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luizanavarrodea

Visto Working Holiday - Alemanha ou França

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Boa tarde! Sou brasileira e estou me planejando para uma viagem à Europa em 2021.

Para meu sustento na viagem, eu precisaria trabalhar, e não possuo cidadania europeia. Portanto, vi que é possível adquirir o visto Férias-Trabalho na Alemanha ou na França, porém possuo algumas dúvidas sobre ele.

Primeiramente, sobre ambos os vistos (francês e alemão), sei que é necessária a  comprovação de meios financeiros suficientes para subsistência e acomodação, no caso da Alemanha, 2.400 euros, e da França 2500 euros. Todavia, eu não possuo todo esse dinheiro, e queria saber quais as maneiras encontradas por viajantes para lidar com isso.

Ademais, no caso alemão (somente), existe a possibilidade de usar um termo de compromisso financeiro, assinado por um cidadão alemão, em que, pelo o que entendi, essa pessoa, se responsabilizaria por qualquer despesa que puder vir a ser necessária. Gostaria de saber se alguém aqui já viajou usando esse termo de compromisso financeiro e quais são as informações sobre ele.

Obrigada!

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Em 04/06/2020 em 13:17, luizanavarrodea disse:

Primeiramente, sobre ambos os vistos (francês e alemão), sei que é necessária a  comprovação de meios financeiros suficientes para subsistência e acomodação, no caso da Alemanha, 2.400 euros, e da França 2500 euros. Todavia, eu não possuo todo esse dinheiro, e queria saber quais as maneiras encontradas por viajantes para lidar com isso.

Não existe como "contornar" isto, a única coisa que eles querem saber de verdade na hora de conceder o visto, é se você tem dinheiro, para não acabar virando outro imigrante ilegal.

A realidade é cruel, sem dinheiro suficiente você não faz nada, e não vai ser aceito em lugar nenhum do mundo "desenvolvido".

 

Em 04/06/2020 em 13:17, luizanavarrodea disse:

Ademais, no caso alemão (somente), existe a possibilidade de usar um termo de compromisso financeiro, assinado por um cidadão alemão, em que, pelo o que entendi, essa pessoa, se responsabilizaria por qualquer despesa que puder vir a ser necessária. Gostaria de saber se alguém aqui já viajou usando esse termo de compromisso financeiro e quais são as informações sobre ele.

Este é um documento legal emitido pelo governo local, onde um cidadão alemão ou alguém com visto permanente assume total responsabilidade financeira e civil sobre você durante o período da sua estadia, geralmente significa que você vai ficar residindo na casa desta pessoa durante a sua estadia.

É um documento meio burocrático para se fazer, pois tem que ser feito presencialmente no escritório do serviço de estrangeiros na cidade da pessoa que vai lhe receber, e que custa mais de 100 Euros se for contar o tempo e dinheiro gasto nas várias idas e vindas para fazer, retirar o documento, e o custo de enviar ele por correio para o Brasil.

Para que o termo de compromisso financeiro seja aprovado, o seu "patrocinador" precisa comprovar que mora legalmente lá, e que tem recursos financeiros suficientes para lhe sustentar, eles verificam até mesmo o tamanho e condições da casa onde você vai ficar, para verificar se o local tem condições de lhe receber, e que você não ser explorado e submetido a condições degradantes, ou que não seja parte de um esquema de trabalhadores ilegais.

Sendo sincero, conseguir um destes "termos de compromisso" de um total desconhecido é virtualmente impossível, dificilmente você vai achar alguém disposto a investir tanto dinheiro e tempo correndo atrás de burocracia para lhe receber.

Este tipo de "termos de compromisso" é algo que normalmente só se consegue com parentes ou amigos muito próximos, e olhe lá!!

Conseguir isto de um completo desconhecido, é bem complicado.

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Então o que eu sugeriria, é que você faça como a maioria do pessoal daqui que não tem pai rico ou disposto a bancar a sua viagem:

Arrumar um trabalho no Brasil, juntar dinheiro suficiente, e só viajar quando tiver juntado dinheiro suficiente para a viagem.

Tem muitos exemplos de pessoas daqui do site, que trabalharam por 2 ou 3, ou mesmo 5 anos antes de viajar, guardando cada centavo que conseguiram juntar, e quando finalmente tinham dinheiro suficiente para 6 ou 12 meses de viagem, pediram demissão do emprego e passaram 6 ou 12 meses viajando.

Não conheço a sua realidade, se você já trabalha, se precisa ajudar nas despesas da família, etc, mas se você realmente estiver disposto e focado em conseguir juntar o dinheiro necessário, não é algo tão complicado assim de se conseguir fazer.

Por exemplo, somando os 2.400 euros, mais os custos das passagens, mais seguro, mais custos do visto, mais alguma reserva para emergência e imprevistos, etc, hoje daria algo próximo a 17 ou 18 mil Reais.

Se você arrumar um trabalho no Brasil que pague um salário mínimo, e conseguir guardar metade do seu salário todo mês, em 1 ano (2021) você terá juntado 6 mil, e em 2 anos (2022) terá 12 mil, ai se você juntar mais o dinheiro do 13º salário, mais o 1/3 das férias, e em alguns meses conseguir guardar um pouco mais que a metade do salário, em 2 anos ou até menos, você conseguiu juntar dinheiro suficiente... 

 

 Uma outra alternativa, e que foi a que eu usei para ir morar na Alemanha, é conseguir uma bolsa de estudo, há várias entidades que concedem bolsas de estudo.

Mas esta não é uma alternativa que serve para todos, pois você tem que estar estudando em uma boa universidade brasileira, ter notas boas, já saber falar alemão, e principalmente ser aprovado por uma universidade alemã para um programa de intercâmbio.

Durante a minha graduação, eu participei de um programa de intercâmbio da universidade onde estudava, e passei 6 meses estudando na Alemanha. Nesta ocasião eu não consegui bolsa, só isenção da taxa de matricula. Paguei os custos com o dinheiro que tinha guardado nos 3 anos de estágio que tinha feito antes de viajar.  

Depois de formado, tentei entrar num programa de mestrado na Alemanha, na primeira vez que eu me candidatei, eu fui aprovado pela universidade, também consegui a bolsa da universidade que dava isenção da taxa de matricula de 10.000 euros, mas não consegui a bolsa para pagar alimentação e estadia. Como seriam 2 anos de curso em tempo integral, que me impediriam de trabalhar durante o curso, tive que desistir por que não teria condições de me sustentar tanto tempo sem trabalhar.

No ano seguinte, me candidatei novamente, desta vez deu certo, fui aprovado novamente pela universidade, e desta vez consegui também uma bolsa do DAAD de 600 Euros por mês, o suficiente para eu conseguir sobreviver lá durante o período do curso.

 

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1 hora atrás, poiuy disse:

Não existe como "contornar" isto, a única coisa que eles querem saber de verdade na hora de conceder o visto, é se você tem dinheiro, para não acabar virando outro imigrante ilegal.

A realidade é cruel, sem dinheiro suficiente você não faz nada, e não vai ser aceito em lugar nenhum do mundo "desenvolvido".

 

Este é um documento legal emitido pelo governo local, onde um cidadão alemão ou alguém com visto permanente assume total responsabilidade financeira e civil sobre você durante o período da sua estadia, geralmente significa que você vai ficar residindo na casa desta pessoa durante a sua estadia.

É um documento meio burocrático para se fazer, pois tem que ser feito presencialmente no escritório do serviço de estrangeiros na cidade da pessoa que vai lhe receber, e que custa mais de 100 Euros se for contar o tempo e dinheiro gasto nas várias idas e vindas para fazer, retirar o documento, e o custo de enviar ele por correio para o Brasil.

Para que o termo de compromisso financeiro seja aprovado, o seu "patrocinador" precisa comprovar que mora legalmente lá, e que tem recursos financeiros suficientes para lhe sustentar, eles verificam até mesmo o tamanho e condições da casa onde você vai ficar, para verificar se o local tem condições de lhe receber, e que você não ser explorado e submetido a condições degradantes, ou que não seja parte de um esquema de trabalhadores ilegais.

Sendo sincero, conseguir um destes "termos de compromisso" de um total desconhecido é virtualmente impossível, dificilmente você vai achar alguém disposto a investir tanto dinheiro e tempo correndo atrás de burocracia para lhe receber.

Este tipo de "termos de compromisso" é algo que normalmente só se consegue com parentes ou amigos muito próximos, e olhe lá!!

Conseguir isto de um completo desconhecido, é bem complicado.

 

1 hora atrás, poiuy disse:

Não existe como "contornar" isto, a única coisa que eles querem saber de verdade na hora de conceder o visto, é se você tem dinheiro, para não acabar virando outro imigrante ilegal.

A realidade é cruel, sem dinheiro suficiente você não faz nada, e não vai ser aceito em lugar nenhum do mundo "desenvolvido".

 

Este é um documento legal emitido pelo governo local, onde um cidadão alemão ou alguém com visto permanente assume total responsabilidade financeira e civil sobre você durante o período da sua estadia, geralmente significa que você vai ficar residindo na casa desta pessoa durante a sua estadia.

É um documento meio burocrático para se fazer, pois tem que ser feito presencialmente no escritório do serviço de estrangeiros na cidade da pessoa que vai lhe receber, e que custa mais de 100 Euros se for contar o tempo e dinheiro gasto nas várias idas e vindas para fazer, retirar o documento, e o custo de enviar ele por correio para o Brasil.

Para que o termo de compromisso financeiro seja aprovado, o seu "patrocinador" precisa comprovar que mora legalmente lá, e que tem recursos financeiros suficientes para lhe sustentar, eles verificam até mesmo o tamanho e condições da casa onde você vai ficar, para verificar se o local tem condições de lhe receber, e que você não ser explorado e submetido a condições degradantes, ou que não seja parte de um esquema de trabalhadores ilegais.

Sendo sincero, conseguir um destes "termos de compromisso" de um total desconhecido é virtualmente impossível, dificilmente você vai achar alguém disposto a investir tanto dinheiro e tempo correndo atrás de burocracia para lhe receber.

Este tipo de "termos de compromisso" é algo que normalmente só se consegue com parentes ou amigos muito próximos, e olhe lá!!

Conseguir isto de um completo desconhecido, é bem complicado.

Bom dia, obrigada por detalhar melhor esse processo, esclarece muita coisa. No caso, caso eu venha a tentar conseguir o visto por meio deste termo de compromisso financeiro, seria através de uma pessoa próxima, sem dúvidas. Obrigada novamente pelas informações!

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47 minutos atrás, poiuy disse:

Então o que eu sugeriria, é que você faça como a maioria do pessoal daqui que não tem pai rico ou disposto a bancar a sua viagem:

Arrumar um trabalho no Brasil, juntar dinheiro suficiente, e só viajar quando tiver juntado dinheiro suficiente para a viagem.

Tem muitos exemplos de pessoas daqui do site, que trabalharam por 2 ou 3, ou mesmo 5 anos antes de viajar, guardando cada centavo que conseguiram juntar, e quando finalmente tinham dinheiro suficiente para 6 ou 12 meses de viagem, pediram demissão do emprego e passaram 6 ou 12 meses viajando.

Não conheço a sua realidade, se você já trabalha, se precisa ajudar nas despesas da família, etc, mas se você realmente estiver disposto e focado em conseguir juntar o dinheiro necessário, não é algo tão complicado assim de se conseguir fazer.

Por exemplo, somando os 2.400 euros, mais os custos das passagens, mais seguro, mais custos do visto, mais alguma reserva para emergência e imprevistos, etc, hoje daria algo próximo a 17 ou 18 mil Reais.

Se você arrumar um trabalho no Brasil que pague um salário mínimo, e conseguir guardar metade do seu salário todo mês, em 1 ano (2021) você terá juntado 6 mil, e em 2 anos (2022) terá 12 mil, ai se você juntar mais o dinheiro do 13º salário, mais o 1/3 das férias, e em alguns meses conseguir guardar um pouco mais que a metade do salário, em 2 anos ou até menos, você conseguiu juntar dinheiro suficiente... 

