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Olá meus queridos! 

Esse relato é pra lá de especial! Digamos que essa foi a melhor trilha que já fiz na vida. E em um momento massa.. Último /primeiro dia do ano! 

Fazenda Pico Paraná é o lugar. 

Peguei um bus de Chapecó para Curitiba no dia 30. Cheguei em Curitiba de manhã no dia 31. Peguei um Uber até a Fazenda Pico Paraná, é a forma mais fácil de chegar pra quem está de bus. Chegando lá, armei minha barraca e me preparei pra subir o Pico Caratuva! 

O início da trilha é tranquilo algumas raízes, mas não muito elevação. A primeira chegada é no Morro do Getúlio, ali já dá pra sentir um pouco do que é a trilha e ter um gostinho do visual. Cerca de 1:30 a 2:00.

Dali você segue mais um pouco até chegar no local da placa que divide as trilhas do Pico Caratuva e Pico Paraná. Deu até uma dorzinha no coração. Porque todos querem fazer o Pico Paraná, mas era tarde e o tempo não estava bom. Além disso, achei que conhecer o Caratuva primeiro valia a pena. 

Segui então para o Pico Caratuva. Seguindo pela trilha você chega a um rio onde pode se abastecer de água e descansar um pouco. 

Daí pra frente o bicho pega. A trilha se torna mais difícil, muita elevação, raízes, pedras, e haja fôlego! Chegando lá de um lado você vê o rio e o Morro do Getúlio. E do outro lado o sonhado Pico Paraná. Imponente e majestoso! 

Quando cheguei a neblina estava cobrindo tudo e não tinha visibilidade nenhuma, em um momento sentei e fui pegar algo na mochila, quando olhei pra frente, a neblina tinha sumido, e aí eu chorei! Porque o sentimento de estar no topo da montanha. Simplesmente a segunda maior do Sul. Ouvir o som da montanha, o vento... Gostaria que mais pessoas pudessem ter essa experiência. Em uma parte da trilha, me perguntei se conseguiria, mas lá em cima, não há dúvidas. Era ali que eu deveria estar naquele momento. Completa! 

Depois de contemplar e de me emocionar, comecei a decida. É preciso ser cauteloso, tinha chovido e a trilha estava escorregadia. Eu fiz a trilha sozinha. É tranquilo, mas precisa ter cuidado. 

Cheguei de volta na Fazenda Pico Paraná, depois de 6 horas. Só queria deitar e descansar, com o coração leve. 

Conheci lá o pessoal da Fazenda. Família maravilhosa, que me acolheu como um deles. Jantei com eles e depois da Ceia ficamos olhando a Lua, maravilhados. O guia deu digas de grande valia, o que me possibilitou fazer a trilha tranquila. 

Conheci muitos montanhistas, tenho muito a aprender nessa jornada. 

No outro dia fiz uma trilha simples de 20 minutos até uma cachoeira, pra receber a energia da água da cachoeira.. 

Só tenho que dizer: gratidão. Ao universo, por essa experiência. Pelo desafio, pelas pessoas que encontrei, e pela Montanha!! Sem explicação, sentimento grandioso! Março /Abril partirei ao Pico Paraná! 

Instagram : simplicidades_velho_oeste (fotos) 

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Beatriz, demais o seu relato!! Moro em Curitiba e já subi o Caratuva, o Itapiroca e vários morros aqui da região, mas sempre acompanhada. Só que nem sempre é fácil achar companhia pra esse tipo de trilha e me coloquei como resolução de Ano Novo que vou subir montanha siiiim mesmo que seja sozinha. Nisso me deparei com o seu relato! Inspirador! =) Se quiser me adiciona no Whats (41 9 9520-0236) e vamos trocando figurinhas, quem sabe nos encontramos em alguma trilha pelo Sul! Abraços!

