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  1. Olá pessoal, gostaria de compartilhar com vocês minha experiência da minha segunda viagem, mas meu primeiro mochilão de verdade e sozinho para a Europa realizado em Maio/Junho de 2018, e quem sabe ajudar quem esteja planejando um mochilão para os países que eu passei. Contextualizando: na época estava morando em Dublin, por isso saí de Dublin e voltei para Dublin. Roteiro: Cracóvia (3 noites) / Budapeste (3 noites) / Bratislava (2 noites) / Praga (4 noites) / Dresden (1 noite) / Berlim (4 noites). Transporte Aéreo: • Ryanair de Dublin para Cracóvia • Ryanair de Berlim para Dublin Transporte Terrestre: • Flixbus de Cracóvia para Budapeste • Flixbus de Budapeste para Bratislava • Flixbus de Bratislava para Praga • Flixbus de Praga para Dresden • Flixbus de Dresden para Berlim Gasto com Transporte: +/- 175 Euros Comprei as passagens aéreas e terrestres com antecedência de mais ou menos 1 mês. Hospedagem: • Cracóvia - Greg & Tom Beer House Hostel - Nota 3 de 5 • Budapeste - Avenue Hostel - Nota 5 de 5 • Bratislava - Hostel Blues - Nota 4 de 5. • Praga - Advantage Hostel - Nota 4 de 5. • Dresden - Hostel Louise 2.0 - Nota 5 de 5 • Berlim - Three Little Pigs Hostel - Nota 3,5 de 5. Gasto com Hospedagem: +/- 285 Euros Reservei todos os hostels com antecedência de mais ou menos 1 mês pelo Booking.com, todos eram cancelamento grátis, portanto paguei diretamente nos hostels. Alimentação: Calculei na média 30 Euros por dia para alimentação, mas no fundo acabei gastando por volta de 20 Euros por dia, principalmente na Polônia, Hungria e República Checa, onde a moeda é menos valorizada em relação ao Euro e também na Eslováquia, onde os preços eram abaixo do padrão europeu. Em compensação, o que “sobrou” desses dias eu aproveitei para comer e beber muito bem em Berlim. Experiência com o idioma: Como todos os países que visitei possuíam um idioma totalmente novo para mim, esse era meu principal desafio a ser vencido e minha principal preocupação. Porém em todas as cidades, eu tive ótimas experiências falando inglês, praticamente todos sabiam falar, conseguia me comunicar quase sem problemas com todos, em restaurantes, atrações e hostels. Vamos ao que interessa então, senta que lá vem história! 1º Dia - 27 de Maio de 2018 - Dublin - Cracóvia Meu primeiro dia do mochilão ficou por conta somente da viagem, já que meu voo estava programado para aterrissar em Cracóvia às 20h45, mas houve um atraso de 1 hora para a decolagem em Dublin devido a uma greve dos controladores de vôo na Alemanha. A fila para passar na imigração estava grande porém foi rápida. Na hora de passar pela checagem de passaporte, foi tudo dentro da normalidade. Como havia levado o mochilão comigo na cabine, estava pronto para ir para o hostel. Antes de embarcar já havia pesquisado como ir até o centro da cidade e também como comprar a passagem do trem até lá, então tudo correu muito bem. Troquei 5 euros na casa de câmbio do aeroporto, para comprar o ticket do trem e fui até a estação do trem que fica atrás de um estacionamento de múltiplo andares. O trem já estava na plataforma esperando então entrei e esperei o fiscal passar vendendo os bilhetes, você também pode comprar na máquina que fica nas plataformas, porém nelas só são aceitas moedas e cartão de crédito. Desci na principal estação de Cracóvia, a Kraków Glówny e fui andando para o hostel fazer o check in. A essa altura já aproximava-se da meia noite e as ruas ainda estavam bem agitadas, então resolvi dar uma espiada na Praça do Mercado, que estava bem iluminada. 2º Dia - 28 de Maio de 2018 - Cracóvia A primeira coisa que fiz na cidade, foi trocar dinheiro. Já havia pesquisado previamente um lugar confiável para fazer isso, então fui direto até a Grosz, situada na Sławkowska 4, perto da Praça do Mercado. 1 Euro estava na época 4,30 Złote. Troquei somente a quantia que esperava usar naquele dia e mais um pouco para as entradas das atrações que pretendia visitar. Entre elas, estava minha visita a Auschwitz, no dia seguinte. Para garantir, fui até a Kraków Glówny para comprar o bilhete de ônibus para ir até lá. A bilheteria fica logo ao lado esquerdo da entrada principal. O restinho dessa manhã aproveitei para visitar belo centro histórico de Cracóvia. Começando pelo Barbakan, a parte mais interessante que se conserva das fortificações medievais de Cracóvia, situado no Planty Park, um belo espaço verde que rodeia todo o centro antigo. Ao lado do Barbakan, na rua Florianska está o St. Florian’s Gate, um pequeno trecho que se conserva das muralhas defensivas de Cracóvia. Descendo a rua Florianska você dá de cara com a Rynek Glówny, a Praça do Mercado, uma praça rodeada por cafés, restaurantes e muitas construções históricas. No centro dela você encontra o The Cloth Hall, uma espécie de “shopping” formado por várias barraquinhas de artesanato local, a St. Mary's Basilica, um dos principais monumentos da cidade com sua imponente fachada ladeada por suas torres de diferentes alturas, além da Town Hall Tower, que é a única parte que se conserva da antiga Prefeitura da cidade. Almocei ali na praça, no Pod Wawelem, um restaurante tradicional da cidade e que eu recomendo. Comi um prato de frango grelhado acompanhado de uma pint da cerveja polonesa Tyskie. Paguei por volta de 35 Złote com gorjeta. Na Polônia assim como em todos os lugares que visitei e visitaria nesse mochilão pela Europa, o serviço não vem incluso na conta. É esperado que você acrescente pelo menos 10% se o serviço for bom e pague para o garçom. Continuei caminhando pelas ruas do centro passando por várias igrejas e monastérios, visitei também o Collegium Maius, prédio pertencente a 1ª universidade da Polônia, a Jagiellonian University, onde estudaram Nicolau Copérnico e o Papa João Paulo II. Aqui o mais legal é se perder pelo caminho. No fim da tarde subi a Wawel Hill para visitar o castelo e a catedral de Cracóvia. Visitei o interior da Wawel Cathedral e fiquei um bom tempo caminhando pelos belos jardins e pelo extenso exterior do Wawel Castle. Ainda atravessei o Rio Vístula para admirá-lo de longe no parque situado na margem oposta. Naquela época do ano, o sol começava a se pôr somente depois das 9 horas, então o dia rendia muito e ainda sob a luz do sol fui visitar Kazimierz, o bairro judeu de Cracóvia. Andei bastante pelo bairro, passando pelas diversas sinagogas e pelas ruas mais agitadas do bairro. Parei na Plac Nowy onde experimentei a tradicional Zapiekanka, um tipo de pizza no pão francês, era enorme e quase não dei conta de comer sozinho. Após a janta fui conhecer dois pubs da região, primeiro fui no Alchemia, um pub com uma arquitetura e mobiliário retrô que deixa o ambiente muito exótico e depois fui no Singer, onde a maioria das mesas são aquelas máquinas de costura antigas da marca Singer. Fiquei por ali tomando cerveja e pensando em tudo o que estava por vir, uma ótima maneira de terminar meu primeiro dia de mochilão. 3º Dia - 29 de Maio de 2018 - Cracóvia Acordei bem cedinho para ir para Auschwitz, já com o bilhete na mão sai pontualmente da Kraków Glówny em direção ao campo Auschwitz I. O ônibus pára na frente da entrada de Auschwitz I, no ponto há uma placa com os horários de retorno para Cracóvia, uma dica importante é tirar uma foto desta placa para você poder se planejar para voltar para Cracóvia. Para visitar o campo de concentração você precisa agendar um horário com antecedência. Há dois tipos de visitas, guiadas ou por conta própria, eu escolhi ir por conta própria. Para mais informações acesse: http://auschwitz.org/en/ Entrei no horário marcado, às 8h30 e fiz tudo com muita calma, no meu próprio tempo. Auschwitz I foi construído em 1940 para abrigar os prisioneiros políticos polacos que já não cabiam nas prisões. Hoje, ao longo dos diversos blocos do campo podemos ver exposições que mostram as condições em que sobreviviam os prisioneiros, além de uma pequena parte da imensa coleção de objetos que lhes foram roubados antes que eles fossem assassinados. Para quem gosta de história reserve um bom tempo para visitar todos os blocos e ver com calma todas as exposições, que nos fazem refletir sobre esse período tenebroso da nossa história. Por volta das 12h30 voltei para o ponto de chegada, pois é de lá que sai o ônibus para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau, esse ônibus é gratuito. Auschwitz-Birkenau não era um campo de trabalho como os demais, foi construído com a função de exterminar os prisioneiros que entravam nele. Era parte do plano da Alemanha nazista conhecido como “Solução Final”, onde se pretendia aniquilar toda a população judia. No campo ainda se conservam alguns barracões originais, as enormes latrinas e os restos dos fornos crematórios e as câmaras de gás que os nazistas tentaram destruir antes de sua fuga. Certamente Auschwitz é uma visita imprescindível para quem vai visitar Cracóvia. Para voltar para Cracóvia você precisa retornar para Auschwitz I. No mesmo ponto que você chegou, você irá embarcar no ônibus de volta para Cracóvia, caso você não tenha o bilhete de volta, você pode comprar diretamente com o motorista. Paguei 28 Złote, ida e volta. De volta a Cracóvia, continuei minha visita aos lugares relacionados a II Guerra Mundial. Fui visitar a região de Podgórze, o gueto judeu de Cracóvia. Nessa região está localizada a Ghetto Heroes Square, praça principal do gueto onde eram selecionados os judeus que iriam ser transportados para o campo de concentração, é nesta praça que está localizado o monumento das cadeiras. Próximo a praça fica a Oskar Schindler Factory, com uma exposição muito rica que nos conta tudo sobre a história da cidade desde o final de 1939 até a época comunista na qual se viu submersa com o fim da guerra. Apesar de achar que em alguns momentos, a grande quantidade de informações me deixou um pouco disperso e me fez perder um pouco o fio da exposição, a visita valeu a pena. Paguei 24 Złote no ingresso. Como não havia almoçado, resolvi ir até o bairro de Kazimierz para jantar. Escolhi o restaurante Ariel, que também recomendo. Lá experimentei outro prato tradicional, o Pierogi, que é um tipo de pastelzinho cozido com vários recheios, os mais comuns são os de carne e os de queijo com batata. Fui no de queijo com batata acompanhado de duas pints de Zywiec. Fui super bem atendido e a comida estava ótima, paguei por volta de 45 Złote com gorjeta. Top 3 Atrações: • Auschwitz – Birkenau • Rynek Glówny • Wawel Castle 4º Dia - 30 de Maio de 2018 - Cracóvia - Budapeste Fui logo cedo para a estação central para pegar o ônibus para Budapeste. Lá não havia nenhuma indicação nos monitores sobre qual plataforma o ônibus iria parar. Perguntei para algumas pessoas que estavam ali e eles me disseram que o ônibus geralmente estaciona na plataforma 14 e que era normal ele atrasar. Foi dito e feito, o ônibus atrasou 1 hora. Depois de 7 horas de viagem pela Flixbus, dentro de um ônibus muito confortável que tinha WiFi e USB Port para recarregar o celular, cheguei na estação Kelenföld em Budapeste. Para ir da estação até o hostel era necessário pegar o metrô, que ficava ao lado da estação de ônibus. Comprei o bilhete na máquina usando meu cartão do NuBank. Paguei 350 Forint e o processo de compra foi super fácil, a interface era simples e em inglês. Antes de entrar no metrô, você precisa validar o bilhete em uma das máquinas que ficam logo na entrada ou na plataforma do metrô. Desci na estação Rákóczi Tér e caminhei até o hostel. No meio do caminho, parei na Correct Change para trocar dinheiro. 1 Euro estava na época 318 Forint. Fiz o check in e sai explorar o bairro de Erzsébetváros, é lá onde está localizado a Dohany Synagogue, a segunda maior sinagoga do mundo, andei ainda pela Kyráli Ut. uma rua histórica e um moderno centro comercial, cheia de lojas, restaurantes, além da Gozsdu Udvar, uma grande passarela que reúne gastronomia, cultura e entretenimento. Para jantar fui até o Szimpla Kert, o Ruin Pub mais famoso de Budapeste, no local funcionava uma fábrica que posteriormente foi convertida em um complexo composto por cinema a céu aberto e pub, com espaço para concertos, apresentações teatrais, entre vários outros eventos. A entrada é gratuita e lá dentro você encontra muitas opções de comidas e bebidas, gente de diversas culturas e vários ambientes diferentes. É um lugar sensacional. Lá provei o Lángos, prato típico húngaro que consiste em uma massinha de “vento” frita, servida com cobertura doce ou salgada, no meu caso eu provei uma com queijo e molho azedo. Uma delícia. Para acompanhar tomei uma pint de Staropramen. Para finalizar a noite fui até as margens do Rio Danúbio para visitar a Széchenyi Lánchíd e o Buda Castle iluminados a noite. 5º Dia - 31 de Maio de 2018 - Budapeste Comecei o dia visitando o Hungarian National Museum. Através das diferentes exposições podemos ver a história da Hungria desde o seu nascimento até os nossos dias. A visita ao prédio por si só já vale a pena. Passei a manhã inteira por lá. Paguei 1.600 Forint no ingresso. Como estava na hora do almoço e o Great Market Hall ficava ali perto, fui até lá para conhecer o famoso mercado e caçar algo para almoçar. A arquitetura do mercado é muito bonita e lá você encontra muitas lojas vendendo desde alimentos até souvenirs e no último andar ficam os restaurantes e barraquinhas de comida. Achei uma barraquinha com um banco livre e fiquei por ali mesmo, experimentei um prato típico de rua húngaro chamado Kolbice, um pão em forma de cone com mini salsichas de porco grelhadas ao molho de mostarda, maionese e ketchup acompanhada de uma Pilsner Urquell. Após o almoço, subi a Gellert Hill até a Citadella, o ponto mais alto de Budapeste onde é possível ter a melhor vista da cidade. A Citadella é uma fortaleza construída em 1854, como defesa durante a Monarquia de Habsburgo. Lá você encontra a Liberty Statue, um monumento em homenagem aos soviéticos pelo apoio ao povo húngaro durante a guerra, ajudando-os a se libertarem da ocupação da Alemanha nazista. Fiquei boa parte da tarde lá, admirando a fortaleza e as belas vistas da cidade nos diversos mirantes espalhados pela Gellert Hill. Ao lado da fortaleza há algumas barracas de souvenirs e de comida, como estava muito calor, aproveitei para reviver uma experiência de criança tomando uma raspadinha bem gelada. Descendo a colina, andei em direção ao Castle District para visitar o Buda Castle e a Mathias Church. O Buda Castle é uma das imagens mais conhecidas de Budapeste, antigamente foi a residência dos reis da Hungria. Toda a arquitetura do Castelo é muito bonita e a vista para a cidade é tão bela quanto a vista da Citadella, mas o que me encantou mesmo foram as ruelas do distrito do castelo pelas quais você pode se perder durante algumas horas. Andando pelas ruas do distrito cheguei na Mathias Church, igreja construída no fim dos anos 1200 e era usada para a coroação dos reis da Hungria. O ponto alto da igreja são as telhas coloridas no telhado formando um lindo mosaico. Ao lado da Igreja está o Fisherman’s Bastion, um lindo terraço branco cintilante com sete torres que representam as sete tribos que povoavam a área de Budapeste em 896. Subindo as escadas para o terraço você pode apreciar, na minha opinião, a mais linda vista do Danúbio, de Peste e do Parlamento. Essa região é simplesmente sensacional e a noite ficou ainda mais bonita. No terraço havia uma dupla tocando música clássica no violino, o que deixou a minha experiência no local ainda mais inesquecível. Perdi completamente a noção do tempo ali, observando os detalhes da arquitetura, a vista da cidade e apreciando a música. Esqueci até de jantar, só na hora de voltar para o hostel, passei no BK para comer um lanche simples para não passar fome a noite. 6º Dia - 1 de Junho de 2018 - Budapeste Comecei o dia na Heroes Square, uma das praças mais importantes de Budapeste, com suas estátuas que homenageiam os líderes das sete tribos fundadoras da Hungria. A praça é bem ampla e ladeada pelos prédios da University of Fine Arts e serve como entrada para o Városliget City Park. O Parque da Cidade é o principal lugar de lazer dos budapestenses. Dentro do parque você vai encontrar vários lugares interessantes, entre os quais se destacam o zoo, um pequeno parque de diversões, o Széchenyi Thermal Baths e o Vajdahunyad Castle. O Castelo Vajdahunyad fica em uma pequena ilha dentro do parque e foi construído inicialmente de madeira para a Expo de 1896, para as comemorações dos 1000 anos da Hungria. Ao terminar o evento, foi reconstruído com pedra. Neste dia almocei no Café Vian, localizado na região da Andrássy Út. em uma alameda repleta de restaurantes. Experimentei o Gulyás ou Goulash, uma sopa à base de pimentão, páprica, carne e legumes acompanhada de uma Soproni. O ambiente era super agradável e fui muito bem atendido, paguei por volta de 3.800 Forint. Após o almoço fui até a imensa e imponente St. Stephan's Basilica. Na entrada principal você encontrará grandes estátuas de santos húngaros entalhadas em mármore. Mas o verdadeiro tesouro está em seu interior. O domo dourado é o destaque da Basílica, as colunas de mármore e jade entalhadas e os vitrais também são de uma rara beleza. Além de tudo isso, uma das relíquias mais queridas dos húngaros também está guardada no interior da Basílica, a mão direita de Santo Estevão. A Basílica é realmente maravilhosa, a mais bonita que visitei. Saindo da Basílica, andei pela região, passando por diversas ruas de comércio, cheias de lojinhas de souvenirs até chegar no Parlamento de Budapeste, o terceiro maior parlamento do mundo depois do da Romênia e da Argentina, construído entre 1884 e 1902, o Parlamento de Budapeste foi a maior obra da sua época. Possui 691 salas e tem 268 metros de comprimento e 118 metros de largura, sua arquitetura realmente impressiona. Pertinho do Parlamento, às margens do Rio Danúbio, encontramos o Shoes On The Danube, memorial concebido pelo cineasta Can Togay junto com a escultora Gyula Pauer para homenagear os judeus que foram mortos por milicianos da Arrow Cross em Budapeste durante a II Guerra Mundial. Homens, mulheres e crianças eram perseguidos e capturados, e depois enfileirados às margens do Rio Danúbio, eles eram forçados a retirar seus sapatos para logo após serem mortos, seus corpos caíam no rio e eram levados pela correnteza. No fim da tarde fui para a Margaret Island, uma ilha no meio da Danúbio com vários jardins e as ruínas do Convento de Santa Margarida. Passei o restinho do dia ali, caminhando pelos diversos caminhos do parque e voltei para o lado de Peste caminhando às margens do Rio Danúbio. Voltando para o hostel fui jantar no Menza mas estava lotado, então sentei em um restaurante ao lado, chamado Incognito Bar e Café. A comida estava boa até, mas o atendimento era ruim, na hora de pagar a conta tive uma surpresa, nesse bar o serviço já estava incluso na conta, além disso eles cobravam 20% de serviço e eu era obrigado a pagar. No fim paguei por volta de 3.800 Forint. Pior experiência gastronômica que eu tive na viagem. Top 3 Atrações: • Mathias Church e Fisherman’s Bastion • St. Stephan's Basilica • Gellert Hill 7º Dia - 2 de Junho de 2018 - Budapeste - Bratislava Logo de manhã fui até a Rákóczi Tér para pegar o metrô de volta a estação de ônibus de Kelenföld onde iria embarcar no ônibus para Bratislava. O ônibus saiu pontualmente e a viagem foi super confortável. Após fazer check in no hostel comecei meu primeiro dia na cidade visitando as atrações fora do centro histórico. A primeira parada foi o Grassalkovich Palace na Hodžovo Square e seu belo jardim nos fundos. Este palácio de verão em estilo rococó foi construído em 1760 e era um local procurado por eventos da sociedade aristocrática. Hoje, o palácio funciona como residência oficial do presidente. Ele é simples mas muito bonito, vale uma passada rápida para visitá-lo já que é caminho para o Slavin War Memorial. O Slavin War Memorial é um monumento construído em homenagem aos mais de 6.500 soldados soviéticos que morreram nas batalhas que libertou Bratislava e outras cidades da região do domínio nazista já no fim da II Guerra Mundial. O obelisco central tem 39 metros de altura e no topo uma estátua de um soldado de 11 metros de altura. Em volta da base há inscrições entalhadas nas pedras recordando as cidades e as datas que elas foram libertadas pelo Red Army. No parque onde o memorial está situado, existem diversas esculturas e outros memoriais sobre a guerra, um que vale citar são os blocos de mármore preto com os nomes de todos os soldados mortos na guerra e que estão enterrados ali. Outro atrativo do local que faz valer a pena a caminhada até lá é a vista panorâmica da cidade. Lá de cima você terá belas vistas do centro histórico, do Rio Danúbio e principalmente do Bratislava Castle. Voltando para mais para o centro da cidade, fui jantar no Slovak Pub, um tradicional pub da cidade. Fiquei muito surpreso com os preços, mesmo a moeda sendo o Euro, as comidas e bebidas eram muito mais baratas em comparação a Irlanda e outros países europeus. Lá experimentei uma cerveja feita por monges, a Kláštorný Ležiak, por apenas 1,5 Euro a pint. Para comer fui de costela de porco assado ao molho de mostarda e rabanete por 10 Euros. Barato e muito gostoso. 