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  1. Boa tarde, galera! Ano que vem vou fazer um mochilao pra Europa e estou escolhendo uma mochila cargueira para comprar. Estou na dúvida da Forclaz trek 100 easyfit 50L e da gyzmo da nautika 50L. Alguém poderia me dizer qual é melhor e se elas podem levar como bagagem de mão? Elas estão na faixa de 500 a 600 reais, se alguem souber alguma que vale mais a pena nessa faixa de preço eu aceito a sugestão. Obrigado!!
  2. Oi pessoal! Estou programando 10 dias em Amsterdam no início de 2022, sabe como tem sido a questão da Covid-19 pra viajantes totalmente vacinados? E todos os protocolos no aeroporto? Aceito dicas e companhia!!! Boa viagem 🛩️
  3. Fala, pessoal, tudo bem? Tenho uma passagem pro reveillon em Portugal pela TAP. Estou em dúvidas sobre a abertura da fronteira, sera que vai rolar? Ja estou vacinado e a França ja anunciou abertura. Caso Portugal nao abra, e eu comprar um trecho de Portugal pra França, será que consigo utiliza-lo?
  4. Este chalé fica em Solčava, Eslovênia (ver foto). Ele são muito populares nas áreas montanhosas, os menores são chamados de "hut" e os maiores "dom" e custam entre 17 e 30 euros, os preços variam de país para país. Eles estão espalhados por todas as montanhas da Europa, e uma coisa que quase todos os refúgios têm em comum é uma vista espetacular (como este da foto). A estrutura é muito semelhante a um hostel, eles têm quarto privado e quarto compartilhado, estão sempre cheios de montanhistas. Na maioria dos parques nacionais é proibido acampar e isso em toda Europa. A multa é salgada e os rangers ficam o dia inteiro a procura de barracas, inclusive com helicópteros. Se você vai para as montanhas tenha em mente que você terá que dormir nestas refúgios algumas vezes, pelo menos nas montanhas mais altas ou em parques nacionais. Dica para economizar Se você vai para as montanhas da Europa, não importa em qual país. Você pode se associar a ao clube de montanhismo e ganhar diversos descontos, inclusive em acomodação. O mais legal é que se tiver o selo de reciprocidade, você pode usar em qualquer país (foto 4 e 5). A maioria dos refúgios que eu fiquei custavam na faixa de 30 euros, com o cartão da associação eu pagava 15. Se você vai passar uma semana nas montanhas a 30 euros são 180, com o desconto você paga 105. São 75 euros, a anuidade varia de clube para clube (o da Eslovênia foi o mais barato que eu achei), paguei 30 euros. Você economizaria 45 euros. E quanto mais tempo maior a economia, vale a pena. Fora isso, você tem descontos em lojas de roupas e equipamentos entre outras coisas. O site para se associar a um clube de montanhismo na Eslovênia é: www.pzs.si Eu já ajudei centenas de pessoas com meu livro Liberdade Nômade, onde eu conto tudo que eu fiz e dou dicas para que você não passe nenhum tipo de aperto em suas viagens aprendendo com meus erros. Eu vou te mostrar que é possível viver viajando, independente do que você faz hoje ou sua idade. Dê o primeiro passo para a liberdade, clique no link abaixo: https://bit.ly/liberdadenomade2021 Tem um monte de fotos das minhas aventuras no instagram: https://www.instagram.com/rodrigoburle/ E não esqueça, dê o primeiro passo! Muito obrigado!
  5. Slovenska Planinska Pot, às vezes também chamada Transverzala, é uma travessia de Maribor até Ankaran. Abrange a maior parte das áreas montanhosas da Eslovênia, incluindo Pohorje, os Alpes Julianos, os Alpes Kamnik-Savinja, os Karawanks e a parte sudoeste da Eslovênia. Distância 617km com nada menos que 37.300 metros de subida acumulada. Umas das mais difíceis trilhas de longa distância que eu já fiz, porém uma das mais belas também. Oficialmente pode ser feita em 37 dias, eu demorei 42. Essa trilha passa pela montanha Triglav, símbolo nacional da Eslovênia (a montanha da bandeira nacional), 2864 metros, ponto mais alto da travessia. A Eslovênia é um país lindissímo, com montanhas por todos os lados. O povo é muito hospitaleiro, o que tornou este trekking uma aventura bastante prazerosa. Eles são simplesmente fanáticos por montanhas, é comum ver famílias inteiras escalando, desde o netinho até o avô. Existe um livro, tipo um passaporte, onde você coleta o carimbo em cada topo de montanha e é bem tradicional. Conversando com um senhor, ele me disse que praticamente todo Esloveno tem esse livro e que é uma tradição coletar todos os carimbos antes dos 50 anos. Ele também me disse que poucos conseguem, eu coletei todos em 42 dias. A maioria das pessoas não consegue não porque é difícil, mas por não ter tempo, o que me lembrou o quanto eu tenho sorte em ter liberdade geográfica e financeira. Eu comparo esse passaporte com a vida, onde cada carimbo é um sonho que você tem. Quantos carimbos você tem coletado? Comenta aí... Eu tinha várias desculpas para não realizar meus sonhos, sempre ocupado com trabalho, estudos ou qualquer outra coisa. Somente com 38 anos eu me dei conta que a vida voa e se você não sair do “automático” e começar a viver ela vai passar e você nem vai perceber. Felizmente nunca é tarde, não importa a sua idade, sua condição financeira, sua experiência, se você quer ter uma vida cheia de momentos incríveis e experiências transformadoras, vá viajar! Nada vai te proporcionar uma vida tão intensa e com propósito. Se você não sabe por onde começar eu escrevi um livro contanto tudo que eu fiz desde que sai do Brasil quase sem grana até me tornar um Nômade Digital. Acredito que vai te trazer bastante clareza de como é possível viver viajando. Vou deixar o link aqui: https://bit.ly/liberdadenomade2021 Muito Obrigado! 20200904_094216.mp4 20200906_073409.mp4 20200906_101058.mp4 20200908_130642.mp4 20200909_074100.mp4
  6. Olá Mochileiros aqui segue o texto do planejamento da minha viagem preferida, ao longo de vários meses - e, claro, valeu muito a pena. Londres e Paris – Parte 1 – O Planejamento Com a descoberta de que viajar para o exterior não é caro como imaginara, tampouco impossível (e muito mais divertido do que qualquer sonho já realizado), fiz o óbvio: planejei a próxima viagem. Fica aquele impulso inicial de querer conhecer toda a Europa; mas, apesar desta caber numa tela do computador por meio de programas como o Google Maps, continua sendo um continente – Então, quais cidades que deveriam ser conhecidas? É feito um esboço de uma lista de cidades a serem desbravadas: Viena, Berlim, Roma, Londres, Bruxelas, Amsterdã, Paris, Praga... Mas a realidade aparece: não há tempo hábil de conhecê-las em uma única viagem. Logo, o esboço encolhe, diminui, encolhe... Enfim, a lista final está pronta: as escolhidas foram Londres e Paris. Nota-se que escolher os destinos de uma viagem é importante, mas não difícil. Porém representa o início da árdua e prazerosa tarefa de planejar a viagem. Com o foco da viagem definido, entra em ação o segundo passo: o transporte. Por limitações específicas, a janela temporal acessível para nós seria de realizar a viagem entre a terceira quinzena de dezembro e voltando na segunda semana de janeiro. Contrariando algumas recomendações de que o melhor é procurar voos próximos aos destinos, procurei de forma mais “ampla” – e considero que valeu a pena. Por quê? Para procurar passagem aérea mais barata, eu pesquiso pelo Google Flights. E, em vez de inserir somente o destino (Londres) ou mesmo o país (Inglaterra), procuro por Europa. Isso possibilita comparar diversos voos, incluindo no próprio país/cidade de destino. Nas primeiras pesquisas, tinha encontrado passagem barata por Barcelona, mas o dólar começou a subir (nem perto do desastre de 2020) e essa “pechincha” não aparecia mais. Claro que tinha consciência de que voos no final do ano são mais caros, já que é alta temporada (só que mais caro não implica automaticamente em ser absurdo). Em agosto, tive uma grata surpresa. Um voo de ida e volta por Milão, na Itália, com mala despachada inclusa por 2600 reais em alta temporada (CONSEGUI!). Não podia acreditar que tinha achado. Era um sonho! Mas não era para acreditar mesmo: quando ia finalizar a compra da passagem, falava que não estava mais disponível. Mas, ao longo dos dias seguintes, esse alerta de preço permanecia. Intrigado, resolvi entrar no site da companhia aérea e, ao invés de verificar o preço de ida e volta, analisei cada trecho: o trecho de ida estava em 1250 reais, condizente com apresentado pelo alerta de voos. Todavia, o trecho de volta estava muito mais caro, mais de 2500 reais. Comecei a simular com a ida travada em Milão e retorno por diversas cidades europeias. Surpreendentemente, o voo mais barato encontrado foi por Genebra, na Suíça, com conexão em Frankfurt (até hoje não entendo como umas das cidades mais caras do mundo – Genebra – pode ter o voo mais barato). Enfim, consegui em agosto comprar passagem para Europa a preço razoável (R$ 3100) para o final de ano, em alta temporada, com mala despachada inclusa (não creio que seja bom comprar com mais antecedência – vide a implicação do covid-19). Outros voos que eram mais próximos do foco da viagem estavam na faixa superior a 4 mil reais. Mesmo com o custo do deslocamento das cidades dos voos (Milão e Genebra) para as duas capitais, o valor final ficou menor do que os preços dos voos mais “convenientes”. Então, valeu a pena embarcar em voos para cidades mais distantes, mesmo que isso implique em mais viagens por dentro da Europa (além do óbvio: a passeio, não existe “tempo ruim” no Velho Continente). Como o voo não seria direto para as capitais, era preciso analisar os meios de transporte para o deslocamento até elas. Entrementes, era preciso definir os dias em que ficaríamos em Londres e Paris, bem como em Genebra e Milão. Tanto Milão quanto Genebra, considerei ficar um dia em cada cidade: além de ser locais que até então não conhecia, tem sempre o risco de acontecer imprevisto – o que aconteceu: o voo para Milão saiu com atraso do Brasil. No caso de Genebra, tinha risco de, por exemplo, pegar tempestade de neve que fechasse o acesso para chegar na Suíça – difícil, mas não impossível. Decidimos por permanência de uma semana em cada capital, com o Natal em Londres e Ano Novo em Paris. No deslocamento de Milão para Londres, existiam diversas modalidades de transporte: o aéreo, por trens e por ônibus. O uso de carro seria extremamente inviável: além de ser caro devolver em local diverso ao que retirou, parte do trajeto teria custo altíssimo para o veículo (como atravessar o Mar do Norte pelo Canal da Mancha ou pagar o pedágio para cruzar os alpes italianos e franceses). A primeira modalidade que salta aos olhos, é claro, são os aviões, especialmente as famosas companhias low-cost europeias. Entretanto, tendo mala despachada (e até com mala de mão, a depender do peso e tamanho), as empresas low-cost não são tão "low" assim. Mesmo assim aparecia alguns preços competitivos. Nas pesquisas de voos, os que tinham preço mais competitivo (mesmo com mala) eram aqueles que chegariam em Londres às 22:00 do dia seguinte ou partiria de Milão de madrugada. Ora, chegar no aeroporto é totalmente diferente de chegar na cidade: do voo às 22:00, chegaria no centro de Londres depois das 23:00 (os aeroportos que atendem Londres são longe da cidade) – com isso afetaria a disposição para o turismo no dia seguinte. Com relação ao voo de madrugada, teria que pegar um transporte privado até o aeroporto (caríssimo, por sinal – um táxi chega a cobrar mais de € 90 até o aeroporto de Milano-Malpensa) ou pegar o transporte público no dia anterior e dormir no aeroporto. Evidentemente, existiam voos em horários (e aeroportos) “melhores”, mas eram mais caros – alguns, bem mais. De trem, o trecho seria segmentado. Teria de comprar dois trechos: o primeiro de Milão a Paris e o segundo, de Paris a Londres. Mas não seria uma boa ideia. O primeiro trecho até possui preços interessantes, de € 40. No entanto, os horários são bem limitados e o que tinha menor preço saía às 6 da manhã de Milão, chegando em Paris só a tarde. O segundo trecho é realizado pelo famoso Eurostar, que percorre o Eurotúnel embaixo do Canal da Mancha em um trajeto de pouco mais de 2 horas – e é caro, muito caro: começa em € 49 avançando para mais de € 100. Os ônibus, por sua vez, existem em vários horários. O trajeto demora quase 22 horas, com uma “conexão” nas Rodoviárias Gallieni ou Bercy, em Paris. No entanto, como estão disponíveis vários horários, é possível escolher o que inicia o percurso à noite. Nesse caso, o ônibus chega em Paris mais cedo do que o trem e ainda economiza uma diária de hospedagem, já que se dorme no ônibus. A conexão em Paris demora menos de 2 horas, tempo suficiente para contornar eventual atraso do ônibus do primeiro trajeto. O escolhido foi o ônibus: ao invés de tirar uma soneca no aeroporto, melhor dormir no ônibus. Sem se preocupar com o horário de partida do avião ou do trem de madrugada, bastava chegar na rodoviária e aguardar a chegada do ônibus às 22:00. Em vez de pagar uma diária de hospedagem, o dinheiro serviu para “subsidiar” a passagem de ônibus, além de que ele deixa no centro das cidades, só precisando do bilhete de metrô (curiosidade: o trecho de Milão a Londres custou € 78, mais barato do que o táxi do aeroporto de Malpensa até o centro de Milão). Evidentemente que o ônibus não é mais rápido do que o avião, nem é tão confortável quanto o trem. Mas a praticidade de não se preocupar com horários ruins e a economia gerada tanto pelo preço da passagem com o “subsídio” de hospedagem tornavam-no preferido. Como dito, o trem do Eurostar pode ser muito caro – ao passo que, com o ônibus, ocorre justamente o inverso: no nosso caso, pagamos € 28 para realizar a viagem durante a noite, sendo que tinha visto no mesmo mês para outros dias por € 15. E, caso escolhesse o trem, mais uma diária de hospedagem teria que ser desembolsada. O último trecho, de Paris para Genebra, também foi feito por ônibus. O preço da passagem de ônibus, nesse caso, não estava distante do preço da passagem de trem. Só que, com o ônibus, ainda economizamos com a hospedagem na Suíça... Resolvida a questão de deslocamento entre as cidades, é o momento de procurar hospedagem. Como íamos ficar uma semana em cada capital, escolhemos o aluguel de quartos, que oferecem descontos para tal período e tem a conveniência de poder preparar sua comida – assim, dá para ficar bem alimentado e se esquivar dos caríssimos restaurantes de áreas turísticas. Todavia, ressalto que a hospedagem tem de ser pensada junto com o transporte urbano – além da conveniência de ter transporte perto, mas de seu custo. Diferentemente do Brasil, a tarifação do transporte público é por zonas – em teoria, quanto maior e mais longe do centro o deslocamento, mais caro ele fica. Então, tem de ser analisado como duas “forças antagônicas”: a primeira, da hospedagem, quanto mais próxima do centro turístico/financeiro, mais caro fica; a segunda, de transporte, quanto mais longe do centro, mais caro fica. E como conciliar essas duas “forças”? Infelizmente não existe uma resposta padrão: cada pessoa tem sua preferência na ponderação dessas “forças”. Ainda, ratifico alguns pontos que até podem fugir ao senso comum: Londres, de longe, é a cidade que tem um dos transportes públicos mais caros (a ponto de um tênis custar o equivalente a 2,1 bilhetes de metrô avulsos). Entretanto, apesar dessa característica, o “combo” de hospedagem na zona 5 para quatro pessoas é mais barato do que o “combo” equivalente em Paris ou Milão para estadia de 1 semana. Outro ponto de destaque é a preferência de se hospedar no centro destas cidades. Ora, se no Brasil não moro no centro, por que vou me hospedar no centro destas cidades (que podem ser bem mais caras)? Melhor usar esse dinheiro para melhorar minha residência. Com base nessa percepção, encontramos na França uma casa perto do metrô e fora da cidade de Paris – ela ficava na cidade de Mountreuil (mas é preciso verificar antes se o local de hospedagem na periferia não é perigoso, por exemplo). No nosso caso específico de Londres, tinha um detalhe importante: nos dias 24, 25 e 26 de dezembro vários lugares estão fechados, incluindo o transporte público durante o Natal. À vista disso, não adiantava ficar muito longe da cidade, já que não haveria transporte até o centro, com exceção do uso das pernas. Por outro lado, as hospedagens na área central são proporcionalmente caras. Como solucionar? Em uma tela do computador, procurei no site Transport for London o mapa que mostrava a rede de trilhos por zona tarifária. Em outra tela, buscava hospedagens próximas ao metrô e no limite da zona tarifária 1 e 2. Como esse trabalho, consegui encontrar hospedagem mais barata em Candem Town e que permitiria conhecer Londres no Natal. Em Genebra, a questão era embolada. Cogitava ficar em Annemasse, cidade francesa lindeira à Genebra, pois os preços das hospedagens na cidade eram muito inferiores à versão dos suíços. Seria ficar na França, pegar o trem ou ônibus para Genebra e voltar. Mas consegui encontrar um apartamento bem mais barato do que os demais quartos no centro de Genebra e, assim, considerando que a cidade é pequena, não precisando de transporte, que ficaríamos somente por um dia e que provavelmente nada consumiríamos, como ir ao mercado, ficou mais vantagem ficar na Suíça. Tendo solucionado os transportes e as hospedagens, era a fase de realizar a pesquisa de passeios e atrações, um dos melhores momentos do planejamento de viagem. Por conveniência, prefiro um guia na forma “clássica”, em formato de livro de bolso, mas não deixo de procurar na internet. Apesar de, na prática, estar tudo registrado num livro, não é tão simples assim – especialmente para quem quer ter uma experiência melhorada e econômica. Como Londres foi a capital do maior império que já existiu, é de se esperar que não dê para conhecer todas as atrações em uma semana. Dessarte, é preciso fazer um roteiro que, pessoalmente, estabeleço da seguinte forma: atração; valor do ingresso; dia e horário de funcionamento. Como a semana que iríamos teria os 3 dias de funcionamento parcial, o desenvolvimento de tal roteiro é ainda mais essencial, sob o risco de ficar mofando na hospedagem e se privar de uma experiência enriquecedora de novas culturas. O mesmo trabalho foi realizado em Paris, contudo foi mais simples – na verdade, Paris é um marco nas artes, mas não tão grande quanto a gente imagina: compare o tamanho da Linha 4 do metrô de São Paulo com uma reta cortando a capital francesa de leste a oeste e tire suas conclusões... (Mas não é por isso que a cidade deixa de ser extremamente densa em cultura e beleza, muito pelo contrário). Durante a pesquisa sobre as atrações de Londres, li sobre uma promoção das ferrovias britânicas: o 2FOR1 que atende a várias grandes cidades no Reino Unido, incluindo Londres. Essa promoção, que é diferente do LondonPass, consiste em receber o segundo ingresso gratuitamente desde que ambos tenham o bilhete de trem adequado. Com essa “mágica”, pagávamos quase metade do valor original das atrações e usufruíamos de transporte público ilimitado (a economia dessa promoção é tão grande que esta merece um tópico exclusivo de análise). Com isso, Londres, mais bela do que nunca, não me pareceu cara como já ouvi... Para quem já percebeu no mapa, Londres está mais próximo do Polo Norte do que Vancouver, no Canadá. Não obstante, seu clima é muito mais “quente” do que seria razoável supor, decorrente da Corrente do Golfo que influencia a Europa Ocidental. Por conta disso, as temperaturas mínimas que já atingiram a cidade de São Paulo não diferem muito da média destas cidades. Um bom casaco, luva comum, cachecol e bota são suficientes para esta viagem (só ficou a expectativa de pegar alguma nevasca na Suíça...). RESUMO EUROPA é um continente: não adianta querer conhecer vários lugares de uma vez só. PESQUISAR por passagem aérea pode demorar semanas – mas vale a pena. VERIFIQUE por passagens aéreas separadas e/ou multidestinos – pode trazer uma grata surpresa. DEFINA o número de dias de estadia em cada cidade. RESERVE 1 (um) dia de estadia nas cidades de origem e destino do voo – pode ocorrer imprevistos. O DESLOCAMENTO entre países da Europa pode ser de carro, trem, avião, ônibus e barco – o ônibus é a opção mais barata. O preço de voo com MALA DESPACHADA pode ser muito mais caro. Ônibus e trem noturno: pode economizar uma diária de HOSPEDAGEM. Ao procurar hospedagem combine junto com os passes de TRANSPORTE. SUÍÇA é cara [ponto]. PESQUISA de passeios e atrações deve ser feita previamente, para combinar melhor desempenho E economia. PROCURE por promoções de passeios, como o 2for1 do Reino Unido. A Europa Ocidental não é tão FRIA como a gente imagina.
  7. Olá mochileiros bem, finalizei o texto da minha viagem para Itália, feito a tempo antes da pandemia virar o mundo de cabeça para baixo. Espero que possa auxiliar a quem quiser viajar - espero que já nesse segundo semestre de 2021, se o vírus - e o euro - ajudar. P.S.: também coloquei um pequeno resumo para cada tópico. Itália – Parte 2 – A Viagem Dia 14/12 (1) Começava novamente a saga da viagem ao exterior, mas com sensação muito distinta. A preocupação agora não era de como será?, afinal já tinha adquirido experiência nos anos anteriores. A questão era o problema eterno em toda e qualquer viagem: está tudo certo? Faltou alguma coisa? Deixou alguma coisa aberta? São as perguntas que sempre acompanham o viajante e mostra que turismo exige algumas horas de preparação antes de iniciar mais um sonho. As malas de mão já tinham sido preparadas na semana anterior, mas sempre tem a possibilidade de colocar algo a mais ou ainda o que só pode ser posto no dia, como carregador de celular. Nisso vão mais algumas dezenas de minutos. Soma-se a isso o período para conferência de dinheiro, seguro viagem, bilhetes do trem, a pochete, o passaporte, chaves, máquina fotográfica, celular... Viajar ao exterior tem um efeito colateral de usar roupa completamente distinta do clima. Pedimos um motorista por aplicativo para nos levarmos ao aeroporto no início da tarde e sol do final da primavera queimava meu braço que estava coberto por uma camiseta de manga comprida escura. Mas esse trajeto (para sorte do meu braço) era curto e chegamos ao aeroporto com a antecedência recomendada. Diferente do ano anterior, o aeroporto estava muito mais tranquilo. Apesar de ter o limite de peso e tamanho imposto para a mala, passamos diretamente para o portão de embarque sem nenhuma restrição promovida pelos funcionários da companhia aérea. RESUMO NÃO SUBESTIME a necessidade de planejamento. Por mais que já saiba como organizar a mala, isso demanda tempo – deixe tudo o que puder pronto dias antes. CHEGUE no aeroporto com antecedência – melhor ficar olhando para o relógio e ver que ele demora para passar do que olhar para o mesmo relógio e achar que ele corre demais, por estar atrasado. Dia 15/12 (2) Após ultrapassar o Oceano Atlântico, o avião chegava em Lisboa, para nossa conexão. O tempo de conexão de 2 horas era confortável para seguir os trâmites da alfândega (aliado à praticidade da comunicação ser em português), desde que não cometa algum deslize. O que podia representar uma ameaça era o fato do horário ser 5 da manhã em Portugal (ou 2 da manhã em São Paulo). Consequentemente, nosso corpo e mente não estão na capacidade plena de concentração, o que exige ainda mais atenção para não cometer erros. Para isso, fixei que só estaria tranquilo quando chegasse à área do portão de embarque. No setor da imigração, o agente viu minha pochete e determinou que passasse pelo raio-X – com todo o dinheiro dentro! Não tirei os olhos da máquina e fiquei mais calmo depois que consegui recuperar a pochete e eles não perguntarem do dinheiro (são aqueles perrengues que viram história para contar). Determinado o portão de embarque, uma fila se formou para acessar o ônibus do aeroporto – e para minha surpresa várias malas, algumas até maiores que a minha, estavam acompanhando os passageiros; era o indício que não teria problema no voo regional. Dito e feito! Mostramos o passaporte e a passagem e embarcamos, sem ninguém para medir ou ao menos pesar as malas. Entramos no avião e, apesar de ser menos confortável que um avião transoceânico, me ajeitei para dormir... e quem conseguia dormir? Os outros passageiros não paravam de falar (imagino que a maioria fosse italianos), apesar de ser 6 da manhã (“não é possível!!!!”). Felizmente, acabou o assunto e consegui tirar uma justa soneca. O voo chegou às 10 da manhã em Napóles – facilmente reconhecível do avião pelo Monte Vesúvio que “protege” a cidade. Depois de trocar de roupa para se adequar ao clima do lugar, pegamos o ônibus que dá acesso ao porto e à estação Napoli Centrale, perto do qual fica o hotel que reservara. Apesar de ter todos os indícios que estava na Europa, podia supor que ainda estava no centro de São Paulo – em pleno domingo, trânsito pesado, barulho, sujeira completavam a cena. Mesmo país rico pode ter cenários de subdesenvolvimento (e lembrar da perfeição da limpeza do lago em Genebra...). Deixando as malas de mão no hotel, saímos pela cidade – e à semelhança com o trânsito caótico de São Paulo era inevitável, além das inúmeras motocicletas. Os carros pareciam meio gasto e machucados – e entendi o porquê: é a cidade que para-choque realmente serve para... parar choques! Os carros batem sem nenhuma cerimônia. Ou seja, JAMAIS alugue um carro e dirija por dentro de Nápoles. Como o período desse dia era curto (só sobrou a tarde e noite), aproveitamos para ir ao mercado e passear pela cidade à pé. Fomos em direção ao Duomo de Nápoles, mas estava fechado no dia – no entanto, nas proximidades existia uma exposição de presépios (a cidade italiana é famosa pela produção). No pouco tempo de preparação da viagem, tinha lido sobre os presépios napolitanos; mas me surpreendi – os presépios são grandes e extremamente detalhados, com precisão cirúrgica para produzir cada objeto da arte. O Duomo e algumas outras áreas antigas de Nápoles ficam em ruas apertadas – bem apertadas, onde só passa moto e pedestre; alguns dizem que é o equivalente às favelas brasileiras. No nosso caso, roubados não fomos, mas não andaria nesses lugares à noite de jeito nenhum (de dia o movimento é intenso, então não há muitos problemas). Mas preferimos evitar a área (fora o movimento que dificultava o fluxo de pessoas) e voltamos para as avenidas mais largas da cidade (no caso, a Corso Umberto I). Assim, deu para conhecer o Castel Nuovo e parte do porto, com o Vesúvio ao fundo. RESUMO O HORÁRIO da conexão pode ser de madrugada, o que diminui nossa capacidade de raciocínio. Em Napóles, encontre o vulcão: o MONTE VESÚVIO. OBSERVE o Castel Nuovo. Se visitar a cidade no final de ano, aprecie os cirúrgicos PRESÉPIOS NAPOLITANOS. À NOITE, as vielas de Nápoles não parecem “amigáveis” a quem não conhece. Dia 16/12 (3) Reservamos esse dia para a atração mais visitada para quem vai a Nápoles: as ruínas de Pompeia. Fora do hotel, fomos à estação de trem Napoli Piazza Garibaldi comprar o bilhete para irmos até Pompeia (na estação Pompei Scavi – Villa Dei Misteri) pela rede da Circumvesuviana. Diferentemente de todas as linhas de trem que já usara, a sinalização é péssima. Estava com o bilhete até Pompeia, mas qual linha deveria usar? Em qual plataforma? Precisava validar o bilhete? Na entrada da estação, tem uma placa indicada para Pompeia – e só. Depois de sair de um corredor, chega nas plataformas – e qual delas é para Pompeia? Do nada, um homem diz para usar a plataforma do meio e, em troca, pede dinheiro para um cafezinho (informação cara...). Me fiz de desentendido e ignoramos o apelo da “ajuda” (depois verifiquei que isso é um truque para pegar dinheiros de turistas que ficam constrangidos com a abordagem). Na plataforma, nenhum mapa indicando as linhas da rede, nem monitor indicando qual é o próximo trem, nada! POR SORTE, havia na plataforma um grupo com uma guia que disse para pegar o trem seguinte. Depois percebi que a sinalização para pegar o trem até existe, mas a sinalização é tão ruim e suja que é difícil de perceber. Sabendo que estávamos no trem correto (e ter percebido que a validação do bilhete foi feita após passá-lo na catraca), apreciamos a vista do trajeto. Como o próprio nome diz, é uma rede de linhas de trem que ficam ao redor do Monte Vesúvio. Ali caiu a ficha – estava próximo a um vulcão, que inexiste no Brasil. É uma montanha, com a diferença de não ter um cume, mas um baita buracão no topo. A estação deixa quase que na frente do Parque Arqueológico de Pompeii – e é enorme. Devido ao seu tamanho, a maior parte das estátuas e esculturas (e os mortos cobertos pelas cinzas do vulcão) ficam mais próximos da entrada, para facilitar a vida dos turistas. Mas isso não é motivo para não conhecer as casas e ruas que pertenciam ao Império Romano, a mais de 2 mil anos. A preservação de alguns lugares chega a ser espantosa. O parque cede um mapa para os ingressantes, mas uma consulta ao Google Maps foi de maior auxílio, pois este indicava as principais atrações do local, como o Fórum de Pompeia, Casa do Fauno, Tempo de Apolo, Lupanar (ou “casa das primas” – tanto lugar para ser preservado e conseguiram recuperar a “diversão noturna”). Para conhecer o complexo, é necessário um bom calçado, pois não é fácil de caminhar por cimas das pedras que perfazem as antigas ruas romanas. Caso queira conhecer todo o parque (e tenha fôlego para isso), um dia será obrigatório – para a maioria das pessoas, porém, meio dia será o suficiente. Depois de conhecer a maior parte do parque, saímos e quase caímos numa pegadinha – para sair dele, é preciso passar novamente o ingresso na catraca; NÃO o jogue fora! De lá, fomos ao mercado que ficava no meio do caminho até a estação Pompei. Essa estação não pertence à Circumvesuviana, mas à rede de trem regionais italianos – a estação e o trem que pegamos era muito melhor do que fora a da ida; e essa linha era adjacente à praia, o que possibilitou que apreciássemos o Mar Tirreno no nosso retorno à Nápoles. Apesar de termos chegado em Nápoles ainda de dia, as pedras de Pompéia acabaram com os pés e as pernas. Só restou descansar para poder aproveitar melhor os demais dias da viagem (mas sempre dá para dar uma esticadinha pelas ruas da cidade à noite). O dia seguinte estava reservado para a Ilha de Capri, mas como encontramos o “espertinho” dando golpe na ida à Pompeia, ficamos receosos de ir por conta à ilha (imagina se não conseguimos voltar?) e não sabia se haveria no dia pacote de agência para ir à ilha. Para evitar maiores encrencas, tive de mudar a logística e procurei no guia as atrações que poderia fazer no dia seguinte, com o cuidado de verificar em qual dia da semana estariam fechados (para evitar o ocorrido em Belém 2 anos antes). Um dos locais que me interessou, o Palácio Real de Caserta, o equivalente Versailles italiano, estaria fechado. RESUMO Visite umas das principais atrações da Itália: as RUÍNAS DE POMPÉIA. Para chegar às ruínas, utilize a rede da Circumvesuviana e DESEMBARQUE na estação Pompei Scavi – Villa Dei Misteri. NÃO FALE com ninguém que se aproxime de você – se precisa de ajuda, peça aos funcionários das estações ou das atrações. Vá de TÊNIS: as ruas e calçadas pavimentadas por pedras era bom para os antigos romanos, e não para os homens do século XXI. Dia 17/12 (4) Na procura de atrações, encontrei para o período da manhã o Museu de Capodimonte, que ficava a 1,5 quilômetro de distância da estação Cavour. Ora, 1,5 quilômetro para passear pelas ruas antigas da Europa é pouco (e até obrigatório – se não andar pelas ruas, não é possível conhecer de verdade o velho continente). O problema é que descobri somente durante o percurso que o museu ficava a 1,5 quilômetro na horizontal MAIS 107 metros na vertical – tinha umas ladeiras que cansavam as pernas (errei feio); compensava mais ter descoberto uma linha de ônibus que saísse do centro de Napóles até lá. Porém o “estrago” estava feito, que descobrimos ao andarmos pelas ladeiras que jamais acabavam. Mas as ladeiras acabaram e lá estávamos [cansados] em frente do Museu de Capodimonte, com seu belo jardim. O museu, que foi um antigo palácio, fica um pouco fora das rotas turísticas (que, percebi, graças às ladeiras), mas possui belas pinturas de artistas, inclusive do Renascimento – no entanto, não tem uma quantidade enorme de obras, como o British Museum ou Musée du Louvre. Passado 2 horas (e descansado as pernas), voltamos às ladeiras – agora em sentido descendente (afinal, para baixo todo santo ajuda) até os subterrâneos de Nápoles, que ficava próximo à estação Cavour (550 metros no PLANO!). Entretanto, o caminho passava ao lado do Doumo que, desta vez, estava aberto – e de entrada gratuita para a igreja. Aproveitamos para tirar fotos e descansar, mas após 7 minutos fomos convidados a nos retirar – a igreja ia fechar. Fora do Doumo, fomos à Piazetta San Gaetano para acessarmos o subterrâneo de Nápoles (Napoli Sotterranea). Depois percebi que, na praça, existem acesso a 2 “subterrâneos”. Um, o mais famoso, que fica na altura no número 68 da praça; outro, vinculado à igreja San Lorenzo Maggiore, fica na altura no número 316 da praça – quis o destino que nossa escolha fosse a segunda opção. Por quê? Fomos à bilheteria, usando aquele inglês para comprar os bilhetes – pelo que entendi, era necessário a ida com guia; no caso, em inglês – e começaria o passeio em menos de 10 minutos. Quando me virei para falar com meu pai – em português – a vendedora exclamou: estava também aprendendo a falar em inglês – ela era portuguesa; ambos estávamos “sofrendo” para falar (e entender) o inglês um do outro desnecessariamente. E, para nossa surpresa, a guia – para variar – era brasileira. Como erámos somente nós no grupo para o passeio ao subterrâneo naquele horário, conseguimos, na prática, uma guia particular falando em português em Nápoles – o destino realmente escolhera muito bem. No subterrâneo de Nápoles, a semelhança com o que fora visto no dia anterior em Pompéia era evidente – e conveniente; a guia dirimiu algumas curiosidades que tínhamos visto nesses sítios arqueológicos de ocupação greco-romana. Aliás, como ela contou, Nápoles deriva de Neápolis, ou nova polis – nova cidade; a arquitetura em arco, bastante forte (meio lógico até – tem uma CIDADE em cima de todo o subterrâneo); as grandes pedras brancas no meio da rua, para ampliar a iluminação noturna; as áreas que correspondiam ao mercado, escola, casas. Curiosamente, o subterrâneo não era segredo para [quase] ninguém – os clérigos da igreja usavam essa parte do subterrâneo como depósito; somente no século XX que foi reconhecido o valor histórico de tais áreas. Finalizado o passeio ao subterrâneo e à igreja San Lorenzo Maggiore, fizemos o óbvio: comer pizza napolitana... em Nápoles. Comer pizza – ou calzone – é extremamente fácil de ver nas ruas de Nápoles (e no resto da Itália também). E é barato: € 5 pelos pratos mais simples de pizza. Apesar de conseguir comer tudo, o prato atende bem como almoço E jantar. Abastecidos, voltamos à área portuária da cidade até a Piazza del Plebiscito e (mais um) Palácio Real, em frente à praça. Infelizmente, o dia estava acabando e não dava mais tempo de conhecer mais lugares. A cidade, em si, não é um lugar que voltaria – de bagunça e sujeira, já basta o Brasil. No entanto, há de se reconhecer que a região contém tesouros históricos únicos. Ou seja, não deve ser considerada como destino de viagem principal – mas caso tenha a oportunidade de “passar lá”, como foi o meu caso (e gostar de história e seus tesouros), pode valer a pena. RESUMO Nápoles tem algumas LADEIRAS terríveis. VISITE o Museu de Capodimente e o Duomo de Nápoles. CONHEÇA as histórias e os artefatos nos subterrâneos de Nápoles. COMA a pizza napolitana... em Nápoles. PASSEIE pela Piazza del Plebiscito e o Palácio Real em frente à praça. Dia 18/12 (5) Apesar de ainda estar em Nápoles, o dia era reservado para Roma – o horário do trem que reservamos era às 9 da manhã, com tempo de trajeto em impressionantes 1 hora e 10 minutos. Apesar de até parecer meio tarde para pegar o trem, o tempo que se perde em tomar o café e fechar (não arrumar – isso já fora feito na noite anterior) a mala de mão é relevante. Mesmo assim, chegamos com antecedência na estação Napoli Centrale para embarcar no trem – a questão é que seria a primeira viagem de trem de alta velocidade na Europa. Apesar de ter visto inúmeros vídeos na internet de como funciona o sistema de trens de alta velocidades na Europa (e Itália), o nervosismo é inevitável, pois o tempo de embarque pode ser curto e a estação, muito grande. No entanto, o sistema é pensado para que o tempo seja justo – nem rápido, nem demorado. Nas primeiras viagens de trem, é vital ter os bilhetes impressos em mãos – primeiro, para ver as informações do bilhete e comparar com o painel na estação; segundo, é preciso mostrar o bilhete ao funcionário da companhia ferroviária durante o trajeto. Finalmente, apareceu a informação no painel de qual plataforma