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EUROTRIP LUA DE MEL: Paris, Praga, Viena, Budapeste, Costa Amalfitana e Roma - 23 dias de Primavera


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Em 30/05/2019 em 19:03, michele.caetano disse:

E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

Que show! Saudades de Paris! Só não dos preços das coisas. hehehehe

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  • 1 mês depois...
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Paris

Dia 4

Como não tinha previsão de chuva pra esse dia, aproveitamos pra ir na principal atração da cidade: subir a Torre Eiffel. Como não queríamos perder muito tempo em fila e pretendíamos subir na torre de elevador, acordamos bem cedo e chegamos antes mesmo da bilheteria abrir (por volta de 8:30). Já tinha uma fila, mas nada comparado ao horário de pico! Demoramos cerca de 30 min pra subirmos depois que a bilheteria abriu. A vista lá de cima é incrível! Uma dica: aproveite pra já subir até o topo da torre, porque conforme vai ficando mais tarde vai formando uma fila pro elevador. Nós fizemos isso e foi ótimo, porque além de não pegarmos nenhuma fila pra subir, ainda estava bem vazio lá em cima. Depois descemos de volta ao segundo andar e aproveitamos a vista e, claro, tiramos várias fotos. De fato, é uma atração única, com uma vista incrível da cidade. Vale muito a pena! 

Pra quem quer economizar ou chegou tarde e não está afim de perder horas na fila e tem uma boa dose de disposição, tem a opção de subir a pé até o andar principal. O preço é bem mais em conta (uns 10 euros mais barato). Neste ingresso também está incluída a subida até o topo da Torre de elevador. Da outra vez que fui à Paris subi de escadas por conta da fila, mas tinha lá meus 20 e poucos anos. Depois dos 30, subir 1.500 degraus fica um pouco mais puxado, rs.

Entrada: €25,50

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Saindo da Torre fomos num mercado (Carrefour) ali perto pra comprar comidinhas e vinho pra fazermos um piquenique no parque Champ de Mars, mais um dos presentes de ganhamos. Solzinho gostoso pra esquentar e uma vista privilegiada da Torre Eiffel, sucesso garantido! Ah, não esqueçam de levar uma canga ou toalha. 

Gasto mercado: 22,4 (compramos tudo que está na foto, incluindo abridor de vinho que esquecemos, patê de frois gras e creme de avelã =p ).

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Nesse dia experimentamos andar de patinete pela cidade. Foi super prático e divertido. Apesar do metrô de Paris ser excelente, perde-se tempo com o deslocamento a depender da distância e da necessidade de trocar de linha. Conseguimos otimizar bastante nosso tempo com o patinete. Só tem que ficar atento no app pra não perder a noção de quanto tá gastando em cada corrida, porque não é muito baratinho não.

Primeiro fomos até o Hôtel des Invalides, depois na Ponte Alexandre III e na Galeries Lafayete, com o objetivo de comer alguns doces típicos franceses que sabia que tinham por lá e beber um drink no rooftop (mais um presente de casamento que ganhamos). Infelizmente o terraço estava fechado, mas consegui experimentar o L'éclair e macarrons! Deliciosos, mas preço salgado.

L' éclair de Génie: €6 unidade

Macarron Pierre Hermé: €3 unidade

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Hôtel des Invalides

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Hôtel des Invalides

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Ponte Alexandre III

 

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Pra encerrar o dia com chave de ouro, fizemos um passeio de barco pelo rio Sena pela empresa Bateaux Mouche (€14 p/ pessoa), no horário do pôr-do-sol. Levamos uma garrafa de vinho pra bebermos durante o passeio (já que não tínhamos grana pra fazer o passeio com jantar - uma pequena fortuna!). O passeio foi uma delícia! Curtimos bastante e o horário foi perfeito porque passeamos pelo rio no fim da tarde, ainda claro, e também à noite, com tudo iluminado, inclusive a Torre Eiffel. 

 

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Gasto patinete pra 5 deslocamentos, desde o Champ de Mars até o Trocadero, onde pegamos o metrô: €17,15 (veio no cartão de crédito).

 

 

 

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Paris

Dia 5

Estávamos na dúvida se íamos no Palácio de Versailles ou não, mas como era a primeira vez do meu marido na França, eu achei um pecado ele não conhecer. O problema é que era uma terça-feira e como ele não abre às segundas esse costuma ser um dia bastante cheio por lá. E estava mesmo! Não conseguimos chegar cedo como havíamos planejado (o cansaço já estava batendo nessa altura), então pegamos uma fila gigantesca de mais de 3h pra entrar no palácio. Dica importante: caso tenha muita fila pra entrar no palácio vá direto pros jardins, curta o ambiente e mais tarde volte quando a fila já estiver menor. Como perdemos muito tempo na fila não curtimos o quanto gostaríamos tanto a visita no palácio quanto nos jardins. De todo modo é um passeio imperdível, e por isso mesmo vale um planejamento pra aproveitar melhor. Os jardins são incríveis e passar a tarde lá foi uma delícia. Como estávamos famintos comemos num restaurante que tinha lá pelos jardins. Não foi muito barato, mas era o que tínhamos. Uma possibilidade é comer um lanche no Mac Donald's que tem perto da estação de trem, antes de entrar no Palácio. Vi muita gente na fila fazendo isso.

Passagem trem p/ Versailles - ida e volta: 7,40 p/ pessoa

Entrada Versailles (palácio + jardins): €27 p/ pessoa

Almoço nos jadins: €45 casal

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Voltando pra Paris passei na Citypharma, uma loja de cosméticos que tem preços super atrativos. A dica é já fazer uma pesquisa antes do que gostaria de comprar porque chegando lá é muita informação! Eu não sou muito de usar cosméticos então fiquei meio perdida, confesso. Mas consegui comprar algumas coisinhas que valeram a pela. Gastei em torno de €40 comprando: sabonete esfoliante facial, água termal, creme antioxidante p/ rosto e lenços demaquilantes.

Pra encerrar nossa estada em Paris, bebemos a garrafa de espumante que ganhamos de cortesia na sacada do ap, curtindo a vista pra Torre Eiffel, que de hora em hora cintilava e ficava ainda mais bonita. Ahh que saudade que bateu! 😍

 

 

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No dia seguinte, saímos bem cedo (mas super atrasados!) pro aeroporto, rumo ao próximo destino. Depois de muita adrenalina por quase perdermos o vôo, só sobrou espaço pra ansiedade de chegar logo nesse pedacinho do mundo tão encantador e maravilhoso, chamado Praga! ❤️

Uber Montmartre-Aeroporto: €40

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  • 2 semanas depois...
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Praga

Deslocamento Paris-Praga: avião (AirFrance) - €49 p/ pessoa

Saindo do aeroporto: Pegamos um ônibus (32 CK p/ pessoa) até um local onde tinha uma estação de metrô (se não me engano foi em Petriny) - no centro de informações do aeroporto você consegue se informar tranquilamente. De lá pegamos a linha A do metrô e descemos na estação Museu que ficava há 5 minutos da nossa hospedagem.

Câmbio: Trocamos €50 no aeroporto numa cotação ruim: 1€ = 18 CK. Troquem o menos possível lá! Na cidade a cotação foi bem melhor: 1€ = 25 CK. Vou tentar lembrar a casa de câmbio que troquei (indicação dos staffs) e coloco aqui.

Hospedagem: Ficamos no Vallentina Apartments, pelo Booking.  Quarto c/ suíte bem espaçoso e confortável. Tinha também uma cozinha compartilhada bem equipada. Os staffs, Valentina e Andrew, foram super simpáticos e atenciosos.  Nos deram um mapa da cidade e várias dicas sobre o que fazer e onde comer com bom custo-benefício e ainda nos deram umas cervejas tchecas de boas-vindas! 😃. A localização era ótima, perto da estação do metrô Museu, ou seja, fica bem próximo do Museu Nacional de Praga e da praça Venceslau. O apt é perto, mas fora da zona turística. Então tem boas opções de restaurantes com comidas locais boas e preços justos, além de ser uma área bem residencial e silenciosa. Dar pra ir caminhando tranquilamente até o centro histórico (10 min), inclusive à noite (é uma cidade bem movimentada e segura). Valor da diária c/ taxas: €75 (quarto casal).

Link: https://www.booking.com/hotel/cz/valentina-apartments.pt-br.html?aid=397600;label=gog235jc-1DCAEoggI46AdILVgDaCCIAQGYAS24AQbIAQzYAQPoAQH4AQKIAgGoAgO4ArGA_OkFwAIB;sid=246fddde2beff73d6ac1423c5ee987d1

Transporte na cidade: O melhor é andar à pé em Praga, mas a cidade é bem coberta com metrô e tram. Então quando as pernas já não aguentarem mais, é possível se deslocar bem pela cidade usando esses transportes.

 

Gastos casal - 3 dias:

Hospedagem: €220

Alimentação: €188 - média €63/dia, incluindo café-da-manhã que não tínhamos na nossa hospedagem.

Cervejas/bares (Praga merece um tópico só disso!): €47 - média de €16/dia, graças, eu ouso dizer, ao melhor preço de cerveja da Europa!

Atrações turísticas: €50

Transporte: €11 - andamos mais à pé porque estávamos bem localizados e porque é incrível caminhar pelas ruas de Praga!

Sem dúvida, essa foi a cidade mais barata do nosso roteiro! Comemos bem e bebemos maravilhosamente bem. As cervejas são incríveis e o preço mais ainda: €2-2.50 o pint (500mL)! Fujam dos lugares pega-turista, porque lá vocês não vão pagar esse preço camarada.

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  • 3 meses depois...
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Praga (continuação)

Se comunicando em Praga: respondendo a uma pergunta que recebi por aqui, se comunicar na cidade é tranquilo pra quem se vira no inglês porque praticamente toda a população de lá fala inglês fluente. Agora, ler placas, esquece! Rs. Ler cardápio também é um desafio. A dica pra não ficar preso em restaurantes que possuem cardápio em inglês é pesquisar antes os práticos típicos que gostaria de experimentar e anotar os nomes em tcheco. Foi basicamente o que fizemos.

Comidas típicas em Praga: no geral, as comidas de Praga se parecem bastante com as de seus países vizinhos, Alemanha, Áustria e Hungria. Alguns pratos que provamos foram o goulash (carne vermelha servida com um molho bem temperado e Knedlíky - um pão cozido no vapor), Schnitzel (carne de porco ou vitela empanada, super crocante e sequinha), joelho de porco (comemos um muito bom que mais a frente falarei o restaurante), e o famoso doce Trdelník, uma massa assada em forma de rolo, passada no açúcar e canela que tem em todo canto da cidade, em lojas e barraquinhas. Uma delícia. A dica é comprar em um lugar que esteja saindo fresquinho na hora. Também tem a opção de rechear com Nutella, sorvete etc.

 

DIA 6 (1º dia em Praga)

Assim que chegamos na cidade paramos rapidinho numa barraquinha pra comer um hot dos com refrigerante (210ck) e fomos pro Walking Free Tour que já tínhamos reservado (vou tentar achar o nome). Vale muito a pena começar a conhecer Praga pelo tour porque depois você já olha pra cidade pensando na história dela. Escolher fazer o tour com um guia que falava espanhol e foi bem tranquilo de entender. Ele era ótimo, daqueles que demonstram paixão em contar a história da cidade. Teve uma paradinha no meio num restaurante pra quem queria comer ou beber alguma coisa. Aproveitamos pra degustar nossa primeira (de muitas) cerveja em Praga. Logo de cara experimentei a Kozel, uma cerveja escura maravilhosa (e eu nem curto cerveja escura). Foi sem dúvida, umas das preferidas.

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Walking Free Tour

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Almoço (para quem estava com fome e pressa): McDonald's - 280ck

Tomamos um banho merecido e voltamos a caminhar pela cidade. Subimos a Torre da Pólvora, bebemos cervejas num terraço com vista pra cidade (presente de lua-de-mel que ganhamos) no T-Anker, passeamos pela praça da Cidade Velha, vimos o Relógio Astronômico tocar (toca sempre nas horas cheias) e no finzinho da tarde caminhamos pela famosa Ponte Carlos e ficamos lá até anoitecer e ver tudo iluminado.

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Torre da Pólvora

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Vista da Torre da Pólvora

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Rooftop T-Anker

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Praça da cidade velha

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Praça da cidade velha

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Relógio Astronômico

 

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Entrada Ponte Carlos

 

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Ponte Carlos

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Gastos do dia:

  • Hot dog: 210ck p/ 2 pessoas
  • Parada walking tour:  2 cervejas 161,70ck (caro para o padrão em Praga, mas ainda não sabíamos disso)
  • Gorjeta walking tour: 10 euros o casal (é opcional e o valor é livre)
  • Almoço Mc Donalds: 280ck p/ 2 pessoas
  • Entrada Torre da Pólvora: 100ck p/ pessoa
  • Rooftop T-Anker: 157ck (2 pints de cerveja)
  • Mercado: 90ck

DIA 7

Tomamos um café-da-manhã delicioso no Home Kitchen, um lugar aconchegante, ingredientes frescos, tudo preparado na hora, no estilo feito em casa mesmo. O preço é salgado, mas pra gente valeu cada centavo. Amei o iogurte natural caseiro! Também servem brunch lá. Alíás pra quem é vegano ou vegetariano, tem boas opções no cardápio (não é o nosso caso, mas amamos tudo).

