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Rezzende

Bolívia, Atacama, Peru...Paisagens, Sunsets, Pessoas, Momentos...

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Sexta, 12 de outubro de 2018 🇧🇴

Seria um daqueles poucos dias que poderia dormir até mais tarde. Mas por acaso eu consigo ficar dormindo quando viajo? Pouco depois das 8 da manhã desci pro café. Café top e farto, esse hostel é muito bom!! Combinei com o Fábio e a Daniela o que fazer no dia e resolvemos ir ao Parque Cretácico ver qual era a dos dinos 😆 Eu e Fábio fizemos check out e o Fábio já comprou a passagem pra Uyuni na recepção do hostel. Eu já tinha comprado a minha uns dias antes pelo site Tickets Bolívia por 80 bol. Na recepção era o mesmo preço mais uma taxa de emissão de 2 bol mas compensava por não precisar ter que ir ao terminal pra isso. Resolvido, eu e Fábio iriamos pra Uyuni à noite e a Daniela ia ficar um pouco mais em Sucre antes de voltar pra Santa Cruz. Ela tava voltando de Uyuni e Potosi.

Deixamos os mochilões no hostel e fomos bater perna. A Daniela ia perguntando qual onibus vai pro parque e onde pegava. Vira esquina aqui, vai ali, depois de um tempo indicaram a linha H e o ponto onde pegar. Ficamos lá esperando. Enquanto isso ouvi alguém gritar meu nome. Pensei que tava louco, afinal quem me chamaria em Sucre? Olho pra frente e dentro de um onibus parado no ponto estão Luana e Leonardo 🤣 Eles estavam no onibus da linha 3 indo pro terminal comprar passagem pra Uyuni naquela noite também. Que legal esses encontros inusitados de viagem 😄 Falei que estávamos indo pro Parque Cretácico e eles disseram que iriam depois. Mais uns minutinhos o onibus H apareceu e fomos. A passagem é 1,50 bol (isso dá 85 centavos 😁::cool::) e é um trechinho bom. Fomos conversando pelo caminho, entendendo melhor a vida dos novos amigos. O ponto final é no parque. A entrada é 30 bol pra estrangeiros e 10 bol pra bolivianos. Como estávamos com a Daniela demos um migué e ela pediu pra comprar 3 ingressos. Nem olhamos muito pra bilheteria pra mulher não desconfiar da nossa cara nem um pouco boliviana 😛

O parque é interessante (para quem tem tempo em Sucre, claro que você não vai ficar um dia em Sucre só por causa dele) tem miniaturas de dinossauros, exposições e a parte das pegadas que foi reconstruída pois ela caiu com uma chuva forte há uns anos atrás. Tinha um tour guiado que ia sair ao meio-dia, ficamos esperando e enquanto isso a Luana e o Leonardo chegaram.

Daniela, Fábio e eu

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Descemos pro tour, já pensando que iamos ter que subir de novo, mas eu ainda ia fazer o Canyon del Colca então não podia me espantar com aquilo de jeito nenhum 😅 O guia vai explicando sobre as pegadas, os dinossauros, mas eu não tava muito empolgado. Tinha gostado mais da parte lá de cima onde tinha uma vista bonita das montanhas. Terminado o tour, subimos. A Luana, grávida e já se sentindo mal com a altitude (devia ser uns 3000m ali) ficou pra trás pra descansar. Eu, Fabio e Daniela subimos sem problemas. Demos mais uma voltinha lá em cima e fomos embora. Assim que chegamos na portaria já tinha um micro onibus saindo. Mais míseros 1,50 bol na passagem e depois de uns 20 minutos descemos no ponto central que fica a umas 3 quadras da Plaza 25 de Mayo. Paramos num restaurante com menu del dia (sopa, prato principal e suco) por 20 bol em frente a Basílica San Francisco. Almoçamos e fomos pra praça. Por curiosidade, dei uma olhada no câmbio, 6,93 pro dólar igual Santa Cruz mas 1,60 pro Real, bem pior que Santa Cruz. Paramos numa lanchonete, tomamos um helado e ficamos lá um tempão batendo papo. Velhos amigos 🙂 Falei pra irmos no mirante da Recoleta. Amei aquele lugar. De novo a mesma vibe. O Fábio, paulistano, disse que nem lembrava a ultima vez que viu uma molecada brincando na praça depois da aula. De novo um pouco de nuvens no horizonte, sem aquele sunset incrível, mas a vibe era incrível, era o que importava.

Descemos ao escurecer. Como a Daniela ainda ia ficar mais uma noite no quarto, fomos pra lá e tomamos banho. Nos despedimos dela e fomos pra esquina esperar um táxi. Ia ser pouca diferença do onibus e compensa por causa dos mochilões. Logo veio um vazio, o cara cobrou 10 bol até o terminal de buses, 5 bol pra cada. Fui até o guichê da 6 de Octubre pra trocar meu voucher pela passagem. Na passagem dizia 70 bol, devia ser o preço de guichê. Paguei 80 pelo site, mas tudo bem, pelo menos já fui com o onibus garantido. Ainda faltava 1 hora pro busão, fomos num mercadinho do outro lado da rua comprar umas Paceñas e ficamos nos “hidratando” enquanto esperamos🍻 Pouco depois das 20h o busão parou na plataforma indicada na passagem. Já tava até preparado pra procurar o busão num canto escondido do terminal como vários outros relatos contaram mas dessa vez ele parou onde deveria 😀 Pagamos a taxa do terminal, o famoso derecho de uso de 2,50 bol, encontramos a Luana e o Leonardo e ela já tava saindo do busão pra ir no banheiro porque tinha descoberto que não tem banheiro no busão. Eu já sabia disso pelos relatos e fiquei com pena dela pela situação, grávida, indisposta e prestes a encarar 8 horas de busão sem banheiro. 20:30 partimos rumo a Uyuni. O motorista só parou uma vez pro galerão desfrutar do banheiro ecológico no meio do pasto do altiplano boliviano pouco depois da meia noite depois de ter passado de um pedágio na saída de Potosi. Mas ele parou outras duas vezes também mas só pra Luana descer. Acho que ela tinha pedido o motorista pra dar uma atenção mais vip pra ela 😜

 

Sábado, 13 de outubro de 2018 🇧🇴

Madrugada no busão, lá fora um céu limpo e extremamente estrelado. De repente o onibus vira uma curva e aponta lá longe outro mar de estrelas no chão. Era Uyuni iluminada. Foi um golpe no coração. Ali me dei conta que estava efetivamente entrando naquele mundo dos sonhos, dos relatos que tanto tinha lido. Bateu uma emoção indescritível. Uma lágrima rolou…

4:30 da madruga desembarcamos em Uyuni. Já tinha falado com o Fábio da senhorinha salvadora de mochileiros. Assim que desci do busão já tinha uma mulher na porta chamando pra uma cafeteria mas o nome no cartãozinho era de outro café. Enquanto pegava minha mochila o Fábio já chega com outra doninha e fala: Enio olha ela aqui!! Na mão dela um cartãozinho do Snack Nonis. Ela existe!!! 😆Pois agora ela tem até um motorista!! 😂Ela capturou também um casal de colombianos e fomos de carro pra lanchonete dela. Nem tive tempo de despedir da Luana e do Leonardo, mas eles iriam pra um hostel pra ver no outro dia um passeio de só um dia pelo salar, pois pela situação dela ela não tava muito animada a ficar dias isolada por lá.

Chegando no café da doninha, só nós e os colombianos capturados. Pedi um café continental por 25 bol, ela já ligou o aquecedor e passou o wifi, tudo conforme os scripts. Pedi pra tirar uma foto com ela dizendo que ela era muito famosa no Brasil. Ela disse que ia tirar o gorro pra ficar mais bonita e já voltava. Achei ela super simpática. Depois mandei a foto dela no instagram da @Maryana Telesmas ela disse que não era a mesma doninha. Era a mesma @rodrigovix? Talvez existam mais de uma ou um cartel de doninhas, mas fato é que elas salvam os mochileiros perdidos na madruga de Uyuni 😁

A famosa patrona dos mochileiros de Uyuni

Junto com o café dela, na parte da frente, tem a agência do Betto Tours. Enquanto a gente tomava café o Betto, que deve ter um conluio com a doninha, já veio nos oferecer o passeio. Eu tava pensando na Esmeralda Tour que todo mundo falou bem aqui, mas ele passou um preço de 750 bol mais 70 de transfer pro Atacama. Daria 820 e negociamos por 800  bol. Tava dentro da média de preço que tinha olhado. Ofereceu por do sol e observação de estrelas depois. Os colombianos, Xochi e Marcela, já tinham fechado. Eu já tinha conversado um pouco com eles e achei eles bem legais. Todo mundo diz aqui que a interação entre a galera é um dos fatores mais importantes pro seu passeio ser inesquecível e eu senti que eles seriam uma boa companhia pra 3 dias pelo deserto. Fechamos. O Xochi e o Fábio são fotógrafos profissionais, com câmeras modernas, tripé e tudo mais. Ainda teria altas fotos 😄

Amanheceu e fui lá fora ver a cidade. Rua deserta, nenhuma viva alma, só faltava aquela música de fundo do velho oeste e a bola de feno rolando 😜🤠🍃

Ficamos mais um tempo de bobeira na lanchonete. Mais viajantes foram chegando, liberamos a mesa e deixamos os mochilões na agencia do Betto. Eu e o Fabio fomos dar uma volta por Uyuni mas ainda tinha muita coisa fechada e não muito o que fazer. Sentamos na praça e ficamos observando a vida começar a aparecer…

Compramos 2 galões de água de 6 litros (13bol cada um) e essa agua daria até o Atacama. Aliás, beba muita água, para combater a secura e ajudar na altitude.

As lojinhas abriram, comprei uns postais e umas lembrancinhas só pra recordar minha passagem por Uyuni.

O saída do tour tava marcada pra 10:30 mas por não ter o que fazer, 9 e pouco já fomos esperar na agência. Chegando na agência, ainda faltava conhecer os outros 2 colegas de tour e lá estavam eles esperando. Dois amigos franceses, Sebastien e Martin, que falavam espanhol pra minha alegria e inglês pra alegria do Fábio!! Que sorte, o grupo era legal, a gente ia se dar muito bem!! ::cool::Faltava o guia, rezando pra ser legal. Uns minutos depois ouço uma risada escandalosa e o Betto diz: lá vem ele. O guia. Grover. Uma risada característica que não vai ser fácil esquecer. Ele entra e diz: Hola chicos como les van!! Outra marca registrada dele. Perfeito, time pronto, tudo pra dar certo!!🤘
Como já estavamos prontos, saímos 10 horas. Fomos pro cemitério de trens, perto de tudo que viria pela frente era bem fraquinho. Depois Colchani onde tem uma feirinha e almoçamos lá num restaurante, sopa de quinoa, salada, bife de lhamalpaca e arroz.

Seguimos o roteiro tradicional, não paramos nos montinhos de sal nem no hotel de sal. Paramos no monumento Dakar e nas bandeiras e depois no meio do salar pras fotos naquela imensidão branca e as fotos de perspectiva, que não fizemos muitas porque a turma não tava com muita criatividade 😄 Depois fomos pra Isla Incahuasi onde tem os cactos enormes e onde se paga 30 bol pra quem quiser subir. E acho que você tem que subir. Sebastien e Martin não subiram, foram dar a volta na ilha. Eu, Fábio, Xochi e Marcela subimos e cara, a vista lá de cima impressiona. Se você já sabe só de atravessar o salar que aquilo é imenso, lá de cima você certifica isso, fica abismado com a imensidão daquilo tudo e ainda consegue ver as marcas de sal na beira da ilha que mostram claramente as marcas das ondas do mar, comprovando que milhares de anos atrás aquilo tudo era mar. Impressionante, não encontro outra palavra pra descrever. Depois mais um tempo atravessando o salar até o hotel de sal. Passamos por uma parte úmida, não espelhada mas úmida, já que tinha chovido um pouco uns dias atrás e deu pra ter uma noção do quanto fascinante deve ser o salar espelhado.

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IMG_20181013_142720693.thumb.jpg.da727cf9745b8e1f7f824764f713bc65.jpgIMG_20181013_144137775.thumb.jpg.16c1acb86633b46909f11a71aaa902f2.jpgMartín me pisando hahaIMG_20181013_150309842.thumb.jpg.7a561ef15ee55282be5f047bb93a914e.jpgDá pra ver as marcas das ondasIMG_20181013_160037095_BURST000_COVER_TOP.thumb.jpg.985e3e514220e5880430b480cba451fb.jpg

Chegamos no Hotel de Sal Nuevo Amanecer e nessa noite seriam quartos duplos. Só deixamos as mochilas lá, agasalhamos bem e saímos de novo pra ver o por do sol. Não fomos muito longe do hotel mas andamos alguns bons minutos. Agora o calor da tarde já tinha ido embora e um vento frio dominava. O sol foi caindo e cara…...que momento!!! EU AMO SUNSETS e aquele foi inesquecível. As cores do céu, o lugar onde eu estava, foi o ponto alto da viagem. Só conseguia ser grato a Deus. Passou um filme da minha vida na cabeça, tudo que vivi até hoje pra estar ali naquele momento vivendo tudo isso. Sem mais palavras

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Eu acho difícil eleger o lugar mais bonito que eu conheço pois cada lugar tem suas belezas diferentes e comparar é injustiça, mas no TOP 3 da minha vida eu coloco Machu Picchu, Salar de Uyuni e Patagônia.

Depois fomos pra mais perto do hotel pra não ficar muito escuro no meio do salar e paramos até escurecer bem e poder observar as estrelas. Eu nasci na roça, vivi na fazenda toda minha infância e adolescência, já vi muito céu estrelado, mas os fatores do Salar, ar seco, altitude, isolamento, fazem com que a gente nunca tenha visto tanta estrela na vida!! Ficamos ali até quase 20h quando teríamos que ir pro hotel pra servirem a janta que foi sopa, milanesa de frango, tomate e pepino. O banho era 10 bol e cada quarto tinha um chuveiro, mas a água só era quente depois que você pagava 😬 e não era pra ir todo mundo junto então os colombianos foram primeiro, avisaram os franceses quando terminaram e depois eles falaram pra gente ir. E a ducha era beem quente e revigorante. Cansados, 22h todo mundo já na cama. Viajando é assim, dormir cedo no sábado e balada na segunda :lol:

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Domingo, 14 de outubro de 2018 🇧🇴

Levantamos 7h, tomamos o desayuno com huevos revueltos, chá, Nescafé e pão.

Primeira parada no povoado de Julaca onde tem uma linha férrea e tinha um vagão parado lá. Aproveitamos bem mais pra tirar fotos em vagão ali porque só tinha a gente lá. Ali também tem as cervejas artesanais diferentes. É 18 bol a garrafa, mas quando você vai ter outra oportunidade de provar? Eu comprei uma de cacto e o Fábio uma de folha de coca. A de coca tem muito gás, fica até dificil de beber, já a de cacto eu gostei. Domingo, 9 da manhã, já tá na hora de iniciar os trabalhos alcoolicos :lol:🍻. Os colombianos não quiseram, os franceses só provaram da nossa, mas cachaceiro mesmo só os brasileiros 😜IMG_20181014_083139989.thumb.jpg.ea2f17d6431e069f56199a57962a2fd9.jpg

Paramos na Laguna Cañapa umas 9:30. Já deu pra ver que entramos nos planos de fundo do Windows. Depois uma parada num campo de pastagem de lhamas. Fomos lá tentar trocar ideia com bichos que estavam mais interessados em pastar mesmo. Atolamos um pouco e voltamos 😄 Seguimos pra um lugar mais alto, com umas formações rochosas interessantes. Depois paramos num lugar mais fundo, com menos vento, pra almoçar. Frango, macarrão, arroz e salada.

