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  1. Gostaria da opinião de vocês sobre qual a melhor trilha para se fazer no Peru, Trilha Inca ou Salkantay? Se puder falar um pouco sobre o porquê da escolha eu agradeço. ☺️🙏❤️
  2. Galera, Estou indo para Peru em junho, queria fazer a trilha salkantay, os preços via Internet são absurdos, li relatos que é melhor comprar lá, vou com mais uma pessoa, e seria apropriado comprar a entrada para MP antes mesmo sem ter definido Salkantay?
  3. A Trilha Salkantay no Peru é conhecida como uma das bonitas do mundo. Durante 5 dias e 4 noites, os aventureiros caminham por cenários de tirar o fôlego em situações adversas. Veja o relato de alguém que viveu esta incrível experiência. https://chicaslokas.com.br/2019/01/15/trilha-salkantay-peru-um-relato-de-experiencia/
  4. Fala Mochileirxs, beleza? Podem me ajudar com meu roteiro? Estou planejando uma viagem na América do Sul, entre os dias 04 e 21 de abril (inclusive). Será a minha primeira vez no país. A princípio eu faria Peru-Bolívia (Cusco, Copacabana, Isla del Sol, La Paz e Uyuni), mas pelo tempo disponível eu não poderia nem tentar o Huayna Potosí, então achei melhor conhecer a Bolívia junto com o Atacama num segundo momento. Sou montanhista e sempre busco aventuras nos lugares que viajo, mas também não dispenso o conhecimento histórico e cultural local. Considerando tudo isso, elaborei o roteiro por Cusco, Arequipa, Lima e estou pensando em apertar para conhecer Ica (OBS: não estou pensando em ir a Huaráz dessa vez, pois pretendo fazer circuitos/escaladas demorados em outra ocasião). 04/04 - Chego Cusco 12h/Caminhar pela cidade para aclimatar e fechar tours. 05/04 - Rainbow Mountains 06/04 - Valle Sagrado 07-11/04 - Salkantay Trek 12/04 - City tour/Museus/Feira de Artesanato e Qoricancha 13/04 - Indefinido/Rodoviária 20h (ida a Arequipa) 14/04 - Chegada Arequipa 07h/Citytour 15-16/04 - Valle del Colca Trek/Ida a Ica (tempo suficiente?) 17/04 - Indefinido - Ica ou continuar Arequipa? 18/04 - Indefinido/Ida a Lima 19/04 - Chegada Lima 06h/Centro histórico/Museu Larco 20/04 - San Isidro/Miraflores 21/04 - Museu de Arte de Lima/Barranco (feira após 12h)/Aeroporto 19:00h (vôo de volta 21:40h) Por ora o meu roteiro é esse. Poderiam me ajudar com alguns? - Quantos dias são realmente necessários para conhecer Arequipa/Valle del Colca? - Acham que consigo embargar para Ica no mesmo dia de retorno do Valle del Colca Trek? Se sim, vale passar dois dias por lá? - Sugerem algum local que não foi mencionado acima? Estou aberto a substituições e preciso preencher os lugares "indefinidos". Gratidão a toda ajuda/sugestão. Depois da viagem compartilharei minha planilha de gastos detalhada por aqui. Grande abraço.
  5. Salve salve galerinha do bem!! De boas??? entao eu estou planejando uma trip nas minhas férias de maio... e o destino escolhido foi o Peru! estou pensando em fazer a trilha de salkantay, rainbow mountain, laguna 69 entre outras coisas que eu conseguir fazer enquanto por lá. minha ideia inicial eh começar no dia 6 qndo chego em Cusco.. deixando o dia 6 e 7 para aclimatar, dia 8: rainbow mountai dia9: iniciaria a trilha de salkantay (5dias) dias 10, 11, 12 e 13 dedicados a essa parte dia 14: Cusco dia 15: cedo voo para Lima e de lá direto para huaraz dias 16, 17, 18 totalmente dedicados a trilhas e oportunidades que Huaraz oferece! Dia 19: retorno à Lima, dia 20: retorno à Sp! então esse eh o meu plano inicial... mas os pcts e trilhas vou acertar tudo lá mesmo qndo chegar no Peru!! gostaria de saber se podem me ajudar com algumas dicas e alterações nesse meu planejamento! Mas tbm com algumas dúvidas do tipo: * levar dólares, soles ou reais mesmo!? * 3 dias em Huaraz seriam suficientes para poder aproveitar um pouco do que esse lugar tem a oferecer? * 4 se alguém aí tem alguma ideia de preços médios atualizados desses lugares q eu citei!!! Valeu galera!!! Obrigado Lukas Andrigo ...
  6. Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
  7. Com o atraso de quase um ano, estou deixando aqui meu relato dessa viagem que fiz em Julho de 2017 para Bolívia e Peru. Na época Lula tava solto e tinha acabado de ser condenado, brasileiros ainda não tinham feito Piedras Rojas ser fechado pra visitação, Game of Thrones S07 tava estreando na HBO (assisti na viagem inclusive) e Despacito tava bombando no mundo todo. Desculpe quaisquer erros gramaticais ou de concordância desde já, e se esquecer algo que você quer saber, pode perguntar aí embaixo. PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM Os integrantes da viagem são eu e minha namorada. Planejamos a algum tempo nos mudar pra Irlanda, economizando nosso dinheiro para ir, portanto nas alturas de Fevereiro/17, ela vivia triste por que não íamos ver Machu Picchu antes de ir, que era um sonho antigo de nós dois, e provavelmente se desse certo na Irlanda, só conseguiríamos visitar essa maravilha do mundo moderno depois de uns 4 ou 5 anos, de acordo com nossos planos. Então em um final de semana desse fevereiro, a família dela ligou dizendo pra eu verificar uma passagem pra Cuiabá, onde parentes dela moram, para eles irem visitar. Ligaram pra mim porque sou uma espécie de agente de viagens independente e comunitário, sempre verificando pra parentada passagens. Não sei se outros mochileiros também tem essa funções voluntárias, podia tirar uma grana boa com isso. Ao verificar vi que realmente estava com uma promoção boa, a passagem estava muito barata. Achar algo de Macapá pra qualquer parte do Brasil com bom preço é muito difícil, muitas vezes tem que ter sorte, como foi esse caso. Então enquanto pesquisava pra eles as datas, me bateu um estalo de um relato antigo que tinha lido aqui uma vez, que falava de ir pra Bolívia por Cáceres, cidade próxima a Cuiabá. Na mesma hora a cabeça de viajante começa a ficar a mil, comecei a maquinar o percurso na cabeça, pensar se valia a pena, fazer cálculos, etc. Fiquei como a Nazaré. Bolando roteiro e calculando gastos de um mochilão ainda imaginário Após verificar tudo mentalmente, fui ver a volta. Tinha na conta Multiplus uns 15 mil pontos, que sobraram de outra viagem, e 15 mil na conta de minha mãe, que tinha transferido do cartão de crédito, que é de meu uso. Então como quem não quer nada, fui pesquisar quanto estava custando passagens de Lima para Macapá, somente a volta. Pan, 14.000 pontos cada! Com essa nova informação a cabeça ficou a mil, compartilhei com a namorada a descoberta. A gente tinha que decidir rápido, por que a qualquer momento podia mudar a pontuação ou o preço da passagem. Por fim, por causa da passagem muito em conta, e o sonho de ver Machu Picchu, resolvemos "embarcar" nessa!! Uhul, em um espaço de tempo de 2 horas, fomos de conformados a não visitar Machu Picchu, a ter Julho praticamente todo e alguns dias de agosto lá pras bandas dele. Euforia da viagem tomou conta, e passei a planejar furiosamente o roteiro e preparativos. Como tiramos a passagem com muita antecedência, tempo para se programar não faltou. Juntamos uma graninha, compramos algumas coisas que precisavam, outras já tínhamos do Mochilão feito para o Chile em 2016 (que também ainda não fiz relato, futuramente quem sabe). Abaixo terá a relação do que levamos em detalhes. Tudo pronto, fizemos o seguro viagem com a Real Seguros, que era a mais em conta, e já adianto que não precisamos utilizar os seus serviços, mas isso é uma coisa boa, melhor passar a viagem sem perrengues de saúde, pois como bem já dizia Paulo Cintura “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”. Agora vou falar de outra parada importante pra você se organizar pré-viagem. Como garantir que você não vai perder suas fotos tão queridas que você vai usar pra ter uma ideia do visual que viu ao vivo futuramente. Parece clichê falar mas as fotos não passam nem 50% da sensação que você tem ao presenciar tudo pessoalmente, todo o seu campo de visão preenchido por aquelas paisagens, a proximidade que você sente de montanhas e quedas d’água que nas fotos parecem estar muito distantes. Por isso, você tem que garantir que você terá as fotos para avivar sua memória, e também, para os que curtem as redes sociais de fotografia, compartilhar com quem quiser suas aventuras e conseguir aqueles likes. Para lhes safar dessa, o que eu digo é o seguinte: Tenha mais de um Backup. O sistema que eu uso até agora nunca perdi uma foto de viagens, dá um trabalho mas vale a pena. Ele consiste no seguinte: Ao final do dia, quando você voltar para o hostel faça o Ritual do Backup. Minha câmera tem Wifi, então eu passava as fotos que bati no dia pro Smartphone, e nele eu tinha o App Google Fotos instalado (tem pra iOS e Android). Com ele você consegue fazer o backup de fotos e vídeos ilimitadamente (mantendo a qualidade original das fotos) para a Nuvem. Então eu botava o celular pra fazer o backup no wifi durante toda a noite, enquanto recarregava-o. Além disso, sempre que o Hostel tinha Computadores para uso dos hóspedes, ou tava com um tempo livre e via uma lan house, eu pegava os cartões de memória e passava todas as fotos batidas pro HD externo, que ficava sempre comigo na mochila de ataque. Pode fazer isso que é garantido não perder nada! Durante nossa viagem achamos no chão uma bolsa contendo vários cartões de memória e acessórios de um casal alemão, que entregamos após gritar perguntando de quem era. Eles nos agradeceram bastante, porque disseram que não tinham backup e se perdessem teriam perdido as fotos de toda a viagem praticamente, que já estava no final. Não corra esse risco, sempre tenha o backup seguro. Desde já também já