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Pessoal,

Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site.

O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem.

Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00.

Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. 

Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem.

Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito.

Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá.

 

Canal Voando Alto

 

Abs!

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Olá,

O planejamento da viagem se iniciou antes do Natal do ano de 2018, a minha intenção era viajar em meados de Janeiro de 2019.

Na verdade queria viajar por 5 países e não 4 como realmente aconteceu. Não pude conhecer a Bolívia, por problemas de visto, já que a pessoa que estava acompanhando a viagem não tinha.

A obtenção de visto no consulado da Bolívia em São Paulo era bem burocrático, uma vez que pediam um monte de documentos, como comprovação de renda, vacinas da febre amarela, reserva de hotel, passagens, etc.

Expliquei ao oficial (consulado da Bolivia) que como a intenção era viajar de mochilão, não teria uma data específica e não tinha como mostrar as passagens de ida e volta (ônibus), já que não tinha como comprá-los pela internet. No fim das contas, optei por remover esse país da lista e isso acabou me prejudicando logo depois, com o qual relatarei futuramente.

É triste que um país que coloque em mente a "reciprocidade"  de vistos, acaba perdendo com turismo local. 

Nesse meio tempo a minha estratégia inicial era de ir de avião de São Paulo (SP) até Porto Alegre (RS) de avião. De lá pegar um ônibus de Porto Alegre (RS) e ir até Punta del Este no Uruguai.

Na época a passagem aérea saindo de São Paulo (GRU) até Montevidéo (MVD) no Uruguai estava saindo por pessoa acima de R$ 850,00 considerando um planejamento realizado uns 20 a 30 dias antes da viagem. Como optei por fazer um trecho de avião e outro de ônibus, até que tive uma economia.

O trajeto de avião de São Paulo (GRU) à Porto Alegre (POA) pela LATAM saiu por R$ 190,84 por pessoa, incluso as taxas do aeroporto.

E o trajeto de ônibus de Porto Alegre até Punta del Este, pela empresa EGA, que é uruguaia (os atendentes falaram em espanhol), saiu por R$ 320,94 por pessoa num semi-leito. Acho que talvez tenha pago um pouco acima da média porque acabei comprando pela internet (usei a empresa Guiche Virtual).

O seguro de viagem adquiri pelo site do "Seguros Promo" que teve um ótimo custo benefício, pela seguradora Assist Trip, ou seja, garantido pela Zurich. O valor total do seguro foi de R$ 479,95.

Se considerar por pessoa seria R$ 239,98 para os 32 dias de viagem, o que era bem razoável. A cobertura era de US$ 40.000,00 mas graças a Deus não precisei utilizá-lo.

Então foram reservados a passagem de avião GRU (São Paulo)->POA (Porto Alegre), passagem de ônibus de Porto Alegre até Punta del Este e reserva de hostel no Uruguai.

No caso de celular, recomendo pelo menos um modelo intermediário para cima, que tenha uma boa memória interna, para poder rodar sem problemas os principais aplicativos, mapas, tirar fotos ou videos (o que é muito importante numa viagem). Recomendo levar também um carregador portátil de celular, aquelas baterias externas ou Power Bank que tenha no mínimo 10.000 mAh, será de grande ajuda numa emergência, pois o celular ajuda e MUITO numa viagem.

Como ainda sou das antigas e não tenho muita paciência com celular, levei um notebook que me ajudou bastante a organizar as finanças, reservar passagens, hotel, tranferir fotos e por aí vai. Sei que é um peso extra e realmente me cansou um pouco durante a viagem, mas no meu caso compensou bastante.  Era um modelo antigo que usei por mais de 7 anos e estava um pouco pesado para mim. 

Se Deus quiser, em breve pretendo comprar um "Surface" da Microsoft, que é bem compacto, leve e pequeno. Perfeito para viajar.

A respeito de valor em espécie, recomendo e MUITO levar em dólares americanos, pois em reais você vai perder muito na conversão. Além do mais, as aceitação é muito baixo. Tinha levado uns US$ 2.500,00 em espécie (tinha trocado faz alguns anos atrás), além do cartão de crédito internacional (fundamental ter um cartão de crédito internacional), com um limite até que razoável (conversei muito com o meu gerente para aumentar o valor rs...).

Evitava de usar o cartão de crédito, pois teria a incidência do maldito IOF, além do mais, tinha o risco do dólar variar nesse período.

Sobre a bagagem recomendo levar uma mochila de mão, que não exceda 15 kg e uma mala que não passe de 23 kg. Estou falando disso agora, porque a grande maioria das companhias aéreas na América do Sul são "low fare" ou "low cost", excedendo na bagagem talvez terá que pagar um valor adicional que encarecerá a sua viagem.

Em relação aos sites de pesquisa de passagem aérea, reserva de hotel, mapas, aplicativos, ônibus, etc. Recomendo conforme abaixo:

* Passagem aérea:

- Skyscanner: um site que pesquisa o preço de todas as passagens aéreas, inclusive a de milhas aéreas (Ex: 123 Milhas ou Max Milhas). Eles possuem aplicativos no celular.

https://www.skyscanner.com.br/

* Hospedagem

- Booking: todas as minhas reservar de hotel ou hostel foram realizadas por este site, recomendo e muito. O legal é que existe um programa de fidelidade chamada Genius, que te dá alguns serviços extras de cortesia, "late check-out", alguns com café da manhça, bebida de boas vindas ou desconto nas diárias. Existe aplicativo em celular.

https://www.booking.com/

- Hostel World: não cheguei a utilizar mas sempre ouvi muitas recomendações deste site ou o aplicativo. Eles tinha um bom preço de hospedagens.

https://www.hostelworld.com/

* Mapas

- Maps.Me: é um aplicativo de mapas disponível "offline", quando não se tem conexão com a internet. Foi um grande quebra galho para não ficar perdido durante a viagem. É de lei você ter um aplicativo de mapa instalado em seu celular, baixe previamente antes de viajar.

https://br.maps.me/

- Google Maps: ele já estará instalado em seu celular se for Android, mas existe a opção de baixar o mapa da cidade para funcionar "offline". Faça isso antecipadamente. Na verdade utilizei mais do Google Maps nas minhas consultas, o Maps.Me seria apenas um backup caso o app da Google falhasse.

* Transporte público

- Moovit: é um aplicativo e que também funciona pelo site, em que te auxilia a utilizar do transporte público da grande maioria das cidades. Possui as alternativas de ônibus, metrô, etc.

https://moovitapp.com/

* Cotação de Moedas

- XE Currency: é um site, mas usei muito do aplicativo deles. Se tiver conexão com a internet, ele atualiza a cotação de minuto em minuto. Já selecione antecipadamente as moedas dos respectivos países que for visitar. Ajudou muito durante as compras do mercado ou no dia a dia, para ver se estava pagando caro ou não.

https://www.xe.com/pt/currencyconverter/

* Tradutor ou dicionário

- Google Translate: caso tenha algum problema com o idioma, já baixe o pacote "offline" da língua em questão. Não precisei muito usar ele, já que ao menos podia me comunicar em espanhol, mas existiam algumas palavras específicas com o qual o tradutor ajudou bastante.

* Seguro de Viagem

- Seguros Promo: sempre ouvia bons feedbacks da seguradora "Vital Card", mas ultimamente eles tem aumentado muito os preços. Recomendo a "Seguros Promo" pois eles efetuam a pesquisa de todas as empresas e lista a com melhor custo x benefício. Sempre tive um ótimo atendimento com eles, além de economizar muito com o seguro. Graças a Deus não foi necessário acionar o seguro durante as viagens, já que tudo ocorreu bem.

https://www.segurospromo.com.br/

 

Não esqueça de levar consigo no tablet ou celular, músicas, filmes ou séries favoritas para assistir dentro do ônibus ou avião. E é lógico, o fone de ouvido também. Será bem agradável a sua viagem!

Abaixo informação dos períodos e a data da viagem.

- Período da Viagem: 32 dias

- Início: 15/01/2019

- Término: 16/02/2019

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15/01/2019 - No primeiro dia da viagem, decolamos do Aeroporto Internacional de Guarulhos em São Paulo rumo a Porto Alegre.

O video da decolagem no Aeroporto Internacional de Guarulhos está no link abaixo:

Video - Decolagem Aeroporto Internacional de Guarulhos

Fiz uma pequena avaliação dos serviços da companhia aérea LATAM dentro do Airbus A321:

Video - Serviços da LATAM

E o pouso realizado em no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre:

Video - Pouso Aeroporto Internacional Salgado Filho

Do Aeroporto fui para o Terminal Rodoviário. Escolhi a empresa EGA para ir de Porto Alegre até Punta del Este.

Acredito que sai mais barato comprar diretamente no próprio terminal de ônibus, sem nenhum intermediário. Mas preferi comprar neste caso pela internet, pois queria garantia de chegar bem no horário da minha viagem de ônibus (partia por volta das 22:00) e não ter que gastar com hospedagem em Porto Alegre. Abaixo video da viagem de ônibus:

Video - Ônibus EGA

16/01/2019 - Chegada em Punta del Este e me dirigi diretamente ao hostel, vejam o local:

Video - Hostel Punta del Este

 

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16/01/2019 a 18/01/2019 - Punta del Este. Começamos a perceber que é tudo CARO e Punta del Este, seria o local mais caro de todo o país. Restaurantes? Esqueça!

O hostel era caro e não ofereciam nem mesmo café da manhã, fiquei na "Soul Hostel" por 2 noites. Reservei um quarto privativo que tinha uma pequena vista para o mar. Paguei a diária de R$ 173,00. Se for considerar o valor por pessoa saiu por R$ 86,50 o que é MUITO CARO! Não vou nem indicar o local para vocês não passarem raiva.

A primeira coisa que você tem que fazer quando chegar num país estrangeiro é realizar o câmbio de moedas e o segundo é achar onde tem o supermercado ou mercadinho da região, pois isso vai te fazer economizar e muito na viagem.

O câmbio de moedas recomendo utilizar aquele que fica no próprio terminal de ônibus, eles tinha uma boa cotação e era bem confiável. Se não me engano se chama "Cambio Nelson":

* Cambio Nelson

Av Gorlero & Juan Diaz de Solis, Punta del Este, Departamento de Maldonado, Uruguai

Quase todas as refeições ou lanches foram comprados do mercado. O bom do hostel é que eles tinham cozinha, o ruim é que na hora das refeições (próximo do meio dia e das 6 da tarde) costuma a fazer fila, pois todo mundo queria cozinhar. Mas com pouquinho de paciência, todo mundo consegue comer.

Posso dizer que cheguei a pesquisar alguns restaurantes para comer, mas os preços meio que espantava a minha apetite. Acabei cedendo ao Fast Food, que encontrei no centro da cidade Mc Donalds e Burger King, escolhi a BKing pois acho os lanches de lá mais saborosos. O combo de lanches para 2 pessoas saiu em torno de 592 pesos, que convertidos na época dariam R$ 68,00. Ou seja, por pessoa em um fast food gastamos R$ 34,00. 

O restante dos dias nos viramos com miojo, pão e frios que compramos no mercadinho e a famosa empanada.

Se quiser comer lanches a um preço meio que justo, próximo ao Terminal Rodoviário de Punta del Este, na rua La Angostura (quase em frente a Casa de Câmbio Nelson), possui uma cantina que vende lanches e prato feito a preços convidativos. Fui diversas vezes lá, para comprar lanches e empanadas, fiquei tentado a conhecer os PF (prato feito), mas não deu tempo. Recomendo o local.

Abaixo os pontos turísticos que conhecemos em Punta del Este:

Video - Punta del Este

Se chegou em Punta del Este, é meio que de lei conhecer a Casa Pueblo que fica um pouco afastado da cidade, terá que ir de ônibus. Este local fica em Punta Balena, evite agências de turismo ou taxi, pois vão te meter a faca, bem como não conseguirá conhecer bem o local.

O ônibus para Casa Pueblo paguei 158 pesos (2 pessoas), em R$ 18,00 se for considerar por pessoa saía então R$ 9,00.

A entrada ao museu é bem caro, aceitavam dólares americanos que saía US$ 10,00. Em R$ 38,50 por pessoa. Após visita ao museu, recomendo caminhar um pouco e conhecer Punta Balena que é bem bonito, aproveite para visitar a pequena feirinha que fica no local.

Segue o passo a passo de como ir à Casa Pueblo de ônibus, está bem detalhado:

Video - Como ir à Casa Pueblo de ônibus?

As passagem de Punta del Este até Montevideo foram comprados por 638 pesos para 2 pessoas, que convertidos davam R$ 73,00. Por pessoa saía R$ 36,50.

Por fim, o que eu faria de diferente se algum dia tivesse que voltar nesse país (não volto mais porque é muito caro), talvez eu iria primeiro para Montevidéo, de lá contrataria um pacote turístico que seja bate-volta e visitasse os principais pontos turísticos de Punta del Este, incluído a Casa Pueblo. Assim, creio que vocês iriam economizar muito mais, já que é uma cidade CARA.

Obs: Não vi nada demais naquele hotel Enjoy Punta del Este (antigo Conrad Punta del Este), apenas passei lá para ver o cassino e tirar fotos.

O próximo relato será de Montevideo.

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18/01/2019 a 20/01/2019 - Montevideo. Após chegar na cidade, fomos direto para a nossa hospedagem que tinha reservado pelo site do Booking.

Foi a Students Hostel que recomendo muito, pois tinha um ótimo custo x benefício e o melhor de tudo isso, eles falavam Português. Tive um bom atendimento e no preço estava incluso café da manhã.

Os quartos possuíam ar condicionado e guarda volume. A única coisa ruim é que na hora das refeições a cozinha ficava lotada e dificilmente encontrava um lugar para sentar.

