Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''puebla''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Relatos de Viagem
  • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
  • Nomadismo
  • Outras Formas de Viajar
  • Outros Fóruns

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Ocupação

Encontrado 5 registros

  1. Salve mochileiros!!!🤙 Aqui de novo pra relatar mais uma viagem, dessa vez pela parte sul da terra do Chaves, Chapolin, Maná, Maria del Barrio, Catrina, mariachis, tequila, mezcal, pimenta, enchiladas, marquesitas, esquites, micheladas e tantas outras cositas más... Os objetivos desse relato são ajudar viajantes a planejar suas viagens, por isso procuro colocar os preços dos passeios, transporte, hospedagens, alguns pontos positivos e negativos de alguma coisa e minhas impressões pessoais; e também documentar minha viagem, como se fosse um diário de bordo, para que daqui a um tempo, quando bater saudade da viagem eu possa voltar aqui e lembrar os lugares onde passei, as coisas que fiz e as pessoas que conheci, por isso costumo colocar nomes das pessoas que conheci pelo caminho. Escrever um relato é também uma forma de agradecer aos que fizeram seus relatos e assim me inspiraram a viajar. Então aqui estou tentando escrever um relato bem detalhado no melhor estilo novela mexicana e contribuir para o crescimento dessa magnífica rede de solidariedade que é o Mochileiros.com ROTEIRO: Ciudad de México, Puebla, Oaxaca, San Cristóbal de Las Casas, Palenque, Valladolid, Bacalar, Tulum, Playa del Carmen, Isla Mujeres e Ciudad de México de novo [emoji28] CUSTO: Não fiz um cálculo certo, mas estimo por volta de 6 mil reais. Claro que isso varia de pessoa pra pessoa. Os gastos com alimentação, bebedeiras e presentinhos/lembranças/quinquilharias são coisas muito pessoais. No relato vou focar mais nos valores dos gastos com hospedagens, passeios, ingressos e transportes que são mais comuns a todo mundo. A passagem BH-CDMX eu comprei ida e volta por 1800 reais e o voo Cancun-CDMX comprei por 190 reais. Esse voo de Cancun pra Cidade do México eu queria comprar pro final da viagem e assim voltar de Cancun já pro Brasil mas os voos na Semana Santa estavam absurdamente caros a partir da quinta-feira então acabei comprando na quarta-feira e alterei meu roteiro que seria ficar os 4 primeiros dias na Cidade do México pra ficar 2 dias no inicio e 2 no final. Levei 4 mil reais que troquei tudo no aeroporto da Cidade do México. Aí você me pergunta: MAS VC LEVOU REAIS PRO MÉXICO??? Sim, e digo que valeu a pena. Por que? As casas de cambio estavam com o dólar em torno de 18 pesos mexicanos e o real entre 4 e 4,20 mas tinha uma casa de câmbio no aeroporto que tava trocando reais a 4,50. Aí foi a felicidade!!! Se você fizer a conta da razão de 18 por 4,50 dá exatamente 4, ou seja, vale levar dólar se você comprar dólar aqui no Brasil a menos de 4 reais, o que ultimamente não era possível. Eu levei também 300 dólares que eu tinha comprado aqui por 4,09. Esses dólares voltaram comigo porque eles foram só por precaução, assim como o cartão do banco pra saque, pois eu ia viajar pelo interior do México e se eu fosse roubado ou meu dinheiro acabasse eu não ia conseguir fazer NADA com reais por lá. O único lugar que vi trocar reais no México é no aeroporto da Cidade do México e eu até achei boa a cotação de 4,50 então se você for levar reais, procure o melhor cambio no aeroporto e troque TUDO lá. Também usei cartão de crédito pra pagar as hospedagens que aceitavam cartão sem adicional por isso e algumas passagens de ônibus também. A cotação no cartão de crédito já com IOF ficou muito perto dos 4,50, geralmente entre 4,45 e 4,48 Vou colocar no relato os valores em pesos mexicanos, pra converter pra real é só dividir por 4,50. Como eu não ia andar o dia todo com o celular na mão fazendo contas (nem você vai fazer enquanto lê) eu dividia por 5 e pensava que era um pouquinho mais do que o resultado. Se algo era 50 pesos, era pouco mais de 10 reais e assim por diante… HOSPEDAGEM: fiquei toda a viagem em hostel, que eu reservava pelo Booking ou Hostelworld, pois se tem uma coisa que não combina comigo é chegar num lugar e ficar caçando onde ficar, gosto de já ir direto ao ponto [emoji38] Então no dia anterior quando eu decidia que realmente ali já deu e tava na hora de partir pra outro lugar eu entrava no app e reservava um hostel na próxima cidade. Ao longo do relato vou dizendo onde fiquei e o que achei. SEGURANÇA: O México parece um pouco com o Brasil, sempre saem notícias de grupo de narcotraficantes tacando o terror em algum lugar, existem sim lugares perigosos...mas pra mim a sensação foi de tranquilidade. Me senti sempre como se eu estivesse na minha cidade, que é uma cidade do interior “relativamente” tranquila. Claro que eu passei pelos pontos mais turísticos e obviamente mais policiados. Creio que você deve andar com a cautela comum que você deve ter em qualquer lugar do mundo, aquela velha história de não ostentar nada e observar ao seu redor. No mais aproveite o México que eu achei bem de boa. CLIMA: Taí uma coisa a ser observada sempre. Uma boa época pode ajudar bastante nos seus planos, então manda um Google no mês que você vai pra saber se não é uma furada. Parece que o pior é a época mais chuvosa entre junho e outubro. Agora em abril tava perfeito. Cidade do México, Puebla e Oaxaca com tempo seco e certo friozinho pela manhã, entre 12 e 15 graus e calor de tarde entre 25 e 30 graus e interessante que nessa região o povo adora um agasalho, tudo bem que até faz um friozinho de manhã mas no calor do meio da tarde eles não tiram o agasalho E adoram vestir um coletinho também[emoji1] Peninsula de Yucatan com o tempo abafado de sempre, temperaturas entre 20 e 30 graus. Vi apenas duas chuvas nesses 22 dias, quase sempre muito ensolarado, é um mês bem aproveitável. [emoji41]
  2. Olá pessoal!! Tudo bem ? Pretendo passar 26 dias viajando pela parte central do México, chegando dia 09/04 de Guadalajara e voltando dia 05/05 de Guadalajara, poderiam por favor me ajudar vendo se meu roteiro está ok ou se devo fazer alterações no tempo de cada lugar, ou se devo excluir alguma cidade e acrescentar outra? E se puderem contribuir também com dicas do que eu devo fazer nesses lugares serei eternamente grata 😅 Guadalajara (09/04 até 11/04) San Luis Potosi (11/04 até 13/04) Guanajuato (13/04 até 16/04) Querentáro (16/04 até 17/04) Vera Cruz (17/04 até 20/04) Puebla (20/04 até 22/04) Guerreiro - Acapulco (22/04 até 24/04) Cidade do México (24/04 até 02/05) Guadalajara (02/05 até 05/05) Se alguém estiver com datas que coincidam pode me chamar pq estou sem companhia para a maioria dos lugares 😊
