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  1. Resumo: Itinerário: Frankfurt (Alemanha) → Nova Déli → Pushkar → Ajmer → Jaipur → Agra → Varanasi → Sarnath → Gaya → Bodh Gaya → Gaya → Allahabad (Prayagraj) → Satna → Khajuraho → Satna → Pipariya → Pachmari → Pipariya → Manmad → Shirdi → Manmad → Mumbai → Colva → Margão → Panaji → Colva → Mumbai → Ahmedabad → Udaipur → Nova Déli → Frankfurt (Alemanha) Período: 30/10/1999 a 05/12/1999 31/10: Frankfurt (Alemanha) 01/11: Nova Déli (Índia) 02: Pushkar/Jaipur 03: Ajmer/Jaipur 04: Jaipur 05: Agra 06: Varanasi 07: Sarnath/Varanasi 08: Varanasi 09: Gaya/Bodh Gaya 10-11: Allahabad (Prayagraj) 12: Satna 13: Khajuraho 14: Khajuraho/Satna 15: Satna/Pipariya 16: Pachmari 17: Pipariya/Manmad 18: Shirdi 19: Manmad 20-22: Mumbai 23: Colva 24: Margão, Panaji 25: Colva 26: Mumbai 27-28: Ahmedabad 29-30/11: Udaipur 01-03/12: Nova Déli (Índia) 04: Frankfurt (Alemanha) 05/12: São Paulo Ida: Voo de São Paulo a Nova Déli pela Lufthansa, com parada de algumas horas em Frankfurt, o que me permitiu dar um passeio pela cidade. Volta: Voo de Nova Déli a São Paulo pela Lufthansa, com parada de várias horas em Frankfurt, o que me permitiu dar outro passeio pela cidade. O preço de ida e volta foi cerca de US$ 1920.00. Em 2015 voltei à Índia pagando cerca de metade do preço em dólares. Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva foi rara. Fui para áreas quentes e fora do período de chuvas. As temperaturas estiveram bem razoáveis, oscilando entre 15 C e 30 C na maioria do tempo. Em algumas áreas havia muita poeira, o que tornou a respiração um pouco pesada. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍 . Fui muito bem tratado em toda a viagem, com raras exceções. Porém houve muitas pessoas ligadas ao turismo ou à religião que tentaram tirar alguma vantagem, fornecendo informações incorretas ou contando histórias fantasiosas. Decepcionou-me um pouco a quantidade de pessoas que fizeram isso. Nem sempre fui bem aceito nos templos de diversas religiões. Muitos guardadores de calçados da entrada dos templos localizavam meu tênis no meio dos calçados deixados e ficavam com eles para na minha volta pedir gorjeta por tê-los guardado. Tive grandes dificuldades com a língua, pois a população em geral não falava inglês. Além disso, havia alteração de dialeto entre diferentes regiões do país (Hindi, Gujarati, Nepali etc). E muitos que falavam inglês tinham forte sotaque regional. E eu não falava nem compreendia bem inglês. A conclusão foi que precisei comunicar-me muito com as mãos, fazendo gestos. Mesmo estes nem sempre foram eficazes, posto que nem todos os gestos que temos por aqui tem o mesmo significado por lá. As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, com templos, santuários, memoriais, palácios, monumentos, parques, rios, jardins, praias, ilhas, áreas naturais e outros . Andei de vários tipos de transporte diferentes. As viagens de ônibus e trens demoravam muito, pois a velocidade era muito baixa (entre 30 km/h e 50 km/h). Isso fazia que mesmo distâncias não tão grandes demorassem muito para serem percorridas. A lotação dos meios de transporte também era muito grande, sendo até maior do que as dos horários de pico de São Paulo, por incrível que possa parecer. O trânsito foi um capítulo à parte. Completamente caótico para o meu padrão, com animais (vacas, cabras, cachorros, macacos etc) dividindo as ruas com veículos de todos os tipos (carros, vans, caminhões, ônibus, riquixás motorizados, bicicletas, carroças etc) e com pedestres, que não pareciam se preocupar com sua segurança. Vi muito lixo espalhado pelas ruas, numa quantidade muito maior do que a que estava acostumado. Havia muitos pequenos lixões nas cidades a céu aberto. A viagem teve muitos episódios complicados, que me pareceram ameaçar a segurança em algumas ocasiões. Mas não sofri nenhuma violência. Eu me tornei vegetariano ao longo da viagem e permaneço até hoje. Já tinha sido entre 1986 e 1992. Deixei de ser em 1993 e na viagem voltei a ser. Sofri bastante com o tempero da comida. Várias vezes não consegui comer por causa das especiarias ardidas, mesmo estando com fome. Quando descobri como comer sem especiarias, consegui alimentar-me melhor. Gostei muito dos doces. No momento mais crítico, cheguei a perder 9 kg ou um pouco mais (eu pesava 65 kg e cheguei a perto de 56 kg ou um pouco menos). Os preços na Índia eram bem mais baixos do que no Brasil, mas como houve um problema na chegada, acabei comprando uma excursão, o que fez com que a viagem custasse muito mais do que poderia, o que comprovei nas viagens subsequentes em 2008 e 2015. A Viagem: Fui de SP a Frankfurt no sábado 30/10/1999. Cheguei lá no domingo 31/10/1999. Cheguei bem cedo. Para as atrações de Frankfurt veja https://www.frankfurt-tourismus.de/en/ e https://wikitravel.org/en/Frankfurt. Os pontos de que mais gostei foram as igrejas (especialmente a Catedral que resistiu à 2.a Guerra Mundial), o Rio Main, a Casa de Goethe, a Casa de Ópera, o Römer, a arquitetura típica e moderna e a cidade como um todo. Eu não entrei nos museus porque pareciam enormes e achei que era mais produtivo conhecer a cidade. Assim como havia feito em Amsterdã, um ano antes, resolvi comprar uma passeio pela cidade numa agência de turismo do aeroporto. Estava previsto para sair às 9h. Além de mim, havia uma canadense esperando na sala da agência. Cerca de 1 ou 2 minutos antes das 9h, ela perguntou-me se já não eram 9h e, eu, um pouco surpreso com a pergunta, posto que havia um relógio em frente, respondi que achava que sim. Então, às 9h ou um minuto depois, ela levantou-se e falou rispidamente com a atendente que já eram 9h e o passeio estava atrasado e que queria o dinheiro de volta, o que deixou a atendente embaraçada e a mim surpreso com a atitude. A atendente devolveu o dinheiro para ela e o motorista da excursão chegou cerca de 10 a 15 minutos depois, levando uma bronca da atendente, que lhe disse que havia perdido uma cliente. Inicialmente tivemos um atraso adicional porque a polícia estava fazendo alguma operação que retardava o trânsito. O guia até comentou que a polícia alemã não era a mais rápida. Eu ri durante uma explicação dele, não ri dele, mas da situação, e ele pareceu ficar irritado e pediu para não fazermos para ele o passeio mais difícil do que precisava ser. Depois disso, resolvi ficar distante dele até o fim do passeio. Demos uma volta pela cidade, visitando os principais pontos, mas quase sem entrar. Estava um pouco frio (cerca de 15 C), com vento, o que fazia a sensação térmica ser menor. Conheci um indiano durante o passeio, para quem falei que estava indo a Índia. Ele me disse que iria voltar para a Índia em alguns dias e aí poderia me ajudar durante a viagem. Não o encontrei na Índia. Voltamos ao aeroporto e eu embarquei (se bem me lembro, no fim da tarde) para Nova Déli. Ao entrar no avião vi a manchete de um jornal indiano que dizia que um tufão tinha matado 15 mil (acho que o número era esse) pessoas em Orissa . Fiquei surpreso e um pouco assustado. Cheguei em Nova Déli já na 2.a feira 01/11, no início da madrugada. Os procedimentos de entrada no país pela imigração foram um pouco tumultuados, pois havia muita gente. Os atendentes foram um pouco ríspidos. Acabou demorando razoável tempo. Deu-me um frio na barriga saber que iria começar a viagem por um país tão diferente e com tantas possibilidades de problemas, dado o meu desconhecimento. Após conseguir entrar, fui ao balcão de informações para pedir sugestões sobre onde ficar e outras questões sobre a Índia. A atendente indicou-me um hostel no centro, Janpath Guesthouse, ligou para eles para saber se havia vagas e me deu um papel com o endereço. Depois disso fui procurar por um meio de transporte. Naquele horário, somente táxis. Havia 3 balcões, um era de luxo, com uma limousine, o 2.o era do governo e o 3.o de particulares. Fui ver os preços e para o trecho que eu pedi, a limousine custava o equivalente a US$ 10.00, o do governo custava cerca de US$ 6.00 e o particular custava cerca de US$ 5.00. O atendente do balcão do governo avisou-me “vá conosco, os particulares recebem comissões de hotéis e não vão te levar para onde você pedir, podem ficar dando voltas com você, procurando por comissões e, a esta hora da madrugada, isso pode não ser seguro”. Mesmo assim, optei pelo particular, por ser mais barato (não era ilegal). Foi um grande erro . Após minha decisão, o atendente do balcão do governo repetiu o aviso “não seja bobo, vá conosco”. Eu pensei que isso era conversa mole para conseguir clientes. Mas suas palavras foram proféticas. Fui até o ponto de saída dos táxis com o bilhete pago em mãos. Apresentei e veio um motorista de turbante, com barba e bigode 👳‍♂️ e um rapaz que parecia ser seu assistente (não sei se era seu parente). Sua aparência assustou-me um pouco, mas logo pensei que era preconceito meu. Informei para ele para onde desejava ir e começamos o trajeto. Ele perguntou-me se era a minha primeira vez na Índia. Não entendi, devido ao sotaque. Ele precisou repetir várias vezes, já quase gritando nas últimas. Acho que ficou claro para ele que era minha primeira vez na Índia. Após já estarmos rodando há um bom tempo, comecei a ficar preocupado e achar que o atendente do aeroporto tinha razão. Achei que poderiam não estar levando-me para onde pedi e que poderiam estar querendo fazer algo negativo comigo. Comecei então a tentar conversar com eles, de modo amigável. Eles estavam ocupados, provavelmente procurando hotéis que lhes pagassem comissões e se irritaram um pouco com a minha insistência em conversar. De repente apareceu um riquixá, começou a discutir com o motorista e jreogou o veículo em cima dele. Eu não entendi o que falaram, mas a situação ali era clara. O riquixá provavelmente desejava roubar-me, sequestrar-me ou até cometar alguma violência contra mim e o motorista não estava concordando 🔫. O motorista jogou o carro de volta em cima do riquixá, repetiram isso algumas vezes, o motorista acelerou e conseguiu escapar. Aí eu realmente fiquei preocupado. Após este acontecimento, passou pouco tempo, o motorista entrou num beco, parou o carro, desceu junto com seu assistente, abriu uma portinha e me disse para descer e entrar. Não ficaram claras para mim suas intenções e eu pensei que ele poderia estar querendo me roubar, sequestrar ou cometer alguma outra forma de violência. Olhei para trás, para ver se havia alguma possibilidade de sair e vi que o riquixá, que havia nos fechado, estava bem atrás. Ele olhou fixamente nos meus olhos e fez por 2 vezes um gesto passando o dedo indicador pela garganta que indica que vão cortar sua garganta, ou mais genericamente, que você vai morrer. Olhei novamente para o motorista e ele estava extremamente tenso e gritava para eu descer e entrar na portinha. À minha frente havia um muro de cerca de 5 metros. Eram cerca de 3 horas da manhã. Atrás estavam o riquixá e seu companheiro. Não vi saída. Olhei uma última vez para trás e o riquixá repetiu o gesto com o dedo na garganta. Resolvi descer bem devagar e arriscar ir até a portinha. O motorista acalmou-se um pouco. Eu entrei com a cabeça já inclinada. Para ser sincero, achei que poderia ser decapitado, baseado nos preconceitos e desconhecimento que tinha e nas histórias que ouvia pela TV. Interessante que, neste momento, pensei em Deus e em que nem havia chegado e já iria morrer. Quase pedi para que isso ocorresse no fim da viagem, se tivesse que ocorrer. Quando percebi que não havia mais o que fazer, não senti medo. Senti uma estranha paz. Após entrar, passou por mim um homem, entrou numa sala, passou outro, entrou na mesma sala, depois eu entrei e vi que havia vários reunidos. Eles aparentemente eram de uma agência de turismo ou agentes independentes e propuseram vender-me excursões. Eu fiquei bastante aliviado e respondi educadamente que não queria, pois a situação ainda não me parecia totalmente tranquila. Eles ficaram irritados, mas aceitaram. Porém disseram-me que o hotel em que eu queria ir não tinha vagas. O líder falou-me “Quer ver?”. Ligou para o hotel, que eu nem tinha informado a ele qual era, e me passou o telefone. Eu perguntei sobre minha vaga, que havia sido dito no aeroporto que estava reservada e ele me pediu desculpas e disse que não tinha. Imaginei que isso era armação, mas diante do que tinha sido toda a situação, eu estava mais do que satisfeito, fiz uma expressão aparentando contrariedade para não destoar da situação, agradeci e desliguei. Disseram que iriam indicar-me um outro hotel. Saí e o mesmo motorista estava esperando-me, já sem o riquixá atrás. Levou-me para o Hotel Rudra Castle. Chegando lá, pedi ao atendente o quarto mais barato e ele disse que estavam todos os baratos ocupados e que só tinha disponíveis as suítes de luxo. Imaginei que também não era verdade, mas não estava em condições de discutir àquela hora da madrugada. Ele me falou que o preço eram US$ 40.00. Eu pensei que iria ser bem mais e aceitei prontamente. Acho que ele percebeu e disse então que havia a taxa de serviço e acrescentou mais 10%. O valor do hostel em que eu iria ficar hospedado e com quem tinha combinado do aeroporto era US$ 6.00 (7 vezes menos) . O quarto era realmente de luxo, mas eu não precisava de nada daquilo. Antes de dormir, ouvi provavelmente o chamado das mesquitas próximas para a oração. Embora já conhecesse este costume do Egito, dada a situação que havia ocorrido, fiquei um pouco assustado com a maneira como era feito. Mas mesmo assim dormi um pouco, pois estava com muito sono. Na manhã seguinte, assim que desci, no saguão do hotel estava um agente de turismo, que se apresentou e se colocou à disposição. Eu não pretendia comprar nenhuma excursão (sempre prefiro viajar por conta própria, sem guias), mas depois do que tinha ocorrido, achei melhor, pois considerei que seria difícil transitar pelo país logo de início com o meu desconhecimento e ainda existiam as consequências do tufão, que eu não sabia quais tinham sido. Sentamos, fizemos um planejamento superficial de locais e acabei comprando um pacote por cerca de US$ 1,900.00 para uma semana completa com motorista particular e hospedagem em hotéis padrão e todas as passagens de trem para o resto da viagem de pouco mais de 1 mês. Este valor foi quase 5 vezes maior do que eu gastei nas outras viagens que fiz pela Índia, que duraram cerca de 40 dias, onde fui por conta própria, fiquei em hotéis ou acomodações de muito menor nível, mas aceitáveis para mim, não tive motorista nem nenhum apoio. Foi o preço de chegar de madrugada e não conhecer nada. Saquei o dinheiro do caixa eletrônico diretamente em rúpias, paguei para o agente (acho que seu nome era parecido com Singh) e fomos para a sede da agência esperar pelo motorista que iria me acompanhar. Lá conversamos um pouco, Singh falou que se o governo dizia que tinham morrido cerca de 15 mil no tufão, o número de mortos era pelo menos o dobro. Contou-me que era aposentado do exército (parecia ser oficial), embora fosse jovem (acho que cerca de 40 a 50 anos). Falou-me de possíveis problemas que eu poderia ter na Índia, deu-me sugestões, organizou toda a viagem e me disse que se eu queria conhecer tudo o que tinha dito precisava de 3 ou 6 meses e não apenas 1 mês, mas que tentaria ver o que poderia fazer do melhor modo possível. Saiu e foi comprar as passagens de trem. Enquanto isso alguns outros integrantes da equipe conversaram comigo. O Brasil era um país distante e exótico para eles. Tinham curiosidade. E também queriam me vender outros pacotes turísticos para outras localidades. Apareceu seu sócio, e me convidou para ir a um cabaré ou bordel à noite, mas eu recusei, dizendo que já iria começar a viagem pelo país à noite. Um dos integrantes da equipe ofereceu-me o almoço, eu aceitei e comi. Eu estava com fome, mas estava muito ardido. Disse que estava bom, mas forte. Depois, enquanto esperava, fui dar uma pequena volta nos arredores, o que ajudou a desfazer a impressão do dia anterior. Ali estava a Índia que não era hostil, formada por pessoas simples do povo. Ainda assim, tudo muito diferente do Brasil. E eu estava bem cauteloso devido ao que havia ocorrido. Singh retornou com as passagens compradas. Após tudo combinado, chegou Bilu (ou Bilou), que seria meu motorista. Saímos para visitar alguns pontos de Nova Déli. Para as atrações de Nova Déli veja https://www.delhitourism.gov.in/ e https://pt.wikipedia.org/wiki/Deli. Os pontos de que mais gostei foram conhecer a Índia real, o Templo Flor de Lótus, o Museu ou Memorial de Gandhi, o Qutab Minar, os vários outros templos, as mesquitas, os Gurudwaras, a Velha Déli, o Portão da Índia, a região central de Connaught Place, as construções, as áreas verdes, uma estátua magnífica de Shiva na área periférica e os itens dos mercados. Vi estes itens em 2 viagens, nesta e em 2008. Se bem me lembro, fomos ao Templo de Laxmi (https://yatradham.org/blog/laxmi-narayan-temple-timings-history/), ao Portão da Índia e alguns outros pontos. Eu estava bem cansado, devido a 2 noites quase sem dormir. Num dos templos (talvez o de Laxmi mesmo), eu comecei a viajar nas ideias e rir sozinho. Um guarda aproximou-se e me disse para ter cuidado com os macacos 🐵, pois eram perigosos, Quando olhei para o lado, um macaco estava mostrando os dentes para mim em sinal de repulsa e mirando meu pescoço com suas mãos. Acho que ele pensou que meu riso era uma forma de agressão ou ataque. No fim do dia fomos viajar para Jaipur, capital do Rajastão. No começo da estrada, Bilu parou no acostamento e me disse que se atravessasse naquele ponto e entrasse no bosque eu veria uma linda estátua de Shiva. Fiz o que ele falou, segui o fluxo e, quando vi a estátua, fiquei maravilhado. De todas as viagens que fiz a Índia, esta foi a estátua que mais me causou impacto . A viagem foi durante a noite. A estrada era de mão dupla e pista simples em cada sentido. Estava lotada, com muitos caminhões e ônibus. Havia ultrapassagens constantes, com os veículos indo para a pista contrária e voltando a sua pista muito perto de bater com os da pista contrária. A velocidade média era por volta de 30 a 40 km/h. Mesmo assim, pareceu-me muito temerário. Eu nunca tinha feito uma viagem assim. Fiquei tenso no início, mas fui ficando acostumado. Bilu percebeu que eu não tinha gostado do percurso. Ao longo do tempo que ficou comigo, Bilu contou muito sobre a Índia, sobre os costumes, sobre os cuidados a ter na viagem, com alimentação, segurança etc. Falou também sobre outras turistas brasileiras que havia conhecido. Na maior parte do tempo, nosso convívio foi muito bom 👍. Quando contei para ele, no fim do nosso convívio, a história que havia ocorrido na chegada, ele pareceu surpreso e, acho que entendeu, porque muitas vezes eu parecia desconfiado. A viagem durou umas 3 horas, Chegamos perto de 9 a 10h da noite. Ficamos hospedados num hotel que já estava previamente escolhido por eles, jantei e fui dormir. Bilu fez uma piada sobre ser muito mau, quando eu disse que ele era uma boa pessoa e eu engoli em seco. O dono do hotel percebeu e posteriormente me perguntou se eu tinha tido problemas na Índia. Eu questionei que tipo de problemas e desconversei. No dia seguinte, 3.a feira 02/11, depois de uma revigorante noite de sono e depois do café da manhã, fomos conhecer Pushkar, conforme planejado. Para as atrações de Pushkar veja https://www.tourism.rajasthan.gov.in/pushkar.html e https://www.india.com/travel/pushkar/. Gostei da cidade como um todo e de sua simplicidade. Assim que chegamos, no meio da manhã, Bilu disse-me que ficaria no carro e eu poderia passear à vontade. Saí e fui em direção ao centro e ao lago. Admirei a cidade e a paisagem. As construções eram quase todas brancas. Um religioso (acho que era um discípulo em formação) aproximou-se e começou a conversar. Eu estava altamente arisco, depois do que havia acontecido na chegada. Eu estava desconfiando de tudo. Mesmo assim, como sua abordagem foi bastante amistosa, aceitei que ele me acompanhasse, porém dizendo que não era necessário. Falei para ele sobre a música Gita, do Raul Seixas, que contém vários trechos com expressões de Krishna no Bhagavad Gita. Conversamos sobre a Índia e o Hinduísmo. Fomos ao lago. Chegou outro religioso (acho que também era um discípulo em formação). Perguntou se poderia fazer um ritual comigo, pintar o 3.o olho na minha testa e fazer uma espécie de benção, com vegetais. Eu disse que não era necessário, mas ele insistiu tanto, que eu aceitei, caso ele fizesse questão, porém dizendo que não pagaria nada por aquilo. Após o ritual e longa conversa, eu me dirigi para voltar. Aí ele me disse que eu precisava dar uma contribuição pela benção recebida. Eu retruquei que havia dito que não pagaria nada, ele me pediu pelo menos o preço de custo, eu reforcei que ele havia pedido para fazer porque queria e ele me disse que, para mim, então, era gratuito. Comecei a voltar e reencontrei o outro discípulo. Como eles tinham me tratado muito bem e não houve tensão quando disse que nada iria pagar, ofereci pagar para ele uma refeição (como uma pizza), que ele poderia compartilhar com os outros. Ele agradeceu, mas não quis. Acho que não gostavam de pizza, uma comida ocidental. E eu ainda não conhecia opções indianas. Voltei para o carro e quando perguntei a Bilu se havia demorado muito, ele me disse que sim e achava que eu tinha me perdido. Perguntou quanto eu havia pago pelo terceiro olho e os vegetais e eu disse que nada. Ele me respondeu que não acreditava em mim. Voltamos para Jaipur, onde ficava o hotel. Num dos deslocamentos que fiz com ele, vimos uma grande quantidade de pessoas em torno de uma vaca 🐄 aparentemente morta ou morrendo estirada em uma estrada. Ela soltava sangue pela boca. Parecia ter sido um acidente (talvez com um caminhão, para ter aquela consequência numa vaca daquele tamanho). Em outro deslocamento, Bilu mostrou-me várias pessoas reunidas em torno de um homem sendo cremado ao ar livre numa aldeia. Nunca tinha visto uma cena daquelas. Na 4.a feira 03/11 fomos para Ajmer, um local de peregrinação muçulmano. Logo chegando lá, o religioso muçulmano perguntou-me quanto eu pagaria de oferta. Eu não esperava e fiquei sem resposta. Mencionei o valor referente a uma refeição e ele me perguntou rispidamente por que não oferecia 10 ou 100 vezes isso. Levei um susto. Mas como chegou outro peregrino, este muçulmano, ele aceitou minha oferta, e foi dar atenção ao peregrino muçulmano. Eu basicamente só conheci o local de peregrinação dos muçulmanos. Achei interessante, cheio de pessoas muito simples. Mas este episódio inicial decepcionou-me. Para as atrações de Ajmer veja https://www.makemytrip.com/travel-guide/ajmer. Voltando para Jaipur, fomos visitar ainda alguns pontos. Houve um ponto a visitar (não me lembro se em Ajmer ou Jaipur) em que Bilu me orientou a pegar um riquixá para ir a uma atração, pois acho que o carro não passava pelas ruas estreitas. Na volta, o riquixá entrou numa viela em que havia um pastor com ovelhas de um lado e uma vaca um pouco ‘a frente. Repentinamente no fim da viela chegou o lixeiro, que se bem me lembro, era puxado por um elefante 🐘. Isso travou completamente o trânsito. A vaca parou e fechou uma parte da viela. O rebanho estava do outro lado, impedindo a passagem. E pelo meio não era possível passar, por causa do elefante e da caçamba que ele puxava. O riquixá e um outro motorista começaram a buzinar, mas a vaca não iria em direção ao elefante. Estava aguardando. E o elefante estava tranquilamente esperando que o lixeiro carregasse o lixo. O riquixá olhou para mim rindo e eu também estava rindo 😃. Chamou-me atenção o trânsito de Jaipur, que era a capital do Rajastão. Possui mais de 3 milhões de pessoas atualmente (na época já era muito grande). Vacas, cabras e outros animais dividiam a rua com carros, ônibus, riquixás, caminhões e outros veículos e com pedestres. Numa avenida de várias pistas, na hora de pico, uma vaca começava a atravessar. E os outros vários envolvidos buzinavam, desviavam e continuavam. Para mim aquilo beirava a ficção científica. Num dos últimos dias com Bilu e hospedado pelo pacote comprado, Singh voltou e me disse que não seria possível conhecer a região leste, pois as ferrovias tinham sido rompidas pelo tufão, a menos que eu quisesse ir de avião de Mumbai a Calcutá, com preço de cerca de US$ 200.00 ou US$ 300.00, o que recusei. Ele iria alterar as passagens para não contemplar mais aquela área. Se o tufão tivesse ocorrido 15 dias depois, pode ser que eu tivesse sido atingido por ele e talvez não tivesse sobrevivido. Falou-me dos perigos que eu poderia encontrar na etapa da viagem que faria sozinho e me disse que o pagamento de Bilu não tinha sido feito (só o básico) e que o adicional era por minha conta (algo como gorjeta de gratificação). Dei US$ 50.00 para ele, mas achei aquilo indevido, pois pensei que tudo estivesse incluído no pacote. Na 5.a feira 04/11 fomos visitar Jaipur. Para as atrações de Jaipur veja https://jaipur.rajasthan.gov.in/content/raj/jaipur/en/about-jaipur/tourist-places.html e https://wikitravel.org/en/Jaipur. Os pontos de que mais gostei foram os palácios, os fortes, os templos e o observatório. Numa visita a um castelo e/ou forte, havia insistentes vendedores oferecendo produtos para um alemão, que dizia que não iria comprar, pois não precisava. Ofereciam também um passeio de elefante. Eu até que não fui muito assediado, perto do que foram os europeus. Interessante como eles preservavam a história dos marajás e soberanos. Havia um enfoque de heróis no modo como contavam. E uma ênfase nas caçadas de tigres, que me pareceu ser um grande desafio em épocas passadas. Os tigres é que sofreram 😞. Apreciei a visita ao observatório astronômico Jantar Mantar (gosto de astronomia e astrofísica). Quando voltei de uma atração, Bilu disse que eu demorava muito nas visitas. Era importante que fosse mais rápido para poder visitar tudo. Eu me irritei um pouco e disse que gostava de ver os itens com calma e que não tinha importância conhecer menos pontos, desde que mais detalhadamente cada um. E pedi também que fôssemos a locais religiosos não turísticos, que seriam preferidos para mim. Acho que ele fico meio chateado, mas acabou por me levar em um local não turístico. Eu adorei. Na volta, quando disse para ele que tinha gostado, acho que ele ficou surpreso e terminou seu aborrecimento, bem como o meu. No fim do dia fomos para Agra. Ao chegarmos, Bilu falou-me para não ir longe do hotel, pois poderia haver assaltos a cavalo 🐴. O recepcionista do hotel confirmou que poderia haver muitos problemas se me afastasse. Para as atrações de Agra veja https://wikitravel.org/en/Agra e https://agra.nic.in/tourism. Os pontos de que mais gostei foram os palácios, templos, forte e construções típicas. Na 6.a feira 05/11 fui conhecer o Taj Mahal. Era um dia de visitação gratuita, então havia muitas pessoas. Achei o monumento muito belo, mas muito voltado ao turismo, sem a vida real cotidiana. No fim do dia, Bilu deixou-me na estação e me deu sugestões sobre o resto da viagem, que seria só. Para quem fazer perguntas na estação (o homem de jaqueta), cuidados a tomar e outras sugestões. Eu agradeci por tudo que ele fez por mim e pedi desculpas por qualquer mal entendido. Esperei o trem e embarquei para Mughal Sarai, que ficava ao lado de Varanasi. Não sei porque não compraram o bilhete para eu descer em Varanasi, pois o trem passou por lá, mas dado o meu desconhecimento, segui até Mughal Sarai. O trem estava cheio devido à época de festivais. Apesar de ter o bilhete para um banco que permitia dormir sozinho, eu o reparti com várias outras pessoas. Um policial ou soldado militar chegou gritando e pedindo que mostrássemos os bilhetes. Estava com uma espingarda. Eu mostrei e ele pareceu não compreender. Coloquei o bilhete quase na cara dele, aí ele pareceu ver que era válido. Durante a viagem, um dos passageiros me disse para tomar cuidado, caso eu dormisse 😃. Fiquei pensando em como poderia fazer isso. No meio da noite, fui para a cama de cima e dormi um pouco, sentado e com as pernas dobradas, pois estava dividindo a cama com outros que estavam sentados perto do meu pé. Durante a viagem, fiz sinal de positivo para um indiano e percebi que ele não entendeu, ao comentar com outro "O que será que quer dizer este sinal na cultura dele? Deve significar que está tudo bem". Quando chegamos à estação no sábado 06/11, bem cedo, fiquei esperando pelo guia que haviam me dito que haveria. Um dos passageiros do trem com quem tinha viajado ofereceu-se para me levar até onde eu desejasse, mas eu disse que estava esperando pelo guia e não era necessário. Depois de razoável tempo sem o guia chegar, decidi ir por conta própria. Fui procurar então um meio de transporte para ir até Varanasi, que ficava a alguns quilômetros. Achei que o preço que os taxistas me pediram era inflado e sugeri menos. Um deles aceitou. Porém depois de andar um pouco, parou o carro, pediu que um jipe (parecido com os da 2.a Guerra Mundial que se vê na televisão) me levasse, repassando parte do valor e ficando com outra parte como comissão. Eu não tive como recusar, ainda mais depois de tudo que já tinha presenciado. O motorista do jipe usava chapéu e uma espécie de pano para proteger a região traseira do pescoço. Falei algumas palavras que já havia aprendido e ele me perguntou se eu falava Hindi, ao que respondi que não. Ele começou a dizer que o preço que estava cobrando (que ele tinha negociado com o taxista) era baixo para aquele trajeto. Comecei a achar que poderia haver alguma confusão e relembrei para ele que ele tinha aceito o que o taxista tinha proposto. Falei para ele que sairia para dar um passeio pela cidade por volta de 12h. Chegamos, eu me despedi e ingressei no hotel que o pessoal do pacote turístico havia indicado. Após deixar minhas coisas, fui dar uma volta nas proximidades, antes do passeio que estava marcado pelo pessoal do pacote turístico com o guia que eu havia ficado esperando na estação e que não havia chegado. Na saída, um motorista de táxi ofereceu-se para me levar ao passeio, mas eu disse que já havia um guia combinado, mas que se ele falhasse, poderíamos ir. Eu estava meio receoso depois de tudo que já tinha acontecido. Passeei por cerca de 1 hora ou um pouco mais, comprei uma garrafa de água e voltei para me aprontar para o passeio. O guia estava esperando-me e disse que havia acordado muito cedo para esperar outro turista na estação de Varanasi. Eu lhe disse que era eu e que a estação em que me disseram para descer era Mughal Sarai, por isso houve o desencontro Quando íamos sair para o passeio, lá estava o motorista do jipe, dizendo que havíamos combinado de sair às 12h para um passeio turístico 😮. Eu neguei e disse que não. Pedi ao motorista do táxi, que me havia feito a oferta antes, para explicar para ele, pois ele não falava inglês. Mas ele achou que o motorista do táxi estava mentindo e tentando roubar seu cliente. Então, vendo que eu não iria com ele, disse que estava me esperando lá desde que me havia deixado e tinha ficado no prejuízo. Mas eu disse que não era verdade, pois havia saído para passear e comprar água e não o havia visto. Ele irritou-se e foi embora. Embora estivesse gostando muito da viagem, da cultura, da religião, da espiritualidade e de conhecer “um outro mundo”, estava contrariado com tantas confusões e tantas pessoas ligadas ao turismo mentindo para obterem vantagens 😞. Saí com o guia para o passeio, depois de acabar a confusão. O motorista do táxi pediu-me novamente uma chance e eu disse que já tinha guia, mas que se houvesse oportunidade, futuramente poderia ir com ele. Adorei Varanasi. É a antiga Benares, um dos berços do Budismo. Foi um dos meus lugares preferidos na viagem . Para as atrações de Varanasi veja https://varanasi.nic.in/tourist-places e https://wikitravel.org/en/Varanasi#See. Os pontos de que mais gostei foram um templo com inscrições religiosas nas paredes (acho que era o Templo Shree Kashi Vishvanath ou outro semelhante) e o Rio Ganges com todas as estruturas e eventos no seu entorno . No domingo 07/11 fomos de manhã a Sarnath, um dos quatro principais locais de peregrinação budista no mundo, cidade em que Buda proferiu seu primeiro sermão público. Para as atrações de Sarnath veja https://wikitravel.org/en/Sarnath. Eu visitei o sítio histórico preservado, o museu e o templo. Gostei de lá, principalmente da história relacionada a Sidarta Gautama (mais famoso Buda histórico). Na volta o motorista do riquixá queria desviar o caminho para me levar a uma loja onde receberia comissões. Mas como não falava inglês estava com dificuldade em explicar e pediu para o guia fazê-lo. Depois que entendi, agradeci, mas não quis. Anteriormente, quando estávamos sós, o riquixá me disse que o guia não era boa pessoa, porque recebia comissões. Imagino que foi por isso que o guia não havia me falado da loja antes, não devem ter chegado a um acordo sobre as comissões (ou então, pelo que já tinha me conhecido, achou que eu não iria ou não compraria nada mesmo). Após regressar, saí para passear um pouco sozinho por conta própria em Varanasi. Na 2.a feira 08/11 de manhã voltamos a visitar pontos de Varanasi. Ao longo de todos os dias, pude visitar o Crematório (a cremação era dentro de locais específicos, não era igual a que tinha visto na aldeia quando estava na estrada), onde um dos trabalhadores me disse para fazer uma oferenda, caso contrário criaria problemas para meu carma (não fiz), pude visitar vários templos, os Ghats (degraus na margem do rio) e suas casas associadas, as várias áreas de eventos e rituais ao lado do Rio Ganges, as construções antigas e típicas da cidade etc. Num dos dias o guia levou-me a uma guesthouse (que eu estava aprendendo a conhecer), que me disse ter bons preços, onde tomei um chá com limão. Creio que foi nesta ocasião que vimos um casal de europeus ou americanos num barco no meio do rio e o guia comentou que achava que deveriam estar pagando um preço muito alto pelo passeio. Voltamos ao hotel perto da hora do almoço. Despedi-me do guia. Perguntei a ele se tinha sido pago pelo pessoal do pacote de turismo e ele disse que não. Já não sabendo no que confiar, dei a ele uma pequena remuneração, que acho que não o satisfez muito, mas de que ele não reclamou. Estava chegando um turista alemão e acho que ele não quis perder mais tempo comigo. Fui aprontar-me para ir para a estação. Como a passagem saía de Mughal Sarai, achei melhor ir até lá novamente, para não ter nenhum tipo de problema, posto que era depois da Estação de Varanasi no meu itinerário. Procurei pelo motorista do táxi que me havia pedido uma chance, mas ele não estava lá. Fui então procurar algum meio de transporte para a estação. Achei um riquixá. Estava meio ressabiado com riquixás, depois do que havia ocorrido na chegada, mas resolvi arriscar. Combinamos o preço, ele aceitou a corrida e fomos. Tudo ia indo bem até o início da estrada, quando ele parou em frente a uma espécie de altar na beira da via e disse que iríamos fazer uma viagem longa (uns 6 km) e que precisava pedir proteção. Desceu do carro e fez uma oferenda. Eu fiquei preocupado, pois isso poderia significar que a estrada era perigosa. Mas correu tudo tranquilamente. Deixou-me na estação e eu agradeci. Na estação, eu era completamente analfabeto, pois não sabia falar nem ler Hindi, e muitos letreiros escritos ou comunicados verbais eram feitos em Hindi. Não conseguia saber qual trem pegar (as passagens para todos os trechos já me haviam sido dadas por Singh no início). A estação estava lotada devido aos festivais. Comecei a conversar com alguns soldados do exército. Um amigo que estava com eles falava outro dialeto diferente de Hindi, o dialeto Nepali. Eles me disseram que os trens poderiam ser perigosos, poderia haver ladrões e assassinos neles. Fiquei mais preocupado. Mas disseram para eu não me preocupar e que iriam me ajudar a pegar o trem certo. Já tinha passado a hora da saída, mas me disseram que o trem estava atrasado. Conversamos sobre a Índia e eles me deram um pequeno cartão-postal. Em retribuição, eu tirei da mala uma revista Viagem, localizei e dei para eles uma foto de duas páginas da orla da Praia de Copacabana. Eles disseram “Como o Brasil é bonito!”