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Encontrado 10 registros

  1. Monni Duka

    Viagem América do Sul

    Olá Farei uma viagem em julho/2019 por alguns lugares na América do Sul e gostaria de algumas dicas, sobre locais a visitar, transporte, estadia, etc. Viajarei de São Paulo no dia 30 de junho e chegarei em Buenos Aires as 2h do dia 1/7. Será uma viagem de 20 dias, sendo meu maior foco em Santiago, Chile. Passaremos também por Mendoza, Colônia do Sacramento e Montevidéu. O roteiro é mais ou menos o seguinte: 1 a 4/7 - Buenos Aires (saindo para Mendoza pela manhã) 4 e 5/7 - Mendoza (passagem e passeio local) 5 a 12/7 - Santiago 12/7 - saída de Santiago com destino a Colônia do Sacramento ou Montevidéu, porém, pensamos em ir até Mendoza e de Mendoza a Buenos Aires para então, ir ao Ururguai. 13 a 16/7 - Colônia do Sacramento 16 a 20/7 - Montevidéu 20/7 - São Paulo (Qual seria a melhor opção de valor? Ir até Buenos Aires e depois São Paulo? ou direto de Montevideo para São Paulo?) Se puderem me ajudar, serei muito grata. Grande beijo a todos. Mônica
  2. Olá, Já tinha ouvido relatos sobre a antiga estrada que ligava Mendoza(Argentina) ao Chile. Hoje a travessia é realizada pela Ruta 7. Eu, minha esposa e nossa filha embarcamos nessa aventura, partimos de Blumenau-SC até Mendoza-Argentina, foram percorridos no total 5490km (ida e volta). Partimos dia 23/12/18 pela manhã e chegamos a Mendoza dia 25/12/18 fim da tarde. Pesquisei bastante sobre procedimentos para este tipo de viagem, como kit primeiros socorros, cambão, carta verde, e outros mais. Primeira parte da viagem foi de Blumenau até São Borja (ficamos na hospedagem dos imigrantes) no outro dia fomos até a pequena cidade de Saturnino m Laspiur(ficamos na hospedaje Quique) e no terceiro dia chegamos a Mendoza. No dia 26 largamos o carro no estacionamento e caminhamos o dia todo pela cidade, que é bem movimentada mas tranquilo de caminhar, principalmente na Peatonal Sarmiento, um calçadão bem movimentado e com muitos restaurantes e cervejarias ótimas...e claro ótimas sorveterias. No dia 27 fomos de carro pela ruta 52 até a reserva natural Villavicencio, e dessa parte em diante fui de bike, minha esposa e filha acompanharam no carro. Foram 27km de subida, chegando a 3.000metros do nível do mar, e o pedal continuou até a cidade de Uspallata, totalizando 57km. O percurso é maravilhoso, paisagens fantásticas, muitos Guanacos...e não vimos o tal temido Puma. Não senti diferença de altitude, mas minha filha e esposa sentiram um pouco de tontura, e claro uma diferença de temperatura. O lugar é "hermoso" sem palavras para descrever tamanha beleza. De Uspallata fomos de carro até Las Cuevas, cidade fronteira com o Chile, o caminho é ótimo e sempre subindo. Um visual lindo demais, cercado de montanhas que ainda tinha muito gelo no topo. Ficamos no hostel Portezuelo Del Viento, um lugar muito aconchegante e um atendimento primoroso pelo (Juan Pablo). A noite faz muito frio, mesmo em pleno verão(deve ter chegado bem próximo de 0 graus) mas o hostel tem ótimos aquecedores. Pela manhã seguinte fizemos a épica subida ao Cristo Redentor de Los Andes, a 4.000 de altitude, fazendo divisa com o Chile. Subimos primeiro de carro, passando por várias encostas com gelo. Após voltar ao hostel, peguei a bike(mtb) e subi o morro, um sonho de muito tempo, são 9,5km de subida ingrime, com direito a muito vento e claro um pouco de dificuldade de respirar. Voltamos pela ruta 7 até Mendoza, a paisagem é magnifica! Paramos rapidamente em Potrerillos, um dique artificial com águas das geleiras. Ficamos mais 03 dias em Mendoza, conhecendo as lindas praças, mercado público, restaurantes, sorveterias, bodega Renacer... Ainda fiz mais um pedal para o cerro Arco, que é aos redores de Mendoza. Tem um mirante maravilhoso no alto dessa montanha. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que vão fazer caminha e treino nesse local. Os argentinos fazem muito treeking, aproveitando as montanhas ao redor. Foi uma viagem muito louca, ousada e tremendamente divertida e prazerosa.
  3. bluzes.dust

    Mendoza 2017

    Depois de muito tempo resolvi postar alguns relatos... Enfim, depois vencer a preguiça e falta de tempo, aqui estou! Mendoza eh um estado da Argentina que deve ser visitado! Além do Aconcagua existem varios motivos para incluir essa beleza quando for passar pela Argentina. Não tenho info de passagem aerea do Brasil para Mendoza porque moro em Buenos Aires, então vou ficar devendo essa informação. Regra geral e chave de ouro> ficar na capital *Mendoza*, acordar cedo e ir pro terminal de onibus escolher para onde ir de forma rapida e barata Total> 8 dias Gasto *sem aereos> fazendo a conversão pesos para reais> 2 mil reais total para o casal, incluindo hospedagem, transporte e alimentação Rotreiro> Mendoza Capital, San Rafael, El sosneado, Godoy Cruz, Potrerillos, Cacheuta e Parque provincial Aconcagua Dia 1 Chegamos no aeroporto e tomamos um onibus até o centro. No terminal compramos passagem de onibus para San Rafael, super barata! Tem um site que dá para consultar os preços atuais, mas la na rodoviária é tranquilo de comprar. Eles aceitam todo tipo de pagamento, incluindo cartão de crédito. Deixo o site> http://www.plataforma10.com.ar/pasajes-micro?gclid=CN7Px5GVt9QCFVcGkQodXEYLAg Chegamos em San Rafael e ficamos de boa na cabana que reservamos pelo booking com um preço super economico. De Mendoza a San Rafael são 3 horas, mas optamos por não fazer nada nesse dia e descansar. Dia 2 Valle hermoso Pegamos um onibus que nos levou até o topo do vale e baixamos caminhando até a metade. A outra metade baixamos pelo rio fazendo rafting. Nesse dia gastamos tão poco que ficamos emocionados. Contando onibus, rafting e comida gastamos 150 reais para os 2! Dia 3 El Sosneado Acordamos tarde, tipo 7 da manhã e perdemos a chance de nos meter na unica excursão que tinha para visitar as ruínas do hotel abandonado em El Sosneado. Antes de deixar a depressão tomar conta de mim eu corri na secretaria de turismo e perguntei pra menina da recepção> se existe alguma forma de chegar la por minha conta me diga e eu o farei! Ela me disse que alguns taxistas se aventuravam com carros normais, porque normalmente somente veiculos 4x4 faziam o trajeto. Eu logo pedi o contato do doido que ia e chamei. O Miguel me atendeu e disse que me levava por 100 dólares, eu aceitei, claro! Foi incrivel, porque o Miguel viveu toda a vida em San Rafael e nos contou tudo sobre o lugar. Se alguém animar a fazer o mesmo é só ir na secretaria de turismo e pedir o contato de remis que vai a El Sosneado, perguntem por Miguel. Dados sobre o lugar> hoje existem apenas as ruínas de um grande hotel construído em 1938. Diz a lenda que por um mistério todos abandonaram o hotel. Dizem que Perón ia se encontrar com nazistas no lugar... Hoje além das ruínas estão as termas com agua que descem do vulcão Overo. Dia 4 Godoy Cruz Voltamos para o norte do estado e ficamos na cidade Godoy Cruz. Passamos por umas bodegas para provar e comprar vinhos. Depois ficamos dando voltas pelo centro e voltamos para casa. Ficamos numa casa super barata que se chama casa malbec e vocês podem encontrar por airbnb. Recomendo! A unica coisa ruim é que não tem toalha, mas como sempre levo pra mim não fez diferença. Essa cidade esta a 20 minutos da capital e eh mais tranquila. Tem ônibus e esta muito bem localizada. Dia 5 Potrerillos Pensa num dia que só gastamos 100 reais e nada mais! Lindo! Enfiamos lanche na mochila e pagamos o onibus. O resto> caminhar e observar a natureza. Do terminal é só pegar o onibus de linha e descer em Potrerillos. Tem um restaurante pra quem não levar comida e um senhor muito esperto que aluga o banheiro da casa dele kkkk Dia 6 Cacheuta Novamente, levantamos e fomos direto ao terminal de onibus. Passagem para cacheuta super barata outra vez... com 100 reais estávamos os 2 felizes na estrada. Entrada das termas uma piada> 100 pesos cada um, tipo 35 reais. Esse foi o dia para ficar o dia todooo descansando nas piscinas quentes! Dia 7 Parque provincial Aconcagua Muito sol! Pagamos 100 pesos cada um pra entrar e o mesmo de onibus dos dias anteriores... Levamos mate, agua e lanche leve só para passar o dia. Essa é a regra> ficar hospedado em Mendoza capital e ir para o terminal escolher para onde ir pagando barato kkkkk Dia 8 Dia de acordar tarde, tomar um lindo cafe da manha e voltar pra casa Se tiver aguma duvida é só perguntar e respondo!