 

 Uma outra alternativa, e que foi a que eu usei para ir morar na Alemanha, é conseguir uma bolsa de estudo, há várias entidades que concedem bolsas de estudo.

Mas esta não é uma alternativa que serve para todos, pois você tem que estar estudando em uma boa universidade brasileira, ter notas boas, já saber falar alemão, e principalmente ser aprovado por uma universidade alemã para um programa de intercâmbio.

Durante a minha graduação, eu participei de um programa de intercâmbio da universidade onde estudava, e passei 6 meses estudando na Alemanha. Nesta ocasião eu não consegui bolsa, só isenção da taxa de matricula. Paguei os custos com o dinheiro que tinha guardado nos 3 anos de estágio que tinha feito antes de viajar.  

Depois de formado, tentei entrar num programa de mestrado na Alemanha, na primeira vez que eu me candidatei, eu fui aprovado pela universidade, também consegui a bolsa da universidade que dava isenção da taxa de matricula de 10.000 euros, mas não consegui a bolsa para pagar alimentação e estadia. Como seriam 2 anos de curso em tempo integral, que me impediriam de trabalhar durante o curso, tive que desistir por que não teria condições de me sustentar tanto tempo sem trabalhar.

No ano seguinte, me candidatei novamente, desta vez deu certo, fui aprovado novamente pela universidade, e desta vez consegui também uma bolsa do DAAD de 600 Euros por mês, o suficiente para eu conseguir sobreviver lá durante o período do curso.

 

Bom dia, realmente, para quem não faz parte da minoria da população brasileira que consegue adquirir todo este dinheiro facilmente, os caminhos para a viagem são mais difíceis... De qualquer forma, obrigada pela atenção por compartilhar suas experiências, é de grande ajuda!

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1 hora atrás, poiuy disse:

Não existe como "contornar" isto, a única coisa que eles querem saber de verdade na hora de conceder o visto, é se você tem dinheiro, para não acabar virando outro imigrante ilegal.

A realidade é cruel, sem dinheiro suficiente você não faz nada, e não vai ser aceito em lugar nenhum do mundo "desenvolvido".

 

Este é um documento legal emitido pelo governo local, onde um cidadão alemão ou alguém com visto permanente assume total responsabilidade financeira e civil sobre você durante o período da sua estadia, geralmente significa que você vai ficar residindo na casa desta pessoa durante a sua estadia.

É um documento meio burocrático para se fazer, pois tem que ser feito presencialmente no escritório do serviço de estrangeiros na cidade da pessoa que vai lhe receber, e que custa mais de 100 Euros se for contar o tempo e dinheiro gasto nas várias idas e vindas para fazer, retirar o documento, e o custo de enviar ele por correio para o Brasil.

Para que o termo de compromisso financeiro seja aprovado, o seu "patrocinador" precisa comprovar que mora legalmente lá, e que tem recursos financeiros suficientes para lhe sustentar, eles verificam até mesmo o tamanho e condições da casa onde você vai ficar, para verificar se o local tem condições de lhe receber, e que você não ser explorado e submetido a condições degradantes, ou que não seja parte de um esquema de trabalhadores ilegais.

Sendo sincero, conseguir um destes "termos de compromisso" de um total desconhecido é virtualmente impossível, dificilmente você vai achar alguém disposto a investir tanto dinheiro e tempo correndo atrás de burocracia para lhe receber.

Este tipo de "termos de compromisso" é algo que normalmente só se consegue com parentes ou amigos muito próximos, e olhe lá!!

Conseguir isto de um completo desconhecido, é bem complicado.

Ah, mais uma pergunta.... Caso eu consiga esses 2400 euros referentes ao visto Working Holiday e não os use, eu consigo após a viagem, ter o dinheiro de volta? 

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1 hora atrás, luizanavarrodea disse:

Ah, mais uma pergunta.... Caso eu consiga esses 2400 euros referentes ao visto Working Holiday e não os use, eu consigo após a viagem, ter o dinheiro de volta? 

Os 2.400 são para você usar para pagar o seu sustento lá, você não perde eles.

De forma resumida, funciona assim:

Você abre uma conta-corrente num banco alemão (existem agências de intercâmbio e consultorias que abrem a conta para você ainda no Brasil, sem a necessidade de ir pessoalmente na agência lá na Alemanha abrir a conta).

Depois de aberta a conta-corrente, você deposita os 2.400 Euros via remessa internacional e dá entrada no pedido do visto. 

É um tipo de conta-corrente especial, onde o limite de saque por mês é limitado, eu não lembro os valores exatos, mas você só consegue sacar próximo a 700 euros desta conta por mês.

É garantir que o seu dinheiro vai durar pelo menos pelos 4 meses, e que se você precisar do dinheiro, terá de onde conseguir dinheiro.

Ou seja você pode usar este dinheiro para pagar as suas despesas no dia-a-dia, eles pedem para você depositar antecipado para provar que você tem um mínimo de dinheiro para se sustentar caso não consiga trabalho logo.

O limite de saque mensal é para garantir que você não está trapaceando, ou seja, pegou o dinheiro emprestado de alguém só para conseguir o visto, e depois devolve o dinheiro para o verdadeiro dono dele, ou para evitar que você torre todo o dinheiro no primeiro mês, e depois não tenha dinheiro nem para comer...

Ou seja, você deposita o dinheiro na conta, e vai sacando 700 euros por mês para pagar as suas despesas no dia-a-dia, se no final da sua viagem tiver sobrado dinheiro na conta, você vai no banco, fecha a conta e saca o que tiver restado lá.

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Uma observação, já que você comentou em outro tópico que pretendia ficar 30 dias em um lugar, depois trocar de país e cidade...

Os vistos Working Holiday são bem recentes, e eu não estou muito familiarizado com as regras deles, mas acho que não é um tipo de visto para você ficar pulando de país em país a cada 30 dias, acho que é mais indicado para você escolher um local, e sossegar lá.

Acho que nada impede você de fazer algumas viagens de bate-volta para outros países nos finais de semana ou feriados, mas acho que é necessário que você tenha uma residência e ocupação mais "fixa" durante a sua viagem, ou ao menos esteja prevendo uma residência/ocupação "fixa".

Mas teria que pesquisar melhor a respeito, pois estes vistos são bem recentes, existem somente a 2 ou 3 anos no máximo, e pouca gente está familiarizada com eles. 

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      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
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      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
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      Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento na rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
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      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées


      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por João_M
      E aí galera, blz?
      Eu e a Manu vamos deixar um relato pra quem está pensando em fazer algo parecido, em países parecidos ou até mesmo um mochilão em outro lugar. Vamos contar o que deu certo e o que deu errado (e como faríamos diferente em uma próxima vez). Fizemos a viagem em Dezembro de 2019. Também vamos falar dos APPs que usamos, casas de câmbio baratas e algumas outras dicas de cada cidade 😀 . No final vamos deixar os custos aproximados.
      --
      A intenção era ficar 20 dias e conhecer 6 países. Alemanha, República Tcheca, Polônia (Auschwitz também), Áustria, Eslováquia e Hungria.
      Levamos apenas 1 mala de mão cada um com as dimensões da British (que é um pouco maior do que a maioria – 56cmx45cmx25cm).Optamos por viajar mais leve para poder conhecer mais lugares e também porque não queríamos comprar muita coisa. Com isso, decidimos fazer 3 viagens noturnas entre as cidades para economizar em hospedagem e, principalmente, não perder os dias em viagem.
      Roteiro:
      5 dias em Berlim;
      3 dias em Praga;
      3 dias em Cracóvia (1 para Auschwitz);
      2 dias em Viena;
      1 dia em Bratislava;
      4 dias em Budapeste;
      2 dias para viagem de avião.
       
      BERLIM

      A imigração em Berlim foi tranquila. Fizeram algumas perguntas e pediram alguns documentos (Passagem de volta, comprovante de hospedagem, cartões de crédito, etc).
      OBS: A gente quase esqueceu de pedir no guichê da British em Guarulhos para imprimir as passagens de volta também. É bom tê-las com você pois geralmente eles pedem na imigração e também comprova que você tem a intenção de voltar para o Brasil.
      O aeroporto de Berlim (Tegel) não é tão longe do centro. É bem fácil comprar ticket de ônibus nas máquinas do lado de fora do aeroporto. Tem até uns guardas que te ajudam e é possível usar cartão de crédito internacional.
      OBS: Até a Alexanderplatz, precisa do Single Trip Ticket. Pegamos o TXL (ônibus) e paramos na Hbf, daí pegamos o S3 (Trem).
      Em todas as cidades que passamos você fica responsável pelo tipo do ticket de transporte que compra porque não existem catracas. Você entra em qualquer ônibus, bonde, metrô e Trólebus que quiser e valida nas máquinas dentro deles (às vezes elas ficam nas estações). Existem guardas que aleatoriamente verificam os tickets dos passageiros. Nesse primeiro ônibus que entramos (TXL), depois de uns 10 minutos, pediram nossos tickets para ver se estavam corretos e com tempo ainda. Também pediram no metrô em Budapeste e só.
      Como a Alexanderplatz é bem central, aproveitamos para comprar roupas de frio. Uma dica de loja barata e com muita variedade é a Primark. Também fomos na drogaria Rossmann para comprar produtos de higiene e cosméticos. Lá você encontra produtos em tamanhos menores para carregar na viagem, com preços a partir de 1 euro.
      Deixamos para comprar algumas roupas de frio, cosméticos, etc. na chegada para economizar espaço e poder viajar só com 1 mochila cada um.
      Fomos para o hostel e, como estávamos cansados da viagem, fomos dormir cedo. Porém logo acordamos com percevejos caminhando na cama e na parede 🤯.
      É importante ter cuidado na hora de escolher o hostel e sempre ler os comentários RECENTES. Havíamos reservado o hostel com antecedência (8 meses antes) e na época haviam somente comentários bons, mas vimos (depois que estávamos no hostel já) que uma semana antes da nossa chegada existiam comentários falando sobre percevejos. Ficamos com medo de pegar alguma doença, sei lá, e também pensamos que se tinham percevejos por toda a cama, o hostel não era muito limpo. Então depois de uma rápida pesquisa no google por hotel, saímos de noite a pé com a nossa mochila procurar um disponível na cidade ☹️. Por sorte a cidade é bem segura e não houve problemas. Vários casais, inclusive com crianças, passeando à meia noite. Achamos um hotel à 1,5 km de distância, fizemos check-out no hostel explicando o porquê, e saímos. Por sorte pegamos o último quarto :P. No outro dia, fomos conversar com a gerência do hostel e nosso dinheiro foi devolvido.
      Ficamos 5 dias na cidade e foi suficiente pois não gostamos muito de museus de arte. Como Berlim é uma cidade grande e as atrações são distantes, usamos o transporte público com o ticket 24 horas. O transporte é muito eficiente e fácil de usar. Mais abaixo vamos indicar os App’s que usamos.
      Aproveitamos a época de fim de ano para conhecer as feirinhas de natal, famosas na Europa Central, e tinham várias espalhadas pela cidade. Fizemos questão de ir na maioria. 

