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@GERALDOGFILHO , obrigada! Pode fazer quantas outras perguntas quiser!

1. porque vc escolheu o mês de dezembro para a acensão? Pq não em janeiro, na alta temporada?

Foi por uma conjunção de fatores....primeiro pq eu coloquei na cabeça que iria em dezembro kkk (pensei que estaria mais bonito, com mais neve, mais limpo, com menos gente, mais com cara de montanha selvagem, e realmente tudo isso foi verdade); segundo porque a permissão era bem mais barata na baixa/média temporada; terceiro porque foi quando deu pra conciliar as férias..

2. em relação a sua preparação física, você teria feito diferente se pudesse voltar atrás, teria se preparado melhor?

Eu consegui recuperar meu joelho e a minha tendinite de aquiles a ponto de não sentir nadica de nada no aconcágua, e considerei isso uma baita vitória pessoal. Mas por causa desses mesmos problemas, treinei consideravelmente pouco. Mas não achei que fez falta... Talvez se eu tivesse mais preparo cardiorrespiratório tivesse tido mais facilidade com a falta de oxigênio... mas não posso afirmar. De qualquer forma, cardio deve ser o foco do preparo... A musculação vem pra prevenir lesões que podem surgir com o treino de cardio (corrida por exemplo). Os músculos fortes não acho que servem pra mta coisa em altitude (há controvérsias). Acho que ajudam no comecinho, mas depois a altitude acaba com eles...e quanto mais músculo mais consumo de oxigênio. Eu errei bastante no treino foi depois de voltar... voltei com o frostnip nos dedos do pé e a recomendação era corrida pra ativar a circulação e ajudar a "ressuscitar" o tecido... Só que a altitude tinha comido todos os meus músculos, e eu comecei a correr sem fortalecer a musculatura primeiro... Aí aconteceu o óbvio, sobrecarreguei a articulação do joelho e ganhei uma síndrome que tá me enchendo o saco. Só percebi o tamanho do problema quando comecei a correr mais pra preparar pra cordillera blanca, que fui em julho/agosto. Como eu não pretendia cancelar essa viagem, detonei meus joelhos, e to lidando com o problema até hoje. Enfim, músculo e altitude é um dilema que eu não sei como resolver...

3. Na sua opinião, valeu a pena adquirir alguns equipamentos ou hoje você teria alugado tudo? (eu moro no norte do Estado de Mato Grosso, onde o clima nunca fica frio e o montanhismo não será um hobby frequente para mim)

Se realmente não será um hobby frequente pra vc, vale a pena alugar tudo, ou se achar barato pra comprar pode comprar e vender depois. No meu caso, arrependo é de não ter adquirido ainda mais coisas, ou de melhor qualidade, porque o que não comprei pro aconcágua acabei comprando depois, ou ainda estou comprando. E algumas coisas já estou substituindo por melhores opções. Mas pra mim é um hobby permanente rss. Arrependo principalmente de não ter investido em uma mochila cargueira boa na época. Fui com a minha quechua forclaz 60 (aquela laranja da decatlhon), sem suporte correto pro peso que precisa carregar lá e sem espaço suficiente, tinha que ficar pendurando um monte de coisa de fora e isso castiga. Uma boa mochila pode fazer uma baita diferença poupando energia.

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Boa Tarde, Vanessa... ó eu aqui outra vez...

 

Qual o tamanho de mochila cargueira você recomenda? Meus pais vão para a Europa agora em maio, e vou encomendar uma Deuter ou Osprey. Tenho 1,86 e peso 83 kg.

Também vou pedir para trazerem a duffel bag, lanternas de cabeça, canivete etc... tudo q não preciso experimentar para comprar.

As roupas vou adquirir através de uma "personal shopper", amiga de minha esposa, que reside nos Estados Unidos.

 

Obrigado de novo.

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Meninaaaa que relato fodaaaaa

Parabéns sem sombra de dúvidas foi o melhor relato que ja li aqui no mochileiros...

Parabéns por sua coragem e persistência... tiro o chapéu pra vc viu...

Eu amo ler relatos de trekkings montanhas cumes...mas não tenho experiência com isso rsrs...só sonhos e um joelho e coluna ferradakkkk

Trekkig só fiz em El Chalten e Circuito W em torres del paine que foi onde machuquei meu joelhohahahahah ... quero ir pra Huaraz fazer os trekkings por lá e tenho um sonho de ir até o Campo Base do Everest... Aconcágua tbm está na lista de sonhos rsrs más vamos fazer um teste em Huaraz rs

Mais uma vez parabéns garota... bjuss e nos conte sobre sua próxima montanha..

