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Encontrado 18 registros

  1. israel kiesel

    Cidadania Europeia

    Sou bisneto de alemães mas não sei exatamente quando vieram para o Brasil mas tenho o sobrenome deles, queria saber se tem como eu ou minha mãe pedir a cidadania europeia Obs: não existe mais nem um documento oficial que diz que eles são alemães que migraram para o Brasil
  2. rapazvr

    Alemanha: Postdam

    A cidade de Postam localiza-se a 20 quilómetros de Berlim e a viagem de comboio (incluída no Berlim Welcomecard) demora cerca de 30 minutos. Devido a todas as suas atracções e à beleza da cidade, e ainda à carga história associada, visitar Postdam é obrigatório para quem já conhece Berlim e tem algum tempo disponível para uma escapadinha. https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/10/14/alemanha-postdam-germany-postdam/
  3. Post do meu Blog sobre os principais monumenos relacionados com a Segunda Guerra Mundial, Nazismo e Guerra Fria em Berlim. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/10/07/alemanha-memorias-do-nazismo-em-berlim-germany-memories-of-nazism-in-berlin/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
  4. rapazvr

    Alemanha: tour por Berlim e arredores (2)

    Boa tarde a todos, Aqui fica a segunte parte da minha visita a Berlim. Espero que gostem :) https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/09/22/alemanha-tour-por-berlim-e-arredores-2-germany-tour-in-berlin-and-surroundings-2/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
  5. rapazvr

    Alemanha: tour por Berlim e arredores (1)

    Aqui fica a descrição da primeira parte da minha visita a Berlim, presente no meu blog de viagens Espero que gostem, a continuação virá a caminho em breve. https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/09/17/alemanha-tour-por-berlim-e-arredores-1-germany-tour-in-berlin-and-surroundings-1/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
  6. Rafael_Salvador

    AJUDA ROTEIRO BÉLGICA

    Galera, estou precisando de uma ajudinha! Tinha um roteiro pronto onde sairia de Paris e passaria 02 noite em Ghent (14/08 a 16/08) e 02 noites em Bruxelas (16/08 a 18/08). Entretanto venho lendo muiiiiiiiiiiitos comentários negativos sobre a segurança de Bruxelas (principalmente em blogs internacionais) e estou seriamente decidido a anular esta cidade do meu roteiro, e aí vem o problema! 1 - As passagens de Paris-Ghent já estão compradas para o dia 14/08 e a hospedagem em Ghent está paga e não é reembolsável. 2 - A minha namorada retornará ao Brasil exatamente via Bruxelas em um voo que saí de lá as 10:45 a.m. dia 18/08, desta forma teremos que estar no aeroporto (BRU) na pior das hipóteses as 08:45 a.m. já que ela fará um voo domestico ate Madri. Então vem a pergunta: Alguma sugestão de Cidade na Bélgica ou redondezas em que fosse possível passar duas noites e no terceiro dia chegar ao aeroporto BRU as 08:45 a.m.? Já pensei em ficar somente Ghent e além do bate volta a Bruges que já esta planejado, fazer mais um até Antuérpia... Mas queria ver outras possibilidades. A proposito, tem como ir de Ghent diretamente ao aeroporto de Bruxelas (BRU)? Em quanto tempo?
  7. Olá amigos do Mochileiros.com! Novamente grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem pela Alemanha (passando rapidamente pela República Tcheca também), por mais ou menos 11 dias (tirando os dias que passamos no avião). Foi a quarta viagem que realizamos por conta própria, para nossa felicidade. Antes de tudo, inicio meu relato contando que a minha ideia era planejar uma viagem pela Itália, mas devido à situação econômica não tão favorável, mudamos o roteiro para que ficasse mais barato... E como sempre foi uma vontade do meu marido conhecer a Alemanha e nossa vontade também conhecer Praga, planejamos essa viagem que acabou saindo uma viagem muito legal, pra gente guardar no coração e na memória! Só para reclamar um pouquinho: Senti falta de ler mais relatos de viagem por aqui sobre esses destinos. Existem tópicos muito interessantes sobre as cidades, mas sou viciada em ler relatos de viagens e dentre os poucos que existem, vários estão incompletos... E por falar nisso: Vou fazer o possível para eu não entrar nas estatísticas aqui de relatos incompletos também! Antes de mais nada, também, algumas considerações: Essa viagem começou com um pouco de preocupação (além da situação econômica não tão favorável, ainda teve episódios de familiares doentes e precisando de ajuda e por isso demoramos um pouco mais para comprar as passagens e reservar quartos de hospedagem (e tudo com cancelamento incluído, para se algo desse errado), mas tudo correu bem, graças a Deus! Por esse motivo, perdemos uma promoção de passagens pela TAP (que voamos pelas últimas vezes), e ficamos tristes, mas conseguimos uma promoção pela Lufthansa, o que nos salvou. Descobrimos que nosso último dia de viagem era praticamente o primeiro dia da Oktoberfest em Munique (mas peraí, não era em Outubro?! Não, começa em Setembro, mesmo! Mas como não bebemos cerveja, não ficamos tristes, só um pouco preocupados, pois foi um pouco difícil conseguir hospedagem e acabamos achando um pouco afastado do centro histórico, mas acabou sendo muito boa hospedagem!) Reservamos um horário para a visita no Reichstag, para visitar a cúpula, que só se consegue se reservar horário (é gratuito) e reservamos também um horário para o Castelo de Neuschwanstein, pois eu queria muuuito conhecer e não queríamos dar o azar de depois de muito custo, ao chegar lá, não ter horário disponível! Os tickets só podem ser comprados na hora no Ticket Center, mas é possível reservar um horário com antecedência online por uma taxa extra, de 1.80 Euros por pessoa, por castelo, sendo que se perder o horário reservado, parece que eles cobram o preço do ticket no cartão do crédito. Acho que foi só isso que tivemos que reservar com antecedência. Tivemos um pouco de sorte para trocar os Euros, pois o câmbio não estava favorável, até a notícia da saída da Inglaterra da união Européia, quando o Euro abaixou e nós aproveitamos para trocar bastante! Li muitos blogs, os Mochileiros.com e assisti vlogs de viagens sobre a Alemanha antes de ir e em vários deles, se dizia que na Alemanha é difícil os lugares comerciais aceitarem cartões de crédito (diziam que até em supermercados não se aceitava). Ficamos muito preocupados e eu queria levar muuuuito dinheiro, mas meu marido ficou preocupado de levar tanto em espécie e resolveu arriscar. Acabou que deu certo, pois os estabelecimentos médios e maiores aceitam cartões, só as lanchonetes, padarias, jornaleiros, etc é que não aceitavam. Até lojinha de souvenir maiorzinha também aceita cartão! Embora o cartão não seja também a melhor opção, devido ao IOF, sempre rola uma preocupação em levar uma grande monta em espécie! E os alemães são muito gente boa! São reservados e diretos, mas são gente boa! O mais engraçado é que se a gente floreava um pouco pra explicar uma situação, ao pedir uma informação, eles logo perguntavam no estilo: "afinal de contas, o que a vocês querem?!" Mas assim como acho que os Espanhóis também não são grossos, são diretos, os alemães também não compartilham desse "mimimi" que nós, os brasileiros, estamos acostumados e por isso o choque cultural. E a grande maioria deles fala inglês (os mais jovens, então, diria que 100%). Tivemos algumas situações que a comunicação foi difícil, pela pessoa não saber falar inglês, ou a gente também demorar pra entender o que estava sendo dito, mas no final, até com um pouco de mímica, deu tudo certo! Teve até uma moça que, em Berlim, veio nos pedir informação em alemão, sobre onde era o ponto do ônibus e ao informar que não falávamos alemão, ela nos perguntou em inglês e a gente que a ajudou a se encontrar. O Rodrigo, meu marido, estudou o basicão de alemão, mas não dava pra ter uma conversação na língua deles, teve que ser em inglês, mesmo... E ele que me salvou no inglês, pois nesse quesito, eu não estou lá muito fluente (que tristeza!) A idéia de visitar Praga veio depois que vi um vlog de viagem dando dicas de como deixar sua viagem mais barata (e eu estava vendo se faltava mais alguma coisa que pudéssemos fazer pra isso!) e no vlog a dica era tentar visitar cidades perto, como um "bate-volta" ou um 'pit-stop" e a dica era Berlim-Praga-Outra cidade... e me deu um estalo que poderíamos fazer isso com Berlim-Praga-Munique, já que Praga fica no meio do caminho, e nós sempre tivemos vontade de conhecer (só que eu, não sei o porquê, achava que era um sonho meio distante). Também vimos em vlogs/blogs de viagem, recomendando viajar de ônibus pela Alemanha, de uma cidade a outra, pois em muitas das vezes, o preço saía mais barato e as estradas são maravilhosas... E resolvemos pesquisar e realmente conseguimos baratear um pouco mais a viagem (agora não lembro quanto que foi a diferença, pois isso ficou a cargo do meu marido... Mas lembro que a gente conseguiu melhorar o custo!). Bem, acho que por enquanto, é só... E vamos ao que interessa: o relato da Viagem!
  8. Berlim é uma cidade incrível, cheia de atrações para todos os gostos e bolsos. Como muita gente destina apenas 3 dias para Berlim, decidi montar um guia com mais de 10 roteiros pela cidade. Esses roteiros iniciam perto do término do anterior e eu o criei assim para que seja um modo fácil de organizar a tua viagem. Além dos roteiros, tem dicas de bairros para se hospedar, de como circular por Berlim e de atrações fora do circuito turístico de Berlim! Veja mais: https://www.turistando.in/mini-guia-o-que-fazer-em-berlim/
  9. Plano de Viagem A primeira informação a saber é que o Reno é um dos maiores rios da Alemanha, mas o seu trecho mais explorado turisticamente é chamado de Vale Superior do Médio Reno, que corresponde a um percurso de 65km que vai de Rudensheim/Bingen até o encontro com o Rio Mosela, na cidade de Koblenz. Esse lugarzinho da Alemanha é conhecido por ter uma das mais altas concentrações de castelos do mundo, são cerca de 40 fortificações, algumas em ruínas, outras transformadas em luxuosas residências/hotéis. Complementando a paisagem estão os canyons, cujas íngremes encostas, conhecidas como terraços do Reno, são usadas para cultivar uvas viníferas, responsável pela produção de um delicioso vinho produzido da mesma forma desde séculos atrás. Esta é uma região de pequenos vilarejos, com arquitetura e costumes tipicamente medievais, enriquecidas com o tradicional comércio das embarcações que circulam pelo Rio desde épocas remotas. Semelhante ao Vale do Reno é o Vale do Mosela, funcionando como uma continuação do vizinho mais famoso. Embora menos dramático que o seu vizinho Reno, concentra praticamente os mesmos atrativos : diversas fortificações, vinícolas e charmosos vilarejos desde Koblenz até a antiga cidade Romana de Trier. Duração do Passeio e Hospedagens Embora não seja uma região muito extensa, a grande quantidade e as características das atrações demandam um bom tempo para que o viajante possa visitá-las e apreciá-las adequadamente. Não é uma viagem em que se possa simplesmente esgotar tudo o que tenha para se ver. Pelo contrário, o clima romântico e bucólico da região convida a um passeio mais relaxante. Há sempre de se arranjar tempo para curtir um entardecer com uma taça de vinho sentando nos bancos dos floridos jardins ao longo das margens dos Rios ou simplesmente se perder nas ruínas medievais de um Castelo que parece saído de um cento de fadas. Dessa forma, reservamos 2 noites de hospedagem no Vale do Reno e mais outras 2 noites para conhecer o Vale do Mosela. Nossos planos eram ambiciosos : conhecer a maior quantidade de castelos possíveis intercalando algumas paradas estratégicas nos vilarejos medievais típicos da região. Embora Koblenz possa concentrar a melhor infra-estrutura da região, decidimos procurar hospedagem em cidades menores da região, onde poderíamos ter mais tempo para relaxar e, dentre outros benefícios, ficar mais próximo de ter uma das raras experiências na vida de sentir-se rei por pelo menos uma noite e dormir em um verdadeiro castelo medieval. Meio de Transporte Apesar de ser uma região bem bucólica, é dotada de uma excelente infraestrutura de transporte. É possível fazer praticamente toda a rota de trem, carro, bicicleta e de barco. No nosso caso, como viajávamos com criança e precisávamos nos deslocar um pouco mais rápido, optamos pelo carro alugado. Foi bastante útil em alguns momentos para se chegar em alguns castelos com acessos mais complicados, como o Burg Eltz. Mas com mais tempo na região, certamente não deixaríamos de realizar o passeio de barco. Mas sempre é bom ter um motivo para voltar não é verdade? Custos Por se tratar de uma região bastante turística, os custos não são dos mais baratos da Alemanha. Com exceção de Koblenz, uma cidade relativamente grande, a grande maioria das hospedagens possuem poucos leitos, o que contribui para encarecer o preço da hospedagem na região em época de alta temporada. Por outro lado, a grande concentração de Castelos transformados em hotéis pode significar sua melhor oportunidade de dormir uma noite em um castelo de verdade. De uma forma geral, a concorrência é limitada, inclusive em restaurantes, e dependendo da época do ano, isso influencia no custo da região. Clima O tempo é normalmente chuvoso e bastante frio fora da alta temporada que acontece no quente da Primavera até a época da Vidima, a colheita das uvas, onde ocorrem várias festas em comemoração às colheitas em quase todos os vilarejos ao longo das margens dos Rios. Roteiro Detalhados Para destrinchar bem nossos roteiros, vamos detalhar em várias partes : 1) Parte I : Burg Rheinstein 2) Parte II : Burg Rheichenstein 3) Parte III - Bacharach 4) Parte IV - Castelos Liebenstein e o invencível MarksBurg 5) Conhecendo o Vale do Reno : Como é dormir em um verdadeiro castelo medieval, o Burg Schonberg 6) Conhecendo o Vale do Mosela : Burg Eltz 7) Conhecendo o Vale do Mosela : Trier e Bernkastel Kues 8 ) Conhecendo o Vale do Mosela : Cochem 9) Conhecendo o Vale do Reno e Mosela : Koblenz segue...
  10. jpofreitas (GoTravel2Live)