Segue a avaliação abaixo com as imagens do local:

Video - Students Hostel

Em relação aos preços do hostel, escolhi um quarto compartilhado para 2 noites que acabou saíndo por R$ 155,00 aproximadamente para 2 camas. Assim por pessoa sairia R$ 77,50 concluindo a diária estava por R$ 38,75 por pessoa, o que é um preço bem razoável. Abaixo o site da hospedagem:

http://www.studentshostel.com.uy/

https://www.booking.com/hotel/uy/students-hostel-montevideo.pt-br.html

Aproveitei para conhecer a cidade através dos "Walking Tour" que é passeios guiados a pé, em que se paga por gorjeta aos guias. Recomendo muito a Curioso Free Tour.

 

- Curioso Free Tour 

Ponto de Encontro: Puerta de la Ciudadela (Plaza Independencia)
Horário: 10:30 - 15:30 de Segunda a Sexta / 11:00 aos Sábados
Duração: 2 horas e 30 minutos
Identificação: Camiseta e guarda-chuva azul

http://www.curiosofreetour.com.uy/

 

Os detalhes e os pontos turístico que visitei em Montevideo estão no link abaixo:

Video - Montevideo

Após conhecer a capital do país, estive pensando em talvez passar 1 ou 2 dias em Colonia del Sacramento, mas devido ao alto custo de vida, desisti dessa idéia e prossegui direto para Argentina.

Pensei que talvez indo de ônibus seria mais barato, partindo de Montevideo e chegando em Buenos Aires, mas o engraçado é que indo de Balsa, o valor ficava semelhante. Fora a economia de tempo e conforto proporcionado. Então decidimos ir mesmo de Balsa, pela empresa Seacat, num pacote bimodal, em que 1 dos trechos iríamos de ônibus de Montevideo até Colonia de Sacramento, de lá atravessaríamos de balsa até Buenos Aires.

Os detalhes da viagem estão no link abaixo:

Video - Balsa Seacat Uruguai até Argentina

E a página da empresa para cotar os valores e disponibilidade:

https://www.seacatcolonia.com/Portal/SeacatARG/home

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20/01/2019 a 24/01/2019 - Buenos Aires. Após a chegada na cidade, não tinha conseguido realizar o câmbio de moedas e no terminal de balsas, não havia essa possibilidade.

Sei que tinha dentro da balsa a opção de trocar a moeda, mas como a cotação não era tão favorável preferi realizar no próprio país mesmo. Para ir do terminal até a hospedagem acabei indo de Uber, mas tive um sufoco porque não tinha plano de dados ou internet. Dependia do Wi-fi do próprio terminal e o carro não entrava de jeito nenhum no terminal.

Tive que ficar entrando e saindo várias vezes para me atualizar do Uber e ter acesso à internet. Mas graças a Deus deu tudo certo e chegamos enfim ao hotel. 

Pois é, pelos preços praticados consegui ficar num hotel em Buenos Aires chamado "N'ontue Abasto", era uma pequena diferença comparado a um hostel. Assim tive um pouco mais de privacidade, segurança em relação às malas ou objetos. E o café da manhã era bem melhor, já que tinha uma opção maior de alimentos (vide bolos, bebidas, cereal, frutas, etc).

MAS a desvantagem é que não se podia cozinhar, não tinha chaleira elétrica, tampouco geladeira. O ar condicionado do quarto não estava funcionando e tive que depender do ventilador.

Pois é, apesar de ser um hotel, era num edifício bem antigo que precisava de grandes reformas. Ao menos o atendimento na recepção era muito bem feito. Para 4 noite paguei em torno de 3.190 pesos, que em R$ 319,00 num quarto duplo. Ou seja, a diária estava saindo por R$ 80,00 aproximadamente.

O melhor de tudo isso foi a localização, que ficava bem em frente à estação do metrô Carlos Gardel. E bem ao lado tinha um Shopping Center, o Abasto Shopping. Tinha um hipermercado a 1 quarterão chamado COTO. Mas pelas proximidades tinham vários mercadinho chines.

Sobre o hotel, apesar de ter tido um bom atendimento, a construção era bem antiga, um dos elevadores estava quebrado, pelo visto eles precisavam de reformas. Posso dizer que foi razoável, mas não indicaria para vocês, pois acredito que existem outras boas opções.

O bom do país é que os preços estavam de 10 a 15% mais baratos que o Brasil, então realmente foi bem positivo. Outro detalhe é que o câmbio de moedas é controlado pelo governo, então não existe variação, é igual em todo o lugar. A não ser que você vá para o mercado negro, mas terá o risco de receber dinheiro falsificado, o que não recomendo nunca.

Queria ao menos visitar um show de Tango, mas estava bem inflacionado que acabei desistindo da idéia. O transporte público do país é muito barato, já que subsidiado pelo governo, é necessário adquirir o cartão Sube, que é meio que um "Bilhete Único" da cidade.

Todos os pontos turísticos visitados na cidades estão no link abaixo:

Video - Buenos Aires

Caso queira informações de como utilizar do metrô da cidade, além de dicas de aplicativos, veja abaixo:

Video - Metro de Buenos Aires

Para quem curte museu, embarcação ou navios militares, recomendo o passeio abaixo o Museo Buque que é bem barato:

Video - Museo Buque (Fragata Presidente Sarmiento)

Se quiser conhecer o El Caminito, infelizmente ele não está coberto pelo metrô, então terá que utilizar de um Uber ou Taxi. Recomendo mais o Uber.

Video - El Caminito

O próximo destino era a cidade de Mendoza. Estava entre ir de ônibus ou avião, mas vi que os preços estavam bem próximo, se optar por uma companhia aérea de baixo custo (low fare). Deve considerar que de avião é bem mais rápido, mas há uma pequena restrição de peso ou de bagagem.

Escolhi a empresa Andes Lineas Aéreas, eles possuíam um preço bem competitivo, mas quase tudo era cobrado, como bagagem a ser despachada, inclusive cobravam pelo check-in realizado no balcão (forçava você a realizar pela internet) e a frota era um pouco antiga, pois utilizavam de aeronaves MD-83

Paguei em torno de 4.913 pesos saindo de AEP (Buenos Aires) -> MDZ (Mendoza), que davam em torno de R$ 491,27 por pessoa saía por R$ 246,00 o que achei um valor razoável.

A decolagem do Aeroporto Jorge Newberry em Buenos Aires estão neste video:

Video - Decolagem Aeroparque Jorge Newberry

Avaliação da companhia aérea Andes Lineas Aereas no MD-83:

Video - Voando Andes Lines Aéreas MD-83

E o pouso em Mendoza no Aeroporto Internacional Gobernador Francisco Gabrielli:

Video - Pouso em Mendoza

Aguarde o próximo relato que farei em Mendoza.

Abs!

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24/01/2019 a 26/01/2019 - Mendoza. Na verdade eu vim mais aqui nesta cidade, pois a minha intenção inicial era atravessar a Cordilheira dos Andes via ônibus, durante o trajeto até Santiago.

Sempre ouvi falar da famosa estrada Los Caracoles (Caracol) e posso dizer que realmente a vista foi fantástica. Voltando sobre a cidade, para quem já visitou a cidade de Gramado e suas vinícolas do Rio Grande do Sul, vai se decepcionar de Mendoza.

Apesar de ter uma abordagem diferente, creio que nesse quesito o nosso Brasil está bem melhor. Então evitei de realizar esses passeios. Existe um tour para visitar o Aconcágua, mas como iria para Atacama, creio que valeria a pena gastar o meu dinheiro lá, já que é bem melhor.

Separei 1 dia para realizar um "City Tour" pelo centro, mas nada que tenha me impressionado, já que a grande maioria deles estavam em reformas. No verão a cidade é bem abafada e quente, no inverno é bem frio.

Sempre recomendo optar por um hostel que tenha ar condicionado, senão vai se arrepender e muito.

Sobre a hospedagem fiquei no Windmill Hostel. Por 2 noites e 2 camas paguei 1.620 pesos, que daria R$ 162,00. Então o valor da diária e por cama estava po R$ 40,00 aproxidamente, o que é um valor justo.

O local oferecia café da manhã, tinham pães preparados no próprio local, o ambiente era bem legal para conhecer as pessoas, o atendimento também foi bom. Uma pena é que acabei escolhendo um quarto sem ar condicionado e estava muito, mas muito abafado.

Em relação ao câmbio de moedas, recomendo o local abaixo que foi bem confiável:

 

* Cambio Santiago em Mendoza
Av. San Martín 1199, M5500 Mendoza, Argentina

http://www.cambiosantiago.com.ar/

 

O ruim dessa cidade é a "Siesta", que é um horário na parte da tarde entre 13:30 às 16:00 em que as pessoas reservam para cochilar. Toda a cidade fecha, exceto Mc Donalds, alguns grandes restaurantes ou vinícolas. As ruas ficam desertas, achei isso bem estranho, sei que é questão cultural, mas achei isso inútil e contra-produtivo. 

Os detalhes dos pontos turísticos visitados estão no video abaixo:

Video - Mendoza

Após a visita a esta cidade me dirigi para a cidade de Santiago, escolhi a empresa de ônibus CATA International para realizar a travessia da Cordilheira dos Andes. Sempre reserve um dinheiro para pagar a gorjeta dos guarda-malas, senão as pessoas vão fazer cara feia.

O valor da passagem saiu por 1.200 pesos por pessoa, então em R$ 120,00 o que achei o valor razoável. O ônibus foi bem confortável, eles ofereciam lanches e bebidas a bordo, mas não gostei que eles trancaram o toalete, forçando as pessoas a se segurarem até chegar na imigração do Chile.

A avaliação e os detalhes deste trajeto estão no link abaixo:

Video - Ônibus CATA International (Cordilheira dos Andes)

Fiz um video em separado comentando sobre a imigração entre a Argentina e o Chile:

Video - Imigração Argentina e Chile

Por fim, registrei as imagens da descida na estrada de Los Caracoles, que é fantástica:

Video - Estrada de Los Caracoles

No próximo tópico estarei comentando sobre a cidade de Santiago.

 

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26/01/2019 a 31/01/2019 - Santiago. Após chegada na cidade, notei algo estranho pois existiam 3 terminais rodoviários na cidade, ouvi dizer que isso acontece porque cada empresa teria o seu próprio terminal de ônibus.

No meu caso como escolhi a empresa CATA International, eles desembarcaram no "Terminal Sur" ou Terminal Sul. Recomendo realizar o câmbio de moedas no próprio terminal de ônibus, pois eles ofereciam a cotação média do dia, mas eram pouco frescos em aceitar notas ou dólares com aparencia velha ou algumas manchas.

O terminal de ônibus ficava próximo a estação de metrô Universidad de Santigo ou San Alberto Hurtado, tanto faz qualquer uma delas, já que o terminal fica bem no meio delas.

Acabei escolhendo ir de Uber até o hostel, pois caminhar com as malas seria um pouco cansativo, ainda bem que ao menos tinha Wi-Fi gratuito no terminal.

Escolhi ficar no hostel chamado "Chile Lindo". O local é bem limpo, tinha bom atendimento, oferecia café da manhã, as camas tinham tomadas e luz em LED. Além de guarda volume nos quartos, tinham uma boa avaliação no site do Booking e também no Tripadvisor. Segue o link dele:

https://www.chilelindohostel.cl/en-us

https://www.booking.com/hotel/cl/chile-lindo-hostel.pt-br.html

Para 5 noites e 2 camas em quarto compartilhado, acabei pagando 68.000 pesos chilenos que dava em R$ 378,00. Então a diária por pessoa saía R$ 38,00 o que é um ótimo custo x benefício.

Tinha um mercado a uns 3 a 4 quarteirões, alguns restaurantes e o metrô ficava próximo do local. Mas pelas redondezas não é muito convidativo caminhar à noite, nesse caso recomendo voltar ao hostel antes do por do sol.

Na cidade estará muito bem servido pelo transporte público, principalmente o metrô. Nesse caso precisará adquirir o Cartão BIP que é meio que um "Bilhete Único". Custa 1.550 pesos chilenos, que dá o equivalente de R$ 9,00. O trajeto de metro custa 720 pesos, que dá em torno de R$ 4,50.

Em relação ao custo de vida e o preços dos alimentos, achei próximos ou semelhantes com o Brasil. Algumas pessoas optam por fazer um bate-volta pela cidade litorânea Valparaíso, não cheguei a visitar o local, mas acredito que valha a pena ao menos ficar 2 dias na região.

Creio que 1 semana é mais do que suficiente para conhecer bem a cidade de Santiago. Caso haja a necessidade de realizar o câmbio de moedas, recomendo que faça na Plaza de Armas, de preferência dentro de estabelecimentos.

Se a sua intenção é a de visitar a cidade de San Pedro de Atacama, já realize o câmbio de moedas em Santigo, uma vez que em Atacama as cotações são muito desfavoráveis.

Os pontos turísticos visitados estão no link abaixo:

Video - Santiago

Fiz um video específico da Troca da Guarda no Palácio de la Moneda em Santiago:

Video - Troca da Guarda (Palacio de La Moneda)

Lembrando que a apresentação ocorre em horários diferentes e em dias alternados conforme alguns meses listados abaixo. Ou seja, não são em todos os dias.

* Troca da Guarda no Palacio de La Moneda

Horário: 
10:00 - Em dias de semana
11:00 - Finais de semana

Dias Pares: Janeiro, Abril, Maio, Agosto, Novembro e Dezembro.
Dias Ímpares: Fevereiro, Março, Junho, Julho, Setembro e Outubro.

