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michele.caetano

EUROTRIP LUA DE MEL: Paris, Praga, Viena, Budapeste, Costa Amalfitana e Roma - 23 dias de Primavera

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Em 30/05/2019 em 19:03, michele.caetano disse:

E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

Que show! Saudades de Paris! Só não dos preços das coisas. hehehehe

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Paris

Dia 4

Como não tinha previsão de chuva pra esse dia, aproveitamos pra ir na principal atração da cidade: subir a Torre Eiffel. Como não queríamos perder muito tempo em fila e pretendíamos subir na torre de elevador, acordamos bem cedo e chegamos antes mesmo da bilheteria abrir (por volta de 8:30). Já tinha uma fila, mas nada comparado ao horário de pico! Demoramos cerca de 30 min pra subirmos depois que a bilheteria abriu. A vista lá de cima é incrível! Uma dica: aproveite pra já subir até o topo da torre, porque conforme vai ficando mais tarde vai formando uma fila pro elevador. Nós fizemos isso e foi ótimo, porque além de não pegarmos nenhuma fila pra subir, ainda estava bem vazio lá em cima. Depois descemos de volta ao segundo andar e aproveitamos a vista e, claro, tiramos várias fotos. De fato, é uma atração única, com uma vista incrível da cidade. Vale muito a pena! 

Pra quem quer economizar ou chegou tarde e não está afim de perder horas na fila e tem uma boa dose de disposição, tem a opção de subir a pé até o andar principal. O preço é bem mais em conta (uns 10 euros mais barato). Neste ingresso também está incluída a subida até o topo da Torre de elevador. Da outra vez que fui à Paris subi de escadas por conta da fila, mas tinha lá meus 20 e poucos anos. Depois dos 30, subir 1.500 degraus fica um pouco mais puxado, rs.

Entrada: €25,50

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Saindo da Torre fomos num mercado (Carrefour) ali perto pra comprar comidinhas e vinho pra fazermos um piquenique no parque Champ de Mars, mais um dos presentes de ganhamos. Solzinho gostoso pra esquentar e uma vista privilegiada da Torre Eiffel, sucesso garantido! Ah, não esqueçam de levar uma canga ou toalha. 

Gasto mercado: 22,4 (compramos tudo que está na foto, incluindo abridor de vinho que esquecemos, patê de frois gras e creme de avelã =p ).

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Nesse dia experimentamos andar de patinete pela cidade. Foi super prático e divertido. Apesar do metrô de Paris ser excelente, perde-se tempo com o deslocamento a depender da distância e da necessidade de trocar de linha. Conseguimos otimizar bastante nosso tempo com o patinete. Só tem que ficar atento no app pra não perder a noção de quanto tá gastando em cada corrida, porque não é muito baratinho não.

Primeiro fomos até o Hôtel des Invalides, depois na Ponte Alexandre III e na Galeries Lafayete, com o objetivo de comer alguns doces típicos franceses que sabia que tinham por lá e beber um drink no rooftop (mais um presente de casamento que ganhamos). Infelizmente o terraço estava fechado, mas consegui experimentar o L'éclair e macarrons! Deliciosos, mas preço salgado.

L' éclair de Génie: €6 unidade

Macarron Pierre Hermé: €3 unidade

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Hôtel des Invalides

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Hôtel des Invalides

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Ponte Alexandre III

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Pra encerrar o dia com chave de ouro, fizemos um passeio de barco pelo rio Sena pela empresa Bateaux Mouche (€14 p/ pessoa), no horário do pôr-do-sol. Levamos uma garrafa de vinho pra bebermos durante o passeio (já que não tínhamos grana pra fazer o passeio com jantar - uma pequena fortuna!). O passeio foi uma delícia! Curtimos bastante e o horário foi perfeito porque passeamos pelo rio no fim da tarde, ainda claro, e também à noite, com tudo iluminado, inclusive a Torre Eiffel. 

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Gasto patinete pra 5 deslocamentos, desde o Champ de Mars até o Trocadero, onde pegamos o metrô: €17,15 (veio no cartão de crédito).

 

 

 

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Paris

Dia 5

Estávamos na dúvida se íamos no Palácio de Versailles ou não, mas como era a primeira vez do meu marido na França, eu achei um pecado ele não conhecer. O problema é que era uma terça-feira e como ele não abre às segundas esse costuma ser um dia bastante cheio por lá. E estava mesmo! Não conseguimos chegar cedo como havíamos planejado (o cansaço já estava batendo nessa altura), então pegamos uma fila gigantesca de mais de 3h pra entrar no palácio. Dica importante: caso tenha muita fila pra entrar no palácio vá direto pros jardins, curta o ambiente e mais tarde volte quando a fila já estiver menor. Como perdemos muito tempo na fila não curtimos o quanto gostaríamos tanto a visita no palácio quanto nos jardins. De todo modo é um passeio imperdível, e por isso mesmo vale um planejamento pra aproveitar melhor. Os jardins são incríveis e passar a tarde lá foi uma delícia. Como estávamos famintos comemos num restaurante que tinha lá pelos jardins. Não foi muito barato, mas era o que tínhamos. Uma possibilidade é comer um lanche no Mac Donald's que tem perto da estação de trem, antes de entrar no Palácio. Vi muita gente na fila fazendo isso.

Passagem trem p/ Versailles - ida e volta: 7,40 p/ pessoa

Entrada Versailles (palácio + jardins): €27 p/ pessoa

Almoço nos jadins: €45 casal

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Voltando pra Paris passei na Citypharma, uma loja de cosméticos que tem preços super atrativos. A dica é já fazer uma pesquisa antes do que gostaria de comprar porque chegando lá é muita informação! Eu não sou muito de usar cosméticos então fiquei meio perdida, confesso. Mas consegui comprar algumas coisinhas que valeram a pela. Gastei em torno de €40 comprando: sabonete esfoliante facial, água termal, creme antioxidante p/ rosto e lenços demaquilantes.

Pra encerrar nossa estada em Paris, bebemos a garrafa de espumante que ganhamos de cortesia na sacada do ap, curtindo a vista pra Torre Eiffel, que de hora em hora cintilava e ficava ainda mais bonita. Ahh que saudade que bateu! 😍

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No dia seguinte, saímos bem cedo (mas super atrasados!) pro aeroporto, rumo ao próximo destino. Depois de muita adrenalina por quase perdermos o vôo, só sobrou espaço pra ansiedade de chegar logo nesse pedacinho do mundo tão encantador e maravilhoso, chamado Praga! ❤️

Uber Montmartre-Aeroporto: €40

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Praga

Deslocamento Paris-Praga: avião (AirFrance) - €49 p/ pessoa

Saindo do aeroporto: Pegamos um ônibus (32 CK p/ pessoa) - no centro de informações você consegue se informar tranquilamente - até um local onde tinha uma estação de metrô (se não me engano foi em Petriny). De lá pegamos a linha A do metrô e descemos na estação Museu que ficava há 5 minutos da nossa hospedagem.

Câmbio: Trocamos €50 no aeroporto numa cotação ruim: 1€ = 18 CK. Troquem o menos possível lá! Na cidade a cotação foi bem melhor: 1€ = 25 CK. Vou tentar lembrar a casa de câmbio que troquei (indicação dos staffs) e coloco aqui.

Hospedagem: Ficamos no Vallentina Apartments, pelo Booking.  Quarto c/ suíte bem espaçoso e confortável. Tinha também uma cozinha compartilhada bem equipada. Os staffs, Valentina e Andrew, foram super simpáticos e atenciosos.  Nos deram um mapa da cidade e várias dicas sobre o que fazer e onde comer com bom custo-benefício e ainda nos deram umas cervejas tchecas de boas-vindas! 😃. A localização era ótima, perto da estação do metrô Museu, ou seja, fica bem próximo do Museu Nacional de Praga e da praça Venceslau. O apt é perto, mas fora da zona turística. Então tem boas opções de restaurantes com comidas locais boas e e preços justos, além de ser uma área bem residencial e silenciosa. Dar pra ir caminhando tranquilamente até o centro histórico (10 min), inclusive à noite (é uma cidade bem movimentada e segura). Valor da diária c/ taxas: €75 (quarto casal).

Link: https://www.booking.com/hotel/cz/valentina-apartments.pt-br.html?aid=397600;label=gog235jc-1DCAEoggI46AdILVgDaCCIAQGYAS24AQbIAQzYAQPoAQH4AQKIAgGoAgO4ArGA_OkFwAIB;sid=246fddde2beff73d6ac1423c5ee987d1

Transporte na cidade: O melhor é andar à pé em Praga, mas a cidade é bem coberta com metrô e tram. Então quando as pernas já não aguentarem mais, é possível se deslocar bem pela cidade usando esses transportes.