    Dachau: o campo de concentração alemão que serviu de modelo nazista

    Quando falamos de viagens e lugares para se conhecer, normalmente nos vem à mente belas paisagens, gastronomia e lugares abarrotados de turistas (muitas vezes barulhentos). Mas nem sempre lembramos que viajar também é conhecer a História e vivenciar lugares, os quais nem sempre trazem um passado glorioso. Este é o caso de Dachau, o campo de concentração construído pelos nazistas Leia mais… http://www.gotravel2live.com/europa/alemanha/dachau-o-campo-de-concentracao-alemao-que-serviu-de-modelo-nazista/
  11. CAMPO CONCENTRAÇÃO DACHAU Acessível através de carro desde Munique aproximadamente 20 m. TRAM desde Munique aproximadamente 40 m Parque estacionamento: 3 Euros http://www.Kz-gedenkstaette-dachau.de Plano do Campo Concentração de DACHAU Em visita a Munique , este era um dos locais que considerava imperdíveis não só pelo carga histórica que comporta mas também porque é viver um Passado muito Presente. Assim e para ter tempo de recuperar caso fosse necessário decidimos que DACHAU seria a primeira paragem. Como poderão constatar, muitas das fotos estão a preto e branco. A razão pela qual decidi tratá-las assim tem a ver com uma pequena homenagem que gostava de fazer a todos aqueles que pereceram neste campo. Fotos a preto e branco estão ligadas ao passado e à dor, fotos a cores têm a ver com o DACHAU presente e com a esperança de que o que ali se passou não se volte a repetir. O Campo de Concentração de DACHAU foi inaugurado em 22 de Março de 1933 após a chegada dos primeiros prisioneiros e apenas algumas semanas depois de Adolf Hitler ter sido nomeado Chanceler. Foi assim o primeiro campo a ser construído pelo novo governo nazista e foi descrito por Heinrich Himmler como sendo “o primeiro campo de concentração para prisioneiros políticos“ A primeira maquete do Campo de Concentração. Era assim em 1933 Durante o 1º ano de funcionamento teve 4.800 prisioneiros sendo a sua maioria alemães comunistas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime. Este campo serviu de modelo para outros campos de concentração, sendo que mais tarde foi a “Escola de Violência“ dos homens das S.S Durante os doze anos da sua existência, mais de 200.000 pessoas provenientes de toda a Europa estiveram presas aqui ou em campos secundários. Numa lista que se encontra no museu pude observar que estiveram aqui presos 4 portugueses. O edifício onde se situa a entrada principal do campo chama-se “JOURHAUS“ e além de entrada principal do campo foi também utilizado para os escritórios dos oficiais e pessoal das S.S. A entrada no campo é feita através de um pequeno túnel protegido por uma porta com barras de ferro e onde está inscrito (como em todos os campos) a frase “ARBEIT MACHT FREI“ ou seja “O trabalho liberta“, através da qual todos os novos presos entravam no campo . Esta porta separava os presos do mundo exterior. O lema “ARBEIT MACHT FREI“ reflectia a propaganda alemã de tentar banalizar perante os estrangeiros os campos de concentração querendo dar a ideia de que se tratavam de campos de “trabalho e re-educaçã “. Também se pode considerar que se tratou de um lema das S.S que implementava o trabalho forçado como método de tortura e como uma extensão do terror no dia a dia de um campo de concentração Em 1933, Theodor Eicke foi nomeado Comandante do Campo de Concentração. Foi ele que desenvolveu o plano organizativo e legal que seria mais tarde aplicado a todos os campos de concentração. Foi também dele a decisão de dividir DACHAU em duas áreas distintas: o campo de prisioneiros, rodeado por uma grande variedade de instalações de segurança e torres de vigilância; e de uma outra zona onde se situavam os edifícios administrativos e os quartéis das S.S Mais tarde quando foi nomeado Inspector Geral de todos os campos, Eicke estabeleceu DACHAU como modelo para todos os outros campos e também como escola de assassinato das S.S No inicio de 1937 as S.S. iniciaram a construção de um enorme complexo de camaratas utilizando o trabalho forçado dos prisioneiros. Esta construção foi terminada em 1938 e permaneceu inalterada até 1945 , mostrando assim que DACHAU esteve em pleno funcionamento durante todo o período de duração do Terceiro Reich. Os primeiros prisioneiros eram opositores políticos ao regime nazi, comunistas, sociais democratas , sindicalistas e membros do partido conservador e do partido liberal. Os primeiros presos judeus foram enviados para DACHAU por oposição política ao regime e não por perseguição étnica. Nos anos seguintes novos grupos foram deportados para DACHAU entre eles homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová e também sacerdotes. Na noite de 10 para 11 de Novembro , a chamada “Reichskristallnacht“ (“Noite dos vidros quebrados“) mais de 10.000 judeus foram aprisionados em DACHAU. A partir de Março de 1939, a agressão nazi que agora se dirigia também a outros países europeus, originou a chegada a DACHAU de prisioneiros de guerra provenientes da Polónia , Noruega, Bélgica, Holanda, França, etc. Os prisioneiros alemães tornaram-se assim numa pequena minoria sendo que o grupo mais importante correspondia aos presos Polacos e Russos. Hoje em dia, a fantástica exposição que retrata a história do campo de concentração está situada no chamado “Edifício de Manutenção“. Este edifício tem também o seu lado histórico pois além de diversos escritórios, armazéns, cozinha e lavandaria,era aqui que se situava o “ Banho dos Prisioneiros “ onde tiveram lugar os degradantes procedimentos para o registo de novos prisioneiros. Era aqui que o prisioneiro perdia toda a sua identidade como ser humano pois era despojado de toda a sua roupa, aneis, pulseiras, relógios, etc, mas mais importante era aqui que perdia a sua liberdade e a sua autonomia. Os banhos eram a ultima estação do procedimento de admissão. Rapavam a cabeça , eram desinfectados , tomavam duche , vestiam a farda de prisioneiro eram enviados para a respectiva camarata. Uma cerca de arame farpado electrificada , uma trincheira e um muro com 7 torres de vigia rodeavam o campo. Existia o que os soldados das S.S. definiam como zona de proibição e que consistia em um relvado antes da trincheira. Os prisioneiros sabiam que a entrada nesta zona constituía a morte pois os soldados posicionados sobre as torres de vigilância disparavam a matar. Muitos foram os prisioneiros que correram em direcção á zona proibida para que pudessem pôr termo ao sofrimento que lhes era aplicado. O Campo de Dachau estava dividio em 2 secções : a área das camaratas e a área do crematório. A área das camaratas era constituída por 34 blocos sendo que 32 se destinavam aos presos , 1 era destinado aos sacerdotes cristãos presos por se oporem ao regime e o outro estava reservado a “ Experiências médicas “ . As camaratas hoje existentes são uma réplica desses tempos. Mesmo assim ainda é possível imaginar as condições desumanas em que estes presos viviam. Não estavam autorizados a tocar nas camas dos dormitórios. Se após medição efectuada pelos guardas houvesse distâncias ou diferenças superiores a alguns milímetros todos os presos dessa camarata sofriam pesadas torturas. O número de camaratas destinadas a “ fins médicos “ foi crescendo ao longo dos anos chegando a alcançar 9 camaratas situadas no lado direito. A atenção médica no Campo era nula . Estas camaratas foram utilizadas pelos médicos das S.S. para efectuar experiências brutais em seres humanos. Ao regressar a DACHAU em 1955 o prisioneiro italiano Nico Rost recorda estas experiências : “ Ainda hoje , alguns anos depois da libertação , fico paralisado de medo quando passo no cruzamento do que antes era a camarata 3 .Esta era a camarata de presos que mais temia , era o reino do Dr. Rascher . As atrocidades que aqui foram cometidas ultrapassavam em muito todas as outras crueldades levadas a cabo em outros campos de concentração alemães. Os médicos abusavam dos prisioneiros indefesos . Aqui os prisioneiros eram colocados em água gelada até á congelação , eram efectuados transplantes de medula , ensaios de tuberculose , hipotermia e ensaios de novas drogas que terminavam numa morte agonizante depois de terríveis sofrimentos “ Em 1942 foi construída uma nova área de crematório pois o antigo já não dava para cremar todos os prisioneiros mortos neste campo. O novo crematório possuía já uma câmara de gás . Na construção do novo Crematório nada foi deixado ao acaso e num único edifício foram criadas 4 salas que em sequência permitiriam o extermínio em massa da população de prisioneiros. A primeira sala tratava-se de uma zona de desinfecção da roupa que era deixada pelos prisioneiros . Toda a roupa era tratada , desinfectada para ser posteriormente reutilizada. Na sequência das 3 salas seguintes , a primeira sala , designada como “ Sala de Espera “ , onde os prisioneiros eram informados que iriam “tomar duche “ , tal como a própria inscrição sobre a porta o indicava “ BRAUSEBAD “. Na realidade essa porta dava acesso á câmara de gás , de pequenas dimensões , com capacidade para cerca de 150 prisioneiros ( segundo informação no local ). A sala seguinte destinava-se á colocação dos cadáveres antes de serem recolhidos para serem cremados o que acontecia na sala contigua onde existiam 3 fornos . Na mesma área do crematório mas em zona separada , encontra-se o “ Antigo crematório “ de pequena dimensão e que já não dava saída a todos os mortos do campo. O número de prisioneiros em DACHAU entre 1933 e 1945 chegou a ultrapassar os 200.000. Foram assassinados cerca de 45.000 prisioneiros , mais uma quantidade grande que não estavam registados. De salientar que aquando da libertação do Campo de DACHAU pelas tropas Norte Americanas em 29 de Abril de 1945 ,foram ainda encontrados cerca de 30 vagões lotados com corpos em adiantado estado de decomposição. Na altura da libertação havia 67.665 prisioneiros registados . Destes 43.350 foram classificados como presos políticos , 22.100 como judeus e os restantes foram divididos em outras categorias. CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE DACHAU NO PRESENTE No topo do Campo existe uma escultura da autoria de Nandor Glid . Um esqueleto humano presta homenagem a todos os prisioneiros que num acto de desespero saltaram para a zona proibida. A morte no campo de concentração era comum e corrente. A escultura está demarcada nas laterias por dois postes de cimento que pertenciam á instalação de segurança que existia no campo. Foi acrescentado ao campo uma fila com a réplica do que seriam as camaratas . Ao longo da alameda que vai desde o edifício de manutenção até á zona do crematório , foram devidamente delineadas as posições das outras 34 filas de camaratas , sendo que cada uma está numerada. De forma a honrar as vítimas de diversas religiões que aqui pereceram ,foram construídas quatro igrejas e memoriais : A CAPELA DA AGONIA DE CRISTO Esta Capela foi o primeiro monumento religioso a ser construído no Campo pós a libertação. A sua inauguração oficial teve lugar a 5 de Agosto de 1960. A sua forma circular aberta simboliza o cativeiro de Cristo . A IGREJA EVANGÉLICA DA RECONCILIAÇÃO A Igreja protestante da Reconciliação foi inaugurada a 30 de Abril de 1967. Está situada abaixo do nível do solo do campo. Uma rampa conduz o visitante a uma entrada estreita e escura que depois se abre num pátio interior muito iluminado. No ponto onde as trevas e a luz se reúnem encontra-se uma porta de aço com a inscrição do salmo 17ª , “ Esconde-me sobre a sombra das tuas asas “. MEMORIAL JUDAICO Este memorial encontra-se á direita da Capela da Agonia de Cristo e foi inaugurado em 7 de Maio de 1967. A estrutura foi fabricada com lava de basalto negro e inclina-se em direcção ao solo como uma rampa. No seu ponto mais baixo existe um pátio onde através de uma pequena abertura no tecto entra a luz.No seu interior existe uma chama , a “ Ner Tamid “ ou seja “ A luz eterna “. CAPELA RUSSA ORTODOXA A Capela Russa Ortodoxa “ A Ressureição de Nosso Senhor “ está junto do forno crematório. É o monumento religioso mais recente e foi inaugurado em 29 de Abril de 1995. A Capela construída de blocos de madeira tem uma forma octogonal e está construída sobre uma pequena colina criada com terra da Ex União Sovietica. O seu ícono principal mostra Cristo ressuscitado que leva os prisioneiros para fora do campo. No chamado edificio de manutenção existe uma exposição permanente onde em cerca de 65 paineis , 5 videos e muitos objectos pessoais é contada a história real de DACHAU. Um espaço ímperdivel para quem pretende saber um pouco mais deste espaço cheio de mistério, cheio de terror, cheio de raiva e dor e um lugar onde a sensação da morte e sofrimento está sempre presente. Para mim foi um privilégio poder visitar este lugar e poder sentir e viver uma história muito recente, onde ainda se ouvem os ecos da xenofobia e da descriminação racial levada ao seu extremo. Ainda no "Memorial" tirei uma foto que para mim resume toda esta visita. A foto é esta: A mensagem que quero deixar para as gerações vindouras que poderão ler este report é: "Que a luz deste candeeiro seja capaz de iluminar o caminho daqueles que percorrem a alameda da paz e consiga manter ás escuras aquela torre de observação que quando aberta e funcional voltará a trazer a miséria , a dor e a morte." Frio, angustiante e arrepiante, foi assim que senti o CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE DACHAU. Visitem-no Abraço a todos João Paulo
  12. Turistando.in (Juliana)