me desculpo por não ser mestre em fotografia como alguns que já vi por aqui, caras muito bons mesmo que manjam demais e nos entregam muitas pinturas para nosso deleite. Eu não tenho tanta noção assim de coisas básicas, mas tento fazer o máximo com o que sei, acho que deu pra fazer umas boas fotos na viagem. Julguem. INFORMAÇÕES IMPORTANTES LEVAMOS: R$3.500 cada, mais 150 dólares por via das dúvidas, com cartões de crédito para emergências (que não foram muito utilizados, só para pagar um ou outro hostel que não cobrava a mais ou até dava desconto). Deu de boa, usando o TrabeePocket pra calcular os gastos é difícil ficar apertado. Você vai saber quando o dinheiro tiver acabando, aí só pensar no que ainda vai querer fazer, calcular a comida, etc, que você não vai passar fome nem ficar sem camisinha pra uma eventualidade (mas se for fazer trilha, favor levar a uma boa quantidade, pra não ter que ficar pedindo nas outras barracas no meio da noite) e acabar gerando um mochileirinho não-planejado. CÂMERAS UTILIZADAS: - Semi-profissional Canon Powershot SX530HS. É boa por que a lente é angular, e tem um zoom bomzinho. Pelo preço, foi um bom negócio. - Gopro 3 - Motorola G4 - OnePlus 3T Para edição das fotos, não manjo muito desses aplicativos complicados, então somente fiz ajustes no Snapseed mesmo, nada mais. O QUE LEVEI: Em mim: Doleira durante toda a viagem, que não tirava pra nada (até tomava banho com ela.. brinks) contendo: - Dinheiro - Cartões - Passaporte Uma doleira é INDISPENSÁVEL no Mochilão. Todo mundo fala isso mas não custa repetir. Na Mochila de Ataque (uma caselogic de notebook veinha que tinha aqui): - Câmeras mencionadas acima, menos o Moto G4 - Acessórios diversos para as câmeras, como Tripé, bastão, etc 1 - HD externo para Backup das fotos sempre que possível 2 - Cartões de Memória 1 - Lanterna led (recomendo as pra cabeça, lhe deixa com as mãos livres) e baterias 1 - Fone de ouvidos 1 – Tapa-olhos (Para dormir sem incômodos) 1 - Tapa ouvidos (Mesmo motivo acima, pode ser usado fones de ouvidos intra auriculares também) 2 – Óculos de sol (favor levar um com uma lente de qualidade, especialmente pro Salar, pois seu uso é praticamente obrigatórios pois as corneas queimam por algum fator que eu esqueci agora, reflexo da luz solar no chão se não me engano) 1 – Par de Luvas 1 – Toalha Quechua Ultra Absorvente 1 - Kit Viagem com Shampoo e Condicionador 250ml 1 - Bepantol 1 – Desodorante Rolon 1 - Escova de dentes e pasta 1 – perfume em uma embalagem de viagem 50ml 1 – Protetor Solar (No mínimo uns 30fps, na altitude o sol dói mais na pele, pondo da maneira mais simples possível) 1 – Repelente loção (Spray talvez barrem) 1 – Rolo de papel filme 1 – Pacote de lenços umedecidos 1 – Pente 1 – Pasta com papéis como: mapas Salkantay, Passagens compradas antecipadamente de volta e Santa Cruz-Sucre e Seguro Saúde 1 – Powerbank 10000mHa (muito importante, principalmente nos dias sem energia que passei no Salar de Uyuni e na Trilha Salkantay) 2 – Cadeados (Para deixar suas coisas seguras nos lockers de Hostels) 1 – Carteira com pouca coisa, pra enganar besta em caso de um roubo, ou furto etc. 1 – Carregadores de todos os eletrônicos 1 – Extensão/filtro de linha e adaptadores de tomadas (As vezes você terá somente ou duas tomadas para utilizar e vários apetrechos para carregar, então leve no mínimo um Benjamin) 3 – Cartelas de Clorin para usar nas trilhas, porém já adianto que não foi preciso, sempre havia água disponível, mas nunca é demais previnir 1 – Bolsa com uma grande variedades de remédios: Estomazil, Ibuprofeno, Imosec, Multigrip, Aspirina, Buscopan Composto, Clarimir, Diamox, Tylenol, Esparadrapo, Gaze, Algodão, Oftalbiotica, Plasil, Tesourinha, Serra de unha. Foi bastante pesada, depois de um tempo deixei o shampoo e condicionador no mochilão, além de alguns acessórios de câmera que sabia que não ia precisar e a extensão e adaptadores de tomadas. Mas não tava nada absurdo, deu pra levar ou eu me acostumei depois de um tempo. No Mochilão (Uma Quechua de 40L que comprei na Decathlon): 8 - Camisas/Camisetas 1 – Calça Jeans (fui vestido) 1 – Calça Moleton 1 – Calça de trilha Forclaz Quechua modulável 2 – Bermudas 1 – Blusa Fleece 1 – Calça Fleece 1 – Blusa Moleton 1 – Corta vento 1 – Blusa Segunda Pele 1 – Calça Segunda Pele 1 – Tênis 1 – Sandália 1 – Bota Impermeável Timberland Flume Mid As roupas em camada são essenciais para o frio que faz, comprem tudo na decathlon que sim, é a mais em conta que tem em 95% das vezes. Eu não recomendo a bota da Timberland, apesar de se dizer impermeável, ela molhou na viagem, meus pés ficarem ensopados. Quando voltei entrei em contato com a Garantia (mesmo fora do período) e pedi meu dinheiro de volta. Depois de uma ameaça de Procon eles devolveram meu dinheiro. Não acho que esqueci algo muito importante, tudo me serviu muito bem na viagem. Planejamento é tudo, pensem bem no que vocês podem precisar, se informem nos diversos relatos que tem aqui para basear o seu. Abaixo uma foto da arrumação (ainda não saiu tudo aí, faltou coisa): Era véspera de viagem, não reparem a bagunça! Tudo pronto, planejado e organizado (viagem sem planejamento é privilégio de quem tem dinheiro, se você é liso como eu e quer aproveitar, faça-o), embarcamos para Cuiabá, onde não começa o relato (já que vou focar só na Bolívia e Peru) e termina o pré-viagem que falei até agora. Segue o roteiro padrão que seguimos, bem simples, lembrando que ele foi bastante personalizado, devido as situações pouco comuns de entrada e saída que tínhamos e também as prioridades de visitações. Foi tudo escolhido a dedo, então não sei se ele como um todo pode servir para pessoas que não moram no Mato Grosso, mas partes com certeza podem se encaixar com o seu. O importante é não engessar o seu ao que outras pessoas fizeram, e procurar fazer o que você acha que vai dar mais certo. ROTEIRO 05/07/2017 Macapá > Cuiabá 06/07/2017 Cuiabá 07/07/2017 Cuiabá 08/07/2017 Cuiabá 09/07/2017 Cuiabá > Cáceres 10/07/2017 Cáceres > San Matías > Santa Cruz 11/07/2017 Santa Cruz > Sucre > Uyuni 12/07/2017 Uyuni 13/07/2017 Uyuni 14/07/2017 Uyuni > La Paz 15/07/2017 La Paz 16/07/2017 La Paz 17/07/2017 La Paz 18/07/2017 La Paz 19/07/2017 La Paz > Copacabana 20/07/2017 Copacabana >Puno > Cusco 21/07/2017 Cusco 22/07/2017 Cusco 23/07/2017 Cusco 24/07/2017 Cusco 25/07/2017 Cusco 26/07/2017 Cusco 27/07/2017 Cusco 28/07/2017 Cusco > Machu Picchu Pueblo 29/07/2017 Machu Picchu 30/07/2017 Machu Picchu > Cusco 31/07/2017 Cusco > Huacachina 01/08/2017 Huacachina 02/08/2017 Huacachina 03/08/2017 Huacachina > Lima > Huaraz 04/08/2017 Huaraz 05/08/2017 Huaraz 06/08/2017 Huaraz 07/08/2017 Huaraz > Lima 08/08/2017 Lima 09/08/2017 Lima > Macapá Partiu terra dos Jajajas que tanto me fazem estresse nos jogos online! RELATO 05/07/2017–08/07/2017 Cuiabá Nesses dias ficamos mais com a família e fizemos passeios pela cidade. Então, para manter o foco do relato a Bolívia e ao Peru, vou passar pra quando fomos pra Bolívia. Fiquem abaixo somente com uma foto que tiramos na Chapada dos Guimarães: Meme look at all the fucks I give.jpg 09/07/2017-11/07/2017 – Ida para Uyuni Começamos nossa peregrinação onibulesca para Uyuni indo para Cáceres, de onde dia 10 pegaríamos um ônibus que nos levaria até San Matías, para que pudéssemos comprar nossa passagem para Santa Cruz de la Sierra. Já tínhamos a passagem de Santa Cruz para Sucre, e de Sucre iríamos pegar um ônibus para Uyuni. Pra quem quiser pegar esse caminho para entrar no Bolívia, você deve chegar em Cáceres (Vans da Meira Tur lhe pegam onde você estiver em Cuiabá, e lhe deixam em Cáceres), se dirigir a PF que tem lá, para informar sua saída do Brasil, eles lhe darão um carimbo e um papel para você entregar no retorno, então se dirija a Rodoviária e compre sua passagem para Corixá, onde fica a divisa com a Bolívia, fizemos como nos foi recomendado, chegando lá você verá vários taxistas só esperando sua ilustre presença, para lhe levar por uma estradinha de terra até San Matías, onde você deverá ir até a imigração e também fazer câmbio para pagar a passagem de ônibus. Troque somente o essencial, pois a cotação não vai estar muito boa. Não esqueça do principal na viagem: a arte de pechinchar. É assim que você se identifica como brasileiro nas viagens, porque os gringão dasoropa só perguntam o preço e pagam. Não faça isso, sempre há margem para um desconto sulamericano. Nós fazíamos uma estratégia good cop / bad cop, onde minha namorada ia na frente, perguntar o preço, e depois me dizia, e eu fazia aquela cara de quem diz que tá caro, e perguntava se não dava pra dar uma baixada. Quase sempre dava certo, então tenha isso em mente em todas as transações comerciais que fizer. Não vou me prender tanto na questão do câmbio, até por que as cotações já não estão as mesmas de quando fui. Para efeitos de conhecimento, levei 150 dólares e o resto todo em reais, pois na minha opinião perder 2 vezes ao trocar para dólar e depois a moeda local não valia tanto a pena na Bolívia. Já no Peru sim, então recomendo levar dólares para lá (se bem quem tá em crise lá agora, se pá deve tá bom reais também). Há várias postagens com dicas para câmbio, então não posso lhes ensinar mais que eles. No final da postagem vou deixar o que gastei nos dias que estou relatando, e desde já deixo a recomendação de um excelente aplicativo para você calcular seus gastos na viagem sem ter que ficar contando os borós onde chegar. É o TrabeePocket, nele você cria uma viagem com um período de tempo, e vai inserindo quanto tem, quanto trocar e tudo que gastar. Pra lançar na moeda local os