Seguimos pro complexo do Castelo de Vyšehrad, um lugar pra fugir um pouco das multidões de turistas de Praga e conhecer uma outra perspectiva do rio Vltava. E o melhor, totalmente de graça! Vale reservar umas duas horas de caminhada pelo complexo. O Castelo infelizmente não existe mais, mas ainda tem as muralhas, a Basílica de São Pedro e São Paulo e um parque delicioso, além de vistas incríveis da cidade.

PS: Fizemos uma paradinha estratégica antes de entrarmos no complexo. Compramos umas cervejas geladas (na medida do possível pra uma cidade européia, rs) num mercadinho ali do lado e fomos caminhando e apreciando o lugar acompanhados de uma bela cerveja tcheca =;

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Muralhas de Vyšehrad

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Basílica de São Pedro e São Paulo

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Parque de Vyšehrad

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Rio Vltava

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Saímos do complexo por essa escadaria que vai em direção à beira do rio Vltava e que tem esea vista incrível. Assim que descemos vimos uma estação de bike da rekola (https://www.rekola.cz/). Baixamos o app na hora e alugamos as bikes pra andarmos pela beira do rio. É bem gostoso caminhar por ali, seja a pé ou de bike. Como queríamos ir até o final da orla, preferimos dar uma otimizada nas pernas e no tempo.

No caminho passamos pelo 'Dancing House' e mais a frente resolvemos parar num "barco-bar" que nos chamou atenção (não lembro o nome). Mas nessa época do ano ou no verão acho que é comum terem barcos desse estilo nessa região. O ambiente é todo aberto, com vista pro rio. Aproveitamos pra descansar um pouco e experimentar mais uma cerveja local (2 cervejas 500mL = 36ck = 2 euros).

 

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Dancing House

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"Barco-bar"

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Depois de almoçarmos (não lembro o lugar!) e comprarmos umas coisinhas no mercado, seguimos pra Colina de Petrin. É um ótimo lugar pra passar o fim de tarde, ver o pôr-do-sol e até fazer um piquenique. Não tivemos muita sorte com o tempo que estava nublado, mas ainda assim valeu a visita. Optamos por subir de furnicular até o topo da colina porque já estávamos bem cansados. Mas quem tiver gás acho válido encarar a subida à pé. Lá no topo tem a Torre de Petrin que lembra a Torre Eiffel em miniatura (rs). Lá de cima é possível dar uma volta de 360º pela cidade. Praga é tão linda que valeu o dinheiro e os 300 degraus de subida mesmo cansados.

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À noite, tínhamos mais uns presentes de casamento pra fazer valer. Esse era um dos mais legais que ganhamos: um tour pelas cervejarias/bares de Praga. Começamos pela cervejaria U Fleku que existe, pasmem, antes mesmo do Brasil ter sido invadido pelos portugueses, desde 1499! Lá a cerveja da casa é escura. Foi o lugar que mais gostei. Ambiente bem legal, mais descolado, muita gente jovem, com um quintal bem grande cheio de mesas e bancos compridos e muitas árvores em volta. As mesas são coletivas, então facilita a interação entre as pessoas. Aproveitamos pra comer alguma coisa porque a noite ia ser longa e a gente não queria cair antes da hora.

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Seguimos pra próxima parada, a cervejaria U Medvidku. Essa ainda é um pouco mais velhinha, inaugurada em 1466. Fizemos nossa degustação e já fomos pro próximo. Ela tinha uma cara mais de restaurante e estava vazia. Não achamos muito animado, mas a cerveja era boa.

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Andamos sem destino e encontramos um Jazz bar que nos chamou atenção pela música que estava bem legal. Sentamos, bebemos nossa cerveja e logo em seguida encerrou o show, rs. Já era mais tarde a essa altura.

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Como já era tarde e vários bares já estavam fechados, decidimos então encontrar um lugar que fosse ficar aberto até de madrugada e encontramos um Irish pub com música ao vivo. A banda era bem divertida e animada e rolou até um Michel Teló no meio do repertório, rs. Nessa hora chegou até bater uma fome, mas a cozinha já estava fechada =\

 

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Enfim, voltamos caminhando pro nosso ap (um tanto quanto alegres, rs) pela praça Venceslau, que aliás fica bélissima na madrugada, vazia e iluminada. E cerveja boa é cerveja boa, né, mores?! Nada de ressaca no dia seguinte.

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Dica: Como nosso dia foi bem cheio começamos o bartour mais tarde do que tínhamos imaginado. E daí, no meio do caminho, vários lugares já tinham fechado. Então, aos interessados, recomendo que começem mais cedo, lá pelas 18h, pra poderem aproveitar mais e terem mais opção.

Gastos do dia:

  • Café-da-manhã no Home Kitchen: 566ck p/ 2 pessoas
  • 4 Tickets de tram: 96ck
  • Almoço: 450ck p/ 2 pessoas
  • Total de banheiros pagos ao longo do dia: 43ck
  • Furnicular Petrin: 24ck p/ pessoa
  • Torre Petrin: 100ck p/ pessoa
  • Cervejaria U Fleku: 2 cervejas+comida - 300ck
  • Cervejaria U Medvidku: 2 cervejas - 200ck (pq erramos o troco! Sim, fizemos isso! Não lembro o valor real)
  • Jazz bar: 2 cervejas - 120ck
  • Irish pub: 210ck (nesse aí, parei de contar as cervejas, rs)

DIA 8

Nosso último dia em Praga e nossa primeira missão era lavar roupa! Já estávamos há 1 semana viajando então não tinha mais como adiarmos esse momento. Antes, é claro, tomamos um bom café-da-manha, dessa vez, no IF Cafe. Muito bom, com muitas opções, mas achei meio caro. Aproveitamos pra caminhar um pouco pelo bairro que estávamos hospedados e achamos uma praça gracinha que, claro, tinha uma igreja com uma bela arquitetura e um monte tulipas espalhadas pelo jardim 😍.

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Antes de seguirmos pra cidade velha aproveitamos pra almoçar num restaurante que o anfitrião havia nos indicado. E olha, foi a melhor que fomos em Praga: Restaurante Demínka. Pedimos uma costela de porco acompanhada de fritas e molhos, que estava divinamente deliciosa e inclusive servia 2 pessoas (mas a gente não sabia desse detalhe). Acabei pedindo outro prato pra mim e não conseguimos comer tudo. Um detalhe, esse restaurante aceitava pagamento em euro e tinha cardápio traduzido p/ inglês.

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Seguimos pro centro histórico pra subirmos a torre onde fica o relógio astronômico, que era antiga sede da Prefeitura. Sem dúvida, é a melhor vista da praça da Cidade Velha e a vista geral da cidade também é lindíssima! Uma das atrações "obrigatórias" da cidade.20190503_184755.thumb.jpg.85830b514d4a7b8c4e7af27052857c4f.jpg20190503_185215.thumb.jpg.3256778a21b66cfc13afc6771b69807a.jpg

 

Ficamos ali pelo centro um tempo ainda, comprando umas coisinhas, comendo um trdelnik e depois fomos pra uma outra atração imperdível de Praga: visita ao Castelo de Praga. Optamos em visitar apenas a área gratuita e num horário alternativo, com o Castelo quase vazio. É uma ótima opção pra quem quer economizar e fugir das filas e multidões. Era exatamente o que a gente queria! Uma dica é ir no final do dia pra pegar além do dia, a noite com o Castelo iluminado. É muito lindo! Nós fomos por voltas das 19h. Vale ressaltar que não é possível entrar em nenhum lugar nesse esquema, só mesmo andar pelas áreas externas e apreciar a arquitetura e a vista, além de tirar várias fotos sozinho (o que é impossível durante o dia!).

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Pra fechar nossa estadia em Praga, fomos nos despedir da cerveja tcheca e aproveitamos pra jantar (hehe). Ficamos, definitivamente, com gostinho de quero mais. Recomendo ficar pelo menos 5 dias em Praga pra apreciar com mais calma as belezas dessa cidade apaixonante! ❤️

Gastos do dia:

  • Café-da-manhã no IF Cafe: 800ck p/ 2 pessoas
  • Lavanderia: 335ck
  • Almoço no Deminka: 36 euros p/ 2 pessoas
  • Torre da Prefeitura: 250ck p/ pessoa
  • Trdelnik: 60ck cada um
  • Comprinhas: 487ck
  • Mercado: 225ck
  • Jantar: 510ck
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Viena

Deslocamento Praga-Viena: trem pela empresa OBB (https://tickets.oebb.at/en/ticket) - o trecho saiu por €14 p/ pessoa.

Dica importante: Se na hora da compra você não optar por reservar assento, você só poderá sentar nos lugares que não foram reservados. Como saber isso? Acima do acento tem um painel que, quando o assento está reservado, fica acesso e descreve a estação de partida e de chegada para qual a reserva foi feita. Então, se o painel estiver apagado e sem nada escrito você pode sentar sem medo! E também pode sentar nos outros no trecho em que não estão reservados (mas aí vai ter que ficar atento pra levantar quando chegar a estação da reserva). No nosso caso fomos expulsos do assento que escolhemos (aleatoriamente) pra sentar (rs). Precisei pesquisar no google no meio do trajeto, em pé, até descobrir esse pequeno detalhe. Passar vergonha faz parte da experiência, né?!

Outra coisa: se for em alta temporada e não reservar assento, corre o risco de ir em pé durante toda a viagem. Vale pesar o custo-benefício disso pra cada perfil de viajante. Nós arriscamos porque início de maio ainda é baixa temporada. 

Saindo da estação de trem: Chegamos na estação Wien Hauptbahnhof. A staff nos deu as informações necessárias pra chegarmos ao apto. Da própria estação pegamos o metrô e um ônibus pra chegar até o ponto Westbahnhof. De lá foram 5 minutinhos de caminhada até o apt. Foi bem tranquilo.

Câmbio: A moeda oficial em Viena é euro, então, não precisamos fazer câmbio

Hospedagem: Ficamos em um ótimo apartamento, bem equipado, com aquecedor (importantíssimo por conta do frio que passamos lá), bem limpo, cama confortável, staff bastante solícita e atenciosa. O único inconveniente é que o apto ficava há uns 10 minutos caminhando da estação de metrô. Isso só foi um problema pra nós, porque nos 2 dias que passamos lá estava muito frio e chovendo quase o dia todo. Se não fosse por isso, seria muito tranquila a caminhada. No entorno tem um bom mercado e ponto de ônibus também. Valor da diária: €76,50 casal

Transporte na cidade: Compramos um passe de 48h para nos deslocar pela cidade e andamos basicamente de metrô.

 

Gastos casal - 2 dias:

Hospedagem: €153

Alimentação: €221 - média €110/dia, incluindo café-da-manhã que não tínhamos na nossa hospedagem.

Atrações turísticas: €102 - média de €51/dia

Transporte: €28 - passe de 48h p/ 2 pessoas

Compras: €4 - apenas um souvinier mesmo, rs

Viena faz jus à fama: é uma cidade cara! Gastamos mais com comida lá porque, como já citei anteriormente, fomos recebidos com bastante chuva e frio. Então, a saída foi se enfiar nas mais variadas confeitarias/cafés que a cidade possui e desfrutar das famosas tortas. Confesso que saímos de lá um pouco frustrados, mas de fato o tempo não nos permitiu experimentar o potencial da cidade e isso influenciou muito na experiência.

 

DIA 9 (1º dia em Viena)

Assim que chegamos na cidade passamos rapidinho no mercado para comprar coisas pra comer de café-da-manhã, porque a anfitriã nos avisou que aos domingos os mercados não abriam e já era sábado pela tarde quando chegamos. Aliás, para os fãs de iogurt como nós, amamos um que compramos por acaso nesse mercado. Que delícia!

Logo depois fomos para o ponto de encontro do walking tour que havíamos reservado. O tour foi pelo centro, nos principais pontos da cidade. Sempre recomendo fazer um tour desse tipo no primeiro dia em cada cidade. Dá pra ter uma noção da cidade e ver quais os pontos que mais te despertam interesse. Além disso, o principal aspecto pra mim é conhecer um pouco da história da cidade logo de cara. Isso muda a nossa perspectiva conforme vamos explorando mais a cidade. 

Mas confesso que esse walking tour, especificamente, não foi dos melhores. O guia não era muito empolgante no contar da história, ficou um pouco no estilo de sala de aula, sabe? Além disso, o frio e alguns momentos de chuva também não ajudaram no passeio a pé pela cidade.

