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  1. Salve Salve Mochileiros! Segue o relato do mochilão realizado na Bolívia no final de 2018, se liga na vibe do nossos visinhos bolivianos... 1º Dia: Partida - 26/12/2018 - 15h00 - São Paulo x Porto Quijarro - Empresa La Preferida R$315,00 Partimos de São Paulo dia 26 de Dezembro de 2018 as 15:00pm da tarde do Terminal Rodoviário da Barra Funda. O ônibus teve um atraso de 30 minutos para que todos os passageiros guardassem suas bagagens no ônibus. A viagem é tranquila e o ônibus muito bom com banheiro e água da empresa La Preferida. Este primeiro trecho da viagem foi entre São Paulo à Porto Quijarro já na Bolívia. A viagem foi tranquila com duração de quase 23 horas e com paradas de 3 em 3 horas. 2º Dia: Partida - 27/12/2018 - 13h00 - Porto Quijarro x Santa Cruz de la Sierra - Empresa 2 de Mayo Bs$100,00 - Moto Táxi Bs$6,00 - Taxa terminal Bs$3,00 Depois de horas na estrada estávamos próximos ao serviço aduaneiro de fonteira terrestre - ADUANA - na fronteira com a Bolívia. Pensamos que o ônibus iria parar para que fizéssemos a saída do Brasil e depois a entrada na Bolívia, mas o ônibus passou direto na fronteira e só parou no Terminal Rodoviário de Porto Quijarro, já em território Boliviano. No terminal rodoviário trocamos um pouco de real em pesos bolivianos e guardamos nossas mochilas na sala vip da empresa La Preferida que foi gentilmente cedida aos passageiros, logo depois pegamos um moto táxi por Bs$3,00 bolivianos para retornar à fronteira para darmos a saída do Brasil na ADUANA Brasileira e firmar a entrada na ADUANA Boliviana. O trecho do terminal rodoviário até a fronteira leva menos de dez minutos. Chegamos na fronteira e atravessamos para o lado brasileiro novamente para fazer a saída do Brasil. A fila estava grande para quem fosse dar entrada no país mas para quem era brasileiro e estava dando a saída do país, no caso do Brasil, estava sendo atendido mais rápido. Fomos atendidos depois de uns 40 minutos e corremos para a fila da ADUANA Boliviana que esta um pouco menor. Carimbamos nossos passaportes e firmamos a entrada na Bolívia. Agora estávamos em dia com o controle de imigração rsss. Após todo trâmite da fronteira retornamos para o terminal rodoviário para almoçar e comprar nossa passagem para a nossa próxima parada, a cidade de Santa Cruz de la Sierra. Compramos em um dos diversos guichês na rodoviário pela empresa 2 de Mayo por Bs$100,00 bolivianos mais a taxa do terminal de Bs$3,00 bolivianos para as 13:00pm com aproximadamente 16 horas de duração. Poderíamos pegar o famoso Trem da Morte pelo mesmo valor e que também sai de Porto Quijarro mas leva um pouco mais de tempo para chegar em Santa Cruz e como estávamos com pouco tempo preferimos ir de ônibus mesmo. A viagem foi tranquila passando por diversas florestas e rios nos mostrando paisagens lindas do território boliviano. Fizemos algumas paradas durante o caminho para comer e ir ao banheiro pois no banheiro deste ônibus só podia mijar. Logo no começo da viagem o cobrador pediu para que quem precisasse cagar era pra pedir pra ele que eles paravam o ônibus para a pessoa fazer na estrada, pois como a viagem seria longa, se fosse fazer no ônibus mesmo ninguém aguentaria o cheiro. Mas ninguém precisou rsss. 3º Dia: Partida - 28/12/2018 - 11h30 - Santa Cruz de la Sierra x La Paz - Empresa Concórdia Bs$220,00 - Banheiro Bs$4,00 - Taxa Terminal Bs$5,00 Chegamos em Santa Cruz por volta das 4:00am da madrugada. Ficamos aguardando o Terminal Bimodal de Santa Cruz abrir as 6:00am para poder fazer o cambio da moeda e comprar nossas passagens para nosso próximo destino, La Paz. Ficamos aguardando em alguns bancos que tem do lado de fora do terminal, quando um policial da INTERPOL abordou um de nós pedindo o documento de entrada na Bolívia. Documentos conferidos e fomos liberados rapidamente. Se não tivéssemos feito a entrada no país seríamos multados por estarmos ilegais no país pagando uma multa por este delito. O terminal começou a abrir e logo vimos uma mulher vendendo as passagens para La Paz pela empresa chamada Concórdia pelo valor de Bs220,00 bolivianos, já adiantamos e compramos. Depois entramos no terminal para aguardar nossa partida que seria somente às 11:30am, então tínhamos um bom tempo para comer, trocar dinheiro, tomar banho e dar uma volta pelos arredores do Terminal Bimodal de ônibus de Santa Cruz de la Sierra. Pagamos Bs1,00 boliviano para banheiro e Bs3,00 bolivianos para banho no terminal, isso acontece em toda a Bolívia, todo banheiro será cobrado, seja para necessidades ou seja para banho. Então separem suas moedinhas, pois elas serão muito úteis para isso. Outra utilidade para as moedas, são as taxas de embarque que todo terminal de ônibus cobra. Depois que compramos nossa passagem tivemos que ir em outro guichê para pagar a taxa de embarque do terminal que nos custou Bs$5,00 bolivianos. Dentro do ônibus antes de sair do terminal, um fiscal entra conferindo pessoa por pessoa o pagamento da taxa. Andamos nas ruas ao redor do terminal e encontramos diversas barracas com comidas de rua. Tinha bastante comida típica, muitas sopas e caldos, sucos e escolhemos para começar as famosas salteñas e empanadas boliviana. São maravilhosamente deliciosas e valeu muito a pena experimentar. Comemos também o famoso cuñapé, que seria o pão de queijo boliviano. Outra delicia boliviana mas confesso que os pães de queijo da minha avó são infinitamente melhores que os cuñapé boliviano ahuahuahuahu. Desculpa aew Bolívia rs. Retornamos ao terminal e embarcamos rumo a La Paz em uma viagem aparentemente tranquila mas assim que íamos distanciando de Santa Cruz o trajeto começou a ficar um pouco tenso. O trecho que passamos estava em obras e tivemos que passar por diversos desvios ao lado de desfiladeiros e enormes rios que cruzávamos a todo momento. Mais a noite o tempo mudou e começou a chover forte e o trânsito ficou bastante lento em alguns lugares. Com a noite chegando, a escuridão dominava e não tínhamos noção de onde estávamos passando, mas quando um relâmpago clareava tudo r nos dava a visão do quão perigoso estava o trecho que estávamos passando. Após o transtorno do trecho em obras fizemos mais uma parada para esticar as pernas, ir ao banheiro, comer alguma coisa, comprar água pois seria a ultima parada até La Paz. Como estava um calor de quase 30º graus desde Porto Quijarro, não nos importamos em colocar roupas de frio e seguimos em frente. Assim que o ônibus começou a chegar próximo da cidade de El Alto por volta das 5:00am da manhã sentimos o verdadeiro frio da Bolívia. 4º Dia: Partida - 29/12/2018 - La Paz - Banheiro Bs$1,00 - Hostel Bs$153,00 - Van Bs$5,00 - Teleférico Bs$3,00 - Empresa Diana Tour Bs$40,00 Pela janela do ônibus só se via um descampado sem árvores, sem vegetação, coberto somente por uma grama curta e alguns arbustos e muito frio. Tinham diversas casas feitas de barro no meio do nada. Meu coração começou a bater mais forte e a falta de ar também começou levemente. Estava com os esfeitos da altitude, o soroche. Notei que estávamos próximos de El Alto, a última cidade antes de La Paz. O ônibus fez uma parada e mais da metade dos passageiros ficaram por ali mesmo. Perguntamos se ali seria o ponto final do ônibus. Algumas pessoas e o cobrador responderam que sim. Que teríamos que descer ali e pegar o teleférico até La Paz. Quando pegamos nossas mochilas do bagageiro do ônibus, perguntei para o motorista se ali seria o ponto final. Ele respondeu que não, que ali era ponto final pra quem era de El Alto. Subimos novamente no ônibus e ai sim seguimos rumo ao Terminal de Buses de La Paz. Chegamos por volta das 7:00am da manhã no terminal e bem na hora do rush. Havia muito congestionamento e resolvemos saltar do ônibus antes de chegar no terminal e continuarmos a pé o trajeto. No terminal de buses de La Paz usamos o banheiro por Bs$1,00 boliviano, compramos nossas passagens para Copacabana por Bs$40,00 bolivianos pela Diana Tour e usamos o wi-fi gratuitamente para podermos acessar o mapa no telefone para poder seguir a pé para a Rua Sagarnaga. Esta rua esta concentrado a maioria das agências de câmbio, das agências de turismo, hotéis, pousadas e hostel. Fica bem próximo do Mercado Lanza, do famoso Mercado de las Brujas, da Igreja e Convento São Francisco, da Av. Illampu que contém diversas agências de turismo também. Ficamos hospedados no Hostel York B&B na rua Sagarnaga mesmo por Bs$153,00 bolivianos a diária por um quarto duplo, café da manhã e com banheiro privado. Como chegamos muito cedo no hostel e o check-in seria um pouco mais tarde, guardamos nossas mochilas na recepção do hostel e tomamos algumas xícaras de chá de coca para amenizar os efeitos da altitude que já estavam dando seus sinais. Ficamos por alguns bons minutos na cozinha do hostel tentando acostumar com aqueles sintomas e assim que o chá de coca fez efeito resolvemos sair pra rua para encontrar agências de câmbio para trocar nosso dinheiro e aproveitamos para dar uma volta na rua do Mercado de las Bruxas que estava começando a abrir. Retornamos para o hostel para fazer o check-in, pois já estava no horário, nos acomodamos no quarto que reservamos, tomamos um belo e merecido banho, arrumamos as mochilas menores e bora pra rua novamente almoçar e aproveitar o dia que por incrível que pareça estava fazendo sol com todo aquele frio. Então não podíamos perder tempo e saímos logo em direção à Praça Murillo, um dos cartões postais de La Paz. Ficamos um tempo nesta praça até que resolvemos perguntar para um guarda como se chega no Mirador Kili Kili. Ele nos orientou a pegar um tipo de van por ali mesmo em uma esquina da Praça Murillo pagando Bs$5,00 bolivianos que conseguiríamos chegar na entrada do mirador. Achamos a van e aguardamos por alguns minutos até que lotasse a van de passageiros. O percurso até o mirador durou apenas 10 minutos. A van percorre alguns lugares da cidade parando em alguns e seguiu rápido em direção ao mirador. Transporte barato, rápido e eficaz. O Mirador Kili Kili nos da a visão da grandeza de La Paz. Tem uma vista impressionante da cidade. Ficamos por horas neste local, até que o tempo que estava aberto se fechou de uma hora pra outra e começou a chover até granizo. Ficamos por quase uma hora em um abrigo no mirador aguardando a chuva passar. Foi impressionante ver aquela tempestade do mirador com seus raios cortando toda a cidade de La Paz. Assim que a chuva deu uma trégua conseguimos ir até o ponto e pegamos a van que nos deixou na Praça Murillo novamente. De lá fomos ao mercado Camacho comer uma típica comida boliviana. Estava frio e chuvoso e nossos estômagos estavam roncando de fome. Andamos por cerca de 10 minutos e já estávamos no Mercado Camacho. Pedimos dois pratos tipicamente bolivianos porem esquecemos de perguntar quantas pessoas eles serviam ahuauhaua. Vieram dois pratos enormes, um chamado Picana Navideña e outro chamado Planchitas que juntos serviam 4 pessoas facilmente ahuahuhauhau. Fiquei pensando depois que o garçom poderia ter nos avisado rsss mas tudo bem, comemos até o cu fazer bico! kkkkkkkkkk Barriga cheia, pé na areia! Saímos do Mercado Camacho e fomos nos aventurar nos famosos teleféricos da cidade. Foi sensacional andar por cima da cidade naquelas cabines. Parecia que estávamos flutuando sobre La Paz. O sistema teleférico em La Paz foi inaugurado no ano de 2014 ligando as cidades de El Alto e La Paz. Hoje em dia La Paz contém 9 linhas integradas levando 18.000 pessoas por hora, facilitando o trânsito caótico gerado pela geografia caprichosa do lugar. As linhas são interligadas, porém cada uma delas será cobrado uma tarifa de Bs$3,00 bolivianos caso tenha que trocar de linha. Retornamos ao hostel para descansar um pouco e aclimatar pois o soroche estava acabando com nosso fôlego e o coração disparava a toda hora. Como íamos subir mais ainda resolvemos ficar de booooa no hostel pois logo de manhã iriamos sair em direção ao Terminal de Buses de La Paz para tomar o ônibus para o nosso próximo destino, a cidade de Copacabana às margens do lago mais alto do mundo, o Lago Titicaca. 5º Dia: Isla Del Sol - 30/12/2018 - La Paz x Copacabana x Isla Del Sol (((((Continua no próximo post)))) Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/ (...)
  2. Saudações Amigos! Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso.  Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site. PLANEJAMENTO Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia. Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais. Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking. A VIAGEM Santa Cruz de la Sierra Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus. Foto: Chaga em Santa Cruz Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome. La Paz Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade. Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro. Foto: Teleférico La Paz Foto: sopa de Fidel com Maní Copacabana O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas. Foto: São Pedro de Tiquina Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim) Cusco Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos. Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca. Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite. Foto: Plaza de Armas Fotos: Mercado Artesanal Foto: Olaytaitambo Lima Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade. Fiz muitos amigos no Hostal. Foto: Barranco Mancora Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima. Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei. Cuenca O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito. Medellín Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio. Cartagena Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores. Santa Marta Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa. Bogotá Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco. DINHEIRO A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union. PERRENGUES O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor. Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus. Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora. CONCLUSÃO Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar. Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é 34 9 9944 2608 Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim. https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk Me sigam no Facebook e Instagram https://www.facebook.com/flrco888 https://www.instagram.com/fr4nc0.br/ V_20181102_072341_N0.mp4
  3. pegepa

    La Paz - Onde ficar?

    Chegando no terminal de buses de La Paz, conforme aconselhado neste forum, peça à Polícia Turística para ajudá-lo a tomar um taxi (devido às histórias de taxis falsos, roubos, etc. Eles já estão acostumados, vão anotar a placa, no do carro, nome do motorista - é meio constrangedor mas ..). O taxista pode levá-lo à região da Calle de las Brujas (centro) por 10 Bs. Por 10 Bs a mais (cerca de 5 ou 6 Reais ao todo) você percorre os hotéis e hostais da reião, visita as habitaciones e escolhe a que lhe convier.
  4. Boa noite!😀 Alguém sabe se a rodoviária de La Paz tem algum site onde eu possa cotar valores (das empresas) de ônibus? Pretendo fazer o deslocamento de La Paz - Uyuni (dia 07 de julho/domingo). Alguém já fez este trajeto? Quanto tempo? (vi que será em torno de 10 horas). Indicam alguma empresa de bus? Obrigada!!