8º Dia - 3 de Junho de 2018 - Bratislava Minha primeira visita do dia foi a simpática Blue Church, uma igreja bem pequena, toda pintada de azul e uma das raras construções no estilo Art Noveau. Saindo da igreja fui caminhando até a Cidade Velha (Staré Město), o centro histórico de Bratislava. O centro da cidade é bem pequeno mas muito bonito, movimentado e cheio de surpresas. Neste dia nem lembrei do roteiro que havia preparado para o dia, simplesmente fui caminhando pelas ruas e me encantando com cada escultura, construção e as diversas estátuas engraçadinhas que encontrava pelo caminho. Passei pelo St. Michael's Gate, o único portão preservado da antiga fortificação da cidade. Visitei o belo Primate’s Palace, um dos mais belos palácio em estilo clássico da Eslováquia e que em seu interior funciona uma galeria de arte. Ainda passei pela Clarissine Church e pelo Franciscan Monastery. Perto dali está a Hlavné Námestie, com a bela Roland's Fountain e a estátua Napoleon's Army Soldier, um simpático soldado se apoiando em um banco, ali dá uma ótima foto, mas é preciso ser paciente, muita gente quer tirar foto com ele. Ali há diversas barraquinhas com artesanato e souvenirs para você levar de lembrança. A praça estava muito movimentada, cheio de restaurantes e cafés, um ambiente muito agradável, e para me despedir da praça, visitei a Old Town Hall, comprei o ingresso para subir na torre da antiga prefeitura para ver o centro histórico de cima. Paguei 2 Euros e valeu a pena, a vista lá de cima é maravilhosa, você também pode ver dali o Bratislava Castle mas de um outro ângulo. Almocei por ali mesmo, no restaurante Krčma na Zelenej. Comi um frango grelhado com fritas acompanhada de uma pint de Gambrinus. Vi no cardápio que ali tinha o Tratatea e quis experimentar. O Tratatea é uma bebida antiga vinda das montanhas da Eslováquia que consistia em água fervida com ervas, misturada com aguardente, mel, alho e sebo. O prato, com a cerveja e o Tratatea saiu por volta de 18 Euros com a gorjeta. Após o almoço continuei andando pelas ruas do centro histórico e encontrei meio sem querer uma portinha que te levava ao topo da antiga muralha medieval da cidade, caminhei por ela até me deparar com a St. Martin's Cathedral, uma igreja simples, de pedra no estilo gótico. Saindo da igreja segui pela rua Panská em direção a outra estátua engraçada de Bratislava, o Čumil ou Men at Work, uma figura de bronze representando um homem espreitando de baixo de uma tampa de bueiro. Próximo a essa estátua, está a principal praça de Bratislava, a Hviezdoslavovo Námestie, uma praça arborizada, onde estão localizadas embaixadas, bares turísticos e alguns dos maiores edifícios da cidade. O principal ponto de encontro da praça é a estátua do renomado poeta eslovaco Hviezdoslav e no extremo leste da Hviezdoslavovo, o ornamentado Slovak National Theatre de 1886 rouba olhares de admiração. Depois de visitar o centro histórico fui para o Bratislava Castle. Passei pelo Sigismund Gate, o portão principal e o mais perto do centro, mas ele estava fechado, então tive que contornar o castelo e entrar pelo Vienna Gate. Dentro dos muros do Castelo de Bratislava, você poderá contemplar toda a grandiosidade dessa construção. Os detalhes das muralhas aumentadas ao longo do tempo, as esculturas que enfeitam o pátio externo, as torres das sentinelas e a vista privilegiada do Rio Danúbio e da UFO Bridge são apenas algumas das atrações desse lugar. No interior do castelo funciona o Slovak National Museum que conta com quase 250.000 objetos que representam a história, arte, escultura, pintura e a cultura dos eslovacos. Tem muita coisa interessante para ver lá, o interior é lindo, destaque para as escadarias douradas com espelhos de cristais. Você ainda pode subir até o último patamar das torres do castelo, para ter uma vista panorâmica da cidade, mas infelizmente não me deixaram subir pois já estavam fechando. Uma pena. Apesar de ter gostado muito do acervo do museu, eu senti muito a falta de um plano de visita ou uma indicação do caminho, muitas vezes me senti perdido lá dentro sem saber onde ir. No dia que fui, não paguei a entrada, mas em dias normais o ingresso custa 7 Euros. Para fechar o dia, fui jantar no Flagship, experimentei o Bryndzové Halušky, um prato típico eslovaco que consiste em um nhoque de batata com molho de queijo de cabra e bacon e bebi uma pint de Zlatý Bažant e uma Krušovice. Paguei por volta de 13 Euros com gorjeta. Top 3 Atrações: • Andar pela Old Town • Slavin War Memorial • Bratislava Castle 9º Dia - 4 de Junho de 2018 - Bratislava - Praga Sai de Bratislava quase um pouco antes do almoço e cheguei em Praga no fim da tarde. A viagem foi tranquila mais uma vez, somente houve uma parada na fronteira para checar os passaportes, mas prosseguimos sem problemas. Resolvi ir caminhando da estação Hlavní Nádraží até o hostel. Até deixar as coisas no hostel, já estava ficando tarde, então jantei no Mcdonald's perto do hostel e depois dei uma volta pela região. Nesse dia já comecei a sentir o cansaço da viagem, então voltei mais cedo para o hostel e aproveitei para descansar bastante. 10º Dia - 5 de Junho de 2018 - Praga Comecei meu dia pela Old Town Square, um dos lugares mais agradáveis de Praga. Acolhedora e antiga, a praça está rodeada por interessantes ruazinhas que são perfeitas para se perder. A praça está cheia de edifícios interessantes, entre os quais se destacam a Church of Our Lady Týn, uma igreja de estilo gótico, fundida entre casas e estreitas ruas do centro da cidade e o Old Town Hall, é nele que está instalado o Astronomical Clock, que para minha infelicidade estava completamente fechado para restauração. Saindo da Praça da Cidade Velha, eu parei para trocar dinheiro na Exchange, que fica na rua Kaprova, logo atrás do Relógio Astronômico. 1 Euro estava 25 Coroas Chequa na época. Descobri essa casa de câmbio pelo canal no youtube Prague Honest Guide, recomendo para todos que queiram visitar Praga um dia, uma excelente fonte de dicas sobre atrações, gastronomia e ciladas para turistas e muito mais. Depois de trocar dinheiro fui conhecer a Prague City Hall, local de uma das “atrações” mais inusitadas da cidade, o Paternoster, um elevador que não tem botão de chamada nem botões de escolha de andares. Ele é feito por várias cabines abertas, ligadas por cabos, que giram devagar e ininterruptamente em um estrutura “circular”, movimentadas por duas enormes roldanas, uma no topo, outra no subsolo. As cabines correm por túneis verticais paralelos, fazendo com que metade delas esteja sempre descendo e outra metade sempre subindo, como numa roda-gigante. Para embarcar, basta dar um passo para dentro da cabine que estiver indo no sentido que você deseja. Para os mais aventureiros, sugiro não saltar no primeiro ou no último andar e continuar dentro da cabine enquanto ele faz a volta e retorna do outro lado. Perto dali fica a famosa Charles Bridge, um dos principais cartões postais de Praga. Com mais de 500 metros de comprimento a Ponte Carlos conecta a Cidade Velha (Staré Město) a Cidade Pequena (Malá Strana). A ponte estava lotada de turistas e artistas de rua, tava até difícil de andar por ela e também de parar para contemplar as 30 estátuas instaladas ao longo da ponte. Do outro lado do rio, passei pelo Franz Kafka Museum, para observar uma estátua peculiar de Praga. Piss é uma escultura e fonte ao ar livre criada pelo artista tcheco David Černý, consiste em dois homem fazendo xixi em um mini lago e os quadris deles balançam de um lado para o outro. É engraçado na real. Visitei também o Wallestein Garden, o segundo maior jardim do centro de Praga e tem fontes, lagos, esculturas, uma linda vista para o castelo. Hoje faz parte do complexo do Senado da República Tcheca. Visitei também a St. Nicholas Church, mas infelizmente, estava fechada na hora que fui então só pude ver seu exterior. Então comecei a subida em direção ao Prague Castle por uma rota alternativa, sem muito turistas, indicada pelo Prague Honest Guide, aproveitei para almoçar no restaurante U Magistra Kelly, outra indicação do canal. Era um restaurante muito pequeno porém simpático, pedi um joelho de porco com batata e bebi duas pints de Kozel, o prato era gigantesco e estava uma delícia, paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta. Antes de chegar no castelo passei por um belo mirante na parte alta do Petrin Hill onde você tem uma bela vista da cidade, visitei o exterior dos belos Strahov Monastery, monastério de arquitetura barroca pertencente à Ordem dos Prémontré e o Loreto, um dos centros de peregrinação mais importantes de Praga. Finalmente chegando no Prague Castle, tem uma Starbucks no lado direito da entrada que conta com um terraço elevado onde você tem outra bela vista da cidade e do Rio Moldava. Entrando no castelo você precisa passar por uma revista de segurança. A entrada estava tranquila, sem fila nenhuma, mas lá dentro já estava mais cheio de gente. O Castelo de Praga, construído no século IX, é o maior castelo do mundo e o mais importante dos monumentos da República Tcheca. Longe da ideia de castelo medieval com aspecto fortificado, o Castelo de Praga é composto por um conjunto de belos palácios e edifícios conectados por pequenas vielas. A entrada no castelo é gratuita, mas lá dentro tem algumas atrações pagas. Eu acabei não entrando em nenhuma dessas atrações pagas e visitei somente o distrito do castelo. Logo na entrada passei por uma passarela de baixo do palácio e dei de cara com a St. Vitus Cathedral, para mim a construção mais impactante de todo o castelo. A catedral guarda a tumba de Venceslau IV, as Jóias da Coroa e é o lugar de coroação dos reis da Boêmia. A entrada na catedral é gratuita até certo ponto, depois para continuar e subir na torre é preciso pagar entrada. Visitei o interior e me impressionei com sua grandiosidade e seus belos vitrais. Passei tarde inteira andando pelo castelo, passeando pelos jardins, observando a cidade pelos diversos mirantes, passei pela outra igreja do castelo, a St. George's Basilica, muito menor e simples que sua “irmã” e o The Royal Garden ao lado do castelo. Depois das 17h, fui até a Golden Lane, um dos lugares mais acolhedores do interior do recinto do castelo. Ocupada por casinhas coloridas que em outros tempos abrigaram ourives, na atualidade a zona conta com interessantes lojas de artesanatos. Antes das 17h a entrada para a Golden Lane é paga e forma-se uma fila enorme, mas depois eles abrem para o público gratuitamente. Além das casinhas de artesanato, ali há também uma parte da muralha, onde você pode entrar e visitar uma exposição de armas medievais e se arriscar em um stand de tiro de balestra, por 50 Coroas Checa você tinha direito a 3 flechas para acertar ao alvo. No final você pode levar o alvo de recordação, foi uma boa experiência. Saindo do Castelo já no fim da tarde, fui andando margeando o Rio Moldava para observar a Ponte Carlos de longe, e depois de atravessá-la ainda dei uma volta pela Rua Karlova, uma das principais ruas comerciais da cidade, e também passei pela escultura de Sigmund Freud pendendo a mais de seis metros do chão pendurado por uma só mão. Voltei para o hostel para tomar banho e descansar um pouco e sai para jantar no Pivovarský Dům, restaurante bem perto do hostel, que fabrica sua própria cerveja. Experimentei um prato típico checo, o Svíčková, uma carne vermelha assada, com molho cremoso de vegetais, servido com knedlík, cranberry, creme de nata batida e uma fatia de limão. Uma mistura de doce com salgado simplesmente deliciosa. Tomei duas pints das cervejas deles e paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta. 11º Dia - 6 de Junho de 2018 - Praga Comecei o dia na Wenceslas Square, o centro da Cidade Nova. Nesse dia, no centro da praça havia uma exposição fotográfica sobre as manifestações contra a brutalidade policial que deram início à Revolução de Veludo e à queda do comunismo. Fiquei rodando a região da Cidade Nova na parte da manhã, passei pela Jerusalem Synagogue, pela Henry Tower e pelo Shopping Quadrio, para ver outra escultura de David Černý, a Cabeça de Franz Kafka. Este busto do escritor é composto por 42 camadas rotatórias independentes. O seu movimento cria uma performance interessante que é uma referência à história de "A Metamorfose". Infelizmente neste dia a cabeça não estava funcionando. Almocei ali perto nesse dia, em um lugar chamado Ovocný Světozor, é tipo uma padaria dentro de uma praça de alimentação, ali eu peguei para viagem dois pedaços de Chlebicky que são pequenos canapés de diferentes ingredientes, por 32 Coroas Checa cada mais uma Mirinda, um refrigerante comum lá na República Checa, que parece nossa Fanta e sentei um um jardim logo ao lado, chamado Franciscan Gardens. Depois do almoço fui até o bairro judeu de Praga, o Josefov, o bairro que se originou quando as duas comunidades judaicas existentes na Idade Média se uniram gradualmente. As visitas mais importantes no bairro são as seis sinagogas judias: Alta, Espanhola, Klausen, Maisel, Pinkas e Velha-Nova e o antigo Cemitério Judeu, uma das imagens mais impactantes de Praga. Você pode comprar o ingresso em qualquer uma dessas sinagogas. Há dois tipo de ingressos disponíveis, o combo Prague Jewish Town que dá direito a entrada em todas as sinagogas, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 500 Coroas Checas, e o Jewish Museum in Prague que dá direito a entrada em todas as sinagogas, com exceção da Velha-Nova, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 350 Coroas Checas. Eu optei pelo segundo tipo de ingresso e comecei meu tour pela Pinkas Synagogue e pelo Old Jewish Cemetery que fica anexa a sinagoga. O Antigo Cemitério Judeu de Praga é um lugar surpreendente e cheio de história. Foi durante mais de 300 anos o único lugar onde era permitido enterrar judeus em Praga. Devido à falta de espaço, os corpos eram enterrados uns em cima dos outros (chegando a mais de 10 amontoados). Hoje em dia podemos ver mais de 12.000 lápides e se estima que possa haver cerca de 100.000 corpos enterrados. A visita ao Cemitério Judeu de Praga é imprescindível, é o lugar mais impactante da cidade e representa parte da sua história. Saindo do cemitério fui visitar as demais sinagogas, e as que mais se destacaram foram a Spanish Synagogue, construída em 1868, ganhou o nome de “A Espanhola” devido à sua decoração mourisca. Em seu interior, podemos ver uma exposição sobre a vida dos judeus nas últimas décadas e a Maisel Synagogue, construída no final do século XVI e desde 1960, contém uma grande coleção de objetos judeus: livros, objetos decorativos, prata, tecidos, etc. Depois de visitar as sinagogas, passei mais um tempo andando pelo bairro antes de visitar a Republic Square, onde fica a Municipal House, que conta com uma bela fachada decorada com estuques e diversas estátuas, além de um enorme mosaico semicircular que se estende sobre a entrada principal. O interior abriga a principal sala de concertos de Praga, um esplêndido espaço com uma impressionante cúpula de cristal. O edifício conta também com diversos ambientes, como salas de conferências, uma cafeteria e um restaurante. Na praça também está localizada a The Powder Tower, construída em 1475 como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade. Anos mais tarde, durante o século XVII, a torre começou a ser usada como local de armazenamento da pólvora. Na praça havia uma feirinha com várias barraquinhas de comida, bebida e sobremesas, aproveitei para me refrescar tomando um sorvete de baunilha dentro do Trdelnik, uma massa enrolada no formato de espiral em volta de um espeto que fica girando sobre a brasa do carvão. Quando está pronto para ser servido, ele é cortado em fatias menores e polvilhado com açúcar e canela. Meu último passeio do dia foi o Letna Park, atravessando o Rio Moldava. Um grande parque que fica em cima de uma colina, é ótimo para descansar e aproveitar o ar puro. A figura dominante do parque é um metrônomo gigante. Mais a leste do metrônomo tinha um beer garden que estava lotado, cheia de pessoas conversando, sentados nas mesas ou no gramado, peguei um cerveja para mim e arranjei um cantinho para me sentar e curtir a vista. Nesta noite jantei no restaurante U Pinkasů, fui lá por causa do beer garden que fica dentro de uma igreja abandonada, mas infelizmente estava lotada, e acabei sentando do lado de fora, voltada para a praça. Paguei 280 Coroas Checa pela refeição e uma pint de cerveja. 