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Rezzende

Bolívia, Atacama, Peru...Paisagens, Sunsets, Pessoas, Momentos...

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Sexta, 12 de outubro de 2018 🇧🇴

Seria um daqueles poucos dias que poderia dormir até mais tarde. Mas por acaso eu consigo ficar dormindo quando viajo? Pouco depois das 8 da manhã desci pro café. Café top e farto, esse hostel é muito bom!! Combinei com o Fábio e a Daniela o que fazer no dia e resolvemos ir ao Parque Cretácico ver qual era a dos dinos 😆 Eu e Fábio fizemos check out e o Fábio já comprou a passagem pra Uyuni na recepção do hostel. Eu já tinha comprado a minha uns dias antes pelo site Tickets Bolívia por 80 bol. Na recepção era o mesmo preço mais uma taxa de emissão de 2 bol mas compensava por não precisar ter que ir ao terminal pra isso. Resolvido, eu e Fábio iriamos pra Uyuni à noite e a Daniela ia ficar um pouco mais em Sucre antes de voltar pra Santa Cruz. Ela tava voltando de Uyuni e Potosi.

Deixamos os mochilões no hostel e fomos bater perna. A Daniela ia perguntando qual onibus vai pro parque e onde pegava. Vira esquina aqui, vai ali, depois de um tempo indicaram a linha H e o ponto onde pegar. Ficamos lá esperando. Enquanto isso ouvi alguém gritar meu nome. Pensei que tava louco, afinal quem me chamaria em Sucre? Olho pra frente e dentro de um onibus parado no ponto estão Luana e Leonardo 🤣 Eles estavam no onibus da linha 3 indo pro terminal comprar passagem pra Uyuni naquela noite também. Que legal esses encontros inusitados de viagem 😄 Falei que estávamos indo pro Parque Cretácico e eles disseram que iriam depois. Mais uns minutinhos o onibus H apareceu e fomos. A passagem é 1,50 bol (isso dá 85 centavos 😁::cool::) e é um trechinho bom. Fomos conversando pelo caminho, entendendo melhor a vida dos novos amigos. O ponto final é no parque. A entrada é 30 bol pra estrangeiros e 10 bol pra bolivianos. Como estávamos com a Daniela demos um migué e ela pediu pra comprar 3 ingressos. Nem olhamos muito pra bilheteria pra mulher não desconfiar da nossa cara nem um pouco boliviana 😛

O parque é interessante (para quem tem tempo em Sucre, claro que você não vai ficar um dia em Sucre só por causa dele) tem miniaturas de dinossauros, exposições e a parte das pegadas que foi reconstruída pois ela caiu com uma chuva forte há uns anos atrás. Tinha um tour guiado que ia sair ao meio-dia, ficamos esperando e enquanto isso a Luana e o Leonardo chegaram.

Daniela, Fábio e eu

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Descemos pro tour, já pensando que iamos ter que subir de novo, mas eu ainda ia fazer o Canyon del Colca então não podia me espantar com aquilo de jeito nenhum 😅 O guia vai explicando sobre as pegadas, os dinossauros, mas eu não tava muito empolgado. Tinha gostado mais da parte lá de cima onde tinha uma vista bonita das montanhas. Terminado o tour, subimos. A Luana, grávida e já se sentindo mal com a altitude (devia ser uns 3000m ali) ficou pra trás pra descansar. Eu, Fabio e Daniela subimos sem problemas. Demos mais uma voltinha lá em cima e fomos embora. Assim que chegamos na portaria já tinha um micro onibus saindo. Mais míseros 1,50 bol na passagem e depois de uns 20 minutos descemos no ponto central que fica a umas 3 quadras da Plaza 25 de Mayo. Paramos num restaurante com menu del dia (sopa, prato principal e suco) por 20 bol em frente a Basílica San Francisco. Almoçamos e fomos pra praça. Por curiosidade, dei uma olhada no câmbio, 6,93 pro dólar igual Santa Cruz mas 1,60 pro Real, bem pior que Santa Cruz. Paramos numa lanchonete, tomamos um helado e ficamos lá um tempão batendo papo. Velhos amigos 🙂 Falei pra irmos no mirante da Recoleta. Amei aquele lugar. De novo a mesma vibe. O Fábio, paulistano, disse que nem lembrava a ultima vez que viu uma molecada brincando na praça depois da aula. De novo um pouco de nuvens no horizonte, sem aquele sunset incrível, mas a vibe era incrível, era o que importava.

Descemos ao escurecer. Como a Daniela ainda ia ficar mais uma noite no quarto, fomos pra lá e tomamos banho. Nos despedimos dela e fomos pra esquina esperar um táxi. Ia ser pouca diferença do onibus e compensa por causa dos mochilões. Logo veio um vazio, o cara cobrou 10 bol até o terminal de buses, 5 bol pra cada. Fui até o guichê da 6 de Octubre pra trocar meu voucher pela passagem. Na passagem dizia 70 bol, devia ser o preço de guichê. Paguei 80 pelo site, mas tudo bem, pelo menos já fui com o onibus garantido. Ainda faltava 1 hora pro busão, fomos num mercadinho do outro lado da rua comprar umas Paceñas e ficamos nos “hidratando” enquanto esperamos🍻 Pouco depois das 20h o busão parou na plataforma indicada na passagem. Já tava até preparado pra procurar o busão num canto escondido do terminal como vários outros relatos contaram mas dessa vez ele parou onde deveria 😀 Pagamos a taxa do terminal, o famoso derecho de uso de 2,50 bol, encontramos a Luana e o Leonardo e ela já tava saindo do busão pra ir no banheiro porque tinha descoberto que não tem banheiro no busão. Eu já sabia disso pelos relatos e fiquei com pena dela pela situação, grávida, indisposta e prestes a encarar 8 horas de busão sem banheiro. 20:30 partimos rumo a Uyuni. O motorista só parou uma vez pro galerão desfrutar do banheiro ecológico no meio do pasto do altiplano boliviano pouco depois da meia noite depois de ter passado de um pedágio na saída de Potosi. Mas ele parou outras duas vezes também mas só pra Luana descer. Acho que ela tinha pedido o motorista pra dar uma atenção mais vip pra ela 😜

 

Sábado, 13 de outubro de 2018 🇧🇴

Madrugada no busão, lá fora um céu limpo e extremamente estrelado. De repente o onibus vira uma curva e aponta lá longe outro mar de estrelas no chão. Era Uyuni iluminada. Foi um golpe no coração. Ali me dei conta que estava efetivamente entrando naquele mundo dos sonhos, dos relatos que tanto tinha lido. Bateu uma emoção indescritível. Uma lágrima rolou…

4:30 da madruga desembarcamos em Uyuni. Já tinha falado com o Fábio da senhorinha salvadora de mochileiros. Assim que desci do busão já tinha uma mulher na porta chamando pra uma cafeteria mas o nome no cartãozinho era de outro café. Enquanto pegava minha mochila o Fábio já chega com outra doninha e fala: Enio olha ela aqui!! Na mão dela um cartãozinho do Snack Nonis. Ela existe!!! 😆Pois agora ela tem até um motorista!! 😂Ela capturou também um casal de colombianos e fomos de carro pra lanchonete dela. Nem tive tempo de despedir da Luana e do Leonardo, mas eles iriam pra um hostel pra ver no outro dia um passeio de só um dia pelo salar, pois pela situação dela ela não tava muito animada a ficar dias isolada por lá.

Chegando no café da doninha, só nós e os colombianos capturados. Pedi um café continental por 25 bol, ela já ligou o aquecedor e passou o wifi, tudo conforme os scripts. Pedi pra tirar uma foto com ela dizendo que ela era muito famosa no Brasil. Ela disse que ia tirar o gorro pra ficar mais bonita e já voltava. Achei ela super simpática. Depois mandei a foto dela no instagram da @Maryana Telesmas ela disse que não era a mesma doninha. Era a mesma @rodrigovix? Talvez existam mais de uma ou um cartel de doninhas, mas fato é que elas salvam os mochileiros perdidos na madruga de Uyuni 😁

A famosa patrona dos mochileiros de Uyuni

Junto com o café dela, na parte da frente, tem a agência do Betto Tours. Enquanto a gente tomava café o Betto, que deve ter um conluio com a doninha, já veio nos oferecer o passeio. Eu tava pensando na Esmeralda Tour que todo mundo falou bem aqui, mas ele passou um preço de 750 bol mais 70 de transfer pro Atacama. Daria 820 e negociamos por 800  bol. Tava dentro da média de preço que tinha olhado. Ofereceu por do sol e observação de estrelas depois. Os colombianos, Xochi e Marcela, já tinham fechado. Eu já tinha conversado um pouco com eles e achei eles bem legais. Todo mundo diz aqui que a interação entre a galera é um dos fatores mais importantes pro seu passeio ser inesquecível e eu senti que eles seriam uma boa companhia pra 3 dias pelo deserto. Fechamos. O Xochi e o Fábio são fotógrafos profissionais, com câmeras modernas, tripé e tudo mais. Ainda teria altas fotos 😄

Amanheceu e fui lá fora ver a cidade. Rua deserta, nenhuma viva alma, só faltava aquela música de fundo do velho oeste e a bola de feno rolando 😜🤠🍃

Ficamos mais um tempo de bobeira na lanchonete. Mais viajantes foram chegando, liberamos a mesa e deixamos os mochilões na agencia do Betto. Eu e o Fabio fomos dar uma volta por Uyuni mas ainda tinha muita coisa fechada e não muito o que fazer. Sentamos na praça e ficamos observando a vida começar a aparecer…

Compramos 2 galões de água de 6 litros (13bol cada um) e essa agua daria até o Atacama. Aliás, beba muita água, para combater a secura e ajudar na altitude.

As lojinhas abriram, comprei uns postais e umas lembrancinhas só pra recordar minha passagem por Uyuni.

O saída do tour tava marcada pra 10:30 mas por não ter o que fazer, 9 e pouco já fomos esperar na agência. Chegando na agência, ainda faltava conhecer os outros 2 colegas de tour e lá estavam eles esperando. Dois amigos franceses, Sebastien e Martin, que falavam espanhol pra minha alegria e inglês pra alegria do Fábio!! Que sorte, o grupo era legal, a gente ia se dar muito bem!! ::cool::Faltava o guia, rezando pra ser legal. Uns minutos depois ouço uma risada escandalosa e o Betto diz: lá vem ele. O guia. Grover. Uma risada característica que não vai ser fácil esquecer. Ele entra e diz: Hola chicos como les van!! Outra marca registrada dele. Perfeito, time pronto, tudo pra dar certo!!🤘
Como já estavamos prontos, saímos 10 horas. Fomos pro cemitério de trens, perto de tudo que viria pela frente era bem fraquinho. Depois Colchani onde tem uma feirinha e almoçamos lá num restaurante, sopa de quinoa, salada, bife de lhamalpaca e arroz.