  5. PARTE 1: UM NADA BREVE ENSAIO SOBRE UMA VIAGEM. Passado quase 1 mês de meu retorno ao Brasil meu coração se acostuma com a saudade e anseia pelo próximo destino... Afinal, viajar é isso: se tornar um pouco do lugar visitado e deixar um pouco de você lá, não é mesmo? Começo falando bem rapidamente de mim: até pouco tempo atrás, viagem não era algo que eu considerava nem tangível nem desejável (acho que faltava peças em meu cérebro) mas desde que encontrei minha metade da laranja, sinto um enorme desejo de desfrutar desse mundão de meu Deus com ela. Começamos em Campos do Jordão, fomos para Salvador, Arraial do Cabo, voltamos para Salvador (é bom demais lá <3) e outras viagens "pequenas" aqui e ali, mas sem nunca deixar as terras tupiniquins. Dito isso, apresento aqui os 3 personagens principais dessa história: este que voz fala, Marcos (ja previamente apresentado). Mozão, Juliana. E nosso primeiro destino internacional: Bolívia. Essa viagem era para ter saído em 2017, mas alguns problema$ a adiaram para 2018, ou seja, tivemos ai quase 2 anos de pesquisas, planejamentos e preparação. A primeira coisa foi definir onde ir: fazer o clássico, Chile - Bolívia - Peru? Escolher apenas um desses países? Escolher outro país? O que levamos em conta foi que, para nós, 30 dias (inicialmente eram 30 dias) era pouco tempo para mais de um país, para dizermos que de fato conhecemos um país, assim optamos por apenas um por viagem. A equação Barato x Uyuni x Huayna Potosi (já adianto que este não rolou, mais a frente direi o porquê) teve como resultado: vamos para a Bolívia \o/. Nosso roteiro foi esse: SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE SUCRE X POTOSÍ POTOSÍ X UYUNI UYUNI X LA PAZ LA PAZ X COPACABANA (ISLA DEL SOL) COPACABANA X LA PAZ X COCHABAMBA COCHABAMBA X TORO TORO TORO TORO X COCHABAMBA X SANTA CRUZ DE LA SIERRA Deixamos o solo tupiniquim no dia 14/12/2018, em voo da Gol. Dentro da Bolívia todo o trajeto entre cidades foi feito de ônibus. Neste relato tentarei ser o mais detalhista possível em relação a agencias, como chegar, preços, etc.e sintam-se a vontade para me perguntar qualquer coisa, diversos relatos me ajudaram muito e se eu puder minimamente retribuir esta ajuda, já ficarei muito feliz. Dicas iniciais (para antes da Bolívia): Ir de ônibus, trem da morte ou qualquer outro meio terrestre tende a ser muito mais barato, com certeza é uma experiencia unica, mas é muito mais demorado. Motivo esse que nos fez optar por ir pelo ar. Ainda sim, ressalto que durante os meses que procurei passagens áreas, encontrei preços que ficavam mais em conta que ônibus, porém eram datas bem fora do que teríamos disponíveis. Só para terem uma noção da diferença: como moro em Jundiaí - SP, minha partida é da cidade de São Paulo, de lá eu pagaria R$350,00 o trecho (ou seja R$700,00 total) de ônibus saindo do tietê, numa viagem de 36 horas que se findaria em Santa Cruz de la Sierra. De avião, paguei R$1053,00 ida e volta em um voo de aproximadamente 3 horas de duração. Percebi também que o processo de entrada na Bolívia é muito mais rápido pelo aeroporto. Acredito ser sabido por todos (menos por Jon Snow, esse não sabe nada) que não é necessário Passaporte para visitar países da América do Sul, somente um RG em boas condições e dentro de um prazo aceitável (que agora me fugiu a mente se é 5 ou 10 anos da data de expedição) já é o suficiente, porém ouçam o tio aqui: se tiver passaporte, leva, se não tiver, faça. è muito menos burocrático o uso do passaporte, se for abordado por um policial só o carimbinho de entrada nele já resolve. Não que você vá ter problemas se for só com RG, mas o passaporte facilita a vida lá. Se você não tem ainda, pense que é melhor fazer agora do que esperar a taxa subir (e ela sempre sobe), ou não ter tempo para tirar (já pensou precisar do passaporte para viajar e encarar uma greve ou tempo de emissão de 3, 4 meses? Isso pode ser possível, então é melhor prevenir que remediar. Ah, CNH não conta como documento, é RG ou passaporte). A Bolívia exige a carteira internacional de vacinação de febre amarela, facilmente obtida caso você seja vacinado (se precisar de ajuda é só chamar) mas em nenhum momento alguem lá dentro pediu para ver a minha. Ainda sim, é melhor ter e não precisar do que precisar e ter que cry over spilt milk (escola de idiomas Mamonas Assasinas). Seguro viagem não é obrigatório, mas se você precisar de médico lá e não ter seguro, prepara o bolso. Vi relatos de pessoas que deixaram 10 mil trumps lá só com medico. Não feche passeios e/ou hostels aqui, não compensa. Lá as ofertas são muito maiores e consequentemente há maior margem para tentar barganhar um desconto, fora que há hostels que você não vai achar nos aplicativos e sites. Se quiser, de uma olhada (usei muito o booking, hostelworld e airbnb) para ter uma ideia de quais hostels procurar ou onde procurar por eles. A lingua não é um problema: Falo inglês e tenho um espanhol nivel duolingo (iniciado 2 meses antes da viagem). Levei também um livro de bolso de conversação em espanhol mas usei 2 vezes no máximo. Acontece que o povo Boliviano é solícito, seja educado e fale devagar, com mimica se necessário, que você se fará entender. Em ultimo caso tem o Google tradutor que pode ser usado até off, então não se preocupe com isso. Ah, entender eles é bem tranquilo até, é mais difícil para eles nos entenderem, mas como eu disse, é possível. Dicas iniciais (inside Bolivia): Não coma nada da rua: talvez pareça ríspido, eu li e ouvi muito isso, e ainda sim me arrisquei, porém só não como duas coisas: pedra quando esta sem sal e urubu quando voa. Ou seja, saiba seus limites. Se seu estomago for nível rambo e quiser encarar, só vai. Mas não é aconselhável. Não beba água da torneira: pelo motivo já citado, a água da torneira pode ser prejudicial. Conhecemos um casal brasileiro que se mudou para Cochabamba e tomaram a agua da torneira. Ganharam uma semana de cama severamente doentes. Uma saída barata é a água de saquinho, custa 0,50 BOBs um saquinho de 500ml. A altitude pode ser um grande problema, então não a subestime. Se aclimatar corretamente, um cházinho de coca, soroche pills, folha de coca mascada, tudo isso ajuda, mas não extrapole seus limites pois nada disso é milagroso. O que levar? Isso é relativo, então posso dizer o que eu levei: 3 calças (duas seriam o suficiente, porém acabei me sujando bastante no Uyuni). 7 camisas (um baita exagero). 1 calça de pijama (ok). 2 camisas e um shorts de pijama (ok). 4 camisas de manga comprida (exagero) 1 Segunda pele (ok). 1 blusa de moleton (não usei, mas mozão usou). 1 casaco que não sei nem como chamar, mas é daqueles que é quase um iglu, protege mais do frio que meu quarto (o tamanho dele na mala foi algo triste, mas lá eu usei bastante) 9 cuecas e 1 sunga (usei todas mas acho que dava para levar menos) 5 pares de meia (exagero) 2 pares de tenis e 1 par de chinelo (ok) 1 toalha fast dry comprada na Decatlhon (quem sabe rola um patrocínio??) Escova de dentes Creme dental Creme de pentear cabelo Alguns rolos de papel higienico (não lembro quantidade, mas como descumpri a regra de não comer nada da rua, todos os rolos foram muito úteis) 6 pacotes de leninhos umedecidos (3 comigo e 3 com mozão, mas foi exagero também) Kit de primeiros socorros (remédio para dor muscular, remédio para estomago, diamox, sal de fruta, ibrupofeno, dipirona, band-aid) Celular, carregador e carregador portátil. Doleira Mochila de ataque de 10L (não chegou nenhuma proposta de patrocínio então não haverá divulgação dessa vez u.u) Cartão de crédito para emergências (não usei) Desodorante Sabonete Jogos (A quem interessar possa: Coup, The resistance e baralho). Touca 1 par de Luva 1 óculos de Sol Manteiga de Cacau Cadeados Acredito que só, mas posso ter esquecido de alguma coisa. Tudo foi dentro de uma mochila de carga de 42L (que é maior que muitas de 50L), e de uma mochila de 35L. Ambas foram comigo dentro do avião, não houve despacho. E assim encerro a introdução. Na próxima vez que voltar a escrever já falarei sobre o inicio da viagem, e para você que ma acompanhou até aqui, deixo algumas fotos de aperitivo \o/ Até logo (espero)
  6. Alcides

    La Paz

    La Paz é uma cidade intrigante. Há pessoas que numa primeira vista a acham um horror, e há outras que a acham incrível. Eu faço parte deste segundo grupo. A cidade esta situada numa grande depressão e há um contraste grande entre as casas sem reboque e o Illimani (pico nevado que domina a cidade) ao fundo. As atrações mais tradicionais e conhecidas ficam nas redondezas da cidade e são: . Sítio arqueológico de Tiwanaku - passeio de meio dia, leva umas 2 horas para chegar lá e mais umas 2 ou 3 horas para conhecer tudo. Vc pode ir por uma agência turística ou por conta. Pela agência sai uns 20 dólares. Por conta vc gasta a metade disso. . Nevado Chacaltaya - passeio de meio dia (geralmente saindo as 9 da manhã). Leva umas 2 horas para chegar lá e custa de 40 a 60 bolivianos (cerca de 6 dólares) - este passeio geralmente é vendido junto com o Vale da Lua, o qual é bem menos interessante, mas válido por percorrer a parte baixa da cidade. . Passeio de Bike La Paz - Coroico - leva um dia inteiro e você desce desde La Cumbre (4.700 m) até Coroico (1.800 m) em 4 horas de bike. Muito legal este passeio. Custa cerca de 35 dólares. . Na cidade você pode ver um show de penha folclórica na Calle Sagárnaga ou imediações (cerca de 20 bolivianos), também pode fazer um city tour a pé, visitando as igrejas, ruas de pedestres, palácio do governo, mercado das bruxas, etc. . Copacabana é uma opção mais distante e que já tem suas próprias atrações. Há passeios não convencionais, como escaladas e ascensões a picos nevados, como o Huayna Potosi 6.088 m e outros. Uma agência legal e que me deu bons descontos e bons serviços foi a Alberth Tour, que fica na Calle Illampu, em frente ao Hostal Copacabana (o qual tbém é bom, cobrando cerca de 30 bolivianos por pessoa - negociáveis como tudo em La Paz)
  7. Olá viajantes, preciso de ajuda para verificar se esse roteiro "funciona" realmente. Sairei de Manaus no dia 04 de maio de 2019, chegando a Cumbica e já saindo para Barra Funda, pegando o busão com destino a Corumbá. Tudo no mesmo dia, pois o ônibus sai a noite de São Paulo. Chegando em Corumbá no dia 5. Vou até a Fronteira e compro as passagens para Santa Cruz. Chegando a Santa Cruz, dia 6 pernoito 1 dia. Saio de Santa Cruz no dia 7 com destino a Sucre, chegando no dia 8, onde pretendo passar 2 dias, até o dia 10. Saio para Potosi e chego no mesmo dia, pernoito até o dia 11. Vou a Uyuni e pernoito até o outro dia, 12. Salar de 3 dias, até o dia 15, Volto a Uyuni e saio direto a La Paz, chegando dia 16. Aí vem mais duvidas, pois quero pernoitar no Titicada, se possível junto com os nativos. Se tem pacotes dede La Paz ou tenho que ir a Copacabana. Lí muitos e muitos comentários aqui, porém não li nada a esse respeito. Se tem ônibus de Copacabana direto a Santa Cruz Como sobram dias, qual cidade dessas citadas que poderei passar mais dias, ou quais locais a visitar ? Se fosse você, para onde iria mais ? Agradeço aos comentários
  8. INTRODUÇÃO E PREPARATIVOS para quem quiser, tem a versão mais bonitinha em PDF aqui -> RELATO TRIP - @der_wanderlust .pdf PROMESSA FEITA, PROMESSA CUMPRIDA... Fala galera mochileira e não-mochileira, Depois de ter colocado o pézinho pra fora desse Brasilzão pela primeira vez na vida na minha primeira trip internacional, me sinto na obrigação moral de retribuir a toda ajuda que eu recebi de outros mochileiros que já tinham feito esse rolê antes, e que compartilharam suas experiências de viagem, para que pessoas como eu, que nunca tinham comprado sequer uma passagem aérea antes, pudessem viver uma das experiências mais incríveis da vida: mochilar!!! Então, cumprindo a promessa que fiz antes de viajar, cá estou eu, escrevendo este relato, que também espero que inspire muitas outras pessoas a pegarem sua mochila e partirem pro mundo, porque viajar é preciso!!! RESUMÃO O clássico mochilão pelos três países, 40 dias, desembarcando em Lima, indo pra Ica, Arequipa, acampando com escoteiros do mundo todo em Cusco, depois indo pra Puno, passando por Copacabana, La Paz, fazendo a travessia do Salar do Uyuni e chegando no Atacama e descendo até a capital chilena para pegar o voo de volta para casa. Tudo realizado entre julho e agosto de 2018, rodando mais de 5.000 km, só andando de bus entre cidades (porque pobre tem que fazer o dinheiro render kkkk). E por falar de dinheiro, vamos a parte interessante. João, quanto custou essa brincadeira toda? Pois bem, vamos por partes: Comida, transportes, hospedagens e passeios fora do acampamento (30 dias) R$ 4743 (1000 euros) Lembrancinhas e bugigangas pra família toda R$ 667 (parte em dólar, parte em reais) Passagens Áereas (Londrina-Lima/Santiago-Londrina) R$ 1476 (em reais mesmo) Acampamento em Cusco (10 dias, tudo incluso) R$ 1409 (exclua isso da sua planilha) Chip Internacional EasySIM4U R$ 120 (e ganha 6 revistas super tops) Seguro Viagem (40 dias) R$ 110 (economizei 500 dólares com ele) Excluindo o monte de blusa, chaveiro, cobertor, poncho que eu comprei lá (tudo é muito barato no Peru e na Bolívia), foram R$ 7850 tudinho mesmo. O que mais me pesou foram as passagens aéreas, por eu ter que sair do meu país Londrina-PR (pequena Londres com preços de Suíça), que só tem um aeroporto regional, as passagens saíram uns 300 reais mais caras do que se saísse de Guarulhos, só que ai gastaria com ônibus até São Paulo e no fim das contas daria na mesma. Então, considerando os 30 dias que eu estava na viagem “regular”, ou seja, que eu não estava acampado, minha média foi de R$ 163 por dia (alimentação, passeios, ingressos, hospedagem e transporte). Saiu um pouco caro, mas muito mais barato do que se eu tivesse ido de pacote de agência de viagem que se vende aqui no Brasil. O ROTEIRO O roteiro eu mostro detalhado aí embaixo com o mapa do My Maps (usem o My Maps, é muito bom pra quando você está planejando que lugares quer conhecer, ver quais cidades são próximas, quanto tempo de deslocamento e coisas assim). O roteiro por cidades ficou desse jeito: 20 jun – Londrina/Lima 21 jun – Lima - (City Tour) 22 jun – Lima/Ica - (Miraflores) 23 jun – Paracas/Huacachina - (Reserva Nacional e Islas Ballestas) 24 jun – Arequipa - (City Tour) 25 jun – Arequipa - (Trekking Canion del Colca) 26 jun – Arequipa/Cusco - (Trekking Canion del Colca) 27 jun/05 ago - Acampamento Vale Sagrado 06 ago – Cusco - (Maras e Moray) 07 ago – Cusco - (Dia no Hospital) 08 ago – Cusco/Águas Calientes - (Trilha hidrelétrica) 09 ago – Machu Picchu - (Huayna Picchu) 10 ago – Águas Calientes/Cusco - (Trilha de volta) 11 ago – Cusco - (Montanha Colorida) 12 ago – Cusco - (Laguna Humantay) 13 ago – Cusco/Puno - (Mercado San Pedro) 14 ago – Puno/Copacabana - (Islas Flotantes de Uros) 15 ago – Copacabana/La Paz - (Isla del Sol e Isla de la Luna) 16 ago – La Paz - (City Tour) 17 ago – La Paz - (Downhill Estrada da Morte) 18 ago – La Paz/Uyuni - (Chacaltaya e Vale de la Luna) 19 ago – Uyuni -(Salar 3 dias) 20 ago – Uyuni - (Salar 3 dias) 21 ago – Uyuni/San Pedro de Atacama - (Salar e Vale de la Luna) 22 ago – San Pedro de Atacama - (Lagunas Escondidas e Tour Astronomico) 23 ago – San Pedro de Atacama/Santiago - (Geyseres del Tatio) 24 ago – Santiago - (1700 km rodados pelo Chile) 25 ago – Santiago - (City Tour) 26 ago – Viña del Mar/Valparaíso - (Bate e volta) 27 ago – Santiago - (Cajón del Maipo) 28 ago – Santiago/Londrina Quando eu sai do Brasil, planejava ficar mais dias em Huacachina e menos em Arequipa, planejava fazer o tour do Vale Sagrado Sul em Cusco, assim como outros passeios em San Pedro de Atacama, mas como não viajei com o roteiro amarrado, ou seja, não tinha comprado passagem de bus nenhuma, nem reservado passeios ou hostels (exceto por Machu Picchu), pude muda-lo na hora, seja por amizades que fiz no caminho, ou por perrengues como o dia 07/08 que eu passei no hospital (isso eu conto depois). Por isso eu não recomendo comprar nada daqui do Brasil, nem reservar passeios, nem passagens de ônibus, nem hospedagem, tudo você consegue lá na hora, pechinchando e barganhando, assim você consegue preços melhores e não fica com o roteiro amarrado, você tem mais flexibilidade caso mude de ideia ou aconteça alguma coisa. Não tem segredo, tem que pesquisar, na internet, em blogs de viagens, no Mochileiros.com, em relatos de quem já foi, no meu caso, peguei um roteiro de 20 dias num blog, e fui adaptando, adicionando cidades e passeios, vendo os ônibus e hostels que eu poderia usar. Para os passeios, eu procurava nos relatos do Mochileiros.com e via as agências que a galera recomendava e já ia anotando o nome e o preço que pagaram pelos passeios. Para a hospedagem, eu procurava no Booking.com o nome da cidade, ordenava pelo menor preço, e ia vendo as avaliações da galera, se tinham curtido o lugar, mas sem reservar nada, só anotava o nome, o preço da diária, e quando chegava na cidade, ia direto nele (muitas vezes reservava o hostel pelo Booking quando chegava na cidade, pra não ter que pagar em caso de cancelamento). Para os transportes entre cidades, procurava no Rome2Rio as empresas que faziam o trajeto, o preço médio das passagens e já deixava anotado, mas também comprava só quando chegava na cidade, teve alguns que deixei pra comprar no dia da viagem mesmo. Para a alimentação, era na raça mesmo, perguntava para os locais mesmo onde tinha lugar bom e barato para comer, mas para planejamento, calculava R$ 40,00 por dia com comida. Tinha vez que gastava R$ 10,00, tinha dia que gastava R$ 50,00, mas fome não passava kkk. QUANTO LEVAR? Depois de definir o roteiro, ia anotando numa planilha no Excel mesmo, o roteiro por dia, os preços médios dos passeios, dos ônibus, das hospedagens, mais uns R$ 40,00 por dia pra comer, somei tudo e levei uns 20% a mais, só pra garantir. Funcionou bem, pelas minhas contas, eu precisava levar 1400 euros, trouxe 400 de volta, que já estão guardados para a próxima trip. Mas ainda levei meu cartão de crédito internacional, já desbloqueado para operações no exterior, só para uma possível emergência. Felizmente não precisei