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Camila Rubira

Colecionando bandeirinhas: gaúchos na Europa (Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça)

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Em 12/11/2018 em 13:17, Camila Rubira disse:

parecia que estávamos sempre sendo xingados.

hahahaahah 

 

Muito legal o relato.

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@Camila Rubira Como foi a Aduana de Marrocos? Tem gente que fala em revista íntima e detalhada nas malas. .Parece que com vocês não houve essa experiência? 

Que lingua falaram em países de língua complicada como Alemanha,Suíça e Holanda?

Estive recentemente em Espanha, sou descendente e falante da língua,lamento a sua visão, pode ter sido pelo sotaque,mas os espanhóis são muito bons,melhores que "certos" portugueses, se bem que nãofalo mal de ninguém, só de paraguayo.

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[mention=360137]Camila Rubira[/mention] Como foi a Adriana de Marrocos? Tem gente que fala em revista íntima e detalhada nas malas. .Parece que com vocês não houve essa experiência? 
Que lingua falaram em países de língua complicada como Alemanha,Suíça e Holanda?
Estive recentemente em Espanha, sou descendente e falante da língua,lamento a sua visão, pode ter sido pelo sotaque,mas os espanhóis são muito bons,melhores que "certos" portugueses, se bem que nãofalo mal de ninguém, só de paraguayo.
Fabiano na medida do possível a entrada no Marrocos por Casablanca foi tranquila, não precisamos passar por revista íntima e nem detalhada da mala. Nosso único problema dentro do aeroporto foi a comunicação com os marroquinos. Assim como eu, eles não falam quase nada em inglês. Precisávamos encontrar a imigração para fazer o desembarque no país, uma vez que ficaríamos um dia lá, e cada pessoa nos dava uma direção diferente. Ao chegarmos na imigração, dentro do aeroporto mesmo, precisamos preencher um formulário de desembarque para entregar ao fiscal. Neste ponto os marroquinos que trabalham na imigração não ajudam muito no preenchimento do documento, mas acredito que seja uma política de conduta da própria imigração. Fora isso, foi tranquilo. Enfrentamos uma pequena fila para entregar a documentação ao fical (passaporte e formulário) e já podíamos sair do aeroporto.

Sobre o idioma falado na Holanda, Alemanha e Suíça, utilizamos o inglês de "play station" do meu marido, o meu inglês é péssimo. Por incrivel que pareça deu tudo certo, conseguimos estabelecer uma comunicação.

Com relação a experiência na Espanha o sotaque pode ter sido sim um impedimento para que os espanhóis nos compreendessem, mas o país é tão lindo e organizado que nem nos importamos tanto com isso.

Mas me conta porque tu não gostas dos paraguaios? Qual tua experiência? Do dia 14/12/2018 a 06/01/2019 estaremos viajando pela América do Sul e passaremos pelo Paraguai. Esperamos ter uma boa experiência
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@Camila Rubira Paraguay é o país mais pobre da América e eles morrem de inveja de brasileiros, dize  que foram lá na guerra e tomaram tudo que eles tinham.O rancor de alguns deles continua, mesmo após mais de 150 anos,também dizem que Itaipu é roubada deles,entre outras.Além de não ter nada a mostrar,só pobreza,a polícia é muito corrupta,principalmente em caso do inimigo brasileiro, que é muito mal visto lá. Eu ia por terra a Chile,deixei de ir,devido a esses acontecimentos que devem ser evitados.

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[mention=360137]Camila Rubira[/mention] Paraguay é o país mais pobre da América e eles morrem de inveja de brasileiros, dize  que foram lá na guerra e tomaram tudo que eles tinham.O rancor de alguns deles continua, mesmo após mais de 150 anos,também dizem que Itaipu é roubada deles,entre outras.Além de não ter nada a mostrar,só pobreza,a polícia é muito corrupta,principalmente em caso do inimigo brasileiro, que é muito mal visto lá. Eu ia por terra a Chile,deixei de ir,devido a esses acontecimentos que devem ser evitados.
Esperamos não ter nenhum problema, pois já estamos com tudo planejado e data da viagem se aproxima. Vamos viajar de carro pela América do Sul, passando pelo Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e retornamos para o Brasil. Depois te conto como foi, quem sabe conseguimos desmistificar esta concepção do Paraguai.

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@Camila Rubira Que maravilha!!!! Olhando seu roteiro, dá a impressão que é uma loucura!

Nunca fui para a Europa, e sempre vejo relatos de que é loucura fazer tantos países.

Quanto foi seu gasto total? Você tem alguma planilha detalhada dos gastos?

Dinheiro não é problema, é a solução.... mas essa solução é beeeem penosa de ganhar, kkkkk

Fico grata se puder me ajudar.

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    • Por Weise Aguiar
      Fala mochileiros, meu nome é Weise (tipo o GPS Waze sim kkk) tenho 23 anos, e vou contar como foi minha primeira viagem a Europa, que aconteceu em Maio de 2019.
      Em Dezembro de 2018 estava decidido a realizar esta viagem, e a espera de passagens na promoção, porém não tinha nenhum dinheiro guardado, apenas o salário de Dezembro e dos próximos messes até a viagem (que não era muito). O instagram do Passagens Imperdíveis anunciou uma promoção para Roma nos mês Maio, era por volta de R$ 1.600,00, porém eu não tinha esse dinheiro, corri na CVC e fiz o agente colocar a mesma data que eu já sabia que estava promocional, o valor encontrado foi de R$ 1.800,00, não liguei para a diferença de preço, pois lá dividiram em 8x sem juros no famoso carnê. Perfeito! Minha mãe e tia também aproveitaram o achado e compraram também.
      Era Janeiro e eu tinha a responsabilidade de montar o roteiro, achar hotéis e fazer tudo que era necessário inclusive assessorar a confecção do passaporte das senhoras. Planejar viagens era um hobbie meu, não faze-las também kkkk, estava empolgado com os preparativos da primeira grande viagem e por estar responsável por pessoas que sempre foram responsáveis pro mim. Seriam 14 dias na Europa, inicialmente queria colocar a Europa toda no roteiro, porém percebi que 3 países seria o máximo que conseguiria conhecer neste tempo, foi difícil, tive que deixar a cara Suiça, mas em um comum acordo escolhemos conhecer as cidades de Paris, Londres, Milão, Veneza, Pisa e Roma. Utilizei todo meu conhecimento e sites mágicos para achar a melhor rota entre estes países (melhor no caso era a mais barata), a unica certeza e que chegávamos por Roma e por ali também sairíamos. O itinerário foi:
      - Escolhi conhecer Roma por ultimo, pois o risco de perder o voo de volta para o Brasil era menor, já que eu estaria na cidade. Sendo assim compramos passagens de Roma para Paris;
      Paris: Minhas pesquisas por custo x benefício me levaram ao Hotel Ibis Porte de Montreuil, eles tem uma categoria chamada budget que seria mais econômica, pagamos cerca de R$ 320,00 no quarto para 3 com café da manhã incluso. Sim! Ficou quase R$ 100,00 pra cada pessoa por diária em um hotel em Paris. O hotel ficava um pouco distante do centro da cidade mas a estação de trem era a 4 minutos de caminhada, e 40 minutos de viagem até a Torre Eiffel, nem sentíamos o trajeto. Também havia um Carrefour como vizinho no hotel, que tinha preços muito bons! Na cidade utilizamos o metrô (1,70€) para ir a qualquer lugar com exceção de Montmartre que utilizamos o uber (mesmo app do BR). Em Paris visitamos além da famosa Montmartre, a Champs Elysees, Arco do Triunfo, quase todas as pontes famosas, Village Royal (lugar onde tem o corredor cheio de guarda-chuvas), Galerie Lafayette, o Museu do Louvre, La Vallée Village (a outlet mais chique que já vi, comprei ate uma blusa da Levi´s por 13€), a Primark (mãe da C&A, Renner e afins) e claro a Torre Eiffel todos os dias a noite.  
      Londres: Escolhi fazer o trajeto com o trem da EuroStar, ele passa por baixo do mar e se pode ter uma vista muito bonita do trajeto na superfície, não me lembro o preço exato mas foi algo em torno de R$ 200,00. Chegamos em Londres na famosa estação King's Cross (Harry Potter), tentamos pegar um ônibus porém não aceitavam dinheiro e eu ainda não sabia comprar o cartão (destaque para o primeiro contato com inglês britânico, foi muito estranho não entender nada que o senhor no ponto de ônibus falou), pegamos uber e chegamos ao hotel bem rápido. Em Londres eu também escolhi um hotel budget da Ibis (Whitechapel), este porém era mais moderno, a moça que nos recebeu foi muito prestativa e me ajudou muito com informações importantes, custou algo entorno de R$ 120,00 a diária para cada pessoa no quarto triplo. Fui conhecer Londres logo que cheguei e ao sair do hotel percebi que o bairro era meio .... diferente, varias mulheres de burca e alguns homens com cara de indianos, mesquitas e muitas placas em árabe (ou seja lá o que era aquilo) mais tarde descobri que o bairro era multicultural e acabei adorando ver toda aquela cultura! E 20 minutos de caminhada e estávamos na Tower Bridge um dos maiores símbolos de Londres, foi impactante (foi o lugar que mais gostei na cidade), durante 4 dias conhecemos lugares como o Saint James Park, o Palácio de Buckingham, o Borough Market, a loja gigantesca da M&M (não deixe de conhecer, é a maior do mundo), China Town, Leicester, Tottenham, compras na Primark de Londres (que era melhor que a de Paris), Camden Town (é meio longe, mas iria 10x mais longe vale muito), um destaque para o Camden Market, tem vários outros lugares, mas assim como em Paris não vou citar para não ficar exaustivo. Em falar em exaustivo, primeiro perrengue da viagem, eu havia comprado passagens pela Ryan Air, o aeroporto em que eles atendiam era super longe, e de uber gastamos cerca de R$ 500,00 pela viagem para nos 3, essa foi a primeira facada, a segunda veio quando a atendente me disse que o embarque já havia sido encerrado 1h30 antes do voo, brigas depois minha tia passou o cartão e compramos outra passagem (55 libras cada).  
      Milão: Ok, passamos o perrengue e foi hora de engordar, do aero até a cidade pegamos um ônibus (7€). Os hotéis da Itália foram escolhidos na CVC, novamente pela facilidade do parcelamento sem comprometer limites dos cartões, as fotos do site não condiziam muito com a realidade, e isso foi uma coisa boa em Milão o iH Hotels Milano Gioia foi um achado, era muito confortável, digno de um 3 estrelas,  perto de supermercados, restaurantes (bons e baratos, onde comi a melhor pasta da viagem), além de ser relativamente parto do centro da cidade, aqui não utilizamos o transporte publico para nada, fizemos tudo caminhando e foi ótimo. A cidade sem duvidas e uma das mais bonitas da Europa, o antigo se misturava com o moderno, e realmente era a cidade da moda, marcas de luxo como LV, Gucci, Versace e outras enfeitavam as ruas. Aqui conhecemos a Pinacoteca de Brera, cujo qual eu nem sabia da existência e literalmente esbarrei na rua, o Duomo Di Milano, a Galeria Vittorio Emanuele II e o Castello Sforzesco. Foi tudo perfeito por aqui, boa comida e lugares impressionantes.  
      Veneza: Embarcados no trem seguimos para Veneza, estávamos com a expectativa alta para o Hotel Ca' Gottardi, pois foi o mais caro da viagem (R$ 1.300,00 por diária, só ficamos uma kkkk), era luxuoso, mas nada extravagante. A cidade realmente é tudo o que dizem, chegamos de manhã e partimos no outro dia de noite. Foi mais que suficiente para conhecer cada canal, as coisas eram um pouco caras, mas valeu cada euro.  
      Pisa: Pisa me surpreendeu muito, já era noite quando chegamos, mas não nos impediu de ir ver a famosa torre inclinada, estava deserta. A primeira surpresa foi com a cidade em si, ela parecia cidade universitária de interior (e era). O hotel foi o Royal Victoria, de frente para o rio que corta a cidade muito charmoso, inicialmente achamos o hotel velho demais, pesquisas depois me fizeram mudar de ideia, é um hotel histórico, a diária no quarto triplo custou R$ 400,00. A outra surpresa foi com o conjunto histórico, eu sempre achei que a torre era sozinha, porém descobri que ela faz parte de um conjunto que inclui um batistério e uma catedral. Não tem muito para conhecer na cidade, os 2 dias por lá foram suficientes.  
      Roma: Já um pouco cansados partimos de trem, é claro, para a nossa primeira e ultima cidade Europeia Roma. E mais um perrengue era previsto, o "hotel" Cesar Palace, era HORRÍVEL, até hoje não entendi o que era aquilo, mas parece que era um prédio residencial antigo, onde funcionava o "hotel" em dois dos diversos andares, não havia recepção, apenas uma sala de bagunça onde tinha um cara. Meio assustado fiz nosso check in e um segundo cara meio estranho apareceu do nada e nos levou ate o quarto, quando questionei sobre o café da manhã que tinha pago (5€) ele saiu e voltou com uma fixa "vale 1,50€ no bar da esquina" literalmente era isso, parecia uma grande piada, minha mãe se revoltou e queria fazer barraco kkkkk mas achamos melhor tentar curtir a cidade e ir para o hotel apenas para dormir, já que todas as nossas coisas ficavam lá sozinhas não fizemos nenhuma reclamação. A cidade era bem diferente das outras, encontramos com alguns brasileiras e elas haviam sido furtadas na Fontana de Trevi, a cidade era um pouco suja demais, mas nada que não estivéssemos acostumados. Aproveitamos muito e apesar das atrações serem longes, fizemos todos os trajetos a pé, andamos MUITO, mas já sabia chegar a qualquer lugar, já estava me sentindo um romano, entre as atrações visitamos o Coliseu, o bairro de Trastevere, o Vaticano, o Monumento a Vittorio Emanuele II, a Fontana de Trevi, o Panteão, Piazza di Spagna entre vários outros lugares. No check out não havia ninguém na sala de bagunça e uma placa dizia que o atendimento iria se iniciar em 2h, então tiramos tudo do quarto e saímos deixando a chave pendurada na maçaneta da porta. Este foi um resumo de cada cidade, creio que no futuro escrevo sobre detalhes sobre cidade. Foi um enorme aprendizado viajar desta forma, e apesar de ter pesquisado muito antes, algumas coisas ainda passaram despercebidas, cada cidade tinha seu próprio estilo e foi impossível escolher uma favorita (Londres), temos vontade de fazer tudo de novo, tenho certeza que teremos uma experiencia diferente. Me deixo a disposição para ajudar tirando duvidas ou de outras formas se tiver no meu alcance! 
      Depois que voltei ao Brasil contabilizei cerca de R$ 8.900,00 com tudo que tinha gasto na viagem, incluindo hospedagem, comida, compras, passagens, tudo mesmo. 
      Segue algumas fotos do ocorrido, no meu instagram @weiseaguiar também tem vários histories legais de cada lugar. Um grande abraço mochileiros!
       