  4. Olá, pessoal. Eu e minha esposa iremos ao Chile em setembro/2018. Apesar de eu já ter ido, fiz um roteiro diferente do que queremos fazer agora. Sendo assim, gostaríamos de ajuda de vocês para montarmos o itinerário mais adequado. Sairemos de Fortaleza no dia 16 de Setembro e chegaremos em Santiago às 18:10 do mesmo dia. Aí começam nossas dúvidas. Chegaremos justamente nas Fiestas Pátrias chilenas. Queremos conhecer essas festas, mas sabemos que muitos locais não abrem. Os lugares turísticos são afetados, como Plaza de Armas, museus, Palácio de La Moneda? Estamos pensando em fazer o seguinte percurso: Dia 16) Fortaleza - Santiago Dia 19) Santiago - Mendonza, ARG (por a passagem de avião ser mais barata) Dia 20) Mendonza - Bariloche (avião) Dia 23) Bariloche - Puerto Varas (melhor fazer o Cruce Andino ou viajar de ônibus e deixar pra fazer os passeios de barco em Puerto Varas?) Dia 26) Puerto Montt - Valdívia - Pucon Dia 29 tarde) Volta pra Santiago (ônibus) Dia 30) Santiago - Fortaleza Não separamos dias específicos pra cada lugar. Queremos curtir o ambiente e decidir se vale a pena ficar mais ou menos dias. Como iremos em Setembro e vai ser fim de inverno, sabem dizer se dá pra esquiar em Valle Nevado, fazer trilha na Cordilheira dos Andes, ir em Cajón Del Maipo? Indicam alguma vinícola mais rústica e/ou tenha viagem de trem? Desde já, agradecemos as respostas!!!
  5. Eu e meu marido passamos 1 semana em Mendoza entre 14 e 21 de maio de 2017. Meu primeiro conselho para quem vai é: leia o fórum aqui do Mochileiros. Tem muita informação que ajuda a ter uma ótima ideia sobre como funciona a região. Vamos ao relato: 14/05 (domingo) – Rio x GRU x MDZ Fomos de Gol, saindo do Galeão às 8h da manhã e chegamos em Mendoza às 15h sem nenhum atropelo. A intenção era ir para Santiago e partir de ônibus para Mendoza. Acontece que a época que escolhi (outono) costuma receber nevascas na montanha e fechar o Paso. Como não tínhamos dias sobrando caso isso acontecesse, resolvemos não correr esse risco. Fomos direto de avião mesmo. Fomos com uma merrequinha de pesos argentinos no bolso que havia sobrado de uma viagem anterior. Não dava para pagar o táxi (que custou AR$ 160) e nós já sabíamos disso, então fomos buscar um local para câmbio e o cara do escritório de informações turísticas disse que não há como fazer câmbio ali. A saída era pagar o táxi com dólar mesmo. Bem, fomos em busca de táxi e não havia nenhum ali. No ponto já havia um casal de brasileiros esperando e nos juntamos a eles. Sugeri que pegássemos um táxi juntos para reduzir o tempo de espera e eles toparam. Em seguida chegou um táxi da cidade, aqueles pintados de amarelo e azul marinho, para deixar passageiros e fui logo perguntando se podia nos levar. Ele enrolou, disse que não cabia todo mundo, desconversou e logo em seguida chegou o táxi do aeroporto mesmo. Já veio abrindo a porta, colocou todas as malas no carro e partiu feliz da vida com todos nós para cidade. Uma curiosidade aqui é que as pessoas de Mendoza normalmente são simpáticas e solícitas quando você as aborda, mas os motoristas desses táxis pintados, meudeus, que mau humor! Fizemos check-in no hotel Villaggio Boutique que eu havia reservado pelo Booking. Aliás excelente hotel e excelente localização, recomendo o Villagio. Deixamos nossas coisas no quarto e partimos para a Praça Independência. O tempo estava ótimo, um pouco frio e a barriga começou a roncar de fome. Não conhecíamos nada ainda e caímos na Peatonal Sarmiento. Furada. Às 16h só tinha uma casa de doces e um café aberto por ali, mas nada que nos inspirasse. Foi quando vimos um Subway e resolvemos não inventar mais. Mas gente, como aquele teriaki deles arde. Credo! E olha que eu gosto de uma pimentinha heim... Depois do lanche fomos ao Carrefour comprar água, pasta de dentes e biscoitinhos (que acabaram ficando de brinde pro hotel porque come-se MUITO bem nessa cidade). Eis que me deparo com algo que quase me fez voltar ao mercado todo dia... Como não amar? Mais tarde saímos para jantar, afinal, era meu aniversário. O cansaço nos levou para a pizzaria mais próxima que a gente achou e entramos na Pizzaiolo, na Calle Sarmiento. Ótima pizza e ótimo atendimento. Não tomamos vinho porque no dia seguinte começaríamos uma maratona pelas bodegas, mas os preços dos vinhos nos restaurantes não é ruim. Por AR$ 400 tivemos um ótimo jantar: antepasto de berinjela com pãezinhos quentinhos, uma pizza grande deliciosa, dois refris e com a gorjeta inclusa. Ah é, não se esqueçam que a gorjeta lá não vem na conta e você dá o valor que acha justo. Fechamos a noite de barriga cheia e felizes da vida por estarmos em Mendoza. Normalmente a gente aluga carro pra ter mais liberdade, mas como não queríamos nos preocupar com a quantidade de vinho que bebíamos, resolvemos contratar um motorista e foi a melhor decisão que tomamos para essa viagem. Dei uma procurada em fóruns e blogs e cheguei no recomendo Leonardo Harth (tão recomendado que fiquei até desconfiada no início, mas a dica é quente mesmo). Fiz contato por e-mail, ele respondeu rapidinho, mandou infos sobre a cidade, sugeriu roteiro, fez o preço, chorei um descontinho e fechamos um pacote com 4 dias de passeio (3 dias de bodegas + Alta Montanha). 15/05 (segunda-feira) – Vinícolas de Maipú Às 9h o Christian (motorista enviado pelo Leonardo) nos buscou no hotel e pedimos que ele nos levasse a uma casa de câmbio onde trocamos alguns dólares (a AR$ 15,50) e, depois, partimos para Maipú. É bom lembrar que você vai sair da casa de câmbio com uma quantidade de notas de dinheiro 15 vezes maior do que quando entrou. Então, planeje-se pra ter onde enfiar essa papelada toda. As folhas amarelas e vermelhas do outono estavam tão lindas que eu queria parar toda hora pra tirar foto. Quase precisei de uma camisa de força pra conseguir resistir. Primeira bodega que visitamos foi a El Enemigo (do enólogo da Catena Zapata). Quando chegamos lá estavam colhendo azeitonas, que também é um forte da região. Pegamos dois tipos de degustação diferentes e trocamos as taças enquanto experimentávamos os vinhos. Foram 7 vinhos diferentes no total. A bodega é pequena e até um pouco exótica. De tempos em tempos eles escolhem um artista da região e adornam o local com as peças dele. Foi a primeira vez que vi desses tanques de concreto em formato oval que, de acordo com eles, dispensa a interferência externa durante a fermentação e o processo de remontagem (mistura), deixando os taninos mais polidos. Os vinhos dessa bodega são excelentes e nos apaixonamos pelo Malbec deles. Fazem ótimos Cabernet Franc também. Na El Enemigo provamos também a melhor empanada de toda a viagem, servida na degustação dos vinhos, junto com nozes, castanhas, passas e queijinhos. Lugar super agradável e pessoal simpático. Perdemos a hora e o nosso guia veio correndo nos buscar. Dali seguimos para a Trapiche, uma vinícola grande, bem industrial. Quando chegamos o tour já tinha começado, mas conseguimos acompanhar, fizemos a degustação (que eu achei fraquíssima), tiramos algumas fotos e fomos embora. O lugar é bonito, mas a Trapiche não nos conquistou, apesar de gostarmos dos vinhos dessa bodega. Pagamos aqui AR$ 150 por pessoa para degustar 3 vinhos e sem nenhum acompanhamento. Fomos almoçar na Casa de Campo. Ótimo restaurante com comida caseira muito bem elaborada. O dono é super simpático e muito atencioso. Nesse restaurante, se você quiser vinho, escolhe uma garrafa da adega com a ajuda do dono para acompanhar o almoço. A comida é muito boa, recomendo. Acontece que para acompanhar a sobremesa serviram um vinho doce e eu tomei. Primeira bola fora da viagem. De uma hora pra outra fiquei “borracha”. Cuidado, gente! Vinho doce é um perigo e se misturar lascou-se! A sorte é que dali fomos para o hotel e não deu tempo de fazer vergonha. Coloquei uma roupa mais confortável e fui com o marido caminhar (andar é bom pra curar pileque, viu?) na Praça Independência. Lá pelas tantas lembrei que glicose é bom pra essas coisas e fui comprar um algodão doce ali na praça mesmo. Nem quero saber o estado do meu espanhol naquela hora, mas no fim das contas saímos da barraquinha de algodão doce com dois algodões, um deles de graça, que o vendedor fez questão que levássemos. Insistiu muito repetindo sem parar que era presente pro meu marido “yo te regalo, estranjero”. Acho que no fim das contas a cara de bêbada não era só a minha... 16/05 (terça-feira) – Vinícolas de Luján de Cuyo O dia amanheceu nublado, muito frio. Dessa vez o Leonardo nos enviou o Alfredo, outro motorista que presta serviço pra ele. Adoramos o Alfredo também. Saímos do hotel às 8h30 e chegamos na Achaval Ferrer com o céu todo encoberto. Não deu pra curtir a vista da Cordilheira. O lugar é lindo, aconchegante, pessoal simpático e os vinhos são excelentes e experimentamos um dos vinhos direto da barrica. Peguei leve porque o estômago estava de mal comigo e não queria conversa. Mesmo assim foi uma ótima degustação. Na Achaval tomei o melhor vinho licorado da minha vida. Chama-se Dulce e é bem caro, assim como os outros vinhos da Achaval. O Finca Mirador deles também é um escândalo de bom. O atendente dessa bodega falava um ótimo português. Aliás, é muito comum o pessoal de Mendoza falar bem o nosso idioma, afinal, 80% do turismo da cidade é de brasileiros. Coitado do Alfredo, teve que parar um monte de vezes pra gente tirar fotos de tudo o que via. Ô paciência. Eu já estava com vergonha de pedir, mas ele parava feliz da vida, todo alegre e rindo das nossas manias. Mas, gente, como eu podia deixar de tirar foto disso? Nem morta... Saímos da Achaval e partimos para uma bodega pequena e pouco conhecida, mas que foi das minhas preferidas de toda a viagem no que diz respeito à qualidade do vinho: chama-se RJ (de Raúl Jofré). Fizemos a visita, que é bem rapidinha, partimos para a degustação e nos apaixonamos pelos vinhos dessa bodega. Lá pelas tantas o dono apareceu, conversou um tempão conosco, contou sua história e autografou as garrafas que compramos. Muito simpático. A fome já estava monstra e partimos para almoçar na Belasco de Baquedano. Almoço harmonizado com 5 passos. Gente, que delícia! Recomendo muito o almoço da Belasco. Além de tudo, o tempo estava bem melhor e almoçamos com uma vista lindíssima para a Cordilheira. Nem preciso dizer que depois do almoço rodamos pra lá e pra cá tirando fotos... Maravilhoso o lugar, ótimo atendimento e bons vinhos. A sala de aromas deles também é muito bacaninha. Foi a vez do marido cair nas garras do vinho e ficar um pouco borracho. Faz parte, né? Mais tarde fomos atrás de umas empanadas e entramos em um café na Peatonal Sarmiento. Bom atendimento, mas que empanada xexelenta! Eca! Chegando no hotel escrevi pro Leonardo pra confirmar o tour do dia seguinte para a Alta Montanha, conforme havíamos combinado. Mas, lamentavelmente, havia acontecido um acidente naquele dia com um caminhão e uma van. Nesse acidente morreram 4 turistas brasileiros e o motorista da van, que era argentino. Uma imprudência do caminhoneiro que fez uma ultrapassagem de risco em um local proibido. Bem, não insistimos na Alta Montanha e mudamos o passeio. Dia seguinte partiríamos para Uco então. 