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Introdução

Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

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Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.

A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.

O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.

Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).

Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).

O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).

Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.

No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.

Obs:
- O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
- Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
- A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.

Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg

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24/10 - São Paulo/SP - Foz do Iguaçu/PR
Acordamos cedo nesse dia, por volta de umas 05:30 começamos a colocar as coisas no carro, de baixo de muita chuva. Porta-malas e banco traseiro lotado de coisa, fechei as portas do carro e quando olhei pra roda traseira tomei um susto, achei que o carro não ia sair do lugar de tão baixo que tava. Mas na verdade quando soltei o freio de mão, o amortecedor aliviou a pressão e não tava tão baixo assim.

Saímos às 06:30 de casa e pegamos a Castelo Branco sentido Londrina/Maringá, até aí tudo bem. Próximo à Campo Mourão começou o pesadelo de estrada, muito buraco e com a chuva diminuindo a visibilidade era mais difícil ainda. Quando estávamos chegando próximo a Cascavel, comecei a procurar hotéis, pois não sabia se o destino seria Cascavel ou Foz, dependia da disposição. Até chegamos a perguntar o preço num hotel de beira da estrada mas achei caro. Fiz uma pesquisa no Booking e achei um hotel por R$ 54 a diária e pelo mapa, era bem próximo ao Parque Nacional. Apesar de começar a apresentar sinais de cansaço, preferi esticar mais nesse primeiro dia, pois não sabia ainda o que vinha pela frente, então quanto mais eu economizasse, melhor. Reservei o hotel e seguimos viagem.

Chegamos na cidade de Foz e fomos direto pro mercado comprar algumas coisas a mais. Do mercado até o hotel, o Google nos colocou numa rota muito ruim para cortar caminho, achei que tinha caído em algum golpe, não tinha nada do lado e tudo muito escuro, mas no final deu tudo certo e chegamos ao hotel às 21:30. Como estávamos com nosso fogareiro de camping, conseguimos cozinhar na área da churrasqueira, o que fez a gente economizar alguns trocados.

O hotel é bem simples, porém, com ótimo custo benefício. A limpeza do quarto deixou a desejar, mesmo quando entramos. Mas possui uma grande área comum com piscina e churrasqueira e realmente fica bem próximo ao parque nacional.

KM rodados: 1060
Duração da viagem: 15:00
Pedágios: R$ 187,70
Combustível: R$ 329,07
Hospedagem: R$ 54,00 (Hotel Naipi)

25/10 - Parque Nacional do Iguaçu
Como o dia amanheceu sem chuva pelo menos, resolvemos estender a hospedagem para mais 1 dia para irmos ao Parque Nacional do Iguaçu.

Tomamos café da manhã no hotel que era bem simples, entramos no carro e fomos ver as Cataratas. Eu já tinha ido uma vez, mas era uma época de seca e as Cataratas estavam bem fraquinhas. Dessa vez foi bem diferente, tinha tanta água que mal dava pra distinguir as cataratas no meio da fumaça de água que subia com as quedas.

Saímos do parque e fui fazer a carta verde, um pouco antes da fronteira com a Argentina e comprei o cambão no mesmo lugar (R$ 80). Ia aproveitar para fazer o câmbio também, mas só aceitavam em efetivo. Tentei sacar dinheiro em um shopping próximo, mas o caixa eletrônico estava sem dinheiro disponível, daí deixei para fazer isso quando eu saísse do Brasil. Como já estávamos com a carta verde em mãos e do lado da fronteira, resolvi dar um pulo em Puerto Iguazú. Demos uma volta, compramos uma garrafa de vinho por equivalente a R$ 10 e voltamos ao hotel.

Hospedagem: R$ 54,00
Ingresso Parque: R$ 69 (por pessoa)

 

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26/10 - Foz do Iguaçu/PR - Uruguaiana/RS
Saímos do hotel por volta das 09:30. Passei no shopping para tirar dinheiro e não consegui novamente. Perguntei ao segurança do shopping onde eu conseguiria sacar dinheiro ali por perto e ele não indicou um mercado numa vilinha próxima. Saquei o dinheiro e finalmente fiz o câmbio com um valor bom: 1 ARS = R$ 0,12. Comprei apenas R$ 800,00 porque eu não gosto de ficar carregando dinheiro nas viagens, prefiro sacar nos caixas eletrônicos.

Fizemos o processo de imigração sem descer do carro, mas na aduana pediram pra eu abrir o porta-malas, revistaram bem rapidamente e nos deixaram passar.

Logo entrando na Ruta 12, fomos parados pela Germanderia. Bem educados, nos pediram pra revistar o carro. Revistaram TUDO! Até os maços de cigarro abriram, cheiraram. Perguntaram o que era item por item, mesmo que fosse óbvio. Tudo certo e seguimos viagem.

