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  1. A cidade andaluz celebra em 2019 o V Centenário da 1ª Volta ao Mundo. A 10 de agosto desse ano 329 marinheiros da cidade saíram para Sanlúcar de Barrameda, de onde a expedição partiria a 20 de setembro do mesmo ano. Tinham o objetivo de encontrar uma nova rota para a India que respeitasse o Tratado de Tordesilhas com Portugal. Não é por isso que visitámos Sevilha. Escolhemos a cidade porque fica a caminho do Caminito del Rey e, apesar de ser um destino repetido para ambos, já nenhum se recordava bem da cidade. Outrora foi uma cidade algo perigosa, suja, mas soube lavar-se da má fama e tornar-se uma atração para além da Feria de Abril, onde mulheres vestidas a rigor não faltam. A Raquel lembra-se do espaço abandonado onde foi a Expo’92 e do calor abrasador de julho. O Tiago lembra-se da vista do topo da Giralda e do parque de diversões Isla Mágica. A influência árabe é evidente, principalmente na arquitetura. Fernando III pode ter conquistado a cidade, mas felizmente não lhe conseguiu retirar o que os árabes construíram. Dessa época encontra-se a Giralda, o Alcazar e a igreja de são Marcos. Tem grandes influências na cidade de outros impérios e culturas, como a romana, visigoda, moura e judia. Torna-se uma grande cidade quando Colombo chega à américa, passando a ser o centro do comércio do império. Era aqui que se controlava o que vinha do novo continente e que se dirigiam as viagens. Mais tarde, quando os barcos deixam de navegar no rio Guadalquivir, começa a queda de Sevilha, perdendo estatuto para Cadiz. A cidade cheira a laranjas e flores de laranjeiras, cheira a sol e a bom tempo. Mas não vamos mentir, também cheira a cavalo, já que uma das atrações turísticas principais é o passeio de charrete. No entanto, todas as madrugadas entram em ação equipas que lavam as ruas da cidade para que Sevilha amanheça limpa e agradável. O que visitar: Bairro de Santa Cruz: os pátios e as ruas estreitas atraem turistas. Também é chamado de Judiaria, de onde noutros tempos os judeus foram expulsos e o bairro abandonado. Está cheio de casas com pátios interiores. Catedral de santa Maria da Sede: de influência árabe, é “só” a maior igreja gótica do mundo. Muitos vão-vos dizer que é a terceira maior catedral do mundo, pondo como 1º São Pedro de Roma e 2° São Paulo de Londres. Se todas as igrejas fossem reconhecidas pelo Vaticano como catedrais, a maior seria na Costa do Marfim e a basílica do Rio de Janeiro também entraria na lista, confundindo este podium. Fica aqui a Torre Giralda, a segunda torre mais alta da cidade, atrás da Torre de Sevilha, construída em 2015. Dica: visitar de manhã, assim que abre, e subir logo à Giralda para conseguir uns 10 minutos (mais) sozinhos no miradouro. Preço: 9€ e funciona das 11h às 17h de segunda-feira a sábado e das 14:30h às 18h aos domingos. Há visitas guiadas pela cobertura a 15€. La Giralda, antigo minarete da mesquita que deu origem à catedral. Vejam o Giraldillo (deusa Nike), no topo da torre, ou, mais próximo, a réplica que está na entrada da catedral. Tem 24 sinos e 110m de altura, percorridos numa subida em rampa com 17% de inclinação equivalente a 35 andares (mais 17 degraus) para chegar a uma das melhores vistas da cidade. Túmulo de Cristovão Colombo: veio de Cuba quando esta se tornou independente e é um dos pontos altos da visita à catedral. Temos pena de não se poder ver também de cima (fica a sugestão de umas escadinhas). Pátio de los Naranjos: não dissemos que a cidade cheirava a flor de laranjeira? Puerta del Perdon: a vistosa porta permite sair da catedral pelo pátio das laranjeiras. Real Alcázar: de estética mourisca, está construído sobre ruínas romanas. Os seus jardins foram cenário para Dorne na Guerra dos Tronos. A família real espanhola ainda fica aqui quando visita a cidade, sendo por isso o palácio mais antigo do mundo ainda em utilização. Para celebrar o V Centenário estão disponíveis visitas noturnas teatralizadas. Estas decorrem até 31 de outubro, às quintas e sextas, e também aos sábados, em julho e agosto. Os quartos da família real fazem parte de um bilhete à parte. Comprámos os bilhetes antes, por planearmos visitar num feriado (custaram mais 2€ por serem comprados online, o que achamos injusto). Dica: visitar à tarde (a partir das 16h tem menos fila). Preço: 11,50€ / visitas noturnas – 14€ / Quartos reais – 4,5€ Archivo General de Indias: se gostam de história e principalmente da época dos descobrimentos, guardam-se ali alguns documentos originais, como o Tratado de Tordesillas, assinado a 7 de junho de 1494. Comemoram-se os 525 anos da sua assinatura e esteve também exposto em Tordesillas, temporariamente. Entrada grátis, fecha às segundas-feiras. Real Fábrica de Tabacos: Sevilha caiu perante Cádis, mas manteve o comércio do tabaco durante muitos anos. Foi a primeira fábrica de tabaco da Europa, o aumento da procura fez com que se introduzisse a mulher na produção. Descobriu-se que eram menos exigentes no salário, e mais produtivas. As mãos mais pequenas enrolavam o tabaco mais rápido. A figura da cigarreira nasce assim, imortalizada na ópera Carmen. Na fachada a escultura de topo representa Fama. Existem alguns mitos urbanos associados à escultura. Hoje a antiga fábrica é a reitoria da universidade. Entrada grátis. Abre à sexta e sábado, para visitas guiadas, marcadas. Palacio San Telmo: vistoso, distingue-se bem ao chegar à Praça de Espanha. Começou por ser o Seminário e foi residência oficial dos Duques Montpensier. Tinha embarcadouro direto para o rio e chegava até ao que é hoje o Parque de María Luisa. Desde 1992 é a sede da Presidencia de la Junta de Andalucía. Entrada grátis. Abre às quintas, sábados e domingos, com reserva prévia. Parque de María Luisa: o verão é tórrido na cidade, então 34 hectares de parque verde ajudam a refrescar e a descansar à sombra. O parque, até ser doado, pertencia ao palácio San Telmo. Plaza de España: quando, em 1929, acontece a Exposição Ibero-americana, constrói-se esta praça emblemática. Gonzalez queria representar a metrópole a abraçar as ex-colónias. As quatro pontes sobre os canais onde é possível navegar de barco representam o reino. As bancadas em painéis de azulejo simbolizam as províncias espanholas e dão cor à praça. Todas as 46 províncias estão representadas (excepto Sevilha). Para os amantes de Star Wars, já foi cenário de um dos filmes. Formando uma praça em formato semi-circular, o edifício central une-se aos laterais, terminando em duas torres. Podem subir até ao primeiro andar de alguns dos edifícios e apreciar a vista das janelas. É imponente e um dos mais visitados pontos da cidade. Foi construído para ser o pavilhão de Espanha e hoje alberga os serviços de migração e mais alguns serviços públicos. Pertinho temos o Consulado Português, assustadoramente vazio quando ousámos entrar pelos portões. Passeios de barco: 6€ de barco a remo / 12€ a motor – 35 minutos Bairro Encarnácion Metropol Parasol: é a maior estrutura de madeira do mundo e forma algo que apenas conseguimos descrever como uma espécie de mega-cogumelo. Jürgen Mayer renovou a Plaza de la Encarnación com este projeto em 2011. O miradouro é visitável das 9:30 às 23h e custa 3€. Comprámos com antecedência, com direito a uma bebida, e escolhemos a horas da visita pelo pôr do sol. No bar de cima o vale de bebida só direito a 1€ de desconto, enquanto no bar do piso 0 passa a oferta. Fecha às 23h, por isso aconselhamos visitar durante a golden hour (subam perto das 20:30h no verão). Mas cuidado, pode ter fila. Também têm em baixo o Antiquarium, umas ruínas visitáveis até as 20:30h, por 2,10€ . Bairro Museo Museo de Bellas Artes de Sevilla: dos maiores do país, a seguir ao Prado, de Madrid. Fica num antigo convento, o Convento de la Merced Calzada. Custa 1,5€, mas é grátis para cidadãos da UE. Bairro Arenal Plaza del Cabildo: uma praça interior pouco conhecida, em formato semi-circular. Ao domingo de manhã forma-se o mercado dos selos, onde vagueiam e conversam os amantes da filatelia e da numismática. O edifício que dá forma à praça foi construído sobre as ruínas do Colégio de S. Miguel. Postigo del Aceite ou Arco del Postigo: acesso à cidade através das antigas muralhas da cidade. Rio Guadalquivir e Torre del Oro: a Torre del Oro foi construída em 1220 para proteger a cidade. Atualmente Museo da Armada, as visitas têm a duração de 20 minutos e custam 3€. Plaza Nueva: na praça localizava-se o antigo convento franciscano que estava em ruínas. Foi destruído em 1811 na época da ocupação francesa. Apesar de ter sido reconstruído acabou por ser desmantelado anos mais tarde. Ayuntamento: começa a ser habitual estarmos em Espanha nos feriados religiosos, desta vez foi o Corpus Christy, uma tradição belga importada que tivemos oportunidade de assistir no feriado. O edifício é renascentista, dos primeiros em Espanha, onde, tal como em Portugal, tudo chegava tarde. Com a chegada de D. Carlos I ao trono, educado em Flandres, atual Bélgica e Países Baixos, veio o estilo da época na europa. Depois, D. Carlos I, primeiro rei de espanha, casa-se em Sevilha com Isabel de Portugal, filha de D. Manuel. Então, temos um edifício neoclássico do lado da Plaza Nueva, renascentista na Plaza San Francisco e, para terminar, também moderno, como símbolo de que ficou por acabar devido à crise económica. Este rei D. Carlos é o mesmo do Mosteiro de Yuste, de que falámos aqui. Teatro Coliseu: construído em 1928 para a exposição Ibero-americana, serviu como teatro até 1955, passou a cinema, e agora é o Ministério da Economia. Tanto este edifício como o hotel Alfonso XIII recriam a arquitetura típica sevilhana antiga. Bairro de Triana e Puente de Triana: a casa mãe do flamenco. É um bairro na outra margem da cidade, a zona ideal para jantar, comer tapas ou beber um copo. Grandes casas de flamenco, menos turísticas, são aqui. Falamos de um bairro tipo Lapa no Brasil ou Alfama em Portugal. Saímos às 2h do bairro para regressarmos ao Airbnb, com máquina fotográfica em punho, e foi seguro (escondemos só o cartão de memória por precaução). Corral Herrera: Não sabemos se é visitável, ou seja, se as visitas são bem-vindas, porque continuam a ser casas privadas, mas em Triana há uns pátios de vizinhos. O edifício de vários apartamentos dava para um pátio central. Ali, vizinhos ficavam na palheta (jogar conversa fora) pela noite dentro, eram ajudados e celebravam juntos. Vive-se aqui um ambiente muito familiar, com festas, batismos e casamentos celebrados em comunidade. Este corral tem mais de 100 anos e foi todo renovado em 1994. Não haverá mais de 30 em Sevilha. Dizem que fazem grandes festas durante a Feria de Abril. Faz lembrar o que se conta dos bairros típicos de Lisboa e do Porto, e também aqui a população jovem quis recuperar o espírito e quer morar nestes locais, fazendo disparar os preços dos arrendamentos. Mais uma vez, uma coisa criada por vizinhos que viviam com dificuldades, agora tornou-se a moda, e a moda encarece as coisas. Bairro La Cartuja Isla Mágica: Para quem adora um bom parque de diversões, tem de ir aqui. A temática do parque é a história da cidade, dos descobrimentos espanhóis, o Novo Mundo e as lendas do El Dorado e da Fonte da Juventude. Tem graça, porque as atrações têm nome de locais que conhecemos na américa. Preço: Custa entre 14 e 32€ por adulto, dependendo do dia. Centro Andaluz de Arte Contemporáneo: fica no edifício do Monasteiro de la Cartuja de Santa Maria de las Cuevas. Aqui encontrou-se a imagem de uma virgem de 1248 e nasce o mosteiro. Cristovão Colombo esteve aqui “sepultado” durante 30 anos, depois do corpo ser trazido de Cuba, porque era assíduo frequentador do mosteiro. D. Filipe II também usou as instalações para retiro espiritual. Napoleão quando chega invade o mosteiro e utiliza-o como quartel. Os monges fogem para Portugal. De 1841 a 1982 foi uma fábrica de porcelana chinesa. Fecha às segundas. Não fomos por falta de tempo. Preço: Custa 1,8€ para ver o monumento e 3€ a visita total. Sábados das 11-21h e terças a sextas é grátis das 19 às 21h. Torre Sevilha: a torre de 180,5m destronou Giralda e é a torre mais alta de Sevilha, mas também da Andalucia. Vê-se bem junto às margens do rio ou de qualquer ponto mais alto, como Giralda ou Metropol. É um shopping e um hotel. Enclave Monumental San Isidoro del Campo: fica mais afastado da cidade. O mosteiro foi construído onde se pensa que foi sepultado o santo. Entrada grátis. Fecha à segunda-feira. Onde dormir: Hotel EME Catedral Hotel: se querem uma estadia central e especial é aqui. Tem piscina, rooftop, vista para a catedral e é vistoso por dentro. Preços variam entre 240 e 664€ nas datas em que procurámos. Vista de Giralda sobre o Hotel Eme Hotel Alfonso XIII: o hotel é provavelmente o mais bonito da cidade, é luxuoso e foi construído para a Exposição Ibero-americana. Agora pertence à cadeira Marriott. Foi neste hotel que se hospedaram embaixadores e os atores para as filmagens dos diversos filmes. Preços variam entre os 360 e os 1017€ nas mesmas datas que acima. Eurostars Torre Sevilla: ocupa os últimos 19 andares da torre, por isso tem uma vista previlegiada sobre a cidade. Preços variam entre os 268 e os 2298€ nas mesmas datas. Nós escolhemos um airbnb. Uma casa típica andaluza, com portões antigos de madeira. Um pátio interior. O pequeno-almoço apesar de ser industrializado é servido em loiça inglesa e talheres de prata. Marieta, descobrimos mais tarde, é uma estilista conhecida de trajes sevilhanos e já nos prometeu que nos prepara a rigor se quisermos voltar na altura da Feria de Abril. O problema destas casas é que não há suites e ouve-se quando alguém conversa perto dos quartos. Onde comer: Gelados: Bolas, há várias. Nós comprámos no mais perto da catedral. Aconselhamos la Medina (laranja, gengibre e canela) e o kitkat, que tem pedaços. Uma taça com dois sabores são 3,80€. Viemos comer o gelado na Plaza del Salvador, na escadaria da igreja, a apreciar o ambiente de rua. No centro histórico encontram várias opções: Mercado Lonja del Barranco: procurem por tapas e sangria. Senza: pareceu-nos o sítio da moda. O espaço é giríssimo, estava quase todo reservado, os funcionários são eficientes e dão-vos um shot no fim. Gastámos, com sobremesa partilhada, 40€. A sala interior é mais interessante. Taberna Manolo Cateca. Passámos à porta e pareceu-nos muito apelativo. António Romero Bodeguitas. Peçam nos montaditos piripi, peçam bochecha de porco, a mini hambúrguesa. Gastámos 20€. Atravessando a ponte de Triana, para irem atrás do flamenco encontram vários espaços como: Las Golondrinas. Aqui bebemos uma cerveja enquanto fazíamos tempo antes da abertura da Casa Anselma, as tapas têm bom ar. Cerveceria La Grande. Fica na rua principal de Triana (Calle San Jacinto), seguindo a ponte. Não tem um ar fancy ou fotografável, mas só tinha espanhóis na esplanada. A montra de marisco também nos pareceu bem. Devem comer tapas, nós não somos um bom exemplo porque nem sempre vamos para a comida típica. Cuidado com a rua junto à universidade. Come-se relativamente barato, mas vão ter sempre gente a tentar pedir-vos gorjeta em troca de performances. Não são obrigados a dar, mas a pressão é enorme e incomoda o almoço. Onde ver flamenco Várias sugestões surgem na internet, ir ao Museo del Baile Flamenco com os seus espetáculos pagos a 25€. Também surgem opções mais naturais, como La Carboneria, Academia de Baile Tronío e a Casa Anselma, em que só pagam o consumo. Sair à noite Junto à margem do rio encontram vários bares onde não faltam despedidas de solteiro e gente a desfrutar da noite amena sevilhana. O que estava mais cheio era o Pinzon. Atenção que a sexta feira é uma noite animada. Os espanhóis gostam de beber cerveja, tinto de verano ou sangria a porta dos bares, cervejarias mesmo em pé. Às vezes picam umas tapas, mas nem sempre. As espanholas levam o sair à noite como uma oportunidade para saírem produzidas. Saírem vestidos como backpackers vai-vos fazer destoar. https://365diasnomundo.com/2019/07/24/sevilha-espanha/
  2. Olá, aqui vai o relato de nossa viagem para Europa com um bebê de 1 ano. O fórum Mochileiros ajuda nossa família desde 2005, então me sinto quase na obrigação de contribuir de volta para a comunidade! Nossa aventura com bebê começou muito antes do embarque, com um minucioso planejamento, desde roteiro, vôos até escolher como faríamos com a alimentação dela, até marcar no mapa todos os hospitais pediátricos nas cidades que visitaríamos. O relato foi feito em parte no word, em parte em mensagens de whatsapp, e tem dois dias faltando, mas foi o que deu pra fazer!! Concluindo: não poderíamos ter feito escolha melhor do que a de viajar com nossa filha. O trabalho é árduo, mas o prazer é muito maior, e as lembranças ficarão em nossos corações pra sempre. Não tenham medo de viajar com seus filhos. Roteiro: Madri - Paris - Dijon - Avignon - Nice - Milão - Veneza - Lisboa. Total 28 dias. 07/09/2019 (sábado)- Madri (Victor) Voo Belém - Lisboa (que saiu 22:35 do dia 06/09) tranquilo. Maria Inês dormiu durante todo o trajeto. Dormi algumas vezes e Nem senti o tempo Passar. Chegamos em Lisboa às 10h locais. Fomos ao fraldário trocar a MI e depois procuramos o espaco familia. Era um playground e MI lanchou e brincou por bastante tempo. Tentamos comer algums coisa, mas nâo encontramos nada de interesssnte. Wendy acabou morrendo num sanduíche de queijo e tomate. O voo para Madri atrasou meia hora. Mas que bom que dura somente 50 minutos. Neste voo Mi não quis saber de dormir. Mas a Galinha Pintadinha salvou a pátria e a menina se aquietou. Em Madri, pegamos o ônibus expresso que vai do aeroporto atè a estaćão de trem Atocha ( meros 5 EUR). Ali tivemos que pegar metrô e haja subir e descer escadas carregando nosso malão de 25kg mais o carrinho da MI. Finalmente chegamos a nossa hospedagem. A anfitriã, Pilar, foi bem simpática e nos instruiu sobre a estadia em seu apto. Após nos acomodarmos, fomos ao Carrefour abastecer a casa para a semana. Compramos um jamón delicioso e uma tábua de queijos gouda trmperados (sabor pesto, molho de tomate e outro que não reconheci) que também estava muito boa. As 22h MI foi dormir junto com Wendy ( que reclamou de dor nas costas). 08/09/2019 (domingo)- Madri Saindo do aeroporto, pegamos o ônibus 203 que leva até a estação atocha. De lá, pegamos o metrô linha 1 até nossa estação : tirso molina, apenas 3 paradas. Fica numa praça, e de lá caminhamos pro apartamento. Chegamos em casa Maria estava com muito sono. Dei pêra e coloquei pra dormir. Nos ajeitamos pra sair pro supermercado. Maria acordou, mas continuava sonolenta. Vestimos, e saímos. Tem um Carrefour muito próximo, na praça. Tava lotado, eu estava muito muito cansada, Maria também.. tive que pensar rápido no que levar pra fazer comida no dia seguinte; café etc. Demoramos um pouco pq não conhecíamos o supermercado, pagamos e voltamos pra casa. Dei ovo frito com pão e queijo pra Maria, pq fiquei com medo de dar a comidinha que levei de casa. Victor ficou fazendo diário de gastos e de bordo. Depois dormiu. Maria estava inquieta, chorando toda hora... quando deu 6:30 ela acordou, tinha vazado pipi. Depois dormiu até 10h, direto sem chorar. Eu acordei 8h, Victor levantou desde cedo, fez comida da Maria e café da manhã. Depois arrumei as mochilas do dia, tomei banho, e aí acordamos a Maria Inês. Demos banho nela, dei o café, ela não quis comer muito. Arrumamos e saímos. Chegamos atrasados na missa em latim, sorte que tinha uma missa nova logo em seguida. Assistimos. Saímos andando da igreja pro Platea Market, onde demos o almoço dela e trocamos fralda de coco. Agora vamos almoçar. São 15:30. O platea market é um mercado moderno, novo; que foi construído num antigo teatro. Lá tem 3 andares, um com restaurantes internacionais, outro com bares de tapas e outro um restaurante com estrela Michelin. O Platea Market ( @plateamad ) é um mercado novo que fica num antigo teatro em Madri. Com esse nome, “mercado”, eu imaginava que era um mercado estilo feira de bairro, com os feirantes vendendo seu peixe etc! Nada a ver! Hahahaha. Na entrada, parecia que estávamos no lugar errado, pois a fachada parece uma galeria de lojas. Fomos entrando meio desconfiados, meio fugindo do sol, e voilà. Encontramos esses oasis. São 3 andares, um com restaurantes internacionais, outro com bares de tapas e outro um restaurante com estrela Michelin. Há varios pequenos shows de hora em hora, e isso também nos surpreendeu positivamente! Pra quem já estava confirmado em não assistir nenhum tango, as intervenções no meio do restaurante foram excelentes. Muito acessível, o local tem elevador, trocador e cadeirão pra bebê, basta pedir! Comemos tapas de bacalhau e uma sangria, no bar de tapas, e costelas de porco no restaurante. Estávamos sem muitas expectativas, e foi uma ótima surpresa. Muito acessível pra bebês, lá tem trocador e cadeirão pra bebê. Infelizmente na afobação, sentamos nos bares e tapas, não pedi cadeirao e dei o almoço dela na agonia, Com ela no meu colo, andando etc. Depois que ela almoçou, ficamos mais tranquilos e resolvemos ir pros restaurantes. Lá eu pedi o cadeirão, ela ficou sentada vendo galinha pintadinha enquanto nos comíamos. Quando terminei de comer dei banana pra ela. Depois do mercado, íamos continuar nosso passeio até a puerta do sol e plaza mayor. Ela começou a chorar, era sono. Fiz ela dormir, coloquei no carrinho, cobri com um pano pq estava muito sol. Fomos pela sombra, mas depois paramos pra tomar um frape, ela acordou, comeu pera, e continuamos. Tiramos foto nas praças, as igrejas que íamos visitar estavam fechadas, seguimos pra casa. Ela jantou, tomou banho, e agora está mamando pra dormir. 