seria o embarque – justamente a plataforma mais distante dos bancos onde estávamos. Porém, como dito que o tempo é justo, apesar de ter de cruzar a estação, o tempo foi mais que suficiente. Porém esse tempo é para entrar no trem – ele parte mesmo que não tenha encontrado seu lugar ou guardado sua mala. O bilhete do trem já vem indicado o número da poltrona em que deve se sentar. Mas nessa viagem um grupo de garotas estavam sentadas em algum de nossos lugares – e percebi que, apesar do bilhete indicar a cadeira, nada impede que possa trocar de lugar com outro por meio de uma boa conversa. O trem, moderno, cortava as paisagens italiana de forma fulminante – e o monitor no início do vagão indicava o porquê: 300 km/h! (é um bocado difícil tirar foto). Apesar da velocidade, o trem é confortável e silencioso, fácil para dormir – menos para esse blogueiro, que faz questão de curtir cada segundo de qualquer viagem. Dito e feito! Depois de 70 minutos, o trem parou na estação Roma Termini. E ficou muito claro de o porquê de quem conheceu os trens de alta velocidade europeu, se apaixona (ainda mais quando fica “travado” por dezenas de minutos nas marginais em São Paulo). Compramos os bilhetes avulsos de metrô até a hospedagem próxima ao Vaticano, para guardar as malas. Do hotel, fomos à pé em direção ao Museo e Galleria Borghese. Nas ruas romanas, os edifícios próximos do Vaticano muito me lembravam de Paris – nas suas proporções, é claro. Diferente do que víramos em Nápoles, Roma é uma cidade muito mais organizada. No caminho para a Galleria Borghese paramos na Piazza del Popolo – praça obrigatória para quem já assistiu Robert Langdon na procura dos cardeais em Anjos e Demônios. Nos jardins da Villa Borghese fica o Terrazza del Pincio, onde é possível ver a cúpula do Vaticano, a Piazza del Popolo e outros marcos de Roma e, claro, tirar muitas fotos. Todavia, o local é frequentado por vendedores e eventuais golpistas: um homem queria empurrar a todo custo uma rosa para minha mãe (turista tem o problema de ser menos “sensível” a perceber trambiques). Tive que insistir em falar não, até exclamar um “get out!” – só assim para o homem ir embora. Pelos belos jardins chegamos à galeria. Apesar de ter lido que é necessário fazer reserva, eu consegui comprar na hora – mas atenção: o ingresso é caro e o horário é limitado. Os períodos são pré-definidos, como das 15:00 às 17:00. Se entrar às 16:00, só pode ficar até às 17:00. Pode se perguntar: Que frescura. E por que então foi lá? Quando nos referimos a artistas renascentistas italianos como mestres, não é à toa. Apesar de ter pinturas no museu, as grandes atrações são as esculturas do mestre Lorenzo Bernini – ele não fez 1 escultura obra-prima, ele fez VÁRIAS. E não dá para falar que uma é melhor do que a outra porque não existe nota melhor do que perfeita (são esculturas de tirar o chapéu). “É caro” “É”. “Voltaria?” “Voltaria”. Mas o passeio na galeria tem o horário limitado e voltamos para Piazza del Popolo conhecer o centro de Roma. Próximo fica a Piazza di Spagna, onde ficam a fonte e a famosa escadaria – de tão famosa, o governo italiano proibiu de sentar nos degraus, sob pena de multa. Depois, sob a luz do luar, nos “perdermos” pelas ruas históricas da cidade, nos unindo ao fluxo intenso de turistas. RESUMO EMBARQUE nos trens de alta velocidade italianos. Leve o BILHETE IMPRESSO nas mãos – utilizar os trens de alta velocidade é bem simples para quem está acostumado. Mas na 1º vez é melhor tem impresso para poder conferir as informações de viagem rapidamente. VISITE a Galleria Borghese e se encante com as esculturas perfeitas de Lorenzo Bernini. NÃO PERMITA que qualquer estranho te ofereça ao algum produto. PERCORRA por algumas praças romanas, como a Piazza del Popolo e Piazza di Spagna. Dia 19/12 (6) Esse foi um dia que, na prática, demonstrou que comprar ingresso antecipadamente ou fazer reserva pode não ser boa ideia (pelo menos em baixa temporada). Na noite anterior tinha visto que esse dia seria chuvoso – longe das chuvas que ocorrem em São Paulo, mas ainda assim inconveniente. Os passeios “obrigatórios” em Roma são o Coliseu e Fórum Romano, e o Vaticano. Tendo em vista a expectativa de chuva, fomos ao Musei Vaticani (para algumas [poucas] atrações, a Europa está até obrigando fazer reserva. Mas ela não precisa ser feita 2 meses antes – basta fazer no dia anterior). E o dia foi mesmo chuvoso – por uns momentos da manhã, caía uma chuva torrencial. Todavia, como a hospedagem era muito próxima ao Vaticano, não havia necessidade de sair cedo para se aventurar no transporte até os domínios da Santa Sé. A fila de acesso estava pequena. Contudo, ao notar o fluxo de turistas no Vaticano, percebi que era decorrente do horário que chegáramos, às 9 da manhã, quando abre o museu – o melhor é chegar próximo desse horário. O Musei Vaticani é, na verdade, vários museus. Ao entrar, fica-se com a impressão de entrar numa cidade – uma cidade sagrada. Onde começar? Muitos indicam a Capela Sistina – inclusive o próprio Vaticano indica um atalho para chegar ao lugar. Vale a pena fazê-lo pois o número de turistas aumenta muito no decorrer do dia; mas não deve considerar que o Musei Vaticani é tão somente para apreciar a obra de Michelangelo – tem muito mais. Em parte do corredor até a Capela Sistina, tapeçarias imensas ornamentavam o local (Galeria das Tapeçarias). No último trecho fica a Sala dos Mapas – somos ladeados por diversos mapas pintados na parede. Uma curiosidade: alguns mapas eram difíceis de reconhecer, pois o Norte é apontado para baixo (questão de perspectiva). É inquestionável a arte impecável pintada nas paredes e teto da Capela Sistina (sim, se já é ruim pintar de branco o teto de casa, imagina fazer uma obra-prima para posteridade?). A entrada para a Capela se dá de costas para o Juízo Final e se perde algumas dezenas de minutos para poder contemplar as obras – e muito mais para ver os detalhes. Um ponto interessante que foi feito nesse passeio foi ter um guia com informações mais completas sobre o local – assim, podia entender o que cada pintura representava, o que Michelangelo e outros mestres queriam indicar em suas obras. Consequentemente, os detalhes das pinturas eram mais perceptíveis – acho que passamos mais de 2 horas lá; até doeu a cabeça de tanto olhar para o teto – que Michelangelo pintou por anos! Como são vários museus dentro do complexo, é difícil lembrar a ordem em que passa por cada um dos museus. Por isso segue alguns museus, não necessariamente na ordem realizada. O Museo Gregoriano Egizio, com múmias e outras peças encontradas do Antigo Egito – não deixa de ser curioso que na sede da Igreja Católica Apostólica Romana existam objetos e outros símbolos pagãos; um sinal de respeito com outras culturas e apreço à arte e à história (mas depois de ver múmias no British Museum e Museé du Louvre, me perguntava se sobrou alguma múmia no Egito para contar história...). A Pinacoteca do Vaticano, com quadros e esculturas do século XII ao XIX. Para cada uma das 16 salas, fica representada uma época e, claro, a principal obra – entre Leonardo, Caravaggio, Rafael... As Salas (Stanze) de Rafael, que são quatro aposentos decorados pelo mestre renascentista – infelizmente, estas salas estão em processo de restauração e, somado ao espetáculo que foi ter apreciado a Capela Sistina, fica um pouco difícil de dar a atenção devida ao lugar. Mas não se iluda – as pinturas são incrivelmente bárbaras. O Museo Gregoriano Etrusco, com peças arquitetônicas encontradas na Itália do povo que ocupava a região do Lácio antes da formação do Reino de Roma – evidentemente, para quem tem pouco tempo e/ou prefere as pinturas renascentistas, não é interessante. O Museu Pio-Clementino, com obras e objetos da Antiguidade Greco-Romana e do Renascimento. Junto com a Capela Sistina e as Salas do Rafael, é um dos principais museus do complexo. A quantidade de estátuas e busto de romanos é gigantesca, sendo que a maioria está extremamente bem preservada, a despeito de ter aproximadamente 2 mil anos (ficou a impressão de que, para os romanos, a criação de bustos/estátuas é o equivalente moderno ao consumo de alto luxo; além de que parte dos bustos eram de homens forte do Estado Romano, num processo bem semelhante ao de homenagem a políticos no século XXI – ou seja, passam-se os anos, mas a história se repete). Existem outros museus no complexo, como o Museo Chiaramonti, Museo Gregoriano Profano, Museo Sacro, Biblioteca Apostólica, entre outros. Porém é possível que alguns deles estejam fechados (como foi o meu caso para a Biblioteca) e alguns desses museus não tem separação física – você vai para o outro museu sem “perceber”; por isso fica um pouco difícil discriminar em qual museu estava aquela obra específica. Para acessar um dos ambientes que ainda não tinha conhecido, foi necessário passarmos novamente na Capela Sistina (chato né? tão ruim ver novamente as sensacionais pinturas de Michelangelo...). Nessa segunda visita, a capela estava muito mais cheia – e percebi que chegar cedo nos pontos mais demandados faz toda a diferença. Apesar de enorme, tínhamos conseguido conhecer [quase] todo o complexo representado pelo Musei Vaticani. Era o momento de ir embora – e mesmo assim é possível se impressionar: a escadaria em espiral de Guiseppe Mormo, que marca o fim do Musei Vaticani. Fora dos museus, o passeio pelo Vaticano ainda não havia acabado. Afinal, ainda faltavam a Piazza San Pietro e a Basilica de San Pietro, a maior igreja cristã do mundo e a casa do sucessor de São Pedro. A praça, uma enorme elipse rodeada por 140 santos, foi criada por Bernini (pelo jeito não foi o suficiente ter criado as espetaculares esculturas na agora Galleria Borghese – tem de impressionar o mundo com mais obras...). Após passar pela segurança (uns 20 minutos de fila), entramos no Basílica de São Pedro. Apesar de ter já vistos [muitas] igrejas e palácios em Portugal, Espanha, Inglaterra e França, essa me deixou de “boca aberta”. Se os chefes da Igreja Católica quiseram criar uma estrutura que mostrasse o poder de Deus perante seu fiel, conseguiram. Não há palavras para descrever o lugar (ah, isso vale para fotos e vídeos também). Talvez uma palavra para caracterizar o lugar seja... Suprema. E, claro, não é necessário que seja um fiel católico para se encantar com a basílica. De longe, é um lugar que voltaria (e voltei mesmo). RESUMO Comprar BILHETE ANTECIPADAMENTE pode não ser muito bom, especialmente se estiver em baixa temporada. Fique o DIA INTEIRO no complexo representado pelos Musei Vaticani. A CAPELA SISTINA pode exigir mais de uma hora para conhecer seus detalhes. Vá para a Piazza San Pietro, ENTRE na Basilica de San Pietro e fica estupefato com tal criação. Dia 20/12 (7) Como previsto, o dia seria mais ensolarado, bem distante da chuva que caiu no dia anterior. Ou seja, era o dia reservado para o Coliseu e Foro Romano. Para chegar, basta pegar o metrô e descer na estação Colosseo (mais fácil que isso não tem). A estrutura do Coliseu, um tanto “machucada” pelos séculos de pilhagem, é maior do que parece nas fotos. Como é de se esperar, já estavam à vista os eventuais “espertinhos”. Com isso, uma proteção maior dos bolsos e celulares se faz necessário – mas sem precisar ficar paranoico. Como umas das principais atrações da capital italiana (se não a principal), esperava filas enormes para acessar o Coliseu (ou ao menos maior do que a encontrada no Vaticano). Surpreendentemente, praticamente não havia fila. Bastava entrar numas das laterais do Coliseu, comprar o ingresso (que dá acesso também ao Foro Romano) e entrar no antigo estádio romano. O gigantesco anfiteatro, cenário de lutas de gladiador, era muito mais do que isso. Conseguiam até alagar a arena. É composto por 4 níveis: o primeiro, para a corte imperial e senadores; o segundo, para famílias nobres, mas não pertencentes ao Estado Romano; o terceiro, para os homens em geral, conforme grau de riqueza; o quarto, para as mulheres comuns. Na prática, era o equivalente “cinema” do imperador e seus asseclas, ao qual o povo tinha acesso – mas afastado da aristocracia. E era todo revestido de mármore que, ao longo do tempo, foi arrancado e usado em outros lugares – mas é possível ter noção do tal mármore que fora retirado. Parte dele reveste a Basílica de São Pedro, no Vaticano – não é à toa que tenha tal beleza. Apesar do tamanho do Coliseu, sua concepção e construção é espantosa – sua construção foi realizada ao longo de 8 anos (compare com algumas obras menores tupiniquins...), com o planejamento para evacuação total do estádio em 10 minutos. Além disso tinha cobertura para proteger do sol, com um público de 70 mil pessoas. Apesar de enorme, o acesso do ingresso não abarca todo o anfiteatro – umas 2 horas é suficiente para admirar as enormes pedras que sustentam o local (a não ser que queira conhecer os subterrâneos, pagando o bilhete competente). Fora do Coliseu, com o ingresso ainda em mãos, é o momento de ir ao Fórum Romano, a antiga sede do Império Romano – mas não antes de tirar fotos ao lado do Arco de Constantino. Assim como o Coliseu, a antiga Roma representada pelo Fórum Romano tem vários pedaços em ruínas. Entretanto, as construções (mesmo que parcialmente) inteiras provam que a opulência do Império Romano não ficou reservada somente ao Coliseu. Numa das construções, era possível perceber a conversão do antigo templo pagão em uma casa católica – fizeram uma nova pintura por cima. Junto ao Fórum Romano fica o Monte Palatino, a mais famosa colina de Roma. A maior parte das construções (infelizmente) estão em ruínas, mas é possível perceber que ali era, sem dúvida, o centro do poder do Império. Findo o passeio pela parte antiga de Roma, era o momento de voar por alguns séculos até o século XIX para a Piazza Venezia, onde fica o Monumento Nacional ao primeiro rei da Itália, Vittorio Emanuelle II. Passando pelo centro de Roma, obrigatório passar pela Fontana di Trevi (sempre lotada), o Phanteon, o antigo tempo romano, onde está enterrado Vittorio Emanuelle II – mas é bom ir de dia; à noite, o ambiente fica muito escuro. Próximo ao tempo, fica a Piazza Navona, onde Robert Langdon salvou o cardeal e o Castel Sant´Angelo. Esse castelo, construído pelo imperador Adriano como mausoléu, serviu como fortificação para os papas em caso de grave perigo. Para isso, existe um corredor que liga o castelo diretamente à Basílica, o qual foi usado por Langdon (repare que esse blogueiro é fã inventerado do personagem de Dan Brown – um dos pontos mais divertidos em viagem é reconhecer pessoalmente imagens que vira em fotos ou vídeos). RESUMO CONHEÇA o Coliseu e o Foro Romano por meio do ingresso único. PRÓXIMO às ruínas romanas fica uma edificação mais moderna: o Monumento Nacional para Vittorio Emanuelle II, na Piazza Venezia. CONTEMPLE a Fontana di Trevi, o Phanteon, a Piazza Navona e o Castel Sant´Angelo. Dia 21/12 (8) Tendo em vista que as principais atrações de Roma já tinham sido conhecidas nos dias anteriores, era o dia de se perder pela cidade e rever algumas atrações (e aproveitar o dia, já que algumas foram vistas à noite, o que pode atrapalhar um pouco). Como escrevera, voltamos ao Vaticano. Entramos no início da manhã, após arrumar as malas (o que sempre toma um tempo). Novamente com pouca fila, logo na entrada da Basílica de São Pedro fica a Pietà, de Michelângelo – o problema é que ela está envolta do vidro, difícil de apreciá-la como merece; pode ser mais simples admirar as réplicas, como uma que estava na Pinacoteca do Musei Vaticani ou de ver de outros mestres, como as de Bernini na Galleria Borghese. Não há um centímetro quadrado em toda a basílica que não tenha sido plenamente trabalhada, incluindo o baldaquino de Bernini. A basílica, apesar de ser uma impressionante construção histórica, não deixa de ser uma... igreja! Para quem for católico (ou simplesmente quer conhecer), é possível participar da missa na basílica. Mesmo sendo italiano, dá para entender algumas expressões – afinal, tanto o italiano quanto o português têm a mesma origem, o latim; inclusive, é somente no Vaticano que o latim ainda é uma língua oficial. Fora da basílica, ficava a impressão de que tinha algo que representa o Vaticano e não havia visto... O que seria? Olho para a esquerda e dez homens da Guarda Suíça (é claro!) passam ao meu lado. Em Genebra, tinha perguntado ao guia do museu de o porquê eram homens suíços que faziam a proteção papal. Ele explicou que, na Europa, os homens da guarda suíça eram tidos como os mais confiáveis – o que permanece até hoje. Evidentemente, há diversas atrações que podem ser feitas na basílica além da visita da própria e assistir a uma missa, como subir até a cúpula, visitar os tesouros do Vaticano ou ir ao túmulo de São Pedro. Mas o fato de existir não quer dizer que tenha de ir... Na Piazza San Pietro, fomos encontrar a escultura mostrada por Langdon na busca pelo segundo cardeal – a rosa dos ventos representada no chão da praça (claro, isso é mais uma diversão para turista detetive que adora procurar marcos que foram vistos em livros e filmes). Seguindo pela Via della Conciliazione, cruzamos o centro de Roma para curtir um pouco mais da cidade, agora com a iluminação solar. Dessa vez, seriam o destino as Igreja de Santa Maria della Vittoria e Basílica de Santa Maria Maggiore. Talvez fosse o caso de pegar o metrô para visitar essas igrejas, no entanto isso tem de ser contrabalanceado com o fato de que existem outras atrações ou lugares no meio do caminho que merecem ser vistos (reitero: o melhor do Europa é andar por suas áreas milenares). Caso fique na dúvida, use os dois meios: faça um dos caminhos a pé e use o outro (ida ou volta) de transporte público. A Basílica de Santa Maria Maggiore é uma das igrejas que, apesar de não estar no território representado pelo Vaticano, pertence ao Estado Papal (com privilégios semelhantes a uma embaixada). É a única igreja romana que celebra missa todos os dias sem interrupção desde o fim do Império Romano do Ocidente e uma das mais belas igrejas de toda a Roma, com mosaicos do século V. Já ficara encantado com a Basílica de São Pedro e aparece outra, enorme e tão bela quanto. Apesar de ser bem perto da principal estação de trem de Roma (Termini), ela estava vazia (ideal para quem gosta de evitar aglomerações). É nela que está enterrado Bernini (mas, convenhamos, por tudo o que ele criou – inclusive para a Igreja Católica, seria desaforo ele ser sepultado em local diverso). A Igreja de Santa Maria dela Vittoria é mais um local para onde Langdon se desloca na busca dos cardeais. E assim como ocorre com o personagem, tivemos nossa surpresa: a igreja estava fechada, reservada para um CASAMENTO! – um claro exemplo de que, por mais que planeje, sempre pode ocorrer contratempos; o mais importante é sempre ter uma carta na manga para substituir o passeio. Com isso, não poderia apreciar a 100ª obra de Bernini, o Êxtase de Santa Tereza (mas tudo bem – fico satisfeito com as outras 99...). Na prática, o passeio pela cidade eterna estava chegando ao fim. Mas não é possível despedir dela sem tomar um tiramisù (por € 2,50). De volta ao hotel para pegar às malas, pegamos o metrô até à estação Termini embarcar no trem de alta velocidade rumo a Florença. Apesar de termos chegado a tempo, creio que o ideal seja chegar pelo menos meia hora antes – afinal, e se o metrô quebra ou tenha algum atraso? Diferente da primeira viagem de trem a partir de Nápoles, essa foi mais tranquila – já tinha entendido [quase] tudo com o primeiro embarque e, como era de noite, não tinha como ver nada pela janela. Mas aprendi um novo detalhe: a mesma plataforma pode atender vários trens de alta velocidade – então sempre confira o número do bilhete com o indicado nas portas do trem, senão vai embarcar no trem errado... RESUMO VOLTE a Basílica de São Pedro – vale a pena – e, se quiser, participe de uma missa. PASSEIE pelo Centro de Roma. CONHEÇA as outras basílicas papais em Roma, como a Basílica de Santa Maria Maggiore. Se tiver um pouco mais de sorte, ENTRE na Igreja de Santa Maria dela Vittoria. EXPERIMENTE o doce tiramisù. Dia 22/12 (9) Era o dia de conhecer a capital da Toscana: a cidade de Florença, que por um breve período foi capital do Reino da Itália e centro da arte renascentista, em virtude do patrocínio decorrente da poderosa família Médici. Infelizmente nesse dia a chuva voltara e, diferente da possibilidade em Roma de ir a um ambiente fechado – o Musei Vaticani, não tinha como não enfrentar um pouco da chuva. Mas não é por isso que a viagem seria arruinada: lembre-se de trazer capas de chuva (aquelas descartáveis, de 1 real) e será possível realizar ótimos passeios (lógico, não dá para olhar para cima para ver o alto de uma torre senão vai se molhar todo). Como o tempo de planejamento da viagem foi meio curto, não tive tempo de discriminar as atrações em Florença e fomos na secretaria de recepção de turistas pedir algumas informações e obter um mapa da cidade – mas isso só para quem não pesquisou antes de ir para a cidade; o ideal é sempre estudar as atrações do destino antes de viajar (se bem que, para nós, também serviu para escapar um pouco da chuva que aumentara). No local vendem o Firenze Card, mas como já discutido na seção dos Citycards, não me interessou (fora que o tempo na cidade foi curto). Perguntei qual era a atração recomendada para quem tem só um dia de visita à cidade. A atendente foi pragmática: a Galleria Degli Uffizi. A principal atração da cidade também serviria para escapar da chuva – perfeito. A Galleria Degli Uffizi é um dos principais centros de coleção de arte do mundo (e uma fila para entrar em alta temporada que pode ser insana) – e entendi o porquê. A quantidade de quadros, esculturas e outras obras é absurda. E contém, evidentemente, obras superfamosas, como O Nascimento de Vênus, de Botticelli. Entretanto, umas das pinturas que mais me impressionou foi a perfeição do desenho do pé de um homem na água com as consequentes ondas causada pelo movimento corporal – tratava-se da pintura do então jovem Leonardo da Vinci, O Batismo de Cristo. Reza a lenda que o mestre de Leonardo, ao ver a pintura de seu discípulo, desistiu de pintar ao perceber que seu aprendiz superou (e muito) seu mestre (se, para uma pessoa leiga para as artes como eu se impressiona com a pintura, imagina para um especialista – é de ficar doido). Mas a galeria é tão ampla que até Keanu Reeves está representado (pelo jeito, a Matrix também servia para viajar no tempo, à Itália renascentista) e a Medusa. Além dos citados Botticelli e Leonardo da Vinci, ainda marcam presença Caravaggio, Ticiano, Rafael, Michelangelo entre outros, além de inúmeros bustos romanos e outras estátuas. Com isso, é evidente que longas horas se passam no museu. Finda a visita pela galeria, a chuva já tinha passado e era o momento para passear pela cidade. Para variar, Florença é mais uma cidade onde o professor Robert Langdon visitou em uma de suas aventuras: cheia de marcos interessantes para conhecer. Infelizmente, o passeio pela Galleria Degli Uffizi nos tomou várias horas e não seria possível visitar muitos outros lugares internamente. Próxima à galeria fica o Palazzo Vecchio na Piazza dela Signoria. Nessa praça, para quem não pode ir à Galeria da Academia de Belas Artes, o turista tem a possibilidade de ver uma cópia do Davi, de Michelangelo. Ainda na praça existem muitas outras esculturas e, para quem tiver curiosidade, é possível ver que um dos leões nas escadas da Loggia del Lanzi “come” a cabeça do grande Davi. Claro, é impossível falar de Florença sem citar a Ponte Vecchio, a mais famosa ponte italiana sobre o Rio Arno (não, não é por causa dos ventiladores da fábrica brasileira), na qual existem inúmeras joalherias. Por cima ponte fica o Corredor Vasari – um caminho exclusivo entre a Palazzo Vecchio e Palazzo Pitti, encomendado pela família Médici e pelo qual Langdon usou em Inferno. Um dos maiores ícones da cidade são a Cattedrale di Santa Maria del Fiore e o Battistero di San Giovanni. A catedral, conhecida como “Doumo” de Florença, começou a ser construída no fim do século XIII e os trabalhos avançaram até o século XIX. Um de seus destaques externos é a composição da fachada por mármores branco, verde e vermelho. A entrada da catedral é gratuita, diferente do batistério, que é pago. Durante a noite, a cidade ainda reservara uma surpresa: próximo da Piazza della República, uma soprano italiana mostrava seus dons para a multidão de turistas que a admiravam (pelo jeito, a Itália é uma fábrica de tenores). RESUMO VISITE a Galleria Degli Uffizi e se impressione com as obras dos mestres renascentistas. ADMIRE o Palazzo Vecchio na Piazza dela Signoria e veja um dos leões comendo a cabeça de Davi. CAMINHE pela Ponte Vecchio, onde, por cima, fica o Corredor Vasari. CONTEMPLE a Cattedrale di Santa Maria del Fiore e o Battistero di San Giovanni. Dia 23/12 (10) Esse dia foi dividido em dois: a primeira metade seria em Florença; a segunda, em Bolonha. Tendo em vista que seria inviável voltar à hospedagem somente para buscar as malas, levamo-las conosco no check-out do hotel de manhã. Seria o caso de encontrar um local para deixar as malas ou, como estávamos em quatro pessoas e tínhamos conhecido os principais pontos internos, andar com as malas conosco – no fim, ficamos com a segunda opção (repare que ter malas de mão com rodinhas faz TODA a diferença). Um dos primeiros pontos foi a Basilica di Santa Maria Novella, em frente à estação de trem de Florença. No entanto, diferente do Duomo, seu acesso era pago e desistimos. Todavia, encontramos a Chiesa di Santa Maria Maggiore. Muito menor do que a versão que conhecemos em Roma, é ainda um prédio histórico – e gratuito. Também existe a Basilica di San Lorenzo, igreja relacionada aos Médici. Durante a estadia noturna no hotel, pesquisei sobre outros pontos curiosos da cidade, como o leão que “come” a cabeça de Davi. E existem vários perto da Cattedrale di Santa Maria del Fiore. Nas paredes externas da catedral existem esculturas de anjos, santos, figuras humanas... e da cabeça de um touro (vai saber porquê...). Ainda na praça do Duomo, fica a estátua do arquiteto renascentista Filippo Brunelleschi, que projetou a cúpula da catedral. Mas, ao olhar a estátua, perceba que esta olha para sua obra-prima, a cúpula. Na própria Chiesa di Santa Maria Maggiore existe outra curiosidade: a escultura de uma cabeça de uma mulher no alto de sua parede, que os nativos florentinos carinhosamente chamam de “Berta”. Próximo ao Duomo (na verdade, tudo é meio “próximo” um do outro – a cidade é pequena; “densamente ocupada” por arte, mas pequena) fica a casa de Dante Alighieri, poeta e autor de A Divina Comédia. Esse poema é dividido em 3 partes, sendo a seção denominada Inferno que dá o nome à aventura de Robert Langdon na cidade. Depois de encontrar mais algumas curiosidades florentinas (como a torre de onde se jogou o antagonista de Inferno) e revisitado alguns marcos da cidade, era o momento de despedida da capital da Toscana (repare que, mesmo com malas, é possível realizar bons passeios). Fomos à estação Firenze Santa Maria Novella pegar o trem de alta velocidade até Bologna Centrale. Dessa vez, quem diria, o trem atrasou 15 minutos (sim, atrasos podem acontecer – mas são meio raros, já que estes têm total prioridade da malha ferroviária). Além da saída de Nápoles, seria o único trecho ferroviário diurno, última oportunidade para poder ver a paisagem – ledo engano! O trecho em alta velocidade foi praticamente por dentro de túneis (fico imaginando o tempo que demoraria para fazer aqui tais túneis, pela média de obras no Brasil...). Aproveite também para ir ao banheiro (sua passagem inclui o uso, ao passo que na estação ferroviária chega a custar € 1,50). Agora em Bolonha (e novamente tendo de levar as malas, já que as hospedagens no centro eram bem mais caras), fomos em direção ao centro histórico. A estação de Bologna Centrale é mais afastada do centro em comparação Firenze Santa Maria Novella (nesta você praticamente tropeça e já está no centro), mas ainda assim acessível com as malas. No caminho até o centro, percebe-se que as calçadas são todas cobertas pelos pórticos (ou arcos), símbolos da cidade (é uma ideia genial: as calçadas são todas protegidas, assim é possível andar pelas ruas se protegendo do sol forte ou da chuva – faria sucesso essa concepção em São Paulo). Na Piazza Maggiore fica a Basilica di San Petronio, uma enorme basílica gótica de mármores e tijolos. Sua construção foi parada por ordem do papa após este descobrir que ela seria maior que a Basílica de São Pedro, à época (isso explica sua estranha fachada de mármore e tijolos, sem muita harmonia). Porém, mesmo “incompleta”, é muito bonita e seu acesso, gratuito. Dentro da igreja, um pequeno buraco permite a entrada da luz solar, na mesma direção que a linha do meridiano, além do famoso pêndulo de Foucault. Ainda na piazza está a Fontana di Nettuno, uma obra em bronze do século XVI. Assim como Florença, Bolonha é pequena e tudo é meio “próximo”. Então, próximo da basílica ficam as Torri Pendenti, as duas torres medievais mais famosas da cidade. No nosso caso, como já tínhamos recebido uma enxurrada de cultura nas 3 cidades anteriores, escolhemos almoçar em um dos restaurantes (vendo o preço antes, evidentemente). Fica a ressalva de tomar cuidado com a taxa italiana de cobrar por sentar, denominada coperto (seria um equivalente nosso ao 10% da fatura). Só que, como é um valor fixo, existem muitos lugares que podem cobrar um absurdo por um consumo baixo (por exemplo, de um café que triplica de preço por causa dessa taxa). RESUMO O que fazer com as MALAS? Se não estiver sozinho e não quiser pagar depósito de bagagem, pode levá-las consigo. CONHEÇA as igrejas de Florença, como a Basilica di Santa Maria Novella, a Chiesa di Santa Maria Maggiore entre outras. DESCUBRA alguns pontos curiosos da cidade, como a cabeça de um touro no Duomo. Em BOLONHA, os pórticos auxiliam os pedestres a se proteger do sol e da chuva. VISITE a Basilica di San Petronio, a basílica que o papa mandou parar a expansão. ADMIRE as Torri Pendenti, símbolo da cidade. SAIBA da existência do coperto, taxa para quem sentar nas mesas quando for consumir algum alimento ou bebida. Para se esquivar dela, basta consumir no balcão. Dia 24/12 (11) Esse dia tinha um imbróglio: o trem rumo à Veneza-Mestre partiria à noite, mas a hospedagem não era perto da estação de trem. Como fazer? As alternativas na mesa eram: deixar as malas num depósito de bagagem. Como discutido na seção competente, é a opção mais cara; ou deixar as malas na hospedagem (se possível) e buscá-las, com a antecedência adequada, para então embarcar no trem, sendo a opção mais trabalhosa; ou levá-las conosco no passeio pela cidade. Escolhemos a opção do dia anterior: passear pelas ruas planas de Bolonha com as malas. Mas não atrapalha? É claro que andar com as malas é pior do que se estivesse livre. Todavia, tendo em vista que não iríamos em museu como foi em Florença (Galleria Degli Uffizi) e as outras atrações da cidade não demandavam muito tempo, essa opção foi factível. Inclusive, vale a pena verificar se os lugares que deseje visitar possuem armários – como o Velho Continente é extremamente turístico, vários lugares disponibilizam armários, alguns gratuitamente, com a ressalva do tamanho. De volta ao centro da cidade, além da basílica “rival” da de São Pedro, existem as Cattedrale Metropolitana di San Pietro e Chiesa dei Santi Bartolomeo e Gaetano. Mas a igreja mais interessante que conhecemos foi a Basilica Santo Stefano, na Piazza de mesmo nome (e que merece uma parada para admirá-la). Mesmo tendo que esperar para a conhecer, já que o horário de acesso é um pouco restrito, vale a visita. A nave da igreja em si não é especial – a melhor parte é do restante da basílica, com obras e estruturas medievais que (imagino) deviam ser usados pelos monges que lá residiam. Como sabido, em Bolonha foi fundada a primeira universidade ainda em funcionamento, em 1088. Seu antigo edifício é denominado como Archiginnasio e, hoje, abriga a Biblioteca Municipal. Apesar de ser preciso pagar pelo acesso (€ 3,00), é possível contemplar as pinturas, arquiteturas e alguns livros [bem] antigos antes da área paga. Outra atração da cidade é Compianto del Cristo Morto, um conjunto de sete esculturas em terracota que representam a cena de A Lamentação de Cristo, na igreja de Santa Maria dela Vita. Infelizmente, por causa do dia – véspera de Natal – estava fechada. Por causa da data, tinha um detalhe que não pode passar despercebido: o dia seguinte seria o Natal, quando praticamente tudo fecha. E onde iria comer? Para quem vai passar o Natal no exterior, lembre-se de sempre comprar comida no supermercado até a véspera, para não passar fome durante o dia festivo (claro, a hospedagem pode oferecer, mas quanto custaria?). Fim do dia, era o momento de voltar à estação Bologna Centrale embarcar no trem rumo à Veneza-Mestre. Depois da experiência dos 3 trens anteriores, já estava “esperto” quanto aos detalhes para embarcar no trem de alta velocidade. A estação é muito bem estruturada: no nível da rua, ficam os trilhos para os trens regionais; no 4º subsolo, os trilhos dos trens de alta velocidade. Os níveis intermediários correspondem aos acessos aos trilhos, estacionamento e área de espera. Só fica o detalhe que, enquanto estávamos na área de espera, um pedinte nos pediu comida (ou dinheiro) em italiano. Respondemos que não entendemos, só em inglês – não era problema: ele começou a pedir em inglês (imagina se isso vira moda no Brasil...). RESUMO VISITE a Basilica Santo Stefano, na piazza homônima. CONHEÇA o edifício da primeira universidade do mundo, a Archiginnasio. Se não estiver fechada, ENTRE na Compianto del Cristo Morto e a aprecie a obra da Lamentação de Cristo. Se viajar no NATAL, lembre-se de que quase tudo pode estar fechado – se previna e compre o que for necessário. Dia 25/12 (12), 26/12 (13) e 27/12 (14) Para escrever cada dia das viagens neste blog, um longo processo de relembrar é necessário, como de cada caminho por onde passei, cada segundo que vivi, cada imagem que admirei. E estava com um bocado de dificuldade de escrever sobre Veneza, em mostrar o melhor da Sereníssima. Por quê? A Piazza San Marco, a Ponte di Rialto, o Canal Grande, a Ponte della Libertà, o Palazzo Ducale, a Basilica de San Marco, a Ponte e a Gallerie dell´Accademia, a Basilica di Santa Maria della Salute são somente alguns das inúmeras atrações de Veneza. Mas o melhor da cidade de Veneza é... Veneza! O passeio ideal, creio, é passear por suas inúmeras (e algumas estreitas) ruas, vielas e pontes, o que torna a cidade única em todo o mundo. Sempre haverá algum cantinho novo para admirar. Deste modo, o melhor roteiro por Veneza é estar livre para “se perder”, sem necessariamente focar nos seus pontos mais famosos. Conseguinte, não é o caso de descrever aqui os caminhos pelos quais percorri, mas elencar alguns detalhes que podem fazer a diferença. Apesar do destino da viagem ser a Veneza insular, foi muito mais conveniente hospedarmo-nos na Veneza continental, conhecida como Veneza-Mestre. Por óbvio, isso não permite dormir nas antigas construções típicas de Veneza. Mas tudo na vida tem o lado negativo... e positivo. As hospedagens em Mestre são mais baratas (algumas, bem mais), os edifícios são mais novos e confortáveis, a taxa de pernoite italiana é mais baixa (em 2019, € 1,35 por pessoa), existem grandes supermercados próximos da estação de trem com bons preços. Claro, tem de ser somado o custo do transporte até as ilhas (de trem, € 2,70 pela ida e volta) – mesmo assim, o valor final fica menor do que se hospedar nas ilhas; e o deslocamento permite observar a Lagoa de Veneza. A primeira vez nas ilhas, como indicado, foi em pleno Natal. Todavia, sendo um local extremamente turístico, um número considerável de lojas permanecia aberta, com a vantagem de ter sido o dia do Natal com menor fluxo de turistas dentre os três dias de passeio. Durante a estadia em Bolonha, li notícia de que Veneza foi atingida novamente pela acqua alta, quando as águas do Mar Adriático sobem e vão ocupando, progressivamente, as áreas mais baixas das ilhas. Contudo, não fomos atingidos pelo fenômeno durante nossa estadia, apesar da existência nas vias das passarelas que são usadas para auxiliar os turistas e moradores a percorrer as áreas mais baixas de Veneza – e com a vantagem de que estas servem para sentar aos visitantes cansados. Proporcional ao número de turistas que visitam Veneza é o número de filmes gravados tendo como cenário a cidade. Como já pode imaginar, Robert Langdon esteve lá, na Piazza San Marco, discorrendo sobre os Cavalos de São Marcos: as quatro estátuas que ornamentam a fachada da basílica são réplicas dos originais gregos de bronze do século IV a.C. que foram tomadas pelo doge de Veneza durante o saque à Constantinopla durante a Quarta Cruzada. Inclusive, tendo Veneza