    • Por Felipe Rozante
      Olá pessoal, gostaria de compartilhar com vocês minha experiência da minha segunda viagem, mas meu primeiro mochilão de verdade e sozinho para a Europa realizado em Maio/Junho de 2018, e quem sabe ajudar quem esteja planejando um mochilão para os países que eu passei.
      Contextualizando: na época estava morando em Dublin, por isso saí de Dublin e voltei para Dublin.
      Roteiro:
      Cracóvia (3 noites) / Budapeste (3 noites) / Bratislava (2 noites) / Praga (4 noites) / Dresden (1 noite) / Berlim (4 noites).
      Transporte Aéreo:
      • Ryanair de Dublin para Cracóvia
      • Ryanair de Berlim para Dublin
      Transporte Terrestre:
      • Flixbus de Cracóvia para Budapeste
      • Flixbus de Budapeste para Bratislava
      • Flixbus de Bratislava para Praga
      • Flixbus de Praga para Dresden
      • Flixbus de Dresden para Berlim
      Gasto com Transporte: +/- 175 Euros
      Comprei as passagens aéreas e terrestres com antecedência de mais ou menos 1 mês.
      Hospedagem:
      • Cracóvia - Greg & Tom Beer House Hostel - Nota 3 de 5
      • Budapeste - Avenue Hostel - Nota 5 de 5
      • Bratislava - Hostel Blues - Nota 4 de 5.
      • Praga - Advantage Hostel - Nota 4 de 5.
      • Dresden - Hostel Louise 2.0 - Nota 5 de 5
      • Berlim - Three Little Pigs Hostel - Nota 3,5 de 5.
      Gasto com Hospedagem: +/- 285 Euros
      Reservei todos os hostels com antecedência de mais ou menos 1 mês pelo Booking.com, todos eram cancelamento grátis, portanto paguei diretamente nos hostels.
      Alimentação:
      Calculei na média 30 Euros por dia para alimentação, mas no fundo acabei gastando por volta de 20 Euros por dia, principalmente na Polônia, Hungria e República Checa, onde a moeda é menos valorizada em relação ao Euro e também na Eslováquia, onde os preços eram abaixo do padrão europeu. Em compensação, o que “sobrou” desses dias eu aproveitei para comer e beber muito bem em Berlim.
      Experiência com o idioma:
      Como todos os países que visitei possuíam um idioma totalmente novo para mim, esse era meu principal desafio a ser vencido e minha principal preocupação. Porém em todas as cidades, eu tive ótimas experiências falando inglês, praticamente todos sabiam falar, conseguia me comunicar quase sem problemas com todos, em restaurantes, atrações e hostels.
      Vamos ao que interessa então, senta que lá vem história!
      1º Dia - 27 de Maio de 2018 - Dublin - Cracóvia
      Meu primeiro dia do mochilão ficou por conta somente da viagem, já que meu voo estava programado para aterrissar em Cracóvia às 20h45, mas houve um atraso de 1 hora para a decolagem em Dublin devido a uma greve dos controladores de vôo na Alemanha.
      A fila para passar na imigração estava grande porém foi rápida. Na hora de passar pela checagem de passaporte, foi tudo dentro da normalidade. Como havia levado o mochilão comigo na cabine, estava pronto para ir para o hostel.
      Antes de embarcar já havia pesquisado como ir até o centro da cidade e também como comprar a passagem do trem até lá, então tudo correu muito bem.
      Troquei 5 euros na casa de câmbio do aeroporto, para comprar o ticket do trem e fui até a estação do trem que fica atrás de um estacionamento de múltiplo andares.
      O trem já estava na plataforma esperando então entrei e esperei o fiscal passar vendendo os bilhetes, você também pode comprar na máquina que fica nas plataformas, porém nelas só são aceitas moedas e cartão de crédito.
      Desci na principal estação de Cracóvia, a Kraków Glówny e fui andando para o hostel fazer o check in. A essa altura já aproximava-se da meia noite e as ruas ainda estavam bem agitadas, então resolvi dar uma espiada na Praça do Mercado, que estava bem iluminada. 
      2º Dia - 28 de Maio de 2018 - Cracóvia
      A primeira coisa que fiz na cidade, foi trocar dinheiro. Já havia pesquisado previamente um lugar confiável para fazer isso, então fui direto até a Grosz, situada na Sławkowska 4, perto da Praça do Mercado. 1 Euro estava na época 4,30 Złote.
      Troquei somente a quantia que esperava usar naquele dia e mais um pouco para as entradas das atrações que pretendia visitar.
      Entre elas, estava minha visita a Auschwitz, no dia seguinte. Para garantir, fui até a Kraków Glówny para comprar o bilhete de ônibus para ir até lá. A bilheteria fica logo ao lado esquerdo da entrada principal.
      O restinho dessa manhã aproveitei para visitar belo centro histórico de Cracóvia. Começando pelo Barbakan, a parte mais interessante que se conserva das fortificações medievais de Cracóvia, situado no Planty Park, um belo espaço verde que rodeia todo o centro antigo.
      Ao lado do Barbakan, na rua Florianska está o St. Florian’s Gate, um pequeno trecho que se conserva das muralhas defensivas de Cracóvia.
      Descendo a rua Florianska você dá de cara com a Rynek Glówny, a Praça do Mercado, uma praça rodeada por cafés, restaurantes e muitas construções históricas. No centro dela você encontra o The Cloth Hall, uma espécie de “shopping” formado por várias barraquinhas de artesanato local, a St. Mary's Basilica, um dos principais monumentos da cidade com sua imponente fachada ladeada por suas torres de diferentes alturas, além da Town Hall Tower, que é a única parte que se conserva da antiga Prefeitura da cidade.
      Almocei ali na praça, no Pod Wawelem, um restaurante tradicional da cidade e que eu recomendo. Comi um prato de frango grelhado acompanhado de uma pint da cerveja polonesa Tyskie. Paguei por volta de 35 Złote com gorjeta.
      Na Polônia assim como em todos os lugares que visitei e visitaria nesse mochilão pela Europa, o serviço não vem incluso na conta. É esperado que você acrescente pelo menos 10% se o serviço for bom e pague para o garçom.
      Continuei caminhando pelas ruas do centro passando por várias igrejas e monastérios, visitei também o Collegium Maius, prédio pertencente a 1ª universidade da Polônia, a Jagiellonian University, onde estudaram Nicolau Copérnico e o Papa João Paulo II. Aqui o mais legal é se perder pelo caminho.
      No fim da tarde subi a Wawel Hill para visitar o castelo e a catedral de Cracóvia. Visitei o interior da Wawel Cathedral e fiquei um bom tempo caminhando pelos belos jardins e pelo extenso exterior do Wawel Castle. Ainda atravessei o Rio Vístula para admirá-lo de longe no parque situado na margem oposta.
      Naquela época do ano, o sol começava a se pôr somente depois das 9 horas, então o dia rendia muito e ainda sob a luz do sol fui visitar Kazimierz, o bairro judeu de Cracóvia.
      Andei bastante pelo bairro, passando pelas diversas sinagogas e pelas ruas mais agitadas do bairro. Parei na Plac Nowy onde experimentei a tradicional Zapiekanka, um tipo de pizza no pão francês, era enorme e quase não dei conta de comer sozinho.
      Após a janta fui conhecer dois pubs da região, primeiro fui no Alchemia, um pub com uma arquitetura e mobiliário retrô que deixa o ambiente muito exótico e depois fui no Singer, onde a maioria das mesas são aquelas máquinas de costura antigas da marca Singer. Fiquei por ali tomando cerveja e pensando em tudo o que estava por vir, uma ótima maneira de terminar meu primeiro dia de mochilão.
      3º Dia - 29 de Maio de 2018 - Cracóvia
      Acordei bem cedinho para ir para Auschwitz, já com o bilhete na mão sai pontualmente da Kraków Glówny em direção ao campo Auschwitz I.
      O ônibus pára na frente da entrada de Auschwitz I, no ponto há uma placa com os horários de retorno para Cracóvia, uma dica importante é tirar uma foto desta placa para você poder se planejar para voltar para Cracóvia.
      Para visitar o campo de concentração você precisa agendar um horário com antecedência. Há dois tipos de visitas, guiadas ou por conta própria, eu escolhi ir por conta própria. Para mais informações acesse: http://auschwitz.org/en/
      Entrei no horário marcado, às 8h30 e fiz tudo com muita calma, no meu próprio tempo.
      Auschwitz I foi construído em 1940 para abrigar os prisioneiros políticos polacos que já não cabiam nas prisões. Hoje, ao longo dos diversos blocos do campo podemos ver exposições que mostram as condições em que sobreviviam os prisioneiros, além de uma pequena parte da imensa coleção de objetos que lhes foram roubados antes que eles fossem assassinados.
      Para quem gosta de história reserve um bom tempo para visitar todos os blocos e ver com calma todas as exposições, que nos fazem refletir sobre esse período tenebroso da nossa história.
      Por volta das 12h30 voltei para o ponto de chegada, pois é de lá que sai o ônibus para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau, esse ônibus é gratuito.
      Auschwitz-Birkenau não era um campo de trabalho como os demais, foi construído com a função de exterminar os prisioneiros que entravam nele. Era parte do plano da Alemanha nazista conhecido como “Solução Final”, onde se pretendia aniquilar toda a população judia.
      No campo ainda se conservam alguns barracões originais, as enormes latrinas e os restos dos fornos crematórios e as câmaras de gás que os nazistas tentaram destruir antes de sua fuga.
      Certamente Auschwitz é uma visita imprescindível para quem vai visitar Cracóvia.
      Para voltar para Cracóvia você precisa retornar para Auschwitz I. No mesmo ponto que você chegou, você irá embarcar no ônibus de volta para Cracóvia, caso você não tenha o bilhete de volta, você pode comprar diretamente com o motorista. Paguei 28 Złote, ida e volta.
      De volta a Cracóvia, continuei minha visita aos lugares relacionados a II Guerra Mundial. Fui visitar a região de Podgórze, o gueto judeu de Cracóvia. Nessa região está localizada a Ghetto Heroes Square, praça principal do gueto onde eram selecionados os judeus que iriam ser transportados para o campo de concentração, é nesta praça que está localizado o monumento das cadeiras.
      Próximo a praça fica a Oskar Schindler Factory, com uma exposição muito rica que nos conta tudo sobre a história da cidade desde o final de 1939 até a época comunista na qual se viu submersa com o fim da guerra.
      Apesar de achar que em alguns momentos, a grande quantidade de informações me deixou um pouco disperso e me fez perder um pouco o fio da exposição, a visita valeu a pena. Paguei 24 Złote no ingresso.
      Como não havia almoçado, resolvi ir até o bairro de Kazimierz para jantar. Escolhi o restaurante Ariel, que também recomendo. Lá experimentei outro prato tradicional, o Pierogi, que é um tipo de pastelzinho cozido com vários recheios, os mais comuns são os de carne e os de queijo com batata. Fui no de queijo com batata acompanhado de duas pints de Zywiec. Fui super bem atendido e a comida estava ótima, paguei por volta de 45 Złote com gorjeta.
      Top 3 Atrações:
      • Auschwitz – Birkenau
      • Rynek Glówny
      • Wawel Castle
      4º Dia - 30 de Maio de 2018 - Cracóvia - Budapeste
      Fui logo cedo para a estação central para pegar o ônibus para Budapeste. Lá não havia nenhuma indicação nos monitores sobre qual plataforma o ônibus iria parar. Perguntei para algumas pessoas que estavam ali e eles me disseram que o ônibus geralmente estaciona na plataforma 14 e que era normal ele atrasar. Foi dito e feito, o ônibus atrasou 1 hora.
      Depois de 7 horas de viagem pela Flixbus, dentro de um ônibus muito confortável que tinha WiFi e USB Port para recarregar o celular, cheguei na estação Kelenföld em Budapeste.
      Para ir da estação até o hostel era necessário pegar o metrô, que ficava ao lado da estação de ônibus. Comprei o bilhete na máquina usando meu cartão do NuBank. Paguei 350 Forint e o processo de compra foi super fácil, a interface era simples e em inglês.
      Antes de entrar no metrô, você precisa validar o bilhete em uma das máquinas que ficam logo na entrada ou na plataforma do metrô.
      Desci na estação Rákóczi Tér e caminhei até o hostel. No meio do caminho, parei na Correct Change para trocar dinheiro. 1 Euro estava na época 318 Forint.
      Fiz o check in e sai explorar o bairro de Erzsébetváros, é lá onde está localizado a Dohany Synagogue, a segunda maior sinagoga do mundo, andei ainda pela Kyráli Ut. uma rua histórica e um moderno centro comercial, cheia de lojas, restaurantes, além da Gozsdu Udvar, uma grande passarela que reúne gastronomia, cultura e entretenimento.
      Para jantar fui até o Szimpla Kert, o Ruin Pub mais famoso de Budapeste, no local funcionava uma fábrica que posteriormente foi convertida em um complexo composto por cinema a céu aberto e pub, com espaço para concertos, apresentações teatrais, entre vários outros eventos. A entrada é gratuita e lá dentro você encontra muitas opções de comidas e bebidas, gente de diversas culturas e vários ambientes diferentes. É um lugar sensacional.
      Lá provei o Lángos, prato típico húngaro que consiste em uma massinha de “vento” frita, servida com cobertura doce ou salgada, no meu caso eu provei uma com queijo e molho azedo. Uma delícia. Para acompanhar tomei uma pint de Staropramen.
      Para finalizar a noite fui até as margens do Rio Danúbio para visitar a Széchenyi Lánchíd e o Buda Castle iluminados a noite.
      5º Dia - 31 de Maio de 2018 - Budapeste
      Comecei o dia visitando o Hungarian National Museum. Através das diferentes exposições podemos ver a história da Hungria desde o seu nascimento até os nossos dias. A visita ao prédio por si só já vale a pena. Passei a manhã inteira por lá. Paguei 1.600 Forint no ingresso.
      Como estava na hora do almoço e o Great Market Hall ficava ali perto, fui até lá para conhecer o famoso mercado e caçar algo para almoçar. A arquitetura do mercado é muito bonita e lá você encontra muitas lojas vendendo desde alimentos até souvenirs e no último andar ficam os restaurantes e barraquinhas de comida.
      Achei uma barraquinha com um banco livre e fiquei por ali mesmo, experimentei um prato típico de rua húngaro chamado Kolbice, um pão em forma de cone com mini salsichas de porco grelhadas ao molho de mostarda, maionese e ketchup acompanhada de uma Pilsner Urquell.
      Após o almoço, subi a Gellert Hill até a Citadella, o ponto mais alto de Budapeste onde é possível ter a melhor vista da cidade.
      A Citadella é uma fortaleza construída em 1854, como defesa durante a Monarquia de Habsburgo. Lá você encontra a Liberty Statue, um monumento em homenagem aos soviéticos pelo apoio ao povo húngaro durante a guerra, ajudando-os a se libertarem da ocupação da Alemanha nazista.
      Fiquei boa parte da tarde lá, admirando a fortaleza e as belas vistas da cidade nos diversos mirantes espalhados pela Gellert Hill. Ao lado da fortaleza há algumas barracas de souvenirs e de comida, como estava muito calor, aproveitei para reviver uma experiência de criança tomando uma raspadinha bem gelada.
      Descendo a colina, andei em direção ao Castle District para visitar o Buda Castle e a Mathias Church.
      O Buda Castle é uma das imagens mais conhecidas de Budapeste, antigamente foi a residência dos reis da Hungria. Toda a arquitetura do Castelo é muito bonita e a vista para a cidade é tão bela quanto a vista da Citadella, mas o que me encantou mesmo foram as ruelas do distrito do castelo pelas quais você pode se perder durante algumas horas.
      Andando pelas ruas do distrito cheguei na Mathias Church, igreja construída no fim dos anos 1200 e era usada para a coroação dos reis da Hungria. O ponto alto da igreja são as telhas coloridas no telhado formando um lindo mosaico.
      Ao lado da Igreja está o Fisherman’s Bastion, um lindo terraço branco cintilante com sete torres que representam as sete tribos que povoavam a área de Budapeste em 896. Subindo as escadas para o terraço você pode apreciar, na minha opinião, a mais linda vista do Danúbio, de Peste e do Parlamento.
      Essa região é simplesmente sensacional e a noite ficou ainda mais bonita. No terraço havia uma dupla tocando música clássica no violino, o que deixou a minha experiência no local ainda mais inesquecível. Perdi completamente a noção do tempo ali, observando os detalhes da arquitetura, a vista da cidade e apreciando a música.
      Esqueci até de jantar, só na hora de voltar para o hostel, passei no BK para comer um lanche simples para não passar fome a noite.
      6º Dia - 1 de Junho de 2018 - Budapeste
      Comecei o dia na Heroes Square, uma das praças mais importantes de Budapeste, com suas estátuas que homenageiam os líderes das sete tribos fundadoras da Hungria. A praça é bem ampla e ladeada pelos prédios da University of Fine Arts e serve como entrada para o Városliget City Park.
      O Parque da Cidade é o principal lugar de lazer dos budapestenses. Dentro do parque você vai encontrar vários lugares interessantes, entre os quais se destacam o zoo, um pequeno parque de diversões, o Széchenyi Thermal Baths e o Vajdahunyad Castle.
      O Castelo Vajdahunyad fica em uma pequena ilha dentro do parque e foi construído inicialmente de madeira para a Expo de 1896, para as comemorações dos 1000 anos da Hungria. Ao terminar o evento, foi reconstruído com pedra.
      Neste dia almocei no Café Vian, localizado na região da Andrássy Út. em uma alameda repleta de restaurantes. Experimentei o Gulyás ou Goulash, uma sopa à base de pimentão, páprica, carne e legumes acompanhada de uma Soproni. O ambiente era super agradável e fui muito bem atendido, paguei por volta de 3.800 Forint.
      Após o almoço fui até a imensa e imponente St. Stephan's Basilica. Na entrada principal você encontrará grandes estátuas de santos húngaros entalhadas em mármore. Mas o verdadeiro tesouro está em seu interior. O domo dourado é o destaque da Basílica, as colunas de mármore e jade entalhadas e os vitrais também são de uma rara beleza. Além de tudo isso, uma das relíquias mais queridas dos húngaros também está guardada no interior da Basílica, a mão direita de Santo Estevão. A Basílica é realmente maravilhosa, a mais bonita que visitei.
      Saindo da Basílica, andei pela região, passando por diversas ruas de comércio, cheias de lojinhas de souvenirs até chegar no Parlamento de Budapeste, o terceiro maior parlamento do mundo depois do da Romênia e da Argentina, construído entre 1884 e 1902, o Parlamento de Budapeste foi a maior obra da sua época. Possui 691 salas e tem 268 metros de comprimento e 118 metros de largura, sua arquitetura realmente impressiona.
      Pertinho do Parlamento, às margens do Rio Danúbio, encontramos o Shoes On The Danube,  memorial concebido pelo cineasta Can Togay junto com a escultora Gyula Pauer para homenagear os judeus que foram mortos por milicianos da Arrow Cross em Budapeste durante a II Guerra Mundial. Homens, mulheres e crianças eram perseguidos e capturados, e depois enfileirados às margens do Rio Danúbio, eles eram forçados a retirar seus sapatos para logo após serem mortos, seus corpos caíam no rio e eram levados pela correnteza.
      No fim da tarde fui para a Margaret Island, uma ilha no meio da Danúbio com vários jardins e as ruínas do Convento de Santa Margarida. Passei o restinho do dia ali, caminhando pelos diversos caminhos do parque e voltei para o lado de Peste caminhando às margens do Rio Danúbio.
      Voltando para o hostel fui jantar no Menza mas estava lotado, então sentei em um restaurante ao lado, chamado Incognito Bar e Café. Foi aqui que aconteceu meu maior perrengue na viagem. Era meu último dia em Budapeste, e tinha uma grana ainda para gastar então escolhi um prato e uma cerveja que estavam dentro do orçamento, calculei o total para ter uma ideia da conta e ainda reservei 10% para dar de gorjeta, nas minhas contas ainda iria sobrar uns trocados. A comida chegou com atraso e não estava tão boa, além disso o atendimento foi bem ruim. Na hora de pagar a conta tive uma surpresa, nesse bar o serviço já estava incluso na conta, além disso eles cobravam 20% de serviço. No fim, o valor total da conta com os 20% deu além do que tinha em dinheiro, coisa de 140 Forint ou 45 cents de euro mais ou menos. Aí f*... Chamei o garçom, expliquei que ia faltar alguns trocados para completar a conta, mas que não havia gostado do atendimento e não achava certo pagar 20% de serviço. O cara foi super grosseiro, falou que não poderia tirar nem diminuir a taxa de serviço e ficou muito puto por eu comentar que não tinha dinheiro para pagar a conta, eu tinha um cartão comigo e falei para ele que eu tinha outro meio de pagar, que não ia dar calote, mas o cara não entendia, eu já estava nervoso, meu inglês nem saia direito também. No fim de muita discussão, ele chamou o gerente e ele aceitou o pagamento em dinheiro. Pior experiência gastronômica que eu tive na viagem. Não vão a esse restaurante.
      Top 3 Atrações:
      • Mathias Church e Fisherman’s Bastion
      • St. Stephan's Basilica
      • Gellert Hill
      7º Dia - 2 de Junho de 2018 - Budapeste - Bratislava
      Logo de manhã fui até a Rákóczi Tér para pegar o metrô de volta a estação de ônibus de Kelenföld onde iria embarcar no ônibus para Bratislava.
      O ônibus saiu pontualmente e a viagem foi super confortável. Após fazer check in no hostel comecei meu primeiro dia na cidade visitando as atrações fora do centro histórico.
      A primeira parada foi o Grassalkovich Palace na Hodžovo Square e seu belo jardim nos fundos. Este palácio de verão em estilo rococó foi construído em 1760 e era um local procurado por eventos da sociedade aristocrática. Hoje, o palácio funciona como residência oficial do presidente. Ele é simples mas muito bonito, vale uma passada rápida para visitá-lo já que é caminho para o Slavin War Memorial.
      O Slavin War Memorial é um monumento construído em homenagem aos mais de 6.500 soldados soviéticos que morreram nas batalhas que libertou Bratislava e outras cidades da região do domínio nazista já no fim da II Guerra Mundial.
      O obelisco central tem 39 metros de altura e no topo uma estátua de um soldado de 11 metros de altura. Em volta da base há inscrições entalhadas nas pedras recordando as cidades e as datas que elas foram libertadas pelo Red Army.
      No parque onde o memorial está situado, existem diversas esculturas e outros memoriais sobre a guerra, um que vale citar são os blocos de mármore preto com os nomes de todos os soldados mortos na guerra e que estão enterrados ali.
      Outro atrativo do local que faz valer a pena a caminhada até lá é a vista panorâmica da cidade. Lá de cima você terá belas vistas do centro histórico, do Rio Danúbio e principalmente do Bratislava Castle.
      Voltando para mais para o centro da cidade, fui jantar no Slovak Pub, um tradicional pub da cidade. Fiquei muito surpreso com os preços, mesmo a moeda sendo o Euro, as comidas e bebidas eram muito mais baratas em comparação a Irlanda e outros países europeus.
      Lá experimentei uma cerveja feita por monges, a Kláštorný Ležiak, por apenas 1,5 Euro a pint. Para comer fui de costela de porco assado ao molho de mostarda e rabanete por 10 Euros. Barato e muito gostoso.
      8º Dia - 3 de Junho de 2018 - Bratislava
      Minha primeira visita do dia foi a simpática Blue Church, uma igreja bem pequena, toda pintada de azul e uma das raras construções no estilo Art Noveau.
      Saindo da igreja fui caminhando até a Cidade Velha (Staré Město), o centro histórico de Bratislava. O centro da cidade é bem pequeno mas muito bonito, movimentado e cheio de surpresas. Neste dia nem lembrei do roteiro que havia preparado para o dia, simplesmente fui caminhando pelas ruas e me encantando com cada escultura, construção e as diversas estátuas engraçadinhas que encontrava pelo caminho.
      Passei pelo St. Michael's Gate, o único portão preservado da antiga fortificação da cidade. Visitei o belo Primate’s Palace, um dos mais belos palácio em estilo clássico da Eslováquia e que em seu interior funciona uma galeria de arte. Ainda passei pela Clarissine Church e pelo Franciscan Monastery.
      Perto dali está a Hlavné Námestie, com a bela Roland's Fountain e a estátua Napoleon's Army Soldier, um simpático soldado se apoiando em um banco, ali dá uma ótima foto, mas é preciso ser paciente, muita gente quer tirar foto com ele. Ali há diversas barraquinhas com artesanato e souvenirs para você levar de lembrança.
      A praça estava muito movimentada, cheio de restaurantes e cafés, um ambiente muito agradável, e para me despedir da praça, visitei a Old Town Hall, comprei o ingresso para subir na torre da antiga prefeitura para ver o centro histórico de cima. Paguei 2 Euros e valeu a pena, a vista lá de cima é maravilhosa, você também pode ver dali o Bratislava Castle mas de um outro ângulo.
      Almocei por ali mesmo, no restaurante Krčma na Zelenej. Comi um frango grelhado com fritas acompanhada de uma pint de Gambrinus. Vi no cardápio que ali tinha o Tratatea e quis experimentar. O Tratatea é uma bebida antiga vinda das montanhas da Eslováquia que consistia em água fervida com ervas, misturada com aguardente, mel, alho e sebo. O prato, com a cerveja e o Tratatea saiu por volta de 18 Euros com a gorjeta.
      Após o almoço continuei andando pelas ruas do centro histórico e encontrei meio sem querer uma portinha que te levava ao topo da antiga muralha medieval da cidade, caminhei por ela até me deparar com a St. Martin's Cathedral, uma igreja simples, de pedra no estilo gótico.
      Saindo da igreja segui pela rua Panská em direção a outra estátua engraçada de Bratislava, o Čumil ou Men at Work, uma figura de bronze representando um homem espreitando de baixo de uma tampa de bueiro.
      Próximo a essa estátua, está a principal praça de Bratislava, a Hviezdoslavovo Námestie, uma praça arborizada, onde estão localizadas embaixadas, bares turísticos e alguns dos maiores edifícios da cidade. O principal ponto de encontro da praça é a estátua do renomado poeta eslovaco Hviezdoslav e no extremo leste da Hviezdoslavovo, o ornamentado Slovak National Theatre de 1886 rouba olhares de admiração.
      Depois de visitar o centro histórico fui para o Bratislava Castle. Passei pelo Sigismund Gate, o portão principal e o mais perto do centro, mas ele estava fechado, então tive que contornar o castelo e entrar pelo Vienna Gate.
      Dentro dos muros do Castelo de Bratislava, você poderá contemplar toda a grandiosidade dessa construção. Os detalhes das muralhas aumentadas ao longo do tempo, as esculturas que enfeitam o pátio externo, as torres das sentinelas e a vista privilegiada do Rio Danúbio e da UFO Bridge são apenas algumas das atrações desse lugar.
      No interior do castelo funciona o Slovak National Museum que conta com quase 250.000 objetos que representam a história, arte, escultura, pintura e a cultura dos eslovacos.
      Tem muita coisa interessante para ver lá, o interior é lindo, destaque para as escadarias douradas com espelhos de cristais. Você ainda pode subir até o último patamar das torres do castelo, para ter uma vista panorâmica da cidade, mas infelizmente não me deixaram subir pois já estavam fechando. Uma pena.
      Apesar de ter gostado muito do acervo do museu, eu senti muito a falta de um plano de visita ou uma indicação do caminho, muitas vezes me senti perdido lá dentro sem saber onde ir. No dia que fui, não paguei a entrada, mas em dias normais o ingresso custa 7 Euros.
      Para fechar o dia, fui jantar no Flagship, experimentei o Bryndzové Halušky, um prato típico eslovaco que consiste em um nhoque de batata com molho de queijo de cabra e bacon e bebi uma pint de Zlatý Bažant e uma Krušovice. Paguei por volta de 13 Euros com gorjeta.
      Top 3 Atrações:
      • Andar pela Old Town
      • Slavin War Memorial
      • Bratislava Castle
      9º Dia - 4 de Junho de 2018 - Bratislava - Praga
      Sai de Bratislava quase um pouco antes do almoço e cheguei em Praga no fim da tarde. A viagem foi tranquila mais uma vez, somente houve uma parada na fronteira para checar os passaportes, mas prosseguimos sem problemas.
      Resolvi ir caminhando da estação Hlavní Nádraží até o hostel. Até deixar as coisas no hostel, já estava ficando tarde, então jantei no Mcdonald's perto do hostel e depois dei uma volta pela região.
      Nesse dia já comecei a sentir o cansaço da viagem, então voltei mais cedo para o hostel e aproveitei para descansar bastante.
      10º Dia - 5 de Junho de 2018 - Praga
      Comecei meu dia pela Old Town Square, um dos lugares mais agradáveis de Praga. 
      Acolhedora e antiga, a praça está rodeada por interessantes ruazinhas que são perfeitas para se perder. A praça está cheia de edifícios interessantes, entre os quais se destacam a Church of Our Lady Týn, uma igreja de estilo gótico, fundida entre casas e estreitas ruas do centro da cidade e o Old Town Hall, é nele que está instalado o Astronomical Clock, que para minha infelicidade estava completamente fechado para restauração.
      Saindo da Praça da Cidade Velha, eu parei para trocar dinheiro na Exchange, que fica na rua Kaprova, logo atrás do Relógio Astronômico. 1 Euro estava 25 Coroas Chequa na época.
      Descobri essa casa de câmbio pelo canal no youtube Prague Honest Guide, recomendo para todos que queiram visitar Praga um dia, uma excelente fonte de dicas sobre atrações, gastronomia e ciladas para turistas e muito mais. 
      Depois de trocar dinheiro fui conhecer a Prague City Hall, local de uma das “atrações” mais inusitadas da cidade, o Paternoster, um elevador que não tem botão de chamada nem botões de escolha de andares.
      Ele é feito por várias cabines abertas, ligadas por cabos, que giram devagar e ininterruptamente em um estrutura “circular”, movimentadas por duas enormes roldanas, uma no topo, outra no subsolo.
      As cabines correm por túneis verticais paralelos, fazendo com que metade delas esteja sempre descendo e outra metade sempre subindo, como numa roda-gigante. Para embarcar, basta dar um passo para dentro da cabine que estiver indo no sentido que você deseja.
      Para os mais aventureiros, sugiro não saltar no primeiro ou no último andar e continuar dentro da cabine enquanto ele faz a volta e retorna do outro lado.
      Perto dali fica a famosa Charles Bridge, um dos principais cartões postais de Praga. Com mais de 500 metros de comprimento a Ponte Carlos conecta a Cidade Velha (Staré Město) a Cidade Pequena (Malá Strana). A ponte estava lotada de turistas e artistas de rua, tava até difícil de andar por ela e também de parar para contemplar as 30 estátuas instaladas ao longo da ponte.
      Do outro lado do rio, passei pelo Franz Kafka Museum, para observar uma estátua peculiar de Praga. Piss é uma escultura e fonte ao ar livre criada pelo artista tcheco David Černý, consiste em dois homem fazendo xixi em um mini lago e os quadris deles balançam de um lado para o outro. É engraçado na real.
      Visitei também o Wallestein Garden, o segundo maior jardim do centro de Praga e tem fontes, lagos, esculturas, uma linda vista para o castelo. Hoje faz parte do complexo do Senado da República Tcheca. Visitei também a St. Nicholas Church, mas infelizmente, estava fechada na hora que fui então só pude ver seu exterior.
      Então comecei a subida em direção ao Prague Castle por uma rota alternativa, sem muito turistas, indicada pelo Prague Honest Guide, aproveitei para almoçar no restaurante U Magistra Kelly, outra indicação do canal. Era um restaurante muito pequeno porém simpático, pedi um joelho de porco com batata e bebi duas pints de Kozel, o prato era gigantesco e estava uma delícia, paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta.
      Antes de chegar no castelo passei por um belo mirante na parte alta do Petrin Hill onde você tem uma bela vista da cidade, visitei o exterior dos belos Strahov Monastery, monastério de arquitetura barroca pertencente à Ordem dos Prémontré e o Loreto, um dos centros de peregrinação mais importantes de Praga.
      Finalmente chegando no Prague Castle, tem uma Starbucks no lado direito da entrada que conta com um terraço elevado onde você tem outra bela vista da cidade e do Rio Moldava.
      Entrando no castelo você precisa passar por uma revista de segurança. A entrada estava tranquila, sem fila nenhuma, mas lá dentro já estava mais cheio de gente.
      O Castelo de Praga, construído no século IX, é o maior castelo do mundo e o mais importante dos monumentos da República Tcheca. Longe da ideia de castelo medieval com aspecto fortificado, o Castelo de Praga é composto por um conjunto de belos palácios e edifícios conectados por pequenas vielas.
      A entrada no castelo é gratuita, mas lá dentro tem algumas atrações pagas. Eu acabei não entrando em nenhuma dessas atrações pagas e visitei somente o distrito do castelo.
      Logo na entrada passei por uma passarela de baixo do palácio e dei de cara com a St. Vitus Cathedral, para mim a construção mais impactante de todo o castelo. A catedral guarda a tumba de Venceslau IV, as Jóias da Coroa e é o lugar de coroação dos reis da Boêmia. A entrada na catedral é gratuita até certo ponto, depois para continuar e subir na torre é preciso pagar entrada. Visitei o interior e me impressionei com sua grandiosidade e seus belos vitrais.
      Passei tarde inteira andando pelo castelo, passeando pelos jardins, observando a cidade pelos diversos mirantes, passei pela outra igreja do castelo, a St. George's Basilica, muito menor e simples que sua “irmã” e o The Royal Garden ao lado do castelo.
      Depois das 17h, fui até a Golden Lane, um dos lugares mais acolhedores do interior do recinto do castelo. Ocupada por casinhas coloridas que em outros tempos abrigaram ourives, na atualidade a zona conta com interessantes lojas de artesanatos. Antes das 17h a entrada para a Golden Lane é paga e forma-se uma fila enorme, mas depois eles abrem para o público gratuitamente.
      Além das casinhas de artesanato, ali há também uma parte da muralha, onde você pode entrar e visitar uma exposição de armas medievais e se arriscar em um stand de tiro de balestra, por 50 Coroas Checa você tinha direito a 3 flechas para acertar ao alvo. No final você pode levar o alvo de recordação, foi uma boa experiência.
      Saindo do Castelo já no fim da tarde, fui andando margeando o Rio Moldava para observar a Ponte Carlos de longe, e depois de atravessá-la ainda dei uma volta pela Rua Karlova, uma das principais ruas comerciais da cidade, e também passei pela escultura de Sigmund Freud pendendo a mais de seis metros do chão pendurado por uma só mão.
      Voltei para o hostel para tomar banho e descansar um pouco e sai para jantar no Pivovarský Dům, restaurante bem perto do hostel, que fabrica sua própria cerveja.
      Experimentei um prato típico checo, o Svíčková, uma carne vermelha assada, com molho cremoso de vegetais, servido com knedlík, cranberry, creme de nata batida e uma fatia de limão. Uma mistura de doce com salgado simplesmente deliciosa. Tomei duas pints das cervejas deles e paguei por volta de 320 Coroas Chequa com gorjeta.
      11º Dia - 6 de Junho de 2018 - Praga
      Comecei o dia na Wenceslas Square, o centro da Cidade Nova. Nesse dia, no centro da praça havia uma exposição fotográfica sobre as manifestações contra a brutalidade policial que deram início à Revolução de Veludo e à queda do comunismo.
      Fiquei rodando a região da Cidade Nova na parte da manhã, passei pela Jerusalem Synagogue, pela Henry Tower e pelo Shopping Quadrio, para ver outra escultura de David Černý, a Cabeça de Franz Kafka. Este busto do escritor é composto por 42 camadas rotatórias independentes. O seu movimento cria uma performance interessante que é uma referência à história de "A Metamorfose". Infelizmente neste dia a cabeça não estava funcionando.
      Almocei ali perto nesse dia, em um lugar chamado Ovocný Světozor, é tipo uma padaria dentro de uma praça de alimentação, ali eu peguei para viagem dois pedaços de Chlebicky que são pequenos canapés de diferentes ingredientes, por 32 Coroas Checa cada mais uma Mirinda, um refrigerante comum lá na República Checa, que parece nossa Fanta e sentei um um jardim logo ao lado, chamado Franciscan Gardens.
      Depois do almoço fui até o bairro judeu de Praga, o Josefov, o bairro que se originou quando as duas comunidades judaicas existentes na Idade Média se uniram gradualmente.
      As visitas mais importantes no bairro são as seis sinagogas judias: Alta, Espanhola, Klausen, Maisel, Pinkas e Velha-Nova e o antigo Cemitério Judeu, uma das imagens mais impactantes de Praga.
      Você pode comprar o ingresso em qualquer uma dessas sinagogas. Há dois tipo de ingressos disponíveis, o combo Prague Jewish Town que dá direito a entrada em todas as sinagogas, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 500 Coroas Checas, e o Jewish Museum in Prague que dá direito a entrada em todas as sinagogas, com exceção da Velha-Nova, o cemitério e a exibição temporária na galeria Robert Guttmann por 350 Coroas Checas. Eu optei pelo segundo tipo de ingresso e comecei meu tour pela Pinkas Synagogue e pelo Old Jewish Cemetery que fica anexa a sinagoga.
      O Antigo Cemitério Judeu de Praga é um lugar surpreendente e cheio de história. Foi durante mais de 300 anos o único lugar onde era permitido enterrar judeus em Praga. 
      Devido à falta de espaço, os corpos eram enterrados uns em cima dos outros (chegando a mais de 10 amontoados). Hoje em dia podemos ver mais de 12.000 lápides e se estima que possa haver cerca de 100.000 corpos enterrados.
      A visita ao Cemitério Judeu de Praga é imprescindível, é o lugar mais impactante da cidade e representa parte da sua história.