09/09/2019 - Madri Hoje acordamos 6:45, Victor levantou logo pra fazer o frango e o café da manhã e eu fiquei ainda fazendo a Maria esticar o sono. Tomei banho, dei o banho dela, dei o café, e tomei o meu. Nos arrumamos, e saímos de casa. Hoje optamos pegar ônibus pois é muito mais cômodo e rápido pra quem tem carrinho de bebê. O ponto fica na praça tirso Molina, bem próximo ao nosso apto. Logo o ônibus chegou, teve engarrafamento mas rápido chegamos ao parque del retiro. Entramos pela puerta Del anjo caído,paramos no parquinho pra Maria brincar e depois ela lanchou. Continuamos o passeio, paramos no palácio de cristal, depois no lago central. Maria ficou vendo os patos nadando no lago. Voltamos pra porta Del anjo caído e fomos pro museu reina sofia. Maria tirou a primeira soneca, no colo do papai. Já eram 12h, o sol começava a esquentar e queríamos um passeio protegido. Chegando lá, ela acordou, trocamos fralda e resolvi dar o almoço. Nós aproveitamos pra comer também. Fomos no café do museu, pedimos um brunch e dividimos. Vinha com: pão com ovo mole e jamon, pasteries, frutas, iogurte, suco de laranja e café com leite. Nesse café, pedi cadeirão pra bebês, e pedi um prato pra aquecer o almoço da nenem. Muito cômodo para famílias! Ela almoçou direitinho e foi uma paz. Visitamos as principais sala do museu, guernica, Dali e Miró. Depois fomos pro museu Del Prado. Lá, começamos pelas exposições temporárias: Fra angélico e vermeer, rembrandt e velasquez. Maria dormiu logo no fra angélico. Acordou no final da exposição seguinte. Demos lanche e trocamos fralda. Nos museus têm fraldário e e muito cômodo pra nós. Depois, fomos pra coleção principal. Vimos El greco, el bosco, velasquez, tintoreto, tiziano, Rafael, Rubens. . Infelizmente não deu tempo de ver goya nem caravaggio. Eram 18h e tínhamos que ir pra casa. Paramos no bar el gatos, comemos tapas de jamon com queso, bacalhau e sardinha, tomamos sangria. Maria comeu pêra. Depois seguimos pra casa. Mamãe wendy deu banho e jantar, enquanto papai victor foi ao supermercado. Tomei banho e em seguida coloquei nenem pra dormir. 10/09 - terça-feira Maria acordou 6:30. Tentamos esticar o sono e não conseguimos. Beleza, fui tomar banho, fiz o café dela. Victor foi trocar a fralda e tal. Na hora de comer ela não quis. Estava com sono! Victor pegou no colo e ela dormiu de novo.. e nós tbm kkkk Havia faltado energia. Estávamos no escuro. Acordamos de novo 9h, nos arrumamos (tínhamos tomado café cedo), aí ela acordou, comeu apenas ovo. Não quis abacate. Vestimos varias camadas nela, e saímos de casa 10h. Antes de sair, falei com a proprietária Pilar, que apenas ligou o disjuntor que tinha disparado. Depois descobrimos que não dá pra ligar varios aparelhos ao mesmo tempo. Estávamos com ar, fogão de indução e exaustor ligados. Primeiro Fomos na basílica de São Miguel depois no mercado de São Miguel. Ficam bem perto do nosso apto. No mercado, Não tinha mesas. O mercado é bem pequeno, com balcões com restaurantes, bares de tapas, cafés. Queríamos um local com mesas e cadeiras. Entramos num restaurante fora do mercado, já eram 11h. Pedimos um café brunch, cadeirão, maria Inês comeu banana. Saímos, comprei um croissant e dei pra ela comer. Ela gostou. Andamos até a igreja de san andres de gines, conseguimos entrar e visitar. depois seguimos pro mosteiro das descalzas, onde não pudemos entrar, só poderia com tour guiado as 13h. Continuamos pra igreja de san Antônio de lós Alemanes, passando pela gran via, a times square de Madri! A igreja é considerada a capela sistina de Madri. Muito bonita, cheia de afrescos. Cá estamos. Maria dormiu no caminho pra cá. Seguimos pela calle de pez e depois Calle de lós reyes, até chegar na Plaza de Espanha. Plaza de Espanha fechada para obras. Não pudemos entrar. Continuamos caminhando pro Palácio real de Madri. Lá, vimos a troca da guarda e tiramos foto. O sol estava forte, Maria acordou, resolvemos procurar um restaurante pois era hora do almoço dela. Vagueamos pela Ópera, até que decidimos entrar no La Traviata (rs). Menu del dia 13,95, dois pratos; sobremesa e bebidas. Pedimos lasanha, espaguete ao jamon e alho, que estavam deliciosos, e depois dois tipos de carne, que estavam ruins. Sangrias (uma com a comida e outra no final, vinho rosé. Mas o atendimento foi muito bom, garçons super simpáticos e prestativos. Nos deram cadeirão pra Maria Inês, levaram a comida dela pra esquentar e ainda lavaram o pote. Colocaram meu celular pra carregar. E me deram um copo de plástico pra levar a sangria que eu não sabia que estava inclusa no menu. Também conversamos bastante com uma inglesa simpática na mesa ao lado, encantada com a Maria Inês. 15h saímos do restaurante, voltamos pro palácio, mas antes paramos pra fotos e brincar no parquinho. Finalmente, lá chegando… fechado para evento oficial. Tiramos foto por fora do palácio, estava ventando muito e o tempo fechando, ia chover. Colocamos a capa de chuva do carrinho e entramos na catedral de la almudena, Maria mamou e dormiu (demorou, mas dormiu). Mais à frente, entramos na basílica de San Francisco el grande. Maria acordou, comeu banana. Saímos de lá, continuava ventando muito e com cara de chuva. Sentimos pingos. Paramos no supermercado pra comprar banana e queijo, e caminhamos de volta pra casa. Ficamos em dúvida se parávamos pra esperar o tempo melhorar, mas vi que estávamos bem perto de casa, então resolvi ir direto pra casa. Chegamos 18:30 em casa. Maria vai tomar banho e jantar. Amanhã vamos pra Toledo, espero que consigamos ajustar o fuso horário dela e acordar cedo pra sair cedo. Maria estava muito danada e agitada, o jantar demorou demais. Só foi dormir às 21h, de novo! Fizemos a comidinha de amanhã. Frango, arroz, lentilha, brócolis, batata e cenoura. 12/09/2019 - quinta-feira Acordamos 7:00, tomamos banho, recolhemos as últimas coisas, Maria acordou, trocamos a fralda e colocamos a roupa dela. Almoço e jantar, lanches na lancheira, saímos 8:15 de casa. Pegamos o metrô 8:24 e em 5 minutos chegamos em atocha. O ônibus do aeroporto tinha acabado de chegar, subimos e às 9:25 chegamos no Barajas. Despacho de malas, segurança, fomos pra área de embarque. Maria tinha comido banana no ônibus e agora comia pão com queijo, num café do aeroporto onde mamãe e papai também fizeram o desjejum. Depois, trocamos a fralda, tinha popô. Renovada, brincou no playground até que o portão de embarque foi anunciado. Seguimos pro embarque. Tudo é uma pernada... no embarque, tratamento vip 😁 sempre embarcamos antes de todo mundo, por causa da Maria Inês 🤣 Antes de decolar Maria dormiu. Porém acordou logo após a subida!!! Dormiu pouquíssimo. Passou o voo inteiro “no 12”. Chegamos no aeroporto charles de gaule às 14:15. Ainda no avião, ela fez um popô FEDERAL. tava podre demais. Não aguentávamos mais o _futum_. Assim que descemos da aeronave corremos pro fraldário. Impestou o local. Trocamos até a roupa pq vazou. Saindo de lá, pegamos a mala e maaaais uma pernada pra chegar no RER, trem de acesso à Paris. Compramos o ticket, entramos no trem. Em 20 minutos estávamos na estação Châtelet. Nos enrolamos pra descobrir que o mesmo ticket dava acesso ao metrô também. Trocamos então pra linha 14, rumo à estação olympiades. Lembrando que tuuuudo é longe. Até que enfim chegamos. Mais uma caminhada de 10 minutos até o nosso novo apartamento, que foi fácil de encontrar. O airbnb é de um quarto privado em um apartamento onde mora uma família. Quem nos recebeu foi a sra Anita, mãe da anfitria do airbnb. É indiana. A casa parece um Maracá de baiana KKKKKK tudo bem ajeitadinho, bem arrumadinho, com vasos de flores artificiais, paninhos, bibelôs, posters, uma infinidade de enfeites. O quarto tem uma cama de casal. Ela nos forneceu um Moisés de carrinho pra Maria dormir. O banheiro é separado da sala de banho. A sra Anita é muito simpática. Nos instalamos, tomamos banho e saímos pra conhecer a Bercy Village. Uma caminhada de 20 minutos;. Demos uma volta por lá olhando os restaurantes e decidimos entrar num que tinha comida francesa. Pedimos hambúrguer e carne com alligot. Uma delicia e nos empanturramos. Maria jantou sua comidinha. Tomamos sorvete na sorveteria Amori. Voltamos a pé, paramos no supermercado pra comprar mantimentos para amanhã. Chegamos em casa, Maria tomou banho, se arrumou e dormiu. Papai lavou o pijama de popô. Amanhã cozinharemos. Amanhã também haverá greve geral de transporte em Paris. Sexta feira 13 👻 13/09/2019 - sexta-feira Paris Fizemos hoje Museu do Louvre, Jardim das Tulhérias e Museu de l’Orangerie. Jantanos no Bistror des Victories, na região do Louvre, onde comemos um magret de canard excelente. A greve dos transportes não nos afetou, pois a linha de metrô próxima ao nosso apto é 100% automatizada. Infelizmente, algumas salas do Louvre estavam fechadas. No louvre, Maria Inês revezou entre carrinho, colo e andar. Fomos nas salas que mais nos interessavam, e fugimos da Gioconda. A fila é surreal de grande, ocupando vários andares do museu. Demos o almoço dela sentados num pufe entre as seções do museu. Durante o passeio, vimos diversos casais com bebês e crianças, bebezinhos quase recém nascidos, até crianças maiores. Quem vai com carrinho tem alguns perrenguinhos. Nem todas as salas são adaptadas e cada sala tem um tipo de adaptação diferente. Mas nada demais, super tranquilo. Aproveitamos o passeio, tiramos fotos. Saindo do museu, fomos almoçar num dos melhores restaurantes da viagem. Indicação de algum blog. Comemos canard e tomamos vinho. Neném jantou. Seguimos para nossa odisseia de volta pra casa. 14/09/2019 - sábado Paris Hoje acordamos 7h, tomamos banhos, nos arrumamos, demos o café da Maria e fizemos a comida dela. Saímos 9:45 de casa, rumo à notre dame. Paramos no caminho pra tomar café e croissant. Notre dame toda fechada para reforma. De lá fomos pra saint chapelle. Perrengue pra trocar fralda de cocô: não tinha trocador nem bancos nem cadeiras. Trocamos no carrinho. O banheiro era muito inacessível pra lavar o bumbum. Em seguida, saímos d ela é paramos na frente do panteão mas não entramos. Entramos no restaurante comptoir du pantheon pra dar o almoço da Maria e lanchar. Depois, seguimos pra igreja de Santo Eustáquio. Fez coco de novo. Trocamos no carrinho de novo, dessa vez lavei o bumbum na pia do banheiro da igreja. Partimos pro jardim de Luxemburgo. Lindo!! Maria fez piquenique com os amiguinhos franceses, penetrou num aniversário de 1 ano, tiramos muitas fotos, passeamos, vimos pôneis, mas ela não podia andar, depois tirou soneca. Já eram 18h, caminhamos uns 20 minutos até um restaura recomendado, chegando lá estava fechado. Mais 20 minutos pra chegar no outro. Valeu a pena, a costela estava deliciosa. Acompanhada de purê e tutano. Quando abri a vasilha do jantar da Maria ela espocou e saiu um gás de dentro. Estava borbulhando. Estragou!! Não sei como!! Provei e tava horrível, cuspi. Dei purê de batata,pão e banana. Chegamos tarde em casa. 15/09/2019 - domingo Passamos o dia em casa pois Maria Inês teve febre desde as 2h da madrugada. Ela dormiu bastante, de11:30 às 15h. E nós também. Acredito que todos estavam muito cansados. Não conseguimos ir à missa. Às 16:30 saímos para tentar almoçar/jantar. Comemos num restaurante na rue Tolbiac, Victor começou moules frites e eu um joelho de carneiro. Paramos na nossa boulangerie e compramos tartelete de chocolate com amêndoas. Deliciosa!!! A melhor tartelete da vida! Paramos no supermercado rapidinho e voltamos pra casa. A febre voltou. 16/09/2019- segunda-feira - Paris Passamos a madrugada inteira acordando pra verificar a febre. Ela tomou banho morno umas três vezes. Às 2h, com a febre espaçando em apenas 4/4h, contactos o seguro pelo WhatsApp. O médico só poderia vir em casa apos o amanhecer. E as clínicas particulares eram muito longe. Fui dormir 3h, acordei às 5h. Demos banho morno novamente, nos aprontamos e saímos de casa pra clínica. Chamei um Uber. Ele demorou uns 15 minutos. Tivemos que andar pra outra rua, pois na nossa não passava carro. Quando ele finalmente chegou disse que não poderia nos levar pois Maria não tinha cadeirinha de carro. Chorei pedindo que nos levasse e ele disse não. Fiquei puta da vida e amaldiçoei até a 5-a geração daquele indiano safado. Saímos andando procurando um táxi 7h da manhã em Paris. Paramos num café, perguntei e por sorte tinha um ponto perto da tartelete de ontem. Chegando lá, só o telefone e nenhum motorista. Telefonei. Não sei se fui atendida mas passou um táxi de luz verde e eu fiz sinal. Depois de toda essa confusão finamente conseguimos um táxi. Ele nos levou pro Hospital público pediátrico de Paris. deu 15 euros. Chegamos no hospital, entramos pro setor de pediatria. Não tinha filas. Uma técnica fez nosso cadastro, perguntou os sintomas, dados,. Tudo isso no francês inglês. Pediu a carteira de vacinação da Maria mas eu esqueci em belem. Após o rápido cadastro, ficamos esperando a triagem. Logo a enfermeira nos chamou, ela examinou a Maria, perguntou os sintomas. Pediu pra colher urina. Lá vem aquele saquinho de colher urina, de novo… eu já estava visualizando o que viria a acontecer. Maria estava há 12 horas sem fazer pipi. Não ia urinar, a enfermeira ia mandar hidratar, iríamos esperar em torno de 2 horas pra ela fazer xixi, fora o risco de vazar pra fora, como sempre acontece… na minha cabeça, iríamos passar o dia inteiro ali com a Maria. Graças a Deus eu estava errada. Em menos de 10 minutos Maria Inês fez um xixizão, que foi completamente aparado pelo saco coletor. Corri pra enfermeira, que pegou o saquinho e levou pra exame. Mais uma vez fui surpreendida. O exame é feito e dá o resultado imediatamente! Gente! Nada de esperar 1h30 pelo resultado!! Eu já tinha ouvido falar disso, uma amiga que mora na Suíça disse que a obstetra fazia o exame de sangue e urina dentro do consultório médico, nas consultas de rotina da gravidez. O resultado sai na hora. Enfim, exame de urina normal, infecção urinária descartada. Voltamos pra sala de espera, pra aguardar o médico. Esperamos um pouco, uns 20 minutos l, pois era troca de plantão. Até que chamaram. A médica Justine Zizi. No consultório, pediu pra tirar toda a roupa da Maria , exceto a fralda. Fez uma série de perguntas, e estranhou quando dissemos que ela tomava domperidona. Na França, só adultos tomam. Dissemos da alergia à dipirona pra enfermejra, e ela nem conhecia. Não é comercializada na França. Ela apalpou toda a Maria, olhou a pele, o ouvido (tirou muita cera do ouvido kkkk) até que chegou na garganta. Estava vermelha e irritada, nas palavras dela, com placas brancas. Disse que a febre era devido a isso. Ufa… encontramos o diagnóstico. Ela disse que era viral, e que não havia necessidade de antibióticos. Que a febre poderia durar até quarta-feira, e que se não passasse, deveríamos procurar o médico de novo. Fez um relatório do atendimento é uma receita de paracetamol e soro fisiológico pro nariz. Deu recomendações sobre alimentação: não dar muito quente e dar o paracetamol antes, coordenar com a febre. Saímos de lá mais tranquilos, satisfeitos com o atendimento público de saúde da França. Paramos num café pra comer e dar de comer pra nenem. O café ficava numa esquina próxima ao hospital, com cadeiras na calçada, e fomos atraídos pelo “menu dejeuner”, que incluía cafe, jus d’orange e un croissant, por preço módico muito inferior aos do centro da cidade. Com dificuldade entramos com o carrinho de bebê, nos acomodamos e fomos atendidos por uma garçonete espevitada. Assim que começamos a falar, ela nos perguntou se éramos portugueses… bem, sim, somos! Mas não! Somos brasileiros, de fato. Ela também era brasileira. Mas não ficamos de conversa, pois ela estava muito atarefada. Ao nosso lado, dois típicos operários franceses tomavam também seu café no balcão. Maria dormiu no meu colo e tomamos um café tranquilo. Saindo de lá, pesquisei no google e decidimos pegar um onibus pra casa. A linha 64 para na frente do hospital e nos deixa bem próximo de casa (lembrando que nossa rua é peatonal, não passam veículos. O ônibus era elétrico, ou seja, não fazia nenhum “pio”, super silencioso. Aquela tremedeira e aquele ronco do ônibus de belém? jamais. Além disso, as pessoas silenciosas. Caladas ou conversando bem baixinho. Um sonho, o paraíso para mim… Durante o percurso, sentei numa cadeira e Victor ficou em pé no local reservado para les poussettes com a Maria Inês que dormia no carrinho. Mais um carrinho subiu e se alojou do lado deles. Em seguida, outro. Um pouco mais na frente, mais um. E finalmente, hegou o 5º carrinho de bebê, este de gêmeos, que atravessou o ônibus sem cerimônia, dificultando um pouco a passagem. Eles que lutem! Mães e bebês têm preferência. Chegamos em casa tranquilamente, Maria acordou no meio do caminho. Temperatura segurou até umas 14h, começou a subir de novo. Demos banho. Baixou a febre. Voltou a subir, quando chegou em 38 demos o paracetamol, Às 15h. Agora 16h já suou e baixou a temp. Tínhamos encontro marcado com a fotógrafa Alexia na Torre Eiffel. Saímos pra ver a torre Eiffel e depois voltamos. Ela já estava melhor, sem febre... e já havíamos contratado uma fotógrafa. O ensaio foi legal, fomos nos soltando, ela vai instruindo que poses fazer. Nas fotos de casais, fica reparando nossos pertences e a bebê. Maria riu bastante no ensaio de fotos. Depois do Trocadero, fomos pro Carroussel, e lá Maria Inês conquistou um casal que fazia piquenique. Ganhou um balão! Voltamos pra casa, o metrô lotado, a viagem longa. Jantou e agora está dormindo. Chegamos na Torre Eiffel, demos “oi” e fomos embora. Muita expectativa, muita animação, felicidade e gratidão por estar em Paris com a minha família. E razões para voltar… de novo! 17/09/2019 - terça-feira - Paris - Dijon Acordamos cedo, catamos nossas coisas previamente arrumadas na noite anterior, fizemos uma revisão e nos despedimos da Anita, anfitriã do airbnb. Uma pessoa sui generis que depois copio a avaliação. Pegamos o trem para Dijon. Chegamos em dijon pontualmente às 11:58. A anfitriã do airbnb que alugamos não me respondia desde março, eu havia perguntado se poderia fazer o check in antes do horário previsto. Ainda no trem telefonei a ela, sem sucesso. Mandei mensagens no app do airbnb e nada. Resolvi pedir ajuda pro suporte da empresa. Eles entraram em contato com ela, e ela respondeu a eles que não poderia nos receber antes das 18h. Ocorre que, pra mim, ela respondeu dizendo que havia um problema de infestação de insetos no colchão da cama, e que por isso ela ia providenciar pra nós ficarmos hospedados no apartamento de amigos dela, próximo ao dela, que também eram anfitriões no airbnb. Isso cheirou a perrengue! Informei essa maracutaia dela pro suporte do app e disse que não estava confortável, pois enfim, eu não tinha segurança nem respaldo algum caso aceitasse ficar na casa de terceiros. O suporte cancelou a hospedagem, me deu um reembolso integral, e começou a me sugerir novas opções de hospedagem. Parênteses. Tudo isso rolando graças ao chip com internet que comprei em Lisboa, e ao mesmo tempo em que procurávamos um local pra guardar a nossa pequena mala de 25kg, depois um local pra comer, tirávamos fotos, dando almoço pra Maria, trocando fralda, depois saindo do restaurante sem eira nem beira nem o ramo da figueira, fomos pro jardim público zanzar à sombra das árvores fugindo do sol e esperando Deus providenciar um teto pra gente dormir. Voltando. Eu disse pro airbnb que não aceitaria local pior, nem pagaria mais por isso. Vai em cima vai embaixo, o suporte me mandava quartos muito afastados, ou um muito ruins, alguns não aceitavam a reserva pra tão em cima da hora. Até que uma aceitou. Olhei as fotos e não gostei, resolvi procurar por conta própria. Meu celular com 10% de bateria. Encontrei um loft inteiro no centro de dijon, mandei mensagem e o anfitrião respondeu na hora. Aceitou, o check poderia ser naquele momento mesmo. A essa altura já estávamos na catedral, e era muito perto do loft dele. Mandei pro suporte e eles confirmaram. Fiz a reserva. Fomos buscar as malas, voltamos pro loft, fizemos o check in com a mãe do anfitrião. Voilà. Graças a Deus encontramos um bom local pra ficar. Na verdade, excelente! Valor bem acima do que estávamos gastando e tudo por conta do Airbnb. Ufa! Agora sim eu estava tranquila. Que perrengue. A tensão estava me consumindo, planos B, C e D já prontos pra serem postos em execução. Ah. No meio disso tudo a primeira anfitriã ainda me ligou? Pediu mil desculpas e fez a oferta do quarto do amigo dela. Eu disse que tinha cancelado a reserva e pedi pra ela me mandar o link do anúncio do amigo. Ela nunca mandou. Não sei qual era a treta dela... mas to feliz em ter me livrado. Nos instalamos e saímos pra passear pelo centrinho de Dijon. 