17/05 (quarta-feira) – Vinícolas do Vale do Uco Às 8h30 partimos com o Luciano, outro motorista do Leonardo, para o Vale do Uco. Essa é a região de bodegas mais distante da cidade e mais próxima da Cordilheira. São cerca de 1h30 de distância por uma paisagem muito bonita. Como nos outros dias, amanheceu nublado e a cordilheira coberta. Nossa primeira parada do dia foi a Bodega Andeluna. Nessa bodega tivemos a melhor explicação de toda a viagem. A visita foi guiada pelo enólogo Maurício e foi super show. Recomendo fortemente uma visita à bodega Andeluna. Maurício explicou detalhadamente o processo do vinho desde o plantio até a venda/exportação e armazenamento. A degustação também foi muito boa e os vinhos deles são ótimos. A Andeluna tem um Torrontés maravilhoso. Eu gosto muito dos brancos, mas não sou fã do chardonnay, acho o gosto amanteigado dele meio enjoativo, mas tive que abrir uma exceção para o chardonnay da Andeluna. Ótimo vinho. Saímos dali com peninha porque a visita foi muito boa, o lugar é lindo demais e queríamos ficar mais, mas era hora de visitarmos a La Azul. Bodega pequena, bem descolada, com uma história curiosa e uma vista linda para a Cordilheira. A degustação foi feita do lado de fora, no solzinho pra espantar o frio. Bons vinhos também, mas achei a visita um pouco corrida. Aliás, de uma maneira geral (tirando a Andeluna) achei as visitas bem corridas e as explicações meio superficiais. Dali partimos para a Tupungato Divino onde fiz uma amiguinha, tiramos muitas fotos e almoçamos. O esquema é o mesmo da Casa de Campo onde você tem que comprar a garrafa para acompanhar o almoço que, por sinal, estava divino mesmo. A sorte é que um casal de brasileiros com quem nos encontramos várias vezes nesse dia estava também lá. Almoçamos juntos e “rachamos” uma garrafa de Merlot. Nada de chegar no hotel borracho dessa vez. No fim da tarde fomos andar pela cidade e conhecer o Mercado Central de Mendoza. O lugar é pequeno, não tem nada de excepcional, mas essa visitinha me custou muito caro. Passamos pela seção de temperos (muito pó) e a minha rinite atacou feroz me azucrinando o juízo pelo resto da viagem. Então, aviso aos alérgicos: cuidado com o mercado central! À noite a fome era pouca e comemos umas empanadas sem brilho em um bar na Calle Sarmiento, ali perto do hotel mesmo. Dia 18/05 (quinta-feira) – Alta montanha. Só que não. Cuyo de novo. Acordamos cedo e às 8h estávamos prontinhos para conhecer a Alta Montanha. No entanto, chovia e o tempo estava uma porcaria. Ficamos felizes quando vimos o Alfredo entrar no hotel, pois ele foi motorista do ônibus da CATA que faz o trajeto Mendoza x Santiago x Mendoza pela Cordilheira durante 11 anos seguidos. Experiência é que não falta pra ele e num dia desses, pós acidente e chuvoso, vê-lo foi uma alegria. Mas a verdade é que não estávamos com ânimo de fazer esse tour longo e não poder ver nada. Perguntei se podíamos trocar e ele logo concordou. Ligou para o Leonardo, combinamos preço e locais (mais um dia de vinícolas não estava nos planos) e partimos para Luján de Cuyo. Foi a melhor coisa porque o tempo ficou ruim o dia todinho. Primeira visita do dia foi na Budeguer. Uma bodega recente (6 anos) com estilo bem moderno e, dizem, com uma linda vista para a Cordilheira. Infelizmente, as nuvens não desagarraram das montanhas e a gente perdeu a vista, mas a visita e a degustação foram boas. A Micaela, que nos recebeu para a visita, é uma figuraça. Nessa bodega experimentamos pela primeira vez um petit verdot e diretamente da barrica. Em seguida fomos para a Carmelo Patti e quando chegamos lá a visita já estava em andamento. O pessoal adora o Carmelo, que é um senhorzinho muito simpático e carismático, mas nós não gostamos muito dos vinhos dele. O lugar também não tem nenhum apelo, nada pra ver, é só um galpão industrial e uma salinha onde ele faz a degustação (a única gratuita que eu vi). Mas há quem se apaixone pelo Carmelo e pelos vinhos dele. No assunto vinho, tudo é muito pessoal. Dali fomos para a Clos de Chacras. Ainda chovia. Fizemos uma visita rápida e fomos comer. Escolhemos um almoço harmonizado de 4 passos (ou 5, não lembro direito). Delícia. É muita comida e muito vinho, gente. Acho que esse foi o almoço mais bem servido de todos, inclusive no que diz respeito aos vinhos. Eles quase enchiam as taças e dava o maior dó ver aquele vinho todo lá dando sopa e a gente não aguentar beber. Mas o fígado já estava pedindo “penico” e decidimos não abusar dele. Depois do almoço ainda rodamos por ali tirando algumas fotos. Essa bodega é muito aconchegante e tem um jardim lindinho com um lago muito fotogênico. O lugar é um charme. Uma pena que o tempo estava tão ruim. Mas enfim, valeu assim mesmo. Dali fomos pro hotel e não saímos mais. Afinal, a barriga estava cheia e ninguém merece andar na chuva. Dia 19/05 – Alta Montanha (será?) Acordamos cedo e ainda estava escuro mas, conforme a previsão havia prometido, o tempo parecia melhor. Novamente encontramos o Alfredo no hotel e partimos animados para a montanha. No trajeto vimos o sol iluminar aos poucos a cordilheira, pintando-a com seu amarelo ouro. Lindo demais. Esse passeio não tem uma atração específica, ele é, na verdade, uma atração completa. Todo o caminho é bonito. As formações rochosas, as montanhas, o dique, a estrada, o pequeno Rio Mendoza que nos acompanha durante todo o trajeto...um conjunto lindo! Paramos no dique de Potrerillos para umas fotos e fazia uma friaca danada. Tive que colocar luva e gorro pra aguentar ficar uns minutinhos ali. É um lugar muito bonito e Alfredo nos contou que eles estão fazendo outra estrada de acesso ao dique. Não paramos muito durante a viagem porque, de acordo com Alfredo, não é permitido parar em qualquer lugar. A estrada tem acostamento mas parece que já houve acidentes porque os turistas gostavam de parar onde bem entendiam. Enfim, seguimos viagem parando onde podíamos. Em Uspallata pedi ao Alfredo para dar uma paradinha e fomos ao banheiro do hotel colocar nossa calça de segunda pele. Fazia um frio de cortar. Aproveitamos e tomamos um café com alfajor no café do hotel e seguimos viagem. Para ser sincera, não achei a estrada em si tão perigosa quanto dizem. O perigo mesmo está nos caminhões. Há uma quantidade impressionante deles e quando acontece do Paso ficar fechado, eles se acumulam aos milhares e cruzam todos juntos no mesmo dia. Dizem que em um dia normal cerca de 13.000 caminhões fazem essa travessia. Coisa de louco. Por várias vezes vi Alfredo reduzir a velocidade no intuito de se afastar bem de um caminhão que ia à frente cometendo uma imprudência. Quem for dirigir por lá precisa ficar muito atento a eles. Paramos em Los Penitentes, a estação de esqui mais próxima a Mendoza e parecia uma cidade fantasma. Havia um pouco de neve aqui e ali, mas nada que justificasse o início da temporada. Penitentes normalmente abre no meio de junho e ainda tinha um mês pela frente pra neve chegar. Paramos enfim no Parque Aconcágua e a trilha maior até a laguna estava fechada por conta da neve. Nesse momento dei graçasadeus por ter colocado minha segunda pele e levado meus apetrechos de frio (casaco impermeável, luva, gorro). Não pudemos entrar no parque então ficamos por ali um tempinho e fizemos aquela trilha pequena só mesmo pra não dizer que não fizemos nada. O Aconcágua estava escondido atrás da nuvem e fazia um frio danado, -5 graus. Descemos porque no fim minha boca já não me obedecia mais e minha câmara estava dando chilique. Não fomos até o Cristo porque nessa época fica fechado por conta da neve. No retorno paramos em Puente del Inca. Pelas fotos o marido achou sem graça mas quando chegou lá adorou. O lugar é muito curioso, com uma formação rochosa diferente e super fotogência. Nada para se fazer ali além de apreciar a ponte, a paisagem, tirar umas fotos, comprar um artesanato e pronto. Começamos nosso retorno e paramos para almoçar uma boa truta no restaurante El Rancho em Uspallata. Depois só paramos no hotel. Adorei, mas há quem não goste desse tipo de passeio. Então é questão de pesquisar e ver se está dentro do seu perfil. O trajeto é lindíssimo e eu acho que vale muito a pena. Sobre ir de carro alugado, com agência ou contratar um carro particular, depende muito do que você quer e do valor que você tem. O carro alugado dá uma liberdade maior que a agência (que você também tem, relativamente, com um motorista), mas não aconselho pra quem tem pouca experiência no volante. Outra coisa a considerar é a neve. Se você for no outono/inverno, prepare-se para usar cadenas que, aliás, é obrigatório ter no porta-malas mesmo sem neve. Os guardas param os carros e perguntam sobre as cadenas. Se não tiver cadenas, mesmo que não haja neve, não passa. Se for dirigindo, não beba de jeito nenhum, você vai precisar de toda a sua atenção na estrada e nos caminhões porque é o tempo todo isso aí da foto: Um mendocino nos disse que quando o Paso fica fechado por alguns dias os caminhoneiros “enfiam o pé” e abusam nas ultrapassagens para tirar o