato pelo tanto que vou percorrer. A previsão é de 22 horas de estrada. Tinham me recomendado não pegar o Turbus, mas acho que estavam enganados. O bus e muito confortável e o melhor de tudo é que da pra carregar o cel é o carregador funciona de vdd, ao contrário de muito ônibus que conheço no brasil. Obs. Perdi um carregador portátil de cel no hostel. Inexplicavelmente ele sumiu. Ainda bem que tenho outro. Agora é só esperar chegar em algum lugar descente para comer. Hunnn Quase 10 horas na estrada e o lugar descente para comer não chegou. Não é que não chegou o lugar descente, é que não chegou lugar algum para comer. Graças a Deus que sou o mínimo prevenido e do Brasil eu trouxe algumas porcarias, tipo, bolacha passatempo e pingo de ouro, foi o que salvou. A paisagem, desde que saí de Santiago não mudou muito. Muita montanha e um lugar bastante árido, com pouquíssima vegetação. Cidades uma distantes das outras, com uns 100 km ou mais. Ahn, no meio do trajeto foi possível avistar o oceano pacífico (eu nunca tinha visto outro oceano além do atlântico). Emocionante. Por um bom tempo viajamos com ele a esquerda. O sinal de celular/internet funciona muito bem aqui (pelo menos com o chip q comprei). Funciona até atravessando túnel. Fiz um amigo. Um australiano que sentou ao meu lado depois de algumas cidades. Por sorte ele fala um pouco de espanhol e português. Pq meu inglês é muito amador hahah. Aproveitei uma entrada em uma cidade para comprar algo de comer. Não foi uma parada. Foi só embarque e desembarque, mas o australiano, vendo meu desespero por comida, segurou (pq senão o bus tinha me deixado) o bus enquanto eu comprava um salgadinho da Elma chips. Horrível e caro, diga-se de passagem kkkkk No bus serviram uma bolacha, tipo walfer e um suco (doce que nunca vi igual) Deu pra dar uma enganada na fome. Obs. O cenário muda quando chegamos em alguma cidade. Embora de ruas estreitas, elas parecem bem organizadas, mesmo entre tantas montanha, pedras e areia. Apesar de longa e cansativa, a noite dentro do bus foi tranquila. Agora é só chegar no Atacama. Diário de bordo 5 Primeiro dia no Atacama. Depois de mais de 20 horas de viagem, chegou. Meu hostel ficava bem perto da rodoviária. Cheguei às 9, mas meu check in era só às 14. Victor, que toma conta do hostel deixou eu ingressar, tomar um banho e deixar as coisas mesmo antes do check in. Banho tomado, fui atrás de agências para fazer os tours. Pesquisei algumas, mas a que melhor se encaixou no que eu queria foi a Ayllu, uma agência praticamente brasileira. Fechei com eles ao meio dia e o primeiro tour foi às 14. Só o tempo de almoçar e já ir. Almocei em um restaurante bom. Tortilhas acompanhada de guacamole. Mui bueno! Passei no hostel, peguei a mochila e foi para o tour. Termas de Puritana. Foi quase um tour vip, uma vez que estava só eu e mais um casal de SP. Eduardo e sua namo (não lembro o nome, então pode ser Mônica rsrs). Termas é top demais. Um oásis que corre no deserto. Uns 3000 m de altitude e a temperatura média da água é de 25 a 32 graus. São 7 piscinas, todas próprias para banho. Uma água muito cristalina. É possível ver o fundo em qq lugar q vc estiver. Tentei tirar fotos debaixo da água, mas sem muito sucesso hehe Depois de experimentar das 7 piscinas, foi a hora do lanche da tarde (oferecido pela agência), com prato principal cevichi, muuuuito bom, acompanhado de vinho branco e mais um monte de coisas que nem me lembro. Foi um tour sensacional. Voltei para o hostel já quase de noite. Achei que em San Pedro do Atacama demora muito escurecer. Até 9 ainda está claro. Cheguei exausto no hostel. E ao invés de tomar uma banho e descansar, não... Tomei um banho e fui atrás de uma agência que faz o tour astronômico. Consegui pegar a última vaga do ano, porém, o tour saia a meia noite. Contratei mesmo assim, queria muito fazer. Tem duas horas e meia de duração, ou seja, voltaria as 2:30 da madrugada. Detalhe, as 5:30 a van do tour do dia seguinte passaria no hostel me pegar. Apesar da canseira foi muito bom ter feito o astronômico. A vista do céu aqui do Atacama não tem igual. Uma guia, Alessandra, dava explicações sensacionais, cativante. Faz vc se apaixonar por astronomia. Depois de mais de uma hora de aula a céu aberto, somente com os astros iluminando e um frio de zero grau, foi a hora de observar os astros nos telescópios. Outra experiência única. E para finalizar o tour, tivemos uma espécie de bate papo com um e astrônomo, Alan. Algo sensacional tbm. Acompanhado de chocolate quente. Ônibus me deixou no hostel. Só apaguei. Já dormi com a roupa de acordar no dia seguinte. Ou melhor, dali 3 horas hehehe. Diário de bordo 6 Dia de conhecer as Lagunas Altiplânicas, Vale de la luna e Vale de la muerte. Acordei cedo, muuuuito cedo. Me confundi com o fuso horário kkkkk Mas graças a Deus que foi mais cedo e não mais tarde. Sem contar que já tinha ido dormir bem tarde na noite anterior. Bem... A van passou me buscar no hostel com algum atraso (isso se repetiu outras vezes ). Logo quando saímos em direção as altiplânicas o guia avisa q teremos duas horas de viagem e seria bom que a gente dormisse para chegar bem descansado. Dormir era uma coisa que eu precisava muito. Mas, pera... Cade o encosto de cabeça no banco da van?? Simplesmente não tinha kkkkk (conforto nessas vans tbm nao era o forte da agência) Tentei de várias formas. De varias mesmo, e depois de bastante malabarismo ajeitei um jeito desajeitado para tentar dormir. A canseira era tanta q consegui. Quando estava para chegar nas lagunas, acordei com os sacolejos da van. Chegamos em Piedras Ojas primeiro. Onde tbm tem lagunas. Fazia tanto frio que quase não foi suficiente a roupa que estava vestindo. Somente com o rosto de fora e isso com alguma proteção de óculos de sol, ainda sentia frio. Uma delícia! Piedra Ojas é perfeito. Suas pedras avermelhadas, com contraste do sal das lagunas, as lagunas que mais parece um espelho de tanto que refletem perfeitamente as montanhas que a cercam. Depois de curtir essa paisagem espetacular e poder tirar algumas fotos, a agência preparou um delicioso café da manhã. Eles montaram o café neste cenário. Ainda que fosse meu costumeiro pãozinho com manteiga e café já seria muito bom. Depois dessa etapa, fomos para as Lagunas Altiplânicas, tem os nomes mas não me recordo agora. São perfeitas tbm. Com um azul vivo que parece filtro de foto. Nessas lagunas vc não pode chegar tão perto. Mas tem uma trilha entre uma e outra, com um caminho desenhado por pedras, que vc pode percorrer, um trecho de uns 2 km. Lógico que eu quis fazer. O cenário vai ficando mais espetacular conforme vc vai percorrendo a trilha. Mas, detalhe, estava a mais de 4000 m de altitude, era meu primeiro tour com tanta altitude, então, 2 km se tornam 20 hehehe No final da trilha eu estava quase morrendo. Alguns tinham andado mais rápido do que eu, outros ficaram pelo caminho, e estava só eu e minha garrafa de água de 1,6 que já estava bem menos da metade. Quase desisti, mas era uma questão de honra. Finalmente cheguei na segunda laguna. Recompensador. E a van estava lá esperando. Na volta passamos pelo linha do trópico de capricórnio, o que para mim não é grande coisa rsrs(moro bem perto deste trópico), mas foi bom saber que estava no mesmo grau que em casa. Voltamos para a agência. Serviram almoço pra nós e seguimos para o segundo tour do dia: vale de la luna e vale de la muerte. Tour este onde faz muito sol e muito calor. Entao... Ja comprei mais uma garrafa de 1,6 l de água. E lá fomos. Primeiro no vale de la luna. Sebastian foi o nosso guia neste tour. Primeiro atravessamos uma caverna formada com o trabalho da água do oceano sobre os tantos minerais dessa região, principalmente o sal. Vc pode ver e tocar nos cristais de sal ao longo de toda a caverna. Quando começamos a entrar na caverna, confesso que fiquei com medo. Sei lá... Va que dá um terremoto bem na hora q estou dentro heheh vai saber! Mas não, foi dboa. Alguns trecho da caverna ela se torna bem apertada, por isso o guia recomendou q não levasse nada além do celular, até pq precisaria da luz do cel em algumas partes, mas eu, com medo de dar um terremoto e acabar preso dentro da caverna, levei minha garrafa de água rsrs A experiência na caverna foi além de minhas expectativas. Quando saímos da caverna, subimos um bom trecho a pé, na beira de uma duna enorme de areia. Ao chegar no topo é possível ter uma vista que 360° do vale de la luna. O vale tem este nome pelo fato de todo o seu terreno é muito similar com o terreno lunar. Todo acidentado, cheio de crateras. Parecido com o que vemos nos filmes daquilo que deve ser a lua ou marte. A sensação é indescritível. Uma pergunta não sai da cabeça: como tudo aquilo se formou? Quando ocorreu? Foi somente a força da natureza? Parece impossível! A impressão que fico é que foi tudo cuidadosamente desenhado. Depois do mirante foi a vez de percorremos aquilo que chamam de anfiteatro. Um paredão imenso de rocha avermelhada que lembra muito uma arena do tipo romana. Passamos tbm pelas três marias. Tres, ou melhor, apenas duas rochas em pé, solitárias. Digo duas pq originalmente eram três, mas a algum tempo um turista subiu em uma para tirar uma foto e ela se quebrou. Diz a lenda que foi um brasileiro, porém, eu e meus companheiros de tour resolvemos mudar a lenda e dizer que foi um turista argentino rsrs. Saindo dali fomos para o Vale del la muerte e Pedra do Koiote. Cenário que lembra bastante o do desenho do Papa-léguas. Ali foi nos serviram um lanche da tarde, sempre acompanhado de um bom vinho e apreciamos o por do sol. Retornamos para a cidade e embora estivesse quase morto de canseira, precisei sair para trocar dinheiro. Faz parte da vida de um viajante. Diário de bordo 7 Hj a van até q não atrasou tanto (taaaanto). Era para passar as 5:30 e passou quase as 6. O problema é q a agência colocou 11 pessoas em uma van com 10 lugares e por isso tivemos que passar em um outro local para por um banco a mais. Isso sim ajudou a atrasar ainda mais. Saímos às 6:30. Isso foi ruim. Pq o tour da manhã era nós Gêiseres del Tatio e o fenômeno dos gêiseres são mais intensos na madrugada. Por isso é importante sair o mais cedo possível. As outras agências iniciam o tour dos gêiseres as 4:30 da madrugada. Deixo aqui minha indignação com a Agência Aylu, e sinceramente, se hj fosse escolher uma agência, com certeza não seria ela. Por causa do atraso, nosso guia subiu os 4500 metros de altitude muito rápido, o que acredito que ajudou no mal estar que senti ao chegar no local dos gêiseres. A princípio eu pensei que não conseguiria sair da van. Mas bem capaz... Não tinha como não conhecer este fenômeno. A água sai da terra a uma temperatura média de 80°, o que nessa altitude é mais q suficiente para ferver. O cheiro de enxofre é forte. Um cheiro que parece com o cheiro de ovo cosido. O nosso guia foi muito rico nas informações que passou. Acrescentou muito ao tour. Vapores por toda parte. Águas saindo da terra como se fosse um chafariz. Por todo o parque existem áreas delimitadas para evitar acidentes. Há relatos de turistas que sofreram graves danos com acidentes e outros que até mesmo morreram, tendo em vista que facilitaram e abusaram do espaço. Apesar de algum temor de acidentes, quando respeitado os limites, o tour é tranquilo. Em vários pontos é possível tocar na águas fervendo. Claro que fiz isso por várias vezes. Até pq ajudava a descongelar a mão que estava congelada do frio. Nos gêiseres tem tbm uma piscina térmica que os turistas podem banhar-se. Entrei só um pouco, pois não é recomendável a permanência de mais do que dez minutos, devido a presença de alguns minerais que pode ser prejudicial a saúde. Eu tbm nem queria ficar muito. Tava frio e a água não é taaao quente assim na piscina. Ao sair da piscina tomamos um excelente café da manhã ali nos gêiseres mesmo. A altitude me fez muito mal. Senti mal do estômago, muita fadiga, um mal estar e tontura. Ao contrário dos outros dias, não tive dor de cabeça, mas a sensação não é nada legal. Ao descermos dos gêiseres, passamos por um vale belíssimo. Cheio de verde, vida animal e vegetal. Geralmente os turistas param ali para apreciação da paisagem e claro, tirar umas fotos, mas a nossa van não parou, somente passou bem de vagar, parando em alguns pontos, mas não descemos. Por um lado, eu estava tão mal e até achei bom não ter que descer. Ao retornar para San Pedro, fui imediatamente em uma farmácia q tinha perto da agência e comprei um "sal de frutas". Foi tomar e a mal estar passou imediatamente. Graças a Deus! Pq dali a pouco já tinha o tour da tarde para fazer e não queria perder de jeito nenhum. Algum tempo de espera e já sentindo fome (claro rsrs), partimos em direção as Lagunas Escondidas. Não ficam tão longe de San Pedro. As duas vans lotaram e por isso eu é uma outra turista, Nathalia, tivemos que ir de Hilux, VIPs kkkkk Foi legal que o tivemos um guia só para nós dois. Mas, mesmo tendo um guia só para nós dois, ele não nos alertou de algo muito importante sobre as lagunas escondidas. Bem... As Lagunas Escondidas é um complexo de 7 lagoas formadas por águas subterrâneas e que por estar em uma área rica em sal, elas são praticamente conhecidas como lagoas salgadas. A coloração delas são perfeitas. Contrastam com o branco do sal e variam entre um verde bem claro e vários tons de azuis. Em duas dessas lagoas é possível entrar e o mais interessante, além da beleza, é que a concentração de sal é tão grande que por mais que vc queira ou tente, não consegue afundar. As lagoas aptas para o banho e a primeira é a última. Então, como logo a primeira já era apta para banho, já providenciei minha sunga e cai na água. Como sabia q não afundava, entrei com aquele típico salto meio que abraçando os joelhos. Pqp kkkkkkkk Foi isso que o meu guia vip não me alertou. Não deveria molhar o rosto (claro). É tanto, mas tanto sal que fica insuportável ele no rosto, lábios, olhos e nariz. Logo que mergulhei de cabeça e todas as outras pessoas fizeram um coro de NAAAAO, um colega me arrumou uma garrafinha de água doce que limpei minha mão e depois limpei o rosto. Com isso fiquei zero km. Deu pra curtir a lagoa sossegado. O que me conforta é que outro colega fez o mesmo que eu heheh A sensação de não afundar é muito boa. Estranha no começo, mas assim q vc pega o jeito da coisa fica muuuuito bom. A água é fria e tinha bastante vento, mas, dois min que vc está na água já está acostumado e não quer mais sair. Mas o almoço nos esperava. Um delicioso frango acompanhado de uma especie de pure de batata. Sempre regado com vinho. Comi muuuuito e depois de alimentado fomos percorrer as outras lagunas. O terreno é lindíssimo e é ajuda na beleza das lagunas, como relatei acima. Ao chegar na última (apta para banho), o sol já estava mais baixo e o vento aumentava. Confesso que estava com medo do frio, mas mesmo assim entrei e foi show. A última é muito melhor q a primeira. Maior, mas funda, mais espaço, mais beleza. Se é que isso é possível. Retornamos para a agência. Ao voltar para o hostel, acompanhei algumas meninas que estavam no tour e se hospedavam para o mesmo lado. Paramos em um sorveteria e tomamos sorvetes com alguns sabores exóticos. Delicioso1 Passei na rodoviária para tentar comprar passagem para Santiago. Já estava fechada. Véspera de natal é complicado. Cheguei no hostel, arrumei um pouco da minha bagunça, preparei as tralhas do dia seguinte. Estava quase que sozinho no hostel. só havia mais um casal, mas em acomodação bem longe. Banho tomado, sai para trocar dinheiro e comer com um casal de amigos que conheci no tour. Por ser véspera de natal, os poucos restaurantes que estavam abertos estavam lotados. Encontrei o Felippe e a Rebeca no restaurante combinado, porém, muito mais tarde que o combinado. mas, deu bom! Como eles já tinha jantado, participei só dá sobremesa. Muito boa por sinal. Voltei para o hostel e dormi. Pq amanhã tem mais. Último dia. Diário de bordo 8 Último dia em San Pedro. O dia não começou tão cedo, até pq hj é só um tour. Preferi ir até a agência do que esperar a van passar no hostel me buscar. Até pq quis passar na rodoviária tentar comprar passagem. Não consegui comprar pela internet. Dei azar, rodoviária fechada. Normal, dia de natal neh. Fui para a agência. Não deu tempo de tomar café e já saímos. Dia de visitar o tão esperado Salar de Tara. A caminho de lá passamos pertinho do vulcão Licancabur. Ver de perto é sensacional. Parte do tour foi tbm o famoso Protetor do deserto do Atacama Depois, mais estrada. Mas a estrada não é algo fixo. É no meio do nada. O guia é que vai fazendo em meio as pedras. O caminho é longo, mas todo o trajeto é belíssimo. Ao chegar no Salar de Tara o espetáculo é ainda maior. Imenso, parece que que não tem fim. Um paredão de pedras em meio a penhascos e vales. A vontade é ficar admirando a paisagem por horas. São pedra e rochas de vários formatos, cores e tamanhos. Ainda passamos por outros penhascos de cores diferentes e formas perfeitas q contrastam com o céu azul. Perfeito. A última etapa do tour foi na Lagoa dos Flamingos. A van nos deixou em uma parte bem ao alto, perto do paredão de pedras e descemos por uma trilha. Perfeito! Curti cada momento. Afinal era meus últimos momentos neste paraíso. No fim da trilha, um delicioso almoço nos aguardava. Salmão com mais um monte de coisa. Dessa vez, como já tinha acompanha as outras refeições, fiquei por último para me servir. Sabia q não ficaria sem. E por isso pude pegar bem mais que o normal hahahah Na hora que cheguei na mesa a galera me chamou de pedreiro kkkkkkkk Foda-se, comi muito bem A volta foi bem rápida, até pq não aguentei o sono e dormi uma parte do caminho. Quando cheguei em San Pedro, nem fui para o hostel. Pedi para me deixarem na rodoviária. Graças a Deus deu tempo de comprar a passagem ainda para o dia 25. Era 4 da tarde e o bus saia as 18:45 para Santiago. Comprei uma das últimas passagens. Corri para o hostel. Do qual já tinha feito o chek out, mas o Victor autorizou eu deixar minha mochila lá. Então, tomei banho bem tranquilo, separei o q precisava levar comigo dentro do bus. Carreguei o cel é o carregador portátil e pronto, partiu Santiago com alguns dias de antecedência uhul Que venha Santiago! 20 horas de viagem. Entrei no bus e tomei um dramim. Nem precisava, mas foi só para garantir que dormiria e apaguei geral. Diário de bordo 9 Dormi tanto que fui acordar já era umas 10 da manhã. Já estava até bem perto de santiago. Por isso, esse fim de viagem foi dboa. Lendo, comendo, dormindo, contemplando o Pacífico. Chegando em Santiago a paisagem muda. Fica muito mais verde. Desembarquei em Santiago peguei o metrô e fui para o hostel que eu teria reserva para dali dois dias. O jeito era arriscar. Quando cheguei no hostel, o cara foi taxativo: só se tiver reserva; estamos lotados. Ele me indicou outros vários ali na região mesmo. Fui em um vem perto, em uma rua paralela. Nada, lotado. Bateu uma preocupação hahah Fui para o próximo do mapa, hostel Kombi. Nesse tinha vaga. Ufaaa. E era bem barato. Precisava de 3 noites em Santiago, mas como já tinha a reserva da última noite, contratei por duas. Tomei um banho e sai explorar um pouco da região onde estava. Muito legal por sinal. Deu tempo de conhecer um parque e um pouco do comércio da região, já que nessa época do ano o sol se põe em Santiago quase as 9 da noite. Comi tbm, estava faminto. Passei no mercado e comprei mais umas porcarias pra comer. Sempre gosto de ir em mercados em outras cidades. Minha mãe tbm ama hahaha Eu acho q é como participar um pouco da vida local. Voltando no hostel, coloquei um miojo pra fazer, mas daí fui comunicado que rolaria uma pizza no hostel. Resolvi pagar e participar. Seria uma forma de interagir. Só que não. No hostel haviam vários gringos. Até aí tudo normal. Foda é quando eles falam outra língua q não o espanhol. Mas vários falavam espanhol, mas eram argentinos e chatos (não acho que todos os argentinos sejam chatos pfv). Tentei interagir, mas sem chance. Só conversavam entre eles. E olha q sou fácil fácil de fazer amigos. Mas com esses argentinos, sem chance hhahah Comi a porcaria da pizza. Não passava de uma massa ruim d pão com molho de tomate barato. Recheio quase não tinha. Ou seja, não valeu de quase nada rsrs Sem problema, valeu a experiência de conhecer estes argentinos mal humorados kkkkkk e fiz amizades com algumas chilenas e chilenos (estes sim bem legais). Deitei e apaguei. Diário de bordo 10 Acordei às 9 para tomar o café que era servido até as 10. Depois tomei um banho e era dia de explorar a Santiago. No meu quarto tinha um chileno. Pensa num mlk bom de papo. O que os argentinos não eram de conversar, esse chinelo era. Depois de conversar sobre várias coisas, fui tomar um banho e sai para o tour. Sempre de metrô, que Santiago é muito bem servida. Te leva por onde precisar. Primeira parada foi no Museu da História Natural, o Museu Nacional, que fica dentro de um parque com muito verde. Só o parque já valeria a pena. Mas o museu é muito top. Fiz bem em escolher ele como destino. Depois dali fui para o museu dos Direitos Humanos, um museu da ditadura militar do Chile. É muito interessante e importante o museu, mas confesso que deveria ter ido primeiro nele e depois no da História Natural. Pelo simples motivo que vc sai de lá um tanto deprimido. Mas valeu, foi bom! Percorri um trecho da cidade a pé mas estava longe do meu próximo destino, então resolvi pegar o metrô em direção a outro parque. Parei para comer (claro haha) e depois só curti a natureza. Voltei para o hostel caminhando. Não cheguei tarde no hostel. O chileno estava la. Conversamos um pouco. Ele saiu Eu tomei banho e sai tbm. Como a região que eu estava era de muitos bares, sai dar uma passeada. Resolvi entrar em um e tomar uma cerveja. Neste bar tinha tipo um standard. E como eu era o único brasileiro ali, logo tornei parte do show. Foi muito engraçado. Diário de bordo 11 Último dia em Santiago. Acordei cedo para aproveitar o café do hostel. Tomei um banho. Arrumei minhas coisas. Fiz o check out. Deixei a mochila no hostel e fui em direção ao edifício mais alto da América latina, Gran Torre Costenera. E possível subir nele e apreciar toda Santiago em 360°. O elevador sobe muito rápido. O ouvido chega a tampar. Lá de cima e show. Um edifício novo. Muito bem cuidado e dizem ser resistente a terremotos. Eu e um grupo de turistas tivemos o acompanhamento de uma guia que falava português, ajudando bastante a entender a história de Santiago e seus principais pontos. O edifício fica agregado a um grande shopping. Tinha ouvido falar que tinha nesse shopping lojas de departamentos com ótimos preços. Não sei o que é ótimos preços pra esse povo. Pra mim tava tudo muito caro. Só comprei uns vinhos e chocolate. Ou seja, quase tudo q uma pessoa precisa na vida kkkkkk Passei no meu novo hostel, fiz o check in e fui deixar a mochila no quarto. Este hostel tbm era muito bom. Praticamente um hotel, mas vc fica no quarto com várias pessoas. De cara já encontrei com um brasileiro. Trocamos algumas informações e ali, na hora já combinamos de pegar uma balada. Afinal, está era minha última noite no Chile. Votei para o antigo hostel pegar minha mochila e o brasileiro já tinha comunicado com outros dois brasileiros do novo hostel sobre a balada, ou seja, iríamos os 4. A balada começava as 23 mas quem chegasse até a meia noite não pagava a entrada. Era tudo o que 4 brasileiros em fim de viagem precisavam kkkk Descansei um pouco, fui ao mercado comprar porcarias pra comer durante a viagem do dia seguinte, tomei um banho. Comi um MC (claaro) e fomos pra balada. Eu tinha olhado no mapa e visto q não era longe, por isso resolvemos ir andando. Pelo menos na região em que estávamos a cidade de Santiago é bem tranquila Chegamos dentro do horário free. A balada não era das melhores, mas isso se compararmos ao Brasil. Pq acho que de Santiago deve ser uma das boas. Tava bem lotado e a música era boa. Valeu a pena para encerrar a viagem ao Chile. Acho q não gostamos muito. Só fechamos, literalmente, a balada kkkkk Fomos os últimos a sair. Chegamos no hostel às 5:00. Valeu, valeu, valeu! Diário de bordo 12 Acordei às 6:30. Precisava pegar o metrô e chegar no terminal rodoviário umas 7 para embarcar as 8. Foi tranquilo. Gastei meus últimos pesos chilenos no rodoviária e partiu Brasil. Apesar de estar com sono, quis curtir um pouco mais das paisagens do Chile e dos andes. Como demorou na fronteira Chile/ Argentina, aproveitei e puxei um ronco. Depois, mais de andes e aí sim, depois de ter descido eu dormi. Apaguei. Acordei já muito dnoite. Paramos em um posto e gastei o q tinha de pesos argentinos. Pra que voltar com dinheiro neh?!. Comi e voltei a dormir. Diário de bordo 13 Amanheceu o dia, ainda era Argentina. Ta louco, é estrada que não acaba mais. Na verdade, eu que escolhi andar tanto por estrada. Preferia até mesmo fazer todo esse trajeto dirigindo, mas, como não era possível, optei em fazer de bus mesmo. Também poderia ter optado em ir de avião. O preço não era muito diferente e tenho ciência de que todo esse tempo de estrada eu poderia ter aproveitado por lá. Afinal, foram mais de 10.000 km rodados de bus. Mas, a intenção era essa mesmo. Rodar de bus. Passar por lugares que um voo de pouco mais de duas horas não me proporcionaria. Conhecer lugares que o buzão passou. Conhecer pessoas que esse tempo no bus oportunizou Enfim... Perto do meio dia chegamos na fronteira Argentina/Brasil. Trâmite dos dois lados. Saímos de lá quase as 2 da tarde. Paramos em um restaurante. Parada de duas Horas para banho e almoço. Saímos umas 4 horas. Estrada e um pouco de chuva. Passamos por porto Alegre quase meia noite e dormi pra passar logo a viagem. Diário de bordo 14 As 5:30 da manhã passamos por Floripa. Em ctba chegamos as 10. Deu tempo de comprar a passagem do bus q sai às 11:00. Porém, esse bus demora pra caramba pra chegar em Ldna, pois ele vai parando em tudo quanto é lugar (parecido com o da ida). Chegada em Londrina ás 20:00. Mas graças a Deus a viagem foi toda tranquila, sem nenhum incidente, superou minhas expectativas. Obrigado Senhor!