18/09/2019 - quarta-feira - Dijon Acordamos hoje às 7h, Maria Inês parece que já ajustou definitivamente o seu fuso horário. Depois de uma noite calorenta, ficamos de preguiça na cama até que resolvemos levantar pra tomar banho e nos arrumar. Victor foi na frente, depois Maria Inês e eu. Enquanto eu arrumava a pequena, ele fez o ovo do café da manhã. Tentei dar mas ela não quis comer. Resolvemos sair e dar a comidinha dela no mercado onde havíamos programado tomar café da manhã. Saímos de casa já 9h. Ruas desertas, lojas e cafés fechados. Parece que saímos cedo demais! Chegando no mercado, tudo fechado! Caminhões de abastecimento estavam manobrando na área externa, mas dentro do mercado não tinha naaada. Muito vento gelado, eu e Victor escolhemos as roupas erradas. Eu morta de frio. Mas a nenem estava bem protegida com camisa de mangas compridas, jaqueta moletom e casaco corta vento por cima. Tentei colocar a capa de chuva mas ela não deixa ficar. Arranca tudo. Saindo do mercado, o estômago urrando de fome... caça a um café com mesas e cadeiras. Todos fechados, a única coisa que encontrávamos eram boulangeries (padarias), que não tem mesas e assim dificulta muito o processo de dar comida pra Maria Inês. Até que encontramos uma boulangerie com duas mesinhas pequenas. Entramos. Pedi croissant pra Maria, que antes comeu 1/3 de banana e poucas colheres de ovo. Depois comeu um pedaço de croissant. Ela anda meio sem apetite. Resolvemos pegar um trem para Beaune, tínhamos lido que era uma cidadezinha próximo a dijon interessante de se conhecer e provar excelentes vinhos. Não havia mais muito o que fazer em dijon pois já tínhamos matado quase toda a programação (sem entrar nos museus). Pegamos o trem das 10:23, chegamos 11h em Beaune. A cidade é fofa, bem arrumadinha, pequena, muitas flores, casario antigo. Todo dia de quarta tem um mercado que funciona na praça de Halles. Fomos vagando pela cidade, vimos o antigo hospício da cidade, que é um museu e tem o telhado todo pintado e trabalhado em cores primárias, mas não entramos, fomos na catedral, e depois paramos nas informações pra pegar indicação de degustação de vinhos,mas não quisemos ir. Era meio longe. Já estava na hora da Maria Inês almoçar. Entramos num restaurante que parecia bom pq estava lotado. Pedimos a formule do dia. Meio sem graça, ficamos decepcionados pois estamos na capital gastronômica da França... Valeu a pena pra dar o almoço da Maria no cadeirão, trocar a fralda e saber que Beaune não vale a pena. Voltamos no trem às 14:26. Maria estava muito tola e chorona... trocamos a fralda no Change bébé da gare de dijon e resolvemos ir pro jardin de l’arquebuse, pra ela se distrair e brincar. Passeamos, ela viu os patos, brincou no playground, fez amiguinhos, o jardim tem roseiral, laguinho, muitas árvores e flores. Tudo dourado do outono. Depois lanchou, fomos no museu de arqueologia que fica lá mesmo, e ela dormiu no pepei. Aproveitamos que ela dormia e resolvemos ir ao museu de belas artes. No caminho, parei pra comer um kebab, tem muitas lojas aqui e eu fiquei com vontade. Depois de muito andar pelas ruas de dijon, Victor descobriu que estávamos indo pro caminho oposto... andaram andaram andaram andaram... 1 hora depois finalmente chegamos no museu de belas artes. À essa altura, Maria já estava acordada, chorando pedindo pepei e eu muito cansada e sugada. Não quis entrar no museu, fomos na igreja de São Miguel que fica ao lado. Ela mamou um pouco, mas logo em seguida quis ir pro chão andar e saçaricar. Pura tolice... ela tá demais. Saindo da igreja paramos num restaurante na place de la liberacion. Quis ficar dentro e não nas mesas de fora pq venta muito em dijon e eu já estava com frio. Eram 18:30, pedimos duas taças de vinho, cadeirão e demos o jantar. Ela comeu um pouco e começou a cuspir. Cansei. Resolvi apelar pra galinha... comeu o resto do jantar e os remédios assistindo a pintadinha. A tolice e o chororô não nos deixaram aproveitar direito o passeio de hoje. Voltamos pra casa, que é bem perto, dei uma arrumada na mala pra partir amanhã, procedimentos de dormir. Amanhã vamos no trem das 9:40 para Avignon. Esperava mais da capital da Borgonha, pensei que ia tomar uns vinhos alucinantes de incríveis aqui. 19/09/2019 - quinta-feira - Dijon/Avignon Acordamos, nos arrumamos, fizemos o café da Maria e saímos rumo à estação de trem. Nos despedidos do nosso maravilhoso flat com vista pra catedral de dijon e patrocinado pelo airbnb kkkk. Eu tinha esquecido como era bom viajar pra cidade pequena... enquanto em Madri e Paris nosso dia quase não rendia nada, mesmo que em Madri tivéssemos ficado muito próximo do centro, em Paris ficamos relativamente perto também, mas as distâncias fazem o dia mais corrido, mais agitado. São muitas atrações também, vontade de ver tudo; muita foto foto foto. Quando chegamos em dijon matamos quase todas as atrações logo na chegada. Pudemos passear sem pressa, olhando a cidade com mais atenção. A quantidade de turistas também é menor, tudo menos tumultuado. Enfim muito mais agradável. Sensação de férias mesmo. Fomos com calma pra estação de trem, compramos café da manhã na Paul (croissant e quiche e café com leite) nos dirigimos pra Voie de embarque. Logo o trem chegou, nos instalamos com uma pequena confusão. Vou explicar. Na plataforma (Voie) de embarque, por mais que os assentos sejam já marcados, não tem uma fila propriamente dita pra entrar no trem. Onde a porta do trem para, a galera se acumula e vai entrando. Pra conseguir lugar pra guardar a mala temos que ser os primeiros a entrar, igual como acontece no avião e as malas de mão. Logo que o trem chegou nos posicionamos bem na porta, seríamos os primeiros a entrar. Porém depois De uns 5 minutos parado e sem abrir as portas o trem se movimentou pra frente. Ficamos pra trás.. entramos muito depois, o local de guardar malas já estava cheio e não tinha nenhum buraco que coubesse a nossa modesta mala de 25kg. Victor foi empurrado pra dentro do trem com mala e cuia pela horda de franceses e turistas que entravam. Mas ninguém passava pq o corredor é estreito. Embolou tudo. Foram passando por cima. Quando folgou, voltamos pra entrada e ficamos contemplando o bagageiro cheio. Eu havia guardado um espaço com a mochila da Maria, mas não era grande o suficiente. Resolvemos rearrumar as malas dos outros pra caber a nossa. Um bom samaritano se compadeceu de nós e ajudou o Victor a carregar o maletão pra cima do bagageiro. Tudo certo. Todos rimos no final 😂 Sentamos, tomamos nosso café com a Maria hiperativa, depois coloquei no peito e ela dormiu. Passou a viagem toda dormindo. Aleluia!! 🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙌🏽 Chegamos em Lyon, desce tudo, estação lotadaaaaaa, não tinha nem espaço pra andar. Paramos no starbucks pra sentar e dar lanche dela. A hora passou rápido e já estava acontecendo o embarque. Corremos pra plataforma e entramos no trem que iria pra Avignon. Maria dessa vez foi acordada mas tudo tranquilo. A viagem foi rápida. Chegamos em Avignon gare TGV. Pegamos o trem pro centro da cidade. Chegando lá, tudo pequeno e fofinho. Fomos andando pro nosso airbnb, a estação central dá direto na rua principal de Avignon que finda na place de l’horloge que por sua vez leva rapidamente ao palácio dos papas e à catedral des doms. Chegamos no airbnb, o anfitrião nos esperava lá. Graças a Deus pq o apartamento fica no 1o andar, e a escada era em caracol super estreita e sem corrimão. 💀 Ele subiu com o nosso maletão, eu com a malinha (MI) e o Victor com o carrinho. O apto é pequeno, um cômodo só com sofá cama, pia, fogão, frigobar, e o banheiro. Muito funcional e até confortável, exceto pelo colchão que me deu dor nas costas. Mas tinha todas as amenidades necessárias. Deixamos as coisas, demos o almoço da Maria, e depois ela dormiu. Saímos com ela dormindo. Fomos direto pro palácio dos papas. Pegamos o pior caminho (obrigada Google maps 🙄). Uma rua toda de pedras muito difícil de andar com o carrinho. Ruelas muito estreitas, com turistas. Parece que de qualquer canto da cidade dá pra avistar o palácio dos papas. É um muro enorme desproporcional ao tamanho das ruelas. E MI seguia dormindo. Chegamos na praça, fotos fotos fotos depois ela acordou, mais fotos. Muitos turistas ali. Entramos no palácio às 17h. Ele fechava às 18h. Victor fará a descrição do local. Saímos e fomos pra catedral des doms que fica ao lado. Ela já estava fechada então continuamos o passeio pela escadaria da catedral que dá acesso ao morro des doms. Uma rampa leva até o topo de uma colina que tem uma vista linda da cidade, do Rio Rhone, e da ponte de Avignon. Maria tava muito enjoada e tola. Não conseguimos tirar Foto dela. Lá em cima também tem um lago com patinhos, cisnes eum café. Maria se distraiu com os patos. O sol estava lindo e o céu limpo. Demos sorte, pois no dia seguinte estava tudo nublado e a paisagem não tava bonita. Descemos e paramos no restaurante l’epicerie para jantar. O restaurante fica numa de muitas pracinhas que têm em Avignon, na frente da basílica de São Pedro. Maria não comeu direito, acho que já estava com sono. Como estava quente e sem vento, sentamos numa mesa exterior. Comemos rápido e fomos embora. Paramos no supermercado, que ficava tbm bem próximo de casa. Chegamos no apto, coloquei ela pra dormir e dormimos tbm. Deixamos pra cozinhar no dia seguinte. Como não conhecíamos a cidade, estávamos meio confusos e perdendo muito tempo olhando o gps. Depois percebemos que não tinha muito mistério a cidade e tudo era realmente muito próximo. 20/09/2019 - sexta - Avignon Acordamos, eu com dor nas costas, banho e papai foi fazer a comida. Arrumei a nenem, dei café da manhã. Saímos tarde, com ela dormindo. Seguimos pro Petit palais, museu ao lado do palácio do papas. Fomos por outro caminho mirabolante do Google maps kkkkkkkk. Aff. Mas serviu pra conhecer toda a cidade. Acabou que “buiamos” à beira do rhones e com uma vista pra ponte de Avignon. Fotos. Continuamos seguindo o mapa até o palácio. A entrada era gratuita uhul visitamos o museu que tinha pinturas italianas e renascentistas, de boticelli e algumas obras que ganharam do louvre, esculturas medievais, arquitetura romana. Era pequeno e um andar estava fechado. Depois voltamos pra praça do horologio, paramos num restaurante pra dar o almoço da nenem e tomar um vinho com queijos, fazer hora pra esperar o museu calvet abrir de novo (os museus fecham 13h e abrem as 14h). A praça do horologio tem muitos restaurantes e árvores, as mesas ficam no centro da praça cobertas por guarda sois e a sombra das árvores. Seguimos pro museu. Lá tinha brughel e bosch, uma salinha com 3 tumbas egípcias (o resto estava fechado), pinturas italianas e francesas, e até arte moderna. Saindo do museu pegamos um caminho pra sorveteria amorino, e descobrimos a 25 de março de Avignon. Kkkk La Braderie é um festival de liquidação de todas as lojas de Avignon, que colocam os produtos na calçada e dão descontos de até 80%. Voltamos pra catedral des doms, pra visitar por dentro. Achei super sem graça lá dentro. Não valeu a pena voltar pra lá. A nave principal é toda em branco e tem um altar redondo com poucos detalhes. Parece uma igreja anglicana. Saímos de lá e fomos atrás de um restaurante que estava marcado no planejamento. Chegando lá não gostamos, fomos procurar outro. Topamos com um restaurante corsa (da Córsega). Pedimos uma lasanha de brócolis e espinafre e um prato que era tipo um escondidinho de carne e salsicha de porco corsa. Acabou que a comida veio maravilhosa! O vinho era muito bom também. Demos comida pra Maria e comemos também. Ficamos pesquisando sobre a Córsega e descobrimos que é uma ilha que faz parte da França, e lá tem um movimento separatista e nacionalista. A decoração era toda referente à Córsega, cerveja Córsega, a charcuterie toda Córsega. E tinha cartazes de protesto contra a prisão de um revolucionário Corsa, que foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do prefeito da Córsega. Nos demos conta que estávamos num restaurante nacionalista corsa, que provavelmente é lavagem de dinheiro do movimento revolucionário, já que só aceitam pagamento em espécie. Kkkkkkkkkkkk Chegamos em casa cedo, fizemos a comida, fechamos a mala, demos banho e colocamos a nenem pra dormir. Dormimos. Cansados! No dia seguinte partiríamos às 9:40 para Nice. 21/09/2019 - Avignon / Nice Saímos 8:40 de casa pra pegar o trem para Nice. Ainda não tínhamos comprado as passagens. O percurso pra gare de Avignon centre é curto, chegamos, compramos o bilhete na máquina, pois já estamos habituados. Compramos um café e croissants, e fomos pra plataforma de embarque. O trem chegou, entramos logo pra ter onde colocar as malas e pegar um bom lugar. Como íamos de TER, não há lugares marcados. Tudo tranquilo. Maria dormiu. Chegando em marseille ela acordou. Descemos pra fazer a conexão pra Nice. Paramos num café da gare pra dar lanche pra Maria. Logo em seguida fomos em busca de um banheiro pra troca-lá. A gare de marseille estava apinhada de gente, muito difícil transitar. É só tem um único banheiro. Estava lotado, inclusive o trocador de bebês. desistimos, fomos logo pro trem, pois apesar de ainda faltar 15 minutos pra partida, achei melhor ir logo. Chegando lá quase não tinham mais assentos “bons” mas conseguimos pegar um mais espaçoso. Trocamos fralda de cocô 💩 no banco do trem. Maria estava agitada, danada... ficou tirando o sapato, sentando levantando, chorando, querendo pegar no lixo, querendo fazer tudo o que não podia. Foi uma longa viagem (2:40) até Nice. No caminho, o trem passa varias vezes pela beira do oceano e a vista é bonita. Porém estava nublado. Chegando em Nice, saímos da gare em busca do ponto de ônibus. Rodamos um pouco depois parei no office de turisme. Descobri que o ônibus que queríamos pegar não existe mais. A estação d tram era a 10 minutos a pé. O apto ficava a30 minutos a pé Estava choviscando... decidimos pegar táxi. 15 euros até o airbnb. Chegamos e o anfitrião estava fazendo a faxina. Deixamos as malas e fomos procurar o que comer, e aproveitar pra passear na promenade des anglais. A avenida, que fica à beira mar, tem um calçadão espaçoso, duas vias para carros, ciclofaixa compartilhada com pedestres, e prédios neoclássicos. A cor do mar é impressionante... azul turquesa, mesmo com o céu nublado! Ficamos boquiabertos e caiu a ficha: estamos na côte d’azur! Muitos turistas também passeavam pela orla. Maria Inês, porém, estava tola e chorona, mas tinha que ficar dentro do carrinho por causa do chuvisco. Resolvemos entrar logo num restaurante qualquer, já que os “nossos” eram distante. Paramos no le cocodile, numa mesa com vista pro mar. Pedimos ostras e uma massa com frutos do mar. A massa não estava al dente, mas o sabor era bom. As ostras estavam boas, eu acho, não comi, só o Victor. Tomamos um vinho branco honesto. Maria continuava danada. Colocamos na galinha pra ela sossegar um pouco. Após comer, fomos ao supermercado e voltamos cedo pra casa. Ela jantou e 19;15 já foi dormir. Aproveitamos que estava cedo e descansados, fizemos a comida do dia seguinte, arrumei um pouco a mala, coloquei duas levas de roupa na máquina de lavar e estendi, arrumamos o apto. Fizemos seleção de fotos e dormirmos. A previsão do tempo no dia seguinte era chuva... 22/09/2019 - domingo - Nice Acordamos antes das 7:00, tomamos banho. Maria acordou só 8:00. Tomei café em casa, enquanto Victor dava a comida da nenem. Colocamos o macarrão e o brócolis no fogo. Ontem fizemos só picadinho. O airbnb é muito completo, parece que estamos em casa. Tem tudo! Nos arrumamos, pegamos comida e lanche, saímos 9:20 pra missa das 10h. Estava choviscando. Aff!!!!! Colocamos a capa de chuva no carrinho, ela odiou. Foi chorando no caminho todo. Eu com o paninho da mamãe na cabeça e um casaquinho. Andamos pela promenade des anglais até a igreja, que fica na Vielle Nice, uns 30 minutos. Mesmo com chuva, muitos turistas na rua, e muitos corredores fazendo corrida. Uns franceses bem magrelos e já na 3a idade, correndo na chuva kkkk casais de gordinhos. Casais judeus. Jovens. Todos correndo na chuva. O mar continuava azul turquesa. Ficamos besta de ver um pessoal tomando banho de praia, 9 da manhã com chuva 😂 mais à frente, estava tendo era uma competição municipal de natação, e haja francês nadando!! A chuva aumentou, andamos mais rápido ainda até que chegamos na igreja. Pensei que a Maria fosse dormir, mas nada. Passsou a missa toda perambulando e fazendo danação. No final da missa trocamos a fralda no banco da igreja pois estava feita cocô. Depois dei peito pra ver se dormia. Enquanto isso as luzes iam apagando mas algumas pessoas ainda estavam dentro da igreja. Entendi que a igreja ia fechar mas não me apressei pq ainda tinha gente. Eu queria fazer a Maria dormir e sair de lá com ela na adormecida, procurar um restaurante com calma, pra nos abrigarmos da chuva e dar o almoço. Uma velhota francesa me abordou dizendo que tínhamos que sair. Que ali não era berçário pra dar de mamar. 😡 Eu respondi “Pardon, mais ici c’est la maison de Dieu”. Continuei dando mamar, e sem pressa arrumei as coisas pra sairmos. Fiquei mt aborrecida. Saímos de lá com Maria berrando por estar presa no carrinho. Todos os restaurantes que havíamos selecionado no planejamento estavam fechados. Só abrem segunda ou terça. E os que estavam “abertos” , só abriam mesmo 12h. Que cidade estranha!!!!! Tamanho domingo e tudo fechado! Cidade lotada de turistas! Eu hein! Entramos na catedral, que era perto, dei mamar, nenem dormiu, procuramos com calma um resto no Google. Selecionamos um que dizia estar aberto. Chegando lá, fechado. Decidimos procurar pela rua mesmo. A Nice velha é muito fofa, ruelas estreitas quase todas de pedestres, casas , janelas e portas antigas, coloridinhas de cores pastel e algumas janelas mais forte. Muitas lojas e cafés e restaurantes, mas ficamos receosos de cair em armadilha pra turistas. Aqui claramente se vê a transição entre a França e a Itália. Tem muito da Itália, nos restaurantes principalmente. Paramos no Chez Theresa, pensávamos que era restaurante mas era lanchonete. Comemos aquela pizza de cebola e fomos pra outro. Escolhemos um que tinha boa avaliação no Google. Lá, o atendimento foi estranho e a comida sem graça e cara. a sensação de desapontamento aumentou ainda mais. Dia chuvoso, comida sem graça... Continuava chovendo, fomos pro museu massena. No caminho, passamos pelo jardim de albertier 1e, meio feioso e sem graça também. No museu A entrada era grátis HOJE em razão da Journée du patrimoine. Pelo menos isso. Acervo sem graça, nada demais. Os museus de avignon eram melhores. Saímos do museu e paramos num café pra dar lanche pra nenem. O café também meio ruim. Kkkk. Que zica! Decidimos ir em outro museu pois ainda chovia. No caminho, pela promenade des anglais, parou de chover e ficamos admirando a praia. Descemos, tiramos foto. Desistimos do museu. Passeamos, passeamos. Resolvemos parar num restaurante pra dar o jantar da nenem e tomar um vinho. Já estávamos perto de casa e paramos em um outro rest qualquer, pega turista, mas na beira mar. Quando entramos, o garçom anfipático nos deu uma mesa ruim. Pedi outra mesa, com vista pro mar. Ele negou e virou as costas. Agradeci e disse que o serviço ali era ruim, fomos embora. Eu hein. Andando pra casa, todos os bares e restaurantes estavam fechados. Chegamos cedo de novo, demos janta, nenem dormiu.. Espero que amanhã a zica vá embora, o sol saia, as nuvens Vão embora e consigamos comer uma comida gostosa em Nice!!! 23/09/2019 - segunda-feira - Nice Acordamos empolgados com o sol!! Nos arrumamos e saímos, sem tanta pressa pois o dia amanheceu um pouco nublado e o sol iria sair só após as 10h. Paramos no supermercado e num café pois mamãe wendy teve um “imprevisto feminino”. Chegamos na promenade des anglais... que lindo!!!! O mar estava ainda mais lindo com o sol!!! 