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Berlim - Praga - Munique - Füssen - em 11 dias (de 05 a 15 de setembro 2016)

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Olá amigos do Mochileiros.com! Novamente grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem pela Alemanha (passando rapidamente pela República Tcheca também), por mais ou menos 11 dias (tirando os dias que passamos no avião). Foi a quarta viagem que realizamos por conta própria, para nossa felicidade.

Antes de tudo, inicio meu relato contando que a minha ideia era planejar uma viagem pela Itália, mas devido à situação econômica não tão favorável, mudamos o roteiro para que ficasse mais barato... E como sempre foi uma vontade do meu marido conhecer a Alemanha e nossa vontade também conhecer Praga, planejamos essa viagem que acabou saindo uma viagem muito legal, pra gente guardar no coração e na memória!

Só para reclamar um pouquinho: Senti falta de ler mais relatos de viagem por aqui sobre esses destinos. Existem tópicos muito interessantes sobre as cidades, mas sou viciada em ler relatos de viagens e dentre os poucos que existem, vários estão incompletos... E por falar nisso: Vou fazer o possível para eu não entrar nas estatísticas aqui de relatos incompletos também! ::lol4::

Antes de mais nada, também, algumas considerações:

Essa viagem começou com um pouco de preocupação (além da situação econômica não tão favorável, ainda teve episódios de familiares doentes e precisando de ajuda e por isso demoramos um pouco mais para comprar as passagens e reservar quartos de hospedagem (e tudo com cancelamento incluído, para se algo desse errado), mas tudo correu bem, graças a Deus! Por esse motivo, perdemos uma promoção de passagens pela TAP (que voamos pelas últimas vezes), e ficamos tristes, mas conseguimos uma promoção pela Lufthansa, o que nos salvou.

Descobrimos que nosso último dia de viagem era praticamente o primeiro dia da Oktoberfest em Munique (mas peraí, não era em Outubro?! Não, começa em Setembro, mesmo! Mas como não bebemos cerveja, não ficamos tristes, só um pouco preocupados, pois foi um pouco difícil conseguir hospedagem e acabamos achando um pouco afastado do centro histórico, mas acabou sendo muito boa hospedagem!)

Reservamos um horário para a visita no Reichstag, para visitar a cúpula, que só se consegue se reservar horário (é gratuito) e reservamos também um horário para o Castelo de Neuschwanstein, pois eu queria muuuito conhecer e não queríamos dar o azar de depois de muito custo, ao chegar lá, não ter horário disponível! Os tickets só podem ser comprados na hora no Ticket Center, mas é possível reservar um horário com antecedência online por uma taxa extra, de 1.80 Euros por pessoa, por castelo, sendo que se perder o horário reservado, parece que eles cobram o preço do ticket no cartão do crédito. Acho que foi só isso que tivemos que reservar com antecedência.

Tivemos um pouco de sorte para trocar os Euros, pois o câmbio não estava favorável, até a notícia da saída da Inglaterra da união Européia, quando o Euro abaixou e nós aproveitamos para trocar bastante!

Li muitos blogs, os Mochileiros.com e assisti vlogs de viagens sobre a Alemanha antes de ir e em vários deles, se dizia que na Alemanha é difícil os lugares comerciais aceitarem cartões de crédito (diziam que até em supermercados não se aceitava). Ficamos muito preocupados e eu queria levar muuuuito dinheiro, mas meu marido ficou preocupado de levar tanto em espécie e resolveu arriscar. Acabou que deu certo, pois os estabelecimentos médios e maiores aceitam cartões, só as lanchonetes, padarias, jornaleiros, etc é que não aceitavam. Até lojinha de souvenir maiorzinha também aceita cartão! Embora o cartão não seja também a melhor opção, devido ao IOF, sempre rola uma preocupação em levar uma grande monta em espécie!

E os alemães são muito gente boa! São reservados e diretos, mas são gente boa! :P O mais engraçado é que se a gente floreava um pouco pra explicar uma situação, ao pedir uma informação, eles logo perguntavam no estilo: "afinal de contas, o que a vocês querem?!" Mas assim como acho que os Espanhóis também não são grossos, são diretos, os alemães também não compartilham desse "mimimi" que nós, os brasileiros, estamos acostumados e por isso o choque cultural. E a grande maioria deles fala inglês (os mais jovens, então, diria que 100%). Tivemos algumas situações que a comunicação foi difícil, pela pessoa não saber falar inglês, ou a gente também demorar pra entender o que estava sendo dito, mas no final, até com um pouco de mímica, deu tudo certo! Teve até uma moça que, em Berlim, veio nos pedir informação em alemão, sobre onde era o ponto do ônibus e ao informar que não falávamos alemão, ela nos perguntou em inglês e a gente que a ajudou a se encontrar.

O Rodrigo, meu marido, estudou o basicão de alemão, mas não dava pra ter uma conversação na língua deles, teve que ser em inglês, mesmo... E ele que me salvou no inglês, pois nesse quesito, eu não estou lá muito fluente (que tristeza!) ::Ksimno::

A idéia de visitar Praga veio depois que vi um vlog de viagem dando dicas de como deixar sua viagem mais barata (e eu estava vendo se faltava mais alguma coisa que pudéssemos fazer pra isso!) e no vlog a dica era tentar visitar cidades perto, como um "bate-volta" ou um 'pit-stop" e a dica era Berlim-Praga-Outra cidade... e me deu um estalo que poderíamos fazer isso com Berlim-Praga-Munique, já que Praga fica no meio do caminho, e nós sempre tivemos vontade de conhecer (só que eu, não sei o porquê, achava que era um sonho meio distante). Também vimos em vlogs/blogs de viagem, recomendando viajar de ônibus pela Alemanha, de uma cidade a outra, pois em muitas das vezes, o preço saía mais barato e as estradas são maravilhosas... E resolvemos pesquisar e realmente conseguimos baratear um pouco mais a viagem (agora não lembro quanto que foi a diferença, pois isso ficou a cargo do meu marido... Mas lembro que a gente conseguiu melhorar o custo!).

Bem, acho que por enquanto, é só... E vamos ao que interessa: o relato da Viagem!

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Após uma longa viagem de avião (e eu nunca consigo dormir bem em viagens de avião), pela Lufthansa (que foi tão boa quanto a TAP, com televisãozinha com filme, comida que não foi das piores e bom serviço de bordo, sem sumiço da bagagem – o que também é muito importante), fazendo conexão em Frankfurt, iniciamos o vôo às 22h e conseguimos chegar no aeroporto de Berlim por volta de 17h no dia seguinte. O Rodrigo e eu tratamos de procurar um stand que vendia o Berlin WelcomeCard (do que dava pra passear em qualquer meio de transporte por 3 dias e ainda dava desconto em algumas atrações, principalmente os museus da ilha dos museus) e quase que andamos o aeroporto todo a procura disso (essa parte não é muito bem sinalizada). O Rodrigo também comprou um chip para o celular que dava direito a 1giga de internet na Alemanha, para que a gente pudesse pesquisar melhor os meios de transporte que poderíamos usar na cidade, para chegar aos locais. O chip ele encontrou em uma loja de artigos eletrônicos (ele ficou procurando uma loja específica, mas acabou achando só em uma loja que vendia muita coisa diferente e não só celular) e nos ajudou bastante!

Em seguida fomos procurar onde tinha um ônibus que nos levaria ao hotel e ao entrar em uma fila para o guichê dos ônibus, uma funcionária com uma maquininha nos abordou na fila mesmo e nos deu a informação necessária e nos vendeu o ticket (iríamos começar a utilizar o Berlim Welcome card só no dia seguinte). Ela já era uma senhora e quando perguntamos, disse que não sabia falar muito bem o inglês, mas até que falou bem demais pra quem não sabe! Eu lembro que o ônibus que a gente pegou tinha escrito TXL, não lembro maiores informações sobre ele. Mas não sei se a gente que não entendeu quando ela explicou, ou o que foi que aconteceu, o ônibus foi até a Hauptbahnhof (Estação Central de Trens) e fez ponto final ali, todo mundo do ônibus desceu. Descemos também, vimos que estava longe do nosso destino e entramos na estação. Pedimos informação no posto de informações e nos falaram qual o trem que poderíamos pegar para chegar perto do hotel, só mais umas 2 estações mais a frente, e que o nosso ticket comprado também valia para o trem (tínhamos validado ele dentro do ônibus). Pegamos o trem e logo fomos abordados por um fiscal, para olhar nosso ticket e o dos outros passageiros. Ainda bem que estávamos certinhos!

O hotel que nos hospedamos fica perto da Alexanderplatz, uma praça grande e famosa de Berlim. Ficamos perto também da torre de TV, um dos símbolos da cidade, dá pra ver ela da cidade toda!

Descemos do trem na Alexanderplatz e fomos andando até o hotel, o H2 Hotel Berlin-Alexanderplatz , um hotel muito bom, quarto pequeno, porém confortável e café da manhã muito bom! Também deixei a escolha dos hotéis um pouco mais a cargo do marido, já que das últimas vezes que tentei o convencer a ficar hospedado em hostels, para baratear mais as viagens, não deu muito certo, já que ele gosta de um pouco mais de conforto e um bom café da manhã de hotel (e quem não gosta?!). Só fiz uma exigência: que os hotéis não ficassem tão afastados dos centros, como aconteceu em nossa viagem para Portugal (não foram hotéis ruins e nos viramos bem indo ao centro histórico de ônibus nessa viagem a Portugal, mas ele escolheu hotéis mais distantes justamente para ficar mais barato, mas eu confesso que fiquei um pouco cansada das locomoções). Tivemos bastante dificuldades para achar hotéis mais baratos e perto dos centros, mas foram boas escolhas as que fizemos!

Como chegamos no hotel já perto das 19h, tratamos de deixar nossas coisas no quarto e procurar um local para comer.

Perguntamos, e o funcionário do hotel nos recomendou dois lugares: O Hofbrauhaus Berlim, que ficava pertinho (mas achamos um pouco caro e muito cheio!) e uma praça, que ficava um pouco mais distante (caminhamos mais ou menos uns 15 min) e que tinha várias opções de restaurantes, mais em conta. O nome da praça é Hackeshermarket e a achamos bem bacaninha. Jantamos em um restaurante chamado 1840, que tinha comida local a um bom preço. Eu pedi um prato com almôndegas de Berlim com salada de batata (duas enormes almôndegas que nem aguentei comer tudo!) e o Rodrigo pediu um prato de Currywurst com batatas fritas, comida muito facilmente encontrada em toda a Alemanha. O problema é que desde essa refeição, eu não me dei muito bem com a comida de Berlim. Achei o tempero muito picante pra tudo o que comia - e não estou acostumada - e ficava com dor de barriga e estômago embrulhado e reclamando todo dia... Nesse dia comi essas almondegas, mas fiquei "conversando" com elas até o dia seguinte, por volta da hora do almoço. Graças a Deus essa indisposição ainda me permitia passear durante o dia, mas depois de notar que eu ia ter problemas com a comida, comecei a tentar pegar mais leve, o que me rendeu uma frustração (queria comer muita comida local! ) e a perda de alguns quilinhos, que depois foram readquiridos quando consegui comer melhor! ::hahaha::

Nesse dia estava bem frio (principalmente à noite), mas nada absurdo, e foi o dia mais frio que passamos durante a viagem.

Voltamos para o hotel e apesar da vontade de começar a passear logo, fomos descansar e nos recuperar da viagem de avião que sempre é muito cansativa!

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No dia seguinte era dia de conhecer o Reichstag e tudo o que se encontra perto dele. Tínhamos reservado horário para a visita, por volta de 9:30 (o melhor horário disponível pela parte da manhã, quando fomos reservar on line), mas nos atrasamos para levantar da cama e ficamos meio perdidos procurando qual o melhor meio de transporte pra ir (fomos em um guichê de informação na estação de trem de Alexanderplatz, e a pessoa que estava lá, era uma senhorinha que não falava inglês, mas entendeu o que a gente queria e indicou coma mão o número 4, que era a plataforma... Mas o Rodrigo foi olhar no Google e achou outra informação, então ficamos na dúvida e procurando se tinha outra informação mais concreta. Acabou que pegamos o trem da plataforma 4 mesmo, e o local que o trem nos deixava, era um tanto distante, tivemos que andar um pouquinho para chegar ao Reichstag, mas vimos um pouco da cidade, uma paisagem bem bonita...) e acabamos chegando uns 10 minutos atrasados. Como na Alemanha é tudo muito certinho, decidimos por não tentar usar o "jeitinho" brasileiro pra entrar e ir no guichê ver se tinha outros horários disponíveis. Haviam horários disponíveis à noite, e na quinta-feira pela manhã, reservamos novamente na quinta de manhã.

Tiramos, então, algumas fotos do lado de fora (é um prédio muito bacana) e fomos em direção ao Portão de Brandemburgo, pertinho. Tiramos mais fotos (só que tinha um caminhão levando umas pessoas lá em cima do Portão de Brandemburgo –será manutenção?!) e isso atrapalhou um pouco nossas fotos!

O nosso próximo ponto de visita era o Memorial do Holocausto, mas ao Rodrigo jogar no Google para ver o caminho que tínhamos que andar pra chegar lá, o Google o enviou para um museu, que ficava mais longe e ele reclamou que era longe... Achei estranho, pois tinha deixado tudo que era pertinho pra ver uma coisa atrás da outra e lembro de ter visto algumas pessoas comentarem que era pertíssimo do portão, mas pensei que depois a gente iria lá ver.

Seguimos para o Check Point Charlie, passamos pelo Reichsluftfahrtministerium ( Esse prédio era o Ministério da Aviação do Reich durante o período da Alemanha Nazista, sendo o maior edifício de escritórios de toda a Europa na época. O ministério era dirigido por Hermann Göring e era responsável pelo desenvolvimento e produção de aeronaves para a Força Aérea Alemã (a Luftwaffe). Foi um dos poucos edifícios que sobreviveram aos bombardeios aéreos dos aliados em Berlim e após o final da Segunda Guerra Mundial o edifício passou a desempenhar o papel de Casa dos Ministérios da República Democrática Alemã (RDA). Desde 1999, após a reunificação, ele é a sede do Ministério das Finanças Alemão (Bundesministerium der Finanzen)) Tinha um pequena exposição na frente, mostrando vídeos com a história da Alemanha, dentre primeira Guerra, nazismo, segunda Guerra e divisão de Berlim, muito interessante, tiramos algumas fotos, seguimos para a Topografia do Terror (muito interessante também), e em seguida fomos para a Potsdamer Platz (Sony Center), muuuito interessante, tudo muito moderno. Resistimos ir conhecer a Legoland e deixar para quando tivermos nossos filhos, voltarmos lá com eles!

Muito próximo tem alguns pedaços do muro de Berlim em exposição nas ruas também. Almoçamos em um Pizza Hut (minha tentativa de fugir do tempero alemão) próximo ao Sony Center e seguimos passeio. Descobrimos que o Google estava tentando nos trollar com relação ao Monumento ao Holocausto e fomos para lá, conhecer. Não vou dizer que me senti emocionada ao estar nesse lugar, mas a sensação é estranha e há muito o que se refletir sobre isso. Voltamos ao Portão de Brandemburgo e tiramos mais fotos, dessa vez sem o caminhão atrapalhando!

