Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''paraty''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Equipamentos
    • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Trekking
  • Viajar sem dinheiro
    • Viajar sem dinheiro
  • Viagem de Carro
    • Viagem de carro
  • Viagem de Moto
    • Viagem de moto
  • Cicloturismo
    • Cicloturismo
  • Outros Fóruns
    • Outros Fóruns
  • Promoções
    • Voos Baratos

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Brasil
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Tópicos que recomendo


Ocupação

Encontrado 17 registros

  1. Jonas Pinheiro Dias

    O que fazer em Paraty?

    Oi gente, estou pensando em ir para Paraty, irei ficar do dia 01/11 a 09/11, gostaria de saber locais diferentes para ir, se existem cidades próxima que dê para conhecer, enfim, queria dicas.
  2. Este relato tem o objetivo de tirar muitas das dúvidas que as pessoas têm ao embarcar em uma aventura em um lugar desconhecido. Aqui iremos relatar os lugares por onde passamos: onde nos hospedamos, onde comemos, o que conhecemos e um pouco das conversas que tivemos no local. De início, é relevante explicar a nossa situação e a situação da nossa viagem, super (des)organizada. Criamos um grupo no whatsapp, aproximadamente dois meses antes de partirmos, para colocar em ordem nosso destino. Nós tínhamos apenas uma certeza: Iríamos viajar. Findos os dois meses e faltando uma semana para a partida, decidimos, após perder inúmeras passagens aéreas baratas, que iríamos de carro para Paraty, e foi uma ótima ideia. A PARTIDA E O TRAJETO (14/07 – 15/07) O automóvel O carro que usamos era um Renault Clio, básico, 2009, 1.0 e superou todas as nossas expectativas. Gastamos aproximadamente dois tanques de gasolina, aprox. 400 reais, mais aprox. 40 reais de pedágio = 110 pra cada, sendo que fomos em quatro, super econômico! O porta-malas é relativamente grande e comportou as bagagens de nós quatro tranquilamente. O motor mil permitia subir as serras do caminho de quarta ou quinta marcha! definitivamente um carro muito valente. As únicas desvantagens era que a direção não era hidráulica e a embreagem era duríssima. Mas isso era perceptível apenas dentro da cidade, onde era mais usado. Em contrapartida, na rodovia, a direção pesada tornava o carro mais firme e estável. Um problema que tivemos foi o GPS. Utilizamos o aplicativo Waze para nos guiar e acredito que seja uma ótima opção para uma viagem desta natureza. Ele avisa os radares do caminho e se adapta aos momentos que o motorista necessita (cruzamentos e saídas). Porém, a desvantagem é que consome muita bateria, o que nos forçou a fazer uma parada só para carregar os celulares. Sendo assim, acredito que os aparelhos de GPS próprios para este fim se sairiam melhor em relação à durabilidade de bateria. Em certo ponto, em cima da serra, optamos por pegar um caminho que desviava alguns pedágios caros em São Paulo. Era a descida da serra em direção à Ubatuba, litoral paulista. Se você gosta de aventura, sugiro fazer o mesmo, mas vá com os freios impecáveis e desça engrenado. A descida é alucinante, com curvas fechadíssimas e extremamente íngreme! Sensacional. Sem contar que desvia alguns pedágios e tem um visual incrível. Fizemos o caminho pela noite e foi muito legal, mas é uma boa passar por lá durante o dia. As reservas Fizemos as reservas dos locais onde ficamos por meio de dois sites (Airbnb e Booking.com). Nos foi muito útil para economia e comodidade, que eram nossos objetivos. A casa que ficamos foi reservada pelo Airbnb, por mim, que ainda não tinha cadastro. Isso me deu um desconto de 130 reais nas reservas acima de 250 reais. Tínhamos mais 65 reais de desconto - de um dos viajantes - que recebeu ao me convidar a fazer o cadastro. Isso nos ajudou a economizar com as hospedagens e ter conforto e privacidade. Fomos em quatro pessoas: um morava em Porto Alegre (RS), eu e minha irmã em Joinville (SC) e outra em Curitiba (PR). Nos encontramos em Curitiba no dia 14/06, onde a dona do carro morava e a previsão para sair cedo (5h) acabou virando 14:30 por alguns problemas de tempo e logística. Porém, ao final de muito alvoroço e expectativa, saímos. A viagem foi super tranquila, chegamos um pouco cansados, às 1:30 da manhã, porém todos a bordo fizeram da viagem a mais divertida e leve possível. Uma dica importante é sempre viajar com pessoas que valham a pena, que são amigos de verdade, que sejam parceiros e que se deem muito bem, isso fez toda a diferença na nossa viagem. A princípio iríamos reservar uma casa para os dias 14 – 17/06, na praia de Jabaquara, porém, após a gente se enrolar um pouco, o dia 14 já estava reservado e tivemos que dormir em um Hostel que reservamos - também de última hora - na mesma praia. O Hostel Canguru, onde ficamos, é uma baita casa, com garagem, vários quartos, cozinha, sala, sala de cinema (com netflix, vídeo game, etc..). Fomos bem recebidos e tudo o que fazíamos era regado à “Gabriela” – cachaça feita com cravo e canela – que dependendo da fabricação se assemelha a um licor, muito saboroso. Ficamos apenas uma noite e uma manhã no Local, em um quarto compartilhado com doze pessoas. O valor total foi de aproximadamente 108 reais, 27 para cada um. O Hostel fica a uma quadra da praia de Jabaquara, porém, a praia não é muito atrativa, apesar de lindíssima. Pela sua condição geográfica, em local estuarino, o solo marítimo é lamacento e argiloso e as águas são escuras, o que foge um pouco do padrão turístico das praias. Na nossa visão, consideramos Jabaquara um local para fazer caminhadas e tomar sol. Porém o banho de mar pode não ser uma opção muito agradável. Saindo do Hostel, fomos direto para a casa (Ferienwohnung Paraty), que reservamos do dia 15 ao 17/06 pelo Airbnb. A casa é incrível, o terreno é todo disponível para uso dos hóspedes. Possui duas suítes, cozinha, sala, área externa com churrasqueira e local para deixar o carro. Tudo muito bem equipado. A casa é bem arejada e fica fresca durante o dia quente; e a noite, como esfria um pouco, a casa fica quentinha e aconchegante. Uma curiosidade foi que, no dia do check in na casa, havia no nosso caminho, uma cobra d’agua predando uma rã (GIF 1). Isso foi uma prova que em Paraty a natureza é um espetáculo e ela se manifestou para nós naquele momento. Paraty é um paraíso natural muito bem preservado, graças às Unidades de Conservação presentes no município (Figura 1) e ao próprio desenvolvimento turístico que explora, de maneira menos agressiva, seus bens naturais e históricos. Dia 15/07, após descansados da viagem e devidamente instalados na casa, conhecemos a praia de Jabaquara. O visual é incrível, mas a praia pouco agradável para banho. Quando nos demos conta, havia um homem, a aproximadamente 50 metros de distância da linha da praia “caminhando sobre as águas” (GIF 2). No mesmo dia, um pouco mais tarde, fomos conhecer Trindade, por pouco tempo, pois voltaríamos no dia seguinte. Trindade é um vilarejo, dentro do município de Paraty, com as mais belas praias e cachoeiras, um reduto da preservação e local que abriga pessoas incríveis. O acesso à trindade é por uma estrada muito boa. São aproximadamente 40 minutos de carro, partindo de Jabaquara. GIF 1 - Cobra d'água predando rã. GIF 2 - Seria Jesus? Figura 1 - Unidades de Conservação do município de Paraty. DESBRAVANDO TRINDADE (16/07) É recomendado partir de Paraty pela manhã, levar bastante água, algum lanche e almoçar na Vila de Trindade, existe uma boa infraestrutura de restaurantes e mercadinhos no local. Sair cedo é uma ótima ideia e é necessária pois, a partir das 15 horas, a sombra aos poucos vai tomando a praia e já é hora de voltar. Os morros e montanhas que dão início à Serra da Bocaina fazem uma barreira para o sol nesse horário. A primeira parada ao lado esquerdo, ainda no asfalto, é a trilha da Praia Brava. Existe um recuo para estacionar alguns carros. Estacionamos, e demos de frente com uma família com idosos, adultos e crianças, moradores dos arredores, que iriam fazer a trilha para pegar uma praia. Segundo eles, é uma atividade corriqueira na família. Conversamos um pouco com eles e combinamos em segui-los, já que não conhecíamos a trilha. Porém não foi necessário, já que a trilha é bem batida e visível. Existe uma parte que a trilha se bifurca. O lado esquerdo dá acesso à cachoeira e o lado direito a Praia Brava. A cachoeira é de porte pequeno, porém belíssima e possui águas congelantes, como de praxe. E a praia é de uma beleza ímpar, águas cristalinas e bem salgadas (GIF á esquerda). Pouco utilizada (pelo menos nessa época) e com alto grau de conservação. Ficamos algumas horas curtindo o local. Voltando pela trilha, pegamos o carro e partimos em direção as outras praias. A Primeira delas é a Praia do Cepilho (GIF á direita), muito bela e de águas claríssimas, com maior extensão, comparado à Praia Brava. No Cepilho existem várias rochas grandes e por cima de uma delas passa um pequeno rio que desemboca no mar mais a frente. Essa mesma rocha é a continuação do asfalto que dá acesso a outra estrada asfaltada que leva à Vila de Trindade. Pegamos a devida estrada, chegamos a vila e entramos em um estacionamento. Fomos muito bem atendidos e tiramos várias dúvidas sobre o local. O vilarejo possui diversos restaurantes, estacionamentos, pousadas, campings, mercearias e locais que oferecem passeios de barco. O estacionamento foi 10 reais e deixamos o carro até anoitecer. A partir daí a nossa companhia eram trilhas em meio a mata (com um manejo muito legal) e lindas praias. Próximo ao estacionamento, almoçamos em um restaurante que nos cobrou 18 reais por um Prato Feito (PF) com frango grelhado ou empanado e peixe em posta ou filé (tainha, pela época). O PF era bem generoso, chegamos a pedir para embalar e foi a nossa janta à noite. Além da comida, tinha disponível para os clientes uma prateleira com uma infinidade de cachaças para se servir. Qualquer dúvida ou curiosidade você pode perguntar para qualquer pessoa. Eles te dirão onde ir e o que fazer. Depois daí, entramos em uma trilha que deu acesso a Praia do Meio (GIF abaixo), talvez a mais movimentada, com águas verde piscina. Nesta praia existem algumas pequenas piscinas naturais muito agradáveis e possui um costão rochoso alto que é possível ter acesso. Ao subirmos no costão encontramos um morador local, chamado Kleber, que nos contou um pouco de sua vida e da vida em trindade. Ele mora em uma propriedade abastecida com recursos sustentáveis, baseado na permacultura, sem energia elétrica, com acesso por trilhas e com algumas culturas vegetais para subsistência. Coincidentemente aquele dia era seu quinquagésimo aniversário, o qual comemorava de forma rotineira. Kleber nos mostrou duas formações rochosas em outros costões que tinham formatos que nunca perceberíamos se ele não nos tivesse mostrado. Ao mirar à Oeste, é possível ver cinco pedras dispostas uma ao lado da outra, com tamanhos e posições que se assemelham aos dedos de um pé. Desta forma a formação foi apelidada de “Pés de Deus” (Figura 2). E, ao olhar para Sul, mais distante vemos uma grande pedra em pé que se assemelha em formato a um rosto de fisionomia indígena, que leva o nome de “Cabeça de Índio”. Figura 2 - Pé de Deus. A partir daí, pegamos uma pequena trilha, bem manejada, até a Praia do Cachadaço e caminhamos, aproximadamente 800 metros pela faixa de areia até chegar em uma trilha que dá acesso à piscina Natural. A piscina é fascinante, uma contenção natural das águas cristalinas do mar que habitam uma fauna aquática muito interessante. Existem centenas de peixinhos que quando cai algo na água eles se alvoroçam todos para pegar (GIF á esquerda). E quando você fica algum tempo parado, eles te rodeiam aos montes. Figura 3 - Mapa ilustrativo de Trindade. Voltamos á Jabaquara, nos aprontamos e fomos para o Centro Histórico de Paraty, atraídos por boatos de que teria um samba na praça da igreja. Se estiver de carro, com o tempo você grava bem os trajetos para cada lugar, se obrigue a andar sem GPS e aproveite as belezas do caminho. O centro nos recebeu duas vezes, e ficamos apaixonados. A primeira vez que fomos (15/07) paramos em um bar/confeitaria que fica aberto até o último cliente sair e vende cerveja relativamente barata. Depois fomos caminhar pelas ruas do centro. O piso das ruas é preservado do tipo “pé-de-moleque”, construído no século XVIII. É proibido transitar com veículos e nas casinhas coloniais existem lojas de artesanato, restaurantes e bares. Chegamos próximo a desembocadura do rio e em frente a uma igrejinha estava tendo um ensaio de maracatu. Começou a juntar bastante gente, e ficamos horas ali contagiados com o momento. A segunda vez no centro compramos algumas lembrancinhas e fomos para a praça. O samba estava incrível, uma série de sambistas, alguns jovens e outros de mais idade embebiam dezenas, quiçá centenas de pessoas que sambavam e faziam subir uma grande névoa de poeira. Tudo acontecia sob a fronte da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, edificação importante na criação da Vila de Paraty e na sua emancipação. Paraty é um paraíso na terra, é incrível a beleza e a conservação histórica deste lugar. A região abriga um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica da parte sul do Estado do Rio de Janeiro. Percebemos a presença de várias espécies chave da conservação, visível apenas em áreas bem preservadas, entre elas o Xaxim (Dicksonia sellowiana), ameaçada de extinção. Além disso, fomos presenteados todos os dias com belos dias de sol e calor, o que foi essencial para que a gente aproveitasse por completo cada momento.
  3. Junior W.

