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Extraordinária Patagônia, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Calafate, El Chaltén, Ruta 40, Caleta Olívia, Puerto Madryn, 14470km rodados


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Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações:

Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo.

Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata.

Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes.

1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba.

2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada.

3º dia 24/12 –  Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias.

Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq

 

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4º dia 25/12 – Canela X Federación – 960 km – Neste dia saímos cedo do Brasil em direção a Federación, uma cidade com um parque aquático muito bom, achamos um hotel muito bom tb a um excelente preço, 160,00 a diária com café da manhã piscina, estacionamento, quarto completo e muito limpo. Federación, fica a 20km da Ruta 14 na província de Entre de Rios, província bem conhecida dos brasileiros pela corrupção dos policias, mas enfim, resolvi assumir o risco pensando que as coisas estavam mudando, até porque pelo meu planejamento teria de sair por Uruguaiana então não tinha como escapar da 14, me dei mal, explico abaixo. Mas antes de pegar a 14 paramos em um posto a uns 60km da fronteira para um lanche, encontramos com uma família indo para Chajarí, ou seja, 50km antes de nós, então resolvemos seguir juntos e fomos num posto chamado Cone Sul, onde tem um restaurante que nos indicaram que poderia fazer um câmbio, deu certo, cotação razoável(0,11 por peso). Após o câmbio seguimos para o tramites de fronteira e pegamos a temida 14, uns 10km antes de Chajarí fomos parados pela Caminera, eu estava na frente e a família foi parada logo atrás, pediram tudo, cambão, carta verde, kit primeiro socorros(até isto pediram), extintor, 2 triângulos, blz, tudo certo me entregaram os documentos e liberaram, como combinamos de seguirmos juntos esperei o policial liberar eles para seguirmos, pediu tudo e estava tudo certo tb, foi aí que surgiu um outro policial e pediu o tal colete reflexivo, eles não tinha, como eu ainda estava parado ele veio pra cima de mim de novo, pediu o bendito colete e eu, oiii. Resumo, para não nos multarem em R$500,00(segundo eles) cada um dos carros, pagamos cada um de nós R$100,00 de propina, FDP. Enfim, então tem mais esta, se for pela 14 levem tudo que puderem inclusive o tal colete. Vale lembrar que na outra viagem não tive problema nenhum, mas não passei pela 14, rodei bastante na RN16 e na RN7. Abaixo alguns trechos da BR 290 que vai até Uruguaiana, talvez era por ser feriado mas achei bem abandonada e sem recurso.

 

 

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5º dia 26/12 –  Federación – Mais um dia de descanso, tiramos este dia para aproveitarmos o Termas da cidade, um parque aquático muito legal, pagamos aproximadamente R$30,00 por pessoa, pode entrar com bebidas e lanches, então basicamente não gastamos nada lá dentro, apenas uma cadeira que alugamos por R$5,00. A cidade é bem agradável e tem um final de tarde bonito, o hotel disponibilizava bicicletas para andar, então é bem legal. Agora, pensa num lugar quente, acredito pegamos uns 40 graus por lá.

Hotel em Federación : https://booki.ng/2G8IAxW

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6º dia 27/12 –  Federación X Santa Rosa – 1000km – Mais um dia e deslocamento preocupados com a polícia ao longo da Ruta 14, vimos muitos postos policiais mas tivemos sorte e não nos pararam, a 14 até Zarate é toda duplicada, muito boa mesmo. Na região de Lujan um bom mapa de GPS ajuda bastante pois é bem confuso. Ficamos em um hotel na Ruta 5, estratégico pra quem não quer entrar na cidade de Santa Rosa, pagamos para 3 pessoas 202,00 no cartão, em dinheiro estava 250,00 por causa do IVA, então foi no cartão mesmo, normalmente eu evitaria o cartão mas diferença estava grande. Café da manhã, quarto grande e confortável, jantamos no restaurante ao lado, muito bom, depois de 1000km tudo que queremos é andar o mínimo possível de carro, então estava tudo do lado, posto e restaurante. Após Lujan pega-se a Ruta 5, no começo duplicada e com velocidade máxima de 130km/h, neste trecho dá pra render bem a viagem, tem um YPF Full que não lembro em que ponto da 5, mas quem estiver rodando por lá irá vê-lo com certeza e vale a pena parar, tem internet e tudo mais. Fotos de alguns trechos da estrada até lá.

