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Pessoal,

Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site.

O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem.

Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00.

Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. 

Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem.

Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito.

Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá.

 

Canal Voando Alto

 

Abs!

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Olá,

O planejamento da viagem se iniciou antes do Natal do ano de 2018, a minha intenção era viajar em meados de Janeiro de 2019.

Na verdade queria viajar por 5 países e não 4 como realmente aconteceu. Não pude conhecer a Bolívia, por problemas de visto, já que a pessoa que estava acompanhando a viagem não tinha.

A obtenção de visto no consulado da Bolívia em São Paulo era bem burocrático, uma vez que pediam um monte de documentos, como comprovação de renda, vacinas da febre amarela, reserva de hotel, passagens, etc.

Expliquei ao oficial (consulado da Bolivia) que como a intenção era viajar de mochilão, não teria uma data específica e não tinha como mostrar as passagens de ida e volta (ônibus), já que não tinha como comprá-los pela internet. No fim das contas, optei por remover esse país da lista e isso acabou me prejudicando logo depois, com o qual relatarei futuramente.

É triste que um país que coloque em mente a "reciprocidade"  de vistos, acaba perdendo com turismo local. 

Nesse meio tempo a minha estratégia inicial era de ir de avião de São Paulo (SP) até Porto Alegre (RS) de avião. De lá pegar um ônibus de Porto Alegre (RS) e ir até Punta del Este no Uruguai.

Na época a passagem aérea saindo de São Paulo (GRU) até Montevidéo (MVD) no Uruguai estava saindo por pessoa acima de R$ 850,00 considerando um planejamento realizado uns 20 a 30 dias antes da viagem. Como optei por fazer um trecho de avião e outro de ônibus, até que tive uma economia.

O trajeto de avião de São Paulo (GRU) à Porto Alegre (POA) pela LATAM saiu por R$ 190,84 por pessoa, incluso as taxas do aeroporto.

E o trajeto de ônibus de Porto Alegre até Punta del Este, pela empresa EGA, que é uruguaia (os atendentes falaram em espanhol), saiu por R$ 320,94 por pessoa num semi-leito. Acho que talvez tenha pago um pouco acima da média porque acabei comprando pela internet (usei a empresa Guiche Virtual).

O seguro de viagem adquiri pelo site do "Seguros Promo" que teve um ótimo custo benefício, pela seguradora Assist Trip, ou seja, garantido pela Zurich. O valor total do seguro foi de R$ 479,95.

Se considerar por pessoa seria R$ 239,98 para os 32 dias de viagem, o que era bem razoável. A cobertura era de US$ 40.000,00 mas graças a Deus não precisei utilizá-lo.

Então foram reservados a passagem de avião GRU (São Paulo)->POA (Porto Alegre), passagem de ônibus de Porto Alegre até Punta del Este e reserva de hostel no Uruguai.

No caso de celular, recomendo pelo menos um modelo intermediário para cima, que tenha uma boa memória interna, para poder rodar sem problemas os principais aplicativos, mapas, tirar fotos ou videos (o que é muito importante numa viagem). Recomendo levar também um carregador portátil de celular, aquelas baterias externas ou Power Bank que tenha no mínimo 10.000 mAh, será de grande ajuda numa emergência, pois o celular ajuda e MUITO numa viagem.

Como ainda sou das antigas e não tenho muita paciência com celular, levei um notebook que me ajudou bastante a organizar as finanças, reservar passagens, hotel, tranferir fotos e por aí vai. Sei que é um peso extra e realmente me cansou um pouco durante a viagem, mas no meu caso compensou bastante.  Era um modelo antigo que usei por mais de 7 anos e estava um pouco pesado para mim. 

Se Deus quiser, em breve pretendo comprar um "Surface" da Microsoft, que é bem compacto, leve e pequeno. Perfeito para viajar.

A respeito de valor em espécie, recomendo e MUITO levar em dólares americanos, pois em reais você vai perder muito na conversão. Além do mais, as aceitação é muito baixo. Tinha levado uns US$ 2.500,00 em espécie (tinha trocado faz alguns anos atrás), além do cartão de crédito internacional (fundamental ter um cartão de crédito internacional), com um limite até que razoável (conversei muito com o meu gerente para aumentar o valor rs...).

Evitava de usar o cartão de crédito, pois teria a incidência do maldito IOF, além do mais, tinha o risco do dólar variar nesse período.

Sobre a bagagem recomendo levar uma mochila de mão, que não exceda 15 kg e uma mala que não passe de 23 kg. Estou falando disso agora, porque a grande maioria das companhias aéreas na América do Sul são "low fare" ou "low cost", excedendo na bagagem talvez terá que pagar um valor adicional que encarecerá a sua viagem.

Em relação aos sites de pesquisa de passagem aérea, reserva de hotel, mapas, aplicativos, ônibus, etc. Recomendo conforme abaixo:

* Passagem aérea:

- Skyscanner: um site que pesquisa o preço de todas as passagens aéreas, inclusive a de milhas aéreas (Ex: 123 Milhas ou Max Milhas). Eles possuem aplicativos no celular.

https://www.skyscanner.com.br/

* Hospedagem

- Booking: todas as minhas reservar de hotel ou hostel foram realizadas por este site, recomendo e muito. O legal é que existe um programa de fidelidade chamada Genius, que te dá alguns serviços extras de cortesia, "late check-out", alguns com café da manhça, bebida de boas vindas ou desconto nas diárias. Existe aplicativo em celular.

https://www.booking.com/

- Hostel World: não cheguei a utilizar mas sempre ouvi muitas recomendações deste site ou o aplicativo. Eles tinha um bom preço de hospedagens.

https://www.hostelworld.com/

* Mapas

- Maps.Me: é um aplicativo de mapas disponível "offline", quando não se tem conexão com a internet. Foi um grande quebra galho para não ficar perdido durante a viagem. É de lei você ter um aplicativo de mapa instalado em seu celular, baixe previamente antes de viajar.

https://br.maps.me/

- Google Maps: ele já estará instalado em seu celular se for Android, mas existe a opção de baixar o mapa da cidade para funcionar "offline". Faça isso antecipadamente. Na verdade utilizei mais do Google Maps nas minhas consultas, o Maps.Me seria apenas um backup caso o app da Google falhasse.

* Transporte público

- Moovit: é um aplicativo e que também funciona pelo site, em que te auxilia a utilizar do transporte público da grande maioria das cidades. Possui as alternativas de ônibus, metrô, etc.

https://moovitapp.com/

* Cotação de Moedas

- XE Currency: é um site, mas usei muito do aplicativo deles. Se tiver conexão com a internet, ele atualiza a cotação de minuto em minuto. Já selecione antecipadamente as moedas dos respectivos países que for visitar. Ajudou muito durante as compras do mercado ou no dia a dia, para ver se estava pagando caro ou não.

https://www.xe.com/pt/currencyconverter/

* Tradutor ou dicionário

- Google Translate: caso tenha algum problema com o idioma, já baixe o pacote "offline" da língua em questão. Não precisei muito usar ele, já que ao menos podia me comunicar em espanhol, mas existiam algumas palavras específicas com o qual o tradutor ajudou bastante.

* Seguro de Viagem

- Seguros Promo: sempre ouvia bons feedbacks da seguradora "Vital Card", mas ultimamente eles tem aumentado muito os preços. Recomendo a "Seguros Promo" pois eles efetuam a pesquisa de todas as empresas e lista a com melhor custo x benefício. Sempre tive um ótimo atendimento com eles, além de economizar muito com o seguro. Graças a Deus não foi necessário acionar o seguro durante as viagens, já que tudo ocorreu bem.

https://www.segurospromo.com.br/

 

Não esqueça de levar consigo no tablet ou celular, músicas, filmes ou séries favoritas para assistir dentro do ônibus ou avião. E é lógico, o fone de ouvido também. Será bem agradável a sua viagem!

Abaixo informação dos períodos e a data da viagem.

- Período da Viagem: 32 dias

- Início: 15/01/2019

- Término: 16/02/2019

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15/01/2019 - No primeiro dia da viagem, decolamos do Aeroporto Internacional de Guarulhos em São Paulo rumo a Porto Alegre.

O video da decolagem no Aeroporto Internacional de Guarulhos está no link abaixo:

Video - Decolagem Aeroporto Internacional de Guarulhos

Fiz uma pequena avaliação dos serviços da companhia aérea LATAM dentro do Airbus A321:

Video - Serviços da LATAM

E o pouso realizado em no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre:

Video - Pouso Aeroporto Internacional Salgado Filho

Do Aeroporto fui para o Terminal Rodoviário. Escolhi a empresa EGA para ir de Porto Alegre até Punta del Este.

Acredito que sai mais barato comprar diretamente no próprio terminal de ônibus, sem nenhum intermediário. Mas preferi comprar neste caso pela internet, pois queria garantia de chegar bem no horário da minha viagem de ônibus (partia por volta das 22:00) e não ter que gastar com hospedagem em Porto Alegre. Abaixo video da viagem de ônibus:

Video - Ônibus EGA

16/01/2019 - Chegada em Punta del Este e me dirigi diretamente ao hostel, vejam o local:

Video - Hostel Punta del Este

 

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16/01/2019 a 18/01/2019 - Punta del Este. Começamos a perceber que é tudo CARO e Punta del Este, seria o local mais caro de todo o país. Restaurantes? Esqueça!

O hostel era caro e não ofereciam nem mesmo café da manhã, fiquei na "Soul Hostel" por 2 noites. Reservei um quarto privativo que tinha uma pequena vista para o mar. Paguei a diária de R$ 173,00. Se for considerar o valor por pessoa saiu por R$ 86,50 o que é MUITO CARO! Não vou nem indicar o local para vocês não passarem raiva.

A primeira coisa que você tem que fazer quando chegar num país estrangeiro é realizar o câmbio de moedas e o segundo é achar onde tem o supermercado ou mercadinho da região, pois isso vai te fazer economizar e muito na viagem.

