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  1. O Charyn Cânion se estende por 90 km ao longo do rio de mesmo nome, a 200 km de Almaty no sul do Cazaquistão e quase na fronteira com a China. Há 12 milhões de anos que o vento, a areia e as águas do rio vêm esculpindo as mais diferentes e intrigantes formas nas pedras avermelhadas do Cânion, formando um dos locais de natureza mais exuberante que visitamos no Cazaquistão. Chegamos tarde e tivemos que acampar no topo do Cânion, tendo sido surpreendidos no meio da noite por uma ventania das mais severas que já enfrentamos, que nos obrigou a fechar a barraca que ameaçava voar pelos céus e nos deixar desabrigados em pleno deserto, tendo ido dormir dentro do carro. Nos próximos 2 dias acampamos na beira do rio, dentro do Cânion, num local que mais parecia um oásis em meio àquela aridez toda, com muita vegetação e pássaros coloridos. Subíamos e descíamos os paredões e ficávamos horas admirando as formações rochosas e tentando adivinhar com o que se pareciam. Os cânions são mesmo surpreendentes, tendo ganhado o apelidado de “little brothers” do pop star Grand Canyon, no Arizona. Um lugar imperdível na sua visita ao Cazaquistão.
  2. Hey, Sou natural de Manaus - Amazonas e atualmente moro no sul catarinense. Estou programando ir pra Bom Jardim da Serra no inicio da primavera pra fazer um camping (setembro). De forma bem roots. Sou uma pessoa simples e busco companhias agradaveis que por ventura tenham o mesmo destino em mente ou morem nas proximidades. Pontos a serem visitados: Serra do Rio do Rastro e Canion do Funil
  3. O município de Faxinal no estado do Paraná, terra de várias belezas naturais que ainda não entraram no radar do ecoturismo nacional. À 100 km de Londrina, 145 km de Maringá e 330 km de Curitiba, geograficamente posicionado na transição do segundo para o terceiro planalto do Estado, é terra de aventuras apaixonantes, e gente receptiva. Muitas, ainda inacessíveis ao público comum. Para acessá-las é preciso de guias ou bom poder de convencimento para ganhar autorização de acesso dos proprietários e conhecimento de relevo para se locomover na região. Na cidade, interiorana, a infraestrutura turística é deficitária. Poucos hotéis e restaurantes, todos simples. Menos ainda são as informações acerca dos lugares, muitos dos moradores com que conversamos não sabiam e/ou não conhecem as cachoeiras e cânions. Vamos compartilhar um pouco da nossa visita a Faxinal e quem sabe encantá-lo para marcar sua próxima aventura no mapa. O Planejamento Faxinal já estava no radar a pelo menos uns 5 meses, mas como fica razoavelmente próximo da nossa casa, sempre que tínhamos um fim de semana prolongado íamos para locais um pouco mais distantes, Sapopema, PontaGrossa, Prudentópolis, entre outros. Ao ver que o ano de 2019 terá o calendário enxuto, não tive dúvidas “vamos para Faxinal logo no começo”, pensando, ingenuamente, que em um final de semana faria tudo o que já ouvira sobre Faxinal. Logo que comecei a organizar o roteiro percebi que teria deixar lugares para ver numa próxima oportunidade. Primeiro que em 20 dias só consegui informações sobre 5 cachoeiras, o nome de mais 6 quedas, de um cânion e de uma rota pelos túneis dos trilhos de ferro na região. Lá em Faxinal fui descobrir que as informações que levantei ainda eram poucas e que o município tem muito mais a oferecer. O roteiro Comecei com uma busca em blogs aqui na web de informações sobre os locais onde visitar. Apareceram logo dicas como cachoeira Chicão I e II, Hotel Fazenda Luar de Agosto, Cachoeira da Pedreira e da Fonte. A viagem Decidi começarmos pela Cachoeira da Fonte. Consegui o contato dos donos do Sítio Santo Antônio que é onde a cachoeira fica localizada, logo fiquei