Seguimos o roteiro tradicional, não paramos nos montinhos de sal nem no hotel de sal. Paramos no monumento Dakar e nas bandeiras e depois no meio do salar pras fotos naquela imensidão branca e as fotos de perspectiva, que não fizemos muitas porque a turma não tava com muita criatividade 😄 Depois fomos pra Isla Incahuasi onde tem os cactos enormes e onde se paga 30 bol pra quem quiser subir. E acho que você tem que subir. Sebastien e Martin não subiram, foram dar a volta na ilha. Eu, Fábio, Xochi e Marcela subimos e cara, a vista lá de cima impressiona. Se você já sabe só de atravessar o salar que aquilo é imenso, lá de cima você certifica isso, fica abismado com a imensidão daquilo tudo e ainda consegue ver as marcas de sal na beira da ilha que mostram claramente as marcas das ondas do mar, comprovando que milhares de anos atrás aquilo tudo era mar. Impressionante, não encontro outra palavra pra descrever. Depois mais um tempo atravessando o salar até o hotel de sal. Passamos por uma parte úmida, não espelhada mas úmida, já que tinha chovido um pouco uns dias atrás e deu pra ter uma noção do quanto fascinante deve ser o salar espelhado.

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Chegamos no Hotel de Sal Nuevo Amanecer e nessa noite seriam quartos duplos. Só deixamos as mochilas lá, agasalhamos bem e saímos de novo pra ver o por do sol. Não fomos muito longe do hotel mas andamos alguns bons minutos. Agora o calor da tarde já tinha ido embora e um vento frio dominava. O sol foi caindo e cara…...que momento!!! EU AMO SUNSETS e aquele foi inesquecível. As cores do céu, o lugar onde eu estava, foi o ponto alto da viagem. Só conseguia ser grato a Deus. Passou um filme da minha vida na cabeça, tudo que vivi até hoje pra estar ali naquele momento vivendo tudo isso. Sem mais palavras

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Eu acho difícil eleger o lugar mais bonito que eu conheço pois cada lugar tem suas belezas diferentes e comparar é injustiça, mas no TOP 3 da minha vida eu coloco Machu Picchu, Salar de Uyuni e Patagônia.

Depois fomos pra mais perto do hotel pra não ficar muito escuro no meio do salar e paramos até escurecer bem e poder observar as estrelas. Eu nasci na roça, vivi na fazenda toda minha infância e adolescência, já vi muito céu estrelado, mas os fatores do Salar, ar seco, altitude, isolamento, fazem com que a gente nunca tenha visto tanta estrela na vida!! Ficamos ali até quase 20h quando teríamos que ir pro hotel pra servirem a janta que foi sopa, milanesa de frango, tomate e pepino. O banho era 10 bol e cada quarto tinha um chuveiro, mas a água só era quente depois que você pagava 😬 e não era pra ir todo mundo junto então os colombianos foram primeiro, avisaram os franceses quando terminaram e depois eles falaram pra gente ir. E a ducha era beem quente e revigorante. Cansados, 22h todo mundo já na cama. Viajando é assim, dormir cedo no sábado e balada na segunda :lol:

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Show cara, vou em abril e estes relatos ajudam muito na organização, 

Porem farei o caminho inverso, você sabe me informar o preço pra sair do deserto ir até o salar e voltar?

 

Grato.

 

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@Rezzende, show seu relato conterrâneo, dia 22 de dezembro saio de Lafaiete de carro rumo a Patagônia, vou pra Bariloche, sul do Chile e depois desço rumo a El Chaltén e El Calafate. Devo rodar 13.000km em 31 dias.

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Terça, 16 de outubro de 2018 🇨🇱

Às 7h já prontos na recepção do hostel pra esperar o passeio das lagunas altiplânicas. Conhecemos o Bruno, outro brasileiro que estava ali esperando também, só que ele tinha reservado o passeio pelo hostel mesmo e logo chegaram pra buscar ele. E nós ficamos. Ficamos. Era pra nos pegar entre 7h e 7:30. E nada. 8h e nada 😒 É, esqueceram de nós...desistimos e fomos pegar um café. Depois vamos na agência, resolvemos isso, vamos pensar em outra coisa pra hoje. Deu 8:30, coloquei o primeiro gole de café na boca, tocam a campainha. Vieram nos buscar. Mas não era uma van. Era uma camionete 🤨 O rapaz, Luís, disse que não sabia bem o que aconteceu mas o guia tinha nos esquecido e ele ia nos levar até onde o grupo ia tomar o café da manhã na Laguna Chaxa. OK, vamos 😆 Pelo menos tivemos um guia exclusivo até lá. Chegando lá o guia Francisco só faltou ajoelhar pra nos pedir desculpas 😅 tá bom, acontece 😛 tomamos café e demos uma voltinha na Lagoa e pra ver o Salar do Atacama, beeeeem inferior ao de Uyuni. Mas a lagoa é bonita. Ali tem uma entrada de 2500 pesos.Laguna Chaxa

Agora, já na van e em grupo, fomos até o povoado de Socaire onde ele encomendou o almoço e visitamos a praça e a igreja. Fomos então pro mirador de Piedras Rojas. Desde que um mané do canal Off fez windsurf por lá eles fecharam o acesso a Piedras Rojas e agora só podemos ir nesse mirador.IMG_20181016_120011529.thumb.jpg.19d087474f6ea83f75e33738fcd96067.jpgIMG_20181016_120550251.thumb.jpg.6833dee80e7bf146ce6046e89e10e9f9.jpgIMG_20181016_122706699.thumb.jpg.e283620b08dfce411a3a2b82cb7827e5.jpg

Depois fomos pras lagunas. Miscanti e Miñiques. A entrada é 3000 pesos e caraaa, que lagoa fenomenal é essa Miscanti. A Miñiques é normalzinha mas a Miscanti, com aquela choupana ainda compondo o cenário, caraaa é surreal. A LAGOA MAIS LINDA QUE EU JÁ VI NA VIDA!! Com aquelas montanhas atrás véééio que issoooo. Fiquei impressionado. Só essa lagoa já valeria a ida ao Atacama!!! Eu mudava pra essa cabanaIMG_20181016_135928393.thumb.jpg.471271a20a13f61a062bbb8ce994c48b.jpgIMG_20181016_140510481.thumb.jpg.db286e840e9475772f1f67b8e98359f1.jpg

Depois de um tempo lá fomos pra Socaire almoçar com direito a vinho e finalizamos em Toconao vendo a praça e a igreja. Chegamos em San Pedro 18h. Passei numa agência pra fechar o passeio das Lagunas Escondidas pro dia seguinte à tarde. Não são todas as agências que fazem o tour pras Escondidas, mas não é difícil achar. Fechei na Stars Travel por 16 mil pesos. Procuramos uma botilleria pra comprar umas garrafas de vinho e fomos pro hostel cozinhar e beber 🍲🍷

 

Quarta, 17 de outubro de 2018 🇨🇱

Tinha combinado com o Bruno de fazer alguma coisa de bike pela cidade de manhã. Fábio não tava afim e queria ficar de bobeira mesmo. Esperei o Bruno aparecer mas ele tinha feito o tour astronômico na noite anterior, emendou o passeio num bar e tava meio que fora de órbita ::dãã2:: Ele foi aparecer só 11 da manhã então não fomos. Ele ia fazer a Laguna Cejar de tarde e eu e o Fábio íamos pras Escondidas. O preço do passeio é quase o mesmo, flutuar na lagoa cheia de sal é a mesma coisa, a diferença é a entrada que é 5 mil nas Escondidas e 17 mil na Cejar. Então, flutuar por flutuar, preferi as Escondidas. Fizemos mais macarrão pra almoçarmos. Chegou uma colombiana no hostel e o Fábio cismou que ela tava dando mole pra ele. Eu tava decidido a ir embora naquela noite, já que não poderia fazer o Salar de Tara e os outros passeios não me interessavam. Pra tirar um dia de descanso San Pedro era muito caro :lol: Então o Fábio resolveu ficar uma noite mais. Eu achava que Arequipa era mais negócio :twisted: Fiz check out e fomos pro passeio. No caminho, passei no terminal de buses e comprei passagem pra Arica naquela noite às 21:30, um onibus mais demorado, que passava por Iquique, mas como o passeio terminava as 20h não podia comprar outro mais rápido pois eram mais cedo. Passagem 9600 pesos no semi-cama. O bus cama era 20 mil pesos, mas primeiro que já tava esgotado e segundo que eu tenho muita dificuldade de dormir em busão.

O passeio das Lagunas Escondidas sai as 14:30. Quase 1 hora pra chegar lá. Tinham outros brasileiros na van (assim como tem milhares em San Pedro) e fomos bem animados e bagunceiros pelo caminhos 😜 São 7 lagunas com muita concentração de sal e na primeira e na última podemos entrar. Entramos na última. Água fria mas tava calor, bem gostoso. Mas gostoso mesmo é tentar afundar e não conseguir de jeito nenhum. Dá pra boiar sem nenhum esforço. O esforço fica por conta de tentar ficar em pé ou sair daquela posição de flutuação porque a resistencia daquela água é uma coisa muito louca. Eu só conseguia ficar em pé quando tava mais perto da borda da lagoa e usava a mão pra apoiar, porque do contrário eu ficava boiando sem direção e sem conseguir sair 😵 É uma experiência única e muito legal. Pra mim que não sei nadar é ótimo. Impossível morrer afogado ali 🤣 Evite mergulhar ou molhar a cabeça e os olhos porque é sal demais::cool:: Depois de uma meia hora flutuando, saímos e fomos andando passando pelas outras lagunas até a primeira. Corpo cheio de sal, parecendo uma carne preparada pra churrasco ::lol4::A primeira lagoa tava bem gelada e não animei entrar. A experiência já tinha valido muito a pena lá na outra. Fomos pras duchas tirar aquele sal todo. As duchas fecham as 17:30 então a partir desse horário todo mundo vai embora. IMG_20181017_163352581.thumb.jpg.271f868852e126a504f99475ff04578d.jpgIMG_20181017_163827972.thumb.jpg.6f06a8f8fec96123e67ac3f4c230aabc.jpg

Voltamos pra bem perto de San Pedro, perto da Piedra del Coyote mas num outro ponto com bem menos gente, onde paramos pro coquetel com pisco e snacks e pra esperar o por do sol. E esse por do sol foi muito mais irado que o outro na Piedra del Coyote. O local era muito mais propício!!! Mais um sunset show pra essa tripIMG_20181017_183949452_HDR-EFFECTS.thumb.jpg.b06f3f48d6f2144b24de8f5ab2f9bccc.jpgIMG_20181017_193101582.thumb.jpg.c93329368de88373e58fb9b52f01317f.jpg

Chegamos as 20h em San Pedro, nos despedimos da galera brasileira animada, passei numa lojinha pra comprar uma lembrancinha de San Pedro, fui pro hostel, tomei banho, me despedi do Bruno e da Janaína, outra brasileira que trabalha lá no hostel, despedi do Fábio mas nos veríamos de novo em Arequipa, desejei a ele boa sorte com a colombiana e fui, solito, pro terminal. 21:30 embarquei pra uma longa noite rumo a Arica.