gastos, você tem que comprar o premium do App, se não me engano são uns 8 reais somente. Vale muito a pena, pois inclusive é de onde agora, quase um ano depois, estou tirando os valores de tudo que gastei. Após você pode exportar seus gastos em forma de planilha, para consultar. Foi uma mão na roda. Com o andar da carruagem também vou falando outros apps que auxiliaram bastante na viagem. Infelizmente eu esqueci de botar no TrabeePocket os câmbios que fiz, então esse é outro motivo pelo qual não vou detalhá-los aqui. Retornando ao relato, chegamos na rodoviária, com pesos bolivianos trocados e o passaporte de entrada na Bolívia carimbado, eles também lhe dão documentos para guardar e devolver na saída do país, então baste cuidado com tudo isso, deixe sempre na doleira, ou em um compartimento seguro da mochila de ataque. San Matías é uma cidadezinha com estrada de chão, então tem muita poeira por lá, e o SOL também não dava muito sossego. Não é interessante, é bastante feinha, porém sem ela não chegaríamos a nossos objetivos de viagem, então não vou difamar a coitada. Compramos duas passagens para Santa Cruz, dois Salgadinhos, e ficamos lá, esperando nosso ônibus. Estava pensando aqui, e é engraçado que nos grandes centros turísticos de nossas viagens, é comum encontrar outras pessoas como nós, com mochila nas costas, talvez um bronzeado, aquela pinta mochileira. Já no começo da viagem, somos só nós, nos dirigindo aos lugares onde nos reunimos com os demais de nossa tribo. Isso é algo que sempre percebi e achei legal. Em San Matías nossa companhia nos ônibus eram trabalhadores rurais, vendedores de coca, e família Bolivianas, só nós dois e talvez mais um casal de turistas. Não é uma rota muito comum para entrar na Bolívia, nem muito confortável ou agradável, mas era o que tinha pra gente, então foi o jeito. Os perrengues fazem parte da rotina mochileira, e eu principalmente estava utilizando essa viagem também como uma espécie de prova de fogo que vamos conseguir nos manter na Irlanda. Eu pensava que se conseguíssemos passar aquele mês em 2 países novos, com todos os perrengues e cuidados inerentes ao mochilão, a Irlanda ia ser fichinha. Daqui pro final do relato vocês vão saber se a missão foi cumprida ou não. Bom acho, que por agora é só, no próximo capítulo vou narrar nossa chegada em Santa Cruz até Uyuni, e talvez o começo do Salar. Até lá! GASTOS DO DIA (lembrando que somos 2, então vou dividir o que gastamos e colocar o valor individual): 09/07 Suco E Laka Oreo – R$5 Passagens Cuiabá-Cáceres – R$66 Hotel Cáceres – R$35 10/07 Táxi para PF ida e volta – R$15 Passagem Van Corixá – R$25 Taxi para a imigração, câmbio e rodoviária de Santa Matías – R$20
  8. Após uma semana no Peru (Cusco – Puno – Arequipa - Cusco) partimos para o tão esperado momento da viagem: a travessia Salkantay rumo ao Machu Picchu. Antes de irmos pra Puno já havíamos reservado pessoalmente o trekking com a agência Chaski Trek (numa daquelas portinhas duvidosas) que fica na Plaza de Armas e pagamos US$180,00 incluindo o trekking, entrada para MachuPicchu+montanha MachuPicchu, transfer para voltar de hidrelétrica para Cusco, todo o trekking e hostel em Águas Calientes. Também, nos primeiros dias em Cusco eu já passei mal por causa da altitude, já tinha ido a Puno e Ilha Amantani (mais de 4 mil metros de altitude) e portanto estava habituada com a altitude (ou pelo menos eu pensava). Chegado o grande dia, às 5 da manhã o guia foi nos buscar à pé mesmo no hostel e fomos passando por outros hotéis e hostels buscando outros integrantes do grupo até que chegamos no ônibus que estava estacionado na Plaza San Francisco. Estávamos em um ônibus e uma van (um total de três grupos diferentes) rumo a Mollepata, onde tomamos café da manhã ($10 soles) e pesaram nossa bagagem que seria transportada pelos cavalos (até 5kg por pessoa). Entramos novamente no ônibus que subiu bastante, por uma estradinha, nos deixando no início da trilha. Neste primeiro dia subimos até o primeiro acampamento, por uma trilha muito bonita, passando por cânions, pela colina de CH´ALLACANCHA, sendo sempre acompanhados por um riozinho canalizado. Lá pelas 3 horas da tarde chegamos a Soraypampa, onde acampamos a primeira noite. Nos acomodamos nas barracas, tomamos um chazinho e o pessoal que ia pra Laguna Humantay que fica no pé da montanha com o mesmo nome começou a subir uma ladeira pra chegar até a lagoa. Eu confesso que não consegui ir... estava muito cansada e com medo de não conseguir acompanhar o ritmo porque afinal de contas, era apenas o primeiro dia... Queria muito ir mas preferi descansar pros dias seguintes e também, fica um atrativo pra eu voltar pra lá um dia. Depois que o pessoal voltou da lagoa jantamos, e o guia deu o briefing pro dia seguinte, contando o que faríamos e dando a opção pra quem quisesse, subir até o pé da Salkantay a cavalo no dia seguinte. Ele botou uma pressão e colocou um pouco de medo em todo mundo, contando do quão difícil era e bla bla bla... Dá um medinho de não aguentar e a oferta do cavalo é tentadora mas afinal, eu tinha ido até lá pra isso né... Fomos dormir cedo (a noite mais fria de todas) e acordamos no segundo dia com um chá de coca na barraca (como todos os dias seguintes). Nos arrumamos, tomamos café e as 6:30 começamos a caminhada rumo a Abra Salkantay. A partir deste segundo dia, dividimos a trilha com os cavalos que levam as pessoas até o ponto mais alto bem como nossas barracas e comidas. Realmente, a subida não é fácil, tem horas que dá vontade de ficar por ali mesmo, seja pelo cansaço, seja pelo visual maravilhoso que faz tudo valer a pena. Mas com muito esforço e várias paradas para recuperar o fôlego, conseguimos chegar nos 4.630 metros de altitude no local chamado Abra Salkantay. Lá paramos por um tempo pra tirar fotos, apreciar tudo aquilo que conquistamos, ouvir as explicações do guia sobre a região, a história e cultura local. INESQUECÍVEL! Depois disso, neste segundo dia, começa a descida eterna, passando por mais lugares lindos, vimos um condor sobrevoando o local onde estávamos passando, rios de degelo, enfim, paisagens muito bonitas. No meio do caminho paramos para almoçar em Huayracmachay e após um pequeno intervalo voltamos a descer pela trilha. O guia havia dito que seria o dia mais longo das nossas vidas e realmente, foi bem cansativo mas ao mesmo tempo passamos por lugares com paisagens muito diferentes umas das outras, assim como o clima e a vegetação. No fim do dia chegamos ao local do nosso segundo acampamento em Colpapampa onde pudemos tomar banho (geladíssimo pois o gás tinha acabado L). Novamente, jantamos e fomo dormir cedo pra recuperar forças e os pés pro dia seguinte. Acredito que esse seja o dia mais cansativo por conta da grande subida e de mais de metade do dia descendo, que maltrata muito os joelhos e tornozelos. No terceiro dia, colocamos o pé na estrada novamente antes das 7 da manhã rumo a La Playa. Neste dia passamos por algumas pontes, trilha à beira de precipícios, mata fechada (santo repelente), muitas árvores frutíferas, vimos orquídeas, bromélias e toda a vegetação local. (quando forem, não deixem de comer o maracujá doce deles – granadilla. Almoçamos em La Playa e de lá pegamos um ônibus rumo a Santa Tereza. Pensa num ônibus lotado... Agora coloca mais umas 10 pessoas dentro... e assim pegamos aquela estrada estreita, cheia de curvas, com montanha do lado esquerdo e precipício do lado direito, passando por rios que corriam sobre a estrada (eu fiquei imaginando aquilo na época de chuva - MEDO). Enfim chegamos em Santa Tereza, deixamos nossas mochilas no camping e fomos aproveitar as águas termais. Ainda bem que tinha levado repelente porque ao sair da água todos eram atacados por mosquitos, muitos mosquitos mesmo! À noite, de volta ao camping, jantamos e fizeram uma fogueira pra aproveitarmos uma festinha em nossa última noite de acampamento. Muita música brasileira... Como os europeus gostam do ritmo! Hahaha Na manhã seguinte, fomos fazer a tiroleza, único problema que deu com a nossa agencia pois eles não tinha reservado para nós e tivemos que pagar mais $100 soles ou $30 dolares pra essa atração. Como queríamos muito ir, pagamos novamente. Super recomendo essa atração. Lá tem umas 3 empresas que tem a tiroleza e fomos na melhorzinha (cabos maiores e que passa mais credibilidade) a Vertikal zipline. Recomendo. Quem não faz a tiroleza tem que andar aproximadamente 11km até a hidrelétrica. Após a tiroleza encontramos o pessoal que foi a pé num restaurante em Hidrelétrica que é onde começa o trilho do trem rumo a Águas Calientes. Após o almoço começamos a caminhada de 11 km até Águas Calientes. O visual dessa parte também é lindo mas tava muito quente e também tinha muitos mosquitos e confesso que já estava bem cansada dos dias anteriores e neste dia minha canela parecia que ia quebrar no meio (valeu canelite!). Cheguei no hostel de Águas Calientes morrendo, super cansada e com muita dor da canelite. Fiquei com uma dúvida muito cruel entre escolher passar mais dor no dia seguinte pra subir pra Machu Picchu a pé ou pegar o ônibus pra subir e poder aproveitar melhor por lá... Até que nos últimos minutos antes de fechar a barraquinha onde vende o ticket pro ônibus eu resolvi pegar o tal do ônibus. Triste por não conseguir fazer tudo o que tinha me proposto mas decidi assim pra não piorar ainda mais meu estado físico. As 4 da manhã do dia seguinte, acordamos pra ir pra fila do ônibus enquanto o pessoal que ia subir a pé partiu rumo às escadinhas... Machu Picchu é lindo, lugar único mas esse trekking pra chegar até lá é maravilhoso!