A fome apertou e seguimos pra mais um dos presentes de casamento que canhamos. Comer cachorro-quente com champagne em um "podrão"de Viena. Na verdade o podrão se chama Bitzinger Würstelstand. É um quiosque no meio da rua, na Albertinaplatz, que vende cachorro-quente de linguiça e umas garrafinhas pequenas de champagne. A linguiça é simplesmente maravilhosa! A melhor que já comi na vida, com certeza! Yem um recheio de queijo por dentro, enfim, recomendo fortemente experimentarem. Mas oc champagne deixamos passar porque era absurdamente caro. Então, ficamos na cerveja mesmo. Ah, sempre tem fila no quiosque, mas vale cada minuto de espera!

Em seguida, aproveitamos pra conhecer um dos principais cafés de Viena, Café Sacher, e experimentar a torta mais famosa que leva o mesmo nome. A torta Sacher é realmente deliciosa, mas o preço é bem puxadinho. Mas enfim, tá na chuva é pra se molhar, né?! No caso, nessa cidade literalmente nos molhamos diversas vezes., rs. Mas vão preparados porque sempre tem fila na porta do café. Pegamos uma bela fila e aguardando nossa vez num frio de rachar. O que turista não faz nessa vida, né?

Fizemos uma parada estratégica no apartamento, pra dar aquela descongelada e à noite fomos na roda gigante mais antiga do mundo, chamada Wiener Riesenrad, mesmo com o tempo ruim. Porque afinal, foi um presente que ganhamos de um dos nossos padrinhos e não teríamos outra oportunidade para irmos. A chuva atrapalhou um pouco a visão, mas ainda assim foi legal. Num dia com tempo bom, especialmente no pôr-do-sol, deve ser bem bonito.

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Iogurte delicioso comprado no mercado

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Bitzinger Würstelstand

 

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Torta Sacher

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Roda Gigante Wiener Riesenrad

 

Gastos do dia:

  • Mercado: €24
  • Walking tour: €10 (casal)
  • Bitzinger Würstelstand: €16,30 (2 hot dogs, porção de batata frita e cerveja)
  • Cafe Sacher: €17 (casal)
  • Roda gigante: €12 p/ pessoa

 

DIA 10

Compramos o Sisi Ticket que dá acesso ao Palácio de Schonbrunn, ao Palácio de Hofburg, incluindo o museu Sisi e à coleção de mobília imperial. O valor sai mais barato do que comprar o ticket para os dois palácios separado e ainda dá entrada preferencial em todas essas atrações, ou seja, é um ótimo "fura-filas" na alta temporada. Comprando pela internet você economiza o tempo na fila da bilheteria. Nós decidimos comprar o ticket na bilheteria do Palácio de Schonbrunn porque além de ainda não ser alta temporada, a previsão do tempo era ruim, então preferimos poupar o cartão de crédito nesse momento.

Escolhemos o Palácio de Schonbrunn para ser nossa primeira atração do dia, porque este é o mais disputado. Era domingo, o dia que o palácio recebe mais turistas, mas como o tempo estava bem ruim optamos por não madrugar (até porque estava muito frio!) porque sabíamos que iam ter poucos turistas se aventurando por lá. Nós não tínhamos a opção de adiar a visita porque era nosso último dia em Viena. Então, resolvemos encarar.

O Palácio e seus jardins são lindos, quase no nível do de Versalhes. Mas olha, foi muito perrengue caminhar pelos jardins no frio que estava fazendo nesse dia. Era frio, vento e aquela chuva fininha. Sem dúvida, foi o dia mais frio da viagem. Fez uns 4 graus, mas com sensação térmica de sei lá quanto. Pra uma carioca isso é frio pra caramba!

Mas enfim, vale muito o passeio. Tem uns labirintos pela parte externa que desembocam em umas construções muito antigas, belíssimas. Tem umas escadarias pra subir no final do jardim (foi até bom pra dar uma esquentada) e lá de cima tem uma vista panorâmica incrível do Palácio. Aconselho reservarem um turno inteiro pra conseguirem explorar toda a área. Nós exploramos boa parte, mas chegou uma hora que não aguentávamos mais o frio.

Esqueci de um detalhe, antes de começarmos a visita pelo Palácio, aproveitamos pra ir num café que tem na entrada, Café Residenz. Além da gente querer tomar algo pra dar aquela aquecida antes de encarar a área externa, meu objetivo era provar um Apple Strudel, uma sobremesa muito famosa também na cidade. Eu li num relato que nesse café tinha um dos melhores apple strudel de Viena. Não posso dizer se é o melhor porque não provei outros, mas é muito bom! Nós optamos por ir no café antes do passeio pra aproveitar que o lugar estava vazio. Como estava muito frio, era óbvio que as pessoas iam se refugiar por lá e ele ia ficar cheio em breve. Não deu outra, quando estávamos saindo do café já tinha fila na porta (do lado de fora, no frio congelante).

 

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Apple Strudel

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Palácio Schonbrunn

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Paramos pra almoçar em uma outra confeitaria também muito conhecida, a Demel, que também é um restaurante. Pedimos um sanduiche e um schinitzel (lombo à milanesa) e, claro, uma torta. Tinham várias opções o que dificulta bastante a hora de escolher (rs). Dessa vez optei por uma torta de chocolate com creme de avelã (Torta Ana). Gostosa, mas a preferida da viagem foi a Torta Sacher original (do Café Sacher). A confeitaria é linda e histórica, foi fundada no século XVIII. Como é bem badalada tem que ir preparado pra esperar se quiser sentar em uma mesa. Ao menos, da fila foi possível ver a cozinha que é toda de vidro e observar os doces sendo preparados. Se quiser apenas provar as tortas, tem um balcão na entrada que você pode comprar e levar pra viagem. Aliás, na saída parei no balcão pra comprar mais uma tortinha pra comer no apartamento mais tarde 😉.

 

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Vista da cozinha da Demel

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Schnitzel e sanduiche

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Torta Ana

Seguimos para visitar as outras atrações do ticket: Palácio de Hofburg e o museu Sisi. Não tenho nenhuma foto do complexo do Palácio. Por conta do tempo, não tiramos nenhuma foto da parte externa e na parte interna do museu não era permitido. O complexo fica no centro da cidade, perto da confeitaria Demel (por isso escolhemos almoçar lá).

O Palácio era a residência de inverno da família imperial, enquanto que o de Schonbrunn era a de verão. A visita pelo palácio é bem interessante e conta com um audioguia que você pega bem na entrada. O destaque é para o museu Sisi, que é por onde a visita começa. Ele conta a história da vida da Imperatriz Isabel (Sisi), que foi uma defensora do povo húngaro e importante articuladora política. Depois a visita seguiu para os apartamentos imperiais e por último, para a coleção de porcelanas e pratarias.

E pra fechar nossa estadia em Viena, fomos jantar num lugar bem quentinho, no restaurante 7 Stern Braeu, e apreciar mais uma linguiça, um schintzel (eu estava viciada nisso, rs) e uma bela costela de porco, e claro, uma boa cerveja.

Como já disse antes, nossa experiência em Viena não foi exatamente como planejamos. As ruas da cidade estavam desertas. Com certeza foi um momento atípico durante a primavera vianense.

Uma das atrações mais famosas em Viena é assistir uma ópera, de preferência na Ópera de Viena ou, ao menos, fazer um tour guiado. Como os ingressos para as óperas estavam muito caros deixamos pra comprar os tickets promocionais que vendem um pouco antes do espetáculo começar. Mas como as filas eram enormes e frio também, desistimos dessa missão. O mesmo aconteceu com o tour guiado. Mas a dica é: compre o ingresso pra ópera com bastante antecedência que consegue um bom preço! Pra gente, isso vai ficar pra próxima. Aliás, agora só volto pra Viena no verão! haha

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Restaurante 7 Stern Braeu

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Ruas desertas no centro da cidade de Viena.

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Gastos do dia:

  • Palácio Schonbrunn + Palácio Hofburg + museu Sisi: €34 p/ pessoa
  • Cafe Residenz: €23.80 (casal)
  • Almoço: €57 (casal)
  • Tortas: €8,20
  • Mercado: €17
  • Jantar no 7 Stern Braeu: €50

 

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      Abraços
    • Por claudio_aomundoealem
      Olá mochileiros,
       
      essa é a terceira viagem que descrevo aqui no mochileiros e da qual muito me orgulho - seja por ter ido à minha paixão (Londres) quanto ao planejamento da viagem; afinal a estruturei desde agosto para realizá-la no fim do ano (Haja pesquisa!).
      O resultado de tanto trabalho segue condensado em milhares de palavras. Espero que ajude (e incentive) a potenciais viajantes a conhecer estas capitais mundiais.
       
      Londres e Paris – Parte 2 – Itália e Inglaterra
       
      Dia 18/12 (1)
       
      Enfim, chegou o dia tão esperado desde a compra da passagem aérea em agosto. Com as malas arrumadas na semana anterior, bastava guardar os objetos que só podiam ser armazenados no último dia, como celular, carregador... O voo estava previsto para às 23:00, ou seja, teria de chegar ao Aeroporto de Guarulhos às 20:00 – tarefa relativamente simples, pela proximidade do local que estava somada ao horário. Mas ocorreu o inverso: caiu aquela chuva quando ia chamar o motorista de aplicativo e, por causa da tempestade, o trânsito na rodovia piorou. Serve de lição: mesmo na cidade onde reside, imprevistos podem ocorrer – se a companhia aérea determina chegar com três horas de antecedência, se programe para chegar em uma hora antes disso.
       
      Chegamos ao aeroporto depois das 20:00 e fizemos o check-in em um dos totens da companhia aérea. Todavia, enquanto o portão de embarque seria no Terminal 2, mandaram-nos despachar as malas no Terminal 3. No terminal internacional, havia uma enorme fila para despachar as malas (para me tranquilizar, percebi que alguns passageiros que estavam ainda atrás de nós também iam para Milão – ou seja, se eu estivesse atrasado, não seria o único).
       
      Vozes no alto-falante proclamavam: “última chamada para Nova York. Dirija-se ao guichê para despachar as malas”, “última chamada para Amsterdã”, “embarque para Nova York encerrado” – e nada de Milão.
       
      Após uma hora, uma voz desconhecida disparou a frase sombria “embarque para Milão encerrado”. Nós e outros passageiros ainda mais atrasados fomos questionar os funcionários, que permitiram o despacho das malas (além de que não fizeram o aviso de última chamada e ainda estava em tempo).
       
      Com as malas despachadas, entramos com o bilhete na área de imigração internacional – e uma fila ainda maior apareceu. No fim das contas, conseguimos embarcar na aeronave junto com outros atrasados no horário teórico de partida do avião – e ver de um dos vidros do corredor de ligação interna do Terminal 3 ao 2 que a área de imigração internacional do Terminal 2 estava vazia. Bastava simplesmente que nos enviasse para esse outro setor de imigração – para evitar tal sufoco, reitero: chegue uma hora antes.
       
      RESUMO
       
      NÃO ESTRAGUE sua viagem a ponto de perder o voo – é aquela hora vital que pode destruir todos os sonhos de turismo.
       
      Não se ILUDA com o tempo no aeroporto realizado em viagens anteriores – o aeroporto pode estar lotado e o tempo dos trâmites de imigração, multiplicado.
       
      Dia 19/12 (2)
       
      Devo parabenizar a precisão do serviço meteorológico que informou ao piloto do avião ainda em São Paulo. Como noticiado pelo comandante, a chegada ao Aeroporto de Malpensa-Milano foi recebida sob uma leve queda de neve (sonho de todo brasileiro carente de frio). Distintivamente à viagem do ano anterior, estava muito mais tranquilo quantos aos trâmites pela imigração dos aeroportos na União Europeia. Bastou mostrar os passaportes para receber o carimbo – nada de carta Schengen, hospedagens reservadas e/ou mínimo de dinheiro.
       
      Para viagens que têm destinos com temperaturas opostas às cidades de origem – como sair da abafada primavera paulista para um céu escurecido pela neve – é importante levar roupas na bolsa/mochila para trocar no aeroporto antes de se aventurar pelo destino (ou colocar um casaco mais pesado ainda na aeronave, caso descubra que o avião não usará o finger).
       
      Do Aeroporto de Malpensa para Milão, existem diversas formas de transporte: o táxi, que é muito caro; o trem expresso (Malpensa Express), a um custo à época de € 13; e os ônibus (shuttle), de 8 a 10 euros. No entanto, o nosso caso seria direcionado a outra cidade, Busto Arsizio. Para chegar a esta cidade, bastava pegar o trem regional, a um custo de € 4.
       
