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Encontrado 5 registros

  1. Wallace Fonseca

    Work Exchange pela Croácia e Suíça

    Coloquei na parte da Suíça porque é onde terminei e passei a maior parte da trip, mas tem um pouco sobre a Croácia também. Eu sei que ta grande, mas..espero que gostem! Qualquer coisa só falar. PRIMEIRA PARTE – A VIAGEM Sempre falei para meus amigos, e até para mim mesmo, que iria – e vou - conhecer todos os lugares no mundo mochilando por aí. Sei que parece exagero, mas ainda pretendo cumprir esse desejo. Decidi que os primeiros lugares seriam fora do brasil. Me deparei com o Work Exchange através do site Worldpacker, não lembro como e nem por qual motivo entrei no site, mas foi como amor a primeira visita hahahaha. Comecei a ver os países disponíveis, os requisitos e comecei a mandar mensagem para os hosts com datas hipotéticas mesmo sem ter em mente uma viagem naquele momento, mais mesmo pra saber se era possível. E não é que era? Os hosts me responderam e confirmaram dizendo que eu poderia ir!! Minha felicidade foi absurda, mas por um momento apenas...lembrei que trabalhava de segunda a sexta e não tinha dinheiro para uma viagem desse tipo. Fechei o site. Desisti! Jamais pensaria em ir para Nova Zelândia ou qualquer outro país sem ter pelo menos uns 30mil na conta e uma empresa própria Início de 2016, surfando na internet me deparo com o Worldpacker novamente. Seria um sinal? Entro e percebo que se eu juntasse 10 “qualificações” de amigos ganharia 50 dólares pra fazer a primeira viagem. Oras, porque não? Compartilho no facebook e logo consigo o “vale” de 50 dólares. Beleza, para onde poderia ir com esse vale? México? Indonésia? Nova Zelândia? Queria ir pra tantos lugares, mas ainda não tinha como ir. Não tinha dinheiro, nem tempo. Férias já tinha tirado. De novo, teria que desistir de colocar o pé fora de casa. Meio de 2016, faltando 1 ano pra terminar o curso técnico e precisando de um estágio para concluir o curso, converso com meus chefes no trabalho, explico toda a situação e consigo minha demissão pra dezembro. A princípio o pedido de demissão era para procurar um estágio, porque não dava para trabalhar de manhã (pegava às 06:00 e ficava até as 16:00), minhas aulas eram a noite no curso e não teria tempo para fazer um estágio. Então decidi que teria que sair do trabalho! Acredito que foi em setembro que tudo mudou. Esse foi o mês que recebi um e-mail do Worldpacker informando que tinha uma mensagem de um host da Croácia. Fiquei surpreso pois não lembrava de ter enviado nenhuma mensagem para lá. Bom, era um convite! Na mensagem dizia que o host tinha gostado do meu perfil e gostaria da minha ajuda para construir um hostel na ilha de Bol, na Croácia. Nem preciso dizer que no mesmo instante parecia que eu tinha colado um sorriso de ponta a ponta no meu rosto. No momento eu pensei: “ Vou ser demitido com todos os direitos em dezembro. Estarei de férias no curso. Porque não me dar esse presente e finalmente dar início a esse sonho? “ Conversava com o host todos os dias, tentava extrair o máximo de informação dele, do local e do trabalho para ver se era confiável mesmo. Fiz os cálculos de quanto ganharia da rescisão de contrato e do FGTS e decidi colocar a viagem em prática. Minha namorada não poderia ir comigo, mas mesmo assim ela me incentivou e apoiou a ideia, sempre alertando para analisar tudo com cautela. De início meus pais acharam que era besteira e que eu estava blefando. Pensavam que eu desistiria da ideia e ponto. Só que não foi bem assim. De passagem comprada para dia 12/12/2016 saindo do Galeão, faltando 2 meses para a viagem, eles começaram a ficar tensos. Começaram a perguntar sobre o host, o local, o que eu faria, com quem iria, pediram para verificar ficha criminal do host, se tinha família e etc etc etc. Com muita conversa, consegui que eles ficassem ‘’tranquilos’’. Ao menos meu pai pareceu ficar tranquilo, porque minha mãe nada adiantava hahaha. Dia 12 de dezembro, com mochila pronta, com todos os documentos possíveis guardados e com um medo que nunca havia imaginado sentir tentando me fazer abandonar a ideia, seguimos para o aeroporto. Com check-in feito e de frente para o portão de embarque começa a melhor parte – ou seria a pior? – Beijos mãe, beijos irmão, beijos namorada linda. Nos vemos daqui a 49 dias se deus quiser. Sigo sozinho sem olhar para trás, para uma viagem de 14 horas de ida com lágrimas nos olhos, sorriso na cara e coração apertado com medo do que viria pela frente. SEGUNDA PARTE – IMIGRAÇÃO E EXTRAVIO Antes de contar sobre a viagem preciso explicar porque decidi viajar dessa forma. Decidi viajar dessa maneira por 2 motivos: Por ser mais econômico, pois quando viajamos dessa maneira nós ficamos na casa dos hosts ou algum lugar destinado para os voluntários e não pagamos por isso; e pelo intercâmbio cultural, já que teremos que conviver 24hrs por dia com seus costumes, idioma, culinária e sem falar na amizade que você faz quando há outros voluntários. Particularmente, eu não acho que há mais graça em conhecer um lugar diferente, seja uma cidade dentro do seu país ou fora, e apenas tirar fotos bonitas e colocar no facebook/Instagram pra ganhar curtidas. Caso você encontre graça nisso, me mostre por favor. Acho muito mais interessante quando você conhece e convive com pessoas locais, aprende sobre seus costumes, aprende seu idioma e quando voltar para seu país, voltar com muito mais experiência e maturidade do que simplesmente fotos e vídeos. A passagem mais barata que encontrei pra chegar no meu destino final, no caso Croácia, foi para a Áustria, no aeroporto de Viena. Meu percurso foi o seguinte: Rio de Janeiro -> São Paulo -> Madrid -> Áustria. Da Áustria meu plano seria pegar um ônibus até a capital da Croácia, Zagreb, e de lá um ônibus pra Split e, por fim, um catamarã pra cidade onde ficaria, que seria Bol - não sei se percebeu, mas usei verbos no futuro do pretérito, ou seja, eram coisas que aconteceriam, mas não aconteceram – ou melhor, não aconteceram como desejadas – por motivos que vou explicar já já. Antes de viajar, li muito sobre a parte da imigração, como era, o que eles poderiam pedir, quais os tipos de documentos levar e etc etc. Fiquei com um medo da por** quando descobri que minha imigração seria feita no aeroporto onde a maioria dos brasileiros – pelo menos no passado – ficavam detidos e eram deportados, o aeroporto de Madrid- Barajas. Por causa disso levei todos os documentos possíveis para qualquer situação. Se perguntassem o tipo sanguíneo do meu pai, eu saberia dizer e comprovar com o exame de sangue dele que estava cuidadosamente alocado na pasta de documentos. Meu voo de São Paulo pra Madrid atrasou uns 50 minutos e por consequência disso, eu cheguei, obviamente, 50 minutos atrasado para o voo de Madrid para Áustria, que no caso seria 30 minutos depois que eu chegasse em Madrid no horário previsto, ou seja, se o voo não tivesse atrasado, eu teria 30 minutos para caminhar tranquilamente pelo quarto maior aeroporto da Europa ao invés de correr desesperadamente em busca do meu portão de embarque para Áustria. Foi uma loucura total, porque eu não sabia pra onde ir, fui me guiando pelas placas e perguntando às pessoas. Correndo pelo aeroporto, vejo: imigração, penso: “fodeu”. Sigo em diante e me direciono para o guichê já preparado pra responder qualquer pergunta. Agente: “Passaporte”, eu entrego. Agente:” Vai pra onde?, eu falo: “Viena”. Agente:” Pode ir!”, depois de carimbar meu passaporte. Levei uma pasta de documentos pesando quase 1 quilo (brincadeira, é claro) pra nada? De qualquer maneira nem tive tempo para ficar surpreso e rindo à toa porque estava atrasado 30 minutos para meu voo, não tinha passado pelo raio-x e nem sabia pra onde ir. Interessante que quando se está nessas tretas a gente faz amizade muito rápido. Encontrei uma moça da Argentina que me ajudou MUITO perguntando aos funcionários do aeroporto onde ficava meu portão de embarque, sendo que ela também estava atrasada para o voo dela. Com 40 minutos de atraso – lembrando que a culpa não foi minha e sim do voo – encontro meu portão de embarque, explico toda situação – ou melhor, tento explicar a situação, visto que meu inglês estava fraco ainda – e achando que estaria tudo bem e que eu poderia viajar em paz para a Áustria, recebo a notícia que minha mochila não estaria nesse voo porque achavam que eu não embarcaria no mesmo e que eu teria que resolver no ‘’achados e perdidos’’ quando eu chegasse em Viena. Entro no avião, todos me olham como se eu fosse o culpado pelo atraso, sento no pior lugar possível e de quebra não teve comida no voo. Tudo bem, com ‘’sorte’’ não fui barrado na imigração. Já no aeroporto de Viena, a primeira coisa que fiz foi procurar o Lost and Founds. Estava muito nervoso porque precisaria explicar a situação toda em inglês e, como disse lá em cima, meu inglês era bem básico, então não estava nem um pouco confiante, mas eu precisava da minha mala, era como se ela fosse minha companheira – e não deixava de ser verdade hahaha – então fui direto pro guichê. Bom, posso dizer que deu tudo certo mesmo tendo que esperar 6 horas pra minha mala chegar no aeroporto. A companhia aérea disse que eles entregariam onde eu fosse ficar, mas eu ficaria numa ilha, numa cidade relativamente pequena dentro de uma ilha então, não, eles não entregariam lá. O mais próximo seria longe e demoraria, então decidi ficar no aeroporto esperando. Se algum dia vocês forem parar no aeroporto de Viena e precisarem de ajuda podem falar comigo. Conheço todos os banheiros, lojas, saídas e cadeiras possíveis. Sorte que possuía wi-fi, pois assim pude ficar conversando com minha namorada e meus pais no Brasil. Quase chorei quando vi minha verdinha (minha mochila) passando pela esteira. Foi muito gratificante sentir o peso dela nas costas e saber que naquele momento poderia dar seguimento na viagem. Meu objetivo foi sair do aeroporto – não comentei antes, mas também é chamado de Schwechat Airport – e seguir de metrô para a Erdberg Station onde lá pegaria o ônibus para Zagreb, capital da Croácia, com conexão na Eslovênia. Fiquei 4 horas em Liubliana ou Ljubljana, capital da Eslovênia esperando o outro ônibus que seguiria para Zagreb. Uma dica: Se for viajar no inverno por esses países e tiver que esperar de madrugada nas estações, leve meias! Muitas meias! Acredite, você vai precisar! TERCEIRA PARTE – BUNGEE JUMP Decidi ficar 2 dias em Zagreb no hostel Chillout – muito bom por sinal – pra conhecer um pouco sobre a cidade. Não queria ir muito longe por causa da grana, então andei pelas proximidades mesmo. Próximo passo seria seguir direto pra uma cidade chamada Split, onde lá pegaria o catamarã pra casa do Host. Bom, sempre quis pular de Bungee Jump. Antes de viajar pesquisei sobre spots de bungee jump na Croácia e achei um em Zadar, uma cidade entre Zagreb e Split. Pensei: ”Por que não? “ De Zagreb segui pra Zadar, e foi lá que tive uma das histórias mais cômicas - pra não dizer desesperadora – da viagem. Antes de seguir rumo a Zadar eu já vinha conversando com a empresa onde faria o salto. No Brasil mesmo já havia pesquisado sobre eles, visto fotos, se eram confiáveis e etc. Por e-mail eles disseram que me buscariam na rodoviária de Zadar e depois do salto me deixariam lá pra poder seguir minha viagem. Quero deixar bem claro que não tenho preconceito NENHUM com ninguém, pelo contrário, tenho raiva de quem é preconceituoso com as pessoas. Não julgo ninguém. Acontece que eu imaginei algo totalmente diferente dos responsáveis que me buscariam na rodoviária, não me pergunte o quê. Quando um deles acenou pra mim, fiz apenas que sim com a cabeça (não perguntei absolutamente nada – eu fui burro, eu sei), peguei minha mochila no ônibus e o acompanhei até o carro. O motorista do carro tinha uma cara de açougueiro e pra piorar ainda mais ele não falava inglês, o que à primeira impressão o tornava grosso e antipático. Antes de entrar no carro, perguntei ao primeiro se eles eram do Bungee Jump e ele confirmou. Sentado no carro no banco de trás, eu só pensava que tinha me metido numa enrascada, que seria estuprado e meus órgãos vendidos no mercado negro. O motorista com cara de açougueiro só falava croata e toda hora eles ficavam conversando e rindo – rindo muito -, eu imaginava coisas loucas, como se eles estivessem tramando algo, vendo quem ficaria com o que quando sumissem comigo. Vez ou outra o primeiro me perguntava algo e eu respondia normalmente, mas mesmo assim eu já estava me despedindo da minha família mentalmente. Se eu fosse morrer, não morreria sem lutar. Pensei em tudo: desde pular do carro se eu percebesse que estavam me levando pra algum lugar estranho até tentar quebrar o pescoço dos dois e pular. Como o primeiro falava um pouco inglês, eu ia perguntando coisas relacionadas a nossa conversa por e-mail. Perguntei o valor do salto, o nome dele, o nome da empresa e fui ficando mais tranquilo a medida que ele ia confirmando as informações passadas pelo e-mail. Só fiquei mais relaxado quando entrou um outro rapaz que eu já tinha visto nas fotos no site da empresa e ele também falava inglês, então fiquei muito mais tranquilo. O restante do percurso foi super de boa, chegamos no local do salto, a ponte Maslenica Bridge (Maslenički most), eles me explicaram tudo, me equiparam, colocaram a Gopro e tiramos algumas fotos antes do salto. Não parecia alto até o momento que subi no último degrau da escada improvisada e olhei para baixo. Com 55 metros abaixo de mim, respirei fundo e com o sorriso na cara, saltei em direção ao mar adriático... O salto foda para caralho. Saltaria todos os dias quantas vezes pudesse. Foi uma das sensações mais loucas que tive na vida. Por um momento