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Berlim - Praga - Munique - Füssen - em 11 dias (de 05 a 15 de setembro 2016)

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Olá amigos do Mochileiros.com! Novamente grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem pela Alemanha (passando rapidamente pela República Tcheca também), por mais ou menos 11 dias (tirando os dias que passamos no avião). Foi a quarta viagem que realizamos por conta própria, para nossa felicidade.

Antes de tudo, inicio meu relato contando que a minha ideia era planejar uma viagem pela Itália, mas devido à situação econômica não tão favorável, mudamos o roteiro para que ficasse mais barato... E como sempre foi uma vontade do meu marido conhecer a Alemanha e nossa vontade também conhecer Praga, planejamos essa viagem que acabou saindo uma viagem muito legal, pra gente guardar no coração e na memória!

Só para reclamar um pouquinho: Senti falta de ler mais relatos de viagem por aqui sobre esses destinos. Existem tópicos muito interessantes sobre as cidades, mas sou viciada em ler relatos de viagens e dentre os poucos que existem, vários estão incompletos... E por falar nisso: Vou fazer o possível para eu não entrar nas estatísticas aqui de relatos incompletos também! ::lol4::

Antes de mais nada, também, algumas considerações:

Essa viagem começou com um pouco de preocupação (além da situação econômica não tão favorável, ainda teve episódios de familiares doentes e precisando de ajuda e por isso demoramos um pouco mais para comprar as passagens e reservar quartos de hospedagem (e tudo com cancelamento incluído, para se algo desse errado), mas tudo correu bem, graças a Deus! Por esse motivo, perdemos uma promoção de passagens pela TAP (que voamos pelas últimas vezes), e ficamos tristes, mas conseguimos uma promoção pela Lufthansa, o que nos salvou.

Descobrimos que nosso último dia de viagem era praticamente o primeiro dia da Oktoberfest em Munique (mas peraí, não era em Outubro?! Não, começa em Setembro, mesmo! Mas como não bebemos cerveja, não ficamos tristes, só um pouco preocupados, pois foi um pouco difícil conseguir hospedagem e acabamos achando um pouco afastado do centro histórico, mas acabou sendo muito boa hospedagem!)

Reservamos um horário para a visita no Reichstag, para visitar a cúpula, que só se consegue se reservar horário (é gratuito) e reservamos também um horário para o Castelo de Neuschwanstein, pois eu queria muuuito conhecer e não queríamos dar o azar de depois de muito custo, ao chegar lá, não ter horário disponível! Os tickets só podem ser comprados na hora no Ticket Center, mas é possível reservar um horário com antecedência online por uma taxa extra, de 1.80 Euros por pessoa, por castelo, sendo que se perder o horário reservado, parece que eles cobram o preço do ticket no cartão do crédito. Acho que foi só isso que tivemos que reservar com antecedência.

Tivemos um pouco de sorte para trocar os Euros, pois o câmbio não estava favorável, até a notícia da saída da Inglaterra da união Européia, quando o Euro abaixou e nós aproveitamos para trocar bastante!

Li muitos blogs, os Mochileiros.com e assisti vlogs de viagens sobre a Alemanha antes de ir e em vários deles, se dizia que na Alemanha é difícil os lugares comerciais aceitarem cartões de crédito (diziam que até em supermercados não se aceitava). Ficamos muito preocupados e eu queria levar muuuuito dinheiro, mas meu marido ficou preocupado de levar tanto em espécie e resolveu arriscar. Acabou que deu certo, pois os estabelecimentos médios e maiores aceitam cartões, só as lanchonetes, padarias, jornaleiros, etc é que não aceitavam. Até lojinha de souvenir maiorzinha também aceita cartão! Embora o cartão não seja também a melhor opção, devido ao IOF, sempre rola uma preocupação em levar uma grande monta em espécie!

E os alemães são muito gente boa! São reservados e diretos, mas são gente boa! :P O mais engraçado é que se a gente floreava um pouco pra explicar uma situação, ao pedir uma informação, eles logo perguntavam no estilo: "afinal de contas, o que a vocês querem?!" Mas assim como acho que os Espanhóis também não são grossos, são diretos, os alemães também não compartilham desse "mimimi" que nós, os brasileiros, estamos acostumados e por isso o choque cultural. E a grande maioria deles fala inglês (os mais jovens, então, diria que 100%). Tivemos algumas situações que a comunicação foi difícil, pela pessoa não saber falar inglês, ou a gente também demorar pra entender o que estava sendo dito, mas no final, até com um pouco de mímica, deu tudo certo! Teve até uma moça que, em Berlim, veio nos pedir informação em alemão, sobre onde era o ponto do ônibus e ao informar que não falávamos alemão, ela nos perguntou em inglês e a gente que a ajudou a se encontrar.

O Rodrigo, meu marido, estudou o basicão de alemão, mas não dava pra ter uma conversação na língua deles, teve que ser em inglês, mesmo... E ele que me salvou no inglês, pois nesse quesito, eu não estou lá muito fluente (que tristeza!) ::Ksimno::

A idéia de visitar Praga veio depois que vi um vlog de viagem dando dicas de como deixar sua viagem mais barata (e eu estava vendo se faltava mais alguma coisa que pudéssemos fazer pra isso!) e no vlog a dica era tentar visitar cidades perto, como um "bate-volta" ou um 'pit-stop" e a dica era Berlim-Praga-Outra cidade... e me deu um estalo que poderíamos fazer isso com Berlim-Praga-Munique, já que Praga fica no meio do caminho, e nós sempre tivemos vontade de conhecer (só que eu, não sei o porquê, achava que era um sonho meio distante). Também vimos em vlogs/blogs de viagem, recomendando viajar de ônibus pela Alemanha, de uma cidade a outra, pois em muitas das vezes, o preço saía mais barato e as estradas são maravilhosas... E resolvemos pesquisar e realmente conseguimos baratear um pouco mais a viagem (agora não lembro quanto que foi a diferença, pois isso ficou a cargo do meu marido... Mas lembro que a gente conseguiu melhorar o custo!).

Bem, acho que por enquanto, é só... E vamos ao que interessa: o relato da Viagem!

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Após uma longa viagem de avião (e eu nunca consigo dormir bem em viagens de avião), pela Lufthansa (que foi tão boa quanto a TAP, com televisãozinha com filme, comida que não foi das piores e bom serviço de bordo, sem sumiço da bagagem – o que também é muito importante), fazendo conexão em Frankfurt, iniciamos o vôo às 22h e conseguimos chegar no aeroporto de Berlim por volta de 17h no dia seguinte. O Rodrigo e eu tratamos de procurar um stand que vendia o Berlin WelcomeCard (do que dava pra passear em qualquer meio de transporte por 3 dias e ainda dava desconto em algumas atrações, principalmente os museus da ilha dos museus) e quase que andamos o aeroporto todo a procura disso (essa parte não é muito bem sinalizada). O Rodrigo também comprou um chip para o celular que dava direito a 1giga de internet na Alemanha, para que a gente pudesse pesquisar melhor os meios de transporte que poderíamos usar na cidade, para chegar aos locais. O chip ele encontrou em uma loja de artigos eletrônicos (ele ficou procurando uma loja específica, mas acabou achando só em uma loja que vendia muita coisa diferente e não só celular) e nos ajudou bastante!

Em seguida fomos procurar onde tinha um ônibus que nos levaria ao hotel e ao entrar em uma fila para o guichê dos ônibus, uma funcionária com uma maquininha nos abordou na fila mesmo e nos deu a informação necessária e nos vendeu o ticket (iríamos começar a utilizar o Berlim Welcome card só no dia seguinte). Ela já era uma senhora e quando perguntamos, disse que não sabia falar muito bem o inglês, mas até que falou bem demais pra quem não sabe! Eu lembro que o ônibus que a gente pegou tinha escrito TXL, não lembro maiores informações sobre ele. Mas não sei se a gente que não entendeu quando ela explicou, ou o que foi que aconteceu, o ônibus foi até a Hauptbahnhof (Estação Central de Trens) e fez ponto final ali, todo mundo do ônibus desceu. Descemos também, vimos que estava longe do nosso destino e entramos na estação. Pedimos informação no posto de informações e nos falaram qual o trem que poderíamos pegar para chegar perto do hotel, só mais umas 2 estações mais a frente, e que o nosso ticket comprado também valia para o trem (tínhamos validado ele dentro do ônibus). Pegamos o trem e logo fomos abordados por um fiscal, para olhar nosso ticket e o dos outros passageiros. Ainda bem que estávamos certinhos!

O hotel que nos hospedamos fica perto da Alexanderplatz, uma praça grande e famosa de Berlim. Ficamos perto também da torre de TV, um dos símbolos da cidade, dá pra ver ela da cidade toda!

Descemos do trem na Alexanderplatz e fomos andando até o hotel, o H2 Hotel Berlin-Alexanderplatz , um hotel muito bom, quarto pequeno, porém confortável e café da manhã muito bom! Também deixei a escolha dos hotéis um pouco mais a cargo do marido, já que das últimas vezes que tentei o convencer a ficar hospedado em hostels, para baratear mais as viagens, não deu muito certo, já que ele gosta de um pouco mais de conforto e um bom café da manhã de hotel (e quem não gosta?!). Só fiz uma exigência: que os hotéis não ficassem tão afastados dos centros, como aconteceu em nossa viagem para Portugal (não foram hotéis ruins e nos viramos bem indo ao centro histórico de ônibus nessa viagem a Portugal, mas ele escolheu hotéis mais distantes justamente para ficar mais barato, mas eu confesso que fiquei um pouco cansada das locomoções). Tivemos bastante dificuldades para achar hotéis mais baratos e perto dos centros, mas foram boas escolhas as que fizemos!

Como chegamos no hotel já perto das 19h, tratamos de deixar nossas coisas no quarto e procurar um local para comer.

Perguntamos, e o funcionário do hotel nos recomendou dois lugares: O Hofbrauhaus Berlim, que ficava pertinho (mas achamos um pouco caro e muito cheio!) e uma praça, que ficava um pouco mais distante (caminhamos mais ou menos uns 15 min) e que tinha várias opções de restaurantes, mais em conta. O nome da praça é Hackeshermarket e a achamos bem bacaninha. Jantamos em um restaurante chamado 1840, que tinha comida local a um bom preço. Eu pedi um prato com almôndegas de Berlim com salada de batata (duas enormes almôndegas que nem aguentei comer tudo!) e o Rodrigo pediu um prato de Currywurst com batatas fritas, comida muito facilmente encontrada em toda a Alemanha. O problema é que desde essa refeição, eu não me dei muito bem com a comida de Berlim. Achei o tempero muito picante pra tudo o que comia - e não estou acostumada - e ficava com dor de barriga e estômago embrulhado e reclamando todo dia... Nesse dia comi essas almondegas, mas fiquei "conversando" com elas até o dia seguinte, por volta da hora do almoço. Graças a Deus essa indisposição ainda me permitia passear durante o dia, mas depois de notar que eu ia ter problemas com a comida, comecei a tentar pegar mais leve, o que me rendeu uma frustração (queria comer muita comida local! ) e a perda de alguns quilinhos, que depois foram readquiridos quando consegui comer melhor! ::hahaha::

Nesse dia estava bem frio (principalmente à noite), mas nada absurdo, e foi o dia mais frio que passamos durante a viagem.