      O detalhe que fica nessa primeira viagem ferroviária na Itália é que não passei por nenhuma catraca em todo o trajeto. Não recebi comprovante de pagamento quando comprei na bilheteria, não havia catraca na plataforma do aeroporto, nem na saída da estação em Busto Arsizio. Era necessário convalidar o bilhete em pequenas máquinas que ficam em todas estações de trem na Itália (a necessidade de convalidar o bilhete não ocorre só na Itália – vale para vários países europeus). Basta inserir o bilhete de trem adquirido na máquina e essa registra o momento do ato (convalida), indicando o período pelo qual a viagem é válida. Por sorte, não tivemos a desagradável abordagem pelo fiscal da companhia ferroviária.
       
      Depois de deixar as malas no quarto, partimos para a noite milanesa. Nada mais justo experimentar o aperitivo milanês: pede-se uma bebida junto com os aperitivos – só que, tratando-se da comida italiana, os aperitivos serviam perfeitamente para jantar. Para esta experiência, o custo ficou em 10 euros.
       
      A neve que caía no aeroporto foi modificada por uma mistura de água e neve em Milão, o que dificultava um pouco andar pelas ruas geladas e molhadas da cidade italiana. Próximo da estação Milano Cadorna fica a Basilica di Sant´Ambrogrio, uma igreja milenar com registros da época romana.
       
      RESUMO
       
      O trâmite de imigração PODE ser bem tranquilo.
       
      LEMBRE-SE de ver qual é a temperatura prevista no momento de chegada ao destino.
       
      SAIR do aeroporto é fácil. O problema está no preço e tempo para cada forma de transporte – e ver na última hora pode ser bem mais complicado.
       
      Nas ferrovias italianas (e na Europa) lembre de CONVALIDAR seu bilhete.
       
      VIVA a noite em Milão: experimente os aperitivos milaneses.
       
      Dia 20/12 (3)
       
      Nas primeiras horas em solo europeu, é fundamental ir ao mercado comprar alimentos para economizar com as refeições. A despeito de ser um ato aparentemente simples, a dificuldade representada por outro idioma (italiano) e a necessidade de calcular os preços (não somente de euros para real, mas entre os próprios produtos em euro – a diferença de preços chega a ser surpreendente) tornam a ação bem mais demorada do que a feita no Brasil. Para tornar o ato mais eficiente, o uso de celular e/ou papel e caneta para tradução e comparação de preços pode ser interessante.
       
      Estávamos hospedados em Busto Arsizio, mas pegaríamos em Milão o ônibus para Londres à noite – e o que fazer com as malas? Seria inviável retornar para Busto Arsizio somente para buscá-las. Por um erro de planejamento, não tinha estudado antes os depósitos de bagagem disponíveis em Milão para poder comparar os preços e utilizamos o da estação Milano Centrale, a um custo de € 7 por 7 horas.
       
      Com as malas guardadas na estação, realizamos nosso passeio de um dia por Milão. Para quem tem somente essas horas na cidade, o passeio obrigatório é o Duomo de Milano, uma gigantesca catedral gótica. Muitos sobem no seu telhado, no qual fica mais fácil observar a arquitetura e as inúmeras estátuas que compõem a estrutura da catedral e permite uma ampla visão da cidade. Diferentemente de outras igrejas de Milão, o acesso a seu interior é pago.
       
      Além do Duomo, foi possível conhecer ainda a Galleria Vittorio Emanuele II, um dos mais antigos shoppings da Itália; a Via Monte Napoleone, uma das ruas que compõe o quadrilátero da moda, composta por várias grifes internacionais; o Bosco Verticale, conjunto de torres residenciais “verdes”.
       
      Depois de retirarmos as malas, embarcamos no metrô rumo à estação Lampugnano, que possui uma rodoviária anexa de onde partem os ônibus para outros países e regiões. Apesar de Milão ser uma grande e importante cidade, a rodoviária estava longe da qualidade apresentada pela Rodoviária paulistana Tietê – era apenas uma cobertura aberta, onde os passageiros nas plataformas aguardavam no frio a chegada dos ônibus.
       
      Depois de um atraso de uma hora, o ônibus chegou. O motorista pede documento de identificação (passaporte) e um comprovante da passagem, com o QRcode (pode ser tanto no celular quanto impresso, mas é melhor ter a versão impressa: possibilita conferir informações rapidamente e auxilia caso ocorra algum problema, como falha da leitura do QRcode no celular). Diferentemente de viagens brasileiras, cada passageiro coloca – e retira – sua mala no bagageiro do ônibus e escolhe livremente seus lugares.
       
      RESUMO
       
      Ao chegar ao destino, vá ao SUPERMERCADO.
       
      ENTENDER o que está escrito nos produtos pode ser complicado. Baixe um tradutor para uso off-line.
       
      As malas podem representar um custo a mais considerável. Se puder, pesquise antes por DEPÓSITO DE BAGAGEM caso tenha de usar.
       
      Em Milão, VISITE o Duomo de Milano, a Galleria Vittorio Emanuele II, o Bosco Verticale, a Via Monte Napoleone entre outros.
       
      Nem tudo é perfeito: os ônibus em países desenvolvidos podem ATRASAR.
       
      Para EMBARCAR no ônibus, basta seu passaporte e o QRcode – e coloque você mesmo sua mala dentro do veículo.
       
      Dia 21/12 (4)
       
      Os ônibus realizam com frequência constante paradas com duração de 15 minutos, o que torna desnecessária a preocupação de eventual necessidade de ir ao banheiro.
       
      Finalmente, um pouco depois do meio-dia, o ônibus chegava na estação Gallieni, em Paris, para conexão de menos de 2 horas com a outra linha que levaria a Londres (apesar do atraso de uma hora em Milão, o motorista conseguiu recuperar o tempo). Diferentemente das paradas realizadas pelo ônibus, o banheiro na estação é pago, e o preço dos produtos (água e comida) nas lanchonetes é caro. Então, mesmo que não “sinta necessidade”, melhor ir ao banheiro das paradas e traga comida comprada em mercados. Quanto ao consumo de água, não há necessidade de comprar – toda água disponível nas torneiras da Europa é potável, com exceção de alguns países da Europa Oriental.
       
      Diversamente ao primeiro ônibus em Milão, este chegou no horário e iniciamos a segunda parte da viagem. Seguiu em direção ao norte francês até Calais, onde começava ainda na França o trâmite de imigração para as ilhas britânicas.
       
      Ainda no ônibus, entregaram-nos um pequeno pedaço de papel para preenchimento de informações exigidas pelos oficiais britânicos (se os dados que forneci estavam de acordo com o determinado pela lei britânica, nunca saberei).
       
      Depois de passar pelo guichê dos oficiais franceses, que deram o carimbo de “saída” no passaporte – pela lei, estava em território internacional, mas fisicamente na França – chegamos ao posto dos oficiais britânicos. Como esse “caminho” dos ônibus é comumente utilizado por imigrantes ilegais, esperávamos uma entrevista mais “longa” em comparação a dos aeroportos. Apresentamo-nos juntos ao oficial que pediu as informações básicas: hospedagem, tempo de permanência, além de requisitar os papeis com os dados do voo de retorno. Respondemos que íamos passar o Natal em Londres e que alugamos um apartamento, além de mostrar os papeis do voo. Foi o suficiente. Em posse de nossos passaportes, carimbou a entrada, junto do visto de permissão de permanência no Reino Unido por até 180 dias.
       
      De volta ao ônibus depois do nosso sucesso na obtenção do visto, este ainda não saiu: outros passageiros não tiveram o mesmo desempenho – um inclusive foi retirado do ônibus por policiais mesmo tendo recebido o visto. Após esperar meia hora, o motorista virou a chave do veículo e partiu. Mas, em menos de dez minutos, parou o veículo novamente. Porém não se tratava de embaraço alfandegário.
       
      À frente do ônibus, gigantescas plataformas denotavam o início do Eurotúnel. Após ter a liberação de acesso pelo funcionário da ferrovia, o motorista manobrou para a plataforma indicada e inseriu o veículo no imenso trem que percorre por baixo do Canal da Mancha.
       
      Com a entrada de outros veículos, o vagão foi lacrado e o trem iniciou o percurso. Nesse trajeto os passageiros têm permissão de descer do ônibus e andar pelo trem. Apesar do caminho ser por baixo do mar, nada demonstrava que está embaixo dele, a mais de 100 km/h.
       
      O vagão foi aberto com a parada do trem indicando o fim do Eurotúnel, em Folkestone. O motorista manobrou e rapidamente caiu na estrada, regulada sob a curiosa mão inglesa. No primeiro posto de combustível da estrada, o ônibus fez uma parada, onde alguns passageiros desceram e retiraram suas malas (e meu receio de “pegarem” a mala errada...) – fiquei com a impressão de que alguns europeus vão ao terminal inglês no Canal da Mancha e utilizam o transporte de ônibus para a Europa Continental para economizar.
       
      Em seguida, o motorista retornou a marcha rumo à capital inglesa. De largas rodovias, o cenário do percurso modificou para estradas menores, mais apertadas, de caráter urbano... Até visualizar numa avenida a placa da TransportForLondon, prova inequívoca de que tínhamos chegado à Grande Londres. Como cruzamos a cidade desde os subúrbios até o centro, esse trecho, de certa forma, foi o equivalente a um city tour.
       
      As casas da exclusiva arquitetura britânica foram trocadas por lojas de comércio e alguns prédios, mas ainda não aparecera nenhum ponto famoso reconhecível – até chegar próximo ao rio Tâmisa e, como fã do personagem James Bond, reconhecer instantaneamente o prédio do MI6 ao lado da Vauxhall Bridge.
       
      Em poucos minutos, o ônibus chegou na rodoviária que atende Londres (Victoria Coach). Diferentemente do que seria possível imaginar para um país desenvolvido, a rodoviária não é integrada à estação homônima de trem e metrô.
       
      Na estação Victoria, pagamos a caução do cartão OysterCard (£ 5) e o valor do metrô avulso até Candem Town, que fica na zona 2 (£ 2,40). À época, bastava ficar mais de dois dias em Londres para receber a caução do cartão de volta – agora só é possível receber depois de um ano. Como era também uma estação de trem, poderia já ter comprado o travelcard para iniciar o uso no dia seguinte.
       
      RESUMO
       
      Não se preocupe muito com a NECESSIDADE de ir ao banheiro – o ônibus faz frequentes paradas.
       
      TRAGA comida comprada nos supermercados – o preço dos alimentos nas paradas realizadas pelo ônibus é bem alto.
       
      A ENTREVISTA para acessar o Reino Unido começa ainda na França. Basta responder diretamente o que o oficial da imigração perguntar – e tenha os papeis relacionados à viagem junto consigo.
       
      Os ônibus são uma forma mais barata (e demorada) de utilizar o EUROTÚNEL.
       
      RECONHEÇA o prédio de MI6, constante nos filmes de James Bond.
       
      Dia 22/12 (5)
       
      Nesse dia ocorreu um erro: acordamos mais tarde do que devia, o que pode afetar todo o planejamento previsto para o dia.
       
      Fomos à estação de trem Euston comprar o Travelcard em papel para uso do transporte público ilimitado por uma semana e que permitiria participar da promoção 2FOR1. A atendente da estação perguntou qual seria o tempo de uso (1 semana) e as zonas abrangidas (1 e 2). Ela requisitou as fotos 5x7 para colar no documento – na verdade, as 3x4 do Brasil servem. Como as fotos 5x7 são caras na Europa e ainda mais caras na Inglaterra, lembre-se de trazer do Brasil – e pediu que assinássemos o travelcard. Recebemos um tipo de “carteirinha” com nossa foto e um papel em formato de cartão que deve ser inserido nas catracas das estações de metrô e somente mostrado aos motoristas dos ônibus vermelhos.
       
      Em posse do Travelcard e dos vouchers da promoção 2FOR1 desembarcamos na estação Tower Hill, para irmos na Tower of London. Só que a cidade possuiu atrações uma ao lado da outra e, antes de irmos à Tower of London, conhecemos a icônica Tower Bridge. Porém é mais importante executar o passeio principal do dia e, conforme o tempo disponível, conhecer as demais atrações.
       
      Tendo encontrado a bilheteria da Tower of London, era o momento de testar os vouchers da 2FOR1 e descobrir se era somente uma promoção “para inglês ver”. O funcionário ficou com os vouchers e viu nossos travelcards – e a “mágica” aconteceu: recebemos o segundo ingresso gratuitamente.
       
      A Tower of London, com esse nome, parece indicar somente uma torre – mas é muito mais do que isso. É um fascinante complexo com mais de 900 anos, que serviu de residência real, depósito de armas, casa da moeda e atualmente, além de importante atração turística, serve como cofre das joias da Coroa Britânica. Tal qual alguns museus em Londres, possui algumas seções interativas, o que permite ao visitante se integrar ainda mais com a história – e, consequentemente, a visita demanda ainda mais tempo do que podia ser previsto. Considero um símbolo de Londres e um sacrilégio não a visitar – é uma atração a qual voltarei.
       