    Blog Turistando.in: 10 atrações grátis em Berlim

    Uma difícil seleção de 10 atrações grátis em Berlim Fiquei pouco mais de 2 meses em Berlim e selecionar apenas as 10 melhores atrações grátis em Berlim foi a tarefa mais difícil que me propus. Sério! Tem tanta coisa interessante e grátis em Berlim que precisei me conter. Então, vamos lá: 1) O portão de Brandemburgo (Brandenburg Tor) 2) O prédio e a cúpula do Reichstag 3) Memorial aos Judeus Assassinados na Europa 4) Apenas 4 praças do Mitte (bairro central). 5) Topografia do Terror com partes do muro e Checkpoint Charlie 6) Passear pela Unter den Linden 7) Schlossbrücke, Berliner Dom e a Ilha dos Museus 8 ) Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche na Breitscheidplatz 9) Tiergarten 10) O muro de Berlim na East Side Gallery e o Memorial do muro na Berliner Strasse Quer conhecer melhor essas atrações e ler o post com fotos? Clique no link a seguir: http://www.turistando.in/10-atracoes-gratis-em-berlim/
  13. Pessoal. Esta é minha primeira postagem de relatos. Já postei antes, mas somente dúvidas. Gostaria de uma sugestão. Meu relato está pronto, mas ficou muito grande (22 páginas). Qual é a melhor maneira de postá-lo aqui? Inteiro? Por dia? Por cidades? Esta é a melhor página do fórum para publicar isso? Vou responder todas as dúvidas que surgirem com o maior prazer e dentro das minhas possibilidades. Para começar vou disponibilizar o primeiro dia: 13 de maio de 2016 (Rothenburg ob der Tauber e Nuremberg). Dia 11 – Quebrou o avião, dormimos em SP... Dia 12 – Embarcamos. Dia 13 – Chegamos em Frankfurt. Tivemos uma surpresa com o valor do carro alugado, mas conseguimos um Fiesta e partimos rumo a Rothenburg ob der Tauber. Pegamos algum trânsito na estrada pois estava em obras. Aliás, como fazem obras nas estradas alemãs! Chegamos a Rothenburg e conseguimos estacionar muito próximo da muralha medieval. Entramos caminhando pelo portão Rodertor. Muito bonito com uma ponte sobre o fosso de proteção. Estava uma garoinha chata e nós estávamos com fome. Logo encontramos um Kebab (o primeiro de muitos). Kebab e café. Estávamos com muita saudade deste tipo de sanduíche turco. Seguimos caminhando pelas ruelas até a praça principal a Markplatz. Rothenburg sofreu um longo cerco durante a Guerra dos 30 anos, em 1631, mas resistiu. Após a guerra veio a peste negra e após estes episódios a cidade ficou sem recursos e acabou perdendo sua importância. Parou de crescer, o que ocasionou a preservação do seu centro histórico que se mantém intacto desde então. Na Markplatz encontram-se a Rathaus (prefeitura), uma linda fonte, várias casas com o madeirame a vista (enxaimel) e a famosa loja de enfeites de natal de Rothenburg, a Kathe Wohlfahrt's Christmas Shop. Nós queríamos muito um enfeite como recordação ou quem sabe até mesmo um presépio. Tudo era muito lindo nesta loja, tudo manufaturado em madeira e outros materiais. Porém, e até mesmo por isso, eram muito caros e acabamos não levando nada. Rothenburg é uma cidade para se aventurar pelas ruelas e literalmente se perder, orientando-se pelas altas torres da Igreja St. Jacob (iniciada em 1311). Caminhamos até o museu do crime e tortura. Museu interessantíssimo, contém instrumentos de tortura medieval, como cadeiras com espetos, tábuas para alongar membros, peças de ferro que se aquecem entre outros (poderia facilmente ser chamado de museu da fisioterapia!!!). Neste museu vimos uma Iron Maiden original. Máscaras da vergonha, onde os criminosos eram obrigados a utilizar máscaras de metal com cara de porco ou burro. Jaulas de ferro para exposição pública e aparelhos onde se desciam os criminosos até o rio em jaulas para que passassem frio. Além de tudo havia uma impressionante coleção de selos reais, utilizados para validar documentos, de todos os tamanhos e tipos. Caminhamos mais um pouco e começamos a voltar para o carro. Paramos junto ao portão que entramos e subimos as muralhas. Experiência gratificante. Deu para imaginar os soldados correndo de um lado para o outro durante os cercos. Andamos bastante lá em cima, as vistas eram lindas. Enfim pegamos o carro e rumamos para Nuremberg. Fomos por estradas secundárias, o que nos proporcionou vislumbrar diversas vilas. Todas com sua igreja com a torre no formato “embarrigado” e uma pequena cruz dourada na ponta. Umas nos chamou a atenção, foi Schwabach. Havia uma feira e muitas famílias atravessavam a estrada para participar. A Igreja de lá, vista da estrada, nos pareceu especialmente bonita. Em Nuremberg fizemos nosso check-in e já era tarde, cerca de 18:30hs. Estávamos muito cansados devido ao fuso, ao vôo mal dormido e à noite anterior, também mal dormida em função do cancelamento do vôo. Mesmo assim decidimos caminhar um pouco para comer alguma coisa. Do nosso quarto de hotel dava para ver uma das torres da muralha fortificada. A Torre do portão Ludwigstor. Entramos por este portão, que é impressionante, como os outros da cidade, muito grande e circular, parecia intransponível mesmo. A muralha que o acompanha é linda também, bem como o fosso de proteção, hoje seco, onde as pessoas correm e passeiam com seus cães. Passando por este portão vimos outra igreja de St. Jacob (pelo jeito este santo é dos bons...) e pela Igreja de St. Elisabeth esverdeada. Logo chegamos a uma bela praça com uma fonte muito curiosa, a fonte do casamento. Há esculturas de todas as fases do casamento, teoricamente, pois na prática são figuras estranhas e que na nossa opinião, não combinam muito. Há um lagarto gigante, umas caveiras lutando, um casal peladão e outras coisas estranhas. Caminhamos mais um pouco e logo encontramos uma feira, onde as pessoas vendiam roupas usadas, brinquedos velhos, algumas antiguidades e um monte de quinquilharias. Cheia de gente, mal conseguíamos andar. Passamos por algumas pontes sobre o rio Pegnitz, caminhamos um pouco pela principal rua de comércio da cidade, a Karolinenstrasse, com a Catedral de São Lourenço ao fundo (outro santo forte por aqui). Comemos a tradicional salchicha de Nuremberg, que é pequena com pão. Dizem que é pequena pois antigamente era o único tamanho que cabia nos buracos de fechadura, por onde passavam a comida aos leprosos. Voltamos e capotamos no hotel.
  14. Mari D'Angelo

