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  1. Oi, gente! Depois de ter feito diversas viagens pegando muitas dicas aqui no Mochileiros, tomei vergonha na cara para escrever o meu primeiro relato. Eu já tinha definido que iria fazer uma Eurotrip em 2017 e, como sou autônoma, tenho uma boa flexibilidade de datas para viajar. Por isso, quando retornei da minha ultima trip pro Chile, comecei a monitorar as promoções de passagens até que, em agosto de 2016, encontrei uma promoção com voo Salvador – Madrid direito e com taxas por R$ 1533,00, pela AirEuropa para uma data que seria viável pra mim. Vale dizer que esse valor ainda incluía as taxas do Viajanet, pq mesmo com a comissão deles ficava mais barato que comprando diretamente pelo site da companhia. Assim, 07 meses antes da viagem, estava eu com as passagens em mãos para passar 15 dias viajando pelo velho continente!!!! Logo após a compra das passagens, surgiu uma promoção de seguro da Mondial para a Europa dando 50% de desconto! Assim, paguei R$ 197 pelo seguro por 15 dias. Então comecei a pensar mais ou menos no roteiro: não abria mão de Paris e Roma e pensava em incluir Londres. Foi ai que minha mãe, que sempre teve o sonho de viajar para a Europa e nunca pôde realizar, cerca de 01 mês depois da minha compra de passagem, decidiu que ia também já que ela não fala outra língua e sairia mais em conta do que ir pela CVC hahaha. Vale dizer que a passagem dela, comprada um mês depois, ficou cerca de R$ 350 mais cara para o mesmo vôo e que o seguro também, pois só consegui depois uma promoção de desconto de 30%. Ai veio um porém: eu queria MUITO ficar em hostels. Prá mim, a integração que um hostel proporciona é um dos pontos mais altos da viagem. E claro que não dava pra ficar em quarto privado a viagem toda, pq sairia muito caro e seria até melhor ficar em um hotel pelo preço. Conversei direitinho com ela, expliquei meus motivos e falei que escolheria os hostels com carinho e que ficaríamos em quartos femininos e com menos camas. Sobre os hostels, um parênteses: foram muito maravilhosooos! Recomendo todos os que fiquei. Vou colocando mais infos a medida que for escrevendo, mas vale dizer desde já que recomendo de olhos fechados: Ok Hostel Madrid, Home Lisbon Hostel, Generator Paris e The Yellow Roma. Minha mãe não cansa de repetir o quanto eu acertei em todas as escolhas. Bom, sobre minha mãe, a única coisa que ela interferiu no roteiro foi me pedir pra incluir Lisboa, pois ela queria muito conhecer. Assim, fechei o roteiro da seguinte forma: Dia 01 – Chegada em Madrid as 11h Dias 02 e 03 – Madrid Dia 04 – Ida para Lisboa com chegada as 14h Dia 05 e 06 – Lisboa Dia 07 – Ida para Paris com chegadas as 17h Dias 08, 09, 10 – Paris Dia 11- Ida para Roma com chegada as 19h Dias 12, 13, 14 – Roma Dia 15 – Ida para Madrid com chegada as 19h Dia 16 – Retorno para o Brasil Ainda na fase pré-viagem, vale dizer que em razão de eu não ter rendimentos fixos, preferi ir comprando tudo que podia comprar antecipadamente aqui do Brasil mesmo (ingressos das atrações), ainda que tivesse que pagar o IOF do cartão. Sério, foi a melhor coisa que fiz (no meu caso). Antes da viagem eu já estava com tudo praticamente pago, o que foi ótimo, além de ter conseguido tudo pros horários que ficariam melhor na minha programação, além de bons descontos (como na Disney Paris que comprei dois parques pelo preço de um). Também vale dizer que o euro sempre estava fechando abaixo no cartão do que os valores que encontrei nas casas de cambio da minha cidade, o que acabou compensando. Como decidi fazer os deslocamentos de avião, também fui monitorando as passagens e consegui valores razoáveis, incluindo em todos eles o despacho de uma mala de porão para cada uma. Outra observação é que tinha reservado sempre dormitórios em todos os hostels. No entanto em Roma consegui uma promoção no Booking para quarto privado por um preço que valia a pena. Como era o último destino da viagem, pensando no conforto de minha mãe, acabei pegando o privativo e foi ótimo (eu também estava bem cansada e todos os dias acabando dormindo até tarde hahaha).
  2. Por Lid Costa Ei pessoal, tudo bem? O post de hoje é um roteiro com o que fazer em Nápoles em 1 dia. A cidade é um pouco esquecida pelos turistas brasileiros e não tão querida por todos os italianos, mas eu recomendo demais uma visita a cidade, curti muito lá! Enquanto estava pesquisando por informações sobre o que fazer em Nápoles, vi alguns blogs falando que ela era mais barra pesada, suja e que o os italianos de lá eram sem educação. É claro que depois de ler tudo isso, eu fui um pouco com o pé atrás. Porém, a cidade me surpreendeu positivamente, mesmo passando apenas duas noites lá. Adorei! E, posso até criar polêmica, gostei mais de Nápoles do que de Florença! Isso mesmo! O que fazer em Nápoles em 1 dia Nápoles é a 3ª cidade mais populosa da Itália, ficando atrás apenas de Roma e Milão. Fica situada ao sul de Roma, são apenas 220 km, cerca de 2h30m se você optar por ir de ônibus/carro ou 1h30m se for de trem. Eu fui de ônibus, que era a forma mais barata, e desci na rodoviária. Fiz esse roteiro em apenas um dia, foi bem tranquilo. Se iniciarem o tour por volta das 10:00 da manhã dá pra fazer tudo com muita calma. Eu cheguei no último ponto a ser visitado por volta das 17:00, aproveitei que o dia estava lindo e comecei a escrever o post lá mesmo! Continue a leitura em https://partiuviajar.blog.br/o-que-fazer-em-napoles-em-1-dia/
  3. Bom dia!! Em maio deste ano eu e minha esposa fizemos uma viagem pelas cidades acima e somente agora consegui um tempinho pra preparar um relato para o pessoal do mochileiros. A viagem teve o seguinte cronograma/itinerário: 05/05 - Saída do Brasil 06/05 a 12/05 - Paris 12/05 a 17/05 - Londres 17/05 a 21/05 Amsterdam (com um dia indo a Bruxelas de trem). A viagem toda foi comprada pela Air France direto no site deles com preço promocional para múltiplos destinos. Chegada em paris, Voo Interno de Paris para Londres e Londres para Amsterdam e retorno ao Brasil de Amsterdam por 699 dólares. Essa foi minha primeira viagem que usei o Airbnb para fazer minhas reservas de hospedagem e foi fantástico. Simplesmente viciei no negócio. Abaixo aproveito para passar o link dos apartamentos que fiquei (todos super indico): Paris: https://www.airbnb.com.br/rooms/4557450 Londres (dei sorte de pegar um apto de um Brasileiro): https://www.airbnb.com.br/rooms/1530246 Amsterdam: https://www.airbnb.com.br/rooms/2799966 Para quem já me conhece, sabe que tenho um ponto fraco para com as fotografias, então o relato em si pode ficar um pouco prejudicado pela quantidade de fotos do post. Logo, se surgir alguma dúvida podem perguntar que irei responder com o maior prazer. Minhas fotos estavam hospedadas em um site que passou a cobrar pela hospedagem e caiu todas as imagens que tinha upado aqui. Vou colocar o link da minha galeria da viagem caso alguem queira ver alguma foto: https://goo.gl/photos/KZKhTbjL3VnpFHcg8 Dia 01 Nosso voo foi tranquilo, embora achei que a Air France deixou muito a desejar. Espaço interno da econômica o pior que já voei, menor do que os da TAM. Aeronave com sistema de entretenimento bem precário e serviço de bordo muito fraco. Dia 02 Chegando em CDG peguei um RER a 10 euros para chegar ao meu apartamento e fazer Check in. A localização do meu apartamento foi escolhida propositalmente ao lado da torre para sempre que fosse sair e pegar um metrô pudesse passar por lá e fazer fotos. Como a torre é um pouco mais afastada do grande centro, optei por esta logística. Após deixar as coisas no apartamento, saí para logo de cara ver a magnífica... 