      Tem muitas comidas típicas, bebidas quentes e muito clima natalino (Coral, apresentações, etc.). A que mais gostamos foi a Gendarmenmarkt. Você paga 1 Euro para entrar e é bem movimentada. Tinha um palco com várias apresentações e muita comidas diferentes nas barraquinhas. A galera estava bem animada mesmo com uma garoa caindo.
      Outra que gostamos foi a da Alexanderplatz. O pessoal fala nos blogs que ela é meio turística e mais cara, mas não achamos. Realmente ela é mais turística, mas compensa gastar um tempo ali.
      Algo que aprendemos em Berlim foi como era o muro. Lemos em vários locais mas só conseguimos ter a noção exata lá mesmo. No lado Ocidental as pessoas podiam chegar perto dele e tinha grafite, pinturas, etc. Já no lado Oriental do muro, existia a “faixa da morte” que era uma área constantemente vigiada com postes de iluminação, uma estrada para passagem de carros em alguns pontos e mais de 300 torres de observação (DDR Tower). Após essa área, existia mais um muro, o interno, que era mais baixo e mais irregular. Os Soldados da Alemanha Oriental tinha ordem para matar a todo custo quem passasse o muro interno em direção ao muro principal. A tentativa de passar o muro virou crime e muitas pessoas morreram tentando (mais de 1000). Mesmo assim, nos 28 anos em que o muro ficou de pé, tiveram mais de 5000 fugas, várias delas por túneis. O muro tinha 155 Km, dos quais 43 Km ficavam em Berlim e sua região metropolitana.
      Melhores lugares para ver o muro: Sem dúvidas o Memorial é o melhor lugar para ver o muro, a faixa da morte e também para entender melhor sua construção. O East Side Gallery (1,5 Km de muro - maior pedaço do muro) é imperdível também, com toda sua arte. O museu Topografia do Terror tem um pedaço grande com marcas de destruição. No chão em toda a cidade, no lugar onde passava o muro, existem marcações de pedra e algumas placas de metal. É bem legal, porque você está atravessando a rua e se depara com uma linha feita pedras no meio do asfalto.

      LUGARES EM BERLIM QUE VALEM A PENA CONHECER
      Torre de Berlim, imponente, que praticamente dá para enxergar de qualquer parte da cidade. É demorado para subir mas a vista é legal, desde que o tempo esteja bom.

      O Memorial do Muro de Berlim é imperdível. Muito detalhado, com fotos, marcações onde ficavam os túneis, torres, etc., fachadas de prédios com uma foto de como era aquele local na época do muro erguido. Sem dúvida, um dos melhores museus para ir em Berlim e conhecer sua história. Lá também tem um pedaço da faixa da morte, desde o muro de berlim até o muro interno, e pode ser visto de cima, bem completo. E ainda por cima tudo gratuito.

      Poucos blogs falam da Igreja Gedächtniskirche, que foi parcialmente destruída na segunda guerra mundial e não foi restaurada para servir de lembrança da destruição. Vale a pena passar ver. Ela fica perto do zoológico da cidade (que não fomos, mas lemos que é muito bom) e também, pra variar, tem feirinha de natal na frente da igreja.

      Outros: Berliner Dom, Alexanderplatz, Portão de Brandemburgo, Parlamento alemão (precisa reservar no site antes para poder entrar e conhecer), Memorial aos Judeus mortos na Europa, East Side Gallery, Aeroporto Tempelhof, Parque Tiergarten, Topografia do terror, Checkpoint Charlie.

      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BERLIM
      Currywurst, Bockwurst (salsichas típicas), Eisbein (joelho de porco), Doner Kebab, Sauerkraut (chucrute), cervejas, doces das feiras de natal e sopas variadas.
      Uma comida típica de Berlim, mas que não é de origem alemã, é o Kebab. Vários lugares na cidade vendem e deu para perceber que eles gostam, pois sempre tinha filas.
      Restaurantes que gostamos: Curry 36 ou Curry 61, Doner Kebab do Mustafa’s Gemüse Kebap, Schleusenkrug, Bürgermeister Schlesisches Tor, Kamps, Dunkin’ Donuts.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Berlim é uma cidade grande, cosmopolita e com muitas coisas para fazer, além de muitas atrações gratuitas.
      Ficamos impressionados com a quantidade de bicicletas e ciclovias, sendo uma ótima cidade para quem gosta de bikes.
      A cidade (e o país também) já passou por muitas coisas recentes, como o nazismo, a destruição da 2ª G.M. e a divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental na Guerra Fria. Com isso, a cidade é rica em história, museus, paisagens, etc.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Industriepalast Hostel (Percevejos )
      Hotel: Schulz Hotel Berlin Wall (Ótimo)
      APPs: BVG Fahrinfo Berlin, BERLIN City Guide
      Mercados baratos: Penny, Netto Marken-discount
       
      PRAGA

      Pegamos um ônibus pela RegioJet (ônibus muito bom). Cada banco tem uma tela de entretenimento e também há opções de cafés de graça 😬. Porém para dormir os bancos são meio apertados e desconfortáveis.
      Saímos de noite e chegamos de madrugada em Praga (3h30). A intenção era ficar na rodoviária até amanhecer, pois o hostel que reservamos não tem check-in 24 hrs, mas ela estava fechada. Vimos que havia um MC Donalds 24 hrs ali por perto, porém era somente a parte de cafés e não conseguimos ficar. Sem saber o que fazer, além do frio de 0°C, saímos em direção ao centro da cidade. Passamos por uma estação de trem que estava aberta e ficamos lá até amanhecer. A princípio ficamos com receio de sair com todas nossas coisas no meio da madrugada, tentando achar algo aberto para ficar. Mas assim como Berlim, a cidade é super segura.
      Dica: Percebemos que é importante ao chegar em uma cidade de madrugada, observar se o hostel/hotel é 24 hrs ou se a rodoviária/estação é 24 hrs.
      Aproveitamos o primeiro dia para conhecer o Ossuário de Sedlec, que fica em uma cidade vizinha a Praga, Kutná Hora. Como as casas de câmbio ainda estavam fechadas, trocamos uma quantidade de dinheiro na rodoviária, mas não recomendamos pois a conversão é muito alta. Deixamos as mochilas em lockers na rodoviária e compramos a passagem na hora mesmo. Na passagem não havia informação de qual plataforma ou trem teríamos que pegar. Perguntamos para um senhor e ele nos explicou qual era. Fica a dica de na hora de comprar a passagem perguntar no guichê a plataforma e o trem. Paramos na estação de Kutna Hora hl.n. e trocamos de trem em direção a Sedlec (atravessar na passagem subterrânea para outro lado).

      Muito estranho ver uma “igreja” decorada com ossos de mais de 40 mil pessoas 🤯. É uma experiência diferente, que faz a gente pensar bastante na vida kk. Você gasta meio dia ( desde que vá bem cedo) para ir, visitar e voltar.
      Para voltar, o próximo trem perto da “igreja” demoraria 1hr então decidimos ir caminhando no sentido da linha do trem até a estação de Kutna Hora hl.n. (cerca de 1km).
      Ao voltar em Praga paramos em uma barraquinha para comer o famoso Trdelník, uma massa enrolada assada na brasa. Pegamos uma recheada com nutella. Não tem como ir pra República Tcheca e não experimentar. Super recomendamos!!
      Ficamos 3 dias em Praga. A cidade é pequena e boa parte dela é possível conhecer a pé. 
      Antes de ir para Praga, lemos em blogs que era uma cidade barata. Porém ficamos surpresos com os preços, que estavam mais altos do que pensávamos. Para economizar compramos em supermercados e preparamos as comidas no hostel.
      A República Tcheca é conhecida por ter cerveja boa e barata (Foi lá que nasceu a Pilsen). Experimentamos algumas e realmente são muito boas, desde as baratas até as mais caras. Não é à toa que é o país onde mais se consome cerveja do mundo. Em um dos dias fomos tomar café às 10h num restaurante e um rapaz sentou na mesa próxima, pediu 2 canecas (gigantes) de cerveja, tomou e foi embora kkk.
      Os principais pontos turísticos geralmente tem muita gente, uma dica é ir no castelo mais pro fim de tarde/noite, horário que tem menos gente e a vista da cidade é muito bonita de noite.
      Outro lugar legal de ir é no Funicular de Petřín. É possível pegar o funicular com o ticket diário de transporte público. Infelizmente subimos em um dia que estava com bastante neblina e atrapalhou bastante a vista da cidade.
      Em Praga também tinham feiras de natal, mas as únicas que a gente achou legal (e cara ) foram a da praça da cidade velha e da praça Wenceslas.

      LUGARES EM PRAGA QUE VALEM A PENA CONHECER
      Castelo de Praga: Vale a pena a visita ao maior castelo não habitável do mundo. Em sua maior parte não tem custo, no entanto, há circuitos que são pagos. Escolhemos fazer o circuito B, que incluía: St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, St. George's Basilica, Golden Lane com Daliborka Tower. Ficamos mais interessados nesse porque incluía a Golden Lane, uma rua medieval que ainda preserva casas originais da época e também vários artefatos medievais, como armaduras, armas e instrumentos de tortura (Que m**** hein humanidade!!)

      Elevador na prefeitura. Existe lá um elevador que nunca para. Ele faz uma volta no primeiro e no último andar e você tem que entrar e sair nele em movimento mesmo. Ele é bem antigo, quase todo de madeira e como fica dentro do prédio da prefeitura, é só entrar e usar quantas vezes quiser kk.
      A Ponte Carlos é magnífica. O problema é que tem muita gente sempre. Não tentamos ir bem cedo pra ver se estava lotada também, mas dizem que não...tanto.

      A subida na Torre de pólvora é compensada pela vista do centro da cidade do alto.

      Praça Wenceslas, praça da Cidade Velha (Orloj e igreja gótica), esculturas espalhadas na cidade do artista David Černý, muro de john Lennon.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM PRAGA
      Trdelník, Trdlo, Palačinky (Crepe recheado) e cervejas, muitas cervejas🍻.
      Restaurantes que gostamos: Good Food, Cafe Merkur New Limit.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Praga é uma cidade linda e super segura, mesmo de madrugada. O pôr do sol com vista da Ponte Carlos e do Castelo é incrível. Achamos as pessoas locais um pouco rudes e sérias, não gostam de ajudar nem de dar informações. Os preços estavam altos (pela nossa expectativa).
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Hostel SKLEP (Seifertova Street). Simples, confortável e ótimo café da manhã.
      APPs: PID Lítačka
      Mercados baratos: Lidl, Billa, Albert Supermarket
      Casa de Câmbio: Praha Exchange
       
      CRACÓVIA

      Pegamos o FlixBus para Cracóvia. Pagamos mais caro pra reservar os bancos e adivinha! Não existiam os bancos 3C e 3D!!! Tivemos que trocar 3x de bancos durante a viagem, pois em cada parada aparecia alguém com os tkts para os bancos que a gente estava sentado. Pessoal fala bem da FlixBus, mas a gente achou a RegioJet muito superior.
      Chegamos na estação de destino e gostamos de Cracóvia já de cara. A cidade é muito estruturada. Trocamos dinheiro (a casa de câmbio Kantor ao lado da estação é 24 hrs) e fomos de mochila mesmo para o centro antigo, pois o check-in no hostel era à 13:00 e a previsão do tempo para o dia seguinte era de chuva. Logo percebemos que as atrações são todas muito perto umas das outras. Antes do meio dia já tínhamos ido nos portões, Igreja de Santa Maria, Castelo, Salão do pano e várias coisas.
      Foi difícil de achar o hostel, pois ficava num prédio atrás de outro prédio. Esse hostel era diferente porque eram quartos alugados da casa de uma família. O café da manhã era ótimo e a mulher super receptiva.

       
      AUSCHWITZ
       

       
      No outro dia acordamos às 5:00 para ir pegar o ônibus para Auschwitz (6:20). PS: Oświęcim é Auschwitz em polonês. Usamos o app PID Lítačka (App de transportes da cidade) e pegamos 2 bondes para a estação (MDA). O ônibus para o museu estava lotado já nesse horário. 1 hora depois chegamos no portão de Auschwitz I. Estava chovendo mas a vontade de conhecer era tanto que nem incomodou.
      Fomos até o guichê para imprimir os ingressos que já havíamos reservado (1 mês antes). É de graça e é bom reservar antes, pois tem limite no número de pessoas por horário e por dia. Reservamos o primeiro horário (8:00 no inverno) para dar tempo de ver tudo, pois no inverno o horário de visitação é mais limitado. 
      Não pegamos visitação guiada. A gente não gosta de engessar a visita nas cidades e lugares mas sim aproveitar como a gente quiser. Ficar mais tempo em uma parte que a gente gosta e poder pular alguma que a gente achar chata.
      Uma dica: Se você escolher ir sem guia, tem um livro-guia em português que dá pra comprar logo depois da entrada (passar as catracas, passar a segurança e logo após sair da casa da segurança, tem uma casinha à esquerda que é uma livraria). Esse guia é super completo, conta as histórias e diz até um caminho sugerido.
      Acabamos a visita do Auschwitz I e fomos pegar o ônibus (free) para o Auschwitz II-Birkenau.