    Paraty e Trindade

    Bom dia Mochileiros, Pretendo visitar Paraty e Trindade nas minhas férias agora em outubro. Elas começam no dia 14/10 e vão até 29/10. Gostaria de dicas de pousadas ou albergues, já que vou sozinho e não curto muito campings. Pelo que vi, dá pra fazer muita coisa sem carro. Também gosto muito de andar e fazer trilhas. Agradeço à ajuda. Junior
  4. #dicas #relatos Páscoa com pouco chocolate, porém com muita energia renovada. Eu e minha namorada decidimos conhecer um canto pouco explorado aqui no Rio, o Saco do Mamanguá. O local é um daqueles onde parece que o tempo parou e que o dia tem mais de 24 horas! Para quem gosta da série Crepúsculo, lá possui uma casa que foi set de filmagem para um dos filmes (não me pergunte qual hahaha). COMO IR: Saindo de carro do RJ vá até Paraty-Mirim, lá é só parar o carro em um dos estacionamentos e pegar o barco para o Saco do Mamanguá (o "caminho" para os barcos é a direita dos bares no início da praia). Saindo de ônibus: desça em Paraty e pegue um ônibus para Paraty-Mirim (http://paratyvip.com.br/horacolitur/). O restante é o mesmo esquema acima. O barco custa R$ 120,00 (mas dá pra negociar por R$ 100,00!) e a viagem dura cerca de 10, 15 minutos com vista privilegiada das águas verdes da Baía de Paraty. ONDE FICAR: A praia mais conhecida no Saco do Mamanguá é a Praia do Cruzeiro, onde tem o início da trilha do Pão de Açúcar. Lá também há o camping do Seu Orlando (024 999163532), sua casa e o seu restaurante. Os valores do camping não mudam em feriados, com a diária custando sempre R$ 30,00 (março/2018). O camping é simples porém com espaço considerável, 1 ducha com água quente e bastante espaço com sombra para por as barracas. Cozinha com fogão, geladeira e alguns utensílios básicos. Vale dizer que na Praia do Cruzeiro bem como em todas as outras (pelo o que me informei) não há atividade comercial, somente restaurantes e que só aceitam dinheiro! Então se a ideia é levar cooler e cartão de crédito mude os planos O PF no restaurante do Seu Orlando custa R$ 30,00 (março/2018) e serve muito bem 1 pessoa: 1 peixe inteiro, arroz, feijão, farofa e salada. Há também a opção com Omelete por R$ 25,00. O QUE FAZER: O atrativo principal do lugar sem dúvida é a trilha do pão de açúcar. São 492m de altitude em uma trilha de 1,5km, que pode ser considerada média, porém é bem cansativa pois todo o acesso é bem íngreme. Um ponto positivo é que toda a trilha é feita sob proteção da mata, então não há sol batendo na cabeça e isso ajuda bastante. Eu e minha namorada levamos cerca de 1h30 para subir, sem pressa e parando para descansar/beber água e uns 50 minutos para descer. Outras atividades: alugar um caiaque e passear por todo o Saco do Mamanguá. A área é de mar abrigado, sendo muito tranquilo remar por ali. Inclusive dá para acessar outras praias assim, uma forma bem mais rápida do que pelas pequenas trilhas que as interligam. Uma curiosidade interessante: Na praia do Cruzeiro (única que fiquei, já que minha estadia durou só 2 dias) a água bate no joelho mesmo após cerca de 50m.Então é uma boa pedida parar relaxar até mesmo com crianças. DICA IMPORTANTE: Os mosquitos do local não se intimidam com repelente "padrão". Sugiro levar algum destes de linha "aventura", pois reage de melhor forma., Agora a hora das fotos (a qualidade das imagens ficou meio ruim quando carreguei. Infelizmente...)
  5. Olá Pessoal, Apesar de já ter feito algumas viagens, hoje vai ser o meu primeiro Relato e o Destino é PARATY (RJ). Bem, sou do RJ e fui de carro, deu umas 5 horas de viagem um pouco cansativo, pois não parei, já que sai tarde da cidade que moro e era uma segunda feira. Fiquei De Segunda até Quinta feira passada na cidade, e sair de Paraty com vontade de voltar, rs... A cidade é muito linda e para um passeio relaxante aproveitando tudo na cidade teria que ser pelo menos 1 semana. Mas deu para aproveitar bem. Minhas viagens sempre tento ser o mais low custer possível. Então vamos lá. Para algumas pessoas pode ser interessante saber quanto de gasolina gasta em média, então comigo eu gastei 60 litros, que da um pouco mais de 1 tanque de combustível. Mas rodei bastante. Recomendo d+ ter um carro se possível para locomoção na cidade. Fiquei hospedado em uma pousada Chill Inn Eco Suites Paraty, A pousada fica 5km do centro então tem que ter carro, pra mim é uma pousada nota 8, ficou 107 por dia, chalé pequeno mais utilizamos só para dormir, com ar condicionado bom, Frigobar gelando, Ducha forte, café da manhã simples mas gostoso. Eles tem um pão Caseiro muito bom, e passa uma cachoeira dentro da pousada que da para curtir antes de ir embora ou quando chegar lá. Só achei o Box muito pequeno uns 30cm só, e um dia estava com um cheiro de esgoto. Atendimento muito bom, funcionários indicam onde ir, onde é o caminho e se quiser eles tem contato com o pessoal que faz passeio de Escuna e Jipe. Passeio de Jipe: O valor é de 60 por pessoa duração de 5 horas, param em 2 alambiques e 4 cachoeiras pelo menos duas cachoeiras tem que pagar e os alambiques também, Alambiques entre 3 e 5 reais e cachoeiras 5 reais( não sei se com o passeio do jipe tem desconto). Passeio de Escuna: entre 40 a 60 reais, duração de 5 horas com 4 paradas. Pelo que vi tem dois tipos de trajetos, então pesquise onde a Escuna Leva. Alugam óculos de mergulho entre 15 a 20 reais( não achei necessário). Passeio de Lancha: Valor em torno de 120 com 6 paradas, 5 horas de viagem, vai no Saco de Mamanguá, inclusive para onde gravaram a cena do Filme crepúsculo. Tem cooler no barco para levar bebidas, Emprestar as máscaras para mergulhar, não servem almoço. Segunda Feira Chegamos as 13:00, o quarto já estava todo arrumado, deixamos as coisas lá e partimos pro centro para almoçar, pois na estrada que passamos que é Sentido Cunha achei umas coisas caras, vi até um PF, mas a patroa não quis ir, Paciência rs... Então logo no centro paramos em um restaurante por peso, o KG custava 30 reais, Se não me engano o nome é Tempero Paulista, é logo o primeiro restaurante por KG quando entra sentido centro, comida média, parece que as coisas estavam requentadas, Prato deu menos de 20 cada e 7 o H2O. Não recomendo ir lá. Comemos mal e ainda deixei carne no prato porque estava muito ressecada. De lá voltamos para a pousada e partimos para conhecer as cachoeiras, pois de onde ficamos até as cachoeiras ficava 10 minutos do início da primeira. Como não sabíamos qual cachoeira fica em qual lugar, a moça da pousada disse que passando a ponte pode ir reto ou virar a direita, ambos lados tem cachoeira. Decidimos virar a direita, primeiro lugar que passamos é um Alambique, não paramos pois não bebemos e já era quase 15 horas, então pouco mais a frente saindo da rua de asfalto chegamos a cachoeira Pedra Branca, que é particular e tem que pagar 5 reais para entrar, não sabíamos, então quando vi que tinha que pagar e queríamos apenas conhecer, achei que não ia valer a pena pagar pra entrar, a pessoa que estava atendendo também não deu ideia pra gente, então eu peguei o carro novamente e fui para a mais alta que é a 7 quedas, bom salientar que é uns 30 minutos subindo em uma estrada de barro cheio de buraco e pedras chegando lá de novo tinha que pagar, ai falei com o rapaz que estava lá e ele autorizou a entrada sem pagar para conhece, mostrou onde era cada ponto. muito solícito. Tem um lago no começo também e uma cachoeira menor mais acima, Tem restaurante no lugar também, achei bonita, mas o céu já estava nublando e parecia que ia chover e de lá fomos embora. Então descemos tudo de novo até a ponte e parecia que o céu tinha dado uma limpada, então fui reto depois da ponte do começo para ver em qual cachoeira levava, e era para a melhor cachoeira de Paraty que é a Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan. Tem estacionamento para pagar que custa 10 reais, e tem do lado da estrada que dizem que cobram só 5 reais, mas não paramos, pois já era quase 17 horas e só queria ver onde era. Voltamos pro Centro e fomos conhecer a praia Jabaquara achei meio "feinha", mas tudo bem. Aproveitamos que estávamos no centro e resolvemos comer uma pastel de 30CM no Pastelonni, muito bom por sinal, bem recheado, valor começa de 15 reais, pedimos um de carne com queijo que foi 17 e outro de banana com queijo que foi 16, e para finalizar passamos no mercado, tem vários, fomos no Carlão, Super mercado muito bom que da banho em muitos por aqui da cidade, compramos aguá e algumas coisas. E voltamos pra pousada para descansar da viagem de ida. Terça Feira Destino Trindade. Saímos as 9 da pousada. 