Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''polônia''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Equipamentos
    • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Trekking
  • Viajar sem dinheiro
    • Viajar sem dinheiro
  • Viagem de Carro
    • Viagem de carro
  • Viagem de Moto
    • Viagem de moto
  • Cicloturismo
    • Cicloturismo
  • Outros Fóruns
    • Outros Fóruns

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Brasil
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Tópicos que recomendo


Ocupação

Encontrado 7 registros

  1. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de CRACÓVIA. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro PLN - Zloty Polonês Depois de 3 dias em Varsóvia segui minha viagem até Cracóvia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 25º dia de viagem: Varsóvia -> Cracóvia (Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018) Cheguei às 11h na estação Krakow Glowny. Deixei meu mochilão no left luggage da estação (PLN 14). Há armários também, mas custa o dobro do preço. Acessei o wifi da estação e vi o caminho até a cidade velha (15min de caminhada). Fui até a agência KRAKOW CITY TOURS para ver os preços dos passeios para Auschwitz e Mina de Sal em Wielszca (PLN 155 e PLN 150 respectivamente). Achei melhor pesquisar em outras agências. Menos de 30m dali estava começando o FREE WALKING TOUR OLD TOWN KRAKOW e nosso guia foi o PAVO (ou Pablo). Passamos pela praça central onde antigamente havia um importante mercado. Depois fomos até a 1ª universidade da Polônia, a JAGIELLONIAN UNIVERSITY, onde estudaram Nicolau Copérnico e o Papa João Paulo II. Terminamos o tour às 14h30 no CASTELO DE WAWEL, que na verdade leva esse nome pois a colina que ele fica se chama Wawel. Lá em cima também tem a CATEDRAL DE WAWEL. Após o fim do tour entrei na Catedral. Nela estão enterrados os maiores líderes da Polônia, incluindo o presidente que morreu em um acidente aéreo em 2012. Há também uma capela dedicada ao Papa João Paulo II. Ali perto está o DRAGON’S DEN (PLN 3). Que é uma passagem para descer da colina. Primeiro vc desce uma escada em espiral bem apertada. Daí vc chega em uma pequena caverna e na saída dela está a estátua do DRAGÃO DE WAWEL. É possível ver a estátua sem precisar passar pelo Dragon’s Den, mas eu recomendo fazê-lo! Voltei caminhando até a praça principal e parei pra comer no restaurante SPHINX. Pedi uma SHOARMA CLASSIC: carne picada e temperada com páprika, fritas, pão, salada de repolho, beterraba e outra que não consegui distinguir. Tomei uma cerveja Tyskie. A conta ficou em PLN 47 e estava tudo muito bom. Ainda na praça central passei na ST. MARY CHURCH que estava em reforma, então só podia entrar no começo dela e não podia tirar foto. Parei no bar LITTLE BRITAIN que fica ao lado da igreja e tomei uma Tyskie (PLN 8 - preço de happy hour). Voltei pra estação, comprei o café da manhã num supermercado que tinha lá dentro (pão,presunto, queijo e iogurte - PLN 11). Peguei meu mochilão e fui até o ponto de tram. A Ilona (minha anfitriã) já tinha me passado as coordenadas pra chegar à casa dela e teria que pegar o tram 52. Era 19h30 quando o tram chegou e fui acompanhando pelo Google Maps. Depois de 30 min. de viagem desci no ponto e no caminho da casa comprei 2 cervejas Perla (PLN 3 cada). Fiquei conversando com a Ilona e bebendo cerveja até as 23h30. Fui tomar banho e dormir. Distância percorrida no dia: 21km MERCADO CENTRAL JAGIELLONIAN UNIVERSITY VISTA DE WAWEL DRAGÃO DE WAWEL ST. MARY CHURCH 26º dia de viagem: Cracóvia (Terça-feira, 2 de Outubro de 2018) Acordei 8h30, tomei café e vi que uma fina garoa caía lá fora. Saí às 9h10 e 9h50 estava nas ruas da cidade velha procurando excursões para Auschwitz e Mina de Sal. Parei na agência CRACOW VISIT os preços estavam PLN 145 e PLN 135. Resolvi arriscar. Paguei no cartão e os tours sairiam nos dias seguintes. Segui caminhando até a praça central e tentei entrar no UNDERGROUND MUSEUM, mas por ser terça-feira a entrada era gratuita e os ingressos estavam esgotados. A moça da bilheteria me disse que havia outros dois museus que eu podia visitar e que a entrada também era gratuita: o MUSEU DE HISTÓRIA DE CRACÓVIA e o MUSEU DE POMORSKA STREET. O Museu de História de Cracóvia tinha uma pequena exposição (chamada Krakow Time & Space) falando dos primeiros assentamentos da cidade. Havia maquetes, pinturas e alguns objetos da época da fundação de Cracóvia. Consegui ver tudo em menos de 40 