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  1. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de BUDAPESTE. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro RSD - Dinar Sérvio HUF - Forint Húngaro Depois de 3 dias em Belgrado (Sérvia) segui minha viagem até Budapeste, na Hungria. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 18º dia de viagem: Belgrado -> Budapeste (Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018) Cheguei na estação de Budapeste Népliget às 14h. Fui procurar um locker e algum lugar para trocar euros por forint. A cotação na estação estava muito ruim EUR 1 = HUF 280 então resolvi sacar HUF 15.000 num ATM no subsolo da estação. No mesmo subsolo há lockers mas tem que ser pago com moedas e a quantidade tem que ser exata (não volta troco). Troquei HUF 1000 em moedas e paguei HUF 800 pra deixar meu mochilão no locker. Há uma estação de metrô em Napliget e lá comprei um ticket válido por 72 horas (HUF 4.125). Não há catracas pra acessar o metrô mas sempre tem fiscais conferindo o ticket antes de chegar nas plataformas. Fui até o centro e dei uma volta até chegar a BASÍLICA DE ST. STEPHEN, mas ela estava fechada pois haveria um concerto lá dentro (HUF 3500 a entrada). Caminhei mais um pouco e passei no supermercado pra comprar o café da manhã do dia seguinte e 2 cervejas (HUF 1300). Fui até a estação de FERENCVAROS pra pegar o trem até DUNAHARASZTI, que uma outra cidade, aproximadamente 20km de distância. A família que iria me hospedar (via Couchsurfing) morava lá. As informações de trens na estação de Ferencvaros são bem confusas e está tudo em húngaro. Perguntei para uma moça qual era a minha plataforma e ela me indicou. O trem que teria que pegar era o S25. Às 18h29 chega meu trem. Entrei nele, sem problemas. Foi quando eu acessei o google maps no celular e vi que tinha pegado para o sentido contrário. Quando me dei conta estava chegando na estação final e esperei lá até às 19h21 para pegá-lo de volta. Fui chegar à estação de Dunaharaszti 20h. Por uma incrível coincidência o Georg (meu anfitrião) estava passando de carro ali por perto e resolveu ir até a estação. E foi coincidência mesmo: não havia combinado com ele nada! Entrei no carro e conheci a Blanka, sua filha mais nova. Chegamos à casa deles e tomei uma sopa de abóbora que estava boa, porém um pouco doce. Em seguida chegou a Kata, esposa do Georg, que nos serviu um tipo de arroz de forno com carne e beterraba. Muito bom tb, mas de novo um pouco doce… Conversei bastante com o casal e conheci a Bori, a filha do meio. Tomei banho e fui dormir por volta das 0h30 Distância percorrida no dia: 13km 19º dia de viagem: Budapeste (Terça-feira, 25 de Setembro de 2018) Acordei 8h, tomei café e deixei a casa às 8h40 e caminhei por 1km até a estação de trem. Fui chegar ao centro por volta das 10h e voltei até a Basílica de St. Stephen e dessa vez consegui entrar. O interior é maravilhoso e vale muito a pena conhecer. Peguei o FREE WALKING TOUR das 10h30 que saía de frente à Basílica e nosso guia foi o SZABI. Passamos pela Elizabeth Square, Chain Bridge, Buda Castle que fica em cima de um morro (subimos pela escada e foi super tranquilo (uns 5 minutos) e o funicular custa HUF 1500). Lá em cima vimos a residência do presidente e a troca da guarda. Terminamos o tour na MATHIAS CHURCH que fica ao lado do FISHERMAN’S BASTION. Entrei na Mathias Church (HUF 1500). Ela é bem bonita e tem um pequeno museu. Há um busto da Rainha Elizabeth (sim… ela era xará da outra, da Inglaterra) que também era conhecida como Sissi e uma réplica da coroa com a cruz torta (no Free Walking tour o guia explica o pq da cruz torta na coroa). O Fisherman’s Bastion é um mirante que tem uma vista linda para o lado “Peste”. O lugar rende boas fotos! Pra voltar de lá peguei o ônibus 16 e desci no início da Chain Bridge. Peguei um tram até a COLINA GALLERT. Subi até o monumento de Gallert (não fui até o topo), tirei umas fotos lá de cima e voltei. Voltei para o lado “Peste” pela ELIZABETH BRIDGE e peguei o tram 2 até o PARLAMENTO HÚNGARO. O prédio é muito bonito e foi inspirado no Parlamento Britânico (impossível não notar a semelhança). Fui ver os horários dos tours no parlamento mas os em inglês e espanhol já estavam esgotados. Acessei o wifi de la e vi que os tours para esses idiomas já tinham se esgotados para os próximos 2 dias! ***Dica: Agende com antecedência