      Com o horário de visita a Tower of London e de outros museus exaurido, buscamos conhecer alguns dos locais abertos da cidade. Decidimos ir à área abrangida pela Oxford e Regent Streets e desembarcamos na estação de metrô Oxford Circus – ou seria o Brás? O Natal estava à vista, em 3 dias, e uma quantidade imensurável de consumidores compartilhava cada metro quadrado do local, uma das regiões de comércio popular mais famosa de Londres (para brasileiros, infelizmente, os preços não eram tão populares quanto gostaríamos).
       
      A despeito da dificuldade de deslocamento típica de zonas de comércio popular, avançamos pela Regent Street até Piccadilly Circus, praça consagrada por seus painéis curvos e pela estátua de Eros.
       
      Depois de encontrar uma lanchonete para refeição, já que os restaurantes ao redor são extremamente caros, chegamos a Leicester Square, outra memorável praça londrina (e de preços também “memoráveis”). Nela ficam algumas lojas famosas, como a do Lego e da M&M´s.
       
      No caminho para a estação de metrô Charing Cross, chegamos a outra praça que acredito ser ainda mais célebre: Trafalgar Square, que celebra a vitória da Marinha Real Britânica contra as forças napoleônicas durante a batalha homônima de 1805. Nela ficam as Coluna de Nelson (homenagem ao destacado Almirante Nelson, que participou da Batalha de Trafalgar) e National Gallery, que seria um dos lugares visitados no dia seguinte.
       
      RESUMO
       
      DICA UNIVERSAL: acorde cedo para aproveitar o máximo que puder da viagem.
       
      UTILIZE o Travelcard em papel de 1 semana para pagar menos nas atrações.
       
      Entre no que considero como passeio OBRIGATÓRIO em Londres: a Tower of London.
       
      ADMIRE a ponte vitoriana Tower Bridge.
       
      VÁ para a região do “Brás” de Londres: Oxford e Regent Streets.
       
      Inevitavelmente, em algum momento da viagem, PASSARÁ pela Trafalgar Square.
       
      Dia 23/12 (6)
       
      Mais habituados com Londres, desembarcamos na estação Westminster para acessar a Churchill War Rooms, um museu em homenagem ao ex-primeiro ministro inglês Sir Winston Churchil. No museu é apresentado um pouco da vida e história do estadista, como suas obras literárias (ganhou o Prêmio Nobel de Literatura). Contudo, a ênfase é aplicada sobre as ações mais importantes realizadas pelo político: as salas do atual museu serviram como gabinete de guerra para liderar o Reino Unido junto aos demais países nas vitórias dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, até 1945. Os ambientes representam fielmente o período da guerra, com bonecos representando oficiais no esforço de vitória, mapas dos anos 40, escritório,  a sala de trabalho das secretárias do ex-ministro, o quarto de Churchill, cozinha, além de curiosidades e objetos relacionados à guerra, como a Enigma ­­– uma máquina eletromecânica de criptografia, cujo código foi quebrado sob liderança do matemático Alan Turing.
       
      Para quem tem curiosidade, o filme O Destino de Uma Nação indica de forma satisfatória o gabinete de guerra que foi transformado em museu. Após a visita ao local, é perceptível compreender a admiração dos britânicos pelo seu ex-primeiro ministro – que, decerto, ganhou mais admiradores após o passeio.
       
      Depois de conhecer Churchill War Rooms, fomos ao National Gallery, um museu de arte fundado em 1824 que abriga pinturas de artistas europeus do século XIII ao XX, com quadros de Cézanne, Manet, Goya, entre outros. Curiosamente, um dos quadros que nos impressionou – An Experiment on a Bird in the Air Pump (1768) – era justamente a pintura que aparecia atrás de James Bond em Skyfall.
       
      Todavia, a visita ao National Gallery tinha de ser rápida, já que era um outro museu o foco do dia (ademais, é o principal museu da cidade): The British Museum. Conseguiram colocar artefatos de TODAS as culturas que já existiram: macedônios, fenícios, sumérios, babilônios, árabes, africanos, índios, egípcios, gregos, romanos, americanos, africanos, asiáticos, chineses, mongóis, indianos... (com a ressalva que somente um pequena fração das peças do museus ficam em exposição).
       
      Na área egípcia, os turistas se aglomeram ao redor da Pedra de Roseta, artefato que permitiu a tradução dos hieróglifos do Egito Antigo para os idiomas vigentes, por meio da “ponte” representada na pedra em grego antigo. Como é de se esperar, várias múmias ficam expostas nas alas. Contudo, mesmo chamando pelo Imhotep, nenhuma respondeu – era impossível não lembrar do filme O Retorno da Múmia (2001).
       
      Na seção grega, não um, dois ou três... mas incontáveis vasos gregos lotavam a sala e, a despeito de ter mais de dois mil anos, vários estavam intactos, como se o curador do museu tivesse comprado os objetos na Oxford Street. Em outra ala, enormes colunas gregas chocavam os visitantes por seu tamanho e, possivelmente, se perguntavam como colocaram – e trouxeram da Grécia – tais colunas no museu.
       
      Para ver todo o museu (e caso goste de objetos históricos) um dia é necessário. O museu fecha às 17:00, contudo isso não quer dizer que pode ficar dentro do complexo até as 16:59. Vinte minutos antes eles já iniciam o processo de “evacuação”.
       
      Com as atrações fechadas, resta visitar os lugares abertos. Um dos escolhidos foi o Monument, uma torre de pedra criada em homenagem ao Grande Incêndio de Londres de 1666. Outro local foi rever o edifício do MI6 (só não contávamos com um guindaste que atrapalhava as fotos...) e caminhar pelas vias Millbank e Whitehall até acessar um pub próximo à Trafalgar Square. No entanto, o local não agradou e voltamos ao apartamento, mas não antes de comprar um prato típico britânico: fish and chips. A ressalva que fica para esse prato (e para outros alimentos) é que custou £ 6,50 em Candem Town, contra £ 13 na área mais central (e turística) de Londres.
       
      RESUMO
       
      VISITE as Churchill War Rooms.
       
      CONHEÇA alguns museus de Londres: National Gallery e The British Museum.
       
      CONSUMA uns dos típicos pratos londrinos: fish and chips.
       
      Dia 24/12 (7)
       
      Era o primeiro dia com limitações de atrações devido ao feriado Natal e as opções de passeios eram menores, devendo ser previamente pensadas. Ainda no começo da manhã, desembarcamos na estação St John´s Wood até chegar à Abbey Road, rua que foi o cenário do consagrado álbum homônimo de The Beatles. A frequência de turistas-fotógrafos que aparecem no local é relativamente alta, o que permite o registro do seu momento Paul McCartney, apesar de ser uma rua comum – os carros continuam passando por lá, demandando mais tempo para as fotos/videos.
       
      A próxima atração do dia foi a troca de guarda em frente ao Buckingham Palace. Apesar de ser famoso, é dispensável – achei demorado e cansativo, sem contar com os alertas da polícia acerca dos batedores de carteira (os pickpockets). Pelo menos, o passeio seguinte não era longe: a Queen´s Gallery, numa entrada lateral do Buckingham Palace. Sendo dentro do palácio, imaginava que seria possível visitar algumas salas ricamente decoradas, tal qual o Palácio Real de Madrid e curtir a exposição. Infelizmente, eram só algumas simples salas com exposição de objetos de arte pertencentes à Coroa Britânica (como toda as exposições de artes na Europa, é interessante, mas existem outros lugares com mais obras e baratos).
       
      Posteriormente, caminhamos ao longo de The Mall, a via de asfalto vermelho que sempre aparece nos filmes e noticiários, e conecta o Buckingham Palace à Trafalgar Square.
       
      A ideia seguinte era conhecer a St. Paul Cathedral, contudo nós e mais alguns turistas fomos avisados que já estava fechado para visita, apesar de ter verificado com antecedência que estava ainda no horário válido para acesso. Como não adianta discutir, fomos à Milennium Bridge, uma ponte exclusiva a pedestres que conecta a catedral ao Tate Modern.
       
      Outra atração que estava realmente aberta era Bond in Motion (London Film Museum Covent Garden), um museu acerca de James Bond. Para chegar ao local, utilizamos os tais ônibus vermelhos da cidade, que permite aquela visão um pouco mais “de cima” das ruas, e achei meio lento – definitivamente os trilhos são a melhor opção para Londres. No museu encontram-se os carros, objetos, roupas e materiais dos filmes, especialmente do último, Spectre (2015) – para quem curte os filmes do agente especial britânico é um passeio que poderá valer a pena.
       
      Findo o passeio pelo mundo de 007, só restava pelo resto do dia conhecer mais ruas e lugares da capital britânica. Andando mais próximo ao Rio Tâmisa, encontramos o enorme edifício The Shard, à Tower Bridge, sob a especial iluminação noturna e, mais afastado, a estátua de Sherlock Holmes próximo da estação Baker Street.
       
      RESUMO
       
      FAÇA pessoalmente sua própria versão da capa do álbum Abbey Road, dos The Beatles.
       
      ENCARE junto com milhares de turistas uma posição privilegiada no Buckingham Palace.
       
      Com um pouco mais de sorte, VÁ para St. Paul Cathedral e caminhe pela Milennium Bridge.
       
      Dia 25/12 (8)
       
      Merry Christmas! O Natal chegou. Mas, diferente dos britânicos, não pretendia passar o feriado no apartamento. Afinal, estava em Londres e cada segundo em libras esterlinas tinha que ser aproveitado. Todavia, esse dia era o mais difícil da parte do planejamento, pois as atrações estariam fechadas, até o transporte público. Seria o caso de conhecer os lugares abertos da cidade, com o cuidado de minimizar o uso das pernas.
       
      Como um referencial, utilizei os cenários londrinos da série Sherlock, da BBC. A primeira parada foi a frente da casa do Sherlock Holmes, a 221B que fica na... N Gower Street, próximo à estação Euston (os produtores escolheram essa rua pela proximidade da Baker Street, que é uma rua movimentada, e pela conveniência de gravação).
       
      Seguimos pela Woburn Pl, onde encontramos algumas lojas abertas, apesar do feriado (provavelmente seus lojistas não comemoram o Natal) até chegar a High Holborn, que delimita parte da City of London (Londres e a City não se confundem: a City é a cidade original, enquanto os outros lugares, como Westminster, são cidades que foram unidas na atual Londres). Na City, ficam a Central Criminal Court, cenário de julgamento de James Moriarty. Bem próximo, o St. Bartholomew´s Hospital, onde Sherlock faz suas pesquisas auxiliado por Molly e... (melhor assistir à série).
       
      Apesar de citar apenas alguns cenários, cada casa, cada prédio merece uma contemplação. Ao longo das vias da cidade, cruza-se por edificações seculares que provam o porquê de Londres É Londres.
       
      Após chegar ao ponto mais “oriental” do dia – a área ao redor da estação Bank, depois de ver outros turistas que abusavam das pernas no feriado, realizamos um percurso às margens do Rio Tâmisa, ora mais próximo do rio, ora mais afastado. Nessa maratona, foi possível encontrar mais estátuas da Rainha Victoria e perceber a admiração dos britânicos pela antiga monarca – desde estátuas em frente ao Buckingham Palace, na Blackfriars Bridge, a nome de linha e estação de metrô.
       
      Na área da estação Embankment, atravessamos o rio pela Golden Jubilee Bridge até os Julibee Gardens, que também são cenários da série Sherlock e um dos lugares mais visitados de Londres, onde fica a roda gigante London Eye (e também vários “espertinhos” tentando dar golpe em turistas).
       
      A próxima ponte era a Westminster Bridge, onde o helicóptero abatido por James Bond caiu em Spectre (2015). O local é uma paisagem perfeita para fotos e vídeos da própria ponte e dos Palace of Westminster e Big Ben (o problema é que estes ainda estão em reforma...). Do parlamento avançamos até o Buckingham Palace, agora sem que aquele movimento insano de turistas como no dia anterior, o que permitiu apreciar os detalhes da praça e da área externa do palácio.
       
      Pela Constitution Hill, chegamos ao Hyde Park, que, surpreendentemente estava aberto no dia. O parque, um dos maiores de Londres, é famoso pelo Kensington Palace e os esquilos que acompanham os transeuntes, em busca de comida.
       
      Durante o descanso no parque, a noite chegou, junto ao cansaço, imperando o regresso ao apartamento. Caminhando ao redor do parque, chegamos ao Marble Arch e seguimos pela Oxford Street, que seria o foco do dia seguinte. As ruas do comércio popular estavam vazias, bem diferente do enxame de pessoas visto no dia 22, e as lojas fechadas preparavam-se para as liquidações que iniciariam em alguns pares de horas.
       