  4. Oi, pessoal! Fui ao Chile tem alguns dias (26/03/18 - 31/03/18). Vou colocar aqui o que tenho salvo ainda do roteiro que programei. E ao final deixarei algumas observações gerais sobre a viagem. Espero que ajude alguém. Meu roteiro não foi um roteiro SUPER barato, mas também não saiu caro. Ao final da viagem, com transporte, alimentação, lembrancinhas, passeios, restaurantes, e baladas, gastei R$1.600,00, pegando a cotação 184, 183 e 181 (fiz três trocas de câmbio em 3 dias diferentes, por isso a variação), sendo que 150,00 troquei no aeroporto, logo na chegada, por 169 (mesma cotação das casas de câmbio no Brasil no dia, porém, não paguei IOF ou taxa de câmbio, algo que eu teria pago se tivesse trocado por aqui antes de ir). Já "ouvi" pessoas neste fórum criticarem meu roteiro chamando minha viagem de "esnobação", e que isso aqui é fórum para mochileiros e blábláblá. Então antes de tudo quero dizer que eu realmente não estava com um orçamento apertadíssimo, mas também não estava gastando horrores. Foi minha primeira viagem sozinha pra fora, então com certeza cometi erros (como conto no relato abaixo), e também não quis correr grandes riscos, mas no geral acho que fiz boas economias, mesmo tendo ido em dois restaurantes considerados caros e turísticos, e feito um dos passeios com agência. Enfim, fica aqui o relato para levarem em consideração algumas coisas na hora da viagem de vocês, seja ela mochileira, baixo custo c/ conforto ou esnobação haha. Antes de mais nada, SOBRE TRANSPORTE: me locomovi somente por metrô e ônibus. Para facilitar, eu indico a vocês baixarem o aplicativo Moovit e usá-lo na hora de usar meio de transporte público em santiago. Foi a minha SALVAÇÃO. Eu colocava como local de saída a estação de metrô quando saía do Hostel, ou o endereço onde eu estava, quando não estava perto de nenhuma estação. E colocava como destino o endereço do lugar que queria ir. O aplicativo dá pra você qual a cor do metrô que tem que pegar, para qual direção, em qual estação, avisa qual estação é pra descer, se tem que pegar ônibus também manda a localização do ponto de ônibus pra você seguir pelo GPS, informa qual o número do ônibus pegar e onde descer. Enfim, praticamente carrega a pessoa. MELHOR COISA DA VIDA. Usem sem dó. Eu só me locomovia assim por lá e deu super certo. 1ºDIA - 26/03 - SEGUNDA 1) Câmbio no aeroporto: Troquei R$150,00 na casa de câmbio Afex (fica à direita da saída para a área de pegar as bagagens, saindo do duty free). Errei em ter trocado tanto, já tinha uma ideia que o meu transfer até o hostel ia ser por volta dos $7.500 pesos, mas fiquei com medo de só trocar 10 mil pesos (que era minha intenção original) e acabei trocando 150 reais em uma cotação de 169, o que rendeu por volta de 25.000 pesos. NÃO VALEU A PENA. Deveria ter trocado só o necessário para o transfer. Sobre o transfer: em todo lugar que li diziam ser a melhor maneira para ir até o hostel. Não cheguei a verificar o transporte público, porque como estava sozinha e cheia do dinheiro para trocar quis pegar uma van mesmo. Transfer Compartilhado é mais em conta, o motorista espera a van encher ou passar 15min, dependendo do que acontecer primeiro (geralmente lota, porque chegam várias pessoas no mesmo avião e quase todo mundo vai pros transfer, pelo que vi lá), e aí a van van deixando as pessoas em seus hotéis. Demorou 1h até o Hostel onde fiquei (Kombi Hostel - no bairro Recoleta, localizado a duas quadras do Patio Bellavista). O hostel que peguei ficava no centro, e fui a última a ser deixada, todo mundo que estava hospedado na região do metro Santa Lucía e Plaza de Armas (centrão de Santiago) desceu antes de mim. As duas empresas de transfer que vi no aeroporto (depois de pegar as malas você passará por um último raio-x, da receita deles, acredito. Saindo desse raio-x já dá pra ver os balcões das empresas à esquerda): Transvip e Transfer Delfos. Dá para fazer simulação de preço nesses links (clique no nome da empresa que coloquei aqui). Paguei 7.500 pesos com a Delfos, que era a que não tinha fila no momento em que cheguei, mas pelo site da transvip estava saindo o mesmo preço. Na hora em que fui contratar o transfer já quis contratar o de volta e deixar garantido, mas o atendente me entregou um cartão e disse que era para entrar em contato por whatsapp com eles mais próximo da data da volta para agendar e que o preço sairia o mesmo que eu estava pagando ali (7.500). Acontece que quando eu mandei whats para ele na quinta (voltei no sábado) a pessoa quis me cobrar 8.000 pesos. Expliquei toda a situação do aeroporto e que o preço que haviam me passado tinha sido 7.500. Depois de um pouco de conversa (com ajuda do google tradutor kkk) consegui que fizessem por 7.500. Fica aí a dica e alerta! 2) Câmbio: nas ruas (calle) Agustinas e Moneda estão as casas de câmbio com a melhor cotação, perto da Plaza de Armas. Ficam abertas das 9h às 18h, entre o Paseo Ahumada e calle Banderas, no centro de Santiago. Aos sábados ficam abertas até as 14h, e aos domingos sempre tem uma ou outra casa aberta até as 14h, mas não é garantido (a do shopping Costanera fica aberta - Afex). No shopping costanera tem essa casa de câmbio com preços bons também, mas com certa diferença para as da agustina, então só indico para casos de necessidade porque não é a mesma coisa. A casa de cãmbio dentro do Patio Bellavista (um mini centro comercial no bairro Bellavista - centro) é a pior de todas. Nem cheguem perto. Só trocar dinheiro nas casas da rua (ficam várias casas uma ao lado da outra na agustina), não subir nos prédios (algumas podem ser golpe pelo o que me informaram no hostel) e não esquecer de pedir notas pequenas também para ter trocados (1.000 pesos). A JM Cambios costuma ter a melhor cotação, mas você pode verificar qual a melhor enquanto anda ali, eu sempre olhava todas, nas 3 quadras em da agustina em que estão mais aglomeradas, para depois trocar. https://www.cambiosantiago.cl/ - acompanhar câmbio (geralmente lá o preço é um pouco melhor do que neste site). 3) Sky Costanera: Peguei metrô na estação Santa Lucia e desci na estação Los Leones. Comprei Tarjeta BIP na estação (necessária para pegar a maioria dos ônibus e os metrôs - custou $1.550 sem carga).Vou deixar aqui a foto que bati dos preços do metrô. Sobre o Skycostanera, é a torre mais alta da América Latina, com um mirante no topo. Pode ter fila para subir, embora subam várias pessoas de uma vez. Localizado no Shopping Costanera Center. A visita ao mirante custa 15.000 pesos. Bilheteria se encontra no 1º andar. Se você for fazer compra nesse shopping, dá para ir no Informação para Turistas na entrada do shopping e pedir o cartão de desconto para turista. Basta mostrar o RG ou passaporte que eles dão um cartão válido por 7 dias para compras no shopping, mas não são todas as lojas que tem desconto. Porém, no dia em que fui, comprei um pizza individual da Domino's por $1.000 pesos, que foi meu almoço hahah Já ouvi dizer que às quartas-feiras, se não me engano até as 17h, a subida ao mirante é gratuita, então quem quiser economizar... Apenas verifiquem essa informação, porque não tenho certeza, é uma informação que escutei de outro mochileiro. Nesse shopping aproveitei e fui no mercado Jumbo, onde comprei os vinhos que quis trazer de lembrancinha muito mais em conta. Já tinham me dito que na vinícola concha y toro eram mais baratos os vinhos dela, mas não achei isso não, os que vi saiam quase o dobro na vinícola. Sem falar que no Jumbo você ainda pode aproveitar uma promoção ou outra que estiver acontecendo (final de mês estava cheio de promoção!). http://www.skycostanera.cl/pt/precos-e-horarios/#pt/planejamento Horário: de seg a dom das 10h às 22h (última subida ao mirante às 21h). Endereço: Avenida Andrés Bello 2425, Providencia, Región Metropolitana. Tomar cuidado em Providencia, dizem que possui maior ocorrência de furtos. 2ºDIA - 27/03 - TERÇA 1) Vinícola Concha y Toro: Tour marcado às 10h (em português). Peguei metrô às 8h. De fácil acesso por transporte público, possível ir de forma independente. Peguei Metrô na Baquedano, desci na estação La Mercedes, onde peguei o metrô vermelho, e desci na estação Plaza de Puente Alto. Tinha um ponto em frente a estação Plaza de Puente Alto, peguei o ônibus (metrobus) que me levava até a esquina da viníciola (a vinícola é virando à direita, bem próxima - ônibus 73, 80 ou 81 - Alto Jahuel param na esquina) que custou 600 pesos. A viagem de metrô e ônibus dura cerca de 1h, mas eu não estava em horário de pico. O tour tradicional dura cerca de 50min a 1h, guiado em português, e custa 16.000 pesos. Na vinícola aceitam o Brazilian Travel Card de desconto, que se faz pela internet antes de ir. Eu não sabia disso quando eu fui, mas fica a dica pra quem puder fazer antes. Pelo pouco que pesquisei sobre depois que voltei, esse BTC é um cartão que custa U$7, e você compra online (http://braziliantravelcard.com/), e tem direito a vários descontos em vários lugares nas principais cidades do Chile (não só Santiago). Vale a pena vocês conferirem se o valor pago no cartão compensa pelos descontos recebidos. O desconto dado na vinícola, por exemplo, seria de 2.400 pesos. Durante o tour foram feitas 3 degustações. Endereço: Avenida Virginia Subercaseaux 210, Pirque / Ramon Subercaseaux, 210 – Pirque. Horário: Segunda a Domingo. 10:00 as 17:10. Site para reserva do tour: https://www.conchaytoro.com/tour-wine-experience/reserva-tu-visita-pt/ 2) Passeo Ahumada: rua comercial fechada, não passa carros, apenas pessoas. Parei em um dos "cafés com pernas", são cafés em que as pessoas ficam em pé ao redor das mesas na calçada e as atendentes usam short curto, basicamente isso. Fiz várias compras nesse local, inclusive de perfumes e maquiagem, o resto não achei tudo isso. Vale a penas pesquisar os preços nas lojas dali. Aproveitei que estava no centro e fiz todo o tour pelo centro: Plaza de Armas, Catedral Metropolitana, Palacio La Moneda (não fiz o tour interno, mas pelo que pesquisei é gratuito para turistas. Também não vi a troca de guarda, porque em março ela só acontecia nos dias pares) 3) Restaurante Giratório: restaurante chamado Giratorio no 18ª andar de um edifício no bairro Providência. Próximo ao shopping costanera. A cada 1h o restaurante completa uma volta em seu próprio eixo, proporcionando vista da cidade e das cordilheiras. Fácil acesso através de metrô (descer na estação Los Leones - o restaurante fica em frente à saída da estação, mesma estação que se usa para descer quando vai para o Shopping Costanera). Realizar reserva antecipada (reserva por telefone ou e-mail). Fui bem no pôr do sol (19h), e a vista estava linda, mas já me disseram que no horário de almoço eles tem o Menu do Dia por um preço bem mais em conta. Espera máxima de 10min, não pode atrasar mais que isso. Gastei no meu jantar 26.500 pesos. Incluindo prato principal (lombo de porco com molho), um acompanhamento (purê apimentado), 2 long necks, uma água, sobremesa, e a gorjeta. Sinceramente, eu queria muito ir nesse restaurante pela vista e pela experiencia de estar em um lugar que gira. Então, pra mim, valeu a pena. A comida é bom, porém não é nada excepcional, mas pelo menos não peca. Eu achei caro sim, mas eu analisei o preço analisando os restaurante da cidade onde moro, em que um jantar sai basicamente a mesma coisa e não são nada turísticos como o Giratorio é. Então assim, vale você fazer a análise do que você está esperando: a experiência ou a comida. Se for pela comida, você pode achar lugar com a mesma qualidade por menos. Se for a experiência, vale a pena. Apenas frisando que eu comi apenas metade desse prato e metade da sobremesa, porque são porções grandes, às vezes compensa mais pedir um segundo acompanhamento e comer duas pessoas um único prato principal (carne). É que eu estava sozinha e não tive essa opção. Endereço: Avenida Nueva Providencia, 2250, Piso 16, Providencia-Santiago. Site: www.giratorio.cl (Reservas pelo telefone ou email [email protected]) Telefone: (56)22232-1827 ou (56)22334-5559 3ºDIA - 28/03 - QUARTA 1) Valparaíso: Peguei metrô na Baquedano, e fui até Universidad de Santiago (duração: 20min). O Terminal Alameda fica praticamente dentro do metrô, hora que desembarca já dá para ir seguindo as placas da TURBUS. A cada 15min sai do Terminal um ônibus até Valparaíso (duração: 1h30min). Paguei $3.000. Os ônibus da Turbus param em dois terminais Alameda (estação de metrô Universidad de Santiago, mais próximo do centro) e Pajaritos (na estação de metrô de mesmo nome), ambos estão praticamente dentro das estações de metrô. Na ida o ônibus para primeiro no Alameda, depois em Pajarritos, e na volta para primeiro em Pajaritos e depois no Alameda. Pode-se descer em qualquer um deles, aquele que for mais conveniente para a pessoa. Não comprei pelo site porque ouvi dizerem que não compensaria. Em Valparaíso passei muito frio. Saí de Santiago achando que iria passar calor (porque 11h em Santiago já estava todo mundo de short) cheguei lá e estava com uma neblina forte e muito fria a cidade. Fica a dica pra quem vai achando QUE por ser próxima de Santiago será a mesma temperatura: NÃO É. Na cidade fui primeiro no Porto (Muelle Barón) a pé ver os supostos lobos marinhos (não vi nenhum). Depois fui pelo centro da cidade até o Cerro Concepción. Sinceramente, só andar pelas partes mais altas da cidade já dão uma boa vista, eu não cheguei a subir o cerro porque como estava passando muito frio, desanimei e desci logo pra entrar em um restaurante e comer. Fui até o Reloj Turri, ali perto tem alguns restaurante. Almocei em um deles por $3.000 o prato do dia. Fui para o outro porto, Muelle Pratt. Tem feira de artesanato bem na frente dele. Comprei ali lembrancinha de Valparaíso e Viña del Mar (preço pouca coisa melhor que a Feira da Santa Lucía nas coisas de cobre). 2) Viña del Mar: Lá pelas 13/14h fui para Viña del Mar. Preferir ir de ônibus. Qualquer um que esteja passando pela Avenida Errázuriz (avenida da orla, bem em frente ao porto Muelle Pratt), indo sentido Viña del mar (sentido rodoviária da Valparaíso), eles param na frente do relógio das flores. Peguei um por $400 pesos. Do Relógio das Flores segui a pé pela orla até o Castillo Wulff. Bem próximo. Dá para entrar no castelo e é grátis (Horário: de terça a domingo, das 10h às 13h30 e das 15h às 17h30). Depois segui a pé para o Cassino, também seguindo a avenida da orla (você verá do outro lado da ponte o cassino). Dá para entrar de um lado e sair pelo outro, inclusive jogar. Grátis. Pelo horário segui para o Palacio Carrasco (Aberto das 9h às 17h30min e aos sábados das 10h às 13h). Paga para entrar. Quando fui estava fechado para reforma, então não consegui entrar. Fica na mesma quadra que o museu Fonk, logo ao lado dele. Segui para o Museu Fonk (Aberto das 10h às 18h. Entrada $2700). Tem uma feirinha de artesanato na frente, mas se for querer comprar algo ali sai mais caro que na feira de Valparaíso ou na do Cerro Santa Lucía em Santiago. Comprei lembrancinhas Rapa Nui (essa estátua) na feira do Bairro Bellavista, na rua Pio Nono, em Santiago, ela é pequena, porém com ótimos preços também. Melhor do que comprar em Valparaíso ou Viña del Mar. http://www.museofonck.cl/ Por último vi o Palacio Rioja (aberto das 10h às 13h30 e das 15h às 17:30). Fazem vistas guiadas para grupos, mas é preciso agendar pelo email ([email protected]), indo sozinho não precisa agendar. Guia em espanhol. Duração de aproximadamente 20 a 30 min. É um palácio onde você passa por quase todos os cômodos da casa. Muito bonito e gratuito, sem falar no jardim do lado de fora. Ao final do dia fui curtir um pouco o restante do sol na areia da praia. Fiquei até o sol se pôr, e depois fui embora para Santiago. Para ir ao Terminal Viña del Mar fui de uber. Gastei $1.500 pesos do começo da praia Acapulco até o terminal. A cada 30min sai um ônibus para Santiago. Paguei na minha volta $3.000 pesos. 4ºDIA - 29/03 - QUINTA 1) Bairro Patronato (bairro ao lado do Bellavista). Bom para comprar grandes quantidade de cachecóis e lenços. É a 25 de março de Santiago. Ir com roupa boa para provar roupas por cima, se for o caso, porque a maioria das lojas não deixa experimentar ou sequer tem provador. No Bairro tem uma Nicoply (loja chilena de roupa feminina), não cheguei a entrar nela, porque não me chamou a atenção pelos preços que vi online antes de ir, mas muita gente gosta de visitar. Comprei nesse bairro cachecol e lenço de lã de alpaca. São muito bonitos e a maioria dá desconto levando mais de 6 unidades. Trouxe vários para dar de lembrancinha, então consegui comprar cachecol de lã por 800 pesos cada (cerca de 5 reais, na cotação que peguei na época), e lenços também de lã (mais fina) por 1.800 pesos. Se estiver comprando muita coisa vale a pena pedir desconto. Diferentemente do Brasil, no Chile tudo abre tarde. Fui 9h para o bairro e pouquíssimas lojas estavam abertas, então se programem bem pra não perder tempo esperando loja abrir. 2) Outlet Buenaventura: Fica em um dos bairros mais afastados de Santiago. Muita gente disse que não dá pra chegar lá por transporte público e que era necessário pagar uber para ir, o que faria o preço das compras ali sair elas por elas. Acabei indo apenas porque meu pai tinha me dado dinheiro para comprar camisas da lacoste para ele (que no Brasil são 500,00 mais ou menos) e eu não tinha encontrado nenhuma loja que as vendesse no Costanera. Pelo aplicativo Moovit coloquei que iria sair da estação de metrô Baquedano e consegui ir por ele até a estação Zapadores, onde desci e peguei um ônibus no ponto que se encontra na esquina e que no final parou bem enfrente ao outlet. Sobre os preços, como a cotação que peguei estava cara (184 foi a mais barata que consegui) acabei não comprando muita coisa ali porque os preços não compensavam tanto por causa da cotação, mas não por causa do preço em si. Mas as camisas do meu pai, por exemplo, saíram por R$160,00 (BEM abaixo dos R$500,00 pagos por aqui), e basicamente o mesmo preço que ele havia pago em dólares em uma viagem que ele fez aos Estados Unidos alguns anos antes ($40 dólares cada em 2015 no EUA). Ou seja, dependendo do que for comprar por lá, compensa e MUITO. 3) Cerro Santa Lucía: O Cerro faz parte de um parque florestal pequeno. Da para subir por rampas e escadas até o mirante, passando pela Terraza Neptuno (fonte de água). Passem pela feira de artesanato do local. É a mais barata. Fica do outro lado da avenida, em frente ao cerro. Melhor lugar para comprar principalmente jóias de lapislazuli. 4) Restaurante Bali Hai: O restaurante que mais gostei. Você paga 32.000 pesos (aperitivo, entrada, prato principal, sobremesa), bebidas e gorjetas separado. Tem um show durante o jantar que dura cerca das 21:30 às 23/23:30. Nesse show de dança que acontece durante o jantar inteiro os dançarinos trazem as mais diversas culturas das diferentes partes do Chile, fazendo as coreografias conforme o jeito de dançar de cada lugar, inclusive das tribos da polinésia. Muito divertido o lugar e o show. Os dançarinos tiram as pessoas para dançar em vários momentos durante o espetáculo. Se tivesse que escolher entre Giratorio ou Bali Hai, seria Bali Hai. Embora o preço seja mais caro, achei a comida mais gourmet e fora o show de dança que foi muuuito bom e animado. Cheguei no restaurante por metrô + ônibus. O ponto de ônibus é bem em frente ao restaurante. E mesmo voltando a noite sozinha não me senti insegura em nenhum momento. Endereço: Av Cristobal Colon 5146, Las Condes.Santiago, Chile. Reservas: [email protected] 5ºDIA - 30/03 - SEXTA 1) San José del Maipo + Embalse el Yeso + Baños Colina (dia inteiro): Para ir a melhor forma é por agência de turismo (média de 55.000 pesos - paguei 50.000 com a empresa Viaja Brasil). Passeio dura 9 horas. Van sai cedo e chega somente a noite em Santiago. Levem lanche na bolsa e umas duas garrafas de água, porque lá na entrada do Embalse tem apenas uma lanchonete com preços mais altos. A empresa Turistik (https://turistik.com/pt/) faz o passeio, e em Embalse el Yeso é oferecido uma taça de vinho, queijos, castanha e azeitona para os turistas. O passeio passar pelo vilarejo San Jose de Maipo, pelo Embalse, por cachoeiras de degelo, e finaliza com um almoço em um restaurante típico na volta. Outra empresa para comprar o tour recomendada é o Get Your Guide (https://www.getyourguide.com.br). É possível perguntar antes por mensagem por quais pontos o tour passa, se inclui os 3 ou só 2 deles. A que usei foi a empresa Viaja Brasil Tour (http://www.viajabrasiltour.com.br/tours.html). O passeio custou 50.000 pesos. Durou o dia inteiro. Saímos às 06h da manhã de Santiago, com parada para comprarmos café da manhã em San José del Maipo. Depois seguimos para Baños Colinas, onde curtimos as termas e comemos no almoço um piquenique de vinho, suco, frios, bolachas, e biscoitos (esse almoço incluso no preço do pacote). Seguimos, por fim, até o Embalse. Chegamos em Santiago por volta das 19h. Levar várias garrafas de água, porque por causa da altitude é necessário ficar tomando água o tempo todo para evitar mal-estar. 6ºDIA - 31/03 - SÁBADO Tinha me programado para ir de manhã ao Cerro San Cristobal e depois pegar meu transfer para o aeroporto. PORÉM, fui em uma balada no Bairro Bellavista com o pessoal do hostel na noite anterior e no outro dia estava mor-ren-do. Não tive condições. Acabei ficando no hostel mesmo, porque meu transfer me buscava às 11h, e eu acordei tarde e ainda tinha malas para fazer antes de ir. INFORMAÇÕES GERAIS HOSPEDAGEM: A hospedagem no Chile tem 19% de imposto além do preço da acomodação, mas estrangeiros não precisam pagá-la se pagarem em dólar americano ou cartão de crédito. DICA - levar em dólar o valor da hospedagem. ENTRADA: Não precisa de passaporte, apenas RG com menos de 10 anos. Não se aceita outro documento de identificação sem ser RG. TRANSPORTE: Transporte público na cidade: ônibus não aceita dinheiro, metrô aceita. O ideal para economizar é comprar um Tarjeta BIP (1.550 pesos + 100 de recarga mínima) em qualquer estação de metrô (bilheteria) ou Centros Bip!, que é necessário para pegar ônibus, e também serve para metrôs. E com ela tem-se o direito a até duas integrações de ônibus + metrô no intervalo de 2 horas pagando-se uma só (o valor cobrado na integração é só o do metro) (http://www.tarjetabip.cl/). Preços e horários do metrôs: variam de R$3,50 a R$4,50 (https://www.metro.cl/tu-viaje/tarifas). Uber: o preço do uber para o táxi em um caminho do hotel para o aeroporto varia uns 3.000 pesos (uber: 15.200). Tendo como base o meu hostel que ficava próximo ao Pátio Bellavista. Usa-se o mesmo aplicativo do Brasil, mas na hora de pedir o preço já aparece em CHL. Intermunicipal: A melhores companhias são Pullman, Turbus, e JAC. As rodoviárias não são como as do Brasil, uma companhia pode parar em vários terminais. Tem que ficar atento para saber qual é o terminal certo de saída e de chegada. https://www.ventapasajes.cl/pullmanbus/?id=1511197013782 https://www.turbus.cl https://www.jac.cl/ ALIMENTAÇÃO: os restaurantes colocam placas na frente com o “Menú del dia”. São menus com entrada, prato principal e sobremesa (postre), em média por 6.000/8.000 pesos. Come-se bem e mais barato que os demais pratos. Geralmente isso é só no almoço. TOMAR CUIDADO: no bairro Providencia tem ocorrência de furtos. Não dar bobeira, ser o típico brasileiro: mochila na frente do corpo, nada de celular nos bolsos, nem usar muitas jóias e usar doleira. Essas dicas valem para todos os bairros do Chile. Fiquem bastante atentos, pois na volta para o Brasil estava conversando com uma brasileira no aeroporto e ela me contou que havia sido furtada nas imediações da Plaza del Armas (centro de santiago). Ela deixou a bolsa do lado do caixa em uma loja, logo em seguida um idoso esbarrou nela, derrubando um monte de moeda que ele tinha na mão, e ela começou a prestar atenção nele e na filha dela que tentava catar as moedas, e quando virou de volta, a bolsa dela já tinha ido com os passaportes dentro e tudo. Ou seja, Chile não é Noruega. Ainda é América do Sul, ainda é perigoso, a gente só não tem tanta noção porque o perigo no Brasil é muito maior. Mas isso não significa que Chile é Suíça. TOMADA: 220V com 2 pinos redondos iguais as do Brasil antigas.
  5. coinetekarla