O câmbio de moedas recomendo utilizar aquele que fica no próprio terminal de ônibus, eles tinha uma boa cotação e era bem confiável. Se não me engano se chama "Cambio Nelson":

* Cambio Nelson

Av Gorlero & Juan Diaz de Solis, Punta del Este, Departamento de Maldonado, Uruguai

Quase todas as refeições ou lanches foram comprados do mercado. O bom do hostel é que eles tinham cozinha, o ruim é que na hora das refeições (próximo do meio dia e das 6 da tarde) costuma a fazer fila, pois todo mundo queria cozinhar. Mas com pouquinho de paciência, todo mundo consegue comer.

Posso dizer que cheguei a pesquisar alguns restaurantes para comer, mas os preços meio que espantava a minha apetite. Acabei cedendo ao Fast Food, que encontrei no centro da cidade Mc Donalds e Burger King, escolhi a BKing pois acho os lanches de lá mais saborosos. O combo de lanches para 2 pessoas saiu em torno de 592 pesos, que convertidos na época dariam R$ 68,00. Ou seja, por pessoa em um fast food gastamos R$ 34,00. 

O restante dos dias nos viramos com miojo, pão e frios que compramos no mercadinho e a famosa empanada.

Se quiser comer lanches a um preço meio que justo, próximo ao Terminal Rodoviário de Punta del Este, na rua La Angostura (quase em frente a Casa de Câmbio Nelson), possui uma cantina que vende lanches e prato feito a preços convidativos. Fui diversas vezes lá, para comprar lanches e empanadas, fiquei tentado a conhecer os PF (prato feito), mas não deu tempo. Recomendo o local.

Abaixo os pontos turísticos que conhecemos em Punta del Este:

Video - Punta del Este

Se chegou em Punta del Este, é meio que de lei conhecer a Casa Pueblo que fica um pouco afastado da cidade, terá que ir de ônibus. Este local fica em Punta Balena, evite agências de turismo ou taxi, pois vão te meter a faca, bem como não conseguirá conhecer bem o local.

O ônibus para Casa Pueblo paguei 158 pesos (2 pessoas), em R$ 18,00 se for considerar por pessoa saía então R$ 9,00.

A entrada ao museu é bem caro, aceitavam dólares americanos que saía US$ 10,00. Em R$ 38,50 por pessoa. Após visita ao museu, recomendo caminhar um pouco e conhecer Punta Balena que é bem bonito, aproveite para visitar a pequena feirinha que fica no local.

Segue o passo a passo de como ir à Casa Pueblo de ônibus, está bem detalhado:

Video - Como ir à Casa Pueblo de ônibus?

As passagem de Punta del Este até Montevideo foram comprados por 638 pesos para 2 pessoas, que convertidos davam R$ 73,00. Por pessoa saía R$ 36,50.

Por fim, o que eu faria de diferente se algum dia tivesse que voltar nesse país (não volto mais porque é muito caro), talvez eu iria primeiro para Montevidéo, de lá contrataria um pacote turístico que seja bate-volta e visitasse os principais pontos turísticos de Punta del Este, incluído a Casa Pueblo. Assim, creio que vocês iriam economizar muito mais, já que é uma cidade CARA.

Obs: Não vi nada demais naquele hotel Enjoy Punta del Este (antigo Conrad Punta del Este), apenas passei lá para ver o cassino e tirar fotos.

O próximo relato será de Montevideo.

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18/01/2019 a 20/01/2019 - Montevideo. Após chegar na cidade, fomos direto para a nossa hospedagem que tinha reservado pelo site do Booking.

Foi a Students Hostel que recomendo muito, pois tinha um ótimo custo x benefício e o melhor de tudo isso, eles falavam Português. Tive um bom atendimento e no preço estava incluso café da manhã.

Os quartos possuíam ar condicionado e guarda volume. A única coisa ruim é que na hora das refeições a cozinha ficava lotada e dificilmente encontrava um lugar para sentar.

Segue a avaliação abaixo com as imagens do local:

Video - Students Hostel

Em relação aos preços do hostel, escolhi um quarto compartilhado para 2 noites que acabou saíndo por R$ 155,00 aproximadamente para 2 camas. Assim por pessoa sairia R$ 77,50 concluindo a diária estava por R$ 38,75 por pessoa, o que é um preço bem razoável. Abaixo o site da hospedagem:

http://www.studentshostel.com.uy/

https://www.booking.com/hotel/uy/students-hostel-montevideo.pt-br.html

Aproveitei para conhecer a cidade através dos "Walking Tour" que é passeios guiados a pé, em que se paga por gorjeta aos guias. Recomendo muito a Curioso Free Tour.

 

- Curioso Free Tour 

Ponto de Encontro: Puerta de la Ciudadela (Plaza Independencia)
Horário: 10:30 - 15:30 de Segunda a Sexta / 11:00 aos Sábados
Duração: 2 horas e 30 minutos
Identificação: Camiseta e guarda-chuva azul

http://www.curiosofreetour.com.uy/

 

Os detalhes e os pontos turístico que visitei em Montevideo estão no link abaixo:

Video - Montevideo

Após conhecer a capital do país, estive pensando em talvez passar 1 ou 2 dias em Colonia del Sacramento, mas devido ao alto custo de vida, desisti dessa idéia e prossegui direto para Argentina.

Pensei que talvez indo de ônibus seria mais barato, partindo de Montevideo e chegando em Buenos Aires, mas o engraçado é que indo de Balsa, o valor ficava semelhante. Fora a economia de tempo e conforto proporcionado. Então decidimos ir mesmo de Balsa, pela empresa Seacat, num pacote bimodal, em que 1 dos trechos iríamos de ônibus de Montevideo até Colonia de Sacramento, de lá atravessaríamos de balsa até Buenos Aires.

Os detalhes da viagem estão no link abaixo:

Video - Balsa Seacat Uruguai até Argentina

E a página da empresa para cotar os valores e disponibilidade:

https://www.seacatcolonia.com/Portal/SeacatARG/home

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20/01/2019 a 24/01/2019 - Buenos Aires. Após a chegada na cidade, não tinha conseguido realizar o câmbio de moedas e no terminal de balsas, não havia essa possibilidade.

Sei que tinha dentro da balsa a opção de trocar a moeda, mas como a cotação não era tão favorável preferi realizar no próprio país mesmo. Para ir do terminal até a hospedagem acabei indo de Uber, mas tive um sufoco porque não tinha plano de dados ou internet. Dependia do Wi-fi do próprio terminal e o carro não entrava de jeito nenhum no terminal.

Tive que ficar entrando e saindo várias vezes para me atualizar do Uber e ter acesso à internet. Mas graças a Deus deu tudo certo e chegamos enfim ao hotel. 

Pois é, pelos preços praticados consegui ficar num hotel em Buenos Aires chamado "N'ontue Abasto", era uma pequena diferença comparado a um hostel. Assim tive um pouco mais de privacidade, segurança em relação às malas ou objetos. E o café da manhã era bem melhor, já que tinha uma opção maior de alimentos (vide bolos, bebidas, cereal, frutas, etc).

MAS a desvantagem é que não se podia cozinhar, não tinha chaleira elétrica, tampouco geladeira. O ar condicionado do quarto não estava funcionando e tive que depender do ventilador.

Pois é, apesar de ser um hotel, era num edifício bem antigo que precisava de grandes reformas. Ao menos o atendimento na recepção era muito bem feito. Para 4 noite paguei em torno de 3.190 pesos, que em R$ 319,00 num quarto duplo. Ou seja, a diária estava saindo por R$ 80,00 aproximadamente.

O melhor de tudo isso foi a localização, que ficava bem em frente à estação do metrô Carlos Gardel. E bem ao lado tinha um Shopping Center, o Abasto Shopping. Tinha um hipermercado a 1 quarterão chamado COTO. Mas pelas proximidades tinham vários mercadinho chines.

Sobre o hotel, apesar de ter tido um bom atendimento, a construção era bem antiga, um dos elevadores estava quebrado, pelo visto eles precisavam de reformas. Posso dizer que foi razoável, mas não indicaria para vocês, pois acredito que existem outras boas opções.

O bom do país é que os preços estavam de 10 a 15% mais baratos que o Brasil, então realmente foi bem positivo. Outro detalhe é que o câmbio de moedas é controlado pelo governo, então não existe variação, é igual em todo o lugar. A não ser que você vá para o mercado negro, mas terá o risco de receber dinheiro falsificado, o que não recomendo nunca.

Queria ao menos visitar um show de Tango, mas estava bem inflacionado que acabei desistindo da idéia. O transporte público do país é muito barato, já que subsidiado pelo governo, é necessário adquirir o cartão Sube, que é meio que um "Bilhete Único" da cidade.

Todos os pontos turísticos visitados na cidades estão no link abaixo:

Video - Buenos Aires

Caso queira informações de como utilizar do metrô da cidade, além de dicas de aplicativos, veja abaixo:

Video - Metro de Buenos Aires

Para quem curte museu, embarcação ou navios militares, recomendo o passeio abaixo o Museo Buque que é bem barato:

Video - Museo Buque (Fragata Presidente Sarmiento)

Se quiser conhecer o El Caminito, infelizmente ele não está coberto pelo metrô, então terá que utilizar de um Uber ou Taxi. Recomendo mais o Uber.

Video - El Caminito

O próximo destino era a cidade de Mendoza. Estava entre ir de ônibus ou avião, mas vi que os preços estavam bem próximo, se optar por uma companhia aérea de baixo custo (low fare). Deve considerar que de avião é bem mais rápido, mas há uma pequena restrição de peso ou de bagagem.

Escolhi a empresa Andes Lineas Aéreas, eles possuíam um preço bem competitivo, mas quase tudo era cobrado, como bagagem a ser despachada, inclusive cobravam pelo check-in realizado no balcão (forçava você a realizar pela internet) e a frota era um pouco antiga, pois utilizavam de aeronaves MD-83

Paguei em torno de 4.913 pesos saindo de AEP (Buenos Aires) -> MDZ (Mendoza), que davam em torno de R$ 491,27 por pessoa saía por R$ 246,00 o que achei um valor razoável.