    Fim de semana em Berlim

    A Alemanha nunca esteve nos meus planos principais, mas quando se vive (e viaja) a dois, você acaba multiplicando destinos, e às vezes isso pode ser uma ótima surpresa! Não vou dizer que Berlim esteja entre as cidades que mais gostei no mundo, mas com certeza superou minhas expectativas! Estávamos estudando em Paris, e encaixamos um fim de semana pra conhecer a terra do apfelstrudel! Logo ao chegar no aeroporto alemão, assim como em todo o trajeto do trem para o centro da cidade, já se via uma imensidão verde, Berlim apesar de um pouco cinzenta, é muito arborizada. Tudo por lá é bem moderno, o metrô é um exemplo a ser seguido, você chega até os trilhos do trem sem passar por nenhuma catraca, lá chegando há algumas máquinas onde você mesmo compra seu bilhete (caso algum fiscal te solicite e você não esteja com o bilhete, a multa é de 100 euros!). Foi ai que começamos a nos surpreender com a simpatia dos germânicos, depois de muitos minutos sem entender que tipo de bilhete deveríamos comprar, veio uma alemã gentilmente nos ajudar, ainda bem! Descemos na estação Friedrichstraße (aqui aceitei que não entenderia uma só palavra em alemão rs) e seguimos a pé para a pousada só para deixar as mochilas e começar a descobrir uma nova cidade, era outubro e já estava bem frio. Começamos pelo Checkpoint Charlie, a réplica de um posto militar que ficava na divisão entre as Alemanhas ocidental e oriental na época da guerra fria. Ao lado há uma grande placa com os dizeres “Você está deixando o setor americano”/”Você está entrando no setor americano” e alguns metros à frente um grande painel com explicações e mapas da época, assim como um pedaço do muro. Já tínhamos reparado nos simpáticos homenzinhos nos semáforos, e de repente trombamos com uma loja inteirinha de produtos do Ampelmann, irresistivel dar uma entradinha antes de passar para o próximo ponto. Seguimos em direção ao Portão de Brandemburgo, um dos lugares mais visitados de Berlim, já era noite e ele estava lindo todo iluminado. Sua história é bastante longa, palco de comemorações e de eventos para serem esquecidos como o nascimento do Terceiro Reich de Hitler. Em 1961, o Brandenburger Tor, foi fechado pelo Muro de Berlim, hoje é possível ver a demarcação do muro logo atrás dele. Procurando algo para comer, caímos em um lugar super tradicional e nada turístico. O Staendige Vertretung era uma mistura de bar e restaurante com mesas grandes onde todos acabam sentando juntos, e onde tivemos certeza da simpatia dos alemães. Um casal da mesa ao lado puxou conversa conosco e recomendou que tomássemos uma cerveja típica do lugar, era um lindo copinho pequeno e a cerveja era terrível rs, logo depois um grupo grande chegou nos pediram para pular uma cadeira para que coubessem todos, como agradecimento, um deles ofereceu ao meu namorado a tal cerveja típica, coitado, teve que aceitar rs! Recomendo, a comida era maravilhosa e a cerveja -não tradicional- também! No dia seguinte pegamos o metrô em direção à East Side Gallery, que é a parte do muro ainda preservada e transformada em galeria de arte a céu aberto, são vários kilometros de muro grafitado, é lindo e ao mesmo tempo triste, todas as obras tem temas relacionados aos sofrimentos pelos quais a Alemanha passou, ver aquelas imagens de pessoas sofrendo e depois imaginar que estamos tocando em algo que simplesmente acabou com a vida de muitas pessoas, separou famílias… é bem forte. Decidimos seguir a pé até a Alexandrerplatz, a principal praça do centro da cidade onde se encontra a enorme Torre de TV. Mais a frente fica a igreja de Santa Maria, a mais antiga de Berlim e a linda fonte de Netuno. Continuamos até a ilha dos museus, onde, além dos museus, claro, se encontra também a imponente catedral de Berlim, mas como o tempo era curto, só deu para tirar algumas fotinhos. (Cuidado com essa região, há muitas mulheres e crianças tentando golpes pega-turista). O próximo ponto foi a Neue Wache, que hoje é um memorial para as vítimas da guerra e da tirania. É um prédio vazio com uma pietá no centro e acima dela um buraco aberto no teto, exposta a chuva, a neve e ao frio, ela simboliza o sofrimento das pessoas na época da guerra. Depois de um lanchinho rápido seguimos para a Gendarmenmarkt, uma curiosa praça onde se encontram uma sala de concertos e frente a frente duas catedrais praticamente iguais, uma francesa e outra alemã. Pra terminar o dia, fomos novamente até o Portão de Brandemburgo e seguimos pela avenida, passando pelo memorial de Guerra soviético até chegar à Coluna Vitória, uma enorme construção com a estátua da deusa Vitória no topo. Subir seus intermináveis degraus pode ser cansativo, mas garanto que a vista compensa, os parques que margeiam a avenida formam uma densa floresta multicolorida. Em nosso último dia na capital alemã, o sol finalmente apareceu! A temperatura continuava quase congelante, mas o céu azul limpinho se encarregou de deixar tudo mais agradável. Passamos novamente pelo metrô Friedrichstraße, e pela segunda vez notei a triste escultura em frente à estação. Uma família de um lado e duas crianças do outro, eles carregam malas e alguns pertences pessoais e todos tem expressões tristes. Não encontrei o significado dela, mas com toda a história que a Alemanha carrega, certamente é uma homenagem aos que já sofreram muito por ali. Seguimos para o Reichstag, o Parlamento alemão. Seu imponente prédio é lindo e bem preservado por fora (não é original da época, passou por uma reforma após ser incêndiado e destruído em diferentes épocas da história), mas a parte mais interessante é sua enorme e moderníssima cúpula de vidro (também reformada), onde se pode caminhar e ter uma bela vista da cidade. Para nós foi impossível pois teríamos que ficar em uma fila de 2h e não tínhamos esse tempo, infelizmente em uma viagem curta como essa é preciso deixar algumas coisas de lado. O muro de Berlim passava muito próximo ao Parlamento e é um dos lugares onde é possível ver suas marcas no chão. Ainda nesta região, encontramos sem querer o recente Memorial para os ciganos vítimas do holocausto. Inaugurado em 2012, a homenagem é um lago circular rodeado de placas no chão e um poema na entrada. Saindo de lá, seguimos para um dos lugares mais tristes que já visitei, o Memorial do holocausto. São 2.711 blocos de concreto que (pelo menos para mim) dão a impressão de serem caixões gigantes, cada um com uma altura diferente, formando um labirinto irregular por onde as pessoas circulam. O conjunto cinzento e triste com certeza alcança seu objetivo de reflexão sobre um período tão tenebroso. Ufa, pra sair dessa vibe triste nada melhor que um típico apfelstrudel! Bem em frente ao memorial tem alguns restaurantes e lojinhas de souvenirs (que aliás, não são nada baratos nesta cidade!). Finalizamos com uma visita ao parque Tiergarten, próximo ao Portão de Brandemburgo. Uma enorme área verde super limpa e bem cuidada, os parques por aqui são um pouco diferentes, há pouco cimento e nada de restaurantes ou lanchonetes, apenas árvores, muitas muitas árvores, lagos, esculturas e alguns banquinhos. Mesmo estando em uma área bem urbana, é um lugar que emana paz tranquilidade. O chão todo forrado de folhas de outono completa o visual incrível. Dentro do parque há uma exposição permanente chamada Global Stones, são 5 pedras, cada uma simbolizando um continente. Porém, a representante da América, vinda da Venezuela, vive há anos uma polêmica entre o artista Wolfgang von Schwarzenfeld e índios venezuelanos que lutam para ter sua pedra de volta. O caso está em negociação até hoje. Antes de pegar o trem de volta para o aeroporto não resistimos a tentação de comprar uns chocolatinhos, assim como os cosméticos, eles são muito baratos (e maravilhosos) na Alemanha, existem algumas lojas como a Rossmann onde se encontra de tudo com ótimos valores. A Alemanha me surpreendeu muito por sua modernidade, acolhimento e diversidade cultural, mas creio que as memórias deixadas por sua história tão triste e violenta ainda são as principais lembranças que os visitantes carregam de Berlim. Posts originais e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-i/ e http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-ii/