usá-lo. PREPARATIVOS Passagens Aéreas As duas piores partes da viagem são: comprar passagens aéreas e comprar moeda estrangeira, porque independentemente do quanto você pesquisa, parece que sempre você tá perdendo dinheiro. As passagens eu recomendo comprar uns 4 ou 5 meses antes da viagem. As minhas, comecei a procurar em janeiro, comprei em março, pra uma viagem para julho. Como eu tinha definido o roteiro primeiro, sabia que queria chegar por Lima e sair por Santiago, então procurava em todos os sites de busca possível na vida. Usei a opção “Múltiplos Destinos” ou “Várias Cidades”, passagens Londrina-Lima (20/07) e Santiago-Londrina (27/08), o Skyscanner tinha os melhores preços, mas ainda assim estava meio caro (R$1600). No site da Latam, Avianca, tudo acima de R$1800. Aí por acaso eu fui andar no centro da cidade um dia e passei em frente a agência da CVC, estava com sede, aí pensei, vou entrar, fingir que quero um orçamento e tomar uma água né? Tinha certeza que na agência de turismo seria o lugar mais caro. A atendente fez a busca no sistema dela, aí me disse: “R$ 1500 e pouco com bagagem despachada”, e eu: “como assim???? Mais barato que no site da Latam”. Acabei comprando lá, e como paguei a vista, teve um descontinho lá e saiu por R$1476 (comprei a passagem em março, minha viagem era em julho). Depois, de vez em quando eu olhava nos sites de busca e o preço não abaixava mais, então acredito que peguei a passagem com o preço mais barato possível kkk. A única coisa, é que em junho, a Latam trocou as escalas do meu voo de volta, ai a CVC me ligou para avisar que se eu voltasse no dia 27/08, teria uma escala noturna gigante no Rio de Janeiro, e acabaria chegando no dia 28/08, então ela me propôs voltar dia 28/08 num voo que eu pegaria escalas menores e chegaria no mesmo dia. Aceitei, o que foi a melhor coisa, porque ganhei um dia extra no fim da viagem. Chip Internacional Vou ser bem sincero, eu queria muito não ter comprado, mas como estava com tudo sem reservar, não conhecia nada, e queria dar um up no meu Instagram, fazer uns stories legais e postar tudo (pobre quando viaja tem que mostrar pra meio mundo, né?), e ainda por cima apareceu uma promoção da Revista Aprendiz de Viajante, que na compra de 6 revistas por R$ 120,00, de brinde ganhava um chip da EasySIM4U, com 4G ilimitado por 30 dias em todos os países, acabei comprando, não me arrependo, a internet funcionou muito bem mesmo, nas cidades, em alguns passeios, até em Machu Picchu funcionava, só no Salar do Uyuni que não tinha sinal nenhum. Também é possível comprar os chips nos países, não custa caro, mas tem que por crédito, troca o número, e tem franquia limitada, além de trocar o chip sempre que troca de país. Esse chip internacional funcionou nos 3 países, mas não servia pra ligações, apenas dados móveis. Além disso, como viagem era de 39 dias, e o chip só funcionaria por 30 dias, coloquei sua data de ativação para a partir do 9° dia, assim teria internet nos últimos 30 dias. Nos primeiros dias teria que me virar pedindo “la contraseña del wifi”. Usar chip brasileiro no exterior é pedir para pagar absurdos no fim do mês. Moeda Estrangeira Essa parte é com certeza a mais complicada, como levar dinheiro para a viagem? Reais, dólar, euro, cartão internacional, tele sena? Primeiramente, o cartão, mesmo sendo mais seguro, cobrava muitas taxas, fora os impostos que eram altíssimos para uso no exterior, além disso, muitos lugares não aceitam, então já risquei da minha lista. Bem, a moeda do Peru é o Novo Sol (S/)(PEN), da Bolívia é o Boliviano (Bs.)(BOB), e do Chile é o Peso Chileno ($)(CLP), por serem moedas “fracas”, suas cotações para compra no Brasil são as piores, então, ou compre dólar/euro no Brasil para trocar lá, ou leve real e troque lá. No meu caso, depois de muitas contas, cheguei à conclusão de que compensaria levar dólar ou euro, ao invés de reais. Para saber se compensa é só usar a formulinha que eu desenvolvi kkk (Quanto consigo em Soles levando Dólares) / (Quanto consigo em Soles levando Reais * Preço do Dólar em Reais) Se essa conta for maior do que 1, leve dólar, caso contrário, leve reais. Essa fórmula serve para todas as outras moedas, substituindo Soles por Bolivianos, Pesos, ou qualquer outra moeda fraca. Também pode ser substituído o Dólar por Euro, ou Libra, ou outra moeda forte. País Peru Bolívia Chile Real 0,77 PEN 1,65 BOB 152 CLP Euro 3,80 PEN 8,00 BOB 753 CLP Dólar 3,25 PEN 6,90 BOB 650 CLP As cotações estavam assim, então preferi comprar euros. No Banco do Brasil a cotação estava melhor que nas casas de câmbio, e para funcionários, não é cobrada a taxa de operação, então se você tem algum parente ou conhecido que trabalhe lá...#ficaadica. Enfim, comprei 1400 euros por R$4,72 para levar, depois comprei mais 250 dólares por R$4,04, e na véspera, minha tia ainda me deu mais R$300 para comprar um poncho de lhama kkk. Toda essa grana devidamente guardada num saquinho de plástico com um papelão no meio para não amassar, dentro de uma doleira que eu usava amarrada na coxa (na cintura é muito manjada) por baixo da calça, com medo de alguém roubar aquilo assim que eu saísse do aeroporto. Importante, não dobrar as notas de dólar ou euro, lá eles são bem chatos com isso. Voltei para casa com R$200,00, 400 euros e 20 dólares. Seguro Viagem Aproveitei a Black Friday de 2017 e comprei o seguro viagem da Allianz Mondial, por R$109, plano América do Sul Standart, para 30 dias, estava com 50% OFF. Aí, em março, quando comprei a passagem para mais de 30 dias, liguei lá, expliquei a situação, aí cancelaram minha apólice, devolveram todo meu dinheiro, e fizeram uma nova apólice de 40 dias por R$110, pasmem. E pelo menos no meu caso, não foi um gasto, foi um investimento muito bem usado. Certificado Internacional de Vacinação Essa porc%#** desse certificado, teoricamente é obrigatório para entrar na Bolívia ou Amazônia Peruana, aí todo mundo se mata pra conseguir, tendo que ir em algum posto da ANVISA para tirar (é de graça), aí chega na hora da viagem e ninguém nem pede (ninguém me pediu). Mas é a famosa Lei de Murphy, se você viajar sem, tenha certeza de que te pedirão, então não arrisque, procure onde é o posto da ANVISA mais próximo da sua casa e faça esse certificado. Ingresso para Machu Picchu O famoso ingresso, como eu ia na alta temporada (junho a agosto) e queria subir a Huayna Picchu (aquela montanha que aparece no fundo de MP), tive que comprar o ingresso em abril para poder subir em agosto. Caso você não queira subir nenhuma montanha ou vá na baixa temporada, não precisa de tanta antecipação. O acesso ao parque é limitado a 2000 pessoas por dia. Pedi para um guia turístico que mora em Cusco que conheci num grupo de viagens do Whatsapp, para que ele comprasse para mim, para que eu conseguisse o desconto de estudante. Mandei foto da minha carteirinha (ISIC e normal) e ele conseguiu comprar com desconto, de 200 soles, paguei 125. Mas caso você não tenha carteirinha, pode comprar pelo site oficial http://www.machupicchu.gob.pe/, ou pode deixar para comprar lá em Cusco mesmo. Mochilas De bagagem de mão, eu levei uma mochila de ataque de 30 L daquelas da Decathlon (comprem essas coisas na Decathlon que é top e barato), com uma pastinha com o passaporte, certificado de vacinação, passagens aéreas e minha caderneta de anotações. Já pra despachar foram: uma cargueira de 85 L da Conquista que eu já tinha há anos, com praticamente tudo dentro, além de um saco de dormir para -15° (emprestado de um amigo), um isolante térmico inflável (também da Decathlon e também emprestado de um amigo) e minha barraca Azteq Katmandu 2/3. Para não despachar esse monte de coisa amarrado e correr o risco de perder tudo ou alguém enfiar drogas na minha mochila cheia de zíperes (minha mãe assiste aquelas séries de aeroportos no NetGeo e ficou morrendo de medo kkk), eu pedi pra um amigo que trabalha com tapeçaria e ele costurou um saco para colocar tudo dentro e com um zíper só para poder passar um cadeado e deixar a mãe tranquila (ficou parecido com uma bolsa de academia). O que levar? Para detalhar melhor, tá aí uma lista completinha de tudo que eu levei: · 1 bota impermeável (Yellow Boot Timberland), 1 tênis (All Star velho), 1 par de chinelos e 1 par de alpargatas. · 2 toalhas de banho (1 normal e 1 daquelas da Decathlon que seca rápido) e 1 toalha de rosto, Kit banho (shampoo, condicionador, sabonete e bucha). · 1 estojo (pasta, escova, fio dental, desodorante, perfume, repelente). · Hidratante e protetor labial (levem, senão a boca e o rosto de vocês esfarelam no deserto). · 4 calças (2 jeans, 1 de sarja com elástico e 1 de moletom) e 2 bermudas (1 jeans e 1 de praia). · 8 camisetas. · 12 cuecas e 7 pares de meia. · 2 camisetas segunda pele. · 3 blusas (2 de lã e 1 de moletom). · 1 casaco impermeável corta-vento (R$199 na Decathlon, melhor investimento). · Pacote de lenços umedecidos. · Remédios usuais (antialérgico, sal de fruta, band-aid, para dor de garganta, Dramin) · Pasta com os documentos. · Doleira com a grana (dólar e euro). · Carteira com a grana trocada, cartão de crédito internacional para emergências, carteirinha de estudante. · Celular, carregador, fones de ouvido, bateria extra, adaptador. · 2 cadeados e algumas sacolinhas plásticas. · Caderneta e caneta. · 1 óculos de sol e relógio de pulso. · 1 rolo de papel higiênico. · 1 pacote de paçoca rolha e 1 saco de bala de banana (pra fazer a alegria da gringaiada). Me arrependi de levar tantas blusas porque lá acabei comprando mais (Mercado São Pedro em Cusco é sucesso), luvas, toucas e cachecóis não compensa levar daqui, porque lá tem mais bonitos e mais baratos. Devia ter levado e acabei me esquecendo, protetor solar, lá é caríssimo, aí tinha que ficar pedindo emprestado pros outros, e não esqueçam que nos Andes o Sol é mais forte, fora o vento e a secura do ar, então levem creme, hidratante para o rosto e lábios porque vão usar e muito! DIÁRIO DE BORDO Nos capítulos seguintes, vou contar como que foram os passeios, dia por dia, tentei lembrar e ser o mais fiel possível com todos os fatos passados, contando os perrengues, minhas impressões, também tentei contar tudo do modo mais descontraído que eu consigo ser (uiii ele é superdescontraído ele hehe). Coloquei algumas fotos para tentar ilustrar o que eu vivi, os lugares por onde passei, a grande maioria delas foi tirada do meu celular mesmo, como não tenho câmeras profissionais, nem GoPro, tive que me virar nos trinta com meu Galaxy S7 Edge, mas felizmente, a câmera dele é bem razoável, algumas poucas fotos, lá na parte do Atacama, foram tiradas com um iPhone X de um desconhecido que eu pedi para tirar do celular dele, porque o meu estava sem bateria e ele me mandou pelo Whatsapp depois. O relato em si acabou ficando mais longo do que o planejado, então, caso você não esteja com muita paciência para ler tudo, ou queira só um resumo, no final de cada dia eu coloquei um quadrado cinza com todos meus gastos diários, nome das empresas de bus, de algumas agências, dos hostels onde fiquei hospedado. Além disso, coloquei também algumas caixas coloridas com informações importantes em destaque, deem uma olhada nelas. Do mais, é isso, espero que curtam, e qualquer coisa, pergunta, dúvida, me chamem no Instagram @der_wanderlust que eu respondo com o maior prazer. Bora lá!!!
  9. Olá pessoal, tudo certo? Vou fazer meu pimeiro mochilão em Março e começarei pela Bolivia. Estou com uma dúvida terrível sobre a segurança lá. Quero levar meus equipamentos para fazer algumas filmagens e tirar algumas fotos e queria saber se a Bolívia é um país seguro em relação a assaltos. Sou do Rio de Janeiro e lá eu não consigo fazer nada disso com o mesmo medo. Obrigado desde já!
  10. Fala ai galera Em jun/19 vou seguir pelo meu primeiro mochilão e ainda estou em busca de dicas. Fiz um roteiro inicial mas gostaria de receber algumas orientações de quantidade de dias ficar, pontos para conhecer, o que não vale a pena a visita... O roteiro é basicamente o seguinte: - Inicio do mochilão com chegada à noite em Santiago, 2 noites e 1 dia; - Atacama, 3 dias e 3 noites; - Tour de 3 dias e 2 noites pelo Salar de Uyuni; - 1 noite de deslocamento entre Uyuni e La Paz (ônibus); - La Paz, 2 dias e 2 noites (DownHill e Chacaltaya); - Copacabana (Isla del Sol) em 2 dias e 1 noite; - 1 noite de deslocamento entre Copacabana e Cusco (ônibus); - 1 dia e 1 noite pelo centro de Cusco; - Passeio de 1 dia pelo Vale Sagrado até Ollantaytombo e ida para Água Callientes à noite; - 1 dia em Machu Picchu e WaynaPicchu e retorno para Cusco à noite; - Ida para Lima (avião) e tour por Lima; - Paracas 1 dia; - Huacachina e retorno para Lima; - Volta ao BR. E ai, onde dá para melhorar ou otimizar essa Trip? Algum Hostel para indicar nessas cidades? Valeu, obrigado!
  11. Bom galera, estive na Bolívia no início deste ano (fevereiro) e gostaria de deixar minha contribuição por aqui. Antes de ir à La Paz passei por Santa Cruz de La Sierra. No meu blog (http://getoutside.com.br/?p=186) tem o relato das duas cidades, e também o álbum de fotos para vocês darem uma conferida. Fiz uma lista de 5 coisas para se fazer em La Paz e espero que ajude o pessoal que está montando um roteiro que irá passar por lá. Cheguei na Bolívia por Santa Cruz de La Sierra e, de lá, fui para La Paz em um voo da BOA, companhia aérea estatal da Bolívia. Pegamos uma aeronave certamente antiga (visto que tinha cinzeiros nos apoios de braço), mas foi um voo relativamente tranquilo, com bom serviço de bordo e tudo mais. Saímos do calor de Santa Cruz e chegamos à noite, no frio de La Paz. O plano era pernoitar em La Paz e ir na manhã seguinte para Copacabana. De Copacabanairíamos para o Peru, mas depois retornaríamos à La Paz para uma estadia de três dias. Nesse pernoite ficamos hospedados noLoki Hostel de La Paz , em um quarto duplo que custou 160Bs. Apesar de passar somente uma noite, tive uma boa impressão do Loki. No entanto, na volta do Peru resolvemos ficar hospedados noWild Rover, por sugestão de uma galera que conhecemos na trilha pra Machu Picchu. E na comparação, a atmosfera do Wild Rover me pareceu melhor, mas é importante saber que o hostel é uma festa só e isso significa bar lotado até tarde e barulho pelos corredores. Se você não se incomoda com isso, é talvez o lugar ideal. Pessoas de todos os lugares do mundo, clima divertido, BBQ, bebida, festas e tudo mais, além de uma boa localização (nesse quesito o Wild Rover e o Loki são iguais, já que ficam na mesma quadra). Churrasco organizado pelo pessoal do Wild Rover Quarto duplo que ficamos no Wild Rover Sobre a cidade de La Paz, acredito que 2 dias sejam suficientes, talvez 3 se você pretende fazer o downhill na World’s Most Dangerous Road . Acho que o mais legal de La Paz é o povo em si, já que a cidade, na minha opinião, não tem muito a oferecer (verdade que eu vim de um tempo em Cuscoe isso provavelmente contaminou meus critérios). Uma dica que dou e que foi muito legal para nós, é caminhar. Percorremos boa parte da cidade a pé e foi o jeito que achamos de conhecer a cidade melhor. Fomos do Wild Rover até o mirador Kili Kili, depois para o Estádio Hernando Siles, depois para o Witches’ Market. Cansativo, considerando a altitude, mas acho que é um dos melhores jeitos de se efetivamente conhecer um lugar. Mas enfim, vamos à lista de 5 coisas para se fazer em La Paz: [googlemap]https://maps.google.com/maps/ms?msid=216558415809335500474.0004e502ee76e77a46df5&msa=0&ll=-16.510162,-68.112831&spn=0.125742,0.154324[/googlemap] 1. El Mercado de las Brujas (witches’ market) Localizado próximo ao Wild Rover, é uma região da cidade com muitas lojas e com uma grande aglomeração de locais (e alguns turistas também). Ver os locais no seu dia a dia é que faz desse lugar uma atração interessante, na minha opinião. O nome do lugar se dá em razão das inúmeras lojas com poções, fetos de lhama empalhados, ervas e muitos outros materiais do tipo. 2. Downhill na Estrada mais Perigosa do Mundo (Worlds Most Dangerous Road ) Infelizmente e apesar de querer muito, não pude fazer esse downhill em razão do problema que tive no joelho na trilha pra Machu Picchu. De todo modo, aos que gostam de aventura, esse parece um programa imperdível em La Paz. Pelo que vi lá, existem inúmeras empresas que fazem o downhill, e os preços certamente variam muito. A empresa que me pareceu mais confiável (e talvez ela seja a mais cara) é a Gravity, mas acho que essa não é a melhor hora para economizar. Apesar de todo o aparato de segurança, acidentes podem acontecer facilmente, e o barato pode sair caro. 3. Mirador Kili Kili Apesar de ser uma caminhada sofrida para se chegar considerando a altitude de La Paz, a vista lá de cima é interessante. Dá para se ter uma boa ideia da geografia de La Paz, e uma boa vista do Estádio Hernando Siles. Um detalhe é que a região não me pareceu muito segura, apesar de não termos tido problema algum. Talvez exista algum meio de se chegar lá sem caminhar, mas nós decidimos rodar toda La Paz a pé, praticamente. 4. Estádio Hernando Siles Para quem gosta de futebol, estádios são sempre uma atração. NO meu caso, não foi diferente. Não há absolutamente nada de especial no Hernando Siles, mas posso adicionar mais esse estádio no meu currículo. A caminhada do mirador Kili Kili até o estádio é bem tranquila, pois se desce o tempo todo e a região me pareceu bem segura. Recomendo checar o horário de visitação, pois tivemos que aguardar por algumas horas até que o estádio fosse aberto. 5. Valle de la Lunna Situado a aproximadamente 10 km do centro de La Paz, conhecemos o Valle de la Lunna (moon valley) como parte de um city tour que fizemos. Achamos mais proveitoso fazer o city tour para cobrir as zonas mais afastadas do centro. O Valle é uma região com formações rochosas muito interessantes, que se formaram ao longo dos anos em razão da erosão. Abaixo algumas fotos que tirei lá:
  12. Olá mochileiros *_* Eu e o Dan passamos 8 dias - janeiro de 2017 - em terras bolivianas como parte do nosso pequeno mas sensacional mochilão de 20 dias pela América do Sul, onde passamos pelo Chile, Bolívia (no qual dedico esse relato) e o sul do Peru. Relato Chile: o-fantastico-chile-santiago-embalse-el-yeso-valpaiso-vina-e-san-pedro-de-atacama-com-fotos-roteiro-e-gastos-2017-t140000.html Relato sobre Puno/Peru: https://www.mochileiros.com/o-lindo-sul-do-peru-puno-lago-titicaca-e-ilhas-uros-e-taquile-janeiro-2017-com-roteiro-e-fotos-t142889.html Viemos direto do Chile, onde contratamos o tour de 3 dias pelo deserto saindo de San Pedro de Atacama(custou 100 mil pesos chilenos por pessoa - 500 reais - e inclui todo o transporte, alimentação e hospedagem ),nessa que foi a experiência mais exótica e inesquecível de nossas vidas , onde vimos inúmeros vulcões, lagoas, geysers e até neve Além de passarmos pelo deserto da Reserva Eduardo Avaroa e pelo salar de Uyuni (incluído nesse tour) visitamos também as cidades de Uyuni, La Paz e Copacabana, o lago Titicaca e a linda Isla del Sol Apesar da maior parte dos relatos sobre a Bolívia falarem de eventuais perrengues (principalmente no salar) não tivemos nenhum tipo de contratempo, UFFA Ao todo gastamos cerca de 5.500 reais por pessoa no mochilão, já incluindo as passagens (parte mais cara da viagem, 2 mil reais ida e volta ), sendo que na Bolívia gastamos um pouco mais de 500 reais (tirando o passeio pelo deserto, pago no Chile) um valor relativamente baixo, o que comprova que o país é um dos mais baratos para se viajar Para ver mais fotos, acesse meu insta: https://www.instagram.com/rafah.meireles/?hl=pt-br ou face: https://www.facebook.com/rafael.henriquecarter A Bolívia é um país de contrastes, com uma pobreza explicita e que tem uma cultura forte e unica, completamente diferente da nossa. E é justamente essa diferença cultural que nos encanta e que nos faz ficar impressionados com esse pequeno país de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Pelas ruas das cidades e vilarejos que visitei percebi coisas como o modo de vida simples, a influência do campo em boa parte da população e a forte presença até hoje de elementos das culturas originárias, como o uso da língua quechua, por exemplo. As cholas, mulheres que usam roupas típicas, são o mais claro exemplo da resistência boliviana contra a cultura ocidental. Interessante também são as diferenças nos costumes entre os bolivianos de diferentes regiões, principalmente em La Paz, a mais 'americanizada' cidade do país. Os bolivianos são, no geral, bem tímidos e não gostam de se comunicar tanto, principalmente as cholas, que só falam o básico do que é perguntado a elas. São bem acolhedores e prestativos, principalmente em La Paz, porém também tivemos atendimentos bem duvidosos, diria até grosseiros, em vários lugares. Alimentação: Um dos pontos que mais me impressionou no país foi a alimentação, tanto em sabor quanto em variedade de pratos - na maioria dos restaurantes que fui as entradas custavam entre 15 e 20 bolivianos e as sopas são as entradas mais populares (destaque para a sopa de tomate ), já o prato principal fica entre 40 e 60 bolivianos e o suco natural 8 bolivianos. Bolos e doces no geral saem entre 5 e 15 bolivianos e são bem gostosos, melhores que os doces chilenos Porém, como a higiene não é um dos fortes do país, é preciso escolher bem o lugar onde você irá comer. Dê preferência a cafés e restaurantes que já foram indicados por outros viajantes e tente evitar a tradicional comida de rua, já que a comida fica exposta sem nenhuma proteção e é quase sempre servida com a mão, com isso as chances de você ter um piriri são grandes Ande sempre com um alcool em gel, pois na maior parte dos banheiros, além de não haver limpeza, não há agua para lavar as mãos Em Uyuni, a avenida Potosí e a Plaza Arce são repletas de pubs e pizzarias com ambientes bem legais. Em La Paz, eu super indico o Café del Mundo (Calle Sagarnaga, 324), que apesar de ser um pouco caro se comparado com outros cafés da região, tem uma ótima localização e um dos melhores e mais gostosos cardápios da cidade - foi aqui que tomei o chocolate quente mais gostoso da minha vida . Em Copacabana eu comi em um restaurante muito gostoso e barato na Calle Baptista, porém não lembro o nome dele Altitude e temperaturas: Sinceramente nós não tivemos nenhum problema com a altitude em toda a Bolívia - e olha que chegamos a 5 mil metros de altitude . O máximo que senti foi um pouco de falta de ar em algumas subidas, mas ao longo da viagem vi muitos relatos de pessoas que vomitaram e até desmaiaram devido ao mal de atitude, então é sempre bom andar com algum remédinho e claro, mascar muitas, mas muitas folhas de coca Outra coisa importante: apesar de janeiro ser verão no país, não se engane, faz muitooooo frio - Durante o dia as temperaturas até sobem e faz um calor gostoso, nada excessivo, porém a noite venta muito e as temperaturas despencam, principalmente no deserto e no salar (chegamos a pegar 0 grau na primeira noite ). Leve segunda pele, casaco corta vento, luvas e toca. Dê preferência também a tênis de escalada ou algum outro sapato de sola alta e que não escorregue com facilidade, pois o chão do deserto é bem escorregadio em alguns pontos e se o salar tiver alagado, vc evita de molhar os pés Câmbio: Em basicamente toda a Bolívia a cotacão estava em 1 real = 2 bolivianos, mas sempre vale dar uma pesquisada. Em Uyuni, as casas de cambio ficam na Avenida Potosí, na região da Plaza Arce. Em La Paz, elas ficam espalhadas pela região da avenida 16 de Julio. Já em Copacabana, você consegue encontrar na região da avenida Costanera. Trocamos o equivalente a 1.200 bolivianos e foi mais que sificiente para passarmos 8 confortáveis dias no país. Hospedagem: Como fizemos o passeio de 3 dias pelo deserto saindo do Chile, as duas primeiras noites ficamos em alojamentos conveniados com a agência - porém no hotel que ficamos hospedados em Uyuni, a diária saia 100 bolivianos por pessoa, por quarto privativo ou casal e ducha quente (que não estava nem um pouco quente, mas o hotel é bem confortável). Em La Paz ficamos no The Adventure Brew, um gigantesco mix de hostel e hotel na avenida Ismael Montes, bem pertinho da Rodoviária - o quarto compartilhado com 12 pessoas saiu por 63 bol. e a estrutura do hotel me surpreendeu positivamente. Em Copacabana ficamos no Mirador, um dos maiores hoteis da cidade e que fica de frente ao Lago Titicaca - saiu 50 bol. a diária por pessoa por um quarto com vista para o lago No geral, as acomodações são bem simples mas confortáveis e o melhor, super baratas Fique atento se o hotel oferece ducha quente, pois você vai ver a diferença! Transporte: Infelizmente a Bolívia ainda carece de infraestrutura em muitas coisas e tanto as rodovias quanto as companhias de ônibus do país deixam muito a desejar. As estradas do país em sua maioria não tem asfalto e as ruas dos centros urbanos não tem eletricidade e o esgoto corre a céu aberto. Felizmente a rodovia que liga Uyuni a La Paz foi recentemente asfaltada, o que deixou a viagem de 8 hrs de ônibus entre as duas cidades bem mais confortável (120 bol. por pessoa). Já as viações (com exceção da Todo Turismo, que faz a rota anteriormente citada) contam uma frota de ônibus extremamente antigo, com assentos apertados (alguns estão quebrados e não tem sinto de segurança) e o atendimento é bem desorganizado (muitas empresas não tem sistema computadorizado e os assentos comprados são marcados em papéis). Inclusive, quando estávamos indo para Copacabana, a empresa Titicaca vendeu os mesmos assentos que compramos para outras duas pessoas, olha só a confusão Segurança: Não é porque um lugar é pobre que necessariamente é violento e a Bolívia é um claro exemplo disso, já que em nenhum momento me senti inseguro, mesmo com alguns moradores locais nos contando que a violência urbana é bem comum nas grandes cidades. Então é bom sempre pesquisar sobre as regiões que você vai visitar, evitar grandes aglomerações, não ostentar objetos caros e ficar sempre de olho no celular e na carteira no bolso Dia 1: Como disse anteriormente, compramos nosso passeio pela Reserva Ecológica Eduardo Avaroa em San Pedro de Aatacama, no Chile, por 100 mil pesos chilenos (algo em torno de 500 reais) na Colque Tours (localizada na Calle Caracoles). Essa agência tem unidades tanto em San Pedro quanto em Uyuni e tem um atendimento bem legal, apesar de ter vendido algumas informações erradas - no folheto dizia que passaríamos a segunda noite hospedados no Hotel de Sal, o que não ocorreu e os nossos companheiros de viagem compraram o pacote com um guia bilingue, o que também não aconteceu O guia nos pegou no hostel na manhã de terça e nos levou até um restaurante para tomar café da manhã. lá conhecemos nossos companheiros de viagem: A Anja e a Cindy, ambas da Suíça e o Cédrick do Canadá - demos muita sorte já que o pessoa eral super legal, pq passar 3 dias com gente chata não dá Depois de uma hora e meia (o guia estava atrasado) fomos de van até a imensa fila da imigração chilena. Tudo certo seguimos até divisa com a Bolívia, onde fica a imigração - é uma pequena casinha no meio do nada cercada por várias montanhas - foi aqui que trocamos de carro e seguimos viagem em um 4 X 4 com o guia Victor, um boliviano muito simpático e gente boa , que adora musica brasileira e que morre de vontade de conhecer o Brasil Os destinos do dia foram: Laguna Blanca Laguna Verde Águas Termais Geysers Sol de Mañana Laguna Colorada Um lugar mais lindo que o outro. Todos eles ficam dentro da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa - é necessário pagar uma taxa de 150 bolívianos para entrar no parque. Eles lhe entregam um bilhete que é necessário devolve-lo no dia seguinte, na saída do parque, então tome cuidado para não perde-lo :'> É bom também levar uns bolivares a mais para pagar banheiro ou comprar alguma coisa nas paradas. Na volta da laguna Colorada começou a nevar do nada . Claro que foi uma neve bem fina e rápida, mas que pra quem nunca viu isso, foi demais Seguimos então para o nosso refúgio da noite, uma pequena hospedaria no meio das montanhas, a quase 5 mil metros de altitude - sem água quente, sem eletricidade e com um jantar delicioso (foi nosso primeiro dia sem tomar banho haha, já que a ninguém tem coragem de nefrentar um banho gelado a quase 0 grau). Dia 2: Acordamos cedo, tomamos café da manhã e seguimos para o dia mais longo do tour, onde visitamos: Deserto Siloli Arbol de Piedra Deserto Salvador Dalí Lagunas Altiplânicas Vilarejo de Alota Cidade de San Cristóbal Cemitério de trens - arbol - terma Depois seguimos por conta da agencia até um hotel no centro da cidade de Uyuni. Apesar da ótima localização, de ter quartos individuais, ter Wi-fi e ser bem confortável, não tinha água quente novamente Para quem se interessar, o hotel se chama Kutimuy e as diárias custam 100 bol. por pessoa (achei caro para o padrão da cidade). Dia 3: Acordamos antes as 4 da manhã e seguimos até o ponto alto de todo o passeio, o incrível Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo. Por ser temporada de chuvas, parte do deserto estava alagado o que me proporcionou a paisagem mais linda que vi na vida . É FANTÁSTICO, SENSACIONAL, MARAVILHOSO ver o nascer do sol refletido no salar alagado, algo que não tem explicação, fiquei arrepiado e até emocionado. Sério, é demais !!!! Depois seguimos até o famoso hotel de sal que fica no meio do salar para tomar café da manhã e depois fomos tirar várias fotos no Monumento Dakar Rali, no Monumento das Bandeiras e claro, tirar as engraçadas fotos de ilusão de ótica na parte seca do salar Com isso chegava ao fim nosso tour pelo deserto e nosso grupinho iria se separar O Cédrick iria voltar para San Pedro, a Cindy iria para Sucre e a Anja seguiria conosco até La Paz naquela mesma noite - compramos as passagens na noite anterior por 120 bol. em um bus super confortável, com tv, jantar e café da manhã incluso. Mas antes demos uma volta na cidade de Uyuni para conhecer melhor a cultura boliviana. A cidade em si é bem bagunçada, mas a região da Plaza Arce é bem interessante (cheia de pubs e restaurantes que ficam repletos de turistas). Dia 4: Depois de 8 hrs de viagem finalmente chegamos em La Paz, uma das cidades mais altas do mundo e o principal centro financeiro e comercial da Bolívia e onde estava muito frio Fomos para nosso hostel, tomamos banho quente (uffa), dormimos e depois fomos bater perna na cidade. Visitamos nesse dia: Plaza Mayor Museu San Francisco Igreja de San Francisco Mirador Killi Killi Plaza Murillo Palácio do Congresso Palácio do Governo Catedral Metropolitana Teatro Municipal A início pretendiamos ficar 3 dias na cidade, porém como a cidade não tem muitos atrativos fora o Chacaltaya, decidimos pular a escalada a essa montanha e irmos para o Peru, algo que não estava nos nosso planos haha. Puno, cidade base para visitar o lado peruano do Lago Titicaca, fica a apenas 7 horas de La Paz e a passagem custa apenas 80 bolivianos. Ficamos 3 dias incriveis na cidade. Para ver meu relato sobre Puno: https://www.mochileiros.com/o-lindo-sul-do-peru-puno-lago-titicaca-e-ilhas-uros-e-taquile-janeiro-2017-com-roteiro-e-fotos-t142889.html Dia 5: Depois que saímos de Puno, no Peru, finalmente chegamos em Copacabana, a turística cidade as margens do Titicaca. No primeiro dia na cidade visitamos o Cerro do Calvário, uma grandiosa montanha no centro da cidade e que oferece uma vista espetacular de toda a região . mas prepara-se, porque a subida é ingrime e a altitude também não colabora muito, quase morremos !!! haha Hj brincamos que a parte mais dificil da viagem foi chegar no calvário Dia 6: Nesse dia acordamos cedo para irmos até a famosa Isla del Sol , que fica no Lago Titicaca. Qualquer agência na cidade realiza esse que é o passeio mais famoso da região - compramos em uma das cabines que ficam localizadas na avenida Costanera, com os caras que ficam gritando ''isla del sol, isla del sol'' . Existem várias opções de passeio: a que leva vc até apenas a parte sul da ilha, a que leva vc apenas até a parte norte, o passeio que inclui isla del Sol e isla de la Luna, e tem passeio apenas de ida ou apenas de volta, fica a sua escolha. Compramos os bilhetes para conhecer a parte norte da ilha (30 bol. cada um) que é a parte mais bonita da ilha e onde ficam as antigas ruínas incas O passeio até a ilha é feito em um barquinho bem velho, sem cinto, sem coletes salva-vidas, sem nada!!! O dia estava bem nublado e chovia um pouco na hora, ou seja, as águas do Lago Titicaca estavam super agitadas e o barco balançava demais . Foram momento de muito medo haha, mas sobrevivemos Por sorte, assim que chegamos na ilha, o sol saiu e pudemos apreciar as fantásticas paisagens da ilha emoldurada pelas águas azuis do lago Lindo demais!!! Dia 7: Nosso último dia em Copacabana e também o dia mais chuvoso e frio de toda a viagem haha. Como nosso bbus para La Paz saía apenas as 18 hrs (Fomos com a empresa Titicaca, 30 bolivares, 4 hrs de viagem) fomos dar uma volta pelo centro antigo de Copa. Conhecemos a grandiosa e bela Basílica da Virgem de Copacabana, um dos lugares mais sagrados do país e depois fomos visitar o cemitério da cidade (sim, adoro arte tumular ). Como a chuva não parava de jeito nenhum, ficamos enrolando no hostel e depois enrolando mais ainda no restaurante onde almoçamos (aproveitamos o wifi tbm haha). Depois embarcamos no bus - fizemos uma viagem super tranquila - chegamos na rodoviária de La Paz. Pegamos um táxi até o pequeno, mas moderno aeroporto El Alto (60 bolivianos) e passamos a noite lá. Dia 8: As 5 da manhã embarcamos em nosso voo Latam com destino a Lima, onde faríamos uma escala de 6 horas. As 12 hrs embarcamos novamente e as 20 hrs chegamos em terras brasucas, no aeroporto de Guarulhos. Chegava ao fim nosso sensacional mochilão . Espero que tenham gostado do relato
  13. Olá bon vivant, Queria ajuda nesse roteiro com dicas, experiências etc. (qualquer coisa é bem vinda) Como é meu primeiro mochilão escolhi Bolívia por não ser tão caro, além de lindaaaa pelas fotos e mais perto da cidade onde moro. De Corumbá até Puerto Quijarro para pegar o trem da morte (que sai terça, quinta e domingo por 100BOB) até Santa Cruz de la Sierra no dia 17 de janeiro, pensei em comprar na hora, será que rola? Chegando em Santa Cruz dia 18 de janeiro pela manhã, ficar até dia 20. Dia 20, pegar o o onibus (acho que na rodoviária deve ter vários onibus PRECISO DE INFORMAÇÃO) para La paz. Pela distância, acho que chego em La Paz dia 21 e já vou pro hostel onde fico até dia 24 de janeiro, o dia que pensei em voltar pra Santa Cruz de la Sierra e de lá voltar pra Corumbá de novo. Não vi muitos pontos turísticos de Santa Cruz e La Paz, se alguém tiver de dicas de lugares não tão caros para visitar, comer, passear, etc. E também, gostaria de saber: é na fronteira pra pegar a permissão de ir pra Bolívia? E se compensa levar a grana em dólar do Brasil pra Bolívia? Gratidão.
  14. Olá! Resolvi fazer o relato da minha viagem que foi beem tranquila, não passei nenhum perrengue e me surpreendi com a Bolívia! Fui pra Bolívia pela Gol, pra Santa Cruz em um vôo bem rápido. Não tinha milhas, então minhas passagens não ficaram tão baratas. Os valores colocarei abaixo. Cheguei em Santa Cruz as 13:00 e ja comprei minhas passagens de avião de Sucre para Santa Cruz pela Amaszonas, mas NÃO recomendo essa companhia, mais na frente eu conto o porquê ! Peguei um transporte coletivo para o centro, já tinha lido que o táxi cobraria um valor maior ja que o aeroporto fica distante da cidade. No ônibus pedi socorro para um rapazinho que me informou onde descer e pegar um táxi para o terminal bimodal, onde eu pegaria um ônibus no mesmo dia para La Paz. Assim eu cheguei no tal terminal e já comprei nossas passagens pra La Paz. O terminal é bem movimentado, mas nada que fosse diferente das rodoviárias daqui. Nesse terminal foi onde encontrei o melhor câmbio durante a minha viagem: R$ 1,00 - Bs 1,88. Depois encontrei um brasileiro q mora em Santa Cruz e ele disse que em câmbios no centro dá pra encontrar R$ 1,00 - Bs 2,00, mas não tive a sorte de de encontrar! Valores para 2 pessoas Passagens são Paulo - santa cruz: R$2.200,00 Passagens Santa Cruz - La Paz: Bs 260,00 Passagens Sucre - Santa Cruz: Bs 800,00 Táxi para terminal Bs 15,00 Dica SEMPRE peça desconto em tudo, eles aceitam tão facilmente que achei q devia ter pedido um desconto maior!