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Quinta, 18 de outubro de 2018 🇵🇪

Metade da viagem. Uyuni e Atacama concluídos com sucesso. Agora rumo ao Peru. Já recapitulando tudo que tinha vivido e imaginando quem ainda iria conhecer e o que viria pela frente. Graças a ajuda de 2 dramin eu durmi razoavelmente no busão. Cheguei em Arica 9 da manhã. Descendo no terminal fui pro outro terminal do lado, o internacional. Já tinha decidido que iria de táxi. A taxa do terminal é 350 pesos e o táxi 4 mil pesos. O onibus acho que é 2 ou 3 mil pesos mas o táxi compensa pela agilidade já que são só 4 pessoas e não 50 de um busão pra passar na imigração. Já tinham 2 senhorinhas chilenas no táxi e logo apareceu mais um rapaz com cara de peruano pra completar o táxi. O taxista pede teu passaporte pra já ir agilizando alguma coisa. É estranho mas é assim mesmo. 1 hora de Arica a Tacna incluindo o tempo na fronteira que foi rápida. O taxista já coloca nós 4 no mesmo guichê da imigração. As duas senhorinhas desceram em uma avenida qualquer de Tacna. Eu e o outro cara fomos até o terminal. Lá no terminal tem um monte de bancas onde umas pessoas ficam oferecendo câmbio mas só vi aceitarem dólar e pesos chilenos. Ainda tinha 10 mil pesos chilenos que me renderam 48 soles. Achei que seria o suficiente até Arequipa. Agora estava 2 horas atrás no fuso horário, era pouco mais de 8h da manhã. Procurei o guichê da Oltursa mas só tinha busão pra Arequipa de tarde. Vi uma agencia vendendo Arequipa e tinha horário pras 9:30. Me cobraram 30 soles. Só tinha uma lanchonete pra café da manhã no terminal, no segundo piso. Uma xícara grande de café e um pão com queijo super salgado por 8 soles. O cara da agência me levou junto com 2 mulheres pro outro terminal do outro lado da rua, o terminal nacional. Tinha até esquecido que essas cidades sempre tem 2 terminais e se tivesse lembrado teria ido já pra lá pra ver passagem porque no guichê das agências costuma ser mais barato que essas agências intermediárias. Paguei a taxa do terminal de 2 soles. O cara da agencia me entregou a passagem e nela o preço era 20 soles, a empresa era Expresso Moquegua. Se eu tivesse ido direto no guichê dela talvez seria mais barato mas eu nem lembrei que tinha outro terminal. De toda forma, 30 soles (R$ 37) pra uma viagem de mais de 6 horas é barato. Da minha cidade pra BH que são só 100km é R$ 31 !!! Nesse terminal eu vi uma casa de cambio que aceitava reais mas nem fui lá ver cotação, só pra informação mesmo caso alguém caia de paraquedas em Tacna só com reais😵 Com 8 soles no bolso esperava conseguir pagar o táxi em Arequipa.

Embarquei no busão e parti rumo a Arequipa. Viagem de dia, busão andando devagar, toda hora entrando vendedoras no busão gritando agudamente PAPAAAAAAA, PAPA RELLENAAAAA, PAPA REGOSADAAAAA,  PAPAAAAAAAAAAA, CHICHARROOONNN CHICHARROOOONNNNNNNNN  😒🙄::dãã2:::lol:

Cheguei em Arequipa já passava das 16h. A tabela de táxi do terminal dizia 8 soles até a praça de Armas. Era o que eu tinha. O taxista me pediu 10. Falei que só tinha 8. OK, vamos. Desci uma quadra antes da praça porque ela é fechada pra carros e fui a pé pro hostel que fica só a 2 quadras dali. Tava chegando ao tão esperado Wild Rover 🎉 de novo não lembro o preço da diária porque reservei no booking mas paguei em torno de 30 soles a diária.

Já instalado e sem um puto no bolso, fui atrás de câmbio. O câmbio de reais variava de 0,77 a 0,81. No Peru especificamente o cartão de crédito tava compensando pois já com IOF tava dando 0,815. Então o que dava pra passar no crédito eu passava mas é sempre bom pagar em dinheiro pra barganhar desconto. Fui jantar num restaurante na lateral da praça chamado Saryris que tinha uns combos de refeição por 13 soles à noite e 10 soles pra almoço. O segundo piso desse restaurante fica naqueles balcões com vista pra praça. Essa praça de Arequipa é sem base de tão linda, a cidade mais linda que vi nessa trip sem dúvida. 

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Fui pro hostel pra já tomar umas cusqueñas. Essa viagem tava muito light 😄 Já fiz amizade com um espanhol, Fermin, e curtimos o bar, joguei muuuito beer pong, toda hora a galera do bar liberava freeeee shoootss 🍹 e fiquei até o bar fechar mais de 1 da manhã. Galera disse que tinha uma outra baladinha lá perto e fomos pra lá emendar a night. 🕺🍻🎼

 

Sexta, 19 de outubro de 2018 🇵🇪

Dormir eu durmo em casa, em reais 😜 Só umas 3 horas de sono e já tava pronto pra mais um dia. Wild Rover só oferece café e leite de graça, as comidas do café da manhã são pagas a parte (pelo menos nos dias que eu tava lá😶). Peguei uns biscoitos que ainda sobravam na mochila pra enganar. Pertinho do hostel tinha uma lanchonete com umas empanadas boas e baratas também.

Fui pesquisar preços pro trekking do Canyon. A primeira agência que passei cobrou 125 soles. Não. A segunda ofereceu 100 soles. Achei justo, fechei. Agência Kusi Travel na Plaza de Armas à direita da catedral, onde tem várias agências mas o preço não varia muito.

Fui na catedral, tem uma visita guiada por 10 soles mais uma propina pra guia. A catedral que é linda por fora é linda por dentro também, tem um órgão bacana, um museu com muitas peças de ouro, prata, esmeraldas e de valor incalculável. Pra terminar subimos nas torres e passamos pelos sinos.

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Fui olhar passagem pra Ica. Na praça várias agencias vendem passagem da Cruz del Sur. Tem outras empresas também mas todo mundo fala tanto dessa Cruz del Sur que eu queria ver se era isso mesmo. Tinha uma passagem promocional por 60 soles nas ultimas poltronas perto do banheiro mas por outras experiências antigas preferi as normais de 95 soles. Ainda bem pois uma hora que fui no banheiro do busão vi que tinha um aparelho junto da rodomoça lá que ficava apitando o tempo todo, ia ser uma tortura 😅

Fui almoçar no Saryris por 10 soles o menu del dia. Tem outros mais baratos na mesma rua, até por 8 soles, mas gostei de almoçar com o visual da praça 😎

Fui no Museu Andino onde tem a Juanita. A entrada é 20 soles mais a propina do guia. Eu queria muito ver a bendita múmia 😄Aproveitar que ela tava lá pois as vezes ela é levada pra pesquisa ou conservação em outro lugar. É tudo bem explicado pra gente entender toda história que levou ao sacrifício da Juanita. E a múmia não é tão assustadora quanto você possa pensar ::tchann::

Já o monastério de Santa Catalina é 40 soles pra entrar, aí eu já não animei.

Fui pro hostel descansar um pouquinho os pés porque já tava formando uma bolha no mindinho do pé esquerdo e eu teria um trekking duro no dia seguinte. Na verdade não queria dormir, queria curtir, então já deixei tudo no esquema, mochila de ataque pronta e listo pra farra🎉 O Fábio chegou do Atacama e ficou no mesmo quarto que eu tava. Ele não conseguiu nada com a colombiana mas eu disse pra ele que teríamos mais sorte em Arequipa :mrgreen: Fui com ele jantar no Saryris e voltamos pra curtir o bar. O Fermin também ia pro trekking mas ele queria dormir. Eu queria virar a noite na farra porque as agências buscam a gente 3 da manhã então melhor esperar no buteco (mas de leve né)

Era sexta-feira e o bar do hostel tava o fervo. Happy hour de pisco, freeeee shoootsss, gringas dançando no balcão, umas arequipeñas lá dando mole, ééé Wild Rover é o paraíso dos solteiros :twisted: bem tinha dito pro Fábio que lá que a gente ia se dar bem. Saímos com as arequipeñas e emendamos pra outra balada::love:: Voltei pro Wild Rover às 2:30 e o Fábio nem sei que fim levou. Depois mandei um áudio no zap despedindo dele pois achava que não o veria mais já que ele iria pra Nazca e quando eu chegasse em Huacachina ele já teria ido embora...achava…

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Sábado, 20 de outubro de 2018 🇵🇪

Virado na balada, cheguei no quarto, peguei minha mochila de ataque, tomei um Engov pra garantir, deixei o mochilão no quarto de bagagem e fiquei esperando na recepção.

O Fermin chegou também só que ele ia com outra agencia porque ele fechou o tour no hostel mesmo. Tinha uma outra menina do meu quarto que ia fazer o de 3 dias. O percurso é o mesmo, a diferença é que vai mais devagar. E uma agência buscou a menina, outra agência buscou o Fermin e outro cara e eu fui ficando. Deu 3:30 e nada. O cara da recepção pediu meu recibo da agência pra ele ligar e ver o que aconteceu. O telefone não atendia. Ele disse que só restava esperar. Já tava até me acostumando com a ideia de estrelar o Esqueceram de Mim 2 😅 Mas 3:40 chegaram me procurando. A turma no busão toda desmaiada. Dormi um cadinho pelo caminho.