 

Gastos casal - 3 dias:

Alimentação: €188 - média €63/dia, incluindo café-da-manhã que não tínhamos na nossa hospedagem.

Cervejas/bares (Praga merece um tópico só disso!): €47 - média de €16/dia, graças, eu ouso dizer, ao melhor preço de cerveja da Europa!

Atrações turísticas: €32 - foram poucas as atrações pagas que fizemos.

Transporte: €11 - andamos mais à pé porque estávamos bem localizados e porque é incrível caminhar pelas ruas de Praga!

Sem dúvida, essa foi a cidade mais barata do nosso roteiro! Comemos bem e bebemos maravilhosamente bem. As cervejas são incríveis e o preço mais ainda: €2-2.50 o pint (500mL)! Fujam dos lugares pega-turista, porque lá vocês não vão pagar esse preço camarada.

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    • Por dan_vieira
      Olá galera,
      Fiz uma viagem para Europa em Feveiro de 2018 e fiquei 60 dias por la. Dividi a viagem em 2 partes, uma com a família e outra sozinho. Estou compartilhando aqui algumas informações uma vez que o grupo me ajudou muito nessa jornada. Vou publicar em duas partes para não ficar muito longo.
       
      TRANSPORTE
      VOO SALVADOR – BARCELONA c/ stopover em Lisboa (TAP) – R$1.124,00 VOO MILÃO – Salvador com Stopover em Porto (TAP) – R$824,00 VOO BARCELONA – NAPOLES  (RYANAIR) - R82,00 TREM NAPOLES– ROMA (TRENITALIA) – R$60,00 TREM ROMA – MILÃO (TRENITALIA) – R$148,00 VOO MILÃO – PARIS (RYANAIR) – R$90,00 BUS PARIS – BASEL (FLIXBUS) – R$81,00 TOTAL = R$2.409 + R$400,00 ( Transfer p/ Hotel)  = R$2.809,00
       
      HOSPEDAGEM – apartamento c/ cozinha em todas as cidades (exceto Nápoles) – Valor da diária/pessoa.
      LISBOA – R$61,50 BARCELONA – R$ 77,00 NAPOLES -  R$80,00 ROMA - R$81,00 MILÃO – R$88,00 PARIS – R$95,00 SUIÇA – Casa da Familia =p TOTAL = R$1.356,00
      TOTAL TRANSPORTE + HOSPEDAGEM = 4.165,00
       
      OUTROS GASTOS:
      Lisboa Card/72h– R$190,00 bilhete T10 Barça – R$ 44,49 Camp Nou Experience – R$104,42 Sagrada Familia - R$86,26 Parque Güell – R$31,78 (tem opção gratuita) Tour Napoles-Pompeia R$152,00 Roma Pass – R$131,00 Paris Visite 3 dias -  108,96 Boat Station Thun-Interlaken - R$230,00 Top of Europe-Kleine Scheidegg-Grindenwald – R$850,00 (Não Fiz)  
      O QUE MAIS GOSTEI?
      Barcelona é incrível demais, voltaria no verão para ficar no mínimo uma semana. Lisboa eu adorei pois me lembrou muito minha cidade (Salvador) e os preços bem em conta. Paris o que mais gostei foram os brechós com peças de 1 euro, no mais a cidade é encantadora, mas não voltaria, apesar de saber que tem muita coisa a oferecer.
       
      O QUE NÃO GOSTEI?
      A Itália em geral, principalmente na caótica napoles, tinha até tanque de guerra na rua. Eu achei a galera meio trambiqueira, queriam me subornar no aeroporto e etc. Mas foi onde comi mais, melhor, gostoso e barato. Claro! Suiça é muito cara, é linda demais, acabei gastando pouco porque tenho família lá, mas é muito caro, muito! Achei muito pega turista a maioria dos museus na Europa, é preciso selecionar bem onde quer ir, qualquer coisa que você visita é 15/25 euros e as vezes a sensação que tive era de muito custo para pouca coisa, tirando a muvuca de gente em alguns locais, como o Louvre.
       
      OBS 1:Da Suíça continuei sozinho a viagem que vou escrever em breve.
      OBS 2: Recomendo muito os voos da TAP com stopover, que é um tipo de conexão “voluntária”, uma parada numa determinada cidade de alguns dias. Escolhi Lisboa na ida e Porto na volta.
      OBS 3: Encontrei preços ótimos de voos com a Ryanair, mas se atente para as bagagens, os valores promocionais não dão direito a despachar bagagem. Eu consegui viajar europa apenas com bagagem de mão (1 mochila de 45L + uma bolsa de 15L). Quem viajar em grupo uma dica que dou é a cada 2 ou 3 pessoas tentar despachar so uma bagagem e levar o restante nas bagagens de mão. Outro detalhe é que as vezes o aeroporto fica muito longe da cidade (no caso de Paris) e acabamos pagando o mesmo preço praticamente de um transfer, que ainda assim compensou.
      OBS 4: Não fiquei na paranoia de visitar todos os moseus e etc. nem é minha vibe, gosto de circular pela cidade. Os city pass das cidades eu comprei por causa da comodidade que estava com a família e usamos muito o transporte público. Mas faça os cálculos para saber se compensa mesmo.
      OBS 5: Senti muito não ter feito a região da Florença, mas no consenso familiar Paris e Suiça eram prioridades. Além disso, o voo de Milão para Paris estava super barato, compensava ir pra lá.  
      OBS 6: Bons valores eu achei por ser na baixa temporada, inverno. Tem os pros e contras. Por exemplo, não tomei banho de mar, nem em Portugal, nem em Barcelona. 80% dos dias na viagem estavam nublados.
      OBS 7: Na Suiça queria ter rodado o país de trem, mas como estava em Família, foi mais um trecho da viagem de curtir outra vibe mesmo. Quem estiver indo por la, pesquise sobre o Swiss Pass.
      OBS 8: Sobre as hospedagens, acabei gastando pouco pois dividir o apartamento com outras pessoas. Achei bons preços por causa da época, baixa estação. Pesquisei muito e é preciso se ligar na localização das ofertas. Geralmente por sorte eu achei boas hospedagens com boas localizações, com exceção de Roma e Paris.
      OBS 9: Para hospedagem utilizei o booking.com e o airbnb.com .  Já para as passagens utilizei o skyscanner. Alguns blogs que recomendo e que aproveitei muito as informações:
      https://www.mochileiros.com
      https://www.viajenaviagem.com
      https://www.360meridianos.com
      https://mochilaobarato.com.br
      https://ilovetrip.com.br
       
      Quem quiser visitar, minha pagina no instagram, lá tem outras fotos dessa viagem e outros rolês que fiz.  https://www.instagram.com/xdan.trips
       
      Próxima parte tem: Amsterdam, Berlim, Praga, Cracovia, Budapeste, Sarajevo, Zagreb e Porto.
    • Por Douglas Rezini
      Olá Mochileiros. Essa foi minha primeira viagem para fora da América do Sul e também meu primeiro mochilão. Esse relato não é só para compartilhar qual foi meu roteiro, mas para tentar ajudar outros mochileiros a terem experiências melhores que as minhas e também tentar transmitir o quando toda essa experiência me mudou positivamente.
      Escolhi a Itália por vários motivos, mas principalmente porque sou apaixonado por história e sempre foi um sonho conhecer as ruínas do império romano e porque sinto um grande carinho pela Itália, carinho que me foi transmitido através dos meus avós, bisavós e minha família de modo geral. Também existem outros motivos, como as belezas naturais e a arquitetura do país, a facilidade do Idioma, a culinária e os vinhos.
      Parti de Navegantes no Brasil no dia 09/Agosto/2019 durante a manhã e cheguei na Itália, após uma escala em Guarulhos e outra em Paris, dia 10/Agosto/2019 a tarde. Já havia feito a reserva e pago antecipadamente por todos os Hostels, também levava comigo 1.100 Euros e na minha mochila roupas suficientes para uma semana. Talvez vou estar sendo repetitivo, mas para mim algumas coisas foram essenciais nessa viagem, como: Power Bank, tampões para o ouvido, máscara de dormir, doleira, fone de ouvido, mochila de ataque, remédios simples de modo geral (Dipirona, Ibuprofeno, Plasil, etc), protetor solar e labial. São coisas simples, mas que fizeram toda a diferença.
      A forma com a qual eu vou escrever esse roteiro provavelmente vai ser diferente no decorrer dos dias, mas isto é porque a forma com a qual eu encarei essa viagem também mudou no decorrer desses mesmos dias. Alguns vão estranhar a quantidade de dias que eu passei em algumas das cidades, mas essa realmente foi a forma que queria viajar, aproveitando os lugares sem pressa.