12º Dia - 7 de Junho de 2018 - Praga Minha primeira atração do meu último dia em Praga foi com certeza a melhor da cidade. Vyšehrad é uma das seis cidades independentes que deram origem a Praga. Segundo a antiga lenda, Vyšehrad foi a primeira sede dos príncipes checos. Seu nome em português significa “Castelo nas alturas”. É um lugar lindo, com uma vista maravilhosa do Rio Moldava e do Castelo de Praga e é muito mais calmo do que qualquer outra grande atração da cidade. A região tem vários cantinhos interessantes, em alguns pontos, as atrações são apenas as paisagens. Passei pelos diversos portões que dão acesso ao interior da área murada do castelo, visitei a St. Peter & Paul Basilica e o cemitério do castelo, ali estão enterrados muitos personagens históricos checos, incluindo os compositores Smetana e Dvořák, o poeta e escritor Jan Neruda e o artista gráfico Alfons Mucha e caminhei pelas muralhas, a vista de lá é ótima. O Hospůdka Na Hradbách é uma ótima opção para comer algo local ou beber uma cerveja, também conta com uma bela vista da região. Saindo de do castelo fui caminhando beirando o rio até o National Theatre passando para observar a Dancing House, uma casa com a arquitetura ondulada. Atravessei o Rio Moldava e dei uma parada no parque que fica em uma ilha no meio do rio. Estava acontecendo um festival beneficente de música, estava cheio de gente e bem animado. Já do outro lado do rio fui visitar o Petrin Hill. Antes mesmo de começar a subida, na base da colina, passei pelo Memorial to the Victims of Communism, uma bela escultura em homenagem às vítimas do regime. Subindo a colina, passei pelo Hunger Wall, uma fortificação construída pelo Rei Carlos IV entre os anos de 1360 e 1362. No topo da colina está a Petrin Tower, com 60 metros de altura e uma estrutura similar à da Torre Eiffel, a torre é o mirante mais elevado de Praga. Voltando para a parte baixa da Petrin Hill, passei pelo Lennon Wall, que criado como um protesto pacífico contra o regime comunista. Atualmente é um muro cheio de grafites, onde uma grande aglomeração de pessoas se forma para tirar fotos. Depois fui para o Kampa Park que fica às margens do rio, me deu uma boa vista da Cidade Velha de Praga. Lá encontra-se outra escultura peculiar do David Černý, o Crawling Babies, 3 bebês pelados e sem face engatinhando, além do museu de arte moderna. No começo da noite voltei para a Cidade Velha, para ver a Old Town Square iluminada a noite e depois passei para comer na Wenceslas Square. Comi um lanche simples de salsicha alemã em uma barraquinha de rua. Top 3 Atrações: • Vyšehrad • Josefov • Prague Castle District 13º Dia - 8 de Junho de 2018 - Praga - Dresden Peguei o metrô na estação logo ao lado do hostel para ir até a outra estação de ônibus da cidade, a UAN Florenc, sai às 10 horas da manhã e mais uma vez fiz uma viagem super tranquila. Chegando em Dresden peguei o tram na estação central para ir até o hostel que fica na parte mais nova da cidade. Deixei meu mochilão no hostel já que o check in só era possível às 15 horas. Almocei um Currywurst com uma pint de Radeberger na Katy’s Garage, um espaço aberto bem legal com uma ótima atmosfera. A noite funciona como uma baladinha de rock. Comecei minha visita pelo Kunsthofpassage, um conjunto de pátios que abriga obras de artistas locais, cafeterias descoladas e um conjunto de edifícios de cores vibrantes. Caminhei pelas ruas da parte alta da cidade nova, passando pelas igrejas, pelas principais ruas de comércio e restaurantes, e pela Pfunds Molkerei, uma leiteria toda decorada com porcelanas e azulejos pintados à mão, considerada a mais bonita do mundo. Infelizmente fotos no interior são proibidas. Na parte baixa da cidade nova, fui até o Neustadt Market Hall mas não vi muita coisa de interessante nesse mercado. Atravessei a Augustusbrücke, a principal ponte que liga a cidade nova ao centro histórico de Dresden. O centro histórico possui um dos mais belos conjuntos arquitetônicos barrocos da Europa. No entanto, muito do que você vê foi reconstruído após a destruição completa da cidade por bombardeios aliados nos últimos meses da II Guerra Mundial. O centro é relativamente pequeno, as atrações estão todas concentradas a poucos passos umas das outras. Minha primeira parada foi na Semperoper, casa de ópera onde o compositor Richard Wagner fez sua estréia. Logo ao lado fica o Zwinger Palace, o palácio era anteriormente parte da fortaleza de Dresden e hoje abriga um complexo de museus de propriedade do Estado da Saxônia. Na parte central do palácio, estão o pátio e os jardins que são incríveis e impressiona pela simetria. Saindo do palácio você já dá de cara com o Dresden Castle. Além da impressionante coleção de maravilhas arquitetônicas, o castelo abriga algumas das coleções de arte mais antigas da Alemanha. Também no castelo, você encontra o Fürstenzug, um enorme mural composto por cerca de 25.000 azulejos pintados um a um. O Fürstenzug ou Procissão de Príncipes fica na parede exterior dos antigos estábulos do palácio, o que significa que ele pode ser visto sem a necessidade de entrar no complexo do palácio. Originalmente pintado entre 1871 e 1876 para celebrar o 800º aniversário da dinastia Wettin, família reinante da Saxônia, o mural mostra os retratos ancestrais dos 35 margraves, eleitores, duques e reis da "Casa de Wettin" entre 1127 e 1904. Logo no final da rua do mural; ou começo dependendo de onde você estiver vindo, está a Hofkirche, uma obra prima com seu exterior ornamentado, a catedral católica de Dresden tem um interior mais humilde. A entrada é gratuita e lá dentro é bem calmo, perfeito para dar uma pausa para descansar. A Hofkirche foi construída em resposta a construção da grande Frauenkirche protestante em meados do século XVIII, os governantes católicos da Saxônia rezavam na capela real, então decidiram que uma igreja católica maior seria necessária. Saindo da igreja caminhei ao longo do Rio Elba até o Brühl's Terrace. Erguido sobre o rio, o terraço fazia originalmente parte das muralhas da fortaleza da cidade. Nos dias atuais, sua elevação oferece um largo calçadão e as melhores vistas para o rio. Caminhando pelo terraço você passa por diversos cafés e restaurantes além de prédios como a Suprema Corte da Saxônia, a Academia de Belas Artes e o Albertinum, um espaço de exposição de pinturas e esculturas datadas do período romântico. Atrás do terraço fica a Frauenkirche, a igreja protestante de Dresden. Ela foi totalmente destruída por bombardeios aliados durante a II Guerra Mundial e apenas a estátua de Martin Luther sobrou dela. Ao contrário da Hofkirche, o seu interior impressiona, ela é bem clara por dentro e lindamente ornada, dando um ar mais leve. Sua planta redonda chama bem a atenção, vendo de fora, a igreja não parece tão imponente, apesar de ser bonita, mas quando você entra você tem noção da sua grandeza. A entrada é gratuita, tinha muita gente nesse dia, estava um pouco caótico pois estava próximo ao horário de uma missa, infelizmente não pode tirar fotos do interior. A igreja está localizada na Neumarkt, foi quase totalmente destruída durante a II Guerra Mundial, somente sendo reconstruída após a queda do comunismo. Na praça estava rolando um festival de música clássica, a praça estava lotada, passei o resto da noite ali escutando o show que estava bem legal. Terminei o dia por lá, mas só depois de comer novamente em um McDonald’s ali perto. 14º Dia - 9 de Junho de 2018 - Dresden - Berlim Comecei o dia andando pelo Palais Garten, um parque que fica na margem do Rio Elba do lado da cidade nova. O parque não tem nada de mais, é somente um gramado onde as pessoas vão para correr ou ver o pôr do sol, mas que dá uma ótima vista para o centro histórico. Como o dia estava ensolarado, bem mais bonito que o anterior, eu refiz meus passos do dia anterior, passando pela ópera, pelo Palácio e pelo castelo para tirar mais fotos, apreciar melhor a arquitetura e explorar minuciosamente as ruas do centro histórico. Já na hora do almoço fui até o Altmarkt, um calçadão onde há várias barraquinhas de lembrancinhas, comidinhas, ou pelo menos achava que ia ter já que havia lido algumas indicações sobre a praça antes de ir, mas não tinha nada. Pelo menos ali ao lado tinha um grande shopping, o Altmarkt-Galerie Dresden, onde almocei uma pizza de prato acompanhado de uma Erdinger Weibbier no Ristorante Violino, paguei por volta de 12 Euros com gorjeta. Saindo do shopping, logo ao lado do Altmarkt, fica a Kreuzkirche, igreja protestante dedicada a São Nicolau. È uma igreja mais simples em comparação às outras que visitei mas não deixa de ser bonita. Nesse dia o interior estava fechado, mas a porta da frente estava aberta então você conseguia observar o interior pelo hall de entrada. Saindo dessa igreja passei para observar o Rathausturm, o prédio da prefeitura de Dresden e depois caminhei um pouco até o Großer Garten Palais. O maior parque público da cidade, com muito verde, lindos jardins, lagos e um palacete. No parque sempre há pessoas andando de patins, bicicleta, sentadas lendo um livros, jogando bumerangue pelos jardins, etc. Lá também está localizado o zoológico de Dresden, o Jardim Botânico, há um trenzinho para as crianças que dá a volta pelo parque. Para quem gosta de futebol, o estádio do Dynamo Dresden, fica do lado direito da entrada do parque e para quem gosta de carros, no lado oposto está localizada a Gläserne Manufaktur, a Fábrica de Vidro, da Volkswagen. Após a visita ao parque, comecei a caminhar de volta para o hostel, já que tinha que pegar meu mochilão e seguir para estação Dresden-Neustadt que ficava perto do hostel para pegar o ônibus das 17h45 para Berlim. O ônibus da Flixbus não chega e sai propriamente da estação, mas sim em um ponto de ônibus na frente da entrada da estação na Hansastraße. A viagem para Berlim foi a única que fiz com o ônibus cheio, mas mesmo assim foi confortável, a viagem demorou quase 3 horas, pois minha parada era a última, na Alexanderplatz, antes disso o ônibus fez várias outras paradas, incluindo o aeroporto de Schonefeld. Peguei o metrô na Alexanderplatz para ir até o hostel, comprei o ticket único na máquina usando moedas, paguei 2,80 Euros. Fiz o check in no hostel e como já estava tarde fui dormir, já estava no meu 14º dia de viagem, o cansaço já estava batendo forte. Top 3 Atrações: • Tomar uma pint e comer na Katy’s Garage • Andar livremente pelo centro histórico • Zwinger Palace e Semperoper 15º Dia - 10 de Junho de 2018 - Berlim Minha primeira parada foi no The Holocaust Memorial, são 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas que formam esse monumento em homenagem aos judeus assassinados. Como estava cedo, não tinha quase ninguém no Memorial, então deu para caminhar entre os blocos calmamente no meu tempo. Do sudeste do monumento você pode ter acesso ao espaço subterrâneo onde funciona o centro de informação, mas ele só abriria às 10h, me programei para voltar mais tarde. Dali segui para o Brandenburg Gate, uma das antigas portas de entrada de Berlim, além de um dos símbolos mais importantes da cidade, pois foi o cenário de muitos fatos históricos importantes. Inaugurado em 1791 ao lado da Pariser Platz, o Portão de Brandemburgo possui 26 metros de altura que, com seu estilo neoclássico, lembra as construções da Acrópolis de Atenas. Logo ao lado do Portão de Brandemburgo está localizado o Reichstag, que hoje é sede do Parlamento Alemão. A principal atração do prédio é a visita à cúpula de cristal que está situada diretamente sobre a Sala de Plenos do Parlamento. É preciso agendar sua visita e horário com antecedência, a entrada é gratuita. Antes de entrar você passa por um centro de controle de segurança e aguarda junto com seu grupo o staff te liberar para visita no horário marcado. É preciso levar um documento com foto e o papel de confirmação da visita. Depois de subir pelo elevador, irão te entregar um áudio guia que irá acompanhá-lo na visita. No interior da cúpula é possível ver diversas fotos antigas, por meio das quais é contada a história do Parlamento e seus momentos mais importantes. Depois de ver essa exposição, certifique-se que tenha ligado seu áudio guia antes de começar a subir a rampa até o topo da cúpula. A visita vale muito a pena, o áudio informa você sobre todos os edifícios importantes da cidade, a história por trás deles e seu papel na história da Alemanha. Conforme você vai subindo, o guia irá te instruir para onde olhar, quando deve parar e quando deve voltar a andar. Sai do Reichstag já passava da hora do almoço, na saída encontrei uma barraquinha de rua que vendia os famosos Pretzels, pão macio que tem na sua receita original, basicamente, uma mistura da farinha de trigo, água e fermento. Paguei 5 Euros em um Pretzel grande com queijo e uma Coca-Cola. Gostei, deu para matar a fome, mas achei muito salgado. Depois de comer voltei para o The Holocaust Memorial para visitar o Information Center. Nesta hora, o memorial e o centro de informação já estavam bem mais lotado, inclusive tinha fila para entrar, esperei cerca de 15 minutos. A visita ao centro de informação começa com um resumo da política de extermínio adotada entre 1933 e 1945. Na seguinte parte da exposição, você pode ler os depoimentos de algumas pessoas, além da história de diferentes famílias antes, durante e depois da perseguição. Uma das salas mais impactantes é a que mostra suas paredes cobertas com os nomes e anos de nascimento e morte das vítimas do holocausto. Como o centro estava muito cheio, a minha visita foi um pouco prejudicada, não havia espaço para tanta gente lá, e dificultava chegar perto dos painéis para ler com calma as informações e fotos, mas a visita vale muito a pena, já que é gratuita. Aconselho chegar no memorial perto das 10h e começar a visita pelo centro de informação assim que a entrada for liberada. Nesta região está localizado o segundo maior parque de Berlim, o Tiergarten. Tiergarten que significa “jardim dos animais” era antigamente o campo de caça da realeza. Logo no início da avenida que corta todo o parque está localizado o Soviet War Memorial, construído pela União Soviética para homenagear os soldados do Exército Vermelho mortos durante a Segunda Guerra Mundial, em especial os cerca de 80.000 soldados que morreram na Batalha de Berlim. Mais ao norte temos a Chancelaria Federal, a Casa das Culturas do Mundo, que chama a atenção com seu telhado curvado e onde acontecem exibições e eventos culturais e o Carillon, uma torre de 42 metros de altura com 68 sinos. No centro, está localizado a principal atração do parque, a Victory Column, desenhada por Heinrich Strack, foi construída para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na guerra de 1864. E depois contra a Áustria, em 1866 e contra a França em 1871. Estas últimas vitórias serviram de inspiração para adicionar ao topo da coluna a estátua de Vitória, a deusa romana da vitória, que não constava nos planos iniciais. A Coluna da Vitória tem uma plataforma de observação que fica a 50 metros de altura. Para subir é preciso pagar ingresso no valor de 3 Euros. Não subi, pois nesta hora começou a cair uma chuva muito forte que me obrigou a procurar um abrigo para me proteger do temporal, além disso a vista lá de cima seria prejudicada com a chuva. Ainda tinha planos de visitar o Bellevue Palace, que é a residência oficial do presidente da Alemanha, visitar a Kaiser Wilhelm Church e a região da Kurfürstendamm, considerado o centro da Alemanha Ocidental, mas como a chuva não deu trégua, acabei ficando parado por mundo tempo por ali. Quase uma hora depois, no primeiro sinal que a chuva poderia diminuir, resolvi voltar para o hostel para tomar banho e descansar um pouco antes sair a noite. A noite fui até a Potsdamer Platz, antigo coração de Berlim, que ficou arrasada durante a II Guerra Mundial e dividida em duas pelo Muro de Berlim. Hoje em dia, a praça está completamente reformada e é uma das zonas mais modernas da cidade. Um dos mais importantes blocos arquitetônicos dessa área é o Sony Center que se caracteriza por sua enorme cúpula de cristal e aço iluminada com luzes que vão mudando de cor. Essa cúpula, obra de Helmut Jahn, serve de abrigo para vários berlinenses e turistas que se aglomeram em seus bares e restaurantes. Foi lá que jantei no meu primeiro dia em Berlim. Escolhi o restaurante Lindenbräu, pedi um filé de frango grelhado com salada de pepino e batatas, tomei uma pint de Bubble Edel Weibbier (a cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda) e outra de Märkisch Landmann, paguei por volta de 23 Euros com gorjeta. A praça está situada bastante perto do Portão de Brandemburgo e é muito interessante fazer esse percurso a pé, seguindo a brecha no chão que marca o caminho do Muro de Berlim. Então depois de jantar segui as marcações no chão até o Portão para vê-lo iluminado a noite e andar mais pela Pariser Platz, uma das principais praças de Berlim. Em 1990, depois da unificação, a Pariser Platz foi reconstruída, assim como o prestigioso Hotel Adlon, formando um perfeito conjunto arquitetônico que acompanha o Portão de Brandemburgo. Foi no Hotel Adlon, em 2002 que aconteceu aquela cena bizarra do Michael Jackson sacudindo o filho pela janela. Terminei meu dia por lá. 16º Dia - 11 de Junho de 2018 - Berlim Comecei meu dia visitando o Checkpoint Charlie, que foi o ponto de passagem mais conhecido dos utilizados durante a Guerra Fria. Nele era possível conseguir um visto diurno para ir do lado Oriental de Berlim ao Ocidental. Hoje, há uma pequena fronteira onde os turistas fazem fotos sem parar e uma réplica do cartaz que anos atrás advertia os cidadãos. Confesso que não achei nada demais, vale pela curiosidade se você estiver passando por perto. Perto do Checkpoint Charlie, fica a Gendarmenmarkt, praça construída no século XII. Dos dois lados da praça podemos ver duas igrejas barrocas idênticas que se completam com uma torre coroada por uma cúpula. A igreja da zona norte, Französischer Dom ou Igreja Francesa, foi construída para os huguenotes franceses que se transladaram à zona no século XVIII. Em 1708, a comunidade luterana construiu uma igreja no sul da praça, a Deutscher Dom ou Igreja Alemã, similar à francesa e, anos depois, em 1785, colocaram uma torre praticamente idêntica à francesa. Entre as igrejas está a Konzerthaus, sede da Orquestra de Berlim. Mais ao norte da praça fica a Unter den Linden, a principal avenida de Berlim. Cruza a cidade desde o Portão de Brandemburgo até a Catedral. Ao longo do seu quilômetro e meio de extensão, podemos contemplar grande parte dos edifícios mais importantes de Berlim, tanto do ponto de vista turístico quanto arquitetônico. Nela estão localizados, a Humboldt University e a Neue Wache, construída em 1918 para celebrar a derrota das tropas napoleônicas e celebrar a liberação de Berlim. O impressionante edifício neoclássico apresenta em sua fachada um pórtico formado por colunas dóricas que lhe dão um certo ar de grandeza. No interior, possui uma comovente escultura de uma mulher que carrega em seus braços o corpo sem vida de seu filho. A escultura, que está sob uma grande abertura no teto, suportando o frio e a chuva, representa o sofrimento do povo. No extremo sul de Unter den Linden está a Bebelplatz, conhecida por ter sido onde aconteceu A Queima de