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  1. Olá, pessoal! Faz um tempinho que não deixo um relato por aki, mas gostaria de mais uma vez colaborar com vcs, desta vez falando sobre a minha primeira eurotrip!!! Isso aí, finalmente consegui conhecer a tão sonhada Europa e posso dizer que foi incrível demais!!! Quem já acompanhou alguns relatos meus por aki sabe que amo viajar mas sempre de forma super, mega, ultra econômica...rsrs... e desta vez não foi diferente Comecei a planejar minha viagem quase 1 ano antes e posso dizer sem sombra de dúvida que foi a melhor coisa que fiz na vida, pois viajar para o velho continente é caro, ao menos para nós pobres viajantes que não podemos estar sempre por lá, ainda mais com essa disparada do euro, né gente?! Eu escolhi muitas cidades e países para um tempo não muito longo, foram 28 dias, mas como eu disse anteriormente a gente tem que pensar que não é sempre que se vai a Europa...rsrs... sei que tem muita gente que adora criticar quem coloca várias cidades de uma vez em um roteiro, mas posso dizer que apesar de ser realmente cansativo eu não me arrependo de nada e digo, se vc acha que dá, se vc como eu não pode estar sempre viajando pra longe assim, vá... ouça seu coração, seu instinto e apenas vá! Daí tem aquela frase mas a Europa vai continuar lá, pra isso tudo assim? pq eu não tenho grana pra juntar o tempo todo né...rsrs...enfim, sem mais delongas vamos ao roteiro que ficou assim: Viajei no dia 30 de Maio e comprei minhas passagens 10 meses antes, exagero né? Que nada, sou dessas...rsrs! Paguei o valor de R$1.984,00 pela Tap com ida e volta por Salvador, apesar de morar no Rio, por lá saia mais barato e como eu tinha alguns pontos pela multiplus não gastei com valor da passagem interna Rio x Salvador. Então meu vôo foi Salvador x Paris x Salvador e o retorno foi no dia 27 de Junho! Também fiz um seguro viagem pela Allianz (30 dias) por R$245,34, pois consegui um desconto de 40% com um código do Melhores Destinos. Eu estava bem nervosa, pois sempre existe aquele frio na barriga devido a imigração, no caso seria por Lisboa, eu escolhi a Tap justamente por ter conexão la e como não falo inglês, somente o basicão...rsrs... achei melhor chegar por lá, mas foi bem tranquilo, muito mesmo! Eu viajei com mais 4 amigas que conheci aqui pelo mochileiros, eu coloquei aqui que iria viajar e gostaria de cia...então foi bem legal viajar com as meninas. Cheguei por lisboa com uma delas e o cara da imigração não perguntou nada, mas nada mesmo! Levamos uma pastinha com tudo caso ele pedisse e ele apenas pediu o passaporte e nos disse "podem entrar" eu nem acreditei...rsrs! Estava na Zoropa!!! Sobre os euros, bom eu coloquei uma média de 23€ para gastos com alimentação e lembrancinhas. Sei que muita gente vai falar, impossível, como assim só isso? Mas deu e até sobrou, acreditem! Claro que eu levei separado os valores para os transportes internos, ingressos e hospedagens que ainda faltavam pagar, mas a maioria das coisas eu já havia pago e isso me deu muita tranquilidade. Levei no total 1.050€ e também 100£ para 3 dias em Londres e também sobrou...rs! Meu roteiro completo foi: 31 a 04 Paris 05 a 07 Londres 08 Bruges e Bruxelas 09 Amsterdam 10 Fussen 11 Hallstatt 12 Veneza 13 Verona 14 Milão 15 a 16 Florença / Pisa / San Gigminano 17 a 18 Roma 19 a 21 Zakynthos 22 Atenas 23 Santorini 24 Roma (novamente) 25 Lugano 26 a 27 Lisboa e retorno ao Brasil Vou tentar passar pra vcs os valores e quanto custou este meu mochilão, falando nisso, eu viajei com uma mochila de 70l, que despachei, e uma mochila menor, essas pra note mesmo, pra levar no avião com minhas coisas pessoais e importantes. Os gastos são referentes ao dinheiro que levei, o que eu não incluir é pq já havia pago antecipadamente. Bom, como eu disse antes, fiz o planejamento bem antecipado e vcs verão que isso é muito importante pois me ajudou muito a não só economizar bastante, como também estudar as cidades e lugares que gostaria de conhecer e me sentir segura ao andar por lá. Dia 01 - Paris A imigração foi tranquila, os vôos não atrasaram e como eu tinha conexão de 3h em Lisboa, aproveitei para ir ao setor de desembarque para comprar um chip da Vodafone, pois havia lido sobre alguns e vi que este seria o melhor custo benefício e me atendeu super bem, não precisei gastar mais nada com internet e olha que eu usava muito o google maps!! O chip custou 10€ e possuia 3gb de intenet com rede sociais e whatsap ilimitados + 500min de ligações dentro da europa, mas não utilizei as ligações, aconselho vc a sair pra comprar se tiver um bom espaço de tempo, pois a fila na loja era bem grande!! Cheguei por volta das 18h em Paris, no aeroporto de Orly e encontrei as outras meninas no aeroporto e já aproveitamos para comprar Museum Pass de 4 dias, que custou 62€ e com ele poderíamos visitar todos os museus sem nos preocupar com filas ou em comprar outros ingressos, gostei muito e acho que vale demais pra economizar tempo e dinheiro. Do aeroporto pegamos o Orlybus, que custou 8,40€ e descemos no ponto final, na estação Defense Rousseau onde aproveitamos para fazer o cartão Navigo, para quem não sabe esse cartão vale muitooooo a pena e vou explicar como funciona: Ele vale de segunda a domingo e vc coloca uma carga de 22€ e gasta mais 5€ para pagar pelo cartão, vc pode utilizar no metrô, ônibus, tram e até no Orlybus, como no aeroporto de Orly não vende, pagamos pelo ônibus na nossa chegada, mas fizemos o cartão na primeira estação de metrô. Vc deve também levar uma foto para colar no cartão e escrever seu nome. Lembrando que vale de segunda a domingo e vc pode usar também para ir a Disney e ao palácio de Verssalles! Pra vc ter uma idéia, só o ticket de ida e volta pra Disney custa uns 15€ e pra Verssalles se não me engano uns 8€, então só de vc não se preocupar em pegar o metrô ou bus errado ou com o tempo de val do bilhete ou até a zona em que está, acho muito útil e econômico! Vc pode ficar com o cartão e pode recarregar em uma outra vez que estiver lá! Como era nosso primeiro dia nos enrolamos um pouco no metrô...kkk... mas chegamos no hostel!!! Fiz reserva pelo Airbnb e ele ficava uns 10min do metrô, mas tinha ponto de ônibus em frente que passava na porta do Louvre, por exemplo. Esse hostel foi muito barato, apenas 11,50€ a diária e era um apto com umas 14 camas, mas era espaçoso e limpo. Vc não podia ficar no quarto de 11h as 20h mas isso não foi problema pra gente, já que saíamos cedo e voltávamos tarde...rs! Lá perto tinha uma pizzaria onde comemos todos os dias, pois era barata e gostosa, tipo uma pizza grande custava uns 6€ e sempre comprávamos 2 ou 3 e rachávamos o valor, então por 5 pessoas saia bem em conta. No hostel não tinha café da manhã, e pra economizar comprávamos coisas no mercadinho pro dia seguinte e deu super certo! Neste primeiro dia não fizemos nada, tentamos ir a Torre, nos perdemos e voltamos pro hostel antes do metrô fechar....kkkk! Chegamos por volta de 01h da manhã e no dia seguinte tinhamos reservado pra ir a Disney!!! Gastos do dia: Chip Vodafone = 10€ Ônibus Orly = 8,30€ Museum Pass = 62€ Navigo Decouvert = 27,80€ Pizza + bebida / 4 = 3,90€ Água de 1,5L = 1€ Café da manhã / 4 = 1€ Total: 114€ Dia 02 - Paris Este dia reservamos para conhecer a Disneyland e já havíamos comprado nossos ingressos pelo site, custou 62€ 1 dia nos 2 Parques e valeu demais a pena!!! Aconselho a comprar antes, pois na hora é mais caro! Pra quem tem dúvidas, dá pra fazer 2 parques em 1 dia sim... é cansativo, mas dá!! E por favor, não deixem de ficar pra ver o show Illumination... é lindo demais! Dei uma passada na loja Disney e queria levar tudo...hahaha! Mas como eu tinha um orçamento a manter e ainda estava no início da viagem, comprei apenas 2 chaveiros e 1 Imã de geladeira...pois são coisas que gosto muito de colecionar! Esse dia foi mega cansativo, estávamos acabadas no final do dia e caiu uma chuva de nos deixar enxarcadas....rsrs... mas foi bem divertido e isso de maneira alguma nos desanimou. Na hora de ir embora acabamos seguindo a multidão errada e demoramos a encontrar o lugar pra pegar o trem de volta, quase perdemos o último, mas no final deu tudo certo e foi só risada depois dos perrengues...rs!! Na volta, já de madrugada passamos na nossa pizzaria e depois voltamos pro hostel mega cansadas, porém felizes! Gastos do dia: 2 Chaveiros Disney Paris = 11,98€ 1 Imã de geladeira = 5,99€ Pizza + bebida / 4 = 4,80€ Café da manhã / 4 = 1,30€ Total: 24,07€ Dia 03 - Paris Neste dia acordamos um pouco além do horário que gostaríamos, mas deu pra fazer muita coisa. Esse foi o dia reservado para conhecer alguns museus e pontos da cidade, além claro, da Torre Eiffel!!! Nossa primeira parada foi lá mesmo e foi bem emocionante vê-la de perto e a ficha finalmente cair...rs Bom, depois de tirar milhares de fotos da torre no trocádero, seguimos para conhecer o Museu Rodin, Museu d'Orsay, Museu dos Inválidos e Tumba de Napoleão (tudo usando o Museum Pass e sem fila), Ponte Alexandre III e também passamos em frente ao Petit Palais e Gran Palais. Depois seguimos em direção ao Arco do Triunfo, mas não subimos por estarmos extremamente cansadas...rs, mas ele é bem maior do que eu imaginava! Ficamos alí mesmo pela Champs Elysee e almoçamos no McDonald's, e foi bem baratinho... um trio por menos de 6€!! Depois voltamos pra Torre, pois haviamos comprado os ingressos pra subir perto do pôr do sol... e vale muito a pena comprar antecipado, pois as filas são enormes!! Ficamos até escurecer e no final do dia estávamos destruídas, mas contentes por ter feito muita coisa e o dia ter rendido bastante! Gastos do dia: 2 imãs de geladeira = 5€ 1 Trio McDonald's = 5,65€ Mercado = 6,15€ Café da manhã / 5 = 1,05€ Total: 17,80€ Dia 04 - Paris Acordamos cedo, pois este seria o dia de conhecer Verssalles!! Como estávamos lá no período de greve dos trens, esse foi o único dia q nos preocupamos mais, pois achamos q nem rodaria o RER mas ele estava passando, só que com intervalos maiores e esperamos uns 40min e isso nos atrasou um pouco, chegamos e a fila estava bem grande, mesmo com o ingresso vc pega fila pra revista e nós estávamos com o Museum Pass que também dá direito ao palácio!! Como eu havia dito, vale muitooo a pena! Para acesso aos Jardins, como era final de semana e estava no período de apresentação das Fontes, foi cobrado a parte e pagamos 9,50€ mas ainda bem q tinhamos comprado antecipadamente, pois estava com uma fila considerável e não precisamos passar por ela, apenas mostrar o ingresso (ufa!)! O Palácio estava entupido e foi impossível ver tudo com calma, a multidão ia nos levando, foi terrível e lá dentro é extremamente quente!! Não deu pra ver com calma, e acabou sendo bem desgastante... depois que passamos pelos jardins decidimos ir embora e na volta já tinha um trem na estação e não esperamos muito. É muito fácil ir e voltar por conta própria à Verssalles, bastar pegar o RER C e usamos em todos esses dias apenas nosso bilhete Navigo! Decidimos seguir para conhecer Momatre e foi uma escolha acertada, pois era domingo e o bairro estava lotado, animado e lá é bem diferente da outra Paris que tínhamos visto... eu amei esta parte boêmia da cidade, cada cantinho mais lindo do que outro!! Andamos pelas ruazinhas, compramos souvenirs (lá vc encontra os mais baratos) e subimos até a Sacre-Couer, ficamos um pouco na escadaria curtindo a vibe e as meninas compraram cervejas, estava bem quente...rs! Havíamos comprado um passeio de barco pelo Rio Sena, pagamos R$41,00 pela decolar e foi bem mais barato, pois lá estava custando 15€, e vc poderia agendar p dia e horário, então reservamos para o horário do pôr do sol e foi lindo, pois pudemos ver as luzes da Torre piscando mais uma vez, mas desta vez de outro ângulo. Esse é um passeio típico que vc deve fazer para ver paris de outra forma... Depois voltamos pro hostel mega cansadas, foi um dia bem cheio, assim como os outros! Gastos do dia: Lembrancinhas = 18€ Café da manhã 5 / = 1,60€ Água de 1,5L = 1€ Pizza + bebida / 3 = 2,10€ Total: 22,70€ Dia 05 - Paris Era nosso último dia na cidade, então acordamos um pouco mais tarde, arrumamos nossas coisas e deixamos guardadas no hostel pra depois só pegar tudo e seguir viagem! Neste dia já não poderíamos usar mais o Navigo, então compramos 3 bilhetes de metrô cada uma, pois precisariamos somente disto para o dia todo. Decidimos deixar esse dia pra conhecer o Louvre, não pegamos fila pra entrar pois já tinhamos o Museum Pass, mas pegamos uma fila na revista, mas foi rápida! Gente o Louvre é gigantesco, mas muitoooo mesmo e não dá pra ver quase nada, pq é muito lotado...rs! Consegui ver a Monalisa quase tendo que socar alguém e nunca vi lugar pra ter tanto oriental, é muitoooooo!!! Fui na ala egípcia, pois gosto muito e também na parte subterrânea do museu, mas estava já tão cansada q não demoramos muito por lá... almoçamos no McDonald's (sempre nos salvando...kkk) dentro do museu mesmo e depois seguimos, pois eu queria muito conhecer a Sainte-Chapelle, somente eu entrei pois as meninas estavam sem pique e me esperaram do lado de fora, a entrada também está inclusa no Museum Pass, mas não há fila especial para a revista, porém lá dentro vc entra direto! Os vitrais são muito bonitos, e vale a pena conhecer até pq ela é pequena... de lá fomos para a Notre-Dame e a fila estava pequena e era rápida, vc não paga pra entrar. Ficamos um tempo lá dentro só observando tudo... agradeci por estar lá e ter dado tudo certo! Ainda passamos em frente ao Panteon, depois voltamos pro hostel, tomamos banho, nos arrumamos e seguimos pra comer uma pizza antes de pegar o ônibus pra Londres! Deixamos 1h pra conseguir chegar na estação e chegamos lá faltando 15min pro ônibus sair... a estação ficava em um lugar muito estranho e deserto e chegamos já a noite, mas deu tudo certo! Seguimos viagem em um ônibus q não ia muito cheio e nos jogamos!! Hahaha! Gastos do dia: McDonald's = 5,95€ 3 Moedas comemorativas = 6€ 2 Tickets Metro = 2,80€ Sorvete = 2,50€ Total: 17,25€ Eu havia comprado a passagem de ônibus para Londres antecipadamente pela Ouibus e paguei 25€, tinha visto muitos comentários ruins sobre viajar de ônibus do pessoal dizendo que não valia a pena e tals, mas eu achei muito tranquilo, o ônibus não atrasou e chegou até antes na cidade. Como estava fazendo uma viagem mega econômica, decidi economizar na diária, pois dormiria no buzão e também no transporte, pois é bem mais barato do que trem e vc pode levar qualquer bagagem, diferente do avião que vc paga pra despachar. Fizemos a travessia pelo eurotunel e só descemos para fazer a imigração, que foi muito tranquila também, o fiscal da imigração era bem simpático, eu estava bem nervosa pois falaram que lá era muito chato, mas ele apenas perguntou quantos dias ficaria e se estava de férias e daí carimbou! Me apaixonei por Londres de cara!! Assim que amanheceu e chegamos na cidade, fiquei olhando admirada pela janela do ônibus... que cidade!! Parecia q eu estava em um filme...rs...foi mais impactante do que Paris, ao menos pra mim!! Dia 06 - Londres Assim que desembarcamos, na station bus próximo a estação Victoria, procuramos o local onde vendia o cartão Oyster Card! Na estação Victoria mesmo vc encontra um balcão com varios guichês e pode comprar por 5£ o cartão e inserir a quantidade de créditos. Funciona assim: com esse cartão vc terá um teto diário pra ser descontado, e quando chegar a esse teto ele para de descontar os valores mas vc continua utilizando pra ônibus, metrô etc. Se não me engano o valor do teto diário era 6,80£ e como só aceita múltiplos de 5£ gastamos 30£, pois ficaríamos apenas 3 dias na cidade e seria suficiente, 5 do cartão + 25 da recarga. Caso sobre algum valor vc pode pegar quando for embora e também pegar os 5£ de volta caso devolva o cartão. Valeeee muito a pena! Bom, feito isso seguimos para o hostel, ficamos no [email protected] The Green man, Paddington e o quarto misto com 9 camas sem café da manhã custou 12,80£ a diária! Eu, particulamente, gostei do hostel por ser barato, limpo, tranquilo e só não gostei por não ter cozinha, mas ficava ao lado de um mercado super barato e nos viramos muito bem por lá. Ele também fica ao lado de uma estação de metrô (literalmente) e a linha te leva pra todo lado, muito fácil! Esse hostel fica em cima de um Pub, mas é bem tranquilo! Chegamos no hostel muito cedo mas deixaram guardar as bagagens até dar o horário do checkin, e fomos logo ao mercado comprar coisas pois a fome estava tensa...rsrs! O mercado que tem do lado nos atendeu super bem, era tudo muito barato e aproveitamos pra comprar várias besteiras...kkkk!! Depois, tomamos banho, nos arrumamos e partimos pra desbravar a cidade, para este dia haviamos reservado a London Eye. Não havia fila, daria pra ter comprado na hora, mas pensando bem, eu só vi que não havia fila pra subir, para comprar não sei como estava, foi bem legal pois a cabine não foi muito cheia e deu pra cutir de vários ângulos bacanas. Muita gente tinha falado que não valeria a pena, mas eu achei o contrário, pois vc pode ter um visual muito lindo da cidade, ainda mais se estiver um dia de céu limpo! Valeu demais, amei! Neste dia também andamos pela cidade e passamos pelo Parlamento, Big Ben (que estava todo tapado com tapumes e foi frustrante...rsrs), esse dia foi mais dedicado a conhecer a cidade e andar sem muito rumo. Á noite seguimos para ver a Tower Bridge iluminada e ela é imensa e simplesmente linda e imponente! Depois seguimos para o hostel e capotamos!! Gastos do dia: Oyster Card (3 dias) = 30£ Mercado = 10,20£ Mercado / 5 = 1,50£ Total: 41,70£ Dia 07 - Londres Começamos cedo este dia, pois era dia de assistir a troca de guarda no palácio de Buckinham e era preciso chegar um pouco mais cedo. Amanheceu um dia lindo e eu que não esperava muito da Troca, achei muitoooo legal, até pq se vc está em Londres, melhor aproveitar tudo que tem por lá né gente? Fica muito cheio e pra pegar um bom lugar é bom ir ao menos 1h antes ou vc fica pra trás...rsrs! Achei lindo e diferente do que estamos acostumadas a ver em qualquer lugar, afinal é a guarda britânica...rs! A área em que o palácio fica também é muito bonita, cheia de flores e o clima estava bem agradável. De lá caminhamos até Tralfagar Square e pegamos o metrô para o museu de cera Madame Tussauds, pois já havíamos comprado os ingressos antecipadamente pelo site, ah, esse ingresso foi um combo junto com a London Eye e saiu bem mais barato comprando os dois juntos, valor de 40£, como estávamos com os ingressos não pegamos fila, entramos direto. Esse foi mais um lugar que muita gente falou que não valeria a pena, mas eu particulamente achei bem divertido e curti. Ficamos um bom tempo no museu de cera e depois seguimos em direção ao Rio Tâmisa para ver a Tower Bridge desta vem de dia e aproveitamos para andar pelos bairros próximos, foi bem bacana! Para este mesmo dia eu havia comprado ingresso para o musical O Fantasma da Ópera, pois eu achava que teria que assistir de qualquer jeito este musical, já que sou fã e foi espetacular assistir ao vivo, gente, sério, é incrível demais!! Senti uma grande emoção ao estar vivendo este momento... aconselho a quem quiser comprar ingressos para assistir a algum musical, ver com antecedência, pois a diferença de preço é enorme, por exemplo paguei apenas 26,80£ no ingressos que costumam ser 40£! Depois do espetáculo voltei pro hostel, comprei algumas coisa no mercado que ainda estava aberto e fui dormir, mas as meninas se animaram e sairam para conhecer a noite londrina, como não curto muito, fiquei pelo hostel, pois no dia seguinte seria o último nesta cidade que já havia me ganhado! Gastos do dia: Mercado 1,97£ Mercado 6£ Total: 7,97£ Dia 08 - Londres Era nosso último dia na cidade, mas confesso que poderia ficar muito, muitoooo mais! Acordamos cedo, arrumamos nossas coisas e deixamos guardadas no hostel, depois seguimos para conhecer alguns museus e outra parte da cidade, que também gostei bastante, aliás, não teve nada que não gostei por lá...rsrs... Bom, começamos pelo mercado pra tomar nosso café da manhã...hehe... depois partimos para o primeiro museu do dia e o que eu mais queria conhecer, o Museu de História Natural!!! Gente, em Londres não é preciso pagar para entrar nos museus, mas vc pode dar algum tipo de contribuição caso assim queira... claro que com a libra nas alturas eu não contribuímos nem com uma sequer...kkkkk!!! Mas voltando ao museu, ele é incrível, a própria arquitetura já impressiona do lado de fora, para um castelo ou algo assim tão imponente! Existem vários setores para conhecer, mas o de maior sucesso é dos nossos amigos Dinossauros, é muito legal!! Depois deste museu fomos ao Science Museum, ou Museu da Ciência que eu confesso esperava bem mais, me decepcionei um pouco, ele estava bem vazio mas valeu a pena conhecer de qualquer forma! Em seguida fomos em direção ao British Museum, que é o famoso Museu Britânico... ele é gigantescoooo e pra vc ver tudo com calma teria que passar muitas e muitas horas lá dentro! Passei pela ala egipcia, da qual gosto muito e outras, mas estava já meio cansada de museus, porém me surpreendi, pois quando vc olha por fora não dá muito por ele! Nossa saga dos museus acabaram e seguimos para o bairro de Camden Town, onde é tudo muito diferente e meio alternativo. Comprei todos os souvenirs lá, pois é a região mais barata para comprar e vc encontra de tudo, adorei a energia do lugar, foi um local que nos surpreendeu, passamos mais tempo lá do que imaginamos e acabou ficando muito tarde e acabou não dando pra conhecer Notting Hill, uma pena, mas ficará para uma próxima, pois Londres é uma cidade que desejo voltar com toda certeza! Quando decidimos voltar para o hostel acabamos pegando o metrô errado, em direção ao aeroporto e ainda bem que ficamos ligadas e deu tempo de voltar para o hostel. Tomamos banho, pegamos tudo e seguimos para o mercado para gastar nossas últimas libras, já que haviam sobrado e comprei mais besteiras e algumas coisas pra comer no ônibus que pegaríamos para Bruxelas, mas o perrengue veio depois... chegamos na estação no horário pretendido, mas foi uó pra encontrar a estação de ônibus certa, pois são várias, cada empresa de ônibus tem a sua estação e já estava quase dando o horário e nada de encontramos, teve uma hora que eu pensei em desistir pois estava com a mochila muito pesada e várias sacolas nas mãos. Faltavam 5 min pro ônibus sair quando finalmente encontramos e corremos como se não houvesse amanhã e minhas pernas já não me obedeciam mais, achei que já tínhamos perdido mas tinha uma fila ainda pra entrar, que sufoco!!! Uma coisa é certa, chegue no horário sempre, pois nenhum dos ônibus atrasaram e se vc demorar perde sim, pois eles não esperam! Olha gente, neste caso em especial, a viagem de ônibus foi péssima, e essa foi a única vez em que nem conseguimos descansar, pois além do ônibus estar cheio tinha um pessoal muito estranho bebendo, fumando e falando alto... o motorista teve que parar o ônibus várias vezes e reclamar com eles dizendo até que ia chamar a polícia e eles pouco ligavam, ficamos até meio assustadas, mas no final deu tudo certo e chegamos quebradas em Bruxelas...rsrs... o que seria de uma trip sem os perrengues né? Essa passagem de ônibus custou 17€ e também foi pela Ouibus! Optamos pelos ônibus tanto pela economia do valor da passagem, quanto economizar na diária em hostels, não precisar pagar para despachar bagagem além deles sempre te deixarem no centro da cidade e não distante como são os aeroportos. No próximo post falo sobre os outros destinos... Dia 09 - Bruges / Bruxelas Como eu havia dito antes, chegamos bem quebradas na cidade, pois a viagem de ônibus foi bem cansativa, mas posso afirmar que esta foi a única vez que nos sentimos assim, pois as outras viagens foram bem tranquilas e deu pra dormir no ônibus de boa. Mas isso pra quem não liga muito né, gente? O ônibus nos deixou na porta da estação Gare du Midi e chegamos bem cedo e como não teríamos hospedagem nesta cidade, decidimos deixar as bagagens guardadas na estação, mas antes esperamos o banheiro abrir para trocar de roupa, dar aquela melhorada no visú e poder realizar nosso roteiro no dia...rsrs... o engraçado que ficou todo mundo olhando pra gente, já que abrimos as bagagens e esparramos tudo por lá...rsrs!! Decidimos fazer um bate e volta à Bruges, pois mesmo sabendo que seria corrido, eu tinha muita vontade de conhecer esta cidade e não me arrependo, pois deu pra andar pela cidade, conhecer um pouco e na metade do dia seguir novamente para Bruxelas e conhecer um pouco da capital. Bruges é uma cidade fofa e encantadora, estava bem frio neste dia e sofremos um pouco, pois não imaginávamos que seria assim, mas isso foi só pela manhã, depois foi esquentando mais. Em Bruges, fomos caminhando da estação até o centrinho da cidade e na volta fizemos a mesma coisa, não gastamos com transporte por lá, pois é tudo muito perto. Também não entramos em nenhuma atração, pois nossa intenção era apenas andar pela cidade sem rumo e como chegamos bem cedinho, pegamos a cidade bem vazia e nos encantamos... achei os valores na cidade também bem baratos e aproveitamos para comprar os famosos chocolates belgas por lá, encontrei 6 caixas de trufas por 10€ e o problema foi que tinha que levá-los até o Brasil e já estava com vários chocolates que tinha comprado em Londres e minhas sacolas foram só aumentando e olha que era apenas o início da viagem....kkkkk!! Bom gente, o valor de ida e volta do trem de Bruxelas x Bruges foi 29,60€ pela Trainline, eu já havia comprado antecipadamente e foi só mostrar os bilhetes. Por volta de meio-dia voltamos para a estação e seguimos para Bruxelas. Gastos em Bruges: Chaveiro + imã = 6€ Armário p bagagem / 5 = 2,20€ Banheiro = 0,60€ Chocolates = 10€ Mercado = 2,68€ Total: 21,48€ Chegando em Bruxelas compramos 2 bilhetes de metrô e usamos 1 para ir e voltar ao Atomium, pois como o bilhete vale por um certo tempo deu pra usar o mesmo bilhete (tudo pela economia...hehe), lá só dá pra chegar de metrô e não é muito longe não, achei que fosse mais, olha que o negócio é grande mesmo gente, achei bem legal, mas não subimos, vimos apenas por fora. Na volta descemos na Grand Place, a famosa praça da cidade e ela realmente é muito bonita e estava bem cheia. Deu pra andar pela cidade com calma, parei pra experimentar a famosa batata frita belga, mas confesso que não gostei, só não sei se foi o lugar que comprei que era ruim mesmo...rsrs. Passamos em algumas lojas e comprei meus imãs e chaveiro, depois pegamos o metrô e seguimos para a estação pra pegar nossa bagagem e ainda ir para a outra estação da cidade, já que nosso ônibus para Amsterdam sairia da Gare de Bruxelles-Nord, mas como havia aquele limite de tempo deu pra usar o mesmo bilhete para ir até a outra estação. Por isso é sempre bom se informar sobre tudo, pois vc pode fazer pequenas economias que se tornarão grandes no final das contas... Gastos em Bruxelas: 2 Tickets Metrô = 4,20€ Batata + Coca = 7€ Água 1,5L = 0,65€ Chaveiro + imã = 4€ Total: 15,85€ Dia 10 - Amsterdam Chegamos em Amsterdam a noite, depois das 22h e o ônibus no deixou em uma estação de trem onde logo procuramos algum lugar para comprar o bilhete de metrô, mas vimos que lá o transporte é caro e valeria mais a pena comprar o bilhete de 24h, pois teríamos que utilizar também no dia seguinte para andar pela cidade e depois para ir embora e foi assim que fizemos, mas confesso que foi a máquina que mais tivemos dificuldade e só poderíamos comprar por ela, pois não havia bilheteria, apenas máquinas mas mesmo nos enrolando um pouco conseguimos...rsrs... Ficamos lá esperando o próximo trem com destino a Central Station e uma das meninas pediu para colocar minhas sacolas em cima da mala dela, pra eu não carregar peso e assim que o trem chegou corremos pra pegar e ela esqueceu as minhas sacolas na estação, assim que a porta fechou ela disse "Cris, suas sacolas ficaram lá..." quase chorei olhando pela janela as minhas sacolas...meus chocolates, minhas lembrancinhas de Paris e Londres, meu Deus, pensei já era... mas mesmo assim resolvi descer na próxima para e voltar pra tentar ver se ainda estariam lá.... o trem demorou a parar e quando vimos o próximo só viria em 10min, me pareceu uma eternidade!!!! Assim que o trem chegou olhei pro outro lado e as sacolas estavam lá...(Ufaaaa) falei pra elas ficarem de olho e se alguém pegasse gritassem pra deixar lá...kkkkk... corri muito!!! Mas quando cheguei vi que tinham revirado a bolsa toda, mas não levaram nada... não sei se alguém da segurança mexeu pra ver o que era, enfim... o importante que minhas coisas estavam a salvo e as meninas até se aliviaram, pois viram como eu estava tensa...kkkkkk!!!! Bom, chegando na estação central deu pra ir andando até o hotel, pois era perto. Eu e uma das meninas ficamos em um hotel, pois sairia mais em conta do que hostel, ficamos no XO Hotels City Centre em quarto Duplo privativo s/café e nos custou 50€ (25€ pra cada). Apesar de ter visto muita gente reclamando do hotel, eu gostei e achei melhor do que pensava, inclusive. Chegamos tão cansadas no hotel que capotamos, nem saímos lá a noite. No dia seguinte tinhamos um dia cheio! Acordamos um pouco mais tarde e arrumamos a bagagem, pois teríamos que deixar guardadas no hotel já que a noite partiriamos para Munique. Comemos algo e seguimos até a Museumplein, onde ficam os museus e também o famoso letreiro da cidade, utilizando nosso passe de 24h. Amsterdam foi uma cidade que também me encantou bastante, pois os canais e sua arquitetura são incríveis e a cidade tem uma energia maravilhosa, porém foi a cidade mais cara de toda a viagem! Gente, uma garrafa de água custava uns 3€ e eu me recusei a pagar, comprei refrigerante....kkkkkk!! O transporte lá também é ótimo, vc pode andar super de boa, pois é bem fácil, mas também é caro, se não me engano um bilhete simples era 2,90€... A cidade também é megaaaaa lotadaaaaa e cada ruazinha esta entupida de gente, nossa, não achei que fosse assim! Muitos jovens, foi a cidade com mais jovens de toda a viagem e todos querendo a mesma coisa né, diversão e experimentar as tais ervas...rs! Mas Amsterdam é bem mais que isso! Caminhamos por essa região da cidade, admirando os canais, os prédios e as ruas tão diferentes... tiramos diversas fotos no letreiro! Depois seguimos a pé mesmo até a Heineken Experience, mas perguntamos se haveria possibilidade de ir apenas até a loja, pois as meninas queriam comprar umas tulipas com nome gravado e tinha uma fila considerável pra entrar, o segurança foi bem simpático e permitiu!! Depois fomos até a Casa de Anne Frank, e já havíamos comprado nossos ingressos pelo site, antecipadamente, e aconselho a fazer isso caso queira visitar, pois é uma das atrações mais concorridas da cidade e os ingressos ficam disponíveis com 2 meses de antecedência e o valor é 9,50€, vc escolhe o dia e horário melhor pra vc. Vale muito a pena visitar a casa, pois vc conhece um pouco da história e de tudo que os judeus passaram, é meio desconfortável e vc até sente um pouco de angústia, o bacana é que eles tem áudio-guias em português e está incluso no valor do ingresso. Final da tarde passamos por outras regiões e passamos pela praça Dam, a mais famosa de Amsterdam, depois nos separamos e cada uma foi conhecer um pouco mais da cidade, parei pra comer e escolhi desta vez experimentar as batatas holandesas, já que há uma rixa com a Bélgica de quem tem a melhor batata frita e olha, posso afirmar que as holandesas são infinitamente melhores...rsrs! Um cone gigante com uma coca custou 6€, consegui comer apenas a metade pois era muito grande, é praticamente um almoço!!! Comprei algumas coisas no mercado, pois como viajaríamos novamente de ônibus, resolvi levar algumas coisas pra comer. Passamos no hotel, pegamos nossas coisas e seguimos para a estação de ônibus, mas chegando na estação de trem descobrimos que nosso passe não valeria para o trem que levaria a esta estação, pois é diferente e tivemos que comprar um outro, mas tudo bem! Chegando lá nos confundimos um pouco, mas encontramos de onde sairia nosso ônibus, ele demorou um pouco mas nada demais. Nossa próxima parada seria Munique, na Alemanha, e essa viagem de ônibus foi bem tranquila, o ônibus não estava tão cheio e deu pra dormir tranquilamente. Essa passagem de Amsterdam para Munique custou 35,90€ pela Flixbus e compramos todas antecipadamente! Gastos do dia: Hotel = 25€ Ticket 24h = 7,50€ Ticket Trem = 3,30€ Batata + Coca = 6€ Chaveiro + imã = 5€ Mercado = 5€ Coca = 2,25€ Total: 54,05€ Dia 11 - Munique / Füssen Chegamos pela manhã em Munique e a rodoviária é pequena e ao lado da estação de trem, então pegamos um trem para a estação central da cidade, pois de lá que pegaríamos o trem para outra cidade que iríamos e também poderíamos deixar nossas bagagens. Usamos o banheiro pra dar um trato no visual e trocar de roupa, se acostumem, pois na Europa quase todo banheiro vc paga pra usar, então tenha sempre moedas...rs! Tínhamos comprado um passe de trem chamado Bavaria-Ticket que servia pra andar de transporte público pela cidade, mas na verdade o compramos para visitar a cidade de Füssen, pois eu queria muito conhecer o Castelo de Neuschwanstein, que inspirou Walt Disney a criar o castelo da Cinderela!! Desde que vi uma foto do castelo coloquei na cabeça que conheceria, assim como a cidade que visitaria depois. Bom, para conhecer o interior do castelo vc precisa comprar o ingresso que custa 13€ e aconselho a comprar antecipadamente, pois na alta temporada as filas são grandes e vc pode não conseguir horário para a visita, com a taxa o ingresso saí por 14,80€ e acho que vale a pena! Vc paga o ingresso na hora que pegar, e não antes. No valor está incluso o áudio-guia em português e vc pode acompanhar a visita, mas não pode fotografar no interior do castelo. Usamos nosso Bavaria-Ticket para grupos de até 5 pessoas e sai mais em conta do que o valor por pessoa, mas mesmo que vc vá só também vale a pena, pois custa 23€ e vc pode usar o trem de ida e volta para qualquer cidade da Bavaria e também para visitar Salzburgo, na Áustria! Vc pode pegar os trens de qualquer horário, contanto que não seja os de alta velocidade (Avi), é uma economia bem bacana!! Com esse ticket vc também usa pra entrar no ônibus que leva da estação de Füssen até a cidade onde fica o castelo, é uma viagem de uns 10min apenas. Mesmo que vc não queira visitar o castelo, vale conhecer essa cidade pois é linda, tem um lago incrível e eu fiquei encantada, uma cidade de conto de fadas mesmo!! Para subir até o Castelo vc pode ir a pé, de charrete ou de ônibus, o bilhete de ida e volta custou 3€ (ônibus). A viagem de trem entre Munique e Füssen demorou umas 2h e por isso acho que vale muito o bate e volta! Voltamos, depois da visita e só as paisagens que vc vê pelo caminho já valem a viagem, são lindas! Comi no McDonald's da estação de Munique, demos uma volta por Munique mas bem rápido mesmo, antes de seguir viagem para Salzburg, pois fizemos reserva em hostel lá, já que no dia seguinte iríamos para outra cidadezinha que eu era louca pra conhecer, só que desta vez, na Áustria! Gente, olha a economia que conseguimos com esse passe: viajamos ida e volta pra Füssen, utilizamos trem, ônibus e metrô em Munique e ainda seguimos para a Áustria com o mesmo passe! É ou não perfeito?! Caso vc vá passar uns dias em Munique utilize este passe e aproveite para conhecer estas cidades próximas, também compensa Salzburgo pois a viagem dura menos de 2h ;)!! Cada uma de nós gastou 13€ com ele e foi uma das melhores economias da viagem. Vc pode comprar nas máquinas ou pelo site da DBahn, vale das 09h a meia noite, então pode usar por todo o dia!! Chegando em Salzburg, seguimos para o hostel já bem cansadas e eu só sai pra comprar uma água...rs! Gastos do dia: Sanduiche + coca = 5,40€ Banheiro = 1€ Armário p bagagem = 3,60€ Castelo Fussen = 14,80€ Ônibus para Castelo = 3€ (ida e volta) Imã do castelo = 3,50€ Coca = 1,84€ McDonald's = 4,58€ Água = 1,30€ Taxa Hostel 1,55€ Total: 40,57€ Dia 12 - Hallstatt Na noite anterior havíamos chegado bem cansadas, já que estávamos vindo de uma noite dormida no ônibus e de um bate e volta de outra cidade só queríamos um banho e apagar, melhor ainda foi chegar no hostel e a atendente conseguir nos encaixar em um quarto só pra gente, já que havíamos feito a reserva para quarto compartilhado, mas como estávamos juntas ela fez esse favor gigante...kkkkk... nem arrumamos nada e foi ótimo ter o quarto só pra nós!! Ficamos no hostel A&O Salzburg Hauptbahnhof e o valor da diária foi de apenas 11,40€ em quarto de 6 camas sem café da manhã, o hostel é ótimo, parece até hotel e adoramos, sem falar que ele fica quase do lado da estação central e isso ajudou muito! Caso fiquem neste hostel aconselho a realizar a reserva pelo próprio site deles, pois é bem mais barato, eu teria pago uns 10€ a mais pelo booking e já deu pra dar uma economizada né...rsrs... Eu havia planejado passar por Salzburg apenas pra fazer um bate e volta até a cidade de Hallstatt, pois desde que ouvi falar sobre esta cidade, fiquei completamente encantada! Vi que a melhor forma seria uma bate e volta por lá, de início eu iria fazer o trajeto ônibus + trem + barco pois todos dizem ser o mais econômico, mas como encontrei passagens de trem em promoção acabei decidindo ir de trem, já que seria menos complicado e mais barato...rs... comprando com 6 meses de antecedência as passagens custaram 9€ ida e 9€ volta pela OBB, os trens são extremamente confortáveis e muito bonitos!! Vc faz uma baldeação no meio do caminho e chegando na estação de Hallstatt vc pega um barco que custa 5€ pela ida e volta, mas esse passeio já vale pois vc fica lá babando pelo lugar... Gente, a cidade é realmente linda! O lago, as montanhas em volta... as casinhas, parece até um lugar cenográfico de tão perfeitinho!! A cidade é bem pequena, mas dá pra passar um dia lá só admirando e conhecendo o lugar, tem alguns restaurantes e lojinhas com preços bem acessíveis!! Como chegamos lá quase 11h aproveitamos pra dar uma volta enquanto as outras meninas não chegavam, pois acabamos não indo juntas por algumas terem comprado passagem para horários diferentes. Depois que elas chegaram paramos pra comer uma pizza e ficar admirando a cidade...rs... Em seguida fomos curtir e decidimos subir o teleférico que leva até o topo da montanha, a vista é incrível e vale a pena, esse passeio custou 16€ e a paisagem compensa tudo! Tem passeios com barquinhos lá também, ou vc pode conhecer a Mina de Sal que fica nessa montanha que subimos. Compramos umas lembrancinhas, andamos pela cidade sem pressa e foi um dia bem bacana! Chegamos lá com sol e na hora de ir embora começou a chuviscar um pouco. Procure ir para o ponto de retorno do barco uns 30 min antes, pois enche e verifique o horário de saída deles assim que vc chegar, pra não ter problemas e vc correr risco de perder o trem...rs! Pegamos o trem de volta e a única coisa chata foi que na hora da troca de trens pegamos um errado, pois estava na mesma plataforma e só nos demos conta quando entramos, explicamos ao fiscal e sorte que ele não cobrou multa, pois lá são bem rígidos com isso, pagamos apenas o valor do bilhete que foi de 8,90€, pois era um trem de outra cia, mas fazer oq né? O erro foi nosso...rs Bom, quando saímos pela manhã do hostel havíamos deixado nossa bagagem guardada e lá eles cobram, mas não nos cobraram pois os armários estavam com defeito e eles deixaram na recepção...deixaram a gente ficar por lá até dar horário do nosso próximo trem, que seria pela madrugada. Eu tinha planejado andar um pouco por Salzburg, mas estava tão cansada que nem sai do hostel, comprei umas coisas e fiquei por lá mesmo pra descansar e as meninas também não quiseram sair... ficamos batendo papo e rindo dos nossos micos até aquele dia...kkkk!!! Por volta da 01h da manhã saimos do hostel, mas achei a cidade bem tranquila e era pertinho pra gente ir caminhando, chegamos na estação e estava deserta...rs...nossa próxima parada seria a cidade de Veneza, na Itália, e seria a primeira vez que pegaríamos um trem noturno e já ouvi tantas histórias...não sabíamos como era... mas conto depois! Gastos do dia: Teleférico = 16€ Barco = 5€ Pizza + bebida = 12€ Imã = 3,70€ Sorvete = 1,70€ Trem errado (DB) = 8,90€ Mercado = 8,89€ Mercado / 2 = 2,60€ Total: 58,79€ Continua... Obs: Vou atualizando aos poucos, pois é muita informação, mas prometo tentar fazer isso semanalmente ou até menos. Postei um vídeo com algumas imagens dos locais que passei, então vcs podem ver o que vem por aí neste relato! Caso surjam dúvidas, podem me chamar no insta: @viajacris
  2. danilobosodre

    Espanha, França e Italia - OUTUBRO/18

    Olá pessoal, tudo bem? Eu e minha família estaremos viajando para a Europa (será a primeira vez minha e da minha irmã) esta semana. Gostaria de saber dicas de restaurantes, baladas, barzinhos e aqueles lugares imperdíveis (seja por garantir fotos incríveis, ou por experiências legais). Segue o nosso roteiro abaixo. Ahhh, sabem algum site que divulga a programação local? 12 a 16/10 - Barcelona 16 a 21/10 - Paris 22 a 26/10 - Roma 26 a 30/10 - Madrid Obrigada!