1 2 3 4 5 - Escuela Militar, na outra ponta da Champs de Mars 6 7 Minha ideia era fazer boa parte do deslocamento usando o sistema do Velib (bicicletas). Queria curtir pedalar por Paris e a facilidade em pegar as Bikes tinha me conquistado. Mas chegando lá, a velha comodidade do metro aliado ao cansaço de carregar mochila me pegou. Toda Paris ou caminhei, ou andei de metro. Como fiquei muito tempo na Torre quando cheguei, das 13:00 até umas 16:00, me joguei para o Louvre pois era o único dia da semana em que ele fechava mais tarde e dava pra ficar quase 5 horas lá dentro. Eu comprei o Paris Museum Pass de 05 dias, então tive acesso sem fila a alguns lugares e o Louvre foi um deles. Apenas apresentei na entrada, passei pelo scanner e cai dentro. O museu é fora de série, enorme e lotado. Aqui o importante é ver o seu perfil. Se você gosta de história e de arte, separe um dia inteiro, pois vai bater muita perna e tem que ter paciência. Eu particularmente gostaria de ter voltado um outro dia (até porque tinha o Paris Museum Pass), mas os dias em Paris passaram voando e vou ter que voltar de novo em uma próxima oportunidade. Seguem algumas fotos: 8 9 10 11 12 - A famosa 13 - Venus de Milo 14 15 16 17 18 Após sair quase 10 da noite do Louvre (estava anoitecendo por volta das 21:30 em Paris), pegamos um metrô e fomos direto para o apartamento comer algo e descansar. A essa hora o fuso + a caminhada do Louvre estava fazendo efeito e estávamos acabados. Dia 03 Como tinha uma ótima padaria na rua do meu apartamento, acordei um pouco mais cedo e dei uma folga para a mulher para ir até lá e comprar algumas delicias locais e preparar um café. Saímos do apartamento por volta das 09:30 da manhã e pegamos o Metro até chegar na famosa igreja do Código da Vinci, a Igreja de São Sulpício. Na frente uma bela fonte e a entrada da igreja é de graça. Algumas fotos: 19 20 21 22 Após sair da Igreja, fomos caminhando até os Jardins de Luxemburgo que era perto. Entramos no acesso ao lado da Fontana de Medice e aproveitamos para fazer algumas fotos. Uma pena que a fonte estava desligada. Ficamos no jardim por volta de umas duas horas. Levamos uma toalha e aproveitamos para fazer um lanche na área que era permitida para pic nic. O jardim vale muito ficar um bom tempo curtindo o clima do lugar e esquecer o tempo por um pouco. 23 24 25 26 Aproveitando a disposição de início de viagem, seguimos o dia (agora já no início de tarde) caminhando pelos arredores. Fomos ao Pantheon (que infelizmente a fachada estava em obras). Aqui mais uma vez consegui entrar sem fila devido ao Paris Museum Pass, que me deu acesso inclusive a cripta. De lá avistamos uma igreja e resolvemos ver o que era, pois não estava no nosso roteiro. Nos deparamos no fundo do Pantheon com a igreja aonde estão os restos mortais da padroeira de Paris, a Igreja de Santa Genoveva. Continuamos caminhando pela Boulevard Saint-German des Press passando pelos seus bares e restaurantes até chegar no coração de Paris, na Catedral de Notre-Dame. Entramos na igreja mas não conseguimos subir até o domo pois já havia passado da hora limite de subida (eram mais de 16:00). 27 - Pantheon 28 - Pantheon 29 - Cripta do Pantheon 30 - Fontaine St. Michel 31 - Notre Dame 32 - Notre Dame Com pouca energia mas muita disposição, encaramos ir aos Jardins de Tuilerie fazer a glamourosa caminhada da Champs Elysees até o arco do triunfo. Pessoal, sério... Faça com energia de sobra. Acredito que o passeio ia ter sido muito agradável se tivéssemos feito descansados. Aqui estávamos sentindo o ritmo forte do dia e ficamos bem pregados. Chegamos no Arco por volta das 21:45 e conseguimos subir as escadas para pegar a torre iluminada a noite, um espetáculo!!! 33 - Jardins de Tuilerie 34 - Jardins de Tuilerie 35 - Jardins de Tuilerie 36 - Place de La Concorde 37 - Champs Elysees 38 - Champs Elysees 39 - Arco do Triunfo 40 - Arco do Triunfo 41 - Arco do Triunfo 42 - Torre Eiffel do alto do Arco do Triunfo Após essa maratona, pegamos um metrô para voltar ao nosso apartamento pois no dia seguinte seria a nossa ida para Versailles e não poderíamos acordar muito tarde. Dia 04 Levantamos por volta das 07:30 e tomamos um café rápido para poder pegar o trem para Versailles. Fomos até a estação Champ de Mars Tour Eiffel e pegamos um RER C para Versailles. Aqui não tem muito erro, você chega lá e a maioria das pessoas estão indo para o mesmo lugar. A passagem se não me engano ficou algo em torno de 3 a 5 euros por pessoa. A viagem dura em torno de uns 35 a 40 minutos e é bem agradável, você passa por uma Paris mais moderna, com prédios comerciais e depois aos poucos vai vendo a periferia e o interior chegando. A estação de Versailles é bem tímida mas existem boas indicações para você chegar até o castelo (qualquer coisa é só seguir o fluxo). Chegando lá nos deparamos com aquela fila imensa e aqui, por mais que o Paris Museum Pass isente o pagamento de entrada, a fila não deu para escapar. Foram uns 45 minutos no pátio até conseguirmos entrar no castelo. Pausa para umas fotos enquanto isso. 43 44 45 46 A entrada se dá por uma porta lateral na direita e ali já tem opções de banheiro e lanchonetes para quem quiser (eu recomendo) fazer uma pausa antes do tour. O Castelo é impressionante... A ostentação dos quartos, lustres e decoração é algo impressionante. Tudo muito bem conservado, o circuito é sempre feito na presença de monitores que ficam de olho se alguém está fazendo algo inapropriado... Cuidado com os paus de selfie, lá não é permitido! 47 48 49 50 51 52 Após o tour, fomos até a entrada dos jardins. A Atração é paga a parte, mesmo com o Paris Museum Pass. Se não me engano foram 9 euros de entrada por pessoa. Infelizmente peguei o jardim central em obras e aí acabei não me animando em ir até o final do espelho d’água para fazer aquela foto tradicional do chateu com o jardim na frente. Mas deu para curtir bastante, explorar os jardins secundários, tomar um sorvete e descansar nos vários bancos espalhados pelos jardins. 53 54 55 – O jardim central estava em obras 56 57 – Quase um labirinto de jardins 58 No retorno para Paris, foi bem confuso saber qual trem embarcar na volta. Versailles é a estação final do RER que vem de Paris, mas outros trens passam por la e não tem nenhuma indicação ou ninguém para ajudar. Eu entrei em um trem com mais pessoas e demos sorte, nem marquei qual era o destino deste trem para ajudar aqui, mas é importante saber qual o trem pegar sentido Paris. Chegamos em Paris por volta das 16:00 e fomos direto para o apartamento descansar um pouco pois queríamos ir a noite na torre ver ela iluminada após as 22:00. Aproveitamos para fazer uma janta e chegamos lá por volta das 22:30). Sempre caminhando para a torre, pois nosso apto ficava bem pertinho. 59 60 61 62 63 Ficamos até quase meia noite aproveitando e curtindo cada momento único que ali vivemos... Dia 05 Conforme a viagem ia passando, nosso cansaço físico ia piorando pois o ritmo em viagem sempre é bem puxado. Aqui já estava difícil ficar acordando antes das 08:00. O Soneca começou a funcionar no despertador do celular e acabamos saindo do apartamento por volta das 09:30. Nosso sábado pela manhã estava comprometido com a feirinha de antiguidades e o mercado de pulgas de Saint. Ouen. Super fácil de chegar e encontrar, ele fica na estação final da linha 4 (port clignancourt). Basta sair reto da estação e passar por baixo do viaduto. Cuidado para não confundir a o mercado de pulgas com as barracas de camelô antes do viaduto. Para nós foi super bacana olhar os moveis antigos, roupas de grife usadas a venda, louças, entre outros. São vários mercados com dezenas de lojas vendendo de tudo. Mas os preços são bem “inacessíveis”. Vale a pena conhecer, mas caso tenha pouco tempo na cidade acho que deva reconsiderar. Curtimos o lugar até umas 13:00 e seguimos para Montmartre (que era caminho) de metrô. Subimos a ladeira até chegar na maravilhosa igreja de Sacré Coeur. Acho que após a torre Eiffel, foi o lugar com mais pessoas que vimos em Paris. As escadarias estavam lotadas e foi uma loucura. 64 65 66 Após uma rápida entrada na igreja (estava tão cheio que você tinha que caminhar junto com o fluxo dentro da igreja pois não dava para parar, parecia uma manada de búfalos, rs) resolvemos subir no Domo para ver o visual de Paris. O ingresso foi 6 euros por pessoa e a subida é bem divertida. Se for claustrofóbico ou se tiver problemas com esforço não suba... Deve dar uns 15 minutos de subida e é super apertado e sem ventilação por boa parte da subida. 67 68 69 Saímos e fomos direto para a praça central de Montmartre, onde tem dezenas de restaurantes, bares, artistas de rua. O Bairro é super boêmio e numa outra oportunidade quero poder explorar melhor. Ficamos para o almoço, passeamos um pouco mais pelo bairro e fomo para o apartamento tomar um banho e trocar de roupa para sair para jantar. Escolhemos ir para Rue de la Huchette, que são dois quarteirões (bem próximo a Fontaine St. Michel) com bares e restaurantes de todos os tipos. Antes demos uma parada na Ponte Alexandre III para pegar o fim de dia (que na verdade eram 21:00) antes de ir jantar. 70 71 72 73 74 75 Dia 06 Domingo de manhã, tempo meio chuvoso, arriscamos ir a bastilha ver a feira de domingo que, aliás , recomendo a todos... Quem estiver em Paris em um domingo tem que ir na feira de Bastilha. Centenas de barracas oferecendo de tudo, frutas, verduras, café, queijos, frutos do mar... Um passeio imperdível!! Quase compramos uma lagosta para fazer no apartamento, se tivéssemos mais tempo em Paris com certeza seria algo que faria... 