  3. Querides do meu Brasil Varonil, isto é o relato das coisas que eu lembro, mas sem cronograma definido. As imagens serão um misto de fotos que tirei com imagens do Google (você vai entender). Foram 23 dias em solo mexicano. Agradecimentos à comunidade do mochileiros (em especial ao Michradu) e ao Dani Vamos às considerações gerais: *Ônibus: As estradas dos trajetos que fiz estavam em boas condições. Viajei sempre pela ADO e deu tudo certo. É mais barato comprar com antecedência pela internet, cada ônibus oferece uma passagem (só uma ) com um bom desconto e é ainda mais barato comprar em algum guichê espalhado pelas cidades. * Mexicanes: sempre muito gentis e solícites viva México <3 Não se preocupe caso você se perca entre ônibus e metrôs, es mexicanes vão te perguntar pra onde você quer ir só de ver sua cara de perdide. * Comida I- pimenta: sempre me perguntavam o quanto picante eu queria, isso quando a pimenta não vinha separado... então, sussa (mas se tiver o adjetivo “bravo” depois do nome da comida é por sua conta e risco) * Comida II - aminais: são super carnívoros e adoram carne de porco (puerco, cerdo, jamón). Passei em vários restaurantes sem nenhuma ou com uma só opção vegetariana e acho que só vi um item de um cardápio de um restaurante com o selo vegano. E nem sei se era vegano de verdade mesmo kkkkk mas tem restaurante vegano no centro da Cidade do México * Comida III - variedades: água de Jamaica é um chá gelado de hibisco bem gostoso. Água de horchata é de arroz e é bem gostosa. Esquites é um copo de milho cozido com uma erva lá, maionese, queijo, limão e chilli e é a coisa mais deliciosa que já inventaram. Eles comem grilo seco também, os chapulines. Deixe pra comê-los em Oaxaca. E michelada é cerveja com limão sal e pimenta. Muitos acrescentam suco de tomate, que lá se chama clamato. Mezcal é o mesmo que Tequila, só tiveram que botar outro nome por questões de registro. Os tacos AL pastor (porco) e de suadero (gado – res) fazem muito sucesso. E tamales são tipo pamonhas adiferentadas. Rola tamarindo pra todo lado: suco, doce, doce com pimenta, etc * Dinheiro: vi câmbio de reais em Cancun, e tava muuuuuuito ruim. O esquema é levar dólar e trocar por peso mexicano no segundo andar do aeroporto, entre o portão 6 e 8, salvo engano, do T1. Melhor cotação mesmo (em fev/2016, 1 dolar valendo 17.23 pesos) Pra 23 dias, 1500 dólares foram mais que o suficiente. * Isic card :ninguém aceitava. Os moços do museo de Templo Mayor e da Torre latinoamericana só aceitaram porque eles eram legais. * Acapulco: todos amamos o Chaves, mas Acapulco foi cortada dos planos porque era meio contramão e porque dizem que não é mais como antigamente, que já foi alguma coisa nos anos 70, que tem muita violência lá, etc. O hotel do Chaves ainda tá lá. * Hospedagem: Fiquei em quarto coletivo de hostel, sempre checando no tripadvisor e reservando pelo booking.com na cidade anterior. Deu tudo certo, em cada cidade falo sobre o lugar em que fiquei. * Domingos: Aos domingos os museus do país são de graça para os mexicanos, isso quer dizer que estão mais cheios! E segunda feira normalmente uma boa parte deles nem abre. * Dica geral pra mochileires sem muita experiência: Faça seu plano de viagem dia-a-dia. Você deve encontrar mil coisas legais que não vai dar tempo de fazer (não abra mão de pelo menos 1 dia livre sem nada planejado), então coloque no plano reserva. Diante de contratempos ou adiantamentos, você resgata o plano reserva... eu mesma usei metade do que fiz, lê o relato que vc entende!
  4. CIDADE DO MÉXICO E ARREDORES Vôo cansativo, nove horas (sem contar o trecho Rio x Guarulhos e o tempo infernal de conexão). Cheguei na Cidade do México às 7:00 pelo horário local. Ainda que gastando um pouquinho mais, já havia reservado o hotel com a diária a partir do dia anterior para evitar ter que esperar até 14:00 para o check in, o que foi muito bom porque eu precisava dormir e ainda por cima, chovia. Quando acordei, já estava disposta para perambular a pé e tentar pegar o clima da cidade e até a chuva já tinha dado uma trégua. A partir do hotel no bairro Juarez, peguei a badalada Avenida Paseo de La Reforma no sentido do Museu de Antropologia. Já pela Avenida você sente que a cidade está anos-luz à frente do Rio de Janeiro no quesito policiamento. Bem, eu viajei sozinha, andei muito sozinha, com uma câmera profissional relativamente cara e não me senti insegura um só minuto, apesar de todas as mil recomendações recebidas com relação ao perigo. Cheguei à conclusão que os cariocas estão realmente jogados às traças e ao descaso da administração pública. Essa área da cidade é muito moderna, prédios gigantes, embaixadas, grandes empresas, bolsa de valores, shopping centers, similar à Avenida das Américas, porém mais organizada e mais amigável, com jardins (e pessoas sentadas nos bancos sim!!!), muitos cafés, exposições ao ar livre, bicicletas nas ciclovias. Aos domingos, o trânsito é fechado aos carros e vira uma enorme área de lazer, que comporta inclusive competições, como um Aterro do Flamengo. Refiz meu roteiro de forma a passar para os primeiros dias, os pontos turísticos fechados,já que a chuva e o frio incomodaram um pouquinho. E o recomendadíssimo Museu de Antropologia sugou toda minha tarde, com seu grande pátio retangular, cercado em três lados por dois andares de exposições. O andar térreo reserva as exposições relacionadas ao México pré-hispânico, enquanto acima, as salas estão reservadas aos descendentes indígenas. Tudo é muito organizado. Passar pelas salas correndo seria um desperdício. É nesse museu, que está exposta a Pedra do Sol, também conhecida como Calendário Asteca, encontrado em 1970 nas escavações arqueológicas do Templo Mayor. De deixar o queixo caído!!! Na Cidade do México, usei muito o serviço do Turibus, que é um ônibus panorâmico de turismo, onde você pode descer em qualquer ponto, retornando posteriormente, além da possibilidade de usar os quatro circuitos. O negócio funciona relativamente bem por um preço bem barato (140 pesos, aproximadamente 33 reais), mais barato que taxi e mais confortável que o metrô. Claro que o ápice desse circuito foi a chegada ao Museu Frida Kahlo, a casa azul onde a majestosa pintora nasceu e cresceu, onde viveu com o Rivera e onde repousa suas cinzas (em uma urna, sobre a penteadeira no quarto superior). Mas vamos falar sobre Coyoacán, que na língua nativa mexicana náuatle significa "lugar de coiotes", bairro que mantém sua identidade tranquila, com ruas estreitas da era colonial, cafés e bares aconchegantes. Porém no Jardim Centenário, assim como na Praça Hidalgo, sendo domingo, há um fervilhão de pessoas curtindo os músicos, mímicos e artesãos e a visita fica mais interessante ainda. Da praça até a Casa Azul são seis quadras, passando pelo Mercado, mas antes de seguir vale uma parada na Igreja de San Juan Batista. Eu acredito que se o dia estivesse ensolarado eu teria mais interesse em passsar pelos demais pontos do Turibus, principalmente para ver de pertos os mosaicos de Juan O'Gorman que cobrem as paredes dos dez andares da Biblioteca Central, mas confesso que nesse dia fiquei no modo turista superficial, dominada pelo péssimo humor dos dias nublados. Na segunda-feira, pelo hotel, consegui o contato de uma agência de turismo e resolvi fazer as Pirâmides de Teotihuacan. Seria fácil ir por conta própria, mas cheguei à conclusão que um tour facilitaria a questão de conhecer a história através de um guia, além de conhecer pessoas e me misturar um pouco mais. A parte ruim foi que a Monopolis leva à sério os acordos firmados com os comerciantes