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Rezzende

Viva México!!! 22 dias do DF a Quintana Roo por terra

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Segunda, 08 de abril de 2019 – San Cristóbal/Palenque

A noite no hostel foi meio conturbada 🙄 O Misha era muito surtado. O espanhol pediu pra ele apagar a luz do banheiro pra gente dormir e ele disse que precisava de claridade e não podia… Lá pela meia-noite chegou uma loira no quarto com aquela cara típica das nórdicas e o velhinho levantou da cama dele e foi perguntar o nome dela, de onde era, coisas que qualquer um de nós faria se não fosse no meio da madrugada :lol: quando tudo parecia tranquilo ele salta da cama e começa a andar pelo quarto falando it’s cold!! It’s cold!!! aaarrrggg it’s cold!! Pelo menos eu ia cair fora às 4 da manhã... Já tinha deixado minhas coisas arrumadas e quando comecei a sair o russo ainda veio atrás de mim pedindo pra eu anotar o e-mail dele que ele queria me visitar quando viesse ao Brasil 🤪 fingi que anotei e fui pra recepção esperar o tour...😅

Pouco depois de 4 da manhã tocaram no hostel me procurando. Já estavam na van o Andres (o mesmo alemão de ontem), duas suíças lindas e um casal argentino, Juan e Marcela. Depois fomos de hotel em hotel buscando o restante, todos mexicanos mas dessa vez não eram mexicanos muito sociáveis. Quem ia ficar em Palenque, como eu, deixava as malas e mochilões no banco da frente junto com o motorista. Seguimos pela escuridão da madrugada até a parada em Ocosingo para o café da manhã onde chegamos às 7h e pagamos a parte pois esse café não está incluso no passeio. É um  buffet por 90 pesos mas que tem bastante variedade de coisas. Achei meia hora pouco tempo pra comer 🙁 Saímos 7:30

No caminho entre Ocosingo e Água Azul, entre as montanhas de Chiapas, tive o único susto da viagem. Depois de uma curva demos de cara com um grupo com paus e pedras nas mãos. O motorista soltou aquele "ai ai ai caramba" típico dos mexicanos. Eu dei aquela gelada porque tava com mochilão e tudo mais e não sabia o que era aquilo. Paramos no bloqueio e o grupo, que era de indígenas moradores da região, veio falar com o motorista e pediram 50 pesos pra nos deixar passar. O motorista falou com a gente “muchachos, mil perdones, están nos cobrando 50 pesos para pasar...” pediu 5 pesos de cada um de nós e...bem...diante do susto que tomamos era só 5 pesos né 😨 Depois de liberados do pedágio fake o motorista seguiu pedindo desculpas pelo ocorrido e explicou que um familiar dos indígenas tinha morrido em Cancún e eles não tinham dinheiro pra trazer o corpo, por isso estavam bloqueando a estrada. A gente sempre escuta relatos de ônibus assaltados na madrugada e outros perigos na estrada, eu peguei ônibus noturnos por 2 vezes e no pasó nada, imagino que riscos existam em todo lugar do mundo, meus percursos foram todos tranquilos, só tive esse contratempo que foi mais um susto por ver um grupo “armado” com paus e pedras sem saber o que queriam num momento que estava com todo dinheiro, cartões e passaporte comigo mas que se resolveu tranquilamente...só fica o relato pra que todos saibam que esse tipo de coisa é passível de acontecer em nossas viagens...e em qualquer lugar do mundo…

Devidamente recuperados do susto, chegamos em Água Azul às 9h. Teríamos 2 horas pra curtir o local e entrar na água. A parte de baixo é onde ficam a maioria das cascadas e a melhor parte pra banho é lá em cima no final. Enquanto subimos as escadas olhando as cachoeiras à direita tem um monte de barracas de artesanato à esquerda. A água tava convidativa, o sol já estava quente, fiquei com o Andres e o argentinos aproveitando a água.IMG_20190408_092047990-EFFECTS.thumb.jpg.b38b3f8381cb958d3c1fed77f7ac13ea.jpgIMG_20190408_092322579.thumb.jpg.875f7cd33da43a63dbe81be93d5a85ff.jpgIMG_20190408_092711944-EFFECTS.thumb.jpg.dbb63e63ff5db727c1e67ca5610e8280.jpgIMG_20190408_094039522.thumb.jpg.91f574ba37547d4ce54c3a2230bae8df.jpg