      Saindo do cemitério fui visitar as demais sinagogas, e as que mais se destacaram foram a Spanish Synagogue, construída em 1868, ganhou o nome de “A Espanhola” devido à sua decoração mourisca. Em seu interior, podemos ver uma exposição sobre a vida dos judeus nas últimas décadas e a Maisel Synagogue, construída no final do século XVI e desde 1960, contém uma grande coleção de objetos judeus: livros, objetos decorativos, prata, tecidos, etc.
      Depois de visitar as sinagogas, passei mais um tempo andando pelo bairro antes de visitar a Republic Square, onde fica a Municipal House, que conta com uma bela fachada decorada com estuques e diversas estátuas, além de um enorme mosaico semicircular que se estende sobre a entrada principal.
      O interior abriga a principal sala de concertos de Praga, um esplêndido espaço com uma impressionante cúpula de cristal. O edifício conta também com diversos ambientes, como salas de conferências, uma cafeteria e um restaurante.
      Na praça também está localizada a The Powder Tower, construída em 1475 como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade. Anos mais tarde, durante o século XVII, a torre começou a ser usada como local de armazenamento da pólvora.
      Na praça havia uma feirinha com várias barraquinhas de comida, bebida e sobremesas, aproveitei para me refrescar tomando um sorvete de baunilha dentro do Trdelnik, uma massa enrolada no formato de espiral em volta de um espeto que fica girando sobre a brasa do carvão. Quando está pronto para ser servido, ele é cortado em fatias menores e polvilhado com açúcar e canela.
      Meu último passeio do dia foi o Letna Park, atravessando o Rio Moldava. Um grande parque que fica em cima de uma colina, é ótimo para descansar e aproveitar o ar puro. A figura dominante do parque é um metrônomo gigante. Mais a leste do metrônomo tinha um beer garden que estava lotado, cheia de pessoas conversando, sentados nas mesas ou no gramado, peguei um cerveja para mim e arranjei um cantinho para me sentar e curtir a vista.
      Nesta noite jantei no restaurante U Pinkasů, fui lá por causa do beer garden que fica dentro de uma igreja abandonada, mas infelizmente estava lotada, e acabei sentando do lado de fora, voltada para a praça. Paguei 280 Coroas Checa pela refeição e uma pint de cerveja.
      12º Dia - 7 de Junho de 2018 - Praga
      Minha primeira atração do meu último dia em Praga foi com certeza a melhor da cidade. Vyšehrad é uma das seis cidades independentes que deram origem a Praga. Segundo a antiga lenda, Vyšehrad foi a primeira sede dos príncipes checos. Seu nome em português significa “Castelo nas alturas”.
      É um lugar lindo, com uma vista maravilhosa do Rio Moldava e do Castelo de Praga e é muito mais calmo do que qualquer outra grande atração da cidade. A região tem vários cantinhos interessantes, em alguns pontos, as atrações são apenas as paisagens.
      Passei pelos diversos portões que dão acesso ao interior da área murada do castelo, visitei a St. Peter & Paul Basilica e o cemitério do castelo, ali estão enterrados muitos personagens históricos checos, incluindo os compositores Smetana e Dvořák, o poeta e escritor Jan Neruda e o artista gráfico Alfons Mucha e caminhei pelas muralhas, a vista de lá é ótima. O Hospůdka Na Hradbách é uma ótima opção para comer algo local ou beber uma cerveja, também conta com uma bela vista da região.
      Saindo de do castelo fui caminhando beirando o rio até o National Theatre passando para observar a Dancing House, uma casa com a arquitetura ondulada.
      Atravessei o Rio Moldava e dei uma parada no parque que fica em uma ilha no meio do rio. Estava acontecendo um festival beneficente de música, estava cheio de gente e bem animado.
      Já do outro lado do rio fui visitar o Petrin Hill. Antes mesmo de começar a subida, na base da colina, passei pelo Memorial to the Victims of Communism, uma bela escultura em homenagem às vítimas do regime.
      Subindo a colina, passei pelo Hunger Wall, uma fortificação construída pelo Rei Carlos IV entre os anos de 1360 e 1362. No topo da colina está a Petrin Tower, com 60 metros de altura e uma estrutura similar à da Torre Eiffel, a torre é o mirante mais elevado de Praga.
      Voltando para a parte baixa da Petrin Hill, passei pelo Lennon Wall, que criado como um protesto pacífico contra o regime comunista. Atualmente é um muro cheio de grafites, onde uma grande aglomeração de pessoas se forma para tirar fotos.
      Depois fui para o Kampa Park que fica às margens do rio, me deu uma boa vista da Cidade Velha de Praga. Lá encontra-se outra escultura peculiar do David Černý, o Crawling Babies, 3 bebês pelados e sem face engatinhando, além do museu de arte moderna.
      No começo da noite voltei para a Cidade Velha, para ver a Old Town Square iluminada a noite e depois passei para comer na Wenceslas Square. Comi um lanche simples de salsicha alemã em uma barraquinha de rua.
      Top 3 Atrações:
      • Vyšehrad
      • Josefov
      • Prague Castle District
      13º Dia - 8 de Junho de 2018 - Praga - Dresden
      Peguei o metrô na estação logo ao lado do hostel para ir até a outra estação de ônibus da cidade, a UAN Florenc, sai às 10 horas da manhã e mais uma vez fiz uma viagem super tranquila.
      Chegando em Dresden peguei o tram na estação central para ir até o hostel que fica na parte mais nova da cidade. Deixei meu mochilão no hostel já que o check in só era possível às 15 horas.
      Almocei um Currywurst com uma pint de Radeberger na Katy’s Garage, um espaço aberto bem legal com uma ótima atmosfera. A noite funciona como uma baladinha de rock.
      Comecei minha visita pelo Kunsthofpassage, um conjunto de pátios que abriga obras de artistas locais, cafeterias descoladas e um conjunto de edifícios de cores vibrantes.
      Caminhei pelas ruas da parte alta da cidade nova, passando pelas igrejas, pelas principais ruas de comércio e restaurantes, e pela Pfunds Molkerei, uma leiteria toda decorada com porcelanas e azulejos pintados à mão, considerada a mais bonita do mundo. Infelizmente fotos no interior são proibidas.
      Na parte baixa da cidade nova, fui até o Neustadt Market Hall mas não vi muita coisa de interessante nesse mercado.
      Atravessei a Augustusbrücke, a principal ponte que liga a cidade nova ao centro histórico de Dresden. O centro histórico possui um dos mais belos conjuntos arquitetônicos barrocos da Europa. No entanto, muito do que você vê foi reconstruído após a destruição completa da cidade por bombardeios aliados nos últimos meses da II Guerra Mundial.
      O centro é relativamente pequeno, as atrações estão todas concentradas a poucos passos umas das outras.
      Minha primeira parada foi na Semperoper, casa de ópera onde o compositor Richard Wagner fez sua estréia.
      Logo ao lado fica o Zwinger Palace, o palácio era anteriormente parte da fortaleza de Dresden e hoje abriga um complexo de museus de propriedade do Estado da Saxônia. Na parte central do palácio, estão o pátio e os jardins que são incríveis e impressiona pela simetria.
      Saindo do palácio você já dá de cara com o Dresden Castle. Além da impressionante coleção de maravilhas arquitetônicas, o castelo abriga algumas das coleções de arte mais antigas da Alemanha. Também no castelo, você encontra o Fürstenzug, um enorme mural composto por cerca de 25.000 azulejos pintados um a um. O Fürstenzug ou Procissão de Príncipes fica na parede exterior dos antigos estábulos do palácio, o que significa que ele pode ser visto sem a necessidade de entrar no complexo do palácio.
      Originalmente pintado entre 1871 e 1876 para celebrar o 800º aniversário da dinastia Wettin, família reinante da Saxônia, o mural mostra os retratos ancestrais dos 35 margraves, eleitores, duques e reis da "Casa de Wettin" entre 1127 e 1904.
      Logo no final da rua do mural; ou começo dependendo de onde você estiver vindo, está a Hofkirche, uma obra prima com seu exterior ornamentado, a catedral católica de Dresden tem um interior mais humilde. A entrada é gratuita e lá dentro é bem calmo, perfeito para dar uma pausa para descansar.
      A Hofkirche foi construída em resposta a construção da grande Frauenkirche protestante em meados do século XVIII, os governantes católicos da Saxônia rezavam na capela real, então decidiram que uma igreja católica maior seria necessária.
      Saindo da igreja caminhei ao longo do Rio Elba até o Brühl's Terrace. Erguido sobre o rio, o terraço fazia originalmente parte das muralhas da fortaleza da cidade. Nos dias atuais, sua elevação oferece um largo calçadão e as melhores vistas para o rio. Caminhando pelo terraço você passa por diversos cafés e restaurantes além de prédios como a Suprema Corte da Saxônia, a Academia de Belas Artes e o Albertinum, um espaço de exposição de pinturas e esculturas datadas do período romântico.
      Atrás do terraço fica a Frauenkirche, a igreja protestante de Dresden. Ela foi totalmente destruída por bombardeios aliados durante a II Guerra Mundial e apenas a estátua de Martin Luther sobrou dela. Ao contrário da Hofkirche, o seu interior impressiona, ela é bem clara por dentro e lindamente ornada, dando um ar mais leve. Sua planta redonda chama bem a atenção, vendo de fora, a igreja não parece tão imponente, apesar de ser bonita, mas quando você entra você tem noção da sua grandeza. 
      A entrada é gratuita, tinha muita gente nesse dia, estava um pouco caótico pois estava próximo ao horário de uma missa, infelizmente não pode tirar fotos do interior.
      A igreja está localizada na Neumarkt, foi quase totalmente destruída durante a II Guerra Mundial, somente sendo reconstruída após a queda do comunismo.
      Na praça estava rolando um festival de música clássica, a praça estava lotada, passei o resto da noite ali escutando o show que estava bem legal. Terminei o dia por lá, mas só depois de comer novamente em um McDonald’s ali perto.
      14º Dia - 9 de Junho de 2018 - Dresden - Berlim
      Comecei o dia andando pelo Palais Garten, um parque que fica na margem do Rio Elba do lado da cidade nova. O parque não tem nada de mais, é somente um gramado onde as pessoas vão para correr ou ver o pôr do sol, mas que dá uma ótima vista para o centro histórico.
      Como o dia estava ensolarado, bem mais bonito que o anterior, eu refiz meus passos do dia anterior, passando pela ópera, pelo Palácio e pelo castelo para tirar mais fotos, apreciar melhor a arquitetura e explorar minuciosamente as ruas do centro histórico.
      Já na hora do almoço fui até o Altmarkt, um calçadão onde há várias barraquinhas de lembrancinhas, comidinhas, ou pelo menos achava que ia ter já que havia lido algumas indicações sobre a praça antes de ir, mas não tinha nada.
      Pelo menos ali ao lado tinha um grande shopping, o Altmarkt-Galerie Dresden, onde almocei uma pizza de prato acompanhado de uma Erdinger Weibbier no Ristorante Violino, paguei por volta de 12 Euros com gorjeta.
      Saindo do shopping, logo ao lado do Altmarkt, fica a Kreuzkirche, igreja protestante dedicada a São Nicolau. È uma igreja mais simples em comparação às outras que visitei mas não deixa de ser bonita. Nesse dia o interior estava fechado, mas a porta da frente estava aberta então você conseguia observar o interior pelo hall de entrada.
      Saindo dessa igreja passei para observar o Rathausturm, o prédio da prefeitura de Dresden e depois caminhei um pouco até o Großer Garten Palais. O maior parque público da cidade, com muito verde, lindos jardins, lagos e um palacete.
      No parque sempre há pessoas andando de patins, bicicleta, sentadas lendo um livros, jogando bumerangue pelos jardins, etc.
      Lá também está localizado o zoológico de Dresden, o Jardim Botânico, há um trenzinho para as crianças que dá a volta pelo parque.
      Para quem gosta de futebol, o estádio do Dynamo Dresden, fica do lado direito da entrada do parque e para quem gosta de carros, no lado oposto está localizada a Gläserne Manufaktur, a Fábrica de Vidro, da Volkswagen.
      Após a visita ao parque, comecei a caminhar de volta para o hostel, já que tinha que pegar meu mochilão e seguir para estação Dresden-Neustadt que ficava perto do hostel para pegar o ônibus das 17h45 para Berlim.
      O ônibus da Flixbus não chega e sai propriamente da estação, mas sim em um ponto de ônibus na frente da entrada da estação na Hansastraße.
      A viagem para Berlim foi a única que fiz com o ônibus cheio, mas mesmo assim foi confortável, a viagem demorou quase 3 horas, pois minha parada era a última, na Alexanderplatz, antes disso o ônibus fez várias outras paradas, incluindo o aeroporto de Schonefeld.
      Peguei o metrô na Alexanderplatz para ir até o hostel, comprei o ticket único na máquina usando moedas, paguei 2,80 Euros. Fiz o check in no hostel e como já estava tarde fui dormir, já estava no meu 14º dia de viagem, o cansaço já estava batendo forte.
      Top 3 Atrações:
      • Tomar uma pint e comer na Katy’s Garage
      • Andar livremente pelo centro histórico 
      • Zwinger Palace e Semperoper
      15º Dia - 10 de Junho de 2018 - Berlim
      Minha primeira parada foi no The Holocaust Memorial, são 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas que formam esse monumento em homenagem aos judeus assassinados. Como estava cedo, não tinha quase ninguém no Memorial, então deu para caminhar entre os blocos calmamente no meu tempo.
      Do sudeste do monumento você pode ter acesso ao espaço subterrâneo onde funciona o centro de informação, mas ele só abriria às 10h, me programei para voltar mais tarde.
      Dali segui para o Brandenburg Gate, uma das antigas portas de entrada de Berlim, além de um dos símbolos mais importantes da cidade, pois foi o cenário de muitos fatos históricos importantes.
      Inaugurado em 1791 ao lado da Pariser Platz, o Portão de Brandemburgo possui 26 metros de altura que, com seu estilo neoclássico, lembra as construções da Acrópolis de Atenas.
      Logo ao lado do Portão de Brandemburgo está localizado o Reichstag, que hoje é sede do Parlamento Alemão. A principal atração do prédio é a visita à cúpula de cristal que está situada diretamente sobre a Sala de Plenos do Parlamento.
      É preciso agendar sua visita e horário com antecedência, a entrada é gratuita. Antes de entrar você passa por um centro de controle de segurança e aguarda junto com seu grupo o staff te liberar para visita no horário marcado. É preciso levar um documento com foto e o papel de confirmação da visita.
      Depois de subir pelo elevador, irão te entregar um áudio guia que irá acompanhá-lo na visita.
      No interior da cúpula é possível ver diversas fotos antigas, por meio das quais é contada a história do Parlamento e seus momentos mais importantes. Depois de ver essa exposição, certifique-se que tenha ligado seu áudio guia antes de começar a subir a rampa até o topo da cúpula.
      A visita vale muito a pena, o áudio informa você sobre todos os edifícios importantes da cidade, a história por trás deles e seu papel na história da Alemanha. Conforme você vai subindo, o guia irá te instruir para onde olhar, quando deve parar e quando deve voltar a andar.
      Sai do Reichstag já passava da hora do almoço, na saída encontrei uma barraquinha de rua que vendia os famosos Pretzels, pão macio que tem na sua receita original, basicamente, uma mistura da farinha de trigo, água e fermento. Paguei 5 Euros em um Pretzel grande com queijo e uma Coca-Cola. Gostei, deu para matar a fome, mas achei muito salgado.
      Depois de comer voltei para o The Holocaust Memorial para visitar o Information Center. Nesta hora, o memorial e o centro de informação já estavam bem mais lotado, inclusive tinha fila para entrar, esperei cerca de 15 minutos.
      A visita ao centro de informação começa com um resumo da política de extermínio adotada entre 1933 e 1945. Na seguinte parte da exposição, você pode ler os depoimentos de algumas pessoas, além da história de diferentes famílias antes, durante e depois da perseguição.
      Uma das salas mais impactantes é a que mostra suas paredes cobertas com os nomes e anos de nascimento e morte das vítimas do holocausto.
      Como o centro estava muito cheio, a minha visita foi um pouco prejudicada, não havia espaço para tanta gente lá, e dificultava chegar perto dos painéis para ler com calma as informações e fotos, mas a visita vale muito a pena, já que é gratuita. Aconselho chegar no memorial perto das 10h e começar a visita pelo centro de informação assim que a entrada for liberada.
      Nesta região está localizado o segundo maior parque de Berlim, o Tiergarten. Tiergarten que significa “jardim dos animais” era antigamente o campo de caça da realeza.
      Logo no início da avenida que corta todo o parque está localizado o Soviet War Memorial, construído pela União Soviética para homenagear os soldados do Exército Vermelho mortos durante a Segunda Guerra Mundial, em especial os cerca de 80.000 soldados que morreram na Batalha de Berlim.
      Mais ao norte temos a Chancelaria Federal, a Casa das Culturas do Mundo, que chama a atenção com seu telhado curvado e onde acontecem exibições e eventos culturais e o Carillon, uma torre de 42 metros de altura com 68 sinos.
      No centro, está localizado a principal atração do parque, a Victory Column, desenhada por Heinrich Strack, foi construída para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na guerra de 1864. E depois contra a Áustria, em 1866 e contra a França em 1871.
      Estas últimas vitórias serviram de inspiração para adicionar ao topo da coluna a estátua de Vitória, a deusa romana da vitória, que não constava nos planos iniciais.
      A Coluna da Vitória tem uma plataforma de observação que fica a 50 metros de altura. Para subir é preciso pagar ingresso no valor de 3 Euros. Não subi, pois nesta hora começou a cair uma chuva muito forte que me obrigou a procurar um abrigo para me proteger do temporal, além disso a vista lá de cima seria prejudicada com a chuva.
      Ainda tinha planos de visitar o Bellevue Palace, que é a residência oficial do presidente da Alemanha, visitar a Kaiser Wilhelm Church e a região da Kurfürstendamm, considerado o centro da Alemanha Ocidental, mas como a chuva não deu trégua, acabei ficando parado por mundo tempo por ali.
      Quase uma hora depois, no primeiro sinal que a chuva poderia diminuir, resolvi voltar para o hostel para tomar banho e descansar um pouco antes sair a noite.
      A noite fui até a Potsdamer Platz, antigo coração de Berlim, que ficou arrasada durante a II Guerra Mundial e dividida em duas pelo Muro de Berlim. Hoje em dia, a praça está completamente reformada e é uma das zonas mais modernas da cidade.
      Um dos mais importantes blocos arquitetônicos dessa área é o Sony Center que se caracteriza por sua enorme cúpula de cristal e aço iluminada com luzes que vão mudando de cor. Essa cúpula, obra de Helmut Jahn, serve de abrigo para vários berlinenses e turistas que se aglomeram em seus bares e restaurantes.
      Foi lá que jantei no meu primeiro dia em Berlim. Escolhi o restaurante Lindenbräu, pedi um filé de frango grelhado com salada de pepino e batatas, tomei uma pint de Bubble Edel Weibbier (a cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda) e outra de Märkisch Landmann, paguei por volta de 23 Euros com gorjeta.
      A praça está situada bastante perto do Portão de Brandemburgo e é muito interessante fazer esse percurso a pé, seguindo a brecha no chão que marca o caminho do Muro de Berlim. Então depois de jantar segui as marcações no chão até o Portão para vê-lo iluminado a noite e andar mais pela Pariser Platz, uma das principais praças de Berlim.
      Em 1990, depois da unificação, a Pariser Platz foi reconstruída, assim como o prestigioso Hotel Adlon, formando um perfeito conjunto arquitetônico que acompanha o Portão de Brandemburgo. Foi no Hotel Adlon, em 2002 que aconteceu aquela cena bizarra do Michael Jackson sacudindo o filho pela janela.
      Terminei meu dia por lá.
      16º Dia - 11 de Junho de 2018 - Berlim
      Comecei meu dia visitando o Checkpoint Charlie, que foi o ponto de passagem mais conhecido dos utilizados durante a Guerra Fria. Nele era possível conseguir um visto diurno para ir do lado Oriental de Berlim ao Ocidental. Hoje, há uma pequena fronteira onde os turistas fazem fotos sem parar e uma réplica do cartaz que anos atrás advertia os cidadãos. Confesso que não achei nada demais, vale pela curiosidade se você estiver passando por perto.
      Perto do Checkpoint Charlie, fica a Gendarmenmarkt, praça construída no século XII. Dos dois lados da praça podemos ver duas igrejas barrocas idênticas que se completam com uma torre coroada por uma cúpula.
      A igreja da zona norte, Französischer Dom ou Igreja Francesa, foi construída para os huguenotes franceses que se transladaram à zona no século XVIII.
      Em 1708, a comunidade luterana construiu uma igreja no sul da praça, a Deutscher Dom ou Igreja Alemã, similar à francesa e, anos depois, em 1785, colocaram uma torre praticamente idêntica à francesa.
      Entre as igrejas está a Konzerthaus, sede da Orquestra de Berlim.
      Mais ao norte da praça fica a Unter den Linden, a principal avenida de Berlim. Cruza a cidade desde o Portão de Brandemburgo até a Catedral.
      Ao longo do seu quilômetro e meio de extensão, podemos contemplar grande parte dos edifícios mais importantes de Berlim, tanto do ponto de vista turístico quanto arquitetônico.
      Nela estão localizados, a Humboldt University e a Neue Wache, construída em 1918 para celebrar a derrota das tropas napoleônicas e celebrar a liberação de Berlim. O impressionante edifício neoclássico apresenta em sua fachada um pórtico formado por colunas dóricas que lhe dão um certo ar de grandeza.
      No interior, possui uma comovente escultura de uma mulher que carrega em seus braços o corpo sem vida de seu filho. A escultura, que está sob uma grande abertura no teto, suportando o frio e a chuva, representa o sofrimento do povo.
      No extremo sul de Unter den Linden está a Bebelplatz, conhecida por ter sido onde aconteceu A Queima de Livros de 1933, na qual foram queimados milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazistas, como Karl Marx, Heinrich Heine e Sigmund Freud.
      A Bebelplatz está rodeada de magníficos edifícios como a Berlin State Opera e a St. Hedwig's Cathedral.
      Atravessando a ponte Unter den Linden chegamos na Museumsinsel ou Ilha dos Museus, um dos conjuntos de museus mais importantes do mundo: abriga o Museu de Pérgamo, o Museu Antigo, o Museu Novo, a Antiga Galeria Nacional e o Museu Bode, além da Catedral de Berlim.
      A ideia era entrar no Pergamon Museum, o principal museu da ilha, pois é lá que estão obras como o Altar de Pergamon, a porta do Mercado de Mileto entre muitas outras obras da antiguidade, porém o museu estava passando por uma enorme restauração e grande parte dele estava fechado. Além disso, o valor do ingresso estava bem salgado, por volta de 18 Euros, então decidi não entrar.
      Fui então para a Berlin Cathedral. Construída entre 1894 e 1905, a Catedral de Berlim é o edifício religioso mais representativo da cidade. Ela realmente impressiona pela sua beleza e majestosidade.
      E o seu interior não fica para trás, é ricamente decorada com relevos que ilustram histórias do Novo Testamento e importantes figuras da Reforma Protestante.
      A catedral abriga o maior órgão de tubos da Alemanha, tendo mais de 7.200 tubos e também a cripta da família Hohenzollern, com mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são ricamente trabalhadas.
      A cúpula da catedral também pode ser acessada. O trajeto até a cúpula é feito por um caminho um pouco complicado, mas, depois de subir os 270 degraus que levam até o alto da cúpula, você pode curtir uma bela vista do centro de Berlim que realmente faz a subida valer a pena.
      Para visitar a catedral é necessário pagar 7 Euros, a subida à cúpula está incluída neste valor.
      Saindo da Catedral, parei para almoçar algo simples, já era meio da tarde, às margens do Rio Spree encontrei um pequeno restaurante fast-food de Currywurst, o Bandy's Currywurst. Pedi um Currywurst e uma long neck da Berliner Kindl, paguei entre 7 e 10 Euros.
      Ao lado do restaurante, fui visitar o museu mais legal e inusitado que fui na Europa, não só durante o mochilão, mas sim, entre os outros que visitei em Dublin, onde estava morando na época e em outras cidades que visitei, o DDR Museum.
      O Museu do DDR (em português conhecido como RDA ou República Democrática Alemã) reúne diferentes objetos e reconstruções da parte comunista de Berlim para mostrar aos visitantes o dia a dia dos alemães que viviam sob o estrito regime da RDA entre 1949 e 1990 de forma bem interativa.
      Lá você pode entrar em um Trabant, o carro mais popular da época e dirigi-lo em um simulador nas ruas de Berlim Oriental, além de ver todo tipo de objeto de uso cotidiano, como açúcar, remédios e alguns cosméticos. Você vai ver também um pouco de como era o trabalho dos alemães, como eles passavam as férias, como eram as comunicações na época e também um pouco sobre esportes e educação.
      No fim do percurso você pode ver a reconstrução de uma casa da RDA, passeando livremente por sua cozinha, sala e quartos.
      O museu é pequeno mas vale a pena a visita. Paguei 9 Euros no ingresso. Fiquei por volta de duas horas lá dentro, saí já estava no fim da tarde.
      Depois do museu andei pela região, passei por alguns pontos turísticos de Berlim, mas somente para conhecer o exterior, como o Aquadom, o maior aquário cilíndrico do mundo situado no interior do hotel Radisson.
      Depois passei pela Nikolaikirche e pela Rotes Rathaus, a sede da prefeitura e da câmara de vereadores de Berlim construída com tijolos vermelhos.
      Na praça que fica imediatamente na frente da prefeitura está localizada a Berliner Fernsehturm, a Torre de Televisão de Berlim é o edifício mais alto da Alemanha, com 368 metros de altura. Foi construída pela RDA em 1969 como símbolo do poder comunista frente ao capitalismo.
      Na torre há uma plataforma de observação a 203 metros de altura, para subir você precisa pagar 16 Euros. Há também um restaurante giratório, situado alguns metros acima do mirante.
      Atrás da torre, fica a Alexanderplatz, considerada o centro de Berlim desde a Idade Média. Nessa praça começaram os protestos que dinamizaram a queda do Muro de Berlim.
      Lá estava acontecendo um festival de música e cultura africana. A praça estava lotada, cheio de barraquinhas de comida e artesanato africano. Havia um palco onde um grupo estava se apresentando, tocando um reggae. Estava bem bacana, dei uma andada pela região e curti um pouco do som.
      Na praça você encontra muitos bares e galerias de compras, como o Shopping Galeria Kaufhof e também o famoso Relógio Mundial, que mostra a hora de todas as cidades do mundo.
      Jantei ali perto, na Hofbräu Berlin, um dos restaurantes típicos mais conhecidos. Sentei na varanda e comi um prato com um mix de salsichas alemãs, acompanhado de purê de batata e chucrute e tomei umas três pints da cerveja própria deles, entre elas a Hofbrau Original e a Hofbrau Dunkel. O serviço estava incluso na conta, paguei em torno de 27 Euros. Porém o serviço não estava tão bom, estava um pouco demorado pois o restaurante estava cheio.
      Fiquei ali por um bom tempo bebendo, já era umas 9 horas quando saí, estava cheio de tanto comer então resolvi pegar o metrô para voltar para o hostel.
      17º Dia - 12 de Junho de 2018 - Berlim
      Começava meu último dia inteiro do mochilão, tirei a manhã para ir até Potsdam conhecer o Sanssouci Palace e um pouco da cidade.
      Para ir até lá, comprei o ticket abono zonas ABC por 7,70 Euros, esse ticket te dá viagens ilimitadas durante o dia pelas 3 zonas da cidade, nas linhas do metrô (U-Bahn) e do trem (S-Bahn). Potsdam está na zona C.
      Peguei primeiro trem na S Anhalter Bahnhof Station e fui até a Friedrichstraße Station onde peguei a linha S7 até a estação central de Potsdam, foi super tranquilo achar o ponto de saída e embarcar, o trem foi pontual e chegou em Potsdam em menos de uma hora.
      Desembarquei e fui direto para o centro da cidade visitar o Brandenburger Gate, o Portão de Brandemburgo deles, porém estava em restauração. Ali perto fica o Sanssouci Park, o motivo de eu ter ido até Potsdam.
      Sanssouci está rodeado por jardins, fontes e palácios; e para alguns é considerado a Versailles alemã. No parque, estão localizados três grandes palácios: Sanssouci, Neues Palais e Charlottenhof, além de uma série de outros edifícios super interessantes. Mas o palácio que eu mais gostei foi o Orangerieschloss.
      Comecei minha visita pelo Sanssouci Palace, o principal e mais conhecido do parque, construído em cima de uma colina, foi a residência de verão de Frederico, o Grande, e é conhecido como sendo o melhor exemplo da arquitetura rococó em toda a Alemanha.
      No exterior, a larga escadaria que termina na Grande Fonte chama a atenção. A escadaria acompanha os terraços onde foram plantadas vinhas em socalcos e construídos nichos com portas de vidro, onde cresciam figos protegidos do frio.
      No caminho para o Neues Palais, me deparei com outro palácio que até então era desconhecido para mim, o Orangerieschloss. O impressionante edifício de 300 metros de comprimento, inspirada na arquitetura renascentista, conta com belos terraços, galerias e esculturas.
      Alguns minutos de caminhada a partir dali fica o belo Neues Palais, o maior palácio do complexo. O palácio era usado para recepção de Reis e importantes dignitários.
      Dali, começando a voltar para a entrada do parque, ainda passei para conhecer o Charlottenhof. Um palácio menor, mas com bonitos jardins.
      Fiquei no parque por volta de umas 4 horas e não vi tudo, ele realmente é muito grande e vale ficar mais tempo, mas como era meu último dia em Berlim e do mochilão, ainda tinham lugares que gostaria de visitar.
      Antes de retornar a estação, fui visitar o centro de Potsdam, aproveitei para almoçar no calçadão do centro, bem simpático, comi um Kebab enorme, no Döner Kebap Bistrô, quase não dei conta, paguei por volta de 8 Euros com um refrigerante.
      No caminho para estação, ainda fui visitar a Steubenplatz e região, local da St. Nikolaikirche e outros prédios importantes da cidade.
      Voltei para a estação central e peguei o trem de volta para Berlim, chegando na Friedrichstraße Station, por volta de 17 horas, peguei a linha de metrô em direção ao Berlin Wall Memorial, a principal fonte de memória do que foi a divisão do mundo em duas partes e da era da Guerra Fria. Aqui, essa história é contada por meio de pedaços do muro que ainda estão de pé. E também de tantas outras dolorosas lembranças que os alemães fazem questão de manter acessíveis a turistas do mundo todo.
      Comecei a visita pelo Centro de Visitantes, já que iria fechar em breve, lá estão expostas várias fotos também tem a apresentação de um filme que conta a história do muro.
      Caminhando pela Bernauer Straße é que dá para ter uma ideia do impacto e da brutalidade cometida pelo governo da República Democrática Alemã, controlada pela antiga União Soviética desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
      Essa rua foi o centro mais radical da divisão. Aqui ficava a Igreja da Reconciliação, que provavelmente era frequentada por gente de toda a vizinhança, passou a ser restrita a quem morava no lado oriental da cidade.
      Como o muro passava exatamente em frente à sua entrada principal, ela acabou sendo ocupada pelos guardas soviéticos. Isso até ser demolida em 1985 durante uma série de catastróficas intervenções que pretendiam desobstruir as margens do Muro. Seu espaço deu lugar ao que mais tarde ficou conhecido como faixa da morte.
      Do antigo templo restam apenas os sinos, parte de uma cruz e o traçado no chão que mostra o espaço que ele ocupava. Anos mais tarde, a Capela da Reconciliação foi construída aqui.
      Em todo o espaço do Memorial há placas indicativas, painéis que explicam cada detalhe, vídeos e áudio-guias. Esses elementos são super importantes para que você entenda melhor o que se passou nessa área de Berlim. Em algumas partes do Muro foram colocadas estacas de ferro e em vários pontos da cidade é possível ver uma linha no chão feita de paralelepípedos que mostra onde o Muro ficava.
      Peguei novamente o metrô para visitar outra parte onde podemos ver partes do muro, a East Side Gallery. O maior trecho que se conserva dos restos do Muro de Berlim mede 1,3 quilômetro e se tornou a maior galeria de arte ao ar livre do mundo. 
      Ao longo do muro, você pode ver centenas de grafites de artistas procedentes de todo o mundo, que tentaram mostrar por meio de suas obras a mudança produzida após a queda do Muro de Berlim.
      A East Side Gallery fica bem às margens do Rio Spree, um ótimo lugar para descansar e ver o pôr do sol, já que há um grande parque na beira do rio.
      Ali perto fica a Oberbaumbrücke, uma ponte que vale ser vista pela sua bela arquitetura.
      Para terminar meu mochilão com chave de ouro, tive que fazer um última boa refeição, fui jantar na Brauhaus Lemke, na Hackescher Markt, uma das primeiras cervejarias artesanais de Berlim. Comi um delicioso hambúrguer com salada de ervas e rúcula e uma porção de batatas frita e tomei uma pint da cerveja escura deles (Dunkel) e outra de trigo (Wheat Ale - a segunda cerveja mais gostosa que tomei na viagem toda). Paguei por volta de 23 Euros com gorjeta.
      18º Dia - 13 de Junho de 2018 - Berlim - Dublin
      Chegou o dia de ir embora, mas como meu vôo de volta para Dublin era somente após as 18 horas, eu ainda tinha tempo para visitar o último local onde podemos encontrar partes do Muro de Berlim, o Topographie des Terrors.
      Para as pessoas especialmente interessadas na história, a Topografia do Terror é um lugar realmente interessante, mas é necessário reservar bastante tempo para ler os textos que acompanham cada uma das fotografias que documentam e mostram os horrores praticados pelos nazistas, mostrando as gerações atuais e futuras tudo que aconteceu e não deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento.
      A Topografia do Terror se encontra no local onde, durante o regime nazista, ficava a sede da Polícia Secreta (conhecida como Gestapo), da SS (Schutzstaffel em alemão ou “Tropa de Proteção”, uma unidade paramilitar dos nazistas que tinha um poder absurdo e que foi responsável por muitas das atrocidades cometidas durante o regime) e das demais instituições que faziam parte do aparato de terror dos nazistas.
      Neste dia havia ali uma exposição ao ar livre, intitulada “Berlim 1933–1945. Entre Propaganda e Terror” e se estende paralelamente ao trecho remanescente do muro de Berlim. São painéis com textos, fotos, documentos, artigos de jornal, áudios, dispostos ao longo dos restos das paredes que foram escavadas do porão do prédio da Gestapo.
      Passei quase a manhã inteira lá. Saindo de lá almocei um currywurst em uma barraquinha de rua e sai para comprar lembrancinhas antes de voltar para o hostel pegar o mochilão e rumar para o aeroporto.
      Para ir ao aeroporto, comprei o ticket de metrô para as zonas ABC, paguei 3,40 Euros e fiz o mesmo trajeto do dia anterior até a Friedrichstraße Station, de lá peguei a linha S9 em direção a S Flughafen Berlin-Schönefeld Station e desci na estação do aeroporto. A viagem demorou muito pois o trem foi muito devagar a ponto de eu começar a ficar preocupado com o tempo.
      Chegando no aeroporto Berlin-Schönefeld, começou a dor de cabeça, tudo foi difícil e estressante. Fui fazer o check in e a moça me atendeu com uma super falta de educação falta de vontade, ela me respondia tudo de forma muito grosseira e rude, pedia direções para onde deveria seguir e ela me ignorava totalmente. Além disso precisei despachar meu mochilão, coisa que eu não precisei fazer nas outras viagens que fui com o mochilão.
      Fui seguindo as placas até o local para passar pela checagem de bagagem, nessa parte passei tranquilo e fiquei aguardando divulgarem o portão de embarque na praça de alimentação logo após a zona de checagem de bagagem.
      O portão demorou muito tempo para ser divulgado, quando foi divulgado, já até tinha dado o horário de início de embarque, então fui correndo para o portão, só que o meu portão era muito longe de onde eu estava, andava, andava e não chegava, já estava nervoso.
      Cheguei em um corredor cheio de gente, parecia um hospital, era um corredor estreito com várias portas pequenas do lado direito com os números dos portões. Era tanta gente que as filas se fundiam, não sabia onde começavam e onde terminavam as filas. Todos estavam confusos, muita gente nervosa, perguntando onde era os portões corretos, um caos. Fiquei um tempo na fila errada, depois descobri que a fila para Dublin era na porta adiante.
      Agora na fila certa, fiquei muito tempo ainda ali esperando e ainda tinha que passar pela imigração. Entreguei meu passaporte para o fiscal que não me perguntou nada mas me segurou ali por mais de 5 minutos, não sei porque, via meu passaporte, conferia algo no computador, olhava para mim, tava quase me sentindo um terrorista. Enfim passei e fui para a salinha do embarque, super pequena e apertada.
      Pelo menos o embarque foi no horário, deixei meu mochilão no carrinho das malas e embarquei no avião com novas experiências vividas e muita bagagem adquirida. Cheguei em Dublin a noite e dois dias depois retornava para o Brasil, para minha casa.
      Top 3 Atrações:
      • Topographie des Terrors e Berlin War Memorial
      • DDR Museum 
      • Reichstag
    • Por eloisacanedo
      Olá pessoal!
       