E aí pegamos a Ruta 14, famosa pelos seus policiais corruptos, por onde iríamos até Santo Tomé para atravessar para São Borja. Porém, estava tão tranquila que resolvemos continuar por ela até atravessar para Uruguaiana.

No meio do caminho consegui reservar um quarto num hostel pelo Booking. Chegamos por volta das 21:30, a proprietária nos apresentou o hostel (uma casa enorme de 3 andares e um terraço na cobertura onde se tem a vista do Rio Uruguai. Fizemos um jantar rápido na cozinha do hostel e dormimos.

KM rodados: 647
Duração da viagem: 12:00
Combustível: $ 900.58 ($ 43.44/L)
Hospedagem: R$ 120 (Solar dos Tchuccos)

 

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@fore

Que legal que a viagem tenha saído do papel mesmo! Lembro que você perguntou algo no meu relato sobre ter viajado com o 208... bacana que mais um leãozinho tenha encarado longas estradas!

Ansioso para ler o relato completo! AH, e poste uma foto do 208 carregado pra ver como ficou a altura nas molas esportivas!

Do que postou até o momento, achei diferente essa volta ao Brasil por São Borja apenas para desviar uma parte da RN14 com receio dos policiais. Quando voltei de Santa Fé, rumo a Foz, peguei todo esse trecho entre Uruguaiana e São Borja e foi onde menos vi policiais. Mas se deu tudo certo, tá valendo né?

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@Elder Walker pois é, acho que os tempos mudaram mesmo, porque eu também não vi policiais por lá. E eu tinha lido sobre esse trecho falando muito mal dos policiais.

Eu preciso separar as fotos aqui e me organizar direito pra postar esse relato, com calma eu vou postando tudo aqui. valeu!

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27/10 - Uruguaiana - Gualeguaychu
Acordei, fizemos um café e acabei encontrando o dono do hostel. Fiquei um bom tempo conversando com ele, já que ele já fez bastante esse trajeto pelo Uruguai e Argentina. Pela conversa, ele me tranquilizou a respeito dos policiais, ele disse que faz tempo que não ouve falar de casos em que a polícia pede dinheiro. Saímos meio-dia e resolvemos voltar para a Argentina pode onde entramos e seguir adiante pela Ruta 14 até Gualeguaychu.

Fomos parados pela polícia cabinera ainda na província de Entre Rios. O policial ficou rodeando muito, perguntando para onde íamos, pediu documento do carro e carta verde, perguntou se tínhamos os equipamentos de segurança exigidos que eram: kit primeiros socorros, jaleco, dois triângulos e cambão. Respondi que sim, mas os dois primeiros eu não tinha. Fez uma pausa dramática… nessa hora pensei que ele tava procurando um jeito de me pedir dinheiro. Mas nos desejou uma boa viagem e seguimos.

Chegamos no camping em Gualeguaychu ainda de dia, por volta das 18h. 
O camping é grande, do lado de um rio/lago que você também pode pescar. Só tinha a gente acampando, mas quando chegamos tinham algumas pessoas passando o dia por lá.

O wifi é excelente, tem uma antena grande na recepção. Os banheiros eram bem mais ou menos, privada sem assento. Mas enfim, estávamos bem acolhidos por lá.

Armamos a barraca, arrumamos tudo e saímos para fazer compras no Carrefour.Eu nunca tinha ouvido falar desse jaleco como item de segurança que o policial perguntou quando nos parou. É uma espécie de colete refletivo, para te enxergarem melhor na pista. Mas no Carrefour tinha um kit pronto com todos esses itens mencionados, inclusive o tal jaleco.

Compramos uma carne e assamos em uma das churrasqueiras que tinham no camping.

KM rodados: 456
Duração da viagem: 06:00
Combustível: $1700 ($41.49/L)
Hospedagem: $ 500 (Complejo Punta Sur)

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28/10 - Gualeguaychu - Santa Rosa
Aproveitamos que tiramos tudo do carro e demos uma boa ajeitada em tudo e conseguimos acomodar melhor as coisas no carro.

Barraca desmontada, tomei uma ducha que não tinha como controlar a temperatura, quase fui queimado vivo. Mas tudo bem, pelo menos estava quente. Saímos já era 11:00.
Seguimos pela Ruta 12 que estava fechada em um trecho, com desvio por estrada de terra o que atrasou muito a viagem.

De novo, fiz uma reserva pelo Booking, uma casa com garagem e fomos muito bem recebidos pelo proprietário.

Como era domingo, estava tudo fechado na cidade e estávamos morrendo de fome. Tentei pedir alguma coisa no iFood, mas não funcionava (apesar de ter disponível na cidade). A sorte é que o dono da casa onde estávamos estava comunicando conosco pelo whatsapp. Mandei uma msg para ele perguntando se ele poderia nos pedir uma pizza. Ele foi muito solícito e nos pediu a pizza que chegou em menos de 20 minutos.

Aproveitamos que tínhamos estrutura e lavamos as roupas que estavam sujas.