  15. [creditos]https://avidadoviajante.blogspot.com.br/2016/06/stuttgart.html[/creditos] [t1]Stuttgart[/t1] Capital do Estado de Baden-Württemberg, é também o centro urbano mais representativo da Suábia, uma das regiões de mais forte tradição cultural da Alemanha, que já falamos bastante aqui no blog. Fica bem próximo, por exemplo, dos Alpes Suábicos com suas impressionantes paisagens naturais e monumentos históricos como os Castelos de Lichtenstein e Hohezollern, que já conhecemos no post : Schloss Lichtenstein e Burg Hohenzollern - Dois castelos de contos de fada na Suábia. A linda fonte de Blautopft e a cidade universitária de Tubingen também estão a poucos kilômetros de Stuttgart, já destrinchamos essas atrações nos posts Blautopft - Um passeio pela nascente azul da Sereia Lau e Tubingen - Uma jóia escondida na Suábia. Apesar de contar com mais de 1000 anos de idade, graças ao intenso bombardeio que sofreu durante as Guerras Mundiais, é mais conhecida atualmente pela cultura automobilística altamente desenvolvida, sendo sede de algumas das empresas mais conhecidas e celebradas da indústria, como a Mercedes-Benz, Porshe e Bosh. Porém, assim como o restante do País, está vivendo um movimento de valorização do passado, sendo uma das cidades que melhor incorpora o espírito da nova Alemanha, aliando o alto crescimento industrial de tecnologia de ponta com o senso de preservação de suas antigas tradições históricas e culturais. [t3]Como chegar[/t3] É de fácil acesso tanto de carro, quanto trem ou avião. Fica a cerca de três horas e meia de Paris e a pouco mais de duas horas de Munique, sendo por isso mesmo uma boa opção para um stopover em uma viagem de trem entre as duas. [t3]O que fazer ?[/t3] Centro Histórico Como em quase todas as cidades alemãs deste porte, o sofisticado sistema de transporte público é exemplar, contando tanto com linhas de metrô U-Bahn, S-Bahn, quanto o bonde StrasseBahn e Ônibus, além de ruas bem sinalizadas. Se estiver de carro, no entanto, opte por ficar um pouco mais afastado do centro histórico, onde várias ruas são somente para pedestres. Palacio Novo do Centro Histórico Por falar na Altstadt, a primeira vista parece não ser muito atraente. A maior parte do casario histórico foi devastado durante as Grandes Guerras, deixando boa parte da área com um caráter predominantemente comercial. A grandes e larga vias de pedestres KonigStrasse concentra grandes lojas de Departamento e várias opções de restaurantes ou lanches rápidos. Fonte na SchlossPlatz O complexo ainda tem jardins bens cuidados, onde a paisagem tranquila e bucólica contrasta com as outras movimentadas ruas de comércio. Aqui você vai encontrar, uma extensa área verde , uma autêntica beergarten e até mesmo o moderno prédio da Opera. Do outro lado da rua fica a Staatsgalerie, o museu mais celebrado da cidade, com um riquíssimo acervo de obras de arte, especialmente da escola francesa. Jardins do Palácio Vista traseira do Palácio Novo A partir do Palácio Novo, andando no sentido oposto ao dos Jardins pode-se contemplar vários outros pontos de interesse. A KarlsPlatz, onde ocorre um animado mercado de pulgas aos Sábados e que fica vizinho ao Alte Schloss, a antiga residência medieval dos Condes de Wurttemberg, do século XV, com a memorável e ancestral Stiftkirche, a Igreja mais importante da cidade, a sua direita. Difícil não se impressionar com um autêntico castelo medieval bem no Centro de uma cidade moderna, ainda mais a uma curta distância de um palácio barroco de tamanho colossal. Em 1861, o Antigo Palácio foi transformado no Museu Regional de Wurttemberg pelo Rei Willian I, que ganhou uma estátua equestre no pátio do prédio. O tamanho e abrangência do acervo nos surpreendeu, sendo possível aprender desde os aspectos pré-históricos da região até os costumes e objetos da época da Realeza, tudo de forma organizada e acessível. No fundo do Museu, fica a SchillerPlatz, considerados por muitos, a praça mais bonita de Stuttgart. O conjunto harmônico formado pela pitoresca Stiftkirche com as casas estilo enxaimel impressionam pela sua beleza e opulência. A Stiftkirche é resultado da influência religiosa da família real dos Wurttemberg, que governaram a região durante muitos séculos. Construída no século XI, abriga no seu austero interior, transformado hoje em uma Igreja protestante Luterana, vários túmulos de diversos nobres da família. Observe o antigo prédio do celeiro real , hoje museu de Instrumentos Musicais que tambem faz parte do Museu Regional de Wurttemberg. Bad Cannstatt Para conhecer outra parte das maiores atrações da cidade dirija-se ao distrito de Bad Cannstatt, um pouco mais afastado e que abriga o Wilhelma Zoo e Jardim Botânico, um dos mais festejados zoológicos da Europa inserido em um imenso parque. Ali pertinho fica o NeckarPark, onde acontece a Cannstatter Wasen, a Oktoberfest de Stuttgart, no mês de Outubro, que falaremos mais no próximo post. Quase em frente ao NeckarPark fica a Mercedes Benz Arena, a casa do time do VfB Stuttgart, que conta com uma fanática torcida, embora nem sempre o time corresponda em campo. E como se não bastasse todas essas atrações, é lá que se localiza a meca de todos os apaixonados por automobilismo alemão : o Museu da Mercedes Benz. Construído em um prédio de design futurista aerodinâmico, abrigando rampas em formato helicoidal, a visita começa pelo andar de cima de onde se tem uma bela vista da cidade. Depois de conhecer a história da fundação da companhia que une a trajetória de Benz e Daimler, pioneiros no desenvolvimento e produção do motor a combustão. Ali estão os projetos pioneiros, inclusive o Benz 1886, primeiro carro do Mundo. Desça as rampas que dão acesso a incrível coleção de raridades dessa fantástica fábrica de maravilhas. Nada parece ser esquecido, é possível ver, aprender e interagir com vários elementos que formam a história da marca que revolucionou a mobilidade humana. São centenas de modelos expostos com maestria e, no final, um showroom mostra os atuais objetos de desejo da marca. O museu conta ainda com um bom restaurante para fazer um lanche , já que dificilmente você vai querer sair dali em menos de 2-3h. Stuttgart ainda oferece o Museu da Porsche, infelizmente fica um pouco mais afastado e não tivemos tempo de conferir nessa viagem. Alguém já passou por lá para nos contar como foi? [info]Proximo Post : Como é visitar a 2ª Maior Oktoberfest do Mundo[/info]
  16. Viajante Inveterado