Voltamos para o hotel e apesar da vontade de começar a passear logo, fomos descansar e nos recuperar da viagem de avião que sempre é muito cansativa!

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No dia seguinte era dia de conhecer o Reichstag e tudo o que se encontra perto dele. Tínhamos reservado horário para a visita, por volta de 9:30 (o melhor horário disponível pela parte da manhã, quando fomos reservar on line), mas nos atrasamos para levantar da cama e ficamos meio perdidos procurando qual o melhor meio de transporte pra ir (fomos em um guichê de informação na estação de trem de Alexanderplatz, e a pessoa que estava lá, era uma senhorinha que não falava inglês, mas entendeu o que a gente queria e indicou coma mão o número 4, que era a plataforma... Mas o Rodrigo foi olhar no Google e achou outra informação, então ficamos na dúvida e procurando se tinha outra informação mais concreta. Acabou que pegamos o trem da plataforma 4 mesmo, e o local que o trem nos deixava, era um tanto distante, tivemos que andar um pouquinho para chegar ao Reichstag, mas vimos um pouco da cidade, uma paisagem bem bonita...) e acabamos chegando uns 10 minutos atrasados. Como na Alemanha é tudo muito certinho, decidimos por não tentar usar o "jeitinho" brasileiro pra entrar e ir no guichê ver se tinha outros horários disponíveis. Haviam horários disponíveis à noite, e na quinta-feira pela manhã, reservamos novamente na quinta de manhã.

Tiramos, então, algumas fotos do lado de fora (é um prédio muito bacana) e fomos em direção ao Portão de Brandemburgo, pertinho. Tiramos mais fotos (só que tinha um caminhão levando umas pessoas lá em cima do Portão de Brandemburgo –será manutenção?!) e isso atrapalhou um pouco nossas fotos!

O nosso próximo ponto de visita era o Memorial do Holocausto, mas ao Rodrigo jogar no Google para ver o caminho que tínhamos que andar pra chegar lá, o Google o enviou para um museu, que ficava mais longe e ele reclamou que era longe... Achei estranho, pois tinha deixado tudo que era pertinho pra ver uma coisa atrás da outra e lembro de ter visto algumas pessoas comentarem que era pertíssimo do portão, mas pensei que depois a gente iria lá ver.

Seguimos para o Check Point Charlie, passamos pelo Reichsluftfahrtministerium ( Esse prédio era o Ministério da Aviação do Reich durante o período da Alemanha Nazista, sendo o maior edifício de escritórios de toda a Europa na época. O ministério era dirigido por Hermann Göring e era responsável pelo desenvolvimento e produção de aeronaves para a Força Aérea Alemã (a Luftwaffe). Foi um dos poucos edifícios que sobreviveram aos bombardeios aéreos dos aliados em Berlim e após o final da Segunda Guerra Mundial o edifício passou a desempenhar o papel de Casa dos Ministérios da República Democrática Alemã (RDA). Desde 1999, após a reunificação, ele é a sede do Ministério das Finanças Alemão (Bundesministerium der Finanzen)) Tinha um pequena exposição na frente, mostrando vídeos com a história da Alemanha, dentre primeira Guerra, nazismo, segunda Guerra e divisão de Berlim, muito interessante, tiramos algumas fotos, seguimos para a Topografia do Terror (muito interessante também), e em seguida fomos para a Potsdamer Platz (Sony Center), muuuito interessante, tudo muito moderno. Resistimos ir conhecer a Legoland e deixar para quando tivermos nossos filhos, voltarmos lá com eles!

Muito próximo tem alguns pedaços do muro de Berlim em exposição nas ruas também. Almoçamos em um Pizza Hut (minha tentativa de fugir do tempero alemão) próximo ao Sony Center e seguimos passeio. Descobrimos que o Google estava tentando nos trollar com relação ao Monumento ao Holocausto e fomos para lá, conhecer. Não vou dizer que me senti emocionada ao estar nesse lugar, mas a sensação é estranha e há muito o que se refletir sobre isso. Voltamos ao Portão de Brandemburgo e tiramos mais fotos, dessa vez sem o caminhão atrapalhando!

Seguimos, então, para conhecer a Coluna da Vitória. Eu convenci o Rodrigo a ir á pé, por dentro do Tiergarten e depois eu mesma me arrependi por causa da distância que andamos! Hehehehe. Fiquei na esperança de ver algum esquilo no Parque, mas não consegui!

Mas o mais interessante é que no meio do caminho avistei o Memorial de Guerra Soviético e fomos lá visitar. Era algo que, a princípio, não nos tinha chamado atenção para visitar antes da viagem, mas estando lá, em frente, achamos legal ir conhecer! E depois continuamos nossa jornada rumo a Coluna da Vitória!

Chegando lá, passamos pela passagem subterrânea para chega a coluna da Vitória que tem um sensor de movimento e acende umas luzes, muito legal! Na coluna da Vitória, tiramos muitas fotos, mas não ficamos muito animados de subir tantos degraus pra ver a vista lá de cima não. Achei interessante que em frente a coluna tem um ponto que foi pintado no chão, que indica o melhor ponto para se tirar um selfie dali! Legal!

Terminados os lugares próximos que poderíamos visitar, mas ainda com sol iluminando tudo, fomos à procura de outros lugares que poderíamos visitar. O Rodrigo pesquisou na internet qual o meio de transporte que poderíamos sair dali para outros lugares (o que é um pouco difícil naquela região) e descobriu um ônibus, que nos levou até a região da Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, a igreja que foi bombardeada na segunda Guerra e não foi mais reconstruída. Chegamos lá e a parte antiga já estava fechada, mas ainda conseguimos ver uma parte do mosaico pelo vidro... Não sabemos se estava fechada porque chegamos tarde ou se era devido a um evento de rua próximo, que estava acontecendo. E visitei a igreja nova, que apesar de moderna e simples, é interessante. Ainda estava claro e o Rodrigo pesquisou como poderíamos sair dali e ir no East Side Galerie, seria a última visita antes do dia terminar, já que já ia escurecer logo. Primeiro “perrengue” da viagem: Pegamos o metrô e, por um descuido de observação, pegamos ele indo para o outro lado. O vagão só tinha mais um casal e na próxima estação eles desceram correndo e nós ficamos e achamos meio estranho, parecia tudo bem vazio... O metrô continuou andando até que... foi para o túnel e parou... e nós ficamos desesperados! Como alguém ia saber que nós estávamos presos dentro do metrô, estacionado dentro do túnel?! Pra quem ligar nessa situação ?! O que fazer?! Rodrigo e eu começamos a apertar todos os botões de emergência do vagão (a porta entre um vagão e outra estava trancada, não dava pra passar de um para outro) e quase que ele usou a machadinha de emergência para quebrar o vidro... Foi quando um funcionário passou pelo nosso vagão (e começamos a falar para ele nos socorrer) e ele falou alguma coisa em alemão e em seguida... o metrô começou a andar pelo outro lado de novo... Ufa! Ficamos aliviados e sentamos quietinhos, fingindo que nada tinha acontecido, quando outras pessoas começaram a entrar no vagão e nos olhar com cara estranha (afinal, o metrô tinha acabado de sair do túnel, na última estação, não foi?!)

Mas acontece que esse metrô era muito do mal e não foi só isso que nos aconteceu... quando já estávamos quase chegando na estação final, onde tínhamos que descer, foi falada uma mensagem em alemão e inglês no alto-falante e a gente não entendeu direito o que era. E o metrô parou na estação e quando voltou a andar, voltou a andar na direção contrária... Como assim?! Estávamos voltando!

Descemos do metrô e o pegamos indo novamente... e novamente a mesma mensagem e ele começou a voltar... Mas dessa vez entendemos que tinha acontecido alguma coisa no meio do caminho entre as estações. Pegamos ele indo novamente, descemos naquela última estação que ele parava antes de voltar, e encontramos algumas placas sinalizando que tinha outro meio de transporte... fomos seguindo as placas e também as pessoas que iam para o mesmo caminho. No final do caminho, um ônibus. Todo mundo subiu nele (e quando eu achava que ele iria nos levar até a última estação, que era a que a gente tinha que descer) e ele nos levou até a próxima estação, e tivemos que subir e pegar o metrô novamente! E o resto do caminho (que a essa momento já era curto), foi tranquilo.

Descemos do metrô e já estava escurecendo, depois dessa jornada toda! Fomos rapidamente até a Oberbaumbrücke, tiramos algumas fotos e depois rapidamente novamente até o East Side Galery, pertinho, onde andamos e tiramos fotos, e encontramos alguns pedintes também...

Como já tinha escurecido, e é uma região com alguns pedintes, tratamos de não ficar muito tempo por ali e voltamos andando até a ponte. Eu tinha visto algumas recomendações de uma lanchonete que vende uns hambúrgueres muito bons ali por perto, mas quando chegamos no lugar, a fila era simplesmente imeeensa e os lugares pra sentar, pouquíssimos... Como estávamos bem cansados, resolvemos procurar um outro restaurante no local (achamos alguns variados, próximo) e resolvemos comer comida mexicana, que o dono era indiano, mas tudo bem, estava gostoso, apesar de um pouco diferente do que o que a gente está acostumado de comida mexicana aqui no Brasil (o meu taco mais parecia uma lasagna!)

Em seguida, traumatizados com o metrô, pegamos o trem para voltar ao hotel e fomos descansar, pois no dia seguinte teria mais!

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Reichstag pelo lado de fora.

 

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Portão de Brandemburgo

 

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Topografia do terror

 

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O que sobrou do muro, espalhado pela cidade

 

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Sony Center

 

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Memorial do Holocausto

 

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Tiergarten

 

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Memorial de Guerra Soviético

 

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Brincando com o sensor, na passagem que vai para a Coluna da Vitória

 

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Coluna da Vitória

 

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Local indicado que é bom para selfies em frente a Coluna da Vitória (uma boa dica!)

 

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Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche

 

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Infelizmente estava fechada e eu só pude espiar pela grade

 

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Oberbaumbrücke

 

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East Side Gallery

 

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Rio Spree, anoitecendo

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Bem, realmente no dia anterior fizemos muuuitas coisas e ficamos bem cansados! Crianças, não façam isso! Mas confesso que ficamos um pouco empolgados no primeiro dia!

No dia seguinte, quarta-feira, visitamos a Alexanderplatz somente para fazer algumas fotos (já que a toda hora estávamos lá entrando ou saindo do metrô/trem, passando por lá) e nesse dia encontramos alguns pedintes (refugiados?!) nos abordando... Eles tinham até discurso em inglês, mais chatos e mais bem vestidos que os pedintes brasileiros... Tratamos de sair rápido de lá (estava uma situação um tanto chata) e fomos em direção a ilha dos museus. Nesse dia eu queria conhecer muito algum museu e, se possível, 2, mas não sabia se o tempo ia permitir!

