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  1. Alemanha e Praga em 4 semanas – maio-junho/2022 Minha passagem para a Alemanha estava planejada para 2020, mas foi cancelada devido à pandemia. Como eu já havia pago algumas hospedagens com tarifa que não permitia reembolso, foi permitido o uso futuro, de forma que acabei insistindo nesse destino para não perder o crédito. Depois de dois anos, finalmente em 2022, com a pandemia já aliviada pelo avanço das vacinas, e com o prazo final para eu usar os créditos das hospedagens, foi possível sonhar com um pouco de pé no chão com essa viagem tão aguardada. Com todo esse tempo de espera, acabei depois incrementando alguns dias adicionais para esticar um pouco a viagem até Praga, dada a proximidade e a facilidade de conexão por trem. Viajei pela Iberia, com ida Guarulhos-Madri-Munique e a volta Praga-Madri-Guarulhos. Todos os demais deslocamentos entre as cidades do itinerário da viagem foram feitos de trem, com passagens compradas antecipadamente no Brasil. No total, foram 4 semanas, distribuídos entre 8 bases de hospedagens, da seguinte forma: 1. Munique: 7 dias (4 bate-voltas: Neuschwanstein, Dachau, Nuremberg, Salzburg) 2. Frankfurt: 4 dias (1 bate-volta: Heidelberg) 3. Trier: 2 dias (1 bate-volta: Luxemburgo) 4. Colônia: 2 dias 5. Hamburgo: 2 dias 6. Berlin: 5 dias (2 bate-voltas: Sachsenhausen, Potsdam) 7. Dresden: 1 dia 8. Praga: 4 dias Sempre bom lembrar que os bilhetes que compramos para os transportes públicos devem ser validados nas maquininhas menores que ficam no caminho antes da gente acessar a plataforma dos trens. Esses bilhetes a serem validados contêm uma indicação de seta e a expressão “Bitte hier entwerten/ Please validate your ticket”. Se ocorrer fiscalização, o passageiro que não validou o bilhete pode ter que pagar multa. Durante todo o meu período por lá, não houve fiscalização para transportes dentro das cidades (metrô, ônibus, tram), somente houve conferência de passagens em trajetos mais longos, via trem, entre as cidades em que me hospedei. Nas viagens de trens mais longas, com baldeação antes de chegar no destino final, houve alguns atrasos que não permitiam pegar o próximo trem no horário agendado no bilhete que eu havia comprado. Achei muito útil ter o aplicativo da empresa de trens da Alemanha (DB) instalado no celular para prever essas situações, já que ele emite notificações quando há atrasos, informando sobre conexões alternativas, quando chegamos após a nossa já ter partido. Claro que isso é possível se a pessoa estiver usando internet no celular. No meu primeiro dia na cidade, ainda no aeroporto de Munique, por onde cheguei, aproveitei para procurar um chip de celular para usar internet durante a viagem. Encontrei uma loja de eletrônicos com chip da operadora Ortel, e escolhi um plano de 7GB por 30 dias por 35 euros e o funcionário já deixou tudo pronto para uso. A Alemanha é um país com grande número de bicicletas, com muitas vias e calçadas com espaços reservados aos ciclistas. É fundamental respeitar esses espaços e ficar atento sempre que precisar atravessar essas passagens, já que os ciclistas podem vir de qualquer dos dois lados do caminho. Na grande maioria das vezes, usar banheiro público tem custo, entre 50 centavos e 1 euro. Os banheiros de lojas, shoppings, estações etc. contam com uma pessoa para cobrar antes da gente entrar, ou então alguns são até mais sofisticados, com uma máquina pra colocar o dinheiro e catracas pra gente atravessar. Resolvi levar poucas roupas na mala na intenção de usar máquinas self-service e tudo funcionou muito bem. A cada semana, procurei pela palavrinha “laundry” no mapa nas imediações do lugar onde eu estava hospedado e sempre tinha algum estabelecimento pertinho para ir a pé. As máquinas funcionam com moedas e a gente pode também comprar um copinho de sabão em pó e de amaciante. Vi que moradores locais também vão para lavar suas roupas nesses lugares e eles levam o próprio sabão e amaciante. Depois da roupa lavada, podemos comprar um tempo na secadora para já sair com tudo pronto para reuso. Algumas pessoas deixam a roupa lavando e voltam depois de um tempo. Esses lugares normalmente ficam abertos à noite, que foi o horário que usei. Em média, o copinho de sabão e amaciante saía 50 centavos cada um; a lavadora 4 euros; e a secadora 2 euros a cada 15 minutos, sendo que a roupa fica realmente seca com 2 ciclos de secagem (30 min). E para quem pretende ir com um dinheirinho extra para compras, eu indico a loja Primark, que tem ótimos preços e produtos que gostei bastante da qualidade. É uma loja de departamentos, com roupas e acessórios, ao estilo C&A, Renner e similares, e está em várias cidades da Alemanha por onde passei. Dia 1 – Munique Após o desembarque em Munique e a retirada de mala, saindo do aeroporto, achei mais fácil pegar o ônibus da Lufthansa para a estação central de trens (Hauptbahnhof). O ônibus tem saídas a cada 20 minutos e custou 11,50 euros, com o pagamento direto ao motorista. Como cheguei num domingo, o trânsito estava tranquilo, com uma viagem de cerca de 40 minutos. Fiquei hospedado a duas estações de distância da Hauptbahnhof e peguei o U-Bahn (metrô) todos os dias. No meu caso, o ticket de transporte de curta distância me atendia por um preço mais em conta (1,60 euros), já que é possível usá-lo se a distância for de até 4 estações. Para deslocamentos maiores, o valor da passagem ficava em 3,40 euros, sendo que todos os tickets comprei diretamente nas máquinas que ficam nas estações. Elas aceitam euros ou cartão e são de fácil manuseio, com os menus em inglês para quem não fala alemão (meu caso). Além disso, no início da minha viagem, a Alemanha anunciou o ticket de 9 euros que abrangia grande parte dos transportes para os meses do verão e eu pude usufruir dele a partir de junho, com uma boa economia. Usei bastante o Google Maps no celular para resolver os deslocamentos e o fato de ter um chip local facilitou bastante. Munique é uma cidade com muitas possibilidades de bate-voltas, por isso foi o lugar que reservei mais tempo para ficar. Mesmo assim, tive que fazer algumas renúncias para não encarecer demais a viagem, já que tinha muitos outros lugares que eu fiquei com vontade de incluir. A própria cidade é muito bonita e vale bastante a pena dedicar um tempinho a ela. Dia 2 – Munique No centro histórico, o ponto de partida foi a Marienplatz, local onde está a nova prefeitura (Neues Rathaus). É possível visitar a torre para ter uma linda vista do alto da cidade, só achei mal sinalizado onde seria o lugar para comprar ingressos. Fiquei procurando e acabei entrando num elevador que vi algumas pessoas e aí sim pude ver que o ingresso para a torre era vendido lá em cima. Somente depois que saí do prédio é que havia funcionários lá embaixo para indicar a visita na torre. Imagino que eles comecem a trabalhar bem mais tarde, apesar de eu ter subido na torre cerca de 11h da manhã. Ali perto estão a Peterskirche (igreja de São Pedro), a Frauenkirche (catedral de Nossa Senhora), a Michaelskirche (igreja de São Miguel), o Karlstor (portão de Carlos), a Karlplatz, além de algumas ruas para pedestres com muitas lojas de todos os tipos e opções de refeições. A gente encontra carne de porco em todos os cardápios de restaurantes, e o salsichão e o schnitzel são pratos bem comuns e gostosos. E para quem gosta de cerveja, pode se esbaldar, que é a bebida mais presente nas mesas. Dia 3 – Munique Reservei esse dia para conhecer o Residenz, que é um palácio enorme e a visita ocupa uma manhã inteira. Comprei ingresso completo, que inclui o combo Residenz + tesouro (Tresuary) + teatro nacional (Cuvilliés Theater). Achei o Residenz lindo e muito suntuoso, com salas magníficas e cheias de detalhes. A visita ao tesouro é bem mais curta e permite ver artigos luxuosíssimos e joias que as famílias abastadas dos regentes da Baviera usaram em períodos remotos. O teatro é pequeno e bonito, mas achei meio difícil encontrar a entrada, já que praticamente não se vê sinalização, além de não ter nenhum tipo de informação pra gente se contextualizar. Eu o comparei ao Teatro Colón, em Buenos Aires, que são parecidos, mas o Colón oferece passeio guiado que enriquece bastante a experiência. Por isso, eu não curti o Cuvilliés. O jardim do palácio (Hofgarten) também está disponível para visita e não é tão grande. Ali perto também está o jardim inglês (Englischer Garten), o maior parque da cidade, onde dá para caminhar um pouquinho no meio da natureza antes de voltar para o hotel. Como nesse dia tinha um pouco de chuva e frio, não explorei o parque como eu gostaria. Dia 4 – Castelo de Neuschwanstein Comprei o bate-volta à cidade de Füssen ainda no Brasil usando o trem regional, que é mais barato para quem viaja a partir das 09h no meio da semana e horário livre no fim de semana. Fui em uma quarta no trem das 09h36 e retornei no trem das 18h17. Indico escolher o Bayern Ticket, que permite pegar o transporte para chegar na estação, além do ônibus em Füssen. Chegando na cidade, basta pegar o ônibus 73 ou 78 do lado da estação para os Castelos, em