atraso dos dias que perderam parados. Foi justamente o que aconteceu quando estivemos lá. O Paso ficou fechado 4 dias e logo depois houve o acidente. Fica a dica pra quem vai dirigir nessa estrada. Nesse dia ainda tentamos ver o pôr do sol no Terrazza Mirador, o prédio da prefeitura onde há um café e de onde se tem boa vista para a cidade. Acontece que no outono/inverno ele fecha às 18h e nós chegamos lá um pouquinho depois disso. Fica a dica pra não perder a viagem. Saímos para jantar à noite e comemos uma massa deliciosa no restaurante bacana Francesco Barbera. AR$ 700 (entradas com pãezinhos e pastinha, duas massas muito bem servidas, dois refris e + a gorjeta). Recomendo. Dia 20/05 – Offroad pelas cadeias de montanhas de Mendoza Gente, que tour! Achei a agência pelo Google, entrei em contato e só ganhei UAU do início ao fim. O guia que nos recebeu foi o Juan, um cara educado, super profissional e muito boa gente. O tour é feito em um 4x4 e passa por terrenos onde carros de passeio não passam de jeito nenhum. Avistamos vários grupos de guarnacos, várias aves, chinchilas e até uma raposa. Logo no início do tour o Juan parou o carro, montou uma mesinha e nos serviu um café da manhã caprichado ali, no meio do nada, enquanto observávamos o silêncio das montanhas. Um tempo depois ele abriu uma garrafa de vinho para nós, um Malbec argentino muito bom. Fomos subindo bem devagar, passando por locais incríveis até atingir o topo da 1ª e da 2ª cadeia de montanhas dos Andes. Lá em cima visitamos a Cruz de Paramillos, o Mirador do Aconcágua (que estava limpo nesse dia) e descemos para almoçar um churrasco em um abrigo de montanha perto das Minas de Paramillos. Que lugar bacana: gente simpática e comida deliciosa, com vinho, claro. Depois partimos para o bosque petrificado, identificado por Darwin e, dali, para as Minas propriamente ditas. Não entramos, ficamos só pelas ruínas observando a paisagem. No retorno pegamos o caminho das 365 curvas de Villavicencio. A paisagem salpicada de neve estava uma coisa de louco de tão linda. É uma região muito bonita. Paramos pra fotos e para um café quentinho, servido pelo nosso guia, em plena estrada de Villavicencio. Chegamos no hotel à noite felizes da vida com esse passeio espetacular. O guia é ótimo, as paisagens são lindas, a comida é maravilhosa e o dia estava perfeito. Show! Esse é um passeio mais caro porque é exclusivo, mas vale cada centavo. Fechamos a viagem com chave de ouro. Deixo o link para o post desse passeio que já publiquei, com várias fotos: http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/'>http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/ Dia 21/05 – Retorno Compramos caixas de isopor para transportar os vinhos para o Brasil (AR$ 400 para 8 vinhos da Sol y Vino, calle Sarmiento), embalamos tudo direitinho, almoçamos na mesma pizzaria do primeiro dia, pegamos um táxi com um motorista mal humorado até o aeroporto e pronto. Adeus Mendoza. Voltamos com vontade de ficar por lá, de visitar mais bodegas e de conhecer mais montanhas. Sobre os vinhos, você consegue embarcar com 4 garrafas na cabine. O resto tem que despachar... A cidade é bem organizada, tem muito comércio e restaurantes pra todos os gostos e bolsos, muitas praças e é relativamente segura. Todos os mendocinos que perguntamos disseram que não abusássemos com câmaras penduradas no pescoço e coisas de valor dando mole. A cidade não é violenta, mas há furtos e não é legal dar sopa pro azar. Outra dica importante é: tome um café da manhã beeeeem reforçado para não ficar enrolado nas degustações. Especialmente nas mais simples o acompanhamento é nenhum ou fraquinho (nozes, passas e amêndoas). Algumas acrescentam pedacinhos de queijo e outras servem pedacinhos de pão com azeite. Varia. Uma coisa que achei ruim em toda a área mais afastada do centro de Mendoza foi a sinalização. Fácil se perder por lá. Se for dirigir, leve um GPS porque você vai precisar. Na Praça Independência há sempre uma feirinha no estilo hippie. Sobre câmbio, não há casa de câmbio no aeroporto, mas você pode pagar o taxista com dólar, por exemplo. Na cidade há várias casas de câmbio e é comum ter pessoas na porta oferecendo câmbio “informal” e nem sempre a taxa de conversão compensa. Na Calle Sarmiento há vários restaurantes, um ao lado do outro, com mesinhas ao ar livre e por toda a cidade há vários outros restaurantes dos mais variados tipos. Táxi para andar dentro da cidade é baratinho, tornando-se uma boa opção de locomoção. Não experimentei ônibus e trem, mas me parece que funcionam muito bem. Para compras achei que não compensa. Dei uma olhadinha nos preços de botas de caminhada e estão parecidos com os praticados no Brasil. Além das bodegas e das montanhas de carro há outras opções em Mendoza: rafting, tirolesas, cavalgada, caminhadas, minas, esqui, parapente etc. Vi alguém no fórum perguntando sobre balão e descobri que a Bodega Zuccardi faz um passeio de balão pela sua vinícola, mas ele fica amarrado e precisa agendar com bastante antecedência porque parece que o balão não é deles. Bem, é isso, pessoal! Resumindo, adorei Mendoza e recomendo muito a cidade. Pra quem quiser mais detalhes sobre cada lugar que mencionei, estou postando aos poucos no meu blog, é só acompanhar lá: http://www.viagenseandancas.com.br Boa viagem! []’s Camila
  6. trindadeps

    De Buenos Aires à Mendoza

    Pois então galera, depois de uma boa estudada aqui no fórum e na internet, partimos... Irei detalhar os valores no final, anotei boa parte dos gastos. Nossa viagem se iniciou com um pouco de antecedência, as passagens foram previamente compradas, éramos 3. Fizemos câmbio aqui no RJ e levamos uma quantia em dólar, peso argentino e real. Por sinal, valor muito ruim, mas por questão de segurança, resolvemos dessa forma. (Dólar 1 = R$3,33 / Peso – R$1,00 = 4,17) A data da partida foi dia 05/02/18, à noite, GALEÃO (RJ). Logo no vôo o primeiro teste, a aeromoça já aplicou um espanhol, respiramos fundo e respondemos aquele portunhol padrão rsss. Chegamos em solos Hermanos rápido, fomos pela Latam, tudo ok. Na imigração, tudo tranquilo. Atendente só me perguntou onde eu ficaria. Antes de viajar, já havia entrado em contato com um transfer que tem uma cabine no próprio aeroporto de nome “Taxi Ezeiza”, e lá estava meu nome em um papel, cheguei e falei meu portunhol com o rapaz e nos entendemos, paguei e fui, vale muito a pena. No dia havíamos chego as 23:00, então imagina a comodidade de logo resolver essa questão que tanto dá dor de cabeça. Preço fixo, atendimento cordial, partimos rumo ao hotel. No trajeto para o hotel aquele encantamento bobo de navegante de primeira viagem rssss... tudo muito maneiro, até outdoor de hambúrguer, roupas, água... Chegamos no hotel, ele fica bem no centro, mais precisamente calle Parana 720, havíamos reservado pelo booking, Mayflower suítes. A primeira impressão da rua a noite foi meio sombrio, mas nada que uns dois dias no local não nos adequemos. Entramos, visual bacana na entrada, falamos com o atendente, após uma breve surra para entender o espanhol na prática, que os filmes e duolingos não te ensinam, tudo se acertou, já paguei na hora toda a estadia, parte em peso e o complemento em dólar (Olha a importância de levar uma quantia de ambos, obrigado aos que me informaram sobre tal atitude, pois os nossos cartões não estavam passando). O rapaz entregou o cartão-chave, foram dois quartos. Hotel com elevador, ficamos com um quarto no segundo andar e um no terceiro andar. Sistema bacana de entrada do quarto através de cartão, mas só isso mesmo... Entramos, BUUH, sabe esses filmes de terror?! Creio que já filmaram alguma passagem naquele quarto! Cama grande, macia, mas e a coberta.. É no mínimo de 1950, antiga mesmo. Fui ao banheiro, cade o box? Rssss. Não tem, o chuveiro na parede joga água pra frente e a pessoa fica dentro de uma banheira, se quiser molhar a cabeça, trate de se abaixar em direção a saída de água.Voltei ao quarto para encarar a primeira noite de sono, até porque precisava repor a energia, pois o próximo dia prometia. Passei perrengue pra dormir, o ar começou a chover, tínhamos uma cachoeira no quarto, isso na primeira noite, BINGO! Desci pra falar com o atendente e ele disse que só no dia posterior, (Como assim parceiro ?!)... Nessa novela, tentamos durmir, caramba... no meio da noite minha esposa acorda e sente um bicho na cama, era um parente de mosca, ou sei lá o que, pensa no estresse, durmimos. Dia 6/fev/2018 Curtimos um café logo em nossa esquina, e partimos para a caminhada. Primeiro, Obelisco. Logo em seguida procuramos o ponto de partida do ônibus turístico, bem próximo. Vale a pena, pois exploramos os locais mais distantes de nosso hotel com ele. A loja para comprar o bilhete fica ao lado de onde ele pára, ganhamos o mapa e um fone, no ônibus tem o local para o fone e tem a opção do idioma português . Próxima parada LA BOMBONERA! A todos que curtem o futebol, é um local indispensável! Eles valorizam e muito a história do clube. Fizemos o Tour no estádio e museu, TOP! Na saída almoçamos em uma “birosca”, como conhecemos aqui no RJ. Local bem simples, mas com uma parilla show de bola bem na rua de frente a saída. De volta ao ônibus, partiu. Próxima parada, Bosques de Palermo, e nele o Paseo el Rosedal. Devido ao horário, tanto o Jardim Japonês, quanto o Planetário Galileu Galilei estavam fechados, por conta disso, ambos ficaram para outro dia. Dia 7/fev/2018 A parte da manhã toda ficou por conta de burocracia bancária. MUITO IMPORTANTE!!! Tenha o contato de alguém do Brasil que possa resolver algo para você caso necessite entrar em contato com o banco, no nosso caso tivemos a sorte e ajuda de uma amiga, graças a Deus. O cartão não estava passando em nenhuma máquina, após o procedimento, começou a funcionar. Como planejávamos ir a Mendoza no dia seguinte, fomos a rodoviária comprar as passagens. Retiro é o nome do lugar. Passamos pela estação de trem, muito bonito por dentro, por fora ? Horrível, feio... Entre a estação de trem e a de ônibus, tem uma favela. Muitos trabalhadores transitando, parecendo o centro do RJ com relação a quantidade de pessoas, mas também muitos mendigos, infelizmente um lugar mal conservado. Já dentro da rodoviária, que por sinal, mal cuidada também, identificamos o guichê e compramos a passagem, placa da Andesmar (Muito indicada aqui no fórum), mas fizemos a viagem com ônibus da empresa El Rápido. Passagens compradas, partimos rumo ao Museu Nacional de Belas Artes, mas antes disso, tenho que destacar um restaurante maravilhoso no qual almoçamos de nome “LIBER RESTO-BAR (Av. Del Libertador 690 – Esquina Libertad). Almoço, ARS270, Escalopinho, mix de saladas e batatas fritas, incluso guaraná, vinho ou cerveja e café após. O Museu Nacional de Belas Artes, imponente, com uma imensidão de obras de artes, muito válido e de graça... rssss Descanso, e cerveza por la noche, cerveza y cerveza rsssss. Conhecemos um barzinho bem alternativo, cerveja artesanal (Oohh maravilha...), um bom blues ao fundo, irado. Chegando no hotel, “cadê a bolsa mulher ?” BUHHH, deixamos no bar. Voltando lá, a atendente havia guardado, ponto positivo pros Hermanos e pro bar. Chega por hoje! 08/fev/2018 Acordamos com um protesto de trabalhadores na rua! Tomamos um café no IBÉRICO, top! E partimos pra Mendoza... 