locais e exagera no tempo destinado às compras e consequentemente reduz o que interessa. Nesse tour, o tempo gasto na loja caríssima próxima às Pirâmides, poderia ter sido utilizado na Basílica que foi insuficiente. O mesmo aconteceu no tour à Taxco com as lojas de prata, cujo tempo poderia ter sido utilizado para percorrer as lindas ruas do vilarejo e eu praticamente "briguei" com o guia para não entrar na segunda loja. Mas vamos ao que interessa... O complexo das Pirâmides de Teotihuacan já foi a maior cidade da mesoamérica e está distante da Cidade do México em 50 Km. É a maior cidade antiga do país e a capital do que foi provavelmente o maior império pré-hispânico do México. A única coisa muito incômoda são os vendedores ambulantes (me senti em Salvador, me desviando das fitinhas). O tempo abriu, o sol apareceu com o céu azul mais intenso que jamais havia visto. A cidade era dividida em quartos por duas grandes avenidas que se uniam perto de La Ciudadela, uma delas com um traçado norte-sul, é a famosa Calzada de los Muertos, chamada assim porque os astecas acreditavam que as imensas construções que a ladeavam eram tumbas enormes, construídas por gigantes para os primeiros governantes de Teotihuacan (do século 1 até o século 8, os astecas apareceram posteriomente). Embora a antiga cidade tomasse 20Km2 de território, a visitação está restrita aos 2km da Calzada com seus os principais monumentos: o Templo do Sol e o Templo da Lua em cada extremidade. Pirâmide do Sol - é a terceira maior do mundo, perdendo para a de Queops no Egito e a de Cholula, também no México (mas essa só tem maior base, logo, no olho eu já a promovo à segunda maior, com 222 metros de base de cada lado e 70 metros de altura e 248 degraus. A crença dos astecas que a estrutura era dedicado ao Deus Sol foi confirmada em 1971 com a descoberta arqueológica de artefatos religiosos em um túnel subterrâneo de 10 metros que vai do lado oeste até uma caverna bem no centro da pirâmide. Acredita-se que a parte frontal era pintada de vermelho, tornando a visão com o pôr do sol pra lá de radiante. Pirâmide da Lua - aparentemente tem a mesma altura da Pirâmide do Sol, mas foi na verdade construída em uma parte mais alta do terreno. Foi concluída posteriormente, por volta do século 300. A Plaza de la Luna, bem em frente é espetacular, tem doze plataformas de templos, que totaliza treze com a própria pirâmide, o que os arqueólogos entendem ter a ver com o calendário mesoamérico. Parada para o almoço e meu primeiro contato direto com a comida mexicana. Não vou me prolongar no assunto: meu problema não foi a pimenta, mas sim o milho. Toda massa tem milho: tortilhas, tacos, nachos, quesadilhas. Uma tortura. O frango é anêmico. Não rola um bifão e as famosas sopas são ralas. Tive sorte apenas em um restaurante com um frango com molho de pimentões em Taxco e em Puebla com o "mole". Provavelmente vou ficar um bom tempo sem comer no Subway porque extrapolei meu limite de sandubas por uma vida. No fim da tarde fizemos a visita rápida à antiga e nova catedral de Guadalupe. A antiga está nitidamente cedendo e tombando, internamente dá para sentir uma ligeira ladeira e a nova, de 1970 é espetacularmente linda por dentro, o que surpreende por seu exterior simplório. A Virgem de Guadalupe foi declararada oficialmente a padroeira do México em 1937 e sua imagem está por todos os cantos. Como todas as grandes cidades de países colonizados pela Espanha o Centro da Cidade do México reserva uma grande praça, lá chamada de Zócalo, construída sobre o que, alguma vez, foi o epicentro de Tenochtitlan (capital da civilização asteca). É uma das maiores do mundo, foi testemunho de importantes eventos políticos, cívicos e culturais do país no últimos 700 anos. Debaixo da praça, na estação do metrô, é possível ver maquetes e fotografias da região através dos séculos. Ao redor, a Catedral que levou 200 anos para ser construída o Palácio Nacional, onde os murais fantásticos de Diego Rivera, chamado “México através dos tempos”, pintado entre 1929 e 1951, deixou meu queixo simplesmente no chão!! Há pouco tempo, descobri que há possibilidade de vislumbrar o Zócalo do alto do campanário da catedral, mas não fiz. Vacilona, não estudei o destino como deveria. E enfim, chegamos ao Templo Mayor, que foi um dos principais templos dos astecas na sua capital Tenochtilan, atual Cidade do México. O templo era dedicado a dois deuses simultaneamente: Huitzilopochtli, o deus da guerra e Tlaloc, deus da chuva e da agricultura, cada um deles com um santuário no topo da pirâmide e cada um destes com a sua própria escadaria. Medindo aproximadamente 100 por 80 metros na base, o templo dominava um Recinto Sagrado. A construção do primeiro templo teve início algum tempo depois de 1325, tendo sido reconstruído posteriormente por seis vezes. O templo foi destruído pelos espanhóis em 1521 e ruínas foram tombads pela Unesco em 1987. Os objetos encontrados nas escavações atualmente fazem parte do acervo do Museu do Templo Maior, que merece algumas horas de atenção. O acervo ainda contempla a medalha recebida pela guatemalteca Rigoberta Menchu pelo Nobel da Paz de 1992, pela sua campanha pelos direitos humanos a favor dos povos indígenas, doada pela própria ao México, onde esteve exilada por anos. E então eu tive que voltar ao Centro em um outro dia para fazer os demais pontos turísticos dessa vez começando pela Alameda Central que é um grande parque com muitas árvores, fontes e bancos e que tem em uma de suas extremidades o Museu Mural Diego Rivera, que foi construído em 1987 com o objetivo de guardar o grande mural “Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central”, que originalmente estava no restaurante do Hotel del Prado até que este sofreu danos em um terremoto (mas o mural nada sofreu). No dia, o museu não mantinha nenhuma outra exposição, mas só o mural vale a visita e um senhor chamado Arturo me contou toda a história do mural e ainda me levou ao subsolo para ver fotografias de como um estacionamento se tornou o museu e como o mural foi transportado. Diego Rivera, mais um vez me encantou. O mural, de 65 metros quadrados, conta a história do México em ordem cronológica: com a conquista pelos Espanhóis, o massacre dos infiéis com o domínio da Igreja Católica, a manifestação dos direitos da mulher. Trata-se também de uma das mais polémicas obras do pintor, graças à inscrição da frase "Deus não existe", situação que remeteu o mural para a censura, ficando nove anos sem ser exposta. Apenas em 1956 o mural voltaria a ser exibido livremente, depois de Rivera ter substituído a controversa frase por uma outra inscrição. E é nessa obra que a Catrina, o mais famoso personagem folclórico do México foi imortalizado, mas isso é papo para mais tarde. Cheguei cedo e o museu estava fechado, então aproveitei para ir em La Ciudadela (umas quatro quadras da Alameda), um local que centraliza a venda de artesanatos, onde fui comprar os crânios coloridos, que deixei de comprar em Oaxaca pela metade do preço, porque fiquei com medo de quebrar na agitação entre uma cidade e outra. Na outra extremidade da Alameda Central está o fantástico