A decolagem do Aeroporto Jorge Newberry em Buenos Aires estão neste video:

Video - Decolagem Aeroparque Jorge Newberry

Avaliação da companhia aérea Andes Lineas Aereas no MD-83:

Video - Voando Andes Lines Aéreas MD-83

E o pouso em Mendoza no Aeroporto Internacional Gobernador Francisco Gabrielli:

Video - Pouso em Mendoza

Aguarde o próximo relato que farei em Mendoza.

Abs!

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24/01/2019 a 26/01/2019 - Mendoza. Na verdade eu vim mais aqui nesta cidade, pois a minha intenção inicial era atravessar a Cordilheira dos Andes via ônibus, durante o trajeto até Santiago.

Sempre ouvi falar da famosa estrada Los Caracoles (Caracol) e posso dizer que realmente a vista foi fantástica. Voltando sobre a cidade, para quem já visitou a cidade de Gramado e suas vinícolas do Rio Grande do Sul, vai se decepcionar de Mendoza.

Apesar de ter uma abordagem diferente, creio que nesse quesito o nosso Brasil está bem melhor. Então evitei de realizar esses passeios. Existe um tour para visitar o Aconcágua, mas como iria para Atacama, creio que valeria a pena gastar o meu dinheiro lá, já que é bem melhor.

Separei 1 dia para realizar um "City Tour" pelo centro, mas nada que tenha me impressionado, já que a grande maioria deles estavam em reformas. No verão a cidade é bem abafada e quente, no inverno é bem frio.

Sempre recomendo optar por um hostel que tenha ar condicionado, senão vai se arrepender e muito.

Sobre a hospedagem fiquei no Windmill Hostel. Por 2 noites e 2 camas paguei 1.620 pesos, que daria R$ 162,00. Então o valor da diária e por cama estava po R$ 40,00 aproxidamente, o que é um valor justo.

O local oferecia café da manhã, tinham pães preparados no próprio local, o ambiente era bem legal para conhecer as pessoas, o atendimento também foi bom. Uma pena é que acabei escolhendo um quarto sem ar condicionado e estava muito, mas muito abafado.

Em relação ao câmbio de moedas, recomendo o local abaixo que foi bem confiável:

 

* Cambio Santiago em Mendoza
Av. San Martín 1199, M5500 Mendoza, Argentina

http://www.cambiosantiago.com.ar/

 

O ruim dessa cidade é a "Siesta", que é um horário na parte da tarde entre 13:30 às 16:00 em que as pessoas reservam para cochilar. Toda a cidade fecha, exceto Mc Donalds, alguns grandes restaurantes ou vinícolas. As ruas ficam desertas, achei isso bem estranho, sei que é questão cultural, mas achei isso inútil e contra-produtivo. 

Os detalhes dos pontos turísticos visitados estão no video abaixo:

Video - Mendoza

Após a visita a esta cidade me dirigi para a cidade de Santiago, escolhi a empresa de ônibus CATA International para realizar a travessia da Cordilheira dos Andes. Sempre reserve um dinheiro para pagar a gorjeta dos guarda-malas, senão as pessoas vão fazer cara feia.

O valor da passagem saiu por 1.200 pesos por pessoa, então em R$ 120,00 o que achei o valor razoável. O ônibus foi bem confortável, eles ofereciam lanches e bebidas a bordo, mas não gostei que eles trancaram o toalete, forçando as pessoas a se segurarem até chegar na imigração do Chile.

A avaliação e os detalhes deste trajeto estão no link abaixo:

Video - Ônibus CATA International (Cordilheira dos Andes)

Fiz um video em separado comentando sobre a imigração entre a Argentina e o Chile:

Video - Imigração Argentina e Chile

Por fim, registrei as imagens da descida na estrada de Los Caracoles, que é fantástica:

Video - Estrada de Los Caracoles

No próximo tópico estarei comentando sobre a cidade de Santiago.

 

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26/01/2019 a 31/01/2019 - Santiago. Após chegada na cidade, notei algo estranho pois existiam 3 terminais rodoviários na cidade, ouvi dizer que isso acontece porque cada empresa teria o seu próprio terminal de ônibus.

No meu caso como escolhi a empresa CATA International, eles desembarcaram no "Terminal Sur" ou Terminal Sul. Recomendo realizar o câmbio de moedas no próprio terminal de ônibus, pois eles ofereciam a cotação média do dia, mas eram pouco frescos em aceitar notas ou dólares com aparencia velha ou algumas manchas.

O terminal de ônibus ficava próximo a estação de metrô Universidad de Santigo ou San Alberto Hurtado, tanto faz qualquer uma delas, já que o terminal fica bem no meio delas.

Acabei escolhendo ir de Uber até o hostel, pois caminhar com as malas seria um pouco cansativo, ainda bem que ao menos tinha Wi-Fi gratuito no terminal.

Escolhi ficar no hostel chamado "Chile Lindo". O local é bem limpo, tinha bom atendimento, oferecia café da manhã, as camas tinham tomadas e luz em LED. Além de guarda volume nos quartos, tinham uma boa avaliação no site do Booking e também no Tripadvisor. Segue o link dele:

https://www.chilelindohostel.cl/en-us

https://www.booking.com/hotel/cl/chile-lindo-hostel.pt-br.html

Para 5 noites e 2 camas em quarto compartilhado, acabei pagando 68.000 pesos chilenos que dava em R$ 378,00. Então a diária por pessoa saía R$ 38,00 o que é um ótimo custo x benefício.

Tinha um mercado a uns 3 a 4 quarteirões, alguns restaurantes e o metrô ficava próximo do local. Mas pelas redondezas não é muito convidativo caminhar à noite, nesse caso recomendo voltar ao hostel antes do por do sol.

Na cidade estará muito bem servido pelo transporte público, principalmente o metrô. Nesse caso precisará adquirir o Cartão BIP que é meio que um "Bilhete Único". Custa 1.550 pesos chilenos, que dá o equivalente de R$ 9,00. O trajeto de metro custa 720 pesos, que dá em torno de R$ 4,50.

Em relação ao custo de vida e o preços dos alimentos, achei próximos ou semelhantes com o Brasil. Algumas pessoas optam por fazer um bate-volta pela cidade litorânea Valparaíso, não cheguei a visitar o local, mas acredito que valha a pena ao menos ficar 2 dias na região.

Creio que 1 semana é mais do que suficiente para conhecer bem a cidade de Santiago. Caso haja a necessidade de realizar o câmbio de moedas, recomendo que faça na Plaza de Armas, de preferência dentro de estabelecimentos.

Se a sua intenção é a de visitar a cidade de San Pedro de Atacama, já realize o câmbio de moedas em Santigo, uma vez que em Atacama as cotações são muito desfavoráveis.

Os pontos turísticos visitados estão no link abaixo:

Video - Santiago

Fiz um video específico da Troca da Guarda no Palácio de la Moneda em Santiago:

Video - Troca da Guarda (Palacio de La Moneda)

Lembrando que a apresentação ocorre em horários diferentes e em dias alternados conforme alguns meses listados abaixo. Ou seja, não são em todos os dias.

* Troca da Guarda no Palacio de La Moneda

Horário: 
10:00 - Em dias de semana
11:00 - Finais de semana

Dias Pares: Janeiro, Abril, Maio, Agosto, Novembro e Dezembro.
Dias Ímpares: Fevereiro, Março, Junho, Julho, Setembro e Outubro.

Sobre a utilização do metro de Santiago, apps e a aquisição do cartão BIP estarão no video abaixo:

Video - Metro de Santiago

Reservei 1 dia inteiro para o passeio em Cajon del Maipo (+ Termas Valle de Colina e Embalse El Yeso), um passeio que achei caro, mas que valeu cada centavo. Custou em torno de de 40.000 a 45.000 pesos chilenos. Em torno de US$ 60,00 ou R$ 230,00 por pessoa. Está no video abaixo:

Video - Tour Cajon del Maipo

A empresa ou o motorista que realizou o passeio foi um tal de Migguel, segue o contato dele:

* Turismo "Miky" - Migguel 

Celular/Whatsapp: +56 9 7257-2004
E-Mail: [email protected]
Instagram: migguel.azocar

Após passar alguns dias em Santiago, meu próximo destino era San Pedro de Atacama. Decidi ir de avião pela companhia aérea SKY.

Ela por ser de baixo custo, os preço chamam muito a atenção, mas quase tudo era cobrado, como despacho de malas e tal. Comprei diretamente no site da empresa e paguei em torno de R$ 295,00 por pessoa, saindo de Santiago e chegando em Calama, que é cidade mais próxima de San Pedro de Atacama.

Lembrando que existem 3 tipos de categoria de preços, a taxa ZERO, a PLUS e a FULL.

A ZERO quase ninguém vai utilizar dela, porque permite apenas 1 bolsa de mão.

Se você for mochileiro, com certeza irá escolher a taxa PLUS, que permite 1 bolsa de mão, 1 bagagem de mão e o despacho de 1 mala. Além de garantir o seu assento no check-in.

A taxa FULL, o único diferencial era poder despachar 2 malas, além de permiter a remarcação ou alteração de nome.

A decolagem de Santiago está registrado abaixo:

Video - Decolagem Santiago

Avaliação do serviços da companhia aérea SKY Airline:

Video - Avaliação SKY Airline

E o pouso na cidade de Calama:

Video - Pouso em Calama

O próximo relato farei da minha ida para San Pedro de Atacama.

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31/01/2019 a 05/02/2019 - San Pedro de Atacama.

Apenas relembrando que o aeroporto mais próximo de San Pedro de Atacama, fica na cidade de Calama distante 100 km um do outro, dá mais ou menos 1 hora e 30 minutos de carro.

Após desembarcar no aeroporto em Calama, você é surpreedido por várias agências de turismo que realizam o transfer entre as cidades que mencionei anteriormente. Os preços não são caros e nem baratos.

Acho que vale a pena por conta da praticidade, pois eles vão te deixar bem na frente do hostel, caso você já tenha realizado a reserva anteriormente. Eles cobravam 12.000 pesos chilenos apenas para ida, que dá em torno de R$ 70,00 e 20.000 pesos com ida e volta que vai dar uns R$ 120,00.