40 minutos de carro chegamos, cidade é bem pequena e as ruas muito estreitas, então não tem como estacionar em quase nenhuma Rua, logo no começo vimos estacionamento 10 reais o dia todo e em frente onde caminha para as famosas praia do meio, que acessa praia do cachadaço, piscina o Cachadaço e cachoeira da pedra que engole. Valor 30 conto... Lógico que dei meia volta para parar no estacionamento de 10 reais que dava uns 5 minutos caminhando até ali, mas por sorte encontrei uma rua com vaga pra parar( melhor ainda kkkk), E assim foi. Levamos duas garrafas de água e fomos de chinelo mesmo. Então é assim pessoal tem uma placa indicando a entrada, qualquer coisa só perguntar que é fácil, dali acessa bem rápido a praia do meio que é bem bonita e de lá da para os pontos dito antes. Primeiro fomos para a praia do cachadaço e a Piscina, Total até a piscina uns 40 minutos. a Praia do Cachadaço é uma praia comum e bate muito. Chega uns 5 minutos de trilha, bem rápido, e já fomos direto para a piscina, no caminho conhecemos um casal de SP. Chegando na praia do cachadaço tem que andar até o final da areia do outro lado para começar a segunda trilha, uns 15 minutos andando. Mas chegando na Piscina Natural vale o esforço, muito bonita. Tem muitos peixinhos da região conhecido como "sargentinhos". Ficamos lá algumas horas e decidimos ir na cachoeira pedra que engole, voltamos de trilha tb, mas tem barco que leva, não sei o valor da ida e volta, mas só para voltar é 15 por pessoa. A entrada da trilha para a cachoeira da pedra que engole fica em frente a trilha que vai para a praia do cachadaço, tem que cortar o riozinho tb, só que na parte mais funda. A entrada vem escrito "leve a sua sacola". Achei mal sinalizada, ficamos meio perdidos até pedir algumas informações e encontramos a entrada, ai vai uns 20 minutos de trilha. Chegando lá não tinha ninguém. CUIDADO as pedras escorregam muito na cachoeira, eu mesmo tomei dois tombos kkkk. E não me arrisquei a tentar ver onde que a pedra que engole kkkk. Mas a cachoeira é normal, só tem esse diferencial. E então ficamos uns 30 minutos e fomos almoçar quase as 15:00. Em trindade o PF é 20 reais, bem em conta. Almoçamos em um restaurante Rock em Roll que pode beber várias cachaças que eles tem lá de graça, segundo a placa que tinha no restaurante " Aqui ninguém sai Bêbado, só sai" kkkkk. Comida gostosa, recomendo e de lá fomos para o centro na região do Cais para vê o Passeio de Escunas, e paramos no Caiçara Tour (que não recomendo, falarei sobre isso mais adiante). O casal de lá são bem atenciosos e explicaram tudo muito bem, então tínhamos fechado com a Escuna Ilha Rasa 2, valor era 60 mais 3 do embarque por pessoa, mas vi que saiu Ilha Rasa 1 por 50 com mais 3 do embarque, então perguntei "é só isso, né? Tudo certo manhã as 11:30 ilha Rasa" e a moça respondeu, "sim, isso mesmo. O pessoal estará com o nosso uniforme lá, só procurar". E voltamos para a pousada para descansar. Quarta Feira Estava pensando em dar uma passada em Angra na Quinta antes de voltar pra casa, pois é caminho de volta. Então como o passeio era só as 11:30 decidimos ir na Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan antes, e assim fizemos. Ficamos pouco tempo mais ou menos 1 hora e meia, mas pense em um lugar que da para ficar pelo menos meio dia ou o dia inteiro. A melhor cachoeira que já fui. Escorreguei várias vezes, logo depois que cheguei lá pareceu um menino que mora lá e "surfa em pé", que coisa sinistra kkkkk. Ele é Solícito, mostrou onde é melhor para escorregar e como fazer(sempre deitado com as costas na pedra). Não esqueça de dar a gorjeta merecida para eles... Logo no estacionamento tem uma igreja que foi feita em cima de uma Pedra. Bem bacana. No poço do Tarzan que fica logo em cima da Cachoeira do Tobogã tem uma pedra de 12 metros para pular, mas não tive coragem. Tem um restaurante lá dentro também. Então como dito da para ficar se divertindo até um dia inteiro lá. Então de lá partimos para o Supermercado Carlão para compra lanche para viagem de escuna(melhor coisa que fizemos), pois ainda estávamos em dúvida se iríamos almoçar no barco ou não. Compramos um pão recheado que tinha acabado de sair do forno, sabor pizza, que coisa boa, deu 10 reais dois pedaços. Levamos suco de caixinha gelado e aguá congelada. Quando fechamos o passeio de Escuna a pessoa informou que não poderia levar bolsa térmica, mas pode sim, muitos levaram. Me arrependi de não ter levado. Então fica a dica, leve algumas bebidas, biscoito, Sanduíche. As coisas são muito caras lá dentro, principalmente se você curte cerveja, a lata é 8 reais e heineken 10. Então como disse Anteriormente, fechamos o Passeio para embarcação Ilha Rasa, chegando lá perguntei onde ficava a pessoa apontou e disse "É ali, mas hoje não está funcionando", e realmente não estava, fui perguntando até que uma pessoa me disse "Pessoal da ilha rasa hoje vai embarca nessa aqui". Como os caras vendem uma passei em uma Escuna e não comunica nada que mudou para outra? Não tinha ninguém da Agência lá. Ou seja, total falta de profissionalismo, e olha que eles tinham até meu telefone. Então não recomendo essa Agência. Vendem 'Gato por Lebre". Pois bem, acabamos embarcando na Escuna Caminante, embarcação com dois andares também só que mais antiga. Logo uns 10 minutos uma moça se apresentou querendo tirar foto para fazer chaveiro, já descartei. Depois uma outra moça até simpática oferecendo para tirar fotos sem compromisso, deixamos ela tirar durante a viajem. Logo após parti para visitar os lugares eles praticamente empurram o almoço, quando vi o cardápio preços mais caros que informando na agência. Um prato simples de strogonoff com batata palha ainda, 40 reais, de peixes acima de 50. Já neguei, a moça até insistiu. e afirmei de novo que não queria. Melhor coisa foi ter comprado aquele pão fresquinho com recheio de sabor de pizza no Carlão... Primeira Parada: Depois 40 minutos depois da partida chegamos a Praia Vermelha. Pra mim uma Praia normal, não tem muito de diferente. Segunda Parada: Depois chegamos a Ilha comprida. Agora sim o passeio começou a valer a pena. Que lugar lindo, a ilha é particular. Novamente o peixinho colorido "Sargentinho", O pessoal joga arroz para eles aparecem mais, então se possível leve também, ou um pedaço de bolo, pão... Terceira Parada: Ilha a que chamam De Lagoa Azul. Muito bonita também, água clara igual da ilha comprida. Essa parada é para o almoço, então eu pedi um refri(que estava com uma sujeira estranha) com 2 copos e comemos com o pão recheado e logo depois fomos mergulhar um pouco, quem almoçou não deu nem para aproveitar pois ficaram 30 minutos só, poucas pessoas desceram.... Quarta e última Parada: Praia da Lula, praia muito bonita, aguá limpa também. Mas só a faixa de areia é pública o resto é particular... E voltando para o Cais Serviram melancia quente kkkkkk E olha que nos falaram que eram 2 tipos de frutas. Ah teve o Café frio tb... Logo depois a conta 5 reais do refri, 0,50 centavos dos 10%, mais 2 Couvert artístico 9 reais cada. Vai um cara cantando na frente que por sinal canta mal Demais... E ainda ficou 1 parada completa sem cantar nada. Lógico que não paguei. Logo depois a moça das fotos veio mostrar as fotos, até que ficaram algumas boas só tinha 14 fotos e ela ia adicionar outras de paisagem formando 30 no total e o valor era 40 reais, sem condições. E "olha" que ela só tirou fotos nas duas primeiras paradas. Não aceitei também . Mas por fim o passeio valeu a pena, lugares muito bonitos, realmente é obrigatório o passeio de Escuna, só aconselho a pesquisar algum lugar melhor pra fazer. Dai voltamos para a pousada tomamos um banho, descansamos um pouco e fomos ao centro para conhecer as lojas e jantar. Recomendo ir no centro a noite é bem bonito. Jantamos na rua principal sem ser das casas históricas, comi um PF de 28 e a Patroa peixe com molho de camarão foi 38, refri 2 litros 12(a lata era 6 cada, então...) Ambiente bacana com ar condicionado e comida gostosa. Valeu a pena. Quinta Feira Dia de ir embora, fiquei realmente triste gostaria de ter ficado mais 3 dias se tivesse tempo... Dormimos até mais tarde para descansar para a viagem. Saímos da Pousada as 10 e o Destino antes de ir embora mudou, então fomos para a praia de São Gonçalo.... Já que era caminho e duas pessoas indicaram pra gente. Fomos conferir, tem estacionamento na beira da estrada, não sei os valores. Mas um um pouco a frente tem uma rua transversal, e lá que deixei o carro. Perguntei a um funcionário do estacionamento onde era a entrada e ele deixou passarmos dentro do estacionamento que é privado. Antes da praia tem um canal que da para atravessar, mas de manhã a aguá bate na cintura, ou paga 1 real para um barquinho atravessar, lógico que paguei 1 real kkkk. Um jipe tentou passar e ficou agarrado cheio de turista, que mole que o cara deu... Logo quando atravessa, já tem o pessoal oferecendo barco para levar para a ilha do Pelado(já tinha pesquisado e falavam bem), mas como íamos ficar pouco tempo ficamos na dúvida, mas decidimos ir. Valor é 20 reais por pessoa para levar e pegar. Chegando na ilha ela tem uma pequena faixa de areia e dois restaurante, ficamos no da Dona Beth, comemos um pastel e um refri, muito bom, só não é muito recheado, custou 12 o de carne, camarão não lembro e o refri 8(caro demais). E Assim encerrou a nossa viagem, lugar lindo Paraty. Recomendo 1 semana, mas 4 dias deu para curti também.
  6. jacobrazil_II