Palácio das Artes. Dez minutos depois que entrei, começou uma visita guiada gratuita. Eu sou sortuda???? Mais ou menos.... Eu acho que foi para compensar a falta de sorte com o cancelamento da apresentação do Ballet Folclórico exatamente no dia em que eu estava na cidade. Na verdade, só descobri a visita guiada por conta da minha cara de decepção na bilheteria. No fim da visita, a funcionária que fica na função de informações estava do lado de fora com um cartão postal do Ballet para me presentear e o mais interessante ela estava estudando português com um professor paulistano. Atravessando a rua, contrastando com a arquitetura, encontra-se a Torre Latino Americana, o primeiro arranha-céus da cidade, construído entre 1949 e 1953 com 43 andares. Na cobertura há um mirante interessante com visão 360 graus da cidade abaixo, incluindo a Calle Francisco Madero, onde fica a Casa dos Azulejos (prédio que vale pela arquitetura, não pelo café) que corta o centro da torre até o Zócalo e foi essa que atravessei mais uma vez para então visitar os murais de Orozco e Siqueiros no antigo Colégio de Santo Idelfonso. Imperdíveis. E a vida noturna? Não sei dizer como é!!! Eu tinha três programas no roteiro: o ballet, a luta livre e os mariachis na Plaza Garibaldi. Os dois primeiros tive um desencontro de agenda e o terceiro optei por não ir porque estava sozinha e sempre que chegava cansada no hotel, depois de andar como um camelo por todo dia, a preguiça me vencia. Castelo de Chapultepec - Trata-se de um palácio, localizado no alto da colina de Chapultepec, no centro do Bosque de Chapultepec, onde está localizado o Jardim Botânico, Zoológico. É uma área gigantesca e andei por toda a manhã e posso garantir que não conheci tudo. Construído na época do Vice-Reino da Nova Espanha como casa de verão e depois foram-lhe dados diversos usos, desde armazém de pólvora até academia militar, em 1841. Museu Soumaya - Inaugurado em 2011 pelo seu fundador, o empresário Carlos Slim, o museu abriga uma das mais importantes coleções particulares de arte e conta com a maior coleção de Rodin fora de território francês, também há obras de Pietro Bazzanti e Camille Claudel. A arquitetura é só para abrir o apetite. São seis andares, divididos em seis grandes salas. Há obras de Diego Rivera, Rufino Tamayo, José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e Dr. Atl, Georges Braque, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Joan Miró; Jean-Frédéric Maximilien de Waldeck e Mónico Guzmán Álvarez, assim como peças de cerámica, concha e piedra de arte mesoamericano procedentes de Colima, Guanajuato, Jalisco e Nayarit. O mais interessante é que a inauguração teve a participação de Gabriel Garcia Marquez, o nosso Gabo. Xoximilco - fica distante uns 20Km do centro e é conhecido como "Veneza Mexicana", pois seus canais abrigam barcos coloridos, chamados "trajineras", que levam os turistas para cima e para baixo, ao som de mariachis e marimbas (pagos à parte). Eu, particularmente não gostei, achei enfadonho, os canais fedem e é muito "turistão". Talvez no fim de semana seja um pouco mais animado e interessante. Mas eu não indico. Para ajudar, no retorno, pegamos o famoso engarrafamento fenomenal da Cidade do México. PUEBLA E OAXACA E no fim, pelo comodismo, optei por ir para Oaxacana partir de Puebla, onde cheguei por um tour, onde conheci um casal de espanhóis de Salamanca e batemos perna pelas ruas. Paramos para almoçar em um local bem interessante, La casa de los muñecos, onde experimetamos a deliciosa cerveja pueblana e o famoso frango com "mole", o molho estranho com chocolate. Acho que foi o que de mais diferente comi em todo México e que curiosamente gostei. No fim do tour, me deixaram na rodoviária para continuar para Oaxaca, em uma distância de aproximadamente quatro horas em ônibus relativamente confortável, treinando o espanhol com um filme na TV. Da Estação de Oaxaca até o Centro histórico foram dez minutos, onde ficava meu hotel, brilhantemente escolhido, colado ao Zócalo, onde não parecia estar muito seguro, pois alguns acampamentos de manifestantes ocupavam os arcos dos prédios centrais, mas no fim nada aconteceu. Foi uma das cidades que mais gostei, é o reduto indígena do país e o melhor local com relação aos artesanatos (fui idiota em levar uma mala pequena). No primeiro dia, pela manhã fui ao Monte Alban, a antiga capital zapoteca, um sítio arquelógico 400 metros acima a cidade. Na entrada, há um museu bastante interessante com toda a explicação sobre a primeira civilização a utilizar a escrita. As esculturas dos "dançantes" me deixou encantada, assim como a representação das mulheres em trabalho de parto. De lá fomos a uma comunidade e casa de um escultor para a comum venda casada de artesanatos, mas acabou que foi bem legal e até me rendi a comprar um sapo. Almoçamos em um racho e o dono estava com uma camisa do Brasil!!! Seguimos na parte da tarde para o Templo Cuilapam Guerrero, também conhecido como Convento de St. James, uma obra majestosa iniciada em 1559 e nunca foi concluída. Foi planejado para atrair tantos povos indígenas que se converteu ao catolicismo, as dimensões gigantescas que exibe sugerem que tendo terminado pode ter sido o monumento melhores e mais bonitas da América colonial espanhola. Neste local foi baleado general Vicente Guerrero um 14 de fevereiro de 1831, um dos independentistas mexicanos. Quando cheguei no hotel, tinham cinco mil mensagens no celular por conta das notícias que estavam chegando no Brasil sobre Patrícia, um mega furacão que havia passado pelo litoral mexicano que provocou muita destruição e eu completamente alienada no meu torpor de férias históricas. Ainda bem que eu havia escolhido estar longe das praias. No segundo dia, parte do pessoal do dia anterior estava no meu tour e ainda fiquei treinando meu inglês ruim com um americano no hall do hotel que inclusive me chamou para jantar, seguimos para Teochillan del Valle, pueblo com tradição nos tapetes cuja lá é colorida com plantas e outros colorantes naturais (poupei meu bolso, porque estavam fora do meu orçamento) e paramos nas bodegas de mezcal e tequila. Lá eu com a gengiva dormente com as provinhas!!! Na parte da tarde fomos ao Sítio de Mitla, com sua arquitetura espetacular, formada de mosaicos e depois fomos para Hierve el Agua, uma formação rochosa que parece uma cachoeira de pedras. Nesse caso, as fotos valem mais que mil palavras. Últmo dia: photostreet!!!! Tirei o dia inteiro andando pelas ruas, entrando nos mercados, visitando as igrejas e museus. Chorei na emocionante missa da catedral. Acabei com minha sapatilha. Me rendi às batas bordadas. Assisti a uma manifestação de feministas. Tomei café em várias paradas. Almocei no restaurante sobre os arcos da praça e fiquei vendo a vida oaxacana passar. No fim da tarde, tomei meu rumo para rodovária para seguir rumo à região de Chiapas, ainda mais ao sul, para a cidade de San Cristobal de las Casas, 13 horas de viagem. CHIAPAS Eu queria ir ao sítio arqueológico de Palenque e fiz a escolha incorreta, não que San Cristobal de las Casas não tenha sido legal, mas é que eu poderia ter seguido direto para Palenque (seriam 3 horas a mais), continuado para Mérida (seriam 7 horas a mais na noite do dia seguinte) e o famoso sítio Chichén Itzá, e então teria voltado de Merida para CDMX de avião, assim como fiz ao voltar de Tuxtla. Teria aproveitado mais porque não vi nada de interessante em Agua Azul (que estava barrenta) e Misol Ha (parece que só estão lindas em uma parte do ano) e o tal Canion do Sumidero também não, só demonstrou que as garrafas pet são as grandes vilãs do meio ambiente. Esses dois passeios mais o dia chuvoso de San Cristobal seria o suficiente para ir mais ao sul. Na manhã de chegada, com a chuva, optei por ir para o hotel, único ruim de toda a viagem, mas bem localizado, levantei um pouco antes do almoço, ainda chuviscava mas ainda assim saí para comer e para reservar os passeios dos dias seguintes, a cidade é minúscula e em dez minutos dá para cruzar a Praça 31 de maio até o Cerro de Guadalupe pela movimentada Calle Real Guadalupe, somente de pedestres. A minha sorte é que nesse período estava acontecendo o Festival Cervantino, com apresentações de escolas de ballet, música, um show de tango e crianças apresentando Don Quioxote. E então vou me ater a falar de Paleque, que realmente foi o ápice da viagem ao sul do México. De San Cristobal até o sítio arqueológico é uma longa viagem, partindo às cinco da manhã, o que possibilita ver o sol nascer entre as montanhas e florestas, com aquela neblina suspensa. Se tivéssemos seguido à Palenque direto teria sido mais produtivo, pois já chegamos no fim da tarde, pois paramos nas tais cachoeiras sem graça. Jóia da arqueologia no México, Palenque é o mais importante conjunto de ruínas maias da América Central. Sob o comando de K’inich Janaab’ Pakal – Pacal, o Grande – seu governante mais importante, que assumiu o poder no ano de 603, Palenque viveu o auge da construções de edifícios inovadores. Um dos projetos mais impresssionates foi o hoje chamada de Palácio, com paredes e teto cobertos de argamassa feita com conchas moídas e cal, moldadas com figuras que representam as cerimônias e atividades dos governantes e dos deuses. O Templo das Inscrições, a imensa pirâmide que domina a praça central , também conta o dia-a-dia de quem governava os maias da cidadela. Sua importância não para aí. O edifício é um dos mais estudados do mundo maia, não apenas por ter uma função crucial – servir de monumento funerário para o rei Pacal – mas também por ter as incrições mais detalhadas e importantes já encontradas por quem pesquisa o mundo maia. Há, ainda, painéis esculturais dentro da tumba de Pacal. Ficamos duas horas por lá. Pouco, muito pouco!!! MEXICO CENTRAL - GUANAJUATO, MORELIA E PATZCUARO Para retornar do sul, optei por fazer por aéreo, porque meu tempo estava curto e eu ainda tinha Guanajuato e San Miguel do Allende antes de chegar à tradicional Festa dos mortos em Morelia e Patzcuaro. De San Cristobal de las Casas peguei um ônibus até Tuxtla de Guitierrez e de lá um vôo pela Aeroméxico para a capital, do aeroporto peguei um taxi para a rodoviária e seguindo o conselho da minha companheira fantástica de vôo, comprei minha passagem pela ETN e super confortavelmente cheguei à Guanajuato, a cidade mais fantástica do México! O centro histórico de Guanajuato possui um característico sabor europeu, com centenares de becos de pedras que sobem e descem a ladeira. As praças arborizadas estão cheias de cafés ao ar livre, museus, teatros, mercados e monumentos históricos. Os edifícios da cidade são um excelente exemplo da arquitetura colonial de estilo neoclássico e barroco. Uma rede de túneis subterrâneos corre debaixo da cidade para ajudar a controlar o fluxo do tráfego. Conhecida como o berço da Independência do México, esta cidade é uma importante parada ao longo da Rota da Independência, que também passa pela Dolores Hidalgo e San Miguel de Allende. Percorre a Alhóndiga de Granaditas, um edifício e monumento histórico localizado no centro da cidade, e o lugar onde aconteceu a primeira grande vitória sobre os espanhóis em 1810. É uma cidade de lendas e lugares lendários. Um dos mais conhecidos é o famoso "Callejón del Beso" (Beco do Beijo), um lugar muito estreito onde os casais podem se beijar desde varandas opostas. Não podemos deixar de participar de uma "callejoneada", ou serenata a pé, dirigida por músicos estudantes que, acompanhados por violões, oferecem serenata aos presentes e contam histórias locais. Anualmente, a cidade alberga o Festival Internacional Cervantino (eu cheguei com uma semana de traso), um evento de artes cênicas nomeado em honra a Miguel de Cervantes Saavedra, autor de Dom Quixote de la Mancha. Há menção a Cervantes em cada esquina, com muitos monumentos e um museu fantástico!!! A cidade abriga também a a casa do famoso muralista Diego Rivera, nascido neste mesmo estado, que foi convertida num excelente museu. Gostei tanto da cidade que abri mão de San Miguel do Allende para ficar dois dias por lá. e Guanajuato até Morélia é bem rápido, acho que três horas, não lembro bem. Cheguei no final da tarde, coloquei as malas no hotel e já fui dar uma volta na praça central e o clima Noche de los muertos já pairava no ar, com as crianças fantasiadas, lindas mulheres vestidas de Catrina, decoração fantástica, velas, "oferendas" e a flor típica em todos os lugares, chamada de la cempasúchil, que eu já era apaixonada e chamamos aqui de cravo francês. E como funciona o Dia dos Mortos? Eu segui o rito turistão: fechei um tour com uma agência local, a Morelianas, e segui para visita aos cemitérios locais em Pátzcuaro e Tzintzuntzan e o mais tradicional de todos, na Isla de Janitzio . É muito interessante, como as pessoas encaram a "comemoração". Que na verdade é uma celebração da vida, a saudade dos que já foram, para que sejam relembrados e não renegados à terra dos esquecidos. A festa está dividida em duas etapas, entre o 31 de outubro e 1º de novembro, os mexicanos celebram as almas que morreram quando crianças, no Día de los Angelitos. Já o dia seguinte é dedicado a quem foi para o outro mundo durante a vida adulta. É uma festa linda de se ver. De origem indígena, o Dia de Finados mexicano comemora as vidas dos ancestrais, que nessa época voltam do outro mundo para visitar os vivos. Os povos indígenas tinham cerca de um mês inteiro dedicado aos mortos: o nono do calendário asteca, equivalente ao nosso agosto. Quando os espanhóis chegaram naquelas terras, se assustaram com esses costumes e logo trataram de cristianizar a festa, que teve a data alterada para coincidir com o Dia de Finados católico. As famílias preparam verdadeiros banquetes, as pessoas se enfeitam e as crianças se divertem em suas visitas aos mortos, nos cemitérios! Cheguei ao hotel às cinco da manhã, realizadíssima por ter conseguido fazer a viagem que estava em meus planos há tanto tempo. Morelia é a capital do Estado mexicano de Michoacán e tem a mais linda arquitetura colonial dentre todas as cidades que conheci. A catedral começou a ser construída em 1660 e foi concluída em 1744 com a fachada em estilo barroco e interior neoclássico. É simplesmente fantástica, principalmente a iluminação noturna. A rua principal