sido rota para o Oriente, é possível perceber a forte influência bizantina na arquitetura da basílica, bem diferente da concepção das outras igrejas do mundo ocidental, incluindo na própria Itália. Outro personagem que marcou presença na Sereníssima foi James Bond, em 007 – Casino Royale. Além do agente secreto de ir à agência bancária na Piazza San Marco (que não existe, por sinal), Bond inicia uma perseguição pelas ruas de Veneza (dica: decore BEM as imagens do filme – e de qualquer filme – caso queira repetir o feito; é extremamente difícil reconhecer os pontos em Veneza). Como dito, não há necessidade de marcar o melhor caminho para conhecer Veneza, já que todos os lugares são válidos. E não existe problema quanto a “se perder”, já que, tal qual o ditado Todos os Caminhos Levam a Roma, em Veneza todos os caminhos levam à Piazza San Marco (e vice-versa, para a Venezia Santa Lucia). No último dia, escolhemos embarcar no Vaporetto, linhas de barcos que andam pelos canais maiores que podem valer como city tour. Escolhemos a linha 2, que permite ter uma visão mais panorâmica das ilhas, impossível de ser feita em terra – evidentemente, embarcamos na estação de início da linha, próximo da Piazza San Marco. Como esse transporte é caro (€ 7,50), não recomendo comprar os passes de uso infinito (melhor usar o dinheiro para experimentar os trens de alta velocidade italianos ou mesmo comprar algum cristal de Murano, por exemplo). Veneza criou uma página na web para auxiliar os turistas sobre as atrações da cidade, normas e regras, que devem ser seguidas para evitar multas: https://www.veneziaunica.it/. Algumas regras são meio óbvias (e até inusitadas, como proibição de nadar nos canais), outras nem tanto: não é permitido comer sentado nas passarelas usadas durante a acqua alta, assim como é proibido alimentar os infinitos pombos de Veneza. Para quem vai visitar (ou já visitou) Veneza, proponho um momento de reflexão: já imaginou a dificuldade de entregar a geladeira da sua casa em uma das vielas estreitas da cidade? Talvez a cidade não seja cara somente por causa dos turistas... De volta à linha temporal, findo o passeio por Veneza com a ascensão na Lua no horizonte, embarcamos na estação de trem Venezia Santa Lucia rumo à Mestre para buscar as malas que ficaram na hospedagem e ir em direção à nossa última parada, a estação Milano Centrale. Apesar da estação de Mestre ser muito menor do que as outras estações de trem que foram utilizadas nesta viagem, o preço da comida (mesmo no fast-food) ainda era maior do que em outros lugares da cidade. Ou seja, tal qual o aeroporto, evite sempre de comprar em estações de trem – qualquer uma. O detalhe do embarque nessa estação (e de outras estações menores) é de que o tempo que o trem fica na plataforma está mais próximo do que conhecemos do metrô. Diferente das outras estações, não havia muitas pessoas na plataforma – e o sistema sabe disso. É o caso de entrar com suas malas de forma eficiente, já que dificilmente conseguirá ter sentado em seu lugar antes do trem partir. RESUMO O MELHOR de Veneza é... Veneza. Se PERCA por suas vielas, pontes e canais. Fique HOSPEDADO em Veneza Mestre. NÃO TEMA a acqua alta. Os venezianos são bem preparados para enfrentar a maré e ainda dura pouco, com raras exceções. ESCOLHA um dos Vaporetto para usar como city tour. OBEDEÇA às regras impostas pela cidade disponíveis no site https://www.veneziaunica.it/. ENCONTRE os pontos de referência vistos nos inúmeros filmes gravados em Veneza. Dia 28/12 (15) A estadia nesta cidade europeia seria um pouco diferente das realizadas até então. Afinal, por capricho do destino, estava em Milão de novo, um ano depois. Considerando que no ano anterior o passeio foi meio “fulminante”, de apenas um dia, esta nova chance possibilitava realizar um passeio mais completo, de rever alguns pontos famosos e conhecer os que não foram possíveis. O primeiro local foi o justamente a de “chegada”: a enorme estação de Milano Centrale, de onde parte a maioria dos trens de alta velocidade de Milão, concebida nos anos 30. A área ao redor dessa estação, como a grande avenida que a conecta ao centro histórico, remete a um local muito conhecido por milhões de brasileiros: São Paulo. Muitos consideram Milão como a “São Paulo” da Itália, já que é o centro financeiro, de comércio de bens de luxo, de inúmeras indústrias da república italiana. Pode se perguntar: Mas porque viajaria para conhecer um lugar cuja “cópia” eu já vivo/conheço? Porque é uma São Paulo “organizada”, um exemplo para o futuro da metrópole brasileira. Apesar de não ter a “concentração” de construções antigas como em Nápoles, Roma, Florença ou Bolonha, a cidade possui suas “marcas registradas” históricas, como o Duomo de Milano, a enorme catedral gótica no centro da cidade. E, tal qual a cidade brasileira, possui uma vida agitada – de dia e de noite. O centro histórico de Milão é pequeno: seu diâmetro tem 2,5 km. Só que a cidade, como São Paulo, é muito maior do que seu centro histórico. Para acessar algumas áreas, o metrô pode ser inevitável. A primeira parte do centro histórico a ser (re)visitada é a Via Monte Napoleone, rua comercial de alto luxo e considerada a mais cara da Europa (na prática, é mais para falar que conheceu a rua mais cara, como a rua Oscar Freire, já que os preços são surreais mesmo para suíços e escandinavos). Saindo da via, assim como um ano atrás, chega ao Duomo de Milano, uma das maiores catedrais em estilo gótico da Europa (existe a possibilidade de subir nos seus telhados para uma visão de sua arquitetura e da cidade). Adjacentes ao Duomo, na Piazza homônima, ficam a Galleria Vittorio Emanuele II, uma espécie de shopping do século XIX e o Palazzo Reale Milano. De lá, seguimos para o Castello Sforzesco, antiga fortificação que virou a casa do Duque de Milão. Agora é sede de museus e galerias de arte da cidade, mas parte do castelo tem acesso gratuito. Atrás dele fica um grande (e gelado) jardim, o Parco Sempione e o “arco do triunfo” milanês, o Arco della Pace. RESUMO MILÃO é uma cópia de São Paulo mais rica e organizada. O passeio MANDATÓRIO na cidade é conhecer o enorme Duomo de Milano. CONTEMPLE a estação Milano Centrale, a rua das grifes Via Monte Napoleone e um dos mais antigos shoppings do mundo, a Galleria Vittorio Emanuele II. PASSEIE pelo Castello Sforzesco e seu gelado jardim, o Parco Sempione. Dia 29/12 (16) Esse dia, na prática, foi destinado para conhecer as atrações mais afastadas da área central de Milão. A primeira parada foi na Basilica San Lorenzo Maggiore, a mais antiga igreja de Milão, com mosaicos bizantinos do século IV. Em frente dela, ficam a estátua de Constantino, o célebre imperador romano que tornou o cristianismo religião oficial do império e as Colonne di San Lorenzo, ruínas de 16 colunas do antigo Império Romano. Depois de algumas quadras, chegamos à região do Naviagli: são canais artificiais de transporte que perfaziam o equivalente atual a avenidas e metrô. Com o avanço desses modais, vários canais foram fechados e somente três sobreviveram (sem o transporte, evidentemente). A região é famosa pela vida noturna e boêmia, equivalente à Vila Madalena – mas como era inverno (e quase ano novo), a região estava bem vazia. Mas isso não impede de admirar a beleza do local, mas é interessante de ir após ter conhecido a maioria das atrações na área central de Milão (ou eventualmente tenha se hospedado próximo do local). De volta ao centro, uma visita à Basilica di Sant´Ambrogrio, inicialmente construída no século IV e finalizada no século XII. Em suas paredes resguardam algumas escritas romanas e a cripta da basílica resguarda o corpo de Santo Ambrósio, desde o século V. Depois do Duomo, foi a igreja mais bonita que considerei nas visitas à Milão. Não podia de deixar de falar da igreja Santa Maria delle Grazie, onde Leonardo da Vinci pintou A Última Ceia, na parede do refeitório – mas não a conheci. Pode se perguntar: Por que não fomos ver uma obra-prima de Leonardo? Aparentemente, ele não quis fazer uma obra para posteridade – fez sem muita preocupação, com tinta inadequada (o homem era bom mesmo, como se fosse um “Midas” – tudo o que ele mexia era excepcional) e, por isso, o local exige um controle para preservação severo. Por tudo isso, é exigido uma pré-reserva superdisputada, um pagamento caro e o tempo de admirar a obra, exíguo – muita dor de cabeça; melhor deixar para quem vive na Europa, especialistas em arte ou quem tem muito tempo E dinheiro mesmo. Outra igreja que merece a visita é Chiesa di San Maurizio al Monastero Maggiore, em que residem afrescos do século XVI (claro, não são como os afrescos da Capela Sistina, no Vaticano – mas são belíssimas) e seu acesso é gratuito. Junto à igreja fica o Civico Museo Archeologico, que mostra a história de Milão, como a fundação da antiga cidade conhecida como Mediolanum, a conquista pelos romanos no século III a.C. e sua ocupação (durante um breve período a cidade foi capital do Império Romano do Ocidente). RESUMO VISITE por outras igrejas antigas de Milão: a Basilica San Lorenzo Maggiore, Basilica di Sant´Ambrogrio, Chiesa de Santa Maria delle Grazie e Chiesa di San Maurizio al Monastero Maggiore. CAMINHE pelo Naviagli, região de canais artificais que serviam para o transporte e, agora, é famosa pela boemia. Dia 30/12 (17) e 31/12 (18) Último dia de permanência na Itália, era o momento de preparação para o retorno ao Brasil – a começar pelo transporte até o aeroporto. O trem expresso para o aeroporto (Malpensa Express) é um serviço rápido, mas caro (€ 13), enquanto os ônibus (shuttle) são opções mais baratas. Mas tem uma pegadinha: os ônibus, comprando na hora, são mais caros (€ 10) do que se comprar pela internet (€ 8 mais taxa) e escolher o horário da viagem, mesmo pagando junto o IOF no cartão de crédito. Ao invés de desbravar (novamente) a área central, decidimos ir a um dos lugares que foram reabilitados em Milão: a área ao redor da estação Milano Porta Garibaldi. Com uma concepção moderna, é um local de convívio e consumo. Inclusive, fica o conhecido Bosco Verticale (Floresta Vertical), par de torres residenciais “verdes” – literalmente – e venceu o prêmio de melhor prédio em 2015. Tendo em vista que as principais áreas de Milão já tinham sido conhecidas, foi mais conveniente se “perder” pela cidade, desbravando as ruas e descobrindo novos lugares e as sempre constantes igrejas. Na área central da cidade, tal qual em Bolonha, os geniais pórticos protegem os transeuntes que percorrem suas vias. O relógio era implacável: era o momento de se despedir da Itália (mais uma vez). Depois de pegar as malas na hospedagem, fomos à estação Milano Centrale embarcar no shuttle até o Aeroporto de Milano-Malpensa. Sempre chegue ao aeroporto com antecedência adequada (até mais do que o planejado), para evitar estresse. De modo diverso ao ocorrido em Guarulhos, a atendente pediu para pesar as malas e, diferente do que o informado no bilhete de ida, a franquia é de 8 kg – claro, não foi problema porque já tínhamos pesado e, para essa companhia aérea, não verificaram as dimensões da mala. Chegamos ao Aeroporto de Porto, e tínhamos um desafio pela frente: uma conexão noturna de quase 12 horas. Já tínhamos ficado no Aeroporto de Madrid-Barajas por período semelhante, mas não como conexão, por conveniência mesmo. Não vou mentir, ficar no aeroporto não é o que poderíamos de definir como estadia “agradável”. Tinha estudado acerca da permanência no Aeroporto de Porto, entretanto todos os outros “bons” lugares já tinham sido escolhidos pelos outros viajantes. Restou-nos os bancos meio duros do aeroporto (o de Madri era mais confortável) e aguardar o horário de abertura para acessar o lounge pelo benefício do cartão de crédito. E que diferença! O lounge é muito mais confortável, mas, como praticamente tudo no aeroporto, é caro seu ingresso avulso (mais caro, inclusive, do que hotel). Para quem não tem a possibilidade de obter o acesso gratuito ao lounge (e não quiser pagar), encare as longas escalas como se fosse mais um dia de trabalho – cansativo, mas pelo qual se ganha o sustento. Ou seja, ao invés de trabalhar no Brasil, você “trabalhou” para não pagar pelo voo direto, mais caro – e, pelo hiato de preços, eu teria de trabalhar vários dias em São Paulo para pagar tal diferença. O voo para São Paulo chegou no horário programado, a tempo de passar o Ano Novo com a família. Paralelamente, a OMS declarava o primeiro alerta de Emergência Internacional do até então novo e desconhecido vírus, que fulminaria a Itália no mês seguinte – ao que parece, essa viagem à Itália foi realizada no momento certo. RESUMO DESCUBRA a região revitalizada ao redor da estação Milano Porta Garibaldi e aprecie o edifício verde Bosco Verticale. Os PÓRTICOS de Bolonha também chegaram a Milão. Os ÔNIBUS que ligam Milão ao aeroporto de Malpensa são a opção mais barata de chegar ao aeródromo. ENCARE o tempo de conexão como um dia de trabalho – muito provavelmente sai mais barato pegar esses voos do que trabalhar para pagar pelo voo direto.
  8. Opa pessoal, tranquilo? -Estou com uma viagem pré planejada para Bélgica em março 2021 (se as fronteiras já estiverem abertas), mas me aparecerem algumas dúvidas, como estou sempre tentando me informar atualizadamente -Bom, nunca mochilei na Europa antes, e, eu li em algum lugares algumas coisas obrigatórias, e gostaria de que alguém pudesse me esclarecer -seguro viagem, eu li que isso é obrigatorio para as viagens para a Bélgica. -passagem de ida x volta, bom eu estava em mente de comprar a penas a passagem de ida, e a de voltar comprar quando estivesse lá, pois além de sair mais em conta, eu poderia partir de qualquer cidade em que eu estivesse naquele momento, antes de esgotar meu tempo na área schegen. Mas pelo que eu li, é necessário mostrar a passagem de volta também, há alguma forma de conseguir apenas a de ida? -hotel, como seria mochilagem roots, hotel não estaria incluso, seria barraca e trabalhos em troca de acomodação. -dinheiro, também li que, preciso provar que tenho dinheiro para pelo menos €95 por dia, bom, eu não teria isso, é realmente obrigatório? Como eu poderia escapar desta parte? Desde já, muito obrigado, e caso alguém possa me esclarecer minhas dúvidas, responda a este post, ou envie-me uma mensagem via Whatsapp (22) 99256-4330
  9. E aí companheiros e companheiras mochileiros, tudo em cima? Depois de mais de 08 anos cadastrado nesse fórum, lendo e aprendendo com um monte de relato, finalmente chegou a hora de dar minha contribuição por aqui. Depois de planejar várias vezes uma eurotrip (achei, inclusive, um post meu de 2013 já com esse planejamento aqui), a mais recente agora no início de 2019 em que cheguei a comprar as passagens mas acabou não rolando por burrice minha, finalmente essa viagem vai sair. Na terça feira que vem (24/09) eu pego a pista rumo à Barcelona. Pretendo fazer um relato de viagem em tempo real, como o nome do tópico sugere. Eu acho que não teria paciência pra fazer tudo de uma vez no pós viagem e também não quero aperto de mente de ter que me preocupar de lembrar de tudo. Então pretendo escrever o que de relevante aconteceu no dia, conforme a viagem for progredindo. Não sou fã de textão nem de coisas muito elaboradas, tampouco fotos perfeitas, então não esperem padrão de qualidade blogueirinhos e blogueirinhas rycos e phynos. Minha principal preocupação vai ser com a parte financeira. Cada centavo gasto será colocado aqui. Feitas as apresentações, vamos falar um pouco do roteiro que, já adianto, não é fixo. A entrada e a saída será por Barcelona. Comprei ida (24/09) e volta (05/11) saindo de Salvador por R$ 1.866 com taxas (AirEuropa). O seguro da viagem (42 dias) ficou por R$ 386,00 pela TravelAce. De BSN vou para Munique pela Vueling (R$ 212.76, cartão de crédito direto no site da companhia) já que a Ryanair tá com uma política de bagagem que não atende ao que eu quero. Assim que chegar em Munique, sigo para Nuremberg, que será minha hospedagem durante a Oktoberfest. A ideia pós oktober é fazer Praga-Berlim-Amsterdam-Antuérpia-Bruxelas-Londres. No entanto, ainda estou em dúvida sobre os locais da Bélgica. Vou deixar pra decidir na hora e com a ajuda de quem estiver acompanhando. Em Londres, tenho basicamente 8 noites. Mais pra frente pedirei ajuda sobre o que fazer, pra onde ir. No próximo post eu vou trazer alguns custos que integram a pré-viagem.
  10. Venho aqui compartilhar o meu mochilinha de 27 dias pela Europa. Essa foi a 1ª experiência no continente. Com certeza, voltarei muitas outras vezes. Bom, iniciarei pelo planejamento. Comprei passagens de ida e volta por Bruxelas, pois tenho uma amiga que mora numa cidadezinha não muito longe de lá: Boortmeerbeek. Comprei com muita antecedência, no mês de maio, mas consegui um bom negócio: 2400 reais pela cia Air Europa. Os voos tinham escala em Madri, pois não há, por nenhuma cia, voos diretos até Bruxelas. No mês de setembro reservei os hostels em Paris, Amsterdã, Berlim e Londres. E comecei a pensar como faria os trechos internos. Bom, na maioria dos casos utilizei o trem, todos tíquetes comprados com 3 meses de antecedência para pagar um menor valor. Os trechos Bruxelas>Paris e Paris>Amsterdã foram realizados com o Thalys. No primeiro paguei 22 euros e no segundo 29 euros. Já de Amsterdã a Berlim, preferi fazer aéreo, pois o trem demorava 6 horas e além de tudo o preço não era atraente. Acabei comprando a passagem pela Easyjet (60 euros, com direito a despachar uma mala); no trecho Berlim>Londres comprei pela Easyjet também, com o mesmo preço e as mesmas condições. Em Londres queria fazer um bate-volta a alguma cidade do interior, e acabei escolhendo Cambridge pelo preço das passagens de trem (12 libras ida e volta!). Para finalizar, fiz o trecho Londres>Bruxelas de Eurostar, uma facadinha: 60 euros! =( Tíquetes de atrações, só comprei 2 de forma antecipada: visita à casa da Anne Frank em Amsterdã (10 euros) e London Eye (24 libras). Com tudo certo, só restava viajar! E numa data inusitada: 31 de dezembro! Como não ligo muito para Ano Novo, decidi ir nessa data: um dos motivos para as passagens estarem baratas! hehehe Fiz o voo de São Paulo a Madri em uma saída de emergência, pois o atendente ao ver a minha altura (1,91m), ficou com pena de mim! O voo foi ótimo! =) A aeronave era um pouco antiga, mas não foi um problema. A comida servida era muito boa! E tinha água e refrigerante no fundo da aeronave à vontade, era só pedir. Uma vez em Madri, esperei cerca de 3h pela conexão, nada que atrapalhasse, mas o aeroporto estava com as lojas fechadas e meio vazio. O segundo voo também foi em aeronave antiga, mas foi tão tranquilo quanto ao outro. Ao chegar em Bruxelas, andei, andei, andei, andei até chegar à área onde estavam as esteiras, peguei a minha mala (ufa, ela chegou!) e esperei a minha amiga chegar para me buscar. A casa dela não era muito distante do aeroporto, em cerca de 40 minutos, já estava lá, local que ficaria 4 dias no início da viagem e mais 1 no final. Nesse primeiro dia, praticamente descansei, almocei e depois à noite fui até Bruxelas encontrar uma amiga que estava lá por coincidência! =) Para ir até lá, fui de trem. Na Bélgica os trens regionais funcionam bem e quase sem atrasos. As compras podem ser realizadas pelo site da Belgium Rail, ou em máquinas nas estações. As máquinas aceitam cartão e moedas, esqueçam dinheiro! Passagem de ida e volta comprada, era só embarcar. De Boortmeerbeek até Bruxelas era mais ou menos 1 hora, com uma troca de trem em Mechelen, uma cidade maior e com mais conexões. Há trens muito antigos, mas também há aqueles modernos, porém vários deles são pichados na parte externa, achei estranho Bom, chegando na estação Brussels Centraal/Bruxelles Central (tudo em Bruxelas é bilingue, inclusive o nomes das cidades!) fui até a Grand Place/Grote Markt de lá, que é um espetáculo à parte. Ainda estava rolando a feira de Natal, além de a cada hora um lindo show de luzes. Quando cheguei encontrei a praça assim: Linda, não? É o lugar mais bonito de Bruxelas, sem dúvida! =) Encontrando a minha amiga, fomos até ao Bar Little Delirium (não fomos ao grande, por ser muito lotado). Lá pudemos provar vários tipos de cerveja belga (as melhores da viagem) por preços razoáveis. Também aproveitei a ocasião para provar uma daquelas delícias culinárias belgas: o waffle. Esse tinha nutella e morangos! Muita vida! hehehe Depois de mais um rolê pela cidade, me despedi dela, pois era tarde e tinha que pegar o trem até Mechelen (ou Malines, em francês), onde a minha amiga e o seu noivo me esperavam, pois não haveria mais trens para Boortmeerbeek. =( Eles aproveitaram para me mostrar, de carro, como era a cidade. O lugar mais interessante é a Catedral Metropolitana, que possuía na idade média, uma das torres mais altas da Europa, pois a cidade era um entreposto comercial importante. Bom, escrevi bastante. No próximo post continuo o relato. (Obs: pode ser que demore um pouco, tanto pelos detalhes, quanto falta de tempo mesmo! hehehe) Até a próxima!
  11. Olá mochileiros! Venho trazer o meu relato de 6 dias de viagem em Roma e Vaticano, que realizei no ano de 2017. Foi a minha primeira viagem internacional, dentro de uma Eurotrip que planejei inteiramente com dicas aqui desse fórum maravilhoso. E após tanto tempo, venho dar a minha contribuição, pois depois dessa primeira viagem, não parei mais (exceto na data deste post em razão da pandemia do COVID-19). Ressalto que reservei 6 dias na cidade em razão de interesse pessoal, por querer explorar cada atração com bastante calma e sem pressa. Mas uma estadia de 4 dias é suficiente para conhecer o mais importante! Eu nunca tinha saído do Brasil, nem mesmo para os nossos vizinhos da América Latina. Mas com muita coragem e ansiedade, em 21 de novembro de 2017, às 14h50, lá estava eu no Aeroporto Internacional de Guarulhos embarcando no voo AZ675 da Alitalia, com destino a Roma. Desembarcamos no Aeroporto Fiumicino (Leonardo da Vinci) às 07h15 do dia seguinte, em um voo que foi muito confortável e engraçado (nas poltronas ao redor da que eu estava sentado tinham várias senhoras viajando em uma excursão, que eram muito fofas), o que aliviou um pouco a tensão da primeira viagem. Mas a tensão voltou com carga total no momento mais temido para quem realiza a primeira viagem internacional: a temida imigração! Que nada! Após uma fila de uns 10 minutos, cheguei no oficial de imigração que misturando inglês e italiano perguntou para onde eu iria, quantos dias ficaria na Itália e pediu apenas para ver o bilhete aéreo de retorno. Passaporte devidamente carimbado, seguido de um “Benvenuto in Itália!” e eu não acreditava: estava em Roma começando a realização de um sonho! O Aeroporto de Roma que recebe voos de longa distância fica bem longe do centro da cidade, exigindo deslocamento de mais de 40 km. Optei por embarcar em ônibus executivo, que custou € 5,90 e me deixou na estação central de trem Roma Termini, localizada na região em que fica a maioria dos hotéis. Nesse ponto, faço um alerta: a hospedagem em Roma é bastante cara, mesmo para os padrões europeus! No meu planejamento, optei por me hospedar no quarto privado de um hostel, que fica localizado a cerca de 800 metros da estação central Roma Termini e bem perto da Estação Cavour do metrô, chamado New Generation Hostel Santa Maria Maggiore. Além de ter sido um estabelecimento reformado recentemente, este hostel tinha na recepção o famoso Giuseppe, um senhor extremamente simpático que morou vários anos no Brasil e que dominava a língua portuguesa. Além disso, esse hostel também fica bem próximo do Coliseu, a uma caminhada de uns 10 minutos apenas. Então vale muito a pena! Roma é um verdadeiro museu a céu aberto e isso não é clichê! Em cada esquina, praça ou viela você se depara com vestígios da era imperial. Além disso, as atrações são próximas umas das outras, além de o transporte público ser bastante eficiente. Por isso a melhor forma de conhecer Roma é andando a pé, principalmente por ser uma cidade plana. Imagina ficar se deslocando de metrô dentro de um túnel subterrâneo enquanto acima tem esse verdadeiro museu a céu aberto? Na minha estadia na cidade eu utilizei o metrô apenas para ir até o Vaticano, que fica mais distante da região central. O metrô de Roma é excelente, com frequência de 3 a 5 minutos e quase sempre não estavam cheios. Para comprar os tickets, existem várias opções: máquinas automáticas, guichês ou tabacarias (aliás, outra observação: os italianos fumam muuuuuuuito!). Eu recomendo comprar nas máquinas, que além de ser mais rápido, não têm muito segredo: seleciona o seu ticket, insere as moedas e abaixo cai o ticket (e eventual troco). Existem alguns tipos de bilhetes: unitário, diário, 3 dias, semanal, mensal e anual, mas nas vezes em que utilizei acabei optando pelo ticket unitário, que custava € 1,50 o trecho e era válido por 100 minutos. Diferente de outras cidades europeias, no metrô de Roma você precisa inserir o bilhete na catraca para liberá-la, devendo guardar o bilhete até o final da viagem, porque para sair precisa inseri-lo novamente na catraca. Dica: para evitar constantes deslocamentos pela cidade e perca de tempo, é importante que no seu roteiro você coloque atrações próximas umas das outras, para que possa se deslocar caminhando. Então, por exemplo, se no primeiro dia de viagem você colocar Coliseu e depois Vaticano, terá que usar transporte e atravessar toda a cidade para chegar de um lugar ao outro. Por fim, alerto que Roma é uma cidade extremamente quente, parece que não venta naquele lugar! Realizei essa viagem no mês de setembro, que é início do outono na Europa. Mas na Itália estava um calor danado, um sol para cada um, como diz o ditado. Então uma dica essencial: para passear por Roma em dias quentes é fundamental levar consigo óculos de sol, protetor solar e uma garrafinha de água! Há um diferencial muito bacana em Roma, que são as fontes espalhadas pela cidade com água potável. Então basta levar sua garrafinha e ir enchendo nas fontes conforme a necessidade, pois por incrível que pareça a água é límpida. Você irá presenciar várias pessoas fazendo isso pela cidade. Dia 1 - Basílica de Santa Maria Maggiore, Fontana di Trevi, Panteão, Templo de Adriano, Praça Navona Após realizar o check-in no hostel e tomar um banho, já era hora de sair para começar a explorar a cidade. Como iria sair por volta das 14h30, decidi colocar no roteiro os locais mais próximos do hostel porque sabia que retornaria bem tarde, pois eu AMO conhecer as cidades durante a noite! Saindo do hostel fomos para a Basílica de Santa Maria Maggiore, que é uma das quatro grandes basílicas da cidade (também chamadas de Igrejas Patriarcais). Construída no século V, essa igreja mistura os estilos renascentista e barroco. No seu interior, a basílica conta com lindos mosaicos, o arco central e o chão em cosmatesco, além do seu teto incrível projetado por Giuliano San Gallo em caixotes de madeira dourada. Além disso, na Basílica de Santa Maria Maggiore que foi realizado o funeral e está enterrado o famoso escultor Gian Lorenzo Bernini, ou simplesmente Bernini. Saindo da igreja, caminhamos até a Fontana di Trevi. Uma visita a Roma não seria completa sem conhecer a sua fonte mais majestosa. Mas não vá achando que é só chegar na Fontana, se acomodar e tirar boas fotos a partir de vários ângulos. Nada disso! O entorno da fonte é abarrotado de gente a maior parte do dia, além dos guardinhas que ficam apitando para quem senta nas beiradas da fonte, o que é proibido. Conseguir um bom ângulo para fotos exige paciência, sem esquecer-se de jogar a moeda na fonte para que possa retornar a Roma (e a segunda moeda traz o amor eterno, dizem). Ficamos na Fontana até o fim da tarde, pois aproveitamos para comer pizza no local. Já de noite, fomos até o Panteão. Para quem não sabe, o Panteão romano também é uma igreja católica, embora tenha sido construído para ser um templo dedicado aos deuses romanos. Como era de noite, estava fechado, mas pudemos apreciar o seu lado externo e a bela Piazza della Rotonda que fica em frente. Voltaria durante o dia para visitar o seu interior. Caminhamos uns 5 minutos e chegamos ao Templo de Adriano, construído no ano 138 e que atualmente ostenta a sua fachada com 11 das 38 colunas originais. Nas colunas ainda é possível observar os orifícios de fixação do revestimento em mármore que ornava a estrutura original. Por fim, caminhamos até a famosa Praça Navona, que é bastante movimentada de noite. Visitar as suas incríveis fontes durante a noite realça a sua beleza, principalmente a Fonte dos Quatro Rios. A “Fontana dei Quattro Fiumi” foi esculpida em estilo barroco por Bernini e representa os rios mais importantes daquela época: Nilo (com a cabeça coberta por um tecido), Danúbio (com os braços para cima), Ganges (com o remo) e Rio da Prata (com a moringa). Retornamos ao hostel, comemos pizza novamente no trajeto e precisávamos descansar porque o dia seguinte seria bastante corrido. Dia 2 - Igreja de San Pietro in Vincoli, Coliseu, Arco de Constantino, Foro Romano, Prisão Mamertina e Monumento a Vittorio Emanuele II O segundo dia em Roma começou bem cedo. Levantamos às 07h30, tomamos o café da manhã em uma cafeteria próxima ao hostel e arrumamos a mochila pra sair, porque o dia seria bem longo. Caminhando em direção ao Coliseu passamos na Igreja de San Pietro in Vincoli (São Pedro Acorrentado), que fica a poucos metros de distância da estação Cavour do metrô. Essa igreja tem uma fachada bem discreta, que mal parece ter uma basílica no local. O seu teto, do século XVIII, é decorado com um afresco chamado Milagre das Correntes. Mas por que será esse nome? O interior dessa igreja guarda duas grandes surpresas: a intenção de visitá-la era conhecer o famoso Moisés de Michelangelo, que é a estátua que decora o túmulo de um Papa. Mas para minha surpresa no seu interior também estão as supostas correntes que prenderam o Apóstolo Pedro em Jerusalém e em Roma. Mas a grande atração dessa igreja é o Moisés esculpido por Michelangelo, considerado como uma das obras-primas do artista. Michelangelo trabalhou nessa obra entre os anos de 1513 e 1515, para abrigar o túmulo do Papa Júlio II. A obra foi idealizada pelo artista para ter efeitos mais claros ou escuros ao longo do dia, a depender da iluminação natural que entrava na igreja e destacava os seus efeitos de profundidade, coisa de gênio! O dito popular em Roma diz que o próprio Michelangelo ao terminar a obra ficou tão impressionado com a sua perfeição que teria batido o martelo nela e falado “parla Moisés”! Essa igreja tem a entrada gratuita, e de abril a setembro funciona das 8h às 12h30 e das 15h às 19h, enquanto de outubro a março permanece aberta das 8h às 12h30 e das 15h às 18h. Deixamos essa igreja incrível e seguimos em direção ao grandioso Coliseu! Talvez não seja exagero dizer que o Coliseu é o maior símbolo do país, pois é o primeiro monumento que vem à cabeça quando pensamos em Itália. Por esta razão que nenhuma visita a Roma será completa sem se conhecer o Coliseu, que é parada obrigatória para os turistas. Além disso, é um dos monumentos mais bem conservados da cidade. Não dá pra descrever aqui toda a importância história do Coliseu, senão o post ficaria enorme. Mas ir caminhando pela rua e de repente dar de cara com essa imensa construção histórica é uma sensação surreal! Sem contar a sua altura, pois é muito mais alto do que eu imaginava pelas fotos. A imaginação vai longe recriando todos os jogos que aconteceram naquele lugar, aja vista que até batalha naval e animais selvagens eram levados para o seu interior (por mais que seja uma memória da barbárie humana, pois o público se deliciava em assistir pessoas se digladiando, literalmente, não ofusca a grandeza que foi o Império Romano no seu auge). Dentro do Coliseu existe um pequeno museu com itens históricos encontrados nas suas obras de conservação, maquetes, vídeos e fotografias. Separe, no mínimo, 1 hora e meia de visita só para o Coliseu. Dica: gente, essa dica é praticamente obrigatória! O Coliseu certamente deve ser a atração mais visitada em Roma, e por isso tem filas gigantescas, que demoram horas! Imagina ficar plantado numa fila, queimando no sol e perdendo seu precioso tempo de férias? Então ainda no Brasil, entre no site oficial da Sociedade Cooperativa de Cultura e compre seu ingresso online, leve impresso (eles tem app, mas sempre é bom levar uma segunda alternativa para imprevistos), vá direto para as catracas que leem o seu QR Code e pronto, estará dentro do Coliseu. E o melhor de tudo: esse ingresso é valido tanto para o Coliseu quanto para o Foro Romano e Palatino! Tendo em vista que o Foro Romano fica em frente ao Coliseu e a visita provavelmente incluirá ambos no mesmo dia, essa modalidade de ingresso é perfeita. Mas também vale lembrar que no primeiro domingo do mês o acesso ao Coliseu é gratuito, o que pode gerar filas inevitáveis. Em 2017, eu paguei o valor de € 14 e o ticket era válido por 2 dias, para uma entrada no Coliseu e uma entrada no Foro Romano. Na data deste post, consultando o site oficial percebi que houve uma alteração na política de acesso, que agora é de 24 horas para acessar o Coliseu e o Foro Romano, pelo valor de € 16. Mas também percebi outra novidade: um ticket reduzido para acesso apenas de tarde, a partir das 14h até o horário de fechamento, pelo valor de € 9,50, o que vale muito a pena! Em frente ao Coliseu está o Arco de Constantino, que foi construído no ano de 315, três anos após a vitória de Constantino sobre o imperador Maxêncio, conquista que fez extinguir o regime de quatro governantes imperiais, passando Constantino a governar os vastos territórios romanos como único imperador. Aproveitamos um pouco de sombra em frente do Coliseu e sentamos em uma pequena área verde para descansar, tomar água e comprar algo para comer. Renovado o protetor solar, seguimos para o Foro Romano e Palatino. Usamos o mesmo ingresso do Coliseu. Havia uma pequena fila, mais por conta dos procedimentos de segurança (há máquinas de raio-x praticamente em todas as atrações turísticas, então é bom evitar equipamentos metálicos nas mochilas). E se prepare: uma visita bem feita ao Foro Romano demora cerca de 3 horas! O Foro Romano era o centro de poder do Império Romano. Nas ruínas que hoje encontramos estão os vestígios de uma poderosa civilização que influenciou o mundo ocidental. No local estavam instalados o Fórum de César, de Augusto e de Trajano, conhecidos em seu conjunto como “Fori Imperiali”, o Templo de Vênus, a Basílica de Maxêncio, dentre várias outras importantes instalações. Logo na saída do Foro Romano, em um prédio bem discreto que até tive certa dificuldade em localizar pelo GPS, está a denominada Prisão Mamertina. Segundo a tradição, foi nesse local que os Apóstolos Pedro e Paulo ficaram presos durante 9 meses, oportunidade na qual Pedro conseguiu converter seus carcereiros ao Cristianismo. É um lugar muito emocionante de se conhecer e que impõe reflexão, principalmente porque a visita relembra os tempos de perseguição romana aos cristãos. As instalações são bastante conservadas e antes da prisão em si, que fica no subterrâneo, há um pequeno museu no início da visita. A entrada não está incluída no ticket do Foro Romano, devendo ser comprado outro ticket exclusivo para a prisão, que em 2017 eu paguei € 10. A visita não demora mais do que 30 minutos, porque o espaço é pequeno. O horário de funcionamento é de segunda a domingo, das 8h30 às 16h30. Já partindo para o final da tarde, seguimos andando até o grandioso Monumento a Vittorio Emanuele II, outra instalação clássica quando nos lembramos de Roma e que também é conhecida como Altar da Pátria. Localizado na Praça Veneza, precisa tomar muito cuidado ao atravessar as ruas porque o trânsito é bastante confuso, típico dos italianos. Esse imponente monumento foi construído em 1878 em homenagem a Vittorio Emanuelle II, o primeiro rei da Itália. A sua estrutura é linda, com uma grande escadaria e estátuas enormes, dentre elas a estátua equestre em comemoração aos 50 anos de unificação da Itália. Há um museu no local, mas não entramos porque já estávamos cansados depois de enfrentar o Foro Romano embaixo de sol quente. Voltamos ao hostel para tomar um merecido banho, descansar e de noite sair para jantar e conhecer a noite romana. Como o Coliseu era muito próximo do hostel, jantamos por perto e fomos visita-lo de noite. E como era um sábado, havia uma rua bem movimentada próxima ao Coliseu, em que paramos para tomar uma cerveja e conhecer alguns bares. Pessoal, para não ficar muito longo, encerro aqui essa primeira parte do relato. E pela dificuldade de juntar muitas FOTOS, alerto que todas as fotografias referentes a essas atrações estão no meu blog, no seguinte endereço: http://viajandosozinho.com/2020/06/25/roteiro-6-dias-roma/ Espero que esse relato ajude aos colegas no planejamento de suas viagens, pois Roma é uma cidade espetacular que respira história!