um trajeto que dura entre 10 e 15 minutos. Todos descem próximo do Ticketcenter, daí basta seguir a indicação das placas para chegar nas bilheterias, que possui fila. Eu não precisei passar por elas porque já havia comprado o ingresso para o castelo de Neuschwanstein, e escolhi a entrada às 13h50 apenas com audioguia (tem opção em português), porque os horários anteriores a esse eram com um guia em alemão. Próximo do Ticketcenter há restaurantes e, como ainda eram cerca de 12h00, já almocei antes de seguir caminho montanha acima para o castelo. Para quem resolve ir a pé até o castelo, são cerca de 20 minutos de subida que cansa um pouco, por isso também há possibilidade de alugar charrete ou ônibus, mas vi que eles não deixam o visitante exatamente na frente do castelo. Próximo das lojinhas de souvenir, há armários para colocar bolsas, sacolas e mochilas, que não são permitidas na entrada. Não há custo para usar os armários, mas eles funcionam com uma moeda de 1 ou 2 euros, que é devolvida quando a gente abre a porta de novo. O horário para entrada no castelo não permite atrasos. Vi pessoas voltando para o Ticketcenter para tentar outro horário por ter perdido a vez deles. Quando fui em maio, a entrada ao castelo de Neuschwanstein só estava sendo permitida com máscara tipo PFF2, sendo barrados outros tipos de máscaras. Na fila do lado de fora do castelo, tenho certeza que vi o ator britânico Sir Ian McKellen, que faz o mago Gandalf nos filmes ‘O senhor dos anéis’. Ele estava à paisana, conversando com amigos, sem grande grupo ao redor, então não seria muito educado chegar para abordá-lo, mas até que fiquei com vontade de ficar esperando se outra pessoa iria fazer isso. A visita ao castelo é pré-determinada e dura cerca de meia hora, com todo o grupo daquele horário fazendo o mesmo percurso. O castelo é bem bonito por dentro e há várias misturas de estilos nos cômodos que o rei louco mandou fazer. Uma pena que não é permitido tirar fotos. Na ocasião da minha visita, a ponte (Marienbrücke) estava em reforma e não permitia acesso para uma das melhores vistas do castelo. Ah, e achei a lojinha dentro do castelo com alguns souvenirs mais baratos do que do lado de fora. A cidadezinha de Füssen é bonita e charmosa, mas fiquei mais nas imediações da estação de trem para facilitar a hora de ir embora. Se tiver comprado o Bayern Ticket, pode até antecipar o retorno e pegar um trem de volta em horário diferente do que está marcado no bilhete. Dia 5 – Nuremberg O bate-volta a Nuremberg já estava comprado com antecedência, com ida às 09h04 e volta às 19h08. Como há atrações na cidade que ficam distantes, comprei na máquina de uma estação de metrô o vale transporte para um dia chamado ‘Tages ticket plus’. Ainda era maio, então o ticket de verão ainda não estava vigente. Infelizmente só fiz bate-volta, mas a cidade é encantadora e ótima para ficar um tempo maior. Saindo da estação de trens, atravessei a muralha da cidade antiga e fui em direção ao castelo, que fica numa região mais alta. A entrada no castelo é indicada por ter sido um importante lugar onde se estabeleceu o sacro império romano, no entanto não há uma extensa quantidade de objetos da época ali por causa da destruição causada pela guerra, por isso não é uma visita tão demorada. Do alto da torre Sinwell a gente tem uma linda visão panorâmica da cidade, e também dá pra visitar também os jardins do castelo. Saindo do castelo, podemos encontrar ali perto a Hauptmarkt, praça central da cidade com barraquinhas de produtos diversos, inclusive comidas rápidas. Nesse lugar também estão os bonitos prédios da antiga prefeitura (Altes Rathaus), a fonte Gänsemännchenbrunnen, do século 16, a Igreja de St. Sebald, iniciada no século 13, a Frauenkirche, do século 14, a fonte Schöner Brunnen, do século 14. Nesta última, está o anel metálico que os turistas giram para um dia retornar à cidade. O palácio da justiça de Nuremberg (Nürnberg Justizpalast) possui o memorial dos julgamentos dos condenados após a 2ª guerra, com ingressos que permitem visitar a sala de julgamento (Schwurgerichtssaal 600), além de outros andares com muitos painéis explicativos. O visitante pode retirar audioguia na entrada pra ter acesso a informações que enriquecem bastante. O lugar fica distante, sendo necessário usar o transporte público. Outro ponto que também isso é necessário é o centro de documentação nazista (Dokumentationszentrum Reichsparteitagsgelände), mas quando eu cheguei nele já era final do dia e não dava mais para visitar. Dia 6 – Dachau Dachau está na zona M-1, por isso comprei o single ticket para essa zona (5,30 euros), que vale para utilizar todo o transporte durante todo o dia na região central e zona M-1. Saindo da estação central, o trem é o S2 com destino a Peterschausen, descendo na estação Dachau. Perto da estação, tem um ponto de ônibus e a gente pega o de número 726, até a parada “KZ- Gedenkstätte”, em um trajeto que leva entre 10 e 15 minutos. A entrada no centro é gratuita, mas indico pagar para retirar um audioguia (3,50 euros quando fui). O visitante deve deixar um documento até a devolução do audioguia (não vale o passaporte) ou pode deixar um depósito de 10 euros, que é devolvido ao final da visita. Dachau foi o primeiro campo de concentração nazista, construído em 1933, e teria sido um “modelo” para os campos que vieram depois dele. O lugar guarda muita informação sobre um período devastador e é difícil sair dali insensível. É uma visita que toma boa parte do dia e eu acho que não combina marcar muitas coisas para esse mesmo dia, principalmente por causa do clima pesado que é visitar um lugar como esse. Dia 7 – Salzburg A passagem de trem para Salzburg já estava comprada desde antes da viagem, em um sábado, com ida às 07h56 e volta às 19h15. Como eu comprei o Bayern Ticket, já estava incluído o metrô para chegar na estação central de Munique. Chegando na estação central de Salzburg, a primeira providência foi comprar o Salzburg Card (30 euros) para visitar as principais atrações e ter acesso ao transporte público. Iniciei o passeio pela fortaleza Hohensalzburg, do século 11, pegando o funicular (FestungsBahn) para chegar lá no topo, já incluído no cartão turístico. É uma subida bem íngreme, mas bastante rápida. A área externa do castelo já permite uma linda vista da cidade, além de possuir uma torre bastante cobiçada para uma visão 360º lá de cima. Pertinho da descida do funicular estão a Kapitelplatz, com uma enorme esfera dourada com a escultura de um homem em cima; a Residenzplatz, praça da residência dos arcebispos, com uma imponente fonte barroca, obra de um italiano; a Mozartplatz, com uma estátua do século 19 em homenagem a Mozart, nascido na cidade; a catedral (Dom zu), do século 17. A casa do músico Mozart que virou museu fica na rua comercial de pedestres Getreidegasse. Essa rua ainda traz placas com ícones na fachada de algumas lojas representando a atividade desenvolvida ali, tal como na idade média, quando não havia muita gente que sabia ler. Saindo do centinho histórico, está a ponte Makartsteg, em que passam somente pedestres e com uma enorme quantidade de cadeados colocados por casais nos dois lados dela. Um pouco além, está o lindo Mirabellgarten, um jardim barroco muito bem cuidado e com uma enormidade de esculturas espalhadas ao longo do caminho. No meio da tarde, verifiquei se tinha passeio de barco incluído no cartão turístico, mas foi dito que somente em horário mais cedo no dia seguinte. Então fica a dica que, se alguém quiser fazer o passeio de barco incluído no Salzburg Card, é bom consultar os horários ao chegar na cidade. Como eu não fiz o passeio de barco, resolvi antecipar um pouco o horário do retorno para Munique, já que estava usando o Bayern Ticket. Não sei se ocorre com frequência, mas no meio do caminho, em uma estação fronteiriça entre Áustria e Alemanha, o trem ficou parado bastante tempo esperando fiscalização da polícia, com alguns guardas entrando nos vagões e escolhendo um ou outro passageiro para mostrar passagem e documentos. Dia 8 – Frankfurt Iniciei a visita à cidade pelo centro antigo (Römerberg), onde está a Paulsplatz e as várias construções coloridas ao seu redor com arquitetura típica no estilo enxaimel. Ali perto está a catedral de Frankfurt (Kaiserdom), mas nas duas vezes que passei por lá, estava acontecendo missas, não sendo possível explorar melhor a igreja e a torre. Um pouco mais distante, mas fácil chegar a pé, está a casa onde nasceu o escritor Goethe (Goethehaus), com ingressos que incluem também o museu dedicado ao movimento artístico do romantismo, que fica do lado. Dia 9 – Frankfurt Fui conhecer a ópera (Alte Oper), um bonito prédio do século 19 com uma fonte em frente. Na bilheteria, informaram que não tem visita por dentro, podendo conhecer apenas se assistir algum espetáculo. Ali perto, segui na direção ao Hauptwache, um edifício que já foi casa da guarda e prisão, que foi desmontado e deslocado para a construção do metrô, hoje abrigando um café. A rua de pedestres Zeil leva ao modernoso shopping MyZeil, e de lá podemos seguir rumo ao prédio