fica fechada aos domingos para lazer e no fim dela há um gigantesco aqueduto. Agora, o maior espetáculo da cidade é o Santuário de Guadalupe, com seu interior magnificamente decorado pelo artesão Joaquín Orta, cheio de adornos florais, coloridos em tons de rosa e lilás. Li em um guia que parece um templo hindu. É verdade. Havia comprado minha passagem de retorno à Cidade do México para a manhã do dia 03/11 e acidentalmente peguei um taxi na porta do hotel que descobri que havia sido chamado para outra pessoa. Conversando com o taxista, falei sobre o fato de não ter ido à Patzcuaro durante o dia e que tinha planejado os horários do dia e tal e seguimos para a rodoviária, chegando lá ele sugeriu que eu trocasse minha passagem e me cobrou 400 pesos (aproximadamente R$ 100,00) para me levar a Patzcuaro e rodar comigo pelas redondezas, ao sítio arquelógico e me "devolver" na rodoviária no fm da tarde. Consegui trocar e lá fomos nós. Coisas do destino. E assim, conheci Patzcuaro (e mais um muralista Juan O'Gorman), Quiroga e ainda consegui comprar as Catrinas por 1/4 do preço no pueblo dos artesãos que vendem para as grandes cidades. De volta à Cidade do México para um dia e meio de sol! Aproveitei a manhã no Castillo de Chapultepec e voltei ao Centro para fazer a visita guiada ao Palácio de Belas Artes (que para minha sorte também estava apresentando uma exposição fantástica de grandes fotógrafos), subir ao topo da Torre Latino Americana, andar a pé pelo Paseo Francisco Madero e passar a tarde toda nos murais de Siqueiros e Orozco no antigo Colégio Sao Idelfonso, hoje Museu de Arte e correndo as ruínas do Templo Mayor. Fechei o último dia com mais Rivera e uma corrida ao Museus Soumaya. HOSPEDAGEM: Cidade do México: Hotel del Principado - Atendimento espetacular, apesar da estrutura merecer uma boa reforma. Bem localizado, atrás do Shopping Reforma 222 e rua do Museu de Cera. Excelente custo x benefício. Oaxaca: Hotel Trebol - O melhor hotel de toda viagem pela localização, pelo conforto e atenção do staff. O preço para qualidade me surpreendeu, mas creio que foi uma promoção conseguida pelo Hoteis.com, uma vez que a tabela de preços da recepção estava o dobro. San Cristobal de las Casas: Hotel Casa Madero - Praticamente um pulgueiro bem localizado. Cama barulhenta, cheiro de mofo, chuveiro tipo splash que molhava até para fora da cortina. Mas foi tpo preço de hostel para um quarto privado. Então tá bom, né? Bolso agradeceu. Guanajuato: Hotel San Diego - De cara para o gol! Ao lado do Teatro Juarez. Quarto enorme, confortável. Chuveiro fantástico. Equipe insossa. Doeu no bolso, mas eu merecia depois do sufoco em San Cristobal. Morelia: Hotel Casino - Muito bem localizado, praticamente no quintal da Catedral. Quarto pequeno, mas longe do barulho do restaurante do térreo. Bom custo x benefício. RESTAURANTES: Não vão ser dicas brilhantes, porque eu nunca fui muito fã de comida mexicana e lá a coisa piorou. Oaxaca: El Asador Vasco - Fantástico!!! Ambiente legal, atendimento nota mil e um filé dos deuses. Sentei no varandão e fiquei lá vendo a vida passar. San Cristobal de las Casas: El Argentino - A melhor carne e salada que comi em toda minha vida! Melhor que na Argentina! Guanajuato: Casa Valadez - Tanto para o café da manhã quanto para o almoço é uma excelente opção! Morelia: Pulcinella - Fettucine al Alfredo. É isso! De resto, eu só posso dizer que Subway, Burger King e o meu preferido Crepes & Waffles foram a minha salvação!!!
  5. Olá, [email protected]! Em janeiro/2017 passei 24 dias no México com meu marido e um amigo. Sabem aquela viagem que combina povo acolhedor, história rica, patrimônio cultural, paisagens incríveis, comida deliciosa e praias paradisíacas? Pois é! Em resumo, foi assim! Nosso roteiro de viagem foi basicamente esse: 30/12 - Chegada +- 12:00 na CDMX 31/12 - CDMX 01/01 - CDMX 02/01 - CDMX 03/01 - CDMX 04/01 - CDMX / bus para Puebla 05/01 - Puebla 06/01 - Puebla / bus para Oaxaca 07/01 - Oaxaca 08/01 - Oaxaca 09/01 - Voo para Mérida 10/01 - Mérida 11/01 - Chichén Itzá / bus para Tulum 12/01 - Tulum 13/01 - Tulum 14/01 - Tulum 15/01 - ferry para Cozumel pela manhã 16/01 - Cozumel / ferry para Playa del Carmen 17/01 - Playa del Carmen 18/01 - Playa del Carmen 19/01 - Playa del Carmen 20/01 - Playa del Carmen 21/01 - Playa del Carmen 22/01 - Playa del Carmen 23/01 - Voo de retorno pela manhã Foram praticamente duas férias em uma. A primeira, Cidade do México/Puebla/Oaxaca, recheada de sítios arqueológicos, história, museus. A segunda, a partir do momento que fomos para Mérida, baseada em praias e cenotes (com exceção de Chichén Itzá e as ruínas de Tulum). É dessa primeira parte que vou falar aqui. Vou tentar ser um pouco mais objetiva nesse relato, com algumas dicas e com alguns gastos que tivemos, para dar uma ideia para quem está fazendo o seu planejamento. Hospedagens: Como estávamos em 3 pessoas, em alguns casos o Airbnb ficou mais em conta do que hostel. CDMX: https://www.airbnb.com.br/rooms/6199021?location=Ciudad%20de%20M%C3%A9xico%2C%20M%C3%A9xico&s=q1COJWGi – USD 252 por cinco diárias. Foi nossa primeira experiência com o AirBnb e foi excelente. Apartamento de dois quartos, com wi-fi. A proprietária foi super prestativa, antes e durante a nossa permanência, e a localização é ótima, fizemos muitas coisas a pé. Puebla: Hostal Casona Poblana – US$ 43 por 2 diárias Esse valor foi de um quarto para duas pessoas (duas camas de solteiro e banheiro privativo), nosso amigo ficou sozinho em um quarto igual e pelo mesmo valor. Café da manhã (super simples) e wi-fi, cozinha disponível para uso. Reservamos direto pelo site (http://casonapoblana.com/index.html) e foi uma dificuldade receber a confirmação da reserva, eu mandava e-mail, mensagem pelo site, e nada… só fui conseguir contato pelo Facebook. Fora isso, o hostel fica em um casarão antigo muito bonito e sua localização é excelente. Oaxaca: Hospedagem: Andaina Hostel – USD 62 por 3 diárias (valor de um quarto para duas pessoas). Quarto duplo com banheiro compartilhado, wi-fi, sem café da manhã. O hostel é bem grande, há vários banheiros e várias pequenas cozinhas. As cozinhas poderiam ser melhor equipadas, não tinham nem geladeira. A localização é excelente. 5 pernoites na CDMX, não é muito? Não. A CDMX é imensa e cheia de atrações. Para quem, como nós, gosta de conhecer o lugar com calma, andando sem pressa pelas ruas e observando o dia a dia das pessoas que moram ali, cinco dias é o mínimo para conhecer os principais pontos. Aqueles que a gente considerava “se der tempo a gente vai” ficaram de fora, ou seja, mais dias aqui também seriam facilmente preenchidos. 