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@carolinaleal muito bom encontrar pessoas que também pensam assim. Agora em Março vou novamente pra fazenda com a intenção do Pico Paraná, com direito a por e nascer do sul como manda a tradição. Já anotei seu número aqui, logo te chamo para conversarmos. Abração. 

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Bacana seu relato, corajosa de fazer a subida sozinha, fiz a subida do PP 7x, sempre levo pessoas que nunca foram, é legal ver como elas se sentem realizadas, algumas falam que nunca mais voltam rsrs outras não param e querem desbravar o mundo, na pascoa agora, irei subir com um casal de amigos, uma amiga e o irmão dela. Queria ter subido no ano novo, mas devido a alguns entraves, acabou não acontecendo, pretendo fazer outros picos pelo Brasil, mas isso vai exigir um pouco mais de investimento então até metade deste ano pretendo ter pelo menos os equipamentos, boa sorte em suas caminhadas :)

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Que legal a aventura, Beatriz, só atiça mais a vontade da gente ir! Sou de Chapecó também, faço trilhas sempre com minha esposa e uma amiga nossa, com eventual acréscimo de um ou outro de nossos filhos, quando eles podem. Estamos programando uma ida ao Pico Paraná, em abril, estamos cuidando a previsão do tempo para escolher um final de semana bem legal, quem sabe dá coincidência de irmos na mesma data, daí combinamos alguma coisa. Gostaria de trocar algumas idéias com você, já que não conheço muitas trilhas aqui na região de Chapecó, fiz somente a Trilha do Pitoco, e queria que você me contasse alguma experiência legal que teve aqui perto.

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@lucband @lucband olaaa! Que bom encontrar aventureiros no Velho Oeste hehehe. Então nesse feriado de Páscoa vou fazer uma travessia entre o Canyon Laranjeiras e Funil. Em Bom Jardim da serra. Mas vamos combinar umas trilhas sim. Tem várias cachoeiras aqui no Oeste, em que se pode ir até um ponto de carro e fazer até 20 km a pé. Qualquer coisa me manda msg inbox e aí vamos combinando. Abraços 

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Eu vi seu post sobre a trilha Laranjeiras/Funil, achei muito legal, coloquei na agenda para fazer. Nesta Páscoa já tínhamos programado uma  ida à Trilha da Lagoinha do Leste, em Florianópolis. Combinamos alguma coisa aqui no Oeste, sim. Abraço.

 

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    • Por Magnum Brito
      Olá mochileiros!
      Estou planejando uma empreitada para a região do Campos do Quiriri.
      Não conheço a região e gostaria de saber como é a trilha, se é bem demarcada e também se alguém tem o track log saindo da Pedra da tartaruga até o Marco da Divisa. 
      Abraço;
    • Por Fernando L
      Serra do Mar sentido São Bento do Sul-Corupá
      Que tal fazer um roteiro de  um ou dois dias indo por uma e voltando pela outra?  Este roteiro já foi realizado por nós (casal) algumas vezes e é muito interessante pois explora duas serras em um mesmo destino. Você pode começar partindo de Joinville, Florianópolis ou qualquer outra cidade entre as duas, assim como partindo de Curitiba ou Mafra.  As duas são um espetáculo, mas a Serra Dona Francisca possui um mirante no meio da serra onde pode-se parar e apreciar o cenário. Fica mais interessante descendo, mas também é linda subindo, principalmente quando é avistada ao longe. É preciso cautela pois há curvas acentuadas e o trânsito de caminhões constante. A Serra Dona Francisca parte da BR-101 em Joinville e vai até o cruzamento com a BR-280 em São Bento do Sul em um percurso aproximado de 75 Km. Após a subida da serra encontra-se Campo Alegre, pequena e simpática cidade que será explorada em outro tópico.  
      A descida pela Serra do Mar também é mais bonita que a subida, há muita vegetação nativa e bananais. Partindo de São Bento do Sul até Jaraguá do Sul a distância é aproximadamente 60 Km. Logo após a descida encontra-se Corupá, linda cidade no meio das montanhas e que possui duas atrações imperdíveis: Seminário de Corupá e a Rota das 14 Cachoeiras que serão exploradas em outros tópicos. 
      Um detalhe: é muito comum ter neblina nos dois trechos de serra, portanto escolha preferencialmente dias secos ou reserve mais dias na região. Mas como já tivemos a experiência de passar nos dois locais com neblina, parcial e total podemos afirmar que também é pitoresco nestas condições.
      Para quem não é da região e gostaria de fazer este passeio aconselha-se a pernoitar em Rio Negrinho ou Jaraguá do Sul. Mas também é possível fazê-lo em outros roteiros. Nós por exemplo já saímos de Guaratuba (PR), subimos a Dona Francisca, descemos a Serra do Mar e pernoitamos em Piçarras. 
      É sem dúvida um roteiro de encher os olhos e incluído por nós como "grandes estradas", aquelas cênicas e imperdíveis.  
      Serra do Mar sentido São Bento do Sul-Corupá