      Estou indo para londres e farei uma conexão longa em Amsterdam (8h) pela KLM e gostaria de conhecer rapidamente a cidade (somente os principais pontos, sem entrar em nenhum museu). Chego 12:30 e meu vôo para londres sai às 20:30. Sei que passarei pela imigração tanto em amsterdam como em londres, mas no desembarque em amsterdam eu vou sentido "conexão" ou vou para saída normal, como se estivesse já no meu destino? terei que pegar as malas despachadas ou elas irão direto para londres? Como devo responder na imigração? Digo que estou em conexão mas gostaria de deixar o aeroporto para conhecer a cidade? quais documentos vocês consideram importantes p/ apresentar?
      Sei que são muitas dúvidas mas to mega perdida (e com medo de ficar perdida lá tbm kkkkkk) Consigo sair do aeroporto de metrô?
      Alguém tem dicas de roteiro nos pontos principais da cidade? Pensei em fazer tudo de bike, mas nem sei como funciona pra alugar e nem se é um meio rápido de se locomover.
       
      VALEU GALERIS❤️
    • Por wendycardoso
      Olá, aqui vai o relato de nossa viagem para Europa com um bebê de 1 ano.
      O fórum Mochileiros ajuda nossa família desde 2005, então me sinto quase na obrigação de contribuir de volta para a comunidade! 
      Nossa aventura com bebê começou muito antes do embarque, com um minucioso planejamento, desde roteiro, vôos até escolher como faríamos com a alimentação dela, até marcar no mapa todos os hospitais pediátricos nas cidades que visitaríamos.
      O relato foi feito em parte no word, em parte em mensagens de whatsapp, e tem dois dias faltando, mas foi o que deu pra fazer!! 
      Concluindo: não poderíamos ter feito escolha melhor do que a de viajar com nossa filha. O trabalho é árduo, mas o prazer é muito maior, e as lembranças ficarão em nossos corações pra sempre. Não tenham medo de viajar com seus filhos.
      Roteiro: Madri - Paris - Dijon - Avignon - Nice - Milão - Veneza - Lisboa. Total 28 dias. 
      07/09/2019 (sábado)- Madri
      (Victor) Voo Belém - Lisboa (que saiu 22:35 do dia 06/09) tranquilo. Maria Inês dormiu durante todo o trajeto. Dormi algumas vezes e Nem senti o tempo Passar. Chegamos em Lisboa às 10h locais. Fomos ao fraldário trocar a MI e depois procuramos o espaco familia. Era um playground e MI lanchou e brincou por bastante tempo. Tentamos comer algums coisa, mas nâo encontramos nada de interesssnte. Wendy acabou morrendo num sanduíche de queijo e tomate. O voo para Madri atrasou meia hora. Mas que bom que dura somente 50 minutos. Neste voo Mi não quis saber de dormir. Mas a Galinha Pintadinha salvou a pátria e a menina se aquietou. Em Madri, pegamos o ônibus expresso que vai do aeroporto atè a estaćão de trem Atocha ( meros 5 EUR). Ali tivemos que pegar metrô e haja subir e descer escadas carregando nosso malão de 25kg mais o carrinho da MI. Finalmente chegamos a nossa hospedagem. A anfitriã, Pilar, foi bem simpática e nos instruiu sobre a estadia em seu apto. Após nos acomodarmos, fomos ao Carrefour abastecer a casa para a semana. Compramos um jamón delicioso e uma tábua de queijos gouda trmperados (sabor pesto, molho de tomate e outro que não reconheci) que também estava muito boa. As 22h MI foi dormir junto com Wendy ( que reclamou de dor nas costas).
      08/09/2019 (domingo)- Madri
      Saindo do aeroporto, pegamos o ônibus 203 que leva até a estação atocha. De lá, pegamos o metrô linha 1 até nossa estação : tirso molina, apenas 3 paradas. Fica numa praça, e de lá caminhamos pro apartamento. Chegamos em casa Maria estava com muito sono. Dei pêra e coloquei pra dormir. Nos ajeitamos pra sair pro supermercado. Maria acordou, mas continuava  sonolenta. Vestimos, e saímos. Tem um Carrefour muito próximo, na praça. Tava lotado, eu estava muito muito cansada, Maria também.. tive que pensar rápido no que levar pra fazer comida no dia seguinte; café etc.
      Demoramos um pouco pq não conhecíamos o supermercado, pagamos e voltamos pra casa. Dei ovo frito com pão e queijo pra Maria, pq fiquei com medo de dar a comidinha que levei de casa.
      Victor ficou fazendo diário de gastos e de bordo. Depois dormiu. Maria estava inquieta, chorando toda hora... quando deu 6:30 ela acordou, tinha vazado pipi. Depois dormiu até 10h, direto sem chorar. Eu acordei 8h, Victor levantou desde cedo, fez comida da Maria e café da manhã. Depois arrumei as mochilas do dia, tomei banho, e aí acordamos a Maria Inês. Demos banho nela, dei o café, ela não quis comer muito. Arrumamos e saímos.
      Chegamos atrasados na missa em latim, sorte que tinha uma missa nova logo em seguida. Assistimos. Saímos andando da igreja pro Platea Market, onde demos o almoço dela e trocamos fralda de coco. Agora vamos almoçar. São 15:30.
      O platea market é um mercado moderno, novo; que foi construído num antigo teatro. Lá tem 3 andares, um com restaurantes internacionais, outro com bares de tapas e outro um restaurante com estrela Michelin.
      O Platea Market ( @plateamad ) é um mercado novo que fica num antigo teatro em Madri. Com esse nome, “mercado”, eu imaginava que era um mercado estilo feira de bairro, com os feirantes vendendo seu peixe etc! Nada a ver! Hahahaha. 
      Na entrada, parecia que estávamos no lugar errado, pois a fachada parece uma galeria de lojas. Fomos entrando meio desconfiados, meio fugindo do sol, e voilà. Encontramos esses oasis. São 3 andares, um com restaurantes internacionais, outro com bares de tapas e outro um restaurante com estrela Michelin.
      Há varios pequenos shows de hora em hora, e isso também nos surpreendeu positivamente! Pra quem já estava confirmado em não assistir nenhum tango, as intervenções no meio do restaurante foram excelentes. 
      Muito acessível, o local tem elevador, trocador e cadeirão pra bebê, basta pedir! 
      Comemos tapas de bacalhau e uma sangria, no bar de tapas, e costelas de porco no restaurante. 
      Estávamos sem muitas expectativas, e foi uma ótima surpresa. 
      Muito acessível pra bebês, lá tem trocador e cadeirão pra bebê.
      Infelizmente na afobação, sentamos nos bares e tapas, não pedi cadeirao e dei o almoço dela na agonia,
      Com ela no meu colo, andando etc.
      Depois que ela almoçou, ficamos mais tranquilos e resolvemos ir pros restaurantes. Lá eu pedi o cadeirão, ela ficou sentada vendo galinha pintadinha enquanto nos comíamos. 
      Quando terminei de comer dei banana pra ela. Depois do mercado, íamos continuar nosso passeio até a puerta do sol e plaza mayor. Ela começou a chorar, era sono. Fiz ela dormir, coloquei no carrinho, cobri com um pano pq estava muito sol. Fomos pela sombra, mas depois paramos pra tomar um frape, ela acordou, comeu pera, e continuamos. Tiramos foto nas praças, as igrejas que íamos visitar estavam fechadas, seguimos pra casa. 
      Ela jantou, tomou banho, e agora está mamando pra dormir.
      09/09/2019 - Madri
      Hoje acordamos 6:45, Victor levantou logo pra fazer o frango e o café da manhã e eu fiquei ainda fazendo a Maria esticar o sono. Tomei banho, dei o banho dela, dei o café, e tomei o meu. Nos arrumamos, e saímos de casa. Hoje optamos pegar ônibus pois é muito mais cômodo e rápido pra quem tem carrinho de bebê. O ponto fica na praça tirso Molina, bem próximo ao nosso apto. 
      Logo o ônibus chegou, teve engarrafamento mas rápido chegamos ao parque del retiro. 
      Entramos pela puerta Del anjo caído,paramos no parquinho pra Maria brincar e depois ela lanchou. Continuamos o passeio, paramos no palácio de cristal, depois no lago central. Maria ficou vendo os patos nadando no lago. Voltamos pra porta Del anjo caído e fomos pro museu reina sofia. Maria tirou a primeira soneca, no colo do papai. Já eram 12h, o sol começava a esquentar e queríamos um passeio protegido. Chegando lá, ela acordou, trocamos fralda e resolvi dar o almoço. Nós aproveitamos pra comer também. Fomos no café do museu, pedimos um brunch e dividimos. Vinha com: pão com ovo mole e jamon, pasteries, frutas,  iogurte, suco de laranja e café com leite. Nesse café, pedi cadeirão pra bebês, e pedi um prato pra aquecer o almoço da nenem. Muito cômodo para famílias! Ela almoçou direitinho e foi uma paz. 
      Visitamos as principais sala do museu, guernica, Dali e Miró. Depois fomos pro museu Del Prado. Lá, começamos pelas exposições temporárias: Fra angélico e vermeer, rembrandt e velasquez. Maria dormiu logo no fra angélico. Acordou no final da exposição seguinte. Demos lanche e trocamos fralda. Nos museus têm fraldário e e muito cômodo pra nós. Depois, fomos pra coleção principal. Vimos El greco, el bosco, velasquez, tintoreto, tiziano, Rafael, Rubens. . Infelizmente não deu tempo de ver goya nem caravaggio. Eram 18h e tínhamos que ir pra casa. 
      Paramos no bar el gatos, comemos tapas de jamon com queso, bacalhau e sardinha, tomamos sangria. Maria comeu pêra. Depois seguimos pra casa. Mamãe wendy deu banho e jantar, enquanto papai victor foi ao supermercado. Tomei banho e em seguida coloquei nenem pra dormir.
      10/09 - terça-feira 
      Maria acordou 6:30.
      Tentamos esticar o sono e não conseguimos. Beleza, fui tomar banho, fiz o café dela. Victor foi trocar a fralda e tal. Na hora de comer ela não quis. Estava com sono! Victor pegou no colo e ela dormiu de novo.. e nós tbm kkkk
      Havia faltado energia. Estávamos no escuro. 
      Acordamos de novo 9h, nos arrumamos (tínhamos tomado café cedo), aí ela acordou, comeu apenas ovo. Não quis abacate. Vestimos varias camadas nela, e saímos de casa 10h. Antes de sair, falei com a proprietária Pilar, que apenas ligou o disjuntor que tinha disparado. Depois descobrimos que não dá pra ligar varios aparelhos ao mesmo tempo. Estávamos com ar, fogão de indução e exaustor ligados. 
       