      Principais cidades desse relato.
      Dia 01 - Roma - 10/Agosto/2019
      A escala de Paris para Roma atrasou em consequência cheguei uma hora após o previsto, mas felizmente não havia comprado tickets de trem ou ônibus. Do aeroporto peguei um ônibus pela empresa TERRAVISION, o qual custou 7 Euros. Como era sábado não tinha trânsito e em 35 minutos estava na estação Roma Termini. Existem várias companhias que fazem esse serviço, o ônibus é normal, mas tinha ar-condicionado e custava menos da metade do preço do trem.
      De Roma Termini fui andando por uns 15 minutos até chegar no Hostel Free-Hostels Roma. Gostei bastante do Hostel, o staff era bem atencioso, os quartos eram limpos e possuíam camas no formato de ninhos, os quais traziam alguma privacidade, e também são realizados eventos todas as noites para integração entre os hóspedes. O hostel normalmente tem alguma promoção para quem fazer a reserva no site deles, no meu caso foi o café da manhã incluso (Tinha nutella hahah).

      Eventos da semana que não são seguidos a risca, mas da para ter uma ideia.
       
      A duas quadras do Hostel tem um supermercado com bons preços. No mesmo dia fui até lá para comprar uma garrafa d’água e alguns snacks para comer durante o dia. Já havia lido em outros relatos e realmente é essencial ter sempre uma garrafa na mochila, não só em Roma, mas em outras cidades da Itália existem diversas fontes de água potável e gratuita espalhadas pelo centro e bairros onde é possível reabastecer a garrafa e economizar uns Euros.
      Não muito longe do mercado também comprei um Chip de celular da Voda Fone por 20 Euros em uma loja da própria companhia. O plano para turistas tem um mês de duração, pode ser usado em toda a Europa e conta com um limite de dados de 35 GB, porém não consome os dados para o uso de chats e redes sociais, mesmo para vídeo chamadas pelo que eu pude perceber. Muito cuidado, recomendo não comprar no aeroporto ou rodoviária, nesses lugares o preço quase que triplicava.
      Dia 02 - Roma - 11/Agosto/2019
      Começando a manhã visitando a feira de Porta Portese, a qual acontece todos os domingos. Não sei se existe um foco principal nos produtos da feira, mas haviam muitas barracas vendendo roupas e produtora baratos e de uso geral. Não é algo que me atrai muito e eu considero perdível, mas acabei encontrando e comprando uns livros usados e bem baratos para praticar a leitura em Italiano.

      Feira de Porta Portese
      Depois de lá segui andando até chegar na Isola Tiberina, cruzando as pontes em direção ao centro histórico começa o Gueto Judeu de Roma. Para quem gosta de história eu recomendo baixar Áudio Guias, no meu caso eu usei o aplicativo gratuito do Rick Steves durante esse e outros passeios, garanto que o local muda totalmente quando você sabe o que aconteceu ali. Também ouvi boas recomendações para comer lá, mas acabei chegando muito cedo para o almoço.
      Ali perto também estão o Pórtico de Ottavia e o Teatro di Marcellus. Perto do Pórtico existe uma descida que permite caminhar pelas ruínas, vale muito a pena. Não é necessário pagar nada ou enfrentar qualquer fila para acessar esses locais.

      Descendo pelo Pórtico de Ottavia

      Vista do outro lado onde é possível ver todo o Teatro di Marcellus
      Seguindo a direita um pouco mais a frente eu cheguei ao Foro Boario/Tempio di Portuno e da Bocca della Verità. Essa última tinha uma fila gigantesca de pessoas querendo tirar uma foto com a mão na boca da face esculpida no mármore. Segundo a lenda, se alguém contar uma mentira com a mão na boca da escultura, a sua boca fecharia na mão do mentiroso. A fila era realmente muito grande, portanto segui para o Monte Capitolino.
      A subida é um pouco cansativa, mas de lá é possível ter uma vista incrível das ruínas romanas e isso faz tudo valer muito a pena. No monte capitolino se encontra o museu capitolino, com uma coleção incrível de bustos, artefatos e até ruínas da Roma antiga. Talvez seja porque eu gosto muito da história de Roma, mas passei 4 horas lá dentro. Dentro do museu também é possível ter uma vista incrível das ruínas.

      Vista do Museu Capitolino
      Não entendo o porque, mas diferente de outros museus este não tem muita fila, acredito que vale a pena deixar para comprar o ingresso na hora e evitar de pagar a taxa de reserva online. Por fim, ali perto também estava o monumento Altare della Patria, um dos cartões postais mais famosos de Roma e com uma vista incrível da cidade. Para ter acesso ao terraço é necessário pagar, mas o último nível  antes do terraço já oferece uma vista incrível e de graça.

      Monumento Altare della Patria
      Dia 03 - Roma - 12/Agosto/2019
      Finalmente o dia de conhecer o Vaticano, como eu estava fazendo tudo a pé ajustei meu trajeto para passar em frente a Ponte Sant'Angelo e o Castelo Sant'Angelo, outro cartão postal muito famoso de Roma. Não achei que valia a pena comprar o ingresso para entrar, portanto fiquei somente no lado de fora observando as esculturas da ponte e o castelo em si. Fui alertado muitas vezes para tomar cuidado com golpes nessa região e no coliseu, talvez fosse muito cedo, mas nesse horário estava bem tranquilo e não vi ou presenciei nada do tipo.

      Ponte Sant'Angelo e Castelo Sant'Angelo
      Seguindo para esquerda por mais algumas quadras começava a entrada para o Vaticano, de longe já era possível ver que a praça São Pedro já se encontrava bem cheia. Chegando lá fiquei dando algumas voltas pela praça e logo me arrependi, a fila para entrar na basílica de São Pedro estava gigantesca. Depois disso corri para a fila, comecei a ouvir o Áudio Guia e meia hora depois estava dentro da basílica. Estava bem cheia, mas o lugar é incrível e vale muito a pena, seja você religioso ou não. Importante saber para poder evitar surpresas é que não é permitido ingressar na igreja com os joelhos ou ombros a mostra, nesse caso basta cobrir com um lenço, cachecol, echarpe para poder ingressar. Isso vale para todas as igrejas e catedrais famosas na Itália.

      Vista de fora da Basílica de São Pedro
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      Vista de dentro da Basílica de São Pedro
      Por 10 Euros é possível acessar a cúpula e o terraço e ter uma vista incrível do vaticano, mas a fila era bem grande e também no meu caso tive que sair correndo pois estava atrasado para a visita agendada aos museus do Vaticano. Quando cheguei na rua do museu me deparei com uma fila gigantesca dobrando a esquina, porém um funcionário logo me indicou que era a fila para comprar os bilhetes e como já havia comprado pela internet pude ir direto. Nesse caso, comprar de forma antecipada foi essencial para evitar horas de fila no sol.
      Acredito que eu tenha ficado pelo menos 3 a 4 horas dentro dos museus. Todas as salas são normalmente muito cheias, algumas quentes outras mais agradáveis, mas independente disso todas as obras, relíquias, tapeçarias, estátuas, tudo faz fazer a pena. Acredito que não só nesse, mas nos demais museus é essencial ter um áudio guia para aproveitar o máximo de tudo o que oferecem. Existem diversos gratuitos na internet, mas os museus também oferecem os seus e que são obviamente pagos.

      Uma das várias salas do museu, detalhe para o tamanho das pessoas e das esculturas.
      Por fim todos os caminhos eventualmente vão levar para a Capela Sistina, um dos lugares mais lotados e tumultuados do museu. Você vai se cansar de ouvir os funcionários pedindo silêncio a cada 5 minutos, também é proibido tirar fotos e eles vão te falar isso várias vezes. Novamente, é essencial ter um áudio guia para explicar cada parte dessa obra de arte em detalhes e prepara o pescoço para ficar um bom tempo olhando para o teto.
      Dia 04 - Roma - 13/Agosto/2019
      Comecei o dia caminhando em direção ao coliseu, essa região é cheia de ruínas e é possível inclusive acessar algumas partes gratuitamente. Andei sem pressa parando para ler as placas informativas que os locais possuem e escutando o áudio guia. Não muito longe dali caminhei para a Igreja de Santo Inácio de Loyola, a igreja é bela mas o que impressiona mesmo são os afrescos, vale muito passa lá para dar uma olhada, é de graça e não é lotada de turistas.

      Igreja de Santo Inácio de Loyola
       

      Uma parte dos afrescos no teto da igreja.
      Continuei o passeio em direção ao Panteão, mas como sempre eu tento alterar meus trajetos para passar por outros lugares onde existe algum monumento ou ponto conhecido, nesse caso foram a Colonna di Marco Aurelio e o Obelisco di Montecitorio, a histórico por trás desses monumentos é algo único e quando você lê ou escuta sobre essas histórias os lugares mudam completamente.
      Mesmo antes de chegar no Panteão você vai perceber que está perto pelo número de pessoas, e nesse lugar eu diria para ficar bem atendo aos batedores de carteira e a golpes. Lotado de pessoas ou não, é uma obra incrível que deve ser vista, a fila é bem rápida e não é necessário pagar para entrar. Como é uma igreja eles pedem para que as pessoas naõ entrem com joelhos e ombros a mostra, mas o controle não era tão rígido quanto no vaticano.