    3 Vezes na Trilha do Corisco

    1º VEZ – OUTUBRO DE 2014 Aproveitando pra fugir do estresse do primeiro turno das eleições presidenciais (Dilma x Aécio), eu e minha namorada viajamos para Paraty em busca de um fim de semana de sossego e trilha. Ao chegar na rodoviária já pegamos o coletivo Corisquinho que nos levou até o ponto final, onde é dada o início da caminhada. Na rodoviária tem um papel no mural que mostra todos os horários dos ônibus, que no geral saem a cada hora. Descendo do ônibus não tem muito mistério, basta continuar subindo pela rua principal, as casas logo vão desaparecendo e a medida que nos aproximamos da montanha também vamos ganhamos altura. Surgem algumas pequenas bifurcações, em uma delas foi preciso entrar um pouco apenas pra confirmar que terminaria em um quintal, fora isso o caminho é a estradinha principal e as bifurcações não chegam a nos confundir. Uns 600m depois dessa bifurcação tem uma outra, dessa vez é uma estradinha menor que se junta a principal. Nesse trecho da estrada não tem praticamente sombra, o que tornou a subida bem cansativa apesar do céu nublado. Subindo um pouco mais, chegamos numa porteira repleta de placas com os nomes da fazenda, aqui paramos pra dar um gole na água e depois continuar. Pouco a frente surge um rio bem raso fácil de ser vencido, pra não se molhar, basta entrar pela porteira da fazenda e cruzar a pequena ponte que tem bem do lado. Daqui em diante já começa a floresta e a estradinha vai ficando coberta por folhas secas e pequenos galhos, rente as cercas é constante a presença de goiabeiras e pés de limão ao longo da subida. Alguma pequenas porteiras aparecem pelo caminho, todas elas são devidamente numeradas de maneira não sequencial desde a porteira principal. A medida que subíamos esperávamos encontrar a tal casinha no final da estrada, que indicaria o início da trilha de fato, passamos por um pequeno acesso a esquerda mas ignoramos, no segundo acesso que encontramos, paramos pra dar uma olhada no GPS do celular e mesmo indicou que nós já estávamos na reta pra subir o vale que levaria até o marco da divisa. Assim que entramos nesse acesso, cruzamos o rio e a trilha continuava muito bem demarcada do outro lado, não tivemos dúvida e continuamos. Um pouco a frente surge uma cerca com uma pequena porteira e uma placa que indicava a proibição de caça, tudo igual ao relatado pelo Augusto, continuamos subindo pela trilha que ia ficando mais estreita aos poucos. Enquanto subíamos uma chuvinha fina nos fez puxar as capas de chuva, que só atrapalhou, pois a chuva foi rápida. A trilha seguia bem demarcada, apenas com uma árvore ou outra pelo caminho que exigia um contorno, mas nada demais. Com um bom ritmo chegamos no alto da montanha por volta das 11h, exatamente quando surgiu um bambuzal e a trilha acabou. O terreno entre os bambus era limpo, o que possibilitava vários caminhos diferentes, após dar uma procurada e não achar nada, consultamos o GPS pra se localizar e vi que estávamos bem na linha de cumeada que divide os estados, porém bem a sudeste de onde eu acreditava ser o marco de concreto. Foi nesse momento que tive a estúpida ideia de dizer: “vamos nessa direção aqui que lá na frente encontramos a trilha novamente”. Os primeiros metros não foram tão difíceis, após o bambuzal a vegetação ainda era mais aberta e nós apenas descemos o morro contornando algumas árvores e rochas enquanto andávamos suavemente na direção do que pensávamos ser a trilha. A medida que o tempo passava, o mato ia se fechando o caminho ia ficando cada vez mais esquisito e eu já tinha descartado a possibilidade de voltar porque achava que já tinha avançado muito pra poder desistir dali. Com mais um tempo nós já estávamos descendo pelo lado paulista meio que no piloto automático, apenas na expectativa de encontrar a trilha em algum momento mais adiante, porém toda essa descida era extremamente lenta e agoniante. Os cipós pareciam mais armadilhas feitas com corda pra amarrar os pés, as raízes e pedras camufladas serviam pra tropeçar a cada metro andado, sem contar o mato fechado e repleto de espinhos pra furar toda a canela e os braços. Uma vez ou outra o caminho ficava mais aberto e conseguíamos dar uns passos sem precisar parar pra desviar de alguma coisa, mas logo o mato se fechava novamente o que nos dava um tremendo desânimo. Passamos toda a tarde assim: “vamos por aqui que tá melhor”, “vamos pro outro lado do rio porque acho que a trilha está lá”, “vamos nessa direção que acho que vamos encontrar o caminho", paralelo a todo esse perrengue eu ainda tentava aparentar uma certa tranquilidade pra não aterrorizar ainda mais a Karina que já estava pra lá de amedrontada. Nos perdemos da trilha mas ao mesmo tempo não estávamos perdidos na mata, pois essa descida que sai na casa de farinha é toda dentro de um vale, então bastava ir descendo ou seguindo o próprio rio, que uma hora ou outra encontraríamos a BR-101, a casa de farinha ou mesmo trilha que tínhamos perdido, mas o medo dela ou eu torcer o pé ou se machucar, me deixava muito apreensivo. Esgotados mentalmente e fisicamente depois de passar a tarde toda presos na mata, encontramos uma lugar perfeito pra montar a barraca. Coisa do destino mesmo, era ao lado de uma enorme rocha, com uma faixa de areia bem regular, exatamente do tamanho da barraca e próximo ao rio principal. Conseguimos fazer uma janta e dormir numa boa, bem no meio da mata fechada e ao som da floresta. Na manhã seguinte levantamos cedo e antes das 7h já estávamos novamente cortando mato. Nos primeiros 20 minutos apenas descemos o barranco e avançamos poucos metros, a perspectiva era desanimadora. Toda a manhã foi como na tarde anterior, mato fechado, espinho, tombo e até uma pequena cobra surgiu no nosso caminho pra rir da nossa cara. Em certo momento em uma parte mais aberta, achamos uma pequena linha contínua que ligeiramente parecia ser a trilha mas ela não tinha continuação e novamente voltamos pro vara mato. As horas iam passando e eu ficava imaginando que em mais algumas horas nós conseguiríamos sair dali, na pior das hipóteses perderíamos as eleições, talvez até as passagens de volta pra casa. Com muitas horas de caminhada e alguns biscoitos no estomago, enquanto seguíamos sempre na direção de saída do vale, do nada surgiu a bendita trilha por trás de umas folhas bem nítida e muito bem demarcada, ela parecia rir e debochar da nossa cara. O ânimo tomou conta de nós e seguimos apressados por ela mesmo sem saber onde ela ia chegar. Era sobe e desce constante, atravessando rios de um lado pro outro, mas nos momentos de dúvida sequer cogitei sair dela pra ir procurar rsrs, só continuava após ter certeza que era realmente a continuação da trilha. A medida que andávamos ela ia ficando cada vez mais larga e finalmente saímos de cara com a casa de farinha do lado de Ubatuba, ainda batemos um papo com o velho dono do lugar e seguimos mais uns quilômetros até a BR-101, ainda perdemos um ônibus enquanto caminhávamos até o ponto, e só então depois de mais 1 hora pegamos o ônibus pra divisa e depois pra Paraty, não conseguimos votar (grandes merda) e ainda perdemos o ônibus, voltamos pra casa só de madrugada e eu já tinha vontade de voltar descobrir onde errei. Porteira com placas no meio da estrada Estradinha no meio da floresta Área descampada adjacente à trilha Trilha bem fechada Local do pernoite Primeiros sinais de que estávamos perto da saída Fim da travessia na casa de farinha em Ubatuba 2º VEZ – MARÇO DE 2015 Ainda meio encucado desde a última vez, queria muito fazer a trilha certa do início ao fim mas ao mesmo tempo o péssimo tempo desanimava muito. Consegui convencer a Karina a ir pelo menos até o final da estradinha pra ver o que tinha nela e que no primeiro sinal de trilha fechada nós voltávamos. E assim fizemos, fomos até o final da estradinha, quase o dobro da distância de onde entramos na primeira vez, e finalmente surgiu a tal “última casa” do relato do Augusto. Vi que a trilha continuava bem discreta adiante mas o tempo fechado e a chuva fina nos fez voltar e adiar mais uma vez. Pra não perder a viagem ainda tomei um banho nas águas geladas do rio e voltamos pra Paraty. A tal última casa da trilha 3º VEZ – JULHO DE 2016 Depois de um fim de semana em Paraty, fui sozinho tentar fazer a trilha pelo caminho certo. Parti depois do almoço da rodoviária e ao descer no ponto final fiz o caminho pela terceira vez. Apesar do tempo bem agradável, a caminhada me fazia suar litros e meu ritmo acelerado fazia com que eu ouvisse o coração batendo. Ao chegar no final da estradinha, peguei uns limões e fui adiante na trilha bem discreta, a mesma do relato do Jorge Soto, não precisei ir muito longe pra ver que ela não ia dar em nada além de vara mato, então voltei pela estradinha convencido que a trilha é mesmo por onde fui da primeira vez. Chegando lá havia uma moto estacionada e o som distante de uma motosserra cantando, prossegui normalmente até passar por uma porteira de uma área descampada, de onde vinha o som da motosserra mas nem quis buscar informação com o cara e continuei andando. Mais a frente acho que peguei um acesso errado e acabei acessando uma enorme área com uma casa imensa, repleto de pé de limão e algumas ferramentas espalhadas, nenhuma alma viva no local e sem continuação da trilha em nenhum lugar. Eu deveria ter voltado até a porteira do descampado e visto onde foi que eu saí da trilha, mas novamente acabei optando pelo caminho mais difícil e fui varando mato até interceptar a trilha mais à frente. Não demorei muito e encontrei a trilha mais a frente, que subia de forma considerável e bem discreta. Mais algum tempo de caminhada, com o sol já ausente cheguei em um ponto que ficou plano, com alguns blocos de pedra e muito bambu, ao olhar pro lado me deparei com o tal marco de concreto, parei por ali mesmo e me alojei pra passar a noite. Jantei um miojo com sardinha e deitei na rede ao som dos milhares de bichos cantando, demorei um pouco pra pegar no sono mas a noite foi relativamente boa. Acordei por volta das 7 horas, arrumei as coisas e comi alguma coisa antes de partir. Encostei a mochila e fui dar uma volta pra ver como seria o acesso que leva a trilha que sobe até o Cuzcuzeiro, a curta varada de mato do dia anterior já me desanimou e me fez desistir assim que percebi que não havia uma trilha clara. Concluir a travessia naquela altura já estava de bom tamanho, então comecei a descer lentamente seguindo o rastro de trilha não muito claro. A cada pequeno sinal de mato fechado eu parava e voltava um pouco até achar o caminho certo, e assim fui descendo a montanha lentamente mas pelo caminho certo, hora com uma trilha bem clara hora com mato fechado ou grandes troncos de árvores caídas fechando o caminho. Após muita descida e de cruzar diversos cursos d’água de um lado pro outro, cheguei em um ponto que não dava em lugar nenhum, voltei diversas vezes e não achei saída, já ciente que não estava muito distante saí varando mato e descendo pelo rio até tentar cruzar com a trilha novamente. Depois de se rasgar todo no mato, que é de lei rsrs, achei do nada a trilha muito bem demarcada e foi só seguir tranquilo até o final. Após aquele sobe e desce que não chega nunca, avistei os primeiros sinais da casa de farinha e dei uma parada pra um mergulho. A água estava gelada ao extremo mas o corpo tava tão cansado que foi muito relaxante o banho. Chegando na casa de farinha ainda consegui uma carona até Parati, com dois comerciantes que estavam visitando o local. Um dia volto lá, de preferência pra ir até o cuscuzeiro, caso alguém tenha interesse é só me convidar, se perder naquele mato é meu hobby rsrsrs. Bifurcação pra acessar a trilha Porteira de acesso a casa Casa no meio da floresta Marco da divisa de estado
  7. Levanta a mão quem ama praia !! \o/ E levanta mão quem gosta de Centro Histórico !! Então pode levantar a mão quem adora Paraty !! Se você quer um destino com praia, cachoeira, comida boa e centro histórico, pode apostar em Paraty. A cidade fica na Costa Verde do Rio de Janeiro, a 250 km da capital. Então vamos falar do que fazer por lá.. Passeio de barco pelas praias Com certeza é imperdível conhecer as belas praias de Paraty e não tem jeito melhor para isso do que fazer um passeio de barco. As opções são muitas, desde as tradicionais escunas, lanchas e barcos. Dessa vez eu viajei em bando, eu e mais um grupo de 4 amigas lindas !! Chegando no Centro a primeira coisa que fizemos foi verificar o passeio de barco já que a chuva tinha dado uma trégua (Paraty chove mais que o normal.. tem que aproveitar os espaços de tempo bom). Demos sorte de nos deparar com o sintático Toninho, com seu barco rosa, e fechamos o passeio só para nós por R$350 com 5 horas de duração (acabou sendo 6h). Podendo escolher essa opção, eu aconselho. Com um passeio fechado você tem muito mais liberdade, podendo ficar mais tempo em alguma praia que gostar mais. As praias com ponto de parada mais comum são: Praia da Lula Areia clara e mar bem calmo, ideal para banho. A agua é um tom lindo de verde, nessa praia também tem um canto com pedras onde é ideal para praticar snorkeling !! Ilha Comprida Parada linda para um mergulho com os peixinhos !! Sim, eles vão ficar ao seu redor ! Com aguas transparentes, mais parece um aquário natural ! É lindo ! Praia Vermelha Com uma maior faixa de areia, um tanto avermelhadas, é ideal para relaxar, apreciar a paisagem e comer um petisco, já que lá tem um pequeno restaurante. As aguas são calmas e transparentes, tem bastante árvore onde você pode pegar uma boa sombra. O visual é incrível! Em geral, mesmo com um dia não tão claro, as praias são belíssimas.. O passeio com certeza vale muito a pena ! E ainda tivemos a sorte de ver um cardume de golfinhos !! No retorno você também vai poder ver o belo Centro Histórico se aproximar ! Centro Histórico Conhecendo o Centro Histórico você vai entender porque foi tombado como Patrimônio Nacional e considerado pela UNESCO como "o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso" do Brasil. É possível encontrar diversos casarões no estilo colonial, igrejas centenárias e as ruas com calçamento de pedras para dar ainda mais charme a tudo ! Outro belo atrativo é quando a maré cheia invade algumas ruas e traz um novo cenário.. as construções espelhadas nas pedras das ruas ! E para preservar ainda mais esse belo conjunto de obra, as ruas são protegidas por correntes para que não passem carros e as pessoas possam caminhar tranquilamente ! Somente as ruas que fazem limite com o Centro que permitem a circulação de carro. Trindade Seu eu fosse montar um slogan pra Trindade seria: O paraíso é aqui ! Com praias belíssimas e um clima todo especial de natureza roots ! Fica localizada a 30 km do trevo de Paraty e é considerada área de proteção ambiental sendo instalado no Parque Nacional da Serra da Bocaina. Para conhecer as praias existem as opções de trilhas, barcos ou botes !! Eu não tive o prazer de conhecer, mas em Trindade também tem belas cachoeiras que com certeza valem a pena ! Na vila de Trindade existem opções de hospedagem, compras de artesanato e gastronomia local. Me pareceu muito agradável ficar por lá.. numa próxima ficarei ! Um pouquinho das praias: Praia do Meio Praia linda e porta de entrada para a trilha que leva a praia do Cachadaço. Na verdade é uma pequena baía com as águas verdes. No final dela tem um pequeno riozinho. Já da trilha você verá a praia do alto e poderá contemplar toda sua beleza ! Praia de Fora ou dos Ranchos É a principal praia de Trindade, mais estruturada com bares e restaurantes. Em um dos lados da praia existe uma bela formação rochosa que deixa a paisagem ainda mais linda ! Praia do Cachadaço Uma das mais linda, é bem extensa e com uma boa parte de areia clara. Nela o mar não é muito calmo, assim é melhor ter cuidado ao se aventurar em suas aguas. No final da praia tem outra trilha que passa por algumas pedras e leva até à piscina natural do Cachadaço. Piscina Natural do Cachadaço Uma grande piscina natural cercada por enormes pedras. O lugar é lindo, mas estava lotado tornando não muito agradável a estada por lá. É ideal para crianças, pois a agua é bem tranquila e quentinha. Se você não quiser fazer trilha, é possível ir de barco que fazem bate e volta desde a Praia dos Ranchos ou da Praia do Meio.
  8. TheBigSpire

    4 dias em Paraty + 5 dias em Ubatuba?

    Prezados Mochileiros, Não conheço praticamente nada naquela região entre o norte de SP e o sul do RJ. Pretendo ir pra lá em dois meses e, como terei apenas 9 dias, pensei em ficar 4 dias em Paraty + 5 dias em Ubatuba. O que me dizem? Está de bom tamanho? Os lugares valem mesmo a visita? Muito obrigado!
  9. carolcasstro

