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  1. E aí galera, blz? Eu e a Manu vamos deixar um relato pra quem está pensando em fazer algo parecido, em países parecidos ou até mesmo um mochilão em outro lugar. Vamos contar o que deu certo e o que deu errado (e como faríamos diferente em uma próxima vez). Fizemos a viagem em Dezembro de 2019. Também vamos falar dos APPs que usamos, casas de câmbio baratas e algumas outras dicas de cada cidade 😀 . No final vamos deixar os custos aproximados. -- A intenção era ficar 20 dias e conhecer 6 países. Alemanha, República Tcheca, Polônia (Auschwitz também), Áustria, Eslováquia e Hungria. Levamos apenas 1 mala de mão cada um com as dimensões da British (que é um pouco maior do que a maioria – 56cmx45cmx25cm).Optamos por viajar mais leve para poder conhecer mais lugares e também porque não queríamos comprar muita coisa. Com isso, decidimos fazer 3 viagens noturnas entre as cidades para economizar em hospedagem e, principalmente, não perder os dias em viagem. Roteiro: 5 dias em Berlim; 3 dias em Praga; 3 dias em Cracóvia (1 para Auschwitz); 2 dias em Viena; 1 dia em Bratislava; 4 dias em Budapeste; 2 dias para viagem de avião. BERLIM A imigração em Berlim foi tranquila. Fizeram algumas perguntas e pediram alguns documentos (Passagem de volta, comprovante de hospedagem, cartões de crédito, etc). OBS: A gente quase esqueceu de pedir no guichê da British em Guarulhos para imprimir as passagens de volta também. É bom tê-las com você pois geralmente eles pedem na imigração e também comprova que você tem a intenção de voltar para o Brasil. O aeroporto de Berlim (Tegel) não é tão longe do centro. É bem fácil comprar ticket de ônibus nas máquinas do lado de fora do aeroporto. Tem até uns guardas que te ajudam e é possível usar cartão de crédito internacional. OBS: Até a Alexanderplatz, precisa do Single Trip Ticket. Pegamos o TXL (ônibus) e paramos na Hbf, daí pegamos o S3 (Trem). Em todas as cidades que passamos você fica responsável pelo tipo do ticket de transporte que compra porque não existem catracas. Você entra em qualquer ônibus, bonde, metrô e Trólebus que quiser e valida nas máquinas dentro deles (às vezes elas ficam nas estações). Existem guardas que aleatoriamente verificam os tickets dos passageiros. Nesse primeiro ônibus que entramos (TXL), depois de uns 10 minutos, pediram nossos tickets para ver se estavam corretos e com tempo ainda. Também pediram no metrô em Budapeste e só. Como a Alexanderplatz é bem central, aproveitamos para comprar roupas de frio. Uma dica de loja barata e com muita variedade é a Primark. Também fomos na drogaria Rossmann para comprar produtos de higiene e cosméticos. Lá você encontra produtos em tamanhos menores para carregar na viagem, com preços a partir de 1 euro. Deixamos para comprar algumas roupas de frio, cosméticos, etc. na chegada para economizar espaço e poder viajar só com 1 mochila cada um. Fomos para o hostel e, como estávamos cansados da viagem, fomos dormir cedo. Porém logo acordamos com percevejos caminhando na cama e na parede 🤯. É importante ter cuidado na hora de escolher o hostel e sempre ler os comentários RECENTES. Havíamos reservado o hostel com antecedência (8 meses antes) e na época haviam somente comentários bons, mas vimos (depois que estávamos no hostel já) que uma semana antes da nossa chegada existiam comentários falando sobre percevejos. Ficamos com medo de pegar alguma doença, sei lá, e também pensamos que se tinham percevejos por toda a cama, o hostel não era muito limpo. Então depois de uma rápida pesquisa no google por hotel, saímos de noite a pé com a nossa mochila procurar um disponível na cidade ☹️. Por sorte a cidade é bem segura e não houve problemas. Vários casais, inclusive com crianças, passeando à meia noite. Achamos um hotel à 1,5 km de distância, fizemos check-out no hostel explicando o porquê, e saímos. Por sorte pegamos o último quarto :P. No outro dia, fomos conversar com a gerência do hostel e nosso dinheiro foi devolvido. Ficamos 5 dias na cidade e foi suficiente pois não gostamos muito de museus de arte. Como Berlim é uma cidade grande e as atrações são distantes, usamos o transporte público com o ticket 24 horas. O transporte é muito eficiente e fácil de usar. Mais abaixo vamos indicar os App’s que usamos. Aproveitamos a época de fim de ano para conhecer as feirinhas de natal, famosas na Europa Central, e tinham várias espalhadas pela cidade. Fizemos questão de ir na maioria. Tem muitas comidas típicas, bebidas quentes e muito clima natalino (Coral, apresentações, etc.). A que mais gostamos foi a Gendarmenmarkt. Você paga 1 Euro para entrar e é bem movimentada. Tinha um palco com várias apresentações e muita comidas diferentes nas barraquinhas. A galera estava bem animada mesmo com uma garoa caindo. Outra que gostamos foi a da Alexanderplatz. O pessoal fala nos blogs que ela é meio turística e mais cara, mas não achamos. Realmente ela é mais turística, mas compensa gastar um tempo ali. Algo que aprendemos em Berlim foi como era o muro. Lemos em vários locais mas só conseguimos ter a noção exata lá mesmo. No lado Ocidental as pessoas podiam chegar perto dele e tinha grafite, pinturas, etc. Já no lado Oriental do muro, existia a “faixa da morte” que era uma área constantemente vigiada com postes de iluminação, uma estrada para passagem de carros em alguns pontos e mais de 300 torres de observação (DDR Tower). Após essa área, existia mais um muro, o interno, que era mais baixo e mais irregular. Os Soldados da Alemanha Oriental tinha ordem para matar a todo custo quem passasse o muro interno em direção ao muro principal. A tentativa de passar o muro virou crime e muitas pessoas morreram tentando (mais de 1000). Mesmo assim, nos 28 anos em que o muro ficou de pé, tiveram mais de 5000 fugas, várias delas por túneis. O muro tinha 155 Km, dos quais 43 Km ficavam em Berlim e sua região metropolitana. Melhores lugares para ver o muro: Sem dúvidas o Memorial é o melhor lugar para ver o muro, a faixa da morte e também para entender melhor sua construção. O East Side Gallery (1,5 Km de muro - maior pedaço do muro) é imperdível também, com toda sua arte. O museu Topografia do Terror tem um pedaço grande com marcas de destruição. No chão em toda a cidade, no lugar onde passava o muro, existem marcações de pedra e algumas placas de metal. É bem legal, porque você está atravessando a rua e se depara com uma linha feita pedras no meio do asfalto. LUGARES EM BERLIM QUE VALEM A PENA CONHECER Torre de Berlim, imponente, que praticamente dá para enxergar de qualquer parte da cidade. É demorado para subir mas a vista é legal, desde que o tempo esteja bom. O Memorial do Muro de Berlim é imperdível. Muito detalhado, com fotos, marcações onde ficavam os túneis, torres, etc., fachadas de prédios com uma foto de como era aquele local na época do muro erguido. Sem dúvida, um dos melhores museus para ir em Berlim e conhecer sua história. Lá também tem um pedaço da faixa da morte, desde o muro de berlim até o muro interno, e pode ser visto de cima, bem completo. E ainda por cima tudo gratuito. Poucos blogs falam da Igreja Gedächtniskirche, que foi parcialmente destruída na segunda guerra mundial e não foi restaurada para servir de lembrança da destruição. Vale a pena passar ver. Ela fica perto do zoológico da cidade (que não fomos, mas lemos que é muito bom) e também, pra variar, tem feirinha de natal na frente da igreja. Outros: Berliner Dom, Alexanderplatz, Portão de Brandemburgo, Parlamento alemão (precisa reservar no site antes para poder entrar e conhecer), Memorial aos Judeus mortos na Europa, East Side Gallery, Aeroporto Tempelhof, Parque Tiergarten, Topografia do terror, Checkpoint Charlie. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BERLIM Currywurst, Bockwurst (salsichas típicas), Eisbein (joelho de porco), Doner Kebab, Sauerkraut (chucrute), cervejas, doces das feiras de natal e sopas variadas. Uma comida típica de Berlim, mas que não é de origem alemã, é o Kebab. Vários lugares na cidade vendem e deu para perceber que eles gostam, pois sempre tinha filas. Restaurantes que gostamos: Curry 36 ou Curry 61, Doner Kebab do Mustafa’s Gemüse Kebap, Schleusenkrug, Bürgermeister Schlesisches Tor, Kamps, Dunkin’ Donuts. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Berlim é uma cidade grande, cosmopolita e com muitas coisas para fazer, além de muitas atrações gratuitas. Ficamos impressionados com a quantidade de bicicletas e ciclovias, sendo uma ótima cidade para quem gosta de bikes. A cidade (e o país também) já passou por muitas coisas recentes, como o nazismo, a destruição da 2ª G.M. e a divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental na Guerra Fria. Com isso, a cidade é rica em história, museus, paisagens, etc. INFORMAÇÕES Hostel: Industriepalast Hostel (Percevejos ) Hotel: Schulz Hotel Berlin Wall (Ótimo) APPs: BVG Fahrinfo Berlin, BERLIN City Guide Mercados baratos: Penny, Netto Marken-discount PRAGA Pegamos um ônibus pela RegioJet (ônibus muito bom). Cada banco tem uma tela de entretenimento e também há opções de cafés de graça 😬. Porém para dormir os bancos são meio apertados e desconfortáveis. Saímos de noite e chegamos de madrugada em Praga (3h30). A intenção era ficar na rodoviária até amanhecer, pois o hostel que reservamos não tem check-in 24 hrs, mas ela estava fechada. Vimos que havia um MC Donalds 24 hrs ali por perto, porém era somente a parte de cafés e não conseguimos ficar. Sem saber o que fazer, além do frio de 0°C, saímos em direção ao centro da cidade. Passamos por uma estação de trem que estava aberta e ficamos lá até amanhecer. A princípio ficamos com receio de sair com todas nossas coisas no meio da madrugada, tentando achar algo aberto para ficar. Mas assim como Berlim, a cidade é super segura. Dica: Percebemos que é importante ao chegar em uma cidade de madrugada, observar se o hostel/hotel é 24 hrs ou se a rodoviária/estação é 24 hrs. Aproveitamos o primeiro dia para conhecer o Ossuário de Sedlec, que fica em uma cidade vizinha a Praga, Kutná Hora. Como as casas de câmbio ainda estavam fechadas, trocamos uma quantidade de dinheiro na rodoviária, mas não recomendamos pois a conversão é muito alta. Deixamos as mochilas em lockers na rodoviária e compramos a passagem na hora mesmo. Na passagem não havia informação de qual plataforma ou trem teríamos que pegar. Perguntamos para um senhor e ele nos explicou qual era. Fica a dica de na hora de comprar a passagem perguntar no guichê a plataforma e o trem. Paramos na estação de Kutna Hora hl.n. e trocamos de trem em direção a Sedlec (atravessar na passagem subterrânea para outro lado). Muito estranho ver uma “igreja” decorada com ossos de mais de 40 mil pessoas 🤯. É uma experiência diferente, que faz a gente pensar bastante na vida kk. Você gasta meio dia ( desde que vá bem cedo) para ir, visitar e voltar. Para voltar, o próximo trem perto da “igreja” demoraria 1hr então decidimos ir caminhando no sentido da linha do trem até a estação de Kutna Hora hl.n. (cerca de 1km). Ao voltar em Praga paramos em uma barraquinha para comer o famoso Trdelník, uma massa enrolada assada na brasa. Pegamos uma recheada com nutella. Não tem como ir pra República Tcheca e não experimentar. Super recomendamos!! Ficamos 3 dias em Praga. A cidade é pequena e boa parte dela é possível conhecer a pé. Antes de ir para Praga, lemos em blogs que era uma cidade barata. Porém ficamos surpresos com os preços, que estavam mais altos do que pensávamos. Para economizar compramos em supermercados e preparamos as comidas no hostel. A República Tcheca é conhecida por ter cerveja boa e barata (Foi lá que nasceu a Pilsen). Experimentamos algumas e realmente são muito boas, desde as baratas até as mais caras. Não é à toa que é o país onde mais se consome cerveja do mundo. Em um dos dias fomos tomar café às 10h num restaurante e um rapaz sentou na mesa próxima, pediu 2 canecas (gigantes) de cerveja, tomou e foi embora kkk. Os principais pontos turísticos geralmente tem muita gente, uma dica é ir no castelo mais pro fim de tarde/noite, horário que tem menos gente e a vista da cidade é muito bonita de noite. Outro lugar legal de ir é no Funicular de Petřín. É possível pegar o funicular com o ticket diário de transporte público. Infelizmente subimos em um dia que estava com bastante neblina e atrapalhou bastante a vista da cidade. Em Praga também tinham feiras de natal, mas as únicas que a gente achou legal (e cara ) foram a da praça da cidade velha e da praça Wenceslas. LUGARES EM PRAGA QUE VALEM A PENA CONHECER Castelo de Praga: Vale a pena a visita ao maior castelo não habitável do mundo. Em sua maior parte não tem custo, no entanto, há circuitos que são pagos. Escolhemos fazer o circuito B, que incluía: St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, St. George's Basilica, Golden Lane com Daliborka Tower. Ficamos mais interessados nesse porque incluía a Golden Lane, uma rua medieval que ainda preserva casas originais da época e também vários artefatos medievais, como armaduras, armas e instrumentos de tortura (Que m**** hein humanidade!!) Elevador na prefeitura. Existe lá um elevador que nunca para. Ele faz uma volta no primeiro e no último andar e você tem que entrar e sair nele em movimento mesmo. Ele é bem antigo, quase todo de madeira e como fica dentro do prédio da prefeitura, é só entrar e usar quantas vezes quiser kk. A Ponte Carlos é magnífica. O problema é que tem muita gente sempre. Não tentamos ir bem cedo pra ver se estava lotada também, mas dizem que não...tanto. A subida na Torre de pólvora é compensada pela vista do centro da cidade do alto. Praça Wenceslas, praça da Cidade Velha (Orloj e igreja gótica), esculturas espalhadas na cidade do artista David Černý, muro de john Lennon. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM PRAGA Trdelník, Trdlo, Palačinky (Crepe recheado) e cervejas, muitas cervejas🍻. Restaurantes que gostamos: Good Food, Cafe Merkur New Limit. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Praga é uma cidade linda e super segura, mesmo de madrugada. O pôr do sol com vista da Ponte Carlos e do Castelo é incrível. Achamos as pessoas locais um pouco rudes e sérias, não gostam de ajudar nem de dar informações. Os preços estavam altos (pela nossa expectativa). INFORMAÇÕES Hostel: Hostel SKLEP (Seifertova Street). Simples, confortável e ótimo café da manhã. APPs: PID Lítačka Mercados baratos: Lidl, Billa, Albert Supermarket Casa de Câmbio: Praha Exchange CRACÓVIA Pegamos o FlixBus para Cracóvia. Pagamos mais caro pra reservar os bancos e adivinha! Não existiam os bancos 3C e 3D!!! Tivemos que trocar 3x de bancos durante a viagem, pois em cada parada aparecia alguém com os tkts para os bancos que a gente estava sentado. Pessoal fala bem da FlixBus, mas a gente achou a RegioJet muito superior. Chegamos na estação de destino e gostamos de Cracóvia já de cara. A cidade é muito estruturada. Trocamos dinheiro (a casa de câmbio Kantor ao lado da estação é 24 hrs) e fomos de mochila mesmo para o centro antigo, pois o check-in no hostel era à 13:00 e a previsão do tempo para o dia seguinte era de chuva. Logo percebemos que as atrações são todas muito perto umas das outras. Antes do meio dia já tínhamos ido nos portões, Igreja de Santa Maria, Castelo, Salão do pano e várias coisas. Foi difícil de achar o hostel, pois ficava num prédio atrás de outro prédio. Esse hostel era diferente porque eram quartos alugados da casa de uma família. O café da manhã era ótimo e a mulher super receptiva. AUSCHWITZ No outro dia acordamos às 5:00 para ir pegar o ônibus para Auschwitz (6:20). PS: Oświęcim é Auschwitz em polonês. Usamos o app PID Lítačka (App de transportes da cidade) e pegamos 2 bondes para a estação (MDA). O ônibus para o museu estava lotado já nesse horário. 1 hora depois chegamos no portão de Auschwitz I. Estava chovendo mas a vontade de conhecer era tanto que nem incomodou. Fomos até o guichê para imprimir os ingressos que já havíamos reservado (1 mês antes). É de graça e é bom reservar antes, pois tem limite no número de pessoas por horário e por dia. Reservamos o primeiro horário (8:00 no inverno) para dar tempo de ver tudo, pois no inverno o horário de visitação é mais limitado. Não pegamos visitação guiada. A gente não gosta de engessar a visita nas cidades e lugares mas sim aproveitar como a gente quiser. Ficar mais tempo em uma parte que a gente gosta e poder pular alguma que a gente achar chata. Uma dica: Se você escolher ir sem guia, tem um livro-guia em português que dá pra comprar logo depois da entrada (passar as catracas, passar a segurança e logo após sair da casa da segurança, tem uma casinha à esquerda que é uma livraria). Esse guia é super completo, conta as histórias e diz até um caminho sugerido. Acabamos a visita do Auschwitz I e fomos pegar o ônibus (free) para o Auschwitz II-Birkenau. Como o próximo ônibus era só em 40 min, decidimos ir a pé, mesmo com frio e uma chuva bem fina. A distância é de 2 km. Muito foi destruído do II, pois os nazistas queriam desaparecer com as evidências dos campos quando perderam a guerra. Mas como ele é absurdamente grande, ficou muita coisa ainda em pé. O segundo é muito maior e foi construído do Zero. O primeiro era a base do exército polonês e só depois da ocupação que virou um campo de concentração. O primeiro crematório (e único intacto) e câmara de gás era, antigamente, um depósito de munições do exército da Polônia, os outros crematórios foram demolidos sobrando apenas destroços. Não vamos falar muito da experiência nos campos de concentração. Acreditamos ser uma experiência única de cada. Só dizer que foi o melhor museu que já fomos e acho difícil algum outro superar! Saindo do Auschwitz II, pegamos o ônibus (free) para Auschwitz I e de lá voltamos com o mesmo ônibus para Cracóvia (Compramos Ida e Volta). À noite fomos na feira da praça, que mesmo com uma garoa estava bem agitada. Tomamos sopas, experimentamos algumas comidas e ficamos sentados num banco curtindo a vista da praça (uma das maiores praças medievais da Europa). Então fomos para o hostel dormir pois tínhamos acordado cedo 🥱. No outro dia de manhã, enquanto estávamos no quarto, começamos a ouvir muitos barulhos e pessoas falando alto. Abrimos a porta e 3 policiais estavam dentro do hostel . Na mesma hora, lembramos das cenas de filmes sobre a 2ª Guerra Mundial onde eles tiravam as pessoas dos apartamentos à força (inclusive em cracóvia) e deu um frio na barriga. A dona do hostel pediu mil desculpas e pediu para a gente esperar dentro do quarto. Meia hora depois os policiais saíram e até agora não sabemos o que aconteceu direito - Achamos que teve alguma denúncia, por parte da dona mesmo, de drogas ou algo assim. A mulher estava bem constrangida, pediu mais desculpas e para compensar fez um café da manhã incrível. Fizemos as malas, deixamos em lockers na estação e saímos rumo ao museu Oskar Schindler. Por sorte era segunda e não precisava pagar entrada 😀. Tem muita história lá, quem já assistiu A Lista de Schindler sabe do que estamos falando. Cracóvia tem alguns museus bem diferentes como Auschwitz, Oskar Schindler, Museu de máquinas antigas de Pinball, Museu das ilusões. Tiramos o restante do dia para Wanderlust. Passeamos por toda a cidade a pé de novo, indo nos lugares que a gente gostou. Quando escureceu, pegamos as malas e fomos para a estação esperar o trem para Viena (ÖBB). Primeira (e única) viagem de trem que fizemos entre países. Foi muito mais tranquilo que ônibus. Muitos blogs falam que na Europa Central, o melhor é ir de ônibus entre os países mas a gente achou muito mais calmo ir de trem mesmo. Menos barulho, menos paradas e balança menos. LUGARES EM CRACÓVIA QUE VALE A PENA CONHECER O Castelo de Wawel por si só já é lindo. A gente achou a arquitetura bem diferente de todos que já vimos. Existem algumas partes no exterior que estão intactas, como um dos portões e o piso super irregular de um dos pátios. No entorno do castelo, na parte de baixo, perto do rio tem uma escultura de um dragão (diz a lenda que ele protegia o castelo) que solta fogo a cada meia hora. Muito legal de ver, principalmente à noite. O museu de Oskar Schindler é muito completo. Tem muitos relatos, fotos e objetos referente à 2ª guerra mundial. A gente não pagou entrada, pois na segunda feira é grátis (exceto a primeira segunda do mês). Planty park, os 2 portões, Rynek główny, Basílica St. Mary, Collegium Maius, Rua Grodzka, Ghetto heroes square. Não fomos na mina de sal Wieliczka, mas se você tiver tempo, parece ser algo bem diferente, pois existem 2 apenas no mundo inteiro que estão abertas para visitação. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM CRACÓVIA Pierogi (de vários sabores), os tipos diferentes de linguiça (Kielbasa), sopas (qualquer tipo kkk, mas principalmente a Zurek e a Bigos). Os doces, bolos e tortas são excelentes. Em praticamente todas as panificadoras tem muitas opções que além de saborosas são lindas. Restaurantes que gostamos: Smak, Pierogi MR Vincent, Awiteks. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Uma das cidades que mais gostamos. As pessoas são legais, a cidade é pequena e dá para fazer quase tudo à pé, o centro histórico é lindo e tudo é barato, desde roupas até a comida e existem atrações legais perto da cidade que pode-se fazer como bate-e-volta. INFORMAÇÕES Hostel: Lemon Tree Hostel APPs: Jakdojade, MobileMPK, Rozklad-pkp Casa de Câmbio: Kantor CFS (ao lado da estação Krakow główny é 24 Hrs) VIENA Chegamos em Viena bem cedo e tomamos café na estação mesmo. A estação de trem (Hbf) é próxima do palácio Belvedere, então fomos até ele caminhando. Saímos para centro da cidade com a mochila nas costas (o check-in no hotel era só 14h00), e só depois fomos descobrir que era bem em conta deixar em lockers na estação, mais barato que nas outras cidades. Deixamos apenas dois dias para Viena para economizar, pois lemos em blogs que Viena era uma cidade cara. Na tentativa de compensar o pouco tempo que passaríamos na cidade, compramos tickets diários de transporte público para tentar fazer mais coisas e não perder tanto tempo. Saindo do Belvedere, pegamos um bonde para o centro e fomos conhecendo todos os pontos turísticos por alí como a catedral de São Estêvão - que tem aquele telhado colorido, escultura da peste, palácio de Hofburg - que é gigante, e dali seguimos para Maria-Theresien-Platz e depois para o museumsquartier. Bateu a fome e queríamos experimentar 2 comidas típicas de lá: Apfelstrudel e torta Sacher. A intenção era comer no Naschmarkt, que é o mercado central cheio de restaurantes, barracas de frutas, produtos vintage, etc, mas não achamos as comidas típicas. Um pouco mais de caminhada e uma dose de serendipidade, acabamos entrando no Café Aida que é um dos mais antigos de Viena e achamos as comidas típicas lá 😬 . Recomendamos ir nele também! Como chegamos em Viena no dia 24 de dezembro e era véspera de Natal, a maior parte do comércio fechava 12h/13h. Fomos correndo a uma supermercado para garantir a nossa ceia de Natal e por poucos minutos não conseguimos. Tivemos que comprar as comidas na corrida kkk. Fizemos o check-in no Hotel, deixamos as malas e as compras e voltamos para o centro. Aproveitamos que quase tudo estava fechado nesses dois dias para ver as atrações turísticas ao ar livre e as feirinhas de Natal, que como nas outras cidades não decepcionaram. Viena é conhecida pelas ótimas feiras de natal. Cada feira tem um caneca de quentão feita especialmente para a mesma. Você compra a caneca e se não quiser ficar com ela, devolve em qualquer barraquinha e recebe o dinheiro de volta, assim não precisa usar copos de plásticos. Apesar das belas canecas, não achamos o quentão tão bom assim 😜. A próxima parada foi na Rathaus, que é a prefeitura de Viena. Sabíamos que tinha lá a feirinha mais famosa da cidade (todo blog mencionava) e realmente foi muito boa. Muitas comidas diferentes, pista de gelo, música natalina ambiente, e todo aquele clima de natal. Saímos da feira e passeamos novamente pelo centro para ver as decorações de Natal (muito lindas por sinal). No outro dia, nosso último, fizemos check-out e fomos até a estação para deixar as mochilas porque já estávamos cansados de visitar atrações com a mochila pra lá e pra cá. De manhã fomos ao Palácio de Schönbrunn. Enorme e tem até um zoológico dentro dele. Andamos muito e tiramos muitas fotos. Voltamos ao parque Prater pra andar na roda gigante mais antiga do mundo, a Wiener Riesenrad. Tínhamos ido no dia anterior à noite para tirar umas fotos mas queríamos ver a cidade de cima de dia. Comemos um Schnitzel com cerveja nas barraquinhas do parque e, como vimos de cima da roda gigante que a chuva estava bem próxima, nos apressamos para voltar para a estação. Dito e feito, quando estávamos quase entrando na estação, começou a chover. LUGARES EM VIENA QUE VALE A PENA CONHECER Prater (praça, parque de diversões e Roda gigante): A entrada no parque é de graça, somente paga-se para ir nos brinquedos. É impossível ir para Viena e não dar uma volta nessa roda gigante, que é um dos cartões postais da cidade. Além de grande e charmosa, a vista da cidade é incrível. Hundertwasser House vale muito a pena conhecer. Sua arquitetura é incrível e muito diferente. Palácio Belvedere, Catedral de Santo Estêvão, Maria-Theresien-Platz (praça), Ópera de viena, Museumsquartier, Naschmarkt, Palácio de Schönbrunn. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM VIENA Apfelstrudel, Torta Sacher, Wiener Schnitzel, Cerveja Gösser. Restaurantes que gostamos: Aida (entramos sem querer e depois soubemos que é um café super antigo - antes da 2ª Guerra Mundial e bem tradicional). Como era feriado, não achamos mais nenhum restaurante aberto. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Viena é a cidade dos palácios e jardins. Como fomos no inverno os jardins não estavam tão bonitos. Vale a pena ir para lá na primavera/verão também. Achamos Viena a cidade mais linda de todas, limpa, segura e organizada. Pena que foram poucos dias e no fim das contas não achamos Viena uma cidade tão cara assim. INFORMAÇÕES Hotel: Ibis Wien Messe APPs: Vienna Tram Map, Viena Guia de Metrô e mapas CityBike Wien: Viena tem um programa gratuito de bikes públicas (se você ir trocando de bike a cada 1 hora). Ouvimos falar bem mas não tivemos tempo de usar. BRATISLAVA Chegamos em Bratislava de noite. Dentro do ônibus, de longe já era possível ver o castelo bem no alto do morro. Todo iluminado, branco, quadrado e imponente. Como nosso hostel ficava bem no centro da cidade, ao lado do Michael's Gate que é o ponto zero da cidade, pedimos para descer perto da Ponte UFO, pois a rodoviária era mais afastada. Fomos andando até o Hostel, e no caminho já foi possível ver vários pontos turísticos, pois a cidade é muito pequena e tudo é muito perto. Mesmo sendo noite a cidade estava bem movimentada, então a ida foi bem tranquila. Separamos apenas um dia para Bratislava, dia 26 de dezembro de 2019. Logo cedo saímos caminhar e vimos que estava tudo fechado, encontramos apenas uma Starbucks aberta, perto da principal praça da cidade, a Hlavné Námestie. Fomos tomar café e aproveitamos ver o porquê estava tudo fechado. Descobrimos que no dia 26 de dezembro eles comemoram o segundo dia de Natal, sendo assim, era feriado. Vimos que é importante quando for ficar poucos dias em uma cidade ver se não tem nenhum feriado, pois muitas coisas fecham. Aproveitamos para fazer mais coisas ao ar livre. Fomos ver a Igreja Azul, e na volta caminhamos ao redor do rio Danúbio. A ponte UFO é linda e diferente, seu nome é justamente por ter a aparência de um disco voador. Caminhando por ali vimos que tinha uma pista de patinação no gelo. Já tínhamos visto em todas as outras cidades que fomos, mas em Bratislava foi o lugar mais barato, pois era cobrado somente o aluguel do patins e resolvemos aproveitar. Foi super divertido. Após isso fomos até o castelo e andamos ao seu redor. Ele tem uma aparência super nova, pois já foi destruído e reformado várias vezes. Além de uma bela vista da ponte e do rio. Fomos almoçar no Slovak pub, pois lemos em vários blogs sua recomendação. Estava bem cheio mas conseguimos um lugar rápido. Vimos que em todas as mesas ao nosso redor tinham brasileiros que estavam almoçando lá também, parece ser uma parada obrigatória de todos os brasileiros que viajam por lá hahaha. Pedimos os dois principais pratos típicos, o Bryndzove Halusky, um gnocchi de batatas com queijo de ovelha e bacon por cima e o Cesnaková Polievka, uma sopa de alho servida dentro de um pão, porém este segundo que estávamos mais entusiasmado para experimentar estava em falta. Pedimos uma sopa de couve no lugar. Procurando este prato em outros restaurantes, descobrimos que estava em falta o pão, pois como era feriado as panificadoras estavam fechadas . Bem ritmo de cidade pequena. Foi uma pena e vai ter que ficar para a próxima. Nosso ônibus saindo de Bratislava rumo a Budapeste era às 06h da manhã. Saímos do hostel às 05h para pegar um ônibus para a rodoviária que era meio afastada do centro (Compramos o tkt no dia anterior). Ficamos um pouco com medo de sair de madrugada, mas ao passar pelo Michael's Gate, vimos muita gente na rua, saindo das