Livros de 1933, na qual foram queimados milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazistas, como Karl Marx, Heinrich Heine e Sigmund Freud. A Bebelplatz está rodeada de magníficos edifícios como a Berlin State Opera e a St. Hedwig's Cathedral. Atravessando a ponte Unter den Linden chegamos na Museumsinsel ou Ilha dos Museus, um dos conjuntos de museus mais importantes do mundo: abriga o Museu de Pérgamo, o Museu Antigo, o Museu Novo, a Antiga Galeria Nacional e o Museu Bode, além da Catedral de Berlim. A ideia era entrar no Pergamon Museum, o principal museu da ilha, pois é lá que estão obras como o Altar de Pergamon, a porta do Mercado de Mileto entre muitas outras obras da antiguidade, porém o museu estava passando por uma enorme restauração e grande parte dele estava fechado. Além disso, o valor do ingresso estava bem salgado, por volta de 18 Euros, então decidi não entrar. Fui então para a Berlin Cathedral. Construída entre 1894 e 1905, a Catedral de Berlim é o edifício religioso mais representativo da cidade. Ela realmente impressiona pela sua beleza e majestosidade. E o seu interior não fica para trás, é ricamente decorada com relevos que ilustram histórias do Novo Testamento e importantes figuras da Reforma Protestante. A catedral abriga o maior órgão de tubos da Alemanha, tendo mais de 7.200 tubos e também a cripta da família Hohenzollern, com mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são ricamente trabalhadas. A cúpula da catedral também pode ser acessada. O trajeto até a cúpula é feito por um caminho um pouco complicado, mas, depois de subir os 270 degraus que levam até o alto da cúpula, você pode curtir uma bela vista do centro de Berlim que realmente faz a subida valer a pena. Para visitar a catedral é necessário pagar 7 Euros, a subida à cúpula está incluída neste valor. Saindo da Catedral, parei para almoçar algo simples, já era meio da tarde, às margens do Rio Spree encontrei um pequeno restaurante fast-food de Currywurst, o Bandy's Currywurst. Pedi um Currywurst e uma long neck da Berliner Kindl, paguei entre 7 e 10 Euros. Ao lado do restaurante, fui visitar o museu mais legal e inusitado que fui na Europa, não só durante o mochilão, mas sim, entre os outros que visitei em Dublin, onde estava morando na época e em outras cidades que visitei, o DDR Museum. O Museu do DDR (em português conhecido como RDA ou República Democrática Alemã) reúne diferentes objetos e reconstruções da parte comunista de Berlim para mostrar aos visitantes o dia a dia dos alemães que viviam sob o estrito regime da RDA entre 1949 e 1990 de forma bem interativa. Lá você pode entrar em um Trabant, o carro mais popular da época e dirigi-lo em um simulador nas ruas de Berlim Oriental, além de ver todo tipo de objeto de uso cotidiano, como açúcar, remédios e alguns cosméticos. Você vai ver também um pouco de como era o trabalho dos alemães, como eles passavam as férias, como eram as comunicações na época e também um pouco sobre esportes e educação. No fim do percurso você pode ver a reconstrução de uma casa da RDA, passeando livremente por sua cozinha, sala e quartos. O museu é pequeno mas vale a pena a visita. Paguei 9 Euros no ingresso. Fiquei por volta de duas horas lá dentro, saí já estava no fim da tarde. Depois do museu andei pela região, passei por alguns pontos turísticos de Berlim, mas somente para conhecer o exterior, como o Aquadom, o maior aquário cilíndrico do mundo situado no interior do hotel Radisson. Depois passei pela Nikolaikirche e pela Rotes Rathaus, a sede da prefeitura e da câmara de vereadores de Berlim construída com tijolos vermelhos. Na praça que fica imediatamente na frente da prefeitura está localizada a Berliner Fernsehturm, a Torre de Televisão de Berlim é o edifício mais alto da Alemanha, com 368 metros de altura. Foi construída pela RDA em 1969 como símbolo do poder comunista frente ao capitalismo. Na torre há uma plataforma de observação a 203 metros de altura, para subir você precisa pagar 16 Euros. Há também um restaurante giratório, situado alguns metros acima do mirante. Atrás da torre, fica a Alexanderplatz, considerada o centro de Berlim desde a Idade Média. Nessa praça começaram os protestos que dinamizaram a queda do Muro de Berlim. Lá estava acontecendo um festival de música e cultura africana. A praça estava lotada, cheio de barraquinhas de comida e artesanato africano. Havia um palco onde um grupo estava se apresentando, tocando um reggae. Estava bem bacana, dei uma andada pela região e curti um pouco do som. Na praça você encontra muitos bares e galerias de compras, como o Shopping Galeria Kaufhof e também o famoso Relógio Mundial, que mostra a hora de todas as cidades do mundo. Jantei ali perto, na Hofbräu Berlin, um dos restaurantes típicos mais conhecidos. Sentei na varanda e comi um prato com um mix de salsichas alemãs, acompanhado de purê de batata e chucrute e tomei umas três pints da cerveja própria deles, entre elas a Hofbrau Original e a Hofbrau Dunkel. O serviço estava incluso na conta, paguei em torno de 27 Euros. Porém o serviço não estava tão bom, estava um pouco demorado pois o restaurante estava cheio. Fiquei ali por um bom tempo bebendo, já era umas 9 horas quando saí, estava cheio de tanto comer então resolvi pegar o metrô para voltar para o hostel. 17º Dia - 12 de Junho de 2018 - Berlim Começava meu último dia inteiro do mochilão, tirei a manhã para ir até Potsdam conhecer o Sanssouci Palace e um pouco da cidade. Para ir até lá, comprei o ticket abono zonas ABC por 7,70 Euros, esse ticket te dá viagens ilimitadas durante o dia pelas 3 zonas da cidade, nas linhas do metrô (U-Bahn) e do trem (S-Bahn). Potsdam está na zona C. Peguei primeiro trem na S Anhalter Bahnhof Station e fui até a Friedrichstraße Station onde peguei a linha S7 até a estação central de Potsdam, foi super tranquilo achar o ponto de saída e embarcar, o trem foi pontual e chegou em Potsdam em menos de uma hora. Desembarquei e fui direto para o centro da cidade visitar o Brandenburger Gate, o Portão de Brandemburgo deles, porém estava em restauração. Ali perto fica o Sanssouci Park, o motivo de eu ter ido até Potsdam. Sanssouci está rodeado por jardins, fontes e palácios; e para alguns é considerado a Versailles alemã. No parque, estão localizados três grandes palácios: Sanssouci, Neues Palais e Charlottenhof, além de uma série de outros edifícios super interessantes. Mas o palácio que eu mais gostei foi o Orangerieschloss. Comecei minha visita pelo Sanssouci Palace, o principal e mais conhecido do parque, construído em cima de uma colina, foi a residência de verão de Frederico, o Grande, e é conhecido como sendo o melhor exemplo da arquitetura rococó em toda a Alemanha. No exterior, a larga escadaria que termina na Grande Fonte chama a atenção. A escadaria acompanha os terraços onde foram plantadas vinhas em socalcos e construídos nichos com portas de vidro, onde cresciam figos protegidos do frio. No caminho para o Neues Palais, me deparei com outro palácio que até então era desconhecido para mim, o Orangerieschloss. O impressionante edifício de 300 metros de comprimento, inspirada na arquitetura renascentista, conta com belos terraços, galerias e esculturas. Alguns minutos de caminhada a partir dali fica o belo Neues Palais, o maior palácio do complexo. O palácio era usado para recepção de Reis e importantes dignitários. Dali, começando a voltar para a entrada do parque, ainda passei para conhecer o Charlottenhof. Um palácio menor, mas com bonitos jardins. Fiquei no parque por volta de umas 4 horas e não vi tudo, ele realmente é muito grande e vale ficar mais tempo, mas como era meu último dia em Berlim e do mochilão, ainda tinham lugares que gostaria de visitar. Antes de retornar a estação, fui visitar o centro de Potsdam, aproveitei para almoçar no calçadão do centro, bem simpático, comi um Kebab enorme, no Döner Kebap Bistrô, quase não dei conta, paguei por volta de 8 Euros com um refrigerante. No caminho para estação, ainda fui visitar a Steubenplatz e região, local da St. Nikolaikirche e outros prédios importantes da cidade. Voltei para a estação central e peguei o trem de volta para Berlim, chegando na Friedrichstraße Station, por volta de 17 horas, peguei a linha de metrô em direção ao Berlin Wall Memorial, a principal fonte de memória do que foi a divisão do mundo em duas partes e da era da Guerra Fria. Aqui, essa história é contada por meio de pedaços do muro que ainda estão de pé. E também de tantas outras dolorosas lembranças que os alemães fazem questão de manter acessíveis a turistas do mundo todo. Comecei a visita pelo Centro de Visitantes, já que iria fechar em breve, lá estão expostas várias fotos também tem a apresentação de um filme que conta a história do muro. Caminhando pela Bernauer Straße é que dá para ter uma ideia do impacto e da brutalidade cometida pelo governo da República Democrática Alemã, controlada pela antiga União Soviética desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Essa rua foi o centro mais radical da divisão. Aqui ficava a Igreja da Reconciliação, que provavelmente era frequentada por gente de toda a vizinhança, passou a ser restrita a quem morava no lado oriental da cidade. Como o muro passava exatamente em frente à sua entrada principal, ela acabou sendo ocupada pelos guardas soviéticos. Isso até ser demolida em 1985 durante uma série de catastróficas intervenções que pretendiam desobstruir as margens do Muro. Seu espaço deu lugar ao que mais tarde ficou conhecido como faixa da morte. Do antigo templo restam apenas os sinos, parte de uma cruz e o traçado no chão que mostra o espaço que ele ocupava. Anos mais tarde, a Capela da Reconciliação foi construída aqui. Em todo o espaço do Memorial há placas indicativas, painéis que explicam cada detalhe, vídeos e áudio-guias. Esses elementos são super importantes para que você entenda melhor o que se passou nessa área de Berlim. Em algumas partes do Muro foram colocadas estacas de ferro e em vários pontos da cidade é possível ver uma linha no chão feita de paralelepípedos que mostra onde o Muro ficava. Peguei novamente o metrô para visitar outra parte onde podemos ver partes do muro, a East Side Gallery. O maior trecho que se conserva dos restos do Muro de Berlim mede 1,3 quilômetro e se tornou a maior galeria de arte ao ar livre do mundo. Ao longo do muro, você pode ver centenas de grafites de artistas procedentes de todo o mundo, que tentaram mostrar por meio de suas obras a mudança produzida após a queda do Muro de Berlim. A East Side Gallery fica bem às margens do Rio Spree, um ótimo lugar para descansar e ver o pôr do sol, já que há um grande parque na beira do rio. Ali perto fica a Oberbaumbrücke, uma ponte que vale ser vista pela sua bela arquitetura. Para terminar meu mochilão com chave de ouro, tive que fazer um última boa refeição, fui jantar na Brauhaus Lemke, na Hackescher Markt, uma das primeiras cervejarias artesanais de Berlim. Comi um delicioso hambúrguer com salada de ervas e rúcula e uma porção de batatas frita e tomei uma pint da cerveja escura deles (Dunkel) e outra de trigo (Wheat Ale - a segunda cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda). Paguei por volta de 23 Euros com gorjeta. 18º Dia - 13 de Junho de 2018 - Berlim - Dublin Chegou o dia de ir embora, mas como meu vôo de volta para Dublin era somente após as 18 horas, eu ainda tinha tempo para visitar o último local onde podemos encontrar partes do Muro de Berlim, o Topographie des Terrors. Para as pessoas especialmente interessadas na história, a Topografia do Terror é um lugar realmente interessante, mas é necessário reservar bastante tempo para ler os textos que acompanham cada uma das fotografias que documentam e mostram os horrores praticados pelos nazistas, mostrando as gerações atuais e futuras tudo que aconteceu e não deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento. A Topografia do Terror se encontra no local onde, durante o regime nazista, ficava a sede da Polícia Secreta (conhecida como Gestapo), da SS (Schutzstaffel em alemão ou “Tropa de Proteção”, uma unidade paramilitar dos nazistas que tinha um poder absurdo e que foi responsável por muitas das atrocidades cometidas durante o regime) e das demais instituições que faziam parte do aparato de terror dos nazistas. Neste dia havia ali uma exposição ao ar livre, intitulada “Berlim 1933–1945. Entre Propaganda e Terror” e se estende paralelamente ao trecho remanescente do muro de Berlim. São painéis com textos, fotos, documentos, artigos de jornal, áudios, dispostos ao longo dos restos das paredes que foram escavadas do porão do prédio da Gestapo. Passei quase a manhã inteira lá. Saindo de lá almocei um currywurst em uma barraquinha de rua e sai para comprar lembrancinhas antes de voltar para o hostel pegar o mochilão e rumar para o aeroporto. Para ir ao aeroporto, comprei o ticket de metrô para as zonas ABC, paguei 3,40 Euros e fiz o mesmo trajeto do dia anterior até a Friedrichstraße Station, de lá peguei a linha S9 em direção a S Flughafen Berlin-Schönefeld Station e desci na estação do aeroporto. A viagem demorou muito pois o trem foi muito devagar a ponto de eu começar a ficar preocupado com o tempo. Chegando no aeroporto Berlin-Schönefeld, começou a dor de cabeça, tudo foi difícil e estressante. Fui fazer o check in e a moça me atendeu com uma super falta de educação falta de vontade, ela me respondia tudo de forma muito grosseira e rude, pedia direções para onde deveria seguir e ela me ignorava totalmente. Além disso precisei despachar meu mochilão, coisa que eu não precisei fazer nas outras viagens que fui com o mochilão. Fui seguindo as placas até o local para passar pela checagem de bagagem, nessa parte passei tranquilo e fiquei aguardando divulgarem o portão de embarque na praça de alimentação logo após a zona de checagem de bagagem. O portão demorou muito tempo para ser divulgado, quando foi divulgado, já até tinha dado o horário de início de embarque, então fui correndo para o portão, só que o meu portão era muito longe de onde eu estava, andava, andava e não chegava, já estava nervoso. Cheguei em um corredor cheio de gente, parecia um hospital, era um corredor estreito com várias portas pequenas do lado direito com os números dos portões. Era tanta gente que as filas se fundiam, não sabia onde começavam e onde terminavam as filas. Todos estavam confusos, muita gente nervosa, perguntando onde era os portões corretos, um caos. Fiquei um tempo na fila errada, depois descobri que a fila para Dublin era na porta adiante. Agora na fila certa, fiquei muito tempo ainda ali esperando e ainda tinha que passar pela imigração. Entreguei meu passaporte para o fiscal que não me perguntou nada mas me segurou ali por mais de 5 minutos, não sei porque, via meu passaporte, conferia algo no computador, olhava para mim, tava quase me sentindo um terrorista. Enfim passei e fui para a salinha do embarque, super pequena e apertada. Pelo menos o embarque foi no horário, deixei meu mochilão no carrinho das malas e embarquei no avião com novas experiências vividas e muita bagagem adquirida. Cheguei em Dublin a noite e dois dias depois retornava para o Brasil, para minha casa. Top 3 Atrações: • Topographie des Terrors e Berlin War Memorial • DDR Museum • Reichstag
  2. https://naviagemdeviajar.com.br/muro-de-berlim/ Enquanto o mundo dormia, o famoso muro de Berlim, começou a ser erguido na madrugada do fatídico dia 13 de Agosto de 1961. Após este dia, durante quase 30 anos, algumas das mais tristes páginas da estória da humanidade foram escritas na Alemanha. A partir daquele momento tornava-se impossível transitar entre as duas “novas cidades”. Como resultado, mais do que o surgimento de uma divisão geográfica impositiva, vidas estariam separadas por um tempo indeterminado. Ao contrario do que se pode supor, a construção empreendida pela então República Socialista da Alemanha não dividia a cidade ao meio. Mas sim, circulava toda a fronteira com a Berlim ocidental. Esta que, por sua vez, estava dividida em três setores controlados pela França, Inglaterra e Estados Unidos.
  3. Olá mochileiros! Eu e minha família (9 pessoas) compramos passagens de avião ida e volta Frankfurt. Como estamos em um grupo grande, decidimos fazer o nosso itinerário de carro, para que possamos ter maior flexibilidade de tempo e menores custos. Porém, precisamos de ajuda em relação ao nosso roteiro, lembrando que a ida e volta é por Frankfurt e que não temos muito interesse em conhecer essa cidade e, que os homens querem obrigatoriamente ir a 2 cidades específicas por causa dos museus de carro. Este é o roteiro inicial que havíamos pensado: Dia 1 - Frankfurt Dia 2 - Mulhouse (parada obrigatória) Dia 3 - Stuttgart (parada obrigatória) Dia 4 - Munique Dia 5 - Munique Dia 6 - Salzburgo Dia 7 - Cesky Krumlov Dia 8 - Praga Dia 9 - Praga Dia 10 - Praga Dia 11 - Berlim Dia 12 - Berlim Dia 13 - Berlim Dia 14 - Frankfurt Uma outra opção que pensamos é diminuir 1 dia em Berlim e 1 dia em Praga e acrescentar Viena em 2 dias. Enfim, sabemos que será um roteiro meio corrido, mas qual a sugestão de vocês? Deveríamos tirar/acrescentar alguma outra cidade? Vocês acham esse roteiro inicial um roteiro viável para ser feito de carro?
  4. Olá! Farei viagem com minha esposa chegando no dia 15/10/19 em Frankfurt e partindo de Berlim no dia 27/10/19. Pensei no seguinte roteiro: Frankfurt- Colônia- Dusseldorf- Hamburgo e Berlim. Minhas dúvidas : 1. Incluiria mais alguma cidade ? 2. Quantos dias ficar em cada cidade? Pensei na seguinte programação : Dias 15 (chegada) e 16- Frankfurt Dias 17 e 18 - Colônia Dia 19- Dusseldorf Dias 20 e 21 -Hamburgo Dias 22, 23, 24, 25, 26: Berlim. Dia 27: vôo de volta 3. Faço tudo alugando carro ou tem algum trecho que seria melhor ir de trem ? É facil encontrar estacionamento nessas cidades? Obrigado pela atenção !
  5. Falaaa meu povo! Como vai o coração e alma? Então, saí no dia 30/12/2018 do Brasil e vou passar 9 meses aqui na Europa. No momento estou na cidade de Rijeka, na Croácia. Vou fazer trabalho voluntário aqui durante seis semanas e depois vou partir para o leste europeu. Tive a sorte de conhecer o Will e nós vamos fazer hitchhiking juntos, vai ser mara! O objetivo desse mochilão é me encontrar. Estou meio perdida em relação ao o que minha alma precisa. Saí da faculdade porque ouvi ela dizer que era disso que eu precisava no momento: dessa viagem. Conhecer pessoas e diferentes realidades. Quem aí tá na mesma vibe e está por aqui pela europa? Manda um direct pra mim no instagram @akumakoori ou me manda uma mensagem no wpp (55 087 996088243)
  6. Olá pessoal, como vão? Quero uma mochila de 60l (70l máximo), para passar 20 dias na Europa, a finalidade é para transporte mesmo, tenho uma de ataque, então preciso uma para as viagens, ou seja, precisa de compartimentos para acomodar legal as roupas e itens de uso pessoal. https://lojaam.com.br/mochila-nautika-gyzmo-60l Achei essa muito legal essa. Teriam mais para indicar? Desde já agradeço!