os tour para conhecer o Parlamento Húngaro. Os idiomas mais concorridos são inglês e espanhol e esgotam rápido. Há também tours em alemão, italiano, francês, russo, etc. Mas esses não são tão frequentes. Acesse aqui para saber mais: https://www.jegymester.hu/eng/Production/480000/Parliament-visit Voltei para o centro caminhando pelo leito do rio Danúbio e passei pelo monumento “SHOES ON THE DANUBE” que é uma homenagem aos judeus que foram mortos à beira do rio. Parei pra comer num restaurante/lanchonete chamado MARKET BUDAPEST. Pedi 1 hamburger com chilli e 1 cerveja (HUF 2200). Tanto o lanche quanto a cerveja estavam excelentes! Depois de comer passei pela SINAGOGA DE BUDAPESTE que é a 2ª maior do mundo (a 1ª é a de NY). Ela estava fechada devido a um feriado judeu mas via que pra entrar tem que pagar HUF 6000! Ali perto está o RUIN PUB mais famoso da cidade: o SZIMPLA KERT. O lugar é bem “descolado” mas cheio de turistas. Tomei uma cerveja SOPRONI (500ml por HUF 700). O bar aceita EUR mas a cotação é péssima. Voltei pra casa e fui chegar por volta das 20h. A Kata tinha ido a um açougue local e comprou umas linguiças e embutidos típicos da Hungria. Um deles era um embutido feito de intestino e outras partes menos “nobres” da vaca. Comi todos com um pedaço de pão e gostei de tudo. Fiquei conversando com o Georg e a Kata até umas 0h30, quando fui tomar banho e dormir. Distância percorrida no dia: 25km 20º dia de viagem: Budapeste (Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018) Acordei 8h10, tomei café e fui para a HEROES SQUARE. Lá tem um monumento que na base tem 7 cavaleiros representando as 7 tribos que formaram a Hungria. Próximo dali está PARQUE VAROSLIGET ou “City Park”. Nele há o CASTELO VAJDAHUNYAD que foi construído para a EXPO 1896 e ao redor dele há outras construções além da ANONYMUS SZOBOR ou Estátua de Anonymus. O parque tem um imenso gramado e muitas árvores: lugar perfeito pra fazer um picnic! Nesse mesmo parque encontra-se o BALNEÁRIO SZÉCHENYI. Nele tem o BEER SPA, onde fica numa banheira com água quente e vão adicionando os ingredientes da cerveja. Ao seu lado tem uma chopeira e vc pode se servir de cerveja à vontade por 45 minutos (EUR 30). Apesar da vontade resolvi não ir e segui caminho de volta ao centro. Fui até a estação Hősök Tere e peguei linha 1, que é uma das mais antigas do mundo. Desci na estação Vörösmarty utca e fui para o HOUSE OF TERROR (HUF 3500), que é um museu que fala sobre as atrocidades sofridas pelas pessoas que iam contra o regime comunista. São 3 andares repletos de vídeos (algumas imagens são bem fortes), itens e textos. Paguei HUF 1500 para pegar um áudio guia em inglês. No subsolo tem uns lugares onde as pessoas eram torturadas e presas - o lugar é bem aterrorizante. Deixei o museu e segui caminhando pela ANDRASSY UT também conhecida como a “Champs-Elysées Húngara”. Cheguei até a ÓPERA DE BUDAPESTE mas ela estava em reforma. Mesmo assim, resolvi pagar pra conhecê-la por dentro (HUF 2500). Na hora de comprar o bilhete me informaram que, devido à reforma, não era possível acessar o salão principal. Visitamos apenas as antessalas (salas de espera, locais onde as pessoas iam fumar, etc…). O tour levou apenas 20 minutos e no final teve uma pequena apresentação de ópera improvisada nas escadarias de acesso ao salão principal. Foram mais uns 15 minutos de apresentação de um homem e uma mulher. Apesar de ser improvisado eu gostei bastante. Deixei a ópera e segui caminhando até um lugar chamado RETRO LANGOS BUFET. “Langos” é uma comida típica húngara que parece uma “mini-pizza”: uma massa frita arredondada com vários tipos de recheio. Pedi um de sour cream, queijo, cebola e linguiça húngara (HUF 950) e tomei uma cerveja SOPRONI 500ml (HUF 450). Estava uma delícia e vale experimentar! Ao lado tinha a estação de Arany János utca e de lá fui até a estação Lehel tér. Caminhei uns 10 minutos até chegar no FLIPPERMUZEUM (http://www.flippermuzeum.hu/en/ ), que é um lugar cheio de máquinas de fliperama, sendo mais de 90% de pinball. São mais de 130 máquinas pra vc jogar à vontade por HUF 3000. Joguei os pinball do “De Volta para o Futuro”, “Indiana Jones”, “Attack from Mars” e a minha favorita: “White Water”. Também tinha os clássicos do arcade: Double Dragon e X-Men. Vale muito a pena conhecer, se vc gostar de fliperama é claro. Fiquei lá por 2h e meia mas parecia que tinha passado apenas 