      Todo esse trajeto totalizou mais de 20 quilômetros – unicamente a pé. Existe a possibilidade de embarcar nos ônibus Hop On Hop Off, que funcionam no feriado de Natal. Contudo, como nessa viagem a maioria das atrações seria conhecida nos seis dias restantes de passeio, escolhemos nossas pernas – não adianta se iludir: para conhecer o Velho Continente, tem de andar... (e muito).
       
      RESUMO
       
      APROVEITE o Natal em Londres para conhecer uma cidade muito mais tranquila.
       
      VISITE os cenários da série Sherlock, da BBC.
       
      CRUZE as inúmeras pontes sobre o Rio Tâmisa.
       
      Dia 26/12 (9)
       
      Boxing Day! O terceiro dia de limitações das atrações é um feriado típico dos britânicos. Nesse dia os lojistas derrubam os preços dos produtos que não venderam até o Natal. E, mesmo com a necessidade de acessar a Oxford Street, a restrição de transporte público ainda continuava – o regresso é feito gradualmente, começando pela periferia até chegar ao centro. Por conta disso (e do horário das aberturas das lojas), era necessário acordar mais cedo do que o de costume, como se fosse um “dia de trabalho”.
       
      Entrementes, chegamos a tempo na mais famosa loja de roupa barata das ilhas britânicas – e europeia: Primark. Tal qual a versão da Gran Via, em Madrid, os produtos estavam com preços muito satisfatórios, alimentados pela característica de liquidação do dia – produtos com remarcação na hora, blusas de 8 por 3 libras, camisetas por 1 libra. Para quem tiver a oportunidade de passar esse dia em Londres (e com a mala adequada), vale muito a pena.
       
      Depois de vasculhar cada conta da loja, fomos em outras na Oxford Street, mas nestas os preços não chegavam próximo ao encontrado na primeira – fora da dificuldade de caber na mala. Ainda assim, os camelôs que vendem na calçada possuem bons preços, como um moletom com o desenho de Londres, mais barato do que em outras lojas inclusive afastadas do centro da cidade.
       
      A ideia à tarde era visitar a St. Paul Cathedral, que, segundo o site da igreja, retomaria seus passeios no dia. No entanto, o cansaço no grupo decorrente do dia anterior foi implacável e descansamos por um breve período no apartamento. Nesse ínterim, percebemos o patriotismo dos britânicos: a quantidade de filmes com atores do Reino Unido era absurda (coincidência ou não, assistimos ao 007 Skyfall, com James Bond realizando uma perseguição nas ruas de... Londres!).
       
      Posteriormente, voltamos ao centro de Londres, para se encantar novamente com as ruas da cidade e encontrar eventualmente mais algumas pechinchas do dia.
       
      RESUMO
       
      APROVEITE as ofertas do Boxing Day.
       
      Dia 27/12 (10)
       
      Com o retorno das atividades turísticas, fomos até à estação King´s Cross St. Pancras visitar a plataforma 9  do Harry Potter. Apesar de ser denominada como uma única estação, são duas estações de trem concebidas separadamente – King´s Cross e St. Pancras (a que aparece em Harry Potter e a Câmara Secreta é a St. Pancras). Apesar de o último livro do bruxo já ter sido lançado a doze anos, ainda tinha fila para tirar foto para "embarcar" na plataforma.
       
      Dos filmes do Harry Potter, fomos ao cenário de outra produção da sétima arte: Um Lugar Chamado Notting Hill. Desembarcamos na estação Notting Hill Gate e caminhamos pela Portobello Road, com sua sempre constante feira de rua (existem produtos interessantes, mas se deve tomar cuidado com eventuais produtos falsos).
       
      Fora de Notting Hill, entramos no ônibus vermelho para conhecer o Kensington Palace, que foi o principal palácio da realeza até a rainha Victoria mudar para o Buckingham Palace. Neste palácio ainda vivem (ou viviam) alguns membros da família real, como o Duque e a Duquesa de Sussex (Príncipe Harry e Meghan Markle). No palácio, os funcionários contam a história do local e, principalmente da Rainha Victoria e do príncipe Albert – como o forte temperamento da jovem rainha, de expulsar sua mãe após a morte do rei. Nas salas, objetos pertencentes à antiga monarca ficam em exposição, como suas bonecas, quadros, pinturas, joias e coroa que não ficam na Tower of London.
       
      Além da Rainha Victoria, existe uma ala dedicada a outra personalidade real querida pelos britânicos: a Princesa Diana, com uma exposição da breve vida da Lady Dy e de seus célebres vestidos.
       
      Fora do palácio, fomos à Westminster Abbey. Só que nos enganamos com a entrada junto com outros turistas e achamos que já estaria fechada, mas era um portão errado. No fim, resolvemos ir ao Natural History Museum. Apesar de ser um passeio à primeira vista para crianças, o museu também diverte adultos. Ficam à vista rocha da Lua, representação de milhares (e gigantescas) espécies, como a Baleia Azul, e outros tantos extintos, como dinossauros e outros não tão antigos assim, como o Pássaro Dodô. Para os brasileiros que não têm a menor ideia de como é enfrentar um terremoto, um simulador do museu representando a fúria da Terra num supermercado de Kyoto consegue gerar uma noção.
       
      Tal qual a Tower of London e British Museum, os funcionários “convidavam” os visitantes a se retirarem do recinto. Para a última noite completa em Londres, visitamos na Regent Street a Hamley´s – famosa loja de brinquedos que divertem crianças (e muitos adultos – o problema é que nada mais cabia na mala...). E a sempre presente caminhadas pelas ruas da cidade, como em Whitehall.
       
      RESUMO
       
      CONHEÇA alguns dos cenários de filmes em Londres, como do Harry Potter e Um Lugar Chamado Notting Hill.
       
      Já que não dá para entrar no Buckingham Palace no inverno, VISITE o outro palácio real: Kensington Palace.
       
      Outro museu a ser CONHECIDO na cidade: Natural History Museum.
       
      Dia 28/12 (11)
       
      Como tudo na vida, alguma hora acaba – o último dia nas ilhas britânicas chegara. Era o ato chato de arrumar as malas e a missão impossível de fazer as compras caberem nelas (contudo, creio que fosse melhor fazer na noite anterior à saída).
       
      Infelizmente, não era possível deixar as malas no apartamento; ou seja, tal qual em Milão seria necessário encontrar um depósito de bagagem, com a diferença de ter algum conhecimento do preço pelo pago na Itália. Existem alguns sites que oferecem esse serviço, mas como não estávamos acostumados – fora que em alguns o preço continuava caro – preferimos o modo tradicional.
       
      Fomos até a estação Victoria e vimos preços muito acima do que fora pago em Milão. Somente com o choque percebemos que estávamos na estação Victoria de trem e metrô e não na rodoviária (coach) Victoria. O serviço da rodoviária se mostrou muito mais conveniente: os preços eram bem menores, o prazo de aluguel e o tamanho da mala mais flexíveis.
       
      Com as malas guardadas, fomos à Westminster Abbey e, desta vez, na porta – e fila – certa. Aliás, foi o único local de Londres que tinha fila gigante (pode ser pela data, 28/12; dia da semana – sexta-feira; o horário em qual chegamos; e/ou é uma atração superdisputada). Na abadia encontramos o lugar onde está enterrado o cavaleiro que o papa enterrou (quem acompanha Robert Langdon entenderá...), além de outras poderosas personalidades históricas britânicas, o local onde é feita a coroação da monarquia britânica e a cadeira em que o recém rei/rainha recebe a coroa, com quase um milênio.
       
      Findo o passeio pela abadia, era o momento de se preparar para a viagem à Paris. Fomos à estação do metrô receber a caução de £ 5 do Oystercard de volta e ao mercado para comprar algum alimento para comer na viagem.
       
      Após retirar as malas, aguardamos na rodoviária a chegada do ônibus. Desta vez, muito diferente da experiência em Milão, essa rodoviária aproxima-se mais com o que conhecemos da rodoviária Tietê, com painéis eletrônicos indicando a linha do ônibus à respectiva plataforma, bancos para descanso, lanchonetes e lugares cobertos.
       
      Desta vez, o ônibus chegou no horário e, semelhante ao primeiro trajeto, o motorista fez uma simples conferência do bilhete e passaporte, cabendo a cada um guardar sua respectiva mala. Era o fim da minha primeira estadia em London.
       
      Depois de um pouco mais de uma hora de percurso, o ônibus chegou em Folkestone para os trâmites de imigração. Os agentes britânicos entraram no ônibus e passaram os chips dos passaportes num leitor; já os franceses foram mais “tradicionais”, com a fila indiana para se apresentar aos agentes de imigração.
       
      Todavia, o trâmite de imigração foi bem mais rápido do que o da viagem da semana anterior (afinal, seria um tanto difícil imaginar um imigrante ilegal querer sair do Reino Unido rumo à Europa Continental). O ônibus partiu rumo ao Canal da Mancha, mas, ao invés de descer para as plataformas do trem, estava subindo... até parar em uma das vagas dentro da balsa. Só que esta balsa era muito diferente das que atendem a travessia Santos-Guarujá; estava mais para um cruzeiro: restaurante, cassino, área de descanso, free-shop.
       
      A balsa saiu do cais britânico ao lado de centenas de gaivotas, num cenário parecido ao visto no filme Indiana Jones e A Última Cruzada, apesar da limitação de visão devido à fraca luminosidade noturna. O trem é inegavelmente mais rápido (menos de uma hora) do que a balsa (2 horas), mas para quem está a turismo a balsa pode tornar a viagem mais divertida – e seguramente bem mais econômica. Durante o trajeto, basta encostar num dos vários bancos da balsa, já que não é permitido ficar dentro do ônibus enquanto a embarcação navega pelo Mar do Norte.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      A rodoviária (coach) Victoria possui depósito de bagagem com preço INFERIOR a de estações de trem.
       
      VISITE a Westminster Abbey, a principal igreja de Londres.
       
      O trajeto Londres-Paris pode ser feito de maneira ANTIGA: via balsa.
       
      Londres e Paris – Parte 3 – França e Suíça
       
      Dia 29/12 (12)
       
      Já em território francês, o ônibus fez uma parada no Aeroporto Charles de Gaulle e chegou em Paris, na rodoviária Gallieni que, diferente de sua equivalente londrina, é integrada ao metrô da cidade. Depois de comprar os bilhetes de metrô (na época, os t+10; agora existem opções melhores) e ver alguns usuários pulando a catraca, embarcamos na rede de trilhos até a cidade de Montreuil.
       
      Como chegamos mais cedo do que o combinado para entrar na casa alugada (e para escapar do frio), decidimos tomar um chocolate quente – só não contávamos que ninguém entenderia chocolate, apesar da grafia em francês ser chocolat. Após muito esforço, conseguimos obter o produto – e perceber que a influência do inglês nos outros países fica limitada às áreas turísticas.
       
      Depois de deixar as malas na casa, fomos à primeira atração da cidade, a Basilique du Sacré-Coeur, na área mais elevada de Paris. Já tinha pesquisado ainda no Brasil acerca dos golpistas que amarram pequenas fitas no braço e, para evitar de sermos importunados, subimos até a basílica com as mãos dentro do bolso.
       
      Diferente do que pode ser imaginado para umas das cidades mais visitadas do mundo, o acesso à área interna da basílica é gratuito – porém, é uma visita rápida. Para quem quiser pagar, há a opção de subir nela e ter uma ampla visão de Paris. Mas não é a única: a Tour Eiffel ou a Cathédrale Notre-Dame também oferecem uma visão “aérea” da cidade.
       
      O roteiro por Paris estava mais flexível, em comparação a Londres. O escolhido no dia foi se perder pelas ruas do bairro de Montmartre e chegar ao próximo ponto turístico do bairro: Le Mur des Je T´aime (o Muro do Amor – o muro em si não é uma novidade espetacular, mas sintetiza o romantismo da capital francesa e perceber a quantidade absurda da casais que percorrem as ruas parisienses).
       
      O ato de se “perder” em ruas desconhecidas força aos “perdidos” reforçar a atenção e visualizar detalhes que fogem quando imersos na rotina. Nesse ato, ao olhar para direita, vi no fim da subida de uma rua umas pás de moinho de vento que não me eram estranhas. Ao chegar no fim dela, descobrimos que se tratava do consagrado cabaré Moulin Rouge.
       
      Em direção ao Rio Sena, percorremos o Boulevard Haussmann (em homenagem ao prefeito do departamento do Sena que reconstruiu Paris durante o século XIX no formato atual) até às Galeries Lafayette Haussmann. Nas galerias é possível, a partir de seu terraço, ter uma visão ampla da cidade e, ainda, gratuita.
       
      Nessas andanças por Paris, entramos em alguns mercados – e caríssimos, muito mais do que em Londres. É fundamental se hospedar fora da cidade e ir aos supermercados na periferia, que apresentam um maior leque de produtos e preços mais “favoráveis”.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      Fora de áreas turísticas, pode ser mais DIFÍCIL se comunicar em inglês.
       
