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TheBigSpire

4 dias em Paraty + 5 dias em Ubatuba?

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Prezados Mochileiros,

 

Não conheço praticamente nada naquela região entre o norte de SP e o sul do RJ. Pretendo ir pra lá em dois meses e, como terei apenas 9 dias, pensei em ficar 4 dias em Paraty + 5 dias em Ubatuba.

 

O que me dizem? Está de bom tamanho? Os lugares valem mesmo a visita?

 

Muito obrigado!

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Dá pra se virar bem de ônibus por lá.

Esse tempo em Paraty vai depender do que vc quer fazer por lá. A região é grande e é um lugar mais bonito que o outro sim.

O Centro histórico de Paraty é de uma beleza ímpar, muito bem preservado e possui uma vida noturna interessante com ótimos restaurantes e bares, mas as praias próximas do centro não são "paradisíacas", se quiser ir para praias melhores terá de fazer os passeios de barco, no link abaixo tem alguns:
http://www.paraty.com.br/passeio/praia.asp

 Não sei se vc gosta de trilha ou não, mas tem a a Praia do Sono que dá pra fazer por trilha e de barco também, você encontra mais informações nesse link aqui:
https://www.mochileiros.com/topic/1862-praia-do-sono/?page=12

Tem o Saco do Mamanguá e a reserva da Joatinga:
https://www.mochileiros.com/topic/61610-paraty-saco-do-mamanguá-e-reserva-ecológica-da-juatinga-com-mochilão-sabático/

Trindade:
https://www.mochileiros.com/tags/trindade/

Em Ubatuba tem a vila de Picinguaba, dá pra pegar ônibus do centro até lá, é a última praia, é meio longe do centro mas vale passar um dia inteiro na praia lá, é uma prainha bem pequena com água quase transparente,  rodeada de mato...

Tem Prumirim, que tem um camping bem estruturado e Praia é bem legal, mas não esqueça de levar um bom repelente:
https://www.mochileiros.com/topic/17839-praiacachoeirailha-do-prumirim-ubatuba-0709-a-0907/

Dê uma vasculhada nos tópicos desse link:
https://www.mochileiros.com/tags/ubatuba/

Não sei exatamente o que vc tá procurando, se é natureza e trilha ou praia badalada.

De qualquer forma 9 dias dá pra se divertir bem na região e dá pra se deslocar de ônibus de linha mesmo pela BR 101.  No centro de Paraty os ônibus de linham saem da rodoviária.  Já em Ubatuba tem o terminal de ônibus de linha, cada linha vai até uma praia, a linha que vai até Picinguaba passa por todas as praias no caminho e tem também a linha de ônibus que vai até a divisa dos 2 Estados, o mesmo em Paraty.

 

 

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    • Por Evelyn Atanasio
      Olá, 
      É possível conhecer as cachoeiras e alambiques de carro ou o trajeto é ruim podendo ser feito apenas no passeio de 4x4 ?
      Também estou com dúvidas em relação a Trindade, quero passar um dia na vila e queria saber se as trilhas são bem dermacadas e de fácil acesso ?
    • Por tborges
      Dificuldade: Fácil- Categoria 1
      Distância: 8,9 km
      Altitude Máxima: 227 m
      Circular: A escolher
       
      Como chegar
       
      Ubatuba está situada no Litoral Norte de São Paulo – SP. Faz divisa ao norte com a cidade histórica de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, e ao sul com Caraguatatuba (SP). Na parte oeste as divisas são com as cidades do Vale do Paraíba paulista, municípios de São Luis do Paraitinga e Natividade da Serra.
       
      Para quem vem de São Paulo, duas opções de estradas:
      1- Rodovia Dutra ou Ayrton Senna/Carvalho Pinto até São José dos Campos, Rodovia dos Tamoios até Caragua e Rodovia Rio-Santos (sentido Rio de Janeiro) até Ubatuba.
      2- Rodovia Dutra ou Ayrton Senna/Carvalho Pinto até Taubaté e Rodovia Osvaldo Cruz direto até Ubatuba.
       