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@GERALDOGFILHO você pensa em ir sozinho? de repente eu posso ir também de novo. Quando a Vanessa foi eu também estava por lá, conheci até os amigos dela menos ela rs.

Aliás devia ter acompanhado eles pois tava muito mal de companheiros de montanha.

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Grande mestre Fyukio! Encontrei o tópico onde vc, Vanessa, Zaney e etc. planejam a ascensão do aconcágua para dezembro de 2016.

Vc não fez cume? O q aconteceu?

Então... eu e dois amigos estamos iniciando as conversas para fechar um grupo para ir para lá. 

Pretendemos bater o martelo sobre quem vai e quem fica em julho. A data escolhida para a ascensão seria por volta do dia 02 ou 03 de janeiro de 2019.

Posso ver com eles se vc pode integrar o time... isso porque, na verdade, eu já sou meio q um penetra no grupo... rs.

Vamos conversando.

Vanessa, não precisa mais responder a pergunta acima, encontrei a indicação de mochila de 80 litros no site cerroaconcagua.

grande abraço.

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@GERALDOGFILHO Estava com 2 amigos que esta bem mal fisicamente, so pra vc ter ideia, teve uma que nem conseguiu chegar ate Confluencia.

O terceiro que estava bem so tinha permissão para 3 dias entao fomos ate o mirador Plaza Francia.  

Eu sou meio cagão de continuar sozinho, ainda mais a travessia para Plaza Mulas que nao é facil.. que ja fiz  na vez anterior.. e como não tinha mais ninguem o acampamento estava meio vazio entao fiquei mais 1 dia e vim embora. Foi beeem frustante.

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    • Por Mayki Pole
      Bom dia pessoal !   Estamos indo para serra fina dia 16 de março de 2020!   Se alguém conseguir ajustar as datas pra ir junto seria legal, por enquanto vamos em três pessoas, eu e minha namorada e  mais um amigo nosso! 
      Faremos no formato clássico de 4 dias, podemos nos encontrar em Passa Quatro-MG.
      Se alguém quiser embarcar conosco nessa aventura, será muito bem vindo!!
      Meu número é 45 99961-3741    Mayki 🙏
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    • Por Marcos A
      Fala galera, estou colocando aqui a nossa experiência fazendo trilhando o vulcão Illiniza Norte, em Quito no Equador. Se quiser dar uma força nosso trabalho, passa lá no nosso site que tem mais posts sobre o Equador e também se cadastrando na nossa newsletter, a gente oferece o livreto "Rumo ao Cume do Illiniza Norte - O Guia Completo", onde a gente responde todas as perguntas sobre como chegar ao cume do vulcão à 5126 metros (custo, como chegar, o que levar, melhor época pra fazer, etc.)
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      O dia começou bem cedo para nós. O motorista nos buscou às 8h da manhã e o nosso primeiro destino seria Machachi, uma cidadezinha a alguns quilômetros de Quito. Lá, nos encontraríamos com o nosso guia e acertaríamos os últimos detalhes para o Illiniza Norte. Não esperava nenhum grande esforço no primeiro dia. Seria um hiking de umas 4h até o refúgio Nuevos Horizontes (4700 metros de altura). Seria muito parecido ao do Rucu Pichincha que havíamos feito no dia anterior. De lá, no dia seguinte, faríamos o ataque ao cume do Illiniza Norte, com seus 5126 metros de altitude.
      Chegamos na entrada da reserva ecológica por volta das 10h30 e lá pelas 11h, começamos a subida até o refúgio. Estávamos um pouco cansados do dia anterior. Deu pra sentir o desgaste. Pra piorar, tivemos que levar muito mais peso do que o esperado, o que dificultou ainda mais a subida.

      O começo lembrava muito a trilha do Rucu Pichincha. Era praticamente a mesma paisagem. Vegetação rasteira, cor verde musgo e muita poeira. Alguns quilômetros depois, a neblina veio com força e a inclinação da trilha aumentou consideravelmente. Tínhamos que fazer zigue-zagues constantes. Não via a hora de chegar, mas parecia que era interminável.