pensei que meu cérebro iria explodir com a velocidade que alcançava, mas alguns segundos depois do salto, senti a corda puxar meu tornozelo e soube que tinha acabado. Agradeço imensamente à Izazov Tours pela experiência sem igual. Agradeço ainda mais pela generosidade de terem me buscado e deixado na rodoviária. Definitivamente recomendo a todos que forem visitar a Croácia. QUARTA PARTE – “FAÇA COM QUE O NÃO PLANEJADO, FAÇA PARTE DO PLANO “ Depois de um longo e radical dia, chego na cidade de Split na parte da noite. A cidade à primeira impressão me pareceu bem pacata. Como a rodoviária é em frente ao porto onde saem os catarmarãs para as ilhas, estava bastante frio. Com cara de gringo, com um mochilão nas costas, não tem como não dizer que era turista. Após 5 minutos depois deu ter descido do ônibus, me para um senhor na faixa dos 60 anos, mas com cara de surfista, perguntando se eu precisava de um lugar para dormir. Àquela hora não conseguiria nenhum catamarã para me levar para Bol e muito menos alguém para me buscar quando chegasse lá. Disse que sim, mas nada tão caro. Informei a faixa de preço que eu estaria disposto a pagar e então ele foi me conduzindo pelas ruas da cidade. Na Croácia, usa-se a moeda chamada Kuna, onde 1 Kuna equivale – no momento que escrevi esse texto - aproximadamente 0,50 centavos. Como já era noite, aquela parte da cidade estava relativamente vazia e algumas ruas eram escuras. Olha, eu moro no Brasil. Sou desconfiado mesmo. Infelizmente qualquer boa ação que eu receba, nos primeiros momentos eu fico desconfiado até descobrir a real intenção do indivíduo. Não iria mudar estando em outro país, portanto tentava manter uma certa distância do senhor surfista a medida que ele me guiava por ruas escuras e vazias. Íamos conversando, ele dizia que já tinha visitado o Brasil algumas vezes e que como era marinheiro, conheceu uma moça em Split e decidiu morar ali. Interessante a história até! Chegamos até a entrada de uma catedral e estranhamente ele começou a entrar. Fiquei pensando onde raios era esse hostel que ficava dentro de uma catedral. Juro que eu não sabia. Era como se a catedral fosse um mini condomínio. Tinham lojas, restaurantes, bares, muitas pessoas dançando e curtindo e muitas placas de hostels. Se eu estivesse sozinho jamais entraria na catedral e jamais teria conhecido as pessoas que conheci no hostel onde fiquei. Tem coisas que parecem que precisam acontecer. Lá dentro, ele me guiava por vielas e mais vielas. Tentou sem sucesso em alguns hostels, mas encontramos um, o Meri Hostel, onde fiquei pelos 3 próximos dias. O hostel era muito simples: era um cômodo grande com 6 beliches, uma mesinha redonda, uma pia, um fogão de indução e 2 banheiros. Quando cheguei tinham 2 pessoas apenas: 1 senhor que parecia morar lá e um rapaz na faixa de 30 anos que vim a descobrir posteriormente ser da Hungria e que estava lá a algumas semanas estudando para fazer uma prova para ser prático. No dia seguinte, conversei com o host lá de Bol e falei que gostaria de ficar por mais 2 dias na cidade para conhecer melhor e tentar fazer alguns passeios. Cheguei em Split no dia 15/12, numa quinta-feira e fiquei até domingo. Quando comentei lá na segunda página que as coisas não aconteceram como planejadas, foi por que antes de entrar no avião no Rio de Janeiro, eu tinha planejado tudo cuidadosamente: o ônibus que eu pegaria até Zagreb num determinado horário quando chegasse no aeroporto em Viena; o outro ônibus que pegaria até Split que eu já sabia que tinha; e o catamarã que eu pegaria para chegar em Bol. Nada disso aconteceu como planejado porque minha mala foi extraviada, atrasou tudo e tive que cancelar o ônibus; Por ter cancelado o ônibus, cheguei em Zagreb em um outro horário, na qual não tinha ônibus para Split naquele dia; E por não ter tido ônibus para Split, consegui mudar a rota para Zadar, consegui fazer o salto e ainda sim consegui ônibus par Split logo em seguida. O que quero dizer é que nem sempre vamos conseguir seguir com o planejado e isso é bom, pois nos leva a situações onde precisaremos agir diferente, pensar diferente. Pode nos levar a situações inesquecíveis. Ou até mesmo desesperadoras. Mas faz parte! Acredito que essas situações que acontecem, mas que não são pensadas antes, nos fazem crescer. Amadurecer. Então, se algo não acontecer como esperado, não reclame. Faça com que o não planejado, faça parte do plano. QUINTA PARTE – “LEGAL-MAS-NÃO-TÃO-LEGAL” Em Split deu pra conhecer alguns lugares apesar de não ter feito nenhuma excursão, pois como era inverno, muito dos passeios que queria fazer não estavam disponíveis, mas tudo bem. O dinheiro que economizei dos passeios, gastei em mais 2 rabiscos pelo corpo hahaha. No domingo fui para o porto pegar o catamarã até Bol. Aliás, não. Não era mais Bol. Esqueci que agora começa a parte “legal-mas-não-tão-legal-assim da viagem”. Antes de seguir pra Croácia, pesquisei sobre Bol e o que tinha ao redor pra fazer. Apesar de ser pequena possui bares, boates, praias – inclusive uma das mais famosas da Croácia, Zlatini Rat – e além do mais o hostel tinha piscina. Excelente: depois de um dia de trabalho curtir uma saída na rua com os outros voluntários, fazer trilhas e tudo mais. Pois é, nada disso aconteceu! Fiquei sabendo 2 dias antes de chegar em Split que não ficaria mais em Bol. Tudo bem, mesmo que fosse em outro lugar não poderia ser ruim. “Pô, estou na Croácia” – pensei, “Qualquer lugar que eu fique vai ser irado”. Ficamos (eu e mais 5 voluntários brasileiros) alojados numa casa no interior de Supetar. Quando digo interior, é interior mesmo. Pra quem conhece, mais interior que Antônio Prado de Minas. Não tinha absolutamente nada pra fazer. Íamos trabalhar às 10:00 e voltávamos 17:30 já parecendo que era madrugada pois escurecia absurdamente rápido. A primeira semana de trabalho foi maneiríssima: acordar cedo num frio da colina (variava de 5°C a -3°C quando ventava muito), tomar café e seguir pro batente procurar pedras achatadas, aprender a usar a betoneira, carregar saco de cimento e baldes com concreto. De almoço comíamos sopa com pão – muito bom por sinal – e a tarde nos era oferecido cachaça croata. Chato era chegar em casa 17:30 e ir deitar pra assistir filme no celular. Todos os voluntários dependiam do carro do host pra sair, seja pro mercado, pra cidade, pra onde fosse. Estávamos realmente isolados de tudo. Não tinha pra onde ir nem andando. O centro da cidade ficava a 20 minutos de carro e mesmo assim lá não tinha muito a ser feito. Veja bem, em momento algum eu reclamei e nem estou reclamando agora. Eu sempre tento tirar proveito de todas as situações, inclusive as desagradáveis. Acontece que fui pra me divertir apesar de tudo e não apenas pra trabalhar. Realmente era muito chato chegar na casa e não ter NADA pra fazer. O host quando chegava ia dormir ou ficava assistindo televisão e não tinha transporte público, bicicleta e nem pessoas pra pedir carona. O chato disso tudo é que em MOMENTO ALGUM o host falou pra mim – e nem pros outros voluntários - que ficaríamos numa casa no interior sem poder fazer nada. Em seu perfil estava tudo descrito pra ficar em bol. Inclusive tinha o endereço de lá, as fotos, informações também. Eu fiquei sabendo que íamos ficar em outra cidade porque um outro voluntário brasileiro que estava lá a mais tempo me avisou quando mandei mensagem pedindo mais informações. Uma semana depois de chegar na casa do host, já estava procurando outro lugar pra ficar. SEXTA PARTE – RUMO A NEVE No dia 30/12, numa sexta feira, exatamente 12 dias após chegar no destino que eu acreditava ficar até dia 29/01/17, eu saí de lá rumo a Zurique, Suíça, com o intuito de passar o Réveillon e um dia após seguir para Bienna (Biel ou Bienne) cuidar de 3 magníficos huskies. Na Suíça, o meio de transporte público que mais se destaca é o trem seguido dos ônibus. São bem caros comparado aos do Brasil, porém são extremamente bem preservados e pontuais. Preciso repetir: muito pontuais. Cada estação de trem ou ônibus possui algumas telas com os horários dos próximos carros. Se está na tela “O próximo trem para Horgen chega em 23:37”, acredite ele vai chegar às 23:37 e não 23:35 ou 23:40. Na minha opinião acho justo pagar R$ 30,00 de passagem quando você tem conforto, segurança, pontualidade e qualidade. Um franco suíço (CHF) equivale a 3,37 reais. Não é um valor tão alto comparado com a libra esterlina por exemplo, que é absurdamente mais cara, porém o que encarece a viagem pela Suíça é o custo das passagens e da alimentação. Com 3 viagens de trem para bairros próximos (mais ou menos 20 minutos de duração cada viagem) gastei aproximadamente R$ 100,00, fora a passagem de 51 CHF (R$ 170,00) que precisei pagar pra ir até a casa do meu novo host que ficava em Bienna. O réveillon em Zurique foi iradíssimo apesar de estar sozinho, com saudades dos meus amigos, dos meus pais, do meu irmão e da minha namorada. Tentei fazer amizade, mas não foi tão simples quanto parecia. As pessoas que vi pareciam ser muito reservadas e eu além de ser tímido, estava com MUITO frio, então desisti da ideia e fiquei na minha explorando ao redor. A única diferença que percebi no réveillon de Zurique para o réveillon do Rio de Janeiro é que em Zurique as explosões começam 30 minutos depois de 00:00 e as luzes das ruas e dos edifícios se apagam, deixando o local mais escuro. Fora isso, na minha opinião, não achei grande coisa. O pouco que fiquei em Zurique deu pra perceber que é linda, tem muitas lugares a se conhecer e acredito que no verão deva ser melhor ainda. Definitivamente é um lugar que pretendo voltar. No dia 01/01/17 segui para a estação de Bienna onde meu host estaria me aguardando. Bom, antes de falar sobre a experiência de trabalho voluntário na suíça, preciso explicar como fui parar lá. Ainda na casa do host em Supetar, uma semana depois de ter chegado já estava procurando outro lugar para ficar devido ao “pequeno imprevisto” que ocorreu. Eu já conhecia o site Workaway, mas, assim como o Worldpacker, nunca acreditei que fosse dar certo e então deixei de lado. Um dos voluntários lá na casa me indicou este e no mesmo dia fiz minha inscrição no site. Estava procurando locais próximos à Áustria porque meu voo de volta sairia de lá, então pra não gastar muito dinheiro com passagens decidi que encontraria lugares próximos. O interessante nesses sites de voluntariado é você ler todo o perfil do host, os feedbacks de outros voluntários, analisar fotos, e claro, você precisa gostar do que ele propõe. Não adianta nada você se candidatar a uma vaga onde você sabe que vai trabalhar carregando peso, cozinhando, ou qualquer coisa e você não estar apto pra isso. Por isso é muito importante ler o perfil antes de se candidatar a vaga. Mandei mensagens para vários hosts da Itália, Alemanha, Eslováquia, Suíça na tentativa de sair de lá o mais rápido possível. Muitos me responderam, mas a maioria dizia não estar disponível para o período de tempo que eu pretendia ficar, outros só aceitavam casal e outros disseram não ter mais vagas. Enfim, sempre depois que chegávamos do trabalho, tomava meu banho e seguia pro celular pra procurar vagas. Um belo dia, encontrei um host da Suíça que precisava de ajuda pra cuidar de 3 huskies: Hinata, Akamaru e Sydney. O trabalho consistia em levar os cachorros para passear na floresta 3-4 vezes por dia em troca de um quarto e alimentação. Eram 2 tipos de passeios: o longo e o curto. O passeio longo era todo dia 08:00 da manhã e 17:00 da tarde; o passeio curto era por volta de 11:30-12:00(antes do almoço) e 22:00. Na descrição o host pediu experiência com cachorros e colocou ênfase que o voluntário precisava ter um bom condicionamento físico para o trabalho porque, não importaria o clima, fosse sol, chuva, neve ou vento, precisaria levar os 3 huskies para passear. “Bom”, eu pensei, “tive dois poodle toy. Três huskies não podem ser tão diferentes assim”. Enviei mensagem e pra minha surpresa o host respondeu. Conversamos e ele me aceitou em sua casa até o dia que eu iria embora. Feito isso, conversei com o primeiro host, fui bem sincero com ele dizendo que não tinha sido o que eu esperava, visto que pensava que iria ficar em uma cidade com mais movimento e de fácil acesso e perguntei se haveria problemas se eu fosse embora dali a dois dias. Ele aceitou numa boa, e tudo pronto. “ . Pela primeira vez vou fazer um boneco de neve” - pensei Arrumei minha verdinha pela segunda vez e partiu Suíça. SÉTIMA PARTE – AKAMARU, HINATA E SIDNEY Akamaru, o imponente, porém o preguiçoso; Hinata, a misteriosa; Sidney, a princesa caçadora, porém a peidorreira. Foram os três huskies que me receberam quando entrei pela porta da casa de meu host em Port – Biel/Bienna. Esses três huskies foram os responsáveis por eu ter tido uma das melhores experiências da minha vida. Meu dia começava às 08:00 da matina quando os levávamos pra um loongo passeio variando de 4 a 9 km (uma a duas horas) pela floresta. Geralmente era um passeio supertranquilo: cada um tinha sua vez de andar sem coleira pela trilha e dependendo do caminho que decidíamos tomar dois ficavam soltos. Nunca os três. Vez ou outra a gente encontrava um coelho ou um veado saltitando inocentemente pela trilha e quando isso acontecia era tenso, pois os cachorros partiam atrás e eram bem fortes. Nada comparado a dois poodle toys hahaha. Sorte a minha que eu já andava preparado pra esse tipo de situação pois o host já havia me alertado sobre. Teve uma vez em Grindelwald que estávamos descendo uma rua numa calçada bem escorregadia quando, simplesmente, os cachorros avistaram um GATO. É...isso mesmo.. Um gato. Foi tenso porque dessa vez eu não esperava. Eu estava segurando a Hinata e a Sidney quando os três – Akamaru estava com