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Relato: Viagem PARATY / TRINDADE- Várias Dicas e Fotos

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Olá Pessoal,

Apesar de já ter feito algumas viagens, hoje vai ser o meu primeiro Relato e o Destino é PARATY (RJ).


Bem, sou do RJ e fui de carro, deu umas 5 horas de viagem um pouco cansativo, pois não parei, já que sai tarde da cidade que moro e era uma segunda feira. Fiquei De Segunda até Quinta feira passada na cidade, e sair de Paraty com vontade de voltar, rs... A cidade é muito linda e para um passeio relaxante aproveitando tudo na cidade teria que ser pelo menos 1 semana. Mas deu para aproveitar bem. Minhas viagens sempre tento ser o mais low custer possível. Então vamos lá. Para algumas pessoas pode ser interessante saber quanto de gasolina gasta em média, então comigo eu gastei 60 litros, que da um pouco mais de 1 tanque de combustível. Mas rodei bastante. Recomendo d+ ter um carro se possível para locomoção na cidade.

Fiquei hospedado em uma pousada Chill Inn Eco Suites Paraty, A pousada fica 5km do centro então tem que ter carro, pra mim é uma pousada nota 8, ficou 107 por dia, chalé pequeno mais utilizamos só para dormir, com ar condicionado bom, Frigobar gelando, Ducha forte, café da manhã simples mas gostoso. Eles tem um pão Caseiro muito bom, e passa uma cachoeira dentro da pousada que da para curtir antes de ir embora ou quando chegar lá. Só achei o Box muito pequeno uns 30cm só, e um dia estava com um cheiro de esgoto. Atendimento muito bom, funcionários indicam onde ir, onde é o caminho e se  quiser eles tem contato com o pessoal que faz passeio de Escuna e Jipe.

Passeio de Jipe: O valor é de 60 por pessoa duração de 5 horas, param em 2 alambiques e 4 cachoeiras pelo menos duas cachoeiras tem que pagar e os alambiques também, Alambiques entre 3 e 5 reais e cachoeiras 5 reais( não sei se com o passeio do jipe tem desconto).

Passeio de Escuna: entre 40 a 60 reais, duração de 5 horas com 4 paradas. Pelo que vi tem dois tipos de trajetos, então pesquise onde a Escuna Leva. Alugam óculos de mergulho entre 15 a 20 reais( não achei necessário).

Passeio de Lancha: Valor em torno de 120  com 6 paradas, 5 horas de viagem, vai no Saco de Mamanguá, inclusive para onde gravaram a cena do Filme crepúsculo. Tem cooler no barco para levar bebidas, Emprestar as máscaras para mergulhar, não servem almoço.

Segunda Feira

Chegamos as 13:00, o quarto já estava todo arrumado, deixamos as coisas lá e partimos pro centro para almoçar, pois na estrada que passamos que é Sentido Cunha achei umas coisas caras, vi até um PF, mas a patroa não quis ir, Paciência rs... Então logo no centro paramos em um restaurante por peso, o KG custava 30 reais, Se não me engano o nome é Tempero Paulista, é logo o primeiro restaurante por KG quando entra sentido centro, comida média, parece que as coisas estavam requentadas, Prato deu menos de 20 cada e 7 o H2O. Não recomendo ir lá. Comemos mal e ainda deixei carne no prato porque estava muito ressecada. De lá voltamos para a pousada e partimos para conhecer as cachoeiras, pois de onde ficamos até as cachoeiras ficava 10 minutos do início da primeira. Como não sabíamos qual cachoeira fica em qual lugar, a moça da pousada disse que passando a ponte pode ir reto ou virar a direita, ambos lados tem cachoeira. Decidimos virar a direita, primeiro lugar que passamos é um Alambique, não paramos pois não bebemos e já era quase 15 horas, então pouco mais a frente saindo da rua de asfalto chegamos a cachoeira Pedra Branca, que é particular e tem que pagar 5 reais para entrar, não sabíamos, então quando vi que tinha que pagar e queríamos apenas conhecer, achei que não ia valer a pena pagar pra entrar, a pessoa que estava atendendo também não deu ideia pra gente, então eu peguei o carro novamente e fui para a mais alta que é a 7 quedas, bom salientar que é uns 30 minutos subindo em uma estrada de barro cheio de buraco e pedras chegando lá de novo tinha que pagar, ai falei com o rapaz que estava lá e ele autorizou a entrada sem pagar para conhece, mostrou onde era cada ponto. muito solícito.