Saímos 11h e fomos pra Cascada Misol-ha. Chegamos lá meio-dia e quem quiser almoçar ali tem um restaurante. Eu não tava com fome mas os que queriam almoçar pediram seus pratos e foram pra cachoeira pois assim aproveita mais o tempo já que os pratos levam uns minutos pra ficarem prontos e enquanto isso dá pra curtir a cachoeira e quando voltar o prato já tá esperando. Eu preferi ficar só na cachoeira mesmo, a água é mais funda mas achei uma cachoeira menor na parte do fundo e tomei um banho delicioso ali :grin:IMG_20190408_122212121_HDR.thumb.jpg.f4903f92bd3e9cf3647160abcd6e51c4.jpgIMG_20190408_122152966.thumb.jpg.909695fdef139152eeac0c9ab64d55c6.jpgIMG_20190408_124104538_HDR.thumb.jpg.016434cb8f3de980f2730258f5069e64.jpg

Saímos de lá 13:30 rumo a Palenque. Chegamos 14:20 na zona arqueológica. Os ingressos custam os tradicionais 75 pesos mas eles já estavam incluídos no pacote que comprei por 380 pesos, assim como as entradas em Água Azul e Misol-ha também, que eu não sei quanto era. Só não inclui café da manhã, almoço e pedágios fake...Se quiser guia em Palenque os que ofereceram o serviço cobravam 100 pesos por pessoa mas ninguém da van quis. Todas as construções tem placas explicativas. Teríamos 2 horas pra explorar Palenque. Estava calor, por volta de 32 graus, mas Palenque fica no meio da floresta então tem muitas sombras, mas ali o calor pega viu…

Achei Palenque muito original, muito autêntico, depois de Teotihuacán foi o sítio arqueológico que mais gostei. Todos recomendam passar repelente. Não sei se foi por isso mas eu passei e não vi nenhum mosquito 😅 Na hora de sair procure voltar por onde entrou pois eu fui seguir as placas de saída e elas me jogaram no mato (meio que literalmente 😆) Elas te levam pelo meio da mata descendo e tu acaba saindo na outra saída que tem lá embaixo na estrada, há mais de 1 km da entrada principal. Aquele sol do cão, ainda faltavam 20 minutos pra hora marcada de saída e fui voltando pela rodovia mas por sorte passou uma camionete do parque e me ofereceram carona. Subi na carroceria onde já tinham outros perdidos que seguiram a enfadonha placa de saída e rapidinho chegamos na entrada principal, o que não seria tão rapidinho naquela subida debaixo do sol ::mmm:IMG_20190408_142910200.thumb.jpg.220202db9f04b5e14c1ddb063cf998e9.jpgIMG_20190408_142649121.thumb.jpg.f2029bbbb9e1e8d23b348e9c913e8d3a.jpgIMG_20190408_143855983_HDR.thumb.jpg.9778c4e245284ff085f2a063ef84f73e.jpgIMG_20190408_150539824.thumb.jpg.2820de5398c83f59cd137f2e6df1c8e0.jpgIMG_20190408_152034855.thumb.jpg.c1e156018490099ce81ca66f58b7bf04.jpg

Terminado o tour, os argentinos e o Andres (que ia pra Guatemala no dia seguinte) ficaram num hotel logo na entrada da zona arqueológica e eu e as suíças ficamos em frente a rodoviária de Palenque. Os demais mexicanos que não entrosaram voltaram pra San Cristóbal, o que daria ainda umas 6 horas de viagem pra eles. As suíças iam pra Mérida no ônibus das 23h e tinham reservado um hostel em Palenque. Eu ia às 20:45 (ainda não eram 17h) e depois de um dia de passeio, cachoeiras, suor e calor eu tava louco por um banho. Segui um pouco junto com as suíças por uma região bonitinha de Palenque e vi uma placa de uma pousada chamada La Cañada Economica...se é econômica... ::otemo:: Cheguei lá e falei com o cara da recepção, que era o dono por sinal, que eu só precisava de um banho e negociei por 50 pesos (10 reais... eu pagava até mais a essa altura :lol:) ele descolou um quarto pra mim, me deu até toalha e sabonete e tomei aquele banho delícia😃 Pensei nesses gringos que não tomam banho, vi até uns na rodoviária de Palenque que estavam do mesmo jeito que encontrei nos passeios... Não sei vocês... mas eu não conseguia pensar na ideia de encarar uma noite de busão do jeito que eu tava. Ou será que brasileiro tem TOC por limpeza?🤔 Devidamente novo de novo paguei feliz pelo banho e fui procurar comida. Naquela região perto do terminal de Palenque, que chama barrio La Cañada, tem muitos restaurantes e barzinhos bonitinhos e não são tão caros. Parei no El Huachinango Feliz, pedi uma michelada que é um drink com cerveja, sal, limão, pimenta e não sei mais o que (era a primeira da viagem e adorei, não conseguia entender porque ainda não tinha tomado antes ::hãã2::) e uma pechuga de pollo a la plancha cheia de acompanhamentos pra ficar satisfeito. Despesa de 182 pesos, curti o ambiente, a michelada, descansei um pouco, música ao vivo ao por do sol, achei barato pelo conjunto da obra. Fui pro terminal que era ali perto já faltando meia hora pra sair e esperei bem pouco. Às 20:45 seguia pra mais uma noite de viagem de ônibus pelas estradas do México. O ônibus não tava lotado e era confortável (padrão ADO) então foi uma viagem sossegada...