sabendo que os anfitriões forneciam um café de sítio aos visitantes. Chegamos às 10:00 no sítio e já fomos recebidos pela Silvana e o Edivaldo que nos trataram como velhos amigos, ela nos serviu pão, doce e geléia de morango, um café de coador daqueles que cheiram a quilômetros e um queijo colonial furadinho, temperado e bem curado que conquistou nosso coração. Depois de uma hora de prosa, com sotaque bem paranaense, seguimos para a cachoeira nos fundos da propriedade. Uns 600 m de caminhada desde a sede do sítio, a trilha é toda bem demarcada possui degraus construídos e até guarda-corpo em algumas partes. Se divide em duas, uma leva até o topo da queda e a outra leva até a queda. Fomos primeiro para cima, afinal não teria problema com a preguiça de subir na volta. Lá de cima a vista é maravilhosa. O pequeno córrego salta sobre vazio por 54 m de altura. No leito, antes de cair da pedra o rio forma pequenas piscinas de água limpa convidando para o banho. Então descemos para a base, não é possível chegar bem no pé da queda, ou ao menos eu não recomendaria assim como não recomendo entrar no piscinão que se forma da queda - a turbulência da água é perigosa. Mas só de se aproximar já dá para tomar um belo banho com a névoa que se forma. Retornando ao o sítio e fomos colher morangos na estufa que havia no quintal, colhemos belas frutas vermelhas que se desmanchavam nas mãos e derretiam na boca. O casal trabalha com morangos sem agrotóxicos no estilo colha e pague. Na varanda tem um conjunto de redes esperando o viajante para uma soneca. Saindo da Fonte seguimos para a cachoeira do Chicão III, uma queda que ainda não está aberta para a visitação, mas fomos autorizados pelo proprietário, a visitá-la. Deu trabalho para encontrá-lo no telefone, mas só pudemos descer para lá depois que conseguimos contatá-lo, a porteira de acesso fica chaveada é preciso pegar a chave com o proprietário. Chegamos no terreno e com a chave entramos, mas não vimos o Sr. Paulo onde imaginávamos que estaria, em dúvida conferi no mapa e a cachoeira era por aqueles lados, deixei o carro no pasto e seguimos a pé pela estradinha de chão batido. Deixamos um bilhete no vidro do carro, vai que o dono chamasse a polícia. Uns 600 m abaixo encontramos uma casa em construção, uma palhoça e um senhor bem simpático abastecendo o bebedouro dos beija-flores, logo descobriríamos que era o Sr. Paulo. Fomos super bem recebidos o simpático senhor nos contou várias histórias do local inclusive seu planos para a propriedade. Quando descemos para ver o Cânion Cruzeiro do beiral, meu deus! um paredão de rochas cortadas 90º de uns 300 m de altura, é possível ver lá embaixo a cachoeira que mais parece um bica diante da imensidão dos seus vizinhos: Cânion Cruzeiro e Serra do Arreio no lado oposto. Pegamos a trilha pela direita e descemos, apesar de não ser tão longa a trilha é muito pesada devido a declividade, desce os 300 m em uns 700 m de trilha. Após uns 400 m chegamos na parte de cima da cachoeira. A queda impressiona, mas o Cânion e o rio chamam toda a atenção, é indescritível a sensação de estar imerso na natureza, cercado de verde e água. Descendo mais um pouco chegamos à frente da queda, numa coluna de pedra que serve como um banco para sentar e admirar, a Gaia Terra. Depois de um fôlego merecido partimos para a trilha dentro do Cruzeiro, rio acima subimos por 30 minutos serpenteando com oa água, saímos em uma pequena queda onde fizemos mais uma pausa antes de retornar a trilha para sair daquele buraco. Sair não foi fácil, já estávamos cansados e precisamos subir toda a ladeira e mais os 600 m até o carro, enfim saímos, e depois de beber uma água da bica que o Sr. Paulo nos ofereceu e agradecer pela oportunidade de conhecer uma paisagem