  9. Capítulo 1 - Planejamento e Definição do Roteiro Essa era uma viagem que já queria fazer há muito tempo, mas sempre alguma coisa dava errado. Em 2015, estava quase certo que faria essa viagem, mas, como a galera não animou, acabei passando um tempinho na Colômbia com mais dois amigos, onde conhecemos outros mochileiros do mundo inteiro que estavam rodando a América do Sul e contavam de suas aventuras com tão entusiasmo que me deixaram com ainda mais vontade de conhecer o nosso continente. Com essa vontade, fechamos em três casais para fazer essa viagem, só galera de boa e do bem, o que já ajuda muito a viagem ser boa. O roteiro inicial era bem diferente do que de fato acabamos fazendo. A ideia era fazer o mochilão clássico por Atacama, Salar de Uyuni e parte do Peru, principalmente pra chegar a Machu Picchu pela trilha Salkantay. Quando começamos a pesquisar mais sobre o Peru, começamos a ficar sem saber o que fazer com tanto lugar legal pra conhecer, principalmente quando "descobrimos" Huacachina e Huaraz, duas cidades que de cara já despertaram grande expectativa. Já para o Atacama e o Salar havíamos reservado três dias para cada um, mas amigos próximos que fizeram essa viagem há pouco tempo nos falaram que apenas uma semana seria muito pouco tempo pra conhecer os dois lugares e acabaríamos deixando de conhecer lugares por lá que valem muito à pena. Com esse dilema, com apenas três semanas e tantos lugares legais pra conhecer, tomamos a difícil decisão: Cortamos Atacama e Uyuni e decidimos ficar as três semanas "apenas" no Peru, deixando os outros dois destinos pra uma próxima oportunidade que desse pra conhecer tudo direitinho. Decisão certa? Só vou ter 100% de certeza quando finalmente for ao Atacama e ao Salar, mas, em relação ao Peru, podemos afirmar que vale MUITO passar três semanas por lá. Vale tanto que não conseguimos fazer tudo o que gostaríamos de fazer no Peru, acabamos cortando alguns lugares, como a Rainbow Mountain, em Cusco, e o Colca Canyon, em Arequipa, e até mesmo cidades bem tradicionais, como Puno. Optamos por conhecer bem cada lugar e acabamos dando preferência a lugares de natureza. Para aproveitar mais cada dia e ainda ter uma economia com as diárias, decidimos fazer as viagens de ônibus sempre à noite, na opção mais confortável. Assim, podíamos economizar uma diária e não perdemos os dias, já que as viagens eram de cerca de 10h. A exceção foi Huacachina - Lima, que decidimos fazer durante o dia mesmo por ser uma viagem de apenas 4 horas. O lado negativo é que chegávamos um pouco cansados em cada cidade, mas ainda acho que valeu muito, pois, se tivéssemos ido durante o dia, perderíamos 4 dias de viagem (Cusco - Arequipa; Arequipa - Huacachina; Lima - Huaraz; Huaraz - Lima). Viajamos com as empresas Cruz del Sur e Outursa. A primeira tem um atendimento melhor, inclusive de entretenimento, mas a Outursa é bem mais confortável para dormir. De qualquer forma, as duas empresas são muito boas e bem melhores do que os ônibus interestaduais que vemos pelo brasil. Assim, nosso roteiro acabou sendo o seguinte: Dia 1: Cusco - Chegada à cidade e uma voltinha pra aclimatar Dia 2: Cusco - Vale Sagrado Dia 3: Cusco - City Tour Dia 4: Cusco - Feira de Artesanato e Qoricancha Dia 5: Salkantay Dia 6: Salkantay Dia 7: Salkantay Dia 8: Salkantay Dia 9: Machu Picchu Dia 10: Cusco - Salinas de Maras Dia 11: Arequipa - City Tour Dia 12: Arequipa - Casa Museo Mario Vargas Llosa e Mirante Yanahuara Dia 13: Arequipa - Mercado e Museo Santuarios Andinos Dia 14: Huacachina - Passeio pelas dunas Dia 15: Huacachina - Islas Ballestas, Reserva Nacional de Paracas e Bodegas Dia 16: Lima - Parque de La Reserva Dia 17: Lima - Centro e Parques de Miraflores Dia 18: Huaraz - Chegada à cidade Dia 19: Huaraz - Nevado Pastoruri Dia 20: Huaraz - Laguna 69 Dia 21: Huaraz - Laguna Paron Dia 22: Lima - Museu Rafael Larco Dia 23: Volta
  10. * Cidades na Bolívia: Sucre, Potosí, Uyuní, Copacabana/Isla del Sol e La Paz ** Cidades no Peru: Arequipa, Nazca, Pisco, Paracas, Ica/Huacachina, Cusco, Puno Roteiro em pdf sem fotos: Relato mochilão - Bolívia, Peru e San Pedro de Atacama (CH).pdf Este é um breve relato de um mochilão de 33 dias, saindo de Corumbá e chegando a Santa Cruz de la Sierra pelo “Trem da Morte”, com algumas informações sobre transporte (horários, custo e duração de viagens) e sugestões de hospedagens econômicas, locais interessantes para conhecer e passeios para realizar. Não possui muitos detalhes das atrações visitadas e nem dicas de restaurantes, pois procuramos comer em locais baratos para reduzir ao máximo as despesas com alimentação. Inclui breves relatos do tour de 2 dias e 1 noite no Cañon del Colca e da trilha Salkantay e também inclui uma planilha de deslocamento no final. Antes, algumas dicas básicas, além das que você geralmente encontra em outros lugares: - Antes de viajar, tome Citoneurim 5000 ou o seu similar Vitatonus 5000, pelo menos com 5 dias de antecedência. Esses são complexos vitamínicos que aumentam a sua produção de hemácias e ajudam no combate aos sintomas negativos da altitude. - Leve algumas comidas para viagem daqui do Brasil, pois você pode precisar delas principalmente no início do mochilão. Dois sacos de castanhas e uma barra de bananada renderam e ajudaram bastante; - Leve pastilhas ou equipamentos portáteis de purificação de água. Assim você economiza uma boa grana, principalmente nos passeios longos. - Antes da viagem, desbloqueie o seu cartão para uso da função de débito e também para saque no exterior (pode haver as duas opções dependendo do seu cartão) e se possível leve um cartão sem chip. Mesmo assim leve consigo o telefone no exterior da sua operadora de cartão e do seu banco em caso de necessidade de contato. - Leve uma boa quantia de dólar e de reais em espécie. - Leve uma identidade antiga e outra nova ou passaporte. Ande com um documento sempre e deixe o outro guardado em local seguro. - Leve carteirinha de estudante para ter descontos em passeio em San Pedro de Atacama e em Cusco. Nessa cidade, ter uma carteirinha internacional (Ise card) garante desconto nos tours a Machu Picchu. No entanto, para usufruir desse benefício, o estudante deve possuir até 25 anos de idade. - Procure sempre comprar passagens nos locais de saída do transporte para evitaros preços muitas vezes elevadíssimos de agências. Isso pode ser mais fácil em temporadas baixas quando a demanda por passagens é baixa. - Não subestime o frio! Compre pelo menos dois pares de meias de lã para uso especialmente no tour de Uyuni. 1º DIA (QUARTA-FEIRA): BRASÍLIA - CAMPO GRANDE – CORUMBÁ De Brasília a Campo Grande, fomos em um voo da Gol com chegada às 21h45. Em Campo Grande, pegamos um táxi no aeroporto à rodoviária interestadual (o trecho tem bandeira 2 durante todo o dia). Na rodoviária pegamos um ônibus semileito da viação Andorinha rumo a Corumbá, às 23h59. Também havia opção de ônibus executivo às 23h30. Dica: se possível compre no site da empresa para não correr risco de não ter passagens disponíveis, pois a demanda é alta. Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Táxi aeroporto – rodoviária – Campo Grande (20 min): R$ 42 - Ônibus de Campo Grande a Corumbá (6h): R$86,80 (o Executivo seria R$103,40) 2º DIA: CORUMBÁ – PUERTO QUIJARRO (BOLÍVIA) – TREM DA MORTE A SANTA CRUZ DE LA SIERRA Da rodoviária de Corumbá à fronteira, fomos de táxi, porém há opção de ônibus com necessidade de integração em outro terminal (R$2,40) ou de mototáxi (R$15). Como a migração só abre às 8h, tivemos que esperar um pouco. Em Puerto Quijarro, compramos a passagem do ”Trem da Morte” para o único horário disponível no dia - 14h50 - e para a única classe disponível: Super Pullman. Na 2ª, 4ª e 6ª-feira, nos informaram que a única opção de trem existente era o Ferrobus, mais luxuoso e mais caro que o Super Pullman (235 Bol.). De ônibus, segundo informações passadas por brasileiros que conhecemos, a viagem sai por 150 Bol. A viagem foi super tranquila e até bastante confortável. Obs.: aparentemente os horários dos trens mudam todas semanas e não dá pra confiar no site da empresa operadora. Cotação do real em Puerto Suarez: R$1 = 2,90 Bol. Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Táxi Corumbá – Puerto Quijarro (15min): R$32 (dividido entre três) - Táxi fronteira – estação de trem em Puerto Quijarro (7min): 10 Bol. (dividido entre três) - Trem da Morte classe Super Pullman (18h): 100 Bol. 3º DIA: SANTA CRUZ DE LA SIERRA – SUCRE; Em Santa Cruz, pegamos um táxi da estação ferroviária ao aeroporto El Tropillo, onde pegamos um voo da T.A.M., Transporte Aéreo Militar (não confundir com a nossa TAM) com destino a Sucre. O voo saiu 1h30 mais tarde do que o previsto pelas informações do site, senão não teríamos tempo para pegá-lo. Sucre é considerada capital da Bolívia, juntamente com La Paz, por ser sede do Judiciário. A cidade predominantemente branca – Cidade Branca é um dos nomes pelo qual é conhecida - possui vários museus e belas igrejas. Agradou-me bastante e ficaria mais um dia lá se tivesse tempo. O único problema na cidade é a poluição visual dos cabos de energia que tira um pouco da beleza de vários locais. Cotação de moeda em Sucre: R$1 = 2,80 Bol.; U$$1 = 6,92Bol. Hospedagem: - Hostel CasArte (Calle JM Serrano n.256 entre Perez e Bustillo) – 75 Bol. Quarto para três com café da manhã, banheiro compartilhado – Hostel bem bacana, aconchegante e com uma decoração legal. O único problema é que o banheiro era muito pequeno e na hora do banho a água do chuveiro molhava tudo. Alguns lugares visitados: - Mirador Recoleta: ótima vista da cidade, além de ter uma praça/pátio bem bonita. - Castillo de la Glorieta: castelo que mescla diversos estilos arquitetônicos. O interior está um pouco estragado em algumas partes e não possui muitos objetos, porém achei bem legal a arquitetura e a história do lugar. Entrada - 20 Bol.; direito de uso de câmera fotográfica – 10 Bol. Visitas guiadas: 10h, 11h10, 12h, 14h, 15h10, 16h - Casa de la Libertad: museu bastante rico em informações. Recomendo fortemente como uma das primeiras visitas da viagem para conhecer a história da Bolívia e da independência dos países latinos. Entrada – 15 Bol., direito de câmera – 10 Bol. - Parque Bolivar: parque com um mini Torre Eifel. Achei meio sem graça, mas a ida compensa pelo entorno com belos prédios e monumentos. - Gruta de Lourdes: é uma igreja com o altar e as imagens em uma gruta, bem simples. Não curti muito. - Cemitério: achei bem interessante. Alguns túmulos são bem grandes e bonitos, mas o mais interessante é ver a setorização do cemitério. Faltou conhecer: - Interior da Catedral e da Igreja San Felipe Neri (ambas muito bonitas por fora) - Parque Cretáceo com várias pegadas de dinossauros Outras dicas: - Cerveja Sureña – umas das melhores cervejas de toda viagem - Sorveteria Sucré na Plaza 25 de Mayo: deliciosos sorvetes, especialmente o de frutilla. - Experimentei chocolate das lojas Para Ti - que achei gostoso, mas nada de excepcional - e trufas da loja Taboada. Essas trufas eu não curti muito. Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Avião T.A.M. de St. Cruz a Sucre (40 min): 390 Bol. (ou U$$56,50) + 11 Bol. – taxa de embarque - Ônibus ao Castillo de la Glorieta (20 min): 1,50 Bol. - Táxi aeroporto – hostel (20 min): 30 Bol. 4º DIA: SUCRE – POTOSÍ De Sucre a Potosí, fomos de táxi. Havia opção de ônibus pela metade do preço, porém o tempo de deslocamento é o dobro. Os táxis e ônibus saem o tempo todo, pelo menos até 18h. Potosí possui alguns prédios muito bonitos, porém a cidade não é muito bonita no geral. Hospedagem: - Hostel The Koala Den (Calle Junin, 56) – 50 Bol. Quarto compartilhado para 8 pessoas, com café da manhã e banheiro privativo. Área externa muito boa e bom café da manhã. O quarto até que era bom, porém o sistema de calefação não estava funcionando e os cobertores não foram suficientes para aquecer. Passeio: - Mina de Cerro Rico: Fizemos o passeio com a empresa Koala Tours. O guia Rolando foi ótimo e o passeio foi interessante, porém fizemos no domingo e não havia muito trabalhadores, mas ainda sim conseguimos ver como é a realidade difícil do trabalho. Gastos: 100 Bol. pelo passeio + 10 Bol. por uma bandana com desenho do mapa da mina, para proteger contra poeira + 20 Bol. com dinamite de presente para os trabalhadores (há outras opções de presente como água ou suco por 6 e 7 Bol.). Saída para o passeio 8h30 e volta 13h. Faltou conhecer: - Casa de la Moneda: considerado um dos principais museus bolivianos (ou até latino-americanos), porém no domingo só há opção de visita pela manhã. Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Táxi hostel – terminal rodoviário (8 min): 10 Bol. - Táxi terminal rodoviário de Sucre – Potosí (2h30min): 30 Bol. 5º DIA: POTOSÍ – UYUNI De Potosí a Uyuni de ônibus. Uma noite de hospedagem em Uyuni. Hospedagem: - Residencial La Cabana (Calle Bolivar, 88) – 30 Bol. Quarto para 2, sem café e com banheiro compartilhado. Tempo de banho de no máximo 5 min e cobram 10 Bol. para ter acesso a wi-fi. extra. Muito simples e com péssimo atendimento. Vale apenas por um pernoite pelo baixo preço. Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Ônibus de Potosí a Uyuni (5h): 20 Bol. + 1 Bol. de direito de embarque 6º, 7º E 8º DIAS: TOUR UYUNI (3 DIAS/2 NOITE) Tour pela empresa Ripley Tours: Tours saem 10h30, 11h. Fizemos por 750 Bol. + 50 Bol. pelo transfer a San Pedro de Atacama + 150 Bol. entrada no Parque da Laguna Colorada. Pretendíamos fazer pela Andreas Tour, da qual tínhamos boas referências, porém enrolamos e não conseguimos vaga. Com a Ripley foi bem satisfatório, porém, assim como quase todas empresas, colocam 6 passageiros no automóvel, sendo dois no “porta-malas”, diferentemente da Andreas que atende apenas 5 pessoas. Nosso motorista/guia, César, foi muito gente boa, atencioso e paciente, não nos apressando em nenhuma parada e parando sempre que pedíamos. O hotel do primeiro dia tinha uma ótima localização, com uma vista maravilhosa, diferentemente dos outros hotéis ocupados pelos grupos das outras agências. O único problema a meu ver foi que não visitamos a Ilha do Pescado porque o guia desmotivou o restante do grupo dizendo que o valor de entrada na ilha era de 30 Bol. e que lá só veríamos cactos, que já íamos ver no caminho ao hotel. Realmente vimos no caminho, mas não como veríamos na Ilha. 8º, 9º E 10º DIAS: SAN PEDRO DO ATACAMA San Pedro é uma cidade bem aconchegante, com várias opções de bons restaurantes e com vários atrativos em suas proximidades, porém é meio carinha. Caso queira economizar um pouquinho nas refeições, faça-as vc mesmo ou vá ao quiosquinho perto do terminal de ônibus e mercado de artesanato. Desconto em entradas com qualquer carteirinha de estudante brasileira. Cotação: R$1 = $190 - 210; U$$1 = $500 – 505. Hospedagem: - La Casa del Sol Naciente (Tocopilla 310) – $6000 (pesos chilenos). Quarto compartilhado para seis pessoas, sem café e com banheiro compartilhado. Há também opção de camping. Gostei bastante do hostel. Tem uma boa cozinha, uma boa área de convivência, três banheiros (e em breve mais três) e ainda o dono e toda galera do hostel foi super gente boa. Passeios: Fizemos um pé, alguns de bicicleta – aluguel $3000 por seis horas flexíveis com a Turismo Teckara (Toconao 455) - e outros em grupo também com a Turismo Teckara, que recomendo fortemente já que os guias foram muito bons, especialmente Sebastian no tour às Lagunas Altiplânicas. - Valle de la Luna (de bici): dá pra ir de bici, mas para quem não tem preparo é um pouco puxado. Paisagens muito bonitas que dizem que ficam mais bonitas ainda no final da tarde. Valor: $2000 ou $1500 (estudante). Funcionamento: 9h30 – 17h. Tours em grupo por agências incluem Valle de la Muerte: $8000 (mais entrada). - Valle de la Muerte: fizemos à pé, porém não recomendo. Melhor ir de bici. - Pukara de Quitor + Catarpe (de bici): tranquilo de fazer de bici por ser perto da cidade. Não entramos em Pukara e nem conseguimos ver as ruínas de Catarpe por falta de tempo. Fomos até a igreja de Catarpe que tem uma bela vista, porém nada de mais em relação às outras atrações de San Pedro. Entrada em Pukara: $3000 ou $2000 (estudante). - Laguna Laguna Cejar + Ojos del Salar + Tebenquiche: respectivamente, lagoa com grande concentração de sal que te impede de afundar, poços de água no meio do deserto e bela lagoa com Andes de fundo, onde se aprecia o pôr do sol e a mudança de cor da paisagem. Saída do tour: 15h, retorno: 20h. Valor: $10mil + entrada $2000 ou 1500 (estudante). - Salar e Lagunas Altiplânicas: belo tour com passagem pelo salar onde é possível ver três espécies de flamingos e por lagoas muito bonitas e ainda paradas no retorno para ver planícies de plantação e uma igreja bonitinha feita de adobe e material de cactos. Saída: 6h, retorno: 14h. Valor: $23mil + entradas $5000 ou $4000 (estudante). Outros passeios que devem ser incríveis: - Salar de