Depois do almoço paramos na Laguna Blanca, Laguna Cachi e outras que esqueci o nome, mas todas muito bonitas e com muitos flamingos.Laguna CañapaIMG_20181014_103358111.thumb.jpg.a46c622ac618e13d1bf953e43d0b8217.jpgPlano de fundo do Windows

IMG_20181014_124623113.thumb.jpg.74cb29e9edb0be8864b25504086536db.jpgIMG_20181014_133531777.thumb.jpg.cea298e74ef5f6bf20e1b6995fd7be2c.jpgSeguimos por desertos imponentes até chegar na Árbol de Piedra. Eu particularmente gostei mais de umas pedras onde vi o que pareciam 3 cachorros 😃 e ainda tinha uma raposa nervosa ali por perto. A essa altura o Sebastien já tava meio baqueado com a altitude, estávamos a mais de 4400m. O Martin tambem queixava um pouco de dor de cabeça. O Xochi e a Marcela não queixaram nada mas estavam tomando soroche pills. Eu e o Fábio estávamos de boa e sem tomar nada a não ser muita água.

A última parada, Laguna Colorada. Primeiro pagamos a taxa de entrada na reserva de 150 bol. Deixamos as coisas no alojamento, dessa vez um quarto pra nós 6 e estávamos livres pra andar pela laguna Colorada que era em frente às hospedagens. O céu não tava completamente limpo por isso o Grover disse que a laguna não estaria tão vermelha, se o sol estivesse brilhando forte no máximo seria mais lindo. Mesmo assim é linda e fiquei ali perambulando até o sol esconder e o frio dominar.IMG_20181014_164836726.thumb.jpg.e7c852e776796e53fe3a36edad8417b8.jpg

Voltei pro alojamento onde os franceses já estavam devorando o chá das 5 :lol: Só tinha o nosso grupo lá e um outro grupo de chilenos que estava começando o passeio pelo Atacama. Fiquei lá socializando com a galera, aprendendo trava línguas em francês, jogando cartas…

Tinha wifi lá pagando 15 bol. Só o Sebastien pagou pois ele disse que a mãe dele já devia tá morrendo de preocupação em Paris. Ele disse que só conseguia mandar mensagens no zap, não dava pra enviar fotos nem audios e a conexão era muito limitada. Eu já tinha dito em casa que ia ficar 3 dias incomunicável Into the Wild então tava de boa e pelo que percebi, o tal wi-fail é pra passar raiva 😂Também tinha ducha caliente por 15 bol mas ninguém se animou. Eu me animei mas acho que eu seria o único entre os 2 grupos então desanimei 🤣

Jantar servido às 20h, sopa, macarrão a bolonhesa, garrafa de vinho. Depois do jantar o Fábio ainda foi lá fora tirar fotos das estrelas. Saí um pouquinho, frio pesado, fiquei uns 10 minutos e voltei.

21:20 todo mundo na cama.

 

Segunda, 15 de outubro de 2018 🇧🇴🇨🇱

A noite foi longa...Sebastien passando mal com a altitude, tossindo e mexendo muito. Xochi roncando. Eu tava de boa mas não conseguia dormir...4 da manhã já levantei, 4:30 uma doninha veio servir o café. 5 da manhã saímos. Grover disse que devia estar -2°C. Acho que tava isso mesmo. Ao sair do sol chegamos aos geiseres Sol de la Mañana. GPS do carro marcou 4920m de altitude no alto do morro antes de chegar ao gêiser, foi o ponto mais alto de toda viagem.

Os gêiseres são bonitos, o governo boliviano tá encanando uns pra produção de energia. Não tava um frio de lascar, pra mim tava de boa, não tinha vento mas eu tava bem encapotado também, com todo meu arsenal de roupas de frio ::Cold::

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Mas em poucos minutos ia tirar tudo porque estávamos descendo pras termas. Claaaro que eu não ia perder essa oportunidade. Pra quem quer entrar nas termas a taxa é de 6bol. Sem pensar muito, tirei logo a roupa e corri na velocidade da luz pra beira da piscina. Meu pé tava gelado, daí quando a gente encosta o pé ou a mão gelada na água quente dá uma sensação de que tá queimando demais né. Pois bem, pus meu pé na água, tirei num tiro e soltei um ai que deve ter sido tão engraçado que a gringaiada tudo caiu na gargalhada lá ::lol3::uma mulher me disse pra entrar logo. Entrei. Água quente ::otemo:: o pé congelado foi aos poucos voltando à vida. O corpo inteiro agradecia aquela água relaxante. Agora eu tava no paraíso ☺️ Fábio e Marcela chegaram depois, acho que eles tavam pensando demais… Xochi, Sebastien e Martin não encararam. Nós na piscina só falavamos pra eles o tanto que eles estavam perdendo. É revigorante. Ficamos ali mais de meia hora. Também não pensei muito pra sair, mas como o sol já tava um pouco alto, já era quase 8 da manhã e o corpo tava bem quente, não foi doloroso sair. Vesti só metade das roupas que tirei. Fiquei sentindo calor ainda por um bom tempo. Não tenha dúvidas em entrar nas termas!!!!

Passamos pelo Deserto de Dali e Laguna Verde. Achei que a laguna verde foi a mais bonita de todo passeio.

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Era o fim da linha. Fomos pra fronteira, eu e Fábio seguiríamos pro Atacama e os demais voltariam pra Uyuni. Quando chegamos na fronteira pouco depois de 9 da manhã nosso transfer que seria uma van da Pamela Tours já estava lá completa esperando só nós dois. Um tiozinho esbaforido já tava gritando que nem um doido pra gente ir logo e já dizendo que tinha que pagar 15 bol na fronteira. Eu já tinha preparado todo um discurso que não tinha dinheiro, que não ia pagar, apesar do Betto já ter avisado em Uyuni que tinha a propina, mas devido as circunstancias, o tio apavorado lá, todo mundo só esperando a gente, desisti e paguei. O próprio tio da van pegou nossos passaportes e o dinheiro e foi lá na fronteira carimbar enquanto mandava a gente botar nossas mochilas rapidinho na van dele. Ainda tava me despedindo dos meus amigos de tour quando o tio voltou esbaforido gritando vamos vamos vamos::grr::  No caminho o tiozinho disse que tinha um hostel em San Pedro e uma agência também😒 Ooooo tio, mas é nunca que eu fico no teu hostel ::vapapu:: nesse desespero em pessoa 😝 nunca!!
Paramos na imigração do Chile. O tiozinho já botando terror pra todo mundo passar rápido. Ali não tinha cachorro farejador nem nada, mas estavam abrindo e olhando todas as mochilas. E o tio quase surtando com a demora. Na van um monte de orientais lendo seus e-books, uns alemães sisudos...falei com o Fábio imagina se esse tio apavorado fosse nosso guia no Uyuni e essa turminha aí fossem nossos colegas? Já tava com saudade do Grover, Xochi, Marcela, Sebastien e Martin 😪 Depois umas quase 2 horas de tédio naquela van, fomos libertados na praça de San Pedro onde soltam a galera 🤪

Antes de sair do passeio em Uyuni reservei um hostel em San Pedro, procurei um mais ou menos no Hostelworld e reservei o Aji Verde. Olhei no mapa e fui atras dele. Andando de roupa de frio e mochilão no sol do meio-dia atacameño. O hostel fica a uns 15 minutos a pé dali. Chegando lá o recepcionista já perguntou se estávamos chegando do Uyuni. Tava na cara né 😬 Não lembro o preço da diária em pesos chilenos mas era em torno de 60 reais. Sim, hostel no Atacama é mais caro. Aliás, TUDO no Atacama é caro.

Deixamos as coisas no quarto, colocamos roupa leve, uma bermuda e chinelo depois de dias...fomos ver que tinha pra fazer. Queria muito fazer o Salar de Tara. Tinha visto notícias que o Salar de Tara tava fechado pra recuperação da natureza, o que infelizmente confirmei ao chegar em San Pedro. Das 6 atrações do Salar de Tara só 3 estavam sendo visitadas e as catedrales que eram minha maior motivação não estavam sendo visitadas. Infelizmente, com dor no coração, não ia fazer o Salar de Tara. Acho que agora em novembro ou dezembro já reabre. 

Primeiro procurei câmbio. As casas de câmbio em San Pedro são todas próximas então fica fácil pesquisar. E tava variando bem de 138 a 167 pesos por real. Troquei 700 reais e mais 92 bolivianos que sobraram. E os bolivianos numa boa cotação. Valeria a pena ter trocado muito mais dinheiro na Bolívia e cambiar bolivianos em San Pedro ao invés de reais.

Já queria ir pro Valle de la Luna naquela tarde. Procurei em 2 agencias que não tinha mais vaga mas na terceira tinha. E achei um bom preço, 12 mil pesos. Aproveitei e fechei as lagunas altiplanicas mais salar de Atacama e mirante de Piedras Rojas pro dia seguinte por 35 mil pesos, também um preço dentro da média. Pensei em fazer lagunas escondidas mas essa agencia não fazia. O Fábio fechou o tour astronômico com eles pra aquela mesma noite, não lembro o preço mas acho que 15 mil pesos. A agência era Volcano Expediciones na calle Caracoles.

Pesos no bolso e passeios reservados, fomos procurar comida. Perto de onde a van deixou a gente tem umas barraquinhas que servem almoços bem baratos entre 3000 e 3500 pesos. Preferi um de 3200 pesos onde tinha uma opção com omelete e o Fábio pediu um chicharron de pollo. Antes vem aquele sopão pra já te encher e dar sustância. De bucho cheio, já 15h corremos pro hostel pra trocar de roupa de novo e voltar pro passeio. Chegamos na agência 16h em ponto e já com a galera entrando na van 😅 Nesse passeio paga 3 mil pesos de entrada e fomos primeiro no Valle de la Luna. Subimos lá no alto e o guia libera a gente pra fotos por quase 1 hora. Enquanto a galera foi toda pra direita que era um morro mais perto, eu o Fábio e mais uns poucos fomos mais longe pra esquerda, onde tem uma vista bem mais legal. Descemos as 17:30 e fomos pras cavernas de sal. Interessante atravessar as cavernas, mas nada muito empolgante depois do salar. Dali fomos pra Piedra del Coyote esperar o por do sol que seria as 19:30. Muita gente, muita muvuca, mas um lindo por do sol. IMG_20181015_170914116.thumb.jpg.78815a4f0c4cd2206eb2a42dd2b620b7.jpg

IMG_20181015_181821309.thumb.jpg.56856bc94574f39a66706efb2dd16c66.jpgIMG_20181015_192910550_HDR.thumb.jpg.0cd460f4fca22b9512db08f73230595e.jpgIMG_20181015_193035529_HDR.thumb.jpg.0cc119025e15f2509ac2a8e4702d4c30.jpgChegamos de volta em San Pedro as 20h e como o Fábio iria pro tour astronômico às 21h nem fomos pro hostel, ficamos numa cervejaria pra tomar um chopp, 2500 pesos o caneco. (R$ 15 🙄) Fábio foi pro tour e eu fui perambular em San Pedro. Já tinha visto muito céu estrelado e pra ele que tinha uma câmera fodástica poderia ser mais interessante. Comi uma empanada, procurei informações sobre o passeio das lagunas escondidas, passei de fora de um bar onde brasileiros cantavam Evidências a plenos pulmões 🤣, passei no supermercado pra comprar macarrão, presunto e queijo pra cozinhar no hostel, passei no terminal de buses pra sondar passagem pra Arica e fui pro hostel. O hostel tava bem parado, só tinha a menina da recepção, uma tcheca, tocando violão e cantando sozinha. Fiquei um tempinho lá com ela e fui dormir. Segunda-feira não tinha lá muitas opções na cidade e as tais festas no deserto, ilegais mas interessantes, só são divulgadas na ultima hora, então o jeito era ficar mais quieto mesmo 😒

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Show cara, vou em abril e estes relatos ajudam muito na organização, 

Porem farei o caminho inverso, você sabe me informar o preço pra sair do deserto ir até o salar e voltar?

 

Grato.

 

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@Rezzende, show seu relato conterrâneo, dia 22 de dezembro saio de Lafaiete de carro rumo a Patagônia, vou pra Bariloche, sul do Chile e depois desço rumo a El Chaltén e El Calafate. Devo rodar 13.000km em 31 dias.

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Terça, 16 de outubro de 2018 🇨🇱

Às 7h já prontos na recepção do hostel pra esperar o passeio das lagunas altiplânicas. Conhecemos o Bruno, outro brasileiro que estava ali esperando também, só que ele tinha reservado o passeio pelo hostel mesmo e logo chegaram pra buscar ele. E nós ficamos. Ficamos. Era pra nos pegar entre 7h e 7:30. E nada. 8h e nada 😒 É, esqueceram de nós...desistimos e fomos pegar um café. Depois vamos na agência, resolvemos isso, vamos pensar em outra coisa pra hoje. Deu 8:30, coloquei o primeiro gole de café na boca, tocam a campainha. Vieram nos buscar. Mas não era uma van. Era uma camionete 🤨 O rapaz, Luís, disse que não sabia bem o que aconteceu mas o guia tinha nos esquecido e ele ia nos levar até onde o grupo ia tomar o café da manhã na Laguna Chaxa. OK, vamos 😆 Pelo menos tivemos um guia exclusivo até lá. Chegando lá o guia Francisco só faltou ajoelhar pra nos pedir desculpas 😅 tá bom, acontece 😛 tomamos café e demos uma voltinha na Lagoa e pra ver o Salar do Atacama, beeeeem inferior ao de Uyuni. Mas a lagoa é bonita. Ali tem uma entrada de 2500 pesos.Laguna Chaxa

Agora, já na van e em grupo, fomos até o povoado de Socaire onde ele encomendou o almoço e visitamos a praça e a igreja. Fomos então pro mirador de Piedras Rojas. Desde que um mané do canal Off fez windsurf por lá eles fecharam o acesso a Piedras Rojas e agora só podemos ir nesse mirador.IMG_20181016_120011529.thumb.jpg.19d087474f6ea83f75e33738fcd96067.jpgIMG_20181016_120550251.thumb.jpg.6833dee80e7bf146ce6046e89e10e9f9.jpgIMG_20181016_122706699.thumb.jpg.e283620b08dfce411a3a2b82cb7827e5.jpg

Depois fomos pras lagunas. Miscanti e Miñiques. A entrada é 3000 pesos e caraaa, que lagoa fenomenal é essa Miscanti. A Miñiques é normalzinha mas a Miscanti, com aquela choupana ainda compondo o cenário, caraaa é surreal. A LAGOA MAIS LINDA QUE EU JÁ VI NA VIDA!! Com aquelas montanhas atrás véééio que issoooo. Fiquei impressionado. Só essa lagoa já valeria a ida ao Atacama!!! Eu mudava pra essa cabanaIMG_20181016_135928393.thumb.jpg.471271a20a13f61a062bbb8ce994c48b.jpgIMG_20181016_140510481.thumb.jpg.db286e840e9475772f1f67b8e98359f1.jpg

Depois de um tempo lá fomos pra Socaire almoçar com direito a vinho e finalizamos em Toconao vendo a praça e a igreja. Chegamos em San Pedro 18h. Passei numa agência pra fechar o passeio das Lagunas Escondidas pro dia seguinte à tarde. Não são todas as agências que fazem o tour pras Escondidas, mas não é difícil achar. Fechei na Stars Travel por 16 mil pesos. Procuramos uma botilleria pra comprar umas garrafas de vinho e fomos pro hostel cozinhar e beber 🍲🍷

 

Quarta, 17 de outubro de 2018 🇨🇱

Tinha combinado com o Bruno de fazer alguma coisa de bike pela cidade de manhã. Fábio não tava afim e queria ficar de bobeira mesmo. Esperei o Bruno aparecer mas ele tinha feito o tour astronômico na noite anterior, emendou o passeio num bar e tava meio que fora de órbita ::dãã2:: Ele foi aparecer só 11 da manhã então não fomos. Ele ia fazer a Laguna Cejar de tarde e eu e o Fábio íamos pras Escondidas. O preço do passeio é quase o mesmo, flutuar na lagoa cheia de sal é a mesma coisa, a diferença é a entrada que é 5 mil nas Escondidas e 17 mil na Cejar. Então, flutuar por flutuar, preferi as Escondidas. Fizemos mais macarrão pra almoçarmos. Chegou uma colombiana no hostel e o Fábio cismou que ela tava dando mole pra ele. Eu tava decidido a ir embora naquela noite, já que não poderia fazer o Salar de Tara e os outros passeios não me interessavam. Pra tirar um dia de descanso San Pedro era muito caro :lol: Então o Fábio resolveu ficar uma noite mais. Eu achava que Arequipa era mais negócio :twisted: Fiz check out e fomos pro passeio. No caminho, passei no terminal de buses e comprei passagem pra Arica naquela noite às 21:30, um onibus mais demorado, que passava por Iquique, mas como o passeio terminava as 20h não podia comprar outro mais rápido pois eram mais cedo. Passagem 9600 pesos no semi-cama. O bus cama era 20 mil pesos, mas primeiro que já tava esgotado e segundo que eu tenho muita dificuldade de dormir em busão.