KM rodados: 761
Duração da viagem: 09:00
Pedágios:
Combustível: $1600 ($40.73/L)
Hospedagem: $ 1200 (Departamento Gonzalito)

29/10 - Santa Rosa - Neuquen
Nesse dia passamos por uma inspeção zoofitosanitária em Casa das Piedras. Só perguntaram se estávamos levando algum derivado de carne, dissemos que não, ele fez uma breve revista no carro e cobraram $ 25. O policial que acompanhou o processo nos perguntou para onde íamos, respondi: Ushuaia. Ele ficou espantado e ao mesmo tempo feliz, nos desejou suerte e partimos.

Tinha um trecho da estrada bem ruim nesse dia, só não me recordo foi quando saímos da RN 12. Eram muitos buracos enormes e muitos carros parados no acostamento com o pneu rasgado. Pela primeira vez na viagem, tinha um intervalo bem grande entre postos de combustível. Preço mais barato de gasolina até o momento $ 34.90/L.

Ficamos em um camping que só tinha a gente novamente. Me parece ser muito bom em alta temporada, mas quando fomos, estava tudo muito largado e sujo. A área de camping é excelente, com um belo gramado, algumas zonas de sombra e um rio passando ao lado.

KM rodados: 577
Duração da viagem: 07:00
Pedágios:
Combustível: $1.800 ($ 34,90/L)
Hospedagem: $500 (Camping El Cisne)

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Voltando a falar da polícia caminera... essa do colete refletivo eu ouvi falar como requisito no Chile e arrumei um aqui emprestado com um amigo que trabalha em empresa de logística, mas certamente foi uma tentativa de ver se você caía na dele para tentar pedir algo, que chato isso, heim? Porque todos os documentos do consulado são bem explícitos que esse tipo de coisa, junto com outras lendas como uma "mortalha" (lençol branco para cobrir eventuais vítimas) são mito. O kit primeiro socrros, parece listado como opcional, mas nós mesmos montamos num estojinho branco e aproveitamos para colocar os remédios que queríamos levar na viagem, ou seja, unir o útil ao agradável. Em geral, é bem isso que você relatou: eles dão uma rondada, olham, perguntam... e se não tiver nada errado, não tentam inventar muita coisa. Mas, novamente, que bom que passou sem maiores problemas.

Bonito o local deste camping em Neuquen! E que lindo o 208 com essas rodas e o aerofólio!

Vou continuar acompanhando o relato...

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@Elder Walker 

Então, pior que nesse kit que vi vendendo no Carrefour tinha o tal do jaleco. Na verdade eu nem tinha entendido quando o policial me perguntou, mas respondi que sim. De qualquer forma, a única coisa que ele pediu pra eu tirar do carro pra ver foi o extintor. E já me antecipei mostrando o local onde ficava a data de validade e já logo pediu pra eu guardar.

Lembro que comentei contigo que eu ia por os pneus maiores pra essa viagem (aproveitando que já estava na hora de eu trocar). Senti muita diferença em conforto. Antes eu tava usando o 205/45, agora o 215/45. Não tem nem comparação! Antes eu sentia qualquer irregularidade que tinha na pista, agora passa em cima e nem vê.

O camping é bem bonito mesmo, alias a paisagem dessa região é peculiar. Parece um bosque de dinossauros. No caminho vi alguns outdoors falando sobre os dinossauros de Neuquén, nessa região era bem habitada por esses animais extintos. Doidera! hahahahaha

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Fui roubado em 100 pila por causa deste jaleco na 14 antes de Chajarí, legal seu relato e acompanhando aqui. Estou começando o meu agora. 

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      Relato Uruguai (Montevidéu, Colonia del Sacramento, Punta del Este) + Buenos Aires (Bônus) - 7 dias - Fevereiro/2019
       
      Parâmetros iniciais:
      Viagem em casal Os restaurantes no Uruguai tem desconto de 21% em pagamentos com o Cartão de Crédito (atente-se a data do relato) Hospedagem em hotéis de aparente bom custo/benefício Somente transporte público Não entusiastas de museus 2 noites em montevidéu, 2 noites em Punta, 1 noite* em Buenos Aires Câmbio oficial +-U$ 8,70 para R$ 1 Não trocamos nada de dinheiro no Brasil  
      Gastos pré-viagem:
      Passagem aérea tam Floripa/MVD R$ 693.36 (cada) Hotel em montevideo: https://pt.regencygolf.com.uy reservado direto pelo site US$ 99 (duas noites) Hotel em punta: https://www.hotelflorinda.com/pt-br/ pelo hoteis.com 474,35(duas noites) Hotel em buenos aires https://www.bohemiabuenosaires.com.ar  pelo hoteis.com 250 (duas noites) Passagem de Navio MVD-BUE direto: R$286,11 +IOF (cada) Passagem de Navio BUE-Colonia R$131+IOF(cada)  
      *Algumas dicas e impressões no final

       
      Dia 1 - Chegada em MVD:
       
      Chegamos as 17 horas no aeroporto de carrasco, procedimento de alfândega no uruguai foi super simples e super rápido, não perguntaram nada e nem nos deram comprovante de entrada.
       