  12. Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰. Roteiro: Paris - 5 dias (26/04 - 01/05) Praga - 3 dias (01 - 04/05) Viena - 2 dias (04 - 06/05) Budapeste - 3 dias (06 - 09/05) Nápoles - 1 dia (09 - 10/05) Sorrento - 2 dias (10 - 12/05) Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05) Maiori - 1 dia (13 - 14/05) Roma - 5 dias (14 - 19/05) Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans. Paris Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Única ressalva é pro banheiro que era beeem petite. Mas pra gente isso não incomodou. Foi um bom custo-benefício. Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento na rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal). Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0 Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle. Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias. Gastos casal - 5 dias: Hospedagem: €572 Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc) Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia Transporte: €147 - média de €30/dia Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5! Dia 1 Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro: Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre Muro J t'aime Sacre Croeur Vista da Sacre Croeur Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30 Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem. Tracadero Trocadero Champs-Élysées Arco do Triunfo Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!
  13. E aí galera, blz? Eu e a Manu vamos deixar um relato pra quem está pensando em fazer algo parecido, em países parecidos ou até mesmo um mochilão em outro lugar. Vamos contar o que deu certo e o que deu errado (e como faríamos diferente em uma próxima vez). Fizemos a viagem em Dezembro de 2019. Também vamos falar dos APPs que usamos, casas de câmbio baratas e algumas outras dicas de cada cidade 😀 . No final vamos deixar os custos aproximados. -- A intenção era ficar 20 dias e conhecer 6 países. Alemanha, República Tcheca, Polônia (Auschwitz também), Áustria, Eslováquia e Hungria. Levamos apenas 1 mala de mão cada um com as dimensões da British (que é um pouco maior do que a maioria – 56cmx45cmx25cm).Optamos por viajar mais leve para poder conhecer mais lugares e também porque não queríamos comprar muita coisa. Com isso, decidimos fazer 3 viagens noturnas entre as cidades para economizar em hospedagem e, principalmente, não perder os dias em viagem. Roteiro: 5 dias em Berlim; 3 dias em Praga; 3 dias em Cracóvia (1 para Auschwitz); 2 dias em Viena; 1 dia em Bratislava; 4 dias em Budapeste; 2 dias para viagem de avião. BERLIM A imigração em Berlim foi tranquila. Fizeram algumas perguntas e pediram alguns documentos (Passagem de volta, comprovante de hospedagem, cartões de crédito, etc). OBS: A gente quase esqueceu de pedir no guichê da British em Guarulhos para imprimir as passagens de volta também. É bom tê-las com você pois geralmente eles pedem na imigração e também comprova que você tem a intenção de voltar para o Brasil. O aeroporto de Berlim (Tegel) não é tão longe do centro. É bem fácil comprar ticket de ônibus nas máquinas do lado de fora do aeroporto. Tem até uns guardas que te ajudam e é possível usar cartão de crédito internacional. OBS: Até a Alexanderplatz, precisa do Single Trip Ticket. Pegamos o TXL (ônibus) e paramos na Hbf, daí pegamos o S3 (Trem). Em todas as cidades que passamos você fica responsável pelo tipo do ticket de transporte que compra porque não existem catracas. Você entra em qualquer ônibus, bonde, metrô e Trólebus que quiser e valida nas máquinas dentro deles (às vezes elas ficam nas estações). Existem guardas que aleatoriamente verificam os tickets dos passageiros. Nesse primeiro ônibus que entramos (TXL), depois de uns 10 minutos, pediram nossos tickets para ver se estavam corretos e com tempo ainda. Também pediram no metrô em Budapeste e só. Como a Alexanderplatz é bem central, aproveitamos para comprar roupas de frio. Uma dica de loja barata e com muita variedade é a Primark. Também fomos na drogaria Rossmann para comprar produtos de higiene e cosméticos. Lá você encontra produtos em tamanhos menores para carregar na viagem, com preços a partir de 1 euro. Deixamos para comprar algumas roupas de frio, cosméticos, etc. na chegada para economizar espaço e poder viajar só com 1 mochila cada um. Fomos para o hostel e, como estávamos cansados da viagem, fomos dormir cedo. Porém logo acordamos com percevejos caminhando na cama e na parede 🤯. É importante ter cuidado na hora de escolher o hostel e sempre ler os comentários RECENTES. Havíamos reservado o hostel com antecedência (8 meses antes) e na época haviam somente comentários bons, mas vimos (depois que estávamos no hostel já) que uma semana antes da nossa chegada existiam comentários falando sobre percevejos. Ficamos com medo de pegar alguma doença, sei lá, e também pensamos que se tinham percevejos por toda a cama, o hostel não era muito limpo. Então depois de uma rápida pesquisa no google por hotel, saímos de noite a pé com a nossa mochila procurar um disponível na cidade ☹️. Por sorte a cidade é bem segura e não houve problemas. Vários casais, inclusive com crianças, passeando à meia noite. Achamos um hotel à 1,5 km de distância, fizemos check-out no hostel explicando o porquê, e saímos. Por sorte pegamos o último quarto :P. No outro dia, fomos conversar com a gerência do hostel e nosso dinheiro foi devolvido. Ficamos 5 dias na cidade e foi suficiente pois não gostamos muito de museus de arte. Como Berlim é uma cidade grande e as atrações são distantes, usamos o transporte público com o ticket 24 horas. O transporte é muito eficiente e fácil de usar. Mais abaixo vamos indicar os App’s que usamos. Aproveitamos a época de fim de ano para conhecer as feirinhas de natal, famosas na Europa Central, e tinham várias espalhadas pela cidade. Fizemos questão de ir na maioria. Tem muitas comidas típicas, bebidas quentes e muito clima natalino (Coral, apresentações, etc.). A que mais gostamos foi a Gendarmenmarkt. Você paga 1 Euro para entrar e é bem movimentada. Tinha um palco com várias apresentações e muita comidas diferentes nas barraquinhas. A galera estava bem animada mesmo com uma garoa caindo. Outra que gostamos foi a da Alexanderplatz. O pessoal fala nos blogs que ela é meio turística e mais cara, mas não achamos. Realmente ela é mais turística, mas compensa gastar um tempo ali. Algo que aprendemos em Berlim foi como era o muro. Lemos em vários locais mas só conseguimos ter a noção exata lá mesmo. No lado Ocidental as pessoas podiam chegar perto dele e tinha grafite, pinturas, etc. Já no lado Oriental do muro, existia a “faixa da morte” que era uma área constantemente vigiada com postes de iluminação, uma estrada para passagem de carros em alguns pontos e mais de 300 torres de observação (DDR Tower). Após essa área, existia mais um muro, o interno, que era mais baixo e mais irregular. Os Soldados da Alemanha Oriental tinha ordem para matar a todo custo quem passasse o muro interno em direção ao muro principal. A tentativa de passar o muro virou crime e muitas pessoas morreram tentando (mais de 1000). Mesmo assim, nos 28 anos em que o muro ficou de pé, tiveram mais de 5000 fugas, várias delas por túneis. O muro tinha 155 Km, dos quais 43 Km ficavam em Berlim e sua região metropolitana. Melhores lugares para ver o muro: Sem dúvidas o Memorial é o melhor lugar para ver o muro, a faixa da morte e também para entender melhor sua construção. O East Side Gallery (1,5 Km de muro - maior pedaço do muro) é imperdível também, com toda sua arte. O museu Topografia do Terror tem um pedaço grande com marcas de destruição. No chão em toda a cidade, no lugar onde passava o muro, existem marcações de pedra e algumas placas de metal. É bem legal, porque você está atravessando a rua e se depara com uma linha feita pedras no meio do asfalto. LUGARES EM BERLIM QUE VALEM A PENA CONHECER Torre de Berlim, imponente, que praticamente dá para enxergar de qualquer parte da cidade. É demorado para subir mas a vista é legal, desde que o tempo esteja bom. O Memorial do Muro de Berlim é imperdível. Muito detalhado, com fotos, marcações onde ficavam os túneis, torres, etc., fachadas de prédios com uma foto de como era aquele local na época do muro erguido. Sem dúvida, um dos melhores museus para ir em Berlim e conhecer sua história. Lá também tem um pedaço da faixa da morte, desde o muro de berlim até o muro interno, e pode ser visto de cima, bem completo. E ainda por cima tudo gratuito. Poucos blogs falam da Igreja Gedächtniskirche, que foi parcialmente destruída na segunda guerra mundial e não foi restaurada para servir de lembrança da destruição. Vale a pena passar ver. Ela fica perto do zoológico da cidade (que não fomos, mas lemos que é muito bom) e também, pra variar, tem feirinha de natal na frente da igreja. Outros: Berliner Dom, Alexanderplatz, Portão de Brandemburgo, Parlamento alemão (precisa reservar no site antes para poder entrar e conhecer), Memorial aos Judeus mortos na Europa, East Side Gallery, Aeroporto Tempelhof, Parque Tiergarten, Topografia do terror, Checkpoint Charlie. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BERLIM Currywurst, Bockwurst (salsichas típicas), Eisbein (joelho de porco), Doner Kebab, Sauerkraut (chucrute), cervejas, doces das feiras de natal e sopas variadas. Uma comida típica de Berlim, mas que não é de origem alemã, é o Kebab. Vários lugares na cidade vendem e deu para perceber que eles gostam, pois sempre tinha filas. Restaurantes que gostamos: Curry 36 ou Curry 61, Doner Kebab do Mustafa’s Gemüse Kebap, Schleusenkrug, Bürgermeister Schlesisches Tor, Kamps, Dunkin’ Donuts. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Berlim é uma cidade grande, cosmopolita e com muitas coisas para fazer, além de muitas atrações gratuitas. Ficamos impressionados com a quantidade de bicicletas e ciclovias, sendo uma ótima cidade para quem gosta de bikes. A cidade (e o país também) já passou por muitas coisas recentes, como o nazismo, a destruição da 2ª G.M. e a divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental na Guerra Fria. Com isso, a cidade é rica em história, museus, paisagens, etc. INFORMAÇÕES Hostel: Industriepalast Hostel (Percevejos ) Hotel: Schulz Hotel Berlin Wall (Ótimo) APPs: BVG Fahrinfo Berlin, BERLIN City Guide Mercados baratos: Penny, Netto Marken-discount PRAGA Pegamos um ônibus pela RegioJet (ônibus muito bom). Cada banco tem uma tela de entretenimento e também há opções de cafés de graça 😬. Porém para dormir os bancos são meio apertados e desconfortáveis. Saímos de noite e chegamos de madrugada em Praga (3h30). A intenção era ficar na rodoviária até amanhecer, pois o hostel que reservamos não tem check-in 24 hrs, mas ela estava fechada. Vimos que havia um MC Donalds 24 hrs ali por perto, porém era somente a parte de cafés e não conseguimos ficar. Sem saber o que fazer, além do frio de 0°C, saímos em direção ao centro da cidade. Passamos por uma estação de trem que estava aberta e ficamos lá até amanhecer. A princípio ficamos com receio de sair com todas nossas coisas no meio da madrugada, tentando achar algo aberto para ficar. Mas assim como Berlim, a cidade é super segura. Dica: Percebemos que é importante ao chegar em uma cidade de madrugada, observar se o hostel/hotel é 24 hrs ou se a rodoviária/estação é 24 hrs. Aproveitamos o primeiro dia para conhecer o Ossuário de Sedlec, que fica em uma cidade vizinha a Praga, Kutná Hora. Como as casas de câmbio ainda estavam fechadas, trocamos uma quantidade de dinheiro na rodoviária, mas não recomendamos pois a conversão é muito alta. Deixamos as mochilas em lockers na rodoviária e compramos a passagem na hora mesmo. Na passagem não havia informação de qual plataforma ou trem teríamos que pegar. Perguntamos para um senhor e ele nos explicou qual era. Fica a dica de na hora de comprar a passagem perguntar no guichê a plataforma e o trem. Paramos na estação de Kutna Hora hl.n. e trocamos de trem em direção a Sedlec (atravessar na passagem subterrânea para outro lado). Muito estranho ver uma “igreja” decorada com ossos de mais de 40 mil pessoas 🤯. É uma experiência diferente, que faz a gente pensar bastante na vida kk. Você gasta meio dia ( desde que vá bem cedo) para ir, visitar e voltar. Para voltar, o próximo trem perto da “igreja” demoraria 1hr então decidimos ir caminhando no sentido da linha do trem até a estação de Kutna Hora hl.n. (cerca de 1km). Ao voltar em Praga paramos em uma barraquinha para comer o famoso Trdelník, uma massa enrolada assada na brasa. Pegamos uma recheada com nutella. Não tem como ir pra República Tcheca e não experimentar. Super recomendamos!! Ficamos 3 dias em Praga. A cidade é pequena e boa parte dela é possível conhecer a pé. Antes de ir para Praga, lemos em blogs que era uma cidade barata. Porém ficamos surpresos com os preços, que estavam mais altos do que pensávamos. Para economizar compramos em supermercados e preparamos as comidas no hostel. A República Tcheca é conhecida por ter cerveja boa e barata (Foi lá que nasceu a Pilsen). Experimentamos algumas e realmente são muito boas, desde as baratas até as mais caras. Não é à toa que é o país onde mais se consome cerveja do mundo. Em um dos dias fomos tomar café às 10h num restaurante e um rapaz sentou na mesa próxima, pediu 2 canecas (gigantes) de cerveja, tomou e foi embora kkk. Os principais pontos turísticos geralmente tem muita gente, uma dica é ir no castelo mais pro fim de tarde/noite, horário que tem menos gente e a vista da cidade é muito bonita de noite. Outro lugar legal de ir é no Funicular de Petřín. É possível pegar o funicular com o ticket diário de transporte público. Infelizmente subimos em um dia que estava com bastante neblina e atrapalhou bastante a vista da cidade. Em Praga também tinham feiras de natal, mas as únicas que a gente achou legal (e cara ) foram a da praça da cidade velha e da praça Wenceslas. LUGARES EM PRAGA QUE VALEM A PENA CONHECER Castelo de Praga: Vale a pena a visita ao maior castelo não habitável do mundo. Em sua maior parte não tem custo, no entanto, há circuitos que são pagos. Escolhemos fazer o circuito B, que incluía: St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, St. George's Basilica, Golden Lane com Daliborka Tower. Ficamos mais interessados nesse porque incluía a Golden Lane, uma rua medieval que ainda preserva casas originais da época e também vários artefatos medievais, como armaduras, armas e instrumentos de tortura (Que m**** hein humanidade!!) Elevador na prefeitura. Existe lá um elevador que nunca para. Ele faz uma volta no primeiro e no último andar e você tem que entrar e sair nele em movimento mesmo. Ele é bem antigo, quase todo de madeira e como fica dentro do prédio da prefeitura, é só entrar e usar quantas vezes quiser kk. A Ponte Carlos é magnífica. O problema é que tem muita gente sempre. Não tentamos ir bem cedo pra ver se estava lotada também, mas dizem que não...tanto. A subida na Torre de pólvora é compensada pela vista do centro da cidade do alto. Praça Wenceslas, praça da Cidade Velha (Orloj e igreja gótica), esculturas espalhadas na cidade do artista David Černý, muro de john Lennon. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM PRAGA Trdelník, Trdlo, Palačinky (Crepe recheado) e cervejas, muitas cervejas🍻. Restaurantes que gostamos: Good Food, Cafe Merkur New Limit. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Praga é uma cidade linda e super segura, mesmo de madrugada. O pôr do sol com vista da Ponte Carlos e do Castelo é incrível. Achamos as pessoas locais um pouco rudes e sérias, não gostam de ajudar nem de dar informações. Os preços estavam altos (pela nossa expectativa). INFORMAÇÕES Hostel: Hostel SKLEP (Seifertova Street). Simples, confortável e ótimo café da manhã. APPs: PID Lítačka Mercados baratos: Lidl, Billa, Albert Supermarket Casa de Câmbio: Praha Exchange CRACÓVIA Pegamos o FlixBus para Cracóvia. Pagamos mais caro pra reservar os bancos e adivinha! Não existiam os bancos 3C e 3D!!! Tivemos que trocar 3x de bancos durante a viagem, pois em cada parada aparecia alguém com os tkts para os bancos que a gente estava sentado. Pessoal fala bem da FlixBus, mas a gente achou a RegioJet muito superior. Chegamos na estação de destino e gostamos de Cracóvia já de cara. A cidade é muito estruturada. Trocamos dinheiro (a casa de câmbio Kantor ao lado da estação é 24 hrs) e fomos de mochila mesmo para o centro antigo, pois o check-in no hostel era à 13:00 e a previsão do tempo para o dia seguinte era de chuva. Logo percebemos que as atrações são todas muito perto umas das outras. Antes do meio dia já tínhamos ido nos portões, Igreja de Santa Maria, Castelo, Salão do pano e várias coisas. Foi difícil de achar o hostel, pois ficava num prédio atrás de outro prédio. Esse hostel era diferente porque eram quartos alugados da casa de uma família. O café da manhã era ótimo e a mulher super receptiva. AUSCHWITZ No outro dia acordamos às 5:00 para ir pegar o ônibus para Auschwitz (6:20). PS: Oświęcim é Auschwitz em polonês. Usamos o app PID Lítačka (App de transportes da cidade) e pegamos 2 bondes para a estação (MDA). O ônibus para o museu estava lotado já nesse horário. 1 hora depois chegamos no portão de Auschwitz I. Estava chovendo mas a vontade de conhecer era tanto que nem incomodou. Fomos até o guichê para imprimir os ingressos que já havíamos reservado (1 mês antes). É de graça e é bom reservar antes, pois tem limite no número de pessoas por horário e por dia. Reservamos o primeiro horário (8:00 no inverno) para dar tempo de ver tudo, pois no inverno o horário de visitação é mais limitado. Não pegamos visitação guiada. A gente não gosta de engessar a visita nas cidades e lugares mas sim aproveitar como a gente quiser. Ficar mais tempo em uma parte que a gente gosta e poder pular alguma que a gente achar chata. Uma dica: Se você escolher ir sem guia, tem um livro-guia em português que dá pra comprar logo depois da entrada (passar as catracas, passar a segurança e logo após sair da casa da segurança, tem uma casinha à esquerda que é uma livraria). Esse guia é super completo, conta as histórias e diz até um caminho sugerido. Acabamos a visita do Auschwitz I e fomos pegar o ônibus (free) para o Auschwitz II-Birkenau. Como o próximo ônibus era só em 40 min, decidimos ir a pé, mesmo com frio e uma chuva bem fina. A distância é de 2 km. Muito foi destruído do II, pois os nazistas queriam desaparecer com as evidências dos campos quando perderam a guerra. Mas como ele é absurdamente grande, ficou muita coisa ainda em pé. O segundo é muito maior e foi construído do Zero. O primeiro era a base do exército polonês e só depois da ocupação que virou um campo de concentração. O primeiro crematório (e único intacto) e câmara de gás era, antigamente, um depósito de munições do exército da Polônia, os outros crematórios foram demolidos sobrando apenas destroços. Não vamos falar muito da experiência nos campos de concentração. Acreditamos ser uma experiência única de cada. Só dizer que foi o melhor museu que já fomos e acho difícil algum outro superar! Saindo do Auschwitz II, pegamos o ônibus (free) para Auschwitz I e de lá voltamos com o mesmo ônibus para Cracóvia (Compramos Ida e Volta). À noite fomos na feira da praça, que mesmo com uma garoa estava bem agitada. Tomamos sopas, experimentamos algumas comidas e ficamos sentados num banco curtindo a vista da praça (uma das maiores praças medievais da Europa). Então fomos para o hostel dormir pois tínhamos acordado cedo 🥱. No outro dia de manhã, enquanto estávamos no quarto, começamos a ouvir muitos barulhos e pessoas falando alto. Abrimos a porta e 3 policiais estavam dentro do hostel . Na mesma hora, lembramos das cenas de filmes sobre a 2ª Guerra Mundial onde eles tiravam as pessoas dos apartamentos à força (inclusive em cracóvia) e deu um frio na barriga. A dona do hostel pediu mil desculpas e pediu para a gente esperar dentro do quarto. Meia hora depois os policiais saíram e até agora não sabemos o que aconteceu direito - Achamos que teve alguma denúncia, por parte da dona mesmo, de drogas ou algo assim. A mulher estava bem constrangida, pediu mais desculpas e para compensar fez um café da manhã incrível. Fizemos as malas, deixamos em lockers na estação e saímos rumo ao museu Oskar Schindler. Por sorte era segunda e não precisava pagar entrada 😀. Tem muita história lá, quem já assistiu A Lista de Schindler sabe do que estamos falando. Cracóvia tem alguns museus bem diferentes como Auschwitz, Oskar Schindler, Museu de máquinas antigas de Pinball, Museu das ilusões. Tiramos o restante do dia para Wanderlust. Passeamos por toda a cidade a pé de novo, indo nos lugares que a gente gostou. Quando escureceu, pegamos as malas e fomos para a estação esperar o trem para Viena (ÖBB). Primeira (e única) viagem de trem que fizemos entre países. Foi muito mais tranquilo que ônibus. Muitos blogs falam que na Europa Central, o melhor é ir de ônibus entre os países mas a gente achou muito mais calmo ir de trem mesmo. Menos barulho, menos paradas e balança menos. LUGARES EM CRACÓVIA QUE VALE A PENA CONHECER O Castelo de Wawel por si só já é lindo. A gente achou a arquitetura bem diferente de todos que já vimos. Existem algumas partes no exterior que estão intactas, como um dos portões e o piso super irregular de um dos pátios. No entorno do castelo, na parte de baixo, perto do rio tem uma escultura de um dragão (diz a lenda que ele protegia o castelo) que solta fogo a cada meia hora. Muito legal de ver, principalmente à noite. O museu de Oskar Schindler é muito completo. Tem muitos relatos, fotos e objetos referente à 2ª guerra mundial. A gente não pagou entrada, pois na segunda feira é grátis (exceto a primeira segunda do mês). Planty park, os 2 portões, Rynek główny, Basílica St. Mary, Collegium Maius, Rua Grodzka, Ghetto heroes square. Não fomos na mina de sal Wieliczka, mas se você tiver tempo, parece ser algo bem diferente, pois existem 2 apenas no mundo inteiro que estão abertas para visitação. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM CRACÓVIA Pierogi (de vários sabores), os tipos diferentes de linguiça (Kielbasa), sopas (qualquer tipo kkk, mas principalmente a Zurek e a Bigos). Os doces, bolos e tortas são excelentes. Em praticamente todas as panificadoras tem muitas opções que além de saborosas são lindas. Restaurantes que gostamos: Smak, Pierogi MR Vincent, Awiteks. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Uma das cidades que mais gostamos. As pessoas são legais, a cidade é pequena e dá para fazer quase tudo à pé, o centro histórico é lindo e tudo é barato, desde roupas até a comida e existem atrações legais perto da cidade que pode-se fazer como bate-e-volta. INFORMAÇÕES Hostel: Lemon Tree Hostel APPs: Jakdojade, MobileMPK, Rozklad-pkp Casa de Câmbio: Kantor CFS (ao lado da estação Krakow główny é 24 Hrs) VIENA Chegamos em Viena bem cedo e tomamos café na estação mesmo. A estação de trem (Hbf) é próxima do palácio Belvedere, então fomos até ele caminhando. Saímos para centro da cidade com a mochila nas costas (o check-in no hotel era só 14h00), e só depois fomos descobrir que era bem em conta deixar em lockers na estação, mais barato que nas outras cidades. Deixamos apenas dois dias para Viena para economizar, pois lemos em blogs que Viena era uma cidade cara. Na tentativa de compensar o pouco tempo que passaríamos na cidade, compramos tickets diários de transporte público para tentar fazer mais coisas e não perder tanto tempo. Saindo do Belvedere, pegamos um bonde para o centro e fomos conhecendo todos os pontos turísticos por alí como a catedral de São Estêvão - que tem aquele telhado colorido, escultura da peste, palácio de Hofburg - que é gigante, e dali seguimos para Maria-Theresien-Platz e depois para o museumsquartier. Bateu a fome e queríamos experimentar 2 comidas típicas de lá: Apfelstrudel e torta Sacher. A intenção era comer no Naschmarkt, que é o mercado central cheio de restaurantes, barracas de frutas, produtos vintage, etc, mas não achamos as comidas típicas. Um pouco mais de caminhada e uma dose de serendipidade, acabamos entrando no Café Aida que é um dos mais antigos de Viena e achamos as comidas típicas lá 😬 . Recomendamos ir nele também! Como chegamos em Viena no dia 24 de dezembro e era véspera de Natal, a maior parte do comércio fechava 12h/13h. Fomos correndo a uma supermercado para garantir a nossa ceia de Natal e por poucos minutos não conseguimos. Tivemos que comprar as comidas na corrida kkk. Fizemos o check-in no Hotel, deixamos as malas e as compras e voltamos para o centro. Aproveitamos que quase tudo estava fechado nesses dois dias para ver as atrações turísticas ao ar livre e as feirinhas de Natal, que como nas outras cidades não decepcionaram. Viena é conhecida pelas ótimas feiras de natal. Cada feira tem um caneca de quentão feita especialmente para a mesma. Você compra a caneca e se não quiser ficar com ela, devolve em qualquer barraquinha e recebe o dinheiro de volta, assim não precisa usar copos de plásticos. Apesar das belas canecas, não achamos o quentão tão bom assim 😜. A próxima parada foi na Rathaus, que é a prefeitura de Viena. Sabíamos que tinha lá a feirinha mais famosa da cidade (todo blog mencionava) e realmente foi muito boa. Muitas comidas diferentes, pista de gelo, música natalina ambiente, e todo aquele clima de natal. Saímos da feira e passeamos novamente pelo centro para ver as decorações de Natal (muito lindas por sinal). No outro dia, nosso último, fizemos check-out e fomos até a estação para deixar as mochilas porque já estávamos cansados de visitar atrações com a mochila pra lá e pra cá. De manhã fomos ao Palácio de Schönbrunn. Enorme e tem até um zoológico dentro dele. Andamos muito e tiramos muitas fotos. Voltamos ao parque Prater pra andar na roda gigante mais antiga do mundo, a Wiener Riesenrad. Tínhamos ido no dia anterior à noite para tirar umas fotos mas queríamos ver a cidade de cima de dia. Comemos um Schnitzel com cerveja nas barraquinhas do parque e, como vimos de cima da roda gigante que a chuva estava bem próxima, nos apressamos para voltar para a estação. Dito e feito, quando estávamos quase entrando na estação, começou a chover. LUGARES EM VIENA QUE VALE A PENA CONHECER Prater (praça, parque de diversões e Roda gigante): A entrada no parque é de graça, somente paga-se para ir nos brinquedos. É impossível ir para Viena e não dar uma volta nessa roda gigante, que é um dos cartões postais da cidade. Além de grande e charmosa, a vista da cidade é incrível. Hundertwasser House vale muito a pena conhecer. Sua arquitetura é incrível e muito diferente. Palácio Belvedere, Catedral de Santo Estêvão, Maria-Theresien-Platz (praça), Ópera de viena, Museumsquartier, Naschmarkt, Palácio de Schönbrunn. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM VIENA Apfelstrudel, Torta Sacher, Wiener Schnitzel, Cerveja Gösser. Restaurantes que gostamos: Aida (entramos sem querer e depois soubemos que é um café super antigo - antes da 2ª Guerra Mundial e bem tradicional). Como era feriado, não achamos mais nenhum restaurante aberto. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Viena é a cidade dos palácios e jardins. Como fomos no inverno os jardins não estavam tão bonitos. Vale a pena ir para lá na primavera/verão também. Achamos Viena a cidade mais linda de todas, limpa, segura e organizada. Pena que foram poucos dias e no fim das contas não achamos Viena uma cidade tão cara assim. INFORMAÇÕES Hotel: Ibis Wien Messe APPs: Vienna Tram Map, Viena Guia de Metrô e mapas CityBike Wien: Viena tem um programa gratuito de bikes públicas (se você ir trocando de bike a cada 1 hora). Ouvimos falar bem mas não tivemos tempo de usar. BRATISLAVA Chegamos em Bratislava de noite. Dentro do ônibus, de longe já era possível ver o castelo bem no alto do morro. Todo iluminado, branco, quadrado e imponente. Como nosso hostel ficava bem no centro da cidade, ao lado do Michael's Gate que é o ponto zero da cidade, pedimos para descer perto da Ponte UFO, pois a rodoviária era mais afastada. Fomos andando até o Hostel, e no caminho já foi possível ver vários pontos turísticos, pois a cidade é muito pequena e tudo é muito perto. Mesmo sendo noite a cidade estava bem movimentada, então a ida foi bem tranquila. Separamos apenas um dia para Bratislava, dia 26 de dezembro de 2019. Logo cedo saímos caminhar e vimos que estava tudo fechado, encontramos apenas uma Starbucks aberta, perto da principal praça da cidade, a Hlavné Námestie. Fomos tomar café e aproveitamos ver o porquê estava tudo fechado. Descobrimos que no dia 26 de dezembro eles comemoram o segundo dia de Natal, sendo assim, era feriado. Vimos que é importante quando for ficar poucos dias em uma cidade ver se não tem nenhum feriado, pois muitas coisas fecham. Aproveitamos para fazer mais coisas ao ar livre. Fomos ver a Igreja Azul, e na volta caminhamos ao redor do rio Danúbio. A ponte UFO é linda e diferente, seu nome é justamente por ter a aparência de um disco voador. Caminhando por ali vimos que tinha uma pista de patinação no gelo. Já tínhamos visto em todas as outras cidades que fomos, mas em Bratislava foi o lugar mais barato, pois era cobrado somente o aluguel do patins e resolvemos aproveitar. Foi super divertido. Após isso fomos até o castelo e andamos ao seu redor. Ele tem uma aparência super nova, pois já foi destruído e reformado várias vezes. Além de uma bela vista da ponte e do rio. Fomos almoçar no Slovak pub, pois lemos em vários blogs sua recomendação. Estava bem cheio mas conseguimos um lugar rápido. Vimos que em todas as mesas ao nosso redor tinham brasileiros que estavam almoçando lá também, parece ser uma parada obrigatória de todos os brasileiros que viajam por lá hahaha. Pedimos os dois principais pratos típicos, o Bryndzove Halusky, um gnocchi de batatas com queijo de ovelha e bacon por cima e o Cesnaková Polievka, uma sopa de alho servida dentro de um pão, porém este segundo que estávamos mais entusiasmado para experimentar estava em falta. Pedimos uma sopa de couve no lugar. Procurando este prato em outros restaurantes, descobrimos que estava em falta o pão, pois como era feriado as panificadoras estavam fechadas . Bem ritmo de cidade pequena. Foi uma pena e vai ter que ficar para a próxima. Nosso ônibus saindo de Bratislava rumo a Budapeste era às 06h da manhã. Saímos do hostel às 05h para pegar um ônibus para a rodoviária que era meio afastada do centro (Compramos o tkt no dia anterior). Ficamos um pouco com medo de sair de madrugada, mas ao passar pelo Michael's Gate, vimos muita gente na rua, saindo das baladas. Foi bem tranquilo e o medo logo passou, pois deu para ver que é bem seguro. O ônibus era da FlixBus, mas ao chegar na rodoviária não havia nenhuma plataforma com o número do nosso ônibus e nenhuma da empresa também. Começou a bater o desespero! Não sabíamos se estávamos na rodoviária certa, pedimos informação, mas eles olharam a passagem e não souberam nos informar. Somente quando vimos o ônibus da Flix que pudemos nos acalmar. Novamente se decepcionamos com a falta de organização da FlixBus. LUGARES EM BRATISLAVA QUE VALE A PENA CONHECER Kostol svätej Alžbety (Igreja azul), Man at work, Schöne Náci (homem do chapéu), Hlavné Namestie, Ponte UFO, Castelo de Bratislava, Michael's Gate, Catedral de St. Martin. COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BRATISLAVA Bryndzove Halusky, Cesnaková Polievka, Kapustnica (sopa de couve). O QUE ACHAMOS DA CIDADE Bratislava é uma cidade super pequena, é possível fazer tudo a pé e somente precisamos do transporte público para ir até a rodoviária. É uma cidade ótima para pedestres, pois em todo o centro as ruas são apenas para pessoas, achamos isso incrível. A vista do castelo e da ponte é muito linda, tanto de dia quanto de noite. Aparenta ser uma cidade barata, mas como os mercados e lojas estavam fechados por ser feriado não pudemos confirmar. INFORMAÇÕES Hostel: Apart-Hostel ZERO (Hotel excelente, bem tranquilo, staff ótima) BUDAPESTE Chegamos lá pelas 09h00 na estação Budapest Népliget. Compramos tickets até o centro, metrô + ônibus. Nossa primeira impressão da cidade foi de meio suja, bagunçada, cheia de pedintes na rua. Um pouco diferente das cidades que tínhamos passado até então. Realmente Budapeste tem esse lado mais relaxado, parece que ninguém quer deixar as ruas e prédios limpos e bonitos. Mas por outro lado, fomos devagar nos surpreendendo com tudo que a cidade oferece. As pessoas são simpáticas e até nos ofereceram ajuda quando a gente estava com o mapa na mão olhando de um lado pro outro kkk. Parece uma cidade em transformação, pois vemos muita coisa sendo construída e também destruída para dar espaço a outras. Uma cidade bastante jovem, com muitos cafés descolados e restaurantes com ótimas comidas. O tempero de Budapeste é a páprica; ela é usada em vários pratos típicos. Tomamos um café rápido e fomos andar pela cidade. Foi um pouco cansativo, pois estávamos com as mochilas e com os pés cheios de calos de tanto caminhar nesses dias. Chegamos no Parlamento e o cansaço sumiu. Absolutamente lindo, ele é bem simétrico e foi baseado na arquitetura do parlamento de Londres. Sem querer (e sem saber disso também), chegamos bem na hora da troca da guarda. A cerimônia é bem simples e demora uns 10 minutos. Mas o legal mesmo é ver ele à noite, iluminado. Se tiver oportunidade pegue um passeio de barco à noite para ver não só o parlamento, mas o Castelo de Buda, as Pontes e o Bastião dos pescadores (compramos o Dock 8A - Blue River por causa do horário mas não gostamos muito. É barato e você ganha bebidas mas os vidros eram muito sujos e para tirar boas fotos, tivemos que ir para o lado de fora). Vá preparado para tirar muitas fotos. Budapeste se transforma à noite. Nesse mesmo dia fomos também em 2 feiras de natal (Christmas Fair and Winter Festival e Basílica de São Estêvão) e no monumento Sapato às Margens do Rio Danúbio que é muito emocionante e também uma lembrança de uma época triste. Acabamos a noite atravessando a Ponte das Correntes que de noite, pra variar, fica muito mais bonita. No outro dia percorremos a Avenida Andrássy até a praça dos Heróis. A praça é grande e linda. No inverno, atrás dela tem uma pista de gelo gigante, mas como patinamos em Bratislava acabamos não indo. Passeamos também na Deák Ferenc Tér que é a praça principal da cidade, região bem central onde saem os Walking Tours. Perto dela tem um café que achamos muito legal, o Cat Café. No dia em que fomos, ele abria às 10h00 mas chegamos antes e mesmo assim já tinha fila. São poucas as opções de cafés e comidas, mas você pode interagir com os muitos gatos que tem no Café. Para quem gosta de gatos é um lugar que vale a pena ir! Aproveitamos esse dia para subir na Liberty Statue. A caminhada foi cansativa mas a vista e as fotos valeram a pena. Dá pra ver toda a cidade de cima, o pôr-do-sol sem prédios para atrapalhar e ainda por cima tinha uma feirinha lá em cima. No terceiro dia fomos nas águas termais. Escolhemos as Termas de Széchenyi pois queríamos ir bem cedo pra aproveitar mais o restante do dia, e do nosso AirBnb até ela era só pegar uma linha de metrô e pronto. Ela é um pouco mais cara que as outras mas a estrutura é bem grande com bastante piscinas internas e externas, tendo acesso a todas mesmo no inverno. A vontade era ficar o dia inteiro naquelas águas que estavam na temperatura de 28ºC e fora da água estava 1ºC❄️. LUGARES EM BUDAPESTE QUE VALE A PENA CONHECER Parlamento, o Castelo de Buda que é um dos maiores do mundo, Estátua da Liberdade, Praça dos Heróis, Váci Street, Basílica de São Estevão, Ponte das Correntes e as Termas. COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BUDAPESTE Goulash, Kürtõskalács. Restaurantes: Szimpla ruin bar, Cat Café, Cafe Brunch Budapest, 3 Pajamas Breakfast Club O QUE ACHAMOS DA CIDADE Maravilhosa à noite, muitas coisas para fazer, muitas atrações legais e divertidas, as pessoas que vivem lá são bem simpáticas e as coisas não são tão caras quanto as outras cidades da Europa Central que usam Euro. Uma das cidades que mais gostamos do mochilão. Tem muitos cafés e restaurantes legais por lá. Se você é um foodie igual a gente, não vai se arrepender! INFORMAÇÕES Apartamento AirBnb: City Center - Dessewffy St, Budapeste 1066 APPs: BKK FUTÁR, SmartCity Budapest Transport, Budapest Rail & Tram Map Casa de Câmbio: Correct Change. Fomos no da rua Szent István krt. 23, 1055 mas ficamos assustados. O local parece aqueles becos cheios de entulhos que a gente vê nos filmes. Recomendamos o da rua Erzsébet krt. 41, 1073 -- APPs GERAIS Pesquisamos bastante e acabamos achando alguns Apps bem bons pra viagem que são grátis e muito úteis para qualquer viajante. Mapas: Maps ME e Here Maps. Os 2 funcionam offline (pode-se baixar as cidades na memória do celular). Em cada cidade um deles funcionou melhor que o outro, mas o MAPS.ME tem uma vantagem. É possível usar os locais salvos do seu maps (Google) e colocar dentro do App. Ele perde os ícones e as cores, mas como a gente sabe que é muito útil criar um mapa de cada cidade no google maps, quando você ficar sem internet, basta abrir o MAPS.ME. O Moovit também foi útil. Usamos bastante também o xCurrency para saber o quanto estávamos pagando pelas coisas. Como gostamos de ir em restaurantes onde as pessoas locais frequentam, muitas vezes o cardápio não era em inglês. Para ajudar usamos o Google Lens, que além de identificar o idioma, traduz na hora sem precisar tirar fotos ou digitar no Google translate. O ponto fraco é que ele precisa de internet. DICAS GERAIS Muito cuidado com alguns cartões internacionais. Tem alguns que não funcionam para compra de tickets e passagens mesmo sendo internacionais. A gente usou (e abusou kk) do Nubank e deu tudo certo. Teve um que só conseguimos usar em lojas e restaurantes, não sei bem o porquê. Deixamos para comprar um chip de celular com internet lá mesmo, mas com tantos locais com Wi-Fi grátis acabamos não comprando. Usamos sacos à vácuo para caber mais coisas na mochila e uma doleira cada um, com 2 zíperes. Em 1 a gente colocava o passaporte, no outro dinheiro e cartões. Com isso saíamos despreocupados. Compramos também, no Brasil, botas impermeáveis de inverno na Decatlhon, pois ficaríamos o dia inteiro caminhando e não queríamos nos preocupar com o frio nem com a chuva. A Decathlon tem uma opção que sai em torno de R$ 330,00, a SH-100. CUSTOS Como tivemos que passar por países com moedas diferentes e em pouco tempo, não ficamos anotando gasto por gasto. Por isso, os valores são aproximados. O valor é dos gastos gerais, ou seja, para nós dois. Na época, o Euro (Cartão e casas de câmbio) estava aproximadamente em R$ 4,80. Passagens Aéreas + transportes: R$ 5.520,00 Ônibus: Guarapuava-GRU + Curitiba-Guarapuava Aéreo: GRU-TXL + BUD-GRU + GRU-CWB (dentro do Brasil) Obs: Compramos São Paulo até Berlim e a volta Budapeste até São Paulo (Open Jaw) Passagens dentro da Europa: R$ 1.130,00 Ônibus: Berlim-Praga + Praga-Cracóvia + Cracóvia-Auschwitz-Cracóvia + Viena-Bratislava + Bratislava-Budapeste Trem: Cracóvia-Viena + Praga-Kutná Hora-Praga Seguro viagem: R$ 257,50 pela Allianz Hospedagem: R$ 2.943,00. Se tivéssemos escolhido melhor o hostel em Berlim, ficaria por volta de R$ 2.400,00. Comidas + Feiras de natal: R$ 3.539,50 Transporte nas cidades: R$ 770,00 Atrações turísticas: R$ 720,00 TOTAL APROXIMADO: R$ 14.900,00 É isso gente. Qualquer dúvida estamos à disposição! Esperamos que consigam aproveitar bastante as informações do relato e que ele ajude quem está planejando o próximo mochilão!