Hotel em Santa Rosa : https://booki.ng/2HDScDh

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Que legal, Marcelo! A viagem deve ter sido fantástica. Ansioso pelos próximos dias do relato... vou acompanhar aqui!

Nesse ano não vou viajar de carro, mas já tenho tudo planejado para uma viagem parecida com a sua para a Patagônia, incluindo um bom trecho da Carretera Austral. Tenho interesse especialmente nas condições das estradas. Até essa altura do seu relato, já deu pra ver que está tudo legal, com exceção desse problema com a caminera na RN14 (passei por lá ano passado e não tive problemas, mas eu tinha levado o tal colete refletivo devido a suposta exigência no Chile, porém nunca me foi solicitado).

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7º dia 28/12 –  Santa Rosa X El Chocón – 625km – Saímos de Santa Rosa por volta das 8 da manhã, estrada boa até o cruzamento da Ruta 143 com a 152, o GPS me mandou para a 152 em direção a Casa de Piedra, mas assim que entrei vi a placa buracos pelos próximos 50km, dei a volta na hora e continuei na 143 até 25 de Mayo, são 230 de km de muitas retas sem nada, em 25 de Mayo quando se pega a 151 tem um posto Petrobrás com boa estrutura, esta opção acho que aumenta em 20km a distância, mas evitamos os buracos pois a pista é top. A partir dali seguimos para Neuquém pela 151, ao chegar na cidade tem que ter paciência, aproximadamente 45min para atravessar a cidade e começar a desenvolver, muitos sinais e pelo que vi não tem como passar por fora da cidade, segui o GPS e me levou corretamente para a Ruta 22 em direção a El Chocón. Chegamos em El Chocón e fomos direto para a vila, não tínhamos reservado nada lá, então fomos procurar, na vila os hotéis/cabanas são top, para quem está disposto a gastar acho até que vale a pena pois a vista para o lago é show. Como não era o nosso caso, saímos da vila fomos para El Chocón, basicamente um vilarejo 3km abaixo com estrutura simples de casas e hotéis(sem muitas opções), acabamos ficando no Hotel Del Chocón, muito simples mas nos atendeu bem, pagamos 198,00 para 3 pessoas, o café da manhã foi basicamente café com leite e medialunas feitas na hora e nos serviram quentinhas, simplesmente deliciosas, às vezes não precisamos de luxo, o simples bem feito é o suficiente. Lá serve refeição, basicamente 3 opções, espaguete, chuleta ou bisteca e bife empanado, muito bom também, preço até razoável, pagamos 90,00 para nós 3 2 porções com refri e uma cerveja. Visitamos o museu paleontológico, barato e vale a pena 3,30 por pessoa.

 

 