      Dica: Se você desembarcar em um horário comercial, não troque dinheiro na casa dentro da área de desembarque (Global Exchange), tem outras casas que pagam um pouco mais (troque somente o essencial).
       
      Troquei 50 reais (só para o busão e algo essencial) na Global Exchange por U$ 6,20 (cada real). Do lado de fora estavam pagando U$7 por real.
       
      Na saída do desembarque tem um ponto de venda da antel (operadora de celular) http://www.antel.com.uy/personas-y-hogares/novedades/internet-para-turistas .
       
      Dica: Não jogue fora o numero do pin que vem com o chip, senão você não vai conseguir desbloquear o celular.
       
      Como só tinha trocado 50 reais decidi não comprar o chip naquela hora, tem wifi no aeroporto todo então não foi crucial.
      O ponto de ônibus fica bem em frente a saída, peguei o busão DM1 (U$56 cada) e desci na rua de baixo do hotel.
       
      Chegamos no hotel +- 19:30, check-in feito e fomos ao mercado trocar grana e comprar o essencial. No Uruguai eles não pedem o documento para trocar grana. E em montevidéo eles pagam a cotação que está no site da empresa. Trocamos a U$ 8,50 por real. 😃
       
      A água no mercado custou por volta de 50 pesos, preço similar ao do refrigerante (evite comprar a água salus, tem gosto salgado. Compre a vitalle ou a matutina)
       
      Fomos ao shopping e compramos o chip pro celular e 30 GB de internet válidos por 10 dias a 265 pesos.
       
      Jantamos um assado uruguaio no La pulperia: pedimos uma porção de carne cada (descobrimos que meia porção cada e mais que o suficiente), uma morcilla, meia porção  de batata frita, uma batata assada e uma coca de 1L. Atendimento e comida muito bons, mas não peçam uma porção de carne por pessoa.
       
      Total: 1375 pesos, com desconto do IVA 1127,05

       
      Dia 2 - Primeiro dia útil de viagem:
       
      No dia seguinte, fomos ao Pollo y Pico comprar o alfajor da avícola (45 pesos cada ou 6 por 240). Compramos 1 de cada sabor, mas não comemos na hora, tinha acabado de tomar café do hotel. MELHOR ALFAJOR POSSÍVEL!!!
       
      Pegamos o ônibus (38 pesos cada) e fomos rumo à 18 de Julio para turistar:
      Mirador de Montevideo - Grátis: fica localizado em frente a prefeitura, dá pra ver bem a cidade de cima e tirar boas fotos, wi-fi free.
       
      Seguindo em direção à ciudad vieja, na 18 de julio, tem a fonte dos cadeados, tem a fonte da praça cagancha e o centro de fotografias de Montevideo.
       
      Até que chega a praça da independência onde tem o prédio mais famoso de Montevideo, o museu do tango, a puerta de la ciudadela e o teatro solis que também é visível dali.
       
      O mercado do porto fica a uma boa caminhada da praça da independência, e a medida que vai se aproximando dele, vai aumentando o número de turistas e tudo o que cerca áreas turísticas.
       
      O mercado em si não é lá muito mercado, mas tem muitos restaurantes e lojinhas de souvenir.
      Compramos empanadas, na Empanadas Carolina, tem ótimo tamanho e custou 60 pesos cada. Aproveitando o mercado tomamos um medio y medio na Roldos, li que o medio y medio deles era um dos melhores, então decidimos ir na fonte.
       
      O sabor é +- uma sidra cereser sofisticada, 290 pesos a garrafa, acho que vale a experiência. O que não valeu foi a experiência no restaurante: o atendimento não foi bom quando dissemos que só queríamos a bebida, não aceitou cartão porque não tinha dado o valor mínimo, queria devolver o troco do que foi pago em pesos por real e demorou mais de 15 minutos pra trazer o troco.
       
      De lá fomos de ônibus (38 pesos) para o museu da cannabis, 200 pesos por pessoa. O museu em si não tem muitas coisas para ver: esperava que tivesse mais tipos de plantas, registros históricos etc. Foi tipo uma conversa do guia contando a história, num portunhol bem entendível. Se não estiver apertado de grana acho que vale a visita. (tem degustação)
       
      Pegamos o ônibus (38 pesos) para ver o letreiro de Montevidéu.
       
      Dica: Não vá no fim de tarde se não tiver uma câmera fodona, o sol fica atrás do letreiro, deixando as fotos escuras.
       
      +38 pesos para voltar ao hotel de ônibus (é viável voltar a pé, mas estávamos só o pó).