baladas. Foi bem tranquilo e o medo logo passou, pois deu para ver que é bem seguro. O ônibus era da FlixBus, mas ao chegar na rodoviária não havia nenhuma plataforma com o número do nosso ônibus e nenhuma da empresa também. Começou a bater o desespero! Não sabíamos se estávamos na rodoviária certa, pedimos informação, mas eles olharam a passagem e não souberam nos informar. Somente quando vimos o ônibus da Flix que pudemos nos acalmar. Novamente se decepcionamos com a falta de organização da FlixBus. LUGARES EM BRATISLAVA QUE VALE A PENA CONHECER Kostol svätej Alžbety (Igreja azul), Man at work, Schöne Náci (homem do chapéu), Hlavné Namestie, Ponte UFO, Castelo de Bratislava, Michael's Gate, Catedral de St. Martin. COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BRATISLAVA Bryndzove Halusky, Cesnaková Polievka, Kapustnica (sopa de couve). O QUE ACHAMOS DA CIDADE Bratislava é uma cidade super pequena, é possível fazer tudo a pé e somente precisamos do transporte público para ir até a rodoviária. É uma cidade ótima para pedestres, pois em todo o centro as ruas são apenas para pessoas, achamos isso incrível. A vista do castelo e da ponte é muito linda, tanto de dia quanto de noite. Aparenta ser uma cidade barata, mas como os mercados e lojas estavam fechados por ser feriado não pudemos confirmar. INFORMAÇÕES Hostel: Apart-Hostel ZERO (Hotel excelente, bem tranquilo, staff ótima) BUDAPESTE Chegamos lá pelas 09h00 na estação Budapest Népliget. Compramos tickets até o centro, metrô + ônibus. Nossa primeira impressão da cidade foi de meio suja, bagunçada, cheia de pedintes na rua. Um pouco diferente das cidades que tínhamos passado até então. Realmente Budapeste tem esse lado mais relaxado, parece que ninguém quer deixar as ruas e prédios limpos e bonitos. Mas por outro lado, fomos devagar nos surpreendendo com tudo que a cidade oferece. As pessoas são simpáticas e até nos ofereceram ajuda quando a gente estava com o mapa na mão olhando de um lado pro outro kkk. Parece uma cidade em transformação, pois vemos muita coisa sendo construída e também destruída para dar espaço a outras. Uma cidade bastante jovem, com muitos cafés descolados e restaurantes com ótimas comidas. O tempero de Budapeste é a páprica; ela é usada em vários pratos típicos. Tomamos um café rápido e fomos andar pela cidade. Foi um pouco cansativo, pois estávamos com as mochilas e com os pés cheios de calos de tanto caminhar nesses dias. Chegamos no Parlamento e o cansaço sumiu. Absolutamente lindo, ele é bem simétrico e foi baseado na arquitetura do parlamento de Londres. Sem querer (e sem saber disso também), chegamos bem na hora da troca da guarda. A cerimônia é bem simples e demora uns 10 minutos. Mas o legal mesmo é ver ele à noite, iluminado. Se tiver oportunidade pegue um passeio de barco à noite para ver não só o parlamento, mas o Castelo de Buda, as Pontes e o Bastião dos pescadores (compramos o Dock 8A - Blue River por causa do horário mas não gostamos muito. É barato e você ganha bebidas mas os vidros eram muito sujos e para tirar boas fotos, tivemos que ir para o lado de fora). Vá preparado para tirar muitas fotos. Budapeste se transforma à noite. Nesse mesmo dia fomos também em 2 feiras de natal (Christmas Fair and Winter Festival e Basílica de São Estêvão) e no monumento Sapato às Margens do Rio Danúbio que é muito emocionante e também uma lembrança de uma época triste. Acabamos a noite atravessando a Ponte das Correntes que de noite, pra variar, fica muito mais bonita. No outro dia percorremos a Avenida Andrássy até a praça dos Heróis. A praça é grande e linda. No inverno, atrás dela tem uma pista de gelo gigante, mas como patinamos em Bratislava acabamos não indo. Passeamos também na Deák Ferenc Tér que é a praça principal da cidade, região bem central onde saem os Walking Tours. Perto dela tem um café que achamos muito legal, o Cat Café. No dia em que fomos, ele abria às 10h00 mas chegamos antes e mesmo assim já tinha fila. São poucas as opções de cafés e comidas, mas você pode interagir com os muitos gatos que tem no Café. Para quem gosta de gatos é um lugar que vale a pena ir! Aproveitamos esse dia para subir na Liberty Statue. A caminhada foi cansativa mas a vista e as fotos valeram a pena. Dá pra ver toda a cidade de cima, o pôr-do-sol sem prédios para atrapalhar e ainda por cima tinha uma feirinha lá em cima. No terceiro dia fomos nas águas termais. Escolhemos as Termas de Széchenyi pois queríamos ir bem cedo pra aproveitar mais o restante do dia, e do nosso AirBnb até ela era só pegar uma linha de metrô e pronto. Ela é um pouco mais cara que as outras mas a estrutura é bem grande com bastante piscinas internas e externas, tendo acesso a todas mesmo no inverno. A vontade era ficar o dia inteiro naquelas águas que estavam na temperatura de 28ºC e fora da água estava 1ºC❄️. LUGARES EM BUDAPESTE QUE VALE A PENA CONHECER Parlamento, o Castelo de Buda que é um dos maiores do mundo, Estátua da Liberdade, Praça dos Heróis, Váci Street, Basílica de São Estevão, Ponte das Correntes e as Termas. COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BUDAPESTE Goulash, Kürtõskalács. Restaurantes: Szimpla ruin bar, Cat Café, Cafe Brunch Budapest, 3 Pajamas Breakfast Club O QUE ACHAMOS DA CIDADE Maravilhosa à noite, muitas coisas para fazer, muitas atrações legais e divertidas, as pessoas que vivem lá são bem simpáticas e as coisas não são tão caras quanto as outras cidades da Europa Central que usam Euro. Uma das cidades que mais gostamos do mochilão. Tem muitos cafés e restaurantes legais por lá. Se você é um foodie igual a gente, não vai se arrepender! INFORMAÇÕES Apartamento AirBnb: City Center - Dessewffy St, Budapeste 1066 APPs: BKK FUTÁR, SmartCity Budapest Transport, Budapest Rail & Tram Map Casa de Câmbio: Correct Change. Fomos no da rua Szent István krt. 23, 1055 mas ficamos assustados. O local parece aqueles becos cheios de entulhos que a gente vê nos filmes. Recomendamos o da rua Erzsébet krt. 41, 1073 -- APPs GERAIS Pesquisamos bastante e acabamos achando alguns Apps bem bons pra viagem que são grátis e muito úteis para qualquer viajante. Mapas: Maps ME e Here Maps. Os 2 funcionam offline (pode-se baixar as cidades na memória do celular). Em cada cidade um deles funcionou melhor que o outro, mas o MAPS.ME tem uma vantagem. É possível usar os locais salvos do seu maps (Google) e colocar dentro do App. Ele perde os ícones e as cores, mas como a gente sabe que é muito útil criar um mapa de cada cidade no google maps, quando você ficar sem internet, basta abrir o MAPS.ME. O Moovit também foi útil. Usamos bastante também o xCurrency para saber o quanto estávamos pagando pelas coisas. Como gostamos de ir em restaurantes onde as pessoas locais frequentam, muitas vezes o cardápio não era em inglês. Para ajudar usamos o Google Lens, que além de identificar o idioma, traduz na hora sem precisar tirar fotos ou digitar no Google translate. O ponto fraco é que ele precisa de internet. DICAS GERAIS Muito cuidado com alguns cartões internacionais. Tem alguns que não funcionam para compra de tickets e passagens mesmo sendo internacionais. A gente usou (e abusou kk) do Nubank e deu tudo certo. Teve um que só conseguimos usar em lojas e restaurantes, não sei bem o porquê. Deixamos para comprar um chip de celular com internet lá