da Eurotower, onde funciona o Banco Central Europeu e está o símbolo do euro. O mirante Main Tower está próximo, mas não há muitas indicações sobre sua localização (algo já recorrente). Comprei o ingresso por 9 euros e subi de elevador, com o último lance por escadas. De lá do alto, a gente tem uma linda vista da cidade, podendo ficar quanto tempo desejar. Frankfurt é uma cidade grande para negócios, com bastante comércio de imigrantes de origem árabe. Tendo Munique como comparativo, Frankfurt é mais suja e caótica, com um ou outro atrativo que gostei, mas que podem ser visitados em uma permanência mais curta na cidade. Dia 10 – Heidelberg Com meu bilhete de trem bate-volta já comprado desde antes da viagem, cheguei na estação de Heidelberg e, com ajuda do Google Maps, peguei ônibus para o centro histórico. A principal atração na cidade é o castelo, mas todo o centrinho antigo é uma graça. A subida ao castelo é um pouco cansativa, com bastante escada, mas vi que também é possível pegar funicular. A vista lá do alto é muito bonita, com uma bela visão panorâmica da cidade. Além dos grandes jardins, o castelo possui o museu da farmácia, com muitas curiosidades interessantes sobre o desenvolvimento de produtos farmacológicos mais rudimentares para o bem estar da família real. Descendo o castelo, as ruazinhas da cidade são muito bonitas, onde podemos passar pela praça Kornmarkt, com uma escultura da madona do século 18, simbolizando a conversão dos protestantes ao catolicismo após a contra-reforma. Na Marktplatz, estão algumas construções históricas, como a câmara municipal, a fonte de Hércules, a igreja do Espírito Santo (Heiliggeistkirche) e o Hotel Zum Ritter, que resistiu a muitos bombardeios. Ali próximo também está a Karlplatz e a bonita e minimalista igreja dos jesuítas (Jesuitenkirche). Nas margens do rio, encontramos o portão Brückentor, com a estátua de um macaco segurando um espelho e alguns ratinhos do lado. A estátua representa um macaco que teria existido de verdade e que dava boas vindas aos visitantes. Segundo a tradição, se passar a mão no espelho, traz dinheiro; se tocar na mão do macaco, a pessoa vai voltar à cidade; se tocar nos ratinhos, traz fertilidade. Atravessando a ponte, a gente chega no caminho dos filósofos (Philosophenweg), uma trilha montanha acima que também permite boas fotos da cidade. O caminho é cansativo e dizem que é onde os estudantes iam para refletir e estudar. Dia 11 – Trier Esta foi uma das mudanças de cidade mais longas de todas, com uma viagem de cerca de 3 ½ horas, mas foi o trajeto que achei mais bonito, com muitas cidadezinhas pelo caminho e muitos castelos no alto das montanhas próximas. Trier é a cidade mais antiga da Alemanha, do século 16 a.C., recebendo a alcunha de ‘segunda Roma’ por já ter sido a capital do império romano no ocidente. O passeio começou pela Porta Nigra, que é o grande portal com pedras escuras onde se inicia o centro antigo. Ali próximo está o Hauptmarkt, praça do mercado com uma fonte (Marktbrunnen) do século 16 e esculturas de São Pedro e das 4 virtudes; uma cruz (Marktkreuz) do século 10; o Steipe, prédio do século 15 onde funciona um café e restaurante; a catedral de São Pedro (Dom), iniciada no século 4 pelo imperador Constantino e com entrada gratuita; a igreja de Nossa Senhora (Liebfrauenkirche), do século 13. Trier foi a cidade onde nasceu Karl Marx, tendo a sua casa virado museu e aberta a visitação. Só encontrei o lugar por causa do gps no celular, já que a fachada é muito discreta, quase sem indicação nenhuma de onde ela ficava. Um pouco mais adiante, podemos ver a basílica de Constantino (Aula Palatina), mas não é possível visitar porque ela se tornou uma igreja protestante. Próximo está o palácio eleitoral (Kurfürstliche Palais) com seus belos jardins, por onde podemos seguir em direção a outro ponto bem próximo, as termas (Kaiserthermen), uma enorme estrutura subterrânea onde aconteciam os banhos romanos. Finalmente, um pouco mais distante podemos visitar o anfiteatro romano, do século 2, utilizado para batalhas de gladiadores com animais para entretenimento da população. O lugar fica meio escondido e guarda pouco do que era a estrutura do anfiteatro, já que muitas pedras foram retiradas para outras construções após a desativação dos espetáculos com o fim do império romano. Dia 12 – Luxemburgo Dentre os deslocamentos de trem que comprei antes de iniciar a viagem, esse foi o mais barato de todos, apenas 10 euros ida + volta. O ponto de partida foi a Place Guillaume II, no entanto havia obras no local, não permitindo andar por lá. Pertinho está o palácio dos duques (Grand Ducal Palace), com uma pequena troca de guarda a cada hora, e do lado está a câmara dos deputados. Também ali está a catedral de Notre Dame, igreja do século 17 com mistura de estilos – gótico, renascentista, neogótico, moderno – e com entrada gratuita. A Place d’Armes fica próxima, com uma grande quantidade de restaurantes ao redor. Ali perto podemos ver o Casemates du Bock, fortificações de pedra que serviram para proteção durante a guerra. Na minha visita, vi somente a parte no nível da rua, que estava com acesso livre, mas não havia acesso às partes subterrâneas. Andando um pouco mais, chega-se na Place de la Constitution, onde está o monumento da lembrança (Monument du souvenir), obelisco em homenagem aos mortos na 1ª guerra. Ali está também o mirante Chemin de la Corniche, com vistas lindas da cidade e do Grund (cidade baixa). Na parte baixa está o parque Vallé de la Pétrusse, uma descida com bastante escada e com lindas vistas pelo caminho. A cidade de Luxemburgo foi uma grata surpresa, com um visual deslumbrante e muitos falantes de português. Vi que lá existe uma comunidade muito grande de portugueses e também brasileiros trabalhando. Há muitos restaurantes e pequeno comércios com produtos que estamos habituados, e até mesmo na estação de trem a gente vê funcionários falando português para auxiliar o turista. E a passagem de volta de trem pode ser feita em horário diferente do que está marcado, sem problema. Dia 13 – Colônia O deslocamento para Colônia foi no primeiro fim de semana de junho, já com o ticket de 9 euros válido para os transportes no país. A consequência disso foi um trem muito cheio, com muita gente em pé em boa parte do percurso, dificultando ainda mais viajar com mala. Colônia também estava muito cheia de turistas e deu pra sentir um pouco como deve ser o clima de verão antecipado por lá. O início da visita foi à catedral (Kölner Dom) e a entrada é gratuita. Na porta da igreja vi mulheres com roupa muito curta sendo barrada, então esta pode ser uma dica a se considerar. Por fora, a catedral é muito alta e difícil conseguir tirar foto pegando toda ela de perto, e por dentro ela possui uma quantidade incrível de vitrais coloridos nas janelas. Outros pontos de interesse ali pertinho, como o museu romano-germânico (Römisch-Germanisches Museum), o Praetorium, a prefeitura (Rathaus) estavam todos fechados, parece que passando por reformas. Passei pela Casa Farina, que é uma loja de perfumes com preços indecentes de caros e também onde fazem uma apresentação meio teatral sobre a história do perfume que ficou famoso na cidade, que não me animei nadinha a comprar ingresso para assistir. Na região há bastante comércio, inclusive ruas comerciais muito visitadas para compras, com marcas famosas, além da enorme loja de departamento Kaufhof, com alguns andares de departamentos variados. Andando pelas margens do rio Reno em direção ao modernoso quarteirão Rheinauhafen, há muitos restaurantes no Fischmarkt, bem como ali pertinho, na Alter Markt. Um pouco mais adiante nas margens do rio está o trio de prédios Kranhäuser, parecendo guindastes, e ao longo da caminhada é montada uma feirinha com bancas de artesanato no fim de semana. Dia 14 – Colônia Comecei o segundo dia na cidade pela ponte Hohenzollernbrücke, por onde passa o metrô no meio e pedestres na lateral. A ponte é repleta de cadeados colocados pelos casais e atravessá-la a pé rende uma visão muito bonita da cidade e do rio Reno, com a catedral ao fundo. Do outro lado do rio a minha intenção era ir ao observatório Triangle e ao cable car, mas a chuva que começou atrapalhou explorar esses lugares. Fui para o centro de documentação nazista (NS-Dokumentationszentrum), que é um prédio discreto e que pode passar desapercebido, já que não tem muita indicação do que funciona ali. O lugar já foi sede da Gestapo, polícia secreta nazista, e conserva um memorial alemão para as vítimas do regime. São muitas informações em alemão, por isso é indicado pegar o audioguia para facilitar a contextualização. Não longe dali, fui na direção do museu do chocolate (Schokoladenmuseum), que fica bem na margem do rio Reno, e havia bastante gente na região. Não fiz a visita ao museu, mas do lado de fora dele tem uma grande escadaria que é livre para todos que quiserem subir e ter uma boa vista panorâmica da cidade. Dia 15 – Hamburgo Esta também foi uma viagem mais longa, cerca de 3 ½ horas, com bilhete de trem comprado no Brasil. É uma cidade bem grande, que