      Saindo de Minas Gerais:
      1- Rodovia Antonio Simões de Almeida (MG-173) até Paraisopólis, a seguir pela (SP-123) até Taubaté e a partir daí Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) até Ubatuba.
      2- Rodovia dos Bandeirantes (MG-158) até Cruzeiro, a seguir pela Presidente Dutra (BR-116) até Taubaté e a partir daí Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) até Ubatuba.
       
      Para chegar em Ubatuba saindo do Rio de Janeiro, a melhor opção é a Rodovia Rio-Santos, direto do Rio a Ubatuba.
       
      A trilha começa na Praia da Lagoinha, para chegar até a praia é necessário entrar pelo condomínio que fica a margem da Rio-Santos, para deixar o carro é necessário pagar a zona azul.
       
      A Trilha
       
      Essa é uma trilha bem tranquila, ideal para iniciantes e garante um belo passeio pelo litoral. Ela começa na Praia do Oeste e passa pela praia do Peres, Praia do Bonete, Praia Grande Bonete, Praia Deserta, Praia do Cedro e praia da Fortaleza.
       
      Fizemos essa travessia no carnaval dia 02/03/2014, não recomendo faze-la em datas festivas onde o litoral esta cheio, a trilha acaba ficando com bastante turista o que tira um pouco a graça das "praias desertas"
       
      Quem me acompanhou dessa vez foram meu pai, minha mãe, minha esposa e meu amigo João Paulo, essa foi a primeira trilha da minha mãe e da minha esposa.
       

       
      Iniciamos nossa caminhada na praia da Lagoinha, para achar o inicio da trilha não tem segredo, ela começa no lado esquerdo da praia, logo após o rio(nos falaram que atravessaríamos com água até na cintura, mas dessa vez não cobriu nem a canela), o começo da trilha é uma caminha tranquila com muitas arvores, ainda com casas do lado esquerdo e com a maior quantidade de turistas devido a ser o caminho para algumas praias que só se chega de barco ou pela trilha.
       

       
      Aproveite para apreciar a bela vista do mar do lado direito da trilha.
       

       
      A caminhada até a praia da Bonete leva em torno de 1 hora com uma caminhada tranquila e parando para tirar fotos e apreciar a paisagem, as praias até lá tem uma infraestrutura simples, a praia do Perez já possui quiosque, na praia do Bonete existem uma infraestrutura melhor com quiosques, algumas casas e fica com bastante turista, aproveite para descansar até seguir caminho para a praia do cedro, desse ponto para frente a trilha já fica um pouco mais fechadas, com a primeira subida e já praticamente sem turistas. Para continuar a trilha vá até o canto esquerdo da praia, mas não siga a trilha que passa ao lado direito da casa vermelha, você precisa ir margeando a mureta do lado esquerdo da casa e entrar em uma pequena trilha entre as duas casas, dali para a frente começa primeira subida, ao final da subida vai existir um "cruzamento" com trilha para a esquerda e direita, continue em frente.
       

       

       
      A subida judia um pouco mas o visual do topo compensa, ao final da subida a praia Deserta e a praia do Cedro se encontram a esquerda, são duas praias separadas apenas por uma pedra.
       

       

       
      A Praia do Cedro é onde geralmente o pessoal acampa, a trilha para a praia da fortaleza fica mais ou menos no meio da praia, é uma subida com um trecho um pouco ainda mais fechado, dali até a praia da Fortaleza restam mais ou menos 40 minutos caminhando tranquilo.
       

       
      Após o final da subida, caminhando mais alguns minutos já é possível avistar a ponta da praia da Fortaleza.
       

       
      Após avistar a ponta faltam poucos minutos de descida, quando estiver praticamente no nível do mar haverá uma bifurcação na trilha, a trilha da direita leva até a ponta da praia da Fortaleza, a trilha da esquerda leva até a praia da Fortaleza, se decidir ir até a ponta deverá depois voltar e continuar a trilha da esquerda.
      A praia da Fortaleza já é uma praia bem "populosa" com muitos barcos e lanchas ancoradas, barzinhos e tudo mais.
       
      Daqui você tem três opções, voltar a trilha a pé até a praia da Lagoinha, pegar um ônibus e voltar pela Rio-Santos ou pegar um barco, nós escolhemos voltar de barco, a viagem dura pouco menos de 20 minutos e nos custou R$150 para 5 pessoas.
       