  7. Colecionando bandeirinhas: gaúchos na Europa Foram 24 dias de roadtrip pela Europa, passando por sete países: Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça. De quebra tivemos mais dois dias de conexão no Marrocos. Foi uma “baita curtida”, neste relato trazemos detalhes da trip e alguns passeios que fizemos. RESUMO DA VIAGEM Data Local Data Local 25/11 Rio Grande, Porto Alegre - Brasil 10/12 Colônia – Alemanha 26/11 São Paulo – Brasil 11/12 Colônia – Alemanha 27/11 Casablanca – Marrocos 12/12 Frankfurt – Alemanha 28/11 Lisboa – Portugal 13/12 Frankfurt – Alemanha 29/11 Sintra, Coimbra, Aveiro – Portugal 14/12 Genebra – Suíça 30/11 Porto – Portugal 15/12 Genebra – Suíça 01/12 Burgos – Espanha 16/12 Barcelona – Espanha 02/12 Bordéus – França 17/12 Barcelona – Espanha 03/12 Paris – França 18/12 Madri – Espanha 04/12 Paris – França 19/12 Madri – Espanha 05/12 Paris – França 20/12 Serra da Estrela, Covilhã – Portugal 06/12 Bruxelas – Bélgica 21/12 Lisboa – Portugal 07/12 Bruges – Bélgica 22/12 Casablanca – Marrocos 08/12 Roterdã, Amsterdã – Holanda 23/12 São Paulo – Brasil 09/12 Amsterdã – Holanda 24/12 Porto Alegre, Rio Grande – Brasil SAINDO DO RIO GRANDE DO SUL Iniciamos nossa trip no dia 25 de novembro saindo da cidade do Rio Grande, no extremo Sul do Rio Grande do Sul, em direção a Porto Alegre. Percorremos 369 Km de ônibus, para embarcarmos em Porto Alegre rumo a São Paulo, sobrevoando a distância de 866 Km. Em São Paulo, de fato demos início a nossa trip internacional, embarcando no voo da companhia área Royal Air Maroc com destino a Lisboa, Portugal. Nesse voo sobrevoamos 7544 Km, com duração de 12 horas e 35 minutos, até chegarmos em Casablanca no Marrocos, local onde tivemos uma conexão de 24 horas. O que nos possibilitou conhecermos um pouco dessa cidade que foi cenário de um clássico dos cinemas nos anos de 1942, Casablanca. No dia seguinte, voamos cerca de 642 Km ruma a Lisboa. CONHECENDO CASABLANCA Ficamos hospedados no Relax Hotel (hotel de trânsito da companhia área Royal Air Maroc), próximo ao aeroporto Mohammed V, cerca de 34 Km do centro de Casablanca. Contratamos um táxi e visitamos os principais pontos turísticos da cidade: Mesquita Hassan II, Medina de Casablanca, Rick’s Café. Uma das características mais marcantes do povo árabe do Marrocos é a barganha, tanto ao fazer uma compra nas lojas da Medina de Casablanca, quanto ao pedir uma simples informação no aeroporto. Tudo se transforma numa árdua “peleia”, a qual se vence pelo cansaço. Os idiomas falados no Marrocos são árabe e o francês, o inglês não é o forte deles. E a moeda é o dirrã marroquino. ENFIM CHEGAMOS AO VELHO CONTINENTE EUROPEU Na chegada do aeroporto Humberto Delgado em Lisboa alugamos um carro, o qual já havíamos efetuado a reserva pela internet com a empresa Sixt Rent a Car. Alugamos um Renault Clio ano 2017 (1.6 SW europeu a diesel), no valor de R$ 1422. A partir da chegada em Portugal, realizamos todas as viagens entre as diferentes cidades e países de carro. Foram cerca de 7237 Km percorridos entre Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça. Dentro das cidades optamos por realizar os passeios caminhando, com o nosso companheiro de todas as horas, o chimarrão. Além de economizarmos no transporte e praticarmos uma atividade física, ainda podemos conhecer lugares que certamente passariam despercebidos se estivéssemos dentro de algum automóvel. Portugal Em Portugal visitamos as cidades de Lisboa, Sintra, Coimbra, Aveiro, Porto e Covilhã (região de Serra da Estrela). Particularmente de todos os 7 países visitados, o que mais gostamos foi Portugal. Além da facilidade com idioma e da comida, o povo português é muito hospitaleiro e as cidades oferecem tanto o agito, quanto o descanso. O pôr do sol regado a música de artistas de rua na Ribeira das Naus foi de tirar o fôlego, assim como comer os famosos pastéis de Belém na fábrica que existe desde 1837, em Lisboa. A subida caminhando até a Quinta da Regaleira em Sintra, foi compensada com o visual do Palácio da Regaleira, da cachoeira e do Poço Iniciático. Em Coimbra, depois de visitar a Sé Velha e o centro histórico, não podíamos deixar de degustar os pastéis de Santa Clara. Além disso, tomamos o nosso chimarrão na beira da Ria de Aveiro (Foz do Rio Vouga) e comemos os deliciosos ovos moles. Em Porto, com o nosso chimarrão, passeamos pela Ribeira do Rio Douro e degustamos o famoso bacalhau à Brás. A adrenalina de subir 1993 metros de altitude em Serra da Estrela e comer o famoso queijo feito com leite de ovelha, foi para fechar com tudo nossa roadtrip em Portugal. Espanha Na Espanha conhecemos Burgos, Barcelona e Madri. Em Burgos deu para “encarangar de frio”, chegamos na cidade a baixo de neve com temperatura de -5 °C, mas isso não foi impedimento para conhecermos o Arco de Santa Maria, a Catedral de Santa Maria de Burgos, a Plazza del Rey San Fernando, e também comermos os deliciosos tapas (petiscos) acompanhados de cervejas Estrela Galicia. Em Barcelona e Madri adoramos chimarrear no Parc de la Ciutadella, no Jardins do Retiro e no Templo de Debod, situado no Parque del Oeste, e comermos os famosos torrones espanhóis. Uma curiosidade sobre o povo espanhol, é que eles não gostam muito dos portugueses e dos brasileiros. Apesar do idioma espanhol ter aproximações com o português, os espanhóis com quem tivemos contato, se negavam a tentar nos compreender, sendo que nós conseguimos compreendê-los. França Se Portugal foi o país que mais gostamos, a França foi o que menos gostamos. Além de ser um país caro, também é atribuído muito status a cidades como Paris. Fora a parte central desta cidade, os bairros mais periféricos são sujos, com um trânsito caótico. Há uma discrepância entre o luxo da Champs Élysées e o restante da cidade. Mas como turistas, achamos linda a vista da Torre Eiffel, principalmente a noite quando começa a brilhar, o Museu do Louvre e a Catedral de Notre Dame. Em Paris também nos deliciamos com os famosos croissants, com os macarons e com a legítima champagne francesa (bem gaseificada), diga-se de passagem, uma fortuna mas valeu o investimento. Bélgica A Bélgica foi outro país que gostamos muito. As cervejas e os chocolates são os melhores do mundo, ganham até mesmo dos chocolates suíços. Em Bruxelas o tamanho do Manneken pis decepciona um a pouco, mas as luzes Grand Place superam qualquer expectativa. Uma parada obrigatória para quem vai a Bruxelas, e assim como nós ama cerveja, é ir no Delirium Café. Lá tomamos muitas cervejas (Delirium, Waterloo, Trappistes, La chouffe e Westvleteren), com tantos estilos diferentes de cervejas deu até para ficarmos levemente alterados. Outra parada, deve ser para comer fritas com molho samurai em algum mercadinho de natal. Em Bruges, depois de um passeio pelas construções medievais e os canais, comer waffles de creme de avelã transformam a cidade em um verdadeiro doce cenário romântico. Os idiomas falados na Bélgica variam bastante, sendo o francês, o alemão e o holandês (neerlandês). Holanda A Holanda é uma loucura. Roterdã tem edifícios fantásticos como as Casas Cubo e o Market Hall. Famosa pelas bicicletas e pelos canais, com seus coffeeshops e as vitrines com as profissionais do sexo, Amsterdã de forma organizada vem quebrando tabus. O Brasil ainda tem muito que aprender. Na Red Light District vale a pena fazer uma parada para tomar as cervejas típicas de Amsterdã, Heineken e Amstel. O idioma falado lá é o holandês (neerlandês). Alemanha Na Alemanha visitamos os melhores mercados natal, tomamos muito chopp e cervejas (Munchener, Dunkel, Vienna, Pils, Marzen, Kolsch), também comemos muito nürnberger würstchen (pão com linguiça alemã). Em Colônia nos encantamos com a Kölner Dom e com a sua história na Segunda Guerra Mundial. Já em Frankfurt vimos o entardecer tomando um chimarrão a margem do Rio Reno e quase comemos mett (carne crua de porco com temperos e pão), mas fomos salvos por uns senhores alemães que sensibilizaram com a nossa dificuldade com o idioma alemão. Em nossa roadtrip pela Alemanha foi bem difícil compreender este idioma, parecia que estávamos sempre sendo xingados. Suíça Na Suíça visitamos a cidade de Genebra. Assim como Paris esta cidade tem o custo de vida alto e o idioma falado é o francês. Os chocolates suíços são deliciosos, mas o destaque fica por conta do famoso queijo suíço, gruyère. A vista do Jet d”Eau, contemplada com um arco íris e o L’horloge fleurie formado com flores da época tornam a paisagem ainda mais bonita. Sobre a companhia aérea Royal Air Maroc Antes de comprarmos as passagens aéreas para Europa, realizamos pesquisas na internet para saber o país de entrada e a companhia aérea que ofereciam os melhores valores. Compramos as passagens pela companhia Royal Air Maroc, pela metade do preço que pagaríamos em outras companhias, pagamos R$ 2736,45 (ida e volta por pessoa). Nas nossas pesquisas encontramos diversas críticas sobre esta companhia, mas para nossa felicidade todas foram desmistificadas. Os serviços de voo foram de primeira classe. As refeições foram compostas por iogurte, pão, cookies, bolinhos, chocolates, carne, arroz, sopa, água, refrigerante, café, chá, vinho, cerveja, e muito mais. “Tchê tá louco”, o que mais fizemos neste voo foi comer, a todo momento os comissários de bordo se apresentavam nos corredores, carregando trolleys repletos de comidas gostosas. Durante o voo ainda podemos desfrutar de uma playlist com músicas marroquinas e assistir alguns filmes. Para os que preferem passar o tempo dormindo, foram distribuídos kits contendo: meias, vendas para os olhos, mantas e travesseiros. Um luxo só! Esta companhia também oferece para voos com conexão de 4 horas ou mais no Marrocos, alimentação e hospedagem gratuita nos hotéis da própria companhia. Após efetuar o desembarque no Marrocos, é preciso procurar o guichê da companhia Royal Air Maroc, que fica situado do lado de fora da área de embarque e realizar a reserva do hotel. Na área externa do aeroporto ficam as vans que fazem o translado do aeroporto Mohammed V ao hotel e vice-versa. Sobre a viagem de carro O carro que alugamos deu conta dos 7237 Km rodados, consumindo em média 19 Km/L de diesel. As estradas eram com pista no mínimo dupla, com trajetos com pedágios entre 3 e 13 euros, com exceção da França que pagamos os pedágios mais caros, com valores de 32 e 35 euros. Para compensar na Alemanha andamos em autobahn (vias sem limite de velocidade), sem precisar pagar nenhum pedágio. É isso mesmo, a Alemanha tem estradas maravilhosas e sem possuir nenhum pedágio. Documentação Além dos passaportes, da carteira internacional de vacinação, da carteira Nacional de Habilitação e da Permissão Internacional para Dirigir, ainda montamos um dossiê com a cópia de todos documentos: seguro viagem contratado com a empresa Real Seguro Viagem (R$ 476,88), hospedagens reservadas no airbnb e no booking, comprovantes financeiros, cópia da reserva da passagem de volta para Brasil e comprovantes de residência no Brasil. Acreditem vocês, que com exceção da apresentação dos passaportes nos embarques e desembarques nos aeroportos do Brasil, Marrocos e Portugal, não precisamos apresentar mais nenhum documento. Nem a Permissão Internacional para Dirigir foi exigida para alugar o carro. Nas fronteiras entre os países, só fomos parados na Suíça, mas era para adquirirmos o vignettes (espécie de adesivo fixado no vidro do carro, que permite trafegar nas estradas da Suíça), uma vez que a Suíça não faz parte do acordo entre países da União Européia. O vignettes tem o valor de 37 euros e são válidos por 1 ano. Foi melhor prevenir levando toda esta documentação do que passar por algum “entrevero”.
  8. Sou bisneto de alemães mas não sei exatamente quando vieram para o Brasil mas tenho o sobrenome deles, queria saber se tem como eu ou minha mãe pedir a cidadania europeia Obs: não existe mais nem um documento oficial que diz que eles são alemães que migraram para o Brasil
  9. rapazvr

    Alemanha: Postdam

    A cidade de Postam localiza-se a 20 quilómetros de Berlim e a viagem de comboio (incluída no Berlim Welcomecard) demora cerca de 30 minutos. Devido a todas as suas atracções e à beleza da cidade, e ainda à carga história associada, visitar Postdam é obrigatório para quem já conhece Berlim e tem algum tempo disponível para uma escapadinha. https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/10/14/alemanha-postdam-germany-postdam/
  10. Post do meu Blog sobre os principais monumenos relacionados com a Segunda Guerra Mundial, Nazismo e Guerra Fria em Berlim. Espero que gostem https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/10/07/alemanha-memorias-do-nazismo-em-berlim-germany-memories-of-nazism-in-berlin/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
  11. Boa tarde a todos, Aqui fica a segunte parte da minha visita a Berlim. Espero que gostem :) https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/09/22/alemanha-tour-por-berlim-e-arredores-2-germany-tour-in-berlin-and-surroundings-2/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
  12. Aqui fica a descrição da primeira parte da minha visita a Berlim, presente no meu blog de viagens Espero que gostem, a continuação virá a caminho em breve. https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/09/17/alemanha-tour-por-berlim-e-arredores-1-germany-tour-in-berlin-and-surroundings-1/ https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/
  13. Galera, estou precisando de uma ajudinha! Tinha um roteiro pronto onde sairia de Paris e passaria 02 noite em Ghent (14/08 a 16/08) e 02 noites em Bruxelas (16/08 a 18/08). Entretanto venho lendo muiiiiiiiiiiitos comentários negativos sobre a segurança de Bruxelas (principalmente em blogs internacionais) e estou seriamente decidido a anular esta cidade do meu roteiro, e aí vem o problema! 1 - As passagens de Paris-Ghent já estão compradas para o dia 14/08 e a hospedagem em Ghent está paga e não é reembolsável. 2 - A minha namorada retornará ao Brasil exatamente via Bruxelas em um voo que saí de lá as 10:45 a.m. dia 18/08, desta forma teremos que estar no aeroporto (BRU) na pior das hipóteses as 08:45 a.m. já que ela fará um voo domestico ate Madri. Então vem a pergunta: Alguma sugestão de Cidade na Bélgica ou redondezas em que fosse possível passar duas noites e no terceiro dia chegar ao aeroporto BRU as 08:45 a.m.? Já pensei em ficar somente Ghent e além do bate volta a Bruges que já esta planejado, fazer mais um até Antuérpia... Mas queria ver outras possibilidades. A proposito, tem como ir de Ghent diretamente ao aeroporto de Bruxelas (BRU)? Em quanto tempo?
  14. Olá amigos do Mochileiros.com! Novamente grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem pela Alemanha (passando rapidamente pela República Tcheca também), por mais ou menos 11 dias (tirando os dias que passamos no avião). Foi a quarta viagem que realizamos por conta própria, para nossa felicidade. Antes de tudo, inicio meu relato contando que a minha ideia era planejar uma viagem pela Itália, mas devido à situação econômica não tão favorável, mudamos o roteiro para que ficasse mais barato... E como sempre foi uma vontade do meu marido conhecer a Alemanha e nossa vontade também conhecer Praga, planejamos essa viagem que acabou saindo uma viagem muito legal, pra gente guardar no coração e na memória! Só para reclamar um pouquinho: Senti falta de ler mais relatos de viagem por aqui sobre esses destinos. Existem tópicos muito interessantes sobre as cidades, mas sou viciada em ler relatos de viagens e dentre os poucos que existem, vários estão incompletos... E por falar nisso: Vou fazer o possível para eu não entrar nas estatísticas aqui de relatos incompletos também! Antes de mais nada, também, algumas considerações: Essa viagem começou com um pouco de preocupação (além da situação econômica não tão favorável, ainda teve episódios de familiares doentes e precisando de ajuda e por isso demoramos um pouco mais para comprar as passagens e reservar quartos de hospedagem (e tudo com cancelamento incluído, para se algo desse errado), mas tudo correu bem, graças a Deus! Por esse motivo, perdemos uma promoção de passagens pela TAP (que voamos pelas últimas vezes), e ficamos tristes, mas conseguimos uma promoção pela Lufthansa, o que nos salvou. Descobrimos que nosso último dia de viagem era praticamente o primeiro dia da Oktoberfest em Munique (mas peraí, não era em Outubro?! Não, começa em Setembro, mesmo! Mas como não bebemos cerveja, não ficamos tristes, só um pouco preocupados, pois foi um pouco difícil conseguir hospedagem e acabamos achando um pouco afastado do centro histórico, mas acabou sendo muito boa hospedagem!) Reservamos um horário para a visita no Reichstag, para visitar a cúpula, que só se consegue se reservar horário (é gratuito) e reservamos também um horário para o Castelo de Neuschwanstein, pois eu queria muuuito conhecer e não queríamos dar o azar de depois de muito custo, ao chegar lá, não ter horário disponível! Os tickets só podem ser comprados na hora no Ticket Center, mas é possível reservar um horário com antecedência online por uma taxa extra, de 1.80 Euros por pessoa, por castelo, sendo que se perder o horário reservado, parece que eles cobram o preço do ticket no cartão do crédito. Acho que foi só isso que tivemos que reservar com antecedência. Tivemos um pouco de sorte para trocar os Euros, pois o câmbio não estava favorável, até a notícia da saída da Inglaterra da união Européia, quando o Euro abaixou e nós aproveitamos para trocar bastante! Li muitos blogs, os Mochileiros.com e assisti vlogs de viagens sobre a Alemanha antes de ir e em vários deles, se dizia que na Alemanha é difícil os lugares comerciais aceitarem cartões de crédito (diziam que até em supermercados não se aceitava). Ficamos muito preocupados e eu queria levar muuuuito dinheiro, mas meu marido ficou preocupado de levar tanto em espécie e resolveu arriscar. Acabou que deu certo, pois os estabelecimentos médios e maiores aceitam cartões, só as lanchonetes, padarias, jornaleiros, etc é que não aceitavam. Até lojinha de souvenir maiorzinha também aceita cartão! Embora o cartão não seja também a melhor opção, devido ao IOF, sempre rola uma preocupação em levar uma grande monta em espécie! E os alemães são muito gente boa! São reservados e diretos, mas são gente boa! O mais engraçado é que se a gente floreava um pouco pra explicar uma situação, ao pedir uma informação, eles logo perguntavam no estilo: "afinal de contas, o que a vocês querem?!" Mas assim como acho que os Espanhóis também não são grossos, são diretos, os alemães também não compartilham desse "mimimi" que nós, os brasileiros, estamos acostumados e por isso o choque cultural. E a grande maioria deles fala inglês (os mais jovens, então, diria que 100%). Tivemos algumas situações que a comunicação foi difícil, pela pessoa não saber falar inglês, ou a gente também demorar pra entender o que estava sendo dito, mas no final, até com um pouco de mímica, deu tudo certo! Teve até uma moça que, em Berlim, veio nos pedir informação em alemão, sobre onde era o ponto do ônibus e ao informar que não falávamos alemão, ela nos perguntou em inglês e a gente que a ajudou a se encontrar. O Rodrigo, meu marido, estudou o basicão de alemão, mas não dava pra ter uma conversação na língua deles, teve que ser em inglês, mesmo... E ele que me salvou no inglês, pois nesse quesito, eu não estou lá muito fluente (que tristeza!) A idéia de visitar Praga veio depois que vi um vlog de viagem dando dicas de como deixar sua viagem mais barata (e eu estava vendo se faltava mais alguma coisa que pudéssemos fazer pra isso!) e no vlog a dica era tentar visitar cidades perto, como um "bate-volta" ou um 'pit-stop" e a dica era Berlim-Praga-Outra cidade... e me deu um estalo que poderíamos fazer isso com Berlim-Praga-Munique, já que Praga fica no meio do caminho, e nós sempre tivemos vontade de conhecer (só que eu, não sei o porquê, achava que era um sonho meio distante). Também vimos em vlogs/blogs de viagem, recomendando viajar de ônibus pela Alemanha, de uma cidade a outra, pois em muitas das vezes, o preço saía mais barato e as estradas são maravilhosas... E resolvemos pesquisar e realmente conseguimos baratear um pouco mais a viagem (agora não lembro quanto que foi a diferença, pois isso ficou a cargo do meu marido... Mas lembro que a gente conseguiu melhorar o custo!). Bem, acho que por enquanto, é só... E vamos ao que interessa: o relato da Viagem!
  15. Berlim é uma cidade incrível, cheia de atrações para todos os gostos e bolsos. Como muita gente destina apenas 3 dias para Berlim, decidi montar um guia com mais de 10 roteiros pela cidade. Esses roteiros iniciam perto do término do anterior e eu o criei assim para que seja um modo fácil de organizar a tua viagem. Além dos roteiros, tem dicas de bairros para se hospedar, de como circular por Berlim e de atrações fora do circuito turístico de Berlim! Veja mais: https://www.turistando.in/mini-guia-o-que-fazer-em-berlim/
  16. Plano de Viagem A primeira informação a saber é que o Reno é um dos maiores rios da Alemanha, mas o seu trecho mais explorado turisticamente é chamado de Vale Superior do Médio Reno, que corresponde a um percurso de 65km que vai de Rudensheim/Bingen até o encontro com o Rio Mosela, na cidade de Koblenz. Esse lugarzinho da Alemanha é conhecido por ter uma das mais altas concentrações de castelos do mundo, são cerca de 40 fortificações, algumas em ruínas, outras transformadas em luxuosas residências/hotéis. Complementando a paisagem estão os canyons, cujas íngremes encostas, conhecidas como terraços do Reno, são usadas para cultivar uvas viníferas, responsável pela produção de um delicioso vinho produzido da mesma forma desde séculos atrás. Esta é uma região de pequenos vilarejos, com arquitetura e costumes tipicamente medievais, enriquecidas com o tradicional comércio das embarcações que circulam pelo Rio desde épocas remotas. Semelhante ao Vale do Reno é o Vale do Mosela, funcionando como uma continuação do vizinho mais famoso. Embora menos dramático que o seu vizinho Reno, concentra praticamente os mesmos atrativos : diversas fortificações, vinícolas e charmosos vilarejos desde Koblenz até a antiga cidade Romana de Trier. Duração do Passeio e Hospedagens Embora não seja uma região muito extensa, a grande quantidade e as características das atrações demandam um bom tempo para que o viajante possa visitá-las e apreciá-las adequadamente. Não é uma viagem em que se possa simplesmente esgotar tudo o que tenha para se ver. Pelo contrário, o clima romântico e bucólico da região convida a um passeio mais relaxante. Há sempre de se arranjar tempo para curtir um entardecer com uma taça de vinho sentando nos bancos dos floridos jardins ao longo das margens dos Rios ou simplesmente se perder nas ruínas medievais de um Castelo que parece saído de um cento de fadas. Dessa forma, reservamos 2 noites de hospedagem no Vale do Reno e mais outras 2 noites para conhecer o Vale do Mosela. Nossos planos eram ambiciosos : conhecer a maior quantidade de castelos possíveis intercalando algumas paradas estratégicas nos vilarejos medievais típicos da região. Embora Koblenz possa concentrar a melhor infra-estrutura da região, decidimos procurar hospedagem em cidades menores da região, onde poderíamos ter mais tempo para relaxar e, dentre outros benefícios, ficar mais próximo de ter uma das raras experiências na vida de sentir-se rei por pelo menos uma noite e dormir em um verdadeiro castelo medieval. Meio de Transporte Apesar de ser uma região bem bucólica, é dotada de uma excelente infraestrutura de transporte. É possível fazer praticamente toda a rota de trem, carro, bicicleta e de barco. No nosso caso, como viajávamos com criança e precisávamos nos deslocar um pouco mais rápido, optamos pelo carro alugado. Foi bastante útil em alguns momentos para se chegar em alguns castelos com acessos mais complicados, como o Burg Eltz. Mas com mais tempo na região, certamente não deixaríamos de realizar o passeio de barco. Mas sempre é bom ter um motivo para voltar não é verdade? Custos Por se tratar de uma região bastante turística, os custos não são dos mais baratos da Alemanha. Com exceção de Koblenz, uma cidade relativamente grande, a grande maioria das hospedagens possuem poucos leitos, o que contribui para encarecer o preço da hospedagem na região em época de alta temporada. Por outro lado, a grande concentração de Castelos transformados em hotéis pode significar sua melhor oportunidade de dormir uma noite em um castelo de verdade. De uma forma geral, a concorrência é limitada, inclusive em restaurantes, e dependendo da época do ano, isso influencia no custo da região. Clima O tempo é normalmente chuvoso e bastante frio fora da alta temporada que acontece no quente da Primavera até a época da Vidima, a colheita das uvas, onde ocorrem várias festas em comemoração às colheitas em quase todos os vilarejos ao longo das margens dos Rios. Roteiro Detalhados Para destrinchar bem nossos roteiros, vamos detalhar em várias partes : 1) Parte I : Burg Rheinstein 2) Parte II : Burg Rheichenstein 3) Parte III - Bacharach 4) Parte IV - Castelos Liebenstein e o invencível MarksBurg 5) Conhecendo o Vale do Reno : Como é dormir em um verdadeiro castelo medieval, o Burg Schonberg 6) Conhecendo o Vale do Mosela : Burg Eltz 7) Conhecendo o Vale do Mosela : Trier e Bernkastel Kues 8 ) Conhecendo o Vale do Mosela : Cochem 9) Conhecendo o Vale do Reno e Mosela : Koblenz segue...