    Bate Volta em Paraty, RJ

    Olá!!! Fiz um bate volta em Paraty e vim fazer um relato com minhas percepções para ajudar quem puder. Em menos de um dia consegui conhecer pelo menos os passeios principais e pretendo voltar o quanto antes para fazer outros passeios. Fui de ônibus, saí de São Paulo exatamente as 23h43 e cheguei lá exatamente as 5h50 da manhã. Seis horinhas de viagem, contando com uma parada que fizemos. Começamos o passeio com um city tour pelo Centro Histórico as 7h00, com guia turístico contando as histórias do lugar. Depois ficamos livres para comer, fazer compras e passear. - Sobre o City Tour: Não recomendo contratar pacote com guia pra isso. Vale muito mais a pena passear por conta e ir pesquisando as histórias no Google, você fica mais livre para conhecer o que quiser e economiza uma nota (em alguns lugares o city tour custa R$200 ). Faça o passeio bem cedo porque depois fica lotado de turista, principalmente no final de semana. - O Centro Histórico é realmente lindo, você se sente no passado e consegue tirar fotos ótimas. A única coisa desconfortável é o chão "pé-de-moleque", se estiver chovendo tem que tomar cuidado pra não tombar. - Tem vários restaurantes, lojinhas de artesanato e cachaçarias. Fui até o Armazém da Cachaça e recomendo pra quem gosta desse tipo de passeio! Tem vários tipos de cachaça, de todos os preços, e eles fazem degustação. Depois, escolhi fazer o famoso passeio de escuna, e achei bem legal! Infelizmente o tempo estava nublado, então a água do mar estava sendo refletida pelas árvores ao invés do céu azul, ficando esverdeada, o que não deixa de ser lindo. Porém, imagino que com sol fiquem ainda melhor. O passeio de escuna funciona da seguinte forma: Ela passa por diversas ilhas e praias, com parada em 4 delas: Praia Vermelha, Praia da Lula, Ilha Comprida e Lagoa Azul (algumas escunas podem fazer menos ou mais paradas, depende da agência). Nessas paradas você pode alugar snorkel para flutuação (paguei R$20). - O preço do passeio de escuna varia (o mais caro que encontrei foi de R$70). Isso depende do tamanho do barco, da quantidade de paradas etc. Fui até uma agência e reservei um passeio por R$45, PORÉM, detalhe: A guia me disse que esse era o valor e teria um pequeno valor a mais do couvert artístico (ela deu a entender que seria bem pouco mesmo) e do almoço, que é a parte. Só que o valor do courvet artístico foi de R$16 e as refeições ficavam entre R$35 e R$65. Sem contar as bebidas. Ou seja, cuidado na hora de escolher a escuna! As vezes você nem está economizando, só está pagando outras coisas a parte. - Pra quem gosta de tranquilidade, indico o passeio em escunas menores. No cais de Paraty tem várias pessoas vendendo o passeio por lá mesmo, imagino que sejam em escunas menores e mais baratas. Geralmente as escunas de agência comportam muita gente (algumas comportam mais de 100 pessoas) e tem música ao vivo, então você pode ficar frustrado se curtir algo mais relax. - As ilhas e praias são lindíssimas, só que estava tudo muito cheio. Imagino que em baixa temporada fique mais tranquilo!
  10. Olá, boa noite! Então pessoal, gostaria da ajuda de vocês. Eu e meu filhote de 10 anos vamos ficar hospedados em Vila de Trindade no período de 03/01 a 08/01. Por causa da demora em comprar minha passagem de SP pra Parati, só vou conseguir comprar pro penúltimo ônibus, que sai de SP as 16:00h e chega em Parati as 22:00h. O último ônibus de Parati a Trindade sai as 22:50h e deve chegar em Trindade por volta da meia noite. O que eu quero saber de vcs é o seguinte: Tô com medo de chegar lá esse horário, li muitos relatos de assaltos, de que a região tá muito perigosa. Enfim, nunca viajei pro RJ, muito menos pra Trindade. Não sei o que pensar. Já pensei em outras alternativas, como ficar hospedada em Parati e apenas no dia seguinte me deslocar para Trindade. Já comprei as passagens de avião (vou de avião da minha cidade pra SP e depois pra Parati), não consigo mais alterar a data da hospedagem em Trindade. O que vocês me aconselham? Vou ficar extremamente agradecida se me derem uma luz rsrs!!!
  11. Ai vai um relato compacto e completo! Esse é um roteiro simples e foi feito para quem tem pouco tempo e quer conhecer muito. Vou mostrar como otimizar o tempo de forma econômica e aproveitar bastante essa linda travessia. Vale a pena ler o relato! =) TRECHO LARANJEIRAS - PRAIA GRANDE (Passando por Cachoeira das Galhetas, Cachoeira do Saco Bravo, Martin de Sá e outros lugares lindos!) - Ao final de cada dia coloco uma planilha com informações detalhadas sobre o roteiro. Se você não tem muita paciência de ficar lendo e já conhece um pouco do trajeto, vá direto para a planilha e veja os pontos chaves. 1° Dia Saímos de Curitiba de carro as 22 horas da noite (Eu, Luciana e Lucimara) , passamos em São Paulo para encontrar um amigo (Igor Caolho) e descemos até Laranjeiras. Chegamos após 16 horas de muito transito, deixamos o carro no estacionamento ao lado da entrada da trilha. Pagamos R$15,00 o pernoite lembrando que Laranjeiras é super seguro para deixar o carro! De Laranjeiras existe a opção de pegar um barco para praia do Sono, esse barco custa R$40,00 reais e leve 6 pessoas por vez. Eu vi muitas pessoas com grandes caixas de isopor, nesse caso é a única forma de chegar a praia do Sono, como não era nosso caso fomos andando =) Iniciamos a trilha para Pr. Do Sono as 15:00 horas, nós estávamos preparados fisicamente além de já ter o habito de praticar trekking, então conseguimos fazer os trechos mais rápidos do que o que indicaram que gastaríamos. Mas o foco dessa viagem não era performance e sim relaxar e conhecer os lugares que estávamos passando e por isso de cara já fizemos uma parada em praia do sono, conversamos com algumas pessoas e tiramos fotos. Lá é um ótimo lugar para quem quer conciliar sossego durante o dia e festa durante a noite. De Pr. Do Sono seguimos até Praia dos Antigos fizemos uma pausa pra lanche, fomos até a cachoeira da Galheta tomamos um banho gostoso e depois fomos até Ponta Negra. Em ponta Negra ficamos no Camping da Dona Branca foi bem tranquilo e pagamos 15 reais por pessoa. Dona Branca vende algumas “laricas” sobremesas, como bolo de fubá e brigadeiro, além disso ela tem um barzinho com uma estrutura legal. . *** obs: - O GPS não localiza a praia de laranjeiras e nem a vila oratória então se você for de carro, na Rio Santos no trecho entre Ubatuba e Paraty você vai chegar ao Bairro do Patrimônio, nesse bairro você deve entrar a direita onde tem um placa indicando a Vila Trindade. A partir dai você vai subir um morro até bifurcação e deve entrar a esquerda sentido Laranjeiras. É bem tranquilo e a estrada é asfaltada... - Durante a trilha não tenha medo de chegar às vilas e ficar perdido, sempre vai ter alguém te oferecendo camping e te ajudando no caminho. - Por mais que as quilometragens sejam baixas, leve em consideração que se trata de trilha então as caminhadas são mais intensas do que caminhar no Parque - A minha planilha de custo foi feita com base no nosso grupo de 4 pessoas. Praia do Sono Mirante Praia do Sono Antigos Cachoeira Galheta Pr. Galheta Ponta Negra vista de dentro da barraca no Camping da Dona Branca 2° Dia. A cachoeira do Saco Bravo é um dos lugares mais belos da travessia, porém ela não fica no caminho entre Ponta Negra e Martin de Sá, para chegar até lá é preciso caminhar 4,2km e depois mais 4,2km para retornar até Ponta Negra para então seguir até Martin. O trecho entre Ponta Negra e Martin é o mais difícil da travessia e tem pouco visual pois o caminho é por dentro da mata, em média as pessoas levam 6 horas para fazer o trajeto. Como conhecer o saco bravo e seguir viagem em um mesmo dia? Para conhecer a cachoeira do Saco Bravo (um dos lugares mais belos da travessia) e seguir a viagem até Martim de Sá em um único dia, pela manhã negociamos com os barqueiros da vila um valor de 60 reais por pessoa para nos levar até Martin de Sá. O valor não é tão caro pensando que isso te possibilita conhecer a cachoeira do saco bravo. Logo após negociar com eles e ter certeza que o preço não ficaria mais do que 60 reais, fomos para a cachoeira. Aproveitamos ao máximo lá e retornamos de tarde. O barqueiro nos levou até Martin de Sá, no trajeto pudemos contemplar outra visão do saco bravo e pudemos ver a ponta da Juatinga. Chegando a Martin só tem um camping que é do seu Maneco! O lugar é paradisíaco com ondas muito boas para quem gosta de surf. Ainda deu tempo para tomamos um banho de mar e aproveitarmos o local. ** obs: - Em ponta negra existe um sistema de fila de barqueiros, a negociação é direta com o barqueiro que está na vez. Não tenha medo de chorar um valor mais baixo pois se o barqueiro da vez não aceita o preço, o próximo pode aceitar. Para o barqueiro que está em segundo ou terceiro na fila pode ser vantajoso pois ele corta a fila quando aceita a corrida. - O inicio da trilha do saco bravo não tem muita água, é importante levar no mínimo 500ml. Saco Bravo Lancha de Ponta Negra a Martin de Sá Martin de Sá Camping do Seu Maneco Martin de Sá 3° Dia Acordamos tarde saímos as 11:45h de Martin Sá para Praia do Pouso de Cajaíba, o trecho duro 1:20h e teve uma subida considerável no inicio. A vila de Pouso do Cajaíba é grande e tem mercearia e padaria, nós compramos pão para o café da manhã do dia seguinte e ficamos um tempinho lá aproveitando o visual. Seguindo a trilha para Itanema e no caminho avistamos uma prainha chamada Montijo, descemos até lá para tomar banho e praticar snorkeling. Valeu muito a pena! Muito linda a pequena prainha! Fomos até a Itanema, nos outros dias apenas lanchávamos próximo ao horário de almoço, nesse dia a fome falou mais alto e comemos um PF de peixe por R$ 15,00 pila. Após o almoço ficamos curtindo o visual aproveitando o dia, sem preocupação de querer chegar logo ao destino final. De Itanema caminhamos até Praia Grande passando pelas praias de Calhaus e Itaoca. Em Praia Grande, tomamos um belo banho de mar e ficamos no camping do seu Altamiro. Ainda na praia negociamos com os filhos do seu Altamiro para nos levar no outro dia cedo de barco para Paraty por R$ 50,00 reais por pessoa. Quem tem um dia a mais pode andar até paria do engenho, praia do cruzeiro e conhecer o pão de açúcar, mas não tenha a ilusão de que o preço do barco diminui.. de acordo com os filhos do seu Altamiro o preço de lá é o mesmo pois as distancias são parecidas. **obs: - Pouso Cajaíba é tão movimentando quanto praia do Sono, pois recebe de barco os turistas que saem de Paraty. - Praia Itaoca e Praia Grande são excelentes opções para quem busca sossego. Praia de Itapema - Parada para almoço Praia Grande - Minutos antes da partida 4° Dia Como tínhamos que trabalhar na quarta-feira de cinzas, fomos cedinho de barco até Paraty, lá conhecemos os centro histórico tomamos uma cachacinha tradicional e pegamos um buzão na rodoviária por incríveis R$ 3,60 até laranjeiras. **obs: - Observe que nessas ultima planilha contabilizei o gasto total por pessoa para sair de Curitiba e passar o Carnaval na travessia da Juatinga e o gasto sem o custo do carro. - Leve impresso as 4 planilhas durante a trilha, pois vai te auxiliar em saber as distancias e o tempo necessário para percorrer os trajetos. Lancha Praia Grande a Paraty Paraty * Agradecimento especial ao Papel Kozechen! Qualquer dúvida estou a disposição =) Abraçooo
  12. Ever