De ônibus não compensa porque é um pouco mais trabalhoso, já que você tem que ir até o Terminal de ônibus no centro da cidade de Calama, que fica a uns 7 km do aeroporto, com todas as suas malas. De lá vai ter que combinar com os horários de saída desses ônibus e também a disponibilidade.

Chegando em San Pedro de Atacama, terá que caminhar até a sua hospedagem. E a economia não é tão considerável. Então recomendo utilizar do serviço de Van, os detalhes estão no video abaixo:

Video - Transfer Van Calama à San Pedro de Atacama

Em San Pedro de Atacama, fiquei num hostel chamado Aji Verde. Apesar deles terem preços baixos comparado a média da cidade, o ruim é que ficava um pouco afastada do centro, o que era um incômodo quando as ruas ficam cheias de lama ou quando se tem um calor infernal. Não gostei muito do local, porque geralmente ocorriam blecautes, haviam vazamentos em dias de chuva e os quartos meio que tinham um cheiro peculiar. Mas não espere muito das hospedagem em geral da cidade, porque a grande maioria são assim. Caso queira um lugar decente, vai pagar muito caro por isso.

Fiz a besteira de reservar e pagar antecipadamente (no momento do check-in) todos os 5 dias de estadia e isso me prejudicou bastante, pois fui na época do tal "Inverno Altiplânico", que geralmente ocorre durante o Verão nos meses de Dezembro à Março. Com isso temos o alto índice de chuvas na região que acabam alagando toda a cidade e os demais pontos turísticos ou passeios.

Então você acaba ficando ilhado em alguns dias, sem poder fazer NADA, tampouco entrar ou sair da cidade. Como não queria perder o valor da hospedagem, acabei ficando os 5 dias em Atacama, esperando as chuvas secarem, sem poder fazer um plano B, que era talvez sair da cidade. 

Paguei em torno de 86.500 pesos chilenos para 5 noites e 2 camas, não ofereciam café da manhã. Então a diária por cama estava saindo por R$ 48,00 o que estava um pouco acima do que havia pagado em todas as viagens até agora. E foi o primeiro hostel em que tivemos a nossa comida furtada dentro da geladeira, o que achei bem desagradável, realmente presenciei os "ratos de geladeira". Não recomendo o local, acredito que existem opções melhores e mais próximo ao centro da cidade.

Os videos do local estão no video abaixo:

Video - Hostel em Atacama (Aji Verde)

Como estava em época de chuvas, todos os parques e os passeios estavam fechados durante os 5 dias que fiquei na cidade. Teve dias em que a estrada principal estava fechada por conta das chuvas. Lembrando que nesse período é arriscado até para as pessoas que planejam atravessar do Chile até o Peru via as cidades de Arica e Tacna, porque as inundações destruíam pontes e rodovias. 

Sempre digo uma coisa EVITEM ATACAMA NO VERÃO, entre os meses de Dezembro à Março. É caro e tem um grande risco de jogar dinheiro fora, talvez não consiga nem sair da cidade.

Os poucos pontos turísticos que visitei em Atacama estão registrados no video abaixo:

Video - Atacama em 5 dias

Segue algumas dicas antes de chegar em Atacama:

 

1. Evite vir para San Pedro de Atacama no verão entre os meses de Dezembro à Março, por conta das chuvas que impossibilitam os passeios. Prefira o Outono ou Primavera.
2. Já efetue o câmbio de moedas, se possível em Santiago, pois as cotações em San Pedro de Atacama é bem desfavorável.
3. Quando for negociar os passeios, negocie ou pague em pesos chilenos, pois em dólares acaba meio que perdendo um pouco na conversão dos valores.
4. Sempre pense em alternativas como por exemplo ir para Bolivia e visitar o Salar de Uyuni. Os veículos que realizam esse passeio são 4x4 (tração nas quatro rodas).
5. Antes de vir para a cidade, veja a previsão do tempo para os próximos 5 a 10 dias.
6. Reserve no mínimo 1 a 2 dias de hospedagem, não o período todo, para o caso de ter que alterar os planos tipo sair da cidade ou mudar de hostel.
7. Evite fechar todos os passeios e pagá-los antecipadamente, pois dependendo das condições climáticas, terá dor de cabeça para ser reembolsado. 
8. Escolha hostel que esteja mais próximo ao centro da cidade, ou seja, da Praza San Pedro de Atacama ou dos Caracoles.
9. Tenha roupas para o frio e calor. Há uma grande variação de temperaturas, inclusive valores negativos.

 

Segue abaixo a média praticada dos passeios em Atacama, que compilei de 3 a 4 agências de turismo da região:

 

* Média de preço dos passeios (em peso chileno): Nome do Passeio / Horas / Valor do Passeios / Valor da entrada / Total.

Valle de la Luna (meio período): 15.000 / 3.000 = Total: 18.000 pesos
Termas Puritama (meio período): 15.000 / 15.000 = Total: 30.000 pesos
Geysers del Tatio (meio período manhã, incluso café da manhã): 30.000 / 10.000 = Total: 40.000 pesos
Laguna Cejar (meio período tarde): 18.000 / 17.000 = Total: 35.000 pesos
Lagunas Altiplânicas (meio período manhã, incluso café da manhã): 28.000 / 5.500 = Total: 33.500 pesos
Valle del Arcoiris (meio período manhã, incluso lanche): 25.000 / 3.000 = Total: 28.000 pesos
Salar de Tara (integral, incluso café e almoço): 50.000 pesos
Stargazing ou Tour astronômico (noite ou madrugada, alguns oferecem lanches): 20.000 pesos
Mirador de Piedras Rojas (integral, incluso café e almoço): 50.000 / 5.500 = Total: 55.500 pesos
Pukará de Quitor: 3.000 pesos

* Bolivia

Salar de Uyuni (3 dias, com hospedagem e alimentação): 130.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada)
Salar de Uyuni (4 dias, com hospedagem e alimentação): 150.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada)

 

Passados os 5 dias na cidade, em que fiquei somente no centro da cidade ou no hostel, estava doido para sair de Atacama. Comprei a passagem para ir de San Pedro de Atacama até Arica.

De Arica estava planejando em atravessar a fronteira até a cidade de Tacna no Peru, MAS por conta dessas malditas chuvas as estradas estavam todas fechadas o que afetou e muito o meu planejamento e vários perrengues que passei na viagem.

Os detalhes relatarei no próximo post. Valeu!

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05/02/2019 a 06/02/2019 - San Pedro de Atacama / Calama / Iquique / Arica / Tacna / Arequipa.

Conforme o último post, não pude fazer quase nada em Atacama, por conta das chuvas que castigaram a região. Apesar de ser um deserto, no verão chove bastante a ponto de inundar as estradas. Vocês podem pensar que estou exagerando, mas vejam os videos dos noticiários na época:

Video - Noticiário Chuva 1

Video - Noticiário Chuva 2

Video - Chuva nas estradas no Norte do Chile

Todos os parques onde estão localizados os passeios ficam fechados em dias de chuvas, por conta das estradas fechadas e também pelo risco dos veículos ficarem atolados. Consequentemente as agências de turismo ficam fechadas, já que não conseguem vender os seus pacotes de viagem.

Vi muitas pessoas terem dores de cabeça na hora do reembolso dos pacotes já fechados, então recomendo que sigam as dicas passadas anteriormente.

Voltando, o único passeio que ainda estavam vendendo era para o Salar de Uyuni, mesmo com as chuvas. Isso acontece porque os veículos que irão atravessar o deserto de sal, são todos 4x4, ou seja, com tração nas 4 rodas. 

Então não havia nenhum impeditivo para o passeio. Mas lembra no primeiro post do planejamento da viagem? 

Pois é, a pessoa que estava me acompanhando não era brasileiro, assim precisava de visto para entrar na Bolívia. E como não consegui obter o visto antecipadamente, não foi possível tentar o plano B via Bolívia.

Havia a possibilidade de conseguir um visto avulso de 1 entrada, na própria fronteira.

Mas ouvi relatos de que eles cobravam em torno de uns US$ 100,00. E tinha me desanimado em saber que muitas pessoas meio que foram extorquidos pelos oficiais da imigração, em que pediam "propina" para suavizar na entrada ou na saída do país.

Pois não carimbavam a entrada do país (no passaporte), e você enfrentava problemas na hora de sair, em que tentavam arbitrar uma multa pesada, mas isso por conta de falhas dos próprios oficiais.

São inúmeros relatos que ouvi, que me fez desistir de vez da Bolívia. Então acabei comprando a passagem para Arica, uma cidade bem ao norte do Chile, que faz fronteira com o Peru.

Escolhi a empresa de ônibus Turbus, que seria uma das mais conhecidas do Chile e a que possuia uma ampla disponibilidade de horários. Em relação aos preços, de San Pedro de Atacama até Arica, custa 16.600 pesos chilenos para semi-cama e 27.900 pesos para cama. Em reais dá em torno de R$ 100,00 e R$ 165,00 por pessoa respectivamente.

MAS no horário da partida, o ônibus não chegou porque a estrada estava fechada, isso mesmo por conta das chuvas que inundaram a estrada.

Tivemos uma demora de 3 horas, pois a empresa conseguiu realocar um ônibus que tinha vindo da Bolivia e iria nos levar até a cidade de Calama.

Foi orientado de que deveria pegar o ônibus, descer em Calama e pegar um outro ônibus que iria nos levar até Arica.

Até aqui tudo bem, pois já não aguentava ouvir falar de chuvas, de estradas fechadas e tal. O meu objetivo era sair de Atacama o mais rápido possível. O trajeto dessa viagem está no link abaixo:

Video - Onibus Turbus (San Pedro de Atacam à Iquique)


Chegando em Calama, conforme orientado inicialmente me dirigi ao outro ônibus e tive uma surpresa desagradável. O motorista simplesmente diz que não vai para Arica e sim para Iquique, que é uma cidade litorânea que ficava um pouco abaixo de Arica, a uns 310 km, ou seja, 4 horas de viagem de carro (entre Iquique e Arica).