Sobre a utilização do metro de Santiago, apps e a aquisição do cartão BIP estarão no video abaixo:

Video - Metro de Santiago

Reservei 1 dia inteiro para o passeio em Cajon del Maipo (+ Termas Valle de Colina e Embalse El Yeso), um passeio que achei caro, mas que valeu cada centavo. Custou em torno de de 40.000 a 45.000 pesos chilenos. Em torno de US$ 60,00 ou R$ 230,00 por pessoa. Está no video abaixo:

Video - Tour Cajon del Maipo

A empresa ou o motorista que realizou o passeio foi um tal de Migguel, segue o contato dele:

* Turismo "Miky" - Migguel 

Celular/Whatsapp: +56 9 7257-2004
E-Mail: [email protected]
Instagram: migguel.azocar

Após passar alguns dias em Santiago, meu próximo destino era San Pedro de Atacama. Decidi ir de avião pela companhia aérea SKY.

Ela por ser de baixo custo, os preço chamam muito a atenção, mas quase tudo era cobrado, como despacho de malas e tal. Comprei diretamente no site da empresa e paguei em torno de R$ 295,00 por pessoa, saindo de Santiago e chegando em Calama, que é cidade mais próxima de San Pedro de Atacama.

Lembrando que existem 3 tipos de categoria de preços, a taxa ZERO, a PLUS e a FULL.

A ZERO quase ninguém vai utilizar dela, porque permite apenas 1 bolsa de mão.

Se você for mochileiro, com certeza irá escolher a taxa PLUS, que permite 1 bolsa de mão, 1 bagagem de mão e o despacho de 1 mala. Além de garantir o seu assento no check-in.

A taxa FULL, o único diferencial era poder despachar 2 malas, além de permiter a remarcação ou alteração de nome.

A decolagem de Santiago está registrado abaixo:

Video - Decolagem Santiago

Avaliação do serviços da companhia aérea SKY Airline:

Video - Avaliação SKY Airline

E o pouso na cidade de Calama:

Video - Pouso em Calama

O próximo relato farei da minha ida para San Pedro de Atacama.

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31/01/2019 a 05/02/2019 - San Pedro de Atacama.

Apenas relembrando que o aeroporto mais próximo de San Pedro de Atacama, fica na cidade de Calama distante 100 km um do outro, dá mais ou menos 1 hora e 30 minutos de carro.

Após desembarcar no aeroporto em Calama, você é surpreedido por várias agências de turismo que realizam o transfer entre as cidades que mencionei anteriormente. Os preços não são caros e nem baratos.

Acho que vale a pena por conta da praticidade, pois eles vão te deixar bem na frente do hostel, caso você já tenha realizado a reserva anteriormente. Eles cobravam 12.000 pesos chilenos apenas para ida, que dá em torno de R$ 70,00 e 20.000 pesos com ida e volta que vai dar uns R$ 120,00.

De ônibus não compensa porque é um pouco mais trabalhoso, já que você tem que ir até o Terminal de ônibus no centro da cidade de Calama, que fica a uns 7 km do aeroporto, com todas as suas malas. De lá vai ter que combinar com os horários de saída desses ônibus e também a disponibilidade.

Chegando em San Pedro de Atacama, terá que caminhar até a sua hospedagem. E a economia não é tão considerável. Então recomendo utilizar do serviço de Van, os detalhes estão no video abaixo:

Video - Transfer Van Calama à San Pedro de Atacama

Em San Pedro de Atacama, fiquei num hostel chamado Aji Verde. Apesar deles terem preços baixos comparado a média da cidade, o ruim é que ficava um pouco afastada do centro, o que era um incômodo quando as ruas ficam cheias de lama ou quando se tem um calor infernal. Não gostei muito do local, porque geralmente ocorriam blecautes, haviam vazamentos em dias de chuva e os quartos meio que tinham um cheiro peculiar. Mas não espere muito das hospedagem em geral da cidade, porque a grande maioria são assim. Caso queira um lugar decente, vai pagar muito caro por isso.

Fiz a besteira de reservar e pagar antecipadamente (no momento do check-in) todos os 5 dias de estadia e isso me prejudicou bastante, pois fui na época do tal "Inverno Altiplânico", que geralmente ocorre durante o Verão nos meses de Dezembro à Março. Com isso temos o alto índice de chuvas na região que acabam alagando toda a cidade e os demais pontos turísticos ou passeios.

Então você acaba ficando ilhado em alguns dias, sem poder fazer NADA, tampouco entrar ou sair da cidade. Como não queria perder o valor da hospedagem, acabei ficando os 5 dias em Atacama, esperando as chuvas secarem, sem poder fazer um plano B, que era talvez sair da cidade. 

Paguei em torno de 86.500 pesos chilenos para 5 noites e 2 camas, não ofereciam café da manhã. Então a diária por cama estava saindo por R$ 48,00 o que estava um pouco acima do que havia pagado em todas as viagens até agora. E foi o primeiro hostel em que tivemos a nossa comida furtada dentro da geladeira, o que achei bem desagradável, realmente presenciei os "ratos de geladeira". Não recomendo o local, acredito que existem opções melhores e mais próximo ao centro da cidade.

Os videos do local estão no video abaixo:

Video - Hostel em Atacama (Aji Verde)

Como estava em época de chuvas, todos os parques e os passeios estavam fechados durante os 5 dias que fiquei na cidade. Teve dias em que a estrada principal estava fechada por conta das chuvas. Lembrando que nesse período é arriscado até para as pessoas que planejam atravessar do Chile até o Peru via as cidades de Arica e Tacna, porque as inundações destruíam pontes e rodovias. 

Sempre digo uma coisa EVITEM ATACAMA NO VERÃO, entre os meses de Dezembro à Março. É caro e tem um grande risco de jogar dinheiro fora, talvez não consiga nem sair da cidade.

Os poucos pontos turísticos que visitei em Atacama estão registrados no video abaixo:

Video - Atacama em 5 dias

Segue algumas dicas antes de chegar em Atacama:

 

1. Evite vir para San Pedro de Atacama no verão entre os meses de Dezembro à Março, por conta das chuvas que impossibilitam os passeios. Prefira o Outono ou Primavera.
2. Já efetue o câmbio de moedas, se possível em Santiago, pois as cotações em San Pedro de Atacama é bem desfavorável.
3. Quando for negociar os passeios, negocie ou pague em pesos chilenos, pois em dólares acaba meio que perdendo um pouco na conversão dos valores.
4. Sempre pense em alternativas como por exemplo ir para Bolivia e visitar o Salar de Uyuni. Os veículos que realizam esse passeio são 4x4 (tração nas quatro rodas).
5. Antes de vir para a cidade, veja a previsão do tempo para os próximos 5 a 10 dias.
6. Reserve no mínimo 1 a 2 dias de hospedagem, não o período todo, para o caso de ter que alterar os planos tipo sair da cidade ou mudar de hostel.
7. Evite fechar todos os passeios e pagá-los antecipadamente, pois dependendo das condições climáticas, terá dor de cabeça para ser reembolsado. 
8. Escolha hostel que esteja mais próximo ao centro da cidade, ou seja, da Praza San Pedro de Atacama ou dos Caracoles.
9. Tenha roupas para o frio e calor. Há uma grande variação de temperaturas, inclusive valores negativos.

 

Segue abaixo a média praticada dos passeios em Atacama, que compilei de 3 a 4 agências de turismo da região:

 

* Média de preço dos passeios (em peso chileno): Nome do Passeio / Horas / Valor do Passeios / Valor da entrada / Total.

Valle de la Luna (meio período): 15.000 / 3.000 = Total: 18.000 pesos
Termas Puritama (meio período): 15.000 / 15.000 = Total: 30.000 pesos
Geysers del Tatio (meio período manhã, incluso café da manhã): 30.000 / 10.000 = Total: 40.000 pesos
Laguna Cejar (meio período tarde): 18.000 / 17.000 = Total: 35.000 pesos
Lagunas Altiplânicas (meio período manhã, incluso café da manhã): 28.000 / 5.500 = Total: 33.500 pesos
Valle del Arcoiris (meio período manhã, incluso lanche): 25.000 / 3.000 = Total: 28.000 pesos
Salar de Tara (integral, incluso café e almoço): 50.000 pesos
Stargazing ou Tour astronômico (noite ou madrugada, alguns oferecem lanches): 20.000 pesos
Mirador de Piedras Rojas (integral, incluso café e almoço): 50.000 / 5.500 = Total: 55.500 pesos
Pukará de Quitor: 3.000 pesos

* Bolivia

Salar de Uyuni (3 dias, com hospedagem e alimentação): 130.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada)
Salar de Uyuni (4 dias, com hospedagem e alimentação): 150.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada)

 

Passados os 5 dias na cidade, em que fiquei somente no centro da cidade ou no hostel, estava doido para sair de Atacama. Comprei a passagem para ir de San Pedro de Atacama até Arica.

De Arica estava planejando em atravessar a fronteira até a cidade de Tacna no Peru, MAS por conta dessas malditas chuvas as estradas estavam todas fechadas o que afetou e muito o meu planejamento e vários perrengues que passei na viagem.

Os detalhes relatarei no próximo post. Valeu!

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05/02/2019 a 06/02/2019 - San Pedro de Atacama / Calama / Iquique / Arica / Tacna / Arequipa.

Conforme o último post, não pude fazer quase nada em Atacama, por conta das chuvas que castigaram a região. Apesar de ser um deserto, no verão chove bastante a ponto de inundar as estradas. Vocês podem pensar que estou exagerando, mas vejam os videos dos noticiários na época:

Video - Noticiário Chuva 1

Video - Noticiário Chuva 2

Video - Chuva nas estradas no Norte do Chile

Todos os parques onde estão localizados os passeios ficam fechados em dias de chuvas, por conta das estradas fechadas e também pelo risco dos veículos ficarem atolados. Consequentemente as agências de turismo ficam fechadas, já que não conseguem vender os seus pacotes de viagem.

Vi muitas pessoas terem dores de cabeça na hora do reembolso dos pacotes já fechados, então recomendo que sigam as dicas passadas anteriormente.

Voltando, o único passeio que ainda estavam vendendo era para o Salar de Uyuni, mesmo com as chuvas. Isso acontece porque os veículos que irão atravessar o deserto de sal, são todos 4x4, ou seja, com tração nas 4 rodas. 

Então não havia nenhum impeditivo para o passeio. Mas lembra no primeiro post do planejamento da viagem? 

Pois é, a pessoa que estava me acompanhando não era brasileiro, assim precisava de visto para entrar na Bolívia. E como não consegui obter o visto antecipadamente, não foi possível tentar o plano B via Bolívia.

Havia a possibilidade de conseguir um visto avulso de 1 entrada, na própria fronteira.

Mas ouvi relatos de que eles cobravam em torno de uns US$ 100,00. E tinha me desanimado em saber que muitas pessoas meio que foram extorquidos pelos oficiais da imigração, em que pediam "propina" para suavizar na entrada ou na saída do país.

Pois não carimbavam a entrada do país (no passaporte), e você enfrentava problemas na hora de sair, em que tentavam arbitrar uma multa pesada, mas isso por conta de falhas dos próprios oficiais.

São inúmeros relatos que ouvi, que me fez desistir de vez da Bolívia. Então acabei comprando a passagem para Arica, uma cidade bem ao norte do Chile, que faz fronteira com o Peru.

Escolhi a empresa de ônibus Turbus, que seria uma das mais conhecidas do Chile e a que possuia uma ampla disponibilidade de horários. Em relação aos preços, de San Pedro de Atacama até Arica, custa 16.600 pesos chilenos para semi-cama e 27.900 pesos para cama. Em reais dá em torno de R$ 100,00 e R$ 165,00 por pessoa respectivamente.

MAS no horário da partida, o ônibus não chegou porque a estrada estava fechada, isso mesmo por conta das chuvas que inundaram a estrada.

Tivemos uma demora de 3 horas, pois a empresa conseguiu realocar um ônibus que tinha vindo da Bolivia e iria nos levar até a cidade de Calama.

Foi orientado de que deveria pegar o ônibus, descer em Calama e pegar um outro ônibus que iria nos levar até Arica.

Até aqui tudo bem, pois já não aguentava ouvir falar de chuvas, de estradas fechadas e tal. O meu objetivo era sair de Atacama o mais rápido possível. O trajeto dessa viagem está no link abaixo:

Video - Onibus Turbus (San Pedro de Atacam à Iquique)


Chegando em Calama, conforme orientado inicialmente me dirigi ao outro ônibus e tive uma surpresa desagradável. O motorista simplesmente diz que não vai para Arica e sim para Iquique, que é uma cidade litorânea que ficava um pouco abaixo de Arica, a uns 310 km, ou seja, 4 horas de viagem de carro (entre Iquique e Arica).

Fiquei revoltado e cobrei explicações, o motorista todo mau humorado disse que essa era a orientação recebida, que não sabe de nada e se quiser para que eu vá no balcão da empresa verificar, não era a obrigação dele explicar.

Nesse meio tempo, fui ao balcão tentar buscar as informações e me falam que novamente a estrada que liga até a cidade de Arica estava fechada, pois foram destruídas pelas chuvas. Assim o ônibus levaria até Iquique.

Quando fui voltar ao ônibus, cadê ele??? No intervalo de uns 10 minutos que fui em busca de informações, o motorista vazou e perdi a viagem. 

Nesse meio tempo tive que decidir se passo alguns dias em Calama ou em Iquique, que ao menos ficava um pouco mais próxima da fronteira, assim aguardaria até a abertura da estrada Panamericana Norte. Decidi então ir até Iquique e aguardar as coisas melhorarem, mas tive algumas consequências em relação a isso, com o qual vou falar posteriormente.

Em relação a viagem perdida, avisei ao balcão da empresa que o motorista havia sumido, então eles emitiram uma nova passagem para o próximo horário e tive que aguardar em torno de 4 horas para a chegada no novo ônibus. Lembrando que comprei a passagem para a categoria semi-cama, que era um pouco mais caro, MAS o ônibus que veio era um COMUM.