      Como o próximo ônibus era só em 40 min, decidimos ir a pé, mesmo com frio e uma chuva bem fina. A distância é de 2 km.
      Muito foi destruído do II, pois os nazistas queriam desaparecer com as evidências dos campos quando perderam a guerra. Mas como ele é absurdamente grande, ficou muita coisa ainda em pé. O segundo é muito maior e foi construído do Zero. O primeiro era a base do exército polonês e só depois da ocupação que virou um campo de concentração. O primeiro crematório (e único intacto) e câmara de gás era, antigamente, um depósito de munições do exército da Polônia, os outros crematórios foram demolidos sobrando apenas destroços. Não vamos falar muito da experiência nos campos de concentração. Acreditamos ser uma experiência única de cada. Só dizer que foi o melhor museu que já fomos e acho difícil algum outro superar!
      Saindo do Auschwitz II, pegamos o ônibus (free) para Auschwitz I e de lá voltamos com o mesmo ônibus para Cracóvia (Compramos Ida e Volta).

      À noite fomos na feira da praça, que mesmo com uma garoa estava bem agitada. Tomamos sopas, experimentamos algumas comidas e ficamos sentados num banco curtindo a vista da praça (uma das maiores praças medievais da Europa). Então fomos para o hostel dormir pois tínhamos acordado cedo 🥱.

      No outro dia de manhã, enquanto estávamos no quarto, começamos a ouvir muitos barulhos e pessoas falando alto. Abrimos a porta e 3 policiais estavam dentro do hostel . Na mesma hora, lembramos das cenas de filmes sobre a 2ª Guerra Mundial onde eles tiravam as pessoas dos apartamentos à força (inclusive em cracóvia) e deu um frio na barriga. A dona do hostel pediu mil desculpas e pediu para a gente esperar dentro do quarto. Meia hora depois os policiais saíram e até agora não sabemos o que aconteceu direito - Achamos que teve alguma denúncia, por parte da dona mesmo, de drogas ou algo assim. A mulher estava bem constrangida, pediu mais desculpas e para compensar fez um café da manhã incrível. Fizemos as malas, deixamos em lockers na estação e saímos rumo ao museu Oskar Schindler. Por sorte era segunda e não precisava pagar entrada 😀. Tem muita história lá, quem já assistiu A Lista de Schindler sabe do que estamos falando. Cracóvia tem alguns museus bem diferentes como Auschwitz, Oskar Schindler, Museu de máquinas antigas de Pinball, Museu das ilusões.
      Tiramos o restante do dia para Wanderlust. Passeamos por toda a cidade a pé de novo, indo nos lugares que a gente gostou. Quando escureceu, pegamos as malas e fomos para a estação esperar o trem para Viena (ÖBB).
      Primeira (e única) viagem de trem que fizemos entre países. Foi muito mais tranquilo que ônibus. Muitos blogs falam que na Europa Central, o melhor é ir de ônibus entre os países mas a gente achou muito mais calmo ir de trem mesmo. Menos barulho, menos paradas e balança menos.
      LUGARES EM CRACÓVIA QUE VALE A PENA CONHECER
      O Castelo de Wawel por si só já é lindo. A gente achou a arquitetura bem diferente de todos que já vimos. Existem algumas partes no exterior que estão intactas, como um dos portões e o piso super irregular de um dos pátios. No entorno do castelo, na parte de baixo, perto do rio tem uma escultura de um dragão (diz a lenda que ele protegia o castelo) que solta fogo a cada meia hora. Muito legal de ver, principalmente à noite.

      O museu de Oskar Schindler é muito completo. Tem muitos relatos, fotos e objetos referente à 2ª guerra mundial. A gente não pagou entrada, pois na segunda feira é grátis (exceto a primeira segunda do mês).

      Planty park, os 2 portões, Rynek główny, Basílica St. Mary, Collegium Maius, Rua Grodzka, Ghetto heroes square.
      Não fomos na mina de sal Wieliczka, mas se você tiver tempo, parece ser algo bem diferente, pois existem 2 apenas no mundo inteiro que estão abertas para visitação.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM CRACÓVIA
      Pierogi (de vários sabores), os tipos diferentes de linguiça (Kielbasa), sopas (qualquer tipo kkk, mas principalmente a Zurek e a Bigos). Os doces, bolos e tortas são excelentes. Em praticamente todas as panificadoras tem muitas opções que além de saborosas são lindas.
      Restaurantes que gostamos: Smak, Pierogi MR Vincent, Awiteks.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Uma das cidades que mais gostamos. As pessoas são legais, a cidade é pequena e dá para fazer quase tudo à pé, o centro histórico é lindo e tudo é barato, desde roupas até a comida e existem atrações legais perto da cidade que pode-se fazer como bate-e-volta.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Lemon Tree Hostel
      APPs: Jakdojade, MobileMPK, Rozklad-pkp
      Casa de Câmbio: Kantor CFS (ao lado da estação Krakow główny é 24 Hrs)
       
      VIENA

      Chegamos em Viena bem cedo e tomamos café na estação mesmo. A estação de trem (Hbf) é próxima do palácio Belvedere, então fomos até ele caminhando.

      Saímos para centro da cidade com a mochila nas costas (o check-in no hotel era só 14h00), e só depois fomos descobrir que era bem em conta deixar em lockers na estação, mais barato que nas outras cidades. 
      Deixamos apenas dois dias para Viena para economizar, pois lemos em blogs que Viena era uma cidade cara. Na tentativa de compensar o pouco tempo que passaríamos na cidade, compramos tickets diários de transporte público para tentar fazer mais coisas e não perder tanto tempo.
      Saindo do Belvedere, pegamos um bonde para o centro e fomos conhecendo todos os pontos turísticos por alí como a catedral de São Estêvão - que tem aquele telhado colorido, escultura da peste, palácio de Hofburg - que é gigante, e dali seguimos para Maria-Theresien-Platz e depois para o museumsquartier.

      Bateu a fome e queríamos experimentar 2 comidas típicas de lá: Apfelstrudel e torta Sacher. A intenção era comer no Naschmarkt, que é o mercado central cheio de restaurantes, barracas de frutas, produtos vintage, etc, mas não achamos as comidas típicas. Um pouco mais de caminhada e uma dose de serendipidade, acabamos entrando no Café Aida que é um dos mais antigos de Viena e achamos as comidas típicas lá 😬 . Recomendamos ir nele também!

      Como chegamos em Viena no dia 24 de dezembro e era véspera de Natal, a maior parte do comércio fechava 12h/13h. Fomos correndo a uma supermercado para garantir a nossa ceia de Natal e por poucos minutos não conseguimos. Tivemos que comprar as comidas na corrida kkk.
      Fizemos o check-in no Hotel, deixamos as malas e as compras e voltamos para o centro.
      Aproveitamos que quase tudo estava fechado nesses dois dias para ver as atrações turísticas ao ar livre e as feirinhas de Natal, que como nas outras cidades não decepcionaram. Viena é conhecida pelas ótimas feiras de natal. Cada feira tem um caneca de quentão feita especialmente para a mesma. Você compra a caneca e se não quiser ficar com ela, devolve em qualquer barraquinha e recebe o dinheiro de volta, assim não precisa usar copos de plásticos. Apesar das belas canecas, não achamos o quentão tão bom assim 😜.

      A próxima parada foi na Rathaus, que é a prefeitura de Viena. Sabíamos que tinha lá a feirinha mais famosa da cidade (todo blog mencionava) e realmente foi muito boa. Muitas comidas diferentes, pista de gelo, música natalina ambiente, e todo aquele clima de natal.
      Saímos da feira e passeamos novamente pelo centro para ver as decorações de Natal (muito lindas por sinal).

      No outro dia, nosso último, fizemos check-out e fomos até a estação para deixar as mochilas porque já estávamos cansados de visitar atrações com a mochila pra lá e pra cá.
      De manhã fomos ao Palácio de Schönbrunn. Enorme e tem até um zoológico dentro dele. Andamos muito e tiramos muitas fotos. 

      Voltamos ao parque Prater pra andar na roda gigante mais antiga do mundo, a Wiener Riesenrad. Tínhamos ido no dia anterior à noite para tirar umas fotos mas queríamos ver a cidade de cima de dia. Comemos um Schnitzel com cerveja nas barraquinhas do parque e, como vimos de cima da roda gigante que a chuva estava bem próxima, nos apressamos para voltar para a estação. Dito e feito, quando estávamos quase entrando na estação, começou a chover.
      LUGARES EM VIENA QUE VALE A PENA CONHECER
      Prater (praça, parque de diversões e Roda gigante): A entrada no parque é de graça, somente paga-se para ir nos brinquedos. É impossível ir para Viena e não dar uma volta nessa roda gigante, que é um dos cartões postais da cidade. Além de grande e charmosa, a vista da cidade é incrível.

      Hundertwasser House vale muito a pena conhecer. Sua arquitetura é incrível e muito diferente.

      Palácio Belvedere, Catedral de Santo Estêvão, Maria-Theresien-Platz (praça), Ópera de viena, Museumsquartier, Naschmarkt, Palácio de Schönbrunn.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM VIENA
      Apfelstrudel, Torta Sacher, Wiener Schnitzel, Cerveja Gösser.
      Restaurantes que gostamos: Aida (entramos sem querer e depois soubemos que é um café super antigo - antes da 2ª Guerra Mundial e bem tradicional). Como era feriado, não achamos mais nenhum restaurante aberto.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Viena é a cidade dos palácios e jardins. Como fomos no inverno os jardins não estavam tão bonitos. Vale a pena ir para lá na primavera/verão também. Achamos Viena a cidade mais linda de todas, limpa, segura e organizada. Pena que foram poucos dias e no fim das contas não achamos Viena uma cidade tão cara assim.
      INFORMAÇÕES
      Hotel: Ibis Wien Messe
      APPs: Vienna Tram Map, Viena Guia de Metrô e mapas
      CityBike Wien: Viena tem um programa gratuito de bikes públicas (se você ir trocando de bike a cada 1 hora). Ouvimos falar bem mas não tivemos tempo de usar.
       
      BRATISLAVA

      Chegamos em Bratislava de noite. Dentro do ônibus, de longe já era possível ver o castelo bem no alto do morro. Todo iluminado, branco, quadrado e imponente.

      Como nosso hostel ficava bem no centro da cidade, ao lado do Michael's Gate que é o ponto zero da cidade, pedimos para descer perto da Ponte UFO, pois a rodoviária era mais afastada. Fomos andando até o Hostel, e no caminho já foi possível ver vários pontos turísticos, pois a cidade é muito pequena e tudo é muito perto. Mesmo sendo noite a cidade estava bem movimentada, então a ida foi bem tranquila. 
      Separamos apenas um dia para Bratislava, dia 26 de dezembro de 2019. Logo cedo saímos caminhar e vimos que estava tudo fechado, encontramos apenas uma Starbucks aberta, perto da principal praça da cidade, a Hlavné Námestie. Fomos tomar café e aproveitamos ver o porquê estava tudo fechado. Descobrimos que no dia 26 de dezembro eles comemoram o segundo dia de Natal, sendo assim, era feriado. Vimos que é importante quando for ficar poucos dias em uma cidade ver se não tem nenhum feriado, pois muitas coisas fecham. Aproveitamos para fazer mais coisas ao ar livre.
      Fomos ver a Igreja Azul, e na volta caminhamos ao redor do rio Danúbio. A ponte UFO é linda e diferente, seu nome é justamente por ter a aparência de um disco voador.