      Panteão
      Tentei visitar a Basilica di Santa Maria Sopra Minerva e a Igreja di Sant'Agnese in Agone nesse mesmo dia, mas ambas estavam fechadas, a segunda fechou logo quando eu estava chegando, portanto é bom ficar atendo aos horários. No mesmo local da igreja está a Piazza Navona e la Fontana dei Quattro Fiumi, ao redor da praça existem diversos restaurantes, bares e algumas gelaterias. As fontes são belíssimas e vale a pena parar para comprar um gelato e ficar olhando cada detalhe das esculturas.
       
      Fonte do Mouro

      Fontana dei Quattro Fiumi e Chiesa di Sant'Agnese in Agone ao fundo
      Na volta para o Hostel ainda passei pela Piazza di Pasquino onde existe a estátua chamada de Pasquino, uma das mais famosas "estatuas falantes" de Roma, e pelo Campo de' Fiori onde existe uma pequena feira com preços bem turísticos. 
      Por mais que andar pelas ruas de Roma é se perder no tempo e conhecer algo novo a cada esquina, eu percebi que depois desse dia eu estava andando demais e resolvi comprar o bilhete de 7 dias para usar o transporte público de Roma. É possível comprar em Roma Termini ou em algumas tabacarias, custa 24 Euros e da acesso a ônibus, metro e tram, basta validar no primeiro uso e manter com você para ser apresentado caso necessário.
      Com o ticket em mãos aproveitei para visitar alguns lugares a noite. Comecei com a Piazza di Spagna, conhecida pela sua escadaria onde as pessoas costumavam se reunir para interagir, beber e comer. Porém, recentemente a prefeitura proíbe e a polícia fica no local para impedir que qualquer um fique sentado nas escadarias, dali segui para a Fontana di Trevi. Durante o dia a famosa fonte é lotada de pessoas, mas a noite parece que ela fica mais cheia ainda, talvez porque a noite ela também fica ainda mais bela.

      Fontana di Trevi no stories

      Fontana di Trevi na vida real
       Dia 05 - Roma - 14/Agosto/2019
      Dia de realizar o sonho de conhecer o Coliseu. Havia sabiamente reservado a visita para 15:00 para ter tempo de conhecer o Fórum Romando e Monte Palatino com calma e ainda almoçar antes da visita ao Coliseu. Comecei visitando as ruínas ao redor, na entrada para ruínas durante a manhã quase não havia fila para comprar o ingresso, que no caso é o mesmo para o Coliseu, portanto caso não tenha feito a reserva é melhor começar por aqui. Logo na entrada é possível ver o Arco de Tito, construído pelo imperador Domiciano para comemorar as vitórias militares da Primeira guerra romano-judaica e principalmente pela captura de Jerusalém.

      Arco de Tito
      Basta seguir caminhando pela Via Sacra para se deparar com várias outras construções e ruínas, portanto novamente é essencial um áudio guia. Os principais destaques para mim foram, além do Fórum Romano, a imensa Basílica de Constantino, que foi usada como referência para a construção das basílicas da igreja católica, a Casa das Vestais e o Templo de Vesta, dedicado a deusa Vesta e onde havia no seu centro o fogo sagrado e que era guardado pela vestais. Por último, o Templo de César onde seu corpo foi cremado.

      Casa das Vestais
      Depois dali segui para o Monte Palatino, é uma subida meio longa mas com uma vista incrível das construções e de Roma. Normalmente existem algumas exibições ou exposições de arte ou algum evento nas ruínas que estão acima do monte, dessa vez era uma exposição de arte moderna. Existem diversas ruínas, como do Palácio Tiberiano, que está relativamente conservado.

      Palácio Tiberiano
      No caminho de volta já dava pra ver as filas para comprar ingresso e entrar no Coliseu. Portanto eu considero bem importante comprar online e fazer a reserva, pude poupar algumas horas de fila no sol em pleno verão e entrar na hora marcada. Para quem quiser visitar o terceiro nível ou subsolo, também diria para fazer a reserva com mais de um mês de antecedência pois tentei comprar três semanas antes e já haviam esgotado. Ainda assim, visitando somente os níveis 1 e 2, o Coliseu é algo incrível.

      Coliseu

      Visto do Coliseu
       Dia 06 - Roma - 15/Agosto/2019
      [EM CONSTRUÇÃO]

    • Por _Julia
      Janeiro de 2019 - altíssima temporada: estava com férias para tirar no estágio e com vontade de viajar. Há meses estava pensando em fazer um mochilão pela Itália com uma amiga, que logo pôs meus pés no chão por conta do preço das passagens. 
      No dia 20 recebi senhora promoção noticiada pelo Passagens Imperdíveis com os trechos SP x FCO x LIN x FCO x SP por 1.200 bonoros reais. Eu e meu pai compramos elas pelo Almundo e deu super certo! A reserva emitida pela Alitalia chegou algumas horas depois no e-mail.  Como a promoção apareceu na página apenas quatro dias antes do embarque, deixando pouquíssimo tempo para nos programarmos, escolhermos hotel e etc.  
       
      24/01/2019 (dia 00) Viagem: RJ x SP x Roma 
      Saímos do Santos Dumont umas 11h da manhã e chegamos no Guarulhos menos de 1h depois em um voo bem ponte aérea da Gol. O voo atrasou um pouco, mas não tinha problema, já que a viagem para Roma seria só a noite. Embarcamos umas 22h na classe econômica da Alitalia. O avião era velho, algo que dava para perceber pela poltrona e pela tela do sistema de entretenimento. Mas a viagem foi tranquila, a comida era boa e o atendimento sem defeitos. 
       
      25/01/2019 (dia 01) Roma
      Nós chegamos à tarde em Roma e pegamos o trem Leonardo Express por 14 euros do aeroporto internacional Leonardo da Vinci - Fiumicino até a Termini.
      A imigração foi tão tranquila que o agente, que estava conversando com outro, mal olhou nossos passaportes. Inclusive, o carimbo saiu com a data errada. 
      Compramos o ticket em uma maquininha logo na área de desembarque já depois de pagar as bagagens e, na verdade, a única vantagem dele é a velocidade e o tempo menor de viagem. Fora isso... descobrimos que o ônibus é mais barato. São algumas companhias com guichês que ficam no lado de fora do terminal, vendendo os tickets por 5 ou 6 euros. Um exemplo é a Terravision.  
      Desembarcamos na Termini e fomos direto para o hotel fazer o check in. Ele ficava à alguns quarteirões em uma área cheia de barraquinhas de souvenir por 1 euro e etc., mas não muito bem frequentada durante a noite. O hotel ficava em um prédio residencial e era bem antigo, mas limpo e aconchegante. O dono, um senhor bastante atencioso, nos deu um mapa da cidade e circulou as principais atrações turísticas. Ele inclusive nos indicou um supermercado subterrâneo nas redondezas com um preço mais em conta. Também compramos nossos chips com 4g da Vodafone na loja deles na própria Termini. 
      Nas duas primeiras noites, nós ficamos no Hotel Aristotele. 
      Esse é o link com mais informações sobre o Leonardo https://www.alitalia.com/pt_br/fly-alitalia/news-and-activities/news/Leonardo-Express.html. A compra dos tickets pode ser feita no site da Trenitalia ou nas maquininhas já em solo italiano. 
       
      26/01/2019 (dia 02) Roma
      Acordamos bem cedo, tomamos café da manhã em um mercado que fica no subsolo da Termini e descemos para o metrô. Compramos o ticket diário de transporte por 7 euros e embarcamos na linha azul sentido Laurentina , mas tínhamos como destino final a estação Coloseo. 
      Essa é uma das grandes vantagens de ficar hospedada na Termini: o metrô. A estação dela é a que todas as linhas se encontram. 
       

      Mapa do metrô romano. Achei ele bem eficiente, mas a meio complicado no quesito de acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção. Algumas estações estavam sem escada rolante e elevador, contando apenas com escadarias. 
       
      Já tínhamos lido sobre a imensa fila de turistas na bilheteria do Coliseu e a dica de entrarmos na do Palatino. Deu mega certo! Só haviam 3 pessoas na nossa frente e o ticket era o mesmo: Coliseu + Fórum romano + Palatino por 14 euros e com validade de 2 dias. 
       

