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  1. Olá, pessoal! Meu primeiro post aqui! Vou pra Cuba em junho de 08 a 20, montei meu roteiro, mas queria saber se ficou bom. Já li que se locomover entre as cidades não é tão simples... Alguém que já foi ou está se programando pra ir? Bora trocar ideias! Meu roteiro está assim: 08/06 - Chegada em Havana 09/06 - Havana 10/06 - 1 dia em Viñales (bate e volta) 11/06 - Havana 12/06 - 1 dia em Cayo Largo (bate e volta) 13/06 - Havana 14/06 - Havana 15/06 - Trinidad 16/06 - Trinidad 17/06 - Varadero 18/06 - Varadero 19/06 - Varadero 20/06 - Varadero - Aeroporto Ainda não reservei hospedagem, aceito sugestões! Alguém indo nessa época?!
  2. 1º e 2º dias – chegada 31/12 e 01/01 Após uma conexão no Panamá – o aeroporto de lá é uma balbúrdia, a Copa Airlines faz praticamente todas as conexões e escalas dos voos entre as Américas e o Caribe lá (mas pra quem curte umas “comprinhas”, tem um baita free shop) – chegamos ao Aeroporto de Havana: Aeroporto Internacional José Marti, cujo nome homenageia o grande patrono da Independência cubana. Arme-se de paciência ao desembarcar: o despacho de malas é lento, e se você trouxe alimentos na bagagem de mão provavelmente vão te mandar pra inspeção sanitária (a inspeção é rápida - eu custei mais a descobrir onde é a inspeção do que o exame em si). Pra quem acha que Cuba é um país atrasado, a primeira surpresa é a possibilidade de fazer câmbio de moedas no ATM. Sim, é isso mesmo: no aeroporto há vários “cajeros automáticos” nos quais você coloca até E400 e o terminal te informa a cotação de conversão em CUCs, conta as suas notas e te disponibiliza o valor equivalente em CUCs – tudo isso após escanear seu passaporte. O sistema dos ATMs só permite no máximo duas trocas de E400, E800 no total (só fui descobrir isso após tentar inutilmente por várias vezes em vários terminais trocar E2000 e ler a mensagem “não foi possível efetuar sua transação”); além desse limite o câmbio é feito numa pequena casa de câmbio logo na saída do aeroporto. 1 CUC é em média um pouco mais do que um dólar estadunidense e um pouco menos que 1 euro. Por 30 CUCs o táxi do aeroporto te leva até Habana Vieja. A melhor coisa que fizemos foi optarmos por ficar em casa de cubanos. Fomos calorosamente recebidos por um simpaticíssimo casal de aposentados; os cubanos são muito acolhedores, falantes e bem humorados (e gozadores também). Já há algum tempo o governo cubano abriu essa possibilidade de renda extra aos locais, mas é tudo superregulado: o preço da hospedagem é fixado em 30 CUCs por dia e o café da manhã (ou desayuno em espanhol) é de 5 CUCs por pessoa. Vale a pena: o desayuno é farto e saudável, dá perfeitamente pra adiar o almoço pro fim da tarde. Como chegamos na virada do ano, sabíamos que estaria tudo fechado. Passamos o réveillon na casa de outro casal de cubanos que chamou vários brasileiros turistas para rompermos o ano juntos – também em Habana Vieja. Aí tomamos conhecimento de uma “divertida” tradição cubana (que explica porque não há festas na rua na virada do ano): o costume de jogar água pela janela das casas à meia noite de 1º de janeiro (para descarregar a “sujeira” do ano que finda). Da varanda da casa onde passamos o réveillon assistimos vários transeuntes ficarem encharcados com essa brincadeira (me lembrou as histórias que escutei e li sobre o antigo entrudo). Como 1º de janeiro também estaria tudo fechado, resolvemos passar o dia na praia. Pegamos o ônibus de turismo na Praça Central (ônibus supermoderno e confortável) até a Praia de Santa Maria – belíssima: água cristalina, morna e sem onda. Por 6 CUCs aluga-se duas espreguiçadeiras e um guarda-sol muito bons. Na volta da praia, paramos para uma “almojanta” às 5 da tarde; depois de andar pela Calle Obispo (um dos pontos mais badalados de Habana Vieja, com muitos bares e lojas) encontramos o restaurante La Caribenha com preços ótimos: lá se pode almoçar um prato bem servido de espaguete por 2 CUCs e saborear um enorme copo de suco de manga natural por 1,5 CUC. Ah, detalhe importante: o padrão em Cuba é que a gorjeta (“propina”, em castelhano) não é cobrada na conta; o cliente dá (se quiser) diretamente ao garçom ou garçonete. 3º dia – 02/01 Na quarta-feira 03/01, já com tudo aberto, iniciamos nosso circuito cultural. Começamos pelo icônico Museu da Revolução (situado no antigo palácio presidencial). Há uma quantidade não muito grande de objetos históricos, mas extremamente significativos (como a boina de Che Guevara e o chapéu de Camilo Cienfuegos em Sierra Maestra, o cachimbo de Che, alguns equipamentos de radiocomunicação da guerrilha e a maca na qual foram transladados os restos mortais de Che da Bolívia para Cuba) e muitas fotos e reproduções de jornais da época. O Museu faz uma cuidadosa reconstituição histórica desde as guerras de independência até a Cuba de hoje; com grande destaque (um andar inteiro) para a Revolução de 1959, mas abordando também as agressões imperialistas (é especialmente tocante o mural sobre o criminoso atentado perpetrado pro agentes a serviço da CIA contra o avião civil da Cubana de Aviacion que resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes) e as realizações e conquistas da Revolução: o fim do analfabetismo, a reforma agrária, o fim da privatização das praias e a sua liberação para o lazer do povo, a nacionalização das empresas de energia e telecomunicações, a universalização da saúde e educação públicas, entre tantas outras. Do Museu da Revolução se passa por dentro para o Memorial Granma – com um impressionante material bélico preservado da época. Dois itens em especial me chamaram a atenção: o PRÓPRIO IATE GRANMA acondicionado num esquife climatizado de metal e vidro (não se pode tocá-lo, mas se pode ver) e um destroço do avião espião estadunidense U2 derrubado por um míssil terra-ar (com um exemplar idêntico do míssil ao lado). Pra quem não conhece a História, o Granma foi o iate que os revolucionários do Movimento 26 de Julho liderados por Fidel Castro compraram no México para retornar a Cuba – 80 guerrilheiros num iate projetado para 20 pessoas; hoje, Granma é o nome do jornal diário editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano. Do Museu da Revolução e Memorial Granma, saímos e fomos ao Museu de Arte Cubana ao lado (aliás, é absolutamente impressionante a quantidade de museus que existe neste país: se bobear, há mais museus em Havana do que no Brasil inteiro - são 63 apenas em Ciudad de La Habana). Quando estivemos lá, estava montada uma exposição temática da arte moderna cubana e sua evolução, desde o período anterior às guerras de independência até os dias de hoje. O ingresso ao Museu de Arte Cubana dá direito de entrada também no Museu de Arte Internacional – este fica ao lado do Parque Central. No Museu Internacional estavam montadas exposições de vários artistas, inclusive um pop art kosovar. Saindo do Museu Internacional demos mais uma caminhada pela Calle Obispo – o point mais agitado de Habana Vieja, lotado de turistas e também de cubanos – e encontramos mais um museu: o Museu dos CDR (Comitês de Defesa da Revolução), organismos do poder popular de bairro. Os CDR foram criados apenas 3 anos após a derrubada de Fulgêncio Batista (são muito anteriores à Assembleia Nacional); quando criados, incorporavam cerca de 50 mil membros: hoje são mais de 8 milhões. 4º dia – 03/01 Hoje nossos dois principais objetivos eram: comprar a passagem para Trinidad e ir à Praça da Revolução. A melhor opção para adquirir passagens de Havana para Trinidad e Cienfuegos é na Interhotéis: uma parceria entre a viação estatal e os hotéis privados, assim se pode comprar o bilhete em qualquer hotel. O problema é que tem que ser com uma certa antecedência: hoje já não tinha passagem para dia 07 pela manhã, segundo a atendente do Hotel Plaza, que conseguiu um táxi coletivo privado – privado, mas regulado pelo Estado e pago antecipadamente no hotel – pelo mesmo preço da viação: 35 CUCs por pessoa (depois soubemos que em outros hotéis havia passagem disponível). Pegamos então o ônibus de tour turístico – uma “jardineira” igualzinha a que circula no Rio, em Madrid ou em Paris: dois andares com superior coberto ou aberto, que se paga 10 CUCs por pessoa e se pode saltar em qualquer das paradas e subir novamente em outro da mesma linha com o mesmo ticket. Descemos na Praça da Revolução – enorme, com os dois painéis em homenagem a Che Guevara e Camilo Cienfuegos nos prédios como que delimitando os limites da praça. Além do visual esplendoroso, o grande “tchan” é o Memorial José Marti, o “Pai da Pátria Cubana”. Marti aqui é tão ou mais reverenciado do que Fidel e Che, até pelo fato de que Marti foi um herói mártir na luta pela independência de Cuba. O Memorial é belíssimo, com dezenas de documentos originais da produção política de Marti (incluindo muitos manuscritos) e num esquife de vidro expostos um revólver e o fuzil utilizados por Marti na guerra. Por 4,50 CUCs se visita o Memorial com direito à subida no Mirante (“mirador” em castelhano) com uma vista ABSOLUTAMENTE ESPETACULAR não só da Praça da Revolução mas de praticamente toda a Havana, e com direito a urubus voando ao seu lado na janela. Dali voltamos ao tour bus e continuamos até a parada do Cemitério , o maior da América Latina e 3º maior do mundo. Parece estranho colocar um cemitério como ponto turístico, mas nos sete quarteirões de área do cemitério há muitas sepulturas que são verdadeiras obras de arte, além de um lindo monumento aos bombeiros. Do Cemitério, pegamos um coletivo cubano - baratíssimo (0,50 cents de peso cubano CUP - que vale 1/25 de CUC), velho e lotadérrimo igualzinho aos ônibus de subúrbio carioca – e fomos à Copélia. A Copélia é uma sorveteria afamada e uma “instituição habanera”: filas enormes para os cubanos que pagam em CUPs e sem fila para os turistas que pagam em CUCs – mas o turista não pode subir ao charmoso salão. Ao lado da Copélia fica o famoso edifício Habana Livre, hoje um hotel da rede Meliá, e no 22º andar (pedindo com jeitinho à recepção eles liberam a subida) há um lounge no meio do andar com janelas panorâmicas para os dois lados. Como Havana tem pouquíssimos prédios altos e o Habana Livre fica no alto de La Rampa, a mais famosa ladeira de Havana, das duas janelas deste lounge se vê praticamente toda a cidade. Em La Rampa, pertinho do Habana Libre está o famoso jazz club cubano La Zorra e El Cuervo. Descendo até o Malecón fica o Hotel Nacional – antigo, histórico e cheio de significados. Um aspecto muito interessante deste bustour é que não se limita às “áreas turísticas” da cidade: como percorre vários bairros, passa por muitas áreas residenciais. Assim, pudemos ver o tipo de moradia predominante no bairro de Vedado: nada muito diferente do subúrbio carioca. 5º dia – 04/01 Hoje foi um dia muito especial: saímos com um grupo de brasileiros ciceroneado pelo camarada Luís Caballero, velho militante revolucionário e uma enciclopédia ambulante de história cubana. Já de cara passamos na Casa del Habano, uma espécie de museu (mais um!) do tabaco no edifício onde funcionou anteriormente a Fábrica de Tabacos Partagás. Fundada em 1845, a Partagás é uma instituição nacional cubana; estatizada desde a Revolução, continua fabricando os melhores charutos do mundo das afamadas marcas Cohiba (a preferida de Fidel Castro), Montecristo, Romeu e Julieta, Robaina e da própria Partagás. Dali passamos pela Praça da Amizade Latino Americana, uma praça cercada por uma grade de metal circular com uma frase de José Marti sobre a amizade dos povos gravada na borda superior. Nesta praça, cada representante de um país da América trouxe uma semente e um pouco de terra para simbolizar a “terra de Latino América” e também foi erguido um bronze de um herói da independência nacional. No caso do Brasil, uma polêmica: o primeiro busto colocado foi o de Tiradentes, mas posteriormente nos anos 1990 o então Prefeito de Santos, o saudoso companheiro Davi Capistrano Filho, trouxe o busto de José Bonifácio: para Davizinho (como era carinhosamente chamado) Tiradentes havia sido um “herói fabricado pelos militares que deram um golpe militar ao proclamarem a República”, e o Patriarca da Independência seria mais efetivamente importante para a Independência do Brasil. Seguindo rumo ao Museu da Revolução, passamos na frente da Associação Cultural Yorubá de Cuba. Cuba, como o Brasil, tem uma enorme população de origem africana em função da escravidão; das religiões de matriz africana, a mais influente em Cuba é a yorubá. Em seguida, circundamos o Teatro Marti, local onde foi escrita a primeira constituição republicana de Cuba. Como já disse, Marti é quase onipresente em Cuba: Luís Caballero nos para na Praça Central em frente à estátua de Marti e nos conta a história do massacre dos estudantes em Cuba pela Coroa Espanhola, os eventos no Hotel com as perseguições lá ocorridas que ficaram conhecidas como as “batalhas café com leite” e o significado de haver 8 jardineiras e 28 palmeiras na Praça Central: as jardineiras homenageiam os 8 estudantes assassinados pela Coroa Espanhola e as 28 palmeiras referem-se ao dia 28, dia de nascimento de José Marti. Circundamos ainda a Escola Nacional de Balé de Cuba antes de retornarmos ao Museu da Revolução e ao Memorial Granma; já havíamos estado lá anteriormente, mas com este guia a visita cresce enormemente de qualidade e de conteúdo. À noite, fomos visitar a Sinagoga de Cuba, a Beit Shalom no bairro de Vedado em Havana. A comunidade judaica em La Isla é bem pequena (cerca de 1.000 pessoas) mas mantém suas tradições culturais e religiosas; a Beit Shalom é da linha não ortodoxa. Além da bela instalação da sinagoga, um mural de fotos me chamou a atenção: nele estavam Fidel e Raul participando de atividades no local. Por este mural de fotos, ficamos sabendo que em 1990 houve o primeiro encontro de Fidel com líderes religiosos (lembremos que, até o início dos anos 80, a Revolução tinha a política de definir o Estado cubano como ateu). Ao lado da sinagoga funciona o Centro Cultural Bertold Bretch. Terminamos a noite tomando mojitos em La Bodeguita Del Medio, um pequeno charmoso e afamado bar em Habana Vieja frequentado por Hemingway (que dizia ser o mojito de La Bodeguita o seu favorito, bem como o dayquiri da Floridita). 6º dia – 05/01 Hoje pela manhã fizemos duas visitas guiadas: O Capitólio e ao Gran Teatro Nacional Alicia Alonso. Os dois prédios são antigos, suntuosos e belíssimos: valem o preço do ingresso (10 CUCs para o Capitólio e 5 CUCs para o Teatro). O Capitólio foi construído no final dos anos 20 do século passado e inspira-se no Capitólio estadunidense, mas a torre é mais alta e é o único Capitólio do mundo que tem jardins internos (um deles com uma estátua instigante representando Lúcifer não como um demônio, mas como um anjo negro rebelde de asas caídas). O Teatro Alicia Alonso é uma das três exceções em Cuba, que tem como política não homenagear pessoas vivas; como Alicia foi a grande responsável pelo enorme desenvolvimento do balé cubano e por anos dirigiu tanto o Balé Nacional de Cuba quanto a Escola de Balé, a Assembleia Nacional de Cuba lhe prestou essa homenagem, não apenas dando-lhe o nome do Teatro mas também colocando em seu interior uma estátua de Alicia dançando. Terminamos o dia assistindo um espetacular show de jazz cubano no La Zorra e El Cuervo (imperdível), com direito a um endiabrado baixista que tocava ao mesmo tempo um baixo de 6 cordas (nunca tinha visto antes), bongô e tumbadora. A entrada custa 10 CUCs de couvert artístico, mas que dá direito a 2 drinques. Uma única observação: vá de calça comprida e casaco, pois o ar condicionado da casa é congelante. 7º dia – 06/01 Nosso grande programa de domingo foi assistir O Lago dos Cisnes no Gran Teatro Nacional Alicia Alonso com o Ballet Nacional de Cuba! Foi uma tremenda sorte nossa: ao irmos ao Teatro na visita guiada percebemos que O Lago dos Cisnes estava em temporada. Perguntamos na bilheteria e havia ingressos para a sessão de domingo! Quem vier a Havana não pode perder esse espetáculo se estiver em cartaz. É “apenas” um dos melhores grupos de balé do mundo dançando a PRIMEIRA COREOGRAFIA ESTRELADA POR ALICIA ALONSO – um primor de técnica e interpretação num teatro belíssimo. Na saída do Teatro, resolvemos jantar num bom restaurante para comemorar o feito. Nossa feliz escolha foi o La Viña de Plata, ao lado da badalada Floridita: ótimo camarão grelhado (o melhor que comemos até agora em Havana) e uma taça de um ótimo vinho Carmenere chileno por um preço absolutamente justo. 8º dia – 07/01 Despedimo-nos de Havana e iniciamos nosso tour pelo interior. Primeira cidade: Cienfuegos. Depois de 3 horas no táxi coletivo – um Peugeot com mais de 15 anos de fabricação em que o velocímetro e o medidor de combustível não funcionavam e não tinha manivela nos vidros traseiros - nós dois e um casal de vietnamitas chegamos a Cienfuegos. O lado positivo é que o Peugeot velho, além de encarar valentemente as 3 horas de estrada, ainda nos deixou na porta de nosso destino: o Hostel De Las Marias. Nos hospedamos num ótimo quarto na casa de Rosa Maria, que mora com sua família, incluindo os pais idosos e uma gracinha de filha pequena. O desayuno segue o padrão de fartura que se anuncia nas casas de cubanos. Saímos para conhecer a pé a cidade – uma graça, com uma arquitetura muito diferente, com um certo estilo de colunas gregas em vários prédios. Procurando um local para almoçar, encontramos um à beira mar tão bonito e charmoso quanto caro e vazio; na segunda paralela já encontramos uma ótima opção por um preço justo no Punta Gorda Grill. Terminamos a tarde com um programa imperdível: música cubana ao vivo no por do sol no castelinho na ponta final de Punta Gorda. Os músicos, além de muito talentosos, são extremamente simpáticos e adoram música brasileira – e se você é músico eles sempre dão a chance de uma canja. Um parênteses: além de conhecerem música brasileira, eles também demonstraram acompanhar a política do Brasil e sabem o que significa a vitória eleitoral de Bolsonaro. O registro que faço agora entre parênteses é que caminhando pela cidade fomos abordados no meio da rua por um rapaz de bicicleta que, muito educadamente, nos perguntou se éramos brasileiros. Ao confirmarmos, ele desatou a falar sobre a eleição do capitão fascista e da retirada dos médicos cubanos do Brasil, mostrando-se indignado com o fim da assistência médica aos brasileiros mais pobres; nos despedimos com ele desejando “que Deus se apiede dos brasileiros”. Nossa percepção é que este entendimento de que Bolsonaro é um fascista aliado de Trump e inimigo de Cuba e dos trabalhadores brasileiros está generalizada em La Isla. 9º dia – 08/01 Nosso segundo e último dia em Cienfuegos serviu para confirmar que 2 dias aqui é suficiente: a cidade é muito bonitinha, mas não tem uma grande quantidade de locais importantes para visitar. Logo pela manhã, andando pelo Centro Histórico deparamo-nos com a sede local do ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fui recebido pelo camarada Reinaldo Suárez responsável pelo espaço, que nos indicou conhecer um trabalho comunitário artístico ali perto de arte e tradições africanas, com uma exposição de belíssimos trabalhos de artistas locais. Dali fomos ao cais e tomamos a barca – uma versão anos 60 e menor da Barca Rio-Niterói (até os salva-vidas de cor laranja dispostos em estrados de madeira presos ao teto são iguais) por 40 minutos até chegar ao Castillo de Aguas, onde fica a Fortaleza, que hoje é um museu da época da dominação espanhola. Além da construção em si e das peças em exibição serem muito interessantes, a vista de cima da fortaleza é um espetáculo à parte. Almoçamos por aqui mesmo no restaurante El Pescado: ambiente rústico com uma linda vista para o mar (lembra os restaurantes à beira dágua de Pedra de Guaratiba) e ótima comida por um preço justo. Ainda pudemos pagar neste restaurante o “táxi barco” deles para voltar direto ao cais de Cienfuegos – 25 CUCs o casal: um pouco salgado mas muito mais agradável. Voltando ao centro histórico de Cienfuegos, ainda encontramos uma simpática feirinha de artesanato com lindas peças. Além de saborear o sorvete da Copélia local, ainda adquirimos um belo retrato de Che Guevara pintado a nanquim pelo talentoso jovem artista Luis Alvarez. Luis viu nosso interesse por um retrato de Fidel do mesmo tipo e nos disse: “termino em uma hora”. Como estávamos já indo pra “casa”, combinamos que ele nos levaria no dia seguinte de manhã para o hostel antes de nossa partida para Trinidad e pagaríamos lá. Acabamos jantando no mesmo Punta Gorda Grill de ontem – nossa intenção inicial era apenas lanchar sanduíches, mas não encontramos nada que nos agradasse por ali. Os pratos são bem servidos e os preços são bons: jantamos uma bela peça de carneiro e uma enorme salada por 20 CUCs, incluindo os sucos de abacaxi (aliás, o abacaxi em Cuba é pequeno e deliciosamente doce). 10º dia – 09/01 Enquanto esperávamos o táxi coletivo que nos levaria a Trinidad, chega o emissário do Luis Alvarez com o retrato de Fidel pronto. Chega o táxi: um Ford Studebaker 1956! O jovem que o dirige faz este percurso todos os dias de segunda a sexta, é o seu trabalho. Pergunto se o carro é original e ele responde sorrindo “não, é um Frankenstein”. Eu já tinha percebido que não era original por que o carro tem banco único na frente mas a alavanca do câmbio não é na direção como nos carros da época. Aí ele me conta que o motor é da Mitsubish e que os freios não são os velhos de lona, e sim modernos de pastilha; o companheiro Luis Caballero já havia nos contado que a maioria dos carrões americanos antigos de Cuba foi sendo mexido e trocado, porque com o bloqueio não havia como conseguir peças de reposição. Também já tínhamos notado que há uma certa quantidade de carros mais novos em Cuba, NENHUM AMERICANO: são basicamente Mitsubish, Huyndai e Peugeot – além de uma boa quantidade de velhos Lada. Fomos no táxi coletivo com mais um casal de italianos e um rapaz espanhol, todos de esquerda: o único que não era um defensor do socialismo era o motorista cubano (o primeiro crítico do regime que encontramos). Mesmo assim, ele reconhece que Cuba é um país muito seguro (ao contrário do restante da América Latina) e que não há uma gritante desigualdade porque “em Cuba não se permite ricos”; mas reclama da moeda nacional (“dinheiro cubano, isso não vale nada”), do alto preço das peças de reposição de automóvel, diz que os habitantes de Havana são mal vistos pelo resto do país e que “os funcionários do Estado em Cuba trabalham mal porque os salários são baixos” (palavras dele – para registrar, até agora não fomos mal atendidos em nenhum serviço estatal). Chegando em Trinidad, tivemos a surpresa de descobrir que pela primeira vez não ficaríamos em uma casa de cubanos, e sim em um hostel propriamente dito, charmosíssimo por sinal. Sobre o centro histórico de Trinidad, só uma frase a dizer: QUE CIDADE LINDA! Tanto pela arquitetura quanto pelo tipo de calçamento, Trinidad lembra demais Paraty do RJ – ganhou com muita justiça o título de Patrimônio da Humanidade. Passamos o dia flanando em Trinidad e terminamos a tarde na Casa de Música, que na verdade é um grupo de bares instalado em uma escadaria. O detalhe charmoso é que o sol se põe exatamente de frente para essa escadaria, que também está num point badalado de outros bares (além de ter o hot spot da internet pública), então no fim da tarde fica cheio. Tomar um mojito assistindo a um bel por do sol e ouvindo música cubana é muito bom. Em nossa caminhada pelo centro histórico de Trinidad, nos deparamos com um cartaz na porta da Igreja Batista contra a constitucionalização do casamento igualitário. É um pouco chocante constatar na prática que numa democracia popular o atraso fundamentalista tenha ainda forte presença política. À noite, fomos à Canchamcharra, um bar com música cubana ao vivo. O bar tem um ambiente supercharmoso, você pode sentar em poltronas ou sofás e o grupo é muito bom. O único alerta é: coma alguma coisa antes de ir, porque lá não tem petiscos, só bebida. O que não foi legal foi o fim da história: como não tinha opção de comida na Canchamcharra procuramos um local para lanchar e optamos por um bar de tapas e lanches. O aspecto do bar é charmoso, mas o serviço foi ruim: o hambúrguer veio em pão de forma; o suco de manga não era natural e o gosto mais parecia de pêssego; pra “fechar com chave de framboesa”, a conta veio com um “opcional” de 2 CUCs (mais de 10%) que nos recusamos a pagar e o troco ainda veio errado. Mas... “faz parte”: até agora, o único pequeno senão da viagem. Uma dica: na mesma rua ficam a Canchamcharra, a filial da Bodeguita Del Medio em Trinidad e a Zelatto – esta é uma sorveteria artesanal com o melhor sorvete que tomei em Cuba (aqui entre nós e assumindo o risco de “cometer uma heresia”, muito melhor do que o da Copelia). 11º dia – 10/01 De manhã o tempo em Trinidad estava nublado, mas acabamos decidindo ir à praia assim mesmo pegando o bustour das 11:00h. O ônibus turístico de dois andares custa 5 CUCs por pessoa ida e volta. Foi ótimo: chegando na belíssima Praia Ancón, o tempo estava aberto. Lá também se aluga boas espreguiçadeiras por 2 CUCs cada. Nosso plano inicial era ficar até o último horário de volta do bustour, 18:00h. Assim, por volta de 13:30h pedimos ao bar da praia 2 sanduíches e dois sucos de manga. O custo acabou ficando salgado: 3 CUCs por um sanduíche misto quente com pepino e tomate até vai, mas 3 CUCs por um copinho de suco de manga (gostoso) mas que tem mais gelo do que suco já é abusivo. Como o sol estava bem forte, decidimos retornar no bustour das 15:30h (depois desse, só às 18:00). 