      Serra do Mar 

      Serra Dona Francisca sentido Joinville-Campo Alegre 
       

      Mirante Serra Dona Francisca 

      Serra Dona Francisca sentido Joinville-Campo Alegre
       

    • Por DaniloDassi
      Você já ouviu falar da cidade de Sapopema, no norte paranaense?
      E do Pico Agudo?
       
      [align=center][/align]
       
      Nossa jornada começou no dia 10/10/2009, quando saímos de Maringá - PR rumo a Sapopema.
       
      Éramos em quatro, Gabrielle, minha namorada e o casal Andréia e Eduardo.
      Nesse relato vou contar apenas nossa primeira visita ao Pico Agudo, nos dias 11 e 12/10/2009.
       
      Aproximadamente 5 km antes de chegar à cidade de Sapopema fica a estrada para o bairro Lambari.
       
      Em 6 km estávamos cruzando um pequeno vilarejo com simpáticas casas, um pequeno bar e como sempre, igrejas.
      Essa estrada possuí algumas bifurcações, basta seguir a principal (visualmente dá para identificá-la), exceto quando houver 3 caminhos: Siga o central. Em poucos metros encontramos outra "vila", esta com uma escola à esquerda e uma quadra poli-esportiva à direita.
       
      Em seguida um riacho cruza nosso caminho. Como não sabíamos a profundidade, nem se havia muitas pedras, passei lentamente com o carro. Primeiro momento tenso da viagem.
       
      Poucos metros chegamos ao final da estrada, aproximadamente 22 km percorridos e estávamos na porteira da fazenda. Abrimos e seguimos. Na primeira bifurcação paramos o carro e seguimos á pé pelo caminho a esquerda, onde chegamos à casa do gerente da fazenda. Pedimos informações e retornamos para o carro.
       
      A estrada que leva até o pico passava atrás da casa do gerente, porém essa primeira estrada a esquerda é bem íngreme. Resolvemos seguir até a segunda difurcação a esquerda, mais longe, porém mais amena.
      Passamos atrás da casa do gerente e seguimos, por meio de pinos, hora pasto.
       
      Depois de alguns kilometros encontramos uma porteira, logo seguida por um casebre bem rústico e uma bifurcação. Nessa hora uma surpresa: Dois Jipes de Arapongas - PR chegam logo atrás de nós. Perguntamos se eles tinham alguma informação e, assim como nós, era a primeira vez deles também.
      Havia outra casa, bem próxima, seguindo pela direita. Assim o fizemos. Chegando lá conversamos com o caseiro que disse que o caminho não era aquele, tinha que retornar e pegar a esquerda na bifurcação. Os jipes seguiram dali mesmo, mas como nós estávamos com carro baixo, tivemos que retornar (nem 200 metros) e pegar a estradinha correta.
       