Centro de Neuquém

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8º dia 29/12 –  El Chocón X Bariloche – 350km – Depois de comermos as deliciosas medialunas com café com leite pegamos a Ruta 237 em direção a Bariloche, estrada boa mas movimentada, importante estar bem abastecido com gasolina, eu tinha pra chegar em Bariloche, e explico porque, vimos basicamente 3 postos se não me falha a memória, todos com filas quilométricas, como tínhamos abastecido na 151 em Neuquém tinha autonomia para seguir viagem. Aqui cabe um relato de uma situação muito chata, minha esposa estava apertada ir ao banheiro, apenas xixi mesmo pois estávamos rodando a um bom tempo sem parar, então vimos a entrada para hosteria e restaurante Virgen de Las Nieves na ruta 237 e resolvemos entrar para ver se ela conseguia se aliviar. Estava fechado mas tinha uma senhora lá dentro que veio nos atender, pedimos para minha esposa(eu não ia usar) usar o banheiro e ela simplesmente bateu a porta em nossa cara, sinceramente poucas vezes vi uma falta de educação tal grande, que cobrasse para usar ou fosse mais educada, mas simplesmente bateu a porta. Por sorte logo abaixo tem posto da ACA que vimos assim pegamos a 237 novamente, sorte dela senão teria que ir no mato mesmo. Chegamos em Bariloche com chuva e temperatura de 6 graus com sensação 0(zero) por causa do vento. Tínhamos feito uma reserva pelo booking em um apartamento montado próximo ao centro cívico, bom mas esperávamos mais, pelas fotos aparentava ser maior mas é bem apertado, de qualquer forma nos atendeu, a internet tem destas coisa, por mais que vemos as avaliações e fotos, só chegando mesmo para comprovar, como já havia dado o sinal e tudo ficamos. Acredito que para 2 ou 3 pessoas com menos bagagem atenda perfeitamente bem, mas estávamos em 3 e muita bagagem, então faltou espaço. A localização é excelente realmente e a vista fantástica.

Vista do apto.

Vista do apto.

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    • Por leocaetano
      [align=justify]Relato de viagem de um mochilão pelo Chile. Foi minha segunda viagem para fora do Brasil e, como na primeira, sozinho!
       
      A idéia inicial era passar 15 dias em território chileno, mas no meio da viagem reduzi para apenas 13 dias. As causas dessa mudança foram várias, mas o que mais influenciou foi o mega feriado chileno – as Festas Pátrias, feriado de dois dias que se estende pela semana inteira: o dia 18 ou o Dieciocho, quando é comemorada a independência do país; e o dia 19, dia das glórias do exército. Começou na quarta-feira e só terminou no domingo. Nessa época tudo fica mais caro no país, principalmente passagens de ônibus que duplicam de preço e se esgotam facilmente para cidades próximas de Santiago e ao sul. É praticamente impossível conseguir passagens para qualquer um dos dias do feriadão ou nos dias próximos a ele – de quarta a terça-feira – sem ser com antecedência. Com esses dois dias, saiu do roteiro a estadia em Puerto Varas. Porém, valeu a pena. O clima entre os chilenos nessa época é muito bom, todo mundo se diverte, reúne a família, come bastante, bebe chincha e coloca a bandeira do Chile pra fora da janela, nos carros e nos edifícios. Achei que era por orgulho nacional, mas depois descobri que uma lei os obriga a fazer isso nos edifícios.
       
      Para a viagem, fui com tudo planejado, ou seja, quais atrações e locais que iria visitar na viagem, alterando muito pouco o planejamento durante a própria viagem, normalmente só invertendo os dias que havia planejado fazer determinada coisa.
       
      Os valores expressos aqui estão em pesos chilenos, salvo quando houver o R, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de DUZENTOS E OITENTA pesos chilenos e cerca de 1,80 dólares norte-americanos.
       
      Obrigado novamente a todos que ajudaram![/align]
    • Por leocaetano
      Relato de viagem de um mochilão pela Argentina. Foi a primeira vez que saí do Brasil e, pior, sozinho! Isso tornou a viagem especialmente única!
       
      A idéia inicial era passar 21 dias em território hermano, mas em cima da hora reduzi para apenas 15 dias. Com esses seis dias, saíram do roteiro as estadias em El Calafate e El Chaltén. Fui com tudo planejado, ou seja, quais atrações e locais que iria visitar na viagem. Porém, alterei bastante o planejamento durante a própria viagem. Por sorte, com a diminuição da viagem, sobraram três dias que acrescentei na estadia em determinadas cidades quando preciso. Poderia ter mantido o planejamento e conhecido El Calafate, mas preferi uma viagem um pouquinho menos corrida, porém mais proveitosa. Calafate e Chaltén já estão agendadas para a próxima!
       
      Ah, os valores são em pesos argentinos, salvo quando houver o “R”, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de 1,42 pesos argentinos e cerca de 0,53 dólares norte-americanos.
       