       
      Essa é uma trilha que agrada a todos, quem nunca vez consegue faze-la sem maiores problemas e quem já tem experiencia pode curtir a beleza do litoral norte, só aconselho realmente não faze-la em feriados na alta temporada para poder curtir mais as praias, no passado a trilha se chamava "7 praias desertas", hoje já não são tão desertas assim e durante os feriados menos desertas ainda.
       
      Bônus
       
      Vídeo gravado na volta de barco até a praia da Lagoinha.
       

    • Por Jonas Pinheiro Dias
      Oi gente, estou pensando em ir para Paraty, irei ficar do dia 01/11 a 09/11, gostaria de saber locais diferentes para ir, se existem cidades próxima que dê para conhecer, enfim, queria dicas. 
    • Por João Guilherme Boni
      Este relato tem o objetivo de tirar muitas das dúvidas que as pessoas têm ao embarcar em uma aventura em um lugar desconhecido. Aqui iremos relatar os lugares por onde passamos: onde nos hospedamos, onde comemos, o que conhecemos e um pouco das conversas que tivemos no local. De início, é relevante explicar a nossa situação e a situação da nossa viagem, super (des)organizada. Criamos um grupo no whatsapp, aproximadamente dois meses antes de partirmos, para colocar em ordem nosso destino. Nós tínhamos apenas uma certeza: Iríamos viajar. Findos os dois meses e faltando uma semana para a partida, decidimos, após perder inúmeras passagens aéreas baratas, que iríamos de carro para Paraty, e foi uma ótima ideia.
       