  15. Eu e minha irmã Manu fizemos essa viagem pra Bolívia do dia 27 de dezembro de 2016 ao dia 05 de janeiro de 2017. Foi uma experiência liiiinda e emocionante e eu já tô morrendo de saudades! Vou tentar relatar um pouco do que vivemos lá e dar algumas dicas de lugares e coisas pra fazer. Vou tentar relatar também alguns semi perrengues que vivemos que teríamos conseguido evitar com um pouco mais de informação. Mas o mais importante: SE VOCÊ TÁ PENSANDO EM IR PRA BOLÍVIA, FAÇA ISSO! Vale muito a pena! Começamos com os preparativos como a vacina pra Febre Amarela que foi bem tranquila de tomar, a Manu tomou em Criciúma - SC onde ela mora e eu tomei em Sorocaba - SP, e no mesmo local conseguimos pegar o Certificado Internacional de Vacina, o CIV (mas eles geralmente emitem o certificado em um dia específico da semana, é só se informar no posto onde você fizer a vacina). Aqui tem a lista dos postos onde rolam a vacina no Brasil: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/viajante/centros.pdf Reservamos os hostels pela internet pois ficamos com medo de ficar sem vaga! Valeu a pena ter feito a pesquisa porque no fim escolhemos lugares bacanas, mas numa próxima eu não faria a reserva antecipado, sempre sai mais barato deixar pra reservar pessoalmente. Levamos o dinheiro em dólar e trocamos lá por bolivianos, foi bem tranquilo e acho que no fim compensou levar em dólar. No final da viagem a gente tava quase sem dinheiro e tínhamos 40 reais na carteira que trocamos por bolivianos e essa grana acabou ajudando bem! rs Nosso itinerário foi: uma noite em La Paz, duas noites em Copacabana e mais 6 noites em La Paz novamente. A gente tava meio sem grana então resolvemos ficar mais dias em La Paz ao invés de tentar visitar várias cidades correndo. Também foi uma escolha pessoal porque sempre que viajo prefiro tentar ficar alguns dias na mesma cidade e conhecer bem o lugar. O que eu mudaria nesse itinerário hoje seria incluir uma noite a mais em Copacabana, pra mim e a pra Manu a experiência lá foi incrível e a gente certamente ficaria mais uma noite! Viajamos com a BOA, a Boliviana de Aviación, que é uma estatal boliviana. A nossa experiência com a boa foi bem tranquila. Apenas na volta tivemos um atraso de umas duas horas e meia em Santa Cruz de la Sierra porque tiveram que trocar de aeronave e a falta de comunicação e informação por parte da empresa deixou tudo um tanto confuso e muito cansativo (mas descobrimos que isso é uma coisa comum na Bolívia, não é um demérito só da BOA). Fora esse episódio na volta, correu tudo bem e não tivemos outros atrasos. Os aviões eram confortáveis e normais e o serviço de bordo era atencioso. A comida servida era bacana também. Recomendo a empresa, o custo benefício foi bom! CHEGANDO EM LA PAZ Em nenhum momento pediram a CIV e tivemos que preencher uns papeis pra entrar e sair do país, mas foi bem tranquilo. Já na viagem conhecemos um paulistano muito bacana chamado Sérgio (salve Sérgio!) e depois dois brasilienses também muito legais na alfândega, o Erick e o Alfredo (salve galera!). Sentimos uma leve tontura ao desembarcar do avião, mas não foi nada tão assustador e felizmente o soroche não nos fez tão mal. A gente sentia um pouco mais de dificuldade pra dormir, acordávamos algumas vezes durante a noite nas primeiras noites e sentíamos muito cansaço e coração acelerado pras subidas e esforços maiores (isso a Manu sentiu mais que eu, mas não foi nada demais tbm). Chegando em La Paz o Erick e o Alfredo não tinham hostel reservado ainda e foram pro mesmo hostel que a gente, rachamos um taxi e ficou 30bs por pessoa (depois descobrimos que isso era um pouco caro, mas eles cobravam por pessoa de qqr forma). Fomos ao BUNKIE HOSTEL, que fica na Avenida Montes, na região central. Super recomendo o Bunkie Hostel, fica bem próximo do Terminal de Ônibus de La Paz (5 minutos apé), do Mercado Lanza e da Calle de las Brujas e também bem perto de vários restaurantes e casas de câmbio. Além disso o hostel é muito aconchegante e bem seguro! Olhando de fora parece bem velho e esquisito, mas por dentro é limpo e quentinho, a água do chuveiro esquenta e as camas são realmente MUITO confortáveis e tem os melhores edredons que eu já usei (sem exagero rs). Como a gente já tinha reservado antes, eu e minha irmã pagamos 70bs por pessoa a diária em um quarto compartilhado feminino com direito à café da manhã. O Erick e o Alfredo que reservaram na hora conseguiram um quarto apenas pros dois pelos mesmos 70bs por pessoa (o quarto deles era pequeno mas eles falaram que compensa). TRAJETO PRA COPACABANA No dia seguinte fomos pra Copacabana a partir do Terminal de Buses que é ali pertinho e descobrimos que há vários horários de ônibus e várias empresas que fazem o trajeto. Chegamos meio perto da hora e não conseguimos ônibus pras 14h, então tivemos que ir as 16h30 por uma empresa que não lembro o nome mas é o GUICHÊ 14 e NÃO recomendo. Foi 35bs por pessoa e a viagem dura cerca de 4 a 5hs contando com o trajeto da balsa. A empresa era meio confusa e não informava nada direito, a viagem até que foi ok mas dava pra ter sido mais tranquila(rs). Descobrimos na hora de embarcar que era tipo um microônibus pra 30 pessoas e que as malas tinham que ir amarradas em cima do ônibus (tava chovendo haha), eles colocavam uma lona por cima depois mas a gente entrou com a mala mesmo no busão. Eu e a Manu ficamos apuradíssimas pra fazer xixi durante todo o trajeto, acho que a gente tava tomando muita água porque o clima lá é MUITO seco e deu ruim (rs). Durante um engarrafamento saindo de El Alto alguns caras desceram pra fazer xixi na beira da estrada mas dps eles tinham que correr pra alcançar o ônibus e a gente ficou com um pouco de medo de arriscar haha ficamos na esperança de chegar logo a hora da balsa pra gente poder fazer xixi mas demorou mais de 3 horas e foi meio sofrido. Quando paramos pra pegar a balsa o motorista só mandou todo mundo descer e não avisou nada. Já era noite e corremos pra fazer xixi, os baños públicos estavam fechados e fizemos xixi em baixo de uma escada junto com outras pessoas desesperadas hahahaha quando fomos pegar a balsa descobrimos que a balsa em que estavam as pessoas do nosso ônibus tinha acabado de partir, tivemos que esperar a próxima balsa (que demorou uns 10 minutos pra sair) e nesse meio tempo vimos a balsa com o nosso ônibus começando a fazer a travessia. Ficamos desesperadas achando que o ônibus chegaria lá antes da gente e fosse partir sem nós e com a nossa mala, só mais tarde descobrimos que isso não acontece pq a balsa do ônibus é BEM mais lenta e demora pra chegar do outro lado, mesmo que você parta depois dele. Informação importante: (só descobrimos depois né hahaha) mas é melhor esperar pra usar o banheiro e comprar comida se precisar do outro lado, depois que fizer a travessia com a balsa, lá você vai ter um tempinho pra esperar o ônibus de qualquer forma e aí não tem erro. Eu já tinha lido que o ônibus vai em uma balsa e as pessoas vão em outra, mas eu imaginava que era algo mais organizado e que todo mundo que tava num mesmo ônibus ia junto. Acho que vale ressaltar aqui que é assim desorganizado mesmo: rola uma fila pra pegar a balsa e mistura a galera de vários ônibus e quando vc chega do outro lado vc tem que esperar um tempo até o seu ônibus chegar e é só ficar meio ligado pra não perder ele. Se eu soubesse disso antes não tinha sofrido em vão haha e o fato de já ser noite deixou tudo mais assustador também. No fim demoramos um pouco mas encontramos a galera do nosso ônibus do outro lado e logo embarcamos no ônibus de novo. Chegando em Copacabana estávamos famintas depois de muitas horas sem comer e decidimos pegar um taxi até o hostel pra ser mais rápido, rachamos o taxi com um amigo iraniano que fizemos no ônibus, o Fred, e a corrida ficou por 10bs. Passamos o nome da rua e o nome do hostel pro taxista e ele nos levou pro lugar errado. Chegando lá era uma estradinha de terra e ela não podia entrar com o carro e falou pra irmos apé que o hostel ficava logo em frente, achamos um pouco estranho mas descemos e logo vimos que era o hostel errado! Ele tinha nos levado pra um hotel chique e mais reservado chamado “A Cúpula” que a gente jamais teria condições de pagar hahaha mas eles nos deixaram usar o wifi e nos explicaram onde ficava nosso hostel. Fomos a pé arrastando as malas pela estradinha de terra e depois de algumas subidas finalmente achamos nosso hostel. Nessa noite saímos só pra jantar junto com o Fred perto do hostal (a comida costuma demorar bastante nos restaurantes em Copacabana, melhor não esperar ficar faminto pra procurar um lugar rs) e depois tomamos um pouco de vinho. Ficamos hospedadas no Hostal Olas del Titicaca, que fica bem localizado e foi ok. Não é ótimo, mas pagamos 55bs por pessoa a diária em um quarto para mim e minha irmã com banheiro particular e café da manhã. O chuveiro não esquentava e saia só uma gota de água, mas dps descobrimos que em outros quartos até que funcionava melhor. Pela localização e preço vale a pena sim, mas não foi nada demais e se você quisesse chegar depois das 1h tinha que bater na porta até ser ouvido pq não ficava ngm na recepção de madrugada(rs). Mas a estadia foi tranquila. VISITA À ISLA DEL SOL No dia seguinte visitamos a maravilhosa Isla del Sol. Os passeios todos são as 8h30 ou as 13h30. Fomos no das 8h30 e como acordamos meio atrasadas compramos o passeio direto no hostal! Pagamos 35bs por pessoa ida e volta (uns amigos que compraram fora do hostal pagaram 30bs por pessoa) e fomos com a empresa Andes Amazonia, a empresa era bacana! O barco era bem confortável e parecia seguro e ngm tinha que ir engolindo fumaça gasolina como eu li em alguns relatos aqui antes (rs). Conhecemos dois argentinos muito divertidos no barco, o Ricardo e o Facundo, com quem fizemos parte da trilha. Fomos até a parte norte da ilha, de lá fizemos a trilha até a rocha sagrada (ida e volta dá umas 2h30 de duração) e voltamos as 13h30 pra pegar o barco até a parte a sul da ilha, onde iríamos almoçar. Também tem a opção de ir apé até a parte sul (são 8km de caminhada) mas creio que é meio corrido pra quem tem que estar lá até as 15h30 pra voltar pra Copacabana com o mesmo barco. A trilha até a rocha sagrada é linda linda e o guia vai explicando algumas coisas pelo caminho. Tem umas subidas um pouco íngremes, minha irmã sentiu bastante cansaço nessa caminhada e o nosso guia, o Fermin, descolou uma plantinha nativa de lá pra ela esfregar na mão e inalar que ajudava na respiração, ele era muito legal. No final do passeio os guias pedem uma contribuição de 10bs por pessoa, mas só contribui quem quer. Na volta tivemos que dar uma corrida pq o barco só espera até as 13h40 e foi um pouco desesperador novamente, mas foi um desespero numa vista linda, pelo menos haha então acho que vale ressaltar que você volta exatamente pelo mesmo caminho que percorreu pra chegar até a rocha, até chegar novamente no local da ilha onde os barcos ficam atracados, que é de onde você vai partir. Quando você chegar lá em cima e o guia encerrar as explicações, você já pode começar a voltar se quiser. A gente não sabia disso e ficou meio que esperando o guia e meio que curtindo a vista maravilhosa (rs) e deixou pra voltar junto com o guia, mas se a gente tivesse saído um pouco antes teríamos ganhado uns 20 minutos preciosos pra depois não precisar sair correndo (literalmente hahaha) pra não perder o barco. Nossos amigos brasileiros Amanda e Brunno estavam na mesma que a gente na volta da trilha, a gente ainda não tinha se conhecido naquele momento mas acho que compartilhar aquele breve desespero na ilha maravilhosa foi importante pra estreitar os laços da nossa amizade depois hahaha <3 Você paga 15bs pra entrar na parte norte da ilha e depois mais 10bs pra entrar na parte sul, mas esse passeio vale muito a pena com certeza e numa próxima visita quero dormir pelomenos uma noite na Isla. <3 Na parte sul da ilha almoçamos num lugar bem simples gerido por várias cholas, acho que eram uma família, custava 30bs por pessoa e o prato era arroz, batata, salada e truta fresquinha do lago. Eu não sou uma grande fã de peixe mas esse era especial então eu provei e estava realmente muito gostoso. O resto da comida tava meio gelada e sem gosto pq elas tavam numa super correria atendendo várias pessoas, mas a truta fazia valer a pena. Demos uma descansada lá, compramos uns artesanatos baratinhos de presente pros amigos e logo deu a hora de voltar. Fui lavar minha mão na fonte que tem lá na parte sul e nesse momento uma cholita também foi lavar a mão e tomou um pouco de água, eu me senti super conectada com ela e com a pachamama (rss) e resolvi tomar um gole da água tbm achando que estava vivendo um momento mágico, mas a água tinha um gosto estranho e quando recuei alguns passos eu vi que era um cano que levava água até a fonte hahahaha no fim não passei mal e foi tudo susse, mas não recomendo que tomem essa água, melhor só lavar a mão. No barco na volta pra Copacabana conhecemos um casal de brasileiros muuuito legais, o Brunno e a Amanda (salveeee galera!), fizemos amizade e combinamos um rolê mais tarde. A noite saímos com o iraniano Fred, o Brunno e a Amanda e graças a eles tbm conhecemos outro casal de brasileiros muito legais, o Ciro e a Fran e fomos todos beber em um bar chamado Puerto Viejo numa ruinha principal de Copacabana que eu super recomendo. Tava rolando música ao vivo nessa noite, um jazz com reggae e foi BEM legal! Rolava 2 litros de chop (gelado, isso é importante!) por 55bs e eu que gosto de tomar vinho pude comprar uma garrafa de vinho num mercadinho em frente (por 20bs) e levei pra tomar no bar sem problemas. O dono desse bar é um chileno bem animado haha e também rola umas comidinhas gostosas por lá. Foi uma noite muito divertida, entoamos um FUERA TEMER juntos e descobrimos que tem muitos cachorros de rua bem cuidados em Copacabana, todos são enormes e muito carinhosos e então fizemos vários amigos caninos na madrugada tbm. DE VOLTA PRA LA PAZ No dia seguinte acordamos e compramos a passagem de volta pra La Paz pras 13h30, o ônibus saia pertinho do hostal e a empresa chamava Panamericana (se não me engano), era um ônibus MUITO mais confortável e a empresa muito mais organizada do que a que usamos na ida e custou 40bs por pessoa. Valeu muito a pena. Aproveitamos a manhã pra passear pelas ruinhas lindas de Copacabana, compramos alguns artesanatos e almoçamos em um lugar gostoso e muito barato chamado Alax Pacha, onde pagamos 20bs por pessoa por um almoço que incluia uma sopa de entrada, spaghetti à bolonhesa de prato principal e panqueca de mamão com chocolate de sobremesa. Depois descobrimos que dava pra ter feito um pedido só e dividido por duas, era muita comida (inclusive na maioria dos restaurantes onde comemos a gente podia ter feito isso, mas só percebemos quase no fim da viagem)! Embarcamos pra La Paz as 13h30 e tudo correu bem na viagem de volta. CONTINUA Espero ainda essa semana fazer o restante do meu relato! Ainda tem minha irmã passando mal no dia da virada do ano, meu pé torcido no Chacaltaya e muitas emoções! rs =)
  16. Este é um Guia de La Paz que está sendo construído com informações de usuários que foram postadas nos fóruns relacionados ao tema aqui no Mochileiros.com. Este guia é atualizado periodicamente.