O passeio das Lagunas Escondidas sai as 14:30. Quase 1 hora pra chegar lá. Tinham outros brasileiros na van (assim como tem milhares em San Pedro) e fomos bem animados e bagunceiros pelo caminhos 😜 São 7 lagunas com muita concentração de sal e na primeira e na última podemos entrar. Entramos na última. Água fria mas tava calor, bem gostoso. Mas gostoso mesmo é tentar afundar e não conseguir de jeito nenhum. Dá pra boiar sem nenhum esforço. O esforço fica por conta de tentar ficar em pé ou sair daquela posição de flutuação porque a resistencia daquela água é uma coisa muito louca. Eu só conseguia ficar em pé quando tava mais perto da borda da lagoa e usava a mão pra apoiar, porque do contrário eu ficava boiando sem direção e sem conseguir sair 😵 É uma experiência única e muito legal. Pra mim que não sei nadar é ótimo. Impossível morrer afogado ali 🤣 Evite mergulhar ou molhar a cabeça e os olhos porque é sal demais::cool:: Depois de uma meia hora flutuando, saímos e fomos andando passando pelas outras lagunas até a primeira. Corpo cheio de sal, parecendo uma carne preparada pra churrasco ::lol4::A primeira lagoa tava bem gelada e não animei entrar. A experiência já tinha valido muito a pena lá na outra. Fomos pras duchas tirar aquele sal todo. As duchas fecham as 17:30 então a partir desse horário todo mundo vai embora. IMG_20181017_163352581.thumb.jpg.271f868852e126a504f99475ff04578d.jpgIMG_20181017_163827972.thumb.jpg.6f06a8f8fec96123e67ac3f4c230aabc.jpg

Voltamos pra bem perto de San Pedro, perto da Piedra del Coyote mas num outro ponto com bem menos gente, onde paramos pro coquetel com pisco e snacks e pra esperar o por do sol. E esse por do sol foi muito mais irado que o outro na Piedra del Coyote. O local era muito mais propício!!! Mais um sunset show pra essa tripIMG_20181017_183949452_HDR-EFFECTS.thumb.jpg.b06f3f48d6f2144b24de8f5ab2f9bccc.jpgIMG_20181017_193101582.thumb.jpg.c93329368de88373e58fb9b52f01317f.jpg

Chegamos as 20h em San Pedro, nos despedimos da galera brasileira animada, passei numa lojinha pra comprar uma lembrancinha de San Pedro, fui pro hostel, tomei banho, me despedi do Bruno e da Janaína, outra brasileira que trabalha lá no hostel, despedi do Fábio mas nos veríamos de novo em Arequipa, desejei a ele boa sorte com a colombiana e fui, solito, pro terminal. 21:30 embarquei pra uma longa noite rumo a Arica.

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Quinta, 18 de outubro de 2018 🇵🇪

Metade da viagem. Uyuni e Atacama concluídos com sucesso. Agora rumo ao Peru. Já recapitulando tudo que tinha vivido e imaginando quem ainda iria conhecer e o que viria pela frente. Graças a ajuda de 2 dramin eu durmi razoavelmente no busão. Cheguei em Arica 9 da manhã. Descendo no terminal fui pro outro terminal do lado, o internacional. Já tinha decidido que iria de táxi. A taxa do terminal é 350 pesos e o táxi 4 mil pesos. O onibus acho que é 2 ou 3 mil pesos mas o táxi compensa pela agilidade já que são só 4 pessoas e não 50 de um busão pra passar na imigração. Já tinham 2 senhorinhas chilenas no táxi e logo apareceu mais um rapaz com cara de peruano pra completar o táxi. O taxista pede teu passaporte pra já ir agilizando alguma coisa. É estranho mas é assim mesmo. 1 hora de Arica a Tacna incluindo o tempo na fronteira que foi rápida. O taxista já coloca nós 4 no mesmo guichê da imigração. As duas senhorinhas desceram em uma avenida qualquer de Tacna. Eu e o outro cara fomos até o terminal. Lá no terminal tem um monte de bancas onde umas pessoas ficam oferecendo câmbio mas só vi aceitarem dólar e pesos chilenos. Ainda tinha 10 mil pesos chilenos que me renderam 48 soles. Achei que seria o suficiente até Arequipa. Agora estava 2 horas atrás no fuso horário, era pouco mais de 8h da manhã. Procurei o guichê da Oltursa mas só tinha busão pra Arequipa de tarde. Vi uma agencia vendendo Arequipa e tinha horário pras 9:30. Me cobraram 30 soles. Só tinha uma lanchonete pra café da manhã no terminal, no segundo piso. Uma xícara grande de café e um pão com queijo super salgado por 8 soles. O cara da agência me levou junto com 2 mulheres pro outro terminal do outro lado da rua, o terminal nacional. Tinha até esquecido que essas cidades sempre tem 2 terminais e se tivesse lembrado teria ido já pra lá pra ver passagem porque no guichê das agências costuma ser mais barato que essas agências intermediárias. Paguei a taxa do terminal de 2 soles. O cara da agencia me entregou a passagem e nela o preço era 20 soles, a empresa era Expresso Moquegua. Se eu tivesse ido direto no guichê dela talvez seria mais barato mas eu nem lembrei que tinha outro terminal. De toda forma, 30 soles (R$ 37) pra uma viagem de mais de 6 horas é barato. Da minha cidade pra BH que são só 100km é R$ 31 !!! Nesse terminal eu vi uma casa de cambio que aceitava reais mas nem fui lá ver cotação, só pra informação mesmo caso alguém caia de paraquedas em Tacna só com reais😵 Com 8 soles no bolso esperava conseguir pagar o táxi em Arequipa.

Embarquei no busão e parti rumo a Arequipa. Viagem de dia, busão andando devagar, toda hora entrando vendedoras no busão gritando agudamente PAPAAAAAAA, PAPA RELLENAAAAA, PAPA REGOSADAAAAA,  PAPAAAAAAAAAAA, CHICHARROOONNN CHICHARROOOONNNNNNNNN  😒🙄::dãã2:::lol:

Cheguei em Arequipa já passava das 16h. A tabela de táxi do terminal dizia 8 soles até a praça de Armas. Era o que eu tinha. O taxista me pediu 10. Falei que só tinha 8. OK, vamos. Desci uma quadra antes da praça porque ela é fechada pra carros e fui a pé pro hostel que fica só a 2 quadras dali. Tava chegando ao tão esperado Wild Rover 🎉 de novo não lembro o preço da diária porque reservei no booking mas paguei em torno de 30 soles a diária.

Já instalado e sem um puto no bolso, fui atrás de câmbio. O câmbio de reais variava de 0,77 a 0,81. No Peru especificamente o cartão de crédito tava compensando pois já com IOF tava dando 0,815. Então o que dava pra passar no crédito eu passava mas é sempre bom pagar em dinheiro pra barganhar desconto. Fui jantar num restaurante na lateral da praça chamado Saryris que tinha uns combos de refeição por 13 soles à noite e 10 soles pra almoço. O segundo piso desse restaurante fica naqueles balcões com vista pra praça. Essa praça de Arequipa é sem base de tão linda, a cidade mais linda que vi nessa trip sem dúvida. 

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Fui pro hostel pra já tomar umas cusqueñas. Essa viagem tava muito light 😄 Já fiz amizade com um espanhol, Fermin, e curtimos o bar, joguei muuuito beer pong, toda hora a galera do bar liberava freeeee shoootss 🍹 e fiquei até o bar fechar mais de 1 da manhã. Galera disse que tinha uma outra baladinha lá perto e fomos pra lá emendar a night. 🕺🍻🎼

 

Sexta, 19 de outubro de 2018 🇵🇪

Dormir eu durmo em casa, em reais 😜 Só umas 3 horas de sono e já tava pronto pra mais um dia. Wild Rover só oferece café e leite de graça, as comidas do café da manhã são pagas a parte (pelo menos nos dias que eu tava lá😶). Peguei uns biscoitos que ainda sobravam na mochila pra enganar. Pertinho do hostel tinha uma lanchonete com umas empanadas boas e baratas também.

Fui pesquisar preços pro trekking do Canyon. A primeira agência que passei cobrou 125 soles. Não. A segunda ofereceu 100 soles. Achei justo, fechei. Agência Kusi Travel na Plaza de Armas à direita da catedral, onde tem várias agências mas o preço não varia muito.

Fui na catedral, tem uma visita guiada por 10 soles mais uma propina pra guia. A catedral que é linda por fora é linda por dentro também, tem um órgão bacana, um museu com muitas peças de ouro, prata, esmeraldas e de valor incalculável. Pra terminar subimos nas torres e passamos pelos sinos.

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Fui olhar passagem pra Ica. Na praça várias agencias vendem passagem da Cruz del Sur. Tem outras empresas também mas todo mundo fala tanto dessa Cruz del Sur que eu queria ver se era isso mesmo. Tinha uma passagem promocional por 60 soles nas ultimas poltronas perto do banheiro mas por outras experiências antigas preferi as normais de 95 soles. Ainda bem pois uma hora que fui no banheiro do busão vi que tinha um aparelho junto da rodomoça lá que ficava apitando o tempo todo, ia ser uma tortura 😅

Fui almoçar no Saryris por 10 soles o menu del dia. Tem outros mais baratos na mesma rua, até por 8 soles, mas gostei de almoçar com o visual da praça 😎

Fui no Museu Andino onde tem a Juanita. A entrada é 20 soles mais a propina do guia. Eu queria muito ver a bendita múmia 😄Aproveitar que ela tava lá pois as vezes ela é levada pra pesquisa ou conservação em outro lugar. É tudo bem explicado pra gente entender toda história que levou ao sacrifício da Juanita. E a múmia não é tão assustadora quanto você possa pensar ::tchann::

Já o monastério de Santa Catalina é 40 soles pra entrar, aí eu já não animei.

Fui pro hostel descansar um pouquinho os pés porque já tava formando uma bolha no mindinho do pé esquerdo e eu teria um trekking duro no dia seguinte. Na verdade não queria dormir, queria curtir, então já deixei tudo no esquema, mochila de ataque pronta e listo pra farra🎉 O Fábio chegou do Atacama e ficou no mesmo quarto que eu tava. Ele não conseguiu nada com a colombiana mas eu disse pra ele que teríamos mais sorte em Arequipa :mrgreen: Fui com ele jantar no Saryris e voltamos pra curtir o bar. O Fermin também ia pro trekking mas ele queria dormir. Eu queria virar a noite na farra porque as agências buscam a gente 3 da manhã então melhor esperar no buteco (mas de leve né)

Era sexta-feira e o bar do hostel tava o fervo. Happy hour de pisco, freeeee shoootsss, gringas dançando no balcão, umas arequipeñas lá dando mole, ééé Wild Rover é o paraíso dos solteiros :twisted: bem tinha dito pro Fábio que lá que a gente ia se dar bem. Saímos com as arequipeñas e emendamos pra outra balada::love:: Voltei pro Wild Rover às 2:30 e o Fábio nem sei que fim levou. Depois mandei um áudio no zap despedindo dele pois achava que não o veria mais já que ele iria pra Nazca e quando eu chegasse em Huacachina ele já teria ido embora...achava…

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Sábado, 20 de outubro de 2018 🇵🇪

Virado na balada, cheguei no quarto, peguei minha mochila de ataque, tomei um Engov pra garantir, deixei o mochilão no quarto de bagagem e fiquei esperando na recepção.

O Fermin chegou também só que ele ia com outra agencia porque ele fechou o tour no hostel mesmo. Tinha uma outra menina do meu quarto que ia fazer o de 3 dias. O percurso é o mesmo, a diferença é que vai mais devagar. E uma agência buscou a menina, outra agência buscou o Fermin e outro cara e eu fui ficando. Deu 3:30 e nada. O cara da recepção pediu meu recibo da agência pra ele ligar e ver o que aconteceu. O telefone não atendia. Ele disse que só restava esperar. Já tava até me acostumando com a ideia de estrelar o Esqueceram de Mim 2 😅 Mas 3:40 chegaram me procurando. A turma no busão toda desmaiada. Dormi um cadinho pelo caminho.