      Primeiro Fomos na basílica de São Miguel depois no mercado de São Miguel. Ficam bem perto do nosso apto. No mercado, Não tinha mesas. O mercado é bem pequeno, com balcões com restaurantes, bares de tapas, cafés. Queríamos um local com mesas e cadeiras. Entramos num restaurante fora do mercado, já eram 11h. Pedimos um café brunch, cadeirão, maria Inês comeu banana. Saímos, comprei um croissant e dei pra ela comer. Ela gostou. Andamos até a igreja de san andres de gines, conseguimos entrar e visitar. depois seguimos pro mosteiro das descalzas, onde não pudemos entrar, só poderia com tour guiado as 13h. Continuamos pra igreja de san Antônio de lós Alemanes, passando pela gran via, a times square de Madri! A igreja é considerada a capela sistina de Madri. Muito bonita, cheia de afrescos. Cá estamos. Maria dormiu no caminho pra cá.
       
      Seguimos pela calle de pez e depois Calle de lós reyes, até chegar na Plaza de Espanha. 
      Plaza de Espanha fechada para obras. Não pudemos entrar. Continuamos caminhando pro Palácio real de Madri. Lá, vimos a troca da guarda e tiramos foto. O sol estava forte, Maria acordou, resolvemos procurar um restaurante pois era hora do almoço dela. 
      Vagueamos pela Ópera, até que decidimos entrar no La Traviata (rs). Menu del dia 13,95, dois pratos; sobremesa e bebidas. Pedimos lasanha, espaguete ao jamon e alho, que estavam deliciosos, e depois dois tipos de carne, que estavam ruins. Sangrias (uma com a comida e outra no final, vinho rosé. Mas o atendimento foi muito bom, garçons super simpáticos e prestativos. Nos deram cadeirão pra Maria Inês, levaram a comida dela pra esquentar e ainda lavaram o pote. Colocaram meu celular pra carregar. E me deram um copo de plástico pra levar a sangria que eu não sabia que estava inclusa no menu. Também conversamos bastante com uma inglesa simpática na mesa ao lado, encantada com a Maria Inês. 
      15h saímos do restaurante, voltamos pro palácio, mas antes paramos pra fotos e brincar no parquinho. 
      Finalmente, lá chegando…  fechado para evento oficial.
       
      Tiramos foto por fora do palácio, estava ventando muito e o tempo fechando, ia chover. Colocamos a capa de chuva do carrinho e entramos na catedral de la almudena, Maria mamou e dormiu (demorou, mas dormiu). Mais à frente, entramos na basílica de San Francisco el grande. Maria acordou, comeu banana. Saímos de lá, continuava ventando muito e com cara de chuva. Sentimos pingos. Paramos no supermercado pra comprar banana e queijo, e caminhamos de volta pra casa. Ficamos em dúvida se parávamos pra esperar o tempo melhorar, mas vi que estávamos bem perto de casa, então resolvi ir direto pra casa.
       
      Chegamos 18:30 em casa. Maria vai tomar banho e jantar. Amanhã vamos pra Toledo, espero que consigamos ajustar o fuso horário dela e acordar cedo pra sair cedo.
      Maria estava muito danada e agitada, o jantar demorou demais. Só foi dormir às 21h, de novo! Fizemos a comidinha de amanhã. Frango, arroz, lentilha, brócolis, batata e cenoura. 
       
      12/09/2019 - quinta-feira 
      Acordamos 7:00, tomamos banho, recolhemos as últimas coisas, Maria acordou, trocamos a fralda e colocamos a roupa dela. Almoço e jantar, lanches na lancheira, saímos 8:15 de casa. Pegamos o metrô 8:24 e em 5 minutos chegamos em atocha. O ônibus do aeroporto tinha acabado de chegar, subimos e às 9:25 chegamos no Barajas. Despacho de malas, segurança, fomos pra área de embarque. Maria tinha comido banana no ônibus e agora comia pão com queijo, num café do aeroporto onde mamãe e papai também fizeram o desjejum. Depois, trocamos a fralda, tinha popô. Renovada, brincou no playground até que o portão de embarque foi anunciado. Seguimos pro embarque. Tudo é uma pernada... 
      no embarque, tratamento vip 😁 sempre embarcamos antes de todo mundo, por causa da Maria Inês 🤣
      Antes de decolar Maria dormiu. Porém acordou logo após a subida!!!  Dormiu pouquíssimo. Passou o voo inteiro “no 12”. Chegamos no aeroporto charles de gaule às 14:15. Ainda no avião, ela fez um popô FEDERAL. tava podre demais. Não aguentávamos mais o _futum_. Assim que descemos da aeronave corremos pro fraldário. Impestou o local. Trocamos até a roupa pq vazou. Saindo de lá, pegamos a mala e maaaais uma pernada pra chegar no RER, trem de acesso à Paris. Compramos o ticket, entramos no trem. Em 20 minutos estávamos na estação Châtelet. Nos enrolamos pra descobrir que o mesmo ticket dava acesso ao metrô também. Trocamos então pra linha 14, rumo à estação olympiades. Lembrando que tuuuudo é longe. Até que enfim chegamos. Mais uma caminhada de 10 minutos até o nosso novo apartamento, que foi fácil de encontrar. 
      O airbnb é de um quarto privado em um apartamento onde mora uma família. Quem nos recebeu foi a sra Anita, mãe da anfitria do airbnb. É indiana. A casa parece um Maracá de baiana KKKKKK tudo bem ajeitadinho, bem arrumadinho, com vasos de flores artificiais, paninhos, bibelôs, posters, uma infinidade de enfeites. 
      O quarto tem uma cama de casal. Ela nos forneceu um Moisés de carrinho pra Maria dormir. O banheiro é separado da sala de banho. 
      A sra Anita é muito simpática. 
      Nos instalamos, tomamos banho e saímos pra conhecer a Bercy Village. Uma caminhada de 20 minutos;. Demos uma volta por lá olhando os restaurantes e decidimos entrar num que tinha comida francesa. 
      Pedimos hambúrguer e carne com alligot. Uma delicia e nos empanturramos. Maria jantou sua comidinha. Tomamos sorvete na sorveteria Amori. Voltamos a pé, paramos no supermercado pra comprar mantimentos para amanhã. Chegamos em casa, Maria tomou banho, se arrumou e dormiu. Papai lavou o pijama de popô. Amanhã cozinharemos. Amanhã também haverá greve geral de transporte em Paris. Sexta feira 13 👻
       
      13/09/2019 - sexta-feira Paris 
      Fizemos hoje Museu do Louvre, Jardim das Tulhérias e Museu de l’Orangerie. Jantanos no Bistror des Victories, na região do Louvre, onde comemos um magret de canard excelente.
      A greve dos transportes não nos afetou, pois a linha de metrô próxima ao nosso apto é 100% automatizada.
      Infelizmente, algumas salas do Louvre estavam fechadas.
      No louvre, Maria Inês revezou entre carrinho, colo e andar. Fomos nas salas que mais nos interessavam, e fugimos da Gioconda. A fila é surreal de grande, ocupando vários andares do museu. 
      Demos o almoço dela sentados num pufe entre as seções do museu.
      Durante o passeio, vimos diversos casais com bebês e crianças, bebezinhos quase recém nascidos, até crianças maiores. Quem vai com carrinho tem alguns perrenguinhos. Nem todas as salas são adaptadas e cada sala tem um tipo de adaptação diferente. Mas nada demais, super tranquilo.
      Aproveitamos o passeio, tiramos fotos. Saindo do museu, fomos almoçar num dos melhores restaurantes da viagem. Indicação de algum blog. Comemos canard e tomamos vinho. Neném jantou. Seguimos para nossa odisseia de volta pra casa.
       
      14/09/2019 - sábado Paris 
       
      Hoje acordamos 7h, tomamos banhos, nos arrumamos, demos o café da Maria e fizemos a comida dela. Saímos 9:45 de casa, rumo à notre dame. Paramos no caminho pra tomar café e croissant. Notre dame toda fechada para reforma. De lá fomos pra saint chapelle. Perrengue pra trocar fralda de cocô: não tinha trocador nem bancos nem cadeiras. Trocamos no carrinho. O banheiro era muito inacessível pra lavar o bumbum. Em seguida, saímos d ela é paramos na frente do panteão mas não entramos. Entramos no restaurante comptoir du pantheon pra dar o almoço da Maria e lanchar. Depois, seguimos pra igreja de Santo Eustáquio. Fez coco de novo. Trocamos no carrinho de novo, dessa vez lavei o bumbum na pia do banheiro da igreja. Partimos pro jardim de Luxemburgo. Lindo!! Maria fez piquenique com os amiguinhos franceses, penetrou num aniversário de 1 ano, tiramos muitas fotos, passeamos, vimos pôneis, mas ela não podia andar, depois tirou soneca. 
      Já eram 18h, caminhamos uns 20 minutos até um restaura recomendado, chegando lá estava fechado. Mais 20 minutos pra chegar no outro. Valeu a pena, a costela estava deliciosa. Acompanhada de purê e tutano. 
      Quando abri a vasilha do jantar da Maria ela espocou e saiu um gás de dentro. Estava borbulhando. Estragou!! Não sei como!! Provei e tava horrível, cuspi. Dei purê de batata,pão e banana. 
      Chegamos tarde em casa.
       
      15/09/2019 - domingo 
       
      Passamos o dia em casa pois Maria Inês teve febre desde as 2h da madrugada. Ela dormiu bastante, de11:30 às 15h. E nós também. Acredito que todos estavam  muito cansados. 
      Não conseguimos ir à missa. 
      Às 16:30 saímos para tentar almoçar/jantar. Comemos num restaurante na rue Tolbiac, Victor começou moules frites e eu um joelho de carneiro. Paramos na nossa boulangerie e compramos tartelete de chocolate com amêndoas. Deliciosa!!! A melhor tartelete da vida!
      Paramos no supermercado rapidinho e voltamos pra casa. 
      A febre voltou.
       
      16/09/2019- segunda-feira - Paris 
       
      Passamos a madrugada inteira acordando pra verificar a febre. Ela tomou banho morno umas três vezes. Às 2h, com a febre espaçando em apenas 4/4h, contactos o seguro pelo WhatsApp. O médico só poderia vir em casa apos o amanhecer. E as clínicas particulares eram muito longe. Fui dormir 3h, acordei às 5h. Demos banho morno novamente, nos aprontamos e saímos de casa pra clínica. Chamei um Uber. Ele demorou uns 15 minutos. Tivemos que andar pra outra rua, pois na nossa não passava carro. Quando ele finalmente chegou disse que não poderia nos levar pois Maria não tinha cadeirinha de carro. Chorei pedindo que nos levasse e ele disse não. Fiquei puta da vida e amaldiçoei até a 5-a geração daquele indiano safado. 
      Saímos andando procurando um táxi 7h da manhã em Paris. Paramos num café, perguntei e por sorte tinha um ponto perto da tartelete de ontem. Chegando lá, só o telefone e nenhum motorista. Telefonei. Não sei se fui atendida mas passou um táxi de luz verde e eu fiz sinal. Depois de toda essa confusão finamente conseguimos um táxi. Ele nos levou pro
      Hospital público pediátrico de Paris. deu 15 euros. 
      Chegamos no hospital, entramos pro setor de pediatria. Não tinha filas. Uma técnica fez nosso cadastro, perguntou os sintomas, dados,. Tudo isso no francês inglês. Pediu a carteira de vacinação da Maria mas eu esqueci em belem. 
      Após o rápido cadastro, ficamos esperando a triagem. 
      Logo a enfermeira nos chamou, ela examinou a Maria, perguntou os sintomas. Pediu pra colher urina. Lá vem aquele saquinho de colher urina, de novo… eu já estava visualizando o que viria a acontecer. Maria estava há 12 horas sem fazer pipi. Não ia urinar, a enfermeira ia mandar hidratar, iríamos esperar em torno de 2 horas pra ela fazer xixi, fora o risco de vazar pra fora, como sempre acontece… na minha cabeça, iríamos passar o dia inteiro ali com a Maria. 
      Graças a Deus eu estava errada. 
      Em menos de 10 minutos Maria Inês fez um xixizão, que foi completamente aparado pelo saco coletor. Corri pra enfermeira, que pegou o saquinho e levou pra exame. 
      Mais uma vez fui surpreendida. O exame é feito e dá o resultado imediatamente! Gente! Nada de esperar 1h30 pelo resultado!!
      Eu já tinha ouvido falar disso, uma amiga que mora na Suíça disse que a obstetra fazia o exame de sangue e urina dentro do consultório médico, nas consultas de rotina da gravidez. O resultado sai na hora. 
      Enfim, exame de urina normal, infecção urinária descartada. Voltamos pra sala de espera, pra aguardar o médico. Esperamos um pouco, uns 20 minutos l, pois era troca de plantão. Até que chamaram. A médica Justine Zizi. 
      No consultório, pediu pra tirar toda a roupa da Maria , exceto a fralda. 
      Fez uma série de perguntas, e estranhou quando dissemos que ela tomava domperidona. Na França, só adultos tomam. Dissemos da alergia à dipirona pra enfermejra, e ela nem conhecia. Não é comercializada na França. 
      Ela apalpou toda a Maria, olhou a pele, o ouvido (tirou muita cera do ouvido kkkk) até que chegou na garganta. Estava vermelha e irritada, nas palavras dela, com placas brancas. 
      Disse que a febre era devido a isso. 
      Ufa… encontramos o diagnóstico. 
      Ela disse que era viral, e que não havia necessidade de antibióticos. 
      Que a febre poderia durar até quarta-feira, e que se não passasse, deveríamos procurar o médico de novo. Fez um relatório do atendimento é uma receita de paracetamol e soro fisiológico pro nariz. Deu recomendações sobre alimentação: não dar muito quente e dar o paracetamol antes, coordenar com a febre. 
      Saímos de lá mais tranquilos, satisfeitos com o atendimento público de saúde da França. 
      Paramos num café pra comer e dar de comer pra nenem. O café ficava numa esquina próxima ao hospital, com cadeiras na calçada, e fomos atraídos pelo “menu dejeuner”, que incluía cafe, jus d’orange e un croissant, por preço módico muito inferior aos do centro da cidade. 
      Com dificuldade entramos com o carrinho de bebê, nos acomodamos e fomos atendidos por uma garçonete espevitada. Assim que começamos a falar, ela nos perguntou se éramos portugueses… bem, sim, somos! Mas não! Somos brasileiros, de fato. Ela também era brasileira. Mas não ficamos de conversa, pois ela estava muito atarefada. Ao nosso lado, dois típicos operários franceses tomavam também seu café no balcão.
      Maria dormiu no meu colo e tomamos um café tranquilo.
      Saindo de lá, pesquisei no google e decidimos pegar um onibus pra casa.
      A linha 64 para na frente do hospital e nos deixa bem próximo de casa (lembrando que nossa rua é peatonal, não passam veículos. O ônibus era elétrico, ou seja, não fazia nenhum “pio”, super silencioso. Aquela tremedeira e aquele ronco do ônibus de belém? jamais. Além disso, as pessoas silenciosas. Caladas ou conversando bem baixinho. Um sonho, o paraíso para mim… 
      Durante o percurso, sentei numa cadeira e Victor ficou em pé no local reservado para les poussettes com a Maria Inês que dormia no carrinho. Mais um carrinho subiu e se alojou do lado deles. Em seguida, outro. Um pouco mais na frente, mais um. E finalmente, hegou o 5º carrinho de bebê, este de gêmeos, que atravessou o ônibus sem cerimônia, dificultando um pouco a passagem. Eles que lutem! Mães e bebês têm preferência. Chegamos em casa tranquilamente, Maria acordou no meio do caminho.
      Temperatura  segurou até umas 14h, começou a subir de novo. Demos banho. Baixou a febre. Voltou a subir, quando chegou em 38 demos o paracetamol, Às 15h.
      Agora 16h já suou e baixou a temp.
      Tínhamos encontro marcado com a fotógrafa Alexia na Torre Eiffel. Saímos pra ver a torre Eiffel e depois voltamos. Ela já estava melhor, sem febre... e já havíamos contratado uma fotógrafa.
      O ensaio foi legal, fomos nos soltando, ela vai instruindo que poses fazer. Nas fotos de casais, fica reparando nossos pertences e a bebê.
      Maria riu bastante no ensaio de fotos. Depois do Trocadero, fomos pro Carroussel, e lá Maria Inês conquistou um casal que fazia piquenique. Ganhou um balão!
      Voltamos pra casa, o metrô lotado, a viagem longa. 
      Jantou e agora está dormindo. 
      Chegamos na Torre Eiffel, demos “oi” e fomos embora. Muita expectativa, muita animação, felicidade e gratidão por estar em Paris com a minha família. E razões para voltar… de novo!
      17/09/2019 - terça-feira - Paris - Dijon
      Acordamos cedo, catamos nossas coisas previamente arrumadas na noite anterior, fizemos uma revisão e nos despedimos da Anita, anfitriã do airbnb. Uma pessoa sui generis que depois copio a avaliação. Pegamos o trem para Dijon. 
      Chegamos em dijon pontualmente às 11:58. A anfitriã do airbnb que alugamos não me respondia desde março, eu havia perguntado se poderia fazer o check in antes do horário previsto. Ainda no trem telefonei a ela, sem sucesso. Mandei mensagens no app do airbnb e nada. Resolvi pedir ajuda pro suporte da empresa. Eles entraram em contato com ela, e ela respondeu a eles que não poderia nos receber antes das 18h. Ocorre que, pra mim, ela respondeu dizendo que havia um problema de infestação de insetos no colchão da cama, e que por isso ela ia providenciar pra nós ficarmos hospedados no apartamento de amigos dela, próximo ao dela, que também eram anfitriões no airbnb.
      Isso cheirou a perrengue! Informei essa maracutaia dela pro suporte do app e disse que não estava confortável, pois enfim, eu não tinha segurança nem respaldo algum caso aceitasse ficar na casa de terceiros.
      O suporte cancelou a hospedagem, me deu um reembolso integral, e começou a me sugerir novas opções de hospedagem.
      Parênteses. Tudo isso rolando graças ao chip com internet que comprei em Lisboa, e ao mesmo tempo em que procurávamos um local pra guardar a nossa pequena mala de 25kg, depois um local pra comer, tirávamos fotos, dando almoço pra Maria, trocando fralda, depois saindo do restaurante sem eira nem beira nem o ramo da figueira, fomos pro jardim público zanzar à sombra das árvores fugindo do sol e esperando Deus providenciar um teto pra gente dormir.
      Voltando. Eu disse pro airbnb que não aceitaria local pior, nem pagaria mais por isso. Vai em cima vai embaixo, o suporte me mandava quartos muito afastados, ou um muito ruins, alguns não aceitavam a reserva pra tão em cima da hora. Até que uma aceitou. Olhei as fotos e não gostei, resolvi procurar por conta própria. Meu celular com 10% de bateria. Encontrei um loft inteiro no centro de dijon, mandei mensagem e o anfitrião respondeu na hora. Aceitou, o check poderia ser naquele momento mesmo. A essa altura já estávamos na catedral, e era muito perto do loft dele.
      Mandei pro suporte e eles confirmaram. Fiz a reserva. Fomos buscar as malas, voltamos pro loft, fizemos o check in com a mãe do anfitrião. Voilà. Graças a Deus encontramos um bom local pra ficar. Na verdade, excelente! Valor bem acima do que estávamos gastando e tudo por conta do Airbnb. Ufa! Agora sim eu estava tranquila. Que perrengue. A tensão estava me consumindo, planos B, C e D já prontos pra serem postos em execução.
       