      Caminhando por ali vimos que tinha uma pista de patinação no gelo. Já tínhamos visto em todas as outras cidades que fomos, mas em Bratislava foi o lugar mais barato, pois era cobrado somente o aluguel do patins e resolvemos aproveitar. Foi super divertido.
      Após isso fomos até o castelo e andamos ao seu redor. Ele tem uma aparência super nova, pois já foi destruído e reformado várias vezes. Além de uma bela vista da ponte e do rio.

      Fomos almoçar no Slovak pub, pois lemos em vários blogs sua recomendação. Estava bem cheio mas conseguimos um lugar rápido. Vimos que em todas as mesas ao nosso redor tinham brasileiros que estavam almoçando lá também, parece ser uma parada obrigatória de todos os brasileiros que viajam por lá hahaha. Pedimos os dois principais pratos típicos, o Bryndzove Halusky, um gnocchi de batatas com queijo de ovelha e bacon por cima e o Cesnaková Polievka, uma sopa de alho servida dentro de um pão, porém este segundo que estávamos mais entusiasmado para experimentar estava em falta. Pedimos uma sopa de couve no lugar. Procurando este prato em outros restaurantes, descobrimos que estava em falta o pão, pois como era feriado as panificadoras estavam fechadas . Bem ritmo de cidade pequena. Foi uma pena e vai ter que ficar para a próxima.
      Nosso ônibus saindo de Bratislava rumo a Budapeste era às 06h da manhã. Saímos do hostel às 05h para pegar um ônibus para a rodoviária que era meio afastada do centro (Compramos o tkt no dia anterior). Ficamos um pouco com medo de sair de madrugada, mas ao passar pelo Michael's Gate, vimos muita gente na rua, saindo das baladas. Foi bem tranquilo e o medo logo passou, pois deu para ver que é bem seguro. 
      O ônibus era da FlixBus, mas ao chegar na rodoviária não havia nenhuma plataforma com o número do nosso ônibus e nenhuma da empresa também. Começou a bater o desespero!  Não sabíamos se estávamos na rodoviária certa, pedimos informação, mas eles olharam a passagem e não souberam nos informar. Somente quando vimos o ônibus da Flix que pudemos nos acalmar. Novamente se decepcionamos com a falta de organização da FlixBus.
      LUGARES EM BRATISLAVA QUE VALE A PENA CONHECER
      Kostol svätej Alžbety (Igreja azul), Man at work, Schöne Náci (homem do chapéu), Hlavné Namestie, Ponte UFO, Castelo de Bratislava, Michael's Gate, Catedral de St. Martin.
      COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BRATISLAVA
      Bryndzove Halusky, Cesnaková Polievka, Kapustnica (sopa de couve).
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Bratislava é uma cidade super pequena, é possível fazer tudo a pé e somente precisamos do transporte público para ir até a rodoviária. 
      É uma cidade ótima para pedestres, pois em todo o centro as ruas são apenas para pessoas, achamos isso incrível.
      A vista do castelo e da ponte é muito linda, tanto de dia quanto de noite. 
      Aparenta ser uma cidade barata, mas como os mercados e lojas estavam fechados por ser feriado não pudemos confirmar.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Apart-Hostel ZERO (Hotel excelente, bem tranquilo, staff ótima)
       
      BUDAPESTE

      Chegamos lá pelas 09h00 na estação Budapest Népliget. Compramos tickets até o centro, metrô + ônibus. Nossa primeira impressão da cidade foi de meio suja, bagunçada, cheia de pedintes na rua. Um pouco diferente das cidades que tínhamos passado até então. Realmente Budapeste tem esse lado mais relaxado, parece que ninguém quer deixar as ruas e prédios limpos e bonitos. Mas por outro lado, fomos devagar nos surpreendendo com tudo que a cidade oferece. As pessoas são simpáticas e até nos ofereceram ajuda quando a gente estava com o mapa na mão olhando de um lado pro outro kkk. Parece uma cidade em transformação, pois vemos muita coisa sendo construída e também destruída para dar espaço a outras. Uma cidade bastante jovem, com muitos cafés descolados e restaurantes com ótimas comidas. O tempero de Budapeste é a páprica; ela é usada em vários pratos típicos.
      Tomamos um café rápido e fomos andar pela cidade. Foi um pouco cansativo, pois estávamos com as mochilas e com os pés cheios de calos de tanto caminhar nesses dias. Chegamos no Parlamento e o cansaço sumiu. Absolutamente lindo, ele é bem simétrico e foi baseado na arquitetura do parlamento de Londres. Sem querer (e sem saber disso também), chegamos bem na hora da troca da guarda. A cerimônia é bem simples e demora uns 10 minutos. Mas o legal mesmo é ver ele à noite, iluminado. Se tiver oportunidade pegue um passeio de barco à noite para ver não só o parlamento, mas o Castelo de Buda, as Pontes e o Bastião dos pescadores (compramos o Dock 8A - Blue River por causa do horário mas não gostamos muito. É barato e você ganha bebidas mas os vidros eram muito sujos e para tirar boas fotos, tivemos que ir para o lado de fora). Vá preparado para tirar muitas fotos. Budapeste se transforma à noite.


      Nesse mesmo dia fomos também em 2 feiras de natal (Christmas Fair and Winter Festival e Basílica de São Estêvão) e no monumento Sapato às Margens do Rio Danúbio que é muito emocionante e também uma lembrança de uma época triste. Acabamos a noite atravessando a Ponte das Correntes que de noite, pra variar, fica muito mais bonita.

      No outro dia percorremos a Avenida Andrássy até a praça dos Heróis. A praça é grande e linda. No inverno, atrás dela tem uma pista de gelo gigante, mas como patinamos em Bratislava acabamos não indo. Passeamos também na Deák Ferenc Tér que é a praça principal da cidade, região bem central onde saem os Walking Tours. Perto dela tem um café que achamos muito legal, o Cat Café. No dia em que fomos, ele abria às 10h00 mas chegamos antes e mesmo assim já tinha fila. São poucas as opções de cafés e comidas, mas você pode interagir com os muitos gatos que tem no Café. Para quem gosta de gatos é um lugar que vale a pena ir! 

      Aproveitamos esse dia para subir na Liberty Statue. A caminhada foi cansativa mas a vista e as fotos valeram a pena. Dá pra ver toda a cidade de cima, o pôr-do-sol sem prédios para atrapalhar e ainda por cima tinha uma feirinha lá em cima.

      No terceiro dia fomos nas águas termais. Escolhemos as Termas de Széchenyi pois queríamos ir bem cedo pra aproveitar mais o restante do dia, e do nosso AirBnB até ela era só pegar uma linha de metrô e pronto. Ela é um pouco mais cara que as outras mas a estrutura é bem grande com bastante piscinas internas e externas, tendo acesso a todas mesmo no inverno. A vontade era ficar o dia inteiro naquelas águas que estavam na temperatura de 28ºC e fora da água estava 1ºC❄️.
      LUGARES EM BUDAPESTE QUE VALE A PENA CONHECER
      Parlamento, o Castelo de Buda que é um dos maiores do mundo, Estátua da Liberdade, Praça dos Heróis, Váci Street, Basílica de São Estevão, Ponte das Correntes e as Termas.
      COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BUDAPESTE
      Goulash, Kürtõskalács.
      Restaurantes: Szimpla ruin bar, Cat Café, Cafe Brunch Budapest, 3 Pajamas Breakfast Club
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Maravilhosa à noite, muitas coisas para fazer, muitas atrações legais e divertidas, as pessoas que vivem lá são bem simpáticas e as coisas não são tão caras quanto as outras cidades da Europa Central que usam Euro. Uma das cidades que mais gostamos do mochilão. Tem muitos cafés e restaurantes legais por lá. Se você é um foodie igual a gente, não vai se arrepender!
      INFORMAÇÕES
      Apartamento AirBnB: City Center - Dessewffy St, Budapeste 1066
      APPs: BKK FUTÁR, SmartCity Budapest Transport, Budapest Rail & Tram Map
      Casa de Câmbio: Correct Change. Fomos no da rua Szent István krt. 23, 1055 mas ficamos assustados. O local parece aqueles becos cheios de entulhos que a gente vê nos filmes. Recomendamos o da rua Erzsébet krt. 41, 1073
      --
      APPs GERAIS
      Pesquisamos bastante e acabamos achando alguns Apps bem bons pra viagem que são grátis e muito úteis para qualquer viajante.
      Mapas: Maps ME e Here Maps. Os 2 funcionam offline (pode-se baixar as cidades na memória do celular). Em cada cidade um deles funcionou melhor que o outro, mas o MAPS.ME tem uma vantagem. É possível usar os locais salvos do seu maps (Google) e colocar dentro do App. Ele perde os ícones e as cores, mas como a gente sabe que é muito útil criar um mapa de cada cidade no google maps, quando você ficar sem internet, basta abrir o MAPS.ME. O Moovit também foi útil.
      Usamos bastante também o xCurrency para saber o quanto estávamos pagando pelas coisas.
      Como gostamos de ir em restaurantes onde as pessoas locais frequentam, muitas vezes o cardápio não era em inglês. Para ajudar usamos o Google Lens, que além de identificar o idioma, traduz na hora sem precisar tirar fotos ou digitar no Google translate. O ponto fraco é que ele precisa de internet.
      DICAS GERAIS
      Muito cuidado com alguns cartões internacionais. Tem alguns que não funcionam para compra de tickets e passagens mesmo sendo internacionais. A gente usou (e abusou kk) do Nubank e deu tudo certo. Teve um que só conseguimos usar em lojas e restaurantes, não sei bem o porquê.
      Deixamos para comprar um chip de celular com internet lá mesmo, mas com tantos locais com Wi-Fi grátis acabamos não comprando.
      Usamos sacos à vácuo para caber mais coisas na mochila e uma doleira cada um, com 2 zíperes. Em 1 a gente colocava o passaporte, no outro dinheiro e cartões. Com isso saíamos despreocupados.
      Compramos também, no Brasil, botas impermeáveis de inverno na Decatlhon, pois ficaríamos o dia inteiro caminhando e não queríamos nos preocupar com o frio nem com a chuva. A Decathlon tem uma opção que sai em torno de R$ 330,00, a SH-100.
      CUSTOS
      Como tivemos que passar por países com moedas diferentes e em pouco tempo, não ficamos anotando gasto por gasto. Por isso, os valores são aproximados. O valor é dos gastos gerais, ou seja, para nós dois. Na época, o Euro (Cartão e casas de câmbio) estava aproximadamente em R$ 4,80.
      Passagens Aéreas + transportes: R$ 5.520,00
      Ônibus: Guarapuava-GRU  +  Curitiba-Guarapuava
      Aéreo: GRU-TXL   +   BUD-GRU   +   GRU-CWB (dentro do Brasil)
      Obs: Compramos São Paulo até Berlim e a volta Budapeste até São Paulo (Open Jaw)
      Passagens dentro da Europa: R$ 1.130,00
      Ônibus: Berlim-Praga + Praga-Cracóvia + Cracóvia-Auschwitz-Cracóvia + Viena-Bratislava + Bratislava-Budapeste
      Trem: Cracóvia-Viena + Praga-Kutná Hora-Praga
      Seguro viagem: R$ 257,50 pela Allianz
      Hospedagem: R$ 2.943,00. Se tivéssemos escolhido melhor o hostel em Berlim, ficaria por volta de R$ 2.400,00.
      Comidas + Feiras de natal: R$ 3.539,50 
      Transporte nas cidades: R$ 770,00
      Atrações turísticas: R$ 720,00
      TOTAL APROXIMADO: R$ 14.900,00
       
      É isso gente. Qualquer dúvida estamos à disposição!
      Esperamos que consigam aproveitar bastante as informações do relato e que ele ajude quem está planejando o próximo mochilão!
    • Por pedro.phma
      Após a viagem para a Itália comecei a pensar qual seria o nosso próximo destino internacional para janeiro de 2020, época em que minha esposa pode tirar férias. Queria conhecer algum lugar com passagem mais em conta. Pensei inicialmente em passar uma semana em algum lugar do Caribe, mas os preços das passagens estavam semelhantes aos da Europa. Voltei a focar novamente no velho continente. Existiam várias possibilidades: conhecer o Reino Unido, ou o trio Holanda, Bélgica e Luxemburgo, ou ainda a Alemanha. No fim escolhi a França.
      As passagens foram compradas ainda em junho de 2019. Consegui novamente pela LATAM um voo direto de Guarulhos para Paris por R$ 2.497,69 por pessoa através do Maxmilhas, com direito a mala despachada e marcação de assento. De todas as vezes que fiz simulações antes e depois da compra, só vi preço menor para a mesma época em um voo da Aeroméxico com escala no México, algo em torno de R$ 100,00 a menos, mas com a viagem durando o dobro do tempo. A saída do Brasil ficou para o dia 16/01, às 23h30, e a saída da França no dia 30/01, às 21h30. Na prática, teríamos 14 dias para aproveitar o país.
       