Chegamos para o café da manhã em Chivay às 8h. Achei um café até bem farto e tirei a barriga da miséria 😋😃 Seguimos para a Cruz del Condor. No meio do caminho a galera ficou em polvorosa pois viram um condor pela janela do busão. Eu tava mais interessado era na paisagem mesmo. Chegamos na Cruz del Condor às 9 horas e ficamos lá 20 minutos. IMG_20181020_090252803.thumb.jpg.36f42ee4f40d551277156e70572514ce.jpg

Seguimos pra Cabanaconde, onde começa o trekking. Antes paramos na portaria do parque pra pagar a entrada. Todo mundo pagou 70 soles menos eu que paguei 40 por ser latino. É, só tinha eu de latino ali :lol: Meu grupo era de canadenses, americanos, suiços, franceses, alemães e um israelense, num total de 12 pessoas. O guia era o Juanito, outra figuraça ::otemo:: 

10h começamos a descer. O inicio do trekking é de boa, mas depois a descida exige um pouco dos joelhos pois jogamos todo o peso do corpo neles. Encontrei o Fermin no meio da descida e fomos conversando um pouco. Nos encontramos varias vezes mas não seguimos o tempo todo juntos pois estavamos com guias diferentes, então lugar pra refeições e pousadas eram outras também. Meu grupo não era dos mais interativos mas tinha um casalzinho americano gente boa, o casal de suíços também era simpático e uma alemã era bem legal. A descida levou 2h20min. Paramos um pouco na ponte pra descansar. A ponte dos bêbados ::dãã2::porque ela balançava demais e a gente passava nela como se estivesse tonto ::hahaha::assim como as outras pontes também :lol: IMG_20181020_101403567.thumb.jpg.c882648cd66075303e8aae4507847a28.jpgIMG_20181020_103625271.thumb.jpg.62baaf17cd3935a92b41df275da3174c.jpgIMG_20181020_111619433.thumb.jpg.bccd971def8cc8c77f6c4acf22ebdce7.jpgIMG_20181020_112756681.thumb.jpg.c8aaf2eed89afd0547bb8b7f67b78c19.jpg

Aí foi uma meia hora até o almoço num lugar chamado Pousada Gloria. Cardápio arroz, abacate, salada, batata frita e opção de bife de alpaca, lomo saltado ou omelete. Saímos 14h pro segundo trecho do trekking, agora entre subidas e descidas até o oásis onde íamos dormir. No meio do caminho tem uma tendinha vendendo frutas e água a preços horrorosos mas explicáveis pelo isolamento do local. Tinha levado 2 garrafinhas de 500ml que já tava acabando. Na verdade é inviavel caminhar levando muita água pois pesa, então comprei ali uma garrafa de 2,5 litros por 7 soles. Teria água suficiente até o outro dia. Chegamos no oásis por volta de 16:30 e tem várias pousadas lá. Todas tem piscina e a galera já chegou se jogando 🏊‍♀️ As duchas são de água fria então não deixe o banho pra depois que anoitecer, além de que não tem luz elétrica nos banheiros nem nos quartos, só na parte do restaurante. Mas a lanterna do celular resolve. Se você tem um carregador portátil aqueles Power Bank, leve, vai ser útil. Eu usei na segunda noite do Uyuni também.IMG_20181020_140828386.thumb.jpg.1fdeee03da4c1fa8c9325718f6b71e62.jpgIMG_20181020_161305704_HDR.thumb.jpg.26e1db77f68235c1dc7c624919a75518.jpg

Fiquei num quarto com 3 camas junto com o israelense e o alemão, que era o mais velho do grupo, cabelos brancos, cara de mais de 60 anos. Quero ser ele no futuro 😃 Fomos pro restaurante e sentamos numa mesa com o casal suíço, o casalzinho americano e a alemã. Apesar do meu inglês very basic, tipo inglês das cavernas, interagimos bem. A pousada oferecia wifi a 5 soles. Ninguém quis. Melhor desintoxicar da net e curtir o lugar, o momento e as pessoas.

O bar lá tinha preços iguais do Wild Rover. A garrafa de cerveja Arequipeña era 10 soles (no Wild Rover não tinha Arequipeña então aproveitei lá, é uma cerveja boa também, embora eu seja muito fã da Cusqueña) e o mojito era mais barato que do WR, tava 2 por 15 soles. Ficamos bebendo e conversando até sair o jantar as 19h. Depois de comer todo mundo foi dormir. Eu também, afinal tava um trapo depois de 2 noites de balada, praticamente sem dormir e ainda ter descido um canyon 😅 umas 20:30 fui pra cama e capotei.

 

Domingo, 21 de outubro de 2018 🇵🇪

Acordei 4 da manhã com o despertador do israelense. Há dias não dormia tanto 🤣

Não tinha entendido bem a parte do café da manhã, achava que teria. Tem, mas não é lá embaixo no oásis. É lá em cima ::ahhhh:: Eu tinha uns míseros biscoitos na mochila então posso dizer que praticamente subi o canyon em jejum. Caros amigos, não sejam tontos como eu ::putz:: Como dizem os chilenos: no seas weon e abastece tua mochila pra ter o que comer antes de subir ::cool::

Começamos a temida subida às 4:40, ainda um pouco escuro mas já começando a clarear o dia. Umas pessoas tinham lanternas mas dava pra enxergar sem. Cada um vai subindo no seu tempo. Pare pra descansar quando precisar. Quem não der conta pode pagar as mulas mas eu acho perigoso. Via aqueles bichos tirando fininho no penhasco e me dava um frio na espinha por aquele povo ::mmm: Do meu grupo as canadenses alienígenas sumiram ladeira acima. O casal suíço ia um pouco à minha frente. Eu subia junto com o casalzinho americano e ligeiramente à frente do alemão sessentão do qual eu tinha como questão de honra chegar na frente 😅 Bem mais atrás vinham a alemã e o israelense, que são da minha idade. O casal francês sempre por ultimo a perder de vista, inclusive a mulher foi a única do grupo que alugou a mula. Os guias na subida não acompanham exatamente seu grupo, uns vão na frente levando os mais rápidos, outros vão atrás cuidando dos retardatários. E assim fomos, passo a passo, subida a subida, sempre olhando pros outros mais embaixo e incentivando a galera. Fácil? Não! Não é fácil. Eu sou acostumado com caminhadas longas, 15 a 20km, mas essa subida é punk sim. Não é impossível, longe disso, mas requer um mínimo de preparo físico e mental. Quase no final a gente já via a cruz lá no alto e nos animávamos com a meta final. Às 7:15 cheguei. Cumprimentado pelos outros que já tinham chegado e depois cumprimentando quem chegava. Vi umas meninas de outros grupos caindo em prantos por chegarem. É uma superação. É muito legal. Me arrependeria demais se não tivesse feito esse trekking. Alerto que é difícil mas acho que quem puder tem que fazer. ::otemo::IMG_20181021_051229688.thumb.jpg.4c71b5daa5418d81a13702d9f247747d.jpgIMG_20181021_054449866_HDR.thumb.jpg.5d1c7ef2fb02af4e438ad97f09de7d5d.jpg                                     

Dormimos lá em baixo, subimos isso tudo😅

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Depois que o grupo todo chegou e o Juanito também fomos pro café em Cabanaconde, mais uns 15min a pé mas aí já é no plano.

Mais um café farto pro meu gosto com pão, geléia, frutas e tal. Depois de reabastecidos e renovados, esperamos o busão pra seguir caminho. Paramos num mirante onde dá pra ver o pico onde fica a nascente do Rio Amazonas. IMG_20181021_102757212.thumb.jpg.25b0a40e954ad3716a3dde0e5efe43f1.jpg

Depois fomos pra cidade de Maca, onde tem uma feirinha de artesanato e um falcão adestrado pra tirar foto. IMG_20181021_104431491_HDR.thumb.jpg.729a0d6a7c07435cb2b2dfec47953046.jpgIMG_20181021_104457349_HDR.thumb.jpg.2f570cbcc829dc3e4efee187f65d0dab.jpg

Às 11:30 chegamos nas termas em Yanque. A entrada é 15 soles, é opcional mas depois do trekking todo mundo quis. E é muito bom pra relaxar depois do trekking. Ficamos uma hora lá e seguimos pra Chivay onde seria o almoço. Esse almoço já não era incluso no passeio e era 30 soles. Eu tinha comido muito no café da manhã então resolvi não almoçar. Saímos 13:40 de Chivay, paramos num mirante a 4910m de altitude mas o tempo tava nublado e não demoramos muito. O vento frio também espantou o povo. IMG_20181021_142818183_HDR.thumb.jpg.080fb7012ef6f7a4efd241627a87c6e2.jpg

Paramos num campo pra ver lhamas e alpacas mas o povo nem desceu. Voltamos pra Arequipa onde chegamos depois das 17h

Fui pro hostel tomar um banho e depois procurar um jantar na plaza. Fiquei ali mais um tempo curtindo a plaza iluminada. A praça de Arequipa tem uma energia muito boa, comparável com a Plaza de Armas de Cusco apesar de eu achar que a plaza de Cusco é mais vibrante mas a de Arequipa não fica muito atrás. Linda demais.

Voltei pro hostel, encontrei o Fermin que estava indo embora pra Cusco e fui novamente curtir o bar. Já não estava tão bombástico como na quinta e na sexta mas era bom curtir ele mais sossegado também.

 

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Segunda, 22 de outubro de 2018 🇵🇪

Esse era o dia das férias das férias😎 Um dia que eu tinha reservado pra ficar de bobeira. Sempre é bom deixar um dia de folga no roteiro pro caso de alguma não sair conforme o previsto no decorrer da viagem mas como no meu caso tudo tava saindo conforme o programado, pude curtir esse dia pra relaxar. E Arequipa era o lugar ideal pra um dia de descanso. EU AMEI AREQUIPA😍 Passei a manhã na piscina do hostel. Fiz check out e fui almoçar. Depois comprei um sorvete e fui tomar na praça. Fui andar pela rua, fui até um parque que no dia anterior quando tava chegando do passeio do Canyon tava muito lotado de gente e animado, só que era segunda e tava deserto :lol: Voltei pro centro pra olhar umas lembrancinhas de Arequipa, tem uns alfajores deliciosos lá em uma rede de lojinhas que chama Antojitos de Arequipa, uma delícia😋 Passando de fora de uma cafeteria, uma agradável surpresa: encontrei o Xochi e a Marcela. Eles estavam terminando a viagem e no dia seguinte já voltariam pra Cali. Conversamos sobre como foram os últimos dias desde Uyuni e seguimos nossos caminhos, mas amigos para sempre depois do Salar 😄 Passei no KFC pra fazer um lanche (note que nesse dia eu tava um pouco esbanjado 😜) e depois um café no Starbucks. Mais uns minutos na praça pra me despedir daquela que era a cidade mais bonita do meu roteiro. A cidade que escolhi pra tirar um dia de férias das férias e que não poderia ter escolhido lugar melhor. IMG_20181022_141102270.thumb.jpg.12916b0d821cf9bbd72fb4959facaba7.jpgIMG_20181022_175448118.thumb.jpg.0dcac44f5c77dcdef3d14c382baad7ac.jpg

Voltei pro hostel e fiquei esperando a hora do busão no bar do hostel. Saí as 20:30 e logo peguei um táxi. Aliás, Arequipa tem trocentos táxis, um atrás do outro, acho que nunca vi uma cidade com tanto táxi. A corrida pro terminal de buses foi 9 soles. São dois terminais, um de frente pro outro. Meu onibus saíria do Terrapuerto. E é quase um aeroporto mesmo. Você despacha a mochila no guichê da Cruz del Sur, eles olham o que tem dentro da sua mochila de ataque e você fica numa sala de espera bem confortável. Chiqueza define 🤑 O busão pra Ica saiu às 21:30 com rodomoça e serviço de bordo. Luxo. Mantinha, travesseiro, fones de ouvido, TV individual, telas no bagageiro pras mochilas não caírem...realmente a Cruz del Sur é outro nível.

 

Terça, 23 de outubro de 2018 🇵🇪

9 da manhã desembarquei em Ica. Procurei informação se precisava comprar passagem pra Lima no dia seguinte com antecedencia mas me disseram que não precisava porque tinha muitos onibus. Conheci uma holandesa no busão e ela também ia pra Huacachina. Rachamos um táxi de 10 soles (5 pra cada) e fomos pra Huacachina que é pertinho e rapidinho. Ela ia ficar num hostel perto do meu então era caminho. Eu tinha pensado em ficar no Casa de Arena antes da viagem mas no passeio do Salar o Sebastien e o Martin tinham ficado no Banana’s e falaram muito bem dele. Um brasileiro que conheci no passeio das Lagunas Escondidas no Atacama também ficou nele e falou bem. Resolvi ver qual era a de lá. Já sabia que o Fábio tinha mudado o roteiro e tava na área, tinha ido pra Paracas mas a noite estaria no Banana’s. Então no dia anterior fiz a reserva e fui pra lá. O preço do hostel pode assustar pois são 92,50 soles mas eles já incluem o buggy no valor então é só fazer o checkin e já agendar o buggy pra tarde. Assim feito, fui procurar almoço e achei um menu del dia a 15 soles. As coisas em Huacachina são um pouco mais caras pois é um lugar extremamente turístico. Voltei pro hostel e fiquei por ali matando o tempo. Conheci 4 gaúchos e um sergipano que iam fazer o passeio do hostel e passamos o resto da tarde juntos. O buggy tem uma taxa do governo de 4 soles que a gente paga direto pra recepcionista do hostel. Estranho né, mas enfim…

O passeio começa 15h e dura pouco mais de uma hora. É bem radical, me lembrou o passeio de buggy em Natal. O de Natal é mais demorado e o buggy menor mas o legal de Huacachina é a experiência de sandboard. Primeiros são 3 dunas pequenas. Óbvio que quando vê elas pela primeira vez você não acha elas pequenas mas perto do que está por vir… depois vamos pra outras 3 dunas, bem maiores. As 3 primeiras desci sentado, as 3 últimas deitado descendo de frente. A ultima duna é monstruosa. Dá aquele frio na barriga tipo não vou descer essa porra mas não dá pra pensar muito, só se joga e curte o momento 😅 Não tenho fotos do sandboard porque deixamos os celulares e câmeras no buggy pra eles não caírem e se perderem nas descidas e às vezes a gente precisa desligar um pouco desse lance de tirar fotos e curtir mais o momento e gravar os momentos só na nossa memória...IMG_20181023_153359459.thumb.jpg.70dd459e566f7acff0fd0806682d4ece.jpgIMG_20181023_160510434.thumb.jpg.227b5d2264f6e3568693be9855384d93.jpgIMG_20181023_162710921.thumb.jpg.dc877b867db2a7f4e0bdd97906a08b56.jpg

Terminado o passeio voltamos pro hostel pra tirar os tênis e colocar uns chinelos e subir as dunas pra ver o por do sol. Lindo, mais um sunset incrívelIMG_20181023_172628509_HDR.thumb.jpg.7e56e0faa8be8c3fd84f65d96096942a.jpgIMG_20181023_175252608_HDR.thumb.jpg.f4f796e004cbab6c1696efed10e39c77.jpgIMG_20181023_175951669_BURST000_COVER_TOP.thumb.jpg.420f6d74ab94758f4092217d5a52dcea.jpg

Voltando pro hostel, encontrei o Fábio novamente. Pelo que ele tinha programado ele já deveria estar em Lima mas ele foi fazer o passeio de Paracas e ficou um dia mais em Huacachina. Ele tinha um busão pra Lima às 2 da manhã então aproveitamos pra curtir a noite. Fomos jantar, compramos umas cusqueñas e como o bar do Banana’s era meio parado fomos pro Wild Rover. Eu nem sabia que tinha Wild Rover em Huacachina, descobri lá. Em cima tinha escrito Casa de Arena Lodge então fiquei meio confuso sem saber se era o mesmo famoso Casa de Arena que agora é Wild Rover.

Huacachina é bem parada à noite e parece que o Wild Rover era o point 😆 tava todo mundo indo pra lá. O bar tava o fervo, nem sabia quem tava mais borracho, se eram os turistas ou os balconistas do bar que já tavam loucassos vendendo drinks como happy hour sendo que seria até 22h e já era quase 23h, liberando free shots um atrás do outro, negócio tava embalado lá. Logo apareceram duas belgas e colaram na gente::love:: É amigo, isso é Wild Rover ::otemo:: Lá pela 1 da manhã o bar foi miando e o Fábio tinha que ir embora também. Voltamos pro Banana’s, e agora sim eu me despedia de vez desse grande parceiro de viagem. Em poucas horas ele tinha um voo pra Cusco.