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"Não sei vocês... mas eu não conseguia pensar na ideia de encarar uma noite de busão do jeito que eu tava. Ou será que brasileiro tem TOC por limpeza?" @Rezzende .

Eles já estão acostumados com a situação. Por isso os franceses têm os melhores perfumes,  brincadeira heim 

Acho que nós brasileiros gostamos mesmo de tomar banho e demorado também ,  deve ser que aqui a água doce é farta.....e a energia deve ser bem barata. No Chile certa ocasião estava tomando banho em um hosteria e do nada a água esfriou (a temperatura estava próximo de 5 graus, minha esposa foi reclamar, a pessoa disse que tinha passado o tempo e o temporizador foi acionado. Tive que terminar o banho na água fria mesmo. 

  • kkkkkkk 1

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Terça, 09 de abril de 2019 - Valladolid

Cheguei no terminal de Mérida às 5:30 da manhã. Fui no guichê da ADO e comprei a próxima passagem pra Valladolid que seria às 6:10. Custou 246 pesos e eu achei caro em comparação com outros trechos já que seriam só 2 horas de viagem. Tem muitos horários de Mérida pra Valladolid, não precisa comprar com antecedência. Tomei um café ali no terminal e segui pra Valladolid.

Até alguns dias antes ainda tinha dúvidas se ficava um dia em Mérida pra ir em Uxmal ou seguia reto pra Valladolid. 22 dias parecem ser muita coisa, mas com tanta coisa pra ver acabamos tendo que escolher prioridades e achei que bancar o louco das ruínas já não seria tão boa opção...resolvi cortar Uxmal, passar reto por Mérida e seguir pra Valladolid.

Chegando em Valladolid fui a pé mesmo pro hostel Tunich Naj, coisa de umas 5 quadras. Cheguei às 9 da manhã, deixei a mochila e aluguei uma bike pra conhecer os cenotes. A diária do hostel foi 170 pesos e o aluguel da bike era 20 pesos por hora ou 100 pesos pro dia todo. Como é tudo plano, uma bike é uma ótima opção pra quem curte pedalar. Eu adoro pedalar e fico com preguiça aqui nos morros da minha cidade então faço a festa quando vou pra um lugar desses 😃 Antes de sair pra pedalar, passei numa lavanderia ali perto e deixei minhas roupas pra lavar, 45 pesos pra 2kg de roupa.

Primeiro fui pros cenotes Xkeken e Samulá, que ficam um de frente pro outro. O tempo tava nublado mas bem abafado. A falta do sol até ajuda a não deixar a pedalada tão penosa. Acabei pedalando pra lá dos cenotes achando que tinha mais um mas não tinha, fui até um povoado chamado Dzitnup onde tem uma pracinha, umas vendinhas e só gente local. Comprei uma água lá pra ajudar a economia local e voltei pros cenotes. A entrada custa 125 pesos e vale pros 2 cenotes. Se quiser visitar só um é 80 pesos. Comprei pros dois. Fui primeiro no Xkeken e tava bem vazio, uma moça nadando sozinha e um rapaz com o pai que entraram junto comigo. Esse tem uma parte mais rasa e aproveitei pra entrar. Fiquei um bom tempinho lá até passar o calor da pedalada e refrescar naquele cenote maravilhoso. IMG_20190409_110642126.thumb.jpg.618544f4d18c19c04a6c430dd64c6a53.jpg

Depois fui pro Samulá, que é mais bonito e tinha mais gente mas não entrei pois era mais fundo. Sentei na beirada, coloquei os pés na água e fiquei lá olhando os peixinhos do cenote virem beliscar meus dedos e conversando com um grupo de argentinos que tava ali.