min. Depois caminhei por uns 15 minutos até o Museu de Pomorska Street. No caminho comi um OBWARZANEK (PLN 1,5) que é uma rosca salgada muito parecida com o simit da Turquia. ***Dica: Há vendedores de obwarzanek por toda parte. Então se bateu uma fome coma um desses pra dar uma enganada no estômago. Foi um pouco difícil achar a entrada do museu pq sua fachada estava em reforma. A exposição mostra as pessoas que foram perseguidas, torturadas e mortas pelos nazistas durante sua ocupação. Havia muitos textos e algumas fotos de gente enforcada. Vi tudo em 30 min., mas se for ler todos os textos sugiro reservar mais de 1h. Voltei até a praça central e parei no BULLDOG PUB. Tomei 2 cervejas Perla (PLN 10 cada) e às 15h peguei o FREE WALKING TOUR JEWISH QUARTER que saia em frente a igreja St. Mary. Passamos pela OLD SYNAGOGUE, JEWISH CEMETERY, IGREJA DE SAINT JOSEPH, BRIDGE OF LOVE e terminamos o tour no HEROES OF GUETTO SQUARE. O tour é bem interessante e altamente recomendável. Durante o tour conheci um brasileiro chamado Lucas e voltamos juntos pro Bulldog pub. Bebemos 2 cervejas e fui embora. Passei no Burger King e comi um 1 double whopper (PLN 21,5). No caminho pra casa comprei 4 cervejas pra tomar com a Ilona. Fui chegar às 21h30. Tomei as cervejas sozinho pq a Ilona tinha que terminar um projeto. Tomei banho e fui dormir 0h30. Distância percorrida no dia: 22km IGREJA DE SAINT JOSEPH PRAÇA CENTRAL 27º dia de viagem: Cracóvia -> Wieliczka Salt Mine -> Cracóvia (Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018) Acordei 7h20, tomei café e 8h35 estava chegando no local combinado. A van chegou 8h40 e seguimos para as minas de sal. O motorista nos deixou na entrada do tour em inglês que começaria às 10h. ***Nota: Vi na bilheteria que o ingresso custava PLN 89 (tem que pagar uma taxa extra de PLN 10 pra poder tirar foto dentro da mina). Paguei PLN 150 para a agência, sendo assim foram PLN 61 para a van me levar e me buscar. Dá pra ir lá sozinho usando transporte público? Dá, mas acho que não vale a pena. Descemos por mais de 300 degraus (leva uns 5min.) e lá embaixo começa o tour. Passamos por várias corredores e câmaras. A guia vai falando muito rápido e você tem que ser ligeiro pra tirar as fotos. Há estátuas de sal de vários personagens importantes da história da Polônia como Nicolau Copérnico e, claro, do Papa João Paulo II. Tem uma belíssima igreja nas profundidades da mina onde algumas missas e até casamento são celebrados lá. Passamos por lagos e moinhos que eram puxados por cavalos (tinha um elevador só pra eles). Chegamos a ficar 135m abaixo da superfície. No final do tour tem um restaurante mas não comi lá pq os preços estavam muito salgados ( ha!). Há também um cinema 3D com um pequeno documentário falando da importância do sal e como a mina se originou. O processo de volta até a superfície leva uns 20 minutos e cheguei em cima da hora combinada pra pegar a van de volta. Deixamos a mina de sal às 13h e às 13h30 estávamos de volta ao centro de Cracóvia. Fui até o UNDERGROUND MUSEUM (PLN 21), que tem esse nome pq ele fica embaixo da praça principal da cidade. O museu mostra o que foi encontrado lá durante escavações: cerâmicas, facas, ferraduras, moedas e até esqueletos humanos. Vi tudo muito rápido e levei 1 hora. Se for ver tudo com calma pode reservar até 2 horas lá dentro. Voltei ao Bulldog pub e tomei mais uma cerveja (PLN 10). Fiquei lá até 17h30 quando resolvi ir num restaurante ucraniano que a Ilona tinha recomendado. O KALEJDOSKOPE fica numa passagem subterrânea próxima à estação central. A atendente não é nada simpática e falam mal inglês, mas a comida é muito boa. Comi um tipo de hamburguer de peru, pure de batata e salada. Bebi um suco de não lembro que e a conta ficou PLN 20. Passei no Carrefour da estação central e comprei o café da manhã do dia seguinte. No caminho pra casa achei um mercado que vendia cervejas de micro cervejarias locais e comprei 2: 1 APA e 1 BLONDE ALE (PLN 14 cada). Cheguei em casa, conversei com a Ilona e bebemos as cervejas. Fui tomar banho e dormir 0h. Distância percorrida no dia: 13km ESCADARIA DA MINA DE SAL IGREJA DA MINA DE SAL RESTAURANTE DA MINA DE SAL CINEMA 3D DA MINA DE SAL 28º dia de viagem: Cracóvia -> Auschwitz-Bikernau -> Cracóvia -> Praga (Quinta-feira, 4 de Outubro de 2018) Acordei 6h e ainda estava escuro. Tomei café e preparei um lanche pra comer mais tarde. Saí às 6h30 e 7h20 estava pegando a van para Auschwitz. Passamos pra pegar mais 4 pessoas e chegamos