eu usei um pouco mais o transporte público, portando o ticket de verão (9 euros). O centro histórico fica próximo da estação central de trens e dá para percorrer ir de um para o outro a pé. Iniciei pela rua para pedestres Mönckebergstrasse, que começa na estação central, e leva para os principais pontos. Era uma segunda, mas não havia nenhuma loja aberta, daí fui pesquisar e descobri que era feriado de Pentecostes, com todo o comércio fechado, salvo alguma lojinha de souvenirs e restaurante. As igrejas antigas St. Jacobi e Sankt Petri ficam próximas uma da outra, e ali perto também está a prefeitura (Rathaus), um lindo prédio em estilo neorrenascentista, com telhado verde e uma torre central. Os turistas podem entrar no prédio e ir até um pátio interno, com uma fonte muito bonita, que foi construída para servir à população durante uma grande epidemia de cólera. Mais adiante está uma parte do lago canalizado (Inner Alster) e uma galeria de lojas que fica na margem e que tem uma bela visão do lago com a prefeitura ao fundo. Na região próxima também está a rua para pedestres Deichstrasse, com alguns restaurantes, e localizada numa região muito antiga da cidade, com prédios que passaram ilesos ao grande incêndio ocorrido em 1842. Um pouco mais adiante está a igreja de St. Nicolau, que foi destruída durante a guerra e não foi reconstruída, funcionando como um memorial às vítimas. No espaço estava tendo uma exposição em homenagem à Ucrânia, com bastante informação sobre a cronologia da guerra que está ocorrendo. A torre da igreja está de pé e permite subir de elevador para contemplar a cidade do alto. Andando um pouco mais, está o bairro de St. Pauli, um pouco mais agitado e com muitos imigrantes. A avenida Reeperbahn tem muitas casas noturnas, com shows adultos, e foi nessa região que os Beatles começaram a carreira, tocando no início dos anos 1960 antes de ficarem famosos. Na Beatlesplatz podemos ver as esculturas vazadas em metal dos músicos. Dia 16 – Hamburgo No segundo dia na cidade, comecei pelo St. Pauli Fischmarkt, antigo mercado de peixes onde os moradores tomam café no domingo cedo. No meio da semana, não havia essa atividade no local. Em seguida, fui para a Hauptkirche St. Michaelis, igreja com uma torre negra que podemos subir de elevador e ter uma ótima vista da cidade. Próximo da igreja está o bairro português, com uma grande quantidade de restaurantes e falantes da língua portuguesa. Para despedir da cidade, fui para as plataformas do lago canalizado para pegar um dos ferries da Hadag (incluído no ticket de transporte público) e peguei o ferry 62, parando em algumas estações para explorar melhor a área e pegando o próximo ferry para seguir viagem. Ao longo do percurso, desci em Dockland, onde tem uma imensa plataforma com escadarias e podemos subir para ver a região do alto, e Övelgönne, um bonito bairro com pequena faixa de areia nas margens do rio Elba. Dia 17 – Berlin Berlin é uma cidade muito grande e a gente vai usar bastante o transporte público. Fiquei hospedado próximo da Alexanderplatz, que foi o ponto de partida para os passeios. Perto está o antigo bairro Nikolaiviertel, marco zero da cidade criado no século 13, e a prefeitura vermelha (Rotes Rathaus), de frente a uma praça bem ampla e com um visual muito bonito ao redor. Caminhando um pouco mais nas margens do rio Spree, a gente chega na catedral (Berliner Dom). Os ingressos para entrar estavam sendo vendidos na máquina que só aceita pagamento em cartão. Além do interior da catedral, também podemos subir na torre por uma escada bastante extensa e cansativa, mas a vista da cidade é incrível. Do lado da catedral, está a ilha dos museus (Museumsinsel), com vários deles reunidos em um lugar pertinho do outro, mas acabei não visitando nenhum deles. A região é muito bem servida de prédios lindos, grandiosos e imponentes dos séculos 18 e 19, que deixam a caminhada ao ar livre muito inspirada. Seguindo um pouco mais, encontramos o portão de Brandenburg (Brandenburger Tor), um ícone da cidade a céu aberto e sempre cheio de turistas. Do ladinho, fica o memorial do holocausto (Holocaust-Mahnmal), uma grande área com blocos de concreto de alturas variadas representando as vítimas do nazismo. O memorial está de frente para um imenso parque que abriga o memorial de guerra soviético (Sowjetisches Ehrenmal), com um monumento enorme de um soldado ladeado por grandes colunas e um bonito e tranquilo jardim na parte de trás. Pertinho do memorial soviético, está o parlamento alemão (Reichstag, Deutcher Bundestag), que eu agendei com boa antecedência a entrada, que é gratuita. A entrada envolve muito controle de segurança. Levei impressa a confirmação da visita, eles conferem nosso passaporte e passamos pelo detector de metais, daí o grupo é conduzido por funcionários até o interior do prédio. Antes de começar a subida à cúpula de vidro, podemos retirar um audioguia gratuitamente, com opção de ouvir em português. As explicações não são demoradas e é uma visita que vale muito a pena. Dia 18 – Berlin Comecei o segundo dia na cidade pela East Side Gallery, uma grande extensão do muro que dividia Berlin durante a Guerra Fria, e que foi transformado em galeria a céu aberta, com muitas intervenções de artistas diversos. Ao longo do muro está o rio Spree e, em certo ponto, uma grande escultura em metal de dois homens furados que parecem estar brigando (Molecule Man). Em outro ponto da cidade, fui conhecer o Checkpoint Charlie, antigo posto militar de passagem entre os lados oriental e ocidental de Berlin. No lugar podemos ver uma marcação no chão por onde passava o muro e as placas indicativas dos lados ocupados por americanos e soviéticos. Do lado do museu do muro, encontrei uma banca de souvenirs que oferece carimbo para o passaporte e a gente pode pagar qualquer valor livre. Próximo dali está a Topographie des Terrors, que ainda guarda uma parte intacta do muro, além de contar a história do país que culminou em tanta tragédia para o mundo. Dia 19 – Berlin O terceiro dia começou com a visita ao memorial do muro de Berlin (Gedenkstätte Berliner Mauer), localizado em uma região da cidade que preserva a marcação de onde passava o muro por uma grande extensão no chão. Em vários painéis ao ar livre, há informações sobre os impactos que a divisão trouxe para os moradores, com vários relatos sobre as inúmeras tragédias após tentativas de passar para o outro lado. Peguei o trem para ir até o palácio Charlottenburg, em uma região mais distante e que abriga um lindo palácio real do reino da Prússia, com entrada paga e que rende boas horas de visita. Nos fundos do palácio tem um amplo e bonito jardim, que pode ser visitado livremente sem ingresso. Para finalizar o dia, fui conhecer a Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche, igreja destruída pela guerra e que não foi reconstruída, mas ainda preserva uma grande torre. Ao redor da igreja há uma grande barreira postes metálicos de proteção, já que em 2016 ocorreu um ataque terrorista que deixou várias vítimas. Poucos dias antes de eu ir no local, também ocorreu um acidente numa esquina bem pertinho que deixou vítimas. A rua Kurfürstendamm, que passa ali do lado da igreja, possui um comércio muito intenso, com shoppings e galerias diversas e para todos os bolsos. Além de ser um lugar muito bonito, é uma ótima opção para quem deseja ir às compras. Dia 20 – Sachsenhausen Em um sábado, peguei o trem regional RE5 para ir até o campo de concentração, e mais uma vez o trem estava pra lá de lotado, com todo mundo usando o bilhete de verão. Desci na cidadezinha de Oranienburg e vi que os ônibus que vão para Sachsenhausen demoram bastante a passar, daí fiz o caminho a pé, cerca de 2 km. A entrada é gratuita, mas para pegar o audioguia pagamos 3 euros, com opção de idioma em português, o que é muito recomendado. A estrutura de Sachsenhausen não contém tantos prédios em pé como em Dachau, e de maneira geral as informações que estão disponíveis no audioguia não possuem tantos elementos visuais pra gente contextualizar melhor. Por isso, achei que Dachau me pareceu mais completo e suficiente para esse tipo de visita. Dia 21 – Potsdam Esta é uma cidade que fica a cerca de 45 minutos de Berlin, para a qual peguei o trem S7. Potsdam serviu como casa da família real da Prússia até início do século 20 e tem como principal atração o palácio de Sanssouci (que significa, em francês, “sem preocupação”, tipo “hakuna matata”). O parque do local contém lindos jardins e é gigantesco, dá pra passar muito tempo por ali. Muita gente acaba indo passar o dia e leva o seu lanchinho para um piquenique, já que não há muitas opções de refeições por perto. Eu não fiz visita ao interior dos prédios, já que os imensos e bonitos jardins tomam bastante tempo, além de eu não ter levado nenhum lanche para que pudesse permanecer por mais tempo. Acabei explorando na parte da manhã até cerca de 13h e tive que ir embora quando a fome bateu. Há restaurantes no centro da cidade, cerca de 30 minutos caminhando. O centro da cidade também é uma graça e é muito gostoso perambular um pouco por lá, onde a