09/fev/2018 Chegamos por volta de 09/10:00hrs. Ficamos no Hostel Estacion Mendoza, gostamos muito e recomendamos. Os atendentes show de bola, inclusive tinha uma brasileira trabalhando por lá. Teve no próprio hostel, rateio para eles fazerem um churrasco (Pensa numa maravilha…) em outro dia rolou Choripan (TOP!!!). Viagem muito cansativa, mas o importante é que chegamos com saúde. Demos uma respirada no ar de Mendoza, almoçamos e partimos para fazer o reconhecimento da área. Passamos pela Plaza España, tem alguns monumentos. Parque General San Martín, gigante, não conseguimos visitá-lo por inteiro. Plaza Independência, muito bonita e com um chafariz maneiro. Museu de Ciências Naturais e Antropológicas “Juan Cornelio Moyano”, muitos animais em exposição, vale a pena! 10/fev/2018 Partimos nesse dia para conhecer a parte cívica da cidade. Passamos por todos os prédios governamentais que ficam próximos um do outro, Imponentes! E o melhor ainda estava por vir, fomos para a excursão do Vinho… INESQUECÍVEL! Saímos às 14:00hrs e voltamos 20hrs. Passamos por 3 vinícolas e uma fábrica de azeite. Bodega DOMICIANO, essa parece ser bem industrial, grande. No meio das bodegas fomos a fábrica de azeite e derivados, de nome PASRAI, rolou degustação de azeite e compras. A segunda não me recordo o nome, apesar de bem restritiva com relação a registros, degustação, no geral foi boa. Por último, passamos na FLORIO, fechou com chave de ouro. A atendente muuito simpática, nota 1000 além de que teve muita degustação, sai tonteado de lá rsrsrs. Em todos os locais tiveram degustações e muita explicação tanto das frutas utilizadas, como processos e os locais de armazenamento, uma experiência incrível, principalmente pra quem curte degustar um bom vinho. Voltamos ao hostel bem alegres por sinal, recomendadíssimo esse passeio! 11/fev/2018 Nesse dia fomos a excursão ALTA MONTANHA. Simplesmente IMPERDÍVEL, NÃO DEIXE DE IR!!! Seguimos a indicação de nosso hostel e compramos com eles mesmo o passeio. A equipe nos buscou lá e foram nota 1000 (Transporte ALEO), só não me recordo o nome do motorista e guia, mas eles são muito bons!!! No trajeto, aconteceu um problema na RUTA e ficamos um bom tempo parada na pista, mas logo seguimos. Passamos por diversos povoados. Almoçamos em um restaurante muito rústico, só o bife de chorizo devia ter uns 700grs, sem brincadeira rsrsrsrs… A estrada para chegar até o Cristo Redentor, na divisa entre Argentina e Chile na Cordilheira dos Andes, tem muito zigue-zague, doidera… Ao chegar lá em cima, muito vento e pressão, pensei que fosse estourar meus ouvidos por alguns momentos. Mas, muito lindo. Tivemos a felicidade de ver neve em algumas montanhas “próximas”. Na volta, passamos pela Puente del Inca. A história é muito maneira e o lugar é MÁGICO! Não posso deixar de frizar novamente a recepção e todo auxílio dado pelo guia, super gente fina, de fato conhece aquela região, e explicou tudo em inglês e espanhol, que por sinal, estava tranquilo de entender para quem não tem fluência (EU). 12/fev/2018 Ficamos por conta da cidade, conhecendo sem roteiro. 13/fev/2018 Dia de voltar a Buenos Aires. 14/fev/2018 Chegada em Buenos Aires. Saímos de taxi, até o “America Del Sur Hostel Buenos Aires”. Não tivemos problema algum, mas de qualquer forma, fui acompanhando com o gps. O Hostel fica localizado em ruas sombrias, principalmente a noite. Mas nada que atrapalhe muito. Ele em si, é um prédio, muito bonito e limpo. A área de socialização é no térreo, onde tem um espaço a céu aberto, e uma cozinha. Os quartos são impecáveis. 15/fev/2018 Conhecemos o Jardím Japonês, muito bonito. Passamos pelo Planetário Galileu Galilei, mas nao nos interessamos em pagar e ver as exposições. MALBA, com suas belas exposições! Floralis Genérica; Museu Nacional de Arte Decorativo; Jardim Botânico Carlos Thays; 16/fev/2018 Bioparque Temaiken, simplesmente SENSACIONAL!!! Muitos animais, parque bem organizado, lindo mesmo… Pegamos ônibus na Plaza Italia e soltamos “próximo”. Caminhamos por volta de 10minutos. Passeio pra curtir o dia todo, chegamos cansadíssimos ao hostel, muito bacana ! 17/fev/2018 Casa Rosada, agendamos quando já estávamos na Argentina. A visita é bem esclarecedora, os funcionários bastante atenciosos, recomenda a visita ! Museu da Casa Rosada, fica ao lado, vale a pena conferir também. Museu Fragata Sarmiento. Na região próximo a Fragata, tem muitos restaurante. Almoçamos em um, que infelizmente não me recordo o nome, onde se paga um valor fixo o come até não aguentar mais, o garçom explicou que lá funciona da seguinte forma, você come, deixa o prato usado na mesa e prepara outro, acabou?! Pega outro, come, e vai até encher rsrsrs, TOP! A noite fomos conhecer a boemia. Passamos por um barzinho de cervejas artesanais bem na esquina do hostel (America del Sur), e partimos pra frente da boate CLUB MUSEUM. É balada popular, cerveja ruim, pior do que Itaipava e cara. 18/fev/2018 Feira de San Telmo. Muitos itens artesanais e principalmente coisas antigas, não vi nada de interessante, mas vale a pena o passeio. 19/fev/2018 Ficamos de molho, sem compromisso. 20/fev/2018 A volta... *** OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: - Nos dias finais, quando já estava em Buenos Aires, meu olho direito começou a coçar, ficar vermelho e por vezes remelar. Não sei ao certo se era conjuntivite, ou devido ao clima seco. Comprei colírio por lá e parecia que estava jogando pimenta no olho, só melhorou 2 dias após chegar em casa. - Utilizamos muito o metrô, grande abrangência pela cidade de BA. - Cartão SUBE, tem muitos lugares para fazer recarga, assim como recarga de celular também. - Utilizamos a operadora CLARO, pegamos pacote de internet e foi válido. ABAIXO, SERÃO DESCRITOS ALGUNS GASTOS: *** LEMBRANDO QUE OS CUSTOS SÃO PARA 3 PESSOAS*** PASSAGENS AÉREAS: Rio de Janeiro x Buenos Aires R$3.203,01 CÂMBIO no Rio de Janeiro: Dólar 1 = R$3,33 (Trocamos R$999,61) / Peso – R$1,00 = 4,17 (Trocamos R$1.000,08) COTAÇÃO p/ SAQUE – BANCO SANTANDER: R$1 = ARS5,65 (Com as taxas inclusas) TRANSFER (TaxiEzeiza): ARS780,00 HOTEL MAYFLOWER -> *2 QUARTOS* (05 à 08/fev/2018) ARS4581 (ARS631 + US$200 – Cotação Hotel “US$1 = ARS19,75”) JANTA NO MAYFLOWER p/3 ARS910 (Menu executivo, suco e vinho) OBELISCO (0800) ÔNIBUS TURÍSTICO ARS670,00 (3 Tickets de 24hrs) LA BOMBONERA - MUSEU + ESTÁDIO TOUR p/3 AR$780 ALMOÇO DO LADO DE FORA “LA BOMBONERA” p/3 AR$450 (Parrilla, lá dizia que era pra dois, mas comemos em 3 tranquilos) ÔNIBUS B.A x MENDOZA ARS 4.052,20 (3 Passagens) HOSTEL ESTACION MENDOZA -> *2 QUARTOS* (09 à 13/fev/2018) AR$7.520 ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$800 (Bife de chorizo com salada ou fritas, vinho ou refrigerante e sobremesa) ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$907 (Bife de chorizo, suco e sobremesa) EXCURSÃO DO VINHO “MAIPÚ” p/3 ARS1.560 EXCURSÃO ALTA MONTANHA P/3 ARS2.970 ÔNIBUS MENDOZA x BA p/3 ARS5065,50 HOSTEL AMERICA DEL SUR BUENOS AIRES p/3 1 quarto - 2 beliches (14/fev à 20/fev) US$248 JARDIM JAPONÊS P/3 AR$360 ALMOÇO BIOPARQUE TEMAIKEN P/3 AR$615 (Peito de frango frito com batata frita ou salada e refrigerante) Apesar de não ter 100% dos gastos detalhados, apurei que por pessoa, foi gasto R$5.250. Lembrando que os gastos são desde a saída de casa até a volta pra casa novamente, tudo incluso. Observa-se que foi uma viagem bem “folgada”, não passamos aperto, apesar de no penúltimo e último dia, termos que reduzir bem os gastos diários, inclusive com alimentação, porém em TODOS os outros dias comemos MUITO BEM, a culinária hermana é TOP, um bife de chorizo que maltrata quem gosta de uma boa carne, sem contar os outros pratos de carne, assim como o bom e velho vinho para acompanhar as refeições. Grande parte dos passeios em Buenos Aires foram gratuitos, mas os que foram pagos, em sua grande maioria eram valores simbólicos, se assim podemos dizer, e todos bem válidos. Já em Mendoza, os dois passeios que fizemos foram pagos, até por questões lógicas, já que nos foi ofertado o transporte e guia. A Alimentação no geral não achei cara, os pratos são bem objetivos, carne e salada ou batata frita. Normalmente vem um valor fechado para entrada, prato principal e bebida, vez ou outra sobremesa, um exemplo seria, pão de entrada, bife de chorizo com salada e vinho. O conhecido CAFÉ, não podemos deixar de falar. Tem por toda parte e lugar em BA. Paramos em vários e gostamos de todos. Desde os mais sofisticados, com seus funcionários muito atenciosos, respeitosos. Até os mais “caseiros”, com seu atendentes fazendo você se sentir um local, atendimento olho no olho, super válido. No mais é isso galera, caso eu venha lembrar algum fato ou até observar algum erro, vou comentar e/ou corrigir. Caso tenham alguma dúvida, podem falar que assim como fui muito ajudado pelo fórum, estou disposto a ajudar também. Grande abraço família e até a próxima.