      VISITE a Basilique du Sacré-Coeur e Le Mur des Je T´aime.
       
      CAMINHE pelo Boulevard Haussmann.
       
      Dia 30/12 (13)
       
      Esse dia foi programado para ir ao Château de Versailles. Na verdade, não deveria – era um domingo, um dos piores dias da semana para tal passeio. No entanto, por questões pessoais só poderia ser nesse dia.
       
      Como no primeiro dia em Londres, saímos mais tarde da casa do que deveríamos e, consequentemente, essa demora cobrou seu preço – às 11 da manhã ainda estávamos em Paris, próximo da Tour Eiffel.
       
      Depois de descer na estação Gare du Versailles Chateau Rive Gauche, seguimos o fluxo de pessoas pela avenida até o palácio e o erro de sair tarde ficar às nossas vistas: era fila para entrar, fila para o banheiro, fila para pedir informações, fila para comprar ingresso, fila para tudo! Compramos o ingresso ao palácio e aos Domínios de Maria Antonieta, e Versailles nos contemplou com um benefício: recebemos um ingresso com hora marcada, que o sistema gera aleatoriamente para alguns (sortudos) visitantes.
       
      Como a hora marcada para entrar no palácio, fomos conhecer seus jardins – e já entender a razão do rei Luis XIV ser o símbolo máximo do absolutismo: o jardim era absurdamente grande, até onde a vista alcança e impecável (de tão grande oferecem aluguel de carros de golfe para conhecê-los). Posteriormente, com a reserva horária, adentramos o palácio e percebemos que a ostentação do rei sol estava muito além dos jardins. Em um vídeo sobre a história e construção do Château foi mostrado que criavam alas do tamanho de casa para qualquer ato banal, como sala de fumo, sala de reunião, sala de espera 1, sala de espera 2, teatro... até o momento de queda decorrente da Revolução Francesa de 1789. Quadros que cobriam toda a parede da sala que, por sua vez, tinham tamanho de casas, vários bustos de nobres franceses ornamentam o palácio, com ênfase, é claro, de Luis XIV e um nível riqueza que tornaria a Operação Lava Jato insignificante.
       
      Depois de passar um pouco mais de 2 horas dentro do palácio (e descobrir que a fila da qual escapamos com a hora marcada passava de 3 horas) fomos aos Domínios de Maria Antonieta. O local tem muita beleza, luxo e tudo o que é característico da época, mas após ver a suntuosidade de Château, estes ficam meio “simples”.
       
      Como a noite chegando, era o fim do passeio pelo Château de Versailles. Seria um fato comum o retorno para a casa, exceto por termos ido em direção à estação errada (Gare de Versailles Rive Droite) ao invés daquela que tínhamos chegado (Gare du Versailles Chateau Rive Gauche), mesmo possuindo o mapa online no celular. Ou seja, estude sempre bem o caminho, especialmente antes de ir ao local e evite uns bons minutos de andar à toa...
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PROGRAME-SE para chegar cedo ao Château de Versailles – este fica fora de Paris, e, de quebra, evitar loooooongas filas.
       
      IMAGINE um enorme palácio e seus jardins e qudruplique – o Château de Versailles é ainda maior.
       
      Dia 31/12 (14) 
       
      Fim de ano, era sabido que o dia seria pela metade – afinal, era dia de horário reduzido de expediente e saberia como os parisienses e outros europeus passam o Ano Novo. Decidimos ir numa atração que não estava no guia de bolso, mas tinha encontrado em pesquisa na web: o Château de Vincennes. Bem mais simples (e vazio) do que a versão de Versailles, tinha sua graça como mais um palácio europeu que viria a conhecer – mas é surpreendente como o turismo de massa foca nas mesmas atrações; o palácio tem estação de trem e metrô literalmente na frente, no limite da cidade de Paris e, mesmo assim, é pouco visitado (se quiser fugir do sufoco de filas, é uma boa opção).
       
      Depois de obter os ingressos com uma atendente brasileira (tem brasileiro em todo lugar), conhecemos o Château e a capela vinculada. É o mais importante forte-real francês em estilo medieval ainda existente e serviu de prisão para personalidades famosas, como o Marquês de Sade.
       
      De Vincennes, fomos para o Hôtel des Invalides, onde está enterrado Napoleão Bonaparte, mas receei que não seria possível conhecê-lo integralmente por causa do horário e desistimos. Bem próximo dali fica o Champs de Mars, onde foi erguida a Tour Eiffel (apesar de ser apenas uma torre, trata-se da Torre, que povoa o imaginário de milhões de pessoas pelo mundo... e de outras tantas que já a conheceram e apreciam sua beleza).
       
      Atravessamos o Rio Sena e chegamos na Avenue des Champs-Élysées, que seria um dos lugares de concentração do Ano Novo. Aos poucos, europeus e turistas chegavam ao local para a passagem do ano e, enquanto isso, lojistas protegiam suas lojas já fechadas com tapumes. No regresso para a hospedagem, o transporte público estava com catracas liberadas – talvez para incentivar os habitantes a curtir o ano novo nas ruas, apesar do frio.
       
      Depois de nos prepararmos para a passagem de ano, sem levar carteira, e documentos e dinheiro na pochete, embarcamos no metrô e escolhemos a Champs-Élysées comemorar (ou seria a Tour Eiffel). As estações da avenida estavam fechadas, sendo necessário desembarcar nas mais afastadas e entrar na avenida após uma revista policial (semelhante a de carnaval, que fica aquela impressão que o agente fez uma “revista” mínima). Escolhemos um ponto no meio da avenida com visão sobre o Arc de Triomphe, onde seria projetada a contagem regressiva. O ano novo chegou e estávamos comemorando, abraçando um ao outro – e percebemos que os demais nada faziam, simplesmente iam embora, só foram ver a contagem regressiva da avenida e a queima dos fogos – até que um mendigo percebeu nossa felicidade e foi se “enturmar” conosco.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VISITE o Château de Vincennes, uma versão menor de palácio, nos limites de Paris.
       
      PERCA horas no Champs de Mars para admirar a atração mais visitada no mundo: Tour Eiffel.
       
      CAMINHE pela Avenue des Champs-Élysées.
       
      Dia 01/01/2019 (15)
       
      Depois do mendigo se despedir da gente, seguimos a multidão para voltar para a casa. Fomos em direção ao Rio Sena pela Avenue Montaigne por onde as pessoas caminhavam – e se avolumavam. Excesso de pessoas nas calçadas e motoristas furiosos por não conseguirem sair do lugar por causa do trânsito parado na madrugada parisiense – parecia a região da Avenida Paulista ou do Ibirapuera no Natal.
       
      Numa das estações de metrô mais próxima da avenida, a fila de acesso à plataforma avança para além da catraca (claramente não seria eficiente tentar embarcar nesta estação). Na busca de outras estações de metrô mais afastadas do epicentro humano, caminhamos ao largo da iluminadíssima Tour Eiffel, com seu brilho registrando os primeiros minutos de 2019 da Cidade Luz. Ao mesmo tempo, ficava o receio de encontrar o sistema de trilhos fechado, já que o de Paris não funciona 24 horas.
       
      Felizmente, conseguimos entrar em uma estação e embarcar em um dos carros do metrô, cuja linha passa por onde estava o enxame de pessoas. Seria bem irônico se a linha que pegamos fosse denominada de Linha 3 Vermelha do metrô de Paris – a diferença era mínima, como as vozes em francês ao invés do português: passageiros que não conseguiam embarcar (e algumas expressões que deviam ser palavrões em francês), trem parado por vários minutos sem explicação da central, amassado a ponto de não conseguir abaixar o braço. Mas tirando o momento Sé de Paris, o metrô seguiu viagem e conseguimos chegar na casa.
       
      Evidentemente, o dia não seria para acordar cedo, já que parte dele foi gasto na madrugada – e nem precisaria, já que as atrações estariam fechadas. Seria mais um caso para andar a pé para conhecer a cidade, com a vantagem de ter o transporte público em comparação com o Natal em Londres.
       
      Com o resto do dia, chegamos à Place de la Bastille, local do antigo forte de onde ocorreu o fato histórico A Tomada de Bastilha, marco da Revolução Francesa e do início da Idade Contemporânea. Indo rumo a oeste, seguimos pela Rue de Rivoli até o Hôtel de Ville (a prefeitura de Paris), alternando entre igrejas e prédios históricos pelo caminho.
       
      Do Hôtel de Ville ficam à vista os fundos da Cathédrale Notre-Dame de Paris, que seria conhecida em outro dia (e antes do terrível incêndio de abril de 2019). Indo pelo Rio Sena, cada ponte tem suas particularidades, desde a exuberância da Pont Alexandre III, que foi presente do czar para a França, até pontes mais simples, como a Pont Neuf.
       
      Mas os pontos turísticos da Cidade Luz ainda não tinham acabado: Place Vendôme, Place de la Concorde, Opera (Palais Garnier), Jardin des Tuileries, L´église de La Madeleine, Palais Royal e Jardin du Palais Royal, Petit e Grand Palais eram só mais outros lugares que conhecemos no dia. Paris tem muitos museus, mas a própria cidade é pura arte – e, nesse caso, não precisa comprar ingresso.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      CAMINHE (muito) para Paris – é o melhor jeito de conhecer a cidade e suas artes.
       
      Dia 02/01 (16)
       
      Esse foi o dia reservado para conhecer o Musée du Louvre. Como é sabido, é praticamente impossível conhecê-lo em somente um dia. Todavia, em consulta ao site oficial, descobri que na quarta-feira o museu trabalha em horário estendido, o que possibilitava um aproveitamento melhor da visita e uma imersão mais profunda na cultura que o museu oferece.
       
      Descemos na estação Palais Royal Musée du Louvre e apesar de ter visto vídeos na internet de filas insanas para entrar no museu, não tinha fila (pelo menos não na parte de cima; tinha de ver na entrada subterrânea do museu).
       
      Assim como ao redor da Tour Eiffel, existem camelôs vendendo bugigangas na praça próxima à consagrada pirâmide de vidro. Tínhamos visto um chaveiro caído no chão próximo à entrada do Carrousel du Louvre, pertencente provavelmente ao ambulante que vendia em pé. No entanto, como a fama de golpistas de Paris é tão grande quanto à fama da própria cidade, refletimos se não podia ser mais uma nova modalidade de golpe, como de ir ao encontro do vendedor e ele te forçar a levar o que você não quer ou algo pior – fazer turismo tem o efeito benéfico de bem-estar, o que diminui a qualidade de julgamento de atos pelos turistas – e é exatamente esse ponto pelos quais os golpistas se aproveitam.
       
      Entramos no Carrousel du Louvre e, para nossa surpresa, as filas absurdas de Versailles ficaram no Château – o trâmite entre comprar os ingressos, passar pelo detector de metais e a entrada definitiva não chegou a meia hora, com um detalhe que quase me passou despercebido: o mapa de museu tinha de ser retirado antes da entrada definitiva.
       
      Entramos no museu e logo aparecem placas indicativas para o caminho para Monalisa, o que considero um erro. Afinal, Musée du Louvre é muito mais do que um lugar para exposição da obra-prima de Leonardo da Vinci – existem infinitas obras belíssimas e objetos antigos fantásticos, além de salas reais com todo o luxo e esplendor correspondente, já que o museu foi um palácio real antes da mudança da Corte para Versailles. Para ver Monalisa sem aglomeração e sem pressa, basta procurá-la na última hora de funcionamento do museu.
       
      Além da obra-prima de Leonardo, existem muitos outros quadros de vários mestres renascentistas, objetos e pinturas da época do Império de Napoleão Bonaparte, esculturas, como a Vênus de Milo, objetos da época do domínio romano, artefatos egípcios (e mais uma vez Imhotep não me respondeu), relíquias árabes, artefatos africanos, pinturas do Brasil colonial, até o subterrâneo do Louvre. E, claro, ver os quadros que foram as pistas para Robert Langdon em O Código da Vinci.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      ESCOLHA o dia durante o qual o Musée du Louvre tem horário expandido – o museu é realmente muito grande.
       
      NÃO FOQUE somente nas atrações mais famosas – o enxame de pessoas pode estragar um pouco o passeio.
       
      Dia 03/01 (17)
       
      Descemos nesse dia na estação de metrô Cité, a única estação de metrô da pequena ilha fluvial do Sena (Île de la Cité) e de onde Paris foi fundada – e, como local extremamente turístico, na saída da estação um fiscal verificava se os passageiros tinham pago os bilhetes de transporte. A ideia era ir à Cathédrale Notre-Dame de Paris, mas em vez disso fomos ao Conciergerie, antigo castelo usado pelos reis franceses na Alta Idade Média. De estrutura mais simples em comparação aos outros conhecidos, foi o lugar que Maria Antonieta aguardou até ser guilhotinada na Revolução Francesa, saindo da suntuosidade de Versailles para o pequeno quarto gelado do Conciergerie.
       