      A PARTIDA E O TRAJETO (14/07 – 15/07)
      O automóvel
      O carro que usamos era um Renault Clio, básico, 2009, 1.0 e superou todas as nossas expectativas. Gastamos aproximadamente dois tanques de gasolina, aprox. 400 reais, mais aprox. 40 reais de pedágio = 110 pra cada, sendo que fomos em quatro, super econômico! O porta-malas é relativamente grande e comportou as bagagens de nós quatro tranquilamente. O motor mil permitia subir as serras do caminho de quarta ou quinta marcha! definitivamente um carro muito valente. As únicas desvantagens era que a direção não era hidráulica e a embreagem era duríssima. Mas isso era perceptível apenas dentro da cidade, onde era mais usado. Em contrapartida, na rodovia, a direção pesada tornava o carro mais firme e estável.
      Um problema que tivemos foi o GPS. Utilizamos o aplicativo Waze para nos guiar e acredito que seja uma ótima opção para uma viagem desta natureza. Ele avisa os radares do caminho e se adapta aos momentos que o motorista necessita (cruzamentos e saídas). Porém, a desvantagem é que consome muita bateria, o que nos forçou a fazer uma parada só para carregar os celulares. Sendo assim, acredito que os aparelhos de GPS próprios para este fim se sairiam melhor em relação à durabilidade de bateria.
      Em certo ponto, em cima da serra, optamos por pegar um caminho que desviava alguns pedágios caros em São Paulo. Era a descida da serra em direção à Ubatuba, litoral paulista. Se você gosta de aventura, sugiro fazer o mesmo, mas vá com os freios impecáveis e desça engrenado. A descida é alucinante, com curvas fechadíssimas e extremamente íngreme! Sensacional. Sem contar que desvia alguns pedágios e tem um visual incrível. Fizemos o caminho pela noite e foi muito legal, mas é uma boa passar por lá durante o dia.
      As reservas
      Fizemos as reservas dos locais onde ficamos por meio de dois sites (Airbnb  e Booking.com). Nos foi muito útil para economia e comodidade, que eram nossos objetivos. A casa que ficamos foi reservada pelo Airbnb, por mim, que ainda não tinha cadastro. Isso me deu um desconto de 130 reais nas reservas acima de 250 reais. Tínhamos mais 65 reais de desconto - de um dos viajantes - que recebeu ao me convidar a fazer o cadastro. Isso nos ajudou a economizar com as hospedagens e ter conforto e privacidade.
      Fomos em quatro pessoas: um morava em Porto Alegre (RS), eu e minha irmã em Joinville (SC) e outra em Curitiba (PR).  Nos encontramos em Curitiba no dia 14/06, onde a dona do carro morava e a previsão para sair cedo (5h) acabou virando 14:30 por alguns problemas de tempo e logística. Porém, ao final de muito alvoroço e expectativa, saímos. A viagem foi super tranquila, chegamos um pouco cansados, às 1:30 da manhã, porém todos a bordo fizeram da viagem a mais divertida e leve possível. Uma dica importante é sempre viajar com pessoas que valham a pena, que são amigos de verdade, que sejam parceiros e que se deem muito bem, isso fez toda a diferença na nossa viagem.
      A princípio iríamos reservar uma casa para os dias 14 – 17/06, na praia de Jabaquara, porém, após a gente se enrolar um pouco, o dia 14 já estava reservado e tivemos que dormir em um Hostel que reservamos - também de última hora - na mesma praia. O Hostel Canguru, onde ficamos, é uma baita casa, com garagem, vários quartos, cozinha, sala, sala de cinema (com netflix, vídeo game, etc..). Fomos bem recebidos e tudo o que fazíamos era regado à “Gabriela” – cachaça feita com cravo e canela – que dependendo da fabricação se assemelha a um licor, muito saboroso. Ficamos apenas uma noite e uma manhã no Local, em um quarto compartilhado com doze pessoas. O valor total foi de aproximadamente 108 reais, 27 para cada um.
      O Hostel fica a uma quadra da praia de Jabaquara, porém, a praia não é muito atrativa, apesar de lindíssima. Pela sua condição geográfica, em local estuarino, o solo marítimo é lamacento e argiloso e as águas são escuras, o que foge um pouco do padrão turístico das praias. Na nossa visão, consideramos Jabaquara um local para fazer caminhadas e tomar sol. Porém o banho de mar pode não ser uma opção muito agradável.
      Saindo do Hostel, fomos direto para a casa (Ferienwohnung Paraty), que reservamos do dia 15 ao 17/06 pelo Airbnb. A casa é incrível, o terreno é todo disponível para uso dos hóspedes. Possui duas suítes, cozinha, sala, área externa com churrasqueira e local para deixar o carro. Tudo muito bem equipado. A casa é bem arejada e fica fresca durante o dia quente; e a noite, como esfria um pouco, a casa fica quentinha e aconchegante.
      Uma curiosidade foi que, no dia do check in na casa, havia no nosso caminho, uma cobra d’agua predando uma rã (GIF 1). Isso foi uma prova que em Paraty a natureza é um espetáculo e ela se manifestou para nós naquele momento. Paraty é um paraíso natural muito bem preservado, graças às Unidades de Conservação presentes no município (Figura 1) e ao próprio desenvolvimento turístico que explora, de maneira menos agressiva, seus bens naturais e históricos.
      Dia 15/07, após descansados da viagem e devidamente instalados na casa, conhecemos a praia de Jabaquara. O visual é incrível, mas a praia pouco agradável para banho. Quando nos demos conta, havia um homem, a aproximadamente 50 metros de distância da linha da praia “caminhando sobre as águas” (GIF 2). No mesmo dia, um pouco mais tarde, fomos conhecer Trindade, por pouco tempo, pois voltaríamos no dia seguinte. Trindade é um vilarejo, dentro do município de Paraty, com as mais belas praias e cachoeiras, um reduto da preservação e local que abriga pessoas incríveis. O acesso à trindade é por uma estrada muito boa. São aproximadamente 40 minutos de carro, partindo de Jabaquara.
      GIF 1 - Cobra d'água predando rã.
       

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
      GIF 2 - Seria Jesus?
       

      Figura 1 - Unidades de Conservação do município de Paraty.
       