lá às 9h. Durante a ida o motorista foi nos alertando que aquele lugar de respeito pois muitas pessoas morreram lá. Então ele pediu para não ficarmos tirando “stupid selfies” e ter o máximo de respeito pelas almas que sofreram naquele campo de concentração. Nosso tour começou às 9h30 e nossa guia foi a Anna. Ela ia falando num tom bem triste, porém muito claro e bem explicado. Não vou detalhar aqui o vi lá, mas eu aconselho fortemente pra quem for à Cracóvia visitar o complexo Auschwitz-Birkenau. Terminamos o tour em Auschwitz às 11h e nossa van nos levou até Birkenau, que é 7x maior. Foram só 5 min., mas pra quem for à pé é uma caminhadinha… Depois de mais ou menos 1h30 terminamos o tour em Birkenau. E a van nos levou de volta. Pedi pro motorista me deixar próximo ao museu da FÁBRICA DE OSCAR SCHINDLER e ele me deixou na porta. Comprei o ingresso (PLN 24) mas antes de entrar comi o lanche que tinha preparado no café da manhã. Entrei às 15h. O museu conta a história da fábrica e tem uma mini sala de cinema que mostra relatos de ex-funcionários que sobreviveram ao holocausto. Fala também de toda ocupação nazista na Polônia. Deixei o museu às 16h30 e peguei o tram 3 para voltar ao centro. Fui tomar uma cerveja - adivinhem só no Bulldog pub! Enquanto bebia uma Perla conversava via WhatsApp com um amigo meu do Brasil que conhece bem a Polônia. Ele me sugeriu um restaurante chamado POLSKIE SMAKI, que ficava 300m de onde eu estava. Chegando ao restaurante pedi um PLACKI ZIEMNIACZANE, que são panquecas de batata com um molho tipo bolonhesa. Estava uma delícia! Tomei uma cerveja e a conta deu PLN 24 - preço justíssimo para uma refeição boa e farta. Voltei pra casa e fui chegar às 19h30. Conversei com a Ilona enquanto preparava 2 sanduíches pra minha viagem. Arrumei minhas coisas, tomei banho, me despedi da Ilona e deixei o apto às 20h55. Cheguei no terminal rodoviário às 22h e peguei o ônibus pra Praga às 22h20. FIM DE CRACÓVIA Próximo relato: Praga AUSCHWITZ AUSCHWITZ AUSCHWITZ BIRKENAU BIRKENAU
  2. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de VARSÓVIA. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro PLN - Zloty Polonês Depois de 4 dias em Budapeste (Hungria) segui minha viagem até Varsóvia, na Polônia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 22º dia de viagem: Budapeste -> Varsóvia (Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018) Cheguei no aeroporto de Varsóvia às 9h20 e saquei PLN 200 no ATM. Os passes dos transporte público são por tempo, ou seja: vc compra um com um tempo pré definido (15, 30, 45, 75 minutos) e pode pegar quantas conduções quiser nesse tempo. Comprei um de 75 minutos (PLN 4,40), peguei o ônibus 175 e em 30 minutos estava chegando na estação WARSZAWA CENTRALNA. Deixei meu mochilão no LEFT LUGGAGE da estação por PLN 10 (há armários também, mas são mais caros: PLN14 por 24h). Passei num mercado e comprei 1 água e 1 iogurte (PLN 8 )para comer com o resto do pão do meu café da manhã. Peguei o ônibus 160 para a cidade velha (15min). Passei pela SIGISMUND COLUMN, ST. JOHNS CATHEDRAL, IGREJA GRACIOSA MÃE DE DEUS e fiquei dando umas voltas pelas ruas do centro antigo até às 13h30, quando peguei o FREE WALKING TOUR VARSÓVIA NA 2ª GUERRA MUNDIAL. Nossa guia foi a GOSKA e ela contou os horrores que a cidade sofreu durante a guerra e a ocupação nazista. Mais de 80% da cidade foi destruída! Os judeus tiveram seu dinheiro confiscado e foram para os guetos que tinha a densidade populacional maior que a ilha de Manhattan. Ela também falou do UPRISING (Levante) contra as tropas nazistas. Esse tour é altamente recomendável! Terminamos por volta das 15h30 no MONUMENTO AO LEVANTE que fica em frente à CATEDRAL DO EXÉRCITO POLONÊS. Voltei para a cidade velha e visitei a ST. ANNE CHURCH. A guia comentou que os jovens costumam se confessar nessa igreja pq os padres de lá não são tão “rígidos”. Voltei para o ponto de ônibus que tinha chegado e ao lado dele tinha uma máquina de bilhetes. Comprei o WEEKEND PASS que vale de sexta a domingo para todos os transportes (ônibus, tram, metro). Paguei PLN 24 e a máquina aceita cartão de crédito. Peguei o ônibus 160 e voltei à estação central. Conversei com a Marta (minha anfitriã) via WhatsApp e combinamos de nos encontrar no HARD ROCK CAFÉ que fica em uma das saídas da estação. Tomei 3 cervejas (PLN 42) esperando e assim que ela chegou fomos pegar minha mochila no left luggage. Chegamos no apto dela, deixei minhas coisas e já saímos para um bar chamado