 

Quarta, 24 de outubro de 2018 🇵🇪

Descansei um pouco mais, levantei 9 horas, desci pro café que é bem regado. Não ia fazer mais nada em Huacachina. Também não queria fazer Paracas pois já fiz um passeio parecido em Ushuaia pra ver pássaros e lobos marinhos. Sei que ali era diferente mas o estilo de passeio não me atraiu. A única coisa mais interessante seria ver o candelabro de Paracas mas só por ele não me animei.

Fiquei conversando um pouco com os brasileiros, os gaúchos iam pra Lima meio-dia, o sergipano ia mais tarde e eu também ia pra Lima conforme meu roteiro. Os gaúchos até chamaram um táxi pra 5 pessoas mas obviamente veio um táxi normal e não me caberia, então fui ali perto do hostel onde tinha um outro táxi e fui embora. Queria pegar um tuc-tuc mas não tinha nenhum por ali e eu queria ir logo pro terminal pra ver se ainda conseguia vaga no busão do meio-dia. Fui embora de Ica na vontade de andar de tuc-tuc 😥

Cheguei no terminal da Cruz del Sur (sim, cada empresa tem seu terminal, não é uma rodoviária única) às 11:40. Procurei passagem pra meio-dia mas não tinha mais. Mas tinha pra outro onibus 12:10. Esse onibus era um pouco mais caro pois era uma linha que vinha de Nazca e passava também em Paracas ao contrário do outro que era direto. Não era muita diferença, era 60 soles contra 52 do outro, mas outro direto de 52 soles seria só 15h então peguei esse mesmo.

Mais um onibus top, poltronas largas, esse tinha 2 fileiras de um lado e uma poltrona sozinha do outro. Rodomoço e serviço de bordo com almoço. Essa Cruz del Sur...podia abrir uma filial no Brasil 😄

Deveriam ser 4h30min até Lima mas com a passagem em Paracas e chegando em Lima no horário de rush do fim de tarde, desembarquei quase 18h. Depois de tanto tempo viajando e já louco pra chegar no hostel, peguei o primeiro táxi que tava ali. O cara me cobrou 18 soles mas eu tava sem saco pra pesquisar e topei. Até Miraflores não era longe mas o transito tava tenso. Cheguei no Pariwana quase 19h. Pariwana é um hostel bem confortável. A diária é uns 40 e poucos soles mas não sei ao certo pois paguei no checkout com cartão de crédito e junto com as despesas do bar. Saí pra procurar comida, tinha um Bembo’s (fast food peruano) ali perto e comi por lá mesmo. Depois fiquei de boa no bar do hostel mas a turma lá tava muito fechada em grupinhos. Mesmo assim fiquei ali um bom tempo tomando umas cusqueñas

 

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      Estarei indo para o Atacama entre os dias 23 e 27/07/2019, se alguém estiver interessado em dividir o aluguel do carro e gasolina e só chamar para combinar.
      Já temos um roteiro para fazer por conta própria, vamos estar em duas pessoas.
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    • Por LuquinhasDeMochila
      Antes de começar este relato gostaria de agradecer IMENSAMENTE ao ilustre @rodrigovix, um dos grandes responsáveis por tudo isso ter acontecido. Para quem não conhece acho difícil estar procurando estes relatos e não o conhecer, ele é um dos responsáveis por escrever um dos relatos mais lidos (se não o mais) aqui do Mochileiros.
      - Man, muito obrigado por me inspirar e me estimular a seguir o mesmo caminho para realizar a experiência mais foda que eu já realizei na vida até o momento. Cerca de 90% desta viagem foi baseada em seu roteiro e seguida A RODO, cada mínimo detalhe.
      Mas ok, agora vamos ao que interessa! Ajeita essa coluna na cadeira, pegue aquela pipoquinha, coloca a coca no copo e se senta que lá vem MUITA história! 😆
      Tudo começou no início de 2016. Eu e meu amigo David (que por sinal será muito citado neste relato... grandes emoções nessa viagem ein, mano? HAHAH aguardem!) formulávamos o projeto da mochilar pela américa do sul. Após todo o processo de coleta de dados, ler 73 relatos e mudar de ideia 14x (vai pensando que planejar viagem é de boa, fiu) decidimos o que seria uma das melhores escolhas de nossas vidas: MOCHILAR pela BOLÍVIA, CHILE e o PERU por exatos: 21 dias. Loucura para alguns? Talvez. Mas era a loucura que a gente sonhou, planejou e imaginou por 1 ano. E ela finalmente iria acontecer.
      A priori iríamos eu e o David. Mas faltando apenas 1 mês para o início meu primo João Paulo resolveu de última hora (DO NADA!) comprar a passagem e embarcar nessa maluquice junto com a gente.
      Irei dividir este relato em várias partes. Procurarei descrever cada detalhe, mostrar as fotos de cada local e de cada situação e tentar passar um pouco para vocês de uma experiência totalmente ÚNICA. Entretanto, faz 2 anos que fiz essa viagem e não lembro exatamente dos valores de cada coisa (eu não anotei nada 😐), somente do valor total que gastei, então infelizmente isso não será um diferencial aqui neste relato, beleza? Mas vou me esforçar para lembrar os mais importantes ao longo da escrita.
      Não se incomode caso esse relato se assemelhe em váááários pontos com o do RodrigoVix. Vou pegar a estética do dele pois está muito foda, porém vou trazer a MINHA experiência o que foi totalmente diferente em vários pontos, fechou?
      Bom, seguindo o protocolo você deve estar se perguntando: Mas Luquinhas, primeiramente o que eu preciso para fazer um mochilão pela América do Sul? 🤔 A PRIMEIRA COISA QUE TODO MUNDO ME PERGUNTA E SEMPRE QUER SABER e foi a primeira coisa que eu quis saber antes de fazer o meu também rs você precisa: coragem para se desafiar e se conhecer, vontade de sair de uma bolha que as vezes nem imagina que vive e claro... a bendita grana! Tentamos fazer a melhor viagem, da forma mais econômica (dentro das nossas formas de curtir uma viagem) e foda possível. E o resultado: levamos 1200 dólares e ainda voltamos com 100 no bolso, GRUUVA. TUDO. Mais uma vez, eu disse TUDOOOOOO, desde um pão de queijo na rodoviária, a bota comprada na internet, tudo tudo tudo, saiu por aproximadamente 7.000 reais. Fruto de pessoas que sabem pechinchar e não ligavam pra comer bem e dormir em hotel HAHAHA Nossa grana era pra aproveitar a maior quantidade de passeios possível. 
      Bom, mas além disso, aqui vai uma relação do que eu levei, anote aí!
      Com antecedência:

      - PASSAGEM BRASIL (São Paulo) X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL

      - PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE

      - SEGURO VIAGEM - (Escolhi a MONDIAL TRAVEL)
      - INGRESSO PARA MACHU PICHU: Muitas pessoas falam que precisa comprar com antecedência. Isso porque o limite máximo de pessoas (por dia) em MP é de 2500 e, em períodos de alta estação esse número pode se esgotar rapidamente. Mas sinceramente eu acho muito difícil... relaxe, você vai conseguir comprar de boa. Chegamos em Cusco e na mesma hora já compramos para o dia seguinte, foi  muito tranquilo.

      Antecedência Opcional:

      - RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOURS: Aqui eu acho que vale a pena, apesar de ser muito tranquilo lá na hora, mas foi legal ver que tinha uma pessoa perguntando por meu nome na praça de Uyuni, me senti aqueles caras famosos chegando no aeroporto e um chofer esperando HAHAHAH. Mandamos um email uns 2 meses antes e fechamos por 850 bolivianos, preço média por lá mesmo.

      O que tinha dentro do meu mochilão:
      7 camisetas
      3 bermudas
      8 cuecas
      1 toca
      1 par de luvas
      1 toalha microfibra (secagem rápida)
      1 Money Belt (doleira)
      1 relógio
      1 sabonete
      1 shampoo médio
      1 protetor solar grande
      1 protetor labial
      1 repelente
      1 cadeado
      1 escova de dentes
      1 creme dental
      1 barbeador elétrico
      1 desodorante aerossol
      1 perfume
      1 cortador de unhas
      1 bepantol creme
      1 par de óculos de sol
      1 celular
      1 carregador 
      1 par de fones de ouvido
      1 caneta
      1 bloco de anotações
      1 capa de chuva
      1 pasta plástica para documentos
      1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional
      1 mochilão + toalha de secagem rápida sdds minha toalha que perdi em um hostel em SPA 😢 (comprei no site da Decathlon por R$352,00 os dois)

      1 bota de Treking (comprei uma bem basicona na Centauro em um promoção por R$92,00... não recomendo porque estragou muito rápido, melhor investir e comprar uma melhor que dure bem mais!)
      NA PASTA DE DOCUMENTOS:
      ·        Cartões de embarque
      ·        Cartão internacional de vacina para Febre Amarela (ANVISA): dizem ser obrigatório, mas nunca pede pra ninguém. PORÉM FAÇA, custa nada!
      ·        Certificado do Seguro Viagem
      ·        Todos, eu disse TODOS os papéis que você receber durante a viagem!!!
      NO MONEY BELT:
      1200 Dólares (na época comprei o dólar no Brasil por uns 3,76 salvo engano...)
      300 Reais
      Passaporte
      03/01 Adiós Brasil!
      Estava de férias no interior de minha avó. Eu e David seguimos de Ônibus para Vitória no ES. De lá pegaríamos um voo para Sampa, onde encontraríamos com meu primo João Paulo e seguiríamos para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia.

      Foi um longo trecho... zero saudades dormir nessa cadeira tããão confortável tsc.
      O nosso voo era as 11:30 da manhã do dia 04/01. E aí já começou a bagaceira. Era 11:00 e João Paulo (que estava vindo de Salvador) ainda não tinha chegado no aeroporto de São Paulo. Pronto! JÁ COMEÇAMOS A VIAGEM BEM, JÁ IA DAR MERDA VEI. Por sorte, faltando poucos minutos ele chegou como se nada tivesse acontecido (calmo, para variar... vocês vão ver que esse ignóbio nunca liga para nada ao longo do relato) e embarcamos para LA PUTCHARIA!
      Momento CÓPIA RODRIGOVIX porque estou com preguiça de escrever rs: No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregam 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo.
                 
      MAS ENFIM, DEPOIS DE UM TRECHO NÃO MTO LONGO: CHEGAMOS CARAI!
      04/01 OLÁ BOLÍVIA! Dedo no cu e gritaria!
      E, de lei, qual a primeira coisa a fazer? Cotação!
      Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços. Mas nesse caso iríamos fazer apenas uma escala para Sucre com a Amaszonas, então... se fudemos e tivemos que cambiar no aeroporto mesmo (estava caro p/ porra, mas é o jeito).

      Voozinho de boas, rápido... chegamos em Sucre. Sucre (2.810 m de altitude) é a capital oficial da Bolívia, diferente de La Paz (capital administrativa).
      Estava um frio do caralho e tínhamos uma única missão em Sucre: cambiar 100 dólares e seguir rumo a Uyuni, de ônibus. Aqui vai uma dica: ATENÇÃO PARA NÃO VACILAR COM OS TAXISTAS FILHAS DA PUTA!! Logo quando você vai na porta uns 200 vão vindo em sua direção falando um espanhol chato pra disgraça que te deixa nervoso. Resumindo: chore aquele desconto maroto e entre no carro do que achar mais confortável.
      __________________________________________________________________________
      Saindo da rodoviária de Sucre: Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas. E MAAAAAAANO, que rodoviária doida da porra man.
      Estava a 1 dia e meio sem tomar banho. Neste momento entrei em um banheiro e lavei foi o cabelo na pia mesmo, pivete! Uma gritaria da porra... nós 3 estávamos sem entender nada, UMA BAGUNÇA generalizada. Foram poucos minutos em Sucre: suficientes para não vermos a hora de chegar em Uyuni e sair daquele lugar HAHAHAH.
      (Ouvi relatos que Sucre não é ruim... tenho um amigo que foi e que curtiu a cidade. Minha experiência foi breve e ruim. Só queríamos entrar no ônibus e ir pra Uyuni  logo rs.)
      Ao entrar no Ônibus conhecemos duas alemãs que estavam viajando também para o Salar do Uyuni. Pedimos água para se entupir de Dramin e aguentar a noite de sono (já estávamos enjoados com a altitude elevada e estava difícil dormir). Elas nos encarou pensando que estávamos consumindo drogas KKKKKKK Foi uma cena engraçada. Curioso que as encontramos no Chile depois, em uma longa história (que me dá raiva só em lembrar) que irei contar em breve.
       _____________________________________________________________________
      05/01 - Chegando em Uyuni: o mistério do velhinho de capuz e guarda-chuva! O Cemitério de Trens e o maior Deserto de Sal do MUNDO!
      Eram umas 05:30 da manhã quando o Ônibus parou em uma rua deserta, chuvosa e sombria, com uma sensação térmica de 2ºC. Juro, parecia uma cena de terror. A nossa primeira experiência na Bolívia já não tinha sido das melhores. Pegamos nossos mochilões e seguimos pelas ruas a procura de um local para tomar café e se aquecer (estava um frio do CARAAAALHO mermão).
      Mendigos  bêbados nos abordavam pedindo dinheiro, a chuva começava a engrossar, um silêncio de terror, até que... no canto da rua um moço de capuz e um guarda-chuva nos abordou e disse que tinha um bom lugar para nos acolher. MANO: tá no inferno abraça o capeta. Seguimos o velho debaixo do guarda-chuva e depois de poucos minutos nossos olhos brilharam: O VELINHO ERA O DONO DO SNACK NONIS! 😍 Simplesmente a lanchonete que o RodrigoVix disse que era para tomar café em seu relato. A gente riu feito a porra de felicidade e já foi logo entrando para comer, tirar aquela tralha toda e descansar um pouco antes de fechar os passeios.  


      O Snack Nonis foi uma excelente parada. Se você tiver a oportunidade de ir lá nos mande uma foto do nosso post it que deixamos na parede (se é q ainda tem lá 😆).
      Carregamos nossos celulares, compramos umas tocas na rua, cambiamos mais uns dólares e fomos ao Esmeralda Tours para acertar o passeio ao Salar.
      Acabamos fechando com a Esmeralda Tours mesmo. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Uma dica é: Também procure pela Andrea Tours e a Cordillera para avaliar os preços... Mas é quase tudo igual.
      _______________________________________________________________
      O passeio pelo Salar do Uyuni dura 3 dias. No primeiro você visista o Cemitério de Trens. Pela tarde tira as fotos pelo Salar do Uyuni e durante a noite dorme no Hotel de Sal. No 2º dia você visita mais um tanto de plano de fundo do Windows, o Árbol de Piedra, e vários vales/montanhas... Já no 3º e último dia ou você pode voltar para Uyuni ou seguir direto para San Pedro do Atacama (o que foi o nosso caso), no Chile. 
      Seguimos em um 4x4 somente de BRASILEIROS. Isso mesmo! Éramos 3 e a empresa nos colocou com mais 3 meninas brasileiras. Era uma mãe que viajava com suas duas filhas. São 3 dias juntos, dormindo junto e compartilhando histórias de vida. Ensinando e aprendendo. Impossível não sentir a primeira emoção de mochilar: compartilhar a vida de uma maneira que você nunca imaginou, em locais surreais, em diferentes situações. 
      PRIMEIRA PARADA: CEMITÉRIO DE TRENS!
      Sinceramente: nada de mais. Um local legal para tirar fotos... mas não passa de uma pasto com ferragens, resumidamente HAHAHA. Ficamos uns 20-30 minutos, tiramos uma fotos e seguimos para O LOCAL MAIS FODA.