      Roteiro
      Definida as datas, era hora de montar o roteiro. De certeza eu só tinha duas: Paris e Nice. Achei que 4 dias inteiros em Paris, com um bate-volta em Versalhes, e 2 dias em Nice, com outro bate-volta em Mônaco, seriam suficientes. Para Nice foi. Como era inverno, não via muita lógica em conhecer as diversas cidades da Côte d’Azur. Além de Mônaco, aproveitaria para dar uma passada em Èze e Saint-Jean-Cap-Ferrat. Para Paris, os 4 dias seriam suficientes se fossem no começo da viagem, mas como deixei para conhecer a cidade no fim, o cansaço bateu forte e um quinto dia teria sido muito bem vindo. Saí da cidade com a certeza que deixei coisa para trás e com a certeza maior ainda de que voltarei lá na próxima ida para a Europa.
      Os outros locais escolhidos para visitar foram Marselha ou Cassis, por conta do Parque Nacional dos Calanques, Carcassone, e o Vale do Loire, montando base em Tours. Deixei o Monte Saint Michel de lado. Era ele ou Carcassone. Preferi a segunda opção. O deslocamento de Paris para Nice poderia ter sido feito de trem ou avião em um dia. Pensei também em fazer uma parada de 1 dia para conhecer Lyon, mas as atrações da cidade não me chamaram tanta atenção. Como tinha alguns dias em aberto, resolvi adotar uma solução diferente. Peguei um trem de Paris à Basileia, pernoitei na cidade suíça, depois peguei outro trem para Milão para atravessar a Suíça e poder conhecer as paisagens dos Alpes. Por fim, mais um trem até Nice.

      O roteiro ficou assim:
      16/01 – Saída do Brasil
      17/01 – Paris
      18/01 – Basiléia
      19/01 – Milão
      20/01 – Nice
      21/01 – Nice/Mônaco
      22/01 – Marselha
      23/01 – Carcassone
      24/01 – Tours
      25/01 – Tours
      26/01 – Paris
      27/01 – Paris
      28/01 – Paris/Versalhes
      29/01 – Paris
      30/01 – Retorno ao Brasil
      Algumas decisões foram acertadas, outras nem tanto. O deslocamento até Nice passando pela Suíça e Itália tomou bastante tempo, mas valeu a pena pela paisagem única. Também gostei de Nice. Sobre Mônaco, eu tinha uma expectativa meio exagerada da cidade por ser a sede de uma das maiores corridas de carro do mundo. É apenas um local bacana. Como estava com duas idosas junto comigo, não cogitei fazer o passeio de trilha pelos Calanques de Marselha ou Cassis. A ideia sempre foi o passeio de barco, mas no inverno é muito difícil dele ocorrer, seja pela baixa temporada, seja pelos fortes ventos que costumam soprar no local. Carcassone infelizmente não foi possível visitar devido a problemas climáticos que relatarei mais a frente. Dois dias em Tours para conhecer o básico do Vale do Loire foi mais que suficiente. Como dito antes, os quatro dias em Paris seriam suficientes se fossem no início da viagem, quando ainda estava descansado.
      O que eu mudaria no roteiro? Primeiramente, focaria em Paris no início da viagem. É a cidade mais interessante e é bom estar bem disposto para as inúmeras atrações. Descartaria a visita aos Calanques se o foco for o passeio de barco no inverno. Apesar de ter me surpreendido com Marselha, também tiraria ela do roteiro se não for para conhecer os Calanques. Esse dia a mais eu usaria para visitar o Monte Saint Michel ou ainda Mulhouse, por conta do Museu do Automóvel espetacular que a cidade tem. Se focasse a viagem totalmente na França, os dois dias que usei para Basileia e Milão provavelmente seriam transferidos para conhecer a Normandia ou Estrasburgo.
      Os deslocamentos entre as cidades foram todos feitos de trem. Aluguei um carro em duas ocasiões: conhecer o Vale do Loire e fazer o percurso de Nice a Mônaco, além de andar pelas mesmas ruas onde é disputada a corrida de Fórmula 1. Inicialmente também tinha a ideia de ir de Nice a Marselha com parada em Cassis de carro, mas alterei a forma de deslocamento no meio da viagem por motivos que exporei adiante, e acabei fazendo esse trecho também de trem.
       
      Algumas curiosidades antes de continuar o relato
      Vamos começar pela comida. Alimentação é algo muito importante na França, provavelmente o país com a gastronomia mais famosa do mundo. E não é por menos. Come-se muito bem lá. O preço de uma refeição em um restaurante razoável é equivalente ao da Itália, mas a comida é muito mais bem servida e mais variada. Esqueça aquelas coisas de televisão onde é servido um pouquinho de comida por um preço absurdo. Talvez seja assim em restaurante chique. Um prato francês normalmente já vem completo, com uma opção de proteína e carboidrato, quase sempre alguma variação de batata nos pratos mais básicos. Mas para quem estiver disposto a experimentar coisas novas, há diversos carboidratos diferentes. Por exemplo, comi um purê de beterraba em Marselha que era coisa de outro mundo.
      Os franceses amam tanto sua culinária que os funcionários e, não raras vezes os próprios chefs de cozinha, vinham à mesa perguntando se a comida estava gostosa. Isso mostra a preocupação em servir alimentos de qualidade.
      Ainda na onda da comida, li antes de viajar que os franceses são bem pontuais. Isso vale também para o horário de fechamento dos restaurantes, em especial o funcionamento da cozinha. Se um local diz que encerra suas atividades as 14h00, não ache que vai chegar nele para almoçar 13h50 e ainda sim terá seu prato preparado. Passei por isso em duas ocasiões. Em uma delas, no primeiro dia, cheguei para jantar às 19h30 numa cafeteria que fechava a cozinha às 20h00. O garçom perguntou se iria comer ou só beber. Como disse que iria comer, ele foi perguntar ao cozinheiro se ainda poderia servir comida. Felizmente o cozinheiro aceitou. Em outra ocasião, não tivemos tanta sorte. Num dia para ficar no esquecimento, chegamos a Tours às 21h45 morrendo de fome. Foi um dia de muito azar. O restaurante do hotel encerrava as atividades às 22h00, mas já não queria mais servir comida. E não havia outras opções de restaurantes próximas. Resultado, fomos na estação de trem pegar salgadinho e suco nas máquinas de self-service para não morrer de fome.
      Outra questão é o uso do inglês na França. Há uma lenda de que o francês não gosta de falar inglês. Até pode ser verdade, mas acredito que tudo vai depender de como será sua abordagem inicial. Estudei francês por três meses antes de viajar. Antes eu não sabia nada, mas consegui aprender o básico a ser usado num museu, restaurante ou hotel. Na maioria das vezes o pouco que aprendi de francês foi suficiente, mas em algumas situações eu não tinha vocabulário para manter uma conversa de qualidade. Por exemplo, quando tive problemas com o trem para Carcassone, precisei tirar dúvidas que só conseguiria me expressar em inglês. Comecei o diálogo assim:
      “Pardon. Je parle peu français. Parlez-vous anglais?”
      Seria algo como, “Desculpe, falo pouco francês. Você fala inglês?”. Todas as vezes que perguntei isso, quando recebia um não como resposta a pessoa pelo menos fazia o esforço de procurar algum colega que falava para poder me ajudar.
      Para quem fala só português, não se preocupe. O Google tradutor está aí para ajudar. A versão aplicativo dele permite até traduzir textos em tempo real através da câmera do celular. Mas claro que saber o básico de idioma local ou o inglês permite ter conversas mais fluídas.
      Por fim, dei muito azar de a França entrar em greve antes de viajar e de permacer assim no decorrer do passeio. O serviço mais afetado foi o transporte. Felizmente não tive maiores problemas por conta disso em relação aos trens, pelo menos. Para piorar ainda mais, no meio da viagem começou a aparecer os primeiros casos de coronavírus na França, mas até então não havia tanta preocupação com a doença. Só que uma coisa ficou nítida, principalmente nas atrações turísticas mais famosas: não havia muitos chineses. Era até estranho. Outros asiáticos, como japoneses ou coreanos, eram bem presentes, mas o chineses que sempre estão aos montes nas atrações turísticas, simplesmente sumiram. Era como se o governo chinês estivesse impedindo a saída de seus nacionais da China.
      Chega de papo. Hora de continuar o relato.
       
      16/01 – Saída do Brasil
      O voo estava marcado para sair do Brasil às 23h30 e chegar a Paris às 14h50. O embarque ocorreu normalmente e dentro do horário, mas a fila de aviões em Guarulhos fez com que nossa decolagem fosse próxima das 00h30.
       
      17/01 – Chegada em Paris
      A viagem ocorreu normalmente. Pela primeira vez eu e minha esposa conseguimos dormir razoavelmente bem em um voo tão longo. O serviço de bordo da LATAM também foi bom. Nenhuma queixa em relação às refeições e ao atendimento das aeromoças.
      Pousamos em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle com um pouco de atraso, às 15h30 no horário local. Saímos do avião e seguimos as placas até chegar à migração. Na mão, uma pasta com diversos documentos e reservas. Como renovei o passaporte e ele estava sem carimbos, trouxe o passaporte antigo que mostrava que já havíamos viajado ao exterior outras vezes, para o caso de acharem que estávamos indo na França para ficar. Prefiro me precaver. Quando chegou minha vez, o oficial de migração pediu em espanhol que fosse uma pessoa de cada vez no guichê. Cumprimentei com um “bonjour”, ele olhou para a minha cara e não fez nenhum questionamento. Carimbou a entrada e chamou o próximo.
      Depois de pegarmos as malas procurei por algum local onde pudesse comprar um chip de celular para usar na França. Havia lido que no Terminal 1 era possível adquirir no atendimento ao turista um chip da “Orange”, mas como não achei fácil o local e não estava muito a fim de procurar, deixei para comprar depois.
      Fomos para a fila de táxi e pegamos um em direção ao centro de Paris. A viagem saiu por 50 euros, preço tabelado. Como estávamos em quatro pessoas, foi vantajoso. O percurso durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Havia muito trânsito, provavelmente ainda mais agravado devido à greve dos transportes.
      Hospedamo-nos no Hotel Viator, o único que deixamos para pagar na França. Todos os outros estavam com as diárias pagas no Brasil. A grande vantagem dele é ficar a menos de 5 minutos a pé da Gare de Lyon, local onde pegaríamos o trem no dia seguinte, além de ter um preço acessível para o padrão Paris. Conseguimos reservá-lo por 105 euros o quarto de casal sem café da manha e taxa turística. É um bom hotel. Recomendo.