12º dia – 11/01 Na volta de Praia Ancón no dia de ontem já adquirimos na Cubatur o passeio para Cayo Blanco. Os cayos são ilhas pequenas nas proximidades da grande ilha de Cuba. Para chegar à marina de onde sai a escuna é necessário pegar um táxi. Tratamos um taxista para a ida e volta por 16 CUCs (os táxis em Cuba não têm taxímetro, o valor da corrida é negociado antes com o motorista). O carro era outra relíquia: um Citröen 1956 “Chocolate and Pepper” (vermelho e preto)! Obviamente, também era um “Frankenstein”: o motor é de Lada (mas pelo menos nesse o velocímetro funcionava). O passeio custa 50 CUCs por pessoa, incluídos: bebida a bordo da escuna – mais moderna do que as que usamos na Bahia – almoço na ilha (“paella cubana”: arroz misturado com camarão, pedaços de lagosta e de frango, muito saboroso) e snorkel para mergulhar e ver o recife de coral próximo a Cayo Blanco (muito bonito). Um detalhe interessante é que a energia elétrica do restaurante de Cayo Blanco é fornecida por baterias solares. A ilha é bem pequena, dá pra circulá-la toda a pé em menos de meia hora; do lado oposto ao cais e restaurante na ilha está um belo cemitério de corais. Uma nota peculiar: decidimos por Cayo Blanco ao invés de Cayo Iguana porque o tempo de deslocamento é bem menor: são menos de 2 horas de barco para Cayo Blanco e quase 3 horas para Cayo Iguana – mas Cayo Iguana tem o charme especial de ser uma reserva ecológica com muitas iguanas, enquanto a presença deste réptil em Cayo Blanco é mais rara. Já estava sentindo uma pontinha de frustração por não termos encontrado nenhuma iguana... e eis que aparece tranquila e majestosa: foi a festa da criançada e dos turistas. Terminamos a noite em Trinidad num local inusitado para a imagem tradicional de Cuba: um bar temático de Beatles chamado Yesterday, com um show ao vivo de Beatles e rock . A banda é muito boa, toca Beatles com uma pegada mais roqueira, além de várias músicas de outros grupos de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, Roxette e Deep Purple. O guitarrista mais jovem – com uma vestimenta tipicamente grunge – deu um show especial à parte: antes da apresentação começar (com o grupo já no palco) o som ambiente tocava Led Zeppelin e o garoto reproduziu o solo de Jimmy Page em Starway to Heaven nota por nota! 13º dia – 12/01 Decidimos ficar apenas em Trinidad, dando a última volta a pé pelo Centro Histórico. Após andar bastante, paramos para almoçar e decidimos pelo restaurante Plaza Mayor, próximo à praça de mesmo nome: por 10,5 CUCs come-se quanto quiser de um ótimo e sortido bufê, com sobremesa incluída. À noite foi a festa de aniversário da cidade, com um show de apresentações em frente à escadaria. No dia seguinte pela manhã, realizou-se uma cerimônia na praça. Como estávamos já bastante cansados e o show ia começar às 22:00h, nos recolhemos cedo, pois no dia seguinte já iríamos para Santa Clara. 14º dia – 13/01 De manhã pegamos o táxi coletivo para Santa Clara – mais uma “relíquia Frankstein”: um Bel Air 1956 com motor Huynday. O carro pagou para pegar mais um casal de holandeses, sendo que ele falava português e ela inglês. Como o taxista também falava inglês, a viagem foi uma verdadeira babel de conversas em inglês, castelhano, português e holandês. No meio do trajeto demos uma parada num “tienda” de beira de estrada em frente a um belíssimo painel de Che Guevara. Chegamos em Santa Clara e nos instalamos em mais uma acolhedora casa de cubanos. Dali fomos a pé até o Monumento Trem Blindado: o trem que transportava uma guarnição do exército de Fulgêncio Batista e que a coluna de Che descarrilhou e forçou a rendição da tropa batistiana. O detalhe épico é que a coluna de Che contava com apenas 18 homens e guarnição batistiana com mais de 300, mas no fim de dezembro de 58 a moral das tropas do exército de Batista era tão baixa que eles se renderam a Che. Por 1 CUC pode-se visitar a instalação e entrar nos vagões – essa que é a parte legal, pois dentro de cada vagão há uma exposição contando parte da história. Perto dali fica a sede provincial do Partido Comunista Cubano; em frente à sede está a icônica e belíssima estátua de Che Guevara caminhando com um menino no colo. A sede é bem ampla, mas só o saguão é aberto à visitação. Caminhamos para o Parque Vidal, onde está o Hotel Santa Clara Libre, outro ponto cuja tomada foi crucial para a vitória da coluna do Exército Rebelde liderada por Che. No caminho, encontramos uma farmácia como aquela dos velhos tempos, com enormes estantes e balcão de madeira: só faltava estar escrito “Pharmacia” no letreiro. Almoçamos no restaurante Casa do Governador, que apesar do nome pomposo e do aspecto chique tem preços bem razoáveis e ótima comida. No Parque Vidal, pegamos um táxi para visitar a Loma Del Capiro: o ponto mais alto da cidade e cuja tomada representou uma vitória militar muito significativa para o Exército Rebelde. A vista daqui de cima é linda, vê-se toda a Santa Clara. Há um monumento em homenagem ao Comandante Guevara e duas bandeiras, a de Cuba e do M 26/07 – mas na hora que chegamos (fim da tarde) as bandeiras já haviam sido recolhidas. Terminamos a noite assistindo ao Encontro de Trovadores no espaço cultural El Mejunje, idealizado por Miguel Diaz-Canel quando era Secretário do Partido na região de Santa Clara e que é um ponto de encontro da comunidade LGBT. 15º dia – 14/01 Hoje passamos o dia em Cayo Santa Maria; para lá se vai de carro. Não é um programa barato: o táxi cobra 60 CUCs pra levar e trazer; e, como a praia é de um resort, tem que pagar 5 CUCs por pessoa para entrar – o que dá direito a um drink no bar da praia. Apesar de caro, é imperdível: a praia é lindíssima, um típico mar do Caribe de água absolutamente cristalina e calma, e com uma grande quantidade de gaivotas que não se importam em nada com a presença de humanos. Pra variar, o táxi era mais um carrão antigo modificado: um Pontiac 1956 com motor Nissan. Um espetáculo à parte é a explicação de porque se chega lá de carro. É uma impressionante obra da engenharia civil cubana: aqui e em vários cayos da região de Varadero eles construíram estradas por cima do mar, ASSENTADAS EM PEDRAS JOGADAS AO MAR! Para Cayo Santa Maria, são 37 km de estrada COM MAR DOS DOIS LADOS! A história dessas estradas chega a ser lendária. Fidel era apaixonado por caça submarina, e por questões de segurança pessoal ele a praticava quase que clandestinamente nos cayos. Quando Cuba começou a investir no turismo, Fidel teve a ideia visionária de ligar os cayos por estrada sobre o mar. Na época, os ecologistas e ambientalistas criticaram o projeto original, argumentando – e com toda a razão – que um “paredão” de pedra cortando o mar iria interferir no regime das correntes marinhas e prejudicar a circulação dos peixes. O que fizeram então? Fotografaram a região do alto, estudaram as rotas dos cardumes e das correntes marinhas e o “paredão” de pedras tem 37 pontos de interrupção, sobre os quais foram construídas pontes – a maior delas inclusive permite a passagem por baixo de barcos pesqueiros. Almoçamos no restaurante do resort, que também não pratica preços extorsivos. À noite jantamos no restaurante Sabor e Arte em Santa Clara, um ótimo e simpático local frequentado por cubanos com preços no cardápio expressos em CUPs – mas a conversão é muito fácil: é só dividir por 25. Por 10 CUCs se come uma ótima lagosta. 16º dia – 15/01 Nossa despedida de Santa Clara foi uma bela caminhada do Parque Vidal até o Memorial de Che Guevara – são mais de 20 quarteirões. O monumento é encimado por uma enorme e belíssima estátua do Comandante, e tem as partes externa e interna. Do lado de fora, frases de Che e mapas de suas expedições guerrilheiras da coluna que liderou no Movimento 26 de Julho. A parte interna não pode ser fotografada: numa sala tem o Memorial propriamente dito, com uma excelente exposição de fotos, documentos e objetos de Che; na outra sala estão guardados os restos mortais do Comandante – repatriados da Bolívia após décadas – e de seus companheiros mortos das guerrilhas da Bolívia . Além disso, atrás há um outro pequeno cemitério dos guerrilheiros de Sierra Maestra da coluna liderada por Che, ainda com várias lápides sem nome (aguardando pelos companheiros ainda vivos). 17º dia – 16/01 Saímos cedo para pegar o ônibus da Via Azul no terminal de Santa Clara rumo ao nosso penúltimo destino: Varadero. Confesso que o aspecto externo do busão era bem cacarecado e dava uma certa preocupação, mas internamente o ônibus era bem razoável e chegamos em Varadero com tranquilidade, após 2 horas e meia de estrada. Também em Varadero optamos por ficar em casa de cubanos, e novamente fomos super bem atendidos e alojados por uma família simpaticíssima. Se Havana Velha parece a Lapa/Santa Teresa, Trinidad lembra demais Paraty e Cuba em geral parece o subúrbio carioca, Varadero é o Recreio dos Bandeirantes do Rio: um balneário supermoderno com praias lindíssimas, mas extremamente americanizado e formatado para turistas. Varadero na verdade é uma compridíssima e estreita restinga: uma faixa de terra que avança pelo mar por mais de 30 km, mas que só tem 300m de largura – então tem “mar dos dois lados”. Do lado “direito” de quem entra em Varadero por Matanzas é litoral de pedras; as praias – e os resorts – estão todas do lado “esquerdo”. Em Varadero praticamente a única (e ótima) coisa a fazer é curtir praia: linda, com água azulada e cristalina – só que nestes dias não está a “piscina” tradicional, em função dos ventos mais fortes e do tempo mais instável (chegou a ter bandeira vermelha antes de nós chegarmos). Uma observação: neste período de janeiro (que é inverno no Hemisfério Norte) se o sol se esconde atrás das nuvens sente-se frio na praia, porque o vento é constante. Outra coisa: nos restaurantes, nem sempre boa apresentação visual significa boa comida. Almoçamos num restaurante simpático da 1ª Avenida, mas o camarão estava “burocrático”. À noite, entretanto, a coisa foi diferente – para melhor. Marcamos de jantar com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Casa de Al, que é a antiga casa de Al Capone em Cuba (na qual ele guardava a bebida que comercializava ilegalmente durante a Lei Seca). O restaurante é um charme, a comida é muito boa, tem uma ótima carta de vinhos e os preços não são extorsivos. No verão, o charme adicional é almoçar no terraço de vista para a praia, mas no inverno à noite fica impossível: aí é no ambiente interno mesmo. 18º dia – 17/01 Por volta das 07:00h da manhã fomos acordados pelo barulho da chuva. Pensamos de cara: “e agora? Balneário com chuva é um baita tédio”... voltamos a dormir e, grata surpresa: às 10:00h já estava um lindo dia de sol. A dona da casa nos explicou que por aqui é assim mesmo: quando chove é chuva rápida e logo o tempo abre. Após o ótimo desayuno padrão casa de cubanos, fomos novamente à praia, mas desta vez mais longe de “casa”: no resort Be Live Experience. Em Varadero os resorts estão à beira das praias mas o acesso à areia é livre e franqueado: a única diferença é que, se você não está hospedado no hotel, paga pelo uso das espreguiçadeiras e pela bebida que consumir. Como havia chovido pela manhã o mar estava mais mexido e com muitas algas, mas a praia continua sendo belíssima. Desta vez demos sorte no almoço: um pequeno e charmoso restaurante na Calle 47 com um ótimo camarão empanado e um serviço muito atencioso. Detalhe curioso é que, pela primeira vez em Cuba, encontramos um local que vendesse Coca Cola (ainda que embalada no México). 18º dia – 19/01 Varadero é realmente o “Recreio dos Bandeirantes” de Cuba: sofisticado e americanizado, mas também tem seu lado bucólico – várias casas por aqui criam galinhas, e de madrugada escutamos o galo cantar (nem me lembro mais quando foi a última vez que escutei galo cantar no Rio). Após o desayuno, saímos para ir à Cueva del Saturno, uma gruta com água doce e formações rochosas submersas. Combinamos com o taxista de pagar 40 CUCs e ele nos aguardar lá para a volta, pois a gruta fica praticamente fora de Varadero, na divisa com Matanzas a cerca de 20 km do centro de Varadero. O lugar é lindíssimo: a gruta fica 20m abaixo do nível do mar e tem profundidade embaixo da água doce (absolutamente cristalina) que varia de 1m a 22m. A entrada para a Cueva del Saturno custa 5 CUCs, e por mais 1 CUC aluga colete salva-vidas opcional – pra quem não é exímio nadador (como nós) é absolutamente recomendável. O local não tem snorkel para alugar; quem curte mergulhar vale a pena levar pelo menos os óculos de mergulho. Eu não senti falta: a água é tão cristalina e transparente que flutuando no meio da gruta dá perfeitamente pra ver o fundo 22m abaixo – a sensação é que está voando por sobre um abismo rochoso. Dali voltamos à praia e decidimos fazer o passeio de catamaran pelas águas de Varadero: 30 CUCs por 1 hora para duas pessoas. Hoje o sol estava totalmente aberto e o mar bastante calmo, então pudemos aproveitar ao máximo o passeio. Mergulhar nas águas azuis do Caribe a alguns quilômetros da praia foi especial, e o passeio todo é muito bonito. Na hora que bateu a fome, fomos ao restaurante mais próximo de onde estávamos: La Bodeguita Del Medio de Varadero. Um camarão ao ajillo muito bom, ótimos sucos naturais de abacaxi e melancia e, pra fechar, um delicioso mojito. Agora que já tomei mojito por todos os lugares onde estive em Cuba, posso garantir que Hemingway tinha toda a razão: o melhor mojito de Cuba é em La Bodeguita Del Medio. Mais praia até quase o fim da tarde, um descanso e o lanche da noite: ótimos e enormes hambuguers (“hamburguesas” em espanhol) no simpático snack bar Vernissage, ao lado de “casa”. Aqui também encontramos Coca Cola mexicana; cubanos mais ortodoxos costumam dizer que “Varadero no es Cuba” – pelo jeito não deve ser mesmo, pois “l’áqua nera del imperialismo ianque” não se acha em nenhum outro lugar de La Isla. 19º dia – 20/01 Nosso dia de despedida de Varadero: desayuno cubano, deixar as malas arrumadas na casa, liberar o quarto para os próximos hóspedes – e passear até o horário do ônibus de volta para Havana. Resolvemos pegar o bustour e fazer o passeio turístico por Varadero. Definitivamente, “Varadero nos es Cuba”: a parte em que nos hospedamos (os primeiros quilômetros mais ao sul da restinga) são o Recreio dos Bandeirantes carioca; já a parte dos maiores resorts, mais ao norte até a ponta, é uma Cancun. As praias são belíssimas e os resorts superluxuosos, nada a ver com a Isla que conhecemos e passamos a amar tanto. Fizemos algumas compras no centro comercial mais badalado da área dos resorts e, na volta, decidimos almoçar no Casa de Al: estava um belo dia de sol, daria para almoçar na varanda com vista para o mar. O único pequeno contratempo foi que saltamos do bustour e, pela indicação que nos deram, seriam 5 quadras mais à frente – mas eram mais de 10 quadras, foi uma caminhada grande. Mas compensadora: o camarão continuava delicioso, agora curtimos a vista para o mar deslumbrante e ainda tivemos música ao vivo com um ótimo grupo musical que ainda atendeu a nossos pedidos de tocar “Hasta Siempre, Comandante”, “Guantanamera” e “Iolanda”. Dali foi pegar um táxi, descansar um pouco e pegar o ônibus da Via Azul pra Havana – desta ver um carro bem melhor, mais moderno e confortável. Em 3 horas estávamos em La Habana, de volta à casa da mesma maravilhosa família que nos acolheu no início da viagem. 20º dia – 21/01 No primeiro dia de manhã de volta à Havana, fomos visitar nossos novos amigos cubanos Luis Caballero e Isabel Suarez e encontramos com a companheira Maria Leite, brasileira velha amiga do casal e grande amiga de Cuba. Queríamos ir ao Museu da Alfabetização mas descobrimos que estava fechado porque funciona dentro de uma instituição escolar. Por uma daquelas ótimas coincidências do destino, Maria já tinha agendado de ir ao Museu da Alfabetização no dia seguinte – combinamos de ir juntos. Dali fomos a pé até o Mercado San José, grande concentração de lojas de artesanato e lembranças – mais uma dica errada de distância: nos disseram que ficava na Avenida do Porto 5 quarteirões depois da esquina com Obispo, mas na verdade são mais de 10 quadras de distância. Fizemos algumas compras e voltamos para almoçar. À noite combinamos com os amigos Maria, Isabel e Luís de jantar no restaurante Deliriu’s: MARAVILHOSO! Lindíssimo, ambiente chique, ótima comida e preços não extorsivos – e ainda fomos brindados com uma espetacular apresentação de jovens cantores líricos. Esse restaurante eu recomendo MUITO. 21º dia – 22/01 Encontramos com a companheira Maria Isabel e fomos visitar o Museu da Alfabetização. Nos recebe na porta do museu uma senhorinha meio aborrecida porque estava faltando luz, vestida de jeito super simples: camiseta, calça tipo leggin e sandália de dedo – era a Diretora do Museu, Doutora em Educação. Conseguimos convencê-la a nos mostrar o Museu mesmo sem luz, só com a iluminação natural das janelas, pois íamos viajar no dia seguinte – e foi a visita mais emocionante que fizemos. O relato de um país pobre que mobilizou dezenas de milhares de voluntários e em um ano de campanha erradicou o analfabetismo é uma coisa impressionante - especialmente quando ficamos sabendo que 40 voluntários de alfabetização morreram durante a campanha, 11 ASSASSINADOS PELOS CONTRARREVOLUCIONÁRIOS ORGANIZADOS E FINANCIADOS PELA CIA (o primeiro “mártir” da alfabetização deu nome às Brigadas do Exército de Alfabetizadores: Brigadas Conrado Benitez). Não dá pra reproduzir aqui mais de 1 hora de palestra da Dra Luisa, mas dá pra comentar um pouco sobre três coisas: 1) no ato de comemoração do fim da campanha e da declaração da erradicação do analfabetismo em Cuba, os destacamentos dos “exércitos de alfabetizadores” (todos voluntários) exibiam faixas dizendo : Fidel, diga-nos agora o que fazer” (pois AQUELA “missão dada” já era “missão cumprida”). Fidel respondeu no ato: ESTUDEM! O programa de alfabetização passou a charmar-se “Sim, nós podemos” e foi “exportado” para vários países e regiões ( Dra Luísa nos relatou a experiência dela como monitora do repasse do programa em um Estado do México); a continuação dos estudos passou a ser chamada “Sim, nós podemos prosseguir”; 2) a “exportação” do programa “Sim, Nós Podemos” sempre respeitou as peculiaridades locais de cada país; por exemplo, no Haiti a alfabetização foi em criollo e não em francês; na Bolívia, além do espanhol, também em quíchua e almanara (as duas maiores línguas indígenas de lá); 3) o Museu da Alfabetização é situado em uma enorme área que na ditadura de Batista era o maior quartel militar, o Quartel Colônia – e tinha inclusive uma residência oficial do tirano. Na revolução o quartel foi transformado em escola: as residências dos soldados e oficiais foram transformadas em escolas, e hoje lá existe desde escola primária até a Faculdade de Pedagogia. À tarde demos mais uma descansada e arrumamos as malas, porque na manhã do dia seguinte já era hora de embarcar de volta ao Brasil. Mas não pudemos deixar de retribuir toda a hospitalidade e carinho da maravilhosa família que nos acolheu em Havana: convidamo-nos para jantar conosco novamente no Deliriu’s – e novamente a qualidade da comida, o requinte e beleza do local e o preço justo tornaram a noite muito agradável. O dia seguinte foi de dizer “Até breve, Cuba”: amamos esta Ilha e voltaremos muitas vezes, com toda a certeza!
  3. Olá pessoal! Fui com duas amigas para mais um mochilão e o destino escolhido dessa vez foi a incrível Cuba. Ficamos quase 18 dias lá e só posso dizer que Cuba é uma país único e valeu muito a pena conhecê-la. Fui para Cuba com 3 amigas e ficamos do dia 15/12 a 03/01, no caso só eu e a Camila, pois a Ana chegou dia 16/12 e foi embora dia 02/01. Nosso roteiro ficou da seguinte forma: 15/dez Havana 16/dez Havana 17/dez Havana - Playa Giron 18/dez Playa Giron-Cienfuegos 19/dez Cienfuegos 20/dez Cienfuegos-Trinidad 21/dez Trinidad 22/dez Trinidad 23/dez Trinidad - Santa Clara - Remédios 24/dez Remédios - Cayo las Brujas 25/dez Remédios - Cayo Sta Maria 26/dez Remédios - Varadeiro 27/dez Varadeiro 28/dez Cayo Largo 29/dez Cayo Largo - Havana 30/dez Havana 31/dez Havana 01/jan Havana 02/jan Havana 03/jan Havana - Lima 04/jan Lima - São Paulo Pagamos na passagem da LATAM R$2500 com taxas e com escala em Lima. Na ida foram apenas 2 horas e na volta quase 15 horas, então optamos em pegar um hostel próximo ao aeroporto para dormir. Alguma dicas importantes: - Leve sempre papel higiênico para onde for. Há nas casas/hotéis, mas em restaurantes e bares é bem difícil; - Levamos 1200EUR e pelo que pesquisamos era a melhor opção, mas chegando em Havana vimos que o dólar canadense estava melhor cotado até que a libra; - Cuba é um país extremamente seguro, apesar do grande assédio dos cubanos principalmente com mulheres; - A comida é bem parecida com a nossa, com arroz, feijão, salada, sucos naturais e frutas. Não tive nenhum problema quanto a isso; - Tente sempre viajar de uma cidade a outra por meio de táxis. Compensa bem mais que ir de ônibus. 15/12 - SP - Havana Nosso voo chegou em Havana por volta das 18:30. O aeroporto é uma loucura de desorganizado e quente. Tem tanta gente transportando "muambas"de um lado para o outro que o ar condicionado não deve fazer efeito. Esperamos nossas mochilas por quase uma hora. Trocamos 60EUR e a cotação não estava muito boa 1EUR x 1,015CUC. Pegamos um taxi até a casa do Oscar, que estava nos esperando em frente. Super recomendo essa casa, pois é bem localizada, com ótimo café da manhã, preço justo e pela atenção do Oscar e da senhora que trabalha lá. Fomos jantar no restaurante Nardos, que é maravilhoso, e depois voltamos para casa para descansar. Taxi aeroporto ao Centro Havana - 30CUC (dividido em 2) Restaurante Los Nardos (entrada, camarão e uma jarra de piña colada) 15CUC 2 diárias - 22,50CUC 2 café da manhã - 6CUC 16/12 - Havana Nesse dia tínhamos que esperar nossa amiga Ana chegar. Fomos a casa de câmbio lá perto e tinha uma fila enorme. A cotação ainda estava ruim 1,007CUC e depois pegamos um taxi coletivo até a Via Azul para tentar comprar a passagem até a Playa Giron. Ficamos uma hora na fila e naquele caos e não havia mais passagem disponível para os próximos dois dias. Em frente ao terminal, ficam vários taxistas e combinamos com ele de nos levar até lá! Foi a melhor coisa que fizemos, pois ele nos buscou em casa e nos deixou na outra casa. Taxi coletivo idade e volta - 1CUC Almoço na cafeteria ao lado do terminal (agua, cerveja e spaghetti)- 7CUC 1 cerveja Presidente (recomendo) enquanto esperávamos a Ana - 2CUC Jantar (pizza e refrigerante) - 7CUC 17/12 - Playa Giron O motorista estava em frente a casa uns 15 minutos antes do horário combinado e foi a nossa primeira experiência em um carro antigo. Adoramos! A viagem foi tranquila e levou umas 2 horas. A casa escolhida foi da Ivette & Ronel e super recomendo. O pessoal que trabalha lá é super prestativo e a Ivette uma fofa! Fomos ao museu Giron, onde é possível conhecer a história da batalha contra os mercenários e o importante papel de Che em Cuba. Aproveitamos e fechamos um taxi a Cienfuegos para o dia seguinte. Taxi a Playa Giron - 90CUC (dividido em 3) Almoço (frango e suco) - 8CUC Entrada museu Giron - 2CUC 1 diaria na casa + janta (lagosta) + café da manhã + 2 cervejas + 1 agua - 35CUC 18/12 - Playa Giron- Cienfuegos Tomamos café na casa e pegamos o transporte gratuito que passa na frente da casa rumo a Punta Perdiz. Conseguimos esse transporte porque o Ronel é instrutor de mergulho e trabalha em Punta. Ficamos até meio dia na praia, que e maravilhosa e depois voltamos para casa, pois iríamos a Cienfuegos ainda. O taxi chegou uns 20 minutos antes do horário combinado e era mais um carrão antigo! A viagem até Cienfuegos durou umas 2 horas. Chegando lá fomos conhecer a cidade e andamos até Punta Gorda. Cerveja - 1CUC Ônibus volta Punta Perdiz a casa - 1CUC Taxi Giron a Cienfuegos - 40CUC (dividido em 3) 2 diárias + 2 café da manhã + 1 cerveja - 28CUC 1 cerveja + 1 piña colada - 6CUC 19/12 - Cienfuegos Há muitas coisas para fazer ao redor da cidade e optamos por conhecer a praia Rancho Luna. Pegamos o guagua (transporte local deles) e parecíamos sardinhas enlatadas de tão cheio. Valeu a experiência! hehe Almoçamos num restaurante que tem ali na praia mesmo e depois pegamos um taxi até o ferry boat que nos deixou próximo a casa onde estávamos. É legal pegar esse ferry para admirar toda a baía. A noite andamos mais pela cidade, que é uma gracinha! Guagua ao Rancho Luna - 1CUC Agua - 1CUC Almoço (peixe e suco) - 9CUC Ferry boat - 1CUC 20/12 - Trinidad O taxi passou na casa na hora combinada e partimos a Trinidad. A cidade e muito parecida com Paraty, com as ruas de paralelepípedo e muito turista. Ficamos na casa Sur e não recomendo. Chegamos lá o quarto ainda não estava pronto café da manhã bem fraquinho e a dona nunca estava lá, mas pelo menos era bem localizada. Nesse dia aproveitamos para andar pela cidade e conectar a internet. As praças que possuem o ponto de wi-fi sempre são super lotadas e a conexão fica bem lenta. Descobrimos um ótimo lugar que vendia mini pizza e que era frequentado pelos cubanos. Fomos lá todos os dias! Jantamos no restaurante La Taberna e super recomendo. Há ótimas opções de pratos, lanches, pizzas a um preço muito bom e tudo delicioso. Taxi Cienfuegos a Trinidad - 35CUC (dividido em 3) Mini Pizza - 0,30CUC Agua + cerveja + sorvete - 3,10CUC Jantar (spaghetti + refri) - 6CUC Cartão de internet 5 horas - 7,50CUC 3 diárias Casa Sur - 30CUC 1 café da manhã - 5CUC 21/12 - Trinidad Hoje foi dia de praia. Pegamos um taxi conversível até a Playa Ancon e passamos o dia lá. A praia é uma delícia e a mais próxima da cidade, então todos vão para lá, mas mesmo assim não estava tão cheia. Alugamos espreguiçadeiras e ficamos de boa curtindo a praia. A noite fomos conhecer a tal balada na caverna. Fomos caminhando até lá e na verdade apenas o teto era de caverna. Foi divertido, pois bebemos cuba libre e tava cheio de turistas e alguns nativos, que queriam nos puxar para dançar. Taxi ida e volta a Playa Ancon - 16CUC (divido em 3) Espreguiçadeira - 2CUC Cerveja - 2CUC Sorvete - 1,75CUC Entrada balada - 5CUC Bebidas - 12CUC 22/12 - Trinidad Optamos em fazer os passeios ao redor da cidade pois estávamos economizando para Cayo Largo e não nos interessamos por nenhum. Fomos novamente a Playa Ancon só relaxando e depois ficamos pela cidade mesmo. A noite fomos em um restaurante horrível, onde o atendimento era demorado e a comida sem graça. Ele se chama Sabor Tropical. Café da manhã (baguete com queijo, suco e agua) - 5,65CUC Mini pizza + refrigerante - 0,85CUC Sorvete + agua + salgadinho - 4,65CUC Jantar (spaguethi) - 8CUC 23/12 - Santa Clara - Remédios Incluímos Remédios no roteiro por conta da festa típica que acontece na cidade no dia 24/12 chamada Parrandas. Devido a morte de Fidel em novembro de 2016, a festa foi adiada para o dia 07/01/17, porém fui avisada quando já estava em Cuba e não tinha mais tempo para remanejar o roteiro o optamos por deixá-la. Saíamos de Trinidad de manhã e no caminho paramos em Santa Clara, cidade onde há o monumento de Che e o museu. A entrada é gratuita e e necessário guardar as coisa no guarda-volumes. Vale a pena essa parada lá! Seguimos a Remédios e nos hospedamos na casa da Dona Ada. Ela é incrível e mantínhamos contato desde quando estava no Brasil. Na verdade não encontrei a casa dela cadastrada nos sites e foi recomendação de uma outra senhora que já estava com a casa cheia. Nesse dia caminhamos pela cidade e almoçamos num restaurante/cafeteria horrível chamado Louvre. Minhas amigas comeram hambúrguer em que a carne estava cheia de nervos, fora a demora! Café da manhã (pão com queijo e suco de manga) - 2,50CUC Taxi de Trinidad a Santa Clara e Remédios - 25CUC (por pessoa) Água museu - 1CUC 3 diárias casa Ada - 30CUC Almoço (espaguete + refri) - 3,50CUC Lembrancinhas - 11CUC Janta (frango, suco e refri) - 7CUC 24/12 - Cayo las Brujas (Remédios) Fechamos o taxi com o marido da D. Ada e ele nos levou até Cayo Las Brujas em seu lindo Ford 1928. O trajeto leva mais ou menos uma hora e precisa pagar para entrar, pois ficamos nas dependências de um hotel e é possível consumir parte da entrada no restaurante. A praia é bonita, mas o mar estava muito agitado e ventava bastante. Almoçamos no restaurante e infelizmente vinha pouca comida! Estávamos acostumadas com a fartura dos outros restaurantes! hehehe o marido da D. Ada nos buscou lá no