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Bolívia, Atacama, Peru...Paisagens, Sunsets, Pessoas, Momentos...


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Terça, 16 de outubro de 2018 🇨🇱

Às 7h já prontos na recepção do hostel pra esperar o passeio das lagunas altiplânicas. Conhecemos o Bruno, outro brasileiro que estava ali esperando também, só que ele tinha reservado o passeio pelo hostel mesmo e logo chegaram pra buscar ele. E nós ficamos. Ficamos. Era pra nos pegar entre 7h e 7:30. E nada. 8h e nada 😒 É, esqueceram de nós...desistimos e fomos pegar um café. Depois vamos na agência, resolvemos isso, vamos pensar em outra coisa pra hoje. Deu 8:30, coloquei o primeiro gole de café na boca, tocam a campainha. Vieram nos buscar. Mas não era uma van. Era uma camionete 🤨 O rapaz, Luís, disse que não sabia bem o que aconteceu mas o guia tinha nos esquecido e ele ia nos levar até onde o grupo ia tomar o café da manhã na Laguna Chaxa. OK, vamos 😆 Pelo menos tivemos um guia exclusivo até lá. Chegando lá o guia Francisco só faltou ajoelhar pra nos pedir desculpas 😅 tá bom, acontece 😛 tomamos café e demos uma voltinha na Lagoa e pra ver o Salar do Atacama, beeeeem inferior ao de Uyuni. Mas a lagoa é bonita. Ali tem uma entrada de 2500 pesos.Laguna Chaxa

Agora, já na van e em grupo, fomos até o povoado de Socaire onde ele encomendou o almoço e visitamos a praça e a igreja. Fomos então pro mirador de Piedras Rojas. Desde que um mané do canal Off fez windsurf por lá eles fecharam o acesso a Piedras Rojas e agora só podemos ir nesse mirador.IMG_20181016_120011529.thumb.jpg.19d087474f6ea83f75e33738fcd96067.jpgIMG_20181016_120550251.thumb.jpg.6833dee80e7bf146ce6046e89e10e9f9.jpgIMG_20181016_122706699.thumb.jpg.e283620b08dfce411a3a2b82cb7827e5.jpg

Depois fomos pras lagunas. Miscanti e Miñiques. A entrada é 3000 pesos e caraaa, que lagoa fenomenal é essa Miscanti. A Miñiques é normalzinha mas a Miscanti, com aquela choupana ainda compondo o cenário, caraaa é surreal. A LAGOA MAIS LINDA QUE EU JÁ VI NA VIDA!! Com aquelas montanhas atrás véééio que issoooo. Fiquei impressionado. Só essa lagoa já valeria a ida ao Atacama!!! Eu mudava pra essa cabanaIMG_20181016_135928393.thumb.jpg.471271a20a13f61a062bbb8ce994c48b.jpgIMG_20181016_140510481.thumb.jpg.db286e840e9475772f1f67b8e98359f1.jpg

Depois de um tempo lá fomos pra Socaire almoçar com direito a vinho e finalizamos em Toconao vendo a praça e a igreja. Chegamos em San Pedro 18h. Passei numa agência pra fechar o passeio das Lagunas Escondidas pro dia seguinte à tarde. Não são todas as agências que fazem o tour pras Escondidas, mas não é difícil achar. Fechei na Stars Travel por 16 mil pesos. Procuramos uma botilleria pra comprar umas garrafas de vinho e fomos pro hostel cozinhar e beber 🍲🍷

 

Quarta, 17 de outubro de 2018 🇨🇱

Tinha combinado com o Bruno de fazer alguma coisa de bike pela cidade de manhã. Fábio não tava afim e queria ficar de bobeira mesmo. Esperei o Bruno aparecer mas ele tinha feito o tour astronômico na noite anterior, emendou o passeio num bar e tava meio que fora de órbita ::dãã2:: Ele foi aparecer só 11 da manhã então não fomos. Ele ia fazer a Laguna Cejar de tarde e eu e o Fábio íamos pras Escondidas. O preço do passeio é quase o mesmo, flutuar na lagoa cheia de sal é a mesma coisa, a diferença é a entrada que é 5 mil nas Escondidas e 17 mil na Cejar. Então, flutuar por flutuar, preferi as Escondidas. Fizemos mais macarrão pra almoçarmos. Chegou uma colombiana no hostel e o Fábio cismou que ela tava dando mole pra ele. Eu tava decidido a ir embora naquela noite, já que não poderia fazer o Salar de Tara e os outros passeios não me interessavam. Pra tirar um dia de descanso San Pedro era muito caro :lol: Então o Fábio resolveu ficar uma noite mais. Eu achava que Arequipa era mais negócio :twisted: Fiz check out e fomos pro passeio. No caminho, passei no terminal de buses e comprei passagem pra Arica naquela noite às 21:30, um onibus mais demorado, que passava por Iquique, mas como o passeio terminava as 20h não podia comprar outro mais rápido pois eram mais cedo. Passagem 9600 pesos no semi-cama. O bus cama era 20 mil pesos, mas primeiro que já tava esgotado e segundo que eu tenho muita dificuldade de dormir em busão.

O passeio das Lagunas Escondidas sai as 14:30. Quase 1 hora pra chegar lá. Tinham outros brasileiros na van (assim como tem milhares em San Pedro) e fomos bem animados e bagunceiros pelo caminhos 😜 São 7 lagunas com muita concentração de sal e na primeira e na última podemos entrar. Entramos na última. Água fria mas tava calor, bem gostoso. Mas gostoso mesmo é tentar afundar e não conseguir de jeito nenhum. Dá pra boiar sem nenhum esforço. O esforço fica por conta de tentar ficar em pé ou sair daquela posição de flutuação porque a resistencia daquela água é uma coisa muito louca. Eu só conseguia ficar em pé quando tava mais perto da borda da lagoa e usava a mão pra apoiar, porque do contrário eu ficava boiando sem direção e sem conseguir sair 😵 É uma experiência única e muito legal. Pra mim que não sei nadar é ótimo. Impossível morrer afogado ali 🤣 Evite mergulhar ou molhar a cabeça e os olhos porque é sal demais::cool:: Depois de uma meia hora flutuando, saímos e fomos andando passando pelas outras lagunas até a primeira. Corpo cheio de sal, parecendo uma carne preparada pra churrasco ::lol4::A primeira lagoa tava bem gelada e não animei entrar. A experiência já tinha valido muito a pena lá na outra. Fomos pras duchas tirar aquele sal todo. As duchas fecham as 17:30 então a partir desse horário todo mundo vai embora. IMG_20181017_163352581.thumb.jpg.271f868852e126a504f99475ff04578d.jpgIMG_20181017_163827972.thumb.jpg.6f06a8f8fec96123e67ac3f4c230aabc.jpg

Voltamos pra bem perto de San Pedro, perto da Piedra del Coyote mas num outro ponto com bem menos gente, onde paramos pro coquetel com pisco e snacks e pra esperar o por do sol. E esse por do sol foi muito mais irado que o outro na Piedra del Coyote. O local era muito mais propício!!! Mais um sunset show pra essa tripIMG_20181017_183949452_HDR-EFFECTS.thumb.jpg.b06f3f48d6f2144b24de8f5ab2f9bccc.jpgIMG_20181017_193101582.thumb.jpg.c93329368de88373e58fb9b52f01317f.jpg

Chegamos as 20h em San Pedro, nos despedimos da galera brasileira animada, passei numa lojinha pra comprar uma lembrancinha de San Pedro, fui pro hostel, tomei banho, me despedi do Bruno e da Janaína, outra brasileira que trabalha lá no hostel, despedi do Fábio mas nos veríamos de novo em Arequipa, desejei a ele boa sorte com a colombiana e fui, solito, pro terminal. 21:30 embarquei pra uma longa noite rumo a Arica.