76 77 78 Depois de caminhar um pouco mais pelas ruas do bairro, passamos em frente a ópera e o monumento principal da Bastilha, local onde acontecem as principais manifestações culturais e políticas de Paris. Em seguida fomo até a Place de los Vogues, uma bela praça toda simétrica, com construções de casas históricas ao redor dela. Ali parece que já é outro bairro, Marais. Mas fui caminhando desde o centro da Bastilha. Como o tempo ameaçava a melhorar , ficamos ali sentados um pouco descansando e organizando o nosso roteiro do dia... 79 80 Como o tempo acabou abrindo e se tornou o dia mais bonito que estivemos em Paris, aproveitamos para fazer algumas coisas a pé e bater perna. Pegamos um metro e saímos na beira do rio e ali foi caminhando pelo GPS para ir nos principais pontos que havíamos destacado: 81 82 – Ponte Neuf 83 – Hotel de Ville 84 – Notre Dame 85 86 – Pont des Arts 87 – Voltamos ao Louvre para aproveitar o sol 88 89 90 – A Torre vista pelo lado do Trocadero 91 92 93 94 95 96 97 Como já era por volta de 19:00 e estávamos ao lado do nosso apartamento, resolvemos encerrar o dia mais cedo para poder descansar um pouco e fazer uma janta para poder aproveitar mais o último dia cheio em Paris. Dia 07 Enfim havia chegado um dos grandes momentos da viagem, a subida na Torre Eiffel. Me perguntei muito antes (enquanto planejava a viagem) se valia a pena ir ao topo, pois quando você está em Paris você sobe nas construções para ter uma vista melhor da torre, e da torre o que seria interessante ver? Mas encarei e não me arrependi nenhum pouco, pois foi incrível. Aconselho a comprar antes os ingressos até o topo pelo site oficial da torre Eiffel (http://ticket.toureiffel.fr/index-css5-sete-pg1-lgen.html ). Não desistam! Eu tentei por 03 semanas comprar os ingressos e sempre dava que todas as datas que estaria lá estavam cheia (e tentei comprar com uns 02 meses de antecedência), mas em uma das vezes consegui comprar os ingressos sem fila até o topo e valeu muito a pena. Paguei 15 euros por pessoa. Cheguei um pouco mais cedo para não correr risco de alguma confusão eu perder meu horário e claro que aproveitei para tirar mais algumas fotos. 98 99 100 O acesso foi super tranquilo. Tem uma fila inicial das pessoas que reservaram no mesmo horário, mas é super de boa, pois todos vão subir naquele horário. Passando pela revista e detector de metais você entra no primeiro elevador que vai levar até o segundo nível da torre. De lá a vista já é bem legal e você pode comprar um ingresso só até lá que fica mais barato, mas no meu caso queria ir até o topo. Fiquei bem pouco tempo ali no segundo nível e já encarei a nova fila que se forma no segundo nível para entrar no elevador que vai até o topo. Chegando no topo, é impossível não ficar alucinado com a torre em si, os metais entrelaçados... A vista panorâmica para a Champs de Mars, para o Louvre, para o Arco do Triunfo... Me arrependi de não ter ido na torre no primeiro dia, pois esta vista panorâmica faz você entender melhor Paris. 101 102 103 104 105 106 107 108 Após vivenciar essa experiência fantástica, aproveitamos para dar uma passeada sem um itinerário, apenas curtindo as ruas de Paris até a hora do Gran Finale que seria fazer o Pic Nic na Torre. Deixamos para ir lá por volta das 18h, então passamos em um mercado e compramos tudo o que precisávamos... Conseguimos descolar uma cesta no apartamento em que estávamos e digo sem sombra de dúvidas que foi a melhor experiência que já tive... Sentar lá com a pessoa que você ama, curtindo sem preocupação com o tempo, bebendo um espumante deitado em uma toalha... Se você não sentir vontade de morar em Paris depois disso você não é humano... Por mais clichê que seja, é foda mesmo viu!? 109 110 111 112 E assim encerramos nossa estadia em Paris. Dormiríamos mais esta noite e no dia seguinte embarcaríamos para Londres com aquela sensação de quero mais, de que é uma cidade para se voltar sempre... E como em todo lugar, sempre algumas coisas ficaram para a próxima oportunidade como: - Passeio de barco no Sena - Pegar um fim de dia na torre Montparnass - Catacumbas - Moulin Rouge - Subir no alto da Notre Dame - D’Orsay (esse fiquei chateado por não ter conseguido ir) Dia 08 Nosso voo para Londres saia as 10:30, então acordamos por volta das 06:00, organizamos nossas coisas e pegamos um RER direto para o aeroporto sem maiores problemas. Avião saiu no horário e as 10:45 (horário local, 1 hora de fuso) pousamos em solo inglês. Diferentemente da minha passagem anterior por Londres, a imigração estava bem tranquila (desta vez pousei em Heathrow ao invés de Gatwick). No aeroporto já pegamos o metrô para chegar ao nosso apartamento alugado em Broadhurst Gardens, Hampstead. Nos organizamos com as malas, e passamos em um mercadinho próximo ao metrô para comermos algo e irmos para Camden Town. Escolhemos o nosso apartamento próximo ao metrô (zona ½) e também a estação de trem para termos uma abrangência ainda maior do sistema público. Portanto compramos um Oyster e só usamos metrô ou trem. Chegando em Camden, aquela loucura independente da hora ou do dia. Eram aproximadamente 16:00 quando chegamos e começamos a curtir o local, explorando os mercados, lojas e as comidas típicas espalhadas. 113 114 115 116 117 Como o dia estava bonito e, Londres é foda, resolvemos ir até as margens do Tamisa para tirar umas fotos do Parlamento e da London Eye, como sempre de metrô. Infelizmente a fachada frontal inteira do parlamento estava em reforma e coberta com lona (aliás que sorte que eu estava com isso...). Ficamos ali até o cair da noite, mas não deu para ficar muito tempo mais pois começou a esfriar bastante e não estávamos tão agasalhados assim. 118 119 120 121 122 123 126 Por volta das 21h encerramos o nosso primeiro dia em Londres e voltamos para descansar no apartamento. Dia 09 Neste dia, resolvemos explorar a região do Palacio de Buckingham, junto com o Green Park e o Hyde Park. Foi um dia bem agradável aonde conseguimos diminuir um pouco o ritimo e descansar bastante. Acabamos não vendo a troca dos guardas, então no Palácio ficamos bem pouco tempo. Já no Hyde Park atravessamos ele todo até chegar no Kensington Palace (residência do Principe William) e passear nos jardins do palácio, Kensington Gardens. Acabamos não entrando no palácio, o valor era meio salgado (18 libras acho) e também o dia estava muito bonito e resolvemos não fazer um passeio interno. 127 128 129 130 – Hyde Park 131 132 – Kensington Palace 133 134 135 136 – Kensington Gardens 137 Resolvemos dar uma esticada e caminhar até Notting Hill (no mapa parecia perto, mas foi uma bela de uma caminhada, quase uns 45 minutos) até chegarmos na famosa Portobello Road. Achamos o bairro uma graça, super movimentado e vibrante. Ao longo da Portobello Road várias barracas de feira que são itinerantes conforme o dia da semana. Ficaria hospedado aqui facilmente em uma outra oportunidade. 138 – A famosa rua 139 – A livraria do filme virou um gift shop 140 – As clássicas casas de Notting Hill Por volta de umas 19:30 resolvemos pegar um ônibus para o nosso bairro, passar em um mercado e comprar uns ingredientes para fazer uma bela janta e repor as energias. Dia 10 Neste dia, o mundo resolveu desabar em Londres. Era chuva que não acabava mais. Portanto, nada melhor do que ir ao Museu Britânico. Ficamos no museu por volta das 10:00 até umas 15:00 e dali resolvemos esticar do ladinho na Primark da Oxford Street para gastar algumas libretas... 141 142 143 Dia 11 Este dia era de grande expectativa para mim, pois era o dia que tinha um Tour reservado previamente na Fuller’s (na minha opinião uma das melhores cervejas do mundo). Como o Tour estava marcado para as 13:00 e o bairro é um pouco distante de metrô, optamos por fazer algo rápido pela manhã, então fomos até a Tower Bridge fazer umas fotos. 144 145 146 Para quem gosta de cerveja, o Tour da Fuller’s é imperdível. O Tour é em inglês (aqui precisa de um inglês intermediário ao menos, pois a explicação é bem técnica e quem não entender vai ficar boiando e não curtir a essência do lugar). O passeio dura aproximadamente 75 minutos e é finalizado com chave de ouro em uma degustação open bar por 30 minutos. Isso mesmo, você pode beber todas as cervejas a disposição o quanto quiser por 30 minutos. Pensa no estrago... 147 148 149 150 151 Após o Tour, e quase carregado pela minha esposa, paramos em uma Hamburgueria muito legal no bairro da Fuller’s para dar uma forrada no estomago. Dali resolvemos ir ao apartamento dar uma cochilada pois o porrete foi severo... Depois de umas duas horas de sono, partimos para explorar o Covent Garden, Leicester Square, Trafalgare Square, Picadilly Circus e o Soho, tudo na base da caminhada. Aliás, caminhar do Covent Garden passando pela Leicester Square até a Picadilly Circus, é uma das melhores chances que você vai ter de curtir a vida Londrina... 