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Tem um lago no começo também e uma cachoeira menor mais acima, Tem restaurante no lugar também, achei bonita, mas o céu já estava nublando e parecia que ia chover e de lá fomos embora. Então descemos tudo de novo até a ponte e parecia que o céu tinha dado uma limpada, então fui reto depois da ponte do começo para ver em qual cachoeira levava, e era para a melhor cachoeira de Paraty que é a Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan. Tem estacionamento para pagar que custa 10 reais, e tem do lado da estrada que dizem que cobram só 5 reais, mas não paramos, pois já era quase 17 horas e só queria ver onde era. Voltamos pro Centro e fomos conhecer a praia Jabaquara achei meio "feinha", mas tudo bem. Aproveitamos que estávamos no centro e resolvemos comer uma pastel de 30CM no Pastelonni, muito bom por sinal, bem recheado, valor começa de 15 reais, pedimos um de carne com queijo que foi 17 e outro de banana com queijo que foi 16, e para finalizar passamos no mercado, tem vários, fomos no Carlão, Super mercado muito bom que da banho em muitos por aqui da cidade, compramos aguá e algumas coisas. E voltamos pra pousada para descansar da viagem de ida.

Terça Feira

Destino Trindade. Saímos as 9 da pousada. 40 minutos de carro chegamos, cidade é bem pequena e as ruas muito estreitas, então não tem como estacionar em quase nenhuma Rua, logo no começo vimos estacionamento 10 reais o dia todo e em frente onde caminha para as famosas praia do meio, que acessa praia do cachadaço, piscina o Cachadaço e cachoeira da pedra que engole. Valor 30 conto... Lógico que dei meia volta para parar no estacionamento de 10 reais que dava uns 5 minutos caminhando até ali, mas por sorte encontrei uma rua com vaga pra parar( melhor ainda kkkk), E assim foi. Levamos duas garrafas de água e fomos de chinelo mesmo. Então é assim pessoal tem uma placa indicando a entrada, qualquer coisa só perguntar que é fácil, dali acessa bem rápido a praia do meio que é bem bonita e de lá da para os pontos dito antes. Primeiro fomos para a praia do cachadaço e a Piscina, Total até a piscina uns 40 minutos. a Praia do Cachadaço é uma praia comum e bate muito. 

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Chega uns 5 minutos de trilha, bem rápido, e já fomos direto para a piscina, no caminho conhecemos um casal de SP. Chegando na praia do cachadaço tem que andar até o final da areia do outro lado para começar a segunda trilha, uns 15 minutos andando.

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Mas chegando na Piscina Natural vale o esforço, muito bonita. Tem muitos peixinhos da região conhecido como "sargentinhos".

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Ficamos lá algumas horas e decidimos ir na cachoeira pedra que engole, voltamos de trilha tb, mas tem barco que leva, não sei o valor da ida e volta, mas só para voltar é 15 por pessoa.
A entrada da trilha para a cachoeira da pedra que engole fica em frente a trilha que vai para a praia do cachadaço, tem que cortar o riozinho tb, só que na parte mais funda. A entrada vem escrito "leve a sua sacola". Achei mal sinalizada, ficamos meio perdidos até pedir algumas informações e encontramos a entrada, ai vai uns 20 minutos de trilha. Chegando lá não tinha ninguém. CUIDADO as pedras escorregam muito na cachoeira, eu mesmo tomei dois tombos kkkk. E não me arrisquei a tentar ver onde que a pedra que engole kkkk. Mas a cachoeira é normal, só tem esse diferencial. E então ficamos uns 30 minutos e fomos almoçar quase as 15:00. Em trindade o PF é 20 reais, bem em conta. Almoçamos em um restaurante Rock em Roll que pode beber várias cachaças que eles tem lá de graça, segundo a placa que tinha no restaurante " Aqui ninguém sai Bêbado, só sai" kkkkk. Comida gostosa, recomendo e de lá fomos para o centro na região do Cais para vê o Passeio de Escunas, e paramos no Caiçara Tour (que não recomendo, falarei sobre isso mais adiante). O casal de lá são bem atenciosos e explicaram tudo muito bem, então tínhamos fechado com a Escuna Ilha Rasa 2, valor era 60 mais 3 do embarque por pessoa, mas vi que saiu Ilha Rasa 1 por 50 com mais 3 do embarque, então perguntei "é só isso, né? Tudo certo manhã as 11:30 ilha Rasa" e a moça respondeu, "sim, isso mesmo. O pessoal estará com o nosso uniforme lá, só procurar". E voltamos para a pousada para descansar.