SAME KRAFTY. Tomei várias cervejas artesanais e comemos uma pizza (½ fungi, ½ carbonara) que estava simplesmente deliciosa! A conta deu PLN 98 e deixamos o bar por volta das 23h30. De volta ao apto, tomei um banho e fui dormir. Distância percorrida no dia: 20km SIGISMUND COLUMN MONUMENTO AO LEVANTE IGREJA GRACIOSA MÃE DE DEUS 23º dia de viagem: Varsóvia (Sábado, 29 de Setembro de 2018) Acordei 9h e a Marta tinha feito um café da manhã delicioso! Pão, um excelente patê de CHRZAN (uma raiz forte, que lembra wasabi), omelete e chá. Às 10h estava no centro para pegar o FREE WALKING TOUR OLD TOWN. O tour foi bem legal e a guia foi a Goska, mesma do dia anterior. No tour conheci o Júlio, um brasileiro que mora em Praga e estava passando o final de semana em Varsóvia. O tour terminou por volta das 12h30 e eu e o Júlio fomos almoçar no ZAPIECEK. Esse restaurante é especializado em comidas típicas polonesas. E, apesar de estar num ponto bem turístico, tem preços justos. Pedimos 2 pratos de PIEROGI (um frito e outro cozido) e tomamos 1 chopp (500ml) cada. A comida estava excelente (pierogi é um dos pratos mais tradicionais da Polônia e é uma delícia) e o chopp igualmente bom. A conta deu PLN 35 pra cada. Comentei com o Júlio que naquela noite eu e a Marta iríamos fazer um bate-volta numa cidade ali perto chamada LODZ. Iria ter o LIGHT MOVE FESTIVAL , um festival de luzes que acontece lá 1 vez ao ano. Ele acessou a internet pelo celular e conseguiu comprar as passagens para ir com a gente. Depois do almoço fui sozinho para o ESTÁDIO NACIONAL. Peguei ônibus 111 e depois de um momento achei que estava indo pro lado contrário. Desci do ônibus e notei que estava indo pro lado certo. Daí eu vi no Google Maps que estava próximo ao CHOPIN MUSEUM e decidir ir pra lá. O museu fica num prédio muito bonito e ornamentado (entrada PLN 22). As exposições são bem interativas e é possível conhecer a vida e a obra de Chopin. Voltei para o apto e me encontrei com a Marta. De lá fomos até a estação Warszawa Młociny pegar o Flix Bus (USD 6, somente ida, comprado antecipadamente, via site). A volta iríamos fazer de trem. Encontramos com o Júlio na estação e seguimos viagem. ***Dica: É cobrada uma taxa de USD 2 por compra no site da Flix Bus. Se vc já tiver seu itinerário completo, compensa comprar todas as passagens de uma vez. Assim será cobrado apenas uma vez a taxa. Chegamos em Lodz (se pronuncia “woodz”) por volta das 19h e o centro da cidade estava com a luzes apagadas. Em alguns prédios eram projetados animações cheias de cor e movimento. Havia MUITA gente na rua e a maioria delas com algum tipo de coisa “piscante” (colar, chifres de unicórnio e de diabo, braceletes, etc). Comi um pão com patê e picles de uma barraca na rua (PLN 5) e paramos no bar pra tomar uma cerveja (PLN 12). Passamos por um parque para ver uma apresentação de luzes sobre um lago. As luzes eram sincronizadas com músicas e uma fumaça artificial dava um efeito legal por cima do água. Vale MUITO a pena conhecer esse festival. Caso esteja em Varsóvia nessa época do ano, reserve uma noite pra ir até Lodz. Vc não vai se arrepender. Pegamos o trem de volta à Varsóvia às 23h. Fomos chegar por volta das 1h30. Chegamos no apto às 2h e fui dormir Distância percorrida no dia: 18km OLD TOWN CHOPIN MUSEUM LODZ - LIGHT MOVE FESTIVAL LODZ - LIGHT MOVE FESTIVAL 24º dia de viagem: Varsóvia (Doming, 30 de Setembro de 2018) Acordei 8h30 e tomei café da manhã com a Marta (panquecas e chá). Fui para o UPRISING MUSEUM e tinha combinado de encontrar com o Júlio lá. Para chegar lá peguei um tram e um ônibus e assim que cheguei vi um monte de policiais em frente ao museu. A entrada estava fechada e iria reabrir só de tarde. Não consegui saber o que estava acontecendo mas acho que alguém muito importante estava visitando o museu e, por motivo de segurança, fecharam a entrada. Nessa confusão toda me desencontrei com o Julio. Consegui achar um sinal de wifi aberto e falei com ele. Ele estava na estação Rondo Daszyńskiego e fui encontrá-lo lá. Decidimos então ir visitar o KATYN MUSEUM. Pegamos um tram e descemos na estação Dworzec Gdański. Caminhamos por uns 10 minutos e chegamos ao museu. O Katyn Museum foi criado em homenagem a centenas de milhares de oficiais poloneses que foram mortos em várias cidades diferentes durante os tempos de guerra. Há vários pertences das vítimas: pentes de cabelo, escova de dente, sapatos, jogos de xadrez e dominó, etc. Vale a visita pra quem curte essa parte da história. A