Ou seja, acabei pagando mais do que deveria, o motorista disse que não era possível o reembolso e teria que desistir da viagem. Todas as pessoas ficaram revoltadas e falaram que tanto faz pagar mais e levar menos, mas que pelo menos queriam chegar em Iquique, e embacaram assim mesmo no ônibus. Nessa a empresa meio que se deu bem da situação.

Sobre a Turbus, os pontos positivos dela é que possui uma grande disponibilidade de horários e de cidades atendidas. A frota até que é recente, os ônibus são novos e limpos.

Os pontos negativos, foram o mau atendimento, falta de informação, confusão na emissão de passagens, péssima política de reembolso, etc. É comum sempre no verão acontecerem estes problemas de fechar a estrada (acontece TODO ANO), mas pelo visto não sabem lidar nessa situação. Isso achei meio que vergonhoso. E por ter o próprio teminal de ônibus da empresa, você fica refém dela, pois não existem alternativas ou qualquer plano B. Então pensem bem nisso e evitem ATACAMA ou essa região no período de verão, vai por mim.

Após chegar em Iquique bem no final da noite, tentei buscar por hospedagem e adivinha o que aconteceu? Todos os hostel da cidade ou a grande maioria estava LOTADO, muitas pessoas tiveram a mesma idéia que eu, de ficar aguardando na cidade até abrirem as estradas.

As poucas que estavam disponíveis cobraram o olho da cara, ou tive que pagar por 1 quarto inteiro que custava quase de 3 a 4 vezes o preço. O local onde ficava o terminal de ônibus da Turbus em Iquique ficava próximo a "Zona Roja", ou seja, zona vermelha (onde ficam várias boates e essas casas da vida). Então meio que era perigoso ficar perambulando pela região.

Havia conseguido encontrar um hotel, mas que mais parecia um hostel de quinta categoria. Mas não era seguro andar até lá, uma vez que se fosse assaltado, iria perder tudo, documentos, passaportes, todo o dinheiro, notebook, celular, etc. Era um risco que não queria correr, então o que eu fiz?

Acabei dormindo no próprio terminal, arranjei uma caixa de papelão na rua, coloquei no chão num cantinho meio que vazio e dormi com se fosse um "sem teto". E olha que não dava pra dormir bem, pois a todo momento de madrugada chegavam vários ônibus. Foi uma experiência e tanto.

A pior coisa é que o banheiro era cobrado, isso é uma das coisas que odiei no Chile, pois a cada vez que você utilizava dele, teria que pagar 500 pesos chilenos, que dá em torno de uns R$ 2,50. Cheguei a segurar tanto, que a minha urina chegou a sair marrom, isso foi chocante. Nunca mais vou fazer isso, demorou uns 2 dias para normalizar rs...

Como todas as bagagens estavam comigo, não podia nem sair para conhecer a cidade, além disso não estava com cabeça para isso. Não tinha previsão de quando a estrada iria abrir, pois os noticiários (tinha uma TV no terminal de ônibus) viviam mostrando cenas de cidades devastadas pelas chuvas, e a própria estrada destruída, então os dados não eram tão animadores.

Ouvi dizer que isso estava perdurando por mais de 4 dias, vários tratores e operários estavam por dias tentando reformar as estradas.

Muita coisa se passou pela minha cabeça, pesquisei passagem de avião (Iquique possui um aeroporto), mas estavam muito caros (em torno de R$ 2 a 3 mil por pessoa), era uma opção inviável. Bolivia estava fora de cogitação, por conta do visto. Algumas das pessoas que encontrei no terminal e que ficaram por dias na cidade, decidiram voltar para Santiago ou ir para Atacama, avisei que San Pedro de Atacama estava pior que iria perder dinheiro, mas cada um faz o que achar melhor. Nunca orei tanto na minha vida, para que as coisas ou a situação melhorasse.

No dia seguinte (06/02/2019), após tomar um café da manhã simples, Deus ouviu minhas preces e por um curto espaço de tempo os "Carabineiros" ou a polícia local tinham aberto as estradas para Arica. Fiquei todo animado, mas quando fui tentar comprar a passagem, a Turbus disse que iriam focar somente naqueles passageiros de remarcação. Para aqueles que compraram a passagem para Arica, mas chegaram em Iquique.

Eu não estava contemplado, porque lembra que perdi o ônibus em Calama, por causa do motorista? Pois é, por conta da emissão de um nova passagem, que estava com destino final Iquique, não poderia comprar. Somente poderia adquirir, após TODOS outros passageiros terem sido acomodados. Fiquei doido quando ouvi isso, nunca odiei tanto essa empresa, TURBUS #$%#$%#$¨%$&*%¨. 

Fui vasculhando o mapa da cidade (que já tinha baixado previamente para o celular - MAPS.ME ou Google Maps - ambos Offline), apareceu que a uns 3 quarteirões havia um terminal de ônibus e fui dar uma conferida. E PUMBA! Descobri que tinha um terminal rodoviário da cidade, que atendia todas as empresas de ônibus. Colei numa empresa que partia de imediato (ou o mais próximo disso) e que tinha preços baixos, pois havia o risco da estrada fechar novamente. Estava ansioso para sair da cidade ou o norte do Chile o mais rápido possível.

A empresa escolhida foi a Pullman Carmelita, era um ônibus bem antigo, o toalete a bordo era aqueles banheiros químicos e fedia bastante, mas ao menos o ar condicionado estava funcionando. Posso dizer que na situação que estava, era bem melhor do que qualquer coisa. Em relação aos preços, saiu por 10.000 pesos chilenos, que dá em torno de R$ 60,00 por pessoa. 

Ao longo do trajeto foi possível ver o estrago feito na estrada e isso é bem comum, porque quando vocês forem assistir ao video, vão perceber que a rodovia fica no meio de duas montanhas, que funciona como se fosse um funil. Se chover, toda a água vai para o meio e acaba destruindo pontes e estradas, vejam abaixo:

Video - Ônibus Pullman Carmelita (Iquique à Arica)

Ao menos, o trajeto do viagem foi bem bonita, já que haviam momentos que o ônibus transitava na parte alta da montanha, então parecia que estávamos voando. É um trajeto que também recomendo a visita por ônibus ou carro.

Após 4 a 5 horas de viagem chegamos no terminal doméstico de Arica, teríamos que nos dirigir ao terminal internacional de Arica, para poder atravessar a fronteira para o Peru. Eles ficam bem ao lado.

De lá deverá pagar a taxa do terminal que fica bem à direita logo após a entrada. É obrigatória o pagamento dela, está em torno de 700 pesos chilenos que dá em torno de R$ 4,00.

Após o pagamento dessa taxa, terá 2 opções de ida, via micro-ônibus à esquerda ou taxi à direita.

Preço de micro-ônibus é em torno de 2.000 pesos chilenos, enquanto que de ônibus é 4.000 pesos chilenos. Dá respectivamente R$ 12,00 e R$ 24,00.

Vale a pena pagar um pouco mais e ir de taxi, já que é bem mais rápido do que ônibus. Pois não será necessário aguardar as outras pessoas passarem pela imigração, realmente vale a pena ir de taxi. As informações estão no video abaixo:

Video - Travessia de Taxi Arica (Chile) à Tacna (Peru)

O motorista de taxi irá te deixar no terminal rodoviário internacional de Tacna, aproveite para realizar o câmbio de moedas. Eu acabei trocando todos os meus pesos chilenos para soles peruano, já que não realizei nenhum passeio em Atacama, a cotação até que estava condizente, nada desfavorável.

De Tacna queria ir para Arequipa, passar uns de 1 a 2 dias para descansar, pois se for direto para Cusco seria muito cansativo, já que praticamente varei a noite e não pude dormir quase nada.

Então do Terminal Internacional, me dirigi ao Terminal Rodoviário Doméstico, que ficava ao lado um do outro, em Tacna. Escolhi a empresa Flores Hermanos que também é bem conhecida no país. E o ônibus já estava quase de partindo para Arequipa. Lembrando que você sempre deverá pagar a taxa do terminal que eram 2 soles, mais ou menos R$ 2,20.

A passagem para ônibus comum custou 20 soles, que dá em torno de R$ 23,00 por pessoa de Tacna até Arequipa. A duração da viagem era em torno de 6 a 7 horase vocês poderão cotar direto no site deles:

 

- Flores Hermanos (cotar preço de passagens)
http://floreshnos.pe/

 

O trajeto de ônibus até Arequipa está registrado no video abaixo:

Video - Ônibus Flores Hermanos (Tacna à Arequipa)

No próximo post, falarei da minha chegada e visita na cidade de Arequipa. Valeu!

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      Como já passou algum tempinho não vou me lembrar de muitos detalhes, mas prometo me esforçar 🙂

       
      Leiam isso!!!
      Queríamos muito fazer um mochilão e após pesquisarmos aqui no site vimos que essa trip caberia no nosso orçamento, então juntamos esse fator com a imensa vontade de conhecer as terras hermanas e começamos a programação.
      Partimos somente com a passagem de ida e volta e nosso roteiro bem definido, não fizemos nenhuma reserva de hospedagem ou passagem de ônibus. Deixamos para negociar pessoalmente e assim fizemos até a metade da viagem, porém torna-se cansativo “bater perna” atrás do melhor preço e optamos por utilizar o Booking e reservar as hospedagens uma cidade antes.
      As passagens de ônibus e passeios podem ser facilmente compradas com pouca antecedência, não se esqueçam de sempre pechinchar!!!!
      Em relação à segurança não tivemos problemas, tem regiões muito pobres, alguns pedintes, mas nada além disso. Lógico que não marcamos bobeira né, sempre com a grana no moneybelt, não mexíamos no celular ou GoPro em locais ermos, atenção redobrada com nossas bagagens nas viagens de ônibus, etc.
      Só senti um pouco de receio quando desembarcamos na rodoviária de Nasca a meia noite e saímos caçando um hostel barato na cidade vazia, com poucas “almas penadas” nas ruas kkkk e em Ica quando tivemos que abandonar o Hotel na madrugada devido barulhos insuportáveis no quarto ao lado (parecia uma briga). Tudo isso pode ser evitado com reservas de hospedagem, fica a dica 😉
      Alimentação geralmente é muito barata se você opta por uma refeição simples em locais populares. Não frequentei restaurantes requintados ou de comidas típicas para indicar, ia mais nos PF da vida kkkk. Na Bolívia o negócio é mais roots sabe, mas da pra se virar tranquilo, afinal tem sempre um mercadinho e a batata Pringles lá era bem barata kkkk. Já no Peru comemos muito bem com pouca grana, eles tem costume de tomar uma sopinha de entrada nas refeições, a de quinoa é muito boa!! Tem uma marca de cookies nos mercados que é barata e muito boa, chama Chips Ahoy se não me engano, quebra um galho uma dessas na mochila de ataque.
       
      Cotação da moeda na época (Set 2017)
      R$ 1,00:       2,23 bolivianos
      R$ 1,00:      1,03 soles
      R$ 1,00:       200 pesos chilenos
      Mesmo com as oscilações cambiais, esses destinos têm valores bem atrativos.
       
      Passagens aéreas:
      Pesquisamos muito e fechamos ida e volta (era mais barato assim) com a GOL, porém aconselho a pesquisar com maior antecedência pois existem opções mais baratas.
      Santa Cruz de La Sierra é um destino comum em promoções relâmpago de companhias aéreas e programas de pontos, fiquem de olho. Recomendo também o app “melhores destinos” para busca de passagens em promoção.
      01.09.17: São Paulo (Guarulhos) X Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)
      26.09.17: Santa Cruz de La Sierra X São Paulo (Guarulhos)
      Valor: não lembro com precisão, mas era em torno de R$800,00 ida e volta.
      ATENÇÃO: Se você possui aqueles cartões de crédito Platinum se informe sobre seus benefícios, pois se você compra suas passagens aéreas nele tem direito ao Seguro Viagem na faixa, incluso um dependente. Pena que só descobri isso após comprar as passagens em outro cartão e tive que fazer o seguro particular, custou uns R$150,00 por pessoa na AssistCard.
       