Quarta Feira

Estava pensando em dar uma passada em Angra na Quinta antes de voltar pra casa, pois é caminho de volta. Então como o passeio era só as 11:30 decidimos ir na Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan antes, e assim fizemos.
Ficamos pouco tempo mais ou menos 1 hora e meia, mas pense em um lugar que da para ficar pelo menos meio dia ou o dia inteiro. A melhor cachoeira que já fui. Escorreguei várias vezes, logo depois que cheguei lá pareceu um menino que mora lá e "surfa em pé", que coisa sinistra kkkkk. Ele é Solícito, mostrou onde é melhor para escorregar  e como fazer(sempre deitado com as costas na pedra). Não esqueça de dar a gorjeta merecida para eles...29572783_2105890362784866_1729816311856594085_n.jpg.76d800cb5f47de3f8da4f07328105acd.jpg29683609_2105890662784836_5158934038778332618_n.jpg.3e3e149d7eef263e23da8cf6bb9c23a6.jpg29683609_2105890662784836_5158934038778332618_n.jpg.3e3e149d7eef263e23da8cf6bb9c23a6.jpg5ac022d95a0e5_29542251_2105890552784847_2268547769575041834_n(1).jpg.a1670100149df7f0bc07f3ddbfdc604b.jpg29594595_2105890722784830_5794013104474912054_n.jpg.9b435554d8df11b66be9c17b30b1ce4e.jpg5ac022e156fc9_29572588_2105890946118141_2359229343085344352_n(1).jpg.9fd45922cd7cd662000a23c091379b51.jpg

Logo no estacionamento tem uma igreja que foi feita em cima de uma Pedra. Bem bacana.

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No poço do Tarzan que fica logo em cima da Cachoeira do Tobogã tem uma pedra de 12 metros para pular, mas não tive coragem. Tem um restaurante lá dentro também.

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Então como dito da para ficar se divertindo até um dia inteiro lá. Então de lá partimos para o Supermercado Carlão para compra lanche para viagem de escuna(melhor coisa que fizemos), pois ainda estávamos em dúvida se iríamos almoçar no barco ou não. Compramos um pão recheado que tinha acabado de sair do forno, sabor pizza, que coisa boa, deu 10 reais dois pedaços. Levamos suco de caixinha gelado e aguá congelada. Quando fechamos o passeio de Escuna a pessoa informou que não poderia levar bolsa térmica, mas pode sim, muitos levaram. Me arrependi de não ter levado. Então fica a dica, leve algumas bebidas, biscoito, Sanduíche. As coisas são muito caras lá dentro, principalmente se você curte cerveja, a lata é 8 reais e heineken 10.
Então como disse Anteriormente, fechamos o Passeio para embarcação Ilha Rasa, chegando lá perguntei onde ficava a pessoa apontou e disse "É ali, mas hoje não está funcionando", e realmente não estava, fui perguntando até que uma pessoa me disse "Pessoal da ilha rasa hoje vai embarca nessa aqui". Como os caras vendem uma passei em uma Escuna e não comunica nada que mudou para outra? Não tinha ninguém da Agência lá. Ou seja, total falta de profissionalismo, e olha que eles tinham até meu telefone. Então não recomendo essa Agência. Vendem 'Gato por Lebre".
Pois bem, acabamos embarcando na Escuna Caminante, embarcação com dois andares também só que mais antiga. Logo uns 10 minutos uma moça se apresentou querendo tirar foto para fazer chaveiro, já descartei. Depois uma outra moça até simpática oferecendo para tirar fotos sem compromisso, deixamos ela tirar durante a viajem. Logo após parti para visitar os lugares eles praticamente empurram o almoço, quando vi o cardápio preços mais caros que informando na agência. Um prato simples de strogonoff com batata palha ainda, 40 reais, de peixes acima de 50. Já neguei, a moça até insistiu. e afirmei de novo que não queria.