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Quinta, 18 de outubro de 2018 🇵🇪

Metade da viagem. Uyuni e Atacama concluídos com sucesso. Agora rumo ao Peru. Já recapitulando tudo que tinha vivido e imaginando quem ainda iria conhecer e o que viria pela frente. Graças a ajuda de 2 dramin eu durmi razoavelmente no busão. Cheguei em Arica 9 da manhã. Descendo no terminal fui pro outro terminal do lado, o internacional. Já tinha decidido que iria de táxi. A taxa do terminal é 350 pesos e o táxi 4 mil pesos. O onibus acho que é 2 ou 3 mil pesos mas o táxi compensa pela agilidade já que são só 4 pessoas e não 50 de um busão pra passar na imigração. Já tinham 2 senhorinhas chilenas no táxi e logo apareceu mais um rapaz com cara de peruano pra completar o táxi. O taxista pede teu passaporte pra já ir agilizando alguma coisa. É estranho mas é assim mesmo. 1 hora de Arica a Tacna incluindo o tempo na fronteira que foi rápida. O taxista já coloca nós 4 no mesmo guichê da imigração. As duas senhorinhas desceram em uma avenida qualquer de Tacna. Eu e o outro cara fomos até o terminal. Lá no terminal tem um monte de bancas onde umas pessoas ficam oferecendo câmbio mas só vi aceitarem dólar e pesos chilenos. Ainda tinha 10 mil pesos chilenos que me renderam 48 soles. Achei que seria o suficiente até Arequipa. Agora estava 2 horas atrás no fuso horário, era pouco mais de 8h da manhã. Procurei o guichê da Oltursa mas só tinha busão pra Arequipa de tarde. Vi uma agencia vendendo Arequipa e tinha horário pras 9:30. Me cobraram 30 soles. Só tinha uma lanchonete pra café da manhã no terminal, no segundo piso. Uma xícara grande de café e um pão com queijo super salgado por 8 soles. O cara da agência me levou junto com 2 mulheres pro outro terminal do outro lado da rua, o terminal nacional. Tinha até esquecido que essas cidades sempre tem 2 terminais e se tivesse lembrado teria ido já pra lá pra ver passagem porque no guichê das agências costuma ser mais barato que essas agências intermediárias. Paguei a taxa do terminal de 2 soles. O cara da agencia me entregou a passagem e nela o preço era 20 soles, a empresa era Expresso Moquegua. Se eu tivesse ido direto no guichê dela talvez seria mais barato mas eu nem lembrei que tinha outro terminal. De toda forma, 30 soles (R$ 37) pra uma viagem de mais de 6 horas é barato. Da minha cidade pra BH que são só 100km é R$ 31 !!! Nesse terminal eu vi uma casa de cambio que aceitava reais mas nem fui lá ver cotação, só pra informação mesmo caso alguém caia de paraquedas em Tacna só com reais😵 Com 8 soles no bolso esperava conseguir pagar o táxi em Arequipa.

Embarquei no busão e parti rumo a Arequipa. Viagem de dia, busão andando devagar, toda hora entrando vendedoras no busão gritando agudamente PAPAAAAAAA, PAPA RELLENAAAAA, PAPA REGOSADAAAAA,  PAPAAAAAAAAAAA, CHICHARROOONNN CHICHARROOOONNNNNNNNN  😒🙄::dãã2:::lol:

Cheguei em Arequipa já passava das 16h. A tabela de táxi do terminal dizia 8 soles até a praça de Armas. Era o que eu tinha. O taxista me pediu 10. Falei que só tinha 8. OK, vamos. Desci uma quadra antes da praça porque ela é fechada pra carros e fui a pé pro hostel que fica só a 2 quadras dali. Tava chegando ao tão esperado Wild Rover 🎉 de novo não lembro o preço da diária porque reservei no booking mas paguei em torno de 30 soles a diária.

Já instalado e sem um puto no bolso, fui atrás de câmbio. O câmbio de reais variava de 0,77 a 0,81. No Peru especificamente o cartão de crédito tava compensando pois já com IOF tava dando 0,815. Então o que dava pra passar no crédito eu passava mas é sempre bom pagar em dinheiro pra barganhar desconto. Fui jantar num restaurante na lateral da praça chamado Saryris que tinha uns combos de refeição por 13 soles à noite e 10 soles pra almoço. O segundo piso desse restaurante fica naqueles balcões com vista pra praça. Essa praça de Arequipa é sem base de tão linda, a cidade mais linda que vi nessa trip sem dúvida. 

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Fui pro hostel pra já tomar umas cusqueñas. Essa viagem tava muito light 😄 Já fiz amizade com um espanhol, Fermin, e curtimos o bar, joguei muuuito beer pong, toda hora a galera do bar liberava freeeee shoootss 🍹 e fiquei até o bar fechar mais de 1 da manhã. Galera disse que tinha uma outra baladinha lá perto e fomos pra lá emendar a night. 🕺🍻🎼

 

Sexta, 19 de outubro de 2018 🇵🇪

Dormir eu durmo em casa, em reais 😜 Só umas 3 horas de sono e já tava pronto pra mais um dia. Wild Rover só oferece café e leite de graça, as comidas do café da manhã são pagas a parte (pelo menos nos dias que eu tava lá😶). Peguei uns biscoitos que ainda sobravam na mochila pra enganar. Pertinho do hostel tinha uma lanchonete com umas empanadas boas e baratas também.

Fui pesquisar preços pro trekking do Canyon. A primeira agência que passei cobrou 125 soles. Não. A segunda ofereceu 100 soles. Achei justo, fechei. Agência Kusi Travel na Plaza de Armas à direita da catedral, onde tem várias agências mas o preço não varia muito.

Fui na catedral, tem uma visita guiada por 10 soles mais uma propina pra guia. A catedral que é linda por fora é linda por dentro também, tem um órgão bacana, um museu com muitas peças de ouro, prata, esmeraldas e de valor incalculável. Pra terminar subimos nas torres e passamos pelos sinos.

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Fui olhar passagem pra Ica. Na praça várias agencias vendem passagem da Cruz del Sur. Tem outras empresas também mas todo mundo fala tanto dessa Cruz del Sur que eu queria ver se era isso mesmo. Tinha uma passagem promocional por 60 soles nas ultimas poltronas perto do banheiro mas por outras experiências antigas preferi as normais de 95 soles. Ainda bem pois uma hora que fui no banheiro do busão vi que tinha um aparelho junto da rodomoça lá que ficava apitando o tempo todo, ia ser uma tortura 😅

Fui almoçar no Saryris por 10 soles o menu del dia. Tem outros mais baratos na mesma rua, até por 8 soles, mas gostei de almoçar com o visual da praça 😎

Fui no Museu Andino onde tem a Juanita. A entrada é 20 soles mais a propina do guia. Eu queria muito ver a bendita múmia 😄Aproveitar que ela tava lá pois as vezes ela é levada pra pesquisa ou conservação em outro lugar. É tudo bem explicado pra gente entender toda história que levou ao sacrifício da Juanita. E a múmia não é tão assustadora quanto você possa pensar ::tchann::

Já o monastério de Santa Catalina é 40 soles pra entrar, aí eu já não animei.

Fui pro hostel descansar um pouquinho os pés porque já tava formando uma bolha no mindinho do pé esquerdo e eu teria um trekking duro no dia seguinte. Na verdade não queria dormir, queria curtir, então já deixei tudo no esquema, mochila de ataque pronta e listo pra farra🎉 O Fábio chegou do Atacama e ficou no mesmo quarto que eu tava. Ele não conseguiu nada com a colombiana mas eu disse pra ele que teríamos mais sorte em Arequipa :mrgreen: Fui com ele jantar no Saryris e voltamos pra curtir o bar. O Fermin também ia pro trekking mas ele queria dormir. Eu queria virar a noite na farra porque as agências buscam a gente 3 da manhã então melhor esperar no buteco (mas de leve né)

Era sexta-feira e o bar do hostel tava o fervo. Happy hour de pisco, freeeee shoootsss, gringas dançando no balcão, umas arequipeñas lá dando mole, ééé Wild Rover é o paraíso dos solteiros :twisted: bem tinha dito pro Fábio que lá que a gente ia se dar bem. Saímos com as arequipeñas e emendamos pra outra balada::love:: Voltei pro Wild Rover às 2:30 e o Fábio nem sei que fim levou. Depois mandei um áudio no zap despedindo dele pois achava que não o veria mais já que ele iria pra Nazca e quando eu chegasse em Huacachina ele já teria ido embora...achava…

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Sábado, 20 de outubro de 2018 🇵🇪

Virado na balada, cheguei no quarto, peguei minha mochila de ataque, tomei um Engov pra garantir, deixei o mochilão no quarto de bagagem e fiquei esperando na recepção.

O Fermin chegou também só que ele ia com outra agencia porque ele fechou o tour no hostel mesmo. Tinha uma outra menina do meu quarto que ia fazer o de 3 dias. O percurso é o mesmo, a diferença é que vai mais devagar. E uma agência buscou a menina, outra agência buscou o Fermin e outro cara e eu fui ficando. Deu 3:30 e nada. O cara da recepção pediu meu recibo da agência pra ele ligar e ver o que aconteceu. O telefone não atendia. Ele disse que só restava esperar. Já tava até me acostumando com a ideia de estrelar o Esqueceram de Mim 2 😅 Mas 3:40 chegaram me procurando. A turma no busão toda desmaiada. Dormi um cadinho pelo caminho.