  14. Olá Pessoal. Acabo de voltar da minha primeira Eurotrip que foi incrível - Portugal, Espanha e França e já estou programando a próxima. Desta vez quero conhecer a Europa central. Poderia ir a partir de Janeiro porém pensando no clima e procura turística creio que 35 dias a partir de Maio é o ideal. Idealizo chegar pela Alemanha e focar mais na Polônia porém terei boas possibilidades de conhecer bastante lugares. Meu pré-roteiro seria o seguinte: Berlim - 3 dias Poznan - 1 dia - Não necessariamente - poderia deslocar este dia para Berlim. Gdansk - 4 dias Torum - 1 dia - Não necessariamente - poderia deslocar este dia para Munique. Varsóvia - 3 dias Cracóvia - 5 dias Breslavia - 2 dias Praga - 4 dias Viena - 4 dias Budapeste - 5 dias Munique - 2 dias Será que vocês poderiam me ajudar a afinar este roteiro? As vezes acho que está bom, as vezes acho que daria para incluir lugares ou trocar cidades, ainda bem que tenho bastante tempo para deixa-lo redondinho. Saudações mochileiros!
  15. Fala mochileiros, meu nome é Weise (tipo o GPS Waze sim kkk) tenho 23 anos, e vou contar como foi minha primeira viagem a Europa, que aconteceu em Maio de 2019. Em Dezembro de 2018 estava decidido a realizar esta viagem, e a espera de passagens na promoção, porém não tinha nenhum dinheiro guardado, apenas o salário de Dezembro e dos próximos messes até a viagem (que não era muito). O instagram do Passagens Imperdíveis anunciou uma promoção para Roma nos mês Maio, era por volta de R$ 1.600,00, porém eu não tinha esse dinheiro, corri na CVC e fiz o agente colocar a mesma data que eu já sabia que estava promocional, o valor encontrado foi de R$ 1.800,00, não liguei para a diferença de preço, pois lá dividiram em 8x sem juros no famoso carnê. Perfeito! Minha mãe e tia também aproveitaram o achado e compraram também. Era Janeiro e eu tinha a responsabilidade de montar o roteiro, achar hotéis e fazer tudo que era necessário inclusive assessorar a confecção do passaporte das senhoras. Planejar viagens era um hobbie meu, não faze-las também kkkk, estava empolgado com os preparativos da primeira grande viagem e por estar responsável por pessoas que sempre foram responsáveis pro mim. Seriam 14 dias na Europa, inicialmente queria colocar a Europa toda no roteiro, porém percebi que 3 países seria o máximo que conseguiria conhecer neste tempo, foi difícil, tive que deixar a cara Suiça, mas em um comum acordo escolhemos conhecer as cidades de Paris, Londres, Milão, Veneza, Pisa e Roma. Utilizei todo meu conhecimento e sites mágicos para achar a melhor rota entre estes países (melhor no caso era a mais barata), a unica certeza e que chegávamos por Roma e por ali também sairíamos. O itinerário foi: - Escolhi conhecer Roma por ultimo, pois o risco de perder o voo de volta para o Brasil era menor, já que eu estaria na cidade. Sendo assim compramos passagens de Roma para Paris; Paris: Minhas pesquisas por custo x benefício me levaram ao Hotel Ibis Porte de Montreuil, eles tem uma categoria chamada budget que seria mais econômica, pagamos cerca de R$ 320,00 no quarto para 3 com café da manhã incluso. Sim! Ficou quase R$ 100,00 pra cada pessoa por diária em um hotel em Paris. O hotel ficava um pouco distante do centro da cidade mas a estação de trem era a 4 minutos de caminhada, e 40 minutos de viagem até a Torre Eiffel, nem sentíamos o trajeto. Também havia um Carrefour como vizinho no hotel, que tinha preços muito bons! Na cidade utilizamos o metrô (1,70€) para ir a qualquer lugar com exceção de Montmartre que utilizamos o uber (mesmo app do BR). Em Paris visitamos além da famosa Montmartre, a Champs Elysees, Arco do Triunfo, quase todas as pontes famosas, Village Royal (lugar onde tem o corredor cheio de guarda-chuvas), Galerie Lafayette, o Museu do Louvre, La Vallée Village (a outlet mais chique que já vi, comprei ate uma blusa da Levi´s por 13€), a Primark (mãe da C&A, Renner e afins) e claro a Torre Eiffel todos os dias a noite. Londres: Escolhi fazer o trajeto com o trem da EuroStar, ele passa por baixo do mar e se pode ter uma vista muito bonita do trajeto na superfície, não me lembro o preço exato mas foi algo em torno de R$ 200,00. Chegamos em Londres na famosa estação King's Cross (Harry Potter), tentamos pegar um ônibus porém não aceitavam dinheiro e eu ainda não sabia comprar o cartão (destaque para o primeiro contato com inglês britânico, foi muito estranho não entender nada que o senhor no ponto de ônibus falou), pegamos uber e chegamos ao hotel bem rápido. Em Londres eu também escolhi um hotel budget da Ibis (Whitechapel), este porém era mais moderno, a moça que nos recebeu foi muito prestativa e me ajudou muito com informações importantes, custou algo entorno de R$ 120,00 a diária para cada pessoa no quarto triplo. Fui conhecer Londres logo que cheguei e ao sair do hotel percebi que o bairro era meio .... diferente, varias mulheres de burca e alguns homens com cara de indianos, mesquitas e muitas placas em árabe (ou seja lá o que era aquilo) mais tarde descobri que o bairro era multicultural e acabei adorando ver toda aquela cultura! E 20 minutos de caminhada e estávamos na Tower Bridge um dos maiores símbolos de Londres, foi impactante (foi o lugar que mais gostei na cidade), durante 4 dias conhecemos lugares como o Saint James Park, o Palácio de Buckingham, o Borough Market, a loja gigantesca da M&M (não deixe de conhecer, é a maior do mundo), China Town, Leicester, Tottenham, compras na Primark de Londres (que era melhor que a de Paris), Camden Town (é meio longe, mas iria 10x mais longe vale muito), um destaque para o Camden Market, tem vários outros lugares, mas assim como em Paris não vou citar para não ficar exaustivo. Em falar em exaustivo, primeiro perrengue da viagem, eu havia comprado passagens pela Ryan Air, o aeroporto em que eles atendiam era super longe, e de uber gastamos cerca de R$ 500,00 pela viagem para nos 3, essa foi a primeira facada, a segunda veio quando a atendente me disse que o embarque já havia sido encerrado 1h30 antes do voo, brigas depois minha tia passou o cartão e compramos outra passagem (55 libras cada). Milão: Ok, passamos o perrengue e foi hora de engordar, do aero até a cidade pegamos um ônibus (7€). Os hotéis da Itália foram escolhidos na CVC, novamente pela facilidade do parcelamento sem comprometer limites dos cartões, as fotos do site não condiziam muito com a realidade, e isso foi uma coisa boa em Milão o iH Hotels Milano Gioia foi um achado, era muito confortável, digno de um 3 estrelas, perto de supermercados, restaurantes (bons e baratos, onde comi a melhor pasta da viagem), além de ser relativamente parto do centro da cidade, aqui não utilizamos o transporte publico para nada, fizemos tudo caminhando e foi ótimo. A cidade sem duvidas e uma das mais bonitas da Europa, o antigo se misturava com o moderno, e realmente era a cidade da moda, marcas de luxo como LV, Gucci, Versace e outras enfeitavam as ruas. Aqui conhecemos a Pinacoteca de Brera, cujo qual eu nem sabia da existência e literalmente esbarrei na rua, o Duomo Di Milano, a Galeria Vittorio Emanuele II e o Castello Sforzesco. Foi tudo perfeito por aqui, boa comida e lugares impressionantes. Veneza: Embarcados no trem seguimos para Veneza, estávamos com a expectativa alta para o Hotel Ca' Gottardi, pois foi o mais caro da viagem (R$ 1.300,00 por diária, só ficamos uma kkkk), era luxuoso, mas nada extravagante. A cidade realmente é tudo o que dizem, chegamos de manhã e partimos no outro dia de noite. Foi mais que suficiente para conhecer cada canal, as coisas eram um pouco caras, mas valeu cada euro. Pisa: Pisa me surpreendeu muito, já era noite quando chegamos, mas não nos impediu de ir ver a famosa torre inclinada, estava deserta. A primeira surpresa foi com a cidade em si, ela parecia cidade universitária de interior (e era). O hotel foi o Royal Victoria, de frente para o rio que corta a cidade muito charmoso, inicialmente achamos o hotel velho demais, pesquisas depois me fizeram mudar de ideia, é um hotel histórico, a diária no quarto triplo custou R$ 400,00. A outra surpresa foi com o conjunto histórico, eu sempre achei que a torre era sozinha, porém descobri que ela faz parte de um conjunto que inclui um batistério e uma catedral. Não tem muito para conhecer na cidade, os 2 dias por lá foram suficientes. Roma: Já um pouco cansados partimos de trem, é claro, para a nossa primeira e ultima cidade Europeia Roma. E mais um perrengue era previsto, o "hotel" Cesar Palace, era HORRÍVEL, até hoje não entendi o que era aquilo, mas parece que era um prédio residencial antigo, onde funcionava o "hotel" em dois dos diversos andares, não havia recepção, apenas uma sala de bagunça onde tinha um cara. Meio assustado fiz nosso check in e um segundo cara meio estranho apareceu do nada e nos levou ate o quarto, quando questionei sobre o café da manhã que tinha pago (5€) ele saiu e voltou com uma fixa "vale 1,50€ no bar da esquina" literalmente era isso, parecia uma grande piada, minha mãe se revoltou e queria fazer barraco kkkkk mas achamos melhor tentar curtir a cidade e ir para o hotel apenas para dormir, já que todas as nossas coisas ficavam lá sozinhas não fizemos nenhuma reclamação. A cidade era bem diferente das outras, encontramos com alguns brasileiras e elas haviam sido furtadas na Fontana de Trevi, a cidade era um pouco suja demais, mas nada que não estivéssemos acostumados. Aproveitamos muito e apesar das atrações serem longes, fizemos todos os trajetos a pé, andamos MUITO, mas já sabia chegar a qualquer lugar, já estava me sentindo um romano, entre as atrações visitamos o Coliseu, o bairro de Trastevere, o Vaticano, o Monumento a Vittorio Emanuele II, a Fontana de Trevi, o Panteão, Piazza di Spagna entre vários outros lugares. No check out não havia ninguém na sala de bagunça e uma placa dizia que o atendimento iria se iniciar em 2h, então tiramos tudo do quarto e saímos deixando a chave pendurada na maçaneta da porta. Este foi um resumo de cada cidade, creio que no futuro escrevo sobre detalhes sobre cidade. Foi um enorme aprendizado viajar desta forma, e apesar de ter pesquisado muito antes, algumas coisas ainda passaram despercebidas, cada cidade tinha seu próprio estilo e foi impossível escolher uma favorita (Londres), temos vontade de fazer tudo de novo, tenho certeza que teremos uma experiencia diferente. Me deixo a disposição para ajudar tirando duvidas ou de outras formas se tiver no meu alcance! Depois que voltei ao Brasil contabilizei cerca de R$ 8.900,00 com tudo que tinha gasto na viagem, incluindo hospedagem, comida, compras, passagens, tudo mesmo. Segue algumas fotos do ocorrido, no meu instagram @weiseaguiar também tem vários histories legais de cada lugar. Um grande abraço mochileiros!
  16. Primeira Eurotrip: 21 dias na Itália (Roma-Florença-Veneza-Milao) com esposa gestante Olá pessoal, Meu grande sonho de viagem sempre foi a Europa. Ano após ano algo acontecia que me impedia de conhecer um pedacinho do Velho Continente, mas finalmente no final de 2017 pude colocar os pés lá em grande estilo. Começamos pela Itália, onde ficamos 21 dias andando e comendo por lugares maravilhosos. Roteiro: Roma – 8 dias; Florença – 6 dias; Veneza – 3 dias; Milão – 3 dias; Preparação: Passagens: Tap saindo de BH com conexão em Lisboa. Saiu caro, em torno de 4000 reais ida e volta por pessoa. Procurei por muito tempo promoção mas não achei. Na ida conseguimos umas 12 horas de conexão, o que nos permitiu um tempo para explorar alguns pontos de Lisboa. Passagens de trem: todas compradas no site da trenitalia com cerca de 3 meses de antecedência. Os trechos saíram entre 20-30 euros aproximadamente. Hospedagens: todas pelo Airbnb, pelo preço mais em conta e pela comodidade de pagar e parcelar no cartão de crédito. O critério de escolha, além do preço, era localidade próxima às estações de metrô/trem. Roma: https://www.airbnb.com.br/rooms/11174608 Ficamos nesse simpático apartamento pertíssimo de Roma Termini. O Sr Franco. dono do apartamento é fantástico, nos comunicamos entre português e italiano (ele não fala inglês) mas foi bem tranquilo. E nos dava um bom café da manhã todos os dias. A região não é das mais bem encaradas, mas foi bem tranquilo de andar todos os dias. Florença: https://www.airbnb.com.br/rooms/7604862 A melhor hospedagem da viagem. Um verdadeiro Bed and Breakfast com bom café da manhã e não somente torradas e um suco de caixinha. Vale muito a pena. Fica a 5 minutinhos da estação Santa Maria Novella. Veneza: https://www.airbnb.com.br/rooms/891441 Veneza é tudo absurdamente caro. Essa é a única hospedagem que não recomendo. Apesar de ficar relativamente perto da estação Venezia Santa Lucia, o quarto tem um cheiro de mofo grande e o banheiro é compartilhado. A vista da janela da sala, no entanto, é espetacular. Milão: https://www.airbnb.com.br/rooms/2944362 Ótima hospedagem em Mião, muito bem localizada, na porta de uma estação de metrô. Nada a reclamar Dinheiro: dessa vez levamos apenas dinheiro, para não cometer o mesmo erro de quando rodamos a América do Sul (levamos pouco dinheiro e toda hora precisávamos sacar num caixa eletrônico pagando absurdo de taxas). Levamos 2300 euros em espécie, sendo que gastamos 1600 euros (esse dinheiro foi gasto com os gastos do dia a dia, que incluem ingressos a atrações, passagens de ônibus, trens ou metros que pagamos na hora e alimentação). Ingressos comprados antecipadamente: em alguns locais na Itália é extremamente importante comprar os ingressos antecipadamente, para furar fila e evitar perda de tempo desnecessárias. Foi o caso nos seguintes locais: 1-Última Ceia em Milão: o mais difícil de comprar, pois depende da abertura da venda no site oficial e acaba com poucas horas. Normalmente eles abrem, se não em engano, 2 a 3 meses de antecedência. Não existe venda no local na hora. 2-Galleria Uffizi e Galerria Dell´Academia em Florença: nesses até que a fila para comprar na hora não estava tao grande, mas de qualquer modo não perdemos tempo nenhum. 3-Museu Vaticano em Roma: essencial, a fila para comprar na hora estava gigantesca, e o Museu é enorme, fica-se 6 horas tranquilamente lá dentro. Seguros de Viagem: fiz no Seguros-Promo o seguro da Assist em torno de R$250,00 para duas pessoas. Nao utilizamos então não sei avaliar. Questões relacionadas à gravidez: em geral foi bem tranquilo. Quando viajamos minha esposa estava com 25 semanas, então nem precisava de atestado médico, mas levamos por precaução. Levamos também uma farmacinha básica (remédio para cólica, enjoo, dor) e procuramos seguir um ritmo mais lento nas andanças do dia a dia (nem tão lento assim). Duas situações mais importantes aconteceram: ela não se adaptou à agua de lá. Parece que a água da Italia tem uma composição diferente da nossa, é mais “pesada” e isso lhe dava muito enjoo. Custamos achar uma marca de água mineral que não lhe causasse mal estar (a marca é “levíssima”). E ela, por incrível que pareça, não se adaptou muito à comida de lá. Várias vezes tinha refluxo quando comia pizza ou massa. Então procurávamos mais pratos com peixes, carnes e legumes. Fora isso, o restante foi bem tranquilo. Dito tudo isso, vamos ao roteiro do dia a dia. 29/10/17 – Dia 1 – Lisboa. Chegamos em Lisboa em torno de 5 horas da manhã e pegamos a fila prioritária da imigração (viva a gravidez, rs). O fiscal só perguntou o que iriamos fazer na Itália e já carimbou. Não pediu nenhum documento. Compramos um chip de 10 euros da Vodafone que nos foi suficiente para a viagem inteira e ficamos esperando a cidade amanhecer. Pegamos um uber e fomos ao primeiro destino do dia: Castelo de São Jorge. Muito bonito, bem conservado e com uma pela vista de Lisboa. Ótimo lugar para visitar primeiro e dar uma boa situada na cidade. (Obs: em Lisboa rodamos apenas de uber, bem tranquilo de usar, nenhuma corrida passou dos 10 euros). De lá descemos a pé até a praça do Comércio, parando em alguns miradouros da cidade. A praça é linda, estava bem cheia, e deu para colocar os pés no Rio Tejo, de onde há alguns séculos saiam embarcações para todo o mundo. Incrível! Após algum tempo admirando o lugar fomos de uber até o Mosteiro dos Jerônimos, que é estupendo. Sua beleza, arquitetura, inigualáveis. Ficamos um bom tempo na fila esperando para entrar. Aproveitamos para passar na igreja ao lado onde estão os restos mortais de Vasco da Gama e Luis de Camões. Após o Mosteiro paramos para almoçar num restaurante “pega turista”: bacalhau ruim e caro. Mas não tínhamos pesquisado restaurantes em Lisboa. Em frente ao Mosteiro tem uma bela praça com um belo jardim e caminhando por ele você chega até o Marco do Descobrimento, um monumento erguido em homenagem às grandes navegações. Você sobe um elevador e vai até o topo. Dá uma vertigem danada, mas é outra visão estupenda da cidade que você tem. Muito bacana! Iria ainda na Torre de Belém mas pelo horário já não era mais permitido a entrada. Caminhamos então em direção ao Mosteiro dos Jerônimos e fomos comer os famosos pasteis de Belém! Muito gostosos, saborosos. Compramos bastante para comermos em Roma também. Ficamos na praça em frente curtindo o movimento e esperando o horário de voltar ao aeroporto para terminarmos de chegar a Roma. Impressão geral de Lisboa: foram poucas horas para ter alguma impressão, mas gostei muito do que vi: cidade limpa, organizada e bem arborizada. Portugal como um todo tem sido redescoberto pelo turismo mundial e isso se reflete na quantidade enorme de turistas em todo o lugar. Com certeza voltaremos com mais tempo para conhecer com calma. No fim o vôo atrasou e só chegamos em Roma mais de 01:00hs, precisamos rachar um taxi (já que não tinha mais opção de trem ou ônibus até Roma Termini). Se não me engano o taxi saiu 20 euros por pessoa. 30/01/17 – Dia 2 – Roma 1ªDia na Itália, começamos leve, para irmos nos habituando aos poucos. Fomos andando até a Piazza De lla Republica, que é muito bonita e enorme. Local bacana para tirar umas primeiras fotos e já sentir um pouco do que é a Roma de prédios enormes e antigos. Na própria praça tem a Basilica Santa Maria Degli Angeli. Por fora você não dá muita coisa mas por dentro, nossa, é impressionante. Foi a primeira igreja que visitamos mas já ficamos muito impressionados. O tamanho, beleza das pinturas, das decorações, é incrível. Em Roma é muito comum o reaproveitamento de construções da época do império romano. É o caso dessa basílica, que na época do império era um termas e foi transformada em igreja na idade média. Muito interessante. De lá ainda fomos até a Basílica Santa Maria Maggiore, passando em frente ao teatro Della Opera. Tinha uma fila básica para entrar pois deve-se passar bolsas e mochilas nos detectores de metais. Aliás, vale uma observação: em diversos locais na Itália vimos o exército nas ruas, principalmente em pontos muito turísticos. Parece que o alerta contra o terrorismo está no máximo lá. Outra basílica espetacular, pelo tamanho, imponência, riqueza de detalhes. É tudo muito grandioso, como não estamos acostumados a ver aqui no Brasil. Mas a igreja mais bonita do dia, na nossa opinião, foi a Basilica Santa Prassede. É uma igreja bem menor, com uma entrada bem discreta numa rua lateral, bem menos conhecida, mas com ricos mosaicos na parede. No momento que estávamos lá tinha alguém tocando o órgão o que tornou a visita ainda mais especial. É simplesmente fantástico. Voltamos até o Roma Termini para almoçar no Mercado Centrale, que é um mercado novo bem bacana dentro da estação. Aproveitamos também para comprar o Roma Pass de 72 horas (38,50 euros). Voltamos ao apê para descansar um pouco e no final da tarde seguimos para a Fontana di Trevi. Sempre falam que deve-se vê-la de manhã e à noite e realmente é muito diferente, mas igualmente linda. Pena que fica sempre tao cheio, mas devagarinho conseguimos chegar na beirada dela. Ainda andamos um pouco pelos arredores da Fontana e arrumamos um lugar para comer nossa primeira pizza italiana (essa era ok).
  17. Olá galera, Fiz uma viagem para Europa em Feveiro de 2018 e fiquei 60 dias por la. Dividi a viagem em 2 partes, uma com a família e outra sozinho. Estou compartilhando aqui algumas informações uma vez que o grupo me ajudou muito nessa jornada. Vou publicar em duas partes para não ficar muito longo. TRANSPORTE VOO SALVADOR – BARCELONA c/ stopover em Lisboa (TAP) – R$1.124,00 VOO MILÃO – Salvador com Stopover em Porto (TAP) – R$824,00 VOO BARCELONA – NAPOLES (RYANAIR) - R82,00 TREM NAPOLES– ROMA (TRENITALIA) – R$60,00 TREM ROMA – MILÃO (TRENITALIA) – R$148,00 VOO MILÃO – PARIS (RYANAIR) – R$90,00 BUS PARIS – BASEL (FLIXBUS) – R$81,00 TOTAL = R$2.409 + R$400,00 ( Transfer p/ Hotel) = R$2.809,00 HOSPEDAGEM – apartamento c/ cozinha em todas as cidades (exceto Nápoles) – Valor da diária/pessoa. LISBOA – R$61,50 BARCELONA – R$ 77,00 NAPOLES - R$80,00 ROMA - R$81,00 MILÃO – R$88,00 PARIS – R$95,00 SUIÇA – Casa da Familia =p TOTAL = R$1.356,00 TOTAL TRANSPORTE + HOSPEDAGEM = 4.165,00 OUTROS GASTOS: Lisboa Card/72h– R$190,00 bilhete T10 Barça – R$ 44,49 Camp Nou Experience – R$104,42 Sagrada Familia - R$86,26 Parque Güell – R$31,78 (tem opção gratuita) Tour Napoles-Pompeia R$152,00 Roma Pass – R$131,00 Paris Visite 3 dias - 108,96 Boat Station Thun-Interlaken - R$230,00 Top of Europe-Kleine Scheidegg-Grindenwald – R$850,00 (Não Fiz) O QUE MAIS GOSTEI? Barcelona é incrível demais, voltaria no verão para ficar no mínimo uma semana. Lisboa eu adorei pois me lembrou muito minha cidade (Salvador) e os preços bem em conta. Paris o que mais gostei foram os brechós com peças de 1 euro, no mais a cidade é encantadora, mas não voltaria, apesar de saber que tem muita coisa a oferecer. O QUE NÃO GOSTEI? A Itália em geral, principalmente na caótica napoles, tinha até tanque de guerra na rua. Eu achei a galera meio trambiqueira, queriam me subornar no aeroporto e etc. Mas foi onde comi mais, melhor, gostoso e barato. Claro! Suiça é muito cara, é linda demais, acabei gastando pouco porque tenho família lá, mas é muito caro, muito! Achei muito pega turista a maioria dos museus na Europa, é preciso selecionar bem onde quer ir, qualquer coisa que você visita é 15/25 euros e as vezes a sensação que tive era de muito custo para pouca coisa, tirando a muvuca de gente em alguns locais, como o Louvre. OBS 1:Da Suíça continuei sozinho a viagem que vou escrever em breve. OBS 2: Recomendo muito os voos da TAP com stopover, que é um tipo de conexão “voluntária”, uma parada numa determinada cidade de alguns dias. Escolhi Lisboa na ida e Porto na volta. OBS 3: Encontrei preços ótimos de voos com a Ryanair, mas se atente para as bagagens, os valores promocionais não dão direito a despachar bagagem. Eu consegui viajar europa apenas com bagagem de mão (1 mochila de 45L + uma bolsa de 15L). Quem viajar em grupo uma dica que dou é a cada 2 ou 3 pessoas tentar despachar so uma bagagem e levar o restante nas bagagens de mão. Outro detalhe é que as vezes o aeroporto fica muito longe da cidade (no caso de Paris) e acabamos pagando o mesmo preço praticamente de um transfer, que ainda assim compensou. OBS 4: Não fiquei na paranoia de visitar todos os moseus e etc. nem é minha vibe, gosto de circular pela cidade. Os city pass das cidades eu comprei por causa da comodidade que estava com a família e usamos muito o transporte público. Mas faça os cálculos para saber se compensa mesmo. OBS 5: Senti muito não ter feito a região da Florença, mas no consenso familiar Paris e Suiça eram prioridades. Além disso, o voo de Milão para Paris estava super barato, compensava ir pra lá. OBS 6: Bons valores eu achei por ser na baixa temporada, inverno. Tem os pros e contras. Por exemplo, não tomei banho de mar, nem em Portugal, nem em Barcelona. 80% dos dias na viagem estavam nublados. OBS 7: Na Suiça queria ter rodado o país de trem, mas como estava em Família, foi mais um trecho da viagem de curtir outra vibe mesmo. Quem estiver indo por la, pesquise sobre o Swiss Pass. OBS 8: Sobre as hospedagens, acabei gastando pouco pois dividir o apartamento com outras pessoas. Achei bons preços por causa da época, baixa estação. Pesquisei muito e é preciso se ligar na localização das ofertas. Geralmente por sorte eu achei boas hospedagens com boas localizações, com exceção de Roma e Paris. OBS 9: Para hospedagem utilizei o booking.com e o airbnb.com . Já para as passagens utilizei o skyscanner. Alguns blogs que recomendo e que aproveitei muito as informações: https://www.mochileiros.com https://www.viajenaviagem.com https://www.360meridianos.com https://mochilaobarato.com.br https://ilovetrip.com.br Quem quiser visitar, minha pagina no instagram, lá tem outras fotos dessa viagem e outros rolês que fiz. https://www.instagram.com/xdan.trips Próxima parte tem: Amsterdam, Berlim, Praga, Cracovia, Budapeste, Sarajevo, Zagreb e Porto.
  18. Olá pessoal, irei fazer uma viagem à Europa em abril do ano que vem. Ficarei cerca de 30 dias, a chegada será em Londres e a volta será de Roma. A minha dúvida é sobre a imigração em Londres, eu sei que terei que comprovar questões como dinheiro, hotel etc, mas eles aceitam como comprovante de volta a minha saída por Roma? Ou terei que comprovar a minha saída da cidade de Londres também? Terei que comprovar cada estadia que terei em cada um dos países que eu for visitar? Talvez essas perguntas sejam bobas, mas sou bem inexperiente XD. Desde já agradeço.