. De repente eles me disseram “Venha”. Eu levei um susto, mas fui atrás deles. Eles me levaram a um trem e disseram que era meu trem. Não havia letreiro em inglês à vista, mas confiei neles e esperei para perguntar para outros passageiros e para o comissário do trem. E realmente era o trem correto. Agradeci muito e, de uma maneira claríssima, entendi o que significa ser analfabeto e todas as dificuldades que um enfrenta. O trem saiu com algumas horas de atraso e ainda parou no meio do caminho, não sei porque. A parada foi numa zona rural, totalmente sem iluminação. Já havia escurecido. Isso permitiu ver o céu estrelado 🌃. Magnífico! Raras vezes vi um céu noturno tão lindo. Meu destino era Gaya, para de lá ir até Bodh Gaya, Estas localidades eram no Bihar, que me disseram ser o estado mais pobre da Índia. Falaram-me da existência no Bihar de máfias (imagino que seriam guerrilhas ou milícias para nós) que lutavam contra o governo. Se bem me lembro, eram de inspiração marxista. Vi no noticiário que pouco antes haviam matado uma família inteira na zona rural como retaliação a uma delação. Mas acho que não exatamente naquelas proximidades, que eram locais de peregrinação budista. Cheguei perto de 22h. Havia inúmeras pessoas deitadas no chão da estação esperando trens. Acho que outras eram pessoas em situação de rua. Fui pedir sugestões a um encarregado da estação sobre onde poderia me hospedar e muitos possíveis fornecedores de transporte me seguiram para oferecer seus serviços. Ele sugeriu chamar um transporte mais sofisticado, mas eu disse que gostava da população. Acabei indo a pé até um hotel perto da estação, em que, se bem me lembro, a diária de 24h custou algo como US$ 2.00 ou US$ 1.00. A pobreza do local saltava aos olhos. Não tinha visto nada parecido no Brasil. No dia seguinte de manhã, 3.a feira 09/11, peguei um ônibus para Bodh Gaya, outro dos quatro locais de peregrinação budista no mundo. É o local em que Sidarta obteve sua iluminação e se tornou Buda (o mais famoso e primeiro relatado da História, até onde eu sei). Para as atrações de Bodh Gaya veja https://wikitravel.org/en/Bodh_Gaya e https://www.lonelyplanet.com/india/bihar-and-jharkhand/bodhgaya. Adorei este local. Os pontos de que mais gostei foram os templos, os monumentos, a área verde em harmonia com eles e a árvore sucessora da original sob a qual Sidarta obteve a iluminação . Chegando em Bodh Gaya, fui analisar o mapa dos templos, monumentos e toda a área destinada ao complexo de templos e similares. Havia um templo para cada grande corrente ou escola budista. Achei muito interessante, que em cada templo, Buda era representado como parecendo habitante da região ou país daquela escola. Assim, no Templo Tailandês ele se parecia com um habitante de lá, no Tibetano parecia-se como habitante de lá e assim por diante, no da China, Coreia, Japão, Nepal, Taiwan, Vietnã etc. A árvore sob a qual ele obteve a iluminação também me pareceu muito bonita, grande e em harmonia com todo o resto. Fiquei muito tempo perto dela. A Grande Estátua de Buda também era impressionante. Como era um local tranquilo, longe da agitação das pessoas pedindo ou vendendo, foi possível aproveitar bem o momento de integração com o Universo. Voltei para Gaya de ônibus no fim do dia (cerca de meia hora a uma hora de ônibus). Fui jantar e aproveitei para comer doces indianos. Uma delícia. Gostei especialmente dos de coco, amendoim e algo parecido com chocolate 👍. Ainda fui para o hotel, pois meu trem para Allahabad partia pouco depois da meia-noite. Fiquei lá até completar a diária de 24h e depois fui para a estação. Tive alguma dificuldade com o banheiro, pois era padrão indiano, que consistia em uma fossa no chão, sem vaso sanitário. Peguei o trem para Allahabad. Desta vez consegui um banco cama para dormir razoavelmente. Pela manhã descobri que estava no vagão ou classe errada. Nova confusão à vista 😃. Pedi para um passageiro que falava inglês ajudar-me a explicar a situação. Ele me disse que falaria pessoalmente com o comissário, quando ele passasse. Mas quando ele passou, já bem mais tarde, o vagão estava vazio e ele nem se importou com a situação. Cheguei em Allahabad no início da tarde da 4.a feira 10/11. Fui procurar um hotel para ficar perto da estação de trem, o que tornava tudo muito mais fácil. Acho que tinha começado a descobrir como me conduzir na Índia. O atendente, já de uma certa idade, recebeu-me muito bem 👍. Deu-me muitas informações sobre a cidade e o que visitar. Saí para dar um passeio e conhecer os arredores e ter as primeiras impressões. Acho que foi neste passeio que vi uma das cenas mais tocantes da viagem. Num lixão, algumas crianças pequenas brigando literalmente com porcos por alimentos 😞. Para as atrações de Allahabad veja https://wikitravel.org/en/Prayagraj e https://prayagraj.nic.in/tourist-places. Acabei de descobrir que seu nome mudou para Prayagraj, seu nome original há mais de 400 anos atrás, segundo o governo que determinou a mudança. Mas na narrativa vou manter o nome de quando estive lá. Os pontos de que mais gostei foram o Sangam , os templos, as construções e monumentos. Ao longo dos dois dias que lá fiquei visitei vários locais e andei com vários transportes, incluindo uma carroça. O encontro dos rios Ganges e Yamuna (e do mítico Saraswati) pareceu-me maravilhoso. Era o Sangam. Havia muitas pessoas lá e muitas vacas também 🐄. Espantou-me ver como as pessoas repeliam as vacas, não querendo que elas se aproximassem de seus alimentos. Afinal de contas a vaca era sagrada. Era possível ir até o encontro das águas de barco, mas eu preferi ver somente da margem, o que já me pareceu magnífico, ainda mais num dia ensolarado. Acho que foi nesta cidade, que fui até o escritório da Companhia de Trens e disse que precisava alterar minhas passagens, pois o itinerário que tinha sido proposto no pacote turístico era inviável. Eu praticamente só viajava e tinha pouco tempo para desfrutar dos locais. Quando o responsável pela estação viu a quantidade de passagens e trechos teve um choque 😃. Mas depois que se recuperou, ajudou-me e encarregou uma funcionária de viabilizar os detalhes. Consegui trocar quase todas as passagens, menos algumas poucas que tinham sido pagas com cartão de crédito (provavelmente tudo havia sido pago com cartão por Singh, mas quando ele teve que fazer alterações devido ao tufão, deve ter precisado pagar em dinheiro – foi a minha sorte). Estas eu só poderia alterar na estação de emissão, que era Nova Déli, o que era inviável. Mesmo assim fiquei muito satisfeito. Agradeci-o muito 🙏. Disse que ele tinha salvo a minha viagem. Ele sorriu e disse “É o meu dever”. Vi como os preços das passagens eram baixos, muito pequenos perto do que eu havia pago pelo pacote todo. Nesta cidade ou em alguma outra nesta altura da viagem, eu vi uma igreja cristã. Interessante como isso despertou em mim uma sensação de felicidade. Aquele era o mundo que eu conhecia, de onde eu vinha, apesar de eu não ser cristão. Um pedinte solicitou ajuda, eu dei uma moeda e ele achou muito pouco, principalmente por eu ser estrangeiro. Acho que foi em Allahabad este episódio, mas não posso garantir. Num dos hotéis em que fiquei ao longo da viagem, fiquei hospedado num quarto próximo a um homem de uns 50 a 60 anos que usava turbante. Num dos primeiros dias em que me viu, cumprimentou-me alegremente e me convidou para tomar um uísque. Até estranhei, mas achei que poderia ser seu costume. Em outra ocasião posterior, quando estava acompanhado por algum amigo, ignorou-me e nem me cumprimentou. Numa outra ocasião posterior, quando estava só, voltou a me cumprimentar alegremente. Mas aí eu comecei a desconfiar de suas intenções e procurei ser cordial, mas distante. O homossexualismo não era bem-aceito em muitos contextos, ainda mais nesta época. Numa das cidades sentei para assistir a um evento em que estavam cantando músicas espirituais e religiosas hindus e tocando instrumentos típicos (acho que havia cítaras e outros). Acho que entrei em estado de extrema felicidade e expansão de consciência . No início pretendia ficar pouco, para não “gastar” muito tempo e ficar sem visitar outros pontos. Mas gostei tanto, que fiquei lá um enorme tempo e não me arrependi. Na 6.a feira 12/11 ainda passeei um pouco pela cidade de manhã e depois retornei ao hotel para me preparar para pegar o trem. Dei uma gorjeta ao atendente do hotel. Ele não pediu, tanto que quando dei perguntou-me para quem era e quando respondi que era para ele, sorriu. Ele me ajudou muito com as informações sem nada pedir em troca. Depois peguei um trem para ir até Satna. Meu objetivo era Khajuraho, local com templos que tinham representações do Kama Sutra. Cheguei à noite em Satna. Conversando com um turista coreano, que também iria para Khajuraho e já conhecia a cidade, ele disse que lá havia hotéis melhores e que era interessante ir à noite mesmo. Só havia disponibilidade de lotações feitas em jipes. Decidi tentar. Estavam esperando lotar os veículos. O coreano me disse que poderia haver problemas, não de segurança, mas de algum outro tipo que eu não entendi. Desisti e decidi ir no dia seguinte. Estava com bastante fome, pois não tinha almoçado. Fui a um aparentemente bom restaurante e pedi um prato do cardápio, com a ajuda do garçom, que me explicou alguns termos. Mesmo assim, boa parte da explicação continha palavras de alimentos que eu não conhecia. Pedi a ele que não tivesse especiarias ardidas. O prato tinha um bom tamanho, compatível com a minha fome. E olha que eu como bastante. Não consegui comer nem 20%. Talvez tenha comido cerca de 10%. Fiquei profundamente decepcionado 😞 por não conseguir comer devido a estar muito ardido. Mesmo o arroz estava misturado com especiarias ardidas. Estava começando a me dar ânsia de vômito, por isso parei. Chamei o garçom para pedir a conta e ele olhou espantado e disse que eu não havia comido quase nada. Eu disse para ele que para o costume dele a comida não era forte, mas que para mim era. No dia seguinte, sábado 13/11, sem ter almoçado nem jantado no dia anterior, tentei comer algo no café da manhã. Algo parecido com pão, que não era ardido. Consegui, pelo menos para não ficar totalmente sem alimentação. Peguei um ônibus para Khajuraho. Uma parada à frente, entrou um grupo de turistas judeus. Eram dois rapazes e uma moça, que sentou do meu lado. Fui conversando com ela sobre Israel, a Índia e a viagem. Quando numa parada entraram viajantes locais e foram lá para trás, onde estávamos, ela preferiu ir para frente e ficar junto com seus amigos. Em algumas paradas eu comi alguns tipos de massa parecidos com pães, mas sem especiarias. Chegamos no início da tarde. Após hospedar-me, fui começar a conhecer a cidade. Para as atrações de Khajuraho veja https://wikitravel.org/en/Khajuraho e https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/khajuraho. O ponto de que mais gostei foram os templos, com as esculturas, dos mais variados tipos, mas principalmente as que representavam o Kama Sutra. Ao longo dos dois dias, visitei os templos com bastante calma. Achei interessantes as várias esculturas. As com posições sexuais pareciam muito criativas (eu nunca li o Kama Sutra). Algumas achei exóticas, pois minha vida sexual é bem padronizada 😃. Numa delas um homem fazia sexo com duas ou quatro mulheres ao mesmo tempo, sendo que duas estavam de ponta cabeça. Se bem me lembro havia alguns templos mais afastados, a que fui andando. Os judeus passaram por mim no caminho no domingo 14/11 de manhã e a moça perguntou-me rindo porque eu não alugava uma bicicleta. Encontrei o coreano nos dois dias no conjunto de templos mais próximos. Ele me cumprimentou sorrindo. Na volta de alguns templos, um riquixá humano perguntou-me se eu não queria transporte. Disse que o preço era US$ 0.40. Resolvi aceitar para tentar ajudá-lo. Mas quando vi que ele é quem puxava o riquixá, arrependi-me, pois achei absurdo ele fazer um esforço físico daqueles para me levar. Depois de uma subida e uma descida, em que pedi para ele não se esforçar tanto, resolvi saltar, antes do meio do caminho, pois considerei inaceitável para ele aquilo. Na hora de pagar, ele me disse que eu tinha entendido errado. Não eram US$ 0.4. Eram US$ 4. Fiquei bem irritado, mas paguei e fui o resto do caminho a pé. Ele ainda me perguntou sobre gorjeta 😃. Acho que foi nesta cidade ou em alguma outra nesta altura da viagem que encontrei um alemão, que me falou em português “Brasileiro na Índia é raro!”. Perguntei se ele era brasileiro e ele disse que não, que era alemão, mas que havia trabalhado na Volkswagen do Brasil, se bem me lembro. Fiquei feliz por ouvir alguém falar português. No sábado à noite encontrei restaurantes com comida ocidental. Como estava morto de fome, comi uma pizza grande e depois ainda um espaguete. E olha que depois, ainda dei uma olhada no cardápio e pensei em pedir a lasanha 😃, mas resolvi deixar para o dia posterior. Mas acabei indo embora no domingo à tarde e fiquei sem a lasanha. O rapaz que cuidava do restaurante falava inglês e conversamos sobre assuntos gerais. Perguntei a ele se pretendia ser empregado em algum local e ele disse que preferia trabalhar com turistas, que era mais lucrativo. No domingo 14/11 à tarde, peguei um ônibus de volta para Satna. Sentei no último banco e o motorista me disse que lá pulava, mas eu resolvi ficar. Depois de bater a cabeça no teto por algumas vezes 😃, resolvi ir para os bancos mais à frente. Cheguei em Satna à noite, e fui hospedar-me. Se bem me lembro, fui a outro restaurante e encomendei arroz puro, chapati (espécie de pão achatado) e uma salada de pepinos, tomate e cebola, tudo sem especiarias. Enquanto preparavam, falei ao garçom que iria sair um pouco e já voltava. Ele ficou nervoso e disse que o pedido já tinha sido feito. Acho que pensou que eu não voltaria. Pediu que eu pagasse parte como garantia. Deixei o equivalente a mais de 95% do preço do jantar. Saí e fui até algumas bancas de frutas, comprar bananas e maças. Voltei, ele me devolveu o dinheiro sorrindo, algo que não esperava, pois achei que já ficaria com ele como pagamento. Quando chegou o prato, misturei o arroz com a salada e as maças e bananas. E acompanhei com o pão. Tinha descoberto como fazer refeições sem especiarias 😃. Aqui ou em alguma outra cidade nesta altura da viagem, depois de muito tentar, em vários locais sem sucesso, eu consegui fazer câmbio (não me lembro se foi com dólares ou com o cartão como garantia) 💲. Um chileno disse-me que também estava com dificuldades e havia conseguido no Banco de Baroda. Não me recordo se realmente foi este o banco ou algum outro em que consegui. O representante ou gerente do banco chamou-me para me conhecer pessoalmente antes de aceitar fazer o câmbio. Não consegui sucesso sacando dinheiro em máquinas automáticas. Hoje o mundo está bastante mudado. Na 2.a feira 15/11 fui pegar o trem para ir para algum lugar em direção a Mumbai (na época Bombaim). No caminho passei por uma casa com um jardim com ornamentos típicos indianos. Perguntei ao dono se poderia entrar para conhecer e ele disse que sim. Achei interessante 👍. Pretendia ir até Shirdi, local central do culto a Sai Baba. Mas achei que a viagem seria um pouco longa. Então decidi parar em algum local no meio. Fechei os olhos e apontei para um lugar no meio do caminho. Meu dedo parou numa cidade chamada Pipariya. Parecia ser uma pequena cidade, sem nenhuma atração especial. Achei que poderia ser interessante conhecer uma cidade comum pequena e comprei passagem para lá. O trem atrasou um pouco e neste dia (ou em alguma outra viagem próxima) eu fiquei conversando com um jovem passageiro indiano, que riu amistosamente da minha pronúncia quando tentava falar algumas palavras em Hindi. Numa das paradas do trem durante a viagem, vi uma placa falando da cidade de Pachmari, uma espécie de instância turística. Parecia ser próxima e decidi avaliar se era possível ir até lá a partir de Pipariya. Chegando lá hospedei-me e fui dar um passeio. Realmente era uma cidade bem pequena, com população simples. Gostei muito de conhecê-la. Sem grandes atrativos feitos para turismo, ela em si foi para mim um evento turístico 👍. Na 3.a feira 16/11 fui até Pachmari. Descobri que era a cerca de 50 km e havia um ônibus para lá. Fiquei lá o dia todo e voltei no final de ônibus. Para as atrações de Pachmari veja https://www.holidify.com/places/pachmarhi/sightseeing-and-things-to-do.html e https://wikitravel.org/en/Pachmarhi. Os pontos de que mais gostei foram os jardins floridos com vários tipos de atrativos naturais e pontos históricos ou mitológicos dos Pandavas (personagens do Bhagavad Gita). Adorei os jardins . Fiquei admirando as flores, de todos os tipos, muitas parecidas com as que vemos no Brasil, outras diferentes. As vistas do alto de colinas também eram espetaculares. Locais onde os Pandavas haviam estado também se destacavam no meio do bosque florido. Quase no fim da visita encontrei uma turista europeia, na garupa da moto de uma guia indiana. Perguntei o que ela estava indo ver e ela disse que iria para onde a guia a levasse. Sugeri os jardins, a guia sorriu e repetiu “os jardins com rosas” e se foram. Na 4.a feira 17/11 fui passear novamente pela cidade de Pipariya. Encontrei um adolescente indiano que começou a conversar comigo em inglês. Acho que desejava conhecer estrangeiros. Conversamos bastante e ele me pediu para ligar para ele depois. Eu disse que não conseguiria, nem teria sentido, pois tínhamos acabado de conversar. Acho que ele queria mostrar que tinha conhecido um estrangeiro e praticar inglês. Um pouco mais à frente, um outro jovem indiano disse-me rispidamente para não passar daquele ponto. Aparentemente era uma via pública. Não sei se entendi bem, pois ele falou em Hindi. Mas, na dúvida, resolvi voltar. À tarde peguei o trem para Manmad. Fiquei num banco junto com uma família grande (típica para padrões indianos). Pai e vários filhos. Trataram-me muito bem 👍. Ofereceram-me seu melhor biscoito. Por mais que eu recusasse, acabei comendo um para não ofendê-los. Estava muito bom. Deram informações sobre Mumbai, para onde eu iria depois. Falaram que na média era um lugar seguro. Perguntaram-me se eu era casado e ficaram surpresos quando disse que no Ocidente não era necessário ser casado para se fazer sexo ou ter filhos. O pai fez os filhos desocuparem um dos bancos para eu deitar. Eu protestei muito, mas não houve jeito de voltarem. E acabei deitando realmente. Cheguei em Manmad perto de meia-noite. Despedi-me. Agradeci muito e fui procurar um hotel. Nesta hora tudo é mais difícil, principalmente em termos de segurança num local desconhecido. Quando estava descendo do trem perguntaram se eu não tinha medo de fantasmas. Eu ri e disse que não. Mas quando fui cruzar um túnel subterrâneo, bem que fiquei pensando, quando vi uma sombra passar rapidamente 😃. Consegui encontrar um hotel perto da estação. Na 5.a feira dia 18/11 fui para Shirdi, onde fica a sede dos ensinamentos de Sai Baba. São cerca de 60 km. Peguei um ônibus de manhã e voltei à noite. Para as atrações de Shirdi veja https://wikitravel.org/en/Shirdi e https://shirdi.tourismindia.co.in/. Gostei bastante daqui . Fiquei somente nos itens envolvidos com os locais ligados a Sai Baba, que muito me agradaram. Achei bastante interessante a história de espiritualidade e busca da paz e amor de Sai Baba. Sua relação com a Natureza também me pareceu bastante íntima, como na história da passagem (morte) do tigre. Fiquei uma parte do tempo meditando 🧘‍♂️. Havia salas com ambientes bem confortáveis. Forneciam bebida (acho que era chá) gratuitamente. Gostei bastante desta meditação. Ninguém cobrou ou pediu nada. Mas para quem desejasse, era possível fazer doações. Não quis fazer na hora para não me deixar levar pelo impulso. Quando voltei ao Brasil, entrei no site para fazer uma pequena. Só achei um espaço para contato, que era de atendimento espiritual, que tinha uma advertência, dizendo que era só para aquele propósito e que assuntos mundanos não seriam respondidos. Mesmo assim escrevi (acho que 2 vezes) perguntando como poderia fazer a doação. Nunca me responderam. Na 6.a feira 19/11 fui conhecer Manmad. Não estava no meu roteiro original de pontos com atrativos ligados à espiritualidade, mas andando pela Índia pode-se encontrar itens ligados à espiritualidade em muitos lugares. E não sendo turístico, além de não haver possíveis aproveitadores querendo tirar vantagem, entrava-se em contato com a realidade pura da população. No passeio conheci meu primeiro templo Sikh da viagem. Interessante como foram atenciosos comigo. A espada que eles usavam, seus turbantes 👳‍♂️ e sua longa barba podiam assustar num primeiro momento. Remetiam-me, ainda que inconscientemente, aos estereótipos do cinema. Principalmente considerando o que havia ocorrido na chegada. Mas esta impressão logo se desfez pela maneira gentil com que me receberam e me deixaram conhecer seu templo. Fizeram questão que eu comece seu alimento típico do templo (uma espécie de doce) antes de eu ir embora. Fui também andar por áreas rurais e campos, num dado momento, acho que cruzei uma propriedade privada em direção a uma colina. Um pastor interceptou-me e abriu os braços, como que perguntando porque eu estava passando pelas terras dele. Mas seu olhar era amistoso. Eu respondi “namastê”. Ele riu e repetiu a expressão de braços abertos, como quem pergunta “que namastê?”. Repetimos umas 2 ou 3 vezes as mesmas palavras e ele riu do fato de eu só conseguir falar aquela palavra. Mas concordou que eu continuasse cruzando suas terras para ir até a colina, conforme meus gestos tentavam pedir. Acho que foi nesta cidade ou em alguma outra nesta altura da viagem que peguei uma lotação num riquixá. Num veículo em que cabem 2 pessoas, fomos em 8, além do motorista, sendo algumas (acho que eram 2) na frente, onde nem banco para passageiros havia. Acho que foi aqui também que comprei uma toalha com um bordado de Ganesha para um colega de trabalho. Ele havia pedido algo parecido, típico da Índia. Tinha pequenas estruturas metálicas douradas que compunham o desenho. Paguei US$ 10.00. Imagino que as mulheres que me viram comprar acharam o preço absurdamente alto, tanto que se esforçaram para não rir muito. No Brasil, acho que custaria de 5 a 10 vezes mais naquela época. Comprei também duas réguas de madeira com deuses para dar de presente a pessoas que pediram, no valor de US$ 1.00 cada. No sábado 20/11 tomei um trem para Mumbai. Foi uma viagem curta. Cheguei no meio da tarde. Fui procurar onde me hospedar. Acabei passando por um local com quartos compartilhados (o que chamamos de hostel ou guesthouse atualmente), que eu não conhecia. Naquele momento fiquei com receio e não quis. Como eu sou ignorante 😃! Depois que fiquei em um hostel em quarto compartilhado pela primeira vez em 2001, passei a optar por eles em muitas ocasiões. Num dos locais, quando disse que estava procurando por algo mais barato, citei que havia ouvido falar de Doki (ou um nome semelhante) e o dono me disse que não era uma área segura, que era muçulmana. Senti uma certa discriminação em relação aos muçulmanos. Acabei ficando num hotel na zona central, perto da Praça da CST (estação terminal de trens). Alguns funcionários pediram-me caixinhas no fim da hospedagem, que não dei (eles não prestaram nenhum serviço extra para mim). Para as atrações de Mumbai veja https://wikitravel.org/en/Mumbai e https://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g304554-Activities-Mumbai_Maharashtra.html. Gostei bastante daqui . Os pontos de que mais gostei foram as construções arquitetônicas e históricas típicas, os templos, a Trimúrti em Elephanta, o Portão da Índia, a orla, e toda a cidade. Voltei para lá em 2015 e pude conhecer alguns locais diferentes. Em Mumbai havia bem menos vacas soltas pela cidade. Ao longo dos 3 dias, visitei o Portão da Índia, por onde chegaram e regressaram as forças britânicas, toda a orla no seu entorno, a área central, os prédios históricos e artísticos, como o Príncipe de Gales, galerias de arte, templos, mercados (principalmente de incensos) e muitos outros pontos num city tour. Fiz uma excursão de barco à Ilha de Elefanta, onde havia estruturas históricas e até arqueológicas preservadas. Havia uma cabeça trimúrti esculpida numa enorme pedra, com uma face de Brahma, uma de Vishnu e outra de Shiva. Um guarda chamou minha atenção quando visitava a área arqueológica, achando que eu poderia não ter o ingresso ou que estava em área inadequada. Depois que viu o ingresso indicou-me para conhecer a área em que estavam as demais pessoas. A vista de Mumbai a partir de mar também pareceu-me muito bela 👍. Também passei um tempo procurando por um incenso que minha prima Bernadeth havia pedido, chamado Green Champa. Não encontrei em nenhum lugar um com o mesmo nome ou marca. Deixei para comprar na volta. No primeiro dia, quando saí para passear sem objetivo definido, só para conhecer a cidade em estado puro, vi uma agência do Citibank com caixa automático. Meu cartão pré-carregado era do Banco de Boston. Mesmo assim, resolvi tentar sacar. Era sábado, mas o vigia estava lá atento e me perguntou em inglês se poderia me ajudar. Expliquei a situação e ele me respondeu que eu poderia tentar na última máquina. Fui lá descrente. Logo de início a máquina perguntou-me o mesmo que o vigia “May I help you?”. Prossegui. Em menos de 5 minutos, consegui sacar tudo o que queria e que vinha tentando fazer havia mais de 10 dias sem sucesso 👏. Isso não é uma propaganda. É apenas a descrição do que ocorreu. Acho que foi aqui também que conheci o sanduíche vegetariano do McDonald’s, que na época acho que não existia em outros lugares do Ocidente. O BigMac lá não era com carne de vaca e se chamava Maharaja Mac. Eu não experimentei, mas ouvi falar que era com carne de carneiro. Parece que atualmente é com carne de frango. Também aqui, acho que foi que me pesei. Tinha emagrecido cerca de 9 kg. Eu só pesava 65 kg antes da viagem. Estava com 56 kg. E olha que eu já tinha começado a me alimentar melhor desde de Satna, quando descobri como fazê-lo. Nem imagino quantos quilos perdi no momento em que estava com maior deficit alimentar. Mumbai era uma cidade enorme, com população semelhante à de São Paulo naquela época. Achei inviável conhecê-la completamente em 2 ou 3 dias. No domingo à noite resolvi comprar um city tour, que embora no geral não me agradasse, neste caso foi um dos poucos que me pareceu compensar. No city tour da 2.a feira 22/11 acho que eu era o único estrangeiro. Fui numa excursão bem popular, então a maioria das pessoas parecia ser do interior do país. Eram pessoas aparentemente bem simples. O guia colocou-me no banco do motorista, junto com ele, acho que para facilitar a comunicação e talvez por achar que eu não me sentiria bem junto com os outros. Até onde me lembro, passamos em construções históricas no centro (algumas eu já havia visitado), no templo jainista (que ficava bem distante), em um parque com área verde, num shopping center (o guia ajudou vários a subir na escada rolante – talvez alguns nunca tivessem andado em uma), num parque científico e de diversões educativas, no templo Hare Krishna (que tinha um enorme lustre, aparentemente luxuosíssimo e pesadíssimo), em Bollywood e em uma enorme praia no seu entorno. Durante o almoço eu preferi não acompanhar o grupo e aproveitar o tempo para conhecer um templo e a área nas redondezas, algo com que o guia concordou. Numa das paradas, se me recordo foi no parque científico e de diversões, algumas pessoas atrasaram e o motorista ficou muito bravo 😠. Eu não entendi as palavras que ele falava, mas ele estava gritando com os que chegaram atrasados e alguns retrucaram. O guia também pareceu repreender os passageiros pelo atraso, mas depois gritou um pouco com o motorista, imagino que por achar que ele estava extrapolando nas reclamações. Depois da última parada, acho que o motorista jantou e deve ter bebido um pouco, visto que no retorno estava bem alegre, rindo e parecendo num estado de consciência um pouco alterado. Furou o pneu do ônibus 🚍. Era para retornarmos por volta de 18h ou 19h, mas atrasamos e iríamos chegar perto de 20h. Com o furo do pneu ficou imprevisível. Eu tinha uma passagem de trem com saída prevista para as 22h com destino a Goa. O pessoal, vendo a situação, pensou em conseguir um táxi para mim. Mas eles viabilizaram a troca do pneu e eu voltei com eles no ônibus mesmo, chegando ainda, se bem me lembro, com cerca de 1 hora de antecedência na estação. Peguei o trem conforme previsto e a viagem foi durante a noite. Sentei num banco ao lado do qual havia várias pessoas jovens de uma excursão. Sentei do lado de suecas, mas um tempo depois chegaram algumas brasileiras, que estavam num programa de estadia de 1 ano na Índia. Elas se surpreenderam em ver outro brasileiro e demonstraram felicidade 😊. Começamos a conversar sobre a viagem, a Índia e o Brasil. A moça com que mais falei era carioca. Naquele deslocamento, estavam passeando pelo sul e pretendiam ir até o extremo, em Kanyakumari. Conheci também um mexicano da excursão, que tentou falar algumas palavras em português. Palavrões ele sabia 😃. Parecia ser grande amigo delas. Se bem me lembro, eles desceram em uma ou mais paradas antes de mim. Eu desci em Margão, mais ao sul. Era 3.a feira, 23/11, meio da tarde. Fui procurar onde me hospedar e encontrei um homem que falava algumas palavras em português. Ele alugava uma espécie de kitnet na Praia de Colva. Achei a ideia interessante. Falou que sua mãe falava português. Convidou-me para ir até a sua casa. Aceitei. Lá, sua mulher preparou uma bebida chamada lassi, que achei deliciosa 👍. Parecia leite doce com iogurte de frutas. Resolvi ficar na kitnet que ele propôs. Ele me levou até lá e me deixou com as chaves, combinando de me reencontrar 2 dias depois, quando eu devolveria e entregaria o apto. Adorei a Praia de Colva, linda, tranquila, mar calmo com água quente. Para as atrações de Panaji e Margão veja https://wikitravel.org/en/Panaji, https://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g303877-Activities-Panjim_North_Goa_District_Goa.html, https://wikitravel.org/en/Margao e https://www.expedia.com.br/Margao.dx6053392. Adorei Goa . Parecia o mundo que eu conhecia. Os pontos de que mais gostei foram as igrejas, os monumentos e estruturas de origem portuguesa, a praia e as cidades como um todo. Na 4.a feira 24/11 fui visitar Margão e Panaji. Fui visitar uma mesquita. Lá houve um pequeno incidente e eu, acostumado com os templos hindus, sentei em posição de meditação. Quando um ancião cumprimentou-me sorrindo, eu o cumprimentei rapidamente, sem a devida atenção . Acho que consideraram desrespeito e que eu estava me portando como hindu. Expulsaram-me. Havia igrejas cristãs enormes aqui, acho que por herança do período de ocupação portuguesa. Achei muito belas 👍. Encontrei as brasileiras da excursão fazendo um passeio pela cidade. Cumprimentamo-nos e elas me disseram que eu era feliz por poder gastar o tempo que quisesse na visita de algum ponto específico, posto que o grupo delas tinha horários, pelo que entendi. O trânsito aqui era bem mais tranquilo do que em outras partes da Índia. Mesmo assim, numa avenida, vi um cachorro quase ser atropelado 🐕. Mas ele saiu ileso. Fiquei sensibilizado pela cena. Achei interessante haver vários nomes em português, como descrições de monumentos ou locais. Gostei de Velha Goa, parecida com algumas cidades coloniais brasileiras. Na 5.a feira 25/11, tirei o dia para passear por Colva e arredores e ir à praia 🏖️. Que praia deliciosa. Foram férias dentro das férias. Sol, calor moderado, mar calmo, pouca gente. Eu adoro praias e desta gostei muito. No meio da tarde voltei para o apto para arrumar minhas coisas para partir. Pretendia limpar o apto, mas o dono chegou logo após eu ter tomado banho e acabado de arrumar minhas coisas. Tentei ainda varrer um pouco o chão, mas ele disse que não havia problemas e insistiu para eu deixar daquele modo mesmo. Disse que me levaria à estação e eu disse que não precisava, para não o incomodar. Ele disse que não havia problema, mas eu achei que seria abuso da minha parte. Então ele me deixou num ponto de ônibus. Peguei o trem no fim da tarde e cheguei em Mumbai no dia seguinte de manhã, 6.a feira, 26/11. Na estação um casal de britânicos (eu imagino), que tinha ido por conta própria para Goa (eu imagino), comentou comigo, com voz emocionada, que tinha sido uma grande experiência. Eu pensei “Eles não viram nada, Goa é extremamente ocidentalizada, imagina se tivessem passado por onde eu passei”. Tinha uma passagem para Ahmedabad no fim do dia. Então resolvi aproveitar o dia para dar um passeio em Mumbai. Mas primeiramente tinha que comprar os incensos que a Bernadeth havia pedido. Estava ocorrendo uma enorme feira ali perto. Havia um setor de barracas que vendia grande variedade de