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Extraordinária Patagônia, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Calafate, El Chaltén, Ruta 40, Caleta Olívia, Puerto Madryn, 14470km rodados


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Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações:

Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo.

Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata.

Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes.

1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba.

2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada.

3º dia 24/12 –  Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias.

Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq

 

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9º dia 30/12 –  Bariloche – Tiramos o dia para passear pela cidade a fazer o Circuito Chico, em toda sua extensão tem vários pontos de parada com diversos mirantes e visuais fantásticos, não cheguei a

14º dia 04/01 – Pucón X Puerto Varas – 320km : Saindo de Pucón segue-se em direção a Ruta 5, pista top mas com pedágio, em 3 pedágios pagamos aproximadamente 50,00. Chegamos em Puerto Varas por volta

28º dia 18/01 – Porto Alegre X Balneário Camboriú – 520km – Depois de praticamente 6 dias de tocada resolvemos curtir e descansar um pouco em Balneário Camboriú, 1 dia e meio de descanso merecidos. Ch

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4º dia 25/12 – Canela X Federación – 960 km – Neste dia saímos cedo do Brasil em direção a Federación, uma cidade com um parque aquático muito bom, achamos um hotel muito bom tb a um excelente preço, 160,00 a diária com café da manhã piscina, estacionamento, quarto completo e muito limpo. Federación, fica a 20km da Ruta 14 na província de Entre de Rios, província bem conhecida dos brasileiros pela corrupção dos policias, mas enfim, resolvi assumir o risco pensando que as coisas estavam mudando, até porque pelo meu planejamento teria de sair por Uruguaiana então não tinha como escapar da 14, me dei mal, explico abaixo. Mas antes de pegar a 14 paramos em um posto a uns 60km da fronteira para um lanche, encontramos com uma família indo para Chajarí, ou seja, 50km antes de nós, então resolvemos seguir juntos e fomos num posto chamado Cone Sul, onde tem um restaurante que nos indicaram que poderia fazer um câmbio, deu certo, cotação razoável(0,11 por peso). Após o câmbio seguimos para o tramites de fronteira e pegamos a temida 14, uns 10km antes de Chajarí fomos parados pela Caminera, eu estava na frente e a família foi parada logo atrás, pediram tudo, cambão, carta verde, kit primeiro socorros(até isto pediram), extintor, 2 triângulos, blz, tudo certo me entregaram os documentos e liberaram, como combinamos de seguirmos juntos esperei o policial liberar eles para seguirmos, pediu tudo e estava tudo certo tb, foi aí que surgiu um outro policial e pediu o tal colete reflexivo, eles não tinha, como eu ainda estava parado ele veio pra cima de mim de novo, pediu o bendito colete e eu, oiii. Resumo, para não nos multarem em R$500,00(segundo eles) cada um dos carros, pagamos cada um de nós R$100,00 de propina, FDP. Enfim, então tem mais esta, se for pela 14 levem tudo que puderem inclusive o tal colete. Vale lembrar que na outra viagem não tive problema nenhum, mas não passei pela 14, rodei bastante na RN16 e na RN7. Abaixo alguns trechos da BR 290 que vai até Uruguaiana, talvez era por ser feriado mas achei bem abandonada e sem recurso.

 

 

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5º dia 26/12 –  Federación – Mais um dia de descanso, tiramos este dia para aproveitarmos o Termas da cidade, um parque aquático muito legal, pagamos aproximadamente R$30,00 por pessoa, pode entrar com bebidas e lanches, então basicamente não gastamos nada lá dentro, apenas uma cadeira que alugamos por R$5,00. A cidade é bem agradável e tem um final de tarde bonito, o hotel disponibilizava bicicletas para andar, então é bem legal. Agora, pensa num lugar quente, acredito pegamos uns 40 graus por lá.

Hotel em Federación : https://booki.ng/2G8IAxW

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6º dia 27/12 –  Federación X Santa Rosa – 1000km – Mais um dia e deslocamento preocupados com a polícia ao longo da Ruta 14, vimos muitos postos policiais mas tivemos sorte e não nos pararam, a 14 até Zarate é toda duplicada, muito boa mesmo. Na região de Lujan um bom mapa de GPS ajuda bastante pois é bem confuso. Ficamos em um hotel na Ruta 5, estratégico pra quem não quer entrar na cidade de Santa Rosa, pagamos para 3 pessoas 202,00 no cartão, em dinheiro estava 250,00 por causa do IVA, então foi no cartão mesmo, normalmente eu evitaria o cartão mas diferença estava grande. Café da manhã, quarto grande e confortável, jantamos no restaurante ao lado, muito bom, depois de 1000km tudo que queremos é andar o mínimo possível de carro, então estava tudo do lado, posto e restaurante. Após Lujan pega-se a Ruta 5, no começo duplicada e com velocidade máxima de 130km/h, neste trecho dá pra render bem a viagem, tem um YPF Full que não lembro em que ponto da 5, mas quem estiver rodando por lá irá vê-lo com certeza e vale a pena parar, tem internet e tudo mais. Fotos de alguns trechos da estrada até lá.

Hotel em Santa Rosa : https://booki.ng/2HDScDh

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Que legal, Marcelo! A viagem deve ter sido fantástica. Ansioso pelos próximos dias do relato... vou acompanhar aqui!

Nesse ano não vou viajar de carro, mas já tenho tudo planejado para uma viagem parecida com a sua para a Patagônia, incluindo um bom trecho da Carretera Austral. Tenho interesse especialmente nas condições das estradas. Até essa altura do seu relato, já deu pra ver que está tudo legal, com exceção desse problema com a caminera na RN14 (passei por lá ano passado e não tive problemas, mas eu tinha levado o tal colete refletivo devido a suposta exigência no Chile, porém nunca me foi solicitado).

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7º dia 28/12 –  Santa Rosa X El Chocón – 625km – Saímos de Santa Rosa por volta das 8 da manhã, estrada boa até o cruzamento da Ruta 143 com a 152, o GPS me mandou para a 152 em direção a Casa de Piedra, mas assim que entrei vi a placa buracos pelos próximos 50km, dei a volta na hora e continuei na 143 até 25 de Mayo, são 230 de km de muitas retas sem nada, em 25 de Mayo quando se pega a 151 tem um posto Petrobrás com boa estrutura, esta opção acho que aumenta em 20km a distância, mas evitamos os buracos pois a pista é top. A partir dali seguimos para Neuquém pela 151, ao chegar na cidade tem que ter paciência, aproximadamente 45min para atravessar a cidade e começar a desenvolver, muitos sinais e pelo que vi não tem como passar por fora da cidade, segui o GPS e me levou corretamente para a Ruta 22 em direção a El Chocón. Chegamos em El Chocón e fomos direto para a vila, não tínhamos reservado nada lá, então fomos procurar, na vila os hotéis/cabanas são top, para quem está disposto a gastar acho até que vale a pena pois a vista para o lago é show. Como não era o nosso caso, saímos da vila fomos para El Chocón, basicamente um vilarejo 3km abaixo com estrutura simples de casas e hotéis(sem muitas opções), acabamos ficando no Hotel Del Chocón, muito simples mas nos atendeu bem, pagamos 198,00 para 3 pessoas, o café da manhã foi basicamente café com leite e medialunas feitas na hora e nos serviram quentinhas, simplesmente deliciosas, às vezes não precisamos de luxo, o simples bem feito é o suficiente. Lá serve refeição, basicamente 3 opções, espaguete, chuleta ou bisteca e bife empanado, muito bom também, preço até razoável, pagamos 90,00 para nós 3 2 porções com refri e uma cerveja. Visitamos o museu paleontológico, barato e vale a pena 3,30 por pessoa.