152 – Covent Garden 151 – Picadilly Circus 152 153 – National Gallery Dia 12 Era sábado e o nosso último dia inteiro em Londres. Optamos em dar um pulo no Borough Market, uma feira incrível que fica próximo a Tower Bridge que abre poucos dias da semana e que possui uma diversidade de comidas impressionante. Aqui dá pra você matar a fome apenas pegando provinhas dos quiosques que ficam lá dentro. Sábado é sempre uma loucura, então o lance é ter paciência e ir cedo. 154 155 Após matar umas horinhas por lá e sair com a barriga cheia, resolvemos dar uma passada na St. Paul Cathedral para fazer alguns registros. Foi minha segunda vez lá e ainda assim não criei coragem de pagar 20 libras pra entrar nela... Por enquanto ainda somente fotos externas... 156 157 Pra encerrar o dia passamos no museu de história natural (o que não recomendo fazer em um sábado, estava completamente lotado!!)... Já no final do dia era hora de voltar ao apartamento, tomar umas geladas e arrumas as malas para ir para o aeroporto no dia seguinte. 158 159 160 Dia 13 Nosso voo para Amsterdam era bem cedo, senão me engano umas 07:00 da manhã. Como era domingo o sistema de metrô aqui não ia nos ajudar. Tivemos que apelar para o Taxi (único momento da viagem). Fiz a reserva um dia antes pelo aplicativo MiniCabIt, informei o numero de passageiros e bagagens e voilá! No horário marcado chegou uma van para nos levarmos para o Heathrow... Chegamos em Amsterdam perto do meio dia (devido ao fuso horário) e já tinha comprado com antecedência os ingressos + Passagens para o Keukenhoef (famoso parque das tulipas que só abre 40 dias por ano). Como a saída para o parque é do aeroporto, deixamos as nossas malas nos lockers e fomos diretos para lá. Até chegar fora uns 40 minutos de ônibus. Se você está nesta época do ano em Amsterdam este programa é imperdível. O parque é maravilhoso, enorme e super bem cuidado. Dá para perder um dia inteiro vendo tudo o que é tipo de flor... 161 162 163 164 165 166 167 168 Ficamos no parquet até umas 16:30 e voltamos para o aeroporto. De lá compramos um single ticket do Sprint (trem de superfície) até uma estação de metro e pegamos um metrô até o nosso apartamento que ficava em frente ao RembrandtPark. Depois de nos acomodarmos, fomos jantar nas proximidades da Leidspleim ondem comemos um delicioso festival de costelinhas de porco ao barbecue. E claro sempre tirando algumas fotos pelo caminho, pois Amsterdam é uma das cidades mais fotogênicas do mundo. 169 170 171 172 Dia 14 Amanheceu o dia com o tempo bem ruim, nublado para chuvoso... O que limitou um monte as nossas opções. Acordamos um pouco mais tarde, o cansaço da viagem já estava pesando no corpo. Fomos caminhando até o Vondelpark e fomos presenteados com o letreiro do Iamsterdam itinerante dando bobeira lá sem ninguém. Ótimo para fazermos os nossos registros... 173 174 175 176 177 Continuamos a nossa caminhada até a Museumpleim, onde fica o famoso letreiro (este não é itinerante) junto com o museu do Vangogh e o Rijksmuseum. 178 179 180 181 Depois do almoço o mundo desabou… Foi muita chuva até a noite. Acabamos comprando um guarda chuva e ficamos caminhando pelo centrinho, vendo lojas e principalmente comprando cerveja. A noite nem saímos do apartamento, fizemos uma janta e relaxamos. Dia 15 Acordamos super cedo pois este dia iriamos de trem para a Bélgica (Bruxelas). Eu comprei as passagens com bastante antecedência no Brasil pelo site da Tallys (operadora de trem na Europa) e dei muita sorte. Na estação de trem tinha um brasileiro querendo dar um “migué” e pegar o meu trem que era bem mais rápido do que o da NS (trem holandês) e não conseguiu e falou que o preço da passagem na hora do meu trem estava 4x mais caro do que eu paguei com antecedência. 182 183 A viagem foi super tranquila e bem rápida. Acredito que o trem deva beirar os 400km/h pois foi de longe o trem mais rápido que já andei. Chegando em Bruxelas fui para o metrô para fazer o meu deslocamento até a estação central e começar a bater perna. O tempo estava bem esquisito, momentos tinha sol, momentos vinha a chuva. E o frio era de lascar pois tinha muito vento. A nossa primeira parada foi a igreja de St. Michel e Gudule. Imponente por fora e muito bonita também por dentro (não paga nada para entrar). 184 185 Nessa região, tem muita coisa perto e dá pra fazer tudo caminhando quase... Foi o que fizemos. Dali fomos caminhando até o Parque de Bruxelas, o Palácio de Bruxelas, descemos até o Jardin du Monts des Arts passando pela Place Royale até chegar ao Manneken Pis 186 – Senado Belga 187 188 – Palacio real 189 190 - Jardin du Monts des Arts 191 192 – Manneken Pis 193 Saímos do Manneken Pis por volta do meio dia e fomos direto para a Grand Place. A praça é algo fora do comum, é de ficar com o queixo caído... a Beleza por tudo, a ostentação, os restaurantes... É cenário de filme mesmo. Aproveitamos e almoçamos em um restaurante ali na praça, a dica aqui é ver os pratos do dia. Sempre tem boas opções por um preço bem em conta. 194 195 196 Após um fantástico almoço, fomos na Galeria Saint-Hubert (se não me engano é o centro comercial mais antigo da Europa) onde tem lojas magnificas de relógios, chocolates e outras coisas mais. Ali fica muito perto da Rua dos bares da Delirium, mas acabei não indo... Depois pegamos um metrô e fomos para o Arco do Triunfo, no Parque do Cinquentenario. Este lugar é lindo, mas os Belgas aqui deram uma de portugueses e fizeram um estacionamento na frente e atrás do Arco, ou seja, as fotografias ficam completamente comprometidas em um dos lugares mais belos de Bruxelas. 197 - Galeria Saint-Hubert 198 – Muitos chocolates 199 200 201 202 Para encerrar o nosso dia em Bruxelas fomos até o Atomium (tivemos que pegar o metrô novamente, pois é um pouco mais afastado). Confesso que fui surpreendido, pois ele é muito imponente... Super alto, bonito e se tiver sol o efeito é muito louco dos reflexos. Uma pena que acabei não subindo, vai ficar para a próxima. 203 204 205 206 Encerramos o dia por volta das 18:00 e voltamos para a estação de trem para o retorno a Amsterdam. Dia 16 Nosso último dia de viagem, queríamos curtir mais a cidade do que ficar batendo perna que nem louco e fotografando. Amsterdam amanheceu com um belo sol e saímos sem muito compromisso para curtir os canais, ir na Heineken Experience, fazer um passeio de canal e encerrar o dia em um dos meus lugares prediletos de Amsterdam, a cervejaria Brouwerij’t IJ, a famosa cervejaria do moinho. 207 208 209 210 211 212 213 214 Após algumas cervejas voltamos para o nosso apartamento para organizar as nossas coisas e preparar a nossa ida no dia seguinte para o aeroporto. Dia 17 Pegamos um metrô até a estação de Sprint e depois pegamos o trem até o aeroporto. Amsterdam é tudo muito fácil em relação aos deslocamentos, até o aeroporto é super perto. Chegamos no horário certo, despachamos as malas e voltamos para a realidade, afinal uma hora acaba!!
  4. E aí pessoal, beleza? Esse ano de 2017 resolvi fazer uma Eurotrip com foco no Leste Europeu... Passei por vários países num total de 45 dias de viagem. A ordem foi: Finlândia >> Suécia >> Estônia >> Letônia >> Lituânia >> Bielorrússia >> Polônia >> Rep. Tcheca >> Eslováquia >> Croácia >> Eslovênia >> Suíça >> França Fiz a viagem sozinha e foi super tranquilo. O roteiro foi sendo feito durante a própria viagem... se gostava do local ficava um dia a mais, se não eu ia embora pro novo destino. Por isso todas as viagens foram de ônibus principalmente noturno (quando a distância era maior) pra poder economizar no hostel!! Tenho um canal no youtube onde estou compartilhando todas as informações, então vou ir postando os vídeos aqui pra vcs tá?? Depois vou postar outros vídeos com mais dicas então se vc tá interessado recomendo se inscrever no canal e ativar as notificações pra ficar sabendo quando os vídeos novos foram lançados Inscreva-se: Rachel Travel Tips "Mas Raquel, quanto você gastou????" Essa é a fatídica pergunta que todos temos né? Então vou falar pra vcs tudinho!!! Eu fiz um mochilão com low budget e sou muquirana na viagem, ou seja, gastei relativamente pouco para o tanto de dias que fiquei por lá! E como eu sou controlada financeiramente e adoro uma planilha fui escrevendo tudinho durante a viagem, desde o hostel, o ônibus até a pizza que comprei... Vcs podem ver todos os gastos tim tim por tim tim acessando esse link aqui >>> Gastos da minha EUROTRIP Agora vamos aos vídeos... quem tiver dúvidas só postar que vou respondendo!! Começando com um resuminho das partes mais legais da viagem!! Tem um pouquinho de cada lugar.. E sobre os países: Finlândia e Suécia:
  5. Hello mochileiros!! Demorei um pouquinho para começar a escrever o relato do meu primeiro mochilão,mas eis-me aqui rs. Eu sempre achei que viagem internacional fosse apenas um sonho,que não era pra mim,seja por falta de grana,por medo do desconhecido ou por não ter companhia.Via amigos viajando e ficava pensando se um dia o meu dia chegaria mas não fazia nada para tornar isso realidade.Isso ficou pior depois de começar a trabalhar num aeroporto e ver as pessoas indo e voltando.Mas ano passado depois de mais uma vez ter férias frustrantes,decidi correr atrás do prejuízo Eu já tinha uma ideia da viagem que queria fazer,a principio só pelo leste europeu.Comecei a pesquisar como funcionava um mochilão e aqui achei muiiiiitas informações que me ajudaram muito. Eu passei 1 ano pesquisando cada detalhe sobre cada destino,montei planilha com várias abas para ir colocando as informações e graças a tanta pesquisa a cada mês ia reduzindo o orçamento e aumentando a quantidade de cidades e dias que poderia ficar viajando. Acabei fechando o roteiro com Berlim-Praga-Karlovy Vary-Budapeste-Paris e Roma. A parte do planejamento foi cansativa mas muito prazerosa também.Eu pesquisei tudo sobre transportes,atrações,melhores locais para se hospedar,dias de funcionamento e distância das atrações já que com essas informações eu podia montar um cronograma prático,preços de supermercado ( SUPERMERCADO = ECONOMIA = DINHEIRO SOBRANDO PRA PASSEAR ),que tipo de roupa levar,como se comportar num hostel,como perceber situações de risco já que ia viajar sozinha e fora outras pesquisas que estão salvas até hoje nos favoritos do pc. A parte financeira é complicada,euro caro,problemas aparecendo no meio do caminho que levavam meu dinheiro pro ralo.O dinheiro só diminuía mas eu não queira desistir.Por isso foi tão importante pesquisar bastante,pra saber de onde eu podia cortar gastos e deu certo,deu muito certo!!!! No inicio eu tinha calculado 2800 euros pra levar e no fim levei 1700 euros.Todas as passagens internas estavam pagas,com esses 1700,eu pagueis os hostels,alimentação,transporte,atrações e acreditem ainda comprei roupinhas porque não sou de ferro. Passando essa introdução gigantesca,vou começar a falar da viagem.Ufa!
  6. Preparativos Aproveitando a oportunidade de tirar férias, a vontade de conhecer um continente novo, e a ausência de promoções interessantes no momento, alguns meses antes da viagem decidi resgatar as passagens com milhas Smiles para a Europa. Com 35 mil resgatei o trecho Guarulhos-Praga, com mais 10 mil Paris-Atlanta e com outros 25 mil Atlanta-Porto Alegre. Foi uma grande felicidade descobrir que existem companhias aéreas de baixo custo de verdade. Eis o motivo de ter rodado por tantos países diferentes em tão pouco tempo, pois ir de um país a outro acabava muitas vezes sendo mais barato do que ir a outra cidade. Através da Ryan Air, cada um dos trechos me custou cerca de 20-30 euros! Com as passagens em mão, foi a vez de reservar as hospedagens (albergues) e montar um roteiro detalhado pra não ser pego por nenhum imprevisto, que obviamente ainda assim aconteceram. Mas isso fica para mais adiante. Mochilão cuidadosamente preparado com tudo do mais portátil/leve/pequeno possível para durar 3 semanas, e dessa vez aboli o guia em papel e levei meu smartphone de tela verde, que foi muitíssimo útil durante toda a viagem, principalmente como GPS e navegador de Internet . 1° dia Na sexta-feira, 18 de outubro de 2013, saí direto do trabalho para o aeroporto de Porto Alegre, passando pelo aeromóvel, para pegar o voo a Guarulhos. Como havia ainda um tempo livre, aproveitei para comer e beber à vontade na sala VIP da Smiles. Enfim, parti para a longa jornada a bordo da Air France. Assim que passou o serviço de bordo, pedi uma Heineken para entrar no clima europeu. Quando foi que dei o primeiro gole, e, para minha surpresa, a cerveja estava quente. Questionei o fato para o atendente em inglês, e a resposta que recebi, em português mesmo, foi: “Bem-vindo à Europa”! Preferências a parte, não tive escolha. Mas os demais aspectos do voo foram adequados, como uma miríade de filmes novos para assistir e uma comida boa para os padrões aéreos. 2° dia Uma escala tinha que ser feita em Paris, onde houve a imigração na União Europeia. Foi a mais tranquila que passei na vida, a fila andava rapidamente e o oficial não me perguntou nada e nem pediu outros documentos. No meio da tarde cheguei à periferia de Praga, capital da República Tcheca, onde estava um clima bem agradável. Primeiro, comprei um punhado de coroas tchecas, já que o euro nem sempre podia ser usado lá. Depois, o caminho de ônibus até a cidade começou a revelar a beleza do local. Ao entrar na estação de metrô, comprei o bilhete em uma máquina e vi uma coisa que nunca tinha imaginado que poderia ocorrer: não havia catracas, ou seja, qualquer um poderia entrar sem pagar! Imagina se fosse no Brasil... Check-in feito no albergue temático Art Harmony, e já caía a noite quando sai para passear (fato que se repetiria algumas vezes). Ainda com certo receio de levar a câmera nova para a rua, caminhei algumas quadras em direção ao rio Vltava, onde se concentravam as atrações. Para minha surpresa, hordas de turistas de todas as partes do mundo fotografavam tudo que viam. Da Casa Dançante, com sua iluminação psicodélica, parti em direção norte, sempre acompanhando o rio. Por sorte, nessa noite estava acontecendo um festival de luzes na cidade. Assim, vários prédios receberam iluminações e sons que faziam com que parecessem vivos. Depois de passar por diversos espetáculos como esse, subi uma centena de degraus até o morro onde se encontrava o famoso Castelo de Praga, limitado de um lado pelo farol e do outro pela ponte Carlos. O castelo, construído inicialmente em 850 e reformado/reconstruído até o século 18, é um belo exemplar da arquitetura renascentista, e a principal atração turística da cidade. 3° dia Caminhei tanto que quando percebi já era outro dia, e ainda tinha que voltar tudo, dessa vez pela outra margem do rio. O sono era tão grande que perdi a hora. No final da manhã aproveitei meu cartão de transporte público ilimitado para um dia e peguei um bonde sem rumo, descendo numa estação já fora do centro, a Geologická. Lá, tive meu primeiro contato com a belíssima coloração outonal europeia, onde o tradicional verde se misturava junto a tons de amarelo, laranja, vermelho, rosa e roxo. Ao voltar, juro que tentei achar um lugar com comida típica para almoçar. O problema é que na região menos turística, não tive como decifrar os hieróglifos tchecos. Então acabei entrando em um shopping. Lá escolhi um tipo de restaurante que ainda não conhecia, o tal do “running sushi”, em que passava uma esteira com todo tipo de comida oriental e você só tinha que pegar os pratos que quisesse. Confesso que não sabia metade do que estava comendo, apesar da comida ser saborosa, e, ironicamente, a única coisa que não comi foi sushi. Depois de tirar a barriga da miséria, fui até o supermercado do shopping, que na verdade era um hipermercado. Sempre gosto de ir nesses locais para conhecer o que o povo realmente consome. Além disso, é o lugar mais barato para se comprar, essencial quando se está na Europa. Perdi um bom tempo na sessão de cervejas, que se estendiam ao longo de muitas prateleiras. Havia de todos os tipos, sabores e recipientes possíveis, até em garrafa pet! Depois de escolher algumas e passar no caixa, percebi que não havia sacolas para guardar as compras. Levei um tempo até perceber que eu deveria pagar pelas sacolas plásticas, um fato interessante para evitar desperdício. O próximo destino foi outro centro arquitetônico no alto de um morro, mas dessa vez ao sul. Além da vista da cidade, dentro das muralhas havia, entre outras construções, uma igreja acompanhada de um cemitério com alguns séculos de uso e lápides decoradas bem preservadas. Passei as últimas horas do dia (e algumas da noite) em um parque na direção oposta, e segui até o albergue da vez, o Miss Sophie’s. Fiz a janta e fiquei conversando com um argentino que estava procurando emprego na cidade e com um turista alemão. Como tinha que levantar cedo no dia seguinte e não tinha companhia para sair, em seguida fui dormir. 