Tinha escolhido o Pergamon (onde você encontra antiguidades mostradas com suas devidas proporções, como o Altar de Pérgamo, o qual da o nome ao museu, mas que infelizmente não pode ser visitado no momento; uns dos portões de acesso da cidade da Babilônia; o Portão do Mercado de Mileto; entre outros) ou o Neues Museum (que tem o busto da Nefertiti)

Dá pra ir à pé da Alexanderplaz até a Catedral e de lá até a Ilha dos Museus, mas é uma boa caminhada... Ou se pode pegar o tram da Alexanderplatz até o meio do caminho também. Passamos rapidamente pela loja do Ampelmann (o homenzinho do sinal de trânsito), mas é tudo muito caro! E, em seguida, continuamos nossa jornada. Paramos na Catedral de Berlim (Berliner Dom), vimos que pertinho estava o museu do DDR (se tivéssemos tempo, poderíamos visitá-lo também) , tiramos várias fotos por ali e mais na frente, na ilha dos museus também. Eu entrei na Catedral para ver como ela é por dentro, mas o Rodrigo optou por ficar descansando e esperando do lado de fora. E o lado de dentro é tão lindo e suntuoso quanto o de fora!

Em seguida, rumamos para o Pergamon. Com o Berlin WelcomeCard (o que dá direito à ilha dos museus) que compramos, entramos direto e sem pagar ingresso. Deixamos a mochila do Rodrigo no locker e seguimos para a visita (atenção para os Brasileiros que não estão acostumados com isso: Para o locker funcionar, você deve inserir uma moeda de 1 ou 2 Euros e só assim ele tranca e você pode levar a chave consigo. Quando você vai pegar suas coisas novamente, ao final da visita, ao girar a chave para abrir o armário, ela libera sua moeda e você consegue reaver seu dinheiro e suas coisas... País desenvolvido é outra história! Ficamos um tempinho tentando descobrir como era o esquema, igual a dois patetas, não precisa nem explicar, né?! E o pior é que antes de viajar, eu tinha visto um vídeo sobre isso, falando dos carrinhos de supermercado, que são no mesmo esquema, que o cliente só consegue tirá-lo do lugar quando insere a moeda e quando o coloca no seu lugar novamente, consegue a moeda de volta... Mas eu nem associei o mercado com o locker do museu!)

Eu simplesmente amei o Pergamon... Os portões da Babilônia e o Portão do Mercado de Mileto, em suas proporções gigantescas são de cair o queixo... Adorei ver a parte dos Assírios também... Tudo inimaginável dentro de um museu para mim, até então! Demoramos tanto nessa visita, vendo cada detalhe, que quando vimos, já passava das 15h e nem tínhamos almoçado (e a fome apertou). Vimos o segundo andar meio correndo (sobre a cultura islâmica) e saímos em busca de algo pra abrandar a fome. Encontramos em frente às costas da Catedral (em frente ao Rio Spree), uma lanchonete que vendia Currywurst a preços baratos (e estava gostoso, não sei se era a fome!), naquele pratinho de papelão. Comemos satisfeitos, mas meio incomodados pelas vespas (A Alemanha é cheia de vespas que parecem abelhas e ficam importunando muito a gente!) e depois ainda tomamos um sorvetinho em uma sorveteria do lado. Voltamos para a ilha dos museus, e já era 17h. Eu achei que não conseguiríamos mais entrar em museu nenhum, mas o Rodrigo foi perguntar na porta do Neues Museum e eles viram nosso Berlim Welcomecard e nos deixaram entrar. Vimos algumas coisas um pouco corrido, sem tempo de ficar apreciando.. Até chegar no busto da Nefertiti ::ahhhh::

Geeennnteeemmm... ela é linda mesmo! Pena que não pode tirar fotos! Após algum tempo apreciando, fomos ver outras partes do museu meio corrido novamente, até que ouvimos o sinal dizendo que o museu ia fechar em 15 minutos e fomos nos dirigindo à saída. Não conseguimos ver o tal do “Chapéu de Ouro de Berlim”, que também é peça importante desse museu... mas convenhamos, a Nefertiti é mais! ::tchann:: e fiquei satisfeita com nossa visita!

Como o dia ainda estava claro, perguntei ao Rodrigo se ele não queria ir conhecer outro lugar famoso de Berlim... E nós pegamos um tram perto dos museus e fomos até a Bebelplatz , que foi palco de queima de livros na época do nazismo e hoje há uma placa de vidro no chão que revela, sob a praça, prateleiras de livros vazias.... Por ali também fica a Universidade Humboldt, onde estudaram Karl Marx, Albert Einstein... Porém qual não foi nossa surpresa ao chegar lá e encontrar uma obra com tapumes, que tomavam grande parte da praça. Andamos por todos os lados e não encontramos essa placa de vidro... vimos turistas que estavam procurando, assim como nós... e desistimos... visitamos a Neue Wache , que fica ali perto (ou “Memorial Central da República Federal da Alemanha para as Vítimas da Guerra e da Tirania”. Dentro do prédio há uma única escultura: de uma mãe com seu filho morto no colo) e fomos à pé até a Gendarmenmarkt, perto também, onde no centro há a Konzerthaus (Casa de Concertos) e ao lado as praticamente idênticas Französischer Dom (Catedral Francesa), à direita e a Deutscher Dom (Catedral Alemã), vimos todas por fora. Aquela região parece muito bonitinha, mas com uns restaurantes com cara de caros também! ::lol3::

Saímos de lá via tram novamente e fomos para perto da Alexanderplatz novamente. O Rodrigo achou pelo TripAdvisor um restaurante de massas e pizzas, do estilo "monte seu prato", chamado Vapiano, que não era muito caro e que as pessoas estavam falando bem dele, perto da torre de TV (ou seja, perto de nós) e fomos lá conferir. Pedimos pizza, que realmente estava muito gostosa e valeu a pena! O ambiente do lugar também é bem agradável. Depois disso, voltamos para o hotel para descansar novamente, pois no dia seguinte tinha mais!

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Alexanderplatz

 

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Tram em Alexanderplatz

 

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As costas da Berliner Dom

 

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Descansando na Ilha dos museus enquanto Rodrigo tirava fotos

 

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A frente da Berliner Dom

 

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O Pergamon é um tanto escondido, o último da ilha, e está em obras.

 

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Pergamon - Porta de Ishtar

 

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Pergamon - Portão do Mercado de Mileto

 

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Pergamon - História do Assírios

 

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Pergamon - mais Assírios

 

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Pergamon - No segundo andar: cultura islâmica

 

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Nós no Neues Museum

 

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Gendarmenmarkt (na foto, a casa de concertos com uma das catedrais)

 

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Neue Wache (Pietá)

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No dia seguinte acordamos cedo (e dessa vez correu tudo bem) e fomos tentar visitar o Reichstag, novamente (pela segunda vez, já que na primeira nos atrasamos e tivemos que marcar de novo). Dessa vez o Rodrigo, já adaptado à procura de meios de transporte e suas rotas pelo celular, falou que se fôssemos de ônibus seria mais rápido e assim o fizemos e chegamos rapidinho mesmo (tirando uma pequena retenção no trânsito no meio do caminho que me deixou meio tensa) ::hahaha:: Chegando lá, apresentamos o papel que comprovava o horário marcado na porta e nos deixaram entrar. Passamos por detector de metais e Raio-x para as bolsas e em seguida ficamos em uma fila esperando uma guia que ia nos orientar. Ao chegar todo mundo que estava previsto para o horário, a guia nos levou até a porta e nos desejou uma boa visita (mas hein?!) :shock: A segurança lá é enorme e nós só conseguíamos passar pelos locais que nos eram orientados. Após passar pela porta, só tinha um caminho: o do elevador (que dava pra morar lá dentro de tão grande e chique!). Subimos e só tinha um caminho que poderíamos seguir: o de pegar o áudio-guia. Pedi os áudio guias em português e o rapaz nos deu e passamos pelo lado de fora, onde tem a cúpula. O áudio guia era em português de Portugal, foi engraçado ter que ouvir desse jeito. Tiramos várias fotos pelo lado de fora pra depois iniciar a visita pela rampa da cúpula. Assim que você começa a subir, o áudio guia recebe um sinal (que eu acredito que seja algum dispositivo no chão) e o mesmo começa a falar sozinho. Á medida que a gente vai andando e passando por outros pontos, ele começa outro texto. Achei tudo muito interessante (OBS: não ande correndo, senão ele “pula” para a “faixa seguinte” antes de terminar aquela que se está falando!). O áudio guia vai explicando sobre o prédio em que estamos e sobre todos os outros que se encontram ao redor, que dá pra ver pelo vidro. É muito legal. Ao chegar lá em cima, mais explicações sobre a estrutura do prédio, toda moderna, e depois de um breve descanso, descemos e tinha mais explicações na descida!

Quando chegou ao final da rampa, terminada a gravação do áudio-guia, saímos pelo único caminho que nos era possível, até a porta de saída.

Existem outras visitas pelo prédio do legislativo, mas optamos por essa, só pela cúpula, que já é bem legal e curta, o que nos agrada bastante, já que não somos tão curiosos a respeito da política alemã.

Depois de visitar o Reichstag, passamos em algumas lojinhas de souvenir e depois voltamos para o hotel, para deixar as coisas lá. Encontramos uma loja de blusas perto do hotel com promoção, o que foi muito legal, já que o Rodrigo queria comprar uma blusa da Alemanha pra ele!

Fomos procurar algum lugar para almoçar e o Rodrigo viu uma indicação no TripAdvisor, de um restaurante que estavam falando muito bem, de massas (meu sistema gatro-intestinal ainda não estava totalmente bom devido ao choque com a comida e o tempero alemão), que ficava dentro de uma galeria (a galeria kaufhof), perto da torre de TV. Entramos na galeria e procuramos daqui e dali e nada... até que achamos no cantinho (a gente até acha que é a galeria mesmo, mas é o espaço do restaurante) e resolvemos experimentar. O nome do restaurante é Sapori Italiani e realmente estava muito gostoso. Eu comi uma massa com salmão e o Rodrigo uma massa à bolonhesa.

Após almoçar, seguimos rumo a uma indicação que li antes da viagem e que, se tivéssemos tempo, iríamos lá visitar. É a parte da cidade onde ela “surgiu”. Tirei as dicas de um blog chamado “simplesmente Berlim”: O Nikolaiviertel é uma área com cara de cidadezinha medieval que se localiza às margens do rio Spree, próximo à Rotes Rathaus (Prefeitura de Berlim) e à Catedral de Berlim. É a área mais antiga de Berlim, sendo onde a cidade se originou. Na Idade Média, esta área era uma rota de comércio e os comerciantes e artesãos se estabeleceram ali, na junção do rio Spree com a estrada. Com isto se desenvolveu um povoado com duas áreas centrais: Berlim, o povoado maior que ficava ao leste da margem do rio Spree e Cölln que ficava em frente da vila Berlim. Com o tempo as duas áreas cresceram a acabaram se fundindo. Dados exatos sobre o “nascimento” de Berlim não existem e como documentos datados de 28 de outubro de 1237 mencionam Cölln pela primeira vez, esta é a data que é considerada o nascimento da cidade e assim este é o dia em que se comemora o aniversário de Berlim. O Nikolaiviertel, com a igreja e suas casas antigas, havia sido preservado durante séculos até que ataques aéreos na Segunda Guerra Mundial o destruíram, permanecendo por muito tempo uma área em ruínas. Somente em 1981, por causa dos preparativos para o aniversário de 750 anos de Berlim, o governo da Alemanha Oriental (a área fica onde era Berlim Oriental) iniciou a sua reconstrução, sendo finalizada em 1987. Os poucos prédios que existiam foram restaurados e com base em modelos históricos novas casas e ruas foram construídas. O Nikolaiviertel é hoje uma mistura de alguns prédios históricos e réplicas de construções antigas.