 

 

Centro de Neuquém

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8º dia 29/12 –  El Chocón X Bariloche – 350km – Depois de comermos as deliciosas medialunas com café com leite pegamos a Ruta 237 em direção a Bariloche, estrada boa mas movimentada, importante estar bem abastecido com gasolina, eu tinha pra chegar em Bariloche, e explico porque, vimos basicamente 3 postos se não me falha a memória, todos com filas quilométricas, como tínhamos abastecido na 151 em Neuquém tinha autonomia para seguir viagem. Aqui cabe um relato de uma situação muito chata, minha esposa estava apertada ir ao banheiro, apenas xixi mesmo pois estávamos rodando a um bom tempo sem parar, então vimos a entrada para hosteria e restaurante Virgen de Las Nieves na ruta 237 e resolvemos entrar para ver se ela conseguia se aliviar. Estava fechado mas tinha uma senhora lá dentro que veio nos atender, pedimos para minha esposa(eu não ia usar) usar o banheiro e ela simplesmente bateu a porta em nossa cara, sinceramente poucas vezes vi uma falta de educação tal grande, que cobrasse para usar ou fosse mais educada, mas simplesmente bateu a porta. Por sorte logo abaixo tem posto da ACA que vimos assim pegamos a 237 novamente, sorte dela senão teria que ir no mato mesmo. Chegamos em Bariloche com chuva e temperatura de 6 graus com sensação 0(zero) por causa do vento. Tínhamos feito uma reserva pelo booking em um apartamento montado próximo ao centro cívico, bom mas esperávamos mais, pelas fotos aparentava ser maior mas é bem apertado, de qualquer forma nos atendeu, a internet tem destas coisa, por mais que vemos as avaliações e fotos, só chegando mesmo para comprovar, como já havia dado o sinal e tudo ficamos. Acredito que para 2 ou 3 pessoas com menos bagagem atenda perfeitamente bem, mas estávamos em 3 e muita bagagem, então faltou espaço. A localização é excelente realmente e a vista fantástica.

Vista do apto.

Vista do apto.

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    • Por rafa_con
      Fala pessoal, decidi compartilhar meu relato de viagem. Foi um pequeno mochilão, eu e meu marido, entre o RS e SC em dezembro/2020 de pandemia, bandeira vermelha e tudo mais. O relato vale muito a pena especialmente para quem quer fazer essa região sem carro (porque nem eu nem meu marido dirigimos).
       
      VIAJAR EM PANDEMIA? 
      Não que eu deva satisfação para alguém aqui mas vamos lá. Eu comprei a passagem em Julho na certeza que em Dezembro as coisas iriam melhorar. Não foi o que ocorreu, na verdade, piorou. Eu cheguei muito perto de cancelar tudo mas... Eu não sei quando terei férias novamente e sinceramente não queria ter o prejuízo das coisas que não teriam reembolso. Daí, levei em consideração que tenho contato limitado com outras pessoas que não moram na mesma casa que eu. Moro apenas com o meu marido e não somos grupos de risco. Durante toda a viagem, nos esforçamos em nos cuidar, levamos um pacote de máscara descartável com 50 unidades (usamos duas por dia) e alcool gel. Para o voo, levamos a N-95. Evitamos aglomerações (embora no relato vou descrever os momentos de mais risco) e comemos basicamente nas hospedagens ou pedindo IFood. Também praticamente todas as atrações que visitamos foram ao ar livre. Na volta, decidi fazer um teste de covid por desencargo - que deu negativo. 
      Sabendo disso, que cada um decida por si e tenha ciência do risco que corre, tanto de sua própria saúde quanto as das pessoas que ama (muito embora ainda sei que julgadores julgarão, neste caso, sugiro que perca mais tempo cuidando da sua vida e não lendo relatos como esse que você obviamente discorda).    
       
      ROTEIRO:
      17/Dez - Voo GRU > POA - Orla do Guaiba, Estádio Beira-Rio
      18/Dez - Parque Moinhos de Vento, Parque da Redenção, Monumento Açorianos, Centro Histórico, Farol Santander, Passeio de Barco no Guaiba.
      19/Dez - Ônibus POA > Gramado - Minimundo, Lago Negro, rápida volta pela cidade
      20/Dez - Parque do Caracol, Catedral de Pedra, Le Jardin Parque de Lavanda  
      21/Dez - Carona Gramado > Cambará do Sul - Circuito das Águas (Cachoeira dos Venâncios, Passo do S e Passo da Ilha)
      22/Dez - Cânion Fortaleza
      23/Dez - Cânion Itambézinho - Táxi Itambézinho > Praia Grande
      24/Dez - Trilha do Rio do Boi
      25/Dez - Táxi Praia Grande > Torres - Parque da Guarita
      26/Dez - Ônibus Torres > Itapema - Uber para Bombinhas
      27/Dez - Bombinhas
      28/Dez - Bombinhas
      29/Dez - Morro do Macaco, Praia da Conceição e Mariscal - Uber Bombinhas > Itajaí
      30/Dez - Beto Carrero
      31/Dez - Voo NVT > GRU - Fim 
       
      CUSTOS PARA 2 PESSOAS:
      Voo GRU > POA / NVT > GRU  R$629,30      Hospedagens   Porto Alegre - Booking - Master Grande Hotel  R$254,10  Gramado - AirBNB - Suíte perto do Lago Negro  R$380,85  Cambará - Booking - Economize $ Dona Ursula  R$156,00  Praia Grande - AirBNB - Cabana Rio do Boi  R$352,62  Torres - Booking - Apartamento perto da lagoa  R$153,00  Bombinhas - AirBNB - DAX Bombinhas Hostel  R$475,40  Itajaí - AirBNB - Bem Estar Loft  R$408,54      Passeios   Barco Guaiba - Peixe Urbano  R$28,97  Minimundo  R$96,00  Parque do Caracol  R$40,00  Rota das Águas e Cânions  R$530,00  Trilha Rio do Boi  R$220,00  Beto Carrero  R$360,00      Transportes   ônibus POA > Gramado  R$91,33  carona Gramado > Cambará  R$50,00  táxi Cambará > Praia Grande  R$100,00  táxi Praia Grande > Torres  R$80,00  ônibus Torres >  Itapema  R$188,80  uber Itapema > Bombinhas  R$72,00  uber Bombinhas > Itajaí  R$125,00      Outros - Alimentação, Ubers e 99 diversos, presentes, compras, etc  R$1.900,00      TOTAL:  R$6.691,91   
      DIA 1
      Estava esperando um aeroporto lotado com filas e filas de check-in mas a real é que o movimento estava 'ok'. Nem muito cheio nem muito vazio. Voei pela Gol - praticamente cheio. Chegando em Porto Alegre, ali sim, aeroporto deserto. Pedi um Uber até o Master Grande Hotel que deu coisa de R$10,00. Deixamos nossas mochilas lá e caminhamos até a Usina do Gasômetro. A cidade em si estava relativamente vazia e foi bem tranquilo andar até a Usina e depois pela Orla até o Estádio do Beira-Rio, que vimos apenas por fora. Do estádio voltamos de Uber pra Usina pra apreciar o pôr do sol que tava incrível. Voltamos pro Hotel e jantamos IFood.

      Estádio Beira-Rio
       
      DIA 2
      Café da manhã do hotel limitado por causa da pandemia mas tudo com bastante segurança, itens embalados com plástico filme e bastante distância entre as poucas mesas. De Uber, fomos até o Parque Moinhos de Vento. Bem bonitinho, fiquei bem surpresa que tem tartarugas nos lagos. De lá, caminhamos até o Parque da Redenção. O sol estava beeem quente mas sobrevivemos. Visitamos também a ponte de pedras e o Monumento dos Açorianos. Voltamos de Uber pro Hotel pra um pequeno pit stop, depois fomos ao Centro Velho da cidade. O Centro Cultural Mário Quintana estava fechado, só tiramos fotos por fora. Visitamos a exposição do Farol Santander que estava absolutamente vazio - apenas eu e meu marido de visitantes. Pra encerrar o dia, fizemos o passeio de barco pelo Guaiba. A dica aqui é não comprar pelo Cisne Branco, tem um outro barco ali do lado da Usina que cobra R$25,00 por pessoa e nós ainda pagamos menos comprando pelo Peixe Urbano. O barco só sai com no mínimo 15 pessoas (mesmo tendo capacidade para 200) e aparentemente o único horário que tem esse tanto gente é o das 18h. O passeio foi muito bonito e foi o que mais gostei de fazer em Porto Alegre. Voltamos a pé para o hotel e jantamos mais um IFood.