  17. 12 dias de viagem pela Bolívia Puerto Quijarro, Santa Cruz de La Sierra, Vallegrande, La Higuera, Cochabamba, La Paz (El Alto), Copacabana, Isla del Sol, Isla de la Luna, Sucre. Eu e minha irmã fizemos uma viagem pela Bolívia. O período total, incluindo os trajetos dentro do Brasil de chegar na fronteira e voltar para casa, levou 15 dias. Na Bolívia mesmo foram 12 dias. Fizemos a viagem falando português. Claro que aprendemos um pouco de espanhol nesses 12 dias de Bolívia. Os comerciantes e mesmo na rua as pessoas compreendem e conseguimos nos comunicar. Não tivemos problemas de comunicação para locomover, comer ou em reclamar do serviço prestado. Fizemos isso em português e na medida que aprendemos um pouco do espanhol, passamos a fazer no “portunhol”. A viagem começou pegando voo para Campo Grande. Depois de descer do avião, saímos do aeroporto para a rodoviária de Campo Grande, pegamos ônibus coletivo. Foi bem tranquilo, as informações recebidas das pessoas na rua facilitaram se locomover na cidade. Na rodoviária de Campo Grande pegamos o último ônibus do dia 1º de junho de 2017 para Corumbá. O ônibus saiu às 23:59. Parece difícil de acreditar, mas eu e minha irmã passamos frio na rodoviária. Foi uma noite com temperatura diferente da que esperávamos. Tivemos que tirar as roupas da mochila e vestir. Muito frio, o vento ajudou a esfriar mais. Pouco antes das 23:59 entramos no ônibus e acordamos no outro dia cedo em Corumbá. Em Corumbá andamos a pé e de ônibus coletivo. Tem um ônibus que leva até a fronteira, acho que a passagem custa R$ 3,25. Em Corumbá conhecemos a chipa, um biscoito que parece pão de queijo, mas com formato diferente. Na fronteira a demora maior é passar pelo desembaraço do lado do Brasil, depois disso, no lado da Bolívia, é mais rápido. Minha irmã trocou parte de seus reais logo na primeira banquinha de câmbio de Puerto Quijarro, logo que entrou na Bolívia. Eu pensei em trocar depois, sonhei com uma cotação melhor, porém não deu certo. Ela conseguiu trocar cada real por 2,08 bolivianos. Este câmbio foi o melhor durante toda a viagem. Na maioria dos lugares trocam 1 real por 2 bolivianos. O câmbio ajuda bastante, converter os reais em bolivianos. O custo das coisas na Bolívia, em comparação com os preços praticados no Brasil, sai em conta. A exceção fica por conta de alguns locais turísticos com preços em dollar. Em Puerto Quijarro andamos a pé e de táxi. Na Bolívia é bem tranquilo andar de táxi, os preços, se comparados com os do Brasil, são mais em conta, tenha atenção somente em combinar o preço antes da viagem. Outra coisa, os carros são mais velhos. De Puerto Quijarro para Santa Cruz de La Sierra fomos de trem, no Ferrobus. O preço da passagem de trem (Ferrobus) é a mais cara para sair de Quijarro e chegar a Santa Cruz, são 235 bolivianos. As outras opções, trem da morte ou ônibus, custam em média 70 bolivianos. Conversamos com um taxista de Quijarro, ele disse que há universidade na cidade com curso de medicina, que sua mulher faz o curso. Há também na cidade shopping China, mas não chamou nossa atenção, os preços estão em dólar. No final da tarde fomos para o terminal pegar o trem (Ferrobus). A maioria dos passageiros no dia que viajamos não eram bolivianos. A poltrona do trem é boa, dá para dormir, lá pelas 20:00 oferecem a janta – é vendida a parte - o prato é arroz e pollo com papas (frango com batata frita). Na manhã seguinte chegamos em Santa Cruz. Em Santa Cruz conhecemos a “Plaza 14 de Septiembre”. Há alguns cafés próximos, um museu com algumas exposições, tinha o kiosko e yarituses (artes bolivianas), há também uma casa de cultura próximo da praça com exposição de quadros e apresentação musical. Andamos na cidade para conhecer os mercados, feiras e biblioteca. Vimos uma rua que é movimentada à noite, há várias portinhas com “mariachi – músicos com estilo mexicano”. Na Bolívia o principal prato dos restaurantes visitados foi “pollo com papas” (frango com batata frita). É muito comum, se quiser ser rápido para receber o almoço ou janta, peça um. Depois de Santa Cruz fomos conhecer Vallegrande. Pegamos van em Santa Cruz, na praça Oruro. Desta praça saem vários para Vallegrande. O motorista da van corria, fazia ultrapassagem de forma um pouco perigosa, mas chegamos. Para chegar a Vallegrande passamos por Samaipata, disseram que há algumas ruínas, registros históricos, parece ser interessante conhecer Samaipata. Na praça principal de Vallegrande (Plaza 26 de Enero) tem internet com acesso livre, pode aproveitar para mandar mensagem. Nos lados da praça ficam uma igreja, a prefeitura, o centro cultural da cidade e um café interessante para beber chá de coca. Ficamos numa pousada bem legal em frente a praça. À noite fez muito frio, mas frio mesmo, e o chuveiro só caia água fria, minha irmã acabou deixando a torneira aberta esperando para a água esquentar, mas nada de “água caliente”. A casa da cultura é o ponto para quem quer pegar um mapa da cidade e orientações sobre a Rota de Che Guevara. Se quiser comer algo, o mercado da cidade é a indicação, tem Api e outros sucos, tem algumas opções de bebidas alcóolicas (não lembro os nomes, só sei que comprei e bebi com minha irmã uma garrafinha). A Rota de Che é feita uma parte na cidade, visitando o hospital, o antigo campo de pouso de aviões e onde estão os restos mortais dos demais guerrilheiros. A outra parte é conhecer La Higuera e a Quebrada del Churro (acredito que se escreva assim). Para ver a parte da cidade preferimos ir com guia para ouvir as histórias, foi cobrado 45 bolivianos por pessoa. Isso é acertado na casa da cultura, ao lado da prefeitura. O guia vai mostrar caminhando ou no táxi, se for no táxi ele cobra mais 30 bolivianos. Conhecemos a lavanderia do hospital, local que aparece nas fotos com Che Guevara já morto. O guia disse que depois de morto, já na lavanderia, os militares abriram para a população ver o corpo, aos fotógrafos e jornalistas. Há também o campo de pouso dos aviões para visitar, este local foi desativado para os aviões e hoje está um museu de recordações de Che. Foi muito interessante visitar, viver isso, passar por este local e sentir que ainda há chama acesa daquele pensamento de Che vivo. O local de enterro de Che Guevara, pelo relato do guia, foi descoberto 30 anos depois de sua morte, que ocorreu 1967. A descoberta se deu porque um militar que participou da operação de captura e morte falou que Che estava enterrado no campo de pouso, que não tinha sido levada para outro lugar. Vallegrande e La Higuera são locais de resistência e luta, pois em conversa com o guia, mesmo depois desses acontecimentos, de sua representação simbólica em monumentos de recordação na cidade, a região é muito de direita, mesmo com a eleição vencida por Evo Morales, e continua a prefeitura tendo alcalde (prefeito) de orientação de direita. Por outro lado, essa parte do turismo é aproveitada, porque vem comemorando a data da morte de Che e neste ano de 2017 vão promover o evento de 50 anos sem Che. O outro local a visitar são os túmulos com os restos mortais de outros combatentes da guerrilha. O local fica atrás de uma área do rotary club da cidade. A guerrilha teve participação de mulher, teve a guerrilheira argentina Tania. Para conhecer La Higuera acertamos com o taxista 250 bolivianos pela viagem. Ele nos levou e trouxe. No meio do caminho ele vai mostrando os locais que Che passou. Nós não fizemos a trilha da “quebrada del Churro”, por onde o grupo de Che passou. Acho que perdi nesse ponto, vale a pena fazer a trilha, todos que fizeram gostaram. Em La Higuera tem a escola que Che ficou preso com os demais companheiros e, por informação do guia, onde foi morto pelos militares. Essa escola não funciona hoje mais para o ensino, é hoje local para recordações e visitas. Foi erguida uma a nova escola. Ergueu-se também um monumento de Che bem na frente da pracinha de La Higuera e outro ao lado da escola nova, onde há o monumento da cabeça de Che. Dentro da escola nova há fotos de eventos com familiares de Che e de Fidel. Já na escola em que Che ficou preso há várias mensagens nas paredes, bandeiras, quadros contando parte da história e um que chamou a atenção, o de que Che e seus companheiros eram procurados e havia recompensa. Pelo relato do guia, Che veio para a Bolívia por causa do país estar numa posição geográfica central na América do Sul, já havia base do partido comunista, seria campo para fazer escolas de guerrilha. Porém, o serviço americano de espionagem teve informações da presença de Che na Bolívia e daí os guerrilheiros enfrentaram uma propaganda contrária forte com recompensa por informações e captura. O guia disse que os guerrilheiros se separaram em dois grupos, um com Che e outro com Joaquim. Por estas condições adversas, Che já não poderia aparecer, a propaganda também inflava o povo contra a guerrilha, pois dizia que vinham para tomar as terras, uma propaganda que ganhou forças visto o relato do guia de ter havido reforma agrária na Bolívia anos antes da chegada de Che. Outro fato dito pelo guia era que os exercícios de reconhecimento dos terrenos, nesta altura do tempo, eram feitos à noite, de madrugada. E numa dessas madrugadas, um camponês avistou o grupo de Che passar por suas terras e logo avisou o exército boliviano, que cercou o terreno e de emboscada renderam o grupo. Che levou um tiro na perna e foi ajudado a ir à escola de La Higuera por dois companheiros. A escola de La Higuera serviu de prisão até sua morte e dos companheiros. Há também o relato de que a captura do Che foi comunicada por telégrafo com a mensagem de “De buen dia a papa” (acredito que se escreva assim). Che recebeu a identificação de “papa” na comunicação dos militares. Voltamos para Vallegrande no meio da tarde. Na rodoviária da cidade tentamos comprar as passagens para Cochabamba, porém estavam os ônibus lotados. Daí nos deram ideia de pegar uma van até Mataral, cidade em beira de estrada, pois poderíamos pegar um ônibus para Cochabamba. Porém, não foi possível. Em Mataral, deram-nos outra ideia, ir para Comarapa, e de lá sim conseguiríamos ir a Cochabamba. Em Comarapa conseguimos as passagens para Cochabamba. As distâncias na Bolívia, a depender da região, são relativamente pequenas, mas leva-se muito tempo de viagem. Há muitas estradas sem asfalto (ou com trechos asfaltados), passa-se por encostas de morro (ou da cordilheira), do lado da estrada é um precipício, por pequenos córregos. Nesta viagem a Cochabamba sentimos o ônibus passar por estrada de chão, poças de água ou pequenos córregos, brincamos até que, se o ônibus pifasse ou ficasse preso num buraco, todos desceriam para empurrar, os gringos, as chulas, todos ajudariam. Chegamos em Cochabamba de madrugada, por volta das 4:00, muito frio, esta noite eu não consegui dormir, sentei do lado dum boliviano das ancas largas, ele não se comportava no assento dele. Procuramos um alojamento para terminar a noite. Encontramos um bem esculhambado e ficamos nele, não havia opção naquele horário, nem poderíamos correr o risco de ficar andando de madrugada. Em Cochabamba conhecemos um museu arqueológico de uma universidade local (San Simon), subimos até o Cristo de la Concordia por teleférico, visitamos mercados e feiras. Andar em Cochabamba é tranquilo, pelo menos no centro, há indicação dos nomes das ruas nas esquinas. Experimentamos a pamonha deles (huminta). No dia seguinte fomos para La Paz, chegamos à noite. Ficamos num hotel (diária de 160 bolivianos para duas pessoas, duas camas) na zona turística, próximo do mercado das bruxas e do museu da coca. Nesta noite, depois de deixar as coisas no hotel e seguindo as orientações do taxista, formo a um pub inglês próximo do hotel (The English Pub). Olha, eu como visitante da Bolívia, preferia ir num bar boliviano, confesso que não gostei do pub inglês. No outro dia fomos andar no mercado das bruxas e no mercado Camacho. Conhecemos o El Alto, lá convertemos mais reais em bolivianos, cada 1 real por 2,06 bolivianos. Andamos de teleférico para o El Alto. Lá no final da linha vermelha do teleférico tem uma feira, muita coisa é vendida lá. Peças usadas de carro velho, roupa, comida, equipamentos de celulares e o que costumamos a ver por aqui nas feiras de produtos chineses. No El Alto há terminal e uma rodoviária informal onde há saídas de ônibus para todo lugar. Em La Paz visitamos a Plaza Murillo, onde fica a sede do parlamento boliviano. Nós entramos na Assembleia dos Deputados no grupo visita das criancinhas das escolas. Foi divertido visitar o parlamento boliviano no meio dos chicos e chicas. Em La Paz comemos carne de Ilama. Não é servido a carne de llama em qualquer restaurante, onde nós encontramos foi em dois restaurantes próximos do mercado das bruxas. O preço é dado em dólar. O prato foi 95 bolivianos e veio com batata frita e poderia se servir do buffet com as demais opções. De La Paz fomos para Copacabana. Adoramos o lugar, ficamos pouco tempo. Em Copacabana ficamos numa pousada que da janela do quarto dava para ver o lago Titicaca. Comemos trucha com arroz e batata frita, assim que chegamos num conjunto de barraquinhas próximo ao lago. O peixe é muito bom. Andamos ali pela frente do trapiche, onde os barcos param, no final da tarde. Muito frio. Depois andamos pelas ruas do centro de Copacabana, é pequena a cidade. À noite comemos nas barraquinhas de comida da feira na rua. Minha irmã comeu carne de Alpaca, acredito que seja parente da Ilama. No outro dia visitamos as Islas de la Luna e del Sol. Tiramos fotos lindas. O local é lindo. Fizemos uma trilha na Isla del Sol. Cansamos bastante e com falta de ar, destaque para a altitude de algo em torno de 4 km acima do nível do mar. Quando termina a trilha tem a fonte da juventude, os turistas são quem param pra molhar as mãos, o rosto, alguns bebem a água. Depois, já na margem, tem uns bares. Comi trucha novamente e minha irmã pediu sopa, mas não gostou, ficou reclamando da sopa, pois tinha cabelo e reclamou ao dono do bar. Neste momento percebi que reclamar em português é compreensível ao boliviano, não precisa gastar o portunhol. O dono do bar entendeu perfeitamente a reclamação em português e minha irmã entendeu o espanhol dele. Depois de Copacabana, voltamos para La Paz. Estava acontecendo a festa do Gran Poder. No hotel, em La Paz, vimos um pouco do Gran Poder pela janela, as ruas cheias, muitos bêbados, assim como carnaval no Brasil. Chamei minha irmã para conhecer a festa, mas ela não se animou, também estava no final, logo depois acabou a música. A coisa chata que aconteceu comigo foi comprar um cartão de memória pro meu telefone numa dessas barraquinhas de coisas da china. Meu telefone estava cheio de fotos e vídeos, sem espaço para mais nada. O que aconteceu, no dia em que estava em Sucre, percebi que o telefone não reconhecia o cartão de memória, enfim, perdi minhas fotos e vídeos que tinha transferido para o cartão de memória. Essa parte foi a mais chata, perdi muitas fotografias e vídeos, com destaque para as paisagens de Copacabana, do lago Titicaca e das ilhas. Na programação que a irmã fez ainda faltava visitar Sucre e Potosi, mas o tempo era curto. Resolvemos comprar passagens de avião para ir de Sucre a Santa Cruz, com objetivo de conhecer pelo menos Sucre. Então, deixamos de conhecer Potosi. De La Paz fomos de ônibus para Sucre. Chegamos em Sucre bem cedo, procuramos por pousada, mas as opções boas eram muito caras e as outras eram de quartos compartilhados. Uma que tinha propaganda e indicações boas para ficar, não abriu as portas quando batemos. Ficamos num alojamento próximo da plaza 25 de Mayo, o banheiro era compartilhado, não havia fechadura na porta pelo lado de dentro. Encostamos a mesinha na porta, isso serviria apenas de sinal para acordar se alguém abrisse a porta à noite ou durante o dia. Em Sucre conhecemos o mercado central, o mercado negro, o parque Bolivar, a Ricoleta (aqui fica o museu indígena e barraquinhas de artesanato e roupas bolivianas). Indicamos conhecer o museu do Sombrero, há opções boas de chapéu, os preços são razoáveis. Eu e minha irmã compramos, cada um, um sombrero que custou na faixa de 110 bolivianos. Do lado do museu do sombrero fica a fábrica. Outro lugar para visitar é o cemitério, minha irmã que fez questão de conhecer. Em Sucre há bons cafés próximos da Plaza 25 de Mayo, há também o chocolate de Sucre, comemos um chocolate recheado de coca, bem gostoso. De Sucre voltamos para Santa Cruz de La Sierra por avião. O aeroporto fica distante da cidade de Sucre, pagamos ao taxista pela corrida 60 bolivianos. No retorno à Santa Cruz não visitamos nada de desconhecido, fomos na plaza 14 de Septiembre e ficamos por ali. Compramos mais alguns artesanatos ali próximo da praça, tivemos que converter mais reais em bolivianos. Minha irmã conseguiu converter cada real por 2,06 bolivianos, já quando fui converter os meus reais me deram 2,05 bolivianos por cada real, disseram que havia abaixado o preço naquela tarde. Fomos de Santa Cruz para Puerto Quijarro de ônibus (70 bolivianos cada passagem). Daí pra frente foi passar pela fronteira e chegar em casa. A única coisa que tem para contar de mais interessante é que em Campo Grande, enquanto esperamos o avião, fomos conhecer o parque da cidade (Parque das Nações Indígenas), do lado há o Museu de Cultura com nome da Universidade local, Dom Bosco (este museu estava fechado) e o Shopping Campo Grande. De mais, pegamos o voo em Campo Grande, eu voltei para Brasília e minha irmã para Palmas.
  18. Boa tarde! Alguém sabe se opera (ou já utilizou) o Uber nas capitais/cidades dos países da América do Sul? Especificamente nas cidades La Paz, Cuzco ou Santa Cruz de La Sierra. Obrigado!