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Depois peguei a bike, voltei na direção de Valladolid, atravessei a cidade e fui pro outro lado em direção ao Cenote Suytun. Após mais de uma hora de pedalada cheguei lá. A entrada no Suytun é 120 pesos. Esse é um cenote que as pessoas vão mais pela foto do que pela água. Não tinha muita gente entrando na água mas sempre tinha fila pra tirar foto, principalmente quando o sol saía, já que o tempo tava meio lá meio cá. Se quiser entrar na água tem uma parte rasa legal mas o forte lá são as fotos mesmo. Acho que é o cenote mais famoso do instagram :lol: O tempo que fiquei lá sempre teve gente mas teve momentos tranquilos. Acho que enche mais quando os passeios que vem de Chichen passam lá e como era umas 2 da tarde parece que a maioria passa de manhã antes de ir ou mais a tarde quando estão voltando. Chegou uma hora que o sol não estava saindo mais, mas eu já tinha garantido minha foto então tava de boa. Reparei que a maioria entrava, tirava a foto e saía. Eu preferi ficar um tempão contemplando aquele lugar porque é muito perfeito, é muito lindo. A maioria só pensava no perfil do insta 😆 Aquele “altar” no meio do cenote onde os maias faziam seus rituais, a história que envolve o lugar, a luz do sol entrando ali, tudo é muito foda, é pra contemplar um bom tempo depois de garantir sua foto do insta, não vale a pena entrar só por uma foto, é muito mais que isso….IMG_20190409_131420133.thumb.jpg.3634cda771a6ade79e1f10f009e52226.jpgIMG_20190409_141340097.thumb.jpg.503b8fc8123ce0da2fdf0e2e81aa0fe6.jpg

Voltei pedalando pelo acostamento da rodovia. Tem ciclovia o tempo todo mas naquele trecho estava tao esburacada que preferi seguir no acostamento. A estrada não era muito movimentada mas mesmo assim é bom ter cuidado. Fui pro último cenote do rolê, já bem no meio da cidade, o Cenote Zaci. A entrada custa 30 pesos, ele é fundo, não entrei e não vi muita graça depois de já ter conhecido os outros que eram lindos demais. O bom é que tem um restaurante lá e não é tão caro. Descobri lá que se você comer no restaurante não precisa pagar a entrada do cenote, como eu já tinha pagado eles me deram os 30 pesos de desconto no almoço 😉paguei ao fim 180 pesos numa michelada e os três tempos de almoço e achei justo e até barato por ser um restaurante turístico.IMG_20190409_153656231_HDR.thumb.jpg.c95b3d1a8badaf630113615997ddd3b9.jpg

Voltei pro hostel, fiz o check-in, passei na lavanderia pra pegar as roupas e depois fui bater perna na praça. Valladolid é uma cidade muuuito tranquila. Quase nada de turística, claro que tinham gringos por todos os lados da praça, mas parecia uma cidade qualquer do interior, uma pracinha sossegada, povo tranquilo, cercada de lindos cenotes e ótimo ponto de base pra ir a Chichen Itza, gostei bastante de ter escolhido ficar lá, apesar da cidade em si não ter nenhum atrativo interessante além de sua bela catedral. Fiquei ali pela praça, comendo tacos e paletas, observando a vida a local. Não é uma cidade linda perto de outras que já tinha passado mas eu curti Valladolid.

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Terminei o dia no hostel conhecendo meus colegas de quarto, Andres, um alemão que fala espanhol (não é o mesmo dos passeios de Chiapas, é outro 😄) e a Åsa, sueca. O Andres me disse que tinha ônibus direto de Valladolid pra Bacalar e que ele ia pra lá no dia seguinte à tarde, coisa que eu não sabia, achava que tinha que ir pra Tulum primeiro pra depois ir pra Bacalar e não tinha essa linha no site da ADO nem no Busbud e ele disse que só vendia na rodoviária. Já a Åsa queria ir a Chichen e eu também ia, então combinamos de sair cedo no dia seguinte.

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Quarta, 10 de abril de 2019 – Chichen Itza/Bacalar

Levantei 7 horas, fiz checkout, deixei a mochila na recepção e 7:30 já estava com a Åsa esperando o hostel liberar o café. Saímos às 8h e fomos pro ponto de onde saem as vans pra Chichen Itza, de uma garagem ao lado do terminal da ADO em Valladolid. Elas esperam encher pra sair mas encheu rápido. Cobram 35 pesos e levam 35 minutos até lá. Chegamos lá umas 9 horas, dentro do recomendado que é antes das 11 da manhã mas já tinha bastante gente na fila da entrada. Ficamos uns 10 minutos esperando pra comprar o ingresso. Essa é a entrada mais cara do México pois são os mesmos 75 pesos do governo federal mais 406 pro governo de Yucatan, totalizando 481 pesos!!!! Tudo isso porque é uma das 7 novas maravilhas do mundo…🙄