gente pode ver o outro portão de Brandemburg, chamado também de portão de Berlin, e as suas imediações. Dia 22 – Dresden Cheguei a Dresden para permanecer apenas por uma noite, por isso preferi deixar minha mala nos guarda-volumes da estação de trens. O locker está disponível na maior parte das estações e funciona sem intervenção de funcionários, bastando a gente inserir moedas, trancar e levar a chave. Quando estive lá, o locker menor, que cabe uma mala pequena, estava custando 3 euros; o intemediário, que cabe uma mala média, 5 euros; e o grande, 7 euros, valores cobrados para cada 24 horas. Pode ficar até 72 horas, pagando a diferença posteriormente. Esse seria o tempo máximo de utilização, mas nada impede que a pessoa vá lá antes desse prazo para abrir e trancar a porta novamente, fazendo novo pagamento para renovar o período. Dresden é uma das mais lindas surpresas que encontrei na viagem, uma cidade que merece um pouco mais de tempo para ser melhor explorada. A prefeitura (Neues Rathaus) possui uma cúpula com uma enorme estátua de Hércules. Pertinho está a igreja Kreuzkirche, com uma torre de onde se tem uma bela vista da cidade, com subida por escadas. A antiga praça do mercado (Altmarkt) está também ali do lado, bem como o palácio Zwinger, que é um dos pontos altos da cidade. Ele ocupa uma grande área, com muros pelos quais podemos andar para observar melhor as esculturas que estão distribuídas ao longo dele. A área de baixo contém jardins, mas estavam em reforma durando a minha passagem. Pertinho dali está a Theaterplatz, com a escultura ao centro do rei Johann montado em seu cavalo, e ao redor da praça há muitos prédios lindos que faz todos competirem pelo espaço. Ali perto estão o palácio real (Residenzschloss), a casa de ópera (Semperoper), a catedral (Hofkirche). Caminhando um pouquinho além, encontramos o enorme mural da procissão dos príncipes (Fürstenzug), referente a uma procissão a cavalo dos governantes da Saxônia, ocupando uma parede de 100 metros a céu aberto. A barraquinha de souvenirs em frente tem um alemão que disse ter morado no Brasil nos anos 1990 e que fala português. A nova praça do mercado (Neumarkt) está ali pertinho também, onde está a igreja de Nossa Senhora (Frauenkirche). É uma praça com muitos restaurantes e opções de compras. Perto dali está o Brühl’s Terrace, que é uma pracinha alta com algumas esculturas, lugar de onde se avista o rio Elba lá embaixo e a parte da cidade do outro lado do rio. Pegando um tram, resolvi ir conhecer a loja mais bonita do mundo, segundo o Guiness Book, chamada Pfund’s Dairy. Ela fica na região do outro lado do rio, região menos turística, com paredes todas revestidas em azulejos estilo português, estilo casinha de bonecas, acho que meio anos 1970, uma graça. A loja funciona como padaria, com degustação de queijos e vinhos, além de também vender souvenirs. Dia 23 – Praga Praga está a pouco mais de 2 horas de trem de Dresden. A estação de trens fica próxima do seu centro histórico. No meio de junho, a cidade estava cheia e o clima foi de bastante sol todos os dias. Uma coisa a se prestar atenção é no dinheiro que a gente troca nas casas de câmbio, já que li muitos relatos de repasse de notas falsas para os turistas. Eu dei preferência a fazer câmbios em uma das casas indicadas (Alfa Prague, Praha Exchange, Exchange Centrum, Xchange Grossmann, dentre outras) e particularmente não tive nenhum problema. Na praça da cidade antiga (Staroměstské náměstí) está a igreja Nossa Senhora Diante de Týn, com o seu relógio astronômico que reúne turistas ao redor para ver o ritual a cada hora exata. O ingresso à igreja dá direito a subir na torre, que é uma subida fácil por rampa em espiral, além de poder fazer um tour guiado pelos subterrâneos do prédio, basta pedir para entrar no próximo grupo. A ponte Carlos (Karlův most) é um lugar em que a gente passa diversas vezes, já que a cidade oferece atrações turísticas dos dois lados do rio Moldava. A ponte é somente para pedestres e reúne diversas esculturas de santos, e a tradição diz que, para voltar à cidade, a pessoa deve passar a mão na estátua em São João Nepomuceno (8ª à direita). No entanto, atualmente foi instalada uma grade alta ao redor dele, tornando-o inacessível para ser tocado. A região próxima da ponte Carlos possui um muro cheio de grafites em homenagem a John Lennon, com espaço na frente dele para poemas de pessoas que queiram enviar para o projeto. Dia 24 – Praga O segundo dia na cidade foi para explorar o castelo de Praga. Ele fica numa parte mais alta da cidade, com uma subidinha por escadarias, mas não é cansativo. Na entrada para a região do castelo, tem esquema de segurança com detector de metais e revista nas bolsas, mas é bem rápido, não peguei fila. O complexo oferece uma visão do alto da cidade que é de encher os olhos. Os jardins e as ruazinhas charmosas são áreas abertas e gratuitas que a gente pode explorar por um bom tempo. Indo na direção da catedral de São Vito, a gente passa por um segundo controle de segurança, também rápido. Pertinho da catedral, comprei o ingresso para o circuito básico (250 coroas tchecas), e já iniciei pela igreja. Ela possui uma área gratuita que não precisa de ingresso, mas com ele a gente pode ultrapassar a catraca e conferir além do meio dela, contornando o altar. Além de monumental por fora, a igreja é muito bonita por dentro também. O ingresso para o circuito inclui alguns outros pontos, como o velho palácio real, a basílica de São Jorge e a rua dourada. Esta última é uma pequena rua com casinhas apertadinhas lado a lado, onde moravam trabalhadores que serviam ao castelo na idade média. O lugar me lembrou uma rua de hobbits. Indo em direção à saída, podemos entrar em um calabouço, que ainda guarda alguns instrumentos de tortura para os prisioneiros da época. Dia 25 – Praga Este foi o dia de visitar o bairro judeu (Josefov), que fica bem próximo do centro histórico da cidade. O ponto de partida foi a sinagoga velha-nova (Staronová synagoga), que oferece o combo de ingressos para várias outras atrações do bairro, como o cemitério judeu (Starý židovský hřbitov) e a sinagoga espanhola (Španělská synagoga). Peguei o ingresso apenas para a primeira sinagoga, que é um espaço bem pequeno mas cheio de história. Os demais lugares que compõem o museu judaico ficam ali próximos. Ali próximo também está a rua Pařížská, que contém as lojas de grifes mais caras e com mais seguranças por metro quadrado. Andando um pouco mais, chega-se na torre de pólvora (Prašná brána) e na casa municipal (Obecní dům), que chamam atenção pelo contraste do antigo com o moderno lado a lado. Não muito longe, está a casa dançante (Tančící dům), prédio modernoso e “acinturado”, como sendo puxado pela cintura numa dança. A entrada no prédio é gratuita e pode subir até o 7º andar onde tem um bar que fica no terraço. Para ter direito a acessar o terraço, é necessário consumir alguma coisa no bar. Eu pedi uma cerveja e fiquei ali um tempinho contemplando uma vista muito bonita da cidade do alto. Dia 26 – Praga No último dia na cidade, fui conhecer o castelo de Vyšehrad, que fica um pouco mais fora do circuito turístico. Na região próxima à fortaleza não encontrei nenhuma placa indicativa, só mesmo com a ajuda do Google Maps para localizá-lo, e mesmo assim demorei um tempinho para saber onde era a sua entrada. O lugar fica no alto de um monte, mas quem olha de baixo só vê árvores cobrindo toda a vista. Subindo as ruazinhas do monte, começa a despontar a estrutura do lugar, que é cercado por uma enorme muralha, por onde podemos transpassar para ver uma espécie de pequeno bairro, com amplos jardins, algumas esculturas enormes, dentre outras construções. A basílica de São Pedro e São Paulo, do século 11, se destaca pela sua imponência e suas portas coloridas que são muito bonitas. A entrada é paga e o visual no interior é muito bonito mesmo, com todas as superfícies coloridas apesar de um espaço bem pequeno. O cemitério atrás da igreja é de circulação livre, com muitos túmulos das mais variadas épocas. E o mais importante: andando pelos jardins, a vista que se tem lá de cima vale muito a pena, que a cidade é linda de todos os ângulos. Ao término da viagem, peguei o ônibus Airport Express na rua superior da estação de trens (rua Wilsonova), em um percurso de cerca de meia hora. O aeroporto da cidade é pequeno, com 2 terminais, mas que ficam ligados com um acesso de pouquíssimos minutos andando por dentro. Os guichês para despachar as malas são de uso comum a todas as empresas aéreas, podendo deixar as malas no máximo 2 horas antes do vôo. E há restaurante com refeição completa no terminal 1 com preço mais em conta do que no centro da cidade. Talvez por causa do calor que fazia do lado de fora, o voo saindo de Praga em direção a Madri foi tenebroso, com perdas de altitude repentinas e sacudidas violentas. A barriga esfriava o tempo todo e teve tampa do porta bagagens se abrindo, deixando todos bastante assustados. Foi o voo mais tenso que já fiz na vida, e no final da viagem era perceptível o alívio de todos ao finalmente chegar no solo.