Chegamos para o café da manhã em Chivay às 8h. Achei um café até bem farto e tirei a barriga da miséria 😋😃 Seguimos para a Cruz del Condor. No meio do caminho a galera ficou em polvorosa pois viram um condor pela janela do busão. Eu tava mais interessado era na paisagem mesmo. Chegamos na Cruz del Condor às 9 horas e ficamos lá 20 minutos. IMG_20181020_090252803.thumb.jpg.36f42ee4f40d551277156e70572514ce.jpg

Seguimos pra Cabanaconde, onde começa o trekking. Antes paramos na portaria do parque pra pagar a entrada. Todo mundo pagou 70 soles menos eu que paguei 40 por ser latino. É, só tinha eu de latino ali :lol: Meu grupo era de canadenses, americanos, suiços, franceses, alemães e um israelense, num total de 12 pessoas. O guia era o Juanito, outra figuraça ::otemo:: 

10h começamos a descer. O inicio do trekking é de boa, mas depois a descida exige um pouco dos joelhos pois jogamos todo o peso do corpo neles. Encontrei o Fermin no meio da descida e fomos conversando um pouco. Nos encontramos varias vezes mas não seguimos o tempo todo juntos pois estavamos com guias diferentes, então lugar pra refeições e pousadas eram outras também. Meu grupo não era dos mais interativos mas tinha um casalzinho americano gente boa, o casal de suíços também era simpático e uma alemã era bem legal. A descida levou 2h20min. Paramos um pouco na ponte pra descansar. A ponte dos bêbados ::dãã2::porque ela balançava demais e a gente passava nela como se estivesse tonto ::hahaha::assim como as outras pontes também :lol: IMG_20181020_101403567.thumb.jpg.c882648cd66075303e8aae4507847a28.jpgIMG_20181020_103625271.thumb.jpg.62baaf17cd3935a92b41df275da3174c.jpgIMG_20181020_111619433.thumb.jpg.bccd971def8cc8c77f6c4acf22ebdce7.jpgIMG_20181020_112756681.thumb.jpg.c8aaf2eed89afd0547bb8b7f67b78c19.jpg

Aí foi uma meia hora até o almoço num lugar chamado Pousada Gloria. Cardápio arroz, abacate, salada, batata frita e opção de bife de alpaca, lomo saltado ou omelete. Saímos 14h pro segundo trecho do trekking, agora entre subidas e descidas até o oásis onde íamos dormir. No meio do caminho tem uma tendinha vendendo frutas e água a preços horrorosos mas explicáveis pelo isolamento do local. Tinha levado 2 garrafinhas de 500ml que já tava acabando. Na verdade é inviavel caminhar levando muita água pois pesa, então comprei ali uma garrafa de 2,5 litros por 7 soles. Teria água suficiente até o outro dia. Chegamos no oásis por volta de 16:30 e tem várias pousadas lá. Todas tem piscina e a galera já chegou se jogando 🏊‍♀️ As duchas são de água fria então não deixe o banho pra depois que anoitecer, além de que não tem luz elétrica nos banheiros nem nos quartos, só na parte do restaurante. Mas a lanterna do celular resolve. Se você tem um carregador portátil aqueles Power Bank, leve, vai ser útil. Eu usei na segunda noite do Uyuni também.IMG_20181020_140828386.thumb.jpg.1fdeee03da4c1fa8c9325718f6b71e62.jpgIMG_20181020_161305704_HDR.thumb.jpg.26e1db77f68235c1dc7c624919a75518.jpg

Fiquei num quarto com 3 camas junto com o israelense e o alemão, que era o mais velho do grupo, cabelos brancos, cara de mais de 60 anos. Quero ser ele no futuro 😃 Fomos pro restaurante e sentamos numa mesa com o casal suíço, o casalzinho americano e a alemã. Apesar do meu inglês very basic, tipo inglês das cavernas, interagimos bem. A pousada oferecia wifi a 5 soles. Ninguém quis. Melhor desintoxicar da net e curtir o lugar, o momento e as pessoas.

O bar lá tinha preços iguais do Wild Rover. A garrafa de cerveja Arequipeña era 10 soles (no Wild Rover não tinha Arequipeña então aproveitei lá, é uma cerveja boa também, embora eu seja muito fã da Cusqueña) e o mojito era mais barato que do WR, tava 2 por 15 soles. Ficamos bebendo e conversando até sair o jantar as 19h. Depois de comer todo mundo foi dormir. Eu também, afinal tava um trapo depois de 2 noites de balada, praticamente sem dormir e ainda ter descido um canyon 😅 umas 20:30 fui pra cama e capotei.

 

Domingo, 21 de outubro de 2018 🇵🇪

Acordei 4 da manhã com o despertador do israelense. Há dias não dormia tanto 🤣

Não tinha entendido bem a parte do café da manhã, achava que teria. Tem, mas não é lá embaixo no oásis. É lá em cima ::ahhhh:: Eu tinha uns míseros biscoitos na mochila então posso dizer que praticamente subi o canyon em jejum. Caros amigos, não sejam tontos como eu ::putz:: Como dizem os chilenos: no seas weon e abastece tua mochila pra ter o que comer antes de subir ::cool::

Começamos a temida subida às 4:40, ainda um pouco escuro mas já começando a clarear o dia. Umas pessoas tinham lanternas mas dava pra enxergar sem. Cada um vai subindo no seu tempo. Pare pra descansar quando precisar. Quem não der conta pode pagar as mulas mas eu acho perigoso. Via aqueles bichos tirando fininho no penhasco e me dava um frio na espinha por aquele povo ::mmm: Do meu grupo as canadenses alienígenas sumiram ladeira acima. O casal suíço ia um pouco à minha frente. Eu subia junto com o casalzinho americano e ligeiramente à frente do alemão sessentão do qual eu tinha como questão de honra chegar na frente 😅 Bem mais atrás vinham a alemã e o israelense, que são da minha idade. O casal francês sempre por ultimo a perder de vista, inclusive a mulher foi a única do grupo que alugou a mula. Os guias na subida não acompanham exatamente seu grupo, uns vão na frente levando os mais rápidos, outros vão atrás cuidando dos retardatários. E assim fomos, passo a passo, subida a subida, sempre olhando pros outros mais embaixo e incentivando a galera. Fácil? Não! Não é fácil. Eu sou acostumado com caminhadas longas, 15 a 20km, mas essa subida é punk sim. Não é impossível, longe disso, mas requer um mínimo de preparo físico e mental. Quase no final a gente já via a cruz lá no alto e nos animávamos com a meta final. Às 7:15 cheguei. Cumprimentado pelos outros que já tinham chegado e depois cumprimentando quem chegava. Vi umas meninas de outros grupos caindo em prantos por chegarem. É uma superação. É muito legal. Me arrependeria demais se não tivesse feito esse trekking. Alerto que é difícil mas acho que quem puder tem que fazer. ::otemo::IMG_20181021_051229688.thumb.jpg.4c71b5daa5418d81a13702d9f247747d.jpgIMG_20181021_054449866_HDR.thumb.jpg.5d1c7ef2fb02af4e438ad97f09de7d5d.jpg                                     

Dormimos lá em baixo, subimos isso tudo😅

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Depois que o grupo todo chegou e o Juanito também fomos pro café em Cabanaconde, mais uns 15min a pé mas aí já é no plano.

Mais um café farto pro meu gosto com pão, geléia, frutas e tal. Depois de reabastecidos e renovados, esperamos o busão pra seguir caminho. Paramos num mirante onde dá pra ver o pico onde fica a nascente do Rio Amazonas. IMG_20181021_102757212.thumb.jpg.25b0a40e954ad3716a3dde0e5efe43f1.jpg

Depois fomos pra cidade de Maca, onde tem uma feirinha de artesanato e um falcão adestrado pra tirar foto. IMG_20181021_104431491_HDR.thumb.jpg.729a0d6a7c07435cb2b2dfec47953046.jpgIMG_20181021_104457349_HDR.thumb.jpg.2f570cbcc829dc3e4efee187f65d0dab.jpg

Às 11:30 chegamos nas termas em Yanque. A entrada é 15 soles, é opcional mas depois do trekking todo mundo quis. E é muito bom pra relaxar depois do trekking. Ficamos uma hora lá e seguimos pra Chivay onde seria o almoço. Esse almoço já não era incluso no passeio e era 30 soles. Eu tinha comido muito no café da manhã então resolvi não almoçar. Saímos 13:40 de Chivay, paramos num mirante a 4910m de altitude mas o tempo tava nublado e não demoramos muito. O vento frio também espantou o povo. IMG_20181021_142818183_HDR.thumb.jpg.080fb7012ef6f7a4efd241627a87c6e2.jpg

Paramos num campo pra ver lhamas e alpacas mas o povo nem desceu. Voltamos pra Arequipa onde chegamos depois das 17h

Fui pro hostel tomar um banho e depois procurar um jantar na plaza. Fiquei ali mais um tempo curtindo a plaza iluminada. A praça de Arequipa tem uma energia muito boa, comparável com a Plaza de Armas de Cusco apesar de eu achar que a plaza de Cusco é mais vibrante mas a de Arequipa não fica muito atrás. Linda demais.

Voltei pro hostel, encontrei o Fermin que estava indo embora pra Cusco e fui novamente curtir o bar. Já não estava tão bombástico como na quinta e na sexta mas era bom curtir ele mais sossegado também.