4° dia Ao acordar, o primeiro aperto da viagem, que por coincidência (ou provavelmente não) sempre se deu na hora de pegar um voo. Por algum motivo o ônibus que levaria até o aeroporto atrasou bastante. Quando cheguei ao terminal corri que nem um queniano até o portão de embarque. Com sorte o voo estava atrasado e pude embarcar, e com mais sorte ainda não mediram minha mochila, que estava acima do tamanho permitido. Ensopado mas aliviado, subi no avião da Wizz Air rumo a Milão. Como o avião pousava em outra cidade, tive que pegar um transporte até Milão. Nele, conheci um casal de brasileiros que vendeu todos seus bens para se mudar definitivamente para a Itália, a fim de fugir de todos os problemas de nosso país, principalmente a insegurança e o excesso de impostos. Infelizmente não foram os únicos que conheci nessa situação. Chegando à estação central de Milão, passei longe dos ciganos, conforme me aconselharam, e segui em um bonde para o albergue Monastery. Em seguida fui até o metrô, em direção a principal atração da cidade, a Praça Duomo. Na entrada dele, um homem veio me pedir informação locais em italiano, e por incrível que pareça consegui ajudar. Fiquei feliz com esse fato, e percebi que teria bastante facilidade com o idioma, principalmente na leitura. Na praça, entrei na grandiosa Catedral de Milão, que assim como tantas outras na Europa, está em reforma. A bela construção gótica abriga criptas, entre outros artefatos. Após, caminhei pelas ruas em volta e pude notar o motivo de essa ser a capital da moda: mulheres bem vestidas e lojas de grife por todos os lados. Outra coisa que me espantou foram os preços, muito mais elevados do que em Praga, o que me fez sair à procura de um supermercado. Encerrei o dia em um parque e preparar o jantar no albergue, onde conheci brasileiras. 5° dia O dia começou cedo e chuvoso no Castelo Sforzesco, construído no século XV, e que atualmente abriga um grande acervo cultural. Desde esculturas pré-históricas, artefatos egípcios e armas medievais, até quadros modernistas. Na entrada me deparei com o tal nigeriano que tenta colocar uma pulseira no seu punho alegando que é de amizade e depois vem cobrar uma boa grana. Por sorte havia sido alertado do golpe, e consegui me esquivar. O último lugar que visitei, ali próximo, foi o arco do triunfo local. A única que gostaria de ter visto e não consegui foi o quadro “A Última Ceia” de Da Vinci, pois era preciso comprar o ingresso com antecedência. Despedi-me de Milão pegando um trem que percorreu áreas rurais da Itália, chegando 2,5 horas depois em Veneza, onde apenas passaria a noite. Caminhei que nem um condenado pelas diversas pontes e canais com belas vistas, a fim de conhecer o máximo que pudesse. A caminhada me levou ao outro lado da ilha principal, onde ficava a Praça de São Marcos. Ponto de concentração de vendedores de artigos inúteis, como pirocópteros brilhantes, quando passei estava tocando uma orquestra na parte externa de um dos restaurantes. Peguei um “gelatto” e sentei junto à multidão, não sem antes achar um grupo de brasileiros no meio, mais especificamente cariocas. Depois de um tempo conversando e curtindo o show, segui para outro lado, onde ficavam ruas sombrias e despovoadas. Senti um pouco de medo, mas segui em frente e voltei para o centrinho de Veneza. 6° dia Finalmente chegou o dia que estava esperando, o destino exótico da viagem, o menos visitado por brasileiros. Ao desembarcar na ilha de Malta pela companhia Ryan Air, o frio do passado se despediu de mim. Cruzando a ilha de ônibus, minha primeira impressão foi de que tudo era bege, dando um ar desértico ao país. Fato confirmado e explicado pela estrutura calcária do arquipélago. Outra coisa que observei foi a influência dos países colonizadores de Malta em sua cultura, principalmente os povos ingleses, italianos e árabes. E por último, o animal mais comum da ilha, o endêmico Podarcis filfolensis, o lagartinho da foto abaixo. Segui diretamente para a 2ª maior das 3 ilhas: Gozo (Sem piadas, por favor). Ao chegar ao porto, peguei a balsa, que passou por um bando de águas-vivas grandonas, e depois continuei de ônibus até a vila de pescadores denominada Marsalforn, onde ficava o hostel Santa Martha, cuja dona bastante simpática me recebeu. Fui caminhar pela costa, onde subi num morro para tirar foto do pôr-do-sol na parte rural. Depois, segui pela estrada até a noite chegar de vez. Ao voltar, parei em uma pizzaria à beira-mar e fiquei contemplando a quase ausência de ruídos e iluminação da vila, uma tranquilidade só. 7° dia Embarquei no primeiro ônibus que me levaria ao templo megalítico de Ggantija. É incrível o fato desse monumento, que é muito mais do que um simples amontoado de rochas, estar de pé até hoje, pois é mais antigo do que as Pirâmides de Gizé e Stonehenge! O complexo revelado é composto de 2 conjuntos similares, divididos em diversos quartos, cada um com sua estrutura e significado diferenciados. Lotado de turistas europeus. Prosseguindo, desci até a bela baía de areia vermelha de Ramla. A vontade de tomar banho era grande, mas como tinha o dia inteiro de caminhada, achei melhor não ficar salgado ainda (apesar de ter ficado de qualquer forma, de tanto que suei). Subi o morro até uma caverna, de onde se tinha uma bela vista. Infelizmente, estava cheia de lixo. A tarde começou com uma visita à cidadela antiga na maior cidade da ilha de Gozo, Victoria. Do alto de suas muralhas reconstruídas podia-se ver quase toda a ilha. De lá, depois de comprar souvenires nas lojas ao redor, parti para a baía de Dwejra. Chegando lá, ao invés de descer pela estrada, fui através do morro. Tive duas gratas surpresas. Primeiro a vista incrível das escarpas de chaparral e do mar interno. Em segundo lugar, quando fui descendo a encosta, descobri que ali se encontrava um rico sítio fossilífero! Apesar de estar a quase uma centena de metros do nível do mar, encontrei várias conchas de bivalves, ouriços-do-mar e bolachas-do-mar incrustados no calcário. Tive vontade de levá-las embora... O pôr-do-sol aproximava-se enquanto eu observava de perto o oceano, as salinas e a bela feição geológica conhecida como Janela Azul. Depois que o sol se foi mar adentro, eu e mais alguns turistas aguardamos o ônibus de volta. O longo trajeto de volta até minha hospedagem na ilha principal, apesar de estar a uns 35 km dali, levou 5 horas! Se eu fosse correndo e nadando chegaria antes... Talvez por estar em baixa temporada, a frequência dos ônibus era muito baixa na ilha de Gozo. Depois de pegar 2 deles, a balsa, mais 2 na ilha de Malta e uma caminhada leve, cheguei no YMCA Valletta, na capital de mesmo nome. Esse lugar fedia, mas foi o único lugar em que consegui me hospedar lá. 8° dia A manhã foi dedicada a Medina, a cidade medieval e antiga capital de Malta. Chegando à cidade, foi possível observar estruturas da Idade Antiga ainda erguidas, como os aquedutos. Maior do que a cidadela de Victoria, Medina possui um grande número de construções, incluindo palácios, capelas, calabouços e baluartes, e está bem preservada. Em seguida fui ao porto, de onde embarquei em uma lancha para um dos destinos mais visitados de Malta, a paradisíaca ilha de Comino. Lotada de turistas na parte principal conhecida como Lagoa Azul, desbravei outros caminhos na ilha, que me levaram ao forte, ao único hotel e a cavernas subaquáticas. Uma pena não ter tido condições de explorar melhor a parte aquática, mas ao menos consegui me refrescar em suas águas que estavam com temperaturas medianas. À noite, fui conhecer de fato a capital fortificada Valletta. Patrimônio da UNESCO, ainda contém a estrutura de ruas e prédios de sua fundação no começo da Idade Moderna. Apesar de aparentar ser interessante, não explorei muito a fundo. 9° dia De avião cheguei a Girona, na Espanha, de onde precisei seguir de ônibus até Barcelona. Fiquei no albergue Kabul, que tinha sido recomendado pelo Tiago, amigo de infância que encontraria lá. Apesar do nome, foi o melhor lugar que fiquei na viagem. Tinha uma área comum bem frequentada e muitos brasileiros hospedados. Conheci até alguns que estavam morando em Malta. Saímos então, eu e o Tiago para o city tour a pé. Catedral gótica de Barcelona, torre obscena Agbar, mais um arco do triunfo, monumento à Colombo, zoo, passamos por diversos pontos de interesse, mas não entramos em nenhum, pois os preços estavam um pouco abusivos, mesmo em se tratando da Europa. Na beira-mar, concentravam-se as baladas e bares mais chiques, mas poucas pessoas dentro do mar. Voltamos pelo calçadão entupido de turistas conhecido como Las Ramblas, onde aconteciam apresentações artísticas e havia barraquinhas que vendiam de souvenires a sementes exóticas e ilícitas. Enquanto meu amigo preguiçoso voltou ao albergue para dormir, entrei no mercado público La Boqueria, nessa mesma rua. Frutas de todos os tipos, chocolates e até frutos-do-mar compunham o cardápio dos estandes. Enquanto tomava um suco e passeava, houvia os gritos de comemoração da vitória do Barça sobre o Real Madrid, que acontecia no momento. À noite o pessoal se reuniu na área comum do Kabul, enquanto faziam a preparação para a balada. Entre um copo e outro, eu e meu amigo vencíamos duplas de todas as nacionalidades no pebolim. Apesar de não sóbrios, ficamos invictos. E fomos para a festa. 