  3. CatarinaCSantos

    MOCHILÃO FRANÇA / ITÁLIA / HOLANDA - GASTO MÉDIO

    Olá! Vou partir de São Paulo em 30/09 para um mochilão de 18 dias na Europa. Estou com as passagens compradas para conhecer França, Itália e Holanda. Minha dúvida no momento é se eu consigo sobreviver esses 18 dias com R$ 5.000,00 (cerca de 1.000 euros) sem contar as hospedagens. Saberiam dizer o custo médio por dia nesses países? Estou aceitando dicas dos principais pontos turísticos que eu não posso deixar de conhecer nesse roteiro e que não sejam tão caros. Obrigada!
  4. (relato em vídeo no fim do post) Na primavera desse ano, fui visitar a região de Trentino-Alto Àdige, para conhecer os Dolomiti, no norte da Itália. Me hospedei no Youth Hostel Bolzano, que era um dos únicos na região. Fiz 3 dias de trilhas, mas vou falar primeiro dessa travessia que eu registrei em foto e vídeo. No hostel, eu conheci 3 americanos que também tinham bastante experiência em trilhas, e fui com eles. Era primavera (4 de junho), um dia ensolarado com previsão de chuva para o fim da tarde, fazia uns 27 graus de temperatura. A chuva parecia inofensiva, mas se revelou uma tempestade assustadora no alto da montanha e deixou a temperatura NEGATIVA. Este foi um dos dias mais incríveis, bonitos e assustadores da minha vida. A ROTA DA TRAVESSIA Tomamos um ônibus circular de Bolzano para a bela cidade de Selva di Val Gardena, 1 hora de viagem ao preço de 5 EUROS, esse seria o único custo do passeio. PLANO A: pegaríamos o bondinho de ski Dantercepies (bandeirinha verde do mapa, abaixo do plano B) e a partir dali, daríamos uma volta no Monte Puez, um lugar com vistas incríveis, e desceríamos pelo vale de Valunga (trecho azul do mapa). PLANO B: começaríamos a trilha pelo final do Plano A, o vale Valunga, e ao chegar no ponto mais alto (o coraçãozinho do mapa), voltaríamos pelo mesmo caminho. EMERGÊNCIA: esta foi uma rota de fuga que precisamos tomar para fugir da tempestade RELATO O dia estava lindo, a previsão era de sol com nuvens para a tarde toda com uma garoa no fim da tarde. Infelizmente, o bondinho Dantercepies estava em manutenção, e por isso fomos seguir o plano B, começando pelo vale de Valunga, que começa nesta foto acima. Valunga é fantástico, se parece muito com o vale de Yosemite dos EUA. Inclusive, eu diria que esta rocha em primeiro plano da foto acima é parecida com o famoso "El Capitan". Já estive nos 2 parques nacionais para fazer esta comparação. Os americanos que estavam comigo concordaram, hahaha. O legal do Valunga é que não passa carros no meio. As vistas eram lindas em todos os sentidos. Enfim, começou a grande subida do fim do plano B, uma parte muito íngreme com bastante escalaminhada e alguns trechos de neve bem perigosos em que um escorregão poderia ser fatal. Mas fomos com calma e cuidado, e deu tudo certo. A vista dali era fantástica, mas já começava a dar sinais de chuva. Para nossa surpresa, quando chegamos no final da subida, que era uma passagem de montanha, avistamos uma tempestade assustadora que não era visível antes. Do lado de onde viemos, o clima estava razoável... mas do outro lado da montanha, as nuvens estavam bem escuras e já estava chovendo: PRESTE ATENÇÃO naquela cidadezinha no canto inferior direito da foto, este lugar se chama Colfosco e foi nossa salvação. Estávamos num lugar com pouca visibilidade dos arredores, subi num ponto mais alto antes que fosse tarde, para ver qual seria a direção mais segura para fugir da tempestade: Repare nas duas fotos acima que a chuva já havia mudado de lugar, use a montanha pontuda (monte Sassongher) como ponto de referência. Foi questão de 10 minutos para eu descer e a chuva pegar a gente. Daí pra frente, as coisas só pioraram. Nosso plano de voltar pelo mesmo caminho foi por água abaixo (literalmente), porque seria impossível descer aquele trecho íngreme de neve com chuva. Optamos por seguir a trilha do plano A até encontrar um dos abrigos de montanha da região, que estaria a mais ou menos 2 horas de distância. Porém, este plano também não deu certo. Começou uma tempestade de granizo muito forte com MUITOS RAIOS e nós tivemos que nos separar e abaixar, para diminuir a chance de tomar um raio. Estimamos que a temperatura baixou para -5 graus. A paisagem que antes estava verde e ensolarada, ficou cinzenta, coberta de neve e granizo. Estávamos todos com casacos corta-vento impermeáveis, bem protegidos, mas vestindo shorts, o que obviamente tornou a experiência bem fria, apesar de suportável (graças às jaquetas). O local era SUPER EXPOSTO, pois se tratava de um platô gigante. O melhor que podíamos fazer era tentar ficar numa parte menos alta. Na foto: eu em primeiro plano, Micky de jaqueta vermelha no fundo, Nathan de preto mais ao fundo, Elsa de preto no canto esquerdo da foto. Foi aí que traçamos a rota de emergência! Nós não voltaríamos mais para Val Gardena, porque as duas rotas (plano A e B) estavam extremamente perigosas, e eram os únicos caminhos de volta. A prioridade agora era encontrar um abrigo para salvar a nossa pele. Após a chuva diminuir, nós desceríamos para a cidade de Colfosco, que fica do outro lado da montanha e tem uma trilha quase plana cercada por montanhas, que era menos exposta aos raios, mas não menos desoladora. Tivemos que atravessar algumas cachoeiras de lama causadas pela chuva, mas não foi difícil e deu tudo certo: Esta descida pela rota de emergência durou aproximadamente 1 hora e meia, e apesar dos trovões assustadores e da garoa que não parava, essa rota passou segurança. Claramente, foi uma decisão sensata abrir mão de retornar a Val Gardena. Chegando em Colfosco, batemos na porta de uma casa que tinha luzes acesas e fomos recebidos por uma senhora MUITO hospitaleira que nos deu toalhas e preparou um chá para cada um. Rachamos um taxi para Bolzano, que saiu 30 euros por pessoa. Se não fosse isso, o passeio inteiro teria custado apenas 10 euros de ida e volta do ônibus. Ao fim, saiu 35 euros. Valeu a pena? Sim, hahahahahaha. Abaixo, o relato em vídeo, no meu canal, para vocês terem uma noção do que foi: Obrigado, espero que gostem. Qualquer dúvida, é só perguntar
  5. Oiii pessoal!! Entre os dias 12 e 24 de Junho/17 estive pela Europa, fazendo o roteiro super clichê: Roma, Verona, Veneza e Paris. Como foi minha primeira viagem à Europa e fui total Alone rsrs esses lugares não podiam ficar de fora. Meu roteiro ficou assim. Espero que ajude! 12/06 – Rio de Janeiro – Roma 19/06 – Roma – Verona 20/06 – Verona – Veneza – Paris 24/06 – Paris – Rio de Janeiro Transportes Aéreo Ida: Rio x Roma Volta: Paris x Rio Total: R$ 3.810,53 Voei com KLM com escala em Amsterdam, só tenho elogios a fazer, staff deles é excelente. PS: comprei a passagem bem em cima quase um mês antes da viagem, devido minhas férias só tem sido confirmadas tarde pela empresa, por isso paguei caro. Mas comprando antes estava saindo bem mais em conta.. uns R$ 1.000 de diferença aproximadamente. Veneza x Paris (Air France) – R$ 335,85 Trem (Trenitalia http://www.trenitalia.com/). Se for viajar em alta temporada prefira comprar as passagens pelo site antes de sair do Brasil. Lembrando que passagem compradas online não precisam ser autenticadas nas maquininhas nas estações. Roma x Verona – R$ 129,24 Verona x Veneza – R$ 53,74 Seguro Viagem Mondial Travel - cotacao.mondialtravel.com.br/Seguro-Viagem Plano Europa Top Valor: 229,11 Internet Eu preferi sai do Brasil já com um chip internacional, optei pelo chip de dado da Easysim 4 U, internet excelente em todos os momentos, não houve um momento da viagem que fiquei sem sinal. Vale a pena para usar um GPS para se localizar. Site: http://easysim4u.com/ Orçamento Li em muitos blogs sobre o valor a ser levado, e a média diária ficou entre €70 / €80. Eu levei um total de €1600, por precaução e porque sabia que ia acabar fazendo umas comprinhas. acabei voltando com €550 e olha que teve dias que gastei bastante. Hospedagem Fiz toda a reserva pelo Booking. Site: https://www.booking.com/s/11_6/1b3ec5f3 Imigração em Amsterdam Como viajei em período em que a Europa estava passando por vários ataques terroristas, a imigração estava bem chata. Vi um casal sendo encaminhado para uma salinha e só pensei “Jesus abençoa”! Mas enfim, o agente focou em perguntar porque estava sozinha e onde iria e tal e porquê, não pediu nenhuma comprovante de passagem, estadia, ou dinheiro.. enfim nada. Mas tinha tudo comigo, porque vai que né?! Roma Ahh ROMA.. como te amo! Cheguei no aeroporto Fiumicino a noite e fui seguindo a sinalização até chegar na estação de trem que liga a Roma Termini, fui de trem Leonardo Express que é o meio mais rápido de chegar ao centro, valor: €11. A validação do bilhete comprados nos guichês tem que ser feita nas maquininhas verdes espalhas por lá. Caso tenha dúvida peça ajuda. GENTEE tem que validar, pois a fiscalização passa sim para verificar seu bilhete, e se não tiver validado, adeus €50! Em todas minhas viagens de trem passaram pelo menos um fiscal. Outra opção de transporte é o ônibus da Terravision que te leva até a estação Termini também, valor: €5. Você pode comprar o bilhete em uma máquina automática, mas tem guichês de atendimento também. No aeroporto, aproveitei para comprar o Roma Pass de 72 horas por € 38,5, valeu super a pena para mim, pois na entrada das atrações tinham duas filas uma só para o Roma Pass e outras para bilhetes normal, mas a Roma Pass estava sempre vazia e ele ainda me dava acesso ilimitado ao metrô durante o período de validade o que ajuda na hora de voltar para o hostel depois de andar tudo! rs Hospedagem Fiquei no Hostel Santa Maria Maggiore, bem lindo, nem parece hostel. Fica entre o Coliseu e Termini, a 3 minutos a pé da Basílica Santa Maria Maggiore. Não tem café da manhã, mas tem frigobar em todos os quartos e possui uma cozinha superequipada. O melhor de tudo para mim foi que o Atendente Gioseppe falava português e me deu ótimas dicas de lá. Dois detalhes que quero frisar aqui é, primeiro o ar condicionado lá era excelente, estava muito quente pois era quase início de verão por lá, e isso contou muito, e o segundo é que fiquei em quarto misto com outras 5 pessoas, e teve dias que só tinham homens dividindo o quarto comigo, e vou te dizer.. me senti muito segura e respeitada (quem chegava altas horas da noite depois de uns drinks era eu, e os meninos já estavam todos dormindo. Kkk) mas embaixo no relato de Paris entenderam o porque desses detalhes terem sido importantes para mim. Valor: 6 diárias - €246 Roteiro Dia 1 Comecei meu dia pelo Coliseu, um dos monumentos mais famosos do mundo, construído por ordem do imperador Vespasiano e concluído durante o governo de seu filho Tito, e durante décadas serviu de palco para gladiadores que lutavam entre si ou com animais para um público com mais de 70 mil romanos. O coliseu era um anfiteatro da época e seguiu como símbolo de entretenimento durante 400 anos. Atualmente, o atrativo abriu inúmeras zonas do anfiteatro que até alguns anos tinham acesso proibido aos turistas. A visita as ruínas do Coliseu é um passeio obrigatório a todos os turistas que visitam Roma. Existe uma fila exclusiva para quem tem o Roma Pass, cheguei por voltas das 10hrs e não enfrentei fila nenhuma . De lá siga para o Foro Romano que fica bem próximo. A dica para quem não comprar o Roma Pass ou ingresso online é inverter a ordem e começar a visita pelo Foro Romano e depois seguir para o Coliseu, pois dessa forma enfrentará filas menores que se formam no Coliseu para comprar o ingresso. Lá no Coliseu conheci uma Belga e andamos juntas por lá (ajuda na hora da foto, rs). De lá fomos ao Foro Romano. E gastamos toda nossa manha lá. O Coliseu e o Foro Romano abrem todos os dias das 08:30h até uma hora antes do pôr do sol. Seguimos para a Piazza Venezia onde fica o monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II, não entrei, mas tem como subir no terraço panorâmico que conta com um bar com vista da Via del Fori Imperiali. Para subir de elevador paga-se €7. Coliseu Foro Romano Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II Hora do almoço e fomos almoçar no restaurante que o Giuseppe indicou e fica perto do Coliseu chamado La base, fica na Via Cavour 270, lá se pode comer uma massa por uns €6 / €7 e é deliciosa. Voltei ao hostel para um banho, pois estava muito quente. A tarde peguei o metrô na estação Termini e fui até a Piazza di Spagna que estava lotada, como estava muito Calor não aguentei subir as escadarias que levam até a Igreja. Depois de algumas fotos, segui para a Via del Corso fazer umas comprinhas e acabei fazendo amizade com duas Brasileiras, fomos juntas em algumas lojas e partimos para a Fontana de Trevi, que Fonte é essa Brasil? Você está lá.. andando pela ruela papeando quando PÁ! Aparece a Fonte toda branquinha e imponente. fiquei boquiaberta com a beleza.. pausa para fotinho e claro tive que jogar minha moedinha na fonte. Reza a lenda que se jogarmos uma moeda na fonte voltamos a Roma um dia, lembrando que o ritual exige que a moeda seja jogada de costas, com a mão direita por cima do ombro esquerdo. Espero sinceramente que funcione pois fiquei apaixonada por esse lugar. Todos os dias as moedas jogadas na fonte são coletadas e doadas a caridade. De lá fomos tomar um Gelato na famosa sorveteria Venchi, que maravilha de gelato, vocês têm que ir, tem várias espalhadas pela Itália. Já noite, voltamos a Piazza di Spagna e fomos jantar no Ristorante de Fronte A e voltei para o hostel. Piazza di Spagna Fontana de Trevi Parede de chocolate dentro da Venchi Dia 2 Hoje foi dia de realizar meu sonho de vida, conhecer o Vaticano. Comprei meu ingresso do Museu antecipado pelo site (https://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/) para não pegar filas grandes, Comprem o ingresso online, a fila de que compra na hora é surreal de grande. Peguei o metrô na estação Termini e desci na estação Otaviano/San Pietro que é a mais próxima do Vaticano. Decidi começar pelo Museu do Vaticano e O QUE É AQUILO?! não sou entendedora de arte, mas o que são aqueles tetos?? Fiquei apaixonada real! O Museu do Vaticano na verdade são vários Museus juntos que abrigam obras desde a Idade Média até ao Império Romano. As obras foram acumuladas durantes todos os anos de supremacia da Igreja Católica. Pessoas, não deixem de visitar o Museu tem muita história, e te digo que prefiro ele do que o Louvre, me julguem! A última etapa do museu é a Capela Sistina que é atração imperdível do Museu do Vaticano. É famoso pela sua arquitetura e sua decoração em afrescos, o teto é lindo com obras que retratam partes da Biblia, pintado por grandes nomes como Michelangelo, Bernini, Rafael e Botticelli. Não se pode tirar foto, uma pena.. podemos apenas admirar o local onde é realizado o conclave (escolha do novo Papa). Vi muita gente desrespeitando esta regra e os guardas toda hora gritam com essas pessoas, são até um pouquinho grossos. De lá fui a Basílica de São Pedro, não sei se tinha como ir por dentro.. eu sai e enfrentei uma fila bem grandinha para entrar. A entrada é gratuita, mas se quiser subir na sua cúpula terá que comprar os ingressos. Detalhe: não pode entrar com shorts e blusas sem manga em nenhuma igreja por lá, vi muita gente sendo barrada, respeito né gente. A Basílica é simplesmente enorme, magnifica, esplendorosa, eu amei cada detalhe. Supostamente a Basílica se encontra próxima ao lugar onde o discípulo Pedro foi Crucificado de ponta cabeça no ano de 64. No seu interior pode-se encontrar obras de artes de mestres como Bernini e Michelangelo. Já lá dentro percebi que uma parte da lateral estava isolada e estava tendo uma missa lá.. perguntei ao guarda se era aberto e ele disse que eu poderia entrar para rezar só não poderia tirar fotos (outro detalhe, não se pode tirar fotos de celebrações por respeito). Chorei.. estava realizando meu sonho de conhecer o Vaticano e ainda de quebra assisti um missa dentro da Basílica de São Pedro, dava para sentir Deus presente ali. Já era meio da tarde quando sai para almoçar, encontrei um restaurante ali mesmo pelo Vaticano, já aviso não é barato comer por ali. De lá foi ao Castel Sant’Angelo que também é conhecido como Mausoléu de Adriano, localize-se as margens do Rio Tibre usei meu Roma Pass para entrar e economizei os €10 da entrada. Este Castelo serviu de prisão tempos atrás e atualmente funciona como Museu, não achei que valeu a pena entrar, apesar de ter uma vista linda de Roma lá de cima, mas o interior do Castelo é bem escuro e todas as celas são trancadas só dando para ver do corredor. Como eu tinha andado o dia todo voltei ao hostel para descansar. A noite uma amiga que é Comissária de Bordo estaria chegando em Roma, fui ao encontro dela e fomos jantar no bairro Trastevere que me lembrou uma vibe meio Lapa. Vários restaurantes/barzinhos, muitos jovens na rua, música.. é muito animado, ótimo lugar para curtir a noite, saímos de lá por volta de 3hs. Dia 3 Acordei quase a tarde depois da noitada do dia anterior.. almocei no restaurante La base e segui para a Villa Borghese, mas só consegui conhecer os Jardins, pois o ingresso para o Museu necessita ser reservado antes de acordo com a atendente. O Jardim é lindo, vale um piquenique, ou andar de bike por lá. O Museu funciona de 09 as 19 horas, sendo a última entrada as 17 horas. O ingresso está incluso no Roma pass, mas como disse anteriormente, o reserva é obrigatória e deve ser feita pelo site (http://www.galleriaborghese.it/it/) onde pode-se comprar o ingresso que custa €11. A noite encontrei com as meninas e fomos jantar no restaurante Rossini all’ Hotel Quirinale que fica no jardim do Hotel Quirinale, comemos uma pizza lá, achei caro e não estava tão gostosa assim. Museu da Villa Borghese Dia 4 Fui novamente ao Vaticano, pois as meninas não tinham ido ainda, fomos apenas na Basílica. De lá fomos as compras na Via del Corso.. Apesar de ser Euro, lá é mais barato que aqui como sabemos.. fomos a loja da Luis Vitton pois uma delas ia comprar uma bolsa lá.. eu, mochileira sem grana fiquei só no suquinho oferecido pelo vendedor porque era de graça hahahah. Vaticano - Praça de São Pedro De lá nos despedimos pois elas iriam seguir viagem para o Sul no outro dia. Eu segui para a Piazza Navona que conta com três fontes, não vi nada demais lá e segui para o Pantheón, situado na Piazza dela Rotonda, que foi construído em 27 A.C como templo politeísta, pagão e foi transformado em Igreja cristã em 609 D.C. Hoje ele abriga os sarcófagos de figuras importantes da Itália. É lindo gente.. tem que entrar, ainda mais que é de grátis!! Hahaha. Seu interior impressiona mais que o exterior, sua cúpula possui um olhal que permite a entrada de luz natural e água da chuva, a construção genial permite que a água escoa por pequenos furos no chão. Seu horário de funcionamento é de 09 as 19:30 horas de segunda a sábado e de 09 as 18 horas nos domingos. Panthéon Dia 5 Hoje acordei cedo e fui a missa na Basílica Santa Maria Maggiore, a Basílica Papal, que fica a 300m do hostel que eu estava, a Igreja tem origem divina e é linda como todas a outras. A tarde fui a procissão de Corpus Christi com a presença do Papa, que teve início na Basílica de São João de Latrão e seguiu até a Basílica de Santa Maria Maggiore. Quem for católico e até quem não for, vale ir se estiver por Roma durante o Corpus Christi. Lembrando que esta procissão foi realizada no domingo e não no dia de Corpus Christis, para interferir no trânsito de Roma, veja o calendário do Vaticano. Basílica Santa Maria Maggiore Procissão de Corpus Christi Dia 6 Acordar e partir para Verona! Meu trem saia da estação Termini em direção a Verona. Dicas Roma: Atrações: Tem que entrar no Coliseu, Vaticano (Basílica/Museu), Pantheón. Se for ficar mais que 3 dias compre o Roma Pass, vale muito a pena, ou compre os ingressos online, geralmente são filas diferentes para cada. Não deixe de ir nos pontos turísticos a noite ficam lindos iluminados. Transporte: vale a pena pegar o ônibus da Terravision para ir e vir do aeroporto para economizar, não peguei porque fiquei receosa, mas conheci pessoas que usaram e falaram que foi super de boa. Fuja de Táxi e uber, a não ser que queira gastar um boa grana, é muito caro. Comida: é maravilhosa, vale a pena investir em bons lugares, não deixe de tomar Gelato e comer o Tiramissu. Vá ao mercado e compre lanches e vinho para trazer para o Brasil é mais barato. Água é cara, então guarde uma garrafinha e encha nas fontes de água espalhadas pela cidade. Existe vários lugares que vedem pizza a kilo, dá para comer uma pizza por uns €4. Gorjeta é quase obrigatório, hahahah Verona Depois o Filme “Cartas para Julieta” eu necessitava visitar Verona e a Casa de Julieta Hospedagem Como só uma ficar um dia em Verona preferi não dividir o quarto e me hospedei no Simoni 10 B&B, que fica bem pertinho da estação de trem de Verona. É basicamente um apartamento de família que aluga quartos para viajantes, só tive contato com o responsável na hora do check-in, então acho que não more ninguém lá. Fiquei em um quarto com cama de casal, estava tudo muito limpo e organizado. Eles servem café da manhã, mas como meu trem para Veneza iria ser cedo, acabei comendo algo na rua mesmo. A única dificuldade que tive é que a pessoa que estava lá no dia era mãe do proprietário e ela não falava muito bem inglês, então tivemos que nos virar um pouco na mímica, nada que já não tenhamos feito né. Valor: €44 Roteiro Fiquei meio receosa por não ter lido tantos relatos e por Verona ser pequena, mas para minha surpresa eu amei cada detalhe. Verona é linda, parece uma cidadezinha cinematográfica, calma. Lembrando, cheguei lá numa segunda, e muitas lojas estavam fechadas pois não abrem nem domingo e nem segunda. Logo que me instalei, fui direto a Casa de Julieta, passado antes na Piazza Bra, onde fica a Arena de Verona que antigamente era um palco de lutas de gladiadores (e depois torneio de cavaleiros), hoje se transformou em um local para concertos musicais e óperas, graças à sua fantástica acústica. Neste dia a arena estava fechada pois estavam montando a estrutura para o festival de opera de Verona que iria acontecer na próxima semana. O ingresso da Arena custa €10 para adultos , sendo que o preço reduzido custa €7.50 Arena de Verona Montagem da estrutura para o Festival da Opera de Verona Depois de algumas fotinhos, segui para a Casa de Giulieta ou Casa de Julieta, ela fica um pouco escondida, na Via Capello 23. Você irá ver um grande arco com um pequeno corredor, essa é a entrada. Não se sabe se Romeo e Julieta existiram de fato, a casa de Giulietta nada mais é que um edifício rustico, que teria pertencido a Família Capello (seria a história baseada nesta família?) e que foi reformada em um cenário montado para turistas. A casa estava lotada no dia.. gente como tinha Brasileiro naquele lugar, rs. O local é bem lindo com ar romântico, as paredes do corredor de entrada todas escritas com declarações de amor e nomes de casais apaixonados. PS: vi um guarda chamando atenção de uma pessoa que tentava escrever na parede pois está proibido gente, a parede chega a ser feia de tanto rabisco nela, uma pena. A entrada é gratuita e existe a possibilidade de entrar na casa e ter acesso a sacada pagando €6. Particularmente achei desnecessário pagar para conhecer o cenário montado e acabei visitando somente por fora. Nos fundos do pátio encontramos a estátua de bronze de Julieta. Reza a lenda que, se tocar no seio direto dela, terá sorte no amor. Todos fazem fila para tirar fotos com ela, fazendo este famoso ritual. Casa de Julieta Continuando meu passeio, segui para Piazza delle Erbe, que fica ali pertinho. Esta praça possui no entorno, restaurantes, e lojas e rola uma feira lá que vende desde souvenires à temperos. Aproveitei para comer algo por lá. Seguindo de volta a Piazza Bra, fui em direção ao Castelvecchio. Contruido para ser residência e fortaleza ao mesmo tempo, ainda mantém o mesmo aspecto desde o século 14. Mas só por fora, por dentro foi modificado para abrigar um museu de arte. Ao lado na torre do relógio do castelo existe um portal que dá passagem até a Ponte Scaligero que atravessa o rio Adige e é umas das pontes mais bonitas de Verona. Castel Vecchio Ponte Scaligero Vista da Ponte Em seguida retornei para o hostel, pois teria que acordar cedo para ir para Veneza no dia seguinte. Veneza Veneza tem um ar romântico e como estava viajando sozinha preferi somente passar por lá, afinal todo viajante deve ir pelo menos uma vez. Peguei o trem cedo na manhã para Veneza. Prestem atenção pois Veneza tem duas estações de trem, sendo Venezia Santa Lucia a estação central da cidade. Chegando lá, guardei minha mala em um Locker dentro da estação por €5. Na estação mesmo comprei o bilhete de ida/volta do Vaporetto, que custou €15. Há outras opções de transporte, mas como estava no modo econômico, fui de vaporetto, que se pararmos para pensar já é bem caro. Desci próximo ao Palácio Ducale, que é um palácio gótico que já foi casa do Dodge de Veneza, e hoje é Museu. Como só tinha poucas horas em Veneza não entrei em nenhum museu. Segui para a ponte dos Suspiros e pausa para fotos. Veneza estava lotada, então foi difícil tirar uma foto sem alguém aparecer, rs. Não andei de gôndola pois acho que não vale a pena pagar €80 por 30 min e alone! Se estiver acompanhada a história muda e começa a valer a pena. Veneza possui diversas ruelas, perder-se por elas é inevitável! Aproveitei para comprar souvenires, minha dica é levar alguma vidraria produzida em Murano, ilha de Veneza, mesmo não indo até lá. Trouxe dois pingentes feios com vidros lindíssimos. Ponte dos Suspiros Seguindo caminho fui para a Piazza di San Marco, que é a praça principal de Veneza, muito popular pelo seu tamanho, prédios ao seu entorno, e claro, pelos inúmeros pombos que ali habitam. O edifício mais bonito da praça é absolutamente a Basílica di San Marco, sua entrada é gratuita. Na praça também fica o Campanário di San Marco, essa construção é um marco. A torre tem quase 100m de altura, pode-se subir ao topo pagando-se €8. Basílica di San Marco Campanário di San Marco Após uma pausa para comer uma pizza, sorry não lembro o nome do lugar segui para a ponte Rialto. Esta ponte é a mais famosa de Veneza é a primeira a ligar as duas margens do Grande canal. É linda, toda branca com vários arcos. No seu interior tem várias lojinhas. Ponte Rialto - desculpem a foto tremida.. isso que dá viajar sozinha! Vista da Ponte Rialto Após retornei até a estação de trem pelo Vaporetto e peguei minha mala. Meu voo para Paris saia do Aeroporto Marco Polo, e existe várias formas de chegar lá, eu optei pela mais econômica, que foi ir de ônibus. Os ônibus da companhia ATVO ou ACTV para o aeroporto saem da Piazzale Roma e custam €8. Dica Veneza: Se estiver só, tente encontrar pessoas que estejam afim de dividir o valor do passeio de gôndola, o valor de €80 é fixo e dá para ir 06 pessoas na gôndola. PARIS Cheguei a noite no aeroporto Charles de Gaulle que fica fora de Paris, que aeroporto grande... fiquei perdidaa rs, mas encontrei um Português que me ajudou a me localizar e encontrar a estação de trem, que por acaso fica dentro do aeroporto. Lá mesmo aproveitei para fazer meu cartão Navigo Découvert que me deu direito a andar ilimitadamente de metrô, trem RER, ônibus nas zonas 1 e 5, o que inclui os aeroportos Orly e CDG, castelo de Versalhes, Disney de Paris, etc. Para emitir o cartão é necessário pagar uma taxa de €5 mais a recarga semanal ou mensal, eu recarreguei a semanal e paguei €22,17 é necessário apresentar o passaporte e uma foto 3x4 (essa você pode tirar nas cabines existente dentro do aeroporto, se não me engano por €5) que será colada no cartão. Nome e sobrenome devem ser escritos à caneta no cartão. O fiscal passa para conferir o cartão ou bilhete do transporte, então se tiver comprado o bilhete de trem/metrô normal guarde o bilhete e só jogue fora depois em tiver fora do metro, pois em algumas estações você precisará do bilhete/cartão para passar na catraca de saída também. Enfim, peguei o RER B em direção a Gare du Nord, que fica perto do hostel que me hospedei. Hospedagem Me hospedei no St Christopher Inn da Gare Du Nord. Em Paris é tudo muito muito caro, então depois de pesquisar bastante escolhi esse hostel pelo custo-benefício. O hostel tem uma boa estrutura. Acho que a melhor parte dele são as camas, com cortinas, que dão um pouco de privacidade mesmo em um quarto coletivo! E na cama tem lâmpada individual, tomada, carregador USB. O ponto negativo ficou por conta da localização e do calor. Por mais que esteja a poucos metros da estação ainda assim não me senti segura andando ali. Tinha muitas pessoas estranhas no entorno da estação. E sobre o calor.. não tinham ar condicionado no quarto do hostel, tinha somente um ventilador pequeno por quarto.. sim isso mesmo 1 ventilador de uns 40cm por quarto!!!! E estava fazendo um calor infernal de quase 40° com o sol de pondo por volta de 22:30h. não indico esse hostel para o verão, somente para o inverno porque aquecedor os quartos possuem, rs. Eu fiquei em um quarto com mais 9 meninas, e que falta de educação!!! Chegavam de madrugada fazendo barulho, atendiam telefone e não davam importância se as outras pessoas já estavam dormindo. Como senti Saudades do hostel de Roma e de dividir quarto com os meninos. Dia 1 Turista que é turista começa pela Torre Eiffel né?! O valor dos ingressos varia de acordo com o andar que você vai (veja no site os valores atualizados). Cheguei lá pela linha 6 do metrô e desci na estação Trocadèro. Pois lá de cima já se pode ter uma boa e linda visão da torre e que visão, aproveite para tirar fotos, quando você sai do metrô e sobre alguns degraus, lá está ela, a Torre Linda e Imponente. A Torre Eiffel é uma estrutura de ferro de 300 metros de altura que foi construída em 1889 para a Exposição universal em meio a protesto de que a monstruosa torre afetaria a estética da cidade. No principio do século XX, as autoridades encontraram sua utilidade como com antena. O sucesso da Torre foi tanto que ela é um dos monumentos mais visitados do mundo. É possível ter acesso a Torre pelas escadas ou elevador, embora subir de escada seja mais barato, não vale a pena. Subi de elevador somente até o segundo andar da Torre, que vista linda. Se estiver viajando em alta temporada compre seu ingresso antecipadamente. Site: ticket.toureiffel.br Vista da Torre Eiffel pelo Trocaderó 2° andar da Torre Champs de Mars Conheci umas Brasileiras lá no Champ de Mars e juntas fomos a pé ao Arco do Triunfo. Com 50 metros de altura, o Arco do Triunfo representa as vitórias do exército francês sob as ordens de Napoleão. Para se entrar no interior do arco e subir na parte superior é necessário pagar a entrada €12 de e subir os 286 degraus. Não subi, pausa para fotinhos na rua (detalhe: para tirar essa clássica foto, temos que ficar literalmente no meio do trânsito.. loucura, rs). De lá caminhamos pela Champs Élysées até o Jardim de Tuileries e passamos em frente a famosa Ópera Garnier em seguida fomos a Galeries Lafayette. Que lugar era aquele? Que riquezaaa, um Luxo puroo! Rs. Arco do Trifunfo No meio da Rua, rs Ópera Garnier Suba até o Terraço da Galeries para se ter uma bela vista de Paris. Saindo de lá fomos até a Sacré-Coeur, Basílica do Sagrado Coração, que fica em Montmartre. Subimos de funicular, pois já estávamos mortas de tanto andar. Estava tendo uma missa lá e aproveitamos para assistir, que lugar lindo e incrível, que energia! Da escadaria da basílica temos uma linda vista de Paris. Galeries Lafayette , Vista do Terraço da Galeries Sacré-Coeur Dia 2 Resolvi ir ao Museu do Louvre pela manhã. O Museu está instalado no Palácio do Louvre, uma fortaleza do século XII que foi ampliada e reformada em diversas ocasiões. Antes de que se tornasse um museu, alguns monarcas como Carlos V e Felipe II o utilizaram como residência real. Depois da transferência da residência real para o Palácio de Versalhes, o edifício deu início a transformação a um dos museus mais importantes do mundo. A fila não estava tão grande e entrei de Boa. Que Lugar imenso.. não se esqueça de pegar o mapa para se localizar lá dentro. Não sou entendida em artes.. então não achei “nossa que maravilhoso” tirando as Pirâmides que achei lindas. É aquilo, para mim é um lugar para se ir uma vez na vida. PS: quando estava chegando ao Louvre sofri um tentativa de assalto por um grupo de meninas que estavam com uma prancheta de pesquisa, eu acho e me pararam falando em francês mesmo percebendo que eu não estava entendendo, percebi que uma delas estava atrás de mim e tentou mexer na minha bolsa.. Fiz a Louca e comecei a gritar NÃOO.. hahahaha. NUNCA fui assaltada no Rio e não é em Paris que vou ser assaltada né mores! Louvre Gioconda ou Monalisa Saindo do Louvre, presenciei uma situação chata, estava comprando água em uma lojinha perto do metrô e um senhor chegou e perguntou a atendente algo em inglês.. ela simplesmente respondeu “I don’t speak english”. Fiquei chocada com a grosseria. Minha dica é: quando for pedir alguma ajuda a alguém, comece arranhando um pouco de francês ou fale em português para não ocorrer essa situação. Do Louvre, peguei o metrô e fui para Notre Dame. A catedral de Notre Dame de Paris fi construída entre 1163 e 1245 e é uma das catedrais góticas mais antigas do mundo. O nome da catedral significa Nossa senhora e é dedicada à Virgem Maria. A fila para entrar estava imensa, mas compensava entrar, que lugar mágico é aquele né?! Lá fica exposta a Coroa de espinhos que teria sido usada por Jesus. Sua exposição acontece toda primeira sexta-feira de cada mês as 15hrs, e na sexta-feira santa. Infelizmente não tive sorte de vê-la. Existe a possiblidade de subir nas Torres da catedral, onde viveu o conhecido Corcunda de Notre Dame e ver de perto as Gágulas, a entrada da catedral é gratuita, já para acessar a Torre pagasse €8.50. De lá fui fazer umas comprinhas na farmácia Citypharma que fica na 26 Rue du Four e é umas das farmácias mais baratas de lá, lotada de brasileiros né, vale super a pena ir. A noite fui ver a Torre Eiffel iluminada, como o sol estava se pondo por volta de 22:30, o primeiro horário que a torre iria piscar era 23hrs. Fui de metrô até a estação do Trocaderó, tirei uma fotinhos, fiz vídeo, e quando fui voltar para o Hostel, o metrô não estava funcionando devido a um problema nos trilhos.. olha passei sufoco, pois estava sozinha, sem falar francês e meu celular estava com 17% de carga apenas. Mas no fim deu tudo certo, depois de alguns minutos o metrô voltou a funcionar e consegui retornar para o Hostel. Fila Torre Iluminada Dia 3 Dia de ir conhecer Versalhes, que Palácio é aquele hein? Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, há mais de trinta anos, Palácio é um dos mais conhecidos a nível mundial, não só por sua imponente arquitetura e seus intermináveis jardins, mas porque constitui uma parte importante da história da França. Diferentes monarcas como Luís XIV ocuparam o trono e embelezaram o Palácio. Em 1789 o Palácio deixou de funcionar como sede oficial do poder e posteriormente se tornou o Museu da História da França. Comprei meu ingresso na hora e paguei €18 (sem os jardins porque estava sem tempo). A fila estava gigante para entrar, levei umas 1h30min mas que valeu a pena. Lugar Ryco e Phyno rsrs.. queria só um pouquinho daquele ouro. Sou suspeita em falar do lugar pois amo arquitetura e o detalhes dos tetos tirava minha atenção. Não deixem de ir visitar o Jardim, eu estava sem tempo pois tinha que sair de Paris a tarde e no outro dia tinha meu voo cedo de volta ao Brasil. Palacio de Versalhes Galeria dos espelhos Saindo de lá, resolvi fazer uma loucura e ir em uma loja Primark para atender um pedido da minha irmã, Paris tem 03 lojas Primark, mas que ficam foram de Paris se formos ver melhor. Eu fui na que fica no shopping Qwartz em Villeneuve-la-Garenneo. Para isso peguei dois trens e um ônibus. Preferi não especificar aqui pois é só jogar no google maps que ele te dirá qual transporte e quais as estações tem que descer. A loja estava muito cheia, o que já era de se esperar pois é muito barato. Dia 04 Hoje foi dia de acordar e voltar para a realidade, de volta ao Rio. Dicas Paris: Hospedagem: Se hospede perto de estações de metrô. Transporte: O metrô de Paris é uma loucura, várias linhas te ligam a todos os principais pontos. Use o google maps, ele me ajudou durante toda a viagem. Comida: Cara! Vá de sanduiche, rs. Segurança: Paris estava cheio de refugiados, me senti muito insegura ainda mais depois da tentativa de assalto. Fique sempre esperto com sua bolsa e não pare responder a pesquisas, é puro golpe. PS: cheguei um Paris um dia depois do atentado na Champs Élysées então o clima estavam bem tenso, em todas as lojas e algumas estações tínhamos que abrir nossa bolsa e mostrar ao segurança antes de entrar e em algumas passavam o detector de metal, tenso! Passeios: Vale fazer o passeio de barco pelo Rio Sena e conhecer os outros Museus de Paris se tiver com tempo. Enfim, acho que é isso.. Eu fiquei apaixonada pela Itália e não morri de amores por Paris, acho que devido a todo o sufoco que passei por lá e insegurança que senti. Espero ter ajudado
  6. Olá mochileiros! Este é meu segundo relato aqui no fórum. Depois de uma grande aventura pela América do sul de carro, chegou a vez de viajar de avião. Pela primeira vez fui a Europa e posso dizer que superou minhas expectativas. Inicialmente a minha ideia era apenas de conhecer a Itália. Não tenho descendência, mas sempre gostei deste país e foi o tiro mais certeiro que poderia fazer. Foi tudo praticamente lindo, perfeito e maravilhoso. Li muita coisa aqui no fórum que me ajudou muito. Sou professor, então meu período de férias é no mês de janeiro. Minha maior preocupação na viagem seria a chuva, que muitos diziam cair com abundância neste período nos países europeus. São Pedro, foi muito legal conosco, posso garantir isso a vocês. Cidades que conhecemos na Itália: Roma, Milano, Torino, Monza, Venezia, Bologna, Imola, Firenze e Pisa. Paris entrou na viagem meio que de intrometida, mas valeu muito a pena. Estávamos buscando um voo barato do Brasil a Itália e vice versa. Para a volta a passagem mais em conta que encontramos foi a partir de Paris. Então colocamos a cidade francesa em nosso roteiro. E quem não gostaria de conhecer Paris, né? Comprei as passagens ainda em abril pelo Decolar.com, sendo que na ida fomos em um voo da Latam saindo de São Paulo para fazer uma escala em Paris e logo pegar um voo da Vueling no dia seguinte para Roma (com troca de aeroporto). A volta seria feita pela Royal Air Maroc (que medoooo) de Paris, com escala em Casablanca (Marrocos) até São Paulo. As passagens de ida saíram R$2.350,00 para duas pessoas. Enquanto as passagens de volta saíram por R$2.100,00 para duas pessoas. Totalizando R$4.450,00 para nós dois. Nós dois no caso, eu e minha mulher, Niceia. Acredito que foi um bom preço, pois não estava achando preço menos que R$6.000,00 entre abril e junho. Passagens compradas, comecei a definir meu roteiro. A ida seria foi dia 30 de dezembro de 2017 e a volta dia 17 de janeiro de 2018. Como sou amante de esportes, meus passeios sempre tem algo ligado a ele. Entre os meus destinos, queria conhecer os autódromos de Ímola e Monza, além de conhecer o Juventus Stadium e assistir um jogo do campeonato italiano, que acabou sendo entre Milan x Crotone. Antes da viagem fui acompanhando o aumento do euro e sempre comprava um pouco da moeda. Fiz compras no valor de R$3,87, R$3,90, R$3,95 e lá pelo dia 20 de dezembro acabei pagando R$4,13 na moeda da UE. Em todo o relato vou colocar os preços em euro, OK? Para uma fácil conversão em real, a média em que paguei na moeda ficou nos R$4,00 por euro. Mas, uma dica. Esqueça que o quanto o real vale. Se não você ficará louco. Eles ganham em euros, por isso o preço parece ser tão absurdo de tudo. No relato também não colocarei o que gastamos em compras pessoais. Compramos blusas, camisetas, calças jeans, cachecóis, gorros. GENTE, não comprem as coisas no Brasil. Blusa de frio e acessórios para as mulheres, não compre aqui. Compre lá. São melhores, tem mais opções, as blusas são próprias para o frio e o preço? Na Itália uma maravilha! Em Paris estava mais caro as coisas. Compre tudo na Itália. Mas vale aquela perguntinha: você realmente precisa disso? Algumas curiosidades que não esperava sobre a Itália e italianos: Italianos amam cachorros e bicicletas. Italianas (e italianos em uma quantidade menor) fumam e fumam muito. Chega a irritar. Meninas de 13 anos, pareciam chaleiras. Muitos monumentos na Itália parecem que vivem em reformas. Atrapalha e muita a paisagem, as fotos. E parece que são obras intermináveis. Os trens não atrasam como li muito por aqui. Nem os regionais. Peguei mais de 10 trens e apenas um atrasou (Milano a Torino). Italianos são muito receptivos. No norte da Itália, em hotéis, comercio e monumentos o inglês é falado com muita frequência. Não esperava isso. O transito é caótico em Roma Com exceção de Torino que o metro é novo (acredito que foi feito para as Olimpíadas de Inverno de 2006) os vagões são mais velhos que os de SP ou Rio. Mas são muito eficientes e tem a toda hora. Na Itália se vê muitos carros da Fiat (claro) e Ford. É normal ver um Masseratti nas ruas das cidades maiores. Os italianos italianas são muito, mas muito elegantes. Se vestem muito bem. Sexta, 29 de dezembro de 2017. Eu moro no Paraná, então a minha viagem começa antes e termina depois destes dias citados da compra das passagens aéreas. Não encontrei bons preços do Paraná para SP, então acabamos indo de ônibus para São Paulo. Chegamos um dia antes do voo para a Europa e ficamos hospedados no Hotel Íbis Styles da Barra Funda, bem perto do terminal da Barra Funda. Conhecemos um pouco da região da Barra Funda, passamos próximo ao Allianz Parque, fomos no hotel Bourbon e também em uma loja da Decathlon ali perto, na marginal tiete. Ônibus da Viação Garcia - Cabine cama: Tudo de bom! Parece executiva no avião. Gastos do dia R$198,00 – Passagens Londrina/SP – viação Garcia. R$120,00 – Alimentação R$177,00 – Íbis Styles Barra Funda R$9,00 – Uber. Total do dia: R$504,00. Sábado, 30 de dezembro de 2017. Depois de sete meses de espera de quando compramos as passagens e organizando a viagem, finalmente chegou o dia mais esperado de todos. Já era nosso 10º dia de férias, no entanto como teve Natal e a organização das malas. Passou rapidinhos essa fase pré viagem. Levamos três malas. Duas de mão e uma grande para despacho. Inicialmente, essa mala grande a ser despachada era para trazer vinhos. Claro que ela já foi com varias coisas, tripé (quase inútil), tênis, sapato (inútil), blusas e algumas guloseimas. Como sou cliente Accor Hotels (aconselho muito a todos serem, é de graça mesmo) pude fazer o later chek-out, então saímos do hotel próximo das 17h00 (horário limite para deixar o hotel) e pegamos um Uber até Guarulhos. Chegamos e logo despachamos a mala e já fomos para a sala de embarque. Passamos pela polícia e tudo mais. Só esperando o voo JJ8108 da Latam. O apertadíssimo B777 da Latam. Exatamente uma hora antes do voo começou o procedimento de embarque, às 21h35. Entramos no B777 e partimos rumo a Europa. Gastos do dia: R$45,00 – Alimentação R$58,00 – Uber. Total: R$103,00. Domingo, 31 de dezembro de 2017. Andei poucas vezes de avião no Brasil, mais ou menos uns 4 ou 5 destinos. Sempre voos de no máximo duas horas. Já imaginava que seria um porre o voo. Mas não esperava que seria tanto. Este avião B777 é uma das piores aeronaves que já voei, certamente a pior. Imagine ficar nesta posição por quase 12 horas. Felizmente, a pessoa que sentaria ao nosso lado não foi. Então tínhamos 3 assentos para duas pessoas. É de se comemorar muito. Os comissários da Latam foram legais, mas você sente um arzinho de superioridade neles. Chegamos em Paris exatamente as 12h50 como o programado. Um adendo aqui: quando comprei as passagens tinha a decolar deu a opção de realizar a continuação do voo para Roma no mesmo dia, as 21h30 (horário de Paris), mas como eu estava morrendo de medo de não dar tempo, preferi ir no outro dia cedinho, as 06h20 para Roma. Um erro gigantesco que cometi. Mas repito, a minha inexperiência causou isso. Eu pensava que 9 horas não era o suficiente para fazer a troca de aeroporto e tal. Tinha que ir do Charles de Gaulle para Orly. Fiz este trajeto em pouco menos de 3 horas, somando o tempo desde que o avião pousou, passando pela imigração (super tranquila, só pediram a passagem de volta, nem seguro, nem valor, nem comprovante de hotéis ou passeios, apenas o bilhete de volta) e depois para pegar as bagagens, que demorou um pouco. Inicialmente eu iria do CDG para Orly com um transfer do França entre amigos na casa dos 80 euros, mas li sobre o Le Bus Direct no conexão Paris, então resolvi arriscar, já que teria tempo caso desse algo errado. Paguei metade do valor do transfer no Le Bus Direct. Em Orly, às 4 da manhã esperando o busão que liga os terminais sud e ouest. Ficamos hospedados no Íbis Budget Orly (com atendimento em espanhol, inglês e francês, claro), ao lado do aeroporto de Orly no terminal Sud. Fizemos o check-in próximo das 15h30. Estávamos a praticamente 24 horas sem tomar banho. Então la se foi a primeira ducha em solo europeu. Nesse finalzinho de tarde começou a chuviscar, nada demais. Um friozinho de 5º, bem diferente dos 35º que estava no norte do Paraná. Eu queria saber onde era a Vueling no terminal Ouest em Orly, então, fomos em busca de desbravar o aeroporto. Entre 03:30 e 23h35 tem um ônibus que liga os dois terminais: sud e ouest. O ônibus é gratuito e faz cinco paradas entre um terminal e outro, pois ele vai parando nos estacionamentos ao longo dos terminais. Voltamos para o hotel próximo das 20h00 e fomos jantar no Íbis Orly, vizinho ao Íbis que estávamos, pois lá não tinha jantar. Por recomendação do Adriano aqui do mochileiros.com eu fiz essa reserva no hotel para poder dormir antes da viagem de fato se iniciar, pois no voo como muitos dizem e pude comprovar, é quase impossível dormir. Você tira cochilos, mas sono de qualidade esquece. Criança gritando, gente se esbarrando, servido de bordo, turbulências... sem chance dormir. Claro que a ansiedade aliada ao fuso horário e a virada de ano, foi difícil dormir. Mas foi possível repousar o corpo. Gastos do dia: €42,00 – Le Bus Direct (CDG – Orly) – Cartão de crédito. €29,00 – Jantar no Íbis Orly – Dinheiro €46,58 – Íbis Budget Orly Airport – Comprado no Brasil. Total: €117,58. Segunda, 01 de janeiro de 2018. Dia 1 Após tanta espera, vamos a Roma! Claro que sem um perrengue não poderia faltar. Comprei as passagens todas com duas bagagens despachadas de 32 kg por passageiros. Eu já sentia que teria problemas com isso, então no mês de outubro do ano passado enviei emails para o decolar.com sobre isso: o voo da Latam e depois a continuação com a Vueling. A resposta que tive do decolar.com naquela época é de que caso acontecesse qualquer coisa guardasse os comprovantes. Pois bem, aconteceu. Eles afirmaram que não tinha direito a mala despachada pois minha tarifa era a basic e tals que não dá direito a bagagem despachada: resultado? Paguei €40 para despachar uma mala. Lei de Newton? Sempre tem um pior né? Pois é, uma mãe e filha brasileira compraram a mesma passagem que eu, mas elas tinha 4 malas a serem despachada... multipliquem os €40 x 4... Mas, é claro que isso não me tirou nenhum pouco do sério, pois eu tinha todos os emails salvos do decolar.com, além dos comprovantes da venda deles e do pagamento que fiz lá na hora. Deixa isso pra depois, por bem ou por mal, eu recupero isso. Na pior das hipóteses na justiça ganho fácil. O avião decolou exatamente as 06h20 e chegamos as 08h15 em Fiumicino. Loja da Vodafone em Fiumicino Meus planos eram pegar as malas e partir rumo ao centro para aproveitar cada momento em Roma, pois eu teria menos 75 horas na cidade. Errei feio no planejamento nesta parte. Roma merece no mínimo 5 dias. NUNCA vá para ROMA e fique menos de 5 dias. É sério. Se você não ficar pelo menos 5 dias, vai ter que voltar lá. E eu farei isso com certeza. É tudo de bom Roma. Comprei o RomaPass pela internet no inicio de dezembro e escolhi tirá-lo no aeroporto para não perder tanto tempo. Segundo perrengue do dia. As 9 da manhã já estávamos com tudo nas mãos, prontos para ir ao centro. Fomos pegar o RomaPass e uma maldita plaquinha na porta do escritório deles: Giorno 1/1 a partire le 11:00. FDP! Perdemos duas horas em Roma. Logo em Roma? Onde já seria corrido. Eu com medo de não poder tirar no centro da cidade por ter escolhido ali, não queria ir. Perguntei para as pessoas (com meu super italiano) mas ninguém sabia de nada. Só ali mesmo. Resolvi esperar então né. Do que correr o risco de ter que voltar ali. Enquanto isso comemos nosso primeiro corneto italiano. O tempo não passava. Próximo do café tinha uma loja da Tim e uma da Vodafone. Tim eu não queria nem pintado de ouro, pois ela me deixa na mão todo instante aqui no Paraná. Pois bem, pensava que gastaria uns 30 euros no chip. Saiu por €55. A sensação de ser assaltado foi instantânea 3 coisas inesperadas em menos de 3 horas: a mala despachada paga, esperar o RomaPass e o valor do chip. Sabe quando você pensa “Putz, vai dar tudo errado nessa viagem!”? pois bem, pensei isso. Mas, felizmente os problemas ficaram por aí. Aí quando cheguei fazia aquela conta maldita de multiplicar um euro por 4 reais e pensava toda hora em quanto esse chip custou... faça as contas. É de doer o bolso, a alma, o coração. Mas eu sabia que seria necessário. E foi. Este plano da Vodafone era de 30GB para 28 dias. Nesses €55 entrava o chip (físico), o plano de 30GB e a ativação do chip. No aeroporto tinha wifi grátis. Pois bem. O tempo passava lentamente e depois abriu o escritório para retirar o RomaPass, logo encontrei os primeiros brasileiros ali. Nosso RomaPass era de 72 horas. ROMA, prima fermata! Contrariando muitos, eu optei por não ficar no centro da cidade. Confesso que estava com medo. Mas arrisquei e fiz um golaço modéstia a parte. Chegamos no hotel próximo das 13h00. Não peguei o Leonardo Express. Peguei o trem para Tiburtina que era mais em conta e o hotel ficava próximo da estação Tiburtina. Como era dia primeiro e feriado, já imaginava que tudo estaria fechado. Levamos as guloseimas e as detonamos. Só foi tomar um banho rapidão e cair fora para aproveitar Roma. Hotel Delle Province - Pensa em um atendimento e um café da manhã maravilhoso! Bairro do Hotel A distancia do metro ao hotel era de 600 metros – estação Bologna. Mais três estações estávamos em Termini. Logo fizemos a baldeação para outra linha e saímos no metro Republica. Aí sim começamos a andar a pé. Os primeiros quilômetros de centenas nesta viagem. Sim, centenas. Acredito que a média a pé nossa em km era superior a 10 por dia. Tinha um pequeno roteiro que não consegui seguir e “começamos a nos perder” nas maravilhosas ruas e becos de Roma. A cada esquina uma surpresa. A alegria por estar lá era gigante. Sol e garoa ao mesmo tempo. Estava friozinho, mas fazia calor de tanta emoção por estar na cidade eterna. Primeira foto em Roma com nossa máquina fotográfica: Piazza Repubblica. Da piazza Repubblica fomos em direção a piazza Barberini e logo depois ao monumento colona de Marco Aurelio. Estávamos bem pertinho da Fontana de Trevi e levamos um susto com a quantidade de gente. Por ser baixa temporada e feriado do dia primeiro, sabia que teria muita gente, mas não tanta. Entramos em algumas igrejas próximas e fomos em direção a piazza di Spagna. Começou a chuviscar e surgiram vendedores de guarda chuvas de todos os lados. Fontana di Trevi lotada! Andamos e andamos mais, a fome bateu. Não tínhamos almoçado, só comido as guloseimas. Vimos vários cardápios do lado de fora, mas resolvemos parar no restaurant pizzeria Cesar. Ficava há duas quadras do Vitorio Emanuelle, mas nessa altura eu já estava andando de qualquer jeito e deixei Google maps de lado. Logo no primeiro dia, o meu prato não poderia ser outro: pizza. Ristorante e pizzeria Cesar: Primeira refeição em pra valer em solo italiano. Já passava das 21h00. Estávamos meio que perdidos mesmo sem o maps, então, utilizei o maps para chegar ao metro e ir ao hotel. Quando vimos que o Coliseu estava perto, não tivemos duvidas. Fomos para lá. Quando saímos da estação do Coliseu, vimos a quantidade de gente que tinha na rua. Parecia altíssima temporada. Todo mundo tirando fotos e na rua que levava até o monumento Vittorio Emanuelle. Depois de uns 30 minutos tirando fotos e admirando o Coliseu fomos ao Vitorio. Lá mais um tempo deste. Voltamos pela mesma rua e pegamos o metro na frente do Coliseu para ir ao nosso hotel, a estação Bologna era da mesma linha do Coliseu. Então, chegamos no hotel as 23h30. Coliseu a noite. Monumento a Vitorio Emanuelle. Cheguei no hotel, estava bem cansado mas ainda deu tempo de fazer aquela reclamação no reclameaqui.com sobre o decolar.com, vueling e Latam. Gastos do dia: €40,00 – Despacho de bagagem Vueling Airlines – Dinheiro. €77,00 – RomaPass – Comprado no Brasil. €55,00 – Chip Vodafone – Dinheiro. €16,00 – Trenitalia (Fiumicino – Tiburtina) – Dinheiro. €213,00 - Hospedagem - (com o sogiorno €36) € 5,00 – Lanche/Água – Dinheiro. €30,50 – Jantar – Dinheiro. € 5,00 – Água/Salgadinho – Dinheiro. Total: €441,50 Terça-feira, 02 de janeiro de 2018. Dia 2 Acordamos bem cedo, tipo 06h30. Fomos surpreendidos com a qualidade excepcional do café da manhã do Hotel Delle Province. Vou deixar as fotos falarem por si. Nossa primeira parada era o Coliseu novamente. Mas agora, entrando nele. Não apenas fotos pelo lado de fora. A fila para quem não comprou o ingresso era grande, não gigante. Grande apenas. Nós, que tínhamos o RomaPass passávamos direto, não demorou nem 5 minutos para estar na frente do coliseu e já estar lá dentro, passando por todas as revistas, validar o ticket, essas coisas. Falar sobre o coliseu não é necessário. Fomos abençoados com um dia maravilhoso e as fotos ficaram legais. Nenhuma nuvem no céu. Ótimo dia para visitar o Coliseu. O famoso Arco de Constantino nos arredores do Coliseu. Do coliseu para o Palatino e Forum Romano. Chegamos as 08h30 no primeiro destino e saímos as 12h00. Andamos feito loucos por tudo que é lado. E ainda acredito que não fomos em todos os cantinhos. Mas andamos sem parar no Forum Romano. Determinado momento o chip do celular não funcionava mais porque recebi mensagens que estava sem crédito. Eu ainda estava puto com o valor que paguei no chip (funcionando e tal), imagina sem funcionar. Estava muito de cara. Depois dali, saímos próximo ao monumento Vitorio Emanuelle. Entramos lá e ficamos mais algum tempo, fotos vai e vem. E eu louco querendo ter o Google maps e internet para se localizar e otimizar o tempo né. Afinal, deixei poucos dias para Roma. Dali, saímos em direção a Via del Corso e logo nos primeiros 200 metros encontrei uma loja da Vodafone. Entrei e gastei todo meu italiano. O rapaz ficou uns 10 minutos mexendo e já estava nervoso também, afinal, não ia ganhar nada e estava perdendo tempo. Até que ele achou as configurações e mudou umas coisas da Tim Brasil para a Vodafone Itália. Internet funcionando a todo vapor. Continuamos na rua com as lojas de grifes e outras com preços bons e já fizemos as primeiras compras. O frio também exigia isso. Embora a tarde, estava na casa dos 14º C. a noite viria o frio com tudo. Vista de 180º do fórum romano. No final da via del Corso demos de cara com a piazza del popolo. Olhamos a entrada da Villa Borghese. Ainda tínhamos uma atração do RomaPass a usar, pois só tínhamos ido no Coliseu. Como a Galleria Borghese necessiatva ade ligar para reserva, estávamos em duvida no Musei Capitollino ou Galleria Borghesse no outro dia. Mas como tínhamos o Vaticano no dia seguinte, iria ficar pesado duas atrações parecidas. Pensamos no Capitollino. A fome batia, mas a vontade de bater perna era maior, até que indo em direção a piazza Navona, resolvemos almoçar, isso lá pelas 15h00. Piazza di Spagna. Bastante escadarias. Depois de almoçar, estávamos bem próximos da Piazza Navona e do Pantheon, fomos na praça primeiro. Lá tinha bastante pessoas e estava bem movimentado. Algumas fotos depois, fomos ao Pantheon, onde tinha mais gente. Começava a esfriar bem e a luz solar ameaçava ir embora. Já eram quase 17h. resolvemos andar mais e fomos em direção a corte suprema e a ponte Umberto I. de lá, resolvemos andar pelo parque Adriano. Já era mais ou menos umas 17h30 e avistamos o de Sant’Angelo e vi que poderia entrar com o RomaPass. Pensei e falei para a Niceia, vamos? Vai ser diferente! E foi. La na hora eram 12 euros para entrar se não me engano. No Castel Sant'Angelo - com vista para a cidade/Basílica de San Pietro. O passeio no Castelo durou mais ou menos uns 70 minutos. É escada pra caramba e boas rampas, mas também sobe até o topo dele. Valeu a pena porque tínhamos o RomaPass. Se não, não teríamos entrado. A atração fecha as 19h30. Saímos de lá próximo das 19h. Iríamos jantar no McDonald’s, pois ainda estávamos um pouco cheio do almoço. Sempre levamos na bolsa, o salgadinho San Marco, uma espécie de Elma Chips deles lá. O de batata com sabor de extrato de tomate é o melhor. Mas os McDonalds é tudo automatizado e só no cartão de crédito, não estava afim de usá-lo e pagar IOF. Voltamos pela Fontana de Trevi (mais uma vez) e lotada só para variar. Compramos nosso primeiro gelato na Itália na sorveteria Melograno, o melhor sorvete que encontramos em Roma. Minha mulher disse que foi o melhor da Itália. Eu ainda fico com da sorveteria Venchi. Não jantamos. Fomos embora e compramos um vinho na frente do nosso hotel, com salames e queijos. Estávamos comendo às 21h mais ou menos. Dormimos às 23h. Gastos do dia: €30,50 – Almoço – Dinheiro. €10,00 – Sorvete – Dinheiro. €11,00 – Mercado – Dinheiro. Total: €51,50 Quarta-feira, 03 de janeiro de 2018. Dia 3 Neste dia acordamos as 06h30 mais uma vez. Dia de conhecer o Vaticano. Depois do belíssimo café do Hotel Delle Province (insisto em falar, muito bom, quase um almoço) pegamos o metro e após fazer a troca da linha B (azul) pela linha A (vermelha) descemos na estação Ottaviano, até o momento estava calmo. De repente começou a brotar gente em direção ao Vaticano. Nem precisava olhar o Google maps, era só seguir o fluxo e os chineses. A fila no Vaticano era imensa. Nosso bilhete era o da visitação das 9h00. Chegamos lá 08h50. Em cima da hora. Quase ninguém na fila de quem comprou pela internet. Pagamos 4 euros a mais por pessoa para furar fila e mais 7 euros no áudio guia. NUNCA, nunquinha e em hipótese alguma você deve comprar os áudio guias, a não ser que você seja fanático pelas informações. Se você for apertar todos os códigos das obras, você sairá do museu só na outra semana. Jogamos 14 euros fora nesses áudio guias. Escutamos umas 10 coisas e olhe lá. Além de carregar no pescoço. Não sou católico, nem evangélico e de nenhuma outra religião. Acredito em Deus. Resolvi ir ao vaticano, pois é um passeio clichê e com familiares religiosos, já viram né. Tem obras lindíssimas e tal. A capela sistina não é nada outro planeta. Se você não faz questão de passar por lá, não vá. Mas, é aquela, foi em Roma e não foi no Vaticano. Eu sabia que seria meio xarope, mas não sabia que seria tanto. Fila do lado de fora do Vaticano para comprar ingressos. Compre pela internet e não se arrependerá? Dentro do Vaticano lugarzinho especial que o Papa Francisco fez. Adorei! Ficamos lá das 09h00 até as 11h00. Eu sinceramente não aguentava mais. Minha mulher e eu estávamos cansados e ela queria comprar um casado, pois iria começar os “Saldi” no dia seguinte. Queríamos conhecer a Basilica de San Pietro, mas havia uma fila monstruosa em caracol. Deveria ter no mínimo umas 2 mil pessoas naquela fila que fazia a volta naquele famoso e grande circulo do pátio do Vaticano onde são celebradas as missas. Tiramos umas fotos e fomos embora. Neste local, foi onde mais vimos pessoas pedindo esmolas e ajudas em Roma. Mas nada de pessoas chatas ou mal encaradas. Saímos de lá e fomos para o hotel, descansar um pouco. Acredite, anda e anda muito lá dentro Vaticano. Calculo que percorremos uns 2km lá dentro em corredores, escadas e jardins. Mais 3,5km do Vaticano até a estação Barberini. E mais uns 600 metros do metro até o hotel. Pode por 6km só na parte da manhã. Aí, conhecemos de vez a via del Corso. A Zara, a Kiko, Celio, Alcott. Lojas excelentes e com preços melhores ainda. Compramos casacos que não tem no Brasil. Cachecóis e outras coisas. Lá se foram euros que levamos separados do valor da viagem. Chegamos no hotel as 14h. logo saímos para almoçar e conhecer a vizinha do bairro do hotel. Já era tarde, mais ou menos 15h. Algumas coisas fechando, quando passamos em frente uma portinha, chamado Il Tunel ristorante e pizzeria. Pensa em um lugar massa e deve ser bem tradicional e bem a cara de Roma fora do centro. Muito legal, atendimento mil. Nos ajudaram a escolher o vinho. Todos que trabalhavam no local eram mais velhos, e tinha duas pessoas que devem bater o ponto lá todos os dias comendo, pois estavam no maior dos papos. Ristorante e pizzeria Il Tunel: lasagna bolognesa e spaghetti carbonara. Saímos dali e tínhamos duas missões ainda. Ir no Pantheon, pois no dia anterior estava lotado e também tirar fotos legais em Trevi, mas na Fontana sempre lotado. Minha mulher queria porque queria tirar fotos lá, então, ela armou o plano de acordarmos 5 da manhã na quinta, para ir a Fontana la pelas 6h, voltar ao hotel e ainda tomar café. Pantheon. Gratuidade está acabando. Conseguimos a Trevi só para nós! Também né, acordando as 5 da manhã (quinta pela manhã). Fomos ao Pantheon e claro, andar, andar, andar... Não sei se era por estar a noite, mas esperava um pouco mais do Pantheon. Vale lembrar que a partir de maio, será cobrado uma taxa de 2 euros para entrar no Pantheon. Até lá, é gratuito. Andamos mais um pouco e não jantamos de novo, apenas o sorvete. Comemos no hotel, pois tínhamos muitas coisas ainda a comer. Mas, sem vinho esta noite. Gastos do dia: €56,00 – Vaticano – Comprado no Brasil. €27,50 – Almoço – Dinheiro. €10,00 – Sorvete – Dinheiro. Total: €93,50.