    Chile - Agosto de 2018 - 10 dias

    Bom dia, Neste tópico vou falar especificamente de valores, depois faço outro relato contando minha experiência sensorial, mas já aviso, o Chile é maravilhoso, podem ir sem medo de ser feliz, mal cheguei e já quero voltar lá pelo menos umas 10 vezes mais hahahaha. Passagem ida e vol Latam – 1170,00 Hostel Che Lagarto Santiago 10 Noites 340,00 Alimentação 600,00 Cajon del Maipu/Embalse El Yeso 160,00 Farellones (sem ski) 170,00 entrada + 130,00 transfer + 60 reais de alimentação Aluguel de roupas 120,00 (completo) Viña del Mar 60,00 City Tour Passagem ida e volta Tourbus – 100,00 Cambio $162,00 *Ida pra Santiago, comprei a passagem pelo 123Milhas, muito mais barato e bastante seguro comprar, não tive problemas, emitiu minha passagem 3 horas depois que confirmei o pagamento, por cartão de débito. Recomendo olhar bem os horários de conexão, porque eu não reparei e tive que ficar 10 horas numa conexão noturna em Rosário-AR e mais 10 horas na volta em Córdova-AR, na ida é até aceitável, porém na volta, muito cansativo e estressante. *Hostel eu reservei 6 dias pelo HostelWord, e depois comprei mais quatro dias lá mesmo. Quem paga em espécie a diária tem um acréscimo de 19%, então optei em pagar no cartão mesmo, mas é um risco, porque quando fui o dólar e estava a 3,89 e hoje a 4,31, então cada um vê o que melhor lhe convém. Hostel limpo e organizado, cozinha fica disponível das 7:00 da manhã até as 22:00 horas, tem a opção de café da manhã, staff muito bacana e gente boa, a limpeza do quarto acontece dia sim dia não. Mas o diferencial principal é a localização, fica bem no centro, tudo perto, passeio, mercado, pontos turísticos, metro, o ponto de ônibus é na frente. *Alimentação, caríssima e eu particularmente, não gostei da comida, mas o que é de gosto é regalo da vida não é, então depende do paladar, mas em média um prato de Pollo com papa Frita sai em torno de 30 reais, e isso em lugares populares onde os locais vão comer, o montante que eu gastei da pra ser menor sim, mas mesmo comprando em mercado ainda assim, não vai sair barato, até porque a nosso real está super desvalorizado lá. *Farellones, não tive sorte, o dia que eu fui não estava tudo branquinho, porém tinha uma quantidade razoável de neve, mas durante a madrugada caiu uma nevasca enorme, um grupo que estava no meu hostel foi no outro dia disse que estava tudo coberto de neve, então depende se São Pedro vai com sua cara ou não hehe. Não deixem de levar comida, lá tem pouquíssimas opções e tudo não sai a menos de 60 reais, levem sanduíches e água que da pra passar o dia e ser muito feliz, o valor da entrada inclui a tirolesa, a descida de boia, o ski bunda, o carrinho de gelo. Mas não inclui a aula de ski e o aluguel das roupas, não posso falar quanto a isso porque optei em não fazer. *Cajon del Maipo/Embalse el Yeso, fui no dia após a nevasca, vocês não podem imaginar o quanto é lindo, o valor citado, inclui o transfer e um comes e bebes no final do passeio, então levem comida também e muita água, lá não tem opção nenhuma para comprar. Paramos num local onde era uma passagem de trem e dizem que um rapaz se matou la por amor e tem muitas homenagens a ele, achei bacana. O meu transfer também fez uma parada em San Jose de Maipo, uma cidadezinha pequenininha, acolhedora, mas não vi nada excepcional, a não ser a cordilheira ao redor, mas isso tem em Santigo também, conto melhor depois, mas Cajon e Embalse El Yeso é daqueles lugares que todo mundo devia conhecer uma vez na vida. Cajon del Maipo é a rota que fazemos para Embalse el Yeso, eu fui achando que era um lugar específico, tipo um único ponto, mas não é não. *Aluguem roupas em Santiago, sai muito mais em conta, quase metade do preço, no bairro Bella Vista tem lugares mto mais baratos que a parada das vans no dia do passeio. *Viña del Mar e Valparaiso, primeiro um conselho, vão bem cedinho, pra conseguir aproveitar e conhecer tudo, eu não fiz isso, talvez por isso eu não curti muito o passeio, mas valeu a experiência, outra coisa, o clima de lá é muito diferente de Santigo, sai de Santiago na hora do almoço estava maior calor, cheguei em Viña estava bem frio, outra coisa, optem por chegar por Valparaiso, que os passeios pelas casinhas coloridas tem que ser de dia, porque a noite (hora que eu consegui chegar lá não da pra ver nada :/), em resumo, contratei um passeio na rodoviária mesmo, pessoal bem gente boa, pechinchei e o passeio saiu por 60,00 reais. Em suma, vou voltar um dia para Viña e Valparaiso, pra tentar tirar a impressão ruim que tive, porque não curti muito, mas acho que isso foi por culpa minha, mas Valparaiso parece uma grande favela, não estou dizendo isso no sentido pejorativo, mas porque parece mesmo, casinhas no morro uma em cima da outra. O transfer me levou a alguns lugares turísticos, ficamos por alguns minutos. Mas como eu disse, um dia vou dar uma nova chance àquele lugar. E não se iludam quando falam que da pra fazer a pé e tal, é tudo muito grande lá e muito longe uma coisa da outra, não da pra fazer a pé e eu acho que um dia é muito pouco, pelo menos durmam uma noite por la. Então é isso, vou escrever um novo post contando sobre a experiência em si, e as impressões que eu tive sem me apegar muito a parte monetária. Espero que tenha ajudado. Desculpem qualquer erro de português, digitei meio que correndo hahaha. Beijos e até a próxima.
  6. pauloperuna