      Nosso roteiro:
      Sta Cruz de La Sierra – Sucre
      Sucre – Potosi
      Potosi – Uyuni
      Salar de Uyuni – Deserto do Atacama
      Atacama – Arica
      Arica – Tacna
      Tacna – Arequipa
      Arequipa – Nasca
      Nasca – Ica
      Ica – Cusco
      Cusco – Aguas Calientes
      Cusco – Puno
      Puno – Copacabana
      Copacabana – Isla Del Sol
      Copacabana – La Paz
      La Paz – Sta Cruz de La Sierra
      Sta Cruz de La Sierra – São Paulo
       
      O que levar
      Primeiro passo é saber qual será a estação do ano, quantos dias ficará e o limite de proporções da bagagem pela companhia aérea, tendo isso o resto é bem simples, prometo 🙏
      Lembre-se que quanto menos levar, menor será o peso que carregará, esse é o mantra!!
      Durante a viagem, conseguimos facilmente lavar nossas roupas por baixo custo, utilizamos pausas estratégicas de alguns dias em determinado destino para isso, pois geralmente o serviço entrega em 24h.
      Levem peças em tonalidades mais escuras (roupa branca é furada, pois suja muito rápido), versáteis, confortáveis, de preferência que sequem rápido e que possam ser vestidas em camadas (era normal eu vestir uma calça sobre a outra a noite pois o frio é tenso demais).
      Vou tentar montar uma lista aqui com o que levei e o que achei que faltou, espero que ajude:
      ·         Mochila 77L Trilhas e Rumos. Não tinha, então pesquisei muito e comprei no site da marca que estava com um preço excelente (abaixo de R$400,00) e é de ótima qualidade. Se curte esse estilo de viagem, invista em uma de boa qualidade, pois dura muito.
      ·         Saco de dormir. Usei muito! Sério mesmo! À noite o frio é tenso, os cobertores dos Hostels eram insuficientes. Meu marido é calorento e mesmo assim usava o dele. Alguns locais, como no Salar de Uyuni, o pessoal aluga, não lembro os valores, mas não acho muito higiênico.
      ·         Go Pro, acessórios
      ·         Calças: levei 01 jeans, 01 legging normal e 01 com forro bem quentinho, 01 calça bailarina.
      ·         07 camisetas e 03 manga longa (estilo segunda pele da Decathlon)
      ·         01 par de luvas
      ·         01 gorro (comprei mais um por lá)
      ·         10 calcinhas e 02 sutiãs (cores neutras e confortáveis)
      ·         01 bermuda jeans (usei no último dia, portanto retiraria da lista)
      ·         02 jaquetas (01 com forro de pena que consegue ser guardada em um pequeno saco e 01 com tecido semi-impermeável e forro de soft, ambas da Decathlon)
      ·         07 meias (escuras de preferência). Levei 02 bem grossas, daquelas de vó mesmo kkkkk e foram super úteis
      ·         02 blusas de frio (01 moletom forrado e 01 polar)
      ·         01 toalha de secagem rápida
      ·         01 headlamp + pilhas (não conte somente com a lanterna do celular e sim usamos bastante)
      ·         Mochila de ataque 20L (será sua parceira inseparável!!)
      ·         01 travesseiro, daqueles de pescoço, inflável (comprei na Daiso por R$7,90) item imprescindível para as longas viagens de busão
      ·         01 óculos de sol
      ·         01 moneybelt ou doleira ou como quiser chamar
      ·         Celular e carregador
      ·         01 caderno de anotações (graças a ele que estou fazendo esse relato 2 anos depois kkkk)
      ·         01 pasta para colocar documentos (seguro viagem, comprovantes que foram surgindo no decorrer da viagem, etc)
      ·         01 par de chinelo
      ·         01 bota de trekking ( a minha é da Nord, não é impermeável e deu conta do recado)
      Comprei por lá um gorro e uma blusa de lã que usei muitooooo tb
      Itens de nécessaire indispensáveis:
      ·         Protetor solar (corpo e rosto)
      ·         Itens de higiene pessoal
      ·         Lenço umedecido (salvação nos dias em que tomar banho é impossível)
      ·         Medicamentos (minha lista foi: Buscopan, Profenid, Dipirona, Dramin, Omeprazol, Luftal, Neosaldina, Floratil
      ·         Pinça e cortador de unha
      ·         01 batom (único item de maquiagem que levei e foi suficiente)
       
      O que faltou
      ·         Álcool em gel
      ·         Garrafa de água (improvisei com uma de Gatorade)
      ·         Protetor labial (fez muita falta!!! Nos primeiros dias nossos lábios já estavam totalmente ferrados)
      ·         Hidratante de rosto
      ·         01 boné
      ·         01 legging a mais
       
      Espero que essas informações ajudem bastante 😀
      Agora para atiçar a galera, segue o link de um vídeo que meu marido batalhou para editar, mas ficou show! Pegamos essa ideia de um dos relatos daqui, o @Tanaguchi, muito obrigado pela ideia e relato maravilhoso.
       
       
       
       
      Gastos!!!!!!
      Somando todos os gastos da viagem, desde passagem aérea a lembrancinhas (que por sinal são lindas e baratas), tivemos um gasto de R$5.000,00 por pessoa. Achei um excelente valor para uma viagem de 26 dias. Claro que esse valor depende de muita pechincha e pesquisa, pois quase tudo lá tem um preço acessível, porém da para baixar mais kkkk.
      Os valores detalhados no relato são geralmente por pessoa, porém algumas coisas como refeições, hospedagens e taxi são compartilhados (vou tentar pontuar no relato).
       
      Bom chega de conversa e vamos aos fatos 😜
      Dia 01
      Chegamos em Sta Cruz de La Sierra, aproveitamos um Wi-fii no aeroporto para uma breve comunicação com a família. Saindo do aeroporto e pedindo informações, conseguimos localizar o terminal bimodal (transporte público que nos levaria até a rodoviária), gasto total de 8 bols.
      A rodoviária de Sta Cruz é tumultuada e suja como quase todas que já passei na vida kkkk, lá compramos a passagem para Sucre por 80 bols (empresa Guadalupe), cambiamos uma grana ($1 – 6,85 bols). Como tínhamos umas horas até o embarque fomos procurar algum lugar pra comer, dividimos um combo de frango frito com batatas que estava bem ruim, quase não comi (26 bols) e compramos umas bolachas para enganar a fome na estrada (10 bols).

       
       
      Dia 02
      Chegamos mega cedo na rodoviária de Sucre, o local não estava bem estranho e não sentimos muita segurança para rodar atrás de busão com as mochilas, optamos por um táxi, negociamos muito o preço e fechamos por 10 bols para nos deixar no centro da cidade (o Uber não era tão popular naquela época, talvez hoje em dia seja uma opção).
      O centro da cidade é bem legal, paramos na Plaza de Armas e não tinha praticamente nenhum comércio aberto, entramos em um café que não lembro o nome, que apesar de um caro era bem bacana e tinha Wi-fii rsrs (café 40 bols).

       
      Fomos até um hostel aleatório e pedimos para guardar nossas mochilas (15 bols) pois íamos rodar muito pela cidade. Visitamos o Museu de La Libertad (15 bols) muito legal.
      Saímos desbravando a cidade, subimos até o Mirador onde rolava uma feira de rua com lembrancinhas muito lindas e baratas, paramos para almoçar em um comedouro público (o nome é feio mas vc irá se deparar com vários assim no decorrer da trip) onde pagamos 11 bols em um almoço que conseguimos dividir 😄 , a comida era simples e boa, um arroz com frango e salada, porém a questão sanitária não é o forte por lá, as comidas eram armazenadas em uns baldes e a mulher que montava o prato pegou o frango com a mão e pôs no meu prato (sem luva, talher, nada disso 😅).
       
      Aproveitamos e cambiamos mais grana por lá antes de pegar o bus até o terminal Sucre (1,50 bols). Pagamos 20 bols na passagem até Potosi pela empresa Emperador.
      Chegamos de noite em Potosi e sem sinais de Soroche ( mal de altitude) até o momento, graças a Deus!!!!
      Na rodoviária pegamos um busão até a Plaza 10 de novienbre (1,50 bols) e de lá começamos a caçar hospedagens. A cidade estava bem movimentada, rolando umas barraquinhas de comidas e bebidas, tranquilo para andar. Fechamos a hospedagem no Koala Hostel, indicação dos relatos daqui J (quarto compartilhado 60 bols), local simples porém com ducha quente e café da manhã, indico.
      Saímos a pé para jantar e paramos em uma pizzaria (28 bols), depois voltamos para o Hostel para descansar um pouco, estávamos pregados.
      Dia 03
      Tomamos um café da manhã no Hostel e experimentamos o famoso chá de coca (meu marido odiou, mas eu não achei ruim não).
       

       
      Visitamos a Casa de La Moneda (40 bols), super recomendo!!! Local excelente para descobrir um pouco mais sobre a História, que apesar de pontos muito tristes é muito interessante.
      Passamos um bom tempo passeando pelo centro da “cidade branca”, estava rolando uma apresentação na rua de várias escolas, como um desfile, cada grupo de crianças com roupas e danças típicas, coisa linda de se ver!! 🥰
      Paramos para almoçar, não lembro o nome do local (23,50 bols), pegamos nossas mochilas no Hostel e caminhamos até a rodoviária. Era uma boa caminhada, mas foi bem tranquila.
      Compramos nossa passagem com destino a Uyuni por 30 bols com a empresa 11 de Julio. Lá na rodoviária ficam várias pessoas gritando “Uyuni” oferecendo os serviços das empresas de ônibus, lembre-se de negociar sempre!! Como tínhamos um bom tempo até nossa partida, aproveitamos para comprar uns snacks em um mercadinho em frente (18 bols). Dica: sempre leve snacks na mochila, principalmente nas viagens de busão, pois são longas e muitas vezes as paradas não tem quase nada de opção.
       
      Dia 04
       
      As viagens de ônibus pela Bolívia vão ficar pra memória 🤣, foram todos os tipos de perrengue, desde veículos em condições precárias, sem cinto de segurança e banheiro, foras as estradas ruins com curvas alucinantes que cortam uns lugares completamente isolados.
      Outra coisa que sempre me deixou assustada são aquelas cruzes na beira da estrada com flores e imagens religiosas que sinalizam que alguém morreu por ali, cara isso é o que mais tem por lá!!!!! Chega a ser surreal, ao fim da viagem já tinha costumado kkkkk.
      Fora que alguns ônibus possuem TV e DVD, que na maioria das vezes são deixados em volumes altíssimos. Em uma das viagens passou toda a sequência do Karate Kid (nem sabia que tinham tantos 😂) em um volume estrondoso e não dormi a viagem toda, e sim foram algumas pessoas reclamar para o motorista, mas não resolveu nada.
      Enfim chegamos em Uyuni umas 23h e por incrível que pareça a cidadezinha estava com várias pessoas oferecendo os passeios pelo Salar. Dá pra perceber que é o turismo que movimenta a região. Na própria parada de ônibus ficavam pessoas te abordando.
      Nossa ideia era fechar o passeio, comer algo e procurar um Hostel, já tínhamos umas indicações de empresas que vi aqui nos relatos e assim saímos buscando o melhor preço. Pesquisamos bastante, mas não fechamos para poder negociar descontos (negociem tudo!!!!!) e pq percebemos que podíamos fechar no dia seguinte, cedo, sem problemas.
      Como estava um frio de lascar e a fome estava apertando, saímos caçando um lugar pra comer e já estava quase todos fechados (pelo menos os que cabiam no orçamento né rsrs), paramos então no Café Uyuni e pedimos pão com queijo e chocolate quente. Pessoal é sério, essa dica vale ouro! Não peçam chocolate quente na Bolívia!!! A receita consiste em água quente com Nescau e nada mais, é muito ruim!!!!! Terminei minha refeição mega decepcionada e voltamos para rua principal para caçar um Hostel.
      Tinhamos indicação do Hostel El Viajero e acabamos fechando lá pois os outros estavam cheios e mais caros, pagamos 60 bols no quarto duplo com banheiro privado e ducha caliente.
      Após uma boa noite de sono, acordamos cedo, tomamos banho e saímos, fechamos o passeio com a Thiago Tours por 600 bols por pessoa (2 noites e 3 dias) incluso hospedagem e refeições. Essa empresa é de um brasileiro e super recomendo pois não tivemos problemas e fomos bem atendidos. É claro que se vc dispõe de mais grana e quer algo mais requintado tem outras empresas no mercado, nós vimos a diferença nas paradas para alimentação pois a quantidade, variedade e qualidade dos alimentos era bem maior que a nossa.
      Os carros sairiam ás 10h30, portanto tínhamos um tempo livre, então fomos comer no Nonis Café que tinha sido bastante indicado nos relatos, pedimos um café continental e, como todos os outros, não matou nossa fome de dragão, tivemos que pedir mais alguma coisa L, gastamos 50 bols (achei caro mas vale a visita).
      Na volta fui acometida por uma crise de enxaqueca surreal (acredito que era a altitude mostrando suas garras! 😵) e parei no hostel para tomar remédio e descansar um pouco, o João foi atrás de snacks para a viagem (gastou 27 bols).
      Melhorei e seguimos para o ponto de encontro, dividimos nosso 4x4 com mais 2 casais da República Tcheca, bem simpáticos. Lembre-se que esse carros levam uma média de 6 turistas por veículo.
      O passeio é um caso a parte, vale muito a pena e foi o ponto alto da viagem para mim, empatando com Machu Picchu. Não vou ficar descrevendo em detalhes pois só vendo para saber do que estou falando 😍😍
      Nesse dia gastamos o seguinte:
      60 bols (blusa de lã linda! para mim) + 55 bols (blusa de lã João)
      20 bols lembrancinhas
      10 bols (ducha caliente). Custo para usar por 5 minutos (deu para nós dois tomarmos banho, acredite se quiser kkkkkk o frio faz milagres)
      10 bols snacks
      12 bols cervejas
      15 bols Imigração
       

       
      05 dia
       
      Não tenho anotação de gastos, pelo que me lembro não tivemos nenhum pois tínhamos snacks suficientes.
      Tivemos um dia excelente, paisagens deslumbrantes, porém à noite o “Soroche” bateu forte, foi um misto de náuseas, dor de cabeça, tontura e febre 🤒. Tomei um monte de remédios que tinha levado, me enfiei no saco de dormir e tentei descansar. Nesse dia ficamos sem banho devido frio intenso e um chuveiro precário que pingava água gelada, portanto recorremos ao lencinho umedecido.

       
      06 dia
      Acordamos muito cedo para visitar os Gêiseres, foi a manhã mais fria da viagem, dica: levem touca, luvas e cachecol na mochila de ataque.
      Depois de visitar alguns locais, finalizamos atravessando a fronteira com o Chile e foi tranquilo. Chegamos no Atacama umas 12h.
      Atacama me impressionou pela estrutura turística com seus restaurantes refinados, lojas elegantes e coleção de agências de turismo no meio do deserto, um contraste interessante.
      Saímos à procura de hostels com bom preço e acabamos escolhendo o La Casa Del Sol Nascente, fechamos beliche em quarto compartilhado por 7.000 pesos (2 noites), o local atendeu as expectativas, nada demais.
      Conseguimos almoçar por 3.500 pesos cada, comida bem simples e caseira servida em uma barraca na rua, não tem nome pra indicar, mas elas ficam próximas ao hostel.
      Aproveitamos para comprar os passeios do dia, fechamos Valle de La Luna por 10.000 pesos (incluso os 3.000 da entrada) e Laguna Lican Atay por 13.000 pesos, não tenho o nome da empresa. Fomos no Valle de La Luna e foi demais, lugar lindo, curtimos o fim de tarde nessa vista incrível.