Seguimos, então, para conhecer a Coluna da Vitória. Eu convenci o Rodrigo a ir á pé, por dentro do Tiergarten e depois eu mesma me arrependi por causa da distância que andamos! Hehehehe. Fiquei na esperança de ver algum esquilo no Parque, mas não consegui!

Mas o mais interessante é que no meio do caminho avistei o Memorial de Guerra Soviético e fomos lá visitar. Era algo que, a princípio, não nos tinha chamado atenção para visitar antes da viagem, mas estando lá, em frente, achamos legal ir conhecer! E depois continuamos nossa jornada rumo a Coluna da Vitória!

Chegando lá, passamos pela passagem subterrânea para chega a coluna da Vitória que tem um sensor de movimento e acende umas luzes, muito legal! Na coluna da Vitória, tiramos muitas fotos, mas não ficamos muito animados de subir tantos degraus pra ver a vista lá de cima não. Achei interessante que em frente a coluna tem um ponto que foi pintado no chão, que indica o melhor ponto para se tirar um selfie dali! Legal!

Terminados os lugares próximos que poderíamos visitar, mas ainda com sol iluminando tudo, fomos à procura de outros lugares que poderíamos visitar. O Rodrigo pesquisou na internet qual o meio de transporte que poderíamos sair dali para outros lugares (o que é um pouco difícil naquela região) e descobriu um ônibus, que nos levou até a região da Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, a igreja que foi bombardeada na segunda Guerra e não foi mais reconstruída. Chegamos lá e a parte antiga já estava fechada, mas ainda conseguimos ver uma parte do mosaico pelo vidro... Não sabemos se estava fechada porque chegamos tarde ou se era devido a um evento de rua próximo, que estava acontecendo. E visitei a igreja nova, que apesar de moderna e simples, é interessante. Ainda estava claro e o Rodrigo pesquisou como poderíamos sair dali e ir no East Side Galerie, seria a última visita antes do dia terminar, já que já ia escurecer logo. Primeiro “perrengue” da viagem: Pegamos o metrô e, por um descuido de observação, pegamos ele indo para o outro lado. O vagão só tinha mais um casal e na próxima estação eles desceram correndo e nós ficamos e achamos meio estranho, parecia tudo bem vazio... O metrô continuou andando até que... foi para o túnel e parou... e nós ficamos desesperados! Como alguém ia saber que nós estávamos presos dentro do metrô, estacionado dentro do túnel?! Pra quem ligar nessa situação ?! O que fazer?! Rodrigo e eu começamos a apertar todos os botões de emergência do vagão (a porta entre um vagão e outra estava trancada, não dava pra passar de um para outro) e quase que ele usou a machadinha de emergência para quebrar o vidro... Foi quando um funcionário passou pelo nosso vagão (e começamos a falar para ele nos socorrer) e ele falou alguma coisa em alemão e em seguida... o metrô começou a andar pelo outro lado de novo... Ufa! Ficamos aliviados e sentamos quietinhos, fingindo que nada tinha acontecido, quando outras pessoas começaram a entrar no vagão e nos olhar com cara estranha (afinal, o metrô tinha acabado de sair do túnel, na última estação, não foi?!)

Mas acontece que esse metrô era muito do mal e não foi só isso que nos aconteceu... quando já estávamos quase chegando na estação final, onde tínhamos que descer, foi falada uma mensagem em alemão e inglês no alto-falante e a gente não entendeu direito o que era. E o metrô parou na estação e quando voltou a andar, voltou a andar na direção contrária... Como assim?! Estávamos voltando!

Descemos do metrô e o pegamos indo novamente... e novamente a mesma mensagem e ele começou a voltar... Mas dessa vez entendemos que tinha acontecido alguma coisa no meio do caminho entre as estações. Pegamos ele indo novamente, descemos naquela última estação que ele parava antes de voltar, e encontramos algumas placas sinalizando que tinha outro meio de transporte... fomos seguindo as placas e também as pessoas que iam para o mesmo caminho. No final do caminho, um ônibus. Todo mundo subiu nele (e quando eu achava que ele iria nos levar até a última estação, que era a que a gente tinha que descer) e ele nos levou até a próxima estação, e tivemos que subir e pegar o metrô novamente! E o resto do caminho (que a essa momento já era curto), foi tranquilo.

Descemos do metrô e já estava escurecendo, depois dessa jornada toda! Fomos rapidamente até a Oberbaumbrücke, tiramos algumas fotos e depois rapidamente novamente até o East Side Galery, pertinho, onde andamos e tiramos fotos, e encontramos alguns pedintes também...

Como já tinha escurecido, e é uma região com alguns pedintes, tratamos de não ficar muito tempo por ali e voltamos andando até a ponte. Eu tinha visto algumas recomendações de uma lanchonete que vende uns hambúrgueres muito bons ali por perto, mas quando chegamos no lugar, a fila era simplesmente imeeensa e os lugares pra sentar, pouquíssimos... Como estávamos bem cansados, resolvemos procurar um outro restaurante no local (achamos alguns variados, próximo) e resolvemos comer comida mexicana, que o dono era indiano, mas tudo bem, estava gostoso, apesar de um pouco diferente do que o que a gente está acostumado de comida mexicana aqui no Brasil (o meu taco mais parecia uma lasagna!)

Em seguida, traumatizados com o metrô, pegamos o trem para voltar ao hotel e fomos descansar, pois no dia seguinte teria mais!

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Reichstag pelo lado de fora.

 

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Portão de Brandemburgo

 

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Topografia do terror

 

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O que sobrou do muro, espalhado pela cidade

 

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Sony Center

 

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Memorial do Holocausto

 

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Tiergarten

 

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Memorial de Guerra Soviético

 

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Brincando com o sensor, na passagem que vai para a Coluna da Vitória

 

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Coluna da Vitória

 

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Local indicado que é bom para selfies em frente a Coluna da Vitória (uma boa dica!)

 

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Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche

 

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Infelizmente estava fechada e eu só pude espiar pela grade

 

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Oberbaumbrücke

 

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East Side Gallery

 

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Rio Spree, anoitecendo

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Bem, realmente no dia anterior fizemos muuuitas coisas e ficamos bem cansados! Crianças, não façam isso! Mas confesso que ficamos um pouco empolgados no primeiro dia!

No dia seguinte, quarta-feira, visitamos a Alexanderplatz somente para fazer algumas fotos (já que a toda hora estávamos lá entrando ou saindo do metrô/trem, passando por lá) e nesse dia encontramos alguns pedintes (refugiados?!) nos abordando... Eles tinham até discurso em inglês, mais chatos e mais bem vestidos que os pedintes brasileiros... Tratamos de sair rápido de lá (estava uma situação um tanto chata) e fomos em direção a ilha dos museus. Nesse dia eu queria conhecer muito algum museu e, se possível, 2, mas não sabia se o tempo ia permitir!

Tinha escolhido o Pergamon (onde você encontra antiguidades mostradas com suas devidas proporções, como o Altar de Pérgamo, o qual da o nome ao museu, mas que infelizmente não pode ser visitado no momento; uns dos portões de acesso da cidade da Babilônia; o Portão do Mercado de Mileto; entre outros) ou o Neues Museum (que tem o busto da Nefertiti)

Dá pra ir à pé da Alexanderplaz até a Catedral e de lá até a Ilha dos Museus, mas é uma boa caminhada... Ou se pode pegar o tram da Alexanderplatz até o meio do caminho também. Passamos rapidamente pela loja do Ampelmann (o homenzinho do sinal de trânsito), mas é tudo muito caro! E, em seguida, continuamos nossa jornada. Paramos na Catedral de Berlim (Berliner Dom), vimos que pertinho estava o museu do DDR (se tivéssemos tempo, poderíamos visitá-lo também) , tiramos várias fotos por ali e mais na frente, na ilha dos museus também. Eu entrei na Catedral para ver como ela é por dentro, mas o Rodrigo optou por ficar descansando e esperando do lado de fora. E o lado de dentro é tão lindo e suntuoso quanto o de fora!

Em seguida, rumamos para o Pergamon. Com o Berlin WelcomeCard (o que dá direito à ilha dos museus) que compramos, entramos direto e sem pagar ingresso. Deixamos a mochila do Rodrigo no locker e seguimos para a visita (atenção para os Brasileiros que não estão acostumados com isso: Para o locker funcionar, você deve inserir uma moeda de 1 ou 2 Euros e só assim ele tranca e você pode levar a chave consigo. Quando você vai pegar suas coisas novamente, ao final da visita, ao girar a chave para abrir o armário, ela libera sua moeda e você consegue reaver seu dinheiro e suas coisas... País desenvolvido é outra história! Ficamos um tempinho tentando descobrir como era o esquema, igual a dois patetas, não precisa nem explicar, né?! E o pior é que antes de viajar, eu tinha visto um vídeo sobre isso, falando dos carrinhos de supermercado, que são no mesmo esquema, que o cliente só consegue tirá-lo do lugar quando insere a moeda e quando o coloca no seu lugar novamente, consegue a moeda de volta... Mas eu nem associei o mercado com o locker do museu!)

Eu simplesmente amei o Pergamon... Os portões da Babilônia e o Portão do Mercado de Mileto, em suas proporções gigantescas são de cair o queixo... Adorei ver a parte dos Assírios também... Tudo inimaginável dentro de um museu para mim, até então! Demoramos tanto nessa visita, vendo cada detalhe, que quando vimos, já passava das 15h e nem tínhamos almoçado (e a fome apertou). Vimos o segundo andar meio correndo (sobre a cultura islâmica) e saímos em busca de algo pra abrandar a fome. Encontramos em frente às costas da Catedral (em frente ao Rio Spree), uma lanchonete que vendia Currywurst a preços baratos (e estava gostoso, não sei se era a fome!), naquele pratinho de papelão. Comemos satisfeitos, mas meio incomodados pelas vespas (A Alemanha é cheia de vespas que parecem abelhas e ficam importunando muito a gente!) e depois ainda tomamos um sorvetinho em uma sorveteria do lado. Voltamos para a ilha dos museus, e já era 17h. Eu achei que não conseguiríamos mais entrar em museu nenhum, mas o Rodrigo foi perguntar na porta do Neues Museum e eles viram nosso Berlim Welcomecard e nos deixaram entrar. Vimos algumas coisas um pouco corrido, sem tempo de ficar apreciando.. Até chegar no busto da Nefertiti ::ahhhh::

Geeennnteeemmm... ela é linda mesmo! Pena que não pode tirar fotos! Após algum tempo apreciando, fomos ver outras partes do museu meio corrido novamente, até que ouvimos o sinal dizendo que o museu ia fechar em 15 minutos e fomos nos dirigindo à saída. Não conseguimos ver o tal do “Chapéu de Ouro de Berlim”, que também é peça importante desse museu... mas convenhamos, a Nefertiti é mais! ::tchann:: e fiquei satisfeita com nossa visita!

Como o dia ainda estava claro, perguntei ao Rodrigo se ele não queria ir conhecer outro lugar famoso de Berlim... E nós pegamos um tram perto dos museus e fomos até a Bebelplatz , que foi palco de queima de livros na época do nazismo e hoje há uma placa de vidro no chão que revela, sob a praça, prateleiras de livros vazias.... Por ali também fica a Universidade Humboldt, onde estudaram Karl Marx, Albert Einstein... Porém qual não foi nossa surpresa ao chegar lá e encontrar uma obra com tapumes, que tomavam grande parte da praça. Andamos por todos os lados e não encontramos essa placa de vidro... vimos turistas que estavam procurando, assim como nós... e desistimos... visitamos a Neue Wache , que fica ali perto (ou “Memorial Central da República Federal da Alemanha para as Vítimas da Guerra e da Tirania”. Dentro do prédio há uma única escultura: de uma mãe com seu filho morto no colo) e fomos à pé até a Gendarmenmarkt, perto também, onde no centro há a Konzerthaus (Casa de Concertos) e ao lado as praticamente idênticas Französischer Dom (Catedral Francesa), à direita e a Deutscher Dom (Catedral Alemã), vimos todas por fora. Aquela região parece muito bonitinha, mas com uns restaurantes com cara de caros também! ::lol3::

Saímos de lá via tram novamente e fomos para perto da Alexanderplatz novamente. O Rodrigo achou pelo TripAdvisor um restaurante de massas e pizzas, do estilo "monte seu prato", chamado Vapiano, que não era muito caro e que as pessoas estavam falando bem dele, perto da torre de TV (ou seja, perto de nós) e fomos lá conferir. Pedimos pizza, que realmente estava muito gostosa e valeu a pena! O ambiente do lugar também é bem agradável. Depois disso, voltamos para o hotel para descansar novamente, pois no dia seguinte tinha mais!

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Alexanderplatz

 

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Tram em Alexanderplatz

 

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As costas da Berliner Dom

 

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Descansando na Ilha dos museus enquanto Rodrigo tirava fotos

 

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A frente da Berliner Dom

 

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O Pergamon é um tanto escondido, o último da ilha, e está em obras.

 

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Pergamon - Porta de Ishtar

 

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Pergamon - Portão do Mercado de Mileto

 

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Pergamon - História do Assírios

 

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Pergamon - mais Assírios

 

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Pergamon - No segundo andar: cultura islâmica

 

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Nós no Neues Museum

 

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Gendarmenmarkt (na foto, a casa de concertos com uma das catedrais)

 

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Neue Wache (Pietá)

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No dia seguinte acordamos cedo (e dessa vez correu tudo bem) e fomos tentar visitar o Reichstag, novamente (pela segunda vez, já que na primeira nos atrasamos e tivemos que marcar de novo). Dessa vez o Rodrigo, já adaptado à procura de meios de transporte e suas rotas pelo celular, falou que se fôssemos de ônibus seria mais rápido e assim o fizemos e chegamos rapidinho mesmo (tirando uma pequena retenção no trânsito no meio do caminho que me deixou meio tensa) ::hahaha:: Chegando lá, apresentamos o papel que comprovava o horário marcado na porta e nos deixaram entrar. Passamos por detector de metais e Raio-x para as bolsas e em seguida ficamos em uma fila esperando uma guia que ia nos orientar. Ao chegar todo mundo que estava previsto para o horário, a guia nos levou até a porta e nos desejou uma boa visita (mas hein?!) :shock: A segurança lá é enorme e nós só conseguíamos passar pelos locais que nos eram orientados. Após passar pela porta, só tinha um caminho: o do elevador (que dava pra morar lá dentro de tão grande e chique!). Subimos e só tinha um caminho que poderíamos seguir: o de pegar o áudio-guia. Pedi os áudio guias em português e o rapaz nos deu e passamos pelo lado de fora, onde tem a cúpula. O áudio guia era em português de Portugal, foi engraçado ter que ouvir desse jeito. Tiramos várias fotos pelo lado de fora pra depois iniciar a visita pela rampa da cúpula. Assim que você começa a subir, o áudio guia recebe um sinal (que eu acredito que seja algum dispositivo no chão) e o mesmo começa a falar sozinho. Á medida que a gente vai andando e passando por outros pontos, ele começa outro texto. Achei tudo muito interessante (OBS: não ande correndo, senão ele “pula” para a “faixa seguinte” antes de terminar aquela que se está falando!). O áudio guia vai explicando sobre o prédio em que estamos e sobre todos os outros que se encontram ao redor, que dá pra ver pelo vidro. É muito legal. Ao chegar lá em cima, mais explicações sobre a estrutura do prédio, toda moderna, e depois de um breve descanso, descemos e tinha mais explicações na descida!

