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  1. Fala galera, meu primeiro relato aqui. Sou de Salvador-BA e já fui na chapada diamantina diversas vezes, devido a proximidade (400 km) acaba por ser um destino bem repetido. Felizmente a chapada é enorme e tem muita coisa pra ser vista, eu não cheguei nem perto de conhecer tudo que quero. Dessa vez resolvi aproveitar os dias de carnaval e fazer um rolé diferente e por ser uma época de alta temporada e também já conhecer os lugares mais comuns. Fiz toda a viagem de moto, pois como tinha poucos dias, seria praticamente inviável depender de transporte para se locomover entre os pontos que queria, no total acabei rodando 1480 km. Saí de Salvador com destino a Itaetê, um interior que já faz parte da chapada e fica a 420 km da capital. Preferi fazer um caminho que já conheço e sei que a estrada é bem deserta, que é passando por Ipirá e logo mais chegando em Itaberaba, o portal da chapada diamantina. No primeiro dia apenas cheguei em Itaetê e saí pra tomar uma cerveja com uns amigos, afinal, já era 15 h. Acertei com o guia para sairmos às 6 h da manhã do dia seguinte e visitar a Cachoeira Encantada.. acabei adiando pra 7 h por causa de uma mini-ressaca kkk Fiquei numa pousada bem simples (bem simples mesmo) e fiz meu café no quarto mesmo, com o material de camping e algumas coisas que tinha comprado no dia anterior. Saímos as 7 e percorremos aproximadamente 30 km de estrada de barro até onde deixei a moto e iniciamos a trilha. Achei bem tranquila, a pior parte é no início que precisamos subir um pouco, mas no resto é praticamente tudo plano. Trilha fácil pra quem tem costume de andar no mato, poderia tranquilamente ter ido apenas pelo wikiloc. Não lembro muito bem de quanto gastei, recordo que o guia foi R$150 (dividido por dois 75 pra cada) Chegar na cachoeira e não ter ninguém foi uma das melhores coisas que aconteceu nesse dia.. muita paz! Cachoeira Encantada Segundo dia saímos de Itaetê por volta das 11 h rumo a Igatu, enfrentamos uma estrada de uns 40 km de offroad com a intenção de conhecer a cachoeira Califórnia. Após 1h pilotando em estrada de terra, chegamos no asfalto e entramos em Igatu. Assim como no offroad, não dá pra andar rápido por Igatu, afinal, a estrada que dá acesso ao miolo da cidade é toda de pedra e a pista é bem estreita. Chegamos por volta das 14 h, montamos a barraca e já seguimos para a trilha da Cachoeira Califórnia. O início da trilha é bem de boa, porém mesmo com o wikiloc acabei me perdendo em alguns pontos, o pior deles foi quando estávamos a menos de 50 m da cachoeira, dava pra ouvir o barulho mas não foi tão fácil achar o caminho para chegar até o cânion (o GPS fica bugado em locais fechados) e pra completar, minha bota acabou soltando o solado e tive que ficar descalço mesmo. Depois de muito insistir e tentar inúmeros caminhos, finalmente chegamos.. e para nossa surpresa, NÃO TINHA NINGUÉM. Tudo perfeito, visual sensacional, água na temperatura certa hahaha. Aproveitamos bastante e antes do sol cair fomos embora. Dessa vez muito mais tranquilo pois já sabíamos o caminho. Terceiro dia seguimos para Rio de Contas pra finalmente subir o pico do Itobira, e como saímos tarde, só iriamos subir no dia seguinte. Nossa rota foi sair de Igatu até o entroncamento de Ibicoara, viramos a direita com destino a Jussiape, mais 50 km de offroad subindo e descendo serra. Chegamos em Rio de Contas e tivemos uma surpresa em encontrar a cidade toda enfeitada pro carnaval, logo mais tarde descobrimos que é tradição de lá o carnaval ser bem movimentado.. achei muito tranquilo e organizado. Ficamos no