  2. Salve galera, mais uma vez estou aqui para compartilhar com vocês uma nova experiência mochileira, dessa vez sai da zona de conforto e me aventurei pela Ásia, mais precisamente pelo Sudeste Asiático, a bola da vez foi Cingapura, Malásia e Tailândia e ainda dois stopovers em Pequim e Frankfurt, entre 16/10/18 e 24/11/18. Por conta das correrias da vida, só estou tendo tempo de escrever agora, mas antes tarde do que nunca. Inicialmente vou colocar algumas informações que julgo mais importante e ao longo do relato vou detalhando melhor. [Editado] Fiz também um pequeno vídeo resumindo um pouco do que foi a viagem. Abaixo dele, tem o link do Youtube caso dê algum problema no arquivo que postei (já me aconteceu uma vez). 2018_Finalizado.mp4 https://www.youtube.com/watch?v=zPDmke9-ZGU&t=1s ROTEIRO FINAL (o original foi alterado durante a viagem) - Guarulhos - Frankfurt - 11h30 de vôo (conexão de 3h10) - Frankfurt - Pequim - 9h20 de vôo (conexão de 3h40) - Pequim - Cingapura - 6h25 de vôo Cingapura - 4 dias - Cingapura - Malaca (Malásia) - 5h de ônibus Malaca - 3 dias - Malaca - Kuala Lumpur - 2h de ônibus Kuala Lumpur - 5 dias - Kuala Lumpur - Chiang Mai (Tailândia) - 2h45 de vôo Chiang Mai (Tailândia) - 4 dias - Chiang Mai - Pai - 3h de van Pai - 3 dias - Pai - Chiang Mai - 3h de van Chiang Mai - 2 dias - Chiang Mai - Sukhothai - 6h de ônibus Sukhothai - 2 dias - Sukhothai - Bangkoc - 7h de ônibus Bangkoc - 4 dias - Bangkoc - Ao Nang - 14h de ônibus Ao Nang - 4 dias - Ao Nang - Phi Phi Island - 1h30 de ferry boat Phi Phi Island - 2 dias - Phi Phi Island - Phuket - 1h30 de ferry boat - Phuket - Pequim (conexão de 20h10); - Pequim - Frankfurt (conexão de 16h25); - Frankfurt - Guarulhos. PASSAGENS AÉREAS Após muita pesquisa e uso de todas as ferramentas de busca possíveis (Skyscanner, Voopster, Melhores Destinos, Kayak, Kiwi) e até no site de companhias como Air China, Ethiopian, Emirates, entre outras; quase fechei a compra pelo site da Air China, o trecho GRU - Cingapura (com conexões em Frankfurt e Pequim) e Phuket - Guarulhos (as mesmas conexões na volta) estava 845 dólares, só que na hora de pagar não dava certo (pensa num site ruim e mal feito). Resolvi então comprar pelo Skyscanner, que me direcionou para a plataforma Zupper (nunca havia ouvido falar nela), fechei pro R$ 3546,63 (com taxas e tudo, e pra época estava barato, pois cheguei a ver na casa do quatro, cinco mil reais), o itinerário era o mesmo, na verdade até as companhias utilizadas eram as mesmas (GRU - FRA pela Lufthansa, FRA - PEQ pela Air China e PEQ - SIN pela Singapore; na volta PHU - PEQ e PEQ - FRA pela Air China e FRA - GRU pela Lufthansa) e com um detalhe: comprei no domingo, na segunda foi quando o dólar explodiu e achei que ia me ferrar porque apesar de aparecer em real o preço na verdade é em dólar e a minha fatura fecharia em duas semanas, mas não, mantiveram o valor e pronto. Aliás, recomendo muito o Zupper, tem boa avaliação no ReclameAqui (raridade no ramo de empresas aéreas ou de comprar de passagens) e foi muito bem, inclusive até me ligaram para comunicar uma mudança na emissão de um trecho que sairia mais tarde. TRÂMITES BUROCRÁTICOS Cingapura, Malásia, Tailândia e Alemanha não exigem visto de turismo para brasileiros, podendo ficar até 90 dias em cada um deles, apenas a China exige, mas para quem faz apenas conexão tem um esquema diferente, se você comprovar que está apenas de passagem e a China não é o seu destino final, você pode ficar até 144 horas (6 dias) por lá sem visto, eu explicarei mais adiante como funciona isso. Para a Tailândia, é exigido o Certificado Internacional de Vacinas para Febre Amarela, e ele realmente é cobrado por lá, para os demais países não foi exigido nada além do passaporte válido. SEGURO DE VIAGEM Pela primeira vez decidi fazer um seguro de viagem, pois ouvi dizer que na Ásia atendimento médico é caro, aproveitei que teve uma feira de turismo em Santos e fechei um pacote com a Travel Ace, o plano para 39 dias cobrindo todo o meu roteiro e com cobertura de 40.000 dólares por evento saiu por 900 reais em 6x, saiu mais barato que a média de preços que vi. Graças a deus não posso opinar se a seguradora é boa ou não porque não precisei usar (foi o dinheiro mais bem “jogado de fora” da minha vida kkk) HOSPEDAGENS Cingapura - The InnCrowd Backpackers' Hostel (4 diárias): S$ 70,00 Um bom hostel, ótima localização, perto de duas estações de metrô (Little India e Jalan Besar) e de um terminal de onde partem ônibus para a Malásia; muitos restaurantes baratos e do famoso Tekka Center; comércio abundante e casas de câmbio. O hostel tem geladeira para guardar suas coisas, um bom café da manhã (ovo cozido, pão, geléia, manteiga, café, chá, você mesmo faz o seu, os itens ficam no balcão), tem aquecedor de água, vendem água e refrigerante na recepção, um área comum grande e os quartos são espaçosos, porém não tem locker para guardar as mochilas. Atendimento bom, o acesso a ele é por cartão. Possui ar condicionado mas só é ligado à noite. Malaca - Victors Guest House (3 diárias): MYR 36,00 Ótima localização, fica em Chinatown e próximo de lugares baratos pra comer. Tem água gelada e quente, café disponível à vontade. Tem apenas ventiladores, mas são bem fortes; as camas são boas e tem lockers grandes para guardar a cargueira. O Wi-Fi é horrível e fiquei muitas vezes sem conexão. O acesso é por chave na porta de baixo (à noite fica trancado) e senha numérica na porta de cima. Dica: pegue a cama mais próxima da porta, fiquei na da janela e avenida em frente é muito movimentada, eu consigo dormir de boa, mas pra quem é sensível a barulho é zoado. Kuala Lumpur - Submarine Guest House Central Market (5 diárias): MYR 60,00 Ótima localização, quase ao lado do Central Market, fica próximo à Chinatown, portanto muitas opções de comida boa e barata próximo; casas de câmbio, estação de metrô (Pasar Seni) e das linhas do GoKL. O Max, que é quem cuida de lá, é o melhor que encontrei até hoje: atencioso, educado, sempre disposto a ajudar. As camas são boas, possui ar condicionado, tem máquina de água quente. A única coisa estranha é o chão do andar que quando você anda parece que é de madeira, sei lá, faz um barulho estranho e se move; e as paredes são finas, você ouve tudo do quarto ao lado. Mas recomendo muito! Chiang Mai - Chiangmai Shunlin Hostel (4 diárias): THB 520,00 Ótima localização; boa estrutura; tem ar condicionado (funciona a partir das 17h e desliga de manhã, mas não lembro que horas); embora no Booking informe que não tem café da manhã, mas eles colocam café, chá, bananas e bolachas para os hóspedes. Os donos, um casal com uma criança pequena, são extremamente simpáticos e o Peter sempre que você precisa de algo ele informa ou liga para algum número e arruma o que você precisa. As camas são confortáveis e tem cortinas nos beliches. Um dos melhores hostels que fiquei, tanto que quando voltei de Pai fiz questão de ficar nele. Pai - Baan Aomsin Resort (3 diárias): THB 360,00 Bem localizado, fica numa estrada há uns 10 ou 15 minutos de caminhada do centro, parece uma chácara, é muito gostoso o lugar, tem redes, uma geladeira para guardar suas coisas, bastante verde, e como é lugar montanhoso faz até um frio gostoso de noite, tanto que nem usávamos o ar condicionado, só os