Tara: $40 - 50mil. - Salar de Talar (Piedras Rojas): $40 – 45 mil (inclui Salar e Lagunas Altiplânicas). Gastos com transporte e duração de deslocamentos: Transfer do tour de Uyuni a San Pedro de Atacama (1h): 50 Bol. (com lanche) 10º E 11º DIAS: SAN PEDRO – CALAMA – ARICA – TACNA – AREQUIPA Optamos por fazer San Pedro – Calama pela empresa de ônibus Ciktur agenciada pela Andesmar (Calle Licancabur, rua onde também se situam as empresas Tur-Bus e Pullman) e depois fazer o trecho Calama – Arica por ônibus da Pullman, por ser mais econômico do que ir direto pela Tur-Bus ($4300 mais caro). Ambos ônibus foram muito bons. Em Arica pegamos um táxi a Tacna no terminal ao lado do que desembarcamos. Poderíamos ter ido direto de Arica a Arequipa pelo preço exorbitante de $23mil. Em Tacna pegamos o ônibus semi-leito mais barato e com melhor horário de saída que nos ofertaram. Cotação de moedas na rodoviária de Tacna U$$1 = 2,75 soles (S/.); 1S/. = 188$ (pesos chilenos); não trocavam reais em nenhuma banca Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Ônibus Ciktur de San Pedro a Calama (1h30min): $2500 - Ônibus Pullman de Calama a Arica (8h30min): $10mil - Táxi Arica – Tacna (40min): $4000 - Ônibus de Tacna a Arequipa(6h30min): 15S/. + 1S/. (direito de embarque) e 2S/. (propina ao cara que intermediou o ônibus) (pela Oltursa o preço total seria 31S/. e pela Cruz del Sur, 51S/.). - Táxi da rodoviária de Arequipa a Plaza de Armas (10 min): 8S/. 11º E 12º DIAS: AREQUIPA Arequipa foi uma das cidades que mais me agradou em toda viagem. Há vários museus, prédios e ruas bonitas na cidade. Cotação de moedas: R$1 = 1,14S/. ; U$$1 = 2,81 Hospedagens (um dia em cada hostel): - Hostal Arequipa Inn (Rivero 412) – 35 Bol. por pessoa em quarto para 4, com banheiro privativo e café da manhã. O hostal até que tem boa estrutura e ficou em conta dividindo entre quatro. Porém a dona que se mostrou muito atenciosa no começo, sacaneou no café da manhã, nos restringindo opções porque estávamos pagando mais barato. - Flying Dog (Melgar 116) – 25 Bol. em quarto dividido com 12 pessoas com banheiro privativo e café da manhã. Apenas dormimos no hotel e não podemos conhecer o café da manhã que nos falaram que é muito bom. Gostei bastante do ambiente, porém o quarto que falaram que era pra seis na verdade era para 12 pessoas. Locais visitados: - Museo Santuario Andino: museu com ótima estrutura que conta a história da cultura inca, com opção de guias em diversas línguas, inclusive português, dependendo do horário. Aqui está a famosa múmia, menina Juanita. Valor: 20S/. + propina opcional ao guia. - Monastério Santa Catalina: achei muito legal também, só é meio carinho. O monastério é bem grande e conservado e tivemos uma boa visita guiada em português. Valor: 35 S/. + 20 S/. (que pode ser dividido no grupo) pela guia; - Catedral: muito bonita. Vale a pena conhecer por dentro. - Igreja San Francisco: bem bonita por fora e por dentro. - Museu Histórico Municipal (com acervo Chiribaya): acervo bom, porém muito mal organizado. Vale pra conhecer a cultura Chiribaya. Valor: 5S/. - Mirador de Yanahuara: é um pouquinho longe e a vista da cidade não é tão boa assim. Vale a pena se tiver tempo sobrando. O visual melhor é do contraste do Vulcão Misti com a cidade de Arequipa. 13º E 14º DIAS: TOUR CAÑON DEL COLCA Trekking de dois dias: fizemos com a empresa Mundo Andino (Calle Santa Catalina, 203). Não foi possível fazer o trekking completo que passa por dentro do cânion e por diferentes vilas, porque tinham acontecido abalos sísmicos que desmoronaram algumas encostas no caminho, tornando perigoso o trekking. O trekking se resumiu a ida ao Oasis em Cabanaconde, com possibilidade de extensão à vila de Malata. Caso o mesmo aconteça contigo ou caso prefira fazer esse trekking mais curto, recomendo a ida a Malata, pelas belas paisagens no caminho e para não ficar muito tempo de bobeira no oásis. Detalhe: o retorno do tour no segundo dia é uma subida bem pesada. Há opção de alugar burro para fazer o trecho por 60S/.. No dia seguinte há uma parada em um clube de piscinas termais (entrada: 15S/.). Não entramos porque achamos sem graça. Também há almoço buffet em Cabanaconde por 25S/. Comi em um restaurante duas quadras abaixo do restaurante do tour e paguei 10S/. em um pratão. hehehe Tempo de descida ao oásis: 2h30; subida: 2h de caminhada. Saída: 4h (da manhã mesmo. Hehehe); retorno a Arequipa: aprox. 15h do dia seguinte. Valor: 110 S/. + 40S/. (taxa do parque onde há o mirante dos condores). Inclui dois cafés da manhã e almoço e a janta no oásis, que foram muito bons por sinal. 14º DIA: AREQUIPA – NAZCA Fizemos o trajeto Arequipa - Nazca à noite pela empresa Cruz del Sur. Compramos na mesma agência que fizemos o passeio ao Cañon del Colca – Mundo Andino; se tivéssemos comprado na rodoviária teríamos economizado apenas 5 S/.. Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Táxi hostel – rodoviária de Arequipa: 9S/. - Ônibus da Cruz del Sur de Arequipa a Nazca (9h): 82S/. + 2S/. (direito de embarque) 15º DIA: NAZCA – PISCO Em Nazca, tudo é muito caro; os preços dos passeios são surreais comparados aos de outros no Peru. Se você estiver com as finanças apertadas, não recomendo ir à cidade. Passeios: Fizemos o passeio às ruínas de Cahuachi com a empresa Air Nasca Travel (evite-a!!!), localizada na mesma rua dos terminais das empresas de ônibus, por 55S/.. Nas agências de turismo, nos falaram que o lugar era muito distante e de difícil, e que por isso o seu preço era alto (mais alto entre todos os passeios). Mentira! O lugar nem é longe e é acessível por qualquer carrinho 1.0.. O lugar em si é bem bacana pela sua história, porém não vale o preço do passeio do meu ponto de vista. Sugestão: vá de táxi e depois leia sobre a história do lugar (essa sugestão talvez sirva para outros passeios), assim vc deve economizar uma boa grana. Duração total do passeio: 1h30min. Fizemos também o sobrevoo pelas linhas de Nazca agenciado pela mesma empresa e acabamos pagando U$$90, U$$10 a mais do que pagaríamos se tivéssemos pagado diretamente em operadora no aeroporto. Pior é que na volta tivemos que esperar um tempão e voltar no bagageiro de um furgão porque o motorista da agência de turismo tinha ido embora. Dica para o passeio: não coma nada pesado antes porque você ficará muito enjoado com várias curvas que o avião faz. Duração do passeio: 25-30 min. Preços de outros passeios em Nazca (na agência do Juan Carlos, em frente às agências de ônibus): - Aquedutos: 25S/. - Cemitério Chauchilla: 35S/. Depois do almoço, pretendíamos ir direto a Paracas para o pernoite. Acabou que fomos a Pisco por uma questão de economia, porém o trajeto com duas trocas de transporte - em Ica e na estrada Panamericana - foi um pouco cansativo. Pisco é uma boa opção de pernoite para quem pretende fazer passeios às Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas por ter muitos restaurantes e hospedagens econômicas. Hospedagem: Hospedaje Gino (Márquez de Mancera, 241) – 15 S/. + 5S/. (com um café da manhã razoável). Quarto para 3, com TV a cabo e sem banheiro privativo. Bastante econômica, limpa e bem localizada. Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Ônibus apertadíssimo da empresa Perú Bus de Nazca a Ica (2h30): 11S/. - Ônibus Perú Bus de Ica a estrada Panamericana (45min): 5S/. - Taxí estrada Panamerica – Pisco (10min): 6S/. 16º DIA: PISCO – PARACAS – ICA/OÁSIS HUACACHINA – CUSCO Agenciamos o passeio às Islas Ballestas e à Reserva Nacional de Paracas, bem como o passeio de buggy e sandboard nas dunas de Huacachina, na agência Aprotur Pisco & Adventures (Plaza de Armas de Pisco). O funcionário Saulo da agência foi super atencioso e gente boa. Tudo foi muito corrido, mas no fim deu certo e conseguimos fazer tudo em um dia só. Passeios: - Islas Ballestas: excelente passeio de barco não só pela fauna, mas pelas paisagens tbm. Saída: 8h30; duração de aprox. 