😍😍😍 Paramos e tiramos muuuitas fotos. Depois descemos pra praia e maaais fotos. Mamãe e papai tiraram os sapatos e foram colocar os pés no mar mediterraneo. Água geladinha. As pedras da praia de Nice doem nos pés, Victor não curtiu essa parte. As pedras de mosqueiro são fichinha perto delas kkkkk pois em mosqueiro são alguns aglomerados de pedras, já em Nice é uma praia toda de pedras. Seguimos o passeio pela promenade rumo ao elevador do castelo, um elevador que leva ao topo de uma colina, mas o sol já estava quente demais. Entramos na old Nice pra caminhar à sombra. Pelo caminho, passamos pelo cours de saleya, uma espécie de feirinha ao ar livre. Restaurantes de um lado e de outro com lagostas, peixes e caranguejos expostos em aquários. Mas tinha cara de pega-turista. Aliás, deles tinham muitos. Maria dormiu sozinha sentada no carrinho. Fato inédito, e único, nunca mais aconteceu 😂 Chegando no elevador, subimos. A vista de lá é linda!!! Maaais fotos. Do mirante, avistamos toda a old Nice,igrejas, a promenade des anglais, até o hotel negresco. Demos uma volta pela colina; que tem árvores e um parque é um café no centro. Como Maria dormia, não brincou no parquinho. De lá de cima, em outro mirante, admiramos também o porto de Nice. Embarcações pequenas atracadas e cruzeiros mais distante, no mar. Descemos e já era hora do almoço. Ficamos em dúvida se entrávamos em um dos restaurantes do cours de Saleya ou se íamos para outro, marcado previamente nas nossas pesquisas. Hesitamos e eu decidi ir pra outro. Escolhemos certo. Fomos bater num restaurante italiano embrenhado pelas ruelas da old Nice. Comemos um spaguetti com camarão delicioso. Maria almoçou também. Saindo do restaurante, ficamos na indecisão sobre o que fazer no resto do dia. Ir a Mônaco? Ou villefranche-sur-mer? Ou um passeio de barco? O passeio era 18 euros por pessoa, Mônaco não estava nos empolgando muito... decidimos ir a villefranche, que tinha praia de areia. Colocamos o caminho no Google. Pegamos um ônibus e 20 minutos descemos numa parada no meio do nada kkkkkkkj Gente, o Google dá os piores caminhos. E olha que sou macaca-velha de Google. Eu tinha percebido que era cilada, mas deixei o Victor liderar. Ele anda estressadinho e não quis contrariá-lo. Fomos seguindo o caminho esquisito do Google. Entramos na propriedade do que parecia ser um hotel, uma estradinha de ladeira pequena que ia fazendo zigue-zague até a praia. Nenhuma viva alma... só nós. Fomos descendo até que chegamos no estacionamento da praia, que tinha umas mesas de piquenique. A praia logo abaixo, seguia a orla até uns prédios e o centro, estação de trem, mais afastados. Sentamos numa mesa sob as árvores, aproveitamos a brisa, a vista, e dei o lanche da Maria. Uvas. Caminhamos até chegarmos à parte principal da praia. Entramos num restaurante que ficava na faixa de areia, pra sentar e tomar um vinho olhando o mar. Tirei o sapato e levei a Maria pra pisar na areia e na água. Ela estava assustada com as ondas, chorou mas depois se acostumou. Tiramos fotos. Já era hora de voltar pra casa. Subimos uma escada e uma ladeira para chegar na estação de villefranche compramos o bilhete de trem, ficamos perdidos sem saber onde era a plataforma, se do lado direito ou esquerdo. Não tem placas, não tem funcionários. Fui perguntando e encontrei. Sentamos pra esperar o trem. Até que foi anunciado que o próximo trem tinha sido cancelado. O seguinte era dali a 15 minutos. Ok, esperamos. Quando o trem passou, estava lotadissimo. Apinhado de gente, muita gente. Turistas e franceses. Gente com aquele CECE azedo. Putz. Maria dormia no meu colo. Me espremi por la, sentei no degrau do trem. Ainda bem que a viagem era rápida. Chegamos em Nice na estação central, compramos logo a passagem pra Gênova. Saída às 8:01. Caminhamos até a promenade des anglais, paramos no hard rock café. Pedimos duas entradas, um camarão e um trio de mini hambúrgueres. Victor pediu errado os sabores do meu hambúrguer e vieram super apimentados. Pense numa mulher com raiva 🙄 Maria jantou na cadeirinha. Apreciamos o por do sol em Nice. Saímos do hardrock após detonar o tradicional brownie com sorvete. Chegamos em casa, arrumamos as coisas e dormimos. 24/09/2019 - Nice-Genova -Milão Acordamos 6h com despertador. Victor estava nervoso pois o trem sairia às 8:01 para Gênova, tínhamos que sair antes das 7h, e não sabíamos direito se íamos de ônibus, Taxi, Uber ou a pé. Mas eu já tinha pesquisado números de telefone de táxis em Nice pra pedir. Sabia que a pé não ia dar certo... íamos demorar muito e cansar muito. Ônibus também não tinha por perto. Ele tomou banho, depois eu, Maria já acordada. Fechamos a mala, tiramos o último lixo, guardamos a louça da noite anterior, tiramos a roupa de cama e banho - tudo orientações do anfitrião do airbnb. Telefonei pro Taxi (em francês, cof cof), que chegou em 5 minutos. Coloquei um casaco e sapatos na Maria, deixamos a chave de casa na mesa e fechamos a porta... não deu tempo de fazer revisão minuciosa. Espero não ter esquecido nada. O táxi já estava aguardando lá embaixo. Um rapaz simpático, conversou conosco perguntamos de onde vínhamos, e depois elogiou meu francês e perguntou onde eu havia aprendido. Cof cof. Descemos na gare de nice ville, fomos checar a televisão que dá as informações dos trens. Tudo ok. Nos acalmamos e fomos nos despedir da França tomando um café crème et croissants na Paul. Normalmente preferimos patisseries locais e artesanais, mas a paul tem o melhor croissant de todos. E olha que eu testei vários, comi croissant todo dia. Logo deu 7:30, a plataforma de embarque já estava disponível. Corremos pra lá, pra garantir lugar pra mala. Embarcamos. Maria Inês ficou espoletando entre as cadeiras, e nós abestados com a paisagem. A viagem inteira foi margeando o mar Mediterrâneo. Foi lindo! De vez em quando entrávamos num túnel ou passávamos por alguma cidade, mas a maior parte do trajeto foi na beira mar. Vimos praias, prainhas, casas bem defronte pro mar, pescadores. Très belle la côte d’azur!!!!! No trem os anúncios eram feitos em francês e em italiano. Acompanhamos pelo Google maps nossa localização, depois de cruzar a fronteira França - Itália, os avisos passaram a ser em italiano e depois francês. Maria cochilou 40 minutos, e logo acordou. Ainda no trem percebi que as mulheres italianas são mais “presença”. Não lembro de, na França, alguma mulher ter chamado minha atenção. No trem, as italianas não passaram despercebidas. Postura, trajes, cabelos, Acessorios. Elas são belas e imponentes! Resolvi me aprumar mais pra não ficar “por baixo”. Coloquei meu óculos escuro e arrumei o cabelo. Victor colocou a camisa pra dentro da calça. Maria tirou o pijama e trocou de roupa. Chegamos em Gênova com atraso de 20 minutos - coisa que nunca aconteceu na França. Guardamos a mala e saímos da estação passeando pela beira mar/zona portuária de Gênova. Os prédios e construções antigas, muitos camelôs na rua, estávamos numa parte meio esquisita da cidade. Meio suja e desleixada, muita gente estranha na rua. Logo chegamos no Porto Antico, passamos defronte ao aquário de Gênova. Entramos no centro histórico, encontramos uma igrejinha que o Victor visitou e eu não pois tinha uma escadaria e não quisemos fechar o carrinho. O restaurante era em próximo e tinha acabado de abrir. O menu dava direito a 2 pratos, vinho e água. Pedimos: massa ao molho pesto, massa com um camarão estranho italiano, um hambúrguer de peixe com salada e salada de lulas. O pesto estava muito bom, super suave e delicado. A massa de “camarão” também estava gostosa, Com bastante alho e azeite. Victor não curtiu muito. Os outros dois pratos eram sem graça, poderia ter ficado sem. Maria almoçou sua comidinha. Saindo do restaurante voltamos pela rua paralela à beira mar, pela sombra. Ainda na região Porto, varios boxes com lojinhas de comércio informal. O aspecto de sujeira e falta de segurança permaneciam. Nada disso vimos na França. Continuamos o caminho de volta pra estação de trem caçando um gelato e uma focacia. Na rua que pegamos tinham vários departamentos da universidade de Gênova. Vários prédios diferentes, antigos, um ao lado do outro, todos pertencentes à universidade. Passamos pelo campus de ciências sociais, departamento de direito público e processual e de jurisprudência, dentre outros. Encontramos o gelato e a foccacia de queijo recco no HB. Ambos deliciosos. Pedi gelato de 3 chocolates e de baunilha com cookies 😁 Chegamos na estação de trem às 14:50. Compramos o bilhete pra Milão no trem das 14:19, que estava 5 minutos atrasado. Fomos buscar a mala que estava no locker... quando chegamos lá, o local estava fechado!! Bateu o frio na barriga. Por sorte tinham polizeis no meio da estação. Fui na mesma hora falar com eles, pois não tinha informação turística na estação. Expliquei o ocorrido. Destacamos toda a brigada policial - 3 polícias e 2 das forças armadas. Chegando no local, já estava aberto. “Fumare!” A polizei me explicou. Ah tá!! O responsável pelo bagageiro tinha saído pra fumar.😬🤷🏽‍♀️ Resgatamos a mala, peruamos pela estação até encontrar o caminho pra plataforma, e o trem já 15 minutos atrasado. Depois mais atrasos e de 14:19 saímos apenas 14:40. Muita gente viajando pra Milão, o trem está lotado. Maria fez popô... depois de nos instalarmos nos assentos, trocamos a fralda no banco do trem. Coitado do chinês que viaja do nosso lado. Já passamos do Piemonte. As paisagens foram de Campos verdes e montanhas ao fundo. 26/09/2019 - quinta-feira - Milão Acordamos 7:15, com a Maria Inês. Ficamos de chamego na cama depois papai tomou coragem e foi pro banho. Mamãe Wendy levantou com a nenem e foi preparar o café da manhã. Tomamos café, nos arrumamos, e saímos. Colocamos o pé pra fora e surpresa. O que é isso? Chuva? Nublado? Era neblina. Olhei no Google pra confirmar. O dia estava todo fechado, mas não chovia. Ufa! Victor adorou. Estava gostoso, nem calor nem frio. 18 graus. Nossa primeira parada era bem próximo de casa. Castelo Sforzesco, primeiro o parque, depois o museu. O parque é meio sem graça, não tem nada demais. Algumas árvores, um lago bereré e sujo com uns patinhos, poucas flores. Mas chamou atenção o forte perfume que vinha delas. Acho que são primas do jasmim. Íamos caminhando entre elas e o aroma era perceptível. Entramos no castelo, compramos o bilhete sem filas, mas já era mais de 10h, então antes de ver o museu sentamos no café pra dar a merenda da nenem e tomar um capucco. Maria comeu uma tangerina inteira mais um pedaço de croissant do papai. Após o lanche, ficamos peruando parece lesos procurando a entrada do museu. Pergunta de lá e de cá, os italianos dando informações estranhas e nós sem saber italiano pior ainda. Até que descobrimos e começamos a visita. Maria mamou e dormiu logo no início. O museu também é sem graça... tem peças decorativas de igrejas antigas tipo colunas, esculturas, tapeçarias. A melhor parte é a sala del asse, uma sala que foi toda pintada de afrescos por Leonardo da Vinci. Ele morou em Milão, no ducado de Ludovico, il Moro. Foi contratado pelo duque pra fazer a decoração do castelo. Dentre outros trabalhos que ele fez, esse foi o mais importante. Ele começou a pintar a sala, mas a invasão do exército francês o interrompeu, ele foi embora e ficou inacabado. Os soldados passaram uma camada de um tipo de tinta branca por cima de tudo. Em 1860, aproximadamente, o afresco foi descoberto. Um artista foi chamado pra fazer o restauro. Já nos anos 1970, decidiram retirar o restauro, a camada de tinta branca, pra tentar alcançar o afresco original. Em 2013 passou por novo tratamento. O museu fez um vídeo interativo muito interessante pra explicar tudo isso. Terminamos a visita e seguimos pro 1o andar, para a pinacoteca. Também sem graça. Tinha uma exposição de móveis bereré também. Saímos do castelo umas 12:30, seguimos pra basílica de Santo Ambrosio, onde se encontra o corpo inicorrupto do santo. No caminho, procurávamos um café pra sentarmos e dar o almoço da Maria. Todos os pequenos restaurantes que encontrávamos estavam com filas e muito lotados. Estávamos numa área comercial, tinham muitos italianos de terno e gravata saindo pra almoçar. Paramos num café restaurante pequeno também com fila, mas com mesas lá dentro. Fechamos o carrinho, sentamos na minúscula mesa e eu fiquei na fila pra pedir. Pedimos dois pedaços de uma pizza quadrada. O italiano que aparentava ser o dono do estabelecimento fez sinal para eu me sentar e sair da fila, mandou eu pedir pro “ragazzo”. Me sentei, tirei as comidas da Maria e fui pro balcão esperar uma oportunidade, no meio da confusão, pra pedir que esquentasse no microondas. Ele me mandou sentar e esperar. Kkk fiquei em pé, sem entender direito o que ele dizia. Mas continuei em pé no balcão. Esperei pacientemente. desafogou um pouco, ele me deu um prato e esquentou o almoço da nenem. E nada do nosso pedido. Esperamos muito, até que o ragazzo (um garçom ) veio na nossa mesa, reiterei o pedido. Demorou mais ainda. Até que a comida chegou. Maria estava quase terminando de almoçar. Pelo que entendi, ele atende primeiro os pedidos pra levar e depois os pedidos nas mesas. 🤷🏽‍♀️ Saímos daquela confusão, chegamos na basílica, visitamos. Vi o esqueleto do santo! 💀 Voltamos pelo mesmo caminho e paramos em outra igreja, uma meio despintada, mas que é considerada a capela sistina de Milão. Muito bonita mesmo. Toda pintada com afrescos. De lá fomos pro cenáculo, não tínhamos ingresso (tentei comprar pelo telefone, ainda do Brasil, e nunca consegui. Não sei qual o macete pra conseguir esses ingressos, eles esgotam muito rápido) nem conseguimos comprar na hora. Não entramos. Visitamos a igreja ao lado, que tem uma obra do caravaggio. Li que naquele local originalmente tinha uma obra de tiziano, roubada e que hoje está no louvre. Fiquei me perguntando se não há nenhuma regra, acordo ou ética internacional sobre esses roubos, porque continuam nos museus em vez de serem devolvidos pros donos originais? Tentamos visitar a casa do Leonardo mas também estava com ingressos esgotados. Ficamos meio triste. Eram 16:40, Maria dormiu. Andamos de volta pra casa na esperança de parar num restaurante e tomar uma taça de vinho. Os outros pontos turísticos de interesse eram muito afastados e queríamos chegar cedo em casa pois amanhã é dia de deslocamento. Nos perdemos e quando nos achamos já tínhamos desistido do vinho. Viemos direto pra casa. Jantar, banho, arrumar mala, dormir. Amanhã vamos pra Veneza no trem das 8h. 27/09/2019 - sexta-feira - Milão / Veneza Acordamos atrasados. Em vez de 6h, só despertamos 7h. Tomamos banho apressados, guardamos pijama e necessaire, colocamos o sapato na pequena e saímos pra stazione Milano Centrale. Chegamos lá 8:36. O trem que queríamos pegar saiu 8:25. Tudo bem, ele custava só 20 euros mas levava 4 horas pra chegar em Veneza. Pagamos mais caro no trem das 9:45, o Frecciarossa que leva 2:26 pra fazer o mesmo trajeto. Enquanto esperávamos, tomamos café na estação. Capuccino e croissants. Maria comeu abacate, croissant e quis tomar capuccino conosco. Agora ela quer comer tudo o que comemos. Gelato, capuccino, massa. Tudo o que ela vê a gente comendo, abre a boca também pedindo pra comer. Daí a explicação daquela foto de boca aberta e o gelato. Assim que a plataforma foi informada, levantamos acampamento e seguimos pro embarque. No trem, estávamos em cadeiras separadas. Creio que por termos comprado a passagem em cima da hora, sobraram só lugares distantes um do outro. Pedi pro passageiro que ia ao lado do Victor pra trocar de lugar comigo. Ele disse não. Fiquei com raiva e comecei a bolar planos de vingança👿 Levantei da minha cadeira com a Maria e levei pra trocar, no colo do Victor. Infelizmente não tinha popô. Na fileira ao lado, uma família com uma filha e um filho, de 6 e 4 anos respectivamente. Maria, que adora fazer amigos, se animou e foi interagir. Fiquei em pé com ela, conversando com os pais e as crianças. A mãe, Eleonora, é tradutora italiano -inglês/russo. O pai Michele acho que é jornalista. As crianças, Niccolo Roberto e Martina. São de Bira, no sul da Itália. Martina adorou a nenem e ficou brincando com ela. No final, já estava protegendo a cabecinha da quina da mesa, dizendo “não” quando ela ia pegar algo do chão, levando pra passear e trazendo de volta kkkkk Eles iam pra um parque de diversões estilo Disney, que tem aqui próximo a Verona. No final, a despedida foi longa. Muitos “ciaos”, praccere em conhecere, beijos e abraços, e mais ciaos. Convites para ir a Bira e a Belem. Nossos amigos foram embora, Maria continuava elétrica. Resolvi colocar o iPad com galinha pintadinha. Troquei de lugar com o Victor, e sentei ao lado do italiano insensível que não quis trocar de lugar. Pelo que percebi, ele estava se preparando pra uma apresentação de power point, pois vi as impressões dos slides e ele lia e relia e falava sozinho. Coloquei a galinha pintadinha num volume baixo, pra quem estava longe. Ele começou a falar em voz alta e repetir as coisas pra si mesmo, como se esforçando pra manter a concentração. Ri sozinha. Minha vingança havia se completado. HUA HUA HUA. 😈 30 minutos depois, nenem se enjoou do iPad. Mamou e dormiu. Chegamos em Veneza, ela se acordou na saída do trem. Logo pegamos o trem seguinte para Spinea, cidade vizinha a mestre, onde estamos hospedados. A casa fica logo atrás da estação de trem. Quando descemos, pegamos o caminho errado e demos uma volta desnecessária. O Google da o endereço errado, o que eu já sabia. Ficamos vagando em busca do N. 33, até que achamos, de fato, atrás da estação. Percebemos que tínhamos andado demais, sem necessidade. Kkk A casa estava toda fechada, com correspondência acumulada na caixa de correio. Eu estou sem créditos no celular, sem internet. Tentei telefonar para a anfitriã mas escutei uma mensagem em Itáliano, não entendi o que dizia. Presumi que era uma mensagem avisando da falta de créditos e que a ligação não havia sido completada. Fiquei tentando decidir o que fazer, bolar os planos B, C e D... Um senhor de bicicleta chegou na casa ao lado, então o abordei perguntando se conhecia a pessoa que morava ali na casa 33. Ele não falava um pingo de inglês. Disse que o portão da garagem ficava sempre aberto, e que era estranho estar fechado. Perguntei se era a “Donna” Sonia que morava Ali; ele disse que sim. Me perguntou se eu havia telefonado, eu tentei explicar que meu telefone não funcionava. Ele pediu o numero, ia ligar do celular dele. Nessa hora, a tal Sonia me liga dizendo que chegaria em 5 a 10 minutos. Ufa!! Já estava tensa. Uns 15 a 20 minutos depois ela chegou, abriu a casa. O check in estava marcado pras 15h, e ainda eram 12:45. O quarto estava ainda desarrumado, outros hóspedes haviam desocupado recentemente. Ela disse que ia preparar o quarto, e que era pra esperarmos na sala. Deixei nossas tralhas no quarto, demos o almoço da Maria, trocamos fralda, e saímos no trem das 14:14. Nessa estação, spinea, o trem passa sempre aos 14 e aos 41 minutos de cada hora. Chegamos em Veneza, linda! Fomos logo tirando fotos, depois seguimos pro restaurante antico Gaffaro, onde jantamos também na nossa chegada em Veneza, em 2016. Fizemos o mesmo trajeto, vimos os mesmos locais e ficamos lembrando da nossa chegada em 2016, a noite, -2ºC. Achamos o restaurante, sentamos e pedimos a comida. Eu estava urrando de fome. Pedi carbonara e Victor, amatriciana. Maria novamente mostrou interesse na comida, bem enfaticamente na verdade, ela praticamente exigia comer também. Eu comia uma garfada e dava uma outra pra ela. Nos deliciamos num dos melhores almoços da viagem. Pedimos meio litro de prosecco da casa. Aproveitei pra dar o lanche da Maria, pois já eram 15:30. Saímos do restaurante de alma leve... Veneza está lotada, apinhada de turistas. Fomos caminhando com dificuldade pelas ruelas, em direção à praça de São Marcos. Tomamos gelato, o qual também foi dividido com a Maria Inês, que abria a boca e só fechava quando colocávamos a colher suja de sorvete na boca dela. “Uma pra mamãe, uma pro papai, uma pra nenem”. Tive que me esconder com o sorvete pra ela não pedir mais. Andamos, andamos, andamos até a praça. Chegando lá, mais turistas. Dificuldade em tirar fotos, de tanta gente. Fotos fotos fotos, Maria andou, perseguiu os pombos, caiu, levantou, chorou, fez popô. Fomos em busca do banheiro público pra trocá-la. Chegando lá, era pago, 1,50 euros. Não quis pagar, trocamos no carrinho mesmo. Dei peito e ela dormiu. Fomos em busca de um bar a vins. Encontramos, mas estava aberto só para jantar. Desistimos. Já eram 18:00, decidimos voltar pra estação Santa Lúcia e ir pra casa. Andamos de volta, desviando de turistas, chinas etc. paramos no supermercado, não tinha frango nem picadinho, nada de carne. Não encontramos outro super. Chegamos em Santa Lúcia as 19:15. Pegamos o trem das 19:40. Dei o jantar da nenem dentro do trem. Chegamos em casa, procedimentos de banho e dormir. Eu estava muito cansada da maratona. Pra passear com a Maria, temos que carregar o carrinho em todas as pontes. Minha mão ficou cheia de Calos e eu cansei demais. Não gostei... no dia seguinte vou levar o canguru. Os turistas são chatos, me incomoda demais. Em dezembro de 2016 a cidade estava vazia, transitável, apesar do frio de rachar. Agora é turista pra todo lado, eles são mal educados, não tem sensibilidade com os bebês nem com as famílias. 