  7. Depois de muito enrolar, aqui vai meu relato para o mochileiros.com, site que tanto me ajudou em praticamente todas minhas viagens. Espero que possa ajudar a quem se interessar, é meu único propósito, retribuir de alguma forma. Essa viagem foi longa (83 dias), passando por Marrocos (um dia), Portugal (19 dias), Suíça (8 dias), Itália (19 dias), Londres (seis dias), Paris (cinco dias), Espanha (cinco dias), Marrocos novamente (15 dias) e cidade de São Paulo no restante dos dias. Faz parte de um projeto bacana que transformou 2017 em um ano semi-sabático. Sou professor de geografia, moro em Nhandeara (interior de São Paulo), tenho 45 anos e sou mochileiro nato. A maior parte do trajeto foi feito com hospedagens em hostels, que geralmente adoro. Adquiri as passagens pela “Decolar.com”, a 2.600 reais (São Paulo-Casablanca, Casablanca-Lisboa e Casablanca-São Paulo), em março de 2017, ou seja, com 5 meses e alguns dias de antecedência, além de 3 trechos aéreos “internos” (Porto-Genebra, Nápoles-Londres e Paris-Madrid) e várias passagens de trem. Optei por fazer relatos separados por país. Assim, vou pular o primeiro dia no Marrocos e ir direto pros 19 dias portugueses. Já fiz várias viagens interessantes na vida, mas todas pela América Latina, de onde nunca tinha saído. Então, reuni os destinos europeus que povoavam meus sonhos, nessa viagem de arromba. São destinos em que depositava muitas expectativas (Suíça, Cinque Terre, Roma) ou outros obrigatórios, como Veneza, Londres e Paris (não tinha tanta expectativa, mas queria ver qual é a delas e o que poderiam me ensinar e me proporcionar. Além do que, será preciso ter grandes expectativas pra gostar delas? É provável que não). Portugal eu tinha certeza que seria muito agradável, por conta da língua e do povo, e Marrocos é o destino exótico que tá logo ali, então precisei aproveitar a oportunidade. A Espanha, nas minhas pesquisas, foi dos que mais me surpreenderam, então resolvi passar ali apenas como trampolim pro Marrocos e voltar exclusivamente pra ela numa outra oportunidade (além do que, tenho passaporte espanhol, meu avô veio de lá, o que pode facilitar as coisas – como um possível “não-retorno”). Pra você que se interessar, um bom proveito! Vou tentando postar algumas fotos também, mas quem quiser poderá encontra-las no meu facebook, por país em “álbuns”. 27-09: voltinha por Lucerna (Suíça) antes de pegar o trem Para Milão, às 16:18 (passagem comprada com três meses de antecedência, por 9 euros – mega pechincha – but, but, but... não sei por quais cargas d’água o site da Trenitália estava meio confuso e não me dava a passagem com tal antecedência. Daí, tive que recorrer ao site da RailEurope, que tinha a passagem baratinha mas cobrava uma taxa de 10 euros de comissão – não tive escolha e acabou saindo por 9 + 10, mesmo assim, um bom negócio). Com o trem passando em Lugano, já no sul da Suíça, quase todo mundo que entra fala italiano e é bem menos comedido que os suíços, muito louca esta gradual imersão no universo italiano. A paisagem é fantástica, com a cidade distribuída entre os paredões naturais e o lago local. E o sol se pondo. Cenário de filme mesmo. Cheguei às 19:45 na Estação Central de trens e metrô de Milão. Dali, fui até a estação de metrô QT8, com um passe para 24 horas que se compra em bancas de jornal por 4,50 euros (tem uma no subsolo da estação). Bem legal, pois pretendia usar várias vezes. Assim como em Portugal, é preciso validar o bilhete na entrada e na saída. Cheguei ao Hi hostel de Milão (Ostello Della Gioventu, a 300m da estação de metrô QT8), e eles confusos pra encontrar minha reserva. Acho que acabaram fazendo outra. Ainda bem que não era alta temporada e havia muitas vagas. Bom, às 21:30 já estava na praça do Duomo conforme combinado com minha querida ex-aluna Ester, o que me valeu uma senhora de uma surpresa, já que há toda uma iluminação especial pro Duomo. Lindo e impactante. E com a também impactante Gallerie Vittorio Emanuele II ao lado. OBS: A Itália foi o único país até agora (e já estou na fase final da viagem) em que, com uma certa frequência, na verdade por três vezes, reservas foram literalmente ignoradas. Isso em Milão (final feliz), Nápoles (final nada feliz) e Atrani (final feliz). Minha ex-aluna, Ester, que me encontrou em Milão, disse que é bom tomar cuidado com os hostels italianos, são cheios de rolo. Só bota fé naqueles da rede Hi Hostel. Foi o único país também em que percebi certa constância na falta de boa vontade do povo local para com quem quer que seja, até mesmo para com eles mesmos. Ou seja, é cultural o lance, só pode ser! Vi coisas como motoristas esculhambando velhinhos confusos! Comigo, rolou um dono de restaurante, ou gerente, me enrolando na conta, cobrando mais e inventando motivos pra isso. Um horror! Repito, em nenhum outro país sequer vi algo parecido. E comparando com o povo suíço e marroquino então, sem comentários o tanto que esses daí são gente boa! 28-09: acordei às 8:30 e fui correndo pro centro comprar um tênis e voltei pro hostel, peguei minhas coisas e lá fui eu tomar o trem das 12:05 pra Veneza, também com passagem comprada três meses antes e trem da Trenitália, a 9 euros, mais comissão de 10 euros da RailEurope, numa viagem de duas horas. Chegando na estação Santa Lúcia, fui comprar meu passe pra dois dias (30 euros) que dá direito ao transporte público (os famosos “vaporetos”, uma embarcação que cruza os canais), inclusive ilhas de Burano e Murano, já meio distantes. E fui pro Generator hostel (F.ta dela Croce 84-86), ligado à Associazione Italiana Alberghi per La Gioventú e ao Hi Hostel, 269,78 reais por duas noites (caro, mas com estrutura bem legal, mas sem café da manhã incluso). Fica no bairro da Giudecca, e praticamente de frente para a Praça São Marcos, só que do outro lado do canal, sendo só acessível por “vaporetos”, no caso, o número 2 que sai do cais A, logo atrás da estação de trem, não tem erro, mas não é o único. Dali, é só descer na “parada” Zitelle. O Albergue é quase em frente (uns 80 metros à direita de quem desce). Despesas: Dois lanchinhos básicos porém gostosos e um suco de abacaxi na estação Santa Lúcia (Relax Café): 11,80 euros. Sorvetinho: 3,50 euros. Comprinha básica no mercado (tem um cerca de uns trezentos metros do Hostel – 1,5 litro de água, uma coca lata, um pacote de biscoitos, um pacote de pão de mel, um lanchinho básico de atum com passas em pão integral, três maçãs red e um pacotinho de mix de frutas secas e castanhas): 10 euros. 29-09: Como tinha dois dias em Veneza mas receava que chovesse, acordei às 8:30 com o propósito de conhecer primeiro o que fosse mais distante, deixando o que fosse possível de Veneza pro dia seguinte antes de embarcar pra Florença, além do que a Praça São Marcos, meu principal objetivo, estava praticamente em frente ao Hostel. Então, fui pra Murano (famosa pelos trabalhos em vidro, bem interessantes, e é possível conhecer as fábricas, algumas mantém até um espaço próprio pra quem chega, mas não fui com receio do tempo) e Burano (casinhas mega coloridas pitorescas), lá chegando por conta do passe pra dois dias de transporte público, ou seja, vaporetos (demorei cerca de uma hora e 15 minutos pra chegar no primeiro destino, que é Murano, é bom ir com tempo). Depois, outro vaporeto pra Burano (esse é rapidinho); vi um restaurante que disponibilizava um menu do dia com entrada com Bruscheta, primeiro e segundo pratos, fechando com sobremesa, por 20 euros (algo “econômico” por essas bandas). Por tudo que oferecia, topei. Caí no conto. No cardápio constava suco de frutas por 4,50 euros e pedi suco de laranja. A bruscheta era microscópica. Ao pagar a conta, o suco ficou por 7 euros (o gerente justificou que o “suco de frutas” do cardápio era uma variante em lata) e a taxa de serviço, incluída compulsoriamente, de 20%. Portanto, fiquem espertíssimos com coisas do gênero. Acho que vale a pena perguntar TUDO antes. De novo, Itália cheia de rolo. Daí, voltei pra Veneza, parando com o vaporeto na Praça São Marcos. Linda de viver, mas que estouro da boiada é aquele? Fiquei imaginando o que seria em plenas férias, já que mesmo em setembro estava praticamente lotada, sendo difícil até de conseguir bons ângulos pras fotos. Conseguir se compenetrar, concentrar, nem pensar. A não ser que fosse um horário e circunstância muito particulares (provavelmente à noite e de manhãzinha), é provável que você tenha pouco sossego por aqui. Estava meio chateado com Veneza, pelos preços astronômicos, pela escassez de latas de lixo e por certa “pompa” presente no comportamento da gente fina que circulava por ali. Daí, fui ora caminhando ao léu e encontrando espaços que valem a pena, ora meio que seguindo o Grande Canal, chegando até a ponte do Rialto. Foi nesse passeio que percebi o encanto da cidade. Principalmente ao me afastar das multidões (não é tão simples). Os pequenos canais, as gôndolas, os noivos apaixonados, os becos alagados, tudo muito inédito, só ali mesmo. Faz valer a visita. E até achei uns mercadinhos mais baratinhos, tipo dois mix de frutas secas e castanhas por 1,98 euros. E dois lanches pequenos de atum e uma lata de fanta (500 ml) por 2,50. Praticamente um milagre. Uma dica importante de economia possível é ficar hospedado no “continente”, em Veneza Mestre, e atravessar a ponte pra conhecer a Veneza tradicional nas ilhas. Mas vai explicar isso pro meu subconsciente, que queria por que queria essa imersão total. Burano: Veneza 30-09: Acordei cedinho, fui pra Praça São Marcos pra aproveitar e conferir novamente as paisagens fantásticas de Veneza. Resolvi ver Veneza do alto do Campanário de São Marcos, ao lado da Catedral, com certeza uma vista excepcional (não me lembro exatamente mas acho que paguei 10 euros pra subir, com elevador). Desci, tomei sorvete, tirei umas fotos e fui pra ponte de Rialto. Daí, fotos e lanche depois, resolvi voltar antes que o tempo apertasse, pois às 13 meu trem saía pra Florença. Assim foi. Mais um lanche na estação Santa Lúcia, trem no jeito e simbora. Trem da Italo, € 23,90 e duração de 2:05, comprada a passagem em 25 de agosto. Caminho chato, nada atraente, bem diferente dos caminhos suíços, em que mesmo um caminho menos legal é bem legal, comparando. Fiquei mal acostumado. Chegando, fui direto pro Hostel Arco Rossi, bem legal, próximo à rodoviária, na rua Faenza número 94R (R$87,00 a diária e € 4,50 de taxa de visitação por 3 dias). Um pouco chatinho de achar, pois a numeração da rua muda num certo ponto. Mas é mais ou menos na altura da estação de trem e a cerca de 6 minutos a pé dela. Dali, fui pro centro (pertinho), já encontrando a praça do Duomo, fotografei (impossível resistir, é incrível), me assustei com a multidão que ali estava e fiquei pensando o que deve ser então os meses de férias de verão (julho e agosto). Mas um ritmo bem gostoso, todo mundo meio que hipnotizado curtindo o visual e a energia boa da multidão. Diferentemente de Veneza que é muita pompa e circunstância e não tem muito pra onde escapar (devido aos canais), em Florença foi uma multidão em clima constante de confraternização. Gostei. Dali, fui andando até o rio Arno passando ao lado da Galeria Uffizi (já impressiona só com as esculturas do lado de fora), atravessei a ponte e continuei até o jardim das Rosas, seguindo depois até a provável melhor vista panorâmica de Florença, o jardim de Michelangelo. E assim foi o dia: Você está feliz porque a cidade promete. E tem uma atmosfera permanente de confraternização. Mas tem também um lugar privilegiado com vista panorâmica, em que o povo se encontra, se paquera, se conhece. Mas, coincidentemente, é hora do pôr-do-sol. Aí, meu amigo, você junta tudo isso e agradece a vida! 01-10: Tinha sido alertado por uma ex-aluna em Milão que os museus são grátis no primeiro domingo do mês na Itália. E não é um golpe de sorte estar em Florença nesse dia? Acordei cedinho e já fui pro meu sonho de consumo cultural do dia, a Galleria degli Uffizi. Uma hora e quinze minutos de fila (quem tinha algum passe passava na frente) e até que nem foi tanto, por ser gratuito e comparado a um dia normal, segundo disseram. Normalmente, mesmo pagando, é daí pra mais. E lá fui eu: Da Vinci, Boticelli, Giotto, é coisa de louco. Grande parte daqueles quadros que ilustram livros didáticos estão lá. É um acervo de cair o queixo. Amei achar ali o “Nascimento de Vênus”, de Boticelli, entre tantos outros. Tentei ver tudo o mais rapidamente possível pois queria estar às 11:00 na igreja de Santi Michele e Gaetano, onde ocorreria uma missa em latim e acompanhada por cânticos gregorianos, estava muito curioso. Cheguei uns minutinhos atrasado, mas tudo bem. Pouca gente (umas 70 pessoas no máximo) e pouquíssima comunicação (você fica ali, vendo aquilo acontecer, mas não entende nada, então vale como curiosidade, mas não como sintonia entre fiéis e igreja, acho que tem tudo pra ter menos gente ainda futuramente, muitos matam a curiosidade e saem durante a missa. Aliás, isso foi uma constante em toda Europa, ou seja, pouca gente prestigiando as missas). Dali, fui pro Duomo ver se também era grátis, apesar de não ser um museu, mas estava com fome e a fila era muito grande. Fui comer ali ao lado. Achei um menu interessante (lasanha, saladinha farta, batata cozida/frita) por 10 euros (mais taxa de serviço de um euro). Valeu. Os preços de Florença são bem mais camaradas do que em Veneza. Tomei sorvete (dois sabores, 3 euros) e fui conhecer os jardins de Giordano. Não me pareceram tão interessante quanto esperava, mas no caminho passei pela Galleria Dell’Accademia, onde está a escultura David, de Michelangelo. Como a fila estava pequena, entrei (apenas uns dez minutos de espera). Incrível, com destaque para esculturas, mas também tem muitas pinturas, como na seção de arte bizantina. Depois, voltei pro centro da cidade, passei no Duomo novamente (visitas encerradas pra quem não tinha alguma passe) e fui zanzar por ali pra ver se algum outro museu estava recebendo “na faixa”. Encontrei o museu del Bergello, com pinturas e esculturas, sem dever nadinha pros outros dois. Florença: 02-10: Tinha duas opções. Ou ir a Siena e São Gimignano apenas pra conferir a arquitetura e traçado urbano tão caros a um geógrafo como eu, ou apenas a uma das duas com visitas mais detalhadas às igrejas e museus. Fiz a primeira opção, pois a composição da paisagem e o uso e distribuição dos equipamentos urbanos não só são a minha prioridade em termos geográficos como é o que me atrai mais esteticamente. Além disso, confesso que tinha grandes expectativas em relação ao sorvete da Gelateria Dondoli, em São Gimignano, e à Plaza del Campo, em Siena. Siena: de fato, um lugar que te joga na Idade Média. Juntamente com Évora (em Portugal, inigualável, a mais interessante de todas as cidades medievais que conheci) e a própria São Gimignano, foi a cidade em que mais precisamente senti isso. Muito bacana se perder por suas ruas e captar o clima local. Dois locais de destaque: a Plaza del Campo e a Igreja de Santa Clara, belíssima. Aproveitei pra comer uns doces (“bar” Nannini, Via Banchi di Sopra, 24). Pedi um “paste Nannini” (€ 1,00) delicioso, e um “bigne Chantilly Nannini” (€ 1,80), nem tanto. Fui de ônibus pra Siena (€ 7,80 - em Florença, a rodoviária – Via S. Caterina, 17 - fica a uns 100m da estação de trem, e o ônibus te deixa em Siena ao lado do centro histórico, em uma praça, muito prático). Depois, de ônibus pra São Gimignano (há praticamente de hora em hora, saindo do mesmo lugar em que se chega a Siena, a € 6,00 – a passagem é comprada no subsolo da praça anteriormente citada). É a chamada “Manhatan” da Idade Média, pois suas 14 torres (mas eram mais de 70 no passado) eram símbolo de poder. Mesma imersão no clima medieval, é bem menor, rapidamente se anda por tudo e com muito prazer, vale a visita. Mas é na praça principal que se encontrava minha meta: o tal sorvete Dondoli. Na verdade, ali temos duas “gelaterias”. Ambas trazem na fachada os anos em que foram laureadas “the best of the world”. A outra (não me lembro o nome), tinha uma fila menor. E lá fui eu conferir. Pedi três sabores: frutas do bosque, creme e amarena. É um bom sorvete, mas não tão impactante. Depois, saí pelas ruas a espiar a cidade, voltando a seguir pra experimentar o sorvete da Dondoli. Pedi pistache, oliva (diferentíssimo) e coco. E foi aí que, depois de muuuito sorvete bom mundo afora, me dei conta do que é ser “o melhor”. Cremoso, leitoso, suave, doce sob medida, nada em excesso. Tudo o que um sorvete tem que ser pra se tornar inesquecível. Esse sim merece todas as láureas. Passeio encerrado, lá fui eu pra Poggibonsi de ônibus (€ 2,50), de onde sairia o outro ônibus para Florença. Mas encontrei uma família brasileira que voltaria de trem e resolvi segui-los (€ 7,60 – Trenitália). Daí, atenção! Ao comprar o ticket na máquina (a bilheteria estava fechada), botei uma nota de 10 euros esperando o troco. Como a passagem custava € 7,60, caíram moedinhas totalizando 0,40 e uma mensagem, dizendo que faltavam moedas de um euro e que poderia ser reembolsado no guichê quando estivesse aberto, provavelmente no dia seguinte, apresentando o comprovante. Daí, ao chegar em Florença e ir no escritório da Trenitália (responsável pelo trem), eles apenas confirmaram que só no guichê da estação do ocorrido é que poderiam ressarcir o prejuízo. Ou seja, já era. Mais um “migué” italiano. Triste. Depois, em novas utilizações, só paguei com cartão pra evitar o lance. Voltando a Florença, e sendo meu último dia ali, lá fui eu pros arredores do Duomo pra mais um lanchinho de tomate com muzzarela de búfala, o melhor da Itália. A tristeza foi que já não havia mais, tive que me contentar com um pedaço de pizza do mesmo sabor (€ 4,00). Uma pena. Curiosidade: no estabelecimento, estavam eu, uma garota (chama-se Amanda e tem um blog, o “Girando Mais Que o Mundo”, não vejo a hora de conferir), duas mulheres e a atendente, todos brasileiros. E, dado estatístico, ao contrário de perfazer 90% do total de turistas como em Interlaken-Suíça, em Florença os orientais são algo em torno de 30%, me intriga o porquê dessa prevalência na Suíça e não na Itália. São Gimignano (Toscana) e o sorvete da Dondoli: 03-10: saída de Florença, trem pra Pisa (€ 8,40 – Trenitália, com passagem comprada ali mesmo um pouco antes do embarque) e depois Manarola (Cinque Terre), onde fiquei dois dias. Bagageiro da estação de trem pra visitar a Torre e arredores em Pisa: € 5,00; Vi a Torre e descobri que pra visitar a Catedral era apenas necessário um ingresso que se retira num local da própria praça, mas são limitados e o horário da visita depende da demanda. Assim, consegui um ingresso para 12:45. Já as visitas à Torre, ao Museu e ao Batistério são pagas. Pra quem quer subir a Torre, aconselha-se a reservar com grande antecedência, tal é a demanda. Com pouco tempo e muita expectativa para chegar a Manarola, dispensei. Trem de Pisa para La Spezia: € 7,60. La Spezia-Manarola: € 4,00. Cinque Terre Card, para ter acesso ao trem e às trilhas do Parque por um dia: € 16,00 (carinho, já que as melhores trilhas estão fechadas por conta de riscos, e as vilas são bem próximas entre si. Perguntei-me se haveria um controle rigoroso desse ticket em plena trilha, e a resposta é “médio”. Houve um posto de controle “consistente”, e em outro a funcionária discutia animadamente ao telefone, dispensando todo mundo de apresenta-lo). Hostel “Ostello Cinque Terre”, Via B. Riccobaldi, 21, atrás da igreja (a vila de Manarola é bem pequena): € 66,00. À noite, comi um nhoque ao molho pesto bem gostosinho, na “pizzeria Il Discovolo”, e uma fanta, por € 12,00. Assim, descobri o que seria uma constante nessa passagem por Cinque Terre. Ou seja, comida caríssima; não raramente, horrível. Qualquer salgadinho, mas qualquer mesmo, é o olho da cara e feito meio que às pressas. E é bom não ter expectativa nenhuma com o atendimento. Vi coisas assustadoras, como velhinhos escorraçados, inclusive. E não há muitas opções. Todos aqueles lanches-sonho com pães da nona, muito tomate (lindos, suculentos) e bastante muzzarela de búfala, torradinhos na hora, ficaram em Florença, onde se come muito bem a um preço camarada. Pra complicar, até tem uns mercadinhos, mas novamente os preços são totalmente fora da realidade. Cheguei a imaginar se não seria o caso do típico local distante de tudo e que necessita de numerosos esforços pra que as coisas cheguem ali, o que as encareceriam. Mas vale lembrar que as “Terres” são sim ligadas por rodovias. Ou seja, é exploração pura e simples mesmo. Se você é mochileiro, vale a pena levar um bom estoque de bebidas, biscoitos, doces, frutas etc., se possível. Acho que a região vive da fama conquistada quando as trilhas todas eram acessíveis e de seu mar realmente incrível, com águas azuis-esverdeadas transparentes que justificam qualquer visita. Quanto à beleza das “Terres” e suas vistas cênicas, encontrei isso na que fiquei, ou seja, Manarola. Afastando-se um pouco do centro, se veem passarelas costeando os paredões e, ali, vistas perfeitas da mais bela das “Terres”, na minha modesta opinião. Compensou todos os perrengues alimentícios. Mas me fez criar uma falsa expectativa de que as demais seriam tanto quanto. Manarola (Cinque Terre): 04-10: trilha de Manarola a Corniglia e, depois, de Corniglia a Vernazza. Bacanas, aparecem uns penhascos de vez em quando, mas não é nenhuma Suíça nem uma Costa Amalfitana (estas sim paisagens vertiginosas). O primeiro trecho até tinha algum tempo atrás uma outra opção mais cênica, mas fecharam por questão de segurança, assim como várias outros mais próximos ao mar entre as demais “Terres”, pelo mesmo motivo, depois que chuvas intensas de anos atrás comprometeram a estrutura das passarelas que compunham grande parte do circuito. Em Vernazza, resolvi ir de trem às demais “Terres”. Fui a Monterosso (me pareceu tudo menos uma aldeia, com numerosos hotéis, clima de badalação, gente chic e sofisticada, preços altos e nenhum mercadinho pra quebrar um galho). À noite, de volta pra Manarola, parada na Pastakeaway, Via Discovolo (a rua principal), 136, pertinho do hostel. Comi um nhoque ao molho de nozes e tomei uma coquinha por € 8,00, bem básico o lance. Nada de mais. É bem provável que haja opções incríveis de bons restaurantes nessa região, mas para o mochileiro que procura opções mais baratas é um perrengue-mega essa falta de comida pronta ou de mercados a preços justos. Vernazza (Cinque Terre): 05-10: Acordei às 8:40, tomei o café da manhã, me despedi de todo mundo e lá fui eu pra estação ferroviária. Por € 4,00 comprei uma passagem até Spezia. Lá, confiante na informação de que trens dessa região até Roma eram regionais e não necessitavam de compra antecipada de passagem e cujo preço não variava, fui lindão na máquina que emite passagens. E, realmente, lá estava minha vaguinha, mas ao preço de € 39,75. Como é um trecho semelhante em distância ao de Milão-Veneza e Veneza-Florença, achei demais. Segundo informaram ali, é possível sim comprar com antecedência a preços melhores. Deveria ter tentado ônibus, mas até encontrar a estação, comprar, esperar etc., achei melhor encarar preço alto. Tristeza de quem quer economizar. Mas, vida que segue. Bora pra Roma. Foram dois trens, na verdade. Um até Follonica, uma cidade-balneário interessante à beira mar, organizadinha, me pareceu moderna, ao menos não vi nenhum prédio histórico; tem uma estação ferroviária e um centrinho lindinhos, bastante verde, provavelmente voltada para um turismo regional, pouquíssimo movimento e... com uma pizza frita (novidade pra mim), recheada com farta ricota e coberta com toda muzzarela de búfala e molho de tomate que fazem aqueles salgadinhos malditos de Cinque Terre morrerem de vergonha, acompanhada por uma lata de fanta, tudo a € 4,60, que ficou na história. A Itália perfeita seria aquela em que se come isso todo dia (e por esse preço, né?). Vejamos Roma, no que dá nestes termos. Chegada ao hostel Roma, na Via Cavour, 44, por 4 diárias: € 73,60 (hostel bem legal, com quarto para 6 pessoas espaçoso e banheiro dentro, além de estar bem perto – 5 minutos - da estação de trem e metrô Termini, e relativamente próximo de ótimas atrações, mas não tem café da manhã). Comida pelas redondezas a preços bem acessíveis (numerosos Kebabs) e mercadinhos na estação Termini e nos arredores. Melhor, impossível. Aliás, na gigantesca estação tem uns bares bem sofisticados, points de happy hour, com bons preços. Xô fase de preços salgados e falta de opções lá de Cinque Terre. O único “se não”, que inclusive já havia lido em alguns relatos, é de que os arredores da estação Termini é meio parecido com uma Praça da República melhorada lá de São Paulo. Eu digo que andei à vontade e não me senti ameaçado nem incomodado. Mas é visível que tanto funciona uma mini cracolândia (encontrei-a ao contornar a estação umas 23:00 ao tentar erroneamente um acesso para um trem, onde me deparei com dezenas de sem-teto, uns chapados outros dormindo). Senti uma certa tensão no MacDonald’s local, onde muitos imigrantes (é o que me pareceram) talvez recém-chegados, provavelmente famintos e sem o domínio do idioma, tinham problemas pra dizer exatamente o que queriam, se esmolas, restos ou lanches, e os atendentes, dificuldade em entendê-los, gerando cenas preocupantes com gente sendo empurrada e um clima tenso e de indefinição no ar. Assim, é claro que se deve tomar todos os cuidados, aliás, estamos em um metrópole, mas realmente acho que é infinitamente mais seguro do que o centro das metrópoles brasileiras. Apesar do hostel ser pertinho, nele já melhora imensamente o aspecto urbano. Fiz o check in, digitei uns textos, já era noite e lá fui eu ao mercado (água, biscoito, uma coca de 600 ml e um pacote de castanhas e frutas secas, tudo por nem 7 euros) e depois atrás de refeição (como eu escrevi antes, muitas opções e preços acessíveis, tipo meio franguinho assado com saladinha, batata frita e pão, por 5 euros). A uma quadra do hostel subindo a rua Cavour em direção à estação Terminio, um hotel lindão chamado Massimo D’Azeglio oferecia um inacreditável buffet a 19 euros tudo incluído, até o serviço do garçom e sobremesa. Sei que é meio carinho pros padrões da proposta econômica, mas a comidaiada toda estava à mostra e parecia ser o paraíso em forma de alimento. Uns filés de frango suculentos, ricota, legumes cozidos, tomate seco, sopinhas em tigelas, uvas despencando aos cachos, meio decorando, meio provocando um coração glutão. Não resisti. Confirmei com o garçom se o serviço realmente estava incluído, se o alcance geográfico da mesa era aquele mesmo que eu presumia, se coisas terríveis não aconteceriam comigo ao final pedir a conta (trauma de Burano), se era possível que o refrigerante estivesse incluso (pra minha surpresa, eu poderia até optar por uma taça de vinho) e se realmente tudo não passava de um sonho bom. Confirmadíssimo, ponto pra Roma e simbora comer muuuito. Noite chegando, e eu excitadíssimo por estar num lugar-monumento. Não deu pra dormir. Como ainda eram 21:30 e o tempo estava agradabilíssimo (uns 20 graus de temperatura, sem vento), resolvi já conhecer o que desse pra alcançar a pé. Mapa na mão, lá fui eu. Daí, foi coisa de louco. Cheguei ao Coliseu, dois passos adiante já tropeçava no Foro Romano, com o belíssimo monumento a Vitorio Emanuele ao lado. Sem falar que tá cheio de parques urbanos (coisa que valorizo) e igrejas monumentais no caminho. Uns passinhos adiante, e lá estava pra mim a cereja do bolo, a Fontana de Trevi. Estava tão extasiado que, não fosse um apito do guardinha censurando um doido que já tava querendo fazer a “Anita Eckberg em La Dolce Vita”, eu mesmo faria a “sereia barbuda” e me apinchava na água. Com todo respeito aos demais monumentos, o que é essa fonte iluminada em uma noite de início de outono? Pena que foi de todos o que mais gente tinha, umas cento e cinquenta pessoas extasiadas num só suspiro, o que me desconcentrava (falta de consideração desse povo não deixar a fonte só pra mim). Mal sabia eu que, dois dias depois, ao voltar durante o dia, não restaria nem um metro quadrado de área livre ao redor, com centenas de pessoas se acotovelando por um foto impossível. Na real, Roma pede que se calibre novamente o que a gente chama de monumental, estando pro patrimônio histórico no mesmo patamar que Lauterbrunen (Suíça) está pras vistas panorâmicas. Humilhação total com os parâmetros. E, ainda por cima, em uma noite inspiradíssima. Já eram quase duas da madrugada. Fechei com chave de ouro o “dia”. Pra melhorar, a cama do hostel era divina. Fontana Di Trevi (Roma): 06-10: cama gostosa + corpo cansando + dormir tarde pra caramba + êxtase da cidade eterna com muita serotonina na cabeça = acordei às 13:00. Mas mega-feliz. E, sabendo que durante o dia deve ser o “estouro da boiada” pra visitar esses monumentos, fica aqui meu testemunho de que provavelmente poucas coisas valem tanto a pena quanto o tal do passeio à noite, tranquilo, por Roma cidade-eterna. Vai te dar inspiração pra uns bons anos de vida. Recomendo, mesmo não podendo visitar certos locais “por dentro”. Não havendo muito tempo disponível, resolvi dar uma voltinha pelo que houvesse nos arredores do hostel, e, sendo Roma, sempre há. No caso, bem próximo mesmo, as lindas Piazza Della Repubblica com a Fontana Esedra, e a igreja Santa Maria Degli Angeli. Ao lado da igreja, o Museu Romano junto às Termas de Diocleziano. Mas, ali, verifiquei que a visita ao museu necessitaria de bastante tempo e resolvi deixar pro outro dia. Então, visitei ao lado a gratuita e incrível Basílica Santa Maria Degli Angeli e Dei Martiri, lindona. Escaldadíssimo com informações duvidosas e preços altos, fui depois correndo pra estação Termini adquirir o mais rápido possível minha passagem de trem para Nápoles, dia 9 (€ 12,90). Feito isso, resolvi comer em um Kebab entre tantos que há até chegar ao hostel. Por meio frango (mas não tão grande), batatas em pedaços fartas, um pãozão gostoso (ok, assassinei a língua portuguesa mas dá bem a dimensão da coisa) e um pouco de salada, tudo gostoso: € 5,00. Sonho! 07-10: Nesse dia, praticamente refiz meu trajeto noturno do dia da chegada a Roma. E visitei o que foi possível e gratuito no caminho. Assim, conheci “por dentro” o monumento a Vittorio Emanuelle II, praticamente um museu, com vistas bacanas e panorâmicas de Roma. Dali, contornando o monumento por trás, dá pra chegar a uma vista panorâmica do Forum Romano e o conjunto de construções ao seu redor. Apesar de ser possível pagar pra ter acesso a ele, dá pra não só vê-lo detalhadamente como dele fazer uma boa análise, principalmente se tiver uma publicação qualquer que o acompanhe (no meu caso, o Lonely Planet). Contornando o Coliseu, foi tão possível espiá-lo por dentro, pelas aberturas, que até resolvi não entrar, apesar da ausência de filas. Além do quê, acredito que seu exterior seja seu melhor ângulo. No caminho para o Pantheon (interessante), a belíssima Igreja de San Ignázio Loyola (na ida) e o Templo de Adriano (na volta). E, ao retornar ao hostel, a uma quadra e meia dele, na própria via Cavour, encontrei aberta a belíssima igreja de Santa Maria Maggiore. Tudo grátis. 08-10: Visita ao Vaticano. A meta era tentar ver o Papa e visitar a Capela Sistina e o Museu do Vaticano. Resolvi ir a pé (uns vinte e cinco minutos ou menos, segundo meus cálculos) e aproveitar a paisagem urbana, abrindo mão de um trajeto mais linear mas optando por praças, largos, igrejas e monumentos, e quem sabe também surgisse alguma boa surpresa pelo caminho (lugares lindos, acolhedores ou de confraternização). Já sabia que teria que passar pela Piazza Spagna, que queria conhecer, e a Piazza Dei Popolo, e no rio Tibre e seus arredores. Parte do trajeto fiz acompanhando suas margens. Ou seja, nada de chegar em 25 minutos. Parei em um simpático café, onde tomei um suco de laranja, um lanche (com tomate e muzzarela de búfala), um cappuccino e uma torta doce, tudo por € 12,50 (carinho, mas o lugar é muito lindo e tudo gostoso), pra se ter uma noção de preços. Seguindo em frente, avista-se o Castel Sant’Angelo, redondinho, que resolvi que visitaria depois (mas mudei de ideia). Chegando ao Vaticano, passando por uma revista meia-boca e um detector de metais, estamos na Praça São Pedro. E uma surpresa desagradável: a Capela Sistina e o Museu fecham aos domingos. E outra agradável: o Papa em pessoa dá a benção às 12:00, de uma das janelas ao redor da praça (não era uma missa, apenas uns 15 minutos de celebração). Já eram 11:00. Era possível visitar a basílica (grátis) e a sua cúpula (€ 6,00 pelas escadas e € 8,00 pelo elevador – mas que não dispensa a última escadaria, claustrofóbica, mas tolerável). Ali você tem a oportunidade de ver a basílica por dentro, do alto da cúpula (vertiginosa imagem de uns cem metros de altura, mas bem seguro – tenho vertigem), e também visitar a parte externa, com vista privilegiada da Praça São Pedro. Não é uma visita que eu faria normalmente, mas pra compensar a impossibilidade de se ver a Capela Sistina e o Museu, tá valendo. Ao final, já quase 12:00, se desce as escadas, porém... como é estreitinho em um trecho significativo, e na sua frente tem velinhas simpáticas porém lentas, não deu tempo de ver a comoção popular na praça quando o Papa acena pela primeira vez. Peninha. Mas deu pra ouvir. Como a Basílica, nesse momento, estava praticamente vazia, desencanei do Papa e fiquei por ali, visitando-a, também porque transitar na praça nesse momento pra pegar ângulo bom pra ver Francisco é literalmente impossível. Aliás, já seria difícil conseguir ângulo para vê-lo. Fica pra próxima. Quanto à catedral, incrível, tem obra de Michelângelo (escultura de Moisés) entre outros figurões do mundo das artes. Saldo final: valeu bastante a visita, fiz média com minha mãe e sobrinha catolicíssimas, além de que já tinha visto muito museu (fator “a raposa e as uvas” – provavelmente nada se compara à Capela Sistina)! Membro da guarda suíça do Papa: Vista do alto da Basílica de São Pedro, Vaticano: 09-10: ida pra Nápoles, com trem regional da Trenitália, a € 12,30 em três horas (há outras opções mais rápidas, que fazem o trajeto em uma hora apenas, mas bem mais caros). Perceptível o empobrecimento do país conforme se avança para o sul. Daí, cheguei à Estação Central de trem e Piazza Garibaldi, e lá fui eu para o hostel de metrô, por € 1,10 – compram-se tickets nas tabacarias e bancas de revista (havia a opção de ir de ônibus, mas é difícil falar com os motoristas, explicar onde descer, daí a opção pelo metrô). Fui até a estação “Univesitá” e, com o mapa impresso do hostel, lá fui eu empurrando mala rua abaixo. Descobri depois que, ao contrário do informado pelo próprio hostel no site do Hostelworld, a estação Município é a mais próxima de lá. Chegando no hostel “Ostello Bella Napoli”, reservado meses antes pelo site do Hostelworld, qual não foi minha surpresa ao receber a notícia de que estava lotado. Nem adiantou dizer que o site já cobrara antecipadamente um determinado valor, passar o número da reserva, mostrar minha própria reserva impressa (sempre levo para evitar sobressaltos). E ficou por isso mesmo. A garota que me recepcionou me encaminhou para um outro hostel no andar de baixo do mesmo prédio (Via Guglielmo Melisburo, 4), por sinal, de nome parecido, “Hotel Bella Capri”, porém de valor maior: € 20,00. Mas tem vantagens: se trata de um quarto para duas pessoas, com ar condicionado, televisão e banheiro dentro. Mandei um email para o Hostelworld e estou aguardando resposta sobre o que fazer para reaver o dinheiro do adiantamento da reserva, provavelmente a taxa que o hosteleworld cobra pelo serviço prestado. Vejamos no que dá, mas já passou pela minha cabeça fazer um boletim de ocorrência na polícia depois de pedir para o próprio hostel devolver a grana (o que provavelmente não ocorreria). Um prejuízo de uns 10 reais. Vejamos o que vão dizer. Um bom teste pra saber como funciona esse serviço no caso de falha do hostel. Saí pra levar minha roupa pra lavar e secar (Via Sedile di Porto, 54). Uns sete quilos de roupa por € 8,00. Enquanto a roupa não ficava pronta (uma hora), fui comer alguma coisa. Achei uma pizza frita e imediatamente me veio à cabeça aquela inigualável que eu comi em Follonica. Pedi de ricota com molho de tomate e queijo. Apesar do pessoal ser uma simpatia, a tal pizza é uma droga, indigesta, massa meio crua por dentro, gigantona, enfim, um martírio na forma de comida, por € 5,50 já com o refrigerante. Fechei o dia indo a um mercado comprar coisas até para levar pra costa Amalfitana, escaldado com os preços e a falta de opção de Cinque Terre (são lugares de perfil semelhante). Em um mercadão próximo do hotel, pra se ter uma base dos preços napolitanos, comprei ricota, 0,75 kg de maçã Golden, uma porção de nhoque (muito bom), um punhadinho de salada de cenoura, dois yogurts, mozarela e umas seis torradas de pão italiano, tudo por € 7,95 (é um pouco mais barato que os preços de mercados em Roma). Obs: o pessoal do Hostelworld, dias depois, mandou mensagem dizendo que, após contactar o hostel problemático e averiguar o erro na reserva, estaria devolvendo o valor já pago. Preciso depois verificar se foi realmente creditado na minha fatura, já que havia sido pago via cartão de crédito na internet. Mas, de qualquer forma, tive resposta para minha solicitação. 