10° dia Levantamos como zumbis e nos arrastamos pela cidade. Através da grandiosa malha do metrô chegamos ao famoso Templo Expiatório da Sagrada Família, obra neogótica de Gaudí, ainda em construção. Como a fila para entrada era muito grande, apenas caminhamos em volta e rodamos um pouco mais em volta, nos acostumando com o onipresente catalão, uma mistura de espanhol e francês. Ao fim da tarde nos unimos com o pessoal de Malta para visitar o Parc de Montjuïc, onde ficava o Palácio Nacional, o centro olímpico, diversos jardins e outras atrações. Uma pena que o show das fontes mágicas não ocorreu naquela hora. Chegamos à hospedagem a tempo da janta. A balada da vez foi o Opium Mar. Para entrar tinha que estar muito bem vestido e, apesar do ingresso ser barato, foi o lugar com as bebidas mais caras que já vi na vida. Ao menos tocava música boa e as pessoas eram bonitas. 11° dia O resultado foi desastroso na manhã seguinte. Meu amigo perdeu o voo (o aeroporto dele era diferente do meu) e eu tive que enfrentar uma odisseia para conseguir pegar o meu. Chegando ao terminal, vindo de metrô, vi que o ônibus já estava arrancando. Corri atrás, mas o maldito motorista não quis abrir a porta. Estava crente que chegaria a tempo, mas então percebi que havia visto o horário do dia anterior. Esperei então pelo próximo ônibus a Girona, mas depois de uma hora percebi que ele não aparecia no painel dos horários. Fui perguntar a uma das atendentes, que me informou não haver mais o tal ônibus que o motorista me disse para aguardar. Nessa hora bateu o desespero. Chequei na internet o valor de uma passagem de avião para meu próximo destino: dos menos de 100 reais que tinha pagado, passaria pra mais de 400, isso no dia seguinte! Sorte a minha que ainda havia uma chance: pegar um trem de alta velocidade em outra estação. Corri de metrô até lá, e bem na hora que cheguei estava para sair bem o que eu precisava. Comprei o bilhete às pressas e saltei para dentro alguns segundos antes das portas fecharem. Passei a viagem toda tenso, pois ainda precisaria pegar um táxi. Cheguei ao aeroporto já tarde para o voo, mas por mais sorte que juízo, o mesmo estava bem atrasado! Relaxei um pouco enquanto chegava ao Reino Unido. Passando por uma imigração mais intensa, desembarquei em Stansted, a um bom tempo de Londres. Usando o wi-fi do ônibus à frente, no caminho fui me comunicando com meu amigo Vinícius que estava me esperando na casa do Sherlock Holmes, junto com seu amigo Luiz, sua mãe e o companheiro inseparável Yoda, que fez sucesso no país. Começamos pelo Tower of London, castelo-museu medieval, que lembra muito o jogo Age of Empires 2, por suas fortificações e armas expostas, como trabuquetes de tração, aríetes, balestras e bombardas. Não sei por que motivo, mas havia algumas estátuas de animais espalhadas. Valeu a pena a visita, que incluía até os aposentos reais mobiliados. Tanto que ficamos até fechar. Depois de uma parada no Starbucks para apreciar a culinária e, principalmente, escapar da chuva que surgiu do nada, atravessamos a bela Tower Bridge, acompanhando o rio Tâmisa. À mesma vista ficava iluminada em verde a London Eye, uma das maiores rodas-gigantes do mundo, e o Big Ben e o parlamento, em amarelo. Antes de partir, uma paradinha para divertir as pessoas fantasiado de Pânico (estava na semana do Halloween). Pude então ir até o abrigo grátis, no caso o apartamento em que morava meu velho amigo Diego, que não via há 4 anos desde que deixou o Brasil. Foi muito legal tê-lo reencontrado. 12° dia O dia iniciou em um parque e prosseguiu em um dos muitos museus grátis da cidade. Como a fila estava bastante grande para o de História Natural, eu, Vinícius e Luiz fomos ao Museu de Ciência. Recomendo. Da Revolução Industrial encabeçada pela Inglaterra, também contava a história do desenvolvimento aeroespacial e incluía uma seção sobre a impressão em 3d. Tinha uma parte interativa expressiva, mas não tanto quanto a do Museu da PUC/RS. À noite, mais uma rodada pela cidade, culminando num pub com o Diego. 13° dia Pelo 3° dia seguido tentamos arranjar um jeito de visitar Stonehenge. Depois de uma hora procurando o carro que tínhamos reservado, descobrimos que ele estaria bem distante de onde estávamos, na estação de trem. E para alugar um na hora sairia bem caro. Sendo assim, e pela distância, deixei o templo de fora de meu roteiro (Meus amigos ficaram mais dias na Inglaterra e conseguiram ir a Stonehenge). O museu grátis do dia na verdade era uma galeria de artes, a National Gallery. Quadros de vários artistas, épocas, estilos e países compunham o material. Percebi o quanto sou alienado no assunto, quando terminei a visita sem reconhecer uma pintura sequer. Em volta, uma dezena de artistas de rua e pessoas fantasiadas disputavam o público. Voltas pelos quarteirões nos levaram a Penney’s, famosa loja de roupas baratas. Como não tinha espaço na mochila e também iria para os EUA depois, não levei nada. Mas os preços eram realmente tentadores. Por fim, uma pizzaria de qualidade para fechar com chave de ouro. 14° dia Madrugando, passando por vários meios de transporte e correndo, cheguei ao avião novamente. Algum tempo depois, desembarquei em Dublin. Segui para uma “praia” frequentada por aves, moluscos e algas. Ali ficava o Dublin Bay Irishtown Nature Park. De longe era possível ver duas longas chaminés da antiga usina de energia ao lado do parque. Após observar algumas espécies de aves, vi um arco-íris no horizonte. Meia hora depois começou a desabar o mundo, quando ainda estava bem longe do Ashfield House Hostel. Continuei de qualquer forma, enquanto passava um grupo de crianças empurrando pneus gigantes. Perguntei-me se aquilo tinha alguma ligação com o Halloween, já que ocorreria nessa mesma noite. Falando em noite, depois de jantar e tomar uma Guinness, fui conhecer a parte urbana da cidade. Desde os clássicos e sombrios Castelo de Dublin e Catedral de São Patrício, até os coloridos pela ocasião Banco de Dublin e Universidade Trinity Dublin. Coloridas de uma maneira mais assustadora eram as pessoas que lotavam as ruas fantasiadas. 15° dia O dia dos 3 países começou com uma caminhada ao longo do principal rio de Dublin, o Liffey. Em seguida, um ônibus que percorreu zonas rurais da Irlanda até a Irlanda do Norte, mais precisamente Belfast, a capital. Uma das menores capitais da Europa, Belfast é uma cidade bem amigável para ser conhecida a pé. Possui muitos prédios históricos e calçadões ao longo do rio Lagan, descontaminado nas últimas décadas. Nesse mesmo rio fica o estaleiro onde foi feito o Titanic. Permeei alguns prédios antes de entrar em um museu que mostrava a devastação sofrida pela cidade na 2ª Guerra Mundial, e continuada pelo grupo terrorista IRA, que credita a Belfast o infame título de capital europeia do terrorismo. Mais alguns prédios, uma estátua de tainha gigante e gaivotas inteligentes o suficiente para abrir mexilhões atirando-os do alto até o concreto. Depois dessas e outras vistas, voltei para o ônibus. O sol já se punha quando o avião para o próximo destino decolou. Em uma noite chuvosa, cheguei a Paris. Tive um pouco de receio enquanto percorria ruas escuras e estreitas até o lugar onde ficaria. 16° dia Saindo do albergue Woodstock, segui para o norte, onde ficava Montmartre. Acima de um bom punhado de escadas (ou um minuto de funicular, para os preguiçosos) ficava a Basílica de Sacré Coeur, e uma bela vista de boa parte de Paris. Lá, assim como nas outras principais atrações, tinha um grupo de surdos-mudos arrecadando dinheiro de turistas. Realmente espero que seja apenas arrecadando. Desci a ladeira, parei em frente ao Moulin Rouge para uma foto e caminhei mais alguns quilômetros até o imponente Arco do Triunfo mais famoso da atualidade, em comemoração às vitórias de Napoleão. Para não perder o costume, continuei na direção a um dos maiores parques urbanos da cidade, o Bois de Boulogne, que concentra uma grande diversidade de atrações em seu interior. Contentei-me em caminhar pelos bosques, fotografando fauna e flora. Ah, se nessa hora eu soubesse que anexo a esse parque ficava o estádio Roland Garros, onde meu glorioso conterrâneo Guga Kuerten se consagrou. Em vez disso, passei reto para outra atração. Nesse momento já estava desesperado para achar algum banheiro, até que avistei um banheiro público auto-limpável. Interessante, mas a demora na limpeza não ajudava em nada na fila. Depois de satisfazer as necessidades, fui ao alcance da torre Eiffel. A imponente torre de ferro fundido foi a maior estrutura humana até 1930, mas ainda impressiona muito, especialmente com sua iluminação noturna. Para terminar, caminhei pela margem sul do rio Sena, apreciando a iluminação noturna da Cidade Luz. A essa altura meu pés já imploravam por descanso. As dezenas de quilômetros percorridas quase que diariamente ao longo desses dias, muitas vezes com 10 kg nas costas, fizeram bolhas brotarem na sola dos dois pés, fora as dores no resto do corpo. 