      DESBRAVANDO TRINDADE (16/07)
      É recomendado partir de Paraty pela manhã, levar bastante água, algum lanche e almoçar na Vila de Trindade, existe uma boa infraestrutura de restaurantes e mercadinhos no local. Sair cedo é uma ótima ideia e é necessária pois, a partir das 15 horas, a sombra aos poucos vai tomando a praia e já é hora de voltar. Os morros e montanhas que dão início à Serra da Bocaina fazem uma barreira para o sol nesse horário.
      A primeira parada ao lado esquerdo, ainda no asfalto, é a trilha da Praia Brava. Existe um recuo para estacionar alguns carros. Estacionamos, e demos de frente com uma família com idosos, adultos e crianças, moradores dos arredores, que iriam fazer a trilha para pegar uma praia. Segundo eles, é uma atividade corriqueira na família. Conversamos um pouco com eles e combinamos em segui-los, já que não conhecíamos a trilha. Porém não foi necessário, já que a trilha é bem batida e visível. Existe uma parte que a trilha se bifurca. O lado esquerdo dá acesso à cachoeira e o lado direito a Praia Brava. A cachoeira é de porte pequeno, porém belíssima e possui águas congelantes, como de praxe. E a praia é de uma beleza ímpar, águas cristalinas e bem salgadas (GIF á esquerda). Pouco utilizada (pelo menos nessa época) e com alto grau de conservação. Ficamos algumas horas curtindo o local.
      Voltando pela trilha, pegamos o carro e partimos em direção as outras praias. A Primeira delas é a Praia do Cepilho (GIF á direita), muito bela e de águas claríssimas, com maior extensão, comparado à Praia Brava. No Cepilho existem várias rochas grandes e por cima de uma delas passa um pequeno rio que desemboca no mar mais a frente. Essa mesma rocha é a continuação do asfalto que dá acesso a outra estrada asfaltada que leva à Vila de Trindade. Pegamos a devida estrada, chegamos a vila e entramos em um estacionamento. Fomos muito bem atendidos e tiramos várias dúvidas sobre o local. O vilarejo possui diversos restaurantes, estacionamentos, pousadas, campings, mercearias e locais que oferecem passeios de barco. O estacionamento foi 10 reais e deixamos o carro até anoitecer. A partir daí a nossa companhia eram trilhas em meio a mata (com um manejo muito legal) e lindas praias. Próximo ao estacionamento, almoçamos em um restaurante que nos cobrou 18 reais por um Prato Feito (PF) com frango grelhado ou empanado e peixe em posta ou filé (tainha, pela época). O PF era bem generoso, chegamos a pedir para embalar e foi a nossa janta à noite. Além da comida, tinha disponível para os clientes uma prateleira com uma infinidade de cachaças para se servir.

      Qualquer dúvida ou curiosidade você pode perguntar para qualquer pessoa. Eles te dirão onde ir e o que fazer. Depois daí, entramos em uma trilha que deu acesso a Praia do Meio (GIF abaixo), talvez a mais movimentada, com águas verde piscina. Nesta praia existem algumas pequenas piscinas naturais muito agradáveis e possui um costão rochoso alto que é possível ter acesso. Ao subirmos no costão encontramos um morador local, chamado Kleber, que nos contou um pouco de sua vida e da vida em trindade. Ele mora em uma propriedade abastecida com recursos sustentáveis, baseado na permacultura, sem energia elétrica, com acesso por trilhas e com algumas culturas vegetais para subsistência. Coincidentemente aquele dia era seu quinquagésimo aniversário, o qual comemorava de forma rotineira.
      Kleber nos mostrou duas formações rochosas em outros costões que tinham formatos que nunca perceberíamos se ele não nos tivesse mostrado. Ao mirar à Oeste, é possível ver cinco pedras dispostas uma ao lado da outra, com tamanhos e posições que se assemelham aos dedos de um pé. Desta forma a formação foi apelidada de “Pés de Deus” (Figura 2). E, ao olhar para Sul, mais distante vemos uma grande pedra em pé que se assemelha em formato a um rosto de fisionomia indígena, que leva o nome de “Cabeça de Índio”.

      Figura 2 - Pé de Deus.
       
      A partir daí, pegamos uma pequena trilha, bem manejada, até a Praia do Cachadaço e caminhamos, aproximadamente 800 metros pela faixa de areia até chegar em uma trilha que dá acesso à piscina Natural. A piscina é fascinante, uma contenção natural das águas cristalinas do mar que habitam uma fauna aquática muito interessante. Existem centenas de peixinhos que quando cai algo na água eles se alvoroçam todos para pegar (GIF á esquerda). E quando você fica algum tempo parado, eles te rodeiam aos montes.  