  19. Pois bem, vamos a mais um relato Antes de iniciar vou colocar o valor gasto ANTES da viagem com passagens aéreas que comprei pela internet. Passagem SP - Sta. Cruz - SP - R$ 2.936,10 Passagem Sta. Cruz - La Paz - R$ 545,45 Passagem Sucre - Sta. Cruz - R$ 357,72 TOTAL PASSAGENS AÉREAS - R$ 3.838,67 Lembrando sempre que TODOS os valores são referentes a 2 pessoas!!! DIA 01 - 27/12/16 - SP - Sta. Cruz de la Sierra - La Paz Saímos de Guarulhos às 10h25min e chegamos em Sta Cruz de la Sierra às 11h20min. O fuso horário é de 2h, e o voo demorou umas 3h. Fomos com a GOL, e no percurso nos dão um sanduíche para comer. Decidimos ir para Sta. Cruz em razão do valor da passagem. Para La Paz era uns 500 reais e mais por pessoa, e indo pra Sta. Cruz e depois pra La Paz em gastei 500 nas 2 passagens, então valeu a pena. Chegando em Sta. Cruz começa o martírio boliviano: A IMIGRAÇÃO!!! Era só o nosso voo, mas demorou 1h pra passar. Por isso vai uma DICA: se for fazer conexões na Bolívia, deixe um espaço considerável de tempo. Nós chegamos às 11h30min, e o nosso voo para La Paz saia às 14h30min, então tinha tempo. Depois dos trâmites burocráticos fomos trocar dinheiro (levei 1800 dólares ao todo). Trocamos 100 dólares por uma cotação de 6,85 bolivianos no aeroporto. Achei que seria pior... Almoçamos (custou Bs 130,00) e ficamos aguardando o voo pra La Paz. Já tinha comprado pela internet voo com a Amaszonas (https://www.amaszonas.com/es-bo/). Li no fórum que os aviões na Bolívia costumam atrasar, mas os deles não, porque são menores. Chegamos em La Paz ali pelas 15h30min e já sentimos um pouco do Soroche . 4 mil metros acima do mar não é pra qualquer um. Fomos atacados por um taxista que cobrava 60 bolivianos para ir até o Hostel. Como eu tinha anotado + ou - esse valor, aceitamos. DICA: Você pode ir de van (2Bs), mas a mochila vai incomodar um bocado. Também pode pedir um taxi (ou van) até o teleférico vermelho. Ele vai te deixar no centro turístico de La Paz e custa 3 Bs. DICA 2: Nós quando fomos pro Peru usamos Ginkgo Biloba, nos ajudou bastante. Dessa vez também usamos. Eu achei muito útil, mas o Soroche foi um pouco mais fortinho. Nada mais do que algumas dores de cabeça e sonhos estranhos, mas não ficamos mal como muitos ficam. É baratinho e tomávamos 1 cápsula por dia 7 dias antes da viagem, e continuamos tomando durante toda a viagem. Melhor prevenir né... Além disso compramos muitoooos remédios pra diarréia, estômago, vômito. Meu maior medo da Bolívia era a comida. Todos os relatos que eu lia alguém passava mal, então fomos com uma farmácia na mala . Floratil, Imosec e Dramin são essenciais. Você até compra lá, mas por um preço beeem maior que aqui. Remédios Voltando ao relato, ficamos no Loki Hostel (https://lokihostel.com/). A diária de um quarto matrimonial estava Bs 198,00. O local é bem bacana, mas os quartos sao velhos. Pelo menos tem ducha quente... Eles possuem uma agência de turismo (na real concentram serviços de várias agências). No dia já agendamos o passeo Chacaltaya + Vale de la Luna para o dia seguinte (28/01) por Bs 200,00 e o Downhill para o dia 29/01 ao custo de Bs 1.260,00. Pegamos com a Barracuda, que tinha ouvido falar bem no fórum. A Gravity (que aparentemente é a melhor) estava cobrando Bs 850,00 por pessoa, e tinha outras 2, umas uns 450 e outra uns 380 Com os passeios agendados fomos ver o centro. Queríamos encontrar um mercado e local para trocar dinheiro. Nos foi indicado o Mercado Lanza (várias barraquinhas. Depois ficamos sabendo que ele foi construído para abrigar o comércio ambulantes). E pra trocar dinheiro fomos na esquina com a igreja que tem ali no centro (a principal, porque tem uma igreja por quadra). Trocamos 500 dólares a uma cotação de 6,95. Mercado Lanza no centro de La Paz Depois de perambular pelo mercado, tentando se achar nas centenas de barraquinhas, encontramos uma que vendia água e outra com bolachas e porcarias diversas. Também compramos uma caixa de BomBom (essa marca mesmo). A caixa custou Bs 25,00 e durou praticamente toda a viagem Eu queria comprar um chip pro celular ter internet. Me localizo muito pelo Google Maps. Comprei um da TIGO, que o rapaz me falou ser a com melhor cobertura. Realmente, funcionava em muito lugares, até no Chacaltaya! Paguei Bs 7,00 pelo chip e mais Bs 10,00 pra pôr uma carga nele, o que me renderia 1 GB de internet por 7 dias. Porém os 7 dias passaram e a internet continuou. Um problema é que você precisa registrar ele, mas não possuimos documentos bolivianos para registrar. Deixei sem registrar e todo dia eles me enviavam msg enchendo o saco. Acho que fica 10 dias sem registro, e depois eles te cortam a linha. Então no fim da viagem eu fiquei sem a internet do chip Voltamos pro Hostel, já que é bom descançar no primeiro dia. No 7º andar do Hostel tem um restaurante/bar. Lá eles servem desde café da manhã até janta (o café não é incluso na diária). Fomos lá jantar. Não lembro o que pedimos, mas custou Bs 58,00 para ambos, sem bebidas. GASTOS Almoço aeroporto Sta. Cruz - Bs 130,00 Taxi Aeroporto para centro La Paz - Bs 60,00 Passeio Chacaltaya e Luna - Bs 200,00 Passeio Downhill - Bs 1.260,00 Mercado - Bs. 37,00 Chip TIGO + carga - Bs 17,00 Janta - Bs 58,00 TOTAL = Bs 1.762/1,95 = R$ 903,50 DIA 02 - 28/12/16 - Chacaltaya e Vale de la Luna Fomos tomar café (Bs 24,00) e ficamos lá ambaixo aguardando e tomando chá de coca. A Neila (minha namorada) não estava se sentindo muito bem, então fui numa farmácia comprar Soroche Pills. Custavam Bs 4,00 cada (carinho). A van veio nos pegar e foi aquela balanço até lá. Tava tão abafado naquela van que minhas mãos começaram a formirgar, eu já estava me sentindo meio mal. No caminho tomamos uma Soroche Pills cada, pq o topo do Chacaltaya fica a 5.600m, então previnimos. É pago Bs 15,00 por pessoa para entrar (paga pros guias mesmo). Lá já, frio pra kct , começamos a subir. Dá 10 passos e para. E assim você sobre, sei lá, 500m ao todo, que parecem uma eternidade. O guia deu 1h30min pra ir até o topo e voltar. Mas estava tão fechado de neblina que subimos até o primeiro pico (são 2) e nem fomos até o próximo. Não tinha nada para se ver mesmo... Voltamos pra perto das vans, e como não iria ter almoço, comemos um pouco das nossas bolachas. DICA: Vá bem, mas bem encasacado mesmo. É muito frio. Devia ta perto de 0º, mas com o vento era sensação negativa. Casa no Céu em Chacaltaya Quase no topo! Esse é o monte. Mal dá pra ver o 1º pico! Na volta estávamos bem melhor, abriram um pouco mais as janelas. Descobrimos uma australiana com perícia em dormir sentada. Aquela van ia picando e ela dormia com um equilíbrio absurdo, sem se encostar em nada O Vale de la Luna fica na zona sul de La Paz, então é demoradinho atravessar toda a cidade com aquele trânsito caótico. No percurso o guia recolheu Bs 15,00 de cada uma para as entradas no Vale. Chegando lá um calorão dos infernos. 0º de manhã na montanha, 30º à tarde no vale... O Vale parece umas estalactites ao contrário. É algo bem interessante de se ver. O passeio dura uns 40 min para ver tudo. É tudo meio parecido, mas vale a pena. Ponte Panorâmica Voltamos alé pelas 16h e fomos no Hostel comer algo (Bs 30,00). Também fomos numa farmácia comprar repelente (era romendado pro Dowhill, custou Bs 33,00). Fomos na agência do Hostel e já compramos as passagens de ônibus pra Copacabana e pra Uyuni. Meu problema aqui era saber se nos feriados do dia 31/12 e 01/01 haveriam barcos e ônibus em Copacabana. Como era uma incógnita, só comprei de ida, e veria o que iria fazer por lá. Para Copacabana compramos com a Vicunã Travel, e para Uyuni com a Todo Turismo (http://www.todoturismosrl.com/). Tinha lido que a Trans Omar não era muito boa, então decidi pagar um pouco mais (250,00 pela Todo e 200,00 pela Omar por pessoa) Olhei no TripAdvisor algum lugar pra comer e encontrei o Restaurante Pub 7200. Ele fica dentro do Museo da Coca. Na entrada do Museo vai ter uma escadaria à esquerda. É meio sinistro, mas vá porque o lugar é maravilhoso Decoração Frutas típicas para degustar antes da comida GASTOS Café - Bs 24,00 5 Soroche Pills - Bs 20,00 Entrada Chacaltaya - Bs 30,00 Entrada Vale de la Luna - Bs 30,00 Lanche de tarde - Bs. 30,00 Repelente - Bs 33,00 Passagem Copacabana - Bs 90,00 Passagem Uyuni - Bs 500,00 Janta no Restaurante Pub 7200 - Bs 80,00 TOTAL = Bs 837/1,95 = R$ 429,23
  20. Meu nome é Pedro Lopes, tenho 17 anos e estou planejando um mochilão, juntamente com um primo de 21 anos, para Bolívia e Peru, vamos viajar no dia 05 Janeiro de 2017 e voltamos no dia 25 do mesmo mês. Durante o decorrer do ano de 2016 estivemos montando o roteiro com base na leitura de muitos outros roteiros e relatos do site, comprando algumas passagens, mochila e os demais equipamentos e acessórios e acredito que estamos preparados para essa trip, portanto decidimos publicar nosso roteiro com o objetivo de conhecer dicas, conselhos e até mesmo parceiros para a viajem, rsrs. Roteiro de Viagem Brasil-Bolívia-Perú 1. Ida  Dia 05/01/2017 • Sairemos de Belo Horizonte, no dia 05/01/2017, quarta feira, de avião, para Campo Grande MT (o mais cedo possível, pra conseguirmos pegar o ônibus até Corumbá no período da noite) • De Campo Grande pegaremos um ônibus até Corumbá. (Aviação Andorinha, preço 87,00 reais, 6 horas de viajem)  Dia 06/01/2017 • De Corumbá pegaremos um táxi até Porto Quijarro (Bolívia). • Tentaremos comprar as passagens nesse dia ou para o próximo. (Trem da morte/ Ferrobus saída às 18:00 chegada às 7:00 em Santa Cruz no dia 07/01/2017, preço 34,31 dólares, cerca de 121,00 reais). • Hostel para ficar na cidade até o dia de embarcar no trem.  Dia 08/01/2017 • Chegada em Santa Cruz de La Sierra. • Chegada em Sucre, de avião.  Passagem por cerca de 294 bolivianos ou R$ 147,00 http://www.boa.bo/BoAWebSite/ • Hostel  Dia 09/01/2017 • Ficamos na cidade, aproveitamos para conhecer. Todos falam que é muito legal. • À noite, vamos para Uyuni.  “A viação 6 de Octubre é a única que faz o percurso direto de Sucre a Uyuni, saindo às 20:30h e chegando mais ou menos às 4h por 60 bolivianos, ou 30 reais”.  Dia 10/01/2017 • Hostel • Olhar agências de tour pelo Salar de Uyuni (Blue Line e a Quechua Connections, são duas agências bem recomendadas). Os blogs aconselham olhar no dia mesmo. Não é difícil, já que existem muitos. Obs, o câmbio nessas agências não é recomendado, leve em dólar ou já em boliviano. • Comprar as passagens para La Paz, garantindo nossa viajem após o Salar (os ônibus saem às 20:00 horas e chegam às 7:00, custam cerca de 230 bolivianos ou 115,00 reais, as passagens podem ser compradas no site da todo turismo, http://www.todoturismosrl.com/, ou nos guichês da empresa em Uyuni, podem ser compradas também em algumas agências de turismo responsáveis pelo tour no salar), obs: A estrada é de péssima qualidade, boa parte de terra, e chegando em La Paz vai melhorando. • Existem opções de 2, 3 e 4 dias. Acho que de 3 tá mais que suficiente. O valor fica entre R$ 250,00 e 300,00. + R$100,00 das entradas no parque e na Ilha (no passeio). • Os passeios começam por volta das 10:30. Então não sei se vai precisar de hostel. De toda forma coloquei pelo menos pra gente dar uma descansada, mas não sei se precisaria mesmo.  Dia 11/01/2017 • Passeio no Salar.  Dia 12/01/2017 • Passeio no Salar e fim do tour de 3 dias. Em média o tour termina às 18:00 horas. • Ida a La Paz (passagens já compradas no dia 10/01/2017)  Dia 13/01/2017 • Chegada em La Paz, por volta das 07:00. • Passeio na montanha de neve (Monte Chacaltaya) + Vale de La luna, passeio dura de 9h às 16h, preço 40,00 reais. http://www.nofearadventuresrl.com/ • Hostel (wild rover)  Dia 14/01/2017 • Conhecer a cidade (mercado das bruxas é uma opção) • Partir para Copacabana, às 14 horas (informação de como ir para Copacabana na rodoviária de La Paz. No terminal de ônibus, existem algumas companhias que fazem o trajeto, geralmente às 8h30 e às 14h, com preços que variam de Bs$25,00/U$3,60 a Bs$35,00/U$5,00. Duração da viagem entre 3 a 4 horas). • Chegar em Copacabana – comprar passagens para Cusco na rodoviária. • Hostel • Sair a noite  Dia 15/01/2017 • Ficar em Copacabana • Ir conhecer a Ilha do Sol e dormir uma noite lá (Passeio da Isla del Sol: Os barcos para a Isla del Sol saem de Copacabana duas vezes por dia. O ticket pode ser comprado no próprio cais e custa 20 ou 25 bolivianos, dependendo da negociação e do lado da ilha em que você pretende descer. A ilha é dividida em lado Norte e Sul e em pequenos vilarejos. O lado Sul é o mais próximo de Copacabana e oferece mais opções de hospedagens.)  Dia 16/01/2017 • Chegada da Ilha Del Sol, imediatamente comprar as passagens para Cuzco, se já não tiver comprado, no período da noite para economizar hostel e ir a uma casa de câmbio para converter a moeda para o sole peruano. • Partir de Copacabana à Cuzco com parada e troca de ônibus em Puno. A viagem dura cerca de 11 horas. Cerca de 35 reais, comprar na rodoviária.  Dia 17/01/2017 • Chegar em Cuzco. • Hostel • Comprar o pacote para MP  Dia 18/01/2017 • Começar a ir para MP (ir até a estação da Hidrelétrica Sta Helena com a van contratada pela agência AITA PERÙ, saindo por 70 soles, aproximadamente 70 reais, cerca de 7 horas de viajem) • Chegar em Aguas Calientes pela trilha de trem (queremos muito ir pela trilha de trem) • Hostel para passar a noite. Descansar para acordar cedo.  Dia 19/01/2017 • Passeio em MP. • Voltar a pé até Aguas Calientes. • Fica em aguas Calientes.  Dia 20/01/2017 • Volta para Cuzco de trem ou do jeito que der. (rsrsrs) • Pegar o bus até La Paz. (12 horas de ônibus). Empresa Litoral  Dia 21/01/2017 • Chegar em La Paz • Hostel  Dia 22/01/2017 • Ir para Santa Cruz de La Sierra (ônibus) • Conhecer a cidade até a hora de embarcar no trem. • Embarcar no Trem da Morte.  Dia 23/01/2017 • Chegaremos em Porto Quijarro • Pega um taxi até Corumbá • Em Corumbá pegar um ônibus até Campo Grande  Dia 24/01/2017 • Embarcar para BH. Bom, assim concluímos nosso roteiro. É muito importante ressaltar que muitos dados apresentados foram extraídos de outros roteiros, portanto não podemos dizer se realmente será assim, mas estamos dispostos a entrar de cabeça nessa experiência incrível que aguardo com muita ansiedade e expectativa.