17° dia Com a mobilidade levemente afetada, ainda assim caminhei mais de uma dezena de quilômetros nesse dia. Primeiro, fui até o Museu do Louvre, nesse que era o dia de entrada grátis. A fila dava voltas intermináveis. Com isso, tive que seguir para o Museu do Exército. Logo na entrada, um tanque de guerra da 1ª Guerra Mundial recepcionava as pessoas. Dentro, uma grande quantidade de armas e armaduras. A parte mais legal que achei foi a longa seção que contava a história militar francesa e mostrava os artefatos usados durante cada um dos períodos e conflitos. Depois de entrar na tumba de Napoleão, voltei ao Louvre. Como a fila já havia diminuído o suficiente, fiquei na espera. Construído todo no subsolo, parecia um emaranhado de galerias sem fim. Objetos de todos os tipos decoravam o lugar. Desde obras de valor histórico inestimável como tábuas com escrita cuneiforme dos Sumérios e o primeiro conjunto de leis escritas, conhecido como Código de Hamurabi, passando por obras clássicas como a Venus de Milo da Grécia Antiga, até quadros pequenos mas famosíssimos como a Mona Lisa. Para finalizar, uma passada pelas históricas Catedral do corcunda de Notre-Dame e a Praça da Bastilha, longe dali. 18° dia Sono recuperado, parada no mercado para comprar queijo Camembert e outras delícias, lojas de souvenir e mais um longo voo para os EUA. Estava sempre levando a mochila comigo nos voos, só que esqueci que tinha comprado o bendito queijo. Resultado: tive que comer ele ali mesmo na esteira das bagagens, pois senão ele iria para o lixo. Ao final da tarde cheguei a um dos aeroportos mais movimentados do país. Era a 5ª vez que entrava nos EUA, mas, apesar disso, me levaram para a temida salinha da imigração junto com outros latino-americanos. Fiquei muito chateado, pois não havia motivos para terem feito isso. Abriram toda minha mochila e a única coisa que encontraram foram minhas roupas, eletrônicos e souvenires que comprei na Europa. Como o único albergue da cidade tinha fechado, tive que ficar em um hotel mesmo. Escolhi o mais em conta e perto do aeroporto: Hotel Super 8 College Park, e não era nada mal. Como estava faminto, desci até o único restaurante das redondezas e me fartei. 19° dia Pela manhã, depois de uns biscoitos americanos e de um ônibus e metrô, me aproximei do centro de Atlanta. Já tinha comprado o tal do City Pass, que dá desconto em determinadas atrações. A primeira foi o CCN Studio Tour, uma visita guiada pelos bastidores da produção do canal em sua sede. Legal. Antes de chegar à próxima atração, adentrei o Centennial Olympic Park, construído para celebrar as Olimpíadas de 1996. As fontes dos anéis olímpicos divertiam a criançada enquanto eu passava. Em seguida, o Georgia Aquarium, ou “Aqurium”, como pronunciava um nigeriano que conheci no parque. Dividido em diversas seções, tinha um aquário onde se podia tocar em peixes cartilaginosos e outro em invertebrados bentônicos. Outros aquários com peixes de determinadas regiões, incluindo a Amazônia. Gostei muito de um tanque em especial, que continha belugas! Foi a primeira vez que vi essa simpática baleia restrita ao Círculo Polar Ártico e, portanto, ameaçada de extinção. Até o enorme tubarão-baleia habitava um dos aquários. Agora foi a hora de saborear. O Mundo da Coca-Cola incluiu um tour guiado contando a história da empresa, uma amostra grande de artefatos da marca, um filme, mas o melhor veio no final: Mais de 100 sabores de todo mundo para escolher e tomar à vontade! Como eu detesto Coca-Cola, tomei só as linhas de bebida. O que mais gostei foi o verde-criptonita Fanta Apple Kiwi, da Tailândia. Alguns quilogramas acima do peso da entrada, na saída recebi uma garrafinha de Coca produzida ali mesmo. Como o Sol ainda não tinha me abandonado, caminhei por dentro do Instituto de Tecnologia da Geórgia. Ver aquele bando de estudantes para lá e para cá me deixou em um momento nostálgico. Quando a noite caiu, voltei para o hotel para dormir na primeira cama realmente confortável de toda a viagem. 20° dia Continuando, mais animais pela manhã, pois fui conhecer o zoológico. Desde os flamingos da recepção, passando por ambientes com os grandes mamíferos africanos, viveiros com aves coloridas, o trabalho de conservação e educação ambiental com primatas, répteis e anfíbios, terminando com tartarugas centenárias. Curti a variedade de animais e os ambientes onde estavam sendo criados. À tarde, vi uma das exposições mais chatas que já conheci. Como já tinha pagado e havia tempo livre, fucei todos os ambientes, mas não gostei muito do High Museum of Art. Talvez eu não estivesse “high” o suficiente para entender aquelas obras. Voltei para o aeroporto, onde havia reservado um carro para fazer as compras. Comprei uns eletrônicos na Best Buy, uma das minhas lojas preferidas dos EUA. Junto a ela tinha o hipermercado Target, que também conferi, e a Ross – Dress for Less, onde roupas baratas são o que há. 21° dia Pela manhã, um susto. Enquanto me localizava no carro pelo GPS do meu celular, acabei passando por uma placa de “Stop” sem parar. Para variar, saiu um carro de polícia do meio do nada e me parou na marra. Dessa vez, por pouco escapei de mais uma multa em solo americano, graças a muita explicação. O último dia internacional foi passado em Lawrenceville, a nordeste de Atlanta, no outlet Sugarloaf Mills. Quando saí de lá tive que fazer um milagre para conseguir fazer tudo caber no meu mochilão e em mais uma mochilinha expansível que levei. Larguei o carro próximo ao aeroporto e segui viagem. 22° dia Muitos filmes a bordo e horas depois cheguei a um dos aeroportos de Buenos Aires. Fiquei mofando por algumas horas até o voo para Porto Alegre partir. Já em terras brasileiras, passei tranquilo pela imigração e segui para casa, para desfazer a mochila e preparar outra para o dia seguinte, para o último destino das férias. 23° dia Reencontrei o Tiago e voamos para o Rio de Janeiro pela manhã. Lá, fizemos uma parada na casa de outros amigos meus do trabalho no Botafogo, largamos as mochilas e fomos tentar a sorte para chegar ao festival Circuito Banco do Brasil. Levamos infindáveis 3 horas para chegar à Barra da Tijuca, isso incluindo quase uma hora só esperando para um dos malditos motoristas de ônibus pararem no ponto. Quando chegamos lá já havia terminado o show dos Detonautas, que abriria tudo, mas ia começar o 2° que mais aguardávamos, os Raimundos. Embora tivessem tocado muitas das músicas novas que não conhecíamos, o show foi animal. Os Titãs vieram em seguida, com outro show bom. Como o seguinte não era de muito agrado, ficamos vendo os skatistas voarem no halfpipe. Enfim, havia chegado a grande hora: Red Hot Chili Peppers. Os caras tocaram muito, faltou tempo para apresentar todos os velhos sucessos junto às mais novas músicas. Depois do show ainda rolou uma balada a céu aberto com o DJ’s do Ask 2 Quit, só sucesso. Depois veio o martírio da volta. Seleção natural imperando na entrada dos ônibus. E a parada final se tornou onde o motorista quis. 24° dia Acordando já à tarde, só houve tempo para curtir uma praia, em Copacabana. Depois, meu amigo foi embora e eu fui correr no calçadão. Para terminar o dia, o final de semana e as férias, encontrei os colegas de trabalho durante o jantar no hotel onde ficaria hospedado, para participar de um evento pela empresa no dia seguinte e, à noite, voltar para a Grande Porto Alegre, mais precisamente Canoas, onde resido atualmente. Enfim, o curso intensivo prático de história, geografia e idiomas havia terminado. Apesar dos pontos negativos levantados, considero que foi uma experiência muito boa. Espero que esse relato incentive tantas outras pessoas a adquirir esse hábito fantástico que é viajar. Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com
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