entrada é gratuita e o audio-guia custa PLN 10. Pegamos o tram de volta ao Uprising Museum. Antes de entrar, passamos no mercado para comprar algo pra comer. Peguei 1 sanduíche, 1 coca e 1 chocolate Mars (PLN 13). Paramos num pequeno parque, comemos e seguimos para o museu. Quando chegamos lá a fila estava GIGANTE. Aos domingos a entrada é gratuita mas mesmo assim tem que ir até o caixa para retirar o ticket de entrada. Depois de 45 minutos de espera enfim conseguimos entrar (já era 14h30). O museu é incrível e tem 4 andares (subsolo, térreo, mezanino e 2º andar). Tem uma sala de cinema 3D com capacidade para 24 pessoas e o filme é um vôo sobre Varsóvia totalmente destruída após a II Guerra. Tem outra sala de exibição mostrando filmagens reais da cidade durante a ocupação naxista. No meio do museu há uma réplica de um avião LIBERATOR B-24J e réplicas dos túneis de esgoto usados como rota de fuga pelos judeus perseguidos pelo exército nazista. Esse museu é visita OBRIGATÓRIA pra quem passa por Varsóvia. Fomos sair de lá era mais de 17h. Entramos em contato com a Marta que nos sugeriu um restaurante chamado KRAKEN RUM BAR. Chegamos lá e eu pedi camarão com linguiça e baguette, pra tomar 1 chopp 500ml (PLN 40). Estava muito bom. De lá fomos encontrar com a Marta num bar chamado JABEERWOCKY. Havia vários tipos de cerveja e a média de preço era PLN 13 (copo com 500ml). Assistimos ao jogo final da Liga Mundial de Volêi e vimos o Brasil ser MASSACRADO pela Polônia por 3x0. Havia alguns torcedores no bar vibrando como nós brasileiros vibramos com o futebol. Cada ponto era equivalente a um grito de “gol” nosso. Dureza… Deixamos esse bar e passamos em outro, o PIJALNIA WODKI I PIWA que é um bar retrô da era comunista. É bem interessante e vale a pena conhecer, principalmente para experimentar os shots. A Marta nos pagou um shot de vodka de sabor que estava uma delícia. Tomei mais uma cerveja (PLN 8 e fomos embora. Pegamos o último metrô das 0h15. Chegamos de volta, arrumei minhas coisas e fui dormir 1h30. Distância percorrida no dia: 17km UPRISING MUSEUM 25º dia de viagem: Varsóvia - Cracóvia (Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018) Acordamos as 7h20 e 7h45 estávamos deixando o apto. A Marta foi comigo até a estação central (ela iria pegar um trem tb). Me despedi dela e fui comprar meu café da manhã: 1 sanduíche de salame, 1 donut de marmelada e 1 iogurte (PLN 14). Tomei o café da manhã na plataforma esperando o trem, que partiu pra Cracóvia às 8h45 FIM DE VARSÓVIA Próximo relato: Cracóvia
  3. WMFlores

    Qual mochila? Europa 20 dias!

    Olá pessoal, como vão? Quero uma mochila de 60l (70l máximo), para passar 20 dias na Europa, a finalidade é para transporte mesmo, tenho uma de ataque, então preciso uma para as viagens, ou seja, precisa de compartimentos para acomodar legal as roupas e itens de uso pessoal. https://lojaam.com.br/mochila-nautika-gyzmo-60l Achei essa muito legal essa. Teriam mais para indicar? Desde já agradeço!
  4. Nosso (intenso) último mês no Brasil antes da mudança para Polônia Começa hoje a série “Diário da mudança – Rumo à Polônia”! Ao longo dos próximos meses contaremos todo nosso trajeto desde o momento que decidimos morar fora, passando por todos os preparativos para a mudança, até nossa chegada em território polaco. A série não está em forma cronológica. Nesse primeiro post vamos contar para vocês como foi o intenso último mês no Brasil. Recebida a oferta de emprego e aceitada a proposta, nossa vida virou um turbilhão de emoções e decisões. Independente disso, vale dizer que nunca pensamos em “morar para sempre” fora do Brasil. (Ainda não conseguimos imaginar uma vida inteira longe da nossa família e amigos). Por isso, a meta que traçamos é morar de 3 a 5 anos fora e depois voltar para a Cidade Maravilhosa, na Pátria Amada (salve, salve!). Leia mais. Veja no post: O que fizemos com todas as nossas coisas antes de migrar? Hora de desapegar do que é material e focar no objetivo final! Quer levar mais bagagem na sua mudança? Vai precisar pagar por isso! Terminando os preparativos para a mudança Correria sem fim para dar conta de tudo antes da viagem Hora das despedidas das comidas, dos lugares e das pessoas amadas Confira a primeira parte do "Diário da mudança" acessando o post completo do blog "Batendo Asa". Acompanhe o blog também no Instagram e no Facebook – tem sempre dicas fresquinhas por lá para você! Aproveita e salva esse post no Pinterest para lembrar das nossas dicas!