incensos. Um indiano de uns 50 a 60 anos, vendo minha dificuldade com a língua, ajudou-me a falar com os vendedores em uma feira local. Mas ninguém tinha aquele incenso, em nenhuma daquelas barracas. Quando consultei pela 2.a vez o dono de uma barraca, ele irritou-se. Resolvi comprar então alguns com nomes parecidos. Dei uma passeio pela área central, revisitei o Príncipe de Gales, só por fora. Se bem me lembro fui até o Portão da Índia novamente também e apreciei a orla. Neste dia ou nos dias anteriores em que estive na cidade, visitei uma galeria, onde um rapaz explicava aos donos ou autores da obra, que não tinha dinheiro disponível para gastar com pinturas. A visita para mim foi gratuita. Numa das cidades, entrei num templo hindu e me sentei para contemplar e meditar. Uma mulher com trajes indianos apareceu na porta e veio diretamente até onde eu estava e sentou do meu lado. Começou a cantar mantras. Achei-os maravilhosos e envolventes 👍. Após alguns minutos, um homem, talvez responsável pelo templo, falou rispidamente com ela (não sei se tinha alguma relação com ter sentado perto de mim, um estrangeiro, ou com sua casta), ela aparentemente respondeu fragilizada e se levantou para sair. Foi só então que percebi que ela era cega ou com baixíssima visão, pois saiu tateando e quase tropeçando. Este evento pode ter acontecido na viagem que fiz ao Nepal, 4 anos depois. Como não citei lá, escrevi aqui. No fim do dia peguei o trem para Ahmedabad e lá cheguei no sábado 27/11 pela manhã. Assim que cheguei, dirige-me a um aparente habitante local em inglês e ele me respondeu “No English in Gujarat”, numa mostra que eu teria dificuldades com a comunicação verbal. Fiquei hospedado perto da estação. Para as atrações de Ahmedabad veja https://wikitravel.org/en/Ahmedabad e https://www.tripadvisor.in/Attractions-g297608-Activities-Ahmedabad_Ahmedabad_District_Gujarat.html. Gostei daqui, principalmente dos pontos relacionados a Gandhi, à religião hindu e à cordialidade com que me trataram os muçulmanos. Em Ahmedabad havia bastante poeira e as vacas voltaram a aparecer em grande número. Fui visitar o Ashram de Gandhi, de que muito gostei 👍. A simplicidade e autenticidade de Gandhi sempre me encantaram. As áreas naturais da cidade também muito me agradaram. Os aspectos típicos da Índia, bem como a proporção maior de muçulmanos pareceram-me bastante interessantes. Visitei templos e mesquitas 🕌, com cautela com as lições aprendidas anteriormente na viagem. No domingo 28/11 fiz uma excursão a Gandhinagar, Era um local com bela área natural e o templo de Swaminarayan. Lá, um indiano, ao me perguntar sobre meus interesses, sugeriu que eu visitasse Akshardam, um complexo com exibições da cultura e religião hindu, citando Upanishads, Mahabarata, Ramayana etc. Disse que vinha gente de todos os locais para visitá-lo e eu não poderia perdê-lo. Vendo que ele estava gastando bastante tempo comigo, agradeci, mas disse que não queria tomar seu tempo. Ele disse que era para pessoas com interesses espirituais como os meus que ele estava ali e que não era gasto de tempo nenhum. Gostei muito, mas como as exibições eram na língua local (não sei se era Hindi ou Gujarati), não compreendi o que era falado. Mas mesmo assim pude aproveitar bem. No fim voltei ao homem que me havia indicado e disse que havia gostado, mas muitas falas não havia entendido. Ele pacientemente explicou-me todos os momentos da exibição. Retornei de ônibus já à noite para pegar o trem para Udaipur. O ônibus estava cheio e havia muitas moças muçulmanas 👧. Cedi meu lugar para elas e não me sentei. Mas elas insistiram que eu sentasse. Eu não quis. Depois de muito insistirem eu sentei. Várias delas bateram palmas. Pedi a uma delas que falava inglês para me avisar em que ponto descer, dando como referência a estação. Não podia errar, pois o horário estava um pouco apertado. Mas ela me informou corretamente. Agradeci, desci e agradeci novamente. Elas acenaram despedindo-se. Pareceram ter gostado do contato com um ocidental, que deveria ser raro por ali. Nas viagens finais de trem eu já estava bem esperto em relação às especiarias que se colocava nos alimentos pedidos. Assim, quando comprava um pão, biscoito ou salgado, ficava bem atento ao vendedor e, quando ele ameaçava pegar algum pote para despejar especiarias no alimento, eu rapidamente pedia que não, fazendo gestos. Peguei o trem para Udaipur à noite e cheguei lá na 2.a feira 29/11 de manhã. Não gosto de viajar durante ‘a noite, mas infelizmente devido a toda confusão com a troca de passagens, ao prazo apertado da viagem, à lotação dos trens e aos horários específicos, acabei viajando à noite em vários trechos. Hospedei-me perto da estação. O atendente de um hotel foi tão insistente, que eu acabei não ficando hospedado em seu hotel. Para as atrações de Udaipur veja https://www.tourism.rajasthan.gov.in/udaipur.html e https://wikitravel.org/en/Udaipur. Os pontos de que mais gostei foram o ambiente natural, o lago, o ponto do pôr do sol e os palácios 👍. Durante os 2 dias em que lá estive visitei várias áreas naturais e palácios. Lá foi filmado 007 contra Octopussy. Gostei muito do lago. E o pôr do sol visto a partir do Ponto do Pôr do Sol, um local elevado na beira do lago, foi uma das vistas mais belas de que já desfrutei . Enquanto apreciava o sol em seu movimento descendente, encontrei 2 americanas, que também tinham ido lá para isso. Quando falei que era brasileiro elas suspiraram e perguntaram se eu morava perto da costa. Pareciam gostar de praias. Se bem me lembro, foi aqui que num dos dias, o atendente de um dos hotéis em que eu não havia ficado veio até mim de modo incisivo dizendo que estava se sentindo aborrecido e que por isso precisava que eu conversasse um pouco com ele. Eu já tinha meu itinerário previsto, achei a forma da abordagem inadequada, mas, mesmo assim, parei um pouco para falar com ele. Ele logo desinteressou-se. Achei na hora que tinha sido uma boa escolha não ter ficado no hotel dele. Acho que foi daqui que falei com Singh por telefone e expliquei que tinha trocado algumas passagens. Ele pareceu surpreso e me perguntou porque. Combinamos o reencontro quando eu chegasse na volta. Confirmei para ele o horário e o local. Na 4.a feira 01/12 de manhã bem cedo peguei o trem para Nova Déli. Cheguei no meio da tarde. Durante a viagem estava meio emocionado. Pude sentar na janela, pois o trem estava relativamente vazio, comparado aos outros. Era minha última viagem de trem na Índia, antes do regresso ao Brasil. Fui apreciando a paisagem e relembrando todas as dificuldades que tinha tido na viagem. Incrível eu ter chegado ao fim sem nenhuma consequência mais grave, dado tudo que ocorreu. Quando cheguei à estação estavam lá Singh e seu sócio esperando-me. Este último trecho eu não mudei em relação ao que haviam comprado originalmente. Eu, sinceramente, nem mais contava com nosso reencontro, no meio de toda quela gente, apesar do fim do city tour em Nova Déli ainda ter ficado pendente. O sócio dele me reconheceu e nos reencontramos. Singh me disse que, por sua experiência, imaginava que eu não conseguiria fazer a viagem prevista originalmente. Fomos para seu escritório e me ofereceram um passeio a Haridwar e Rishikesh, que recusei. Combinei com eles de fazer o city tour no dia seguinte e finalmente consegui hospedar-me na Janpath Guesthouse, perto de Connaught Place. Se bem me lembro, ainda deu tempo de passear um pouco antes do escurecer e achei o entorno interessante 👍. O responsável pela guesthouse disse-me que eu parecia 45% indiano e 55% estrangeiro. Na 5.a feira 02/12 fui de ônibus ao escritório da companhia de turismo para fazer a parte final do city tour. Acharam engraçado e talvez despropositado quando disse que tinha ido de ônibus e me perguntaram se estava lotado. Perguntaram se eu daria alguma gratificação. Achei que tinha pago muito mais do que teria sido adequado, ainda mais com o desencontro havido em Varanasi, a necessidade de pagamento extra aos guias e a Bilu e as passagens de trem em sequências inviáveis. Mas, para não fugir do protocolo, dei US$ 5.00 ou US$ 10.00 num envelope. Como já tinha dado bem mais para Bilu, achei que estava razoável. O sócio de Singh, quando declarei o valor da gorjeta no envelope, falou algo de desagrado em Hindi. Mas Singh disse em voz calma, talvez um pouco decepcionada, que eu havia pago tudo como combinado. Disseram-me que Bilu estava em outra excursão e outro motorista iria acompanhar-me. Aceitei e fui com ele. Quando Singh me falava sobre cuidados, o motorista disse que sabia que a criminalidade no Brasil era pior do que na Índia, algo com que concordei, depois de ter viajado pela Índia. Visitamos vários pontos, entre eles o Templo Flor de Lótus, o Qutab Minar, uma espécie de Museu ou Memorial de Gandhi . Neste último, quando entrei estava voando em pensamentos e talvez com a fisionomia um pouco fechada. Um rapaz fez para mim sinal de calma e paz. Eu sorri docemente, para mostrar que eram somente pensamentos irreais. No Templo Flor de Lótus, uma moça da comunidade Baha’i recebeu-me muito bem e sorriu quando deixei bater a porta, pois reinava o silêncio e as pessoas tentavam meditar ou estavam em contemplação. Achei este templo magnífico , tanto do ponto de vista da arquitetura, quanto da atmosfera espiritual reinante. No fim do dia, perguntei ao motorista se era devido pagamento pelos seus serviços e ele me disse que era costume, mas que não precisava me preocupar, para só fazer se achasse que deveria. Achei sua postura tão correta, que acabei dando a ele por somente um dia tanto ou um pouco mais do que havia deixado no envelope, se bem me lembro. Singh deu-me cartões de visita para eu trazer ao Brasil. Acabei não recusando, mas pensei melhor e decidi descartá-los, pois não achei adequada a abordagem inicial, nem o preço, nem a confusão com as passagens, nem os pagamentos extras, embora não possa negar que para o que recebi, o preço foi aceitável em padrões internacionais, embora inflado em padrões indianos. Talvez o que mais tenha me contrariado, foi que eu não pretendia fazer uma viagem com guias nem hotéis de razoável nível. Só optei pelo pacote devido ao evento da chegada no aeroporto. E quando comecei a viajar por conta própria, a partir da 2.a semana, ficou ainda mais claro que aquele era o tipo de viagem que eu desejava, desde o início. Enfim, tanto tempo depois, concluo que foi um gasto útil (embora pudesse ter sido muito menor) para aprender a me virar sozinho em um país em que não conhecia a língua, nem o alfabeto, nem os costumes, nem as tradições e nem quase nada. Depois disso, nas outras viagens que fiz a países assim, já sabia como me virar. E aprendi a lição principal. Nunca chegar num local desconhecido de madrugada. Se chegar, ficar no local onde cheguei (aeroporto, rodoviária, porto, posto de gasolina etc) até amanhecer. Isso aconteceu algumas outras vezes depois desta viagem. Na 6.a feira 03/12, meu último dia, estando novamente por conta própria, fui conhecer Velha Déli. Na saída da guesthouse encontrei um rapaz que depois de eu dizer meu destino e falar que iria a pé, disse que não era possível ir a pé. Eu ri levemente, dizendo que iria mesmo assim e ele, vendo que seu argumento não tinha me convencido, irritou-se. Gostei da área de Velha Déli, mas achei muito empoeirada e com muita gente para as suas ruas estreitas. Visitei Jama Mashid, famosa mesquita muçulmana. Pedi para subir no minarete e, para minha surpresa, autorizaram-me. Visitei também um Gurudwara Sikh, de que também gostei. Minha impressão geral sobre os Sikhs nesta viagem (e nas posteriores também) foi bastante positiva. Fiquei surpreso de conhecer um hospital de passarinhos 😮 mantido pelos jainistas (uma religião parecida com o Hinduísmo – para mais detalhes veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Jainismo). Eles respeitavam todas as formas de vida. À noite voltei ao hostel, jantei uma pizza grande deliciosa (se bem me lembro, era da Pizza Hut), com um pouco de especiarias, o que se mostrou um grande erro. Conversei um pouco com uma hóspede (se bem me lembro da Escandinávia) e fui deitar um pouco, antes de pegar o táxi para o aeroporto, pois o voo saía no início da madrugada. Ao deitar, com o estômago cheio, creio que não fiz bem a digestão. Peguei um táxi confiável desta vez, credenciado e chamado pela guesthouse e a corrida transcorreu bem, sem nenhum problema. No avião, comi as refeições, com um pouco de especiarias também. Cheguei em Frankfurt na manhã do sábado 04/12. Estava bem mais frio do que na vinda. Perto de 5 C, quando vi o termômetro bem mais tarde (perto de 10h ou 12h). Fui tentar descobrir como ir por conta própria para o centro da cidade. Fiquei tentando ler as instruções na máquina automática de bilhetes. Um casal, a quem perguntei, ajudou-me a escolher o bilhete correto e me orientou a comprar um bilhete para o dia, que era mais barato do que a ida e volta. Peguei o trem, admirei a paisagem europeia de outono, quase inverno, que só tinha visto em filmes, e desci na área central. O Römer esteva decorado para o Natal e estava havendo a exibição de uma orquestra com crianças tocando os instrumentos e cantando (o maestro era adulto). Havia vários enfeites de Natal. Achei a Casa de Goethe muito grande. Pelo que entendi moravam lá 4 pessoas e, se me lembro, a casa tinha 3 ou 4 andares. Havia também empregados, mas mesmo assim, para os padrões atuais, pareceu-me uma casa enorme. Uma alemã, que também fazia a visita, deu-me algumas explicações. Fui passear pelo Rio Main e ver os museus por fora. Até pensei em entrar em algum, mas desisti por achar seu tamanho muito grande, o que me impediria de conhecê-lo completamente e também me faria não visitar mais nada. Visitei a catedral e uma exposição associada, que mostrava sua imagem durante a 2.a Guerra Mundial e, quase toda a cidade destruída, e somente ela parcialmente preservada dos bombardeios. Depois fui a uma outra igreja protestante, em que uma moça ensaiava piano 🎹. Gostei muito, Aplaudi depois que ela acabou. Ela, que estava numa espécie de mezanino, num andar superior, veio até a grade, sorriu e me agradeceu. Ouvi mais um pouco e depois fui embora, aplaudindo enquanto saía. Interessante que, certa vez, eu fiz isso no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Sumaré, em São Paulo, e a moça que tocava piano também parou, mas veio me perguntar se eu estava procurando alguém, se havia algum problema. Este evento chamou-me a atenção para a diferença de percepção existente para a arte nos dois locais. Estava começando a escurecer e ainda eram 16h. Fui apreciar o pôr do sol a partir de uma ponte no Rio Main. Espetacular , apesar do frio. Eu já estava sentindo um certo desconforto estomacal e a partir deste ponto começou a me dar vontade de ir ao banheiro. Depois disso fui conhecer um mercado e paguei $ 1 marco para ir a um banheiro público. Creio que fui umas 3 vezes. Não me entendi bem com a porta e acabei achando que estava preso no banheiro. Bati muito para alguém escutar e vir me soltar, até que descobri o jeito do trinco. Estava saindo, quando chegou a responsável assustada. Eu pedi desculpas com um sorriso envergonhado 😃. Passeei ainda um pouco pelo mercado e fui dar mais uma volta no Römer, que estava muito bonito à noite. Cruzei com jovens e uma moça olhou-me com aparente raiva, dizendo "Ele é americano". Eu estava com uma blusa que minha tia havia me dado do Departamento Florestal dos Estados Unidos, com as cores do país. Foi a única blusa de frio que levei para a viagem, especificamente para esta passada na volta pela Alemanha. Depois deste episódio, resolvi cruzar os braços sobre a inscrição "US Forest" da frente. Alguns alemães disseram-me que não falavam inglês, quando me dirigi a eles pedindo informações, principalmente os mais velhos. Não sei se de fato não falavam, ou não gostavam muito de falar inglês. Já estava bem mais frio, acho que -1 C , e eu não tinha roupas para isso, Começou uma leve chuva ou neve. Isso acabou fazendo um estrago, que ficou limitado, pelo pouco tempo a que fiquei exposto. Já à noite, peguei o trem para o aeroporto e embarquei para o Brasil. Não desfrutei deste voo 😞. Não comi em nenhuma das refeições. Aborreci meu companheiro de poltrona várias vezes para ir ao banheiro. Dormi durante boa parte do trecho, o que é raríssimo de acontecer, posto que não consigo dormir em aviões. Uma moça (acho que era brasileira e deve ter pensado que eu era estrangeiro), fez sinal com a mão para eu comer, quando a aeromoça passou, e com cara de decepção, ouviu minha recusa para uma das suas últimas ofertas de alimentação e bebida. Chegamos no domingo 05/12 de manhã. Meu companheiro alemão de poltrona olhou pela janela e me disse “Marginal Tiéte”, desta maneira. Eu respondi “Não, Marginal Pinheiros”, mas logo olhei melhor e disse “Marginal Tietê”, acenando a cabeça para ele, dizendo que ele estava certo. Estava com tosse de cachorro (é uma tosse profunda e meio rouca). Falei com a minha prima Bernadeth e no dia seguinte ela me ligou novamente para ver se a tosse continuava. A tosse tinha sumido. Ela me disse que pensou que eu poderia estar com pneumonia. Mas acabou ficando tudo bem com minha saúde. Hoje, mais de 20 anos depois, considero que esta foi uma das melhores viagens da minha vida. Porém talvez a mais complicada, em que passei por muitas situações difíceis. Mas acho que valeu a pena. 🙂
  2. Em 2019, realizei a maior viagem da minha vida e agora, finalmente decidi compartilhar um pouco dela aqui espero que gostem! Capítulo 1: Preparação e França Em setembro de 2018, decidi largar a faculdade e juntar dinheiro para me jogar em uma aventura na Europa. Estava trabalhando em uma ONG de intercâmbio voluntário e fechei um pacote para passar 45 dias na Croácia por R$400 reais. Muito barato! Pelo menos tinha a hospedagem garantida. (Só vim saber exatamente onde ia dormir quando cheguei na Croácia, mas essa parte fica para outro momento) Tinha pouquíssimo tempo e pouquíssimo dinheiro (somente R$1000 guardados) pois planejava passar o ano novo em Paris (já que as passagens no inverno são mais baratas). Vendi praticamente TUDO o que eu tinha, roupas, livros, e vendia comida na rua (principalmente bolo vegano)! Contava a história de que estava indo realizar meu sonho de mochilar, e muitas pessoas me davam dinheiro sem nem pegar a fatia, para que eu vendesse para outra pessoa. Lembro-me de um dia em que ofereci o bolo para dois senhores em um restaurante chique: Um me deu uma nota de R$50 e outro, de R$20. Quase engasguei de surpresa hahaha 😅 depois de vender muito bolo, pastel e etc, consegui juntar R$2500, que somando com o que eu tinha guardado, foi o preço da passagem de ida e volta! Poderia ter pago bem mais barato se tivesse comprado com mais antecedência, então essa é a primeira dica: Se você for fazer na loucura que nem eu, presta atenção nas promoções e procure as datas mais baratas (usei o Skyscanner para isso) mas se você tem mais tempo, compre com antecedência, pois isso pode te fazer economizar uma boa grana! Outra dica: se você vai vender na rua para juntar grana e viajar, não seja seletivo. Eu era um pouco mais tímida, e só oferecia para pessoas que não estavam em grandes grupos e ainda era seletiva, escolhia na rua para quem ia oferecer. OFEREÇA PRA GERAL! HAHA Sério! Fiz vaquinha, continuei vendendo e tive também uma ajuda dos meus pais. Acabei indo com cerca de 800/900 euros (ou seja, eu iria me virar com uma média de 100 euros por mês). Na época, isso seria mais ou menos R$4000. Cheguei em Paris e nem podia acreditar que estava ali. Eu nunca nem havia saído do nordeste! Estava fazendo 7 graus, e eu estava com um agasalho de inverno. Porém quando eu digo inverno, é inverno nordestino, ou seja, não servia para quase nada me lasquei de frio, então outra dica: Não seja mão-de-vaca como eu fui na hora de investir em roupa de inverno. Porquê meu pensamento foi "São menos de três meses de frio, eu vou sobreviver". NÃO PENSEM ASSIM, PELO AMOR DA BICICLETINHA! Fiquei uma semana em Paris e dei um bate e volta em Versailles com uma amiga peruana que fiz através do Couchsurfing. Fui no museu do Louvre de graça (o Louvre é gratuito nos sábados à noite, na baixa temporada! Outro motivo de querer ir pra Paris no ano novo). Fui na Sacred Coeur, Notre Dame (não entrei porquê era pago) e bati bastante perna! Os franceses a quem pedi informação foram gentis e prestativos. O segredo é começar com "Bonjour/Bonsoir! Excusez-moi parlez-vous anglais?" (Bom dia/boa noite! Com licença, você fala inglês?) A ideia era pagar pelo transporte (e ainda paguei algumas vezes) mas os próprios parisienses me ensinaram como burlar o metrô 🤷‍♀️ quase não paguei transporte público nesse mochilão. Não estou dizendo que é certo, mas era a forma que eu tinha de economizar. Se você puder pagar, pague, pois se você for pego, paga uma multa de em média 100 euros! Duas vezes pedi informação sobre como comprar um ticket de metrô pois estava toda enrolada, nas duas vezes, as pessoas tentaram me explicar, mas resolveram pagar pra mim. Gentileza que você não espera! Fiquei na casa de duas pessoas do Couchsurfing. Me senti muito desconfortável na casa do meu primeiro host, era um francês que morava sozinho e era uma pessoa inconveniente, mas no da segunda, foi ótimo ❤️ uma paquistanesa super gente fina, que morava com o namorado francês e tinha um gatinho, o Pablito. Eles foram ótimos! A paquistanesa falava seis idiomas, incluindo português (se eu não soubesse que ela era do Paquistão, diria que era paulista pelo sotaque!) Maas, na noite de ano novo, acabei dormindo no hostel onde a minha amiga do Peru estava se hospedando. O metrô estava fechado (eram 3h da manhã) e eu teria que esperar até às 7h. Tinha uma cama vazia no quarto que ela estava: Ela parou um pouco, pensou e disse baixinho: "Fica aí até às 7h, antes de checarem os quartos para limpeza"! Dei um cochilo, às 7h acordei e meti o pé. Passei pela recepção sem olhar para trás, mas a pessoa que estava na recepção nem disse nada. Provavelmente é difícil saber quem é hóspede ou não em uma época tão festiva. Voltei para a casa do meu host com o c* na mão, pois quando cheguei na estação da zona que ele mora, eram 8h da manhã e ainda estava escuro - e não tinha ninguém na rua. Porém em um determinado momento passei por uma menina que estava andando e mexendo no celular tranquilamente e fiquei um pouco mais tranquila. A pessoa só faria isso em um lugar minimamente seguro, não é? Mas ainda fiquei em alerta até chegar na casa do meu host. Depois da França, peguei um voo para a Croácia (que estava incluso naqueles R$3500). Cheguei em Zagreb e peguei uma van até Rijeka, a cidade onde ficaria por 45 dias (acabei ficando 50 dias). 20190102_161214.mp4 20190103_132615.mp4
  3. Olá.. sei que preciso fazer a comprovação financeira de 2400 euros para conseguir o visto. O que quero saber é COMO FAZER esta comprovação? Extrato bancário, declaração? Obrigado.
  4. Bom dia, gente! o meu trisavô é alemão (trisavô-bisavó-avô-pai-eu). Nesse grau de parentesco, tenho direito à cidadania alemã?
  5. Boa tarde! Sou brasileira e estou me planejando para uma viagem à Europa em 2021. Para meu sustento na viagem, eu precisaria trabalhar, e não possuo cidadania europeia. Portanto, vi que é possível adquirir o visto Férias-Trabalho na Alemanha ou na França, porém possuo algumas dúvidas sobre ele. Primeiramente, sobre ambos os vistos (francês e alemão), sei que é necessária a comprovação de meios financeiros suficientes para subsistência e acomodação, no caso da Alemanha, 2.400 euros, e da França 2500 euros. Todavia, eu não possuo todo esse dinheiro, e queria saber quais as maneiras encontradas por viajantes para lidar com isso. Ademais, no caso alemão (somente), existe a possibilidade de usar um termo de compromisso financeiro, assinado por um cidadão alemão, em que, pelo o que entendi, essa pessoa, se responsabilizaria por qualquer despesa que puder vir a ser necessária. Gostaria de saber se alguém aqui já viajou usando esse termo de compromisso financeiro e quais são as informações sobre ele. Obrigada!
  6. E aí galera, blz? Eu e a Manu vamos deixar um relato pra quem está pensando em fazer algo parecido, em países parecidos ou até mesmo um mochilão em outro lugar. Vamos contar o que deu certo e o que deu errado (e como faríamos diferente em uma próxima vez). Fizemos a viagem em Dezembro de 2019. Também vamos falar dos APPs que usamos, casas de câmbio baratas e algumas outras dicas de cada cidade 😀 . No final vamos deixar os custos aproximados. -- A intenção era ficar 20 dias e conhecer 6 países. Alemanha, República Tcheca, Polônia (Auschwitz também), Áustria, Eslováquia e Hungria. Levamos apenas 1 mala de mão cada um com as dimensões da British (que é um pouco maior do que a maioria – 56cmx45cmx25cm).Optamos por viajar mais leve para poder conhecer mais lugares e também porque não queríamos comprar muita coisa. Com isso, decidimos fazer 3 viagens noturnas entre as cidades para economizar em hospedagem e, principalmente, não perder os dias em viagem. Roteiro: 5 dias em Berlim; 3 dias em Praga; 3 dias em Cracóvia (1 para Auschwitz); 2 dias em Viena; 1 dia em Bratislava; 4 dias em Budapeste; 2 dias para viagem de avião. BERLIM A imigração em Berlim foi tranquila. Fizeram algumas perguntas e pediram alguns documentos (Passagem de volta, comprovante de hospedagem, cartões de crédito, etc). OBS: A gente quase esqueceu de pedir no guichê da British em Guarulhos para imprimir as passagens de volta também. É bom tê-las com você pois geralmente eles pedem na imigração e também comprova que você tem a intenção de voltar para o Brasil. O aeroporto de Berlim (Tegel) não é tão longe do centro. É bem fácil comprar ticket de ônibus nas máquinas do lado de fora do aeroporto. Tem até uns guardas que te ajudam e é possível usar cartão de crédito internacional. OBS: Até a Alexanderplatz, precisa do Single Trip Ticket. Pegamos o TXL (ônibus) e paramos na Hbf, daí pegamos o S3 (Trem). Em todas as cidades que passamos você fica responsável pelo tipo do ticket de transporte que compra porque não existem catracas. Você entra em qualquer ônibus, bonde, metrô e Trólebus que quiser e valida nas máquinas dentro deles (às vezes elas ficam nas estações). Existem guardas que aleatoriamente verificam os tickets dos passageiros. Nesse primeiro ônibus que entramos (TXL), depois de uns 10 minutos, pediram nossos tickets para ver se estavam corretos e com tempo ainda. Também pediram no metrô em Budapeste e só. Como a Alexanderplatz é bem central, aproveitamos para comprar roupas de frio. Uma dica de loja barata e com muita variedade é a Primark. Também fomos na drogaria Rossmann para comprar produtos de higiene e cosméticos. Lá você encontra produtos em tamanhos menores para carregar na viagem, com preços a partir de 1 euro. Deixamos para comprar algumas roupas de frio, cosméticos, etc. na chegada para economizar espaço e poder viajar só com 1 mochila cada um. Fomos para o hostel e, como estávamos cansados da viagem, fomos dormir cedo. Porém logo acordamos com percevejos caminhando na cama e na parede 🤯. É importante ter cuidado na hora de escolher o hostel e sempre ler os comentários RECENTES. Havíamos reservado o hostel com antecedência (8 meses antes) e na época haviam somente comentários bons, mas vimos (depois que estávamos no hostel já) que uma semana antes da nossa chegada existiam comentários falando sobre percevejos. Ficamos com medo de pegar alguma doença, sei lá, e também pensamos que se tinham percevejos por toda a cama, o hostel não era muito limpo. Então depois de uma rápida pesquisa no google por hotel, saímos de noite a pé com a nossa mochila procurar um disponível na cidade ☹️. Por sorte a cidade é bem segura e não houve problemas. Vários casais, inclusive com crianças, passeando à meia noite. Achamos um hotel à 1,5 km de distância, fizemos check-out no hostel explicando o porquê, e saímos. Por sorte pegamos o último quarto :P. No outro dia, fomos conversar com a gerência do hostel e nosso dinheiro foi devolvido. Ficamos 5 dias na cidade e foi suficiente pois não gostamos muito de museus de arte. Como Berlim é uma cidade grande e as atrações são distantes, usamos o transporte público com o ticket 24 horas. O transporte é muito eficiente e fácil de usar. Mais abaixo vamos indicar os App’s que usamos. Aproveitamos a época de fim de ano para conhecer as feirinhas de natal, famosas na Europa Central, e tinham várias espalhadas pela cidade. Fizemos questão de ir na maioria. Tem muitas comidas típicas, bebidas quentes e muito clima natalino (Coral, apresentações, etc.). A que mais gostamos foi a Gendarmenmarkt. Você paga 1 Euro para entrar e é bem movimentada. Tinha um palco com várias apresentações e muita comidas diferentes nas barraquinhas. A galera estava bem animada mesmo com uma garoa caindo. Outra que gostamos foi a da Alexanderplatz. O pessoal fala nos blogs que ela é meio turística e mais cara, mas não achamos. Realmente ela é mais turística, mas compensa gastar um tempo ali. Algo que aprendemos em Berlim foi como era o muro. Lemos em vários locais mas só conseguimos ter a noção exata lá mesmo. No lado Ocidental as pessoas podiam chegar perto dele e tinha grafite, pinturas, etc. Já no lado Oriental do muro, existia a “faixa da morte” que era uma área constantemente vigiada com postes de iluminação, uma estrada para passagem de carros em alguns pontos e mais de 300 torres de observação (DDR Tower). Após essa área, existia mais um muro, o interno, que era mais baixo e mais irregular. Os Soldados da Alemanha Oriental tinha ordem para matar a todo custo quem passasse o muro interno em direção ao muro principal. A tentativa de passar o muro virou crime e muitas pessoas morreram tentando (mais de 1000). Mesmo assim, nos 28 anos em que o muro ficou de pé, tiveram mais de 5000 fugas, várias delas por túneis. O muro tinha 155 Km, dos quais 43 Km ficavam em Berlim e sua região metropolitana. Melhores lugares para ver o muro: Sem dúvidas o Memorial é o melhor lugar para ver o muro, a faixa da morte e também para entender melhor sua construção. O East Side Gallery (1,5 Km de muro - maior pedaço do muro) é imperdível também, com toda sua arte. O museu Topografia do Terror tem um pedaço grande com marcas de destruição. No chão em toda a cidade, no lugar onde passava o muro, existem marcações de pedra e algumas placas de metal. É bem legal, porque você está atravessando a rua e se depara com uma linha feita pedras no meio do asfalto. LUGARES EM BERLIM QUE VALEM A PENA CONHECER Torre de Berlim, imponente, que praticamente dá para enxergar de qualquer parte da cidade. É demorado para subir mas a vista é legal, desde que o tempo esteja bom. O Memorial do Muro de Berlim é imperdível. Muito detalhado, com fotos, marcações onde ficavam os túneis, torres, etc., fachadas de prédios com uma foto de como era aquele local na época do muro erguido. Sem dúvida, um dos melhores museus para ir em Berlim e conhecer sua história. Lá também tem um pedaço da faixa da morte, desde o muro de berlim até o muro interno, e pode ser visto de cima, bem completo. E ainda por cima tudo gratuito. Poucos blogs falam da Igreja Gedächtniskirche, que foi parcialmente destruída na segunda guerra mundial e não foi restaurada para servir de lembrança da destruição. Vale a pena passar ver. Ela fica perto do zoológico da cidade (que não fomos, mas lemos que é muito bom) e também, pra variar, tem feirinha de natal na frente da igreja. Outros: Berliner Dom, Alexanderplatz, Portão de Brandemburgo, Parlamento alemão (precisa reservar no site antes para poder entrar e conhecer), Memorial aos Judeus mortos na Europa, East Side Gallery, Aeroporto Tempelhof, Parque Tiergarten, Topografia do terror, Checkpoint Charlie. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BERLIM Currywurst, Bockwurst (salsichas típicas), Eisbein (joelho de porco), Doner Kebab, Sauerkraut (chucrute), cervejas, doces das feiras de natal e sopas variadas. Uma comida típica de Berlim, mas que não é de origem alemã, é o Kebab. Vários lugares na cidade vendem e deu para perceber que eles gostam, pois sempre tinha filas. Restaurantes que gostamos: Curry 36 ou Curry 61, Doner Kebab do Mustafa’s Gemüse Kebap, Schleusenkrug, Bürgermeister Schlesisches Tor, Kamps, Dunkin’ Donuts. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Berlim é uma cidade grande, cosmopolita e com muitas coisas para fazer, além de muitas atrações gratuitas. Ficamos impressionados com a quantidade de bicicletas e ciclovias, sendo uma ótima cidade para quem gosta de bikes. A cidade (e o país também) já passou por muitas coisas recentes, como o nazismo, a destruição da 2ª G.M. e a divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental na Guerra Fria. Com isso, a cidade é rica em história, museus, paisagens, etc. INFORMAÇÕES Hostel: Industriepalast Hostel (Percevejos ) Hotel: Schulz Hotel Berlin Wall (Ótimo) APPs: BVG Fahrinfo Berlin, BERLIN City Guide Mercados baratos: Penny, Netto Marken-discount PRAGA Pegamos um ônibus pela RegioJet (ônibus muito bom). Cada banco tem uma tela de entretenimento e também há opções de cafés de graça 😬. Porém para dormir os bancos são meio apertados e desconfortáveis. Saímos de noite e chegamos de madrugada em Praga (3h30). A intenção era ficar na rodoviária até amanhecer, pois o hostel que reservamos não tem check-in 24 hrs, mas ela estava fechada. Vimos que havia um MC Donalds 24 hrs ali por perto, porém era somente a parte de cafés e não conseguimos ficar. Sem saber o que fazer, além do frio de 0°C, saímos em direção ao centro da cidade. Passamos por uma estação de trem que estava aberta e ficamos lá até amanhecer. A princípio ficamos com receio de sair com todas nossas coisas no meio da madrugada, tentando achar algo aberto para ficar. Mas assim como Berlim, a cidade é super segura. Dica: Percebemos que é importante ao chegar em uma cidade de madrugada, observar se o hostel/hotel é 24 hrs ou se a rodoviária/estação é 24 hrs. Aproveitamos o primeiro dia para conhecer o Ossuário de Sedlec, que fica em uma cidade vizinha a Praga, Kutná Hora. Como as casas de câmbio ainda estavam fechadas, trocamos uma quantidade de dinheiro na rodoviária, mas não recomendamos pois a conversão é muito alta. Deixamos as mochilas em lockers na rodoviária e compramos a passagem na hora mesmo. Na passagem não havia informação de qual plataforma ou trem teríamos que pegar. Perguntamos para um senhor e ele nos explicou qual era. Fica a dica de na hora de comprar a passagem perguntar no guichê a plataforma e o trem. Paramos na estação de Kutna Hora hl.n. e trocamos de trem em direção a Sedlec (atravessar na passagem subterrânea para outro lado). Muito estranho ver uma “igreja” decorada com ossos de mais de 40 mil pessoas 🤯. É uma experiência diferente, que faz a gente pensar bastante na vida kk. Você gasta meio dia ( desde que vá bem cedo) para ir, visitar e voltar. Para voltar, o próximo trem perto da “igreja” demoraria 1hr então decidimos ir caminhando no sentido da linha do trem até a estação de Kutna Hora hl.n. (cerca de 1km). Ao voltar em Praga paramos em uma barraquinha para comer o famoso Trdelník, uma massa enrolada assada na brasa. Pegamos uma recheada com nutella. Não tem como ir pra República Tcheca e não experimentar. Super recomendamos!! Ficamos 3 dias em Praga. A cidade é pequena e boa parte dela é possível conhecer a pé. Antes de ir para Praga, lemos em blogs que era uma cidade barata. Porém ficamos surpresos com os preços, que estavam mais altos do que pensávamos. Para economizar compramos em supermercados e preparamos as comidas no hostel. A República Tcheca é conhecida por ter cerveja boa e barata (Foi lá que nasceu a Pilsen). Experimentamos algumas e realmente são muito boas, desde as baratas até as mais caras. Não é à toa que é o país onde mais se consome cerveja do mundo. Em um dos dias fomos tomar café às 10h num restaurante e um rapaz sentou na mesa próxima, pediu 2 canecas (gigantes) de cerveja, tomou e foi embora kkk. Os principais pontos turísticos geralmente tem muita gente, uma dica é ir no castelo mais pro fim de tarde/noite, horário que tem menos gente e a vista da cidade é muito bonita de noite. Outro lugar legal de ir é no Funicular de Petřín. É possível pegar o funicular com o ticket diário de transporte público. Infelizmente subimos em um dia que estava com bastante neblina e atrapalhou bastante a vista da cidade. Em Praga também tinham feiras de natal, mas as únicas que a gente achou legal (e cara ) foram a da praça da cidade velha e da praça Wenceslas. LUGARES EM PRAGA QUE VALEM A PENA CONHECER Castelo de Praga: Vale a pena a visita ao maior castelo não habitável do mundo. Em sua maior parte não tem custo, no entanto, há circuitos que são pagos. Escolhemos fazer o circuito B, que incluía: St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, St. George's Basilica, Golden Lane com Daliborka Tower. Ficamos mais interessados nesse porque incluía a Golden Lane, uma rua medieval que ainda preserva casas originais da época e também vários artefatos medievais, como armaduras, armas e instrumentos de tortura (Que m**** hein humanidade!!) Elevador na prefeitura. Existe lá um elevador que nunca para. Ele faz uma volta no primeiro e no último andar e você tem que entrar e sair nele em movimento mesmo. Ele é bem antigo, quase todo de madeira e como fica dentro do prédio da prefeitura, é só entrar e usar quantas vezes quiser kk. A Ponte Carlos é magnífica. O problema é que tem muita gente sempre. Não tentamos ir bem cedo pra ver se estava lotada também, mas dizem que não...tanto. A subida na Torre de pólvora é compensada pela vista do centro da cidade do alto. Praça Wenceslas, praça da Cidade Velha (Orloj e igreja gótica), esculturas espalhadas na cidade do artista David Černý, muro de john Lennon. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM PRAGA Trdelník, Trdlo, Palačinky (Crepe recheado) e cervejas, muitas cervejas🍻. Restaurantes que gostamos: Good Food, Cafe Merkur New Limit. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Praga é uma cidade linda e super segura, mesmo de madrugada. O pôr do sol com vista da Ponte Carlos e do Castelo é incrível. Achamos as pessoas locais um pouco rudes e sérias, não gostam de ajudar nem de dar informações. Os preços estavam altos (pela nossa expectativa). INFORMAÇÕES Hostel: Hostel SKLEP (Seifertova Street). Simples, confortável e ótimo café da manhã. APPs: PID Lítačka Mercados baratos: Lidl, Billa, Albert Supermarket Casa de Câmbio: Praha Exchange CRACÓVIA Pegamos o FlixBus para Cracóvia. Pagamos mais caro pra reservar os bancos e adivinha! Não existiam os bancos 3C e 3D!!! Tivemos que trocar 3x de bancos durante a viagem, pois em cada parada aparecia alguém com os tkts para os bancos que a gente estava sentado. Pessoal fala bem da FlixBus, mas a gente achou a RegioJet muito superior. Chegamos na estação de destino e gostamos de Cracóvia já de cara. A cidade é muito estruturada. Trocamos dinheiro (a casa de câmbio Kantor ao lado da estação é 24 hrs) e fomos de mochila mesmo para o centro antigo, pois o check-in no hostel era à 13:00 e a previsão do tempo para o dia seguinte era de chuva. Logo percebemos que as atrações são todas muito perto umas das outras. Antes do meio dia já tínhamos ido nos portões, Igreja de Santa Maria, Castelo, Salão do pano e várias coisas. Foi difícil de achar o hostel, pois ficava num prédio atrás de outro prédio. Esse hostel era diferente porque eram quartos alugados da casa de uma família. O café da manhã era ótimo e a mulher super receptiva. AUSCHWITZ No outro dia acordamos às 5:00 para ir pegar o ônibus para Auschwitz (6:20). PS: Oświęcim é Auschwitz em polonês. Usamos o app PID Lítačka (App de transportes da cidade) e pegamos 2 bondes para a estação (MDA). O ônibus para o museu estava lotado já nesse horário. 1 hora depois chegamos no portão de Auschwitz I. Estava chovendo mas a vontade de conhecer era tanto que nem incomodou. Fomos até o guichê para imprimir os ingressos que já havíamos reservado (1 mês antes). É de graça e é bom reservar antes, pois tem limite no número de pessoas por horário e por dia. Reservamos o primeiro horário (8:00 no inverno) para dar tempo de ver tudo, pois no inverno o horário de visitação é mais limitado. Não pegamos visitação guiada. A gente não gosta de engessar a visita nas cidades e lugares mas sim aproveitar como a gente quiser. Ficar mais tempo em uma parte que a gente gosta e poder pular alguma que a gente achar chata. Uma dica: Se você escolher ir sem guia, tem um livro-guia em português que dá pra comprar logo depois da entrada (passar as catracas, passar a segurança e logo após sair da casa da segurança, tem uma casinha à esquerda que é uma livraria). Esse guia é super completo, conta as histórias e diz até um caminho sugerido. Acabamos a visita do Auschwitz I e fomos pegar o ônibus (free) para o Auschwitz II-Birkenau. Como o próximo ônibus era só em 40 min, decidimos ir a pé, mesmo com frio e uma chuva bem fina. A distância é de 2 km. Muito foi destruído do II, pois os nazistas queriam desaparecer com as evidências dos campos quando perderam a guerra. Mas como ele é absurdamente grande, ficou muita coisa ainda em pé. O segundo é muito maior e foi construído do Zero. O primeiro era a base do exército polonês e só depois da ocupação que virou um campo de concentração. O primeiro crematório (e único intacto) e câmara de gás era, antigamente, um depósito de munições do exército da Polônia, os outros crematórios foram demolidos sobrando apenas destroços. Não vamos falar muito da experiência nos campos de concentração. Acreditamos ser uma experiência única de cada. Só dizer que foi o melhor museu que já fomos e acho difícil algum outro superar! Saindo do Auschwitz II, pegamos o ônibus (free) para Auschwitz I e de lá voltamos com o mesmo ônibus para Cracóvia (Compramos Ida e Volta). À noite fomos na feira da praça, que mesmo com uma garoa estava bem agitada. Tomamos sopas, experimentamos algumas comidas e ficamos sentados num banco curtindo a vista da praça (uma das maiores praças medievais da Europa). Então fomos para o hostel dormir pois tínhamos acordado cedo 🥱. No outro dia de manhã, enquanto estávamos no quarto, começamos a ouvir muitos barulhos e pessoas falando alto. Abrimos a porta e 3 policiais estavam dentro do hostel . Na mesma hora, lembramos das cenas de filmes sobre a 2ª Guerra Mundial onde eles tiravam as pessoas dos apartamentos à força (inclusive em cracóvia) e deu um frio na barriga. A dona do hostel pediu mil desculpas e pediu para a gente esperar dentro do quarto. Meia hora depois os policiais saíram e até agora não sabemos o que aconteceu direito - Achamos que teve alguma denúncia, por parte da dona mesmo, de drogas ou algo assim. A mulher estava bem constrangida, pediu mais desculpas e para compensar fez um café da manhã incrível. Fizemos as malas, deixamos em lockers na estação e saímos rumo ao museu Oskar Schindler. Por sorte era segunda e não precisava pagar entrada 😀. Tem muita história lá, quem já assistiu A Lista de Schindler sabe do que estamos falando. Cracóvia tem alguns museus bem diferentes como Auschwitz, Oskar Schindler, Museu de máquinas antigas de Pinball, Museu das ilusões. Tiramos o restante do dia para Wanderlust. Passeamos por toda a cidade a pé de novo, indo nos lugares que a gente gostou. Quando escureceu, pegamos as malas e fomos para a estação esperar o trem para Viena (ÖBB). Primeira (e única) viagem de trem que fizemos entre países. Foi muito mais tranquilo que ônibus. Muitos blogs falam que na Europa Central, o melhor é ir de ônibus entre os países mas a gente achou muito mais calmo ir de trem mesmo. Menos barulho, menos paradas e balança menos. LUGARES EM CRACÓVIA QUE VALE A PENA CONHECER O Castelo de Wawel por si só já é lindo. A gente achou a arquitetura bem diferente de todos que já vimos. Existem algumas partes no exterior que estão intactas, como um dos portões e o piso super irregular de um dos pátios. No entorno do castelo, na parte de baixo, perto do rio tem uma escultura de um dragão (diz a lenda que ele protegia o castelo) que solta fogo a cada meia hora. Muito legal de ver, principalmente à noite. O museu de Oskar Schindler é muito completo. Tem muitos relatos, fotos e objetos referente à 2ª guerra mundial. A gente não pagou entrada, pois na segunda feira é grátis (exceto a primeira segunda do mês). Planty park, os 2 portões, Rynek główny, Basílica St. Mary, Collegium Maius, Rua Grodzka, Ghetto heroes square. Não fomos na mina de sal Wieliczka, mas se você tiver tempo, parece ser algo bem diferente, pois existem 2 apenas no mundo inteiro que estão abertas para visitação. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM CRACÓVIA Pierogi (de vários sabores), os tipos diferentes de linguiça (Kielbasa), sopas (qualquer tipo kkk, mas principalmente a Zurek e a Bigos). Os doces, bolos e tortas são excelentes. Em praticamente todas as panificadoras tem muitas opções que além de saborosas são lindas. Restaurantes que gostamos: Smak, Pierogi MR Vincent, Awiteks. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Uma das cidades que mais gostamos. As pessoas são legais, a cidade é pequena e dá para fazer quase tudo à pé, o centro histórico é lindo e tudo é barato, desde roupas até a comida e existem atrações legais perto da cidade que pode-se fazer como bate-e-volta. INFORMAÇÕES Hostel: Lemon Tree Hostel APPs: Jakdojade, MobileMPK, Rozklad-pkp Casa de Câmbio: Kantor CFS (ao lado da estação Krakow główny é 24 Hrs) VIENA Chegamos em Viena bem cedo e tomamos café na estação mesmo. A estação de trem (Hbf) é próxima do palácio Belvedere, então fomos até ele caminhando. Saímos para centro da cidade com a mochila nas costas (o check-in no hotel era só 14h00), e só depois fomos descobrir que era bem em conta deixar em lockers na estação, mais barato que nas outras cidades. Deixamos apenas dois dias para Viena para economizar, pois lemos em blogs que Viena era uma cidade cara. Na tentativa de compensar o pouco tempo que passaríamos na cidade, compramos tickets diários de transporte público para tentar fazer mais coisas e não perder tanto tempo. Saindo do Belvedere, pegamos um bonde para o centro e fomos conhecendo todos os pontos turísticos por alí como a catedral de São Estêvão - que tem aquele telhado colorido, escultura da peste, palácio de Hofburg - que é gigante, e dali seguimos para Maria-Theresien-Platz e depois para o museumsquartier. Bateu a fome e queríamos experimentar 2 comidas típicas de lá: Apfelstrudel e torta Sacher. A intenção era comer no Naschmarkt, que é o mercado central cheio de restaurantes, barracas de frutas, produtos vintage, etc, mas não achamos as comidas típicas. Um pouco mais de caminhada e uma dose de serendipidade, acabamos entrando no Café Aida que é um dos mais antigos de Viena e achamos as comidas típicas lá 😬 . Recomendamos ir nele também! Como chegamos em Viena no dia 24 de dezembro e era véspera de Natal, a maior parte do comércio fechava 12h/13h. Fomos correndo a uma supermercado para garantir a nossa ceia de Natal e por poucos minutos não conseguimos. Tivemos que comprar as comidas na corrida kkk. Fizemos o check-in no Hotel, deixamos as malas e as compras e voltamos para o centro. Aproveitamos que quase tudo estava fechado nesses dois dias para ver as atrações turísticas ao ar livre e as feirinhas de Natal, que como nas outras cidades não decepcionaram. Viena é conhecida pelas ótimas feiras de natal. Cada feira tem um caneca de quentão feita especialmente para a mesma. Você compra a caneca e se não quiser ficar com ela, devolve em qualquer barraquinha e recebe o dinheiro de volta, assim não precisa usar copos de plásticos. Apesar das belas canecas, não achamos o quentão tão bom assim 😜. A próxima parada foi na Rathaus, que é a prefeitura de Viena. Sabíamos que tinha lá a feirinha mais famosa da cidade (todo blog mencionava) e realmente foi muito boa. Muitas comidas diferentes, pista de gelo, música natalina ambiente, e todo aquele clima de natal. Saímos da feira e passeamos novamente pelo centro para ver as decorações de Natal (muito lindas por sinal). No outro dia, nosso último, fizemos check-out e fomos até a estação para deixar as mochilas porque já estávamos cansados de visitar atrações com a mochila pra lá e pra cá. De manhã fomos ao Palácio de Schönbrunn. Enorme e tem até um zoológico dentro dele. Andamos muito e tiramos muitas fotos. Voltamos ao parque Prater pra andar na roda gigante mais antiga do mundo, a Wiener Riesenrad. Tínhamos ido no dia anterior à noite para tirar umas fotos mas queríamos ver a cidade de cima de dia. Comemos um Schnitzel com cerveja nas barraquinhas do parque e, como vimos de cima da roda gigante que a chuva estava bem próxima, nos apressamos para voltar para a estação. Dito e feito, quando estávamos quase entrando na estação, começou a chover. LUGARES EM VIENA QUE VALE A PENA CONHECER Prater (praça, parque de diversões e Roda gigante): A entrada no parque é de graça, somente paga-se para ir nos brinquedos. É impossível ir para Viena e não dar uma volta nessa roda gigante, que é um dos cartões postais da cidade. Além de grande e charmosa, a vista da cidade é incrível. Hundertwasser House vale muito a pena conhecer. Sua arquitetura é incrível e muito diferente. Palácio Belvedere, Catedral de Santo Estêvão, Maria-Theresien-Platz (praça), Ópera de viena, Museumsquartier, Naschmarkt, Palácio de Schönbrunn. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM VIENA Apfelstrudel, Torta Sacher, Wiener Schnitzel, Cerveja Gösser. Restaurantes que gostamos: Aida (entramos sem querer e depois soubemos que é um café super antigo - antes da 2ª Guerra Mundial e bem tradicional). Como era feriado, não achamos mais nenhum restaurante aberto. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Viena é a cidade dos palácios e jardins. Como fomos no inverno os jardins não estavam tão bonitos. Vale a pena ir para lá na primavera/verão também. Achamos Viena a cidade mais linda de todas, limpa, segura e organizada. Pena que foram poucos dias e no fim das contas não achamos Viena uma cidade tão cara assim. INFORMAÇÕES Hotel: Ibis Wien Messe APPs: Vienna Tram Map, Viena Guia de Metrô e mapas CityBike Wien: Viena tem um programa gratuito de bikes públicas (se você ir trocando de bike a cada 1 hora). Ouvimos falar bem mas não tivemos tempo de usar. BRATISLAVA Chegamos em Bratislava de noite. Dentro do ônibus, de longe já era possível ver o castelo bem no alto do morro. Todo iluminado, branco, quadrado e imponente. Como nosso hostel ficava bem no centro da cidade, ao lado do Michael's Gate que é o ponto zero da cidade, pedimos para descer perto da Ponte UFO, pois a rodoviária era mais afastada. Fomos andando até o Hostel, e no caminho já foi possível ver vários pontos turísticos, pois a cidade é muito pequena e tudo é muito perto. Mesmo sendo noite a cidade estava bem movimentada, então a ida foi bem tranquila. Separamos apenas um dia para Bratislava, dia 26 de dezembro de 2019. Logo cedo saímos caminhar e vimos que estava tudo fechado, encontramos apenas uma Starbucks aberta, perto da principal praça da cidade, a Hlavné Námestie. Fomos tomar café e aproveitamos ver o porquê estava tudo fechado. Descobrimos que no dia 26 de dezembro eles comemoram o segundo dia de Natal, sendo assim, era feriado. Vimos que é importante quando for ficar poucos dias em uma cidade ver se não tem nenhum feriado, pois muitas coisas fecham. Aproveitamos para fazer mais coisas ao ar livre. Fomos ver a Igreja Azul, e na volta caminhamos ao redor do rio Danúbio. A ponte UFO é linda e diferente, seu nome é justamente por ter a aparência de um disco voador. Caminhando por ali vimos que tinha uma pista de patinação no gelo. Já tínhamos visto em todas as outras cidades que fomos, mas em Bratislava foi o lugar mais barato, pois era cobrado somente o aluguel do patins e resolvemos aproveitar. Foi super divertido. Após isso fomos até o castelo e andamos ao seu redor. Ele tem uma aparência super nova, pois já foi destruído e reformado várias vezes. Além de uma bela vista da ponte e do rio. Fomos almoçar no Slovak pub, pois lemos em vários blogs sua recomendação. Estava bem cheio mas conseguimos um lugar rápido. Vimos que em todas as mesas ao nosso redor tinham brasileiros que estavam almoçando lá também, parece ser uma parada obrigatória de todos os brasileiros que viajam por lá hahaha. Pedimos os dois principais pratos típicos, o Bryndzove Halusky, um gnocchi de batatas com queijo de ovelha e bacon por cima e o Cesnaková Polievka, uma sopa de alho servida dentro de um pão, porém este segundo que estávamos mais entusiasmado para experimentar estava em falta. Pedimos uma sopa de couve no lugar. Procurando este prato em outros restaurantes, descobrimos que estava em falta o pão, pois como era feriado as panificadoras estavam fechadas . Bem ritmo de cidade pequena. Foi uma pena e vai ter que ficar para a próxima. Nosso ônibus saindo de Bratislava rumo a Budapeste era às 06h da manhã. Saímos do hostel às 05h para pegar um ônibus para a rodoviária que era meio afastada do centro (Compramos o tkt no dia anterior). Ficamos um pouco com medo de sair de madrugada, mas ao passar pelo Michael's Gate, vimos muita gente na rua, saindo das baladas. Foi bem tranquilo e o medo logo passou, pois deu para ver que é bem seguro. O ônibus era da FlixBus, mas ao chegar na rodoviária não havia nenhuma plataforma com o número do nosso ônibus e nenhuma da empresa também. Começou a bater o desespero! Não sabíamos se estávamos na rodoviária certa, pedimos informação, mas eles olharam a passagem e não souberam nos informar. Somente quando vimos o ônibus da Flix que pudemos nos acalmar. Novamente se decepcionamos com a falta de organização da FlixBus. LUGARES EM BRATISLAVA QUE VALE A PENA CONHECER Kostol svätej Alžbety (Igreja azul), Man at work, Schöne Náci (homem do chapéu), Hlavné Namestie, Ponte UFO, Castelo de Bratislava, Michael's Gate, Catedral de St. Martin. COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BRATISLAVA Bryndzove Halusky, Cesnaková Polievka, Kapustnica (sopa de couve). O QUE ACHAMOS DA CIDADE Bratislava é uma cidade super pequena, é possível fazer tudo a pé e somente precisamos do transporte público para ir até a rodoviária. É uma cidade ótima para pedestres, pois em todo o centro as ruas são apenas para pessoas, achamos isso incrível. A vista do castelo e da ponte é muito linda, tanto de dia quanto de noite. Aparenta ser uma cidade barata, mas como os mercados e lojas estavam fechados por ser feriado não pudemos confirmar. INFORMAÇÕES Hostel: Apart-Hostel ZERO (Hotel excelente, bem tranquilo, staff ótima) BUDAPESTE Chegamos lá pelas 09h00 na estação Budapest Népliget. Compramos tickets até o centro, metrô + ônibus. Nossa primeira impressão da cidade foi de meio suja, bagunçada, cheia de pedintes na rua. Um pouco diferente das cidades que tínhamos passado até então. Realmente Budapeste tem esse lado mais relaxado, parece que ninguém quer deixar as ruas e prédios limpos e bonitos. Mas por outro lado, fomos devagar nos surpreendendo com tudo que a cidade oferece. As pessoas são simpáticas e até nos ofereceram ajuda quando a gente estava com o mapa na mão olhando de um lado pro outro kkk. Parece uma cidade em transformação, pois vemos muita coisa sendo construída e também destruída para dar espaço a outras. Uma cidade bastante jovem, com muitos cafés descolados e restaurantes com ótimas comidas. O tempero de Budapeste é a páprica; ela é usada em vários pratos típicos. Tomamos um café rápido e fomos andar pela cidade. Foi um pouco cansativo, pois estávamos com as mochilas e com os pés cheios de calos de tanto caminhar nesses dias. Chegamos no Parlamento e o cansaço sumiu. Absolutamente lindo, ele é bem simétrico e foi baseado na arquitetura do parlamento de Londres. Sem querer (e sem saber disso também), chegamos bem na hora da troca da guarda. A cerimônia é bem simples e demora uns 10 minutos. Mas o legal mesmo é ver ele à noite, iluminado. Se tiver oportunidade pegue um passeio de barco à noite para ver não só o parlamento, mas o Castelo de Buda, as Pontes e o Bastião dos pescadores (compramos o Dock 8A - Blue River por causa do horário mas não gostamos muito. É barato e você ganha bebidas mas os vidros eram muito sujos e para tirar boas fotos, tivemos que ir para o lado de fora). Vá preparado para tirar muitas fotos. Budapeste se transforma à noite. Nesse mesmo dia fomos também em 2 feiras de natal (Christmas Fair and Winter Festival e Basílica de São Estêvão) e no monumento Sapato às Margens do Rio Danúbio que é muito emocionante e também uma lembrança de uma época triste. Acabamos a noite atravessando a Ponte das Correntes que de noite, pra variar, fica muito mais bonita. No outro dia percorremos a Avenida Andrássy até a praça dos Heróis. A praça é grande e linda. No inverno, atrás dela tem uma pista de gelo gigante, mas como patinamos em Bratislava acabamos não indo. Passeamos também na Deák Ferenc Tér que é a praça principal da cidade, região bem central onde saem os Walking Tours. Perto dela tem um café que achamos muito legal, o Cat Café. No dia em que fomos, ele abria às 10h00 mas chegamos antes e mesmo assim já tinha fila. São poucas as opções de cafés e comidas, mas você pode interagir com os muitos gatos que tem no Café. Para quem gosta de gatos é um lugar que vale a pena ir! Aproveitamos esse dia para subir na Liberty Statue. A caminhada foi cansativa mas a vista e as fotos valeram a pena. Dá pra ver toda a cidade de cima, o pôr-do-sol sem prédios para atrapalhar e ainda por cima tinha uma feirinha lá em cima. No terceiro dia fomos nas águas termais. Escolhemos as Termas de Széchenyi pois queríamos ir bem cedo pra aproveitar mais o restante do dia, e do nosso AirBnb até ela era só pegar uma linha de metrô e pronto. Ela é um pouco mais cara que as outras mas a estrutura é bem grande com bastante piscinas internas e externas, tendo acesso a todas mesmo no inverno. A vontade era ficar o dia inteiro naquelas águas que estavam na temperatura de 28ºC e fora da água estava 1ºC❄️. LUGARES EM BUDAPESTE QUE VALE A PENA CONHECER Parlamento, o Castelo de Buda que é um dos maiores do mundo, Estátua da Liberdade, Praça dos Heróis, Váci Street, Basílica de São Estevão, Ponte das Correntes e as Termas. COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BUDAPESTE Goulash, Kürtõskalács. Restaurantes: Szimpla ruin bar, Cat Café, Cafe Brunch Budapest, 3 Pajamas Breakfast Club O QUE ACHAMOS DA CIDADE Maravilhosa à noite, muitas coisas para fazer, muitas atrações legais e divertidas, as pessoas que vivem lá são bem simpáticas e as coisas não são tão caras quanto as outras cidades da Europa Central que usam Euro. Uma das cidades que mais gostamos do mochilão. Tem muitos cafés e restaurantes legais por lá. Se você é um foodie igual a gente, não vai se arrepender! INFORMAÇÕES Apartamento AirBnb: City Center - Dessewffy St, Budapeste 1066 APPs: BKK FUTÁR, SmartCity Budapest Transport, Budapest Rail & Tram Map Casa de Câmbio: Correct Change. Fomos no da rua Szent István krt. 23, 1055 mas ficamos assustados. O local parece aqueles becos cheios de entulhos que a gente vê nos filmes. Recomendamos o da rua Erzsébet krt. 41, 1073 -- APPs GERAIS Pesquisamos bastante e acabamos achando alguns Apps bem bons pra viagem que são grátis e muito úteis para qualquer viajante. Mapas: Maps ME e Here Maps. Os 2 funcionam offline (pode-se baixar as cidades na memória do celular). Em cada cidade um deles funcionou melhor que o outro, mas o MAPS.ME tem uma vantagem. É possível usar os locais salvos do seu maps (Google) e colocar dentro do App. Ele perde os ícones e as cores, mas como a gente sabe que é muito útil criar um mapa de cada cidade no google maps, quando você ficar sem internet, basta abrir o MAPS.ME. O Moovit também foi útil. Usamos bastante também o xCurrency para saber o quanto estávamos pagando pelas coisas. Como gostamos de ir em restaurantes onde as pessoas locais frequentam, muitas vezes o cardápio não era em inglês. Para ajudar usamos o Google Lens, que além de identificar o idioma, traduz na hora sem precisar tirar fotos ou digitar no Google translate. O ponto fraco é que ele precisa de internet. DICAS GERAIS Muito cuidado com alguns cartões internacionais. Tem alguns que não funcionam para compra de tickets e passagens mesmo sendo internacionais. A gente usou (e abusou kk) do Nubank e deu tudo certo. Teve um que só conseguimos usar em lojas e restaurantes, não sei bem o porquê. Deixamos para comprar um chip de celular com internet lá mesmo, mas com tantos locais com Wi-Fi grátis acabamos não comprando. Usamos sacos à vácuo para caber mais coisas na mochila e uma doleira cada um, com 2 zíperes. Em 1 a gente colocava o passaporte, no outro dinheiro e cartões. Com isso saíamos despreocupados. Compramos também, no Brasil, botas impermeáveis de inverno na Decatlhon, pois ficaríamos o dia inteiro caminhando e não queríamos nos preocupar com o frio nem com a chuva. A Decathlon tem uma opção que sai em torno de R$ 330,00, a SH-100. CUSTOS Como tivemos que passar por países com moedas diferentes e em pouco tempo, não ficamos anotando gasto por gasto. Por isso, os valores são aproximados. O valor é dos gastos gerais, ou seja, para nós dois. Na época, o Euro (Cartão e casas de câmbio) estava aproximadamente em R$ 4,80. Passagens Aéreas + transportes: R$ 5.520,00 Ônibus: Guarapuava-GRU + Curitiba-Guarapuava Aéreo: GRU-TXL + BUD-GRU + GRU-CWB (dentro do Brasil) Obs: Compramos São Paulo até Berlim e a volta Budapeste até São Paulo (Open Jaw) Passagens dentro da Europa: R$ 1.130,00 Ônibus: Berlim-Praga + Praga-Cracóvia + Cracóvia-Auschwitz-Cracóvia + Viena-Bratislava + Bratislava-Budapeste Trem: Cracóvia-Viena + Praga-Kutná Hora-Praga Seguro viagem: R$ 257,50 pela Allianz Hospedagem: R$ 2.943,00. Se tivéssemos escolhido melhor o hostel em Berlim, ficaria por volta de R$ 2.400,00. Comidas + Feiras de natal: R$ 3.539,50 Transporte nas cidades: R$ 770,00 Atrações turísticas: R$ 720,00 TOTAL APROXIMADO: R$ 14.900,00 É isso gente. Qualquer dúvida estamos à disposição! Esperamos que consigam aproveitar bastante as informações do relato e que ele ajude quem está planejando o próximo mochilão!
  7. Olá Pessoal. Acabo de voltar da minha primeira Eurotrip que foi incrível - Portugal, Espanha e França e já estou programando a próxima. Desta vez quero conhecer a Europa central. Poderia ir a partir de Janeiro porém pensando no clima e procura turística creio que 35 dias a partir de Maio é o ideal. Idealizo chegar pela Alemanha e focar mais na Polônia porém terei boas possibilidades de conhecer bastante lugares. Meu pré-roteiro seria o seguinte: Berlim - 3 dias Poznan - 1 dia - Não necessariamente - poderia deslocar este dia para Berlim. Gdansk - 4 dias Torum - 1 dia - Não necessariamente - poderia deslocar este dia para Munique. Varsóvia - 3 dias Cracóvia - 5 dias Breslavia - 2 dias Praga - 4 dias Viena - 4 dias Budapeste - 5 dias Munique - 2 dias Será que vocês poderiam me ajudar a afinar este roteiro? As vezes acho que está bom, as vezes acho que daria para incluir lugares ou trocar cidades, ainda bem que tenho bastante tempo para deixa-lo redondinho. Saudações mochileiros!
  8. Olá amigos do Mochileiros.com! Novamente grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem pela Alemanha (passando rapidamente pela República Tcheca também), por mais ou menos 11 dias (tirando os dias que passamos no avião). Foi a quarta viagem que realizamos por conta própria, para nossa felicidade. Antes de tudo, inicio meu relato contando que a minha ideia era planejar uma viagem pela Itália, mas devido à situação econômica não tão favorável, mudamos o roteiro para que ficasse mais barato... E como sempre foi uma vontade do meu marido conhecer a Alemanha e nossa vontade também conhecer Praga, planejamos essa viagem que acabou saindo uma viagem muito legal, pra gente guardar no coração e na memória! Só para reclamar um pouquinho: Senti falta de ler mais relatos de viagem por aqui sobre esses destinos. Existem tópicos muito interessantes sobre as cidades, mas sou viciada em ler relatos de viagens e dentre os poucos que existem, vários estão incompletos... E por falar nisso: Vou fazer o possível para eu não entrar nas estatísticas aqui de relatos incompletos também! Antes de mais nada, também, algumas considerações: Essa viagem começou com um pouco de preocupação (além da situação econômica não tão favorável, ainda teve episódios de familiares doentes e precisando de ajuda e por isso demoramos um pouco mais para comprar as passagens e reservar quartos de hospedagem (e tudo com cancelamento incluído, para se algo desse errado), mas tudo correu bem, graças a Deus! Por esse motivo, perdemos uma promoção de passagens pela TAP (que voamos pelas últimas vezes), e ficamos tristes, mas conseguimos uma promoção pela Lufthansa, o que nos salvou. Descobrimos que nosso último dia de viagem era praticamente o primeiro dia da Oktoberfest em Munique (mas peraí, não era em Outubro?! Não, começa em Setembro, mesmo! Mas como não bebemos cerveja, não ficamos tristes, só um pouco preocupados, pois foi um pouco difícil conseguir hospedagem e acabamos achando um pouco afastado do centro histórico, mas acabou sendo muito boa hospedagem!) Reservamos um horário para a visita no Reichstag, para visitar a cúpula, que só se consegue se reservar horário (é gratuito) e reservamos também um horário para o Castelo de Neuschwanstein, pois eu queria muuuito conhecer e não queríamos dar o azar de depois de muito custo, ao chegar lá, não ter horário disponível! Os tickets só podem ser comprados na hora no Ticket Center, mas é possível reservar um horário com antecedência online por uma taxa extra, de 1.80 Euros por pessoa, por castelo, sendo que se perder o horário reservado, parece que eles cobram o preço do ticket no cartão do crédito. Acho que foi só isso que tivemos que reservar com antecedência. Tivemos um pouco de sorte para trocar os Euros, pois o câmbio não estava favorável, até a notícia da saída da Inglaterra da união Européia, quando o Euro abaixou e nós aproveitamos para trocar bastante! Li muitos blogs, os Mochileiros.com e assisti vlogs de viagens sobre a Alemanha antes de ir e em vários deles, se dizia que na Alemanha é difícil os lugares comerciais aceitarem cartões de crédito (diziam que até em supermercados não se aceitava). Ficamos muito preocupados e eu queria levar muuuuito dinheiro, mas meu marido ficou preocupado de levar tanto em espécie e resolveu arriscar. Acabou que deu certo, pois os estabelecimentos médios e maiores aceitam cartões, só as lanchonetes, padarias, jornaleiros, etc é que não aceitavam. Até lojinha de souvenir maiorzinha também aceita cartão! Embora o cartão não seja também a melhor opção, devido ao IOF, sempre rola uma preocupação em levar uma grande monta em espécie! E os alemães são muito gente boa! São reservados e diretos, mas são gente boa! O mais engraçado é que se a gente floreava um pouco pra explicar uma situação, ao pedir uma informação, eles logo perguntavam no estilo: "afinal de contas, o que a vocês querem?!" Mas assim como acho que os Espanhóis também não são grossos, são diretos, os alemães também não compartilham desse "mimimi" que nós, os brasileiros, estamos acostumados e por isso o choque cultural. E a grande maioria deles fala inglês (os mais jovens, então, diria que 100%). Tivemos algumas situações que a comunicação foi difícil, pela pessoa não saber falar inglês, ou a gente também demorar pra entender o que estava sendo dito, mas no final, até com um pouco de mímica, deu tudo certo! Teve até uma moça que, em Berlim, veio nos pedir informação em alemão, sobre onde era o ponto do ônibus e ao informar que não falávamos alemão, ela nos perguntou em inglês e a gente que a ajudou a se encontrar. O Rodrigo, meu marido, estudou o basicão de alemão, mas não dava pra ter uma conversação na língua deles, teve que ser em inglês, mesmo... E ele que me salvou no inglês, pois nesse quesito, eu não estou lá muito fluente (que tristeza!) A idéia de visitar Praga veio depois que vi um vlog de viagem dando dicas de como deixar sua viagem mais barata (e eu estava vendo se faltava mais alguma coisa que pudéssemos fazer pra isso!) e no vlog a dica era tentar visitar cidades perto, como um "bate-volta" ou um 'pit-stop" e a dica era Berlim-Praga-Outra cidade... e me deu um estalo que poderíamos fazer isso com Berlim-Praga-Munique, já que Praga fica no meio do caminho, e nós sempre tivemos vontade de conhecer (só que eu, não sei o porquê, achava que era um sonho meio distante). Também vimos em vlogs/blogs de viagem, recomendando viajar de ônibus pela Alemanha, de uma cidade a outra, pois em muitas das vezes, o preço saía mais barato e as estradas são maravilhosas... E resolvemos pesquisar e realmente conseguimos baratear um pouco mais a viagem (agora não lembro quanto que foi a diferença, pois isso ficou a cargo do meu marido... Mas lembro que a gente conseguiu melhorar o custo!). Bem, acho que por enquanto, é só... E vamos ao que interessa: o relato da Viagem!