      Parque Moinhos de Vento


      Parque da Redenção

      Tartarugas no Parque da Redenção

      Casa de Cultura Mário Quintana

      Monumento Açorianos

      Passeio de Barco no Guaiba
       
      DIA 3
      Após o café da manhã, fomos a pé até a rodoviária. De lá, pegamos um ônibus semi-direto para Gramado. Da rodoviária de Gramado também decidimos ir a pé até nosso AirBNB próximo ao Lago Negro. Chovia fraco quando chegamos. Apenas deixamos as malas no quarto e saímos para ir direto ao Minimundo. Acho que queria mais visitar o lugar de ouvir falar, mas na prática não achei que valeu muito a pena pelo valor do ingresso. De lá, andamos até o centro. A cidade sim estava cheia e foi difícil manter a distância das pessoas o tempo todo, por isso, acabamos não parando em lugar nenhum. Procuramos algum mercado maior e mais distante do centro para comprar algumas comidas congeladas, pães e frios. Voltamos de Uber para a nossa hospedagem. A motorista que pegamos começou a falar sobre algumas atrações de Gramado - eu não tinha interesse em ir em quase nada que não fosse o Parque do Caracol. Daí ela citou o Jardim de Lavanda e fiquei com isso na cabeça. Como estavamos bem perto do Lago Negro, fomos até lá. Como já era quase noite, tinha poucas pessoas por ali e os pedalinhos não funcionavam mais. Apesar da enorme quantidade de mosquitos, foi agradável. Voltamos para o quarto para jantar uma lasanha congelada e fim de dia. 

      Minimundo

      Centro de Gramado


      Lago Negro
      DIA 4
      Chamamos um Uber para ir até o Paque do Caracol. Não pegamos o bondinho, entramos pela entrada principal mesmo. De lá, fomos no mirante da Cascata do Caracol - muito bonita. Depois pegamos a trilha para as corredeiras que precedem a queda principal - provavelmente mais bonitas que a própria cascata. Continuamos até a barragem e logo em seguida fomos ao Centro Histórico Ambiental, um pequeno museu com várias informações bem interessantes. Antes de ir embora, arrisquei pagar pra subir no Observatório. Até agora não sei se valeu a pena ter gasto esse dinheiro extra pra ver a cascata um pouco mais de cima.
      Saindo do parque, tivemos a sorte de ter um Uber logo na porta esperando uma corrida para a volta. Fomos até o centro de Canela para conhecer a Catedral. Sentamos em um banco qualquer para comer os lanches que tinha preparado para o almoço. Feito isto, tomamos outro Uber até o Jardim das Lavandas que a motorista do dia anterior indicou. É um jardim bem lagalzinho, acho que valeu a pena a visita. Ainda era cedo, voltamos para a hospedagem, trocamos de roupa e fomos conhecer outros lados da cidade a pé. Passamos novamente pelo Lago Negro - que desta vez estava sim cheio - depois fomos até o Pórtico da Avenida das Hortências apenas para foto, conhecemos a capela que faz casamentos ao estilo Las Vegas e fomos até a Cascata Véu de Noiva que de nada valeu a pena pois o cheiro é de esgoto mesmo. Como o centro da cidade estava cheio, não perdemos muito tempo por lá, passamos em uma loja de lembrancinhas para comprar alguns presentes e logo voltamos para nossa hospedagem.

      Mirante da Cascata do Caracol

      Corredeiras


      Jardim de Lavandas
      DIA 5
      Conseguimos uma carona - aqui pelo Mochileiros! com o Fernando Lucio - de Gramado para Cambará do Sul. Isso nos ajudou demaaais já que não existe ônibus direto para este trajeto. Em Cambará tive uma pequena decepção com o AirBNB de lá mas como seria apenas 2 noites, não me preocupei muito com isso. Antes de chegar lá, estava em contato com a Agência Rota Aparados desde Agosto (Ederson - 54 9964-1033) por isso fui direto lá com eles. Eu só tinha intenção de conhecer os cânions mas como haviamos chegado mais cedo na cidade e o dia estava bonito com sol, decidi também fazer o Circuito das Águas. Negociei um valor a vista com eles, os 3 passeios - Circuito das Águas, Fortaleza e Itambezinho - por R$530,00 já com a entrada para a Cachoeira dos Venâncios. Sinceramente, não sei se encontraria um valor melhor que esse para tudo o que fizemos. 
      Apenas nos trocamos e já saímos para fazer o Circuito das Águas num grupo de 6 pessoas mais o guia. As estradas são péssimas, o que justificou o valor pago. Passamos primeiro na Cachoeira dos Venâncios para banho e apreciar todas as demais quedas. De lá seguimos para o Passo do S com direito a vista da Cachoeira do S que é uma mini Catarata. O passeio termina no Passo da Ilha. Eu simplesmente AMEI esse passeio e fico muito feliz de ter chego mais cedo em Cambará e ter podido fazer ele. 
      Este dia jantamos em um restaurante chamado Máquina do Tempo em Cambará, tinha apenas mais dois clientes além de nós, porções bem gostosas. 


      Cachoeira dos Venâncios

      Cachoeira do S


      Passo da Ilha
      DIA 6
      Tanto nesse dia quanto no dia seguinte, a gente deu MUITA SORTE do tempo estar aberto. O verão tem muito risco dos cânions encherem de neblina e ficar sem visibildiade mas pegamos o tempo bom, céu azul e sol. Enfim... Dia de conhecer o cânion Fortaleza. Foi um grupo de 4 pessoas mais o guia. Estrada bem ruim até a entrada do parque. Fizemos primeiro a trilha do Mirante e depois a trilha da Pedra do Segredo. Todas as trilhas, ida e volta, dão em torno de 7km. O Fortaleza é tão impressionante que fotos não conseguem dar a noção da altura e da beleza do lugar. Visto que não há nenhum tipo de estrutura turística ou de segurança por ali, precisa tomar cuidado com qualquer passo em falso. Nós saímos da cidade as 8h e voltamos as 13h. Depois do passeio descansamos bastante e demos um rápido passeio pela pequena cidade. Cambará, mesmo no verão, é bem geladinho a noite. Pegamos cerca de 10 graus em pleno dezembro, então precisa levar um casaco de frio. 



      Cânion Fortaleza da pela trilha do Mirante

      Pedra do Segredo
       
      DIA 7
      Dia de conhecer o cânion Itambézinho. Nesse dia aconteceu o seguinte: arrumamos nossas mochilas e saímos com todas elas já para o passeio. Neste passeio só estávamos nós dois e o guia. Fizemos a Trilha do Cotovelo e a Trilha do Vértice, também com certca de 7km as duas juntas. No Fortaleza, não é possível ver onde o cânion começa, já no Itambézinho é possível na Trilha do Vértice, como o próprio nome diz. O Itambézinho é impressionante também, tanto quanto o Fortaleza. Eu não saberia escolher qual dos dois é mais bonito, precisa conhecer os dois. Por volta das 12h, pegamos nossas bagagens no carro e dispensamos o guia. Um taxista de Praia Grande foi nos buscar ali (Sérgio - 48 9126-3642). Essa foi a solução que encontrei para economizar no transfer entre as duas cidades (Cambará X Praia Grande), já que o Itambézinho fica na metade do caminho, paguei metade do valor (R$100,00). 
      Já em Praia Grande, apenas passamos no mercado para comprar nosso lanche de trilha e janta dos dias seguintes. 