  7. Ever

    Mendoza

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Mendoza. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Mendoza, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Mendoza por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Mendoza Procurando companhia para viajar para Mendoza? Crie seu Tópico aqui! Mendoza - Tópico de Perguntas e Respostas Relatos sobre Mendoza: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem de dezesseis dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Furuta Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Serneiva Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Alex Melo Relato sobre viagem de vinte e quatro dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Duke[/linkbox] Em Mendoza tem uma estação de esqui chamada Los Penitentes - http://www.penitentes.com - mas não abriu este ano por falta de neve. Estive lá em Agosto e fiz uma subida até o topo com teleférico. Tinha neve mas não o bastante para cobrir as pistas e poder esquiar. Mesmo assim o passeio valeu a pena, fiz a tour que eles chamam de Alta Montaña ($50 Pesos) - você passa pela cidade de Uspallata, e visita Los Penitentes, Puente del Inca e Las Cuevas que já fica na boca do tunel para o Chile. De Mendoza até Santiago são apenas 5 horas de ônibus. De Mendoza você pode ir a Las Leñas e a Portillo (Chile), mas mesmo lá não sei se tem esqui em fevereiro... pouco provável. Mendoza é uma cidade legal e bem tranquila. Muito bem arborizada com casas bonitas e um parque muito legal - San Martin. Tem uma universidade e por conta disso alguns barzinhos interessantes na Avenida Collon proximo ao parque. Os preços no geral são mais baratos que Buenos Aires. As agências tem um leque de passeios tradicionais e radicais. Os vinhos de lá são os melhores da Argentina e bem baratos ... aproveite ! Tem várias empresas que fazem o trajeto Mendoza-Chile, uma delas é a Andesmar - http://www.andesmar.com.ar. Veja outras nesta mensagem copiada de outro forum: . . . . -- Departure From Santiago: Terminal Sur AKA Terminal Santiago (Terminal South ) Updated November 6, 2003................Exchange rate is 620 pesos= 1 dollar US Company,..Destination,..Approximate Prices,..Departure Time,..Duration Tur Bus, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00 and 22.30, 6-7 hrs Tur Bus, Cordoba,18000 pesos=$24 US, Only Friday 12:30, 16 hrs Fenix, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00,-- 6-7 hrs Fenix, Buenos Aires,30000pesos=$40.5 US, Wed,Thurs,Sat,Sun 10:30, 22 hrs Andesmar, Mendoza,8000 pesos = $11 US, Every Day 9:30, 6-7 hrs Andesmar, Buenos Aires,28000 pesos=$37 US, Every Day 9:30, 22 hrs Andesmar, From Osorno to Bariloche,8000 pesos, Every Day 10:20, 6-7 hrs El Rapido, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:00,9:30,13:30,23:30,-- 6-7 hrs El Rapido, Buenos Aires,25000 pesos=$36 US, Same Bus To Mendoza at 9:30, 24 hrs Tas Choapa, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:30, 23:30, -- 6-7 hrs Tas Choapa, San Louis,8000 pesos=$11 US, Tues. and Sat. 9:00, 11 hrs Tas Choapa, Cordoba,15000pesos=$20 US, Tues. and Sat. 14:30, 18 hrs Ahumada, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00, -- 6-7hrs Ahumada, Buenos Aires,30000pesos=$40 US, Wed.,Thurs.,Sat.,Sun., 10:30, 20 hrs Pullman Del Sur, Buenoa Aires,25000pesos=$36 US, Mon. And Fri. 13:00, 19 hrs TAC, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 8:30,12:00,21:30, -- 6-7hrs TAC, Buenos Aires,25000pesos=$33.5 US, Every Day 10:00, 20 hrs CATA, Mendoza,7000 pesos= $10 US, Every Day 7:30,10:15,23:00, -- 6-7 hrs CATA, Buenos Aires,23000pesos=$31 US, Same 10:15, 20 hrs CATA, Cordoba,20000pesos=$27 US, Same 10:15, 18 hrs O´Higgins, Mendoza,7000 pesos=$10 US ,--Every Day8:15,10:30,14:45,22:00,-- 6-7 hrs Chi-Ar Mendoza,12000pesos=$16 US, 6-7 hrs Nevada, Mendoza,8000 pesos=$11 US,-- Every Day 8:30,10:30,12:30,14:30-- 6-7 hrs Nevada has three different size mini buses-10,14 and 16 passenger Coitram, Mendoza,7000 pesos=$10 US, Every Day 8:30,12:30,14:30, --- 6-7 hrs Coitram has 12 passenger mini buses Alsa also has a new service and they are running a special for 6000 pesos to Mendoza, I seen it today when I was at the bus terminal!! ---
  8. vanessa.miranda

    ACONCÁGUA DEZ/2016 - RELATO

    (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição ) Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison. O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo. Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava. Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu. E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.
  9. Este não é um roteiro pronto, mas acho que aqui ainda é o melhor lugar para postar. Por favor, me avisem se me enganei. Vamos de carro próprio (Ecosport 4x2) e pretendo evitar tours quando possível. Teremos 8-9 dias na região em outubro, antes de descer até Santiago onde ficaremos uns 4 dias antes de retornar. Nesta região o objetivo é fazer os passeios de SPA e Uyuni, porém um tour de 3 noites até Uyuni talvez complique o roteiro. Por isso pensei em roteiro alternativos: Uyuni de carro próprio: Entrar na Bolívia pela Argentina por la Quiaca?! Conhecer um pouco do Salar e no dia seguinte descer SPA passando por Laguna Colorada, Sol de la Mañana, etc. Como é a estrada (701) de Uyuni até SPA? E da fronteira até Uyuni? É preciso/possível reservar hospedagens neste trajeto? Partindo da vila de Uyuni, é possível fazer um tour de um dia apenas até a Isla del Pescado? Não pretendo colocar meu carro lá devido ao que que li. Ou curtir só o que der pra entrar a pé no salar? Acho que com este trajeto teremos mais folga nos passeios. Mas só acho… O que tenho que me preocupar nestes trajetos? Horários, imigração? É viável fazer este caminho? Bem roots! Se formos à Uyuni partindo de SPA com um tour fechado, então abre outras possibilidades: Entrar no Chile pela Argentina por Paso Jama e visitar Monjes de la Pacana (sem ir até Salar de Tara) ou em SPA pegar um tour incluindo Tara? Entrar via Paso Sico e visitar neste trecho Piedras Rojas, as lagunas altiplanicas e o salar Este trajeto fica mais flexível porém talvez fique apertado. É o que vejo o pessoal mais comentando (Paso Jama) Definindo por onde começar a viagem, o resto já vai ficando mais fácil Depois volto com outras dúvidas sobre os destinos/passeios também! Obrigado a todos que puderem contribuir.