Quando chegou ao final da rampa, terminada a gravação do áudio-guia, saímos pelo único caminho que nos era possível, até a porta de saída.

Existem outras visitas pelo prédio do legislativo, mas optamos por essa, só pela cúpula, que já é bem legal e curta, o que nos agrada bastante, já que não somos tão curiosos a respeito da política alemã.

Depois de visitar o Reichstag, passamos em algumas lojinhas de souvenir e depois voltamos para o hotel, para deixar as coisas lá. Encontramos uma loja de blusas perto do hotel com promoção, o que foi muito legal, já que o Rodrigo queria comprar uma blusa da Alemanha pra ele!

Fomos procurar algum lugar para almoçar e o Rodrigo viu uma indicação no TripAdvisor, de um restaurante que estavam falando muito bem, de massas (meu sistema gatro-intestinal ainda não estava totalmente bom devido ao choque com a comida e o tempero alemão), que ficava dentro de uma galeria (a galeria kaufhof), perto da torre de TV. Entramos na galeria e procuramos daqui e dali e nada... até que achamos no cantinho (a gente até acha que é a galeria mesmo, mas é o espaço do restaurante) e resolvemos experimentar. O nome do restaurante é Sapori Italiani e realmente estava muito gostoso. Eu comi uma massa com salmão e o Rodrigo uma massa à bolonhesa.

Após almoçar, seguimos rumo a uma indicação que li antes da viagem e que, se tivéssemos tempo, iríamos lá visitar. É a parte da cidade onde ela “surgiu”. Tirei as dicas de um blog chamado “simplesmente Berlim”: O Nikolaiviertel é uma área com cara de cidadezinha medieval que se localiza às margens do rio Spree, próximo à Rotes Rathaus (Prefeitura de Berlim) e à Catedral de Berlim. É a área mais antiga de Berlim, sendo onde a cidade se originou. Na Idade Média, esta área era uma rota de comércio e os comerciantes e artesãos se estabeleceram ali, na junção do rio Spree com a estrada. Com isto se desenvolveu um povoado com duas áreas centrais: Berlim, o povoado maior que ficava ao leste da margem do rio Spree e Cölln que ficava em frente da vila Berlim. Com o tempo as duas áreas cresceram a acabaram se fundindo. Dados exatos sobre o “nascimento” de Berlim não existem e como documentos datados de 28 de outubro de 1237 mencionam Cölln pela primeira vez, esta é a data que é considerada o nascimento da cidade e assim este é o dia em que se comemora o aniversário de Berlim. O Nikolaiviertel, com a igreja e suas casas antigas, havia sido preservado durante séculos até que ataques aéreos na Segunda Guerra Mundial o destruíram, permanecendo por muito tempo uma área em ruínas. Somente em 1981, por causa dos preparativos para o aniversário de 750 anos de Berlim, o governo da Alemanha Oriental (a área fica onde era Berlim Oriental) iniciou a sua reconstrução, sendo finalizada em 1987. Os poucos prédios que existiam foram restaurados e com base em modelos históricos novas casas e ruas foram construídas. O Nikolaiviertel é hoje uma mistura de alguns prédios históricos e réplicas de construções antigas.

O Rodrigo pesquisou no Google como poderíamos chegar lá e descobriu um ônibus que passava por uma rua perto da Alexanderplatz, chamada Otto-braun-strasse. Fomos para o ponto do ônibus e nada deste passar. Quando passou, o ponto já estava lotado de gente e todos entraram no ônibus e este ficou lotado. Não pegamos, até porque achamos que não era o nosso ônibus, pois apesar de ser o mesmo número, tinha escrito outra coisa nele, mas depois descobrimos que servia também. Já estava quase falando para o Rodrigo para desistirmos de ir lá, quando veio outro ônibus não tão cheio e conseguimos entrar.

Descemos no lugar indicado, onde tem uma pracinha, com uma escada para descer para um lugar mais rebaixado. Descemos e qual não foi a nossa surpresa, ao andar mais um pouquinho, entre as casas e as construções?! Um lugar lindo e bucólico, com praça e casinhas lindinhas, e igreja. Se eu tivesse desistido de ir, me arrependeria! Ficamos um bom tempo por ali, andando entre as casinhas e tirando fotos. Tinham grupos de estudantes fazendo passeios pelo local também. Andamos até o Rio Spree e ficamos mais um pouquinho admirando o lugar e a estátua de Sâo Jorge, que parece que vai ganhar vida a qualquer momento. Voltamos para a frente da igreja, na praça, nos sentamos e ficamos descansando um pouco, observando o movimento. Não visitamos a igreja (que virou um museu), pois descobrimos que o Berlim Welcome-card só dava direito a 20% de desconto na entrada e não estávamos muito animados com a visita ao interior dessa igreja que virou museu. Ficamos curtindo a fossa do último dia na cidade, pois no dia seguinte partiríamos, e conversando sobre o que tínhamos visto até então. ::Ksimno:: Não visitamos muitos lugares que poderíamos ter visitado (com mais dias, acho que daria pra ver tudo com folga), mas tudo o que conseguimos fazer em Berlim gostamos muito!

Voltamos andando, pela margem do rio Spree, até a Catedral de Berlim novamente, onde achamos a sorveteria, comemos mais um sorvetinho (estava fazendo calor!) ::otemo:: , e voltamos de tram dali para o hotel. Descansamos mais um pouquinho no hotel, já que estava um tanto cedo para comer alguma coisa e acabamos perdendo a hora... Ficamos indecisos sobre o que jantar naquele dia e lembrei que passamos por um restaurante, perto do hotel, chamado kartoffelhaus (tipo “casa da batata”) e achei muito interessante e quis comer lá. O Rodrigo deu a sugestão de voltarmos naquela praça com os restaurantes, do primeiro dia, mas tenho certeza que se fossemos lá, ficaríamos rodando a praça, sem saber onde comer. Já passava das 22h e o nosso medo era que os restaurantes fechassem (lá são poucos os que funcionam até tarde, depois das 23h) e a fome já apertava e a gente poderia ficar sem ter onde comer, ou ter que comer um lanchinho pequeno, menor que nossa fome!

Rumamos para esse restaurante e eu pedi um schnitzel com salada e batata, que estava muuuito bom (mas não aguentei comer tudo, meu estômago definitivamente não vai com a cara da comida alemã) e o Rodrigo pediu novamente Currywurst, que a porção era grande também! A parte mais engraçada desse restaurante, é que sentamos nas mesinhas do lado de fora e, assim como nós, várias pessoas estavam ocupando aquelas mesinhas, quando de repente vimos uma ratazana correndo de um canteiro para o outro, próximo da gente. ::ahhhh:: Ficamos apavorados, mas... O que fazer?! Já tínhamos pedido a comida e se saíssemos de lá, não sabíamos se encontraríamos outro restaurante aberto, por causa da hora. Tinha um rapaz próximo a gente que sinalizou que também tinha visto a ratazana e que ela era grande, mas continuou no mesmo lugar. :shock: E assim o fizemos também, rezando para a ratazana não querer ir pra perto da gente! Comemos nossa comida, enquanto isso, as outras pessoas foram terminando, pagando suas contas e saindo, e nós fomos os últimos a sair de lá, mas não vimos mais a ratazana... E foi aí que, conversando, percebemos que não vimos nenhum gato pelas ruas de Berlim... Nem no parque! Será que é por isso que os ratos estão à solta?!

Na Alemanha também avistamos muitos corvos, dividindo os espaços com os pombos... E achei muito diferente, pois não tinha visto ainda nenhum corvo de perto (lembrei de alguns desenhos animados de antigamente, que tinham corvos como personagens) e eles fazem um barulho característico, que nos acompanhou durante toda a viagem, nas nossas andanças por lá!

Outro detalhe que queria comentar também é que a grande maioria da população alemã anda de bicicleta pela cidade e as ciclovias são bem estruturadas e todo mundo se respeita. É muito bacana ver como tudo funciona bem! Adorei ver essa parte! ::otemo::

Bem, depois de matar a fome, fomos procurar onde era o ponto do ônibus que pegaríamos no dia seguinte (e graças aos céus era bem pertinho do hotel) e fomos descansar novamente, pois no dia seguinte, viajaríamos cedo para Praga.

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Nós e a cúpula do Reichstag

 

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Por dentro da cúpula do Reichstag

 

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Descobrindo Nikolaiviertel

 

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Nikolaiviertel

 

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Ursos em Nikolaiviertel

 

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Mais Nikolaiviertel

 

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Nikolaikirche

 

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Sâo Jorge

 

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Às margens do Rio Spree, pertinho da Catedral de Berlim

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No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos café, fizemos check out no hotel e nos dirigimos ao ponto do ônibus, arrastando mala pelas ruas, para estar lá às 8h. O ponto do ônibus era pertinho do hotel e a empresa se chama FlixBus (É um ônibus verde). Tinham vários ônibus parados no ponto, mas nenhum era o nosso. O nosso ia para Praga, mas a gente teria que fazer uma pequena baldeação em Dresden. Aguardamos um pouquinho e quando chegou, deixamos as malas no bagageiro e entramos no ônibus, nos acomodando. Logo depois o ônibus partiu e depois de mais ou menos 2h30 min (de estradas perfeitas e paisagens legais, mas dormimos a maior parte do tempo), chegamos em Dresden. O ônibus passou por paisagens lindas nessa cidade, se tivéssemos mais tempo e mais dinheiro, poderíamos pernoitar lá. Sabíamos que o ônibus iria parar em uma rodoviária, ou estação de trem, não lembro agora, mas assim que ele parou em um espaço grande, com uma construção antiga, que achamos que era a rodoviária, descemos, pegamos as malas e perguntamos ao motorista onde pegávamos o outro ônibus... E o motorista falou que descemos no lugar errado! Deixamos as malas de novo no bagageiro do ônibus, subimos e continuamos mais uns poucos minutos, até o destino certo, quando todo mundo desceu e nós também. O ponto do ônibus, era do lado de fora, numa via grande da cidade. Novamente perguntamos onde pegaríamos o outro ônibus para Praga e o motorista nos indicou um ponto do outro lado da rua. Fomos para lá e nada do ônibus chegar. Tinham outros ônibus que iriam para Praga nessa mesma calçada, mas de outras empresas. Como o nosso ônibus atrasou um pouco, fica sempre o receio de termos perdido o próximo... Mas o Rodrigo viu que tinha um escritório da própria FlixBus nessa mesma calçada e qualquer coisa iríamos lá reclamar. Esperamos uns 15 min, quando o ônibus finalmente chegou e fez um tumulto de gente tentando colocar as malas no bagageiro e entrar no ônibus. E nos juntamos a eles. Precisou mostrar o passaporte para o motorista do ônibus.

O ônibus era de 2 andares e ficamos em cima. Novamente mais 2h30 min de paisagens legais e estrada boa (mas dormimos de novo) e chegamos ao nosso destino: a rodoviária de Praga.

Ao chegar, o Rodrigo já tinha visto o caminho que tínhamos que fazer para chegar ao hotel (que era perto da rodoviária). E lá fomos nós arrastando mala pelas ruas de Praga. Ficamos em um hotel de nome AXA, de aparência um pouco moderninha, com elevador e bastante confortável. Antes de irmos para Praga, li que os hotéis mais próximos do centro histórico, são prédios antigos que não podem ser reformado e não têm elevador. E esse hotel ficou a meia distância da rodoviária e do centro histórico: perfeito! O café da manhã não era tão bom quanto o de Berlim, mas dava para o gasto.

Deixamos nossas malas no quarto e fomos caçar onde comer, já que estávamos azuis de fome, já era umas 15h. Teríamos que trocar nosso dinheiro para Coroas Tchecas, já que lá eles não usam o Euro e perguntamos no hotel onde poderíamos fazer isso. O staff do hotel informou que perto do hotel não teria nenhum lugar para trocar, que casas de câmbio, somente na rodoviária ou na parte do centro histórico, mas a da rodoviária, tinha que tomar cuidado com ladrões e só funcionavam até às 18h, se não me engano. Mas que grandes estabelecimentos comerciais aceitavam cartão de crédito e alguns lugares também aceitavam Euros. Sabíamos que tinha um shopping perto do hotel (o Palladium) e rumamos para lá. O local onde poderíamos comer mais rápido no momento era o Burguer King e eles aceitavam cartão de crédito e também Euros. Almoçamos hambúrguer e depois de matar o que nos estava matando (a fome), fomos passear pela cidade. Foi quando descobrimos que estávamos bem perto do centro histórico! Achei tudo perto nessa cidade, andando dá pra conhecer todos os pontos turísticos. O Rodrigo tinha pensado em comprar um bilhete para a gente andar de tram, que passava pelo hotel e também pelo centro histórico, mas no final das contas, a gente acabou fazendo tudo à pé mesmo (só o caminho do centro histórico para a Ponte Carlos que eu achei um pouco mais distante, antes da viagem, olhando o mapa, achei que poderia ser mais rápido ir para lá).

Do lado de onde fica o shopping, andamos um pouco e já achamos a torre da pólvora. Trocamos um pouco do dinheiro em uma casa de câmbio ali perto e seguimos. Andando pela rua em frente à torre da Pólvora, repleta de lojas de souvenir e casas de massagem tailandesa, achamos, no final da rua, a Praça da Cidade Velha, cheinha de turistas, com o Relógio Astronômico, as Igrejas e tudo mais. Paramos para comer o trdelnik (um pão de gosto doce, que pode ter recheio ou não, típico de Praga, que é gostosinho, mas não achei lá o doce mais gostoso que eu já provei, não!). Ainda conseguimos chegar em frente ao relógio astronômico em uma hora cheia e assistir a movimentação dos personagens que o rodeiam. A praça fica muito cheia de gente para assistir! É simples, mas se a gente pensar que quando ele foi construído, os recursos eram escassos e mesmo assim ele é perfeito, a gente fica muito surpreso com tudo! Antes de viajar, pesquisei sobre a representação dos personagens e sobre o relógio e achei tudo muito interessante!

Continuamos seguindo o fluxo da multidão e as placas das ruas, vielas adentro e fomos parar no bairro judeu. Vimos tudo por fora, não fomos ao cemitério (nunca gostei dessa história de visitar cemitérios, ainda mais os que tem que pagar pra visitar!) procuramos a sinagoga espanhola (que é muito bonita!) e a estátua que foi inspirada em um dos contos de Kafka que está lá pertinho.

Voltamos para a Praça da Cidade Velha e dali fomos andando, seguindo o fluxo e procurando as indicações das placas de rua, até chegar na Karlův most (Ponte Carlos). Ficamos por ali um pouquinho, anoiteceu, e voltamos pelo mesmo caminho, até o hotel. Chegando ao hotel, descansamos um pouco e fomos procurar algum lugar para comer. Fomos até o shopping novamente, mas muita coisa já tinha fechado (já passava de 21h) e percebemos que lá os lugares fecham cedo também. Com o wi-fi do shopping, pesquisamos um restaurante que fosse bem indicado e achamos o Kotleta, que ficava pertinho do shopping. Fomos para lá. Ambiente diferente e comida boa. Eu pedi uma salada com pato e o Rodrigo pediu carne de porco com purê. E estava muito bom!

A cidade está repleta de lojas de marionete (mas achei tudo caro, apesar de lindinho) e pelo que eu soube, à noite, existem lugares que têm apresentações de teatro negro (com jogo de luz e sombra), mas estávamos muito cansados para procurar e o tempo que passamos lá não foi folgado também, uma pena.