Apesar da fila pra entrar, lá dentro estava tranquilo. O sítio é pequeno, não pode subir na piramide, é mais turistão. Eu achei Palenque mais original, Teotihuacán mais impressionante, Chichen Itzá eu achei muito turístico, meio “fabricado”. O templo é muito bonito, os detalhes desenhados são muito bonitos mas pra uma “maravilha do mundo” eu fiquei meio decepcionado. É inevitável comparar com Machu Picchu ou com o Cristo Redentor e lá eu não senti nada especial. É um sítio arqueológico bonito mas eu só conseguia pensar o que justificava o título de “maravilha”… Enfim, discussões filosóficas a parte, aproveitei os angulos com pouca gente pra tirar muitas fotos, andamos pra lá e pra cá e entre essas andanças e fotos acabei me perdendo da Åsa 🙁 Circulei entre os grupos de turistas ouvindo algumas explicações de seus guias, encontrei um grupo de portugueses com um guia falando em português de Portugal e fiquei um tempinho ali disfarçando e ouvindo, pois apesar do sotaque já fazia mais de uma semana que não ouvia uma palavrinha naquela pitoresca língua :lol: Deixei os portugueses e fui pra perto de outro grupo em espanhol onde estavam explicando sobre o jogo de pelota. E assim, sugando um pouco dos guias alheios, você acaba pegando bem a história dali👍 Fiquei 2 horas lá dentro, não porque tinha muita coisa pra ver mas porque queria sentir o local mesmo. Enfim, mais uma maravilha do mundo pra conta!!!IMG_20190410_092842291.thumb.jpg.28ee90c4c94ea7a905e73fdd3538da82.jpgIMG_20190410_094853368.thumb.jpg.784f00335471e52a3d1a1e2a3baf9d34.jpgIMG_20190410_095411932.thumb.jpg.f0d473cbf87b144839e14e8c606a7a21.jpgIMG_20190410_101136312.thumb.jpg.198bbc4573a6cc74df670e2aab96998d.jpgIMG_20190410_103940324.thumb.jpg.84f57cbe98d9554c16e31f60c7ba9046.jpg

Peguei uma van de volta ao meio-dia e fui na rodoviária ver a passagem pra Bacalar. Comprei no mesmo ônibus que o Andres ia por 215 pesos às 14:30. Passei na praça em um restaurante pra provar a sopa Tlalpeña, tradicional de Yucatan com frango e legumes e fui pro hostel. Encontrei o Andres, reservamos um hostel em Bacalar e fomos pro terminal. O ônibus era da empresa Mayab, do mesmo grupo da ADO mas um ônibus inferior, sem banheiro e sem tomadas. Ele vinha de Mérida e ia pra Chetumal e ia parando nas cidadezinhas pelo caminho. São 4 horas de viagem até Bacalar e eu gostei de ir vendo os vilarejos do interior por onde passamos, com suas casas cobertas com um telhado de choupana. Fui refletindo sobre como seria a vida naqueles rincões...Chegamos em Bacalar ao fim da tarde e fomos andando mesmo até o hostel, que não é lá muito perto mas nada que uns 25 minutos de caminhada não resolvam 😅 Ficamos no Green Monkey que é bem localizado, perto da praça central e com acesso direto à lagoa. Não era barato, era o hostel mais caro da viagem, diária de 440 pesos, mas que valia a pena por ser pé na lagoa. Só por isso mesmo já que o café da manhã era fraco e o wifi falhava muito. Em geral os hostels em Bacalar são caros. Tinha espaço para barracas no gramado do hostel pra quem quisesse acampar e deve ser mais barato. O Andres ia procurar um restaurante com música ao vivo pois ele queria dançar salsa. Eu preferi conhecer a praça. Mais uma praça muito tranquila, outra cidade muito sossegada. Bacalar é a perfeita definição de sossego e a lagoa é a perfeita definição de Caribe! E apesar de todo esse sossego você ainda vê um policial em cada esquina. Literalmente. Super policiada, não passa uma esquina que não tenha um tira 😆 Uma cidade pequena, não deve ter mais de 20 mil habitantes, cheia de gringos mas que podemos dizer que ainda não foi descoberta pelo turismo...Passei numa sorveteria e pedi o sorvete de passas ao rum com mais rum que já provei na vida 😋 tanto que o nome dele era rum com passas na verdade 😃 fiquei por ali mesmo curtindo aquela praça, crianças correndo, gringos passando, barzinhos lotados…já curtia Bacalar de cara!!

 

Quinta, 11 de abril de 2019 – Bacalar

Dia de relaxar em Bacalar, um lugar ainda desconhecido pra muita gente, que fica quase na fronteira do México com Belize e é famosa por sua maravilhosa Laguna de 7 Colores. Não estava no meu roteiro original e só descobri sua existência pouco menos de 1 mês antes de viajar mas já foi o suficiente pra eu ter certeza que precisava ir lá. Hoje posso dizer, com certeza, não é possível deixar Bacalar de fora do roteiro, aquela lagoa é linda demais e se você pensar na quantidade de sargaço que vai encontrar nas outras praias de Quintana Roo e que aquela lagoa é linda, limpa e de água doce, vai ver que será um péssimo negócio não ir em Bacalar. Da porta do quarto no hostel já tenho essa vista…IMG_20190411_180551765.thumb.jpg.35a140bd35abdcce56905acd2f0621bb.jpg