      Talvez 500 metros e chegamos à famosa mangueira, onde carros normais são deixados e o resto é feito a pé. Para nossa alegria, os jipes nos esperaram e então ganhamos uma caroninha. Pegamos nossas tralhas e nos dividimos entre os 4x4. Antes éramos quatro, agora nós tornamos oito caminhantes, porém nós iríamos acampar e eles apenas “bate-volta”, logo bem mais leves!
       
      Pouco tempo já pude perceber porque só passar carros traçados por ali. A estrada é realmente OFF-ROAD, sem chance para carro baixo. Houve momentos que até os jipes tiveram certa dificuldade em cruzar alguns obstáculos.
      Dois kilometros de jipe e chegamos ao ponto final da trilha motorizada. Na realidade tivemos que parar um pouco antes do final da trilha devido um enorme buraco causado pela chuva.
      Já era perto do meio dia, então resolvemos fazer um lanche rápido antes de começar a caminhada.
       
      [align=center][/align]
       
      Poucos minutos chegamos onde seria o final da trilha 4x4, um casebre no sopé do Pico Agudo. Cruzamos mais uma porteira e o caminho segue por trilhas de gado.
      Logo encontramos outra porteira, onde observamos que a trilha seguia a direita, bem ao pé da porteira. Neste ponto a trilha segue por uma breve mata e depois volta para o pasto.
       
      Ao encontrar a última porteira nossos problemas começaram. Cruzamos esta e ao procurar a trilha nos deparamos com “n” caminhos. Com o Pico visualmente ao fundo, optamos por seguir mais a esquerda. Um erro! Logo chegamos num charco!
      Rodamos, rodamos e rodamos e nada de trilha. Os dois motoristas (que não lembro o nome) se dividiram, cara um “abrindo no peito” uma trilha procurando por alguma trilha.
       
      Depois de uns 20 minutos um deles grita informando que encontrou a trilha. Na verdade ele encontrou com dois peões que estavam voltando do cume á cavalo (foram com os animais até bem próximo a base) que nos informaram o caminho correto.
      Resolvemos parar um pouco para tomar fôlego e comer alguma coisinha rápida.
       
      [align=center][/align]
       
      Prosseguimos pela mata que logo nos deu adeus e seguimos através de uma grama alta (conhecido na região por colonhão) beirando sempre uma cerca a direita. Nessa hora o facão nos deu uma grande ajuda!
       
      [align=center][/align]
       
      Alguns metros e chegamos bem na base do Agudo, onde a trilha se inclina. Muito! Para piorar, a região é constituída por arenito, logo, a trilha fica escorregadia, as pedras quase sempre soltas e a vegetação têm quase não tem raiz. Em resumo, qualquer ponto de apoio pode não ser um bom ponto de apoio!
      A subida vai se inclinando cada vez mais, obrigando quase sempre recorrer as mãos.
       
      [align=center][/align]
       
      Para a felicidade dos cansados, a subida é curta! Não mais que meia hora de “escalaminha” e conseguimos ver o outro lado da montanha. Nesse ponto o chão é forrado por pedras e é possível observar, e ouvir, o rio Tibagi cortando o vale. Nosso grupo fez uma pequena pausa para água, o pessoal dos jipes seguiram direto ao cume.
       
      [align=center][/align]
       
      Dali para o cume não foi mais que 5 minutos! Retiramos as bolsas e as gurias sentaram para descansar e tomar água. Eduardo e eu fomos logo fazer um reconhecimento do lugar, procurar pelo livro de cume e um bom lugar para acampar.
      Encontramos a caixa do livro, mas ao abrir, rolou aquela decepção. Cadê o livro? Pois é, havia apenas uma folha de papel A4 e uma caneta. Ao examinar o papel lemos que o pessoal retirou o livro e logo iria repor, mas não até aquele momento. Para piorar, não havia mais espaço em branco para nossas assinaturas. Uma pena!
       