  10. Minha esposa e eu tinhamos vontade de conhecer a patagonia, porém as férias dela seriam em Julho, inverno na América do sul. Pesquisando vimos várias coisas desmotivadoras sobre ir no inverno para a patagonia, mas algumas fotos nos convenceram e fomos com a cara e a coragem. 11/07 Sairiamos de Brasília com destino a El Calafate, o voo fez conexão em Guarulhos e em Buenos Aires, chegamos em Buenos aires 02 da manhã do dia 12 e nosso voo pra El Calafate sairia as 11 da manhã. Reservamos um hotel bem no centro pra que pudessemos cambiar cedo pela manhã na Calle Florida. Em Brasília não conseguimos cambiar nada de pesos argentinos e no aeroporto de Guarulhos as casas de câmbio cobram uma taxa de 50 reais pra trocar qualquer valor, fora o IOF. Resolvi tentar trocar no aeroporto de Buenos Aires ou achar um transporte que aceite reais. Acabou que uma das agências de Remis aceitava pagamento em reais, a corrida para o hotel ficou 75 reais (meio caro mas de madrugada e pensando bem eu ia olhar 50 reais só de taxa de câmbio em GRU hehehe). Hotel Vista Sol Buenos Aires: Chegando ao hotel tínhamos que pagar na entrada, mas ainda não tínhamos pesos. Tivemos que pagar no cartão de crédito, o que acabou sendo uma vantagem, pois nos tirou um imposto de 20% para hospedagem de estrangeiros. O hotel é bom e muuuuuito bem localizado. 12/07 Dormimos umas 4 horinhas e acordamos 07 e 30 pra irmos tomar café, cambiar, comprar um chip e um adaptador de tomada (argentina tem um padrão todo zuado). Tomamos café no próprio hotel, café OK. Quando saímos foi para encarar um dia feio com aquela chuva fininha bem chata e o pior: Aquele horário ainda estava tudo fechado. Continuamos andando pela Calle Florida quando vimos um homem anunciando "Cambio". Como já tinha lido sobre cambio paralelo não fiquei com muito pé atrás, perguntei a cotação e batia com o valor que olhei ainda no Brasil, 4.70. Fomos a uma lojinha, acho que meio de fachada, fui bem atendido, fizemos a transação e sai em busca do chip e do adaptador, depois voltamos ao hotel. Chegamos no hotel 10h, nosso voo era 11 e 50. Ligamos para a recepção pedindo um taxi e nos informaram que os taxis estavam demorando 50 minutos por conta da chuva, treta. Tentei usar o Uber, mas dava erro de conexão. Tentei o easy taxi e deu certo, ou parecia... 2 motoristas que aceitaram, Cancelaram a corrida alguns minutos depois. nisso já era 10 e 40, resolvemos encarar a rua com mala e tudo pra achar um taxi quando demos 2 passos parou um, uffa. Partiu aeroporto. Aeroparque Jorge Newbery, bom mas o ruim é que pra embarcar tem que pegar aquelas vans até a aeronave. O voo estava super cheio e por conta desse vai e vem das vans atrasou. Pegamos uma van da empresa VES, ela deixou cada passageiro no seu hotel. Custou 160 pesos. El Calafate hostel: O Recepcionista Patricio foi muito gentil e solicito. O quarto que alugamos é confortável e muito bem aquecido, inclusive o piso. Depois do checkin fomos procurar um lugar para comer. Muitos estavam fechados, acredito por ser inverno. Encontramos uma pizzaria, a pizza era ok mas o preço erq bem salgado (pizza grande com 2 bebidas deu 120 reais) Voltamos para o hotel, fechamos os passeios Perito Moreno para o dia seguinte e rios de hielo para o dia depois. 13/07 Saindo para o passeio perito moreno às 09 horas percebemos que o sol ainda não havia nascido e estava nevando. A van nos pegou pontualmente 09 e 30 e percorremos cerca de 80 km, rumo ao glaciar. Um frio tremendo e neve nos esperava mas valeu apena. Na primeira quebra de gelo ouvimos um barulho como de um trovão, realmente impressionante. Andamos nas passarelas por cerca de duas hora e voltamos para um restaurante que tem no início, tomamos um chocolate quente e esperamos a van para voltar para el calafate. Dicas: - O restaurante é caro e meio fraco, leve lanche! - É frio mas com as roupas apropriadas dá para aguentar tranquilamente. - Não fizemos o safari náutico e não nos arrependemos. O barco para muito longe do glaciar e é amontoado de gente. Voltamos ao hotel e pedimos ao Patricio para ligar para a rodoviaria e perguntar sobre os ônibus para puerto natales. Ele disse que não havia ônibus para puerto natales nesta temporada de inverno!!! Balde de agua fria, saímos para almoçar/jantar e depois passamos em algumas lojas de passeios, nenhuma oferecia torres del paine. Decidimos ir caminhando até a secretaria de turismo e a informação que nos deram foi a mesma. Andamos mais um pouco até a rodoviaria e falaram que a única opção seria pegar um ônibus até rio gallegos, de rio gallegos outro ônibus para punta arenas, e depois outro para puerto natales. Com isso perderiamos 2 dias, teriamos que arranjar um lugar para dormir em punta arenas... complicou. Olhamos passagens de avião de el calafate para ushuaia e percebemos que ficaria mais barato que a peregrinação para torres del paine. Resolvemos mudar nosso plano e deixar torres del paine para outra ocasião 14/07 A van do passeio de rios de hielo nos apanhou 08 e 30. Nos deixou no porto de punta banderas onde pagamos a entrada do parque e subimos a bordo do barco. O barco é bem confortável, tentem ser os primeiros a entrar para conseguir lugar na janela! Primeiramente o barco para na geleira upsala, para MUITO longe. Só da pra ver algo parecido com geleira no horizonte, fica a 5 km de distância, mas tem os icebergs que são bem legais. Depois o barco segue ao glaciar spegazzini, chega beeeem perto, muito legal. O barco cheio dificulta as fotos mas com paciência consegue algumas com angulo bom. Dicas: Leve lanche! Tudo que vende no barco é muito caro. A ida e a volta demoram umas 3 horas no barco, fica um pouco cansativo. É bom algo para entreter. Fora do barco é muito frio e venta bastante, quando o barco para alivia um pouco. Roupas apropriadas! Opinião geral: Achei meio turistão, curti mais as passarelas mas acredito que quem va para el calafate deve fazer ambos. Chegando do passeio queriamos ir ao bar de gelo e museu glaciarium, antes comemos empanada com chocolate quente e fomos esperar a van que leva gratuitamente ao local, um pouco afastado da cidade, no meio do nada. A van passa de hora em hora. Quando a van chegou o motorista nos informou 2 coisas chatas: A primeira era que o bar de gelo estava fechado para reforma e a segunda era que o museu fecharia em 40 minutos, ou seja,teriamos poucos minutos para a visitação. Resolvemos ir no dia seguinte, depois da estação ski. Fomos então na agência reservar o passeio para a estação de ski e outra surpresa: Não havia neve. Não nos restava fazer nada se não deixar o dia seguinte livre. Dia 15/07 Acordamos mais tarde, depois fomos cambiar e fechamos o passeio para el chaten para o dia seguinte. Por indicação de um casal de brasileiros que conhecemos fechamos na Criollos, pagamos em real e conseguimos uma boa cotação. Já no câmbio pra pesos nem tanto, trocamos em um restaurante chamado casemiro, melhor cotação que achamos. Comemos um churros com chocolate quente até dar a hora da van do glaciarium. Chegando lá... que decepção. Não chega nem perto de valer o preço da entrada (300 pesos). Ficamos uns 30 minutos e saímos com cara de arrependimento, porém brincando e rindo da situação. Quando a van chegou encontramos um outro casal de brasileiros que conhecemos no passeio rios de hielo. Eles estavam também decepcionados pois o bar de gelo estava fechado e nos perguntou se valia apena o museu, demos nossa opinião e eles decidiram voltar já na mesma van que nós. No caminho conversando eles falaram que havia um bar de gelo perto do cassino que era do mesmo dono do bar do museu. Estavamos com o dia livre e nós quatro resolvemos ir. Muuuuito legal, você paga cerca de 160 pesos e bebe a vontade vários tipos de bebida por 25 minutos a -10 graus e em um copo de gelo! Te dão luva e manta térmica e você curte lá dentro com as estátuas de gelo. Gostei tanto que ainda comprei uma camiseta do bar hahaha. Saí de lá meio boracho, nos despedimos do casal e fomos jantar no pietros, restaurante bom e com preço justo que achamos. Pedi um ojo de bife ao molho de pimenta, delicioso! 16/07 A van nos apanhou rumo a el chaten às 08 e 15. A guia e o motorista eram super simpáticos, contou tudo sobre a região da patagonia. Parou no caminho para vermos as vicuñas, depois em um bar/hotel chamado la leona que mantém a história dos antigos peregrinos viva. Até que chegando perto de el chaten o vimos pela primeira vez, o gigante flitz royz, o tempo estava ensolarado e não havia nenhuma névoa o tampando! Maravilhoso! Almoçamos na cidade (já incluído no passeio) pedi um cordeiro com purê de batata, muito bom! Depois seguimos por uma estrada de terra com neve e gelo. Paramos em uma cachoeira congelada, muito linda! Acho que se chama salto del anillo. Seguimos no carro até um ponto que fizemos uma trilha de uns 20 a 30 minutos, que termina um lago. Muito legal também. Retornamos pra el calafate por volta das 17h. 17/07 Acordamos por volta das 08, tomamos café e corremos para tentar achar alguma lembrancinha da cidade para nós (tudo muito caro, decidimos ver em ushuaia para amigos e família). Estava tudo fechado. Andamos até as 10h até as lojas começarem a abrir e então pegamos a van rumo ao aeroporto de calafate. O aeroporto não tem nada, nosso voo atrasou um pouco. Chegando em ushuaia no trecho onde tem as cordilheiras uma puta turbulência, todos com cara de medo mas deu tudo certo! Fizemos uma reserva às pressas em um hotel chamado Los Ñires, 5km da cidade mas tem uma van que leva e busca do centro de graça. Bom custo benefício, ponto negativo o wi-fi. Chegamos sem almoço e desvairados de fome na cidade umas 16h. Tudo fechado! Só abria umas 18h ou 19h. Encontramos uma lanchonete chamada banana, lanchamos lá. Meio caro e atendimento ruim mas na fome que estávamos... ok. Demos uma volta até dar hora de pegar a van. 18/07 Resolvemos conhecer o museu e a prisão. A cidade é bem diferente de El Calafate. Cidade grande e cheia de gente. Um pouco suja e cheia de