 

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Segunda, 22 de outubro de 2018 🇵🇪

Esse era o dia das férias das férias😎 Um dia que eu tinha reservado pra ficar de bobeira. Sempre é bom deixar um dia de folga no roteiro pro caso de alguma não sair conforme o previsto no decorrer da viagem mas como no meu caso tudo tava saindo conforme o programado, pude curtir esse dia pra relaxar. E Arequipa era o lugar ideal pra um dia de descanso. EU AMEI AREQUIPA😍 Passei a manhã na piscina do hostel. Fiz check out e fui almoçar. Depois comprei um sorvete e fui tomar na praça. Fui andar pela rua, fui até um parque que no dia anterior quando tava chegando do passeio do Canyon tava muito lotado de gente e animado, só que era segunda e tava deserto :lol: Voltei pro centro pra olhar umas lembrancinhas de Arequipa, tem uns alfajores deliciosos lá em uma rede de lojinhas que chama Antojitos de Arequipa, uma delícia😋 Passando de fora de uma cafeteria, uma agradável surpresa: encontrei o Xochi e a Marcela. Eles estavam terminando a viagem e no dia seguinte já voltariam pra Cali. Conversamos sobre como foram os últimos dias desde Uyuni e seguimos nossos caminhos, mas amigos para sempre depois do Salar 😄 Passei no KFC pra fazer um lanche (note que nesse dia eu tava um pouco esbanjado 😜) e depois um café no Starbucks. Mais uns minutos na praça pra me despedir daquela que era a cidade mais bonita do meu roteiro. A cidade que escolhi pra tirar um dia de férias das férias e que não poderia ter escolhido lugar melhor. IMG_20181022_141102270.thumb.jpg.12916b0d821cf9bbd72fb4959facaba7.jpgIMG_20181022_175448118.thumb.jpg.0dcac44f5c77dcdef3d14c382baad7ac.jpg

Voltei pro hostel e fiquei esperando a hora do busão no bar do hostel. Saí as 20:30 e logo peguei um táxi. Aliás, Arequipa tem trocentos táxis, um atrás do outro, acho que nunca vi uma cidade com tanto táxi. A corrida pro terminal de buses foi 9 soles. São dois terminais, um de frente pro outro. Meu onibus saíria do Terrapuerto. E é quase um aeroporto mesmo. Você despacha a mochila no guichê da Cruz del Sur, eles olham o que tem dentro da sua mochila de ataque e você fica numa sala de espera bem confortável. Chiqueza define 🤑 O busão pra Ica saiu às 21:30 com rodomoça e serviço de bordo. Luxo. Mantinha, travesseiro, fones de ouvido, TV individual, telas no bagageiro pras mochilas não caírem...realmente a Cruz del Sur é outro nível.

 

Terça, 23 de outubro de 2018 🇵🇪

9 da manhã desembarquei em Ica. Procurei informação se precisava comprar passagem pra Lima no dia seguinte com antecedencia mas me disseram que não precisava porque tinha muitos onibus. Conheci uma holandesa no busão e ela também ia pra Huacachina. Rachamos um táxi de 10 soles (5 pra cada) e fomos pra Huacachina que é pertinho e rapidinho. Ela ia ficar num hostel perto do meu então era caminho. Eu tinha pensado em ficar no Casa de Arena antes da viagem mas no passeio do Salar o Sebastien e o Martin tinham ficado no Banana’s e falaram muito bem dele. Um brasileiro que conheci no passeio das Lagunas Escondidas no Atacama também ficou nele e falou bem. Resolvi ver qual era a de lá. Já sabia que o Fábio tinha mudado o roteiro e tava na área, tinha ido pra Paracas mas a noite estaria no Banana’s. Então no dia anterior fiz a reserva e fui pra lá. O preço do hostel pode assustar pois são 92,50 soles mas eles já incluem o buggy no valor então é só fazer o checkin e já agendar o buggy pra tarde. Assim feito, fui procurar almoço e achei um menu del dia a 15 soles. As coisas em Huacachina são um pouco mais caras pois é um lugar extremamente turístico. Voltei pro hostel e fiquei por ali matando o tempo. Conheci 4 gaúchos e um sergipano que iam fazer o passeio do hostel e passamos o resto da tarde juntos. O buggy tem uma taxa do governo de 4 soles que a gente paga direto pra recepcionista do hostel. Estranho né, mas enfim…

O passeio começa 15h e dura pouco mais de uma hora. É bem radical, me lembrou o passeio de buggy em Natal. O de Natal é mais demorado e o buggy menor mas o legal de Huacachina é a experiência de sandboard. Primeiros são 3 dunas pequenas. Óbvio que quando vê elas pela primeira vez você não acha elas pequenas mas perto do que está por vir… depois vamos pra outras 3 dunas, bem maiores. As 3 primeiras desci sentado, as 3 últimas deitado descendo de frente. A ultima duna é monstruosa. Dá aquele frio na barriga tipo não vou descer essa porra mas não dá pra pensar muito, só se joga e curte o momento 😅 Não tenho fotos do sandboard porque deixamos os celulares e câmeras no buggy pra eles não caírem e se perderem nas descidas e às vezes a gente precisa desligar um pouco desse lance de tirar fotos e curtir mais o momento e gravar os momentos só na nossa memória...IMG_20181023_153359459.thumb.jpg.70dd459e566f7acff0fd0806682d4ece.jpgIMG_20181023_160510434.thumb.jpg.227b5d2264f6e3568693be9855384d93.jpgIMG_20181023_162710921.thumb.jpg.dc877b867db2a7f4e0bdd97906a08b56.jpg

Terminado o passeio voltamos pro hostel pra tirar os tênis e colocar uns chinelos e subir as dunas pra ver o por do sol. Lindo, mais um sunset incrívelIMG_20181023_172628509_HDR.thumb.jpg.7e56e0faa8be8c3fd84f65d96096942a.jpgIMG_20181023_175252608_HDR.thumb.jpg.f4f796e004cbab6c1696efed10e39c77.jpgIMG_20181023_175951669_BURST000_COVER_TOP.thumb.jpg.420f6d74ab94758f4092217d5a52dcea.jpg

Voltando pro hostel, encontrei o Fábio novamente. Pelo que ele tinha programado ele já deveria estar em Lima mas ele foi fazer o passeio de Paracas e ficou um dia mais em Huacachina. Ele tinha um busão pra Lima às 2 da manhã então aproveitamos pra curtir a noite. Fomos jantar, compramos umas cusqueñas e como o bar do Banana’s era meio parado fomos pro Wild Rover. Eu nem sabia que tinha Wild Rover em Huacachina, descobri lá. Em cima tinha escrito Casa de Arena Lodge então fiquei meio confuso sem saber se era o mesmo famoso Casa de Arena que agora é Wild Rover.

Huacachina é bem parada à noite e parece que o Wild Rover era o point 😆 tava todo mundo indo pra lá. O bar tava o fervo, nem sabia quem tava mais borracho, se eram os turistas ou os balconistas do bar que já tavam loucassos vendendo drinks como happy hour sendo que seria até 22h e já era quase 23h, liberando free shots um atrás do outro, negócio tava embalado lá. Logo apareceram duas belgas e colaram na gente::love:: É amigo, isso é Wild Rover ::otemo:: Lá pela 1 da manhã o bar foi miando e o Fábio tinha que ir embora também. Voltamos pro Banana’s, e agora sim eu me despedia de vez desse grande parceiro de viagem. Em poucas horas ele tinha um voo pra Cusco.

 

Quarta, 24 de outubro de 2018 🇵🇪

Descansei um pouco mais, levantei 9 horas, desci pro café que é bem regado. Não ia fazer mais nada em Huacachina. Também não queria fazer Paracas pois já fiz um passeio parecido em Ushuaia pra ver pássaros e lobos marinhos. Sei que ali era diferente mas o estilo de passeio não me atraiu. A única coisa mais interessante seria ver o candelabro de Paracas mas só por ele não me animei.

Fiquei conversando um pouco com os brasileiros, os gaúchos iam pra Lima meio-dia, o sergipano ia mais tarde e eu também ia pra Lima conforme meu roteiro. Os gaúchos até chamaram um táxi pra 5 pessoas mas obviamente veio um táxi normal e não me caberia, então fui ali perto do hostel onde tinha um outro táxi e fui embora. Queria pegar um tuc-tuc mas não tinha nenhum por ali e eu queria ir logo pro terminal pra ver se ainda conseguia vaga no busão do meio-dia. Fui embora de Ica na vontade de andar de tuc-tuc 😥

Cheguei no terminal da Cruz del Sur (sim, cada empresa tem seu terminal, não é uma rodoviária única) às 11:40. Procurei passagem pra meio-dia mas não tinha mais. Mas tinha pra outro onibus 12:10. Esse onibus era um pouco mais caro pois era uma linha que vinha de Nazca e passava também em Paracas ao contrário do outro que era direto. Não era muita diferença, era 60 soles contra 52 do outro, mas outro direto de 52 soles seria só 15h então peguei esse mesmo.