10-10: Como é um dia perfeito pra você? Já tive vários nessa viagem, mas hoje foi um deles. Acordei meio tarde, meu colega de quarto assistiu ao jogo de futebol “Itália versus Albânia”, na noite anterior, pelas eliminatórias da copa (por sinal, nesse jogo a Itália venceu mas depois não se classificou). Depois, ele dormiu, mas roncava horrores. Daí, eu fiquei digitando esse relato, checando o facebook etc., esperando o sono vir com força total. E veio. Mas um sono tão gostoso que nem percebi mais o barulho do ronco. Dormi umas duas da madrugada, então me dei ao direito de ficar um pouco mais na cama, até lá pelas nove da manhã. Fiz minha mala, deixei-a no hostel e lá fui eu para uma visita ao Castelo Nuovvo, a mais ou menos uns duzentos metros do hostel (castelo “clássico” por fora, mas deixa a desejar no acervo. Há algo de errado com o castelo quando o fosso ao seu redor estiver cheio de entulho). Daí, a um mecadão próximo do hostel e lá comprei por doze euros: 2 litros de água, uma porção generosa de lasanha à bolonhesa, salada de cenoura já pronta, torradas com pão italiano, uma coca lata, quatro maçãs golden, um suco de maçã e um mix de frutas secas com castanhas. Voltei pro hostel, peguei minhas coisas e pedi pra me deixarem almoçar ali mesmo. E que almoço! Lasanha e salada ótimas, aliás, pra evitar comida ruim por aí, o melhor é isso mesmo, comprar comida pronta que eles vendem na maioria dos supermercados. Só a lasanha e a salada ficaram em sete euros, pra se ter uma base. Depois, de mala e cuia, lá fui eu em direção a Sorrento, com pausa em Pompeia Scava Vila Mistery, com o trem da Circunvesuviana, que sai da estação Garibaldi, por € 2,80 o bilhete. Cuidado! Não só fique atento à plataforma (3) quanto também ao trem, pois dali saem trens com vários destinos. Neste caso, é o trem que vai pra Sorrento que interessa. Há outro trajeto que também passa por Pompeia mas é outra estação. Chegando em Pompeia, tem bagageiro na estação de trem, onde deixei minha mala por € 3,00 podendo retirá-la até às dez da noite. Mas há também bagageiro gratuito ao lado da bilheteria para o Parque Arqueológico de Pompeia. Ali deixei minha mochila, a mala não caberia. Mas tem bagageiro maior pra malas pequenas. Comecei lá pelas 15:30, sendo possível a visita até às 19:30, se não me engano, por € 13,00 a inteira. É grande pra chuchu e estas poucas horas não foram suficientes, pois lá dentro tem a cidade em si mas também um museu, um antiquário, loja de souvenir e livraria. E é muito interessante. Pensar que tudo aquilo foi preservado por séculos vindo a ser o melhor testemunho da era Romana graças a uma tragédia sem tamanho, o sacrifício de tanta gente cozida, intoxicada e soterrada. Daí, vão aparecendo os detalhes que encantam, uma estátua aqui, uma arena de gladiadores ali, um anfiteatro, um prostíbulo, mosaicos, o luxo que não salvou ninguém... e você vai percebendo que tudo era muito parecido com o que é uma cidade hoje. Visita incrível completada, lá fui eu pra Sorrento (€ 2,40). Em Sorrento, tinha reservado um lugar meio diferenciado. Encontrei pelo hostelworld o “Campogaio Santafortunata”, um camping com cabanas, mas tinha uns comentários meio estranhos dizendo que o lugar era escuro, que era como cabanas na selva, tinha cobra... mas o lance “natural” me pegou, pois vi pelo google maps que eles tinham uma praia particular e ficavam no acesso para um dos lugares mais bacanas ao redor de Sorrento, o Bagni de Regina Giovanna (um “poço natural” cercado por ruínas romanas e com uma pequena comunicação com o mar). O ponto do ônibus em Sorrento que dá acesso ao camping está à esquerda de quem chega da rodoviária e vai pra cidade em direção ao mar, tem uma placa informando “Sita”. Mas tem que perguntar pro motorista se passa na frente do camping. E pedir pra ele avisar quando chegar lá. Isso na Itália é furada, nenhum motorista me avisou coisa alguma mas sempre deu certo no final, pois você mesmo detecta o local de dentro do ônibus. É sempre bom ter alguma referência visual de antemão, mesmo que uma informação prévia por email com o estabelecimento. Chegando, fui pagar as duas diárias, mas não foi possível pois queria pagar com cartão e, como já eram nove horas da noite, só dava pra pagar em “cash”. Sem nenhum estresse, o recepcionista disse que eu poderia pagar com cartão no dia seguinte. E lá foi o funcionário me acompanhar até meu “quarto”. Fomos descendo uma estradinha, com muuuuito verde e tudo muito bem cuidadinho, uma coisa meio Suíça, tudo de cerquinha de madeira com umas casas/chalés ao redor em meio às árvores. Adorei. Chegamos a nove cabaninhas enfileiradas, cada uma com uma oliveira e um deque na frente e escadinha de acesso num terreno íngreme, além de mesinha e cadeiras. Lindo. Abri a porta, já sem o funcionário. Uma cama de casal e outra de solteiro, banheiro, frigobar e ar-condicionado. Daí veio um medão de ter coisa errada na jogada, tipo, acorda Carolayn, que pelo valor da diária só poderia esperar um hostel, por mais que goste muito deles. Tipo um espaço compartilhado. E lá estava eu, com tudo só pra mim. Deu medo de que tivesse faltando um zero nos valores da internet. É por aqui que eu termino hoje. Com medo mas feliz. Vejamos amanhã se coisas “terríveis” vão acontecer na hora de acertar a conta e se “penas voarão” na confusão. Pompeia, com o Vesúvio ao fundo: 11-10: Acordei meio tarde lá pelas 9:30, pois o sono foi ótimo e quis aproveitar o quarto exclusivo. Fui até a portaria, paguei tudo (junto com o adiantamento da época da reserva e taxa municipal de visitação, dá € 58,00 por duas diárias). Tomei banho e fui dar uma conferida no acesso ao mar do camping. Lindão, com paisagens bem legais, mas tinha placa dizendo que não podia nadar caso não houvesse salva-vidas. Não que duas gringas não estivessem saindo da água fazendo “as egípcias” (como quem diz: não é comigo). Fui pro restaurante (vista panorâmica lindíssima ali) lá pelas 12:00 e pedi um filé de frango com um molho local, mais uma salada completa e suco de laranja, tudo por € 15,00. Depois, paguei internet por 24 horas (€ 4,00) e dei uma checada na vida virtual. Paguei um passeio pro dia seguinte de barco pra Capri, por € 45,00. Daí, fui conhecer algo que já tinha visto no google maps e estava muito curioso para conferir. É que o camping está próximo de umas ruínas romanas que rodeavam um “poço” chamado Bagni dela Regina Giovanna, de águas transparentes boas pra banho. Na verdade, é como se fosse uma micro-baía rodeada por um paredão e pelas ruínas e mato que cresceu ao redor. Fica no sentido oposto de Sorrento, em direção ao Cabo. Você sai do camping Santafortunata pela rodovia, anda por ela (um perigo, micro acostamento, cuidado) uns 300 metros até chegar a um bar do lado oposto chamado “Bar Del Capo”, e entrar em um caminho em direção ao mar ali em frente. Singelo, mas bem legal. Ao lado, locais ótimos para banho de mar (e a temperatura da água excelente para um início de outono europeu), já de frente para o mar aberto mas protegido por rochedos. E aquela água verdinha e transparente. Nadei e tomei um solzão de fim de tarde. Tempo ótimo. Voltei pro camping. Fiquei sabendo pelo funcionário brasileiro do restaurante do camping, o Rafael, que mais adiante tem uma praia de nudismo. Não a vi, mas tinha uns agitos nas moitinhas ao redor. Jantei no restaurante do camping uma lasanha com uma salada por € 15,50. Uma delícia. Apesar da minha gigantesca satisfação com o camping e sua localização, eu já tinha me tocado ao planejar a viagem que ele ficava meio longe de Sorrento, o que significa longe de mercados com artigos abundantes e variados. Até tem mercadinho próximo, mas pouca variedade de gêneros e preços nada camaradas. Aliás, tem mercadinho no camping. Pra se ter uma base, a água mineral sem gás de 1,5 litro custa € 1,5. Sabendo disso, eu trouxe aquele estoque de água e comida lá de Nápoles. Fica a dica. 12-10: Acordei, tomei o café da manhã do camping por € 7,00 (um bufê interessante e abundante), e fui esperar o pessoal do passeio (eles te pegam ali às 9:00, te levam pra marina Massalubrense, de onde sai o barco – 10:00 - dão a volta completa na Ilha de Capri, te deixam no porto principal – Marina Grande - às 12:00, e combinam de buscar todo mundo às 17:30). Lindão o passeio, passam próximo das entradas das grutas Branca, Azul e Verde (mas não podem se aproximar muito, pois o tamanho da embarcação, grandinha, não permite – é o que alegaram) e pelo meio dos Falagliones, rochedos peculiares que se sobressaem na paisagem, inclusive um deles possui um arco, como um túnel, e claro que o barco passa por ele, com o guia dizendo “l'arco dell'amore”, mas com uma tal malícia na voz que não dá pra levar a sério, é como se dissesse “o buraco da putariiiiiiiia”, muito engraçado. Ele deve estar de saco cheio de tanto falar isso o tempo todo e daí extravasa um pouco. Com o tempo restante (12:00 às 17:30), dá pra fazer uma programação meio que rápida pela ilha, inclusive ir até a famosa Gruta Azul. Tem saída pra lá do vilarejo de Anacapri, são ônibus específicos. Não me interessei, pois é muito trampo pra tão pouco tempo (dizem que nem cinco minutos de observação dentro da Gruta), mas falam que é uma experiência marcante. Preferi ir até o ponto culminante da Ilha, o Monte Solaro, a 589 metros de altitude. Pra se chegar lá, também tem que ir de ônibus do porto até Anacapri (€ 2,00 pra ir e mais € 2,00 pra voltar) e de lá pegar o teleférico (€ 11,00 ida e volta) que te leva até o topo (13 minutos cada “perna”). Lá tem um restaurante, banheiros e as vistas são incríveis mesmo e o tempo estava super ensolarado. Antes disso, almocei por Anacapri e até que os preços foram muito menores que os de Cinque Terre (ponto pra ilha, mais bonita e mais barata). Aliás, comi uma pizza de queijo, ricota e molho de tomate com massa de biscoito que estava uma delícia (€ 14,00 pela pizza mais uma coca, na Sciuè Sciuè, Via Giuseppe Orlandi, 73, Anacapri) - outro ponto pra Ilha de Capri, e olha que foi praticamente o primeiro lugar que apareceu – humilhou Cinque Terre, onde até escolhendo me ferrei. Fãs de Cinque Terre, perdoem-me, mas foi um fato. Com o fim do passeio e a volta pro “continente”, aproveitei uma carona do camping até o ponto de ônibus “Sita” próximo à estação de trem no centro de Sorrento, e lá fui eu de mala e cuia pra Atrani, na Costa Amalfitana, ao lado da própria Amalfi (€ 2,90). Isso no início da noite. E foi aí que a coisa pegou. Não se enxergava quase nada, apenas luzes, e o ônibus só que subia, subia, subia... naquela rodovia estreitinha que deixava o corpo de quem tivesse sentado do lado direito frequentemente a menos de 0,5 metros do precipício, conforme todos relatam e agora eu também. E dá-lhe curva, montanha russa, buzinaço e palavrão, a gente se acostuma. Fiquei imaginando aquilo durante o dia. Aliás, acredito que seja uma paisagem tão única e incrível demais da conta, que eu acho que teria que ter lei que proibisse essa viagem à noite. Depois de amanhã, voltando pra Nápoles eu vou me esforçar pra ir durante o dia e ver isso aí em melhores condições. Aliás, essa experiência da viagem e as características das cidades atravessadas já me permitem dizer o seguinte: pela segunda vez na viagem, sendo a primeira Lauterbrunen e arredores (Suíça) posso dizer que meu queixo caiu e não levantou mais. O que é essa Costa Amalfitana? Tudo aquilo e mais um pouco que eu esperava da Itália é aqui no sul que estou encontrando. E vejamos se amanhã tudo isso se confirma. Ou se me arrependerei horrores de pensar assim. Mas o meu impulso agora, que só tenho mais dois dias e meio na Itália, é remarcar minha passagem pra daqui uns seis dias ou até quem sabe eliminar Londres e ficar aqui, desmarcando o hostel de lá (possível até dois dias antes) e perdendo a passagem de trem Londres-Paris. A coisa pegou fortemente nesse tal de sul da Itália, a começar pelo caos adorável de Nápoles. E olha que vi coisa nesse país, hein? Apaixonado, mais nada! Que que eu faço, minha gente? Uma linda noite pra pensar... Se eu disser que cheguei em Atrani em êxtase, fui pro hostel e estava tudo fechado, mas eu já em estado de graça nem me incomodei. Daí um fulano (o primeiro que eu vi na frente, não tem muitos por aqui, é uma vila, adorável vila) já conhecia o dono, já foi chamar, já resolveu tudo. É o hostel A’Scalinatella, Piazza Umberto I, 5-6, duas noites por € 66,00 (já incluindo “taxas de visitação”), reservado meses antes pelo Booking. Estou aqui num quarto de hostel pra duas pessoas, com banheiro dentro, sacada com varanda, somente eu no quarto, felizão da vida, querendo que isso aqui não acabe nunca, com o sino da igreja tocando, quando abro a porta pra sacada é aquela paisagem urbana tipicamente sul-italiana, até pra mim tem varalzinho que dá pra rua e em cima do andar de baixo e eu já pendurei sunga molhada e toalha lá, meu Deus, Buda, Alá, energias, universo, como estou feliz! OBS: quando escrevi isso tudo, como puderam observar, a viagem estava acontecendo. E eu, empolgadíssimo com o sul da Itála. Mas mantive os planos iniciais e fui no dia marcado pra Londres. E ali foi tudo incrível, também me apaixonei por Londres, ainda bem que não mudei a programação original. Espero voltar tanto pro sul da Itália quanto pra Londres, entre outros destinos dessa grande viagem. Também tinha me esquecido de dizer que, chegando em Amalfi, pega-se outro ônibus no mesmo local em que o ônibus anterior te deixa, com destino a Atrani... que está a cinco minutos andando de Amalfi, é só seguir pela direção oeste. Tem também um túnel que liga as duas. Só vale a pena pegar o ônibus se as malas forem muito incômodas. Claro que o motorista não me avisou que andando era muito mais prático, apesar de termos esperado por uns quarenta minutos pelo horário da saída do ônibus. Alguns são realmente muuuito chatos. Entrada da Gruta Verde, Ilha de Capri: I Faraglioni, Ilha de Capri: 13-10: Acordei com o firme propósito de ir até Ravello e a Trilha Sentiero Degli Dei, entre Bomerano e Positano, passando por Nocelle. Mas, pensei, vou dividir as coisas. Como iria embora de Atrani no dia seguinte, resolvi deixar a ida a Ravello pro dia 14, pois é rápida (50 minutos até lá, subindo de Atrani, menos ainda pra voltar, pois é descida) e, quem sabe, faria até mesmo pela manhã antes do check-in. E lá fui eu pra trilha. Pega-se o ônibus pra Agerola em Amalfi, na praça que serve de ponto de chegada e partida pros ônibus (5 minutos andando de Atrani, sim, é pertinho demais) descendo em Bomerano - € 2,00 -paisagens incríveis nessa viagem). Como o ônibus só sairia 12:30, aproveitei o tempo pra passear em Amalfi, indo conhecer um complexo que reúno Claustro do Paraíso, Basílica do Crucifixo, Museu, Cripta e a Catedral (forte influência bizantina – visita simpática – mas o melhor de longe é a fachada da Catedral, impressiona). Dali, segui os passos de um rapaz que esqueci de pegar o nome, daqui do mochileiros, mas segui meeeesmo, é o mesmo que indicou o hostel de Atrani. Segundo ele, seria legal ao passar pelo centro de Bomerano (incontornável, pra quem vai pra trilha, mega bem sinalizada), na “salumeria”, comprar queijo “fior de Latte”, presunto “parma” e pão de focaccia. Deu tudo quase certo, mas não tinha o pão de focaccia, aí, cruzei a rua até a padaria e comprei pão ciabata (meio diferente dos nossos, mas muuuuito bom), além de umas peras e uma coca (€ 12,00 por tudo – o presunto foi meio carinho). E, claro, já levava água abundante, pois a trilha é longa (umas 4 horas ao todo, mas acabei fazendo ¾ dela). Paisagens lindas, penhascos super altos, bateu uma vertigenzinha num certo momento (tenho vertigem, mas acho que grande parte dela foi curada na Suíça, na base do vai ou racha), mas nada que atrapalhasse os planos. Vale a pena. E, nesse sentido, é quase somente descida. Daí, acho que vale a pena evitar o sentido contrário (Positano-Bomerano), a não ser que a tara por exercícios for incontrolável. Mas vai penar. Vi muita gente meio que arrependida dessa opção. A cara, a respiração e a cor deles diziam tudo. Voltando pra Atrani de ônibus por Positano (€ 2,00 - meio que envergonhado, pois estava pura poeira e provavelmente vermelho que nem peru, além do cheiro/suor) e, chegando no hostel, qual não foi minha surpresa ao saber que o check-in no dia seguinte seria às 10:00. Ok, alguns hostels são assim, mas quando você faz planos pra sua manhã você imagina que seria ao menos 11:00. E, detalhe sórdido, não permitem depósito de bagagem pra pegar quando voltasse de Ravello. Chorei as pitangas, mas toda a simpatia inicial virou um “isso aqui é um negócio, não posso agir assim!”, meio que ignorando como a coisa funciona no resto do mundo. Conclusão, ou acordaria muito cedo pra ir, curtir e voltar antes das 10:00 (mais banho e café da manhã) ou já era. Dormi mal pra caramba e não rolou Ravello, pois acordei mega cansado. Triste. Amalfi: 14-10: Ida pra Nápoles (€ 2,00 de ônibus até Sorrento mais € 3,90 de trem até Nápoles, além de € 1,10 de metrô até o hotel/hostel Bella Capri, diária por € 16,00 – quatro euros a menos do que da primeira vez, mas o quarto já não era o mesmo, agora era um quarto para quatro pessoas). Saí as 9:30 de Amalfi e cheguei às 14:00 no hostel, sempre com algum tempinho nas esperas/transições. Aproveitando o dia, fui conhecer a Praça do Plebiscito (interessante) e a Galeria Humberto I (linda, vale a pena), além de um passeio descomprometido pela orla até o Castelo do Ovo (sem entrar, já era tarde). Jantar que também valeu por almoço por € 23,00 - nhoque com molho pesto, salada do chef, coca e 4 bruschettas (aqueles pães com tomates picadinhos). Á noite, encontrei uma sorveteria mega boa na beira mar e dei conta de tomar € 8,00, tava inspirado. Muito linda Nápoles. Esse foi o último dia integral pela Itália. Amanhã, avião às 11:00 até Londres. 15-10: ônibus “Alibus” (€ 4,00), que sai da avenida Beira Mar em direção ao aeroporto (tem um ponto específico para ele a 2 minutos do hostel), por € 4,00 – o ticket pode ser adquirido em tabacarias ou em bancas. Voo Nápoles-Londres, saindo às 11:00, por € 143,69, chegando no aeroporto de Gatwick às 12:50 (caríssimo, mas quando fui comprar com cinco meses de antecedência, fiz toda a transação achando que fosse em reais e era em euros. Até hoje acho que em algum momento fui ludibriado pelo site. Mas deve ter sido mancada mesmo. Então, cuidado ao fazer as reservas). O relato agora segue em um tópico chamado “Londres-Paris-Madrid”, já que foram as únicas cidades pelas quais passei no Reino Unido, França e Espanha. Depois, tem o relato “Marrocos – 16 dias”.
  8. Turistando.in (Juliana)

    Blog Turistando.in: Quais são os tipos de café italiano e como pedir

    Os amantes de café sabem que o grão é nosso, mas que os italianos souberam inovar e que a mistura vendida lá faz sucesso no mundo todo. No entanto, chegar na Itália e pedir por um café pode ser um grande desafio. O espresso deles é idêntico ao nosso? E o cappuccino? Quero um café mais "fraco", como pedir? No menu existem vários tipos. Qual escolher? Pensando nisso, fiz um texto tentando desvendar alguns dos mais de 50 modos de pedir um café na Itàlia e ainda inseri frases para pedir gentilmente um café ao barista, além de dicas para nao pagar caro em seu café! Veja mais aqui: https://www.turistando.in/tipos-de-cafe-italiano/
  9. Mulher Casada Viaja

    Dolomitas, nos Alpes Italianos

    Como encontrei pouco material em Português sobre a região - belíssima - das Dolomitas, nos Alpes Italianos, uma região perfeita para quem gosta de trekking ou mesmo para admirar as montanhas, vales e lagos da janela do carro, compartilho aqui o primeiro post que escrevi sobre Alpe di Siussi, o maior planalto de altitude europeu. Aos poucos vou publicar dicas de outros pontos, como a viagem de Veneza a Cortina d'Ampezzo, sobre a cidade de Trento e sobre os Rifugios Falzarego e Lourenzo. O relato começa assim: "Se houvesse teletransporte e você fosse enviado por uma falha qualquer na programação para Alpe di Siussi, é provável que pensasse estar morto e ter ganhado o paraíso como destino final. Isso se fosse primavera no hemisfério Norte, claro, quando os campos verdes do maior platô de altitude europeu se enchem de flores selvagens amarelas e os sinos das vacas que por todo lado pastam deixam no ar fresco da montanha uma melodia cheia de paz para completar o clima de paraíso. OK, harpas seriam mais adequadas, mas não produzem som algum apenas com o movimento das simpáticas cabeças bovinas. Eu não fui teletransportada: Alpe di Siussi era um dos três destinos da minha tão esperada viagem ao Alpes Italianos naquele início de Junho. Os demais foram Lago Misurina, nos arredores de Cortina D’Ampezzo, e Val di Funes. Entre um ponto e outro, estradas com tantas curvas quanto paisagens dramáticas, arquitetura ora alpina ora italiana e igrejinhas que parecem ter sido construídas com aqueles tijolinhos de madeira de nossa infância. Mas as montanhas eram as protagonistas e eu não conseguia parar de repetir “Ai, que lindo!”, para desespero de minha colega de viagem...." https://mulhercasadaviaja.com/2016/06/22/alpe-di-siussi-o-paraiso-nos-alpes-italianos/
  10. Ahhh Veneza... Desde que assisti o filme O Turista com o muso Johnny Depp, esse destino entrou para minha listinha de coisas para fazer antes de morrer... Porém, por ser uma cidade conhecida pelo romantismo, fui deixando de lado já que vivo viajando solo (tá difícil um mozão kkk). No entanto, esse ano a oportunidade irrecusável surgiu! Com meu intercâmbio em Malta (pertinho da Itália), era a hora de conhecer a cidade das gôndolas!! Vou contar então o que fiz em 2 dias por lá, conhecendo muitos pontos turísticos e também pontos não muito conhecidos! Vou falar sobre coisas que legais que você faz de graça e outras que vale a pena gastar um pouquinho! E no final, estou passando dicas para não voltar falido!! Primeiro conselho que dou é: Veneza é a cidade perfeita para se perder!! Bater perna e andar sem rumo... Entrar e sair de rua e aproveitar as surpresas do caminho! Vamos lá ao roteiro: 1º dia Para iniciar o roteiro, nada melhor que partir do coração da cidade.. Piazza San Marco Ela é a praça principal de Veneza e considerada como salão de visitas da cidade! Muito popular pelo seu tamanho e prédios em seu entorno! A praça é considerada como ponto mais visitado de Veneza, então dá para ter uma idéia da quantidade de gente por lá né... Ao interessante sobre a praça é que ela é o ponto mais baixo de Veneza e quando a maré está alta, ela fica alagada transformando totalmente o cenário. Eu não sou fã de lugares lotados, mas a praça em si é tão bonita que vale a pena!! E fiquei um bom tempo por lá. Já que estamos aqui, o que mais chama atenção na Piazza San Marco, sem sombra de dúvida, é a magnífica Basílica di San Marco!! Ela é realmente grandiosa, acho que nunca vi nada parecido!! Uma arquitetura belíssima, considerada uma obra-prima bizantina fora do território do Império do Oriente. Para se ter uma noção de sua grandiosidade, a basílica possui 4 mil metros quadrados de mosaicos. A entrada na basílica é grátis, mas quem quiser entrar no museu é preciso pagar 5 euros e com essa entrada você tem direito de subir até o terraço e apreciar a vista. Para visitar o tesouro são mais 3 euros e a pá de ouro mais 2 euros. Continuando pela praça, contemple a Torre do Relógio, ou Torre dell’Orologio. Ele mostra as horas, dia, fazes da lua e zodíaco. No alto dele existem duas estátuas, um senhor e um jovem que batem as horas no sino representando a passagem do tempo. Nesse também está a figura do leão de São Marcos, um dos símbolos de Veneza. Ainda na praça, do outro lado do relógio, visite mais uma atração icônica de Veneza, o Campanário di San Marco. Essa impressionante torre possui 98,5 metros de altura, e claro, é o edifício mais alto da cidade! No alto do Campanário tem uma pirâmide, mais uma vez composta pelo típico leão e no seu topo a figura do Arcanjo Gabriel. Fonte: www.brandpress.com.br A entrada custa 8 euros. Ainda no entorno da praça, siga para o Palácio Ducale. O imponente edifício gótico, também conhecido como Doge’s Palace ou simplesmente Palácio do duque, foi construído como castelo fortificado, depois acabou sendo utilizado como prisão e fortaleza, então como sede do governo de Veneza e por fim, hoje é um importante museu. Quem deseja conhecer mais sobre a historia de Veneza, a visita é uma boa pedida. Um fato interessante é que o famoso escritor Casanova foi prisioneiro do local em tempos antigos e conseguiu fugir pelo telhado. O ingresso custa 19 Euros. Depois da visita ao palácio, atravesse a famosa Ponte dos Suspiros, que ligava o palácio a uma antiga prisão. Desse fato saiu a lenda sobre o nome da ponte, que dizia que os prisioneiros davam seus últimos suspiros de liberdade quando passavam por ela. Já em frente ao Palácio, caminhe pela super movimentada avenida Riva degli Schiavoni e aproveite para tirar fotos nos pontos de estacionamento das gôndolas. Dali você também terá uma vista linda para a imponente Basílica de San Giorgio Maggiore. Essa é uma das vistas mais famosas de Veneza. Depois de passear e tirar fotos, siga em direção a Ponte Rialto. A mais famosa e movimentada ponte de Veneza e foi a primeira a ligar as duas margens do Canal Grande. Ela é linda, com muitos detalhes e uma vista linda! Possui duas rampas, onde em seu interior existem várias lojas. Atravesse ela para visitar o Campo San Giacometto, um antigo ponto comercial. E é lá também que fica a igreja mais antiga da cidade, a igreja de San Giacomo. Ela fica no coração de Rialto e possui um relógio solar. A visita no interior da igreja de San Giacomo é gratuita e achei a região bem agradável e tradicional. Dali volte para a direção do Grande Canal e passeie pela avenida Riva degli Vin. Essa margem e bem bonita e possui vários restaurantes e cafés italianos. O preço é salgadinho, como tudo ao redor do grande canal, mas com certeza vale a visita. * DICA: Durante todo esse caminho você vai passar pelo Grande Canal que é a maior via aquática de Veneza, mas também vai passar por lindos outros pequenos canais. Existem por volta de 150 canais cortando a cidade, cada um com seu charme e sua ponte. Vale muito a pena se perder entre eles. 2º dia Para o segundo dia reservei conhecer as partes menos turísticas de Veneza!! Iniciei meu dia no bairro mais genuíno da cidade o Cannaregio! O bairro é bem tradicional, onde você pode ver os costumes e cotidiano dos venezianos, sem muito movimento turístico! Passeie com calma, sentindo o clima! No bairro siga para o Gueto Judeu. Considerado o primeiro gueto hebraico da Europa, a região em um mergulho tradicional!! A região é linda e foi uma das coisas que mais gostei de fazer em Veneza. Por lá existem ainda restaurantes e lanchonetes que servem comidas e doces típicos judaicos. Um lugar no Gueto que gostei muito foi a praça Ghetto Nuovo, onde vi vários judeus bem tradicionais. As sinagogas do bairro foram construídas em meio aos prédios, sem alarde, sendo até difícil identificá-las. Depois do passeio, siga em direção ao bairro Castello e dedique um tempinho para conhecer o Campo Santi Apostoli. O lugar é lindo e super fotogênico!! Por lá você poderá visitar também a igreja Santi Apostoli, comer algum lanche em barraquinhas e tirar muitas fotos na ponte do canal da praça. Siga novamente para a ponte Rialto para atravessar o canal e seguir até a igreja Santa Maria dei Frari. Em frente a igreja, esta mais um belo campo de Veneza. Com uma ponte muito bonita! A igreja Santa Maria dei Frari é muito importante e abriga obras famosas, como uma escultura de madeira de São João Batista feita pelo famoso Donatello. O valor da entrada são 3 euros que ajudam na preservação da igreja. Esses foram os pontos que visitei, mas o que mais fiz em Veneza foi me perder e andar sem rumo. A cidade é linda e única... Cada cantinho aguarda uma surpresa! Dicas práticas para você economizar na sua viagem: Substitua o passeio de gôndola Muita gente vai a Veneza justamente para fazer o passeio de gôndola com todo seu misticismo romântico, porém, prepara o bolso. São 80 euros para mais ou menos 40 minutos de passeio pelos canais. Vale lembrar que esse valor é por gôndola. Mas para quem quer passear pelos canais, mas não quer gastar tanto, vale pegar um watertaxi para se locomover. Com isso você pode montar seu próprio city tour. Passeio panorâmico pelos canais fora da gôndola Mais uma dica é pegar a linha 1 do Vaporetto (transporte publico em Veneza) para fazer um passeio panorâmico pela cidade. A linha cruza as principais atrações da cidade. Lojas X barraquinhas Por Veneza você vai ficar maluco com tanta loja vendendo coisas lindas!! Desde souvenir até as famosas máscaras venezianas. Muitas lojas tradicionais vendem máscaras bem caras, mas se você não puder gastar muito e quiser trazer uma máscara de recordação, minha sugestão é comprar em alguma barraquinha de rua. Foi exatamente o que fiz, comprei a minha por 12 euros e ela é linda! Hospedagem Se não quiser falir se hospedando em Veneza, minha sugestão é ficar na região de Mestre ou Marghera. Eu fiquei no Camping Village Jolly em Marghera e valeu muito a pena!! Não se assuste com o nome camping, porque lá você vai ficar em uma casinha de madeira com banheiro e wifi! Além de ter uma linda e organizada estrutura, o camping oferece uma hospedagem barata, com restaurante e mercado dentro do local e ainda transporte de ônibus ida e volta para Veneza por 5 euros. Em 15 minutos eu chegava na estação de trem em Veneza, já pertinho da Piazzale Roma. Almoço e janta Veneza possui muiiiitos restaurantes caros, principalmente perto das atrações mais turísticas e entorno do Grande Canal. Para fugir disso, dê preferência aos restaurantes nas ruelas alternativas. Além de ter muitas opções de estabelecimentos que vendem pedaços de pizza, sanduíches e até kebabs.
  11. Oi, gente! Vim contar como foi a viagem que eu e meu marido fizemos em julho de 2017 pela Itália. Foi nossa segunda viagem para lá, pois somos apaixonados por esse pedaço do mundo. A história, as paisagens, a gastronomia, tanta coisa nos encanta, e até aprendi a falar italiano razoavelmente (complica quando eles falam entre eles, com velocidade "metralhadora", aí é a mesma coisa que grego hahaha). Na primeira vez (em 2014), fomos durante o inverno e conhecemos as cidades mais turísticas: Roma, Florença, Milão e Veneza, passando por algumas menores no caminho. Optamos por não colocar no roteiro dessa viagem nenhum local que tivesse praia, pois sabíamos que muita coisa estaria fechada e não aproveitaríamos direito, mas desde aquela época ficamos com a intenção de fazer um roteiro durante o verão. Contei como foi essa viagem neste relato aqui: Então, desta vez conseguimos três semanas para ficar por lá, mesclamos atrações turísticas com muita praia, separamos os primeiros dias para rever Roma e fazer uns programas que da primeira vez não fizemos, e acabou ficando assim: ROTEIRO: 1º dia - Roma - chegamos no final da tarde, mas ainda deu tempo de passear e rever algumas coisas; 2º dia - Roma - Parque Savello, Terme di Caracalla, Via dei Fori Imperiali e visita noturna ao Coliseu; 3º dia - Roma - bairro de Trastevere, visita guiada pela necrópole do Vaticano, Basílica de São Pedro, janta no Mercato Centrale; 4º dia - Nápoles - fomos cedinho, de trem. Visitamos Quartieri Spagnoli, Piazza Plebiscito e Castel dell Uovo. E claro, jantamos a pizza do Da Michele; 5º dia - Pompeia / Sorrento - saímos cedo de Nápoles, passamos o dia visitando o sítio arqueológico de Pompeia, e após, fomos para Sorrento; 6º dia - Sorrento - Bagni della Regina Giovanna e praia de Sorrento; 7º dia - Sorrento / Capri - bate-volta à Capri; 8º dia - Minori / Ravello - fomos de Sorrento para nossa hospedagem em Minori e aproveitamos umas horas de praia lá. Mais tarde, fomos conhecer Ravello; 9º dia - Minori - dia de muita praia, primeiramente em Castiglione e depois em Atrani, e conhecemos também Amalfi. 10º dia - Minori - pegamos umas horas de praia em Atrani e depois fomos conhecer Positano; 11º dia - Trem noturno - fizemos check-out do hotel e passamos o dia na praia de Minori. Final de tarde pegamos um ônibus para Salerno, depois um trem para Nápoles e de lá, um trem noturno rumo a Taormina; 12º dia - Taormina - chegamos cedo. Passamos boa parte do dia na praia de Isola Bella, e à noite passeamos pela cidade; 13º dia - Taormina - ficamos à toa na praia em Giardini Naxos. Mais à tardinha, visitamos Castelmola; 14º dia - Taormina - um dia à toa, com algumas horas na praia de Isola Bella; 15º dia - Taormina - mais alguns pontos turísticos de Taormina, como o Teatro Grego. Tarde de praia, novamente em Isola Bella; 16º dia - Agrigento / Trapani - Ônibus cedo até o aeroporto de Catânia, onde retiramos um carro alugado e rumamos até Agrigento, para conhecer o Vale dos Templos. Seguimos para Trapani, onde pernoitamos; 17º dia - Trapani - praia de San Giuliano, e mais tarde, fomos conhecer Erice; 18º dia - Trapani / Favignana - bate-volta à ilha de Favignana; 19º dia - Trapani / San Vito lo Capo - bate-volta a San Vito Lo Capo; 20º dia - Palermo - novamente fomos a San Vito Lo Capo, mas dessa vez fizemos um passeio de barco por Scopello e pela Riserva dello Zingaro. Entregamos o carro no aeroporto de Palermo e nos hospedamos nessa cidade; 21º dia - Palermo - Aproveitamos umas horas na praia de Mondello e, após, visitamos alguns pontos turísticos de Palermo, entre eles o Palácio dos Normandos. 22º dia - Palermo / Cefalù - bate-volta a Cefalù; 23º dia - Palermo / Roma - manhã na praia de Mondello. Pegamos um voo para Roma e pernoitamos ao lado do aeroporto. Cedinho do dia seguinte pegamos nossos voos e fim de viagem. Vou procurar fazer o relato de maneira mais sucinta e objetiva, pois nem todo mundo tem paciência de ler textão hahaha, mas quem tiver interesse em saber tim-tim por tim-tim como foi, está tudo relatado no meu blog: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/2017/08/27/roteiro-de-viagem-pela-italia/ E segue aqui o vídeo da viagem, pra dar uma ideia dos lugares lindos que a gente conheceu. Volto no próximo post para contar mais. Abraços!
  12. Se eu pudesse dar um conselho pra quem está fazendo as primeiras viagens, seja dentro do Brasil ou para fora, seria: NUNCA, n-u-n-c-a tire conclusões sobre um destino apenas baseado no que as pessoas falam. Existe uma célebre frase do Aldous Huxley que diz: “Viajar é descobrir que todo mundo está errado sobre os outros países". E principalmente quem já conhece muitos lugares tem uma chata “mania” de menosprezar destinos mais populares ou extremamente turísticos, dizendo que não vale a pena, sendo que algum dia também já passaram por lá. Inspirada por essa ideia, e depois de ler as coisas mais absurdas e preconceituosas sobre Napoli na internet, resolvi fazer um vídeo pra mostrar o que essa cidade italiana tem de melhor e diminuir um pouco os estereótipos. É essencial sempre pesquisar historicamente um destino, muitas das coisas que acontecem tem um porquê, assim como Napoli foi uma cidade que sofreu muito com a máfia e as crises do lixo causadas pela mesma - mas nada diminui a beleza e cultura que carrega. Se você curtir o vídeo, se inscreve no canal para acompanhar as outras cidades italianas que estou publicando! ♡ Obrigada.