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      Voltamos para onde as gurias estavam e verificamos que só havia uma área de acampamento. Esta era mínima, teríamos que espremer nossas barracas ali.
      Enquanto a patroa tirava um cochilo, Andréia e Eduardo preparavam nosso almoço/janta e eu estava preparando minha barraca. Montei-a de forma que fosse a primeira a receber o vento, pensando que de noite sopraria de dentro do vale, passando por nós e depois em direção a cidade. Assim a barraca mais alta do Eduardo não sofreria o primeiro impacto.
       
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      Feito isso, o Eduardo acabou a janta e foi arrumar suas tralhas. Minha patroa já tinha preparado nossa bóia e eu fui engoli-la.
       
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      A partir daí foi só curtição. Exploramos o cume, tiramos fotos e logo pudemos dar adeus a luz do sol e boas vindas a uma noite estrelada.
      Passamos algum tempo olhando as estrelas, inclusive 3 ou 4 estrelas cadentes.
       
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      Era 20hs e partimos pras barracas para uma ótima noite de sono. Será?
      Por volta da meia noite sou acordado por uma rajada de vento, que vinha “uivando” desde o vale e logo socava nossa barraca, sacolejando-a forte! Pensei: “Se a minha está assim, imagine as deles!”. Ouvi algumas risadas e resolvi perguntar como as coisas estavam. “Hahahaha ta massa!!!”
      Precisei sair da barraca para “molhar as plantas” e fui surpreendido por nuvens carregadas, raios e trovões. Quando disse que o tempo estava feio, o Eduardo saiu para conferir. Resolvemos então reforçar alguns grampos e puxar algumas cordas do sobreteto da barraca deles. Feito isso, cama!
       
      Começou então uma chuva leve, garoa fina que começou a uma da manhã e seguiu noite adentro.
       
      Acordei um pouco antes do combinado, 05hs e já estava de pé olhando o tempo. Nada bom! Estava tudo branco, nuvens carregadissimas , raios e trovões! Acordei todo mundo e disse para arrumarmos tudo antes que a chuva pegasse a gente no meio da descida.
      Não deu tempo! Quando só faltava a barraca, o céu desabou! Muita chuva e vento! Tinha horas que achei que a barraca fosse decolar!
       
      Já era 9hs da manhã e nada da chuva parar. Avisei pra galera que se não partíssemos naquela hora ficaria tarde para pegar a estrada. Dei meu anorak para a patroa e fui desmontar a barraca com roupa de algodão. Quanto frio!!! A chuva gelada era suportável, mas quando o vento pegada, os dentes rangiam!
      Rapidamente pusemos a barraca abaixo, taquei tudo na mochila e começamos a decida.
       
      Lembram que a região é constituída de arenito? Agora molha tudo. Pois é, muita água na trilha, muita lava montanha abaixo. Resultado: Geral marrom! Da cabeça aos pés.
       
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      Logo estávamos no colonhão rente a cerca. Esta cerca era um ponto chave da trilha, onde bastaríamos segui-la e chegaríamos ao casebre no sopé do Pico. Porém, depois de um tempo de caminhada topamos com a mata alta.
      No início existia trilha, mas logo desapareceu. Resolvemos seguir a cerca. Novamente o facão voltou a cantar! Urtigas enormes por todos os lados e muito cipó.
       
      Depois de muito esforço e calos na mão nos deparamos com um riacho. Seguir a cerca ou contorná-lo a direita? Resolvemos contorná-lo. Nem 50 passos foram dados e encontramos a trilha! Daí então foi só segui-la até a casa.
       
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      Deste ponto, estávamos a 2 km de onde estava o carro. Não chovia mais e era 11hs, então tentamos caminhar o mais rápido possível para logo chegar no carro e tirar aquela roupa molhada. No meio do caminho o sol resolve dar as caras e nos torturar. Restava 100ml de água para cada casal.
      Sobe e desce constante e a lama grossa foi minando nossas energias! O humor da galera não existia mais. Caras fechadas e caminhada ritmada.
       