camping do Tilú ($20/pessoa) e à noite compramos comida o suficiente pra fazer o café da manhã, almoço e janta. Quarto dia, finalmente chegou! Acordamos às 4:50 pra organizar as coisas, gastamos 1:30 h arrumando tudo e partimos em direção ao povoado de Caiambola pra enfrentar mais uns 45km de offroad. Quando saímos o tempo estava bastante nublado e no meio do caminho começou a cair a chuva, por sorte consegui pilotar até achar um abrigo onde fizemos nosso café da manhã e esperamos uma trégua. Seguimos passando por alguns povoados até chegar no estacionamento onde dá acesso ao início da trilha pra subir o pico. Novamente organizamos tudo (mochila, material de camping, comida, roupas e etc) e partimos em direção a trilha. O meu maior medo era chegar no pico e não ter lugar pra montar a barraca, afinal, no estacionamento já haviam dois carros e a área do camping lá em cima é bem limitada, cabem apenas 3 barracas! Outra preocupação era sobre a água, no wikiloc tava bem sinalizado onde dava pra conseguir mas nunca se sabe se os lagos estariam secos ou não.. pra nossa sorte não estavam. Subimos com 4,5 L no total e foi a conta certeira pra passar o tempo que havíamos estipulado. A trilha é praticamente o tempo todo subida, sendo que o pior momento realmente é nos últimos 200 m de ataque ao pico.. porém não é nada impossível, é difícil sim e exige bastante cuidado em alguns pontos. O tempo ajudou bastante, pois tinham várias nuvens bloqueando o sol e não sentimos dificuldade nesse quesito. Ao chegar, todo o cansaço parece ser ofuscado pela linda vista que tem lá e pelo sentimento de superação que sempre existe ao subir um pico. Dei um giro no lugar pra me ambientar e procurar a melhor posição de montar a barraca e assim o fiz. Lembrando que o local onde se acampa não é o ponto mais alto, até chegar no pico ainda tem uma pequena trilha, acabei não indo lá pois já estava satisfeito com o local do camping. O tempo estava bastante inconstante, tinham muitas nuvens carregadas que quando passavam pelo pico batia um frio sinistro, já sabia que à noite ia ser complicado Aqui vai o conselho que ouvi de um amigo e que foi bastante útil: LEVEM ROUPA DE FRIO! Fui com um kit de segunda pele (camisa, meia e calça), fleece, corta vento, touca, duas luvas, saco de dormir, isolante térmico E AINDA ASSIM SENTI FRIO. kkkkk Outra dica que pra mim foi um dos motivos de ir até lá, admirem o céu, é SURREAL. Ele estava completamente nublado às 19 h, praticamente não dava pra ver uma estrela e magicamente se abriu às 3h da manhã que foi o horário programado pra tirar essa foto. Acordamos por volta das 8 h no dia seguinte pra descer e depois de organizar tudo, saímos por volta das 10:30. A descida foi sofrida, não só pelas pancadas no joelho mas o calor estava INSUPORTÁVEL.. da próxima vez levarei uma camisa de manga longa com proteção UV e uma proteção para o pescoço. Chegamos em Rio de Contas por volta das 14 h, almoçamos e seguimos para Brumado-BA. A idéia era voltar pra Salvador por outro caminho, completando assim uma volta na Chapada. A estrada até Brumado, passando por Livramento é muito linda, uma descida gigante com um visual completamente diferente de tudo que já vi por aqui. Chegamos em Brumado já no final da tarde, pilotei sem pressa (como sempre) e ficamos num hotel (R$50 cada/ventilador e café) na entrada da cidade. Dia seguinte fizemos Brumado -> Salvador, caminho bastante longo e cansativo mas totalmente possível. Qualquer dúvida é só dar um alô. Mais fotos em: https://www.instagram.com/dihmorais Fiz 3 vídeos detalhando esse rolê:
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