       

      Figura 3 - Mapa ilustrativo de Trindade.
       
      Voltamos á Jabaquara, nos aprontamos e fomos para o Centro Histórico de Paraty, atraídos por boatos de que teria um samba na praça da igreja. Se estiver de carro, com o tempo você grava bem os trajetos para cada lugar, se obrigue a andar sem GPS e aproveite as belezas do caminho. O centro nos recebeu duas vezes, e ficamos apaixonados. A primeira vez que fomos (15/07) paramos em um bar/confeitaria que fica aberto até o último cliente sair e vende cerveja relativamente barata. Depois fomos caminhar pelas ruas do centro. O piso das ruas é preservado do tipo “pé-de-moleque”, construído no século XVIII. É proibido transitar com veículos e nas casinhas coloniais existem lojas de artesanato, restaurantes e bares. Chegamos próximo a desembocadura do rio e em frente a uma igrejinha estava tendo um ensaio de maracatu. Começou a juntar bastante gente, e ficamos horas ali contagiados com o momento.
      A segunda vez no centro compramos algumas lembrancinhas e fomos para a praça. O samba estava incrível, uma série de sambistas, alguns jovens e outros de mais idade embebiam dezenas, quiçá centenas de pessoas que sambavam e faziam subir uma grande névoa de poeira. Tudo acontecia sob a fronte da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, edificação importante na criação da Vila de Paraty e na sua emancipação.
      Paraty é um paraíso na terra, é incrível a beleza e a conservação histórica deste lugar. A região abriga um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica da parte sul do Estado do Rio de Janeiro. Percebemos a presença de várias espécies chave da conservação, visível apenas em áreas bem preservadas, entre elas o Xaxim (Dicksonia sellowiana), ameaçada de extinção. Além disso, fomos presenteados todos os dias com belos dias de sol e calor, o que foi essencial para que a gente aproveitasse por completo cada momento. 
        
       
       
    • Por Caru Bastides
      ♪♫ Vem chegando o verão, um calor no coração... ♪♫
       
      Lindos dias ensolarados em pleno dezembro, qual a primeira coisa que você pensa? Praia. Tudo bem que aquela semaninha de folga no ano novo tá chegando, mas por que não curtir um fim de semana relax com sombra a água fresca? Daí lembrei que tava louca pra conhecer a praia do Cedro, em Ubatuba. Praia linda, deserta, camping selvagem... tudo que eu queria!
      O namorado e um casal de amigos toparam na hora. Tudo combinado, saímos de São Paulo na sexta-feira às 21h30 (pra não pegar trânsito), passamos em São José dos Campos pra buscar meu companheiro, e por volta da 1h da manhã estávamos chegando em Caraguatatuba.
      A descida pela Rodovia dos Tamoios foi tranqüila, sem trânsito, apesar das obras de duplicação e das recomendações da DERSA para evitar a rodovia. Tem só que ficar bem atento, pois alguns trechos da pista estão interditados e há desvios sinalizados por cones.
      Dormimos em uma pousada em Caraguá, na beira da Rodovia Rio-Santos (R$175 o quarto para 4 pessoas). No dia seguinte, acordamos às 8h, tomamos café da manhã com calma, nos arrumamos e partimos sentido Ubatuba. O percurso durou uns 30 minutos até a Praia da Lagoinha.
      Chegando na praia da Lagoinha, entramos na Portaria do Salga - Sociedade dos amigos da Lagoinha, local que dá acesso ao canto direito da praia, onde começa a trilha. Para estacionar o carro, compre cartões Zona Azul (R$ 10,00 para o dia inteiro). A dica é seguir a rua principal do condomínio , virar à esquerda e seguir até o fim. Na última esquina há um sobrado verde-água, daí é só dobrar a rua e estacionar.

      Ao estacionar, percebemos que havia um pneu furado, os meninos trocaram pelo estepe, mas este estava mais murcho que o outro, então eles ainda foram calibrar no posto...
      Começamos a caminhada por volta do meio-dia.