  9. Colecionando bandeirinhas: gaúchos na Europa 🇵🇹 🇪🇸 🇫🇷 🇧🇪 🇱🇺 🇨🇭 🇩🇪 Foram 24 dias de roadtrip pela Europa, passando por sete países: Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça. De quebra tivemos mais dois dias de conexão no Marrocos. Foi uma “baita curtida”, neste relato trazemos detalhes da trip e alguns passeios que fizemos. RESUMO DA VIAGEM Data Local Data Local 25/11 Rio Grande, Porto Alegre - Brasil 10/12 Colônia – Alemanha 26/11 São Paulo – Brasil 11/12 Colônia – Alemanha 27/11 Casablanca – Marrocos 12/12 Frankfurt – Alemanha 28/11 Lisboa – Portugal 13/12 Frankfurt – Alemanha 29/11 Sintra, Coimbra, Aveiro – Portugal 14/12 Genebra – Suíça 30/11 Porto – Portugal 15/12 Genebra – Suíça 01/12 Burgos – Espanha 16/12 Barcelona – Espanha 02/12 Bordéus – França 17/12 Barcelona – Espanha 03/12 Paris – França 18/12 Madri – Espanha 04/12 Paris – França 19/12 Madri – Espanha 05/12 Paris – França 20/12 Serra da Estrela, Covilhã – Portugal 06/12 Bruxelas – Bélgica 21/12 Lisboa – Portugal 07/12 Bruges – Bélgica 22/12 Casablanca – Marrocos 08/12 Roterdã, Amsterdã – Holanda 23/12 São Paulo – Brasil 09/12 Amsterdã – Holanda 24/12 Porto Alegre, Rio Grande – Brasil SAINDO DO RIO GRANDE DO SUL 🇧🇷 Iniciamos nossa trip no dia 25 de novembro saindo da cidade do Rio Grande, no extremo Sul do Rio Grande do Sul, em direção a Porto Alegre. Percorremos 369 Km de ônibus, para embarcarmos em Porto Alegre rumo a São Paulo, sobrevoando a distância de 866 Km. Em São Paulo, de fato demos início a nossa trip internacional, embarcando no voo da companhia área Royal Air Maroc com destino a Lisboa, Portugal. Nesse voo sobrevoamos 7544 Km, com duração de 12 horas e 35 minutos, até chegarmos em Casablanca no Marrocos, local onde tivemos uma conexão de 24 horas. O que nos possibilitou conhecermos um pouco dessa cidade que foi cenário de um clássico dos cinemas nos anos de 1942, Casablanca. No dia seguinte, voamos cerca de 642 Km ruma a Lisboa. CONHECENDO CASABLANCA 🇲🇦 Ficamos hospedados no Relax Hotel (hotel de trânsito da companhia área Royal Air Maroc), próximo ao aeroporto Mohammed V, cerca de 34 Km do centro de Casablanca. Contratamos um táxi e visitamos os principais pontos turísticos da cidade: Mesquita Hassan II, Medina de Casablanca, Rick’s Café. Uma das características mais marcantes do povo árabe do Marrocos é a barganha, tanto ao fazer uma compra nas lojas da Medina de Casablanca, quanto ao pedir uma simples informação no aeroporto. Tudo se transforma numa árdua “peleia”, a qual se vence pelo cansaço. Os idiomas falados no Marrocos são árabe e o francês, o inglês não é o forte deles. E a moeda é o dirrã marroquino. ENFIM CHEGAMOS AO VELHO CONTINENTE EUROPEU Na chegada do aeroporto Humberto Delgado em Lisboa alugamos um carro, o qual já havíamos efetuado a reserva pela internet com a empresa Sixt Rent a Car. Alugamos um Renault Clio ano 2017 (1.6 SW europeu a diesel), no valor de R$ 1422. A partir da chegada em Portugal, realizamos todas as viagens entre as diferentes cidades e países de carro. Foram cerca de 7237 Km percorridos entre Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça. Dentro das cidades optamos por realizar os passeios caminhando, com o nosso companheiro de todas as horas, o chimarrão. Além de economizarmos no transporte e praticarmos uma atividade física, ainda podemos conhecer lugares que certamente passariam despercebidos se estivéssemos dentro de algum automóvel. Portugal 🇵🇹 Em Portugal visitamos as cidades de Lisboa, Sintra, Coimbra, Aveiro, Porto e Covilhã (região de Serra da Estrela). Particularmente de todos os 7 países visitados, o que mais gostamos foi Portugal. Além da facilidade com idioma e da comida, o povo português é muito hospitaleiro e as cidades oferecem tanto o agito, quanto o descanso. O pôr do sol regado a música de artistas de rua na Ribeira das Naus foi de tirar o fôlego, assim como comer os famosos pastéis de Belém na fábrica que existe desde 1837, em Lisboa. A subida caminhando até a Quinta da Regaleira em Sintra, foi compensada com o visual do Palácio da Regaleira, da cachoeira e do Poço Iniciático. Em Coimbra, depois de visitar a Sé Velha e o centro histórico, não podíamos deixar de degustar os pastéis de Santa Clara. Além disso, tomamos o nosso chimarrão na beira da Ria de Aveiro (Foz do Rio Vouga) e comemos os deliciosos ovos moles. Em Porto, com o nosso chimarrão, passeamos pela Ribeira do Rio Douro e degustamos o famoso bacalhau à Brás. A adrenalina de subir 1993 metros de altitude em Serra da Estrela e comer o famoso queijo feito com leite de ovelha, foi para fechar com tudo nossa roadtrip em Portugal. Espanha 🇪🇸 Na Espanha conhecemos Burgos, Barcelona e Madri. Em Burgos deu para “encarangar de frio”, chegamos na cidade a baixo de neve com temperatura de -5 °C, mas isso não foi impedimento para conhecermos o Arco de Santa Maria, a Catedral de Santa Maria de Burgos, a Plazza del Rey San Fernando, e também comermos os deliciosos tapas (petiscos) acompanhados de cervejas Estrela Galicia. Em Barcelona e Madri adoramos chimarrear no Parc de la Ciutadella, no Jardins do Retiro e no Templo de Debod, situado no Parque del Oeste, e comermos os famosos torrones espanhóis. Uma curiosidade sobre o povo espanhol, é que eles não gostam muito dos portugueses e dos brasileiros. Apesar do idioma espanhol ter aproximações com o português, os espanhóis com quem tivemos contato, se negavam a tentar nos compreender, sendo que nós conseguimos compreendê-los. França 🇫🇷 Se Portugal foi o país que mais gostamos, a França foi o que menos gostamos. Além de ser um país caro, também é atribuído muito status a cidades como Paris. Fora a parte central desta cidade, os bairros mais periféricos são sujos, com um trânsito caótico. Há uma discrepância entre o luxo da Champs Élysées e o restante da cidade. Mas como turistas, achamos linda a vista da Torre Eiffel, principalmente a noite quando começa a brilhar, o Museu do Louvre e a Catedral de Notre Dame. Em Paris também nos deliciamos com os famosos croissants, com os macarons e com a legítima champagne francesa (bem gaseificada), diga-se de passagem, uma fortuna mas valeu o investimento. Bélgica 🇧🇪 A Bélgica foi outro país que gostamos muito. As cervejas e os chocolates são os melhores do mundo, ganham até mesmo dos chocolates suíços. Em Bruxelas o tamanho do Manneken pis decepciona um a pouco, mas as luzes Grand Place superam qualquer expectativa. Uma parada obrigatória para quem vai a Bruxelas, e assim como nós ama cerveja, é ir no Delirium Café. Lá tomamos muitas cervejas (Delirium, Waterloo, Trappistes, La chouffe e Westvleteren), com tantos estilos diferentes de cervejas deu até para ficarmos levemente alterados. Outra parada, deve ser para comer fritas com molho samurai em algum mercadinho de natal. Em Bruges, depois de um passeio pelas construções medievais e os canais, comer waffles de creme de avelã transformam a cidade em um verdadeiro doce cenário romântico. Os idiomas falados na Bélgica variam bastante, sendo o francês, o alemão e o holandês (neerlandês). Holanda 🇱🇺 A Holanda é uma loucura. Roterdã tem edifícios fantásticos como as Casas Cubo e o Market Hall. Famosa pelas bicicletas e pelos canais, com seus coffeeshops e as vitrines com as profissionais do sexo, Amsterdã de forma organizada vem quebrando tabus. O Brasil ainda tem muito que aprender. Na Red Light District vale a pena fazer uma parada para tomar as cervejas típicas de Amsterdã, Heineken e Amstel. O idioma falado lá é o holandês (neerlandês). Alemanha 🇩🇪 Na Alemanha visitamos os melhores mercados natal, tomamos muito chopp e cervejas (Munchener, Dunkel, Vienna, Pils, Marzen, Kolsch), também comemos muito nürnberger würstchen (pão com linguiça alemã). Em Colônia nos encantamos com a Kölner Dom e com a sua história na Segunda Guerra Mundial. Já em Frankfurt vimos o entardecer tomando um chimarrão a margem do Rio Reno e quase comemos mett (carne crua de porco com temperos e pão), mas fomos salvos por uns senhores alemães que sensibilizaram com a nossa dificuldade com o idioma alemão. Em nossa roadtrip pela Alemanha foi bem difícil compreender este idioma, parecia que estávamos sempre sendo xingados. Suíça 🇨🇭 Na Suíça visitamos a cidade de Genebra. Assim como Paris esta cidade tem o custo de vida alto e o idioma falado é o francês. Os chocolates suíços são deliciosos, mas o destaque fica por conta do famoso queijo suíço, gruyère. A vista do Jet d”Eau, contemplada com um arco íris e o L’horloge fleurie formado com flores da época tornam a paisagem ainda mais bonita. Sobre a companhia aérea Royal Air Maroc Antes de comprarmos as passagens aéreas para Europa, realizamos pesquisas na internet para saber o país de entrada e a companhia aérea que ofereciam os melhores valores. Compramos as passagens pela companhia Royal Air Maroc, pela metade do preço que pagaríamos em outras companhias, pagamos R$ 2736,45 (ida e volta por pessoa). Nas nossas pesquisas encontramos diversas críticas sobre esta companhia, mas para nossa felicidade todas foram desmistificadas. Os serviços de voo foram de primeira classe. As refeições foram compostas por iogurte, pão, cookies, bolinhos, chocolates, carne, arroz, sopa, água, refrigerante, café, chá, vinho, cerveja, e muito mais. “Tchê tá louco”, o que mais fizemos neste voo foi comer, a todo momento os comissários de bordo se apresentavam nos corredores, carregando trolleys repletos de comidas gostosas. Durante o voo ainda podemos desfrutar de uma playlist com músicas marroquinas e assistir alguns filmes. Para os que preferem passar o tempo dormindo, foram distribuídos kits contendo: meias, vendas para os olhos, mantas e travesseiros. Um luxo só! Esta companhia também oferece para voos com conexão de 4 horas ou mais no Marrocos, alimentação e hospedagem gratuita nos hotéis da própria companhia. Após efetuar o desembarque no Marrocos, é preciso procurar o guichê da companhia Royal Air Maroc, que fica situado do lado de fora da área de embarque e realizar a reserva do hotel. Na área externa do aeroporto ficam as vans que fazem o translado do aeroporto Mohammed V ao hotel e vice-versa. Sobre a viagem de carro O carro que alugamos deu conta dos 7237 Km rodados, consumindo em média 19 Km/L de diesel. As estradas eram com pista no mínimo dupla, com trajetos com pedágios entre 3 e 13 euros, com exceção da França que pagamos os pedágios mais caros, com valores de 32 e 35 euros. Para compensar na Alemanha andamos em autobahn (vias sem limite de velocidade), sem precisar pagar nenhum pedágio. É isso mesmo, a Alemanha tem estradas maravilhosas e sem possuir nenhum pedágio. Documentação Além dos passaportes, da carteira internacional de vacinação, da carteira Nacional de Habilitação e da Permissão Internacional para Dirigir, ainda montamos um dossiê com a cópia de todos documentos: seguro viagem contratado com a empresa Real Seguro Viagem (R$ 476,88), hospedagens reservadas no airbnb e no booking, comprovantes financeiros, cópia da reserva da passagem de volta para Brasil e comprovantes de residência no Brasil. Acreditem vocês, que com exceção da apresentação dos passaportes nos embarques e desembarques nos aeroportos do Brasil, Marrocos e Portugal, não precisamos apresentar mais nenhum documento. Nem a Permissão Internacional para Dirigir foi exigida para alugar o carro. Nas fronteiras entre os países, só fomos parados na Suíça, mas era para adquirirmos o vignettes (espécie de adesivo fixado no vidro do carro, que permite trafegar nas estradas da Suíça), uma vez que a Suíça não faz parte do acordo entre países da União Européia. O vignettes tem o valor de 37 euros e são válidos por 1 ano. Foi melhor prevenir levando toda esta documentação do que passar por algum “entrevero”. Partiu próximo destino?
  10. Meu primeiro mochilão pela Europa foi no longínquo ano de 2004 (mesma época em que entrei aqui no fórum). Acredito que a frase acima já lhe permita imaginar como minha viagem foi bastante diferente, levando em conta o quanto o mundo evoluiu em 15 anos. Sem mais delongas, vou citar abaixo 10 itens/coisas que levei em meu primeiro mochilão e que hoje poderia dispensar. As imagens são meramente ilustrativas. 1. Câmera Fotográfica Eu sei exatamente o que você está pensando: em 2004 câmeras digitais já eram (quase) populares. Sim, já eram. Inclusive levei uma delas comigo (daquelas fininhas point and shoot). O problema é que minha câmera digital usava pilhas palitos que se desgastavam rapidamente. Além disso, meu irmão tinha uma câmera analógica semiprofissional da Canon e eu a levei acreditando que as fotos ficariam muito melhores do que na outra. A Canon era pesada, com uma lente grande...e não era fácil de guardar em uma mochila. 2. Carregador de pilhas Mais barato do que comprar pilhas todos os dias para a minha câmera, eu comprei um carregador com 4 pilhas recarregáveis. 3. MP3 Player Nada como ouvir uma boa música enquanto você espera o trem chegar...ou antes de dormir, depois de andar quase uma maratona para conhecer o maior número de pontos turísticos na cidade que se visita. Aliás, cabe salientar que meu mp3 player também usava pilhas palito. 4. Despertador/relógio Levei dois relógios de pulso (um com o fuso do Brasil e o outro com o fuso local), mas descobri alguns dias antes da viagem que ambos tinham o som do alarme muito baixo (e eu o sono muito pesado). Diante deste problema, corri para uma loja de 1,99 e comprei um despertador (só pra garantir...sabe como é...). 5. Lanterna Quando você dorme em um quarto com 8 ou 10 pessoas que você não conhece, é sempre bom ter uma lanterna pra encontrar o caminho do banheiro ou algum item perdido na sua mochila bagunçada. 6. Dicionário Como já tinha certo conhecimento da língua inglesa, levei comigo um dicionário português/francês, pois passaria por 3 países francófonos. 7. Diário de viagem Para guardar boas lembranças, além de registrar informações importantes (que depois compartilhei aqui no fórum), levei um caderno ou diário de viagem. Tenho ele guardado até hoje. 8. Guia de viagem / mapas em papel /outros tantos papéis Levei um livro/guia de Amsterdã que emprestei de um amigo, além de várias páginas impressas com dicas que encontrei na rede (como ir da estação de trem/aeroporto até o hostel, principais pontos turísticos, onde comer gastando pouco, etc). Lembrando que o mochileiros.com tinha apenas 2 anos na época e a internet ainda não dipunha de tantas informações compartilhadas entre viajantes. Além disso, me utilizei de vários mapas em papel que ganhei ou comprei pelo caminho. Sem falar, é claro, nos tickets de trem/ônibus/avião que eu precisava guardar em minha mochila. Enfim...muitos papéis. 9. Roupas em excesso / Peso em excesso Ainda que o mochilão tenha ocorrido no inverno, calculo que levei quase o dobro de roupas que eu efetivamente usei. Lavei algumas peças nos hostels e outras nem cheguei a usar. Isso impactou principalmente no peso de minha mochila (e em dores nas costas). 10. Kit de costura Pensei muito se incluía ou não este item na lista, pois ele efetivamente salvou a minha vida (metaforicamente, é claro). Em razão do citado excesso de peso em minha mochila, somado ao fato desta não ser de uma qualidade muito boa, sofri um acidente quando aguardava meu trem na estação de Bonn, na Alemanha. Minha mochila simplesmente rasgou o fundo, despejando minhas coisas diante de uma plateia de alemães incrédulos com a cena. Embora inicialmente desesperado, vi o kit de costura no chão e o usei para costurar minha mochila. Entretanto, não foi tão fácil assim. As linhas do meu kit eram de má qualidade e quebravam quando eu tentava costurar um material tão duro quanto a mochila. Diante de tal infortúnio, não tive dúvidas: costurei com algo muito mais resistente, fio dental. A mochila ficou feia, mas aguentou o resto da viagem sem problemas. Pensando melhor...talvez seja bom manter o kit de costuras... Enfim, esta é a minha lista. É fácil perceber que o smartphone substituiu a maioria destes itens que citei, dentre outros que acabei não citando aqui (talvez em uma parte 2). E você? O que não levaria no seu próximo mochilão?
  11. Olá viajantes, cá estou eu para compartilhar meu segundo relato neste fórum maravilhoso rs. Desta vez, tentarei ser mais breve (não garanto). Vou tentar me focar nos pontos que as pessoas possam ter mais dúvidas e ciladas que podem evitar cair. Fiz uma trip incrível com meu marido entre 7 e 22 de Outubro de 2019 por Berlim, Praga e Budapeste. CUSTOS PARA DUAS PESSOAS * Convertido em reais variando conforme os fechamentos do meu cartão de crédito. ** Todas as hospedagens paguei daqui do Brasil com antecedência via cartão de crédito. *** O único passeio que comprei com antecedência foi a entrada do Parlamento de Budapeste e entrou como gasto no cartão de crédito também. **** Comecei a pagar as coisas em Fevereiro, de modo que quando fui viajar, tudo já estava pago, só faltando fechar o que iria gastar no cartão de crédito. Passagem Aérea R$4.973,00 (IDA POR BERLIM, VOLTA POR BUDAPESTE) Seguro Viagem R$309,21 Bus Berlim > Praga R$145,44 Bus Praga > Budapeste R$160,32 Hospedagem Berlim R$1.582,35 Casa do Serkan Reserva via AirBNB Boelckestraße 80, 12101 Berlin, Alemanha Hospedagem Praga R$968,56 Golden City Hotel Garni Reserva via Booking Táboritská 913/3, 130 00 Praha 3-Žižkov, Tchéquia Hospedagem Budapeste R$683,82 Rákóczi Studio Reserva via Booking 1074 Budapeste, Rákóczi út 64. I/17, Hungria Dinheiro p/ levar (700 EUR) R$3.303,51 Gastos Cartão de Crédito R$724,61 Custo Total: R$12.850,82 Provavelmente agora você está se perguntando como consegui me virar com 700 euros pra duas pessoas esse tanto de dia. Bom, primeiro deixo claro que meu estilo de viagem não comtempla o ‘turismo gastronomico’, não faço questão de comer em restaurantes e etc. Também não saímos a noite pra bares e baladas, não faz nosso perfil. Além disso, como deve ter notado, só ficamos em Hotel em Praga, nossas hospedagens em Berlim e em Budapeste tinha cozinhas e jantamos muitas vezes lá mesmo, comprando coisinhas fáceis de fazer no mercado. Pra aproveitar mais o dia, eu fazia uns lanches pra gente comer e não precisar parar pra almoçar. Não sou de fazer compras também, só trouxe imã de geladeira HAHAHA Outro ponto também é que somos adeptos 100% ao transporte público, não usamos táxi ou Uber nenhuma única vez. Os gastos no meu cartão foram basicamente as vezes que comemos em restaurante em Praga, que não tínhamos cozinha. Só em um desses foi 250 reais porque entrei no primeiro que vi e me danei HAHAHA, comida é um negócio muito caro. ROTEIRO – BERLIM 6/10 – Saída de GRU 7/10 – Chegada em Berlim, Portão de Brandeburgo, Memorial do Judeus 8/10 – Checkpoint Charlie, Topografia do Terror, Mall of Berlim, Palácio do Reichstag, Siegessäule, Alexanderplatz 9/10 – Ilha dos Museus: Pergamon/ Neues/ National Galerie, Berlim Dom, West Side Galery, Memorial do Muro de Berlim 10/10 – Campo de Concentração de Sachsenhausen 11/10 – Fui em busca de lugares em que cenas da série Dark da Netflix foram gravados, longe da cidade 12/10 - Teufelsberg, Tempelhofer Feld ROTEIRO – PRAGA 13/10 – Saída de Berlim de ônibus, chegada em Praga, Relógio Astronomico, Ponte Carlos... (aqui foi só uma primeira passada, a gente passa diversas vezes por esses lugares lá né) 14/10 – Castelo de Praga, Kampa, Petrin, Labirinto de Espelhos 15/10 – Ossuário de Sedlec, Dancing House 16/10 – Museu do Comunismo, Sinagoga Velha, Cabeça do Kafka 17/10 – Vysehrad, Ilha Strelecky ROTEIRO – BUDAPESTE 18/10 – Saída de Praga de ônibus, chegada em Budapeste, ‘ruin bar’ 19/10 – Ponte das Correntes, Castelo de Buda, Bastião dos Pescadores, Estátua da Liberdade 20/10 – Casa do Terror, Sapatos no Danúbio, Parlamento, Mini Cruzeiro no Danúbio 21/10 – Praça dos Heróis, Termas de Széchenyi 22/10 – Última voltinha em Budapeste, Mercado Municipal, ida pro aeroporto 23/10 – Chegada em GRU
  12. Em 02/03 eu e minha esposa saímos para essa que foi o maior tempo seguido que ficamos fora do país. Foram 28 dias corridos de férias que consideramos fantásticas, superando em muito a nossa expectativa. O fato de termos ficado com carro alugado durante todo o período contribuiu bastante, já que facilitou muito a logística e permitiu que tivéssemos bastante flexibilidade no roteiro. Este ponto também nos ajudou a economizar bastante, já que o carro acabou virando nossa “segunda casa” e deixávamos sempre mantimentos nele (Como o clima estava bem frio, acabamos fazendo do carro a nossa geladeira, deixando ele sempre abastecido de bebidas e até frios para tomar café da manhã quando o mesmo não estava incluso na diária do Hotel). Um breve resumo de nossa viagem: · 8 países visitados: Alemanha, Áustria, Itália (Bônus), República Tcheca, Holanda, Bélgica, França, Luxemburgo (Bônus) · 5.438km percorridos com nosso veículo alugado. · Média de 11,3km por dia de caminhada (305km no total) · Utilizamos 39GB de dados em nossa viagem via 3/4G. Bom, vamos ao que interessa: Dia 0: 02/03, sábado de carnaval Saímos de casa para Guarulhos. Como o Uber de minha casa até o aeroporto sai em torno de 130 reais ou até mais na época de festas e para ter mais flexibilidade, aluguei um carro na Localiza perto de minha casa para entregar no aeroporto. O aluguel com a tarifa do clube porto ficou R$65,63. Me foi oferecido um Logan Expression c/ ar manual com quase 3mil km rodados, bem novo e limpo. O processo de entrega no aeroporto foi bem tranquilo e logo o transfer da Localiza nos deixou no terminal 3 de onde partiríamos para Frankfurt. Fizemos o check in e como ainda faltava 1 hora para iniciar o embarque, aproveitamos a sala vip da Mastercard Black (acesso gratuito devido ao benefício do cartão). Ela estava bastante cheia, mas deu para petiscar antes de embarcarmos. Nossa operadora foi a Latam (Vôo direto, passagem comprada com pontos multiplus ida e volta). O Voo saiu com atraso de quase duas horas devido a chuva, mas isso não atrapalhou em nada nossa programação, já que não havia nada agendado para o Domingo. O voo foi tranquilo e chegamos em Frankfurt por volta das 16hs. Dia 1: 03/03 Domingo A imigração foi bem tranquila. O aeroporto estava cheio e levamos em torno de 40 minutos para concluir todo o processo. Na imigração, o agente só nos perguntou quantos dias ficaríamos por lá e quando respondi 28 dias, ele me olhou espantado e disse: 28 dias? Muito bom! Tenham uma ótima viagem! O Aeroporto de Frankfurt muito bem sinalizado, mas é bem grande. Andamos bastante para chegar na Alamo e fazer o processo de retirada do veículo. Confesso que me decepcionei um pouco com o processo de check in. Foi bem demorado. Haviam duas pessoas na nossa frente e demoramos em torno de 1hr até sair com o carro. Nosso companheiro de viagem foi um RENAULT CAPTUR BRANCO AT, que já estava com a tarifa de inverno inclusa no preço pago ainda no Brasil. Lá no balcão, para retirar o carro apresentei a carteira de motorista, o PID (Foi solicitado) , cartão de crédito e passaporte. Tivemos que pagar EUR 61,50 referente a taxa de fronteira. Antes de sair do aeroporto, ativei o chip da Easysim4u que compramos aqui no Brasil (plano ilimitado de 30 dias). Funcionou muito bem durante praticamente toda viagem. Começou a “ratear” nos dois últimos dias, mas foi uma ótima escolha já sair com o chip do Brasil e em relação ao preço que vi na Alemanha durante a viagem, fizemos a escolha correta. Saindo do aeroporto, fomos direto para nosso Hotel em Aschaffenburg. Já nos primeiros quilômetros deu para sentir a qualidade das estradas alemãs. Asfalto e sinalização impecáveis. Em meia hora estávamos no Hotel que ficava há 59km do aeroporto. Aqui passamos um certo “sufoco”. Ao ligar meu smartphone em Frankfurt, saindo do aeroporto e utilizando o Google Maps, o GPS estava doido, sinalizando que eu estava há alguns KMs de distância de onde eu realmente estava e o smartphone da minha esposa sem bateria.. Estávamos “cegos” em uma estrada que não conhecíamos. A sorte é que o carro veio com sistema de navegação (gratuito) e foi o que nos salvou naquele momento. Acabamos usando o GPS do carro durante toda a viagem.... nos ajudou bastante. Estava bastante frio (7 graus) naquela noite e também estávamos bem Cansados da viagem. Comemos no McDonalds e fomos para o Hotel dormir cedo. Neste dia dormimos no Hotel Olive Inn, que é bem simples, mas com uma cama confortável. Dia 2 - 04/03 Segunda Acordamos cedo e fomos ao Schloss Johannisburg mit Schlossanlagen que ainda estava fechado quando chegamos (8hs) e fomos na Stiftsbasilika St. Peter und Alexander, que é uma igreja belíssima. Passamos no mercado (Lidl) para comprar alguns suprimentos e seguimos para Würzburg. Levamos menos de 1hr para chegar. Deixamos o carro em um estacionamento próximo ao centro e visitamos as principais atrações da cidade (Residenz de Würzburg, Catedral de Würzburg, Neumünster, Marienkapelle, Wallfahrtskirche Käppele, etc.). Passeamos as margens do rio Meno que é extremamente limpo e com uma intensa movimentação de barcos. É impressionante como ele é conservado e utilizado a favor da população. Com certeza é um exemplo para todo mundo. De lá partimos para Rothenburg ob der Tauber. Chegamos por volta das 16hs e fomos caminhar pela cidade. Que cidade linda! Caminhamos por cima da muralha e pelo centro da cidade. Jantamos no centro histórico e seguimos para o nosso Hotel que ficava ali perto, no lado externo da muralha, o Hotel Rappen Rothenburg ob der Tauber. Dia 3 - 05/03 Terça Tomamos café de manhã no Hotel e voltamos para terminar de conhecer o centro de Rothenburg ob der Tauber. Aqui ocorreu a primeira decepção da viagem: Fomos atrás do que seria o “melhor strudel de maçã do mundo”, mas a Konditorei Pretzel, café que fica na Marktplatz estava fechado tanto na segunda quanto na terça por causa do feriado de carnaval. Então ficamos só na vontade mesmo... Mas deu para conhecer a Kathe Wohlfahrt que é uma belíssima loja de enfeite de natal. A loja é imensa e do lado de fora não parece que é tão grande e tem tanta coisa para vender lá dentro... Depois seguimos viagem para Dinkelsbühl. Deixamos o carro no estacionamento P2 e caminhamos pela cidade. A cidade é linda e rende belas fotos. O centro é bem pequeno e aqui fica o destaque para a catedral de São Jorge. De lá seguimos para nosso hotel que ficava próximo a Baden Baden. O Hotel Kloster Maria Hilf Bühl que também é um convento, apesar de afastado do centro, é uma ótima escolha para quem está de carro. Preço bastante acessível em relação aos demais e com uma boa qualidade. Ainda deu tempo de passear um pouco a noite pelo centro de Baden Baden, que também é bem organizado. Dia 4 - 06/03 Quarta. Foi dia de passearmos pela Floresta Negra. Saímos cedo do Hotel (que tinha um café muito bom já incluso na diária) e seguimos para passear pela Floresta Negra. Nossa primeira parada foi em Herrenwieser See. Como ainda era bem cedo e havia nevado naquela noite, o caminho estava lindo, todo branquinho e as estradas estavam bem limpas. Você percebe a preocupação com a remoção do gelo para evitar acidentes. O problema é que para chegar no lago, você entra em uma estrada secundária, bem estreita e sem esta manutenção das estradas principais. Fomos subindo e a estrada estava com bastante neve. Como só havia nós ali naquele horário, chegou um ponto que tivemos que encostar o carro pois havia muita neve no chão e estava perigoso seguir (o carro estava derrapando). Então encostamos o carro próximo ao ponto de observação Blick zur Schwarzenbachtalsperre (que possui uma vista de tirar o folego do lago) e seguimos o caminho restante (em torno de 1,5km) a pé para contemplar o lago congelado (acreditávamos que seria o único lago congelado que iríamos ver, mas depois, ao longo da viagem, vimos vários outros). Engraçado que não seguimos a estrada com o carro pois a camada de neve estava fofa, mas muito alta (havia trechos que a neve quase bateu no meu joelho). Ao voltar do lago a pé, como a estrada é bastante estreita, manobrei com todo cuidado para voltar para a estrada principal. Dai veio um carro em nossa direção, com o senhor de uns 60 anos dirigindo. Ele falou 1 kg em alemão e eu só entendi 50 gramas... Peguei o celular para traduzir e só deu para entender que ele estava perguntando se precisávamos de ajuda. Agradeci, disse que não precisava de ajuda e avisei a ele que eu achava que não dava para passar com o carro mais a frente, já que havia uma camada de neve a frente que apesar de fofa, estava bastante alta. Ele sorriu, disse que iria em frente e nos desejou um bom dia... pegou seu carro e seguiu pelo caminho que fizemos a pé. Não sei se nós, que pela falta de experiencia, estávamos com mais receio do que o necessário, mas para ele parecia ser algo normal. Retornamos e fomos em direção a See Mummelsee para tirarmos umas fotos do lago Schwarzenbachtalsperre. Paramos no estacionamento e atravessamos represa, mas não havia nada aberto ali para podermos comprarmos um café. Então tiramos algumas fotos e seguimos viagem. Em menos de 1hr chegamos em Schiltach. Uma pequena cidade repleta de construções típicas alemãs. O rio que corta a cidade muito limpo. Posso dizer que ali encontramos a perfeita junção da natureza com a arquitetura alemã. A cidade muito bonita e vale a visita. Mais meia hora de estrada e seguimos para Triberg. Passeamos pelo centro da cidade, visitamos a loja Haus der 1000 Uhren que possui uma grande variedade de “relógios cucos” para venda e visitamos a Triberger Wasserfälle, que possui várias cachoeiras. Como já era meio da tarde, paramos para almoçar no único restaurante que encontramos aberto ali na avenida principal. Obs: Aqui em Triberg ocorreu a segunda decepção da viagem: Fomos no Cafe Schäferpara comer o que dizem ser a receita original do bolo Floresta Negra, mas estava fechado devido ao feriado de Carnaval. Saindo de Triberg seguimos para Friburg, onde dormimos. Foram mais 1hr de carro através de paisagens maravilhosas. Fomos direto para o centro da cidade, já era fim de dia, passeamos pelo centro da cidade e assistimos a uma missa na igreja Münster de Freiburg. Dormimos no Hotel Super 8 Freiburg, que apesar de se um pouco distante do centro, possui instalações novas e de boa qualidade. Não deixamos o carro no estacionamento do Hotel, deixamos na rua mesmo (havia algumas vagas livres para estacionar gratuitamente). Dia 5 - 07/03 Quinta Fomos direto para o Castelo de Neuschwanstein. Foram 3 horas de viagem, novamente por paisagens belíssimas. Subimos e descemos a pé já que não estava chovendo. Visitamos o castelo (31 EUR p/ 2) e andamos nos arredores. A Mariensbrücke estava fechada pois havia tido um deslizamento próximo a ela na noite anterior. Ao descer do castelo, almoçamos em um restaurante no caminho. Passamos a tarde no centro de Fussen e depois dormimos no Hotel Fantasia, um bom Hotel que fica bem próximo ao centro da cidade. Nesta noite jantamos em um restaurante italiano chamado Peperoncino Pizza e Cucina. Recomendo a quem for passar pela cidade. Comida de qualidade com um preço bastante justo. Dia 6 - 08/03 Sexta Saímos cedo do Hotel e seguimos para Oberammergau. Em 1hr chegamos na cidade e visitamos a casa de artesanatos Pilatushaus. Mas o destaque é para a cidade em si, repleta de afrescos por toda cidade, um mais belo que o outro. Parece uma disputa entre os moradores de quem é a fachada mais bonita. Fico me perguntando o custo da manutenção daquelas pinturas, já que a qualidade delas é muito boa. De lá fomos visitar o Palacio Linderhof em Ettal (Estava fechado e em obras), caminhamos por seus jardins e seguimos para a belíssima Abadia de Ettal. Saindo de Ettal, seguimos para Eibsee onde pegamos o bonde para Zugspitze (93 EUR p/ 2) Almoçamos lá em cima e ficamos até o fim da tarde lá. O tempo estava bom, mas de vez em quando fechava e vinha uma pancada de neve (foi nosso primeiro contato com a neve caindo). É impressionante a estrutura lá em cima, assim como a velocidade em que o tempo muda. Pegamos -14 graus no topo já próximo ao horário de descermos. Interessante que no top, tem uma parte que é a divisa entre a Alemanha e a Áustria. Apesar de não haver mais o controle de fronteira ali, você pode carimbar seu passaporte com os carimbos das regiões. Dali fomos para Innsbruck. No meio do caminho parei em um posto para comprar o Vignette de 10 dias (EUR 9,20). Após 1 hora de viagem, chegamos ao apartamento que alugamos pelo Airbnb. Um apartamento com uma anfitriã supersimpática, confortável e com uma bela vista. Para quem está de carro, vale muito a pena ficar nele (https://www.airbnb.com.br/rooms/16673155?guests=1&adults=1). Apesar de ainda ser somente o sexto dia da viagem, estávamos começando a sentir o cansaço das férias... Dia 7 e 8 - 9 e 10/03 Sábado e Domingo Ficamos em Inssbruck por 3 noites. Foi bom a pausa de viagens para descansarmos um pouco. Conhecemos a Hafelekar, que fica a 2.256m de altura e possui uma vista magnifica da cidade. Fomos também no Swarovski Crystal World Museum, que é bem interessante e vende produtos Swarovski a um preço mais em conta que nas lojas, além de visitar os pontos turísticos no centro histórico e caminhar bastante a beira do lindíssimo rio Inn. A cidade em sí é um espetáculo, cercada de montanhas... Bonita em todos os ângulos.. Em uma tarde que estávamos livres, fomos até o Outlet Center Brenner, na Itália. O Outlet fica a 40 minutos de Innsbruck e bem pertinho da fronteira dos países. Valeu a pena a ida, apesar do pedágio no caminho de quase 10 euros na ida e volta, pois encontramos no Outlet os menores preços de roupas da viagem. Dia 9 - 11/03 Segunda Aqui foi a grande mudança que fizemos no roteiro de última hora. Estávamos programados para 3 dias em Munique. Mas como teremos que fazer uma conexão em Munique nas próximas férias, resolvemos deixar a cidade para um Stop over futuro. Então cortamos Munique do roteiro. Com isto, seguimos para Dachstein-Gletscherbahn. Em 3 horas chegamos no destino e o tempo estava bastante fechado. Por teimosia nossa, subimos assim mesmo (EUR 78 p/ 2), mas infelizmente não deu para ver nada lá em cima. Estava nevando muito, mas muito mesmo... Nevava por todos os lados que vocês possam imaginar... Não dava para ver 2 palmos a frente. Fomos na Suspension Bridge, Ice Palace e Skywalk, mas sem conseguir apreciar praticamente nada, já que o frio era congelante e estava difícil até de respirar. Ficamos imaginando como seria lindo estar ali em um dia de tempo claro com bastante sol... infelizmente vai ficar para a próxima vez. De lá, fomos para o Lago Gosausse. Demoramos em torno de 1hr para chegar e valeu muito a pena. Era fim de tarde e o tempo estava muito claro, com um sol lindo... lago completamente congelado! Uma paisagem deslumbrante!!!! Saímos do Lago quando estava escurecendo e fomos para Hallstatt para ver a cidade a noite. Chegamos lá e não vimos uma viva alma na rua. Estava muito frio e não encontramos nenhum lugar aberto para jantarmos. Então retornamos para nosso Hotel. Dormimos no ótimo COOEE Alpin Hotel Dachstein, em Gosau. Hotel muito bem conservado e com um preço justo. O restaurante do Hotel serve uma comida de qualidade. Dia 10 - 12/03 Terça Tomamos café no Hotel e fomos Visitar Hallstatt. Ao chegar no estacionamento, o carro estava coberto por neve. Ainda bem que havia no carro uma pá de acrílico para remover a neve, foi o que ajudou bastante. Quando saímos do Hotel ainda estava nevando bastante. Todo caminho até Hallstatt foi com neve. Demoramos 20 minutos para chegar. Estacionamos no P1 e fomos conhecer a cidade. Chegamos