       
      Jantar na La Pulperia novamente: 2 choripan completos mais meia de batata frita e coca de 1L. Lanche muito gostoso e de "muita sustância".
       
      Total: 605 pesos, com desconto do IVA 495,90.
       
      Dia 3 - Segundo dia em MVD rumo a Punta:
       
      Depois do café, partimos rumo ao mercado agrícola, esse sim com cara de mercado público, vários vendedores de fiambres, frutas, temperos e afins. Aqui tem muitos locais e poucos turistas.
       
      Fomos ao palácio legislativo (dá pra ir a pé) e de lá (de ônibus) para a rodoviária de tres cruces.
       
      Não fomos à feira de antiguidades, nem a do parque rodó, pois vimos que não tinha nada de interessante para comer.
       
      Dica: tem um shopping com um mercado nos andares superiores da rodoviária, vai ajudar a economizar.
       
      Ônibus para Punta: 302 + 14 pesos  de taxa de embarque (comprados na hora).
       
      Se não me engano, tem duas empresas que fazem o trajeto, os preços são iguais, o que muda são os horários e se vai direto ou não.
       
      Saímos às 14:45 e chegamos +- duas horas depois.
       
      Do terminal de Punta a pé para o hotel, check-in feito, tiramos fotos dos dedos (fica em frente ao terminal de ônibus), demos uma volta e vimos um bonito pôr do sol.
       
      Jantamos no Ola La: promoção de chivito com limonada com blackberry, acompanhados de batata rústica ou salada, por 399 pesos cada.
       
      Serviram um pão da casa com manteiga de ervas, que não foi cobrado, estava bem gostoso e quentinho.
       
      O chivito veio no pão também artesanal com ingredientes frescos, o suco estava muito bom e a batata estava bem sequinha, a salada, apesar de bem fresca, é composta por itens que já vem no pão, então se tiver em dúvida, BATATA.
       
      Apesar de pagar com o cartão, não obtive o desconto de IVA (Não sei se tinha que ter pedido) 798 pesos no total, apesar disso, voltaria lá sem sombra de dúvida.

       
      Dia 4 - Punta e Casa Pueblo
       
      A ideia inicial era ir e voltar da Casa Pueblo de Uber, mas como eu tinha lido um relato que poderia faltar uber pra voltar, e depois de fazer uma simulação vi que demoraria até 15 minutos para um motorista atender na Casa Pueblo. E de ônibus o ponto fica distante tanto na ida quanto na volta.
      O hotel que estávamos oferecia o Tour para a Casa Pueblo por 15 Dólares para cada um, saindo às 17h da porta do hotel. Infelizmente, no dia, esse tour não foi oferecido porque o motorista tinha ido fazer um tour em outra cidade
      Na rodoviária de Punta vende o tour por 25 dólares cada e sai as 16.
       
      Deixamos as roupas numa lavanderia na rua central da península, 300 pesos: Até 5kg de roupas lavadas, secas e entregues no dia seguinte.
      Ficamos um tempo na praia, o hotel oferece cadeiras e guarda-sol de graça. Uma Pepsi 500 ml: 90 pesos.
       
      O tour passa por vários pontos interessantes, conta história sobre os pontos e o motorista/guia (Pablo) fala português ok. E é bem interessante pra ver a visão de um local sobre as coisas.
       
      Não entramos na Casa Pueblo (10 dólares por pessoa), uma senhora uruguaia que estava com a gente na van disse que achava um absurdo pagar pra ver o pôr do sol, e a vontade que já não era muita foi embora de vez. Do lado de fora a vista foi sensacional, e deu pra aproveitar bem. A van voltou para Punta +- 8:30 da noite
      No final das contas, o preço um pouquinho mais alto pela viagem com o guia valeu muito a pena.
       
      Fomos ao cassino (bem simples) em frente a rodoviária. O cassino mais chique do conrad/enjoy só aceita dólares e era mais longe), meia hora e 200 pesos mais pobres depois fomos jantar.
       
      Jantamos na rua do hotel num lugar chamado fish and chips. Resumindo NÃO VÁ a esta PORCARIA de lugar, vimos o anúncio de uma tábua de frutos do mar para 2, vieram 2 camarões empanados pequenos, um pouco de lula empanada, um monte de batata rústica e espinafre empanado frito. Cobraram 50 pesos por pessoa de couvert para 3 bolachas para os dois e um potinho de manteiga.
       
      Dia 5 - Punta a Buenos Aires
       
      Devido a facilidade e a experiência compramos passagens de navio saindo de Montevidéu direto para Buenos Aires pela Buquebus e a volta Buenos Aires para Colonia pela Colonia Express.
       
      Tomamos o café, check out e fomos buscar as roupas prometidas às 12h, promessa cumprida demos uma volta por Punta e chá de cadeira pra esperar o ônibus da Buquebus que leva até o porto de Montevidéu.
       