Voltamos para o hotel descansar porque no dia seguinte iríamos tentar visitar o famoso Castelo de Praga.

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O tal do ônibus da FlixBus (já estávamos na rodoviária de Praga)

 

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Torre da Pólvora

 

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E mais Torre da Pólvora

 

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Já avistando a Praça e o Relógio Astronômico

 

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Close no Relógio Astronômico

 

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A Praça da Cidade Velha, sempre cheia de gente

 

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Tentando tirar foto com o Relógio Astronômico

 

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Tentando entender Kafka

 

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A Sinagoga Espanhola

 

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Chegamos a Ponte Carlos (já estava escurecendo)

 

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A Ponte Carlos e o outro lado, o Castelo de Praga.

  • Gostei! 1

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    • Por Carlos FD
      E aí companheiros e companheiras mochileiros, tudo em cima?

      Depois de mais de 08 anos cadastrado nesse fórum, lendo e aprendendo com um monte de relato, finalmente chegou a hora de dar minha contribuição por aqui. Depois de planejar várias vezes uma eurotrip (achei, inclusive, um post meu de 2013 já com esse planejamento aqui), a mais recente agora no início de 2019 em que cheguei a comprar as passagens mas acabou não rolando por burrice minha, finalmente essa viagem vai sair.
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      Não sou fã de textão nem de coisas muito elaboradas, tampouco fotos perfeitas, então não esperem padrão de qualidade blogueirinhos e blogueirinhas rycos e phynos. Minha principal preocupação vai ser com a parte financeira. Cada centavo gasto será colocado aqui.

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      No próximo post eu vou trazer alguns custos que integram a pré-viagem.