      No caminho para o Salar o carro ainda para em um poços lá, mas nada de mais também... acho que é um Geiser. Mermão, eu só sei que sai um fedorzão de ovo podre do caralho. mas numa viagem dessa, parceiro, até se a parada fosse pra ver uma galinha cagando eu não tava nem aí: TÔ NA BOLÍVIA MAAAAN! 🤩

      Mais uns Km e TCHARAM! O maior deserto de sal do MUUUUUNDO, porra! 🤩
      Confesso, foi 200x mais incrível do que eu tinha em minha cabeça. O carro dá uma parada em um restaurante no meio DO NADA onde tem 47 empresas de turismo almoçando com seus clientes, tiramos foto no marco das bandeiras, e voltamos a andar pelo enorme Salar onde faríamos paradas para ver o pôr do sol (um dos momentos mais fodas), o salar espelhado (sorte em ter visto, só ocorre em poucos meses do ano), a Isla Del Pescado e, finalmente, voltar para o hostel onde passaríamos a noite. Segue algumas fotos de cada trecho:


      O exato momento em que eu abri uma Coca e ela explodiu molhando a mesa toda. Só a PORRA DO RESTURANTE INTEIRO olhou pra mim e aquela bagunça toda, de boas. 😑

      Marco das Bandeiras

      Aqui jpá foi depois do almoço. Vamos para o meio do Salar tirar vária fotos e ficamos uns 30min pra admirar. 


      Isla Del Pescado: um vale no meio do NADA. MUITO foda e bonito pra caralho esse momento.

      A chance de ver o Salar levemente espelhado. Pausa para um foto ridícula, mas vale a recordação HAHAHAH
      Finalizamos com um pôr do sol SINISTRO que não cabe em nenhuma foto, apenas na memória. PQP, só olhar para aquela imensidão e refletir coisa pra caralho. O processo de se conhecer em um mochilão está nos mínimos detalhes. 
      ______________________________________________________________________
      Seguimos para o nosso hostel passar a noite mais fuuuuuudida que eu já passei na vida. E foi assim que fui pego pelo MAL DA ALTITUDE, é meus amigos... torça para não ter, por que parceeeeeeeeeiro: eu quis morrer vei. Taquicardia pra caramba, falta de ar e um mal estar dos infernos. Para variar, ainda tinha um grupo de holandeses bebendo vodka na sala fazendo um barulho da porra as 3 da manhã piorando ainda aquela noite que foi uma das piores da viagem. Os primeiros perregues estavam começando a chegar, em apenas 2 dias de viagem. VAMOS Q VAMO! 

      Nota: Sim, o deserto é TODO de SAL. O chão, as paredes, as cadeiras KKKKKKKK É bizarro, experiência foda. 
      __________________________________________________________
      06/01 - Salar do Uyuni 2º dia: Lagunas e mais lagunas!
      to be continue..
    • Por Anderson Paz
      * Cidades na Bolívia: Sucre, Potosí, Uyuní, Copacabana/Isla del Sol e La Paz
      ** Cidades no Peru: Arequipa, Nazca, Pisco, Paracas, Ica/Huacachina, Cusco, Puno


      Roteiro em pdf sem fotos:
      Relato mochilão - Bolívia, Peru e San Pedro de Atacama (CH).pdf
      Este é um breve relato de um mochilão de 33 dias, saindo de Corumbá e chegando a Santa Cruz de la Sierra pelo “Trem da Morte”, com algumas informações sobre transporte (horários, custo e duração de viagens) e sugestões de hospedagens econômicas, locais interessantes para conhecer e passeios para realizar. Não possui muitos detalhes das atrações visitadas e nem dicas de restaurantes, pois procuramos comer em locais baratos para reduzir ao máximo as despesas com alimentação. Inclui breves relatos do tour de 2 dias e 1 noite no Cañon del Colca e da trilha Salkantay e também inclui uma planilha de deslocamento no final.
      Antes, algumas dicas básicas, além das que você geralmente encontra em outros lugares:
      - Antes de viajar, tome Citoneurim 5000 ou o seu similar Vitatonus 5000, pelo menos com 5 dias de antecedência. Esses são complexos vitamínicos que aumentam a sua produção de hemácias e ajudam no combate aos sintomas negativos da altitude.
      - Leve algumas comidas para viagem daqui do Brasil, pois você pode precisar delas principalmente no início do mochilão. Dois sacos de castanhas e uma barra de bananada renderam e ajudaram bastante;
      - Leve pastilhas ou equipamentos portáteis de purificação de água. Assim você economiza uma boa grana, principalmente nos passeios longos.
      - Antes da viagem, desbloqueie o seu cartão para uso da função de débito e também para saque no exterior (pode haver as duas opções dependendo do seu cartão) e se possível leve um cartão sem chip. Mesmo assim leve consigo o telefone no exterior da sua operadora de cartão e do seu banco em caso de necessidade de contato. 
      - Leve uma boa quantia de dólar e de reais em espécie.
      - Leve uma identidade antiga e outra nova ou passaporte. Ande com um documento sempre e deixe o outro guardado em local seguro.
      - Leve carteirinha de estudante para ter descontos em passeio em San Pedro de Atacama e em Cusco. Nessa cidade, ter uma carteirinha internacional (Ise card) garante desconto nos tours a Machu Picchu. No entanto, para usufruir desse benefício, o estudante deve possuir até 25 anos de idade.
      - Procure sempre comprar passagens nos locais de saída do transporte para evitaros preços muitas vezes elevadíssimos de agências. Isso pode ser mais fácil em temporadas baixas quando a demanda por passagens é baixa.
      - Não subestime o frio! Compre pelo menos dois pares de meias de lã para uso especialmente no tour de Uyuni.
      1º DIA (QUARTA-FEIRA): BRASÍLIA - CAMPO GRANDE – CORUMBÁ
      De Brasília a Campo Grande, fomos em um voo da Gol com chegada às 21h45. Em Campo Grande, pegamos um táxi no aeroporto à rodoviária interestadual (o trecho tem bandeira 2 durante todo o dia). Na rodoviária pegamos um ônibus semileito da viação Andorinha rumo a Corumbá, às 23h59. Também havia opção de ônibus executivo às 23h30. Dica: se possível compre no site da empresa para não correr risco de não ter passagens disponíveis, pois a demanda é alta.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi aeroporto – rodoviária – Campo Grande (20 min): R$ 42 
      - Ônibus de Campo Grande a Corumbá (6h): R$86,80 (o Executivo seria R$103,40)
      2º DIA: CORUMBÁ – PUERTO QUIJARRO (BOLÍVIA) – TREM DA MORTE A SANTA CRUZ DE LA SIERRA
      Da rodoviária de Corumbá à fronteira, fomos de táxi, porém há opção de ônibus com necessidade de integração em outro terminal (R$2,40) ou de mototáxi (R$15). Como a migração só abre às 8h, tivemos que esperar um pouco. Em Puerto Quijarro, compramos a passagem do ”Trem da Morte” para o único horário disponível no dia - 14h50 - e para a única classe disponível: Super Pullman. Na 2ª, 4ª e 6ª-feira, nos informaram que a única opção de trem existente era o Ferrobus, mais luxuoso e mais caro que o Super Pullman (235  Bol.). De ônibus, segundo informações passadas por brasileiros que conhecemos, a viagem sai por 150 Bol.
      A viagem foi super tranquila e até bastante confortável. Obs.: aparentemente os horários dos trens mudam todas semanas e não dá pra confiar no site da empresa operadora.
      Cotação do real em Puerto Suarez: R$1 = 2,90 Bol.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi Corumbá – Puerto Quijarro (15min): R$32 (dividido entre três)
      - Táxi fronteira – estação de trem em Puerto Quijarro (7min): 10 Bol. (dividido entre três)
      - Trem da Morte classe Super Pullman (18h): 100 Bol.

      3º DIA: SANTA CRUZ DE LA SIERRA – SUCRE;
      Em Santa Cruz, pegamos um táxi da estação ferroviária ao aeroporto El Tropillo, onde pegamos um voo da T.A.M., Transporte Aéreo Militar (não confundir com a nossa TAM) com destino a Sucre. O voo saiu 1h30 mais tarde do que o previsto pelas informações do site, senão não teríamos tempo para pegá-lo.
      Sucre é considerada capital da Bolívia, juntamente com La Paz, por ser sede do Judiciário. A cidade predominantemente branca – Cidade Branca é um dos nomes pelo qual é conhecida - possui vários museus e belas igrejas. Agradou-me bastante e ficaria mais um dia lá se tivesse tempo. O único problema na cidade é a poluição visual dos cabos de energia que tira um pouco da beleza de vários locais.
      Cotação de moeda em Sucre: R$1 = 2,80 Bol.; U$$1 = 6,92Bol.
      Hospedagem:
      - Hostel CasArte (Calle JM Serrano n.256 entre Perez e Bustillo) – 75 Bol. Quarto para três com café da manhã, banheiro compartilhado – Hostel bem bacana, aconchegante e com uma decoração legal. O único problema é que o banheiro era muito pequeno e na hora do banho a água do chuveiro molhava tudo.
      Alguns lugares visitados:
      - Mirador Recoleta: ótima vista da cidade, além de ter uma praça/pátio bem bonita.
      - Castillo de la Glorieta: castelo que mescla diversos estilos arquitetônicos. O interior está um pouco estragado em algumas partes e não possui muitos objetos, porém achei bem legal a arquitetura e a história do lugar. Entrada - 20 Bol.; direito de uso de câmera fotográfica – 10 Bol. Visitas guiadas: 10h, 11h10, 12h, 14h, 15h10, 16h
      - Casa de la Libertad: museu bastante rico em informações. Recomendo fortemente como uma das primeiras visitas da viagem para conhecer a história da Bolívia e da independência dos países latinos. Entrada – 15 Bol., direito de câmera – 10 Bol.
      - Parque Bolivar: parque com um mini Torre Eifel. Achei meio sem graça, mas a ida compensa pelo entorno com belos prédios e monumentos.
      - Gruta de Lourdes: é uma igreja com o altar e as imagens em uma gruta, bem simples. Não curti muito.
      - Cemitério: achei bem interessante. Alguns túmulos são bem grandes e bonitos, mas o mais interessante é ver a setorização do cemitério. 
      Faltou conhecer:
      - Interior da Catedral e da Igreja San Felipe Neri (ambas muito bonitas por fora) 
      - Parque Cretáceo com várias pegadas de dinossauros

      Outras dicas:
      - Cerveja Sureña – umas das melhores cervejas de toda viagem
      - Sorveteria Sucré na Plaza 25 de Mayo: deliciosos sorvetes, especialmente o de frutilla. 
      - Experimentei chocolate das lojas Para Ti - que achei gostoso, mas nada de excepcional - e trufas da loja Taboada. Essas trufas eu não curti muito.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Avião T.A.M. de St. Cruz a Sucre (40 min): 390 Bol. (ou U$$56,50) + 11 Bol. – taxa de embarque
      - Ônibus ao Castillo de la Glorieta (20 min): 1,50 Bol.
      - Táxi aeroporto – hostel (20 min): 30 Bol.

      4º DIA: SUCRE – POTOSÍ
      De Sucre a Potosí, fomos de táxi. Havia opção de ônibus pela metade do preço, porém o tempo de deslocamento é o dobro. Os táxis e ônibus saem o tempo todo, pelo menos até 18h.
      Potosí possui alguns prédios muito bonitos, porém a cidade não é muito bonita no geral. 
      Hospedagem:
      - Hostel The Koala Den (Calle Junin, 56) – 50 Bol. Quarto compartilhado para 8 pessoas, com café da manhã e banheiro privativo. Área externa muito boa e bom café da manhã. O quarto até que era bom, porém o sistema de calefação não estava funcionando e os cobertores não foram suficientes para aquecer.
      Passeio:
      - Mina de Cerro Rico: Fizemos o passeio com a empresa Koala Tours. O guia Rolando foi ótimo e o passeio foi interessante, porém fizemos no domingo e não havia muito trabalhadores, mas ainda sim conseguimos ver como é a realidade difícil do trabalho. Gastos: 100 Bol. pelo passeio + 10 Bol. por uma bandana com desenho do mapa da mina, para proteger contra poeira + 20 Bol. com dinamite de presente para os trabalhadores (há outras opções de presente como água ou suco por 6 e 7 Bol.). Saída para o passeio 8h30 e volta 13h.
      Faltou conhecer:
      - Casa de la Moneda: considerado um dos principais museus bolivianos (ou até latino-americanos), porém no domingo só há opção de visita pela manhã.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi hostel – terminal rodoviário (8 min): 10 Bol.
      - Táxi terminal rodoviário de Sucre – Potosí (2h30min): 30 Bol. 



      5º DIA: POTOSÍ – UYUNI
      De Potosí a Uyuni de ônibus. Uma noite de hospedagem em Uyuni.
      Hospedagem:
      - Residencial La Cabana (Calle Bolivar, 88) – 30 Bol. Quarto para 2, sem café e com banheiro compartilhado. Tempo de banho de no máximo 5 min e cobram 10 Bol. para ter acesso a wi-fi. extra. Muito simples e com péssimo atendimento. Vale apenas por um pernoite pelo baixo preço. 
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus de Potosí a Uyuni (5h): 20 Bol. + 1 Bol. de direito de embarque

      6º, 7º E 8º DIAS: TOUR UYUNI (3 DIAS/2 NOITE)
      Tour pela empresa Ripley Tours: Tours saem 10h30, 11h. Fizemos por 750 Bol. + 50 Bol. pelo transfer a San Pedro de Atacama + 150 Bol. entrada no Parque da Laguna Colorada. Pretendíamos fazer pela Andreas Tour, da qual tínhamos boas referências, porém enrolamos e não conseguimos vaga. Com a Ripley foi bem satisfatório, porém, assim como quase todas empresas, colocam 6 passageiros no automóvel, sendo dois no “porta-malas”, diferentemente da Andreas que atende apenas 5 pessoas. Nosso motorista/guia, César, foi muito gente boa, atencioso e paciente, não nos apressando em nenhuma parada e parando sempre que pedíamos. O hotel do primeiro dia tinha uma ótima localização, com uma vista maravilhosa, diferentemente dos outros hotéis ocupados pelos grupos das outras agências. O único problema a meu ver foi que não visitamos a Ilha do Pescado porque o guia desmotivou o restante do grupo dizendo que o valor de entrada na ilha era de 30 Bol. e que lá só veríamos cactos, que já íamos ver no caminho ao hotel. Realmente vimos no caminho, mas não como veríamos na Ilha. 