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      Felizmente avistamos o carro! O Eduardo já começou a falar que ia passar talco nos pés e colocar uma roupa quentinha. Eu já imaginava isso também! Foi a primeira coisa que fizemos.
       
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      Todos prontos? Vamos embora!!! Andamos nem 300 metros e a chuva de ontem nos deu uma lembrança: Lama! Resultado: Carro atolado.
      Tentamos algumas vezes em vão empurrar o carro.
       
      Eduardo e eu resolvemos ir até a casa que estava bem próxima pedir ajuda. Dois senhores vieram nos ajudar. A idéia era puxar o carro com uma pickup, mas a SpaceFox não tem reboque na frente e a corda que tínhamos não passava de 3 metros. Felizmente os dois senhores ajudaram a empurrar e isso foi suficiente para nos fazer mover.... por mais 100 metros até outro lamaçal.
      Novamente os senhores nos ajudaram. Além disso, eles nos informaram que existiam mais dois pontos críticos pela frente e que seria melhor esperar o sol secar um pouco a estrada.
       
      Então pegamos um pouco d’água com eles e fizemos nosso almoço/janta, às 16hs.
       
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      Às 17hs eu dei duas garfadas em meu almoço e notei que nuvens carregadas vinham em nossa direção. Alertei todos , pegamos nossas coisas e partimos.
       
      Adivinhem?! Nem 200 metros e atolamos novamente! Mas essa foi mais fácil, nós mesmos conseguimos resolver o problema.
      Então seguimos um bom tempo sem problemas. Ficamos extasiados pois pensamos que o pior já tinha ficado pra trás.
      Eis então que surge um vale, onde a água que escorria dos dois lados (por onde estávamos descendo e por onde iríamos subir) formava um lamaçal. Tentei procurar as vias mais secas, mas foi em vão.
      Dessa vez a coisa foi muito pior! Muita lama e no meio do nada!
       
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      Deixamos as meninas no carro e partimos em direção a casa do gerente da fazenda para pedir ajuda. Encontramos ele no meio do caminho, andando a cavalo.
      Ele disse que não havia nenhum carro/trator por ali, mas que poderia tentar puxar com o cavalo ou procurar ajuda no vilarejo. Dissemos então que iríamos atrás do trator e que se não desse certo, usaríamos o cavalo dele. Ele concordou e então seguimos até a vila.
       
      Chegamos na vila, cansados e... o trator não estava lá! Voltamos.
       
      Conversamos com o gerente e seguimos para o carro enquanto ele iria selar outro cavalo, mais manso. Isso já passava das 18hs e o sol já tinha ido embora.
      Chegamos no carro ao mesmo tempo que o gerente. Ele colocou a corda no reboque traseiro e antes que eu começasse a acelerar o cavalo já começou a arrastar o carro! Fiquei impressionado com a força do bicho.
      Informei a ele que o carro não tinha reboque na frente, mas ele deu um jeitinho. Lá vamos nós! Todos segurando nos “PQP” e novamente o cavalo começou a puxar o carro antes mesmo do meu pé alcançar o acelerador. Dessa vez havia uma subida e muito barro, mas mesmo assim o bicho foi bravo e puxou o carro como se fosse um brinquedo!
       
      Desatamos a corda e seguimos até a casa do gerente. Lá, agradeci muito a ajuda que ele tinha nos dado. Já era noite, o cara se enfiou na lama e nos salvou de um perrengue ainda pior.
       
      Daí então seguimos numa estrada cascalhada, mais segura. A chuva começou a cair e eu tive que pisar. Teve horas que fiquei com um pouco de dó do carro, mas não tínhamos outra escolha.
       