fim da tarde e jantamos na casa deles nessa noite. Café da manhã na casa - 4CUC Taxi ida e volta Cayo las Brujas - 30CUC (dividido em 3) Entrada praia - 15CUC (consuma 12CUC) Jantar na casa (uma fartura com frano, porco, salada, bolinho e pudim) - 10CUC 25/12 - Playa La Terraza (Remédios) Choveu a madrugada inteira e amanheceu chovendo muito. Ficamos na duvida se iríamos a praia ou não, pois era distante de lá e resolvemos arriscar. Dessa vez fomos em outra praia. O marido da D. Ada explicou que era um empreendimento novo e que ainda não havia nome e todos chamavam de La Terraza. Pagamos 5CUC por pessoa para entrar o que nos dava direito a um drink e as espreguiçadeiras. As dependências de lá eram ótimas com restaurante, cafeteria, lojinhas e uma slão de jogos com pista de boliche e mesa de bilhar. Gostamos bastante dessa praia! Passamos o dia lá e depois o marido da D. Ada foi nos buscar. Jantamos na cidade e depois ficamos sentadas na praça onde tudo acontece! Taxi ida e volta a Playa la Terraza - 30CUC (dividido em 3) Entrada praia - 5CUC Almoço (frango, fritas, banana frita e refri) - 10CUC Água - 1CUC 1 hora de bilhar - 5CUC (dividido em 3) Jantar (camarão e refri) - 8,50CUC 26/12 - Varadero Dia de se despedir da família maravilhosa da Ada e partir para Varadero. A viagem até lá durou cerca de 4 horas, onde o taxista supostamente levou a amante e a filha dela! hahaha a menina foi o caminho inteiro brincando com a Camis e a Ana no banco de trás enquanto fui na frente com o "casal". Ficamos na casa Mercy e super recomendo, pois é uma casa só para nós com cozinha e sala. A dona é muito gente boa (não lembro o nome dela) só a localização não era muito boa e ficava um pouco longe do "centro". Varadero não tem a cara de Cuba! Pelo menos foi o que achamos, pois é tudo tão moderninho lá que acaba perdendo o pouco do charme, mas gostamos bastante da praia. Achei que a água seria ok, mas estava mais bonita que muitas outras que fomos. Procuramos um lugar para almoçar e encontramos um restaurante simples. Eu pedi o meu frango de sempre e as meninas uma carne de porco recheada com presunto e queijo, que diga-se de passagem não estava com uma cara muito boa. Fomos na Cubatur e fechamos um pacote para Cayo Largo com uma diária, que era nossa vontade desde o Brasil mas estava difícil conseguir informações. Passamos no mercado e compramos coisas para o café da manhã e janta, já que estávamos pobres por conta de Cayo Largo. A cena engraçada ficou por conta do cara que vendia pão e passava de bicicleta apitando. Estava no banheiro e minhas amigam entendem pouco de espanhol e a dona da casa começou a falar rápido com elas e óbvio que não entenderam nada. Fui lá pra fora e cada uma tava numa ponta da rua esperando o moço do pão. De repente ele apareceu do outro lado e saímos correndo. Ele pegou 6 pães (parecia de hambúrguer) e nos entregou nas nossas mãos. heheh Taxi Remédios a Varadero - 30CUC (por pessoa) Almoço (frango frito)- 4CUC Mercado (queijo, macarrão, molho, atum e refri) - 14CUC (dividido em 3) 6 pães - 1CUC Pacote Cayo Largo 1 diária (all inclusive) - 280CUC 27/12 - Varadero Estava previsto para ficar mais dois dias em Varadero, mas devido a Cayo Largo alteramos com a dona da casa e foi sem problemas. Aproveitamos o dia para curtir a ótima praia ali pertinho. Aí começou o pesadelo da Ana e começou a passar mal, vomitando e com diarreia, bem na véspera de Cayo Largo. Temos quase certeza que foi aquela carne de porco estranha que não caiu bem. Elas também não se adaptaram a água de garrafa de lá e mal bebiam. A noite a Ana tinha melhorado um pouco e fomos caminhando (uns 35 minutos) até o ponto de wi-fi e ficamos um tempo por lá, mas a Ana começou a se sentir mal e voltamos para casa até porque o voo para Cayo Largo era super cedo. 2 águas e 1 refri - 2,55CUC 4 pães - 0,50CUC Cartão internet (1 hora) - 2CUC Taxi volta ponto de wi-fi (calle 54) - 5CUC (dividido em 3) 28/12 - Cayo Largo Saímos cedinho ao ponto de encontro onde o ônibus nos encontraria e nos deixaria no aeroporto. O voo saiu por volta das 9:00 e leva uns 45 minutos até Cayo Largo. Ficamos hospedadas no Hotel Iberostar Playa Blanca e não gostei muito. A comida era ruim, o pessoal da recepção bem perdidos e a piscina parecia que tava descolando do chão. Chegamos lá e conseguimos aproveitar o café da manhã e depois fomos a tão famosa Playa Sirena. Confesso que a minha expectativa x realidade estava altíssima e acabei me decepcionando um pouco. As fotos ficaram lindas, mas dentro do mar não era nada demais. Acho que é porque conheço San Blás e San Andrés e meu nível de exigência aumenta um pouco, mas para quem nunca foi nesses lugares vai adorar. Ficamos lá até umas 15:00 e voltamos para o hotel de ônibus. A noite eu e Camis assistimos algumas apresentações que estavam acontecendo no hotel e a Ana um pouco melhor, foi dormir. Gorjeta ao carregador do hotel - 2CUC Cartão internet (1 hora) - 1CUC 29/12 - Cayo Largo - Havana Aproveitamos esse dia para desfrutar das dependências do hotel, já que não achamos a Playa Sirena tão espetacular assim. Ficamos na piscina e tomamos muita piña colada e almoçamos por lá. Para almoçar no restaurante mais legalzinho somente com reserva no dia anterior e almoçamos no self-service em que a comida era bem ruinzinha. Fizemos o check-out por volta do meio dia e deixamos nossos mochilões na recepção e continuamos aproveitando o hotel e depois eles nos cederam um quarto para tomar banho. Esperamos o ônibus nos buscar por quase uma hora e o rapaz da recepção ligou para eles e simplesmente esqueceram de nos buscar. Que beleza! Eles passaram em menos de 10 minutos e nos deixaram no aeroporto. O voo de volto teve muito mais turbulência do que na ida. Chegamos em Varadero por volta das 18:30 e havíamos combinado com um taxista para nos buscar as 19:30 pelo preço de 80CUC. Esperamos até o horário e nada dele aparecer! Tentamos pegar um táxi, mas estavam todos cheios e fui negociar uma van que estava indo a Havana. O motorista disse que cobraria 30CUC por pessoa e achei caro. Nisso a Ana estava negociando com outro cara e ele cobrou 20CUC por pessoa, mas era com a mesma van que negociei. Achei estranho, mas fomos! Havia umas 11 pessoas desconfortáveis na van e a viagem deve ter durado quase 3 horas (não me lembro). Na hora de deixar as pessoas, percebi que estava acontecendo algo em relação ao pagamento e tinha certeza que o cara estava cobrando 30CUC e não 20CUC. Agora vem a confusão! Ele nos deixou na casa do Oscar e pagamos 60CUC pelas 3 e ele disse que era 90CUC e que ele havia me falado esse preço. Ele me falou e eu não concordei e outro cara falou para Ana que era 20CUC e por isso fui com ele. O motorista e a Ana começaram a discutir e ele ameaçou chamar a polícia e ela disse que ele poderia chamar. A viatura chegou em menos de 10 minutos e ele contou a sua versão a eles e nós contamos a nossa. O engraçado é que havia um casal de poloneses e ele cobrou 20CUC de cada. Por que?? Só Deus e o motorista que sabem! Ficamos ali discutindo por pelo menos 20 minutos e fomos a atração da rua do centro de Havana! Após muita discussão, chegamos a um acordo! Eu e a Camis pagaríamos 30CUC e a Ana 20CUC. Que confusão! E ainda perdemos a oportunidade de ir a delegacia de Havana! hahaha Cartão internet (1 hora) - 2CUC Van zoada de Varadero a Havana - 30CUC 30/12 - Havana Agora sim teríamos tempo para conhecer Havana! Como estávamos no centro dela, conhecemos grande parte da cidade caminhando. Fomos até o Museu da Revolução e ficamos um bom tempinho conhecendo mais sobre sua história e a importância dela aos cubanos. Depois caminhamos pela Havana Vieja e achamos um restaurante legalzinho pra almoçar e para alegria da Ana, havia água importada e ela conseguiu beber! 5 diárias - 50CUC Café da manhã na casa - 3CUC Museu da Revolução - 8CUC Almoço - 10CUC Mini pizza - 0,50CUC Sorvete - 0,30CUC Jantar - 10CUC 31/12 - Havana Nosso objetivo era conhecer o museu do rum, mas ele estava fechado devido ao ano novo e ficamos no Havana Club ao lado assistindo as apresentações. Depois caminhamos mais um pouco e descobrimos um bar/restaurante que servia torre de chopp. Óbvio que paramos e tomamos uma, pois fazia muito calor nesse dia. Andamos bastante pela Orla de Havana (Vedado) e fomos até a famosa sorveteria Copélia, que ao meu ver, não é nada demais. Descobrimos um lugar ali próximo que vendia cachorro quente a 0,50CUC e foi o nosso almoço do dia. Antes de voltar para casa, decidimos jantar, pois a maioria dos restaurantes fechariam para a "ceia" e era preço fechado por no mínimo 50CUC. Comemos um camarão e depois voltamos para casa. Por volta das 23:00 saímos para procurar algum bar para passar a virada mas a maioria estava cobrando o preço fechado. Encontramos um que não cobrava e havia lugares ainda. Pedimos uma garrafa de vinho e não comemos nada. Quando o relógio marcou meia-noite, todos se levantaram para os cumprimentos e aguardávamos alguns fogos, quando de repente ouvimos um grande estrondo ecoando e eram tiros de canhão!!!! OMG! Uma moça que trabalhava no aeroporto em Varadero havia me falado que diariamente as 21:00 aconteciam esses tais tiros e queríamos muito ver. Eis que fomos surpreendida com essa agradável surpresa! Não poderia ter sido melhor! Para comemorar mais, pedimos mais uma garrafa de vinho e na volta paramos para comprar uma pizza baratinha. Café da manhã na casa - 3CUC Chocolate para beber - 1,15CUC Torre de chopp Plaza Vieja - 12CUC (dividido em 3) Sorvete Copélia - 2,70CUC Jantar (camarão) - 11CUC 2 garrafas de vinho chileno - 57CUC (dividido em 3) Pizza + refri - 2,50CUC 01/01 - Havana Por ser feriado, muitas atrações estavam fechadas e optamos por pegar um táxi coletivo ate a Plaza de la Revolución. Vimos essa praça quando estávamos indo do aeroporto ao centro. Lá há uma imagem do Che e Fidel. Chegando lá um guarda nos informou que no dia seguinte ocorreria um desfile em comemoração a revolução, em que milhares de cubanos costumavam participar. Na volta optamos por ir andando e conhecer mais um pouco desse pedaço da cidade. Foi uma caminhada e tanto! Cafe da manha na casa - 3CUC Táxi coletivo - 1CUC 2 cachorros-quentes + 1 refrigerante - 1,50CUC 1 agua 500ml - 1CUC 1 agua 1500ml + 1 cerveja - 2,65CUC 1 pizza + 1 refrigerante - 2,50CUC 3 charutos - 13CUC 02/01 - Havana Acordamos bem cedo e fomos caminhando até a Plaza. Foi quase uma hora de caminhada, mas o guarda nos informou o horário errado e chegamos quase no final. Vimos muitas pessoas fardadas e muitas carregando a bandeira de Cuba ou com o rosto de Fidel. Quase fomos atropeladas por uma, já que entramos no meio da multidão. Voltamos para casa andando e a Ana terminou de arrumar as coisas dela, pois ela voltaria ao Brasil antes de nós. Não estava me sentindo muito bem, com dores no corpo e uma moleza, mas nada que me impedisse de fazer as coisas. O táxi pegou a Ana e fomos almoçar. Depois descansamos, pois me sentia muito cansada! Andamos mais um pouco por Havana Vieja e comemos algo a noite. Café da manhã na casa - 3CUC Chocolate para beber - 1,60CUC Almoço (frango, refrigerante e sorvete) - 5CUC Agua 1500ml - 2CUC Garrafa rum pequena - 2CUC 03/01 - Havana - Lima Acordei muito mais muito mal. Estava com febre e certeza que era gripe. A senhora que trabalhava na casa me deu uns remédios e disse que iria expelir a febre. Fui com a Camis comprar mais algumas lembrancinhas e comecei a transpirar demais a ponto da minha blusinha ficar toda molhada! Bendito remédio milagroso! hehehe cheguei na casa e corri pro banho e melhorei 80% do que estava. Terminamos de arrumar as coisas, almoçamos e o taxista nos buscou no horário combinado. No aeroporto filas como sempre! Fila na LATAM, no raio x e na imigração. O nosso voo saiu no horário certinho! Adios Cuba! Chegamos em Lima quase as 22:00 e não precisamos pegar nossos mochilões. Fiz a burrada de trocar dólares por sol, pois o taxi e o hostel aceitam dólar. O hostel era tão perto do aeroporto que era possível ir andando. Ficamos no B&B Cusing Wasi e pegamos um quarto duplo e era super confortável, com uma cama boa, chuveiro bom e internet rápida! Capotamos! Café da manhã na casa - 3CUC Táxi Casa Oscar ao aeroporto - 25CUC (dividido em 2) Táxi Aeroporto Lima ao Hostel - 12USD 1 diária quarto duplo - 30USD 04/01 - Lima - São Paulo Tomamos café da manhã com pão, manteiga, queijo, ovos, suco de laranja natural, café e leite. Caminhamos cerca de 15 minutos até o aeroporto e aguardamos o nosso voo. O serviço de bordo estava ótimo com canelone de ricota e um bolo gostoso com recheio de doce de leite. Creio que os aviões da TAM sejam melhores que da LAN, pois havia monitor individual e a Ana que voo de LAN não tinha e serviram um sanduíche zoado. Fizemos um voo tranquilo e chegamos em GRU no horário previsto! FIM de mais uma trip e até a próxima!
  4. Mochileiras e mochileiros, estive em Cuba por 16 dias em outubro/novembro de 2017 e retorno aqui com algumas informações e dicas dos locais por onde passei. Meu objetivo inicial era passar uns 20 dias e ir até Baracoa, mas veio o furacão Irma, alguns cayos foram fechados, surgiu a insegurança de como estaria Cuba.. E resolvi diminuir meus dias e também o roteiro. No final o roteiro realizado (e que foi sendo feito durante a própria viagem) foi: 19/10 – Rio – Havana 20/10 – Havana 21/10 – Havana 22/10 – Havana 23/10 – Havana – Vinãles 24/10 – Vinãles 25/10 – Vinãles – Trinidad 26/10 – Trinidad 27/10 – Trinidad 28/10 – Trinidad 29/10 – Trinidad – Varadero 30/10 – Varadero 31/10 – Varadero 01/11 – Varadero – Havana 02/11 – Havana 03/11 – Havana – Rio Transporte Fui para Cuba pela Copa, com parada no Panamá, tanto na ida quanto na volta. Escolhi a Copa, pois eram as escalas mais curtas, 1h e meia na ida, 47 minutos na volta. Paguei aproximadamente R$2.380,00. Para me deslocar pelas cidades usei tanto a Via Azul quanto taxi coletivo. Dentro de Havana utilizei o ônibus comum e as “maquinas”. Explico melhor no relato como, onde e o valor dos transportes utilizados em Cuba. Tarjeta Turística (visto) Comprei no aeroporto, na hora do check in. Antes eu já tinha feito contato com a Cia aérea e me informaram que era só comprar, por 20 dólares, no próprio aeroporto aqui no Rio de Janeiro. Moeda Levei euro e nos 16 dias gastei um total de 780 euros. Realizei a troca de moeda no aeroporto, em Trinidad e, no fim da viagem, em Havana, diferença mínima de valores. Não entendo miuto de cambio, vou colocar aqui a informação que consta no comprovante de cambio do valor da troca Euro – CUC. Valor no aeroporto, na casa de cambio na área externa do aeroporto – 1,138 Valor em Trinidad, casa de cambio perto da praça onde tem a câmara de vereadores – 1,126 Valor em Havana, na calle Obispo – 1,130 Irei falar sobre os gastos durante o relato. Seguro saúde e vacina contra febre amarela O seguro eu não fiz e não foi pedido em nenhum momento. Acabei tendo um problema odontológico durante a viagem e fui a uma policlínica em Vinãles, onde fui atendida muito bem e paguei em CUC os custos da consulta e do procedimento realizado, além de apresentar o passaporte para preenchimento de alguns papéis. A carteira de vacina internacional com comprovante da febre amarela foi solicitada no aeroporto. Façam! Segurança Realmente Cuba é um país muito seguro, andei sozinha pelas ruas em diferente horários e me senti segura a todo momento. A única parte bem ruim é que os cubanos são extremamente machistas e nos cantam a todo o momento Hospedagem Eu fiquei em casa particular, o que acho a melhor opção, além do valor ser menor, vc convive com os cubanos. Tive uma dificuldade em me comunicar por e-mail com as casas, tive o auxílio de uma cubana, Irina, que fez contato comigo aqui no mochileiros. Quem quiser maiores informações só me chamar no privado que explico melhor como foi essa questão da hospedagem. Política e Revolução Não vou comentar muito sobre, pois não é o objetivo do site. Mas os cubanos são muito abertos a conversar sobre política e opinar sobre o regime cubano. A segurança, saúde e educação são o grande orgulho do país, com toda razão. Há também algumas críticas, mas isso acho que vale a pena ir, conversar e tirar sua própria conclusão. Cuba foi uma grata surpresa. Visitem!
  5. É possível viajar nos caminhões se você for mulher e estiver sozinha! O relato é bem grande porque falo muito sobre os cubanos, então no fim vou colocar umas informações mais práticas, como lugares de interesse e dicas gerais O Relato OBS: 1CUC = 24MN 1CUC=1 dólar Recomendo que levem euro, pois o dólar é taxado em 10% lá. Dia 15 (Havana): Mapa 3CUC Taxi 25 CUC Jantar 8.20 CUC Hospedagem 15CUC No táxi para a casa da Ana, o taxista disse que o povo cubano não vive tão bem, mas que vivem bonito. Cheguei na casa de Ana e seu marido Leo, que foram muito simpáticos e ofereceram café da manhã por 5CUC, aceitei por ser o primeiro dia. Andei até Vedado em busca de comida e bar, acabei comendo em um lugar um tanto caro e mais para turistas, andei um pouco e voltei para a casa. 16: Café da manha 5 CUC Entrada museu CDR 2CUC Wifi por 10 horas 15CUC Daiquiri da Floridita 6CUC (uma facada e na minha opinião não vale a pena) Jantar na Ana 10CUC Hospedagem 15CUC Ana me fez um café da manhã muito gostoso e fez de tudo para que eu me sentisse em casa, ofereceu um jantar com lagosta por 10 CUC, aceitei por ser lagosta, mas achei bem caro. Andando a procura da calle Obispo para comprar o cartão para usar o celular, conversei com Julio, um moço muito simpático que me contou muito sobre Cuba, disse que não existe crianças na rua, mas sim, existem alguns moradores de rua, que são levados pela polícia para outra cidade, onde é oferecido a eles comida, banho e necessidades básicas, disse que não existem favelas em Cuba. Conversamos sobre futebol e drogas, ele disse que em Cuba só tem maconha e que é bem rara, quem usa, usa só em finais de semana, não existe cocaína e heroína na ilha. Ele trabalha em uma empresa de aluguel de carros, trabalha um dia inteiro e descansa dois dias inteiros, gosta de viver em Cuba e diz que existem coisas boas e coisas ruins em viver aqui. Caminhei pela calle Obispo e fui no museu do CDR. Quando fui comprar o cartão para usar a internet, estava uma fila de 3 horas e tem umas pessoas que vendem por 3 CUC, mas na ETECSA (onde vendem oficialmente) é metade do preço. Conheci alguns cubanos simpáticos mas que no fim da conversa queriam que eu pagasse algo para eles. Quando cheguei na casa da Ana 4 estrangeiros estavam jantando, um casal da Nova zelandia e um casal da Austrália, a menina do casal da Austrália especialmente foi muito legal e atenciosa, mas todos foram também, falavam mais devagar para eu poder acompanhar o inglês deles. O jantar estava muito bom, frango frito, arroz, feijão, lagosta, banana, tomates e um vinho muito bom, me deram para provar o Rum Santiago, tomei com coca cola cubana, bem bom 17: pão com presunto 5MN agua 17.5 MN Entrada Museu da Revolução 8CUC Almoço 12CUC Pulseira 1CUC Onibus 1CUC Coco Taxi 5CUC Jantar 2CUC Sorvete ao lado copelia 0.80CUC Sorvete ao lado do copelia 2.50CUC Sorvete Coppelia 1CUC Hospedagem 15CUC Passeio pelo museu da revolução, vi e participei de uma discussão entre uma cubana que apoia a revolução e um jovem que criticava a revolução. Consegui notas de MN (com a figura do Che) em um banco para levar para uns amigos. Andei bastante até o Armacen San Jose e comprei uma pulseira de Cuba, fui até a Plaza de Armas comprar uns livros, mas eram muito caros, 5CUC a maioria dos livros, fui até um ponto de ônibus e conheci uma senhora que trabalha no ministério da educação em Cuba, conversamos por muito tempo, ela disse que sim, há muita diferença social, mas porque tem gente que trabalha mais que outras e me disse que existem empregos para todos, se você quer um emprego, você consegue. Encontramos uma mulher chamada Dalrling no caminho que ia perto da Plaza de la Revolucion (onde eu queria ir) e nós 3 começamos a conversar, elas me disseram que em Cuba a profissão que ganha menos é ser professor, ganham muito mal, mais ou menos 300 pesos (12,5 CUC), mas também disseram que algumas profissões se ganha bastante, ela disse que o governo paga tudo e que as pessoas não passam fome com o que o governo dá, no caso dela, disse que vive muito bem, mas o governo não da muita carne, então ela compra nos mercados. Fiquei com Darling quando a senhora foi embora e contei muito sobre o Brasil e ela me contou muito de Cuba, sobre os avanços da internet, disse que em algumas (poucas) casa já é possível ter wifi e que alguns cubanos fazem "gatos" para pegar a internet, me ajudou com o Espanhol e foi uma das pessoas mais receptivas que conheci, ela me pagou o ônibus (0.40MN, quase 3 centavos de real). Darling trabalha de segunda à sexta das 8:30 até as 16:00. Fui até a praça da revolução tirar umas fotos, mas estava muito cansada então peguei um Coco taxi para Coppelia. Tomei 2 sorvestes de dois lugarres do lado do Coppelia, o primeiro era mais barato, (o de piña naranja era delicioso) o segundo mais caro que do Coppelia, gostei do sorvete do Coppelia também, tomei de goiaba e caramelo (muito muito bons). Passei em uma pizzaria, jantei e voltei para a casa da Ana. PS: Quando fui ao Coppelia pela primeira vez, não sabia que dava para pegar a fila e pagar como cubano, mas aparentemente é possível, das outras vezes, paguei em moeda nacional 18: Praia 5CUC Almoço 3.70CUC Cadeira e guarda sol 4CUC Doce 8,75MN Sorvete 10 MN Pizza 35 MN Taxi 9CUC Refrigerante Hospedagem 15CUC Fui para praia Mi Cayto (pegando o ônibus transtur do parque central), conheci um grupo de adultos espanhóis que me ajudaram a ir e voltar da praia, foram muito legais comigo e fizeram questão de saber se eu já tinha comido ou se eu precisava de algo, a praia é muito bonita, mas nada de muito diferente, só a água que é bem clara, Mi Cayto é um praia gay (só gays homens mesmo porque só tinha eu de mulher) e lá aparentemente existe um tipo de prostituição, ficam uns garotos chamando atenção dos turistas gays mais velhos, puxam assunto, até que saem juntos da praia. Voltei para o parque central e dei uma andada por lá e Obispo, voltando de lá conheci um homem chamado Orlando e na volta conheci dois brasileiros que me deram coca, conversei muito com eles, estava com saudade de falar minha língua e ficamos de marcar de sair, mas não consegui entrar em contato com eles. Voltei para a casa da Ana, tomei banho e saí de novo. Os meninos me disseram de um lugar legal que se chama 1830, andei muito e no meio do caminho não aguentava mais e peguei um táxi (4CUC), chegando lá o lugar estava fechado. Acabei conhecendo um grupo de americanos, mas não falamos sobre coisas tão importantes, fui andando para a Galeria del paseo, onde tinha visto em um site que tinha um lugar de jazz no segundo andar, era 10CUC a consumação, não fui, voltei para a casa de Ana, paguei 5CUC no táxi . Conversei muito com Ana. 19: Hamburguer e suco de goiaba 11MN Livros e jornais 1CUC Chilentillas e suco 105MN Coppelia 5MN Cinema 6MN Jantar 35MN Hospedagem 15CUC Fui para a Universidade de Havana, não me deixaram entrar na parte de psicologia (o que curso no Brasil) e foram muito grossos, conheci um senhor chamado Pedro, ele me deu livros e mostrou a poesia que faz. Almocei e fui para a sorveteria Coppelia, conheci Lazaro, uma pessoa incrível e agora um amigo que tenho para a vida, lá ele me pagou um sorvete. Fomos ao cinema e vimos o filme do Snowden, a qualidade era ótima e o cinema muito bem conservado, paguei a entrada de Lazaro, já que ele havia pagado meu sorvete. Cultura e informação em Cuba são muito baratos, os jornais custam 0,20MN e o cinema de 1 até 3MN e a qualidade é ótima, nada diferente dos cinemas brasileiros (em Camaguey ví um cinema 3D que era 4MN, se não me engano). Fui para a casa da Ana e lá conheci Risse, um australiano, fomos comer pizza e ele me contou muitas coisas sobre seu país. Decidi ir para Santa Clara no dia seguinte e não dois dias depois como eu havia programado. 20 (Cienfuegos): Café da manhã 1CUC Ônibus para La Cubre 0,40MN Onibus para Sancti Spíritus 25CUC Casa 20CUC Janta 50 MN Lanche de porco 10MN Balada 3CUC Bebida 1CUC Acordei cedo, deixei a mala na casa da Ana e fui para um terminal chamado La Cubre buscar por um caminhão, quando cheguei, me disseram que não havia mais caminhões por lá, só trem e que hoje não tinha passagem (era 20CUC). Decidi mudar o trajeto e ir direto para Trinidad e pular Cienfuegos, perguntei para umas pessoas na rua onde podia achar os malditos caminhões, andei muito e cheguei em um terminal. Lá disseram que só havia caminhões para Ciego de Avila (um lugar que estava no fim do meu roteiro), me enrolaram muito e disseram que para Ciego era 25CUC, um absurdo, mas eu estava perdida. Tentei achar um taxi compartilhado para Cienfuegos, mas não tinha. Paguei os 25CUC e entrei em um ônibus nacional muito bom, com ar e etc. Me disseram que parava em Sant Spiritus e de lá eu achava um taxi compartilhado por 2CUC para Trinidad. Acontece que o onibus não para lá, então Jendry, um cubano muito gente boa que me comprou um refrigerante, disse que ele ia pra Cienfuegos, descemos em um lugar deserto, pedimos carona e depois subimos em uma carroça e os cavalos nos levaram para a estrada que leva até Cienfuegos, ficamos pedindo carona até que Jendry parou um táxi e pagou, ele ficou em uma cidade perto de Cienfuegos e pediu para que o motorista me deixasse em Cienfuegos, o carro dele quebrou e tive que esperar 1:30, um amigo do motorista, chamado Noel veio me buscar e me levou para uma casa muito bonita, que recomendo muito, Ana e seus filhos são todos muito educados e fazem de tudo para você se sentir em casa, o quarto é grande, tem tv, ar condicionado, tudo é muito limpo e a casa fica em uma boa localização. De noite saí para tentar achar um lugar de jazz latino, acabei conhecendo 3 cubanos e 3 meninas do Canadá que estavam todos juntos, fomos em um balada que não sei o nome, não era muito boa, mas a companhia era ótima, peguei o contato das meninas, pois elas vêm para o Brasil em breve, aparentemente. Cheguei na casa de Ana 2:30 21: Café da manhã 5MN Taxi coletivo para Trininad 5CUC Almoço 7CUC Estadia 20CUC Sorvete 60 MN Acordei as 9 e fui para Trinidad (no terminal de ônibus de Cienfuegos têm muitos taxis coletivos), como não tinha estadia, fui procurando e encontrei a senhora Juana, ela cobra 25/30CUC mas como eu estava sozinha e não tinha ninguém para dividir o quarto (tem uma cama de casal e uma de solteiro), ela fez por 20. A casa de Juana fica literalmente do lado do havanatour, de onde saem os ônibus para a praia Ancon (5CUC ida e volta). As coisas aqui em Trinidad são MUITO caras. O sorvete aqui é 20 MN uma bola, em Havana é 5MN cinco bolas, para ter noção da diferença. Passei mal o resto do dia por causa da comida de um restaurante chamado "Paladar Dona Clara", só fui comer no dia seguinte 22: Café da manhã 1.65 CUC Onibus para a praia 5CUC Almoço 4CUC Cadeira Praia 2CUC Estadia 20CUC Sorvete 3.20 CUC Jantar 4CUC Entrada la cueva 5CUC Bebidas -perdi a conta, mas acho que foi uns 7CUC Acordei de manhã e fui procurar o lugar de onde saem os caminhões, o lugar, aparentemente, é em um posto de gasolina, não fui até lá para checar porque estava um pouco longe. Peguei o ônibus para a praia Ancón (esse ônibus costumava ser 2CUC, agora é 5CUC e sai às 9, as 11 e as 14, se não me engano e o ultimo horário para voltar é as 18). A praia estava um pouco suja porque havia chovido, mas é muito linda, encontrei com uns brasileiros que tinha conhecido em Havana, me ajudaram bastante, o onibus é 5CUC ida e volta, mas voltei com eles de carro porque tinham alugado. De noite fomos no Club Ayala (as pessoas chamam de la cueva), é uma balada na caverna, então foi muito legal e diferente, é um pouco caro, a entrada foi 5CUC com uma bebida incluso e as bebidas lá são 3CUC, então recomendo que beba antes, indo pra lá, as pessoas vendem na porta da casa bebidas por 1CUC e são muito boas 23: Café da manhã 5CUC Sorvete 10MN Bolacha 11MN Jantar 5CUC Hospedagem 15CUC Peguei uma carona com os brasileiros para Morón (eles iam pra Cayo Coco, então era caminho, serei eternamente agradecida), encontrei o hostel da Isabel e do Oscar (a filha dele esteve no Brasil por 3 anos no programa mais médicos e mora em Camaguey agora) que são pessoas maravilhosas, conversei com Isabel por mais de 4 horas. Fui ao centro tomar sorvete e usar a internet, voltei e Isabel fez um jantar tradicional cubano maravilhoso. Eles são tão incríveis, a comida é tão boa e fizeram um preço melhor pelo quarto e pela comida. 