      Descansamos um pouco e fomos atrás do chip de celular. Vi que era possível comprar na Relay, uma loja bem comum na França. Havia uma na Gare de Lyon, e lá fomos. O plano “Orange Holiday” com 20GB de internet e 120 minutos de ligação com validade de 14 dias saiu por 40 euros. A instalação do chip pode ser feita pelo próprio usuário. Na verdade é só colocar ele no aparelho e a configuração é feita automaticamente.
      Obs: o chip funcionou bem 95% do tempo. Algumas poucas vezes ele ficava sem sinal, geralmente em deslocamento de trem entre cidades. Sobre o roaming em outros países, é preciso ficar atento, pois a Suíça não faz parte da União Europeia. Algumas operadoras forneciam planos mais em conta, porém com roaming restrito à União Europeia, sem incluir a Suíça.
      Na rua fazia frio e chuviscava um pouco. Estávamos com bastante fome, então procuramos algum lugar para comer. De início procuramos por alguma “boulangerie” (um tipo de padaria) próxima. Apesar de encontrarmos algumas que a vitrine enchia os olhos, elas não tinham espaço para comer dentro, e minha esposa não queria abrir mão de comer sentada em um ambiente aquecido. Então o jeito foi procurar algum café ou restaurante.
      Paramos para comer no La Consigne. Comemos um sanduíche e uma omelete no capricho mais as bebidas, tudo bem servido. Para o casal saiu por 25 euros.
      Depois de comer, fomos no mercado comprar algumas coisas. A água mineral na França é cara, bem mais que na Itália, por exemplo. E o gosto de várias marcas é bem ruim, principalmente aquelas sem gás. Acabávamos comprando Perrier ou San Pellegrino, que eram muito boas, porém ainda mais caras.
      Obs: teoricamente a água das torneiras na França é potável. Nos restaurantes é comum servirem uma garrafa de água da torneira de graça, e com gosto bem melhor que de muita água mineral sem gás vendida no mercado.
      Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Gastos do dia:
      50 euros de táxi do aeroporto até o centro de Paris
      40 euros do chip de celular
      25 euros do jantar no La Consigne
      0,70 euros em suprimentos no mercado
       
      18/01 – Ida para Basileia
      Dormimos até um pouco mais tarde para descansar bem. Por praticidade resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O preço não era dos melhores, custando 11 euros por pessoa, mas pelo menos poderíamos comer à vontade e daria para aguentar até a hora do almoço. Fizemos o check out no hotel e acertamos tudo, ao custo total de 135 euros por conta dos cafés da manhã e taxas turísticas.

      Seguimos para a Gare de Lyon e pontualmente às 10h22 o trem partiu rumo a Basiléia. A passagem foi comprada no Brasil com bastante antecedência, e saiu por 29 euros (R$ 153,37 na fatura do cartão). Faltando alguns dias para o embarque havia dúvida se esse horário de trem partiria por conta da greve. Havia trens fazendo a rota, mas em número reduzido. Dois dias antes do embarque recebi a confirmação da SNCF que o horário seria cumprido.


      O trem é bastante confortável mesmo na classe econômica. Em alguns momentos chegou a passar dos 300 Km/h. A paisagem também é bem bonita.
      Às 13h26 chegamos pontualmente à Basileia. Desembarcamos na estação Bahnhof Basel SBB e fomos direto para o Hotel City Inn Basel, que ficava literalmente na frente da estação. A diária já estava paga desde o Brasil, ao custo de R$ 385,81 sem café da manhã e taxa turística. Reservei pelo Hoteis.com pela possibilidade de pagar direto em reais. O idioma mais falado na Basileia é o alemão, do qual não sei nada. Mas consegui me virar bem com o inglês quando precisei. Como o dinheiro na Suíça é o franco suíço, fiz o câmbio na recepção do hotel. Troquei 100 euros por 102 francos suíços.
      Uma coisa bacana de Basileia é que os hotéis “dão” para o cliente um voucher que dá direito a usar o transporte público da cidade de graça e você pode escolher um museu para pagar metade do valor. Para quem não sabe, Basileia é a capital cultural da Suíça, e há diversos museus pela cidade. Esse voucher não é totalmente um brinde porque para isso precisamos pagar 4 francos suíços (CFH) por pessoa de taxa.
      Quando saímos do hotel já passava das 14h00. Não havia muitas opções de restaurantes abertos. Um dos poucos era o Tibits, especializado em comida vegetariana, que tinha um horário de funcionamento bem amplo. Ele tem um tipo de serviço raro na Europa, mas bastante popular no Brasil: comida a quilo. Mesmo eu sendo carnívoro, gostei bastante da comida do local. Minha comida e a da esposa saiu por 20,30 CHF com bebidas, um valor muito bom para a Suíça.
      Do restaurante, fomos bater pé pelo centro histórico da cidade, que ficava a menos de 10 minutos caminhando do hotel. Primeira parada foi na Marktplatz, uma pracinha com uma feira e onde estava localizado o Rathaus Basel-Stadt, a prefeitura da cidade. É uma construção de 500 anos de idade com uma cor única, um vermelhão bem forte. De lá partimos para a atração que eu mais queria ver na cidade: o Naturhistorisches Museum Basel (Museu de História Natural Basiléia). Por quê? Tinha uma réplica de um mamute em tamanho real, além de outros animais pré-históricos, como o tigre dentre-de-sabre e a preguiça gigante. Na verdade não sei se todos os animais eram réplicas ou realmente estavam empalhados, mas a qualidade dos modelos era incrível. Tinha também esqueletos de dinossauros, como um pterodátilo e um ictiossauro. Simplesmente fantástico. Segundo minha esposa meus olhos brilhavam quando eu vi o mamute. Eu devia estar me divertindo mais que as crianças no local. Aqui usamos o voucher e pagamos metade do valor do ingresso. De 7 CFH por 3,50 CFH por pessoa.









      Saindo do museu fomos em direção a Basel Minster, a Catedral de Basiléia, também numa coloração vermelha. Não entremos no local. Apenas apreciamos de fora. Depois seguimos até uma ponte sobre o Rio Reno, um dos grandes rios da Europa Ocidental. Apesar de o frio estar bem suportável na cidade, em cima da ponte o vento era muito forte e deixava tudo muito mais gelado. Só consegui ir até o meio da ponte e tirar umas fotos. Corremos do vento e nos dirigimos a uma rua com bastante movimento de pessoas e diversas lojas. Entramos em algumas, mas o preço era mais caro que da mesma loja em outros países. O único lugar que compramos alguma coisa foi no mercado: água e uns chocolates suíços. Tudo custou 4,05 CFH.


      Voltamos caminhando em direção ao hotel, mas passamos antes numa espécie de praça de alimentação gigante. No local, diversos tipos de restaurantes. Decidimos jantar no Acento Argentino, que era comandado por um argentino (se não me engano) e um brasileiro. Pedimos pratos com carne e empanadas, todos acompanhados de saladas. Tudo muito gostoso e bem servido. O preço saiu em 48 CFH para o casal. Após o jantar voltamos para o hotel e fomos descansar.
      Basiléia fica na fronteira tríplice da Alemanha, França e Suíça. Do lado alemão, a cidade mais próxima é Lörrach, e a Floresta Negra está localizada bem próxima. É uma cidade que entrou por acaso no roteiro, mas deu para ter uma noção do que esperar da Suíça em termos de custos numa futura viagem. Hospedagem e alimentação não são baratas, mas achei que seria pior. A diária do hotel, por exemplo, saiu mais barata do que a de Paris por um quarto muito maior e mais confortável. Fiquei animado para um dia conhecer melhor este país.
      Gastos do dia:
      135 euros de hospedagem no Hotel Viator em Paris
      58 euros para duas passagens de trem Paris -> Basiléia (R$ 306,74)
      385,81 reais de hospedagem no Hotel City Inn Basel
      8 CFH de taxa turística para duas pessoas em Basiléia
      20,30 CFH de almoço no Tibits
      7 CFH em dois ingressos no Museu de História Natural de Basiléia
      4,05 CFH em mercado
      48 CFH de jantar no Acento Argentino
       
      19/01 – Ida para Milão
      O trem para Milão iria partir tarde, então seria mais um dia para poder dormir bastante. Quando acordamos, resolvemos tomar café da manha no próprio hotel. Saiu 25 euros por pessoa, bem salgado, mas o café era espetacular. A outra opção seria um Starbucks do lado do hotel, mas eu e minha esposa não somos muito fã da rede. De bucho cheio, ficamos mais um tempo relaxando no quarto. Depois fizemos o check out e fomos para a estação de trem.
      A passagem já estava paga, saindo por 39 euros por pessoa (R$ 196,51 na fatura do cartão). O trem para Milão partiu às 11h03. Existem várias combinações possíveis para chegar à Milão. O que pegamos iria direto, com algumas paradas. Cruzaria os Alpes Suíços antes de entrar em território italiano. E era esse o motivo de ter incluído Basiléia e Milão no roteiro: conhecer uma parte da paisagem desse pedaço da Suíça. E não nos arrependemos. É realmente muito bonita. Pena que havia menos neve do que esperávamos.



      Chegamos à estação Milano Centrale às 15h50 e nos dirigimos ao Hotel Gram Milano para o check in. A diária já havia sido paga no Brasil, R$ 404,71 com direito a café da manhã e jantar no hotel. Restou pagar 10 euros para duas pessoas de taxa turística. Como são caras as taxas turísticas na Itália.
      Largamos as malas e corremos para a estação de metrô. Queríamos estar na Piazza del Duomo antes de escurecer. O ticket custa 2 euros por pessoa. Aqui há uma diferença para outros sistemas de metrô que já peguei. É necessário passar o ticket tanto para entrar quanto para sair das plataformas de embarque.
      Descemos na estação de Duomo. Ao sair para a superfície, damos de cara com o Duomo di Milano. Realmente ele possui uma fachada única, muito bonita. Tiramos algumas fotos no local e fomos fazer um lanche, afinal não havíamos almoçado nesse dia. Primeiro paramos no Caffè Vergnano 1882, onde tomamos café e alguns doces. Para o casal saiu por 12 euros. Depois pegamos uns tipos de pastéis no Il Panzerotto del Senatore. Três unidades saíram por 6,50 euros.



      Como ainda havia algum tempo até a hora do jantar, que foi agendado para as 20h30 no hotel, ficamos batendo pé. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuele II, que estava abarrotada de pessoas. Depois andamos por algumas lojas da cidade. Quase todas estavam com liquidações de inverno. E uma coisa que constatamos depois é que os preços na Itália são bem mais atraentes que os da França.


      Pegamos o metrô na estação Montenapoleone e voltamos ao hotel. O jantar estava muito bom. Era no estilo self-service, com bastante variedade de pratos. Somente as bebidas não eram inclusas. Elas saíram por 11 euros para duas pessoas.
      O quarto do hotel era bem confortável e moderno, com o visual totalmente oposto ao dos outros hotéis que ficamos na viagem da Itália de 2019. Para melhorar ainda mais tinha uma banheira pra relaxar.
      Gastos do dia:
      50 euros de café da manhã no Hotel City Inn Basel
      78 euros para duas passagens de trem Basiléia -> Milão (R$ 393,02)
      404,71 reais de hospedagem no Hotel Gram Milano
      10 euros de taxa turística
      8 euros em quatro tickets do metrô de Milão
      12 euros de lanche no Café Vergnano 1882
      6,50 euros de lanche no Il Panzerotto del Salvatore
      11 euros de bebidas no jantar do hotel
       
      20/01 – Ida para Nice
      Hoje acordei cedo. Como novamente o trem partiria um pouco mais tarde, aproveitei para conhecer outras atrações de Milão. Deixei minha esposa descansando e fui para a estação de metrô. Desci na estação Lanza, bem próxima ao Castello Sforzesco, para onde fui logo em seguida. É uma construção do século XIV que foi restaurada diversas vezes ao longo dos séculos. Hoje conta com diversos museus. Não entrei neles, pois não daria tempo. Restou caminhar pelos arredores do castelo e aproveitar o belo nascer do sol no local, aproveitando a luminosidade para tirar algumas fotos.