    • Por Felipe Rozante
      Olá pessoal, gostaria de compartilhar com vocês minha experiência da minha segunda viagem, mas meu primeiro mochilão de verdade e sozinho para a Europa realizado em Maio/Junho de 2018, e quem sabe ajudar quem esteja planejando um mochilão para os países que eu passei.
      Contextualizando: na época estava morando em Dublin, por isso saí de Dublin e voltei para Dublin.
      Roteiro:
      Cracóvia (3 noites) / Budapeste (3 noites) / Bratislava (2 noites) / Praga (4 noites) / Dresden (1 noite) / Berlim (4 noites).
      Transporte Aéreo:
      • Ryanair de Dublin para Cracóvia
      • Ryanair de Berlim para Dublin
      Transporte Terrestre:
      • Flixbus de Cracóvia para Budapeste
      • Flixbus de Budapeste para Bratislava
      • Flixbus de Bratislava para Praga
      • Flixbus de Praga para Dresden
      • Flixbus de Dresden para Berlim
      Gasto com Transporte: +/- 175 Euros
      Comprei as passagens aéreas e terrestres com antecedência de mais ou menos 1 mês.
      Hospedagem:
      • Cracóvia - Greg & Tom Beer House Hostel - Nota 3 de 5
      • Budapeste - Avenue Hostel - Nota 5 de 5
      • Bratislava - Hostel Blues - Nota 4 de 5.
      • Praga - Advantage Hostel - Nota 4 de 5.
      • Dresden - Hostel Louise 2.0 - Nota 5 de 5
      • Berlim - Three Little Pigs Hostel - Nota 3,5 de 5.
      Gasto com Hospedagem: +/- 285 Euros
      Reservei todos os hostels com antecedência de mais ou menos 1 mês pelo Booking.com, todos eram cancelamento grátis, portanto paguei diretamente nos hostels.
      Alimentação:
      Calculei na média 30 Euros por dia para alimentação, mas no fundo acabei gastando por volta de 20 Euros por dia, principalmente na Polônia, Hungria e República Checa, onde a moeda é menos valorizada em relação ao Euro e também na Eslováquia, onde os preços eram abaixo do padrão europeu. Em compensação, o que “sobrou” desses dias eu aproveitei para comer e beber muito bem em Berlim.
      Experiência com o idioma:
      Como todos os países que visitei possuíam um idioma totalmente novo para mim, esse era meu principal desafio a ser vencido e minha principal preocupação. Porém em todas as cidades, eu tive ótimas experiências falando inglês, praticamente todos sabiam falar, conseguia me comunicar quase sem problemas com todos, em restaurantes, atrações e hostels.
      Vamos ao que interessa então, senta que lá vem história!
      1º Dia - 27 de Maio de 2018 - Dublin - Cracóvia
      Meu primeiro dia do mochilão ficou por conta somente da viagem, já que meu voo estava programado para aterrissar em Cracóvia às 20h45, mas houve um atraso de 1 hora para a decolagem em Dublin devido a uma greve dos controladores de vôo na Alemanha.
      A fila para passar na imigração estava grande porém foi rápida. Na hora de passar pela checagem de passaporte, foi tudo dentro da normalidade. Como havia levado o mochilão comigo na cabine, estava pronto para ir para o hostel.
      Antes de embarcar já havia pesquisado como ir até o centro da cidade e também como comprar a passagem do trem até lá, então tudo correu muito bem.
      Troquei 5 euros na casa de câmbio do aeroporto, para comprar o ticket do trem e fui até a estação do trem que fica atrás de um estacionamento de múltiplo andares.
      O trem já estava na plataforma esperando então entrei e esperei o fiscal passar vendendo os bilhetes, você também pode comprar na máquina que fica nas plataformas, porém nelas só são aceitas moedas e cartão de crédito.
      Desci na principal estação de Cracóvia, a Kraków Glówny e fui andando para o hostel fazer o check in. A essa altura já aproximava-se da meia noite e as ruas ainda estavam bem agitadas, então resolvi dar uma espiada na Praça do Mercado, que estava bem iluminada. 
      2º Dia - 28 de Maio de 2018 - Cracóvia
      A primeira coisa que fiz na cidade, foi trocar dinheiro. Já havia pesquisado previamente um lugar confiável para fazer isso, então fui direto até a Grosz, situada na Sławkowska 4, perto da Praça do Mercado. 1 Euro estava na época 4,30 Złote.
      Troquei somente a quantia que esperava usar naquele dia e mais um pouco para as entradas das atrações que pretendia visitar.
      Entre elas, estava minha visita a Auschwitz, no dia seguinte. Para garantir, fui até a Kraków Glówny para comprar o bilhete de ônibus para ir até lá. A bilheteria fica logo ao lado esquerdo da entrada principal.
      O restinho dessa manhã aproveitei para visitar belo centro histórico de Cracóvia. Começando pelo Barbakan, a parte mais interessante que se conserva das fortificações medievais de Cracóvia, situado no Planty Park, um belo espaço verde que rodeia todo o centro antigo.
      Ao lado do Barbakan, na rua Florianska está o St. Florian’s Gate, um pequeno trecho que se conserva das muralhas defensivas de Cracóvia.
      Descendo a rua Florianska você dá de cara com a Rynek Glówny, a Praça do Mercado, uma praça rodeada por cafés, restaurantes e muitas construções históricas. No centro dela você encontra o The Cloth Hall, uma espécie de “shopping” formado por várias barraquinhas de artesanato local, a St. Mary's Basilica, um dos principais monumentos da cidade com sua imponente fachada ladeada por suas torres de diferentes alturas, além da Town Hall Tower, que é a única parte que se conserva da antiga Prefeitura da cidade.
      Almocei ali na praça, no Pod Wawelem, um restaurante tradicional da cidade e que eu recomendo. Comi um prato de frango grelhado acompanhado de uma pint da cerveja polonesa Tyskie. Paguei por volta de 35 Złote com gorjeta.
      Na Polônia assim como em todos os lugares que visitei e visitaria nesse mochilão pela Europa, o serviço não vem incluso na conta. É esperado que você acrescente pelo menos 10% se o serviço for bom e pague para o garçom.
      Continuei caminhando pelas ruas do centro passando por várias igrejas e monastérios, visitei também o Collegium Maius, prédio pertencente a 1ª universidade da Polônia, a Jagiellonian University, onde estudaram Nicolau Copérnico e o Papa João Paulo II. Aqui o mais legal é se perder pelo caminho.
      No fim da tarde subi a Wawel Hill para visitar o castelo e a catedral de Cracóvia. Visitei o interior da Wawel Cathedral e fiquei um bom tempo caminhando pelos belos jardins e pelo extenso exterior do Wawel Castle. Ainda atravessei o Rio Vístula para admirá-lo de longe no parque situado na margem oposta.
      Naquela época do ano, o sol começava a se pôr somente depois das 9 horas, então o dia rendia muito e ainda sob a luz do sol fui visitar Kazimierz, o bairro judeu de Cracóvia.
      Andei bastante pelo bairro, passando pelas diversas sinagogas e pelas ruas mais agitadas do bairro. Parei na Plac Nowy onde experimentei a tradicional Zapiekanka, um tipo de pizza no pão francês, era enorme e quase não dei conta de comer sozinho.
      Após a janta fui conhecer dois pubs da região, primeiro fui no Alchemia, um pub com uma arquitetura e mobiliário retrô que deixa o ambiente muito exótico e depois fui no Singer, onde a maioria das mesas são aquelas máquinas de costura antigas da marca Singer. Fiquei por ali tomando cerveja e pensando em tudo o que estava por vir, uma ótima maneira de terminar meu primeiro dia de mochilão.
      3º Dia - 29 de Maio de 2018 - Cracóvia
      Acordei bem cedinho para ir para Auschwitz, já com o bilhete na mão sai pontualmente da Kraków Glówny em direção ao campo Auschwitz I.
      O ônibus pára na frente da entrada de Auschwitz I, no ponto há uma placa com os horários de retorno para Cracóvia, uma dica importante é tirar uma foto desta placa para você poder se planejar para voltar para Cracóvia.
      Para visitar o campo de concentração você precisa agendar um horário com antecedência. Há dois tipos de visitas, guiadas ou por conta própria, eu escolhi ir por conta própria. Para mais informações acesse: http://auschwitz.org/en/
      Entrei no horário marcado, às 8h30 e fiz tudo com muita calma, no meu próprio tempo.
      Auschwitz I foi construído em 1940 para abrigar os prisioneiros políticos polacos que já não cabiam nas prisões. Hoje, ao longo dos diversos blocos do campo podemos ver exposições que mostram as condições em que sobreviviam os prisioneiros, além de uma pequena parte da imensa coleção de objetos que lhes foram roubados antes que eles fossem assassinados.
      Para quem gosta de história reserve um bom tempo para visitar todos os blocos e ver com calma todas as exposições, que nos fazem refletir sobre esse período tenebroso da nossa história.
      Por volta das 12h30 voltei para o ponto de chegada, pois é de lá que sai o ônibus para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau, esse ônibus é gratuito.
      Auschwitz-Birkenau não era um campo de trabalho como os demais, foi construído com a função de exterminar os prisioneiros que entravam nele. Era parte do plano da Alemanha nazista conhecido como “Solução Final”, onde se pretendia aniquilar toda a população judia.
      No campo ainda se conservam alguns barracões originais, as enormes latrinas e os restos dos fornos crematórios e as câmaras de gás que os nazistas tentaram destruir antes de sua fuga.
      Certamente Auschwitz é uma visita imprescindível para quem vai visitar Cracóvia.
      Para voltar para Cracóvia você precisa retornar para Auschwitz I. No mesmo ponto que você chegou, você irá embarcar no ônibus de volta para Cracóvia, caso você não tenha o bilhete de volta, você pode comprar diretamente com o motorista. Paguei 28 Złote, ida e volta.
      De volta a Cracóvia, continuei minha visita aos lugares relacionados a II Guerra Mundial. Fui visitar a região de Podgórze, o gueto judeu de Cracóvia. Nessa região está localizada a Ghetto Heroes Square, praça principal do gueto onde eram selecionados os judeus que iriam ser transportados para o campo de concentração, é nesta praça que está localizado o monumento das cadeiras.
      Próximo a praça fica a Oskar Schindler Factory, com uma exposição muito rica que nos conta tudo sobre a história da cidade desde o final de 1939 até a época comunista na qual se viu submersa com o fim da guerra.
      Apesar de achar que em alguns momentos, a grande quantidade de informações me deixou um pouco disperso e me fez perder um pouco o fio da exposição, a visita valeu a pena. Paguei 24 Złote no ingresso.
      Como não havia almoçado, resolvi ir até o bairro de Kazimierz para jantar. Escolhi o restaurante Ariel, que também recomendo. Lá experimentei outro prato tradicional, o Pierogi, que é um tipo de pastelzinho cozido com vários recheios, os mais comuns são os de carne e os de queijo com batata. Fui no de queijo com batata acompanhado de duas pints de Zywiec. Fui super bem atendido e a comida estava ótima, paguei por volta de 45 Złote com gorjeta.
      Top 3 Atrações:
      • Auschwitz – Birkenau
      • Rynek Glówny
      • Wawel Castle
      4º Dia - 30 de Maio de 2018 - Cracóvia - Budapeste
      Fui logo cedo para a estação central para pegar o ônibus para Budapeste. Lá não havia nenhuma indicação nos monitores sobre qual plataforma o ônibus iria parar. Perguntei para algumas pessoas que estavam ali e eles me disseram que o ônibus geralmente estaciona na plataforma 14 e que era normal ele atrasar. Foi dito e feito, o ônibus atrasou 1 hora.
      Depois de 7 horas de viagem pela Flixbus, dentro de um ônibus muito confortável que tinha WiFi e USB Port para recarregar o celular, cheguei na estação Kelenföld em Budapeste.
      Para ir da estação até o hostel era necessário pegar o metrô, que ficava ao lado da estação de ônibus. Comprei o bilhete na máquina usando meu cartão do NuBank. Paguei 350 Forint e o processo de compra foi super fácil, a interface era simples e em inglês.
      Antes de entrar no metrô, você precisa validar o bilhete em uma das máquinas que ficam logo na entrada ou na plataforma do metrô.
      Desci na estação Rákóczi Tér e caminhei até o hostel. No meio do caminho, parei na Correct Change para trocar dinheiro. 1 Euro estava na época 318 Forint.
      Fiz o check in e sai explorar o bairro de Erzsébetváros, é lá onde está localizado a Dohany Synagogue, a segunda maior sinagoga do mundo, andei ainda pela Kyráli Ut. uma rua histórica e um moderno centro comercial, cheia de lojas, restaurantes, além da Gozsdu Udvar, uma grande passarela que reúne gastronomia, cultura e entretenimento.
      Para jantar fui até o Szimpla Kert, o Ruin Pub mais famoso de Budapeste, no local funcionava uma fábrica que posteriormente foi convertida em um complexo composto por cinema a céu aberto e pub, com espaço para concertos, apresentações teatrais, entre vários outros eventos. A entrada é gratuita e lá dentro você encontra muitas opções de comidas e bebidas, gente de diversas culturas e vários ambientes diferentes. É um lugar sensacional.
      Lá provei o Lángos, prato típico húngaro que consiste em uma massinha de “vento” frita, servida com cobertura doce ou salgada, no meu caso eu provei uma com queijo e molho azedo. Uma delícia. Para acompanhar tomei uma pint de Staropramen.
      Para finalizar a noite fui até as margens do Rio Danúbio para visitar a Széchenyi Lánchíd e o Buda Castle iluminados a noite.
      5º Dia - 31 de Maio de 2018 - Budapeste
      Comecei o dia visitando o Hungarian National Museum. Através das diferentes exposições podemos ver a história da Hungria desde o seu nascimento até os nossos dias. A visita ao prédio por si só já vale a pena. Passei a manhã inteira por lá. Paguei 1.600 Forint no ingresso.
      Como estava na hora do almoço e o Great Market Hall ficava ali perto, fui até lá para conhecer o famoso mercado e caçar algo para almoçar. A arquitetura do mercado é muito bonita e lá você encontra muitas lojas vendendo desde alimentos até souvenirs e no último andar ficam os restaurantes e barraquinhas de comida.
      Achei uma barraquinha com um banco livre e fiquei por ali mesmo, experimentei um prato típico de rua húngaro chamado Kolbice, um pão em forma de cone com mini salsichas de porco grelhadas ao molho de mostarda, maionese e ketchup acompanhada de uma Pilsner Urquell.
      Após o almoço, subi a Gellert Hill até a Citadella, o ponto mais alto de Budapeste onde é possível ter a melhor vista da cidade.
      A Citadella é uma fortaleza construída em 1854, como defesa durante a Monarquia de Habsburgo. Lá você encontra a Liberty Statue, um monumento em homenagem aos soviéticos pelo apoio ao povo húngaro durante a guerra, ajudando-os a se libertarem da ocupação da Alemanha nazista.
      Fiquei boa parte da tarde lá, admirando a fortaleza e as belas vistas da cidade nos diversos mirantes espalhados pela Gellert Hill. Ao lado da fortaleza há algumas barracas de souvenirs e de comida, como estava muito calor, aproveitei para reviver uma experiência de criança tomando uma raspadinha bem gelada.
      Descendo a colina, andei em direção ao Castle District para visitar o Buda Castle e a Mathias Church.
      O Buda Castle é uma das imagens mais conhecidas de Budapeste, antigamente foi a residência dos reis da Hungria. Toda a arquitetura do Castelo é muito bonita e a vista para a cidade é tão bela quanto a vista da Citadella, mas o que me encantou mesmo foram as ruelas do distrito do castelo pelas quais você pode se perder durante algumas horas.
      Andando pelas ruas do distrito cheguei na Mathias Church, igreja construída no fim dos anos 1200 e era usada para a coroação dos reis da Hungria. O ponto alto da igreja são as telhas coloridas no telhado formando um lindo mosaico.
      Ao lado da Igreja está o Fisherman’s Bastion, um lindo terraço branco cintilante com sete torres que representam as sete tribos que povoavam a área de Budapeste em 896. Subindo as escadas para o terraço você pode apreciar, na minha opinião, a mais linda vista do Danúbio, de Peste e do Parlamento.
      Essa região é simplesmente sensacional e a noite ficou ainda mais bonita. No terraço havia uma dupla tocando música clássica no violino, o que deixou a minha experiência no local ainda mais inesquecível. Perdi completamente a noção do tempo ali, observando os detalhes da arquitetura, a vista da cidade e apreciando a música.
      Esqueci até de jantar, só na hora de voltar para o hostel, passei no BK para comer um lanche simples para não passar fome a noite.
      6º Dia - 1 de Junho de 2018 - Budapeste
      Comecei o dia na Heroes Square, uma das praças mais importantes de Budapeste, com suas estátuas que homenageiam os líderes das sete tribos fundadoras da Hungria. A praça é bem ampla e ladeada pelos prédios da University of Fine Arts e serve como entrada para o Városliget City Park.
      O Parque da Cidade é o principal lugar de lazer dos budapestenses. Dentro do parque você vai encontrar vários lugares interessantes, entre os quais se destacam o zoo, um pequeno parque de diversões, o Széchenyi Thermal Baths e o Vajdahunyad Castle.
      O Castelo Vajdahunyad fica em uma pequena ilha dentro do parque e foi construído inicialmente de madeira para a Expo de 1896, para as comemorações dos 1000 anos da Hungria. Ao terminar o evento, foi reconstruído com pedra.
      Neste dia almocei no Café Vian, localizado na região da Andrássy Út. em uma alameda repleta de restaurantes. Experimentei o Gulyás ou Goulash, uma sopa à base de pimentão, páprica, carne e legumes acompanhada de uma Soproni. O ambiente era super agradável e fui muito bem atendido, paguei por volta de 3.800 Forint.
      Após o almoço fui até a imensa e imponente St. Stephan's Basilica. Na entrada principal você encontrará grandes estátuas de santos húngaros entalhadas em mármore. Mas o verdadeiro tesouro está em seu interior. O domo dourado é o destaque da Basílica, as colunas de mármore e jade entalhadas e os vitrais também são de uma rara beleza. Além de tudo isso, uma das relíquias mais queridas dos húngaros também está guardada no interior da Basílica, a mão direita de Santo Estevão. A Basílica é realmente maravilhosa, a mais bonita que visitei.
      Saindo da Basílica, andei pela região, passando por diversas ruas de comércio, cheias de lojinhas de souvenirs até chegar no Parlamento de Budapeste, o terceiro maior parlamento do mundo depois do da Romênia e da Argentina, construído entre 1884 e 1902, o Parlamento de Budapeste foi a maior obra da sua época. Possui 691 salas e tem 268 metros de comprimento e 118 metros de largura, sua arquitetura realmente impressiona.
      Pertinho do Parlamento, às margens do Rio Danúbio, encontramos o Shoes On The Danube,  memorial concebido pelo cineasta Can Togay junto com a escultora Gyula Pauer para homenagear os judeus que foram mortos por milicianos da Arrow Cross em Budapeste durante a II Guerra Mundial. Homens, mulheres e crianças eram perseguidos e capturados, e depois enfileirados às margens do Rio Danúbio, eles eram forçados a retirar seus sapatos para logo após serem mortos, seus corpos caíam no rio e eram levados pela correnteza.