Fiquei revoltado e cobrei explicações, o motorista todo mau humorado disse que essa era a orientação recebida, que não sabe de nada e se quiser para que eu vá no balcão da empresa verificar, não era a obrigação dele explicar.

Nesse meio tempo, fui ao balcão tentar buscar as informações e me falam que novamente a estrada que liga até a cidade de Arica estava fechada, pois foram destruídas pelas chuvas. Assim o ônibus levaria até Iquique.

Quando fui voltar ao ônibus, cadê ele??? No intervalo de uns 10 minutos que fui em busca de informações, o motorista vazou e perdi a viagem. 

Nesse meio tempo tive que decidir se passo alguns dias em Calama ou em Iquique, que ao menos ficava um pouco mais próxima da fronteira, assim aguardaria até a abertura da estrada Panamericana Norte. Decidi então ir até Iquique e aguardar as coisas melhorarem, mas tive algumas consequências em relação a isso, com o qual vou falar posteriormente.

Em relação a viagem perdida, avisei ao balcão da empresa que o motorista havia sumido, então eles emitiram uma nova passagem para o próximo horário e tive que aguardar em torno de 4 horas para a chegada no novo ônibus. Lembrando que comprei a passagem para a categoria semi-cama, que era um pouco mais caro, MAS o ônibus que veio era um COMUM.

Ou seja, acabei pagando mais do que deveria, o motorista disse que não era possível o reembolso e teria que desistir da viagem. Todas as pessoas ficaram revoltadas e falaram que tanto faz pagar mais e levar menos, mas que pelo menos queriam chegar em Iquique, e embacaram assim mesmo no ônibus. Nessa a empresa meio que se deu bem da situação.

Sobre a Turbus, os pontos positivos dela é que possui uma grande disponibilidade de horários e de cidades atendidas. A frota até que é recente, os ônibus são novos e limpos.

Os pontos negativos, foram o mau atendimento, falta de informação, confusão na emissão de passagens, péssima política de reembolso, etc. É comum sempre no verão acontecerem estes problemas de fechar a estrada (acontece TODO ANO), mas pelo visto não sabem lidar nessa situação. Isso achei meio que vergonhoso. E por ter o próprio teminal de ônibus da empresa, você fica refém dela, pois não existem alternativas ou qualquer plano B. Então pensem bem nisso e evitem ATACAMA ou essa região no período de verão, vai por mim.

Após chegar em Iquique bem no final da noite, tentei buscar por hospedagem e adivinha o que aconteceu? Todos os hostel da cidade ou a grande maioria estava LOTADO, muitas pessoas tiveram a mesma idéia que eu, de ficar aguardando na cidade até abrirem as estradas.

As poucas que estavam disponíveis cobraram o olho da cara, ou tive que pagar por 1 quarto inteiro que custava quase de 3 a 4 vezes o preço. O local onde ficava o terminal de ônibus da Turbus em Iquique ficava próximo a "Zona Roja", ou seja, zona vermelha (onde ficam várias boates e essas casas da vida). Então meio que era perigoso ficar perambulando pela região.

Havia conseguido encontrar um hotel, mas que mais parecia um hostel de quinta categoria. Mas não era seguro andar até lá, uma vez que se fosse assaltado, iria perder tudo, documentos, passaportes, todo o dinheiro, notebook, celular, etc. Era um risco que não queria correr, então o que eu fiz?

Acabei dormindo no próprio terminal, arranjei uma caixa de papelão na rua, coloquei no chão num cantinho meio que vazio e dormi com se fosse um "sem teto". E olha que não dava pra dormir bem, pois a todo momento de madrugada chegavam vários ônibus. Foi uma experiência e tanto.

A pior coisa é que o banheiro era cobrado, isso é uma das coisas que odiei no Chile, pois a cada vez que você utilizava dele, teria que pagar 500 pesos chilenos, que dá em torno de uns R$ 2,50. Cheguei a segurar tanto, que a minha urina chegou a sair marrom, isso foi chocante. Nunca mais vou fazer isso, demorou uns 2 dias para normalizar rs...

Como todas as bagagens estavam comigo, não podia nem sair para conhecer a cidade, além disso não estava com cabeça para isso. Não tinha previsão de quando a estrada iria abrir, pois os noticiários (tinha uma TV no terminal de ônibus) viviam mostrando cenas de cidades devastadas pelas chuvas, e a própria estrada destruída, então os dados não eram tão animadores.

Ouvi dizer que isso estava perdurando por mais de 4 dias, vários tratores e operários estavam por dias tentando reformar as estradas.

Muita coisa se passou pela minha cabeça, pesquisei passagem de avião (Iquique possui um aeroporto), mas estavam muito caros (em torno de R$ 2 a 3 mil por pessoa), era uma opção inviável. Bolivia estava fora de cogitação, por conta do visto. Algumas das pessoas que encontrei no terminal e que ficaram por dias na cidade, decidiram voltar para Santiago ou ir para Atacama, avisei que San Pedro de Atacama estava pior que iria perder dinheiro, mas cada um faz o que achar melhor. Nunca orei tanto na minha vida, para que as coisas ou a situação melhorasse.

No dia seguinte (06/02/2019), após tomar um café da manhã simples, Deus ouviu minhas preces e por um curto espaço de tempo os "Carabineiros" ou a polícia local tinham aberto as estradas para Arica. Fiquei todo animado, mas quando fui tentar comprar a passagem, a Turbus disse que iriam focar somente naqueles passageiros de remarcação. Para aqueles que compraram a passagem para Arica, mas chegaram em Iquique.

Eu não estava contemplado, porque lembra que perdi o ônibus em Calama, por causa do motorista? Pois é, por conta da emissão de um nova passagem, que estava com destino final Iquique, não poderia comprar. Somente poderia adquirir, após TODOS outros passageiros terem sido acomodados. Fiquei doido quando ouvi isso, nunca odiei tanto essa empresa, TURBUS #$%#$%#$¨%$&*%¨. 

Fui vasculhando o mapa da cidade (que já tinha baixado previamente para o celular - MAPS.ME ou Google Maps - ambos Offline), apareceu que a uns 3 quarteirões havia um terminal de ônibus e fui dar uma conferida. E PUMBA! Descobri que tinha um terminal rodoviário da cidade, que atendia todas as empresas de ônibus. Colei numa empresa que partia de imediato (ou o mais próximo disso) e que tinha preços baixos, pois havia o risco da estrada fechar novamente. Estava ansioso para sair da cidade ou o norte do Chile o mais rápido possível.

A empresa escolhida foi a Pullman Carmelita, era um ônibus bem antigo, o toalete a bordo era aqueles banheiros químicos e fedia bastante, mas ao menos o ar condicionado estava funcionando. Posso dizer que na situação que estava, era bem melhor do que qualquer coisa. Em relação aos preços, saiu por 10.000 pesos chilenos, que dá em torno de R$ 60,00 por pessoa. 

Ao longo do trajeto foi possível ver o estrago feito na estrada e isso é bem comum, porque quando vocês forem assistir ao video, vão perceber que a rodovia fica no meio de duas montanhas, que funciona como se fosse um funil. Se chover, toda a água vai para o meio e acaba destruindo pontes e estradas, vejam abaixo:

Video - Ônibus Pullman Carmelita (Iquique à Arica)

Ao menos, o trajeto do viagem foi bem bonita, já que haviam momentos que o ônibus transitava na parte alta da montanha, então parecia que estávamos voando. É um trajeto que também recomendo a visita por ônibus ou carro.

Após 4 a 5 horas de viagem chegamos no terminal doméstico de Arica, teríamos que nos dirigir ao terminal internacional de Arica, para poder atravessar a fronteira para o Peru. Eles ficam bem ao lado.

De lá deverá pagar a taxa do terminal que fica bem à direita logo após a entrada. É obrigatória o pagamento dela, está em torno de 700 pesos chilenos que dá em torno de R$ 4,00.

Após o pagamento dessa taxa, terá 2 opções de ida, via micro-ônibus à esquerda ou taxi à direita.

Preço de micro-ônibus é em torno de 2.000 pesos chilenos, enquanto que de ônibus é 4.000 pesos chilenos. Dá respectivamente R$ 12,00 e R$ 24,00.

Vale a pena pagar um pouco mais e ir de taxi, já que é bem mais rápido do que ônibus. Pois não será necessário aguardar as outras pessoas passarem pela imigração, realmente vale a pena ir de taxi. As informações estão no video abaixo:

Video - Travessia de Taxi Arica (Chile) à Tacna (Peru)

O motorista de taxi irá te deixar no terminal rodoviário internacional de Tacna, aproveite para realizar o câmbio de moedas. Eu acabei trocando todos os meus pesos chilenos para soles peruano, já que não realizei nenhum passeio em Atacama, a cotação até que estava condizente, nada desfavorável.

De Tacna queria ir para Arequipa, passar uns de 1 a 2 dias para descansar, pois se for direto para Cusco seria muito cansativo, já que praticamente varei a noite e não pude dormir quase nada.

Então do Terminal Internacional, me dirigi ao Terminal Rodoviário Doméstico, que ficava ao lado um do outro, em Tacna. Escolhi a empresa Flores Hermanos que também é bem conhecida no país. E o ônibus já estava quase de partindo para Arequipa. Lembrando que você sempre deverá pagar a taxa do terminal que eram 2 soles, mais ou menos R$ 2,20.

A passagem para ônibus comum custou 20 soles, que dá em torno de R$ 23,00 por pessoa de Tacna até Arequipa. A duração da viagem era em torno de 6 a 7 horase vocês poderão cotar direto no site deles:

 

- Flores Hermanos (cotar preço de passagens)
http://floreshnos.pe/

 

O trajeto de ônibus até Arequipa está registrado no video abaixo:

Video - Ônibus Flores Hermanos (Tacna à Arequipa)

No próximo post, falarei da minha chegada e visita na cidade de Arequipa. Valeu!