tão singular, seguimos para o carro. Afinal ainda iríamos acampar a uns 17 km dali. Já eram 19 h quando chegamos. Rapidinho montamos a barraca e fomos para a Cachoeira Três Barras que fica nos fundos da propriedade. A Três Barras é uma sequência de pequenos saltos das águas mais limpas da região apenas terceira queda é maior tendo uns 5 m de altura. A parte que mais gostamos foi poder sentar debaixo das quedas e ficar ali curtindo a massagem natural feita pelas águas,Pra mim foi o banho do dia. No escuro, já, voltamos para a barraca tomar um bom café e ouvir uma boa música antes de cair no sono. No dia seguinte acordamos antes de amanhecer ainda, fizemos nosso desjejum café, pão, linguiça e claro queijo do Sítio Santo Antônio. Levantamos acampamento e as 07:30 estávamos na estrada para a cachoeira Chicão I e II onde faríamos um rapel. Nos encontramos com o instrutor no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), e seguimos no nosso carro até a cachoeira. Mais um casal foi junto, achamos que iriam fazer rapel também, mas parece que o instrutor estava sendo somente guia deles para a cachoeira. Demos uma breve parada no salto Chicão I que fica do lado da estrada na mesma trilha que leva até a segunda queda, paramos mais para o casal conhecer a primeira queda. Adrenalina lá em cima, descemos até Chicão II com seus 52 m de queda. Lá fomos, aproximando do penhasco e depois soltando o corpo na corda e deixando a gravidade fazer o trabalho. São 48 m de pura adrenalina, alguns escorregões e um belo banho de névoa da queda. A cachoeira é muito bonita e tem um volume grande de água. Na base forma-se um grande panelão de águas turbulentas. Porém, logo depois do poço tem uma faixa de areia formada pela água, e um canal raso por onde a água corre, aqui sim, ideal para um banho. Conhecemos um grupo de Bombeiros Civis que estavam fazendo treinamento, muito simpáticos eles, tanto que ficamos lá até o meio dia, mesmo depois que o nosso instrutor já tinha ido embora, posso dizer que fizemos amizade. Voltamos para o carro e almoçamos nossas saladas temperadas apenas com sal, junto com algumas conservas e biscoitos, rápido pois ainda queríamos curtir um pouco Chicão I. Chicão I é mais modesta que sua irmã mais velha, tem 15 m de queda divididos em dois saltos; uma queda livre, noutro as águas bailam sobre as pedra em vários filetes dando-lhe um gracejo único. Essa cachoeira geralmente está cheia de famílias com crianças tomando banho nas quedas ou onde a água se acumula. Queríamos ir para a Cachoeira Véu de Noiva mas nosso tempo estava se esgotando, então decidimos deixá-la para um próxima e fomos passar na Pedreira. Esta fica praticamente na cidade, é uma bela queda, quem passa da estrada nem imagina que ali tem algo tão maravilhoso. Deu trabalho para achar a entrada, tem um portão com uma placa bem grande dizendo “entrada proibida”, mais a frente uma trilha no pasto leva até o topo da queda, mas queríamos chegar na base. Perguntamos na estrada para duas pessoas que passavam como chegar na trilha que levava para a cachoeira, ela nos disse que poderíamos entrar no portão que lá dentro tinha a trilha, ainda desconfiados, lá fomos nós - imagina tivessem mentido só para nos ver tomar uma corrida. Mas tudo bem achamos a trilha, é bem curta e chegamos no objetivo. A água é bem limpa, porém não se pode dizer o mesmo do entorno, tem bastante lixo jogado. É uma pena as pessoas não terem consciência ecológica, e às vezes nos faz pensar que é melhor que seja fechado mesmo o acesso ao público e cobrado taxa para entrar, quem sabe assim poluem menos. Tarde já, mas vamos ainda para o Hotel Luar de Agosto conhecer o Badalado Salto São Pedro. O Hotel Fazenda é bem estruturado, compete de igual com os grandes