       
      Visitamos primeiro o Coliseu e almoçamos no Carrefour Express próximo antes de irmos para os outros dois. Ah, é possível fazer múltiplas entradas com o ingresso, desde que sejam dentro dessas 48h desde a compra do ingresso. 
      Saímos do complexo no meio da tarde e demos de cara com uma avenida com estátuas de imperadores romanos, como Júlio Cesar. Ela dá na Piazza Venezia, chegando ao lado do imenso e branco monumento ao Vittorio Emanuele II, o primeiro rei da Itália unificada. 
       

       
      Seguimos nosso caminho à pé até o grandioso Panteão. Depois, fomos andando até a Piazza Navona, local de um dos pontos do Caminho da Iluminação de Dan Brown: a do elemento água. Lá também é onde fica a embaixada brasileira na Itália, o consulado-geral e a Missão do Brasil na FAO. Nós infelizmente esquecemos da existência de um tour guiado pelo palácio às quintas. O agendamento para ele pode ser feito neste link: http://www.ambasciatadelbrasile.it/palacio/visita_guidata_por.asp. 
      Fomos até a Campo dei Fiori lanchar um típico sanduíche de foccacia de caprese e depois entramos no primeiro metrô que vimos para a Piazza del Popolo. 

       
      Localizada logo em sua entrada, a igreja Santa Maria del Popolo é outro ponto do Caminho da Iluminação: terra, localizada na Capela Chigi, feita por ninguém menos que Rafael. 
         
      A última atração visitada no dia foi a L O T A D A Fontana di Trevi, com a presença bem cara de pau dos pickpockets. Ela é bem longe da estação e rende uma boa caminhada. Já tinha anoitecido. 

      Minha tentativa de mostrar a quantidade de gente em um espaço surpreendentemente tão pequeno. Eu li que, pra tirar fotos boas e dignas de instagram, o melhor jeito é chegar bem de manhãzinha ou tarde da noite.  
       
      27/01/2019 (dia 03) Vaticano e Roma
      Precisávamos trocar de hotel que agora seria do outro lado da Termini, em uma região melhor localizada. Era um Airbnb também em um prédio residencial, mas mais moderno e limpo, com snacks e chás disponíveis para os hóspedes.
      Como era o último domingo do mês, algumas atrações estavam gratuitas, então resolvemos usar essa oportunidade para visitarmos o Museu do Vaticano. 

      Placa do Vaticano informando o calendário com os dias de gratuidade no ano de 2019. 
       
      A fila estava gigantesca, mas andou bem rápido e o museu é imperdível. Site: http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en.html.                                     
      Depois de sairmos, cruzamos a fronteira entre a Itália e o Vaticano e fomos na Praça São Pedro, ver o ponto do elemento ar. 
      Seguimos até o Castel Sant'Angelo, que custou 15 euros e, na verdade, apesar de toda sua história, arquitetura e etc., fiquei um pouco decepcionada com a falta de semelhança com oque foi apresentado no filme Anjos e Demônios. Se você comprar o Roma Pass, ele tá na lista de museus. 
       Saímos de lá já a noite e fomos jantar pizza no Panteão. 
       
      28/01/2019 (dia 04) Vaticano e Roma
      Voltamos ao Vaticano e gastamos a manhã toda na Basílica de São Pedro - após pegar uma longa fila e uma dolorosa e bizarra chuva de granizo. Assim como todas as igrejas de Roma, ela é gratuita. 
      Saímos dela e passamos o dia visitando cada canto do Vaticano, que é bem interessante! 
      Lanchamos em uma padaria subterrânea perto da estação de metrô Ottaviano antes de embarcamos para a Piazza di Spagna. Chamamos lá e PÁ, mas uma chuva gelada que depois se transformou em uma de granizo. 
      Por causa do frio beirando ao insuportável, voltamos ao Vaticano e ficamos por lá o restante o dia. 
       
      30/01/2019 (dia 05) Roma
      Recebemos a indicação de visitar a Trastevere, no outro lado do Rio Tibre, mas ficamos bem decepcionados. Pode ser devido a hora do dia e tal.  
      O que compensou a ida foi o Gueto judaico. Milhares de judeus ficaram confinados nele e posteriormente enviados para campos de concentração ao leste. Para visitar a sinagoga, é preciso de agendamento e um guia. É interessante observar também as plaquinhas douradas no chão indicando o local de moradia de alguns dos deportados, com as informações de onde e quando nascerem e para onde foram. 
       

      Placa em homenagem aos judeus romanos deportados para o campos de concentração no dia 16 de outubro de 1943. 
       
      31/01/2019 (dia 06) Roma (Fiumicino) - Milão (Linate)
      Desta vez nos acertamos e pegamos o ônibus até o aeroporto. A viagem foi supertranquila!
      Chegamos bem cedo no Fiumicino e, para nossa supresa, a Alitalia permitiu o despacho das bagagens com mais de 5h de antecedência. Todos os procedimentos de segurança foram tranquilos e rápidos e nós almoçamos em um restaurante de saladas por lá. 
      Chegamos em Milão pelo aeroporto de Linate, mais próximo da cidade e bem menor que o de Malpensa. Demos a sorte de pegar o último ônibus para a estação central (mesmíssimo esquema do que o de Roma). 
      Fizemos o check in no hotel. Foi engraçado e bastante esquisito: o check in foi feito em uma loja de rua, atendida por uns garotos na faixa dos 20 anos de idade, e o hotel ficava um pouco mais a diante, no outro lado da rua, em um prédio comercial. Era equipado com microondas, chaleira, máquina de café, torradinhas, geleias e cápsulas de café. Nós fomos achar um lugar para jantar, mas tudo nas redondezas já estava fechado.
       
      01/01/2019 (dia 07) Milão
      Acordamos com neve e saímos cedo e descemos para o metrô, no outro lado da rua do hotel. Fomos para o Duomo de Milão (a estação se chama Duomo mesmo), ainda fechado. O frio estava intenso (para dizer pouco... neve, chuva gelada e essas coisas) e estávamos com muita fome. Como tinha um Mc Donalds por perto decidimos que seria ali mesmo. Na verdade, acabou valendo super a pena! O croissant custava 1 euro e o chocolate quente também tinha um preço bem acessível. Tinham alguns combos de café da manhã bem bons e em conta. 
      Terminamos de comer e fomos na Galeria Vittorio Emanuele e, uma das saídas dela, dá direto no Teatro Scala e a uma estátua do Leonardo da Vinci. 
      Tínhamos lido sobre a Panzerotti di Luini, famosíssima e decidimos experimentar. Só que ela abre um pouco tarde, então precisávamos fazer hora.
      Voltamos para a área do Duomo e entramos na La Rinascente, uma loja de departamentos bem chique, mas com uma loja de várias coisas bem legais no subsolo - de canetas à decoração de cômodos. 
      Enfim fomos comer na Panzerotti di Luini - eu pedi de Margherita e meu pai de Pistachio - e voltamos para o Duomo, já lotado e, devido ao frio, decidimos não encarar a fila. 
       

      Fomos almoçar pizza na estação central e embarcamos no metrô até o Castelo de Szforzesco.  
      Eu diria que ele é imperdível. Suas coleções são incriveis e o castelo em si é um espetáculo. O problema era o frio e o gelo no solo no lado de fora dele. O site dele é https://www.milanocastello.it/en. 

      Parte de fora do castelo. 
       

      Pietà assinada por Michelangelo. 
       
      Jantamos em uma cafeteria perto da estação central risoto a milanesa e frango a milanesa. 
      Acho que um dia em Milão foi mais que o suficiente.               
      O nome do b&b em que ficamos é I Am Here - Gioia 66, fizemos a reserva pelo Booking e duas diárias para duas pessoas custou 81,70 merkels. 
       
      02/02/2019 (dia 08) Viagem interna: Milão x Veneza Mestre
      Embarcamos para Veneza pela Italo umas 11h. A viagem foi mega tranquila e descobrimos que poderíamos descer na Mestre ao invés do nosso destino original, que era a Santa Lucia.   Chegamos em Mestre e fomos fazer o check in no hotel. Tínhamos reservado após a cancela do anterior já quase no portão de embarque do Guarulhos e a sorte que tivemos logo se tornou evidente. Ok, ele estava em obras, mas nos transferiram para um "hotel irmão" dele, localizado na Corso del Popolo, a rua principal e rota do ônibus que liga Mestre a Veneza que conhecemos. Perto do hotel também tinha um Mc Donalds, lanchonetes, supermercado PAM e outra rede ainda maior e mais barata.  
      Fizemos a reserva no Hotel Ambasciatori, mas acabamos ficando no Hotel Delfino. As cinco noites para duas pessoas no quarto Standard custou R$ 921,70. 
      03/02/2019 (dia 09) Veneza
      Compramos o ticket diário de transporte na recepção do hotel e fomos de ônibus até a ilha, passando pela Via della Libertá, o único modo terrestre de chegar até lá. 
      Chegamos na Piazzale Roma e subimos aquela estranha ponte de vidro que enfim dá acesso à ilha. 