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      Ali mesmo no posto drenei o óleo e troquei, um problema a menos. Ainda faltava ainda fazer um câmbio, nossos pesos argentinos estavam acabando, era umas 19:40, corremos para uma casa de câmbio e o trânsito de #Salta é um caos, chegando na câmbio, estava fechada, decidimos ir ao mercado para comprar comida e acampar, paguei no cartão para evitar gastar os poucos pesos que tínhamos, fomos acampar no camping Xamena, 200 pesos para os dois, o camping possui banho quente e amplo espaço. Ali nesse dia conhecemos o Guilherme Settani (@toto_settanni) a mulher dele, Zuzu e os filhos Kaio com K(10) e Daniel(12). O Guilherme quase que se atirou na frente das motos, acampamos perto dele. Ele tem tem empresa de trabalhos em altura, viajou e subiu todos os picos do planeta e foi muito gente fina com nós. Depois de conhecer a família do Guilherme, tinha que resolver o seguro SOAPEX, já que não tínhamos conseguido fazer antes por problemas no site, o Whesley Santos (@owhesley) fez no site www.hdi.cl e depois realizei a transferência do dinheiro via Caixa, detalhe, nunca vi ele pessoalmente, dias depois ele foi para o Atacama de CG. 307 kms.
      #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

       
      Dia 5 - 22/12/2019
      De Salta a Purmamarca
      Neste dia saímos cedo do camping, demos tchau ao Guilherme(@toto_settanni) e fomos fazer câmbio, era domingo e nada estava aberto, com informações dos policiais nos informaram que na frente da catedral os cambistas faziam. Fomos até lá, trocamos os pilas e seguimos para San Salvador de #Jujuy, no meio do caminho apertamos a corrente das motos e fomos "parados" pelo Renato, sua esposa e filho que eram de #RiodoSul, nos falamos por meia hora e seguimos para Jujuy via estrada cênica, uma estrada entre as montanhas não muito visitada entre #Salta e #Jujuy. Chegando em Jujuy tínhamos que resolver o #Soapex do @DiPaludo, perdemos ali umas duas horas até o seguro ser feito, porém faltava a impressão do documento, onde imprimir em um domingo? Lembrei que tinha um grupos de moto no #Whatsapp e pedi ajuda, apareceu o Furia Noba Furia no FC, nos levou até a casa dele, imprimiu, trocou uns pesos chilenos e nos levou até boa parte da estrada, todo agradecimento para ele. Seguimos para #Purmamarca as motos já perdiam força, chegando lá encontramos o Renato de novo. Fomos procurar um camping e um senhor argentino nós auxiliou, esse senhor já mascava folha de coca, aliás quase todos na região mascam aquilo, e o cheiro lembra uma vaca ruminando. Ainda conversando com o senhorzinho, pedimos onde ficava o pior camping da cidade, isso mesmo, queríamos o pior camping para testar os equipamentos que tínhamos, principalmente em relação ao frio (saco de dormir, segunda pele, colchão e barraca), fazia 8 graus e era 20 horas, achamos o tal camping e realmente superou nossas expectativas, não tinha grama, o banho era na água quente, porém se esquentava a água em um projeto de fogão a lenha e a água era posta em um balde no teto do banheiro, para tomar banho era só "ligar" o balde e a água vinha quentinha. Pagamos por esse luxo todo 10 reais por cabeça. Depois do banho luxuoso e barraca montada fomos comer na cidade, a ideia era fazer um assado, fomos em uma carniceria (açougue), o @Dipaludo entrou lá, mas não achou nada interessante, na saída da carniceria um aviso, "fazemos castrações nos sábados pela manhã" demos uma risada e desistimos porque o camping não tinha churrasqueira. Procuramos algum restaurante e haviam dois, um deles tinha um gaúcho parecido com o Baitaca, mas o restaurante cheirava urina, fomos em outro que aparentava ser melhor, ali ficamos e pedimos um ensopado de lhama e batata, um dupla de cantores e instrumentistas com flautas regionais animava a janta com músicas típicas, jantamos e fomos para o camping dormir. 169 kms
      #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

      Dia 6 - 23/12/2019
      De Purmamarca a San Pedro de Atacama
      Era 7:30, e saímos do camping, logo na saída eu e o @DiPaludo nos perdemos, ele foi para o sul e eu norte, ficamos 30 minutos perdidos. Passei por algumas pessoas que encontrava na rodovia e perguntei se haviam visto uma moto preta, alguns confirmaram que sim, outros que não, decidi seguir em frente.  Parei um carro que estava indo na mesma direção que a minha e expliquei toda a situação no meu horrível espanhol, o casal francês nada entendeu, tentei explicar no meu horrível inglês, eles entenderam e iriam avisá-lo caso o encontrasse, parei outro veículo que vinha no sentido contrário, e eles confirmaram que viram meu colega, andei mais alguns quilômetros e acabei o encontrando. As motos já apresentavam baixo desempenho, a próxima atração era a #CuestaDeLipan, a serra é muito bonita cheia de curvas, fotos, encontramos três motoqueiros viajando em família, pai, mãe e filho, de Foz do Iguaçu e iam em direção ao #Peru, a mãe tocava uma moto e o pai outra. Na sequência passamos pelo marco de 4170m de altura, fotos, no horizonte já era possível visualizar as #SalinasGrandes, passamos por lá e realmente elas são enormes, mais fotos, aquela lambida básica para confirmar que realmente é sal e fomos até #Susques para o último abastecimento. Chegando em Susques, completamos o combustível, e ali no posto comemos todos os alimentos que tínhamos, até porque a aduana chilena não permite a entrada de produtos in natura, produtos em madeira, alimentos frescos. Na aduana, os trâmites foram muito rápidos, pois não havia ônibus, algumas pessoas já sentiam os efeitos da altitude, dor de cabeça, tontura. Indo em direção a #SanPedrodeAtacama, cada vez mais alto e frio ficava, em determinado momento a moto alcançou apenas 37 km/h, a 4800m, coloquei uma blusa, estava 8 graus, tirei algumas fotos da fronteira do #Chile com a #Bolívia, quando fui ligar a moto, ela funcionava de maneira muito estranha, sinal da falta de oxigênio. De Susques até SanPedro, nada existe, além de pedra, areia e lago salgado, árvores ou construções muito menos. Começamos a descer os 50 km até #SanPedroDeAtacama em apenas uma reta, na nossa direita estava o vulcão #Licancabur e na esquerda o #CerroToco(Guardem esse nome). Em 30 min, saímos de uma altitude/temperatura de 4800m/8 graus para uma altitude de 2200m/30 graus. Um adendo, existem relatos de pessoas que atravessam o #PasoJama em direção ao Chile pelas 17 hs, vão chegar em San Pedro por volta das 22 hs ou mais, com toda certeza a temperatura vai estar zero ou negativa, adicione altitude, vento e um problema na moto e vocë estará em maus lençóis. A descida desta altitude de forma rápida é bem crítica, pois ocasiona muito sono, perigoso. No único posto em San Pedro, encontramos o @RibasVecchiato, ali conversamos comemos algo e fomos em direção ao camping #AndesNomads, nada fizemos nesse dia além de armar a barraca e encontrar novamente o Guilherme @toto_settanni. 411 kms. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300


       
      Dia 7 - 24/12/2019
      Vale de la Muerte
      Acordamos umas 7 da manhã, fazia uns 10 graus, aliás a variação de temperatura no deserto é gigante, de dia 30, de noite 0 graus. Tomamos o nosso baita café, só café, nossa barraca estava bem na entrada do camping, todo mundo passava por lá, inclusive o Guilherme(toto_settanni) passou por ali e nos convidou para ir no #ValedeLaMuerte junto com a família. Alugamos pranchas de sandboard, compramos os ingressos, cerca de 17 reais (3000 pesos chilenos) e fomos mostrar nossas habilidades nas dunas do deserto kkkk, tombos, pé queimado, mão queimada, risada e cansaço. Fomos em outro ponto do Vale de La Muerte para visualizar o pôr do sol que por sinal é muito bonito. Voltamos para a cidade, comemos algo, fomos para o acampamento tomar banho e dormir. Nosso camping era bem hardcore, iluminação era mantida por geradores até as 21 da noite apenas nos pontos “públicos”, o restante do camping possuía iluminação gerada pelos próprios usuários, celulares, powerbank, lanterna, fita de led. A água do banho era esquentada por tubos a vácuo, a regulagem da temperatura do chuveiro era uma novela, como são vários chuveiros, cada pessoa que abria ou fechava os registros, desregulava a temperatura de todos os outros, a água era salobra, resultado, cabelos duros. A porta do banheiro era mais hardcore ainda, ela fechava praticamente a 10 centímetros do vaso, era impossível sentar reto no sanitário, tinha que se sentar de lado, e isso era tanto no banheiro feminino e masculino. O camping não possuía grama, em alguns pontos existia brita. Em certos momentos da tarde começava uma ventania, todo aquele vento com pó invadia as barracas e carros que lá estavam. Para se refrescar, naquele calor todo havia uma piscina, doce ilusão, a piscina por ser no meio do deserto estava cheia de insetos e além disso a água era gelaaaaaada, mesmo assim todos iam, inclusive eu e o @DiPaludo. Depois da piscina, conversamos com o @RibasVecchiato e ele resumiu aquilo tudo em uma frase “Quer luxo, vai pra Disney”.
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

      Dia 8 - 25/12/2019
      Vale da Lua e Lagoas Baltinache
      Neste dia fomos visitar o #ValledeLaLuna, ficamos toda a manhã observando aquela imensidão, formações, sal, minas de sal. Na parte da tarde fomos a visitar as Lagoas Escondidas de Baltinache. Chegamos lá, era por volta de 16 horas, e logo colocamos trajes de banho para aproveitar aquela água estupidamente gelada. As 7 lagoas são espetaculares, apresentam colorações variando de azul para celeste. É possível mergulhar na primeira e na última. A pior parte é vencer a água gelada, depois disso só alegria. Não é preciso fazer exatamente nada, você boia devido a alta concentração de sal que existe na água, alguns dizem que é mais que o Mar Morto. Logo que saímos das lagos podemos perceber a grande quantidade de sal, todo o corpo ficava praticamente empanado de tanto sal, e as roupas completamente duras. Depois do banho foi a hora de correr, sim, correr para tirar o sal nas duchas que existiam por lá, elas ficavam abertas até as 17 horas. Na volta para a cidade, passamos pelos campos minados na beira da estrada. Sim, existem campos minados em San Pedro de Atacama, resquícios da ditadura chilena. Já na cidade compramos carne e vinho para a janta.
      #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #baltinache