O Rodrigo pesquisou no Google como poderíamos chegar lá e descobriu um ônibus que passava por uma rua perto da Alexanderplatz, chamada Otto-braun-strasse. Fomos para o ponto do ônibus e nada deste passar. Quando passou, o ponto já estava lotado de gente e todos entraram no ônibus e este ficou lotado. Não pegamos, até porque achamos que não era o nosso ônibus, pois apesar de ser o mesmo número, tinha escrito outra coisa nele, mas depois descobrimos que servia também. Já estava quase falando para o Rodrigo para desistirmos de ir lá, quando veio outro ônibus não tão cheio e conseguimos entrar.

Descemos no lugar indicado, onde tem uma pracinha, com uma escada para descer para um lugar mais rebaixado. Descemos e qual não foi a nossa surpresa, ao andar mais um pouquinho, entre as casas e as construções?! Um lugar lindo e bucólico, com praça e casinhas lindinhas, e igreja. Se eu tivesse desistido de ir, me arrependeria! Ficamos um bom tempo por ali, andando entre as casinhas e tirando fotos. Tinham grupos de estudantes fazendo passeios pelo local também. Andamos até o Rio Spree e ficamos mais um pouquinho admirando o lugar e a estátua de Sâo Jorge, que parece que vai ganhar vida a qualquer momento. Voltamos para a frente da igreja, na praça, nos sentamos e ficamos descansando um pouco, observando o movimento. Não visitamos a igreja (que virou um museu), pois descobrimos que o Berlim Welcome-card só dava direito a 20% de desconto na entrada e não estávamos muito animados com a visita ao interior dessa igreja que virou museu. Ficamos curtindo a fossa do último dia na cidade, pois no dia seguinte partiríamos, e conversando sobre o que tínhamos visto até então. ::Ksimno:: Não visitamos muitos lugares que poderíamos ter visitado (com mais dias, acho que daria pra ver tudo com folga), mas tudo o que conseguimos fazer em Berlim gostamos muito!

Voltamos andando, pela margem do rio Spree, até a Catedral de Berlim novamente, onde achamos a sorveteria, comemos mais um sorvetinho (estava fazendo calor!) ::otemo:: , e voltamos de tram dali para o hotel. Descansamos mais um pouquinho no hotel, já que estava um tanto cedo para comer alguma coisa e acabamos perdendo a hora... Ficamos indecisos sobre o que jantar naquele dia e lembrei que passamos por um restaurante, perto do hotel, chamado kartoffelhaus (tipo “casa da batata”) e achei muito interessante e quis comer lá. O Rodrigo deu a sugestão de voltarmos naquela praça com os restaurantes, do primeiro dia, mas tenho certeza que se fossemos lá, ficaríamos rodando a praça, sem saber onde comer. Já passava das 22h e o nosso medo era que os restaurantes fechassem (lá são poucos os que funcionam até tarde, depois das 23h) e a fome já apertava e a gente poderia ficar sem ter onde comer, ou ter que comer um lanchinho pequeno, menor que nossa fome!

Rumamos para esse restaurante e eu pedi um schnitzel com salada e batata, que estava muuuito bom (mas não aguentei comer tudo, meu estômago definitivamente não vai com a cara da comida alemã) e o Rodrigo pediu novamente Currywurst, que a porção era grande também! A parte mais engraçada desse restaurante, é que sentamos nas mesinhas do lado de fora e, assim como nós, várias pessoas estavam ocupando aquelas mesinhas, quando de repente vimos uma ratazana correndo de um canteiro para o outro, próximo da gente. ::ahhhh:: Ficamos apavorados, mas... O que fazer?! Já tínhamos pedido a comida e se saíssemos de lá, não sabíamos se encontraríamos outro restaurante aberto, por causa da hora. Tinha um rapaz próximo a gente que sinalizou que também tinha visto a ratazana e que ela era grande, mas continuou no mesmo lugar. :shock: E assim o fizemos também, rezando para a ratazana não querer ir pra perto da gente! Comemos nossa comida, enquanto isso, as outras pessoas foram terminando, pagando suas contas e saindo, e nós fomos os últimos a sair de lá, mas não vimos mais a ratazana... E foi aí que, conversando, percebemos que não vimos nenhum gato pelas ruas de Berlim... Nem no parque! Será que é por isso que os ratos estão à solta?!

Na Alemanha também avistamos muitos corvos, dividindo os espaços com os pombos... E achei muito diferente, pois não tinha visto ainda nenhum corvo de perto (lembrei de alguns desenhos animados de antigamente, que tinham corvos como personagens) e eles fazem um barulho característico, que nos acompanhou durante toda a viagem, nas nossas andanças por lá!

Outro detalhe que queria comentar também é que a grande maioria da população alemã anda de bicicleta pela cidade e as ciclovias são bem estruturadas e todo mundo se respeita. É muito bacana ver como tudo funciona bem! Adorei ver essa parte! ::otemo::

Bem, depois de matar a fome, fomos procurar onde era o ponto do ônibus que pegaríamos no dia seguinte (e graças aos céus era bem pertinho do hotel) e fomos descansar novamente, pois no dia seguinte, viajaríamos cedo para Praga.

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Nós e a cúpula do Reichstag

 

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Por dentro da cúpula do Reichstag

 

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Descobrindo Nikolaiviertel

 

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Nikolaiviertel

 

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Ursos em Nikolaiviertel

 

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Mais Nikolaiviertel

 

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Nikolaikirche

 

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Sâo Jorge

 

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Às margens do Rio Spree, pertinho da Catedral de Berlim

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No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos café, fizemos check out no hotel e nos dirigimos ao ponto do ônibus, arrastando mala pelas ruas, para estar lá às 8h. O ponto do ônibus era pertinho do hotel e a empresa se chama FlixBus (É um ônibus verde). Tinham vários ônibus parados no ponto, mas nenhum era o nosso. O nosso ia para Praga, mas a gente teria que fazer uma pequena baldeação em Dresden. Aguardamos um pouquinho e quando chegou, deixamos as malas no bagageiro e entramos no ônibus, nos acomodando. Logo depois o ônibus partiu e depois de mais ou menos 2h30 min (de estradas perfeitas e paisagens legais, mas dormimos a maior parte do tempo), chegamos em Dresden. O ônibus passou por paisagens lindas nessa cidade, se tivéssemos mais tempo e mais dinheiro, poderíamos pernoitar lá. Sabíamos que o ônibus iria parar em uma rodoviária, ou estação de trem, não lembro agora, mas assim que ele parou em um espaço grande, com uma construção antiga, que achamos que era a rodoviária, descemos, pegamos as malas e perguntamos ao motorista onde pegávamos o outro ônibus... E o motorista falou que descemos no lugar errado! Deixamos as malas de novo no bagageiro do ônibus, subimos e continuamos mais uns poucos minutos, até o destino certo, quando todo mundo desceu e nós também. O ponto do ônibus, era do lado de fora, numa via grande da cidade. Novamente perguntamos onde pegaríamos o outro ônibus para Praga e o motorista nos indicou um ponto do outro lado da rua. Fomos para lá e nada do ônibus chegar. Tinham outros ônibus que iriam para Praga nessa mesma calçada, mas de outras empresas. Como o nosso ônibus atrasou um pouco, fica sempre o receio de termos perdido o próximo... Mas o Rodrigo viu que tinha um escritório da própria FlixBus nessa mesma calçada e qualquer coisa iríamos lá reclamar. Esperamos uns 15 min, quando o ônibus finalmente chegou e fez um tumulto de gente tentando colocar as malas no bagageiro e entrar no ônibus. E nos juntamos a eles. Precisou mostrar o passaporte para o motorista do ônibus.

O ônibus era de 2 andares e ficamos em cima. Novamente mais 2h30 min de paisagens legais e estrada boa (mas dormimos de novo) e chegamos ao nosso destino: a rodoviária de Praga.

Ao chegar, o Rodrigo já tinha visto o caminho que tínhamos que fazer para chegar ao hotel (que era perto da rodoviária). E lá fomos nós arrastando mala pelas ruas de Praga. Ficamos em um hotel de nome AXA, de aparência um pouco moderninha, com elevador e bastante confortável. Antes de irmos para Praga, li que os hotéis mais próximos do centro histórico, são prédios antigos que não podem ser reformado e não têm elevador. E esse hotel ficou a meia distância da rodoviária e do centro histórico: perfeito! O café da manhã não era tão bom quanto o de Berlim, mas dava para o gasto.

Deixamos nossas malas no quarto e fomos caçar onde comer, já que estávamos azuis de fome, já era umas 15h. Teríamos que trocar nosso dinheiro para Coroas Tchecas, já que lá eles não usam o Euro e perguntamos no hotel onde poderíamos fazer isso. O staff do hotel informou que perto do hotel não teria nenhum lugar para trocar, que casas de câmbio, somente na rodoviária ou na parte do centro histórico, mas a da rodoviária, tinha que tomar cuidado com ladrões e só funcionavam até às 18h, se não me engano. Mas que grandes estabelecimentos comerciais aceitavam cartão de crédito e alguns lugares também aceitavam Euros. Sabíamos que tinha um shopping perto do hotel (o Palladium) e rumamos para lá. O local onde poderíamos comer mais rápido no momento era o Burguer King e eles aceitavam cartão de crédito e também Euros. Almoçamos hambúrguer e depois de matar o que nos estava matando (a fome), fomos passear pela cidade. Foi quando descobrimos que estávamos bem perto do centro histórico! Achei tudo perto nessa cidade, andando dá pra conhecer todos os pontos turísticos. O Rodrigo tinha pensado em comprar um bilhete para a gente andar de tram, que passava pelo hotel e também pelo centro histórico, mas no final das contas, a gente acabou fazendo tudo à pé mesmo (só o caminho do centro histórico para a Ponte Carlos que eu achei um pouco mais distante, antes da viagem, olhando o mapa, achei que poderia ser mais rápido ir para lá).

Do lado de onde fica o shopping, andamos um pouco e já achamos a torre da pólvora. Trocamos um pouco do dinheiro em uma casa de câmbio ali perto e seguimos. Andando pela rua em frente à torre da Pólvora, repleta de lojas de souvenir e casas de massagem tailandesa, achamos, no final da rua, a Praça da Cidade Velha, cheinha de turistas, com o Relógio Astronômico, as Igrejas e tudo mais. Paramos para comer o trdelnik (um pão de gosto doce, que pode ter recheio ou não, típico de Praga, que é gostosinho, mas não achei lá o doce mais gostoso que eu já provei, não!). Ainda conseguimos chegar em frente ao relógio astronômico em uma hora cheia e assistir a movimentação dos personagens que o rodeiam. A praça fica muito cheia de gente para assistir! É simples, mas se a gente pensar que quando ele foi construído, os recursos eram escassos e mesmo assim ele é perfeito, a gente fica muito surpreso com tudo! Antes de viajar, pesquisei sobre a representação dos personagens e sobre o relógio e achei tudo muito interessante!