      Vistas da Trilha do Cotovelo


      Vistas da Trilha do Vértice
       
      DIA 8
      Dia de fazer a Trilha do Rio do Boi. Fechamos o passeio com a agência Bixo do Mato (Bruna - 48 8865-7819) que também estava conversando há um bom tempo, desde Agosto provavelmente. Pagamos R$220,00 para fazer a trilha porque havia um outro casal conosco no mesmo dia, por isso barateou. A Bruna não me cobrou o transporte até o início da trilha (foi algo que não tinha ficado muito claro, eu pensei que tava incluso quando fechei mas ela não me cobrou porque o guia estava de carro e mais duas pessoas que iriam neste dia, desistiram, então pudemos ir no carro do guia).
      A trilha tem 14km de extensão entre ida e volta. Iniciamos ela por volta das 10h e voltamos por volta das 17h. Recebemos caneleiras para proteção tanto contra possíveis picadas de cobra quanto das pedras do rio. A primeira parte da trilha é em meio a mata e, depois, pelas pedras no rio, realizando diversas travessias. Molha tudo até a coxa. Fizemos duas paradas para banho de cachoeira, uma na ida e outra na volta. Fizemos outras paradas menores apenas para retomar o fôlego e uma parada maior no fim da trilha, antes de iniciar o retorno.
      É uma trilha pesadinha sim mas nada impossível para quem tem o mínimo de preparo físico. A grande dificuldade é pisar nas pedras nas travessias do rio. No entanto, como meu guia foi com calma e paciência, não foi nada de outro mundo. A trilha em si acaba pouco antes dos grandes paredões que a gente vê da Trilha do Cotovelo, lá em cima. E sempre bom lembrar que o fim da trilha é apenas a metade do caminho, precisa voltar tudo de novo. De qualquer forma, é tudo belíssimo, mais uma daquelas coisas que fotos não conseguem transmitir. 
      Por causa da pandemia só pode entrar 75 pessoas por dia na trilha então a gente cruza com poucas pessoas durante o percurso e de forma muito breve.
       
      Início da trilha e o começo em meio a mata
       
      Parte da trilha no rio, em meio a pedras e realizando diversas travessias.
       
      Cachoeiras que paramos para banho - uma na ida e outra na volta

      O fim da trilha
       
      DIA 9
      Eu resolvi meio em cima da hora que faríamos nesse dia 25 de Dezembro. Acabamos por chamar o Sérgio, o taxista, e pedimos para ele nos levar para Torres. Cobrou mais R$80,00. Era o que dava pra fazer já que não tinha ônibus no dia. Eu queria conhecer Torres principalmente por causa dos paredões, óbvio, mas a praia, que já não é lá tãããão bonita, tava meio cheia e acabou que não deu muita graça. Demos uma volta rápida ali pelo Parque da Guarita para tirar algumas fotos e voltamos para o nosso AirBNB local. 


      Vistas do Parque da Guarita

      Oh No Oh No 
       
      DIA 10
      Pegamos um ônibus da rodoviária de Torres até Itapema, cerca de 6 horas de viagem. Da rodoviária de Itapema solicitei um 99 para nos levar a Bombinhas, nosso próximo destino. Eu nem sei porque escolhi a região de Bombinhas, ouvia muito falar mas pequisei bem pouco sobre o local. Decobri que existe apenas uma estrada de entrada na peninsula e esta vive com muito trânsito. O meu trajeto de Itapema até lá deu 42 reais mais o pedágio de 29. 
      A nossa hospedagem em Bombinhas foi em um hostel e foi a primeira que reservei nesta viagem porque na época (em meados de Setembro quando estava pesquisando) boa parte das opções já estavam esgotadas e este hostel era a opção de melhor custo benefício com cancelamento gratuito. Obviamente, um hostel não é o melhor lugar para manter distância de outras pessoas mas no geral não foi ruim. Nosso quarto era privativo e todas as vezes que precisei usar o banheiro para tomar banho, estava vazio. O maior 'problema' era mais no uso da cozinha. 
      Como chegamos já era fim de tarde lá só deu tempo de dar uma rápida andada na praia de Bombas. A região estava bem cheia e foi o lugar de mais risco que estivemos. Como não gostamos de ficar na areia, o que dava pra fazer pra minimizar os riscos é correr direto pro mar evitar ficar na areia com as pessoas.

      Primeira volta pela praia de Bombas
       
      DIA 11
      CHOVEU O DIA INTEIRINHO. O TEMPO TODO. Foi um sinal de que jamais deveria ter ido pra praia. A gente só conseguiu sair do hostel já era umas 17h pra um rápido banho de mar na praia de Bombinhas mas no geral foi um dia perdido. 

      Banho de mar em Bombinhas depois da chuva torrencial
       
      DIA 12
      Embora tivesse chovido de madrugada, fomos presenteados com um pouco de sol pela manhã PORÉM... foi um dia decepcionante. Por causa da chuva, o mar ficou cinza/ verde escuro. Aquela água azul das fotos que a gente vê não tava rolando. Eu tinha levado meu snorkel para poder fazer uns mergulhos mas a visibilidade era zero. Aliás, abaixo de zero. Nesse dia, fomos andando até a famosa praia da Sepultura que estava APINHADA DE GENTE. Passei muito rápido pelas pessoas apenas pra tentar fazer o snorkel mas sem sucesso. Pulamos pra praia da lagoinha que ai dava pra ver alguns peixinhos mas do lado de fora da água porque mergulhando você trombava com as pedras. No fim, frustrados, voltamos pra praia de Bombinhas e ficamos por lá já que era o lugar mais vazio pra curtir o mar em si. 

      Marzão cinza/ verde escuro

      'que raios eu vim fazer aqui'
       
      DIA 13
      Esse dia eu tinha conseguido uma carona pra Itajaí pelo BlaBlaCar mas o cara ia sair as 23h, então eu meio que tinha arrumado coisas pra fazer mesmo após o check out já que iríamos embora bem tarde. Visto que já tinha desistido de mar por causa das chuvas, fomos fazer a trilha do Morro do Macaco. Chamei um Uber pra nos levar até lá. Em Bombinhas, Uber é uma raridade, é sempre um risco contar com eles, nessa hora eu dei sorte. Fazia sol e muito calor este dia. A vista lá de cima é bem bonita mas não rolou de tirar foto na 'pedra principal' porque tava rolando uma fila pra ir ali. Buscamos locais alternativos para fotos e ficou bacana.
      Lá de cima notamos que as praia 'de fora', pro mar aberto, estavam com a água mais limpa, especialmente a praia da Conceição. Eu nem estava com roupa de banho por baixo mas resolvi que ia curtir aquela praia. Comprei o biquini mais barato da loja mais próxima só pra ia na praia da Conceição que esta sim estava com a água clara. Pena que não estava com snorkel, mas de qualquer forma, ali não parece muito adequado para a prática. Curtimos a praia ali por algum tempo e depois resolvemos ir embora caminhando até o hostel (cerca de 8km) mas como só iríamos embora as 23h tava tranquila de horário. 
      SÓ QUE AI.... O cara do BlaBlaCar me manda uma mensagem 18h falando que não ia mais fazer o trajeto. Fiquei desolada, o cara me avisa em cima da hora que não vai poder fazer. Entrei em pânico, ia tomar um banho quando chegasse no hostel mas nem isso fiz. Cheguei a conclusão que teria que ir de Uber. A corrida ficou uma fortuna, mais especificamente R$125,00... e levou 1h30 por causa do trânsito mas no fim, deu certo. Chegamos em Itajaí até mais cedo do que esperávamos, era umas 20h30. 

      Vista do Morro do Macaco - a esquerda o mar de dentro 'sujo' e a direita o mar aberto mais limpo (Praia do Mariscal)

      Quando a gente mirou na Praia da Conceição de cima do morro e viu que tava 'um filé' como me disseram kkkkkkkkk

      Curtindo a Praia da Conceição com o biquini comprado 30 minutos antes

      Chegando em Itajaí depois de ter levado o cano da carona do BlaBlaCar toda detonada
       
      DIA 14
      Fomos para o parque do Beto Carrero. Aqui em São Paulo, desde que o Playcenter faliu e o Hopi Hari nunca mais foi o mesmo após o acidente na Torre, o Beto Carrero se tornou o parque de diversões mais próximo de mim. Comprei o ingresso um dia antes pelo site, R$280,00 o casal. Fomos pra lá de Uber também, a partir do centro de Itajaí. Demos MUITA SORTE de não pegar o parque muito cheio, conseguimos andar em todos os principais brinquedos e a maior fila que pegamos não gastou mais que 30 minutos. Confesso que me senti uma adolescente e chorei quando andei na primeira montanha russa depois de sei lá quantos anos. Gostei muito do parque, tem muitos atrativos e eles estão cuidando bastante da limpeza agora em pandemia. Eu me diverti demais e indico fortemente a todos (já quero voltar, inclusive).
      Para voltar pra Itajaí, tava dificil conseguir Uber ou 99... A BR tava com bastante trânsito e os motoristas não quiseram aceitar a corrida. Como alternativa, pedi uma corrida até a Balsa de Navegantes e ai conseguimos transporte. Custou 32 reais essa corrida e atravessamos a Balsa como pedestres. Depois, andamos mais cerca de 2km até o nosso AirBNB, encerrando o dia. 
       