  17. Quando falamos de viagens e lugares para se conhecer, normalmente nos vem à mente belas paisagens, gastronomia e lugares abarrotados de turistas (muitas vezes barulhentos). Mas nem sempre lembramos que viajar também é conhecer a História e vivenciar lugares, os quais nem sempre trazem um passado glorioso. Este é o caso de Dachau, o campo de concentração construído pelos nazistas Leia mais… http://www.gotravel2live.com/europa/alemanha/dachau-o-campo-de-concentracao-alemao-que-serviu-de-modelo-nazista/
  18. CAMPO CONCENTRAÇÃO DACHAU Acessível através de carro desde Munique aproximadamente 20 m. TRAM desde Munique aproximadamente 40 m Parque estacionamento: 3 Euros http://www.Kz-gedenkstaette-dachau.de Plano do Campo Concentração de DACHAU Em visita a Munique , este era um dos locais que considerava imperdíveis não só pelo carga histórica que comporta mas também porque é viver um Passado muito Presente. Assim e para ter tempo de recuperar caso fosse necessário decidimos que DACHAU seria a primeira paragem. Como poderão constatar, muitas das fotos estão a preto e branco. A razão pela qual decidi tratá-las assim tem a ver com uma pequena homenagem que gostava de fazer a todos aqueles que pereceram neste campo. Fotos a preto e branco estão ligadas ao passado e à dor, fotos a cores têm a ver com o DACHAU presente e com a esperança de que o que ali se passou não se volte a repetir. O Campo de Concentração de DACHAU foi inaugurado em 22 de Março de 1933 após a chegada dos primeiros prisioneiros e apenas algumas semanas depois de Adolf Hitler ter sido nomeado Chanceler. Foi assim o primeiro campo a ser construído pelo novo governo nazista e foi descrito por Heinrich Himmler como sendo “o primeiro campo de concentração para prisioneiros políticos“ A primeira maquete do Campo de Concentração. Era assim em 1933 Durante o 1º ano de funcionamento teve 4.800 prisioneiros sendo a sua maioria alemães comunistas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime. Este campo serviu de modelo para outros campos de concentração, sendo que mais tarde foi a “Escola de Violência“ dos homens das S.S Durante os doze anos da sua existência, mais de 200.000 pessoas provenientes de toda a Europa estiveram presas aqui ou em campos secundários. Numa lista que se encontra no museu pude observar que estiveram aqui presos 4 portugueses. O edifício onde se situa a entrada principal do campo chama-se “JOURHAUS“ e além de entrada principal do campo foi também utilizado para os escritórios dos oficiais e pessoal das S.S. A entrada no campo é feita através de um pequeno túnel protegido por uma porta com barras de ferro e onde está inscrito (como em todos os campos) a frase “ARBEIT MACHT FREI“ ou seja “O trabalho liberta“, através da qual todos os novos presos entravam no campo . Esta porta separava os presos do mundo exterior. O lema “ARBEIT MACHT FREI“ reflectia a propaganda alemã de tentar banalizar perante os estrangeiros os campos de concentração querendo dar a ideia de que se tratavam de campos de “trabalho e re-educaçã “. Também se pode considerar que se tratou de um lema das S.S que implementava o trabalho forçado como método de tortura e como uma extensão do terror no dia a dia de um campo de concentração Em 1933, Theodor Eicke foi nomeado Comandante do Campo de Concentração. Foi ele que desenvolveu o plano organizativo e legal que seria mais tarde aplicado a todos os campos de concentração. Foi também dele a decisão de dividir DACHAU em duas áreas distintas: o campo de prisioneiros, rodeado por uma grande variedade de instalações de segurança e torres de vigilância; e de uma outra zona onde se situavam os edifícios administrativos e os quartéis das S.S Mais tarde quando foi nomeado Inspector Geral de todos os campos, Eicke estabeleceu DACHAU como modelo para todos os outros campos e também como escola de assassinato das S.S No inicio de 1937 as S.S. iniciaram a construção de um enorme complexo de camaratas utilizando o trabalho forçado dos prisioneiros. Esta construção foi terminada em 1938 e permaneceu inalterada até 1945 , mostrando assim que DACHAU esteve em pleno funcionamento durante todo o período de duração do Terceiro Reich. Os primeiros prisioneiros eram opositores políticos ao regime nazi, comunistas, sociais democratas , sindicalistas e membros do partido conservador e do partido liberal. Os primeiros presos judeus foram enviados para DACHAU por oposição política ao regime e não por perseguição étnica. Nos anos seguintes novos grupos foram deportados para DACHAU entre eles homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová e também sacerdotes. Na noite de 10 para 11 de Novembro , a chamada “Reichskristallnacht“ (“Noite dos vidros quebrados“) mais de 10.000 judeus foram aprisionados em DACHAU. A partir de Março de 1939, a agressão nazi que agora se dirigia também a outros países europeus, originou a chegada a DACHAU de prisioneiros de guerra provenientes da Polónia , Noruega, Bélgica, Holanda, França, etc. Os prisioneiros alemães tornaram-se assim numa pequena minoria sendo que o grupo mais importante correspondia aos presos Polacos e Russos. Hoje em dia, a fantástica exposição que retrata a história do campo de concentração está situada no chamado “Edifício de Manutenção“. Este edifício tem também o seu lado histórico pois além de diversos escritórios, armazéns, cozinha e lavandaria,era aqui que se situava o “ Banho dos Prisioneiros “ onde tiveram lugar os degradantes procedimentos para o registo de novos prisioneiros. Era aqui que o prisioneiro perdia toda a sua identidade como ser humano pois era despojado de toda a sua roupa, aneis, pulseiras, relógios, etc, mas mais importante era aqui que perdia a sua liberdade e a sua autonomia. Os banhos eram a ultima estação do procedimento de admissão. Rapavam a cabeça , eram desinfectados , tomavam duche , vestiam a farda de prisioneiro eram enviados para a respectiva camarata. Uma cerca de arame farpado electrificada , uma trincheira e um muro com 7 torres de vigia rodeavam o campo. Existia o que os soldados das S.S. definiam como zona de proibição e que consistia em um relvado antes da trincheira. Os prisioneiros sabiam que a entrada nesta zona constituía a morte pois os soldados posicionados sobre as torres de vigilância disparavam a matar. Muitos foram os prisioneiros que correram em direcção á zona proibida para que pudessem pôr termo ao sofrimento que lhes era aplicado. O Campo de Dachau estava dividio em 2 secções : a área das camaratas e a área do crematório. A área das camaratas era constituída por 34 blocos sendo que 32 se destinavam aos presos , 1 era destinado aos sacerdotes cristãos presos por se oporem ao regime e o outro estava reservado a “ Experiências médicas “ . As camaratas hoje existentes são uma réplica desses tempos. Mesmo assim ainda é possível imaginar as condições desumanas em que estes presos viviam. Não estavam autorizados a tocar nas camas dos dormitórios. Se após medição efectuada pelos guardas houvesse distâncias ou diferenças superiores a alguns milímetros todos os presos dessa camarata sofriam pesadas torturas. O número de camaratas destinadas a “ fins médicos “ foi crescendo ao longo dos anos chegando a alcançar 9 camaratas situadas no lado direito. A atenção médica no Campo era nula . Estas camaratas foram utilizadas pelos médicos das S.S. para efectuar experiências brutais em seres humanos. Ao regressar a DACHAU em 1955 o prisioneiro italiano Nico Rost recorda estas experiências : “ Ainda hoje , alguns anos depois da libertação , fico paralisado de medo quando passo no cruzamento do que antes era a camarata 3 .Esta era a camarata de presos que mais temia , era o reino do Dr. Rascher . As atrocidades que aqui foram cometidas ultrapassavam em muito todas as outras crueldades levadas a cabo em outros campos de concentração alemães. Os médicos abusavam dos prisioneiros indefesos . Aqui os prisioneiros eram colocados em água gelada até á congelação , eram efectuados transplantes de medula , ensaios de tuberculose , hipotermia e ensaios de novas drogas que terminavam numa morte agonizante depois de terríveis sofrimentos “ Em 1942 foi construída uma nova área de crematório pois o antigo já não dava para cremar todos os prisioneiros mortos neste campo. O novo crematório possuía já uma câmara de gás . Na construção do novo Crematório nada foi deixado ao acaso e num único edifício foram criadas 4 salas que em sequência permitiriam o extermínio em massa da população de prisioneiros. A primeira sala tratava-se de uma zona de desinfecção da roupa que era deixada pelos prisioneiros . Toda a roupa era tratada , desinfectada para ser posteriormente reutilizada. Na sequência das 3 salas seguintes , a primeira sala , designada como “ Sala de Espera “ , onde os prisioneiros eram informados que iriam “tomar duche “ , tal como a própria inscrição sobre a porta o indicava “ BRAUSEBAD “. Na realidade essa porta dava acesso á câmara de gás , de pequenas dimensões , com capacidade para cerca de 150 prisioneiros ( segundo informação no local ). A sala seguinte destinava-se á colocação dos cadáveres antes de serem recolhidos para serem cremados o que acontecia na sala contigua onde existiam 3 fornos . Na mesma área do crematório mas em zona separada , encontra-se o “ Antigo crematório “ de pequena dimensão e que já não dava saída a todos os mortos do campo. O número de prisioneiros em DACHAU entre 1933 e 1945 chegou a ultrapassar os 200.000. Foram assassinados cerca de 45.000 prisioneiros , mais uma quantidade grande que não estavam registados. De salientar que aquando da libertação do Campo de DACHAU pelas tropas Norte Americanas em 29 de Abril de 1945 ,foram ainda encontrados cerca de 30 vagões lotados com corpos em adiantado estado de decomposição. Na altura da libertação havia 67.665 prisioneiros registados . Destes 43.350 foram classificados como presos políticos , 22.100 como judeus e os restantes foram divididos em outras categorias. CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE DACHAU NO PRESENTE No topo do Campo existe uma escultura da autoria de Nandor Glid . Um esqueleto humano presta homenagem a todos os prisioneiros que num acto de desespero saltaram para a zona proibida. A morte no campo de concentração era comum e corrente. A escultura está demarcada nas laterias por dois postes de cimento que pertenciam á instalação de segurança que existia no campo. Foi acrescentado ao campo uma fila com a réplica do que seriam as camaratas . Ao longo da alameda que vai desde o edifício de manutenção até á zona do crematório , foram devidamente delineadas as posições das outras 34 filas de camaratas , sendo que cada uma está numerada. De forma a honrar as vítimas de diversas religiões que aqui pereceram ,foram construídas quatro igrejas e memoriais : A CAPELA DA AGONIA DE CRISTO Esta Capela foi o primeiro monumento religioso a ser construído no Campo pós a libertação. A sua inauguração oficial teve lugar a 5 de Agosto de 1960. A sua forma circular aberta simboliza o cativeiro de Cristo . A IGREJA EVANGÉLICA DA RECONCILIAÇÃO A Igreja protestante da Reconciliação foi inaugurada a 30 de Abril de 1967. Está situada abaixo do nível do solo do campo. Uma rampa conduz o visitante a uma entrada estreita e escura que depois se abre num pátio interior muito iluminado. No ponto onde as trevas e a luz se reúnem encontra-se uma porta de aço com a inscrição do salmo 17ª , “ Esconde-me sobre a sombra das tuas asas “. MEMORIAL JUDAICO Este memorial encontra-se á direita da Capela da Agonia de Cristo e foi inaugurado em 7 de Maio de 1967. A estrutura foi fabricada com lava de basalto negro e inclina-se em direcção ao solo como uma rampa. No seu ponto mais baixo existe um pátio onde através de uma pequena abertura no tecto entra a luz.No seu interior existe uma chama , a “ Ner Tamid “ ou seja “ A luz eterna “. CAPELA RUSSA ORTODOXA A Capela Russa Ortodoxa “ A Ressureição de Nosso Senhor “ está junto do forno crematório. É o monumento religioso mais recente e foi inaugurado em 29 de Abril de 1995. A Capela construída de blocos de madeira tem uma forma octogonal e está construída sobre uma pequena colina criada com terra da Ex União Sovietica. O seu ícono principal mostra Cristo ressuscitado que leva os prisioneiros para fora do campo. No chamado edificio de manutenção existe uma exposição permanente onde em cerca de 65 paineis , 5 videos e muitos objectos pessoais é contada a história real de DACHAU. Um espaço ímperdivel para quem pretende saber um pouco mais deste espaço cheio de mistério, cheio de terror, cheio de raiva e dor e um lugar onde a sensação da morte e sofrimento está sempre presente. Para mim foi um privilégio poder visitar este lugar e poder sentir e viver uma história muito recente, onde ainda se ouvem os ecos da xenofobia e da descriminação racial levada ao seu extremo. Ainda no "Memorial" tirei uma foto que para mim resume toda esta visita. A foto é esta: A mensagem que quero deixar para as gerações vindouras que poderão ler este report é: "Que a luz deste candeeiro seja capaz de iluminar o caminho daqueles que percorrem a alameda da paz e consiga manter ás escuras aquela torre de observação que quando aberta e funcional voltará a trazer a miséria , a dor e a morte." Frio, angustiante e arrepiante, foi assim que senti o CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE DACHAU. Visitem-no Abraço a todos João Paulo
  19. Uma difícil seleção de 10 atrações grátis em Berlim Fiquei pouco mais de 2 meses em Berlim e selecionar apenas as 10 melhores atrações grátis em Berlim foi a tarefa mais difícil que me propus. Sério! Tem tanta coisa interessante e grátis em Berlim que precisei me conter. Então, vamos lá: 1) O portão de Brandemburgo (Brandenburg Tor) 2) O prédio e a cúpula do Reichstag 3) Memorial aos Judeus Assassinados na Europa 4) Apenas 4 praças do Mitte (bairro central). 5) Topografia do Terror com partes do muro e Checkpoint Charlie 6) Passear pela Unter den Linden 7) Schlossbrücke, Berliner Dom e a Ilha dos Museus 8 ) Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche na Breitscheidplatz 9) Tiergarten 10) O muro de Berlim na East Side Gallery e o Memorial do muro na Berliner Strasse Quer conhecer melhor essas atrações e ler o post com fotos? Clique no link a seguir: http://www.turistando.in/10-atracoes-gratis-em-berlim/
  20. Pessoal. Esta é minha primeira postagem de relatos. Já postei antes, mas somente dúvidas. Gostaria de uma sugestão. Meu relato está pronto, mas ficou muito grande (22 páginas). Qual é a melhor maneira de postá-lo aqui? Inteiro? Por dia? Por cidades? Esta é a melhor página do fórum para publicar isso? Vou responder todas as dúvidas que surgirem com o maior prazer e dentro das minhas possibilidades. Para começar vou disponibilizar o primeiro dia: 13 de maio de 2016 (Rothenburg ob der Tauber e Nuremberg). Dia 11 – Quebrou o avião, dormimos em SP... Dia 12 – Embarcamos. Dia 13 – Chegamos em Frankfurt. Tivemos uma surpresa com o valor do carro alugado, mas conseguimos um Fiesta e partimos rumo a Rothenburg ob der Tauber. Pegamos algum trânsito na estrada pois estava em obras. Aliás, como fazem obras nas estradas alemãs! Chegamos a Rothenburg e conseguimos estacionar muito próximo da muralha medieval. Entramos caminhando pelo portão Rodertor. Muito bonito com uma ponte sobre o fosso de proteção. Estava uma garoinha chata e nós estávamos com fome. Logo encontramos um Kebab (o primeiro de muitos). Kebab e café. Estávamos com muita saudade deste tipo de sanduíche turco. Seguimos caminhando pelas ruelas até a praça principal a Markplatz. Rothenburg sofreu um longo cerco durante a Guerra dos 30 anos, em 1631, mas resistiu. Após a guerra veio a peste negra e após estes episódios a cidade ficou sem recursos e acabou perdendo sua importância. Parou de crescer, o que ocasionou a preservação do seu centro histórico que se mantém intacto desde então. Na Markplatz encontram-se a Rathaus (prefeitura), uma linda fonte, várias casas com o madeirame a vista (enxaimel) e a famosa loja de enfeites de natal de Rothenburg, a Kathe Wohlfahrt's Christmas Shop. Nós queríamos muito um enfeite como recordação ou quem sabe até mesmo um presépio. Tudo era muito lindo nesta loja, tudo manufaturado em madeira e outros materiais. Porém, e até mesmo por isso, eram muito caros e acabamos não levando nada. Rothenburg é uma cidade para se aventurar pelas ruelas e literalmente se perder, orientando-se pelas altas torres da Igreja St. Jacob (iniciada em 1311). Caminhamos até o museu do crime e tortura. Museu interessantíssimo, contém instrumentos de tortura medieval, como cadeiras com espetos, tábuas para alongar membros, peças de ferro que se aquecem entre outros (poderia facilmente ser chamado de museu da fisioterapia!!!). Neste museu vimos uma Iron Maiden original. Máscaras da vergonha, onde os criminosos eram obrigados a utilizar máscaras de metal com cara de porco ou burro. Jaulas de ferro para exposição pública e aparelhos onde se desciam os criminosos até o rio em jaulas para que passassem frio. Além de tudo havia uma impressionante coleção de selos reais, utilizados para validar documentos, de todos os tamanhos e tipos. Caminhamos mais um pouco e começamos a voltar para o carro. Paramos junto ao portão que entramos e subimos as muralhas. Experiência gratificante. Deu para imaginar os soldados correndo de um lado para o outro durante os cercos. Andamos bastante lá em cima, as vistas eram lindas. Enfim pegamos o carro e rumamos para Nuremberg. Fomos por estradas secundárias, o que nos proporcionou vislumbrar diversas vilas. Todas com sua igreja com a torre no formato “embarrigado” e uma pequena cruz dourada na ponta. Umas nos chamou a atenção, foi Schwabach. Havia uma feira e muitas famílias atravessavam a estrada para participar. A Igreja de lá, vista da estrada, nos pareceu especialmente bonita. Em Nuremberg fizemos nosso check-in e já era tarde, cerca de 18:30hs. Estávamos muito cansados devido ao fuso, ao vôo mal dormido e à noite anterior, também mal dormida em função do cancelamento do vôo. Mesmo assim decidimos caminhar um pouco para comer alguma coisa. Do nosso quarto de hotel dava para ver uma das torres da muralha fortificada. A Torre do portão Ludwigstor. Entramos por este portão, que é impressionante, como os outros da cidade, muito grande e circular, parecia intransponível mesmo. A muralha que o acompanha é linda também, bem como o fosso de proteção, hoje seco, onde as pessoas correm e passeiam com seus cães. Passando por este portão vimos outra igreja de St. Jacob (pelo jeito este santo é dos bons...) e pela Igreja de St. Elisabeth esverdeada. Logo chegamos a uma bela praça com uma fonte muito curiosa, a fonte do casamento. Há esculturas de todas as fases do casamento, teoricamente, pois na prática são figuras estranhas e que na nossa opinião, não combinam muito. Há um lagarto gigante, umas caveiras lutando, um casal peladão e outras coisas estranhas. Caminhamos mais um pouco e logo encontramos uma feira, onde as pessoas vendiam roupas usadas, brinquedos velhos, algumas antiguidades e um monte de quinquilharias. Cheia de gente, mal conseguíamos andar. Passamos por algumas pontes sobre o rio Pegnitz, caminhamos um pouco pela principal rua de comércio da cidade, a Karolinenstrasse, com a Catedral de São Lourenço ao fundo (outro santo forte por aqui). Comemos a tradicional salchicha de Nuremberg, que é pequena com pão. Dizem que é pequena pois antigamente era o único tamanho que cabia nos buracos de fechadura, por onde passavam a comida aos leprosos. Voltamos e capotamos no hotel.