    Santiago

    Oi Caio No Cajon del Maipo eu estive no Embalse el Yeso e nos Baños Colina. O Embalse é lindo mesmo e dá pra ir de carro alugado, fui num Suzuki Gran Vitara 4X4, mas não precisou do 4X4, dá pra ir de carro pequeno, mas vai ter que ir com mais cuidado e mais devagar. O Banõs Colina só vale a pena porque já está ali perto, então vale a pena dar uma chegadinha e relaxar nas piscnas quentes, veja também o Baños Morales que me parece ter uma estrutura melhor que o Colinas, como você vai com bebê, talvez seja mais interessante. Leve comida para o bebê pois no caminho as opções não são das melhores. Quanto a Viña e Valpo eu realmente iria num bate e volta, Valpo o imperdível na minha opinião é a La Sebastiana e Viña eu fui no museu Fonk só pra ver o Muai, a Quinta Vergara estava fechada pra reforma, o Castillo Wulff é rápida a visita e o relógio de flores e a praia também. Como foi rápido por lá eu fiz Isla Negra no mesmo dia, mas talvez fique meio corrido pra você, então outra opção se sobrar tempo é dar uma passada em uma vinha em Casablanca quando estiver voltando de Valpo, a Indomita é uma boa opção, pois está bem na beira da estrada, outra seria a Casas del Bosque que é perto e muito bonita. Pelo google maps dá pra você ver as localizações, as distâncias e se programar. Não aluguei o GPS, usei o Waze, colocava os pontos que queria visitar no hotel usando o wifi e depois ele conseguia mesmo sem internet localizar todos eles. Uma dica, se usar Waze em Santiago, muitas vezes quando está dentro dos túneis ele perde o sinal, mas ele indica o nome da saída que você deve pegar e você pode se guiar pelas placas. Combustível vi a gasolina 93 que é a mais barata de 686 a 720 CLP. Se precisar de mais alguma ajuda é só avisar. Um abraço
  7. josemarchioli

    Santiago - ATACAMA

    Olá galera, tudo bem? Estoy procurando a um tempo e não tenho encontrado nada recente de pessoas que foram de Santiago à Atacama, alguém sabe qual melhor forma ou uma forma simples de ir de Santiago para o Deserto do Atacama? E quanto mais ou menos posso gastar em dólar ou peso chileno? Valeu!
  8. Serro de Santa Lucia - Santiago Fala galera Mochileira!!! Preciso deixar aqui um pouco da minha contribuição para esse site tão maravilhosa que me ajuda em diversas formas!!! Em setembro de 2017 fiz minha primeira viagem internacional. O destino escolhido foi o Chile... amei muito o lugar e pretendo voltar e fazer a patagônia um dia! O destino foi escolhido de forma espontânea, precisava tirar férias... eu tinha programado ir ao Peru, mas estava receosa da fazer uma viagem de 25 dias sozinha pelo Peru , mexendo aqui no Mochileiros.com descobri um grupo no Whatsapp de uma galera que iria fazer o Chile em Setembro, me animei e me juntei a eles! Obrigado @thiagocmuniz !! Ia fazer a minha viagem praticamente sozinha e ir encontrando esses brasileiros no decorrer da viagem de acordo com o roteiro de cada uma... mas por sorte, meu roteiro bateu perfeitamente com uma menina maluca e gente boa e a companhia dela fez toda a diferença nessa viagem, ficamos juntas em todos os momento de alegria, bebedeira e desespero (mochilão sem desespero não é mochilão de verdade). Então eu só tenho a agradecer a esse site por me permitir conhecer pessoas e me proporcionar viagens sem igual. Agora vamos ao que interessa! Meu cronograma foi assim: 08/09 (Sexta) - Rio - Santiago - Cheguei em Santiago 09/09 (sábado) - Santiago - Passeio pelo centro de Santiago, comidas e Balada!! \o/ 10/09 (domingo) - Santiago - Ressaca, ressaca, ressaca e chuva 11/09 (segunda) - Santiago - Eu ouvi neve??? - Farellones 12/09 (terça) - Santiago - Calama - Atacama - Dia de câmbio e deslocamento 13/09 (quarta) - Atacama - Ventania e passeio cancelado 14/09 (quinta) - Atacama - Passeio de Bike / Laguna Cejar 15/09 (sexta) - Atacama - Termas Puritama / Tour Astronômico 16/09 (sábado) - Atacama - Piedra Rojas e Fiesta Patria \o/ - Siiim, pude dançar no Ataca 17/09 (domingo) - Atacama/Santiago - Geiser Del Tatio / desespero! perdi o passaporte. E agora? 18/09 (Segunda) - Santiago - Rio - Até a próxima Vou tentar simplificar um pouco os meus gastos: Levei tudo em dólar. Quando comecei a comprar os dólares a vantagem em relação ao real era enorme, mas quando cheguei lá o dólar desvalorizou bastante e a diferença não foi tão grande. eu realizei do Rio 3 compras de 300 dólares com cotações bem diferentes. Fiz a média do que gastei nas 3 compras do dólar e a média do valor do meu dólar em relação ao real ficou em 3,30... O cálculo para saber se está vantajoso real ou dólar na cotação que peguei: 1 dólar = 622 pesos 1 dólar = 3,30 reais 1 real = 185 pesos 3,30 * 185 = 610,5 pesos Nesse cálculo o dólar estava 21,5 pesos mais vantajoso. Diferença bem pouca, mas toda economia é válida =D Fiz somente 2 Câmbios no Chile - dia 09/09 o dia seguinte que cheguei e 12/09 antes de ir para o Atacama... E foi a melhor coisa!!! No Atacama o Real estava valendo 155/160 e o dólar estava 600 pesos Então, evitem trocar dinheiro no Atacama... Como eu fui prevenida, fiz os meus cálculos de quanto ia gastar e troquei 50 dólares a mais por garantia e com isso emprestei (ambiei) pesos com as amigas que levaram a menos. ATENÇÃO! NÃO FAÇA CÂMBIO NO AEROPORTO!! - Quando cheguei no aeroporto de Santiago estava uma vergonha o câmbio!!! o Dólar estava 540 e o Real estava 145 e ainda paga uma taxa lá d 1% se não me engano. Para sair do aeroporto eu paguei no cartão de crédito 6.500 pesos (+- 35,00 reais) num transfer muito bom que fechou para mim e mais 2 casais de brasileiros que conheci no avião. O tranfer me deixou na porta do Hostel, se não me engano o nome era Delfos... é amarelinho. GASTOS: Transporte aéreo: Rio - Santiago Rio (Latam) - R$ 1117,00 + Santiago - Calama - Santiago (Sky Airlines) R$ 420,00 (atenção, acredito que foi mais vantajoso comprar em Pesos do que em dólar, a conversão estava melhor pelo meu cartão assim) Hospedagem: Santiago - Che Lagarto (4 diárias) - Total - R$ 240,00 com café da manhã bem bom - Cama em dorm. c/8 (Paguei pelo feminino e fiquei no misto para acompanhar a amiga nova. San Pedro Atacama - Chill Hostel (5 diárias) Paguei pelo Airbnb - R$ 203,00 - Cama em dorm c/6 (feminino) Gastos durante a viagem: Como eu disse anteriormente, eu levei 900 dólares. Durante a viagem gastei 690 dólares + 26 mil pesos no cartão Por que eu utilizei o cartão? Foram 6.500 pesos do Tranfe pois não tinha pesos em espécies quando cheguei e 19.000 pesos (+- 100 reais) de um jantar simples com pizza média e bebida no dia 11//09, pois cheguei tarde de Farellones e não consegui trocar dinheiro. Arredondando: O total dessa viagem foi de R$ 4.400,00. Não considerei uma viagem cara, pois se tratando do Chile, consegui fazer o meu dinheiro render (exceto pela passagem aérea que dei bobeira e logo depois que comprei ficou 400 reais mais barata). Eu já saí do Brasil com passeios fechados (todos eu paguei somente quando cheguei) Farellones que reservou foram as meninas do grupo, não me recordo o nome da agência, mas o guia e o vendedor eram brasileiro: Vendedor Patrick +55 19 98166-7899 No Atacama foi tudo com a Maravilhosa Carla Boechat do blog fuigosteicontei.com.br que estava morando lá na época e fechou tudo para mim O que levei? Vestuário: 2 calças térmicas - 2º pele 3 leggins 1 Calça Moletom 1 short 3 Blusas - manga longa 4 blusas - manga curta 2 blusas alça 1 blusa 2° pele 2 fleeces 1 Corta Vento 7 Meias 2 luvas 1 cachecol 1 tênis (All Star) 1 Bota (Nord Outdoor) 1 Chinelo 1 óculos sol e grau 2 biquínis 10 calcinhas 2 Sutiãs calcanheira Higiene: 1 Shampoo 1 condicionar 1 creme para pentear 3 ampolas Pantene - Muito útil 1 papel higiênico 1 lenços umedecidos 1 Sabonete corpo e rosto 1 pinça 1 gilete 1 Bepantol 1 Batom de cacau 2 Toalhas 1 Pente 2 Protetor solar corpo e resto 1 desodorante 1 Repelente 1 Escova de dente 1 Pasta 1 fiodental Saúde band aid Nebacetim esparadrapo Gases Algodão Dipirona Tylenol Resfenol / Benegripe Dorflex Imosec Cataflan Diamox Benalete Alcool em gel descongex / loratadina Neosoro / Rinosoro Vonau Flash (enjoo} Colírio Antissépticos cicatrizantes para machucados em geral (spray) Estomazil, Eno Obs: Usei vários desses.. principalmente pq uma amiga se machucou no Atacama e deixei boa parte da minha farmacinha com ela. Outros: doleira 2 Cadeados 1 carregador de celular 1 caderno 1 caneta 1 copias dos documentos 1 travesseiro 1 adaptador / T - Não precisei Lanterna Pilhas Sobre o clima de setembro Peguei muuuito frio em Santiago.. Houve nevasca no domingo, que foi ótimo para a minha vista em Farellones na segunda! a maioria dos dias em Santiago era difícil ficar sem luva e cachecol. Mas no Atacama é deserto, neh? Era muuuuuito quente durante o dia e muuuuuito frio a noite! (Não subestime o frio do Tour Astronômico! é muito frio mesmo e vc vai precisar de todas as camadas). Próximo capítulo: Enfim, chegou o dia!
  9. Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável. Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim: Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar Dia 3 – Cajon del Maipo Dia 4 – Santiago E assim fizemos. Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando. Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço. Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã. Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade. O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita. Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral. Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver. Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã. Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua. A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde. Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele. Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão! Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor. Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo. De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs. Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. Dia 3 – Cajon del Maipo Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme. Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda. A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas. Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo! Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria. Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir. Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando. Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons! Dia 4 – Santiago Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático! Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem. Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos. Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
  10. fernandobalm

    10/2017: Santiago e Atacama

    Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários. Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia . As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente. Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro. Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris. Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto. A Viagem: Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23. Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada. Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi. No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá . O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária . No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas . Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil. Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito. Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil. Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa. Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários. Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html). Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos. Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos. Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago. No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama. Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html. No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte. Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar ). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário. Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário. Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis . Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15. Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário. No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães. No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha. Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã. 3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
  11. Flávia da Terra