      Bem feliz num parque de diversões depois de sei lá quantos anos

      Travessia da balsa Navegantes X Itajaí
       
      DIA 15
      Nosso voo saiu de Navegantes as 11h05 - fomos para lá de Uber também, encerrando o mochilão.
       
      CONCLUSÃO
      Achei que valeu muito a pena. Apesar de os dois dias em Bombinhas terem sido frustrantes, todo o resto da viagem foi muito bem aproveitado mesmo sem carro. Os cânions são absolutamente incríveis e demos a sorte de conseguir tempo aberto em todos os dias que estivemos por lá. Além disso, foi uma viagem completa - cidade, serra, praia, de um calor de 30 graus pra um frio de 10 graus - tudo numa mochila. Apesar de ter sido um ano lixo pra maioria de nós, me sinto muito privilegiada de ter tido essa oportunidade. Agora é torcer para dias melhores a frente e podermos viajar sem mais preocupações.
       

    • Por Camila Rubira
      Foram 15 dias de viagem pela terra dos nossos hermanos, Argentina e Chile passando pelo agito de Buenos Aires, pelas belezas naturais de Bariloche, pelas manifestações de Santiago e pelas paisagens indescritíveis de San Pedro do Atacama. Neste relato partilhamos alguns detalhes e passeios que realizamos nesta trip. (Quem se interessar compartilharmos com Mochileiros.com um relato da nossa viagem pela Europa https://www.mochileiros.com/topic/80418-colecionando-bandeirinhas-gaúchos-na-europa-portugal-espanha-frança-bélgica-holanda-alemanha-e-suíça/
       
      RESUMO DA VIAGEM
      Data
      Local
      Data
      Local
      01/12/19
      Rio Grande, Porto Alegre - Brasil/ Buenos Aires - Argentina
      09/12/19
      Santiago - Chile
      02/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      10/12/19
      Santiago - Chile
      03/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      11/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      04/12/19
      Bariloche - Argentina
      12/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      05/12/19
      Bariloche - Argentina
      13/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      06/12/19
      Bariloche - Argentina
      14/12/19
      Santiago  - Chile
      07/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      15/12/19
      Santiago - Chile/ Buenos Aires - Argentina/ Porto Alegre, Rio Grande/ Brasil
      08/12/19
      Santiago - Chile
      -
      -
       
      SAINDO DO RIO GRANDE DO SUL 
      Iniciamos nossa trip no dia 01 de dezembro de 2019 partindo da cidade do Rio Grande situada no estado do Rio Grande do Sul, extremo Sul do Brasil, percorrendo 369 Km de ônibus rumo a capital Porto Alegre. Em Porto Alegre iniciamos nossa trip internacional embarcando no voo da companhia área Aerolíneas, sobrevoando cerca de 849 Km com duração de 1 hora e 35 minutos até chegarmos ao destino de Buenos Aires, Argentina.
      CONHECENDO BUENOS AIRES 🇦🇷 
      Apesar de Buenos Aires estar situada a 1051 Km da nossa cidade (Rio Grande) foi a primeira vez que a visitamos. A capital porteña é também conhecida como a Paris da América do Sul, por ser uma das cidades com arquitetura e hábitos mais semelhantes aos trazidos pelos colonizadores europeus, além de ser considera uma cidade com alto custo de vida. Particularmente nós achamos a cidade bem mais econômica que as cidades do Chile. O idioma falado é o espanhol (super entendível) e a moeda (la plata) é o peso argentino. Nós ficamos hospedados em Buenos Aires em dois bairros diferentes, na primeira parte da viagem nossa residência foi na Villa Crespo próximo ao Palermo, já na segunda parte em La Boca. Nos dois bairros tivemos ótimas estádias e anfitriões. La Boca é um bairro periférico às margens do arroio Riachuelo que nos encantou pelas suas casas coloridas da Calle Caminito, pelos espetáculos de tango na rua e exposições de artesanato. Em La Boca também visitamos o estádio La Bombonera, famoso pelo seu formato semelhante a uma caixa de bombons. Já a Villa Crespo foi nosso preferido, especialmente, pelas áreas de lazer, parques e praças ao lar livre e os bares ao redor da Plazoleta Julio Cortazar.
      Lembrando que nós gostamos de explorar os lugares caminhando e tomando o nosso companheiro de viagem “chimarrão”, então todos os lugares que visitamos nesta cidade foram através do nosso melhor transporte “a pé”. Para quem quer assistir a um espetáculo de tango de forma gratuita a Plaza Dorrego no bairro San Telmo é o canal, o local ainda conta com diversos artísticas expondo seus trabalhos. A poucos metros da praça também está situado o Mercado San Telmo com diversas lancheirias. Além desses locais também visitamos o Obelisco e a Plaza Mayo onde estão concentrados alguns prédios históricos como a Casa Rosada, o Cabilto, o Banco de la Nación, o Palácio del Congreso e a Catedral Metropolitana. Na Recoleta visitamos a Floralis Genérica, situada na Plaza de las Naciones Unidas. Também realizamos um passeio um tanto quanto exótico no Cemitério de La Recoleta onde está localizado o tumulo de personalidades como da Eva Duarte de Perón e do casal cujo busto está posicionado um de costas para o outro devido a uma desavença entre os cônjuges. Para quem gosta do contato com a natureza, o pé no chão, ouvir os pássaros, praticar atividades ao ar livre e fazer um piquenique o Parque Centenário no Caballito é perfeito.
      Dentre os badalados locais que os porteños curtem a noite, vale uma caminhada pelo Puerto Madero conhecido pelos seus bares e pela Puente de la Mujer. Falando em curtir a noite, vai algumas dicas de delícias culinárias para serem apreciadas. A primeira delas é “La casa del dulce de leche”, lá você pode degustar diversos sabores do doce até escolher um para chamar de seu ou até enjoar de tanto experimentar. Também não dá para ir a Buenos Aires e deixar de provar o famoso choripan acompanhado com o chopp no “Chori”, tão recomendado pelo Somebody Feed Phil (assistam na Netiflix ele dá várias dicas de delícias para se comer ao redor do mundo). O Chori fica situado no bairro Palermo, o que dá para de quebra tirar umas fotos tri legais em alguns dos inúmeros grafites que colorem as ruas do bairro. Outra pedida é comer uma fugazzetta no restaurante Caracol próximo ao Mercado San Telmo, assim como uma medialuna e croissant em qualquer confeitaria ou cafeteria do Retiro. Já ia esquecendo de mencionar os alfajores Havana, ótima alternativa para dar aquela "energia" que só o chocolate nos proporciona. 
          