      Ponte que dá acesso à Veneza. 
       
      Fomos andando pelas ruas e demos de cara com elas alagadas. Logo me toquei que estávamos presenciando a Acqua Alta: um fenômeno que ocorre no inverno com a subida do nível do mar, alagando partes da cidade durante algumas horas do dia. Mas tudo lá é preparado para isso: são montadas passarelas nos pontos afetados e camelôs vendem "botas" de plástico para proteger os sapatos. 

      Um dos canais transbordados. 

      Passarela montada ligando a galeria da praça ao Palácio Ducale. O chão já estava praticamente seco. 
       
      Ainda era bem cedo e as lojas estavam fechadas. Isso foi claramente um erro. Nós estamos acostumados a sair bem cedo do hotel para aproveitar bem o dia, mas percebemos que não seria o caso de Veneza. 
      Seguimos o trajeto e chegamos na Ponte di Rialto e seguimos até a Piazza San Marco, com poças d'água. 
       

      A famosíssima e belíssima San Marco alagada. 
      Um lugar interessante que fomos é o Theatro Italia, que fica no lado da Piazzale Roma de Veneza. É um supermercado dentro de um teatro desativado, que manteve sua arquitetura, pinturas e etc. É muito lindo! Eles ainda vendem doces típicos e com embalagens próprias do supermercado. Compramos uma caixa linda de torrone para trazer para o Brasil. 

      Infelizmente, não podia tirar foto dentro. 
       
      04/03/2019 (dia 10) Veneza
      Fomos no triste Gueto judaico - que na verdade são dois! O Vecchio e o novo. O clima lá é um tanto mais pesado que o de Roma, por ser mais antigo e com mais monumentos dedicados aos judeus de Veneza deportados e mortos durante o Holocausto. A visita ao Museu Judaico precisa ser agendado. 
       

      Parede no gueto com placas com cenas da deportação e do Holocausto. 
       
      Muro em homenagem aos judeus venezianos deportados.     05/03/2019 (dia 11) Veneza
      Enfim: SOL!!!! 
      O dia amanheceu ensolarado e o cenário mudou totalmente! 
      Refizemos os trajetos e revisitamos os principais pontos turísticos como a San Marco - e a sua basílica -  e a Ponte dos Suspiros, os bairros da cidade, como a Accademia e o Dorsoduro, visitamos por coincidência o Museo della Musica, e a Santa Croce. 
       

       
      Fomos também na eleita pela BBC a livraria mais bonita do mundo, a Libreria Acqua Alta. Os livros, mapas e fotos ficam dispostos em banheiras, barris e gôndolas para serem protegidos das águas do canal. Eles vendem livros de diferentes gêneros, estados de conservação, preço e idiomas. Tem uns souvenirs bem legais e diferentes, como fotos e mapas antigos da cidade. 
       


       
       
      05/03/2019 (dia 11) Lagoa de Veneza
      Compramos o ticket diário para o uso do Vaporetto por 7 euros em um dos seus guichês. Nos embarcamos na estação da Piazzale Roma. Vaporetto é o ônibus de Veneza, ou seja, um barco. Ele não é muito confortável e é um pouco lento e, dependendo da linha e do horário, pode ser bem cheio. Para Lido, há também o ferry. 
       

       
      São várias linhas e achei as rotas um tanto confusas.                    
      Começamos por Murano, com suas inúmeras lojas vendendo peças feitas com seu famoso vidro. Depois, seguimos para a calma e vazia Torcello antes de seguirmos para Burano, o ponto altíssimo do nosso dia. As casas são lindas e parecem ter saído de um filme. São todas coloridas. De longe, era a ilha mais cheia. 
       

      Árvore de natal em Murano feita com vidro de Murano, claro. 
       

      Murano.

      A fofa e calma Torcello.

      Burano. Eleita por mim a melhor ilha de todas e seria um crime ir até Veneza e não visitá-la. 
       
      Eu tinha lido sobre as praias de Lido e decidimos ir até lá conhecer. Já no vaporetto, percebemos a ausência de turistas e a abundância de locais. Quando desembarcamos, não conseguimos achar as praias e só depois descobri que elas ficam no outro lado. Como estava frio e anoitecendo e Lido é um pouco longe de Veneza, resolvamos voltar. 
      Ficamos passeando pela principal linha de vaporetto que cobre o Grande Canal (!!!) e passa pelos principais pontos turísticos. Já estava de noite e confesso que fiquei um pouco decepcionada com a visão e com a vida noturna. Considerando que a gôndola custa salgados 80 merkels por passeio, pra quem quer economizar, acho que o vaporetto pode ser uma boa opção para ter uma visão de Veneza pelos seus canais.  
      Voltamos pra Mestre lá pelas 22h. 
      Obs.: quando estávamos indo para as ilhas, vimos as Dolomitas no horizonte. Fomos pesquisar no site de ônibus o preço das passagens e elas estavam bem em conta mas, infelizmente, não tinha mais data disponível nos dias em que estaríamos em Veneza, apenas no dia de regresso à Milão. 
       
      06/03/2019 (dia 12) Veneza
      Como meu pai era oficial da Marinha do Brasil, a parada no Museu Naval era obrigatória. 
      Enquanto ele estava lá, o meu plano original era ir no Palácio do Dodge, o Ducale, mas o ingresso era tão caro que acabei desistindo e fui para o Naval também. 
       
      07 e 08/03/2019 (dias 13 e 14) Veneza Mestre x  Milão x Roma 
      Viajamos o dia inteiro e enfim chegamos à Milão umas 18h. Pegamos o ônibus por 6 euros para o Linate e lá ficamos a noite inteira esperando o momento de embarcar para Roma, que seria logo pela manhã. 
      Após longas horas de espera e com o aeroporto fechado, mas com gente dentro na mesma situação, o check in enfim abriu! O melhor de tudo foi que a moça da Alitalia conseguiu adiantar nosso voo para o primeiro da manhã. 
      E isso acabou fazendo toda diferença: a aduana do Fiumicino estava lerdíssima e entupida de gente. Nós, um pessoal de um voo para a Cidade do México e de outro para a Armênia quase não conseguimos embarcar. Mas acabou dando tudo certo. Conseguimos chegar no portão de embarque quando estavam anunciando o início dele. 
      Para SP, o voo, como sempre, foi tranquilo, apesar de diurno. Chegamos em Guarulhos umas 20h, alguns minutos antes do último voo do dia para a Cidade Maravilhosa.
       
      09/03/2019 (dia 15) São Paulo - Rio de Janeiro (Gol)
      Após mais uma noite em claro no aeroporto, salva pelo intenso movimento existente 24/7 no GRU e pela existência de um "hotel" que você pode alugar um banheiro por 1h dentro do aeroporto, embarcamos às 6h para o Santos Dumont. 
      UTILIDADE PÚBLICA: https://www.slavierohoteis.com.br/hoteis/fast-sleep-by-slaviero-hoteis/ O LINK DO TAL HOTEL. 
      ((((( em construção )))))
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Carlos FD
      E aí companheiros e companheiras mochileiros, tudo em cima?

      Depois de mais de 08 anos cadastrado nesse fórum, lendo e aprendendo com um monte de relato, finalmente chegou a hora de dar minha contribuição por aqui. Depois de planejar várias vezes uma eurotrip (achei, inclusive, um post meu de 2013 já com esse planejamento aqui), a mais recente agora no início de 2019 em que cheguei a comprar as passagens mas acabou não rolando por burrice minha, finalmente essa viagem vai sair.
      Na terça feira que vem (24/09) eu pego a pista rumo à Barcelona. Pretendo fazer um relato de viagem em tempo real, como o nome do tópico sugere. Eu acho que não teria paciência pra fazer tudo de uma vez no pós viagem e também não quero aperto de mente de ter que me preocupar de lembrar de tudo. Então pretendo escrever o que de relevante aconteceu no dia, conforme a viagem for progredindo.

      Não sou fã de textão nem de coisas muito elaboradas, tampouco fotos perfeitas, então não esperem padrão de qualidade blogueirinhos e blogueirinhas rycos e phynos. Minha principal preocupação vai ser com a parte financeira. Cada centavo gasto será colocado aqui.

      Feitas as apresentações, vamos falar um pouco do roteiro que, já adianto, não é fixo.

      A entrada e a saída será por Barcelona. Comprei ida (24/09) e volta (05/11) saindo de Salvador por R$ 1.866 com taxas (AirEuropa). O seguro da viagem (42 dias) ficou por R$ 386,00 pela TravelAce. De BSN vou para Munique pela Vueling (R$ 212.76, cartão de crédito direto no site da companhia) já que a Ryanair tá com uma política de bagagem que não atende ao que eu quero. Assim que chegar em Munique, sigo para Nuremberg, que será minha hospedagem durante a Oktoberfest.