24: Hospedagem 15CUC Café da manhã 3CUC Praia 20CUC Pizza 25MN Acordei e tomei café na Isabel porque o táxi coletivo ia chegar cedo e não iria ter tempo de comer na rua, eu ainda não sabia qual era o preço do táxi, mas como de trinidad até cienfuegos deu 5CUC, imaginei que seria mais ou menos isso e não me preocupei Isabel me disse que era 60CUC e que não sabia se eu ia dividir com uma ou duas pessoas, isso me pegou de surpresa, ainda bem que dividiu em três pessoas. Dividi o taxi (ida e volta) com um casal de suiços muito fofos que me contaram muitas coisas de seu país e perguntaram muito sobre o Brasil, a praia é muito incrível, a água transparente, pena que estava ventando um pouco então tinha muitas ondas, mas fora isso, foi incrível, a praia mais bonita que estive em Cuba. Voltei para Moron, comi uma pizza na rua e decidi mudar meu roteiro e tentar ir para Camaguey. 25: Café da manhã 3CUC Guagua para Ciego 3MN Viazul para Camaguey 6CUC Bicitaxi 30MN Acordei e fui para o terminal de ônibus e pedi ajuda para umas pessoas para ir pra Ciego. O ônibus nacional era muito bom, melhor que muitos da viazul, não sei exatamente como fiz para conseguir entrar em um nacional, acho que porque me misturei com uns cubanos e fiquei perto deles. Quando cheguei em Ciego, não tinha caminhões para Camaguey e não dei sorte com os ônibus nacional (era 21MN), porque dessa vez estavam pedindo o RG cubano, então fiquei entre o ônibus da viazul e o táxi compartilhado, estavam cobrando o mesmo preço (6CUC) então peguei o viazul porque já estava saindo, mas me arrependi porque o ônibus da viazul fez uma parada de 45 min e o trajeto levou 3 horas. Quando cheguei em Camaguey, fui procurar o endereço da filha de Oscar e Isabel, da casa que fiquei em Moron. Não achei o lugar e pedi pra uma pessoa me ajudar, ela ligou para Olisbet (filha do Oscar) que disse para eu encontrá-la numa praça (fui de bici taxi porque era longe). Ela e seu marido Rafael são pessoas incríveis, eu não acho que é possível encontrar pessoas mais incríveis que eles. Me compraram sorvete, me levaram pra conhecer o centro e me levaram pra trabalhar com eles (são médicos), passamos o dia indo nas casas dos pacientes para um programa de prevenção de câncer (esse dia foi o programa de prevenção contra câncer de útero), existe um registro com o nome de todas pessoas, idade e onde moram e precisávamos ir na casa das mulheres avisando que elas tinham horário marcado para uma citologia no posto de saúde, um programa de prevenção maravilhoso. Voltamos para a casa deles e Olisbet fez um jantar muito bom e Rafael me deu um vinho maravilhoso, conversamos muito e agendaram um bicitaxi para me levar ao terminal no dia seguinte, disseram para eu passar a noite na casa deles, não me deixaram pagar nada em nenhum momento, com certeza são minhas pessoas favoritas de Cuba e fazem um trabalho admirável, quero muito que voltem para o Brasil. 26: Bicitaxi 2CUC Caminhão para Santiago 80MN Lanche 10MN Hospedagem 15CUC Comida 1CUC Cheguei na estação de ônibus de Camaguey às 7 da manhã e esperei até as 15 para um caminhão para Santiago porque tinha uns caras que viram que eu era estrangeira e falavam para os motoristas dos caminhões não me deixarem entrar se eu não pagasse 15CUC , por sorte consegui esse das 15:00, pois falei direto com o motorista e conheci um japonês chamado Koju que também ia para lá. Chegamos(viajei por uns dias com Koju, enquanto nosso trajeto era o mesmo) em Santiago as 22:30 e foi muito cansativo, achamos uma mulher que cobrou 15CUC por cada quarto e jantar por 1CUC, ela viu que estávamos realmente desesperados, comemos arroz congris e carne de porco. 27: Santiago-guantanamo 25MN Pizza e suco 7MN Refri 15MN Guantanamo-Baracoa 40MN Jantar 8.50CUC Hospedagem 15CUC Acordei as 8:00 e fomos para o terminal, subimos no caminhão para Guantanamo invés de esperarmos um para Baracoa direto porque achávamos que seria mais rápido Chegamos em Guantanamo meio dia e fomos procurar um caminhão para Baracoa, só conseguimos achar às 16:30 depois de procurar muito. Chegamos em Baracoa às 20:15 e fomos para a casa que Oli e Rafa me recomendaram, a casa era muito boa, Denny (o dono da casa) foi muito legal com a gente e fez por 15CUC. Saímos para jantar, eu estava muito cansada procurando um restaurante (queria um mais em conta, mas bom, porque estava cansada de comer pizza por 10MN ) e quando achei o Koju não quis comer lá, nos separamos. 28: Hospedagem 15CUC Café da manhã 7MN Parque Yunque Infortour 17CUC (no cubatuour é 16, mas o onibus ja tinha saído) Cocada 1CUC Chocolate quente 1CUC Refresco 1CUC Jantar 12 CUC Suco 4MN Fiz o passeio do parque Yunque, tem dois passeios lá, o de 1,5km que vai até uma cachoeira e o de 5km que vai até o topo da montanha. Acabei me confundindo e fui pro da montanha, fiz até a metade do caminho e me dei conta de que estava errado (quando chegar, pergunte sobre o passeio da cascata), desci tudo de novo e procurei a cascata, é bem bonita, mas no caminho tente arrumar um guia para levar suas coisas para o outro lado do rio (tem que atravessar o rio nadando) ou deixe as coisas antes de atravessar. Se for no passeio de subir a montanha, leve roupas de banho porque a água da travessia vai ate o umbigo. Depois da cachoeira fiquei no rio esperando as outras pessoas terminarem o passeio da montanha e perto de onde eu estava havia uma tendinha de uma mulher que vendia cocada e chocolate quente (estava muito calor, mas tomei mesmo assim, porque é feito com cacau ralado), é realmente MUITO gostoso tanto a cocada quanto o chocolate quente. Quando voltei fiquei um pouco na praça e depois fui com o Koju jantar lagosta (o restaurante chama "La patrona" e a lagosta custa 8CUC, a mais barata que achei e é muito boa), andamos um pouco pelo malecon e achamos uma tenda que vende suco de abacaxi, o melhor suco de abacaxi que tomei. 29: Hospedagem 15CUC Passeio Yumuri com Cubatour 20CUC Almoço 8CUC Chocolates 4CUC Me despedi de Koju pela manhã, porque ele tinha que voltar para Havana, depois fui com a cubatour para o rio Yumuri porque é o jeito mais econômico se for sozinha(o), se tiver mais gente, compensa dividir um táxi e achar um guia(mas foi tudo muito bom com a cubatour então recomendo). Eles fazem algumas paradas, primeiro em uma mulher que faz chocolate caseiro (você pode comprar lá, então recomendo que leve dinheiro se quiser comprar algo, foi muito interessante, vão te explicar passo a passo como se faz o chocolate), depois na vila Yumuri para conhecer um tipo de caracol que tem lá, depois o passeio com o bote até o rio (encontrei dois brasileiros e ficamos de tomar cerveja de noite) onde você pode nadar (na ida fui dentro do bote e na volta fui fora nadando e segurando no bote, foi maravilhoso), no final do passeio, tem uma hora e meia em uma praia de areia preta e tem uma casa na frente onde é possível almoçar. Preços da loja de chocolate: 3 Tabletes 1CUC Bola de cacau 1CUC Pacote com 12 tabletes 4CUC Manteiga de cacau 4CUC De noite saí com os meninos (Adler e Felipe) não lembro quanto gastei em bebida, foi muito divertido, mas não faço ideia como cheguei na casa do Denny 30: Café da manhã 16MN Entrada Cueva de água e playa blanca 5CUC Coco choco 1CUC (era horrível, então se ficar em dúvida, não compre) Bote 1CUC Sucos 4MN Refresco 1CUC Hospedagem 15CUC Jantar 10CUC Fui para o parque natural Majayara, é possível ir a pé do centro para lá, como o furacão quebrou a ponte para a entrada, as pessoas vão de bote, lá dentro têm muitos passeios para fazer, eu escolhi Cueva de água e Playa Blanca. Primeiro fui na Cueva de água, tem que andar bastante para chegar lá, foi uma experiência legal, mas não faria de novo. Dica para mulheres: Recomendo que não vá sozinha, mas se não tiver jeito e quiser muito conhecer, cuidado, os homens são bem machistas nessa região, o guia foi muito chato, muito mesmo A playa blanca é muito pequena, como o mar estava muito agitado e não consegui entrar direito, se eu pudesse mudar meu roteiro, iria para a Praia Maguana ou outro passeio com cubatou invés do parque. De noite jantei em um restaurante chamado "El Guajiro" é muito bom, recomendo comer tití (um peixe pequeno que só existe em Baracoa) com leite de coco, é bem diferente. 31: Livros 70MN Chocolate 7,20 CUC Café da manhã 25MN Onibus Santiago 15CUC Onibus Varadero 49CUC 4 Cucurucho 40MN Bolachas 10MN Comprei uns livros (tem uma livraria muito boa em Baracoa que chama Rubert Lopez, se não me engano) e chocolates para dar de presente no Brasil, foi difícil ir embora de Baracoa. Dessa vez me rendi à viazul porque não queria arriscar ficar esperando 8 horas por um caminhão ou passar a noite em um caminhão sozinha. Recomendo que provem o Cucurucho, amei esse doce, as vezes os ônibus que saem de Baracoa param no caminho e da para comprar, levei até para o Brasil. 1: Hotel com café da manhã 39CUC Almoço 60MN Doce 5MN Sorvete 1,50 CUC 2 Refrigerantes 1,20 CUC Conheci duas francesas e um francês no ônibus para Varadeiro, quando chegamos fui com eles tentar arrumar uma casa e estava tudo lotado, vi que os lugares eram mais para 3 pessoas e decidi procurar sozinha, como já era 13hrs e estava perdendo o dia e não achava nada, decidi ficar em um hotel, não recomendo, prefiro muito mais as casas de família, mas estava muito difícil de achar, acho que foi meu maior erro na viagem Pularia Varadeiro para ficar mais um dia em Baracoa. Aproveitei um pouco o dia e de noite andei pela cidade, tudo é muito mais caro e restaurante em moeda nacional é quase impossível, achei um que fica na 41 com 1 avenida, se não me engano, é um quiosque, se não achar, pergunte aos cubanos onde fica o restaurante que vende em moeda nacional. 2: Guardar a mala no hotel 1CUC Ônibus Havana 10CUC Sorvete 25MN Lanche 1MN Torrone na estrada 25MN Jantar 48MN Hospedagem 20CUC Tomei café e fui na viazul para ver os horários dos ônibus, como queria tentar ir para Viñales ainda no dia 2, reservei para as 18 e na hora tentei mudar para as 16. Passei um pedaço da tarde na praia, que é incrível, mas já estava cansada de mar. Cheguei em Havana e fui para casa da Ana, ela me arrumou um táxi coletivo para Viñales para o dia seguinte por 20CUC, o que é muito, mas meu tempo estava apertado e não queria arriscar com a viazul, além disso, o terminal que fica a viazul é um pouco longe e eu não ia ter certeza de que teria bilhetes, Havana para mim foi o pior lugar para achar transporte para fora da cidade. Ana me cobrou 20CUC pelo quarto de cima, que é mais caro, porque o que eu pagava 15CUC estava ocupado. 3: Hospedagem 10CUC Taxi coletivo 20CUC Passeio cavalo 20CUC Jantar 9,40CUC Acordei cedo para ir para Viñales, mas o táxi acabou chegando só 11 horas, deveria ter ido com a viazul, cheguei em Viñales só 14 horas. No caminho, o motorista disse que a casa dele tinha quartos para alugar e fez por 10CUC e que o irmão dele tinha cavalos para fazer o passeio. Quando cheguei, fui recebida com um suco de manga bem gelado, muito bom. Disseram que o passeio sairia por 25CUC, chorei e fizeram por 20CUC, outro erro porque no centro fazem por 10CUC, mas eu estava com medo de não conseguir conhecer tudo o que eu queria. O passeio foi muito legal, conheci um grupo de austríacos, a menina do grupo foi muito legal comigo, passamos a tarde juntos no passeio, mas nos separamos e não deu tempo de pegar o contato deles. Como estava sobrando um pouco de dinheiro e eu estava no fim da viagem, decidi comer lagosta de novo, aproveitando que no Brasil é muito caro. Em Viñales não consegui achar restaurantes em moeda nacional, mas têm uns que o almoço sai por 3 ou 4CUC. 4: Charutos 9CUC Bicicleta 3CUC Hospedagem 10CUC Café da manhã 3CUC Bustour 5CUC Sorvete 1,75CUC Almoço 4,95CUC Jantar 3CUC Andei uns 15km de bicicleta de manhã e já tinha acabado de ver o que eu queria (o mural da pre historia, que aliás, é 3CUC para entrar, eu não paguei e olhei de longe) só que a bicicleta era para o dia todo, tentei devolver e pagar mais barato. Fui para o centro pegar o bustour para a cueva del indio, quando cheguei, pedi para a moça que estava cobrando as entradas para fazer por 4CUC, ela perguntou se eu estava sozinha, eu disse que sim e não sei porquê, mas ela me deixou entrar de graça, me salvou uma grana. Estava uma fila gigante para pegar o bote, mas no fim valeu a pena, encontrei os austríacos de novo, mas ele não foram muito legais dessa vez, então fui pro centro almoçar. De noite conheci um cubano chamado Alejandro, que me pagou uma piña colada e me chamou para ir em uma festa chamada "El palanque", acabei não indo porque são 6km de distância da cidade. 5: Taxi coletivo 15CUC Almoço 65MN Coppelia 10MN Boné 3CUC Taxi para o aeroporto 25CUC Jantar 35MN Presentes 44 CUC Fui para Havana de manhã para comprar presentes e me despedir da cidade. Andei muito de dia e de noite fui ao malecon, quando cheguei na casa, conversei muito com Leo, ele disse que aos 10 anos de idade já ajudava os revolucionários levando comida e remédio para eles e que dedicou sua vida para a revolução, foi para a Angola por 2 anos e também foi militar. Como meu voo era às 7:00, saí da casa 4:30 e os preços dos táxis são muito altos nesse horário e não tem ônibus. É isso, espero que tenha ajudado um pouco para quem quer ir para lá, fiz muitos erros, mas acho que faz parte. Dá para economizar muito mais, ainda mais se for em 2 ou 3 pessoas, porque o que mais gastei foi com hospedagem. Dicas gerais: -A maioria dos meus jantares foi pizza, porque são bem baratas, variam de 10 até 60 MN dependendo de onde (2,50 até 9 reais). -Água é um pouco caro, então compre só uma e vá pedindo pra encher nas casas que ficar hospedado. -Muitas casa de família cobram 5CUC pelo café da manhã, eu não acho que compensa, na rua vendem nas janelas das casas pão com presunto e queijo por 5MN e suco por uns 2MN (essas valores são um pouco difíceis de conseguir em Trinidad) -Nas praias existem umas camas de praia, são 2CUC então recomendo que levem toalhas de praia, como eu não levei nenhuma, tive que pagar. -Se você optar por tomar café da manhã nas casas de família, normalmente sobram frutas e pães, então embale e leve se for para a praia ou para uma viagem. -Os bilhetes da viazul em Trinidad, são impossíveis, pois acabam muito rápido (pelo menos em janeiro), então recomendo que se for viajar se viazul, tente comprar no dia que chegar, também tem os táxis compartilhados e os caminhões (cuidado pra não ser enganado com os preços). -Quando for comprar os bilhetes para usar o wifi, compre o de 5 horas, dura bastante e você não precisa ficar indo comprar toda hora, custa 7,5CUC, se não me engano. -Trinidad é um lugar MUITO caro de comer, então dê uma economizada nas outras cidades para gastar mais lá. -Muitas casas de família deixam você deixar sua mala lá e voltar para pegar depois, levei uma mala grande e uma mochila, deixei a mala em Havana, fiz todo o trajeto e quando voltei para Havana, dormi lá mais um dia e peguei de volta. -Quando for procurar caminhões, tente pegar diretos, que não tenha que fazer muitas descidas para procurar outros, porque o que leva mais tempo é essa procura. -Se você for numa cadeca para trocar euro por CUC e depois CUC por moeda nacional, eles na maioria das vezes não deixam, então se você tiver um pouco de CUC, troque primeiro por moeda nacional e depois troque os euros, não faço ideia do porquê isso acontece. -Se ficar entre pegar viazul ou um táxi coletivo, vá pelo mais barato, mas se for o mesmo preço ou só um pouco mais caro, vá de táxi, é MUITO mais rápido, porque os onibus da viazul fazem muitas paradas. -Aproveite os sucos de baracoa, custam 2MN e são bem bons. SE FOR DE CAMINHÃO: CUIDADO ao procurar os caminhões porque muitos homens vão ficar no seu pé para ganharem um tipo de comissão (se eles percebem que você é turista, falam pro motorista cobrar mais, um cara queria me vender a ida pra Santiago num caminhão por 15CUC e não me deixou subir por outro preço porque havia feito um combinado com o motorista), a dica é correr e falar com o motorista direto antes deles. Lugares de interesse: Havana Hospedagem: Calle Escobar 118 bajos e/ Ánimas y Laguna(Procure por Ana) Tel: +5378635000 PS: Eles tem uma conta no airbnb, então da para fazer a reserva por lá. Praia: Mi cayto (se você for homem gay, vale a pena, se não, vá para a praia Santa Maria) Livraria: Alma Mater (San Lázaro esquina Infanta) Cienfuegos Hospedagem: Calle 41 # 3906, Esquina 36 y 41. Tel (0053) (43) 511582 Cel (0053) 52930752 [email protected] A casa é conhecida como "El Pino" Trinidad Hospedagem (procure por uma mulher que chama Juana): -Casa independente (casa para 4 pessoas): Calle Francisco Cadahia (Gracia) n° 204-A [email protected] Essa casa custa de 25/30 CUC -Quarto para 3 pessoas(onde fiquei, é do lado do havanatour, onde pega o onibus para a praia): Calle Lino Pérez (San Procopio) n° 364 Essa custa 25 CUC Balada: Club Ayala (la cueva) Morón: Hostal Isabela Calle Enrique Varona No. 4 e/ 4 y Linea FC Tel: (33)504584 Email: [email protected] Se gostar de política, converse com a Isabel, ela sabe de muita coisa. Santiago: Casa Carmen : Calle General Lacret #256 / Maceo y Habana Ps: não fiquei nessa casa porque não tinha lugar, mas a mulher foi simpática e nos recomendou outro. Baracoa Hospedagem: Casa Denny y Rafaela Calle Rubert Lopez 86. Esquina Limbano Sánchez Email: [email protected] Comida: rafael trejo 14 (la patrona) Comida vegetariana (eu não fui, mas para quem quiser, eles têm cardápios veganos e vegetarianos e os pratos são muito bonitos) : Calle Maceo 90 Email: [email protected] Telefone: 52589319 Ps: A casa do moço foi parcialmente destruída pelo furacão e o restaurante está em um lugar provisório, se não estiver no endereço acima, estará na Calle Maceo 170 É isso! Espero que tenham gostado do relato, qualquer dúvida podem perguntar por whatsapp (11)966755221 ou aqui nas mensagens
  6. Em maio de 2017, eu e uma amiga viajamos 22 dias pela Ilha. Fomos para Havana (03 noites), Varadero (04 noites), Santa Clara (02 noites), Santiago (02 noites), Trinidad (02 noites), Ciefuegos (02 noites), Viñales (02 noites) e, por fim, voltamos para Havana (04 noites). Fotos: https://www.instagram.com/despacito_en_cuba/?hl=pt-br Curso de Espanhol: da próxima vez que for à Cuba, quero fazer duas semanas de aula na Universidade de Havana. Eles tem cursos de espanhol e de cultura cubana para estrangeiros: http://www.uh.cu/cursos-de-espanol Hospedagem: Ficamos em casas de família (+- 20 CUC/noite/quarto). Saímos do Brasil com quase tudo reservado. Grande erro. Em baixa temporada, é possível encontrar boas casas sem reservar antecipadamente e negociar o preço. https://www.mycasaparticular.com https://www.airbnb.com.br/ Alimento: Na maior parte da viagem, comemos em restaurantes populares, pagando em moeda nacional (+- 2CUC/noite/prato). Seguro viagem: Fizemos um aqui no Brasil e não nos foi solicitado em momento algum, porém, uma amiga precisou se internar no hospital por uma crise de bronquite e foi necessário para cobrir os gastos (sim, os hospitais, para os cubanos, não é pago, mas nós não contribuímos com o sistema e precisamos pagar pelos serviços). 1. HAVANA Em trinta de abril, chegamos à Havana para participar, no dia seguinte, do 01º de mayo. Milhares de cubanos nas ruas. Caminhamos em paz, sem a polícia nos amedrontando com seus carros e cavalos a empurrar os manifestantes e sem suas armas em punho apontadas para a multidão. Trabalhadores, crianças e estrangeiros com cartazes repletos de mensagens pedindo o fim do bloqueio, exaltando seus líderes e suas conquistas revolucionárias. Ficamos em casas de família e isso nos indaga até hoje. Como conviver com o fato de pagarmos 20 CUCs por noite quando o salário médio é de 18CUCs? Ouvimos que o governo pretende regulamentar a hospedagem particular para evitar que se crie uma grande disparidade social, o que tem ocorrido muito com as atividades ligadas ao turismo. Os cubanos são especiais. Todos querem conversar, sem pressa, sem o tempo do capital que nos isola e nos escraviza. São abertos, curiosos, adoram ouvir, falar sobre suas vidas e sobre a história de seu país. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. Saudade das cores, da vida pulsante nas ruas, da música que se ouve em cada esquina.... Em todos os prédios há placas em homenagem aos mortos que lutaram pela Independência e pela Revolução e até as notas de CUPs são estampadas com seus heróis. Todos sabem dizer quem são e o que fizeram pelo país. PASSEIOS Caminhar sem destino por Havana Vieja é viajar no tempo e sentir o paradoxo que Cuba nos traz o tempo todo. MUSEUS Visite os museus todos (o de Bellas Artes, o da Revolução, da África...) e converse, pergunte, questione. Os cubanos adoram conversar, contar sobre suas vidas, suas histórias. Conversar é uma ótima chance de entender o que foi a Revolução e como é o dia-a-dia das pessoas. Em geral, quem tem contato direto com o turista tende a apresentar uma realidade diferente das pessoas que estão fora deste circuito. MÚSICA Infelizmente, em maio a FAC (fábrica de arte cubana) estava fechada. Verifiquem se estará aberta quando forem, dizem que é maravilhosa!!!!! Vá ao Bodeguita del Medio e, se puder, conheça o músico Alessandro. Pessoa doce e inteligente. Diga que brasileiras nipônicas mandaram abraços. Dance e ouça son pelas vielas de Havana Vieja. Num bar pequeno (se não me engano, o The Tavern), descobrimos a banda "Andy´s son". Simpáticos e talentosos. Ouça jazz no La Zorra y El Cuervo e, por sorte, também, descobrimos em um restaurante bem pequeno, no meio de Havana Vieja um trio de mulheres tocando jazz. Lindo! No primeiro dia de viagem, acabamos caindo na conversa de uma cubana que nos disse que haveria um show com alguns integrantes do Buena Vista em comemoração ao Primeiro de Maio. Fomos e o show, apesar de muito bom mesmo sem os integrantes do grupo, foi bem turistão, num prédio antigo super bonito: Sociedad Cultural Rosalia de Castro. FREE WALKING TOUR No último dia do retorno à Havana, fizemos o walking tour pro fechamento da viagem. Recomendo. Os meninos são bem preparados e é muito interessante acompanhar os europeus e americanos descobrindo o que foi a Revolução. LIVRARIAS Havana tem muitas livrarias e uma feirinha incrível de livros, discos e bottoms históricos perto da Plaza de Armas. Dicas: livros de fotografias são bem mais baratos que no Brasil. VARADERO Fomos para Varadero. Reservamos um apartamento, bem longe dos resorts, num bairro residencial, sem a loucura do turismo. Foi uma das nossas melhores escolhas. Lá, pensei que havia perdido meu passaporte, o que me fez passar um dia na delegacia e conhecer seu funcionamento. A cidade toda se pôs a nos ajudar, os vizinhos abriam suas casas para conversarmos e tomarmos café, saíam pelas ruas a procurar o documento e, quando passávamos, queriam saber se já o havia encontrado. DANÇA Em Varadero, saíamos para dançar. Fomos as três noites à Calle 62. Um palco ao ar livre em que uma banda toca ao vivo. Turistas e cubanos se misturam e dançam a noite toda! Não fomos à Casa de La Música, pois é uma casa fechada, estilo balada. COMO CHEGAR Fomos de táxi compartido de Havana (20 CUCs por pessoa). SANTA CLARA Visitamos, na cidade, a Federação de Mulheres Cubanas. Lá, conhecemos o trabalho da Vilma Espín, esposa de Raul, que lutou na Sierra e coordenou a implementação dos direitos das mulheres durante a Revolução. Hoje, seu trabalho é continuado por sua filha Mariela, que milita junto à comunidade LGBT de Cuba. Aprendemos sobre as creches e escolas cubanas, sobre a licença maternidade, que, também, pode ser estendida aos avós ou ao pai. MARAVILHOSAS! Conhecemos uma farmacêutica que havia participado de uma missão na Venezuela e nos contou suas impressões e o quão importante é conhecer os rincões de miséria do mundo para que as gerações atuais vejam Cuba e entendam seu sistema. Isso nos foi falado por mais de uma pessoa e, perplexas, ouvimos caladas sobre como foi a recepção brasileira aos médicos cubanos. Há uma escola em Santa Clara em que são ensinados idiomas para os trabalhadores. Conhecemos o Professor Mário, que dá aulas de português. Simpático e curioso. Se puderem, vão até lá e assistam uma aula. HOSPEDAGEM Reservamos uma casa pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/15561338 Os proprietários desta casa são um engenheiro e uma médica. O casal tem uma visão diferente sobre o socialismo. Ele, engenheiro, e quem cuida do turista, é contra o regime. Ela, médica e professora, a favor. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul, de Varadero (+- 200km - 3 horas de viagem). PASSEIOS - Memorial e Museu do Che: imperdíveis. Há uma livraria na entrada, com muitos livros sobre a revolução. Quando fomos, tive uma conversa de longa e imprescindível com o vendedor, que me falou sobre seu dia-a-dia, sobre o funcionamento dos CDRs e da Federação de Mulheres Cubanas, contou-me sobre as eleições e seu cotidiano. (http://www.parlamentocubano.cu/index.php/x-cuba-aplicacion-movil-para-android/) Nossa lógica de candidaturas políticas pelo marketing é completamente absurda para eles, que tem representantes de bairros, zonais, distritais... - Monumento à Tomada do Trem Blindado - Estátua do Che y el niño e Loma del Capiro Vale a pena ir à Loma del Capiro e estudar sobre o monumento. Quando fomos, o pintor Michael estava por lá e nos contou a história da tomada da Loma, seu significado e batemos um papo sobre Brasil, Rússia, Cuba... SANTIAGO DE CUBA HOSPEDAGEM Reservamos uma pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/8591172 Casa grande, arejada e localização boa. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul. A viagem de Santa Clara a Santiago é longuíssima. Quase 12 horas!!!! Se puderem, façam uma parada em alguma cidade intermediária. ONDE COMER Em todas as cidades procuramos comer nos locais mais populares e frequentados por cubanos, gastando, no máximo, 2 CUCs. Aqui em Santiago, decidimos almoçar em um restaurante de frutos do mar e não nos arrependemos! Recomendo o Thoms Yadira Restaurant. MARAVILHOSO e o preço não é caro! https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g147273-d12507816-Reviews-Thoms_Yadira_Restaurant-Santiago_de_Cuba_Santiago_de_Cuba_Province_Cuba.html PASSEIOS - Cemitério Santa Ifigênia: onde estão enterrados Fidel, José Martí e os combatentes do Quartel Moncada. - Centro Histórico de Santiago - Plaza del Céspedes - Museu Bacardi - Casa Diego Velazquez - Catedral Nossa Senhora da Assunção - Museus Fomos ao museu do Carnaval, ao Museu Bacardi e ao Museu da Luta Clandestina. Valem a peNa a visita e solicitem sempre um guia! Se tiverem sorte, haverá músicos no museu do Carnaval fazendo um som! - Cuartel Moncada y Hospital Militar Em Santiago, não se pode deixar de visitar o Hospital Militar e, ao seu lado, o Cuartel Moncada, cuja tomada deu início à Revolução de 1959. - Livrarias e Galerias de Arte Infelizmente, a livraria Escalera estava fechada nos dos dias em que estivemos em Santiago. Dizem que é linda, com as paredes repletas de livros e cheia de raridades. Nas nossas andanças pela cidade, conhecemos uma galeria de arte, bem próxima ao Museu do Carnaval. As obras de "Ache" estão lá expostas e contam as histórias de Alejo Carpentier. Vale a pena a visita e a conversa! Em todas as cidades que visitamos fizemos as visitas nos museus com guias, que são preparadíssimos. Antropólogos, historiadores e profundos conhecedores do seu país e da sua arte, cujo trabalho é valorizado pelo Estado e pela sociedade. Voltamos com muitas cartas para escrever e com a vontade de voltar. TRINIDAD COMO IR Santiago a Trinidad, fomos de Via Azul, durante a madrugada. Viagem longa. 10 horas, aproximadamente. PASSEIOS Trinidad é um charme! Ruas de pedra e construções coloridas, bem conservadas. Galerias de arte por todo canto e muita música. Se derem sorte, poderão ver os artistas pintando em seus ateliês. MUSEUS Na Plaza Mayor estão localizados diversos museus: - Museu Romântico: Antigo palacete, onde é possível ver afrescos originais e móveis da época. - Museu de Arqueologia: Objetos de pedra, cerâmica e ferro narram a história de Cuba. Vale a pena bater um papo com a diretora do local sobre a Revolução e o que esta modificou na estrutura social de Cuba, principalmente, em relação aos negros! - Casa de Rafael Ortiz Exposição de artes e uma vista maravilhosa da cidade. - Torre da Igreja de San Francisco Bela vista da cidade. - Museu da Lucha contra Bandidos Um pouco mais sobre a história de Cuba e as inúmeras tentativas americanas de colonizar a Ilha. MÚSICA Por todo lugar, ouve-se música. Afrocuban jazz, rumba, son, salsa. Fomos a um restaurante pequeno, numa rua qualquer, e lá ouvimos bossa nova! Há, também, o Palenque de los Congos Reales, que, no dia, assistimos a uma apresentação de música tradicional cubana. E, à noite, dançamos salsa e ouvimos uma banda ao vivo nas escadarias da Casa de la Musica. Trinidad é uma delícia de cidade. Gostaríamos de ter ficado mais tempo! CIENFUEGOS Em Cienfuegos, visitamos o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Tivemos uma sorte enorme de conhecermos Miriam, uma mulher incrível, poeta e que leu um poema escrito por ela em homenagem a Che Guevara para Chávez. Cienfuegos foi a cidade dos encontros. Nos hospedamos na casa de duas professoras aposentadas fofíssimas! Milhares de livros sobre a Revolução e móveis que pertenceram aos seus bisavós! Entusiastas e conscientes das mudanças sofridas em Cuba. Em sua casa, diversas homenagens pela participação ativa na formação de crianças e na atuação nos CDRs em prol da construção de uma sociedade melhor. ONDE FICAR RECOMENDADÍSSIMAS: https://www.airbnb.com.br/rooms/16749933 Esta é a casa de Gladys e Miriam: COMO CHEGAR Fomos de táxi compartilhado. A viagem de Trinidad a Cienfuegos é curta, porém, se decidirem ir de ônibus, comprem os tickets assim que chegarem!!!! As passagens esgotam rapidamente. PASSEIOS Fomos para a cidade no feriado do dia das mães, logo, pegamos a cidade vazia e tudo estava fechado. Caminhamos pelo centro, visitamos os prédios e os museus, que nos decepcionaram bastante. As guias quase nada explicavam e, muitas vezes, fingiam que não havia visitantes. - Teatro Tomás Terry Infelizmente, o teatro não está bem conservado, porém, vale a visita. - Sorveteria Coppelia Tradicional sorveteria cubana e com ótimo preço (pago em CUP). - Caminhe pelo Malecón de Cienfuegos. Quase ao final, visite o Palácio do Valle, cuja arquitetura tem forte influência árabe e, de lá, assista ao pôr-do-sol. Belíssimo! Ao lado, há o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Se tiverem sorte, serão recepcionados por Miriam, uma mulher incrível, poeta e que te contará como foi a recepção da comitiva venezuelana. - Punta Gorda A vista e o caminho até lá são bem bonitos, porém, nos decepcionamos com o lugar. Muito cheio e não nos pareceu que a água seja limpa. VIÑALES Dormimos duas noites em Viñales. Cidade com muito verde, casas coloridas, cavalos e céu espetacular. As fazendas, antes pertencentes a poucas famílias, com a Revolução, passaram a pertencer a pequenos agricultores após a Reforma Agrária. Vá até o mirante e, de lá, observe o sol se pondo atrás dos mongotes ouvindo os passarinhos. Infelizmente, não tivemos mais tempo para outros passeios. Porém, se tiverem, dizem que os Cayos são lindos, assim como alugar uma bike e ir para as cavernas! MÚSICA Pague dois CUCs e vá dançar na Casa de La Música. Cuba nos deixou com o sonho de que, sim, podemos viver em um país em que o tempo de vida é determinado por aquilo que nos dá prazer, pelo conhecimento do outro, pelo tempo do estar junto e de se formar como ser humano, pensante, musical, culto e altruísta. O povo cubano é consciente do que vive. Nos davam aulas de história sobre seu povo, sobre o orgulho de terem sempre lutado, por sua independência, pela Revolução e pela manutenção desta. Logo que chegamos, havia em todas as ruas papéis convocando a população para a Assembléia de Prestação de Contas dos CDRs. A questão do regime é controversa. A impressão que tivemos foi a de que muitos dos que vivem em contato com o turista já não são mais a favor do socialismo, talvez, por pensar que, caso implementado o capitalismo, seriam como essa porcentagem mínima que consegue ter a grana necessária para viajar e ter acesso a bens de consumo, já que a miséria do capital não chega até eles. A maior parte das pessoas que conversamos fora do roteiro turístico é a favor do regime e consciente das conquistas deste. Cuba nos mostrou o quão desumano é ser criado sob o capitalismo. Vivenciamos e nos percebemos formadas sob a cultura do medo em oposição à beleza e à liberdade da vida cubana, que não tem medo do outro, que ocupa suas ruas e cria suas crianças livres. Que as escolhas profissionais podem e devem ser feitas por prazer, por aptidão. Hoje, voltamos (e vivenciamos) com a certeza de que a formação do homem sob o socialismo o torna mais humano, mais solidário e empático. Viva Cuba! Dicas finais: - Cuba toda é muito segura! - CONVERSEM! Conversem com todas as pessoas que puderem. Desde os proprietários das casas, os garçons, os guias dos museus, as pessoas que sentam ao seu lado nas praças, com os taxistas. Os cubanos, em geral, são abertos, curiosos e adoram ouvir e falar sobre suas vidas. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. - alugamos uma bicicleta pra nos locomover de Havana Vieja a Miraflores. Conhecemos muitas ruas e bairros diferentes. Foi intenso, diferente, porém, os habaneros não estão acostumados com ciclistas. - negocie tudo! - ande com CUCs (pesos convertibles) e CUPs (moneda nacional). - se possível, leia todo os dias que estiver em Cuba os jornais. - procurem a Casa de la Musica da cidade. Em geral, a programação é ótima e os prédios, históricos e bem conservados.
  7. INTRODUÇÃO Há alguns meses, a Copa Airlines estava com uma promoção de passagens a Cuba. Como eu não tinha ainda um destino escolhido de férias, eu não pensei duas vezes e comprei por R$ 1.800 saindo do Rio. Resolvi ficar por duas semanas viajando pela ilha. Cuba nunca esteve nas minhas prioridades mas com o estreitamento das relações com os EUA, eu senti uma urgência em conhecer um pouco do país antes que abrisse um Mac Donald's ou um Starbucks em Havana (depois de ter lido o livro "A ilha", achei tolice minha ter pensado deste modo). Acho que o que eu sei de Cuba é o que a maioria das pessoas sabem um pouco: Revolução, Fidel Castro, Che Guevara, bloqueio econômico, carros antigos, La Bodeguita, etc. Eu precisava saber mais sobre a história do país. Um amigo emprestou-me dois livros: (1)Moraes, Fernando; A Ilha, Companhia das Letras. (2) Furiati, Claudia; Fidel Castro, uma biografia consentida. Editora Revan. O usuário Pedrada sugeriu-me algumas leituras. De tudo o que me foi recomendado, confesso apenas ter lido (e adorado) o livro "A Ilha". Agradeço a todos a ajuda. Eu posso dizer que já tenho uma certa experiência em planejamento de viagens por conta própria. Algumas vezes, eu já arrisquei ir a um país só sabendo do basicão. Por conta de emendar uma viagem após outra, acabei deixando para planejar minha viagem para Cuba em cima da hora, algo como "viajar-e-ver-no-que-dá". Agora que eu já voltei de viagem, se tivesse que dar uma única dica seria: planeje bem sua viagem a Cuba, informe-se bastante. Por quê? Não é fácil obter informações sobre o país pela internet estando lá, já que a internet em Cuba é lenta e cara. Além disso, não viajei nem com um bom guia de viagem. Apenas li relatos de viagem, procurei alguns blogs e sites interessantes sobre viagem a Cuba e salvei-os no celular (Aplicativo Evernote). Não dá para visitar Cuba como se fosse um simples destino turístico. Mesmo que queira se afastar do assunto política, está lá nas ruas, no dia-a-dia dos cubanos e no modo como viajamos no país. É uma verdadeira incursão social, para quem quiser. Deixa eu explicar como foi a minha viagem: eu viajei sozinha e tive poucos dias no país (10 dias. Deveriam ser quinze mas tive que antecipar a minha volta). Não viajei no estilo mochileiro mas foi o mais econômico possível. Durante o período em que estive em Havana, houve dois eventos importantes: a visita do presidente dos EUA, Barack Obama e o show dos Rolling Stones. Mesmo com tudo isso, acho que o fato mais curioso que aconteceu durante a viagem e eu até esperava mas aconteceu de forma muito mais frequente foi que por eu ser negra, todos, turistas e cubanos, ao me ver achavam que eu era uma cubana legítima e isso me rendeu vários causos. Então, escreverei o relato e sobre o que eu aprendi do modus operandi de viajar em Cuba.
  8. Para entender Cuba devemos usar a imaginação. Pense em um lugar onde o sorriso, o respeito e a caridade andam juntos e estão em cada esquina, ou em cada jogo de xadrez em frente às portas das antigas casas. Imagine que nesse lugar não há desigualdade: todos tem as mesmas oportunidades. Um lugar onde a grama do vizinho é tão verde quanto a sua. E que por isso não sabem o que é violência. Agora acrescente o fato de que lá todos tem acesso a educação - estudar é obrigatório. Um lugar que sabe que só haverá liberdade se houver educação. Agora tente ver essa educação convertida em cultura. Lá existe respeito às referências e à qualidade da produção cultural. E o melhor: não existe música comercial. Um lugar onde é possível caminhar nas ruas e escutar acordes de violino saindo das grandes e coloridas janelas coloniais. Por fim, tente ver esse lugar como referência em saúde e que exporta médicos para o mundo. Médicos que estão na África combatendo o Ebola, no Nepal socorrendo os necessitados, e até aqui no Brasil, nas áreas mais afastadas e de difícil acesso. Enfim, esse lugar existe. Esse lugar é Cuba. Mas Cuba, apesar de ser uma ilha, não está isolada do mundo. Está localizada numa área geograficamente estratégica e por isso, sempre foi alvo de interesses por parte dos estrangeiros. E graças a uma revolução conseguiu sua independência. Condição que devolveu o país para seu povo. Mas não é fácil estar na contra-mão do mundo. Cuba sofre com o bloqueio econômico. Então como sobreviver numa ilha com limitações climáticas, geográficas e tecnológicas, que não consegue produzir tudo que precisa para se manter? Improvisando. Os cubanos conseguem fazer acontecer com os mais belos princípios. Primeiro, valorizando o que tem. Se estragou, consertam. Se amassou, reparam. Assim, conseguem ter carros com mais de 70 anos nas ruas, servindo a população e atendendo suas necessidades. Mas não é fácil. Isso só é possível com a cooperação e a caridade: os cubanos se ajudam. Assim fazem acontecer. Outra característica interessante em Cuba é que tudo é do governo: hotéis, lojas, postos de gasolina, restaurantes… (exceto os paladares e as casas particulares). E todos tem algo em comum: funcionam bem, mas numa velocidade diferente do resto do mundo. No inicio, estranhamos. Depois entendemos e questionamos: porque estamos correndo tanto? Mas nem tudo é tão simples quanto parece. Num sistema igualitário e isolado, o dinheiro é raro. Em Cuba, trabalha-se um mês e ganha-se em media 10 dólares. Os maiores salários não passam de 30 dólares. E por ganharem tão pouco, eles não conseguem viajar. O mundo é caro para eles. A única forma que têm de viajar é através do esporte ou da cultura, com performances internacionais. Isso é uma limitação. Mas esperamos que com o fim do bloqueio e o aumento do turismo, o dinheiro volte a circular na ilha e traga de volta os anos dourados. Para chegar lá comprei as passagens pela Copa Airlines saindo de Guarulhos (2.100 reais ida e volta). Comprei a tarjeta de turismo na hora do check in por 60 reais. Fiz o seguro viagem, mas não foi necessário apresentar em momento nenhum (140 reais pela Mondial, opção Mochileiro). Também não foi necessário certificado de vacinação de febre amarela. Pela Copa Airlines não é mais necessário pagar 25 CUCs para sair de Cuba, por isso, gaste isso com rum, charuto, salsa e son. Desfrute! Cheguei numa sexta a noite, dia primeiro de maio, dia do trabalho. Ainda era possível ver bandeiras hasteadas pela cidade, em postes, fachadas e muros. A primeira vista foi de um carro daqueles de filme dos anos 50 passando pelo taxi (25 CUCs do aeroporto até centro Havana). Sim, estava em Cuba. Cheguei no Hostal, Rolando Backpacker – Casa particular de Rolando e Magaly – e vi outro desses carrões com rabo de peixe estacionados em frente. Precisei de alguns minutos sentado na calçada para digerir onde estava e o que estava me esperando. O albergue foi um ponto alto na viagem: tanto pela simpatia da família que vive no lugar (Magaly, Rolando, Arturo… gracias!), quanto pela estrutura super social que eles criaram. Com uma diária de 10 CUCs, estava super bem localizado. Estava em Centro Havana. O lugar que sintetiza o que é Havana de verdade. A 10 minutos caminhando até Havana Vieja (linda, mas já adaptada ao turismo), a 10 minutos caminhando até Vedado (bairro com ruas largas e prédios altos que para mim não representa Cuba) e a 4 quadras do Malecón. (Faça sua reserva pelo http://www.hostelbookers.com ou pelo email [email protected]) Com 3 CUCs tomava café da manhã no próprio albergue e já estava pronto para caminhar. Alias, foi o que mais fiz. Caminhei como um condenado, as vezes andando em círculos, simplesmente como a intenção de flanar por Havana. Estava maravilhado com a arquitetura, com os carros antigos, com as crianças nas ruas indo para a escola. Cada olhar era um flash. Nesse primeiro dia, criei uma bolha no pé para cada foto que tirei. Almocei em Havana Vieja, no restaurante La Mina, em frente a praça de Armas. Incrível. Era possível comer lagosta a preço de banana. Isso mesmo: lagosta (20CUCs)! E experimentei as cervejas cubanas Bucanero, mais forte e a Cristal, mais leve. Depois caminhando, fui na histórica Bodeguita del Medio, lugar frequentado por Ernest Hemingway, experimentar os famosos mojitos (3 CUCs). Fui apenas para experimentar e quando vi já estava no 3º! O mojito cubano é mel na chupeta. Ou melhor, é rum cubano, limão, hortelã, soda e gelo. Espetáculo. Isso tudo regado a um som inesquecível: o mais puro “son” cubano, com direito a percussão, baixo acústico, flauta transversal, cajon, tres e maracas. Hora de ligar para o Brasil. Hora de gastar, porque o serviço telefônico lá se parece um pouco com o brasileiro na década de 70, caro e lento - loja da Etecsa, na Calle Obispo (9 CUCs). Depois de caminhar mais, fotografar mais e ficar deslumbrado com Havana, fui para o albergue tomar umas cervejas (1,50 CUC por cada) e jantar (5 CUCs) pra interagir com outros viajantes. No dia seguinte, domingo, fui pela manhã conhecer o Callejon de Hamel (grátis), em Cayo Hueso, para ver um pouco das manifestações artísticas e religiosas cubanas. Aos domingos, por volta do meio dia, tem música e dança na rua, que é uma obra de arte ao ar livre. Colorida, vibrante e inesquecível. Com o calor do horário, sentei num bar local para conversar com pessoas e experimentar a vida cotidiana. Fui no bar Neptuno, em Centro Havana e tomei um cerveja local chamada Polar. (Lugar onde se paga em pesos cubanos - CUP. Nos correios é possível fazer troca do CUC por CUP, mas não foi necessário. Paguei em CUC e me deram o troco em CUP) Depois de mais caminhadas e fotografias, almocei no Los Nardos, em frente ao Capitólio. Peixe fresco e cerveja gelada (13 CUCs). Hora de falar com o Brasil e de tentar saber sobre o jogo do Vasco, na final do Campeonato Carioca 2015. Fui ao Hotel Parque Central, onde é vendido o cartão wi-fi de 1 hora por 4,50 CUCs. Tudo certo: internet funcionando bem, boas notícias da família e o melhor: VASCÃO CAMPEÃO. Jantei na região mesmo, no café Plaza Central, com direito a umas Bucaneros pra comemorar (7 CUCs). DICA: ao lado do Los Nardos, em frente ao Capitólio, tem o KID CHOCOLATE. Lugar pra ver torneios de boxe. Quando fui estava fechado, porque não era temporada. Mas é tradicional e vale a ida. No dia seguinte, depois do café da manhã no albergue, fui ao museu da Revolução. TOP. Diferente dos europeus, esse museu é muito baseado na história escrita. Repleto de textos, fotos e objetos utilizados por Che Guevara e Fidel, é uma boa oportunidade para conhecer a fundo a Revolução. E no final, é possível ver o Granma, barco utilizado pelos revolucionários, que partiram do México para Cuba. Além de alguns tanques e aviões que são como troféus para os cubanos. Almocei no La Mina de novo (24,5 CUCs) e fui para o tradicional El Floridita experimentar os também famosos daiquiris (7 CUCs). Uma espécie de drink frozen feito de rum (óbvio), suco de limão e um leve toque de licor. Fantástico. "Mi mojito en La Bodeguita, mi daiquirí en El Floridita”. Hemingway tinha razão! Jantei não lembro onde (deve ser por causa dos daiquiris) - 16,50 CUCs INFO: cotação 1 Euro = 1,08 CUCs (maio/2015) não leve dólar: vale menos que o euro e tem uma sobretaxa de 10% DICA: como estava fechado o KID CHOCOLATE, fui atras de outros lugares para conhecer o tradicional boxe cubano. Descobri 2 lugares que valem a visita: um fica em frente à Igreja Mercedes em Havana Vieja e outro fica entre as calles San Jose y Aguila em Centro Havana. Vi cubanos treinando boxe sob sol do meio dia e mostrando porque são tão fortes nesse esporte. Para começar o próximo dia, fui conhecer a Real Fábrica de Tabacos Partagás, que não está funcionando no antigo prédio ao lado do capitólio. Você deve comprar o ingresso (10 cucs) num dos hotéis que tenha agência de turismo (comprei no Hotel Parque Central). A fábrica funcionando está um pouco distante. Fica na calle San Carlos. Vale pegar um bicitaxi (5 CUCs). Experiência fantástica, pois é possível ver como é manual e artesanal a feitura dos famosos charutos cubanos. Incrível. O almoço foi em um dos lugares mais fantásticos da viagem: Paladar La Guarida. Um casarão antigo onde foi filmado o único filme cubano que concorreu ao Oscar: Fresa e Chocolate. O lugar é incrível e a comida não fica pra trás. Mais lagosta e sobremesa gourmet. (40 CUCs) Logo depois, me juntei com amigos do albergue e alugamos um ford conversível da década de 50 para dar uma volta pela cidade. Experiência obrigatória. A volta pelo Malecón com o vento no rosto paralisava a expressão de felicidade no rosto. (30 CUCs em frente ao Capitólio) Terminado o passeio, fomos tomar uns mojitos num bar da região do Parque Central. (2 CUCs por mojito) Jantar no albergue: 4 cucs Depois de muita caminhada, conversas com os cubanos, escolas, boxe e calos no pé, era hora de relaxar na praia. Vamos pra Varadero! Vamos pro mar do Caribe! Taxi para o terminal da Viazul: 7 CUCs Chegando lá, o ônibus das 10 não apareceu, dividi um taxi com um casal de Londres. 25 CUCs por passageiro e o taxi deixou cada um em seu resort. Fiquei no Sol Sirenas Coral, all inclusive. 90 euros a diária. Só os mojitos e a vista já pagaram a estadia. Esse resort tinha muitos jovens e foi possível interagir bastante. A praia é algo indescritível, e nem foto é capaz de reproduzir o que é. Por isso vá conhecer. Varadero é o lugar mais caro do mundo para fazer ligações internacionais. E é bom ficar esperto na hora de ligar. Gastei 30 euros em uma única ligação. Trauma. Quando fui desligar o telefone vi sujeito que opera as ligações desesperado vindo me retirar da cabine por causa do alto valor. DICA: Tenha sempre um cronômetro para confirmar o tempo de ligação. No último dia fiz um mergulho nos corais (20 CUCs). Sugiro a experiência. A profundidade era de 5 metros. A água era tão cristalina que dava pra ver o pé, e até os calos do pé. Fiquei 2 noites em Varadero. Já era hora de voltar pra Centro Havana e aproveitar os últimos instantes nesse ambiente que nem parece, mas faz parte do mundo atual. Taxi para estação da Viazul: 5 CUCs Ônibus Viazul para Havana: 10 CUCs (Chegar 1 hora antes no terminal para comprar as passagens) De volta ao albergue, almocei em outro paladar incrível com a melhor e maior lagosta da viagem: Casa Miglis (calle Lealtad, Centro Havana). Um menu com entrada (ceviche), prato principal (lagosta), sobremesa (sorvete) e suco natural de manga e outro de abacaxi saiu por 33 CUCs Nessa altura do campeonato, usufruí bastante dos bicitaxis (4 a 5 cucs). E vivenciei momentos interessantes nesse meio de transporte. Conversando com vários deles, foi possível ver que tinham formação acadêmica, falavam sobre cultura, saúde, educação, economia, exportação e importação, enfim, eram um retrato de uma população culta. No último dia, junto com um alemão e uma holandesa do albergue, fomos caminhar por Vedado, na Calle 23 (la Rampa). Entramos no Hotel Nacional e depois tomamos um sorvete na tradicional sorveteria Coppelia (2,6 CUCs). Fechei Cuba almoçando de novo no La Mina (30 CUCs - lagosta e mojitos). Peguei um taxi para o aeroporto: 20 CUCs Se você gosta de viajar, de conhecer outros mundos, não deixe de ir a Cuba. E vá rápido. Porque em breve você vai se deparar com um McDonalds na esquina e um pouco de gordura trans na gelatina. DICA: o cubano sempre dá um agrado a quem eles estimam. É bacana deixar “regalos” onde você é bem atendido. Por exemplo, balas, canetas, produtos de higiene de grande marcas internacionais, tudo pode fazer um cubano feliz. GASTOS EM CUCS DIA 01: SEXTA (noite) TAXI AEROPORTO: 25 GARRAFA DE RUN HAVANA LIBRE AÑEJO: 3 ÁGUA (2): 2 ________ 30 DIA 02: SÁBADO CAFÉ DA MANHÃ: 5 LIGAÇÃO BRASIL: 9 BODEGUITA DEL MEDIO: 18 ALMOÇO: 25 BAR + JANTAR: 14 ___________ 71 DIA 03: DOMINGO CAFÉ DA MANHÃ: 3 CALLEJON DE HAMMEL: 7 (DOAÇÃO) ÁGUA: 1,5 CERVEJA POLAR: 1 ALMOÇO: 13 INTERNET: 31,50 JANTA + CERVEJA: 8,5 _______________ 65,50 DIA 04: SEGUNDA CAFÉ DA MANHÃ: 3 MUSEU DA REVOLUÇÃO: 8 DOAÇÃO HOMEM ESTÁTUA: 0,5 ALMOÇO LA MINA: 24,5 PUDIM DE CARAMELO: 0,75 DAIQUIRI: 7 JANTAR: 16,50 CERVEJA: 1,50 DOAÇÃO: 1 ________________ 62,75 DIA 05: TERÇA CAFÉ DA MANHÃ: 3 FÁBRICA TABACO REAL: 10 BICITAXI: 5 BOXE DOAÇÃO: 5 TRANSPORTE: 2 ALMOÇO LA GUARIDITA: 40 CARRO CONVERSÍVEL: 10 (DIVIDO COM AMIGOS) MOJITOS: 6 JANTAR: 4 ________________ 85 DIA 06: QUARTA CAFÉ DA MANHÃ: 3 ALBERGUE: 50 TAXI TERMINAL: 7 TAXI VARADERRO: 24 TELEFONE BRASIL: 30 RESORT VARADERO: 180 __________________ 294 DIA 07: QUINTA TELEFONE BRASIL: 31 __________________ 31 DIA 08: SEXTA MERGULHO: 20 TAXI P/ VIAZUL: 5 ONIBUS PARA HAVANA: 10 BICITAXI: 5 ALMOÇO CASA MIGLIS: 33 REGALOS: 10 INTERNET: 5 DOAÇÃO: 0,5 ÁGUA: 1 ALBERGUE: 10 TUKOLA CIEGO MONTERO: 1,5 (COCA COLA CUBANA) ____________________ 101 DIA 09: SÁBADO CAFÉ DA MANHÃ: 3 COPELLIA: 2,6 ÁGUA: 1 ALMOÇO: 30 BICITAXI: 2 TAXI AEROPORTO: 20 ÁGUA: 1,7 INTERNET: 6 _____________________ 66,30 CUSTO TOTAL GASTO EM CUBA 806,55 CUCS = 746,80 EUROS ................................................. Abaixo algumas fotos que fiz:
  9. Chegou a tão esperada viagem à Cuba. Me baseei em muitos relatos daqui, também do mulambo (cuba-mochilao-mulambo-2015-ponta-ponta-havana-cienfuegos-trinidad-baracoa-santiago-cayo-guilhermo-vinales-t117960.html) que foi bem útil para os preços mínimos das coisas. Hehehe Sou do RJ, mas quando comprei a passagem estava 3500 ida e volta por aqui... De Brasília estava 1900 reais já incluindo a passagem e taxas da tam de ida e volta por lá... Então, mais uma perna e passagem por aeroporto pra economizar essa budega aí. Hehehehe Vôo saindo sexta, após trabalho, 20h35 pra Brasília, de lá pra Havana às 2h25. CUIDADO NA ORA DE COMPRAR trechos na madrugada, quase errei o dia. Hehehe Cotações da viagem: 1 dólar = 3.37 reais 1 euro = 3.79 reais 1 euro = 1.09 CUCs 1 CUC = 24 pesos cubanos Dia 1 - 27/08 - sábado - Habana Chegamos à La Havana e fomos pra casa da Sra. Augustina, muito comentada aqui nos fóruns. Ao tocarmos a campainha, descobrimos que ela tinha falecido dia 11/08 e a casa não mais hospedaria ninguém. Antes que pensássemos em procurar outro lugar, a sra . que nos atendeu informou que seu vizinho debaixo também recepcionava turistas. Felizmente tinha disponibilidade e ficamos lá, pelos 25 CUCs pra 2 pessoas + 5 CUCS por pessoa de café da manhã. Pegamos um bus até Miranmar e Rodamos pelos pontos turísticos lá. O bus é bem barato 1 peso. Demos sorte pra ir, mas não a tivemos para voltar... veio lotado e ficamos distante do centro. Rsrs Jantamos numa pizzaria perto da casa por 5 CUCS/pessoa. Chuva fim de tarde forte e depois parou. Dia 2 - 28/08 - domingo - Havana Fomos conhecer a praça revolucionário de táxi por 6 CUCs. A praça é imensa e por todo canto tem sinais "gloriosos" da revolução. Depois voltamos a pé até o centro e caminhamos até a plaza vieja e agregados que são increíblemente preciosos! Almoçamos no La Narco por 10 CUCs/pessoa com limonada. La é muito bem servido. E voltamos para descansar um pouco. À noite jantamos no Mango por 3 CUC/pessoa que era perto da casa e caminhamos um pouco. Chuva fim de tarde forte e depois parou. À noite choveu direto até de manhã... Dia 3 - 29/08 - segunda - Havana x Varadero Despertamos temprano, desayunamos y fuimos tomar la famosa guagua hasta Varadero. No meio do caminho mudamos de idéia porque chovia e a guagua é meio aberta... Fomos à via azul de táxi por 7 CUCs . De la Fechamos um táxi por 40 CUCs porque o ônibus tinha acabado de sair às 9h. O próximo somente seria às 13h... ai, já era o dia em Varadero. O próprio taxista buscou uma hospedagem para gente em uma casa particular. Tivemos um pouco de dificuldade em encontrá-la. Quando o taxista achou uma, reparamos que Varadero era mais cara que Havana... 30 CUCs o quarto sem café da manhã. Ficamos em um espaço legal, mas a senhora não é muito cordial, então não recomendamos. O dia estava fechado e foi abrindo, mostrando a beleza da praia caribenha. Almoçamos "risoto" em um restaurante que tem cardápio em russo na calle 62 e não gostamos, porque parecia um miojo de arozz, pelo menos foi 5 CUCS/pessoa. Depois fomos à praia e ficamos até umas 19h, pois escurece umas 20h. Tem uns passeios saindo de Varadero, mas são bem caros, então não pegamos informações adicionais. Por ser mais estruturado, é mais fácil encontrar informações na internet. Decidimos ir para Trinidad no dia seguinte. Jantamos no restaurante Victoria perto da calle 36 que tem um bife duro de comer por 3 CUCs/pessoa. Rsrsrs Dia 4 - 30/8 - terça - Varadero x Trinidad Chegamos à Via Azul às 6h50 para pegar o bus às 7h30, pois segundo o atendente, já não tinha passagens disponíveis para comprar no dia anterior. Pagamos 20 CUCs/pessoa e deixamos uma chuva leve em Varadero. Ao chegarmos a Trindad, umas 14h20, encontramos o céu caindo e mini rios pela rua... Doideira total hehehehe fomos almoçar e depois pra hospedagem. Ficamos numa casa das diversas que nos ofereceriam na própria rodoviária, custou 10 CUCs/pessoa com café da manhã amigável. Endereço na rua Antonio Maceo, 652. A habitação é pequena e humilde, diferente das outras que ficamos, mas, pelo preço, tá excelente! Não fizemos nada além de rodar na cidade e tomar a primeira facada pra usar a internet no cel por 3 CUCs/hora. A noite rodamos pela cidade na chuva mesmo. Pelo menos, estava mais fraca e dando sinais de melhora. Dia 5 - 31/08 - quarta - Trinidad Sol!! Acordamos com o tempo abrindo e fechamos um táxi por 8 CUCs pra ir até a playa ancon, porque perdemos o (ou o último) ônibus que saia às (ou até) às 9h30. Achei a praia sem graça, quando comparada com Varadero, ainda mais porque tem umas plantas aquáticas na areia que ficam passando no pé. Talvez com a chuva dos dias anteriores alterou a agua, porque não estava tão clara também como vimos em fotos... Ficamos numa espreguiçadeira lá por 2 CUCs cada. Ofereciam coisas na praia, mas não comemos e o biscoito Bono chocolate serviu para enganar a fome. Hahaha Na volta, umas 16h, esperamos mais 2 pessoas para dividir o táxi 8 CUCs e fugimos da chuvarada que começou a cair enquanto entrávamos no carro. Segundo o taxista falou, tem uma piscina natural que é possível fazer snorkeling um pouco antes de chegar à entrada da praia de Ancon. Pra quem der sorte de não pegar chuva. Em Trinidad também é base de um passeio a cachoeiras Praticamente, levamos sol à região. Hehehehe Há também a possibilidade de fazer mergulho de cilindro em Trinidad na praia Ancon (algum ponto de mergulho) e também em Cayó Blanco. O mergulho seria 35 CUCs e o passeio não pegamos informações. Íamos descer pra Morron, mas a Via Azul estava fechada quando chegamos umas 17h30. Ela vai até cierro de Ávila e depois pegaríamos outro transporte. Almoço/jantar no restaurante Bella Trinidad, pizza (cansamos de comida com tempero mais ou menos hahahaha), que tem música ao vivo e um ambiente bem maneiro por 5 CUCS. A pizza não estava boa. Rsrs Disco Ayala é a discoteca que fica numa caverna, que parece maneira, mas não abriu porque tinha chovido muito e estava com água. Rsrs o pessoal fica na praça perto da plaza mayor, onde tem garçons servindo bebida (3 CUCs) ou outros lugares vendendo a 1.50 CUCs (de qualidade inferior, mas com uma relação custo x benefício melhor hehehe). Fica ao pé da casa de la música que é em céu aberto. Dia 6 - 1/09 - quinta - Trinidad Resolvemos fazer o passeio de cavalo com o Pollo (Tel 52901549) que é um cara bem tranquilo e divertido. Esse passeio custou 10 CUCs que achei bem razoável A cachoeira tem uma boa queda e um poço de 6m de profundidade que da pra dar uns saltos. ela me lembrou a cachoeira de Santa Bárbara, na chapada dos veadeiros, porém com um tom de azul menos aflorado, mesmo no sol. A entrada no "parque" é meio salgada 9 CUCs, mas valeu a pena. O passeio dura o dia todo, saímos umas 9h40 e retornamos umas 16h. Vale a pena sair mais cedo para fugir do sol. Até tentamos, mas uns franceses que iam no passeio atrasaram porque o cara da casa de onde eles ficaram queriam dar uma volta neles, alegando que nosso guia era ilegal. A propósito, eles tem que ter uma permissão para serem guias, como em todo lugar, mas nem ligamos pra isso. Hahaha Como vivemos no Brasil, país do jeitinho, acho que temos um "felling" de quando as pessoas querem dar uma volta... hehehehe Foi tudo tranquilo e recomendo o Pollo (apelido do cara na cidade). Almoçamos massa num "mexicano" que estava comível. Rsrs a noite, fomos para para a plaza mayor de novo e depois pra discoteca Ayala. As músicas lá são variadas. Detalhe: a discoteca tem umas goteiras mesmo. Então, cuidado na hora de andar porque vi geral caindo. ?? 5 CUCs pra entrar e ganha 1 mojito. Dia 7 - 2/09 - sexta - Trindad x Morrón Decidimos partir de Trindad para Cayó Guilhermo inicialmente, mas ouvimos histórias que lá só tinha resort, hospedagem que ultrapassaria nosso orçamento. No meio do caminho, decidimos ficar em Morrón mesmo, cidade mais próximas do Cayó Coco e Cayó Guilhermo. Fechamos um táxi mesmo de Trindad a Morrón por 25 CUCs/pessoa de porta a porta. O taxista era irmão do Pollo e em tese o carro era bom e tinha ar condicionado, porém, no meio do caminho o carro (Peugeot 405 de uns 20 anos) esquentava e tinha q botar água. Paramos umas 5 vezes na estrada pra isso... Mesmo assim, chegamos em 3h, saindo de Trindad por volta das 9h40. Quando saímos, ele queria nos cobrar 30 CUCs/pessoa, mas como já tínhamos fechado com o Pollo pelos 25 CUCs, permaneceu este valor após insistência e pedido pra ele ligar para o Pollo. Apesar de não ser tão barato, a idéia era ganhar tempo e rodar o menos possível de mochila na cidade (tava um sol digno de verão carioca). Como não tínhamos reserva, o taxista iria nos levar a uma casa. Ele descobriu uma que achamos SENSACIONAL, tanto pela receptividade da Dona Aleida, quanto pela estrutura, que era excelente, com banheiro no quarto, geladeira e TV (impressionante!!), fora ar condicionado, ventilador, serviço de lanche e água, suco e cerveja na geladeira a preços justos. Ah, a cama era extremamente confortável, era um colchão!! (Ficamos surpresos, porque só tínhamos encontrado camas que afundavam até então, fora que TV no quarto é item de MUITO luxo, pelo que vimos também). Ela queria 30 CUCs, mas negociamos por 25 CUCs/dia o quarto e o café da manhã era 5 CUCs/pessoa para ser completo. Contato: Dra Aleida Castillo - Calle Salomé Machado, #187 - A , Morrón / Tel fixo: 502-473 / celular : 5294-1219 / email: [email protected] / [email protected] Depois, almoçamos na Calle Martí num restaurante do governo por 4 CUCs/pessoa e tomamos o famoso sorvete cubano Coppelia. O sorvete é bom e o preço é ainda melhor. Pagamos em moeda nacional que seria 26 pesos!! Surreal!! Foram 3 sorvetes, 2 latas de refrigerante cubano de limão, fora a água que já dão. Para ter uma idéia, cada lata dessa no mercado custa 0,50 CUCs (24 pesos cubanos) no mercado. Rsrs A Dona Aleida fez nosso jantar com entrada, prato principal (forte), e sobremesa (arroz doce com salada de fruta) por 8 CUCs (frango) e 10 CUCs (peixe). Pode parecer caro, mas não reclamamos, porque o tempero estava bem saboroso. Fomos à Havana Club daqui e parecia uma festa estranha com gente esquisita. Rsrs resolvemos dormir. Dia 8 - 03/09 - sábado – Morrón - cayó Guilhermo - playa pilar Playa Pilar é a praia mais popular e famosa de Cuba. Fechamos o táxi por 55 CUCs para nos buscar às 8h30, levando 1h15 para chegar e retornar de lá. Como não encontramos outros turistas, não conseguimos reduzir o custo. Realmente, praticamente não vimos turistas nas ruas de Morrón, o que dificultou lotar o táxi. Rsrs A volta era até às 18h, mas saímos umas 16h porque o sol estava castigando. Hehehe A praia é bonita, mas não achei nada de mais mesmo. O mar é verde e não azul como em outras partes do Caribe. Temperatura excelente. Alugamos a espreguiçadeira por 2 CUCs/pessoa. Na volta, almoçamos no mesmo restaurante do dia anterior, La Fuente. Sobremesa na Coppelia de novo. Yessss! O snorkeling é feito numa ilha em frente da praia por 25 CUCs/pessoa e dura 1h30. Ficamos só na praia mesmo. Rsrsrs Dia 9 - 04/09 - domingo - Morrón x Santa Clara x Viñales Nossa idéia era chegar agora em Viñales no menor tempo possível de Morrón. Cómo pra pegar o via azul teria que sair de cierro de Ávila e assim ir pra outro canto, preferimos ir pra Santa Clara porque, pelo que ouvimos, teriam mais opções para ir pra Havana/Viñales. Fechamos com o taxista que nos levou ao Cayó por 80 CUCs. Apesar de alto, fica ainda mais barato que no Brasil. Rsrsrs Saimos de Morrón umas 8h40 e chegamos à Santa clara umas 11h40. Lá já tinham uns caras oferecendo transporte até Havana por 20 CUCs/pessoa. A via azul era 18 CUCs/pessoa e somente sairia às 17h. Não tivemos dúvida e partimos até Havana. Almoçamos na parada no posto de gasolina por 2 CUCs/pessoa (pizza e refrigerante) e o taxista nos deixou em um ponto lá onde tem outros taxistas coletivos por volta das 15h. Lá já tinha um casal esperando gente pra fechar um grupo pra Pinar del Río. Com isso, chegamos e já trocamos de táxi. O transporte custou 15 CUCs/pessoa até Viñales e ele já nos deixou na pousada por volta das 17h30. Negociamos por 25 CUCs/dia com café da manhã. Dia 10 - 05/09 - segunda - Viñales Resolvemos fazer o passeio a cavalo. Negociamos na pousada mesmo que ficamos. Descobrimos que "tínhamos que pegar um táxi até o início do passeio" quando a senhora da casa disse que o carro (?!?!) tinha chegado. Pra ir até o início da fazenda, gastamos 3 CUCs. O passeio consistia em passar pelas plantações da região, ir na gruta que tem a piscina e finalizar na fábrica de tabaco. Saímos da pousada umas 8h40 e o passeio durou umas 2h30. O preço meio tabelado era de 3 CUCs/hora/pessoa, então gastamos 7,50 CUCs para o passeio. O visual é muito bonito e vale a pena, ainda mais que pegamos uns cavalos meio malucos que corriam do nada. Hahaha Dia 11 - 06/09 - terça - Maria la Gorda De Viñales e Pinar del Río tem saídas com frequencia para Maria la Gorda. La é um centro internacional de mergulho, muito conhecido pela visibilidade e pela parede imensa que tem. Foi a 1ª vez que vimos água azul na viagem, apesar de que uns espanhóis deram sorte de ter visto algo assim em Playa Pilar. As agências de Viñales vendem o transporte de ida e volta pra La Gorda. Quando se chega a Maria la gorda, lá tem uns horários de mergulho já pré-definidos. A empresa que opera lá é a Transgaviota e também oferece serviço de hospedagem, refeições e etc, tudo bem caro. Vou colar as fotos que tirei para se programarem. O grande "bizu" que posso dar de lá é, pra quem quer mergulhar mais vezes e também ir lá pela noite é ficar na vila chamada La Bajada porque ali tem hospedagens a preços excelentes (10 CUCs/pessoa) e fica a uns 15km da base, que o pessoal costuma ir e voltar de carona dessa vila. O mergulho foi sensacional! Não imaginava que seria tão impressionante. Visibilidade excelente também. Valeu a pena. Gastos deste dia: Taxi ida e volta Maria la Gorda - 35 CUCs/pessoa Mergulho: 35 CUCs/pessoa com certificação open water + 14 CUCs aluguel dos equipamentos Entrada de 5 CUCs/pessoa no "complexo" dos quais 3,50 CUCs são revertidos em consumação. Neste valor já está incluída a "entrada", acesso a banheiros (sem chuveiros) e espreguiçadeira na praia com eventual sombra. Rsrsrs Na volta, jantamos na despedida de Viñales num "ristorante italliano" de um cubano que morou na Itália por 11 anos. Jantar meio caro para o padrão de Cuba e massa boa. Fomos à casa da música de novo por não ter o que fazer mesmo, mas lá é meio bizarro... cantores lá com qualidade estilo "karaoke". Hehehehe Dia 12 - 07/09 - quarta - Viñales x Havana x Cancun Um pessoal que encontramos no mergulho falou que tinha uns preços bons pra ir de Havana pra Cancun pela aeromexico direto e, pensei... por que não? Então, com a informação, dei uma pesquisada na cara internet e consegui comprar pro mesmo dia a passagem aérea ida e volta Havana x Cancun x Havana por 120 euros. O táxi de Viñales ao aeroporto foi 15 CUCs/pessoa e me deixou lá. Uma coisa excelente em Cuba são esses táxis coletivos. Hehehe Ao chegar à Cancun, não tinha hospedagem e não indiquei nenhum lugar pra ficar... Se não fosse o carimbo dos EUA no meu passaporte, acho que pensaram que eu ia ficar lá e não voltar mais hahahaha após isso, foi a vez dos charutos... Comprei 50 charutos (máximo pra sair de cuba) e os trouxe pro México. Mas, querendo dar uma entubada nos desavisados, o limite pra entrar no país é 25. Como não li o formulário de imigração direito, tive que pagar o excesso de charutos. O ônibus do aeroporto a playa del carmen custou 168 pesos mexicanos. Cotações 1 euro = 20,25 pesos mexicanos 1 CUC = 14,40 pesos mexicanos 1 dólar = 17,35 pesos mexicanos Chegando ao terminal de playa del carmen, fui procurar hospedagem e achei uma de argentinos (!?!?!). Paguei 12 dólares/dia pra dividir o quarto, no hostal Buena Vibra. O pessoal lá é legal, mas a limpeza não é tanta assim... Comi uns tacos numa praça ali perto por 15 pesos cada um. Dia 13 - 08/09 - quinta - Cozumel Fechei um snorkeling em Cozumel por 30 dóóares no dia anterior. Foi o menor preço que encontrei em Playa del carmen. Os mergulhos estavam variando entre 75 e 120 dólares (???). JAMAIS FAÇA SNORKELING PAGO EM COZUMEL! Eu me senti enganado. Eles te levam pra ver uns "corais artificiais" com umas cabeças de pedra e falam que cada um desses pontos são "diferentes". Na hora de vender o passeio, dizem que são 3 CAÍDAS na água... enfim. Além disso, em Playaéé mais caro que fechar em cozumel... paguei 5 dólares a mais... Sobre o snorkeling, o guia era engraçado e fazia umas graças na água, mas não vale em hipótese alguma os 30 dólares que cobram. Almocei por volta das 17h na indicação dos guias por 170 pesos (peixe, taco, mini arroz e mini feijão + 1 margarita incluída do passeio). Razoável. O transfer pra Cozumel de Playa del Carmen custa 135 pesos cada trecho. Paguei 270 ida e volta. O grande lance de ter ido a Cozumel foi achar uma empresa que fazia mergulho lá por 59 dólares! Pelo que vi, foi o melhor preço da ilha!! Então, com preço assim, tive que voltar no dia seguinte. Hehehehe Dia 14 - 09/09 - sexta - Cozumel Paguei o mesmo transfer ida e volta de 270 pesos mexicanos. E sai 8h. Quando cheguei na empresa, uma das saídas já tinha ido, para o principal ponto da ilha (Palancar e Colômbia). Como ficava muito longe pra ir sozinho, mergulhei em outros pontos que também eram bem interessantes e cheios de caverna (1o ponto) e vida marinha (2o ponto). Valeu a pena! Depois, descobri um restaurante por 70 pesos com entrada na rua a..... EXCELENTE custo x benefício! Além disso, o hostel hostelito tem preços bons também! Vale a indicação pra dormir na ilha e se planejar melhor. Se eu tivesse me planejado, teria economizado 270 de transferir adicional... rsrsrs A noite comi uns tacos na praça com suquinho por 50 pesos. Dia 15 - 10/09 - sábado - Cenote 2 ojos A atendente do hostel 3B falou muito bem desse local. Custou 500 pesos e inclui serviços no cenote. Cenote é uma espécie de poço formado por estalactites e estalagmites com água. É impressionante porque não parece que tem água efetivamente do "outro lado". No Brasil, tem vários lugares assim que não são a fortuna que é aqui na região... rsrs Mas, queria saber sobre o que falam tão bem aqui... Então, consiste num snorkeling dentro de uma "gruta" ou um mergulho com cilindro (95 dólares o mais barato que vi com 1 cilindro). O local é bonito e pra quem nunca foi ao abismo de anhumas, ou chapada Diamantina, vai gostar bastante (o que não é o meu caso) Rsrsrs Almocei no restaurante que tem logo na entrada. Burrito de carne de porco 75 pesos com um refrigerante de 15 pesos. Muito bem feito. Hehehe À noite, lanche na praça e arrumar malas pra viajar dia seguinte e voltar pra Cuba. Bati perna pela calle 12 e realmente ali é o point pra sair à noite. Dia 16 - 11/09 - domingo - Playa del Carmen x Havana Peguei o bus de Playa até o aeroporto às 7h30 por 168 pesos mexicanos. Esqueci que tinha que pagar de novo a entrada em Cuba... arghhh 20 dolares novamente (tenho que sentar e planejar uma viagem direito... rsrsrs). Ao chegar à Havana, parece que vários voos (uns 4 ou 5) chegaram ao mesmo tempo. Moral da história: 2 horas para pegar a bagagem e sair do aeroporto depois do avião pousar... Minha idéia era ir pro oriente e conhecer mais lugares em Cuba. Peguei um táxi que me levou por 15 CUCs (após negociação) até a Via Azul. Lá, como já não dava para pegar o bus das 15h pra Santiago (pousei 12h27, horário de Havana e fui sair do saguão do aeroporto 14h20, fora uma chuva surreal intensa no aeroporto), comprei o bus das 00h30 que chegou lá 16h. Bom que não precisei pagar uma diária de hospedagem. Detalhe do dia: o carro que me pegou, deixou que eu guardasse a mala na casa dele, que fica do lado do centro de Havana. Perfeito! Não ia ter condição de rodar de mochilão pela cidade... Julio Cel +53 5481-5348 Depois de deixar as coisas lá, parti pro farol e depois Coppelia a pé mesmo. 2h de fila e sorvete comido. Dia 17 - 12/09 - segunda - Santiago de Cuba Peguei o bus da via azul saindo de Havana às 00h30 por 51 CUCs. O bus chegou às 16h30. O bus faz um roteiro padrão e passa em várias cidades... numa delas "tomei café" às 12h e comi pizza com caldo de cana (garapa) por 1.60 CUCs. No terminal, fechei com um taxista pra ir ao castelo castillo e depois ao cetro (cespede) por 10 CUCs (antes era 20 CUCs). O castelo tem um visual legal, mas não a ponto de valer entrar por 4 CUCs pra mim. Hehehe o taxista foi ex-combatente na Revolução e tecia ótimos comentários, apesar de os jovens já verem diferente as coisas. Fiquei rodando pelas praças e comi onde parecia um preço bom (até 4 CUCs). Hehehe Fiz hora numa casa simples que ia tocar música variada (campesina, bolero e salsa). Acho que foi mais na sorte, porque a casa é simples também. Pra finalizar antes de ir pra Baracoa, mais uma pizza perto da praça cespede. O táxi desta praça até o terminal foi 5 CUCs. Dia 18 - 13/09 - terça - Santiago x Baracoa O bus saiu de Santiago às 1h50 por 15 CUCs. Lado bom, não gastei com hospedagem. Lado ruim, cheguei destruído. ?? Não tinha hospedagem, mas isso não é um problema... sempre tem gente oferendo lá na hora. Boa chance de fazer um bom negócio. Rsrs eu fechei com Sr. Arturo y Yamira. O quarto é bom e o café da manhã também, mas ficava a uns 8 quarteirões da praça principal que se chama Parque Central. Depois do banho, fui de táxi coletivo 15 MN até o rio Yamuri, onde tem um pessoal te oferecendo lá Trekking e almoço. Como já estava meio tarde, não pesquisei muito e fechei a trilha por 8 CUCs e o almoço com suco e sobremesa (doce que não comi) por 5 CUCS. Hehehe o Trekking foi bem interessante, não pelo visual em si, mas pelas frutas de diversos pés que íamos comendo pelo caminho (maracujá doce, conde, coco, mamilo, etc) e também pela aproximação que ele proporcionou com a vida de um autêntico campesino cubano e a casa onde moram também. Achei que valeu a pena. Fiz o passeio com Justo Manuel (algo parecido com isso) e ele foi contando histórias das dificuldades que passam, não de comida, mas de bermudas e calçados. Negociei com ele de me fazer o passeio a 4 CUCs e ele ficar com minha máscara de mergulho. Ele ficou contente porque poderia pescar e poder melhorar sua condição. Pra ele foi um ótimo negócio, tá? A máscara custa mais de 100 reais. Hehehehe Na volta, peguei pela primeira vez uma guagua. Na moral, não sei como o mulambo se empolgou tanto com essa guagua. O percurso de 22km que fiz indo com o carro coletivo foi de 30min. Com a guagua foi de 1h porque ela vai parando direto e ao longo da rodovia, fora o banco que, da guagua que andei, achei melhor ir em pé, porque já tava maltratando minha coluna. ?????? A guagua custou 2 MN, ou seja, ridículo de barato. Hehehe decidi preservar minha coluna pro resto da viagem e tentar não andar mais de guagua. O valor atrai mesmo, mas não tenho o fortalecimento natural dos cubanos e nem mais vinte e pouco anos de idade pra isso. Hahahaha Dica de refeição barata em Baracoa é o restaurante 1511. Não comi, mas acho que custa 1 CUC... com esse preço.... parece uma delícia já. ?? Dia 19 - 14/09 - quarta - Baracoa x Holguin x Camaguey Acordei cedo pra fazer o passeio ao Parque Nacional Alexandro Humboldt, mas ao chegar na agência (Cubatur), eles ligaram para o parque e informaram que estava chovendo... ai, pensei: ir a praia aqui ou ir a qualquer praia (já que praticamente todas são belíssimas) em uma cidade mais próxima de Havana? Rsrsrs Arranjei um táxi coletivo a Holguin por 20 CUCs e parti pra Holguin. Na hospedagem em Baracoa gastei 10 CUCs na diária e tomei 2 cafés da manhã a 3 CUCs/dia, que era muito bom por sinal. Fechei um transfer pra Holguin que pensei que era um táxi, mas era uma guagua (carro) por 20 CUCs. A estrada de Baracoa a Holguin tem um início horrível e foi sofrido. Rsrsrs Depois de Moa fica menos pior ir nesse carro na parte de trás. Saímos perto das 11h e chegamos a Holguin por volta das 16h. Que dureza ir de guagua. Hahahaha agora entendi porque a via azul não vai de Holguin pra Baracoa... a via azul passa por Santiago pra ir pra lá porque a estrada é menos horrível. Chegando a Holguin, tive que pegar um táxi por 3 CUCs até o terminal de ônibus, que ficava do outro lado de onde cheguei. No terminal, falei com o "líder dos gestores de passagem" que me mandou pra Camaguey (porque inicialmente eu iria pra Playa Santa Lucia), sob o pretexto de que era mais fácil de Camaguey que de Las Tunas. Ele "arrumou um carro" por 20 CUCs que, a principio, eu iria sozinho, mas depois surgiram outros 2. Moral da história: paguei mais caro (seria entre 12 e 15 CUCs normalmente) para chegar antes e já numa casa, porque pela a via azul só sairia 21h15 de Holguin. Em Camaguey fiquei numa casa que o pessoal do carro indicou que são bem receptivos por 18 CUCs/dia com café da manhã. Dia 20 - 15/09 - quinta - Playa Santa Lucía (Camaguey) Fui a playa santa lucía atrás do mergulho com os tubarões touro. Aqui eles alimentam os tubarões e você mergulha próximo a eles. Seria perfeito, se não tivesse pão-durado no carro. Rsrs a Sra da casa onde fiquei disse que os camiones (guagua) demoravam cerca de 2h para chegar, porém demora quase 3h. Além disso, o Sr. que ela me indicou não estava na praia, pois a mãe dele passou mal e ele teve que ir a Camaguey... Moral da história: nao mergulhei com os tubarões. Rsrsrs Minha rotina em vão foi: acordei 5h30, cheguei ao "terminal de camiones" às 6h, ela saiu às 7h (normalmente sai às 6h), cheguei às 10h, consegui contato com o Sr. Gemso às 10h20, peguei um "taxi" que na verdade era uma carrossa puxada a cavalo às 10h35, encontrei o "pescador-instrutor" às 10h50 e começamos o mergulho umas 11h15. Água mexida e visibilidade fora do padrão Cuba (no Brasil seria algo muito bom hahaha). Apesar dos pesares, o Gemso foi extremamente atencioso e esforçado em "me ajudar" diante do cenário adverso. Hehehe apesar de ele não ter certificado de mergulho, tenho certeza que tem mais experiência de mar e de possíveis problemas que um mergulhador certificado. Então, fui tranquilo. Seu equipamento era bom, melhor que em muitas agências que fui. O melhor de tudo foi a amizade que fizemos e o almoço de robalo fresco que me ofereceu e eu, gentilmente, paguei 7 CUCs. Deixo o contato para quem se interessar em mergulhar com ele. O mergulho em si, foi até mais divertido que se fosse com a empresa, pois ele "brincava" com os peixes. Hehehe Fiz contato inicial com Sr. Macau - que mora na Playa La Boca casa 20 A - Mobil - 5274-1173. Ele me repassou para o Gemso Mobil 53711704 - la chusmita. O contato precisa ser feito por telefone mesmo. Os preços deles (30 CUCs sem tubarões e 50 com tubarões) são mais econômicos que a agência daqui também (40 CUCs sem tubarões e 69 CUCs com). RECOMENDO pagar mais caro pra chegar a tempo de mergulhar com os tubarões e água limpa, porque mais tarde ela fica mexida com a movimentação marinha no canal que ocorrem os mergulhos. A volta foi melhor que a ida, pois utilizei o mesmo ônibus dos trabalhadores que vão e voltam todos os dias da playa a Camaguey, pelo menos foi a história que ouvi. Hehehe Esse bus custa 12 MN, mas, como estava num dia de mão aberta, paguei os mesmos 20 MN da ida na volta. Hehehehe Dia 21 - 16/09 - sexta - Camaguey x La Havana A Sra da casa onde fiquei arranjou um transporte pra Havana por 40 CUCs. O preço da via azul era de 33 CUCS, mas até o terminal, contando que o custo de deslocamento em Camaguey e Havana dos terminais seria maior, escolhi o táxi mesmo. A viagem é longa e chata. Rsrsrs Saimos às 9h40 e chegamos a Havana 16h 20. Fiquei hospedado no mesmo local de quando chegamos a Havana, no Fran(k) por 20 CUCs sem café da manhã e almocei no Lo Narco por 6 CUCs porque precisava comer bem e lá é muito bem servido. ?? Bati perna pra cansar e esperar o dia de retornar. Hehehe Dia 22 - 17/09 - sábado - Havana x Rio de Janeiro Chegou o dia de retornar e voltar a comer bem. Hehehe Meu retorno foi alterado direto pro Rio, porque o vôo para Brasília foi modificado. Bom que não precisei ficar em Brasília, ruim que não deu tempo de passar no freeshop porque só tinha 1h de conexão entre as aeronaves. Depois uber do galeão pra casa. OBSERVAÇÕES: 1. Demos sorte porque somos morenos e passávamos por Cubanos. Hehehe mas, o pessoal fica empurrando serviços diversos quando percebiam que éramos estrangeiros. 2. A internet custa 3 CUCs/hora (ou 2 CUCs se conseguir comprar diretamente na loja) e não é lá grandes coisas. Você não consegue fazer chamada pelo whatsup e o Apple store não funcionam. Não testei o play store. Instale todos os programas necessários antes de chegar aqui. Recomendo MUITO o "Map of Cuba offline" que você consegue usar em todo país com localização e também o "Cuba" que mostra os principais pontos turísticos de cada cidade. Com eles, já dá pra montar uma boa programação. Parece que o Viber não é bloqueado para conversar com vídeo. 3. Em Havana, recomendo usar o ônibus pra turista do City tour, pois ele roda bem a cidade. Como andamos pra cacete, fizemos quase tudo que ele faz. Com o bus ganharíamos tempo, fora que o transporte em Havana é bem ruim. Poucos ônibus e os táxis não circulam pela cidade... ficam só na área turística. Para sair de Miramar foi um sufoco e demoramos umas 2h pra chegar ao centro onde ficamos. 4. Demos azar, porque, como somos morenos, acho que a polícia não tem tanta certeza se éramos Cubanos ou não. Em Trinidad e em toda Cuba, o nativo não é bem visto quando está abordando um turista (basicamente europeus). Fomos abordados pela polícia em Trinidad, nos perguntando se éramos cubanos num tom suspeito, digamos assim. Caso se enquadrem na descrição, fica a dica. Hehehe 5. Não pensava que os cubanos fossem tão viciados em novelas brasileiras. Hahaha Como não as acompanho, não sabia falar sobre nada delas. Rsrsrs além disso, vale trazer umas revistas sobre isso e uns doces e chicles pras crianças... ai, elas ficam mais amigáveis e sempre rolam uns descontos. 6. A via azul tem um serviço de venda horroroso! Se tiver como, use o táxi coletivo. Não são tão confortáveis como o ônibus, mas chegam mais rápido e os "gestores de passagem" são mais atenciosos e esforçados que a via azul. Hehehe fora que o preço.... Praticamente iguais a via azul. Rsrsrs 7. O snorkeling em Cozumel é fraco demais e caríssimo pelo serviço que oferecem!! Detalhe, eles tem o hábito de pedir "propina" (gorjeta) pra tudo! 8. Cancun tem vários atrativos interessantes, porém caríssimos. Vale ter facilidade de deslocamento ou tempo pra isso pra procurar fechar passeio no local. Sempre será mais barato que por agência. Fica a dica pro snorkeling ou mergulho com o tubarão baleia, que não tive a chance de ir porque saia de umas ilhas (holbox ou isla mujeres) que não consegui uma boa logística pra ir... 9. Se pensa em mergulhar com os tubarões na Playa Santa Lucía em Camaguey, va de máquina (táxi antigo) ou outro meio de transporte mais ágil. Perdi essa chance porque os tubarões já tinham ido do ponto onde "esperam" os mergulhadores darem comida. Vou ter que mergulhar com eles em outra viagem. Hehehe 10. Se for alugar um carro, muita atenção na estrada. Toda hora tem carrossa, alguém andando de bicicleta, pessoas atravessando a estrada... Confesso se tivesse alugado um, teria sofrido. Hehehehe