Chegamos para o café da manhã em Chivay às 8h. Achei um café até bem farto e tirei a barriga da miséria 😋😃 Seguimos para a Cruz del Condor. No meio do caminho a galera ficou em polvorosa pois viram um condor pela janela do busão. Eu tava mais interessado era na paisagem mesmo. Chegamos na Cruz del Condor às 9 horas e ficamos lá 20 minutos. IMG_20181020_090252803.thumb.jpg.36f42ee4f40d551277156e70572514ce.jpg

Seguimos pra Cabanaconde, onde começa o trekking. Antes paramos na portaria do parque pra pagar a entrada. Todo mundo pagou 70 soles menos eu que paguei 40 por ser latino. É, só tinha eu de latino ali :lol: Meu grupo era de canadenses, americanos, suiços, franceses, alemães e um israelense, num total de 12 pessoas. O guia era o Juanito, outra figuraça ::otemo:: 

10h começamos a descer. O inicio do trekking é de boa, mas depois a descida exige um pouco dos joelhos pois jogamos todo o peso do corpo neles. Encontrei o Fermin no meio da descida e fomos conversando um pouco. Nos encontramos varias vezes mas não seguimos o tempo todo juntos pois estavamos com guias diferentes, então lugar pra refeições e pousadas eram outras também. Meu grupo não era dos mais interativos mas tinha um casalzinho americano gente boa, o casal de suíços também era simpático e uma alemã era bem legal. A descida levou 2h20min. Paramos um pouco na ponte pra descansar. A ponte dos bêbados ::dãã2::porque ela balançava demais e a gente passava nela como se estivesse tonto ::hahaha::assim como as outras pontes também :lol: IMG_20181020_101403567.thumb.jpg.c882648cd66075303e8aae4507847a28.jpgIMG_20181020_103625271.thumb.jpg.62baaf17cd3935a92b41df275da3174c.jpgIMG_20181020_111619433.thumb.jpg.bccd971def8cc8c77f6c4acf22ebdce7.jpgIMG_20181020_112756681.thumb.jpg.c8aaf2eed89afd0547bb8b7f67b78c19.jpg

Aí foi uma meia hora até o almoço num lugar chamado Pousada Gloria. Cardápio arroz, abacate, salada, batata frita e opção de bife de alpaca, lomo saltado ou omelete. Saímos 14h pro segundo trecho do trekking, agora entre subidas e descidas até o oásis onde íamos dormir. No meio do caminho tem uma tendinha vendendo frutas e água a preços horrorosos mas explicáveis pelo isolamento do local. Tinha levado 2 garrafinhas de 500ml que já tava acabando. Na verdade é inviavel caminhar levando muita água pois pesa, então comprei ali uma garrafa de 2,5 litros por 7 soles. Teria água suficiente até o outro dia. Chegamos no oásis por volta de 16:30 e tem várias pousadas lá. Todas tem piscina e a galera já chegou se jogando 🏊‍♀️ As duchas são de água fria então não deixe o banho pra depois que anoitecer, além de que não tem luz elétrica nos banheiros nem nos quartos, só na parte do restaurante. Mas a lanterna do celular resolve. Se você tem um carregador portátil aqueles Power Bank, leve, vai ser útil. Eu usei na segunda noite do Uyuni também.IMG_20181020_140828386.thumb.jpg.1fdeee03da4c1fa8c9325718f6b71e62.jpgIMG_20181020_161305704_HDR.thumb.jpg.26e1db77f68235c1dc7c624919a75518.jpg

Fiquei num quarto com 3 camas junto com o israelense e o alemão, que era o mais velho do grupo, cabelos brancos, cara de mais de 60 anos. Quero ser ele no futuro 😃 Fomos pro restaurante e sentamos numa mesa com o casal suíço, o casalzinho americano e a alemã. Apesar do meu inglês very basic, tipo inglês das cavernas, interagimos bem. A pousada oferecia wifi a 5 soles. Ninguém quis. Melhor desintoxicar da net e curtir o lugar, o momento e as pessoas.

O bar lá tinha preços iguais do Wild Rover. A garrafa de cerveja Arequipeña era 10 soles (no Wild Rover não tinha Arequipeña então aproveitei lá, é uma cerveja boa também, embora eu seja muito fã da Cusqueña) e o mojito era mais barato que do WR, tava 2 por 15 soles. Ficamos bebendo e conversando até sair o jantar as 19h. Depois de comer todo mundo foi dormir. Eu também, afinal tava um trapo depois de 2 noites de balada, praticamente sem dormir e ainda ter descido um canyon 😅 umas 20:30 fui pra cama e capotei.

 

Domingo, 21 de outubro de 2018 🇵🇪

Acordei 4 da manhã com o despertador do israelense. Há dias não dormia tanto 🤣

Não tinha entendido bem a parte do café da manhã, achava que teria. Tem, mas não é lá embaixo no oásis. É lá em cima ::ahhhh:: Eu tinha uns míseros biscoitos na mochila então posso dizer que praticamente subi o canyon em jejum. Caros amigos, não sejam tontos como eu ::putz:: Como dizem os chilenos: no seas weon e abastece tua mochila pra ter o que comer antes de subir ::cool::

Começamos a temida subida às 4:40, ainda um pouco escuro mas já começando a clarear o dia. Umas pessoas tinham lanternas mas dava pra enxergar sem. Cada um vai subindo no seu tempo. Pare pra descansar quando precisar. Quem não der conta pode pagar as mulas mas eu acho perigoso. Via aqueles bichos tirando fininho no penhasco e me dava um frio na espinha por aquele povo ::mmm: Do meu grupo as canadenses alienígenas sumiram ladeira acima. O casal suíço ia um pouco à minha frente. Eu subia junto com o casalzinho americano e ligeiramente à frente do alemão sessentão do qual eu tinha como questão de honra chegar na frente 😅 Bem mais atrás vinham a alemã e o israelense, que são da minha idade. O casal francês sempre por ultimo a perder de vista, inclusive a mulher foi a única do grupo que alugou a mula. Os guias na subida não acompanham exatamente seu grupo, uns vão na frente levando os mais rápidos, outros vão atrás cuidando dos retardatários. E assim fomos, passo a passo, subida a subida, sempre olhando pros outros mais embaixo e incentivando a galera. Fácil? Não! Não é fácil. Eu sou acostumado com caminhadas longas, 15 a 20km, mas essa subida é punk sim. Não é impossível, longe disso, mas requer um mínimo de preparo físico e mental. Quase no final a gente já via a cruz lá no alto e nos animávamos com a meta final. Às 7:15 cheguei. Cumprimentado pelos outros que já tinham chegado e depois cumprimentando quem chegava. Vi umas meninas de outros grupos caindo em prantos por chegarem. É uma superação. É muito legal. Me arrependeria demais se não tivesse feito esse trekking. Alerto que é difícil mas acho que quem puder tem que fazer. ::otemo::IMG_20181021_051229688.thumb.jpg.4c71b5daa5418d81a13702d9f247747d.jpgIMG_20181021_054449866_HDR.thumb.jpg.5d1c7ef2fb02af4e438ad97f09de7d5d.jpg                                     

Dormimos lá em baixo, subimos isso tudo😅

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Depois que o grupo todo chegou e o Juanito também fomos pro café em Cabanaconde, mais uns 15min a pé mas aí já é no plano.

Mais um café farto pro meu gosto com pão, geléia, frutas e tal. Depois de reabastecidos e renovados, esperamos o busão pra seguir caminho. Paramos num mirante onde dá pra ver o pico onde fica a nascente do Rio Amazonas. IMG_20181021_102757212.thumb.jpg.25b0a40e954ad3716a3dde0e5efe43f1.jpg

Depois fomos pra cidade de Maca, onde tem uma feirinha de artesanato e um falcão adestrado pra tirar foto. IMG_20181021_104431491_HDR.thumb.jpg.729a0d6a7c07435cb2b2dfec47953046.jpgIMG_20181021_104457349_HDR.thumb.jpg.2f570cbcc829dc3e4efee187f65d0dab.jpg

Às 11:30 chegamos nas termas em Yanque. A entrada é 15 soles, é opcional mas depois do trekking todo mundo quis. E é muito bom pra relaxar depois do trekking. Ficamos uma hora lá e seguimos pra Chivay onde seria o almoço. Esse almoço já não era incluso no passeio e era 30 soles. Eu tinha comido muito no café da manhã então resolvi não almoçar. Saímos 13:40 de Chivay, paramos num mirante a 4910m de altitude mas o tempo tava nublado e não demoramos muito. O vento frio também espantou o povo. IMG_20181021_142818183_HDR.thumb.jpg.080fb7012ef6f7a4efd241627a87c6e2.jpg

Paramos num campo pra ver lhamas e alpacas mas o povo nem desceu. Voltamos pra Arequipa onde chegamos depois das 17h

Fui pro hostel tomar um banho e depois procurar um jantar na plaza. Fiquei ali mais um tempo curtindo a plaza iluminada. A praça de Arequipa tem uma energia muito boa, comparável com a Plaza de Armas de Cusco apesar de eu achar que a plaza de Cusco é mais vibrante mas a de Arequipa não fica muito atrás. Linda demais.

Voltei pro hostel, encontrei o Fermin que estava indo embora pra Cusco e fui novamente curtir o bar. Já não estava tão bombástico como na quinta e na sexta mas era bom curtir ele mais sossegado também.

 

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Segunda, 22 de outubro de 2018 🇵🇪

Esse era o dia das férias das férias😎 Um dia que eu tinha reservado pra ficar de bobeira. Sempre é bom deixar um dia de folga no roteiro pro caso de alguma não sair conforme o previsto no decorrer da viagem mas como no meu caso tudo tava saindo conforme o programado, pude curtir esse dia pra relaxar. E Arequipa era o lugar ideal pra um dia de descanso. EU AMEI AREQUIPA😍 Passei a manhã na piscina do hostel. Fiz check out e fui almoçar. Depois comprei um sorvete e fui tomar na praça. Fui andar pela rua, fui até um parque que no dia anterior quando tava chegando do passeio do Canyon tava muito lotado de gente e animado, só que era segunda e tava deserto :lol: Voltei pro centro pra olhar umas lembrancinhas de Arequipa, tem uns alfajores deliciosos lá em uma rede de lojinhas que chama Antojitos de Arequipa, uma delícia😋 Passando de fora de uma cafeteria, uma agradável surpresa: encontrei o Xochi e a Marcela. Eles estavam terminando a viagem e no dia seguinte já voltariam pra Cali. Conversamos sobre como foram os últimos dias desde Uyuni e seguimos nossos caminhos, mas amigos para sempre depois do Salar 😄 Passei no KFC pra fazer um lanche (note que nesse dia eu tava um pouco esbanjado 😜) e depois um café no Starbucks. Mais uns minutos na praça pra me despedir daquela que era a cidade mais bonita do meu roteiro. A cidade que escolhi pra tirar um dia de férias das férias e que não poderia ter escolhido lugar melhor. IMG_20181022_141102270.thumb.jpg.12916b0d821cf9bbd72fb4959facaba7.jpgIMG_20181022_175448118.thumb.jpg.0dcac44f5c77dcdef3d14c382baad7ac.jpg

Voltei pro hostel e fiquei esperando a hora do busão no bar do hostel. Saí as 20:30 e logo peguei um táxi. Aliás, Arequipa tem trocentos táxis, um atrás do outro, acho que nunca vi uma cidade com tanto táxi. A corrida pro terminal de buses foi 9 soles. São dois terminais, um de frente pro outro. Meu onibus saíria do Terrapuerto. E é quase um aeroporto mesmo. Você despacha a mochila no guichê da Cruz del Sur, eles olham o que tem dentro da sua mochila de ataque e você fica numa sala de espera bem confortável. Chiqueza define 🤑 O busão pra Ica saiu às 21:30 com rodomoça e serviço de bordo. Luxo. Mantinha, travesseiro, fones de ouvido, TV individual, telas no bagageiro pras mochilas não caírem...realmente a Cruz del Sur é outro nível.