      No fim da tarde fui para a Margaret Island, uma ilha no meio da Danúbio com vários jardins e as ruínas do Convento de Santa Margarida. Passei o restinho do dia ali, caminhando pelos diversos caminhos do parque e voltei para o lado de Peste caminhando às margens do Rio Danúbio.
      Voltando para o hostel fui jantar no Menza mas estava lotado, então sentei em um restaurante ao lado, chamado Incognito Bar e Café. A comida estava boa até, mas o atendimento era ruim, na hora de pagar a conta tive uma surpresa, nesse bar o serviço já estava incluso na conta, além disso eles cobravam 20% de serviço e eu era obrigado a pagar. No fim paguei por volta de 3.800 Forint. Pior experiência gastronômica que eu tive na viagem.
      Top 3 Atrações:
      • Mathias Church e Fisherman’s Bastion
      • St. Stephan's Basilica
      • Gellert Hill
      7º Dia - 2 de Junho de 2018 - Budapeste - Bratislava
      Logo de manhã fui até a Rákóczi Tér para pegar o metrô de volta a estação de ônibus de Kelenföld onde iria embarcar no ônibus para Bratislava.
      O ônibus saiu pontualmente e a viagem foi super confortável. Após fazer check in no hostel comecei meu primeiro dia na cidade visitando as atrações fora do centro histórico.
      A primeira parada foi o Grassalkovich Palace na Hodžovo Square e seu belo jardim nos fundos. Este palácio de verão em estilo rococó foi construído em 1760 e era um local procurado por eventos da sociedade aristocrática. Hoje, o palácio funciona como residência oficial do presidente. Ele é simples mas muito bonito, vale uma passada rápida para visitá-lo já que é caminho para o Slavin War Memorial.
      O Slavin War Memorial é um monumento construído em homenagem aos mais de 6.500 soldados soviéticos que morreram nas batalhas que libertou Bratislava e outras cidades da região do domínio nazista já no fim da II Guerra Mundial.
      O obelisco central tem 39 metros de altura e no topo uma estátua de um soldado de 11 metros de altura. Em volta da base há inscrições entalhadas nas pedras recordando as cidades e as datas que elas foram libertadas pelo Red Army.
      No parque onde o memorial está situado, existem diversas esculturas e outros memoriais sobre a guerra, um que vale citar são os blocos de mármore preto com os nomes de todos os soldados mortos na guerra e que estão enterrados ali.
      Outro atrativo do local que faz valer a pena a caminhada até lá é a vista panorâmica da cidade. Lá de cima você terá belas vistas do centro histórico, do Rio Danúbio e principalmente do Bratislava Castle.
      Voltando para mais para o centro da cidade, fui jantar no Slovak Pub, um tradicional pub da cidade. Fiquei muito surpreso com os preços, mesmo a moeda sendo o Euro, as comidas e bebidas eram muito mais baratas em comparação a Irlanda e outros países europeus.
      Lá experimentei uma cerveja feita por monges, a Kláštorný Ležiak, por apenas 1,5 Euro a pint. Para comer fui de costela de porco assado ao molho de mostarda e rabanete por 10 Euros. Barato e muito gostoso.
      8º Dia - 3 de Junho de 2018 - Bratislava
      Minha primeira visita do dia foi a simpática Blue Church, uma igreja bem pequena, toda pintada de azul e uma das raras construções no estilo Art Noveau.
      Saindo da igreja fui caminhando até a Cidade Velha (Staré Město), o centro histórico de Bratislava. O centro da cidade é bem pequeno mas muito bonito, movimentado e cheio de surpresas. Neste dia nem lembrei do roteiro que havia preparado para o dia, simplesmente fui caminhando pelas ruas e me encantando com cada escultura, construção e as diversas estátuas engraçadinhas que encontrava pelo caminho.
      Passei pelo St. Michael's Gate, o único portão preservado da antiga fortificação da cidade. Visitei o belo Primate’s Palace, um dos mais belos palácio em estilo clássico da Eslováquia e que em seu interior funciona uma galeria de arte. Ainda passei pela Clarissine Church e pelo Franciscan Monastery.
      Perto dali está a Hlavné Námestie, com a bela Roland's Fountain e a estátua Napoleon's Army Soldier, um simpático soldado se apoiando em um banco, ali dá uma ótima foto, mas é preciso ser paciente, muita gente quer tirar foto com ele. Ali há diversas barraquinhas com artesanato e souvenirs para você levar de lembrança.
      A praça estava muito movimentada, cheio de restaurantes e cafés, um ambiente muito agradável, e para me despedir da praça, visitei a Old Town Hall, comprei o ingresso para subir na torre da antiga prefeitura para ver o centro histórico de cima. Paguei 2 Euros e valeu a pena, a vista lá de cima é maravilhosa, você também pode ver dali o Bratislava Castle mas de um outro ângulo.
      Almocei por ali mesmo, no restaurante Krčma na Zelenej. Comi um frango grelhado com fritas acompanhada de uma pint de Gambrinus. Vi no cardápio que ali tinha o Tratatea e quis experimentar. O Tratatea é uma bebida antiga vinda das montanhas da Eslováquia que consistia em água fervida com ervas, misturada com aguardente, mel, alho e sebo. O prato, com a cerveja e o Tratatea saiu por volta de 18 Euros com a gorjeta.
      Após o almoço continuei andando pelas ruas do centro histórico e encontrei meio sem querer uma portinha que te levava ao topo da antiga muralha medieval da cidade, caminhei por ela até me deparar com a St. Martin's Cathedral, uma igreja simples, de pedra no estilo gótico.
      Saindo da igreja segui pela rua Panská em direção a outra estátua engraçada de Bratislava, o Čumil ou Men at Work, uma figura de bronze representando um homem espreitando de baixo de uma tampa de bueiro.
      Próximo a essa estátua, está a principal praça de Bratislava, a Hviezdoslavovo Námestie, uma praça arborizada, onde estão localizadas embaixadas, bares turísticos e alguns dos maiores edifícios da cidade. O principal ponto de encontro da praça é a estátua do renomado poeta eslovaco Hviezdoslav e no extremo leste da Hviezdoslavovo, o ornamentado Slovak National Theatre de 1886 rouba olhares de admiração.
      Depois de visitar o centro histórico fui para o Bratislava Castle. Passei pelo Sigismund Gate, o portão principal e o mais perto do centro, mas ele estava fechado, então tive que contornar o castelo e entrar pelo Vienna Gate.
      Dentro dos muros do Castelo de Bratislava, você poderá contemplar toda a grandiosidade dessa construção. Os detalhes das muralhas aumentadas ao longo do tempo, as esculturas que enfeitam o pátio externo, as torres das sentinelas e a vista privilegiada do Rio Danúbio e da UFO Bridge são apenas algumas das atrações desse lugar.
      No interior do castelo funciona o Slovak National Museum que conta com quase 250.000 objetos que representam a história, arte, escultura, pintura e a cultura dos eslovacos.
      Tem muita coisa interessante para ver lá, o interior é lindo, destaque para as escadarias douradas com espelhos de cristais. Você ainda pode subir até o último patamar das torres do castelo, para ter uma vista panorâmica da cidade, mas infelizmente não me deixaram subir pois já estavam fechando. Uma pena.
      Apesar de ter gostado muito do acervo do museu, eu senti muito a falta de um plano de visita ou uma indicação do caminho, muitas vezes me senti perdido lá dentro sem saber onde ir. No dia que fui, não paguei a entrada, mas em dias normais o ingresso custa 7 Euros.
      Para fechar o dia, fui jantar no Flagship, experimentei o Bryndzové Halušky, um prato típico eslovaco que consiste em um nhoque de batata com molho de queijo de cabra e bacon e bebi uma pint de Zlatý Bažant e uma Krušovice. Paguei por volta de 13 Euros com gorjeta.
      Top 3 Atrações:
      • Andar pela Old Town
      • Slavin War Memorial
      • Bratislava Castle
      9º Dia - 4 de Junho de 2018 - Bratislava - Praga
      Sai de Bratislava quase um pouco antes do almoço e cheguei em Praga no fim da tarde. A viagem foi tranquila mais uma vez, somente houve uma parada na fronteira para checar os passaportes, mas prosseguimos sem problemas.
      Resolvi ir caminhando da estação Hlavní Nádraží até o hostel. Até deixar as coisas no hostel, já estava ficando tarde, então jantei no Mcdonald's perto do hostel e depois dei uma volta pela região.
      Nesse dia já comecei a sentir o cansaço da viagem, então voltei mais cedo para o hostel e aproveitei para descansar bastante.
      10º Dia - 5 de Junho de 2018 - Praga
      Comecei meu dia pela Old Town Square, um dos lugares mais agradáveis de Praga. 
      Acolhedora e antiga, a praça está rodeada por interessantes ruazinhas que são perfeitas para se perder. A praça está cheia de edifícios interessantes, entre os quais se destacam a Church of Our Lady Týn, uma igreja de estilo gótico, fundida entre casas e estreitas ruas do centro da cidade e o Old Town Hall, é nele que está instalado o Astronomical Clock, que para minha infelicidade estava completamente fechado para restauração.
      Saindo da Praça da Cidade Velha, eu parei para trocar dinheiro na Exchange, que fica na rua Kaprova, logo atrás do Relógio Astronômico. 1 Euro estava 25 Coroas Chequa na época.
      Descobri essa casa de câmbio pelo canal no youtube Prague Honest Guide, recomendo para todos que queiram visitar Praga um dia, uma excelente fonte de dicas sobre atrações, gastronomia e ciladas para turistas e muito mais. 
      Depois de trocar dinheiro fui conhecer a Prague City Hall, local de uma das “atrações” mais inusitadas da cidade, o Paternoster, um elevador que não tem botão de chamada nem botões de escolha de andares.
      Ele é feito por várias cabines abertas, ligadas por cabos, que giram devagar e ininterruptamente em um estrutura “circular”, movimentadas por duas enormes roldanas, uma no topo, outra no subsolo.
      As cabines correm por túneis verticais paralelos, fazendo com que metade delas esteja sempre descendo e outra metade sempre subindo, como numa roda-gigante. Para embarcar, basta dar um passo para dentro da cabine que estiver indo no sentido que você deseja.
      Para os mais aventureiros, sugiro não saltar no primeiro ou no último andar e continuar dentro da cabine enquanto ele faz a volta e retorna do outro lado.
      Perto dali fica a famosa Charles Bridge, um dos principais cartões postais de Praga. Com mais de 500 metros de comprimento a Ponte Carlos conecta a Cidade Velha (Staré Město) a Cidade Pequena (Malá Strana). A ponte estava lotada de turistas e artistas de rua, tava até difícil de andar por ela e também de parar para contemplar as 30 estátuas instaladas ao longo da ponte.
      Do outro lado do rio, passei pelo Franz Kafka Museum, para observar uma estátua peculiar de Praga. Piss é uma escultura e fonte ao ar livre criada pelo artista tcheco David Černý, consiste em dois homem fazendo xixi em um mini lago e os quadris deles balançam de um lado para o outro. É engraçado na real.
      Visitei também o Wallestein Garden, o segundo maior jardim do centro de Praga e tem fontes, lagos, esculturas, uma linda vista para o castelo. Hoje faz parte do complexo do Senado da República Tcheca. Visitei também a St. Nicholas Church, mas infelizmente, estava fechada na hora que fui então só pude ver seu exterior.
      Então comecei a subida em direção ao Prague Castle por uma rota alternativa, sem muito turistas, indicada pelo Prague Honest Guide, aproveitei para almoçar no restaurante U Magistra Kelly, outra indicação do canal. Era um restaurante muito pequeno porém simpático, pedi um joelho de porco com batata e bebi duas pints de Kozel, o prato era gigantesco e estava uma delícia, paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta.
      Antes de chegar no castelo passei por um belo mirante na parte alta do Petrin Hill onde você tem uma bela vista da cidade, visitei o exterior dos belos Strahov Monastery, monastério de arquitetura barroca pertencente à Ordem dos Prémontré e o Loreto, um dos centros de peregrinação mais importantes de Praga.
      Finalmente chegando no Prague Castle, tem uma Starbucks no lado direito da entrada que conta com um terraço elevado onde você tem outra bela vista da cidade e do Rio Moldava.
      Entrando no castelo você precisa passar por uma revista de segurança. A entrada estava tranquila, sem fila nenhuma, mas lá dentro já estava mais cheio de gente.
      O Castelo de Praga, construído no século IX, é o maior castelo do mundo e o mais importante dos monumentos da República Tcheca. Longe da ideia de castelo medieval com aspecto fortificado, o Castelo de Praga é composto por um conjunto de belos palácios e edifícios conectados por pequenas vielas.
      A entrada no castelo é gratuita, mas lá dentro tem algumas atrações pagas. Eu acabei não entrando em nenhuma dessas atrações pagas e visitei somente o distrito do castelo.
      Logo na entrada passei por uma passarela de baixo do palácio e dei de cara com a St. Vitus Cathedral, para mim a construção mais impactante de todo o castelo. A catedral guarda a tumba de Venceslau IV, as Jóias da Coroa e é o lugar de coroação dos reis da Boêmia. A entrada na catedral é gratuita até certo ponto, depois para continuar e subir na torre é preciso pagar entrada. Visitei o interior e me impressionei com sua grandiosidade e seus belos vitrais.
      Passei tarde inteira andando pelo castelo, passeando pelos jardins, observando a cidade pelos diversos mirantes, passei pela outra igreja do castelo, a St. George's Basilica, muito menor e simples que sua “irmã” e o The Royal Garden ao lado do castelo.
      Depois das 17h, fui até a Golden Lane, um dos lugares mais acolhedores do interior do recinto do castelo. Ocupada por casinhas coloridas que em outros tempos abrigaram ourives, na atualidade a zona conta com interessantes lojas de artesanatos. Antes das 17h a entrada para a Golden Lane é paga e forma-se uma fila enorme, mas depois eles abrem para o público gratuitamente.
      Além das casinhas de artesanato, ali há também uma parte da muralha, onde você pode entrar e visitar uma exposição de armas medievais e se arriscar em um stand de tiro de balestra, por 50 Coroas Checa você tinha direito a 3 flechas para acertar ao alvo. No final você pode levar o alvo de recordação, foi uma boa experiência.
      Saindo do Castelo já no fim da tarde, fui andando margeando o Rio Moldava para observar a Ponte Carlos de longe, e depois de atravessá-la ainda dei uma volta pela Rua Karlova, uma das principais ruas comerciais da cidade, e também passei pela escultura de Sigmund Freud pendendo a mais de seis metros do chão pendurado por uma só mão.
      Voltei para o hostel para tomar banho e descansar um pouco e sai para jantar no Pivovarský Dům, restaurante bem perto do hostel, que fabrica sua própria cerveja.
      Experimentei um prato típico checo, o Svíčková, uma carne vermelha assada, com molho cremoso de vegetais, servido com knedlík, cranberry, creme de nata batida e uma fatia de limão. Uma mistura de doce com salgado simplesmente deliciosa. Tomei duas pints das cervejas deles e paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta.
      11º Dia - 6 de Junho de 2018 - Praga
      Comecei o dia na Wenceslas Square, o centro da Cidade Nova. Nesse dia, no centro da praça havia uma exposição fotográfica sobre as manifestações contra a brutalidade policial que deram início à Revolução de Veludo e à queda do comunismo.
      Fiquei rodando a região da Cidade Nova na parte da manhã, passei pela Jerusalem Synagogue, pela Henry Tower e pelo Shopping Quadrio, para ver outra escultura de David Černý, a Cabeça de Franz Kafka. Este busto do escritor é composto por 42 camadas rotatórias independentes. O seu movimento cria uma performance interessante que é uma referência à história de "A Metamorfose". Infelizmente neste dia a cabeça não estava funcionando.
      Almocei ali perto nesse dia, em um lugar chamado Ovocný Světozor, é tipo uma padaria dentro de uma praça de alimentação, ali eu peguei para viagem dois pedaços de Chlebicky que são pequenos canapés de diferentes ingredientes, por 32 Coroas Checa cada mais uma Mirinda, um refrigerante comum lá na República Checa, que parece nossa Fanta e sentei um um jardim logo ao lado, chamado Franciscan Gardens.
      Depois do almoço fui até o bairro judeu de Praga, o Josefov, o bairro que se originou quando as duas comunidades judaicas existentes na Idade Média se uniram gradualmente.
      As visitas mais importantes no bairro são as seis sinagogas judias: Alta, Espanhola, Klausen, Maisel, Pinkas e Velha-Nova e o antigo Cemitério Judeu, uma das imagens mais impactantes de Praga.
      Você pode comprar o ingresso em qualquer uma dessas sinagogas. Há dois tipo de ingressos disponíveis, o combo Prague Jewish Town que dá direito a entrada em todas as sinagogas, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 500 Coroas Checas, e o Jewish Museum in Prague que dá direito a entrada em todas as sinagogas, com exceção da Velha-Nova, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 350 Coroas Checas. Eu optei pelo segundo tipo de ingresso e comecei meu tour pela Pinkas Synagogue e pelo Old Jewish Cemetery que fica anexa a sinagoga.
      O Antigo Cemitério Judeu de Praga é um lugar surpreendente e cheio de história. Foi durante mais de 300 anos o único lugar onde era permitido enterrar judeus em Praga. 
      Devido à falta de espaço, os corpos eram enterrados uns em cima dos outros (chegando a mais de 10 amontoados). Hoje em dia podemos ver mais de 12.000 lápides e se estima que possa haver cerca de 100.000 corpos enterrados.
      A visita ao Cemitério Judeu de Praga é imprescindível, é o lugar mais impactante da cidade e representa parte da sua história.
      Saindo do cemitério fui visitar as demais sinagogas, e as que mais se destacaram foram a Spanish Synagogue, construída em 1868, ganhou o nome de “A Espanhola” devido à sua decoração mourisca. Em seu interior, podemos ver uma exposição sobre a vida dos judeus nas últimas décadas e a Maisel Synagogue, construída no final do século XVI e desde 1960, contém uma grande coleção de objetos judeus: livros, objetos decorativos, prata, tecidos, etc.
      Depois de visitar as sinagogas, passei mais um tempo andando pelo bairro antes de visitar a Republic Square, onde fica a Municipal House, que conta com uma bela fachada decorada com estuques e diversas estátuas, além de um enorme mosaico semicircular que se estende sobre a entrada principal.
      O interior abriga a principal sala de concertos de Praga, um esplêndido espaço com uma impressionante cúpula de cristal. O edifício conta também com diversos ambientes, como salas de conferências, uma cafeteria e um restaurante.