o host – começaram a latir e a puxar freneticamente, avancei uns 2 metros mais ou menos numa mistura de correr e tropeçar até o momento que achei uma mureta e consegui me estabilizar. O gato tinha desaparecido, mas mesmo depois os três continuaram farejando na tentativa de achar o gato. Os três huskies tinham o costume de caçar ratinhos na floresta, mas a que mais se destacava era Sidney. É incrível a habilidade que ela tem de DO NADA, pular em cima das folhas, cavar freneticamente e sair com um ratinho pendurado na boca. Eu sei eu sei, coitadinho do ratinho? Pensei exatamente a mesma coisa quando vi a primeira vez, mas depois passei a entender que é o instinto deles. Eles corriam atrás dos outros animais: coelhos, veados, esquilos, mas nunca os vi pegarem e, além do mais, seu dono também não deixava que o fizessem. Acontece que os ratinhos ficavam próximos demais da gente e quando menos se esperava, já vinha um deles com um ratinho na boca. Depois que chegávamos do passeio matinal, tomávamos café, eu limpava a casa e relaxava um pouco. Poucos antes do almoço, por volta de 12:00 – 12:30 eu saía com eles para um passeio curto de 30-40 minutos. O host estudou por muito tempo culinária, então praticamente todo dia era uma comida diferente e deliciosa. Esse é o interessante de quando se viaja fazendo Work Exchange porque acaba sendo mais fácil conviver com os moradores, fazer parte da rotina deles, aprender mais a fundo sobre a cultura, experimentar uma comida diferente que não existe nos restaurantes. Com certeza é possível fazer todas essas coisas quando se viaja de modo “tradicional”, mas acredito ser mais fácil quando se faz o Work Exchange. Depois do almoço eu tinha um tempo livre até o próximo passeio que era as 17:00, mas acabava ficando em casa lendo ou brincando com os huskies mesmo e vez ou outra a gente saía pra fazer compra no mercado. O passeio das 17:00 era um passeio longo, ou seja, andávamos em torno de 4-9 km dependendo da trilha e eu sei disso porque sempre marcávamos no aplicativo Runstatic. A noite, por volta das 21:00, eu levava os dogs por um passeio curto na rua, mas muitas vezes eu acabava voltando mais rápido do que esperava porque o Akamaru tem medo de escuro e ficava “empacando” quando eu tentava ir por um caminho. Às vezes o host00 me levava pra fazer excursão pela Suíça e com isso visitei algumas cidades como Interlaken, Lucerna, e um vilarejo no meio dos alpes, Grindelwald. Foi assim, andando de 20 – 40 km por semana, visitando outros lugares, me alimentando muito bem, conversando em inglês tão bem que eu nem acreditava – com erros é claro, mas bem – que passei as 4 semanas seguintes. Dia 29/01/17, com mochila pronta – mais pesada do que nunca com vários chocolates – Thommas me levou até a rodoviária pra eu pegar o bus que seguiria até a Áustria. Estava com saudades de casa... [...] OITAVA PARTE – CASA Admito que foi triste e chorei um pouco quando fui me despedir dos irmãos de 4 patas. O mais incrível, ou estranho, foi que no dia que eu estava indo embora os três ficaram latindo e se esfregando em mim, coisa que eles não faziam. Hinata raramente ficava comigo e nesse dia, ela ficou pulando em cima de mim, me lambendo, latindo. Não sei se foi apenas coincidência ou se eles sentiram algo. Pode ser que eles estavam felizes porque eu estar indo embora já que eu posso ter sido um pé no saco pra eles, mas acredito que não foi isso – espero que não tenha sido isso hahahah.. Na rodoviária me despedi de Thommas, e segui até o aeroporto da Áustria pra pegar meu voo de volta. Com check-in feito e mala despachada, sento na minha poltrona e começo a lembrar de todas as coisas que vivi nesses 49 dias. Fiquei feliz por ter tomado a decisão certa: Ao invés de ficar com medo – e eu estava com medo pra caralho, afinal eu ia viajar sozinho pra outro país - e não ter feito nada do que fiz, com medo mesmo eu comprei a passagem, arrumei minha mala e fiz meu roteiro; com medo mesmo fui para o aeroporto, me despedi do pessoal que estava comigo e segui adiante. Com medo mesmo entrei no avião e fui. Com medo. Mas fui. CUSTOS Bom, admito que gastei mais do que tinha planejado pelo de fato de não ter imaginado que iria pra Suíça. Eu levei 1000 euros (aproximadamente R$ 4000,00) + cartão de crédito. Inicialmente eu pensei que esses 4 mil reais seriam mais que suficientes – e de fato seria se eu não tivesse ficado viajando de ônibus toda hora – mas como decidi algumas coisas de última hora acabei por gastar mais. Detalhadamente: - R$ 2865,00 – Passagem ida e volta; - R$ 4000,00 (1000 euros) que converti no Rio de Janeiro mesmo e foi gasto com passeios, alimentação e passagens; - R$ 3000,00 que gastei parcelando alguns presentes, também passagens de ônibus e alimentação; Teve coisas que comprei que não deveria e teve coisas que deveria ter comprado, mas não o fiz, mas acredito que faz parte. Se eu simplesmente tivesse ido direto pra casa do host na Croácia eu teria economizado uma bela quantia, mas eu não teria feito Bungee Jump, não teria conhecido Zagreb, não teria feito os amigos que fiz em Split e nem ter visto as coisas que vi. Qual seria o propósito da viagem então? Além de ser pra ajudar – independentemente do tipo de ajuda– você vai pra se divertir também. Queria aproveitar a oportunidade. Caso esteja planejando viajar eu te digo: Vá! Quando puder, mas vá! Simplesmente. Não deixe que o medo do incerto te faça perder a coragem. Vá sozinho, vá com namorada (o), vá com amigos... se permita esse momento. É incrível as coisas que podemos fazer quando queremos. Um livro que me incentivou e me ajudou muito foi do Paulo Coelho: o Alquimista. Leia e entenderá.
  2. Lu Santana

    SuíÇa é mesmo tão cara?

    Olá, pessoal! gostaria de saber se Suíça realmente é tão cara como dizem, quem puder dê dicas de quanto se gasta por dia só para comer e fazer passeios pelas cidades, se é melhor conhecer as cidadezinhas de trem e quanto tempo em cada uma delas, qualquer dica será muito valiosa! Agradeço, abraços!
  3. r1c4rd0f3r

    Escala em Zurique

    História Como já reportei aqui no Mochileiros, em Dezembro estive 2 semanas pela Tailândia. No voo de volta (Qatar Airways) fizemos uma pequena escala em (2 horas, Doha, Qatar) e uma senhora escala em Zurique: 10 horas!!! Note-se que podia ter escolhido uma escala menor (3 ou 4 horas não me lembro bem) mas decidi pelas 10 horas para me aventurar na cidade, aproveitando uma viagem de avião que de qualquer forma estava paga e evitando estadias numa cidade em que um cafezinho custa 5-6€ Informações práticas Ir do aeroporto de Zurique até ao centro da cidade não podia ser mais simples. Por várias razões: Pode sair e entrar no aeroporto sem estar a realizar checkins nem verificações de passaporte (foi apenas necessário o controlo de segurança) Basta ir para o terminal de comboios situado no próprio aeroporto e apanhar um comboio até ao centro (Hauptbahnhof) Uma boa parte de pontos de interesse estão situados numa pequena área. Como disse foi só deslocar-me até à estação do aeroporto e comprar um bilhete de comboio. Custou-me 13€ pp e dava para usar durante esse dia em todo o sistema de transportes. A viagem durou cerca de 15min Na volta viemos num comboio de superficie cuja viagem era mais lenta (30-40 min) apanhado do lado de fora da estação mas que deu para apreciar a cidade no quentinho da carruagem. Desde que aterrei até que voltei a passar no controlo de segurança passaram-se 3h30. Podia ter ficado mais tempo mas o jet lag estava a actuar e vir de um país com temperaturas superiores a 30ºC para uma cidade a 3ºC não estava a ser fácil. O que ver Planeei o que ver da forma mais preguiçosa possível. Já tinha a cabeça em papa de planear 2 semanas na Tailândia e não quis perder muito tempo. Fui ao Tripadvisor, apontei as top atractions e coloquei-as num mapa. Percebi que com uma pequena volta dava para ver muita coisa. Decidi não entrar em Museus porque tinha gasto o meu dinheiro todo em Pad Thais e street food Ainda assim deu para apreciar as vistas. Está aqui um mini-video da mini-aventura Qualque coisa é só falar
  4. Viajante Inveterado

    A dois passos dos Alpes (Interlaken, Suíça)

    Apesar da previsão apontar chuva para aquele dia, embarquei animado em Berna para conhecer um pedaço dos Alpes suíços. A cidadezinha de pouco mais de cinco mil habitantes não oferece grandes atrativos dentro de seu perímetro, e as melhores possibilidades estão ligadas aos esportes radicais e à natureza em seu entorno. Meu objetivo era conhecer os 4.158 metros de altura da montanha Jungfrau. Declarada Patrimônio da UNESCO, é nela que fica a estação de trem mais alta do mundo. Infelizmente, na bilheteria me disseram que, devido às condições climáticas, não valeria a pena subir. Na estação de Interlaken há televisões que passam imagens das câmeras instaladas no alto da montanha – a visibilidade era quase zero, só dava pra ver neblina. Enquanto esperava algum milagre que fizesse o tempo melhorar, peguei alguns flyers de cachoeiras e cavernas mas, como fazia frio e chovia, decidi que a opção mais sensata seria ficar pela cidade mesmo. Ainda bem, pois choveu sem parar. Compensei meu descontentamento com algumas compras! Comprei um legítimo canivete suíço – daqueles cheios de coisas –, de estampa camuflada e com direito a nome gravado. Comprei um vermelho também, tradicional, para dar de presente ao meu avô, que é fã de canivetes. Outra coisa que comprei foi um suvenir, uma vaquinha suíça – o mais impressionante é dizer que em Zurique e Berna não encontrei absolutamente nada de suvenir, tô falando desses baratinhos mesmo, que a gente põe na estante e espera encher de pó (rsrs). E, pra terminar a gastança: chocolates, muitos chocolates! Meu passeio pela organizada e florida cidade incluiu uma visita ao Schlosspark, ao lado da igreja e do castelo (que não se assemelha a um castelo exatamente). No almoço, optei por um prato típico, meu pedido foi Rösti Pick, retângulos de batatas rosti recheadas com queijo e acompanhadas por salada. Uma delícia! Sem ter mais o que fazer pela cidade, decidi seguir viagem. Ao chegar na estação, descobri que o trem para Milão tinha partido há dez minutos e o próximo seria dali três horas. A solução foi esperar… Tirei algumas fotos do pouco que dava pra ver dos Alpes e conheci um albanês que havia assistido e gostado bastante do filme brasileiro “Cidade de Deus”. Quando o trem finalmente chegou, parti para Milão – um tanto frustrado por não ter conhecido Jungfrau, por ter ficado a dois passos dos Alpes. Leia o post original com fotos: http://viajanteinveterado.com.br/a-dois-passos-dos-alpes-interlaken-suica/ Este é o 25º post da série Mochilão na Europa I (28 países) Leia o post anterior: Beleza medieval e charme suíço (Berna, Suíça) Leia o post seguinte: Rumo a Milão
  5. Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, hotéis, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então preços muitas vezes vão ser estimativas e albergues, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Meu objetivo era fazer uma peregrinação, semelhante à de Santiago de Compostela. Por isso procurei ficar em albergues associados à peregrinação. Havia uma credencial de peregrino, que recebi por correio em São Paulo de Paolo Asolan, que fazia parte de uma associação que promove a peregrinação. Não me preocupei com conforto nem com luxo. Eu não sou cristão. Meu objetivo não era a instituição Igreja, mas sim a vivência espiritual que transcende as instituições religiosas e remonta à natureza mais profunda do Universo. A peregrinação inteira sai da Cantábria na Inglaterra e vai até Roma. São cerca de 2000 Km. Eu resolvi fazer só metade e comecei de Lausanne na Suíça. Seriam cerca de 1000 Km, porém devido a voltas que o caminho deu (em alguns lugares não era o mais curto) e devido a inúmeros erros que cometi, acabaram sendo cerca de 1200 Km. Não foi muito fácil achar informações sobre esta peregrinação. Ela é muito menos conhecida do que o Caminho de Santiago. Geralmente a maior quantidade de informações está sob o nome de Via Francígena. Pode-se encontrar informações em: http://www.viefrancigene.org http://www.san-quirico.com/francigena_eng.htm http://en.wikipedia.org/wiki/Via_Francigena http://www.camminafrancigena.it/it/resource/track/category/via-francigena/ http://www.viafrancigena.com http://www.kulturwege-schweiz.ch/via-routen/viafrancigena/route.html http://www.eurovia.tv/home/index.php?option=com_content&task=view&id=30&Itemid=72 http://www.confraternitadisanjacopo.it/Francigena/home.php http://www.francigena-international.org/ Para hospedagem veja: http://www.viefrancigene.org/static/uploads/www.viefrancigene.org/elencoospitalitapellegrina.pdf Em São Paulo, no escritório de turismo da Itália no Edifício Itália, havia bastante material turístico gratuito sobre a Itália. Eu optei por pegar apenas um livreto com informações gerais sobre o país e um mapa turístico detalhado de Roma. :'> Durante boa parte do trecho na Itália encontrei muitas frutas no chão ou em árvores em locais públicos (uvas, amoras, peras, maças, mixiricas, etc) e saboreei várias delas. Uma vez inclusive eu não tinha tomado café da manhã direito e estava um pouco hipoglicêmico depois de caminhar bastante, quando parei e pensei em algumas frutas que havia pego do chão em dias anteriores, quando uma fruta caiu da árvore, desceu a ladeira e veio bater no meu pé. :'> Convém apenas certa cautela com a saúde. A sinalização não seguiu o padrão de qualidade do Caminho de Santiago. Havia cidades em que a sinalização era boa. Havia outras em que ela praticamente inexistia. Havia locais em que era simples, mas eficiente. Havia outros em que era sofisticada, com muitas informações, mas, quando você mais precisava, desaparecia. Como