 

Terça, 23 de outubro de 2018 🇵🇪

9 da manhã desembarquei em Ica. Procurei informação se precisava comprar passagem pra Lima no dia seguinte com antecedencia mas me disseram que não precisava porque tinha muitos onibus. Conheci uma holandesa no busão e ela também ia pra Huacachina. Rachamos um táxi de 10 soles (5 pra cada) e fomos pra Huacachina que é pertinho e rapidinho. Ela ia ficar num hostel perto do meu então era caminho. Eu tinha pensado em ficar no Casa de Arena antes da viagem mas no passeio do Salar o Sebastien e o Martin tinham ficado no Banana’s e falaram muito bem dele. Um brasileiro que conheci no passeio das Lagunas Escondidas no Atacama também ficou nele e falou bem. Resolvi ver qual era a de lá. Já sabia que o Fábio tinha mudado o roteiro e tava na área, tinha ido pra Paracas mas a noite estaria no Banana’s. Então no dia anterior fiz a reserva e fui pra lá. O preço do hostel pode assustar pois são 92,50 soles mas eles já incluem o buggy no valor então é só fazer o checkin e já agendar o buggy pra tarde. Assim feito, fui procurar almoço e achei um menu del dia a 15 soles. As coisas em Huacachina são um pouco mais caras pois é um lugar extremamente turístico. Voltei pro hostel e fiquei por ali matando o tempo. Conheci 4 gaúchos e um sergipano que iam fazer o passeio do hostel e passamos o resto da tarde juntos. O buggy tem uma taxa do governo de 4 soles que a gente paga direto pra recepcionista do hostel. Estranho né, mas enfim…

O passeio começa 15h e dura pouco mais de uma hora. É bem radical, me lembrou o passeio de buggy em Natal. O de Natal é mais demorado e o buggy menor mas o legal de Huacachina é a experiência de sandboard. Primeiros são 3 dunas pequenas. Óbvio que quando vê elas pela primeira vez você não acha elas pequenas mas perto do que está por vir… depois vamos pra outras 3 dunas, bem maiores. As 3 primeiras desci sentado, as 3 últimas deitado descendo de frente. A ultima duna é monstruosa. Dá aquele frio na barriga tipo não vou descer essa porra mas não dá pra pensar muito, só se joga e curte o momento 😅 Não tenho fotos do sandboard porque deixamos os celulares e câmeras no buggy pra eles não caírem e se perderem nas descidas e às vezes a gente precisa desligar um pouco desse lance de tirar fotos e curtir mais o momento e gravar os momentos só na nossa memória...IMG_20181023_153359459.thumb.jpg.70dd459e566f7acff0fd0806682d4ece.jpgIMG_20181023_160510434.thumb.jpg.227b5d2264f6e3568693be9855384d93.jpgIMG_20181023_162710921.thumb.jpg.dc877b867db2a7f4e0bdd97906a08b56.jpg

Terminado o passeio voltamos pro hostel pra tirar os tênis e colocar uns chinelos e subir as dunas pra ver o por do sol. Lindo, mais um sunset incrívelIMG_20181023_172628509_HDR.thumb.jpg.7e56e0faa8be8c3fd84f65d96096942a.jpgIMG_20181023_175252608_HDR.thumb.jpg.f4f796e004cbab6c1696efed10e39c77.jpgIMG_20181023_175951669_BURST000_COVER_TOP.thumb.jpg.420f6d74ab94758f4092217d5a52dcea.jpg

Voltando pro hostel, encontrei o Fábio novamente. Pelo que ele tinha programado ele já deveria estar em Lima mas ele foi fazer o passeio de Paracas e ficou um dia mais em Huacachina. Ele tinha um busão pra Lima às 2 da manhã então aproveitamos pra curtir a noite. Fomos jantar, compramos umas cusqueñas e como o bar do Banana’s era meio parado fomos pro Wild Rover. Eu nem sabia que tinha Wild Rover em Huacachina, descobri lá. Em cima tinha escrito Casa de Arena Lodge então fiquei meio confuso sem saber se era o mesmo famoso Casa de Arena que agora é Wild Rover.

Huacachina é bem parada à noite e parece que o Wild Rover era o point 😆 tava todo mundo indo pra lá. O bar tava o fervo, nem sabia quem tava mais borracho, se eram os turistas ou os balconistas do bar que já tavam loucassos vendendo drinks como happy hour sendo que seria até 22h e já era quase 23h, liberando free shots um atrás do outro, negócio tava embalado lá. Logo apareceram duas belgas e colaram na gente::love:: É amigo, isso é Wild Rover ::otemo:: Lá pela 1 da manhã o bar foi miando e o Fábio tinha que ir embora também. Voltamos pro Banana’s, e agora sim eu me despedia de vez desse grande parceiro de viagem. Em poucas horas ele tinha um voo pra Cusco.

 

Quarta, 24 de outubro de 2018 🇵🇪

Descansei um pouco mais, levantei 9 horas, desci pro café que é bem regado. Não ia fazer mais nada em Huacachina. Também não queria fazer Paracas pois já fiz um passeio parecido em Ushuaia pra ver pássaros e lobos marinhos. Sei que ali era diferente mas o estilo de passeio não me atraiu. A única coisa mais interessante seria ver o candelabro de Paracas mas só por ele não me animei.

Fiquei conversando um pouco com os brasileiros, os gaúchos iam pra Lima meio-dia, o sergipano ia mais tarde e eu também ia pra Lima conforme meu roteiro. Os gaúchos até chamaram um táxi pra 5 pessoas mas obviamente veio um táxi normal e não me caberia, então fui ali perto do hostel onde tinha um outro táxi e fui embora. Queria pegar um tuc-tuc mas não tinha nenhum por ali e eu queria ir logo pro terminal pra ver se ainda conseguia vaga no busão do meio-dia. Fui embora de Ica na vontade de andar de tuc-tuc 😥

Cheguei no terminal da Cruz del Sur (sim, cada empresa tem seu terminal, não é uma rodoviária única) às 11:40. Procurei passagem pra meio-dia mas não tinha mais. Mas tinha pra outro onibus 12:10. Esse onibus era um pouco mais caro pois era uma linha que vinha de Nazca e passava também em Paracas ao contrário do outro que era direto. Não era muita diferença, era 60 soles contra 52 do outro, mas outro direto de 52 soles seria só 15h então peguei esse mesmo.

Mais um onibus top, poltronas largas, esse tinha 2 fileiras de um lado e uma poltrona sozinha do outro. Rodomoço e serviço de bordo com almoço. Essa Cruz del Sur...podia abrir uma filial no Brasil 😄

Deveriam ser 4h30min até Lima mas com a passagem em Paracas e chegando em Lima no horário de rush do fim de tarde, desembarquei quase 18h. Depois de tanto tempo viajando e já louco pra chegar no hostel, peguei o primeiro táxi que tava ali. O cara me cobrou 18 soles mas eu tava sem saco pra pesquisar e topei. Até Miraflores não era longe mas o transito tava tenso. Cheguei no Pariwana quase 19h. Pariwana é um hostel bem confortável. A diária é uns 40 e poucos soles mas não sei ao certo pois paguei no checkout com cartão de crédito e junto com as despesas do bar. Saí pra procurar comida, tinha um Bembo’s (fast food peruano) ali perto e comi por lá mesmo. Depois fiquei de boa no bar do hostel mas a turma lá tava muito fechada em grupinhos. Mesmo assim fiquei ali um bom tempo tomando umas cusqueñas

 

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      Dia 4 - 21/12/2019
      Frio, altitude, deserto, uma arma e susto na moto - parte 1
      Amanhecemos dia 21 e fomos comprar luvas,capa e botas de borracha para o @DiPaludo, compramos as luvas e as botas, porém a capa não deu, andamos por alguns metros e pedimos informação para dois homens que passavam de carro, nos auxiliaram mas não entendemos nada, os dois nos ofereceram carona, quando entramos notamos uma pistola no chão do carro na parte traseira,  mesmo assim entramos, conversa vai e conversa vem, eles pediram o que nós fazíamos e vice versa, os dois eram policiais, no fim todo mundo riu e eles nos deixaram na frente da ferragem, porém a capa estava muito cara. Voltamos para o hostel e já era umas 9:30, nosso objetivo do dia era ir até San Salvador de #Jujuy, mas a estrada possui partes de chão e também havia chovido na noite anterior, o que ocasionou deslizamentos e pedras na rodovia, atrasando a viagem.Logo que saímos de Tafi del Valle já começamos a subir a Cordilheira dos #Andes, estava  5 graus e 1000 m de altitude, coloca casaco, a paisagem ia mudando, a vegetação já começava a ficar mais rasteira e tendendo a desaparecer. Neblina/nuvens já apareciam de uma forma mais intensa o que indicava que estávamos muito altos. Paramos para tirar umas fotos e conversamos com dois senhores que desciam a montanha de bicicleta, deram várias dicas e também de como evitar o mal da altitude.
      Parte 2
      Dali para frente visualizamos paisagens muito bonitas, mesclando em terrenos secos e úmidos. Já era meio dia e paramos em #AmanchaDelValle para comer algo, estava por volta de uns 25 graus, tira casaco, paramos no único posto da cidade, abastecemos e comemos, na hora de pagar, tentei pagar com meu cartão Nubank, mas a internet no local não funcionava, roteei a internet do meu celular para o aparelho do posto e assim consegui pagar via cartão, isso foi apenas um teste para saber se realmente o cartão funcionava. O @DiPaludo  decidiu apertar a corrente numa gomeria (borracharia) que tinha ali perto, que cagada, o cara apertou a corrente e além disso apertou o freio, depois de uns 5 kms o aro da roda estava quase que em chamas, paramos e arrumamos. Na sequência fomos visitar o Museu Pachamama,  entrada de 10 reais, vale a visita. Indo em direção a Cafayate várias paisagens são espetaculares, vinhedos, montanhas,retas, o #ElAnfiteatro, a #GargantadelDiablo, o #MiradorTresCruces, #QuebradadeLasConchas e uma festa de aniversário no meio do nada. Andamos um longo trecho e paramos na beira da rodovia para fazer um café (de novo). Fui conferir o óleo da moto, estava baixo, adicionei óleo reserva que tinha e seguimos para Salta, parei no primeiro posto para adicionar óleo e abri a tampa para trocar, fiquei conversando e pedindo auxílio de alguns amigos em relação ao óleo e somente no próximo posto tinha o óleo recomendado, nesse trajeto (12 km) deixei a tampa do óleo aberta, quando cheguei no próximo posto tive dois mini infartos, desci da moto e vi uma enorme mancha de óleo do chão (infarto 1), neste momento já comecei a pensar em como voltar para o Brasil, de carona, avião ou junto com a transportadora da moto, fui comprar o óleo recomendado e na hora de pagar cadê a minha carteira (infarto 2), abri todas as malas e joguei no piso do posto e nada de achar, lembrei que quando tomamos café eu coloquei a carteira dentro da luva de borracha, continua ...
      Parte 3
      Ali mesmo no posto drenei o óleo e troquei, um problema a menos. Ainda faltava ainda fazer um câmbio, nossos pesos argentinos estavam acabando, era umas 19:40, corremos para uma casa de câmbio e o trânsito de #Salta é um caos, chegando na câmbio, estava fechada, decidimos ir ao mercado para comprar comida e acampar, paguei no cartão para evitar gastar os poucos pesos que tínhamos, fomos acampar no camping Xamena, 200 pesos para os dois, o camping possui banho quente e amplo espaço. Ali nesse dia conhecemos o Guilherme Settani (@toto_settanni) a mulher dele, Zuzu e os filhos Kaio com K(10) e Daniel(12). O Guilherme quase que se atirou na frente das motos, acampamos perto dele. Ele tem tem empresa de trabalhos em altura, viajou e subiu todos os picos do planeta e foi muito gente fina com nós. Depois de conhecer a família do Guilherme, tinha que resolver o seguro SOAPEX, já que não tínhamos conseguido fazer antes por problemas no site, o Whesley Santos (@owhesley) fez no site www.hdi.cl e depois realizei a transferência do dinheiro via Caixa, detalhe, nunca vi ele pessoalmente, dias depois ele foi para o Atacama de CG. 307 kms.
      #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