    Frankfurt não é só business (Alemanha)

    Eu havia saído de Luxemburgo e, após uma rápida conexão em Koblenz, chegara a Frankfurt. Era a minha segunda vez na Alemanha, pois já havia participado de um intercâmbio cultural de seis meses em Berlim, em 2001/2002, seis anos antes. Sem saber o caminho, consegui alguma informação e cheguei à Lokalbahnhof, onde notei que continuava perdido. Pedi informação mais um par de vezes até poder, finalmente, apreciar uma relaxante caminhada noturna à margem do rio Main e chegar ao albergue. Hospedei-me no Haus der Jugend, um albergue grande, moderno e organizado, que possui uma linda vista do rio. Já era tarde e eu só tive tempo e disposição para comer e dormir. Levantei cedo, tomei café da manhã e me joguei pro centro. Era tão cedo que a cidade ainda parecia estar acordando, estava muito pacata. Passei pela Zeil, um calçadão comercial, e cheguei a Römerberg, a praça símbolo da cidade, que reúne a Altes Rathaus (antiga Prefeitura), Ostzeile (conjunto de edificações típicas com a técnica enxaimel, cujas paredes intercalam hastes de madeira e pedras ou tijolos), a Fonte da Justiça (que alguns dizem ter jorrado vinho na coroação do Kaiser Matthias, em 1612) e, no chão, um marco, uma triste lembrança que levam as inscrições: “An dieser Stelle verbrannten am 10.Mai 1933 Nationalsozialistische Studenten die Bücher von Schriftstellern, Wissenschaftlern, Publizisten und Philosophen. Das war ein vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am ende auch Menschen” (Neste ponto, em 10 de maio de 1933, estudantes nazistas queimaram livros de escritores, cientistas, publicitários e filósofos. Isso foi apenas um prelúdio, onde se queimam livros, no final queimam-se pessoas também) Visitei também algumas igrejas, como a medieval St. Leonhardskirche, a Alte Nikolaikirche com seus 40 sinos, e a imponente Kaiserdom Sankt Batholomäus. Parada obrigatória para quem visita a cidade é a Goethe Haus (casa-museu de Johann Wolfgang von Goethe). Nascido em Frankfurt, o autor de “Fausto, uma tragédia” é um dos maiores autores alemães e o museu mostra um pouco do seu dia-a-dia e de sua personalidade. Livros, quadros, manuscritos e móveis (incluindo sua escrivaninha) são apenas alguns dos objetos que se encontram (muito bem conservados) em exposição. Em Mainhattan – apelido recebido pela zona de arranha céus, devido à semelhança com a ilha de Manhattan, em New York – pude ter as melhores vistas panorâmicas da cidade ao subir no terraço do Main Tower, um edifício comercial com a fachada inteira de vidro e 240 metros de altura. De volta à terra firme, cruzei mais uma vez com a Zeil (calçadão comercial que citei anteriormente), onde entrei na Kaufhof – umas das maiores redes de lojas de departamentos da Alemanha – e em outras lojas e galerias. Já era de tarde e eu não havia almoçado ainda. Procurei por alguns restaurantes e não resisti ao ler no cardápio um prato com a salsicha Frankfurter (típica da cidade), purê de bata, Sauerkraut (chucrute) e mostarda – mais tradicional, impossível! Caminhando novamente pelas margens do Main, cheguei ao albergue. Aproveitei para descansar e definir os próximos planos da viagem na sacada do meu quarto, enquanto aproveitava o cenário composto pelo rio, pontes e, ao fundo, Mainhattan. Mais tarde, aproveitei para fazer algumas compras necessárias (itens de higiene e comida) para continuar a viagem e corri até a ponte para fazer algumas fotos noturnas. No outro dia, acordei com um companheiro de quarto japonês desesperado, dizendo que seu telefone celular havia sumido. Eu e os demais olhávamos a situação sem querer entender o que ele estava querendo dizer… Sem respostas, ele saiu do quarto. Segundos após essa situação constrangedora ele retorna com o celular na mão. E todos ficamos aliviados. Não perguntei mas, provavelmente, ele devia ter esquecido no banheiro ou na mesa do café da manhã. Levantei, arrumei as coisas, tomei meu café e parti para a estação de ônibus. Diferentemente de quando cheguei, quando caminhei até o albergue, resolvi tomar o ônibus #46 que demorou mas chegou. Já na estação de trem fui abordado por dois pedintes, um deles era português – senti a estranha sensação de ver um colonizador pedindo esmola para a colônia. Sim, infelizmente, na Alemanha também tem disso. Despistei-os e segui para o trem que me levaria à Munique. Leia o post original com fotos: http://viajanteinveterado.com.br/frankfurt-nao-e-so-business-alemanha/ Este é o 21º post da série Mochilão na Europa I (28 países) Leia o post anterior: Um dia em Luxemburgo (Luxemburgo) Leia o post seguinte: Munique: uma das cidades mais interessantes da Europa (Alemanha)
  17. [creditos]http://avidadoviajante.blogspot.com[/creditos] Castelo de contos de fada da Alemanha Estima-se que existam aproximadamente 4 mil castelos espalhados pelo território alemão. As maiores concentrações desses imensos remanescentes de um passado glorioso e ao mesmo tempo bélico estão no Vale do Reno e do Mosella, mas em diversas outras regiões podemos encontrar fortificações que parecem saídas diretamente de um livro medieval. Tem até uma rota turística própria de castelos cortando o país, já falamos sobre ela neste post.. Por aqui, vamos abordar outros dois dos mais conhecidos Castelos da Alemanha, que ficam localizados fora da rota, mas bem próximos um do outro, na região da Suábia. O que é a Suábia? É uma região que formou um antigo condado na Idade Média, que ainda conserva traços culturais e linguísticos próprios, situada em um território que hoje pertence aos Estados da Baviera e Baden-Württemberg. Tem relevo predominantemente alto, repleto de belas paisagens naturais, entre as quais se destaca os Alpes Suábicos ( Schwäbische Alb), pertencente a cordilheira e maciço de montanhas de Jura. As íngremes encostas, despenhadeiros e florestas da região são lugares perfeitos para encontrar alguns dos mais impressionantes Castelos da Alemanha e de toda a Europa, dos quais se destacam o Schloss Lichtenstein e o Burg Hohenzollern. Schloss Lichtenstein Lembra-se da imagem de infância que temos do Castelo do Drácula? Pois é, este e o Schloss Lichtenstein. De extravagante aparência gótica, o Castelo talvez seja o mais conhecido de toda a Alemanha após o Neuschwanstein (já falamos sobre esse castelo aqui História Assim como o seu "rival", apesar da aparência, o Lichtenstein também não é um castelo da Idade Média. Apesar de ter existido uma fortaleza desde o séc. XII, conhecida hoje em dia como "Old Lichtenstein", sucessivas guerras levaram a constantes destruições e reconstruções sob o domínio dos Cavaleiros de Lichtenstein até meados do século XVI, quando foi abandonada e relegada a um segundo plano. Foi somente em 1840-42, que o Conde Wilhelm de Wurttemberg, inspirado por um romance intitulado "Lichtenstein" de Wilhelm Hauff construiu o complexo atual utilizando as fundações originais da antiga fortaleza. Cenário Super Street Fighter II Hoje o castelo ainda é uma propriedade privada dos condes de Urach, mas foi aberto ao público e é um das principais atrações turísticas da Suábia. Aparece frequentemente nas listas dos castelos mais bonitos do mundo, inspirando a cultura moderna. Só para citar um exemplo, o cenário utilizado pela personagem Cammy do game Super Street Fighter II é baseado nos traços e localização do Lichtenstein. Como Chegar? O acesso, como era de se esperar, não é dos mais fáceis. Fica no caminho entre Munique e Stuttgart, mais precisamente em Honau, bem próximo a Tubingen, uma cidade universitária que possui um dos centros históricos mais bem preservados da Alemanha, e que já destrinchamos em outro post. É complicado chegar de transporte público, fica melhor se estiver de carro, subindo uma montanha até encontrar o estacionamento, que nem sempre tem vagas suficientes. Eu disse que era um lugar bastante frequentado. Do estacionamento, sobe-se uma trilha acentuada até um conjunto de elegantes prédios que fazem parte do complexo do Castelo, mas ainda nem sinal da vista ilustrada em centenas de sites e guias de viagem. O que fazer ? Logo no portão de entrada, fica a bilheteria, aberta todos os dias de Abril a Outubro e somente aos fins de semana em Fevereiro, Março e Novembro. Existem visitas guiadas em que se pode apreciar o museu no interior do Castelo, com uma coleção bastante rica de armas antigas e antiguidades, mas se o tempo estiver curto, não se preocupe, o que impressiona mesmo é a vista do pátio interno. Os preços atuais podem ser encontrados neste link. Ao entrar , a primeira vista da entrada do prédio principal do complexo já impressiona. Uma linda ponte de madeira sobre com uma soberba fachada gótica ao fundo. Andando um pouco mais pelo pátio interno você encontrará a verdadeira