Mais um onibus top, poltronas largas, esse tinha 2 fileiras de um lado e uma poltrona sozinha do outro. Rodomoço e serviço de bordo com almoço. Essa Cruz del Sur...podia abrir uma filial no Brasil 😄

Deveriam ser 4h30min até Lima mas com a passagem em Paracas e chegando em Lima no horário de rush do fim de tarde, desembarquei quase 18h. Depois de tanto tempo viajando e já louco pra chegar no hostel, peguei o primeiro táxi que tava ali. O cara me cobrou 18 soles mas eu tava sem saco pra pesquisar e topei. Até Miraflores não era longe mas o transito tava tenso. Cheguei no Pariwana quase 19h. Pariwana é um hostel bem confortável. A diária é uns 40 e poucos soles mas não sei ao certo pois paguei no checkout com cartão de crédito e junto com as despesas do bar. Saí pra procurar comida, tinha um Bembo’s (fast food peruano) ali perto e comi por lá mesmo. Depois fiquei de boa no bar do hostel mas a turma lá tava muito fechada em grupinhos. Mesmo assim fiquei ali um bom tempo tomando umas cusqueñas

 

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    • Por rodrigovix
      Índice do Relato:
      [Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem
      [Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
      [Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.
      [Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.
      [Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.
      [Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.
      [Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.
      [Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.
      [Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.
      [Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!
      [Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.
      [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]
      [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]
      [Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.
      [Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.
      [Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.
      [Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.
      [Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.
      [Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.
      [Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.
      [Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.
      [Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.
      [Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.
      [Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.
      [Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.
      [Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.
      [Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.
      [Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.
       
      Instagram em que costumo postar tudo quando viajo:
      @queridopassaporte.
       
      Editado:
      Baixe o PDF com o relato completo:
      relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf
      Outra opção de download:
      https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view
      (Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)
       
       
      Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!
       
      Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!
       
      Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?
       
      O ROTEIRO:
       
      O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.
       

       
      01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
      02/04 Sucre x Uyuni
      03/04 Salar de Uyuni
      04/04 Salar de Uyuni
      05/04 Salar de Uyuni
      05/04 San Pedro de Atacama
      06/04 San Pedro de Atacama
      07/04 San Pedro de Atacama x Arica
      08/04 Arica x Tacna x Arequipa
      09/04 Arequipa
      10/04 Cañon del Colca
      11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
      12/04 Huacachina
      13/04 Islas Ballestas + Paracas
      13/04 Ica x Cusco
      14/04 Cusco
      15/04 Cusco (Vale Sagrado)
      16/04 Cusco x Aguas Calientes
      17/04 Machu Picchu
      18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
      19/04 Puno (Uros + Taquile)
      20/04 Puno x Copacabana
      21/04 Isla del Sol
      22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
      23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
      24/04 La Paz (Downhill)
      25/04 La Paz
      26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo  
      Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.
       
      De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:
       
      - Bota Timberland Flume Mid Waterproof
      http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html
       
      Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).
       
      - Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.
      http://www.decathlon.com.br/
       
      - Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II
      http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html
       
      - Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6
      https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html
       
      - Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.
       
      SOBRE AS MOCHILAS...
       
      Usei uma Forclaz 50L Quechua...
      http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478
       
      E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.
      http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us
       
      Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.
       
      Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.
       
      Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.
       
      Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:
      7 camisetas
      1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
      1 calça segunda pele (1ª camada)
      1 casaco fleece (2ª camada)
      1 casaco impermeável (3ª camada)
      1 calça-bermuda
      3 bermudas
      8 cuecas
      6 pares de meias grossas cano alto
      1 toca
      1 par de luvas
      1 toalha microfibra (secagem rápida)
      1 saco-lençol de dormir
      1 money belt (doleira)
      1 relógio
      1 sabonete
      1 shampoo médio
      1 protetor solar grande
      1 protetor labial
      1 repelente
      2 cadeados
      1 escova de dentes
      1 creme dental
      1 barbeador elétrico
      1 desodorante aerossol
      1 perfume
      1 cortador de unhas
      1 canivete suíço
      1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
      1 bepantol creme
      1 par de óculos de sol
      1 pacote de lenços umedecidos
      1 celular
      1 carregador
      1 par de fones de ouvido
      1 máquina fotográfica
      1 lente 18-55mm
      1 lente 10-20mm
      2 cartões de memória 32GB
      1 tripé grande
      1 mini-tripé
      1 kit limpeza para câmera
      1 caneta
      1 bloco de anotações
      1 capa de chuva para a mochila
      1 pasta plástica para documentos
      1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional  

       
      NA PASTA DE DOCUMENTOS:
      Cartões de embarque
      Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
      Cartão internacional de vacina (ANVISA)
      Certificado do Seguro Viagem
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
      Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem  
      É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:
       
      - Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.
       
      - Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.
       
      - Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.
       
      - Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.
       
      - Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.
       
      - Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.
       
      NO MONEY BELT:
      Dólares
      Reais
      Passaporte
      Chave reserva do cadeado  
      O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.
       
      Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.
       
      PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:
       
      Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.
       
      As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.
       
      Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.
       
      Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.
       
      Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:
       

       
      Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”
      Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”
      Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”
      Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”
       
      Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?
       
      PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
    • Por leocaetano
      [align=justify]Relato de viagem de um mochilão pelo Peru. Foi minha terceira viagem para fora do Brasil e, como nas outras anteriores, fui sozinho. Passei 19 dias em território peruano e, pela primeira vez, não alterei o tempo de viagem! Valeu muito a pena, mas só não voltei alguns dias antes porque a TAM complicou um pouco para trocar as passagens.
       
      Para a viagem, fui com tudo planejado. Planejei quais atrações e locais que iria visitar na viagem, quantos dias passar em cada um, onde me hospedar, quanto gastar com alimentação, passeios e transporte e uma pequena margem para alterar uma coisas ou outra durante a viagem. Isso teria funcionado melhor se tivesse começado a viagem por Machu Picchu, mas devido a falta de vagas pra fazer a trilha alguns dias antes, não foi possível.
       
      Todos os valores estão expressos em nuevos soles, salvo quando houver o R, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de 1,62 nuevos soles e cerca de 0,59 dólares norte-americanos.
       