Continuamos seguindo o fluxo da multidão e as placas das ruas, vielas adentro e fomos parar no bairro judeu. Vimos tudo por fora, não fomos ao cemitério (nunca gostei dessa história de visitar cemitérios, ainda mais os que tem que pagar pra visitar!) procuramos a sinagoga espanhola (que é muito bonita!) e a estátua que foi inspirada em um dos contos de Kafka que está lá pertinho.

Voltamos para a Praça da Cidade Velha e dali fomos andando, seguindo o fluxo e procurando as indicações das placas de rua, até chegar na Karlův most (Ponte Carlos). Ficamos por ali um pouquinho, anoiteceu, e voltamos pelo mesmo caminho, até o hotel. Chegando ao hotel, descansamos um pouco e fomos procurar algum lugar para comer. Fomos até o shopping novamente, mas muita coisa já tinha fechado (já passava de 21h) e percebemos que lá os lugares fecham cedo também. Com o wi-fi do shopping, pesquisamos um restaurante que fosse bem indicado e achamos o Kotleta, que ficava pertinho do shopping. Fomos para lá. Ambiente diferente e comida boa. Eu pedi uma salada com pato e o Rodrigo pediu carne de porco com purê. E estava muito bom!

A cidade está repleta de lojas de marionete (mas achei tudo caro, apesar de lindinho) e pelo que eu soube, à noite, existem lugares que têm apresentações de teatro negro (com jogo de luz e sombra), mas estávamos muito cansados para procurar e o tempo que passamos lá não foi folgado também, uma pena.

Voltamos para o hotel descansar porque no dia seguinte iríamos tentar visitar o famoso Castelo de Praga.

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O tal do ônibus da FlixBus (já estávamos na rodoviária de Praga)

 

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Torre da Pólvora

 

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E mais Torre da Pólvora

 

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Já avistando a Praça e o Relógio Astronômico

 

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Close no Relógio Astronômico

 

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A Praça da Cidade Velha, sempre cheia de gente

 

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Tentando tirar foto com o Relógio Astronômico

 

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Tentando entender Kafka

 

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A Sinagoga Espanhola

 

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Chegamos a Ponte Carlos (já estava escurecendo)

 

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A Ponte Carlos e o outro lado, o Castelo de Praga.

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    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. 
      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
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      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Única ressalva é pro banheiro que era beeem petite. Mas pra gente isso não incomodou. Foi um bom custo-benefício.
      Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento na rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Hospedagem: €572
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um  banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées


      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por luizanavarrodea
      Boa tarde! Sou brasileira e estou me planejando para uma viagem à Europa em 2021.
      Para meu sustento na viagem, eu precisaria trabalhar, e não possuo cidadania europeia. Portanto, vi que é possível adquirir o visto Férias-Trabalho na Alemanha ou na França, porém possuo algumas dúvidas sobre ele.
      Primeiramente, sobre ambos os vistos (francês e alemão), sei que é necessária a  comprovação de meios financeiros suficientes para subsistência e acomodação, no caso da Alemanha, 2.400 euros, e da França 2500 euros. Todavia, eu não possuo todo esse dinheiro, e queria saber quais as maneiras encontradas por viajantes para lidar com isso.
      Ademais, no caso alemão (somente), existe a possibilidade de usar um termo de compromisso financeiro, assinado por um cidadão alemão, em que, pelo o que entendi, essa pessoa, se responsabilizaria por qualquer despesa que puder vir a ser necessária. Gostaria de saber se alguém aqui já viajou usando esse termo de compromisso financeiro e quais são as informações sobre ele.
      Obrigada!
    • Por João_M
      E aí galera, blz?
      Eu e a Manu vamos deixar um relato pra quem está pensando em fazer algo parecido, em países parecidos ou até mesmo um mochilão em outro lugar. Vamos contar o que deu certo e o que deu errado (e como faríamos diferente em uma próxima vez). Fizemos a viagem em Dezembro de 2019. Também vamos falar dos APPs que usamos, casas de câmbio baratas e algumas outras dicas de cada cidade 😀 . No final vamos deixar os custos aproximados.
      --
      A intenção era ficar 20 dias e conhecer 6 países. Alemanha, República Tcheca, Polônia (Auschwitz também), Áustria, Eslováquia e Hungria.
      Levamos apenas 1 mala de mão cada um com as dimensões da British (que é um pouco maior do que a maioria – 56cmx45cmx25cm).Optamos por viajar mais leve para poder conhecer mais lugares e também porque não queríamos comprar muita coisa. Com isso, decidimos fazer 3 viagens noturnas entre as cidades para economizar em hospedagem e, principalmente, não perder os dias em viagem.
      Roteiro:
      5 dias em Berlim;
      3 dias em Praga;
      3 dias em Cracóvia (1 para Auschwitz);
      2 dias em Viena;
      1 dia em Bratislava;
      4 dias em Budapeste;
      2 dias para viagem de avião.
       
      BERLIM

      A imigração em Berlim foi tranquila. Fizeram algumas perguntas e pediram alguns documentos (Passagem de volta, comprovante de hospedagem, cartões de crédito, etc).
      OBS: A gente quase esqueceu de pedir no guichê da British em Guarulhos para imprimir as passagens de volta também. É bom tê-las com você pois geralmente eles pedem na imigração e também comprova que você tem a intenção de voltar para o Brasil.
      O aeroporto de Berlim (Tegel) não é tão longe do centro. É bem fácil comprar ticket de ônibus nas máquinas do lado de fora do aeroporto. Tem até uns guardas que te ajudam e é possível usar cartão de crédito internacional.
      OBS: Até a Alexanderplatz, precisa do Single Trip Ticket. Pegamos o TXL (ônibus) e paramos na Hbf, daí pegamos o S3 (Trem).
      Em todas as cidades que passamos você fica responsável pelo tipo do ticket de transporte que compra porque não existem catracas. Você entra em qualquer ônibus, bonde, metrô e Trólebus que quiser e valida nas máquinas dentro deles (às vezes elas ficam nas estações). Existem guardas que aleatoriamente verificam os tickets dos passageiros. Nesse primeiro ônibus que entramos (TXL), depois de uns 10 minutos, pediram nossos tickets para ver se estavam corretos e com tempo ainda. Também pediram no metrô em Budapeste e só.
      Como a Alexanderplatz é bem central, aproveitamos para comprar roupas de frio. Uma dica de loja barata e com muita variedade é a Primark. Também fomos na drogaria Rossmann para comprar produtos de higiene e cosméticos. Lá você encontra produtos em tamanhos menores para carregar na viagem, com preços a partir de 1 euro.
      Deixamos para comprar algumas roupas de frio, cosméticos, etc. na chegada para economizar espaço e poder viajar só com 1 mochila cada um.
      Fomos para o hostel e, como estávamos cansados da viagem, fomos dormir cedo. Porém logo acordamos com percevejos caminhando na cama e na parede 🤯.
      É importante ter cuidado na hora de escolher o hostel e sempre ler os comentários RECENTES. Havíamos reservado o hostel com antecedência (8 meses antes) e na época haviam somente comentários bons, mas vimos (depois que estávamos no hostel já) que uma semana antes da nossa chegada existiam comentários falando sobre percevejos. Ficamos com medo de pegar alguma doença, sei lá, e também pensamos que se tinham percevejos por toda a cama, o hostel não era muito limpo. Então depois de uma rápida pesquisa no google por hotel, saímos de noite a pé com a nossa mochila procurar um disponível na cidade ☹️. Por sorte a cidade é bem segura e não houve problemas. Vários casais, inclusive com crianças, passeando à meia noite. Achamos um hotel à 1,5 km de distância, fizemos check-out no hostel explicando o porquê, e saímos. Por sorte pegamos o último quarto :P. No outro dia, fomos conversar com a gerência do hostel e nosso dinheiro foi devolvido.
      Ficamos 5 dias na cidade e foi suficiente pois não gostamos muito de museus de arte. Como Berlim é uma cidade grande e as atrações são distantes, usamos o transporte público com o ticket 24 horas. O transporte é muito eficiente e fácil de usar. Mais abaixo vamos indicar os App’s que usamos.
      Aproveitamos a época de fim de ano para conhecer as feirinhas de natal, famosas na Europa Central, e tinham várias espalhadas pela cidade. Fizemos questão de ir na maioria. 

      Tem muitas comidas típicas, bebidas quentes e muito clima natalino (Coral, apresentações, etc.). A que mais gostamos foi a Gendarmenmarkt. Você paga 1 Euro para entrar e é bem movimentada. Tinha um palco com várias apresentações e muita comidas diferentes nas barraquinhas. A galera estava bem animada mesmo com uma garoa caindo.
      Outra que gostamos foi a da Alexanderplatz. O pessoal fala nos blogs que ela é meio turística e mais cara, mas não achamos. Realmente ela é mais turística, mas compensa gastar um tempo ali.
      Algo que aprendemos em Berlim foi como era o muro. Lemos em vários locais mas só conseguimos ter a noção exata lá mesmo. No lado Ocidental as pessoas podiam chegar perto dele e tinha grafite, pinturas, etc. Já no lado Oriental do muro, existia a “faixa da morte” que era uma área constantemente vigiada com postes de iluminação, uma estrada para passagem de carros em alguns pontos e mais de 300 torres de observação (DDR Tower). Após essa área, existia mais um muro, o interno, que era mais baixo e mais irregular. Os Soldados da Alemanha Oriental tinha ordem para matar a todo custo quem passasse o muro interno em direção ao muro principal. A tentativa de passar o muro virou crime e muitas pessoas morreram tentando (mais de 1000). Mesmo assim, nos 28 anos em que o muro ficou de pé, tiveram mais de 5000 fugas, várias delas por túneis. O muro tinha 155 Km, dos quais 43 Km ficavam em Berlim e sua região metropolitana.
      Melhores lugares para ver o muro: Sem dúvidas o Memorial é o melhor lugar para ver o muro, a faixa da morte e também para entender melhor sua construção. O East Side Gallery (1,5 Km de muro - maior pedaço do muro) é imperdível também, com toda sua arte. O museu Topografia do Terror tem um pedaço grande com marcas de destruição. No chão em toda a cidade, no lugar onde passava o muro, existem marcações de pedra e algumas placas de metal. É bem legal, porque você está atravessando a rua e se depara com uma linha feita pedras no meio do asfalto.

      LUGARES EM BERLIM QUE VALEM A PENA CONHECER
      Torre de Berlim, imponente, que praticamente dá para enxergar de qualquer parte da cidade. É demorado para subir mas a vista é legal, desde que o tempo esteja bom.

      O Memorial do Muro de Berlim é imperdível. Muito detalhado, com fotos, marcações onde ficavam os túneis, torres, etc., fachadas de prédios com uma foto de como era aquele local na época do muro erguido. Sem dúvida, um dos melhores museus para ir em Berlim e conhecer sua história. Lá também tem um pedaço da faixa da morte, desde o muro de berlim até o muro interno, e pode ser visto de cima, bem completo. E ainda por cima tudo gratuito.