  5. Oie! Eu sou a Jessica! Tudo bem? Há mais de 5 anos eu descobri o Mochileiros.com, enquanto planejava minha primeira viagem internacional e sozinha, para meu destino dos sonhos. Devorei relatos, anotei dicas, criei meu roteiro e parti - serelepe e pimpona! Desde então sempre recorro ao fórum para organizar minhas próximas viagens. Por isso, achei que seria interessante compartilhar por aqui o meu blog de viagens! (Acabou de sair do forno!!!) Além disso, estou a disposição para ajudar com qualquer dúvida sobre as viagens que já fiz, sobre morar fora do Brasil e, principalmente, aqui sobre a cidade de Cracóvia, na Polônia! Link do blog: https://batendoasa.com (Vou tentar avisar por aqui sempre que publicar um novo post lá no blog, mas para quem quiser acompanhar diretamente "na fonte", é só entra no link) E para acompanhar esse tópico e tudo que eu publicar por aqui, basta clicar no botão de "Seguir" ali em cima. Assim você pode escolher ser notificado por um e-mail. Bom, primeiramente, quero contar para vocês que o “Batendo Asa” está no forno desde o início do ano e foi lançado em Setembro/2018 (quase uma gestação!). Ele foi feito com muito carinho e atenção em todos os detalhes, desde a conceituação até a identidade visual. Esse é um projeto muito especial para a gente. Esperamos que goste! Fique a vontade para nos contar o que achou! (Adoro um feedback ). Onde mais estamos… Além do blog, também temos:Inserir outra mídia um perfil no Instagram – onde postamos dicas diárias nos stories e no feed, com muitas fotos lindas; uma página no Facebook – que também tem o objetivo de compartilhar dicas, notícias e inspiração; e começando no Pinterest – estamos criando vários boards inspiracionais sobre viagens para você! Vamos adorar ver vocês seguindo a gente nas redes sociais! Lá conseguimos ter um contado mais direto e ligeiro, tanto para tirar dúvidas quanto para papear mesmo. Objetivo do blog “Batendo Asa” Eu e o Haroldo (meu marido) criamos esse blog para dividir a realização do nosso de morar fora do Brasil. Queremos partilhar essa experiência tão incrível e transformadora com amigos, familiares e com quem mais possa se interessar. (Para saber um pouco mais sobre a gente, leia aqui!) Vamos compartilhar parte do nosso dia-a-dia morando em Cracóvia, na Polônia. Daremos dicas para quem quiser bater asa por aqui (como turista ou como expatriado). E mostraremos as belezas dessa cidade que nos acolheu e nos encantou desde o dia 1, mas que dificilmente faz parte nos roteiros de viagem dos brasileiros. (Quem sabe isso não começa a mudar?!) “Mas Jessica, por que escolheram a Polônia?” – Bom, costumamos dizer que foi a Polônia que nos escolheu! Estamos contando melhor sobre isso na série “Diário da mudança”. Morando no Velho Continente, temos oportunidades de nos aventurar por viagens em países que nunca pensamos em visitar, como Marrocos e República Tcheca. E queremos levar vocês com a gente, por onde formos. Inspirar aqueles que buscam novos lugares para desbravar, ou mesmo aqueles que adoram (como eu!) viajar através de relatos literários. Esse espaço não tem a pretenção de ser um “guia turístico”. Nosso blog está mais para um “diário de experiência”, onde vamos compartilhar as nossas vivências, nosso olhar sobre o lugar que vivemos e sobre os lugares que visitamos. E, claro, com dicas úteis em meio às nossas histórias. E por que o nome “Batendo Asa”? A inspiração para o nome do blog surgiu de algo que sempre ouvi desde pequena. Apesar de ser “carioca da gema”, cresci no interior do estado do Rio e minha mãe e avó sempre diziam que eu ia “bater asa” logo, que eu não ficaria ali por muito tempo. Aos 18 voltei para a Cidade Maravilhosa e, 11 depois , bati asa para longe! Também era chamada de “passarinho” ou “tico-tico” pelo meu padrinho de consideração, o que também contribui para que a expressão “batendo asa” seja tão genuína na minha vida. E agora eu te convido: vem “bater asa” com a gente!