      Agradeço aos amigos e conhecidos que ajudaram, principalmente à galera aqui do Mochileiros![/align]
    • Por samir.oliveira
      Olá, pessoal. Acompanho o fórum há muitos anos, mas nunca havia feito nenhuma contribuição. Recentemente, em fevereiro e março deste ano, fiz um mochilão de 30 dias por Bolívia, Peru e Colômbia e gostaria de compartilhar com vocês um episódio bem lamentável que ocorreu comigo. Sei que a intenção aqui também é compartilhar as experiências positivas e relatos de viagem, algo que também pretendo fazer. Essa viagem foi incrível e a Bolívia é maravilhosa. Não quero com este post desestimular ninguém, muito menos generalizar todo um país. Apenas compartilho o que aconteceu comigo, para que outras pessoas possam se prevenir e encarar uma situação dessas com mais preparo e informação. Aliás, essa é a primeira vez que falo "publicamente" sobre isso, algo que apenas amigos próximos e familiares sabem.
      Pois bem, eu entrei na Bolívia em um voo, por Santa Cruz de la Sierra, onde fiquei apenas algumas horas até tomar um avião para Sucre. Prestem atenção nas informações que darei agora, elas serão importantes mais adiante. Quando desembarquei e fui passar pela imigração, entreguei meu passaporte à funcionária e informei quantos dias permaneceria no país, conforme ela me perguntou. Ela me entregou o passaporte carimbado e foi isso. No avião preenchi um cartão a Receita Federal boliviana, com informações básicas para entrar no país. Este papel eu tive que entregar na Aduana e lá ficou. Lembro de ter perguntado se eu deveria ficar com alguma cópia ou algo assim, mas me disseram que era aquilo mesmo e que eu poderia seguir.
      Bom, fui para Sucre e lá permaneci duas noites. É uma cidade incrível, muito segura e tranquila, com a possibilidade única de conhecer mais sobre a história da Bolívia através da visita guiada na Casa Libertad. De Sucre segui para Uyuni, onde passei duas noites: uma quando cheguei, para no dia seguinte partir ao tour de 3 dias pelo Salar e redondezas, e outra quando regressei, para descansar antes de seguir viagem até La Paz. O tour pelo Salar foi maravilhoso, uma experiência única e inesquecível. Nem mesmo os perrengues e as precariedades abalaram a sensação de estar diante de algo totalmente inspirador e novo. Pelo contrário, acho que perrengues e precariedades já eram esperados e até fazem parte deste tipo de roteiro. 
      Fiz o tour com a Quéchua Connection, que prestou um serviço de primeira. O guia José foi atencioso do início ao fim. O grupo, composto por mim, 5 colombianos e um casal de búlgaros, também estabeleceu uma ótima relação. Viajávamos em dois carros: um transportava os colombianos e no outro iam eu, José, o motorista e o casal de búlgaros, Alex e Borianna. Estávamos retornando a Uyuni pela rodovia principal após três dias intensos de tour. Eis que a Polícia Nacional monta um bloqueio na estrada e para o nosso carro. Um policial nada simpático se apresenta e pergunta quem está no veículo, para onde íamos e o que estávamos fazendo. Enquanto isso outros policiais cercam o carro e observam atentamente o interior. Todos estavam com cara de poucos amigos e armas bem grandes nas mãos, tipo aquelas utilizadas pelos seguranças de carro-forte que abastecem os caixas eletrônicos.
      O motorista então informa que no veículo há dois bolivianos, dois búlgaros e um brasileiro. O policial encarregado pede a identidade dos bolivianos, observa e devolve a eles. Em seguida pede para verificar o passaporte e o visto dos búlgaros (sim, búlgaros precisam de visto para entrar na Bolívia). Os vistos foram examinados sem problemas. Quando chegou na minha vez, o policial me pediu passaporte, tarjeta andina e certificado de antecedentes criminais. Imediatamente gelei. Eu tinha apenas meu passaporte, com o qual tinha entrado no país. Não sou uma pessoa descuidada, tampouco essa era minha primeira viagem. Eu obviamente havia pesquisado muito antes de viajar e sabia quais documentos eram necessários para ingressar na Bolívia. Poderia sequer ter ingressado com meu passaporte, usando apenas a identidade. Enfim, estava com o passaporte e o certificado internacional de vacinação. Nunca, em momento algum, eu havia topado com qualquer informação sobre necessidade de uma tarjeta andina, muito menos de certificado de antecedentes criminais. Por isso, quando o policial fez aquele pedido eu sabia que algo ruim iria acontecer.
      Informei ao policial que possuía apenas o meu passaporte, mais do que o necessário para um brasileiro ingressar no país. Relatei exatamente como eu havia entrado na Bolívia e o processo na imigração do aeroporto de Santa Cruz e na aduana. O policial, que já não estava alegre, ficou furioso. Disse que brasileiros precisam de certificado de antecedentes criminais na Bolívia, que ele não tinha como saber se eu não era um criminoso, um traficante ou um terrorista. E disse que era inaceitável ter apenas um carimbo de entrada no país no meu passaporte, sem que fosse informado quantos dias eu poderia permanecer, pois assim eu poderia ficar morando ilegalmente na Bolívia se quisesse. Foi então que ele me mostrou que no carimbo de ingresso havia um campo onde estava escrito: "Admitido hasta ____ " e um espaço em branco, onde supostamente a funcionária da imigração deveria ter escrito até quando eu permaneceria no país. Ela não escreveu, apesar de ter feito essa pergunta e de eu ter lhe dado a resposta. Na hora, cercado por policiais irritados e fortemente armados, pareceu que eu havia cometido um crime gravíssimo. Mas depois percebi que foi uma imensa bobagem e explico isso em seguida.
      O policial também disse que eu deveria ter recebido a tarjeta andina em meu voo. Relatei a ele que tinham me dado apenas o documento que ficou com a aduana, o mesmo que eu havia perguntado se deveria levar comigo e que me disseram para deixar lá com eles. Por fim ele resolveu me aterrorizar (ainda mais). Disse que eu não voltaria a Uyuni, que eu deveria descer do carro e permanecer detido ali, no meio da estrada, e que eu sequer poderia retirar minha mochila do veículo. Disse ainda que eu seria levado a uma delegacia em Uyuni e então deportado ao Brasil. E me ameaçou ainda mais, falando que eu não iria gostar nada do que iria acontecer comigo. Fiquei apavorado, em pânico, mas procurei demonstrar o mínimo possível. Não chorei, não me desesperei e não gaguejei. Segui argumentando educadamente com ele, embora minha vontade fosse dizer o quão absurdo era o que ele estava fazendo.. Felizmente falo espanhol fluentemente, então me fiz entender sem dificuldade. O guia José, ao ouvir as ameaças do policial, saiu do veículo e foi falar com ele, colocando-se entre mim e o policial. Apresentou sua carteira de guia profissional e explicou que eu era apenas um turista. O policial então perguntou: "O senhor é advogado?", ao que José respondeu que não. Então o policial disse: "Então volte para o veículo e permaneça lá. Se o senhor me dirigir mais uma vez a palavra, será preso por obstrução do trabalho policial". Foi horrível, José ficou muito nervoso e voltou para o carro absolutamente calado. Nesse momento eu tive certeza que minha viagem de 30 dias encerraria ali, sem sequer ter completado uma semana. Pior ainda: imaginei que fossem me bater e me roubar, afinal eu estava com toda a grana na minha mochila. 
      Foi então que o policial disse que iria falar com um superior pelo telefone. Após alguns minutos ele voltou e disse que "por hoje" iria deixar passar, mas ressaltou que a Polícia Nacional faz barreiras em todas as estradas e que se me visse novamente no país, eu seria imediatamente deportado. Foi horrível, seguimos a viagem atônitos, todos. José estava constrangido por seus compatriotas e explicou que infelizmente a Polícia Nacional costuma agir desta forma. Os búlgaros também relataram uma série de episódios de abuso policial em seu país. E eu estava apavorado, planejando chegar em La Paz no dia seguinte e ir direto para a Embaixada brasileira. Eis que alguns quilômetros depois havia uma NOVA barreira policial. Foi a cereja que faltava no bolo. Agora sim eu tinha total certeza de que seria deportado.
      O roteiro foi o mesmo. O policial pediu a identificação de todos, meu passaporte, meu certificado de antecedentes criminais e minha tarjeta andina. Repeti todas as explicações, esperando ser retirado do carro, mas incrivelmente este policial apenas concordou comigo e disse que eu deveria providenciar os documentos. Ele tinha outro alvo no veículo: o motorista. O motorista dirigia com segurança, mas o policial lhe passou um sermão totalmente desnecessário. Enfim, seguimos viagem.
      Quando cheguei em La Paz, fui até a Embaixada brasileira e relatei o que aconteceu. A funcionária que me atendeu sequer ficou surpresa. Disse que provavelmente o policial queria dinheiro. Mas em nenhum momento ele sequer mencionou algo parecido. Frases como "como podemos resolver isso?" ou indiretas semelhantes não foram ditas. Na hora obviamente eu pensei que iriam me cobrar algo, mas não o fizeram e eu é que não iria oferecer. A Embaixada reforçou que minha situação na Bolívia era absolutamente legal. Que tudo que eu precisava era do carimbo de entrada em meu passaporte, com isso poderia ficar até 90 dias no país (se não me engano era 90, mas já faz tempo e posso estar enganado, poderia ser 30 ou 60, tava tão nervoso que não lembro direito dessa informação). A funcionária disse que certificado de antecedentes criminais é algo exigido apenas para brasileiros que desejam residir na Bolívia, nunca para turistas. Ela recomendou que eu fosse à oficina de migraciones, no Centro de La Paz, para relatar o que houve e solicitar que escrevessem em meu passaporte a quantidade de dias que eu ficaria no país, lá onde dizia "Admitido hasta", no carimbo.
      Fui até o escritório de imigração, que estava absurdamente lotado e caótico. A muito custo consegui falar com um funcionário, que me atendeu muito mal, ouviu meu relato com uma cara de bunda e disse que não tinha nada de errado com minha situação no país e se recusou a escrever qualquer coisa no meu passaporte. Voltei à Embaixada e contei como havia sido atendido em migraciones, então me deram um número de emergência da embaixada e me orientaram que retornasse a migraciones e, caso se recusassem a atender meu pedido, eu deveria ligar para o número da Embaixada e passar o telefone ao funcionário. Esse número, aliás, é um plantão que estaria à disposição para o meu atendimento 24 horas por dia.
      Pois bem, voltei a migraciones e fui mais enfático no pedido. O funcionário ficou putaço e me encaminhou a um oficial, que ouviu meu relato com mais atenção e disse para eu ficar tranquilo, pois a Polícia Nacional sequer tem poder para deportar estrangeiros, algo que apenas eles poderiam fazer. E por fim, para coroar essa novela kafkiana, ele escreveu "30 días" no meu passaporte, ali no espaço em que dizia "Admitido hasta" e disse que caso eu fosse importunado pela polícia novamente, deveria dizer que falassem com o "Inspector Gonzalo Murillo" em migraciones. Eu não sabia se deveria rir ou permanecer sério. Se o problema todo era escrever "30 días" no meu passaporte, eu mesmo poderia ter escrito isso com uma caneta, já que o inspetor sequer assinou alguma coisa. (Aliás, no Peru escreveram 30 dias no carimbo de entrada e na Colômbia me deram 60 dias). Aproveitei também para perguntar sobre a tal tarjeta andina e me foi informado que quem ingressa na Bolívia de avião geralmente não recebe esse cartão, apenas quem vem de ônibus, mas que não seria um problema na hora de deixar o país.
      No fim, quando atravessei a fronteira da Bolívia para o Peru, o oficial de imigração pediu minha tarjeta andina. Eu disse que não tinha e ele me deu uma para preencher na hora, carimbou meu passaporte com o carimbo de saída e foi isso. 
      Eu gostaria de poder dizer a todos os brasileiros que não levem seus certificados de antecedentes criminais ao entrar na Bolívia. Mas eu certamente levarei o meu a partir de agora. Mesmo sabendo, como eu já sabia naquele episódio, que não é algo necessário. Mesmo com toda a garantia dada pela Embaixada e pelo setor de imigração do país. A realidade concreta parece importar pouco diante da vontade de um grupo de policiais fortemente armados em uma estrada no meio do deserto. Nunca vou esquecer aqueles momentos de pânico. Me senti impotente, sem saber como denunciar tudo que aconteceu às autoridades competentes. Não havia identificação no uniforme dos policiais, eu sequer saberia apontar nomes. Também fiquei com muito medo de denunciar e acabei optando por seguir a viagem normalmente. Tudo que eu queria era distância de uma delegacia.
      Desculpem se este relato mais alarma do que ajuda efetivamente alguém. Mas se isso aconteceu comigo, sabe-se lá com quantos mais pode ter acontecido ou ainda pode vir a ocorrer. A única dica concreta que eu tenho para dar é: andem sempre com o número do plantão da Embaixada. Aqui neste link tem as informações sobre o contato de emergência consular para brasileiros na Bolívia: http://lapaz.itamaraty.gov.br/pt-br/emergencias.xml
      Agradeço a quem leu até aqui e reforço: a Bolívia é um destino de viagem incrível e insuperável. Mesmo este episódio terrível não estragou a satisfação que tive em conhecer o país e passar vários dias lá. Prometo em breve fazer um relato detalhado de toda a viagem. Abraços!
    • Por Natália C. Santos
      Eu estou devendo esse relato a anos por aqui (3 anos para ser mais exata), pois foi graças a vários relatos que li que eu pude criar o meu roteiro, conferir o dinheiro necessário e quais lugares poderiam me interessar mais ou menos
       