hotéis do ramo. Recebemos na entrada um folder (mapa) demonstrativo da propriedade, como não tínhamos tanto tempo para explorar toda a estrutura, escolhemos fazer a trilha mais longa que levaria até o Salto. Pegamos a trilha da Serra, logo se perdemos, o mapa é bem confuso, kkkk. Deixamos o mapa de lado e seguimos o faro mesmo. Encontramos de novo a trilha certa quando achamos o Mirante da Serra. Seguindo a trilha depois de bastante procura descobrimos o Mirante da Árvore, que foi construído sobre uma figueira e dá de vistas para o Salto São Pedro ao longe. De volta na trilha chegamos a Rio São Pedro e depois seguimos ele até o Salto. De tirar o fôlego, com 125 m de cortina de água caindo sobre pedras gigantescas, é possível avistá-lo de longe, bem antes de chegar na base. Para completar o charme uma ponte de madeira coberta de musgo sobre o rio completa o cenário de uma viagem incrível. Mas antes foi preciso voltar para o carro à 1800 m na sede, e ainda ficar com os olhos aguando de vontade de fazer a tirolesa de 500 m que sobrevoa o vale. Na próxima viagem à Faxinal já temos muita coisa em mente, com mais cachoeiras, tirolesa e trilhas. Dicas Extras Em todos os locais que estivemos nessa viagem é possível chegar com carro baixo, e para se localizar um bom faro de estrada e um GPS resolvem. É importante levar dinheiro em espécie, em muitos lugares não pega sinal de celular ou internet então você não encontrará maquininhas. Se tiver dúvidas poste aí nos comentários que ajudaremos com se puder.
  4. Aqui no mochileiros.com tem bastante informação sobre o Vale do Catimbau. Vi vários relatos sobre os atrativos, como localização, onde ficar, etc. Porém não vi muito sobre alguns atrativos específicos que existem no vale, especialmente, a "Grande Muralha". Tomei conhecimento deste lugar através de uma reportagem da Rede Globo Nordeste, feita pelo repórter Francisco José. Aqui no site, há um relato de 2011, que mostra algumas fotos do lugar e dá algumas dicas de como chegar. Sigam o link abaixo: Sou de Recife e já fiz excelentes trilhas aqui no Brasil e America do Sul. Contudo, me dei conta que trilhei muito pouco aqui na minha terra. Escolhi o a Trilha da Grande Muralha no Vale do Catimbau para me redimir, rsrss. Resolvi então pesquisar mais a respeito. Tudo o que achei foi o relato que citei acima. Como é antigo, tentei o contato com as agências e guias que achei no Google. As respostas que tive é que atualmente não seria possível visitar a Muralha, devido ao fato de que o local está dentro de uma reserva indígena. Não satisfeito, entrei no site do ICMBio. Como o vale é um PARNA, com certeza saberiam informar. E foi o que aconteceu. Através dos contatos informados no site do ICMBio, fui atendido e encaminhado ao Ronaldo, uma das lideranças do território Kapinawá (nome da reserva indígena onde se localiza a Grande Muralha). O Ronaldo é um dos professores da escola municipal que funciona dentro da reserva. E também é um guia qualificado que conhece bem a região. Durante o nosso contato, ele confirmou que de fato somente com o acompanhamento do pessoal da aldeia é permitido visitar a Muralha. Agendamos o serviço e no último dia 22/09 fui então finalmente ao Catimbau para fazer a trilha. Marcamos às 8:00 na entrada da vila do Catimbau. Lá o Ronaldo nos aguardava em sua moto e daí o seguimos até o mirante da Grande Muralha. Acertamos os detalhes finais e partimos. Saindo da vila do Catimbau, passando pela entrada da aldeia Kapinawá até o ponto onde começa a trilha, dirigimos em estradas de barro por volta de uma hora. Notem que a paisagem é bem seca, principalmente esta época do ano. Marcamos o encontro às 8:00, por que no mesmo dia saímos de Recife às 4:30. Não foi uma decisão muito sábia, uma