      A ideia pós oktober é fazer Praga-Berlim-Amsterdam-Antuérpia-Bruxelas-Londres. No entanto, ainda estou em dúvida sobre os locais da Bélgica. Vou deixar pra decidir na hora e com a ajuda de quem estiver acompanhando. Em Londres, tenho basicamente 8 noites. Mais pra frente pedirei ajuda sobre o que fazer, pra onde ir.

      No próximo post eu vou trazer alguns custos que integram a pré-viagem.

    • Por Leonardo Brito Barros
      Para melhor entendimento do roteiro que fiz, é preciso explicar que cheguei em Barcelona pelo mar, de navio, em uma terça-feira e ficamos hospedados em uma cidade vizinha a Barcelona, chamada Badalona há cerca de uma hora do centro, na casa de um familiar, o que nos fez economizar bastante. Fomos eu e minha namorada, com três malas ao total. Assim surgiu o primeiro problema, tínhamos bagagem, mas não valia a pena ir até a casa de meu primo, deixar as malas e voltar para o centro, perderíamos tempo demias. A solução que encontramos foi deixar as malas em um locker na Praça Catalunha.

      Dia 1 - Centro

      Atracamos no Porto de Barcelona por volta das 08h da manhã, mas só conseguimos de fato estar prontos para iniciar a viagem por volta das 12h (Nossas malas demoraram uma eternidade para aparecer na esteira). Assim que pegamos as malas, pegamos um taxi do Porto até a Praça Catalunha (cerca de 10 euros), deixamos nossas malas no Locker (pagamos cerca de 15 euros e podia ficar até as 20h salvo engano) e começamos o passeio pela Praça Catalunha, que é IMENSA, muito bonita e com pombos até umas horas (pense numa praga kk). Continuamos o passeio subindo a Avenida até a Casa Battló Gaudí, que na época estava em reforma, por isso sua aparência era diferente do que vimos nas fotos antes de irmos. Seguimos caminhada pela Avenida até a Casa Millá (tudo muito perto), esta sim estava linda como  esperávamos.

      Praça Catalunha

      Casa Batlló

      Casa Mílla
      Após tirarmos algumas muitas fotos, demos meia volta e seguimos sentido Praça da Catalunha novamente. Onde se inicia a famosa La Rambla, um calçadão com vários bares no meio da rua e comércio a toda parte que vai desde a Praça Catalunha até o Monumento a Colón, uma estátua gigante, no meio de uma bela praça em homenagem ao descobridor Cristovão Colombo.

       

      Las Ramblas

      Monumento a Colón

      Depois das fotos, já estávamos morrendo de fome. Até tínhamos comidos umas frutinhas que levamos do navio na mochila durante o passeio, mas já não dava mais conta. Fomos pela La Rambla novamente procurar algum lugar bom e barato. (Importante: TUDO lá é mais caro que o normal e certamente não é o melhor possível, visto que é o ponto mais turístico da cidade. Estávamos ciente disto, mas não tínhamos o que fazer, pois nosso tour continuava pela área). Encontramos um bar que oferecia entrada, prato principal e uma bebida por 15 euros, achamos, em conta comparado aos outros. Dividimos o Menu e comemos uns "Nachos" com queijo (com aspas pois na verdade era Doritos), uma "Paella" tradicional (arroz com alçafrão) e tomamos uma cerveja (com certeza a melhor coisa do almoço. A paella era relativamente grande e deu pra dividir, então saiu 15 euros para os dois o almoço. Não foi dos melhores, mas pelo preço e local, foi a melhor opção.



      Após almoçar, só tínhamos mais um ponto, para ir, o Mercado La Boqueria, mas como havia tempo, decidimos sair andando pela La Rambla e percebemos as placas indicando uma Biblioteca da Catalunha, a maior bibioteca que vi na minha vida, era imensa, tentamos entrar, mas desistimos pela ignorância da atendente (pode entrar 0800), mas tiramos muitas fotos no hall de entrada e por fora kk. Voltamos para a Rambla no sentido do Mercado La Boqueria. Um mercadão muito grande, com muita variedade, muita coisa diferente, muitos frutos do mar, morangos gigantes. Vimos ouriço sendo descascado para ser refeição, lula e polvos bombados de grande, ostras muuuito grandes (como amante de ostra, tive que experimentar, pelo valor de 3 euros).

      Mercado La Boqueria


      Ostra gigante
      Depois do Mercado já eram por volta das 4h, voltamos a Praça Catalunha, pegamos nossas malas, paramos na Mc Donalds da praça para usar o Wifi e ver no Google Maps a melhor forma de chegar a casa do meu primo em Badalona (O metro é a melhor forma de se locomover em Barcelona, sem dúvidas). Compramos o T-10 por cerca de 10 euros que dá direito a 10 viagens nos transportes públicos de Barcelona (metro, bus e trem). OBS: O google Maps nos ajudou muito, nos guiamos por ele e sempre nos dava a melhor opção.

      Depois de uma hora no metro em hoário de pico, corre corre, cheio de mala grande, um ônibus, ter parado algumas descidas depois do que deveríamos e uma andadinha de leve com mala até umas horas, chegamos a casa de meu primo, onde comemos uma pizza com ele, tomamos um vinho, planejamos o dia seguinte e formos dormir, mortos de cansados.
      Dia 2 - Sagrada Família, Parc Guel, Bairro Gracia
      Acordamos por volta das 8h, tomamos um café da manhã reforçado e partimos. Desta vez sem malas!! kkk Da casa de meu primo até a estação de metro é uma caminhada de cerca de 10 minutos descendo, preferimos ir andando para se ambientar do que pegar um busão. Pegamos o metrô e descemos na estação Sagrada Família (como disse, o Metrô de BCN é fantástico). Tiramos muitas fotos da impressionante Igreja que nunca ficou pronta (previsão para 2022 salvo engano), mas não entramos pois as filas são enormes. Dizem que vale muito a pena, mas como tínhamos poucos dias na cidade e muita coisa a conhecer vimos apenas por fora. Por lá, achamos um wifi grátis e vimos no Maps como ir ao Parc Guell.

      La Sagrada Família
      O Parc Guell é gigante, em um morro muito alto com uma vista linda de toda a cidade de Barcelona. Para chegar, ao descer do metrô subimos eternamente por uma escada e depois ladeira até de fato chegar. Lá em cima é lindo, muito grande, cheio de árvores, muitos turistas, ambulantes e nativos fazendo e exercícios. Há uma parte paga no Parc, onde tem os famosos bancos de mármore coloridos, mas estavam em obras e assim apenas facilitou nossa escolha de não pagar. Tiramos muitas fotos, sentamos em banco com mesa e comemos umas frutinhas que levamos da casa de meu primo. Após descansar um pouco já era por volta das 13h, descemos o morro e pegamos o metrô para o bairro de Gracia. Bairro dos estudantes estrangeiros, muito bonito, aconchegante e, principalmente, boêmio. Por indicação de meu primo, que já havia morado por lá, após fazer um passeio pelas ruas e praças, fomos a um restaurante brasileiro delicioso naquele bairro. Pagamos cerca de 22 euros cada um, em um menu completo com bebida perfeito de baum. O nome do restaurante é Miriot, valeu muito a pena e o pessoal de lá é super gente boa. 

      Parc Guel

      Entradas do Restaurante Miriot, no bairro de Gracia
      Um outro primo que também mora por Barcelona, marcou de nos encontrar no final da tarde em uma Casa de Jamóns, típico presunto de Barcelona, perto da Praça Catalunha. Fomos andando do Bairro Gracia até lá (cerca de 20 min) e como tínhamos tempo, na caminhada entramos em um Museu 0800 muito legal que estava com exposição sobre o futuro de Barcelona. Encontramos meu primo e fizemos um passeio pelo bairro Eixample, próximo a Praça Catalunha que tem uma estética peculiar (todos as esquinas são em formato de quinas). Já pelo início da noite, paramos em um bar de tapas e tomamos uma cerveja comendo os deliciosos Mexilhões no vapor (pense num troço gostoso).
      Ao fim, fizemos uma boa de uma caminhada até o Arco do Triunfo, que há noite fica lindo, encontramos o outro primo e pegamos um trem de lá mesmo em direção a Badalona. Ao descer do trem, fizemos aquela andadinha básica de 10min, mortos de cansados, com o frio já pegando, até em chegar em casa e capotarmos.