      Caminhando por Milão vê-se como ela é bem mais moderna que as outras cidades turísticas italianas. Seguindo pelas ruas cheguei ao Giardini Pubblici Indro Montanelli, um parque no meio da cidade bastante arborizado. Como diversos outros parques da Europa, o chão é de um tipo de areia grossa.


      Obs: Cabe aqui uma curiosidade que percebi nas três idas ao velho continente. Excetuando bitucas de cigarro que em alguns lugares se vê aos montes, as ruas das cidades são extremamente limpas. Mesmo que ande nesses parques de areia, o solado dos calçados não suja. Parece até que não tem poeira nas ruas. Um dia andando na cidade em que moro, que visualmente falando parece limpa, sujou mais meu calçado do quê quatorze dias na França.
      Voltei pra hotel e fomos tomar café da manhã, que era tão bom quanto o jantar. Arrumamos as malas e nos dirigimos para a estação Milano Centrale, onde pegaríamos o trem para Nice, que partiu às 11h10. A passagem saiu por 22 euros por pessoa (R$ 110,84 na fatura do cartão). Milão me surpreendeu. Foi pouco tempo na cidade, menos de 24 horas, mas deu para ir ao Duomo, que era a atração mais aguardada e pude conhecer também o exterior do Castello Sforzesco, além das belas ruas e prédios do lugar. Mas só a incluiria no roteiro da Itália de 2019 se tivesse tempo sobrando ou fosse usar o aeroporto de lá.
      O trem que pegamos era da empresa Thello, pertencente à empresa Trenitalia, a mesma que foi responsável pela viagem de Basiléia a Milão. Uma coisa que ficou nítida nesses 14 dias é que os trens das empresas francesas são muito mais limpos que os da Itália. E olha que a França estava em greve e nem todo o serviço estava funcionando 100%.
      De Milão o trem seguiu em direção a Gênova e depois foi até Nice beirando o Mar de Ligúria por todo o caminho. A paisagem era linda, mas há algo que com certeza o inverno atrapalha um pouco. A latitude das cidades nessa região do globo terrestre varia entre 43º e 44,5º. Isso é quase metade do caminho entre a Linha do Equador e o Polo Norte. No inverno do hemisfério norte, quanto maior a latitude, menor é a duração do dia. Mas não apenas isso. Nessa época o sol nunca fica a pino. Sempre está numa posição de que acabou de nascer ou estar pra se por. Essa angulação faz com que a luz solar reflita muito no mar (no caso das praias voltadas para o sul). Assim, o mar nunca fica tão bonito como ficaria em outras épocas do ano.

      Chegamos em Nice às 15h50 na Gare de Nice Ville. O hotel que escolhemos, Villa Bougainville by Happyculture, ficava a cinco minutos caminhando. As duas diárias foram pagas no Brasil, custando 560,98 reais com café da manhã incluído. É um hotel pequeno, com quarto pequeno, mas bem aconchegante.
      Deixamos as malas no quarto para aproveitar o restante da luz solar que tínhamos. Seguimos direto para o mar, saindo na Promenade des Anglais no rumo do Hotel Negresco. O calçadão na beira mar estava com pouco movimento, provavelmente devido á época do ano. Dali, fomos até a Place Massena procurando por algum lanche, pois novamente não havíamos almoçado. Achamos umas barracas de crepes, mas só tinham de doce. Fizemos então uma pausa na Boulangerie Blanc e pegamos alguns salgados para comer enquanto caminhávamos. Chegamos na Colline du Château para pegar um elevador até o topo, mas já estava fechado. Felizmente ainda dava para ir de escada. Não são muitos degraus, uns dois minutos subindo, mas ninguém quis ir comigo. Fui sozinho. Lá em cima, têm-se uma bela vista panorâmica de Nice. Depois que desci fomos passear pela praia, que na verdade é pura pedra. Provavelmente isso contribui para o mar ficar bem bonito no verão, já que não tem areia para as ondas remexer e deixar a água turva.






      Ficamos mais um tempo caminhando e tirando fotos aguardando a hora do jantar. Nice não é tão fria, mas venta bastante, e com o cair da noite o vento já estava incomodando. Fomos almoçar no restaurante Casa Leya. A dona é uma simpatia de pessoa. Para melhorar ainda mais e para a alegria das minhas companheiras, falava espanhol. A comida também era deliciosa. Comemos muito e muito bem. Dois pratos de massa, um carpaccio e bebidas saíram por 58 euros.
      Voltamos em direção ao hotel caminhando pela Promenade des Anglais. A fachada dos prédios iluminadas de noite fica bem bonita. O Hotel Negresco, por exemplo, fica muito charmoso. Chegando no quarto, fomos descansar de um dia com bastante caminhada.




      Gastos do dia:
      2 euros em um ticket do metrô de Milão
      44 euros em duas passagem de trem Milão -> Nice (R$ 221,68)
      1 euro de água na estação de trem
      560,98 reais em duas diárias do Hotel Villa Bougainville by Happyculture em Nice
      4,70 euros de lanche no Boulangerie Blanc
      58 euros de jantar para o casal no restaurante Casa Leya
       
      21/01 – Uma volta pela Côte d’Azur
      O roteiro de hoje previa um passeio por parte da Côte d’Azur localizada a leste de Nice. Tomamos café da manhã cedo no hotel e fomos à Gare Nice Ville. Lá se encontra diversas locadoras de carro, inclusive a Sixt, escolhida por nós. Fiz a reserva do veículo por um dia. Paguei a diária ainda no Brasil, ao custo de 69,98 euros (353,06 reais na fatura do cartão). No fim das contas, acabei pegando o seguro completo, o que custou mais 37 euros. Não foi barato, mas o valor da diária é proporcional ao número de dias da locação. Como eu queria fazer esse roteiro de carro, me sujeitei a isso.
      Havia reservado uma BMW Series 1 ou similar, mas não tinha nenhuma disponível na hora da retirada do veículo. Por isso, a atendente nos ofereceu uma Mercedes Classe E. Para quem entende de carro, sabe que é um veículo de uma categoria bem superior. Infelizmente a razão me fez recusar o modelo. Ele é muito grande, e como imaginava que passaria por ruas estreitas, um modelo menor seria mais apropriada. No fim, ficamos com um Skoda Scala Hatchback.
      Apesar de não ter problemas com carros, sempre fico tenso quando dirijo em outros países. Algumas placas de trânsito bem comuns na França não existem no Brasil, por isso é bom dar uma estudada no significado das placas antes de pegar estrada e não fazer besteira. Mas dirigir pela região da Côte d’Azur foi bem tranquilo, pelo menos no inverno quando as ruas estão bem mais vazias.
      Há três estradas saindo de Nice que vão para o leste da Côte d’Azur: basse corniche, a mais próxima do mar, moyenne corniche, a do meio, e a grande corniche, a mais ao alto de todas. Pegamos a moyenne corniche e seguimos em direção ao Èze Village, mas primeiro fizemos uma parada no Villefranche Belvédère para aproveitar um pouco do visual. O sol ainda estava nascendo. Ao chegar em Èze, o estacionamento estava interditado com faixas policiais. Alguma investigação estava ocorrendo lá e os parquímetros estavam lacrados. O policial até falou que poderíamos estacionar. Mas preferi deixar de lado. A ideia aqui era visitar o Le Jardin Exotique no topo do vilarejo e apreciar a vista do mar lá de cima, mas como o dia ainda não estava claro o suficiente para aproveitar mais a vista, achamos melhor seguir viagem.

      Descemos então para a basse corniche. Queria entrar em Mônaco vindo por essa estrada para evitar os possíveis túneis que poderiam haver na entrada a partir da moyenne corniche. Túneis e GPS de celular não combinam. Já passei alguns perrengues em Madrid por conta disso.
      Chegando ao Principado, me dirigi direto para a largada. Contornei a Sainte Devote e segui forte, a 40 Km/h, pela Beau Rivage. Passei pelo Cassino de Monte Carlo, que estava com a fachada em reforma, contornei a Mirabeau Haute e desci pela curva do hotel. Quando vi, já estava rasgando por dentro do túnel. Na saída dele, não havia chicane, mas quem se importa? Após algumas obras, já estava na piscina, e depois na La Rascasse. Pronto, havia acabado de completar uma volta no Grande Prêmio de Mônaco. Andar nas ruas do circuito a 40 Km/h não passa adrenalina, mas a emoção de circular por um trajeto que tantas vezes vi na televisão e em jogos de videogame não tem preço. Era incrível, cada curva que eu contornava, cada reta que eu passava, era como se já estivesse estado lá. Tinha o circuito todo traçado na cabeça.
      Voltando pra realidade, deixei o carro estacionado no Parking de la Colle, próximo de Mônaco Ville, onde está localizado Le Palais des Princes de Monaco e a Cathédrale de Monaco. Até chegar à parte alta, tem que subir um bocadinho. Lá de cima, têm-se uma bela vista do Port Hercule e do Port de Fontvieille. O Palácio tem a fachada bem sem graça, mas vale a visita para ver, próximo de 12h00, a troca de guarda. A Catedral, ao contrário, possui uma bela fachada. O seu interior é simples, mas elegante. A entrada é gratuita. Nas redondezas, também caminhamos pelas ruas estreitas e charmosas do local.

       


       






      Depois de ver a troca de guarda, descemos para a marina do Port Hercule. Lá estaria o restaurante onde iríamos almoçar, o Stars 'n' Bars. Tirando o McDonalds e outras lanchonetes, é tido como um dos lugares mais baratos para uma refeição descente em Mônaco. Meu almoço e o da esposa saiu por 70 euros, em dois pratos bem servidos e gostosos com carne, arroz, salada, batata frita e bebidas. No local há outros pratos mais em contas, como sanduíches, comida tex-mex e pizzas.
      Caminhamos mais um pouco pelas ruas do Principado e voltamos para o estacionamento onde deixamos o carro. As cerca de 5 horas que ficamos em Mônaco nos custou 14,10 euros de estacionamento.
      Seguimos pela basse corniche e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat, onde visitaríamos a Villa Ephrussi de Rothschild. Havia obras na entrada do vilarejo, então sem entender a sinalização acabei fazendo umas barbeiragens para conseguir acessar o local. A entrada da Villa Ephrussi custa 15 euros por pessoa. Há estacionamento gratuito no local. Trata-se de um palácio construído à beira-mar pela Baronesa Béatrice Ephrussi de Rothschild. Além disso, possui nove jardins com diferentes temáticas. Tirando o Roseiral, que estava prejudicado por conta do inverno, todos os outros jardins estavam espetaculares. Do palácio temos ainda belas vistas do Mar Mediterrâneo.









      Finalizando o palácio, seguimos para Nice. Antes paramos em um posto de combustível para colocar gasolina. Na maioria deles nós que abastecemos. Em alguns é preciso pagar antes, em outros, paga-se depois que abastece. Nos que pagamos antes, caso não gaste todo o valor em combustível, o troco é devolvido. Depois de deixarmos o carro na Gare Nice Ville, fomos descansar no hotel.
      Já de noite, sem muito ânimo para passear, resolvemos almoçar em uma hamburgueria ao lado do hotel. Um lanche para duas pessoas saiu por 15 euros. Não era um sanduíche fantástico. Estava no nível daquelas versões gourmet do McDonalds. Mas deu para matar a fome. Depois fomos a um mercado para comprar algumas coisas. Por fim, voltamos ao hotel para dormir.
      Gastos do dia:
      69,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 353,06)
      37 euros da diferença do aluguel do carro (R$ 197,91)
      70 euros em almoço no Stars 'n' Bars em Mônaco
      14,10 euros de estacionamento em Mônaco
      30 euros para duas entradas na Villa Ephrussi de Rothschild
      14 euros de gasolina
      15 euros em jantar no Tacos Burger em Nice
      7,02 euros de mercado em Nice
       
      Em breve continuarei com o restante do relato...


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