Melhor coisa foi ter comprado aquele pão fresquinho com recheio de sabor de pizza no Carlão...

Primeira Parada: Depois 40 minutos depois da partida chegamos a Praia Vermelha. Pra mim uma Praia normal, não tem muito de diferente.

 

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Segunda Parada: Depois chegamos a Ilha comprida. Agora sim o passeio começou a valer a pena. Que lugar lindo, a ilha é particular. Novamente o peixinho colorido "Sargentinho", O pessoal joga arroz para eles aparecem mais, então se possível leve também, ou um pedaço de bolo, pão...

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Terceira Parada: Ilha a que chamam De Lagoa Azul. Muito bonita também, água clara igual da ilha comprida. Essa parada é para o almoço, então eu pedi um refri(que estava com uma sujeira estranha) com 2 copos e comemos com o pão recheado e logo depois fomos mergulhar um pouco, quem almoçou não deu nem para aproveitar pois ficaram 30 minutos só, poucas pessoas desceram....

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Quarta e última  Parada: Praia da Lula, praia muito bonita, aguá limpa também. Mas só a faixa de areia é pública o resto é particular...

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E voltando para o Cais Serviram melancia quente kkkkkk E olha que nos falaram que eram 2 tipos de frutas. Ah teve o Café frio tb... Logo depois a conta 5 reais do refri, 0,50 centavos dos 10%, mais 2 Couvert artístico 9 reais cada. Vai um cara cantando na frente que por sinal canta mal Demais... E ainda ficou 1 parada completa sem cantar nada. Lógico que não paguei. Logo depois a moça das fotos veio mostrar as fotos, até que ficaram algumas boas só tinha 14 fotos e ela ia adicionar outras de paisagem formando 30 no total e o valor era 40 reais, sem condições. E "olha" que ela só tirou fotos nas duas primeiras paradas. Não aceitei também . Mas por fim o passeio valeu a pena, lugares muito bonitos, realmente é obrigatório o passeio de Escuna, só aconselho a pesquisar algum lugar melhor pra fazer.
Dai voltamos para a pousada tomamos um banho, descansamos um pouco e fomos ao centro para conhecer as lojas e jantar. Recomendo ir no centro a noite é bem bonito. Jantamos na rua principal sem ser das casas históricas, comi um PF de 28 e a Patroa peixe com molho de camarão foi 38, refri 2 litros 12(a lata era 6 cada, então...) Ambiente bacana com ar condicionado e comida gostosa. Valeu a pena. 

Quinta Feira

Dia de ir embora, fiquei realmente triste gostaria de ter ficado mais 3 dias se tivesse tempo... Dormimos até mais tarde para descansar para a viagem. Saímos da Pousada as 10 e o Destino antes de ir embora mudou, então fomos para a praia de São Gonçalo.... Já que era caminho e duas pessoas indicaram pra gente. Fomos conferir, tem estacionamento na beira da estrada, não sei os valores. Mas um um pouco a frente tem uma rua transversal, e lá que deixei o carro. Perguntei a um funcionário do estacionamento onde era a entrada e ele deixou passarmos dentro do estacionamento que é privado. Antes da praia tem um canal que da para atravessar, mas de manhã a aguá bate na cintura, ou paga 1 real para um barquinho atravessar, lógico que paguei 1 real kkkk. Um jipe tentou passar e ficou agarrado cheio de turista, que mole que o cara deu...

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Logo quando atravessa, já tem o pessoal oferecendo barco para levar para a ilha do Pelado(já tinha pesquisado e falavam bem), mas como íamos ficar pouco tempo ficamos na dúvida, mas decidimos ir. Valor é 20 reais por pessoa para levar e pegar. Chegando na ilha ela tem uma pequena faixa de areia e dois restaurante, ficamos no da Dona Beth, comemos um pastel e um refri, muito bom, só não é muito recheado, custou 12 o de carne, camarão não lembro e o refri 8(caro demais).

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E Assim encerrou a nossa viagem, lugar lindo Paraty. Recomendo 1 semana, mas 4 dias deu para curti também.

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      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem.
       
      Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.
       