  19. Fala, pessoal! Então, pretendo fazer uma eurotrip pela França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Italia e Países baixos. A viagem é durante umas 2 semanas e meia. Estava olhando um post e vi uma pessoa metendo o pau no Eurail Global Pass, falando que era jogar dinheiro fora, que isso e aquilo, etc. Então surgiu minha duvida, qual seria mais vantajoso? O Eurail Global Pass ou ir de Bus? Agradeço quem puder ajudar. 😀
  20. Olá, pessoal! Faz um tempinho que não deixo um relato por aki, mas gostaria de mais uma vez colaborar com vcs, desta vez falando sobre a minha primeira eurotrip!!! Isso aí, finalmente consegui conhecer a tão sonhada Europa e posso dizer que foi incrível demais!!! Quem já acompanhou alguns relatos meus por aki sabe que amo viajar mas sempre de forma super, mega, ultra econômica...rsrs... e desta vez não foi diferente Comecei a planejar minha viagem quase 1 ano antes e posso dizer sem sombra de dúvida que foi a melhor coisa que fiz na vida, pois viajar para o velho continente é caro, ao menos para nós pobres viajantes que não podemos estar sempre por lá, ainda mais com essa disparada do euro, né gente?! Eu escolhi muitas cidades e países para um tempo não muito longo, foram 28 dias, mas como eu disse anteriormente a gente tem que pensar que não é sempre que se vai a Europa...rsrs... sei que tem muita gente que adora criticar quem coloca várias cidades de uma vez em um roteiro, mas posso dizer que apesar de ser realmente cansativo eu não me arrependo de nada e digo, se vc acha que dá, se vc como eu não pode estar sempre viajando pra longe assim, vá... ouça seu coração, seu instinto e apenas vá! Daí tem aquela frase mas a Europa vai continuar lá, pra isso tudo assim? pq eu não tenho grana pra juntar o tempo todo né...rsrs...enfim, sem mais delongas vamos ao roteiro que ficou assim: Viajei no dia 30 de Maio e comprei minhas passagens 10 meses antes, exagero né? Que nada, sou dessas...rsrs! Paguei o valor de R$1.984,00 pela Tap com ida e volta por Salvador, apesar de morar no Rio, por lá saia mais barato e como eu tinha alguns pontos pela multiplus não gastei com valor da passagem interna Rio x Salvador. Então meu vôo foi Salvador x Paris x Salvador e o retorno foi no dia 27 de Junho! Também fiz um seguro viagem pela Allianz (30 dias) por R$245,34, pois consegui um desconto de 40% com um código do Melhores Destinos. Eu estava bem nervosa, pois sempre existe aquele frio na barriga devido a imigração, no caso seria por Lisboa, eu escolhi a Tap justamente por ter conexão la e como não falo inglês, somente o basicão...rsrs... achei melhor chegar por lá, mas foi bem tranquilo, muito mesmo! Eu viajei com mais 4 amigas que conheci aqui pelo mochileiros, eu coloquei aqui que iria viajar e gostaria de cia...então foi bem legal viajar com as meninas. Cheguei por lisboa com uma delas e o cara da imigração não perguntou nada, mas nada mesmo! Levamos uma pastinha com tudo caso ele pedisse e ele apenas pediu o passaporte e nos disse "podem entrar" eu nem acreditei...rsrs! Estava na Zoropa!!! Sobre os euros, bom eu coloquei uma média de 23€ para gastos com alimentação e lembrancinhas. Sei que muita gente vai falar, impossível, como assim só isso? Mas deu e até sobrou, acreditem! Claro que eu levei separado os valores para os transportes internos, ingressos e hospedagens que ainda faltavam pagar, mas a maioria das coisas eu já havia pago e isso me deu muita tranquilidade. Levei no total 1.050€ e também 100£ para 3 dias em Londres e também sobrou...rs! Uma dica sobre hospedagem é que pelo Booking vc consegue receber de volta R$50,00 no seu cartão após o check-out da hospedagem, basta que a reserva seja de no mínimo R$100,00. Não é desconto ou sorteio, é automático, vc realiza a reserva por este link e recebe o valor de volta no cartão que usou, eu recebi e deu tudo certo, fica como dica pra vcs, vale pra usar uma única vez ok! Clica neste link: https://www.booking.com/s/43_8/733e5f83 Meu roteiro completo foi: 31 a 04 Paris 05 a 07 Londres 08 Bruges e Bruxelas 09 Amsterdam 10 Fussen 11 Hallstatt 12 Veneza 13 Verona 14 Milão 15 a 16 Florença / Pisa / San Gigminano 17 a 18 Roma 19 a 21 Zakynthos 22 Atenas 23 Santorini 24 Roma (novamente) 25 Lugano 26 a 27 Lisboa e retorno ao Brasil Vou tentar passar pra vcs os valores e quanto custou este meu mochilão, falando nisso, eu viajei com uma mochila de 70l, que despachei, e uma mochila menor, essas pra note mesmo, pra levar no avião com minhas coisas pessoais e importantes. Os gastos são referentes ao dinheiro que levei, o que eu não incluir é pq já havia pago antecipadamente. Bom, como eu disse antes, fiz o planejamento bem antecipado e vcs verão que isso é muito importante pois me ajudou muito a não só economizar bastante, como também estudar as cidades e lugares que gostaria de conhecer e me sentir segura ao andar por lá. Dia 01 - Paris A imigração foi tranquila, os vôos não atrasaram e como eu tinha conexão de 3h em Lisboa, aproveitei para ir ao setor de desembarque para comprar um chip da Vodafone, pois havia lido sobre alguns e vi que este seria o melhor custo benefício e me atendeu super bem, não precisei gastar mais nada com internet e olha que eu usava muito o google maps!! O chip custou 10€ e possuia 3gb de intenet com rede sociais e whatsap ilimitados + 500min de ligações dentro da europa, mas não utilizei as ligações, aconselho vc a sair pra comprar se tiver um bom espaço de tempo, pois a fila na loja era bem grande!! Cheguei por volta das 18h em Paris, no aeroporto de Orly e encontrei as outras meninas no aeroporto e já aproveitamos para comprar Museum Pass de 4 dias, que custou 62€ e com ele poderíamos visitar todos os museus sem nos preocupar com filas ou em comprar outros ingressos, gostei muito e acho que vale demais pra economizar tempo e dinheiro. Do aeroporto pegamos o Orlybus, que custou 8,40€ e descemos no ponto final, na estação Defense Rousseau onde aproveitamos para fazer o cartão Navigo, para quem não sabe esse cartão vale muitooooo a pena e vou explicar como funciona: Ele vale de segunda a domingo e vc coloca uma carga de 22€ e gasta mais 5€ para pagar pelo cartão, vc pode utilizar no metrô, ônibus, tram e até no Orlybus, como no aeroporto de Orly não vende, pagamos pelo ônibus na nossa chegada, mas fizemos o cartão na primeira estação de metrô. Vc deve também levar uma foto para colar no cartão e escrever seu nome. Lembrando que vale de segunda a domingo e vc pode usar também para ir a Disney e ao palácio de Verssalles! Pra vc ter uma idéia, só o ticket de ida e volta pra Disney custa uns 15€ e pra Verssalles se não me engano uns 8€, então só de vc não se preocupar em pegar o metrô ou bus errado ou com o tempo de val do bilhete ou até a zona em que está, acho muito útil e econômico! Vc pode ficar com o cartão e pode recarregar em uma outra vez que estiver lá! Como era nosso primeiro dia nos enrolamos um pouco no metrô...kkk... mas chegamos no hostel!!! Fiz reserva pelo Airbnb e ele ficava uns 10min do metrô, mas tinha ponto de ônibus em frente que passava na porta do Louvre, por exemplo. Esse hostel foi muito barato, apenas 11,50€ a diária e era um apto com umas 14 camas, mas era espaçoso e limpo. Vc não podia ficar no quarto de 11h as 20h mas isso não foi problema pra gente, já que saíamos cedo e voltávamos tarde...rs! Lá perto tinha uma pizzaria onde comemos todos os dias, pois era barata e gostosa, tipo uma pizza grande custava uns 6€ e sempre comprávamos 2 ou 3 e rachávamos o valor, então por 5 pessoas saia bem em conta. No hostel não tinha café da manhã, e pra economizar comprávamos coisas no mercadinho pro dia seguinte e deu super certo! Neste primeiro dia não fizemos nada, tentamos ir a Torre, nos perdemos e voltamos pro hostel antes do metrô fechar....kkkk! Chegamos por volta de 01h da manhã e no dia seguinte tinhamos reservado pra ir a Disney!!! Gastos do dia: Chip Vodafone = 10€ Ônibus Orly = 8,30€ Museum Pass = 62€ Navigo Decouvert = 27,80€ Pizza + bebida / 4 = 3,90€ Água de 1,5L = 1€ Café da manhã / 4 = 1€ Total: 114€ Dia 02 - Paris Este dia reservamos para conhecer a Disneyland e já havíamos comprado nossos ingressos pelo site, custou 62€ 1 dia nos 2 Parques e valeu demais a pena!!! Aconselho a comprar antes, pois na hora é mais caro! Pra quem tem dúvidas, dá pra fazer 2 parques em 1 dia sim... é cansativo, mas dá!! E por favor, não deixem de ficar pra ver o show Illumination... é lindo demais! Dei uma passada na loja Disney e queria levar tudo...hahaha! Mas como eu tinha um orçamento a manter e ainda estava no início da viagem, comprei apenas 2 chaveiros e 1 Imã de geladeira...pois são coisas que gosto muito de colecionar! Esse dia foi mega cansativo, estávamos acabadas no final do dia e caiu uma chuva de nos deixar enxarcadas....rsrs... mas foi bem divertido e isso de maneira alguma nos desanimou. Na hora de ir embora acabamos seguindo a multidão errada e demoramos a encontrar o lugar pra pegar o trem de volta, quase perdemos o último, mas no final deu tudo certo e foi só risada depois dos perrengues...rs!! Na volta, já de madrugada passamos na nossa pizzaria e depois voltamos pro hostel mega cansadas, porém felizes! Gastos do dia: 2 Chaveiros Disney Paris = 11,98€ 1 Imã de geladeira = 5,99€ Pizza + bebida / 4 = 4,80€ Café da manhã / 4 = 1,30€ Total: 24,07€ Dia 03 - Paris Neste dia acordamos um pouco além do horário que gostaríamos, mas deu pra fazer muita coisa. Esse foi o dia reservado para conhecer alguns museus e pontos da cidade, além claro, da Torre Eiffel!!! Nossa primeira parada foi lá mesmo e foi bem emocionante vê-la de perto e a ficha finalmente cair...rs Bom, depois de tirar milhares de fotos da torre no trocádero, seguimos para conhecer o Museu Rodin, Museu d'Orsay, Museu dos Inválidos e Tumba de Napoleão (tudo usando o Museum Pass e sem fila), Ponte Alexandre III e também passamos em frente ao Petit Palais e Gran Palais. Depois seguimos em direção ao Arco do Triunfo, mas não subimos por estarmos extremamente cansadas...rs, mas ele é bem maior do que eu imaginava! Ficamos alí mesmo pela Champs Elysee e almoçamos no McDonald's, e foi bem baratinho... um trio por menos de 6€!! Depois voltamos pra Torre, pois haviamos comprado os ingressos pra subir perto do pôr do sol... e vale muito a pena comprar antecipado, pois as filas são enormes!! Ficamos até escurecer e no final do dia estávamos destruídas, mas contentes por ter feito muita coisa e o dia ter rendido bastante! Gastos do dia: 2 imãs de geladeira = 5€ 1 Trio McDonald's = 5,65€ Mercado = 6,15€ Café da manhã / 5 = 1,05€ Total: 17,80€ Dia 04 - Paris Acordamos cedo, pois este seria o dia de conhecer Verssalles!! Como estávamos lá no período de greve dos trens, esse foi o único dia q nos preocupamos mais, pois achamos q nem rodaria o RER mas ele estava passando, só que com intervalos maiores e esperamos uns 40min e isso nos atrasou um pouco, chegamos e a fila estava bem grande, mesmo com o ingresso vc pega fila pra revista e nós estávamos com o Museum Pass que também dá direito ao palácio!! Como eu havia dito, vale muitooo a pena! Para acesso aos Jardins, como era final de semana e estava no período de apresentação das Fontes, foi cobrado a parte e pagamos 9,50€ mas ainda bem q tinhamos comprado antecipadamente, pois estava com uma fila considerável e não precisamos passar por ela, apenas mostrar o ingresso (ufa!)! O Palácio estava entupido e foi impossível ver tudo com calma, a multidão ia nos levando, foi terrível e lá dentro é extremamente quente!! Não deu pra ver com calma, e acabou sendo bem desgastante... depois que passamos pelos jardins decidimos ir embora e na volta já tinha um trem na estação e não esperamos muito. É muito fácil ir e voltar por conta própria à Verssalles, bastar pegar o RER C e usamos em todos esses dias apenas nosso bilhete Navigo! Decidimos seguir para conhecer Momatre e foi uma escolha acertada, pois era domingo e o bairro estava lotado, animado e lá é bem diferente da outra Paris que tínhamos visto... eu amei esta parte boêmia da cidade, cada cantinho mais lindo do que outro!! Andamos pelas ruazinhas, compramos souvenirs (lá vc encontra os mais baratos) e subimos até a Sacre-Couer, ficamos um pouco na escadaria curtindo a vibe e as meninas compraram cervejas, estava bem quente...rs! Havíamos comprado um passeio de barco pelo Rio Sena, pagamos R$41,00 pela decolar e foi bem mais barato, pois lá estava custando 15€, e vc poderia agendar p dia e horário, então reservamos para o horário do pôr do sol e foi lindo, pois pudemos ver as luzes da Torre piscando mais uma vez, mas desta vez de outro ângulo. Esse é um passeio típico que vc deve fazer para ver paris de outra forma... Depois voltamos pro hostel mega cansadas, foi um dia bem cheio, assim como os outros! Gastos do dia: Lembrancinhas = 18€ Café da manhã 5 / = 1,60€ Água de 1,5L = 1€ Pizza + bebida / 3 = 2,10€ Total: 22,70€ Dia 05 - Paris Era nosso último dia na cidade, então acordamos um pouco mais tarde, arrumamos nossas coisas e deixamos guardadas no hostel pra depois só pegar tudo e seguir viagem! Neste dia já não poderíamos usar mais o Navigo, então compramos 3 bilhetes de metrô cada uma, pois precisariamos somente disto para o dia todo. Decidimos deixar esse dia pra conhecer o Louvre, não pegamos fila pra entrar pois já tinhamos o Museum Pass, mas pegamos uma fila na revista, mas foi rápida! Gente o Louvre é gigantesco, mas muitoooo mesmo e não dá pra ver quase nada, pq é muito lotado...rs! Consegui ver a Monalisa quase tendo que socar alguém e nunca vi lugar pra ter tanto oriental, é muitoooooo!!! Fui na ala egípcia, pois gosto muito e também na parte subterrânea do museu, mas estava já tão cansada q não demoramos muito por lá... almoçamos no McDonald's (sempre nos salvando...kkk) dentro do museu mesmo e depois seguimos, pois eu queria muito conhecer a Sainte-Chapelle, somente eu entrei pois as meninas estavam sem pique e me esperaram do lado de fora, a entrada também está inclusa no Museum Pass, mas não há fila especial para a revista, porém lá dentro vc entra direto! Os vitrais são muito bonitos, e vale a pena conhecer até pq ela é pequena... de lá fomos para a Notre-Dame e a fila estava pequena e era rápida, vc não paga pra entrar. Ficamos um tempo lá dentro só observando tudo... agradeci por estar lá e ter dado tudo certo! Ainda passamos em frente ao Panteon, depois voltamos pro hostel, tomamos banho, nos arrumamos e seguimos pra comer uma pizza antes de pegar o ônibus pra Londres! Deixamos 1h pra conseguir chegar na estação e chegamos lá faltando 15min pro ônibus sair... a estação ficava em um lugar muito estranho e deserto e chegamos já a noite, mas deu tudo certo! Seguimos viagem em um ônibus q não ia muito cheio e nos jogamos!! Hahaha! Gastos do dia: McDonald's = 5,95€ 3 Moedas comemorativas = 6€ 2 Tickets Metro = 2,80€ Sorvete = 2,50€ Total: 17,25€ Eu havia comprado a passagem de ônibus para Londres antecipadamente pela Ouibus e paguei 25€, tinha visto muitos comentários ruins sobre viajar de ônibus do pessoal dizendo que não valia a pena e tals, mas eu achei muito tranquilo, o ônibus não atrasou e chegou até antes na cidade. Como estava fazendo uma viagem mega econômica, decidi economizar na diária, pois dormiria no buzão e também no transporte, pois é bem mais barato do que trem e vc pode levar qualquer bagagem, diferente do avião que vc paga pra despachar. Fizemos a travessia pelo eurotunel e só descemos para fazer a imigração, que foi muito tranquila também, o fiscal da imigração era bem simpático, eu estava bem nervosa pois falaram que lá era muito chato, mas ele apenas perguntou quantos dias ficaria e se estava de férias e daí carimbou! Me apaixonei por Londres de cara!! Assim que amanheceu e chegamos na cidade, fiquei olhando admirada pela janela do ônibus... que cidade!! Parecia q eu estava em um filme...rs...foi mais impactante do que Paris, ao menos pra mim!! Dia 06 - Londres Assim que desembarcamos, na station bus próximo a estação Victoria, procuramos o local onde vendia o cartão Oyster Card! Na estação Victoria mesmo vc encontra um balcão com varios guichês e pode comprar por 5£ o cartão e inserir a quantidade de créditos. Funciona assim: com esse cartão vc terá um teto diário pra ser descontado, e quando chegar a esse teto ele para de descontar os valores mas vc continua utilizando pra ônibus, metrô etc. Se não me engano o valor do teto diário era 6,80£ e como só aceita múltiplos de 5£ gastamos 30£, pois ficaríamos apenas 3 dias na cidade e seria suficiente, 5 do cartão + 25 da recarga. Caso sobre algum valor vc pode pegar quando for embora e também pegar os 5£ de volta caso devolva o cartão. Valeeee muito a pena! Bom, feito isso seguimos para o hostel, ficamos no [email protected] The Green man, Paddington e o quarto misto com 9 camas sem café da manhã custou 12,80£ a diária! Eu, particulamente, gostei do hostel por ser barato, limpo, tranquilo e só não gostei por não ter cozinha, mas ficava ao lado de um mercado super barato e nos viramos muito bem por lá. Ele também fica ao lado de uma estação de metrô (literalmente) e a linha te leva pra todo lado, muito fácil! Esse hostel fica em cima de um Pub, mas é bem tranquilo! Chegamos no hostel muito cedo mas deixaram guardar as bagagens até dar o horário do checkin, e fomos logo ao mercado comprar coisas pois a fome estava tensa...rsrs! O mercado que tem do lado nos atendeu super bem, era tudo muito barato e aproveitamos pra comprar várias besteiras...kkkk!! Depois, tomamos banho, nos arrumamos e partimos pra desbravar a cidade, para este dia haviamos reservado a London Eye. Não havia fila, daria pra ter comprado na hora, mas pensando bem, eu só vi que não havia fila pra subir, para comprar não sei como estava, foi bem legal pois a cabine não foi muito cheia e deu pra cutir de vários ângulos bacanas. Muita gente tinha falado que não valeria a pena, mas eu achei o contrário, pois vc pode ter um visual muito lindo da cidade, ainda mais se estiver um dia de céu limpo! Valeu demais, amei! Neste dia também andamos pela cidade e passamos pelo Parlamento, Big Ben (que estava todo tapado com tapumes e foi frustrante...rsrs), esse dia foi mais dedicado a conhecer a cidade e andar sem muito rumo. Á noite seguimos para ver a Tower Bridge iluminada e ela é imensa e simplesmente linda e imponente! Depois seguimos para o hostel e capotamos!! Gastos do dia: Oyster Card (3 dias) = 30£ Mercado = 10,20£ Mercado / 5 = 1,50£ Total: 41,70£ Dia 07 - Londres Começamos cedo este dia, pois era dia de assistir a troca de guarda no palácio de Buckinham e era preciso chegar um pouco mais cedo. Amanheceu um dia lindo e eu que não esperava muito da Troca, achei muitoooo legal, até pq se vc está em Londres, melhor aproveitar tudo que tem por lá né gente? Fica muito cheio e pra pegar um bom lugar é bom ir ao menos 1h antes ou vc fica pra trás...rsrs! Achei lindo e diferente do que estamos acostumadas a ver em qualquer lugar, afinal é a guarda britânica...rs! A área em que o palácio fica também é muito bonita, cheia de flores e o clima estava bem agradável. De lá caminhamos até Tralfagar Square e pegamos o metrô para o museu de cera Madame Tussauds, pois já havíamos comprado os ingressos antecipadamente pelo site, ah, esse ingresso foi um combo junto com a London Eye e saiu bem mais barato comprando os dois juntos, valor de 40£, como estávamos com os ingressos não pegamos fila, entramos direto. Esse foi mais um lugar que muita gente falou que não valeria a pena, mas eu particulamente achei bem divertido e curti. Ficamos um bom tempo no museu de cera e depois seguimos em direção ao Rio Tâmisa para ver a Tower Bridge desta vem de dia e aproveitamos para andar pelos bairros próximos, foi bem bacana! Para este mesmo dia eu havia comprado ingresso para o musical O Fantasma da Ópera, pois eu achava que teria que assistir de qualquer jeito este musical, já que sou fã e foi espetacular assistir ao vivo, gente, sério, é incrível demais!! Senti uma grande emoção ao estar vivendo este momento... aconselho a quem quiser comprar ingressos para assistir a algum musical, ver com antecedência, pois a diferença de preço é enorme, por exemplo paguei apenas 26,80£ no ingressos que costumam ser 40£! Depois do espetáculo voltei pro hostel, comprei algumas coisa no mercado que ainda estava aberto e fui dormir, mas as meninas se animaram e sairam para conhecer a noite londrina, como não curto muito, fiquei pelo hostel, pois no dia seguinte seria o último nesta cidade que já havia me ganhado! Gastos do dia: Mercado 1,97£ Mercado 6£ Total: 7,97£ Dia 08 - Londres Era nosso último dia na cidade, mas confesso que poderia ficar muito, muitoooo mais! Acordamos cedo, arrumamos nossas coisas e deixamos guardadas no hostel, depois seguimos para conhecer alguns museus e outra parte da cidade, que também gostei bastante, aliás, não teve nada que não gostei por lá...rsrs... Bom, começamos pelo mercado pra tomar nosso café da manhã...hehe... depois partimos para o primeiro museu do dia e o que eu mais queria conhecer, o Museu de História Natural!!! Gente, em Londres não é preciso pagar para entrar nos museus, mas vc pode dar algum tipo de contribuição caso assim queira... claro que com a libra nas alturas eu não contribuímos nem com uma sequer...kkkkk!!! Mas voltando ao museu, ele é incrível, a própria arquitetura já impressiona do lado de fora, para um castelo ou algo assim tão imponente! Existem vários setores para conhecer, mas o de maior sucesso é dos nossos amigos Dinossauros, é muito legal!! Depois deste museu fomos ao Science Museum, ou Museu da Ciência que eu confesso esperava bem mais, me decepcionei um pouco, ele estava bem vazio mas valeu a pena conhecer de qualquer forma! Em seguida fomos em direção ao British Museum, que é o famoso Museu Britânico... ele é gigantescoooo e pra vc ver tudo com calma teria que passar muitas e muitas horas lá dentro! Passei pela ala egipcia, da qual gosto muito e outras, mas estava já meio cansada de museus, porém me surpreendi, pois quando vc olha por fora não dá muito por ele! Nossa saga dos museus acabaram e seguimos para o bairro de Camden Town, onde é tudo muito diferente e meio alternativo. Comprei todos os souvenirs lá, pois é a região mais barata para comprar e vc encontra de tudo, adorei a energia do lugar, foi um local que nos surpreendeu, passamos mais tempo lá do que imaginamos e acabou ficando muito tarde e acabou não dando pra conhecer Notting Hill, uma pena, mas ficará para uma próxima, pois Londres é uma cidade que desejo voltar com toda certeza! Quando decidimos voltar para o hostel acabamos pegando o metrô errado, em direção ao aeroporto e ainda bem que ficamos ligadas e deu tempo de voltar para o hostel. Tomamos banho, pegamos tudo e seguimos para o mercado para gastar nossas últimas libras, já que haviam sobrado e comprei mais besteiras e algumas coisas pra comer no ônibus que pegaríamos para Bruxelas, mas o perrengue veio depois... chegamos na estação no horário pretendido, mas foi uó pra encontrar a estação de ônibus certa, pois são várias, cada empresa de ônibus tem a sua estação e já estava quase dando o horário e nada de encontramos, teve uma hora que eu pensei em desistir pois estava com a mochila muito pesada e várias sacolas nas mãos. Faltavam 5 min pro ônibus sair quando finalmente encontramos e corremos como se não houvesse amanhã e minhas pernas já não me obedeciam mais, achei que já tínhamos perdido mas tinha uma fila ainda pra entrar, que sufoco!!! Uma coisa é certa, chegue no horário sempre, pois nenhum dos ônibus atrasaram e se vc demorar perde sim, pois eles não esperam! Olha gente, neste caso em especial, a viagem de ônibus foi péssima, e essa foi a única vez em que nem conseguimos descansar, pois além do ônibus estar cheio tinha um pessoal muito estranho bebendo, fumando e falando alto... o motorista teve que parar o ônibus várias vezes e reclamar com eles dizendo até que ia chamar a polícia e eles pouco ligavam, ficamos até meio assustadas, mas no final deu tudo certo e chegamos quebradas em Bruxelas...rsrs... o que seria de uma trip sem os perrengues né? Essa passagem de ônibus custou 17€ e também foi pela Ouibus! Optamos pelos ônibus tanto pela economia do valor da passagem, quanto economizar na diária em hostels, não precisar pagar para despachar bagagem além deles sempre te deixarem no centro da cidade e não distante como são os aeroportos. No próximo post falo sobre os outros destinos... Dia 09 - Bruges / Bruxelas Como eu havia dito antes, chegamos bem quebradas na cidade, pois a viagem de ônibus foi bem cansativa, mas posso afirmar que esta foi a única vez que nos sentimos assim, pois as outras viagens foram bem tranquilas e deu pra dormir no ônibus de boa. Mas isso pra quem não liga muito né, gente? O ônibus nos deixou na porta da estação Gare du Midi e chegamos bem cedo e como não teríamos hospedagem nesta cidade, decidimos deixar as bagagens guardadas na estação, mas antes esperamos o banheiro abrir para trocar de roupa, dar aquela melhorada no visú e poder realizar nosso roteiro no dia...rsrs... o engraçado que ficou todo mundo olhando pra gente, já que abrimos as bagagens e esparramos tudo por lá...rsrs!! Decidimos fazer um bate e volta à Bruges, pois mesmo sabendo que seria corrido, eu tinha muita vontade de conhecer esta cidade e não me arrependo, pois deu pra andar pela cidade, conhecer um pouco e na metade do dia seguir novamente para Bruxelas e conhecer um pouco da capital. Bruges é uma cidade fofa e encantadora, estava bem frio neste dia e sofremos um pouco, pois não imaginávamos que seria assim, mas isso foi só pela manhã, depois foi esquentando mais. Em Bruges, fomos caminhando da estação até o centrinho da cidade e na volta fizemos a mesma coisa, não gastamos com transporte por lá, pois é tudo muito perto. Também não entramos em nenhuma atração, pois nossa intenção era apenas andar pela cidade sem rumo e como chegamos bem cedinho, pegamos a cidade bem vazia e nos encantamos... achei os valores na cidade também bem baratos e aproveitamos para comprar os famosos chocolates belgas por lá, encontrei 6 caixas de trufas por 10€ e o problema foi que tinha que levá-los até o Brasil e já estava com vários chocolates que tinha comprado em Londres e minhas sacolas foram só aumentando e olha que era apenas o início da viagem....kkkkk!! Bom gente, o valor de ida e volta do trem de Bruxelas x Bruges foi 29,60€ pela Trainline, eu já havia comprado antecipadamente e foi só mostrar os bilhetes. Por volta de meio-dia voltamos para a estação e seguimos para Bruxelas. Gastos em Bruges: Chaveiro + imã = 6€ Armário p bagagem / 5 = 2,20€ Banheiro = 0,60€ Chocolates = 10€ Mercado = 2,68€ Total: 21,48€ Chegando em Bruxelas compramos 2 bilhetes de metrô e usamos 1 para ir e voltar ao Atomium, pois como o bilhete vale por um certo tempo deu pra usar o mesmo bilhete (tudo pela economia...hehe), lá só dá pra chegar de metrô e não é muito longe não, achei que fosse mais, olha que o negócio é grande mesmo gente, achei bem legal, mas não subimos, vimos apenas por fora. Na volta descemos na Grand Place, a famosa praça da cidade e ela realmente é muito bonita e estava bem cheia. Deu pra andar pela cidade com calma, parei pra experimentar a famosa batata frita belga, mas confesso que não gostei, só não sei se foi o lugar que comprei que era ruim mesmo...rsrs. Passamos em algumas lojas e comprei meus imãs e chaveiro, depois pegamos o metrô e seguimos para a estação pra pegar nossa bagagem e ainda ir para a outra estação da cidade, já que nosso ônibus para Amsterdam sairia da Gare de Bruxelles-Nord, mas como havia aquele limite de tempo deu pra usar o mesmo bilhete para ir até a outra estação. Por isso é sempre bom se informar sobre tudo, pois vc pode fazer pequenas economias que se tornarão grandes no final das contas... Gastos em Bruxelas: 2 Tickets Metrô = 4,20€ Batata + Coca = 7€ Água 1,5L = 0,65€ Chaveiro + imã = 4€ Total: 15,85€ Dia 10 - Amsterdam Chegamos em Amsterdam a noite, depois das 22h e o ônibus no deixou em uma estação de trem onde logo procuramos algum lugar para comprar o bilhete de metrô, mas vimos que lá o transporte é caro e valeria mais a pena comprar o bilhete de 24h, pois teríamos que utilizar também no dia seguinte para andar pela cidade e depois para ir embora e foi assim que fizemos, mas confesso que foi a máquina que mais tivemos dificuldade e só poderíamos comprar por ela, pois não havia bilheteria, apenas máquinas mas mesmo nos enrolando um pouco conseguimos...rsrs... Ficamos lá esperando o próximo trem com destino a Central Station e uma das meninas pediu para colocar minhas sacolas em cima da mala dela, pra eu não carregar peso e assim que o trem chegou corremos pra pegar e ela esqueceu as minhas sacolas na estação, assim que a porta fechou ela disse "Cris, suas sacolas ficaram lá..." quase chorei olhando pela janela as minhas sacolas...meus chocolates, minhas lembrancinhas de Paris e Londres, meu Deus, pensei já era... mas mesmo assim resolvi descer na próxima para e voltar pra tentar ver se ainda estariam lá.... o trem demorou a parar e quando vimos o próximo só viria em 10min, me pareceu uma eternidade!!!! Assim que o trem chegou olhei pro outro lado e as sacolas estavam lá...