vista que te trouxe até aqui. É neste ponto que você pára, respira fundo e diz Uau!! O Castelo parece emergir diretamente da ponta do rochedo, que por sua vez dá a impressão de ser um pico desconectado da montanha que você subiu. Do outro lado, uma linda vista dos Alpes Suábicos, com seus despenhadeiros, vales, florestas e vilarejos por todos os lados. É realmente impressionante. Burg Hohenzollern Este é o conhecido Castelo nas Nuvens que muitos sites e guias de viagens estampam fotos. O que pouca gente sabe é que, além da impressionante localização , a imponente fortificação também teve uma fundamental participação na história alemã e até mundial. O castelo é a residência ancestral da Casa Real da Prússia e dos Príncipes de Hohenzollern, a dinastia responsável pela unificação da Alemanha no século XIX e que comandou o país durante a Primeira Grande Guerra Mundial. História Existe uma fortificação no local desde o século XIII, servindo de residência para os Condes da Suábia. Assim como o Lichtenstein, o Castelo foi destruído e reconstruído devido a guerras e caiu no ostracismo. Foi somente em 1850 que o Rei da Prússia, Frederick William IV , colocou em ação o plano de restaurar a antiga casa da família e construir o mais imponente complexo fortificado da Alemanha no século XIX. Situada na mais bela montanha da Suábia, a 880m de altitude, nas cercanias da cidade de Hechingen, bem próximo a Tubingen e Sttutgart. A localização é simplesmente espetacular, o castelo em dias nublados parece flutuar entre as nuvens. Em dias de sol, pode-se admirar toda sua imponência mesmo das rodovias no pé da montanha. Entre os locais , esta montanha é conhecida como Zoller. Como chegar? Novamente, como já era de se esperar, o acesso não é dos mais fáceis. Primeiramente você deve chegar até o estacionamento na base da montanha. De lá, compre o ticket. Pode-se visitar o Castelo de duas formas : pagar um ingresso para passear somente pelos pátios ou então ter acesso aos aposentos internos por meio de um tour guiado. Consulte os preços e horários de entrada aqui . Espere o ônibus que vai te levar até a entrada do castelo. Uma surpresa, porém, é que depois da tal "entrada", é necessário subir ainda por rampas em formato espiral que adentram as muralhas, são várias curvas elípticas que sobem mais 20 metros até que possa de fato chegar ao pátio externo da fortificação, onde a águia da Casa Real da Prússia lhe dará finalmente as boas vindas. Foi um bom exercício e a vista do complexo fortificado e de todo o horizonte abaixo compensam o esforço. Monte Zoller Castelo Hohenzollern A águia da Prússia lhe dá as boas vindas O que fazer? Apesar da aparência austera, por dentro o Palácio é muito confortável e sofisticado, é preciso usar até pantufas para não danificar o piso. Tem um ar bastante nostálgico e familiar, a guia mostra uma foto da família e explica que , ocasionalmente, o Príncipe da Prússia, Jorge Frederico, passa alguns dias por ali. O palácio é um dos mais visitados da Alemanha, atraindo cerca de 300 mil pessoal por ano. Aposteltor (Portal) trazido da Igreja do Kaiser Wilhelm de Berlin O complexo é gigantesco, inclui além dos aposentos internos, duas Igrejas : uma católica, moldada ao estilo da Sainte Chapelle em Paris, e outra protestante.Pode-se visitar a casamata, jardins e tem até um beergarten. A melhor parte da visita, no entanto, são o tesouro, que guarda as jóias da coroa e a capela de St Michel, única parte sobrevivente do antigo castelo construído no local. Pátio interno Impressionantes muralhas Burg Hohenzollen Impressões Finais A Alemanha tem um dos conjuntos históricos mais bem preservados do planeta, onde se destacam alguns castelos modernos de propriedade privada, mas inspirados em antigas construções medievais, entre elas o Schloss Lichtenstein e o Burg Hohenzollern, a Casa da Família Imperial da Prússia. Para visitar os castelos , recomenda-se o acesso pelas fantásticas auto-estradas alemãs, e hospedagem na cidade de Tubigen ou Stuttgart, na região da Suábia, com diversas paisagens de tirar o fôlego do viajante. O blog A Vida do Viajante recomenda essa viajante para todos os tipos de viajantes, sem exceção.
  18. Antes de mais nada, agradecemos aos membros do MOCHILEIROS.COM que nos ajudaram na montagem do Roteiro. Temos fotos e mais relatos individualizados para cada Cidade no Blog http://viajandofeliz.com.br/viagens/category/alemanha/ que, talvez, possa ter alguma utilidade para quem ainda não conheceu a Alemanha. Fotos e mais relatos: ViajandoFeliz.com.br Blog http://viajandofeliz.com.br/viagens/category/alemanha/ Destino: Alemanha. Centro + Sul Todos os elogios que fazem à Alemanha, enquanto destino turístico, são poucos. Após priorizar várias cidades na Europa em nossa lista de “lugares para conhecer”, finalmente (e felizmente) nos decidimos pela Alemanha em Dezembro de 2014. E que decisão feliz foi esta! o/ Já tínhamos uma experiência anterior na vizinha Holanda, que, certamente, pela sua cultura “Deutsche”, pesou muito na hora de elencarmos Alemanha como nosso destino no ano seguinte. Roteiro Frankfurt > Nuremberg > Munique > Heidelberg > Frankfurt E lá fomos nós, para o mais difícil: elaborar o roteiro, escolher as cidades, definir nossas cidades-base e pesquisar todos os bate-voltas interessantes e possíveis, claro, em uma nem sempre fácil equação, com muitas variáveis, entre elas tempo e dinheiro disponível, sem abrir mão do item conforto: afinal, fazemos “mochilão arrumado” depois de 45 primaveras… : ) Decidimos entrar e sair por Frankfurt e fazer uma espécie de triangulação em 17 dias (de 14 a 31 de Dezembro). Pronto! Por que escolhemos este roteiro? 1. Aérea ficou expressivamente mais barata entrando e saindo pela mesma cidade. 2. Andar de trem na Alemanha não é caro, quando compra-se passagem com antecedência. Além de adorarmos passear de trem pelo velho mundo! 3. O trajeto meio que “triangular” nos faria evitar trilhar a volta em um mesmo percurso, algo bastante chato, especialmente quando envolve viagens de 2, 3 horas. O nosso roteiro ficou então: Frankfurt (chegada + 1 dia) Nuremberg: 4 dias com bate volta a Furth Munique: 4 dias Heidelberg: 2 dias Frankfurt: 3 dias com bate volta a Mainz. Que escolha acertada!!!! Discorrerei sobre cada uma em outros links ok? Porém vou me ater abaixo às considerações gerais sobre viajar para a Alemanha em Dezembro! Da Temperatura: Fomos em 14 dezembro, pegamos frio que oscilava entre 5°C e -3°C , entretanto, nada que um bom casaco e botas não protejam (aliás, compramos por preço inacreditável em Frankfurt, assim que chegamos). E luvas. E cachecol. Infinidade deles! Pegamos 4 dias de neve, tranquilo. Well…bem sei que a resistência maior ou menor ao frio varia de pessoa para pessoa, mas eu, pessoalmente, amo frio. Então, reitero o que disse acima: basta um bom casaco e um hidratante, caso não queira usar uma calça fina sob o jeans. (até aguentei o frio só com o jeans, usando casaco um bocadinho comprido, mas acabei queimando levemente a região atrás dos joelhos no dia que pegamos -3°C… Bastaria uma calça de malha fininha embaixo da calça jeans OU um bom hidratante para proteger… Mas, é vivendo e aprendendo! Recomendaria então um único (e bom!) casaco, que seja fácil de tirar e colocar, quando se entra em ambiente com calefação, com uma blusa de lã por baixo, uma malha de mangas compridas sobre a pele e um bom cachecol… E se encara temperatura negativa sem muito mistério. Observando-se, claro, a diferença de sensibilidade ao frio de cada um, né? Das Feiras de Natal Ah, este capítulo, deveria ser à parte… Não creio tenha época mais deliciosa, literalmente falando, para ir-se a Alemanha! As Feiras de Natal (Weihnachtswichtel), pessoal, são inesquecíveis, fabulosas, mágicas e incrivelmente deliciosas. Quando lia ou via fotos de Feiras de Natal, imaginava algo mais glamouroso e tal (nem sei porquê…enfim) mas chegando lá, já na nossa primeira Feira, em Frankfurt, percebi que as famosas de Feiras de Natal, são, antes de mais nada, um genuíno evento de encontro e confraternização do povo alemão. A grande maioria dos seus frequentadores é o povo alemão, o “local”, que faz ali seu happy hour, seu encontro com amigos e onde vê-se famílias inteiras desfrutando. Se você quer conhecer de fato o povo alemão, vá uma vezinha que seja, em Dezembro, nas Feiras de Natal. Comida mais típica, não creio que haja! Muita Cerveja, é claro, além da bebida típica deles nesta época do ano, o famoso “Glühwein”, que é um vinho quente (tinto ou branco) com especiarias, que lembra (um pouco) o nosso Quentão, mas com o sabor mais discreto. Do Glühwein nós gostamos, mas nada que rendesse lá muitos elogios, não. Já os sanduíches de pão com (todos os tipos de) linguiça, dizem