eu não levei mapas detalhados, sofri bastante com isso (muitos davam risada quando eu mostrava meu "mapa" (verso da credencial), que na realidade era apenas uma linha com as principais cidades). Eu me perdi muitas vezes, devido ao desaparecimento da sinalização e porque em muitos lugares não havia ninguém a quem perguntar ou as pessoas simplesmente desconheciam a peregrinação. Ela não era conhecida como o Caminho de Santiago. Por exemplo, fiquei perdido no meio de plantações (trigo ou arroz), no topo dos Apeninos, em zonas rurais, estradas e outros locais. Além disso, em alguns trechos, principalmente no Vale de Aosta e num pequeno trecho do Piemonte, o caminho não era o mais curto visando que o peregrino passasse por alguns pontos turísticos com vistas belas. Isso aumentou a distância percorrida em cerca de 200 Km. Além disso, como eu sempre quis fazer a peregrinação exata, sem desviar por caminhos mais fáceis, acabei entrando em trilhas em que havia obstáculos. Numa ocasião havia uma cerca elétrica envolvendo gado no meio da trilha. Consegui pular a trilha, passei por vários bois ou vacas, mas aí um resolveu enfezar comigo e começou a me perseguir. Acabei voltando e dando uma volta para retomar a trilha. Em outras ocasiões havia plantações com canais, montanhas com trilha tomada pela vegetação, erosão e outros obstáculos no caminho. Houve vários trechos em que a peregrinação seguia por rodovias (principalmente a Via Cássia), que em alguns trechos não possuíam acostamentos, além de terem bastante tráfego de ciclistas (uma vez inclusive alguns me orientaram a voltar para a estrada principal pois eu havia pego um caminho de subida de uma estrada lateral erroneamente). Isso fez com que fosse necessário ficar bastante atento para evitar acidentes. Tudo isso fez com que eu me cansasse muito além do planejado, sendo que ao final de alguns dias não conseguia nem mais subir ou descer escadas direito. Levei sapatos que não estavam muito bons (já não conseguia utilizá-los socialmente) com o objetivo de aproveitá-los até o fim, o que surtiu o efeito desejado, mas em contrapartida, sacrificou um pouco meus pés e pernas. Algumas vezes eu fiquei irritado com esta situação. Briguei um pouco com Deus. Isso fez a peregrinação ser uma grande experiência de autoconhecimento e tomada de consciência do grau de ignorância própria. Acho que eu tive pouca fé. Houve muitos atrativos naturais, culturais, históricos e religiosos ao longo do caminho, como lagos, rios, parques, bosques, montanhas, igrejas, santuários, construções antigas (da Antiguidade, da Idade Média e da Idade Moderna, além de algumas dos séculos 19 e começo do 20), etc. Porém alguns eu acabei só vendo por alto devido ao meu atraso em relação ao planejado (para não perder a visita a Roma). Num dos dias no Vale de Aosta, depois de muito chamar, eu tentei entrar numa igreja para visitá-la e disparou o alarme, o que fez o responsável vir correndo assustado. Eu pedi desculpas e ficou tudo bem. As igrejas geralmente tinham um bom astral, sendo poucas as imagens com aspecto de sofrimento. :'> Havia muitas igrejas e santuários enormes, com muitos ornamentos, em localidades pequenas. A maioria absoluta das minhas refeições foram feitas com compras de supermercado, padaria ou similares. Pão, queijo (mussarela ou branco), tomate, beringela, cenoura, pepino, maça, pera, banana e eventualmente algum doce (eu sou vegetariano). Raras vezes fui a restaurantes. Achar água potável ao longo da peregrinação não foi muito fácil. Frequentemente eu pedia para as pessoas, pois havia levado uma garrafa de apenas 600 ml e o calor após me afastar dos Alpes foi grande. Algumas vezes a água fornecida pelas pessoas e pela Cia de Abastecimento tinha calcita, mas resolvi beber mesmo assim, confiando na informação de muitos habitantes locais que a bebiam. Raras vezes houve chuva e não houve neve durante o trajeto. A chuva mais incômoda ocorreu numa zona rural, descampada, que devido a isso tinha vento forte. Apesar do meu plástico improvisado como capa, fiquei um pouco molhado, pois priorizei proteger a mochila. Quando avistei um galpão e pensei em me abrigar a chuva diminuiu e parou. A população no geral tratou-me muito, muito bem. :'> Sem eu pedir, muitos ofereceram almoços, tortas, no campo ofereçam frutos, etc. Forneceram água sempre que pedi. Houve raríssimas pessoas que não me trataram bem (talvez pensassem que eu era um pedinte ou um assaltante). Houve alguns religiosos e padres que também não me trataram bem (não estavam associados à peregrinação). Alguns ficavam surpresos, talvez horrorizados, quando eu dizia que estava indo a Roma (e faltavam ainda algumas centenas de Km). Outros achavam que eu era espanhol pelo meu modo de falar. Um italiano me perguntou porque o Brasil concedeu asilo a Cesare Battisti. Comentou comigo que eu poderia ver pessoas em Roma em cadeiras de roda resultantes de ações dele. Como eu não conhecia bem a história dele, somente por alto a atuação das Brigadas Vermelhas, principalmente os casos de maior repercussão como o sequestro e morte de Aldo Moro, e como eu também não conhecia as razões precisas da posição do governo brasileiro, fiquei sem saber explicar. Ao contrário do Caminho de Santiago, encontrar peregrinos, principalmente quando se está distante de Roma é difícil. Andei vários dias sem encontar nenhum outro, nem nos albergues. Telefonar para o Brasil de orelhões na Suíça foi muito fácil. Na Itália não consegui telefonar pagando. Só a cobrar, depois que descobri o Brasil Direto da Embratel. Antes, acabei passando por algumas situações um pouco embaraçosas, ao pedir para pessoas para tentar usar um cartão em seus telefones fixos, pois apesar delas não terem que pagar pela ligação, acho que muitas vezes desconfiavam que eu tinha alguma segunda intenção, como namorar suas filhas. A Suíça não fazia parte da zona do Euro. Sua moeda era o franco suíço, que na época estava quase 1 para 1 com o euro. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Guarulhos) a Genebra em 25/7/2011. A volta foi de Roma a SP (Guarulhos) em 7/9/2011. Na ida fiz conexão em Madri e na volta fiz uma parada de algumas horas em Barcelona (o que permitiu dar um passeio pela cidade). Os voos foram pela Iberia (http://www.iberia.com/br) entre SP e Espanha e pela Vueling (http://www.vueling.com/PT), parceira da Iberia, nos trechos dentro da Europa. A passagem de ida e volta custou R$ 1514,10, incluindo todas as taxas. Brasileiros não precisavam de visto para entrar na zona Schengen, que inclui a Espanha, a Suíça e a Itália. Como eu fazia conexão em Madri, teoricamente a conferência dos documentos e a entrada eram lá. Porém o agente da imigração não me pediu nada além do passaporte e autorizou a entrada sem nenhum problema. Cheguei em Genebra em 26/7. Fui a pé do aeroporto até o centro da cidade (cerca de 7 km). Lá a hospedagem era muito cara, acima da média europeia a que eu estava acostumado. Fiquei hospedado no Albergue da Juventude (http://www.youthhostel.ch/en), pagando 29 francos suíços (cerca de US$ 38,00) a diária, com direito a café da manhã. Para isso precisei fazer a minha carteirinha de sócio, que dava direito a 5 francos suíços de desconto por diária. Teria sido mais barato fazer a carteirinha no Brasil. Aceitava cartão e os atendentes falavam inglês (uma falava português - era portuguesa). Eles foram cordiais, com exceção de uma. O segundo hotel mais barato custava cerca de 65 francos suíços a diária. Comprei em supermercados a comida para minhas refeições. A temperatura não estava muito alta para verão (de 10 C a 22 C). Por ficar hospedado num hotel da cidade, ganhei um passe para usar qualquer transporte público local gratuito. Como gosto muito de andar, só usei 4 vezes o passe, uma das quais para passear pelo Lago. Gostei muito de Genebra. Para as atrações veja http://www.geneve-tourisme.ch/en/home. Os pontos de que eu mais gostei foram a visita à ONU, a visita ao CERN, os parques, o lago e o Muro dos Reformadores. Na visita à Catedral, uma religiosa abordou-me cordialmente dizendo que o horário de visita havia acabado. Quando lhe perguntei sobre albergues para a peregrinação, talvez por ser protestante, ela pareceu não gostar e mudou o padrão de tratamento, dizendo que não entendia inglês e me mandando sair. Procurei conhecer todos os locais a pé. Só usei ônibus para ir e voltar do CERN e aproveitei o passe de uso dos transportes para andar no barco que atravessa o lago, como forma de passeio. Genebra era cosmopolita. Lá conheci brasileiros que estudavam Física em Portugal e estavam visitando o CERN, um rapaz eslovaco que pretendia trabalhar no CERN e também uma africana que pretendia fazer uma sistema computacional de apoio a ONGs. Saí de Genebra com destino a Lausanne em 31/8. Fui de trem, ao custo de cerca de 21 francos suíços (cerca de US$ 27,50). A viagem demorou cerca de 40 minutos. Em Lausanne também fiquei no Albergue da Juventude (http://www.youthhostel.ch/en). Paguei cerca de 38 francos suíços (cerca de US$ 49,50), com direito a um café da manhã consideravelmente mais farto do que o de Genebra. Esse preço já era com o desconto por ter carteirinha. Aceitava cartão e os atendentes falavam inglês. Eles foram cordiais, com exceção de uma. Comprei em supermercados a comida para minhas refeições. A temperatura aqui estava bem mais alta, chegando aos 30 C. Igualmente ganhei o passe para usar qualquer transporte público local gratuito, mas não o usei. Também gostei muito de Lausanne. Para as atrações veja http://www.lausanne-tourisme.ch/en/ e http://www.myswitzerland.com/pt/lausanne.html. Os pontos de que mais gostei foram o lago, a orla do lago, os parques, o templo budista tailandês (http://www.panoramio.com/photo/5213076) e o Museu Olímpico (só o conheci por fora - jardins e entrada). Fui tentar me informar sobre os albergues para a peregrinação na secretaria da igreja católica, sendo bem atendido por um rapaz, mas não muito bem atendido pela secretária. No primeiro dia em Lausanne liguei facilmente para o Brasil de um orelhão, usando meu cartão de crédito diretamente nele. A Peregrinação: Comecei a peregrinação em 4/8. Pretendia chegar a Roma no último sábado (27/8) de agosto, posto que no domingo o Museu do Vaticano era gratuito e depois teria cerca de 10 dias para conhecer Roma e fazer uma pequena viagem a Assis. Antes de começar ainda passei pelo centro para comprar um pen drive na loja Interdiscount (http://www.interdiscount.ch). Como não tinha a quantidade de informações disponíveis no Caminho de Santiago, não tinha exatamente uma meta de onde iria dormir. Só sabia que Montreaux provavelmente não seria uma boa opção, pois todos diziam que era caríssima. Saí de Lausanne e segui a orla do lago até Villeneuve. A vista foi magnífica , tanto do lago como das montanhas dos Alpes que viriam à frente. Ao passar por Montreaux, perguntei o preço da diária do Albergue da Juventude e até que não era fora do padrão suíço. Custava 37 euros suíços (cerca de US$ 48,00). Mas estava lotado. Decidi continuar caminhando e ver se mais perto do fim do dia encontrava algum abrigo pertencente à peregrinação ou algum local barato. Em Villeneuve aproveitei o calor do entardecer para tomar meu melhor banho no lago :'>, ao lado de um castelo. Depois passei num supermercado para comprar o jantar. Deixei a orla do lago e fui em direção a Aigle. Encontrei um casal de ciclistas peregrinos italianos que havia saído da Cantábria (foram os primeiros e últimos em muito tempo). Estava começando a ficar preocupado, pois estava escurecendo e eu não achava nenhum local associado à peregrinação ou barato (os mais baratos eram cerca de 100 francos suíços - 130 dólares). Peguei a estrada para Aigle e acabei entrando erroneamente na autoestrada, o que imagino que era proibido, pois havia uma cerca alta na lateral e eu não conseguia mais sair dela. Agora, não havia mais nenhum local para pernoitar, nem barato nem caro, só a estrada com as margens desertas (com vegetação). Estava quase convencido de que teria que passar a noite ao relento (eram mais de 21:30 horas e já estava escuro). Porém, consegui chegar a um viaduto que cortava a estrada, o que me permitiu sair dela. Mas na lateral havia apenas poucas casas e não havia hotel para ficar. Decidi então procurar um local com grama para passar a noite. Foi quando vi um camping (era o Clos de la George - http://www.closdelageorge.ch). Fui até lá e perguntei se poderia passar a noite lá. Disseram-me que sim, porém não tinha tenda e passei a noite ao relento. Mas de qualquer forma, possuíam banheiros com chuveiro quente, mesas, talheres e segurança (embora isso não me parecesse um problema ali). Ainda bem que não choveu e que eu tinha levado um grande plástico para servir como proteção para a chuva. Acabei usando-o como colchão. A noite acabou sendo tranquila (a temperatura nem caiu muito (13 C)) e pude apreciar as estrelas. Quando acordei havia uma espécie de lesma dentro da minha mala (provavelmente tinha sido atraída pelo pão). Paguei 16 francos suíços pela noite (cerca de US$ 21,88). Andei cerca de 45 Km no dia. Minha moral estava média-alta (7). Este primeiro dia mostrou-me que esta peregrinação seria bem mais complicada do que o Caminho de Santiago, onde a infraestrutura e a quantidade de albergues era muito maior e era muito mais fácil obter informações. Saí do camping em 5/8 com destino a Aigle. Cruzei Aigle sem me deter muito. Achei uma bela cidade, bem menor que Lausanne, porém grande, perto dos povoados por que eu havia passado. Continuei em direção a Martigny. Embora quase não houvesse indicações sobre a Via Francígena na Suíça, havia muitas indicações sobre rotas internas suíças para caminhantes, algumas das quais levavam ao Grande São Bernardo, que