      Ah. No meio disso tudo a primeira anfitriã ainda me ligou? Pediu mil desculpas e fez a oferta do quarto do amigo dela. Eu disse que tinha cancelado a reserva e pedi pra ela me mandar o link do anúncio do amigo. Ela nunca mandou. Não sei qual era a treta dela... mas to feliz em ter me livrado.
      Nos instalamos e saímos pra passear pelo centrinho de Dijon.
       
      18/09/2019 - quarta-feira - Dijon
      Acordamos hoje às 7h, Maria Inês parece que já ajustou definitivamente o seu fuso horário. Depois de uma noite calorenta, ficamos de preguiça na cama até que resolvemos levantar pra tomar banho e nos arrumar. Victor foi na frente, depois Maria Inês e eu. Enquanto eu arrumava a pequena, ele fez o ovo do café da manhã. Tentei dar mas ela não quis comer. Resolvemos sair e dar a comidinha dela no mercado onde havíamos programado tomar café da manhã. Saímos de casa já 9h. Ruas desertas, lojas e cafés fechados. Parece que saímos cedo demais! Chegando no mercado, tudo fechado! Caminhões de abastecimento estavam manobrando na área externa, mas dentro do mercado não tinha naaada.
      Muito vento gelado, eu e Victor escolhemos as roupas erradas. Eu morta de frio. Mas a nenem estava bem protegida com camisa de mangas compridas, jaqueta moletom e casaco corta vento por cima. Tentei colocar a capa de chuva mas ela não deixa ficar. Arranca tudo.
      Saindo do mercado, o estômago urrando de fome... caça a um café com mesas e cadeiras. Todos fechados, a única coisa que encontrávamos eram boulangeries (padarias), que não tem mesas e assim dificulta muito o processo de dar comida pra Maria Inês. Até que encontramos uma boulangerie com duas mesinhas pequenas. Entramos. Pedi croissant pra Maria, que antes comeu 1/3 de banana e poucas colheres de ovo. Depois comeu um pedaço de croissant. Ela anda meio sem apetite. Resolvemos pegar um trem para Beaune, tínhamos lido que era uma cidadezinha próximo a dijon interessante de se conhecer e provar excelentes vinhos. Não havia mais muito o que fazer em dijon pois já tínhamos matado quase toda a programação (sem entrar nos museus).
      Pegamos o trem das 10:23, chegamos 11h em Beaune. A cidade é fofa, bem arrumadinha, pequena, muitas flores, casario antigo. Todo dia de quarta tem um mercado que funciona na praça de Halles. Fomos vagando pela cidade, vimos o antigo hospício da cidade, que é um museu e tem o telhado todo pintado e trabalhado em cores primárias, mas não entramos, fomos na catedral, e depois paramos nas informações pra pegar indicação de degustação de vinhos,mas não quisemos ir. Era meio longe. Já estava na hora da Maria Inês almoçar. Entramos num restaurante que parecia bom pq estava lotado. Pedimos a formule do dia. Meio sem graça, ficamos decepcionados pois estamos na capital gastronômica da França... Valeu a pena pra dar o almoço da Maria no cadeirão, trocar a fralda e saber que Beaune não vale a pena.
      Voltamos no trem às 14:26. Maria estava muito tola e chorona... trocamos a fralda no Change bébé da gare de dijon e resolvemos ir pro jardin de l’arquebuse, pra ela se distrair e brincar. Passeamos, ela viu os patos, brincou no playground, fez amiguinhos, o jardim tem roseiral, laguinho, muitas árvores e flores. Tudo dourado do outono. Depois lanchou, fomos no museu de arqueologia que fica lá mesmo, e ela dormiu no pepei. Aproveitamos que ela dormia e resolvemos ir ao museu de belas artes. No caminho, parei pra comer um kebab, tem muitas lojas aqui e eu fiquei com vontade. Depois de muito andar pelas ruas de dijon, Victor descobriu que estávamos indo pro caminho oposto... andaram andaram andaram andaram...
      1 hora depois finalmente chegamos no museu de belas artes. À essa altura, Maria já estava acordada, chorando pedindo pepei e eu muito cansada e sugada. Não quis entrar no museu, fomos na igreja de São Miguel que fica ao lado. Ela mamou um pouco, mas logo em seguida quis ir pro chão andar e saçaricar. Pura tolice... ela tá demais.
      Saindo da igreja paramos num restaurante na place de la liberacion. Quis ficar dentro e não nas mesas de fora pq venta muito em dijon e eu já estava com frio. Eram 18:30, pedimos duas taças de vinho, cadeirão e demos o jantar. Ela comeu um pouco e começou a cuspir. Cansei. Resolvi apelar pra galinha... comeu o resto do jantar e os remédios assistindo a pintadinha. A tolice e o chororô não nos deixaram aproveitar direito o passeio de hoje. Voltamos pra casa, que é bem perto, dei  uma arrumada na mala pra partir amanhã, procedimentos de dormir. Amanhã vamos no trem das 9:40 para Avignon.
       
      Esperava mais da capital da Borgonha, pensei que ia tomar uns vinhos alucinantes de incríveis aqui.
       
      19/09/2019 - quinta-feira - Dijon/Avignon
      Acordamos, nos arrumamos, fizemos o café da Maria e saímos rumo à estação de trem. Nos despedidos do nosso maravilhoso flat com vista pra catedral de dijon e patrocinado pelo airbnb kkkk.
      Eu tinha esquecido como era bom viajar pra cidade pequena... enquanto em Madri e Paris nosso dia quase não rendia nada, mesmo que em Madri tivéssemos ficado muito próximo do centro, em Paris ficamos relativamente perto também, mas as distâncias fazem o dia mais corrido, mais agitado. São muitas atrações também, vontade de ver tudo; muita foto foto foto. Quando chegamos em dijon matamos quase todas as atrações logo na chegada. Pudemos passear sem pressa, olhando a cidade com mais atenção. A quantidade de turistas também é menor, tudo menos tumultuado. Enfim muito mais agradável. Sensação de férias mesmo.
      Fomos com calma pra estação de trem, compramos café da manhã na Paul (croissant e quiche e café com leite) nos dirigimos pra Voie de embarque. Logo o trem chegou, nos instalamos com uma pequena confusão.
      Vou explicar.
      Na plataforma (Voie) de embarque, por mais que os assentos sejam já marcados, não tem uma fila propriamente dita pra entrar no trem. Onde a porta do trem para, a galera se acumula e vai entrando. Pra conseguir lugar pra guardar a mala temos que ser os primeiros a entrar, igual como acontece no avião e as malas de mão.
      Logo que o trem chegou nos posicionamos bem na porta, seríamos os primeiros a entrar. Porém depois De uns 5 minutos parado e sem abrir as portas o trem se movimentou pra frente. Ficamos pra trás.. entramos muito depois, o local de guardar malas já estava cheio e não tinha nenhum buraco que coubesse a nossa modesta mala de 25kg. Victor foi empurrado pra dentro do trem com mala e cuia pela horda de franceses e turistas que entravam. Mas ninguém passava pq o corredor é estreito. Embolou tudo. Foram passando por cima. Quando folgou, voltamos pra entrada e ficamos contemplando o bagageiro cheio. Eu havia guardado um espaço com a mochila da Maria, mas não era grande o suficiente. Resolvemos rearrumar as malas dos outros pra caber a nossa. Um bom samaritano se compadeceu de nós e ajudou o Victor a carregar o maletão pra cima do bagageiro. Tudo certo. Todos rimos no final  😂
      Sentamos, tomamos nosso café com a Maria hiperativa, depois coloquei no peito e ela dormiu.
      Passou a viagem toda dormindo. Aleluia!! 🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙌🏽
      Chegamos em Lyon, desce tudo, estação lotadaaaaaa, não tinha nem espaço pra andar. Paramos no starbucks pra sentar e dar  lanche dela. A hora passou rápido e já estava acontecendo o embarque. Corremos pra plataforma e entramos no trem que iria pra Avignon.  Maria dessa vez foi acordada mas tudo tranquilo. A viagem foi rápida.
      Chegamos em Avignon gare TGV. Pegamos o trem pro centro da cidade. Chegando lá, tudo pequeno e fofinho. Fomos andando pro nosso airbnb, a estação central dá direto na rua principal de Avignon que finda na place de l’horloge que por sua vez leva rapidamente ao palácio dos papas e à catedral des doms.
       
      Chegamos no airbnb, o anfitrião nos esperava lá. Graças a Deus pq o apartamento fica no 1o andar, e a escada era em caracol super estreita e sem corrimão. 💀
      Ele subiu com o nosso maletão, eu com a malinha (MI) e o Victor com o carrinho.
      O apto é pequeno, um cômodo só com sofá cama, pia, fogão, frigobar, e o banheiro. Muito funcional e até confortável, exceto pelo colchão que me deu dor nas costas. Mas tinha todas as amenidades necessárias. Deixamos as coisas, demos o almoço da Maria, e depois ela dormiu. Saímos com ela dormindo. Fomos direto pro palácio dos papas. Pegamos o pior caminho (obrigada Google maps 🙄). Uma rua toda de pedras muito difícil de andar com o carrinho. Ruelas muito estreitas, com turistas. Parece que de qualquer canto da cidade dá pra avistar o palácio dos papas. É um muro enorme desproporcional ao tamanho das ruelas. E MI seguia dormindo. Chegamos na praça, fotos fotos fotos depois ela acordou, mais fotos. Muitos turistas ali. Entramos no palácio às 17h. Ele fechava às 18h.
      Victor fará a descrição do local.
      Saímos e fomos pra catedral des doms que fica ao lado. Ela já estava fechada então continuamos o passeio pela escadaria da catedral que dá acesso ao morro des doms. Uma rampa leva até o topo de uma colina que tem uma vista linda da cidade, do Rio Rhone, e da ponte de Avignon. Maria tava muito enjoada e tola. Não conseguimos tirar Foto dela. Lá em cima também tem um lago com patinhos, cisnes eum café. Maria se distraiu com os patos. O sol estava lindo e o céu limpo. Demos sorte, pois no dia seguinte estava tudo nublado e a paisagem não tava bonita.
      Descemos e paramos no restaurante l’epicerie para jantar. O restaurante fica numa de muitas pracinhas que têm em Avignon, na frente da basílica de São Pedro. Maria não comeu direito, acho que já estava com sono. Como estava quente e sem vento, sentamos numa mesa exterior. Comemos rápido e fomos embora. Paramos no supermercado, que ficava tbm bem próximo de casa. Chegamos no apto, coloquei ela pra dormir e dormimos tbm. Deixamos pra cozinhar no dia seguinte.
      Como não conhecíamos a cidade, estávamos meio confusos e perdendo muito tempo olhando o gps. Depois percebemos que não tinha muito mistério a cidade e tudo era realmente muito próximo.
       
      20/09/2019 - sexta - Avignon
      Acordamos, eu com dor nas costas, banho e papai foi fazer a comida. Arrumei a nenem, dei café da manhã. Saímos tarde, com ela dormindo. Seguimos pro Petit palais, museu ao lado do palácio do papas. Fomos por outro caminho mirabolante do Google maps kkkkkkkk. Aff. Mas serviu pra conhecer toda a cidade. Acabou que “buiamos” à beira do rhones e com uma vista pra ponte de Avignon. Fotos. Continuamos seguindo o mapa até o palácio. A entrada era gratuita uhul visitamos o museu que tinha pinturas italianas e renascentistas, de boticelli e algumas obras que ganharam do louvre, esculturas medievais, arquitetura romana. Era pequeno e um andar estava fechado. Depois voltamos pra praça do horologio, paramos num restaurante pra dar o almoço da nenem e tomar um vinho com queijos, fazer hora pra esperar o museu calvet abrir de novo (os museus fecham 13h e abrem as 14h). A praça do horologio tem muitos restaurantes e árvores, as mesas ficam no centro da praça cobertas por guarda sois e a sombra das árvores.
      Seguimos pro museu. Lá tinha brughel e bosch, uma salinha com 3 tumbas egípcias (o resto estava fechado), pinturas italianas e francesas, e até arte moderna.
      Saindo do museu pegamos um caminho pra sorveteria amorino, e descobrimos a 25 de março de Avignon. Kkkk
      La Braderie é um festival de liquidação de todas as lojas de Avignon, que colocam os produtos na calçada e dão descontos de até 80%.
      Voltamos pra catedral des doms, pra visitar por dentro. Achei super sem graça lá dentro. Não valeu a pena voltar pra lá. A nave principal é toda em branco e tem um altar redondo com poucos detalhes. Parece uma igreja anglicana.
      Saímos de lá e fomos atrás de um restaurante que estava marcado no planejamento. Chegando lá não gostamos, fomos procurar outro. Topamos com um restaurante corsa (da Córsega). Pedimos uma lasanha de brócolis e espinafre e um prato que era tipo um escondidinho de carne e salsicha de porco corsa.
      Acabou que a comida veio maravilhosa! O vinho era muito bom também. Demos comida pra Maria e comemos também. Ficamos pesquisando sobre a Córsega e descobrimos que é uma ilha que faz parte da França, e lá tem um movimento separatista e nacionalista. A decoração era toda referente à Córsega, cerveja Córsega, a charcuterie toda Córsega. E tinha cartazes de protesto contra a prisão de um revolucionário Corsa, que foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do prefeito da Córsega. Nos demos conta que estávamos num restaurante nacionalista corsa, que provavelmente é lavagem de dinheiro do movimento revolucionário, já que só aceitam pagamento em espécie. Kkkkkkkkkkkk
      Chegamos em casa cedo, fizemos a comida, fechamos a mala, demos banho e colocamos a nenem pra dormir. Dormimos. Cansados! No dia seguinte partiríamos às 9:40 para Nice.
       
      21/09/2019 - Avignon / Nice
      Saímos 8:40 de casa pra pegar o trem para Nice. Ainda não tínhamos comprado as passagens. O percurso pra gare de Avignon centre é curto, chegamos, compramos o bilhete na máquina, pois já estamos habituados. Compramos um café e croissants, e fomos pra plataforma de embarque. O trem chegou, entramos logo pra ter onde colocar as malas e pegar um bom lugar. Como íamos de TER, não há lugares marcados. Tudo tranquilo. Maria dormiu. Chegando em marseille ela acordou. Descemos pra fazer a conexão pra Nice. Paramos num café da gare pra dar lanche pra Maria. Logo em seguida fomos em busca de um banheiro pra troca-lá. A gare de marseille estava apinhada de gente, muito difícil transitar. É só tem um único banheiro. Estava lotado, inclusive o trocador de bebês. desistimos, fomos logo pro trem, pois apesar de ainda faltar 15 minutos pra partida, achei melhor ir logo. Chegando lá quase não tinham mais assentos “bons” mas conseguimos pegar um mais espaçoso. Trocamos fralda de cocô 💩 no banco do trem.
      Maria estava agitada, danada... ficou tirando o sapato, sentando levantando, chorando, querendo pegar no lixo, querendo fazer tudo o que não podia.
      Foi uma longa viagem (2:40) até Nice.
      No caminho, o trem passa varias vezes pela beira do oceano e a vista é bonita. Porém estava nublado.
      Chegando em Nice, saímos da gare em busca do ponto de ônibus. Rodamos um pouco depois parei no office de turisme. Descobri que o ônibus que queríamos pegar não existe mais. A estação d tram era a 10 minutos a pé. O apto ficava a30 minutos a pé Estava choviscando... decidimos pegar táxi. 15 euros até o airbnb.
      Chegamos e o anfitrião estava fazendo a faxina. Deixamos as malas e fomos procurar o que comer, e aproveitar pra passear na promenade des anglais. A avenida, que fica à beira mar, tem um calçadão espaçoso, duas vias para carros, ciclofaixa compartilhada com pedestres, e prédios neoclássicos. A cor do mar é impressionante... azul turquesa, mesmo com o céu nublado! Ficamos boquiabertos e caiu a ficha: estamos na côte d’azur! Muitos turistas também passeavam pela orla.
      Maria Inês, porém, estava tola e chorona, mas tinha que ficar dentro do carrinho por causa do chuvisco. Resolvemos entrar logo num restaurante qualquer, já que os “nossos” eram distante. Paramos no le cocodile, numa mesa com vista pro mar. Pedimos ostras e uma massa com frutos do mar. A massa não estava al dente, mas o sabor era bom. As ostras estavam boas, eu acho, não comi, só o Victor. Tomamos um vinho branco honesto. Maria continuava danada. Colocamos na galinha pra ela sossegar um pouco. Após comer, fomos ao supermercado e voltamos cedo pra casa. Ela jantou e 19;15 já foi dormir.
      Aproveitamos que estava cedo e descansados, fizemos a comida do dia seguinte, arrumei um pouco a mala, coloquei duas levas de roupa na máquina de lavar e estendi, arrumamos o apto. Fizemos seleção de fotos e dormirmos. A previsão do tempo no dia seguinte era chuva...
       
      22/09/2019 - domingo - Nice
      Acordamos antes das 7:00, tomamos banho. Maria acordou só 8:00. Tomei café em casa, enquanto Victor dava a comida da nenem. Colocamos o macarrão e o brócolis no fogo. Ontem fizemos só picadinho. O airbnb é muito completo, parece que estamos em casa. Tem tudo! Nos arrumamos, pegamos comida e lanche, saímos 9:20 pra missa das 10h.
      Estava choviscando. Aff!!!!!
      Colocamos a capa de chuva no carrinho, ela odiou. Foi chorando no caminho todo. Eu com o paninho da mamãe na cabeça e um casaquinho. Andamos pela promenade des anglais até a igreja, que fica na Vielle Nice, uns 30 minutos.
      Mesmo com chuva, muitos turistas na rua, e muitos corredores fazendo corrida. Uns franceses bem magrelos e já na 3a idade, correndo na chuva kkkk casais de gordinhos. Casais judeus. Jovens. Todos correndo na chuva. O mar continuava azul turquesa. Ficamos besta de ver um pessoal tomando banho de praia, 9 da manhã com chuva 😂 mais à frente, estava tendo era uma competição municipal de natação, e haja francês nadando!!
      A chuva aumentou, andamos mais rápido ainda até que chegamos na igreja. Pensei que a Maria fosse dormir, mas nada. Passsou a missa toda perambulando e fazendo danação.
      No final da missa trocamos a fralda no banco da igreja pois estava feita cocô. Depois dei peito pra ver se dormia. Enquanto isso as luzes iam apagando mas algumas pessoas ainda estavam dentro da igreja. Entendi que a igreja ia fechar mas não me apressei pq ainda tinha gente. Eu queria fazer a Maria dormir e sair de lá com ela na adormecida, procurar um restaurante com calma, pra nos abrigarmos da chuva e dar o almoço.  Uma velhota francesa me abordou dizendo que tínhamos que sair. Que ali não era berçário pra dar de mamar. 😡
      Eu respondi “Pardon, mais ici c’est la maison de Dieu”. Continuei dando mamar, e sem pressa arrumei as coisas pra sairmos. Fiquei mt aborrecida.
      Saímos de lá com Maria berrando por estar presa no carrinho. Todos os restaurantes que havíamos selecionado no planejamento estavam fechados. Só abrem segunda ou terça. E os que estavam “abertos” , só abriam mesmo 12h. Que cidade estranha!!!!!
      Tamanho domingo e tudo fechado! Cidade lotada de turistas! Eu hein!
      Entramos na catedral, que era perto, dei mamar, nenem dormiu, procuramos com calma um resto no Google. Selecionamos um que dizia estar aberto. Chegando lá, fechado. Decidimos procurar pela rua mesmo.
      A Nice velha é muito fofa, ruelas estreitas quase todas de pedestres, casas , janelas e portas antigas, coloridinhas de cores pastel e algumas janelas mais forte. Muitas lojas e cafés e restaurantes, mas ficamos receosos de cair em armadilha pra turistas.
      Aqui claramente se vê a transição entre a França e a Itália. Tem muito da Itália, nos restaurantes principalmente.
      Paramos no Chez Theresa, pensávamos que era restaurante mas era lanchonete. Comemos aquela pizza de cebola e fomos pra outro. Escolhemos um que tinha boa avaliação no Google. Lá, o atendimento foi estranho e a comida sem graça e cara. a sensação de desapontamento aumentou ainda mais. Dia chuvoso, comida sem graça...
      Continuava chovendo, fomos pro museu massena. No caminho, passamos pelo jardim de albertier 1e, meio feioso e sem graça também. No museu A entrada era grátis HOJE em razão da Journée du patrimoine. Pelo menos isso. Acervo sem graça, nada demais. Os museus de avignon eram melhores.
      Saímos do museu e paramos  num café pra dar lanche pra nenem. O café também meio ruim. Kkkk. Que zica!
      Decidimos ir em outro museu pois ainda chovia. No caminho, pela promenade des anglais, parou de chover e ficamos admirando a praia. Descemos, tiramos foto. Desistimos do museu. Passeamos, passeamos. Resolvemos parar num restaurante pra dar o jantar da nenem e tomar um vinho. Já estávamos perto de casa e paramos em um outro rest qualquer, pega turista, mas na beira mar. Quando entramos, o garçom anfipático nos deu uma mesa ruim. Pedi outra mesa, com vista pro mar. Ele negou e virou as costas. Agradeci e disse que o serviço ali era ruim, fomos embora. Eu hein.
      Andando pra casa, todos os bares e restaurantes estavam fechados. Chegamos cedo de novo, demos janta, nenem dormiu..
      Espero que amanhã a zica vá embora, o sol saia, as nuvens Vão embora e consigamos comer uma comida gostosa em Nice!!!