vez que atrasamos um pouco e só começamos a trilha passando das 10:00. Para quem vem de Recife, o percurso dura em média 04 horas. Logo, devíamos ter saído após o café da manhã para chegar na hora do almoço, deixando a trilha mais para a parte da tarde, quando o sol já estivesse mais baixo. Fica a dica. Deixamos o carro na melhor sombra que achamos e fomos até o mirante da tão esperada Grande Muralha. O nosso guia Ronaldo nos explicou que a "Grande Muralha" na verdade se chama Serra do Barreiro. Faço questão de ressaltar isso, pois esse é o nome dado a muralha pelos nativos Kapinawás e é assim que a devemos chamar. Essa muralha da Serra do Barreiro é um extenso paredão de pedra que desponta do solo em formato de serrote. Na parte mais baixa do paredão, existem vários sítios arqueológicos ainda bem conservados. O lugar tem um aspecto selvagem e segundo o nosso guia Ronaldo, fomos um dos primeiros a conhecer a região como pessoas comuns. Apenas pesquisadores e antropólogos frequentam o local. A parte de baixo do paredão é cheia de pinturas rupestres. O mato alto da caatinga esconde as gravuras nas cavernas que se formam na base. Nosso guia ia desbravando com um facão o caminho fechado pela vegetação do sertão. Confesso que tenho uma grande satisfação em ter feito esta trilha, pois o aspecto do lugar indica que somente os nativos caminham por lá, dando a sensação de estar num local ainda não descoberto. Gosto de fazer caminhadas autônomas, mas a trilha guiada pelo Ronaldo e seu ajudante Almeida foi realmente bastante enriquecedora. As explicações sobre as pinturas rupestres foi sensacional. Algumas datam de até 4000 anos, segundo relato dos pesquisadores que já estiveram por lá. Pelo fato de serem descendentes dos povos que habitavam esta região a séculos, os guias tentam o tempo todo explicar nos mínimos detalhes todas as tradições e modo de vida dos seus antepassados. Realmente foi uma experiência única. A trilha não se resume a parte de baixo. Seguindo o paredão, após um ganho de elevação de aproximadamente 30 metros, que é a altura da muralha, é possível chegar ao topo. A vista é de tirar o fôlego. A imensidão da caatinga é uma imagem realmente bonita de se ver. Dá para ver bem toda a extensão da "Serra do Barreiro". Tive a certeza que escolhi bem essa trilha. Sem palavras. Para mim, foi de fato um grande privilégio ir a um dos lugares mais inacessíveis do vale. A trilha percorre paisagens belíssimas, tanto na parte de baixo quanto na parte de cima. Fiquei sem entender o porquê dos órgãos governamentais não estarem cuidando e divulgando este lugar. Algumas pinturas estão quase apagadas pela ação do tempo. Um lugar especial como este merece cuidados também especiais. Espero que de alguma forma a luta dos índios ganhe amparo do governo, e que as esferas competentes recebam os incentivos necessários para manter a região bem conservada. O Ronaldo nos contou que planeja montar um site para divulgar passeios na região da reserva e agendar com os turistas. Quem for ao Vale do Catimbau, não pode deixar de visitar a reserva Kapinawá na companhia dos guias indígenas, que inclusive são credenciados para acompanhar visitantes em todas as trilhas do Catimbau. Sobre a trilha, gravei o trajeto que fizemos no Wikiloc. Apesar de não ser uma trilha muito extensa, classifico que o percurso tem grau de dificuldade moderado, pois há vários trechos de areia fofa e plantas espinhosas por toda parte. Além disso, o calor é muito intenso. Logo, um mínimo de preparo físico e bons equipamentos são necessários (bota, calça de trilha, roupas anti-UV e proteções para cabeça e nuca contra o sol). também é importante estar bem alimentado e hidratado. Segue o tracklog: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/serra-do-barreiro-grande-muralha-catimbau-28897405 