    CHILE: Santiago + Pucon + Puerto Varas

    E aí, vocês que estão interessados em conhecer mais de Santiago e da Região dos Lagos no Chile! Nunca escrevi aqui pro Mochileiros, mas queria deixar um tópico aberto pra discutir essa região maravilhosa da capital e dos Lagos chilenos. Sempre leio os tópicos para me guiar, inclusive para montar esse roteiro que vou falar aqui e decidi que tinha o compromisso de retribuir todas as informações que já obtive nesse site. Acabei de voltar de viagem e digo: se você já estiver pensando em ir conhecer, não deixe esses lugares de fora do seu roteiro! Resumo da viagem: BR-> SANTIAGO -> VINA DEL MAR - > VALPARAÍSO -> (Casablanca) -> SANTIAGO -> PUCÓN -> PUERTO VARAS -> SANTIAGO -> BR Pra explicar: Eu considero que a viagem tenha 2 partes: 1) Santiago e arredores (incluindo Viña+Valpo+Casablanca) Passei 3 dias em Santiago. Na manhã do 4° dia, peguei ônibus para Viña del Mar, fiquei lá até 18h, fui até Valparaíso e pernoitei por lá. No 5° dia, amanheci em Valpo, conheci a cidade. Tinhamos que voltar para Santiago, de onde tomariamos um ônibus à noite para Pucon. No caminho entre Valparaiso e Santiago, no entanto, parei em Casablanca, para ir a uma vinícola. De lá, segui para Santiago e de noite peguei ônibus no terminal para Pucon. 2) Região dos Lagos (Pucon + Puerto Varas) Passei 3 dias em Pucon. Passei 3 dias em Puerto Varas. Retornei a Santiago para voltar ao Brasil. SANTIAGO E ENTORNOS: Pra começar, fomos à Santiago e passei 3 dias por lá. Já tÍnhamos roteiro definido e sabíamos que dali iríamos ao Sul, na cidade de Pucón e, por isso, logo no primeiro dia já fomos ao terminal para comprar nossas passagens que saíram por 24mil pesos por pessoa. Essas passagens são compradas no terminal de Santiago, para fazer isso é preciso pegar um metrô da linha vermelha e descer na Estación Central. É só sair da estação que você já vai estar no emaranhado de terminais e caixas vendendo passagens para inúmeros lugares. Essa viagem para Pucon pode sair por mais barato indo primeiro para Temuco e de lá partir para Pucon (SANTIAGO -> TEMUCO -> PUCON), mas só pensamos nisso depois. Coisas da viagem, né. Enfim, sobre Santiago, propriamente: Nesses 3 dias, passeei pelo Centro Histórico, Cerros (Sta Lucia e San Cristobal), Barrio Bellavista, Sky Costanera, e fiz o tradicional passeio pelo Embalse El Yeso + Termas. Este último tem que ser pago e feito por agência e saiu por 45 mil pesos. Embora seja salgadinho, foi um dos melhores passeios que fiz na minha vida. Tive a sorte de ir em um dia que, embora fosse verão, nevou! Foi a primeira vez que vi neve na minha vida e ainda foi em um lugar tão lindo e de forma tão inesperada. Para conseguir fazer esse passeios típicos (Embalse, vinicolas, tours, viña+valpo, etc), basta dar uma rodada pelos pontos turísticos do Centro e logo você vai reconhecer a galera que faz esses passeios em suas típicas camisetas pólo de cores marcantes. Negocie e você pode encontrar um preço melhor, garanto! Eu só fiz o Embalse, os demais fiz por conta propria, acho que fica mais barato e até mais divertido. No 4° dia pela manhã, já finalizamos a parte de conhecer Santiago, então, deixamos as malas no hotel e, assim, só retornaríamos a Santiago para pegar nossas coisas e ir direto pegar o ônibus para Pucón. A próxima etapa era ir até Viña del Mar, para isso, basta pegar o metrô da linha vermelha e ir para a estação Pajaritos. Logo na saída dessa estação do metrô já se encontra um terminal de ônibus. De lá, saem onibus para Viña ou Valparaíso de 10 em 10 minutos. Essa passagem ficou 4mil pesos. Quando chegamos ao destino, conhecemos os pontos turisticos principais de Viña e depois pernoitei em Valpo. Pela manhã, conhecemos alguns outros pontos turísticos de Valpo, como a famosa casa do Neruda. Já à tarde, sabendo que teríamos que ir a Santiago, pegar todas as nossas malas, vimos que no meio do caminho existe uma cidade repleta de vinicolas: Casablanca. Então decidimos fazer essa parada. Pegamos um ônibus por 1mil pesos no terminal da cidade e chegamos rapidamente em Casablanca, onde descemos na praça central. Logo que descemos, vimos que os todos os ônibus que chegam na cidade passam por ali e vão embora, inclusive os que vão para Santiago. Assim, soubemos que para voltar para Santiago teríamos que voltar naquele mesmo ponto. Assim, já mais tranquilas por saber como voltar, pegamos um taxi e fomos até à vinicola Casa del Bosque. Lá, conhecemos todo o local que é bastante lindo e tranquilo e fizemos o tour pela vinicola com direito à degustação. Isso ficou por +- 13mil pesos. Depois de um pouquinho, pegamos outro taxi, voltamos ao ponto de onibus e pagamos outros 2,7mil pesos de passagem de volta para Santiago. No total, fizemos esse passeio por 20mil pesos por pessoa, e geralmente se cobra mais de 35mil. Foi ótimo termos feito por nossa conta, mesmo sem ter tanta informação disponível na internet, vale a pena ir e ver como que funciona por nós mesmos. Chegamos em Santiago já de noite, fomos logo pegar nossas malas e já fomos direto para o Terminal San Borja, onde pegamos nosso ônibus para Pucon em uma viagem de 10h. Finalizamos a primeira parte da viagem e se iniciou a 2a parte
  12. Hola mochileiros, tô aí pra mais um relato, uma viagem diferente das que tenho feito ultimamente, menos corrida, com mais dias pra relaxar e menos coisas pra fazer. Seguindo minha filosofia, depois de ter percorrido um pouquinho do Brasil, sigo agora percorrendo a América do Sul e o país da vez é o Chile Primeiro falando de câmbio, levei só reais, porque como tem muito brasileiro lá (e chileno aqui) é uma moeda bem aceita. Ao menos em Santiago hehe Cartão de crédito não tava compensando muito, levei 2 pro caso de emergência (quase precisei apelar pra todos), cartão de débito idem Câmbio no aeroporto: 1 real=173 pesos Câmbio na Calle Agustinas = 180 a 185 pesos Domingo, 18 de março de 2018 Dia só pra chegada mesmo, ao contrário de outras viagens que já saio do aeroporto batendo perna, dessa vez cheguei pouco depois das 4 da manhã, fiz um câmbio pequeno no aeroporto porque além do câmbio ruim ainda tinha uma taxa de 860 pesos, 100 reais deram pouco mais de 16 mil pesos, só pro primeiro dia mesmo. Esperei amanhecer, ainda era horário de verão no Chile então o horário era o mesmo do Brasil mas só clareava 07:45 da manhã. Pra ir do aeroporto pra cidade o modo mais barato é o modo mochileiro mesmo, pegando um busão da Turbus ou Centropuerto, que ambos são 1800 pesos. Desce no metrô, a primeira onde eles passam e onde eu desci e recomendo descer é Pajaritos. Comprei a Tarjeta Bip, que você usa no metrô e nos ônibus, o cartão custa 1550 pesos, você vai recarregando conforme usa e no fim traz como souvenir de viagem. O preço da passagem varia de acordo com o horário, alto, normal ou baixo, sempre peguei no horário normal que é 680 pesos. Já to juntando vários cartões de transporte público pelo mundo: Florianópolis, Bogotá, Santiago, Valparaíso…. O resto do dia foi por conta de ficar a toa no hostel, socializando e experimentando o Terremoto, bebida típica chilena com sorvete de abacaxi, Fernet e um tipo de vinho branco doce, bebida bem doce mesmo, dessas q você vai bebendo e quando vê já tá chapado O hostel que fiquei foi o Providência Hostel, perto do metrô Baquedano e do Parque Bustamante, bem localizado, fácil pra pegar metrô, e de metrô você vai pra qualquer canto em Santiago. Hostel bom, bar com uma hora de bebida gratis no happy hour, não tem festas, só distribui pulseiras pras festas nas redondezas e as redondezas também tem muito barzinho. Café da manhã tem bastante coisa, prédio tem 5 andares, hostel enorme. Segunda, 19 de março de 2018 Fui primeiro no centro fazer câmbio, tem um trechinho na calle Agustinas que concentra várias casas de câmbio e aí é só olhar onde tá o melhor preço. Nesse dia tava de 180 a 184 pesos, depois passei de novo na quinta e tava de 182 a 185 pesos por real. Dei uma volta na Praça de Armas, Catedral, fiz o free walking que sai em frente a catedral às 15 horas e percorre um trechinho bacana, Câmara dos Deputados, La Moneda, entrada do Cerro Santa Lúcia, Barrio Lastarria, BellaVista e termina no Museu La Chascona, uma das casas de Neruda. Sempre gosto de fazer free walking onde tem, é uma forma boa de ver a cidade *Momento perrengue essa é pra você q viaja sem seguro De noite no hostel, caí no banheiro e dei 2 cortes fundos no pé. Tentei ligar no telefone do seguro mas não consegui falar, na recepção do hostel tb não conseguiram falar. Fiz um curativo de qualquer jeito com o kit de primeiros socorros do hostel e fui num posto de saude ali perto mas tava um caos lá, saúde pública no Chile me pareceu horrível. A mulher com cara de tédio me disse que não faziam curativos e me deu um endereço pra ir. Chamei um Uber e fui. O tal lugar lá era tipo um hospital geral e de cara já tinha uma galera revoltada lá e uns funcionários dizendo que os médicos estavam todos envolvidos em salvar uma vida de uma pessoa que tinha dado entrada lá em risco de morte e que todos deviam procurar outros lugares pra atendimento ou esperar ali a perder de vista. No meio daquele tumulto humildemente perguntei uma mulher se dava pra fazer um curativo no meu pé. A mulher só virou com aquele doce olhar de fuzilamento e disse: No hacemos curaciones!! Ali definitivamente não tava legal. Sem wifi e internet, sem saber bem onde estava, saí pra rua e parei o primeiro táxi que vi. Falei pro taxista me indicar uma clinica onde pudesse tratar do meu pé. Ele me falou da Clinica Santa Maria e fomos pra lá. O jeito era o plano B, pagar pelo atendimento e pedir reembolso do seguro depois. Morri uma nota lá pra consulta, radiografia e dar pontos. Sério que essa brincadeira ficou em mais de 3 mil reais!! Fiquei sem limite no cartão de crédito pra pagar e mandei um chat pro Nubank que na hora alterou meu limite em caráter de emergencia pra eu poder pagar a conta e salvou minha pele. Nubank brilhando sempre. Agora já juntei a papelada e mandei a conta pro seguro reembolsar. A gente as vezes não faz seguro mas uma coisa dessas pode acontecer a qualquer momento! Paguei pouco mais de 80 reais no seguro e precisei usar, se eu não tivesse olha aí o preju!!! Interessante que nas outras viagens eu sempre fazia seguro pensando que eu fazia muita trilha, deslocava muito entre cidades e estaria mais suscetível a acidentes. Dessa vez como ia ser uma trip mais urbana, até chegou a passar pela minha cabeça em não fazer seguro e olha que justamente dessa vez que eu precisei. Uma bobeira qualquer e olha o que acontece… pense bem em arriscar viajar sem seguro, olha só a treta que passou comigo Pé com pontos e enfaixado Terça, 20 de março de 2018 A viagem não pode parar por causa de um pé machucado. Não tava atrapalhando pra andar pois os 2 cortes foram no peito do pé, mas resolvi pegar um dia ainda mais light e fui conhecer os museus, porque aí andava menos. Fui primeiro no Museu Nacional na Plaza de Armas, que é grátis. Todos os museus que estiver escrito Museu Nacional de alguma coisa, é grátis. Se é Nacional é grátis. Dos museus pagos só fui no Museu Pre Colombino, que custa 6000 pesos e pra mim foi o mais interessante, com alguns espaços interativos. Peguei o metrô e desci na Quinta Normal onde tem o museu de história natural e o museu de direitos humanos, ambos muito bons também, principalmente o de direitos humanos, retratando o período de ditadura. Voltei pro hostel pois tinha combinado com uma amiga de dar um rolê na cidade. Se você ler meu relato da Patagônia, vai ver lá no final que quando passei em Buenos Aires conheci uma chilena no hostel, a Lore, e mantemos contato. Avisei ela que estava no Chile e ela marcou de me buscar no hostel depois do trabalho. Pedi pra ela um lugar legal pra ver o por do sol e ela me levou pra um lugar fora da rota turística onde só se vai de carro, chama La Piramide e tem uma vista sensacional. Depois fomos pra casa dela em Lo Barnechea onde conheci o resto da família dela, o marido e os filhos. A cidade vista com ajuda de um local é outra coisa né Quarta, 21 de março de 2018 Fui fazer passeio na vinícola Concha y Toro. Fui com o Vitor de Curitiba que tava no meu quarto do hostel. Dá pra ir fácil de transporte público, vai de metrô até Puente Alto e de lá pega o ônibus M74 por mais 700 pesos que paga o motorista em dinheiro, esse não é na Bip e que te deixa na porta da vinícola. Fizemos o tour em espanhol mas lá tem mais horários de tour em português por causa da absurda quantidade de brasileiro que tem lá. Aliás em Santiago toda. De todas as (ainda poucas) viagens internacionais que fiz, no Chile foi onde vi mais brasileiros. Não esperava muito de um passeio em vinícola, mas curti, o lugar é muito bonito, tranquilo, bucólico, provei umas uvas, uns vinhos, trouxe a taça que eles dão de “brinde”, são 16 mil pesos essa brincadeira achei um país muito caro, quase empatando com o Uruguai no quesito careza pra voltar a mesma coisa, busão até o metrô. Passei no hostel, tomei um banho e saí de novo, agora fui sozinho porque o Vitor não animou de pagar pra fazer o que eu ia fazer…subir o Sky Costanera, maior prédio da América do Sul, 300 metros de altura, prédio imponente e bonito e que cobra 15mil pesos pra subir. É caro mas tentei abstrair do preço e pensar que eu tava lá, tinha vontade de ir e que as vezes devo dar prioridade pra satisfazer meus desejos. No elevador, só brasileiros. Elevador muito rápido, dá até pra sentir a pressão no ouvido tanto na subida como na descida. Subi umas 18:30 pra pegar o final da tarde, o por do sol e depois a cidade já iluminada. Desci as 21 horas e acho q essa é a melhor opção pra aproveitar seu dinheiro gasto vendo a cidade de dia, escurecendo e de noite.
  13. Silnei

    Santiago - Onde Ficar?

    O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre hospedagem em Santiago. Campings, albergues, pousadas e hotéis. Se você já se hospedou em algum estabelecimento da região conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva. Para isso basta clicar no Botão Responder.
  14. Na metade de Junho de 2017 enquanto eu ainda morava em Santiago, decidi ir às Termas de Chillán que fica ao sul de Santiago, cerca de 5 horas de ônibus ou de trem. Compartilho aqui como fiz pra chegar até lá e como foi minha experiência. Santiago - Chillán Na estação central de Santiago há praticamente de hora em hora ônibus para Chillán, com vários valores, entre $6700 até $15000, irá depender se você quer ir no semi-leito ou leito. Comprando a passagem pela internet você conseguirá ao menos um desconto de 10%, deixo aqui o link de uma das companhias: https://www.turbus.cl/wtbus/indexCompra.jsf A estrada de Santiago para Chillán parece um tapete, muito boa mas eu decidi ir de trem para lá e voltar de ônibus, afinal eu até então nunca havia viajado de trem. Teoricamente é mais caro viajar de trem, com valores variando de $8000 até $20000, mas comprando a passagem com antecedência, como eu fiz, é possível encontrar uma passagem promocional que sai exatamente a $5700 na janela. Deixo aqui o link com o site do trem: http://www.trencentral.cl/link.cgi/servicios/terrasurpor/ O trem é muito confortável, mais que o ônibus e para pessoas altas como eu é perfeito, tem espaço suficiente para esticar as pernas. Somente aconselho viajarem durante o dia, eu viajei durante a noite e não pude apreciar a paisagem De Chillán para Las Termas Para quem vai para as termas de Chillan de trem ou de ônibus, os passos para chegar nas termas é o seguinte: 1) Chegando em Chillan, você terá que ir ao Terminal La Rural Merced, que fica em Av Sgto Aldea 890, Chillan, Región del Bío Bío, Chile. Chillan tem três terminais de ônibus e certamente chegando de Santiago em Chillán você não chegará no terminal Rural e sim o Metropolitano que se chama Terminal Maria Teresa que fica 2,4 Km de distancia entre um e outro. Obs:. Fique atento se você for aos domingos, os ônibus da cidade começam a circular somente a partir das 8h00 da manhã, sendo que o primeiro e único ônibus para as termas de Chillan sai as 8h00. Então, caso você chegue de Santiago em Chillán na madrugada de domingo, pegue um táxi até o Terminal Rural ou vá caminhando (desaconselho fazer isso no inverno pois o frio é bem rigoroso nessa região) para que você chegue com antecedência e não perca o ônibus. Se vai durante um dia comum, tanto da estação de trem como de ônibus, procure um ônibus que te leve até o Terminal Rural, quase todos os ônibus da cidade passam lá e a passagem custa $400, cerca de R$2,00. 2) Chegando no terminal rural, a viação que faz o percurso até as Termas de Chillán é a REM BUS (http://www.busesrembus.cl/pr/services.php) , o ônibus fica na plataforma 10 e sai às 8h00 e só tem esse horário e volta às 16h30. Cada passagem custa 3 mil pesos chilenos, o equivalente a R$15,00. O ônibus na verdade é um micro-onibus e no dia que eu fui era um ônibus bem velhinho e não muito confortável, mas nada que trouxesse risco a segurança ou coisa do tipo. 3) ATENÇÃO: essa é parte que me de decepcionou, no dia que eu decidi ir havia passado dois dias de muita chuva e neve (evite ir em dias que está chovendo, provavelmente você não irá aproveitar nada) e ao entrar no ônibus (você compra e paga a passagem direto com o cobrador) o cobrador me informou que não chegaria até as Termas de Chillán pois o ônibus não chegaria até lá por causa da neve, mas disse que iria até Las Trancas por $2000/R$10,00. Como eu sabia que tinha neve nesse lugar e que em uma semana depois estaria no calor de Fortaleza/CE, resolvi ir assim mesmo até lá, afinal ao menos aproveitar da paisagem com neve eu iria e sabia que existia outra terma relativamente próximo de Las Trancas chamado Valle Hermoso, talvez eu conseguisse chegar até lá eu pensei. O que acontece é que quando chegamos em Las Trancas, o cobrador e o motorista disseram que poderiam " se arriscar" a nos levar até as Termas de Chillán se cada um dos passageiros pagassem 20mil pesos chilenos, o equivalente a 100 reais! Achei isso um absurdo, eu e os outros passageiros (nem todos eram turistas) não aceitamos a proposta e descemos em Las Trancas mesmo. 4) Las Trancas é bonito mas não tinha muita coisa interessante pra se fazer lá, tem muitos restaurantes lá mas esse não era o meu objetivo. Conversando com umas pessoas de lá, me falaram que eu conseguiria carona tranquilamente para Valle Hermoso ou Termas de Chillan se eu ficasse na beira da estrada, pois muitos carros aos domingos vão pra lá. Não demorou 5 minutos e eu consegui carona! Era um casal de Chillan mesmo que estava indo ao Valle Hermoso. 5) Valle Hermoso realmente faz jus ao nome, a entrada custou $6000/R$30,00 (o preço varia de acordo com a época), tem três piscinas com águas vulcânicas, várias mesas e churrasqueiras para fazer seu próprio almoço, lugar pra descer de trenós, lugar para esquiar ou fazer snowboard, restaurantes e outras coisas que são pagas por fora. Valeu o investimento, fiquei até lá por volta das 15h pois tinha que voltar a Las Trancas para esperar o ônibus que iria de volta pra Chillan mas por sorte, consegui outra carona não só para las trancas mas para o centro de Chillan! http://www.nevadosdechillan.com/valle-hermoso/ 6) Não pude conhecer as termas de Chillan, mas se for ao menos parecida como Valle Hermoso, com certeza vale a pena ir pra lá também. Finalizando, valeu muito a pena mesmo não conseguindo chegar até as Termas de Chillán, a paisagem é maravilhosa, todo o percurso é até chegar lá é muito bonito! Se tiver alguma dúvida, estarei atento pra ajudar!
  15. VamosPorAi.Chile

    Vida Noturna & Bebidas - Santiago

    ~~ Chile é um país com muitos turistas e um fluxo muito grande de mochileiros, a maior parte da população do chile está em Santiago, e mesmo assim sempre encontramos mais turistas do que chilenos ... Mas existem muitas coisas que não tem contam sobre Santiago [emoji5] No relato de hoje, dois fatos sobre Vida Noturna e Bebidas ! Se precisar de mais dicas, pode me chamar +56931144094 ou seguir @perdidosnatrip [emoji3531] [emoji8] Cuando Brazil se une a Francia, Chile, Colombia y Portugal, no hay nada igual [emoji4] - Algo que até hoje eu não me acostumei, são os Horários... Aqui os horários de acordar, trabalhar, almoçar, carretear e dormir, são bem diferentes do que estou acostumada, eles são mais tranquilos, calmos e tudo começa mais tarde. Por exemplo: As 8h30 da manhã você não encontra quase nada aberto pela cidade, as coisas começam a funcionar depois das 9h, normalmente as 10h, creio que as 11h é o horário ideal se quer sair para comprar coisas por ai... O horário de almoço não é bem 12h como ai no Brasil, o fluxo maior é entre 14h-15h... e cuidado, muitas lojas fecham no horário de almoço! [emoji37] E a vida noturna de Santiago, é algo extraordinário. Nunca fique preocupado de sair de casa as 22h e estar tarde, 22h é super cedo aqui, é hora da Janta, na verdade se você pretende ir por exemplo ao BellaVista ou a alguma Disco, nesse horário de 22h você pode começar a pensar em se arrumar, sair de casa 23h ainda é cedo. O horário ideal, e que vai ter um montão de gente é depois de 1h30,2h da manhã, AH! Mas se você quiser entrar nas baladas sem pagar, saia do apê, ou hostal, antes de 00h, tudo é livre e grátis, mas a vida não é um mar de rosas, tudo acaba entre 4 e 5h, não pense que vai ficar carreteando até o dia clarear! [emoji16] - Falando em Baladas, aqui é proibido tomar Bebidas Alcoólicas pelas ruas, praças, parques, lugares públicos em geral e também andar bêbado, fazendo bagunça ou gritando pelas ruas. E não é só uma Lei, é uma lei que funciona de verdade, se os policiais te encontrarem na rua bêbado/bebendo, eles podem te levar para delegacia para prestar depoimento, podem te cobrar uma multa que custa cerca de 250R$, e dependendo do seu grau de embriagues podem te manter na delegacia por horas, até você melhorar ... e se você for roubado, e estiver bêbado, não conte muito com a ajuda dos policiais, eles não dão moral para turistas bêbados nem nessas situações. ãã2::'> O único momento do Ano que você pode beber na rua é no Ano Novo – alguns se aproveitam da exceção e bebem em excesso, não foi uma experiência legal passar meu Réveillon na rua --, mas okay, você também pode beber na famosa Fiesta Pátrias (#SuperRecomendo, se você estiver por aqui), nessas festas existem Fondas espalhadas por todos os parques da cidade, ali a bebida é liberada, tem bebidas tipicas maravilhosas e muita cerveja artesanal. Alguns estabelecimentos só podem vender bebida se você consumir; na área de bares e baladas, você pode até beber, ali sentadinho na mesa do bar; e a maioria das lojas em bairros são proibidos de vender bebidas à noite ... Claro que tem vendinhas clandestinas pelas ruas, mas até isso é interessante, nessas Botillerias você não pode entrar, escolha a bebida e o senhorzinho te passa pelo portão. [emoji185] O que acharam desses #RelatosDesconhecidos ? Se você leu até aqui e gostou do assunto da um :'> LIKE Ficarei feliz em saber que tem alguém por ai que está curtindo e sendo ajudado pelos meus relatos [emoji4] Um beijinho e BoaViagem
  16. angelita.galli-pereira