2h. Valor: 35S/. + 7S/. (taxas de porto e de preservação) - Reserva Nacional de Paracas: fizemos um passeio rápido devido à limitação de tempo. Possui um ótimo museu e belas praias com falésias e encontro do deserto com o mar. Valor: 35S/. (para duas pessoas, se fossemos em grupo seria 20S/.) + 5 S/. (entrada no parque) - Buggy e sandboard nas dunas de Huacachina: bem divertido! Se prenda bem no buggy e segure com as duas mãos sempre, para não se machucar (esse risco mesmo assim ainda existe). Fizemos com equipe do hotel Salve Tierra. Valor: 45 S/. + 3,70S/. (de alguma taxa) (pagando no local, sem intermédio de agência, sai por 40S/.). Os últimos passeios saem 16h30, 17h. Gastos com transporte e duração de deslocamentos: - Táxi intermediado pela agência Aprotur de Pisco a Paracas (25min): 5S/. (ida e volta) - Táxi Pisco – Panamericana: 6S/. (há opção de triciclo tuk tuk por 1,50S/.) - Ônibus da Perú Bus da est. Panamericana a Ica (45min): 5S/. - Táxi Ica – Huacachina (10min): 6S/. (somente ida) - Ônibus da empresa Palomino (terminal rodoviário) Ica – Cusco (16h): 110S/. semi-cama e 150S/. cama (não compensa; uma diferença é largura do assento) (pela Cruz del Sur seria 175S/., pela - Cial 90S/. ou 130S/. e pela Tepsa 130 S/.). Saída prevista para 22h, porém saímos 23h15 - Táxi rodoviária de Cusco – Plaza de Armas: pagar no máximo 6S/. (podem te oferecer por um absurdo) 17º -19º DIA: CUSCO Cusco com certeza foi a cidade que mais gostei da viagem. Vários prédios históricos e praças arrumadinhas, igrejas bonitas (entre em todas que puder), além de um vasto circuito de museus e de sítios arqueológicos nos arredores. Para ter acesso a todos locais listados abaixo é necessário comprar o boleto turístico, que é nominal e custa 130S/. ou 70S/. para estudante com até 26 ou 25 anos dependendo do local de compra (importante levar comprovante de matrícula, que podem cobrá-lo). Há opção ainda de boleto parcial válido somente para um circuito. - Circuito 1 (feito no city tour oferecido pelas agência): Saqsayhuamán, Q’enko, Puka Pukara e Tambomachay - Circuito 2: Tipón, Pikillacta, Museo de Sítio del Qoricancha, Museo de Antre Contemporaneo, Museo Hisórico Regional, Museo de Arte Popular, Monumento Pachacuteq, Centro Qosqo de Arte Nativo - Circuito 3 (feito no tour do Valle Sagrado, com exceção de Moray): Pisac, Ollantaytambo, Chinchero, Moray Hospedagem: Ukuku’s Hostal (Calle Hospital 842): 15S/. quarto compartilhado por 6 pessoas, sem banheiro privativo e sem café da manhã incluso (a 5S/. se faz um bom café no Mercado San Pedro). Ótima cama, boa cozinha e boa área de convivência. Contras: é um pouquinho afastado, tivemos problemas com os chuveiros e o teto do quarto é baixo (o que também pode ser positivo pensando no frio). Lugares visitados e passeios: - Museo del Sítio Qoricancha: tem bastantes informações históricas, porém poderia ser mais bem organizado e conservado. Entrada: incluso no boleto; - Mercado San Pedro: mais famoso e turístico mercado. Há bancas de tudo. Possui os melhores preços de artesanatos e vestuários. - Qoricancha: excelente visita. Vale pelo acervo, pela história e pela beleza arquitetônica do local. Entrada: 10S/. ou 5S/. (estudante com qualquer carteirinha e sem limite de idade) - Locais do city tour (em ordem de visita)- Tambomachay,Puka Pukara, Q’enko, Templo del Sol (não incluso no city tour) e Saqsayhuamán. Fizemos por conta própria sem intermédio de agência. Para isso pegamos o ônibus urbano da linha Señor del Huerto na Calle Recoleta com destino a Tambomachay e depois fomos descendo até Saqsayhuamán, que é um dos principais sítios incas existentes e o ponto alto do tour. Recomendo fazer o passeio com bom guia de mão ou se puder com agência para obter as informações históricas. Preço: 3 S/. (dois ônibus); em agência é 30S/. Entradas: boleto turístico. - Valle Sagrado (agência Super Tour Cusco) – Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Excelente passeio com o guia Jesus, figuraçaaa. Pisac e Ollantaytambo possuem sítios incas magníficos e Chinchero tem uma bela igreja construída sobre fundações incas. Valor: 28S. + 30 S/., caso queira o almoço buffet. No local de parada há poucas opções de restaurantes, porém é possível encontrar um na mesma rua da parada, alguns metros abaixo, com menu por 8S/.. Entradas: boleto turísitico. 20º - 24º DIAS: TRILHA SALKANTAY – MACHU PICCHU (5 DIAS/4 NOITES) Combinamos e pagamos o tour no hostel pela agência/operadora KB Tours por U$$220 + U$$5 pela subida a Montaña Machu Picchu (não é a Huayna Picchu). Os preços vão de U$$190 a até mais de U$$500 e uma operadora faz o mesmo passeio para grupos que pagaram distintos valores. No nosso grupo havia pessoas que tinham pagado antecipadamente mais de U$$350 pelo passeio. Todos os grupos de distintas operadoras têm paradas nos mesmos locais e as únicas diferenças que há entre eles (não incluindo aqui as agências mais caras, acima de U$$500) são a hospedagem em Águas Calientes e a qualidade da comida, que depende de sorte já que uma mesma operadora pode dividir um grande grupo inicial em dois subgrupos com cozinheiros distintos. Sugiro então que faça uma boa pesquisa e reserve o passeio na agência mais barata que encontrar. O primeiro dia é um percurso de 22km com muitas subidas e descidas até a base da montanha Salkantay onde é montado o acampamento. Muitas paisagens bonitas e uma visão incrível até chegar ao acampamento. O segundo dia tem trajeto total de 20km e é o mais bonito por atravessar montanhas nevadas, passar por riachos e vegetações campestres e terminar em uma região montanhosa com floresta densa. Para muitos é considerado o dia mais difícil, devido à subida de mais de duas horas no início, porém achei o primeiro dia mais difícil. O terceiro dia tem trajeto de 9km e é bem tranquilo. Termina em Santa Teresa, de onde há opção de ir a um clube municipal de águas termais por 15S/. (5S/. de entrada + 10S/. do transporte). Vale muito a pena! No quarto dia, há opção de tirolesa por 100S/. (preço negociável). Fizemos com a empresa Cola de Mono e foi bem bacana. Só que antes o guia nos falou que essa empresa não tinha mais vagas e tentou nos empurrar outra empresa de credibilidade duvidosa e menor quantidade de cabos e travessias, que recusamos. Depois da tirolesa, o transporte incluso no valor pago, deixa todos na hidroelétrica para seguir em direção a Águas Calientes, onde dormiríamos em um hotel. A paisagem no caminho que segue a linha de trem é incrível! O quinto dia é o de Machu Picchu. Saímos bem cedo do hotel, às 4 e 40, para chegar cedo a Machu Picchu. Subimos a pé, mas há opção de ônibus por U$$9. A subida dura 40 min – 1hora. Em Machu Picchu conhecemos praticamente tudo e subimos a Montaña Machu Picchu que abre às 7h e fecha para subidas às 11h (ou mais tarde dependendo da vontade do funcionário do parque). Essa subida é muito pesada e dura 1h30 mais ou menos. Fizemos a volta a Águas Calientes também à pé, dispensando o ônibus. Esse dia foi o mais cansativo do passeio, talvez em função do acúmulo dos dias anteriores. Sugestão: se puder, pague o ônibus na subida ou na volta. Por fim, pegamos o trem de 21h (há opção também às 18h45 ou até mais cedo, quanto mais cedo mais cara a passagem) e seguimos a Ollantaytambo, onde pegamos uma van a Cusco. Esses transportes estão inclusos no valor do trekking. Mais dicas: - Com carteirinha internacional (Ise card) e talvez com carteira estudantil brasileira que possua data de início e encerramento do curso, consegue-se desconto de U$$20 no valor do trekking. - Em Mollepata (saída para trilha), compre um bastão de caminhada de madeira. Vai te ajudar bastante em diversos trechos. - Tomar banho no primeiro e segundo dias do trekking é bem complicado. No geral a galera deixa pra tomar banho só no terceiro dia no clube de águas termais de Santa Teresa. Então é bom levar lenços umedecidos para se limpar um pouco nos dois primeiros dias. - No segundo e terceiro dias, confira se sua barraca está bem armada, com o sobreteto esticado, para evitar que entre água em caso de chuva. Tivemos esse problema no segundo dia e muitas das nossas coisas molharam. - Leve seu próprio saco de dormir se tiver. - Água ao longo do trekking é muito cara, então recomendo levar pastilhas ou aparelhos para purificar água. - Outros itens importantes: capa de chuva, lanterna de cabeça, sacolas para guardar e proteger roupas (caso chova), e remédios para mal de altura, diarreia, dor de cabeça, gripe e dor muscular. Relato específico da Trilha Salkantay: http://www.mochileiros.com/relato-breve-da-trilha-salkantay-26-a-30-ago-de-2013-t86904.html 25º DIA: CUSCO – PUNO No caminho entre Cusco e Puno, o ônibus faz uma parada de 15 min na cidade de Pucará para lanche. Nessa hora, vale a pena dar um corridão na bonita igreja da cidade. Fomos a Puno basicamente para conhecer as ilhas flutuantes de Uros e não pretendíamos dormir lá, mas acabou que tivemos que dormir por conta do fechamento da fronteira Perú/Bolívia. A igreja da Plaza de Armas possui uma das fachadas mais bonitas que vi em toda viagem. Hospedagem: - Há algumas opções de hospedagens econômicas na rua Deustua. Valor: 20S/. em quarto triplo com banheiro privado e TV a cabo. Passeio: Ilhas flutuantes de Uros: combinamos e pagamos no porto mesmo (uns 700m da rodoviária). Pegamos provavelmente o último barco que saiu umas 17h. O passeio foi interessante e bonito na ida (na volta estava escuro já). Porém na ilha ficam insistindo para que compre artesanatos e faça um passeio à parte em uma embarcação típica do Titicaca. Valor do passeio: 10S/. + 2,50 S/. (de alguma taxa). Gastos com transporte e tempos de deslocamentos: - Táxi hostel em Cusco – rodoviária: 6S/. - Ônibus leito de Cusco a Puno pela empresa Transzela (8h): 25S/. (diretamente na rodoviária; em agências oferecem por no mínimo 60S/.). - Táxi hotel em Puno – rodoviária: 4S/. 