ventiladores durante o dia. O dono é muito simpático assim como sua família, é sabendo que eu era brasileiro sempre falava de futebol, é fã do Zico. Tem café da manhã mas é pago a parte, porém recomendo muito, custa só 70 baths e vem com ovo (você escolhe mexido, frito ou omelete), salsicha de frango, duas bananas, pão (2 ou 3), geléia, manteiga, um potinho de salada e café ou chá a vonts, é bem gostoso e sustenta bem. Não possui locker nos quartos. Chiang Mai - Chiangmai Shunlin Hostel (2 diárias): THB 260,00 Vide avaliação anterior. Sukhothai - RuengsriSiri Guesthouse (2 diárias): THB 240,00 Fica exatamente na frente do terminal de ônibus da cidade, basta atravessar a rua. As camas tem uma cortina pequena, o meu quarto não tinha ar, só ventilador, mas de noite dava conta, não era tão quente. Tem um terraço, mesa de ping pong e alvo para jogar dardos, mesinhas do lado de fora e vendem bebidas, quando você se hospeda ganha uma garrafinha de água, mas depois só comprando, não tem onde encher. Os funcionários são simpáticos. O café da manhã é comprado, mas sinceramente não curti muito. Outra coisa ruim é que apesar de ficar na frente do terminal, fica longe da cidade e de tudo, tem uns pequenos restaurantes na rua mas que fecham cedo, se quiser jantar tem que ser antes das 19h, depois a única coisa na região é um 7-Eleven. Tem aluguel de bikes. Sinceramente, só recomendo pra quem vai ficar um ou dois dias pela comodidade de pegar o ônibus na porta. Bangkoc - Feel Like Home Dormitory & cafe (4 diárias): THB 480,00 Fica há uns 15 minutos andando da Kao San Road, não tem metrô próximo mas tem muitos ônibus que atendem à região e vão para muitos lugares. As camas são um pouco duras, tem ar condicionado, tem locker apenas para coisas pequenas, o café da manhã é razoável (café ou chá, um copo de suco de laranja, dois fatias de pão torrados, geléia, manteiga e uma banana) e é o funcionário que prepara pra você. Tem uam agência anexa ao hostel onde você pode fechar passeios e transportes para outros lugares. Os funcionários são simpáticos e tem uma geladeira onde vendem água e refrigerantes. Ao Nang - Sleeper Hostel (4 diárias): THB 1040,40 Fica localizado na avenida principal, funcionários muito bons e simpáticos, quarto grande, camas boas e com cortinas, o ar condicionado é apenas suficiente (não gela tanto). Os lockers são naquele esquema que fica embaixo da cama. O café da manhã é pago mas não cheguei a consumir; o acesso é feito por cartão, se perder paga (relatarei o que houve comigo); e tem tudo próximo, inclusive a praia não é muito longe. Ah, se puder ficar no quarto de frente pra rua, a vista é espetacular (postarei a foto que tirei da varanda no momento que relatar sobre lá). PHI PHI Island - Paradise Dorm Room (2 diárias): THB 378,00 Localização boa é relativo porque a ilha é pequena, mas esse hostel fica mais próximo do pier de onde sai o ferry que outros, fica atrás do famoso Reggae Bar. A recepção fica na calçada e assim que entra já é o quarto, são dois ao todo, e no final deles tem uma porta que dá acesso a um corredor com 4 banheiros, que, aliás, foram os melhores que encontrei durante a viagem: grandes, com bastante lugar pra por roupa, prateleiras e até espelho. As camas são confortáveis, não tem locker, o ar condicionado fica ligado direto e tem galão de água com opção de gelada ou quente. É extremamente simples mas bem ajeitado e limpo. A senhora que toma conta de lá é muçulmana, é bem calada mas muito boazinha. Recomendo! SEGURANÇA Posso dizer com propriedade que aquela região é bastante segura para viajar, inclusive para mulheres sozinhas. Claro que crimes de oportunidade (batedores de carteira, pequenos furtos) podem ocorrer em qualquer lugar, mas basta ficar atento com seus pertences que tudo dará certo. Não me senti ameaçado ou com medo em nenhum momento. Outra coisa para se ficar atento, sobretudo na Tailândia, são tentativas de golpes, eu não passei por nenhuma tentativa mas li muito a respeito, basta ficar esperto também. TRANSPORTE Em Cingapura, o metrô é muito bom, seguro, limpo, silencioso e eficiente e liga grande parte da cidade, você paga conforme a distância percorrida. Possui também sistema de ônibus mas não cheguei a usar, porém ouvi dizer que é bom também. O aeroporto é ligado pelo metrô. Na Malásia, Malaca é pequena e dá pra fazer tudo a pé; já Kuala Lumpur é uma cidade enorme e tem um bom sistema de transporte público: KTM (trem), MRT (monorail), LRT (metrô), é um pouco confuso no começo mas dá pra entender logo. Tem também os ônibus e um serviço de ônibus gratuito chamado GoKL, são quatro linhas que fazem vários pontos da cidade, são ônibus novos com ar condicionado. O aeroporto de KL é muito longe, tem um trem expresso que vai pra lá mas custava 55 ringgits, tem um ônibus que vai pra lá por apenas 12 ringgits, leva uma hora. Na Tailândia, em Chiang Mai tem as linhas de ônibus que servem bem à cidade, inclusive dá acesso ao aeroporto, e tem o famoso songthrew, um carrinho vermelho que faz as vezes de lotação, é bem barato também e vai pra todo lado, além dos tradicionais tuk-tuks; em Pai só andei a pé; em Sukhothai usei uma caminhonete velha que faz o transporte da nova para a Old City, tem a opção de alugar uma bike também; em Bangkoc tem o MRT (metrô), que atende uma parte da cidade, o Skytrain, além dos tuk-tuks, táxis e sistema de ônibus, que utilizei muito, pois onde fiquei hospedado não tinha metrô nem Skytrain próximo; em Ao Nang tem uma linha de ônibus que liga até o aeroporto, mas não usei, e os barcos usados para ir até outras praias, como Railay Beach, Tonsai Beach; em Phi Phi tem os taxiboats que levam você a outras praias. LEMBRANCINHAS Cingapura: algumas lojas da People's Park Complex (Chinatown), próximo à Mesquita no bairro árabe, várias lojas e barracas de rua na Little India. Malásia: em Malaca uma galeria próxima à A Famosa, uma grande galeria próxima ao Museu Marítimo; em Kuala Lumpur o Central Market tem várias lojas de souvenires e o preço é mais em conta, tem também o bairro Little India e o seu comércio de tudo. Tailândia: em Chiang Mai o Night Bazar é de longe o melhor lugar; em Pai a Walking Street; em Sukhothai o entorno do Parque Histórico tem várias lojinhas; em Bangkoc o Chatuchak Market, que só abre finais de semana, o MBK Center, na Kao San Road e na Rambutri tem bastante lojinhas também ou então nos mercados flutuantes; em Ao Nang tem um Night Bazar que fica em Krabi (não cheguei a ir lá) e algumas lojinhas espalhadas pela cidade; em Phi Phi as lojinhas espalhadas pela ilha. JET LAG Sim, eu venci o jet lag, só na volta que deu uma cansada maior, mas na ida foi de boaça, mas precisei fazer uma preparação maluca, que irei contando conforme o relato for seguindo. O fato é que não tive problema nenhum, só no primeiro dia em Cingapura dormi um pouco mais cedo, mas talvez fosse mais pelo cansaço da viagem do que pelo jet leg. Continua...
  3. Buenas, estou organizando roteiro para mochilão de 25 dias pela Europa com minha adversária. Madrid- 3 dias Barcelona- 2 dias Paris - 3 dias Bruxelas - 3 dias Amsterdã - 3 dias Frankfurt - 3 dias Viena - 2 dias Praga - 3 dias Berlim - 3 dias A idéia é entrar por Madri e voltar por Berlim. Dicas? Alguém que more por alguma dessas cidades pode nos ajudar? Um sofá, um rolê...