      Alcançamos a rodovia e já passava das 20hs! Todos incrivelmente sujos e cansados! Comemoramos e rimos lembrando das coisas, dos perrengues e do que poderia ter acontecido se não voltássemos a tempo.
       
       
      É isso ai meus caros! Esse foi nosso perrengue na primeira visita ao Pico Agudo.
      Espero voltar lá mais vezes, mas sem lama!
       
       
      Abraços,
      Danilo D. Guilherme
    • Por Otávio Luiz
      Este morro fica bem próximo a Curitiba, de fácil acesso e com pequena infra-estrutura, sendo muito procurado por aventureiros p/ passeios curtos.
      Chegando em Piraquara, no triângulo que inicia a avenida principal pegar a direita e seguir p/ a represa. Chegando lá peça permissão p/ atravessá-la e siga adiante.
      Logo em seguida, na segunda bifurcação pegar a direita, vai ter uma placa p/ o Morro do Canal e a chácara do Seu Zézinho.
      Chegando lá é cobrada uma pequena taxa de estacionamento. O local tem lanchonete, churrasqueiras e área p/ camping. De lá também é possível ir a nascente do Rio Iguaçú e fazer a travessia Vigia-Canal.
      A subida do Canal leva +/- 2 horas indo tranquilo. Tem várias correntes e escadas nos locais mais difíceis. É uma subida bem fácil.
      No Canal existem algumas vias grampeadas p/ escaladores.
      Fica aí a dica de um belo passeio. :'>
       

      A esquerda Vigia e a direita Canal.

      Corrente.

      Vigia visto da subida do Canal.

      Chegando no pico.

      Pastel na lanchonete do Seu Zézinho.
    • Por Diego Mello
      Olá pessoal!! Vim compartilhar a pedido dos mochileiros sobre a cachoeira Salto dos macacos, em morretes. Espero ajudar. O acesso a cidade histórica  Morretes se dá pela BR 277, e estrada graciosa que fica a 68 km de Curitiba!
      Chegando a Morretes é preciso ir até porto de cima, aonde há estacionamentos para deixar seus veículos. Pagamos R$ 10,00 pelo estacionamento. O acesso ao salto dos macacos  só é possível no horário das 7:00 AM até 9:00 AM ! Fiquem atentos , pois após esse horário o IAP não permite a sua visita no salto dos macacos. O IAP é o órgão responsável pela preservação do local, então é preciso informar seus dados no início da trilha, e também recomendam , levar lanternas e calçados apropriados. Nossa trilha levou em torno de 2:30 horas, porém com algumas pausas, já que não tinhamos pressa. Mas em um ritmo rapido é possível fazer em 1:30 hora como já fiz anteriormente.
      Logo no começo vc precisa atravessar o rio 2 vezes. Mas é um rio raso, com pedras no fundo, tornando fácil a travessia. Durante o trajeto, é tranquilo com várias demarcações para auxiliar até a trilha, atravessarão alguns riachos, que realmente são belezas de tirar o fôlego. São  poucas subidas, mas que parecem escadas formadas pela natureza. 
      E próximo a chegada quando começa ouvir o barulho da cachoeira, ficará deslumbrado com a paisagem que encontrará da Serra do Mar, com uma cachoeira com queda de 70 metros, seguida por outra queda de 30 metros. Um tobogã natural de pedras, que é possível praticar skibunda. É um lago que mais parece uma piscina de borda infinita! O melhor de tudo, com a vista do Marumbi de Plano de fundo!
      Só recomendo que fiquem atentos ao clima, pois no local ocorre o fenômeno cabeça da água ( que consiste de uma enxorrada , que vem do Rio acima muito rápido.) Então não fiquem, até tarde pois sempre há chuvas nessa região, já que na volta atravessarão o rio novamente.
      Abaixo podem conferir algumas imagens.
      Boa Trilha a todos, espero ter ajudado! Caso tenha me equivocado em alguma informação, me ajudem a corrigir.
      Carpe Diem.










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