28/09/2019 - sábado - Veneza Hoje nosso dia começou todo enrolado, saímos atrasados de casa porque nos enrolamos fazendo a comida da nenem, o trem atrasou, enfrentramos uma fila enorme pra pegar o vaporeto pra Murano, com direito a “barraco” que quase chegou às vias de fato com um turista que, tentando atravessar a fila do vaporeto que cruzava toda a calçada, se aborreceu e empurrou o carrinho da neném (no sentido contrário ao das rodas, ou seja, com real risco de tê-lo derrubado com a criança sentada nele). Saí esbravejando atrás do cara, e tive que ser contida por outros turistas. Victor ficou parado na fila, segurando o carrinho e achando graça. Fiquei ensandecia e tremia de raiva.Enfim. Chegando em Murano, nos perdemos um do outro, depois nos encontramos, e andamos muito tempo pra encontrar a estação do vaporeto pra Burano, e quando encontramos, adivinha? Uma fila ainda maior. Depois de tanta tensão, seja pelo barraco com o velho, seja por ter me perdido do Victor, tudo isso sob um sol de lascar: Desistimos... voltamos tuuudo de novo pra Veneza. Chegamos exaustos e com a sensação de um dia perdido. Fomos almoçar no Chat Qui Rit, um bistrot sofisticado, caro, bom atendimento, comida conceitual, pouca, até gostosa mas não me convenceu. Mais sensação de derrota. Após o almoço, ainda no restaurante, eu decidi trocar a fralda da Maria Inês. Descobri que havia esquecido de colocar fraldas descartáveis na mochila. Desespero bateu de leve… Comecei a procurar uma farmácia por perto. Por providência divina, havia uma farmácia a 1 minuto de distância. Fui, comprei um pacote de fraldas quanse chorando de felicidade. Em Veneza tudo é distante, com muitos turistas, difícil de transitar. Já estava imaginando ter que andar muito pra encontrar essa fralda, e depois retornar ao restaurante, o transtorno que seria.. Veneza apinhada de gente, difícil de transitar entre os turistas, ainda mais com carrinho de bebê. Eu estava cansada, suada, com calor, insatisfeita com o dia e questionando minha escolha de vir a Veneza. Logo eu, que amo tanto a cidade... Decidimos levar a bebê pra brincar no giardino, andamos bastante, graças a Deus as pontes da margem a partir de St. Market têm rampas. Quando chegamos no jardim a bebê já tinha dormido. Ficamos descansando. Decidimos tomar uns drinks em alguma osteria pelo caminho. Estávamos, à essa altura, no bairro de Castello. A quantidade de turistas já havia diminuído significativamente 🙌🏽 pudemos caminhar com tranquilidade e calma, e a sensação boa de estar na “nossa” Veneza voltou. Sentamos num bar à beira do canal, pedimos bruschetas de bacalhau e marguerita e prosecco e aperol. Divino! Repetimos! Ficamos observando os casais que chegavam à beira do canal. Crianças no andar superior de uma casa estavam se fantasiando e vinham à janela acenar pros transeuntes. Fiquei acenando de volta. Ufa! As coisas começavam a dar certo, finalmente. O sol já tinha esfriado, quando saímos do bar demos de cara com ele, ali todo pomposo. O fim de tarde estava lindo e tivemos oportunidade de assistir ao pôr do sol de “camarote”, em Castello. Que presente! O pôr do sol foi um dos mais incríveis que já vi na vida e ficará na memória pra sempre. Fiz time lapse, muitas, muitas muuuuuuuuitas fotos. Voltamos à ferrovia de vaporetto e fomos admirando o show de cores no céu, após o anoitecer. Ele ia mudando de cor, de laranja para lilás. Gratidão 🙏🏽 29/09/2019 - domingo - Veneza e Pádua Último dia em Veneza! Acordamos, nos aprontamos, pegamos o trem de Spinea para Veneza. Iríamos assistir à missa Tridentina numa igreja defronte à estação Santa Lucia, na Chiesa de San Simeon Piccolo. Chegamos um pouco cedo para a missa, então resolvemos tomar café em algum lugar. Saímos procurando onde sentar, havia uns hóteis pequenos que serviam café nas mesas do lado de fora, mas achei os preços salgados demais. Seguimos andando meio sem rumo pelas redondezas, cruzamos uma ponte bem pequena e resolvemos parar num local que tinha preços melhores e ficava à beira do canal. Pedimos o tradicional café, suco de laranja e croissant. O croissant estava horrível, mas o café e suco de laranja, ótimos. Maria ficou zanzando por lá, revezávamos eu e Victor pra acompanhá-la. Pagamos e fomos pra missa. Pensei que ela iria dormir durante a celebração, mas não rolou. Ficou muito sapeca durante toda a missa e acabou cativando o casal que estava sentado no banco de trás. Após a missa, seguimos para a ponte de Rialto, onde iríamos realizar um último desejo em Veneza: almoçar à beira do canal. Escolhemos almoçar no mesmo restaurante que papai e mamãe haviam passado no ano anterior, “Al Buso”. Andamos muito, seguindo as placas amarelas que indicavam o caminho “per Rialto”, acompanhados de muitos turistas. Finalmente chegamos no restaurante. Conseguimos uma pequena e espremida mesa para duas pessoas, mais o espaço para o carrinho. Infelizmente a mesa não estava exatamente à beira do canal, ficamos separado dele por uma outra mesa, que logo vagou e foi ocupada por um casal de chinas. Mas tudo bem. A vista estava ótima, a comida saborosa, realizamos nosso desejo. Não pude deixar de me incomodar com a quantidade absurda de turistas que se amontoava ao redor do cordão de proteção que o restaurante coloca na calçada para delimitar seu espaço. Ocorre que ali ao lado, bem “rente” tem um popular ponto de tirar foto com a ponte. Mas tentei abstrair e me alegrar e aproveitar ao máximo aquela experiência. O garçom esquentou a comida da Maria Inês, ela comeu, depois eu comi. Meu prato estava super apimentado, depois pedi pra trocar com o Victor. Saindo de lá, fomos trocar fralda da Maria Inês. Paramos num dos banheiros públicos da cidade, e lá chegando havia um grande cartaz informando que menores de 6 anos não pagavam a entrada no banheiro. Pedi a entrada para a bebê, e a servente me cobrou 1,50 para a minha entrada. Expliquei que eu não iria usar o banheiro, somente a criança. Ela insistiu que eu deveria pagar. Eu respondi que não estava entendendo, pois o cartaz dizia que era grátis. Ela partiu pra ignorância. Começou a falar em italiano, perguntou se eu falava italiano, ao que respondi que não. Então começou a me dizer que eu se eu viajava para a Itália, deveria falar italiano. Não fiquei calada, respondi em português mesmo um monte de coisas. Desci, abri o carrinho e troquei a fralda lá na frente mesmo. Seguimos pra estação Santa Lucia, pegamos o trem para Padua, onde iriamos visitar a capela do Giotto. Na estação de Padua, bem pertinho, fomos ao banheiro trocar a fralda da nenem, não pagamos nada e depois o funcionário ainda me deixou usar o banheiro de graça. Andamos até a capela. A cidade estava muito diferente do que havíamos visto em dezembro! Passamos pela ponte, pelo parque, que estava todo dourado do outono. Chegando no museu, compramos o ingresso, tomamos um café, dei lanche pra Maria, assistimos a apresentação mutimídia que antecede a visita, depois fomos para a fila pra entrar na capela. A entrada é muito burocrática por conta da preservação dos afrescos. Lá dentro pudemos contemplar a riqueza e a singularidade das obras de Giotto. Ficamos embasbacados com a beleza e a histórioa do local. Tiramos fotos enquanto tentávamos conter a bebê que estava bastante danada. 15 minutos depois, nosso tempo terminou. Saímos do museu e fomos pro jardim. O sol estava se pondo, mais ou menos igual à nossa visita em 2016. Tentei reproduzir a mesma foto que fiz na época, agora no outono e já com um rebento no colo. O jardim estava animado, com barraquinhas de comida, música e várias famílias e jovens por ali. Sentamos, Maria Inês dormia. Victor foi buscar prosecco e pizza para nós. Nossa despedida da Itália não poderia ter sido melhor! Voltamos de trem para Spinea. Maria Inês jantou, dormiu, arrumamos nossas coisas pra viagem do dia seguinte, rumo à Lisboa. 30/09/2019 - segunda-feira - Veneza/Lisboa Acordamos cedo, pegamos nossas coisas e saímos sem tomar café. Maria tomou café no trem e nós no aeroporto, quando chegamos. Pegamos um trem para Mestre e de lá, depois de nos enrolar um pouquinho, pegamos o ônibus para o aeroporto. Estava meio ansiosa para a viagem de avião. Chegamos extremamente cedo e com muita antecedência no aeroporto Marco Polo. Sentamos num cafe, comemos e ficamos por ali. Depois, despachamos a bagagem, fizemos o check in e entramos no embarque. Pegamos o avião para Lisboa, lá chegamos, tentei colocar créditos no meu chip sem sucesso. Compramos um ticket de ida e volta da linha de ônibus do areo, que nos deixou bem perto do nosso airbnb em Lisboa. Nos acomodamos e resolvemos sair para jantar num restaurante que já havíamos pegado recomendação e tínhamos planejado ir em 2016, mas a visita foi frustrada por conta do nosso atraso de vôo na época. Era o restaurante Laurentina, o Rei do Bacalhau. Saimos de casa e fomos andando pela Av. Fontes Pereira de Melo rumo ao Parque Eduardo VII. Eu estava mole e febril. Tomei remédio. Paramos num café do parque para lanchar. Maria tomou suco de laranja e eu fiz amizades com duas mães que estavam ali no parque brincando com seus bebês. Seguimos pelo parque acima, tiramos fotos no monumento no topo da colina. Seguimos pela rota do google maps até o restaurante. Lá, pegamos uma mesa. Eu pedi um bacalhau cremoso e Victor um bacalhau com batata. Maria Inês jantou sua comidinha. Voltamos a pé por outro lado do parque, paramos no supermercado, compramos alguns mantimentos e fomos pra casa. Maria Inês dormiu no carrinho. Chegando em casa, transferi pra cama, tomei banho e dormi. Victor ficou cozinhando as refeições da Maria dos próximos dias. 01/10/2019 - terça-feira - Lisboa Acordamos, tomamos café, nos arrumaomos e saímos a pé pela Av. Pereira de Melo, chegamos ao monumento do Marquês de Pombal e seguimos na Av. da Liberdade. A avenida é larga, tem vias principais no meio e menores nas laterais. É toda encoberta com árvores e o calçadão de pedras, com banquinhos e coretos, além de lojas de grifes e marcas famosas. Lembra muito o estilo da praça da República. Chegamos no final da avenida, paramos pra comer pastel de nata, e seguimos passeio. Desembocamos na praça do Monumento dos Restauradores, depois pela praça DOm Pedro IV e finalmente na rua Augusta. Paramos novamente para mais um pastel de nata. No fim da rua Augusta tem o Arco da Augusta, que dá vista para a praça do Comércio e o Tejo. Não tiramos foto na praça nem no Tejo pois o sol já estava escaldante. Subimos uma íngreme ladeira para o Museu de Santo Antonio de Lisboa, e em seguida para a Catedral. Quando chegamos ao topo, demos lanche pra neném, num banco da praça, e descobrimos que ela havia feito popô. Na hora de trocar, adivinhem. Mais uma vez eu havia esquecido de colocar fraldas descartáveis na mochila. Tivemos que descer TUDO pra rua Augusta, onde tinha uma farmácia. Compramos a fralda, trocamos e subimos DE NOVO para o museu. Depois do almoço, descobrimos que tinha lá perto o elevador de Santa Justa, que teria poupado nosso sacrifício. Visitamos o museu de Sto Antonio, que é a casa onde ele nasceu, que enfatiza bastante como o Santo é na verdade de Lisboa e não de Padua. De lá, fomos pra Catedral. O ponto alto dela é… o alto! O andar superior da Catedral dá pra uma linda vista do Tejo. Saindo da Igreja, zanzamos muito em busca de um restaurante. Eu já estava urrando de fome. Maria estava dormindo. Paramos num boteco, pedi sopa pois já estava cansada das comidas de restaurante. Victor pediu ….. Maria acordou, comeu. De lá seguimos para o Castelo de São Jorge. Pegamos o elevador, caminhamos mais um pouco e lá chegamos. Mais uma vez nos aproveitamos, justamente, da prioridade da Maria, e logo entramos no castelo. Tiramos fotos, tomei sorvete, apreciamos a vista, seguimos visitando o castelo e terminamos tomando um café. Surpresa: no café tem vários pavões que sobrevoam e ficam pendurados nas árvores. Voltamos pelo elevador para a parte baixa e descemos pra praça do Comércio. O sol estava brando e tiramos fotos à beira do Tejo. Finalizamos o dia no Time Out Market, mercado da Ribeira. Um mercado moderno e novo, que reúne o melhor da gastronomia portuguesa e também internacional. Ele estava lotadíssimo, com dificuldade encontramos uma mesa. Demoramos muito na fila para pedir nossa comida, primeiro o Victor, depois eu, para não perder a vaga. Ele pediu.. e eu comi um hamburguer de uma das mais famosas hamburguerias de Lisboa. A comida estava deliciosa. Tomamos refrigerante e vinho branco. Demos também a janta da Maria Ines. De lá, pegamos um ônibus para casa. 02/10/2019 - quarta-feira - Lisboa Acordamos e decidimos tomar café numa padaria próximo de casa. Chegamos, comemos, o capuccino não é a mesma coisa que na Itália. Frustrante. Mas já sabíamos essa lição. Em Portugal, coma pastel de nata. Na Itália, tome capuccino. Na frança, coma croissant. Não tem erro. Houve um pequeno incidente na padaria. Deixei a neném “solta” para andar e brincar. Ela bateu a testa numa das mesas. Ia ficar tudo ok, se não fosse um casal que estava próximo e fez um escândalo. Ela chorou, eles ficavam gritando “cadê a mãe dessa criança?????????” e eu sentada observando a cena, decidindo o que ira fazer. Peguei a neném, acalmei. Tomamos nosso café. Saindo de lá, paramos de volta em casa pra passar uma pomada no dodoi e depois fomos pro ponto esperar o ônibus que nos levaria até Belém. Depois de uma looooooooooooooooooooonga viagem que serviu de city tour, chegamos em Belém. Descemos num ponto antes do destino final, paramos numa padaria para comer mais um pastel de nata, brincamos com a maria ines numa praça e depoois num parque que tinha no meio do caminho, até que chegamos no Mosteiro dos Jerônimos. Lá ficamos super perdidos, entramos numa fila sem saber que era só pra visitar a Catedral, depois tivemos que sair e comprar o ingresso do outro lado da rua, e depois votlar pra entrar no Mosteiro. A hora ja estava avançada e o sol de lascar. Visitamos o Mosteiro, dei lanche escondido e acobertada por uma das funcionárias, sentada no chão com a neném. Tiramos fotos, o sol realmente estava muito mas muito quente. Saímos de lá e fomos procurar algum lugar pra almoçar. Catei um wi-fi grátis e encontrei um restaurante ali próximo. As ruas estavam desertas o que deixou tudo meio estranho. No restaurante, que estava lotado, comemos e demos o almoço da neném. Saindo de lá, seguimos no sol para a torre de Belém. Eu estava com tanto desconforto pelo sol que desisti de ir na Torre. Victor foi sozinho e eu fiquei com a Maria Inês aos pés da ponte, na única sombra que havia no local. Dei de mamar e ela dormiu. Fiquei descansando até ele voltar. De lá, voltamos pro Mosteiro e pegamos o ônibus para o Oceanário. Muita gente faz o mesmo percurso, e o ônibus estava lotado. Fomos em pé. Maria dormindo a maior parte do trajeto. Depois de uma também longa viagem, chegamos ao Oceanário. Fizemos um pit stop no restaurante, demos o lanche da neném e começamos nossa visita. O Oceanário é muito legal! Vale muito a pena para adultos e crianças! Eu me encontei com os peixes e animais marinhos, e também a bebê aproveitou. Primeiro teve medo, mas depois foi se habituando. Fez amizade com um bebe francês. Terminamos o passeio e queríamos jantar por ali, que é uma região mais moderna de Lisboa. Seguimos para um shopping, rodamos por lá em vão, o shopping é péssimo e não achamos lugar nenhum para comer. Fiquei aborrecida com isso. Pegamos o metrô de volta, demos o jantar da neném já tarde. Pedimos KFC pelo iFood. Fiquei bastante aborrecida com Lisboa por causa disso. 03/10/2019 quinta-feira - Fátima Acordamos cedo para ir para Fátima. Eu queria desistir e ir ao zoológico, pois estava ainda empolgada com a vibe do oceanário. Mas Victor não deixou, insistiu em ir para Fátima. Tivemos certa dificuldade para encontrar a rodoviária e depois para comprar o ticket, pois não aceita cartão, só dinheiro. Conseguimos e embarcamos na viagem de 2h30. Chegamos lá, fomos direito pro Santuário. Estava na hora do almoço e resolvemos primeiro forrar o estômago, depois visitar. Pegamos indicação de restaurante em um blog, e resolvemos segui-la. Deu certo. A comida era saborosa e o atendimento foi fantástico, um garçom super simpático que nos deixou felizes. Depois de almoçar e dar o almoço da Maria, fomos pro Santuário. O sol estava muito forte. Visitamos a Igreja e a Capela onde houve a aparição. Em torno da Capela ficam bancos, ela é coberta, e sempre está tendo algum tipo de cerimônia ou celebração, ou adoração, ali. Na Igreja, tem os tumulos dos pastorinhos. Tudo meio modernoso, meio feioso… para quem não curte as coisas modernas. De lá, fomos na igreja nova que é pior ainda. Um auditório. Estava tendo missa e não entramos. Voltamos para a rodoviária e ficamos esperando o ônibus de volta pra Lisboa. Chegamos e íamos pra casa arrumar nossas coisas pra viagem do dia seguinte. Mas estava muito cedo… ainda no ôniubs, que tinha wifi gratis, começamos a procurar um rooftop bar em Lisboa e eis que encontramos o Limão Rooftop, que era num hotel bem próximo de casa, com avaliações boas. Resolvemos arriscar! Demoramos um pouco pra chegar porque tinha uma escada (Lisboa tem essas escadas estranhas), mas chegamos lá! Apesar de estar bem cedo, não tinha mais mesas e ficamos num sofá esperando. Enquanto isso, tomamos vinho verde, petiscamos uns peticos MARAVILHOSOS e Maria Inês ganhou um kit infantil para se divertir e se distrair. Tomamos várias taças de vinho e degustamos vários petiscos. Demos o jantar dela ali mesmo. No final, desistimos da mesa que vagou, pois já estávamos bem acomodados no nosso sofá, com a vista que queríamos. Foi um belo e excelente fechamento da nossa viagem. Tiramos fotos incríveis do por do sol com Lisboa ao fundo, e depois Lisboa à noite. Voltamos pra casa, colocamos a nenem pra dormir e arrumamos as coisas pra viagem do dia seguinte. 04/10/2019 - sexta-feira - Lisboa / Belém Preparativos finais para o retorno. Dei falta do iPad. Procuramos em todo lugar e nada. Resolvemos ir até o Rooftop da noite anterior. Eu estava bastante tensa. Chegando no hotel, o bar estava fechado. Informei o caso e a atendente prontamente voltou de lá com meu iPad. O vinho verde faz isso! Na volta pra casa, tomamos café no mesmo local do primeiro dia, que era uma delícia. Voltamos pra casa, juntamos nossas coisas, que deu um trabalho enorme, pois apesar de não ter comprado absolutamente NADA de souvenirs - exceto uns 5 sabonetes de lavanda - a mala parece que não queria mais fechar. Provavelmente a falta de organização. Pegamos o ônibus pro aeroporto, e na hora do check in, a atendentente de mau humor e rabugenta resolveu frescar com o peso da nossa mala. Tiramos algumas coisas até chegar a um peso aceitável - mas ainda superior ao que tínhamos comprado. Check in feito, resolvi me presentear com maquiagens da Inglot. Eu merecia. Victor ficou dando frutas pra nenem enquanto eu comprava. Seguimos pra imigração, controle, etc etc. Esperamos bastante pra embarcar. Fomos pro playground e trocar fralda da neném. Ali percebemos que estava quente… febre. Houve um estresse e tensão pois não conseguia encontrar o frasco de paracetamol dela. Depois de muito procurar e tentar manter a calma, consegui. Demos o remédio e ela ficou brincando. Almoçamos Mc Donalds, depois embarcamos finalmente. Durante a viagem, novos picos de febre. Foi medicada, porém não baixou e logo subiu de novo. Tivemos que fazer compressa morna com a ajuda da aeromoça, que depois deu a dica - que sabíamos mas tinhamos esquecido - de tirar as roupas dela para ajudar a febre baixar. Deu certo. Chegamos no Brasil com ela dormindo no canguru - foi acordada por gritos estridentes. Em casa, ficou brincando até mais tarde. Dormiu tarde e acordou no horário habitual: 6h. Um dos meus receios e insegurança era ela não se adaptar ao fuso. Quanto a isso não tivemos problema algum. Na ida, ela acordava tarde e isso não era problema. Na volta, acordou e dormiu normalmente no dia seguinte. Ah, a febre passou também no dia seguinte.