      8º, 9º E 10º DIAS: SAN PEDRO DO ATACAMA
      San Pedro é uma cidade bem aconchegante, com várias opções de bons restaurantes e com vários atrativos em suas proximidades, porém é meio carinha. Caso queira economizar um pouquinho nas refeições, faça-as vc mesmo ou vá ao quiosquinho perto do terminal de ônibus e mercado de artesanato. Desconto em entradas com qualquer carteirinha de estudante brasileira.
      Cotação: R$1 = $190 - 210; U$$1 = $500 – 505.
      Hospedagem:
      - La Casa del Sol Naciente (Tocopilla 310) – $6000 (pesos chilenos). Quarto compartilhado para seis pessoas, sem café e com banheiro compartilhado. Há também opção de camping. Gostei bastante do hostel. Tem uma boa cozinha, uma boa área de convivência, três banheiros (e em breve mais três) e ainda o dono e toda galera do hostel foi super gente boa. 
      Passeios:
      Fizemos um pé, alguns de bicicleta – aluguel $3000 por seis horas flexíveis com a Turismo Teckara (Toconao 455) - e outros em grupo também com a Turismo Teckara, que recomendo fortemente já que os guias foram muito bons, especialmente Sebastian no tour às Lagunas Altiplânicas.  
      - Valle de la Luna (de bici): dá pra ir de bici, mas para quem não tem preparo é um pouco puxado. Paisagens muito bonitas que dizem que ficam mais bonitas ainda no final da tarde. Valor: $2000 ou $1500 (estudante). Funcionamento: 9h30 – 17h. Tours em grupo por agências incluem Valle de la Muerte: $8000 (mais entrada).
      - Valle de la Muerte: fizemos à pé, porém não recomendo. Melhor ir de bici. 
      - Pukara de Quitor + Catarpe (de bici): tranquilo de fazer de bici por ser perto da cidade. Não entramos em Pukara e nem conseguimos ver as ruínas de Catarpe por falta de tempo. Fomos até a igreja de Catarpe que tem uma bela vista, porém nada de mais em relação às outras atrações de San Pedro. Entrada em Pukara: $3000 ou $2000 (estudante).
      - Laguna Laguna Cejar + Ojos del Salar + Tebenquiche:  respectivamente, lagoa com grande concentração de sal que te impede de afundar, poços de água no meio do deserto e bela lagoa com Andes de fundo, onde se aprecia o pôr do sol e a mudança de cor da paisagem. Saída do tour: 15h, retorno: 20h. Valor: $10mil + entrada $2000 ou 1500 (estudante).
      - Salar e Lagunas Altiplânicas: belo tour com passagem pelo salar onde é possível ver três espécies de flamingos e por lagoas muito bonitas e ainda paradas no retorno para ver planícies de plantação e uma igreja bonitinha feita de adobe e material de cactos. Saída: 6h, retorno: 14h. Valor: $23mil + entradas $5000 ou $4000 (estudante).
      Outros passeios que devem ser incríveis:
      - Salar de Tara: $40 - 50mil. 
      - Salar de Talar (Piedras Rojas): $40 – 45 mil (inclui Salar e Lagunas Altiplânicas).
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      Transfer do tour de Uyuni a San Pedro de Atacama (1h): 50 Bol. (com lanche)

      10º E 11º DIAS: SAN PEDRO – CALAMA – ARICA – TACNA – AREQUIPA
      Optamos por fazer San Pedro – Calama pela empresa de ônibus Ciktur agenciada pela Andesmar (Calle Licancabur, rua onde também se situam as empresas Tur-Bus e Pullman) e depois fazer o trecho Calama – Arica por ônibus da Pullman, por ser mais econômico do que ir direto pela Tur-Bus ($4300 mais caro). Ambos ônibus foram muito bons.
      Em Arica pegamos um táxi a Tacna no terminal ao lado do que desembarcamos. Poderíamos ter ido direto de Arica a Arequipa pelo preço exorbitante de $23mil.
      Em Tacna pegamos o ônibus semi-leito mais barato e com melhor horário de saída que nos ofertaram. 
      Cotação de moedas na rodoviária de Tacna U$$1 = 2,75 soles (S/.); 1S/. = 188$ (pesos chilenos); não trocavam reais em nenhuma banca
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus Ciktur de San Pedro a Calama (1h30min): $2500
      - Ônibus Pullman de Calama a Arica (8h30min): $10mil
      - Táxi Arica – Tacna (40min): $4000
      - Ônibus de Tacna a Arequipa(6h30min): 15S/. + 1S/. (direito de embarque) e 2S/. (propina ao cara que intermediou o ônibus) (pela Oltursa o preço total seria 31S/. e pela Cruz del Sur, 51S/.).
      - Táxi da rodoviária de Arequipa a Plaza de Armas (10 min): 8S/.
      11º E 12º DIAS: AREQUIPA
      Arequipa foi uma das cidades que mais me agradou em toda viagem. Há vários museus, prédios e ruas bonitas na cidade.
      Cotação de moedas: R$1 = 1,14S/. ; U$$1 = 2,81
      Hospedagens (um dia em cada hostel):
      - Hostal Arequipa Inn (Rivero 412) – 35 Bol. por pessoa em quarto para 4, com banheiro privativo e café da manhã. O hostal até que tem boa estrutura e ficou em conta dividindo entre quatro. Porém a dona que se mostrou muito atenciosa no começo, sacaneou no café da manhã, nos restringindo opções porque estávamos pagando mais barato.
      - Flying Dog (Melgar 116) – 25 Bol. em quarto dividido com 12 pessoas com banheiro privativo e café da manhã. Apenas dormimos no hotel e não podemos conhecer o café da manhã que nos falaram que é muito bom. Gostei bastante do ambiente, porém o quarto que falaram que era pra seis na verdade era para 12 pessoas.
      Locais visitados:
      - Museo Santuario Andino: museu com ótima estrutura que conta a história da cultura inca, com opção de guias em diversas línguas, inclusive português, dependendo do horário. Aqui está a famosa múmia, menina Juanita. Valor: 20S/. + propina opcional ao guia.
      - Monastério Santa Catalina: achei muito legal também, só é meio carinho. O monastério é bem grande e conservado e tivemos uma boa visita guiada em português. Valor: 35 S/. + 20 S/. (que pode ser dividido no grupo) pela guia;
      - Catedral: muito bonita. Vale a pena conhecer por dentro.
      - Igreja San Francisco: bem bonita por fora e por dentro.
      - Museu Histórico Municipal (com acervo Chiribaya): acervo bom, porém muito mal organizado. Vale pra conhecer a cultura Chiribaya. Valor: 5S/.
      - Mirador de Yanahuara: é um pouquinho longe e a vista da cidade não é tão boa assim. Vale a pena se tiver tempo sobrando. O visual melhor é do contraste do Vulcão Misti com a cidade de Arequipa.



      13º E 14º DIAS: TOUR CAÑON DEL COLCA
      Trekking de dois dias: fizemos com a empresa Mundo Andino (Calle Santa Catalina, 203). Não foi possível fazer o trekking completo que passa por dentro do cânion e por diferentes vilas, porque tinham acontecido abalos sísmicos que desmoronaram algumas encostas no caminho, tornando perigoso o trekking. O trekking se resumiu a ida ao Oasis em Cabanaconde, com possibilidade de extensão à vila de Malata. Caso o mesmo aconteça contigo ou caso prefira fazer esse trekking mais curto, recomendo a ida a Malata, pelas belas paisagens no caminho e para não ficar muito tempo de bobeira no oásis. Detalhe: o retorno do tour no segundo dia é uma subida bem pesada. Há opção de alugar burro para fazer o trecho por 60S/.. 
      No dia seguinte há uma parada em um clube de piscinas termais (entrada: 15S/.). Não entramos porque achamos sem graça. Também há almoço buffet em Cabanaconde por 25S/. Comi em um restaurante duas quadras abaixo do restaurante do tour e paguei 10S/. em um pratão. hehehe
      Tempo de descida ao oásis: 2h30; subida: 2h de caminhada. 
      Saída: 4h (da manhã mesmo. Hehehe); retorno a Arequipa: aprox. 15h do dia seguinte.
      Valor: 110 S/. + 40S/. (taxa do parque onde há o mirante dos condores). Inclui dois cafés da manhã e almoço e a janta no oásis, que foram muito bons por sinal. 

      14º DIA: AREQUIPA – NAZCA
      Fizemos o trajeto Arequipa - Nazca à noite pela empresa Cruz del Sur. Compramos na mesma agência que fizemos o passeio ao Cañon del Colca – Mundo Andino; se tivéssemos comprado na rodoviária teríamos economizado apenas 5 S/..
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi hostel – rodoviária de Arequipa: 9S/.
      - Ônibus da Cruz del Sur de Arequipa a Nazca (9h): 82S/. + 2S/. (direito de embarque)
      15º DIA: NAZCA – PISCO
      Em Nazca, tudo é muito caro; os preços dos passeios são surreais comparados aos de outros no Peru.  Se você estiver com as finanças apertadas, não recomendo ir à cidade.
      Passeios:
      Fizemos o passeio às ruínas de Cahuachi com a empresa Air Nasca Travel (evite-a!!!), localizada na mesma rua dos terminais das empresas de ônibus, por 55S/.. Nas agências de turismo, nos falaram que o lugar era muito distante e de difícil, e que por isso o seu preço era alto (mais alto entre todos os passeios). Mentira! O lugar nem é longe e é acessível por qualquer carrinho 1.0.. O lugar em si é bem bacana pela sua história, porém não vale o preço do passeio do meu ponto de vista. Sugestão: vá de táxi e depois leia sobre a história do lugar (essa sugestão talvez sirva para outros passeios), assim vc deve economizar uma boa grana. Duração total do passeio: 1h30min.
      Fizemos também o sobrevoo pelas linhas de Nazca agenciado pela mesma empresa e acabamos pagando U$$90, U$$10 a mais do que pagaríamos se tivéssemos pagado diretamente em operadora no aeroporto. Pior é que na volta tivemos que esperar um tempão e voltar no bagageiro de um furgão porque o motorista da agência de turismo tinha ido embora. 
      Dica para o passeio: não coma nada pesado antes porque você ficará muito enjoado com várias curvas que o avião faz. Duração do passeio: 25-30 min.
      Preços de outros passeios em Nazca (na agência do Juan Carlos, em frente às agências de ônibus):
      - Aquedutos: 25S/.
      - Cemitério Chauchilla: 35S/.
      Depois do almoço, pretendíamos ir direto a Paracas para o pernoite. Acabou que fomos a Pisco por uma questão de economia, porém o trajeto com duas trocas de transporte - em Ica e na estrada Panamericana - foi um pouco cansativo. 
      Pisco é uma boa opção de pernoite para quem pretende fazer passeios às Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas por ter muitos restaurantes e hospedagens econômicas.
      Hospedagem:
      Hospedaje Gino (Márquez de Mancera, 241) – 15 S/. + 5S/. (com um café da manhã razoável). Quarto para 3, com TV a cabo e sem banheiro privativo. Bastante econômica, limpa e bem localizada. 
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus apertadíssimo da empresa Perú Bus de Nazca a Ica (2h30): 11S/. 
      - Ônibus Perú Bus de Ica a estrada Panamericana (45min): 5S/.
      - Taxí estrada Panamerica – Pisco (10min): 6S/.

      16º DIA: PISCO – PARACAS – ICA/OÁSIS HUACACHINA – CUSCO
      Agenciamos o passeio às Islas Ballestas e à Reserva Nacional de Paracas, bem como o passeio de buggy e sandboard nas dunas de Huacachina,  na agência Aprotur Pisco & Adventures (Plaza de Armas de Pisco). O funcionário Saulo da agência foi super atencioso e gente boa. Tudo foi muito corrido, mas no fim deu certo e conseguimos fazer tudo em um dia só. 
      Passeios:
      - Islas Ballestas: excelente passeio de barco não só pela fauna, mas pelas paisagens tbm. Saída: 8h30; duração de aprox. 2h. Valor: 35S/. + 7S/. (taxas de porto e de preservação)
      - Reserva Nacional de Paracas: fizemos um passeio rápido devido à limitação de tempo. Possui um ótimo museu e belas praias com falésias e encontro do deserto com o mar. Valor: 35S/. (para duas pessoas, se fossemos em grupo seria 20S/.) + 5 S/. (entrada no parque)
      - Buggy e sandboard nas dunas de Huacachina: bem divertido! Se prenda bem no buggy e segure com as duas mãos sempre, para não se machucar (esse risco mesmo assim ainda existe). Fizemos com equipe do hotel Salve Tierra. Valor: 45 S/. + 3,70S/. (de alguma taxa) (pagando no local, sem intermédio de agência, sai por 40S/.). Os últimos passeios saem 16h30, 17h.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi intermediado pela agência Aprotur de Pisco a Paracas (25min): 5S/. (ida e volta)
      - Táxi Pisco – Panamericana: 6S/. (há opção de triciclo tuk tuk por 1,50S/.)
      - Ônibus da Perú Bus da est. Panamericana a Ica (45min): 5S/.
      - Táxi Ica – Huacachina (10min): 6S/. (somente ida)
      - Ônibus da empresa Palomino (terminal rodoviário) Ica – Cusco (16h): 110S/. semi-cama e 150S/. cama (não compensa; uma diferença é largura do assento) (pela Cruz del Sur seria 175S/., pela - Cial 90S/. ou 130S/. e pela Tepsa 130 S/.).  Saída prevista para 22h, porém saímos 23h15
      - Táxi rodoviária de Cusco – Plaza de Armas: pagar no máximo 6S/. (podem te oferecer por um absurdo)

      17º -19º DIA: CUSCO
      Cusco com certeza foi a cidade que mais gostei da viagem. Vários prédios históricos e praças arrumadinhas, igrejas bonitas (entre em todas que puder), além de um vasto circuito de museus e de sítios arqueológicos nos arredores.
      Para ter acesso a todos locais listados abaixo é necessário comprar o boleto turístico, que é nominal e custa 130S/. ou 70S/. para estudante com até 26 ou 25 anos dependendo do local de compra (importante levar comprovante de matrícula, que podem cobrá-lo). Há opção ainda de boleto parcial válido somente para um circuito.
      - Circuito 1 (feito no city tour oferecido pelas agência): Saqsayhuamán, Q’enko, Puka Pukara e Tambomachay
      - Circuito 2: Tipón, Pikillacta, Museo de Sítio del Qoricancha, Museo de Antre Contemporaneo, Museo Hisórico Regional, Museo de Arte Popular, Monumento Pachacuteq, Centro Qosqo de Arte Nativo
      - Circuito 3 (feito no tour do Valle Sagrado, com exceção de Moray): Pisac, Ollantaytambo, Chinchero, Moray 
      Hospedagem:
      Ukuku’s Hostal (Calle Hospital 842): 15S/. quarto compartilhado por 6 pessoas, sem banheiro privativo e sem café da manhã incluso (a 5S/. se faz um bom café no Mercado San Pedro). Ótima cama, boa cozinha e boa área de convivência. Contras: é um pouquinho afastado, tivemos problemas com os chuveiros e o teto do quarto é baixo (o que também pode ser positivo pensando no frio). 
      Lugares visitados e passeios:
      - Museo del Sítio Qoricancha: tem bastantes informações históricas, porém poderia ser mais bem organizado e conservado. Entrada: incluso no boleto;
      - Mercado San Pedro: mais famoso e turístico mercado. Há bancas de tudo. Possui os melhores preços de artesanatos e vestuários.
      - Qoricancha: excelente visita. Vale pelo acervo, pela história e pela beleza arquitetônica do local. Entrada: 10S/. ou 5S/. (estudante com qualquer carteirinha e sem limite de idade)
      - Locais do city tour (em ordem de visita)- Tambomachay,Puka Pukara, Q’enko, Templo del Sol (não incluso no city tour) e Saqsayhuamán. Fizemos por conta própria sem intermédio de agência. Para isso pegamos o ônibus urbano da linha Señor del Huerto na Calle Recoleta com destino a Tambomachay e depois fomos descendo até Saqsayhuamán, que é um dos principais sítios incas existentes e o ponto alto do tour. Recomendo fazer o passeio com bom guia de mão ou se puder com agência para obter as informações históricas. Preço: 3 S/. (dois ônibus); em agência é 30S/. Entradas: boleto turístico. 
      - Valle Sagrado (agência Super Tour Cusco) – Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Excelente passeio com o guia Jesus, figuraçaaa. Pisac e Ollantaytambo possuem sítios incas magníficos e Chinchero tem uma bela igreja construída sobre fundações incas. Valor: 28S. + 30 S/., caso queira o almoço buffet. No local de parada há poucas opções de restaurantes, porém é possível encontrar um na mesma rua da parada, alguns metros abaixo, com menu por 8S/.. Entradas: boleto turísitico.