      Eu quero dizer que viajar ao Peru era um sonho de infância. Não sei dizer exatamente quando isso começou, mas era o meu sonho de anos e anos.
      Até chegar ao roteiro de fato, por anos criei vários roteiros, onde a maioria incluía não só o Peru, mas como a Bolívia também e depois Chile... mas quanto mais eu pesquisava, mais adicionava lugares e/ou passeios e menos tempo dava de fazer tudo, então resolver dividir por países.
      Primeiro foi ao Chile, por achar mais seguro para a minha primeira viagem internacional sozinha e só incluía duas cidades, Santiago e Atacama e menos tempo também – Relato: Viagem Chile - Santiago e Atacama - 10 dias
      Cada pessoa tem um estilo de viajar e suas preferência.. essa época eu buscava paisagens incríveis, história, amizades, hostel animados e um pouco de diversão. Então fiz um roteiro extenso e intenso, pois queria poder conseguir fazer tudo e sem correria, com dias livres para acordar sem compromisso. Resumidamente ficou assim:
      2 dias inteiros em Lima
      2 dias inteiros em ICA
      5 dias inteiros em Arequipa
      10 dias em Cusco / Machu Picchu (água calientes) / Ollantaytambo
      3 dias inteiros + 1 manhã em Huaraz
      1 noite e 1 dia em Lima – Volta para casa
       
      Cronograma:
      Cheguei no Peru as 9:30 da manhã de 04/05/2018 – Sexta-feira e saí de Lima as 21h do dia 27/05/2019 num domingo. Ou seja, conseguimos aproveitar bem todos os dias, incluindo os de chegada e saída.
      04/05 – Chegada em Lima e passeio por Miraflores e Parque das águas
      05/05 – Passeio em Lima, fiz minha primeira tatuagem, participei de uma festa no hostel e partir para ICA (Huacachina)
      06/05 – Chegada em Huacachina, Bug e Sandboard nas dunas do Oásis
      07/05 – Passeio pelas Ilhas Ballestas e Reserva Nacional – Ônibus noturno para Arequipa
      08/05 – Chegada em Arequipa, conhecer a cidade e fechar passeios (e minha amiga perdeu o celular) 🤦‍♀️
      09/05 – Passeio City Tour e comprar um celular novo para ela 🤷🏼‍♀️
      10/05 – Canions del Colca, tirolesa e águas termais com pernoite no vale
      11/05 – Valle dos condores + volta para Arequipa, reencontrar amigos + PICANTERIA e festa no hostel!
      12/05 – O MELHOR RAFFITING DA VIDA + ônibus para Cusco
      13/05 – Chegada em Cusco, Circuito I - Museu qorikancha, Saqsaywaman, Qenqo, Pukara e Tambomanchay
      14/05 – Maras, Moray e Salineiras
      15/05 – Van + trilha para águas clientes - Aja estômago e perna
      16/05 – Enfim MachuPicchu + Pernoite em Ollanta
      17/05 – Dia em Ollanta e volara para Cusco - hostel sem água e descanso para laguna Humantay
      18/05 – Laguna Humantay + primeira balada de Cusco fora de hostel
      19/05 – Descansoe City Tour pelo centro e arredores de Cusco + Competição de shot de bebida no hostel
      20/05 – Montanhas coloridas – Winicunca
      21/05 – Passeio pela cidade, compras, despedida da Babi e última balada em Cusco
      22/05 - Mais um dia de ressaca + vôo para Lima com ônibus noturno para Huaraz
      23/05 – Chegada em Huaraz, café da manhã e partiu ver Glaciar - Altitude não é brincadeira não, galera
      24/05 – Laguna Paron - Uma das coisas mais bonitas que já vi a olhos nus
      25/05 – Quase desisti, mas enfim cheguei a maravilhosa laguna 69 😍 e valeu cada ar que faltou
      26/05 – Volta para Lima e passeio pela cidade a noite
      27/05 – Mais uma tatuagem (sim, fiz uma segunda 🤣), museu das catacumbas e voo de volta!
       
      Usamos avião somente de Cusco para Lima (para ganhar tempo), pois o restante foi de ônibus. Comprei somente o de Lima para Ica do Brasil, o restante compramos durante a viagem.
      O de Ica para Arequipa comprei numa agência de turismo (o ônibus foi da Cruz de Sul). O de Arequipa para Cusco comprei na rodoviária de Arequipa assim que chegamos e compramos pela Excluciva. O de Lima para Huaraz fomos de Cruz del Sur, compradas por nossos amigos que chegaram antes em Lima.
      Segue o mapa do nosso trajeto:

       
      Fiz dessa maneira pois estava muito preocupada com a altitude dos passeios em Cusco (Laguna Humantay e Montanhas coloridas) e em Huaraz. Então, fui subindo aos poucos para aclimar, fiquei bastantes dias em Cusco e deixei os passeios de altitude para os últimos dias e a última cidade foi Huaraz. Eu não teria aguentado fazer a laguna 69 se não estivesse aclimada, pois foi muito difícil, mesmo a tanto tempo acima do nível do mar...
      CUSTOS: 
      Infelizmente não tenho mais os custos detalhados durante a viagem, acho que perdi meu caderno. Como guardei vários recibos e anotei muita coisa nas minhas planilhas eu consigo dar uma boa ideia dos meus custos.
      Antes da viagem eu contratei o seguro da Mondial por R$ 150,00
      Custos pagos ainda no Brasil com vôos, trem, ônibus e Machu Picchu (MP + montanha)
      ·         Vôo Rio – Lima – Rio pela Avianca= R$ 1.299,21
      ·         Ônibus Lima – Ica pela Cruz del Sur (único ônibus que comprei antecipado) = S/ 33,00 = R$ 35,00
      ·         Trem Água Calientes – Ollantaytambo pelo Peru Rail = US$ 70,00 (facada) = R$ 255,00
      ·         Vôo Cusco – Lima pela Peruvian = US$ 69,15 = R$ 255,00
      ·         Machu Picchu + Montaña = S/ 208,06 = R$ 230,00
       
      Eu levei 1.250,00 dólares com câmbio médio de 3,46 dólares e gastei tudo, até os últimos centavos hahahaha
      Não me arrependo em nada de ter levado dólar, pois o Brasil teve uma crise durante a viagem e o valor do real despencou, enquanto o dólar ficou o mesmo.
      O câmbio em soles teve a seguinte média em maio de 2018:
      1 dólar = 3,25 soles
      1 real = 0,85 soles
      Vamos aos cálculos para exemplificar:
      US$ 1.250,00 * 3,46 = R$ 4.325,00 reais
      US$ 1.250,00 = 1250 * 3,25 = S/ 4062,50
      R$ 4.325,00 * 0,85 =  S/ 3.676,25
      O Câmbio do real para sol levando dólar ficou de aproximadamente 1 real = 0,94 sol
      Dessa forma, levando dólares eu tive 386,25 soles a mais com a mesmo quantia se tivesse levado em real
       