  3. A maior atração do local é o Desfiladero los Gaitanes, com 300m de profundidade e menos de 10m de largura. O rio Guadalhorce cruza o desfiladeiro e as pombas aproveitam-se da zona mais estreita para, sozinhas e a salvo de predadores, o povoarem. Já na zona mais larga habitam aves de rapina e outros animais. O turismo não surge no Caminito para contemplar o leito do rio, mas com um propósito profissional de manutenção. Este percurso, ao ser desativado mais tarde, foi-se deteriorando, e passou a ser procurado por aventureiros em busca de adrenalina. Rafael Benjumea Burín, nomeado conde de Guadalhorce pelo rei, criou o Salto Hidroelétrico del Chorro em 1903, aproveitando-se do percurso natural do rio em declive para produzir energia, como já se fazia no norte do país. O Salto del Gaitanejo e o Salto del Chorro pertenciam à Sociedade Hidroelétrica da região e era preciso um percurso que as unisse. O caminho foi construído de 1901 a 1905, a 100 metros sobre o rio, com 3km de comprimento de Ardales a El Chorro. Chamava-se Balconillos de los Gaitanes, pelas “varandas” presas às rochas, ainda hoje visíveis. Famílias inteiras utilizavam o caminho no seu dia a dia, este que já foi considerado o mais perigoso do mundo. O percurso atravessava o desfiladeiro próximo da linha de caminhos de ferro que une Málaga a Córdoba, bastante mais antiga. Mais tarde, em 1921, o rei Afonso XIII visitou o Pantano del Chorro (hoje Embalse Conde del Guadalhorce). Hoje ainda é possível ver o local onde o rei assinou a acta que declara o terminar da obra a 21 de maio de 1921, o Sillón del Rey. Apenas nos anos 50 o nome foi mudado para Caminito del Rey. O rei acabou por não fazer grande percurso (dizem), pedindo para regressar de comboio numa ponte que ainda hoje existe. Por isso o título deste artigo, que também se poderia chamar de Caminito que El Rey não percorreu. O percurso divide-se em vários momentos. São 2,9km em passadiços e 4,8km em trilha. A primeira parte é chegar até ao check-in onde encontram a entrada controlada por leitura de código de barras. Nesta fase, é só seguir a trilha e desfrutar. São 30 a 40 minutos a caminhar. A distância depende da entrada que utilizarem, podem ser 2,7km ou 1,5km, num percurso em floresta. Terminado o percurso inicial, chega-se à zona de check-in. Convém levar os bilhetes impressos, como dizemos no artigo de dicas. A cor dos capacetes indica se os visitantes estão em tour, em visita livre, se são guias ou funcionários do Caminito. Após o controle de entradas, o primeiro percurso é a chegada até aos passadiços. É preciso passar uns torniquetes e estamos no ponto 0. Vê-se a estação hidroelétrica desativada e o início do desfiladeiro, muito estreito. Pode-se ver-se pequenas zonas de erosão da rocha que formam cavidades (cambutas). Estamos nos primeiros passadiços construídos sobre os antigos. Passam-se dois canhões, a ponte do rei (para ele chegar ao comboio), que também era usada para descarregar material que chegava pela linha férrea, e chega-se ao miradouro das pedras planas. Para já, os passadiços terminam e aproveita-se para descansar e aprender sobre a fauna. A segunda parte é em terra firme. Estamos no Valle del Hoyo. O rio do silêncio corre brilhante e azul turquesa, cor conferida pelos minerais que o compõem. Há uma zona de descanso com sombra e bancos. Vêem a alfarrobeira e aprendem com o guia que a palavra quilate surge por pesar as pedras e metais preciosos com número equivalente de sementes da alfarroba, por estas serem muito constantes em “peso” (exemplo: um diamante de 24 quilates pesa o equivalente a 24 sementes). À esquerda estão as ruínas da Casa del Hoyo, abandonada nos anos 70. Aqui viveu uma família vários anos, de forma independente, pois o único acesso era o percurso. Nesta zona existe hoje um heliporto para evacuações de emergência. Vê-se o canal onde circulava a água, à direita, hoje vazio. Circulavam 10.000l/s (1/50 do caudal do rio tejo) num desnível de 100m, produzindo energia. Chega-se à comporta do canal e ao refúgio dos morcegos, que adoram o Caminito. Voltamos aos passadiços. Já se percorreram 2500m e, agora sim, estamos na parte mais interessante, o desfiladeiro está mais largo e a parede que tantos usaram para escalada está à nossa frente. Aqui encontra-se um memorial para o alpinista suíço que morreu em 2010, vê-se a linha de comboio, o caminho antigo, e abusa-se nas fotografias. Chega-se à varanda de vidro. É sempre importante seguir as regras. No máximo 3 pessoas, com o segurança 4. A vantagem da presença do segurança é ele tirar a fotografia. Não façam como vimos fazer, alguém achou que era giro pular em cima do vidro, para testar a resistência. É possível ver abutres no ar. Ouvir a natureza, ver a gama de cores que surgem à nossa frente. Na grande curva após a varanda de cristal encontram-se fósseis de amonite na rocha. Chegou a altura de trocar de lado. A última parte, com mais adrenalina, é a passagem na ponte suspensa de metal de 35m. Ao lado vêem a ponte antiga, onde agora corre água. Formam-se borboletas de água, ou gotas que caem e brilham com a luz. Há placas em memória dos que faleceram antes da reabilitação do percurso, a pedido dos familiares. Depois da ponte está a saída, ou entrada sul, também com torniquetes. Finalmente estamos do outro lado do desfiladeiro. Daqui vê-se a linha do comboio, o vale, o rio e a nova central hidroelétrica. Faltam 2100 metros em terra até chegar ao parque de estacionamento (estes já custam às articulações). À esquerda vê-se uma casa de três andares que era a residência de Rafael. Também se vê a Puente de la Josefona. Ao chegar ao ponto de saída devolvem-se os capacetes e já encontram casas de banho e cafés. Existe também a possibilidade de parar aqui o carro e seguir até Ardales de autocarro para começar o percurso (o inverso do que nós fizemos, que utilizámos o autocarro no fim do percurso). A paragem de autocarro é um pouco mais à frente. A trilha foi-se danificando com o tempo ao ponto de ficar perigosa, a parede de escalada atrai curiosos e morreram cinco pessoas entre 1993 e 2000. Em 1993, numa atividade do campo de férias, um aventureiro em 1999, caindo. Já em 2000, 3 jovens morreram ao utilizar um cabo de aço velho que rompeu e os entregou ao desfiladeiro. Nesse ano o acesso foi vedado. Continuou a ser utilizada à revelia e morreu um sexto jovem em 2010. Reabriu em 2015 com um percurso quase todo por cima do original, com guardas laterais e totalmente seguro. Há funcionários pelo percurso e um permanente no miradouro de vidro. No fim do caminho, ao regressar de autocarro, podem mergulhar no rio, refrescar a alma depois daquela vista estonteante. A casa que se vê na fotografia é a do Conde de Guadalhorce. É importante dizer que não é um trilho livre. O percurso só se pode fazer num sentido, de Ardales para El Chorro. São 7,7km e cerca de 2,5 horas para o completar. Como reservar os bilhetes: Reserva-se no site, muito intuitivo e funcional, tendo de escolher a data, hora e tipo de visita. Definem o número de visitantes e decidem se querem com ou sem bilhete de autocarro (1,55€). Preenchem os dados e tudo é enviado por e-mail. Visita guiada ou livre? Confessamos, escolhemos visita guiada porque era a única opção disponível para a data selecionada. Então, se fosse hoje, o que faríamos? Visita guiada Desvantagens: têm de andar ao ritmo do guia, mas acima de tudo, do grupo, que pode ir até às 40 pessoas. No site diz 25, não confere; apesar de terem auriculares e rádio para ouvirem as explicações do guia, muitas vezes, quando se aproximarem de outro grupo, vão passar a ouvir com interferência do grupo próximo (pode ser que tenha uma explicação mais interessante); vão-se sentir pressionados a avançar e terão mais dificuldades em tirar fotografias sem gente ao lado. Vantagens: ficam a saber a história, curiosidades e fauna e flora da trilha; há alguém que zela pela vossa segurança e que vos pode tirar fotografias; Preço – 18€ Visita livre Desvantagens: ninguém vos conta a história nem curiosidades; não recebem informações sobre a fauna e flora, a não ser que percebam do assunto não sabem o que estão a ver; vão perder pontos importantes que estão algo escondidos. Vantagens: o vosso ritmo, as vossas paragens; se sentirem que a trilha está demasiado concorrida é só acelerar ou abrandar o passo até ficarem afastados dos grupos. Preço – 10€ Como chegar até à entrada: Podem chegar de carro (aconselhamos), autocarro ou comboio. O comboio pára em El Chorro (acesso sul), mas podem ir de autocarro até Ardales. De Sevilha, a viagem demora quase 3 horas de comboio e custa 16€ (i/v). De Málaga, o percurso tem a duração de 1 hora e custa 5€ (i/v). De autocarro, é possível sair da Gare do Oriente em Lisboa e chegar a El Chorro trocando de rota (pelo menos) uma vez. A viagem fica cara (cerca de 100€). De carro será sempre mais confortável. Não sabemos se compensa, mas outra solução é voar até Sevilha ou Málaga e depois seguir de comboio. A entrada no percurso é feita pela zona norte, Ardales. É o habitual ponto de partida e/ou de chegada para o Caminito, onde os viajantes costumam ficar uma noite. Foi o sítio onde gastámos menos dinheiro em refeições (desde a viagem à américa latina). De Ardales até à entrada do Caminito são 15 minutos de carro. Há dois acessos à entrada, os dois identificados como Caminito del Rey. O primeiro fica junto ao parque de estacionamento (a 100-150m) e o Google Maps identifica como Túnel Largo (1,5km). O segundo fica junto ao Kiosko e está identificado como Túnel Pequeño (2,7km), apesar de o acesso ser bastante mais largo que o outro túnel. O caminho mais longo vai-vos dar a sensação que estão perdidos, mas não, é o percurso mais longo, mas também chega ao mesmo sítio. Tanto num como no outro é só seguir a identificação/sinalética. Túnel largo Vão identificar a entrada pelas placas, barreiras, casas de banho (banheiro) e máquinas de venda automática. Ninguém entra antes da hora do bilhete e sem receber um capacete. Quem tem visita guiada tem que esperar pelo guia e receber o rádio. O percurso: São duas horas e meia de percurso. Fácil, seguro, e com uma vista estonteante sobre o desfiladeiro Los Gaitanes. É constituído por passadiços, pontes e percurso em floresta. Os passadiços e as pontes são todos novos, construídos sobre ou próximos dos percursos originais, estes já muito danificados. Em El Chorro há casas de banho, cafés e a paragem de autocarro para regressar a Ardales. Há quem prefira deixar o carro aqui, ir de autocarro até Ardales e regressar de carro no fim do percurso. Nós gostamos da viagem de autocarro no fim, para descansar um bocadinho. Dicas: no verão a trilha é mais fresca de tarde, porque está à sombra. Nós fomos às 16h e estava ótimo; levar boas botas de caminhada, roupa confortável e água; não há casas de banho nem cafés durante o percurso; esqueçam os chapéus volumosos, a trilha é feita de capacete, optem por lenços ou golas; estacionem no parque, o autocarro de regresso deixa-vos lá; levem fato de banho no verão (há praias fluviais perto para antes ou após o percurso); crianças menores de 8 anos não entram, não tentem contornar o sistema, é pedida identificação com data de nascimento; nada de bastões de caminhada; atenção ao e-mail que vão receber com as regras, leiam-nas; os bilhetes devem ir impressos, no autocarro o motorista rasga a parte dele. Onde dormir em Ardales: Nós ficámos no apartamento Virgen de Villa Verde. Recomendamos, fomos recebidos com toda a simpatia e dicas. Nenhuma das dicas que a senhora nos deu sobre os restaurantes falhou. Onde comer em Ardales: No topo da Calle Fray Juán temos o bar Millan e o bar Paco, os dois super baratos. Millan é mais barato, vende cada tapa a 1€. Paco está aberto com um horário mais alargado. Nos dois locais são muito simpáticos e dão-vos boas dicas para as escolhas. https://365diasnomundo.com/2019/08/17/caminito-del-rey-dicas/
  4. Oi gente, não sei se pode esse tipo de postagem mas queria saber: Vocês já compraram algo no Civitatis? deu certo? Vi umas excursões baratas lá e fiquei meio desconfiado. Vocês recomendam?