      Na praça também está localizada a The Powder Tower, construída em 1475 como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade. Anos mais tarde, durante o século XVII, a torre começou a ser usada como local de armazenamento da pólvora.
      Na praça havia uma feirinha com várias barraquinhas de comida, bebida e sobremesas, aproveitei para me refrescar tomando um sorvete de baunilha dentro do Trdelnik, uma massa enrolada no formato de espiral em volta de um espeto que fica girando sobre a brasa do carvão. Quando está pronto para ser servido, ele é cortado em fatias menores e polvilhado com açúcar e canela.
      Meu último passeio do dia foi o Letna Park, atravessando o Rio Moldava. Um grande parque que fica em cima de uma colina, é ótimo para descansar e aproveitar o ar puro. A figura dominante do parque é um metrônomo gigante. Mais a leste do metrônomo tinha um beer garden que estava lotado, cheia de pessoas conversando, sentados nas mesas ou no gramado, peguei um cerveja para mim e arranjei um cantinho para me sentar e curtir a vista.
      Nesta noite jantei no restaurante U Pinkasů, fui lá por causa do beer garden que fica dentro de uma igreja abandonada, mas infelizmente estava lotada, e acabei sentando do lado de fora, voltada para a praça. Paguei 280 Coroas Checa pela refeição e uma pint de cerveja.
      12º Dia - 7 de Junho de 2018 - Praga
      Minha primeira atração do meu último dia em Praga foi com certeza a melhor da cidade. Vyšehrad é uma das seis cidades independentes que deram origem a Praga. Segundo a antiga lenda, Vyšehrad foi a primeira sede dos príncipes checos. Seu nome em português significa “Castelo nas alturas”.
      É um lugar lindo, com uma vista maravilhosa do Rio Moldava e do Castelo de Praga e é muito mais calmo do que qualquer outra grande atração da cidade. A região tem vários cantinhos interessantes, em alguns pontos, as atrações são apenas as paisagens.
      Passei pelos diversos portões que dão acesso ao interior da área murada do castelo, visitei a St. Peter & Paul Basilica e o cemitério do castelo, ali estão enterrados muitos personagens históricos checos, incluindo os compositores Smetana e Dvořák, o poeta e escritor Jan Neruda e o artista gráfico Alfons Mucha e caminhei pelas muralhas, a vista de lá é ótima. O Hospůdka Na Hradbách é uma ótima opção para comer algo local ou beber uma cerveja, também conta com uma bela vista da região.
      Saindo de do castelo fui caminhando beirando o rio até o National Theatre passando para observar a Dancing House, uma casa com a arquitetura ondulada.
      Atravessei o Rio Moldava e dei uma parada no parque que fica em uma ilha no meio do rio. Estava acontecendo um festival beneficente de música, estava cheio de gente e bem animado.
      Já do outro lado do rio fui visitar o Petrin Hill. Antes mesmo de começar a subida, na base da colina, passei pelo Memorial to the Victims of Communism, uma bela escultura em homenagem às vítimas do regime.
      Subindo a colina, passei pelo Hunger Wall, uma fortificação construída pelo Rei Carlos IV entre os anos de 1360 e 1362. No topo da colina está a Petrin Tower, com 60 metros de altura e uma estrutura similar à da Torre Eiffel, a torre é o mirante mais elevado de Praga.
      Voltando para a parte baixa da Petrin Hill, passei pelo Lennon Wall, que criado como um protesto pacífico contra o regime comunista. Atualmente é um muro cheio de grafites, onde uma grande aglomeração de pessoas se forma para tirar fotos.
      Depois fui para o Kampa Park que fica às margens do rio, me deu uma boa vista da Cidade Velha de Praga. Lá encontra-se outra escultura peculiar do David Černý, o Crawling Babies, 3 bebês pelados e sem face engatinhando, além do museu de arte moderna.
      No começo da noite voltei para a Cidade Velha, para ver a Old Town Square iluminada a noite e depois passei para comer na Wenceslas Square. Comi um lanche simples de salsicha alemã em uma barraquinha de rua.
      Top 3 Atrações:
      • Vyšehrad
      • Josefov
      • Prague Castle District
      13º Dia - 8 de Junho de 2018 - Praga - Dresden
      Peguei o metrô na estação logo ao lado do hostel para ir até a outra estação de ônibus da cidade, a UAN Florenc, sai às 10 horas da manhã e mais uma vez fiz uma viagem super tranquila.
      Chegando em Dresden peguei o tram na estação central para ir até o hostel que fica na parte mais nova da cidade. Deixei meu mochilão no hostel já que o check in só era possível às 15 horas.
      Almocei um Currywurst com uma pint de Radeberger na Katy’s Garage, um espaço aberto bem legal com uma ótima atmosfera. A noite funciona como uma baladinha de rock.
      Comecei minha visita pelo Kunsthofpassage, um conjunto de pátios que abriga obras de artistas locais, cafeterias descoladas e um conjunto de edifícios de cores vibrantes.
      Caminhei pelas ruas da parte alta da cidade nova, passando pelas igrejas, pelas principais ruas de comércio e restaurantes, e pela Pfunds Molkerei, uma leiteria toda decorada com porcelanas e azulejos pintados à mão, considerada a mais bonita do mundo. Infelizmente fotos no interior são proibidas.
      Na parte baixa da cidade nova, fui até o Neustadt Market Hall mas não vi muita coisa de interessante nesse mercado.
      Atravessei a Augustusbrücke, a principal ponte que liga a cidade nova ao centro histórico de Dresden. O centro histórico possui um dos mais belos conjuntos arquitetônicos barrocos da Europa. No entanto, muito do que você vê foi reconstruído após a destruição completa da cidade por bombardeios aliados nos últimos meses da II Guerra Mundial.
      O centro é relativamente pequeno, as atrações estão todas concentradas a poucos passos umas das outras.
      Minha primeira parada foi na Semperoper, casa de ópera onde o compositor Richard Wagner fez sua estréia.
      Logo ao lado fica o Zwinger Palace, o palácio era anteriormente parte da fortaleza de Dresden e hoje abriga um complexo de museus de propriedade do Estado da Saxônia. Na parte central do palácio, estão o pátio e os jardins que são incríveis e impressiona pela simetria.
      Saindo do palácio você já dá de cara com o Dresden Castle. Além da impressionante coleção de maravilhas arquitetônicas, o castelo abriga algumas das coleções de arte mais antigas da Alemanha. Também no castelo, você encontra o Fürstenzug, um enorme mural composto por cerca de 25.000 azulejos pintados um a um. O Fürstenzug ou Procissão de Príncipes fica na parede exterior dos antigos estábulos do palácio, o que significa que ele pode ser visto sem a necessidade de entrar no complexo do palácio.
      Originalmente pintado entre 1871 e 1876 para celebrar o 800º aniversário da dinastia Wettin, família reinante da Saxônia, o mural mostra os retratos ancestrais dos 35 margraves, eleitores, duques e reis da "Casa de Wettin" entre 1127 e 1904.
      Logo no final da rua do mural; ou começo dependendo de onde você estiver vindo, está a Hofkirche, uma obra prima com seu exterior ornamentado, a catedral católica de Dresden tem um interior mais humilde. A entrada é gratuita e lá dentro é bem calmo, perfeito para dar uma pausa para descansar.
      A Hofkirche foi construída em resposta a construção da grande Frauenkirche protestante em meados do século XVIII, os governantes católicos da Saxônia rezavam na capela real, então decidiram que uma igreja católica maior seria necessária.
      Saindo da igreja caminhei ao longo do Rio Elba até o Brühl's Terrace. Erguido sobre o rio, o terraço fazia originalmente parte das muralhas da fortaleza da cidade. Nos dias atuais, sua elevação oferece um largo calçadão e as melhores vistas para o rio. Caminhando pelo terraço você passa por diversos cafés e restaurantes além de prédios como a Suprema Corte da Saxônia, a Academia de Belas Artes e o Albertinum, um espaço de exposição de pinturas e esculturas datadas do período romântico.
      Atrás do terraço fica a Frauenkirche, a igreja protestante de Dresden. Ela foi totalmente destruída por bombardeios aliados durante a II Guerra Mundial e apenas a estátua de Martin Luther sobrou dela. Ao contrário da Hofkirche, o seu interior impressiona, ela é bem clara por dentro e lindamente ornada, dando um ar mais leve. Sua planta redonda chama bem a atenção, vendo de fora, a igreja não parece tão imponente, apesar de ser bonita, mas quando você entra você tem noção da sua grandeza. 
      A entrada é gratuita, tinha muita gente nesse dia, estava um pouco caótico pois estava próximo ao horário de uma missa, infelizmente não pode tirar fotos do interior.
      A igreja está localizada na Neumarkt, foi quase totalmente destruída durante a II Guerra Mundial, somente sendo reconstruída após a queda do comunismo.
      Na praça estava rolando um festival de música clássica, a praça estava lotada, passei o resto da noite ali escutando o show que estava bem legal. Terminei o dia por lá, mas só depois de comer novamente em um McDonald’s ali perto.
      14º Dia - 9 de Junho de 2018 - Dresden - Berlim
      Comecei o dia andando pelo Palais Garten, um parque que fica na margem do Rio Elba do lado da cidade nova. O parque não tem nada de mais, é somente um gramado onde as pessoas vão para correr ou ver o pôr do sol, mas que dá uma ótima vista para o centro histórico.
      Como o dia estava ensolarado, bem mais bonito que o anterior, eu refiz meus passos do dia anterior, passando pela ópera, pelo Palácio e pelo castelo para tirar mais fotos, apreciar melhor a arquitetura e explorar minuciosamente as ruas do centro histórico.
      Já na hora do almoço fui até o Altmarkt, um calçadão onde há várias barraquinhas de lembrancinhas, comidinhas, ou pelo menos achava que ia ter já que havia lido algumas indicações sobre a praça antes de ir, mas não tinha nada.
      Pelo menos ali ao lado tinha um grande shopping, o Altmarkt-Galerie Dresden, onde almocei uma pizza de prato acompanhado de uma Erdinger Weibbier no Ristorante Violino, paguei por volta de 12 Euros com gorjeta.
      Saindo do shopping, logo ao lado do Altmarkt, fica a Kreuzkirche, igreja protestante dedicada a São Nicolau. È uma igreja mais simples em comparação às outras que visitei mas não deixa de ser bonita. Nesse dia o interior estava fechado, mas a porta da frente estava aberta então você conseguia observar o interior pelo hall de entrada.
      Saindo dessa igreja passei para observar o Rathausturm, o prédio da prefeitura de Dresden e depois caminhei um pouco até o Großer Garten Palais. O maior parque público da cidade, com muito verde, lindos jardins, lagos e um palacete.
      No parque sempre há pessoas andando de patins, bicicleta, sentadas lendo um livros, jogando bumerangue pelos jardins, etc.
      Lá também está localizado o zoológico de Dresden, o Jardim Botânico, há um trenzinho para as crianças que dá a volta pelo parque.
      Para quem gosta de futebol, o estádio do Dynamo Dresden, fica do lado direito da entrada do parque e para quem gosta de carros, no lado oposto está localizada a Gläserne Manufaktur, a Fábrica de Vidro, da Volkswagen.
      Após a visita ao parque, comecei a caminhar de volta para o hostel, já que tinha que pegar meu mochilão e seguir para estação Dresden-Neustadt que ficava perto do hostel para pegar o ônibus das 17h45 para Berlim.
      O ônibus da Flixbus não chega e sai propriamente da estação, mas sim em um ponto de ônibus na frente da entrada da estação na Hansastraße.
      A viagem para Berlim foi a única que fiz com o ônibus cheio, mas mesmo assim foi confortável, a viagem demorou quase 3 horas, pois minha parada era a última, na Alexanderplatz, antes disso o ônibus fez várias outras paradas, incluindo o aeroporto de Schonefeld.
      Peguei o metrô na Alexanderplatz para ir até o hostel, comprei o ticket único na máquina usando moedas, paguei 2,80 Euros. Fiz o check in no hostel e como já estava tarde fui dormir, já estava no meu 14º dia de viagem, o cansaço já estava batendo forte.
      Top 3 Atrações:
      • Tomar uma pint e comer na Katy’s Garage
      • Andar livremente pelo centro histórico 
      • Zwinger Palace e Semperoper
      15º Dia - 10 de Junho de 2018 - Berlim
      Minha primeira parada foi no The Holocaust Memorial, são 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas que formam esse monumento em homenagem aos judeus assassinados. Como estava cedo, não tinha quase ninguém no Memorial, então deu para caminhar entre os blocos calmamente no meu tempo.
      Do sudeste do monumento você pode ter acesso ao espaço subterrâneo onde funciona o centro de informação, mas ele só abriria às 10h, me programei para voltar mais tarde.
      Dali segui para o Brandenburg Gate, uma das antigas portas de entrada de Berlim, além de um dos símbolos mais importantes da cidade, pois foi o cenário de muitos fatos históricos importantes.
      Inaugurado em 1791 ao lado da Pariser Platz, o Portão de Brandemburgo possui 26 metros de altura que, com seu estilo neoclássico, lembra as construções da Acrópolis de Atenas.
      Logo ao lado do Portão de Brandemburgo está localizado o Reichstag, que hoje é sede do Parlamento Alemão. A principal atração do prédio é a visita à cúpula de cristal que está situada diretamente sobre a Sala de Plenos do Parlamento.
      É preciso agendar sua visita e horário com antecedência, a entrada é gratuita. Antes de entrar você passa por um centro de controle de segurança e aguarda junto com seu grupo o staff te liberar para visita no horário marcado. É preciso levar um documento com foto e o papel de confirmação da visita.
      Depois de subir pelo elevador, irão te entregar um áudio guia que irá acompanhá-lo na visita.
      No interior da cúpula é possível ver diversas fotos antigas, por meio das quais é contada a história do Parlamento e seus momentos mais importantes. Depois de ver essa exposição, certifique-se que tenha ligado seu áudio guia antes de começar a subir a rampa até o topo da cúpula.
      A visita vale muito a pena, o áudio informa você sobre todos os edifícios importantes da cidade, a história por trás deles e seu papel na história da Alemanha. Conforme você vai subindo, o guia irá te instruir para onde olhar, quando deve parar e quando deve voltar a andar.
      Sai do Reichstag já passava da hora do almoço, na saída encontrei uma barraquinha de rua que vendia os famosos Pretzels, pão macio que tem na sua receita original, basicamente, uma mistura da farinha de trigo, água e fermento. Paguei 5 Euros em um Pretzel grande com queijo e uma Coca-Cola. Gostei, deu para matar a fome, mas achei muito salgado.
      Depois de comer voltei para o The Holocaust Memorial para visitar o Information Center. Nesta hora, o memorial e o centro de informação já estavam bem mais lotado, inclusive tinha fila para entrar, esperei cerca de 15 minutos.
      A visita ao centro de informação começa com um resumo da política de extermínio adotada entre 1933 e 1945. Na seguinte parte da exposição, você pode ler os depoimentos de algumas pessoas, além da história de diferentes famílias antes, durante e depois da perseguição.
      Uma das salas mais impactantes é a que mostra suas paredes cobertas com os nomes e anos de nascimento e morte das vítimas do holocausto.
      Como o centro estava muito cheio, a minha visita foi um pouco prejudicada, não havia espaço para tanta gente lá, e dificultava chegar perto dos painéis para ler com calma as informações e fotos, mas a visita vale muito a pena, já que é gratuita. Aconselho chegar no memorial perto das 10h e começar a visita pelo centro de informação assim que a entrada for liberada.
      Nesta região está localizado o segundo maior parque de Berlim, o Tiergarten. Tiergarten que significa “jardim dos animais” era antigamente o campo de caça da realeza.
      Logo no início da avenida que corta todo o parque está localizado o Soviet War Memorial, construído pela União Soviética para homenagear os soldados do Exército Vermelho mortos durante a Segunda Guerra Mundial, em especial os cerca de 80.000 soldados que morreram na Batalha de Berlim.
      Mais ao norte temos a Chancelaria Federal, a Casa das Culturas do Mundo, que chama a atenção com seu telhado curvado e onde acontecem exibições e eventos culturais e o Carillon, uma torre de 42 metros de altura com 68 sinos.
      No centro, está localizado a principal atração do parque, a Victory Column, desenhada por Heinrich Strack, foi construída para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na guerra de 1864. E depois contra a Áustria, em 1866 e contra a França em 1871.
      Estas últimas vitórias serviram de inspiração para adicionar ao topo da coluna a estátua de Vitória, a deusa romana da vitória, que não constava nos planos iniciais.
      A Coluna da Vitória tem uma plataforma de observação que fica a 50 metros de altura. Para subir é preciso pagar ingresso no valor de 3 Euros. Não subi, pois nesta hora começou a cair uma chuva muito forte que me obrigou a procurar um abrigo para me proteger do temporal, além disso a vista lá de cima seria prejudicada com a chuva.
      Ainda tinha planos de visitar o Bellevue Palace, que é a residência oficial do presidente da Alemanha, visitar a Kaiser Wilhelm Church e a região da Kurfürstendamm, considerado o centro da Alemanha Ocidental, mas como a chuva não deu trégua, acabei ficando parado por mundo tempo por ali.
      Quase uma hora depois, no primeiro sinal que a chuva poderia diminuir, resolvi voltar para o hostel para tomar banho e descansar um pouco antes sair a noite.
      A noite fui até a Potsdamer Platz, antigo coração de Berlim, que ficou arrasada durante a II Guerra Mundial e dividida em duas pelo Muro de Berlim. Hoje em dia, a praça está completamente reformada e é uma das zonas mais modernas da cidade.
      Um dos mais importantes blocos arquitetônicos dessa área é o Sony Center que se caracteriza por sua enorme cúpula de cristal e aço iluminada com luzes que vão mudando de cor. Essa cúpula, obra de Helmut Jahn, serve de abrigo para vários berlinenses e turistas que se aglomeram em seus bares e restaurantes.
      Foi lá que jantei no meu primeiro dia em Berlim. Escolhi o restaurante Lindenbräu, pedi um filé de frango grelhado com salada de pepino e batatas, tomei uma pint de Bubble Edel Weibbier (a cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda) e outra de Märkisch Landmann, paguei por volta de 23 Euros com gorjeta.
      A praça está situada bastante perto do Portão de Brandemburgo e é muito interessante fazer esse percurso a pé, seguindo a brecha no chão que marca o caminho do Muro de Berlim. Então depois de jantar segui as marcações no chão até o Portão para vê-lo iluminado a noite e andar mais pela Pariser Platz, uma das principais praças de Berlim.