      Dia 9 - 26/12/2019 
      Subindo o vulcão #CerroToco - 5600 metros
      Saímos cedo do acampamento e 1 hora depois estávamos a 5200 metros de altitude, Cerro Toco é o vulcão (estratovulcão) mais rápido para chegar de carro de San Pedro de Atacama. Já neste ponto era possível sentir a altitude fazendo efeito, respiração pesada.. A respiração e batimentos cardíacos são parecidos com uma corrida que você realiza. Demoramos por volta de 1h e 30 minutos para chegar ao cume da montanha, 1200m de caminhada e 400m de elevação. Já no topo, a 5600m, a paisagem é espetacular, via-se a fronteira com a #Bolívia, o projeto #ALMA, toda a planície de San Pedro, o vulcão #Licancabur, #Juriques e o #Láscar. Ficamos ali por  10 minutos e estava uns 0 graus. Logo após chegar ao topo perguntei ao Guilherme (@toto_settanni) se era normal sentir enjoo, ele disse que s..., chamei o HUGO, grande parte disso foi ocasionado por carne, vinho e boa conversa na noite anterior, antes mesmo de subir o vulcão, as 5 da manhã o HUGO tinha me encontrado. A descida do vulcão é rápida, por volta de 30 minutos. Já dentro da camionete, sentei na janela para evitar possíveis encontros com o HUGO, e ele aconteceu novamente. Seguimos de volta para o acampamento e lá chegamos por volta das 12h, até as 19h todos praticamente ficaram de repouso, esperando a chata dor de cabeça passar, alguns com mais(eu) e outros com menos.
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #vulcanlascar #cerrotoco
        
      Dia 10 - 27/12/2019 
      San Pedro de Atacama até Antofagasta
      Saímos cedo do acampamento em direção a Antofagasta, retas e mais retas. Nessa região tudo é gigante, parques eólicos, fazendas de painéis fotovoltaicos(2km) e mineração, muita, muita mineração, montanhas de resíduos. Tínhamos agendado uma visita na mina #Chuquicamata, porém foi cancelada devido aos protestos no Chile, seguimos em direção a #Antofagasta. Já em Antofagasta visitamos La Portada e fomos para um hostel. Era possível visualizar nas ruas de Antofagasta, resquícios de depredações, vidraças cobertas, pneus queimando, asfalto derretido. Hostel encontrado e fomos dar uma passeio na orla, o Oceano Pacífico estava ali, porém a água é o que, gelada !!!, não entramos. Fomos no mercado, compramos comida e na volta, se visualizava nas esquinas uma certa movimentação em relação aos protestos, nada violento, porém a polícia chegou ali e dispersou a multidão. Aqui já começava a bater um certo cansaço por tantos dias de estrada. Detalhe, aqui o sol se põe no mar. 312 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #antofagasta

      Dia 11 - 28/12/2019
      Antofagasta até Playa Cifuncho e o peixe muito salgado.
      Saímos de #Antofagasta e a ideia era ir até a #MãoDoDeserto, decidimos abortar  pelo fato de termos uma visita agendada no #CerroParanal e provavelmente não daria tempo. Chegamos no #ObservatórioParanal as 9:30.. No observatório podemos ver toda a parte técnica, funcionamento dos telescópios, análise de dados e onde os astrônomos vivem, com certeza valeu mais a pena visitar aqui do que a #MãodoDeserto, fica para a próxima. Um agradecimento aqui ao @rmagnops, que tempos atrás foi visitar e achei interessante visitar também, apesar de não entender muita coisa sobre o tema. A direção agora era à #CaletaPaposo, a vista é espetacular, seguindo ao sul pela #Ruta1, praias desertas e estrada de chão batido em excelentes condições, cada curva uma foto. Chegando em #Taltal, uma mulher de um food truck, nos deu dois potes de peixe para comermos, agradecemos, porém era muito salgado, ela ainda nos ofereceu mais sal, não queria jogar no lixo na frente da mulher, guardei aquilo no baú da moto e uma certa parte vazou e ficou aquela catinga, fomos em um restaurante e oferecemos aquilo para o garçom gratuitamente, #ceviche era o nome da iguaria, ali mesmo no restaurante comemos peixe frito e pudemos observar placas de aviso de tsunami, aliás, toda costa do #Chile possui esses avisos. Seguimos em direção a #Cifuncho, uma praia mais ao sul que foi recomendada pelo garçom. A praia era muito bonita, cheia de gaivotas,  pelicanos e leões marinhos, porém não existia luz elétrica, somente fotovoltaica e geradores, muito menos internet. Ali acampamos. 272 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #antofagasta

      Dia 12- 29/12/2019 - 
      Cifuncho até Aduana Chile - Paso San Francisco - O dia mais louco
      Saímos da praia Cifuncho e fomos em direção à Bahia Inglesa, novamente pela #ruta1 e costeando o Pacífico. Passamos pelo parque #PandeAzucar, cada curva uma foto, praticamente deserto de pessoas, em um lado montanha e 500 metros depois o mar. Chegando na #BahiaInglesa, fomos comer e nada de encontrar um restaurante barato, rodamos e rodamos, cada prato era uns 70 reais, encontramos um food truck, peixe arroz e coca-cola por 30 reais. Almoçamos e fomos em direção à #MinaSanJose. Lá na mina assistimos a história resumida do acontecimento, visualizamos as ferramentas, a cápsula Fênix e também conversamos com o mineiro #Jorge Galleguillos, o décimo primeiro mineiro a ser resgatado. Também pudemos visualizar as pedras de ouro e cobre que são extraídas de lá. Saímos da mina e fomos em direção a #Copiapó, abastecemos as motos, compramos comida e gasolina sobressalente e colocamos no baú, pois sabíamos que iríamos enfrentar 470 kms postos. Através do aplicativo #ioverlander, definimos o nosso ponto de acampamento que era no meio da cordilheira, tínhamos 200 kms para fazer e já eram 17 horas. Começamos a subir a cordilheira 3000, 3500, 4000, 4500m e pegamos 3,5 graus no topo, eram 20 horas. Paramos para ajustar as correntes pois estavam frouxas. Cerca de 40 minutos depois visualizamos algumas construções, era a aduana chilena. Chegando na aduana fomos informados que houve deslizamentos no lado argentino e dali ninguém passava, resultado, dormimos no ambulatório da aduana, tínhamos água para beber, comida e combustível, porém a estrutura da aduana era precária, não tinha água corrente para banheiros, não tinha internet, energia elétrica estava funcionando mas poderia cair em caso de tempestade.  Depois de conformados em dormir na aduana, fomos desfazer as malas e dentro do baú havia cheiro de gasolina, somente o cheiro foi suficiente para deixar o pão que tínhamos com um gosto especial. 607 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #copiapó #fiambalá #pasosanfrancisco
       
        
       
      Dia 13- 30/12/2019 
      Aduana Chile Paso San Francisco até Fiambala
      Pela manhã podemos observar melhor onde estávamos, areia de um lado, montanha e sal no outro, nada passava por ali, estávamos literalmente no meio do nada. Nossa espera era pela abertura da aduana, mas a comunicação era precária, estávamos em 8 pessoas, brasileiros e argentinos aguardando a liberação, de tanta espera, todos ficamos amigos. O oficial chileno nos orientou a voltar por outras aduanas, porém elas estavam a 400 e 1000 kms, decidimos esperar. Por volta das 17 horas houve a liberação, fizemos a papelada, embarcamos nas motos, mas elas andavam no máximo a 60 km/h, ocasionado pela baixa oxigenação do ar e vento contra, tínhamos 300 kms até a próxima cidade. Chegamos na aduana argentina era umas 19h, fizemos a papelada e estrada. As motos não andavam, e no horizonte se formava uma tempestade, o medo era acontecer um deslizamento e bloquear a estrada novamente. 20h e escurecendo, vento, frio (8 graus) e chuva, decidimos nos abrigar em um refúgio na beira da rodovia, pois nesses 300kms nada existia. Ficamos ali por 20 minutos esperando o vento e a chuva passar, caso não passasse, ali ia ser o acampamento #CazaderoGrande era o nome do refúgio. Decidimos seguir estrada e para evitar o frio colocamos todas as roupas que tínhamos e mais a capa de chuva. Estávamos com pressa e cuidado ao mesmo tempo, porque na nossa frente havia um deslizamento que não sabíamos onde e nem como era. Faltando 40 kms para a cidade começamos a visualizar uma estrada mais sinuosa, sinal de que ali poderia estar o bloqueio, e foi o que encontramos, areia e pedras de 1 metro de altura estavam no meio da rodovia, alguns avisos luminosos indicavam a posicão da polícia argentina, que estava ali fazendo a sinalização do local e a contagem de veículos, conversamos com eles, foram muito gentis e nos falaram que dali até a cidade a rodovia estava limpa. Chegamos na cidade de Fiambalá, era 22h da noite, estávamos suando de tanta roupa e fazia 28 graus, comer pizza e dormir.
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #copiapó #fiambalá #pasosanfrancisco #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful

      Dia 14- 31/12/2019 - Fiambalá até San Fernando del Valle de Catamarca
      Termas, retas e mais retas.
      Amanhecemos no hotel em Fiambalá e as notícias já não eram das melhores, a recepcionista do hotel disse que ele estaria fechado pela noite, pois era dia 31, e que a nossa diária fecharia às 10 horas da manhã, a boa notícia era que poderíamos deixar as bagagens na recepção e retirar ao meio dia. Fizemos isso e fomos até as #TermasdeFiambalá, piscinas naturais entre as montanhas, entre 33 a 45 graus. Ficamos lá até meio dia e pagamos cerca de 300 pesos/22 reais para usufruir, com certeza um preço bem melhor que as #TermasDePuritana. Foi muito bom, as águas relaxam, porém te deixam com uma sensação de sono o dia inteiro. Ao meio dia saímos de lá fomos ao hotel pegar as malas e decidimos procurar uma cidade maior para passar o fim de ano, fomos até #Tinogasta, mas a cidade era menor, seguimos à  #SanFernandoDelValleDeCatamarca. Chegando lá, abastecimento e procurar um hostel, achamos um que nem garagem tinha. Já era uma 21 horas da noite, decidimos ir comer e conhecer a praça principal, resultado, tuuuuuudo fechado. Voltando ao hotel encontramos um lugar que vendia sanduíche caseiro e cerveja, essa foi nossa ceia e depois cama. Não ouvi fogos de artifício, talvez seja por causa das termas e do cansaço. 358 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #fiambalá #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful

      Dia 15- 01/01/2020 - San Fernando del Valle de Catamarca a Presidencia Roque Sáenz Peña
      Cuesta de Portuzuelo, retas, ferroada da abelha e racha na estrada
      Saímos de #SanFernandoDelValleDeCatamarca às 7 hs e fomos em direção a #CuestaDePortuzuelo, encontramos uma grande movimentação de pessoas e polícia de choque na rodovia, um pouco de apreensão, no fim era apenas uma festa da virada argentina nas margens do trajeto. Logo a frente subimos a Cuesta de Portuzuelo, uma serrinha asfaltada apenas para trânsito leve, foi ali as últimas fotos que fizemos da #CordilheiradosAndes. Logo na sequência pegamos 30 kms de chão, acabei deixando uma cerveja da noite anterior dentro do baú da moto, com o balanço, ela furou e fez aquela meleca toda. Recapitulando cerveja, óleo de motor, bafo de gasolina e aquele cheiro de ceviche. Passamos por uma localidade chamada #Guayamba, passamos por dentro de um riozinho e logo paramos em um bar para comer algo, ali pedimos um sanduíche e café e conversamos com alguns idosos argentinos. Seguimos viagem e as retas começaram a surgir de novo, sinal de que estávamos próximos a província de #Chaco. Próximo a Presidencia, uma abelha kamikaze fez seu papel, estava a 100km/h e ela veio depositar seu ferrão bem no pescoço, quanta dor. Usar equipamentos de proteção é importante, não queira ser o super homem e muito menos nos ultrapassar com uma biz preparada e além disso sem capacete, foi o que fez um motoqueiro argentino, rimos, demos uma buzinada, aceitamos a derrota e seguimos. Já em Presidencia ficamos no Hotel Presidente, 1000 pesos/70reais um quarto duplo, com ar condicionado, tv, garagem, banho e cama. 679 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #PresidenciaRoqueSáenzPeña #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful


      Dia 16- 02/01/2020 - Presidencia Roque Sáenz Peña até Ituizangó
      Problemas na corrente e o taxista imprudente
      Neste trajeto, nada existe além de muitas retas, retas e pedágios. Os pedágios não precisam ser pagos por motos e foi num desses que tive um susto, logo na entrada de um pedágio, um taxista corta a minha frente, por centímetros não fui ao chão. Logo na nossa frente havia a ponte que liga #Resistência a #Corrientes, no início dela a corrente da minha moto cai da coroa. Estacionamos ali do lado e não havia mais o que fazer, todo o aperto da corrente já tinha sido dado, o jeito era achar uma oficina para trocar ou encurtar. Depois da ponte, pedimos informação para várias pessoas, e um motociclista nos disse que logo a frente havia uma oficina para arrumar la cadena. Chegamos lá a oficina era #Yamaha e o mecânico Facunto arrumou, perguntei o preço e ele disse “pague o quanto quiser”. Paguei 300 pesos, cerca de 20 reais e seguimos para #Ituizangó. Chegando lá fomos procurar lugar para dormir, entrei por uma estrada de areia e ali fui mostrar meus dotes. A moto foi para um lado, foi para outro, corrige aqui, corrige ali e não teve jeito, tombo. Nada estragado e seguimos achar um lugar para dormir. Encontramos um muquifo de um lugar, 70 reais e acredite, estava barato, pelo menos era bem próximo a praia do Rio Iguaçu.
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #PresidenciaRoqueSáenzPeña #ituizangó #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful



      Dia 17- 03/01/2020 - Chegando em casa
      Fronteira, susto e casa.
      Já saindo de Ituizangó, um susto, olhei para a minha bagagem na moto e cadê minha mochila, parei a moto imediatamente e não vi, fui para o outro lado da moto e lá estava minha mochila pendurada, nela havia alguns dos documentos da aduana, isso se repetiu por mais duas vezes. No dia anterior conversando via #whatsapp com o amigo Darci de São Miguel do Oeste, ofereci os meus 75000 pesos chilenos, na conversão dava uns 400 reais, combinamos de  no dia(3) nos encontramos no posto da cidade de Ituizangó. Acontece que toda a cidade estava sem energia elétriica e internet, o que fazer ?. Decidi seguir viagem e ir cuidando quando um Corola Cinza e uma moto passasem juntos. Exatamente às 9 horas da manhã visualizei eles vindo na direção oposta, abri a buzina e lá na beira da rodovia trocamos os pesos e dicas. Segui viagem para #SanPedro na Argentina, lá gastamos os pesos argentinos que tínhamos, vinho, mais vinho e alfajor. Daqui em diante o @DiPaludo foi para #DionísioCerqueira e eu decidi ir para  a fronteira em #Paraíso-SC. Chegando na fronteira argentina outro susto, o funcionário exigiu um documento, e entreguei o acreditava ser, segundos de tensão, passei, os trâmites no lado brasileiro foram bem rápidos, fui abordado por uma funcionário da #Cidasc e falei para o mesmo “Como é bom ouvir alguém falando português”, rimos da situação, e segui para #SãoMigueldoOeste, queria chegar em casa rápido e nessa pressa acabei levando uma multa nas “poucas” lombadas eletrônicas que existem na cidade. O trecho entre São Miguel do Oeste e #Xanxerê, foi o mais tenso da viagem, buracos, calombos na rodovia, motoristas ruins, curvas, caminhões e tráfego intenso. Na intenção de descansar as pernas, dei uma leve esticada no meu pé que acabou por chutar um olho de gato. Nunca tive tanta felicidade em ver uma placa escrita #Xanxerê, #Chapecó, #Xaxim e #LajeadoGrande #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful




      Informações
      Dias de viagem - 17
      Quilômetros percorridos - 5900 kms
      Quantia gasta  - 2500 reais por cabeça
      Dias de camping - 8 dias
       
      Cotação de moedas
      Valor do peso argentino - 1 real = 14,5 pesos argentinos (dez/2019)
      Valor do peso chileno - 1 real = 175 pesos chileno(dez/2019)
       
      Campings e hospedagens
      Campings
      Argentina - Entre 10/15 reais por cabeça
      Chile 
          SPA - 15 kms do centro - 27 reais ou 4800 pesos chilenos/dia
          No centro um hotel por volta de 100 reais/dia
      Hotels/hostels
      Argentina - Entre 35/ 70 reais, 500/1000 pesos argentinos
      Chile apenas um hostel em Antofagasta, R$ 50,00 reais ou 9000 p. chilenos

       
      Combustível
      Argentina - 3,35 reais/48 pesos/litro
      Chile - 5 reais/875 pesos chilenos/litro
       
      Alimentação
      Argentina - Uma boa janta, com parrilla, por volta de 35 por cabeça.
      Chile - San Pedro de Atacama é caro, qualquer comida/lanche é 40 reais. Fora de lá os preços diminuem.
       
      Passeios em San Pedro de Atacama
      (preço aproximado)
      Você estando a pé em SPA, vai ter que pagar por agências para levar aos passeios, o que sai caro. Indo com carro próprio ou alugado pode sair mais barato.
      Valores de entradas
          Valle de la Muerte - 17 reais/3000 pesos chilenos
          Valle de la Luna - 20 reais/4000 pesos chilenos
          Baltinache -  30 reais/3000 pesos chilenos
      Vulcões, pode se subir sem guias, desde que você chegue até lá com carro.
       
      Documentos 
          Carta verde(Não foi pedido em nenhum momento)
          Soapex(Não foi pedido em nenhum momento)
          Seguro Saúde(opcional)
          Em nenhum momento foi exigido documentação de seguros.
          Em nenhum momento da estrada exigiram propina.
          Em nenhum momento, exceto as aduanas fomos parados para conferir documentação pessoal e das motos.
       
      Aduanas
          Informe-se sobre as situações das aduanas que se localizam na Cordilheira dos Andes, independente de localidade ou estação do ano, elas têm horário de funcionamento e muitas vezes podem fechar sem aviso, muito diferente das fronteiras brasileiras que funcionam 24 horas. O fechamento pode ocorrer por chuva, neve ou deslizamentos. Se acaso você estiver em uma dessas aduanas, o fechamento da mesma exigirá realizar um contorno gigante, 200, 400 ou 1000 kms. 
      Tome cuidado em relação ao combustível na Cordilheira dos Andes, existem lugares onde se faz 500 kms sem posto.
      Divirta-se



    • Por Albatti
      Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019.
      Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido".
      Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato.
      . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy;
      . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil.

      . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora).

      . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. 


       



      . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima.
      . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz.



      . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo.

           



      . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem.






      . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas.




      . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares:
       -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante.




        -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada.



       -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,,  Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados.
       






        -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia !




      O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia...
      Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima).
      Pequeno aeroporto em Jaen:

      De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco):
      . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região.
      Hostal Royal Frankenstein - Cusco:

      A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região:









      . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía.




      . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local.










      . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba.









      . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular!  Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer...      Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo.




















      Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre:

      . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena!
      Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade.
      De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy.









      . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto.
      O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil.


      Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.


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