  10. Gerais Cuba Impressões: - O país é extremamente belo e o povo, incrivelmente acolhedor. É como voltar no tempo! - Estive na ilha durante a passagem do furacão Matthew na costa oriental e foi uma lição de vida... é impressionante como o povo é solidário e o país dispõe de um ótimo esquema de segurança. O furacão não deixou nenhum morto em Cuba, enquanto no Haiti foram centenas e nos EUA, algumas dezenas, demonstrando o valor dado a vida humana em Cuba. Os estragos materiais foram muitos, mas a população e governo estavam fortemente mobilizados para reconstituir tudo rapidamente. - Não espere encontrar grandes redes de mercados ou lojas. Não há. - Depois de alguns dias em Cuba, talvez vc descubra que as notícias que chegam ao Brasil, sobre ilha, não são tão verídicas assim ou, que sabe, são um pouco tendenciosas; - Os cubanos são extremamente informados; - O povo cubano valoriza o convívio e a utilização do espaço público. Mesmo para utilizar a internet, há convívio público. A maioria dos sinais de wi-fi é nas praças ou em regiões próximas de hotéis, nesses locais vc verá sempre muitas pessoas acessando a rede e... socializando. - O país é extremamente seguro. Mesmo à noite e em regiões pouco iluminadas (que vc jamais passaria no Brasil), vc se sentirá seguro. - É normal você chegar a bares e restaurantes e já ter acabado algumas comidas ou bebidas (até as coisas mais tradicionais). - Nos banheiros em bares e restaurantes, há sempre uma senhora, que cuida da limpeza, e vai pedir uma contribuição pelo papel higiênico. Lá, diferentemente daqui, o papel (assim como outros recursos) não é esbanjado, até nos restaurantes vc vai notar que há restrição com guardanapos. Gastos * Passagem aérea: Compramos em uma promoção da Submarino Viagens com a Copa, cerca de uns 06 meses antes da viagem, num total de R $ 1.700,00 por pessoa. * Gastos Gerais: Levamos Euros, pois tem melhor taxa de conversão. Eles cobram um adicional de 10% para troca de dólares, tanto na compra quanto na venda. Gastamos, em média, 700 euros em 14 dias (50 euros por dia). Câmbio: As casas de câmbio (cadecas) são administradas pelo Governo. Assim, não há uma grande variação de preços entre elas. Só trocamos moeda em Havana, mas umas amigas que foram uns dias antes de nós e trocaram em outras cidades, comentaram que a melhor cotação no foi aeroporto. No nosso caso, trocamos na cadeca do aeroporto a cotação 1,0676 (CUC X Euro em 24.09.2016) e na cadeca da Calle Obispo a 1,08882 (CUC X Euro em 27.09.2016). Hospedagem: Ficamos em casa de família em Havana e Trinidad. Em Varadero ficamos em um resort. As dicas de cada hospedagem estão mais abaixo, aonde falo das cidades cronologicamente. Transporte: Não utilizamos a Viazul, empresa governamental que atende aos turistas (os nacionais utilizam os Ónmbus Nacionales ou guaguas, espécie de caminhão que transporta precariamente pessoas. Obs.1: em alguns locais notei que os cubanos chamam de guagua qualquer ônibus/transporte. Obs.2: você pode consultar os horários, tempo de viagem e preço das passagens diretamente no site da empresa antes de sair do Brasil. É uma opção interessante para não ficar refém do que os taxistas te oferecem (sem ter parâmetro). Acabamos utilizando táxi compartilhado, pois o preço era um pouquinho superior, mas o tempo para chegar ao destino consideravelmente menor. Se for a sua opção, peça para ver o carro antes de fechar e, se te falarem que tem ar condicionado, peça para testar antes de sair, pois nem sempre vão te oferecer o que prometeram. Em Trinidad, conhecemos os famosos ‘jineteros’, que são pessoas que ficam no terminal da Viazul oferecendo taxi compartilhado ao ‘mesmo’ preço do bus, são eles que agenciam os taxistas e esses pagam um percentual ao jinetero para poder atuar. No nosso caso, negociamos uma coisa com o jinetero, mas acabamos tendo que trocar de carro três vezes até ele cumprir o que prometeu. Em Havana e Trinidad utilizamos ônibus turístico para ir as praias de Santa Marta e Ancón/Maria Aguilar, respectivamente. São ônibus com ar condicionado, que cobram bilhete de ida e retorno no ingresso ao transporte. Em Havana tentamos utilizar o ônibus comum (urbano), mas foi uma aventura e não compreendemos bem o sistema... o preço foi irrisório, nos cobraram menos de 0,10 CUC. Guia: Como o acesso a internet é reduzido em Cuba, o ideal é ter as informações a mão, como em um guia, por exemplo. Procurei bastante no Brasil um bom guia de Cuba, mas acabei não encontrando. Somente encontre o da PubliFolha, que não gosto muito, os demais, como Lonely Planet, estavam com edição esgotada no país. Acabei indo para a viagem apenas com informações impressas coletadas de relatos de outros brasileiro. No entanto, dei sorte... na casa de família que ficamos em Havana havia vários guias que outros turistas deixaram. Aí peguei emprestado e acabei utilizando durante toda a viagem! Ingressos para atrações turísticas em Cuba e hospedagem em resort: são comprados na Cubatur ou Habanatur, ambas agências de turismo do governo. Os preços são tabelados. Depois de algum tempo descobrimos que não se pode comprar direto no local/atração, só na agência. Havana Impressões: a cidade é incrível! É como voltar no tempo... os carros antigos, a arquitetura monumental e impressionante, as pessoas convivendo pelas ruas e ocupando os espaços públicos, a ausência de internet infestando todos os restaurantes e bares, a alegria, disponibilidade e solidariedade dos cubanos, sem aquela 'pressa' inerente às grandes cidades... Ah, e não menos importante, a música em todos os cantos e a história ‘viva’ em todos os locais da cidade! Tome cuidado com algumas abordagens próximo ao Capitolio. Os cubanos vão te oferecer um 'puro' da cooperativa de trabalhadores que só é vendido 'naquele' dia com 50% de desconto ou um show do Buena Vista. E uma espécie de ‘golpe’. Geralmente chegam te perguntando de que país é e falam que amam as novelas brasileiras. Não que há assalto ou nada do gênero (até porque a legislação é bem rígida para os cubanos que cometem infrações com turistas), mas vão ficar te pressionando muito para comprar deles. Hospedagem: ficamos em casa de família, na casa de Cândida e Pedro ([email protected]), na San Rafael, 403, Centro Habana. Fomos por indicação de um amigo, que já havia se hospedado lá. Fizemos a reserva pelo mycasaparticular, mas a Sra. Cândida nos informou que a reserva pode ser feita por e-mail, não precisando pagar as taxas do site (no nosso caso foram 32 euros de taxas que poderiam ter sido economizados). A diária em quarto triplo foi 35 cuc e o café da manhã, pago a parte, 5 cuc por pessoa. A Sra. Cândida e o seu esposo são pessoas excelentes, aprendemos muito sobre Cuba com eles e, acredite, a maioria das informações daquele país que chegam ao Brasil poderão não ser tão verdadeiras assim, segundo nos falaram... Além disso, ela está sempre disposta a auxiliar com informações de pontos turísticos, ônibus, etc. Além de organizar casa de família e táxi para ir a outras cidades. Restaurantes e Bares: * La Juliana (Calle Zanja com San Nicolas, Centro Habana): Várias opções a preços acessíveis, com pratos bem servidos entre 5 a 10 cuc (algum tipo de carne, acompanhada de arroz, banana e salada). Ao lado do restaurante, eles dispõem uma lanchonete, de mesmo nome, com sanduíches, pizzas e massas. * Museo del Chocolate (Calle Mercaderes): espécie de lanchonete especializada em chocolate e com produção própria. O copo de chocolate gelado está 1 cuc e o quente, 55 cuc. Ambos Maravilhosos! Há outras opções de lanches, inclusive de chocolate em barra. * Antiguo Almacen da Madera y Tabaco (na orla, próximo ao mercado de artesanías San Jose): contam com restaurante e cervejaria dentro de um armazém do Porto. Belo visual. * Restaurante Lluvia de Oro (Calle Obispo): não provamos a comida, mas é um bom ponto para assistir uma banda de música cubana, tomando um cerveja gelada. * Restaurante Europa (Calle Obispo): Comida boa e barata. Sempre rola alguma banda de música cubana. * Bodeguita del Médio (Calle Empedrado, entre calle Cuba e San Ignacio): Ótimo! A decoração do bar é linda e o mojito, famoso por ser o preferido de Hemingway, é ótimo (custa 5 cuc, meio caro, mas vale pelo lugar). À noite, há banda de música cubana. * La Caribeña (Calle Obispo, em frente ao centro de artesanato): boa comida a bom preço. Sucos deliciosos a 1 cuc. Não vende bebidas alcóolicas. * La vitrola (Plaza Vieja): decoração linda. Oferece petiscos. Sempre há uma banda tocando. * Factoria Plaza Vieja (Plaza Vieja): trata-se de uma cervejaria com produção própria. 2 cuc o caneco de 500ml. Há opções de comida, mas no dia que fomos, o cardápio se resumia a uma opção de espetinho, pois as demais opções havia acabado. Trinidad Impressões: a cidade é linda! Os prédios, na maioria bem conservados, são maravilhosos! A cidade é o ponto de hospedagem mais próximo das praias de Ancon e Maria Aguilar. Possui vida noturna intensa. Pontos não tão positivos: é muuuiito quente e turística (a maioria das coisas são mais caras do que nas outras cidades). Hospedagem: ficamos na casa da Doña Ramonita, uma senhorinha de uns 80 anos, muito simpática. A Sra. Cândida (de Havana) reservou para nós e já tínhamos visto boa indicação no mycasaparticular. Pagamos 30 cuc pelo quarto triplo e 5 cuc, por pessoa, o café da manhã. Pontos que desabonam: esta localizada fora do centro histórico. Tivemos dificuldade em obter informações sobre a cidade ou ajuda para organizar a nossa ida a próxima cidade. Bares e restaurantes: Todos os restaurante que fomos serviram uma espécie de entrada com pães e patê, sem custo adicional. * Casa de la música: Bar interessante, fica em uma escadaria, na Plaza Central. Há sempre apresentações de bandas cubanas e dançarinos. Servem coquetéis e cerveja galada. 1 cuc para entrar. * La taberna (a umas 2 quadras Plaza Central): o restaurante funciona 24 horas e oferece várias opções a preços honestos. Porções bem servidas. Varadero Impressões: a praia belíssima! A cidade gira em torno dos resorts e seus turistas. Hospedagem: ficamos no Club Kawama. Na verdade, Varadero não estava nos nossos planos, a intenção era ir aos Cayos. No entanto, o transporte a Remédios, cidade mais indicada para hospedar-se e ir aos Cayos, é bem limitado. Só há um ônibus por dia de Trinidad, que parte às 7:30 da manhã e leva umas 7h de viagem (esse mesmo bus vai até o cayo Santa Marta). Acabamos percebendo que iríamos perder muito tempo em deslocamento, além disso, havia a possibilidade do furacão Matthew, que estava se aproximando da parte oriental de Cuba quando estávamos lá, interferir nas condições climáticas e do mar. Então, optamos por Varadero, que estava mais distante do furacão e conseguimos organizar melhor transporte. Para reservar foi uma lenda, mas no final deu certo! Havia perguntado os preços de resort na Cubatur em Trinidad e fui informada que os mais econômicos estavam em 68 cuc por pessoa. Na internet (http://www.cuba-junky.com, para reserva de hotéis e resorts), custava 143 euros o quarto triplo. Tentamos fechar pelo site, mas precisava confirmar com um código recebido do Banco via celular (que não estava funcionando em Cuba). Como ficamos na dúvida se havia ou não debitado o cartão de crédito nessa tentativa de reserva via internet, fomos até o hotel. Não localizaram a nossa reserva, como imaginávamos, mas conseguimos fechar com a Cubatur, que mantém guichês dentro dos resorts, por 40 cuc por pessoa/dia (quase o mesmo preço da internet e bem abaixo do preço ofertado em Trinidad). O recepcionista do hotel que nos orientou a comprar com a Cubatur (localizada dentro do hotel), muito engraçado! O sistema é de 'todo incluso': alimentação, bebidas, inclusive alcoólicas durante todo o dia, e algumas atividades de lazer. O hotel tem acesso direto à praia com estrutura. Estávamos em dúvida quanto à localização e se a praia onde o hotel estava localizado seria boa. Foi excelente! Aliás, a praia parecer ser igual em toda Varadero. Relato Dia 1 – Sábado Saímos de Brasília as 2:15 da manhã e chegamos em Havana às 11:30, com escala de 1h no Panamá. Voamos Copa e a nossa viagem não foi lá estas coisas, pois nossos assentos foram em frente a uma saída de emergência (poltrona 10), que não permite declinar a poltrona. Péssimo! Uma informação valiosa: você pode comprar o visto de entrada em Cuba com a Copa no Panamá. Normalmente, o visto é vendido num guichê próximo ao portão 21, mas nesse dia, ficam os esperando um tempo nesse guichê e ninguém apareceu. Daí fomos informados que estavam vendendo o visto no nosso guichê do embarque. Custa US$ 20. Leve trocado, pois eles não trocam dinheiro. Queríamos até pagar a mais para a atendente trocar a grana, mas ela não aceitou. Aí, depois de algumas tentativas frustradas, consegui trocar o dinheiro comprando uma besteirinha do freeshop. Foi um pouco tenso, pois tínhamos pouco tempo de conexão. Então, leve trocado. Chegando em Havana, a imigração foi tranquila, só entregar o visto preenchido (que vc comprou na Copa) e já pegar a mala... que demorou uns 30 min até aparecer! Trocamos dinheiro na casa de câmbio (fica do lado de fora do aeroporto). A cotação estava em 1,066 CUC para cada euro. Atenção: Leve euros, pois há deságio na troca de dólar (nesse daí estavam pagando 0,86 pelo dólar). Havíamos lido que no aeroporto só se poderia pegar os táxis oficiais (amarelos), que cobravam 25 CUC a corrida até o centro. No entanto, enquanto esperávamos na casa de câmbio vimos alguns outros carros passando que pareciam táxi coletivo, fomos para próximo da pista (um pouco afastado dos amarelos) e conseguimos por 15 cuc até a casa de família que ficamos. Almoçamos e fomos caminhar em Habana Vieja. Seguimos pela San Rafael, passamos pelo Capitolio (fechado para reformas), ruas adjacentes, Paseo de Prado, Plaza Central (onde há carros antigos conversíveis, coloridos, incríveis!), La Floridita e um pedaço da Calle Obispo. A noite fomos no Mallecon. Impressionante como os cubanos, diferentemente do Brasil, utilizam efetivamente o espaço público. Eram centenas de pessoas sentadas ao longo do Mallecon conversando, bebendo, dançando. Depois pegamos um táxi (5 cuc) para o Vedado. Se já achamos que havia muita gente no Mallecon, imagine nas ruas do Vedado, realmente impressionante, nunca vi nada igual! Ao contrario do Mallecon, no Vedado, o publico que estava na ruas era essencialmente jovem. Fomos no Bar Sofia, bebemos mojitos e assistimos apresentação de música cubana. Para voltar, pagamos 4 cuc no táxi. Dia 2 – Domingo Pela manhã, precisamos passar em num farmácia perto do hotel Sevilla. Depois, aproveitamos para conhecê-lo, os azulejos azuis são incríveis! Aproveitamos que estávamos perto e fomos ao Museu da Revolução (8 cuc). Demos sorte, porque era início da manhã e havia poucas pessoas. Conseguimos conhecer todo o museu com tranquilidade. O Museu, bem organizado e em um prédio lindo, apresenta a história da Revolução cubana. Alguns espaços estavam em reforma como o Memorial Granma e a sala dos espelhos. Vá durante a manhã que faz menos calor, então sugiro ir nesse horário (não há ar condicionado). Depois fomos ao Calleron de Hamel, que é um espaço de Cultura afrocubana. Fantástico! Pagamos 3 cuc em táxi compartilhado. Depois almoçamos na Calle Obispo e fomos caminhando até a Plaza de Armas. No caminho paramos para admirar as farmácias Taquechel e Johnson (farmácias museu final do século XIX, totalmente restauradas, que atualmente são uma espécie de museu) e subimos até o último andar do Hotel Ambos os mundos que tem um bar com uma vista incrível! Vc não paga nada para subir, pois há um bar onde vc pode ficar apreciando a vista da cidade. Além disso, no apto 511 do hotel, morou o escritor Hemingway. No local, atualmente há uma espécie de Museu. Fomos a Plaza de Armas, bom lugar para descansar e apreciar os prédios ao redor. Depois seguimos pela Calle Mercaderes. Paramos para comer no Museo del Chocolate. Os prédios dessa rua estão praticamente todos restaurados. Lindíssimos! Eu diria que o ponto alto é a Plaza Vieja. As casa no seu entorno são incríveis. No local, há boas opções de bares a preços razoáveis. Dia 3 - Segunda O plano era fazer o walking tour, porém não saiu do local e horário indicados na internet. Assim, decidimos fazer o passeio num dos inúmeros carros conversíveis que ficam no Parque Central. Esses carros são super conservados e incrivelmente coloridos (rosa, vermelho, lilás, etc). Negociamos preço e pagamos 20 cuc (inicialmente nos cobraram 40 cuc). Não é um mega passeio, mas dá para ter uma noção dos pontos principais da cidade. Além disso, andar num carro antigo daqueles é especial. Depois, seguimos pela Calle Obispo em direção à orla, passamos pelo Museu do Rum, mas não fizemos o passeio. No local, há uma loja e um bar do Club Havana. Continuamos caminhando até um centro de artesanatos que fica num antigo armazém do Porto, chamado mercado de artesanías San Jose. É enorme e há opções de artesanato a preços mais acessíveis de que o centro da cidade. Depois passamos novamente ao Museo del chocolate para mais delicioso chocolate gelado. À noite fomos ao Restaurante Lluvia de Oro na Calle Obispo, onde estava tendo uma banda de música cubana. Jantamos no La Vitrola. Dia 4 - Terça Fomos a Rádio Havana, pois meu amigo iria dar uma entrevista na emissora. Foi interessante, além do ambiente, conhecemos a história das pessoas e como a revolução marcou suas vidas. Depois fomos a praia Santa Maria, conhecida como a Praia do Hotel Tropicoco. Optamos por pegar o ônibus local, que foi uma aventura! Para conseguir entrar na condução, já foi uma desafio... não que estivesse lotado, mas sim porque vc não entende bem como funciona. A passagem era muito barata, dei uns 0,20 cuc e paguei para 3 pessoas. Descemos na pista e caminhamos uns 15min para chegar até a Praia. A Praia é razoável e a água uma delícia! Há um restaurante simples com comida gostosa na entrada da Praia. Voltamos de taxi (5 cuc). À noite jantamos no Restaurante europa, na Calle Obispo. Na volta para a casa, ficamos observando a comemoração dos CDR – Comitê de Defesa da Revolução (a comemoração sempre ocorre dia 26/setembro). Cada quadra tem o seu comitê, que é uma forma de organização da comunidade para alcançar seus direitos, tomar conta dos que não cumprindo seus deveres ou usufruindo os direitos, assim como, é uma forma de manter a segurança do local. Nesse dia, eles decoram as ruas com bandeiras de Cuba e do movimento 26-Julho e preparam uma espécie de sopa (com todos os tipos de carnes, verduras e a cabeça de um animal, como cerdo). Cada quadra coloca a sua panela de sopa (enorme!) a cozinhar na rua (fazem uma fogueirinha na rua mesmo) e os vizinhos ficam festejando, comendo e bebendo. Os comitês são organizados por quadra, assim cada comitê faz uma comemoração como essa. Muito louco! É como se estivesse voltando no tempo. Uma capital com ares de interior. Dia 5 - Quarta Para irmos à Trinidad pegamos uma espécie de passeio, que iria passar por alguns pontos turísticos antes de chegar a cidade. Pagamos 50 cuc por pessoa, 20 cuc a mais do que o táxi coletivo, que nos levaria diretamente a Trinidad. Obs.: o táxi sairia as 13:30, pois são os carros vem de Trinidad trazer passageiros à Havana e retornam com outros turistas. O ônibus da Via Azul custa 25 cuc, há horários mais limitados e leva umas 6h de viagem. No caminho paramos em um hotel (não lembro o nome) que oferece passeio de barco por um rio de águas escuras até uns flutuantes que reconstituem uma aldeia indígena. Bem turístico, apresar do cenário bonito, não valeu os 12 cuc que pagamos. Depois paramos no Museu Giron, que conta a história das tentativas de ataque americano aquela região (pós revolução). Havíamos entendido que o motorista iria parar na Praia de Giron, mas na verdade parou no museu. Dica: ao contratar táxis e passeios, pergunte bem e confirme a informação diversas vezes antes de fechar. Almoçamos em Giron, em um restaurante caseiro que oferecia carne de tartaruga. Passamos pelo centro e Malecon de Cienfuegos (a cidade é extremamente limpa, mas não chamou muito atenção) e rumamos a Trinidad. Parte do caminho da viagem foi via costa, que é bem linda. Obs.: saímos as 8:30 da manhã e chegamos perto das 16h em Trinidade. O passeio só valeu para conhecer outras cidades e porque fizemos um caminho mais interessante do que seria feito de táxi. À noite, fomos na Casa de la música. Jantamos em Restaurante próximo a Plaza (não recordo o nome, fica no segundo andar). Dia 6 - Quinta Pegamos o ônibus para a Playa Ancon, que sai do terminal da empresa, próximo ao Floridita Trinidad. Custa 4 cuc (preço único de ida e volta) e possui horários de 2 em 2 horas, a partir das 9h da manhã. A Praia Ancón é bem bonita e sossegada (pelo menos no dia que fomos, que era meio de semana). Se vc caminhar pela praia, à direita de onde o bus te deixa, para vai encontrar várias árvores. Sombra perfeita para descansar. Na praia, há um passeio de barco que te leva à uma barreira de corais. Mergulho com snorkel. O peixes e formações no fundo do mar são incríveis. O passeio é de 1h, custa 10 cuc e oferecem todo o material de mergulho. Na volta, fizemos um almojanta no La taberna. Dia 7 - Sexta Fomos à Playa Maria Aguillar, que fica próxima a Praia Ancón. Pega-se o mesmo ônibus e só pedir ao motorista para avisar o ponto de descida. Esta praia é incrível... enfim as cores do Caribe! Não há muita infraestrutura, mas a beleza do lugar compensa e muito. Há algumas pedras na água e outras partes com areia. Há muitos locais para fazer snorkel, uma beleza. O ideal, para aproveitar mais e não se machucar nas pedras, é levar os sapatinhos de borracha. Não levamos, mas por indicação de uns cubanos que estavam na praia, conseguimos mergulhar num local ótimo. À noite, repetimos o La taberna. Dia 8 – Sábado Fomos para o terminal da Via azul antes das 7h da manhã. Lá descobrimos que o bus que saía as 7:30 chegaria às 14h em Varadeiro (20 cuc). Acabamos negociando um táxi, 80 cuc até Varadero, com ar condicionado. Como estávamos em três pessoas, valeu a pena! Chegamos em Varadero perto das 11h da manhã. No hotel foram 3 dias de descanso. Tanto no início quanto no final da estadia, apesar de já termos desocupado o quarto, pudemos continuar aproveitando a estrutura do hotel, ou seja, comendo, bebendo, utilizando a estrutura, etc. Só tiraram as nossas pulseirinhas quando entramos no táxi, muitas horas depois do check-out. Dia 9 – Domingo Dia de descanso em Varadeiro. Dia 10 - Segunda Saímos do hotel perto sãs 15h, pois iríamos para pegar o bus para Havana as 16h (10 cuc). Pagamos 5 cuc no táxi do hotel ao terminal da Via azul. Ao chegar no local, um taxista nos abordou querendo 50 cuc para levar a Havana. Depois de algumas tentativas e ele viu que não pagaríamos, então, ofereceu-nos a viagem por 15 cuc por pessoa. Como tinha ar condicionado e desceríamos no Centro de Havana, acabamos indo de táxi. Levamos 1:30 até Havana. Ficamos hospedado na mesma casa de família. À noite, fomos conhecer o Bodeguita del Médio e depois jantamos no restaurante Europa. Dia 11 – Terça Mais um dia de Praia em Santa Maria. Há um bus que sai do Parque Central, a partir das 9h. Custa 5 cuc ida e volta. Se informe quanto aos horários, pois da primeira vez que peguei era de hora em hora, mas no outro dia, saia de 40 em 40 min. Parada próxima ao Hotel Tropicoco. Jantamos no La Caribeña. Dia 12 – Quarta A proposta era ir na Fábrica de Tabacos Partagás, próxima ao Capitolio. Chegando lá, nos informaram que o tour ali não estava funcionando e somente a loja estava aberta. Então fomos para a fábrica, onde há o tour, próximo do Vedado. Fomos andando. O passeio é interessante, explica toda a fabricação do charuto, que é manual, e as diferenças entre as marcas, tipos e produções de fumo. Ah, apesar de existirem marcas diferentes, todas são fabricadas no mesmo local. Cada dia é feito um tipo de charato, de cada marca. No dia que fomos lá, estavam fabricando o Cohiba robusto. A tarde, fomos dar mais umas voltas pela Mercaderes. Fomos na Perfumaria 1791, fabrica de perfumes artesanais. O espaço é lindo e os perfumes são interessantes, com essências de Caribe (10 cuc o frasco pequeno). Dia 13 - Quinta Fomos novamente à praia de Santa Marta. Na volta passamos na livraria Fayad Jamis (Calle Obispo), que vende livros em moeda nacional. Os livros são incrivelmente baratos. Passamos no Mercado de Artesanías San Jose e no centro de artesanato da Calle Obispo. Bebemos algumas cervejas no Factoria Plaza Vieja e jantamos no La vitrola. Dia 14 - Sexta Acordamos cedo e fomos tirar fotos no Malecon. No caminho, vimos algo que marcou a viagem: crianças de uma escola primário cantando ‘Hasta siempre’ em comemoração ao dia da liberação dos escravos. Emocionante! Ficamos algum tempo no Malecon, apreciando a beleza e tirando fotos. Depois, hora de voltar ao Brasil... Qualquer dúvida, estou à disposição!