mesmo, mas com tantos locais com Wi-Fi grátis acabamos não comprando. Usamos sacos à vácuo para caber mais coisas na mochila e uma doleira cada um, com 2 zíperes. Em 1 a gente colocava o passaporte, no outro dinheiro e cartões. Com isso saíamos despreocupados. Compramos também, no Brasil, botas impermeáveis de inverno na Decatlhon, pois ficaríamos o dia inteiro caminhando e não queríamos nos preocupar com o frio nem com a chuva. A Decathlon tem uma opção que sai em torno de R$ 330,00, a SH-100. CUSTOS Como tivemos que passar por países com moedas diferentes e em pouco tempo, não ficamos anotando gasto por gasto. Por isso, os valores são aproximados. O valor é dos gastos gerais, ou seja, para nós dois. Na época, o Euro (Cartão e casas de câmbio) estava aproximadamente em R$ 4,80. Passagens Aéreas + transportes: R$ 5.520,00 Ônibus: Guarapuava-GRU + Curitiba-Guarapuava Aéreo: GRU-TXL + BUD-GRU + GRU-CWB (dentro do Brasil) Obs: Compramos São Paulo até Berlim e a volta Budapeste até São Paulo (Open Jaw) Passagens dentro da Europa: R$ 1.130,00 Ônibus: Berlim-Praga + Praga-Cracóvia + Cracóvia-Auschwitz-Cracóvia + Viena-Bratislava + Bratislava-Budapeste Trem: Cracóvia-Viena + Praga-Kutná Hora-Praga Seguro viagem: R$ 257,50 pela Allianz Hospedagem: R$ 2.943,00. Se tivéssemos escolhido melhor o hostel em Berlim, ficaria por volta de R$ 2.400,00. Comidas + Feiras de natal: R$ 3.539,50 Transporte nas cidades: R$ 770,00 Atrações turísticas: R$ 720,00 TOTAL APROXIMADO: R$ 14.900,00 É isso gente. Qualquer dúvida estamos à disposição! Esperamos que consigam aproveitar bastante as informações do relato e que ele ajude quem está planejando o próximo mochilão!
  2. Boa tarde!! Estou pensando em fazer Rep Checa/Áustria/Hungria/Croácia ano que vem e gostaria de saber se o roteiro inicial está bom: Aceito sugestões e dicas
  3. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de PRAGA, CESKY KRUMLOV e PILSEN. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro CZK - Coroa Tcheca Depois de 3 dias em Cracóvia segui minha viagem até Praga. A capital da Rep. Tcheca foi a única cidade de toda a minha viagem que não consegui usar o Couch Surfing. 29º dia de viagem: Praga (Sexta-feira, 5 de Outubro de 2018) O ônibus foi chegar na rodoviária por volta das 6h e ainda estava escuro. Fiquei esperando até umas 6h30 na estação e saquei CZK 1000 (não saiu trocado, apenas uma nota de CZK 1000). Caminhei por uns 15 minutos até OLD TOWN HOSTEL. ***Dica: Sempre viajo com uma lista de ao menos 3 hostels por cidade que vou visitar. Isso independente se consegui lugar para ficar pelo Couch Surfing ou não. Mesmo se já tiver um lugar no Couch Surfing, imprevistos podem acontecer e cancelarem minha estava. Portanto tenho sempre um “plano B”. Uso o site Hostel World (www.hostelworld.com) e seleciono os 3 melhores hostels levando em consideração preço e localização. Não tinha mais vagas no Old Town Hostel e o cara da recepção me sugeriu o SAFESTAY HOSTEL. Esse não estava na minha lista, mas resolvi não arriscar a andar até algum da minha lista e não ter vaga. Caminhei por uns 20 minutos. Só tinha vaga até segunda-feira (iria ficar em Praga até quarta) mas resolvi ficar lá e depois procurar um outro hostel até o fim da minha estada. O atendente disse que não era possível fazer a reserva no balcão e teria que fazê-la pela internet. Usei o wi-fi de lá e paguei CZK 1134 pelas 3 noites via cartão de crédito. O SAFESTAY é bem localizado e organizado. Fica 5 minutos do metrô Národní třída e uns 20min de caminhada do centro velho. Fiquei num quarto misto com 4 beliches e tanto o quarto como o banheiro estavam limpíssimos. Meu amigo Júlio (brasileiro que conheci em Varsóvia) tinha falado muito bem de um hostel chamado HOSTEL ANANÁS, que também não estava na minha lista mas era bem perto de onde eu estava. Cheguei no Hostel Ananás e me informaram que as reservas com antecedência não poderiam ser feitas no balcão, apenas via internet. Acessei o wifi do hostel e tentei fazer a reserva, mas não consegui. “Deve ser pq acabei de fazer uma reserva no Safestay então o sistema de segurança do cartão não liberou outra transação na sequência. Tento fazer amanhã.” - pensei. Deixei o hostel e fui até um TESCO que tem ao lado do metro Narodni Trida. Comprei 2 sanduíches e 1 iogurte (CZK 16). Caminhei até o RELÓGIO ASTRONÔMICO ORLOJ que fica na praça central. De hora em hora há uma “apresentação” de bonecos que saem da torre do relógio. Era 9h e não tinha tanta gente, mas conforme vai ficando mais tarde vai lotando. Vale a pena ver! ORLOJ Passei pela TYN CHURCH que é muito bonita mas não pode tirar fotos. Depois fui à ST. JAMES BASILICA que é igualmente bela. ST. JAMES BASILICA Peguei o FREE WALKING TOUR OLD TOWN & JEWISH QUARTER das 11h que sai ali da praça central. ***Dica: De todos os lugares que eu passei nessa viagem, Praga foi o lugar com maior quantidade de pessoas oferecendo “Free Walking Tours”. No local de saída havia ao menos uns 4 ou 5 guias com guarda-chuvas de cores diferentes, cada um de uma empresa. Fique atento se vc reservou alguma coisa antes. Nossa guia foi a Tereza e ela explicou como funciona o relógio astronômico (mas eu não entendi bulhufas). Passamos pela ESTÁTUA DE FRANZ KAFKA no JEWISH QUARTER e por algumas sinagogas também. Terminamos o tour por volta das 13h45 em frente à casa de concertos THE RUDOLFINUM. ESTÁTUA DE FRANZ KAFKA Caminhei por uns 10 minutos até a CHARLES BRIDGE, mas não cruzei para o outro lado. Voltei para o hostel para descansar um pouco e chegando lá me avisaram que o cartão não tinha aceitado a minha transação. Tive que sair e trocar EUR 100 (CZK 2480) para pagar a minha estada. CHARLES BRIDGE Cochilei até umas 17h30. Tomei um banho e fui encontrar com o Julio (brasileiro que conheci em Varsóvia e estava morando em Praga). No caminho comi uma fatia de pizza e tomei uma Pilsner 500ml (CZK 89). Combinamos de nos encontrar na estação Karlovo náměstí e ali perto está a DANCING HOUSE. Conheci os amigos de trabalho do Julio: o Irka (tcheco) e o Sasha (bielorusso). Fomos um bar que ficava num barco ancorado às margens do rio Moldava. O lugar era bem legal e a cerveja tinha um preço justo: CZK49. Ficamos bebendo e conversando até umas 23h quando fui embora. DANCING HOUSE Perto do hostel comi mais 2 fatias de pizza (CZK 35 cada) e passei num bar chamado LONDON UNDERGROUND, que fica em frente à estação Národní třída. Havia um som ao vivo: um cara tocando uma guitarra e seu laptop fazia o resto da banda (bateria e baixo). Ao lado uma moça com uma roupa sadomasoquista dançava sensualmente. Achei bem legal o lugar e vale uma visita se estiver passando por lá. Tomei 2 Pilsner (CZK 72 cada) e voltei para o hostel. Fui dormir 0h30. Distância percorrida no dia: 21,5km 🚶‍♂️ 30º dia de viagem: Praga (Sábado, 6 de Outubro de 2018) Acordei 8h50 e tomei café no hostel (CZK 50): pão, manteiga, cereais, frios, café, iogurte, suco de laranja, etc. Muito bom! Tentei (via internet) fazer mais uma vez minha reserva no Hostel Ananás mas não consegui. Fui até lá pra ver o que poderia estar acontecendo. O atendente sugeriu tentar fazer a reserva pelo Booking.com e deu certo! Paguei CZK 410 por 2 noites. Fui para o centro e peguei FREE WALKING TOUR PRAGUE CASTLE e nossa guia foi a Katharina. Em certo momento do tour tem que pegar um tram então todos