  21. A Alemanha nunca esteve nos meus planos principais, mas quando se vive (e viaja) a dois, você acaba multiplicando destinos, e às vezes isso pode ser uma ótima surpresa! Não vou dizer que Berlim esteja entre as cidades que mais gostei no mundo, mas com certeza superou minhas expectativas! Estávamos estudando em Paris, e encaixamos um fim de semana pra conhecer a terra do apfelstrudel! Logo ao chegar no aeroporto alemão, assim como em todo o trajeto do trem para o centro da cidade, já se via uma imensidão verde, Berlim apesar de um pouco cinzenta, é muito arborizada. Tudo por lá é bem moderno, o metrô é um exemplo a ser seguido, você chega até os trilhos do trem sem passar por nenhuma catraca, lá chegando há algumas máquinas onde você mesmo compra seu bilhete (caso algum fiscal te solicite e você não esteja com o bilhete, a multa é de 100 euros!). Foi ai que começamos a nos surpreender com a simpatia dos germânicos, depois de muitos minutos sem entender que tipo de bilhete deveríamos comprar, veio uma alemã gentilmente nos ajudar, ainda bem! Descemos na estação Friedrichstraße (aqui aceitei que não entenderia uma só palavra em alemão rs) e seguimos a pé para a pousada só para deixar as mochilas e começar a descobrir uma nova cidade, era outubro e já estava bem frio. Começamos pelo Checkpoint Charlie, a réplica de um posto militar que ficava na divisão entre as Alemanhas ocidental e oriental na época da guerra fria. Ao lado há uma grande placa com os dizeres “Você está deixando o setor americano”/”Você está entrando no setor americano” e alguns metros à frente um grande painel com explicações e mapas da época, assim como um pedaço do muro. Já tínhamos reparado nos simpáticos homenzinhos nos semáforos, e de repente trombamos com uma loja inteirinha de produtos do Ampelmann, irresistivel dar uma entradinha antes de passar para o próximo ponto. Seguimos em direção ao Portão de Brandemburgo, um dos lugares mais visitados de Berlim, já era noite e ele estava lindo todo iluminado. Sua história é bastante longa, palco de comemorações e de eventos para serem esquecidos como o nascimento do Terceiro Reich de Hitler. Em 1961, o Brandenburger Tor, foi fechado pelo Muro de Berlim, hoje é possível ver a demarcação do muro logo atrás dele. Procurando algo para comer, caímos em um lugar super tradicional e nada turístico. O Staendige Vertretung era uma mistura de bar e restaurante com mesas grandes onde todos acabam sentando juntos, e onde tivemos certeza da simpatia dos alemães. Um casal da mesa ao lado puxou conversa conosco e recomendou que tomássemos uma cerveja típica do lugar, era um lindo copinho pequeno e a cerveja era terrível rs, logo depois um grupo grande chegou nos pediram para pular uma cadeira para que coubessem todos, como agradecimento, um deles ofereceu ao meu namorado a tal cerveja típica, coitado, teve que aceitar rs! Recomendo, a comida era maravilhosa e a cerveja -não tradicional- também! No dia seguinte pegamos o metrô em direção à East Side Gallery, que é a parte do muro ainda preservada e transformada em galeria de arte a céu aberto, são vários kilometros de muro grafitado, é lindo e ao mesmo tempo triste, todas as obras tem temas relacionados aos sofrimentos pelos quais a Alemanha passou, ver aquelas imagens de pessoas sofrendo e depois imaginar que estamos tocando em algo que simplesmente acabou com a vida de muitas pessoas, separou famílias… é bem forte. Decidimos seguir a pé até a Alexandrerplatz, a principal praça do centro da cidade onde se encontra a enorme Torre de TV. Mais a frente fica a igreja de Santa Maria, a mais antiga de Berlim e a linda fonte de Netuno. Continuamos até a ilha dos museus, onde, além dos museus, claro, se encontra também a imponente catedral de Berlim, mas como o tempo era curto, só deu para tirar algumas fotinhos. (Cuidado com essa região, há muitas mulheres e crianças tentando golpes pega-turista). O próximo ponto foi a Neue Wache, que hoje é um memorial para as vítimas da guerra e da tirania. É um prédio vazio com uma pietá no centro e acima dela um buraco aberto no teto, exposta a chuva, a neve e ao frio, ela simboliza o sofrimento das pessoas na época da guerra. Depois de um lanchinho rápido seguimos para a Gendarmenmarkt, uma curiosa praça onde se encontram uma sala de concertos e frente a frente duas catedrais praticamente iguais, uma francesa e outra alemã. Pra terminar o dia, fomos novamente até o Portão de Brandemburgo e seguimos pela avenida, passando pelo memorial de Guerra soviético até chegar à Coluna Vitória, uma enorme construção com a estátua da deusa Vitória no topo. Subir seus intermináveis degraus pode ser cansativo, mas garanto que a vista compensa, os parques que margeiam a avenida formam uma densa floresta multicolorida. Em nosso último dia na capital alemã, o sol finalmente apareceu! A temperatura continuava quase congelante, mas o céu azul limpinho se encarregou de deixar tudo mais agradável. Passamos novamente pelo metrô Friedrichstraße, e pela segunda vez notei a triste escultura em frente à estação. Uma família de um lado e duas crianças do outro, eles carregam malas e alguns pertences pessoais e todos tem expressões tristes. Não encontrei o significado dela, mas com toda a história que a Alemanha carrega, certamente é uma homenagem aos que já sofreram muito por ali. Seguimos para o Reichstag, o Parlamento alemão. Seu imponente prédio é lindo e bem preservado por fora (não é original da época, passou por uma reforma após ser incêndiado e destruído em diferentes épocas da história), mas a parte mais interessante é sua enorme e moderníssima cúpula de vidro (também reformada), onde se pode caminhar e ter uma bela vista da cidade. Para nós foi impossível pois teríamos que ficar em uma fila de 2h e não tínhamos esse tempo, infelizmente em uma viagem curta como essa é preciso deixar algumas coisas de lado. O muro de Berlim passava muito próximo ao Parlamento e é um dos lugares onde é possível ver suas marcas no chão. Ainda nesta região, encontramos sem querer o recente Memorial para os ciganos vítimas do holocausto. Inaugurado em 2012, a homenagem é um lago circular rodeado de placas no chão e um poema na entrada. Saindo de lá, seguimos para um dos lugares mais tristes que já visitei, o Memorial do holocausto. São 2.711 blocos de concreto que (pelo menos para mim) dão a impressão de serem caixões gigantes, cada um com uma altura diferente, formando um labirinto irregular por onde as pessoas circulam. O conjunto cinzento e triste com certeza alcança seu objetivo de reflexão sobre um período tão tenebroso. Ufa, pra sair dessa vibe triste nada melhor que um típico apfelstrudel! Bem em frente ao memorial tem alguns restaurantes e lojinhas de souvenirs (que aliás, não são nada baratos nesta cidade!). Finalizamos com uma visita ao parque Tiergarten, próximo ao Portão de Brandemburgo. Uma enorme área verde super limpa e bem cuidada, os parques por aqui são um pouco diferentes, há pouco cimento e nada de restaurantes ou lanchonetes, apenas árvores, muitas muitas árvores, lagos, esculturas e alguns banquinhos. Mesmo estando em uma área bem urbana, é um lugar que emana paz tranquilidade. O chão todo forrado de folhas de outono completa o visual incrível. Dentro do parque há uma exposição permanente chamada Global Stones, são 5 pedras, cada uma simbolizando um continente. Porém, a representante da América, vinda da Venezuela, vive há anos uma polêmica entre o artista Wolfgang von Schwarzenfeld e índios venezuelanos que lutam para ter sua pedra de volta. O caso está em negociação até hoje. Antes de pegar o trem de volta para o aeroporto não resistimos a tentação de comprar uns chocolatinhos, assim como os cosméticos, eles são muito baratos (e maravilhosos) na Alemanha, existem algumas lojas como a Rossmann onde se encontra de tudo com ótimos valores. A Alemanha me surpreendeu muito por sua modernidade, acolhimento e diversidade cultural, mas creio que as memórias deixadas por sua história tão triste e violenta ainda são as principais lembranças que os visitantes carregam de Berlim. Posts originais e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-i/ e http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-ii/
  22. [creditos]https://avidadoviajante.blogspot.com.br/2016/06/stuttgart.html[/creditos] [t1]Stuttgart[/t1] Capital do Estado de Baden-Württemberg, é também o centro urbano mais representativo da Suábia, uma das regiões de mais forte tradição cultural da Alemanha, que já falamos bastante aqui no blog. Fica bem próximo, por exemplo, dos Alpes Suábicos com suas impressionantes paisagens naturais e monumentos históricos como os Castelos de Lichtenstein e Hohezollern, que já conhecemos no post : Schloss Lichtenstein e Burg Hohenzollern - Dois castelos de contos de fada na Suábia. A linda fonte de Blautopft e a cidade universitária de Tubingen também estão a poucos kilômetros de Stuttgart, já destrinchamos essas atrações nos posts Blautopft - Um passeio pela nascente azul da Sereia Lau e Tubingen - Uma jóia escondida na Suábia. Apesar de contar com mais de 1000 anos de idade, graças ao intenso bombardeio que sofreu durante as Guerras Mundiais, é mais conhecida atualmente pela cultura automobilística altamente desenvolvida, sendo sede de algumas das empresas mais conhecidas e celebradas da indústria, como a Mercedes-Benz, Porshe e Bosh. Porém, assim como o restante do País, está vivendo um movimento de valorização do passado, sendo uma das cidades que melhor incorpora o espírito da nova Alemanha, aliando o alto crescimento industrial de tecnologia de ponta com o senso de preservação de suas antigas tradições históricas e culturais. [t3]Como chegar[/t3] É de fácil acesso tanto de carro, quanto trem ou avião. Fica a cerca de três horas e meia de Paris e a pouco mais de duas horas de Munique, sendo por isso mesmo uma boa opção para um stopover em uma viagem de trem entre as duas. [t3]O que fazer ?[/t3] Centro Histórico Como em quase todas as cidades alemãs deste porte, o sofisticado sistema de transporte público é exemplar, contando tanto com linhas de metrô U-Bahn, S-Bahn, quanto o bonde StrasseBahn e Ônibus, além de ruas bem sinalizadas. Se estiver de carro, no entanto, opte por ficar um pouco mais afastado do centro histórico, onde várias ruas são somente para pedestres. Palacio Novo do Centro Histórico Por falar na Altstadt, a primeira vista parece não ser muito atraente. A maior parte do casario histórico foi devastado durante as Grandes Guerras, deixando boa parte da área com um caráter predominantemente comercial. A grandes e larga vias de pedestres KonigStrasse concentra grandes lojas de Departamento e várias opções de restaurantes ou lanches rápidos. Fonte na SchlossPlatz O complexo ainda tem jardins bens cuidados, onde a paisagem tranquila e bucólica contrasta com as outras movimentadas ruas de comércio. Aqui você vai encontrar, uma extensa área verde , uma autêntica beergarten e até mesmo o moderno prédio da Opera. Do outro lado da rua fica a Staatsgalerie, o museu mais celebrado da cidade, com um riquíssimo acervo de obras de arte, especialmente da escola francesa. Jardins do Palácio Vista traseira do Palácio Novo A partir do Palácio Novo, andando no sentido oposto ao dos Jardins pode-se contemplar vários outros pontos de interesse. A KarlsPlatz, onde ocorre um animado mercado de pulgas aos Sábados e que fica vizinho ao Alte Schloss, a antiga residência medieval dos Condes de Wurttemberg, do século XV, com a memorável e ancestral Stiftkirche, a Igreja mais importante da cidade, a sua direita. Difícil não se impressionar com um autêntico castelo medieval bem no Centro de uma cidade moderna, ainda mais a uma curta distância de um palácio barroco de tamanho colossal. Em 1861, o Antigo Palácio foi transformado no Museu Regional de Wurttemberg pelo Rei Willian I, que ganhou uma estátua equestre no pátio do prédio. O tamanho e abrangência do acervo nos surpreendeu, sendo possível aprender desde os aspectos pré-históricos da região até os costumes e objetos da época da Realeza, tudo de forma organizada e acessível. No fundo do Museu, fica a SchillerPlatz, considerados por muitos, a praça mais bonita de Stuttgart. O conjunto harmônico formado pela pitoresca Stiftkirche com as casas estilo enxaimel impressionam pela sua beleza e opulência. A Stiftkirche é resultado da influência religiosa da família real dos Wurttemberg, que governaram a região durante muitos séculos. Construída no século XI, abriga no seu austero interior, transformado hoje em uma Igreja protestante Luterana, vários túmulos de diversos nobres da família. Observe o antigo prédio do celeiro real , hoje museu de Instrumentos Musicais que tambem faz parte do Museu Regional de Wurttemberg. Bad Cannstatt Para conhecer outra parte das maiores atrações da cidade dirija-se ao distrito de Bad Cannstatt, um pouco mais afastado e que abriga o Wilhelma Zoo e Jardim Botânico, um dos mais festejados zoológicos da Europa inserido em um imenso parque. Ali pertinho fica o NeckarPark, onde acontece a Cannstatter Wasen, a Oktoberfest de Stuttgart, no mês de Outubro, que falaremos mais no próximo post. Quase em frente ao NeckarPark fica a Mercedes Benz Arena, a casa do time do VfB Stuttgart, que conta com uma fanática torcida, embora nem sempre o time corresponda em campo. E como se não bastasse todas essas atrações, é lá que se localiza a meca de todos os apaixonados por automobilismo alemão : o Museu da Mercedes Benz. Construído em um prédio de design futurista aerodinâmico, abrigando rampas em formato helicoidal, a visita começa pelo andar de cima de onde se tem uma bela vista da cidade. Depois de conhecer a história da fundação da companhia que une a trajetória de Benz e Daimler, pioneiros no desenvolvimento e produção do motor a combustão. Ali estão os projetos pioneiros, inclusive o Benz 1886, primeiro carro do Mundo. Desça as rampas que dão acesso a incrível coleção de raridades dessa fantástica fábrica de maravilhas. Nada parece ser esquecido, é possível ver, aprender e interagir com vários elementos que formam a história da marca que revolucionou a mobilidade humana. São centenas de modelos expostos com maestria e, no final, um showroom mostra os atuais objetos de desejo da marca. O museu conta ainda com um bom restaurante para fazer um lanche , já que dificilmente você vai querer sair dali em menos de 2-3h. Stuttgart ainda oferece o Museu da Porsche, infelizmente fica um pouco mais afastado e não tivemos tempo de conferir nessa viagem. Alguém já passou por lá para nos contar como foi? [info]Proximo Post : Como é visitar a 2ª Maior Oktoberfest do Mundo[/info]
  23. Eu havia saído de Luxemburgo e, após uma rápida conexão em Koblenz, chegara a Frankfurt. Era a minha segunda vez na Alemanha, pois já havia participado de um intercâmbio cultural de seis meses em Berlim, em 2001/2002, seis anos antes. Sem saber o caminho, consegui alguma informação e cheguei à Lokalbahnhof, onde notei que continuava perdido. Pedi informação mais um par de vezes até poder, finalmente, apreciar uma relaxante caminhada noturna à margem do rio Main e chegar ao albergue. Hospedei-me no Haus der Jugend, um albergue grande, moderno e organizado, que possui uma linda vista do rio. Já era tarde e eu só tive tempo e disposição para comer e dormir. Levantei cedo, tomei café da manhã e me joguei pro centro. Era tão cedo que a cidade ainda parecia estar acordando, estava muito pacata. Passei pela Zeil, um calçadão comercial, e cheguei a Römerberg, a praça símbolo da cidade, que reúne a Altes Rathaus (antiga Prefeitura), Ostzeile (conjunto de edificações típicas com a técnica enxaimel, cujas paredes intercalam hastes de madeira e pedras ou tijolos), a Fonte da Justiça (que alguns dizem ter jorrado vinho na coroação do Kaiser Matthias, em 1612) e, no chão, um marco, uma triste lembrança que levam as inscrições: “An dieser Stelle verbrannten am 10.Mai 1933 Nationalsozialistische Studenten die Bücher von Schriftstellern, Wissenschaftlern, Publizisten und Philosophen. Das war ein vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am ende auch Menschen” (Neste ponto, em 10 de maio de 1933, estudantes nazistas queimaram livros de escritores, cientistas, publicitários e filósofos. Isso foi apenas um prelúdio, onde se queimam livros, no final queimam-se pessoas também) Visitei também algumas igrejas, como a medieval St. Leonhardskirche, a Alte Nikolaikirche com seus 40 sinos, e a imponente Kaiserdom Sankt Batholomäus. Parada obrigatória para quem visita a cidade é a Goethe Haus (casa-museu de Johann Wolfgang von Goethe). Nascido em Frankfurt, o autor de “Fausto, uma tragédia” é um dos maiores autores alemães e o museu mostra um pouco do seu dia-a-dia e de sua personalidade. Livros, quadros, manuscritos e móveis (incluindo sua escrivaninha) são apenas alguns dos objetos que se encontram (muito bem conservados) em exposição. Em Mainhattan – apelido recebido pela zona de arranha céus, devido à semelhança com a ilha de Manhattan, em New York – pude ter as melhores vistas panorâmicas da cidade ao subir no terraço do Main Tower, um edifício comercial com a fachada inteira de vidro e 240 metros de altura. De volta à terra firme, cruzei mais uma vez com a Zeil (calçadão comercial que citei anteriormente), onde entrei na Kaufhof – umas das maiores redes de lojas de departamentos da Alemanha – e em outras lojas e galerias. Já era de tarde e eu não havia almoçado ainda. Procurei por alguns restaurantes e não resisti ao ler no cardápio um prato com a salsicha Frankfurter (típica da cidade), purê de bata, Sauerkraut (chucrute) e mostarda – mais tradicional, impossível! Caminhando novamente pelas margens do Main, cheguei ao albergue. Aproveitei para descansar e definir os próximos planos da viagem na sacada do meu quarto, enquanto aproveitava o cenário composto pelo rio, pontes e, ao fundo, Mainhattan. Mais tarde, aproveitei para fazer algumas compras necessárias (itens de higiene e comida) para continuar a viagem e corri até a ponte para fazer algumas fotos noturnas. No outro dia, acordei com um companheiro de quarto japonês desesperado, dizendo que seu telefone celular havia sumido. Eu e os demais olhávamos a situação sem querer entender o que ele estava querendo dizer… Sem respostas, ele saiu do quarto. Segundos após essa situação constrangedora ele retorna com o celular na mão. E todos ficamos aliviados. Não perguntei mas, provavelmente, ele devia ter esquecido no banheiro ou na mesa do café da manhã. Levantei, arrumei as coisas, tomei meu café e parti para a estação de ônibus. Diferentemente de quando cheguei, quando caminhei até o albergue, resolvi tomar o ônibus #46 que demorou mas chegou. Já na estação de trem fui abordado por dois pedintes, um deles era português – senti a estranha sensação de ver um colonizador pedindo esmola para a colônia. Sim, infelizmente, na Alemanha também tem disso. Despistei-os e segui para o trem que me levaria à Munique. Leia o post original com fotos: http://viajanteinveterado.com.br/frankfurt-nao-e-so-business-alemanha/ Este é o 21º post da série Mochilão na Europa I (28 países) Leia o post anterior: Um dia em Luxemburgo (Luxemburgo) Leia o post seguinte: Munique: uma das cidades mais interessantes da Europa (Alemanha)