  5. Pessoal, segue breve relato de uma viagem que fiz mês passado para Madri, tudo surgiu muito de repente, estava sem ideia de onde iria passar as férias até que vi uma passagem "barata" da Air China, e comprei, com antecedência de somente uma semana. Tinha a missão de fazer a viagem mais econômica possível, por este motivo optei por deixar a gastronomia espanhola um pouco de lado, e também por estar indo sozinho não via muito sentido em ir jantar em um restaurante, qualquer fast food já me satisfazia. A meta era tudo por menos de 5 mil reais, mas extrapolei um pouco, os detalhes estão na planilha em anexo. Outro ponto é que como estava com cartão de crédito estourado era uma viagem quase que toda em dinheiro vivo, então levei um pouco acima do mínimo exigido para entrar na Espanha de acordo com meu período de viagem (810 euros), mas voltei com uma boa parte sem gastar. AÉREO: Air China (Passagem aérea ida e volta GRU/MAD = 509,98 USD = R$ 2.116,41) Não havia voado com ela antes, o avião é o moderno Boeing 787-9 (Dreamliner) aperto tradicional no assento de uma econômica, atendimento cordial, sem novidades. A única coisa que me chateou foi que não consegui fazer o check-in online em nenhuma ocasião, o que fez com que na ida tivesse que ir no corredor (amo janela). IMIGRAÇÃO: Aeroporto Barajas T1 ENTRADA: Desembarcamos na parte velha do aeroporto, onde ficam as low-cost. Pouquíssima fila. Na imigração foi bem tranquilo, me perguntaram apenas o motivo da viagem, o que fazia no Brasil, se conhecia alguém por lá, e pediu para ver o comprovante de hospedagem. Menos de 2 minutos e já estava indo buscar minha mala, que num golpe de sorte chegou a esteira no mesmo instante. O aeroporto é bem sinalizado, basta procurar pelas placas indicando o metrô (losango vermelho, esqueci de tirar foto) e prepare-se pra caminhar por uns 20 minutos, pq a estação fica perto do T2. Podia ter pegado o Shuttle entre terminais mas preferi caminhar pra conhecer o aeroporto, e também esticar as pernas depois de 9h35 de voo. SAÍDA: Logo após o controle de passagens já chega a fila para o raio X, e além do processo normal de aeroporto eles também verificam se sua mão não contém vestígios de drogas e explosivos, passando um pano úmido na palma e parte superior dela e colocando num detector de íons que rapidamente analisa (menos de 10 segundos) e dá o resultado. Depois carimbam a saída do país e você entra na área internacional (air-side). O duty free tem preços bem melhores que os daqui, aproveitei para comprar uns chocolates para a família. METRÔ [Do aeroporto para qualquer lugar no centro da cidade, Zona A = EUR 7,50 / Viagem única (sencillo) entre estações no centro = EUR 1,60] Usei muito pouco na viagem, fiz mais de 90% dos deslocamentos a pé. Os trechos que fiz de metrô foi apenas para sair do aeroporto até o Hostel, e depois de ficar gripado em 3 ocasiões (da estação Atocha para o Hostel, e ida e volta até o Santiago Bernabeu). Ao chegar na estação do metrô do T2 do aeroporto, vai enxergar várias máquinas onde é possível comprar bilhetes pagando com cartão de crédito (Tarjeta) ou dinheiro. Dá pra mudar para o idioma inglês e francês salvo engano, mas eu que não entendo nada de espanhol consegui me virar nesse idioma mesmo). Você basicamente insere o nome da estação de destino e já te aparece o preço na tela, só pagar com cartão ou colocar as notas/moedas na máquina. DICA: Quem for comprar em dinheiro igual eu, leve uma nota de 10 euros, pois o troco máximo das máquinas não é maior que 20 euros. O bilhete do metrô é um cartão (não precisa de fazer nenhum cadastro na máquina), importante que você guarde ele pra recarregar depois, caso queira fazer outras viagens.O metrô é bem interligado, mas prepare-se para fazer no mínimo 2 baldeações se quiser ir para a zona central). A viagem leva cerca de 40 minutos. UBER: HOSTEL > AEROPORTO (EUR 23,14 = BRL 109,14) Só usei Uber para sair do Hostel até o aeroporto devido o horário do voo ser muito cedo. A corrida foi lá pelas 4:30 da manhã. O trajeto durou uns 25 minutos. TREM Utilizei duas vezes os trens da Renfe, nos bate-e-volta a Toledo (30 minutos) e Córdoba (1h40). Ambos saem da Estação Atocha. Comprei as passagens em dinheiro no balcão de atendimento da empresa, já que infelizmente as máquinas de venda só aceitavam cartão de crédito. Dica: Quem for comprar a passagem para Toledo na hora vá bem cedo pois esgota rápido devido à quantidade de gente. Eu cheguei na estação era perto de 11h e peguei uma baita-fila, fui o último a conseguir ida e volta para o período da tarde daquele dia. Há controle de raio-X devido aos atentados de 2011, e os trens não são tão pontuais assim, porém a viagem é sempre rápida e confortável. Os assentos reclinam consideravelmente. ACOMODAÇÃO: Hostel Generator Madri (BRL 640,51 - 7 diárias) LOCALIZAÇÃO: Numa travessa da Gran Vía, MUITO perto de locais como Porta do Sol (10 minutos a pé) e Plaza Mayor (15 minutos a pé) INSTALAÇÕES: Muito boas, no térreo tem bar com uma tela enorme (sempre ligada em alguma partida), uma área com mesas onde são servidas algumas refeições e mais uma tela enorme, área de convívio com puffs, cadeiras, sala de jogos e máquinas automáticas de venda de água e doces. O que falta para ser nota 10 é somente uma Lavanderia. Possui 3 elevadores, e tem um rooftop, que me esqueci de ir. QUARTO: Fiquei em um quarto misto com 8 camas divididas em 4 beliches, cada uma conta com um gaveteiro próprio e numerado, bem grande até, mas que não dá pra colocar uma mala inteira dentro. Eu levei uma mala pequena (10kg) e deixava fora com um cadeado com segredo. Com um outro cadeado simples eu trancava meu gaveteiro, não tive nenhum problema com isso. As únicas coisas que me incomodaram eram o banheiro bem em frente às camas, (vejam nas fotos abaixo como é próximo, em uma porta fica o vaso e na outra o chuveiro) e ainda com a pia do lado externo, ou seja, escovar os dentes por exemplo se faz na frente de todo mundo!. Eu acabei tomando banho todos os dias em um banheiro que fica no corredor, assim não atrapalhava quem já estava dormindo.O outro ponto negativo é que a beliche não é indicada para quem tiver mais de 1,80m por conta de ser fechada, eu (1,84m) tive dificuldade em esticar toda a perna, tinha que subir o travesseiro. A beliche é bem firme, ou seja, não é qualquer movimento que faz que mexe ela, atrapalhando menos o colega de cima/baixo. Na cabeceira de cada tem uma tomada normal e outra USB, luz de leitura, cesto para guardar coisas e um espaço que também dá pra guardar uma garrafa de água por exemplo Dica: Na Espanha o padrão de tomada atende o Brasileiro, veja na foto acima como consegui plugar o carregador do meu celular sem nenhum adaptador PASSEIOS (VISÃO GERAL) Meu roteiro segue na planilha que anexei aqui, mas resumia-se basicamente a conhecer os principais pontos da cidade, e ir a alguns museus, coisa que gosto muito. Tive a sorte de durante a minha viagem ter o Dia Nacional dos Monumentos e Sítios (18/04) onde quase todos os museus estavam aberto de graça. Nesse dia entrei no Reina Sofia e no Museu Arqueológico Nacional sem pagar nada. Outra coisa importante é que andei muito a pé, a média por dia era de uns 6km, em Toledo foi mais de 10. Fui com tênis de corrida para não ganhar muitas bolhas. Infelizmente fiquei gripado na metade da viagem, isso atrapalhou um pouco o ânimo de andar, comprei pastilha pra garganta (EUR 9,20) e comprimido (acho que era uns 10 euros) mas não adiantou muita coisa. Vou descrever minhas impressões de alguns dos lugares pelos quais passei: Porta do Sol: Uma praça que não achei nada demais, mas que tem bastante gente. Plaza Mayor: Linda, viva e cheia de energia. Tem muitos bares em volta dela. Mercado de San Miguel: Muito pequeno, muito charmoso, e muito cheio, qualquer horário que vá. Você compra o que quer comer e depois tenta a sorte de achar um lugar nos balcões que ficam lá dentro. Eu levei bem uns 10 minutos até achar um banquinho pra sentar, mas depois de pouco tempo cedi para uma senhora e terminei de comer em pé mesmo. Os preços variam bastante, dependendo do que estiver a fim de comer, eu peguei duas empanadas (EUR 7,00) e um copo de cerveja (EUR 5,00). Achei caro. Palácio Real: Imponente, mas não me convenceu a entrar nele. Fiquei só olhando de fora mesmo, numa próxima talvez... Templo de Debod: Esse eu gostei mesmo, qualquer coisa relacionado ao Egito me capta instantaneamente. Fica no meio de um parque aberto, várias pessoas correndo, sentadas no gramado curtindo a tarde, um dos melhores lugares que conheci lá. A mancada foi ter esquecido de voltar lá para ver como é dentro dele (no dia dessa foto já tinha fechado) Plaza de España: Outro lugar legal, tem muita mulecada que fica por lá tbm...vale a foto da Estátua de Cervantes e suas criações (Don Quixote e Sancho Pança) Parque Retiro: Fui já era bem tarde mesmo, é gigantesco, chuto ser umas 2,5x maior que o Ibirapuera. Minha segunda mancada foi não ter voltado lá quando tinha mais luz do sol, vale a pena gastar metade de um dia inteiro só passeando entre os bosques, talvez arriscar andar de barco no Estanque. BALADA (Pubcrawl oferecido no Hostel todos os dias = EUR 15,00) Fui só uma vez, e meio de surpresa (já que não estava programando algo do tipo), tava conversando com um Inglês no bar do Hostel e chegou um cara que trabalhava lá e perguntou se queríamos ir. Topamos, embora fosse uma segunda feira. Juntou galera de dois Hostels e fomos em 2 bares (um se chamava Nomad, o outro não lembro) e um clube (F***ing Monday), esse tava lotado, os outros dois estavam bem fracos. O ritmo que toca é Reggaeton, como curto Metal nem precisa dizer o que achei da música, mas a experiência como um todo vale a pena, deu pra conversar com bastante gente (marroquino, americano, italiano, e brasileiro tbm). O esquema é bem simples, vai andando de um local até o outro, é tudo bem perto, e vc tem direito a um shot (chupito) de Tequilla em cada lugar e descontos em cerveja (acho que era 10 euros e cerveja a vontade). Nos dois bares a Tequilla era bem vagabunda, fazia efeito nenhum, só no clube que deu pra ver que era melhor (José Cuervo). Saí 5h30 da manhã, e não repeti mais porque cansa passar o dia inteiro andando e ainda ficar a noite toda em pé. O resultado foi que só acordei depois as 14h30 e perdi metade de um dia na cidade. Toledo: Lugar incrível, lembra muito as cidades medievais da Toscana, o esquema de explorar é inclusive o mesmo: se perder nas vielas da cidade entre uma atração e outra. CURTI: A Catedral Primada de Toledo, tem uma torre em estilo meio gótico, e uns trabalhos em gesso muito bacanas; as Termas Romanas, que é outro tema que curto, e que basicamente são restos de um sistema de água e banhos de uns 2.000 anos atrás, e as Cuevas de Hercules, tudo gratuito (na igreja não entrei em nenhum passeio, só dei uma breve olhada interna no lado gratuito de quem vai pra missa); as vistas da parte alta da cidade; o Alcazar de Toledo, que só vi de fora e a Ponte San Martín. NÃO CURTI: A Igreja Cristo Luz (EUR 3,00), muito pequena, tem sua história por ter influência arquitetônica da época que ficou sob domínio árabe, mas dá pra ver bastante de fora, inclusive o que achei mais legal, um trecho de uma estrada da Era Romana. Córdoba: Definitivamente foi o ponto alto da viagem para mim. E não era esperado, pois tinha planejado ir para Segóvia, pois estava relativamente caro a passagem de trem para lá, porém como já estava perto do final da viagem e vi que tinha economizado bastante, decidi ir. E definitivamente não me arrependo, pois me deu uma ideia de como é a Andaluzia. Muito fácil sair da estação de trem e entrar no centro histórico, dá uns 15 minutos a pé, por umas praças (Jardines de La Victoria) cheias de Tangerina nas árvores, muito bonito. Logo depois se avistam as muralhas da cidade e o interior te dá a sensação de estar em uma mistura de Portugal com Grécia, devido a coloração branca das casas, ao estilo arquitetônico que remete ao colonial e à decoração das varandas com flores. As ruas são bem apertadas, e estava tudo muito mais cheio por lá devido a ser Sexta-Feira santa, estava tendo uma procissão que passava por alguns pontos turísticos inclusive, e acabou atrapalhando um pouco pois terminava na Mezquita-Catedral e por isso o horário de visita estava reduzido. Como ia comprar o ingresso ali na hora e eu tinha chegado bem quando havia encerrado o primeiro período de visitação (até 11h) eu decidi ver todos os outros pontos da cidade e voltar pra lá às 13h30 (meia hora antes de iniciar o segundo período de visitação, das 14h às 16h). Deu certo e não peguei uma fila muito grande quando voltei. Impressionante ver a mistura de culturas que há nesse lugar, encontra-se vestígios da ocupação Romana, Visigoda, Árabe, tudo num lugar só. A ponte Romana é muito bonita, embora estivesse apinhada de gente, mas a cereja do bolo é a Mezquita (EUR 10,00), vale cada centavo e muito mais, é um lugar único, aquele cheiro de incenso típico de igrejas católicas mesclado com um mihrab (nicho de oração árabe). Indescritível. Depois que saí ia passar nos Jardins de Los Reyes mas tinha fechado mais cedo por causa do feriado. Sem dúvidas vale dedicar uns dois dias a essa cidade, numa viagem com foco na Andaluzia. Santiago Bernabéu (EUR 25,00): Imperdível para quem gosta de futebol, mesmo que pouco. O Tour te leva as arquibancadas superiores, a sala de troféus que é quase um museu, aos vestiários e ao nível do campo (mas você não entra no gramado, fica só na área técnica) e no banco de reservas. Um detalhe que me chamou a atenção é o Wi-fi gratuito do lugar que tem um alcance gigantesco, já da rua da pra acessar, com uma velocidade ótima. Museo do Prado (EUR 0,00): ENORME, muito interessante para quem gosta de pinturas das eras medieval e renascentista, mas se prepare para pegar uma fila gigantesca caso não tenha comprado o ingresso com antecedência, ou se quiser aproveitar o horário de visitação gratuita (das 18h até as 20h, todos os dias). Cheguei 17h30 e a fila já dobrava um quarteirão do museu, que é imenso, chuto que tinha umas 300-400 pessoas. Gostei bastante das Pinturas Negras de Goya. Tem guarda-volume gratuito. Museu Reina Sofia (EUR 0,00): ENORME, mas a menos que você curte arte moderna (não é meu caso) vai se entediar rapidamente. De novo fila, como era dia dos Monumentos a entrada era livre, e a fila grande. Lá dentro tem guarda volumes, você deposita uma moeda de 1 euro e pega ela de volta quando sair. Fiquei umas 3h30 lá dentro, tentando fazer a pena o ingresso gratuito, mas não achei nada que me interessasse além do quadro de Guernica (Pablo Picasso), um painel gigante que te faz pensar bastante sobre a temática da pintura. Museu Naval (EUR 3,00): Foi o único museu que paguei, pois eles "sugerem" uma doação de 3 euros para a manutenção das instalações, e como a abordagem é bem incisiva e feita pessoalmente (diferente dos museus americanos onde apenas fica uma caixa para depositar a doação) fica difícil não pagar. Tem uma coleção interessante de material que remete ao poderio da Marinha Espanhola, vale a visita. Museu Arqueológico Nacional (EUR 0,00): O que mais gostei, tem muita coisa para ver, conta toda a História da península, e tem um acervo muito grande de cada era, desde a pré-História, passando pela época de dominação Grega, Romana, Visigoda, Árabe até a Reconquista e Idade Contemporânea. Também não paguei nada por entrar no dia dos Monumentos, e não tinha tanta gente assim igual aos outros museus. Enfim, isso é só um pouco de tudo o que vi por lá. Definitivamente valeu a visita. ORÇAMENTO FÉRIAS.xlsx
  6. Olá, pessoal! Tudo bem? Estou com uma dúvida e vim aqui tentar a sorte. Viajei para a Espanha em dezembro para ficar 15 dias, mas conheci um boy e acabei ficando sete meses. Estávamos entrando com os papéis para fazermos uma pareja de hecho, mas por motivos pessoais precisei retornar ao Brasil. Na saída por Lisboa, o policial na imigração foi super simpático e apenas me perguntou se eu sabia que tinha passado do tempo permitido. Expliquei tudo e ele apenas carimbou o meu passaporte e me disse que eu teria dificuldade para retornar. Não recebi nenhuma multa, pelo menos ali naquela hora e até agora nada. Ele apenas carimbou com a data de saída. Fiz um Novo passaporte, pois o meu já estava com 4 meses para vencer. Já fazem mais de 3 meses que estou no Brasil e quero retornar. Mas estou com receio de ficar barrada. Alguém saberia me dizer se o consulado fornece informações sobre restrições, caso exista alguma no sistema? Pq me disseram que mesmo com um novo passaporte eles têm como verificar se estive legal na UE. Desde já agradeço a ajuda. Abs
  7. Olá! Venho por meio deste post compartilhar meu mochilão de dez dias em Portugal e Espanha. Espero que este relato possa ajudar alguém, do mesmo modo que os relatos que li aqui no blog me ajudaram enquanto eu estava levantando informações para a minha viagem. Nesses dez dias, viajando à noite, de ônibus e trem, consegui conhecer os destinos que desejava: Lisboa, Sintra, Coimbra, Madrid, Barcelona, Braga e Porto. (Por questão de tempo, terei que dividir o post em algumas partes). Bom, sem grandes delongas, a viagem foi assim: Lisboa: Embarquei em um avião da TAP pouco antes das 22h, no Aeroporto de Guarulhos, e cheguei ao Aeroporto de Lisboa aproximadamente às 10h. Após fazer todos os trâmites, fui à área do metrô, dentro do aeroporto, estudei rapidamente as linhas da cidade, e comprei minhas passagens. Peguei a linha vermelha, desci na parada que faz cruzamento com a linha azul, entrei no metrô dessa linha, e desci na Avenida dos Restauradores, onde ficava minha acomodação, e, a uns poucos metros, o centro histórico da cidade. Às 13h, aproximadamente, iniciei meu roteiro: comecei no centro e fui até o Castelo de S. Jorge. Nessa área, vale destacar a proximidade entre uma atração e outra: pelo menos no centro histórico, dá para conhecer as principais atrações, a pé! No dia seguinte, fui de autocarro (ônibus) à região de Belém. Lá, também é possível conhecer as principais atrações, a pé. Abaixo seguem algumas fotos: Praça do comércio; em foco: Estátua equestre de D. José I e Arco Triunfal da Rua Augusta Castelo de São Jorge Mosteiro dos Jeronimos Mosteiro dos Jeronimos Torre de Belém Monumento aos Descobridores Elevador da Gloria Sintra: No terceiro dia fui a Sintra: Comecei o dia cedo, fui até a Estação do Restauradores e comprei minha passagem de ida e volta. A viagem durou aproximadamente 40 minutos. Em Sintra, conheci seu Palácio Nacional e a Quinta da Regaleira. Tentei conhecer o Palácio da Pena, mas o tempo não me permitiu, pois só na Quinta da Regaleira, gastei umas boas horas. Uma dica: Assim que descer em Sintra e sair da estação de metro da região, haverá vários guias oferecendo passeios, planos etc. Caso preferir explorar a região por conta própria, saiba que é possível e prático: Procure as linhas de ônibus 434 e 435 (estão espalhadas pela região): elas levam às atrações da cidade; mas, atenção: cada ônibus vai a uma área; assim, para ir a Quinta, é preciso pegar o ônibus 435; para ir ao Palácio da pena, o 434. Na compra da passagem, os motoristas, que são bem prestativos, irão detalhar tudo. E, após a compra, o passageiro ganha um mini guia da região para se orientar. É tudo bem tranquilo. Obs.: Ao escolher o ônibus e pagar a sua passagem, ela será valida por um tempo determinado. Assim, é possível descer em uma atração, passar um tempo nela, e, depois, ir novamente à linha de seu ônibus, para pegá-lo sem pagar de novo a sua entrada. Dica: As atrações de Sintra também não são muitos distantes uma das outras (ex.: da estação da região, à Quinta, a pé, faz-se em aprox. 15 min.). Portanto, ao optar pelo ônibus 434, que segundo o motorista que me orientou lá, faz a maioria das atrações, é possível ir nas atrações que somente o 435 atende, a pé. Em suma, passei apenas uma manhã e uma tarde em Sintra, e a experiência foi maravilhosa. Obs.: Não deixem de provar os famosos doces da região, são divinos! Abaixo seguem algumas fotos: Estação dos Restauradores Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira Palácio Nacional de Sintra Quinta da Regaleira Quinta da Regaleira No centro de Sintra. (Ao lado desse café, há alguns restaurantes, e um em particular, de esquina, vende travesseiros e queijadas DELICIOSAS! Recomendo. Continua...
  8. Boa tarde pessoal, Eu e e minha esposa vamos viajar ano que vem (ou primavera ou outono) e gostaríamos de conhecer Portugal e Espanha. Acontece que não gostamos muito de visitar museus e igrejas/catedrais (já fizemos muito isso eu outros países), nós gostamos mais de belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia. Então pensei em pedir essa ajuda a vocês, que tanto já me ajudaram com dicas. Sei que esse é um pedido já batido aqui no site mas, gostaria de ter uma ideia pra poder montar um roteiro não convencional (Lisboa, porto, Madrid, Barcelona...) Gostaria de dicas de cidades e lugares que se enquadre nas características que citei acima: belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia... Muito obrigado!!!😀
  9. Olá mochileiros! Fizemos mais uma viagem para o velho continente e desta vez, vou fazer diferente. Ao invés de colocar os relatos de custos e locais onde ficamos, primeiro vou deixar as imagens. Logo mais, conforme as perguntas, vou postando os relatos.
  10. Boa tarde, Vou para a Europa em Agosto ( saindo de SP dia 16/08) e gostaria de dicas sobre alguns lugares pra visitar e a quantidade de dias para cada local. A viagem será de 22 dias no total, e as cidades que pretendo visitar são: Dubrovnik, Hvar, Zagreb, Budapeste, Praga, Munique, Ibiza, Barcelona. O que recomendam na Áustria? Quais sugestões? Valeu galera!
  11. Farei um mês de intercâmbio em Barcelona e pretendo mochilar nas duas semanas seguintes (meu vôo de volta parte de lá também). Devo me aventurar pela Catalunha e sul da França ou Portugal e sul da Espanha?
  12. Acima de tudo, antes de saber o que fazer em Barcelona, entenda que estamos falando de uma cidade com personalidade própria. Acima de tudo é preciso saber que você estará visitando mais do que uma cidade da Espanha – Você esta visitando a capital da Catalunha! Portanto, o idioma aqui não é o castelhano, o prato típico não é a paella e muito menos é a terra da dança Flamenca. Sobretudo, na cabeça de grande parte dos catalães, você esta em um outro país. Bem vindo a louca Barcelona!! Então, vamos embarcar nessa viagem? Confira o conteúdo completo aqui: https://naviagemdeviajar.com.br/o-que-fazer-em-barcelona/
  13. Boa tarde pessoal, Eu e e minha esposa vamos viajar ano que vem (ou primavera ou outono) e gostaríamos de conhecer Portugal e Espanha. Acontece que não gostamos muito de visitar museus e igrejas/catedrais (já fizemos muito isso eu outros países), nós gostamos mais de belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia. Então pensei em pedir essa ajuda a vocês, que tanto já me ajudaram com dicas. Sei que esse é um pedido já batido aqui no site mas, gostaria de ter uma ideia pra poder montar um roteiro não convencional (Lisboa, porto, Madrid, Barcelona...) Gostaria de dicas de cidades e lugares que se enquadre nas características que citei acima: belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia... Muito obrigado!!!😀
  14. Boa noite pessoal, Pretendo fazer uma viagem para a Europa, mas estou com dúvida no roteiro, ao total da viagem, desde a saída até a volta ao Brasil irão ser 15 dias, estou querendo conhecer Madri, Barcelona e Paris, dedicando 3 dias inteiros para elas, sem contar os deslocamentos. Vendo posts aqui no blog mesmo, me surgiu a dúvida se é viável ou são poucos dias para cada cidade, será minha primeira vez a Europa e estou cheio de dúvidas, segue roteiro: Dia 01 - SP > Madri Dia 02 - Chegada em Madri Dia 03 - Madri Dia 04 - Madri Dia 05 - Madri Dia 06 - Madri > Barcelona Dia 07 - Barcelona Dia 08 - Barcelona Dia 09 - Barcelona Dia 10 - Barcelona > Paris Dia 11 - Paris Dia 12 - Paris Dia 13 - Paris Dia 14 - Paris > SP Agradeço a ajuda, obrigado! **Ainda não sei as datas de viagem, estou cotando para setembro/2019.