têm que ter ao menos um bilhete. Os guias vendem antes de começar o tour (CZK 24). Fomos caminhando até o pé da colina que se encontra o castelo. Passamos pela CHARLES BRIDGE que estava LOTADA. Levou uns 15 minutos pro grupo todo cruzar a ponte. Pegamos o tram 22 em frente à ST. NICOLAS CATEDRAL. Antes de entrar pelos jardins do castelo há uma revista: as bolsas passam por um raio-x (igual aos do aeroportos) e passamos por um detector de metal. Cruzamos os jardins do castelo e chegamos até a CATEDRAL DE SÃO VITO. Havia uma pequena fila pra entrar (3 min.) e muita - mas MUITA - gente lá dentro. Até a guia comentou que não era normal tanta gente assim naquela época do ano. Mas a igreja é maravilhosa e vale muito a pena conhecer! CATEDRAL DE SÃO VITO Deixamos a igreja e caminhamos por uns 5 min. até um mirante onde o tour terminou (14h30). Tirei algumas fotos da cidade vista pelo alto e desci de volta até a St. Nicolas Cathedral. Tinha que pagar CZK 70 para entrar e a catedral ainda estava em reforma. Não entrei e segui caminho de volta pela Charles Bridge. Parei para almoçar no restaurante KOZLOVNA APROPOS e pedi um BOHEMIAN GOULASH W/ DARK BEER AND DUMPLINGS (CZK 195) e tomei 2 cervejas KOZEL 500ml (CZK 45 cada). A comida (carne de porco com molho de cerveja preta e pão tipo “dumpling”) estava muito boa. Voltei para o centro antigo e encontrei um pub chamado LION AND BALL, onde havia várias TV’s passando diferentes jogos de futebol. Conheci uns caras de Wolverhampton (Inglaterra) que estavam todos fantasiados de Wally (do “Onde está o Wally?”) por conta da despedida de solteiro de um deles. Fiquei conversando com eles e vimos o Wolverhampton 1 x 0 Crystal Palace, pela Premier League. Enquanto via o jogo deixei minha mochila no chão do pub e quando fui pegá-la novamente estava encharcada de cerveja! ***Dica 1: Praga é um destino muito comum para quem está fazendo despedida de solteiro, principalmente aos finais de semana. Me deparei com vários grupos de amigos “comemorando” em vários diferentes pubs. Algumas vezes eles são bem inconvenientes principalmente com mulheres. ***Dica 2: Nunca, NUNCA deixe sua mochila no chão de um pub. Voltei para o hostel e dei uma descansada até 20h30. Tomei banho e fui encontrar com o Julio num bar chamado ANONYMOUS. No caminho comi um pedaço de pizza (CZK 40). Econtrei com o Julio e o Sung, seu flatmate. Não tinha mais mesa nesse bar então fomos ao CHAPEAU ROUGE. Mais uma vez me deparei com um monte de ingleses bêbados. Depois de umas 3 cervejas deixamos o Chapeau Rouge e fomos para outro bar que eu não anotei o nome. Tomamos a saideira e fomos embora. Cheguei ao hostel 2h e fui dormir. Distância percorrida no dia:18,5km 🚶‍♂️ 31º dia de viagem: Praga (Domingo, 7 de Outubro de 2018) Acordei 8h30, tomei café da manhã no hostel (CZK 50) e fui para a estação FLORENC procurar passagens para CESKY KRUMLOV e PILSEN. Comprei na empresa REGIO JET e paguei CZK 390 para Cesky Krumlov e CZK 200 para Pilsen. Caminhei até o COMMUNIST MUSEUM (CZK 290). Lá fala da formação do estado da Tchecoslováquia em 1918 após a I Guerra Mundial e como o comunismo se instalou no país após a II Guera Mundial. Também mostra a Guerra Fria e a Corrida Espacial. É bem interessante e é passagem obrigatória pra quem gosta de história. COMMUNIST MUSEUM Acessei o wifi do museu e recebi uma mensagem do Julio falando que ele tinha comprado ingressos do jogo do Slavia Praha para aquele mesmo dia (CZK 310 cada). Combinei de passar na casa dele às 16h30. Voltei caminhando até o centro e precisei trocar mais dinheiro. Fui a casa de câmbio EXCHANGE (Rua Kaprova 14/13) que fica próxima a IGREJA DE ST. NICHOLAS. Troquei EUR 50 (a cotação estava EUR 1 = CZK 25,30, sem comissão). Passei pela Igreja de St. Nicholas que é bem pequena, mas bonita. Alí pelo centro comprei um daqueles TRDELNÍK: são sorvetes que, ao invés de serem servidos em casquinhas ou copos, vêm numa massa assada em forma de cone. É uma bomba calórica? Sim! Mas é uma delícia! Pedi um de massa recheada de chocolate, 1 bola de baunilha e 1 bola de café (CZK 150). Segui caminhando até o MUSEU NACIONAL mas estava fechado para reforma. Andei mais um pouco pelo centro e às 15h30 voltei ao hostel para deixar minha mochila e ir para o jogo. No caminho passei no Tesco e comprei uma cerveja Budvar (CZK 31). Peguei o tram 22, mas errei o sentido. Sorte que percebi logo e já desci do tram pra trocar de direção. Cheguei ao apto do Julio e tomei uma cerveja Pilsener com ele e com o Sung. Pegamos novamente o tram 22 e 2 pontos depois estávamos no estádio. Fomos à bilheteria e retiramos nossos ingressos. Havia uma aglomeração de pessoas do lado de fora e decidimos ficar lá tomando umas cervejas (CZK 40 cada) antes da partida começar. Faltando uns 15 minutos para o início do jogo resolvemos entrar. Nossos lugares eram excelentes: na lateral do gramado e muito próximo ao campo. Fui comprar uma cerveja e me surpreendi positivamente: estavam vendendo pelo MESMO preço da do lado de fora do estádio. A única coisa que vc pagava CZK 50 para ter um copo de acrílico e se o retornasse ao final da partida, receberia os CZK 50 de volta. ESTÁDIO DO SLAVIA PRAHA A partida terminou 4x1 para o Slavia Praha e a experiência foi incrível! Tudo muito seguro e organizado. Não sei como pode ser um clássico, mas jogos “pequenos” eu recomendo ir ver sim! Na saída achei um copo jogado no chão. Peguei ele e ganhei mais CZK 50. Me despedi do Julio e peguei o Tram 22 de volta. Comprei uma fatia de pizza 4 queijos (CZK 45) e parei num bar nos arredores do centro antigo. Tomei umas 3 cervejas e conheci um “chinês-holandês” que morou no Brasil e falava português. O cara falou pra cacete e depois, do nada, sumiu. Voltei para o hostel, tomei banho e fui dormir 0h30 Distância percorrida no dia: 23km 🚶‍♂️ 32º dia de viagem: Praga -> Cesky Krumlov -> Praga (Segunda-feira, 8 de Outubro de 2018) Acordei às 7h, arrumei minhas coisas e deixei o Safestay Hostel. Fui até o Hostel Ananás, que iria me hospedar pelos próximos 2 dias. Era muito cedo para fazer o check-in (7h40) então deixei minha mochila lá e saí. Era quase 8h da manhã, estava no centro da capital da República Tcheca e não tinha UMA PADARIA aberta. Inacreditável! Por volta das 8h15 abriu um quiosque de fast-food. Comi 1 hamburger e 1 coca (CZK 90) e peguei o metro até a estação ANDEL. A plataforma da REGIOJET fica na última saída à esquerda. Por volta das 9h peguei o ônibus e fui chegar à Cesky Krumlov por volta do meio-dia. Caminhei por uns 10 minutos até chegar ao castelo de Cesky Krumlov. Paguei CZK 180 para ver o museu e subir na torre. O museu tem algumas pinturas e objetos antigos. Há também a reconstituição de alguns cômodos com quartos e sala de jantar. Vi também os restos mortais (um esqueleto horroroso) de um tal de St. Reparat. No final há uma pequena sala de exibição passando filmagens antigas da cidade. Para subir na torre é só o código de barras do bilhete numa cancela eletrônica. Lá de cima tem uma belíssima vista da cidade em 360º. Desci e segui a “Rota do Castelo”. Passei por uma ponte com outra bela vista da cidade. Conheci o CASTLE GARDENS, com belos jardins, fonte e um lago. VISTA DA CIDADE CASTLE GARDENS CASTLE GARDENS Deixei o castelo e segui caminhando pela cidade. Parei num bar chamado ZAPACATE. Tomei uma cerveja local (CZK 60) e conversei com um local que sentou ao meu lado. Comentei com ele se era normal aquela quantidade de chineses visitando a cidade. Ele disse que era assim o ano inteiro e só diminuía durante as festividades do ano novo chinês. Segui andando pelas ruas da cidade até chegar a IGREJA DE ST. VITUS. Notei que nela havia uma placa com uma concha símbolo do Caminho de Santiago de Compostela. Conversei com uma funcionária da igreja e ela confirmou que por lá passa uma das rotas do Caminho (detalhe: essa igreja está 2.200km distante de Santiago de Compostela). Continuei caminhando pela rua que passa ao lado da igreja e cheguei numa praça com um lindo mirante. No final da mesma rua há um supermercado COOP. Comprei 1 sanduíche de salame, queijo, picles e ovo (CZK 31), 1 salgadinho (CZK 13) e 2 cervejas (CZK 19 cada). Voltei à praça do mirante e fiz meu lanche lá. MIRANTE DA PRAÇA Voltei caminhando para o ponto que tinha chegado. Notei que não tinha ninguém lá. Um senhor, que não fala NADA de inglês me perguntou: “Praga?”