fazia parte da Via Francígena e era na fronteira com a Itália. Assim, resolvi sair da estrada e seguir estes caminhos, que eram muito mais belos e longe dos automóveis. Eles eram por entre florestas laterais às rodovias. :'> Cheguei a Martigny cerca de 20 horas. Em Martigny procurei a Igreja e pela primeira vez, fui muito bem atendido como peregrino. O padre disse-me para ficar no camping hostel TCS, mas disse que se não houvesse vaga conseguiria um local para eu ficar. Fiquei num dormitório do TCS (http://www.tcs.ch/fr/voyages-camping/camping/offres/martigny.php) por cerca de 20 francos suíços (cerca de US$ 27,35). Dei um rápido passeio por Martigny, que me pareceu uma cidade simpática. A temperatura estava começando a cair devido à altitude e à proximidade dos Alpes. Este dia andei somente 30 km. Minha moral estava alta (. Saí de Martigny em 6/8. Segui pelas trilhas das florestas até Bourg-Saint-Pierre. A subida acentuou-se. Poucas vezes precisei andar pelas estradas. Achei a paisagem bela. No caminho encontrei alguns portugueses fazendo uma espécie de churrasco em uma casa de campo. Em Bourg Saint-Pierre havia uma cabana específica para peregrinos, ciclistas, viajantes ou caminhantes, ao custo de 20 ou 25 francos suíços (cerca de US$ 27,35 a US$ 34,20). Havia 2 franceses lá que até me perguntaram o que havia ocorrido na disputa de pênaltis entre Brasil e Paraguai na Copa América (o Brasil havia perdido todos os pênaltis). A temperatura da noite estava cerca de 10 C. Andei cerca de 40 Km. Minha moral estava alta (8,5). Saí de Bourg-Saint-Pierre em 7/8. Fui em direção à passagem do Grande São Bernardo, que é o ponto mais alto da peregrinação, com cerca de 2500 m de altitude (http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_S%C3%A3o_Bernardo). A subida foi um pouco árdua, mas achei a paisagem muito bela. A vista dos Alpes agradou-me muito. No hospice (refúgio / albergue) do Grande São Bernardo parei para fazer uma visita, incluindo as instalações e a capela. Fui muito bem recebido, tratado e atendido. Recebi o primeiro carimbo da minha credencial. Também trocaram para mim cerca de 50 francos suíços que me restavam, com uma taxa bem melhor do que a dos comerciantes locais. Fiquei lá cerca de duas horas e depois cruzei a fronteira com a Itália. Na descida em direção a Aosta, peguei um pouco de chuva e vento. Foi o único local em que precisei usar minhas roupas específicas para frio (fleece e anorak). A temperatura creio que não foi inferior a 5 C. O forte vento é que dava uma sensação térmica menor. Entrando na Itália desci até chegar a Etroubles, de onde voltei um pouco para passar a noite no Château Verdun [http://it.wikipedia.org/wiki/Ch%C3%A2teau-Verdun_(Italia) - Via Flassin, 3]. Lá fui recebido por um religioso que me disse que não havia lugar vago, mas que iria ver o que podia fazer. Depois de algum tempo conseguiu um bom quarto privado para mim. Tive direito a jantar e café da manhã. Paguei 10 euros (isso porque insisti que desejava pagar). A temperatura estava em torno de 15 C. Andei cerca de 35 Km. Minha moral estava alta (9). Saí do Château Verdun em 8/8. Parei para um passeio em Etroubles. Seu aspecto de pequena vila medieval e suas obras de arte ao ar livre muito me agradaram. Prossegui em direção ao Vale de Aosta. O caminho nesta região é muito montanhoso e as trilhas da Via Francígena vão pelas montanhas e não pela estrada (além de às vezes desviarem para passar por pontos turísticos), o que me fez andar muito mais e com maior esforço para cobrir poucos quilômetros lineares em direção a Roma. De qualquer modo, a vista é bela, com montanhas, vales, videiras, etc. :'> Decidi parar em Nus. Procurei algum albergue conveniado à peregrinação, mas não achei nenhum. Fui à Igreja, mas não havia ninguém. Fui a um povoado vizinho, do outro lado da estrada, até a casa do sacerdote. Falei para ele que era peregrino e que procurava um abrigo para passar a noite. Mas ele não gostou muito da ideia. Porém me disse que poderia dormir gratuitamente num quarto com banheiro, numa espécie de porão da casa dele. Parecia estar bastante contrariado, tanto que, antes de eu entrar, perguntou-me "Como você entrou na Europa?". Logo após eu entrar nos aposentos que ele havia indicado, fiquei pensando que aquilo poderia comprometer a imagem do Brasil (eu nunca me preocupo com a minha imagem, mas ali era uma questão da imagem dos imigrantes e do Brasil) e também que não gosto de aceitar nada de pessoa que faz contra a vontade. Resolvi voltar para a casa principal, toquei a campainha e devolvi a chave para ele dizendo que iria partir porque ele não estava feliz. E fui para um hotel. No caminho, 2 mulheres de uns 50 anos num carro me pararam na estrada perguntando o que havia ocorrido e porque o padre não havia me acolhido (inclusive cogitando a possibilidade de me oferecerem abrigo), ao que respondi que não havia problemas e eu tinha preferido ficar num hotel. Eu estava acostumado com o padrão de acolhida que tinha experimentado no Caminho de Santiago e que tinha sido igual no Grande São Bernardo, em Martigny e no Château Verdun. Este episódio decepcionou-me. Fiquei no Hotel Florian (http://www.hotel-florian.it - Via Risorgimento, 3), que até que não foi caro (20 euros para peregrinos). A temperatura estava cerca de 15 C. Em termos lineares de distância a Roma progredi cerca de 33 Km, mas andei de fato perto de 40 Km. Minha moral caiu para média-regular (6,5) por não achar albergue e pelas voltas do caminho. No dia seguinte (9/8) fui até Montjovet. As voltas que o caminho dava acentuaram-se e o sobe e desce também. Porém a paisagem era muito bela e ainda era possível ver os Alpes olhando para trás, o que eu fazia constantemente, procurando o Grande São Bernardo :'>. Eu me perdi um pouco em alguns trechos. Andei cerca de 20 Km lineares em direção a Roma, porém no total andei cerca de 35 Km. Um padre chegou a me aconselhar a ir pela estrada e não pelas montanhas, mas eu quis seguir a sinalização da peregrinação. Dormi no Pub Ristorante Hotel (http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g736256-d3607216-Reviews-Hotel_Pub_Ristorante_Nigra-Montjovet_Valle_d_Aosta.html), pagando 35 euros. A temperatura estava subindo, chegando a 25 C durante o dia. Minha moral estava média-regular (6,5) devido a andar muito e progredir pouco e também por não achar albergues associados à peregrinação, o que gerava gastos de hospedagem bem maiores do que eu havia previsto. Em 10/8 as voltas do caminho e o sobe e desce continuaram os mesmos, o que fazia o progresso linear ser bem menor do que a distância caminhada. Progredi cerca de 20 Km, porém andei cerca de 40 Km. Neste trecho vi várias construções que pareciam ser medievais, incluindo algumas pontes feitas de pedra. A paisagem continuava muito bela, com montanhas, vinhas e bela vegetação. Passei a noite em Pont Saint Martin, num albergue público gratuito. Pensei em fazer uma doação, mas não achei o canal adequado. A temperatura estava aumentando e durante o dia chegando próxima aos 30 C. Minha moral estava média-alta (7,5), pois apesar de ter progredido pouco, tinha achado um albergue da peregrinação. Em 11/8 foi o último dia das voltas do caminho. Saí do Vale de Aosta e entrei no Piemonte. Lá o caminho foi bem mais direto, sem tantas voltas. :'> A sinalização era bem mais concisa, porém estava quase sempre presente. Houve várias vistas espetaculares no fim da área das montanhas. Cruzei a cidade de Ivrea, que achei bela. Lá comprei um cartão telefônico para ligar para o Brasil a partir de telefones fixos (públicos ou não), mas que não funcionou em nenhum dos muitos locais em que tentei usá-lo. Pude apreciar a vista do Lago de Viverone sob vários ângulos. Passei a noite em Cavaglià, onde encontrei uma moça, filha da dona de um bar-restaurante que me atendeu muito bem, dando muitas informações e falando que gostava do Brasil (tinha ido recentemente a um show do Carlinhos Brown e disse a ele que após conhecê-lo já poderia morrer, ao que ele respondeu "morrer por que?, agora é que ela deveria aproveitar e viver"). Ela me deu muitas informações sobre hotéis baratos na região e me ajudou a tentar fazer a ligação com o cartão comprado. Acho que me deu tanta atenção e por tanto tempo que a mãe dela ficou meio desconfiada e irritada, achando que eu desejava algum tipo de romance com sua filha. Passei a noite no HOTEL RISTORANTE LA G 884, pagando cerca de 20 euros. Avancei cerca de 36 Km. A temperatura durante o dia continuava próxima aos 30 C. Minha moral estava média-alta (. Em 12/8 continuei pelo Piemonte e fui até Vercelli. Passei por áreas rurais, incluindo plantações de arroz ou trigo e também por algumas estradas. Considerando as cidades anteriores, Vercelli era uma cidade relativamente grande. Achei-a bela, com igrejas e construções interessantes. Nela fiquei no Convento di Billiemme (Corso Alessandro Salamano, 139 - http://www.amicidellaviafrancigena.vercelli.it/ostello.html ), que era residência de religiosos e afins. Creio que o preço foi cerca de 10 euros. Encontrei um brasileiro, chamado Paulo, que estava morando lá. E encontrei novamente peregrinos, a maioria italianos, mas também um americano. :'> Todos comentaram como era raro encontrar peregrinos. Quando comentei isso com o Paulo, ele disse que a peregrinação estava ficando mais conhecida e que tinham passado por lá duas peregrinas na semana anterior (veja a diferença para Compostela!). Eles acharam que eu tinha muita coragem (provavelmente acharam que eu era louco) por fazer a peregrinação sozinho num país que eu não conhecia. Uma das peregrinas sugeriu-me pegar um barco para fazer a travessia do Rio Pó, que viria logo a seguir, dando-me inclusive um telefone para contato com o barqueiro. Avancei cerca de 30 Km. A temperatura durante o dia continuava próxima aos 30 C. Minha moral estava média-alta (. Em 13/8 entrei na região de Pávia. No trajeto vi muitas plantações e campos. Passei dentro de uma plantação de arroz ou trigo em que a sinalização da peregrinação desapareceu e em que eu fiquei perdido por cerca de 1 hora. Quase caí num dos canais tentando retomar o caminho. Acabei andando uns 8 Km a mais. Fiquei num albergue da Igreja em Tromello (Parrocchia San Martino - Via Branca, 1), em que encontrei um casal de peregrinos (creio que eram britânicos). Não me recordo se paguei algo (acho que não). Fui bem atendido, sendo que o hospedeiro inclusive me ofereceu uma camisa (a minha estava começando a rasgar). A temperatura durante o dia continuava próxima aos 30 C. Progredi cerca de 42 Km (andei cerca de 50 Km). Minha moral estava média-alta (7,5), mas eu estava começando a ficar preocupado com a data da chegada a Roma, pois tinha progredido menos do que esperava. Em 14/8 prossegui na região de Pávia indo até Belgioioso. A sinalização aqui deixava a desejar. Numa cidade pequena do caminho, Garlasco, havia um grande santuário (Santuario della Bozzola). Nesta cidade (ou em alguma outra próxima), quando eu estava pedindo informações sobre a peregrinação, uma mulher de uns 65 anos convidou-me para ir até a casa dela, pois o marido sabia de informações que poderiam me ajudar. Realmente, ele me falou bastante sobre o caminho a seguir e até me levou por 2 km, pois havia um ponto em que ele sabia que a sinalização sumia. Falo-me do Rio Pó, o maior da Itália, mas me disse que eu acharia pequeno, pois ele havia visto um documentário sobre o Rio Amazonas. Antes de sair da casa deles, a mulher me ofereceu almoço, que eu recusei educadamente, depois ofereceu-me uma torta inteira (acho que era de maracujá), que eu também recusei educadamente, mas acabei levando um pedaço da torta. Antes da cidade de Pávia, cruzei o Parque Ticino, :'> grande, com rio, trilhas, áreas para pequenique, diversão e mosquitos. Fiquei com vontade de um banho, mas pensei no horário e só admirei o rio. Atravessei a ponte para a cidade, que era grande e proporcionava uma bela vista da paisagem natural e da cidade. Cruzei a cidade de Pávia, que achei interessante, especialmente a Universidade, fundada no fim da Idade Média. Além dela, as demais construções, igrejas e praças da cidade pareceram-me interessantes. Quando cheguei à cidade de Belgioioso fui procurar por um albergue associado à peregrinação, fui até a casa do padre que não me tratou muito bem. Passei a noite no Hotel La Locanda Della Pesa (Via XX Settembre 111 - http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g2296210-d2296214-Reviews-La_Locanda_della_Pesa-Belgioioso_Province_of_Pavia_Lombardy.html), por 30 euros (desconto de 5 para peregrinos). Jantei num restaurante próximo ao centro, uma pizza margherita grande (massa bem fina) por 3 ou 3,50 euros, acompanhada por uma taça de vinho, o que custou ao todo cerca de 4,50 ou 5 euros. A temperatura durante o dia já estava passando dos 30 C. Progredi cerca de 38 Km. Minha moral estava média-alta (7,5). Consegui ligar para o Brasil a cobrar, depois de descobrir como. Minha mãe havia sido diagnosticada de Alzheimer há 7 meses e minha prima tinha ficado com ela e havia comprado um cachorro, que naquele momento estava gerando tensão, o que fez minha prima ficar nervosa. Não conseguir telefonar antes deixou minha prima desamparada. Em 15/8 fui em direção a Piacenza. Neste trajeto houve bastante vinhas, porém diferentes da de Aosta, geralmente não eram em encostas íngremes. Foi a única vez que eu peguei uma fruta (uma uva) de uma árvore, provavelmente de uma plantação privada (queria experimentar, não havia ninguém a quem pedir, não havia nenhuma no chão e achei que uma só não faria mal). A peregrina do albergue de Vercelli havia-me dito que o barco saía de Orio Litta. Quando lá cheguei procurei informações sobre a travessia de barco, mas o hospedeiro do albergue