na cidade com neve e durante a tarde estava com tempo claro e muito sol... A cidade é belíssima, seja com sol ou nevando! O lago de águas cristalinas dá um toque especial na cidade. Passamos o dia passeando pela cidade, compramos um monte de lembrancinhas (inclusive sal) e voltamos para o nosso Hotel em Gosau. Dia 11 - 13/03 Quarta Saímos cedo do Hotel e fomos para Cesky Krumlov. Novamente nevou bastante e tive que remover a neve do carro. Quando saímos ainda estava nevando bastante em Gosau, mas as estradas sempre bem cuidadas, não foram um problema. Cruzamos a fronteira para a República Tcheca e paramos no primeiro posto para comprar o Vignette (10 dias p/ 12,50 EUR). Logo chegamos em nosso destino depois de 2:30hs de viagem. Deixamos o carro em um estacionamento privado próximo ao castelo (48°48’50.5″N 14°18’47.2″E). Passamos o dia visitando o centro histórico e o castelo da cidade. Aqui resolvemos não trocar euro por coroas tchecas. Fizemos um saque internacional no caixa eletrônico e o custo total menor que o custo total das casas de câmbio. Saímos de Cesky Krumlov no fim da tarde e seguimos rumo a Praga. Depois de 2 horas chegamos ao nosso destino: Hotel Habitat que possui um preço muito bom, é próximo a uma estação de metrô (+/- 1km), mas tem um problema: Não tem elevador. Nosso quarto era no terceiro andar e estávamos com muitas malas, então deixamos todas no carro e colocamos somente o que utilizaríamos na mochila para subir. O Hotel também não tem estacionamento e o carro ficou na rua, que por sinal é bem tranquila tinha vaga disponível. Não recomendo este Hotel caso esteja com muitas malas... a escada é cruel.... Dia 12 - 14/03 Quinta Deixamos o carro parado e fomos conhecer o centro de Praga de metrô. A estação próxima ao Hotel é a Střížkov. É muito fácil comprar as passagens nas máquinas (apenas com moedas) e utilizar o metrô. Não esqueça de validar o ticket. Ao descer no centro, fomos abordados pela fiscalização e foi tudo certo, apresentamos os tickets e ele apenas nos desejou boa viagem. Dedicamos o dia para conhecer o Planetário, a torre Petrin e o Castelo de Praga (todos belíssimos por sinal) e no fim da tarde passeamos pelo centro. Ficamos até anoitecer e retornamos para o Hotel também de metrô. Dia 13 - 15/03 Sexta Fizemos checkout no Hotel, deixamos o carro próximo a estação de metrô e voltamos para o centro de Praga. Fomos direto para Vysehrad pois queríamos conhecer a basílica. Após passear pela região fomos terminar de conhecer o centro da cidade. No fim da tarde pegamos o metrô de volta para a estação Střížkov, pegamos nosso carro e seguimos para Karlovy Vary. Pegamos um pouco de trânsito no caminho e demoramos 2hs para chegar ao nosso destino. Fomos direto para o centro conhecer a cidade a noite. Jantamos no Ristorante Pizzeria Venezia, que tem uma massa de primeira qualidade. Dormimos no Hotel Marttel , que apesar de antigo, é bem conservado e tem um café da manhã de primeira qualidade. Dia 14 - 16/03 Sábado Karlovy Vary: Que cidade linda! Uma das mais bonitas que visitei. Parece que o tempo não passa por ali.... As centenas de pessoas caminhando pelas ruas, bebendo água das fontes termais, sem pressa... Passeamos durante todo dia na cidade, compramos uma caneca tradicional da cidade e bebemos água de todas as fontes (Não sei como conseguem beber tanta água daquela... não gostei). Tomamos um café no Grandhotel Pupp (hotel onde foi filmado Casino Royale). A dica aqui é experimentar o Oblaten, que é um biscoito vendido vem vários locais na cidade.... Dia 15 - 17/03 Domingo Saímos cedo de Karlovy Vary e voltamos para Alemanha. Agora nosso destino era Dresden. Depois de 2hs de viagem, chegamos ao nosso destino. Deixamos o carro em um estacionamento publico a beira do rio Elba e fomos flanar pela cidade. O dia estava lindo, ensolarado! Combinando com a cidade. É impressionante como as pessoas aproveitam os parques para tomar sol. Eu diria que é um hábito continental, já que percebemos isto em todas as cidades em que passamos. Visitamos os principais pontos turísticos da cidade que possui muitas construções imponentes. A cidade por si só é um museu a céu aberto. Vale muito a pena a visita. Almoçamos no Ayers Rock e particularmente não gostei muito. Esperava mais devido ao valor dos pratos. Ao anoitecer, começou a chover. Pegamos nosso carro e seguimos para nosso próximo destino: Berlim. Mais 2:30hs de viagem e chegamos ao nosso hotel (Enjoy Hotel Berlin City Messe). Recomendo este Hotel, não só pelo preço justo e instalações de boa qualidade que ele oferece, mas também pelo fato de você poder deixar seu carro estacionado na rua em frente ao mesmo (grátis) e poder pegar o metrô para o centro de Berlin ali próximo. Dia 16 e 17 – 18 e 19/03 Segunda Nesses dois dias fomos ao centro de Berlin de metrô (também muito fácil de se locomover). Visitamos as principais atrações (Reichstag, Portão de Brandeburgo, Checkpoint Charlie, torre de TV, etc). A cidade é muito organizada, imponente, bonita, possui museus de qualidade... mas não criou aquela sensação de “UAU!” como várias outras cidades criaram durante essas férias... É uma bela cidade para se conhecer, mas não foi a nossa preferida como pensei que seria durante o nosso planejamento da viagem. Talvez o fato de haver obras por todo lado da cidade tenha contribuído para esta nossa percepção, tenha tirado um pouco do charme, mas sem dúvidas é uma cidade que deve estar no roteiro de quem passa pela Alemanha. No segundo dia pela manhã, pegamos o carro e fomos a Potsdam. Fomos em Sanssouci (que também estava em obras) e visitamos seu jardim. Depois passamos no Designer Outlet Berlin, fizemos algumas compras e seguimos novamente para o cetro de Berlin. Retornamos ao Hotel tarde da noite para descansar e se preparar para o dia com o maior número de KM a serem percorridos. Dia 18 - 20/03 Quarta Este foi o dia mais puxado da viagem. Saímos cedo do Hotel em direção a Amsterdã. Foram 8:00hs horas de viagem. Iríamos chegar em Amsterdã cedo, por volta das 15hs, então resolvemos ir para Zaanse Schans, que é uma belíssima aldeia holandesa, repleta de moinhos típicos e com uma fábrica de queijos SENSACIONAL (Catharina Hoeve). Foi mais uma escolha acertada que fizemos, já que se tivéssemos ido para o Hotel, com certeza iríamos dormir. Passeamos até anoitecer pela cidade e saímos de lá com várias bolsas de souvenir, além de muitas peças de queijo de vários tipos que trouxemos para o Brasil. Um fato que chamou atenção aqui foi que deixamos o carro no estacionamento do Zaans Museum. Ao retornarmos ao veículo para ir embora, não havia onde realizar o pagamento do ticket pois estava tudo fechado. Rodei tudo ali para fazer o pagamento e não encontrei nenhuma máquina, foi quando eu li atrás do ticket que após as 17hs, bastava passar o ticket pela cancela que ela abriria.... Já era noite quando seguimos para o New century hotel. Escolhemos este hotel pelo fato de ter estacionamento grátis e ter um preço acessível em relação aos Hoteis do centro. Mais uma escolha correta no nosso ponto de vista, já que foi muito fácil e barato ir para o Centro dali. Dia 19 - 21/03 Quinta Aqui é um exemplo de como o governo pode contribuir para desafogar o trânsito das grandes cidades com inteligência. Para economizarmos com o estacionamento contribuir com o trânsito da cidade, utilizamos o sistema de P+R (Park & Ride) que consiste em deixar seu veículo em um dos estacionamentos conveniados, ir de transporte público para o centro, voltar e pagar um valor baixo por isso. Então deixamos nosso carro no P+R Olympisch Stadion, onde por 5 euros compramos dois tickets para o bonde (ida e volta) para o centro e ao retornar para retirar o carro a noite, pagamos somente mais 1 euro (o carro ficou estacionado ali o dia todo!), ou seja, o custo total foi de por 6 euros para duas pessoas! Vale ressaltar que você precisa validar o ticket na entrada e na saída do transporte público para poder ter o desconto no estacionamento. Meu coração gelou quando coloquei o ticket de estacionamento na máquina para validar e apareceu mais de 50 euros a pagar... mas quando eu encostei o ticket validado do bonde, o valor caiu para 1 euro a pagar... Pensa na satisfação de ter feito tudo certinho... Obs: Eu havia programado para deixar o carro no P+R Amsterdam RAI, mas na data em que estávamos lá havia um evento no centro de convenções e ele estava fora o P+R estava fora de operação. Então fomos para o mais próximo que era o Olympisch Stadion. Amsterdã é uma cidade muito agradável para passear... flanamos muito pela cidade, fizemos o passeio de barco pelos canais, comemos croquetes e batata frita, se perdemos entre os canais, quase fomos atropelados por bicicletas várias vezes, comemos batata frita e croquetes, estanhamos as mulheres nas vitrines do Red Light District (haviam algumas ali que deveriam pagar e não receber dinheiro dos clientes...), comemos croquetes sem batata frita, visitamos museus, comemos uma torta de maçã na Winkel 43, não necessariamente nesta ordem... Enfim, “turistamos” bastante pela cidade que ficou marcada em nosso coração. Dia 20 - 22/03 Sexta A parte da manhã ficou reservada para visitar o parque Keukenhof. Levamos 30 minutos para chegar lá e ficamos impressionados com a organização, cuidado e limpeza do parque que é imenso e faz jus ao título de maior jardim de flores do mundo. Como era o início de temporada, muitas flores ainda estavam fechadas, mas ainda assim o parque é lindo! Acredito que a melhor época de se visitar o parque seja no meio de abril, quando todos os bolbos devem estar completamente abertos. Almoçamos no parque e como estava sol e já tínhamos visitado o parque todo, resolvemos ir a praia em Noordwijk para conhecer, já que era ali perto... andamos uns 20 minutos de carro, passando por várias plantações de tulipas... Ao chegar chegar próximo ao litoral, dava até medo, parecia que os “vagantes brancos estavam chegando”... uma neblina densa, que não dava para ver 5 metros a frente... É impressionante a diferença de clima entre dois lugares tão próximos... e mesmo assim várias pessoas caminhando pela areia, crianças encasacadas brincando na areia... Foi ali que eu experimentei o kibbeling, que é um bacalhau fresco empanado (e que bacalhau) com molho tártaro, que delícia!!! Deu vontade de voltar lá só de falar... Não deu para ver muita coisa na praia. Ficamos ali por umas 2hs e depois voltamos para o centro de Amsterdã. Novamente deixamos o carro no P+R e seguimos de bonde para o centro para completar o passeio pela cidade. Dia 21 - 23/03 Sábado Tomamos café no McDonalds ao lado do Hotel e seguimos para Bruges. Pegamos uma estrada interditada no meio do caminho e o GPS não nos deu outra rota... nos enrolamos um pouco para contornar a via fechada que não estava bem sinalizada, mas deu tudo certo... em 3 horas chegamos. Deixamos o carro na rua mesmo (mas tinha parquímetro e tivemos que pagar 6 euros), perto do centro histórico. Bruges é mais uma daquelas cidades “imperdíveis”. Linda em todos os ângulos. Além de bonita, em vários pontos é muito cheirosa... As fábricas/lojas e chocolates perfumam a região onde estão localizadas... são muitas, com chocolates de todos os tipos, formas e para todos os gostos... Passeamos bastante pela cidade, fomos ao Grote Markt, Campanário, passamos pela praça Burg, seguimos para Basílica do Sangue Sagrado, Igreja de Nossa Senhora, Ponte de São Bonifácio, etc... À noite, quando a fome bateu, jantamos no Restaurante Italiano La Bruschetta. Um restaurante de qualidade com preço justo. Neste dia dormimos em Bruges, na Guesthouse De Vijf Zuilen. Nos surpreendemos com a recepção calorosa, carinho e a vontade de servir da proprietária Ginette. Ela realmente gosta do que faz e gosta de pessoas... O estabelecimento é um charme, repleto de detalhes e muito confortável. Possui estacionamento privado e o café da manhã é fantástico. Tudo feito com muito carinho, pensando no bem-estar dos hóspedes. Recomendo muito o estabelecimento .... Dia 22 - 24/03 Domingo Saímos de Bruges e passamos na cidade de De Haan que fica no litoral para conhecer a praia. Depois seguimos para Gent, que fica há 40 minutos de carro, e passamos o dia lá. Deixamos o carro no Parking Sint-Michiels (P7) que ficar pertinho do centro. Subimos na torre do campanário (é legal ver como funciona os sinos, além da bela vista que você tem lá em cima), nos perdemos nas ruas da cidade... O tempo estava bom e foi um belo passeio de domingo. Fomos para o centro de Bruxelas ao anoitecer, deixamos o carro no estacionamento privado próximo a Grande Place e ficamos ao redor dali. Conhecemos alguns pontos turísticos da cidade, experimentamos as famosas batatas belgas e no fim do dia seguimos para Anderlecht, onde ficava nosso hotel. Nos hospedamos no Budget Flats Brussels, que tem um bom custo benefício. O problema foi ter saído de uma hospedagem tão calorosa para uma tão impessoal. O quarto é bem simples, mas confortável. Tem frigobar e o estacionamento é gratuito na rua, mas sempre havia vaga em frente ao hotel. Dia 23 - 25/03 Segunda Voltamos ao centro de Bruxelas para terminar de conhecer os pontos turísticos da cidade. Conseguimos fazer tudo em um dia. Acho que a ordem dos fatores aqui influenciou em nossa opinião. Depois de passar em Bruges e Gent, Bruxelas ficou meio “sem graça”. Não que a cidade não valha a visita, mas em nossa opinião ficou bem aquém das outras duas... Dia 24 - 26/03 Terça Na programação inicial ficaríamos esse dia em Bruxelas e a noite seguiríamos para Paris. Como já tínhamos feito o que queríamos em Bruxelas, mudamos o plano. Saímos cedo do Hotel e seguimos para a Disney Paris. Conseguimos chegar lá antes do parque abrir e estava bastante frio. Compramos o ingresso para visitar os dois parques no mesmo dia. Foi uma boa experiência e os parques estavam relativamente vazios, então conseguimos ir em todos os brinquedos que queríamos. Os parques são bem pequenos e se você chegar cedo, em época fora de férias, consegue fazer os dois sem maiores problemas. Agora, não vá pensando que são os parques de Orlando. Sentimos muita diferença no tratamento com as pessoas e até no cuidado com o Parque. O que achamos melhor que o de Orlando foi o show de encerramento, e só. Depois do encerramento do parque, seguimos para o apartamento que alugamos pelo Airbnb. Um Studio relativamente grande para duas pessoas, com cozinha, metrô próximo e o motivo de termos escolhido ele: Garagem privada já inclusa no preço. Dia 25 e 26 – 27 e 28/03 Quarta e Quinta Deixamos o carro na garagem do apartamento os dois dias já que andar de carro em Paris é uma loucura e nos locomovemos de metrô (A estação mais próxima era a Convention, que ficava a menos de 5 minutos de caminhada). Como já era a nossa segunda visita em Paris, nestes dois dias ficamos flanando pela cidade, passeando sem rumo, vivendo como verdadeiros parisienses. Foram dois dias perfeitos, de clima bom e muita andança. Infelizmente não conseguimos subir na Notredame, que seria consumida pelo fogo poucos dias após a nossa visita. Aqui, como já conhecíamos a cidade, constatamos como a situação dos imigrantes prejudicam as grandes cidades (Berlin e Bruxelas também sofrem com isto). A quantidade de pedintes nas ruas aumentou muito, em todos os pontos turísticos que fomos. Na saída do Louvre vimos 4 caras “tomando” os ingressos usados de um grupo de asiáticos que saia do museu (na saída da rua próximo a pirâmide). Ficamos pasmos com aquilo e falamos com o segurança e disse que não poderia fazer nada já que eles estavam na rua e o governo havia permitido que eles entrassem no país. É muito triste ver isto acontecer em plena luz do dia, em um local muito movimentado, sem ter policiamento. O pior é que eles utilizam aqueles ingressos usados para vender aos desinformados na fila da bilheteria do Louvre. Dia 27 - 29/03 Sexta Saímos cedo do apartamento e seguimos para Luxemburgo. Demoramos em torno de 4 horas para chegar ao destino e passamos o dia na Capital que tem o mesmo nome. Deixamos o carro em um dos estacionamentos da cidade (Monterey Parking) e seguimos a pé para conhecer a cidade, que é linda, apesar de ter obra por todos os lados. Passeamos pelo centro da cidade, fomos nas Bock Casemates, na Catedral de Notredame e outros pontos turísticos da cidade. É impressionante como ali, apesar de ser uma capital, não tem aquela correria de cidade grande. No início da noite, seguimos viagem para Bonn, na Alemanha. Dorminos no Dorint Venusberg Bonn que é um ótimo Hotel, com instalações modernas e confortáveis. Dia 28 - 30/03 Sábado Tomamos café e fizemos check out no Hotel cedo. Fomos conhecer a que seria a rua mais bonita do mundo (Rua Heerstrasse), mas infelizmente nos atrasamos alguns dias. As flores das cerejeiras já haviam caídos e a rua estava longe da beleza que vimos nas fotos. Depois fomos para o centro e depois visitamos o Castelo do Dragão em Königswinter. Após o Almoço seguimos para o Aeroporto de Frankfurt para pegar nosso voo de volta para o Brasil. Chegamos no aeroporto e o processo de devolução do veículo foi bem rápido de tranquilo. Usamos novamente o beneficio do cartão e acessamos a LuxxLounge. A sala estava bem vazia e de prato quente do Buffet eram as famosas salsichas alemãs com molho Heinz. A vantagem é que a sala oferecia serviço de ducha para quem quisesse tomar banho, o que foi uma vantagem para nós que saímos cedo do Hotel. As 19:45hs pegamos nosso voo de retorno para casa, sem atraso. Dia 29 - 31/03 Domingo O Voo foi tranquilo e chegamos no horário em Guarulhos. Fomos para a Localiza pegar o carro que alugamos para irmos para casa. O processo foi bem rápido e nos foi oferecido o Prisma LT 1.4 com a mesma tarifa da vinda (R$65,63). Saímos da Localiza quase as 5 da manhã. Fomos para cara extremamente cansado, mas muito felizes por que conseguido realizar mais um sonho e ter dado tudo certo na viagem! Devolvei o carro na localiza próxima a minha residência e assim terminaram nossas férias 2019. Algumas dicas gerais em relação a viagem: · Se for utilizar uma Autobahn, jamais dirija na esquerda e somente a utilize para realizar ultrapassagens. O povo alemão é muito disciplinado e durante toda viagem não vi eles ultrapassarem ninguém pela direita. Se você estiver andando mais lento e estiver na faixa da esquerda, eles ficam atrás, esperando você se “mancar” e sair da frente. · Os banheiros nas paradas das rodovias são pagos em sua maioria. Geralmente te devolvem todo valor ou parte dele para consumo. Uma forma de economizar é usar as paradas para caminhoneiros, lá o banheiro é limpo e grátis (todos que parei eram assim). Tem muitos pelo caminho, geralmente entre as paradas pagas. · Se for período de neve e o carro não tiver nenhum equipamento para remoção da mesma, compre no primeiro posto que você encontrar. Não dá para retirar a neve dos vidros sem a ajuda de uma pá ou algo similar. · Caso queira consumir algo quando for abastecer, após encher o tanque, vá no caixa, pague pelo combustível utilizado, volte na bomba, retire seu carro para liberar a mesma e estacione na área apropriada para isto. Não deixe seu carro na bomba e vá lanchar por exemplo.... · Nem toda Autobahn é sem limite de velocidade. Atenção a sinalização... Em vários trechos o limite de velocidade cai de repente, assim como aumenta do nada.... As vezes é um pequeno trecho de 1km com limite de 130km ou 90km entre dois trechos sem limite de velocidade. · Sempre que possível, se não estiver com pressa, utilize as vias internas ao invés da Autobahn. A paisagem compensa... · O trânsito nos países ao redor da Alemanha não é tão organizado quanto lá, apesar das pistas serem tão boas quanto. · Utilizei cartão de crédito em praticamente toda a viagem e não tive problema em nenhuma cidade por não aceitar o mesmo, mesmo no interior. · Estando de carro, vale muito a pena se hospedar em cidades próximas aos grandes centros. Você economiza uma boa grana com hospedagem e ainda fica em bons hotéis. · Vale muito a pena sair já com um chip internacional daqui. Evita todo transtorno de busca de loja e ativação. É plug and play... Mesmo sendo relativamente um pouco mais caro. · Se você mora em SP ou em alguma outra grande cidade do Brasil, ao retornar de uma Road Trip pela Alemanha, com certeza você irá precisar de um calmante para enfrentar o trânsito da sua cidade. A diferença é muito grande na forma de dirigir. Não digo isto pela quantidade de carros, engarrafamentos, etc. e sim pelo respeito ao próximo. Chega a ser revoltante... · Se você curte visitar igrejas como nós, saiba que em todas as cidades que passamos havia pelo menos uma igreja católica. Visitamos todas que encontramos, uma mais bonita que a outra... Agora é começar a planejar as férias de 2020.....
  13. Oiii gente. Tudo bem? Gostaria da opinião de vocês. Em maio de 2020 pretendo passar uns 20/25 dias mochilando sozinha pelos seguintes países: Itália(Não irei ficar muito, passarei por lá para pegar ônibus de Roma para Eslovênia), Eslovênia, Hungria, Eslováquia, Polônia e Alemanha). Vocês acham que R$10 mil dá para tudo? Pretendo ficar em hostel barato e fazer as minhas refeições nos hostels. Irei de um país para o outro de ônibus, vi que os preços desse roteiros são em conta. O que vocês acham?
  14. Fala, pessoal! Então, pretendo fazer uma eurotrip pela França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Italia e Países baixos. A viagem é durante umas 2 semanas e meia. Estava olhando um post e vi uma pessoa metendo o pau no Eurail Global Pass, falando que era jogar dinheiro fora, que isso e aquilo, etc. Então surgiu minha duvida, qual seria mais vantajoso? O Eurail Global Pass ou ir de Bus? Agradeço quem puder ajudar. 😀
  15. Olá pessoal, Venho pedir ajuda rsrs estou com 3 dúvidas na minha primeira viagem a Europa, com a carta convite consigo sair e entrar no tratados de schengen ? Vou visitar 8 países em 26 dias Meu amigo Vai me mandar a carta de Portugal tenho que levar ela em inglês para entrar nos países? E outra em Português para Portugal ? Mesmo com a carta convite tenho que mostrar os hotéis que vou ficar ? pois vou ficar na casa dele só durante 5 dias.
  16. Boa tarde, Vou para a Europa em Agosto ( saindo de SP dia 16/08) e gostaria de dicas sobre alguns lugares pra visitar e a quantidade de dias para cada local. A viagem será de 22 dias no total, e as cidades que pretendo visitar são: Dubrovnik, Hvar, Zagreb, Budapeste, Praga, Munique, Ibiza, Barcelona. O que recomendam na Áustria? Quais sugestões? Valeu galera!
  17. Olá pessoal, gostaria de compartilhar com vocês minha experiência da minha segunda viagem, mas meu primeiro mochilão de verdade e sozinho para a Europa realizado em Maio/Junho de 2018, e quem sabe ajudar quem esteja planejando um mochilão para os países que eu passei. Contextualizando: na época estava morando em Dublin, por isso saí de Dublin e voltei para Dublin. Roteiro: Cracóvia (3 noites) / Budapeste (3 noites) / Bratislava (2 noites) / Praga (4 noites) / Dresden (1 noite) / Berlim (4 noites). Transporte Aéreo: • Ryanair de Dublin para Cracóvia • Ryanair de Berlim para Dublin Transporte Terrestre: • Flixbus de Cracóvia para Budapeste • Flixbus de Budapeste para Bratislava • Flixbus de Bratislava para Praga • Flixbus de Praga para Dresden • Flixbus de Dresden para Berlim Gasto com Transporte: +/- 175 Euros Comprei as passagens aéreas e terrestres com antecedência de mais ou menos 1 mês. Hospedagem: • Cracóvia - Greg & Tom Beer House Hostel - Nota 3 de 5 • Budapeste - Avenue Hostel - Nota 5 de 5 • Bratislava - Hostel Blues - Nota 4 de 5. • Praga - Advantage Hostel - Nota 4 de 5. • Dresden - Hostel Louise 2.0 - Nota 5 de 5 • Berlim - Three Little Pigs Hostel - Nota 3,5 de 5. Gasto com Hospedagem: +/- 285 Euros Reservei todos os hostels com antecedência de mais ou menos 1 mês pelo Booking.com, todos eram cancelamento grátis, portanto paguei diretamente nos hostels. Alimentação: Calculei na média 30 Euros por dia para alimentação, mas no fundo acabei gastando por volta de 20 Euros por dia, principalmente na Polônia, Hungria e República Checa, onde a moeda é menos valorizada em relação ao Euro e também na Eslováquia, onde os preços eram abaixo do padrão europeu. Em compensação, o que “sobrou” desses dias eu aproveitei para comer e beber muito bem em Berlim. Experiência com o idioma: Como todos os países que visitei possuíam um idioma totalmente novo para mim, esse era meu principal desafio a ser vencido e minha principal preocupação. Porém em todas as cidades, eu tive ótimas experiências falando inglês, praticamente todos sabiam falar, conseguia me comunicar quase sem problemas com todos, em restaurantes, atrações e hostels. Vamos ao que interessa então, senta que lá vem história! 1º Dia - 27 de Maio de 2018 - Dublin - Cracóvia Meu primeiro dia do mochilão ficou por conta somente da viagem, já que meu voo estava programado para aterrissar em Cracóvia às 20h45, mas houve um atraso de 1 hora para a decolagem em Dublin devido a uma greve dos controladores de vôo na Alemanha. A fila para passar na imigração estava grande porém foi rápida. Na hora de passar pela checagem de passaporte, foi tudo dentro da normalidade. Como havia levado o mochilão comigo na cabine, estava pronto para ir para o hostel. Antes de embarcar já havia pesquisado como ir até o centro da cidade e também como comprar a passagem do trem até lá, então tudo correu muito bem. Troquei 5 euros na casa de câmbio do aeroporto, para comprar o ticket do trem e fui até a estação do trem que fica atrás de um estacionamento de múltiplo andares. O trem já estava na plataforma esperando então entrei e esperei o fiscal passar vendendo os bilhetes, você também pode comprar na máquina que fica nas plataformas, porém nelas só são aceitas moedas e cartão de crédito. Desci na principal estação de Cracóvia, a Kraków Glówny e fui andando para o hostel fazer o check in. A essa altura já aproximava-se da meia noite e as ruas ainda estavam bem agitadas, então resolvi dar uma espiada na Praça do Mercado, que estava bem iluminada. 2º Dia - 28 de Maio de 2018 - Cracóvia A primeira coisa que fiz na cidade, foi trocar dinheiro. Já havia pesquisado previamente um lugar confiável para fazer isso, então fui direto até a Grosz, situada na Sławkowska 4, perto da Praça do Mercado. 1 Euro estava na época 4,30 Złote. Troquei somente a quantia que esperava usar naquele dia e mais um pouco para as entradas das atrações que pretendia visitar. Entre elas, estava minha visita a Auschwitz, no dia seguinte. Para garantir, fui até a Kraków Glówny para comprar o bilhete de ônibus para ir até lá. A bilheteria fica logo ao lado esquerdo da entrada principal. O restinho dessa manhã aproveitei para visitar belo centro histórico de Cracóvia. Começando pelo Barbakan, a parte mais interessante que se conserva das fortificações medievais de Cracóvia, situado no Planty Park, um belo espaço verde que rodeia todo o centro antigo. Ao lado do Barbakan, na rua Florianska está o St. Florian’s Gate, um pequeno trecho que se conserva das muralhas defensivas de Cracóvia. Descendo a rua Florianska você dá de cara com a Rynek Glówny, a Praça do Mercado, uma praça rodeada por cafés, restaurantes e muitas construções históricas. No centro dela você encontra o The Cloth Hall, uma espécie de “shopping” formado por várias barraquinhas de artesanato local, a St. Mary's Basilica, um dos principais monumentos da cidade com sua imponente fachada ladeada por suas torres de diferentes alturas, além da Town Hall Tower, que é a única parte que se conserva da antiga Prefeitura da cidade. Almocei ali na praça, no Pod Wawelem, um restaurante tradicional da cidade e que eu recomendo. Comi um prato de frango grelhado acompanhado de uma pint da cerveja polonesa Tyskie. Paguei por volta de 35 Złote com gorjeta. Na Polônia assim como em todos os lugares que visitei e visitaria nesse mochilão pela Europa, o serviço não vem incluso na conta. É esperado que você acrescente pelo menos 10% se o serviço for bom e pague para o garçom. Continuei caminhando pelas ruas do centro passando por várias igrejas e monastérios, visitei também o Collegium Maius, prédio pertencente a 1ª universidade da Polônia, a Jagiellonian University, onde estudaram Nicolau Copérnico e o Papa João Paulo II. Aqui o mais legal é se perder pelo caminho. No fim da tarde subi a Wawel Hill para visitar o castelo e a catedral de Cracóvia. Visitei o interior da Wawel Cathedral e fiquei um bom tempo caminhando pelos belos jardins e pelo extenso exterior do Wawel Castle. Ainda atravessei o Rio Vístula para admirá-lo de longe no parque situado na margem oposta. Naquela época do ano, o sol começava a se pôr somente depois das 9 horas, então o dia rendia muito e ainda sob a luz do sol fui visitar Kazimierz, o bairro judeu de Cracóvia. Andei bastante pelo bairro, passando pelas diversas sinagogas e pelas ruas mais agitadas do bairro. Parei na Plac Nowy onde experimentei a tradicional Zapiekanka, um tipo de pizza no pão francês, era enorme e quase não dei conta de comer sozinho. Após a janta fui conhecer dois pubs da região, primeiro fui no Alchemia, um pub com uma arquitetura e mobiliário retrô que deixa o ambiente muito exótico e depois fui no Singer, onde a maioria das mesas são aquelas máquinas de costura antigas da marca Singer. Fiquei por ali tomando cerveja e pensando em tudo o que estava por vir, uma ótima maneira de terminar meu primeiro dia de mochilão. 3º Dia - 29 de Maio de 2018 - Cracóvia Acordei bem cedinho para ir para Auschwitz, já com o bilhete na mão sai pontualmente da Kraków Glówny em direção ao campo Auschwitz I. O ônibus pára na frente da entrada de Auschwitz I, no ponto há uma placa com os horários de retorno para Cracóvia, uma dica importante é tirar uma foto desta placa para você poder se planejar para voltar para Cracóvia. Para visitar o campo de concentração você precisa agendar um horário com antecedência. Há dois tipos de visitas, guiadas ou por conta própria, eu escolhi ir por conta própria. Para mais informações acesse: http://auschwitz.org/en/ Entrei no horário marcado, às 8h30 e fiz tudo com muita calma, no meu próprio tempo. Auschwitz I foi construído em 1940 para abrigar os prisioneiros políticos polacos que já não cabiam nas prisões. Hoje, ao longo dos diversos blocos do campo podemos ver exposições que mostram as condições em que sobreviviam os prisioneiros, além de uma pequena parte da imensa coleção de objetos que lhes foram roubados antes que eles fossem assassinados. Para quem gosta de história reserve um bom tempo para visitar todos os blocos e ver com calma todas as exposições, que nos fazem refletir sobre esse período tenebroso da nossa história. Por volta das 12h30 voltei para o ponto de chegada, pois é de lá que sai o ônibus para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau, esse ônibus é gratuito. Auschwitz-Birkenau não era um campo de trabalho como os demais, foi construído com a função de exterminar os prisioneiros que entravam nele. Era parte do plano da Alemanha nazista conhecido como “Solução Final”, onde se pretendia aniquilar toda a população judia. No campo ainda se conservam alguns barracões originais, as enormes latrinas e os restos dos fornos crematórios e as câmaras de gás que os nazistas tentaram destruir antes de sua fuga. Certamente Auschwitz é uma visita imprescindível para quem vai visitar Cracóvia. Para voltar para Cracóvia você precisa retornar para Auschwitz I. No mesmo ponto que você chegou, você irá embarcar no ônibus de volta para Cracóvia, caso você não tenha o bilhete de volta, você pode comprar diretamente com o motorista. Paguei 28 Złote, ida e volta. De volta a Cracóvia, continuei minha visita aos lugares relacionados a II Guerra Mundial. Fui visitar a região de Podgórze, o gueto judeu de Cracóvia. Nessa região está localizada a Ghetto Heroes Square, praça principal do gueto onde eram selecionados os judeus que iriam ser transportados para o campo de concentração, é nesta praça que está localizado o monumento das cadeiras. Próximo a praça fica a Oskar Schindler Factory, com uma exposição muito rica que nos conta tudo sobre a história da cidade desde o final de 1939 até a época comunista na qual se viu submersa com o fim da guerra. Apesar de achar que em alguns momentos, a grande quantidade de informações me deixou um pouco disperso e me fez perder um pouco o fio da exposição, a visita valeu a pena. Paguei 24 Złote no ingresso. Como não havia almoçado, resolvi ir até o bairro de Kazimierz para jantar. Escolhi o restaurante Ariel, que também recomendo. Lá experimentei outro prato tradicional, o Pierogi, que é um tipo de pastelzinho cozido com vários recheios, os mais comuns são os de carne e os de queijo com batata. Fui no de queijo com batata acompanhado de duas pints de Zywiec. Fui super bem atendido e a comida estava ótima, paguei por volta de 45 Złote com gorjeta. Top 3 Atrações: • Auschwitz – Birkenau • Rynek Glówny • Wawel Castle 4º Dia - 30 de Maio de 2018 - Cracóvia - Budapeste Fui logo cedo para a estação central para pegar o ônibus para Budapeste. Lá não havia nenhuma indicação nos monitores sobre qual plataforma o ônibus iria parar. Perguntei para algumas pessoas que estavam ali e eles me disseram que o ônibus geralmente estaciona na plataforma 14 e que era normal ele atrasar. Foi dito e feito, o ônibus atrasou 1 hora. Depois de 7 horas de viagem pela Flixbus, dentro de um ônibus muito confortável que tinha WiFi e USB Port para recarregar o celular, cheguei na estação Kelenföld em Budapeste. Para ir da estação até o hostel era necessário pegar o metrô, que ficava ao lado da estação de ônibus. Comprei o bilhete na máquina usando meu cartão do NuBank. Paguei 350 Forint e o processo de compra foi super fácil, a interface era simples e em inglês. Antes de entrar no metrô, você precisa validar o bilhete em uma das máquinas que ficam logo na entrada ou na plataforma do metrô. Desci na estação Rákóczi Tér e caminhei até o hostel. No meio do caminho, parei na Correct Change para trocar dinheiro. 1 Euro estava na época 318 Forint. Fiz o check in e sai explorar o bairro de Erzsébetváros, é lá onde está localizado a Dohany Synagogue, a segunda maior sinagoga do mundo, andei ainda pela Kyráli Ut. uma rua histórica e um moderno centro comercial, cheia de lojas, restaurantes, além da Gozsdu Udvar, uma grande passarela que reúne gastronomia, cultura e entretenimento. Para jantar fui até o Szimpla Kert, o Ruin Pub mais famoso de Budapeste, no local funcionava uma fábrica que posteriormente foi convertida em um complexo composto por cinema a céu aberto e pub, com espaço para concertos, apresentações teatrais, entre vários outros eventos. A entrada é gratuita e lá dentro você encontra muitas opções de comidas e bebidas, gente de diversas culturas e vários ambientes diferentes. É um lugar sensacional. Lá provei o Lángos, prato típico húngaro que consiste em uma massinha de “vento” frita, servida com cobertura doce ou salgada, no meu caso eu provei uma com queijo e molho azedo. Uma delícia. Para acompanhar tomei uma pint de Staropramen. Para finalizar a noite fui até as margens do Rio Danúbio para visitar a Széchenyi Lánchíd e o Buda Castle iluminados a noite. 