1º dia A imigração foi bem tranquila, sem perguntas. Podem trocar uma quantia considerável de dinheiro no aeroporto mesmo, a cotação deles é ótima (pegamos MXN 20 para USD1). Usamos o metrobus para ir ao centro da cidade. Pegamos ele logo na saída do Portão 3 do Terminal 2. É necessário comprar a passagem na máquina de auto-atendimento e atenção: a máquina não dá troco, tentem conseguir o valor exato já na casa de câmbio. O cartão custa 10 pesos e a passagem 30 pesos por pessoa. O cartão pode ser usado por mais de um ser humano e pode ser recarregado para viagens posteriores, a cobertura do metrobus pode ser consultada aqui: http://www.metrobus.cdmx.gob.mx/ . Como era o dia da chegada, não programamos nada (o voo pode atrasar, coisas do tipo). Simplesmente caminhamos pelo Parque Alameda, passamos pelo Palácio de Belas Artes e seguimos até o Zócalo. Ficamos curtindo a movimentação de final de ano (estava tudo decorado, inclusive com uma árvore de Natal enorme). Fomos atrás de um supermercado e compramos diversas coisas para abastecer nossa estada no apartamento. Boa opção para comer comida típica, bem popular e barata: barracas no Parque Alameda. Jantamos lá e provamos quesadillas, huaraches e gorditas, além das famosas pimentas mexicanas. Cada um de nós gastou 80 pesos para comer muito bem. 2º dia Dia de conhecer melhor o Zócalo e seus arredores. Primeiro conhecemos a Catedral (entrada gratuita). Depois, visita ao Palácio Nacional para ver os painéis pintados por Diego Rivera. O ingresso também é grátis, mas é necessário deixar um documento na entrada. Voltamos à Catedral e fizemos a visita guiada às torres (20 pesos por pessoa). Almoçamos no Mercado San Juan. Muitas opções apetitosas e a bons preços. Gastamos 75 pesos cada para comer um monte de comida (que sobrou de tanta que era) com bebida e atendidos por um garçom gente finíssima. Voltamos para o Zócalo e visitamos o sítio do Templo Mayor. Não sei até hoje porquê, mas nesse dia a entrada era grátis, seu preço normal atual é de 70 pesos. À noite fomos participar das celebrações da virada do ano junto ao monumento Ángel de la Independéncia. Havia um palco com shows, diversas pessoas estavam dançando e a queima de fogos foi linda! É um tipo de festa diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil, bem mais tranquila. Muito se deve ao fato de não ser permitido beber nas ruas, e notamos que eles respeitam muito isso. 3º dia Usamos o metrô para ir até o Bosque de Chapultepec, o tíquete custa 5 pesos e por ser manhã do primeiro dia do ano, estava bem vazio e tranquilo. Visitamos o Museu de Antropologia, que é simplesmente espetacular! Entrada: 70 pesos. Ficamos mais de duas horas e meia no museu e saímos para almoçar. A boa dica é essa: dá para sair do museu e voltar com o mesmo ingresso, e logo em frente há diversas barracas vendendo lanches gostosos e a bons preços. Comemos um sanduíche enorme, tipo “xis”, cada um por 50 pesos. De brinde, enquanto almoçávamos assistimos a uma apresentação dos hombres voladores. Voltamos para o museu e ficamos outras duas horas e tanto. Sim, ao todo foi algo entre cinco e seis horas dentro do museu! Eu disse que ele é espetacular (claro que vai do gosto pessoal também, nós adoramos museus)! Na saída passeamos pelo Bosque de Chapultepec, o lugar estava cheio. Já estava próximo do horário de encerramento do Castelo de Chapultepec e decidimos não entrar (não era uma atração que considerávamos imperdível). Em vez de pegar metrô, voltamos andando pela Avenida Paseo de la Reforma e valeu muito a caminhada. A avenida é arborizada, há prédios lindos e vimos de dia o Ángel de la Independéncia. Passamos novamente no supermercado e compramos coisas para fazer uma janta no apê mesmo, estávamos podres de tanto caminhar. 4º dia 2ª feira é um ótimo dia para visitar Teotihuacán, porque muitas atrações da CDMX estão fechadas. Os ônibus para lá saem da Estação Autobuses del Norte, o metrô deixa bem na frente. O balcão da empresa Autobuses Teotihuacán fica quase ao final do corredor à esquerda da entrada da estação, compramos na hora as passagens (98 pesos ida+volta por pessoa). A entrada para o sítio custa 70 pesos. Levem bebidas e comidas, tem onde comprar lá mas é um pouco mais caro, tem muitas filas e, além disso, é muito legal sentar num canto à sombra e fazer um pic-nic admirando aquele lugar incrível! Ah, outra dica importante é: vá cedo! Do meio da manhã em diante chegam as excursões e o lugar fica lotado de gente. Ficamos cerca de 4 horas por lá, incluindo uma visita rápida ao museu do local. Quando resolvemos ir embora, ainda não sabíamos se iríamos visitar a Basílica de Guadalupe (combinação clássica de passeio: Teotihuacán+Basílica). Resolvemos voltar até a Estação Autobuses del Norte e lá decidir se iríamos ou não. Ainda bem que não era um lugar que fazíamos questão de conhecer, porque um protesto fechou a estrada e ficamos cinco horas e meia dentro do ônibus (para percorrer um trajeto que normalmente leva uma hora)! Quando finalmente chegamos, fomos ao guichê da ADO e compramos as passagens para ir a Puebla dali a dois dias, custou 200 pesos por cabeça. Fomos novamente jantar no Parque Alameda, mas as barracas já estavam todas fechando e comemos em uma taquería ali em frente, a El Caifan. Boa opção para quem não gosta de comer em barracas de rua, os tacos são gostosos e gastamos cerca de 100 pesos cada, incluindo a cerveza. 5º dia A coisa mais importante que eu posso dizer sobre esse dia é: se vocês querem ir ao Museu da Frida Kahlo, comprem o ingresso com antecedência (https://www.boletosfridakahlo.org/)! Fomos até lá inocentemente achando que após alguns minutos de fila estaríamos desfrutando do museu, mas nos demos mal . Fizemos um lanche em um lugar com wi-fi e compramos os ingressos para o dia seguinte, porque para o mesmo dia já não tinha mais nada. Para não perder a viagem, passeamos um pouco pelo bairro de Coyoacán, entramos na igreja San Juan Bautista e passamos pelo Jardín Centenário. Fomos até a Arena México comprar ingressos para a lucha libre daquela noite. Daria para comprar na hora, mas depois do susto com o museu quisemos garantir. O bom é que conseguimos assentos para a 4ª fileira (195 pesos cada, há opções mais baratas para lugares mais distantes do ringue). Fizemos a visita ao mirante da Torre Latinoamericana. Vista de 360º da cidade. Muito legal. A entrada custa 100 pesos por pessoa e permite mais de uma subida no mesmo dia (queríamos voltar lá à noite, mas não conseguimos fazer isso por causa do horário que a lucha libre acabou). A lucha libre foi uma das coisas mais divertidas que fizemos na CDMX! Vale muito a pena! Só uma amostrinha: Jantamos tacos na esquina da Calle de Balderas com a Avenida Juárez, uma carrocinha de rua bem simples com tacos baratíssimos. Cada um gastou 32 pesos! 6º dia Dessa vez com os ingressos devidamente comprados com antecedência, visitamos o Museu da Frida Kahlo. Voltamos até o Zócalo e demos mais uma passeada por lá antes de ir embora. Almoçamos em um lugar muito delícia. E barato: Los Callejeros (na Av. 5 de Mayo, a uma quadra e meia do Palácio de Belas Artes e da Torre Latino Americana). Não chegou a dar 60 pesos para cada um, com bebidas! A moça que nos vendeu as passagens de ônibus para Puebla disse que eles também saíam da Estação Autobuses del Norte e que também levavam duas horas de viagem. No fim das contas, ficamos uma hora rodando no maior engarrafamento dentro da Cidade do México até chegar na estação Oriente para que mais pessoas embarcassem e só aí partimos em direção a Puebla (e a partir daí, sim, deu duas horas de viagem) . Fica a dica: comprem para partir da Estação Oriente. Antes de embarcar, compramos as passagens da ADO que faltavam: Puebla-Oaxaca (326 pesos cada), Mérida-Chichén Itzá (140 pesos cada) e Chichén Itzá-Tulum (200 pesos cada). Chegando em Puebla, rachamos um táxi que custou 70 pesos até o hostel, no centro histórico. O Zócalo de Puebla é a coisa mais bo-ni-ti-nha! Os restaurantes ali são meio carinhos, mas encontramos um mais em conta: Meche. Gastamos 100 pesos cada com chilaquiles, enchiladas e cervezas. 