  11. ]Já usei e abusei da boa vontade de vocês, pegando muitas dicas sobre diferentes destinos. Agora vou começar a dar minhas contribuições haha Viajei com a família, pelo Hotel Urbano, 4 dias em Havana e 3 em Varadero. Valor do pacote: 1900 reais por pessoa O que incluía: Passagem aérea, hotel com café da manhã em Havana, Hotel all inclusive em Varadero e translados aeroporto-hotel em havana, havana-varadero, varadero-aeroporto. Moeda: CUC – equivalente ao dólar Dica sobre moeda: levar euro ou dólar canadense para trocar por CUC, pois a troca do dólar americano implica numa taxa de 10% do valor a ser trocado. Fora o valor do pacote, gastamos em torno de 500 reais por pessoa (125 dólares ou 125 CUC). 11/01 chegada 16h Ficamos no hotel Bella Habana. É próximo a praça da revolução, mas um pouco longe de todo o resto. Chegamos no final da tarde, fizemos check-in, fomos dar uma volta perto do hotel (não tinha nada, só a praça da revolução mesmo) e voltamos para o hotel, onde comemos pizza por 2 CUC’s (a grande ) Recomendo que busquem um hotel em Habana Vieja ou no Centro, para que possam fazer tudo caminhando (nós não arriscamos caminhar para lugares razoavelmente distantes, pois minha mãe está grávida). 12/01 Depois do café, pegamos um taxi para o museu da revolução. O taxista era um senhor que se chama Bernard e participou da primeira tentativa de revolução (que não deu certo). Ele nos mostrou as matérias de jornais para os quais ele deu entrevista, contou as histórias e tal. Só isso já fez valer a viagem inteira, que experiência linda <3 Ficamos a manhã inteira no museu. São 3 andares de história e é muito interessante. A entrada é 8CUC. Almoçamos no El Trofeo (na rua paseo del prado, em cima do Los Nardos): Peçam Moros y cristianos, muito bom!! Voltamos lá num outro dia, é bem barato em relação aos outros e a comida é realmente muito boa. Aproximadamente 4CUC um almoço. Depois do almoço, fomos ao Capitólio (em frente ao restaurante) e ao Cemiterio de trens, parque de La fraternidad (carros antigos) do lado do capitólio. O capitólio estava fechado para reforma, só olhamos por fora. Pegamos um Cocotaxi e fomos ao Hotel Nacional. Além de ser lindo e um ótimo lugar para passar a tarde tomando um café (ou um drink feito com rum rs), tem uma visita guiada gratuita em uma cova, no quintal do hotel, bem interessante (não recomendo para claustrofóbicos, minha mãe desistiu). Como estava chovendo, não tinha ninguém no Malecon (todos os roteiros que li recomendavam passar uma tarde no melecón escutando os músicos de rua e observando os moradores em amigos ou em casal que apreciam a vista). Andando em torno do hotel nacional, achamos o hotel Habana Libre. Sinceramente, não vi nada demais para não-hóspedes. Achamos a sorveteria famosa (esqueci o nome rs), mas não entramos. Paramos em um barzinho com música ao vivo e ficamos lá por algum tempo. 13/01 Manhã: Vedado Plaza de la Revolución (grátis – onde tem a figura grande do che) e Monumento a José Marti (1+2+3 CUC vista da cidade – não fomos, estava em obra). Andamos por perto do hotel, agora durante o dia, e observamos as escolas, as casinhas, etc. Pegamos um taxi coletivo, que faz ponto final na praça da fraternidade (próximo ao capitólio). 0,5CUC por pessoa. Almoço: El troféu de novo (virei fã rs) Tarde: castelo de san salvador de La punta Saindo de lá, conhecemos um casal que nos levou até a casa de um funcionário da fábrica de tabacos, que estava vendendo por um preço “camarada”. Nossa intenção era comprar pra presente, já que nenhum de nós fumamos, mas como achamos muito caro, não compramos. Fomos a Plaza de la Catedral, onde vimos a catedral e fomos no famoso La bodeguita Del médio. Fomos na calle obispo, rua que tem muitas lojinhas de artesanatos. 14/01 Habana Vieja Plaza de Armas – compramos livros. Lá fica o Museu de La Ciudad 3 CUC (não fomos). Plaza de San Francisco de Assis – Museu do Rum e loja havana club Plaza Vieja – camera escura 2 CUC (super recomendo), mercado artesanal Almoço: restaurante La Vitrola Fortaleza Castillo del Morro: Fomos de taxi. Procuramos a tal da balsa e dos ônibus que atravessam, mas não achamos. Falaram que a balsa tem hora pra sair e deixa muito longe das fortalezas. Saindo de lá, fomos ao Cristo, caminhando. Próximo ao cristo, fica a Casa do Che. A entrada para visitação é 6 CUC. Depois, paramos em um restaurante que fica no 2º andar de uma casa e tem vista pro mar, para esperar o canonazo. Então, fomos a Fortaleza San Carlos de la Cabaña. Entrada 6 CUC – onde tem o Canonazo de las 9, uma cerimônia onde soltam um canhão. Lá dentro, tem algumas exposições e algumas barraquinhas vendendo artesanato. 15/01 a 18/01 Varadero Assim como em Havana, Varadero também tem o ônibus de 5 CUC, que vc pode saltar e entrar durante um dia inteiro, mas só uma linha. O ônibus passa em alguns lugares, como a Cueva Ambrosio, que tem pinturas rupestres e uma trilha chamada Sendero de la Cueva Muçulmanes. Se paga 5 CUCs em cada uma, além de passar em vários hotéis. Não fizemos a trilha, devido as condições de minha mãe, mas pegamos o ônibus vermelho e demos uma volta pela cidade no 2º dia. Tirando isso, ficamos curtindo a praia e os privilégios do resort – piscina, aulas de dança, esportes e muita comida. 162.jpg[/attachment]
  12. Depois de tanto protelar, venci a preguiça e vim postar o relato da viagem que fiz à Cuba em fevereiro de 2016 com minha irmã e dois amigos, sendo que um deles conhecemos apenas no aeroporto de Havana. Como estão brotando relatos sobre Cuba, vou tentar apenas acrescentar informações, pro relato não ficar muito grande. Acho que de um modo geral, esse relato valerá mais pras pessoas que vão em grupo de três ou quatro pessoas, porque nossos deslocamentos foram feitos somente com o uso de táxis, já que o valor dividido era bem mais em conta que se cada um pagasse passagens de ônibus. Nosso roteiro foi o seguinte: - 10/fev: saída do RJ às 13h30. Conexão de 2h no Panamá. Chegada no aeroporto de Havana, por volta das 21h30; - 11, 12 e 13/fev: Havana; - 14/fev: viagem e chegada em Viñales; - 15/fev: viagem e chegada em Trinidad; - 16/fev: Playa Ancon; - 17/fev: viagem a Remedios, com parada em Santa Clara; - 18/fev: Cayo Santa Maria; - 19/fev: Varadero e retorno à Havana; - 20, 21 e 22/fev: Havana; - 23/fev: Saída de Havana às 5h, conexão de 12h no Panamá; - 24: chegada às 7h30 no RJ. PASSAGENS -Pagamos R$ 1.100,00 ida e volta com saída do RJ, em uma promoção da Copa Airlines. -Aconselho a cadastrarem o seu e-mail no site deles, pois foi assim que fiquei sabendo da promoção. VISTO -Compramos no portão do nosso embarque com o pessoal da Copa. Custou U$20. -Eu não tenho certeza, mas disseram que eles não dão troco, então preferimos comprar alguma coisa no duty free pra levar o dinheiro já trocadinho. -Acho que é meio evidente, mas guarde a metade da sua Tarjeta. Você precisará apresentá-la em sua saída do país. ATESTADO DE VACINA INTERNACIONAL E SEGURO SAÚDE -Não nos pediram isso em nenhum momento da viagem. DINHEIRO E CÂMBIO -Levei $750 euros , o que deu por volta de $812 CUC e foi o suficiente pra minha viagem e ainda sobrou uma quantia considerável. -Quando você chegar em Havana, existem Cadecas do lado de fora do aeroporto. Fui informada que elas funcionam até a 1h e voltam a abrir às 3h. -Aconselho a pedir para as atendentes recontarem a quantia quantas vezes você achar necessário, porque eu acho, frise-se, ACHO, que me voltaram quantia a menos. De qualquer forma, é bom ter atenção. -Na volta, você só poderá trocar os seus CUC's depois que você passar pela imigração. A Cadeca fica no mesmo local da lanchonete e próximo aos portões de embarque. -Procure ficar apenas com notas de CUC, pois a atendente da Cadeca se negou a trocar as minhas moedas. Resultado: mesmo comprando café, água e um monte de coisa na lanchonete, voltei com $2 CUC de recordação. -Dentro da cidade de Havana é fácil encontrar Cadecas pelas ruas. Já nas outras cidades eu não tenho conhecimento, porque troquei todo meu dinheiro no primeiro dia, só usando as Cadecas pra trocar CUC por CUP. -Troquei uns $15 CUC por CUP pra comprar comida de rua. -Não usei CUP pra dar as famosas propinas, para isso, usei centavos de CUC. Fiz isso porque as pessoas ficavam me olhando com cara de reprovação quando dava CUP e eu me sentia mal AEROPORTO -Sim, é bem diferente. Na chegada você vai enfrentar uma fila bem estranha pra passar pela imigração. -Procure os guichês da esquerda. Parece que os da direita são para pessoas que participam de cruzeiro, ou algo do tipo. -Depois da imigração terão médicas da vigilância sanitária que poderão, ou não, te abordar. Se elas te abordarem, você precisará preencher um formulário comunicando o seu estado de saúde e o local em que você se hospedará. Ou seja, você deverá ter o endereço certinho de onde você ficará (obs: todos os endereços de lá são dados com o nome da calle, nº e entre quais calles o local fica). - Você poderá esperar horas para pegar a sua mala na esteira. Nós demoramos cerca de 2h pra pegar as malas de todo mundo. - Na volta você perceberá mais claramente a diferença do aeroporto de Havana pra qualquer outro do mundo. As lojas de marcas desejadas são substituídas por lojas de souvenir que você encontra em qualquer esquina de Havana e eu não encontrei um lugar pra tomar café enquanto aguardava liberar o check in VESTUÁRIO -É surpreendente, mas leve umas duas calças e dois casaquinhos ou blusa pra Cuba. Quando fomos, uma massa de ar fria estava sobre a ilha, então passamos um pouco de frio quando chegamos. Graças a Deus não durou muito, mas percebi que independente dessas viradas de tempo, a noite em Cuba pode ser bem fresquinha. COMIDA A alimentação deles é bem parecida com a nossa, mas com algumas diferenças. O feijão deles, por exemplo, é preto e já vem junto com o arroz, sem aquele caldinho grossinho de que tanto gosto Eles também são apaixonados por inhame e banana verde fritos. Me apaixonei também <3 Durante toda a viagem, preferimos tomar café em cada uma das casas, pular o almoço, fazer um lanchinho a tarde e depois jantar. Não sofri nada com essa estratégia e economizei bastante!! Escolhemos restaurantes na calle obispo ou então os próximos à Catedral. Só jantamos um dia em uma casa recomendada pelo Oscar, nosso anfitrião em Havana e confesso que foi o melhor jantar da viagem... chegamos e já nos ofereceram um drink, teve entrada que parecia o jantar, com berinjela recheada com pescado, inhame frito e mais uma coisa que eu não me lembro embebido em mel. Prato principal com carneiro, arroz, feijão com caldinho (delícia) e uma saladona!! Depois veio a sobremesa, com flan, sorvetes e geléias caseiras. Quando achamos que tinha terminado, ela veio com um café delicioso (cuba tem uma grande plantação de café arábico) pra despertar. Aí, pra arrematar, deu um licor maravilhoso pra mim e pra minha irmã e rum pro nosso amigo e pro Oscar, com direito a charutos pra quem quisesse relaxar mais um pouco. Isso tudo por uma bagatela de $8 CUC por pessoa... gostamos tanto que resolvemos dar um pouco mais pra ela, porque o jantar foi mesmo espetacular. Se ficar no Oscar, peça pra ele te recomendar onde comer, o café em Vedado também foi muito bom. A entrada no local é de $10 CUC. Entretanto, seu consumo tá dentro desse valor. Ou seja, se você consumir até $10 CUC, não paga nada a mais. Minha conta deu isso e eu comi um Hambúrguer tamanho, gostosura e estilo Madero, bebi um Mojito e pedi sobremesa. Afora esse jantar na casa recomendada pelo Oscar, o segundo melhor jantar em linha sucessória foi o que comemos na estrada entre Remedios e Santa Marta (sim, comemos em restaurante de beira de estrada em Cuba e não passamos mal). O melhor camarão da viagem!! Depois vem o que comemos em Viñales, mas acho que na memória ele não ficou tão bom por conta a cobrança dos sucos e sobremesas por fora -Não tenha medo de comer na rua, mas não seja inconsequente. Comemos frango frito com banana verde, biscoitinhos, sanduíche e suco, todos vendidos na boulevard que fica na rua de cima da casa do Oscar e não passamos mal. Mas se você ver algo meio suspeito, não coma. Mas acho que isso vale pra qualquer comida de rua em qualquer lugar no mundo. SOUVENIR Não compre na calle obispo e muito menos em outras cidades, o melhor local que encontramos pra comprar lembrancinhas foi no Mercado de San José. É um barracão enorme, que fica bem longe do Parque Central, em Havana Vieja (dica: pegue o Paseo del Prado até o Malecón, lá você vai encontrar uma placa com a localização de vários pontos turísticos, entre eles, esse Mercado). Ele tem grande quantidade de artesanato, desde pinturas, até figuras entalhadas em madeira, chaveiros, caixinhas pra guardar o puro camisetas e tudo o mais. Chegamos a comprar 33 chaveiros por $10 CUC, 12 carrinhos/aviões/taxi coco por $12 CUC, entre outras coisas. Acho que ali você só não encontra charutos e rum, de resto, pode comprar todas as lembrancinhas por ali mesmo. CHARUTOS E BEBIDAS Para charutos, falem com o Oscar, ele saberá o que recomendar :3 Já para as bebidas, vá até uma loja que fica em uma portinha ao lado da Floridita, compramos 4 garrafas de rum por menos de $25 CUC. HOSPEDAGEM -Prefira sempre se hospedar em casa de particulares. Essa é uma dica que eu não me canso de repetir. A experiência é outra!! Dadas as dicas, vou contar um pouco de casa cidade e sobre as casas em que ficamos. HAVANA Não fizemos muita coisa. Na verdade, foi uma vergonha, não visitamos quase nada de museus, mas sabe aquela impressão de que você aproveitou bem?? Apesar de não ter ido em muitos lugares, recomendo os que fui... - Palacio de Los Capitanes Generales: irá te tomar umas 2h, sendo um museu bem bonito e tendo vários itens em exposição. Não sei se isso é frequente, mas duas das guias nos explicaram algumas coisas, mesmo que não tenhamos pago pelo trabalho delas. - Plaza de La Revolución: na verdade, eles chamam de outro nome essa praça. Andamos muito até descobrir que estávamos perguntando de um lugar, achando que era outro. Infelizmente não lembro o nome pelo qual chamam essa praça, mas é só dizer que é onde tem o monumento a José Martí e os murais do Che e do Fidel que eles saberão qual é. Vão durante o dia nessa praça, sério! Fomos a noite e ela não tem nenhum atrativo. De verdade, o mural não fica tão legal a noite. Ficamos cerca de 30 min. lá e foi muito. Parece que durante o dia dá pra subir no monumento do José Martí. Infelizmente não pudemos comprovar. - Teatro Alicia Alonso: não confunda o Teatro Nacional de Cuba (próximo à praça com os murais e o monumento) com o Teatro Alicia Alonso, que fica do lado do Capitólio. Esse teatro tem uma arquitetura maravilhosa e a sala de espetáculos é linda. Fiz o passeio guiado durante o dia, parece que tem valores diferentes pra ser acompanhado por uma guia, mas eu paguei a entrada normal e ganhei a visita guiada da mesma forma. Pra mim valeu a pena. Pelo que eu entendi, na sala principal só tem espetáculo de dança. Quando fui, estava tendo uma série de apresentações com o ballet nacional, só que custava $30 CUC e eu não estava em condições. Então descobri que também estava tendo um concerto. Apesar da sala apertada, foi maravilhoso!! Era homenagem de uma maestra e teve apresentação de vários tenores. Aconselho a procurarem esses programas alternativos do teatro, pois também valem a pena. - Museu da Revolução: se você não gosta de ler, nem perca seu tempo, o museu é cheio de notícias e tendo um item ou outro ligado a Revolução. Acho que dá pra reservar umas 3h pra poder ver o museu com cuidado, mas sem se demorar muito. Uma coisa que eu gostei bastante, além de todo aquele nacionalismo revolucionário, é claro, foram das salas e salões vazios, recriando o estilo europeu e tudo com um ar meio bucólico. Fiquei imaginando quais eventos eram sediados ali. Enfim, como uma interessada em história, recomendo muito esse museu!! - Museu Nacional de Belas Artes: só vimos o de arte cubana, porque o de arte universal estava fechado. Uma pena. Esse museu com certeza é daqueles que eu recomendo para qualquer um. De verdade, acho que foi o museu que eu mais gostei!! Você vê os variados estilos, alguns com clara influência européia, mas alguns bem diferenciados. Também havia exposição de fotos e algumas mostras bem interessantes. Uma dica importante é que você comece pelo terceiro andar, pois é nesse andar que você ficará mais tempo. Eu comecei pelo segundo e não deu tempo de ver o terceiro com a tranquilidade que eu queria. Além disso, quando estava indo embora, descobri que deixei de ver uma galeria inteira Por causa disso, eu digo pra você reservar umas 5h pra ver o museu de cabo a rabo. E não é exagero!! Ahhh... o museu só abre às 10h. - Casa do Che: na verdade eles conhecem esse museu como o quartel general do Che e fica do outro lado da Baía. Não tem muita coisa pra ver, mas é imperdível pra quem se interessa pela Revolução. É meio louco você pensar que tá no mesmo lugar em que o Che estava, onde ele traçava estratégias para auxiliar na revolta na Bolívia. Cara, é uma outra atmosfera... além de ter a maior compilação de fotos sorridentes do Che!! Além disso, fica perto do Cristo de Havana, onde tem a melhor vista da cidade. Nem do Castillo era tão boa!! Por lá ficam alguns outros museus e exposições, mas não entrei nesses. - Fortaleza de San Carlos de la Cabaña: fica próximo à Casa do Che, mas nem tanto. Em geral, eu gostei. Uma vista muito bonita, vários canhões e alguns cômodos bem estranhos e até claustrofóbicos. Pra mim valeu a pena, já minha irmã não gostou muito. - Plaza de la Catedral: uma praça bem lindinha, com uma igreja maravilhosa e restaurantes por perto. Tivemos sorte de pegar a celebração de uma missa, com todos os rituais inclusos. Uma coisa sem igual!! Vale uma passadinha e talvez até um jantar em um dos restaurantes que tem por ali. - Plaza Vieja: gostei mais dessa praça do que a da Catedral, principalmente por conta do café Escorial, adorava ir lá, tomar um café, comer alguma coisa e ficar olhando aquela escultura de uma mulher nua, sentada nas costas de um galo, com um garfo na mão... wtf(?) sério, aguém sabe porque a França deu aquela escultura de presente pra Cuba? De qualquer forma, era um lugar que virava e mexia eu tava passando, se tornou um dos meus lugares favoritos na cidade, junto com o Malecón. Tanto o é que nem perdia tempo tirando fotos, não tenho foto nem do monumento do galo hahahahahaha - Calle Obispo: grande concentração de turistas, restaurantes, lojas de souvenir, livrarias e sebos. Recomendo que passe boas horas ali, andando pra cima e pra baixo até encontrar um restaurante ou café agradável, que tenha boa música, ou então que que vá aos sebos ou nas bancas dos ambulantes, onde você encontrará jornais históricos, broches e todo o tipo de lembrança. Só não recomendo que compre souvenir por ali, porque são mais caros que na feira de que eu falei. Se você é igual eu e gosta de comprar livros em cada lugar que visita, a dica é que compre nas livraria do Estado. Tem duas delas no início da Obispo, perto da Floridita. O preço não é tão convidativo quanto eu pensava, mas eu preferi comprar lá do que dos ambulantes. - Paseo del Prado: ruazinha charmosa, que liga o parque central ao malecón. Adorei caminhar por ali, com os piá andando de skate ou jogando bola, ambulantes mais tranquilos e pessoas simplesmente caminhando despreocupadas. - Malecón: ponto obrigatório pra apreciar um pôr do sol. É a orla maravilhosa de Havana, onde carros antigos, músicos e um farol fazem você desacreditar que está em Havana e vendo tudo aquilo. Uma coisa meio chata é que se você for mulher e estiver desacompanhada, não terá muito tempo de paz pra apreciar aquilo. Parece que é o ponto principal de "paquera" hahahahahha Passamos por outros lugares, mas esses são os mais pontuais. Todo o tempo que ficamos em Havana, nos hospedamos na casa do Oscar, que é engenheiro elétrico e já trabalhou para o governo. Oscar é muito gente boa e nossa viagem não teria sido tão boa sem ele. Foi o Oscar quem nos ajudou a montar o roteiro da viagem, quem reservou as casas em cada cidade e também os táxis de cada trecho. Ele viajou com a gente pro Cayo Santa Maria; nos ensinou a andar de taxi coletivo; nos levou pra assistir um dos melhores espetáculos de jazz que já vi, num café bem estranho no Vedado; e por fim, recomendou e foi jantar com a gente no que foi o melhor jantar de toda a viagem!!! Além disso tudo, o Oscar é um cara super politizado, meio que alugamos ele pra perguntar sobre a realidade de Cuba, tanto na política, quanto na cultura. Enfim... recomendo e com certeza, se voltasse pra Havana, ficaria na casa dele. Ahhh... quem for ficar na casa dele, fala comigo depois. O Oscar disse que lá eles tem um grande problema pra encontrar resistência pra chuveiro, como ele é engenheiro elétrico, até consegue dar jeito. Daí eu tirei algumas fotos pra quem for, levar pra ele, que ele paga!! A localização da casa é muito boa. Próximo ao Capitólio, Teatro, Paseo del Prado, Calle Obispo,... email: [email protected] Valor da diária por quarto: $25 CUC para duas pessoas e $30 CUC para três. Café da manhã: $3 CUC. No total, foram esses os gastos que tivemos em Havana: Táxi do aeroporto de aeroporto para a casa do Oscar: $25 CUC dividido em 3; Diária: $25 CUC quarto para duas, $30 CUC quarto para 3; Café da manhã: $3CUC; Entrada para o Palacio dos Capitanes Generales: $3 CUC; Táxi para a Praça da Revolução: $14 CUC, dividido em 3, ida e volta; Visita teatro: $5 CUC; Concerto: $10 CUC; Táxi para o Museu da Revolução: $14 CUC, dividido em 3, ida e volta; Entrada para o Museu da Revolução: $8 CUC; Entrada para Museu de Belas Artes: $5 CUC; Livro Alejo Carpentier: $10 CUC Livro Leonardo Padura: $25 CUC; Jantares: não passaram dos $15 CUC; Lembrancinhas: $50 CUC. Aqui vou colocar mais algumas fotos de lá. Pra não ficar muito grande, vou postar separado cada uma das cidades!!
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