Conversando com um casalzinho argentino (sim, argentinos...vão aparecer muitos nessa parte do relato 😆) na mesa do café da manhã, descobri que dava pra ir de ônibus de Palenque pra Bacalar e que eu dei uma volta e tanto indo pra Valladolid primeiro...enfim, planejem bem sua rota com essa informação 😉

Depois do café fui no pier do hostel. A maioria dos acessos à lagoa são privados, de hostels, pousadas ou restaurantes. Tem alguns acessos públicos mas eu acho que vale a pena escolher um hostel que te dê acesso direto à lagoa. O do hostel tinha até balanço. Passaria de boa o dia ali relaxando mas pra ver melhor toda a beleza da lagoa o bacana é fazer a navegação. Os passeios são entre 250 e 300 pesos pelo que pesquisei mas os 2 que vi eram 300 pesos. Sim, só vi dois…andei por toda a extensão da avenida da orla e só vi 2 lugares oferecendo passeio e tinha que esperar pra juntar gente. A cidade tava muito calma, não tinham turistas circulando e esperei uma meia hora até completar a turma pra saída do barco. Dura 2 horas e meia, para em 3 lugares pra descer e nadar e atravessando a lagoa você vai vendo a divisão de cores e os mais variados tons de azul. SIMPLESMENTE LINDO. Terminado o passeio voltei pro hostel e fiquei lá curtindo o sol à beira da lagoa. Ehhhhhh vidaaaa...IMG_20190411_103241182-EFFECTS.thumb.jpg.c57dc5a5d740cf65858a795d3dabd625.jpgIMG_20190411_114034535-EFFECTS.thumb.jpg.af0aad06c6228b71215621c404c0ead7.jpgIMG_20190411_120734624.thumb.jpg.990a9b8f2e6c9700cc5df9cac75dc0b3.jpgIMG_20190411_123806689.thumb.jpg.f8120a9a9ff9e7409e2d6ee54dc1bc86.jpgIMG_20190411_125733457.thumb.jpg.b5a886b981e67fc70679e43bf7cf29f3.jpgIMG_20190411_133255164.thumb.jpg.e99d22dd5394325cef6336e9bc4c34a1.jpgIMG_20190411_163131706.thumb.jpg.d24dfb2e7dfceb314fd35975292e1451.jpg

Depois que o sol se foi, tomei um banho e fui curtir o zócalo. Aquele vai e vem de pessoas nos restaurantes, comi um burrito gigante numa lanchonete, marquesita dos ambulantes, outro sorvete de rum com passas...Que lugar gostoso aquele zócalo de Bacalar!!!! Voltei no hostel e o Andres tinha comprado suco de tomate pra misturar com cerveja 😲 disse que era assim que se tomava michelada na Guatemala… até que não é tão ruim como pensei que fosse 😀gostei...cerveja com suco de tomate, onde  eu pensava que ia beber isso 🤪 no México ora, vamos abrir a mente neé
Depois me chamou pra ir no bar que ele tinha ido na noite passada que ia ter salsa lá de novo e era bom. Então fomos. Chama La Catrina e acho que era a única balada da cidade. Ficamos até 1 da manhã. Voltamos pela rua escura com um monte de poste queimado mas com um policial em cada esquina tava tudo tranquilo 😎

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Sexta, 13 de abril de 2019 – Bacalar/Tulum

O dia amanheceu nublado. Assim o lago já não ficava tão bonito mas mesmo assim pela primeira vez na viagem sentia que deveria ficar mais ali, apesar que isso ia me comprometer outros lugares. Se soubesse o que me esperava em Playa del Carmen eu tinha ficado mais em Bacalar…

Me despedi daquela laguna inesquecível, fui a pé pro terminal e comprei passagem pra Tulum às 10:15 por 274 pesos. Cheguei em Tulum 1 da tarde e fui pro hostel que era próximo do terminal, umas 2 quadras. Fiquei no Weary Traveler, um hostel bem bom, wifi ok, bar com happy hour de caipirinha free, café bom, gostei de lá. Diária 250 pesos.