      Poucos blogs falam da Igreja Gedächtniskirche, que foi parcialmente destruída na segunda guerra mundial e não foi restaurada para servir de lembrança da destruição. Vale a pena passar ver. Ela fica perto do zoológico da cidade (que não fomos, mas lemos que é muito bom) e também, pra variar, tem feirinha de natal na frente da igreja.

      Outros: Berliner Dom, Alexanderplatz, Portão de Brandemburgo, Parlamento alemão (precisa reservar no site antes para poder entrar e conhecer), Memorial aos Judeus mortos na Europa, East Side Gallery, Aeroporto Tempelhof, Parque Tiergarten, Topografia do terror, Checkpoint Charlie.

      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BERLIM
      Currywurst, Bockwurst (salsichas típicas), Eisbein (joelho de porco), Doner Kebab, Sauerkraut (chucrute), cervejas, doces das feiras de natal e sopas variadas.
      Uma comida típica de Berlim, mas que não é de origem alemã, é o Kebab. Vários lugares na cidade vendem e deu para perceber que eles gostam, pois sempre tinha filas.
      Restaurantes que gostamos: Curry 36 ou Curry 61, Doner Kebab do Mustafa’s Gemüse Kebap, Schleusenkrug, Bürgermeister Schlesisches Tor, Kamps, Dunkin’ Donuts.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Berlim é uma cidade grande, cosmopolita e com muitas coisas para fazer, além de muitas atrações gratuitas.
      Ficamos impressionados com a quantidade de bicicletas e ciclovias, sendo uma ótima cidade para quem gosta de bikes.
      A cidade (e o país também) já passou por muitas coisas recentes, como o nazismo, a destruição da 2ª G.M. e a divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental na Guerra Fria. Com isso, a cidade é rica em história, museus, paisagens, etc.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Industriepalast Hostel (Percevejos )
      Hotel: Schulz Hotel Berlin Wall (Ótimo)
      APPs: BVG Fahrinfo Berlin, BERLIN City Guide
      Mercados baratos: Penny, Netto Marken-discount
       
      PRAGA

      Pegamos um ônibus pela RegioJet (ônibus muito bom). Cada banco tem uma tela de entretenimento e também há opções de cafés de graça 😬. Porém para dormir os bancos são meio apertados e desconfortáveis.
      Saímos de noite e chegamos de madrugada em Praga (3h30). A intenção era ficar na rodoviária até amanhecer, pois o hostel que reservamos não tem check-in 24 hrs, mas ela estava fechada. Vimos que havia um MC Donalds 24 hrs ali por perto, porém era somente a parte de cafés e não conseguimos ficar. Sem saber o que fazer, além do frio de 0°C, saímos em direção ao centro da cidade. Passamos por uma estação de trem que estava aberta e ficamos lá até amanhecer. A princípio ficamos com receio de sair com todas nossas coisas no meio da madrugada, tentando achar algo aberto para ficar. Mas assim como Berlim, a cidade é super segura.
      Dica: Percebemos que é importante ao chegar em uma cidade de madrugada, observar se o hostel/hotel é 24 hrs ou se a rodoviária/estação é 24 hrs.
      Aproveitamos o primeiro dia para conhecer o Ossuário de Sedlec, que fica em uma cidade vizinha a Praga, Kutná Hora. Como as casas de câmbio ainda estavam fechadas, trocamos uma quantidade de dinheiro na rodoviária, mas não recomendamos pois a conversão é muito alta. Deixamos as mochilas em lockers na rodoviária e compramos a passagem na hora mesmo. Na passagem não havia informação de qual plataforma ou trem teríamos que pegar. Perguntamos para um senhor e ele nos explicou qual era. Fica a dica de na hora de comprar a passagem perguntar no guichê a plataforma e o trem. Paramos na estação de Kutna Hora hl.n. e trocamos de trem em direção a Sedlec (atravessar na passagem subterrânea para outro lado).

      Muito estranho ver uma “igreja” decorada com ossos de mais de 40 mil pessoas 🤯. É uma experiência diferente, que faz a gente pensar bastante na vida kk. Você gasta meio dia ( desde que vá bem cedo) para ir, visitar e voltar.
      Para voltar, o próximo trem perto da “igreja” demoraria 1hr então decidimos ir caminhando no sentido da linha do trem até a estação de Kutna Hora hl.n. (cerca de 1km).
      Ao voltar em Praga paramos em uma barraquinha para comer o famoso Trdelník, uma massa enrolada assada na brasa. Pegamos uma recheada com nutella. Não tem como ir pra República Tcheca e não experimentar. Super recomendamos!!
      Ficamos 3 dias em Praga. A cidade é pequena e boa parte dela é possível conhecer a pé. 
      Antes de ir para Praga, lemos em blogs que era uma cidade barata. Porém ficamos surpresos com os preços, que estavam mais altos do que pensávamos. Para economizar compramos em supermercados e preparamos as comidas no hostel.
      A República Tcheca é conhecida por ter cerveja boa e barata (Foi lá que nasceu a Pilsen). Experimentamos algumas e realmente são muito boas, desde as baratas até as mais caras. Não é à toa que é o país onde mais se consome cerveja do mundo. Em um dos dias fomos tomar café às 10h num restaurante e um rapaz sentou na mesa próxima, pediu 2 canecas (gigantes) de cerveja, tomou e foi embora kkk.
      Os principais pontos turísticos geralmente tem muita gente, uma dica é ir no castelo mais pro fim de tarde/noite, horário que tem menos gente e a vista da cidade é muito bonita de noite.
      Outro lugar legal de ir é no Funicular de Petřín. É possível pegar o funicular com o ticket diário de transporte público. Infelizmente subimos em um dia que estava com bastante neblina e atrapalhou bastante a vista da cidade.
      Em Praga também tinham feiras de natal, mas as únicas que a gente achou legal (e cara ) foram a da praça da cidade velha e da praça Wenceslas.

      LUGARES EM PRAGA QUE VALEM A PENA CONHECER
      Castelo de Praga: Vale a pena a visita ao maior castelo não habitável do mundo. Em sua maior parte não tem custo, no entanto, há circuitos que são pagos. Escolhemos fazer o circuito B, que incluía: St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, St. George's Basilica, Golden Lane com Daliborka Tower. Ficamos mais interessados nesse porque incluía a Golden Lane, uma rua medieval que ainda preserva casas originais da época e também vários artefatos medievais, como armaduras, armas e instrumentos de tortura (Que m**** hein humanidade!!)

      Elevador na prefeitura. Existe lá um elevador que nunca para. Ele faz uma volta no primeiro e no último andar e você tem que entrar e sair nele em movimento mesmo. Ele é bem antigo, quase todo de madeira e como fica dentro do prédio da prefeitura, é só entrar e usar quantas vezes quiser kk.
      A Ponte Carlos é magnífica. O problema é que tem muita gente sempre. Não tentamos ir bem cedo pra ver se estava lotada também, mas dizem que não...tanto.

      A subida na Torre de pólvora é compensada pela vista do centro da cidade do alto.

      Praça Wenceslas, praça da Cidade Velha (Orloj e igreja gótica), esculturas espalhadas na cidade do artista David Černý, muro de john Lennon.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM PRAGA
      Trdelník, Trdlo, Palačinky (Crepe recheado) e cervejas, muitas cervejas🍻.
      Restaurantes que gostamos: Good Food, Cafe Merkur New Limit.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Praga é uma cidade linda e super segura, mesmo de madrugada. O pôr do sol com vista da Ponte Carlos e do Castelo é incrível. Achamos as pessoas locais um pouco rudes e sérias, não gostam de ajudar nem de dar informações. Os preços estavam altos (pela nossa expectativa).
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Hostel SKLEP (Seifertova Street). Simples, confortável e ótimo café da manhã.
      APPs: PID Lítačka
      Mercados baratos: Lidl, Billa, Albert Supermarket
      Casa de Câmbio: Praha Exchange
       
      CRACÓVIA

      Pegamos o FlixBus para Cracóvia. Pagamos mais caro pra reservar os bancos e adivinha! Não existiam os bancos 3C e 3D!!! Tivemos que trocar 3x de bancos durante a viagem, pois em cada parada aparecia alguém com os tkts para os bancos que a gente estava sentado. Pessoal fala bem da FlixBus, mas a gente achou a RegioJet muito superior.
      Chegamos na estação de destino e gostamos de Cracóvia já de cara. A cidade é muito estruturada. Trocamos dinheiro (a casa de câmbio Kantor ao lado da estação é 24 hrs) e fomos de mochila mesmo para o centro antigo, pois o check-in no hostel era à 13:00 e a previsão do tempo para o dia seguinte era de chuva. Logo percebemos que as atrações são todas muito perto umas das outras. Antes do meio dia já tínhamos ido nos portões, Igreja de Santa Maria, Castelo, Salão do pano e várias coisas.
      Foi difícil de achar o hostel, pois ficava num prédio atrás de outro prédio. Esse hostel era diferente porque eram quartos alugados da casa de uma família. O café da manhã era ótimo e a mulher super receptiva.

       
      AUSCHWITZ
       

       
      No outro dia acordamos às 5:00 para ir pegar o ônibus para Auschwitz (6:20). PS: Oświęcim é Auschwitz em polonês. Usamos o app PID Lítačka (App de transportes da cidade) e pegamos 2 bondes para a estação (MDA). O ônibus para o museu estava lotado já nesse horário. 1 hora depois chegamos no portão de Auschwitz I. Estava chovendo mas a vontade de conhecer era tanto que nem incomodou.
      Fomos até o guichê para imprimir os ingressos que já havíamos reservado (1 mês antes). É de graça e é bom reservar antes, pois tem limite no número de pessoas por horário e por dia. Reservamos o primeiro horário (8:00 no inverno) para dar tempo de ver tudo, pois no inverno o horário de visitação é mais limitado. 
      Não pegamos visitação guiada. A gente não gosta de engessar a visita nas cidades e lugares mas sim aproveitar como a gente quiser. Ficar mais tempo em uma parte que a gente gosta e poder pular alguma que a gente achar chata.
      Uma dica: Se você escolher ir sem guia, tem um livro-guia em português que dá pra comprar logo depois da entrada (passar as catracas, passar a segurança e logo após sair da casa da segurança, tem uma casinha à esquerda que é uma livraria). Esse guia é super completo, conta as histórias e diz até um caminho sugerido.
      Acabamos a visita do Auschwitz I e fomos pegar o ônibus (free) para o Auschwitz II-Birkenau.

      Como o próximo ônibus era só em 40 min, decidimos ir a pé, mesmo com frio e uma chuva bem fina. A distância é de 2 km.
      Muito foi destruído do II, pois os nazistas queriam desaparecer com as evidências dos campos quando perderam a guerra. Mas como ele é absurdamente grande, ficou muita coisa ainda em pé. O segundo é muito maior e foi construído do Zero. O primeiro era a base do exército polonês e só depois da ocupação que virou um campo de concentração. O primeiro crematório (e único intacto) e câmara de gás era, antigamente, um depósito de munições do exército da Polônia, os outros crematórios foram demolidos sobrando apenas destroços. Não vamos falar muito da experiência nos campos de concentração. Acreditamos ser uma experiência única de cada. Só dizer que foi o melhor museu que já fomos e acho difícil algum outro superar!
      Saindo do Auschwitz II, pegamos o ônibus (free) para Auschwitz I e de lá voltamos com o mesmo ônibus para Cracóvia (Compramos Ida e Volta).