2 pernoites em Puebla, é apropriado? Não chegamos a ficar entediados, mas para quem tem menos tempo dá para encurtar a estadia sim. Se tivéssemos antecipado a ida para Oaxaca do fim da tarde para a manhã do 3º dia estaria de bom tamanho. Mas como eu já comentei, gostamos de conhecer os lugares com calma e não nos arrependemos do tempo em que ficamos em Puebla. 7º dia Visitamos a Catedral, que é lindíssima. Entrada gratuita, não pode tirar fotos lá dentro. Depois, fomos conhecer a Capilla del Rosário, que fica dentro da Igreja de Santo Domingo. Uau! Para mim, já valeu a ida a Puebla. A entrada é gratuita, mas acontece uma pequena visita guiada e ao final a contribuição é espontânea. Almoçamos no Mercado de Sabores - muitas opções econômicas. Comemos super bem, com bebida, por menos de 50 pesos cada. Ali em frente saem os ônibus para Cholula (cada passagem no bus direto: 15 pesos). A entrada ao sítio de Cholula custou 70 pesos cada. Ficamos com preguicinha de visitar o museu e depois percebemos que isso empobreceu a visita. A subida até a igreja no topo vale a pena pela vista dos arredores. Na volta, pegamos um ônibus pinga-pinga (6 pesos). A cidade estava um caos, tinham acontecido alguns saques relacionados às mesmas manifestações que fecharam a estrada no dia que fomos a Teotihuacán. Lojas fechadas, policiamento pesado e corre-corre. Lanchamos gorditas de nata: pãezinhos feitos com nata, adocicados, fofinhos, que desmancham na boca, com cobertura de leite condensado. Por favor, não deixem de comer isso! Uma porção custou 18 pesos. À noite, muitos estabelecimentos seguiam fechados e acabamos jantando na taquería que tem junto ao hostel, mas não gostei muito da comida. 8º dia Esse foi o dia que fizemos algumas coisas mais por preencher o tempo do que por serem interessantes. Fizemos visitas rápidas dos Secretos de Puebla (20 pesos). Primeiro, a Puente de Bubas. Depois, a Pasaje 5 de Mayo. Caminhamos até o Parque 5 de Mayo, passeamos um pouco por lá e pegamos um ônibus para voltar ao centro. As ruas atrás do Zócalo (Avenida 2 Oriente e Avenida 4 Oriente) são lindinhas, vale dar uma caminhada por lá. Começou um novo corre-corre, muitas lojas fecharam de novo. Logo as coisas acalmaram, mas diversos restaurantes seguiram fechados. Acabamos almoçando em um lugar um pouco mais caro (mas nada absurdo) em frente ao Zócalo: La Familiar Corona (cada um gastou 112 pesos). Visitamos a bonitona Biblioteca Palafoxiana (ingresso: 25 pesos). Compramos uns lanches no Oxxo (rede de lojas conveniência que tem aos montes, assim como a 7eleven) para levar na viagem. Pegamos um táxi até a rodoviária, rachamos os 80 pesos. No final de tarde, partimos para Oaxaca. Não lembro exatamente, mas acho que esse trecho durou umas 5 horas. Chegamos em Oaxaca bem tarde, também pegamos um táxi até o hostel, custou 50 pesos. O Zócalo de Oaxaca é mais feinho comparado ao da CDMX ou ao de Puebla, mas também estava com uma simpática decoração natalina. Não procuramos muito um lugar para comer porque já era tarde e estávamos com bastante fome. Encontramos um restaurante (esqueci de anotar o nome) que servia jarra de 2 litros de cerveja, pedimos pratos individuais de massa e gastamos uns 130 pesos cada. 3 pernoites em Oaxaca, que tal? Como chegamos tarde da noite no 1º dia, e saímos cedinho da manhã no 4º dia, tivemos dois dias inteiros e ficou na medida. Um dia para ir ao Monte Albán e conhecer o centro de Oaxaca e outro para fazer a famosa tour Árbol del Tule+Mitla+Hierve el Água. 9º dia O hostel não incluía café da manhã, então comemos no Oxxo. Incluindo água mineral para o resto do dia, gastamos 40 pesos cada. As empresas que fazem o transporte para Monte Albán saem da frente do Hotel Rivera del Ángel. Optamos pela empresa Lescas, que cobrou 50 pesos ida+volta/pessoa. O ingresso de Monte Albán custa 70 pesos, inclui o museu. O lugar é lindo! O museu é pequeno mas interessante. Nossa visita levou umas 3 horas, deu para passear por tudo sem correria. De volta ao centro de Oaxaca, almoçamos um menu sem graça por 55 pesos cada. Fomos ao escritório da Lescas em frente ao Zócalo, fechamos o tour do dia seguinte por 200 pesos cada. Passeamos pela super bonitinha Calle Macedonio Alcalá, rua de pedestres cheia de lojas e restaurantes. À noite, fomos em um dos bares com terraço em frente ao Templo de Santo Domingo, a vista para a igreja iluminada é bem bonita. Cada um pediu um drink diferente (piña colada/sangria/mojito) e tudo deu 200 pesos. Nos rendemos ao charme de uma cantina italiana ali perto, restaurante Alfredo da Roma, cada um gastou 165 pesos para comer a pior comida italiana da vida! Não comam lá! 10º dia Fizemos a famosa tour (que todo mundo que vai a Oaxaca faz - e que é muito legal!). A saída também é do Hotel Rivera del Ángel. A primeira parada é na Árbol del Tule (ingresso: 10 pesos). É rápido, só pela curiosidade de ver a árvore mais grossa do mundo. Depois, um pouco de atração pega-turista: uma fábrica de tapetes. Explanação de como eles são feitos e em seguida, todos são “convidados” a comprar. Seguindo, visita ao sítio arqueológico de Mitla (ingresso: 65 pesos). Aqui o guia deu várias explicações sobre o lugar, foi bem legal. Paramos para almoçar, restaurante no esquema buffet (140 pesos/pessoa). Gostamos da comida, mas quem quiser pode levar seu lanche e poupar esse gasto. Fomos então para Hierve el Água, o lugar mais bonito, interessante e diferente do tour (ingresso: 50 pesos). Fomos preparados para tomar banho lá, mas estava bem frio e desistimos. Uma pena que o tempo fica curto para esse lugar, mas faz parte… Finalizando, fomos a uma fábrica de mezcal. Degustação à vontade de diferentes tipos e de outras bebidas à base de mezcal. A galera sai de lá torta… De noite, estava ainda mais frio, cerca de 10º. Jantamos no mesmo restaurante do primeiro dia: jarra de 2 litros de cerveja, com nachos e guacamole (total para 3 pessoas: 120 pesos). No dia seguinte, fomos cedo para o aeroporto (o hostel chamou um táxi para nós, custou 120 pesos), e voamos para Mérida. Esses primeiros dez dias no México já tinham valido a viagem. Vimos coisas maravilhosas, os lugares por onde andamos eram super seguros, comemos muito bem e os mexicanos são muito queridos. Vou deixar para fazer um outro relato sobre a segunda parte da viagem. Quem quiser saber em mais detalhes como foi, estou contando aqui: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/category/americas/mexico/ . Toda essa primeira etapa da viagem já foi publicada lá, entre outras coisinhas de outras viagens. Espero ter ajudado alguém que esteja pensando em ir para o México! Garanto que vale muito a pena! Fiquem à vontade para perguntar ou comentar. Abraços!
×
×
  • Criar Novo...