       
      Dica importante: a temperatura do Atacama oscila muito, durante o dia o tempo é quente e seco, quando anoitece a temperatura despenca e muito, portanto não subestime o deserto, leve blusa nos seus passeios. 🥵🥶
      Compramos também a passagem para Arica para o dia seguinte (21.200 pesos). Jantamos uma pizza e cervejas no Barros Restaurante, lugar ótimo com música ao vivo (14.200 pesos).
       Dia 07
      Compramos nossos itens para o café da manhã em um mercadinho (3.250 pesos), saímos para conhecer a região a pé (se vc curte bike dá pra alugar uma) e voltamos para almoçar no Barros, comemos uma massa bem servida e boa (13.250) e partimos para nosso próximo passeio, a Laguna Lican Atay, que já tínhamos fechado no dia anterior com a mesma agência.
      O dono da agência tinha um jeitão de gangstêr 😎, ele explicou que a região em que é realizado o passeio possui algumas lagoas, uma é própria para banho, e que ele era dono delas (pasmem!!).
      Chegamos no local de micro-ônibus, pagamos uma taxa de entrada de 5.000 pesos, as lagunas são lindas, a cor impressionante, eu não quis entrar na água pois estava frio, mas se vc não tem problemas com isso sugiro que entre, pois devido o alto teor de sal na água, as pessoas não afundam!!! Sim, ficam boiando naquela lagoa no meio do deserto! Muito show!
      Super recomendo que vc leve uma toalha na mochila de ataque, pois será necessário uma ducha para tirar o sal que fica impregnado na pele.
      Chegamos no Atacama, tomamos um banho no Hostel (já tinha feito check-out mas eles autorizaram J), forramos o bucho com nossos lanchinhos baratos do mercadinho (2.800 pesos) e partimos para rodoviária. A caminhada é boa, mas dá pra ir tranquilo.

       
      Dia 08
      Esse dia foi bem cansativo, pois consistia em diversas viagens de ônibus seguidas, mas coragem que o destino final, Arequipa, vale o esforço!!
      Chegamos em Arica, compramos pão com ovo e café por 4.000 pesos, pagamos 700 pesos de taxa de embarque. O ônibus de Arica para Tacna custou 7.000 pesos pela TurBus.
      Chegamos em solo peruano!!!! Em Tacna compramos a passagem para Arequipa por 25 soles, 4 soles de taxa de embarque.
      Chegamos no fim de tarde em Arequipa, caçamos um Hostel para ficar e achamos um por 65 soles o quarto com banheiro privado e café da manhã, mas infelizmente não lembro o nome, fica em uma galeria.
      Saímos para conhecer a região, Arequipa é incrível, eu fiquei apaixonada por essa cidade e pretendo voltar um dia para subir o vulcão Misty. A Plaza de Armas é linda, ao redor tem diversas agências de turismo e lojas de “regalos”.
      Aproveitamos e fechamos o passeio do dia seguinte com a Kusi Travel, pagamos 40 soles para Valle Del Colca e 40 soles para o bilhete Del park. Se vc se afastar do centro da cidade vai encontrar diversos restaurantes pequenos com ótimos preços, jantamos por 7 soles e a comida era muito boa, uma sopa de quinoa de entrada, prato principal: arroz, filé de frango, fritas e salada, incluso um suco de cortesia e uma gelatina de sobremesa!!!!
       
       
      Dia 09
      Acordamos mega cedo para o passeio do Valle Del Colca, a van da agência passou no hostel para nos buscar. A viagem é longa, a paisagem maravilhosa e a altitude é foda, vi algumas pessoas passando mal. A van vai realizando paradas em locais estratégicos para fotos, sempre tem ambulantes com artesanatos lindos e volto a lembrar: pechinchem!!!!!!! Aproveitamos e compramos uma réplica de um “tumi de oro” por 10 soles (vi um casal pagando 50 soles em uma peça semelhante).
      Na hora do almoço, o guia levou os turistas para um restaurante que cobrava uns 40 soles com comida “á vontade”, mas desconfiamos do golpe e entramos para ver o Buffet, que realmente deixava a desejar. Saímos para caçar outro lugar mais em conta, foi nítida a insatisfação do guia 😂🤣, mas to nem aí!!!
      Não tinha muita opção, vila bem pequena e quase todos os estabelecimentos fechados. Almoçamos em um restaurante super simples, bem caseiro, por 17 soles (João) e 8 soles o meu prato. Ainda achamos sorvete por 1,50 e empanadas por 2,50 soles 😋
      O Valle é lindo, dá para ver os condores voando bem próximos de nós, simplesmente imperdível.
      Voltamos para Arequipa no fim de tarde, jantamos no Mc’Donalds (ninguém é de ferro né kkk) por 18 soles o combo Big Mac, passeamos bastante no centro e voltamos para descansar.
      Aproveitamos essa parada em Arequipa para lavar nossas roupas, o próprio Hostel indicou um serviço de lavanderia que retirava as peças lá e trazia limpas por 6 soles o kg, gastei 12 soles.

       
      10 dia
       
      Tomamos café no Hostel, o famoso café continental 😒, já adianto que se vc for uma pessoa com uma fome bruta igual a nossa, não vai ser suficiente, pois é bem pouca coisa 😔
      Tiramos o dia para passear por Arequipa, pois partiríamos para Nazca naquela noite. Começamos pelo Mosteiro de Santa Catalina (entrada 40 soles) e garanto: vale cada centavo! Que lugar lindo, cheio de história, chega a ser meio sinistro em alguns momentos, rende fotos incríveis e merece ser visitado sem pressa. Se quiser fazer com um guia, custa 5 soles a mais e vale a pena pagar.
      Saímos de lá na hora do almoço, comemos bem por 9 soles (sim, a comida é muito barata!! 🤩) e partimos para o Museu Andino (20 soles entrada + 2 soles de gorjeta para guia), local super interessante, é onde esta exposta a múmia mais bem conservada dos Andes, a Juanita.
      Tomamos um sorvete no Burger King (8 soles), buscamos nossas mochilas no Hostel e fomos para rodoviária, passagem para Nazca foi 50 soles pela empresa Cetur.
      Chegamos em Nazca bem tarde, quase meia noite e caminhamos pela cidade em busca de hostel. A cidade estava praticamente deserta, bem sinistro mesmo, esse foi um dos poucos momentos da viagem em que senti certa insegurança, mas felizmente arrumamos um quarto (40 soles casal).
       
      11 dia
       
      A cidade em si não tem muitos atrativos, a Plaza de Armas é simples, mas nosso interesse eram os passeios pelo deserto. Tomamos um café da manhã em lanchonete por 17,50 soles (bem servido), fechamos passeio com a Peru Desert por 50 soles, incluindo a pirâmide de Cahuachi e o sandboard, achei o preço alto, porém as empresas de turismo foram irredutíveis e você depende delas para chegar lá.
      Como sairíamos somente à tarde, aproveitamos para almoçar um PF por 10,50 soles com direito a Inca Kola ❤️ (sim, a esse ponto já estava viciada nela), não tenho o nome do restaurante, mas era próximo da Plaza.
      O passeio é bacana, feito em um carro doido que parece um buggy “a La MadMax” 😆🤣. Passamos por um antigo aqueduto que ainda possui peixes, bem legal. Vi em alguns relatos daqui que as pessoas entravam neles para tirar foto, no nosso caso não rolou, sinceramente não sei se são locais diferentes ou se as regras mudaram.
      Passamos por um cemitério profanado, que apesar de bastante interessante, me pareceu ser um cenário um pouco montado para turistas, mas vale a visita.
      O passeio pelo deserto é uma aventura, o guia pegava umas descidas bem fudidas, dava um frio na barriga, dá uma animada no passeio. Eu não fiz o sandboard, mas o João fez e gostou.
      Cahuachi é bem bacana, trata-se de um sítio arqueológico, antigamente servia como centro de peregrinação da cultura Nazca, vale bem a visita. Só sei que nesse momento o frio já estava tenso demais e o vento do deserto só piora a situação, tudo isso somado a um buggy todo aberto em movimento, já viu né, é areia no olho e vento gelado cortando a pele. Posso dizer que foi um dos momentos mais gelados da viagem 🥶.
      Não fizemos o voo pelas linhas de Nazca, pois achamos caro e também não teríamos tempo suficiente para tentar avistar das outras formas possíveis. Se você vai pra lá com mais tempo livre, acho que vale muito a pena pesquisar as maneiras de fazer esse rolê de forma econômica.
      Chegamos na cidade era fim de tarde, pegamos nossas mochilas na Peru Desert, jantamos em uma lanchonete uns lanches gostosos por 9,50 soles e fomos para rodoviária. Partiu Ica, passagem custou 12 soles pela empresa Soyuz.

       
      Chegamos a noite em Ica, não lembro bem o horário mas já passava das 22h, a região ao redor da rodoviária não é muito agradável, achei mais perigoso com “ares de cidade grande” sabe... Enfim, fomos atrás de um local para dormir.
      Uma dica: se você estiver em uma cidade dessas em que não conhece a região, não tem hospedagem reservada e já esta tarde, pegue um transporte (táxi, Uber, Tuk Tuk, etc) até a Plaza de Armas, pois geralmente nessas regiões é maior a possibilidade de ter comércio aberto, mais movimento nas ruas e hostel perto.
      Outra dica: se sua intenção é fazer o passeio das Islas Ballestas, programe-se para chegar cedo em Ica para comprar o passeio, pois as agências funcionam em horário comercial. Como só tínhamos um dia disponível para Ica e chegamos tarde, não conseguimos fazer esse passeio, infelizmente 😥
      Encontramos um Hotel com quarto disponível e mesmo achando a região bem suspeita (tinha um estabelecimento em frente ao Hotel, parecia ser um bordel, com meninas adolescentes na porta, muito triste e preocupante 😭), já era tarde e decidimos ficar.
      Nosso pesadelo começava aqui...
      O quarto era bem simples com banheiro privativo e ducha quente. Acomodamos-nos, desesperados por um banho quente e uma noite de sono, tinha sido um dia agitado com passeio no deserto, viagem de ônibus e muito frio. Eis que ligo a maldita ducha e a água estava gelada, tentamos aquecer de toda forma e nada!
      Ligamos na recepção e muito a contra gosto nos trocaram de quarto quando constataram que o chuveiro estava queimado. E lá vamos nós...
      Cara eu já estava puta da vida, cansada e com frio, chego ao outro quarto e a situação segue ainda pior... Uma confusão no quarto ao lado, primeiro uma música bem alta, depois uma briga com gritaria. Aquilo foi à gota d’água!!! Fiquei bem assustada!😱
      Nem ligamos na recepção, já descemos direto, pedindo nosso dinheiro de volta, pois não tinha condições de se hospedar ali. O mesmo recepcionista não questionou muito e liberou nosso dinheiro.
      Já era quase 2h da manhã e lá estávamos nós na rua novamente e justamente na cidade em que mais fiquei cismada com a questão de segurança.😫
      Em uma situação dessas não da pra ficar pensando muito em economia, já que não conseguiríamos fazer o passeio para Islas Ballestas, optamos pegar um táxi para Huacachina e tentar se hospedar por lá.
      O percurso é mais rápido do que se imagina, aquele Oásis no meio do deserto é bem perto de Ica, cerca de 5km, não tenho o valor do táxi, mas foi barato. Chegamos lá e conseguimos um Hostel por 60 soles (quarto casal com banheiro compartilhado) depois de muita procura, a maioria das hospedagens são caras ou estão lotadas. Enfim, banho e cama. Desculpem a falta de informação $$ dessa parte, mas imagina cabeça desse casal como estava 🤯🤬
       
      12 dia
       
       Obviamente acordamos mais tarde que o normal e tiramos o dia para passear por Huacachina. Tomamos um café da manhã saboroso em uma espécie de food truck 🤔 (13,50 soles).
      A história do Oásis impressiona, o local antigamente frequentado pela elite era cenário de festas e luxo, com o passar dos anos foi sofrendo com falências, falta de clientes, poluição da lagoa artificial (sim ela é artificial e isso é decepcionante 😐) e algumas lendas sinistras (pare para ouvir os locais contando, é bem legal 🥰).
      Sinceramente esse misto de estabelecimentos chiques, construções antigas e hotéis abandonados dá um ar decadente muito charmoso.
      Passeamos bastante, almoçamos em um pequeno restaurante bem caseiro por 23,50 soles e foi o melhor rango da viagem toda 😋!!! Um spaghetti com molho pesto e filé de frango empanado, bem servido e saboroso. Para acompanhar, uma cerveza Cusqueña por 6 soles e fechamos com sorvete por 2 soles.
      De bucho cheio, subimos as dunas para curtir o visual, da pra fazer fotos incríveis e não senti a necessidade de pagar passeios por lá pois já tínhamos passeado de bug pelo deserto em Nazca. Dica importante: não faça como meu marido, que devido o calor da tarde decidiu subir as dunas de chinelo e passou um perrengue da peste 😂 kkkkk a areia parece brasa e queima mesmo!! Eu subi de bota e foi sucesso kkkk 😘
      À tardinha voltamos para Ica, pegamos um Tuk Tuk até a rodoviária, são super baratinhos, não lembro o valor, mas sei que usava somente umas moedas para pagar, porém sempre acerte o preço antes de embarcar. Para quem tem muita neura com segurança prepara o coração, pois são motos com uma adaptação para carregar 2 pessoas atrás e a maioria tem uma estrutura bem improvisada, andamos em um que as “paredes” eram feitas de papelão kkkkkkkkk.
      Compramos a passagem para Cusco por 160 soles pela Empresa Cruz Del Sur, guardem esse nome!!!! Cruz Del Sur ❤️!!!!! Que ônibus meus amigos, me senti na primeira classe dos busões kkkkkk. Se a viagem é longa, como a maioria é, vale cada centavo que se paga a mais que algumas outras empresas. Eles têm serviço de bordo (pasmem!!!), refeições inclusas (boas), cobertor e travesseiros, tela em cada assento com fone de ouvido e vários filmes bacanas, revezamento dos motoristas, resumindo foi bom demais.
      Ahhh cambiamos grana antes de partir.