    Praia do Sono

    É possível chegar a praia do sono navegando de barco a partir do pier de Paraty? Alguém já fez este trajeto de barco ?
  13. Oi pessoal. Esse aqui é um relato de uma longa trip que eu e a Márcia fizemos na região de Paraty, do dia 02 de Janeiro até o dia 10. O Jorge Soto participou da subida à Pedra da Macela, Trilha dos 7 Degraus e o Pico do Cuscuzeiro. O Saco do Mamanguá eu fiz somente com a Márcia. Pegamos dias de muito Sol, às vezes com uma pequena garoa no final da tarde. Fotos da subida a Pedra da Macela: Fotos da Trilha dos Sete Degraus: Fotos da Trilha do Pico do Cuscuzeiro: Fotos do Saco do Mamanguá: Há muito tempo tentava arranjar uma forma de voltar à Paraty para subir o Pico do Cuscuzeiro (no final de 1998 fiz a Trilha do Corisco entrando por Ubatuba e terminando em Paraty e passando ao lado da trilha que acessa o topo do Pico). Surgiu a oportunidade quando o Jorge também quis participar da empreitada. Por estar de férias resolvi também fazer a trilha da subida da Pedra da Macela entrando por Cunha e em seguida fazer algumas explorações pelas trilhas da região do Saco do Mamanguá e para finalizar, conhecer uma pouco das praias da Enseada da Cajaíba onde se localiza a Praia do Pouso. O nosso roteiro seria o seguinte: seguir para Cunha e de lá subir a Pedra da Macela e depois descer a Trilha dos 7 Degraus até Paraty. Depois subir o Pico do Cuscuzeiro e fazer o Saco do Mamanguá. E para finalizar, ficar alguns dias na Enseada da Cajaíba curtindo as praias de lá. Saímos de Sampa eu, a Márcia e o Jorge de ônibus em direção a Guaratinguetá no horário das 11:00 hrs do dia 02 de Janeiro a tempo de pegar o ônibus das 14:00 hrs que seguia para a cidade de Cunha. Como o início da trilha para a Pedra da Macela está a + - 30 km da cidade, tínhamos que arranjar algum transporte quando chegássemos em Cunha, pois caminhar seria muito desgastante já que seriam aproximadamente 25 km de asfalto e + - 5 km de terra até chegar na porteira que dá acesso a Pedra da Macela. Chegamos em Cunha pouco depois das 15:00 hrs. Próximo da Rodoviária procuramos alguns táxis e encontramos uma van que nos deixaria no início da estrada de terra por $40,00 reais o grupo. Nem fomos atrás de outro transporte porque o tempo que nos restava era curto e se demorássemos mais ainda poderíamos não chegar no topo da Pedra antes do anoitecer. A van fez o percurso rápido e as 16:00 hrs iniciamos a caminhada pela estrada de terra com algumas subidas passando por alguns sítios e chácaras. Até tentamos falar para o motorista nos levar pela estrada de terra, mas ele disse que a mesma estava muito ruim. A caminhada segue por um vale sempre subindo com um rio à esquerda, passando ao lado de alguns sítios e chácaras. Passamos também ao lado de uma pequena cachoeira em forma de tobogã do lado direito. Quando a estrada segue no plano e uns 200 mts antes de chegar na porteira de acesso à Pedra da Macela encontramos uma pequena porteira à direita que marca o início da Trilha dos 7 Degraus, que iríamos fazer no dia seguinte. Essa trilha também é conhecida como Caminho do Café. Mas nosso objetivo naquele dia era acampar no topo da Pedra da Macela. Caminhando por mais alguns minutos pela estrada, chegamos na porteira de metal que dá acesso ao topo da Pedra e ao cruzá-la, a estrada passa a ser de concreto com alguns trechos de asfalto e subida bastante íngreme. Junto da porteira passa um pequeno riacho - pegue água aqui, pois daqui para frente não tem mais. Agora estamos na propriedade de FURNAS que instalou as torres no alto da Pedra. A estrada segue em zigue-zagues com bastante inclinação e tivemos que ir parando em vários momentos para descansar, com o Jorge indo à frente e eu e a Márcia ficando para trás. Como tínhamos iniciado a subida às 17h20min, a neblina tomava conta de toda região e não conseguíamos ver muita coisa ao redor. De vez em quando o tempo abria e já víamos as torres lá no alto e até ameaçou vir uma garoa que por sorte não veio. E as 18h35min chegamos no final da estrada, marcada por uma porteira de arame que dá acesso às torres. Aqui é proibida a entrada e existem algumas setas apontando para a direita, para contornar a área das torres e do outro lado e alguns metros abaixo encontramos um lugar plana para montar nossas barracas. O local é bem aberto, mas protegido por algumas rochas. A neblina cobria tudo ao redor e depois de montadas as barracas, fomos conhecer a área do topo, onde ficam as torres. Nesse momento encontramos o Seu Lourival, que trabalha como vigia das torres, que nos pediu para que assinássemos o livro de visitas. Ele disse que cuidava dos equipamentos para que não apresentassem problemas. No livro percebemos que outras pessoas acampam por aqui regularmente e que éramos as primeiras três pessoas a acampar por aqui em 2008. Depois disso voltamos para as barracas e fui fazer o jantar. Coloquei o celular para despertar pouco depois das 5 horas da manhã para pegar o nascer do Sol. Quando acordamos o tempo estava totalmente aberto, mas um pouco escuro ainda e já dava para visualizar facilmente as luzes de Paraty e alguns outros bairros ao longo da Rodovia Rio-Santos. A temperatura não estava tão baixa, mesmo por estarmos no topo de um pico. As 06h10min os primeiros raios surgiram por entre as águas do mar e já se conseguia visualizar toda a serra em volta, com o Pico do Frade à esquerda onde nós três já estivemos em 2005 e à direita aparecia o Pico do Cuscuzeiro que seria nosso objetivo para o dia seguinte. Depois de desmontar as barracas, as 07h30min iniciamos a descida para a trilha que iríamos fazer nesse dia, chegando à porteira pouco depois das 08:00 hrs onde paramos para tomar o café da manhã. Ao cruzarmos a porteira, seguimos por uns 200 mts pela estrada até encontrar uma outra porteira de madeira à esquerda onde se inicia a Trilha dos Sete Degraus. Estávamos com um croqui da trilha, mas estava bem desatualizado, pois não encontramos algumas das porteiras descritas. A trilha segue no plano até chegar na borda de um vale à esquerda e mais alguns minutos seguindo para a direita, passamos ao lado de uma casa abandonada. Depois de caminhar por cerca de 30 minutos desde a estrada, a trilha passa por uma área de brejo por alguns metros e logo chegamos a uma cerca de arame onde uma porteira de madeira dá acesso a um pasto onde estão plantados inúmeros eucaliptos. Devido ao croqui estar desatualizado, passamos direto pelos eucaliptos e seguimos por um caminho de vacas até chegar à casa do Seu Tinho, a segunda casa que encontramos. Depois de conversarmos com ele, nos disse para retornarmos até a porteira e de lá seguir morro acima. Pegamos água de uma pequena nascente ao lado da casa e voltamos até os eucaliptos. Aqui é só continuar subindo próximo à cerca de arame até o topo por cerca de 100 metros. E a continuação da trilha esta lá no alto junto ao final do pasto quando a trilha entra na mata fechada. A partir daqui aparecem algumas bifurcações a direita e a esquerda, mas a trilha principal é bem demarcada e na direção do topo, lembrando muito uma antiga estrada que foi tomada pelo mato. Depois de uns 10 minutos no plano, a trilha começa a tomar um rumo descendente seguindo em linha reta e daqui para frente começam a aparecer antigos vestígios do caminho como o calçamento de pedras e alguns muros de arrimo que ficaram intactos mesmo após 200 anos. Em alguns trechos a mata tomou conta, mas o antigo caminho está lá. Passamos também por trechos em que a trilha está semelhante a uma estrada, de tão aberta que está. Depois de pouco mais de 2 horas desde o topo chegamos a um pequeno riacho do lado esquerdo junto da trilha e aqui paramos para comer alguma coisa e descansar um pouco. A trilha continua descendo e cruza esse mesmo riacho, seguindo para a esquerda. Daqui para frente aparecem algumas bifurcações, passa por um descampado e às 14h30min chegamos a uma pequena ponte de madeira, onde dois rios se encontram. A trilha termina aqui e se inicia a estrada que ainda segue descendo em direção ao bairro da Pedra Branca. Ainda passamos pela cachoeira da Pedra Branca, alguns poções e por alguns carros, mas nada de carona. Pouco antes das 17:00 hrs a Fazenda Murycana aparece do lado direito e uns 15 minutos depois chegamos na estrada que liga Paraty a Cunha onde existe um marco de concreto da Estrada Real. Depois de atravessar o rio paramos em um bar e ficamos aguardando o ônibus que ia nos deixar na Rodoviária de Paraty e lá iríamos pegar outro que nos levaria para o Bairro do Corisco, onde se inicia a trilha para o Pico do Cuscuzeiro, nosso objetivo no dia seguinte. Continua......
  14. Viagem com os Pets - Rumo à Paraty-RJ Há muito tempo venho tentando convencer minha mãe e meu padrasto a viajarem, mas os dois nunca aceitavam minhas investidas! Até que um belo dia de agosto desse ano, minha mãe esboçou uma possibilidade... Então, de uma semana para outra, resolvemos partir para mais uma aventura, e dessa vez, teríamos bastante companhia!!! Decidimos que seria uma boa escolha levá-los para Paraty, no Rio de Janeiro, que dispensa comentários, agrandando a todos os gostos. 13/08/2015 – 1º DIA Depois de muita correria para acertarmos tudo que tínhamos que providenciar, partimos rumo ao Rio de Janeiro, às 22:30 horas do dia 13/08/2015. Mas não fomos só nós quatro! Minha avó também nos acompanhou, e além dela, mais duas figurinhas foram com a gente: Amy e Raick, nossos fiéis cãopanheiros!! Fomos então em cinco, meio apertadinhos nos bancos (claro), e os dois foram nas caixinhas para transporte, no porta-malas. No início, foi só chororô, mas com o tempo, Amy dormiu, e só acordava quando parávamos. Raick, no entanto, chorou a viagem toda, chegou a fugir da caixinha e machucou até o olho de tanto desespero... kkkk. Fizemos várias paradas para que eles pudessem fazer suas necessidades e darem uma esticadinha, cheirar o mundo, etc... 14/08/2015 – 2º DIA Alan. Chegamos à capital fluminense por volta das 08:30 do dia 14/08. Estávamos cansados, pois a viagem foi um pouco desgastante - especialmente quando pegamos um engarrafamento sinistro na ponte Rio-Niterói, daqueles para nunca mais se reclamar do trânsito de Vitória. A ideia era fazermos durante o dia alguns passeios clichês, como visitar o Cristo Redentor, Bondinho, Maracanã, Zoológico, etc... Devido ao cansaço do pessoal, sobretudo dos que foram apertados no banco de trás e também nosso, que dirigimos cerca de 10 horas durante a noite, parte desse roteiro sofreu modificações. Bem, estávamos com dois amiguinhos caninos e alguns desses passeios se tornariam inviáveis com eles. Sendo assim, previamente, havíamos contratado o serviço de Pet Sitter com um casal, a Malu e o Lucas, no qual recomendamos tranquilamente. Marcamos com eles no entorno da Arena Maracanã. O Lucas nos recebeu e disse que o local onde ficariam era em Jacarepaguá, há 40 min de ônibus dali. Como ele teria que levar duas caixinhas de transporte, imaginamos que não seria agradável ou tranquilo e propusemos levá-lo de carro até la. Aproveitamos o caminho para apreciarmos a beleza da cidade. Na volta, encontramos com a Cristina e a dona Dulce (que haviam ficado nas proximidades do Maracanã, para que levássemos o Lucas de carro até Jacarepaguá) e então partimos, finalmente, para nosso primeiro passeio: O Jardim Zoológico RioZoo, localizado no bairro São Cristóvão, no Parque da Quinta da Boa Vista. Já havíamos visitado o Zoo em outra oportunidade e quisemos levar o pessoal para conhecê-lo. Atualmente mais caro, o Zoológico não nos causou o encantamento da outra visita, não pelo preço, mas pelas condições... Soubemos de alguns animais que tinham morrido, outros estavam doentes e alguns nitidamente tristes. Já comentei o que penso sobre Zoos, quando visitamos o Zoo Park da Montanha, em Marechal Floriano, nosso estado. No caso do ZooRio, sentimos um aperto no coração, em determinados momentos... Não se pode negar que o local explora demais o turismo, vendendo produtos de diversos tipos, fotos logo na entrada, pratinhos, pelúcias e tudo o mais. Mas, sobretudo para crianças, é diversão garantida. Há muita variedade de animais, o local é bem estruturado e grande, contando com área de lazer, banheiros, lojas e restaurantes. É possível visitar diversas alas, como a dos primatas, grandes felinos, aves, répteis, dentre outros... São diversos exemplares de espécimes de todos os cantos do mundo, de toda sorte de ecossistemas. Todos são fascinantes... Após a visitação, aproveitamos para almoçar ali mesmo, no restaurante do Zoo. De barriga cheia e ainda cansados pela viagem, o melhor cenário seria caçar um local para dormir... Mas não, juntamos as coisas e partimos para nosso próximo destino: O Cristo Redentor. Não há símbolo ou cartão-postal mais famoso que o Cristo Redentor, "de braços abertos sobre a Guanabara"... Nunca havíamos subido até o alto do Corcovado para conhecê-lo e seria essa a oportunidade tão esperada. Percorremos a Cidade Maravilhosa, enfrentando o caótico trânsito metropolitano e contemplando as belezas cariocas... Passamos pela Lagoa Rodrigo de Freitas, cruzamos o famoso Túnel Rebouças e seguimos para a subida até o alto do Corcovado. Estacionamos o carro ali e compramos os bilhetes de Van, em frente ao hotel Paineiras. As Vans saem a todo momento e mesmo em baixa temporada, era possível avistar diversos turistas, brasileiros ou não, perambulando pra lá e pra cá. Na verdade, não existe baixa temporada para turismo no Rio de Janeiro. Na subida, após o desembarque da Van, enfrentamos uma pequena fila e pegamos o elevador, que se seguiu por uma escada rolante, para então, finalmente, alcançarmos o topo, onde situa-se o monumento. O espaço lá em cima é extremamente disputado... impossível não esbarrar em alguém ou atrapalhar alguns dos milhares de selfies... Eventualmente você poderá ser xingado em espanhol, inglês ou mandarim também. Existem até monitores que pedem em três idiomas para o povo ceder espaço na escada, onde as pessoas se amontoam em busca da foto perfeita (e clichê também). O Cristo Redentor é realmente magnífico, figurando como um dos monumentos mais interessantes do mundo. Mas convenhamos que somos bombardeados o tempo todo com sua imagem nos veículos de comunicação, o que faz com que não nos surpreendamos tanto assim ao avistá-lo de perto. De fato, o ponto forte dessa visita é a contemplação da Cidade Maravilhosa, sendo possível observar pontos importantes da capital, como a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Pão de Açúcar e até mesmo o imponente Maracanã. Dali, em meio ao congestionamento de turistas, fomos presenteados com uma vista estonteante da metrópole carioca. Inesquecível e recompensador! Após a visita, descemos rumo ao pátio, onde uma fila de Vans já aguardava os turistas. Vale ressaltar que os motoristas dessas vans são realmente bem treinados, pois o percurso é íngreme, repleto de curvas e a estrada é estreita, servindo para subida e descida. Ou seja, os caras fazem manobras bem loucas, dividindo espaço com outros motoristas igualmente loucos. Fomos até o carro e seguimos o caminho de volta, sendo que passaríamos novamente em Jacarepaguá, para pegarmos nossos parceiros peludos. Lá, após os agradecimentos, as desculpas pelo comportamento inadequado de nossos filhos caninos e as despedidas, partimos da capital fluminense, finalmente. O cansaço era tanto que o pessoal não animou de ir turistar em outros pontos marcantes da cidade... Então fomos, rumo ao sul do estado! Saímos do centro do Rio mais ou menos às 17:00 e rumamos para Volta Redonda, num desvio meio louco com o objetivo de pegarmos a chave da casa que alugamos em Paraty, nosso principal destino na viagem. Após pegarmos (novamente) um trânsito pesadíssimo, na saída da capital, chegamos na famosa Cidade do Aço, às 21:30. Pegamos a bendita chave, pagamos uma parte do aluguel e sem demora voltamos à estrada, novamente. Dali em diante o percurso foi tranquilo, sem engarrafamentos (nós merecíamos, depois de tudo né?!)