       
      23/09/2019 - segunda-feira - Nice
       
      Acordamos empolgados com o sol!! Nos arrumamos e saímos, sem tanta pressa pois o dia amanheceu um pouco nublado e o sol iria sair só após as 10h. Paramos no supermercado e num café pois mamãe wendy teve um “imprevisto feminino”.
      Chegamos na promenade des anglais... que lindo!!!! O mar estava ainda mais lindo com o sol!!! 😍😍😍
      Paramos e tiramos muuuitas fotos. Depois descemos pra praia e maaais fotos. Mamãe e papai tiraram os sapatos e foram colocar os pés no mar mediterraneo. Água geladinha. As pedras da praia de Nice doem nos pés, Victor não curtiu essa parte. As pedras de mosqueiro são fichinha perto delas kkkkk  pois em mosqueiro são alguns aglomerados de pedras, já em Nice é uma praia toda de pedras.
      Seguimos o passeio pela promenade rumo ao elevador do castelo, um elevador que leva ao topo de uma colina, mas o sol já estava quente demais. Entramos na old Nice pra caminhar à sombra. Pelo caminho, passamos pelo cours de saleya, uma espécie de feirinha ao ar livre. Restaurantes de um lado e de outro com lagostas, peixes e caranguejos expostos em aquários. Mas tinha cara de pega-turista. Aliás, deles tinham muitos.
      Maria dormiu sozinha sentada no carrinho. Fato inédito, e único, nunca mais aconteceu 😂
      Chegando no elevador, subimos. A vista de lá é linda!!! Maaais fotos.
      Do mirante, avistamos toda a old Nice,igrejas, a promenade des anglais, até o hotel negresco.
      Demos uma volta pela colina; que tem árvores e um parque é um café no centro. Como Maria dormia, não brincou no parquinho. De lá de cima, em outro mirante, admiramos também o porto de Nice. Embarcações pequenas atracadas e cruzeiros mais distante, no mar.
      Descemos e já era hora do almoço. Ficamos em dúvida se entrávamos em um dos restaurantes do cours de Saleya ou se íamos para outro, marcado previamente nas nossas pesquisas. Hesitamos e eu decidi ir pra outro. Escolhemos certo.
      Fomos bater num restaurante italiano embrenhado pelas ruelas da old Nice. Comemos um spaguetti com camarão delicioso. Maria almoçou também. Saindo do restaurante, ficamos na indecisão sobre o que fazer no resto do dia. Ir a Mônaco? Ou villefranche-sur-mer? Ou um passeio de barco? O passeio era 18 euros por pessoa, Mônaco não estava nos empolgando muito... decidimos ir a villefranche, que tinha praia de areia. Colocamos o caminho no Google. Pegamos um ônibus e 20 minutos descemos numa parada no meio do nada kkkkkkkj
      Gente, o Google dá os piores caminhos. E olha que sou macaca-velha de Google. Eu tinha percebido que era cilada, mas deixei o Victor liderar. Ele anda estressadinho e não quis contrariá-lo.
      Fomos seguindo o caminho esquisito do Google. Entramos na propriedade do que parecia ser um hotel, uma estradinha de ladeira pequena que ia fazendo zigue-zague até a praia. Nenhuma viva alma... só nós. Fomos descendo até que chegamos no estacionamento da praia, que tinha umas mesas de piquenique. A praia logo abaixo, seguia a orla até uns prédios e o centro, estação de trem, mais afastados. Sentamos numa mesa sob as árvores, aproveitamos a brisa, a vista, e dei o lanche da Maria. Uvas.
      Caminhamos até chegarmos à parte principal da praia. Entramos num restaurante que ficava na faixa de areia, pra sentar e tomar um vinho olhando o mar.
      Tirei o sapato e levei a Maria pra pisar na areia e na água. Ela estava assustada com as ondas, chorou mas depois se acostumou. Tiramos fotos.
      Já era hora de voltar pra casa. Subimos uma escada e uma ladeira para chegar na estação de villefranche compramos o bilhete de trem, ficamos perdidos sem saber onde era a plataforma, se do lado direito ou esquerdo.
      Não tem placas, não tem funcionários. Fui perguntando e encontrei. Sentamos pra esperar o trem. Até que foi anunciado que o próximo trem tinha sido cancelado. O seguinte era dali a 15 minutos. Ok, esperamos. Quando o trem passou, estava lotadissimo. Apinhado de gente, muita gente. Turistas e franceses. Gente com aquele CECE azedo. Putz. Maria dormia no meu colo. Me espremi por la, sentei no degrau do trem. Ainda bem que a viagem era rápida.
       
      Chegamos em Nice na estação central, compramos logo a passagem pra Gênova. Saída às 8:01. Caminhamos até a promenade des anglais, paramos no hard rock café. Pedimos duas entradas, um camarão e um trio de mini hambúrgueres. Victor pediu errado os sabores do meu hambúrguer e vieram super apimentados. Pense numa mulher com raiva 🙄
      Maria jantou na cadeirinha.
      Apreciamos o por do sol em Nice. Saímos do hardrock após detonar  o tradicional brownie com sorvete.
      Chegamos em casa, arrumamos as coisas e dormimos. 
       
      24/09/2019 - Nice-Genova -Milão
      Acordamos 6h com despertador. Victor estava nervoso pois o trem sairia às 8:01 para Gênova, tínhamos que sair antes das 7h, e não sabíamos direito se íamos de ônibus, Taxi, Uber ou a pé. Mas eu já tinha pesquisado números de telefone de táxis em Nice pra pedir. Sabia que a pé não ia dar certo... íamos demorar muito e cansar muito. Ônibus também não tinha por perto.
      Ele tomou banho, depois eu, Maria já acordada. Fechamos a mala, tiramos o último lixo, guardamos a louça da noite anterior, tiramos a roupa de cama e banho - tudo orientações do anfitrião do airbnb. Telefonei pro Taxi (em francês, cof cof), que chegou em 5 minutos. Coloquei um casaco e sapatos na Maria, deixamos a chave de casa na mesa e fechamos a porta... não deu tempo de fazer revisão minuciosa. Espero não ter esquecido nada.
      O táxi já estava aguardando lá embaixo. Um rapaz simpático, conversou conosco perguntamos de onde vínhamos, e depois elogiou meu francês e perguntou onde eu havia aprendido. Cof cof.
      Descemos na gare de nice ville, fomos checar a televisão que dá as informações dos trens. Tudo ok. Nos acalmamos e fomos nos despedir da França tomando um café crème et croissants na Paul. Normalmente preferimos patisseries locais e artesanais, mas a paul tem o melhor croissant de todos. E olha que eu testei vários, comi croissant todo dia. 
      Logo deu 7:30, a plataforma de embarque já estava disponível. Corremos pra lá, pra garantir lugar pra mala. Embarcamos. Maria Inês ficou espoletando entre as cadeiras, e nós abestados com a paisagem. A viagem inteira foi margeando o mar Mediterrâneo. Foi lindo! De vez em quando entrávamos num túnel ou passávamos por alguma cidade, mas a maior parte do trajeto foi na beira mar. Vimos praias, prainhas, casas bem defronte pro mar, pescadores. Très belle la côte d’azur!!!!!
      No trem os anúncios eram feitos em francês e em italiano. Acompanhamos pelo Google maps nossa localização, depois de cruzar a fronteira França - Itália, os avisos passaram a ser em italiano e depois francês.
      Maria cochilou 40 minutos, e logo acordou.
      Ainda no trem percebi que as mulheres italianas são mais “presença”. Não lembro de, na França, alguma mulher ter chamado minha atenção. No trem, as italianas não passaram despercebidas. Postura, trajes, cabelos, Acessorios. Elas são belas e imponentes! Resolvi me aprumar mais pra não ficar “por baixo”. Coloquei meu óculos escuro e arrumei o cabelo. Victor colocou a camisa pra dentro da calça.
      Maria tirou o pijama e trocou de roupa.
      Chegamos em Gênova com atraso de 20 minutos - coisa que nunca aconteceu na França.
      Guardamos a mala e saímos da estação passeando pela beira mar/zona portuária de Gênova. Os prédios e construções antigas, muitos camelôs na rua, estávamos numa parte meio esquisita da cidade. Meio suja e desleixada, muita gente estranha na rua. Logo chegamos no Porto Antico, passamos defronte ao aquário de Gênova. Entramos no centro histórico, encontramos uma igrejinha que o Victor visitou e eu não pois tinha uma escadaria  e não quisemos fechar o carrinho.
      O restaurante era em próximo e tinha acabado de abrir. O menu dava direito a 2 pratos, vinho e água. Pedimos: massa ao molho pesto, massa com um camarão estranho italiano, um hambúrguer de peixe com salada e salada de lulas.
      O pesto estava muito bom, super suave e delicado. A massa de “camarão” também estava gostosa,
      Com bastante alho e azeite. Victor não curtiu muito. Os outros dois pratos eram sem graça, poderia ter ficado sem.
      Maria almoçou sua comidinha.
      Saindo do restaurante voltamos pela rua paralela à beira mar, pela sombra. Ainda  na região Porto, varios boxes com lojinhas de comércio informal. O aspecto de sujeira e falta de segurança permaneciam. Nada disso vimos na França.
      Continuamos o caminho de volta pra estação de trem caçando um gelato e uma focacia. Na rua que pegamos tinham vários departamentos da universidade de Gênova. Vários prédios diferentes, antigos, um ao lado do outro, todos pertencentes à universidade. Passamos pelo campus de ciências sociais, departamento de direito público e processual e de jurisprudência, dentre outros.
      Encontramos o gelato e a foccacia de queijo recco no HB. Ambos deliciosos. Pedi gelato de 3 chocolates e de baunilha com cookies 😁
      Chegamos na estação de trem às 14:50. Compramos o bilhete pra Milão no trem das 14:19, que estava 5  minutos atrasado.
      Fomos buscar a mala que estava no locker... quando chegamos lá, o local estava fechado!! Bateu o frio na barriga. Por sorte tinham polizeis no meio da estação. Fui na mesma hora falar com eles, pois não tinha informação turística na estação. Expliquei o ocorrido. Destacamos toda a brigada policial - 3 polícias e 2 das forças armadas. Chegando no local, já estava aberto. “Fumare!” A polizei me explicou. Ah tá!!
      O responsável pelo bagageiro tinha saído pra fumar.😬🤷🏽‍♀️
      Resgatamos a mala, peruamos pela estação até encontrar o caminho pra plataforma, e o trem já 15 minutos atrasado. Depois mais atrasos e de 14:19 saímos apenas 14:40. Muita gente viajando pra Milão, o trem está lotado.
      Maria fez popô... depois de nos instalarmos nos assentos, trocamos a fralda no banco do trem. Coitado do chinês que viaja do nosso lado.
      Já passamos do Piemonte. As paisagens foram de Campos verdes e montanhas ao fundo.
       
      26/09/2019 - quinta-feira - Milão
      Acordamos 7:15, com a Maria Inês. Ficamos de chamego na cama depois papai tomou coragem e foi pro banho. Mamãe Wendy levantou com a nenem e foi preparar o café da manhã. Tomamos café, nos arrumamos, e saímos. Colocamos o pé pra fora e surpresa. O que é isso? Chuva? Nublado? Era neblina. Olhei no Google pra confirmar. O dia estava todo fechado, mas não chovia. Ufa!
      Victor adorou. Estava gostoso, nem calor nem frio. 18 graus.
      Nossa primeira parada era bem próximo de casa. Castelo Sforzesco, primeiro o parque, depois o museu. O parque é meio sem graça, não tem nada demais. Algumas árvores, um lago bereré e sujo com uns patinhos, poucas flores. Mas chamou atenção o forte perfume que vinha delas. Acho que são primas do jasmim. Íamos caminhando entre elas e o aroma era perceptível.
      Entramos no castelo, compramos o bilhete sem filas, mas já era mais de 10h, então antes de ver o museu sentamos no café pra dar a merenda da nenem e tomar um capucco.
      Maria comeu uma tangerina inteira mais um pedaço de croissant do papai. Após o lanche, ficamos peruando parece lesos procurando a entrada do museu. Pergunta de lá e de cá, os italianos dando informações estranhas e nós sem saber italiano pior ainda. Até que descobrimos e começamos a visita. Maria mamou e dormiu logo no início.
      O museu também é sem graça... tem peças decorativas de igrejas antigas tipo colunas, esculturas, tapeçarias.
      A melhor parte é a sala del asse, uma sala que foi toda pintada de afrescos por Leonardo da Vinci. Ele morou em Milão, no ducado de Ludovico, il Moro. Foi contratado pelo duque pra fazer a decoração do castelo. Dentre outros trabalhos que ele fez, esse foi o mais importante.  Ele começou a pintar a sala, mas a invasão do exército francês o interrompeu, ele foi embora e ficou inacabado. Os soldados passaram uma camada de um tipo de tinta branca por cima de tudo. Em 1860, aproximadamente, o afresco foi descoberto. Um artista foi chamado pra fazer o restauro. Já nos anos 1970, decidiram retirar o restauro, a camada de tinta branca, pra tentar alcançar o afresco original. Em 2013 passou por novo tratamento. O museu fez um vídeo interativo muito interessante pra explicar tudo isso.
      Terminamos a visita e seguimos pro 1o andar, para a pinacoteca. Também sem graça. Tinha uma exposição de móveis bereré também. Saímos do castelo umas 12:30, seguimos pra basílica de Santo Ambrosio, onde se encontra o corpo inicorrupto do santo. No caminho, procurávamos um café pra sentarmos e dar o almoço da Maria.
      Todos os pequenos restaurantes que encontrávamos estavam com filas e muito lotados. Estávamos numa área comercial, tinham muitos italianos de terno e gravata saindo pra almoçar. Paramos num café restaurante pequeno também com fila, mas com mesas lá dentro. Fechamos o carrinho, sentamos na minúscula mesa e eu fiquei na fila pra pedir. Pedimos dois pedaços de uma pizza quadrada. O italiano que aparentava ser o dono do estabelecimento fez sinal para eu me sentar e sair da fila, mandou eu pedir pro “ragazzo”. Me sentei, tirei as comidas da Maria e fui pro balcão esperar uma oportunidade, no meio da confusão, pra pedir que esquentasse no microondas. Ele me mandou sentar e esperar. Kkk fiquei em pé, sem entender direito o que ele dizia. Mas continuei em pé no balcão. Esperei pacientemente. desafogou um pouco, ele me deu um prato e esquentou o almoço da nenem. E nada do nosso pedido. Esperamos muito, até que o ragazzo (um garçom ) veio na nossa mesa, reiterei o pedido. Demorou mais ainda. Até que a comida chegou. Maria estava quase terminando de almoçar.
      Pelo que entendi, ele atende primeiro os pedidos pra levar e depois os pedidos nas mesas. 🤷🏽‍♀️
      Saímos daquela confusão, chegamos na basílica, visitamos. Vi o esqueleto do santo! 💀
      Voltamos pelo mesmo caminho e paramos em outra igreja, uma meio despintada, mas que é considerada a capela sistina de Milão. Muito bonita mesmo. Toda pintada com afrescos.
      De lá fomos pro cenáculo, não tínhamos ingresso (tentei comprar pelo telefone, ainda do Brasil, e nunca consegui. Não sei qual o macete pra conseguir esses ingressos, eles esgotam muito rápido) nem conseguimos comprar na hora. Não entramos. Visitamos a igreja ao lado, que tem uma obra do caravaggio.
      Li que naquele local originalmente tinha uma obra de tiziano, roubada e que hoje está no louvre. Fiquei me perguntando se não há nenhuma regra, acordo ou ética internacional sobre esses roubos, porque continuam nos museus em vez de serem devolvidos pros donos originais?
      Tentamos visitar a casa do Leonardo mas também estava com ingressos esgotados.
      Ficamos meio triste. Eram 16:40, Maria dormiu.
      Andamos de volta pra casa na esperança de parar num restaurante e tomar uma taça de vinho. Os outros pontos turísticos de interesse eram muito afastados e queríamos chegar cedo em casa pois amanhã é dia de deslocamento.
      Nos perdemos e quando nos achamos já tínhamos desistido do vinho. Viemos direto pra casa.
      Jantar, banho, arrumar mala, dormir.
      Amanhã vamos pra Veneza no trem das 8h.
       
      27/09/2019 - sexta-feira - Milão / Veneza
      Acordamos atrasados. Em vez de 6h, só despertamos 7h. Tomamos banho apressados, guardamos pijama e necessaire, colocamos o sapato na pequena e saímos pra stazione Milano Centrale. Chegamos lá 8:36. O trem que queríamos pegar saiu 8:25. Tudo bem, ele custava só 20 euros mas levava 4 horas pra chegar em Veneza.
      Pagamos mais caro no trem das 9:45, o Frecciarossa que leva 2:26 pra fazer o mesmo trajeto.
      Enquanto esperávamos, tomamos café na estação. Capuccino e croissants. Maria comeu abacate, croissant e quis tomar capuccino conosco. Agora ela quer comer tudo o que comemos. Gelato, capuccino, massa. Tudo o que ela vê a gente comendo, abre a boca também pedindo pra comer. Daí a explicação daquela foto de boca aberta e o gelato.
      Assim que a plataforma foi informada, levantamos acampamento e seguimos pro embarque.
      No trem, estávamos em cadeiras separadas. Creio que por termos comprado a passagem em cima da hora, sobraram só lugares distantes um do outro. Pedi pro passageiro que ia ao lado do Victor pra trocar de lugar comigo. Ele disse não. Fiquei com raiva e comecei a bolar planos de vingança👿
      Levantei da minha cadeira com a Maria e levei pra trocar, no colo do Victor. Infelizmente não tinha popô. Na fileira ao lado, uma família com uma filha e um filho, de 6 e 4 anos respectivamente. Maria, que adora fazer amigos, se animou e foi interagir. Fiquei em pé com ela, conversando com os pais e as crianças. A mãe, Eleonora, é tradutora italiano -inglês/russo.  O pai Michele acho que é jornalista. As crianças, Niccolo Roberto e Martina. São de Bira, no sul da Itália. Martina adorou a nenem e ficou brincando com ela. No final, já estava protegendo a cabecinha da quina da mesa, dizendo “não” quando ela ia pegar algo do chão, levando pra passear e trazendo de volta kkkkk
      Eles iam pra um parque de diversões estilo Disney, que tem aqui próximo a Verona. No final, a despedida foi longa. Muitos “ciaos”, praccere em conhecere, beijos e abraços, e mais ciaos.
       
      Convites para ir a Bira e a Belem.
       
      Nossos amigos foram embora, Maria continuava elétrica. Resolvi colocar o iPad com galinha pintadinha.
      Troquei de lugar com o Victor, e sentei ao lado do italiano insensível que não quis trocar de lugar.
      Pelo que percebi, ele estava se preparando pra uma apresentação de power point, pois vi as impressões dos slides e ele lia e relia e falava sozinho.
      Coloquei a galinha pintadinha num volume baixo, pra quem estava longe. Ele começou a falar em voz alta e repetir as coisas pra si mesmo, como se esforçando pra manter a concentração.
      Ri sozinha. Minha vingança havia se completado. HUA HUA HUA. 😈
      30 minutos depois, nenem se enjoou do iPad. Mamou e dormiu.
      Chegamos em Veneza, ela se acordou na saída do trem.
      Logo pegamos o trem seguinte para Spinea, cidade vizinha a mestre, onde estamos hospedados.
      A casa fica logo atrás da estação de trem. Quando descemos, pegamos o caminho errado e demos uma volta desnecessária. O Google da o endereço errado, o que eu já sabia. Ficamos vagando em busca do N. 33, até que achamos, de fato, atrás da estação. Percebemos que tínhamos andado demais, sem necessidade. Kkk
      A casa estava toda fechada, com correspondência acumulada na caixa de correio.
       
      Eu estou sem créditos no celular, sem internet. Tentei telefonar para a anfitriã mas escutei uma mensagem em Itáliano, não entendi o que dizia. Presumi que era uma mensagem avisando da falta de créditos e que a ligação não havia sido completada.
      Fiquei tentando decidir o que fazer, bolar os planos B, C e D...
      Um senhor de bicicleta chegou na casa ao lado, então o abordei perguntando se conhecia a pessoa que morava ali na casa 33. Ele não falava um pingo de inglês. Disse que o portão da garagem ficava sempre aberto, e que era estranho estar fechado. Perguntei se era a “Donna” Sonia que morava Ali; ele disse que sim. Me perguntou se eu havia telefonado, eu tentei explicar que meu telefone não funcionava. Ele pediu o numero, ia ligar do celular dele. Nessa hora, a tal Sonia me liga dizendo que chegaria em 5 a 10 minutos.
      Ufa!!
      Já estava tensa. Uns 15 a 20 minutos depois ela chegou, abriu a casa. O check in estava marcado pras 15h, e ainda eram 12:45. O quarto estava ainda desarrumado, outros hóspedes haviam desocupado recentemente. Ela disse que ia preparar o quarto, e que era pra esperarmos na sala. Deixei nossas tralhas no quarto, demos o almoço da Maria, trocamos fralda, e saímos no trem das 14:14. Nessa estação, spinea, o trem passa sempre aos 14 e aos 41 minutos de cada hora. Chegamos em Veneza, linda! Fomos logo tirando fotos, depois seguimos pro restaurante antico Gaffaro, onde jantamos também na nossa chegada em Veneza, em 2016. Fizemos o mesmo trajeto, vimos os mesmos locais e ficamos lembrando da nossa chegada em 2016, a noite, -2ºC. Achamos o restaurante, sentamos e pedimos a comida. Eu estava urrando de fome. Pedi carbonara e Victor, amatriciana. Maria novamente mostrou interesse na comida, bem enfaticamente na verdade, ela praticamente exigia comer também. Eu comia uma garfada e dava uma outra pra ela. Nos deliciamos num dos melhores almoços da viagem. Pedimos meio litro de prosecco da casa.
      Aproveitei pra dar o lanche da Maria, pois já eram 15:30.
      Saímos do restaurante de alma leve...
      Veneza está lotada, apinhada de turistas. Fomos caminhando com dificuldade pelas ruelas, em direção à praça de São Marcos. Tomamos gelato, o qual também foi dividido com a Maria Inês, que abria a boca e só fechava quando colocávamos a colher suja de sorvete na boca dela. “Uma pra mamãe, uma pro papai, uma pra nenem”. Tive que me esconder com o sorvete pra ela não pedir mais. Andamos, andamos, andamos até a praça. Chegando lá, mais turistas. Dificuldade em tirar fotos, de tanta gente. Fotos fotos fotos, Maria andou, perseguiu os pombos, caiu, levantou, chorou, fez popô. Fomos em busca do banheiro público pra trocá-la. Chegando lá, era pago, 1,50 euros. Não quis pagar, trocamos no carrinho mesmo. Dei peito e ela dormiu. Fomos em busca de um bar a vins.
      Encontramos, mas estava aberto só para jantar. Desistimos. Já eram 18:00, decidimos voltar pra estação Santa Lúcia e ir pra casa. Andamos de volta, desviando de turistas, chinas etc. paramos no supermercado, não tinha frango nem picadinho, nada de carne. Não encontramos outro super. Chegamos em Santa Lúcia as 19:15. Pegamos o trem das 19:40. Dei o jantar da nenem dentro do trem.
      Chegamos em casa, procedimentos de banho e dormir.
      Eu estava muito cansada da maratona. Pra passear com a Maria, temos que carregar o carrinho em todas as pontes. Minha mão ficou cheia de Calos e eu cansei demais. Não gostei... no dia seguinte vou levar o canguru. Os turistas são chatos, me incomoda demais. Em dezembro de 2016 a cidade estava vazia, transitável, apesar do frio de rachar. Agora é turista pra todo lado, eles são mal educados, não tem sensibilidade com os bebês nem com as famílias.
       