      A cidade
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    • Por João Guilherme Boni
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      A PARTIDA E O TRAJETO (14/07 – 15/07)
      O automóvel
      O carro que usamos era um Renault Clio, básico, 2009, 1.0 e superou todas as nossas expectativas. Gastamos aproximadamente dois tanques de gasolina, aprox. 400 reais, mais aprox. 40 reais de pedágio = 110 pra cada, sendo que fomos em quatro, super econômico! O porta-malas é relativamente grande e comportou as bagagens de nós quatro tranquilamente. O motor mil permitia subir as serras do caminho de quarta ou quinta marcha! definitivamente um carro muito valente. As únicas desvantagens era que a direção não era hidráulica e a embreagem era duríssima. Mas isso era perceptível apenas dentro da cidade, onde era mais usado. Em contrapartida, na rodovia, a direção pesada tornava o carro mais firme e estável.
      Um problema que tivemos foi o GPS. Utilizamos o aplicativo Waze para nos guiar e acredito que seja uma ótima opção para uma viagem desta natureza. Ele avisa os radares do caminho e se adapta aos momentos que o motorista necessita (cruzamentos e saídas). Porém, a desvantagem é que consome muita bateria, o que nos forçou a fazer uma parada só para carregar os celulares. Sendo assim, acredito que os aparelhos de GPS próprios para este fim se sairiam melhor em relação à durabilidade de bateria.
      Em certo ponto, em cima da serra, optamos por pegar um caminho que desviava alguns pedágios caros em São Paulo. Era a descida da serra em direção à Ubatuba, litoral paulista. Se você gosta de aventura, sugiro fazer o mesmo, mas vá com os freios impecáveis e desça engrenado. A descida é alucinante, com curvas fechadíssimas e extremamente íngreme! Sensacional. Sem contar que desvia alguns pedágios e tem um visual incrível. Fizemos o caminho pela noite e foi muito legal, mas é uma boa passar por lá durante o dia.
      As reservas
      Fizemos as reservas dos locais onde ficamos por meio de dois sites (Airbnb  e Booking.com). Nos foi muito útil para economia e comodidade, que eram nossos objetivos. A casa que ficamos foi reservada pelo Airbnb, por mim, que ainda não tinha cadastro. Isso me deu um desconto de 130 reais nas reservas acima de 250 reais. Tínhamos mais 65 reais de desconto - de um dos viajantes - que recebeu ao me convidar a fazer o cadastro. Isso nos ajudou a economizar com as hospedagens e ter conforto e privacidade.
      Fomos em quatro pessoas: um morava em Porto Alegre (RS), eu e minha irmã em Joinville (SC) e outra em Curitiba (PR).  Nos encontramos em Curitiba no dia 14/06, onde a dona do carro morava e a previsão para sair cedo (5h) acabou virando 14:30 por alguns problemas de tempo e logística. Porém, ao final de muito alvoroço e expectativa, saímos. A viagem foi super tranquila, chegamos um pouco cansados, às 1:30 da manhã, porém todos a bordo fizeram da viagem a mais divertida e leve possível. Uma dica importante é sempre viajar com pessoas que valham a pena, que são amigos de verdade, que sejam parceiros e que se deem muito bem, isso fez toda a diferença na nossa viagem.
      A princípio iríamos reservar uma casa para os dias 14 – 17/06, na praia de Jabaquara, porém, após a gente se enrolar um pouco, o dia 14 já estava reservado e tivemos que dormir em um Hostel que reservamos - também de última hora - na mesma praia. O Hostel Canguru, onde ficamos, é uma baita casa, com garagem, vários quartos, cozinha, sala, sala de cinema (com netflix, vídeo game, etc..). Fomos bem recebidos e tudo o que fazíamos era regado à “Gabriela” – cachaça feita com cravo e canela – que dependendo da fabricação se assemelha a um licor, muito saboroso. Ficamos apenas uma noite e uma manhã no Local, em um quarto compartilhado com doze pessoas. O valor total foi de aproximadamente 108 reais, 27 para cada um.
      O Hostel fica a uma quadra da praia de Jabaquara, porém, a praia não é muito atrativa, apesar de lindíssima. Pela sua condição geográfica, em local estuarino, o solo marítimo é lamacento e argiloso e as águas são escuras, o que foge um pouco do padrão turístico das praias. Na nossa visão, consideramos Jabaquara um local para fazer caminhadas e tomar sol. Porém o banho de mar pode não ser uma opção muito agradável.
      Saindo do Hostel, fomos direto para a casa (Ferienwohnung Paraty), que reservamos do dia 15 ao 17/06 pelo Airbnb. A casa é incrível, o terreno é todo disponível para uso dos hóspedes. Possui duas suítes, cozinha, sala, área externa com churrasqueira e local para deixar o carro. Tudo muito bem equipado. A casa é bem arejada e fica fresca durante o dia quente; e a noite, como esfria um pouco, a casa fica quentinha e aconchegante.
      Uma curiosidade foi que, no dia do check in na casa, havia no nosso caminho, uma cobra d’agua predando uma rã (GIF 1). Isso foi uma prova que em Paraty a natureza é um espetáculo e ela se manifestou para nós naquele momento. Paraty é um paraíso natural muito bem preservado, graças às Unidades de Conservação presentes no município (Figura 1) e ao próprio desenvolvimento turístico que explora, de maneira menos agressiva, seus bens naturais e históricos.
      Dia 15/07, após descansados da viagem e devidamente instalados na casa, conhecemos a praia de Jabaquara. O visual é incrível, mas a praia pouco agradável para banho. Quando nos demos conta, havia um homem, a aproximadamente 50 metros de distância da linha da praia “caminhando sobre as águas” (GIF 2). No mesmo dia, um pouco mais tarde, fomos conhecer Trindade, por pouco tempo, pois voltaríamos no dia seguinte. Trindade é um vilarejo, dentro do município de Paraty, com as mais belas praias e cachoeiras, um reduto da preservação e local que abriga pessoas incríveis. O acesso à trindade é por uma estrada muito boa. São aproximadamente 40 minutos de carro, partindo de Jabaquara.
      GIF 1 - Cobra d'água predando rã.
       