       
      Dia 5 - 22/12/2019
      De Salta a Purmamarca
      Neste dia saímos cedo do camping, demos tchau ao Guilherme(@toto_settanni) e fomos fazer câmbio, era domingo e nada estava aberto, com informações dos policiais nos informaram que na frente da catedral os cambistas faziam. Fomos até lá, trocamos os pilas e seguimos para San Salvador de #Jujuy, no meio do caminho apertamos a corrente das motos e fomos "parados" pelo Renato, sua esposa e filho que eram de #RiodoSul, nos falamos por meia hora e seguimos para Jujuy via estrada cênica, uma estrada entre as montanhas não muito visitada entre #Salta e #Jujuy. Chegando em Jujuy tínhamos que resolver o #Soapex do @DiPaludo, perdemos ali umas duas horas até o seguro ser feito, porém faltava a impressão do documento, onde imprimir em um domingo? Lembrei que tinha um grupos de moto no #Whatsapp e pedi ajuda, apareceu o Furia Noba Furia no FC, nos levou até a casa dele, imprimiu, trocou uns pesos chilenos e nos levou até boa parte da estrada, todo agradecimento para ele. Seguimos para #Purmamarca as motos já perdiam força, chegando lá encontramos o Renato de novo. Fomos procurar um camping e um senhor argentino nós auxiliou, esse senhor já mascava folha de coca, aliás quase todos na região mascam aquilo, e o cheiro lembra uma vaca ruminando. Ainda conversando com o senhorzinho, pedimos onde ficava o pior camping da cidade, isso mesmo, queríamos o pior camping para testar os equipamentos que tínhamos, principalmente em relação ao frio (saco de dormir, segunda pele, colchão e barraca), fazia 8 graus e era 20 horas, achamos o tal camping e realmente superou nossas expectativas, não tinha grama, o banho era na água quente, porém se esquentava a água em um projeto de fogão a lenha e a água era posta em um balde no teto do banheiro, para tomar banho era só "ligar" o balde e a água vinha quentinha. Pagamos por esse luxo todo 10 reais por cabeça. Depois do banho luxuoso e barraca montada fomos comer na cidade, a ideia era fazer um assado, fomos em uma carniceria (açougue), o @Dipaludo entrou lá, mas não achou nada interessante, na saída da carniceria um aviso, "fazemos castrações nos sábados pela manhã" demos uma risada e desistimos porque o camping não tinha churrasqueira. Procuramos algum restaurante e haviam dois, um deles tinha um gaúcho parecido com o Baitaca, mas o restaurante cheirava urina, fomos em outro que aparentava ser melhor, ali ficamos e pedimos um ensopado de lhama e batata, um dupla de cantores e instrumentistas com flautas regionais animava a janta com músicas típicas, jantamos e fomos para o camping dormir. 169 kms
      #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

      Dia 6 - 23/12/2019
      De Purmamarca a San Pedro de Atacama
      Era 7:30, e saímos do camping, logo na saída eu e o @DiPaludo nos perdemos, ele foi para o sul e eu norte, ficamos 30 minutos perdidos. Passei por algumas pessoas que encontrava na rodovia e perguntei se haviam visto uma moto preta, alguns confirmaram que sim, outros que não, decidi seguir em frente.  Parei um carro que estava indo na mesma direção que a minha e expliquei toda a situação no meu horrível espanhol, o casal francês nada entendeu, tentei explicar no meu horrível inglês, eles entenderam e iriam avisá-lo caso o encontrasse, parei outro veículo que vinha no sentido contrário, e eles confirmaram que viram meu colega, andei mais alguns quilômetros e acabei o encontrando. As motos já apresentavam baixo desempenho, a próxima atração era a #CuestaDeLipan, a serra é muito bonita cheia de curvas, fotos, encontramos três motoqueiros viajando em família, pai, mãe e filho, de Foz do Iguaçu e iam em direção ao #Peru, a mãe tocava uma moto e o pai outra. Na sequência passamos pelo marco de 4170m de altura, fotos, no horizonte já era possível visualizar as #SalinasGrandes, passamos por lá e realmente elas são enormes, mais fotos, aquela lambida básica para confirmar que realmente é sal e fomos até #Susques para o último abastecimento. Chegando em Susques, completamos o combustível, e ali no posto comemos todos os alimentos que tínhamos, até porque a aduana chilena não permite a entrada de produtos in natura, produtos em madeira, alimentos frescos. Na aduana, os trâmites foram muito rápidos, pois não havia ônibus, algumas pessoas já sentiam os efeitos da altitude, dor de cabeça, tontura. Indo em direção a #SanPedrodeAtacama, cada vez mais alto e frio ficava, em determinado momento a moto alcançou apenas 37 km/h, a 4800m, coloquei uma blusa, estava 8 graus, tirei algumas fotos da fronteira do #Chile com a #Bolívia, quando fui ligar a moto, ela funcionava de maneira muito estranha, sinal da falta de oxigênio. De Susques até SanPedro, nada existe, além de pedra, areia e lago salgado, árvores ou construções muito menos. Começamos a descer os 50 km até #SanPedroDeAtacama em apenas uma reta, na nossa direita estava o vulcão #Licancabur e na esquerda o #CerroToco(Guardem esse nome). Em 30 min, saímos de uma altitude/temperatura de 4800m/8 graus para uma altitude de 2200m/30 graus. Um adendo, existem relatos de pessoas que atravessam o #PasoJama em direção ao Chile pelas 17 hs, vão chegar em San Pedro por volta das 22 hs ou mais, com toda certeza a temperatura vai estar zero ou negativa, adicione altitude, vento e um problema na moto e vocë estará em maus lençóis. A descida desta altitude de forma rápida é bem crítica, pois ocasiona muito sono, perigoso. No único posto em San Pedro, encontramos o @RibasVecchiato, ali conversamos comemos algo e fomos em direção ao camping #AndesNomads, nada fizemos nesse dia além de armar a barraca e encontrar novamente o Guilherme @toto_settanni. 411 kms. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300


       
      Dia 7 - 24/12/2019
      Vale de la Muerte
      Acordamos umas 7 da manhã, fazia uns 10 graus, aliás a variação de temperatura no deserto é gigante, de dia 30, de noite 0 graus. Tomamos o nosso baita café, só café, nossa barraca estava bem na entrada do camping, todo mundo passava por lá, inclusive o Guilherme(toto_settanni) passou por ali e nos convidou para ir no #ValedeLaMuerte junto com a família. Alugamos pranchas de sandboard, compramos os ingressos, cerca de 17 reais (3000 pesos chilenos) e fomos mostrar nossas habilidades nas dunas do deserto kkkk, tombos, pé queimado, mão queimada, risada e cansaço. Fomos em outro ponto do Vale de La Muerte para visualizar o pôr do sol que por sinal é muito bonito. Voltamos para a cidade, comemos algo, fomos para o acampamento tomar banho e dormir. Nosso camping era bem hardcore, iluminação era mantida por geradores até as 21 da noite apenas nos pontos “públicos”, o restante do camping possuía iluminação gerada pelos próprios usuários, celulares, powerbank, lanterna, fita de led. A água do banho era esquentada por tubos a vácuo, a regulagem da temperatura do chuveiro era uma novela, como são vários chuveiros, cada pessoa que abria ou fechava os registros, desregulava a temperatura de todos os outros, a água era salobra, resultado, cabelos duros. A porta do banheiro era mais hardcore ainda, ela fechava praticamente a 10 centímetros do vaso, era impossível sentar reto no sanitário, tinha que se sentar de lado, e isso era tanto no banheiro feminino e masculino. O camping não possuía grama, em alguns pontos existia brita. Em certos momentos da tarde começava uma ventania, todo aquele vento com pó invadia as barracas e carros que lá estavam. Para se refrescar, naquele calor todo havia uma piscina, doce ilusão, a piscina por ser no meio do deserto estava cheia de insetos e além disso a água era gelaaaaaada, mesmo assim todos iam, inclusive eu e o @DiPaludo. Depois da piscina, conversamos com o @RibasVecchiato e ele resumiu aquilo tudo em uma frase “Quer luxo, vai pra Disney”.
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

      Dia 8 - 25/12/2019
      Vale da Lua e Lagoas Baltinache
      Neste dia fomos visitar o #ValledeLaLuna, ficamos toda a manhã observando aquela imensidão, formações, sal, minas de sal. Na parte da tarde fomos a visitar as Lagoas Escondidas de Baltinache. Chegamos lá, era por volta de 16 horas, e logo colocamos trajes de banho para aproveitar aquela água estupidamente gelada. As 7 lagoas são espetaculares, apresentam colorações variando de azul para celeste. É possível mergulhar na primeira e na última. A pior parte é vencer a água gelada, depois disso só alegria. Não é preciso fazer exatamente nada, você boia devido a alta concentração de sal que existe na água, alguns dizem que é mais que o Mar Morto. Logo que saímos das lagos podemos perceber a grande quantidade de sal, todo o corpo ficava praticamente empanado de tanto sal, e as roupas completamente duras. Depois do banho foi a hora de correr, sim, correr para tirar o sal nas duchas que existiam por lá, elas ficavam abertas até as 17 horas. Na volta para a cidade, passamos pelos campos minados na beira da estrada. Sim, existem campos minados em San Pedro de Atacama, resquícios da ditadura chilena. Já na cidade compramos carne e vinho para a janta.
      #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #baltinache

