Ir para conteúdo

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''valle''.

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Fóruns

  • Faça perguntas
    • Perguntas Rápidas
    • Perguntas e Respostas & Roteiros
  • Encontre Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Envie e leia Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Encontre companhia, faça perguntas e relate experiências em Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Travessias
  • Tire dúvidas e avalie Equipamentos
    • Equipamentos
  • Outros Fóruns
    • Demais Fóruns
    • Saúde do Viajante
    • Notícias e Eventos

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que contenham...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Ocupação


Próximo Destino

Encontrado 1 registro

  1. Episódio 9 Arequipa, 15 de outubro Acordei cedo... ou melhor, quase nem dormi direito. Fiquei na cama e só levantei às 02:40h para aguardar o ônibus. Preparei um lanche, separei os equipamentos e desci até a portaria. Passou das 3h e nada da van. Somente às 3:49h ela apareceu! Paramos em outros hostels e aí que ficou claro o motivo do atraso. Muitas das vezes, a van chega, avisa na portaria e ficamos esperando o povo levantar e vir para o passeio. Sim, acontece mesmo... povo irresponsável... Mais uma vez na parte da frente e junto à janela, me acomodei na van, bem nova também, e tentei descansar. Até dei umas cochiladas. Chegamos a Chivay, onde fizemos uma parada para tomarmos um café da manhã que estava incluso no passeio. Porém, tudo foi bem racionado e se resumiu a um pouco de suco, um pão e fruta. Este é um pequeno povoado no meio de uma cadeia de montanhas e vulcões, sendo que alguns ainda em atividade. Tomei um chá de folhas de coca para prevenir algum eventual efeito da altitude, o soroche. Não achei sabor algum e, para informação, não é capaz de deixar ninguém drogado (baixíssima concentração de alcalóides). Seguimos viagem e a próxima parada foi em um lugar menor ainda, uma vila chamada Maca. Ali estavam um mercado de artesanato e uma igreja, por sinal muito antiga. A igreja de Sant´Ana de Maca foi construída no século XVIII, porém destruída em um grande terremoto em 1991. Foi reconstruída seguindo as características originais. Em seu interior, altares trabalhados em madeira com aplicações de folhas de ouro. As imagens religiosas são uma mesca do catolicismo com figuras locais (sincretismo religioso). Repare na vestimenta das imagens e também do Cristo, que também ganhou roupas! O lugar não tem janelas, justamente para que a construção seja mais resistente aos terremotos. A iluminação é feita através de um jogo de espelhos, como mostrado na mesma foto. Na feira de artesanato a população expõe os seus produtos aos turistas (porém nem tudo é feito à mão, tem uns produtos chineses no meio). O que chamou mesmo a atenção foi esse belo falcão, que tratei de fotografar. Porém, o dono, vendo o meu interesse, já tratou de pegar a ave e colocar em cima de mim....🤣 Uma das turistas do grupo se ofereceu para me fotografar e, para a minha sorte, ela tinha alguma intimidade com fotografia e captou aquelas que seriam as imagens mais icônicas do passeio! Pense numas garras afiadas desse falcão! Fez uns buracos no meu braço. É claro que depois disso tive que fazer uma contribuição... Putz, pior que tinha só umas moedas (mão de vaca nível hard), mas foi 1,00s de coração (mentira) 🙄🤭 E segue o passeio por entre montanhas e vales. Fomos subindo cada vez mais... A nossa próxima parada foi em um mirante, de onde pudemos contemplar parte do vale do Colca. A curiosidade é que justamente neste vale parte uma nascente que vai ser um dos afluentes do rio Amazonas! Os terraços escavados nas montanhas são os chamados "andenes", onde utilizam para o cultivo de batatas e milho. Por serem raras as planícies nesta altitude, essa técnica milenar permite o aproveitamento de cada centímetro de terreno, mesmo os mais íngremes. E chegamos ao ponto alto do passeio, literalmente falando. O mirante da Cruz del Condor está a 3300m acima do nível do mar! O Valle del Colca é considerado um dos mais profundos do mundo, podendo alcançar até 4160m (duas vezes a profundidade do Grand Canyon). Porém, a grande atração mesmo é o avistamento dos condores, as maiores aves voadoras do mundo. Neste dia o céu estava bem claro e todos estávamos ansiosos pelo primeiro avistamento. Claro que não é nada garantido, mas a expectativa era bem alta. Até que, de repente, surge o primeiro condor: Pense numa correria para fotografá-lo assim que ele pousou nas proximidades... Claro que todos, muito educadamente, se colocaram de modo a não atrapalhar uns aos outros para captar o melhor ângulo... MENTIRAAAAA 🤣 Foi uma baixaria só, um empurra-empurra animalesco 🤪 Passado o frenesi inicial, consegui me posicionar sem ser incomodado e fui tirando as fotos do primeiro condor. Os bichinhos estão tão acostumados que até parecem posar para as câmeras... Algum tempo depois, mais condores foram surgindo! Apareceram 4 condores no total. Desci para o mirante mais ao fundo e fiquei contemplando o espetáculo. Consegui tirar excelentes fotos dessa experiência! Mas, olhando o relógio, vi que o horário de partida estava próximo. Apertei o passo e comecei a subir em velocidade para retornar à van. E olha só como estavam congestionadas as escadas! Dei um jeito de ir subindo por fora e cheguei bem rápido... Aí, deu uma pontada na cabeça... O primeiro sinal de que eu estava abusando do ar rarefeito. Uma breve tontura e já me refiz. Enquanto aguardava os demais passageiros, fui tirando tantas fotos quanto pude, para guardar com carinho todos esses momentos especiais. E os condores vieram até fazer um rasante bem pertinho para se despedirem! Agora embarcados novamente, fomos levados ao almoço lá em Chivay, parando antes em mais um lugar para usarmos os banheiros (pagos) e conhecer umas simpáticas alpacas. Em mais uma parada, fomos convidados a descer de tirolesa ou a nos refrescarmos em umas piscinas termais, tudo pago à parte, claro. Aproveitei o tempo explorando os arrredores. Essa segunda parada foi bem mais demorada, levando uns 90 minutos. Agora sim, paramos para o almoço. O preço de 30 soles o buffet (praticamente 9 dólares na época) não me animou nadinha e é lógico, estava prevenido com os meu lanches. E fiquei caminhando para conhecer os arredores... que não tinha nada de interessante! Chivay tem sítios arqueológicos importantes, porém são distantes do povoado e necessitaria pernoitar para fazer os passeios. Fica a dica! No retorno à Arequipa, paramos no mirador de volcanes a estonteantes 4800m de altitude. Apesar do sol, ventava forte e fazia frio! E assim, encerramos o passeio, chegando em Arequipa já no final da tarde e sob um trânsito dos infernos. Desci na Plaza de Armas e fui caminhando até o Hostel. Estava tão cansado que fui tomar um banho, comer algo, cuidar dos equipamentos usados, garantir o backup do dia e... capotei! Acompanhe o vídeo deste episódio e não seja mão de vaca! Clique para deixar o seu like, compartilhar o vídeo e deixar os seus comentários... E não perca o próximo episódio! Último dia em Arequipa!
×
×
  • Criar Novo...