      Arco do Triunfo
      Dia 3 - Ciutadella, La Barceloneta e Mountjuic 
      Começamos o terceiro dia exatamente de onde paramos o segundo. Depois de (claro) um belo café da manhã, pegamos o trem de Badalona até a estação do Arco do Triunfo, onde começamos o mais cansativo dos dias.

      O Arco do Triunfo fica na "entrada" do Parc de la Ciutadella. Bonito parque onde estão localizados várias estátuas, monumentos e até o Parlamento da Catalunha. Tiramos várias fotos por lá, curtimos o parque, caminhamos ao ar livre e partimos para La Barceloneta, a famosa praia de Barcelona. Para chegarmos lá, demos uma bela de uma caminhada (cerca de 20min). Sentamos em um banco de frente para o mar e comemos nossas frutinhas de lei, conversando besteira, vendo o povo surfar numa água gelada da gota e uma turma jogar um vôlei.

      Parc de La Ciutadella


      La Barceloneta

      Calle de La Barcelonetta
      Depois de uns 30min relaxando na beira da praia, fomos para a pizzaria NAP em Barceloneta mesmo. Pizza boa, grande e muito em conta. 6 euros a mais barata e 500ml de cerveja foi cerca de 3 euros.

      NAP Pizza em La Barceloneta
      Comemos bastante, cientes de que tínhamos muito a fazer ainda naquele dia. De barceloneta, pegamos um busão e descemos na Praça da Espanha (todo o deslocamento com a ajuda do Google Maps, óbvio kkk). Onde pegamos outro bus subindo em direção ao Castelo de Montjuic. Esta área foi construída para as Olimpíadas de 1992. Tendo vários pontos turísticos em sequencia. O ônibus para em cada uma delas (Fonte Mágica, Vila Olímpica, Estádio Olímpico, Jardim Botânico, Fundação Juan Miró e por fim, o Castelo). Tivemos que fazer escolhas tendo em vista o curto tempo (já eram umas 15h da tarde). Então descemos na Fundação Juan Miró e enquanto ela foi admirar as artes (cerca de 16 euros e dura mais ou menos 1h a visita) eu voltei andando até o estádio Olímpico. Nos encontramos após uma hora e pouca, pegamos o ônibus novamente e enfim subimos até o Castelo.

      Estádio Olímpico

      O famoso "Poema 3" na Fundação Juan Miró
      Nesta hora, fiz o maior erro da viagem e deixei minha mulé muito estressada kkk. Assim que chegamos no Castelo tiramos fotos no jardim da frente e na entrda principal e fomos em um caminhinho ao lado, momento em que tive a brilhante ideia de dar a VOLTA no Castelo andando por esse caminho. Não escutei as orientações dela e... andamos 30min e não chegamos a canto algum. (O castelo era imenso e não tinha fim, a curva nunca chegou). Dei a volta e depois de uma hora perdida chegamos no topo com o sol se pondo. Ai foi minha hora de me redimir "Ta vendo? Foi tudo planejado para vermos o pôr do sol daqui". Importante dizer que só fomos na parte 0800 mesmo, não vimos muita necessidade de ir na parte paga pois era apenas para poder subir um andar a cima na vista. O valor não valia a pena. No 0800 não se deixa de ver NADA.
      O Castelo é muito grande, muito lindo e tem uma puta vista para a cidade e principalmente para o porto de Barcelona. Ficou melhor ainda por termos a honra de ver o pôr do sol lá comendo umas batatinhas que compramos no mercado.


      Castelo de Mountjuic

      Pôr do Sol no Castelo
      Voltando para pegar o último ônibus descendo de volta a Praça da Espanha, minha mulher viu o teleférico e decidiu que no outro dia iria voltar ali para conhecer. Descemos de ônibus até a Fonte Mágica de Mountjuic e chegamos na hora certa para assistir o show da fonte, tudo, de fato, saiu como planejamos. Apesar da perda de tempo tentando dar a volta no Castelo kkk.
      O show da Fonte Mágica de Mountjuic é completamente INCRÍVEL e IMPERDÍVEL. Você tem que assitir. Dura uma hora e tem dias e horas certas para acontecer. Só buscar no google que acha. Quando estávamos lá,  só acontecia de quinta à domingo, sempre às 20h. Assistimos o espetáculo bem na frente (batendo água da fonte na gente) e ficamos de queixo caído, foi lindo. O Castelo e esse show foram pontos muito altos de Barcelona.


      Show da Fonte Mágica de Mountjuic
      Após assistir grande parte do show, voltamos a praça da Espanha e fomos ao Shopping que tem lá. O Shopping tem estrutura antiga, era uma arena de touradas antigamente. Hoje em dia é um shopping, mas a fachada continua a mesma. Já estavam fechando tudo, só a praça de alimentação ficou aberta, para nossa sorte. Achei um restaurante que já tinha lido sobre e fomos lá. O nome é Gustos é há em outras localidades também. Dessa vez dividimos um arroz negro e tomamos uma sangria. Sensacional de gostoso e muito em conta, visto que o prato é grande e deu para dividir para nós 2. 

      Arroz Negro com Sangria no Gustos BCN
      Ao fim, ainda tomamos uma cerveja em um barzinho na calçada da praça, para fechar o dia com chave de ouro. Por volta das 23h pegamos o metrô (que fechava as 00h e não sabíamos, ou seja, demos muita sorte) e uma hora depois, estávamos em Badalona. Ainda fizemos uma caminhada de 10min subindo ladeira, pois os ônibus de Badalona já haviam parado. Já estava muuuito frio também. Então pegamos um sufoco grande no fim desse dia.
      Dia 4 - Camp Nou, Teleférico, Bairro Gótico e Poblenou
      Neste dia, dormimos um pouco mais, devido ao intenso dia anterior. Só saímos de casa por volta das 10h da manhã. E os caminhos se dividiram. Eu queria muito ir ao Camp Nou e ela ao Teleférico de Mountjuic. Pegamos o metrô em Badalona e descemos em paradas diferentes.
      Fiz o tour que todo amante de futebol tem vontade de fazer um dia, entrei no campo onde Messi e Suarez fazem gols e desfrutem do bom Museu Interativo do club. Foi salgado o preço, mas valeu muito a pena. Me custou cerca de 30 euros, com a duração de 1h30min/2h.

      Camp Nou
      Enquanto isso ela, foi até a praça da Espanha, subiu de ônibus até o Castelo, e de lá desceu de Teleférico até Barceloneta (vista incrível). 

      Teleférico de Mountjuic
      Nos encontramos na Praça Catalunha, almoçamos no 100 montaditos (muito ecônomico e gostoso. A cerveja é 1 euro) mais uma vez e fomos para o bairro Gótico, a única coisa que faltava no nosso cansativo roteiro.
      Chegamos a Catedral de Barcelona, tiramos algumas fotos e demos uma passeada em sua grande dimensão, mas o cansaço acumulado bateu. Vimos um Irish Pub e não pensamos duas vezes. Passamos a tarde tomando Guiness e descansando um pouco. No final da tarde, um de meus primos chegou por lá e fomos com ele conhecer o bairro gótico. Ainda bem que fomos, é muito lindo, ruas bem estreitinhas, muito charmoso. Passamos pela praça onde está localizado o Prédio da Presidência da Catalunha. O palácio da música é um 10, muito bonito por fora e por dentro.

      Catedral de Barcelona

      Bar irlândes


      Calles do Bairro Gótico

      Palácio da Musica da Catalunha
      Já à noite, demos uma senhora andada até o o bairro Poblenou (cerca de 30min). Onde encontramos o outro primo e fizemos um pubcrawl pelo bairro. Jantamos em um bar de tapas muito bom da região, onde comemos umas tapas (dentre elas o mexilhões ao vapor, é claro kkk) e tomamos um vinho. Já tarde, ainda fomos parando em alguns bares até chegarmos a casa de um deles. Quando nos despedimos e pegamos o metrô com o outro de volta a Badalona.


      Mexilhões ao vapor


      Tapas

      Dia 5 Praia de Badalona
      No útimo dia, depos de termos tomado algumas na sexta-feira. Dormimos mais novamente. Tomamos café por volta das 11h e fomos para a praia de Badalona mesmo com meus primos, sua esposas,a filhinha de cada um deles. Levamos comida e cerveja e ficamos na areia da praia de Badalona relaxando um pouco depois de dias corridos. Ainda passeamos pelas Calles centrais de Badalona, perto da praia e voltamos em casa por volta das 15h para nos arrumamos. 


      Praia de Badalona
      Meu primo nos deixou no Aeroporto e partimos para Lisboa.
       
       
      O post ficou imenso, mas muitooooo detalhado. Espero ter ajudado quem ta se programando para ir a essa cidade fantástica. Para mim, na Europa, está pau a pau com Amsterdan. Com certeza não fui, até agora, em nenhuma melhor que elas.
       
      Qualquer dúvida é só falar!
       


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