      Dia 9 - 26/12/2019 
      Subindo o vulcão #CerroToco - 5600 metros
      Saímos cedo do acampamento e 1 hora depois estávamos a 5200 metros de altitude, Cerro Toco é o vulcão (estratovulcão) mais rápido para chegar de carro de San Pedro de Atacama. Já neste ponto era possível sentir a altitude fazendo efeito, respiração pesada.. A respiração e batimentos cardíacos são parecidos com uma corrida que você realiza. Demoramos por volta de 1h e 30 minutos para chegar ao cume da montanha, 1200m de caminhada e 400m de elevação. Já no topo, a 5600m, a paisagem é espetacular, via-se a fronteira com a #Bolívia, o projeto #ALMA, toda a planície de San Pedro, o vulcão #Licancabur, #Juriques e o #Láscar. Ficamos ali por  10 minutos e estava uns 0 graus. Logo após chegar ao topo perguntei ao Guilherme (@toto_settanni) se era normal sentir enjoo, ele disse que s..., chamei o HUGO, grande parte disso foi ocasionado por carne, vinho e boa conversa na noite anterior, antes mesmo de subir o vulcão, as 5 da manhã o HUGO tinha me encontrado. A descida do vulcão é rápida, por volta de 30 minutos. Já dentro da camionete, sentei na janela para evitar possíveis encontros com o HUGO, e ele aconteceu novamente. Seguimos de volta para o acampamento e lá chegamos por volta das 12h, até as 19h todos praticamente ficaram de repouso, esperando a chata dor de cabeça passar, alguns com mais(eu) e outros com menos.
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #vulcanlascar #cerrotoco
        
      Dia 10 - 27/12/2019 
      San Pedro de Atacama até Antofagasta
      Saímos cedo do acampamento em direção a Antofagasta, retas e mais retas. Nessa região tudo é gigante, parques eólicos, fazendas de painéis fotovoltaicos(2km) e mineração, muita, muita mineração, montanhas de resíduos. Tínhamos agendado uma visita na mina #Chuquicamata, porém foi cancelada devido aos protestos no Chile, seguimos em direção a #Antofagasta. Já em Antofagasta visitamos La Portada e fomos para um hostel. Era possível visualizar nas ruas de Antofagasta, resquícios de depredações, vidraças cobertas, pneus queimando, asfalto derretido. Hostel encontrado e fomos dar uma passeio na orla, o Oceano Pacífico estava ali, porém a água é o que, gelada !!!, não entramos. Fomos no mercado, compramos comida e na volta, se visualizava nas esquinas uma certa movimentação em relação aos protestos, nada violento, porém a polícia chegou ali e dispersou a multidão. Aqui já começava a bater um certo cansaço por tantos dias de estrada. Detalhe, aqui o sol se põe no mar. 312 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #antofagasta

      Dia 11 - 28/12/2019
      Antofagasta até Playa Cifuncho e o peixe muito salgado.
      Saímos de #Antofagasta e a ideia era ir até a #MãoDoDeserto, decidimos abortar  pelo fato de termos uma visita agendada no #CerroParanal e provavelmente não daria tempo. Chegamos no #ObservatórioParanal as 9:30.. No observatório podemos ver toda a parte técnica, funcionamento dos telescópios, análise de dados e onde os astrônomos vivem, com certeza valeu mais a pena visitar aqui do que a #MãodoDeserto, fica para a próxima. Um agradecimento aqui ao @rmagnops, que tempos atrás foi visitar e achei interessante visitar também, apesar de não entender muita coisa sobre o tema. A direção agora era à #CaletaPaposo, a vista é espetacular, seguindo ao sul pela #Ruta1, praias desertas e estrada de chão batido em excelentes condições, cada curva uma foto. Chegando em #Taltal, uma mulher de um food truck, nos deu dois potes de peixe para comermos, agradecemos, porém era muito salgado, ela ainda nos ofereceu mais sal, não queria jogar no lixo na frente da mulher, guardei aquilo no baú da moto e uma certa parte vazou e ficou aquela catinga, fomos em um restaurante e oferecemos aquilo para o garçom gratuitamente, #ceviche era o nome da iguaria, ali mesmo no restaurante comemos peixe frito e pudemos observar placas de aviso de tsunami, aliás, toda costa do #Chile possui esses avisos. Seguimos em direção a #Cifuncho, uma praia mais ao sul que foi recomendada pelo garçom. A praia era muito bonita, cheia de gaivotas,  pelicanos e leões marinhos, porém não existia luz elétrica, somente fotovoltaica e geradores, muito menos internet. Ali acampamos. 272 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #antofagasta

      Dia 12- 29/12/2019 - 
      Cifuncho até Aduana Chile - Paso San Francisco - O dia mais louco
      Saímos da praia Cifuncho e fomos em direção à Bahia Inglesa, novamente pela #ruta1 e costeando o Pacífico. Passamos pelo parque #PandeAzucar, cada curva uma foto, praticamente deserto de pessoas, em um lado montanha e 500 metros depois o mar. Chegando na #BahiaInglesa, fomos comer e nada de encontrar um restaurante barato, rodamos e rodamos, cada prato era uns 70 reais, encontramos um food truck, peixe arroz e coca-cola por 30 reais. Almoçamos e fomos em direção à #MinaSanJose. Lá na mina assistimos a história resumida do acontecimento, visualizamos as ferramentas, a cápsula Fênix e também conversamos com o mineiro #Jorge Galleguillos, o décimo primeiro mineiro a ser resgatado. Também pudemos visualizar as pedras de ouro e cobre que são extraídas de lá. Saímos da mina e fomos em direção a #Copiapó, abastecemos as motos, compramos comida e gasolina sobressalente e colocamos no baú, pois sabíamos que iríamos enfrentar 470 kms postos. Através do aplicativo #ioverlander, definimos o nosso ponto de acampamento que era no meio da cordilheira, tínhamos 200 kms para fazer e já eram 17 horas. Começamos a subir a cordilheira 3000, 3500, 4000, 4500m e pegamos 3,5 graus no topo, eram 20 horas. Paramos para ajustar as correntes pois estavam frouxas. Cerca de 40 minutos depois visualizamos algumas construções, era a aduana chilena. Chegando na aduana fomos informados que houve deslizamentos no lado argentino e dali ninguém passava, resultado, dormimos no ambulatório da aduana, tínhamos água para beber, comida e combustível, porém a estrutura da aduana era precária, não tinha água corrente para banheiros, não tinha internet, energia elétrica estava funcionando mas poderia cair em caso de tempestade.  Depois de conformados em dormir na aduana, fomos desfazer as malas e dentro do baú havia cheiro de gasolina, somente o cheiro foi suficiente para deixar o pão que tínhamos com um gosto especial. 607 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #copiapó #fiambalá #pasosanfrancisco
       
        
       
      Dia 13- 30/12/2019 
      Aduana Chile Paso San Francisco até Fiambala
      Pela manhã podemos observar melhor onde estávamos, areia de um lado, montanha e sal no outro, nada passava por ali, estávamos literalmente no meio do nada. Nossa espera era pela abertura da aduana, mas a comunicação era precária, estávamos em 8 pessoas, brasileiros e argentinos aguardando a liberação, de tanta espera, todos ficamos amigos. O oficial chileno nos orientou a voltar por outras aduanas, porém elas estavam a 400 e 1000 kms, decidimos esperar. Por volta das 17 horas houve a liberação, fizemos a papelada, embarcamos nas motos, mas elas andavam no máximo a 60 km/h, ocasionado pela baixa oxigenação do ar e vento contra, tínhamos 300 kms até a próxima cidade. Chegamos na aduana argentina era umas 19h, fizemos a papelada e estrada. As motos não andavam, e no horizonte se formava uma tempestade, o medo era acontecer um deslizamento e bloquear a estrada novamente. 20h e escurecendo, vento, frio (8 graus) e chuva, decidimos nos abrigar em um refúgio na beira da rodovia, pois nesses 300kms nada existia. Ficamos ali por 20 minutos esperando o vento e a chuva passar, caso não passasse, ali ia ser o acampamento #CazaderoGrande era o nome do refúgio. Decidimos seguir estrada e para evitar o frio colocamos todas as roupas que tínhamos e mais a capa de chuva. Estávamos com pressa e cuidado ao mesmo tempo, porque na nossa frente havia um deslizamento que não sabíamos onde e nem como era. Faltando 40 kms para a cidade começamos a visualizar uma estrada mais sinuosa, sinal de que ali poderia estar o bloqueio, e foi o que encontramos, areia e pedras de 1 metro de altura estavam no meio da rodovia, alguns avisos luminosos indicavam a posicão da polícia argentina, que estava ali fazendo a sinalização do local e a contagem de veículos, conversamos com eles, foram muito gentis e nos falaram que dali até a cidade a rodovia estava limpa. Chegamos na cidade de Fiambalá, era 22h da noite, estávamos suando de tanta roupa e fazia 28 graus, comer pizza e dormir.
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #copiapó #fiambalá #pasosanfrancisco #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful

      Dia 14- 31/12/2019 - Fiambalá até San Fernando del Valle de Catamarca
      Termas, retas e mais retas.
      Amanhecemos no hotel em Fiambalá e as notícias já não eram das melhores, a recepcionista do hotel disse que ele estaria fechado pela noite, pois era dia 31, e que a nossa diária fecharia às 10 horas da manhã, a boa notícia era que poderíamos deixar as bagagens na recepção e retirar ao meio dia. Fizemos isso e fomos até as #TermasdeFiambalá, piscinas naturais entre as montanhas, entre 33 a 45 graus. Ficamos lá até meio dia e pagamos cerca de 300 pesos/22 reais para usufruir, com certeza um preço bem melhor que as #TermasDePuritana. Foi muito bom, as águas relaxam, porém te deixam com uma sensação de sono o dia inteiro. Ao meio dia saímos de lá fomos ao hotel pegar as malas e decidimos procurar uma cidade maior para passar o fim de ano, fomos até #Tinogasta, mas a cidade era menor, seguimos à  #SanFernandoDelValleDeCatamarca. Chegando lá, abastecimento e procurar um hostel, achamos um que nem garagem tinha. Já era uma 21 horas da noite, decidimos ir comer e conhecer a praça principal, resultado, tuuuuuudo fechado. Voltando ao hotel encontramos um lugar que vendia sanduíche caseiro e cerveja, essa foi nossa ceia e depois cama. Não ouvi fogos de artifício, talvez seja por causa das termas e do cansaço. 358 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #fiambalá #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful

      Dia 15- 01/01/2020 - San Fernando del Valle de Catamarca a Presidencia Roque Sáenz Peña
      Cuesta de Portuzuelo, retas, ferroada da abelha e racha na estrada
      Saímos de #SanFernandoDelValleDeCatamarca às 7 hs e fomos em direção a #CuestaDePortuzuelo, encontramos uma grande movimentação de pessoas e polícia de choque na rodovia, um pouco de apreensão, no fim era apenas uma festa da virada argentina nas margens do trajeto. Logo a frente subimos a Cuesta de Portuzuelo, uma serrinha asfaltada apenas para trânsito leve, foi ali as últimas fotos que fizemos da #CordilheiradosAndes. Logo na sequência pegamos 30 kms de chão, acabei deixando uma cerveja da noite anterior dentro do baú da moto, com o balanço, ela furou e fez aquela meleca toda. Recapitulando cerveja, óleo de motor, bafo de gasolina e aquele cheiro de ceviche. Passamos por uma localidade chamada #Guayamba, passamos por dentro de um riozinho e logo paramos em um bar para comer algo, ali pedimos um sanduíche e café e conversamos com alguns idosos argentinos. Seguimos viagem e as retas começaram a surgir de novo, sinal de que estávamos próximos a província de #Chaco. Próximo a Presidencia, uma abelha kamikaze fez seu papel, estava a 100km/h e ela veio depositar seu ferrão bem no pescoço, quanta dor. Usar equipamentos de proteção é importante, não queira ser o super homem e muito menos nos ultrapassar com uma biz preparada e além disso sem capacete, foi o que fez um motoqueiro argentino, rimos, demos uma buzinada, aceitamos a derrota e seguimos. Já em Presidencia ficamos no Hotel Presidente, 1000 pesos/70reais um quarto duplo, com ar condicionado, tv, garagem, banho e cama. 679 kms
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #PresidenciaRoqueSáenzPeña #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful


      Dia 16- 02/01/2020 - Presidencia Roque Sáenz Peña até Ituizangó
      Problemas na corrente e o taxista imprudente
      Neste trajeto, nada existe além de muitas retas, retas e pedágios. Os pedágios não precisam ser pagos por motos e foi num desses que tive um susto, logo na entrada de um pedágio, um taxista corta a minha frente, por centímetros não fui ao chão. Logo na nossa frente havia a ponte que liga #Resistência a #Corrientes, no início dela a corrente da minha moto cai da coroa. Estacionamos ali do lado e não havia mais o que fazer, todo o aperto da corrente já tinha sido dado, o jeito era achar uma oficina para trocar ou encurtar. Depois da ponte, pedimos informação para várias pessoas, e um motociclista nos disse que logo a frente havia uma oficina para arrumar la cadena. Chegamos lá a oficina era #Yamaha e o mecânico Facunto arrumou, perguntei o preço e ele disse “pague o quanto quiser”. Paguei 300 pesos, cerca de 20 reais e seguimos para #Ituizangó. Chegando lá fomos procurar lugar para dormir, entrei por uma estrada de areia e ali fui mostrar meus dotes. A moto foi para um lado, foi para outro, corrige aqui, corrige ali e não teve jeito, tombo. Nada estragado e seguimos achar um lugar para dormir. Encontramos um muquifo de um lugar, 70 reais e acredite, estava barato, pelo menos era bem próximo a praia do Rio Iguaçu.
       #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300
      #PresidenciaRoqueSáenzPeña #ituizangó #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful



      Dia 17- 03/01/2020 - Chegando em casa
      Fronteira, susto e casa.
      Já saindo de Ituizangó, um susto, olhei para a minha bagagem na moto e cadê minha mochila, parei a moto imediatamente e não vi, fui para o outro lado da moto e lá estava minha mochila pendurada, nela havia alguns dos documentos da aduana, isso se repetiu por mais duas vezes. No dia anterior conversando via #whatsapp com o amigo Darci de São Miguel do Oeste, ofereci os meus 75000 pesos chilenos, na conversão dava uns 400 reais, combinamos de  no dia(3) nos encontramos no posto da cidade de Ituizangó. Acontece que toda a cidade estava sem energia elétriica e internet, o que fazer ?. Decidi seguir viagem e ir cuidando quando um Corola Cinza e uma moto passasem juntos. Exatamente às 9 horas da manhã visualizei eles vindo na direção oposta, abri a buzina e lá na beira da rodovia trocamos os pesos e dicas. Segui viagem para #SanPedro na Argentina, lá gastamos os pesos argentinos que tínhamos, vinho, mais vinho e alfajor. Daqui em diante o @DiPaludo foi para #DionísioCerqueira e eu decidi ir para  a fronteira em #Paraíso-SC. Chegando na fronteira argentina outro susto, o funcionário exigiu um documento, e entreguei o acreditava ser, segundos de tensão, passei, os trâmites no lado brasileiro foram bem rápidos, fui abordado por uma funcionário da #Cidasc e falei para o mesmo “Como é bom ouvir alguém falando português”, rimos da situação, e segui para #SãoMigueldoOeste, queria chegar em casa rápido e nessa pressa acabei levando uma multa nas “poucas” lombadas eletrônicas que existem na cidade. O trecho entre São Miguel do Oeste e #Xanxerê, foi o mais tenso da viagem, buracos, calombos na rodovia, motoristas ruins, curvas, caminhões e tráfego intenso. Na intenção de descansar as pernas, dei uma leve esticada no meu pé que acabou por chutar um olho de gato. Nunca tive tanta felicidade em ver uma placa escrita #Xanxerê, #Chapecó, #Xaxim e #LajeadoGrande #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful




      Informações
      Dias de viagem - 17
      Quilômetros percorridos - 5900 kms
      Quantia gasta  - 2500 reais por cabeça
      Dias de camping - 8 dias
       
      Cotação de moedas
      Valor do peso argentino - 1 real = 14,5 pesos argentinos (dez/2019)
      Valor do peso chileno - 1 real = 175 pesos chileno(dez/2019)
       
      Campings e hospedagens
      Campings
      Argentina - Entre 10/15 reais por cabeça
      Chile 
          SPA - 15 kms do centro - 27 reais ou 4800 pesos chilenos/dia
          No centro um hotel por volta de 100 reais/dia
      Hotels/hostels
      Argentina - Entre 35/ 70 reais, 500/1000 pesos argentinos
      Chile apenas um hostel em Antofagasta, R$ 50,00 reais ou 9000 p. chilenos

       
      Combustível
      Argentina - 3,35 reais/48 pesos/litro
      Chile - 5 reais/875 pesos chilenos/litro
       
      Alimentação
      Argentina - Uma boa janta, com parrilla, por volta de 35 por cabeça.
      Chile - San Pedro de Atacama é caro, qualquer comida/lanche é 40 reais. Fora de lá os preços diminuem.
       
      Passeios em San Pedro de Atacama
      (preço aproximado)
      Você estando a pé em SPA, vai ter que pagar por agências para levar aos passeios, o que sai caro. Indo com carro próprio ou alugado pode sair mais barato.
      Valores de entradas
          Valle de la Muerte - 17 reais/3000 pesos chilenos
          Valle de la Luna - 20 reais/4000 pesos chilenos
          Baltinache -  30 reais/3000 pesos chilenos
      Vulcões, pode se subir sem guias, desde que você chegue até lá com carro.
       
      Documentos 
          Carta verde(Não foi pedido em nenhum momento)
          Soapex(Não foi pedido em nenhum momento)
          Seguro Saúde(opcional)
          Em nenhum momento foi exigido documentação de seguros.
          Em nenhum momento da estrada exigiram propina.
          Em nenhum momento, exceto as aduanas fomos parados para conferir documentação pessoal e das motos.
       
      Aduanas
          Informe-se sobre as situações das aduanas que se localizam na Cordilheira dos Andes, independente de localidade ou estação do ano, elas têm horário de funcionamento e muitas vezes podem fechar sem aviso, muito diferente das fronteiras brasileiras que funcionam 24 horas. O fechamento pode ocorrer por chuva, neve ou deslizamentos. Se acaso você estiver em uma dessas aduanas, o fechamento da mesma exigirá realizar um contorno gigante, 200, 400 ou 1000 kms. 
      Tome cuidado em relação ao combustível na Cordilheira dos Andes, existem lugares onde se faz 500 kms sem posto.
      Divirta-se



    • Por Albatti
      Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019.
      Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido".
      Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato.
      . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy;
      . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil.

      . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora).

      . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. 


       



      . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima.
      . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz.



      . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo.

           



      . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem.






      . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas.




      . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares:
       -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante.




        -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada.



       -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,,  Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados.
       






        -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia !




      O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia...
      Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima).
      Pequeno aeroporto em Jaen:

      De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco):
      . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região.
      Hostal Royal Frankenstein - Cusco:

      A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região:









      . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía.




      . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local.










      . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba.









      . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular!  Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer...      Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo.




















      Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre:

      . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena!
      Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade.
      De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy.









      . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto.
      O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil.


      Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.
    • Por Matheus Buono
      Oi gente, tudo bem? Eu me chamo Matheus e faço umas trilhas de vez em quando, pretendo fazer minha primeira viagem/mochilão, e resolvi conhecer boa parte do Peru, ao invés de dividir entre Bolívia, Chile e Peru.
      Gostaria da opinião de vocês, o que pode ser alterado e o que não pode, o que posso adicionar, ou simplesmente o que acham kkk 😁 Aceito dicas do levar daqui também!
      Lembrando que EU SEI que isso não vai sair perfeito na hora H e que coisas podem mudar... E Ayacucho eu quase não acho na internet, vi que quase ninguém passa por lá, mas vi uma moça postando no face e me apaixonei e achei uma bela parada de Cusco para Huacachina.
      ROTEIRO PERU
      Dia 1 -->São Paulo/Cusco
      • Se aclimatar
      • Comprar chip de celular
      • Comprar Boleto Turístico
      Dia 2 --> Cusco
      • Plaza de Armas
      • Sítios Arqueológicos (circuito I)
      Dia 3 -->  Cusco
      • Centro histórico e Valle Sur (Circuito II)
      Dia 4 --> Cusco
      • Vale Sagrado ( Circuito III)
      Dia 5 ---> Águas Calientes
      •Van até hidrelétrica e depois trilha
      Dia 6 ---> Machu Picchu ❤️
      • Tentar Voltar direto pra Cusco
      Dia 7 --> Cusco
      •Laguna Humantay
      Dia 8 --> Cusco
      • Andar atoa e descansar
      Dia 9 --> Cusco
      • Montanhas Coloridas ❤️
      ** Tentar ir pra Arequipa
      Dia 10 e 11 --> Arequipa
      • Conhecer Cidade
      • Vale Del Colca
      (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA)
      Dia 12 --> Cusco
      • Ir para Ayacucho
      Dia 13 --> Ayacucho
      • Piscinas de Milpu ❤️
      (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA)
      ** Tenta Ir para Huacachina
      Dia 14 --> Huacachina
      • Passeio de buggy
      • Andar nas dunas
      ** Tentar ir pra Lima
      Dia 15 --> Lima
      • Museu Larco
      • Andar atoa ( sei la )
      Dia 16 --> Lima
      • Tour gratuito
      Dia 17 --> Huaraz
      • Ver hostel e marcar os passeios
      - Talvez já fazer passeio
      Dia 18 --> Huaraz
      • Laguna Paron
      Dia 19 --> Huaraz
      • Glaciar Pastouri
      Dia 20 --> Huaraz
      • Laguna Llanganuco e Yungai
      Dia 21 --> Huaraz
      • Laguna 69 ❤️
      Dias 22, 23 e 24 (FICA DE SOBRA PRA ENCAIXAR OU FAZER ALGO FORA DO PLANO)
      Dia 25 - Lima
      • Voltar pra São Paulo
      ** Lugares que faltaram: Chachapoyas, Trujillo, Paracas, *Canyon Huatuscalle* (Ayacucho), Puno...
      E ai o que acharam?? 😊
      Aceito dicas do levar daqui também!
      MUITO OBRIGADO DESDE JÁ, UM BEIJO E UM ABRAÇO VOCÊS SÃO INSPIRAÇÃO ❤️❤️


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