que é de outro mundo! Eu dei sorte com as barraquinhas de raclete e as de crepes, além de barraquinhas de pretzels – deliciosos e gigantes – com coberturas de queijo. Imagina isso com cerveja alemã? Pois é. Os sanduíches nestas Feiras de Natal saíam na faixa de €3,50, e o Glühwein e as cervejas, idem. Já as racletes eram um bocadinho mais caras, na faixa de de €5. Um detalhe curioso que quase rendeu um vergonhoso embate, foi que ao pedirmos um Glühwein e uma cerveja, apesar de estar escrito na plaquinha de €3,50, nos cobraram 5… Ora! O que eu, brasileira, carioca, imaginei na hora? “Ah, o cara sacou que a gente é turista, e tá querendo se dar bem e cobrar mais!” Que vergonha ter cogitado em pensamento algo assim… É o seguinte: eles cobram de €1,50 de “Depósito” pela canequinha do Glühwein ou pelo copo da cerveja. Aí você pode devolve-los em qualquer outra barraquinha, ficando livre para percorrer a Feira… E apanha de volta seus de €1,50 devolvendo a caneca ou o copo quando e em qual barraquinha quiser! Fantástico né? E mais: não fica aquela sujeira de copos descartáveis… além de se tomar cerveja o tempo todo em copo de vidro, afinal, no copo certo! Muito legal! Na verdade, rende um capítulo grandão, só para a Feira de Natal. Como tem uma em cada Cidade Alemã que visitamos, falarei delas em outro Link, em breve! Dos preços na Alemanha: As cidades da Europa mais baratas que já fomos. Não sei se porque o Rio de Janeiro, onde moramos, tá cada vez mais caro, não achei nenhum preço absurdo na Alemanha, não. Preços justos para produtos maravilhosos! Museus: entre €6 a €11. Cervejas: na faixa de €3 as de 300 ml ou 4.50 as de 500 ml. Pratos típicos: salsichas com Sauerkraut (chucrute) OU salada de batata, em torno de €7. Pizzas ótimas: €7. E por ai vai… Não se morre de fome, é ou não é? E note: não é expressiva a variação de preço conforme o “visual” ou “endereço” do restaurante por lá não… Almoçamos um dia em um restaurante com o selo Michelin na porta que nos cobrou o mesmo que os demais pelo mesmo prato. Aliás, um parênteses para as comidas: concordaremos que repolho, batata, salsichas e carne de porco – com exceção da batata – não são lá unanimidades… ok. Mas em todas as Cidades que fomos tem Subway, tem Pizza e restaurantes Italianos à bessa, comida japa, quer dizer….. Ah! e tem Pretzels e pães deliciosos! Então de fome jamais se morre na Alemanha!!! Nos supermercados então, se me contassem eu não acreditaria. Cervejas Paulaner: € 0.89 cents. ( recomendarei muito a Tegernseer, espetacular, mesmo preço! OU, se for chop, a Binding!) Compramos em um supermercado de Munique barras grandes de Milka Alpine, o delicioso chocolate suíço, que é importado para eles, por €1.19. Ai ai ai……!!! Do povo: Não os achamos “frios”. De pouca conversa, talvez. Não esticam o assunto sabe como? Assim como costumamos fazer aqui com algum turista porventura disponível rsrsrs. Porém os achamos gentis e sempre prontos para ajudar. São pessoas simples, porém (sempre tem um porém) meio sacanas, sabe como? Difícil de explicar sem relatar episódios… Mas, se você entrar numa loja e pedir algo, por exemplo, é bem possível que comentem e riam sobre seu pedido, ou o modo de falar a menos de 2 metros de você (e isso ocorre na língua deles, pior ainda). Da língua: “Teremos dificuldade com a língua na Alemanha?” Era a pergunta que mais ‘Googleamos’ antes de viajar… E lemos em vários sites que não teríamos dificuldade com o inglês, porque “todo jovem alemão fala inglês.” Não é bem assim. Alguns alemães jovens falam inglês. Mas é muito no comércio de todas as cidades nas quais estivemos, cidades grandes como Munique ou Frankfurt, atendentes que não entendiam perguntas simples como “How much is it?”, “Do you have a larger size?”e corriam para chamar um colega para nos atender. Logo, não creio que possamos afirmar que “sobretudo os jovens falam inglês” na Alemanha. Talvez jovens de um extrato social econômico o qual nós turistas não tenhamos acesso durante a viagem… Logo é relativo se dizer que não há dificuldade com o inglês. Notei também que os que falam inglês, o fazem com um acento muito forte, de inglês da Inglaterra, claro, porém com acento alemão forte. Em contrapartida não se esforçam muito para entender o que você diz se for uma pronúncia diferente da britânica, que é a deles. Mais um exemplo? A maioria dos restaurantes não ofereciam cardápio em inglês. Então, inglês básico – aliado a facilidade de mímica – é capaz de resolver a questão tanto quanto um inglês perfeito do tipo ‘com extensão em Londres’…rsrs Frases curtas. E pronto! Não invente!!! Não “estique” a prosa! Essa foi a minha percepção e registro, ok? Há certamente divergências. / Turismo e História Se você ama História e, sobretudo, se o assunto “Segunda Guerra” o fascina, você precisa conhecer a Alemanha! E Nuremberg, especialmente, vai arrebatá-lo!!! É você “entrando” na História, sabe como? Nuremberg parece um túnel do tempo, com suas muralhas do ano 800, que cercam quilômetros do Centro Histórico, com seu Castelo, seus museus extramuro sobre a segunda Guerra, as muitas obras erguidas (e bombardeadas) no Terceiro Reich. Há ainda em Nuremberg as construções megalomaníacos projetadas neste período para reunir o Partido Nazista e a juventude Hitlerista, como o Zepellin, local onde Hitler discursava para a multidões, enfim, todos estes registros estão presentes nesta Cidade, considerada pelo próprio Hitler “a mais alemã das Cidades alemãs“, que hoje, seis décadas depois, traduzem para nós, o que foi este fascinante e, depois, sombrio, período da História, bem como nos mostra de perto seus personagens principais, nos ajudando a entender como se deu a ascensão e queda do Partido Nazista e sobretudo, nos revela em detalhes o incrível poder de reconstrução deste povo incrível, já que Nuremberg, dentre outras, ficou totalmente destruída após a Segunda Guerra e hoje se apresenta esplêndida, reconstruída e organizada. Sim, pois não nos enganemos: o horror da Guerra é sempre uma pista de mão dupla. Milhares de civis alemães também morreram vítimas dos bombardeios dos Aliados, com várias Cidades totalmente destruídas e população alemã devastada por esta que foi a mais absurda e selvagem Guerra. Do desenvolvimento. Poderia ficar horas escrevendo sobre como são desenvolvidas as cidades e a população alemã, mas não conseguiria descrever quão maravilhada fiquei. Vou citar algo que resume em meu espírito esse registro de civilidade enquanto cidade e gestão pública, que é o aspecto do transporte público. A gente chega ao aeroporto de Frankfurt, se dirige a uma máquina de fácil operação e escolhe comprar ou um bilhete individual (ao custo de €4,60, se não me engano) ou um bilhete coletivo que, por €7,50, dá direito de uso para até 5 pessoas. Imagine neste contexto uma família inteira saindo em lazer em um fim-de-semana, pagando apenas um único bilhete? E mais: após pagar menos do dobro para duas pessoas (poderia ser para cinco) você tem acesso ao trem, metrô ou tram (que são como os nossos antigos bondinhos daqui) e tal acesso se dá sem qualquer catraca, sem qualquer roleta, sem qualquer outro mecanismo de validação do cartão ou de controle de acesso. “Como assim?” Me perguntava: “cadê a roleta?”, “cadê o local para eu validar meu ticket?” e, principalmente, ruminava: “e se eu não tivesse pago pelo Ticket na máquina?” Sim, porque nós poderíamos muito bem ter tomado o metrô para a Hauptbahnhof, nosso destino, sem ter pago, uma vez que não existe qualquer roleta que nos impedisse o acesso. Mas, aí é que está: a premissa é de que o cidadão seja honesto! Essa é a premissa que rege a civilidade. Você crê que o cidadão seja honesto. Ponto. E ele (re)age de modo honesto porque o sistema de transporte em si funciona de modo perfeito, há a “honestidade” no poder público, no que tange ao sistema de transporte. E foi aí, na chegada, que a civilidade a mim se mostrou na Alemanha. De cara, ao pegar um metrô. Ha fiscalização? De certo que há! Tem até placa que avisa que a multa é de €40. Mas só o fato de o cidadão ser respeitado ao ponto de não precisar de um sistema de controle mecânico ou sistemático no transporte público, já me impressionou deveras. É isto. Alemanha é assim e muito mais! Me apaixonei. Ah! E aceito doações para uma nova visita a este meu “novo amor”, se tiver vocação para cupido, não se acanhe!! rsrs Fica a dica: visite a Alemanha. Por estes e muitos outros motivos! Vale demais cada dia da viagem. Conheça a Alemanha e surpreenda-se, assim como nós, com este que é sem dúvida um dos mais belos e desenvolvidos países do mundo! Fotos e mais relatos: ViajandoFeliz.com.br Blog http://viajandofeliz.com.br/viagens/category/alemanha/
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