      O custo de comprar a passagem de ônibus até Montevidéu por outra empresa e pegar o barco partindo de lá é menor, mas se atrasar você fica a ver navios.
      O ônibus saiu pontualmente às 16:15 e eles dão um kit lanche que deve valer uns 350 - 400 pesos: água, barrinha de cereal salgada, amendoim salgado, barrinha de cereal de frutas.
       
      Chegamos no porto de Montevideo, por volta das 18:30, com precisão de saída do navio às 19:30.
       
      O processo imigratório foi super simples, não precisa passar em raio-x, detector de metal etc. O funcionário uruguaio não te pergunta nada e o segundo funcionário, argentino só carimba o papel (Não perca este papel). Tem um freeshop bem grande logo depois da imigração.
       
      Já o processo de embarque foi caótico, o navio saiu do porto quase 20:10.
      Quanto ao navio da Buquebus (Francisco): É preciso calçar uma espécie de luva por cima do calçado para entrar no navio, o navio tem piso com carpete
      É um navio bem grande tem 4 classes: Econômico, turismo (compramos o nosso aqui), business e primeira classe. Os dois últimos embarcam primeiro e tem um certo controle de acesso às áreas. Já a económica e turística não tem controle nenhum. Tem uma área de recreação para crianças com um cuidador, o freeshop é bem grande e o navio balança pouco.
      No entanto, esperava bem mais: as janelas da classe turística tem tipo de laminado que te impede de tirar fotos do lado de fora, tampouco tem uma área para ficar do lado de fora do navio, a casa de câmbio dentro do navio é horrível.
       
      O desembarque foi meio muvucado, mas também é bem simples, só precisa passar a bolsa no raio-x.
      Chegamos em Porto Madero às 22:40, quase 1 hora de atraso. Detalhe, na hora que chegamos, a casa de câmbio em porto madero já estava fechada, por sorte tínhamos saldo no SUBE de uma viagem anterior.
       
      Vou pular os detalhes do que fizemos na Argentina pois já tínhamos visitado a Argentina e praticamente só fomos ao caminito
       
      Dia 7: De buenos Aires para Colonia, Montevideu e Brasil
       
      O nosso vôo estava marcado para 3:20 da manhã do dia seguinte saímos de Buenos Aires, passeamos em Colonia, fomos para Montevidéu e depois Brasil.
       
      A nossa passagem pela Colonia Express estava marcada 13:45, fizemos o check out, compramos bastante comida, vimos relatos dizendo que a comida era cara em Colonia, chegamos no porto da Colonia Express ao meio-dia.
       
      Importante: o porto da Colonia Express e o da Buquebus/Seacat são em lugares diferentes na Argentina.
       
      O processo imigratório também foi bastante simples você apresenta o papel que recebeu na ida e passa a bolsa no raio-x
       
      O navio da Colonia Express saiu no horário: é bem menor, o freeshop é, basicamente, uma lanchonete e balança bastante.
       
      No entanto, é bem melhor: O piso é tipo um laminado, não precisa usar luva no pé, dá pra tirar foto pela janela, tem um guarda volumes na parte traseira e, o melhor de tudo, tem uma parte externa que dá pra sentar e tirar ótimas fotos!
       
      Chegamos em Colonia e botamos as bolsa no guarda malas fica rodoviária ao lado do porto. 50 pesos até 2 horas, 80 pesos entre 2 e 4 horas por mala. Compramos as passagens para Montevidéu às 18.
       
      375 + 20 de taxa de embarque. total: 395 por pessoa
       
      Demos uma volta em Colonia das 15 às 17:30, chegamos em Montevidéu 20:40 +- demos uma volta no mercado/shopping e pegamos o ônibus 470(56 pesos cada), 2 quadras da rodoviária rumo ao aeroporto.
       
      Um detalhe: se você quiser comer algo diferente de mcdonalds, o shopping/rodoviária de tres cruces é o último lugar pra fazer isso, no aeroporto só mcDonalds.
       
      O ônibus demorou +- 40 minutos até o aeroporto, comemos no mcdonalds mesmo (estávamos sem fome mais cedo), aplicativo de cupons do mcdonalds funciona no Uruguai tbm, e tem desconto de iva, desta vez eu perguntei e pedi o desconto.
       
      O freeshop de montevidéu aceita reais e devolve o troco em dólares, com uma cotação até melhor que a comercial e os preços são um pouco melhores que o de Guarulhos.
      A área de embarque internacional tem puff e algumas poltronas com apoios paras os pés que são bem confortáveis.
       
      Fim da viagem

       
      Dicas Gerais
       
      Sim, é caro: Se comparar com o Brasil, o Uruguai é caro. O refrigerante de 600 ml e a água de 1L no mercado custam na faixa de 50 pesos (6 reais), em Punta, na praia, custou 90 pesos.
       