      Obrigado a todos que ajudaram!
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Olá, viajantes de Trailer, RV (Recreational Vehicle) ou motorhome! Viajar de trailer permite que você aproveite da maneira que quiser, com quem quiser e para onde quiser.
      Mas há uma coisa que você precisa manter em mente.
      A sua segurança e a de sua família devem ser uma prioridade. Além disso, você precisa ajudar a proteger o meio ambiente em todos os momentos. Isso levanta a questão… como você se mantém seguro enquanto se aventura no seu trailer? Ou como você pode ajudar o meio ambiente?
      Neste artigo, você aprenderá algumas dicas práticas para planejar uma viagem em trailer, motorhome ou RV e a garantir que você e seus familiares fiquem seguros durante a viagem.
      Lembre-se de que as viagens em RV são uma experiência emocionante e gratificante. Isso explica por que trailers são uma das tendências prósperas para famílias, casais, etc. De acordo com um relatório publicado por analistas financeiros na Dissertation Help, as viagens de trailer contribuíram com mais de US $ 110 bilhões para a economia dos EUA apenas em 2019.
      No entanto, viajar em estradas abertas, permanecer em acampamentos ou explorar áreas selvagens pode ser perigoso.
      Além disso, você provavelmente encontrará todos os tipos de pessoas – de motoristas bêbados a predadores e ladrões. As avarias também são inevitáveis, para não mencionar os riscos potenciais associados à natureza. Isso explica por que é importante fazer da segurança sua prioridade, especialmente se você for viajar com sua família.
      Este artigo o ajudará a planejar e se preparar para sua viagem em RV para que você possa evitar ou ser capaz de lidar com quaisquer situações que possa encontrar. Você também aprenderá como ajudar o meio ambiente durante sua viagem.
      Quer você já tenha feito uma viagem agradável em um trailer ou seja um viajante iniciante em RV, este guia de planejamento o ensinará como se manter seguro e ajudar o meio ambiente.
       
      Continue lendo em: Planejando Viagem de Trailer? Como se Manter Seguro e Ajudar o Meio Ambiente
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Todo amante de viagens concordaria que uma viagem de carro é uma das melhores maneiras de desfrutar dos lugares incríveis que nos rodeiam. Tem-se total liberdade para parar e permanecer em um local, você conhece os habitantes locais e também confere lugares inexplorados, o que não é o caso quando você tem uma viagem programada com uma agência.
      E tocar suas músicas favoritas enquanto percorre a estrada, aí está o melhor! Fazer um piquenique em um local perfeito e desconhecido é muito mais divertido do que cafés e restaurantes chiques.
      Muitas pessoas pensam que levar as crianças para uma viagem pode se tornar um estraga-prazeres. Eles ficam perguntando sobre o tempo de viagem  e ficam entediados quando a viagem demora mais.
      No entanto, com pouca preparação, você pode transformar uma longa viagem de carro com crianças numa jornada inesquecível. Discutimos a seguir cinco maneiras de fazer uma viagem maravilhosa com as crianças a bordo.
       
          1. Passe tempo com seus filhos e aproveite para educá-los
      Muitos pais levam uma vida agitada e deixam que as professoras e babás cuidem das crianças. Mas em uma viagem, um ou ambos os pais podem sentar-se com as crianças. Jogue jogos de tabuleiro, faça sessões de contação de histórias e dê atenção total às crianças. Você também pode incentivá-los a experimentar diferentes artesanatos.
      Dobradura de papel de origami e estruturas de limpador de cachimbo são algumas das opções disponíveis. Você pode experimentar aplicativos baseados em arte que podem manter as crianças presas por horas.
      Além disso, é o melhor momento para educar as crianças sobre a geografia da área. Você pode contar e mostrar a eles o significado cultural dos lugares que visita. Esses aprendizados práticos ficarão gravados em suas memórias. Deixe as crianças decidirem os vários pontos turísticos onde você precisa parar e se divertir!
       
      Continue lendo em: 5 Dicas Úteis para Pais que Irão Fazer uma Viagem de Carro com Crianças
    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
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