Saí pra procurar comida e encontrei um restaurante bacana chamado México Lindo onde pedi sopa de lima, um espaguete trabalhado na pimenta e água de jamaica por 155 pesos. Já se nota que estamos entrando na parte mais cara do México. O copinho de manga em pedaços já sobe de 10 pesos no interior pra 30 pesos em Tulum 😲 Calor bravo da tarde, resolvi descansar no hostel. Mais tarde desci pro bar pra caipirinha grátis que é de 7 a 8 da noite. Era fraca mas era grátis 😂 socializei com a galera lá, dois espanhóis de Barcelona que se chamavam Juan, 2 noruegueses, uma francesa, uma sul-africana, e um montããão de argentinos 😆 Latinha de Corona no bar do hostel 30 pesos. Bem mais tarde, quando a turma dispersou, saí pra ver como era a noite de Tulum. Tava meio miada, vi poucas baladas, tem mais barzinhos que Bacalar mas não tava bombando não, tava tranquila. Fiquei um tempo observando o movimento, uma cervejaria chamada Chapultepec era onde tava bombando mais. Tinha um grupo de capoeira de Angola numa praça se apresentando, fiquei ouvindo umas músicas no português de Angola. Portugueses, angolanos, só assim pra ouvir português, porque brasileiro…nem sinal

 

Sábado, 13 de abril de 2019 – Tulum

Aluguei uma bike no hostel pra conhecer a cidade. Cobram 120 pesos pro dia todo. Primeiro fui ao Grand Cenote que paga 180 pesos pra entrar, o cenote mais caro que fui, os de Valladolid eram todos mais baratos e mais bonitos. Lá tem uma parte rasa e outra mais funda e até um lugar onde dá pra atravessar nadando pro outro lado. Vi muitas tartarugas lá também.IMG_20190413_110901575_HDR.thumb.jpg.c62f8f1bf518babda5b3738782cea74a.jpgIMG_20190413_114830123.thumb.jpg.bb0169c2cea93e4180ca89d5285e1554.jpg

Fiquei um tempo lá e depois pedalei por quase 1 hora até as ruínas de Tulum. Clássica entrada de 75 pesos. Lá é mais simplesinha em comparação com outros sítios arqueológicos mas tem o grande diferencial de estar na beira do mar. Depois de incontáveis dias encontrei por lá alguns brasileiros, nem sabia como falar com eles 🤪 Encontrei também o Juan e a Marcela, o casal argentino do passeio de Palenque, legal trombar com alguém que você pensa que não vai mais ver né 😀 Depois de uma hora rodando lá peguei a bike de novo e fui pra área das praias. Entrei num dos acessos à Playa Paraíso, seria meu primeiro contato com uma praia mexicana e...com o sargaço...essas algas chatas que tomam conta das praias naquelas bandas. Tinha muito sargaço lá, tava nublado, não tava muito bom mas mesmo assim ainda fiquei um tempo na areia. IMG_20190413_132534874_HDR-EFFECTS.thumb.jpg.01d4f2b8326f6c74b7f8fdd496a80ff2.jpgIMG_20190413_133705337_HDR.thumb.jpg.dad7223b081d7a9853111e5f3980044a.jpgIMG_20190413_141010028_HDR.thumb.jpg.1988b983d9fa1d80806404b754bf7c39.jpg

Voltei pro hostel, tomei um banho e fui de novo comer no México Lindo porque tinha gostado do ambiente e da fartura no dia anterior. Pedi uma sopa azteca, um burrito gigante e água de tamarindo por 155 pesos. Fui pro hostel e aí tinha decidido que ia cortar Playa del Carmen e Cancun do roteiro e ia direto curtir as praias de Isla Mujeres só que não achei vaga pros hostels de lá pro dia seguinte nem no Booking nem no Hostelworld e como não sou desses que vai com a cara e a coragem tentar vaga lá acabei reservando pra segunda e ir pra Playa no domingo, assim pelo menos ia ver se a tão famosa e badalada Playa del Carmen é assim tão boa. Mas no fundo eu tava triste por não ir pra logo pra Isla e pensando que poderia ter ficado mais em Bacalar. Pra alegrar, chegou a hora da caipirinha free no hostel e a desse dia tava mais forte, tava melhor. Depois fui pra rua, lá na praça tinha um ringue de boxe e um monte de gente ensandecida com as lutas :lol: no intervalo das porradas subia um cantor sertanejo de sofrência mexicana ::lol3::Comi uns churros, que no México não são recheados, apenas jogam o doce de leite ou leite condensado ou seja lá o que você pedir por cima dos churros e é isso 😉

Quando voltei pro hostel a turma lá tava indo pra uma balada de eletrônica chamada Xibalbar. Não é bem meu estilo de música mas era uma das poucas opções que tinha na cidade, então fui também. Ficamos até 3 da madruga.