      A parte final seria uma grande montanha de areia cinza e pedras soltas. 1h de subida desgastante. Após vencer o último obstáculo, vimos uma casinha amarela bem distante. Era o refúgio Nuevos Horizontes, o primeiro refúgio construído no Equador. Estava envolto em neblina. Também deu pra sentir que a temperatura havia caído drasticamente naquele ponto.
      O REFÚGIO NUEVOS HORIZONTES
      Enfim estávamos no refúgio. Fomos os primeiros a chegar por incrível que pareça. O refúgio era bem pequeno. Tinha uma pequena mesa e dois banquinhos de madeira bem na entrada. Vários beliches encostados uns nos outros, bem apertado e uma pequena cozinha, onde o administrador do lugar, “Gato”, fazia a coisa funcionar. Não deu tempo nem de colocar as mochilas na cama e já tinha uma sopinha e um chá quentinho nos esperando. O guia aproveitou o momento e disse que o refúgio aceitaria mais pessoas do que o normal e teríamos que dormir nós 3 juntos em uma cama para 2. “Sem problemas”, pensei sem refletir muito.


      Terminamos a sopa e logo fomos tirar uma soneca. Isso era por volta das 14h da tarde. O silêncio estava maravilhoso. Dava pra ouvir o coração batendo tentando levar oxigênio pra todo o corpo a mais de 4700 metros de altitude. Isso tem seu preço. O corpo usa muito mais rápido o líquido que entra e por conta disso, a vontade de fazer xixi é quase instantânea. E não é qualquer xixi, é muitoooooo xixi.

      Bom, uma hora depois, outros grupos foram chegando. O silêncio deu espaço ao barulho. Conversa pra lá e pra cá, e nós ali deitados, tentando descansar ao máximo para o dia seguinte. Foi então que a vontade de ir ao banheiro veio. O banheiro ficava no lado de fora. Eram duas cabines bem rústicas, sem luz e bem sujas. O que esperar, além disso? Vamo que vamo. A aventura de usar o banheiro nessas condições poderia render um post separado, mas vou deixar a sua imaginação fazer o resto.
      Voltando ao refúgio, era hora do jantar. Nos sentamos na mesa com um grupo de mexicanos e começamos a comilança. Uma das meninas virou pra mim e disse “ça va?”. Fiquei meio confuso. Sei falar francês, mas esperava um “¿Como estás?”. Olhei com cara de bunda pra ela e logo veio a pergunta “De onde vocês são?”. Prontamente disse que era brasileiro e todos os mexicanos falaram “HA! Eu disse, ou eram brasileiros, ou franceses!”. Foi a deixa para muita conversa e troca de experiências.
      Voltando ao jantar, uma sopa veio como entrada. Era uma sopa de legumes neutra. Tinha pedido um cardápio sem lactose. Gato virou para mim e perguntou, pode ter um pouquinho de leite? Ou aceitava, ou não comeria nada naquela noite, então disse que não tinha problema. O prato principal foi frango cozido, arroz quentinho e abacate maduro. Uma delícia! Pra finalizar, pêssegos em calda. Tudo acompanhado com chazinho quentinho. O jantar elevou a nossa moral em todos os sentidos.
      Voltamos para a cama e tentamos descansar até as 4h do dia seguinte. Não deu nem 1h depois do jantar e já estava com vontade de ir ao banheiro de novo. E lá vamos nós novamente. Sair do saco de dormir, calçar e encarar o frio do lado de fora pela vontade de fazer xixi que era interminável. Era quase 1 minuto de xixi, coisa que nunca tinha visto na vida. O corpo parecia está em seu modo de sobrevivência, produzindo xixi em uma taxa acelerada para se manter em funcionamento.
      Essa teria sido a última ida ao banheiro antes do ataque ao cume. De volta a cama, coloquei novamente o saco de dormir e dessa vez o guia se juntou a nós. Lembra que dormiríamos 3 em um lugar de 2? Pois, tive que ficar no meio, entre o guia e a Gabriela, por motivos óbvios. Só não contava que seria espremido durante horas, noite adentro. Resolvi dormir do lado contrário e foi assim que consegui recarregar minhas energias até as 4 horas da manhã, quando acordamos para atacar o cume do Illiniza Norte.
      ATAQUE AO CUME DO ILLINIZA NORTE
      Era hora do ataque ao cume do Illiniza Norte. 4h da manhã e começamos os preparativos. Colocamos as roupas, camada por camada, capacetes, lanternas e tudo que era necessário e nos sentamos na mesa para tomar café da manhã. O café foi básico, mas bem potente. Aveia com iogurte, pão e café bem forte. Saímos bem alimentados e prontos para as próximas 6 horas de subida até o cume, à 5126 metros de altitude!