      O bilhete de ingresso ao Conciergerie permite o acesso combinado à Sainte Chapelle, uma capela gótica do século XIII com ruínas medievais e relíquias da Terra Sagrada. Fora da capela, ainda na pequena ilha, fomos à Cathédrale Notre-Dame, mas os ingressos para reserva de horário do dia tinham acabado.
       
      Em direção à parte sul de Paris, chegamos ao Panthéon, local onde estão enterrados célebres franceses ou personagens importantes para a história da França, como Rousseau, Voltaire e Victor Hugo. Dentro do prédio histórico, erguido sob ordem de Luis XV em 1756, fica o famoso Pêndulo de Foucault, experimento que “tornou visível” o eixo de rotação da Terra.
       
      Em seguida, caminhamos pela margem sul do Rio Sena, passando por pontes já conhecidas e outras novas, como a Pont des Arts, com seus eternos cadeados e conhecer outros prédios históricos, como a da Assemblée Nationale. Cruzando o rio, chegamos novamente ao Avenue des Champs-Élysées e caminhamos até o fim de sua extensão, no Arc de Triomphe, que foi uma encomenda de Napoleão Bonaparte em homenagem às vitorias francesas nas guerras, com esculturas em sua estrutura exaltando o então Império Francês. Atualmente, nela existe uma “tumba” para o soldado desconhecido – uma homenagem aos milhões de mortos nas guerras mundiais. A quem interessar, é possível subir no arco e observar uma dúzia de avenidas que caem diretamente na rotunda (rotatória) em que fica o monumento, num verdadeiro “pesadelo” para motoristas.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VISITE algumas das atrações na Île de la Cité: o Conciergerie e Sainte Chapelle.
       
      Mais ao sul, CONHEÇA o Panthéon.
       
      VOLTE para Avenue des Champs-Élysées e descubra o Arc de Triomphe.
       
      Dia 04/01 (18)
       
      Tendo em vista o fiasco para acessar a Cathédrale Notre-Dame de Paris no dia anterior, fomos mais cedo para garantir o acesso. Em posse do bilhete com a reserva do horário, fomos ao Le Jardin du Luxembourg, o mais famoso parque do centro de Paris, próximo de Sorbonne. Na frente do lago do parque o Senado Francês delibera suas ações dentro do Palais du Luxembourg.
       
      Voltamos à catedral conhecer sua parte interna que, assim como Basilique du Sacré-Coeur, era de entrada gratuita – mal sabíamos que iríamos conhecer partes da igreja que seriam destruídas em três meses. Até então, a área interna da igreja era um tanto lotada e meio escura, mas não importava – era a famosíssima Notre Dame, a de Paris, a de Victor Hugo. Uma linha do tempo mostrava o histórico de sua construção, a quase mil anos e expansão, como a inserção dos vitrais.
       
      O acesso para subir em suas torres era pela lateral da catedral, por meio de longas escadas, com controle de fluxo de visitantes. Na primeira “parada”, era possível ter uma boa visão de Paris e dos fundos da catedral – era inevitável lembrar do filme O Corcunda de Notre Dame e do Quasímodo. Dentro de uma das torres havia uma pequena apresentação da obra de Victor Hugo e um “quasímodo” vigiando a subida pelos turistas. O tempo de visita no topo da torre era por somente 5 minutos, muito pouco para o que gostaríamos, mas suficiente para ter uma ampla e maravilhosa visão da Cidade Luz (que inveja do Quasímodo...).
       
      Fora da catedral, encontramos ainda na praça outra atração para visitar: a Crypte Archéologique de I´île de la Cité. São mostrados os tesouros arqueológicos e a formação de Paris, desde antes da ocupação pelos romanos pelos nativos parisii até os tempos atuais. No museu ficam expostos moedas, construções antigas e vídeos interativos, com a apresentação da ocupação de Paris até então restrita somente à Île de la Cité, a formação de ponte para uma das margens do Rio Sena até o “transbordamento” da cidade pelas margens do rio que não parou mais.
       
      Para as mulheres de plantão, do lado sul do Rio Sena fica a CityPharma, farmácia de produtos baratos infestada de brasileiras. E, ao sudeste de Paris, uma Primark acessível de metrô, pela estação Créteil – Préfecture.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PASSEIE pelo Le Jardin du Luxembourg.
       
      Quando a reconstrução após o incêndio de 2019 acabar, VISITE a Cathédrale Notre-Dame de Paris e Crypte Archéologique de I´île de la Cité.
       
      Dia 05/01 (19)
       
      O dia da estadia final em Paris chegara. Arrumamos as malas que, desta vez, podiam ficar na casa, sem custo adicional. O passeio escolhido para a data foram as Les Catacombes de Paris. Surpreendentemente, a fila de acesso às catacumbas estava enorme, talvez por excesso de visitantes e/ou por ser de acesso controlado. Para quem tem pouco tempo na cidade, pode ser mais interessante conhecer outras atrações.
       
      Finalmente conseguimos chegar na bilheteria e vi que tinha um combo junto com a cripta arqueológica que tínhamos ido no dia anterior – ou seja, podia ter comprado os dois juntos e economizado alguns euros.
       
      O passeio, por óbvio, começava por “baixo” – descemos por vários degraus até o subterrâneo, no qual se apresentavam longos corredores escuros mal iluminados, até chegar em “cavernas”, um pouco mais largas, lotadas de caveiras, minunciosamente e cirurgicamente encaixadas. Em certos pontos, as caveiras juntam com os ossos formam uma “bonita” ornamentação (mas é um local que não ficaria sozinho de jeito nenhum).
       
      Com o fim das catacumbas, voltamos ao nível de rua e, com isso, o fim dos passeios por Paris. Caminhamos pelo bairro de Montparnasse e nos guiamos até chegar à Tour Eiffel, facilmente vista entre os edifícios de Paris, para uma última admiração do ícone parisiense.
       
      Com a hora da nossa partida de Paris se aproximando, cruzamos o Rio Sena para embarcar no metrô na Champs-Élysées; contudo, era mais uma noite a qual os coletes amarelos estavam nas ruas (a sorte que eles ainda não tinham estragado algumas atrações; nas semanas seguintes picharam o Arc de Triomphe). Os acessos na avenida estavam fechados e tivemos que embarcar no metrô na Place de La Concorde. É mais um caso que comprova a necessidade de chegar com antecedência aos lugares com hora marcada, sob risco de tomar um grande prejuízo e dor de cabeça, além de estragar parte da viagem.
       
      Juntos com as malas, agora etiquetadas com pequenos pedaços de papel cedidos pela companhia, embarcamos no ônibus na rodoviária Bercy. O destino seguinte, quem diria, seria a Suíça, país que os próprios europeus acham caro visitar.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PREPARE-SE para ficar em outra longa fila e entre em Les Catacombes de Paris.
       
      VISITE o bairro de Montparnasse.
       
      PODEM EXISTIR alguns coletes amarelos atrapalhando seu retorno para a hospedagem.
       
      Dia 06/01 (20)
       
      O ônibus chegou em Genebra um pouco antes do horário previsto. Apesar de ser a Suíça, a rodoviária não estava aberta. Aliás, era bem diferente das rodoviárias conhecidas em Milão, Londres ou Paris. Era um pequeno espaço aberto para os ônibus estacionarem na área central e a “rodoviária” era uma casinha do tamanho de uma sala.
       
      A cidade, proporcional à rodoviária, é pequena, mas muito poderosa – é sede da ONU (Palácio das Nações) e de diversos órgãos, como a OMC, e caríssima.
       
      Um dos pontos mais famosos de Genebra é o Jet d´Eau, uma grande fonte que lança a água do lago a uma altura de 140 metros. A limpeza do lago é realmente impressionante – conseguia ver seu fundo de forma clara e limpa (conheço algumas piscinas mais sujas).
       
      Um passeio pelas ruas de Genebra mostra que o lugar é realmente para poucos: lojas que trabalham com barras de ouro, roupas sendo vendidas a sete, vinte mil reais, relógios em exposição a mais de meio milhão de reais. Felizmente, a cidade não é composta somente por miliardários, e existem produtos por “somente” algumas unidades de reais – mas não adianta se iludir: as maiores “pechinchas” suíças ainda são mais caras do que seus equivalentes europeus e brasileiros.
       
      Por sorte, estávamos na cidade no primeiro domingo do mês, quando é permitida a entrada gratuita em alguns museus – considero que o uso de entrada gratuita valha mais a pena para atrações que não tenham forte fluxo de turistas. Uma das opções escolhidas foi o museu Maison Tavel.
       
      O museu Maison Tavel fica na parte oriental do lago, na área antiga da cidade, acessível facilmente a pé. Apesar da gratuidade da entrada, o local estava com baixo fluxo de visitantes, o que se mostrou conveniente: ao perguntar sobre um dos quadros do museu, o funcionário não só respondeu à pergunta como explicou sobre muitos assuntos referente à Suíça e Genebra, inclusive acerca da Guarda Suíça do Vaticano.
       
      No fim da noite, dirigimo-nos em frente ao Palácio das Nações da ONU – o pequeno “detalhe” foram as luzes terem se apagado justamente quando chegamos ao lado do portão. Já que a falta de luz impossibilitou fotos do local, caminhamos para outra propriedade das Nações Unidas, como a OMC.
       
      Ao andar pelas pequenas avenidas de Genebra, passamos por uma área de mata que serviria como uma luva para as Pegadinhas do Silvio Santos. Não se vê uma viva alma à noite, o que no Brasil deixaria qualquer um apavorado com medo de assalto. Mas ali era a Suíça...
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      SUÍÇA (e Genebra) é realmente de outro mundo – e cara...
       
      VISITE o museu Maison Tavel.
       
      CAMINHE tranquilamente pela pequena cidade – apesar de vazia, é bem tranquila.
       
      Dia 07/01 (21) e 08/01 (22)
       
      Era o dia final na Europa e o voo estava previsto para depois das 14 horas. Era o caso de chegar no aeroporto perto do meio-dia, ou seja, tinha uma manhã sossegada. Infelizmente não havia tempo hábil para passear pela cidade ou ir a um museu e voltar ao apartamento e depois ao aeroporto. O que fizemos? Fomos com as malas a pé ao aeroporto – parece uma ideia maluca, mas a cidade é plana e o aeroporto é como Congonhas, inserida na cidade. Com malas de rodas adequadas, deu para conhecer um pouco mais de Genebra, apesar da distância de um pouco mais de 4 km.
       
      No aeroporto de Genebra, ia realizar a operação da devolução do imposto (Tax Free) decorrente da compra realizada em Londres. No entanto, a fila em Genebra estava muito grande e decidi tentar no aeroporto de Frankfurt.
       
      Como qualquer aeroporto internacional que se preza, tem a área de Free Shop, mas, sendo suíça, era muito cara (na verdade, percebi que essas lojas de aeroportos são caras, com exceção de alguns produtos). O voo de Genebra à Frankfurt era semelhante ao de São Paulo para Rio de Janeiro, em torno de uma hora, com a diferença que aquele sobrevoa a região dos alpes, um maravilhoso espetáculo: da pequena janela da aeronave observamos montanhas e vales repletos de neve, totalmente brancos.
       
      No aeroporto de Frankfurt, nova tentativa de receber a devolução do imposto e, mais uma vez, encontrei uma funcionária brasileira, que me indicou que tinha de receber a aprovação do setor alfandegário, ao qual nos dirigimos. Pelo que entendemos do funcionário alemão, como tinha saído do espaço da União Europeia, deveria ter recebido o carimbo quando passei pelo Canal da Mancha ou na Suíça. Mas para tudo se tem um jeito e ele permitiu que recebesse o imposto parcial. Apesar deste ser um caso pessoal de sucesso, é importante registrar que pode acontecer intempéries que, no final, impossibilita de receber o imposto – mas não só para isso. Ao planejar e executar uma viagem, considero que seja mais importante focar nas ações que possua o controle, como pesquisa de hospedagem, transporte e deixar eventuais benefícios, como o tax free e citycards em segundo plano.
       
      Embarcamos no nosso voo, se despedindo do frio de 4ºC rumo aos 34ºC. No avião, tinha o clássico O Diabo Veste Prada – assistir ao filme com as imagens de Paris, que agora conhecia, é muito mais emocionante e parece que fica mais próximo da gente (Comecei a entender de o porquê da Emily ser louca para ir à Paris...).
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VERIFIQUE onde fica o aeroporto para encontrar a melhor forma de deslocamento até o aeródromo.
       
      NÃO CONSIDERE o benefício do Tax Free como direito garantido – pode ser que não consiga receber o reembolso.
       
      ENCANTE-SE com os alpes totalmente brancos.
       
      O fato de ser free shop não quer dizer que seja sempre mais BARATO.
       
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