      28/09/2019 - sábado - Veneza
      Hoje nosso dia começou todo enrolado, saímos atrasados de casa porque nos enrolamos fazendo a comida da nenem, o trem atrasou, enfrentramos uma fila enorme pra pegar o vaporeto pra Murano, com direito a “barraco” que quase chegou às vias de fato com um turista que, tentando atravessar a fila do vaporeto que cruzava toda a calçada, se aborreceu e empurrou o carrinho da neném (no sentido contrário ao das rodas, ou seja, com real risco de tê-lo derrubado com a criança sentada nele). Saí esbravejando atrás do cara, e tive que ser contida por outros turistas. Victor ficou parado na fila, segurando o carrinho e achando graça. Fiquei ensandecia e tremia de raiva.Enfim.  Chegando em Murano, nos perdemos um do outro, depois nos encontramos, e andamos muito tempo pra encontrar a estação do vaporeto pra Burano, e quando encontramos, adivinha? Uma fila ainda maior. Depois de tanta tensão, seja pelo barraco com o velho, seja por ter me perdido do Victor, tudo isso sob um sol de lascar: Desistimos... voltamos tuuudo de novo pra Veneza. Chegamos exaustos e com a sensação de um dia perdido. Fomos almoçar no Chat Qui Rit, um bistrot sofisticado, caro, bom atendimento, comida conceitual, pouca, até gostosa mas não me convenceu. Mais sensação de derrota. Após o almoço, ainda no restaurante, eu decidi trocar a fralda da Maria Inês. Descobri que havia esquecido de colocar fraldas descartáveis na mochila. Desespero bateu de leve… Comecei a procurar uma farmácia por perto. Por providência divina, havia uma farmácia a 1 minuto de distância. Fui, comprei um pacote de fraldas quanse chorando de felicidade. Em Veneza tudo é distante, com muitos turistas, difícil de transitar. Já estava imaginando ter que andar muito pra encontrar essa fralda, e depois retornar ao restaurante, o transtorno que seria.. Veneza apinhada de gente, difícil de transitar entre os turistas, ainda mais com carrinho de bebê. Eu estava cansada, suada, com calor, insatisfeita com o dia e questionando minha escolha de vir a Veneza. Logo eu, que amo tanto a cidade...
      Decidimos levar a bebê pra brincar no giardino, andamos bastante, graças a Deus as pontes da margem a partir de St. Market têm rampas. Quando chegamos no jardim a bebê já tinha dormido. Ficamos descansando. Decidimos tomar uns drinks em alguma osteria pelo caminho. Estávamos, à essa altura, no bairro de Castello. A quantidade de turistas já havia diminuído significativamente 🙌🏽 pudemos caminhar com tranquilidade e calma, e a sensação boa de estar na “nossa” Veneza voltou. Sentamos num bar à beira do canal, pedimos bruschetas de bacalhau e marguerita e prosecco e aperol.  Divino! Repetimos! Ficamos observando os casais que chegavam à beira do canal. Crianças no andar superior de uma casa estavam se fantasiando e vinham à janela acenar pros transeuntes. Fiquei acenando de volta. Ufa! As coisas começavam a dar certo, finalmente. O sol já tinha esfriado, quando saímos do bar demos de cara com ele, ali todo pomposo. O fim de tarde estava lindo e tivemos oportunidade de assistir ao pôr do sol de “camarote”, em Castello. Que presente! O pôr do sol foi um dos mais incríveis que já vi na vida e ficará na memória pra sempre. Fiz time lapse, muitas, muitas muuuuuuuuitas fotos. Voltamos à ferrovia de vaporetto e fomos admirando o show de cores no céu, após o anoitecer. Ele ia mudando de cor, de laranja para lilás. Gratidão 🙏🏽
       
      29/09/2019 - domingo - Veneza e Pádua
       
      Último dia em Veneza! Acordamos, nos aprontamos, pegamos o trem de Spinea para Veneza. Iríamos assistir à missa Tridentina numa igreja defronte à estação Santa Lucia, na Chiesa de San Simeon Piccolo. Chegamos um pouco cedo para a missa, então resolvemos tomar café em algum lugar. Saímos procurando onde sentar, havia uns hóteis pequenos que serviam café nas mesas do lado de fora, mas achei os preços salgados demais. Seguimos andando meio sem rumo pelas redondezas, cruzamos uma ponte bem pequena e resolvemos parar num local que tinha preços melhores e ficava à beira do canal. Pedimos o tradicional café, suco de laranja e croissant. O croissant estava horrível, mas o café e suco de laranja, ótimos. Maria ficou zanzando por lá, revezávamos eu e Victor pra acompanhá-la. Pagamos e fomos pra missa. Pensei que ela iria dormir durante a celebração, mas não rolou. Ficou muito sapeca durante toda a missa e acabou cativando o casal que estava sentado no banco de trás. 
      Após a missa, seguimos para a ponte de Rialto, onde iríamos realizar um último desejo em Veneza: almoçar à beira do canal. Escolhemos almoçar no mesmo restaurante que papai e mamãe haviam passado no ano anterior, “Al Buso”. Andamos muito, seguindo as placas amarelas que indicavam o caminho “per Rialto”, acompanhados de muitos turistas. Finalmente chegamos no restaurante. Conseguimos uma pequena e espremida mesa para duas pessoas, mais o espaço para o carrinho. Infelizmente a mesa não estava exatamente à beira do canal, ficamos separado dele por uma outra mesa, que logo vagou e foi ocupada por um casal de chinas. Mas tudo bem. A vista estava ótima, a comida saborosa, realizamos nosso desejo. Não pude deixar de me incomodar com a quantidade absurda de turistas que se amontoava ao redor do cordão de proteção que o restaurante coloca na calçada para delimitar seu espaço. Ocorre que ali ao lado, bem “rente” tem um popular ponto de tirar foto com a ponte. Mas tentei abstrair e me alegrar e aproveitar ao máximo aquela experiência. O garçom esquentou a comida da Maria Inês, ela comeu, depois eu comi. Meu prato estava super apimentado, depois pedi pra trocar com o Victor.
      Saindo de lá, fomos trocar fralda da Maria Inês. 
      Paramos num dos banheiros públicos da cidade, e lá chegando havia um grande cartaz informando que menores de 6 anos não pagavam a entrada no banheiro. Pedi a entrada para a bebê, e a servente me cobrou 1,50 para a minha entrada. Expliquei que eu não iria usar o banheiro, somente a criança. Ela insistiu que eu deveria pagar. Eu respondi que não estava entendendo, pois o cartaz dizia que era grátis. Ela partiu pra ignorância. Começou a falar em italiano, perguntou se eu falava italiano, ao que respondi que não. Então começou a me dizer que eu se eu viajava para a Itália, deveria falar italiano. Não fiquei calada, respondi em português mesmo um monte de coisas. Desci, abri o carrinho e troquei a fralda lá na frente mesmo. 
      Seguimos pra estação Santa Lucia, pegamos o trem para Padua, onde iriamos visitar a capela do Giotto. 
      Na estação de Padua, bem pertinho, fomos ao banheiro trocar a fralda da nenem, não pagamos nada e depois o funcionário ainda me deixou usar o banheiro de graça.
      Andamos até a capela. A cidade estava muito diferente do que havíamos visto em dezembro! Passamos pela ponte, pelo parque, que estava todo dourado do outono. 
      Chegando no museu, compramos o ingresso, tomamos um café, dei lanche pra Maria, assistimos a apresentação mutimídia que antecede a visita, depois fomos para a fila pra entrar na capela. A entrada é muito burocrática por conta da preservação dos afrescos.
      Lá dentro pudemos contemplar a riqueza e a singularidade das obras de Giotto. Ficamos embasbacados com a beleza e a histórioa do local. Tiramos fotos enquanto tentávamos conter a bebê que estava bastante danada.
      15 minutos depois, nosso tempo terminou.
      Saímos do museu e fomos pro jardim. O sol estava se pondo, mais ou menos igual à nossa visita em 2016. Tentei reproduzir a mesma foto que fiz na época, agora no outono e já com um rebento no colo.
      O jardim estava animado, com barraquinhas de comida, música e várias famílias e jovens por ali. Sentamos, Maria Inês dormia. Victor foi buscar prosecco e pizza para nós. Nossa despedida da Itália não poderia ter sido melhor! 
      Voltamos de trem para Spinea. Maria Inês jantou, dormiu, arrumamos nossas coisas pra viagem do dia seguinte, rumo à Lisboa.
       
      30/09/2019 - segunda-feira - Veneza/Lisboa
      Acordamos cedo, pegamos nossas coisas e saímos sem tomar café. Maria tomou café no trem e nós no aeroporto, quando chegamos. Pegamos um trem para Mestre e de lá, depois de nos enrolar um pouquinho, pegamos o ônibus para o aeroporto.  Estava meio ansiosa para a viagem de avião. Chegamos extremamente cedo e com muita antecedência no aeroporto Marco Polo.
      Sentamos num cafe, comemos e ficamos por ali. Depois, despachamos a bagagem, fizemos o check in e entramos no embarque. 
      Pegamos o avião para Lisboa, lá chegamos, tentei colocar créditos no meu chip sem sucesso. Compramos um ticket de ida e volta da linha de ônibus do areo, que nos deixou bem perto do nosso airbnb em Lisboa. 
      Nos acomodamos e resolvemos sair para jantar num restaurante que já havíamos pegado recomendação e tínhamos planejado ir em 2016, mas a visita foi frustrada por conta do nosso atraso de vôo na época. Era o restaurante Laurentina, o Rei do Bacalhau. 
      Saimos de casa e fomos andando pela Av. Fontes Pereira de Melo rumo ao Parque Eduardo VII. Eu estava mole e febril. Tomei remédio. Paramos num café do parque para lanchar. Maria tomou suco de laranja e eu fiz amizades com duas mães que estavam ali no parque brincando com seus bebês. 
      Seguimos pelo parque acima, tiramos fotos no monumento no topo da colina. Seguimos pela rota do google maps até o restaurante. Lá, pegamos uma mesa. Eu pedi um bacalhau cremoso e Victor um bacalhau com batata. Maria Inês jantou sua comidinha. 
      Voltamos a pé por outro lado do parque, paramos no supermercado, compramos alguns mantimentos e fomos pra casa.
      Maria Inês dormiu no carrinho. Chegando em casa, transferi pra cama, tomei banho e dormi. Victor ficou cozinhando as refeições da Maria dos próximos dias. 
       
      01/10/2019 - terça-feira - Lisboa
       
      Acordamos, tomamos café, nos arrumaomos e saímos a pé pela Av. Pereira de Melo, chegamos ao monumento do Marquês de Pombal e seguimos na Av. da Liberdade. A avenida é larga, tem vias principais no meio e menores nas laterais. É toda encoberta com árvores e o calçadão de pedras, com banquinhos e coretos, além de lojas de grifes e marcas famosas. Lembra muito o estilo da praça da República. 
      Chegamos no final da avenida, paramos pra comer pastel de nata, e seguimos passeio. Desembocamos na praça do Monumento dos Restauradores, depois pela praça DOm Pedro IV e finalmente na rua Augusta. Paramos novamente para mais um pastel de nata.
      No fim da rua Augusta tem o Arco da Augusta, que dá vista para a praça do Comércio e o Tejo. Não tiramos foto na praça nem no Tejo pois o sol já estava escaldante.
      Subimos uma íngreme ladeira para o Museu de Santo Antonio de Lisboa, e em seguida para a Catedral. Quando chegamos ao topo, demos lanche pra neném, num banco da praça, e descobrimos que ela havia feito popô. 
      Na hora de trocar, adivinhem. Mais uma vez eu havia esquecido de colocar fraldas descartáveis na mochila. Tivemos que descer TUDO pra rua Augusta, onde tinha uma farmácia. Compramos a fralda, trocamos e subimos DE NOVO para o museu. Depois do almoço, descobrimos que tinha lá perto o elevador de Santa Justa, que teria poupado nosso sacrifício.
      Visitamos o museu de Sto Antonio, que é a casa onde ele nasceu, que enfatiza bastante como o Santo é na verdade de Lisboa e não de Padua. 
      De lá, fomos pra Catedral. O ponto alto dela é… o alto! O andar superior da Catedral dá pra uma linda vista do Tejo.
      Saindo da Igreja, zanzamos muito em busca de um restaurante. Eu já estava urrando de fome. Maria estava dormindo. Paramos num boteco, pedi sopa pois já estava cansada das comidas de restaurante. Victor pediu ….. 
      Maria acordou, comeu. 
      De lá seguimos para o Castelo de São Jorge. Pegamos o elevador, caminhamos mais um pouco e lá chegamos. Mais uma vez nos aproveitamos, justamente, da prioridade da Maria, e logo entramos no castelo. Tiramos fotos, tomei sorvete, apreciamos a vista, seguimos visitando o castelo e terminamos tomando um café. Surpresa: no café tem vários pavões que sobrevoam e ficam pendurados nas árvores.
      Voltamos pelo elevador para a parte baixa e descemos pra praça do Comércio. O sol estava brando e tiramos fotos à beira do Tejo. Finalizamos o dia no Time Out Market, mercado da Ribeira. Um mercado moderno e novo, que reúne o melhor da gastronomia portuguesa e também internacional. Ele estava lotadíssimo, com dificuldade encontramos uma mesa. Demoramos muito na fila para pedir nossa comida, primeiro o Victor, depois eu, para não perder a vaga. Ele pediu.. e eu comi um hamburguer de uma das mais famosas hamburguerias de Lisboa.
      A comida estava deliciosa. Tomamos refrigerante e vinho branco.
      Demos também a janta da Maria Ines.
      De lá, pegamos um ônibus para casa.
       
      02/10/2019 - quarta-feira - Lisboa
       
      Acordamos e decidimos tomar café numa padaria próximo de casa. Chegamos, comemos, o capuccino não é a mesma coisa que na Itália. Frustrante. Mas já sabíamos essa lição. Em Portugal, coma pastel de nata. Na Itália, tome capuccino. Na frança, coma croissant. Não tem erro.
      Houve um pequeno incidente na padaria. Deixei a neném “solta” para andar e brincar. Ela bateu a testa numa das mesas. Ia ficar tudo ok, se não fosse um casal que estava próximo e fez um escândalo. Ela chorou, eles ficavam gritando “cadê a mãe dessa criança?????????” e eu sentada observando a cena, decidindo o que ira fazer. Peguei a neném, acalmei. Tomamos nosso café. 
      Saindo de lá, paramos de volta em casa pra passar uma pomada no dodoi e depois fomos pro ponto esperar o ônibus que nos levaria até Belém.
      Depois de uma looooooooooooooooooooonga viagem que serviu de city tour, chegamos em Belém. Descemos num ponto antes do destino final, paramos numa padaria para comer mais um pastel de nata, brincamos com a maria ines numa praça e depoois num parque que tinha no meio do caminho, até que chegamos no Mosteiro dos Jerônimos.
      Lá ficamos super perdidos, entramos numa fila sem saber que era só pra visitar a Catedral, depois tivemos que sair e comprar o ingresso do outro lado da rua, e depois votlar pra entrar no Mosteiro.
      A hora ja estava avançada e o sol de lascar. Visitamos o Mosteiro, dei lanche escondido e acobertada por uma das funcionárias, sentada no chão com a neném. Tiramos fotos, o sol realmente estava muito mas muito quente. 
      Saímos de lá e fomos procurar algum lugar pra almoçar. Catei um wi-fi grátis e encontrei um restaurante ali próximo. As ruas estavam desertas o que deixou tudo meio estranho.
      No restaurante, que estava lotado, comemos e demos o almoço da neném. Saindo de lá, seguimos no sol para a torre de Belém. 
      Eu estava com tanto desconforto pelo sol que desisti de ir na Torre. Victor foi sozinho e eu fiquei com a Maria Inês aos pés da ponte, na única sombra que havia no local. Dei de mamar e ela dormiu. Fiquei descansando até ele voltar. 
      De lá, voltamos pro Mosteiro e pegamos o ônibus para o Oceanário.
      Muita gente faz o mesmo percurso, e o ônibus estava lotado. Fomos em pé. Maria dormindo a maior parte do trajeto. 
      Depois de uma também longa viagem, chegamos ao Oceanário. Fizemos um pit stop no restaurante, demos o lanche da neném e começamos nossa visita.
      O Oceanário é muito legal! Vale muito a pena para adultos e crianças! Eu me encontei com os peixes e animais marinhos, e também a bebê aproveitou. Primeiro teve medo, mas depois foi se habituando.
      Fez amizade com um bebe francês. Terminamos o passeio e queríamos jantar por ali, que é uma região mais moderna de Lisboa. Seguimos para um shopping, rodamos por lá em vão, o shopping é péssimo e não achamos lugar nenhum para comer. Fiquei aborrecida com isso. 
      Pegamos o metrô de volta, demos o jantar da neném já tarde. Pedimos KFC pelo iFood. Fiquei bastante aborrecida com Lisboa por causa disso.
       
      03/10/2019 quinta-feira - Fátima
       
      Acordamos cedo para ir para Fátima. Eu queria desistir e ir ao zoológico, pois estava ainda empolgada com a vibe do oceanário. Mas Victor não deixou, insistiu em ir para Fátima.
      Tivemos certa dificuldade para encontrar a rodoviária e depois para comprar o ticket, pois não aceita cartão, só dinheiro. 
      Conseguimos e embarcamos na viagem de 2h30. Chegamos lá, fomos direito pro Santuário. Estava na hora do almoço e resolvemos primeiro forrar o estômago, depois visitar. Pegamos indicação de restaurante em um blog, e resolvemos segui-la. Deu certo. A comida era saborosa e o atendimento foi fantástico, um garçom super simpático que nos deixou felizes.
      Depois de almoçar e dar o almoço da Maria, fomos pro Santuário. O sol estava muito forte. 
      Visitamos a Igreja e a Capela onde houve a aparição. Em torno da Capela ficam bancos, ela é coberta, e sempre está tendo algum tipo de cerimônia ou celebração, ou adoração, ali.
      Na Igreja, tem os tumulos dos pastorinhos. Tudo meio modernoso, meio feioso… para quem não curte as coisas modernas.
      De lá, fomos na igreja nova que é pior ainda. Um auditório. Estava tendo missa e não entramos. Voltamos para a rodoviária e ficamos esperando o ônibus de volta pra Lisboa. Chegamos e íamos pra casa arrumar nossas coisas pra viagem do dia seguinte. Mas estava muito cedo… ainda no ôniubs, que tinha wifi gratis, começamos a procurar um rooftop bar em Lisboa  e eis que encontramos o Limão Rooftop, que era num hotel bem próximo de casa, com avaliações boas. Resolvemos arriscar!
      Demoramos um pouco pra chegar porque tinha uma escada (Lisboa tem essas escadas estranhas), mas chegamos lá!
      Apesar de estar bem cedo, não tinha mais mesas e ficamos num sofá esperando. Enquanto isso, tomamos vinho verde, petiscamos uns peticos MARAVILHOSOS e Maria Inês ganhou um kit infantil para se divertir e se distrair. 
      Tomamos várias taças de vinho e degustamos vários petiscos. Demos o jantar dela ali mesmo. No final, desistimos da mesa que vagou, pois já estávamos bem acomodados no nosso sofá, com a vista que queríamos. 
      Foi um belo e excelente fechamento da nossa viagem. Tiramos fotos incríveis do por do sol com Lisboa ao fundo, e depois Lisboa à noite. 
      Voltamos pra casa, colocamos a nenem pra dormir e arrumamos as coisas pra viagem do dia seguinte.
       
      04/10/2019 - sexta-feira - Lisboa / Belém
       
      Preparativos finais para o retorno. Dei falta do iPad. Procuramos em todo lugar e nada. Resolvemos ir até o Rooftop da noite anterior. Eu estava bastante tensa. Chegando no hotel, o bar estava fechado. Informei o caso e a atendente prontamente voltou de lá com meu iPad. O vinho verde faz isso!
      Na volta pra casa, tomamos café no mesmo local do primeiro dia, que era uma delícia.
      Voltamos pra casa, juntamos nossas coisas, que deu um trabalho enorme, pois apesar de não ter comprado absolutamente NADA de souvenirs - exceto uns 5 sabonetes de lavanda - a mala parece que não queria mais fechar. Provavelmente a falta de organização.
      Pegamos o ônibus pro aeroporto, e na hora do check in, a atendentente de mau humor e rabugenta resolveu frescar com o peso da nossa mala. Tiramos algumas coisas até chegar a um peso aceitável  - mas ainda superior ao que tínhamos comprado. Check in feito, resolvi me presentear com maquiagens da Inglot. Eu merecia.
      Victor ficou dando frutas pra nenem enquanto eu comprava.
      Seguimos pra imigração, controle, etc etc.
      Esperamos bastante pra embarcar. 
      Fomos pro playground e trocar fralda da neném. Ali percebemos que estava quente… febre. Houve um estresse e tensão pois não conseguia encontrar o frasco de paracetamol dela. Depois de muito procurar e tentar manter a calma, consegui. Demos o remédio e ela ficou brincando. 
      Almoçamos Mc Donalds, depois embarcamos finalmente. 
      Durante a viagem, novos picos de febre. Foi medicada, porém não baixou e logo subiu de novo. Tivemos que fazer compressa morna com a ajuda da aeromoça, que depois deu a dica - que sabíamos mas tinhamos esquecido - de tirar as roupas dela para ajudar a febre baixar. Deu certo.
      Chegamos no Brasil com ela dormindo no canguru - foi acordada por gritos estridentes.
      Em casa, ficou brincando até mais tarde. Dormiu tarde e acordou no horário habitual: 6h.
      Um dos meus receios e insegurança era ela não se adaptar ao fuso. Quanto a isso não tivemos problema algum. Na ida, ela acordava tarde e isso não era problema. Na volta, acordou e dormiu normalmente no dia seguinte.
      Ah, a febre passou também no dia seguinte.


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