      Saímos e ainda era noite. Fazia menos frio do que o dia anterior, mas ainda sim, incomodava. Ligamos a lanternas pregadas aos capacetes e iniciamos a trilha. Começamos a subida por uma parte arenosa na lateral da montanha, repleta de rochas soltas. Passamos o grupo que saiu minutos antes da gente e continuamos em frente.

      Em determinado momento, o sol começou a aparecer. Minha expectativa era que pudéssemos ver o nascer do sol lá de cima, com vista privilegiada aos vulcões acima das nuvens, principalmente o Cotopaxi. Tinha visto vários vídeos incríveis e mentalizei aquele momento. Entretanto, a neblina tinha estragado meus planos. Não dava pra ver quase nada, somente um pequeno pedaço do caminho que devíamos percorrer. O vento e o frio foram aumentando e as pedras que antes estavam negras e um pouco úmidas, agora estavam cobertas por gelo e neve.
      Isso tornaria a subida mais cuidadosa e consequentemente mais perigosa. Pra completar, ventava forte, muito forte, cada vez mais forte. O nosso guia estava focado e tudo que mandava fazer, executávamos sem hesitar.
      Horas de subida e de pequenas escaladas, havíamos chegado ao famoso Paso de la Muerte, o ponto mais perigoso antes do cume do Illiniza Norte. Era um paredão de rochas que para ser transposto, deveríamos descer um pouco e passar por um desfiladeiro e depois subir novamente. O cume ficava algumas centenas de metros dali. Hesitamos um pouco, mas o guia manteve o foco e nos encorajou. Fui o primeiro a descer. O guia se posicionou mais acima, segurando a corda, me ajudando a descer lentamente, pedra por pedra. Em alguns momentos eu não tinha nada além do meu corpo pra usar como apoio. Tinha que usar as mãos, descer o máximo possível e confiar que haveria outra pedra ali embaixo pra me acudir. Funcionou…


      Passamos a parte mais complicada e depois de alguns minutos, em uma última escalada, chegamos ao cume. Diferente do Rucu Pichincha, a emoção não veio como esperado. Nenhuma lágrima, nenhum grito, nada. Um sorriso foi a única coisa que veio. De alívio acho. Tinha sido uma subida complicada. O vento batia forte e não perdoava. Minhas mãos já estavam quase sem movimento devido ao frio. Dava pra ver a cruz congelada atrás do guia, mas devido às condições climáticas, ele não deixou ir mais adiante para tocá-la. O terreno estava instável e o vento estava forte. Tiramos fotos com o celular, já que a maquina congelou de tanto frio. Essas são as únicas fotos que temos. Depois de alguns rápidos minutos, começamos a descida.
      A rota de descida seria outra. Não voltamos pelo refúgio, mas sim por uma rota alternativa, mais rápida pela lateral da montanha. Era um desfiladeiro de rochas e terra. Tínhamos somente que descer, descer e descer. A inclinação era tanta que mal dava pra estabilizar o corpo e a velocidade de descida. Caímos várias vezes pra resumir. Durante uma boa parte decidimos somente descer como um tobogã. Ajudou um pouco, mas não por muito tempo. Tínhamos que sair rápido dali, pois, o grupo que vinha logo atrás poderia jogar pedras sobre nós.
      Passado o sufoco, a trilha foi se nivelado novamente e alguns minutos depois já estávamos novamente na trilha principal, indo em direção ao estacionamento. Estava com a garganta bem ruim e ficando cada vez mais resfriado. Não pensava muito sobre isso. A cabeça só pensava em chegar logo pra descansar. Teria que me cuidar e descansar bastante se quisesse ter chance de subir o Cotopaxi. Esse sim seria difícil, exigiria de nós muito mais esforço e preparo. Tiramos os próximos dias para descansar e torcer para que o corpo suportasse o último grande desafio.
    • Por Hemerson Coelho
      Relato da minha viagem de ônibus para o Chile!
      Depois de um ano de muito sufoco e planejamento, finalmente fui pra ficar!
      https://hemersoncoelho.wixsite.com/home
    • Por Davi BT Santos
      Sua participação e contribuição é muito importante! Segue o link: https://chat.whatsapp.com/Ks6BieKQLhb2hNOoMsfmLu


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