  6. Jessica Cezar

    Zakrzówek: o oásis escondido da Cracóvia

    Zakrzówek: o oásis escondido da Cracóvia Sei que a Cracóvia (e a Polônia, de modo geral) não é um destino que está nos sonhos da maioria dos brasileiros. Muita gente não tem ideia da quantidade de belezas que há nesse país que vem nos conquistando, dia após dia, desde que nos mudamos para cá. Como o principal estereótipo polonês é de muito, muuuuito frio o ano todo , decidimos estrear a categoria “Polônia” aqui no blog fugindo dos tradicionais roteiros turísticos, e mostrar que nem tudo aqui é neve. Vamos falar de um lugar em Cracóvia que é tipicamente local e particularmente popular no verão: o deslumbrante lago Zakrzówek. O lago artificial Zakrzówek (se pronuncia “zaqui-jú-vec”) é uma joia escondida em meio a cidade. Esse fantástico reservatório foi criado quando a pedreira de calcário que operava no local acidentalmente perfurou o lençol freático em 1990. O local foi inundando e se tornou esse oásis, a pouco mais de 3 quilômetros do centro. Uma imensidão azul de águas cristalinas! Hoje ele é uma das alternativas que os moradores de Cracóvia têm para a falta de praia na cidade – afinal, não é todo o fim de semana que se consegue ir para o norte da Polônia, para as praia em Gdansk, Sopot e Gdynia. Quem está acostumado com um bom banho de mar (como eu! ), estranha o primeiro mergulho, pois a água é doce (como é de se esperar). Mas a imensidão cristalina conquista até os corações cariocas. E para ajudar você a aproveitar esse passeio quando vier à Cracóvia (ou quem sabe você não decide visitar a cidade já pensando em ir em Zakrzówek!), contaremos nossas experiências no lago e daremos dicas de como aproveitar o lugar de diversas formas. Leia mais. Vamos mostrar: como chegar lá de transporte público; como faz para mergulhar nas profundezas do lago (e descobrir várias atrações submersas, como um navio “naufragado”); ou como se refrescar e tomar um banho de sol; e também quanto custa cada coisa. Enfim, tudo que você precisa saber antes de ir em Zakrzówek. Confira o guia acessando o post completo do blog "Batendo Asa". Acompanhe o blog também no Instagram e no Facebook – tem sempre dicas fresquinhas por lá para você! Aproveita e salva esse post no Pinterest para lembrar das nossas dicas!
  7. Fayson Merege

    Auschwitz: o símbolo do holocausto

    Auschwitz - Birkenau Lembre-se que Auschwitz - Birkenau não é "apenas" um museu, mas, um memorial em homenagem as pessoas que morreram lá. Eu preferi visitar ambos os campos de concentração sozinho, sem guia ou agência. Fui no começo de outubro, com tempo frio, chuvoso, nublado e talvez o "cenário perfeito" para "sentir" o lugar. Não consigo ver cor em um lugar sombrio como esse e andar entre os prédios é doloroso. Sem dúvida é o lugar mais triste e deplorável que já fui. A visita fica marcada na alma. Era aqui que os prisioneiros deportados tinham seus destinos selados após chegarem nos trens lotados. Tanto homens quanto mulheres eram avaliados e os aptos para o trabalho forçado ganhavam alguns dias a mais servindo nos campos. Os considerados inúteis, que na maioria eram as mulheres, idosos, crianças e deficientes; eram enviados para morrer na câmara de gás. (Pelos meus cálculos após ler as placas, estimo que as mulheres conseguiam sobreviver aproximadamente 1 mês, enquanto os homens entre 2 e 3 meses). Isso acontecia por dois motivos: o primeiro é que, depois desse tempo, os presos já estavam fracos demais para dar conta das atividades, mas, talvez, a principal razão era que eles testemunhavam tudo o que acontecia aqui dentro e, portanto, deveriam ser eliminados. arbeit macht frei – ‘o trabalho liberta’ Essa frase é uma tremenda ilusão quando você entende um pouco sobre tudo o que aconteceu ali dentro. Ao passar pelo portão, minha vida se transformou em "antes/depois" de Auschwitz. O ambiente horrível e pesado me fez pensar e (re)pensar em como o ser humano foi capaz de fazer tanta barbaridade, crueldade e ter tanta frieza (principalmente) com inocentes por uma ideologia. A IDEOLOGIA NAZISTA LIDERADA POR ADOLF HITLER "Minha mãe foi levada entre as mulheres. Arrancaram um pedaço do meu coração. Eu tinha uma esperança de encontrá-la algum dia, não queria acreditar que minha mãe morreu tão estupidamente. A troco de nada.Eu sempre estava ameaçado de morte. Uma vez um capo (judeus que colaboraram com os nazistas e tinha um pouco mais de liberdade nos campos de concentração) me levou para acabar comigo, mas apareceu outro, do nada, e pediu para ele ajuda-lo. E ele me deixou. Mais uma vez, tive sorte." - Aleksander Henryk Laks, sobrevivente do Holocausto A passos lentos e tentando observar tudo o que era possível, vou percebendo como era a vida (se é que posso dizer "ter vida" em um lugar como esse) dentro dos muros e cercas de Auschwitz. Mesmo com algumas "melhorias", as condições sempre foram subumanas. A palavra conforto e privacidade não tem significado por aqui. Os blocos são similares e o bloco 11 era a "prisão", onde os prisioneiros rebeldes recebiam suas punições. Ao total são 30 prédios que o compõem e você pode entrar nos alojamentos 4,5,6,7 e 11. Além disso, conhecerá a câmara de gás, o crematório e o escritório do exército nazista que comandava todo o campo. Ao adentrar nos blocos, a impressão que tinha era ter sempre alguém me "observando". Talvez por estar sozinho (na maior parte do tempo) e ouvir o som dos meus próprios passos. O silêncio é assustador quando se caminha só por entre os corredores. Meu coração ficava angustiado a cada saída dos blocos e ir conhecendo mais sobre as atrocidades. Dois lugares são marcantes e foram os mais difíceis pra mim. Na câmara de gás eu chorei e na "prisão" me senti sufocado. Corredor do Bloco 11 (A prisão) Andar por esses corredores foi difícil. As paredes são úmidas e não tem muito oxigênio. Era aqui que as torturas aconteciam aos suspeitos de sabotagem ou aqueles que quebravam as regras. "Celas Escuras" Alguns prisioneiros eram obrigados a passar noites seguidas nas "celas verticais", medindo cerca de 1,5m². Como se não bastasse a cela ser pequena, eram colocados 4 ao mesmo tempo e tinham que passar a noite toda em pé. No porão do bloco fica as "celas da fome": os aprisionados ali ficavam sem água/comida até morrer. Aqui também fica as piores celas (pra mim), as "celas escuras". A cela tem apenas um pequeno espaço na parede para respirar e portas sólidas. Os guardas da SS acendiam velas para fazer o oxigênio acabar mais rápido e consequentemente fazê-los morrer lentamente sufocados. E muitos ali dentro eram suspensos com as mãos amarradas para trás por horas ou mesmo dias, fazendo com que suas clavículas fossem deslocadas. Câmara de gás Trancados numa sala mal iluminada, o gás invadia cada canto do ambiente. Quando o veneno começava a fazer efeitos, os prisioneiros tentavam fugir dos pontos de onde ele saia e, assim, eram esmagados por causa do pânico e pela super lotação. Estima-se que em torno de 20 minutos o gás interferia na respiração e a morte vinha em forma de sufocamento, crises compulsivas, sangramento e perda de sentidos. Um grupo de prisioneiros que trabalhava no crematório – o sonderkommando – eram encarregado de limpar a câmara deixando tudo pronto para o próximo grupo. Originalmente, esse prédio foi construído para abrigar um necrotério e os fornos de incineração, mas, como precisavam encontrar uma forma mais rápida de eliminar os judeus, os nazistas começaram a fazer experimentos utilizando o Zyklon B, um potente pesticida capaz de matar um número maior de prisioneiros sem muito trabalho. O teste inicial com o gás Zyklon B matou 850 prisioneiros polacos e russos. A experiência foi considerada um sucesso e utilizada no campo em 1941 e 1942. A câmara de gás se tornou um modelo também para os outros campos de concentração. De todos os prisioneiros que por ali passaram, apenas 300 conseguiram fugir. Praticamente a visita em Auschwitz I "termina" aqui e após sair da câmara de gás, eu sentei ao lado de uma cerca e comecei a chorar. Algumas poucas pessoas passaram por mim e me olharam estranhamente. É doloroso demais presenciar tudo isso. Por outro lado é uma experiência enriquecedora e transformadora. Ao passar pelas cercas eletrificadas, me veio a cena do filme "o menino do pijama listrado". "Então você não pode sair desse lugar? Porque? O que você fez? EU SOU JUDEU" - respondeu Assim como o muro de Berlim, essa cerca separou muitas vidas. Fazendo uma analogia para os dias atuais, deveríamos pensar quais os muros e cercas que ainda nos separam. E ouso dizer que existem muitos muros e cercas para serem derrubados. Além das doenças e dos assassinatos, a morte alcançava Aschuwitz-Birkenau por meio do suicídio: atormentados e sem esperança, muitos prisioneiros se lançavam contra as cercas elétricas e, quando não morriam por causa do choque, eram fuzilados pelos guardas que faziam a segurança do campo. Funcionando dia e noite, esse processo de produção de defuntos incluía também outras formas de assassinato: todas as noites, 70 mulheres eram fuziladas com um tiro na nuca e lançadas em valas comuns. Injeções letais e envenenamento com soda cáustica também estavam na lista de opções dos nazistas para acabar com a vida dos inocentes. Saí de Auschwitz I por volta das 6:15pm junto a outras poucas pessoas que lentamente caminhavam em direção ao ponto de ônibus. Antes de passar pela catraca, olhei para trás por alguns segundos e pensei comigo mesmo: "Certamente não há nada bonito para ser visto por aqui. O tempo nublado deixou o ambiente sombrio e tenebroso. Mas acredito que aprender com os erros do passado talvez nos faça ser melhores pessoas no futuro. Confrontar-se com o pior lado do ser humano no faz rever valores, convida a refletir sobre os limites da ganância e do poder. E quem sabe nos faça correr numa direção contrária ao pior capítulo da história da humanidade. Eu nunca mais esquecerei desse dia. Está marcado na minha alma pra sempre" Fayson Merege @faysonmerege
×