carro demais pro meu gosto. Enfim, seguimos a pé ao antigo presídio, diferente do museu de el calafate super valeu apena! A parte das celas preservadas era até fria, dava pra sentir uma bad vibe pesada. Fizemos em duas partes, você pode carimbar e voltar depois seu ingresso. Almoçamos uma pizza na Dona Lupita, ótimo custo benefício, pizza boa e barata. Voltamos ao museu e depois demos uma volta para achar calça impermeável pata minha esposa, pois iriamos fazer trilha no parque nacional tierra de fuego no dia seguinte. Valeria mais apena no nosso caso comprar calça e luva do que alugar pois iriamos usar pelo menos em 3 dias. Depois das compras esperamos a hora da van no Dublin Pub. Maravilhoso o lugar, aconchegante... parece que você ta na europa hahaha. E muito barato também. É tão bom que pegamos uma filinha para entrar, olha que eu nunca havia visto fila pra entrar em um café. 19/07 Fomos para o centro 09 e 30 para pegar a Van Don Alejo que nos levaria até o parque nacional tierra del fuego. Chegando na van nos informaram que o horario de 10h já estaba cheio... iamos com o casal de baianos que conhecemos, como eles não haviam chegado informamos a eles que só teria van as 11h e fomos procurar um café para passar o tempo e o frio. No caminho vimos um taxi e resolvemos perguntar quanto custaria para nos deixar no parque, ela nos informou que ficaria 1700 pesos. Dividindo o valor por 4 ficaria mais barato que o valor da van (450 pesos). Isso por 3 horas, visitando os melhores pontos do parque (que é muito grande). Disse que falaria com o casal de amigos e ligaria para ela. O casal de amigos disse que poderia fechar e pediu para busca-los no botel. Voltamos e ela já não estava mais lá e não atendia o celular... o que seria azar se transformou em sorte, conseguimos outro taxi mais barato (1500) e super simpático. Buscamos o casal e passamos um dia muito agradável conhecendo os principais pontos do parque. Muito bonita as paisagens. Voltamos por volta de 14h e almoçamos num restaurante por indicação do taxista, valeu super apena! 270 reais prato com bebida, sobremesa e café. Continuamos o resto do dia passeando com o casal baiano, carimbamos o passaporte com os carimbos do fim do mundo e fomos fechar o passeio para o cabal de beagle pro dia seguinte. Depois fomos conhecer o hard rock café, comemos um hambúrguer (não curti muito a carne) mas ganhamos um copo! 20/07 Arrumamos as malas pois iríamos trocar de hotel hoje. Fizemos as malas mas deixamos as malas no hotel. No caminho que a van ia nos deixar, surpresa: Acabou o combustível! Caímos na gargalhada, o motorista disse pra todos pegarem taxis que o hotel iria nos reembolsar. O problema é que tinhamos que chegar até o local onde levaríamos o barco até 08 e 45, e havia muitas pessoas para pegar o taxi. Por sorte estava passando uma van de um outro hotel que parou para nos levar. Escolhemos um barco para o passeio do canal de beagle com capacidade para menos pessoas, pois ele chega mais perto das ilhas. O barco era ok, o capitão e o marinheiro/guia muito simpáticos e passeio foi muito legal, com direito a cerveja artesanal. Passamos pela ilha de lobos, ilha dos passaros e fizemos uma pequena caminhada na ilha bridge, tendo no final uma vista panoramica. Gostamos muito do passeio, valeu apena. Almoçamos e fomos trocar de hotel. De noite compramos umas lembrancinhas. Dica: Ushuaia bem melhor para lembrancinhas que el calafate. 21/07 Chamamos o remis do mesmo dia do parque para nos deixar no cerro martial. Chegando lá não havia neve, apenas gelo e o teleférico não estava funcionando... o único jeito de subir seria alugando grampones, porém na loja no pé do cerro já estava tudo alugado. Ficamos brincando um pouco no gelo, descendo de ski bunda e depois tentamos novamente ver se havia grampones: não havia. Resolvemos ir almoçar e acabamos "perdendo" esse dia. Aproveitamos de noite para alugar os equipamentos para fazermos no dia seguinte a trilha até a laguna esmeralda (grampones e bastones). 22/07 Saimos cedo eu minha esposa e o casal de baianos, 08h da manhã, até a entrada da trilha, esperavamos um pouco de neve e gelo mas não imaginavamos o que estaria por vir: MUITA neve. A paisagem era toda branca, mal acreditavamos. Logo no começo da trilha percebemos algo errado, não havia sinalização alguma no lugar que estavamos e eu havia lido que a entrada da trilha era por um centro invernal chamado valle de lobos. O taxista havia insistido que ali chegariamos na trilhs então seguimos. Depois de um certo perrengue chegamos na trilha. A verdadeira trilha realmente é bem sinalizada e você encontra com pessoas durante o caminho. Nosso caminho era pura neve, porém muito lindo. Tudo branco, inclusive a copa das arvores. Por vezes "nevava" quando o vento derrubava a neve das árvores, mas o dia era de sol. A trilha se tornou cansativa, acredito eu que por uma série de fatores: Nos perdemos no início, os grampones saiam várias vezes do pé e tinhamos que parar pra arrumar e a própria caminhada com os grampones era desconfortável. Chegamos então na laguna esmeralda e vimos ela toda branca e congelada. Fizemos um lanche na sua borda para recuperar as energias e senti que havia algo especial naquele lugar. Um gavião não parava de dar rasantes sobre nós enquanto um cachorrinho tentava pega-lo. O cachorro era uma simpatia só! Tiramos várias fotos e voltamos. O começo da trilha até a metade seguiu muito bem, ainda mais porque contavamos com a companhia do cachorro! Minha esposa e eu voltamos sem os grampones, eles eram úteis mas o preço a se pagar era muito alto. Tivemos que escorregar em algumas descidas ingremes de bunda o que foi muito legal, tirando isso valeu apena voltar sem os grampones. No meio dq trilha nos perdemos de novo... entramos em um descampado para tirar fotos e de repente percebemos qur havia algo estranho: a Neve estava até o joelho! Não poderia ter nevado então estavamos perdidos... stress e cansasso tomou conta do grupo. Resolvemos voltar a trilha até o ponto onde tinha sinalização, nisso começou a ficar muito tarde. Combinado com o taxista era 14:30 e já eram 16h. Mandamos um SMS para ele falando que nos atrasariamos. Ele entretanto disse que só poderia esperar até 17h. Apertamos o passo mas o grupo estava cansado e com a moral baixa. Eu insisti e tentei motivar todos falando que estava chegando até que bem perto do final o Luis estava muito cansado e com cãibras sugeriu que eu fosse sozinho e pedisse pro taxista esperar. Negativo, nos separar era a última coisa que deviamos fazer naquele momento. Faltando 15 pras 17h ele queria parar e eu tentando motiva-lo. Prometi que se em 10 minutos não chegassemos a gente pararia p tempo que ele quisesse. Chegamos! E o taxista ainda estava lá! Nessa hora eu senti uma gratidão imensa por esse ser humano. Retornamos para o hotel, jantamos e dormimos. 23/07 Resolvemos tirar o dia para descansar, depois da aventura do dia anterior. Domingo a cidade é bem parada, comércios todos fechados, abre apenas restaurantes. 24/07 Dia de fazer as malas e dar adeus a Ushuaia. Chegamos em mendoza por volta das 18h. Ficamos em um apart hotel que alugamos pelo airbnb. 25/07 Fechamos passeio para as vinícolas com um remis. Nos buscou pontualmente, carro novo e confortável. Conhecemos a bodega Chandon e 2 outras, além de uma olivicola. Na última almoçamos e terminamos um dia muito agradável. Foi o que mais gostei em mendoza. 26/07 Acordamos cedo e fomos procurar um loja para alugar um carro. Nossa intenção era ir para o parque provincial aconcagua e no caminho passar na estação de ski los penitentes. Tem uma rua em mendoza com várias lojas de aluguel de carro, chamada primitiva de la reta. Alugamos um up básico. Estrada: Sentido duplo e cheia de curvas, mas bem conservada. Não estava acostumado com o carro, menos potente que o meu e principalmente não estava acostumado a caminhões andando a 100km/h. Fui imprudente em uma ultrapassagem e quase nos demos mal, tive que jogar o carro para o meio de dois caminhões, me senti muito mal depois disso. Depois de uma hora dirigindo paramos em um lugar para tirar umas fotos na beira de estrada e surpresa: Dois caminhoneiros, os da ultrapassagem, vieram tirar satisfação comigo, um deles com uma chave de roda na mão! Pqp... eu mandei um lo siento e perguntei o que ele queria que eu fizesse além de me desculpar. Depois de um sermão seguimos viagem, mais na bad ainda. Como falei a estrada é cheia de curvas, cheia de caminhões e cheias de carros. Pra piorar a cada fronteira de municípios existe uma barreira policial que forma um engarrafamento de uns 20 minutos. O percusso todo é de uns 210km, não parece longe mas demora muuuuuuito por conta de estrada. Chegamos em los penitentes por volta das 14h, almoçamos um hambúrguer em um restaurante que tem na beira da estrada na frente da estação. Lá quase não havia neve. Apenas subindo o teleférico em cima da montanha tinha um pouco de neve, bem pouco. Fomos embora rumo ao aconcágua salvasse nosso dia... meio que não salvou. Fizemos a trilha inteira até a laguna horcones. A laguna estava congelada, o Aconcágua ainda parecia meio longe, pra mim não valeu a viagem. Talvez em outra época seja mais bonito, ou talvez estavamos com a expectativa alta por conta da patagonia. Voltamos por volta das 17h e tivemos que pegar a estrada maldita á noite. Chegamos em mendoza 21h. Fomos direto a um restaurante chamado azafran. Que delícia de restaurante! A melhor coisa do dia hahaha. 27/07 Nossa intenção nesse dia era ir até as thermas mas estava reservada todos os dias até 30/07. Então devolvemos o carro e compramos muitos vinhos, alfajos para levarmos pro brasil e curtimos um dia de preguiça. Á noite jantamos de novo no azafran (façam reserva). Arrumamos as malas pois voltariamos para o brasil no dia seguinte. Dica: Pode levar até 6 garrafas por pessoa na bagagem de mão. Para levar na bagagem despachada precisa enrolar a mala em plástico filme.
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