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
      GIF 2 - Seria Jesus?
       

      Figura 1 - Unidades de Conservação do município de Paraty.
       
      DESBRAVANDO TRINDADE (16/07)
      É recomendado partir de Paraty pela manhã, levar bastante água, algum lanche e almoçar na Vila de Trindade, existe uma boa infraestrutura de restaurantes e mercadinhos no local. Sair cedo é uma ótima ideia e é necessária pois, a partir das 15 horas, a sombra aos poucos vai tomando a praia e já é hora de voltar. Os morros e montanhas que dão início à Serra da Bocaina fazem uma barreira para o sol nesse horário.
      A primeira parada ao lado esquerdo, ainda no asfalto, é a trilha da Praia Brava. Existe um recuo para estacionar alguns carros. Estacionamos, e demos de frente com uma família com idosos, adultos e crianças, moradores dos arredores, que iriam fazer a trilha para pegar uma praia. Segundo eles, é uma atividade corriqueira na família. Conversamos um pouco com eles e combinamos em segui-los, já que não conhecíamos a trilha. Porém não foi necessário, já que a trilha é bem batida e visível. Existe uma parte que a trilha se bifurca. O lado esquerdo dá acesso à cachoeira e o lado direito a Praia Brava. A cachoeira é de porte pequeno, porém belíssima e possui águas congelantes, como de praxe. E a praia é de uma beleza ímpar, águas cristalinas e bem salgadas (GIF á esquerda). Pouco utilizada (pelo menos nessa época) e com alto grau de conservação. Ficamos algumas horas curtindo o local.
      Voltando pela trilha, pegamos o carro e partimos em direção as outras praias. A Primeira delas é a Praia do Cepilho (GIF á direita), muito bela e de águas claríssimas, com maior extensão, comparado à Praia Brava. No Cepilho existem várias rochas grandes e por cima de uma delas passa um pequeno rio que desemboca no mar mais a frente. Essa mesma rocha é a continuação do asfalto que dá acesso a outra estrada asfaltada que leva à Vila de Trindade. Pegamos a devida estrada, chegamos a vila e entramos em um estacionamento. Fomos muito bem atendidos e tiramos várias dúvidas sobre o local. O vilarejo possui diversos restaurantes, estacionamentos, pousadas, campings, mercearias e locais que oferecem passeios de barco. O estacionamento foi 10 reais e deixamos o carro até anoitecer. A partir daí a nossa companhia eram trilhas em meio a mata (com um manejo muito legal) e lindas praias. Próximo ao estacionamento, almoçamos em um restaurante que nos cobrou 18 reais por um Prato Feito (PF) com frango grelhado ou empanado e peixe em posta ou filé (tainha, pela época). O PF era bem generoso, chegamos a pedir para embalar e foi a nossa janta à noite. Além da comida, tinha disponível para os clientes uma prateleira com uma infinidade de cachaças para se servir.