  13. Salve galera! Passando pra deixar meu relato de viagem bem detalhado – em termos do planejamento e da alimentação- para ajudar aos demais colegas mochileiros e celíacos. Peguei várias dicas aqui e estou retribuindo. Eu e meu noivo já fizemos viagens distantes de carro (América do Sul), mas mochilão pro velho continente (eu sempre quis falar isso) foi o primeiro.. então estávamos receosos e com várias dúvidas. Algumas foram respondidas com os relatos dos colegas, outras somente percorrendo o caminho. Vou escrever sobre as dúvidas que tive e depois relato a viagem. Planejamento: Começamos a planejar a viagem em outubro/2016. A TAP lançou algumas promoções ida e volta de Portugal.. mas pensamos em voltar por outro país. A dúvida era.. qual país? Espanha tá no lado, então é tranquilo de ir.. Lemos vários relatos de pessoas afoitas querendo conhecer a Europa em poucos dias e vários conselhos dizendo que a Europa vai continuar lá.. pra fazer tudo com calma que se aproveita mais a viagem. Tínhamos 30 dias de férias, mas optamos por usar 22 (02/02 – 23/02/2017) e fazer uma viagem mais de boas.. nada de correria mudando dum país a outro. A opção mais lógica seria voltar pela França, que tá no lado da Espanha.. mas não estávamos com vontade alguma de ir pra lá.. então decidimos voltar por Roma. 3 países estava ótimo! No decorrer da viagem, chegamos à conclusão que se tivesse terminado na Espanha já estava bom, pois fomos cansando e não aproveitando tanto a viagem pra Itália.. Aproveitar aproveitamos sim.. mas não com aquele pique todo. Então a velha dica deste fórum vale.. “A Europa vai continuar lá”... mas em termos financeiros valeu a pena fazer os 3 países. Aplicativos: Usamos alguns aplicativos essenciais pra viagem. Peguei aqui no fórum a dica do My Maps. Eu ia lendo os relatos do pessoal e, o que me interessava, eu botava o ponto no mapa. Depois eu fui separando nossa rotina diária no excel com base na localização desses pontos.. Olhava no site das atrações os dias e horários de funcionamento.. poucas coisas abrem as 2ªs feiras, por exemplo. Baixamos um app de mapas, que permite navegar off-line, o Maps Me. Aqueles pontos que eu salvei foram abertos nesse outro app.. então podíamos ir pra onde quiséssemos tranquilamente.. aparecia, inclusive, os pontos de metrô, ônibus, os nomes dos pontos.. Podíamos sair caminhando sem rumo e ao final pedir pro app traçar o caminho a pé de volta pro hostel. Compartilho nosso roteiro em KML em anexo. Alimentação Gluten Free: Não vou explicar sobre a doença celíaca, haja vista não ser local para isso. Mas são muitos os cuidados na cozinha para um celíaco poder comer fora de casa.. não se pode comer em qualquer lugar.. O prejuízo pro corpo é gigante e pode até estragar a viagem. Dá para imprimir os cartões perguntando sobre os cuidados na cozinha no idioma do país ao qual se está indo: http://www.celiactravel.com/cards/ . Portugal: Em geral, o trigo não é a base da alimentação de Portugal (ou pelo menos Porto/Lisboa). A base é frutos do mar.. então é muito fácil achar opções sem glúten, mesmo que em lugares não específicos, e evitar a contaminação cruzada. Todos garçons que perguntei sabiam o que era glúten e sabiam os cuidados na cozinha. Na página https://www.facebook.com/vivasemglutenportugal/ e http://www.celiacos.org.pt/ tem várias dicas! No mercado tem muitas opções com o selo da APC (Associação Portuguesa de Celíacos). Espanha: Página da associação de celíacos da Espanha: https://www.facebook.com/faceceliacos/. Usei o app CELICIDAD (https://www.facebook.com/celicidadsinglu/ ), que tem mais de 2.000 restaurantes para celíacos. Foi muito útil! Itália: Ahhh... a Itália.. paraíso gluten free..onde existe até ‘bolsa celíacos’ e se compra alimentos na farmácia (afinal, o alimento é a nossa cura). O site da associação é http://www.celiachia.it, e eles tem o app. Aic Mobile, perfeito!! Tem também o site: http://www.pizzerieperceliaci.net/, basta colocar região, província e cidade que você pretende encontrar uma pizzaria que tenha pizza sem glúten. Na descrição das viagens falo um pouco sobre os apps. Gastos: Estimei gasto total da viagem, por pessoa, em R$ 8.269,12. Acabou ficando em R$ 7.682,42 (não considerando os extras, roupas, presentes, ímas de geladeiras, etc). Essa diferença deu porque desistimos de alguns passeios no decorrer da viagem.. além disso a cotação do euro baixou R$0,30 durante a viagem.. algumas coisas pagamos no cartão de crédito pra compensar. Fora isso, a estimativa foi ÓTIMA! Desta viagem não vou postar o detalhamento dos gastos.. Mas separei no excel gastos com: Atrações, Transporte, Alimentação, Hostel. Com o app eu via se havia necessidade ou não de utilizarmos transporte público, com base na distância, então fui estimando. Em geral, os gastos com transporte dentro da cidade são baixos, deve-se ter atenção com as passagens para atrações mais afastadas. Com alimentação fiz a estimativa de 20€ por dia, com base em relatos anteriores. Estimei gasto total de 840€ com alimentação, mas gastamos 950€ (Erro 1: Para pessoas sem restrições alimentares tá cheio de comida na rua, para celíacos não tem a opção de lanche/almoço fácil.. Então essa de comer qualquer coisa pra mim não dava e geralmente comíamos em restaurantes, boas refeições.. Se você é ‘normal’, creio que 20 euros está ok! Erro 2: Não somos de economizar em comida.. Ainda mais na Itália (paraíso gluten free). Então devíamos ter estimado um pouco mais.. 25€ ou 30€ por pessoa/dia). Quantidade de roupas: Escolhemos ir no final do inverno para não pegar o frio tão intenso, nem carregar tanta roupa. Mas paira a dúvida cruel.. para 22 dias, qual a quantidade ideal de roupa para levarmos? Encontramos algumas sugestões na internet. Em suma, levamos 2 calças cada um (uma vestindo e outra na mala), 1 casaco bem quente/pesado (pois queríamos comprar um mais leve no destino.. então se você não quer comprar casaco, sugiro levar 2.. um bem quente e um ameno). Quanto as camisas, meu noivo levou umas 15.. eu levei menos, li sobre usar a mesma camisa por 4 ou 5 dias.. Levei umas 6,7.. mas eu também queria comprar algumas.. acabei comprando 2. Roupa íntima: Levamos para todos os dias.. mas acho que dava de lavar no próprio quarto e deixar secando perto da calefação/aquecedores (nosso quarto era privativo, não compartilhado, mas minha tia ficou em compartilhado e conseguia lavar tranquilo, enquanto as colegas saíam do hostel, ela lavava e depois secava no aquecedor.. Diz ela que secava muito rápido). Sapatos: Levei uma bota impermeável para frio, uma alpargata e um chinelo.Usei a alpargata 1 dia (dispensável)..senti falta de ter levado 1 tênis. Meu noivo levou 1 bota mais fuleirinha (ele queria comprar uma bota melhor lá), 1 tênis e 1 chinelo.. Foi suficiente. Sugiro botas impermeáveis, pois o inverno é chuvoso. Em todos os países encontramos lavanderias próximas ao hostel (ou no próprio hostel), é uma opção também para levar menos roupas. Hostels: A escolha dos hostels foi bem detalhada e extensa. Pesquisávamos no Booking, hostelworld e TripAdvisor.. Com os pontos de interesse criados no My maps eu ia procurando hostels próximos.. e que também ficassem próximos às estações de metrô. Isso foi perfeito, pois podíamos ir a pé às atrações ou usar estações de metrô, que estavam sempre ao lado.. isso agregou ‘qualidade de vida’ e ganho de tempo pra nossa viagem. Dou preferência pra ficar em Hostels pois, além dos preços acessíveis, podemos cozinhar.. o que é essencial para celíacos. Passaporte: Outra dúvida que tivemos que não está tão bem esclarecida nos tópicos que pesquisei foi quanto ao passaporte vencido na hora da compra da passagem aérea. Vi várias dúvidas iguais à minha. Meu passaporte estava vencido e eu ainda não tinha número do novo. Pra não perder a promoção da TAP, comprei com o número velho.. quando saiu o novo simplesmente liguei e fiz a alteração por telefone.. foi bem tranquilo. Minha tia (que foi conosco) não tinha passaporte.. e botei tudo zero e depois fiz a alteração. viagem 2017.kmz
  14. Oi, gente! Vou procurar fazer o relato da nossa viagem incluindo informações, dicas e gastos. Acho que vai ser um looongo relato , então vamos lá. 24/01 – Chegada em Roma Nosso voo havia saído de Porto Alegre no dia anterior, às 20:45, direto a Lisboa, pela TAP. Bom serviço de bordo, janta gostosa (com direito a vinho português!), travesseirinho e coberta, boas opções de filmes, e ainda café-da-manhã. A imigração foi muito tranquila. A gente lá com aquela pasta cheia de comprovantes impressos, hospedagem, bilhete aéreo da volta, comprovantes das compras de euros, seguro (Certificado de Schengen), e até os contracheques levamos para comprovar vínculo de emprego no Brasil... e tudo se resumiu a olhar o passaporte, carimbar e chamar o próximo da fila. Tínhamos mais ou menos 1 hora para chegar no portão do embarque para Roma, mas tratamos de ir logo. Foi nossa primeira ida à Europa, estávamos impressionados com o tamanho do aeroporto! Não foi difícil de achar, embarque e decolagem praticamente na hora, e uhuuuu, estamos quase chegando! Chegamos no aeroporto Fiumicino mais ou menos 15h. Foi um pouquinho confuso de achar a esteira das bagagens (um pouco atordoados pela excitação de ter chegado!), fomos seguindo o fluxo de quem tinha desembarcado e encontramos. Na saída do desembarque mais um pouquinho de tensão “Será que teremos que mostrar o passaporte carimbado? Será que pedirão para ver nossos comprovantes das bagagens?”, e nada, ninguém nem olhou para nossa cara! Para ir do aeroporto ao Termini (estação central de trens e metrôs), estávamos entre 2 opções: 1ª os ônibus que custam entre 6 e 8 euros e levam cerca de 50-60 minutos, logo ao sair do desembarque tem alguns balcões de empresas que têm esse serviço. O próximo sairia em cerca de 1 hora. 2ª o trem Leonardo Express, 14 euros, cerca de 30 minutos a viagem. Nesse tempinho em que decidíamos como ir, fomos abordados por um taxista que ofereceu nos largar na porta do hotel por 15 euros por pessoa, era um taxista com crachá, nos mostrou o balcão da empresa dele, parecia confiável. Agradecemos e fomos no Ponto de Informações Turísticas comprar nosso Roma Pass (34 euros cada, mais informações http://www.romapass.it/). Com o cartão comprado (que não inclui transporte do/para aeroporto), e por estar uma chuvinha chata, resolvemos ir com o taxista, apesar do nosso hotel ser bem ao lado do Termini. Era uma Doblô, e junto foram mais dois casais que ele iria largando pelo trajeto. Foi muito legal, foi praticamente uma tour inicial por Roma. Quando passamos por umas ruínas e vi uma plaquinha escrito Therme di Caracalla já fiquei emocionada, e de repente surge à nossa frente o Coliseu... a sensação de “estamos MESMO em Roma” foi indescritível! O taxista foi bem simpático, foi nos dando várias dicas legais de onde comer e passear. Chegando ao nosso hotel a rua estava em obras, então ele andou duas quadras de ré por outra rua para nos deixar o mais perto possível da entrada, ficamos a meia quadra, e ele ainda largou um “eu sou o rei de Roma” cheio de orgulho, que figura! Ficamos no Hotel Ciao (Via Marsala, 96), mas a recepção, o check-in e o café-da-manhã eram no Hotel Luciani (Via Milazzo, nº, a meia quadra de distância. Fizemos todas as reservas de hotéis pelo Booking, e cerca de duas semanas antes da viagem mandamos e-mail para todos confirmando as reservas (levamos impressos os vouchers do Booking E as confirmações por e-mail, vai saber...). Pagamos 195 euros por 5 diárias (sem incluir 2 euros por pessoa por diária de imposto municipal). Gostamos do quarto, bom aquecimento, chuveiro bom e bem quente, cofre, não tem wi-fi. Café-da-manhã bem bom: máquina com algumas variedades de café, pão, frios, um croissant por pessoa, e Nutella (esse eu comi TODOS os dias), naquelas embalagenzinhas pequenas do tipo de manteiga ou geleia. O que eu não como de Nutella no Brasil por ser caro, comi lá! Já eram umas 17 h quando largamos as malas no hotel, saímos para conhecer os arredores e ir à única visita turística do dia, que era próxima do hotel: a Basílica de Santa Maria Maggiore (horário de abertura 7h-18h45min). Linda, desde a sua fachada, seus portões, ao interior, o teto, etc. Passamos em um supermercado em frente à Basílica para comprar água e alguns lanchinhos para os próximos dias, tipo biscoitos e frutas. Nós gostamos de passear em supermercados também , ver os vegetais típicos do local, os produtos em geral, sem falar na variedade e nos preços dos vinhos, dá vontade de trazer uma mala cheia. Para finalizar o dia, jantamos em um restaurante próximo. Um menu fisso que saiu por 10 euros por pessoa, aliás foi o menu fixo mais barato que comemos por lá. Incluía um primo piatto entre 3 opções de massa, um secondo piatto que dava 3 opções de carne com algum acompanhamento, uma taça de vinho ou de água (tomamos vinho, claro!) e uma porçãozinha de sobremesa que era tipo um tiramisu falsificado, mas estava bom. Claro que por esse preço a comida era simples, mas ao longo de toda a nossa viagem todas as massas simples que comemos eram deliciosas! Voltamos ao hotel para descansar de toda essa função da viagem e da chegada, o dia seguinte era dia de nada mais nada menos que Coliseu! 25/01 – Coliseu e arredores, Museus Capitolinos, entre (muitos) outros Pegamos o metrô no Termini utilizando nosso Roma Pass, que é ativado ao ser usado pela primeira vez em um meio de transporte ou em alguma das atrações inclusas. O Coliseu fica a apenas duas paradas, e ao sair da estação já se dá de cara com ele, lindo, majestoso, impressionante! Chegamos 8h25, tinha uma pequena fila para quem ia comprar ingressos na hora e nenhuma fila para quem tinha o Roma Pass. Aliás, essa é uma das maiores vantagens do cartão: filas à parte, que costumam ser muito menores. Demos uma caminhada por fora antes de entrar, e lá dentro... bom, lá dentro não tem explicação, as fotos dão uma pequena ideia, mas só estando lá para sentir. Depois de mais ou menos uma hora e meia curtindo calmamente o lugar, que começava a encher, saímos e fomos ao Palatino. O conjunto Coliseu+Palatino+Foro Romano conta como uma só atração para quem usa o Roma Pass, e para quem compra o ingresso um único bilhete (12 euros) dá direito a entrar nos 3. O Palatino foi o lugar com menos gente dos 3. Lugar bem arborizado, muito agradável de se conhecer. É recomendável levar um guia que explique o que é cada um das construções, fica muito mais interessante, no nosso caso levamos o Guia Visual da Folha. Após o Palatino, já emendamos o Foro Romano. Fantástico! Uma sensação de viagem ao passado, saber que estamos pisando onde era o centro da vida daquele povo há 2 mil anos atrás, e ainda assim uma parte dos prédios que existiam naquela época ainda está ali até hoje. Aqui vale aquela mesma dica do Palatino, de ter um guia que explique o que é cada coisa. Era próximo do meio-dia quando saímos do Foro Romano. Passamos pelo Monumento a Vittorio Emanuele, subimos umas escadarias por dentro dele que levam a uma saída lá em cima, na porta da igreja Santa Maria in Aracoeli. A sua fachada é bem rústica e até simples, e resolvemos entrar “só para dar uma olhadinha”. Linda, seguindo a regra das igrejas por aqui. Ficamos pouco minutos dentro dela, até sairmos por uma porta quase nos fundos que dava em uma ruazinha ao lado dos Museus Capitolinos, e que levava a um mirante com uma vista espetacular do Foro Romano, com o Coliseu ao fundo. Belíssima vista! Voltamos até a Piazza del Campidoglio, ficamos um pouco ali curtindo, e aí tivemos que voltar ao hotel porque o meu amorzinho queria pegar mais um casaco. Não menospreze o frio italiano! Mesmo com um dia lindo de sol, como era o caso, o frio pega em janeiro! Voltamos até o Coliseu para pegar o metrô, durante a caminhada passamos pela Coluna de Trajano (linda, toda trabalhada!), e avistamos o Mercado de Trajano. Depois de passar no hotel, aproveitamos para almoçar ali pertinho mesmo. Pedimos uma lasanha à bolonhesa, uma berinjela à parmeggiana, e uma fatia de pizza de mussarela, tomate e rúcula, tudo estava delicioso e deu 13,50 euros. A próxima atração do dia seria a igreja de San Pietro in Vincoli (das 8h às 12h30min e das 15h às 18h). Poderíamos pegar o metrô novamente, pois tínhamos 72h de transporte público liberado com o Roma Pass, mas ainda faltava mais ou menos uma hora para a abertura da igreja, então fomos andando. Aproveitamos para passar na Santa Maria degli Angeli e dei Martiri (na Piazza della Repubblica, a duas quadras do Termini). Não estava entre as atrações imperdíveis do nosso roteiro, mas foi uma ótima surpresa. Além do seu interior ter uma decoração lindíssima em mármore rosa, tem um meridiano (uma espécie de relógio solar) muito interessante no chão, e um órgão de um tamanho descomunal! Seguimos caminhando até San Pietro in Vincoli, para chegar nela é preciso subir uma ruazinha estreita bem na frente da estação de metrô Cavour. Nesta igreja estão as correntes que supostamente prenderam São Pedro, o que é bastante interessante, mas queríamos mesmo era ver o Moisés, de Michelângelo. Que escultura linda! Impressionante! Os detalhes esculpidos, a musculatura, a leveza com que ele segura sua barba... Só mesmo um gênio para fazer uma obra dessas. Sentamos nos degraus bem em frente à escultura e ficamos ali um tempão, admirando cada detalhe. Saindo dali paramos para tomar o primeiro cafezinho italiano. Se pedir um espresso, não se assuste, vem mais ou menos um dedo de café no fundo da xícara, preto, cremoso, forte! A gente já sabia e estávamos preparados, e achamos delicioso, eu particularmente tomaria cafezinho sempre desse jeito. Custou 1,5 euro cada. Quem quiser um cafezinho parecido com o brasileiro deve pedir um espresso lungo. Fomos caminhando novamente até a Piazza Venezia, em frente ao Monumento a Vitorio Emanuele, caminhamos mais um pouco passando por algumas atrações não tão famosas: Teatro di Marcelo, Templos do Foro Boarium, Arco de Janus, até chegar à igreja onde está a Bocca della Verittá. Tinha uma fila de umas 50 pessoas para tirar foto com a mão dentro da Bocca, e ainda por cima tinha que pagar 0,50 euro. Tiramos uma foto do lado de fora e seguimos. Seguimos por algumas ruazinhas dos arredores, e a cada esquina que se virava tinha uma igrejinha, uma fonte, uma escultura... Reserve algum tempo para caminhar sem rumo pelas ruas de Roma, é muito legal. Voltamos e fomos aos Museus Capitolinos, seria a 2ª e última atração grátis com o Roma Pass, e o último ponto turístico do dia, pois fecha mais tarde que as outras coisas (3ª a Dom, das 9h às 20h). Cerca de 2 horas dá para curtir com calma o Museu, entre os destaques estão a Lupa Capitolina, a Medusa de Bernini e o original da estátua de Marco Aurélio em seu cavalo, toda em bronze, cuja cópia está no centro da Piazza del Campidoglio. Fomos embora a pé pela Via dei Fori Imperiali, vendo o Foro Romano à noite. Fomos até o Coliseu, muito lindo todo iluminado, ficamos ali curtindo mais um pouco. Pegamos o metrô para voltar ao hotel. Jantamos em outro restaurante que oferecia menu fixo, no mesmo esquema primeiro+segundo prato+vinho ou água, em um restaurante bem pertinho do hotel, o L'Antica Locanda, na Via Marsala, muito bem servido, ficou em 15 euros por pessoa.
  15. nestorfreire

    Via Flaminia - Itália

    A Via Flaminia foi construída 220 AC pelos Gaius Flaminius, como um elo de ligação entre Roma e Ariminum (hoje Rimini). A estrada cruzava os Apeninos numa estreita passagem entre as montanhas Pietralata (889 m) e Paganuccio (976 m), à esquerda do Rio Candigliano por uma via pré romana. No período Augustan (27 AC - 14 DC) iniciou-se uma restauração desse caminho com uma série de subestruturas de rochas que foram adicionadas e a via passou a ter túneis. Essas subestruturas são visíveis hoje em dia e estão inseridas na estrada principal com rochas de até 20 m de altura. Percorri a Via Flaminia de bicicleta em setembro de 2017 numa cicloviagem de três dia até o Mar Adriático. Caso queira mais detalhes, só acessar o meu blog: www.giraventura.com.br
  16. Helen Pusch

    Visita noturna ao Coliseu

    Visita noturna ao Coliseu Não é sempre que esta modalidade de visita ao Coliseu funciona. Quando eu e meu marido fomos à Itália pela primeira vez, em 2014, as visitas eram somente de dia (fizemos a normal, sem guia). Estivemos pela segunda vez na Itália em julho deste ano, e para nossa sorte, está em funcionamento o evento La Luna sul Colosseo (literalmente: a lua sobre o Coliseu). Assim que descobrimos essa possibilidade corremos para comprar os ingressos, que são limitados e pouca coisa mais caros do que a entrada normal. Os tour são guiados, em grupos pequenos e disponíveis em italiano, espanhol e inglês. Além do charme de ver o Coliseu por dentro iluminado e um guia contando um monte de histórias, curiosidades e mitos sobre o local, a visita leva às galerias sob a arena (aquela parte onde ficavam os gladiadores e os animais antes das lutas), coisa que a visita normal não permite. Ah, outra coisa legal é que acontece em um horário em que somente esses pequenos grupos entram, então o Coliseu não está tomado por hordas de turistas. O post contando como foi nossa experiência nesse tour sensacional está aqui: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/2017/09/08/visita-noturna-ao-coliseu/ Boas viagens!
  17. olá pessoal! bem, amanhã faz um mês que eu voltei de viagem, é incrível como o tempo passa rápido e ao mesmo tempo parece que faz tanto tempo! mas tenho algumas informações fresquinhas na cabeça que gostaria de compartilhar com vocês, futuros viajantes para essas terras tão lindas e especiais! pra mim foi muuuito importante várias dicas que peguei aqui no mochileiros, e espero com esse breve relato ajudar também alguns de vcs. começo meu relato dizendo que essa foi a minha primeira viagem pra europa, e também a minha primeira viagem sozinha. então espero ajudar algumas mochileiras solitárias especialmente, já que quando nós mulheres viajamos sozinhas algumas questões são particularmente importantes, certo? vamos lá! dicas gerais: viajar sozinha é uma experiência única. além de encontrar lugares maravilhosos é tb um grande encontro com você mesma. e é incrível quando viajamos como tudo é intenso, tanto aquilo que seus olhos enxergam fora, como dentro. eu fiz um diariozinho de viagem que foi um grande companheiro de idéias durante toda a jornada. recomendo muito! além de que alguns momentos que vc pode se sentir um pouco deslocada, como num jantar com um montão de gente em outras mesas, é uma ótima oportunidade de sacar seu caderninho e registrar tudo aquilo que vc viveu naquele dia. além disso, pode ser um ótimo lugar para vc colocar antes de ir mapas, endereços, telefones úteis. eu fiz praticamente um guiazinho particular dos lugares que queria ver, imprimi, colei dicas, mapas. ajuda muito! ter um guia de conversação da língua local é algo muito importante se vc não domina a língua. claro, vc pode e muita gente também se comunica em inglês. mas, aproximar-se de alguém para pedir uma informação na língua dela, mesmo explicando que não fala essa língua, ou perguntando na língua dela se ela fala inglês já é um sinal de respeito pelo lugar onde você está, que já é meio caminho andado para as pessoas te tratarem bem. as reservar dos hostels ou pousadas antecipadamente te dá uma segurança boa, e vc pode fazer isso com tranquilidade através da web. os sites booking.com e hostelworld.com me ajudaram muito, e fiz todas as minhas reservas através dos dois, que também apresentam críticas de quem já se hospedou lá, o que ajuda muito na hora da decisão. visa travel money é muito bacana, lever metade do dinheiro em dinheiro e a outra no vtm foi perfeito para mim. ele é aceito em todos os lugares, além de ser muito seguro. levei também cartão de crédito, mas apenas para ser usado numa emergência. vai que, né?! ainda mais sozinha, algumas medidas pequenas nos dão segurança, e evitam dores de cabeça, e tudo que a gente quer é relaxar a cabecinha, certo?! em roma, compre o roma pass. com ele vc tem 3 dias de transporte na cidade, além de entrada gratuita e SEM FILA em até 3 lugares. eu quase não usei o transporte, mas só pelo sem fila já vale e muito a pena. http://www.romapass.it/ dinheiros olha, gastei menos do que tinha imaginado. por lá por exemplo, vc pode fazer uma boa refeição, com vinho, café, num lugar bem bacaninha, por 15 euros. e claro, se quiser encontra mais barato, ou mais caro. quando ir setembro para mim foi perfeito. os preços já mais baixos, os lugares sem muvuca mais com algumas pessoas. calor sem ser insuportável, dando para pegar uma boa praia nas ilhas. ótimo! pisa cara, não vá! bem, pra mim foi um choque. pensei que a famosa torre era uma réplica. muito menor do que eu imaginava! ainda bem que apenas passei por lá umas horinhas. beba bastante vinho! tome ouzu na grécia! muuuito sorvete na itália! 1. Roma 4 dias site do hostel: http://www.casainternazionaledelledonne.org/foresteria.htm recomendo muuuito esse hostel e esse bairro. infelizmente é apenas para meninas, os meninos não poderão se hospedar por lá, mas recomendo á todos o bairro do trastevere como base em roma. embora não seja pertinho do metrô você pode fazer tudo, tuuuudo, a pé. e é bem mais gostoso se locomover caminhando do que embaixo da terra, certo? o bairro em si já é uma delícia, e muito perto de todos os lugares interessantes de roma. acho bacana no primeiro dia fazer o free tour, que te dá uma idéia geral de alguns lugares para vc voltar lá depois http://www.romefreetour.com/ para ir ao tour, vc passa por lugares incríveis pelo caminho: panteon, piazza navona, fontana di trevi. muito emocionante e incrível! quatro dias em roma é um tempo bom para conhecer as principais atrações, coliseo, palatino, vaticano, museo do vaticano, basílica são pedro etc, e claro, deixar o tempo passar nas piazzas e sentir o gostinho de la dolce vita italiana, que para mim é o maior charme de roma! ainda sobrarão lugares para conhecer, mais roma é a cidade eterna, para ser conhecida aos poucos e muitas vezes! algumas dicas: vá a basílica são pedro no fim da tarde, 17h30, 18h. não tem fila pra entrar e não fica uma muvuca lá dentro. (pelo menos tava assim no dia que fui e me disseram que é recorrente). nada de grandes decotes ou mini-saias, senão não te deixam entrar. para o museu do vaticano e capela cistina vá ás 13, 14, quase não tem fila tb. (pelo menos tava assim no dia que fui e me disseram que é recorrente) é legal ir na feira de porta portese pra compras pechinchas! faça as coisas com teeeempo. é mais gostoso (na minha opinião) curtir verdadeiramente cada coisa do que trazer um mooonte de fotografias de um mooonte de lugares que vc nem se lembra o que eram. curta roma! curta tomar um vino com una pasta e só observar essa cidade pulsante! NAO compre seus tickets de trem nas maquininhas. pegue a fila e compre no caixa. tive que comprar dois tiquetes, pq o primeiro a maquininha não me deu, e aí não adiantou chorar e reclamar no meu italiano macarrônico.... 2. Firenze 4 dias em firenze fiquei na casa de meu "zio" então não posso dar dicas de hospedagem. mas caminhando por lá passei por esse hostel que me pareceu bem bom e bem localizado: http://www.plusflorence.com/ firenze é linda. é uma delícia passear e se perder em suas ruazinhas, ver o arno da ponte vecchio, passear no giardino di boboli, apreciar o duomo. vale a pena. não precisa nem imaginar o tempo do renascimento andando por lá. se sente, se vê. uma dica para quem quer ir a galeria de uffizi: vá um dia antes e compre seu bilhete antecipadamente, assim vc não pega uma fila enorme. três dias acho um bom tempo para passear pela cidade. de lá fui até Cinque Terre. vá. vá. vá! 3. Cinque Terre 1 dia e meio Vá! : ) Cinque Terre é um dos lugares mais lindos que eu já vi. é realmente especial. cheguei num dia, passei uma tarde, dormi e aproveitei o outro dia até o fim da tarde. caminhar pelas " terres" é especial, e tomar um banho no mar da líguria é lindo (mas cuidado com as água-vivas!!!) Fiquei nesse hostel, que é bem bom. Mas tem um esquema meio militar, tem que entrar até meia-noite, não pode ter barulho e tal. Mas a idéia em Cinque Terre é curtir o dia mesmo... http://www.cinqueterre.net/ostello/index.html para chegar a Cinque Terre de Firenze pegue um trem até La Spezia e aí troque para um trem para uma das Terres. Eu desci em Riomaggiore e fui caminhando pela Via dell'amore para Manarola. recomendo, muuuuuito! voltei para Firenze e aí peguei um avião rumo a Atenas - Santorini... 4. Santorini 3 dias Cheguei em Atenas na madruga e fui direto para o porto de pireus, para ir para Santorini. dá pra comprar tranquilamente os tiquetes para o ferry no aeroporto, mesmo de madrugada. recomendo chegar no porto 1h antes da partida do ferry. acabei chegando um pouco antes e o porto não é exatamente o local mais agradável para ficar, embora tranquilo. em santorini fiquei nesse hostel, em fira: http://santorinihostel.com/ super bem localizado, e bons quartos. oia é mais bonito que fira, mas fira é tem mais opções de restaurantes e bares, além de ser mais perto do porto e ter mais opções de ônibus para os lugares da ilha. santorini é maravilhoso, a cratera, o azul realmente azul do mar. e NAO é um lugar apenas para casais, vc pode se divertir, curtir e fazer bons amigos por lá. não deixe de provar o vinho branco feito por lá, ir na praia de ammoudi e comer um bom peixe e pegar uma praia sob as pedras em ammoudi tb. ahhh... os iogurtes gregos são os melhores. compre alguns nas lojinhas e saia comendo eles por aí. ótimo para comer passeando e leve para aguentar o dia quente. 5. Mykonos 3 dias mykonos é demais. todos aqueles labirintos de casinhas brancas para se perder. ás vezes vc tem impressão que na verdade está entrando na casa de alguém, mas está caminhando nas ruazinhas. lá tem mais baladinhas que santorini - mykonos é a capital das ilhas da balada. eu não estava muito interessada em muita balada, mas na última noite fui a um bar chamado thalami, de gregos, para gregos. foi uma experiência! os homens dançando aqueles músicas tradicionais, o povo bebendo ouzu e jogando o cinzeiro no chão, mais tarde todos dançando em roda! e não era para turista ver... vá! fica no porto antigo, perto de uma sorveteria. pergunte. escreve thalami, mas se fala algo como salame. começa tarde, chegue depois da 1h. da praia de paradise caminhe pela orla até psarou. é um lindo passeio. a ilha de delos vale a visita. em mykonos fiquei no andrianis. ótima guest house. ali acabei dividindo um quarto com uma outra viajante que fiz amizade em santorini, e ficamos num ótimo quarto com vista para o mar. bem localizado e próximo ao centro. se vc estiver sozinha pode achar um pouco longe e escuro, mas é seguro e bem perto. http://andrianis.com.gr/ além do antonios ir te buscar e te levar ao porto, o que é muuuuito bom. 6. Atenas 4 dias atenas é incrível. ver a acrópole de vários ângulos da cidade é inesquecível. fiquei no hostel http://www.studenttravellersinn.com localizado no coração de atenas, em plaka. plaka é um bairro super bem localizado, cheio de restaurantizinhos e barzinhos, muito próximo a acrópole. vale bem a pena. o hostel não é exatamente o exemplo de hostel bacana, é antigo, os quartos um pouco apertados, o banheiro meio véio, e á noite faz um pouco de barulho até um pouco mais tarde pela localização. mas, a localização vale bem a pena, e para uma menina viajando sozinha é bom estar num lugar localizado entre vários lugares que ficam abertos até mais tarde, que vc se sente segura ao caminhar tarde da noite sozinha. dei uma passada com um amigo no http://www.backpackers.gr que realmente me pareceu bem melhor. porém, já fica um pouco mais afastado do buxixo, e tarde da noite fica um pouco mais deserto... não deixe de ir no museu da acrópole, é bem interessante. passeie por pssiri tb, um bairro boêmio perto de monastiraki, bem bacana. ali dá pra ver como o povo grego é festeiro, em pleno domingão, depois da meia noite, todo mundo, jovem, velho, criança, na rua! tome ouzu! e se puder, quebre um prato! gente... é isso. com o tempo vou escrevendo mais. o que puder ajudar dêem um alô!!! no mais itália e grécia são lugares maravilhosos e inesquecíveis com pessoas muito especiais. essa dica da língua acho bem importante. mesmo na grécia um parakalo vai muito bem, obrigado!
  18. Gente, acabei de voltar de uma viagem pela Costa Amalfitana, na Itália, e estou ansiosa para compartilhar o que eu considerei a melhor descoberta da trip. Todo mundo sabe que a estonteante Costa Amalfitana não é dos lugares mais baratos da Itália. A imensa maioria dos passeios é pago, o que, às vezes, se torna inviável para quem está com o orçamento contado. Muita gente diz que os passeios de barco são a melhor maneira de ter uma ideia da grandiosidade dessa parte do litoral italiano, cenário de filmes e romances. Eu concordo que é um passeio bacanérrimo, mas descobri que não é a única maneira de ter uma vista privilegiada da região. Fica a dica: gastando menos de 10 euros, faça a trilha “Sentiero degli Dei”. Em português, isso quer dizer “Caminho dos Deuses”. Sem exageros, é quase assim que nos sentimos quando estamos lá em cima dos penhascos, percorrendo caminhos de terra estreitos, à beira de abismos e com uma visão total do mar azul, das casas encravadas nas montanhas, das plantações do famoso limão siciliano e do céu. Eu digo que é a vista mais privilegiada porque caminhamos bem pertinho das nuvens, em meio a muito verde e num silêncio relaxante. Às vezes, só interrompido pelos béééé de cabras ou algum pássaro. A trilha dura cerca de 3 horas. Ela começa num vilarejo chamado Bomerano e termina em Nocelle, um vilarejo perto de Positano. Não é de grande dificuldade, mas requer alguma familiaridade com trekkings porque há trechos em que o terreno é bem acidentado. Com cuidado e calma, pode ser feita pela maioria dos aventureiros. Posso dizer que o almoço-piquenique que fiz lá do alto, debaixo de uma árvore e soboreando um sanduíche de queijo Fior di Latte (tradicional da região) e presunto Parma, que comprei numa salumeria no vilarejo de Bomerano, onde começa a trilha, ficará para sempre na minha memória. Vamos às informações sobre a logística, porque, chegar ao paraíso, claro, exige esforço. A trilha começa na vila de Bomerano, em Agerola, uma cidadezinha da Costa Amalfitana, perto de Amalfi. Para chegar até lá, terá que pegar em Amalfi um ônibus comum urbano com destino a Pomeriggio. Os tickets são vendidos no quiosque de informações turísticas na praça principal de Amalfi e custam menos de 2 euros. A viagem dura uns 40 minutos. Peça para descer no ponto de Bomerano. Quando eu fui, o ônibus quase inteiro desceu nessa parada. Daí, você terá que caminhar (5 minutinhos) até o centro da vila, que se resume a uma praça, com padaria, café e uma salumeria divina. Tem uma placa bem grande em frente ao ponto de ônibus indicando a direção. Eu recomendo que você compre na salumeria o queijo Fior de Latte, o presunto Parma e o pão de focaccia e peça para a atendente montar o sanduíche pra você. Eles são muito gentis e fazem isso numa boa. Fatiam o quanto você quiser de queijo e do presunto e preparam o sanduíche. Sem fazer economia nos ingredientes, paguei 5 euros por dois sanduíches. Inesquecível!!!! Compre também água. Na trilha, há locais para reabastecer o cantil. Com a mochila pronta, comece a caminhada. A trilha sai dali pertinho da igreja e é bem sinalizada. De resto, é só afiar as canelas e contemplar. Quando chegar em Nocelle, tem ônibus para Positano. Há quem faça o caminho na ordem inversa, começando por Nocelle. Mas precisa saber que a trilha é mais árdua, porque é subida. Para mim, acabou sendo um passeio de dia inteiro, porque, como estava hospedade em Positano, precisei me deslocar até Amalfi (optei pelo ferry-boat a 8 euros e dura 20 minutos). Comecei a caminhar por volta do meio-dia e terminei depois de mais ou menos 3 horas. Sem pressa, parando para fotos, descanso e piquenique.