    Santiago e arredores em julho de 2016 - fotos

    Viagem realizada em 12 de julho as 22 de julho. Vou relatar aqui nossa ótima experiência de conhecer um pedacinho do Chile... País lindo, com uma história incrível e natureza encantadora. Foram meses planejando, virando essa internet do avesso, grupos do face, whats, tanta ajuda que tive pra esse sonho de infância se realizar... seria injusto não compartilhar.. Inspirar.. incentivar.. mostrar que é possível.. Esse mundo é muito grande pra não nos movermos, nossos olhos tem muito para ver, e nossa alma sentir!!! Essa foi minha primeira viagem, a qual fui acompanhada da minha irmã, irmão e um amigo. Não foi mochilão, mas foi econômica... não marquei todos os gastos, mas tentarei registrar aqui o máximo que puder... Gosto de chamar ela de "Na mala da Alma"... No meu último post aqui fiz um resumão, caso queiram pular todo o relato!! Vamos lá então.. Começamos a planejar a viagem em Janeiro de 2016. Em fevereiro já estávamos com as passagens compradas, 1600 reais, ida e volta com taxas. Voo Latam, saindo de Florianópolis, conexão em SP Guarulhos, parada final Santiago. (pelo que tenho visto, as passagens estão bem mais em conta agora...) Hospedagem fechamos em março, pegamos um apart pelo Airbnb, 10 diárias, 1420 reais. Inicialmente éramos eu e minha irmã, meu irmão decidiu ir junto lá por maio, então conversamos com o anfitrião, que permitiu mais uma pessoa, mas teve que pagar a diferença.. talvez aqui saímos no prejuízo, pois poderíamos ter encontrado um lugar mais em conta para 3, mas cancelar essa reserva teríamos que pagar multa, então sairia uma coisa pela outra. Em maio fomos até a Decathlon de Floripa.. não sou uma pessoa que sente muito frio, mas mesmo assim comprei blusas fleece, uma calça térmica, uma jaqueta impermeável... foram mais 400 reais.. Vale lembrar que Santiago não é tão frio, não precisa se encher de roupa... isso é importante para os passeios na neve... Nesses meses todos fui desenvolvendo um roteiro, ele não foi seguido a risca, mas deixo em anexo pra dar ideias à vocês!! Roteiro Chile m.doc Dia 1 Saída de Lages as 4hs da madruga. Após as aventuras no volante com Angelita, hora de chegar em floripa, direto no Portal estacionamento. Estacionamentos variando de 12 a 24 reais a diária nas proximidades do aeroporto... Levamos lanche pra esse primeiro momento no aeroporto (economizar)... após isso, check in, despachar malas, embarcar.. aquelas coisas.. Priscila, Jordan e eu com mochilas como bagagem de mão, nenhuma foi pesada para embarcar... detalhe: a minha com mais de 5kg. Voo LATAM SP - SCL perfeito. Serviram uma polenta com frango ao molho branco e legumes, sem reclamações... tinha quindim também, não sou fã desses doces, mas vou dizer, tava muito gostosinho! Durante a refeição água, suco, refri e vinho... eu como estava de férias e não devo nada a ninguém (kkkkk) fui de vinho, branco e tinto, e fiquei tonta, novidade né? ahhh, não posso deixar de citar o café após a refeição, Juan Valdez, um café forte, com um sabor bem particular ao meu ver, achei delicioso. Priscila foi de chá, provei e achei com gosto e cheiro de erva mate.. sei lá.. Preenchemos a folha pra aduana, meio estranho.. mas foi.. Enfim, chagada em Santiago, era noite e não deu pra ver a cordilheira (aquela ansiedade)... Tudo muito tranquilo, desembarque, fila nada assustadora pra passar na policia, não levamos 15 minutos.. Cambiamos um pouco de dinheiro na Afex do aero pra poder pagar o transfer, cotação baixa - 168. Obs: levamos apenas reais, justamente para cambiar lá.. trocamos o necessário até conseguir ir na Agustinas. Nosso amigo Sander, cambiou no Brasil, 140, baixíssimo, se arrependeu... Na aduana, sem estresse, simples e rápido. Ao lado da afex tem o transfer da transvip e delfos, optamos pela delfos, 6.900 por pessoa.. saiu em menos de 15 min e nos deixou na porta do prédio. Fomos recebidas pelo nosso anfitrião, que nos apresentou o ape, nos deu um mapa da cidade, nos explicou sobre o metro e pontos turísticos.. uma atenção incrível. Nossos voos eram separados, primeiro chegou eu e minha irmã.. 1 hora depois o Sander, e por fim, 2 horas depois meu irmão.. Estavamos cansadas, mas tínhamos que esperar o Jordan para dormir.. O Sander ficou em um ape próximo, também pelo Airbnb. Vou fazer os posts por dia.. já já posto mais..
  17. Esta foi minha primeira viagem internacional. Fiz várias pesquisas, e depois de tentar encaixar a data com várias amigas sem sucesso, resolvi partir solo. E ó: FOI EXPLÊNDIDO! DIA 01 - Cheguei em Santiago dia 18/08/2017 no meio da tarde. Depois de esperar umas 2 horinhas até passar pela imigração (levei só a mala de mão), fiz o mínimo de câmbio: só pra pegar o bus e comprar/carregar a tarjeta do metrô. (Dica pra ver as Cordilheiras do Avião: sente na janela do lado esquerdo). Peguei o METROBUS do lado de fora do aeroporto - um ônibus azul chamado CENTROPUERTO, e avisei ao motorista que ia descer na estação Pajaritos. (1.700 CLP - ideal ter dinheiro trocado pq eles quase nunca tem troco). Na estação, emiti minha Tarjeta BIP (1.550 CLP) e carreguei com o que eu tinha previamente calculado pro itinerário da cidade. Me hospedei no Hostal Providencia, então desci na Estação Baquedano e fui andando até lá. Depois de acomodar minhas coisas, corri pra pegar o metrô de novo (a propósito o metrô de Santiago é MUITO bom e organizado!) e fui pra Rua Augustina fazer o câmbio (levei cartão de crédito e reais em espécie). voltei pra Providencia de metrô e caminhei no final da tarde, comecinho da noite. A região é linda e achei bem segura também. Fui no Tacobel e comprei meu jantar kkkkk (dica econômica: na Calle Pio Nono vc tem o basicão de fast food: Tacobell, Subway, um Mc em uma travessa por ali), depois voltei ao Hostel e fui descansar pq tava só o pó. Sobre o Hostal Providência: Não gostei do quarto que fiquei, misto p/ 04 pessoas. Muito mofo na parede e pra chegar no banheiro tinha que passar pela área de luz (num frio duzinfernos). Pontos positivos: locker era bem grande, o café muito bom e bem completo pra um hostel (c/ ovo cozido, pão fresquinho, várias geléias, banana, maçã, tangerina, aveia, café e leite), a equipe também super agradável e solícita. A localização é excepcional: 500m do metrô, em Providência - um bairro central e elegante, perto de mercados, farmácias, restaurantes e cafés, e também do bairro Bellavista. Ficaria novamente pelo preço/localização, mas tentaria trocar de quarto (o que n o fiz). DIA 02 - acordei e fui fazer meu roteiro city tour. Comecei indo a pé para o Bairro Bellavista, admirar a arquitetura do bairro e o clima descolado. Tudo muito lindo! Fui almoçar no Patio Bellavista, no La Casa En El Aire e pedi o prato do dia (entrada - sopa c/ torradas + principal - carne, arroz e batata frita - + sobremesa + uma taça de vinho ). N me recordo o valor, mas tava bem em conta e bem servido. Depois caminhei mais um bocadinho até o funicular pra o Cerro San Cristobal. Subi de funicular e fui observar a paisagem e o local. Estava com um pouco de fog, então não dava pra ver bem as Cordilheiras, mas n anulou o visual maravilhoso. Lá tem o Santuário da Imaculada Conceição , uma praça de alimentação, (onde vc tem que tomar o Mote con Huesillos (uma espécie de bebida com trigo e pêssego em calda) e vários locais pra você se aconchegar e contemplar. É uma delícia de lugar, que transmite uma paz sublime. Depois de explorar essa parte, peguei o teleférico. Fui e voltei sem muita demora porque ainda tinha várias coisas na agenda do dia. Daí desci de funicular e segui o roteiro. Peguei o metrô pra o Mercado Central, mas infelizmente o Empório Zunino estava fechado e não comi suas famosas empanadas. Nem cogitei a tal da Centoula, mas fiz um passeio rápido pelo Mercado. Depois disso, fui andando até a Praça de Armas e o Palácio da Moeda. Daí parti pro Cerro Santa Lucia, mas faltou perna pra subir. Kkkkkkk. Eu estava EXAUSTA! Então deixei pra próxima oportunidade e segui pro Hostal. DIA 03 - Fui visitar a Concha y Toro pela manhã. Pra isso peguei o Metro até a Estação Las Mercedes, de lá um metrôbus pra vinícula (apenas os 73, 80 e 81 passam por ela). Acabei fazendo o tour em Inglês porque era o horário que encaixava bem na minha manhã. O tour é bem basicão msm, a experiência é interessante, mas não espere nada muito elaborado. Almocei no restaurante de lá, um sagu de cordeiro c/ uma taça de Marques Casa Concha. Fui na loja de souvenires e comprei um kit de vinhos e alguns chaveiros (Atenção, não faça como eu e esqueça que pra comprar o kit tem q despachar bagagem! Paguei + 100.000 CLP pra despachar. Quase choro de ódio). Depois peguei o bus/metrô e parei na estação Tobalaba, de onde segui pro Skycostanera. Dei uma enrolada no shopping (comprinhas!), lanchei uns Tacobells kkkk e esperei pra subir ao pôr-do-sol (onde se teria a melhor visão). O que de fato procede. A vista é de tirar o fôlego e estava sem FOG, o que proporcionou A visão das Cordilheiras em toda sua majestade. \o/ Fiquei até o cair da noite. Detalhe: só tinha brasileiros lá em cima. Sério. Aparentemente é um programa brazuca. Hahaha. Peguei o metrô e voltei pro Hostal. Arrumar as malas pra pegar o avião pra fronteira c/ o Peru. Comprei pela SKY Airlines. Ficou - US$45 (Santiago/Arica) - pela internet, com bastante antecedência. É low cost, só com bagagem de mão de 10kg. Cheguei em Arica, peguei um tranfer compartilhado pra rodoviária e de lá um bus pra Tacna. AMEI SANTIAGO! Espero voltar em breve pra conhecer os arredores, Valle Nevado, Viña Del Mar e Miraflores. Foi o que deu pra fazer nesse tempinho curto, mas adorei cada minuto. O clima, a cidade, a arquitetura, as paisagens. Tudo.
  18. VamosPorAi.Chile

    Transfer, Ônibus ou Táxi ? - Santiago

    CHEGUEI NO CHILE ... E AGORA ? Parece que está em TWD-CHILE, acabaram de roubar seu feijão e seu milho de pipoca... Você não sabe o que fazer, tem malas, papéis, documentos, um dinheiro que você nunca usou, está escutando um idioma que você não entende, e precisa de um transporte para chegar no seu destino ... Todos tem essa dúvida e é um dos pontos mais importantes da nossa chegada , depois é claro de ficar um tempo na fila da PDI e descobrir que não podemos trazer para Santiago feijão e nem milho pipoca... Existem duas empresas de ônibus, tem aplicativos de táxis e duas empresas de vans compartilhadas, todas são ótimas opções e cada uma tem suas vantagens dependendo do seu tipo de viagem, quantidade de pessoas que estão com você e horário que você deseja utilizar ... Vou escrever sobre todas elas, espero que te ajude - TRANSVIP/DELPHOS - TRANSFER COMPARTILHADO É a primeira banca que tu vê no aeroporto de Santiago quando sai do raio x ... São mini vans com espaço para até 7 pessoas, elas são divididas por bairro, você faz sua compra - que normalmente custa 7.800 pesos( cerca de R$35,00) - mencionando o bairro para onde vai, ou a rua, , ai sai lá fora e pronto, a van está a sua espera. As vezes você não espera quase nada para van encher, as vezes demora um pouco, mas nem tanto . Você coloca suas malas no bagageiro, entra na van e espera. A viagem até seu hotel/hostel se estiver hospedado na área central de Santiago, leva entre uma hora e meia ou duas horas... Esse é um meio de transporte muito seguro e bastante utilizado, principalmente se você chega à noite ou de madrugada no aeroporto. - ONIBUS CENTROPUERTO/TURBUS + METRO Com saídas a cada 10min, entre as 06h e 23h, com um valor baixíssimo cerca de1800 CL - 10R$. A viagem demora cerca de 40min e tem 8 paradas até a estação final, essa é a melhor opção de transporte para quem não tem muita mala, chega durante o dia ou vai ficar perto da linha vermelha... A estação onde vai descer é Los Heroes, de lá você deve continuar sua até o destino final... Se você ficar na área central de Santiago, a linea1 te levara até seu destino, caso fique mais longe fará uma combinação - sem pagar- em outra linha, as mais comuns depois da vermelha são a linha verde e a amarela. O valor do metro é entre 600-800 pesos - média R$3,50, mas nesse ano de 2018 temos que comprar a Tarjeta Bip!, Um cartão que é usado tanto em metro como para andar de ônibus, e ela custa 1.500 pesos - R$8,00. Então para inicio de viagem você precisa de no mínimo 4.000 pesos, 1800 pesos do ônibus, e 2300 pesos para tarjeta já recarregada! - UBER/CABIFY/BEAT Existe em Santiago, creio que no Chile em geral, um problema muito grande entre Taxistas y AppTaxi... Taxistas são regularizados, pagam impostos e tudo mais, os outros não. Por isso, não estranhe se seu Uber pedir que fique no banco da frente ou se ele parar algumas casas antes da qual você deseja, dizem que eles são ilegais, mas eu não entendo muito bem o que acontece. Todos usam Uber, Cabify y Beat e recomendam... Em valores, a viagem em um TaxiBeat de casa ao aeroporto sai cerca de 8.000 pesos, R$40, um Uber ou Cabify sai cerca de 14.000 pesos, R$70. Porque essa diferença? Beat é novo e chegou para roubar a concorrência, roda apenas em Santiago e tem poucos motoristas... Ambos são confiáveis, e são uma ótima opção de transporte para familias e grupos, ou se você for voltar para o aeroporto pela noite! Se você leu até aqui e gostou do assunto da um LIKE Conta pra gente o que você escolheu e como foi sua experiencia ... Ficarei feliz em saber que tem alguém por ai que está curtindo e sendo ajudado pelos meus relatos Um beijinho e BoaViagem
  19. Breno Martins

    Santiago (CHI) com R$650!