5º Dia - 31 de Maio de 2018 - Budapeste Comecei o dia visitando o Hungarian National Museum. Através das diferentes exposições podemos ver a história da Hungria desde o seu nascimento até os nossos dias. A visita ao prédio por si só já vale a pena. Passei a manhã inteira por lá. Paguei 1.600 Forint no ingresso. Como estava na hora do almoço e o Great Market Hall ficava ali perto, fui até lá para conhecer o famoso mercado e caçar algo para almoçar. A arquitetura do mercado é muito bonita e lá você encontra muitas lojas vendendo desde alimentos até souvenirs e no último andar ficam os restaurantes e barraquinhas de comida. Achei uma barraquinha com um banco livre e fiquei por ali mesmo, experimentei um prato típico de rua húngaro chamado Kolbice, um pão em forma de cone com mini salsichas de porco grelhadas ao molho de mostarda, maionese e ketchup acompanhada de uma Pilsner Urquell. Após o almoço, subi a Gellert Hill até a Citadella, o ponto mais alto de Budapeste onde é possível ter a melhor vista da cidade. A Citadella é uma fortaleza construída em 1854, como defesa durante a Monarquia de Habsburgo. Lá você encontra a Liberty Statue, um monumento em homenagem aos soviéticos pelo apoio ao povo húngaro durante a guerra, ajudando-os a se libertarem da ocupação da Alemanha nazista. Fiquei boa parte da tarde lá, admirando a fortaleza e as belas vistas da cidade nos diversos mirantes espalhados pela Gellert Hill. Ao lado da fortaleza há algumas barracas de souvenirs e de comida, como estava muito calor, aproveitei para reviver uma experiência de criança tomando uma raspadinha bem gelada. Descendo a colina, andei em direção ao Castle District para visitar o Buda Castle e a Mathias Church. O Buda Castle é uma das imagens mais conhecidas de Budapeste, antigamente foi a residência dos reis da Hungria. Toda a arquitetura do Castelo é muito bonita e a vista para a cidade é tão bela quanto a vista da Citadella, mas o que me encantou mesmo foram as ruelas do distrito do castelo pelas quais você pode se perder durante algumas horas. Andando pelas ruas do distrito cheguei na Mathias Church, igreja construída no fim dos anos 1200 e era usada para a coroação dos reis da Hungria. O ponto alto da igreja são as telhas coloridas no telhado formando um lindo mosaico. Ao lado da Igreja está o Fisherman’s Bastion, um lindo terraço branco cintilante com sete torres que representam as sete tribos que povoavam a área de Budapeste em 896. Subindo as escadas para o terraço você pode apreciar, na minha opinião, a mais linda vista do Danúbio, de Peste e do Parlamento. Essa região é simplesmente sensacional e a noite ficou ainda mais bonita. No terraço havia uma dupla tocando música clássica no violino, o que deixou a minha experiência no local ainda mais inesquecível. Perdi completamente a noção do tempo ali, observando os detalhes da arquitetura, a vista da cidade e apreciando a música. Esqueci até de jantar, só na hora de voltar para o hostel, passei no BK para comer um lanche simples para não passar fome a noite. 6º Dia - 1 de Junho de 2018 - Budapeste Comecei o dia na Heroes Square, uma das praças mais importantes de Budapeste, com suas estátuas que homenageiam os líderes das sete tribos fundadoras da Hungria. A praça é bem ampla e ladeada pelos prédios da University of Fine Arts e serve como entrada para o Városliget City Park. O Parque da Cidade é o principal lugar de lazer dos budapestenses. Dentro do parque você vai encontrar vários lugares interessantes, entre os quais se destacam o zoo, um pequeno parque de diversões, o Széchenyi Thermal Baths e o Vajdahunyad Castle. O Castelo Vajdahunyad fica em uma pequena ilha dentro do parque e foi construído inicialmente de madeira para a Expo de 1896, para as comemorações dos 1000 anos da Hungria. Ao terminar o evento, foi reconstruído com pedra. Neste dia almocei no Café Vian, localizado na região da Andrássy Út. em uma alameda repleta de restaurantes. Experimentei o Gulyás ou Goulash, uma sopa à base de pimentão, páprica, carne e legumes acompanhada de uma Soproni. O ambiente era super agradável e fui muito bem atendido, paguei por volta de 3.800 Forint. Após o almoço fui até a imensa e imponente St. Stephan's Basilica. Na entrada principal você encontrará grandes estátuas de santos húngaros entalhadas em mármore. Mas o verdadeiro tesouro está em seu interior. O domo dourado é o destaque da Basílica, as colunas de mármore e jade entalhadas e os vitrais também são de uma rara beleza. Além de tudo isso, uma das relíquias mais queridas dos húngaros também está guardada no interior da Basílica, a mão direita de Santo Estevão. A Basílica é realmente maravilhosa, a mais bonita que visitei. Saindo da Basílica, andei pela região, passando por diversas ruas de comércio, cheias de lojinhas de souvenirs até chegar no Parlamento de Budapeste, o terceiro maior parlamento do mundo depois do da Romênia e da Argentina, construído entre 1884 e 1902, o Parlamento de Budapeste foi a maior obra da sua época. Possui 691 salas e tem 268 metros de comprimento e 118 metros de largura, sua arquitetura realmente impressiona. Pertinho do Parlamento, às margens do Rio Danúbio, encontramos o Shoes On The Danube, memorial concebido pelo cineasta Can Togay junto com a escultora Gyula Pauer para homenagear os judeus que foram mortos por milicianos da Arrow Cross em Budapeste durante a II Guerra Mundial. Homens, mulheres e crianças eram perseguidos e capturados, e depois enfileirados às margens do Rio Danúbio, eles eram forçados a retirar seus sapatos para logo após serem mortos, seus corpos caíam no rio e eram levados pela correnteza. No fim da tarde fui para a Margaret Island, uma ilha no meio da Danúbio com vários jardins e as ruínas do Convento de Santa Margarida. Passei o restinho do dia ali, caminhando pelos diversos caminhos do parque e voltei para o lado de Peste caminhando às margens do Rio Danúbio. Voltando para o hostel fui jantar no Menza mas estava lotado, então sentei em um restaurante ao lado, chamado Incognito Bar e Café. Foi aqui que aconteceu meu maior perrengue na viagem. Era meu último dia em Budapeste, e tinha uma grana ainda para gastar então escolhi um prato e uma cerveja que estavam dentro do orçamento, calculei o total para ter uma ideia da conta e ainda reservei 10% para dar de gorjeta, nas minhas contas ainda iria sobrar uns trocados. A comida chegou com atraso e não estava tão boa, além disso o atendimento foi bem ruim. Na hora de pagar a conta tive uma surpresa, nesse bar o serviço já estava incluso na conta, além disso eles cobravam 20% de serviço. No fim, o valor total da conta com os 20% deu além do que tinha em dinheiro, coisa de 140 Forint ou 45 cents de euro mais ou menos. Aí f*... Chamei o garçom, expliquei que ia faltar alguns trocados para completar a conta, mas que não havia gostado do atendimento e não achava certo pagar 20% de serviço. O cara foi super grosseiro, falou que não poderia tirar nem diminuir a taxa de serviço e ficou muito puto por eu comentar que não tinha dinheiro para pagar a conta, eu tinha um cartão comigo e falei para ele que eu tinha outro meio de pagar, que não ia dar calote, mas o cara não entendia, eu já estava nervoso, meu inglês nem saia direito também. No fim de muita discussão, ele chamou o gerente e ele aceitou o pagamento em dinheiro. Pior experiência gastronômica que eu tive na viagem. Não vão a esse restaurante. Top 3 Atrações: • Mathias Church e Fisherman’s Bastion • St. Stephan's Basilica • Gellert Hill 7º Dia - 2 de Junho de 2018 - Budapeste - Bratislava Logo de manhã fui até a Rákóczi Tér para pegar o metrô de volta a estação de ônibus de Kelenföld onde iria embarcar no ônibus para Bratislava. O ônibus saiu pontualmente e a viagem foi super confortável. Após fazer check in no hostel comecei meu primeiro dia na cidade visitando as atrações fora do centro histórico. A primeira parada foi o Grassalkovich Palace na Hodžovo Square e seu belo jardim nos fundos. Este palácio de verão em estilo rococó foi construído em 1760 e era um local procurado por eventos da sociedade aristocrática. Hoje, o palácio funciona como residência oficial do presidente. Ele é simples mas muito bonito, vale uma passada rápida para visitá-lo já que é caminho para o Slavin War Memorial. O Slavin War Memorial é um monumento construído em homenagem aos mais de 6.500 soldados soviéticos que morreram nas batalhas que libertou Bratislava e outras cidades da região do domínio nazista já no fim da II Guerra Mundial. O obelisco central tem 39 metros de altura e no topo uma estátua de um soldado de 11 metros de altura. Em volta da base há inscrições entalhadas nas pedras recordando as cidades e as datas que elas foram libertadas pelo Red Army. No parque onde o memorial está situado, existem diversas esculturas e outros memoriais sobre a guerra, um que vale citar são os blocos de mármore preto com os nomes de todos os soldados mortos na guerra e que estão enterrados ali. Outro atrativo do local que faz valer a pena a caminhada até lá é a vista panorâmica da cidade. Lá de cima você terá belas vistas do centro histórico, do Rio Danúbio e principalmente do Bratislava Castle. Voltando para mais para o centro da cidade, fui jantar no Slovak Pub, um tradicional pub da cidade. Fiquei muito surpreso com os preços, mesmo a moeda sendo o Euro, as comidas e bebidas eram muito mais baratas em comparação a Irlanda e outros países europeus. Lá experimentei uma cerveja feita por monges, a Kláštorný Ležiak, por apenas 1,5 Euro a pint. Para comer fui de costela de porco assado ao molho de mostarda e rabanete por 10 Euros. Barato e muito gostoso. 8º Dia - 3 de Junho de 2018 - Bratislava Minha primeira visita do dia foi a simpática Blue Church, uma igreja bem pequena, toda pintada de azul e uma das raras construções no estilo Art Noveau. Saindo da igreja fui caminhando até a Cidade Velha (Staré Město), o centro histórico de Bratislava. O centro da cidade é bem pequeno mas muito bonito, movimentado e cheio de surpresas. Neste dia nem lembrei do roteiro que havia preparado para o dia, simplesmente fui caminhando pelas ruas e me encantando com cada escultura, construção e as diversas estátuas engraçadinhas que encontrava pelo caminho. Passei pelo St. Michael's Gate, o único portão preservado da antiga fortificação da cidade. Visitei o belo Primate’s Palace, um dos mais belos palácio em estilo clássico da Eslováquia e que em seu interior funciona uma galeria de arte. Ainda passei pela Clarissine Church e pelo Franciscan Monastery. Perto dali está a Hlavné Námestie, com a bela Roland's Fountain e a estátua Napoleon's Army Soldier, um simpático soldado se apoiando em um banco, ali dá uma ótima foto, mas é preciso ser paciente, muita gente quer tirar foto com ele. Ali há diversas barraquinhas com artesanato e souvenirs para você levar de lembrança. A praça estava muito movimentada, cheio de restaurantes e cafés, um ambiente muito agradável, e para me despedir da praça, visitei a Old Town Hall, comprei o ingresso para subir na torre da antiga prefeitura para ver o centro histórico de cima. Paguei 2 Euros e valeu a pena, a vista lá de cima é maravilhosa, você também pode ver dali o Bratislava Castle mas de um outro ângulo. Almocei por ali mesmo, no restaurante Krčma na Zelenej. Comi um frango grelhado com fritas acompanhada de uma pint de Gambrinus. Vi no cardápio que ali tinha o Tratatea e quis experimentar. O Tratatea é uma bebida antiga vinda das montanhas da Eslováquia que consistia em água fervida com ervas, misturada com aguardente, mel, alho e sebo. O prato, com a cerveja e o Tratatea saiu por volta de 18 Euros com a gorjeta. Após o almoço continuei andando pelas ruas do centro histórico e encontrei meio sem querer uma portinha que te levava ao topo da antiga muralha medieval da cidade, caminhei por ela até me deparar com a St. Martin's Cathedral, uma igreja simples, de pedra no estilo gótico. Saindo da igreja segui pela rua Panská em direção a outra estátua engraçada de Bratislava, o Čumil ou Men at Work, uma figura de bronze representando um homem espreitando de baixo de uma tampa de bueiro. Próximo a essa estátua, está a principal praça de Bratislava, a Hviezdoslavovo Námestie, uma praça arborizada, onde estão localizadas embaixadas, bares turísticos e alguns dos maiores edifícios da cidade. O principal ponto de encontro da praça é a estátua do renomado poeta eslovaco Hviezdoslav e no extremo leste da Hviezdoslavovo, o ornamentado Slovak National Theatre de 1886 rouba olhares de admiração. Depois de visitar o centro histórico fui para o Bratislava Castle. Passei pelo Sigismund Gate, o portão principal e o mais perto do centro, mas ele estava fechado, então tive que contornar o castelo e entrar pelo Vienna Gate. Dentro dos muros do Castelo de Bratislava, você poderá contemplar toda a grandiosidade dessa construção. Os detalhes das muralhas aumentadas ao longo do tempo, as esculturas que enfeitam o pátio externo, as torres das sentinelas e a vista privilegiada do Rio Danúbio e da UFO Bridge são apenas algumas das atrações desse lugar. No interior do castelo funciona o Slovak National Museum que conta com quase 250.000 objetos que representam a história, arte, escultura, pintura e a cultura dos eslovacos. Tem muita coisa interessante para ver lá, o interior é lindo, destaque para as escadarias douradas com espelhos de cristais. Você ainda pode subir até o último patamar das torres do castelo, para ter uma vista panorâmica da cidade, mas infelizmente não me deixaram subir pois já estavam fechando. Uma pena. Apesar de ter gostado muito do acervo do museu, eu senti muito a falta de um plano de visita ou uma indicação do caminho, muitas vezes me senti perdido lá dentro sem saber onde ir. No dia que fui, não paguei a entrada, mas em dias normais o ingresso custa 7 Euros. Para fechar o dia, fui jantar no Flagship, experimentei o Bryndzové Halušky, um prato típico eslovaco que consiste em um nhoque de batata com molho de queijo de cabra e bacon e bebi uma pint de Zlatý Bažant e uma Krušovice. Paguei por volta de 13 Euros com gorjeta. Top 3 Atrações: • Andar pela Old Town • Slavin War Memorial • Bratislava Castle 9º Dia - 4 de Junho de 2018 - Bratislava - Praga Sai de Bratislava quase um pouco antes do almoço e cheguei em Praga no fim da tarde. A viagem foi tranquila mais uma vez, somente houve uma parada na fronteira para checar os passaportes, mas prosseguimos sem problemas. Resolvi ir caminhando da estação Hlavní Nádraží até o hostel. Até deixar as coisas no hostel, já estava ficando tarde, então jantei no Mcdonald's perto do hostel e depois dei uma volta pela região. Nesse dia já comecei a sentir o cansaço da viagem, então voltei mais cedo para o hostel e aproveitei para descansar bastante. 10º Dia - 5 de Junho de 2018 - Praga Comecei meu dia pela Old Town Square, um dos lugares mais agradáveis de Praga. Acolhedora e antiga, a praça está rodeada por interessantes ruazinhas que são perfeitas para se perder. A praça está cheia de edifícios interessantes, entre os quais se destacam a Church of Our Lady Týn, uma igreja de estilo gótico, fundida entre casas e estreitas ruas do centro da cidade e o Old Town Hall, é nele que está instalado o Astronomical Clock, que para minha infelicidade estava completamente fechado para restauração. Saindo da Praça da Cidade Velha, eu parei para trocar dinheiro na Exchange, que fica na rua Kaprova, logo atrás do Relógio Astronômico. 1 Euro estava 25 Coroas Chequa na época. Descobri essa casa de câmbio pelo canal no youtube Prague Honest Guide, recomendo para todos que queiram visitar Praga um dia, uma excelente fonte de dicas sobre atrações, gastronomia e ciladas para turistas e muito mais. Depois de trocar dinheiro fui conhecer a Prague City Hall, local de uma das “atrações” mais inusitadas da cidade, o Paternoster, um elevador que não tem botão de chamada nem botões de escolha de andares. Ele é feito por várias cabines abertas, ligadas por cabos, que giram devagar e ininterruptamente em um estrutura “circular”, movimentadas por duas enormes roldanas, uma no topo, outra no subsolo. As cabines correm por túneis verticais paralelos, fazendo com que metade delas esteja sempre descendo e outra metade sempre subindo, como numa roda-gigante. Para embarcar, basta dar um passo para dentro da cabine que estiver indo no sentido que você deseja. Para os mais aventureiros, sugiro não saltar no primeiro ou no último andar e continuar dentro da cabine enquanto ele faz a volta e retorna do outro lado. Perto dali fica a famosa Charles Bridge, um dos principais cartões postais de Praga. Com mais de 500 metros de comprimento a Ponte Carlos conecta a Cidade Velha (Staré Město) a Cidade Pequena (Malá Strana). A ponte estava lotada de turistas e artistas de rua, tava até difícil de andar por ela e também de parar para contemplar as 30 estátuas instaladas ao longo da ponte. Do outro lado do rio, passei pelo Franz Kafka Museum, para observar uma estátua peculiar de Praga. Piss é uma escultura e fonte ao ar livre criada pelo artista tcheco David Černý, consiste em dois homem fazendo xixi em um mini lago e os quadris deles balançam de um lado para o outro. É engraçado na real. Visitei também o Wallestein Garden, o segundo maior jardim do centro de Praga e tem fontes, lagos, esculturas, uma linda vista para o castelo. Hoje faz parte do complexo do Senado da República Tcheca. Visitei também a St. Nicholas Church, mas infelizmente, estava fechada na hora que fui então só pude ver seu exterior. Então comecei a subida em direção ao Prague Castle por uma rota alternativa, sem muito turistas, indicada pelo Prague Honest Guide, aproveitei para almoçar no restaurante U Magistra Kelly, outra indicação do canal. Era um restaurante muito pequeno porém simpático, pedi um joelho de porco com batata e bebi duas pints de Kozel, o prato era gigantesco e estava uma delícia, paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta. Antes de chegar no castelo passei por um belo mirante na parte alta do Petrin Hill onde você tem uma bela vista da cidade, visitei o exterior dos belos Strahov Monastery, monastério de arquitetura barroca pertencente à Ordem dos Prémontré e o Loreto, um dos centros de peregrinação mais importantes de Praga. Finalmente chegando no Prague Castle, tem uma Starbucks no lado direito da entrada que conta com um terraço elevado onde você tem outra bela vista da cidade e do Rio Moldava. Entrando no castelo você precisa passar por uma revista de segurança. A entrada estava tranquila, sem fila nenhuma, mas lá dentro já estava mais cheio de gente. O Castelo de Praga, construído no século IX, é o maior castelo do mundo e o mais importante dos monumentos da República Tcheca. Longe da ideia de castelo medieval com aspecto fortificado, o Castelo de Praga é composto por um conjunto de belos palácios e edifícios conectados por pequenas vielas. A entrada no castelo é gratuita, mas lá dentro tem algumas atrações pagas. Eu acabei não entrando em nenhuma dessas atrações pagas e visitei somente o distrito do castelo. Logo na entrada passei por uma passarela de baixo do palácio e dei de cara com a St. Vitus Cathedral, para mim a construção mais impactante de todo o castelo. A catedral guarda a tumba de Venceslau IV, as Jóias da Coroa e é o lugar de coroação dos reis da Boêmia. A entrada na catedral é gratuita até certo ponto, depois para continuar e subir na torre é preciso pagar entrada. Visitei o interior e me impressionei com sua grandiosidade e seus belos vitrais. Passei tarde inteira andando pelo castelo, passeando pelos jardins, observando a cidade pelos diversos mirantes, passei pela outra igreja do castelo, a St. George's Basilica, muito menor e simples que sua “irmã” e o The Royal Garden ao lado do castelo. Depois das 17h, fui até a Golden Lane, um dos lugares mais acolhedores do interior do recinto do castelo. Ocupada por casinhas coloridas que em outros tempos abrigaram ourives, na atualidade a zona conta com interessantes lojas de artesanatos. Antes das 17h a entrada para a Golden Lane é paga e forma-se uma fila enorme, mas depois eles abrem para o público gratuitamente. Além das casinhas de artesanato, ali há também uma parte da muralha, onde você pode entrar e visitar uma exposição de armas medievais e se arriscar em um stand de tiro de balestra, por 50 Coroas Checa você tinha direito a 3 flechas para acertar ao alvo. No final você pode levar o alvo de recordação, foi uma boa experiência. Saindo do Castelo já no fim da tarde, fui andando margeando o Rio Moldava para observar a Ponte Carlos de longe, e depois de atravessá-la ainda dei uma volta pela Rua Karlova, uma das principais ruas comerciais da cidade, e também passei pela escultura de Sigmund Freud pendendo a mais de seis metros do chão pendurado por uma só mão. Voltei para o hostel para tomar banho e descansar um pouco e sai para jantar no Pivovarský Dům, restaurante bem perto do hostel, que fabrica sua própria cerveja. Experimentei um prato típico checo, o Svíčková, uma carne vermelha assada, com molho cremoso de vegetais, servido com knedlík, cranberry, creme de nata batida e uma fatia de limão. Uma mistura de doce com salgado simplesmente deliciosa. Tomei duas pints das cervejas deles e paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta. 11º Dia - 6 de Junho de 2018 - Praga Comecei o dia na Wenceslas Square, o centro da Cidade Nova. Nesse dia, no centro da praça havia uma exposição fotográfica sobre as manifestações contra a brutalidade policial que deram início à Revolução de Veludo e à queda do comunismo. Fiquei rodando a região da Cidade Nova na parte da manhã, passei pela Jerusalem Synagogue, pela Henry Tower e pelo Shopping Quadrio, para ver outra escultura de David Černý, a Cabeça de Franz Kafka. Este busto do escritor é composto por 42 camadas rotatórias independentes. O seu movimento cria uma performance interessante que é uma referência à história de "A Metamorfose". Infelizmente neste dia a cabeça não estava funcionando. Almocei ali perto nesse dia, em um lugar chamado Ovocný Světozor, é tipo uma padaria dentro de uma praça de alimentação, ali eu peguei para viagem dois pedaços de Chlebicky que são pequenos canapés de diferentes ingredientes, por 32 Coroas Checa cada mais uma Mirinda, um refrigerante comum lá na República Checa, que parece nossa Fanta e sentei um um jardim logo ao lado, chamado Franciscan Gardens. Depois do almoço fui até o bairro judeu de Praga, o Josefov, o bairro que se originou quando as duas comunidades judaicas existentes na Idade Média se uniram gradualmente. As visitas mais importantes no bairro são as seis sinagogas judias: Alta, Espanhola, Klausen, Maisel, Pinkas e Velha-Nova e o antigo Cemitério Judeu, uma das imagens mais impactantes de Praga. Você pode comprar o ingresso em qualquer uma dessas sinagogas. Há dois tipo de ingressos disponíveis, o combo Prague Jewish Town que dá direito a entrada em todas as sinagogas, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 500 Coroas Checas, e o Jewish Museum in Prague que dá direito a entrada em todas as sinagogas, com exceção da Velha-Nova, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 350 Coroas Checas. Eu optei pelo segundo tipo de ingresso e comecei meu tour pela Pinkas Synagogue e pelo Old Jewish Cemetery que fica anexa a sinagoga. O Antigo Cemitério Judeu de Praga é um lugar surpreendente e cheio de história. Foi durante mais de 300 anos o único lugar onde era permitido enterrar judeus em Praga. Devido à falta de espaço, os corpos eram enterrados uns em cima dos outros (chegando a mais de 10 amontoados). Hoje em dia podemos ver mais de 12.000 lápides e se estima que possa haver cerca de 100.000 corpos enterrados. A visita ao Cemitério Judeu de Praga é imprescindível, é o lugar mais impactante da cidade e representa parte da sua história. Saindo do cemitério fui visitar as demais sinagogas, e as que mais se destacaram foram a Spanish Synagogue, construída em 1868, ganhou o nome de “A Espanhola” devido à sua decoração mourisca. Em seu interior, podemos ver uma exposição sobre a vida dos judeus nas últimas décadas e a Maisel Synagogue, construída no final do século XVI e desde 1960, contém uma grande coleção de objetos judeus: livros, objetos decorativos, prata, tecidos, etc. Depois de visitar as sinagogas, passei mais um tempo andando pelo bairro antes de visitar a Republic Square, onde fica a Municipal House, que conta com uma bela fachada decorada com estuques e diversas estátuas, além de um enorme mosaico semicircular que se estende sobre a entrada principal. O interior abriga a principal sala de concertos de Praga, um esplêndido espaço com uma impressionante cúpula de cristal. O edifício conta também com diversos ambientes, como salas de conferências, uma cafeteria e um restaurante. Na praça também está localizada a The Powder Tower, construída em 1475 como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade. Anos mais tarde, durante o século XVII, a torre começou a ser usada como local de armazenamento da pólvora. Na praça havia uma feirinha com várias barraquinhas de comida, bebida e sobremesas, aproveitei para me refrescar tomando um sorvete de baunilha dentro do Trdelnik, uma massa enrolada no formato de espiral em volta de um espeto que fica girando sobre a brasa do carvão. Quando está pronto para ser servido, ele é cortado em fatias menores e polvilhado com açúcar e canela. Meu último passeio do dia foi o Letna Park, atravessando o Rio Moldava. Um grande parque que fica em cima de uma colina, é ótimo para descansar e aproveitar o ar puro. A figura dominante do parque é um metrônomo gigante. Mais a leste do metrônomo tinha um beer garden que estava lotado, cheia de pessoas conversando, sentados nas mesas ou no gramado, peguei um cerveja para mim e arranjei um cantinho para me sentar e curtir a vista. Nesta noite jantei no restaurante U Pinkasů, fui lá por causa do beer garden que fica dentro de uma igreja abandonada, mas infelizmente estava lotada, e acabei sentando do lado de fora, voltada para a praça. Paguei 280 Coroas Checa pela refeição e uma pint de cerveja. 12º Dia - 7 de Junho de 2018 - Praga Minha primeira atração do meu último dia em Praga foi com certeza a melhor da cidade. Vyšehrad é uma das seis cidades independentes que deram origem a Praga. Segundo a antiga lenda, Vyšehrad foi a primeira sede dos príncipes checos. Seu nome em português significa “Castelo nas alturas”. É um lugar lindo, com uma vista maravilhosa do Rio Moldava e do Castelo de Praga e é muito mais calmo do que qualquer outra grande atração da cidade. A região tem vários cantinhos interessantes, em alguns pontos, as atrações são apenas as paisagens. Passei pelos diversos portões que dão acesso ao interior da área murada do castelo, visitei a St. Peter & Paul Basilica e o cemitério do castelo, ali estão enterrados muitos personagens históricos checos, incluindo os compositores Smetana e Dvořák, o poeta e escritor Jan Neruda e o artista gráfico Alfons Mucha e caminhei pelas muralhas, a vista de lá é ótima. O Hospůdka Na Hradbách é uma ótima opção para comer algo local ou beber uma cerveja, também conta com uma bela vista da região. Saindo de do castelo fui caminhando beirando o rio até o National Theatre passando para observar a Dancing House, uma casa com a arquitetura ondulada. Atravessei o Rio Moldava e dei uma parada no parque que fica em uma ilha no meio do rio. Estava acontecendo um festival beneficente de música, estava cheio de gente e bem animado. Já do outro lado do rio fui visitar o Petrin Hill. Antes mesmo de começar a subida, na base da colina, passei pelo Memorial to the Victims of Communism, uma bela escultura em homenagem às vítimas do regime. Subindo a colina, passei pelo Hunger Wall, uma fortificação construída pelo Rei Carlos IV entre os anos de 1360 e 1362. No topo da colina está a Petrin Tower, com 60 metros de altura e uma estrutura similar à da Torre Eiffel, a torre é o mirante mais elevado de Praga. Voltando para a parte baixa da Petrin Hill, passei pelo Lennon Wall, que criado como um protesto pacífico contra o regime comunista. Atualmente é um muro cheio de grafites, onde uma grande aglomeração de pessoas se forma para tirar fotos. Depois fui para o Kampa Park que fica às margens do rio, me deu uma boa vista da Cidade Velha de Praga. Lá encontra-se outra escultura peculiar do David Černý, o Crawling Babies, 3 bebês pelados e sem face engatinhando, além do museu de arte moderna. No começo da noite voltei para a Cidade Velha, para ver a Old Town Square iluminada a noite e depois passei para comer na Wenceslas Square. Comi um lanche simples de salsicha alemã em uma barraquinha de rua. Top 3 Atrações: • Vyšehrad • Josefov • Prague Castle District 13º Dia - 8 de Junho de 2018 - Praga - Dresden Peguei o metrô na estação logo ao lado do hostel para ir até a outra estação de ônibus da cidade, a UAN Florenc, sai às 10 horas da manhã e mais uma vez fiz uma viagem super tranquila. Chegando em Dresden peguei o tram na estação central para ir até o hostel que fica na parte mais nova da cidade. Deixei meu mochilão no hostel já que o check in só era possível às 15 horas. Almocei um Currywurst com uma pint de Radeberger na Katy’s Garage, um espaço aberto bem legal com uma ótima atmosfera. A noite funciona como uma baladinha de rock. Comecei minha visita pelo Kunsthofpassage, um conjunto de pátios que abriga obras de artistas locais, cafeterias descoladas e um conjunto de edifícios de cores vibrantes. Caminhei pelas ruas da parte alta da cidade nova, passando pelas igrejas, pelas principais ruas de comércio e restaurantes, e pela Pfunds Molkerei, uma leiteria toda decorada com porcelanas e azulejos pintados à mão, considerada a mais bonita do mundo. Infelizmente fotos no interior são proibidas. Na parte baixa da cidade nova, fui até o Neustadt Market Hall mas não vi muita coisa de interessante nesse mercado. Atravessei a Augustusbrücke, a principal ponte que liga a cidade nova ao centro histórico de Dresden. O centro histórico possui um dos mais belos conjuntos arquitetônicos barrocos da Europa. No entanto, muito do que você vê foi reconstruído após a destruição completa da cidade por bombardeios aliados nos últimos meses da II Guerra Mundial. O centro é relativamente pequeno, as atrações estão todas concentradas a poucos passos umas das outras. Minha primeira parada foi na Semperoper, casa de ópera onde o compositor Richard Wagner fez sua estréia. Logo ao lado fica o Zwinger Palace, o palácio era anteriormente parte da fortaleza de Dresden e hoje abriga um complexo de museus de propriedade do Estado da Saxônia. Na parte central do palácio, estão o pátio e os jardins que são incríveis e impressiona pela simetria. Saindo do palácio você já dá de cara com o Dresden Castle. Além da impressionante coleção de maravilhas arquitetônicas, o castelo abriga algumas das coleções de arte mais antigas da Alemanha. Também no castelo, você encontra o Fürstenzug, um enorme mural composto por cerca de 25.000 azulejos pintados um a um. O Fürstenzug ou Procissão de Príncipes fica na parede exterior dos antigos estábulos do palácio, o que significa que ele pode ser visto sem a necessidade de entrar no complexo do palácio. Originalmente pintado entre 1871 e 1876 para celebrar o 800º aniversário da dinastia Wettin, família reinante da Saxônia, o mural mostra os retratos ancestrais dos 35 margraves, eleitores, duques e reis da "Casa de Wettin" entre 1127 e 1904. Logo no final da rua do mural; ou começo dependendo de onde você estiver vindo, está a Hofkirche, uma obra prima com seu exterior ornamentado, a catedral católica de Dresden tem um interior mais humilde. A entrada é gratuita e lá dentro é bem calmo, perfeito para dar uma pausa para descansar. A Hofkirche foi construída em resposta a construção da grande Frauenkirche protestante em meados do século XVIII, os governantes católicos da Saxônia rezavam na capela real, então decidiram que uma igreja católica maior seria necessária. Saindo da igreja caminhei ao longo do Rio Elba até o Brühl's Terrace. Erguido sobre o rio, o terraço fazia originalmente parte das muralhas da fortaleza da cidade. Nos dias atuais, sua elevação oferece um largo calçadão e as melhores vistas para o rio. Caminhando pelo terraço você passa por diversos cafés e restaurantes além de prédios como a Suprema Corte da Saxônia, a Academia de Belas Artes e o Albertinum, um espaço de exposição de pinturas e esculturas datadas do período romântico. Atrás do terraço fica a Frauenkirche, a igreja protestante de Dresden. Ela foi totalmente destruída por bombardeios aliados durante a II Guerra Mundial e apenas a estátua de Martin Luther sobrou dela. Ao contrário da Hofkirche, o seu interior impressiona, ela é bem clara por dentro e lindamente ornada, dando um ar mais leve. Sua planta redonda chama bem a atenção, vendo de fora, a igreja não parece tão imponente, apesar de ser bonita, mas quando você entra você tem noção da sua grandeza. A entrada é gratuita, tinha muita gente nesse dia, estava um pouco caótico pois estava próximo ao horário de uma missa, infelizmente não pode tirar fotos do interior. A igreja está localizada na Neumarkt, foi quase totalmente destruída durante a II Guerra Mundial, somente sendo reconstruída após a queda do comunismo. Na praça estava rolando um festival de música clássica, a praça estava lotada, passei o resto da noite ali escutando o show que estava bem legal. Terminei o dia por lá, mas só depois de comer novamente em um McDonald’s ali perto. 