(Ufaaaa) falei pra elas ficarem de olho e se alguém pegasse gritassem pra deixar lá...kkkkk... corri muito!!! Mas quando cheguei vi que tinham revirado a bolsa toda, mas não levaram nada... não sei se alguém da segurança mexeu pra ver o que era, enfim... o importante que minhas coisas estavam a salvo e as meninas até se aliviaram, pois viram como eu estava tensa...kkkkkk!!!! Bom, chegando na estação central deu pra ir andando até o hotel, pois era perto. Eu e uma das meninas ficamos em um hotel, pois sairia mais em conta do que hostel, ficamos no XO Hotels City Centre em quarto Duplo privativo s/café e nos custou 50€ (25€ pra cada). Apesar de ter visto muita gente reclamando do hotel, eu gostei e achei melhor do que pensava, inclusive. Chegamos tão cansadas no hotel que capotamos, nem saímos lá a noite. No dia seguinte tinhamos um dia cheio! Acordamos um pouco mais tarde e arrumamos a bagagem, pois teríamos que deixar guardadas no hotel já que a noite partiriamos para Munique. Comemos algo e seguimos até a Museumplein, onde ficam os museus e também o famoso letreiro da cidade, utilizando nosso passe de 24h. Amsterdam foi uma cidade que também me encantou bastante, pois os canais e sua arquitetura são incríveis e a cidade tem uma energia maravilhosa, porém foi a cidade mais cara de toda a viagem! Gente, uma garrafa de água custava uns 3€ e eu me recusei a pagar, comprei refrigerante....kkkkkk!! O transporte lá também é ótimo, vc pode andar super de boa, pois é bem fácil, mas também é caro, se não me engano um bilhete simples era 2,90€... A cidade também é megaaaaa lotadaaaaa e cada ruazinha esta entupida de gente, nossa, não achei que fosse assim! Muitos jovens, foi a cidade com mais jovens de toda a viagem e todos querendo a mesma coisa né, diversão e experimentar as tais ervas...rs! Mas Amsterdam é bem mais que isso! Caminhamos por essa região da cidade, admirando os canais, os prédios e as ruas tão diferentes... tiramos diversas fotos no letreiro! Depois seguimos a pé mesmo até a Heineken Experience, mas perguntamos se haveria possibilidade de ir apenas até a loja, pois as meninas queriam comprar umas tulipas com nome gravado e tinha uma fila considerável pra entrar, o segurança foi bem simpático e permitiu!! Depois fomos até a Casa de Anne Frank, e já havíamos comprado nossos ingressos pelo site, antecipadamente, e aconselho a fazer isso caso queira visitar, pois é uma das atrações mais concorridas da cidade e os ingressos ficam disponíveis com 2 meses de antecedência e o valor é 9,50€, vc escolhe o dia e horário melhor pra vc. Vale muito a pena visitar a casa, pois vc conhece um pouco da história e de tudo que os judeus passaram, é meio desconfortável e vc até sente um pouco de angústia, o bacana é que eles tem áudio-guias em português e está incluso no valor do ingresso. Final da tarde passamos por outras regiões e passamos pela praça Dam, a mais famosa de Amsterdam, depois nos separamos e cada uma foi conhecer um pouco mais da cidade, parei pra comer e escolhi desta vez experimentar as batatas holandesas, já que há uma rixa com a Bélgica de quem tem a melhor batata frita e olha, posso afirmar que as holandesas são infinitamente melhores...rsrs! Um cone gigante com uma coca custou 6€, consegui comer apenas a metade pois era muito grande, é praticamente um almoço!!! Comprei algumas coisas no mercado, pois como viajaríamos novamente de ônibus, resolvi levar algumas coisas pra comer. Passamos no hotel, pegamos nossas coisas e seguimos para a estação de ônibus, mas chegando na estação de trem descobrimos que nosso passe não valeria para o trem que levaria a esta estação, pois é diferente e tivemos que comprar um outro, mas tudo bem! Chegando lá nos confundimos um pouco, mas encontramos de onde sairia nosso ônibus, ele demorou um pouco mas nada demais. Nossa próxima parada seria Munique, na Alemanha, e essa viagem de ônibus foi bem tranquila, o ônibus não estava tão cheio e deu pra dormir tranquilamente. Essa passagem de Amsterdam para Munique custou 35,90€ pela Flixbus e compramos todas antecipadamente! Gastos do dia: Hotel = 25€ Ticket 24h = 7,50€ Ticket Trem = 3,30€ Batata + Coca = 6€ Chaveiro + imã = 5€ Mercado = 5€ Coca = 2,25€ Total: 54,05€ Dia 11 - Munique / Füssen Chegamos pela manhã em Munique e a rodoviária é pequena e ao lado da estação de trem, então pegamos um trem para a estação central da cidade, pois de lá que pegaríamos o trem para outra cidade que iríamos e também poderíamos deixar nossas bagagens. Usamos o banheiro pra dar um trato no visual e trocar de roupa, se acostumem, pois na Europa quase todo banheiro vc paga pra usar, então tenha sempre moedas...rs! Tínhamos comprado um passe de trem chamado Bavaria-Ticket que servia pra andar de transporte público pela cidade, mas na verdade o compramos para visitar a cidade de Füssen, pois eu queria muito conhecer o Castelo de Neuschwanstein, que inspirou Walt Disney a criar o castelo da Cinderela!! Desde que vi uma foto do castelo coloquei na cabeça que conheceria, assim como a cidade que visitaria depois. Bom, para conhecer o interior do castelo vc precisa comprar o ingresso que custa 13€ e aconselho a comprar antecipadamente, pois na alta temporada as filas são grandes e vc pode não conseguir horário para a visita, com a taxa o ingresso saí por 14,80€ e acho que vale a pena! Vc paga o ingresso na hora que pegar, e não antes. No valor está incluso o áudio-guia em português e vc pode acompanhar a visita, mas não pode fotografar no interior do castelo. Usamos nosso Bavaria-Ticket para grupos de até 5 pessoas e sai mais em conta do que o valor por pessoa, mas mesmo que vc vá só também vale a pena, pois custa 23€ e vc pode usar o trem de ida e volta para qualquer cidade da Bavaria e também para visitar Salzburgo, na Áustria! Vc pode pegar os trens de qualquer horário, contanto que não seja os de alta velocidade (Avi), é uma economia bem bacana!! Com esse ticket vc também usa pra entrar no ônibus que leva da estação de Füssen até a cidade onde fica o castelo, é uma viagem de uns 10min apenas. Mesmo que vc não queira visitar o castelo, vale conhecer essa cidade pois é linda, tem um lago incrível e eu fiquei encantada, uma cidade de conto de fadas mesmo!! Para subir até o Castelo vc pode ir a pé, de charrete ou de ônibus, o bilhete de ida e volta custou 3€ (ônibus). A viagem de trem entre Munique e Füssen demorou umas 2h e por isso acho que vale muito o bate e volta! Voltamos, depois da visita e só as paisagens que vc vê pelo caminho já valem a viagem, são lindas! Comi no McDonald's da estação de Munique, demos uma volta por Munique mas bem rápido mesmo, antes de seguir viagem para Salzburg, pois fizemos reserva em hostel lá, já que no dia seguinte iríamos para outra cidadezinha que eu era louca pra conhecer, só que desta vez, na Áustria! Gente, olha a economia que conseguimos com esse passe: viajamos ida e volta pra Füssen, utilizamos trem, ônibus e metrô em Munique e ainda seguimos para a Áustria com o mesmo passe! É ou não perfeito?! Caso vc vá passar uns dias em Munique utilize este passe e aproveite para conhecer estas cidades próximas, também compensa Salzburgo pois a viagem dura menos de 2h ;)!! Cada uma de nós gastou 13€ com ele e foi uma das melhores economias da viagem. Vc pode comprar nas máquinas ou pelo site da DBahn, vale das 09h a meia noite, então pode usar por todo o dia!! Chegando em Salzburg, seguimos para o hostel já bem cansadas e eu só sai pra comprar uma água...rs! Gastos do dia: Sanduiche + coca = 5,40€ Banheiro = 1€ Armário p bagagem = 3,60€ Castelo Fussen = 14,80€ Ônibus para Castelo = 3€ (ida e volta) Imã do castelo = 3,50€ Coca = 1,84€ McDonald's = 4,58€ Água = 1,30€ Taxa Hostel 1,55€ Total: 40,57€ Dia 12 - Hallstatt Na noite anterior havíamos chegado bem cansadas, já que estávamos vindo de uma noite dormida no ônibus e de um bate e volta de outra cidade só queríamos um banho e apagar, melhor ainda foi chegar no hostel e a atendente conseguir nos encaixar em um quarto só pra gente, já que havíamos feito a reserva para quarto compartilhado, mas como estávamos juntas ela fez esse favor gigante...kkkkk... nem arrumamos nada e foi ótimo ter o quarto só pra nós!! Ficamos no hostel A&O Salzburg Hauptbahnhof e o valor da diária foi de apenas 11,40€ em quarto de 6 camas sem café da manhã, o hostel é ótimo, parece até hotel e adoramos, sem falar que ele fica quase do lado da estação central e isso ajudou muito! Caso fiquem neste hostel aconselho a realizar a reserva pelo próprio site deles, pois é bem mais barato, eu teria pago uns 10€ a mais pelo booking e já deu pra dar uma economizada né...rsrs... Eu havia planejado passar por Salzburg apenas pra fazer um bate e volta até a cidade de Hallstatt, pois desde que ouvi falar sobre esta cidade, fiquei completamente encantada! Vi que a melhor forma seria uma bate e volta por lá, de início eu iria fazer o trajeto ônibus + trem + barco pois todos dizem ser o mais econômico, mas como encontrei passagens de trem em promoção acabei decidindo ir de trem, já que seria menos complicado e mais barato...rs... comprando com 6 meses de antecedência as passagens custaram 9€ ida e 9€ volta pela OBB, os trens são extremamente confortáveis e muito bonitos!! Vc faz uma baldeação no meio do caminho e chegando na estação de Hallstatt vc pega um barco que custa 5€ pela ida e volta, mas esse passeio já vale pois vc fica lá babando pelo lugar... Gente, a cidade é realmente linda! O lago, as montanhas em volta... as casinhas, parece até um lugar cenográfico de tão perfeitinho!! A cidade é bem pequena, mas dá pra passar um dia lá só admirando e conhecendo o lugar, tem alguns restaurantes e lojinhas com preços bem acessíveis!! Como chegamos lá quase 11h aproveitamos pra dar uma volta enquanto as outras meninas não chegavam, pois acabamos não indo juntas por algumas terem comprado passagem para horários diferentes. Depois que elas chegaram paramos pra comer uma pizza e ficar admirando a cidade...rs... Em seguida fomos curtir e decidimos subir o teleférico que leva até o topo da montanha, a vista é incrível e vale a pena, esse passeio custou 16€ e a paisagem compensa tudo! Tem passeios com barquinhos lá também, ou vc pode conhecer a Mina de Sal que fica nessa montanha que subimos. Compramos umas lembrancinhas, andamos pela cidade sem pressa e foi um dia bem bacana! Chegamos lá com sol e na hora de ir embora começou a chuviscar um pouco. Procure ir para o ponto de retorno do barco uns 30 min antes, pois enche e verifique o horário de saída deles assim que vc chegar, pra não ter problemas e vc correr risco de perder o trem...rs! Pegamos o trem de volta e a única coisa chata foi que na hora da troca de trens pegamos um errado, pois estava na mesma plataforma e só nos demos conta quando entramos, explicamos ao fiscal e sorte que ele não cobrou multa, pois lá são bem rígidos com isso, pagamos apenas o valor do bilhete que foi de 8,90€, pois era um trem de outra cia, mas fazer oq né? O erro foi nosso...rs Bom, quando saímos pela manhã do hostel havíamos deixado nossa bagagem guardada e lá eles cobram, mas não nos cobraram pois os armários estavam com defeito e eles deixaram na recepção...deixaram a gente ficar por lá até dar horário do nosso próximo trem, que seria pela madrugada. Eu tinha planejado andar um pouco por Salzburg, mas estava tão cansada que nem sai do hostel, comprei umas coisas e fiquei por lá mesmo pra descansar e as meninas também não quiseram sair... ficamos batendo papo e rindo dos nossos micos até aquele dia...kkkk!!! Por volta da 01h da manhã saimos do hostel, mas achei a cidade bem tranquila e era pertinho pra gente ir caminhando, chegamos na estação e estava deserta...rs...nossa próxima parada seria a cidade de Veneza, na Itália, e seria a primeira vez que pegaríamos um trem noturno e já ouvi tantas histórias...não sabíamos como era... mas conto depois! Gastos do dia: Teleférico = 16€ Barco = 5€ Pizza + bebida = 12€ Imã = 3,70€ Sorvete = 1,70€ Trem errado (DB) = 8,90€ Mercado = 8,89€ Mercado / 2 = 2,60€ Total: 58,79€ Dia 13 - Veneza Foi nossa primeira vez em trem noturno e quando fizemos a compra do bilhete, escolhemos o mais barato, ou seja, eram assentos mesmo e não couchettes como costuma ter e são bem mais caros, lembram que nossa prioridade era a economia? Pois é, e com isso vem sacrifícios né...rs... mas as vezes vc arrisca e dá sorte e foi oque aconteceu conosco (Amém)!! Na compra dos bilhetes, que foi pela OBB e custou 29€ comprando antecipadamente, não tinha como escolher o vagão ou assento, apenas dizer se vc queria janela ou corredor mas era aleatório o número do assento e com isso os nossos foram td em lugares separados, eu fiquei em uma cabine lotada e não dava nem pra esticar as pernas...rs... masssss por sorte as meninas encontraram cabines vazias e conseguimos ficar juntas, 3 em uma cabine e 2 em outra e como o assento vira uma cama conseguimos até dormir (foi maraaaaaa)!!! O fiscal disse que não tinha problema ficar por alí, que beleza! Como sou meio neurótica, não dormi muito a vontade pq toda hora acordava achando que ia perder a parada ou pra vigiar a bagagem...rs... toda hora passavam uns caras estranhos pelos corredores olhando pra dentro das cabines e como a nossa estava sem cortinas na porta eu fiquei cismada (sabem como são brasileiros, né...rs), mas é sério gente, teve um que parou e ficou olhando pra gente dormindo, mas eu estava com um olho aberto...kkk... deu medo, lembrei dos filmes tipo "O Albergue" kkkkk!!! No trem não havia nenhum sistema de som pra avisar qual estação estávamos na hora que o trem parava e eu tive medo de colocar o celular pra despertar e não ouvir pelo barulho do trem...enfim, dormi mas não como queria, mas mesmo assim valeu a experiência e apesar de me sentir cansada, depois que lavei o rosto me senti nova de novo, afinal, estava na Itália, um país que sempre desejei conhecer!! Chegamos em Veneza pela manhã, na estação principal, Santa Lúcia e como havíamos feito uma reserva pelo site da Bagbnb, que indico, pagamos apenas 5€ para deixar a bagagem guardada próximo a estação, pois vi que lá dentro da estação era cobrado por hora e sairia mais caro. Essa empresa que falei existe em várias cidades da Europa e custa 5€ por dia pra guardar sua bagagem, fica a dica ;)!! Fomos ao banheiro nos arrumar antes, como sempre...rs... e depois foi só atravessar o "canale" pois já estávamos em Veneza!!! Não usamos nenhum tipo de transporte na cidade, existem os vaporetos que são como ônibus aquáticos, mas o bilhete é mega salgado, 7,50€, e não é diário não gente, isso um único bilhete pra uma viagem (aff)!!! Mas Veneza não é grande, dá pra fazer tudo a pé, a não ser que vá conhecer outras ilhas como Murano, Burano etc... como não faríamos isso e foi pra passar apenas 1 dia deu super certo pra gente!! Mas olha, quando vc chega na Itália percebe a diferença do restante da Europa, os italianos são, digamos, mais rudes.... mas é o jeito deles mesmo... nós levamos tantos esporros que apenas riamos de tudo...kkkk!!! Tipo, qnd vc entra em uma lojinha ficam te cercando e vendo se vc não vai roubar nada, se vc senta em algum lugar só pra descansar as pernas, tipo uma mureta ou algo mandam vc sair...rsrs... mas levávamos na boa, só ríamos das situações... eles também não tem paciência pra responder muita coisa, enfim... diferente dos outros países que havíamos passado onde sempre eram muito simpáticos e gentis, mas é o jeito deles, vc acostuma... lembrando que foi essa a nossa impressão tá, gente?! Achei Veneza uma cidade bem diferente, bonita e não achei fedida como as pessoas as vezes dizem, mas não foi uma cidade que me encantou, não sei se voltaria, porém não me arrependo de ter conhecido, pois sempre quis muito, mas não me ganhou como outras!! Achei legal mas nada de tão incrível e não é o fato falarem que é pra casal, nem achei isso, pois ela nem me pareceu romântica...rs... é tanta gente passando, muvuca nas pontes, muvuca de gôndolas nos canais e não sei onde isso é romântico, mas cada um com sua impressão...rsrs... Bom, mas uma coisa posso afirmar, foi em Veneza que comi a melhor pizza e tomei o melhor Gellato.. mamma mia!!! De todas cidades da Itália e da viagem, foi a pizza mais gostosa e por incrível que pareça, a mais barata!!! Um pedaço gigante, mas enormeee mesmo custou apenas 2,50€ mas era quase metade de uma pizza familia...kkkk... as lembrancinhas também eram bem baratas. Eu achei Veneza uma cidade barata, pois falam que é cara e tals e não tive essa impressão, acho que hospedagem sim é cara, por isso resolvemos nem pernoitar por lá... Em Veneza existem diversas pontes, igrejas, becos e vc pode até se perder, mas não se preocupe pois todas as placas te guiam para a Piazza de San Marco e o legal é ir conhecendo cada pedacinho da cidade! A praça é super lotada, assim como a Ponte Rialto e todo o comércio próximo dela... tente comprar lembrancinhas ou presentes perto da ponte, são baratinhos!! Ah, foi perto dela também que tomei o melhor Gellato da vida...hehehe! A Praça de São Marcos é linda, a Basílica é rica em detalhes, assim como o museu que fica ao lado, tem também a Torre do Campanário, ou seja, todos pontos mais importantes estão nesta praça e depois de conhecê-la vc pode tentar andar pelos becos mais tranquilos e longe da muvuca pra sentir Veneza de forma mais íntima... Foi um dia proveitoso e não foi corrido, pra nós 1 dia foi suficiente, se alguém tem dúvidas, dá sim pra curtir um pouco da cidade até pra quem pensa em fazer um bate e volta, vale a pena!! No final da tarde seguimos de volta a estação, pois pegaríamos o trem para Verona e já tinhamos nossa passagem comprada antecipadamente, como não sabíamos se nos perderíamos resolvemos voltar 1h antes pra estação pra não correr riscos...rs e demoramos uns 30min andando calmamente pelos becos de Veneza... pegamos nossas bagagens que tinhamos guardado, nos despedimos de uma das meninas que só fez o roteiro com a gente até alí e seguimos pra pegar nosso trem. Nossa passagem de Veneza x Verona custou 9,90€ pela Trenitalia e da próxima vez vou contar como foi conhecer Verona! Gastos do dia: Banheiro = 1€ Armario = 2,50€ Coca + água = 3€ Pizza = 2,50€ Imã + Chaveiro = 3€ Gellato = 3€ Coca = 2€ Total:17€ Dia 14 - Verona Chegamos em Verona no final da tarde e como estávamos extremamente cansadas resolvemos pegar um táxi, essa foi a primeira vez que utilizamos táxi na viagem, até pq não sairia tão caro e tudo que eu queria era um banho e descansar!!! Essa foi uma das poucas vezes que nem todas conseguiram ficar na mesma hospedagem, apenas eu e uma das meninas conseguimos vaga neste hostel... as outras 2 ficaram em lugares diferentes, pois nem conseguiram vaga no mesmo hostel uma da outra... por isso é sempre bom antecipar tudo!! Escolhemos o Protezione della Giovane, um hostel exclusivamente feminino e muito agradável, mas pra quem pretende voltar de madrugada não vale a pena, pois lá existe toque de recolher e as 23h as portas são fechadas e nem adianta insistir...rs...eles já avisam isso na chegada. Lá todo o dinheiro arrecadado com as hospedagens são convertidos para ajudar mulheres que precisam, achei bem legal! O quarto compartilhado com 5 camas custou 22€ e não inclui café da manhã, lembrando que só hospedam mulheres!! Esse hostel fica pertinho de tudo, da Casa de Giulieta, Piazza Brá, Arena de Verona e tudo mais... além de ser super limpo e bem espaçoso, mas se prepare pra muitas escadas, se tiver malas grandes dá um trabalhinho hein! Neste dia de chegada nem fizemos nada, estávamos um bagaço então reservamos nossas energias pro dia seguinte...rs! No dia seguinte acordamos cedo, arrumamos nossas bagagens e deixamos guardadas no hostel. Depois fomos em busca de um mercadinho pra comer algo e me surpreendi, de lavada foi a cidade mais barata de todas, mas muito barato mesmo... fiquei louca....kkkk!! Feita as comprinhas pra comer durante o dia seguimos para o Castelvecchio, fomos caminhando mesmo... todo o roteiro na cidade fizemos caminhando e não foi uma cidade que me deixou cansada, pelo contrário, eu me surpreendi com Verona e me encantei com as pessoas, a cidade, o clima e tudo mais, bem diferente de Veneza e da primeira imagem que tive da Itália... A cidade é antiga, mas tudo é bem conservado, as ruas são agradáveis e as pessoas são gentis. Bom, eu havia comprado antecipadamente o Verona Card, que custou 18€ e vale por 24h, existe também o de 48h mas não lembro qnt custa. Mas olha gente, esse é um passe que vale demais a pena, pois além de vc poder entrar em todas atrações e museus da cidade vc também tem direito ao transporte público ilimitado, então se vc se hospedar um pouco mais longe do centrinho, poderá utilizá-lo pra pegar ônibus sem gastar nada mais. Eu usei ele pra ir ao Castelvecchio, a Casa de Giulieta, a Torre de Lamberti e na Arena de Verona mas existem muitas outras atrações na cidade que vc também entra com ele e tudo sem pegar filas... bem bacana né?! Verona é uma cidade super charmosa e eu confesso que foi uma das minhas preferidas da Itália, depois conto sobre as outras que me conquistaram...rs.. Bom, eu não sabia que iria gostar tanto mas o Castelvecchio me surpreendeu, pois é muito legal já que vc visita o museu e depois pode percorrer todo o castelo e a cada instante descobre uma vista mais incrível do que outra, andar sobre os muros do castelo é muito legal... é algo bem diferente! De lá caminhamos até a Arena di Verona e ela parece um mini Coliseu, mas está muito bem conservada e se não me engano é mais antigo do que o parente mais famoso...rs... a Praça que fica em frente também é bonita e ótima pra dar uma relaxada ou apenas olhar o povo passando...rs! De lá seguimos a piazza brá onde é o melhor lugar pra vc comprar lembrancinhas e outras coisas, pois existem diversas barracas e também onde está a Torre de Lamberti, na qual vc pode subir pra ter uma bela visão do alto da cidade (Vc não paga pra subir com o VeronaCard de escadas, mas pra subir de elevador custa apenas 1€, claroooo que economizei minhas pernocas né...kkkk)! Depois de um tempo por lá caminhamos até a Casa de Giulieta e estava lotada, todo mundo querendo pegar nas "peitcholas" da estátua famosa...kkkkkk!!! Muitos apaixonados deixam suas cartinhas, ou cadeados por lá... vc pode ir só até o pátio onde não paga ou entrar pra conhecer a casa que possui um pequeno museu (daí vc paga), como eu tinha o VeronaCard não paguei e entrei pra conhecer e tirar fotinha na famosa sacada...rsrs!! No final do dia, depois de ter feito o dia render bastante, pegamos nossas coisas no hostel e passamos no mercado de novo (sabe-se lá quando ia ver outro tão barato...rs), comprei muitas coisas já pra ficar abastecida até a noite seguinte, não sou besta né! Pegamos um busão até a estação de trem e encontramos o restante das meninas, de lá seguiríamos viagem até Milão, que na verdade só quis conhecer por estar no caminho e pra conhecer uma das obras mais importantes que lá se encontra e muita gente nem sabe...rs... mas isso é assunto para o próximo post! Gastos do dia: Mercado = 8,57€ Elevador Torre de Lamberti = 1€ Imã + chaveiro = 4,50€ Hospedagem Verona = 22€ Taxi / 2 = 5,50€ Total:41,57 Dia 15 - Milão Chegamos em Milão por volta das 19h da noite, mas ainda estava bem claro, então decidimos ir andando até o hotel, ficamos no Guest House Brianza Room e o quarto duplo c/ banheiro compartilhado saiu por R$165,66 que já havíamos pago, e a taxa de turismo de 3€ por pessoa que pagamos na hora, e incluía café da manhã, como foi dividido por 2 pessoas não saiu caro, fiz a reserva pelo site da Expedia! Este hotel ficava uns 10min andando da estação Central e isso claro já ajudou bastante! As outras 2 meninas preferiram ficar com a gente e conseguimos ficar todas no mesmo quarto, pois haviam 4 camas. As meninas queriam muito sair pra jantar e conhecer a noite da cidade, pois tinham ouvido falar bem mas eu resolvi ficar no quarto e dormir, nem vi quando elas voltaram mas depois me disseram que não acharam nada demais...rs Pela manhã tomamos café, arrumamos nossas coisas e seguimos em direção ao metrô, onde compramos apenas 2 bilhetes para utilizar pelo dia todo e foram suficientes. Começamos o dia indo até a igreja Santa Maria delle Grazie, onde se localiza a obra mais famosa de Leonardo da Vinci, depois da Monalisa, a pintura da Última Ceia!! Um dos ingressos mais concorridos para compra é este e vc não consegue comprar na hora mas sim com 3 meses de antecedência, assim que liberam as vendas as vezes acabam no mesmo dia e por isso se vc quiser visitar deve ver com bastante tempo. Ele é difícil pela visita ser controlada e só entram 15 pessoas por vez e só podem ficar lá admirando a obra por 15 minutos apenas, esta pintura se encontra na parede no Cenáculo Viciano, que fica ao lado da igreja e se vc passar por Milão acho que deve aproveitar a oportunidade de ver ao vivo uma das obras mais importantes do mundo! O ingresso com a taxa custa 12€, e como fizemos a reserva antes já estava pago. Depois passamos pela igreja pra conhecer e de lá seguimos caminhando para o Castelo Sforzesco, que fica bem pertinho, demos uma volta por ele mas não visitamos o museu, pois era pago e decidimos não entrar. Em seguida fomos também andando até a Piazza del Duomo para ver a Catedral e ela é realmente impressionante, simplesmente fantástica e giganteeee...rsrs... gigante também estava a fila da revista pra entrar e não tivemos coragem de enfrentá-la... também não teríamos muito tempo, pois tinhamos que voltar pro hotel pegar as coisas e seguir pra estação de trem, mas ainda deu tempo de entrar na Galleria Vittorio Emanuele II, que é um luxo e linda demais!! Nosso trem partiria as 14:50, então só passamos metade do dia em Milão e até que deu pra aproveitar bastante! Pegamos o metrô e seguimos para o hotel pra pegar as bagagens e depois fomos caminhando para a estação central, chegando lá passei no McDonald's (sempre ele pra ajudar...kkk) e "almocei" por lá! Nossa próxima cidade italiana seria Florença e eu estava bem animada pra conhecer, pois de lá ainda aproveitaríamos pra fazer 2 bate-volta! Nosso bilhete pela, Trenitalia, custou 9,90€ e também já havíamos comprado antecipadamente. Próximo post, a cidade que respira arte: Florença! Gastos do dia: Taxa de Hospedagem = 3€ 2 Tickets metrô = 3€ 1 Gellato = 2,50€ Imã + Chaveiro = 5,40€ McDonald's = 7,90€ Total: 21,80€ Dia 16 - Florença Chegamos em Florença no final do dia, e como não foi pela estação principal compramos um bilhete de trem e descemos na estação seguinte. Todas nós ficamos em hostels diferentes, mas 2 meninas ficaram em hostels na mesma rua e achei a localização ótima, praticamente ao lado da estação e pertinho de tudo! Fiquei no Hotel Paola e o quarto feminino compartilhado com 8 camas custou 12,50€ a diária, sem café da manhã! O hostel era bem simples, ficava no último andar de um prédio de 3 andares sem elevador...rs... mas achei o preço ótimo, era limpo, tranquilo e muito bem localizado então valeu super a pena! Assim que chegamos saímos em busca de um mercado e compramos algumas coisas, levei tudo pro hostel e não saí mais neste dia, depois do banho capotei na cama e não vi mais nada... sempre dormia cedo pra tentar guardar energia, pois o cansaço estava batendo forte durante a viagem... No dia seguinte acordei cedo, pois havia agendado horário pra visitar alguns museus e seria um dia cheio, mas foi um dos melhores dias da viagem pois consegui fazer muita coisa e tudo no meu tempo, sem falar que amei Florença, é uma cidade realmente incrível e tem muita coisa pra ver e fazer!! Este foi um dia que fiz tudo sozinha, pois as meninas aproveitam pra fazer outras coisas e cada uma fez coisas diferentes... e elas não estavam afim de visitar museus ou igrejas...rs! Fui caminhando do hostel até a Galleria dell Accademia, onde se encontra o Davi, de Michelangelo, já que começaria por lá e olha aconselho fortemente a comprar o ingresso pelo site, pois as filas em todos os museus são bem grandes, mesmo que vc pague as taxas, vale a pena pois vc economiza muito tempo! O ingresso custou 12€ e vc agenda o dia e horário melhor pra vc, só trocar o voucher e entrar! Vale muito visitar o lugar, que é pequeno e a visita pode demorar no máximo 1h se vc quiser ver tudo, mas a grande estrela é o Davi!!! Gente, ele é imenso e cheio de detalhes que impressionam, fiquei um bom tempo admirando... como fui cedo não estava cheio e foi bom ter espaço. Ainda percorri outras salas do museu, depois de satisfeita fui em direção a igreja Santa Maria del Fiore também caminhando, pois é tudo bem pertinho!! Eu havia comprado o ingresso para subir a Duomo também pelo site, mas lembrando que para entrar na igreja não paga, porém caso vc queira subir até a Duomo pra ter uma vista 360° da cidade é preciso pagar, são mais de 460 degraus mas confesso que achei que seria pior, a subida cansa, mas não é nada assustador!!! Bom, esse ingresso dá direito a visitar outros lugares como o Museo dell'Opera del Duomo, Batistério de San Giovanni, Campanário de Giotto entre outros... o ingresso custou 18€ e vc pode usar por 3 dias (mas só entra uma vez em cada lugar). A vista que se tem do alto compensa toda a subida, pois é incrível ver toda a cidade! Depois ainda fui ao Batistério e também ao Museu do Duomo, este último confesso que me surpreendeu muito, é incrível e só ele já valeria o ingresso e nem é tão comentado o que é uma pena, mas talvez seja por ser novo... gente, não deixe de conhecer esse museu!! Lá estão as verdadeiras "portas do paraíso" e é tão rica em detalhes e confesso que fiquei perdida com tanta coisa fascinante... esse museu nem é muito cheio, dá pra ver tudo com calma e vc vai se surpreender, fica a dica!!! No meio da tarde eu havia marcado horário para a Galleria degli Uffizi, onde pelo site o ingresso custou 24€ e eu já tinha trocado o voucher antes quando fui no primeiro museu, ver o Davi... a Ufizzi estava lotada e algumas salas estavam entupidas de gente, como a sala do quadro Nascimento de Vênus, de Bocelli, que vale dizer que é fantástico né?! Além disso o bom que vc pode ver bem de pertinho e apreciar os detalhes... adorei também as pinturas de Michelangelo e Rafael!! A Galleria é enorme e possui diversas obras, dá pra ficar um bom tempo por lá!! Não deixe de conhecer também este que é um dos museus mais importantes do mundo!!! Depois do meu roteiro recheado de arte e cultura caminhei um pouco pela cidade, fui até a Ponte Vecchio e terminei o dia comprando alguns souvenirs e comendo um pedaço de pizza...rsrs... também passei no mercado pra comprar algumas coisas e segui pro hostel, pois estava cansada, porém muito feliz por ter conseguido fazer tanta coisa neste dia!!! No dia seguinte teria 2 bate e volta pra fazer então não dormi muito tarde, tomei banho e já deixei as coisas arrumadas, pois iria embora no dia seguinte, após os passeios! Gastos do dia: Ticket Trem = 1,20€ Mercado = 4,94€ Imãs + chaveiro = 3€ Mercado = 7,15€ Coca + Pedaço de pizza = 3,30€ Total: 19,59€ Dia 17 - San Gimignano / Pisa Neste dia eu e mais uma das meninas haviamos combinado de conhecer 2 cidades próximas. Meu hostel cobrava 10€ (absurdoooo) pra deixar a bagagem guardada mas como das meninas não cobrava nada, pedi que ela guardasse minha mochila lá e ela conseguiu...rs... passei em uma lachonete e comprei um pedaço de pizza pra comer no caminho até a estação... por volta das 08h já estávamos na estação rodoviária de Florença, que fica ao lado da estação central, parece mais uma garagem...rs.. A primeira cidade seria San Gimignano e eu já tinha comprado meu ticket, que custou 6,80€ pela empresa Tiemme Toscana, mas vc pode comprar na hora sem problemas. Não existe ônibus direto, vc precisa descer em Poggibonsi e lá fazer baldeação para outro ônibus, caso vc prefira também pode ir de trem e descer na estação de mesmo nome pra pegar esse ônibus, leva-se o mesmo tempo mas o trem é um pouco mais caro e vc precisa pagar pelo ônibus, sendo que indo de ônibus vc paga um único valor pelos 2!! Chegamos cedo, ainda não estava muito cheia e a cidade é linda! Típica cidadezinha medieval, um charme e é tudo encantador... a cidade é muito pequena e vc pode conhecer tudo em pouco mais de 1h! Ela é toda murada e a vista é para toda a Toscana e com visual incrível... Eu amei conhecer esse lugar, pois parece que voltamos no tempo! Lá vc também pode conhecer a sorveteria que já ganhou o prêmio de melhor sorvete do mundo, a Gelateria Dondoli, imperdível pra quem ama gellatos, como eu...hehehe Depois de andar, tomar sorvete e curtir o lugar, resolvemos seguir nosso roteiro e desta vez partir pra Pisa! Muita gente só faz o bate e volta pra Pisa, mas resolvi incluir esta cidade por ter lido sobre ela e me encantado. Pegamos o ônibus de volta pra estação e Poggibonsi e pegamos o trem pra Pisa, não há trem direto, tivemos q fazer uma baldeação e apesar de ter demorado um pouco deu tudo certo! Chegando em Pisa vc pode ir andando até a Torre ou pegar um ônibus, que custa 2€ ida e volta mas q vc precisa usar em até 1h e 30min, como estávamos cansadas resolvemos pegar o ônibus mesmo...kkkk... ele deixa em frente a entrada da cidade e vc já vê as barraquinhas, a muvuca e tudo mais... assim que vc atravessa a entrada vê a Torre ao longe, ela é maior do que eu pensava mas achei que seria mais inclinada....kkkkkkk! Ficamos lá fazendo mil poses para as fotos e depois paramos em uma sombra e tomamos sorvete, daí ficamos só observando o povo também pagando mico...rsrs... estava um dia muito, muito quente e ficamos um bom tempo lá a toa... depois fomos para segunda sessão de fotos....kkkk!!! Acabamos perdendo o prazo pra usar o bilhete do ônibus e tivemos que comprar outro na volta, mas antes dei uma passada no banheiro do McDonald's e até lá é cobrado pra entrar, é mole? Kkkkk!!! Nas barracas do lado de fora da cidade é tudo muito baratinho, se puder compre souvenirs por lá! Na estação comprei o bilhete de volta pra Florença, custou 8,40€, e chegando de volta a cidade passei no mercado pra comprar algumas coisas, pois chegaríamos umas 22h no nosso próximo destino e já seria um pouco tarde pra comprar algo. Eu adorei conhecer a Toscana, é um lugar que voltaria com toda certeza! Florença é uma cidade maravilhosa que vale muito a pena conhecer! Eu gostaria de ter feito mais coisas por lá, pois há muito oque ver, não deixem de reservar no mínimo 2 dias para Firenzi!!! Próximo post, a última cidade italiana!! Gastos do dia: Coca + Pedaço de pizza = 5,40€ 2 Sorvetes = 5,50€ Imã + Chaveiro = 5€ Sanduiche + Coca (máquina) = 3,60€ Sorvete = 2€ Banheiro = 0,50€ 2 Ticket Ônibus = 3,40€ Trem Trenitalia = 8,40€ Mercado 5,38€ Total: 39,18€ Dia 18 - Roma Chegamos em Roma já um pouco tarde, mas como sabíamos que os hostels eram perto, decidimos ir caminhando... Havíamos comprado nossas passagens pela Italo Treno e custou a bagatela de 9,90€ em trem rápido, a viagem durou um pouco mais de 1h30!!! Eu e mais uma das meninas ficamos no Locanda Hotello, e as outras em hostels diferentes por não ter mais vagas neste. Paguei 32€ para 3 diárias em quarto feminino com 5 camas e incluía um pequeno café da manhã na lanchonete que havia embaixo, que na verdade consistia em um croissant e um café ou suco, mas por ter pago bem barato achei ótimo, fiz a reserva pelo Hostelworld e já tinha pago uma parte! Em Roma também é necessário pagar uma taxa turística por noite em qualquer hospedagem e custava 3,50€ (carinho né?). Achei o prédio do hostel bem estranho, pois é muito antigo, mas o hostel era bem limpinho e arrumadinho, tinha uma pequena cozinha que vc podia utilizar e vários banheiros! Mas o melhor de tudo é que ficava em frente ao Termini, tanto que a vista da janela era pra ele...rs! Isso nos ajudou muito na hora de nos locomover, pois de lá tem transporte pra todo lado, gostei muito de me hospedar nesta região!!! No dia seguinte acordamos cedo e já tinhamos planejado começar o dia pelo Coliseu, compramos 2 bilhetes de metrô e confesso que achei o metrô de Roma muito simples por ter apenas 2 linhas, é muito fácil se locomover pela cidade! Esse bilhete vale por 100min e vc também pode utilizar para tram e ônibus, e usar a vontade por esse tempo, mas o metrô vc só pode utilizar por 1 vez! Bom, já tinhamos comprado nosso ingresso do Coliseu pela Internet e aconselho vc a fazer isso ou comprar o Romapass, só não achamos vantagem em comprá-lo pois sairia bem mais caro e não vi vantagem no transporte com ele já q vc faz muita coisa a pé na cidade, nosso ingresso custou 14€ pelo site e gastamos apenas 3€ com transporte, então faça as contas pra ver se vale a pena pra vc!! O Coliseu estava lotado e o dia estava muito quente, muito mesmo! Lembre-se de levar com vc uma garrafinha pra encher nas diversas fontes que há pela cidade, inclusive nas atrações turísticas! Mesmo com ingresso em mãos pegamos fila por causa da verificação de segurança e demorou um pouco, e como tem aqueles espertinhos cara de pau que adoram furar fila, demorava mais ainda... fiquem ligados!! Visitamos primeiro o andar de baixo e só depois subimos, mas é incrível estar alí dentro, vc sente algo diferente, ele é grandioso mesmo! Ficamos lá um bom tempo e resolvemos não entrar nos Fóruns, pois estava estupidamente lotado e acabamos indo almoçar em uma das ruas próximas, encontramos um restaurante muitooooo barato e que recomendo, chama-se Ciard e uma pizza grande + coca de 1L custava apenas 7€ e se vc quisesse só a pizza era 5,50€!! Pedimos 3 e rachamos o valor, então ficou super em conta!! Fica a dica De lá passamos em uma lojinha pra comprar souvenirs e depois seguimos caminhando até o Monumento Vittorio Emanuele, que realmente é imenso e me surpreendi! Na rua ao lado conseguimos ver os Fóruns e achei bem interessante, pois víamos de cima e deu pra ter uma ótima noção! Passamos em um mercadinho pra comprar algumas coisas e continuamos nosso passeio até a Piazza Navona, que achei linda e depois fomos até o Panteão, que é absurdamente imenso, aliás, tudo em Roma é muito grande e em cada esquina vc dá de cara com algo histórico... há muito o que ver por lá, é um museu a céu aberto e vc pode visitar muita coisa sem pagar nada! Bom, entramos no Panteão e depois de um tempo por alí seguimos para uma igreja que eu queria muito conhecer, pois ouvi falar muito bem, se chama San Inácio de Loyola, e olha é realmente maravilhosa, pois ela tem umas pinturas no teto em 3D incríveis e também o desenho que faz vc pensar que há uma cúpula e na verdade não é real... vale demais visitar essa igreja que fica bem pertinho do Panteão, confiram e não vão se arrepender!! Como era dia da estréia do Brasil na Copa, decidimos combinar todas de assistir em algum lugar e acabamos ficando em um Pub alí por perto mesmo e encontramos mais uma menina que conhecemos no hostel e outros brasileiros lá mesmo. O pessoal era bem animado e foi engraçado assistir ao jogo longe de casa...rs...no final foi 1x1 (aff!) E como estávamos com a camisa do Brasil ouvimos alguns zoarem e outros darem apoio....kkkkk!!! Depois seguimos para a Fontana de Trevi e ficamos