  4. Olá! Farei viagem com minha esposa chegando no dia 15/10/19 em Frankfurt e partindo de Berlim no dia 27/10/19. Pensei no seguinte roteiro: Frankfurt- Colônia- Dusseldorf- Hamburgo e Berlim. Minhas dúvidas : 1. Incluiria mais alguma cidade ? 2. Quantos dias ficar em cada cidade? Pensei na seguinte programação : Dias 15 (chegada) e 16- Frankfurt Dias 17 e 18 - Colônia Dia 19- Dusseldorf Dias 20 e 21 -Hamburgo Dias 22, 23, 24, 25, 26: Berlim. Dia 27: vôo de volta 3. Faço tudo alugando carro ou tem algum trecho que seria melhor ir de trem ? É facil encontrar estacionamento nessas cidades? Obrigado pela atenção !
  5. olá mochileiros, Acabei de comprar uma promo (GRU - FRANKFURT - GRU) no período do reveillon, chegada dia 27 de Dezembro e retorno 16/01/2019. Serão 20 dias de viagem. Será minha primeira vez na Europa, e realmente estou um pouco perdida, ando lendo relatos aqui no Mochileiros para ver se clareia um pouco a minha mente na hora do planejamento low cost da viagem. Estou indo em casal. Foco da viagem: queremos muito conhecer Kiev e fazer o tour Chernobyl (pesquisamos e terá tour , com a empresa responsável, disponível nessa época )Amsterdã (3 dias), Bruxelas (1 dia), Berlim (1 a dois dias), Dubrovinik e Split. minhas duvidas: 1- eu sei que incluir Kiev é totalmente contra-mão da viagem, mas andamos pesquisando e há passagens no app do jetcost das empresas aéreas bem baratas, ( voo de media 2h), então acreditamos que para realizar isso, temos que deixar disponível +- 3 dias ( cogitamos e vimos no site, chegar em frankfurt [chegaremos 12h] e ir direto para kiev pela noite , chegando lá por volta das 22h , e considerando o desembarque, alfandega, chegada ao hostel etc, enfim chegaríamos por volta da madrugada, no dia seguinte teriamos o dia para conhecer kiev, e no segundo dia para conhecer chernobyl, e iriamos para outra cidade no dia seguinte.) 2- cogitamos sair de KIEV - BERLIM - AMSTERDÃ - BRUXELAS - CROACIA - FRANKFURT. Vocês acham que está muito inviável esse roteiro ? cansativo ? caro ? 3- Onde vocês sugerem passar o reveillon? 🍺 Obrigada pela ajuda !
  6. Eu havia saído de Luxemburgo e, após uma rápida conexão em Koblenz, chegara a Frankfurt. Era a minha segunda vez na Alemanha, pois já havia participado de um intercâmbio cultural de seis meses em Berlim, em 2001/2002, seis anos antes. Sem saber o caminho, consegui alguma informação e cheguei à Lokalbahnhof, onde notei que continuava perdido. Pedi informação mais um par de vezes até poder, finalmente, apreciar uma relaxante caminhada noturna à margem do rio Main e chegar ao albergue. Hospedei-me no Haus der Jugend, um albergue grande, moderno e organizado, que possui uma linda vista do rio. Já era tarde e eu só tive tempo e disposição para comer e dormir. Levantei cedo, tomei café da manhã e me joguei pro centro. Era tão cedo que a cidade ainda parecia estar acordando, estava muito pacata. Passei pela Zeil, um calçadão comercial, e cheguei a Römerberg, a praça símbolo da cidade, que reúne a Altes Rathaus (antiga Prefeitura), Ostzeile (conjunto de edificações típicas com a técnica enxaimel, cujas paredes intercalam hastes de madeira e pedras ou tijolos), a Fonte da Justiça (que alguns dizem ter jorrado vinho na coroação do Kaiser Matthias, em 1612) e, no chão, um marco, uma triste lembrança que levam as inscrições: “An dieser Stelle verbrannten am 10.Mai 1933 Nationalsozialistische Studenten die Bücher von Schriftstellern, Wissenschaftlern, Publizisten und Philosophen. Das war ein vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am ende auch Menschen” (Neste ponto, em 10 de maio de 1933, estudantes nazistas queimaram livros de escritores, cientistas, publicitários e filósofos. Isso foi apenas um prelúdio, onde se queimam livros, no final queimam-se pessoas também) Visitei também algumas igrejas, como a medieval St. Leonhardskirche, a Alte Nikolaikirche com seus 40 sinos, e a imponente Kaiserdom Sankt Batholomäus. Parada obrigatória para quem visita a cidade é a Goethe Haus (casa-museu de Johann Wolfgang von Goethe). Nascido em Frankfurt, o autor de “Fausto, uma tragédia” é um dos maiores autores alemães e o museu mostra um pouco do seu dia-a-dia e de sua personalidade. Livros, quadros, manuscritos e móveis (incluindo sua escrivaninha) são apenas alguns dos objetos que se encontram (muito bem conservados) em exposição. Em Mainhattan – apelido recebido pela zona de arranha céus, devido à semelhança com a ilha de Manhattan, em New York – pude ter as melhores vistas panorâmicas da cidade ao subir no terraço do Main Tower, um edifício comercial com a fachada inteira de vidro e 240 metros de altura. De volta à terra firme, cruzei mais uma vez com a Zeil (calçadão comercial que citei anteriormente), onde entrei na Kaufhof – umas das maiores redes de lojas de departamentos da Alemanha – e em outras lojas e galerias. Já era de tarde e eu não havia almoçado ainda. Procurei por alguns restaurantes e não resisti ao ler no cardápio um prato com a salsicha Frankfurter (típica da cidade), purê de bata, Sauerkraut (chucrute) e mostarda – mais tradicional, impossível! Caminhando novamente pelas margens do Main, cheguei ao albergue. Aproveitei para descansar e definir os próximos planos da viagem na sacada do meu quarto, enquanto aproveitava o cenário composto pelo rio, pontes e, ao fundo, Mainhattan. Mais tarde, aproveitei para fazer algumas compras necessárias (itens de higiene e comida) para continuar a viagem e corri até a ponte para fazer algumas fotos noturnas. No outro dia, acordei com um companheiro de quarto japonês desesperado, dizendo que seu telefone celular havia sumido. Eu e os demais olhávamos a situação sem querer entender o que ele estava querendo dizer… Sem respostas, ele saiu do quarto. Segundos após essa situação constrangedora ele retorna com o celular na mão. E todos ficamos aliviados. Não perguntei mas, provavelmente, ele devia ter esquecido no banheiro ou na mesa do café da manhã. Levantei, arrumei as coisas, tomei meu café e parti para a estação de ônibus. Diferentemente de quando cheguei, quando caminhei até o albergue, resolvi tomar o ônibus #46 que demorou mas chegou. Já na estação de trem fui abordado por dois pedintes, um deles era português – senti a estranha sensação de ver um colonizador pedindo esmola para a colônia. Sim, infelizmente, na Alemanha também tem disso. Despistei-os e segui para o trem que me levaria à Munique. Leia o post original com fotos: http://viajanteinveterado.com.br/frankfurt-nao-e-so-business-alemanha/ Este é o 21º post da série Mochilão na Europa I (28 países) Leia o post anterior: Um dia em Luxemburgo (Luxemburgo) Leia o post seguinte: Munique: uma das cidades mais interessantes da Europa (Alemanha)
  7. Olá pessoal! Preciso de algumas dicas. Eu e minhas amigas estamos indo para o Oktoberfest em Munique na Alemanha mas vamos desembarcar em Frankfurt no dia 26/09. Chegaremos em Frankfurt por volta das 15h do sábado e gostaríamos de aproveitar pra conhecer a cidade e de lá pegar um ônibus as 23h do mesmo dia para Stuttgart , passar um dia em Stuttgart dormir por lá e no outro dia seguir pra Munique. Essa é a idéia. Mas estamos na dúvida entre passar mais tempo em Frankfurt ou Stuttgart. Quem já conhece o que sugere ? Qual a melhor noite pra aproveitar, Frankfurt ou Stuttgart? Tks very much! Cris :)
  8. Boa noite, mochileiros! No final desse ano farei minha primeira grande viagem à Europa. Eu e uma amiga compramos as passagens meio no susto para o curtíssimo período de férias dela, 23/12 a 08/01, e escolhemos Frankfurt por ser uma das entradas mais baratas e por ser perto de Paris (nossa segunda parada). Porém, fazendo o roteiro descobri que o Natal em Frankfurt não é apenas lento e sim PA-RA-DO o que me deixou com um leve desespero de perder um dia inteiro da já curta viagem. Chegaremos na cidade na madrugada do dia 25, alguém tem alguma sugestão?! POR FAVOR, AJUDEM!! beijos!
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