14º Dia - 9 de Junho de 2018 - Dresden - Berlim Comecei o dia andando pelo Palais Garten, um parque que fica na margem do Rio Elba do lado da cidade nova. O parque não tem nada de mais, é somente um gramado onde as pessoas vão para correr ou ver o pôr do sol, mas que dá uma ótima vista para o centro histórico. Como o dia estava ensolarado, bem mais bonito que o anterior, eu refiz meus passos do dia anterior, passando pela ópera, pelo Palácio e pelo castelo para tirar mais fotos, apreciar melhor a arquitetura e explorar minuciosamente as ruas do centro histórico. Já na hora do almoço fui até o Altmarkt, um calçadão onde há várias barraquinhas de lembrancinhas, comidinhas, ou pelo menos achava que ia ter já que havia lido algumas indicações sobre a praça antes de ir, mas não tinha nada. Pelo menos ali ao lado tinha um grande shopping, o Altmarkt-Galerie Dresden, onde almocei uma pizza de prato acompanhado de uma Erdinger Weibbier no Ristorante Violino, paguei por volta de 12 Euros com gorjeta. Saindo do shopping, logo ao lado do Altmarkt, fica a Kreuzkirche, igreja protestante dedicada a São Nicolau. È uma igreja mais simples em comparação às outras que visitei mas não deixa de ser bonita. Nesse dia o interior estava fechado, mas a porta da frente estava aberta então você conseguia observar o interior pelo hall de entrada. Saindo dessa igreja passei para observar o Rathausturm, o prédio da prefeitura de Dresden e depois caminhei um pouco até o Großer Garten Palais. O maior parque público da cidade, com muito verde, lindos jardins, lagos e um palacete. No parque sempre há pessoas andando de patins, bicicleta, sentadas lendo um livros, jogando bumerangue pelos jardins, etc. Lá também está localizado o zoológico de Dresden, o Jardim Botânico, há um trenzinho para as crianças que dá a volta pelo parque. Para quem gosta de futebol, o estádio do Dynamo Dresden, fica do lado direito da entrada do parque e para quem gosta de carros, no lado oposto está localizada a Gläserne Manufaktur, a Fábrica de Vidro, da Volkswagen. Após a visita ao parque, comecei a caminhar de volta para o hostel, já que tinha que pegar meu mochilão e seguir para estação Dresden-Neustadt que ficava perto do hostel para pegar o ônibus das 17h45 para Berlim. O ônibus da Flixbus não chega e sai propriamente da estação, mas sim em um ponto de ônibus na frente da entrada da estação na Hansastraße. A viagem para Berlim foi a única que fiz com o ônibus cheio, mas mesmo assim foi confortável, a viagem demorou quase 3 horas, pois minha parada era a última, na Alexanderplatz, antes disso o ônibus fez várias outras paradas, incluindo o aeroporto de Schonefeld. Peguei o metrô na Alexanderplatz para ir até o hostel, comprei o ticket único na máquina usando moedas, paguei 2,80 Euros. Fiz o check in no hostel e como já estava tarde fui dormir, já estava no meu 14º dia de viagem, o cansaço já estava batendo forte. Top 3 Atrações: • Tomar uma pint e comer na Katy’s Garage • Andar livremente pelo centro histórico • Zwinger Palace e Semperoper 15º Dia - 10 de Junho de 2018 - Berlim Minha primeira parada foi no The Holocaust Memorial, são 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas que formam esse monumento em homenagem aos judeus assassinados. Como estava cedo, não tinha quase ninguém no Memorial, então deu para caminhar entre os blocos calmamente no meu tempo. Do sudeste do monumento você pode ter acesso ao espaço subterrâneo onde funciona o centro de informação, mas ele só abriria às 10h, me programei para voltar mais tarde. Dali segui para o Brandenburg Gate, uma das antigas portas de entrada de Berlim, além de um dos símbolos mais importantes da cidade, pois foi o cenário de muitos fatos históricos importantes. Inaugurado em 1791 ao lado da Pariser Platz, o Portão de Brandemburgo possui 26 metros de altura que, com seu estilo neoclássico, lembra as construções da Acrópolis de Atenas. Logo ao lado do Portão de Brandemburgo está localizado o Reichstag, que hoje é sede do Parlamento Alemão. A principal atração do prédio é a visita à cúpula de cristal que está situada diretamente sobre a Sala de Plenos do Parlamento. É preciso agendar sua visita e horário com antecedência, a entrada é gratuita. Antes de entrar você passa por um centro de controle de segurança e aguarda junto com seu grupo o staff te liberar para visita no horário marcado. É preciso levar um documento com foto e o papel de confirmação da visita. Depois de subir pelo elevador, irão te entregar um áudio guia que irá acompanhá-lo na visita. No interior da cúpula é possível ver diversas fotos antigas, por meio das quais é contada a história do Parlamento e seus momentos mais importantes. Depois de ver essa exposição, certifique-se que tenha ligado seu áudio guia antes de começar a subir a rampa até o topo da cúpula. A visita vale muito a pena, o áudio informa você sobre todos os edifícios importantes da cidade, a história por trás deles e seu papel na história da Alemanha. Conforme você vai subindo, o guia irá te instruir para onde olhar, quando deve parar e quando deve voltar a andar. Sai do Reichstag já passava da hora do almoço, na saída encontrei uma barraquinha de rua que vendia os famosos Pretzels, pão macio que tem na sua receita original, basicamente, uma mistura da farinha de trigo, água e fermento. Paguei 5 Euros em um Pretzel grande com queijo e uma Coca-Cola. Gostei, deu para matar a fome, mas achei muito salgado. Depois de comer voltei para o The Holocaust Memorial para visitar o Information Center. Nesta hora, o memorial e o centro de informação já estavam bem mais lotado, inclusive tinha fila para entrar, esperei cerca de 15 minutos. A visita ao centro de informação começa com um resumo da política de extermínio adotada entre 1933 e 1945. Na seguinte parte da exposição, você pode ler os depoimentos de algumas pessoas, além da história de diferentes famílias antes, durante e depois da perseguição. Uma das salas mais impactantes é a que mostra suas paredes cobertas com os nomes e anos de nascimento e morte das vítimas do holocausto. Como o centro estava muito cheio, a minha visita foi um pouco prejudicada, não havia espaço para tanta gente lá, e dificultava chegar perto dos painéis para ler com calma as informações e fotos, mas a visita vale muito a pena, já que é gratuita. Aconselho chegar no memorial perto das 10h e começar a visita pelo centro de informação assim que a entrada for liberada. Nesta região está localizado o segundo maior parque de Berlim, o Tiergarten. Tiergarten que significa “jardim dos animais” era antigamente o campo de caça da realeza. Logo no início da avenida que corta todo o parque está localizado o Soviet War Memorial, construído pela União Soviética para homenagear os soldados do Exército Vermelho mortos durante a Segunda Guerra Mundial, em especial os cerca de 80.000 soldados que morreram na Batalha de Berlim. Mais ao norte temos a Chancelaria Federal, a Casa das Culturas do Mundo, que chama a atenção com seu telhado curvado e onde acontecem exibições e eventos culturais e o Carillon, uma torre de 42 metros de altura com 68 sinos. No centro, está localizado a principal atração do parque, a Victory Column, desenhada por Heinrich Strack, foi construída para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na guerra de 1864. E depois contra a Áustria, em 1866 e contra a França em 1871. Estas últimas vitórias serviram de inspiração para adicionar ao topo da coluna a estátua de Vitória, a deusa romana da vitória, que não constava nos planos iniciais. A Coluna da Vitória tem uma plataforma de observação que fica a 50 metros de altura. Para subir é preciso pagar ingresso no valor de 3 Euros. Não subi, pois nesta hora começou a cair uma chuva muito forte que me obrigou a procurar um abrigo para me proteger do temporal, além disso a vista lá de cima seria prejudicada com a chuva. Ainda tinha planos de visitar o Bellevue Palace, que é a residência oficial do presidente da Alemanha, visitar a Kaiser Wilhelm Church e a região da Kurfürstendamm, considerado o centro da Alemanha Ocidental, mas como a chuva não deu trégua, acabei ficando parado por mundo tempo por ali. Quase uma hora depois, no primeiro sinal que a chuva poderia diminuir, resolvi voltar para o hostel para tomar banho e descansar um pouco antes sair a noite. A noite fui até a Potsdamer Platz, antigo coração de Berlim, que ficou arrasada durante a II Guerra Mundial e dividida em duas pelo Muro de Berlim. Hoje em dia, a praça está completamente reformada e é uma das zonas mais modernas da cidade. Um dos mais importantes blocos arquitetônicos dessa área é o Sony Center que se caracteriza por sua enorme cúpula de cristal e aço iluminada com luzes que vão mudando de cor. Essa cúpula, obra de Helmut Jahn, serve de abrigo para vários berlinenses e turistas que se aglomeram em seus bares e restaurantes. Foi lá que jantei no meu primeiro dia em Berlim. Escolhi o restaurante Lindenbräu, pedi um filé de frango grelhado com salada de pepino e batatas, tomei uma pint de Bubble Edel Weibbier (a cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda) e outra de Märkisch Landmann, paguei por volta de 23 Euros com gorjeta. A praça está situada bastante perto do Portão de Brandemburgo e é muito interessante fazer esse percurso a pé, seguindo a brecha no chão que marca o caminho do Muro de Berlim. Então depois de jantar segui as marcações no chão até o Portão para vê-lo iluminado a noite e andar mais pela Pariser Platz, uma das principais praças de Berlim. Em 1990, depois da unificação, a Pariser Platz foi reconstruída, assim como o prestigioso Hotel Adlon, formando um perfeito conjunto arquitetônico que acompanha o Portão de Brandemburgo. Foi no Hotel Adlon, em 2002 que aconteceu aquela cena bizarra do Michael Jackson sacudindo o filho pela janela. Terminei meu dia por lá. 16º Dia - 11 de Junho de 2018 - Berlim Comecei meu dia visitando o Checkpoint Charlie, que foi o ponto de passagem mais conhecido dos utilizados durante a Guerra Fria. Nele era possível conseguir um visto diurno para ir do lado Oriental de Berlim ao Ocidental. Hoje, há uma pequena fronteira onde os turistas fazem fotos sem parar e uma réplica do cartaz que anos atrás advertia os cidadãos. Confesso que não achei nada demais, vale pela curiosidade se você estiver passando por perto. Perto do Checkpoint Charlie, fica a Gendarmenmarkt, praça construída no século XII. Dos dois lados da praça podemos ver duas igrejas barrocas idênticas que se completam com uma torre coroada por uma cúpula. A igreja da zona norte, Französischer Dom ou Igreja Francesa, foi construída para os huguenotes franceses que se transladaram à zona no século XVIII. Em 1708, a comunidade luterana construiu uma igreja no sul da praça, a Deutscher Dom ou Igreja Alemã, similar à francesa e, anos depois, em 1785, colocaram uma torre praticamente idêntica à francesa. Entre as igrejas está a Konzerthaus, sede da Orquestra de Berlim. Mais ao norte da praça fica a Unter den Linden, a principal avenida de Berlim. Cruza a cidade desde o Portão de Brandemburgo até a Catedral. Ao longo do seu quilômetro e meio de extensão, podemos contemplar grande parte dos edifícios mais importantes de Berlim, tanto do ponto de vista turístico quanto arquitetônico. Nela estão localizados, a Humboldt University e a Neue Wache, construída em 1918 para celebrar a derrota das tropas napoleônicas e celebrar a liberação de Berlim. O impressionante edifício neoclássico apresenta em sua fachada um pórtico formado por colunas dóricas que lhe dão um certo ar de grandeza. No interior, possui uma comovente escultura de uma mulher que carrega em seus braços o corpo sem vida de seu filho. A escultura, que está sob uma grande abertura no teto, suportando o frio e a chuva, representa o sofrimento do povo. No extremo sul de Unter den Linden está a Bebelplatz, conhecida por ter sido onde aconteceu A Queima de Livros de 1933, na qual foram queimados milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazistas, como Karl Marx, Heinrich Heine e Sigmund Freud. A Bebelplatz está rodeada de magníficos edifícios como a Berlin State Opera e a St. Hedwig's Cathedral. Atravessando a ponte Unter den Linden chegamos na Museumsinsel ou Ilha dos Museus, um dos conjuntos de museus mais importantes do mundo: abriga o Museu de Pérgamo, o Museu Antigo, o Museu Novo, a Antiga Galeria Nacional e o Museu Bode, além da Catedral de Berlim. A ideia era entrar no Pergamon Museum, o principal museu da ilha, pois é lá que estão obras como o Altar de Pergamon, a porta do Mercado de Mileto entre muitas outras obras da antiguidade, porém o museu estava passando por uma enorme restauração e grande parte dele estava fechado. Além disso, o valor do ingresso estava bem salgado, por volta de 18 Euros, então decidi não entrar. Fui então para a Berlin Cathedral. Construída entre 1894 e 1905, a Catedral de Berlim é o edifício religioso mais representativo da cidade. Ela realmente impressiona pela sua beleza e majestosidade. E o seu interior não fica para trás, é ricamente decorada com relevos que ilustram histórias do Novo Testamento e importantes figuras da Reforma Protestante. A catedral abriga o maior órgão de tubos da Alemanha, tendo mais de 7.200 tubos e também a cripta da família Hohenzollern, com mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são ricamente trabalhadas. A cúpula da catedral também pode ser acessada. O trajeto até a cúpula é feito por um caminho um pouco complicado, mas, depois de subir os 270 degraus que levam até o alto da cúpula, você pode curtir uma bela vista do centro de Berlim que realmente faz a subida valer a pena. Para visitar a catedral é necessário pagar 7 Euros, a subida à cúpula está incluída neste valor. Saindo da Catedral, parei para almoçar algo simples, já era meio da tarde, às margens do Rio Spree encontrei um pequeno restaurante fast-food de Currywurst, o Bandy's Currywurst. Pedi um Currywurst e uma long neck da Berliner Kindl, paguei entre 7 e 10 Euros. Ao lado do restaurante, fui visitar o museu mais legal e inusitado que fui na Europa, não só durante o mochilão, mas sim, entre os outros que visitei em Dublin, onde estava morando na época e em outras cidades que visitei, o DDR Museum. O Museu do DDR (em português conhecido como RDA ou República Democrática Alemã) reúne diferentes objetos e reconstruções da parte comunista de Berlim para mostrar aos visitantes o dia a dia dos alemães que viviam sob o estrito regime da RDA entre 1949 e 1990 de forma bem interativa. Lá você pode entrar em um Trabant, o carro mais popular da época e dirigi-lo em um simulador nas ruas de Berlim Oriental, além de ver todo tipo de objeto de uso cotidiano, como açúcar, remédios e alguns cosméticos. Você vai ver também um pouco de como era o trabalho dos alemães, como eles passavam as férias, como eram as comunicações na época e também um pouco sobre esportes e educação. No fim do percurso você pode ver a reconstrução de uma casa da RDA, passeando livremente por sua cozinha, sala e quartos. O museu é pequeno mas vale a pena a visita. Paguei 9 Euros no ingresso. Fiquei por volta de duas horas lá dentro, saí já estava no fim da tarde. Depois do museu andei pela região, passei por alguns pontos turísticos de Berlim, mas somente para conhecer o exterior, como o Aquadom, o maior aquário cilíndrico do mundo situado no interior do hotel Radisson. Depois passei pela Nikolaikirche e pela Rotes Rathaus, a sede da prefeitura e da câmara de vereadores de Berlim construída com tijolos vermelhos. Na praça que fica imediatamente na frente da prefeitura está localizada a Berliner Fernsehturm, a Torre de Televisão de Berlim é o edifício mais alto da Alemanha, com 368 metros de altura. Foi construída pela RDA em 1969 como símbolo do poder comunista frente ao capitalismo. Na torre há uma plataforma de observação a 203 metros de altura, para subir você precisa pagar 16 Euros. Há também um restaurante giratório, situado alguns metros acima do mirante. Atrás da torre, fica a Alexanderplatz, considerada o centro de Berlim desde a Idade Média. Nessa praça começaram os protestos que dinamizaram a queda do Muro de Berlim. Lá estava acontecendo um festival de música e cultura africana. A praça estava lotada, cheio de barraquinhas de comida e artesanato africano. Havia um palco onde um grupo estava se apresentando, tocando um reggae. Estava bem bacana, dei uma andada pela região e curti um pouco do som. Na praça você encontra muitos bares e galerias de compras, como o Shopping Galeria Kaufhof e também o famoso Relógio Mundial, que mostra a hora de todas as cidades do mundo. Jantei ali perto, na Hofbräu Berlin, um dos restaurantes típicos mais conhecidos. Sentei na varanda e comi um prato com um mix de salsichas alemãs, acompanhado de purê de batata e chucrute e tomei umas três pints da cerveja própria deles, entre elas a Hofbrau Original e a Hofbrau Dunkel. O serviço estava incluso na conta, paguei em torno de 27 Euros. Porém o serviço não estava tão bom, estava um pouco demorado pois o restaurante estava cheio. Fiquei ali por um bom tempo bebendo, já era umas 9 horas quando saí, estava cheio de tanto comer então resolvi pegar o metrô para voltar para o hostel. 17º Dia - 12 de Junho de 2018 - Berlim Começava meu último dia inteiro do mochilão, tirei a manhã para ir até Potsdam conhecer o Sanssouci Palace e um pouco da cidade. Para ir até lá, comprei o ticket abono zonas ABC por 7,70 Euros, esse ticket te dá viagens ilimitadas durante o dia pelas 3 zonas da cidade, nas linhas do metrô (U-Bahn) e do trem (S-Bahn). Potsdam está na zona C. Peguei primeiro trem na S Anhalter Bahnhof Station e fui até a Friedrichstraße Station onde peguei a linha S7 até a estação central de Potsdam, foi super tranquilo achar o ponto de saída e embarcar, o trem foi pontual e chegou em Potsdam em menos de uma hora. Desembarquei e fui direto para o centro da cidade visitar o Brandenburger Gate, o Portão de Brandemburgo deles, porém estava em restauração. Ali perto fica o Sanssouci Park, o motivo de eu ter ido até Potsdam. Sanssouci está rodeado por jardins, fontes e palácios; e para alguns é considerado a Versailles alemã. No parque, estão localizados três grandes palácios: Sanssouci, Neues Palais e Charlottenhof, além de uma série de outros edifícios super interessantes. Mas o palácio que eu mais gostei foi o Orangerieschloss. Comecei minha visita pelo Sanssouci Palace, o principal e mais conhecido do parque, construído em cima de uma colina, foi a residência de verão de Frederico, o Grande, e é conhecido como sendo o melhor exemplo da arquitetura rococó em toda a Alemanha. No exterior, a larga escadaria que termina na Grande Fonte chama a atenção. A escadaria acompanha os terraços onde foram plantadas vinhas em socalcos e construídos nichos com portas de vidro, onde cresciam figos protegidos do frio. No caminho para o Neues Palais, me deparei com outro palácio que até então era desconhecido para mim, o Orangerieschloss. O impressionante edifício de 300 metros de comprimento, inspirada na arquitetura renascentista, conta com belos terraços, galerias e esculturas. Alguns minutos de caminhada a partir dali fica o belo Neues Palais, o maior palácio do complexo. O palácio era usado para recepção de Reis e importantes dignitários. Dali, começando a voltar para a entrada do parque, ainda passei para conhecer o Charlottenhof. Um palácio menor, mas com bonitos jardins. Fiquei no parque por volta de umas 4 horas e não vi tudo, ele realmente é muito grande e vale ficar mais tempo, mas como era meu último dia em Berlim e do mochilão, ainda tinham lugares que gostaria de visitar. Antes de retornar a estação, fui visitar o centro de Potsdam, aproveitei para almoçar no calçadão do centro, bem simpático, comi um Kebab enorme, no Döner Kebap Bistrô, quase não dei conta, paguei por volta de 8 Euros com um refrigerante. No caminho para estação, ainda fui visitar a Steubenplatz e região, local da St. Nikolaikirche e outros prédios importantes da cidade. Voltei para a estação central e peguei o trem de volta para Berlim, chegando na Friedrichstraße Station, por volta de 17 horas, peguei a linha de metrô em direção ao Berlin Wall Memorial, a principal fonte de memória do que foi a divisão do mundo em duas partes e da era da Guerra Fria. Aqui, essa história é contada por meio de pedaços do muro que ainda estão de pé. E também de tantas outras dolorosas lembranças que os alemães fazem questão de manter acessíveis a turistas do mundo todo. Comecei a visita pelo Centro de Visitantes, já que iria fechar em breve, lá estão expostas várias fotos também tem a apresentação de um filme que conta a história do muro. Caminhando pela Bernauer Straße é que dá para ter uma ideia do impacto e da brutalidade cometida pelo governo da República Democrática Alemã, controlada pela antiga União Soviética desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Essa rua foi o centro mais radical da divisão. Aqui ficava a Igreja da Reconciliação, que provavelmente era frequentada por gente de toda a vizinhança, passou a ser restrita a quem morava no lado oriental da cidade. Como o muro passava exatamente em frente à sua entrada principal, ela acabou sendo ocupada pelos guardas soviéticos. Isso até ser demolida em 1985 durante uma série de catastróficas intervenções que pretendiam desobstruir as margens do Muro. Seu espaço deu lugar ao que mais tarde ficou conhecido como faixa da morte. Do antigo templo restam apenas os sinos, parte de uma cruz e o traçado no chão que mostra o espaço que ele ocupava. Anos mais tarde, a Capela da Reconciliação foi construída aqui. Em todo o espaço do Memorial há placas indicativas, painéis que explicam cada detalhe, vídeos e áudio-guias. Esses elementos são super importantes para que você entenda melhor o que se passou nessa área de Berlim. Em algumas partes do Muro foram colocadas estacas de ferro e em vários pontos da cidade é possível ver uma linha no chão feita de paralelepípedos que mostra onde o Muro ficava. Peguei novamente o metrô para visitar outra parte onde podemos ver partes do muro, a East Side Gallery. O maior trecho que se conserva dos restos do Muro de Berlim mede 1,3 quilômetro e se tornou a maior galeria de arte ao ar livre do mundo. Ao longo do muro, você pode ver centenas de grafites de artistas procedentes de todo o mundo, que tentaram mostrar por meio de suas obras a mudança produzida após a queda do Muro de Berlim. A East Side Gallery fica bem às margens do Rio Spree, um ótimo lugar para descansar e ver o pôr do sol, já que há um grande parque na beira do rio. Ali perto fica a Oberbaumbrücke, uma ponte que vale ser vista pela sua bela arquitetura. Para terminar meu mochilão com chave de ouro, tive que fazer um última boa refeição, fui jantar na Brauhaus Lemke, na Hackescher Markt, uma das primeiras cervejarias artesanais de Berlim. Comi um delicioso hambúrguer com salada de ervas e rúcula e uma porção de batatas frita e tomei uma pint da cerveja escura deles (Dunkel) e outra de trigo (Wheat Ale - a segunda cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda). Paguei por volta de 23 Euros com gorjeta. 18º Dia - 13 de Junho de 2018 - Berlim - Dublin Chegou o dia de ir embora, mas como meu vôo de volta para Dublin era somente após as 18 horas, eu ainda tinha tempo para visitar o último local onde podemos encontrar partes do Muro de Berlim, o Topographie des Terrors. Para as pessoas especialmente interessadas na história, a Topografia do Terror é um lugar realmente interessante, mas é necessário reservar bastante tempo para ler os textos que acompanham cada uma das fotografias que documentam e mostram os horrores praticados pelos nazistas, mostrando as gerações atuais e futuras tudo que aconteceu e não deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento. A Topografia do Terror se encontra no local onde, durante o regime nazista, ficava a sede da Polícia Secreta (conhecida como Gestapo), da SS (Schutzstaffel em alemão ou “Tropa de Proteção”, uma unidade paramilitar dos nazistas que tinha um poder absurdo e que foi responsável por muitas das atrocidades cometidas durante o regime) e das demais instituições que faziam parte do aparato de terror dos nazistas. Neste dia havia ali uma exposição ao ar livre, intitulada “Berlim 1933–1945. Entre Propaganda e Terror” e se estende paralelamente ao trecho remanescente do muro de Berlim. São painéis com textos, fotos, documentos, artigos de jornal, áudios, dispostos ao longo dos restos das paredes que foram escavadas do porão do prédio da Gestapo. Passei quase a manhã inteira lá. Saindo de lá almocei um currywurst em uma barraquinha de rua e sai para comprar lembrancinhas antes de voltar para o hostel pegar o mochilão e rumar para o aeroporto. Para ir ao aeroporto, comprei o ticket de metrô para as zonas ABC, paguei 3,40 Euros e fiz o mesmo trajeto do dia anterior até a Friedrichstraße Station, de lá peguei a linha S9 em direção a S Flughafen Berlin-Schönefeld Station e desci na estação do aeroporto. A viagem demorou muito pois o trem foi muito devagar a ponto de eu começar a ficar preocupado com o tempo. Chegando no aeroporto Berlin-Schönefeld, começou a dor de cabeça, tudo foi difícil e estressante. Fui fazer o check in e a moça me atendeu com uma super falta de educação falta de vontade, ela me respondia tudo de forma muito grosseira e rude, pedia direções para onde deveria seguir e ela me ignorava totalmente. Além disso precisei despachar meu mochilão, coisa que eu não precisei fazer nas outras viagens que fui com o mochilão. Fui seguindo as placas até o local para passar pela checagem de bagagem, nessa parte passei tranquilo e fiquei aguardando divulgarem o portão de embarque na praça de alimentação logo após a zona de checagem de bagagem. O portão demorou muito tempo para ser divulgado, quando foi divulgado, já até tinha dado o horário de início de embarque, então fui correndo para o portão, só que o meu portão era muito longe de onde eu estava, andava, andava e não chegava, já estava nervoso. Cheguei em um corredor cheio de gente, parecia um hospital, era um corredor estreito com várias portas pequenas do lado direito com os números dos portões. Era tanta gente que as filas se fundiam, não sabia onde começavam e onde terminavam as filas. Todos estavam confusos, muita gente nervosa, perguntando onde era os portões corretos, um caos. Fiquei um tempo na fila errada, depois descobri que a fila para Dublin era na porta adiante. Agora na fila certa, fiquei muito tempo ainda ali esperando e ainda tinha que passar pela imigração. Entreguei meu passaporte para o fiscal que não me perguntou nada mas me segurou ali por mais de 5 minutos, não sei porque, via meu passaporte, conferia algo no computador, olhava para mim, tava quase me sentindo um terrorista. Enfim passei e fui para a salinha do embarque, super pequena e apertada. Pelo menos o embarque foi no horário, deixei meu mochilão no carrinho das malas e embarquei no avião com novas experiências vividas e muita bagagem adquirida. Cheguei em Dublin a noite e dois dias depois retornava para o Brasil, para minha casa. Top 3 Atrações: • Topographie des Terrors e Berlin War Memorial • DDR Museum • Reichstag
  18. 📷 Texto original com fotos aqui Hamburgo é uma cidade moderna, mas tem aquele charme europeu e uma identidade forte que vem das águas! É banhada pelos rios Alster e Elba, sendo esse último a porta de entrada para o imenso Porto de Hamburgo. Ao longo de sua história, a cidade passou por períodos críticos de destruição e mortes, sendo os mais relevantes o grande incêndio de 1842 e os bombardeios no período da Segunda Guerra Mundial. Embora seja a segunda maior cidade da Alemanha, atrás apenas da capitalBerlim, é possível conhecer relativamente bem Hamburgo em 2 ou 3 dias. A cidade é bem plana e simples de ser explorada a pé, mas se for preciso o metrô também funciona muito bem. Para chegar do aeroporto ao centro, o jeito mais simples é pegar o trem (S1 – Direção Hamburg-Blankenese) até a Estação Central (Hauptbahnhof). O valor do bilhete é 3,30 € e a viagem dura cerca de 25 minutos. Veja aqui mais informações sobre o transporte publico de Hamburgo. Acabamos ficando hospedados em dois hotéis diferentes. A primeira noite em uma das unidades do Novum, próximo à Estação Central e o resto dos dias no City Hotel Hamburg Mitte. O primeiro é mais barato, tem boa localização e um café da manhã eficiente, mas recomendo mais o segundo! Apesar de ter o café da manhã pago a parte (que achei caro e não experimentei), os quartos são bem modernos e dos andares altos tem-se uma super vista da cidade! O entorno do Lago Alster é uma das regiões mais fotogênicas da cidade, e um bom ponto de partida para explorá-la. O cenário com as altas torres das igrejas atrás do conjunto de prédios que circundam o lago dão a impressão de estarmos em uma ilustração de lata de biscoitos. No inverno, adicione o fato de o lago estar quase congelado e o resultado é uma vontade de ficar ali olhando aquela paisagem até que o frio não permita mais sentir as mãos, hora de encontrar um lugar quentinho! Caminhando por essa região super sofisticada, cheia de lojas de grife e hotéis caríssimos, me deparei com o simpático Big Fat Unicorn, que já me ganhou pelo nome! O café, todo fofo, serve sanduíches coloridos e outras delícias para encher a barriga e o feed do Instagram. A poucos minutos de lá fica a Rathaus – o prédio da prefeitura, um dos cartões postais de Hamburgo. O edifício é lindo, uma imponente construção de arquitetura neoclássica que domina a Rathausmarkt, praça onde está localizado. É possível acessar gratuitamente o hall de entrada. Nas ruas ao entorno, especialmente na Mönckebergstrasse, há muitas lojas, cafés e restaurantes. Embora existam diversas igrejas em Hamburgo, foram duas as que me chamaram mais atenção. A primeira é a St. Nikolai, que na verdade hoje funciona como um memorial, tendo preservada apenas sua torre e algumas ruínas. A igreja foi bombardeada pelos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial em um ataque conhecido como “Operação Gomorra”. Na área externa há algumas obras de arte como a escultura “The Ordeal“, onde um homem está sentado tristemente sobre os tijolos originais do campo de prisioneiros deSandbostel. A torre, que já foi a mais alta do mundo, hoje ocupa o quinto lugar entre as maiores torres de igreja. A subida ao topo é feita através de um elevador e a vista lá de cima deve ser fantástica! A outra igreja que achei diferente do comum é a St. Michaelis. Seu interior, de tonalidades claras e detalhes dourados, parece muito um ambiente de teatro, com um auditório no mezanino e grandes janelas envidraçadas onde imaginei camarotes reais. A entrada na igreja é grátis, mas também há ingressos para quem quiser subir na torre. À noite tive que ir conhecer a tão falada Rua Reeperbahn, famosa por ser um pouco como o Red Light District de Amsterdam. É aquele lado meio caótico da cidade, onde os letreiros em neon atraem já embriagado turistas e hamburgueses. Tanto a via principal quanto as adjacentes tem opções de “entretenimento adulto” para todos os tipos de público. A região, chamada St. Pauli, ganhou essa fama por ser próxima ao Porto de Hamburgo, se tornando então o local de diversão dos profissionais do mar.Mas St. Pauli também não é só sacanagem. Há quase 60 anos, quando os Beatlesainda estavam no começo da carreira, eles fizeram ali algumas das suas primeiras apresentações fora da Inglaterra. Por sua história com a cidade, ganharam há alguns anos uma homenagem: a Beatlesplatz! A praça fica no final da Reeperbahn e tem esculturas dos integrantes da banda Mas o que eu gostei mesmo naquela região foi a Cervejaria Astra, pertinho da Beatlesplatz. O espaço é enorme, com uma decoração meio industrial e uma mesa de pebolim (pra jogar de graça)! Essa cerveja é bem comum em Hamburgo, mas lá é possível experimentar os diferentes tipos, como a IPA e a Stout. Vale a pena pegar o kit degustação. A comida também é deliciosa e bem variada, das tradicionais salsichas à pratos vegetarianos. A bagunça de St. Pauli é legal, mas como estava em uma vibe mais intimista, fomos até o Cotton Club, um bar de jazz pequenininho e aconhegante. Não é a opção mais barata, mas o lugar é único e a banda era incrível, liderada pelo sueco Bent Persson. Valeu cada centavo! Uma das regiões mais peculiares de Hamburgo é a Speicherstadt, um bairro inteiro ocupado por antigos armazéns. Pode não soar muito interessante, mas os prédios, todos em tijolinhos avermelhados, ficam lindos espalhados pelos vários canais que cortam esse pedaço da cidade. Hoje alguns desses edifícios são ocupados empresas e museus, como o Miniatur Wunderland e o Museu Marítimo. Quando avistar uma grande e ousada silhueta à beira-rio, chegou a Elbphilharmonie! O monumental prédio mistura o estilo industrial dos antigos armazéns com formas e materiais modernos. Em seu interior funcionam duas salas de concerto, alguns bares e restaurantes e até um hotel! Há um espaço aberto ao público que oferece uma ampla vista da cidade. A entrada é gratuita se retirar o ingresso na hora (disponibilidade mediante lotação), mas também é possível reservar pelo site. Nesse caso há um custo de 2€ por pessoa. Apesar do clima frio e molhado, a caminhada pela borda do Elba até o Fish Market é agradável. Um pequeno desvio para as ruas do bairro Portugeisenviertel nos faz pensar que estamos em Portugal! Se quer trocar a salsicha por um bacalhau, siga para ruas como a Rambachstraße e a Ditmar-Koel-Straße, onde há diversos restaurantes de comida portuguesa. Há também alguns italianos, espanhóis e até brasileiros, mas o foco mesmo é a culinária lusitana. O antigo mercado de peixes atualmente funciona só aos domingos e até as 09:30. Eu como estou longe de ser uma pessoa matutina, só conheci mesmo por fora. Mas dizem ser tradição passar por ali saindo dos bares e baladas da Reeperbahn para comer sanduíche de arenque ou outros peixes. Falando em comida, duas coisas bastante típicas por lá são o Currywurst, uma salsicha com molho de tomate e curry e o Franzbrötchen, um pãozinho doce com gostinho de canela que é simplesmente delicioso (aliás, pão é uma coisa que os alemães sabem fazer muito bem)! Além disso, não dá pra ir à Alemanhae não comer um Apfelstrudel, né? Se tiver mais de dois dias, vale a pena fazer um bate-volta em Lübeck. Essa pequena cidadezinha medieval fica há aproximadamente 50 minutos de trem de Hamburgo e é encantadora! 📷 Texto original com fotos aqui
  19. https://naviagemdeviajar.com.br/muro-de-berlim/ Enquanto o mundo dormia, o famoso muro de Berlim, começou a ser erguido na madrugada do fatídico dia 13 de Agosto de 1961. Após este dia, durante quase 30 anos, algumas das mais tristes páginas da estória da humanidade foram escritas na Alemanha. A partir daquele momento tornava-se impossível transitar entre as duas “novas cidades”. Como resultado, mais do que o surgimento de uma divisão geográfica impositiva, vidas estariam separadas por um tempo indeterminado. Ao contrario do que se pode supor, a construção empreendida pela então República Socialista da Alemanha não dividia a cidade ao meio. Mas sim, circulava toda a fronteira com a Berlim ocidental. Esta que, por sua vez, estava dividida em três setores controlados pela França, Inglaterra e Estados Unidos.
  20. Olá! Farei viagem com minha esposa chegando no dia 15/10/19 em Frankfurt e partindo de Berlim no dia 27/10/19. Pensei no seguinte roteiro: Frankfurt- Colônia- Dusseldorf- Hamburgo e Berlim. Minhas dúvidas : 1. Incluiria mais alguma cidade ? 2. Quantos dias ficar em cada cidade? Pensei na seguinte programação : Dias 15 (chegada) e 16- Frankfurt Dias 17 e 18 - Colônia Dia 19- Dusseldorf Dias 20 e 21 -Hamburgo Dias 22, 23, 24, 25, 26: Berlim. Dia 27: vôo de volta 3. Faço tudo alugando carro ou tem algum trecho que seria melhor ir de trem ? É facil encontrar estacionamento nessas cidades? Obrigado pela atenção !
  21. Olá pessoal, como vão? Quero uma mochila de 60l (70l máximo), para passar 20 dias na Europa, a finalidade é para transporte mesmo, tenho uma de ataque, então preciso uma para as viagens, ou seja, precisa de compartimentos para acomodar legal as roupas e itens de uso pessoal. https://lojaam.com.br/mochila-nautika-gyzmo-60l Achei essa muito legal essa. Teriam mais para indicar? Desde já agradeço!
  22. Sou bisneto de alemães mas não sei exatamente quando vieram para o Brasil mas tenho o sobrenome deles, queria saber se tem como eu ou minha mãe pedir a cidadania europeia Obs: não existe mais nem um documento oficial que diz que eles são alemães que migraram para o Brasil
  23. rapazvr

    Alemanha: Postdam

    A cidade de Postam localiza-se a 20 quilómetros de Berlim e a viagem de comboio (incluída no Berlim Welcomecard) demora cerca de 30 minutos. Devido a todas as suas atracções e à beleza da cidade, e ainda à carga história associada, visitar Postdam é obrigatório para quem já conhece Berlim e tem algum tempo disponível para uma escapadinha. https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/10/14/alemanha-postdam-germany-postdam/
  24. Post do meu Blog sobre os principais monumenos relacionados com a Segunda Guerra Mundial, Nazismo e Guerra Fria em Berlim. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/10/07/alemanha-memorias-do-nazismo-em-berlim-germany-memories-of-nazism-in-berlin/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
  25. Boa tarde a todos, Aqui fica a segunte parte da minha visita a Berlim. Espero que gostem :) https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/09/22/alemanha-tour-por-berlim-e-arredores-2-germany-tour-in-berlin-and-surroundings-2/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
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