  19. Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, hotéis, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então preços muitas vezes vão ser estimativas e albergues, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Meu objetivo era fazer uma peregrinação, semelhante à de Santiago de Compostela. Por isso procurei ficar em albergues associados à peregrinação. Havia uma credencial de peregrino, que recebi por correio em São Paulo de Paolo Asolan, que fazia parte de uma associação que promove a peregrinação. Não me preocupei com conforto nem com luxo. Eu não sou cristão. Meu objetivo não era a instituição Igreja, mas sim a vivência espiritual que transcende as instituições religiosas e remonta à natureza mais profunda do Universo. A peregrinação inteira sai da Cantábria na Inglaterra e vai até Roma. São cerca de 2000 Km. Eu resolvi fazer só metade e comecei de Lausanne na Suíça. Seriam cerca de 1000 Km, porém devido a voltas que o caminho deu (em alguns lugares não era o mais curto) e devido a inúmeros erros que cometi, acabaram sendo cerca de 1200 Km. Não foi muito fácil achar informações sobre esta peregrinação. Ela é muito menos conhecida do que o Caminho de Santiago. Geralmente a maior quantidade de informações está sob o nome de Via Francígena. Pode-se encontrar informações em: http://www.viefrancigene.org http://www.san-quirico.com/francigena_eng.htm http://en.wikipedia.org/wiki/Via_Francigena http://www.camminafrancigena.it/it/resource/track/category/via-francigena/ http://www.viafrancigena.com http://www.kulturwege-schweiz.ch/via-routen/viafrancigena/route.html http://www.eurovia.tv/home/index.php?option=com_content&task=view&id=30&Itemid=72 http://www.confraternitadisanjacopo.it/Francigena/home.php http://www.francigena-international.org/ Para hospedagem veja: http://www.viefrancigene.org/static/uploads/www.viefrancigene.org/elencoospitalitapellegrina.pdf Em São Paulo, no escritório de turismo da Itália no Edifício Itália, havia bastante material turístico gratuito sobre a Itália. Eu optei por pegar apenas um livreto com informações gerais sobre o país e um mapa turístico detalhado de Roma. :'> Durante boa parte do trecho na Itália encontrei muitas frutas no chão ou em árvores em locais públicos (uvas, amoras, peras, maças, mixiricas, etc) e saboreei várias delas. Uma vez inclusive eu não tinha tomado café da manhã direito e estava um pouco hipoglicêmico depois de caminhar bastante, quando parei e pensei em algumas frutas que havia pego do chão em dias anteriores, quando uma fruta caiu da árvore, desceu a ladeira e veio bater no meu pé. :'> Convém apenas certa cautela com a saúde. A sinalização não seguiu o padrão de qualidade do Caminho de Santiago. Havia cidades em que a sinalização era boa. Havia outras em que ela praticamente inexistia. Havia locais em que era simples, mas eficiente. Havia outros em que era sofisticada, com muitas informações, mas, quando você mais precisava, desaparecia. Como eu não levei mapas detalhados, sofri bastante com isso (muitos davam risada quando eu mostrava meu "mapa" (verso da credencial), que na realidade era apenas uma linha com as principais cidades). Eu me perdi muitas vezes, devido ao desaparecimento da sinalização e porque em muitos lugares não havia ninguém a quem perguntar ou as pessoas simplesmente desconheciam a peregrinação. Ela não era conhecida como o Caminho de Santiago. Por exemplo, fiquei perdido no meio de plantações (trigo ou arroz), no topo dos Apeninos, em zonas rurais, estradas e outros locais. Além disso, em alguns trechos, principalmente no Vale de Aosta e num pequeno trecho do Piemonte, o caminho não era o mais curto visando que o peregrino passasse por alguns pontos turísticos com vistas belas. Isso aumentou a distância percorrida em cerca de 200 Km. Além disso, como eu sempre quis fazer a peregrinação exata, sem desviar por caminhos mais fáceis, acabei entrando em trilhas em que havia obstáculos. Numa ocasião havia uma cerca elétrica envolvendo gado no meio da trilha. Consegui pular a trilha, passei por vários bois ou vacas, mas aí um resolveu enfezar comigo e começou a me perseguir. Acabei voltando e dando uma volta para retomar a trilha. Em outras ocasiões havia plantações com canais, montanhas com trilha tomada pela vegetação, erosão e outros obstáculos no caminho. Houve vários trechos em que a peregrinação seguia por rodovias (principalmente a Via Cássia), que em alguns trechos não possuíam acostamentos, além de terem bastante tráfego de ciclistas (uma vez inclusive alguns me orientaram a voltar para a estrada principal pois eu havia pego um caminho de subida de uma estrada lateral erroneamente). Isso fez com que fosse necessário ficar bastante atento para evitar acidentes. Tudo isso fez com que eu me cansasse muito além do planejado, sendo que ao final de alguns dias não conseguia nem mais subir ou descer escadas direito. Levei sapatos que não estavam muito bons (já não conseguia utilizá-los socialmente) com o objetivo de aproveitá-los até o fim, o que surtiu o efeito desejado, mas em contrapartida, sacrificou um pouco meus pés e pernas. Algumas vezes eu fiquei irritado com esta situação. Briguei um pouco com Deus. Isso fez a peregrinação ser uma grande experiência de autoconhecimento e tomada de consciência do grau de ignorância própria. Acho que eu tive pouca fé. Houve muitos atrativos naturais, culturais, históricos e religiosos ao longo do caminho, como lagos, rios, parques, bosques, montanhas, igrejas, santuários, construções antigas (da Antiguidade, da Idade Média e da Idade Moderna, além de algumas dos séculos 19 e começo do 20), etc. Porém alguns eu acabei só vendo por alto devido ao meu atraso em relação ao planejado (para não perder a visita a Roma). Num dos dias no Vale de Aosta, depois de muito chamar, eu tentei entrar numa igreja para visitá-la e disparou o alarme, o que fez o responsável vir correndo assustado. Eu pedi desculpas e ficou tudo bem. As igrejas geralmente tinham um bom astral, sendo poucas as imagens com aspecto de sofrimento. :'> Havia muitas igrejas e santuários enormes, com muitos ornamentos, em localidades pequenas. A maioria absoluta das minhas refeições foram feitas com compras de supermercado, padaria ou similares. Pão, queijo (mussarela ou branco), tomate, beringela, cenoura, pepino, maça, pera, banana e eventualmente algum doce (eu sou vegetariano). Raras vezes fui a restaurantes. Achar água potável ao longo da peregrinação não foi muito fácil. Frequentemente eu pedia para as pessoas, pois havia levado uma garrafa de apenas 600 ml e o calor após me afastar dos Alpes foi grande. Algumas vezes a água fornecida pelas pessoas e pela Cia de Abastecimento tinha calcita, mas resolvi beber mesmo assim, confiando na informação de muitos habitantes locais que a bebiam. Raras vezes houve chuva e não houve neve durante o trajeto. A chuva mais incômoda ocorreu numa zona rural, descampada, que devido a isso tinha vento forte. Apesar do meu plástico improvisado como capa, fiquei um pouco molhado, pois priorizei proteger a mochila. Quando avistei um galpão e pensei em me abrigar a chuva diminuiu e parou. A população no geral tratou-me muito, muito bem. :'> Sem eu pedir, muitos ofereceram almoços, tortas, no campo ofereçam frutos, etc. Forneceram água sempre que pedi. Houve raríssimas pessoas que não me trataram bem (talvez pensassem que eu era um pedinte ou um assaltante). Houve alguns religiosos e padres que também não me trataram bem (não estavam associados à peregrinação). Alguns ficavam surpresos, talvez horrorizados, quando eu dizia que estava indo a Roma (e faltavam ainda algumas centenas de Km). Outros achavam que eu era espanhol pelo meu modo de falar. Um italiano me perguntou porque o Brasil concedeu asilo a Cesare Battisti. Comentou comigo que eu poderia ver pessoas em Roma em cadeiras de roda resultantes de ações dele. Como eu não conhecia bem a história dele, somente por alto a atuação das Brigadas Vermelhas, principalmente os casos de maior repercussão como o sequestro e morte de Aldo Moro, e como eu também não conhecia as razões precisas da posição do governo brasileiro, fiquei sem saber explicar. Ao contrário do Caminho de Santiago, encontrar peregrinos, principalmente quando se está distante de Roma é difícil. Andei vários dias sem encontar nenhum outro, nem nos albergues. Telefonar para o Brasil de orelhões na Suíça foi muito fácil. Na Itália não consegui telefonar pagando. Só a cobrar, depois que descobri o Brasil Direto da Embratel. Antes, acabei passando por algumas situações um pouco embaraçosas, ao pedir para pessoas para tentar usar um cartão em seus telefones fixos, pois apesar delas não terem que pagar pela ligação, acho que muitas vezes desconfiavam que eu tinha alguma segunda intenção, como namorar suas filhas. A Suíça não fazia parte da zona do Euro. Sua moeda era o franco suíço, que na época estava quase 1 para 1 com o euro. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Guarulhos) a Genebra em 25/7/2011. A volta foi de Roma a SP (Guarulhos) em 7/9/2011. Na ida fiz conexão em Madri e na volta fiz uma parada de algumas horas em Barcelona (o que permitiu dar um passeio pela cidade). Os voos foram pela Iberia (http://www.iberia.com/br) entre SP e Espanha e pela Vueling (http://www.vueling.com/PT), parceira da Iberia, nos trechos dentro da Europa. A passagem de ida e volta custou R$ 1514,10, incluindo todas as taxas. Brasileiros não precisavam de visto para entrar na zona Schengen, que inclui a Espanha, a Suíça e a Itália. Como eu fazia conexão em Madri, teoricamente a conferência dos documentos e a entrada eram lá. Porém o agente da imigração não me pediu nada além do passaporte e autorizou a entrada sem nenhum problema. Cheguei em Genebra em 26/7. Fui a pé do aeroporto até o centro da cidade (cerca de 7 km). Lá a hospedagem era muito cara, acima da média europeia a que eu estava acostumado. Fiquei hospedado no Albergue da Juventude (http://www.youthhostel.ch/en), pagando 29 francos suíços (cerca de US$ 38,00) a diária, com direito a café da manhã. Para isso precisei fazer a minha carteirinha de sócio, que dava direito a 5 francos suíços de desconto por diária. Teria sido mais barato fazer a carteirinha no Brasil. Aceitava cartão e os atendentes falavam inglês (uma falava português - era portuguesa). Eles foram cordiais, com exceção de uma. O segundo hotel mais barato custava cerca de 65 francos suíços a diária. Comprei em supermercados a comida para minhas refeições. A temperatura não estava muito alta para verão (de 10 C a 22 C). Por ficar hospedado num hotel da cidade, ganhei um passe para usar qualquer transporte público local gratuito. Como gosto muito de andar, só usei 4 vezes o passe, uma das quais para passear pelo Lago. Gostei muito de Genebra. Para as atrações veja http://www.geneve-tourisme.ch/en/home. Os pontos de que eu mais gostei foram a visita à ONU, a visita ao CERN, os parques, o lago e o Muro dos Reformadores. Na visita à Catedral, uma religiosa abordou-me cordialmente dizendo que o horário de visita havia acabado. Quando lhe perguntei sobre albergues para a peregrinação, talvez por ser protestante, ela pareceu não gostar e mudou o padrão de tratamento, dizendo que não entendia inglês e me mandando sair. Procurei conhecer todos os locais a pé. Só usei ônibus para ir e voltar do CERN e aproveitei o passe de uso dos transportes para andar no barco que atravessa o lago, como forma de passeio. Genebra era cosmopolita. Lá conheci brasileiros que estudavam Física em Portugal e estavam visitando o CERN, um rapaz eslovaco que pretendia trabalhar no CERN e também uma africana que pretendia fazer uma sistema computacional de apoio a ONGs. Saí de Genebra com destino a Lausanne em 31/8. Fui de trem, ao custo de cerca de 21 francos suíços (cerca de US$ 27,50). A viagem demorou cerca de 40 minutos. Em Lausanne também fiquei no Albergue da Juventude (http://www.youthhostel.ch/en). Paguei cerca de 38 francos suíços (cerca de US$ 49,50), com direito a um café da manhã consideravelmente mais farto do que o de Genebra. Esse preço já era com o desconto por ter carteirinha. Aceitava cartão e os atendentes falavam inglês. Eles foram cordiais, com exceção de uma. Comprei em supermercados a comida para minhas refeições. A temperatura aqui estava bem mais alta, chegando aos 30 C. Igualmente ganhei o passe para usar qualquer transporte público local gratuito, mas não o usei. Também gostei muito de Lausanne. Para as atrações veja http://www.lausanne-tourisme.ch/en/ e http://www.myswitzerland.com/pt/lausanne.html. Os pontos de que mais gostei foram o lago, a orla do lago, os parques, o templo budista tailandês (http://www.panoramio.com/photo/5213076) e o Museu Olímpico (só o conheci por fora - jardins e entrada). Fui tentar me informar sobre os albergues para a peregrinação na secretaria da igreja católica, sendo bem atendido por um rapaz, mas não muito bem atendido pela secretária. No primeiro dia em Lausanne liguei facilmente para o Brasil de um orelhão, usando meu cartão de crédito diretamente nele. A Peregrinação: Comecei a peregrinação em 4/8. Pretendia chegar a Roma no último sábado (27/8) de agosto, posto que no domingo o Museu do Vaticano era gratuito e depois teria cerca de 10 dias para conhecer Roma e fazer uma pequena viagem a Assis. Antes de começar ainda passei pelo centro para comprar um pen drive na loja Interdiscount (http://www.interdiscount.ch). Como não tinha a quantidade de informações disponíveis no Caminho de Santiago, não tinha exatamente uma meta de onde iria dormir. Só sabia que Montreaux provavelmente não seria uma boa opção, pois todos diziam que era caríssima. Saí de Lausanne e segui a orla do lago até Villeneuve. A vista foi magnífica , tanto do lago como das montanhas dos Alpes que viriam à frente. Ao passar por Montreaux, perguntei o preço da diária do Albergue da Juventude e até que não era fora do padrão suíço. Custava 37 euros suíços (cerca de US$ 48,00). Mas estava lotado. Decidi continuar caminhando e ver se mais perto do fim do dia encontrava algum abrigo pertencente à peregrinação ou algum local barato. Em Villeneuve aproveitei o calor do entardecer para tomar meu melhor banho no lago :'>, ao lado de um castelo. Depois passei num supermercado para comprar o jantar. Deixei a orla do lago e fui em direção a Aigle. Encontrei um casal de ciclistas peregrinos italianos que havia saído da Cantábria (foram os primeiros e últimos em muito tempo). Estava começando a ficar preocupado, pois estava escurecendo e eu não achava nenhum local associado à peregrinação ou barato (os mais baratos eram cerca de 100 francos suíços - 130 dólares). Peguei a estrada para Aigle e acabei entrando erroneamente na autoestrada, o que imagino que era proibido, pois havia uma cerca alta na lateral e eu não conseguia mais sair dela. Agora, não havia mais nenhum local para pernoitar, nem barato nem caro, só a estrada com as margens desertas (com vegetação). Estava quase convencido de que teria que passar a noite ao relento (eram mais de 21:30 horas e já estava escuro). Porém, consegui chegar a um viaduto que cortava a estrada, o que me permitiu sair dela. Mas na lateral havia apenas poucas casas e não havia hotel para ficar. Decidi então procurar um local com grama para passar a noite. Foi quando vi um camping (era o Clos de la George - http://www.closdelageorge.ch). Fui até lá e perguntei se poderia passar a noite lá. Disseram-me que sim, porém não tinha tenda e passei a noite ao relento. Mas de qualquer forma, possuíam banheiros com chuveiro quente, mesas, talheres e segurança (embora isso não me parecesse um problema ali). Ainda bem que não choveu e que eu tinha levado um grande plástico para servir como proteção para a chuva. Acabei usando-o como colchão. A noite acabou sendo tranquila (a temperatura nem caiu muito (13 C)) e pude apreciar as estrelas. Quando acordei havia uma espécie de lesma dentro da minha mala (provavelmente tinha sido atraída pelo pão). Paguei 16 francos suíços pela noite (cerca de US$ 21,88). Andei cerca de 45 Km no dia. Minha moral estava média-alta (7). Este primeiro dia mostrou-me que esta peregrinação seria bem mais complicada do que o Caminho de Santiago, onde a infraestrutura e a quantidade de albergues era muito maior e era muito mais fácil obter informações. Saí do camping em 5/8 com destino a Aigle. Cruzei Aigle sem me deter muito. Achei uma bela cidade, bem menor que Lausanne, porém grande, perto dos povoados por que eu havia passado. Continuei em direção a Martigny. Embora quase não houvesse indicações sobre a Via Francígena na Suíça, havia muitas indicações sobre rotas internas suíças para caminhantes, algumas das quais levavam ao Grande São Bernardo, que fazia parte da Via Francígena e era na fronteira com a Itália. Assim, resolvi sair da estrada e seguir estes caminhos, que eram muito mais belos e longe dos automóveis. Eles eram por entre florestas laterais às rodovias. :'> Cheguei a Martigny cerca de 20 horas. Em Martigny procurei a Igreja e pela primeira vez, fui muito bem atendido como peregrino. O padre disse-me para ficar no camping hostel TCS, mas disse que se não houvesse vaga conseguiria um local para eu ficar. Fiquei num dormitório do TCS (http://www.tcs.ch/fr/voyages-camping/camping/offres/martigny.php) por cerca de 20 francos suíços (cerca de US$ 27,35). Dei um rápido passeio por Martigny, que me pareceu uma cidade simpática. A temperatura estava começando a cair devido à altitude e à proximidade dos Alpes. Este dia andei somente 30 km. Minha moral estava alta (. Saí de Martigny em 6/8. Segui pelas trilhas das florestas até Bourg-Saint-Pierre. A subida acentuou-se. Poucas vezes precisei andar pelas estradas. Achei a paisagem bela. No caminho encontrei alguns portugueses fazendo uma espécie de churrasco em uma casa de campo. Em Bourg Saint-Pierre havia uma cabana específica para peregrinos, ciclistas, viajantes ou caminhantes, ao custo de 20 ou 25 francos suíços (cerca de US$ 27,35 a US$ 34,20). Havia 2 franceses lá que até me perguntaram o que havia ocorrido na disputa de pênaltis entre Brasil e Paraguai na Copa América (o Brasil havia perdido todos os pênaltis). A temperatura da noite estava cerca de 10 C. Andei cerca de 40 Km. Minha moral estava alta (8,5). Saí de Bourg-Saint-Pierre em 7/8. Fui em direção à passagem do Grande São Bernardo, que é o ponto mais alto da peregrinação, com cerca de 2500 m de altitude (http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_S%C3%A3o_Bernardo). A subida foi um pouco árdua, mas achei a paisagem muito bela. A vista dos Alpes agradou-me muito. No hospice (refúgio / albergue) do Grande São Bernardo parei para fazer uma visita, incluindo as instalações e a capela. Fui muito bem recebido, tratado e atendido. Recebi o primeiro carimbo da minha credencial. Também trocaram para mim cerca de 50 francos suíços que me restavam, com uma taxa bem melhor do que a dos comerciantes locais. Fiquei lá cerca de duas horas e depois cruzei a fronteira com a Itália. Na descida em direção a Aosta, peguei um pouco de chuva e vento. Foi o único local em que precisei usar minhas roupas específicas para frio (fleece e anorak). A temperatura creio que não foi inferior a 5 C. O forte vento é que dava uma sensação térmica menor. Entrando na Itália desci até chegar a Etroubles, de onde voltei um pouco para passar a noite no Château Verdun [http://it.wikipedia.org/wiki/Ch%C3%A2teau-Verdun_(Italia) - Via Flassin, 3]. Lá fui recebido por um religioso que me disse que não havia lugar vago, mas que iria ver o que podia fazer. Depois de algum tempo conseguiu um bom quarto privado para mim. Tive direito a jantar e café da manhã. Paguei 10 euros (isso porque insisti que desejava pagar). A temperatura estava em torno de 15 C. Andei cerca de 35 Km. Minha moral estava alta (9). Saí do Château Verdun em 8/8. Parei para um passeio em Etroubles. Seu aspecto de pequena vila medieval e suas obras de arte ao ar livre muito me agradaram. Prossegui em direção ao Vale de Aosta. O caminho nesta região é muito montanhoso e as trilhas da Via Francígena vão pelas montanhas e não pela estrada (além de às vezes desviarem para passar por pontos turísticos), o que me fez andar muito mais e com maior esforço para cobrir poucos quilômetros lineares em direção a Roma. De qualquer modo, a vista é bela, com montanhas, vales, videiras, etc. :'> Decidi parar em Nus. Procurei algum albergue conveniado à peregrinação, mas não achei nenhum. Fui à Igreja, mas não havia ninguém. Fui a um povoado vizinho, do outro lado da estrada, até a casa do sacerdote. Falei para ele que era peregrino e que procurava um abrigo para passar a noite. Mas ele não gostou muito da ideia. Porém me disse que poderia dormir gratuitamente num quarto com banheiro, numa espécie de porão da casa dele. Parecia estar bastante contrariado, tanto que, antes de eu entrar, perguntou-me "Como você entrou na Europa?". Logo após eu entrar nos aposentos que ele havia indicado, fiquei pensando que aquilo poderia comprometer a imagem do Brasil (eu nunca me preocupo com a minha imagem, mas ali era uma questão da imagem dos imigrantes e do Brasil) e também que não gosto de aceitar nada de pessoa que faz contra a vontade. Resolvi voltar para a casa principal, toquei a campainha e devolvi a chave para ele dizendo que iria partir porque ele não estava feliz. E fui para um hotel. No caminho, 2 mulheres de uns 50 anos num carro me pararam na estrada perguntando o que havia ocorrido e porque o padre não havia me acolhido (inclusive cogitando a possibilidade de me oferecerem abrigo), ao que respondi que não havia problemas e eu tinha preferido ficar num hotel. Eu estava acostumado com o padrão de acolhida que tinha experimentado no Caminho de Santiago e que tinha sido igual no Grande São Bernardo, em Martigny e no Château Verdun. Este episódio decepcionou-me. Fiquei no Hotel Florian (http://www.hotel-florian.it - Via Risorgimento, 3), que até que não foi caro (20 euros para peregrinos). A temperatura estava cerca de 15 C. Em termos lineares de distância a Roma progredi cerca de 33 Km, mas andei de fato perto de 40 Km. Minha moral caiu para média-regular (6,5) por não achar albergue e pelas voltas do caminho. No dia seguinte (9/8) fui até Montjovet. As voltas que o caminho dava acentuaram-se e o sobe e desce também. Porém a paisagem era muito bela e ainda era possível ver os Alpes olhando para trás, o que eu fazia constantemente, procurando o Grande São Bernardo :'>. Eu me perdi um pouco em alguns trechos. Andei cerca de 20 Km lineares em direção a Roma, porém no total andei cerca de 35 Km. Um padre chegou a me aconselhar a ir pela estrada e não pelas montanhas, mas eu quis seguir a sinalização da peregrinação. Dormi no Pub Ristorante Hotel (http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g736256-d3607216-Reviews-Hotel_Pub_Ristorante_Nigra-Montjovet_Valle_d_Aosta.html), pagando 35 euros. A temperatura estava subindo, chegando a 25 C durante o dia. Minha moral estava média-regular (6,5) devido a andar muito e progredir pouco e também por não achar albergues associados à peregrinação, o que gerava gastos de hospedagem bem maiores do que eu havia previsto. Em 10/8 as voltas do caminho e o sobe e desce continuaram os mesmos, o que fazia o progresso linear ser bem menor do que a distância caminhada. Progredi cerca de 20 Km, porém andei cerca de 40 Km. Neste trecho vi várias construções que pareciam ser medievais, incluindo algumas pontes feitas de pedra. A paisagem continuava muito bela, com montanhas, vinhas e bela vegetação. Passei a noite em Pont Saint Martin, num albergue público gratuito. Pensei em fazer uma doação, mas não achei o canal adequado. A temperatura estava aumentando e durante o dia chegando próxima aos 30 C. Minha moral estava média-alta (7,5), pois apesar de ter progredido pouco, tinha achado um albergue da peregrinação. Em 11/8 foi o último dia das voltas do caminho. Saí do Vale de Aosta e entrei no Piemonte. Lá o caminho foi bem mais direto, sem tantas voltas. :'> A sinalização era bem mais concisa, porém estava quase sempre presente. Houve várias vistas espetaculares no fim da área das montanhas. Cruzei a cidade de Ivrea, que achei bela. Lá comprei um cartão telefônico para ligar para o Brasil a partir de telefones fixos (públicos ou não), mas que não funcionou em nenhum dos muitos locais em que tentei usá-lo. Pude apreciar a vista do Lago de Viverone sob vários ângulos. Passei a noite em Cavaglià, onde encontrei uma moça, filha da dona de um bar-restaurante que me atendeu muito bem, dando muitas informações e falando que gostava do Brasil (tinha ido recentemente a um show do Carlinhos Brown e disse a ele que após conhecê-lo já poderia morrer, ao que ele respondeu "morrer por que?, agora é que ela deveria aproveitar e viver"). Ela me deu muitas informações sobre hotéis baratos na região e me ajudou a tentar fazer a ligação com o cartão comprado. Acho que me deu tanta atenção e por tanto tempo que a mãe dela ficou meio desconfiada e irritada, achando que eu desejava algum tipo de romance com sua filha. Passei a noite no HOTEL RISTORANTE LA G 884, pagando cerca de 20 euros. Avancei cerca de 36 Km. A temperatura durante o dia continuava próxima aos 30 C. Minha moral estava média-alta (. Em 12/8 continuei pelo Piemonte e fui até Vercelli. Passei por áreas rurais, incluindo plantações de arroz ou trigo e também por algumas estradas. Considerando as cidades anteriores, Vercelli era uma cidade relativamente grande. Achei-a bela, com igrejas e construções interessantes. Nela fiquei no Convento di Billiemme (Corso Alessandro Salamano, 139 - http://www.amicidellaviafrancigena.vercelli.it/ostello.html ), que era residência de religiosos e afins. Creio que o preço foi cerca de 10 euros. Encontrei um brasileiro, chamado Paulo, que estava morando lá. E encontrei novamente peregrinos, a maioria italianos, mas também um americano. :'> Todos comentaram como era raro encontrar peregrinos. Quando comentei isso com o Paulo, ele disse que a peregrinação estava ficando mais conhecida e que tinham passado por lá duas peregrinas na semana anterior (veja a diferença para Compostela!). Eles acharam que eu tinha muita coragem (provavelmente acharam que eu era louco) por fazer a peregrinação sozinho num país que eu não conhecia. Uma das peregrinas sugeriu-me pegar um barco para fazer a travessia do Rio Pó, que viria logo a seguir, dando-me inclusive um telefone para contato com o barqueiro. Avancei cerca de 30 Km. A temperatura durante o dia continuava próxima aos 30 C. Minha moral estava média-alta (. Em 13/8 entrei na região de Pávia. No trajeto vi muitas plantações e campos. Passei dentro de uma plantação de arroz ou trigo em que a sinalização da peregrinação desapareceu e em que eu fiquei perdido por cerca de 1 hora. Quase caí num dos canais tentando retomar o caminho. Acabei andando uns 8 Km a mais. Fiquei num albergue da Igreja em Tromello (Parrocchia San Martino - Via Branca, 1), em que encontrei um casal de peregrinos (creio que eram britânicos). Não me recordo se paguei algo (acho que não). Fui bem atendido, sendo que o hospedeiro inclusive me ofereceu uma camisa (a minha estava começando a rasgar). A temperatura durante o dia continuava próxima aos 30 C. Progredi cerca de 42 Km (andei cerca de 50 Km). Minha moral estava média-alta (7,5), mas eu estava começando a ficar preocupado com a data da chegada a Roma, pois tinha progredido menos do que esperava. Em 14/8 prossegui na região de Pávia indo até Belgioioso. A sinalização aqui deixava a desejar. Numa cidade pequena do caminho, Garlasco, havia um grande santuário (Santuario della Bozzola). Nesta cidade (ou em alguma outra próxima), quando eu estava pedindo informações sobre a peregrinação, uma mulher de uns 65 anos convidou-me para ir até a casa dela, pois o marido sabia de informações que poderiam me ajudar. Realmente, ele me falou bastante sobre o caminho a seguir e até me levou por 2 km, pois havia um ponto em que ele sabia que a sinalização sumia. Falo-me do Rio Pó, o maior da Itália, mas me disse que eu acharia pequeno, pois ele havia visto um documentário sobre o Rio Amazonas. Antes de sair da casa deles, a mulher me ofereceu almoço, que eu recusei educadamente, depois ofereceu-me uma torta inteira (acho que era de maracujá), que eu também recusei educadamente, mas acabei levando um pedaço da torta. Antes da cidade de Pávia, cruzei o Parque Ticino, :'> grande, com rio, trilhas, áreas para pequenique, diversão e mosquitos. Fiquei com vontade de um banho, mas pensei no horário e só admirei o rio. Atravessei a ponte para a cidade, que era grande e proporcionava uma bela vista da paisagem natural e da cidade. Cruzei a cidade de Pávia, que achei interessante, especialmente a Universidade, fundada no fim da Idade Média. Além dela, as demais construções, igrejas e praças da cidade pareceram-me interessantes. Quando cheguei à cidade de Belgioioso fui procurar por um albergue associado à peregrinação, fui até a casa do padre que não me tratou muito bem. Passei a noite no Hotel La Locanda Della Pesa (Via XX Settembre 111 - http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g2296210-d2296214-Reviews-La_Locanda_della_Pesa-Belgioioso_Province_of_Pavia_Lombardy.html), por 30 euros (desconto de 5 para peregrinos). Jantei num restaurante próximo ao centro, uma pizza margherita grande (massa bem fina) por 3 ou 3,50 euros, acompanhada por uma taça de vinho, o que custou ao todo cerca de 4,50 ou 5 euros. A temperatura durante o dia já estava passando dos 30 C. Progredi cerca de 38 Km. Minha moral estava média-alta (7,5). Consegui ligar para o Brasil a cobrar, depois de descobrir como. Minha mãe havia sido diagnosticada de Alzheimer há 7 meses e minha prima tinha ficado com ela e havia comprado um cachorro, que naquele momento estava gerando tensão, o que fez minha prima ficar nervosa. Não conseguir telefonar antes deixou minha prima desamparada. Em 15/8 fui em direção a Piacenza. Neste trajeto houve bastante vinhas, porém diferentes da de Aosta, geralmente não eram em encostas íngremes. Foi a única vez que eu peguei uma fruta (uma uva) de uma árvore, provavelmente de uma plantação privada (queria experimentar, não havia ninguém a quem pedir, não havia nenhuma no chão e achei que uma só não faria mal). A peregrina do albergue de Vercelli havia-me dito que o barco saía de Orio Litta. Quando lá cheguei procurei informações sobre a travessia de barco, mas o hospedeiro do albergue me disse que precisava agendar com um dia de antecedência. Disse porém, que a distância era a mesma de barco e por terra. Já eram cerca de 16 horas e ele sugeriu-me passar a noite no albergue de lá e prosseguir no dia seguinte de barco. Achei que seria desperdício de tempo e resolvi prosseguir, pedindo informações a ele sobre o caminho. Ele indagou-me sobre meu mapa e quando lhe mostrei que meu mapa era o verso da credencial, ele e um amigo dele que o estava ajudando a me dar informações ficaram rindo por cerca de 30 segundos (provavelmente achando que eu era maluco). Depois ele me explicou durante uns 5 minutos o trajeto, porém eu não fixei os detalhes, somente a direção e que era para eu ficar acima dos bancos laterias do rio e não ao lado do rio. Acabei indo e depois de apreciar uma bela vista do rio cheguei a Piacenza já de noite. Atravessei a ponte sobre o Rio do Pó no entardecer, o que permitiu uma magnífica vista do por do sol. O rio era grande (creio que da largura do Tietê em Barra Bonita), mas sem dúvida não havia como compará-lo ao Amazonas nem a outros rios grandes do Brasil. Piacenza era grande e eu pedi informação a várias pessoas sobre onde ficar, mas àquela hora (21:30) os abrigos estavam fechados ou eram distantes. Encontrei uma brasileira num bar-restaurante, que me ofereceu sua quitinete para eu passar a noite. Num primeiro momento fiquei meio desconfiado, pois com tantas histórias de dopagem e roubo de órgãos nunca se sabe. E também considerei que iria incomodá-la, pois eu iria ainda jantar e chegar tarde e depois acordar cedo e meus pés estavam sujos do caminho no campo. Numa quitinete isso seria um incômodo ainda maior. Fui procurar um hotel, não encontrei e resolvi voltar para procurar a brasileira e aceitar a oferta, porém ela havia ido. Tive que ir procurar um hotel aberto (os mais baratos estavam de férias). Só achei aberto o Hotel Euro (http://www.eurohotelpiacenza.it), que tinha como gerente da unidade um italiano que falava português e cujo irmão trabalhava no projeto Axé em Salvador. Depois de lhe explicar que era peregrino brasileiro, ele fez um desconto de 10 euros na diária (o máximo possível na alçada dele) e ainda se propôs a encontrar outro hotel mais barato para mim. Como já eram cerca de 23 horas, eu decidi ficar ali mesmo. A noite custou 65 euros, com direito a buffet no cafë da manhã. Jantei numa espécie de fast food de um afegão. A temperatura durante o dia continuava passando dos 30 C. Progredi cerca de 40 Km. Andei cerca de 50 Km, devido à busca do hotel. Minha moral estava média-regular (6,5). Em 16/8 saí de Piacenza em direção a Fidenza. Antes de sair dei um pequeno passeio por Piacenza e achei a cidade bela :'>, principalmente a catedral e as construções antigas. O caminho foi por áreas rurais e também por estradas. Novamente cheguei tarde e não consegui achar um albergue da peregrinação. Passei a noite no Hotel Fidenza (http://www.hotelfidenza.it), por 55 euros, com direito a buffet no café da manhã. Apesar da atendente ter-me dito que a água da torneira não era boa para beber, pois continha calcita, bebi assim mesmo, pois nos lugares anteriores haviam-me dito que era segura. Jantei na Pizzeria Lo Smeraldo (http://www.tripadvisor.it/ShowUserReviews-g1069551-d2587018-r147589421-Lo_Smeraldo-Fidenza_Province_of_Parma_Emilia_Romagna.html) em frente ao hotel, por 16 euros, pois não havia mais nada aberto. Comi dois pedações triangulares de pizza e tomei uma taça de vinho. Foi a melhor pizza de toda a viagem e uma das melhores que já comi na vida. A temperatura durante o dia estava subindo e passando dos 30 C. Progredi cerca de 40 Km. Andei cerca de 45 Km, devido à busca do hotel. Minha moral estava média-regular (6). Estava ficando preocupado, pois o custo estava alto e o progresso estava inferior ao que eu tinha imaginado. Eu não desejava luxo nem conforto, apenas locais baratos para comer e dormir. Em 17/8 saí de Fidenza e fui até Fornovo di Taro. Passei por uma espécie de bosque, com trilhas precárias e que num certo ponto acabavam. Tentei prosseguir, fiquei andando perdido algum tempo e precisei pular uma cerca ou muro até encontrar algumas pessoas trabalhando, que me disseram que ali não tinha saída e eu precisava voltar para a estrada. Consegui passar por uma grade que dava acesso à estrada e não precisei voltar todo o percurso. Apesar da dificuldade, achei a paisagem bela (mesmo em estado bruto). Neste trecho de bosque encontrei uma peregrina alemã (depois de muito tempo, enfim um peregrino novamente), que estava de bicicleta. Ela me disse que eu era o primeiro peregrino que ela havia encontrado. Desde a noite anterior pensei bastante e resolvi mudar de estratégia, pois estava saindo tarde e chegando tarde nos locais para dormir, o que fazia com que o dia rendesse menos e que eu não encontrasse albergues e tivesse que ficar em hotéis caros. Resolvi parar antes neste dia para começar o próximo dia mais cedo e ter margem de manobra à noite para encontrar albergues (não era como no Caminho de Santiago, em que havia muitos albergues - aqui a distância entre os albergues era muito maior). No Caminho de Santiago a estratégia anterior funcionou, mas aqui não estava dando certo. Porém, mesmo assim, não encontrei os albergues que o catálogo informava em Fornovo di Taro. Acabei ficando no Hotel Cavalieri (http://www.albergocavalieri.it), por 45 euros, sem café da manhã. Mas consegui jantar com compras de supermercado. A temperatura durante o dia continuava subindo e passando dos 30 C. Progredi apenas cerca de 30 Km. Andei cerca de 35 ou 40 Km, devido a idas e voltas no bosque. Minha moral estava média-regular (5,5). Em 18/8 fui até Passo Della Cisa. O caminho começou a apresentar novamente subidas e descidas, que geravam cansaço adicional, porém revelavam uma bela paisagem, cruzando bosques e campos. A vista de Berceto do alto também me agradou. Choveu um pouco durante o dia. Após Berceto, quase no final do caminho pisei em falso e levei meu único tombo durante a peregrinação, infelizmente em solo lamacento, o que me sujou todo. Após me informar em Berceto, passei a noite na Casa Cantoniera (SS della Cisa, km 58), que era albergue da peregrinação. Paguei cerca de 10 euros pela noite e cerca de 6 euros pelo jantar. Fui muito bem atendido e pude até lavar minhas roupas, que estavam precisando. A mudança de estratégia parecia estar dando certo. Agora só precisava tirar o enorme atraso de tempo. A temperatura começou a diminuir devido à proximidade com os Apeninos, ficando entre 20 e 30 C. Progredi cerca de 40 Km. Minha moral estava média-regular (6,5). Em 19/8 fui até Villafranca. Juntamente com o cruzamento do Grande São Bernardo foi um dos trechos mais belos. Primeiro visitei a pequena igreja campestre de Nostra Signora della Guardia (http://it.wikipedia.org/wiki/Nostra_Signora_della_Guardia), após boa subida. É simples e ilustra bem a fé e a espiritualidade, não a pompa. Depois cruzei os Apeninos, com vistas que achei espetaculares tanto da paisagem abaixo quanto da própria montanha e sua vegetação. A altitude passou de 1.000 m (não me recordo exatamente qual a altitude máxima, mas era bem menor do que a do Grande São Bernardo - acho que