me disse que precisava agendar com um dia de antecedência. Disse porém, que a distância era a mesma de barco e por terra. Já eram cerca de 16 horas e ele sugeriu-me passar a noite no albergue de lá e prosseguir no dia seguinte de barco. Achei que seria desperdício de tempo e resolvi prosseguir, pedindo informações a ele sobre o caminho. Ele indagou-me sobre meu mapa e quando lhe mostrei que meu mapa era o verso da credencial, ele e um amigo dele que o estava ajudando a me dar informações ficaram rindo por cerca de 30 segundos (provavelmente achando que eu era maluco). Depois ele me explicou durante uns 5 minutos o trajeto, porém eu não fixei os detalhes, somente a direção e que era para eu ficar acima dos bancos laterias do rio e não ao lado do rio. Acabei indo e depois de apreciar uma bela vista do rio cheguei a Piacenza já de noite. Atravessei a ponte sobre o Rio do Pó no entardecer, o que permitiu uma magnífica vista do por do sol. O rio era grande (creio que da largura do Tietê em Barra Bonita), mas sem dúvida não havia como compará-lo ao Amazonas nem a outros rios grandes do Brasil. Piacenza era grande e eu pedi informação a várias pessoas sobre onde ficar, mas àquela hora (21:30) os abrigos estavam fechados ou eram distantes. Encontrei uma brasileira num bar-restaurante, que me ofereceu sua quitinete para eu passar a noite. Num primeiro momento fiquei meio desconfiado, pois com tantas histórias de dopagem e roubo de órgãos nunca se sabe. E também considerei que iria incomodá-la, pois eu iria ainda jantar e chegar tarde e depois acordar cedo e meus pés estavam sujos do caminho no campo. Numa quitinete isso seria um incômodo ainda maior. Fui procurar um hotel, não encontrei e resolvi voltar para procurar a brasileira e aceitar a oferta, porém ela havia ido. Tive que ir procurar um hotel aberto (os mais baratos estavam de férias). Só achei aberto o Hotel Euro (http://www.eurohotelpiacenza.it), que tinha como gerente da unidade um italiano que falava português e cujo irmão trabalhava no projeto Axé em Salvador. Depois de lhe explicar que era peregrino brasileiro, ele fez um desconto de 10 euros na diária (o máximo possível na alçada dele) e ainda se propôs a encontrar outro hotel mais barato para mim. Como já eram cerca de 23 horas, eu decidi ficar ali mesmo. A noite custou 65 euros, com direito a buffet no cafë da manhã. Jantei numa espécie de fast food de um afegão. A temperatura durante o dia continuava passando dos 30 C. Progredi cerca de 40 Km. Andei cerca de 50 Km, devido à busca do hotel. Minha moral estava média-regular (6,5). Em 16/8 saí de Piacenza em direção a Fidenza. Antes de sair dei um pequeno passeio por Piacenza e achei a cidade bela :'>, principalmente a catedral e as construções antigas. O caminho foi por áreas rurais e também por estradas. Novamente cheguei tarde e não consegui achar um albergue da peregrinação. Passei a noite no Hotel Fidenza (http://www.hotelfidenza.it), por 55 euros, com direito a buffet no café da manhã. Apesar da atendente ter-me dito que a água da torneira não era boa para beber, pois continha calcita, bebi assim mesmo, pois nos lugares anteriores haviam-me dito que era segura. Jantei na Pizzeria Lo Smeraldo (http://www.tripadvisor.it/ShowUserReviews-g1069551-d2587018-r147589421-Lo_Smeraldo-Fidenza_Province_of_Parma_Emilia_Romagna.html) em frente ao hotel, por 16 euros, pois não havia mais nada aberto. Comi dois pedações triangulares de pizza e tomei uma taça de vinho. Foi a melhor pizza de toda a viagem e uma das melhores que já comi na vida. A temperatura durante o dia estava subindo e passando dos 30 C. Progredi cerca de 40 Km. Andei cerca de 45 Km, devido à busca do hotel. Minha moral estava média-regular (6). Estava ficando preocupado, pois o custo estava alto e o progresso estava inferior ao que eu tinha imaginado. Eu não desejava luxo nem conforto, apenas locais baratos para comer e dormir. Em 17/8 saí de Fidenza e fui até Fornovo di Taro. Passei por uma espécie de bosque, com trilhas precárias e que num certo ponto acabavam. Tentei prosseguir, fiquei andando perdido algum tempo e precisei pular uma cerca ou muro até encontrar algumas pessoas trabalhando, que me disseram que ali não tinha saída e eu precisava voltar para a estrada. Consegui passar por uma grade que dava acesso à estrada e não precisei voltar todo o percurso. Apesar da dificuldade, achei a paisagem bela (mesmo em estado bruto). Neste trecho de bosque encontrei uma peregrina alemã (depois de muito tempo, enfim um peregrino novamente), que estava de bicicleta. Ela me disse que eu era o primeiro peregrino que ela havia encontrado. Desde a noite anterior pensei bastante e resolvi mudar de estratégia, pois estava saindo tarde e chegando tarde nos locais para dormir, o que fazia com que o dia rendesse menos e que eu não encontrasse albergues e tivesse que ficar em hotéis caros. Resolvi parar antes neste dia para começar o próximo dia mais cedo e ter margem de manobra à noite para encontrar albergues (não era como no Caminho de Santiago, em que havia muitos albergues - aqui a distância entre os albergues era muito maior). No Caminho de Santiago a estratégia anterior funcionou, mas aqui não estava dando certo. Porém, mesmo assim, não encontrei os albergues que o catálogo informava em Fornovo di Taro. Acabei ficando no Hotel Cavalieri (http://www.albergocavalieri.it), por 45 euros, sem café da manhã. Mas consegui jantar com compras de supermercado. A temperatura durante o dia continuava subindo e passando dos 30 C. Progredi apenas cerca de 30 Km. Andei cerca de 35 ou 40 Km, devido a idas e voltas no bosque. Minha moral estava média-regular (5,5). Em 18/8 fui até Passo Della Cisa. O caminho começou a apresentar novamente subidas e descidas, que geravam cansaço adicional, porém revelavam uma bela paisagem, cruzando bosques e campos. A vista de Berceto do alto também me agradou. Choveu um pouco durante o dia. Após Berceto, quase no final do caminho pisei em falso e levei meu único tombo durante a peregrinação, infelizmente em solo lamacento, o que me sujou todo. Após me informar em Berceto, passei a noite na Casa Cantoniera (SS della Cisa, km 58), que era albergue da peregrinação. Paguei cerca de 10 euros pela noite e cerca de 6 euros pelo jantar. Fui muito bem atendido e pude até lavar minhas roupas, que estavam precisando. A mudança de estratégia parecia estar dando certo. Agora só precisava tirar o enorme atraso de tempo. A temperatura começou a diminuir devido à proximidade com os Apeninos, ficando entre 20 e 30 C. Progredi cerca de 40 Km. Minha moral estava média-regular (6,5). Em 19/8 fui até Villafranca. Juntamente com o cruzamento do Grande São Bernardo foi um dos trechos mais belos. Primeiro visitei a pequena igreja campestre de Nostra Signora della Guardia (http://it.wikipedia.org/wiki/Nostra_Signora_della_Guardia), após boa subida. É simples e ilustra bem a fé e a espiritualidade, não a pompa. Depois cruzei os Apeninos, com vistas que achei espetaculares tanto da paisagem abaixo quanto da própria montanha e sua vegetação. A altitude passou de 1.000 m (não me recordo exatamente qual a altitude máxima, mas era bem menor do que a do Grande São Bernardo - acho que era cerca de 1500 m). A sinalização desapareceu em cima de uma montanha e eu fiquei perdido por algum tempo, até conseguir achar uma trilha local que me reconduziu ao caminho e à presença humana. Era um local totalmente deserto e poderia ser perigoso ficar perdido ali com o cair da noite, devido à queda de temperatura e ausência de qualquer infraestrutura, como água e comida. Havia inclusive um número de telefone para se discar, escrito em uma placa no alto de uma estação de comunicação, porém eu não tinha celular, caso tivesse precisado. Dormi em um trailler do camping Il Castagneto (http://www.campingilcastagneto.it/castagneto_eng) por 20 euros. A temperatura voltou a subir, ficando perto dos 30 C. Progredi cerca de 40 Km. Minha moral estava média-alta (7,5). Em 20/08 fui até Sarzana. Continuei com a estratégia de sair bem cedo para ter margem de manobra à noite. Isso tinha uma vantagem adicional, que era pegar o clima fresco da manhã. Neste trecho peguei novamente bastante terreno montanhoso, sendo que em algumas vezes o progresso era lento. Numa descida de montanha os sinais indicavam uma trilha que havia sido tomada pela vegetação e era praticamente apenas o caminho da água da chuva. Demorei cerca de 1 hora para percorrer cerca de 500 metros, sendo que minha camisa acabou ficando picada e rasgada pela vegetação. Num trecho seguinte, quando perguntei a pessoas sobre o caminho a seguir, pois a seta apontava para uma região de mata, um deles me disse que era possível seguir, porém o caminho era duro e com possíveis acidentes geográficos. Chegando na entrada do trecho, quando pedi confirmação aos que estavam lá, disseram-me que era melhor não ir por lá, pois o caminho não tinha condições de ser percorrido e me sugeriram ir pela estrada. Eu disse que iria mesmo assim, pois desejava seguir as setas. Logo em seguida, um homem abriu a janela no segundo andar de sua casa e me disse para não ir, pois o caminho estava muito ruim. Insisti que iria. Aí uma mulher abriu a porta da casa e veio me pedir para não ir, pois não dava para seguir aquele caminho. Diante de tanta insistência, disse-lhes que iria um pouquinho e, se não conseguisse continuar, voltaria. Realmente o caminho não estava bom. Havia um trecho erodido no meio, em que fiquei alguns minutos estudando como passar e depois decidi dar um pulo na diagonal, fazendo uma miniescalada, o que foi bem sucedido. Depois precisei andar numa encosta estreita, porém sem grandes problemas. Pareceu-me bem mais tranquilo do que a descida anterior. Após sair deste terreno, segui por estradas na montanha, que fizeram o caminho aumentar consideravelmente e me cansaram, porém me deram a primeira vista do mar (Tirreno). Mas eu me perdi algumas vezes nestas estradas. Quando cheguei a Sarzana, ao perguntar para dois homens onde era o albergue, um deles se ofereceu para me levar lá de carro, o que eu agradeci e recusei, pois desejava fazer todo o trajeto a pé. Dormi na Parrocchia San Francesco di Assisi (Via Paci, 8 - http://sarzana.corriere.it/parrocchie/parrocchia.shtml?idParrocchia=164404). O frei ofereceu um colchão no chão, sem roupa de cama, mas com cobertor, e o banheiro com uma ducha quente. Paguei 5 euros. Jantei numa pizzaria ao lado por cerca de 8 euros. Havia mais 1 ou 2 peregrinos lá. A temperatura voltou a subir, ficando perto dos 35 C. Progredi cerca de 25 Km. Andei cerca de 35 Km. Minha moral estava média-regular (6,5). Em 21/8 fui até Camaiorê. Passei pelo entroncamento da Via Francígena com o Caminho de Santiago. Passei pela região de Carrara, onde havia muitas marmorarias e muitas peças de mármore expostas na rua. Havia também obras de arte e ateliês com obras que achei muito belas. Houve um trecho montanhoso que permitiu vistas do mar e das montanhas que achei espetaculares. Acabei decidindo não sair do caminho para ir ao mar por causa do meu atraso e por receio de me perder depois. Peguei algumas mixiricas na rua, porém estavam um pouco verdes. Antes de chegar, passei por uma área verde, com um rio, que refrescou a temperatura. Quando cheguei a Camaiore, entrei na igreja, pensando estar vazia, e acabei interrompendo a missa que estava sendo dirigida pelo monsenhor. Saí de fininho para não causar mais transtorno. Porém, o monsenhor pediu para que um assistente fosse atrás de mim, pois pela minha aparência achou que eu era peregrino. O assistente encontrou-me e me indicou o albergue da igreja (Casa da Caridade - Oratorio Il Colosseo - Via Tabarrani, 26), que era uma casa onde ficavam religiosos e também outras pessoas carentes, com problemas de saúde e migrantes. Era dirigida por uma religiosa chamada Paola. Ela me recebeu muito bem, disse que poderia dormir lá e teria jantar e café da manhã de graça. Eu quis fazer uma contribuição voluntária, mas ela não aceitou. Eu insisti, mas ela não aceitou. Pediu-me apenas para passar um pano na mesa depois do jantar, muito mais para não me deixar triste do que por necessidade. Além do café da manhã, ofereceram-me muitos alimentos para eu levar, sendo que eu aceitei alguns, mas recusei educadamente outros, pois achei que não tinha cabimento gerar mais prejuízo para eles. Mesmo assim, creio que levei cerca de 1,5 Kg entre pães, frutas, iogurtes e doces (eles queriam me dar 3 vezes mais). Depois de tantas dificuldades e de alguns que não facilitaram a peregriunação, gostei muito de conhecer pessoas tão boas. Elas foram para mim um sinal claro da presença de Deus. Conheci lá também um hospitaleiro chamado Marco, que se bem me lembro, era engenheiro, lá morava, fazia trabalho voluntário e procurava um caminho a seguir na vida, e um peregrino italiano chamado Alessandro, que viajava de bicicleta. Conversamos longamente sobre a peregrinação, a espiritualidade e a vida. Um garoto africano pegou meu despertador para brincar, sem eu perceber. Teria dado a ele de presente, mas peguei de volta, pois sem o despertador não conseguiria acordar cedo nas manhãs. A temperatura voltou a subir, ficando perto dos 35 C. Progredi cerca de 40 Km. Minha moral estava média-alta (. Em 22/8 fui até Altopascio. Esqueci o pacote com os alimentos na Casa da Caridade, mas como a porta final ficava destravada e logo percebi, voltei e o peguei. Não fiquei para a oração da manhã (6:30 h), pois estava muito atrasado. No início o trecho possuía bastante área verde. Passei pela cidade de Lucca, que me pareceu bonita e interessante. Não me detive muito, mas apreciei seus muros, seu centro histórico e suas construções antigas. :'> Em Altopascio gostei da igreja central. Dormi no albergue