      À noite fomos na feira da praça, que mesmo com uma garoa estava bem agitada. Tomamos sopas, experimentamos algumas comidas e ficamos sentados num banco curtindo a vista da praça (uma das maiores praças medievais da Europa). Então fomos para o hostel dormir pois tínhamos acordado cedo 🥱.

      No outro dia de manhã, enquanto estávamos no quarto, começamos a ouvir muitos barulhos e pessoas falando alto. Abrimos a porta e 3 policiais estavam dentro do hostel . Na mesma hora, lembramos das cenas de filmes sobre a 2ª Guerra Mundial onde eles tiravam as pessoas dos apartamentos à força (inclusive em cracóvia) e deu um frio na barriga. A dona do hostel pediu mil desculpas e pediu para a gente esperar dentro do quarto. Meia hora depois os policiais saíram e até agora não sabemos o que aconteceu direito - Achamos que teve alguma denúncia, por parte da dona mesmo, de drogas ou algo assim. A mulher estava bem constrangida, pediu mais desculpas e para compensar fez um café da manhã incrível. Fizemos as malas, deixamos em lockers na estação e saímos rumo ao museu Oskar Schindler. Por sorte era segunda e não precisava pagar entrada 😀. Tem muita história lá, quem já assistiu A Lista de Schindler sabe do que estamos falando. Cracóvia tem alguns museus bem diferentes como Auschwitz, Oskar Schindler, Museu de máquinas antigas de Pinball, Museu das ilusões.
      Tiramos o restante do dia para Wanderlust. Passeamos por toda a cidade a pé de novo, indo nos lugares que a gente gostou. Quando escureceu, pegamos as malas e fomos para a estação esperar o trem para Viena (ÖBB).
      Primeira (e única) viagem de trem que fizemos entre países. Foi muito mais tranquilo que ônibus. Muitos blogs falam que na Europa Central, o melhor é ir de ônibus entre os países mas a gente achou muito mais calmo ir de trem mesmo. Menos barulho, menos paradas e balança menos.
      LUGARES EM CRACÓVIA QUE VALE A PENA CONHECER
      O Castelo de Wawel por si só já é lindo. A gente achou a arquitetura bem diferente de todos que já vimos. Existem algumas partes no exterior que estão intactas, como um dos portões e o piso super irregular de um dos pátios. No entorno do castelo, na parte de baixo, perto do rio tem uma escultura de um dragão (diz a lenda que ele protegia o castelo) que solta fogo a cada meia hora. Muito legal de ver, principalmente à noite.

      O museu de Oskar Schindler é muito completo. Tem muitos relatos, fotos e objetos referente à 2ª guerra mundial. A gente não pagou entrada, pois na segunda feira é grátis (exceto a primeira segunda do mês).

      Planty park, os 2 portões, Rynek główny, Basílica St. Mary, Collegium Maius, Rua Grodzka, Ghetto heroes square.
      Não fomos na mina de sal Wieliczka, mas se você tiver tempo, parece ser algo bem diferente, pois existem 2 apenas no mundo inteiro que estão abertas para visitação.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM CRACÓVIA
      Pierogi (de vários sabores), os tipos diferentes de linguiça (Kielbasa), sopas (qualquer tipo kkk, mas principalmente a Zurek e a Bigos). Os doces, bolos e tortas são excelentes. Em praticamente todas as panificadoras tem muitas opções que além de saborosas são lindas.
      Restaurantes que gostamos: Smak, Pierogi MR Vincent, Awiteks.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Uma das cidades que mais gostamos. As pessoas são legais, a cidade é pequena e dá para fazer quase tudo à pé, o centro histórico é lindo e tudo é barato, desde roupas até a comida e existem atrações legais perto da cidade que pode-se fazer como bate-e-volta.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Lemon Tree Hostel
      APPs: Jakdojade, MobileMPK, Rozklad-pkp
      Casa de Câmbio: Kantor CFS (ao lado da estação Krakow główny é 24 Hrs)
       
      VIENA

      Chegamos em Viena bem cedo e tomamos café na estação mesmo. A estação de trem (Hbf) é próxima do palácio Belvedere, então fomos até ele caminhando.

      Saímos para centro da cidade com a mochila nas costas (o check-in no hotel era só 14h00), e só depois fomos descobrir que era bem em conta deixar em lockers na estação, mais barato que nas outras cidades. 
      Deixamos apenas dois dias para Viena para economizar, pois lemos em blogs que Viena era uma cidade cara. Na tentativa de compensar o pouco tempo que passaríamos na cidade, compramos tickets diários de transporte público para tentar fazer mais coisas e não perder tanto tempo.
      Saindo do Belvedere, pegamos um bonde para o centro e fomos conhecendo todos os pontos turísticos por alí como a catedral de São Estêvão - que tem aquele telhado colorido, escultura da peste, palácio de Hofburg - que é gigante, e dali seguimos para Maria-Theresien-Platz e depois para o museumsquartier.

      Bateu a fome e queríamos experimentar 2 comidas típicas de lá: Apfelstrudel e torta Sacher. A intenção era comer no Naschmarkt, que é o mercado central cheio de restaurantes, barracas de frutas, produtos vintage, etc, mas não achamos as comidas típicas. Um pouco mais de caminhada e uma dose de serendipidade, acabamos entrando no Café Aida que é um dos mais antigos de Viena e achamos as comidas típicas lá 😬 . Recomendamos ir nele também!

      Como chegamos em Viena no dia 24 de dezembro e era véspera de Natal, a maior parte do comércio fechava 12h/13h. Fomos correndo a uma supermercado para garantir a nossa ceia de Natal e por poucos minutos não conseguimos. Tivemos que comprar as comidas na corrida kkk.
      Fizemos o check-in no Hotel, deixamos as malas e as compras e voltamos para o centro.
      Aproveitamos que quase tudo estava fechado nesses dois dias para ver as atrações turísticas ao ar livre e as feirinhas de Natal, que como nas outras cidades não decepcionaram. Viena é conhecida pelas ótimas feiras de natal. Cada feira tem um caneca de quentão feita especialmente para a mesma. Você compra a caneca e se não quiser ficar com ela, devolve em qualquer barraquinha e recebe o dinheiro de volta, assim não precisa usar copos de plásticos. Apesar das belas canecas, não achamos o quentão tão bom assim 😜.

      A próxima parada foi na Rathaus, que é a prefeitura de Viena. Sabíamos que tinha lá a feirinha mais famosa da cidade (todo blog mencionava) e realmente foi muito boa. Muitas comidas diferentes, pista de gelo, música natalina ambiente, e todo aquele clima de natal.
      Saímos da feira e passeamos novamente pelo centro para ver as decorações de Natal (muito lindas por sinal).

      No outro dia, nosso último, fizemos check-out e fomos até a estação para deixar as mochilas porque já estávamos cansados de visitar atrações com a mochila pra lá e pra cá.
      De manhã fomos ao Palácio de Schönbrunn. Enorme e tem até um zoológico dentro dele. Andamos muito e tiramos muitas fotos. 

      Voltamos ao parque Prater pra andar na roda gigante mais antiga do mundo, a Wiener Riesenrad. Tínhamos ido no dia anterior à noite para tirar umas fotos mas queríamos ver a cidade de cima de dia. Comemos um Schnitzel com cerveja nas barraquinhas do parque e, como vimos de cima da roda gigante que a chuva estava bem próxima, nos apressamos para voltar para a estação. Dito e feito, quando estávamos quase entrando na estação, começou a chover.
      LUGARES EM VIENA QUE VALE A PENA CONHECER
      Prater (praça, parque de diversões e Roda gigante): A entrada no parque é de graça, somente paga-se para ir nos brinquedos. É impossível ir para Viena e não dar uma volta nessa roda gigante, que é um dos cartões postais da cidade. Além de grande e charmosa, a vista da cidade é incrível.

      Hundertwasser House vale muito a pena conhecer. Sua arquitetura é incrível e muito diferente.

      Palácio Belvedere, Catedral de Santo Estêvão, Maria-Theresien-Platz (praça), Ópera de viena, Museumsquartier, Naschmarkt, Palácio de Schönbrunn.
      COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM VIENA
      Apfelstrudel, Torta Sacher, Wiener Schnitzel, Cerveja Gösser.
      Restaurantes que gostamos: Aida (entramos sem querer e depois soubemos que é um café super antigo - antes da 2ª Guerra Mundial e bem tradicional). Como era feriado, não achamos mais nenhum restaurante aberto.
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Viena é a cidade dos palácios e jardins. Como fomos no inverno os jardins não estavam tão bonitos. Vale a pena ir para lá na primavera/verão também. Achamos Viena a cidade mais linda de todas, limpa, segura e organizada. Pena que foram poucos dias e no fim das contas não achamos Viena uma cidade tão cara assim.
      INFORMAÇÕES
      Hotel: Ibis Wien Messe
      APPs: Vienna Tram Map, Viena Guia de Metrô e mapas
      CityBike Wien: Viena tem um programa gratuito de bikes públicas (se você ir trocando de bike a cada 1 hora). Ouvimos falar bem mas não tivemos tempo de usar.
       
      BRATISLAVA

      Chegamos em Bratislava de noite. Dentro do ônibus, de longe já era possível ver o castelo bem no alto do morro. Todo iluminado, branco, quadrado e imponente.

      Como nosso hostel ficava bem no centro da cidade, ao lado do Michael's Gate que é o ponto zero da cidade, pedimos para descer perto da Ponte UFO, pois a rodoviária era mais afastada. Fomos andando até o Hostel, e no caminho já foi possível ver vários pontos turísticos, pois a cidade é muito pequena e tudo é muito perto. Mesmo sendo noite a cidade estava bem movimentada, então a ida foi bem tranquila. 
      Separamos apenas um dia para Bratislava, dia 26 de dezembro de 2019. Logo cedo saímos caminhar e vimos que estava tudo fechado, encontramos apenas uma Starbucks aberta, perto da principal praça da cidade, a Hlavné Námestie. Fomos tomar café e aproveitamos ver o porquê estava tudo fechado. Descobrimos que no dia 26 de dezembro eles comemoram o segundo dia de Natal, sendo assim, era feriado. Vimos que é importante quando for ficar poucos dias em uma cidade ver se não tem nenhum feriado, pois muitas coisas fecham. Aproveitamos para fazer mais coisas ao ar livre.
      Fomos ver a Igreja Azul, e na volta caminhamos ao redor do rio Danúbio. A ponte UFO é linda e diferente, seu nome é justamente por ter a aparência de um disco voador.

      Caminhando por ali vimos que tinha uma pista de patinação no gelo. Já tínhamos visto em todas as outras cidades que fomos, mas em Bratislava foi o lugar mais barato, pois era cobrado somente o aluguel do patins e resolvemos aproveitar. Foi super divertido.
      Após isso fomos até o castelo e andamos ao seu redor. Ele tem uma aparência super nova, pois já foi destruído e reformado várias vezes. Além de uma bela vista da ponte e do rio.