      20º - 24º DIAS: TRILHA SALKANTAY – MACHU PICCHU (5 DIAS/4 NOITES)
      Combinamos e pagamos o tour no hostel pela agência/operadora KB Tours por U$$220 + U$$5 pela subida a Montaña Machu Picchu (não é a Huayna Picchu). Os preços vão de U$$190 a até mais de U$$500 e uma operadora faz o mesmo passeio para grupos que pagaram distintos valores. No nosso grupo havia pessoas que tinham pagado antecipadamente mais de U$$350 pelo passeio. Todos os grupos de distintas operadoras têm paradas nos mesmos locais e as únicas diferenças que há entre eles (não incluindo aqui as agências mais caras, acima de U$$500) são a hospedagem em Águas Calientes e a qualidade da comida, que depende de sorte já que uma mesma operadora pode dividir um grande grupo inicial em dois subgrupos com cozinheiros distintos. Sugiro então que faça uma boa pesquisa e reserve o passeio na agência mais barata que encontrar.
      O primeiro dia é um percurso de 22km com muitas subidas e descidas até a base da montanha Salkantay onde é montado o acampamento. Muitas paisagens bonitas e uma visão incrível até chegar ao acampamento.
      O segundo dia tem trajeto total de 20km e é o mais bonito por atravessar montanhas nevadas, passar por riachos e vegetações campestres e terminar em uma região montanhosa com floresta densa. Para muitos é considerado o dia mais difícil, devido à subida de mais de duas horas no início, porém achei o primeiro dia mais difícil.
      O terceiro dia tem trajeto de 9km e é bem tranquilo. Termina em Santa Teresa, de onde há opção de ir a um clube municipal de águas termais por 15S/. (5S/. de entrada + 10S/. do transporte). Vale muito a pena!
      No quarto dia, há opção de tirolesa por 100S/. (preço negociável). Fizemos com a empresa Cola de Mono e foi bem bacana. Só que antes o guia nos falou que essa empresa não tinha mais vagas e tentou nos empurrar outra empresa de credibilidade duvidosa e menor quantidade de cabos e travessias, que recusamos. Depois da tirolesa, o transporte incluso no valor pago, deixa todos na hidroelétrica para seguir em direção a Águas Calientes, onde dormiríamos em um hotel. A paisagem no caminho que segue a linha de trem é incrível!
      O quinto dia é o de Machu Picchu. Saímos bem cedo do hotel, às 4 e 40, para chegar cedo a Machu Picchu. Subimos a pé, mas há opção de ônibus por U$$9. A subida dura 40 min – 1hora. Em Machu Picchu conhecemos praticamente tudo e subimos a Montaña Machu Picchu que abre às 7h e fecha para subidas às 11h (ou mais tarde dependendo da vontade do funcionário do parque). Essa subida é muito pesada e dura 1h30 mais ou menos. Fizemos a volta a Águas Calientes também à pé, dispensando o ônibus. Esse dia foi o mais cansativo do passeio, talvez em função do acúmulo dos dias anteriores. Sugestão: se puder, pague o ônibus na subida ou na volta.
      Por fim, pegamos o trem de 21h (há opção também às 18h45 ou até mais cedo, quanto mais cedo mais cara a passagem) e seguimos a Ollantaytambo, onde pegamos uma van a Cusco. Esses transportes estão inclusos no valor do trekking.
      Mais dicas:
      - Com carteirinha internacional (Ise card) e talvez com carteira estudantil brasileira que possua data de início e encerramento do curso, consegue-se desconto de U$$20 no valor do trekking.
      - Em Mollepata (saída para trilha), compre um bastão de caminhada de madeira. Vai te ajudar bastante em diversos trechos.
      - Tomar banho no primeiro e segundo dias do trekking é bem complicado. No geral a galera deixa pra tomar banho só no terceiro dia no clube de águas termais de Santa Teresa. Então é bom levar lenços umedecidos para se limpar um pouco nos dois primeiros dias. 
      - No segundo e terceiro dias, confira se sua barraca está bem armada, com o sobreteto esticado, para evitar que entre água em caso de chuva. Tivemos esse problema no segundo dia e muitas das nossas coisas molharam.
      - Leve seu próprio saco de dormir se tiver.
      - Água ao longo do trekking é muito cara, então recomendo levar pastilhas ou aparelhos para purificar água.
      - Outros itens importantes: capa de chuva, lanterna de cabeça, sacolas para guardar e proteger roupas (caso chova), e remédios para mal de altura, diarreia, dor de cabeça, gripe e dor muscular. 
      Relato específico da Trilha Salkantay: http://www.mochileiros.com/relato-breve-da-trilha-salkantay-26-a-30-ago-de-2013-t86904.html

      25º DIA: CUSCO – PUNO
      No caminho entre Cusco e Puno, o ônibus faz uma parada de 15 min na cidade de Pucará para lanche. Nessa hora, vale a pena dar um corridão na bonita igreja da cidade.
      Fomos a Puno basicamente para conhecer as ilhas flutuantes de Uros e não pretendíamos dormir lá, mas acabou que tivemos que dormir por conta do fechamento da fronteira Perú/Bolívia. A igreja da Plaza de Armas possui uma das fachadas mais bonitas que vi em toda viagem.
      Hospedagem:
      - Há algumas opções de hospedagens econômicas na rua Deustua. Valor: 20S/. em quarto triplo com banheiro privado e TV a cabo. 
      Passeio:
      Ilhas flutuantes de Uros: combinamos e pagamos no porto mesmo (uns 700m da rodoviária). Pegamos provavelmente o último barco que saiu umas 17h. O passeio foi interessante e bonito na ida (na volta estava escuro já). Porém na ilha ficam insistindo para que compre artesanatos e faça um passeio à parte em uma embarcação típica do Titicaca. Valor do passeio: 10S/. + 2,50 S/. (de alguma taxa).
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      - Táxi hostel em Cusco – rodoviária: 6S/.
      - Ônibus leito de Cusco a Puno pela empresa Transzela (8h): 25S/. (diretamente na rodoviária; em agências oferecem por no mínimo 60S/.).
      - Táxi hotel em Puno – rodoviária: 4S/.

      26º DIA: PUNO – COPACABANA – ISLA DEL SOL
      Pegamos o ônibus com o horário mais cedo disponível na rodoviária, às 6h, da empresa Titicaca Bolívia. Os primeiros ônibus das outras empresas saíam às 7h30. Demos azar e tivemos que esperar 2hs na fronteira para poder atravessar ao lado boliviano. Era o primeiro domingo do mês, quando mensalmente acontece uma solenidade entre os povos da Bolívia e do Peru com hasteamento de bandeiras.
      Em Copacabana, fomos a Catedral de Nossa Senhora de Copacabana, que é muito bonita e vale muito a visita. Depois às 13h30 pegamos o barco rumo a Isla del Sol.
      Passeio a Isla del Sol:
      Barco demorou 1h30min para chegar à parte sul. De lá fomos caminhando até a parte norte pela trilha do centro, pelas montanhas. A caminhada durou 3h e tem bastante subida e descida, mas não é muito pesada. Depois dormimos na parte norte, onde há algumas opções de hospedagens baratas (20S/.). No dia seguinte, pegamos uma embarcação de retorno a Copacabana com saída às 10h30 e duração de 2h. Para essa embarcação sair era necessário ter um grupo de 10 pessoas ou o pagamento de valor proporcional a esse número de pessoas.
      Tinha grandes expectativas em relação à Isla del Sol pelo que tinha ouvido e lido. Porém, para ser sincero, as expectativas foram um pouco frustradas. A ilha até tem uns cantinhos bonitos, mas nada de maravilhoso ou imperdível do meu ponto de vista. O que achei mais bonito em todo o passeio foi o Titicaca com montanhas nevadas de fundo.
      Valor do passeio: 20S/. (barco à parte sul) + 5 S/. (taxa de entrada na parte sul) + 15 S/. (taxa de entrada na parte norte). 
      Horários de saída de barcos de Copacabana e do norte da Isla del Sol: 8h30 e 13h30; do norte também às 10h30 com grupo de 10 pessoas.

      27º DIA: ISLA DEL SOL – COPACABANA- LA PAZ
      Compramos a passagem de ônibus a La Paz da empresa Diana Tours em uma agência na principal rua de acesso ao porto de Copacabana. Venderam-nos a passagem de um ônibus, mas viajamos em uma coisa horrível, de tamanho intermediário entre um ônibus e um micro-ônibus, bastante desconfortável. A única vantagem apresentada foi que o ponto final do ônibus em La Paz era na Calle Sagarnaga, rua com diversas agências de turismo, onde agendamos todos os nossos passeios.
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      Ônibus de Copacabana a La Paz (3h30min): 20S/. + 2S/. (travessia de balsa)
      28º - 31º DIA: LA PAZ
      La Paz é uma cidade meio caótica, com um trânsito louco e várias barracas de feira nas ruas, mas ao mesmo tempo tem lugares muito bonitos e o seu lado fascinante.
      Ficamos na casa de um amigo canadense que conhecemos no trekking de Salkantay.
      Lugares visitados:
      - Igreja e Convento de San Francisco: igreja bonita e vale a pena conhecer o convento. A visita guiada pela Dona Glória foi super divertida e rica em informações. Entrada – Convento: 20 Bol.
      - Museus da Calle Jaen: Costumbrista – com diversas maquetes, legalzinho; del Litoral Boliviano – repetitivo; Casa de Pedro D. Murillo – com mais informações e mais interessante do ponto de vista histórico. Dispensáveis se não tiver tempo. Valor: 10 Bol (que incluiria também o Museo de Metales Preciosos que estava fechado para restauração).
      - Museo de Instrumentos Musicales (também na C. Jaen): super divertido com diversos instrumentos bizarros de povos latinos e de outros países. Entrada: 5 Bol.
      - Museo Nacional de Etnografia y Folklore: excelente museu com vários objetos de culturas pré-hispânicas e de manifestações contemporâneas (cerâmica, tecido, máscaras, ornamentação de grupos de dança, moedas e cédulas). Para percorrer tudo com atenção, leva-se mais de 2h. Valor: 20 Bol.
      - Mirador Killi Killi: excelente vista da cidade. Pena que não conseguimos chegar durante o dia.
      - Plaza Murillo: praça muito bonita. Um dos pontos mais bonitos da cidade.
      - Mercado de las Brujas: o mercado na verdade é uma série de lojinhas de roupas, artesanatos ou de poções bizarras e de produtos de oferenda a Pacha Mama. Não achei as lojas baratas como todos dizem, na verdade quase tudo com o mesmo preço ou até mais caro do que em outros mercados do Peru e da Bolívia.
      Faltou:
      - Museu da Coca (na rua do Mercado de las Brujas) que falam que é bem legal.
      Noite:
      - Malegria (Pasaje Medinacelli, Sopocachi): nas quintas rola Saya afro-boliviana, espécie de samba boliviano. Ambiente descontraído, música boa e entrada gratuita.
      Passeios – entorno de La Paz:
      - Tihuanaco: passeio muito legal para conhecer a história desse povo pré-inca e ver os seus sítios arquitetônicos, estátuas e monumentos. Inclui uma visita a Pumapunku (antiga pirâmide tihuanaco). Valor: 50 Bol. (na Fortaleza Tours - Calle Sagarnaga) + 80 Bol. (taxa de visita).
      - Chacaltaya + Valle de la Luna: Chacaltaya foi por muito tempo a estação de esqui de maior altitude no mundo, a 5 395 m em relação ao nível do mar.Atualmente, esta estação está desativada devido às mudanças climáticas. . O cenário desse passeio é maravilhoso. Depois de conhecer Chacaltaya, os tours geralmente vão ao Valle de la Luna, que tem uma paisagem árida com formações rochosas pontiagudas de arenito. Gostei bastante do lugar, mas alguns amigos não viram muita graça. Valor: 60 Bol. (na Fortaleza Tours) + 15 Bol. (taxa de Chacaltaya) + 15 Bol. (taxa do Valle).
      - Downhill pela Estrada da Morte: toda atenção aqui é pouca já que eventualmente algum ciclista morre no passeio! Se vc não tem muito hábito de andar de bicicleta ou não estiver se sentido segura, não se sinta pressionada e não se apresse; vá em seu próprio ritmo. No mais é curtir as paisagens e a adrenalina. 
      Para o passeio, escolhemos a empresa Xtreme Downhill por nos ter oferecido todos os equipamentos de segurança (algumas empresas oferecem só um colete), pelo ótimo atendimento, pela camisa bacana e pelo bom preço. Não nos arrependemos! As bicicletas eram muito boas, estavam bem reguladas e caso alguma apresentasse problema, trocavam-na por outra. O único problema foi cobertura com fotos e apenas dois vídeos, que não foi muito boa. Valor: 350 Bol (bicicleta só com suspensão dianteira) ou 450 Bol. (com suspensão dupla). Detalhe: fizemos com a suspensão dianteira só e foi tranquilo, mas com conforto um pouco menor. Dica: como o equipamento é completo com macacão igual para todos, coloque uma fitinha na bici ou algo para o diferenciar dos demais nas fotos.

      32º DIA: LA PAZ – PUERTO SUAREZ – CORUMBÁ – CAMPO GRANDE
      No sábado, exclusivamente, há opção de voo de La paz a Puerto Suarez com conexão de 5h em Santa Cruz de la Sierra pela T.A.M. Nos outros dias, a opção que nos ofereceram foi um voo a Santa Cruz por 517 Bol. pela empresa Boa, e depois teríamos que fazer o trajeto Santa Cruz – Puerto Quijarro (fronteira) de ônibus (aprox. 150 Bol. e 10 h de viagem)
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      - Táxi bairro Sopocachi – aeroporto (40 min): 60 Bol.
      - Voo La Paz – Puerto Suarez pela T.A.M.: 825 Bol. + 11 Bol. (taxa de embarque)
      - Táxi Puerto Suarez – fronteira Bolívia/Brasil (25 min): 40 Bol. (chorando, geralmente é 50 Bol.)
      - Ônibus urbano da fronteira a rodoviária de Corumbá (30 min): R$2,40. Necessário fazer integração em um terminal.
      - Ônibus empresa Andorinha de Corumbá ao aeroporto de Campo Grande (7h): R$100,50 (tivemos que pegar o executivo; o regular é R$17 mais barato). O ônibus deixa no aeroporto de Campo Grande mesmo. 
      33º DIA: CAMPO GRANDE – BRASÍLIA
      Fizemos em voo da Gol. Fim da viagem! =(
      Gasto total na viagem (excluindo apenas o seguro de viagem): R$4.400,00 – R$4.500,00, em um panorama de desvalorização do real (pegamos cotação média em saque de R$2,34) e também de soles (1U$$ = 2,82S/.).
       


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