  24. [creditos]http://avidadoviajante.blogspot.com[/creditos] Castelo de contos de fada da Alemanha Estima-se que existam aproximadamente 4 mil castelos espalhados pelo território alemão. As maiores concentrações desses imensos remanescentes de um passado glorioso e ao mesmo tempo bélico estão no Vale do Reno e do Mosella, mas em diversas outras regiões podemos encontrar fortificações que parecem saídas diretamente de um livro medieval. Tem até uma rota turística própria de castelos cortando o país, já falamos sobre ela neste post.. Por aqui, vamos abordar outros dois dos mais conhecidos Castelos da Alemanha, que ficam localizados fora da rota, mas bem próximos um do outro, na região da Suábia. O que é a Suábia? É uma região que formou um antigo condado na Idade Média, que ainda conserva traços culturais e linguísticos próprios, situada em um território que hoje pertence aos Estados da Baviera e Baden-Württemberg. Tem relevo predominantemente alto, repleto de belas paisagens naturais, entre as quais se destaca os Alpes Suábicos ( Schwäbische Alb), pertencente a cordilheira e maciço de montanhas de Jura. As íngremes encostas, despenhadeiros e florestas da região são lugares perfeitos para encontrar alguns dos mais impressionantes Castelos da Alemanha e de toda a Europa, dos quais se destacam o Schloss Lichtenstein e o Burg Hohenzollern. Schloss Lichtenstein Lembra-se da imagem de infância que temos do Castelo do Drácula? Pois é, este e o Schloss Lichtenstein. De extravagante aparência gótica, o Castelo talvez seja o mais conhecido de toda a Alemanha após o Neuschwanstein (já falamos sobre esse castelo aqui História Assim como o seu "rival", apesar da aparência, o Lichtenstein também não é um castelo da Idade Média. Apesar de ter existido uma fortaleza desde o séc. XII, conhecida hoje em dia como "Old Lichtenstein", sucessivas guerras levaram a constantes destruições e reconstruções sob o domínio dos Cavaleiros de Lichtenstein até meados do século XVI, quando foi abandonada e relegada a um segundo plano. Foi somente em 1840-42, que o Conde Wilhelm de Wurttemberg, inspirado por um romance intitulado "Lichtenstein" de Wilhelm Hauff construiu o complexo atual utilizando as fundações originais da antiga fortaleza. Cenário Super Street Fighter II Hoje o castelo ainda é uma propriedade privada dos condes de Urach, mas foi aberto ao público e é um das principais atrações turísticas da Suábia. Aparece frequentemente nas listas dos castelos mais bonitos do mundo, inspirando a cultura moderna. Só para citar um exemplo, o cenário utilizado pela personagem Cammy do game Super Street Fighter II é baseado nos traços e localização do Lichtenstein. Como Chegar? O acesso, como era de se esperar, não é dos mais fáceis. Fica no caminho entre Munique e Stuttgart, mais precisamente em Honau, bem próximo a Tubingen, uma cidade universitária que possui um dos centros históricos mais bem preservados da Alemanha, e que já destrinchamos em outro post. É complicado chegar de transporte público, fica melhor se estiver de carro, subindo uma montanha até encontrar o estacionamento, que nem sempre tem vagas suficientes. Eu disse que era um lugar bastante frequentado. Do estacionamento, sobe-se uma trilha acentuada até um conjunto de elegantes prédios que fazem parte do complexo do Castelo, mas ainda nem sinal da vista ilustrada em centenas de sites e guias de viagem. O que fazer ? Logo no portão de entrada, fica a bilheteria, aberta todos os dias de Abril a Outubro e somente aos fins de semana em Fevereiro, Março e Novembro. Existem visitas guiadas em que se pode apreciar o museu no interior do Castelo, com uma coleção bastante rica de armas antigas e antiguidades, mas se o tempo estiver curto, não se preocupe, o que impressiona mesmo é a vista do pátio interno. Os preços atuais podem ser encontrados neste link. Ao entrar , a primeira vista da entrada do prédio principal do complexo já impressiona. Uma linda ponte de madeira sobre com uma soberba fachada gótica ao fundo. Andando um pouco mais pelo pátio interno você encontrará a verdadeira vista que te trouxe até aqui. É neste ponto que você pára, respira fundo e diz Uau!! O Castelo parece emergir diretamente da ponta do rochedo, que por sua vez dá a impressão de ser um pico desconectado da montanha que você subiu. Do outro lado, uma linda vista dos Alpes Suábicos, com seus despenhadeiros, vales, florestas e vilarejos por todos os lados. É realmente impressionante. Burg Hohenzollern Este é o conhecido Castelo nas Nuvens que muitos sites e guias de viagens estampam fotos. O que pouca gente sabe é que, além da impressionante localização , a imponente fortificação também teve uma fundamental participação na história alemã e até mundial. O castelo é a residência ancestral da Casa Real da Prússia e dos Príncipes de Hohenzollern, a dinastia responsável pela unificação da Alemanha no século XIX e que comandou o país durante a Primeira Grande Guerra Mundial. História Existe uma fortificação no local desde o século XIII, servindo de residência para os Condes da Suábia. Assim como o Lichtenstein, o Castelo foi destruído e reconstruído devido a guerras e caiu no ostracismo. Foi somente em 1850 que o Rei da Prússia, Frederick William IV , colocou em ação o plano de restaurar a antiga casa da família e construir o mais imponente complexo fortificado da Alemanha no século XIX. Situada na mais bela montanha da Suábia, a 880m de altitude, nas cercanias da cidade de Hechingen, bem próximo a Tubingen e Sttutgart. A localização é simplesmente espetacular, o castelo em dias nublados parece flutuar entre as nuvens. Em dias de sol, pode-se admirar toda sua imponência mesmo das rodovias no pé da montanha. Entre os locais , esta montanha é conhecida como Zoller. Como chegar? Novamente, como já era de se esperar, o acesso não é dos mais fáceis. Primeiramente você deve chegar até o estacionamento na base da montanha. De lá, compre o ticket. Pode-se visitar o Castelo de duas formas : pagar um ingresso para passear somente pelos pátios ou então ter acesso aos aposentos internos por meio de um tour guiado. Consulte os preços e horários de entrada aqui . Espere o ônibus que vai te levar até a entrada do castelo. Uma surpresa, porém, é que depois da tal "entrada", é necessário subir ainda por rampas em formato espiral que adentram as muralhas, são várias curvas elípticas que sobem mais 20 metros até que possa de fato chegar ao pátio externo da fortificação, onde a águia da Casa Real da Prússia lhe dará finalmente as boas vindas. Foi um bom exercício e a vista do complexo fortificado e de todo o horizonte abaixo compensam o esforço. Monte Zoller Castelo Hohenzollern A águia da Prússia lhe dá as boas vindas O que fazer? Apesar da aparência austera, por dentro o Palácio é muito confortável e sofisticado, é preciso usar até pantufas para não danificar o piso. Tem um ar bastante nostálgico e familiar, a guia mostra uma foto da família e explica que , ocasionalmente, o Príncipe da Prússia, Jorge Frederico, passa alguns dias por ali. O palácio é um dos mais visitados da Alemanha, atraindo cerca de 300 mil pessoal por ano. Aposteltor (Portal) trazido da Igreja do Kaiser Wilhelm de Berlin O complexo é gigantesco, inclui além dos aposentos internos, duas Igrejas : uma católica, moldada ao estilo da Sainte Chapelle em Paris, e outra protestante.Pode-se visitar a casamata, jardins e tem até um beergarten. A melhor parte da visita, no entanto, são o tesouro, que guarda as jóias da coroa e a capela de St Michel, única parte sobrevivente do antigo castelo construído no local. Pátio interno Impressionantes muralhas Burg Hohenzollen Impressões Finais A Alemanha tem um dos conjuntos históricos mais bem preservados do planeta, onde se destacam alguns castelos modernos de propriedade privada, mas inspirados em antigas construções medievais, entre elas o Schloss Lichtenstein e o Burg Hohenzollern, a Casa da Família Imperial da Prússia. Para visitar os castelos , recomenda-se o acesso pelas fantásticas auto-estradas alemãs, e hospedagem na cidade de Tubigen ou Stuttgart, na região da Suábia, com diversas paisagens de tirar o fôlego do viajante. O blog A Vida do Viajante recomenda essa viajante para todos os tipos de viajantes, sem exceção.
  25. Antes de mais nada, agradecemos aos membros do MOCHILEIROS.COM que nos ajudaram na montagem do Roteiro. Temos fotos e mais relatos individualizados para cada Cidade no Blog http://viajandofeliz.com.br/viagens/category/alemanha/ que, talvez, possa ter alguma utilidade para quem ainda não conheceu a Alemanha. Fotos e mais relatos: ViajandoFeliz.com.br Blog http://viajandofeliz.com.br/viagens/category/alemanha/ Destino: Alemanha. Centro + Sul Todos os elogios que fazem à Alemanha, enquanto destino turístico, são poucos. Após priorizar várias cidades na Europa em nossa lista de “lugares para conhecer”, finalmente (e felizmente) nos decidimos pela Alemanha em Dezembro de 2014. E que decisão feliz foi esta! o/ Já tínhamos uma experiência anterior na vizinha Holanda, que, certamente, pela sua cultura “Deutsche”, pesou muito na hora de elencarmos Alemanha como nosso destino no ano seguinte. Roteiro Frankfurt > Nuremberg > Munique > Heidelberg > Frankfurt E lá fomos nós, para o mais difícil: elaborar o roteiro, escolher as cidades, definir nossas cidades-base e pesquisar todos os bate-voltas interessantes e possíveis, claro, em uma nem sempre fácil equação, com muitas variáveis, entre elas tempo e dinheiro disponível, sem abrir mão do item conforto: afinal, fazemos “mochilão arrumado” depois de 45 primaveras… : ) Decidimos entrar e sair por Frankfurt e fazer uma espécie de triangulação em 17 dias (de 14 a 31 de Dezembro). Pronto! Por que escolhemos este roteiro? 1. Aérea ficou expressivamente mais barata entrando e saindo pela mesma cidade. 2. Andar de trem na Alemanha não é caro, quando compra-se passagem com antecedência. Além de adorarmos passear de trem pelo velho mundo! 3. O trajeto meio que “triangular” nos faria evitar trilhar a volta em um mesmo percurso, algo bastante chato, especialmente quando envolve viagens de 2, 3 horas. O nosso roteiro ficou então: Frankfurt (chegada + 1 dia) Nuremberg: 4 dias com bate volta a Furth Munique: 4 dias Heidelberg: 2 dias Frankfurt: 3 dias com bate volta a Mainz. Que escolha acertada!!!! Discorrerei sobre cada uma em outros links ok? Porém vou me ater abaixo às considerações gerais sobre viajar para a Alemanha em Dezembro! Da Temperatura: Fomos em 14 dezembro, pegamos frio que oscilava entre 5°C e -3°C , entretanto, nada que um bom casaco e botas não protejam (aliás, compramos por preço inacreditável em Frankfurt, assim que chegamos). E luvas. E cachecol. Infinidade deles! Pegamos 4 dias de neve, tranquilo. Well…bem sei que a resistência maior ou menor ao frio varia de pessoa para pessoa, mas eu, pessoalmente, amo frio. Então, reitero o que disse acima: basta um bom casaco e um hidratante, caso não queira usar uma calça fina sob o jeans. (até aguentei o frio só com o jeans, usando casaco um bocadinho comprido, mas acabei queimando levemente a região atrás dos joelhos no dia que pegamos -3°C… Bastaria uma calça de malha fininha embaixo da calça jeans OU um bom hidratante para proteger… Mas, é vivendo e aprendendo! Recomendaria então um único (e bom!) casaco, que seja fácil de tirar e colocar, quando se entra em ambiente com calefação, com uma blusa de lã por baixo, uma malha de mangas compridas sobre a pele e um bom cachecol… E se encara temperatura negativa sem muito mistério. Observando-se, claro, a diferença de sensibilidade ao frio de cada um, né? Das Feiras de Natal Ah, este capítulo, deveria ser à parte… Não creio tenha época mais deliciosa, literalmente falando, para ir-se a Alemanha! As Feiras de Natal (Weihnachtswichtel), pessoal, são inesquecíveis, fabulosas, mágicas e incrivelmente deliciosas. Quando lia ou via fotos de Feiras de Natal, imaginava algo mais glamouroso e tal (nem sei porquê…enfim) mas chegando lá, já na nossa primeira Feira, em Frankfurt, percebi que as famosas de Feiras de Natal, são, antes de mais nada, um genuíno evento de encontro e confraternização do povo alemão. A grande maioria dos seus frequentadores é o povo alemão, o “local”, que faz ali seu happy hour, seu encontro com amigos e onde vê-se famílias inteiras desfrutando. Se você quer conhecer de fato o povo alemão, vá uma vezinha que seja, em Dezembro, nas Feiras de Natal. Comida mais típica, não creio que haja! Muita Cerveja, é claro, além da bebida típica deles nesta época do ano, o famoso “Glühwein”, que é um vinho quente (tinto ou branco) com especiarias, que lembra (um pouco) o nosso Quentão, mas com o sabor mais discreto. Do Glühwein nós gostamos, mas nada que rendesse lá muitos elogios, não. Já os sanduíches de pão com (todos os tipos de) linguiça, dizem que é de outro mundo! Eu dei sorte com as barraquinhas de raclete e as de crepes, além de barraquinhas de pretzels – deliciosos e gigantes – com coberturas de queijo. Imagina isso com cerveja alemã? Pois é. Os sanduíches nestas Feiras de Natal saíam na faixa de €3,50, e o Glühwein e as cervejas, idem. Já as racletes eram um bocadinho mais caras, na faixa de de €5. Um detalhe curioso que quase rendeu um vergonhoso embate, foi que ao pedirmos um Glühwein e uma cerveja, apesar de estar escrito na plaquinha de €3,50, nos cobraram 5… Ora! O que eu, brasileira, carioca, imaginei na hora? “Ah, o cara sacou que a gente é turista, e tá querendo se dar bem e cobrar mais!” Que vergonha ter cogitado em pensamento algo assim… É o seguinte: eles cobram de €1,50 de “Depósito” pela canequinha do Glühwein ou pelo copo da cerveja. Aí você pode devolve-los em qualquer outra barraquinha, ficando livre para percorrer a Feira… E apanha de volta seus de €1,50 devolvendo a caneca ou o copo quando e em qual barraquinha quiser! Fantástico né? E mais: não fica aquela sujeira de copos descartáveis… além de se tomar cerveja o tempo todo em copo de vidro, afinal, no copo certo! Muito legal! Na verdade, rende um capítulo grandão, só para a Feira de Natal. Como tem uma em cada Cidade Alemã que visitamos, falarei delas em outro Link, em breve! Dos preços na Alemanha: As cidades da Europa mais baratas que já fomos. Não sei se porque o Rio de Janeiro, onde moramos, tá cada vez mais caro, não achei nenhum preço absurdo na Alemanha, não. Preços justos para produtos maravilhosos! Museus: entre €6 a €11. Cervejas: na faixa de €3 as de 300 ml ou 4.50 as de 500 ml. Pratos típicos: salsichas com Sauerkraut (chucrute) OU salada de batata, em torno de €7. Pizzas ótimas: €7. E por ai vai… Não se morre de fome, é ou não é? E note: não é expressiva a variação de preço conforme o “visual” ou “endereço” do restaurante por lá não… Almoçamos um dia em um restaurante com o selo Michelin na porta que nos cobrou o mesmo que os demais pelo mesmo prato. Aliás, um parênteses para as comidas: concordaremos que repolho, batata, salsichas e carne de porco – com exceção da batata – não são lá unanimidades… ok. Mas em todas as Cidades que fomos tem Subway, tem Pizza e restaurantes Italianos à bessa, comida japa, quer dizer….. Ah! e tem Pretzels e pães deliciosos! Então de fome jamais se morre na Alemanha!!! Nos supermercados então, se me contassem eu não acreditaria. Cervejas Paulaner: € 0.89 cents. ( recomendarei muito a Tegernseer, espetacular, mesmo preço! OU, se for chop, a Binding!) Compramos em um supermercado de Munique barras grandes de Milka Alpine, o delicioso chocolate suíço, que é importado para eles, por €1.19. Ai ai ai……!!! Do povo: Não os achamos “frios”. De pouca conversa, talvez. Não esticam o assunto sabe como? Assim como costumamos fazer aqui com algum turista porventura disponível rsrsrs. Porém os achamos gentis e sempre prontos para ajudar. São pessoas simples, porém (sempre tem um porém) meio sacanas, sabe como? Difícil de explicar sem relatar episódios… Mas, se você entrar numa loja e pedir algo, por exemplo, é bem possível que comentem e riam sobre seu pedido, ou o modo de falar a menos de 2 metros de você (e isso ocorre na língua deles, pior ainda). Da língua: “Teremos dificuldade com a língua na Alemanha?” Era a pergunta que mais ‘Googleamos’ antes de viajar… E lemos em vários sites que não teríamos dificuldade com o inglês, porque “todo jovem alemão fala inglês.” Não é bem assim. Alguns alemães jovens falam inglês. Mas é muito no comércio de todas as cidades nas quais estivemos, cidades grandes como Munique ou Frankfurt, atendentes que não entendiam perguntas simples como “How much is it?”, “Do you have a larger size?”e corriam para chamar um colega para nos atender. Logo, não creio que possamos afirmar que “sobretudo os jovens falam inglês” na Alemanha. Talvez jovens de um extrato social econômico o qual nós turistas não tenhamos acesso durante a viagem… Logo é relativo se dizer que não há dificuldade com o inglês. Notei também que os que falam inglês, o fazem com um acento muito forte, de inglês da Inglaterra, claro, porém com acento alemão forte. Em contrapartida não se esforçam muito para entender o que você diz se for uma pronúncia diferente da britânica, que é a deles. Mais um exemplo? A maioria dos restaurantes não ofereciam cardápio em inglês. Então, inglês básico – aliado a facilidade de mímica – é capaz de resolver a questão tanto quanto um inglês perfeito do tipo ‘com extensão em Londres’…rsrs Frases curtas. E pronto! Não invente!!! Não “estique” a prosa! Essa foi a minha percepção e registro, ok? Há certamente divergências. / Turismo e História Se você ama História e, sobretudo, se o assunto “Segunda Guerra” o fascina, você precisa conhecer a Alemanha! E Nuremberg, especialmente, vai arrebatá-lo!!! É você “entrando” na História, sabe como? Nuremberg parece um túnel do tempo, com suas muralhas do ano 800, que cercam quilômetros do Centro Histórico, com seu Castelo, seus museus extramuro sobre a segunda Guerra, as muitas obras erguidas (e bombardeadas) no Terceiro Reich. Há ainda em Nuremberg as construções megalomaníacos projetadas neste período para reunir o Partido Nazista e a juventude Hitlerista, como o Zepellin, local onde Hitler discursava para a multidões, enfim, todos estes registros estão presentes nesta Cidade, considerada pelo próprio Hitler “a mais alemã das Cidades alemãs“, que hoje, seis décadas depois, traduzem para nós, o que foi este fascinante e, depois, sombrio, período da História, bem como nos mostra de perto seus personagens principais, nos ajudando a entender como se deu a ascensão e queda do Partido Nazista e sobretudo, nos revela em detalhes o incrível poder de reconstrução deste povo incrível, já que Nuremberg, dentre outras, ficou totalmente destruída após a Segunda Guerra e hoje se apresenta esplêndida, reconstruída e organizada. Sim, pois não nos enganemos: o horror da Guerra é sempre uma pista de mão dupla. Milhares de civis alemães também morreram vítimas dos bombardeios dos Aliados, com várias Cidades totalmente destruídas e população alemã devastada por esta que foi a mais absurda e selvagem Guerra. Do desenvolvimento. Poderia ficar horas escrevendo sobre como são desenvolvidas as cidades e a população alemã, mas não conseguiria descrever quão maravilhada fiquei. Vou citar algo que resume em meu espírito esse registro de civilidade enquanto cidade e gestão pública, que é o aspecto do transporte público. A gente chega ao aeroporto de Frankfurt, se dirige a uma máquina de fácil operação e escolhe comprar ou um bilhete individual (ao custo de €4,60, se não me engano) ou um bilhete coletivo que, por €7,50, dá direito de uso para até 5 pessoas. Imagine neste contexto uma família inteira saindo em lazer em um fim-de-semana, pagando apenas um único bilhete? E mais: após pagar menos do dobro para duas pessoas (poderia ser para cinco) você tem acesso ao trem, metrô ou tram (que são como os nossos antigos bondinhos daqui) e tal acesso se dá sem qualquer catraca, sem qualquer roleta, sem qualquer outro mecanismo de validação do cartão ou de controle de acesso. “Como assim?” Me perguntava: “cadê a roleta?”, “cadê o local para eu validar meu ticket?” e, principalmente, ruminava: “e se eu não tivesse pago pelo Ticket na máquina?” Sim, porque nós poderíamos muito bem ter tomado o metrô para a Hauptbahnhof, nosso destino, sem ter pago, uma vez que não existe qualquer roleta que nos impedisse o acesso. Mas, aí é que está: a premissa é de que o cidadão seja honesto! Essa é a premissa que rege a civilidade. Você crê que o cidadão seja honesto. Ponto. E ele (re)age de modo honesto porque o sistema de transporte em si funciona de modo perfeito, há a “honestidade” no poder público, no que tange ao sistema de transporte. E foi aí, na chegada, que a civilidade a mim se mostrou na Alemanha. De cara, ao pegar um metrô. Ha fiscalização? De certo que há! Tem até placa que avisa que a multa é de €40. Mas só o fato de o cidadão ser respeitado ao ponto de não precisar de um sistema de controle mecânico ou sistemático no transporte público, já me impressionou deveras. É isto. Alemanha é assim e muito mais! Me apaixonei. Ah! E aceito doações para uma nova visita a este meu “novo amor”, se tiver vocação para cupido, não se acanhe!! rsrs Fica a dica: visite a Alemanha. Por estes e muitos outros motivos! Vale demais cada dia da viagem. Conheça a Alemanha e surpreenda-se, assim como nós, com este que é sem dúvida um dos mais belos e desenvolvidos países do mundo! Fotos e mais relatos: ViajandoFeliz.com.br Blog http://viajandofeliz.com.br/viagens/category/alemanha/
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