       
      13 dia
       
      Chegamos na maravilhosa Cusco!!! Que emoção, era um sonho se tornando realidade 😍
      Saímos pelas ruas estreitas caçando um hostel, batemos muita perna, os hostels mais populares esgotam rápido, porém demos uma sorte danada e conseguimos uma cama em quarto misto no Milhouse (40 soles) com café da manhã incluso. Super indico o local, especialmente se estiver viajando sozinho, lá é bem animado, tem bar com festas à noite e passeios, fora que o local é gigante.
      Hospedagem ok, mochilas guardadas, lá fomos nós organizar nosso roteiro para os próximos dias. Pedimos informação do local que vendia a entrada para Machu Picchu, encontramos fácil, estava com uma pequena fila, mas foi tranquilo (152 soles). Se tua intenção é subir a Huayna Picchu, compre pela internet com antecedência.
      Para entrar nos pontos turísticos de Cusco, você vai precisar comprar o Boleto Turístico, custa 130 soles (tem desconto pra estudante que tem aquela carteira internacional). Segue foto modelo (internet)

      A Plaza de Armas é linda, tem muitas opções de comércio ao redor, passamos por várias agências tentando fechar o melhor preço para nossos próximos passeios, vale a pena (como sempre) pechinchar, tenha em mente todos os lugares que quer conhecer para fechar um pacotão, sai bem mais barato.
      Infelizmente não tenho o nome da agência que fechamos, mas tenho os valores para servir de base: City Tour Cusco 10 soles, Valle Sagrado com almoço incluso 50 soles (o desconto compensou pegar com refeição) e van para Aguas Calientes + Hospedagem 1 noite (quarto privado) 80 soles.
      Jantamos por 23,75 soles e voltamos para o Hostel.
       
      14 dia
      O café da manhã no Milhouse é ótimo!!! Depois de comer como se não houvesse amanhã 😋, partimos para o tour pelo Valle Sagrado. Sério, que incrível!! A dica de ouro aqui é fazer esse roteiro antes de Machu Picchu, pois da um gostinho de entrada para o prato principal sabe¿! A verdade é que depois de Machu Picchu, qualquer outra ruína Inca parece ser simples.
      Primeira parada foi Pisac, muito interessante esse primeiro contato com as ruínas dessa intrigante civilização.
      Durante o tour, eles param em pontos específicos para fotos e comércio de regallos, já aviso que a tentação é gigante. As clássicas fotos ao lado de lhamas bebê e mulheres com os trajes típicos podem ser facilmente tiradas 😉
      O almoço é no povoado de Urubamba, muito bem servido e as bebidas cobradas separadamente, cerveja 8 soles.
      Ollantaytambo é um caso a parte, simplesmente linda! Demos sorte de pegar um guia sensacional, muito empolgado e com ótimas informações sobre os lugares que passamos, que nos deixou ainda mais encantados pelas histórias do lugar. Se vc tiver tempo disponível no seu roteiro, eu encaixaria uma noite em Ollantaytambo, me arrependi de não ter ficado mais lá.
      Seguimos para Pisac, visitamos uma igreja linda e cheia de imagens marcantes, nos encontramos com as artesãs locais que produzem peças lindas com a lã da Alpaca, elas explicam todo o processo de coloração das peças e nos recebem com chá quente e muita educação. Comprei uma touca por 22 soles.
      Retornamos para Cusco no fim de tarde, jantamos um hambúrguer com fritas e sucos por 17 soles (em alguma lanchonete do centro).
       

       
      15 dia
       
      Acordamos muito cedo para nossa viagem até a Hidrelétrica. A viagem dura em média 7 horas, fizemos em uma van, são realizadas poucas paradas para banheiro e alimentação (bem poucas mesmo), portanto leve snacks e água (lanches na estrada 10 soles).
      Se você é daquelas pessoas que passam mal em ônibus 🤢, já tome e leve remédio, pois sendo sincera é tenso!!
      Não tive problemas com enjoo, nem meu marido, mas vi pessoas passando mal. Agora se eu falar que consegui dormir estarei mentindo, o medo não deixava kkkkk sério que caminho é aquele!!!! São montanhas lindas, muito altas, com estradas estreitíssimas e precipícios, eu ainda fiz a bobeira de ficar na janela e não recomendo 😅😂.
      Se você não tem medo de altura... e da morte kkkkk vai ser sossegado 🙏🤣
      Conhecemos na van uma família de brasileiros, pernambucanos (Nordeste é foda!!!!! ❤️), que faziam exatamente o mesmo roteiro que nós, inclusive usavam o mesmo relato daqui como base para o planejamento, salve @Tanaguchi mais uma vez!!! Hahahaha!!!! Eles se tornaram companhia em outros momentos dessa viagem e da vida, pois nos encontramos em Olinda dois anos depois para uma cerveja gelada. Deixo aqui nosso abraço para Cássia, Márcio e seus filhos Camila e Marcio Jr.
      Finalmente chegamos na Hidrelétrica e tínhamos uma caminhada pela frente, seguimos o fluxo de turistas e acredite, é muita gente optando pelo modo mais econômico, portanto vai sem medo porque o caminho é tranquilo, a maior parte em linha reta beirando os trilhos do trem, com uma das vistas mais sensacionais dessa trip.
      Achamos o trajeto muito agradável, com aquele barulho gostoso de água corrente devido um lindo riacho que beira a estrada, ar puro e paz. Mesmo que você não tenha um bom preparo físico, seja sedentário, permita-se fazer essa trilha, vai no seu ritmo e curta cada passo, vale a pena!
      Avistamos as luzes de Águas Calientes e vem um alívio de missão cumprida. A cidade é um charme, ruas estreitas, restaurantes decorados tipicamente, vários doguinhos andando pelas ruas, aquela vista surreal das montanhas, tudo muito foda!
      Encontramos nossa hospedagem, chama Denis House, deixamos nossas mochilas e saímos para conhecer um pouco mais.
      Em relação a valores, Águas Calientes é uma cidade turística e tem preços altos, porém nada surreal como ouvi falar. O que mais me incomodou foi o tamanho das porções de comida dos restaurantes, simplesmente ridícula de tão pequena. E isso pareceu ser uma estratégia de todos os restaurantes, eles põem preços atrativos nas placas, mas diminuem na quantidade de comida.
      Paramos em um restaurante para comer uma pizza (29 soles a de 8 pedaços), porém a massa era extremamente fina e o recheio bem pouco, conclusão: não matou nossa fome 😒
      Compramos em um mercadinho uns itens para comer na trilha do dia seguinte (12 soles) e voltamos para descansar.
       
      Dia 16
       
      Esqueci de comentar que no momento em que comprar o ticket para Machu Picchu, vc deverá escolher o horário em que irá visitar, sendo as opções: manhã ou tarde. Isso permite limitar a quantidade de turistas circulando e preserva esse patrimônio da Humanidade 😍
      Outra coisa importantíssima que me esqueci de mencionar é que não fomos para Águas Calientes com nossa mochila cargueira por motivos óbvios (peso extra para as caminhadas), portanto colocamos uma troca de roupa e itens de higiene pessoal indispensáveis na mochila de ataque. Conseguimos deixar nossas cargueiras no Milhouse (hostel que ficamos em Cusco) sem dificuldades, eles têm um cômodo para armazená-las. Independente da onde esteja hospedado, acredito que não haverá problemas, pois é uma prática bem comum entre os viajantes.
      Nossa programação tinha sido a seguinte: iniciar nossa subida beeeem cedo, umas 4:00 AM, passar a manhã toda conhecendo as ruínas, retornar na hora do almoço para Águas Calientes, almoçar, pegar nossas mochilas e retornar para a Hidrelétrica, afinal nossa van sairia no final da tarde. Os horários seriam apertados, mas já estávamos acostumados (sabe de nada inocente kkkk).
      E lá estávamos nós ás 3:40AM de pé, mortos de sono mas extremamente ansiosos. Compramos na noite anterior em um mercadinho alguns itens que seriam nosso café da manhã e snacks da trilha, então comemos a caminho da ponte onde parte a subida para Machu Picchu.
      A quantidade de pessoas é gigante, já tinha uma espécie de fila antes da ponte, alguns guardas bloqueavam o acesso, seria liberada a subida somente ás 05h. Não tinha lido nada a respeito desses horários em relatos, então não sei informar se são novas regras ou se sempre foi assim. Só sei que ficar uma hora em pé naquele frio só aumentou minha ansiedade. Ahhhhh leve roupa de frio galera, é sério!!
      Enfim liberaram a subida, a trilha é estreita, portanto esse formato de fila acaba sendo mantido em boa parte do trajeto. A maior parte é subida, quase que 90%; vai estar escuro mas tem muitas lanternas ajudando, mesmo assim leve a sua pq vai precisar; não recordo quantos Km ela tem mas fizemos em 40min; é basicamente uma escada com degraus irregulares; vista roupas em camadas que fiquem fáceis de retirar caso o calor aperte devido o esforço físico e posso dizer que o esforço compensa.
      Não vou mentir e falar que a subida é pra qualquer um, pq não é! Se você está sedentário há anos, tem idade avançada, problemas articulares (joelho, quadril, etc) ou alguma doença que te cause limitações, aconselho ir da forma mais prática, porém menos econômica que é o micro-ônibus.  Não sei informar quanto custa, mas não deve ser difícil de descobrir por aqui.
      GENTE não quero ser radical, não sei se demos azar ou o quê, mas o povo que fez a subida no mesmo horário que nós pareciam ser maratonistas, kkkk sério, eles subiam em um ritmo bem acelerado e não tinha como você parar pois era tipo uma fila, o ritmo tinha que ser constante. Cara, não somos sedentários, faço treino de alta intensidade regularmente e não foi fácil.
      Se tu és jovem e saudável, se arrisque e suba, vale a pena.
      Chegamos ao topo vivos e começamos a explorar a região, surreal!! Tem muito lugar pra conhecer e muitas fotos pra tirar, se preparem para andar bastante. Tinha bastante turista, mas não a ponto de atrapalhar, não contratamos guia e não me arrependi. Foi uma manhã bem chuvosa e nublada, uma capa de chuva cairia bem, recomendo levar.
      Agradeci por não ter comprado o ticket para Huayna Picchu, devido o tempo fechado nem dava pra enxerga-lá, quem subiu comentou que não deu pra avistar quase nada.
      Achei a descida tranquila, fomos em um ritmo bem mais de boas, sem tumulto, só apreciando a vista. Chegamos em Aguas Calientes bem cansados e a última coisa que queríamos era enfrentar a trilha da Hidrelétrica. Como tínhamos planejado um dia off em Cusco, pensamos em usá-lo por aqui mesmo.
      Graças a Deus conseguimos contato com a empresa e trocamos a van para o dia seguinte, ás 13h. Conversamos no Denis House e conseguimos fechar mais uma noite (50 soles casal), almoçamos por 24 soles, compramos papel higiênico por 4 soles, passamos a tarde descansando e jantamos uma pizza por 29,90 soles.
      Obs: Quem optou por subir a tarde pegou o tempo aberto e sem chuva, confirmamos com nossos amigos pernambucanos, que inclusive relataram que a subida foi tranquila, sem tumulto. Fica a dica.
       
       

       
       
      Dia 17
       
      Íamos partir na van das 13h, portanto aproveitamos para dar uma volta pela manhã e almoçar (20 soles) antes de iniciar a nossa caminhada em direção a Hidrelétrica.
      Como disse antes, a caminhada é tranquila e belíssima, leve água e papel higiênico...eu mesma tive um imprevisto e aproveite um dos poucos estabelecimentos que tem nesse trajeto para usar o banheiro, senão ia no mato mesmo kkkkkk.
      Bom, a volta na van foi menos tensa pois coloquei meu marido na janela kkkk avistar por várias horas aquela distância mínima entre o pneu e os precipícios não ia me deixar dormir novamente.
      Chegamos a noite em Cusco, jantamos empanadas e sorvete (11 soles), pegamos nossas mochilas no hostel, como não tinha mais vagas por lá, arrumamos por uma noite no The point (42 soles). Sinceramente não lembro da minha passagem por esse hostel para opinar, já faz um tempão né.
       
      Dia 18
       
      Acordamos e para aproveitar o tempo ao máximo já pegamos um táxi até a rodoviária (9 soles ida e volta), compramos nossas passagens para Puno (61 soles pela Cruz Del Sur, a MELHOR!!!!!) pois partiríamos a noite. Sei que existem empresas de busão mais em conta, mas sinceramente eu preferi pagar um pouco a mais e saber que iria dormir bem e ter refeição boa inclusa, então realmente compensa.
      Lavamos nossas roupas por 4 soles/kg (deu 5 soles) e almoçamos por 15 soles, mais 2,50 soles de um chocolate, não pode faltar rsrs
      Vou ser bem sincera, me deu um certo apagão dos detalhes desse dia, mas vou tentar relatar o mais detalhado possível...
      Lembro que aproveitamos à tarde para fazer o tal City Tour, tínhamos comprado ele por 10 soles naquele pacotão que fechamos no primeiro dia em Cusco. Nos reunimos na Plaza de Armas conforme combinado e seguimos em uma turma a pé por vários pontos, com um guia explicando. Achei o passeio interessante, esse custo inclui o guia e o ônibus para os pontos mais afastados, não esta incluso o valor de entrada em Qoricancha (15 soles), que foi o templo mais importante durante o império Inca.
      Como sempre, não deixe-se levar pelo solzinho gostoso da tarde, pois é só questão de tempo para o frio aparecer, portanto leve agasalho para esse passeio. E o frio veio com força no final do passeio, que foi todo em área aberta.
       