era cerca de 1500 m). A sinalização desapareceu em cima de uma montanha e eu fiquei perdido por algum tempo, até conseguir achar uma trilha local que me reconduziu ao caminho e à presença humana. Era um local totalmente deserto e poderia ser perigoso ficar perdido ali com o cair da noite, devido à queda de temperatura e ausência de qualquer infraestrutura, como água e comida. Havia inclusive um número de telefone para se discar, escrito em uma placa no alto de uma estação de comunicação, porém eu não tinha celular, caso tivesse precisado. Dormi em um trailler do camping Il Castagneto (http://www.campingilcastagneto.it/castagneto_eng) por 20 euros. A temperatura voltou a subir, ficando perto dos 30 C. Progredi cerca de 40 Km. Minha moral estava média-alta (7,5). Em 20/08 fui até Sarzana. Continuei com a estratégia de sair bem cedo para ter margem de manobra à noite. Isso tinha uma vantagem adicional, que era pegar o clima fresco da manhã. Neste trecho peguei novamente bastante terreno montanhoso, sendo que em algumas vezes o progresso era lento. Numa descida de montanha os sinais indicavam uma trilha que havia sido tomada pela vegetação e era praticamente apenas o caminho da água da chuva. Demorei cerca de 1 hora para percorrer cerca de 500 metros, sendo que minha camisa acabou ficando picada e rasgada pela vegetação. Num trecho seguinte, quando perguntei a pessoas sobre o caminho a seguir, pois a seta apontava para uma região de mata, um deles me disse que era possível seguir, porém o caminho era duro e com possíveis acidentes geográficos. Chegando na entrada do trecho, quando pedi confirmação aos que estavam lá, disseram-me que era melhor não ir por lá, pois o caminho não tinha condições de ser percorrido e me sugeriram ir pela estrada. Eu disse que iria mesmo assim, pois desejava seguir as setas. Logo em seguida, um homem abriu a janela no segundo andar de sua casa e me disse para não ir, pois o caminho estava muito ruim. Insisti que iria. Aí uma mulher abriu a porta da casa e veio me pedir para não ir, pois não dava para seguir aquele caminho. Diante de tanta insistência, disse-lhes que iria um pouquinho e, se não conseguisse continuar, voltaria. Realmente o caminho não estava bom. Havia um trecho erodido no meio, em que fiquei alguns minutos estudando como passar e depois decidi dar um pulo na diagonal, fazendo uma miniescalada, o que foi bem sucedido. Depois precisei andar numa encosta estreita, porém sem grandes problemas. Pareceu-me bem mais tranquilo do que a descida anterior. Após sair deste terreno, segui por estradas na montanha, que fizeram o caminho aumentar consideravelmente e me cansaram, porém me deram a primeira vista do mar (Tirreno). Mas eu me perdi algumas vezes nestas estradas. Quando cheguei a Sarzana, ao perguntar para dois homens onde era o albergue, um deles se ofereceu para me levar lá de carro, o que eu agradeci e recusei, pois desejava fazer todo o trajeto a pé. Dormi na Parrocchia San Francesco di Assisi (Via Paci, 8 - http://sarzana.corriere.it/parrocchie/parrocchia.shtml?idParrocchia=164404). O frei ofereceu um colchão no chão, sem roupa de cama, mas com cobertor, e o banheiro com uma ducha quente. Paguei 5 euros. Jantei numa pizzaria ao lado por cerca de 8 euros. Havia mais 1 ou 2 peregrinos lá. A temperatura voltou a subir, ficando perto dos 35 C. Progredi cerca de 25 Km. Andei cerca de 35 Km. Minha moral estava média-regular (6,5). Em 21/8 fui até Camaiorê. Passei pelo entroncamento da Via Francígena com o Caminho de Santiago. Passei pela região de Carrara, onde havia muitas marmorarias e muitas peças de mármore expostas na rua. Havia também obras de arte e ateliês com obras que achei muito belas. Houve um trecho montanhoso que permitiu vistas do mar e das montanhas que achei espetaculares. Acabei decidindo não sair do caminho para ir ao mar por causa do meu atraso e por receio de me perder depois. Peguei algumas mixiricas na rua, porém estavam um pouco verdes. Antes de chegar, passei por uma área verde, com um rio, que refrescou a temperatura. Quando cheguei a Camaiore, entrei na igreja, pensando estar vazia, e acabei interrompendo a missa que estava sendo dirigida pelo monsenhor. Saí de fininho para não causar mais transtorno. Porém, o monsenhor pediu para que um assistente fosse atrás de mim, pois pela minha aparência achou que eu era peregrino. O assistente encontrou-me e me indicou o albergue da igreja (Casa da Caridade - Oratorio Il Colosseo - Via Tabarrani, 26), que era uma casa onde ficavam religiosos e também outras pessoas carentes, com problemas de saúde e migrantes. Era dirigida por uma religiosa chamada Paola. Ela me recebeu muito bem, disse que poderia dormir lá e teria jantar e café da manhã de graça. Eu quis fazer uma contribuição voluntária, mas ela não aceitou. Eu insisti, mas ela não aceitou. Pediu-me apenas para passar um pano na mesa depois do jantar, muito mais para não me deixar triste do que por necessidade. Além do café da manhã, ofereceram-me muitos alimentos para eu levar, sendo que eu aceitei alguns, mas recusei educadamente outros, pois achei que não tinha cabimento gerar mais prejuízo para eles. Mesmo assim, creio que levei cerca de 1,5 Kg entre pães, frutas, iogurtes e doces (eles queriam me dar 3 vezes mais). Depois de tantas dificuldades e de alguns que não facilitaram a peregriunação, gostei muito de conhecer pessoas tão boas. Elas foram para mim um sinal claro da presença de Deus. Conheci lá também um hospitaleiro chamado Marco, que se bem me lembro, era engenheiro, lá morava, fazia trabalho voluntário e procurava um caminho a seguir na vida, e um peregrino italiano chamado Alessandro, que viajava de bicicleta. Conversamos longamente sobre a peregrinação, a espiritualidade e a vida. Um garoto africano pegou meu despertador para brincar, sem eu perceber. Teria dado a ele de presente, mas peguei de volta, pois sem o despertador não conseguiria acordar cedo nas manhãs. A temperatura voltou a subir, ficando perto dos 35 C. Progredi cerca de 40 Km. Minha moral estava média-alta (. Em 22/8 fui até Altopascio. Esqueci o pacote com os alimentos na Casa da Caridade, mas como a porta final ficava destravada e logo percebi, voltei e o peguei. Não fiquei para a oração da manhã (6:30 h), pois estava muito atrasado. No início o trecho possuía bastante área verde. Passei pela cidade de Lucca, que me pareceu bonita e interessante. Não me detive muito, mas apreciei seus muros, seu centro histórico e suas construções antigas. :'> Em Altopascio gostei da igreja central. Dormi no albergue municipal (Uff. Comune o biblioteca di Altopascio, Piazza Ospitalieri, 6) por cerca de 10 euros. Conheci duas peregrinas italianas que tentaram uma vez mais me ajudar com o cartão telefônico, mas sem sucesso. Liguei a cobrar para o Brasil de um orelhão e tudo parecia melhor na casa da minha mãe. A temperatura estava se aproximando dos 40 C. Progredi cerca de 40 Km. Minha moral estava média-alta (. A estratégia de sair cedo estava dando certo. Eu estava conseguindo achar os albergues da peregrinação ainda abertos e estava pegando uma parte do dia ainda com temperatura não tão alta. :'> Porém estava enormemente atrasado para a minha meta de chegada a Roma. Então precisava progredir mais e, portanto, andar até mais tarde. Em 23/8 fui até Termas de Gambassi. O caminho foi por áreas verdes e rurais. Pouco antes de São Miniato havia um desvio para um rio. Achei estranho, mas resolvi seguir parte pela margem do rio. Como não havia nenhum ponto de referência, marquei uma garça na outra margem como ponto de referência para um desvio, caso eu precisasse voltar, ciente do enorme risco dela voar. Realmente ela voou, porém eu consegui encontrar o caminho de volta. Então perguntei a duas mulheres sobre qual o percurso correto e uma mocinha me disse que era pelas margens do rio mesmo, mas foi chamar uma outra mais velha que me disse que não, que eu precisava ir em outra direção, que foi o que eu fiz. Acabei passando por uma ponte, não tão antiga, que propiciou uma vista que achei bela do rio e da paisagem no entorno. Após passar por São Miniato, os sinais novamente sumiram e eu tentei seguir por intuição em algumas estradas ladeadas por áreas rurais desertas, até encontrar um rapaz que me ensinou um caminho intrincado para atingir Piave di Coiano, que eu errei. Acabei dando uma enorme volta e indo parar em Calenzano, o que me aumentou o caminho em cerca de 15 km. Cheguei a Termas de Gambassi cerca de 20 h. Lá encontrei grupos de peregrinos turistas italianos jantando, que me indicaram o albergue em que ficar (Ostello Sigerico a cerca de 1,5 Km do centro - Pieve Santa Maria in Chianni). O albergue já não estava recebendo mais pessoas, pois a comida praticamente havia acabado, dado que no dia seguinte eles iriam sair de folga, após alguns meses sem nenhum dia de descanso. Porém ao me ver decidiram aceitar-me, cobrando um valor menor, devido ao que chamaram de jantar incompleto, mas que apreciei (massa e salada). Paguei cerca de 15 euros por tudo, com quarto e banheiro privativos. Quando soube que eu era brasileiro o dono comentou que o Sócrates, que havia jogado na Fiorentina, tinha sido internado no Brasil devido a uma hemorragia. Fiquei surpreso com o apreço dele pelo Sócrates, pois tinha a imagem de que não tinha feito muito sucesso com a torcida na Itália. A temperatura continuava perto dos 40 C. Progredi cerca de 50 Km. Andei cerca de 70 Km. Minha moral estava média-regular (7). Em 24/8 fui até Siena. Havia muitos italianos de férias em Termas de Gambassi que estavam fazendo o caminho ou parte dele. Eu fui com eles por uns 15 minutos, depois eles pararam para apreciar atrativos locais ao longo do caminho e eu continuei. O caminho continuava com bastante paisagens rurais e um pouco antes de chegar a Siena passei por trechos de um bosque ou reserva florestal (até fiquei um pouco preocupado, pois já estava anoitecendo e era um local totalmente deserto), com vegetação de que gostei. Na chegada a Siena, vi uma casa da Igreja e fui perguntar se havia albergue para pererinos. Para minha surpresa, o padre tinha acabado de chegar do Brasil (Fortaleza) naquela manhã e falava português. Vendo que eu era peregrino brasileiro e tendo conhecido como é a vida de peregrino quando peregrinou a Santiago de Compostela, quis me ajudar, oferecendo-me uma maça e depois dinheiro. Eu aceitei a maçã, mas recusei o dinheiro. Como ele insistiu, eu fui mais firme na recusa e ele me disse: "Desculpe, não queria ofender. Sei que você é rico!", ao que eu respondi "Não sou rico, só não quero o dinheiro". Achei que não tinha cabimento aceitar um dinheiro que poderia ser destinado a pessoas em situação de necessidade, sendo que eu não estava em situação de necessidade financeira. Ele me ofereceu um pacote de balas e eu resolvi aceitar algumas para ele não ficar chateado. Ele me orientou sobre onde era o albergue da juventude da cidade, posto que não havia albergue da peregrinação. O albergue da juventude estava deixando de fazer parte da rede, mas fiquei lá mesmo assim (http://www.ostellosiena.com - Via Fiorentina, 89). Paguei cerca de 20 euros. Quando cheguei ao quarto, que não era um dormitório com muitas camas, mas apenas um duplo, havia um rapaz inglês dormindo, que acordou com o barulho. Depois de arrumar minimamente minhas coisas e ele acordar e se arrumar, fomos jantar numa loja de pizzas em frente ao hostel. Ele parecia desejar conhecer amigos e conversamos durante todo o jantar, incluindo a onda de manifestações e depredações que havia ocorrido em Londres e que eu tinha visto em alguns dias em que havia ficado em hotéis. Quando lhe perguntei a razão daquilo ele me disse que se devia ao fato das pessoas estarem chateadas (com a paciência cheia - "bored"). O jantar custou cerca de 6 euros. A temperatura continuava perto dos 40 C. Progredi cerca de 50 Km. Minha moral estava média-regular (7). Em 25/8 fui até Buonconvento. Antes de partir o rapaz inglês perguntou se eu não queria ir ver algumas fontes que ele havia descoberto e depois conhecer a cidade. Como percebi que ele queria conhecer amigos, decidi ir até as fontes e depois até a catedral com ele. As fontes eram interessantes e a catedral era grandiosa. Mas eu precisava ir devido ao atraso que havia acumulado. Fiquei com o coração um pouco apertado , pois achei que ele estava um pouco deprimido e precisava de companhia, mas achei que ele encontraria outros amigos ou conheceria alguma namorada na sua viagem. Antes de eu partir, ele me disse que não conhecia nenhuma fonte para reabastecer suas garrafas perto do centro. Após eu me despedir e partir rumo ao caminho, cerca de 5 minutos à frente achei uma fonte. Decidi voltar, pois o tinha achado abatido quando eu fui embora, posto que quando me encontrou na noite anterior ele tinha achado alguém com quem conversar e que lhe deu atenção. Mas não o encontrei e ainda me perdi e errei o caminho. Fiquei cerca de uma hora perdido. Quando rencontrei o caminho já eram quase 12 horas e o progresso do dia tinha ficado comprometido. Mas não me arrependo. Parte deste trecho foi por estradas, mas depois houve caminhos por zonas rurais, passando por pequenos povoados. Em Buonconvento fiquei na Paróquia São Pedro e São Paulo (Via del Sole, 13), após conversar com o monsenhor. O pagamento era doação e eu deixei cerca de 10 euros. Minha camisa já estava sofrida pela peregrinação e pelas lavagens improvisadas, mas eu não quis trocá-la para não sujar nem estragar outras, já que a peregrinação fazia a roupa sofrer. Jantei com compras de supermercado. A temperatura estava perto de 35 C. Progredi cerca de 30 Km. Minha moral estava média-regular (7). Minha meta de chegar a Roma em 27/8 estava inviabilizada. Ainda faltavam cerca de 170 Km, mas o que me preocupava agora era não ter tempo para conhecer adequadamente a cidade ou ir para Assis. Em 26/8 fui até Radicofani. Andei bastante tempo por estradas, tanto movimentadas com várias pistas como menores. Houve alguns trechos de subida e descida e a paisagem lateral agradou-me, havendo algumas montanhas. Houve também trechos rurais, com bela paisagem. No meio da tarde vi que havia manchas vermelhas na minha pele e fiquei preocupado com minha saúde. Num primeiro momento pensei que poderia ser alguma doença, talvez devido à água ou às frutas pegas no caminho, mas depois, analisando melhor, achei que era alergia. Em Radicofani fiquei na Casa d’Accoglienza San Jacopo di Compostella (Via Magi), onde era o único hóspede e fui recepcionado por 1 homem e 2 mulheres. O pagamento era doação e eu dei cerca de 15 euros, incluindo acolhida, jantar e café da manhã. Eles fizeram um ritual de lavar meus pés e depois beijá-los, semelhante ao que uma mulher fez por Jesus e depois Jesus fez na 5.a feira pelos apóstolos. Jantaram junto comigo, conversamos sobre a peregrinação, Itália, Brasil e muito mais. Uma das mulheres, que morava em Gênova, deu-me uma informação muito útil, de que haveria uma bifurcação no caminho após uma descida e eu deveria seguir a seta com a figura amarela e não com a negra, pois assim eu economizaria cerca de 13 Km. Gostei muito desta estadia , tanto que, ao ir embora, após eles fazerem uma prece conjunta comigo de despedida, disse-lhes que eles eram uma prova da presença de Deus. O homem ainda me acompanhou até a saída do povaodo para que eu não me perdesse e para me mostrar o caminho posterior. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 50 Km. Minha moral estava média-alta (. Era 27/8, sábado e eu pretendia avançar bastante e chegar a Roma na 2.a feira ou na 3.a feira de manhã, mas só fui até Acquapendente. A descida foi bela, com ampla vista. Lá embaixo vi as duas figuras de que a mulher havia falado e segui a amarela como indicado. Continuei pela estrada que possuía belas paisagens e entrei na Lazio. Porém, perto das 13 horas vi uma seta que indicava para sair da estrada e pegar uma subida numa direção perpendicular ao caminho. Achei muito estranho, mas como já havia errado muitas vezes, fiquei fissurado na placa e nas seguintes e acabei deixando de prestar atenção nos arredores. Havia uma outra placa à minha esquerda para seguir em frente numa estradinha paralela à estrada principal, que eu não vi. Aquelas placas que eu tinha visto eram do caminho alternativo circular que começava ou terminava na figura negra de que a mulher havia falado. Mas eu estava tão fissurado em não perder as setas devido a tudo que tinha ocorrido, que, mesmo achando que não fazia sentido a direção, resolvi segui-las. Só desconfiei de que era um caminho alternativo, talvez circular, quando já estava no meio. A paisagem foi bela, mas era subida, e gerou um razoável desgaste. Acabei gastando cerca de 4 horas nesta volta, que teve cerca de 23 km. Quando revi a figura negra, ficou comprovado que era um caminho circular. Estava tão cansado e com o ânimo tão em baixa que decidi parar cerca de 17 horas mesmo em Acquapendente. Fui até o abrigo que estava fechado e dizia que não adiantava tocar a campainha, mas dava um número de telefone para ligar. Como eu não tinha celular, resolvi tocar a campainha e, por coincidência, a responsável estava lá, pois estava passando por lá para fazer algo rápido. Fiquei em La Casa del Pellegrino da Confraternita San Rocco (Via Roma, 51). Estava tão desgastado que não conseguia nem subir e descer escadas direito , mas ainda assim fui conhecer a igreja da cidade. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 20 Km. Minha moral estava destruída (2). Em 28/8, após um bom jantar com compras de supermercado e uma boa noite de sono, ainda decepcionado com o que tinha ocorrido, resolvi tentar recuperar um pouco do tempo perdido, porém tendo em mente que a peregrinação era para ser usufruída e não um motivo de sofrimento. Saí cedo e fui até Viterbo. No caminho andei bastante por estradas, mas também por pequenas vias e caminhos de terra. Pude apreciar a vista do Lago de Bolsena sob vários ângulos, de vias laterais, de colinas, etc., sendo que a achei muito bela. Lamentei estar tão atrasado, mas, com dor no coração, acabei não ficando algumas horas usufruindo da vista à beira do lago e nem me banhando em suas águas. Peguei o caminho errado mais uma vez e, ao perguntar para uma comerciante, ela me orientou a voltar e pegar a Via Cássia, pois eu estava indo por uma rua em direção ao lago. Em Bolsena visitei a Igreja e a achei bela. Cruzei um grande bosque antes da entrada de Viterbo, antes do qual, ao perguntar para um passante, ouvi como resposta que seria melhor eu ter um mapa, pois os sinais não cobriam todo o caminho e eu poderia me perder. Este passante ajudou-me a acertar a entrada do bosque. Viterbo era bem maior do que eu imaginava e demorei cerca de 1 hora para chegar a seu centro a partir de sua entrada. Depois de andar um pouco pela lateral do muro do centro histórico, procurando por albergues da peregrinação, visitei a catedral, que achei bela também. Lá, na saída da missa, perguntei às pessoas se sabiam onde era o albergue da Via Francígena na cidade e um casal levou-me até uma possível localidade, que não era, mas que tinha um próximo. Sempre que acabava meu caminho do dia e eu ia me dirigir a cidades eu procurava trocar de camisa, pois a minha camisa da peregrinação já estava muito desgastada, tendo alguns furos devido à travessia da vegetação e alguns rasgos devido ao atrito com a mochila. E, embora eu não ligue para aparências, percebo que isto incomoda as pessoas. Neste caso não tive tempo de trocá-la, pois não sabia se ainda teria que andar mais. Creio que o casal ficou assustado com o estado dela quando eu tirei a mochila das costas para sentar no carro. Dormi no Istituto Adoratrici Sangue di Cristo (Viale 4 Novembre, 25) por cerca de 20 euros. Jantei alguns pedaços de pizza (incluindo uma de repolho com mussarela, que adorei) numa praça próxima por cerca de 6 euros. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 50 Km. Minha moral estava média-regular (6). Em 29/8 fui até Sutri. Comecei voltando para o ponto em que peguei o carro, para fazer a peregrinação completa a pé. Antes de prosseguir dei um pequeno passeio em Viterbo, pois a cidade possuía muitas construções antigas e históricas. Também tinha alguns pontos elevados que permitiam uma bela vista urbana e do ambiente natural :'> . Quando decidi prosseguir, continuando meu desejo de seguir exatamente os sinais, fui por uma pequena rua de terra, que aparentemente não tinha saída. Ela acabava em um portão, mas os sinais me diziam para prosseguir. Procurei chamar por alguém, mas não havia ninguém. Como era uma área aparentemente desabitada, decidi pular o portão e ver se era possível passar por ela. Consegui pular o portão, apesar de ser um pouco alto, mas ao andar pela área percebi tratar-se de uma espécie de cemitério antigo e me pareceu sem saída ou então com saída em propriedade privada. Resolvi voltar, pulei o portão de volta e quando estava caminhando na rua de terra para procurar uma forma de encontrar um caminho alternativo, para desviar o mínimo possível da rota, vi um homem de uns 70 a 80 anos dirigindo um carro antigo em direção ao portão. Perguntei a ele sobre a Via Francígena, falando sobre os sinais apontarem para o portão trancado. Ele me disse que o portão não estava trancado para pedestres. Os cadeados e a barra de ferro vertical que eu tinha visto eram laterais ao portão para pedestres e só prendiam o portão maior para carros. Bastava puxar um trinco. Ele me falou que era um cemitério etrusco muito antigo e que eu poderia ir em frente que havia uma saída sim. Visitei o cemitério, fui em frente e achei a saída que conduzia a um caminho de terra pelo qual continuava a rota, com algumas encostas mais altas do que eu nas laterais. Segui o caminho por algumas trilhas de terra e depois por estradas. Olhando a partir da estrada podia-se ver grandes edificações (igrejas ou outras construções) nas laterais, que, em alguns casos, eram num nível mais elevado. Devido ao calor e ao cansaço acumulado decidi parar em Sutri, pois a distância para o próximo albergue da minha lista era de cerca de 20 Km e eu preferi não arriscar, pois já eram 16:30. Com isso praticamente inviabilizei a chegada a Roma no dia seguinte. Em Sutri fiquei no Monache Carmelitane di Clausura (Via Garibaldi, 1) por 25 euros. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 30 Km. Minha moral estava média-baixa (5). Em 30/8 fui até La Storta, nos arredores de Roma. Primeiramente passei por uma área grande campestre (cerca de 2 horas de travessia - acho que já era o Parque Veio) que achei muito bela :'>, com rios e vegetação até chegar a Campagnano. Estava deserta e, como já estava perto de Roma, fiquei um pouco preocupado quanto à segurança, mas tudo correu bem. Apreciei por alto o povoado de Campagnano e o achei bastante belo em sua simplicidade e conservação. Depois andei por áreas com muitas montanhas, o que me cansou bastante, mas teve como recompensa vistas que achei extraordinárias da paisagem natural e de alguns povoados . Em seguida apareceu um grande parque (Parque Veio), desabitado, mas com natureza que achei exuberante, com árvores (floresta), rios, etc. Havia alguns visitantes perto da portaria, mas em ampla parte do caminho não havia ninguém. Errei algumas vezes o caminho dentro do parque, mas nada que custasse muito. Após a saída do parque houve estradas que me levaram a um pequeno conjunto de casas onde os sinais desapareceram. Num primeiro momento não achei ninguém a quem perguntar, mas depois apareceu um homem de carro que não sabia o caminho. A seguir apareceu uma mulher de carro, que me disse para subir uma rua e virar numa pequena trilha antes de uma determinada casa, que eu sairia na rota correta. Quando cheguei na referida casa, achei melhor tocar a campainha para confirmar e, para minha surpresa, a mesma mulher morava lá (acho que ela só conhecia a trilha por isso). Segui a trilha indicada e, num repente, após uma colina, de surpresa, eis Roma! Grandiosa, enorme, magnífica! Creio que era uma vista semelhante à vista de São Paulo a partir da Pedra Grande no Parque da Cantareira ou a partir do Pico do Jaraguá. Eu me emocionei neste instante, tanto pela beleza da vista quanto por ver o objetivo próximo, depois de tantas vicissitudes. Fiquei um tempo admirando a vista da "Cidade Eterna". Eram cerca de 16 horas e pensei até que poderia atingi-la naquele dia, o que não ocorreu. Segui o caminho e em frente apareceu um sinal dúbio, semelhante aos que eu havia visto na Suíça e em alguns trechos do caminho. Fiquei pensando se deveria segui-lo ou não. Resolvi segui-lo, pois sempre que descartava um sinal eu me dava mal. E eis que o sinal era de uma outra trilha e eu acabei errando o caminho novamente, o que o aumentou em cerca de 10 Km. Nesta situação restava-me procurar um albergue em La Storta. Perguntei a um casal com um nenê, que depois descobri ser de equatorianos, que olhando no GPS do celular indicaram-me o caminho a seguir por uma grande avenida até chegar ao Centro. Quando estava a uns 3 Km de chegar, vi algumas freiras e, só por desencargo de consciência, resolvi confirmar com elas a informação. Elas eram nigerianas e, quando falei o nome do local, disseram-me que eu não deveria seguir mais 3 Km, mas que estava em frente a ele. Disseram-me para olhar para trás e eu vi na placa o nome da rua que estava procurando. Surpreso e admirado voltei para entrar na rua do albergue e procurar por ele, mas não o encontrei, pois a numeração não seguia uma ordem. Por fim, resolvi arriscar pela aparência da casa e acabei acertando. Uma irmã me recebeu e disse que não havia vaga. Eu respondi que não me importava em dormir no chão, mas só queria poder usar o banheiro e me abrigar durante a noite. A irmã concordou, mas disse que iria achar algo em que eu pudesse dormir. Dormi num sofá-cama numa espécie de sala de um conjunto de quartos. O albergue era o Istituto Suore Poverelle (Via Baccarica, 5). Paguei cerca de 10 euros pela noite. Ainda deu tempo de ir ao supermercado comprar o jantar e o café da manhã. Conheci alguns outros peregrinos, tendo ficado conversando por um tempo com um peregrino italiano. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 35 Km. Minha moral estava média-alta (7,5). Em 31/8 cheguei a Roma. Antes de sair conversei um pouco com a irmã e descobri que ela tinha trabalhado no Brasil e conhecia a região de Paranaguá e da Ilha do Mel. Ela ficou surpresa ao me ver vestir a camisa da peregrinação para o último dia, pois a esta altura a camisa estava bem rasgada e furada. Saindo de La Sorta só andei por ambientes urbanos. Pouco tempo depois de começar a caminhar perdi os sinais da peregrinação e passei a me guiar pelas placas de Roma ou perguntar para as pessoas. Já em Roma, perguntei a um homem onde era o Vaticano e ele me disse que não era possível ir a pé, pois era muito longe, cerca de 5 Km. Eu sorri e fui perguntar a outro. Logo a frente ele me encontrou e num semblante de suave reprovação repetiu "Pegue um ônibus". Ao chegar ao Vaticano, perto de meio dia, troquei a camisa (aposentei-a) e pus uma calça por cima (já que não dava para trocar no meio da rua). Gostei muito da primeira visita à Praça de São Pedro e à Basílica de São Pedro (fiquei cerca de 4 horas na visita, incluindo assistir a uma missa dedicada aos peregrinos). Saí do Vaticano perto de 16 horas rumo ao último albergue da peregrinação (Spedale della Divina Provvidenza di San Giacomo e San Benedetto Labre - Via Galvani, 51. Soube que o endereço mudou para Via dei Genovesi, 11 - Trastevere). Minha primeira impressão de Roma foi de uma cidade muito bela. Gostei de caminhar pela lateral do Rio Tibre. No albergue, fizeram o mesmo ritual de Radicofani, lavando e beijando os pés dos peregrinos. Fiquei duas noites neste albergue, com direito a cama em dormitório, café da manhã e jantar. Conheci vários peregrinos lá, incluindo um suiço chamado Gerard e uma americana chamada Sarah, além de ter reencontrado o italiano de La Storta. O atendimento dos hospitaleiros foi muito cordial. O pagamento era por doação e eu deixei 30 euros (15 por dia). A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 20 Km e cheguei ao destino final. Minha moral estava média-alta (. O resultado final comprovou um ditado "Quem tem boca vai a Roma". E acho que sob certo aspecto eu tive muita fé, ao contrário do que disse antes, pois ir da Suíça a Roma, sem mapa, sem locais previamente determinados para ficar, somente seguindo sinais que desapareciam, foi uma demonstração da minha completa falta de juízo. Em 1/9 eu voltei ao Vaticano, pois peregrinos têm o direito a uma visita especial por alguns locais do Vaticano não abertos ao público. Fui fazer a visita junto com a americana Sarah. Minha memória falha e eu esqueci o nome do monsenhor que nos guiou. Depois fui novamente apreciar a Basílica de São Pedro, agora com mais calma e reencontrei o peregrino italiano Alessandro, que havia conhecido em Camaiore. Ele me deu um abraço (até me levantou do chão) e creio que ficou feliz com o reencontro :'>. Após a visita passeei um pouco por Roma e depois, voltando ao albergue, conheci os novos peregrinos recém chegados, todos italianos. Dei-lhes informações sobre a visita especial ao Vaticano e eles me deram informações sobre Assis. Eu conhecia e conheço poucas cidades europeias, mas Roma foi a de que mais gostei até então , desbancando Madrid, que era a minha favorita. Eu também estive em Roma entre 29/4/2013 e 2/5/2013. Vou incluir esta estadia aqui. Em 2/9/2011 saí do albergue (só eram permitidas 2 noites) e fui para o Hotel Yellow (http://www.the-yellow.com), pagando cerca de 21 euros por um quarto no dormitório, com direito a um aperitivo por diária (tomei caipirinha, caipiroska e vinhos). Levei o dia todo para achar o hotel, pois fui com o suíço Gerard, que tinha uma outra indicação e acabamos indo para um outro local totalmente diferente e depois tivemos que voltar. Na caminhada aproveitamos para apreciar a cidade. Em 2013 fiquei uma noite num dormitório do Hostel Four Seasons (http://fourseasonshostelrome.com - Via Carlo Cattaneo, 23) por 19 euros e 3 noites num dormitório do Hotel Corallo (http://www.hotelcorallo-roma.com - Via Palestro, 44) por 20 euros. Em todos os casos houve 2 euros adicionais de taxa de turismo. Fiz uma refeição em um restaurante perto da Estação Termini e as demais com compras de supermercado. Para as atrações de Roma veja http://www.guiaderoma.com.br, http://www.turismoroma.it/?lang=en e http://turismoemroma.com. Os pontos do Vaticano de que mais gostei foram a Praça de São Pedro, a Basílica de São Pedro, especialmente a Pietá, e a Capela Sistina . Os pontos de Roma de que mais gostei foram o Panteão, o Coliseu e Foro Romano, as igrejas, as 4 basílicas papais, o Monte Mário, os parques (Vila Borguese, etc.), o Rio Tibre, as fontes, os monumentos antigos, as praças e a cidade como um todo, além das pizzas . No domingo, 4/9, fiz uma ida e volta a Assis. Paguei cerca de 9,50 euros. Fui de trem (http://www.trenitalia.com) a partir da Estação Termini até a estação de Assis, que ficava a cerca de 3 Km do núcleo histórico onde estão as Basílicas, e depois andei até lá. Saí cerca de 8 horas, cheguei cerca de 10 horas, peguei o trem de volta cerca de 18 horas e cheguei cerca de 20 horas. Gostei muito de Assis. Para as atrações veja http://www.visit-assisi.it, http://wikitravel.org/en/Assisi e http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/italia-assis. Os pontos de que mais gostei foram as basílicas, a igreja da parte nova da cidade, a vista do alto da colina e os locais relacionados à vida de Francisco. Vi o escritório de uma missão que atuava na região Norte do Brasil, mas estava fechada porque era domingo. Na cidade havia bastante comércio turístico para quem gostava. Um ponto que me tocou a fundo foi conhecer uma gruta (caverna) onde Francisco morou (dormiu) por alguns anos, já na parte nova da cidade (ao lado da igreja), que de certo modo contrastava com o ambiente turístico. Em 30/04/2013, fiz uma ida e volta a Cássia. Fui de ônibus (http://www.umbriamobilita.it/it/orari/servizio-extraurbano). Paguei cerca de 14 euros. Saí do Terminal Tiburtina em Roma e fui até Cássia. Saí cerca de 7:30, cheguei cerca de 10:30, peguei o ônibus de volta cerca de 15:30 e cheguei cerca de 18:30. Também gostei de Cássia. :'> Para as atrações veja http://www.comune.cascia.pg.it e http://www.santaritadacascia.org. Os pontos de que mais gostei foram as igrejas, o monastério, a vista da colina e um passeio que dei por uma estrada subindo uma colina já saindo da cidade. Alguns dias antes de voltar para o Brasil vi o e-mail de uma espanhola que eu muito amava me convidando para uma visita onde ela estava na Espanha. O email chegou 6 dias depois que eu havia iniciado a viagem, mas como eu não li emails durante a viagem só o vi naquele momento. A visita ficou inviabilizada. Em 7/9/2011 peguei o ônibus especial na Estação Termini que me levou até o aeroporto por cerca de 6 euros (em 2013 encontrei uma outra companhia por 4 euros). O vôo saiu cerca de 9:30 de Roma e chegou cerca de 11:00 em Barcelona, onde passei algumas horas. Peguei ônibus especial para ir e voltar do centro por cerca de 6 euros cada trecho. Nesta rápida passagem por Barcelona gostei muito da cidade. ::otemo:: Almocei rapidamente um sanduíche no Subway e uns pedaços de pão ou pizza em outros locais. Para as atrações de Barcelona veja http://www.barcelonaturisme.com, http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/espanha-barcelona/fotos#1 e http://www.tripadvisor.com.br/Guide-g187497-l51-Barcelona_Catalonia.html. Os pontos de que mais gostei foram a praia, alguns parques que consegui visitar, os calçadões, a orla marítima, a catedral, a Igreja de Santa Maria do Mar, as contruções típicas, antigas e artísticas. ::otemo:: Certamente ficou muita coisa sem ver, para algum dia no futuro. Peguei o avião para São Paulo (Guarulhos) por volta de 22:00 horas e cheguei em SP ao amanhecer.
  20. Olá pessoal Acabei de chegar de viagem e vou começar meu relato, como muitos aqui não poderia deixar de agradecer a ajuda e espero que este relato ajude a outras pessoas que estão iniciando suas pesquisas, gostaria de agradecer a todos colegas e em especial ao amigo Marcos Pereira, que sempre foi solícito comigo, inclusive seu relato me ajudou muito. Enfim, segue roteiro que fizemos: 18/09 a 04/10 17 itajai/são paulo/madri (voo Ibéria) 18 madri 19 madri 20 madri/paris (voo Air Europa) 21 paris 22 paris 23 paris 24 paris 25 paris 26 paris 27 paris/roma (voo Alitalia) 28 roma 29 roma 30 roma 1 roma/veneza (trem Trenitalia) 2 veneza 3 veneza/roma/madri (voo Alitalia) 4 madri/são paulo/itajai (voo Ibéria) 17/09 Saímos de nossa cidade Itajaí SC e pegamos o voo (Azul)para Guarulhos através do aeroporto de Navegantes, fomos as 10:00 e chegamos por volta das 11:00 , desembarcamos e pegamos o ônibus que vai para o terminal 3 (internacional) este terminal é novo e muito grande, fizemos o despacho das mala no balcão da Ibéria, passamos na área da Policia Federal e fomos para o portão aguardar o embarque previsto para 15:40. Foi tudo ok no embarque, durante meses vi os relatos sobre a Ibéria, com muitos criticando e ultimamente tendo mais elogios, estava ansioso em relação a ser avião novo ou velho, quando entramos na aeronave a surpresa, era o avião novo(depois descobri que são A340-600 com interior reformulado, aqui tem um link no site falando de viagem, em que um colega ensina como saber qual tipo de avião você irá voar http://www.falandodeviagem.com.br/viewtopic.php?f=223&t=8273 Como falei anteriormente o avião tinha interior reformulado, então tinha tela individual em cada assento, com menu interativo com filmes,jogos músicas, tudo no idioma inglês ou espanhol, a verdade é que ajuda muito a passar o tempo, para um voo de 10 horas é muito bom, considero o serviço de bordo muito satisfatório, os atendentes foram solícitos, nada que lembrasse as criticas feitas a Ibéria,creio que a companhia realmente esta se reformulando, as refeições inclusive foram servidas com talher de metal, na minha opinião a Ibéria foi aprovada. Por volta das 06:00 chegamos no Aeroporto de Barajas, eu havia estudado bastante sobre ele, realmente é gigante, porém tudo muito sinalizado, chegamos no terminal 4S creio que seja exclusivo da Ibéria, aqui vai uma dica: Não se assuste quando chegar, ao desembarcar você é direcionado a imigração,onde há divisão de cidadãos não europeus e da união europeia, na nossa vez(pude ir sem problemas com minha esposa) o fiscal perguntou para onde iriamos(conforme dicas eu tinha cópia de tudo:passagens,hotéis,etc) quando eu comecei a falar o roteiro:Madri,Paris,Roooo nem terminei o Roma e ele carimbou, fiquei quieto e seguimos em frente, ai a primeira surpresa, você não recolhe as bagagens neste terminal, deve se dirigir ao subsolo e pegar o trem(sim o aeroporto tem um trem subterrâneo) para o terminal 4, lá os monitores indicam que esteira estão as malas do seu voo, pegamos nossas malas seguimos para fora e pegamos um táxi para o centro, havia pesquisado que seria possível ir de metro, mas optei por táxi, por estar chegando a primeira vez e também por não saber como chegaríamos fisicamente, pagamos 35 euros e ele nos levou para Puerta del Sol, nosso hotel ficava em frente a ela, ali realmente vi que nossas aventura havia começado,continua....
  21. rosa ribeiro

    Caminho de Assis

    Alguém já fez? Já ouviu falar? Só conheço 2 sits a respeito : http://www.camminodiassisi.it e http://www.caminhofranciscanodapaz.org. Quem tem informações a respeito?
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