... Chegamos a Vila Residencial de Mambucaba, em Paraty, depois de meia noite. Por tratar-se de um local bem pacato, às margens da Rod. Governador Mário Covas (BR-101), na altura do km 537 , e já estando bem escuro, ficamos meio perdidos em achar a casa. Depois de algumas idas e vindas nas estradas de chão, finalmente achamos o local. A surpresa não foi boa. O local não tinha muro e já nos preocupamos de cara em relação aos cães ficarem soltos... A casa também não estava conservada, com problemas na rede elétrica e certa sujeira. Mas todos estavam tão cansados que rapidamente ajeitamos as coisas e capotamos, inclusive os dogs, para só no outro dia decidirmos o que fazer. 15/08/2015 – 3º DIA Depois de uma bela noite de sono e com energia renovada, ajeitamos as coisas e logo cedo partimos para o centro de Paraty, onde tomaríamos o café da manhã. Após o desjejum, rumamos para o cais da cidade com o intuito de conseguirmos um passeio de barco que aceitasse levar os cachorros... Opções de embarcações é que não faltam, cada um com seu estilo, capacidade de transporte, etc. Por sorte, conseguimos um passeio em um barco estilo familiar, que foi reservado apenas para nós (que chique, né?!) e que aceitava transportar nossos amiguinhos... Detalhe: pela quantidade de horas que marcamos, o preço saiu em conta, dentro do planejado. Perfeito!! O barco reservado foi o "Bendecido por Dios", do marinheiro Budi (9-9981-6052), no qual indicamos pela qualidade do serviço oferecido. Saímos do cais lá pelas 10:30 e o passeio duraria cerca de 5 horas, ou seja, a previsão é que voltássemos por volta de 15:30. Nossa primeira parada foi na Praia de Jurumirim, onde soltamos Amy e Raik para correr pela areia, enquanto tomávamos um banho... Dali partimos para a Praia da Lula. No caminho é possível contemplar a beleza das ilhas, animais marinhos, a belíssima cor do mar, sentir o vento no rosto... uma sensação ímpar. Conversando com o marinheiro, soubemos que diversas ilhas dali são privadas, pertencendo, inclusive, à grandes empresários de marcas multinacionais famosas no Brasil. Fiquei matutando sobre o fato de uma pessoa possuir uma ilha inteira só pra ela... De fato, a desigualdade é uma das características mais cruéis em nosso país. Seguimos em frente, com destino incerto e ansiosos para a próxima beleza que avistaríamos... Ficamos meio receosos de como seria a reação dos cachorros, afinal tratava-se de uma nova experiência para eles. Mas deu tudo certo e nossos amiguinhos se comportaram super bem, aproveitando para ganhar um ventinho fresco nos pelos... Depois da Praia da Lula, fizemos nossa primeira parada para mergulho. Eu estava ansioso para mergulhar em um local mais fundo, com águas frias e claras. Pulei ao mar junto com Marcelo e nos refrescamos durante um tempinho, em volta do barco! Dali fomos para a Praia do Baré, onde aproveitamos para tomar mais banho de mar e descansar um pouco em baixo de umas árvores localizadas em frente a uma propriedade privada, no qual nosso guia tratou de pedir que não entrássemos lá... Lá por volta de 13:00 partimos para um restaurante, em uma das ilhas, para almoçarmos. O local só é acessível de barco, possuindo um píer para que chegássemos até o estabelecimento. Por sinal, trata-se de um lugar muito agradável e aconchegante. Ali comemos porção de Lula à dorê, iscas de peixe, arroz, salada... Humm.. Delícia!! O visual dali é incrível! Saímos dali de barriga cheia e partimos para a próxima parada, na Ilha do Mantimento... Após mais um pouco de banho de mar, rumamos para nosso último destino no passeio: a Praia do Bom Jardim, sem dúvidas uma das mais belas, senão a mais bela de todo o trajeto. Aproveitamos para nos refrescar novamente e contemplar a beleza dessa praia deserta, repleta de mata preservada e com um casarão ao fundo, indicando que é particular. Amy e Raick ficaram no barco dessa vez, para que não se molhassem, já que seria nossa última parada e ninguém queria cheiro de cachorro molhado na volta... kkkk Como combinado, voltamos ao pier por volta das 15:30... Nem precisa dizer como o passeio foi magnífico... Cristina, dona Dulce e Marcelo, que ainda não tinham feito esse tipo de entretenimento, gostaram muito e prometeram voltar com o resto da galera... Voltamos ao centro histórico de Paraty e a ideia era comprarmos comida, mantimentos e algumas coisinhas úteis para nossa volta para a "casa", na Prainha de Mambucaba. Enquanto andávamos pela cidade, em busca de um supermercado ou peixaria (que são facilmente encontradas, por sinal), aproveitamos para turistar, tirar algumas fotos e ver o movimento. Amy aproveitou para latir para alguns cidadãos, é claro. O calçamento com pedras irregulares das ruas de Paraty, conhecido como Pé-de-Moleque, é resultado de um passado econômico associado aos ciclos do ouro e do café, que contribuíram para o desenvolvimento da região. Essa característica acaba por gerar um ar rústico, tornando-se uma das marcas registradas da cidade. Outro fato importante e super interessante é o sistema de alagamento pelas marés. Sim, em Paraty, também apelidada de "Veneza Brasileira", houve um planejamento para que o seu centro histórico pudesse receber a maré, o que resulta numa espécie de limpeza natural das ruas. O centro histórico de Paraty é muito interessante. De arquitetura marcante, repleto de igrejas e construções em estilo colonial. Um exemplo importante é a Igreja de Santa Rita, de influência jesuítica e figurando como o principal cartão postal da cidade. Voltamos para a Prainha de Mambucaba por volta das 17:00. Jantamos, ajeitamos a casa, descansamos um pouco para então voltarmos ao centro de Paraty. Já que visitaríamos novamente o centro, porém à noite, deixamos os cachorros em casa (dentro da casa, aliás, já que não havia muros... ) juntamente com a dona Dulce, que preferiu ficar para descansar depois de um dia agitado. A vida noturna em Paraty é bem agitada, talvez até mais movimentada que durante o dia. Centenas de turistas transitam pelas ruas, sejam em busca de atrações culturais, como artistas que são facilmente encontrados, seja em busca de barzinhos, dentre outras coisas. Um fato, digamos que negativo, foi o apagão que na ocasião deixou a cidade num breu total, enquanto transitávamos. Não nos sentimos tão inseguros por isso, mas de fato foi desagradável, devido à demora no retorno da energia e o prejuízo para nosso passeio. Depois de umas voltas, algumas pequenas comprinhas e uns lanchinhos, voltamos para casa, para dormirmos e recarregarmos energia para o próximo dia. 16/08/2015 – 4º DIA No domingo de manhã, ajeitamos as coisas e nos preparamos para mais um passeio. Dessa vez o objetivo era atravessar a fronteira do Rio de Janeiro, com destino a São Paulo, rumo ao Aquário de Ubatuba. Novamente tivemos que deixar os cães em casa para então partirmos, por volta das 09:20. O trajeto é muito bonito, com estrada bem pavimentada e trânsito tranquilo, combinado com um visual exuberante da Mata Atlântica, margeando um litoral de cor azul turquesa subindo e descendo a Serra do Mar. A cidade de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, é repleta de boas atrações, sobretudo belas praias, para todos os gostos. Além disso, é possível fazer passeios de escuna, semelhantes ao que fizemos em Paraty, visitando diversas ilhas, praticando mergulho, etc. Na parte urbana, por exemplo, encontra-se a Praia de Itaguá, com calçadão perfeito para uma caminhada tranquila com a família, além de ser margeada por quiosques, restaurantes chiques, bares, etc. Infelizmente, ainda que bela, é imprópria para banho. Uma grande opção da cidade, que nos fez visitá-la inclusive, é o Aquário de Ubatuba. Situa-se nas proximidades da foz do Rio Tavares, na rua Guarani, mais famosa do local, em frente à praia de Itaguá. Em nossa opinião, o local, embora muito interessante, é meio caro. Mas como fomos à cidade com o objetivo de visitar o Aquário, acabamos pagando, mesmo com uma pitada de reclamação, rsrs. O estabelecimento foi fundado em 1996, a partir de uma iniciativa privada de um grupo de oceanólogos interessados em divulgar conhecimento a cerca da importância da preservação do meio ambiente marinho e a riqueza de sua biodiversidade. O aquário, de fato, é muito interessante. Assim que cruzamos a roleta e adentramos no percurso que leva aos diferentes tanques, já fomos ambientados com uma musiquinha marinha de fundo. Lá dentro é possível visualizar, além, obviamente, dos próprios animais, quadros informativos relacionados aos diferentes ecossistemas aquáticos. Ainda assim, o mais divertido de tudo é poder presenciar a diversidade de espécies, desde moluscos, crustáceos, variedades de peixes, anfíbios, e até mesmo cavalos-marinhos, tubarões, arraias, jacarés e pinguins, etc. Em cada stand, era possível obter informações sobre a espécie, o seu habitat, e conhecimentos diversos. Um fato interessante é que o local foi o primeiro a montar um Aquário de Águas-Vivas no Brasil. Muito bacana! Além disso, o Aquário é pioneiro ao introduzir o conceito de tanque de toque, onde podemos, de fato, encostar em algumas espécies - após higienizar as mãos e com acompanhamento de um responsável, é claro. Na ocasião pudemos tocar em algumas estrelas-do-mar e pasmem, em ouriços-do-mar!!! O local que mais atraiu a atenção do público, especialmente as crianças, foi o tanque dos Pinguins-de-Magalhães. Ali, além de podermos visualizar o balé desses animais magníficos que nadavam para lá para cá, em sincronia, foi possível aprender um pouco sobre as diferentes espécies e até mesmo quebrar alguns mitos (o principal deles é achar que essas aves adorariam viver dentro de nosso freezer). O momento mais agitado foi quando as tratadoras convidaram algumas crianças para ajudar na alimentação dos pinguins, jogando peixinhos para eles. Foi uma euforia só - por parte da gurizada e dos animais, é claro! Outro local muito maneiro é o tanque dos tubarões e arraias! Trata-se de um dos maiores tanques marinhos do Brasil, com 80 mil litros d'água. Ali é possível observar exemplares de Tubarões-Lixa, Tubarão Mangona e Raias Ticonha. Finalizando nosso passeio, entramos no Museu da Vida Marinha. Ali é possível conhecer um pouco mais sobre os ecossistemas e espécies aquáticas através de cartazes informativos, fósseis, ossos, réplicas, exemplares taxidermizados, etc. Além disso, é possível observar espécies de animais que foram mortos devido à poluição, emissão de lixo em ambientes marinhos e toda ação irresponsável por parte da sociedade. Aula de conscientização ambiental na prática. Visitar o Aquário de Ubatuba foi uma experiência muito bacana, tanto pela visualização de espécies aquáticas, quanto pelo conhecimento adquirido em relação aos ecossistemas marinhos e a necessidade de preservação. Recomendamos! Saindo dali, decidimos parar para almoçar perto da orla. Ledo engano! O local é muito agradável, confortável, bonito e tudo o mais... Mas quando pegamos o menu, já cheios de fome, eis a surpresa: Preços exorbitantes! Ficamos com vergonha de sairmos sem comer nada e pedimos uma casquinha de camarão - que por sinal custou o olho da cara! kkkk... Ainda assim, valeu a pena! Experimentamos algo novo e o atendimento foi bacana. A dona do estabelecimento reconheceu nosso sotaque e logo disse que conhecia algumas regiões de nosso estado, e que inclusive compra alguns produtos para o restaurante em terras capixabas. Saímos dali (com a intenção de almoçar de verdade quando chegássemos em casa, rsrs) e voltamos direto para a Prainha de Mambucaba, para reencontramos nossos amigos caninos! Antes, passamos no centro de Paraty com a intenção de comprar algumas coisas para o almoço, mas os estabelecimentos estavam fechados (era domingo, afinal). Então voltamos para a casa, recebemos a festa de Amy e Raick, almoçamos e aproveitamos para descansar um pouco. De tardinha, fomos até a Praia de Mambucaba e levamos os cachorros para dar uma corridinha na areia... Aproveitei para tomar banho de mar. Ficamos pouco tempo, tomamos um sorvete nas redondezas e voltamos para a última noite de sono, pois no dia seguinte partiríamos de volta para nossa terra! 17/08/2015 – 5º DIA Combinamos de acordar bem cedinho, para curtirmos o nascer do Sol e aproveitar bem os as últimas horas de nossa viagem. A experiência de observar o Sol surgindo no horizonte é sempre marcante. Nessa ocasião, então, foi perfeita a sensação. Voltamos para a casa, ajeitamos as coisas e por volta das 09:00 partimos. Pegamos o caminho rumo à Volta Redonda, onde devolveríamos a chave do imóvel e pagaríamos a última parte do aluguel, para só então irmos de fato para o Espírito Santo. Saindo de Volta Redonda, decidimos pegar um caminho que não passasse pela capital carioca, com o intuito claro de fugirmos do trânsito caótico da metrópole. Passamos pelo Oeste do Rio de Janeiro, margeando a divisa com Minas Gerais. Almoçamos uns pratos feitos em um restaurante simples, em Vassouras-RJ, e com as barrigas realmente cheias, seguimos, passando por Três Rios-RJ e Sapucaia-RJ, tudo isso contornando o importante Rio Paraíba do Sul. A ideia era ao menos cruzarmos a fronteira com Minas Gerais, uma vez que Marcelo nunca tinha visitado o estado. Paramos numa lanchonete à beira da estrada, em Estrela Dalva-MG para que os cachorros pudessem dar uma relaxada e para que comêssemos alguma coisa. No caso, lanchamos pão com linguiça, refri, café, água, etc. Dali seguimos estrada e só fomos parar novamente num posto de combustível, em Bom Jesus do Norte-ES. Esticamos as pernas, os dogs passearam um pouco e então fomos em frente. Já era noite e fizemos a última parada em Guarapari-ES, para depois seguirmos viagem definitivamente. Chegamos em Serra-ES por volta das 22:00, bem cansados, é claro. Deixamos o pessoal em seus respectivos lares e fomos direto para casa. Nem ajeitamos nada, tomamos banho e cama! Apenas no outro dia haveria tempo para recordar como foi proveitosa a viagem e já começar a sentir aquele gostinho de quero mais. Para ver mais fotos, informações e outras viagens, clique nos links abaixo: http://estradaseuvou.com.br/ - Endereço do site. https://www.facebook.com/estradaeuvou?ref=aymt_homepage_panel - Facebook http://estradaseuvou.com.br/?page_id=1701 - Passeio ao Rio com os Pets. http://estradaseuvou.com.br/?page_id=303 - Viagem Pela América do Sul. http://estradaseuvou.com.br/?page_id=428 - Caparaó.
  15. Mari D'Angelo