15 minutos. Deixei o Flipper Muzeum por volta das 18h30 fui novamente ao Simpla Kert, dessa vez encontrar uns couchsurfers que tinham feito contato comigo via site. Ficamos bebendo e conversando até umas 22h quando resolvi voltar pra casa. Cheguei na estação de Ferencvaros e perdi meu trem por 2 minutos! Fui para uma loja de conveniência ali perto e tomei 2 cervejas e comi um amendoim (HUF 1000) esperando o próximo trem. Fui pegar o trem das 23h30 e cheguei em casa mais de meia-noite. Tomei banho e fui dormir. Distância percorrida no dia: 22km 21º dia de viagem: Budapeste (Quinta-feira, 27 de Setembro de 2018) Acordei às 8h10, tomei café e vi que a Kata tinha deixado pra mim um chocolate húngaro chamado Túró Rudi. Trata-se de um tradicional doce daquelas bandas mas tem um gosto bem esquisito: pq tem queijo cottage. Não curti muito não, mas quem for pra lá tem que experimentar. Fui para o centro e saquei mais HUF 5000 (o Banco do Brasil cobra uma taxa de HUF 920 por saque!). Peguei o tram 2 e desci no ponto final que fica na Margaret Bridge. Essa ponte dá acesso à MARGARET ISLAND. Caminhei por toda a ilha e passei pelo MINI ZOO, TEATRO A CEU ABERTO, JARDIM DAS ROSAS e JARDIM JAPONÊS. O dia estava ensolarado então foi tudo tranquilo. Mas aconselho evitar o local em dia de chuva. Há uma linha de ônibus que passa pela ilha. Peguei o ônibus no final e voltei por onde tinha entrado: a Margaret Bridge. ***Dica: Notei que tinha umas bicicletas para alugar assim que cheguei lá na ilha, mas achei que seria desnecessário. Porém a caminhada foi bem extensa (e cansativa!) e talvez se tivesse feito de bike teria ganhando um tempo. Acho que vale a pena alugar uma pra dar um rolê por lá. Peguei novamente o tram 2 em direção ao GRAND MARKET. Esse mercado lembra um pouco o Mercado Municipal de São Paulo. Há várias lojas vendendo frutas, verduras, queijos, embutidos, etc. No andar de cima havia muitas lojas de souvenirs (chaveiros, imãs de geladeira, camisetas). Havia também umas barracas com comidas típicas. Parei no K4 (era esse o número, não lembro o nome) e pedi uma STUFFED CARBAGE. Daí o cara ia montando o prato e perguntando se eu queria um monte de coisa. O bestão aqui foi falando “sim” pra tudo e no final pedi uma cerveja. No final a conta ficou caríssima: HUF 6430! Pior que a comida nem estava tããão boa assim. Mas a quantidade dava para um casal comer tranquilamente. Segui rolando (de tanto comer) para o centro e fui para o FREE COMMUNIST TOUR. O local de partida tb foi em frente a St. Stephen Basilica e começou as 14h30. Nosso guia foi o GABOR e ele explicou muita coisa sobre a era comunista na Hungria. Muita coisa que ele falou eu já tinha visto no Museu of Terror. Passamos por vários pontos da cidade que remetiam ao comunismo: LIBERTY SQUARE, SOVIET MONUMENT, ESTÁTUA DE IMRE NAGY, etc. O tour é muito interessante mas o sono que sentia prejudicou um pouco o rolê. ***Dica: Depois de comer feito um boi, não vá fazer nenhum tipo de atividade que exija concentração. Vc vai morrer de sono. Acredite em mim. Depois do tour fui até o JEWISH QUARTER e passei pelo ruin pub MAZEL TOV. Mas achei “chique” demais - tinha até uma hostess! - e resolvi procurar outro lugar. Parei no ILLEGAL que fica na mesma rua do Szimpla Kert. Tomei 2 cervejas de fabricação própria deles (HUF 580) que estavam muito boas. Passei em outro bar chamado ORDOG KATLAN que fica no centro e tomei uma cerveja DREHER (HUF 490). Por volta das 20h voltei pra casa e no caminho passei no supermercado pra comprar o café da manhã. Chegando em casa a Kata nos serviu um macarrão e 3 tipos de linguiça: 1 de chouriço, outra de fígado e outra “normal”. Comi também uma alcachofra de jerusalém, que dá no quintal da casa deles. Ficamos conversando até umas 23h quando fui tomar banho e depois dormir. Distância percorrida no dia: 28km 22º dia de viagem: Budapeste -> Varsóvia (Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018) Acordei às 5h45 e às 6h a Kata me levou até o aeroporto. Quando fui fazer o check-in descobri que tinha que ter feito ONLINE e pra fazer no aeroporto iam me cobrar uma taxa de EUR 45! ***Dica: Sempre verifique se há necessidade de fazer o check in online ao menos 24h antes de pegar seu vôo para não ter imprevistos como este. Deixei Budapeste às 8h20, sentido Varsóvia. FIM DE BUDAPESTE Próximo relato: Varsóvia
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