. Respondi que sim e ele me apontou para uma direção para outro ponto pois o ônibus para Praga não saía dali. Agradeci o Sr. e andei por uns 5 min. até o ponto correto. Serviram um delicioso cappuccino no ônibus e por volta das 21h estava de volta à Praga. Fiz check-in no hostel e saí. Comi uma fatia de pizza de pepperoni (CZK 39) e parei no bar POTREFENA HUSA e tomei 3 Strapopanen (CZK 49 cada). Vi uma cena constrangedora no bar: um cliente tentou roubar uma caneca mas um dos garçons viu ele colocando-a numa bolsa. O garçom chegou nele e pediu gentilmente pra ele tirar a caneca e devolver. Voltei ao hostel, tomei um banho e fui dormir 0h. Distância percorrida no dia: 18km 🚶‍♂️ 33º dia de viagem: Praga -> Pilsen -> Praga (Terça-feira, 9 de Outubro de 2018) Acordei 8h15 e fui para o supermercado Tesco e comprei 3 salgados, 1 chocolate e 1 iogurte: CZK 75. Peguei o metro às 8h55 na estação Narodni Trida e por volta das 9h20 estava chegando na estação ZLICÍN, de onde saía o ônibus para Pilsen. Desta mesma estação sai o ônibus número 100, que vai para o aeroporto e a viagem leva 15 minutos. Tomei meu café da manhã que tinha comprado no Tesco e às 10h estava indo para Pilsen. Cheguei 11h20 e vi no google maps que o ônibus 11 passava pela CERVEJARIA PILSENER URQUELL. Não encontrei nenhuma informação na rodoviária e também não achei nenhum lugar para comprar bilhetes de transporte local. Peguei o ônibus 11 achando que conseguiria comprar o ticket dentro dele, mas só havia as máquinas de validar o ticket e não para comprá-los. Segui viagem sem pagar. Por volta das 11h50 cheguei na cervejaria e comprei o próximo tour em inglês que iria sair às 13h. Comprei um “combo”: tour na cervejaria + MUSEU DA CERVEJA por CZK 256. Se for comprar separado o tour sai por CZK 250 e o museu da cerveja CZK90, totalizando CZK 340. Há um restaurante e um bar na cervejaria. Tomei 1 Pilsener Urquell enquanto esperava dar 13h. O tour dura mais ou menos 1h40 e o guia fala sobre a origem da cervejaria e o começo de sua produção. Pegamos um ônibus dentro da fábrica que nos leva para ver a linha de produção. Depois passamos por uma sala de exibição de um filme falando do início da cervejaria. Passamos por umas salas cheias de cevada e lúpulo e o guia encoraja a gente a cheirar e experimentar esses ingredientes. Passamos também por uns tanques de cobre no subsolo e ao fim do tour experimentamos a cerveja. FÁBRICA LINHA DE PRODUÇÃO DA FÁBRICA CERVEJA NO FIM DO TOUR A fábrica tem 600 funcionários e no final do expediente eles podem comprar 0,5L de cerveja por CZK 1, ou aproximadamente R$0,20! Depois de provar a cerveja o guia nos deixa na loja de souvenirs, onde termina o tour. Fui para o MUSEU DA CERVEJA e no caminho passei pelo estádio do VIKTORIA PILSEN. Tentei entrar para tirar algumas fotos mas não deixaram. Na entrada do Museu da Cerveja vc ganha um vale-cerveja de 0,3L. O museu fala da história da cerveja desde sua origem na mesopotâmia até os dias de hj. Há também alguns maquinários antigos e objetos usados na sua fabricação. MUSEU DA CERVEJA Deixei o museu e fui ao restaurante ao lado tomar a cerveja que tinha ganhado. Acabei tomando mais uma de 0,5L (CZK 49). PILSEN Segui caminhando pela cidade até a IGREJA DE ST. BARTOLOMEU e paguei CZK 50 para subir na sua torre. Lá de cima tem uma vista incrível da cidade! Desci e peguei o tram 2 para voltar à rodoviária. VISTA DA TORRE Chegando à rodoviária tomei uma Stapropanen 10 (CZK 30) enquanto esperava o ônibus. Por volta das 19h20 estava de volta à Praga. No caminho de volta ao hostel passei no Tesco e comprei uma comida pronta: Chilli Concarne (CZK 59) e 2 cervejas. Chegando ao hostel esquentei a comida no microondas e comi bebendo as cervejas. Tomei banho e fui ao CROSS CLUB (sugestão de um amigo que tinha já visitado Praga). A balada fica ao lado da estação NADRAZI HOLESOVICE e é bem legal e o melhor: não paga nada pra entrar! A decoração é cheia de luzes e ferros retorcidos, estilo steampunk. Há 2 pistas: 1 de música eletrônica e outra para show ao vivo. Dei muita sorte pq vi 2 bandas de metal: DEAD DANIELS e BLACK MAJESTY. Som de primeira! A cerveja custa CZK39 e vc deixa CZK 30 de depósito para usar o copo deles. Não aceitam cartão, mas tem um ATM lá dentro. CROSS CLUB Tomei várias cervejas vendo os show e fui embora por volta das 23h40. Na hora de pegar o metrô resolvi arriscar e não validei meu ticket, assim eu poderia usá-lo no outro dia para ir ao aeroporto. Me dei mal: havia um fiscal no final da escada rolante e ele me pegou. Tive que pagar uma multa de CZK 800! Tentei argumentar que eu era turista e que não sabia como funcionava o sistema de validação mas não adiantou. Ele me seguiu até uma ATM na entrada da estação onde tive que sacar o dinheiro e pagar ele. ***Dica: Peguei vários transportes durante toda minha estada na Rep. Tcheca e até então nunca tinha visto um fiscal sequer. E todas as vezes estava com um ticket válido. Na única vez que eu não tinha, um fiscal me pegou. Portanto andem sempre com seu ticket validado pq o valor das passagens é barato comparado com a multa que vc pode tomar. Cheguei no hostel e fui dormir 0h30. Distância percorrida no dia: 13km 🚶‍♂️ 34º dia de viagem: Praga ->Londres (Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018) Acordei 8h15, arrumei minhas coisas e 8h35 estava deixando o hostel. Passei no Tesco e comprei o café da manhã e um sanduíche para o almoço (CZK 125). Fui até a estação Narodni Trida, comprei um bilhete válido por 90min (CZK 32) e peguei o metro sentido ZLICIN. Cheguei lá 9h35 e peguei o ônibus 100 que vai ao aeroporto. O aeroporto de Praga tem 3 terminais: Terminal 1: para países que não fazem parte do ESPAÇO DE SCHENGEN, Terminal 2 para os países do ESPAÇO DE SCHENGEN e o Terminal 3 para vôos particulares. A viagem do metrô ao aeroporto leva apenas 15 min e por volta das 9h50 estava chegando. Despachei minha mala, passei pelo controle de passaporte e enquanto esperava meu vôo fui contar o quanto de Coroa Tcheca tinha me restado: exatamente CZK 99 em moedas. Fui a uma loja de cosméticos e a atendente aceitou trocar tudo por uma nota de CZK 100 e me desfiz de um bom peso. Às 13h20 estava deixando Praga e indo para Londres. Fim do relato de PRAGA
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