    Fala galera, em dezembro pintou uma promo ida e volta pra Santiago por R$500. Não pude deixar passar. hehehe Aluguei um Airbnb (R$41 a diária) e fui com R$650 no bolso. Fiquei em Bellavista (prox. ao Pátio Bellavista). Muito próximo do centro, fazia tudo a pé ou no máximo o metrô (que é muito bom por sinal). Não deixei de fazer absolutamente nada na cidade, até trouxe bastante lembranças pois no final sobrou dinheiro (!!!). Turistei muito de dia (quase tudo gratuito) e a noite dava os roles com meus amigos. Deixando minha experiência registrada aqui para servir de incentivo para quem está com pouca grana (e põe pouca nisso rsrs) mas deseja viajar! Vou deixar umas fotos para acompanhar o post. Abraços galera! Se alguém quiser dicas de lá, pode mandar mensagem que eu respondo com o maior prazer!
  20. Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de SANTIAGO. LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino CLP - Peso Chileno ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas DÓLARES AMERICANOS e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Santiago fiquei em 2 lugares diferentes: no apartamento do Sérgio que fica no centro e na casa do Chris e da Pati que fica num bairro um pouco mais afastado. Em Valparaiso fiquei na casa da minha amiga Karen. CHEGANDO EM SANTIAGO Cheguei de avião partindo de Calama e o vôo levou aproximadamente 2 horas. Há um ônibus (o CENTROPUERTO) que liga o aeroporto ao centro. Paguei CLP1700 e desci na estação de metrô LOS HÉROES. Caminhei por 2 quadras e cheguei na casa do meu 1º anfitrião. O QUE FAZER Santiago é uma cidade encantadora e tem muita coisa pra fazer. Se for sua primeira passagem pela cidade, recomendo ficar pelo menos uns 5 dias nela. Se resolver fazer um “bate-volta” até Valparaíso e Viña del Mar, que é MUITO recomendado também, adicione mais um dia. 1º dia: 26 de Março de 2017 (domingo) Cheguei ao prédio do meu anfitrião por volta das 18h30. Fui informado que ele não estava. Deixei minha mochila na portaria e fui procurar um supermercado. Encontrei um bem próximo dali e comprei pão, frios e achocolatado para o café da manhã, uma lasanha de microondas para o jantar e 6 latinha da cerveja Royal Guard. Ao voltar do supermercado fui informado que o Sérgio já tinha chegado. Além dele, também conheci o Daniel, um couchsurfer da Austrália que também estava sendo hospedado pelo Sérgio. Comi a lasanha e ficamos bebendo cerveja e conversando até umas 23h, quando fomos todos dormir. 2º dia: 27 de Março de 2017 (segunda-feira) Acordei às 8h30, tomei café e saí caminhando em direção à PLAZA DE ARMAS. Passei no centro de informação turística e peguei mapas da cidade. Por volta das 10h estava começando o SANTIAGO FREE WALKING TOUR. É um passeio guiado que ao final você paga o quanto acha que valeu o passeio. Nosso guia era o Israel, simpático brasileiro que morava há anos no Chile. Passamos por vários pontos turísticos da cidade: Museo de Arte Pré-colombiano, antigo congresso, corte suprema, Palácio de la Moneda, Bolsa de Comércio, Teatro Municipal, Cerro Santa Lúcia, Museo Bellas Artes, Parque Florestal, Plaza Itália, Barrio Bellavista e La Chascona. ***Dica: Procure saber se a cidade que você vai visitar em o Free Walking Tour. Caso tenha, faça isso primeiro de tudo para ter uma visão geral da cidade. Sabendo quais são os principais pontos turísticos de cada lugar, você pode voltar nos que mais te agradou para conhecer melhor. Ao final do tour paguei CLP 7.000 ao nosso guia. Muito bom o tour! Recomendo! Não conseguimos entrar na La Chascona (uma das casas de Pablo Neruda) pq é fechada durante a segunda-feira. Voltei caminhando pelo centro e parei no Café Haiti, também conhecido como “Café con Piernas”. Trata-se de um cafeteria normal, mas com o diferencial que as atendentes usam saias bem curtas. Enquanto tomava o café (nada de mais, mas vale conhecer o local) acessei o wi-fi do estabelecimento e recebi uma mensagem da Vladka, dizendo que estava Santiago, mais precisamente no bairro de Bellavista que eu tinha acabado de sair. A Vladka é uma couchsurfer da República Tcheca e a conheci pq fomos hospedados pelo mesmo anfitrião lá em Buenos Aires. Mas depois de lá cada um seguiu um caminho diferente. Só que coincidentemente - depois de 15 dias - estávamos novamente na mesma cidade. Voltei até o bairro de Bellavista e me encontrei com a Vladka. Tomamos 2 cervejas (CLP 7.700) num bar por ali. Enquanto tomávamos nossa cerveja passa por nós a Luciane, uma brasileira que eu havia conhecido em um dos tours do deserto do Atacama. Ela sentou com a gente, conversamos um pouco e ela foi embora. Essas coincidências… Deixamos o bar e seguimos até o metrô em direção do SKY COSTANERA, maior arranha-céu da América do Sul. No caminho alguém avisou que a mochila da Vladka estava aberta. Tentaram roubá-la mas, segundo ela, não tinha nada naquele compartimento da mochila. Descemos na estação TOBALABA e caminhamos até o arranha-céu (aprox.10 min.). Pagamos CLP 10.000 e pegamos um elevador que nos deixou no 62º andar. Era por volta das 18h30 e vimos um belíssimo pôr do sol. Ficamos tirando fotos até umas 21h, quando resolvemos ir embora. Cheguei ao apto do Sérgio, fiz um lanche e tomei minhas 2 Royal Guard (boa cerveja!) que me restavam. Ficamos conversando até por volta da meia-noite quando fomos todos dormir. 3º dia: 28 de Março de 2017 (terça-feira) Acordei às 8h40 e vi a mensagem de Vladka que tinha passado a noite na delegacia pq roubaram o passaporte da mochila dela. Ela só se deu conta do roubo quando voltou pra casa e notou que não encontrava o passaporte. ***ATENÇÃO*** Apesar de ser bem segura, Santiago também sofre com problemas das cidades grandes: o furto. Então fiquem espertos ao andarem de mochila principalmente em local de grande aglomeração. Desci, comprei 2 fichas para lavar e secar minha roupa na lavanderia do prédio (CLP 2.400). Também comprei 1 pão e 1 suco de morango na venda ao lado (CLP 1.100). Tomei café, lavei minhas roupas e por volta das 11h estava encontrando a Vladka em frente a Faculdade de Direito da Universidade de Chile, onde ela suspeitava que foi furtada. Havia um posto dos CARABINEROS (PM do Chile) alí perto. Fomos até lá e explicamos a situação aos oficiais. Pensamos que talvez alguém poderia ter encontrado o passaporte jogado ao chão e ter entregado lá. Mas infelizmente não tinha nada lá. ***Nota: apesar da proximidade entre o idioma português e o espanhol, pra mim ainda é mais fácil conversar em inglês pq sou fluente. No entanto não é todo mundo que fala inglês aqui na América do Sul. Mas dá pra se virar tranquilamente no “portuñol”, desde que fale que é brasileiro e peça para falarem “despacio” (devagar). Perguntamos também em vários estabelecimentos (Tele Pizza, Taco Bell, Subway) mas sem sucesso. Então eu e a Vladka seguimos para o LA CHASCONA (entrada CLP 7.000). A casa fica à beira do Cerro San Cristóbal e cheia de escadas, jardins, terraços e tem até uma passagem secreta. Durante a visita disponibilizam um áudio-guia que vai explicando cada cômodo e partes da casa. Também há uma sala que passa um vídeo de uns 10 min explicando a vida de Pablo Neruda e de sua mulher Matilda, que viveu na casa até os últimos dias de sua vida. Passeio ALTAMENTE recomendado! Deixamos a La Chascona e paramos para almoçar em um restaurante ali perto, na Rua Pío Nono. Comi uma bisteca de porco com arroz e salada e tomei uma cerveja (Kunstmann Patagonia). Paguei CLP 6.000. Depois do almoço fomos até o Museu de Belas Artes (entrada gratuita). Estavam preparando o museu para receber uma mostra então muitas salas estavam fechadas. Apesar do acesso restrito valeu a visita! Seguimos caminhando até o Cerro Santa Lucia. O passeio até o topo é arborizado e tranquilo. Lá em cima, uma visão privilegiada da cidade. Vale conhecer! Descemos e paramos num bar ali perto pra descansar um pouco. Bebemos umas cervejas (CLP 3.000) e fomos jantar em um restaurante peruano chamado El AJI SECO, que fica ao lado da Plaza de Armas. Pedimos um LOMO SALTADO e um CEVICHE. Pra beber, uma INCA COLA. A comida estava deliciosa e pagamos CLP 12.700 cada. Me despedi da Vladka e segui caminhando até a casa do Sérgio. No caminho passei no supermercado e comprei o café da manhã para o dia seguinte e 6 latinhas de cerveja (Royal Guard) - CLP 6.000. Fiquei conversando com o Sérgio até meia-noite e fui dormir. 4º dia: 29 de Março de 2017 (quarta-feira) Tirei esse dia para conhecer Valparaíso e Viña del Mar. Acordei às 7h30, arrumei minha mochila e segui para a estação UNIVERSIDAD DE CHILE, onde era o terminal de ônibus para Valparaiso. Comprei minha passagem para às 9h (CLP 2.700). Cheguei a Valparaíso por volta das 10h40 e minha amiga Karen estava me esperando na rodoviária. Demos uma volta de carro e ela foi me mostrando algumas partes da cidade. Deixamos o carro na casa dele e seguimos à pé. Caminhamos pela orla, passamos por uma doca e fritamos sob um sol escaldante. ***DICA: Valparaíso é uma cidade litorânea então redobre seus cuidados com o sol: não esqueça de passar protetor solar e use sempre boné e óculos de sol. Pegamos um trem e descemos na ponta da praia. Caminhamos até o Cerro El Peral onde pegamos um funicular até o topo (CLP 300). Há uma belíssima vista da cidade e da praia lá de cima. Seguimos caminhando e subimos e descemos os morros (cerros): Alegre, Concepcion e Artilharia. Foi um passeio muito tranquilo e cheio de vistas lindas. Dei sorte pq tinha uma “guia local” comigo, mas são passeios que dá pra fazer sem conhecer o local. Paramos pra almoçar num restaurante de comida local chamado “Contigo Pan y Cebolla”. Pedimos um prato chamado “Chorrillana” que é é um prato cheio de batatas fritas com um molho de cebola caramelizada, carne bovina, ovos mexidos (CLP 12.000 para 2 pessoas). Estava uma delícia! Saindo do restaurante pegamos um COLECTIVO (CLP 600) até a casa da Karen. ***Nota: Na Argentina a palavra “colectivo” significa ônibus de linha. No Chile os “colectivos” são táxis compartilhados. Eles fazem rotas como as dos ônibus e ficam pegando passageiros pelo trajeto. É um tanto confuso entender as rotas, mas como eu estava com uma local não tive problemas. Mas não recomendo esse meio de transporte para turistas que não conhecem a cidade. Descansamos um pouco e pegamos o carro em direção de VIÑA DEL MAR, que fica ao lado de Valparaiso. Passamos pelo Relógio de Flores e estacionamos o carro. Seguimos caminhando pela orla na direção oposta a Valparaiso. Era final de tarde e o tempo estava muito agradável. Fomos até uma doca e voltamos. Paramos no meio do caminho pra ver o pôr do sol no Pacífico. Vinã del Mar possui prédios mais novos e “chiques”, com relação à Valparaíso. Fazendo uma comparação não muito feliz, dá pra dizer que Viña del Mar está para o Guarujá assim como Valparaíso está para Santos. Voltamos pra casa da Karen, descansamos mais um pouco e saímos por volta das 23h. Pegamos um microônibus até a praça Aníbal Pinto, onde ficam alguns bares e restaurantes. Optamos por ficar no bar “Gato en la ventana”. O lugar é simpático, mas servem apenas bebidas. Não tem absolutamente NADA pra comer, nem amendoins! Tomamos 2 cervejas AUSTRAL de 1 litro (CLP 3.300 cada), conversamos bastante e fomos embora. Pegamos um colectivo, chegamos a casa da Karen as 2h e fomos dormir. 5º dia: 30 de Março de 2017 (quinta-feira) 8h40 a Karen estava me deixando na rodoviária de Valparaíso. 8h45 estava pegando o ônibus de volta à Santiago. Cheguei 10h30 e comi um sanduíche e tomei um café (CLP 1990). Acessei um wifi na rodoviária e combinei de ver o Estádio Nacional com a Vladka. Por volta das 13h encontrei com a Vladka na estação ÑUBLE e caminhamos uns 15 minutos até chegar ao estádio. Chegando lá vimos que não haviam guias ou tour. Fomos informados pelo segurança no portão de entrada que era só chegar ao portão 7 e pedir pra alguém para nos deixar entrar. Fizemos isso e deu certo, porém só tivemos acesso a um setor da arquibancada. O estádio é muito bonito e imponente. Mas também dá uns calafrios em pensar que ele serviu de prisão política durante a ditadura de Pinochet. Deixamos o estádio e seguimos em direção ao bairro de “Paris-Londres”. Descemos na estação UNIVERSIDAD DE CHILE e logo na saída nos deparamos com a simpática igreja de San Francisco. A poucos minutos da igreja está o “Londres 38”, uma casa que serviu de prisão para perseguidos políticos durante a ditadura militar. A casa virou um memorial em homenagem aos mortos e desaparecidos durante a ditadura chilena. Vale muito a visita! Seguimos caminhando pelo simpático bairro e depois de um tempo fui embora. Cheguei na casa do Sérgio, me despedi dele e fui para a casa de outros couchsurfers: Chris e Pati. Peguei um metrô na estação LOS HEROES e desci na estação ESCUELA MILITAR. Lá peguei um “colectivo” até as proximidades da casa que ia ficar. Perguntei a um casal e me mostraram a rua que tinha que ir. Chegando na casa fui recepcionado pela Pati, que estava fazendo jantar. Ajudei ela cortando legumes e lavando alguns pratos. Pouco depois o Chris, seu marido, chegou. Terminamos de preparar o jantar, comemos e ficamos conversando até umas 23h quando fomos dormir. 6º dia: 31 de Março de 2017 (sexta-feira) Acordei as 8h30 e sai de casa. Andei 2 quarteirões e peguei o ônibus C11 até a estação ESCUELA MILITAR e de lá fui até a estação QUINTA NORMAL. Bem ao lado da estação se encontra o MUSEO DE LA MEMÓRIA. A entrada é gratuita e paguei CLP2.000 pelo audio-guia em português. O museu faz relatos do golpe militar sofrido pelo presidente eleito Salvador Allende e também tudo o que se passou com a população chilena durante a ditadura militar. Há jornais, revistas, fotos e objetos dos perseguidos pelo regime militar. O museu tem 4 andares e eu recomendo ficar ao menos 3 horas para visitá-lo por completo. Se forem à Santiago NÃO DEIXEM de visitar o MUSEO DE LA MEMÓRIA. Ele é absolutamente incrível! Deixei o museu e fui encontrar com a Vladka para irmos até a vinícola CONCHA Y TORO. Nos encontramos na estação Tobalaba e partimos para a estação PUENTE ALTA (a viagem durou uns 30 minutos). Saindo da estação pegamos um táxi até a vinícola (CLP 2.500). Conseguimos pegar o tour em inglês das 14h30 (CLP 12.000). Passamos pela casa dos donos da vinícola, mas não podemos entrar. Depois fomos até umas plantações de uva, onde deixam vc experimentar alguns tipos. Eu comi a MERLOT, CARMENERE, PINOT GRIS, entre outras. Todas uvas estavam muito pequenas, porém muito doces. Depois fizemos uma degustação de vinho branco chamado TRIO, que harmoniza com frutos do mar. Na sequência fomos a um galpão que armazena os barris de vinho a temperatura de 10ºC. Seguimos para outro galpão onde passa um vídeo falando sobre a história do vinho CASILLERO DEL DIABLO. Na volta fizemos mais 2 degustações de vinhos tintos e o tour terminou. A taça que usamos nessa última degustação é nos dada de presente. Ótimo pra quem tá viajando de mochila #soquenão. Na saída há uma loja que vende praticamente todos os rótulos da Concha y Toro. Comprei um Casillero del Diablo Carmenere (CLP 3.900) para levar de presente ao casal que estava me hospedando. Pegamos um taxi na porta da vinícola e voltamos à estação Puente Alta. De lá seguimos de volta até a estação Tobalaba, onde seguiríamos para o PARQUE BICENTENÁRIO. Saindo da estação paramos em um Subway e compramos um sanduíche (15cm) por CLP 3.450 e pegamos o ônibus 405. Depois de 10 minutos chegamos ao parque. O PARQUE BICENTENÁRIO é muito bonito e bem cuidado. Tem um lago e pode se ver muitos pássaros. Há também muitas crianças brincando e pessoas fazendo exercício. Paramos embaixo de uma árvore para comer o lanche e depois seguimos o passeio. Ao final da tarde pegamos um táxi para a estação Escuela Militar (CLP 3500). Me despedi da Vladka e peguei um táxi para casa (CLP 3000). Cheguei em casa e ajudei a Pati e o Cris a fazer o jantar. Comemos e tomamos vinho até as 23h quando fomos dormir. 7º dia: 01 de Abril de 2017 (sábado) Acordei as 8h15 e 8h45 deixando a casa. Me despedi do Cris e da Pati e caminhei até o ponto de ônibus. Peguei o C11 até a estação Escuela Militar e de lá fui até a Los Héroes onde peguei o CENTROPUERTO (CLP 1.700) até o aeroporto de Santiago. Chegando ao aeroporto fiz check-in e fui até o Dunkin’ Donuts tomar café. Comi um sanduíche de presunto e queijo, uma donut de creme e tomei um cappuccino (CLP 3.250). Às 11h segui para o portão de embarque e por volta das 13h estava deixando o Chile. Anexo ao relato algumas fotos da minha passagem por Santiago. Espero ter ajudado.
  21. SANTIAGO COM VALPARAÍSO, VIÑA DEL MAR E MENDOZA Santiago é uma cidade muito agradável com povo muito simpático, eu e meu marido fomos em fevereiro no forte do verão que é muito quente durante o dia mas refrescante na noite. 1- Aeroporto: para ir ao seu destino pode pegar um táxi( em torno de 150.000 pesos até o centro) ou um transfer. Nós pegamos o ônibus da empresa Starbus que sai do portão 4 ou 5 do aeroporto e custa 3200 pesos por pessoa. O final da linha é em frente à estação LOS HEROES. A partir daí pode pegar um táxi ou metrô. O problema é que as estações do metrô não tem escadas rolantes nem elevadores e só aconselho se você tiver pouca bagagem. 2- Metrô: o valor da passagem muda conforme o horário. Nos horários de pico fica em 1600 pesos e nos demais 1340 pesos. É muito fácil andar de metrô em Santiago. 3- Hostal: Nós ficamos no Hostal Providência ( Av. Vicuña Mackenna,92) de ótima localização, café da manhã excelente e 2 brasileiros na recepção. Só tem um inconveniente no verão pois não tem nem ventilador nos quartos, mas como refresca à noite o problema não fica tão sério. Este hostal é muito grande, tem 53 quartos e uma diversidade de hóspedes o que proporciona um excelente convívio para altos papos. Nas noites de sábado tem uma “janta” que custa 4000 pesos por pessoa e consiste em um prato de macarrão e duas taças de vinho. Tem também o dia do “terremoto” e do “pisco” que são bebidas típicas e é gratuito. 4- Câmbio: é melhor trocar seus reais em Santiago pois tem muitas opções de lojas tanto no Paseo Ahumada como na Av. Agustinas. Para chegar aí descer na estação do metrô Universidad de Chile , aí também se encontra um grande número de lojas e centro financeiro. Depois pode ir pela Av. Agustinas em direção ao Cerro Santa Lucia. 5- Cerro Santa Lucia um lugar muito bonito para um passeio e vista da cidade. Quase na saída(ou entrada depende por onde vens) tem uma barraca que vende bebidas e salgados. Aproveita para experimentar uma bebida típica chamada “ mote com huesillos” bem gelada. É um suco de pêssego, com a fruta inteira cozida dentro e uma espécie de canjica. Pode também tomar só o suco. É uma delícia! Em frente ao Cerro há uma feira de artesanato onde se pode comprar lembranças a bom preço. Caso vá direto ao Cerro sem passar pelo centro a estação do metrô é a Santa Lucia. 6- Shopping Costaneira e Sky Costaneira: metrô Tobalaba. O shopping é muito grande e bonito, com 5 andares. Tem o supermercado Jumbo onde se pode comprar os vinhos para trazer ao Brasil. Lá eles dão o plástico bolha para embalar as garrafas. Aproveitem!!! De dentro do shopping, descendo a escada rolante próxima à entrada, ficam os elevadores para o Sky Costaneira. Este é o maior edifício da América com 61 andares e pode-se subir ao último andar para uma vista incrível da cidade e da cordilheira. Imperdível! Preço: 8000 pesos por pessoa. 7- Parque Arauco e Shopping: Bairro Las Condes - Descer na estação Escuela Militar e pegar o ônibus que deixa na frente do shopping. Na frente do Parque tem o novo centro financeiro que é um conjunto de edifícios todos em vidro. Um show à parte. O Parque Arauco não é muito grande mas é onde as famílias se encontram para passar algumas horas com as crianças. No shopping se encontram as lojas mais famosas e caras do mundo como: Louis Vuilton, Mont Blanc, Omega, Victoria Secret e outras. 8- Pátio Bellavista: Metrô Baquedano, atravessar a avenida e a ponte sobre o Rio Mapocho e seguir em frente. Lugar para um jantar mais requintado, muito bonito. Na rua que passa ao lado, A Pio Nono, é o melhor lugar para um happy hour ou esticar a noite. Lá, as calçadas ficam cheias de mesas por uns dois quarteirões e pode-se tomar o “terremoto” ( bebida típica ) ou comer uma “chorrillana” ( morro de batata frita com ovos e bife = 6000 pesos) 9- Vinícola: escolhemos a Cousiño Macul . Descer na estação do metrô Quilin e pegar o ônibus D17 no Mall Paseo Quilin. Muito boa a visita guiada, imperdível. 10- Visitar no Centro: Plaza de Armas, Catedral Metropolitana, Museu histórico nacional ( de 3ª à dom, gratuito), Museu de arte pré-colombiana, Palácio de la moneda. VALPARAÍSO E VIÑA DEL MAR Quando chegamos para comprar passagem no Terminal de Buses Alameda ( metrô Universidad Santiago) para irmos pra Valparaíso, uma moça nos atacou e ofereceu um tour. Foi a melhor coisa que fizemos pois não seria possível conhecer tudo o que queríamos andando sozinhos. O nome da empresa é Rodotour e fica em frente aos guichês de passagens da Turbus. O tour inclui passagem ida e volta mais tour pelas duas cidades. Pode-se fazer a reserva com antecedência que sai mais barato( [email protected]). O passeio saiu 20000pesos por pessoa. Na chegada à Valparaíso fomos recebidos pelo guia Alejandro muito simpático que ficou com a gente das 11h até as 18hs. O micro estava lotado de brasileiros( prá variar). Valparaíso é uma cidade bem diferente pois possui 42 cerros onde vivem 80% da população. Esses cerros são muito altos e se sobe de carros ou ascensores (elevadores). Visitamos a La Sebastiana( uma das casas de Pablo Neruda). Ali perto tem a Plaza dos Poetas com esculturas de Neruda e Gabriela Mistral. Visitamos praças e monumentos. No caminho para Viña o tour nos leva à um Restaurante para o almoço. È muito caro, e algumas pessoas do grupo ficaram chateadas e um casal se retirou. Não gostei disso pois não deveriam levar o grupo para este local. Nós gastamos quase o preço do tour no almoço! Viña del Mar: é uma cidade muito bonita e como era verão estava lotada. Podemos ir só à Praia Reñaca pois as outras estavam interditadas pelo fenômeno “marejada” que são ondas de até 4m que invadem as praias. A água é muito gelada e varia de 10° à 15° e eu só molhei os pés no Pacífico.(E era verão!). Visitamos o Museu Fonck onde tem um dos 6 moais originais fora da Ilha de Páscoa. TRAVESSIA DA CORDILHEIRA E MENDOZA A travessia da cordilheira foi o passeio mais esperado por mim e um sonho realizado. Compramos as passagens com dois meses de antecedência para ter a garantia de sentar nos primeiros bancos do andar de cima do ônibus ( lado direito) da companhia Andesmar ou Cata. Saímos de Santiago as 8 horas para aproveitar o dia, é claro. É uma viagem incrível de tirar o fôlego não só pelas belas paisagens como pelos “caracoles”. Ela dura umas 7 horas pois perde-se mais ou menos 1 hora ou mais na imigração. Como era verão não vimos neve, uma pena. Mendoza é uma cidade agradável, limpa e bonita e como ficamos apenas uma noite e um dia fizemos o tour no ônibus de turismo. No centro tem muitos barzinhos na Peatonal Sarmiento. No final da tarde pode-se passear tranquilamente pela Plaza Independência, Paseo Alameda e Parque Central. O ponto turístico mais importante é o Parque General San Martin que possui escolas, uma universidade, teatro e zoológico. Voltamos para Santiago no ônibus das 23hs.
  22. WENDEL RICARDO