      Pague as refeições no cartão de crédito: aproveite que ainda tem desconto no iva e pague no cartão de crédito, só pergunte se tem o desconto e se não tem valor mínimo. No visor da máquina vai aparecer o valor cheio, o desconto aparece depois do pagamento no recibo da máquina.


      Não faça câmbio em Punta e nem em Colonia: É melhor fazer o câmbio em Montevidéu, lá eles pagam o que está no site das casas, em Punta e em Colonia não.
       
      http://www.aspen.com.uy/sitio/?lang=pt
      https://www.cambio18.com
      http://www.gales.com.uy/home/
      Escolha um hotel com um bom café da manhã: vale a pena pagar até uns 20 reais a mais na diária se o café for bom, dá pra encher a barriga no hotel e administrar o almoço, só gastando na janta.
       
      Compre a passagem de navio mais barata: Quando for pesquisar passagem de navio, entre pelo site na versão argentina e procure a parte de outlet/promociones

      https://www.buquebus.com/promociones/outlet
      https://www.coloniaexpress.com/ar/outlet
       
      Se pudesse refazer o roteiro para economizar:
       
      2 dias inteiros em Montevideu
      1 dia pra bate e volta em Punta (Excursão que passa o pôr do sol na Casa Pueblo saindo e voltando para Montevidéu)
      1 dia pra bate e volta em Colonia (por conta própria)
      Reserva todas as noites em Montevidéu, aí não precisa ficar penando carregar mala/mochila e esperar pra fazer o check in / trabalho de fazer e desfazer mala etc.
       
      Última dica: Compre Batata Frita sabor ovo frito.

      Este maravilhoso salgadinho tem o gosto mais exótico da vida!
       
      Impressões do Uruguai:
       
      O país tem muitas árvores nas ruas e dá pra notar que parte dela é nativa, as árvores que estão nas calçadas já estavam lá antes da calçada existir e continuam lá mesmo depois da calçada. Acho que lá esse negócio de "vamos arrancar a árvore porque ela quebra a calçada" não funciona.
       
      O povo parece bem civilizado, 2 exemplos que eu vi:
       
      No ônibus de Colonia para Montevidéu, o motorista nem conferiu os bilhetes para entrar, uma pessoa entrou numa outra parada depois da rodoviária, quando foram conferir os bilhetes essa pessoa tinha comprado a passagem para outro dia e  o cobrador tipo falou para ela: "Moça o seu bilhete não é pra hoje, chegando em Montevidéu avisa no guichê da empresa e tá blz", sem briga, sem discussão, sem suspeita de migué.
      Para trocar dinheiro eles não pedem documento, assinatura, comprovantes etc. Ninguém fica conferindo se a nota que você deu é falsa.
       
      Fomos bem atendidos na maioria dos lugares que fomos, o pessoal tem uma predisposição para te ajudar.
       
      Achei que o Uruguai tem muitos idosos.
       
      Vi poucos mendigos na rua e todos adultos.
       
      O povo de montevidéu parece muito mais pacato se comparar com o brasileiro (paulistano) e o argentino (de Buenos Aires).
       
      Punta (pelo menos na parte da Península) é muito burguês, não é o tipo de lugar que dá pra sentir o povo e nem acrescenta culturalmente.
       
      VISITEM O URUGUAI!!!

       
    • Por beatrizz
      Queridos mochileiros. 