  15. Boa noite pessoal, Eu e e minha esposa vamos viajar ano que vem e gostaríamos de conhecer Portugal e Espanha. Acontece que não gostamos muito de visitar museus e igrejas/catedrais (já fizemos muito isso eu outros países), nós gostamos mais de belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia. Então pensei em pedir essa ajuda a vocês, que tanto já me ajudaram com dicas. Sei que esse é um pedido já batido aqui no site mas, gostaria de ter uma ideia pra poder montar um roteiro não convencional (Lisboa, porto, Madrid, Barcelona...) Gostaria de dicas de cidades e lugares que se enquadre nas características que citei acima: belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia... Obrigado pessoal e boa viajem a todos!!😀
  16. 📷 Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/roteiro-sevilha/ A Espanha fica tão pertinho de Portugal que já estávamos há um tempo ansiosos por cruzar essa fronteira ibérica! O destino escolhido para a primeira viagem aos vizinhos foi Sevilha, capital da Andaluzia, no sul da Espanha! Sem maiores expectativas, achei que seria só mais uma cidade fofinha, mas surpreendentemente, foi amor a primeira vista! O trajeto entre Lisboa e Sevilha demora (descontando as paradas) por volta de 4h30, com estradas boas e pedágios só em Portugal. E foi só chegar no centro histórico da cidade que já comecei a me empolgar com as ruelas estreitas e a arquitetura dos prédios. É bem complicado encontrar vagas nas ruas do centro, muitas são só para residentes e as que não são, raramente estão disponíveis. O jeito é mesmo estacionar um pouco mais afastado. Apesar de ser uma cidade bem segura, fomos orientados a tirar tudo do carro (tudo mesmo, até uma caneta ou uma moeda de 0,2€!) e deixar o porta-luvas aberto. Seria um sinal de “aqui não tem nada pra roubar”. Nós ficamos 4 dias (2 inteiros + os da ida e da volta). A ideia era em um deles fazer um bate-volta em Córdoba, mas gostamos tanto de Sevilha que decidimos curtir a cidade com calma! E com o calorão de agosto, foi a melhor opção, já que paradinhas para cervezas e helados se tornaram um tanto frequentes. Sevilha é uma cidade espanhola, mas sua essência é claramente árabe! Depois de ter passado pelo domínio de vários povos, especialmente os romanos, os mouros ocuparam a região e detiveram o poder por oito séculos, até serem expulsos pelo rei Fernando III, que cristianizou o território. Mas foi só sair do Airbnb onde estávamos hospedados e dar alguns passos em direção ao centro histórico que já começaram a aparecer os primeiros sinais do passado mouro de Sevilha. É especialmente no bairro de Santa Cruz, a antiga juderia, que se notam azulejos em coloridos padrões geométricos, casas e hotéis com pátios árabes e aromáticas lojas de temperos e ervas. É uma atmosfera diferente, e a maior vontade é de simplesmente andar sem rumo por suas tortuosas ruas. Inevitavelmente a gigantesca Catedral de Sevilha vai surgir por entre as callese plazas. É uma das maiores construções religiosas do mundo e sua versão, hoje católica, foi construída sobre uma antiga mesquita. Essa mistura do islã com o cristianismo ocidental fica evidente na torre anexa à igreja, a La Giralda, um dos cartões postais da cidade. E pra imergir de vez na herança muçulmana de Sevilha é só adentrar o complexo de jardim e palácios reais batizado de Real Alcazar. Na verdade há uma mistura de estilos arquitetônicos nos diversos ambientes que compõe o conjunto, mas as salas árabes, com todos aqueles detalhes do chão ao teto, arrancam os mais maravilhados suspiros! Os jardins também encantam, mas é preciso ter tempo para percorrê-los com a calma que merecem. É também dessa mistura de povos, entre eles árabes, judeus e ciganos, que surgiu, na região da Andaluzia, o mais tradicional estilo musical espanhol: o flamenco! Tanto a dança quanto o canto, acompanhado das batidas fortes das guitarras, são intensos, daquele tipo de experiência que arrepia os pelinhos do braço e faz o coração pulsar mais forte! Não dá pra descrever Sevilha sem falar do seu cartão postal, a Plaza de España! Criada pelo arquiteto Aníbal González para a Exposição Ibero-americana de 1929, ela pode até ser um ponto turístico fabricado, com seu canal artificial e charretes carregando turistas levemente desinteressados, mas é absolutamente deslumbrante! Ao longo do edifício semi-circular, diversos painéis de azulejos detalhadíssimos representam todas as províncias espanholas. Em seu interior tudo é ricamente ornamentado, das paredes à escadaria. Do piso superior tem-se uma dimensão mais ampla da praça, que inundada pelo dourado do fim do dia fica ainda mais mágica! A praça fica na verdade dentro do Parque de María Luisa, cheio de fontes e cantinhos aconchegantes para uma paradinha relax. Os Jardines de Murillotambém são uma opção agradável para estar em meio à natureza e à vida cotidiana dos Sevilhanos. Já às margens do Guadalquivir, a Torre del Oro é o ponto turístico, mas o mais gostoso mesmo é o caminho até lá, uma caminhada pelo Paseo de las Delicias,que pode incluir uma paradinha em um dos bares beira-rio. E se até agora tudo parece muito harmonioso, uma estranha e gigante estrutura de madeira bem no centro histórico quebra bruscamente os padrões. É o Metropol Parasol ou Las Setas (os cogumelos), de onde se tem uma vista 360º de Sevilha! O valor da entrada inclui um pequeno desconto na consumação do bar no topo. Não é uma má ideia terminar o dia brindando o pôr-do-sol com uma cerveja artesanal espanhola. A Espanha é o paraíso das tapas! Em Sevilha elas são geralmente baratas e bem servidas. Não há programa mais local do que escolher uma mesa pelas praças e calçadas para tapear, acompanhado de uma cerveja ou uma jarra de sangria. É particularmente bom para vegetarianos, já que há muitas boas opções sem carne (embora o jamón seja uma paixão nacional). Tive duas paixões gastronômicas que salivantemente recomendo: as tortillas de patata e o gaspacho. Sim, a ideia de uma sopa fria de tomate e outros vegetais parece no mínimo questionável, mas acredite, é maravilhoso! Sevilha é também muito conhecida pelas touradas, mas como essa é uma prática que eu abomino, não assisti à nenhuma e nem visitei a Plaza de Toros. Não sou do tipo que impõe meus princípios por aí, mas sugiro pesquisar um pouquinho sobre essa prática, que traz tanto sofrimento aos animais, antes de decidir financiá-la. Sevilha me conquistou! Por sua cultura, sua história, pela simpatia de seu povo e claro, pelo estômago! 📷 Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/roteiro-sevilha/
  17. Ola Pessoal, eu e uma amiga vamos fazer uma viagem de carro na espanha. Queremos sair de Pamplona e seguir pelo litoral, indo de San Sebastian ate Santiago de Compostela. O total de horas, se fossemos de uma vez, seria 11 horas, mas queremos aproveitar as cidades e queria ajuda com os dias em casa. Sabemos que algumas da pra se fazer em poucas horas mas outras merecem mais. Se puderem me ajudar ficaria muito grata. Pamplona San Sebastian Zarautz Guernica Biscaya Bilbau Santander Gijon Ribadacela (ou Oviedo/Ponferrada, Lugo, Santiago tambem eh considerado) Lugo Santiago de Compostela Desde ja agradeco
  18. Olá Pessoal, Gostaria de uma ajuda, estou tentando planejar minha primeira viagem pra Europa. A única época que tenho pra viajar é Dezembro (final) e janeiro. Sim, no inverno. Não existe possibilidade de ir em outra época. Estava ontem começando a estudar um roteiro de cidades e dias, acabei pensando nesse roteiro abaixo. Mas ainda tenho dúvidas se fica razoável, se fica muito corrido, difícil ou impossível rs. Saída do RJ para PORTUGAL dia 27/12 (Nada certo ainda. Data possível) Então pensei : Lisboa - 4 dias Coimbra - 1 dia Fátima - 1 dia Obs: Contei esse 1 dia em Coimbra e Fátima não porque pretendo me hospedar lá mas por provavelmente usar quase o dia todo entre trajeto de ida e volta e visitação. ESPANHA Madrid - 3 dias Toledo - 1 dia (daqui já com mochila direto pra barcelona no fim do dia) Barcelona - 4 dias FRANÇA Paris - 4 dias Não incluí os dias de deslocamento entre um país e outro. O deslocamento entre os países até então estou dando preferência para Trem. O que vocês acham? Agradeço qualquer ajudinha.
  19. Cidade entre as mais visitadas da Europa, Barcelona é um destino que reúne atrações para todos os tipos de público. Praiana, efervescente, cultural, se perder por suas ruas é encontrar a cada esquina, uma feira, espetáculo, uma obra de arte. Em um lugar com tantas opções é difícil escolher para onde ir e, principalmente, encontrar lugares que transmitam a identidade local sem estarem abarrotados (só) de turistas. Se você quer dar um passo além nessa eclética cidade e sair dos clichês, eu tenho aqui uma lista! Continue lendo em: https://noroteiro.com.br/5-lugares-barcelona-alem-cliches/
  20. Vou fazer um mochilão em maio e gostaria de saber se alguém que já fez esse tipo de viagem deixou para comprar as passagens de um país para o outro só no destino, optei pelos transportes internos de avião pois o tempo é curto em cada país, então queria saber se da para arriscar comprar a passagem direto no aeroporto ou se é melhor já comprar antes?
  21. Olá pessoal, tudo bem? Eu e minha família estaremos viajando para a Europa (será a primeira vez minha e da minha irmã) esta semana. Gostaria de saber dicas de restaurantes, baladas, barzinhos e aqueles lugares imperdíveis (seja por garantir fotos incríveis, ou por experiências legais). Segue o nosso roteiro abaixo. Ahhh, sabem algum site que divulga a programação local? 12 a 16/10 - Barcelona 16 a 21/10 - Paris 22 a 26/10 - Roma 26 a 30/10 - Madrid Obrigada! 😃
  22. Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/3diasembarcelona/ Três dias é pouco para conhecer tudo que a jovem e cultural Barcelona tem a oferecer, mas quando não há escolha, o jeito é fazer caber! É possível conhecer as obras clássicas de Gaudí (na minha opinião, a melhor parte), ver uma apresentação de flamenco, experimentar a culinária local, visitar museus fantásticos e até pegar uma prainha! Barcelona é a capital da Catalunha, região da Espanha com cultura e identidade próprias e até um idioma diferente do espanhol, o catalão (que aliás, se parece muito mais com o francês). Os catalães buscam insistentemente a independência total da região, fale com um deles e você perceberá isso em frases como “não sou espanhol, sou catalão”. A cidade não tem um custo tão elevado se comparado a outras grandes cidades européias, como Londres e Paris, e conta com um eficiente sistema de transporte público. Como é comum na Europa, o principal perigo por lá são os pickpockets, fique bem esperto com bolsas e carteiras! Dia 1 Começamos pelo Park Guell, na parte alta da cidade (não se preocupe, tem escadas rolantes pra chegar até lá!), um complexo construído por Gaudí que originalmente seria um condomínio em meio a natureza, mas por falta de interessados acabou virando atração turística, inclusive declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO. Uma das casas terminadas tornou-se moradia do arquiteto no período de construção, hoje é um museu com alguns móveis usados -e criados- por ele. Essa atração é paga a parte. O lugar é totalmente orgânico e colorido, marcas registradas das obras de Gaudí. Muitas áreas, incluindo a famosa escultura da salamandra, são revestida por mosaicos coloridos, uma técnica chamada trencadís. Tudo ali tem uma inteligentíssima razão funcional, sem deixar de encantar pela beleza! Como se não bastasse tanta coisa linda pra ver lá dentro, a vista nas partes mais altas, voltada para o mar, também é espetacular! Endereço: Carrer d’Olot, s/n, 08024 Barcelona / Metrôs Vallcarca ou Lesseps, linha 3 – verde Horários: Variam de acordo com as estações. http://www.parkguell.cat A próxima parada foi o Museu Picasso, uma coleção incrível, que vai muito além do cubismo, em sua maior parte doada por Jaime Sabertés, amigo do artista. Alguns pontos altos são a série Las Meninas e as telas dos períodos azul e rosa. O prédio gótico onde fica o museu é uma atração a parte! Infelizmente estávamos com pouco tempo e não era permitido fotografar, então não tenho muitos registros, mas vale demais a visita! Endereço: Montcada 15-23, 08003 Barcelona / Metrô Jaume I, linha 4 – amarela Horários: De terça a domingo das 09:00 as 19:00 / Quintas das 09:00 as 21:30 / Fechado as segundas. http://www.museupicasso.bcn.cat Pra encerrar a noite fomos ver um show de flamenco, simplesmente fantástico!!! Entre tantas opções, escolhemos o Restaurante Nervion, ali mesmo pertinho do museu, o lugar é simples mas acolhedor e o valor pago inclui além do show, um jantar com entrada, prato principal e sobremesa. Dia 2 Visitamos a Fondació Joan Miró, um enorme museu com quadros, esculturas, tapeçaria entre outras obras compondo a maior coleção do artista catalão. O lugar fica no Parc de Montjuïc, uma montanha com diversas outras atrações, mas como não parou de chover, ficamos só pelo museu mesmo! Também não tenho muitos registros pois não era permitido fotografar. Fundação Joan Miró Endereço: Parc de Montjuic, 08038 Barcelona Horários: Variam de acordo com os dias da semana / Fechado as segundas. http://www.fmirobcn.org Seguimos para a Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, outra magnífica obra arquitetônica de Gaudí encomendada por Pere Milà e fortemente criticada na época. O prédio fica localizado no famoso Passeig de Gràcia, a fachada sinuosa com varandas em ferro forjado se destaca em meio as outras construções mais convencionais. Dentro do prédio é possível visitar um dos andares com os cômodos mobiliados como uma casa da época de sua construção, 1906. O último andar é uma exposição permanente com obejtos, desenhos, maquetes e audiovisuais que mostram algumas das obras de Gaudí e suas técnicas. O terraço é a parte mais esperada, mas infelizmente por causa da chuva não pudemos subir. Casa Milà / La Pedrera Endereço: Passeig de Gràcia, 92. 08008 Barcelona Horários: Segunda a Sexta das 09:00 as 18:00 / Sábados, domingos e feriados das 10:00 as 14:00. http://www.lapedrera.com Ainda do espírito Gaudí, fomos conhecer a Casa Batlló, uma verdadeira obra de arte em forma de prédio, não dá pra não sair de lá maravilhada com a genialidade do arquiteto! Conto sobre ela em detalhes aqui neste post! Fomos num bar de tapas ali pertinho experimentar a famosa iguaria nacional, que é na verdade uma entradinha ou comidinhas em pequenas porções. A variedade é imensa, quentes ou frios, com queijos, presuntos ou conservas… combinam direitinho com uma cerveja ou uma cava, o vinho espumante espanhol. Não me lembro o nome do lugar, mas certamente não vai ser difícil encontrar um desses onde você estiver! Dia 3 Começamos o dia pela parte mais esperada da viagem, o Templo Expiatório da Sagrada Família, obra-prima ainda inacabada de Gaudí e cartão postal de Barcelona. A basílica que começou a ser construída em 1882 teve seu projeto modificado algumas vezes, passando do neogótico ao modernismo catalão, movimento da qual Gaudí fazia parte. Ele a construiu inspirado em uma floresta, o que é visível nos detalhes de seu interior todo branco, ladeado por vitrais que inundam o espaço com cor e vida. O projeto conta com 3 fachadas, a da Glória, a da Paixão e a da Natividade, sendo que as duas últimas já estão terminadas e são fantásticas, com estilos bem diferentes. Se tiver tempo (não foi nosso caso), ainda é possível subir em uma das torres e ter uma vista linda da cidade. No subsolo há uma área que conta um pouco da história do lugar. Eu não sou católica e preciso dizer que foi a primeira vez que entrei em uma igreja e senti paz, me senti realmente bem em estar ali, acho que o objetivo foi cumprido! O plano é que a obra fique pronta em 2026, no ano do centenário de seu criador, mal posso esperar para visitá-la outra vez! Sagrada Família Carrer de Mallorca, 401, 08013 Barcelona / Metrô Sagrada Família, linha 5 – azul ou 2 – lilás Horários: Variam de acordo com as estações. http://www.sagradafamilia.org O próximo ponto foi Barceloneta, o bairro de pescadores junto a praia. O tempo estava bem feio então foi só uma parada rápida e uma caminhadinha na orla. Alguns pontos marcantes são a escultura da artista alemã Rebecca Horn, conhecida como Los Cubos, mas que originalmente se chama L’Estel Ferit e o Hotel W Barcelona, uma construção moderníssima que se destaca na paisagem. Seguimos para Las Ramblas, a avenida mais famosa de Barcelona, que divide os bairros El Raval e Barri Gòtic, bonita e lotada de turistas! Em sua extensão ficam lojas, bares, restaurantes e ícones turísticos como o Mercat de La Boqueria, o mercado municipal, queríamos conhecê-lo mas estava fechado. O mosaico Pla de l’Os, de Miró também é um destaque no passeio. Entramos no Bairro Gótico, uma das regiões mais antigas da cidade, com diversas construções arquitetônicas no estilo gótico, é claro! A janta foi no Les Quinze Nits, na Plaza Real, não se assuste com o aspecto fino do restaurante, os valores são super acessíveis, e a comida é ótima! Lá por perto encontramos o Milk, um bar/restaurante super diferente, com uma decoração meio retrô, uns sofás, bem agradável… por lá terminamos a noite (e a viagem) tomando uma cava pra nos despedir em grande estilo de Barcelona. Para ir até o aeroporto usamos o Aerobus, como estávamos perto de um dos pontos por onde ele passa e não tínhamos muitas malas foi a opção ideal e mais econômica, o valor hoje é de 5,90 €. Como estávamos em 5 pessoas, alugamos um apartamento ótimo e baratíssimo pelo Airbnb, entre a Plaza de España e a Avenida Diagonal, uma boa localização para conhecer a cidade usando o metrô. *Valores e outras informações atualizados em Fev/2016 Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/3diasembarcelona/
  23. Visitar Barcelona é, entre outras coisas, imergir profundamente no mundo colorido e orgânico de Gaudí. O arquiteto catalão nasceu em Reus e passou a maior parte de sua vida em Barcelona, onde deixou um grande legado de obras modernistas, sempre inspiradas em elementos encontrados na natureza. Suas técnicas normalmente fugiam do convencional para época, como por exemplo o uso da maquete invertida em que ele utilizava correntes e cordas com pesos nas pontas e através de um espelho via a imagem invertida. Além é claro, dos mosaicos coloridos feitos com fragmentos de cerâmica ou vidro, sua marca registrada. A casa Batlló, patrimônio mundial da UNESCO, foi algo que me deixou perplexa, nem com toda pesquisa feita antes de ir pra lá imaginava que pudesse ser algo tão incrível! É caro, muito caro (21,50€) e talvez isso faça muita gente desistir, mas sinceramente recomendo guardar uns eurinhos a mais e ter essa experiência. PS. A casa é tão incrível que serviu de inspiração para os cenários do Castelo Rá-tim-bum! O edifício construído em 1877 fica no bairro modernista de Barcelona, no Passeo de Grácia, uma das avenidas mais famosas da cidade. Foi reformado por Gaudí entre 1904 e 1906 a pedido do proprietário, Don José Battló Casanovas. A princípio a ideia era demolir todo o prédio e recomeçar do zero, mas no fim acabou sendo “apenas” uma reforma. Há vários mistérios em relação aos simbolismos utilizados pelo arquiteto, a teoria mais famosa é de que o telhado, com suas escamas coloridas representa um dragão, que ao lado da cruz, homenageia São Jorge. Os balcões da fachada tem formatos que se assemelham à crânios, e por isso o conjunto ganhou o apelido de “casa dos ossos”. Fomos em uma chuvosa e fria noite de novembro e tivemos que encarar uma pequena fila (mas é possível comprar pela internet, o que não fizemos!). Ao entrar você recebe um áudio-guia que faz toda a diferença na visita, dê o play e viaje com as explicações e ambientações de cada cantinho da casa. A visita começa no térreo, onde já é possível perceber que Gaudí se inspirou totalmente nos elementos marítimos e nas características de diversos animais. Não há um elemento reto na casa, desde os objetos até as paredes cuja textura lembra escamas de peixe. O corrimão da escada de carvalho que leva ao andar nobre sugere a espinha dorsal de um grande animal. Os vasos são peças de Pujol I Bausis ceramista. As portas e janelas, todas com formatos orgânicos, são feitas de madeira e vidro, sendo a parte de cima ornamentada com vitrais coloridos que dão um efeito incrível. Gaudí se preocupou muito para que a casa recebesse bastante iluminação natural, para isso fez aberturas estratégicas em alguns locais e trabalhou as portas com vidros foscos, para que a luz passasse de um ambiente para outro sem perder a privacidade. No andar principal há uma curiosa lareira em cerâmica com formato de cogumelo que foi contruída onde antes era o escritório. José Battló pediu que ela tivesse bancos confortáveis para que a família desfrutasse do espaço em dias frios. O salão principal é uma das partes mais interessantes, o teto, todo retorcido, sugere o movimento da água e o lustre central simboliza uma água-viva. A enorme janela tem vista para a badalada avenida. Pensando na questão do arejamento, Gaudí criou um esquema simples e genial de abertura de ventosas localizadas abaixo das portas para entrada regulada do ar (quase que como um ar condicionado da época). No pátio externo há uma fonte e um colorido jardim de cerâmica, feito com as sobras da fachada. Mas como estava chovendo bastante, não conseguimos aproveitar muito as partes externas da casa. O pátio interno é todo coberto por azulejos em diferentes tonalidades de azul, com tons mais claros nos andares baixos, onde há menos entrada da luz e tons mais escuros nos andares altos, além disso as janelas também seguem esse conceito, sendo maiores nos andares inferiores e menores nos superiores. Neste local é possível perceber totalmente a inspiração de Gaudí nos ambientes marinhos, vidros irregulares dão a sensação de estar embaixo d’água. No último andar, chamado de águas furtadas, todas as paredes tem uma coloração verde água, os arcos parabólicos catenários que sustentam o terraço tem o formato de costelas e projeções representam o que funcionava nos locais. No fim, um vídeo bastante lúdico mostra todo o encanto da casa que acabamos de visitar. No terraço há um conjunto de chaminés decoradas com mosaicos de cerâmica e o suposto dragão. Além de todo o trabalho estético e arquitetônico, Gaudí também desenhou a fonte usada nos números das portas, projetou detalhes como as maçanetas (que eram feitas para encaixar anatomicamente na mão) e criou diversos móveis, como estas cadeiras expostas no fim da visita. Dicas úteis: Site oficial: http://www.casabatllo.es Valor: Adulto 21,50€ | Estudante 18,50€ | Crianças -7 anos não pagam (outros valores no site) Horário: Todos os dias, das 09:00 às 21:00 (Entrada até as 20:00) Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/por-dentro-da-surreal-casa-battlo-de-gaudi/
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