      Hospedagens com custos
      Cidade
      Noites
      Hostel
      Valor R$
      Valor S/
      Informações
      Lima
      1
      Pariwana
      R$ 67,00
      63,00
      Boa localização e estrutura ótima, reservado no Rio e pago na hospedagem - Recomendo
      Ica
      1
      Mayo
      R$ 32,00
      30,00
      Suíte privativa para 2 pessoa com banheiro por 60$ - 30 CADA
      Arequipa
      4
      Wild Rover
      R$171,00
      160,00
      Quarto compartilhado com 4 camas - banh externo
      Cusco
      2
      Loki
      R$125,00
      112,50
      Suíte privativa para 4 – Pago do Brasil
      Águas Calientes
      1
      Machupicchu Guest house
      R$40,00
        Suíte privativa para 4 – Reservado pelo Airbnb pago no Brasil
      Ollantaytambo
      1
      Panay Valle
      R$17,00
        Suíte privativa para 2 – Reservado pelo Airbnb e pago no Brasil - Super recomendo
      Cusco
      5
      Milhouse Hostel
      R$250,00
      65 USD
      Quarto compartilhado 6 camas – reservado e pago ainda no Brasil
      Huaraz
      3
      Scheler
      R$80,00
      75,00
      Suite privativa para 2 – Reservado, mas pago na hospedagem
      Lima
      1
      The Point
      R$49,50
      45,00
      Quarto privativo para 2 – HORRÍVEL NÃO RECOMENDO
       Total hospedagem: R$ 835,00 
      Custo Passeios:
      Infelizmente não lembro dos custos dos passeios em Huacachina, mas lembro que andei bastante e fui pesquisando preço. Comprei na mesma agência que comprei minha passagem de ônibus para Arequipa pela Cruz Del sur. Mas lembro que foi bem barato.
      ·         Arequipa – Agência Sol Naciente Travel - Na praça de Arequipa
      Ônibus turismo pela cidade e arredores (City Tour) – S/ 15 
      Canion del Colca 2 dias -  incluso 2 almoços buffet, hospedagem em suíte dupla e café da manhã – S/ 120
      Raffiting (suuuper recomendo) – S/ 50 + S/10 (fotos e vídeos)
       
      ·         Cusco – Fechei com o Fermin pelo whatsapp – quem quiser, passo o contato, é só pedir
      Maras, Moray e Salineras -  S/ 35,00
      Laguna Humantay – S/ 70,00
      Montanhas Coloridas – S/ 70,00 + ingresso S/ 10
      Van para MP – S/ 45
      Circuito I – S/ 30
      Guia privado em português em MP – 30 soles para cada
       
      ·         Huaraz – Sheller
      Glaciar – s/ 35,00
      Laguna Paron – S/ 35,00
      Laguna 69 – S/ 60,00
       
      Todos os preços são por pessoa!
       
      Depois vou fazer postagens detalhando melhor a viagem e experiências, esse poste introdutório foi mais técnico sobre roteiro e custos!
      Deus me ajude a escrever isso tudo! hahahaha
       
    • Por Carol.Barbosa94
      Olá, 
      Aqui vou descrever sobre os meus passeios, gastos e como foi a minha viagem ao Chile do dia 02 a 10 de Outubro de 2019. Época fora da temporada de neve, porém, com uma beleza encantadora e ainda assim pude ver e sentir a neve.
      Vou deixar meus insta aqui pra quem quiser mais informações: @barbosa_carolin
      Passagens Aérea (ida e volta):
      R$ 709,00 Guarulhos x Santiago
      R$ 239,00 Santiago × Calama
      Companhia SKY Airline (comprei pelo site Maxmilhas). É possível encontrar bem mais barato, mas comprei muito em cima da hora hehe...
       
      Cambio:
      Comprei $25.000 pesos no aeroporto de Santiago, a cotação é ruim, mas é melhor que trocar no Brasil e saiu 153 pesos por real. Então gastei R$ 170,00 (com uma taxa de $1.043,00 pesos incluso, que é cobrado na casa de câmbio do aeroporto)
       
      A conversão é feita assim: o total de pesos que você precisa dividido pela cotação do dia. 
      Ex: 26.043,00 ÷ 153 = R$ 170,21
      Sugiro trocar no aeroporto só o que for usar para o translado.
      Transfer Aeroporto x Hostel (ida e Volta)
      De Calama p/ San Pedro leva em média 1h30 de viagem e o transfer é tabelado e custa $20.000 pesos ida e volta com desconto. (Só ida ou volta $12.000)
      Do aeroporto de Santiago até o hostel no centro ida e volta com desconto ficou por $13.320,00 pesos. (Só ida ou volta $7.400)
       
      Total Transfers: R$ 210,00
       
      Hospedagens:
      Em San Pedro de Atacama, fiquei no Tiny Hostel, super limpo e organizado e perto de tudo. 29.300 pesos (R$ 174,40) por 3 dias e meio e não paguei os 19% do IVA porque apresentei o PDI e identidade.
      Em Santiago, fiquei no Hostal Yungay localizado no centro e indicado para quem busca mais tranquilidade a noite. O custo foi bem parecido com de Atacama, porém foram 05 diárias por 29.400 pesos. Devido a diferença de cãmbio o meu gasto foi de R$ 175,60.

      No Total, gastei R$ 350,00 para 08 diárias.
       
      Passeios:
      1° Dia - Valle de la Luna: É um tour maravilhoso, com paisagens incríveis, passando pelas dunas e mais alguns pontos famosos como as 3 Marias. Geralmente feito na parte da tarde e encerra com um lindo pôr do sol. 
      2° Dia - Lagunas de Baltinache: São 7 lagunas simplesmente lindas!!! Fiquei encantada com aquele lugar, pode entrar na primeira e na última Laguna, água extremamente salgada e gelada rsrs... Também encerramos com um pôr do sol maravilhoso.
      A noite fiz o Tour astronômico. Super recomendo. 
      3°  Dia - Piedras Rojas e Lagunas Antiplanicas: Pra quem não sabe, a entrada na Piedras Rojas está fechada, podemos ir apenas até o mirante, mas é um passeio fantástico também, só o caminho até chegar lá já faz valer a pena. Muitas histórias, vegetação, animais. Ainda passamos pela placa de  Capricórnio. Nas Lagunas de Miscanti e Miñiques pudemos ver um pouco mais de perto os vulcões com o mesmo nome. Paisagem que parece uma pintura de tão lindo que é.
      4° Dia - Deixei livre para conhecer um pouco mais de San Pedro e fazer algumas comprinhas de lembrancinhas. No seu dia livre pode alugar uma bike também para desbravar um pouco mais.
       
      Todos os passeios em San Pedro de Atacama ficaram por 87.500 pesos. (R$ 520,00) o pacote fechado com a mesma agência "Tour Connection" que super indico, os guias são maravilhosos. Agora vamos seguir para Santiago onde fiz os passeios com a Agência Bora Pro Chile Br e recomendo muito, excelente atendimento e acompanhamento do inicio ao fim de cada passeio.
       
      5° Dia - Manhã livre no centro, fiz a visita guiada no Palácio de la Moneda agendei Com 1 mês de antecedência e assisti um pedaço da troca de guardas e conheci a Catedral.
      Na parte da tarde fui com a agência na Vinícola Undurraga. É simplesmente linda. 
      6° Dia - Viña Del Mar e Valparaíso. Que lugar lindo, alegre e cheio de Cores e arte. Não deixe de conhecer, é um dos principais passeios.
      7° Dia - Portillo. O passeio mais esperado por  mim. Que paisagem linda do inicio da estrada até a fronteira com a Argentina. Paisagens de quadro. Vale muito a pena conhecer, aquela Laguna del Inca é surreal!!
      8° Dia - Vale Nevado & Farellones Sunset (Esse eu fiz com a agência Morandé) Pra quem assim como eu é apaixonada por montanha e pelo pôr do sol, esse passeio é super recomendado. Mesmo sem neve foi incrível.
       
      Todos os passeios em Santiago ficaram por 105.000 pesos (R$ 600,00) fechando os 3 primeiros com a mesma agencia e o ultimo com uma agencia diferente.
       
      Total com passeios e tickets de entradas R$ 1.120,00
       
      Alimentação:
      A média que estabeleci para refeição foi de 12.000 pesos por dia, mas gastei bem menos. Como alguns passeios oferecem café da manhã, teve outro que oferecia almoço, então acabei economizando. Ao todo gastei R$ 545,00 em refeições. Lá existe os pratos prontos com entrada+prato principal+sobremesa por 4.000 pesos, McDonalds, Subway ou o famoso La Piccola Italia, são opções bem econômicas para comer.
       
       
      GASTO TOTAL DESSA VIAGEM: R$ 3.173,00 







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