      Fomos almoçar no Slovak pub, pois lemos em vários blogs sua recomendação. Estava bem cheio mas conseguimos um lugar rápido. Vimos que em todas as mesas ao nosso redor tinham brasileiros que estavam almoçando lá também, parece ser uma parada obrigatória de todos os brasileiros que viajam por lá hahaha. Pedimos os dois principais pratos típicos, o Bryndzove Halusky, um gnocchi de batatas com queijo de ovelha e bacon por cima e o Cesnaková Polievka, uma sopa de alho servida dentro de um pão, porém este segundo que estávamos mais entusiasmado para experimentar estava em falta. Pedimos uma sopa de couve no lugar. Procurando este prato em outros restaurantes, descobrimos que estava em falta o pão, pois como era feriado as panificadoras estavam fechadas . Bem ritmo de cidade pequena. Foi uma pena e vai ter que ficar para a próxima.
      Nosso ônibus saindo de Bratislava rumo a Budapeste era às 06h da manhã. Saímos do hostel às 05h para pegar um ônibus para a rodoviária que era meio afastada do centro (Compramos o tkt no dia anterior). Ficamos um pouco com medo de sair de madrugada, mas ao passar pelo Michael's Gate, vimos muita gente na rua, saindo das baladas. Foi bem tranquilo e o medo logo passou, pois deu para ver que é bem seguro. 
      O ônibus era da FlixBus, mas ao chegar na rodoviária não havia nenhuma plataforma com o número do nosso ônibus e nenhuma da empresa também. Começou a bater o desespero!  Não sabíamos se estávamos na rodoviária certa, pedimos informação, mas eles olharam a passagem e não souberam nos informar. Somente quando vimos o ônibus da Flix que pudemos nos acalmar. Novamente se decepcionamos com a falta de organização da FlixBus.
      LUGARES EM BRATISLAVA QUE VALE A PENA CONHECER
      Kostol svätej Alžbety (Igreja azul), Man at work, Schöne Náci (homem do chapéu), Hlavné Namestie, Ponte UFO, Castelo de Bratislava, Michael's Gate, Catedral de St. Martin.
      COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BRATISLAVA
      Bryndzove Halusky, Cesnaková Polievka, Kapustnica (sopa de couve).
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Bratislava é uma cidade super pequena, é possível fazer tudo a pé e somente precisamos do transporte público para ir até a rodoviária. 
      É uma cidade ótima para pedestres, pois em todo o centro as ruas são apenas para pessoas, achamos isso incrível.
      A vista do castelo e da ponte é muito linda, tanto de dia quanto de noite. 
      Aparenta ser uma cidade barata, mas como os mercados e lojas estavam fechados por ser feriado não pudemos confirmar.
      INFORMAÇÕES
      Hostel: Apart-Hostel ZERO (Hotel excelente, bem tranquilo, staff ótima)
       
      BUDAPESTE

      Chegamos lá pelas 09h00 na estação Budapest Népliget. Compramos tickets até o centro, metrô + ônibus. Nossa primeira impressão da cidade foi de meio suja, bagunçada, cheia de pedintes na rua. Um pouco diferente das cidades que tínhamos passado até então. Realmente Budapeste tem esse lado mais relaxado, parece que ninguém quer deixar as ruas e prédios limpos e bonitos. Mas por outro lado, fomos devagar nos surpreendendo com tudo que a cidade oferece. As pessoas são simpáticas e até nos ofereceram ajuda quando a gente estava com o mapa na mão olhando de um lado pro outro kkk. Parece uma cidade em transformação, pois vemos muita coisa sendo construída e também destruída para dar espaço a outras. Uma cidade bastante jovem, com muitos cafés descolados e restaurantes com ótimas comidas. O tempero de Budapeste é a páprica; ela é usada em vários pratos típicos.
      Tomamos um café rápido e fomos andar pela cidade. Foi um pouco cansativo, pois estávamos com as mochilas e com os pés cheios de calos de tanto caminhar nesses dias. Chegamos no Parlamento e o cansaço sumiu. Absolutamente lindo, ele é bem simétrico e foi baseado na arquitetura do parlamento de Londres. Sem querer (e sem saber disso também), chegamos bem na hora da troca da guarda. A cerimônia é bem simples e demora uns 10 minutos. Mas o legal mesmo é ver ele à noite, iluminado. Se tiver oportunidade pegue um passeio de barco à noite para ver não só o parlamento, mas o Castelo de Buda, as Pontes e o Bastião dos pescadores (compramos o Dock 8A - Blue River por causa do horário mas não gostamos muito. É barato e você ganha bebidas mas os vidros eram muito sujos e para tirar boas fotos, tivemos que ir para o lado de fora). Vá preparado para tirar muitas fotos. Budapeste se transforma à noite.


      Nesse mesmo dia fomos também em 2 feiras de natal (Christmas Fair and Winter Festival e Basílica de São Estêvão) e no monumento Sapato às Margens do Rio Danúbio que é muito emocionante e também uma lembrança de uma época triste. Acabamos a noite atravessando a Ponte das Correntes que de noite, pra variar, fica muito mais bonita.

      No outro dia percorremos a Avenida Andrássy até a praça dos Heróis. A praça é grande e linda. No inverno, atrás dela tem uma pista de gelo gigante, mas como patinamos em Bratislava acabamos não indo. Passeamos também na Deák Ferenc Tér que é a praça principal da cidade, região bem central onde saem os Walking Tours. Perto dela tem um café que achamos muito legal, o Cat Café. No dia em que fomos, ele abria às 10h00 mas chegamos antes e mesmo assim já tinha fila. São poucas as opções de cafés e comidas, mas você pode interagir com os muitos gatos que tem no Café. Para quem gosta de gatos é um lugar que vale a pena ir! 

      Aproveitamos esse dia para subir na Liberty Statue. A caminhada foi cansativa mas a vista e as fotos valeram a pena. Dá pra ver toda a cidade de cima, o pôr-do-sol sem prédios para atrapalhar e ainda por cima tinha uma feirinha lá em cima.

      No terceiro dia fomos nas águas termais. Escolhemos as Termas de Széchenyi pois queríamos ir bem cedo pra aproveitar mais o restante do dia, e do nosso AirBnb até ela era só pegar uma linha de metrô e pronto. Ela é um pouco mais cara que as outras mas a estrutura é bem grande com bastante piscinas internas e externas, tendo acesso a todas mesmo no inverno. A vontade era ficar o dia inteiro naquelas águas que estavam na temperatura de 28ºC e fora da água estava 1ºC❄️.
      LUGARES EM BUDAPESTE QUE VALE A PENA CONHECER
      Parlamento, o Castelo de Buda que é um dos maiores do mundo, Estátua da Liberdade, Praça dos Heróis, Váci Street, Basílica de São Estevão, Ponte das Correntes e as Termas.
      COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BUDAPESTE
      Goulash, Kürtõskalács.
      Restaurantes: Szimpla ruin bar, Cat Café, Cafe Brunch Budapest, 3 Pajamas Breakfast Club
      O QUE ACHAMOS DA CIDADE
      Maravilhosa à noite, muitas coisas para fazer, muitas atrações legais e divertidas, as pessoas que vivem lá são bem simpáticas e as coisas não são tão caras quanto as outras cidades da Europa Central que usam Euro. Uma das cidades que mais gostamos do mochilão. Tem muitos cafés e restaurantes legais por lá. Se você é um foodie igual a gente, não vai se arrepender!
      INFORMAÇÕES
      Apartamento AirBnb: City Center - Dessewffy St, Budapeste 1066
      APPs: BKK FUTÁR, SmartCity Budapest Transport, Budapest Rail & Tram Map
      Casa de Câmbio: Correct Change. Fomos no da rua Szent István krt. 23, 1055 mas ficamos assustados. O local parece aqueles becos cheios de entulhos que a gente vê nos filmes. Recomendamos o da rua Erzsébet krt. 41, 1073
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      APPs GERAIS
      Pesquisamos bastante e acabamos achando alguns Apps bem bons pra viagem que são grátis e muito úteis para qualquer viajante.
      Mapas: Maps ME e Here Maps. Os 2 funcionam offline (pode-se baixar as cidades na memória do celular). Em cada cidade um deles funcionou melhor que o outro, mas o MAPS.ME tem uma vantagem. É possível usar os locais salvos do seu maps (Google) e colocar dentro do App. Ele perde os ícones e as cores, mas como a gente sabe que é muito útil criar um mapa de cada cidade no google maps, quando você ficar sem internet, basta abrir o MAPS.ME. O Moovit também foi útil.
      Usamos bastante também o xCurrency para saber o quanto estávamos pagando pelas coisas.
      Como gostamos de ir em restaurantes onde as pessoas locais frequentam, muitas vezes o cardápio não era em inglês. Para ajudar usamos o Google Lens, que além de identificar o idioma, traduz na hora sem precisar tirar fotos ou digitar no Google translate. O ponto fraco é que ele precisa de internet.
      DICAS GERAIS
      Muito cuidado com alguns cartões internacionais. Tem alguns que não funcionam para compra de tickets e passagens mesmo sendo internacionais. A gente usou (e abusou kk) do Nubank e deu tudo certo. Teve um que só conseguimos usar em lojas e restaurantes, não sei bem o porquê.
      Deixamos para comprar um chip de celular com internet lá mesmo, mas com tantos locais com Wi-Fi grátis acabamos não comprando.
      Usamos sacos à vácuo para caber mais coisas na mochila e uma doleira cada um, com 2 zíperes. Em 1 a gente colocava o passaporte, no outro dinheiro e cartões. Com isso saíamos despreocupados.
      Compramos também, no Brasil, botas impermeáveis de inverno na Decatlhon, pois ficaríamos o dia inteiro caminhando e não queríamos nos preocupar com o frio nem com a chuva. A Decathlon tem uma opção que sai em torno de R$ 330,00, a SH-100.
      CUSTOS
      Como tivemos que passar por países com moedas diferentes e em pouco tempo, não ficamos anotando gasto por gasto. Por isso, os valores são aproximados. O valor é dos gastos gerais, ou seja, para nós dois. Na época, o Euro (Cartão e casas de câmbio) estava aproximadamente em R$ 4,80.
      Passagens Aéreas + transportes: R$ 5.520,00
      Ônibus: Guarapuava-GRU  +  Curitiba-Guarapuava
      Aéreo: GRU-TXL   +   BUD-GRU   +   GRU-CWB (dentro do Brasil)
      Obs: Compramos São Paulo até Berlim e a volta Budapeste até São Paulo (Open Jaw)
      Passagens dentro da Europa: R$ 1.130,00
      Ônibus: Berlim-Praga + Praga-Cracóvia + Cracóvia-Auschwitz-Cracóvia + Viena-Bratislava + Bratislava-Budapeste
      Trem: Cracóvia-Viena + Praga-Kutná Hora-Praga
      Seguro viagem: R$ 257,50 pela Allianz
      Hospedagem: R$ 2.943,00. Se tivéssemos escolhido melhor o hostel em Berlim, ficaria por volta de R$ 2.400,00.
      Comidas + Feiras de natal: R$ 3.539,50 
      Transporte nas cidades: R$ 770,00
      Atrações turísticas: R$ 720,00
      TOTAL APROXIMADO: R$ 14.900,00
       
      É isso gente. Qualquer dúvida estamos à disposição!
      Esperamos que consigam aproveitar bastante as informações do relato e que ele ajude quem está planejando o próximo mochilão!


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