por alí com o pessoal, umas meninas seguiram novamente pro barzinho e eu e outras voltamos pro hostel de metrô, foi um dia super cansativo mas bem divertido! Um pouco mais tarde bateu fome e descemos pra comer algo alí por perto, eu comi uma pizza e a minha amiga pediu macarrão, depois subimos e capotamos, pois o dia seguinte também seria cheio! Gastos do dia: 2 tickets do metrô = 3€ Pizza + Coca = 5,25€ Souvenirs = 5,25€ Sorvete = 2,50€ Mercado = 5,95€ Pub = 2€ Pizza = 6€ Hostel = 36€ Total: 79,20€ Dia 19 - Vaticano Neste dia fiz questão de acordar bem cedo, pois era o dia de conhecer o Vaticano e dizem que vc deve ir bem cedo pra não pegar a fila gigante que se forma pra entrar... compramos novamente apenas 2 bilhetes de metrô e por volta das 08h já estávamos no Vaticano! Assim que descemos na estação de metrô vimos uma banca com muitos souvenirs, terços e tudo com ótimo preço, é uma banca gigante e se puder compre lá, pois foi a mais barata que vi! Eu super aconselho vcs a irem o mais cedo possível, pois pegamos tudo vazio e foi ótimo visitar a Basílica sem tumulto, não pegar nenhuma fila pra entrar e aproveitar tudo com calma!! A Basílica é realmente enorme e rica em detalhes, impressiona bastante! Eu resolvi subir até a Cúpula, mas as meninas preferiram esperar... pra subir tudo de escada vc paga 8€ ou pode pagar 10€ e subir uma parte de elevador e depois mais de 300 degraus a pé, optei pela segunda opção...rs... afinal era uma diferença baixa, não havia fila pra comprar o ingresso, a subida vai acompanhando a cúpula e as paredes vão entortando, e quem sofre de claustrofobia não aconselho fazer essa subida, pois há janelas apenas em raros trechos e são minúsculas... a vista é para toda praça de São Pedro e vc consegue ver muita coisa lá de cima, acho que vale a pena ver a cidade do alto e ter essa visão fantástica!! Quando desci tinha uma fila já grande, então vá cedo!! Depois encontrei as meninas, tiramos algumas fotos da Praça e de lá seguimos a pé para o Museu do Vaticano, que fica pertinho! A fila estava imensa, muito surreal, mas ainda bem que tinhamos comprado nossos ingressos antecipadamente pelo site e custou 21€ (taxa de 4€ inclusa), esse ingresso inclui a Capela Sistina, tá gente? Olha, não sei explicar como estava o Museu, era algo insano de tão lotado... éramos levadas pelas pessoas, e olha que chegamos cedo, meu Deus! Todas nós nos sentimos muito mal, pois estava lotado e lá não tem ventilação direito, estava muito quente e era sufocante!! Não consegui ver nada direito, só queria sair de lá...rsrs! Infelizmente não pude aproveitar muito e fiquei bem chateada, deve ter sido azar de justo naquele dia estar tão lotado, acontece né?! Como estávamos nos sentindo péssimas, só queríamos logo chegar na Capela Sistina e parecia que nunca chegaria, sempre mais e mais corredores, escadas e salas... até que vimos a porta da capela (aleluia!!). Posso dizer a vcs que só esse lugar já vale o ingresso, é de cair o queixo mesmo... gente, é lindaaaa, maravilhosa, impressionante!!! Michelangelo estava realmente inspirado!!! Lá dentro não pode tirar fotos, mas tirei uma escondida...rsrs!! Se vc não é do tipo fã de museus, tudo bem, mas vá ao menos pra se deslumbrar com essa obra incrível, não deixe de conhecer a Capela Sistina!!! Saímos do museu e procuramos um lugar pra comer, decidimos por um restaurante em uma das ruas próximas e rachamos umas pizzas. Eu havia reservado horário para visitar a Necrópole do Vaticano, então me separei das meninas aqui e voltei para o Vaticano sozinha. Esse passeio é pouquíssimo divulgado e muito difícil de conseguir, mas se vc se antecipar muito conseguirá um encaixe! Ele consiste em poder conhecer a Necrópole que fica abaixo do Vaticano, e visitar o túmulo de São Pedro... é uma experiência muito incrível e mesmo que vc não seja católico ou religioso, é algo bem diferente, pois vc passa por lugares que pouquíssimas pessoas possuem acesso. Não é muito divulgado para continuar sendo algo mais restrito, a visita deve ser agendada com o envio de um email em italiano para o vaticano dizendo os dias que vc estará na cidade e que deseja realizá-lo, vc poderá informar também o idioma que prefere da visita guiada, escolhi português e consegui!! Dura umas 2h toda a visita e é muito interessante, caso tenha disponibilidade pra vc eles enviam um link pra que vc efetue o pagamento, que custa 13€! É proibido tirar fotos ou filmar lá embaixo.... Se alguém se interessar em fazer essa visita só me falar aki o email que envio mais detalhes de como fazer certinho e tudo mais ! Bom, depois dessa visita incrível, vc acaba encerrando o passeio no lugar onde existem os túmulos dos papas, que fica no andar abaixo da Basílica e pode entrar novamente na igreja, caso ainda não tenha ido. Quando terminei a visita, assim que sai mesmo começou a cair uma tempestade, era muita chuva mesmo!!! Parecia coisa de filme...rsrs... todo mundo correndo, ventania, trovões e todos entraram na Basílica pra se proteger, a chuva começou a entrar até lá e tinha muita gente apavorada e eu só admirando...sabia que estava segura...rs... foi algo bem surreal! Passada a tempestade o sol abriu novamente e resolvi voltar pro hostel, não queria arriscar de pegar outra chuva assim...rs! Antes dei uma passada no mercado e comprei algumas coisas pra jantar e fazer um lanche no aeroporto no dia seguinte! Depois arrumei tudo, pois sairia logo pela manhã e desta vez partiríamos para o lugar mais aguardado da nossa viagem, a Grécia!!! Gastos do dia: 2 tickets metrô = 3€ Coca = 2,50€ Souvenirs = 14€ Cúpula Basílica de São Pedro = 10€ Pizza + coca/3 = 6,66€ Mercado = 10,57€ Total: 46,73€ Dia 20 - Zakynthos Chegamos ao dia mais aguardado da viagem, finalmente conhecer as ilhas gregas...rs! Desculpa gente, mas quem não sonha em conhecer a Grécia? Eu nunca pensei que poderia ir, ainda mais em uma viagem que incluia várias outras cidades caras, como Paris, Londres e outras, mas com um bom planejamento tudo é possível sim! Bom, neste dia acordamos cedo pois agora não pegaríamos mais ônibus ou trens, onde as estações costumam ficar bem no centro e não há problemas pra chegar, aeroportos são sempre distantes e sendo assim, combinamos de nos encontrarmos na estação do Termini, pois nosso ônibus até o aeroporto sairia de lá! Antes, passamos em um hotel próximo pra deixar nossa bagagem guardada, foi a melhor coisa que fizemos pois viajamos super leves e sem as bagagens maiores, já que as meninas estavam com malas grandes e eu com uma mochila de 70l que já estava bem mais pesada, devido as comprinhas que vamos fazendo durante a viagem...rs! Usamos o serviço da Nannybag e super indico, 5 dias para guardarem a bagagem saiu por 24,70€ e com isso pudemos viajar tranquilas sem nos preocupar com os vôos lowcost, pois pra adicionar bagagem sai mais caro né?! Levei apenas a mochila básica com tudo que usaria na Grécia e foi ótimo! Nosso vôo sairia do aeroporto Fiumicino e compramos o bilhete pela Terravision que custou apenas 5€, pelo site! Recomendo demais, o ônibus foi pontual e chegamos tranquilamente no aeroporto, mas lembre-se de sempre sair com uma boa antecedência para o caso de ocorrer algum problema, né! Uma das meninas atrasou e não conseguiu pegar o mesmo bus que a gente, mas conseguiu pegar outro e chegar a tempo no aeroporto!!! Viajamos pela Vueling e a passagem Roma x Zakynthos custou 51€ com 8 meses de antecedência, isso mesmo, comprei 8 meses antes e foi um ótimo preço, além de o vôo ser direto e não precisar fazer conexão em Atenas!! Chegamos lá a tarde e já tinhamos reservado um carro pelo site da Greeka.com, que eu não conhecia mas que indico bastante por ter sido tudo super certo, o preço foi ótimo também, 51€ para 3 diárias (não por dia, mas o total das 3 diárias foi esse)!!! Como estávamos em 4 saiu super em conta rachar o valor, mesmo pagando mais 5€ cada uma pra adicionar o seguro do carro!! Gente, quem vai a Zakynthos super recomendo alugar carro, pois a ilha é muito grande e não dá pra fazer nada sem agência ou de táxi, pois tudo é longe e não há transporte público, somente no centrinho, na parte mais sul da ilha... Bom, chegando lá e pegando o carro resolvemos abastecer logo e depois seguimos para comprar algumas coisas no mercado, depois ligamos o gps do celular (bendito google maps!!), e seguimos em direção ao hotel, que ficava ao Norte da ilha! Nos hospedamos no Kozanos II, fiz a reserva pelo Hóteis.com e o preço total para 2 diárias foi de 66€ em quarto privativo para 3 pessoas, sem café da manhã, então a diária saiu a 11€ pra cada e já havíamos pago antecipadamente!!! O quarto era ótimo com tv, ar, frigobar, tudo novo e tinha uma mini cozinha, além do banheiro que era bem espaçoso e uma varandinha pra relaxar... o hotel possui piscina e fica a menos de 5min a pé da praia, sem falar de um mercadinho ótimo em frente! Gostamos de tudo e a moça que cuidava de tudo era um amor de pessoa!!! Uma das meninas não tinha conseguido fechar o mesmo quarto que nós, então reservou um só pra ela, mas acabamos ficando 2 em cada quarto, sem problemas!! Neste dia estávamos bem cansadas e acabamos apenas dando uma volta na praia pra conhecer e depois saímos pra comer, eu escolhi uma pizza e confesso que foi a pior pizza da vida...kkkk!!! Era muito estranho o sabor, nossa, me senti frustrada...rs.. mas a senhora do restaurante era tão boazinha que nem reclamei, falei q estava tudo muito gostoso....kkkkk!! Dormimos cedo neste dia e recarregamos as energias!! Gastos do dia: Taxa hotel = 0,50€ Gasolina / 4 = 2,50€ Aluguel carro = 8,25€ Mercado / 4 = 7,10€ Mercado = 8,47€ Pizza + coca = 5,50€ Total: 32,32€ Dia 21 - Zakynthos Acordamos cedo, preparamos uns sanduíches, água, bebidas, biscoitos e jogamos tudo no carro, pois passaríamos o dia conhecendo as praias e com gps ligado, seguimos em direção ao mirante da famosa praia do Naufrágio (Navagio Beach), estávamos mega empolgadas!!! Mas no meio da estrada percebemos que não havia nada...rs...só estrada mesmo e ficamos com medo do combustível não dar, então voltamos bastante pra procurar um posto e isso nos atrasou um pouco pela manhã, mas depois de abastecidas lá fomos nós de novo... aconselho bastante o uso do GPS, pois é tudo em grego nas placas e confunde um pouco...kkkk!!! Quando chegamos, noooossaaaa que visual, é realmente impressionante e muito alto também...kkkk! Estava com vários ônibus de passeios e tinha muita gente na plataforma tirando fotos e até com fila, mas não é alí que vc conseguirá o melhor ângulo, continue caminhando por uma trilha pela direita e tenha cuidado, pois tem muitas pedras e podem machucar os pés... lá na frente vc terá um visual incrível e de tirar o fôlego, e a cor do mar é surreal... um azul esplendoroso!!! Mas muito cuidado hein gente, pq é muito alto e confesso que eu fiquei apavorada, pois tenho medo de altura...rsrs... e não há nenhum tipo de corda, ou grade... nada, mas vale demais a pena, com toda certeza!!! Ficamos lá um bom tempo batendo muitas fotos, muitas messsmooo...hehehe...depois voltamos pro carro e seguimos em direção ao porto Vromi, o lugar mais perto até a praia de Navagio, pois a praia só é acessível através de barcos, mas a praia do porto é uma beleza a parte, confira na foto!!! Existem diversos barquinhos que fazem esse passeio, encontramos um que nos cobrou apenas 10€ por pessoa pelo passeio de 3h e não estava muito cheio, foi um excelente preço, já que costumam cobrar de 25 a 30€ por esse passeio, por isso aconselho a fazer o passeio saindo deste lugar, pois além de mais barato é mais rápido pra chegar na praia!!! Antes de chegar até Navagio, paramos nas Blues Caves e só de passar por lá já impressiona bastante a cor da água!!! Como o barco era pequeno ele conseguia entrar nas cavernas, diferente dos grandes que só conseguem te mostrar por fora... depois de um tempo por lá, seguimos para Navagio e ao nos aproximarmos já nos deslumbramos com a cor do mar... é lindo demais!!! A praia não estava muito cheia, ficamos por lá por 1h e deu pra aproveitar bastante! A água é gelada, igual as praias do Rio, então achei de boa, mas a maioria dos turistas não entravam na água, ficavam só tomando sol...rsrs... eu aproveitei bastante!! Fiz meu lanchinho na areia e foi perfeito, por isso aconselho a levar algo pra comer e beber, pois lá não tem nada!! Voltamos pro Porto e seguiríamos pra outra praia, mas nos perdemos, pois o gps nos levou pra uma estrada que nem tinha como o carro passar e nisso perdemos muito tempo e acabamos voltando pro hotel e passamos o resto do dia na piscina relaxando... Gastos do dia: Gasolina / 4 = 7,50€ Lembrancinhas = 3€ Mercado = 1,55€ Água = 0,50€ Passeio Navagio = 10€ Total: 22,55€ Dia 22 - Zakynthos Era nosso último dia na ilha, então fizemos o checkout e deixamos nossas coisas guardadas no hotel e como nosso vôo sairia somente a noite, decidimos conhecer as praias do sul da ilha... seguimos até a praia de Laganas, que estava bem cheia e é onde a maioria das pessoas se hospedam, pois há toda variedade de comércio, onde fica o agito e também de onde saem vários tipos de passeios, se vc não usar carro, aconselho a ficar nesta parte da ilha!! A praia não é bonita... a areia é escura e a praia é comum, mas alí vc encontra de tudo!!! Bom, pesquisamos muito pois os valores estavam bem altos para um passeio que consistia em visitar a ilha que ficava em frente a esta praia, a Marathonisi, mas finalmente encontramos um preço razoável e pagamos 12€ cada, todos estavam cobrando 20€ (absurdo)!!! O barco era com vidro embaixo e o condutor ainda conseguiu nos levar pra ver as tartarugas careta-careta que são gigantes e muito lindas!! Depois ele percorreu por algumas Caves parecidas com as que tem perto da Navagio e só depois desembarcamos na Marathonisi!!! Ficamos lá por umas 2h e a ilha é bem pequena, um lado estava lotado e o outro tinha bem menos pessoas... fiquei longe da muvuca, claro...rsrs!! Lá vc já encontra lugar pra comprar comida ou bebida, mas como levei minhas coisas não comprei nada e fiquei só curtindo o lugar, bem bonito também!!! Depois voltamos pra Laganas, mas ninguém quis ficar por lá e resolvemos voltar pro hotel pra descansar, como estávamos em final de viagem o cansaço pesava um pouco, pois era uma viagem bem intensa e sabe como é final de viagem, o corpo vai pedindo arrego...rs... chegando no hotel ficamos na piscina relaxando, tomando sorvete e comendo as coisas que sobraram do mercado...rs... A moça do hotel liberou um quarto pra gente usar pra tomar banho e nos arrumar antes de ir embora, isso ajudou muitooo!! Ela foi uma fofa!! Seguimos para o aeroporto, devolvemos o carro e aguardamos nosso vôo com destino a Atenas!!! O vôo Zakynthos x Atenas custou 41,47€ pela Olympic Air, e comprei com 6 meses de antecedência... vc também pode ir de balsa + ônibus e acho que custa uns 35€, se não me engano, como a diferença era mínima, optei pelo aéreo!! Chegando em Atenas, pegamos um ônibus que leva até o centro, pois pelo horário os táxis estavam bem salgados, esse ônibus custa 6€ e vale a pena, pois te deixa na praça syntagma que é o lugar mais central, de lá pegamos um táxi que cobrou 10€ pra nos levar até o hostel, então foi bem baratinho ;)!!! Gastos do dia: Cocas e água = 3,60€ Passeio Marathonisi = 12€ Mercado = 2,55€ Ônibus Aeroporto de Atenas = 6€ Táxi / 4 = 2,50€ Total: 26,65€ Dia 23 - Atenas Nos hospedamos no Sparta Team Hotel, o quarto duplo com banheiro compartilhado sem café da manhã custou 21€, então ficou 10,50€ pra cada uma, fiz a reserva pelo Hóteis.com e já havia pago antecipadamente. Mas não indico este lugar, pois fica em uma rua muito estranha, inclusive o taxista que nos levou disse pra tomarmos muito cuidado, pois alí era perigoso, de dia acho que não tinha problemas, mas a noite era assustador!! Apesar de ser perto da região central, o lugar era estranho mesmo e o hotel é muito ruim também! Vc pode encontrar lugares muito melhores na cidade, por pouca diferença de preço!! Pela manhã decidimos já levar nossas coisas pra não ter que voltar até o hotel, pois ficaríamos apenas 1 dia na cidade e a noite seguiríamos para o aeroporto novamente!!! Fomos caminhando do hotel até a Acrópole, era perto, o que matou foi a subida...rs...pois estava bem quente, mas ainda bem que pegamos o caminho mais curto, pois a subida pelo museu da Acrópole é mais puxada e é onde a maioria dos turistas sobem, foi oque disseram, e nós subimos pelo outro lado, fica a dica!!! Chegando lá não havia nenhuma fila para a compra de ingressos e pagamos 20€ para entrar, tente ir cedo pois a cidade é bem quente e não há sombra quando vc percorre as ruínas... Eu senti algo especial quando cheguei lá, pois é muita história alí, algo q não dá pra explicar... semprei sonhei em estar alí e demorou pra ficha cair...rsrs!! Eu estava pisando em um lugar emblemático, realmente algo que me fez acreditar que nossos sonhos podem sim se realizar!!! Caminhei sozinha e fiquei pensando em tudo, em como cheguei até lá... olhando aqueles monumentos fantásticos e só contemplando tudo aquilo... A Grécia, sem dúvidas, foi um país que me conquistou demais!!! Depois de percorrermos tudo e tirar muitas fotos, foi hora de descer pois neste dia seria o segundo jogo da seleção e queríamos assistir em algum lugar, então procuramos um restaurante legal e pedimos uma pizza e ficamos lá torcendo, foi bem legal e os gregos estavam torcendo com a gente...hehehe!!! No final do jogo pedimos a conta e vimos que estavam cobrando pela água, que eles haviam dito ser cortesia e questionamos, eles corrigiram e como desculpas ainda nos deram uma sobremesa!!! (Chato isso né?!) Kkkkk!!! Depois caminhamos pelas lojas e comprei várias lembrancinhas, vimos muita coisa e depois ficamos relaxando e fugindo do calor que estava insuportável!!! Acabamos desistindo de ir até o museu da Acrópole pq estávamos muito cansadas, mas teria dado tempo então se me perguntarem se 1 dia é suficiente para Atenas, eu digo que sim, pois não fizemos mais coisas por ter ficado assistindo jogo e ter passado tempo pelas lojas também!! Pegamos o metrô para ir até a praça syntagma e acabamos pegando a linha errada, vi que a direção era errada, descemos e perguntei a uma senhora q só falava grego, mas por incrível que pareça consegui entendê-la, até hj não sei como....kkkkkk.... entramos na linha certa e descemos na praça e estava lotada, pois rolava alguma manifestação pacífica, pegamos o ônibus até o aeroporto, onde ficamos fazendo hora... acabei "jantando" no McDonald's e depois pegamos nosso vôo. Paguei 35,57€ no vôo Atenas x Santorini pela Ryanair e comprei com 6 meses de antecedência, vc também tem a opção de ir de balsa, mas não sei o valor... chegamos depois da meia noite e por isso pegamos um táxi até o hotel, pagamos 25€, sendo que o hotel queria nos cobrar 40€ pelo transfer (É mole? aff!), ainda bem que não fechamos com eles!!! Gastos do dia: Acrópole = 20€ Pizza / 2 = 4,50€ Água = 0,50€ Coca = 1,40€ Lembrancinhas = 13€ Metrô = 1,40€ Ônibus para o Aeroporto = 6€ McDonald's = 6,80€ Total: 53,60€ Dia 24 - Santorini Nos hospedamos no Porto Castello, o quarto duplo sem café da manhã custou 41€ e como dividimos não ficou caro, fiz a reserva pelo Hóteis.com e paguei antecipadamente, haviam hosteis mais baratos na ilha, mas ficavam muito distantes e como só teríamos 1 dia na cidade, optamos pela localização pra ganhar tempo, sem falar que esse hotel tinha transfer gratuito para o centro e ficava ao lado da praia e também tinha piscina!! Por volta do meio-dia (ficamos até o limite do checkout...kkkk) pegamos o primeiro transfer para o centro já com nossas bagagens, pois não voltaríamos para o hotel e descemos próximo ao terminal de ônibus, de lá pegamos o ônibus até Oia, parte mais famosa da ilha e passamos todo o dia por lá, já chegamos procurando um lugar pra comer e decidimos por um restaurantezinho ao lado da estação de ônibus, optamos em experimentar o Pita Gyro e que negócio gostoso, nossa, muitoooo bom e super baratinho, pedi ainda uma porção de batata e um refri e tudo custou 6,80€ pra uma ilha como Santorini eu achei muito em conta!! Depois caminhamos pela cidade e seus becos, que lugar lindo!! Exatamente como eu imaginava, e a vista pra caldeira? Nossa, é uma pintura.... Santorini é de ficar babando!!! Sério, é muito linda!! E também muito cheia, um mar de gente passando o tempo todo!! Estava muito calor, sol a pino e muita gente procurando uma sombra. Ainda visitei a igreja da praça, minúscula, mas bem diferente!! Quando já estava entardecendo voltamos pro restaurante pra comer novamente, dessa vez eu quis só o Pita gyro, ainda tomamos um sorvete e pegamos o ônibus de volta para o centro da ilha, mas estávamos tristes pois não veríamos o pôr do sol, já que não daria tempo, pois tinhamos que pegar o vôo de volta pra Atenas, achávamos que só de Oia que era bonito, mas chegando no centro decidimos dar uma olhada subindo uma rua e pra nossa surpresa estava lindo demais!!! Tinham várias pessoas assistindo e rolava até uma comemoração com música e dança, foi bem legal, só depois que o sol se pôs que decidimos ir pro aeroporto! Quando chegamos na estação descobrimos que só teria ônibus pro aeroporto em 2h e não daria pra gente esperar, pois arriscaria perder o vôo, decidimos pegar um táxi, mas quem disse que passava algum? Nada, nenhum, zerooo!! Começamos a nos preocupar, a hora estava passando... até que resolvemos pedir informações e um português nos falou onde era o ponto de táxi e fomos pra lá, tinha um pessoal lá também esperando e nada de aparecer táxis... ficamos um bom tempo até aparecer um, mas havia se formado uma fila e depois de uns 3 táxis é que pudemos pegar o nosso, custou 20€ até o aeroporto. Chegamos no aeroporto e estava lotadooo, ele é minúsculo e as filas estavam dando voltas...surreal, uma bagunça!!! Vários vôos estavam atrasados e chegando cada vez mais pessoas, não tinha lugar pra todos sentarem, ficou todo mundo aglomerado, um calor danado, crianças chorando, pessoas reclamando... olha, foi horrível!!! Nosso vôo atrasou bastante e quando apareceu no portão de embarque foi um alívio, não aguentava mais... Comprei Santorini x Atenas pela Aegean Airlines e custou 19,55€ com 6 meses de antecedência!! Chegamos em Atenas apenas para passar a noite e depois pegaríamos um vôo pela manhã de volta a Roma. Nos hospedamos no Apartaments Tina, pagamos 21,25€ cada e incluía transfer de ida e volta para o aeroporto, além de um pequeno café da manhã, pequeno mesmo tá...kkkk... uma torrada, um café e um bolinho!! Acho que vale a pena para quem quer apenas dormir perto do aeroporto, era um quarto pra 4 pessoas confortável, com ar, tv, cozinha mas bem longe do centro... fiz a reserva pelo Booking.com!! Vale pra vc descansar e pq inclui transfer, assim economiza com transporte ! Chegamos super cansadas, então foi banho e capotar na cama, apaguei!!! Gastos do dia: Taxi / 4 = 6,25€ Água + coca = 2,50€ Ônibus ida e volta Oia = 3,60€ Souvenirs = 4€ Almoço = 6,80€ Sorvete = 5€ Táxi / 4 = 5€ Pita gyro + coca = 4€ Hospedagem em Atenas = 21,25€ Total: 58,40€ Dia 25 - Roma Acordamos cedo, pegamos o transfer do hotel, que já estava incluso, e seguimos para o aerorto de Atenas. Dessa vez chegaríamos pelo aeroporto de Ciampino, que fica mais próximo do centro de Roma! O vôo foi pela Ryanair e a passagem custou 29,50€ com 6 meses de antecedência. Chegando no aeroporto, mais uma vez usei o ônibus da Terravision que custou 5€ e eu já havia pago pelo site antecipadamente. Esse aeroporto é bem pequeno e muito fácil identificar onde ficam os ônibus. Estávamos de "pasagem" por Roma, já que a noite seguiríamos para Milão de trem, então aproveitamos para conhecer alguns lugares que ainda não havia passado. As meninas seguiram para ver lojas e eu aproveitei para ver alguns pontos e combinamos de nos encontrarmos no Termini no final do dia. Fui caminhando da estação até a Basílica de San Pietro In Vincoli, onde há o Moisés de Michelangelo e as Correntes de Pedro, essa igreja fica meio escondida, mas valeeee muito a pena conhecer, pois é uma das igrejas mais importantes de Roma!! Depois segui caminhando pela cidade e cheguei até a Fontana de Trevi, pois só tinha visto a noite, e ela estava lotada, mas deu pra tirar algumas fotos...rs... fiquei por lá um tempo!!! Continuei minha caminhada pela cidade e acabei parando na Basílica di Santa Maria degli Angeli e dei martiri, que me impressionou bastante, e até assisti a uma missa e uma apresentação de órgão, que é gigantesco!! Foi um momento de paz e reflexão... foi o momento de me despedir da cidade também, pois ela fica bem pertinho do Termini, na Piazza della Reppublica! Depois passei em um mercadinho, comprei algumas coisas e encontrei as meninas e fomos buscar nossa bagagem que havíamos deixado em um hotel antes de ir para Grécia, lá tinha banheiro e usamos para nos trocar e só então seguirmos para a estação onde pegaríamos o trem noturno para Milão!!! Nosso trem saiu de outra estação e não do Termini, foi o único momento que usei um bilhete de metrô neste dia, pois dá pra fazer muita coisa a pé na cidade, fica a dica!!! Gastos do dia: Mercado = 13,42€ Água = 1,50€ Total: 14,92€ Dia 26 - Lugano Muita gente deve estar perguntando, mas pra quê vc voltou pra Milão? Bom, na verdade, eu voltei pq tinha muita vontade de conhecer a cidade de Lugano, uma cidade Suíça que fica pertinho de Milão e o vôo de Milão para Paris estava bem mais em conta do que de outras cidades, já que eu voltaria por lá uni o útil ao agradável!!! Bom, paguei no trajeto Roma x Milão a bagatela de 7,90€ pela Trenitalia, e como o trem era noturno ainda economizei em hospedagem para este dia...rs... comprei essa passagem com 2 meses de antecedência pelo site! Já havia comprado a passagem de ônibus para Lugano e paguei 8€ pela Flixbus com 3 meses de antecedência, então foi bem vantajoso!! Chegamos em Milão totalmente quebradas e cansadas, pois além de estarmos no final da viagem, dormimos no trem, que não é a mesma coisa de dormir em uma cama confortavelmente...rs... as meninas pareciam bem desanimadas pra conhecer mais uma cidade e enfrentar mais 1h de ônibus e confesso que até eu estava...rs... pegamos o metrô até a estação que pegaríamos o ônibus e a viagem foi bem rápida mas chegando na cidade o ônibus nos deixou no meio do nada, no meio de uma estrada e nem tinhamos francos suíços pra pegar transporte, decidimos andar até um ponto de ônibus e tinha uma máquina pra comprar bilhetes que aceitava euros.... modernidade é outro nível né gente!!! Hahahaha!!! Estávamos na Suíça!!! Acabamos comprando o bilhete errado, mas o motorista viu que éramos brasileiras e viu que foi erro mesmo e não má vontade e ele era português e falou na nossa lingua que estava tudo bem, que era só pra prestarmos atenção na volta e até ficou batendo papo conosco e nos desejou um ótimo passeio pela cidade!! Descemos na estação central da cidade, trocamos alguns euros por francos suíços na casa de câmbio da estação e deixamos nossa bagagem nos armários de lá e fomos caminhando para o centro... Quando chegamos no centro todo o desânimo foi embora, ficamos de boca aberta com a cidade, com o clima, com as ruas, com o lago, com tudo! Ficamos completamente encantadas com Lugano, uma cidade linda e que impressiona... vale muito a pena fazer um bate-volta na cidade caso vc esteja por Milão, afinal, onde mais vc vai ver lindos cisnes nadando em um lago completamente cristalino? Sério, não deixem de conhecer!! Sem falar nos chocolates, nossa, comprei vários, já estava no final de viagem e foi perfeito....rsrs!!! As lojas aceitam euros, mas lhe devolvem o troco em francos, caso sobre... então veja se vale a pena, paguei algumas coisas em euros e utilizei o restante dos francos no mercadinho pra lanchar no caminho de volta... Ficamos sentadas comendo na beira do lago e foi uma paz tão grande, deu pra dar uma recarregada nas energias e foi uma cidade que nos surpreendeu muito, amamos Lugano!! A tarde voltamos para a estação pegar nossas coisas, e desta vez voltamos de trem, então foi bem mais fácil, porém o trem é bem mais caro que o ônibus, a passagem custou 24€ pela Trenitalia, ao qual eu já havia comprado pelo site, e nos deixou na milano central... ao lado desta estação ficam os ônibus para o aeroporto e vale a pena pelo valor, apenas 8€ pela Terravision, mas cuidado, pois existe mais de 1 aeroporto na cidade, então veja direitinho qual ônibus vc deve pegar, o nosso era o aeroporto de Malpensa e pegamos um bom transito devido a um acidente na estrada, ainda bem que saímos com bastante antecedência e deu tudo certo!!! Chegando no aeroporto pegamos o vôo de volta a Paris, o valor da passagem foi de 25,83€ pela Vueling, com 8 meses de antecedência e paguei mais 17€ para despachar minha bagagem, foi a única vez que paguei por bagagem em toda viagem, mas estava ok, pois estava indo para o último trecho da viagem e minha mochila estava bem grande e dobrou de peso desde o início da viagem...rsrss!!! Se vc voar de Milão a Paris não deixe de admirar o belo visual dos Alpes pela janela do avião.... é lindo demais!! Chegamos em Paris já bem tarde e como nosso vôo para Lisboa sairia bem cedinho, resolvemos não pagar hospedagem, pois gastaríamos com táxi também por ser muito cedo e decidimos passar a noite no aeroporto, nem sabiamos se poderia, pois o aeroporto de Orly fecha mas ficamos por lá e deu tudo certo, vimos muitas pessoas ficando por lá pra passar a noite também... tinha um mercadinho dentro do aeroporto e comprei algumas coisas pra passar a noite Gastos do dia: Metro = 1,50€ Ônibus = 1,80€ Chocolates e souvenirs Lugano = 30€ Armário = 4,50€ Mercado = 4€ Mercado aeroporto Orly = 7,92€ Total: 49,72€ Continua... Obs: Vou atualizando aos poucos, pois é muita informação, mas prometo tentar fazer isso semanalmente ou até menos. Não esqueçam da dica pelo Booking vc consegue receber de volta R$50,00 no seu cartão após o check-out da hospedagem, basta que a reserva seja de no mínimo R$100,00. Vc realiza a reserva por este link e recebe o valor de volta no cartão que usou, vale pra usar uma única vez ok! Clica neste link: https://www.booking.com/s/43_8/733e5f83 Postei um vídeo com algumas imagens dos locais que passei, então vcs podem ver o que vem por aí neste relato! Caso surjam dúvidas, podem me chamar no insta: @viajacris 😉
  21. Boa tarde pessoal, Eu e e minha esposa vamos viajar ano que vem (ou primavera ou outono) e gostaríamos de conhecer Portugal e Espanha. Acontece que não gostamos muito de visitar museus e igrejas/catedrais (já fizemos muito isso eu outros países), nós gostamos mais de belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia. Então pensei em pedir essa ajuda a vocês, que tanto já me ajudaram com dicas. Sei que esse é um pedido já batido aqui no site mas, gostaria de ter uma ideia pra poder montar um roteiro não convencional (Lisboa, porto, Madrid, Barcelona...) Gostaria de dicas de cidades e lugares que se enquadre nas características que citei acima: belas paisagens, pequenas cidades e boa gastronomia... Muito obrigado!!!😀
  22. BarbaraLuiza

    Eurotrip 2020

    Bom dia pessoal, Estou planejando uma eurotrip para o fim do ano que vem com uma amiga, gostaríamos de fazer 4 cidades, mas estamos com dúvidas para escolher a 4ª. O roteiro até agora contém Londres, Paris e Roma, será uma viagem de 20 dias. Reservei 6 dias para Londres, transição de 1 dia de Londres a Paris, 4 dias completos em Paris, 1 dia de transição de Paris para Roma ou outra cidade e 3 dias completos em Roma. Qual outra cidade poderia ser encaixada neste roteiro?
  23. Galera, vejam se vcs podem me ajudar... Eu moro em Portugal fazem 6 meses, tenho contrato de trabalho e aguardo agendamento no SEF para conseguir meu cartão cidadão. No entanto, não tenho intenção de ficar em Portugal por muito tempo, quero somente ficar legal no país para tentar uma oportunidade de emprego em outro país, dessa vez de forma legal desde o início. Portugal foi minha porta de entrada. Sou cozinheiro, vim para a Europa com o objetivo de fazer um tipo de eurotrip gastronômica, trabalhar em diferentes restaurantes, aprendendo a culinária em Portugal, na Espanha, Itália, França... Como falei, estou aguardando meu cartão cidadão junto ao SEF, mas ilegal pq ja se passaram meus 3 meses de turismo (que poderia ter sido renovado, mas não o fiz🤦‍♂️). Vcs sabem me dizer qual seria a melhor forma de viabilizar essa “eurotrip” gastronômica? Tenho como solicitar um visto de trabalho estando ilegal no país (assim como fizemos com a regularização pelo SEF)? Pq talvez seja mais rápido, visto que não tenho a intenção de residir no país...
  24. Olá pessoal como estão? Bem há um tempo que venho me planejando para viajar e vi diversos mochilões pela internet, até que descobri esse site e gostei como tem muitas informações. Como todos nós amamos viajar nada melhor que pagar barato e conhecer novas culturas, novos países, novas línguas, e esse é o meu objetivo, conhecer o maior numero de lugares com o meu orçamento. Gostaria de ajuda e opiniões de como eu posso usar o dinheiro que tenho no momento para viajar para EUROPA. No momento tenho a possibilidade de gastar de 6 a 7 mil reais, seria uma boa grana para viajar e conhecer lugares bacanas por lá ? Desde já agradeço e estou no aguardo de opiniões e sugestões.
  25. Eai galera Em julho 2019 irei fazer um intercâmbio de 1 mês em Malta,logo após o intercâmbio irei fazer um mochilao de 12 dias para Roma > Viena Escolhi só 2 países pra ter bastante tempo e não ficar muito corrido,é minha primeira viagem internacional tô bem preocupado RS,meu roteiro inicial ficou assim: Dia 01. Malta>Roma Dia 02 Roma Dia 03 Roma Dia 04 Roma Dia 05 Roma Dia 06 Roma>Viena Dia 07 Viena Dia 08 Viena Dia 09 Viena Dia 10 Viena Dia 11 Viena>Malta Dia 12 Malta>Brasil Estou bem desorientado em relação a quantos euros levar,dei uma pesquisada e durante esses dias vou gastar uns 650 euros incluindo (passagens de avião de malta>Roma>Viena>malta), alimentação,passeios e hospedagens. Gostaria de saber se está bom meu roteiro e a quantidade de euro que irei levar... Obrigado 😁
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