      Em 1990, depois da unificação, a Pariser Platz foi reconstruída, assim como o prestigioso Hotel Adlon, formando um perfeito conjunto arquitetônico que acompanha o Portão de Brandemburgo. Foi no Hotel Adlon, em 2002 que aconteceu aquela cena bizarra do Michael Jackson sacudindo o filho pela janela.
      Terminei meu dia por lá.
      16º Dia - 11 de Junho de 2018 - Berlim
      Comecei meu dia visitando o Checkpoint Charlie, que foi o ponto de passagem mais conhecido dos utilizados durante a Guerra Fria. Nele era possível conseguir um visto diurno para ir do lado Oriental de Berlim ao Ocidental. Hoje, há uma pequena fronteira onde os turistas fazem fotos sem parar e uma réplica do cartaz que anos atrás advertia os cidadãos. Confesso que não achei nada demais, vale pela curiosidade se você estiver passando por perto.
      Perto do Checkpoint Charlie, fica a Gendarmenmarkt, praça construída no século XII. Dos dois lados da praça podemos ver duas igrejas barrocas idênticas que se completam com uma torre coroada por uma cúpula.
      A igreja da zona norte, Französischer Dom ou Igreja Francesa, foi construída para os huguenotes franceses que se transladaram à zona no século XVIII.
      Em 1708, a comunidade luterana construiu uma igreja no sul da praça, a Deutscher Dom ou Igreja Alemã, similar à francesa e, anos depois, em 1785, colocaram uma torre praticamente idêntica à francesa.
      Entre as igrejas está a Konzerthaus, sede da Orquestra de Berlim.
      Mais ao norte da praça fica a Unter den Linden, a principal avenida de Berlim. Cruza a cidade desde o Portão de Brandemburgo até a Catedral.
      Ao longo do seu quilômetro e meio de extensão, podemos contemplar grande parte dos edifícios mais importantes de Berlim, tanto do ponto de vista turístico quanto arquitetônico.
      Nela estão localizados, a Humboldt University e a Neue Wache, construída em 1918 para celebrar a derrota das tropas napoleônicas e celebrar a liberação de Berlim. O impressionante edifício neoclássico apresenta em sua fachada um pórtico formado por colunas dóricas que lhe dão um certo ar de grandeza.
      No interior, possui uma comovente escultura de uma mulher que carrega em seus braços o corpo sem vida de seu filho. A escultura, que está sob uma grande abertura no teto, suportando o frio e a chuva, representa o sofrimento do povo.
      No extremo sul de Unter den Linden está a Bebelplatz, conhecida por ter sido onde aconteceu A Queima de Livros de 1933, na qual foram queimados milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazistas, como Karl Marx, Heinrich Heine e Sigmund Freud.
      A Bebelplatz está rodeada de magníficos edifícios como a Berlin State Opera e a St. Hedwig's Cathedral.
      Atravessando a ponte Unter den Linden chegamos na Museumsinsel ou Ilha dos Museus, um dos conjuntos de museus mais importantes do mundo: abriga o Museu de Pérgamo, o Museu Antigo, o Museu Novo, a Antiga Galeria Nacional e o Museu Bode, além da Catedral de Berlim.
      A ideia era entrar no Pergamon Museum, o principal museu da ilha, pois é lá que estão obras como o Altar de Pergamon, a porta do Mercado de Mileto entre muitas outras obras da antiguidade, porém o museu estava passando por uma enorme restauração e grande parte dele estava fechado. Além disso, o valor do ingresso estava bem salgado, por volta de 18 Euros, então decidi não entrar.
      Fui então para a Berlin Cathedral. Construída entre 1894 e 1905, a Catedral de Berlim é o edifício religioso mais representativo da cidade. Ela realmente impressiona pela sua beleza e majestosidade.
      E o seu interior não fica para trás, é ricamente decorada com relevos que ilustram histórias do Novo Testamento e importantes figuras da Reforma Protestante.
      A catedral abriga o maior órgão de tubos da Alemanha, tendo mais de 7.200 tubos e também a cripta da família Hohenzollern, com mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são ricamente trabalhadas.
      A cúpula da catedral também pode ser acessada. O trajeto até a cúpula é feito por um caminho um pouco complicado, mas, depois de subir os 270 degraus que levam até o alto da cúpula, você pode curtir uma bela vista do centro de Berlim que realmente faz a subida valer a pena.
      Para visitar a catedral é necessário pagar 7 Euros, a subida à cúpula está incluída neste valor.
      Saindo da Catedral, parei para almoçar algo simples, já era meio da tarde, às margens do Rio Spree encontrei um pequeno restaurante fast-food de Currywurst, o Bandy's Currywurst. Pedi um Currywurst e uma long neck da Berliner Kindl, paguei entre 7 e 10 Euros.
      Ao lado do restaurante, fui visitar o museu mais legal e inusitado que fui na Europa, não só durante o mochilão, mas sim, entre os outros que visitei em Dublin, onde estava morando na época e em outras cidades que visitei, o DDR Museum.
      O Museu do DDR (em português conhecido como RDA ou República Democrática Alemã) reúne diferentes objetos e reconstruções da parte comunista de Berlim para mostrar aos visitantes o dia a dia dos alemães que viviam sob o estrito regime da RDA entre 1949 e 1990 de forma bem interativa.
      Lá você pode entrar em um Trabant, o carro mais popular da época e dirigi-lo em um simulador nas ruas de Berlim Oriental, além de ver todo tipo de objeto de uso cotidiano, como açúcar, remédios e alguns cosméticos. Você vai ver também um pouco de como era o trabalho dos alemães, como eles passavam as férias, como eram as comunicações na época e também um pouco sobre esportes e educação.
      No fim do percurso você pode ver a reconstrução de uma casa da RDA, passeando livremente por sua cozinha, sala e quartos.
      O museu é pequeno mas vale a pena a visita. Paguei 9 Euros no ingresso. Fiquei por volta de duas horas lá dentro, saí já estava no fim da tarde.
      Depois do museu andei pela região, passei por alguns pontos turísticos de Berlim, mas somente para conhecer o exterior, como o Aquadom, o maior aquário cilíndrico do mundo situado no interior do hotel Radisson.
      Depois passei pela Nikolaikirche e pela Rotes Rathaus, a sede da prefeitura e da câmara de vereadores de Berlim construída com tijolos vermelhos.
      Na praça que fica imediatamente na frente da prefeitura está localizada a Berliner Fernsehturm, a Torre de Televisão de Berlim é o edifício mais alto da Alemanha, com 368 metros de altura. Foi construída pela RDA em 1969 como símbolo do poder comunista frente ao capitalismo.
      Na torre há uma plataforma de observação a 203 metros de altura, para subir você precisa pagar 16 Euros. Há também um restaurante giratório, situado alguns metros acima do mirante.
      Atrás da torre, fica a Alexanderplatz, considerada o centro de Berlim desde a Idade Média. Nessa praça começaram os protestos que dinamizaram a queda do Muro de Berlim.
      Lá estava acontecendo um festival de música e cultura africana. A praça estava lotada, cheio de barraquinhas de comida e artesanato africano. Havia um palco onde um grupo estava se apresentando, tocando um reggae. Estava bem bacana, dei uma andada pela região e curti um pouco do som.
      Na praça você encontra muitos bares e galerias de compras, como o Shopping Galeria Kaufhof e também o famoso Relógio Mundial, que mostra a hora de todas as cidades do mundo.
      Jantei ali perto, na Hofbräu Berlin, um dos restaurantes típicos mais conhecidos. Sentei na varanda e comi um prato com um mix de salsichas alemãs, acompanhado de purê de batata e chucrute e tomei umas três pints da cerveja própria deles, entre elas a Hofbrau Original e a Hofbrau Dunkel. O serviço estava incluso na conta, paguei em torno de 27 Euros. Porém o serviço não estava tão bom, estava um pouco demorado pois o restaurante estava cheio.
      Fiquei ali por um bom tempo bebendo, já era umas 9 horas quando saí, estava cheio de tanto comer então resolvi pegar o metrô para voltar para o hostel.
      17º Dia - 12 de Junho de 2018 - Berlim
      Começava meu último dia inteiro do mochilão, tirei a manhã para ir até Potsdam conhecer o Sanssouci Palace e um pouco da cidade.
      Para ir até lá, comprei o ticket abono zonas ABC por 7,70 Euros, esse ticket te dá viagens ilimitadas durante o dia pelas 3 zonas da cidade, nas linhas do metrô (U-Bahn) e do trem (S-Bahn). Potsdam está na zona C.
      Peguei primeiro trem na S Anhalter Bahnhof Station e fui até a Friedrichstraße Station onde peguei a linha S7 até a estação central de Potsdam, foi super tranquilo achar o ponto de saída e embarcar, o trem foi pontual e chegou em Potsdam em menos de uma hora.
      Desembarquei e fui direto para o centro da cidade visitar o Brandenburger Gate, o Portão de Brandemburgo deles, porém estava em restauração. Ali perto fica o Sanssouci Park, o motivo de eu ter ido até Potsdam.
      Sanssouci está rodeado por jardins, fontes e palácios; e para alguns é considerado a Versailles alemã. No parque, estão localizados três grandes palácios: Sanssouci, Neues Palais e Charlottenhof, além de uma série de outros edifícios super interessantes. Mas o palácio que eu mais gostei foi o Orangerieschloss.
      Comecei minha visita pelo Sanssouci Palace, o principal e mais conhecido do parque, construído em cima de uma colina, foi a residência de verão de Frederico, o Grande, e é conhecido como sendo o melhor exemplo da arquitetura rococó em toda a Alemanha.
      No exterior, a larga escadaria que termina na Grande Fonte chama a atenção. A escadaria acompanha os terraços onde foram plantadas vinhas em socalcos e construídos nichos com portas de vidro, onde cresciam figos protegidos do frio.
      No caminho para o Neues Palais, me deparei com outro palácio que até então era desconhecido para mim, o Orangerieschloss. O impressionante edifício de 300 metros de comprimento, inspirada na arquitetura renascentista, conta com belos terraços, galerias e esculturas.
      Alguns minutos de caminhada a partir dali fica o belo Neues Palais, o maior palácio do complexo. O palácio era usado para recepção de Reis e importantes dignitários.
      Dali, começando a voltar para a entrada do parque, ainda passei para conhecer o Charlottenhof. Um palácio menor, mas com bonitos jardins.
      Fiquei no parque por volta de umas 4 horas e não vi tudo, ele realmente é muito grande e vale ficar mais tempo, mas como era meu último dia em Berlim e do mochilão, ainda tinham lugares que gostaria de visitar.
      Antes de retornar a estação, fui visitar o centro de Potsdam, aproveitei para almoçar no calçadão do centro, bem simpático, comi um Kebab enorme, no Döner Kebap Bistrô, quase não dei conta, paguei por volta de 8 Euros com um refrigerante.
      No caminho para estação, ainda fui visitar a Steubenplatz e região, local da St. Nikolaikirche e outros prédios importantes da cidade.
      Voltei para a estação central e peguei o trem de volta para Berlim, chegando na Friedrichstraße Station, por volta de 17 horas, peguei a linha de metrô em direção ao Berlin Wall Memorial, a principal fonte de memória do que foi a divisão do mundo em duas partes e da era da Guerra Fria. Aqui, essa história é contada por meio de pedaços do muro que ainda estão de pé. E também de tantas outras dolorosas lembranças que os alemães fazem questão de manter acessíveis a turistas do mundo todo.
      Comecei a visita pelo Centro de Visitantes, já que iria fechar em breve, lá estão expostas várias fotos também tem a apresentação de um filme que conta a história do muro.
      Caminhando pela Bernauer Straße é que dá para ter uma ideia do impacto e da brutalidade cometida pelo governo da República Democrática Alemã, controlada pela antiga União Soviética desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
      Essa rua foi o centro mais radical da divisão. Aqui ficava a Igreja da Reconciliação, que provavelmente era frequentada por gente de toda a vizinhança, passou a ser restrita a quem morava no lado oriental da cidade.
      Como o muro passava exatamente em frente à sua entrada principal, ela acabou sendo ocupada pelos guardas soviéticos. Isso até ser demolida em 1985 durante uma série de catastróficas intervenções que pretendiam desobstruir as margens do Muro. Seu espaço deu lugar ao que mais tarde ficou conhecido como faixa da morte.
      Do antigo templo restam apenas os sinos, parte de uma cruz e o traçado no chão que mostra o espaço que ele ocupava. Anos mais tarde, a Capela da Reconciliação foi construída aqui.
      Em todo o espaço do Memorial há placas indicativas, painéis que explicam cada detalhe, vídeos e áudio-guias. Esses elementos são super importantes para que você entenda melhor o que se passou nessa área de Berlim. Em algumas partes do Muro foram colocadas estacas de ferro e em vários pontos da cidade é possível ver uma linha no chão feita de paralelepípedos que mostra onde o Muro ficava.
      Peguei novamente o metrô para visitar outra parte onde podemos ver partes do muro, a East Side Gallery. O maior trecho que se conserva dos restos do Muro de Berlim mede 1,3 quilômetro e se tornou a maior galeria de arte ao ar livre do mundo. 
      Ao longo do muro, você pode ver centenas de grafites de artistas procedentes de todo o mundo, que tentaram mostrar por meio de suas obras a mudança produzida após a queda do Muro de Berlim.
      A East Side Gallery fica bem às margens do Rio Spree, um ótimo lugar para descansar e ver o pôr do sol, já que há um grande parque na beira do rio.
      Ali perto fica a Oberbaumbrücke, uma ponte que vale ser vista pela sua bela arquitetura.
      Para terminar meu mochilão com chave de ouro, tive que fazer um última boa refeição, fui jantar na Brauhaus Lemke, na Hackescher Markt, uma das primeiras cervejarias artesanais de Berlim. Comi um delicioso hambúrguer com salada de ervas e rúcula e uma porção de batatas frita e tomei uma pint da cerveja escura deles (Dunkel) e outra de trigo (Wheat Ale - a segunda cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda). Paguei por volta de 23 Euros com gorjeta.
      18º Dia - 13 de Junho de 2018 - Berlim - Dublin
      Chegou o dia de ir embora, mas como meu vôo de volta para Dublin era somente após as 18 horas, eu ainda tinha tempo para visitar o último local onde podemos encontrar partes do Muro de Berlim, o Topographie des Terrors.
      Para as pessoas especialmente interessadas na história, a Topografia do Terror é um lugar realmente interessante, mas é necessário reservar bastante tempo para ler os textos que acompanham cada uma das fotografias que documentam e mostram os horrores praticados pelos nazistas, mostrando as gerações atuais e futuras tudo que aconteceu e não deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento.
      A Topografia do Terror se encontra no local onde, durante o regime nazista, ficava a sede da Polícia Secreta (conhecida como Gestapo), da SS (Schutzstaffel em alemão ou “Tropa de Proteção”, uma unidade paramilitar dos nazistas que tinha um poder absurdo e que foi responsável por muitas das atrocidades cometidas durante o regime) e das demais instituições que faziam parte do aparato de terror dos nazistas.
      Neste dia havia ali uma exposição ao ar livre, intitulada “Berlim 1933–1945. Entre Propaganda e Terror” e se estende paralelamente ao trecho remanescente do muro de Berlim. São painéis com textos, fotos, documentos, artigos de jornal, áudios, dispostos ao longo dos restos das paredes que foram escavadas do porão do prédio da Gestapo.
      Passei quase a manhã inteira lá. Saindo de lá almocei um currywurst em uma barraquinha de rua e sai para comprar lembrancinhas antes de voltar para o hostel pegar o mochilão e rumar para o aeroporto.
      Para ir ao aeroporto, comprei o ticket de metrô para as zonas ABC, paguei 3,40 Euros e fiz o mesmo trajeto do dia anterior até a Friedrichstraße Station, de lá peguei a linha S9 em direção a S Flughafen Berlin-Schönefeld Station e desci na estação do aeroporto. A viagem demorou muito pois o trem foi muito devagar a ponto de eu começar a ficar preocupado com o tempo.
      Chegando no aeroporto Berlin-Schönefeld, começou a dor de cabeça, tudo foi difícil e estressante. Fui fazer o check in e a moça me atendeu com uma super falta de educação falta de vontade, ela me respondia tudo de forma muito grosseira e rude, pedia direções para onde deveria seguir e ela me ignorava totalmente. Além disso precisei despachar meu mochilão, coisa que eu não precisei fazer nas outras viagens que fui com o mochilão.
      Fui seguindo as placas até o local para passar pela checagem de bagagem, nessa parte passei tranquilo e fiquei aguardando divulgarem o portão de embarque na praça de alimentação logo após a zona de checagem de bagagem.
      O portão demorou muito tempo para ser divulgado, quando foi divulgado, já até tinha dado o horário de início de embarque, então fui correndo para o portão, só que o meu portão era muito longe de onde eu estava, andava, andava e não chegava, já estava nervoso.
      Cheguei em um corredor cheio de gente, parecia um hospital, era um corredor estreito com várias portas pequenas do lado direito com os números dos portões. Era tanta gente que as filas se fundiam, não sabia onde começavam e onde terminavam as filas. Todos estavam confusos, muita gente nervosa, perguntando onde era os portões corretos, um caos. Fiquei um tempo na fila errada, depois descobri que a fila para Dublin era na porta adiante.
      Agora na fila certa, fiquei muito tempo ainda ali esperando e ainda tinha que passar pela imigração. Entreguei meu passaporte para o fiscal que não me perguntou nada mas me segurou ali por mais de 5 minutos, não sei porque, via meu passaporte, conferia algo no computador, olhava para mim, tava quase me sentindo um terrorista. Enfim passei e fui para a salinha do embarque, super pequena e apertada.
      Pelo menos o embarque foi no horário, deixei meu mochilão no carrinho das malas e embarquei no avião com novas experiências vividas e muita bagagem adquirida. Cheguei em Dublin a noite e dois dias depois retornava para o Brasil, para minha casa.
      Top 3 Atrações:
      • Topographie des Terrors e Berlin War Memorial
      • DDR Museum 
      • Reichstag
    • Por pehhenrique
      Fala, pessoal! Então, pretendo fazer uma eurotrip pela França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Italia e Países baixos. 
      A viagem é durante umas 2 semanas e meia. Estava olhando um post e vi uma pessoa metendo o pau no Eurail Global Pass, falando que era jogar dinheiro fora, que isso e aquilo, etc.
      Então surgiu minha duvida, qual seria mais vantajoso? O Eurail Global Pass ou ir de Bus?
      Agradeço quem puder ajudar. 😀


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