      Qualquer dúvida ou curiosidade você pode perguntar para qualquer pessoa. Eles te dirão onde ir e o que fazer. Depois daí, entramos em uma trilha que deu acesso a Praia do Meio (GIF abaixo), talvez a mais movimentada, com águas verde piscina. Nesta praia existem algumas pequenas piscinas naturais muito agradáveis e possui um costão rochoso alto que é possível ter acesso. Ao subirmos no costão encontramos um morador local, chamado Kleber, que nos contou um pouco de sua vida e da vida em trindade. Ele mora em uma propriedade abastecida com recursos sustentáveis, baseado na permacultura, sem energia elétrica, com acesso por trilhas e com algumas culturas vegetais para subsistência. Coincidentemente aquele dia era seu quinquagésimo aniversário, o qual comemorava de forma rotineira.
      Kleber nos mostrou duas formações rochosas em outros costões que tinham formatos que nunca perceberíamos se ele não nos tivesse mostrado. Ao mirar à Oeste, é possível ver cinco pedras dispostas uma ao lado da outra, com tamanhos e posições que se assemelham aos dedos de um pé. Desta forma a formação foi apelidada de “Pés de Deus” (Figura 2). E, ao olhar para Sul, mais distante vemos uma grande pedra em pé que se assemelha em formato a um rosto de fisionomia indígena, que leva o nome de “Cabeça de Índio”.

      Figura 2 - Pé de Deus.
       
      A partir daí, pegamos uma pequena trilha, bem manejada, até a Praia do Cachadaço e caminhamos, aproximadamente 800 metros pela faixa de areia até chegar em uma trilha que dá acesso à piscina Natural. A piscina é fascinante, uma contenção natural das águas cristalinas do mar que habitam uma fauna aquática muito interessante. Existem centenas de peixinhos que quando cai algo na água eles se alvoroçam todos para pegar (GIF á esquerda). E quando você fica algum tempo parado, eles te rodeiam aos montes.  

       

      Figura 3 - Mapa ilustrativo de Trindade.
       
      Voltamos á Jabaquara, nos aprontamos e fomos para o Centro Histórico de Paraty, atraídos por boatos de que teria um samba na praça da igreja. Se estiver de carro, com o tempo você grava bem os trajetos para cada lugar, se obrigue a andar sem GPS e aproveite as belezas do caminho. O centro nos recebeu duas vezes, e ficamos apaixonados. A primeira vez que fomos (15/07) paramos em um bar/confeitaria que fica aberto até o último cliente sair e vende cerveja relativamente barata. Depois fomos caminhar pelas ruas do centro. O piso das ruas é preservado do tipo “pé-de-moleque”, construído no século XVIII. É proibido transitar com veículos e nas casinhas coloniais existem lojas de artesanato, restaurantes e bares. Chegamos próximo a desembocadura do rio e em frente a uma igrejinha estava tendo um ensaio de maracatu. Começou a juntar bastante gente, e ficamos horas ali contagiados com o momento.
      A segunda vez no centro compramos algumas lembrancinhas e fomos para a praça. O samba estava incrível, uma série de sambistas, alguns jovens e outros de mais idade embebiam dezenas, quiçá centenas de pessoas que sambavam e faziam subir uma grande névoa de poeira. Tudo acontecia sob a fronte da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, edificação importante na criação da Vila de Paraty e na sua emancipação.
      Paraty é um paraíso na terra, é incrível a beleza e a conservação histórica deste lugar. A região abriga um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica da parte sul do Estado do Rio de Janeiro. Percebemos a presença de várias espécies chave da conservação, visível apenas em áreas bem preservadas, entre elas o Xaxim (Dicksonia sellowiana), ameaçada de extinção. Além disso, fomos presenteados todos os dias com belos dias de sol e calor, o que foi essencial para que a gente aproveitasse por completo cada momento. 
        
       
       


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