26º DIA: PUNO – COPACABANA – ISLA DEL SOL Pegamos o ônibus com o horário mais cedo disponível na rodoviária, às 6h, da empresa Titicaca Bolívia. Os primeiros ônibus das outras empresas saíam às 7h30. Demos azar e tivemos que esperar 2hs na fronteira para poder atravessar ao lado boliviano. Era o primeiro domingo do mês, quando mensalmente acontece uma solenidade entre os povos da Bolívia e do Peru com hasteamento de bandeiras. Em Copacabana, fomos a Catedral de Nossa Senhora de Copacabana, que é muito bonita e vale muito a visita. Depois às 13h30 pegamos o barco rumo a Isla del Sol. Passeio a Isla del Sol: Barco demorou 1h30min para chegar à parte sul. De lá fomos caminhando até a parte norte pela trilha do centro, pelas montanhas. A caminhada durou 3h e tem bastante subida e descida, mas não é muito pesada. Depois dormimos na parte norte, onde há algumas opções de hospedagens baratas (20S/.). No dia seguinte, pegamos uma embarcação de retorno a Copacabana com saída às 10h30 e duração de 2h. Para essa embarcação sair era necessário ter um grupo de 10 pessoas ou o pagamento de valor proporcional a esse número de pessoas. Tinha grandes expectativas em relação à Isla del Sol pelo que tinha ouvido e lido. Porém, para ser sincero, as expectativas foram um pouco frustradas. A ilha até tem uns cantinhos bonitos, mas nada de maravilhoso ou imperdível do meu ponto de vista. O que achei mais bonito em todo o passeio foi o Titicaca com montanhas nevadas de fundo. Valor do passeio: 20S/. (barco à parte sul) + 5 S/. (taxa de entrada na parte sul) + 15 S/. (taxa de entrada na parte norte). Horários de saída de barcos de Copacabana e do norte da Isla del Sol: 8h30 e 13h30; do norte também às 10h30 com grupo de 10 pessoas. 27º DIA: ISLA DEL SOL – COPACABANA- LA PAZ Compramos a passagem de ônibus a La Paz da empresa Diana Tours em uma agência na principal rua de acesso ao porto de Copacabana. Venderam-nos a passagem de um ônibus, mas viajamos em uma coisa horrível, de tamanho intermediário entre um ônibus e um micro-ônibus, bastante desconfortável. A única vantagem apresentada foi que o ponto final do ônibus em La Paz era na Calle Sagarnaga, rua com diversas agências de turismo, onde agendamos todos os nossos passeios. Gastos com transporte e tempos de deslocamentos: Ônibus de Copacabana a La Paz (3h30min): 20S/. + 2S/. (travessia de balsa) 28º - 31º DIA: LA PAZ La Paz é uma cidade meio caótica, com um trânsito louco e várias barracas de feira nas ruas, mas ao mesmo tempo tem lugares muito bonitos e o seu lado fascinante. Ficamos na casa de um amigo canadense que conhecemos no trekking de Salkantay. Lugares visitados: - Igreja e Convento de San Francisco: igreja bonita e vale a pena conhecer o convento. A visita guiada pela Dona Glória foi super divertida e rica em informações. Entrada – Convento: 20 Bol. - Museus da Calle Jaen: Costumbrista – com diversas maquetes, legalzinho; del Litoral Boliviano – repetitivo; Casa de Pedro D. Murillo – com mais informações e mais interessante do ponto de vista histórico. Dispensáveis se não tiver tempo. Valor: 10 Bol (que incluiria também o Museo de Metales Preciosos que estava fechado para restauração). - Museo de Instrumentos Musicales (também na C. Jaen): super divertido com diversos instrumentos bizarros de povos latinos e de outros países. Entrada: 5 Bol. - Museo Nacional de Etnografia y Folklore: excelente museu com vários objetos de culturas pré-hispânicas e de manifestações contemporâneas (cerâmica, tecido, máscaras, ornamentação de grupos de dança, moedas e cédulas). Para percorrer tudo com atenção, leva-se mais de 2h. Valor: 20 Bol. - Mirador Killi Killi: excelente vista da cidade. Pena que não conseguimos chegar durante o dia. - Plaza Murillo: praça muito bonita. Um dos pontos mais bonitos da cidade. - Mercado de las Brujas: o mercado na verdade é uma série de lojinhas de roupas, artesanatos ou de poções bizarras e de produtos de oferenda a Pacha Mama. Não achei as lojas baratas como todos dizem, na verdade quase tudo com o mesmo preço ou até mais caro do que em outros mercados do Peru e da Bolívia. Faltou: - Museu da Coca (na rua do Mercado de las Brujas) que falam que é bem legal. Noite: - Malegria (Pasaje Medinacelli, Sopocachi): nas quintas rola Saya afro-boliviana, espécie de samba boliviano. Ambiente descontraído, música boa e entrada gratuita. Passeios – entorno de La Paz: - Tihuanaco: passeio muito legal para conhecer a história desse povo pré-inca e ver os seus sítios arquitetônicos, estátuas e monumentos. Inclui uma visita a Pumapunku (antiga pirâmide tihuanaco). Valor: 50 Bol. (na Fortaleza Tours - Calle Sagarnaga) + 80 Bol. (taxa de visita). - Chacaltaya + Valle de la Luna: Chacaltaya foi por muito tempo a estação de esqui de maior altitude no mundo, a 5 395 m em relação ao nível do mar.Atualmente, esta estação está desativada devido às mudanças climáticas. . O cenário desse passeio é maravilhoso. Depois de conhecer Chacaltaya, os tours geralmente vão ao Valle de la Luna, que tem uma paisagem árida com formações rochosas pontiagudas de arenito. Gostei bastante do lugar, mas alguns amigos não viram muita graça. Valor: 60 Bol. (na Fortaleza Tours) + 15 Bol. (taxa de Chacaltaya) + 15 Bol. (taxa do Valle). - Downhill pela Estrada da Morte: toda atenção aqui é pouca já que eventualmente algum ciclista morre no passeio! Se vc não tem muito hábito de andar de bicicleta ou não estiver se sentido segura, não se sinta pressionada e não se apresse; vá em seu próprio ritmo. No mais é curtir as paisagens e a adrenalina. Para o passeio, escolhemos a empresa Xtreme Downhill por nos ter oferecido todos os equipamentos de segurança (algumas empresas oferecem só um colete), pelo ótimo atendimento, pela camisa bacana e pelo bom preço. Não nos arrependemos! As bicicletas eram muito boas, estavam bem reguladas e caso alguma apresentasse problema, trocavam-na por outra. O único problema foi cobertura com fotos e apenas dois vídeos, que não foi muito boa. Valor: 350 Bol (bicicleta só com suspensão dianteira) ou 450 Bol. (com suspensão dupla). Detalhe: fizemos com a suspensão dianteira só e foi tranquilo, mas com conforto um pouco menor. Dica: como o equipamento é completo com macacão igual para todos, coloque uma fitinha na bici ou algo para o diferenciar dos demais nas fotos. 32º DIA: LA PAZ – PUERTO SUAREZ – CORUMBÁ – CAMPO GRANDE No sábado, exclusivamente, há opção de voo de La paz a Puerto Suarez com conexão de 5h em Santa Cruz de la Sierra pela T.A.M. Nos outros dias, a opção que nos ofereceram foi um voo a Santa Cruz por 517 Bol. pela empresa Boa, e depois teríamos que fazer o trajeto Santa Cruz – Puerto Quijarro (fronteira) de ônibus (aprox. 150 Bol. e 10 h de viagem) Gastos com transporte e tempos de deslocamentos: - Táxi bairro Sopocachi – aeroporto (40 min): 60 Bol. - Voo La Paz – Puerto Suarez pela T.A.M.: 825 Bol. + 11 Bol. (taxa de embarque) - Táxi Puerto Suarez – fronteira Bolívia/Brasil (25 min): 40 Bol. (chorando, geralmente é 50 Bol.) - Ônibus urbano da fronteira a rodoviária de Corumbá (30 min): R$2,40. Necessário fazer integração em um terminal. - Ônibus empresa Andorinha de Corumbá ao aeroporto de Campo Grande (7h): R$100,50 (tivemos que pegar o executivo; o regular é R$17 mais barato). O ônibus deixa no aeroporto de Campo Grande mesmo. 33º DIA: CAMPO GRANDE – BRASÍLIA Fizemos em voo da Gol. Fim da viagem! =( Gasto total na viagem (excluindo apenas o seguro de viagem): R$4.400,00 – R$4.500,00, em um panorama de desvalorização do real (pegamos cotação média em saque de R$2,34) e também de soles (1U$$ = 2,82S/.).
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