          
            
      SURPREENDIDOS POR BARILOCHE 🇦🇷
      A estrela desta trip foi sem dúvida San Carlos de Bariloche, um dos destinos preferidos dos brasileiros na Patagônia Argentina. Chegando em Bariloche alugamos um Nissan Versa, que facilitou nosso transporte do Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria até a cidade que fica cerca de 15 Km. Além disso, nos permitiu autonomia para fazer passeios em distâncias que levaríamos dias caminhando. Em Bariloche ficamos em uma cabana localizada em Posada del Camino em El Condor Dina Huapi. Essa era um verdadeiro luxo, situada em um local mais afastado da cidade, com uma vista da janela para uma montanha que era de tirar o fôlego, além de ser climatizada e com banheiro e cozinha privativos.
      Depois de nos instalarmos, preparamos uns comes e bebes e fomos para o nosso primeiro passeio, o circuito Chico. A rota desse circuito é repleta de lagos, montanhas, rios e mirantes, vale a pena visitar o local seja de automóvel, de bike ou caminhando como muitos mochileiros fazem. Nós ficamos tentados em realizar o trajeto de bike, mas como queríamos explorar outros lugares no mesmo dia, acabamos deixando para uma próxima oportunidade. Não somos fãs de pontos turísticos clichês, então em uma rápida caminhada pelo Centro Cívico de Bariloche passamos pelo Lago Nahuel Huapi que é visto por toda a cidade, pelo centro turístico, pela Diocese Bariloche, pelo comércio local com os seus encantadores chalés de madeira e pedra e pelo Museu Francisco P. da Patagônia, onde está situada a estátua em homenagem aos cães da raça São Bernardo, a qual é famosa pela capacidade de enfrentar a neve e os perigos dos Alpes. Mas o que nos encantou mesmo nesta cidade foi a vista do azul dos lagos que se mistura com branco dos alpes, com o azul do céu e com o verde da vegetação.
      A vantagem de ir de carro foi percorrer as paisagens que levam ao caminho dos 7 lagos (Espejo Chico, Correntoso, Escondido, Falkner, Villarino, Machónico, Lácar). Nós conhecemos os três primeiros lagos e decidimos parar na Playa do Lago Correntoso. A sorte de visitar a cidade no verão é que podemos nos banhar no azul do lago e nos deslumbrar com a imagem da neve ao fundo. Confesso que água não era das mais quentes, mas aquela cor azul nos convidava para um mergulho. Também subimos o Cerro Otto onde está situada a Confeitaria Giratória e o Teleférico. O caminho para este lugar é incrível enquanto você vai admirando a vista dos alpes e da cidade é tomado pela adrenalina de subir 1.405 metros de altitude. Outra pedida para os amantes de aventura na natureza é fazer a trilha da Cascata de los Duendes, assim como, aproveitar a prática de esportes náuticos na Playa Centenáro e na Playa las Bombas.
      Em Bariloche nossas refeições foram todas feitas na própria cabana, dentro do carro ou em um piquenique ao ar livre com a vista de um lago e uma montanha ao fundo. Dentre as nossas comidas preferidas estão as empanadas argentinas, e de sobremesa os alfajores e doce de leite. Apesar de sermos amantes de cerveja artesanal, também somos abertos a experimentar as cervejas locais Patagônia e Quilmes.
        
        
      MOMENTO HISTÓRICO EM MEIO AS MANIFESTAÇÕES EM SANTIAGO 🇨🇱
      Os protestos em Santiago, capital do Chile, se intensificaram em outubro de 2019 devido a revolta dos cidadãos contra a crise econômica que o país vinha enfrentando e o autoritarismo do governo. Aqui no Brasil não tínhamos noção da dimensão dos problemas que o país vinha enfrentando e não imaginávamos que os manifestos perdurariam até a data da nossa viajem. Enfim, chegando em Santiago é que tomamos conhecimento de todos os acontecimentos e de como a população vinha sofrendo com os abusos do governo (não muito diferente do que temos vivido no Brasil nestes últimos anos). Presenciamos alguns confrontos entre os manifestantes e os carabineiros, como é chamada a polícia local. Infelizmente vimos uma Santiago com diversas praças, prédios e monumentos históricos depredados, com uma população desolada com as injustiças sociais e em luto pelas mortes provenientes dos confrontos. Por outro lado, também vimos algumas manifestações pacificas, como o manifesto feminista contra os abusos e a violência sofridas pelas mulheres. Foi lindo ver tantas pessoas lutando por uma sociedade mais justa, humana e igualitária, sem violência e com seus direitos reconhecidos. 
      Apesar de não encontramos uma Santiago organizada como era de costume, nossa experiência não foi menos significativa, pois entendemos que o fato de estarmos naquele tempo e lugar nos tornou parte daquela história. Ficamos hospedados na primeira parte da viagem na Região Metropolitana e na segunda parte em Cristóban Colon la Condes. Nossa estádia em ambos os bairros foi tranquila, mas era notável que o segundo bairro era bem mais elitizado, com prédios, casas e shopping luxuosos.  
      Devido as manifestações achamos mais prudente não alugar um carro, pois diariamente as vias eram fechadas e alguns automóveis incendiados. Dessa forma, nossos passeios foram basicamente caminhando. Em decorrência das manifestações fomos recomendados pelos nossos anfitriões a não andar nas ruas após 17 horas e evitar passar na Praça Itália. Mas por descuido nosso em um dos passeios ao Sky Costanera, prédio com 300 metros de altura que possibilita uma vista de 360° da Cidade, passamos nesta praça justamente no momento em que estava acontecendo uma manifestação. O registro desse momento ficou só em nossa memória, achamos que não era adequado pararmos em meio a manifestação para fotografarmos de um lado o cordão de isolamento feito pelo carabineiros e pelos tanques militares, e de outro os milhares de manifestantes mascarados que se estendiam por diversos quarteirões. Para nossa sorte não tivemos nenhum problema e conseguimos chegar ao nosso destino em segurança.
      Nem só de manifestações foi feita nossa viajem por Santiago, também passamos por alguns lugares icônicos como Cerro San Cristóban, Templo Bahá'í de Sudamérica e o famoso Cajón del Maipo. Como não estávamos de carro, fechamos o passeio de Cajón del Maipo com uma agência de turismo, cujo atendente era um baiano e o motorista da van e o guia uns chileno gente boa. A opção pelo transporte com a agência foi a melhor ideia, pois a estrada até o Cajón é de chão batido e durante o caminho aconteceram alguns deslizamentos de pedras. Esses deslizamentos são recorrentes na região, mas com o conhecimento sobre o trajeto do nosso motorista que sabia o momento exato de parar a van ou desviar a tempo, a viagem discorreu tranquilamente. O passeio com a agência engloba paradas: em um restaurante chamado Cumbres del Maipo, onde tem vários animais como lhama, alpaca, vicunha, guanaco, entre outros; no Tunel Ferroviario del Tinoco; na Animita de Willy Rojas; nas Termas Valle de Colina com um piquenique com frios e vinho chileno. Até o período de julho de 2019 o passeio incluía também o Embalse El Yeso, mas devido a um acidente trágico com uma família de brasileiros, justamente devido a um deslizamento de pedras neste local, a visita até lá está suspensa por tempo indeterminado.
      Vamos falar sobre algumas comidas que experimentamos em Santiago. Experimentamos mais de uma vez o completo com palta, é uma espécie de cachorro-quente com abacate, para os chilenos o abacate é considerado um alimento que acompanha as diversas refeições. Também provamos o pastel de choclo, que no caso não tem nada a ver com um pastel que estamos acostumados. Isso porque o pastel em espanhol quer dizer bolo ou torta, e choclo significa milho, logo pastel de choclo é uma espécie de bolo de milho recheado com carne moída e outros ingredientes. A diferença de idioma tem destas peças. Outro prato que comemos foi hambúrguer de salmão, para quem não sabe o salmão que comemos no Brasil tem quase sua totalidade de origem no Chile. Além disso, também apreciamos algumas cervejas como Kunstmann, Austral e Royal Guard.