      É com grande alegria que faço esse relato, pois ele se refere a um dos trekkings que eu mais desejava na vida: Torres del Paine. 
      A minha viagem ao Chile, foi exclusivamente para fazer o Circuito O (deveria ter reservado mais dias para ir a Cafalate e El Chaltén...) e mais dois dias de intervalo em Punta Arenas e Puerto Natales. 
      Em todos os relatos eu falo sobre a facilidade e aprendizado de se viajar sozinho. Mas essa foi minha primeira viagem fora do Brasil sozinha, e estou ainda meio sem palavras para conseguir expressar aqui o que significa. Eu não quero dizer que em alguns momentos realmente não possa se sentir sozinho, isso acontece. Mas eu posso dizer que em 90 % do tempo está cercado de pessoas muito abertas para conversar e trocar ideias. 
      Bom, a primeira coisa que precisa para fazer o Circuito O sem stress é a organização. Pois se pretende vir entre Dezembro e Fevereiro, é alta temporada (bom tempo), e os campings e refúgios ficam cheios. No Circuito O, quase todos os lugares em que você fica tem duas opções para dormir: Camping (com sua própria barraca, ou alugada) ou Refúgio (cama quentinha para quando sentir que merece). 
      Coisas importantes:
      * Imprimir suas reservas,
      * Ter comida suficiente. 
      * Um bom saco de dormir e uma barraca com boa camada para chuva.
      * Uma bota que seja sua amiga.
      * Como eu estava sozinha, e tendo que levar todo o peso (cerca de 14 kg), eu optei por comprar algumas refeições. Nos refugios'campings, eles fazem almoco-cafe-janta (sim, é caro), mas depois de um dia de muitos kms isso vale ouro. 
      Aqui vai o meu roteiro em Torres Del Paine:
      1 dia: peguei um ônibus em Puerto Natales as 07:15 para Torres del Paine (chegamos umas 09:45 na entrada principal). Na primeira portaria você precisa assistir um video sobre as normas do parque, mostrar seu ticket de entrada (ou comprar), é melhor já comprar no site da CONAF e levar o comprovante. Recebe o mapa do parque, e pode pegar um tranfer (3.000 pesos) até o cientro de bien venida (sao 07 km você pode ir caminhando também, eu fui de transfer porque nessa primeira parte não tem nada de mais e você vai precisar de mais energia em outros dias, acredite). No transfer já é possível ver algumas montanhas. 
      Depois de tudo isso, iniciei os primeiros kms do circuito. Camping Serón. Nesse primeiro dia a vista das montanhas ainda é bem restrita, porem passa por florestas e rios com água cristalina. A cor é como se fosse um azul royal, lindo. O terreno em si é tranquilo. Como cheguei cedo no parque e logo comecei a travessia, eu não encontrei ninguém no caminho, tipo nem uma pessoa nos primeiros kms. Ai teve um misto de satisfação com preocupação haha. Mas logo aparecem alguns (poucos). 
      Nesse camping nao há refúgios, quando cheguei era umas 14:00 ainda, normalmente os check in s{ao as 14:30. Começou a chover e ventar um pouco quando estava arrumando minha barraca (chamam carpa aqui). Foi uma noite difícil pois choveu muito e fez frio (cerca de 5 graus).
      Nesse primeiro dia, eu passei muito frio, no outro dia as montanhas aparecerem branquinhas, nevou.
      2 dia: essa caminhada você já começa a ficar mais perto das montanhas, chegando no refúgio Dickson a vista é fantástica. Fiquei em refúgio, porque algo me disse que quando fui fazer a reserva, fiquei muito feliz pois chovia e estava uns 2 graus.
      3 dia:ida até los perros, nesse lugar que você começa a sentir os ventos fortes. Nesse camping não tem refúgio , e só tem banho gelado! O camping fica do lado do rio e abaixo da montanha, tem como ser ruim isso?
      4 dia: foi o dia mais cansativo, porque precisamos passar pelo Paso John Garden, que é uma montanha de gelo. É fantaaastico. Nesse dia tem que sair cedo tipo 6 da manhã, porque no Paso o tempo muda muito e depois das 11 da manhã o pessoal fala que tem um tipo de chuva e vento que não se pode passar, muito perigoso. Até o topo do Paso demora umas 4 horas. E depois a descida mais 4. Eu fui direto ao camping Grey, então foi bem cansativo, mas todo o caminho é maravilhoso. Nesse dia tem a visão do glaciar.
      5 dia: indo para o camping paine grande, contato com a civilização. Aqui você pode se dar ao luxo de uma comida diferente, tem várias pessoas, que chegam aqui e ficam apenas para fazer a trilha até o mirador britânico.
      6 dia: aqui você encontra muitas pessoas no caminho também, ida até o Francés, o Mirador Británico fica no caminho. Você pode deixar a mochila no Italiano e subir mais leve.
      7 dia: ida até o Central.
      8 dia: trilha base de las torres. A trilha em si é linda, muitos rios e pontes. Você passa pelo acampamento chileno e depois desse ponto a trilha fica mais pesada, porque ganha elevação muito rápido.
      Resumo :
      1. Cientro de bienvenida p/ Seron: 13 km, 4 horas.
      2. Seron p/ Dickson: 18 km, 6 horas.
      3. Dickson p/ los perros: 12 km, 4.5 horas.
      4. Los perros p/ Grey: 15 km, 11 horas.
      5. Grey p/ Paine grande : 11 km, 3.5 horas.
      6. Paine grande p/ Francés : 9.5km, 3,5 horas.
      7. Francés p/ Central : 15 km, 6,5 horas
      8. Central p/ ida e volta base das torres: 20 km, 7 horas
      Total de 114 km apx, considerando que essa distância distribuída em 8 dias, não é nada de outro mundo. As trilhas são suuper bem demarcadas, então mesmo se estiver sozinho não vai se perder não.
      Com certeza a Patagônia é o lugar mais fantástico que já estive, porque a energia das montanhas e a conexão com a natureza é algo que não se consegue assim tão fácil.
      Em Punta Arenas cidade vizinha de Puerto Natales, você pode fazer um passeio com empresa especializada e chegar até a Ilha Magdalena e Marta, onde tem os pinguins e Lobos marinhos, é obrigatório pra quem passa por aqui.
      Depois de 3 dias de volta, ainda não consegui voltar, é como se eu ainda estivesse lá. Meu corpo e minha alma ficaram conectados as montanhas de Torres del Paine. 




































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