Encerrando a trilha, fomos para a pousada descansar. Ainda era dia, mas depois do sol forte o sono foi mais forte. À noite, fomos até o posto BR na entrada de Buíque às margens da BR-232 e jantamos. Na manhã seguinte, encontramos novamente o Ronaldo e fomos ver as opções das trilhas convencionais do vale. Aceitamos a sugestão dele e escolhemos a trilha do Cânion. Maravilhosa! Trilha curta, com poucos desníveis, e assim como a trilha do dia anterior, paisagens incríveis! Apesar de estarmos numa estação mais seca, ainda é possível ver muito verde. E essas formações rochosas? Só tem lá! O destaque foi a vista do primeiro mirante do Cânion: E no final da trilha, mais um sítio arqueológico impressionante: Para um bate e volta de final de semana, foi bastante proveitoso. A trilha do Cânion no domingo acabou super cedo. Ainda deu tempo de passar na pousada e tomar uma ducha para pegar a estrada de volta para Recife (com direito à parada para almoço regional nas churrascarias de Encruzilhada São João e compra do famoso queijo coalho da terra do queijo, Sanharó). Energias renovadas para início da semana. Para finalizar este relato, vamos às indicações: POUSADA: recomendo a pousada Santos. Serviço ótimo e barato, com excelente café da manhã. Diária por pessoa na faixa de R$ 75,00. Existem diversas pousadas também em Buíque, que é a cidade de entrada para o Vale do Catimbau, inclusive na própria vila do Catimbau tem pousadas domiciliares. Peça indicação aos guias (existe uma associação de condutores do vale, a ACONTURC). Para os interessados em camping, também há opções, porém sugiro recorrer ao Google e os guias locais. O nosso guia informou que pretende em breve organizar campings e pousadas domiciliares na reserva Kapinawá. Com certeza será uma ótima opção no futuro. COMIDA: Existem alguns restaurantes com boas avaliações no Tripadvisor em Buíque, porém não utilizei. Apesar de ser cidade pequena, dá para se alimentar legal. CONTATOS DE GUIAS: segue os contatos que tenho, utilizei e recomendo: - Para trilhas tradicionais do vale: ACONTURC - (87) 3816-3052 - [email protected] - Trilhas na reserva indígena: Ronaldo Kapinawá - (87) 98139-3015 - [email protected] (aqui apenas com autorização dele ou demais responsáveis pelas aldeias) GASTOS: - Combustível: entre R$ 250,00 e 300,00 para viagem de Recife até o vale e deslocamento entre os pontos de trilha. Rodamos aproximadamente 700 Km. - Alimentação: comi muito bem na pousada e restaurantes da região, gastando no máximo R$ 30,00 por refeição. - Serviços de guias: varia entre R$ 100,00 a 150,00 a diária, dependendo da trilha e quantidade de pessoas. Ideal é acertar diretamente com os profissionais. - Estadia: gastei R$ 75,00 numa das pousadas mais estruturadas de Buíque, logo, devem ter outras até mais em conta. - Resumo da brincadeira de final de semana: em torno de R$ 350,00 por pessoa. Não tive tempo de pesquisar outras opções, então, creio que dá para ser bem mais econômico que isto. Espero que tenham gostado deste relato. Tentei ser o mais informativo possível, para ajudar a divulgar esta região, que ao meu ver, apesar do enorme potencial, ainda é muito pouco visitada. Dedico também este texto em forma de agradecimento ao Professor Ronaldo, que além de nos ter dado uma aula sobre a cultura indígena ao vivo, usando os cenários da Catimbau como sala de aula, me presenteou com esta belíssima lança feita artesanalmente conforme as suas tradições: É isso ai pessoal. Visitem o Vale do Catimbau, um verdadeiro paraíso no sertão Pernambucano. Quem gosta de trilha, não pode deixar de conhecer. Eu, com certeza irei novamente. Abraço e boas trilhas!!
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