        
            
           
       
      O ATACAMA E SUAS PAISAGENS INDESCRITÍVEIS 🇨🇱
      A segunda estrela da viagem foi San Pedro do Atacama, considerado o deserto mais árido do mundo. Para chegar ao Atacama nós descemos no Aeroporto Internacional El Loa que fica em Calama a 101 Km do centro de San Pedro do Atacama e alugamos um carro pela Sixt Rent a Car. A dica é reservar com antecedência, pois além de melhores tarifas você não corre o risco de chegar lá e não ter nenhum carro disponível, como quase aconteceu conosco.
      O carro que nós alugamos foi um Gol que deu conta de nos levar pelas estradas desérticas mais lindas da América do Sul. A cidade é uma graça, com ruas de terra e casas de adobe. Caminhando nós conhecemos o centro da cidade que é formada basicamente por seis quarteirões sendo a rua principal a Caracoles. No centro nós conhecemos a Igreja de San Pedro de Atacama, Plaza San Pedro de Atacama, mercados, restaurantes e lojas com artesanato local. Para quem quer fazer umas comprinhas de lhamas, tecidos coloridos e balas ou folhas de coca o local certo é a Paseo Artesanal, uma rua coberta de palha na qual os expositores colocam a sua arte a venda.
      Estar de carro pelo Atacama nos possibilitou realizar diversos passeios sem precisar de agência de turismo. Nós pudemos nos encantar pelo azul das lagoas escondidas de Baltinache, ao todo são sete lagunas cada uma com um tom diferente de azul, sendo que em duas dessas (a primeira e a última) é permitido o banho. Apesar da água não ser das mais quentes, a experiência de flutuar nessas lagunas de sal é incrível. Para compensar o frio nós visitamos as Termas de Puritama, cerca 30 Km de distância da área central de San Pedro do Atacama. Composta por oito piscinas naturais que variam de temperatura entre 28°C e 35°C. Também vale um passeio pelo Valle de la Luna para prestigiar um digno sunset no deserto. A cidade vive do e para o turismo, então a entrada em todos estes passeios são pagos.
      A alimentação no Chile, especialmente, no Atacama não é das mais baratas, porém a comida é bem deliciosa. Alguns restaurantes servem prato do dia com entrada, prato principal e sobremesa com valor acessível, como o restaurante Ayullu. Vale também uma passada na heladeria Babalu para tomar um sorvete de folhas de coca ou quinoa, dois sabores caraterísticos da região. Por falar em quinoa diversos pratos levam este cereal, como o quinoto (risoto de quinoa) e o ceviche de quinoa, dentre outros. Para não esquecer, também vale comer a patasca, prato típico andino, que consiste em um caldo com trigo ou milho, temperos e carne.
         
       
          
                
       
      Sobre os transportes
      Nesta trip nós utilizamos basicamente quatro tipos de transporte avião, Uber, carro alugado e a caminhada. No trajeto de avião nós compramos um pacote multidestinos de ida e volta entre Porto Alegre, Buenos Aires e Santiago pela Aerolíneas. A Aerolíneas é uma empresa área Argentina, que oferece um serviço básico com lanche que inclui uma barrinha de cereal, mix de oleaginosas e um café, chá e/ou água. Também compramos as passagens domésticas entre Buenos Aires e Bariloche e entre Santiago e San Pedro do Atacama ambas pela Jetsmart. Essa é uma empresa do tipo low cost que apesar de não oferecer nenhum um lanche, compensa pelos valores de voos baixíssimos. Nas cidades de Buenos Aires e Santiago nós utilizamos o Uber para fazer os deslocamentos entre os aeroportos e os locais de nossas estádias. Na Argentina apesar do Uber ser liberado existem muitos motoristas irregulares, já no Chile o Uber não é legalizado o que implica em alguns fatores como a solicitação e o embarque em pontos específicos da cidade e o pagamento, muitas vezes, exigido em dinheiro. Já em Bariloche e em San Pedro do Atacama nós alugamos carros. No primeiro destino um Nissan Versa e no segundo um Gol, ambos deram conta de subir os cerros ou percorrer as estradas de chão no deserto. Nestas quatro cidades sempre que possível utilizamos o nosso transporte favorito, a caminhada sempre com o nosso velho amigo o chimarrão.
         
       
            
                   
      Documentação
      Além dos passaportes, da carteira internacional de vacinação, da Carteira Nacional de Habilitação e da Permissão Internacional para Dirigir, ainda montamos um dossiê com a cópia de todos documentos: seguro viagem contratado com a empresa Allianz, hospedagens reservadas no airbnb e no booking, comprovantes financeiros, cópia da reserva da passagem de volta para Brasil e comprovantes de residência no Brasil. Nos países da América do Sul os brasileiros podem viajar apenas com o documento de identidade, lembrando que a Carteira Nacional de Habilitação não substitui a identidade em viagens internacionais.
      Moeda
      Nós realizamos o câmbio nos próprios países e em apenas duas cidades, o primeiro foi em Buenos Aires trocando o real pelo peso argentino, na Avenida 9 de Julho. No segundo momento trocamos o real pelo peso chileno em Santiago, na Rua Agustinas. Em alguns momentos da viagem optamos por usar o cartão de crédito internacional pela praticidade em não carregar dinheiro espécie. Um perrengue que passamos foi tentar fazer compras nos mercados e o cartão não passar, por sorte descobrimos que o problema era um pedaço do plástico que estava solto e impedia a leitura do chip. Depois de duas tentativas de compras negadas e da descoberta do problema, cortamos o plástico e o cartão voltou a funcionar normalmente. Sabe aquele seu cartão que está velhinho, melhor trocar antes que você fique empenhado.  Esperamos que nosso relato possa contribuir e despertar o espírito mochileiro em outros viajantes!
      Partiu próximo destino?
    • Por Fernando Leite
      Olá, pessoal. 

      Estou começando a pesquisar e planejar uma viagem tendo como destino principal Ushuaia. Estava pretendendo ir entre julho - outubro, dependendo de preço e condições de viagem nos lugares. Dei uma olhada em Bariloche também e estou vendo se seria possível (em uma viagem de até 30 dias) conseguir fazer Montevidéu -> Buenos Aires -> Ushuaia -> (aberto a sugestões de passeios e trilhas entre a parte argentina e chilena). 

      Gostaria de sugestões sobre a parte da volta, se alguém conhece algum outro destino legal e que dê para aproveitar um preço bom para a volta para o Brasil. Também estava avaliando se seria possível passar por Bariloche no rumo de volta de Ushuaia ou se não vale a pena. E a outra dúvida é se é realmente uma mal escolha de meses para ir para a Patagônia (pelo inverno). Alguém tem alguma contribuição? é minha primeira viagem internacional, então não tenho nenhuma experiência 🙃.

      Aliás, estarei saindo do Paraná.
    • Por StanlleySantos
      Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL???!!! 
      Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista....
       
      Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen   imagina pegando 1 grau em gramado!!!
      Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim 

      Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí
       
      Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm.
      O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. 
      No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo )

      Le parque farroupilha no seu esplendor verde

      Aquela foto bem maneira e clássica no centrão

      Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. 
      De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa.



      Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão.
      Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero.

      A tão comentada Gonçalo de Carvalho
      O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese  claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍  Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito).
      GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado  além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. 

      A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida

      Vai por mim, é assim mesmo, a cara de tristeza acima não é à toa
      Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" 

      Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco

      O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro.
      O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita.

      Casa de cultura Mário Quintana


      War.......War never changes
      O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno  uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus.


      A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício.
      Dia 09-10: De POA para Torres.
      Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes  o que é mais a minha cara.
      Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. 

      E cá estamos em Torres, que beleza!
      Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto  E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também.
      Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse:

      Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje....
      A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada.

      Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação

      A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres
      Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC  Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma

      A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres.
      O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽

      Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento 

      Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores
       
       

      Um pouco da vida local
      Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. 
       
      Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora?
      De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país.
       
      Acredite, isso vai bem longe...


      Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. 
      Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar.
      O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. 

      Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica.

       
      Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais.....
      ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️
      Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! 
      Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias  e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado.
      Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário  A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou?

      Era o sentimento naquela segunda
      A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá?

       
      Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍

      A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu

      Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei 

      Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!!
      Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também.
      Dia 15: La Cittá pela terra da Uva
      No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer?
      Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. 
      Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva.

      O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder

      O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver.

      "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!"
      Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. 

      Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa

      Exposição da imigração italiana no museu municipal

      Catedral de São Pelegrino
      Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. 
      Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado
      Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado  Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas.

      Legendas são dispensáveis
      Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação.
      A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear.

      Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta 

      Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. 
      Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem.

      Gramado e seu clima para romances
      O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho  O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto.

      os gigantes na estrada em obras

      A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas
      O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas?
      O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento.
      Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra.
       


      Aquele clima padrão europeu, adoro!
      A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes.

      Que visão é essa cara!
      Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões.

      Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção

       

      Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante.
      Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei.

      O Lago negro nos dias ensolarados

      E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem
       
      O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. 



       
      E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê!
       
      Agora as infos básicas:
      Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um.
      Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento.
      Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios.
      Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. 
      Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante.
      Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei  Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer.
      Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado.
      Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade.
       
      Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região! 
       
    • Por Alan Rafael Kinder
      INTRODUÇÃO
       
      Bom pessoal, eu sou o Alan, e recentemente fiz a primeira viagem internacional da minha vida (e também a primeira vez que voei com um avião).
      Comigo, também foram meu irmão (Fabian) e um amigo (Diego).
      Esse relato foi uma forma de compensar por todo o auxílio que obtive, em especial, aqui neste fórum, com dicas e informações preciosas que permitiram que eu tivesse essa viagem extraordinária.
      Eu tentei elaborar esse relato com calma, e por isso acabei demorando um bocado pra chegar nessa versão final – fazem 56 dias que eu chegava de volta ao Brasil!
      É importante destacar que, sempre que foi possível, evitamos ‘programas fechados’, que envolvessem guias ou horários pré-estabelecidos – queríamos ter a liberdade de curtir cada momento no nosso próprio tempo.
      E também, como nós temos o hábito de fazer caminhadas por trilhas aqui de nossa região, decidimos que o foco de nossa viagem seria o hiking, logo, tudo girou em torno dessa ideia.
      Como foi a primeira viagem de todos nós, haviam certas incertezas em todas as decisões – desde o voo (como proceder com o embarque, o que poderia ser levado) até questões de dinheiro (onde trocar, quanto vale) e praticidade (alugar um carro, hotel ou hostel, quão frio é por lá).
      No final das contas, nosso planejamento foi uma mistura de segurança com economia (os planos mudaram diversas vezes).
      Meu propósito com esse relato é de tentar ajudar pessoas que, assim como eu, não tem nenhuma experiência com viagens desse gênero – por isso, tentarei enriquecer o máximo possível com informações relevantes (e talvez tudo fique muito extenso para ser lido).
      Tomem nota que, quando eu descrevo as trilhas, tento focar mais nos detalhes que mais me chamaram a atenção – mas todas elas tomaram horas de caminhada.
       
      PLANEJAMENTO DA VIAGEM

      Inicialmente, o desejo de conhecer a Patagônia Argentina surgiu no final de 2018, onde eu e o Diego conversávamos em um PUB da região enquanto bebíamos e assistíamos o canal OFF.
      Daquele momento em diante, decidi reservar um tempo e montar um itinerário – fiz diversas pesquisas pelo Google em busca de atrações e programas naquela região (naquela época ainda não sabia da existência de El Chalten).
      A primeira versão da viagem envolvia conhecer Ushuaia, e estávamos fortemente considerando alugar um carro naquela região para ter mais mobilidade.
      Entretanto, conforme fui ampliando minha pesquisa sobre o assunto, fui de encontro com a ‘Capital Nacional do Trekking da Argentina’ – El Chalten – e logo me apaixonei pela possibilidade de conhece-la (ainda mais estando tão próxima de El Calafate com seu Glaciar Perito Moreno).
      No início de maio de 2019 encontrei uma promoção de passagens para ir e vir de El Calafate (um valor bem abaixo dos demais – estive acompanhando semana a semana a variação deles) – apenas teríamos que aumentar dois dias de viagem (inicialmente eram apenas oito) e a saída seria de Curitiba/PR. Logo que compartilhei com os demais, decidimos comprar as passagens naquele mesmo dia.
      Passagem de CWB para FTE (conexão em EZE com troca de avião), valor de R$ 1.409,81 por pessoa, ida e volta, sem bagagem adicional, comprada diretamente do site da Aerolineas Argentinas em 02 de maio de 2019.
      A partir deste momento, tínhamos um período definido para nossa viagem, e com isso, fizemos alterações relevantes nos planos: desistimos de ir para Ushuaia (ficaria para uma próxima) e não alugaríamos mais um carro.
      Desistindo de visitar Ushuaia, asseguramos uma economia nas despesas, porém, mais que isso, mais dias para curtir El Chalten (e foi uma decisão extraordinária)!
      Percebemos que, tendo apenas El Calafate e El Chalten nos planos, ter um carro se mostrava desnecessário – era possível fazer as trocas de cidade e eventuais corridas com serviços oferecidos na região (e novamente, foi muito mais barato que alugar um carro e dividir as despesas).
      Finalmente, na última versão da viagem, decidimos trocar o último dia de passeio em El Calafate por El Chalten, de forma que ficaríamos um sétimo dia (seis líquidos) para nossas caminhadas.
      Por segurança e praticidade, tudo que pudemos comprar com antecedência aqui do Brasil foi feito – não sei dizer ao certo se isso foi o mais sábio em termos de economia, mas estar com as coisas definidas permitia com que curtíssimos mais o que era importante, ao invés de ficar correndo e negociando coisas.
      Também não compramos chip de planos de dados para internet. Sinceramente não achei necessário. Você conseguia acesso via wifi em praticamente qualquer estabelecimento, incluindo o hostel/hotel. A conexão é normalmente boa, raríssimas vezes não funcionava (em El Chalten teve um dia que ventou demais e pareceu que estava interferindo). Mas conseguíamos fazer chamadas de vídeo sem problema algum.
      Quanto ao celular, visto que não teria plano de dados, eu baixei os mapas da região para consulta offline (isso foi realmente importante) e sempre que não precisava conectar ao wifi, mantinha a opção ‘modo avião’ e ‘economia de energia’ ativos – isso dava até cinco vezes mais bateria para o celular.
       
      EQUIPAMENTOS
      Apesar de fazermos trilhas aqui pela região com bastante frequência, estávamos cientes que o clima da Patagônia era muito diferente do nosso, e por isso, foi necessário comprar algumas coisas – ainda mais que decidimos fazer a viagem sem despachar malas.
      Nosso limite era de 08kg na bagagem de mão (que você guarda em cima do teu assento no avião) e até 03kg no artigo pessoal (aquela mochilinha que tens que colocar entre seus pés no chão) – essas eram as regras da Aerolínias Argentinas (logo, dependendo das empresas que operarem teu voo, tens que observar as regulamentações específicas).
      Bom, cada um de nós fez suas próprias compras, mas de uma forma geral, os mesmos itens eram comprados.
      Com os relatos de ser uma região muito fria, decidimos nos preparar para isso.
      Fora isso, tínhamos que considerar que tudo que fosse comprado teria que caber dentro das mochilas.
      Segue relação dos itens que foram levados dentro das mochilas:
      1x Casaco fleece 2x Camisa manga curta dryfit 1x Camisa manga longa dryfit 1x Camisa segunda pele 1x Calça de trilha com resistência a água 1x Calça moletom 1x Calça segunda pele 1x Touca 1x Luvas 1x Toalha dryfit 5x Cuecas 4x Meias cano longo de trilha 1x Meia de algodão 1x Chinelo 1x Powerbank 20.000mah Documentos e comprovantes Além destes, algumas coisas vesti e carreguei durante os voos:
      1x Casaco com resistência a água 1x Camisa manga curta de tecido 1x Calça jeans 1x Bota impermeável de trilha 1x Celular No final das contas, todos os itens comprados couberam com relativa folga de volume, e muita folga de peso, na mochila maior. Na mochila menor levei os eletrônicos e documentos, e também ficou folgada. A verdade é que nem precisávamos levar tanta coisa (devido nossas escolhas durante a viagem).
      Tínhamos pensado em lavar nossas roupas enquanto tomávamos banho – e isso até foi possível com alguns itens – entretanto, conforme estávamos lá, percebemos que iríamos precisar mandar lavar algumas peças em lavanderias (e fizemos isso duas vezes – custava entre 300 a 400 pesos dependendo do peso). Isso acresceu um pequeno custo ao total de despesas, mas valeu muito a pena.
      As despesas com esses itens comprados não fazem parte das da viagem, pois apesar de ter comprado muita coisa específica, posso usá-las em outros momentos.

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