       

      “Momento fofo em Qoricancha”
       
      Voltamos, jantamos por 10 soles e fomos para a Rodoviária (acho que fomos a pé dessa vez, mas não tenho certeza).
       
       
      Dia 19
       
      Desembarcamos na rodoviária em Puno beeem cedo, por coincidência pura encontramos nossos amigos pernambucanos e tivemos companhia, pois eles tinham a mesma programação.
      Compramos as passagens para Copacabana (20 soles), fechamos o passeio para o Lago Titicaca por 25 soles + 10 soles do barco em Uros. Nosso desayuno foi na rodoviária mesmo, no andar de cima tem uma lanchonete, paguei 9 soles por um misto-quente com suco de laranja.
      Outras gastos foram: 1,50 de taxa rodoviária, 1,00 banheiro.
      O lago Titicaca é lindo, enorme e o povo que vive nas Islas Flotantes de Uros são muito simpáticos, te explicam como fizeram aquela “vila” no meio do lago, mostram suas casas, seus artesanatos e suas dificuldades também, pois a realidade lá não é fácil, vida simples com pouco recurso, muita idosos e crianças.
       
       

       
       
      Ahhh, pra quem adora botar mais um carimbo no passaporte (quem não gosta né gente 🤣), eles tem um específico da ilha e carimbam seu passaporte por um valor simbólico.
      Não sei vocês, mas se tem um lance que eu e meu marido não curtimos são atividades muito comerciais sabe, como excursões ou conhecer locais voltados para turistas, deixando CLARO que não tenho nada contra quem curte esse tipo de viagem ok!!!! Mas teve uns momentos desse passeio que me senti assim sabe, pois eles contam muito com a grana de quem vai lá visitar, ai se você não compra nada de artesanato, fica um climão. Ao final do passeio, um casal cantou uma canção para nós, contribuímos com uma grana e agradecemos. Sei lá, pode ser nóia minha, mas fico me sentindo um pouco mal sabe.
      Almoçamos por 16,50 soles ( não lembro onde e o que kkkkk), 3,50 de snacks e partimos Copacabana.
      Viagem foi de boas, passagem pela fronteira também, uma fila rápida e sem enrolação. E lá estávamos nós de volta a Bolívia, sua linda!!!!
      Ahhhh teve uma situação sim, quando estávamos chegando o motorista do ônibus começou a fazer propaganda do Hotel El Mirador, falando que quem não tinha hospedagem reservada eles tinham vagas, com vista para o lago, o preço estava bem melhor do que o local que tínhamos reservado pelo Booking (40 bols) e inclusive ele ia deixar a galera na porta!!!! Ai gente, assim fica difícil ser justa, até consultamos no mapa a distância da nossa reserva e... era uma puta de uma subida!!!!! Tentei fazer cancelamento sem sucesso, internet tava uma bosta.
      Acabamos arriscando e ficamos por lá mesmo e foi uma ótima escolha, o Hotel era simples, mas a vista era simplesmente incrível, aquele anoitecer com o Titicaca de fundo, pqp!!!! Acabou que o Booking não descontou valor nenhum nosso, ainda bem!!
      Nossa passagem por Copacabana seria super breve, afinal o foco era a Isla Del Sol, portanto, depois de um banho, saímos para conhecer melhor o local. Compramos nossa passagem para La Paz (empresa Titicaca 35 bols), compramos alguns snacks para levar no dia seguinte (15 bols) e pizza e vinho por 37,5 (bols). O local da hospedagem era bem estratégico, muito próximo do porto, a região tem vários pequenos comércios, tipo uns mercadinhos, restaurantes e locais para cambiar grana. Andamos a noite e não tive sensação de insegurança por lá.
       
       
      Dia 20
      Acordamos bem cedo, tomamos café e partimos para o porto, o barco até a Isla Del Sol custa 15 bols, o trajeto é tranquilo, não lembro quanto tempo de duração. Ao chegar à ilha você paga uma taxa de 10 bols para entrar.
      Não tínhamos hospedagem reservada, então saímos pechinchando e subindo aquela ladeira, pois a área com mais estabelecimentos fica em uma subida.
      A ilha é linda, vista incrível, trilhas para fazer e tudo muito simples. Não espere luxo por lá, as hospedagens são simples e os restaurantes também, obvio que tem alguns locais que se destacam, mas não estávamos dispostos a pagar o preço (orçamento seguido à risca kkkk).
      Não encontrei Hostel por lá, optamos por um quarto privado com banheiro externo compartilhado em um local chamado Las Cabanas (40 bols), veja que a média de preço da Ilha é acima da média, pois esse local era realmente beeeeeeeem rústico.
      Aproveitamos nossas andanças para comprar água (2 litros, 07 bols), almoçamos um PF (não tenho o valor desse, foi mal) e andamos muito.
      Como teríamos apenas um dia para conhecer a ilha, caprichamos na disposição, andamos bastante, tem vários pontos para descansar e apreciar a paisagem, tirar muitas fotos e simplesmente contemplar.
      Na época que fomos, estava rolando uma treta entre o povo que mora do lado norte com o lado sul da ilha, não me lembro em que parte ficamos, mas sei que a outra face estava fechada para visitantes, triste né! Mas nem julgo, pois só ouvimos a versão de um dos lados, mas de fato essa briga atrapalha o turismo e comércio da região.
      A noite a temperatura caiu bastante e juro que se tivéssemos mais snacks eu não teria saído do quarto pra jantar, estava simplesmente exausta das trilhas feitas o dia todo, mas a fome venceu...
      A iluminação na Ilha é escassa, somente nas casas e comércios, que na maioria estão fechados a noite, sendo assim a escuridão predomina. Nessas horas a lanterna salva o role viu, pq era tanta bosta de cavalo e cabra na estrada que se eu não desviasse ia ficar atolada no caminho kkkkk
      Achamos uma pizzaria bem simples, era quase dentro da casa do rapaz, não lembro o valor da pizza, mas resolveu nosso problema. Finalmente o merecido descanso.
       
       

       
      Dia 21
       
      Descemos a ladeira em direção aos barcos, compramos um suco e bolacha (6 bols), passei alguns bons momentos interagindo com uma adorável moradora da ilha
       
       
       

       
      Lembrando que a passagem de volta é mais cara se você comprar separado, pagamos 25 bols.
      Retornando a Copacabana, foi o tempo de almoçar (não tenho valores) e pegar o busão rumo a La Paz.
      La Paz é cidade grande mesmo, trânsito, gente pra todo canto, comércios e isso aumenta também o risco de furto e roubo, por isso todo cuidado é pouco, mas ainda assim achei bem de boas viu, a única situação que nos ocorreu foi uma noite um cara nos abordou pedindo dinheiro, mas estava visivelmente bêbado e não insistiu muito. Para quem vive em SP então kkkk La Paz é seguro até demais kkkk.
      Não tínhamos reservado nada pelo Booking, mas queríamos ficar próximos das ruas mais movimentadas (Calle Sagarnaga, mercado de las brujas, etc), então saímos da rodoviária e partimos a pé para o centro.
      A caminhada é tranquila, deve-se ficar esperto por conta das mochilas cargueiras, porém você verá muitos mochileiros nessa região, vai na fé!! Se estiver sozinho ou estiver à noite, acho que um Uber é uma boa opção.
      Chegamos até a praça que tem a bela igreja de São Francisco, as ruas estavam lotadas, parecia a região do Brás, com muitos ambulantes e muvuca rsrsr deu até saudades de casa rsrsrs. Começamos a subir essa rua principal, se não me engano é a Sagarnaga, mas sei que é uma cheia de restaurantes, agências de turismo e hospedagens. Aconselho fechar a hospedagem com antecedência nessa região, pois fica cheio de mochileros buscando as mesmas coisas: preço baixo e boa localização.
      Paramos em um hostel, tinha preço atrativo, mas não sei pq pedimos para olhar o banheiro compartilhado antes de fechar os 3 dias de hospedagem, eis a surpresa...as portas dos chuveiros não davam privacidade nenhuma,eram curtas e com detalhes em um tipo de vidro temperado que daria para ver a silueta completamente, sendo uma área em que outras pessoas estariam usando as pias. Cara, juro, não é frescura, mas porra custava colocar um porta simples de madeira ou sei lá o que!!! Se tiver algum dono ou aspirante a dono de hostel lendo esse relato, fica a dica, não é pq nós optamos por dividir o quarto e outras áreas com desconhecidos que não me importo que me vejam pelada tomando banho né!!!
      Enfim, já estava tarde e acabamos ficando em um “hotel” chamado Salas, por 210 bols os 3 dias de hospedagem, não achei barato pela qualidade que era bem baixa e a localização, pois era no final dessa rua movimentada.
      Passamos por várias agências no intuito de fechar Chacaltaya e quem sabe a Carretera de La Muerte para meu marido, porém acabamos desistindo da segunda opção pelo curto tempo que teríamos. Fechamos então com a Barro Biking , Chacaltaya por 100 bols e Tiwanaku por 200 bols.
      Jantei uma lasanha com suco e levei uma omelete recheada para viagem (ia comer no passeio) no Italian Pizza! por 65 bols, compramos snacks para o dia seguinte por 7 bols.
       
      Dia 22
       
      Acordamos super cedo para fazer o passeio até Chacaltaya e garanto, vale muito a pena!!! Trata-se de um pico da cordilheira dos Andes, a 5421m de altitude, no qual subimos com uma van por uma estrada bem estreita e íngreme e depois seguimos a pé por aproximadamente 200m.
      Foi uma experiência foda!!! Só aumentou a vontade de voltar mais vezes para fazer outras montanhas da região, obviamente com preparo para isso né
       
       

       
       
      De lá, fizemos o passeio pelo Valle de La Luna, que rende belas fotos, com uma paisagem bem diferente, vale a pena.
      Como tínhamos encontrado nossos amigos pernambucanos na montanha, combinamos uma cervejada em um pub próximo da onde estávamos hospedados, bem legal o lugar, pena que não lembro o nome (40 bols muito bem bebidos diga-se de passagem kkk), mais tarde jantamos pizza por 25,50 bols, não lembro onde kkkk
       
      Dia 23
      Acordamos super cedo para fazer o passeio para Tiwanaku, já tínhamos fechado com a agência Barro Biking no primeiro dia e o único azar que demos foi o tempo chuvoso, mas de resto foi ótimo.
      Se você curte história, culturas antigas e mistérios, esse lugar merece ser visitado. Lá eles possuem um enorme monólito, vários artefatos antigos e uns rostos lapidados na pedra que se assemelham a extra-terrestres, muito foda!!
      No passeio estava incluso o almoço, meu marido experimentou carne de lhama nesse dia, aff...eu fui de peixe frito mesmo.
      Gastamos somente 21 bols com snacks e bebida.
       
      Dia 24
       
      Tiramos o dia para circular por La Paz. Andamos de teleférico (6 bols) e optamos por não ir naquela feira que tem no final dele pois não era nosso foco ir as compras, afinal assemelha-se muito a comércios populares como Brás e 25 de Março e tem uns oportunistas nesses locais, deu para sentir por uns sujeitos bem estranhos no próprio teleférico.
      Andei muito pelo Mercado de Las Brujas e realmente é o melhor lugar pra comprar os regallos, que por sinal são muito baratos!!! É realmente difícil lembrar que esta somente com uma mochila e não sair levando de tudo um pouco, menos os filhotes de lhama empalhados obviamente...
      Almoçamos uma massa no restaurante Mozarela (38 bols), comprei snacks para a viagem de busão da madrugada (31 bols).
      Como a viagem estava chegando ao fim e estávamos dentro do nosso orçamento, acabamos afrouxando um pouco nos gastos com comida e nos deixamos levar pelo pecado da gula kkkk.
      Nesse dia jantamos no “Café Del Mundo” e super recomendo, lugar lindo com uma decoração fofíssima e deliciosos pratos, gastei 50 bols em uma refeição deliciosa e de quebra comi um brownie sensacional por 12 bols. Só vão!!!
      De bucho cheio e cansados de bater perna o dia todo, fomos para rodoviária de táxi (7,50 bols), pagamos uma taxa no terminal de 2,50 bols e a passagem para Santa Cruz de La Sierra foi 130 bols pela empresa El Dorado.
       
       
      Dia 25
      Chegamos em Santa Cruz de La Sierra e nos hospedamos no Hostel Coco Jamboo (141,50 bols), não tinham muitos locais mais em conta na localização que queríamos. Achei bom ficar longe da rodoviária, pois me fez conhecer uma Sta Cruz totalmente diferente, com uma Plaza de armas simples e bela, com restaurantes e sorveterias ao redor. Por ser um feriado por lá, estava aquele clima de cidade do interior sabe, famílias passeando na praça, cachorro correndo e um calorzinho gostoso...
      Justamente por ser feriado, os pequenos restaurantes estavam fechados e as opções abertas eram mais caras, ai já viu né, juntou o fato de ser o penúltimo dia de viagem, com a fome e as poucas opções...chutamos o pau da barraca kkkkk, foi almoço no Burger King (53 bols), jantar em uma hamburgueria (57,50 bols), sorvete artesanal (20 bols) e mais gastos com água e cerveja (32 bols).
      Tiramos o dia para comer e descansar literalmente, mas foi ótimo.
       
      Dia 26
       
      Tomamos café no hostel, cambiamos o restante do dinheiro por real, fechamos um taxi até o aeroporto por 60 bols.
       
      E chegou ao fim essa viagem sensacional e inesquecível que fiz com meu esposo (na época namorado) em setembro de 2017. Espero ter ajudado de alguma forma ou pelo menos facilitado vocês a montarem seu roteiro para essa aventura. O relato demorou mas saiu!!!!
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