    FOMOS PRA SANTIAGO - CHILEEEE

    Galeraaaaa vou relatar aqui uma viagem que eu e mais 3 amigas fizemos para a cidade mais segura da América Latina! Santiago/Chile! Ficamos 5 dias nesse país maravilhoso, e foi SUPER BARATO! - Primeiro de tudo, aluguem um AP pelo site/app AIRBNB (compensa muitão). Ficamos com um AP a 2 quadras do centro de Santiago e bem perto de alguns pontos turísticos como Plaza De Armas, Palacio de La Moneda, Theatro, Rua Agustinas (Com várias casas de câmbio), mercados, padaria, e até um tipo de comercio onde você pode comprar lembrancinhas pra trazer pros friends e familia. O TOTAL DO VALOR do AP foi R$800,00 (que divido por 4 pessoas, deu 200,00 pra cada um) - Tivemos um problema com a passagem, e compramos apenas 1 mês antes, e pagamos R$1.000 (com mais antecedência as passagens sairiam entre 700-800 reais, ou seja, COMPREM com antecedência), um bom site, é max milhas, e passagens incríveis. - NÓS optamos por fazer compras e cozinhar no jantar. (os restaurantes que queríamos ir já estavam sem reservas). Um bom mercado pra se fazer compras é o LÍDER (tipo Wallmart). Todo dia, almoçávamos fora (McDonalds) e jantávamos em casa mesmo, o que nos fez economizar BASTANTE! - Fechamos os passeios com antecedência com uma galera indicada por uma brasileira que mora lá no Chile (quem quiser o contato do Whats do vendendor me chama inbox rs), foi extremamente barato um pacote de 3 passeios! Visitamos: Embalse el Yeso, Cajon del Maipo, Valle Nevado e Farellones, Val Paraiso, Viña del Mar, Vinículo Veramonte, etc! Por conta própria fizemos os passeios em Santiago: Palacio de La Moneda, Cerro San Cristóbal, Costanera Center, Sky Costanera, etc! - Pagamos 280,00 no passeio (os 3, e não cada um) - Levamos R$ 1.800 para trocar por pesos chilenos (troquem de pouco em pouco), gastamos apenas 1.000, e ainda voltamos com 800,00! DICAS: - Levem adaptador de tomada - Se quiserem internet na rua (3G, 4G) desbloqueiem antes na sua operadora. Não conseguimos comprar o chip de Santiago e a vendedora nos disse que demorava 3 dias para o cadastro do mesmo. (Tem um lugar que dá pra cadastrar na hora, mas o horário de funcionamento é BEEEEM restrito). - Baixem aplicativos para te auxiliar (Waze, Google Tradutor, Maps, Uber, CONVERSOR DE MOEDA). Dá pra se virar bem no portunhol COM ALGUMAS pessoas. Já outras não entenderão NADA! - PESQUISE qual a previsão do tempo para o destino dos passeios ANTES de sair de casa. Como fomos na primavera estava muito calor em santiago (30º), mas como os passeios são em lugares mais distantes, e em altitude bem elevado, pode variar MUITO o tempo. Cajon del Maipo por exemplo estava 8º, e Embalse el Yeso estava -1º. LEVEM ROUPAS de frio, o aluguel lá não é muito barato. - Todos os passeios vale a pena! Mas vá ao Valle Nevado/Farellones no INVERNO! (Pra chegar neles são mais de 60 curvas super fechadas) PRA RESUMIR: Tirei uma conclusão pós viagem: O mundo todo deveria conhecer Santiago! Que cidade top, que país show de bola! Super seguro, cheio de lugares inexplicavelmente LINDOS, pessoas EXTREMAMENTE EDUCADAS E GENTIS. O trânsito lembra bastante São Paulo, as paisagens lembram o RIO, já a segurança nenhum pq Santiago é uma cidade super segura. Metro funciona muito bem, e é bem fácil de compreender já que é igualzinho de SP, inclusive o mapa e as linhas haha.; Segue algumas fotos pra vocês darem uma olhada pessoal, qualquer dúvida, complementar de dicas, ou quer saber algo mais específico, fiquem a vontade! NÃO GUARDEM MÁGOAS, GUARDEM DINHEIRO E BORA VIAJAR! Eu tive a oportunidade de ir com pessoas incríveis! CHAMA A GALERA, A FAMÍLIA E OS AMIGOS E BORA!
  23. Ola, amigos! Janeiro e férias! Decidi dessa vez ir para Santiago e San Pedro do Atacama. Fui com um amigo que topou de ultima hora essa trip. Vou tentar relatar o máximo que eu consegui sem ocupar muito o tempo de vocês. Qualquer duvida, só falar. Achei importante e que eu quase não via aqui na hora de ler os relatos foi o valor em pesos e em reais também, pra ter uma média melhor, então vou tentar sempre relatar os dois. Dia 6 ao 11 - Santiago Dia 11 a 16 - Atacama. Santiago Dia 06 - 1º dia. A viagem começou cedo, tinha conexoes a serem feitas e uma rapida e breve experiencia no Couchsurfing. Chegamos em Santiago por volta de 1h da manha do dia 06. Na saída do aeroporto trocamos o minimo de pesos possivel, apenas o básico pro transfer, no valor de $7500 (+/- R$35) pesos e para o metro até o hostel no dia seguinte, $600 pesos (+/- R$3). Visto que o check-in do Hostel começava as 14h, optamos por ficar uma noite na casa da Alicia, encontrei-a pelo site do Couchsurfing e foi uma experiência bem agradavél e por isso quis relatar aqui. Não foi tão simples e rapido como eu esperava que fosse e como teria lido relatos tambem. Demorei pra encontrar a Alicia; uma pessoa muito gente boa e com a casa super aconchegante e agradável, perto do metro, o que facilitou a nossa vida. Ela saiu de manhã para trabalhar e deixou a casa toda pra gente. Deu 11h e nossa aventura de achar o metro e o hostel tinha começado. Pra minha surpresa, foi mais facil que o esperado. O metro tem várias linhas, mas tinha muitas placas bem sinalizadas, o que foi um alivio e tanto. A linha vermelha me pareceu ser a principal, e a única que precisei usar. Chegamos tranquilamente ao Che Lagarto, hostel que reservei pelo booking. Muito bem localizado e muito bem estruturado. Fica num prédio com 10 andares, com elevador, terraço com bar, area social na recepção com tv e sinuca. Os funcionários sao muito prestativos e te ajudam nas mais diversas duvidas que você tenha. A cozinha é um espetaculo a parte, enorme, bem montada e com tudo que você precisa. Os quartos são enormes, como se fossem dois ambientes, cada um com duas beliches...no meio ficam os lockers, estreitos mais bem altos, você pode alugar um cadeado na recepção ou levar o seu. O café parece um banquete, maravilhoso. Fomos andar aos arredores, fazer o cambio e tudo mais. Demos sorte de achar o cambio por 196 na Rua Augustina e aproveitamos para trocar tudo de uma vez, já que as casas de cambio no Atacama o real é bem desvalorizado. (pra fazer a conta, seria a quantia em real levada x196, que daria o valor em pesos chilenos que você teria.) Resolvemos almoçar num bar meio famoso por lá, conhecido por ter tido a presença do Bill Clinton e que por coincidência ficava ao ladinho do hostel. A noite, fomos conhecer a animação do bairro Bella Vista, aproveitar também, que era uma sexta feira. Acabamos numa boate chamada Club 57, que tocou tudo que é ritmo, até um pouco de br hahaha mas esse povo é meio parado ainda no Kuduro e Michel Teló, garantiu boas risadas. A entrada custou $5000 pesos (+/- R$25) e descobrimos depois que apresentando a pulseira do hostel não pagava nada Dia 07 - 2º dia Conhecendo mais os arredores, paramos no Cerro Santa Lucia, parada obrigatória pra qualquer turista. É tudo muito rústico e lindo de se ver. Subindo e subindo você chega no ponto principal e tem de presente uma vista e tanto do centro de Santiago e das Cordilleras. Na volta, ja tarde, resolvemos andar um pouquinho e almoçar no restaurante Mama Rockers. Todo moderno e alternativo. O hamburguer valia cada centavo e ficamos cheio até o dia seguinte. Custou por volta de $5000 pesos (+/- R$25) + refri $1000 e poucos pesos (+/- R$6). Terminamos o dia em um grupão que tava no hostel rumo a mais uma baladinha em BellaVista, dessa vez nao pagamos, que um dos meninos era local e conhecia os organizadores. Foi num lugar meio rústico ao pé do Serro San Cristobal, no final da rua Pio Nono (a principal), a festa era só de Reggaeton e eu amei demais já que amo um reggaeton hahahha. Dia 08 - 3º dia. Acordamos, tomamos café e seguimos ao metro em direção a estação Pajaritos, aonde se encontra tambem um terminal de onibus para varios locais incluindo Valparaíso, nosso destino. Tem varias e varias agencias no centro que faz o passeio Valparaiso+Vina del Mar por volta de $20-25 mil pesos (+/- R$100-120), mas resolvemos ir por conta já que queriamos uma certa propriedade sobre nossos passos e do que fazer, além de ser bem mais barato. Na estação, pagamos $4000 (R$20) pesos pela ida e $5000 (R$25) pela volta, mais compramos separadamente e talvez se comprarem ida+volta saia mais barato ainda. Chegamos no terminal de onibus de Valpo e com o mapinha na mão (não larguei por nada e nos ajudou demais) seguimos em direção a subida mais conhecido de lá. demoramos por volta de 20 a 25 min caminhando tranquilamente e chegamos na escadinha principal, onde os guias e alguns turistas tambem estavam subindo. É uma subida boa e cansativa, mas a cada vez que se olhava pra tras via um visual e tanto. Desde o começo do passeio, apesar dos gastos baixos, eu e meu amigo resolveos tirar o dia e nos presentear com um jantar mais careiro, com direito a vinho e entradas hahahah e decidimos ser em Valparaiso. Foi delicia e pagamos cada um uns $10.000 (+/- R$50) com direito a entrada, prato principal e sobremesa, tudo muito delicioso. Descemos o morrinho e fomos andando pela Av. Brasil, conhecido por ter varias universidades e os estudantes ficarem na praça em frente que é estreita mais do tamanho da rua inteira, toda de coqueiros e com um arzinho muito agradavel. Terminamos o dia vendo o por do sol na frente dos leões marinhos (parada obrigatoria em valparaiso). Voltamos ao Hostel e ficamos em galera bebendo e conversando madrugada afora, já que era Domingo e tanto o bar do hostel como a cidade é meio parada. Dia 09 - 4º dia Café da manha bem farto pra aguentar o dia e seguimos rumo a outro ponto obrigatório em santiago, o Cerro San Cristobal. Fomos andando do hostel até lá, é uma boa andada de uns 40min, mas paramos por diversos lugares para conhecer e tirar fotos. Chegando lá ja tinha uma fila bem grande, mas até que foi bem rapido. Pagamos a Funicular ida e volta para subir e descer mais rapido ate o Cerro. $2000 pesos (R$10). É um passeio rapido e muito gostoso. Subindo e subindo o Cerro você da de cara com o Santuário, o lugar é muito muito bonito e emocionante, da uma paz interior muito boa, e tem uma musica ambiente própria ao Santuário. Dia 10 - 5º dia Como era nosso ultimo dia, resovelmos tirar o dia para comprar as lembrancinhas e dar mais uma volta aos arredores. Fomos até o palacio La Moneda, aproveitamos para dar uma entrada e ver como era por dentro tambem. Tava rolando um exposição do Picasso e tudo mais. Depois de muita andança finalizamos o dia no hostel com muitos vinhos e petiscos. Aliás, indico demais vocês provarem o Tostitos e o Ramistas Crisp, uma deliciaaa. Atacama Dia 11 - 1º dia Chegamos em Atacama por volta de meio dia. Nosso voo de Santiago X Calama foi as 8h e chegamos por volta de 10:15h, depois o transfer de Calama ate Atacama de 1:30h. Reservamos o Hostel Siete Colores, que fica próxima a rua principal, Caracoles. Fizemos o Check-in e fomos direto pechichar os tours nas agencias, já que queriamos fazer um passeio já no mesmo dia. Depois de passar por umas 5 agencias, fechamos com a Tani Tani. Tivemos um feedback bom de umas brasileiras que chegaram na hora que estavamos lá e que ja estavam no ultimo passeio. O valor total de 5 passeios ficou em $63 mil pesos (+/- R$320) + 15mil (+/- R$80) de entradas (nas entradas usei sempre minha carteirinha de estudante, IMPORTANTE: vale qualquer coisa, até comprovante no celular, vi aqui de gente dizendo que tinha que tirar a carteirinha brasileira de estudante, e apesar da minha ser, vi varias que nao eram, inclusive meu amigo mostrava só o comprovante de que estudava na faculdade e pelo celular). Os passeios que eu fiz foram: Valle de La luna, Piedras Rojas + Lagunas Altiplanticas, Lagunas Escondidas e Geyser del Tatio. Marcado 15h na agencia, seguimos ao Vale de La luna, que passou pela Cordillera del Sal, as tres marias e outros pontos lindos de viver. Finalizamos com uma bela vista do por so dol. Chegamos de volta as 21h e fomos descansar no hostel. Dia 12 - 2º dia. Passeio a Piedras Rojas e Lagunas. acordamos bem cedo, que o passeio começava com a van nos pegando no hostel as 7h. Passou pela Laguna Chaxar, Piedras Rojas e as Altiplanticas. Na volta, a tarde, uma parada pelo Tropico de Capricornio. Esse passeio contou tambem com o Almoço, muito gostosinho, por sinal. E no final, ainda fomos a uma cidadezinha ao lado ver lhamas <3 Na volta, fomos a um Bar chamado Lola, com musica ótima e tambem rolava karaoke por la, um clima muito bom. Os bares e restuarantes em Sao Pedro fecham normalmente a 00h, sem excessão. Na sexta e sabado alguns funcionam ate 01:30h. Dia 13 - 3º dia Foi dia de Lagunas Escondidas, aquela que você boia de tanto sal. É tudo muito lindo e te faz pensar como que a natureza apronta uma coisa tao linda dessas. Na volta, tem uns snacks bem servidos, na pedra do coiote, pra ver o por do sol. Dia 14-15 - 4º e 5º dia. No dia 14, tiramos um day off, pra curtir o centro, almoçar, comprar lembrancinhas e queriamos alugar a bike e ir até Pukara de Quitor, não rolou, ninguem tinha bike pra alugar no dia, então fica ai a vontade pra próxima. No dia 15, tinhamos o Geyser, o passeio é famoso por começar bem bem cedo, as 4h da manha e por fazer bem frio e chegar a temperatura negativa. Tem a altitude bem alta, 4.300m. Ideal você se agasalhar MUITO. Fui com tres blusas, um casaco de lã, luva, legging, calça jeans, duas meias e tenis esportivo. E senti friooo! Nesse passeio tem o Desayuno (cafe da manha) incluido e muito gostoso. Tambem passei bem mal por conta da altitude, fiquei fraca, e com falta de ar. a Dificuldade de respirar aliás, durou o dia todo. Muito valido levar bala ou planta de Coca, alguns guias tambem lhe dão. Dia 16 - Volta pra Casa Em poucas palavras, o atacama foi a coisa mais bonita que meus olhos ja viram, voltei de alma e coração lavados. Resumão de valores, se eu esquecer de algum, só perguntar. Pra atingir um valor equivalente do peso em real, usem a regrinha de multiplicar por 5. Ex: $2000 pesos, equivalente a R$10, pois 2x5=10 Aero RioXSantiago (com conexao ida e votla em SP) - R$1500 Aero SantiagoXCalamaXSantiago - R$380 DICONA: Comprei pela Latam. Procurem na aba anonima por ''latam chile'' e comprem diretamente de lá, vai aparecer tudo em pesos mas é só usar a regrinha da conversão que dá tudo certo, é muito mais barato, coisa de R$200 a R$300 reais, ou mais. Só que precisa ser de cartão internacional, tá? e esse valor ja incluiu ida e volta+taxas+IOF) Transfer aero de CalamaXAtacama (ida e volta) R$100 ($20 mil pesos) Transfer Aero ao Centro de Santiago R$40 ($7.500 pesos) - Taxi sai por volta de 15mil pesos, é fretado e valor fixo. Pacote com 5 passeios no Atacama R$320 ($63 mil pesos) Hostel Che Lagarto em Santiago, 5 diarias R$220 Hostel Siete Colores no Atacama, 5 diárias R$400 Gastos em Santiago R$600 ($127 mil pesos) Gastos no Atacama, com o transfer incluido R$400 ($84 mil pesos) TOTAL DE GASTOS (FORA PASSAGENS QUE PODEM VARIAR): R$1980 Ainda me sobrou 40mil pesos, que troquei no aero mesmo, na volta. É isso, espero que curtam.
  24. Oi gente estou em viagem pelo Chile realizando um sonho antigo, pois todo ano pensava em fazer esse roteiro e acabava mudando pra outro. Eu ja fui pra Argentina por 16 dias fiz Buenos Aires, El Calafate e Ushuaia. Fiz no ano passado Peru e agora a bola da vez é Chile com Santiago, Pucon e Atacama. Minha viagem vai durar 13 dias e vou tentar colocar aqui um pouco do que estou conhecendo, tentar colocar alguns preços, passeios e fotos. Não sou boa pra escrever kkkkk então será resumido... Segue primeiro o roteiro... Viagem Chile 2016 - 13 dias 04/10 – Ida para Santiago as 7:35 - Passeio Santiago (trocar dinheiro bairro Agustinas) 1ª diária 05/10 – Cajon del maipo - Embalse El Yeso – 2 diária Santiago 06/10 - Vinícolas - ida para Pucon a noite 07/10 – Pucon – 1 diária – passeios na cidade alugar bike 08/10 - Pucon – 2 diária – Parque Nacional Huerquehue (fa) 09/10 – Pucon – retorno para Santiago a noite 10/10 – Ida SPA – 1 diária 11/10 – SPA - Manhã livre, tarde Valle de la luna - Tour antronômico a noite – 2 diária 12/10 – Lagunas Altiplanicas e Piedras Rojas – 3 diária 13/10 - Geysers del Tatio e Laguna Cejar – 4 diária 14/10 – Salar de Tara – 5 diária 15/10 – Pukara de Quitor, Quebrada del Diablo e túnel – 6 diária 16/10 - retorno Santiago - Retorno SP Então pessoal esse é o roteiro original..mas sempre acontece mudanças, então vou colocar pra vocês o dia a dia o que realmente estou fazendo ok.. Na realidade mudou muita coisa rsrsrs
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