    Paraty, roteiro de um dia pelo centro histórico

    Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/paraty-roteiro-pelo-centro/ Fundada em 1667, a cidade de Paraty no Rio de Janeiro teve seus momentos de glória com os engenhos de cana-de-açucar, sendo grande produtora de aguardente (e até hoje sinônimo de boa cachaça) e principalmente como rota de transporte de ouro e pedras preciosas de Minas Gerais para Portugal. Porém com a construção de um caminho da Estrada Real direto para o Rio de Janeiro, a cidade perdeu sua importância econômica e caiu no esquecimento até a década de 70, quando foi “redescoberta” e começou a se tornar o importante centro turístico que é hoje. Comece o dia visitando o Forte Defensor Perpétuo, é necessário encarar uma subidinha, mas a mata acompanha e sombreia todo o caminho, o que deixa um ar fresquinho e agradável mesmo debaixo de muito sol. Além disso o percurso é premiado com algumas vistas da cidade e da Praia do Pontal. A construção onde antigamente abrigava o forte data de 1793, porém foi reconstruída e reformada após o período de declínio da cidade de Paraty. Hoje o lugar funciona como museu, mas é bom checar os horários para visitação das mostras. Do lado de fora há alguns canhões originais, projetados por ingleses e portugueses e um gostoso espaço verde com vista para o mar. Depois dessa caminhada aproveite para conhecer a Praia do Pontal. Se for da pegada mais esportista pode alugar caiaque ali mesmo na beira da água, senão escolha um dos quiosques pra relaxar um pouco e dar um mergulho. A praia não é ruim, mas se quiser algo muito mais aconchegante sugiro a Prainha da Praia grande, a aproximadamente 10 km do centro. Os próximos pontos já são dentro do labirinto de ruas de pedra chamadas “pé-de-moleque”. É impossível não se sentir em outra época com aquelas sequências de casinhas de portas e janelas coloridas em estilo colonial, com seus charmosos lampiões à moda antiga e toda uma atmosfera que a transforma em uma das cidades mais charmosas do Brasil! Atravesse a ponte principal sobre o Rio Perequê-Açu, separe um sapato confortável e vamos lá! A primeira dica é a Azulejos Eternos, como o nome sugere, eles são especializados em pintura artesanal em azulejos, desde os tradicionais números de casas até padronagens portuguesas, marroquinas, indianas… verdadeiras obras de arte! A loja é comandada pela brasileira Cris Pires e o francês Elie Audoux, ela também pinta quadros além de imprimir seu estilo urbano e feminino nos ladrilhos. Os valores não são exorbitantes, mas se quiser só uma lembrancinha eles vendem imãs de geladeira simulando azulejos também! A próxima parada é no Armazém Paraty, uma incrível loja especializada em artigos indígenas como adereços, peças de decoração e artesanato, feitos pelas próprias comunidades. Cada conjunto de produtos tem uma placa identificando de qual tribo eles provém, qual sua história, região e outras informações. Além disso eles contam com uma grande variedade de livros e DVDs sobre o assunto e são engajados nos problemas atuais dos povos indígenas. Um pouco mais para frente na mesma rua fica o Empório da Cachaça, um paraíso para os apreciadores do destilado brasileiro. As bebidas são expostas por região com destaque para as de Paraty, é claro! Algumas marcas aprovadas por quem gosta da bebida (não é meu caso rs) são a Maria Izabel e a Paratiana. A loja também agrada outros públicos vendendo cervejas especiais, doces em compota, pimentas e outras iguarias como a trufa de cachaça (dessa eu gostei!). Os preços não são tão convidativos, mas vale a pena entrar nem que seja só para conhecer. Saindo um pouco da rota das compras, temos a Casa da Cultura de Paraty, um espaço multi-cultural onde normalmente rolam exposições de graça como a “Mitos e Lendas”, com coloridas esculturas em papel machê e paineis contando algumas histórias populares que tem Paraty como cenário, em cartaz até dia 09/11. O lugar também recebe peças de teatro, sessões de cinema de graça para adultos e crianças, cursos, e outras atividades. Lá dentro o simpático Café Cultural oferece algumas opções para beliscar entre um evento e outro. Assim como em vários outros casarões da cidade, a fachada da Casa da Cultura foi decorada com símbolos geométricos que simbolizariam a presença de um proprietário maçônico. Existem diversas histórias como essa sobre a maçonaria em Paraty. Quer fazer uma pausa para um café? Sugiro o Café do Cais, um cantinho aconchegante comandado pela Tássia e o Rafael, super simpáticos e atenciosos. Segundo eles, a produção é 98% mineira, cafés, bolos e salgados são produzidos com ingredientes trazidos de lá. Experimente o bolo de pão de mel, é delicioso! Uma curiosidade, repare na casa em frente ao café, ela é toda de tijolos aparentes, a única no centro histórico que foge do padrão. A próxima parada é na rua mais fofa da cidade, a Rua do Fogo! É uma pequena viela entre a Rua Santa Rita e a Rua da Lapa, uma das únicas sem comércio nem restaurantes e que poucos turistas dão atenção. Há uma lenda de que a rua passou a ter esse nome (que não consta nos mapas) pois era onde as mulheres tinham seus encontros “fogosos”, mas uma placa em uma das casas desmente dizendo que era porque o pessoal da roça ia até lá com latões onde faziam fogo para cozinhar. De qualquer forma, é uma graça e vale a visita (especialmente a noite)! Bem ali ao lado fica a Igreja de Santa Rita, cartão postal de Paraty e hoje a mais antiga da cidade! Ela foi erguida em 1722, destinada aos pardos (naquela época havia distinção por cor da pele e classe social, cada igreja se destinava a um grupo diferente). A fachada foi construída no estilo da arquitetura jesuítica porém a parte interna é um misto mais simplificado de Barroco, com detalhes dourados e colunas retorcidas e Rococó, percebido pelo uso de cores em tons pastéis como verde e rosa e elementos decorativos em formatos de concha por exemplo. Depois de alguns anos fechado para reforma, o lugar reabriu recentemente e funciona como Museu de Arte Sacra. A entrada é gratuita e o funcionamento é de quarta a domingo, das 09h às 12h e das 14h às 17h. Paraty tem inúmeros restaurantes, a grande maioria oferecendo pratos de peixes e frutos do mar ou pizzarias. Mas tem um lugar escondidinho que quero apresentar à vocês, é o Le Castellet, uma creperie autenticamente francesa! (falou em França, já me apaixonei!). A decoração é perfeita, com referências a Marseille, cidade natal do Chef Yves Lepide, dono e cozinheiro, e a comida é uma delícia! O crepe não é no modelo brasileiro, ele vem aberto, quase como uma pizza, acompanhado de umas batatinhas fantásticas! É bem grande, se não estiver com muita fome dá até pra dividir. Eles também fazem uns azeites artesanais bem diferentes como de manga ou banana. Ah, só tem um ponto negativo, eles não aceitam cartão, então vá preparado! E pra sobremesa? O Finlandês Sorvetes é uma boa opção. O que mais me agrada ali na verdade é a decoração, com um ar meio retrô. O sorvete é bom, tem bastante opções mas não gosto muito de não poder pegar eu mesma o quanto quero, você tem que pedir para as funcionárias e elas colocam as bolas de sorvete no pote, depois pode arrematar com as coberturas. O Café Pingado também é uma boa saída, o ambiente é acolhedor e eles tem algumas sobremesas com sabores mais exóticos. Além disso há os tradicionais carrinhos de doces espalhados por algumas das esquinas mais movimentadas da cidade. Pra fechar a noite sugiro uma passadinha na Cervejaria Caborê, é um pouco afastada do centro histórico mas nada que não dê pra ir a pé. A cerveja é produção própria, e pra quem quer experimentar de tudo um pouco eles oferecem por R$20,00 um kit degustação com as três opções (cerveja de trigo, pilsen e escura) em copos de 200ml. Achei um bom custo-benefício e tirando a escura que eu pessoalmente não gosto do estilo, as outras são uma maravilhosas! A comida também é muito boa e o cardápio bem variado, com carnes, massas, sanduíches, porções e entradas como a deliciosa bruscheta. Mas os valores não são tão atrativos. Eles também fazem visitas guiadas na fábrica (ao lado do bar/restaurante) para conhecer o processo de fabricação da cerveja. As visitas acontecem de 4ª a sábado e é necessário reservar. Ah, e ali pertinho fica o Café do Canal, uma pizzaria deliciosa onde toca o melhor músico de Paraty! Claro que não digo isso só porque é meu pai rsrsrs!
  16. Vamos Fugir

    O que fazer em Paraty - roteiro de 3 dias

    Bom dia, mochileiros! Fui pra Paraty em maio de 2015 e infelizmente só tinha 3 dias pra ficar por lá. Deu pra aproveitar bastante, mas pra falar a verdade é pouco tempo... Nosso roteiro foi: - Trindade: caxadaço - Praia do sono (chegando e saindo de trilha e indo tbm para Antigos e Antiguinhos) - Saco do mamanguá (dia todo de barco) - À noite a gente sempre ia no Centro histórico dar uma volta e comer alguma coisa. Tenho um blog onde posto várias dicas de viagem. Se alguém quiser dar uma olhada e ver os detalhes do nosso roteiro, tá neste link: http://vamosfugir.net.br/2015/08/20/o-que-fazer-em-paraty/ Preço Nós ficamos em um camping e fizemos várias trilhas e rolês baratos, então conseguimos economizar bastante. A viagem saiu 400 reias por pessoa para os 3 dias, já contando acomodação, transporte, alimentação, passeios e tudo que tinha direito. Lá no blog tbm tem o post com todas as dicas pra economizar e a lista do que a gente gastou: http://vamosfugir.net.br/2015/07/30/como-gastar-pouco-em-paraty/ Valeu! bjo
  17. Como não obtive muitas informações sobre a Praia do Sono, aqui vão algumas prá ajudar quem estiver indo. No sentido Paraty-São Paulo, na Rio-Santos (18 km de Paraty) do lado direito há o trevo de Patrimônio, do lado esquerdo há o nosso trevo para Trindade. Subindo, à esquerda vai-se para Laranjeiras, vila ao lado de condomínio chique de mesmo nome de onde sai a trilha para o Sono, à direita, caminho pra Trindade. Deixa-se o carro na vila de Laranjeiras, pagando-se, no Carnaval de 2010, R$ 7,00 de estacionamento/dia. A trilha para a Praia do Sono sai de uma praça na vila, e levamos 1h10 de caminhada antes do sol nascer, com muito peso, barraca grande, colchão inflável e toda a comida, sem parar. Para os menos acostumados, leva-se fácil 2h. A primeira subida é de matar, com muita vossoroca e piso escorregadio, atenção. Quanto a luz na praia do sono, já chegou nas casas (há algumas para alugar) e nos poucos bares, não há nos camping's (preço entre R$10 e $17 reais por pessoa, dependendo da segurança - cerca - e qualidade dos banheiros). Pf's são servidos a R$ 15,00 (Carnaval 2010) e há café da manhã nos bares, tudo meio caro, em razão da dificuldade de acesso. Ou seja, com dinheiro, não precisa levar comida nenhuma. Existem pequenos mercados improvisados com legumes e frutas, e artigos de 1ª necessidade, creio que só funcionam na alta temporada. Pode-se chegar de barco na praia do sono, a partir de Trindade (dependendo das condições do mar) e a partir de Laranjeiras (R$20/pessoa, a partir de 07:00), onde se chega de carro e lá o deixa a R$ 7/dia, ou pela trilha, como dito, mas vindo de ônibus vindo de Paraty, empresa Colitur. No Carnaval, houve alguns showzinhos todas as noites (MPB, reggae e forró) em dois bares, o que garante alguma noitada pra os mais chegados, o ar carregado de vapores, digamos, ilícitos, que me deixaram enjoada e com náusea. Se quiser mais sossego, vá para os camping da segunda metade da praia, mais silenciosos, mas nunca sem os tais vapores. Atenção para pequenos furtos, deixe tudo dentro da barraca, com cadeado. Meu lampião a energia solar foi levado, chuif. Vale a pena tomar banho de água doce no fim da praia, o riacho dá p/ molhar até a cintura. É no começo da trilha para Antigos e Antiguinhos, Galhetas (onde tem uma cachoeira) e Ponta Negra, de onde se volta de barco táxi, a R$ 15/pessoa. Em tempo, não se assuste com os urubus na praia do sono, na parte da manhã. Eles são alimentados pelos pescadores com restos de peixe e não adianta convencê-los a fazer diferente, têm relação de afeto com os bichinhos. Espero ter ajudado. Praia do Sono vale muito a pena, apesar do esforço.
×