municipal (Uff. Comune o biblioteca di Altopascio, Piazza Ospitalieri, 6) por cerca de 10 euros. Conheci duas peregrinas italianas que tentaram uma vez mais me ajudar com o cartão telefônico, mas sem sucesso. Liguei a cobrar para o Brasil de um orelhão e tudo parecia melhor na casa da minha mãe. A temperatura estava se aproximando dos 40 C. Progredi cerca de 40 Km. Minha moral estava média-alta (. A estratégia de sair cedo estava dando certo. Eu estava conseguindo achar os albergues da peregrinação ainda abertos e estava pegando uma parte do dia ainda com temperatura não tão alta. :'> Porém estava enormemente atrasado para a minha meta de chegada a Roma. Então precisava progredir mais e, portanto, andar até mais tarde. Em 23/8 fui até Termas de Gambassi. O caminho foi por áreas verdes e rurais. Pouco antes de São Miniato havia um desvio para um rio. Achei estranho, mas resolvi seguir parte pela margem do rio. Como não havia nenhum ponto de referência, marquei uma garça na outra margem como ponto de referência para um desvio, caso eu precisasse voltar, ciente do enorme risco dela voar. Realmente ela voou, porém eu consegui encontrar o caminho de volta. Então perguntei a duas mulheres sobre qual o percurso correto e uma mocinha me disse que era pelas margens do rio mesmo, mas foi chamar uma outra mais velha que me disse que não, que eu precisava ir em outra direção, que foi o que eu fiz. Acabei passando por uma ponte, não tão antiga, que propiciou uma vista que achei bela do rio e da paisagem no entorno. Após passar por São Miniato, os sinais novamente sumiram e eu tentei seguir por intuição em algumas estradas ladeadas por áreas rurais desertas, até encontrar um rapaz que me ensinou um caminho intrincado para atingir Piave di Coiano, que eu errei. Acabei dando uma enorme volta e indo parar em Calenzano, o que me aumentou o caminho em cerca de 15 km. Cheguei a Termas de Gambassi cerca de 20 h. Lá encontrei grupos de peregrinos turistas italianos jantando, que me indicaram o albergue em que ficar (Ostello Sigerico a cerca de 1,5 Km do centro - Pieve Santa Maria in Chianni). O albergue já não estava recebendo mais pessoas, pois a comida praticamente havia acabado, dado que no dia seguinte eles iriam sair de folga, após alguns meses sem nenhum dia de descanso. Porém ao me ver decidiram aceitar-me, cobrando um valor menor, devido ao que chamaram de jantar incompleto, mas que apreciei (massa e salada). Paguei cerca de 15 euros por tudo, com quarto e banheiro privativos. Quando soube que eu era brasileiro o dono comentou que o Sócrates, que havia jogado na Fiorentina, tinha sido internado no Brasil devido a uma hemorragia. Fiquei surpreso com o apreço dele pelo Sócrates, pois tinha a imagem de que não tinha feito muito sucesso com a torcida na Itália. A temperatura continuava perto dos 40 C. Progredi cerca de 50 Km. Andei cerca de 70 Km. Minha moral estava média-regular (7). Em 24/8 fui até Siena. Havia muitos italianos de férias em Termas de Gambassi que estavam fazendo o caminho ou parte dele. Eu fui com eles por uns 15 minutos, depois eles pararam para apreciar atrativos locais ao longo do caminho e eu continuei. O caminho continuava com bastante paisagens rurais e um pouco antes de chegar a Siena passei por trechos de um bosque ou reserva florestal (até fiquei um pouco preocupado, pois já estava anoitecendo e era um local totalmente deserto), com vegetação de que gostei. Na chegada a Siena, vi uma casa da Igreja e fui perguntar se havia albergue para pererinos. Para minha surpresa, o padre tinha acabado de chegar do Brasil (Fortaleza) naquela manhã e falava português. Vendo que eu era peregrino brasileiro e tendo conhecido como é a vida de peregrino quando peregrinou a Santiago de Compostela, quis me ajudar, oferecendo-me uma maça e depois dinheiro. Eu aceitei a maçã, mas recusei o dinheiro. Como ele insistiu, eu fui mais firme na recusa e ele me disse: "Desculpe, não queria ofender. Sei que você é rico!", ao que eu respondi "Não sou rico, só não quero o dinheiro". Achei que não tinha cabimento aceitar um dinheiro que poderia ser destinado a pessoas em situação de necessidade, sendo que eu não estava em situação de necessidade financeira. Ele me ofereceu um pacote de balas e eu resolvi aceitar algumas para ele não ficar chateado. Ele me orientou sobre onde era o albergue da juventude da cidade, posto que não havia albergue da peregrinação. O albergue da juventude estava deixando de fazer parte da rede, mas fiquei lá mesmo assim (http://www.ostellosiena.com - Via Fiorentina, 89). Paguei cerca de 20 euros. Quando cheguei ao quarto, que não era um dormitório com muitas camas, mas apenas um duplo, havia um rapaz inglês dormindo, que acordou com o barulho. Depois de arrumar minimamente minhas coisas e ele acordar e se arrumar, fomos jantar numa loja de pizzas em frente ao hostel. Ele parecia desejar conhecer amigos e conversamos durante todo o jantar, incluindo a onda de manifestações e depredações que havia ocorrido em Londres e que eu tinha visto em alguns dias em que havia ficado em hotéis. Quando lhe perguntei a razão daquilo ele me disse que se devia ao fato das pessoas estarem chateadas (com a paciência cheia - "bored"). O jantar custou cerca de 6 euros. A temperatura continuava perto dos 40 C. Progredi cerca de 50 Km. Minha moral estava média-regular (7). Em 25/8 fui até Buonconvento. Antes de partir o rapaz inglês perguntou se eu não queria ir ver algumas fontes que ele havia descoberto e depois conhecer a cidade. Como percebi que ele queria conhecer amigos, decidi ir até as fontes e depois até a catedral com ele. As fontes eram interessantes e a catedral era grandiosa. Mas eu precisava ir devido ao atraso que havia acumulado. Fiquei com o coração um pouco apertado , pois achei que ele estava um pouco deprimido e precisava de companhia, mas achei que ele encontraria outros amigos ou conheceria alguma namorada na sua viagem. Antes de eu partir, ele me disse que não conhecia nenhuma fonte para reabastecer suas garrafas perto do centro. Após eu me despedir e partir rumo ao caminho, cerca de 5 minutos à frente achei uma fonte. Decidi voltar, pois o tinha achado abatido quando eu fui embora, posto que quando me encontrou na noite anterior ele tinha achado alguém com quem conversar e que lhe deu atenção. Mas não o encontrei e ainda me perdi e errei o caminho. Fiquei cerca de uma hora perdido. Quando rencontrei o caminho já eram quase 12 horas e o progresso do dia tinha ficado comprometido. Mas não me arrependo. Parte deste trecho foi por estradas, mas depois houve caminhos por zonas rurais, passando por pequenos povoados. Em Buonconvento fiquei na Paróquia São Pedro e São Paulo (Via del Sole, 13), após conversar com o monsenhor. O pagamento era doação e eu deixei cerca de 10 euros. Minha camisa já estava sofrida pela peregrinação e pelas lavagens improvisadas, mas eu não quis trocá-la para não sujar nem estragar outras, já que a peregrinação fazia a roupa sofrer. Jantei com compras de supermercado. A temperatura estava perto de 35 C. Progredi cerca de 30 Km. Minha moral estava média-regular (7). Minha meta de chegar a Roma em 27/8 estava inviabilizada. Ainda faltavam cerca de 170 Km, mas o que me preocupava agora era não ter tempo para conhecer adequadamente a cidade ou ir para Assis. Em 26/8 fui até Radicofani. Andei bastante tempo por estradas, tanto movimentadas com várias pistas como menores. Houve alguns trechos de subida e descida e a paisagem lateral agradou-me, havendo algumas montanhas. Houve também trechos rurais, com bela paisagem. No meio da tarde vi que havia manchas vermelhas na minha pele e fiquei preocupado com minha saúde. Num primeiro momento pensei que poderia ser alguma doença, talvez devido à água ou às frutas pegas no caminho, mas depois, analisando melhor, achei que era alergia. Em Radicofani fiquei na Casa d’Accoglienza San Jacopo di Compostella (Via Magi), onde era o único hóspede e fui recepcionado por 1 homem e 2 mulheres. O pagamento era doação e eu dei cerca de 15 euros, incluindo acolhida, jantar e café da manhã. Eles fizeram um ritual de lavar meus pés e depois beijá-los, semelhante ao que uma mulher fez por Jesus e depois Jesus fez na 5.a feira pelos apóstolos. Jantaram junto comigo, conversamos sobre a peregrinação, Itália, Brasil e muito mais. Uma das mulheres, que morava em Gênova, deu-me uma informação muito útil, de que haveria uma bifurcação no caminho após uma descida e eu deveria seguir a seta com a figura amarela e não com a negra, pois assim eu economizaria cerca de 13 Km. Gostei muito desta estadia , tanto que, ao ir embora, após eles fazerem uma prece conjunta comigo de despedida, disse-lhes que eles eram uma prova da presença de Deus. O homem ainda me acompanhou até a saída do povaodo para que eu não me perdesse e para me mostrar o caminho posterior. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 50 Km. Minha moral estava média-alta (. Era 27/8, sábado e eu pretendia avançar bastante e chegar a Roma na 2.a feira ou na 3.a feira de manhã, mas só fui até Acquapendente. A descida foi bela, com ampla vista. Lá embaixo vi as duas figuras de que a mulher havia falado e segui a amarela como indicado. Continuei pela estrada que possuía belas paisagens e entrei na Lazio. Porém, perto das 13 horas vi uma seta que indicava para sair da estrada e pegar uma subida numa direção perpendicular ao caminho. Achei muito estranho, mas como já havia errado muitas vezes, fiquei fissurado na placa e nas seguintes e acabei deixando de prestar atenção nos arredores. Havia uma outra placa à minha esquerda para seguir em frente numa estradinha paralela à estrada principal, que eu não vi. Aquelas placas que eu tinha visto eram do caminho alternativo circular que começava ou terminava na figura negra de que a mulher havia falado. Mas eu estava tão fissurado em não perder as setas devido a tudo que tinha ocorrido, que, mesmo achando que não fazia sentido a direção, resolvi segui-las. Só desconfiei de que era um caminho alternativo, talvez circular, quando já estava no meio. A paisagem foi bela, mas era subida, e gerou um razoável desgaste. Acabei gastando cerca de 4 horas nesta volta, que teve cerca de 23 km. Quando revi a figura negra, ficou comprovado que era um caminho circular. Estava tão cansado e com o ânimo tão em baixa que decidi parar cerca de 17 horas mesmo em Acquapendente. Fui até o abrigo que estava fechado e dizia que não adiantava tocar a campainha, mas dava um número de telefone para ligar. Como eu não tinha celular, resolvi tocar a campainha e, por coincidência, a responsável estava lá, pois estava passando por lá para fazer algo rápido. Fiquei em La Casa del Pellegrino da Confraternita San Rocco (Via Roma, 51). Estava tão desgastado que não conseguia nem subir e descer escadas direito , mas ainda assim fui conhecer a igreja da cidade. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 20 Km. Minha moral estava destruída (2). Em 28/8, após um bom jantar com compras de supermercado e uma boa noite de sono, ainda decepcionado com o que tinha ocorrido, resolvi tentar recuperar um pouco do tempo perdido, porém tendo em mente que a peregrinação era para ser usufruída e não um motivo de sofrimento. Saí cedo e fui até Viterbo. No caminho andei bastante por estradas, mas também por pequenas vias e caminhos de terra. Pude apreciar a vista do Lago de Bolsena sob vários ângulos, de vias laterais, de colinas, etc., sendo que a achei muito bela. Lamentei estar tão atrasado, mas, com dor no coração, acabei não ficando algumas horas usufruindo da vista à beira do lago e nem me banhando em suas águas. Peguei o caminho errado mais uma vez e, ao perguntar para uma comerciante, ela me orientou a voltar e pegar a Via Cássia, pois eu estava indo por uma rua em direção ao lago. Em Bolsena visitei a Igreja e a achei bela. Cruzei um grande bosque antes da entrada de Viterbo, antes do qual, ao perguntar para um passante, ouvi como resposta que seria melhor eu ter um mapa, pois os sinais não cobriam todo o caminho e eu poderia me perder. Este passante ajudou-me a acertar a entrada do bosque. Viterbo era bem maior do que eu imaginava e demorei cerca de 1 hora para chegar a seu centro a partir de sua entrada. Depois de andar um pouco pela lateral do muro do centro histórico, procurando por albergues da peregrinação, visitei a catedral, que achei bela também. Lá, na saída da missa, perguntei às pessoas se sabiam onde era o albergue da Via Francígena na cidade e um casal levou-me até uma possível localidade, que não era, mas que tinha um próximo. Sempre que acabava meu caminho do dia e eu ia me dirigir a cidades eu procurava trocar de camisa, pois a minha camisa da peregrinação já estava muito desgastada, tendo alguns furos devido à travessia da vegetação e alguns rasgos devido ao atrito com a mochila. E, embora eu não ligue para aparências, percebo que isto incomoda as pessoas. Neste caso não tive tempo de trocá-la, pois não sabia se ainda teria que andar mais. Creio que o casal ficou assustado com o estado dela quando eu tirei a mochila das costas para sentar no carro. Dormi no Istituto Adoratrici Sangue di Cristo (Viale 4 Novembre, 25) por cerca de 20 euros. Jantei alguns pedaços de pizza (incluindo uma de repolho com mussarela, que adorei) numa praça próxima por cerca de 6 euros. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 50 Km. Minha moral estava média-regular (6). Em 29/8 fui até Sutri. Comecei voltando para o ponto em que peguei o carro, para fazer a peregrinação completa a pé. Antes de prosseguir dei um pequeno passeio em Viterbo, pois a cidade possuía muitas construções antigas e históricas. Também tinha alguns pontos elevados que permitiam uma bela vista urbana e do ambiente natural :'> . Quando decidi prosseguir, continuando meu desejo de seguir exatamente os sinais, fui por uma pequena rua de terra, que aparentemente não tinha saída. Ela acabava em um portão, mas os sinais me diziam para prosseguir. Procurei chamar por alguém, mas não havia ninguém. Como era uma área aparentemente desabitada, decidi pular o portão e ver se era possível passar por ela. Consegui pular o portão, apesar de ser um pouco alto, mas ao andar pela área percebi tratar-se de uma espécie de cemitério antigo e me pareceu sem saída ou então com saída em propriedade privada. Resolvi voltar, pulei o portão de volta e quando estava caminhando na rua de terra para procurar uma forma de encontrar um caminho alternativo, para desviar o mínimo possível da rota, vi um homem de uns 70 a 80 anos dirigindo um carro antigo em direção ao portão. Perguntei a ele sobre a Via Francígena, falando sobre os sinais apontarem para o portão trancado. Ele me disse que o portão não estava trancado para pedestres. Os cadeados e a barra de ferro vertical que eu tinha visto eram laterais ao portão para pedestres e só prendiam o portão maior para carros. Bastava puxar um trinco. Ele me falou que era um cemitério etrusco muito antigo e que eu poderia ir em frente que havia uma saída sim. Visitei o cemitério, fui em frente e achei a saída que conduzia a um caminho de terra pelo qual continuava a rota, com algumas encostas mais altas do que eu nas laterais. Segui o caminho por algumas trilhas de terra e depois por estradas. Olhando a partir da estrada podia-se ver grandes edificações (igrejas ou outras construções) nas laterais, que, em alguns casos, eram num nível mais elevado. Devido ao calor e ao cansaço acumulado decidi parar em Sutri, pois a distância para o próximo albergue da minha lista era de cerca de 20 Km e eu preferi não arriscar, pois já eram 16:30. Com isso praticamente inviabilizei a chegada a Roma no dia seguinte. Em Sutri fiquei no Monache Carmelitane di Clausura (Via Garibaldi, 1) por 25 euros. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 30 Km. Minha moral estava média-baixa (5). Em 30/8 fui até La Storta, nos arredores de Roma. Primeiramente passei por uma área grande campestre (cerca de 2 horas de travessia - acho que já era o Parque Veio) que achei muito bela :'>, com rios e vegetação até chegar a Campagnano. Estava deserta e, como já estava perto de Roma, fiquei um pouco preocupado quanto à segurança, mas tudo correu bem. Apreciei por alto o povoado de Campagnano e o achei bastante belo em sua simplicidade e conservação. Depois andei por áreas com muitas montanhas, o que me cansou bastante, mas teve como recompensa vistas que achei extraordinárias da paisagem natural e de alguns povoados . Em seguida apareceu um grande parque (Parque Veio), desabitado, mas com natureza que achei exuberante, com árvores (floresta), rios, etc. Havia alguns visitantes perto da portaria, mas em ampla parte do caminho não havia ninguém. Errei algumas vezes o caminho dentro do parque, mas nada que custasse muito. Após a saída do parque houve estradas que me levaram a um pequeno conjunto de casas onde os sinais desapareceram. Num primeiro momento não achei ninguém a quem perguntar, mas depois apareceu um homem de carro que não sabia o caminho. A seguir apareceu uma mulher de carro, que me disse para subir uma rua e virar numa pequena trilha antes de uma determinada casa, que eu sairia na rota correta. Quando cheguei na referida casa, achei melhor tocar a campainha para confirmar e, para minha surpresa, a mesma mulher morava lá (acho que ela só conhecia a trilha por isso). Segui a trilha indicada e, num repente, após uma colina, de surpresa, eis Roma! Grandiosa, enorme, magnífica! Creio que era uma vista semelhante à vista de São Paulo a partir da Pedra Grande no Parque da Cantareira ou a partir do Pico do Jaraguá. Eu me emocionei neste instante, tanto pela beleza da vista quanto por ver o objetivo próximo, depois de tantas vicissitudes. Fiquei um tempo admirando a vista da "Cidade Eterna". Eram cerca de 16 horas e pensei até que poderia atingi-la naquele dia, o que não ocorreu. Segui o caminho e em frente apareceu um sinal dúbio, semelhante aos que eu havia visto na Suíça e em alguns trechos do caminho. Fiquei pensando se deveria segui-lo ou não. Resolvi segui-lo, pois sempre que descartava um sinal eu me dava mal. E eis que o sinal era de uma outra trilha e eu acabei errando o caminho novamente, o que o aumentou em cerca de 10 Km. Nesta situação restava-me procurar um albergue em La Storta. Perguntei a um casal com um nenê, que depois descobri ser de equatorianos, que olhando no GPS do celular indicaram-me o caminho a seguir por uma grande avenida até chegar ao Centro. Quando estava a uns 3 Km de chegar, vi algumas freiras e, só por desencargo de consciência, resolvi confirmar com elas a informação. Elas eram nigerianas e, quando falei o nome do local, disseram-me que eu não deveria seguir mais 3 Km, mas que estava em frente a ele. Disseram-me para olhar para trás e eu vi na placa o nome da rua que estava procurando. Surpreso e admirado voltei para entrar na rua do albergue e procurar por ele, mas não o encontrei, pois a numeração não seguia uma ordem. Por fim, resolvi arriscar pela aparência da casa e acabei acertando. Uma irmã me recebeu e disse que não havia vaga. Eu respondi que não me importava em dormir no chão, mas só queria poder usar o banheiro e me abrigar durante a noite. A irmã concordou, mas disse que iria achar algo em que eu pudesse dormir. Dormi num sofá-cama numa espécie de sala de um conjunto de quartos. O albergue era o Istituto Suore Poverelle (Via Baccarica, 5). Paguei cerca de 10 euros pela noite. Ainda deu tempo de ir ao supermercado comprar o jantar e o café da manhã. Conheci alguns outros peregrinos, tendo ficado conversando por um tempo com um peregrino italiano. A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 35 Km. Minha moral estava média-alta (7,5). Em 31/8 cheguei a Roma. Antes de sair conversei um pouco com a irmã e descobri que ela tinha trabalhado no Brasil e conhecia a região de Paranaguá e da Ilha do Mel. Ela ficou surpresa ao me ver vestir a camisa da peregrinação para o último dia, pois a esta altura a camisa estava bem rasgada e furada. Saindo de La Sorta só andei por ambientes urbanos. Pouco tempo depois de começar a caminhar perdi os sinais da peregrinação e passei a me guiar pelas placas de Roma ou perguntar para as pessoas. Já em Roma, perguntei a um homem onde era o Vaticano e ele me disse que não era possível ir a pé, pois era muito longe, cerca de 5 Km. Eu sorri e fui perguntar a outro. Logo a frente ele me encontrou e num semblante de suave reprovação repetiu "Pegue um ônibus". Ao chegar ao Vaticano, perto de meio dia, troquei a camisa (aposentei-a) e pus uma calça por cima (já que não dava para trocar no meio da rua). Gostei muito da primeira visita à Praça de São Pedro e à Basílica de São Pedro (fiquei cerca de 4 horas na visita, incluindo assistir a uma missa dedicada aos peregrinos). Saí do Vaticano perto de 16 horas rumo ao último albergue da peregrinação (Spedale della Divina Provvidenza di San Giacomo e San Benedetto Labre - Via Galvani, 51. Soube que o endereço mudou para Via dei Genovesi, 11 - Trastevere). Minha primeira impressão de Roma foi de uma cidade muito bela. Gostei de caminhar pela lateral do Rio Tibre. No albergue, fizeram o mesmo ritual de Radicofani, lavando e beijando os pés dos peregrinos. Fiquei duas noites neste albergue, com direito a cama em dormitório, café da manhã e jantar. Conheci vários peregrinos lá, incluindo um suiço chamado Gerard e uma americana chamada Sarah, além de ter reencontrado o italiano de La Storta. O atendimento dos hospitaleiros foi muito cordial. O pagamento era por doação e eu deixei 30 euros (15 por dia). A temperatura continuava perto de 35 C. Progredi cerca de 20 Km e cheguei ao destino final. Minha moral estava média-alta (. O resultado final comprovou um ditado "Quem tem boca vai a Roma". E acho que sob certo aspecto eu tive muita fé, ao contrário do que disse antes, pois ir da Suíça a Roma, sem mapa, sem locais previamente determinados para ficar, somente seguindo sinais que desapareciam, foi uma demonstração da minha completa falta de juízo. Em 1/9 eu voltei ao Vaticano, pois peregrinos têm o direito a uma visita especial por alguns locais do Vaticano não abertos ao público. Fui fazer a visita junto com a americana Sarah. Minha memória falha e eu esqueci o nome do monsenhor que nos guiou. Depois fui novamente apreciar a Basílica de São Pedro, agora com mais calma e reencontrei o peregrino italiano Alessandro, que havia conhecido em Camaiore. Ele me deu um abraço (até me levantou do chão) e creio que ficou feliz com o reencontro :'>. Após a visita passeei um pouco por Roma e depois, voltando ao albergue, conheci os novos peregrinos recém chegados, todos italianos. Dei-lhes informações sobre a visita especial ao Vaticano e eles me deram informações sobre Assis. Eu conhecia e conheço poucas cidades europeias, mas Roma foi a de que mais gostei até então , desbancando Madrid, que era a minha favorita. Eu também estive em Roma entre 29/4/2013 e 2/5/2013. Vou incluir esta estadia aqui. Em 2/9/2011 saí do albergue (só eram permitidas 2 noites) e fui para o Hotel Yellow (http://www.the-yellow.com), pagando cerca de 21 euros por um quarto no dormitório, com direito a um aperitivo por diária (tomei caipirinha, caipiroska e vinhos). Levei o dia todo para achar o hotel, pois fui com o suíço Gerard, que tinha uma outra indicação e acabamos indo para um outro local totalmente diferente e depois tivemos que voltar. Na caminhada aproveitamos para apreciar a cidade. Em 2013 fiquei uma noite num dormitório do Hostel Four Seasons (http://fourseasonshostelrome.com - Via Carlo Cattaneo, 23) por 19 euros e 3 noites num dormitório do Hotel Corallo (http://www.hotelcorallo-roma.com - Via Palestro, 44) por 20 euros. Em todos os casos houve 2 euros adicionais de taxa de turismo. Fiz uma refeição em um restaurante perto da Estação Termini e as demais com compras de supermercado. Para as atrações de Roma veja http://www.guiaderoma.com.br, http://www.turismoroma.it/?lang=en e http://turismoemroma.com. Os pontos do Vaticano de que mais gostei foram a Praça de São Pedro, a Basílica de São Pedro, especialmente a Pietá, e a Capela Sistina . Os pontos de Roma de que mais gostei foram o Panteão, o Coliseu e Foro Romano, as igrejas, as 4 basílicas papais, o Monte Mário, os parques (Vila Borguese, etc.), o Rio Tibre, as fontes, os monumentos antigos, as praças e a cidade como um todo, além das pizzas . No domingo, 4/9, fiz uma ida e volta a Assis. Paguei cerca de 9,50 euros. Fui de trem (http://www.trenitalia.com) a partir da Estação Termini até a estação de Assis, que ficava a cerca de 3 Km do núcleo histórico onde estão as Basílicas, e depois andei até lá. Saí cerca de 8 horas, cheguei cerca de 10 horas, peguei o trem de volta cerca de 18 horas e cheguei cerca de 20 horas. Gostei muito de Assis. Para as atrações veja http://www.visit-assisi.it, http://wikitravel.org/en/Assisi e http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/italia-assis. Os pontos de que mais gostei foram as basílicas, a igreja da parte nova da cidade, a vista do alto da colina e os locais relacionados à vida de Francisco. Vi o escritório de uma missão que atuava na região Norte do Brasil, mas estava fechada porque era domingo. Na cidade havia bastante comércio turístico para quem gostava. Um ponto que me tocou a fundo foi conhecer uma gruta (caverna) onde Francisco morou (dormiu) por alguns anos, já na parte nova da cidade (ao lado da igreja), que de certo modo contrastava com o ambiente turístico. Em 30/04/2013, fiz uma ida e volta a Cássia. Fui de ônibus (http://www.umbriamobilita.it/it/orari/servizio-extraurbano). Paguei cerca de 14 euros. Saí do Terminal Tiburtina em Roma e fui até Cássia. Saí cerca de 7:30, cheguei cerca de 10:30, peguei o ônibus de volta cerca de 15:30 e cheguei cerca de 18:30. Também gostei de Cássia. :'> Para as atrações veja http://www.comune.cascia.pg.it e http://www.santaritadacascia.org. Os pontos de que mais gostei foram as igrejas, o monastério, a vista da colina e um passeio que dei por uma estrada subindo uma colina já saindo da cidade. Alguns dias antes de voltar para o Brasil vi o e-mail de uma espanhola que eu muito amava me convidando para uma visita onde ela estava na Espanha. O email chegou 6 dias depois que eu havia iniciado a viagem, mas como eu não li emails durante a viagem só o vi naquele momento. A visita ficou inviabilizada. Em 7/9/2011 peguei o ônibus especial na Estação Termini que me levou até o aeroporto por cerca de 6 euros (em 2013 encontrei uma outra companhia por 4 euros). O vôo saiu cerca de 9:30 de Roma e chegou cerca de 11:00 em Barcelona, onde passei algumas horas. Peguei ônibus especial para ir e voltar do centro por cerca de 6 euros cada trecho. Nesta rápida passagem por Barcelona gostei muito da cidade. ::otemo:: Almocei rapidamente um sanduíche no Subway e uns pedaços de pão ou pizza em outros locais. Para as atrações de Barcelona veja http://www.barcelonaturisme.com, http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/espanha-barcelona/fotos#1 e http://www.tripadvisor.com.br/Guide-g187497-l51-Barcelona_Catalonia.html. Os pontos de que mais gostei foram a praia, alguns parques que consegui visitar, os calçadões, a orla marítima, a catedral, a Igreja de Santa Maria do Mar, as contruções típicas, antigas e artísticas. ::otemo:: Certamente ficou muita coisa sem ver, para algum dia no futuro. Peguei o avião para São Paulo (Guarulhos) por volta de 22:00 horas e cheguei em SP ao amanhecer.
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