       
      Pé na areia, caminhamos até o canto direito da praia e atravessamos um rio, com altura da água na virilha, pelo menos pra mim que sou baixinha.

       
      A trilha começa bem depois do rio e é bem tranquila, larga, sinalizada, vimos até gente andando de bike, rs. Apesar de ter chovido nos dias anteriores, não estava molhada nem escorregadia.

       
      A caminhada entre as 4 primeiras praias – Praia do Oeste, Praia do Perez, Bonete e Praia Grande do Bonete, foi curta, sem grandes subidas e descidas. Algumas casas e um barzinho no caminho.



       
      A Praia Grande do Bonete é bem extensa, tem um bar pé na areia, e foi no final desta praia que paramos para almoçar e tomar banho de mar.



       
      Depois disso, uma trilha com a vista linda da Praia Grande do Bonete nos leva até a Praia Deserta.

       
      O último trecho da trilha até o Cedro é mais íngreme mas nada assustador, nível médio. E a vista compensa qualquer esforço...

       
      Chegamos na Praia do Cedro no final da tarde e, depois de parar para apreciar a linda vista e tomar um banho de mar, procuramos os pontos de água doce e um bom lugar para montar acampamento. Como perto da água doce tinha uma turma grande de famílias, escolhemos acampar no canto esquerdo da praia, debaixo da placa “proibido acampar”


       
      O Cedro é uma praia deserta, com acesso só por trilha e barco, sem nenhuma casa nem comércio. Há dos riachos no canto direito da praia, um deles tem um cano que dá pra tomar banho e pegar água. Usamos a água pra beber e cozinhar sem problemas. Vi que é comum o camping selvagem lá, havia uns 6 grupos neste fim de semana, um destes uma grande família, com crianças, que chegaram de barco. A maioria das pessoas acessa a praia por trilha. A praia é bem limpa, com ondas fortes e muita sombra das árvores. Lugar prefeito pra acampar e acordar de frente perto mar. Foi uma delícia dormir com o barulho das ondas e acordar com o canto dos pássaros
      Ainda mais incrível porque a lua estava cheia, então dava pra enxergar bem de noite... reparamos que a luz da lua tava tão forte que até fazia sombra. Ao anoitecer, preparamos a comida (arroz, legumes duros, linguiça calabresa - a arte de prescindir de geladeira), acendemos uma fogueira e comemos sob a luz do luar e no calor do fogo.


       
      No dia seguinte, curtimos o Cedro o dia inteiro, entre banho de mar, banho de sol, uma dormidinha na rede, o dia passou voando...





       
      Depois de curtir o dia na praia, no final da tarde levantamos acampamento e partimos às 18h para a trilha até a Praia da Fortaleza. Essa trilha é também íngreme em alguns trechos, com a diferença de ser mais estreita e fechada. Encontramos inclusive diversas árvores caídas no meio da trilha.

       
      Após 1h30 de caminhada, chegamos à Praia da Fortaleza.


       
      A idéia era pegar um ônibus que nos levaria até a Praia da Lagoinha, onde o carro estava estacionado. Nos informaram que o ônibus passava às 18h, às 19h30 e à 00h. Mas para nossa surpresa, por ser domingo, o ônibus das 19h30 não passava Como pegar o ônibus da meia-noite estava fora de cogitação, começamos a pedir carona para quem passasse.
      Depois de um breve momento de aflição, um casal de Jundiaí super simpático topou nos dar uma carona até Lagoinha :'> E Ufa! Foi o que nos salvou, pois da vila de Fortaleza até a Rodovia Rio-Santos são 8km, mais ou menos a mesma distância que havíamos percorrido em 2 dias.
      Como não cabíamos os 4 mais as mochilas, fomos em casal pra buscar o carro e voltar para buscar nossos amigos. Esse finalzinho foi só pra coroar e dar um gostinho de aventura pra viagem. Na volta, paramos pra jantar no Restaurante Mar Virado, na rodovia perto da praia de Lagoinha. Pé na estrada, cansados e felizes por ter escapado da loucura da cidade num fim de semana de sol!




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