  21. Salve, salve galera mochileira. Então esse é o meu 1º relato de trip, espero que seja o primeiro de muitos outros. Passei o feriadão de páscoa na Bolívia e como peguei todas as dicas aqui, nada mais justo que deixar o meu relato, pois sei que poderá ajudar outros mochileiros. Esse foi meu 1º mochilão internacional, na verdade vou chamar de mochilinha pois foi um bate volta. Vou separar por dia para tentar detalhar o máximo possível, vamos a aventura por terras Bolivianas. A trip iniciou em Novembro de 2013, foi quando a Gol fez uma promoção de passagens de volta a R$ 39,00, e para nossa surpresa minha e do meu amigo, havia passagens para Santa Cruz de La Sierra. Após comprar as passagens comecei a ler os relatos e confesso que a princípio fiquei com medo e receio e ao mesmo tempo ansioso para conhecer o país e a cultura. 17/04 – Quinta-feira Como moramos no RJ e o voo partiria de SP(GRU), saimos do RJ no dia 17/04 às 23:59h pela empresa Útil que faz a linha RJ X Guarulhos. Gastos Passagem RJ X SP – R$ 49,00 (empresa Útil) Lanche na Rodoviária RJ – R$ 9,00 (Rei do Matte Joelho + Guarana natural)
  22. Hey! Segue meu relato para Bolívia realizado entre 20 de Janeiro á 03 de Fevereiro de 2016. Vou postar os relatos aos poucos e para ver fotos acesse os links que estarão em cada post. Dúvidas, me questione aqui ou mande e-mail para [email protected] Obrigado. T. Luiz
  23. Olá pessoal! Continuando minha viagem.... Em cochabamba, depois de pesquizar muito no site booking, reservei em La Paz o hostal Ananay, muito elogiado, pessoal super simpático, e não foi tão caro: 75,00 dólares por 5 noites. Ele fica na rua mais charmosa e tranquila de La paz, e tem uns 3 museus só nessa rua, onde se encontra também a casa de Murillo, que é tipo um herói libertador pros bolivianos. Também fica bem perto da rodoviária 6 ou 7min a pé, pontos turísticos, plaza murillo, mercado lanza, onde se pode comer uma truta do lago, plaza mayor, etc. Quando eu fui na rua das bruchas, sagarnaga, illampu, eu vi que acertei no hostal, ali tem muito barulho, carro, buzina, rua suja, etc... unica vantagem é que tem ali agencias turismo, e artezanato. Me esqueci de falar da viagem, de cocha a la paz, é super tranquilo, são 8hs viajem, ônibus para na metade caminho em Caracollo, por 30min para banheiro, lanche, almoço, e a passagem é incrivelmente barata varia de 30 a 50 bol e tem saídas de 30 em 30min para la paz, e vice-versa. Fui pela empresa Bolivar. Depois o bus pega um pouco de transito en el alto, cidade vizinha de la paz, e para ali para desembarque. Para por fim na rodoviária La paz. Ali tem na entrada informações turisticas onde se pode pegar mapas, etc.. fui a pé pro meu hostal. Lá mesmo se oferece agencias turismo, e fechei pra ir chacaltaya e valle de la luna, por 90 bol + 15+ 15 das entradas dos parques respectivamente, que se paga quando chega lá. É importante tomar a sorochepill, antes desse passeio, pois vai subir a 5.410mts altitude. Eu tomei de manha cedo, essa pírula tem efeito por umas 8hs. Paguei 3,85bol cada. Também levei folhas de coca e mel em sachêsinhos, que trouxe do brasil, para dar energia instantânea. Foi super tranquilo, embora a estrada até a montanha é sinuosa e da aquela adrenalina boa, hehe Leve algo para comer, pois esse paseio dura o dia todo e nao param pra almoçar. Eu comi algo no caminho pro valle la luna. Nessa noite, madrugada voltou problemas intestinais, pois já estava debilitado desde cbba, mas depois melhorei., aproveitei pra conhecer cidade andando bem de boa, devagar olhando tudo com carinho, aproveitei pra ir no banco do brasil, pois o money tava acabando. Fica na rua 20 octubre, edifício torre azul, enorme todo espelhado. Sim, o prédio mais mais modernos de la paz é nosso! Nem no brasil eu vi um banco brasil tao grande! Dica, quando a van do passeio volta do vale luna, ela passa na rua paralela a do banco, pode pedir pra descer ali, ok? :'> Dai, fui a copacabana, comprei passagem ida e volta empresa titicaca 65,00 bol. A viagem dura 4hs, determinado momento vc desce do bus, e passa o lago num barco, bus tambem vai numa balsa, dai voce espera o bus do outro lado. CUIDADO PRA NÃO ERRAR DE BUS! Fique atento ao seu motorista, memorize ele e seu bus. Fique perto da galera do seu bus, detalhe tem que se pagar essa travessia que é 2 bol creio. Chegando em copacabana (não tem terminal), o bus para numa rua em frente agencias, comprei ainda dentro do bus, bilhete barco para a ilha 30 bol ida e volta. Antes de ir procurei lugar pra almoçar, algo barato, me indicaram que na praça se serve almoço, fui lá e comi um prato de sopa deliciosa com papas, pollo, verduras, macarrão por 5 bol, o bom é que, como é fervido, nao tem perigo contaminação. Até parte sul, a viagem dura 1h e meia quase, e ao desembarxar tem taxa pra ingresar na ilha 5 bol pra extrangeiros. Eu voltei no mesmo dia, pois a grana tava acabando,ae ja tava economizando pra volta. Deu pra ficar na ilha umas 2 horas, foi uma pena, o certo seria dormir uma noite lá e no dia seguinte sair pros passeios na ilha, ir até parte norte, etc. Bom fica pra próxima. (eu vou voltar heim!) Resumindo sai de la paz fui ilha do sol e voltei pra la paz tudo no mesmo dai, ufa! Cansativo Voltando a la paz, o ultimo dia tirei pros museus, vale a pena, os da rua jaen, que é onde fica o hostal ananay, e o etnográfico. Tambem fiz um tour nas tres linhas do teleférico, muito legal! O teleférico é bem barato, 3 bol, eu fui e voltei nas 3 linhas por 12 bol creio, e é bem moderno as estações, me disseram que foi uma empresa suíça que construiu. Bom, de volta a cbba, fui no médico, fiz exames, me tratei, me fortaleci pra voltar pra Florianópolis, volta que ia ser de busão e ia durar 3 dias. No ínterim, houve um deslizamento na estrada principal pra santa cruz de la sierra, e a estrada ficou bloqueada por alguns dias, depois só meia pista. tinha a rota alternativa, pela estrada velha, mas a viagem que era de 10hs, tava durando de 16 á 20 hs! Esperei alguns dias e nada mudou. Dai, tive que comprar de aviáo esse trajeto, de cbba á santa cruz, pela BOA aviaçáo, por 215,00 reais. Valeu a pena, até porque tinha que voltar pros meus compromissos no brasil. No aeroporto de santa cruz, viru viru, o taxi era 60 á 70 bol até rodoviária bimodal, como eu tinha lido algo dos mo hileiros que dava de ir de bus, fui me informar, e , Ai vai a dica: saindo do saguão do aeroporto, voce pega um micro bus, 6,00 bol, cor branco e verde (linha 135 aeroporto), só tem esse. Dai pede pra descer no 3°anillo, atravesa a avenida do anillo (anel viário) e do outro lado voce pega outro micro, linha74 "VUELTERO", por 2 bol, que te deixa em frenta a rodoviária bimodal. Tudo por 8 bolivianos! Comprei pasagem o mais tarde possível pra viajar na madruga, 21:30, por 90 bol, empresa pantanal, recomendadíssima, onibus novo , leito, 3 filas, ar condicionado, tv, outra dica: procure os assentos mais na frente, pois eles costumam vender passagens pra familias com crianças que logo saem dos colos dos pais e se deitam pelo corredor, fazem um mini camping dentro do ónibus, tambem quando fui pra la paz, o motora parava no meio do caminho e pegava passageiros, sendo que o ónibus ja tava lotado, dai eles armam um verdadeiro acampamento no fundão do bus. Eu sinceramente, não me incomodo com isso, procuro entender a cultura deles, também a pobreza, tudo dificulta, e se via que os pais tentavam de tudo pra nao incomodar os demais passageiros, mas tinha hora que era impossível, quer ver qd tinha que trocar a fralda! O cheiro infectava tudo! Mas eu penso que viajem sem algum perrengue nao tem graça, certo? Chegando em puerto quijarro, bem cedo manha, fui procurar um lugar pra desayunar, e um homem se ofereceu pra ajudar com as malas, eu disse que nao precisava, mas perguntei sobre um lugar pra comer algo,daí, ele insistiu em me levar até lá, que era como uns 30mts do ónibus. E eu fui levando as malas. Dai ao chegar, ele me mostrou a lanchonete e um wc, e me pediu 5 bol. Eu entendi que era pela gentileza de me acompanhar 30 mts a pé, (como se eu precisasse disso), e pelo,uso do wc, pois ele falou com o guardinha do wc. Ao sair do wc, o guardinha me cobrou o uso, 2 bol. Você entendeu? Nem eu entendi direito, mas tudo bem, segui pra fronteira, dei saida da bolivia, umas 2hs na fila, pois tive de esperar 45 min fronteira abrir, fui pra pf no brasil, outra fila, mais 1 h esperando. Daí quando tinha umas 3 pessoas na minha frente, todos bolivianos, saiu uma mulher da pf perguntando se tinha brasileiros na fila e pediu nosso rg ou passaporte e passamos na frente. A partir dali, ela mandou fazer uma fila ao lado. Bom, eu ja tinha lido algo sobre isso nos relatos, mas é que simplesmente nao tem nada, mas nada dizendo isso, nem placa, orientacao, nem onde começa as filas, bastava ter um folha A4 colado na parede: "fila brasileiros" e"fila extrangeiros" ou qualquer pintura no chão indicando onde começa as filas. é só usar a cabeça um pouquinho que facilita pros turistas e também pros policiais. Já no lado boliviano só tem uma fila pra todos. Saí da pf e uns taxistas me ofereceram levar rodoviária por 50,00 reais, dai eu disse que paguei 30 na vinda, e que nao ia pagar mais que isso. Após 5 min, enquanto eu esperava alguém sair pra rachar o taxi, ele me ofereceu por 40,00. Eu insisti por 30, daí fomos. Nmo caminho ele me ofereceu ir de van para campo grande, pois a companhia deles de taxi tinha uma van que ia alguns dias para campo grande regularmente.ele disse que nao tinha mais vagas nos buses da andorinha. Paramos no escritório da companhia deles, fica em frente rodoviária, casinha madeira, ao lado ponto de bus, se chama indiana tours. Isso já era 11:30hs, Fui confirmar na rodoviária e só tinha vaga pra noite. Dai voltei e paguei o transfer pra campo gr. Por 115,00 reais, saiu 10 reais a mais, porem, vai mais rápido que o bus, saimos 12hs, numa sprinter grande e nova, com ar cond. Pois tava muito quente, era 12 janeiro. No caminho paramos pra almoçar num bom restaurante. Me deixando na rodoviária era umas 19hs, fui atras de uma passagem, uma linha Porto Velho até criciuma SC, e que passa por florianópolis. Essa viajem dura 24hs. Pela Unesul estavam todos lotados, vaga só no outro dia e á noite! Comprei pela Eucatur, uma ultima vaga, ufa! 251,50 reais. Saída para ás 00:10hs, atrasou e saímos 3 e meia da madruga. A partir de agora vou resumir, mas, acredite!, o onibus quebrou 3x! , e trocamos de bus 2x. Era pra chegar em floripa meia noite, chegou 11hs da manhã. Ufa, cheguei na minha linda floripa! Bom, pra finalizar, foi uma experiéncia incrível conhecer a Bolivia, recomendo com certeza. Pais pobre, é verdade, mas riquíssimo em cultura, folklore, história, pessoas humildes, simples, e amigáveis. E como ficou alguns passeios pra tráz, como descer de bike estrada da morte, tiwanaku, sucre, salar uyuni entre outros.... quero voltar pra lá. É evidente que teria mais 'causos' pra falar, mas acho que já falei demais Abraço pessoal...
  24. El Choro Trek A história começa em La Paz – BO. Dicas de um guia de trekking boliviano faz a atenção sobre o El Choro Trek subir consideravelmente. O mesmo falava sobre a facilidade deste trekking que é de 3 a 4 dias. O caminho de El Choro era usado antigamente pelos Incas que liga El Cumbre (Considerado o ponto mais alto de La Paz sendo também o inicio do trekking) até Coroico, uma cidade mais ou menos 110km de La Paz. Obs: A história é de 20 Páginas, vou resumir para não ficar chato. Como chegar? É possível chegar até El Cumbre de duas formas. 1- Taxi: Custo médio de Bs.140,00. Vale a pena se forem em um grupo de 4 pessoas! 2- Onibus: Pegar um onibus que vai até coroico mais pedir para o chofer parar em El Cumbre! Valor de Bs.30,00 por pessoa. Inicio, Primeiro Dia Era em torno de meio dia quando cheguei a El Cumbre de ônibus. Desta vez acompanhado. Logo “na entrada”, existe uma casa onde conseguimos um mapa e algumas informações realmente muito uteis. Tínhamos que atingir o real El Cumbre que fica a cerca de 30 minutos de caminhada desde a casa de informações. A caminha é quase só de subida em um tereno seco, cinzento que as vezes nos surpreendia com algumas pequenas lagunas. Quando cheguei ao topo, um vento forte soprava, um vento frio, mas um frio bom. Paramos pra comer e eu me afastei em direção a um penhasco onde vi uma das paisagens mais linda que já tinha visto até ai. Eu estava no topo de uma montanha, olhando para vão que era formado por duas outras montanhas. Elas estavam localizadas uma a minha direita e outra a esquerda e juntando aquela onde eu estava, formavam um “U”. Eu olhava para o centro deste “U”. Olhava para um penhasco de pedras escuras e la no final deste penhasco um verde fraco, desbotado que completava a paisagem. Peguei a trilha Inka e comecei a caminhada. Eram decidas em zigue-zague ingrimes em cima de pedras formadas pela própria montanha. Mais ao fundo, onde se encontra o pouco de areá verde da região, era possível ver algumas ruínas, bastante destruídas, construídas com pedras e logo ao lado um pequeno riacho formado pelo degelo das montanhas onde eu estava. Em uma parte desta decida ingrime e demorada, encontrei uma pequena corredeira de água que descia por uma rocha. A água era cristalina. Avaliei o lugar de onde ela vinha e constatei que aquela água era pura pra tomar e me delicie com uma água natural e gelada. Até mais pura do que aquela que eu levava na mochila. Ao chegar la embaixo, me deparei com as ruínas Não tão incríveis mas era possível imaginar suas histórias. Segui a trilha que agora era de terra, grama e pedras colocadas ali por pessoas. Tinha uma largura de 1,5m. Nos cantos da trilha eram pedras maiores que demarcavam os terenos aos arredores. A vegetação era baixa e verde. A trilha seguia logo ao lado de um pequeno riacho que aos poucos ia aumentando e ficando mais rápido e furioso. Após passar por dois pequenos vilarejos, já cansados, decidimos armar acampamento em um ponto onde, da trilha, não era visível O mesmo se localizava ao lado do riacho. Armamos acampamento e decidi explorar o tereno. No meio da minha “explorada”, escorreguei em uma pedra úmida e cai com uma das pernas no riacho. Voltei pro acampamento, tirei a roupa molhada, botei um calçãozinho e fui saciar minha vontade de entrar no riacho. Água congelante mas cristalina. Sabia que essa já não era mais própria para consumo mas igual dava vontade de bebe-la. Preparei um arroz com velas improvisadas que demorou muito para ficar pronto e depois me deitei na barraca antes da chuva chegar. Segundo Dia Acordei cedo, abri a barraca, o tempo estava úmido, um frio suportável e delicioso, céu nublado e o barulho do rio ao lado, com correntezas furiosas, batendo contras as pedras. As montanhas estavam repletas de um verde mais intenso, talvez por causa da umidade, com exceção de duas, mais ao sul, onde, no dia anterior, eu havia passado. Uma visão deslumbrante, esmagadora que me pegou de surpresa. Aquelas montanhas que atingiam as nuvens, de terra escura e rochosa, agora estavam brancas e brilhantes. Dominadas pelo gelo, pelo frio e pelo vento. Era possível observar, no passar de minutos, a montanha perdendo sua coloração branca e voltando para sua cor acinzentada enquanto derretia aumentando o fluxo do rio que corria a poucos metros de onde estava. Seguimos trilha sem muita enrolação. Estávamos atrasados no roteiro, cerca de 3 horas. O caminho seguia em vegetação baixa e a trilha larga com o chão formado de pedras. Todas colocadas a mão, por alguém, a centenas de anos atras. Em todo seguimento o rio nos acompanhava e nos acalmava com sua melodia agressiva. Estava começando a escurecer quando encontramos o vilarejo de Choro. Na verdade não existe nenhuma casa habitada, apenas duas abandonadas onde não é possível se alojar pelas más condições. Entretanto, existe um pequeno terreno antes da ponte de Choro onde cabe uma barraca. Decidimos que, por falta de resistência física, iriamos passar a noite neste lugar. Armamos a barraca e com algumas velas esquentamos água para fazer uma massa rápida junto com um purê de batatas em pó. Comi e me dirigi a barraca antes que começasse a chover. Terceiro Dia Cansado e sem energia, agora em uma mata mais densa e fechada, um clima mais úmido e com uma temperatura mais elevada tornavam cada passo mais complicado. Em todo momento eram retas, cobertas por matos. Grande parte da trilha ainda era de pedra. Nada natural, todas colocadas a mão! Então logo vinha uma decida mais ingrime. Já sabia que no final dessa decida encontraríamos com uma cachoeira que desce do topo da montanha para se juntar ao rio principal. Sempre era mais bonita, mas desafiadora, e muitas vezes mais forte do que a anterior. Era sempre uma alegria encontrar esse tipo de cachoeira, pois era o momento de descanso onde era possível se refrescar e curtir uma paisagem linda. As paradas eram em torno de 30 minutos para cada 2 a 3 horas de caminhada. Essa água já não era mais confiável para se beber, pois vinha de uma floresta densa onde habitam muitos animais. Apesar de tudo que tinha de bom na parada, a volta sempre se mostrava complicada. Alem de estar com os músculos duros e frios, todas cachoeiras eram acompanhadas por uma subida de 20 a 30 minutos. Chegamos, finalmente, no ultimo ponto de acampamento. Um vilarejo conhecido como Sandillani. Ele contava com cerca de 10 cabanas habitadas por nativos e um vasto terreno para acampamento. Pedimos que nos preparassem uma janta e armamos acampamento. Antes de dormir fiquei observando o céu que, em parte estava limpo e devido a escuridão total do vilarejo que não tem luz, mostrava toda sua imensidão e suas inúmeras estrelas que não param de surgir. Enquanto a outra parte, mais ao horizonte, estava fechada, cheias de nuvens e com relâmpagos fortes que clareavam toda a imensidão das montanhas, que dali, podiam ser vistas. Quando as primeiras gotas chegaram, entramos na barraca e dormimos sem perceber. Quarto Dia Acordei, após uma noite chuvosa, em meio aquela aldeia simpática, com o barulho de um martelo batendo forte sobre uma lata. O sol em 1/4 já acertava o teto da barraca, deixando tudo que havia dentro com uma cor alaranjada. Eram 9h. Levantei, desarmei a barraca, estendi sobre uns fios de arrame que se localizavam ao lado da casa do senhor que nos acolheu e pedi para que me preparasse um café pois estava faminto. Não importava tanto se o pão estava mofado. O acompanhamento foi de ovo. Tudo só era visto no prato como fonte de energia. Diferente dos outros dias, esse já inicio mais alegre, afinal só restavam três horas de caminhada até a ultima parada antes de Coroico. Apos a barraca secar, sem muita cerimonia, seguimos viajem para mais uma caminhada, que dessa vez, não tão intensa. A trilha se resumia em mata fechada, solo de barro úmido e somente descida. Sem muitas surpresas e com muito cansaço cerca de 3 horas e meia após a partida, chegamos até a cidadezinha chamada Chairo onde alugamos um carro por Bs.100 e seguimos em direção a Coroico para então retornar a La Paz. Dicas Sobre o El Choro Trek: -Pode ser Realizada em em 3 dias e 2 noites. -É de nível fácil, qualquer pessoa pode fazer sem a utilização de guias e não necessita uma resistência física elevada. -O consumo médio de aguá diária é de 2L por pessoa. -Evite umedecer seus tênis/botas. Pois o tempo normalmente é dublado e não da tempo para secar. -Chegue em torno de 8h da manha no primeiro dia e você vai encontrar neve e não vai atrasar sua caminhada. -Se programe para armar sua barraca até 18:30 no máximo. -Se programa para chegar em um vilarejo até 18 horas pois após a metade da trilha, é quase impossível armar barraca em qualquer lugar pois o mato é muito fechado e a trilha estreita. -Não dependa de madeira para fazer sua comida. Toda madeira é molhada! -Leve uma sacola para colocar seu lixos recicláveis. -Se necessário fazer necessidades fisiológicas, faça fora da trilha e enterre. -Jamais saia com uma mochila que pese mais de 10km. Combine com seu Hostel em La Paz e deixe itens e roupas desnecessária lá. -Não esqueça seu protetor e seu repelente. Agradeço a todos e quem fizer este trekking, gostaria de ser informado e ler o relato.
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