 

Domingo, 14 de abril de 2019 – Tulum/Playa del Carmen

Depois do café me despedi de Tulum. Fui de colectivo pra Playa del Carmen, aquelas vans que passam na avenida principal de Tulum a cada 3 minutos e custam 45 pesos e também vão parando por aí deixando o povo nos resorts, na entrada do Cenote Dos Ojos e nos parques Xcaret, Xsenses, Xplor e Xtudo 😆 Em menos de 1 hora chegamos em Playa, ponto final na esquina da calle 2 com avenida 15, bem perto já de onde tudo acontece. Fui pro hostel 3B que tinha ouvido falar bem. Tem piscina e a festa no bar começa as 14h. Diária de 280 pesos. Antes de gastar a tarde toda na piscina fui conhecer a praia ali perto mas tinha muito sargaço.IMG_20190414_131724169.thumb.jpg.88eafd8dce073947b0de3b2bc6eabbc8.jpgVoltei pro hostel e fiquei a tarde inteira na piscina, tomando sol e drinques, conversando com um mexicano gente boa e vendo as gringas torrando 😄 A festa de domingo é famosa, mas vem muita gente da rua e depois que anoiteceu notei que o público tinha mudado bastante...tava virando meio que festa gay...não via mais os hospedes e saí pra comer. Apesar de Playa ser cara, achei ali perto do hostel na avenida 10 um restaurante chamado La Mision com menu del dia a 90 pesos. Depois da almojanta voltei pro hostel e caiu um baita toró. Fiquei no quarto esperando passar. Lá pelas 22h que melhorou aí saí pra ver a famosa 5ª Avenida à noite. Não sei se foi a chuva ou qual motivo mas não tava bombando, não conheci a tão badalada Playa del Carmen, o movimento tava meio miado. Fui até o Cocobongo, 80 dólares o open bar...eu tava meio que numa vibe pra baixo, pensando que já poderia estar em Isla Mujeres e apesar de ter curtido a tarde na piscina eu tava meio que puto com aquele lugar...não ia rolar nada naquela cidade pra mim...voltei pro hostel, subi pra ver a festa e tava a mesma coisa de quando eu saí, não era minha turma, a música não era meu estilo, eu tava totalmente deslocado. Fui pro quarto

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Segunda, 15 de abril de 2019 – Playa del Carmen/Isla Mujeres

Acordei animado pra ir embora de Playa 😆 Nem cogitei a possibilidade de ir pra Cozumel pois li que era um lugar mais pra quem curte mergulho e eu não sei nadar e tenho fobia de ficar embaixo dágua então não ia rolar, mas quem curte mergulho Cozumel parece ser bacana. Também descartei ficar em Cancun pois já pensava que a cidade não era meu estilo e pelo que provei em Playa (que dizem ser uma mini Cancun) percebi que não ia curtir Cancun também. Mas tava com ótimas expectativas pra Isla Mujeres.

Tomei café e fui pegar uma van pra Cancun, que saem de uma garagem ao lado de onde desci vindo de Tulum e custam 42 pesos. Já tava saindo uma e completei a lotação. Menos de uma hora até Cancun e o ponto final é do outro lado da avenida em frente ao terminal da ADO. Pedi informação de como ir ao porto e me indicaram um ponto ali perto onde ia passar um ônibus escrito Puerto Juarez. Rapidinho ele apareceu, é a linha R-6 e custa 10 pesos. Leva uns 10 minutos até o terminal com direito a passar dentro de um bairro residencial ali perto. Comprei o ferry ida e volta por 300 pesos, não tem data marcada de volta então pode comprar mesmo que vá ficar uns dias na isla. Cheguei em Isla ao meio-dia e fui pro hostel Pocna. A diária custa 250 pesos e é um hostel sensacional, redes amarradas nos coqueiros, pé na areia, bar com festa até 3 da manhã, tudo que eu precisava 😀😎 Descobri lá com o recepcionista que o hostel sempre lota nos fins de semana e que nesse ele estava ainda mais lotado pois no dia seguinte seria aniversário da gerente e ela comemorou no fim de semana e vieram muitos amigos e conterrâneos dela...me disse que o nome dela era Vanessa e era brasileira. Fiz checkin e logo fui dar uma voltinha pra reconhecer o território...IMG_20190415_142731430-EFFECTS.thumb.jpg.22a8fe2e63c0982eb7790569613503c3.jpgIMG_20190415_145622651.thumb.jpg.20894300302231fe22abebf0dcf23f91.jpgIMG_20190415_190637215.thumb.jpg.9d07e11053e542b09497460abce0766c.jpg

Depois passei a tarde nas redes do hostel, curtindo o sol e a brisa do Caribe, ouvindo o som das ondas ali do lado...perfeito...O hostel não dá acesso direto pra água por causa da cerca mas o mar tá ali, do ladinho e sem sargaço...perfeito...Anoiteceu e fui comer no hostel mesmo, a cozinha serve pratos com preços bons, no máximo 70 pesos. Vi os argentinos que estavam no hostel de Tulum chegando e como já estávamos enturmados fomos jogar sinuca. Tinha musica ao vivo, pensa num hostel com um ambiente top…é o Pocna!!! 11 da noite acaba o som na area da recepção e abre o beach bar ali do lado. A gente que chega pra primeira diária ganha um drink de boas vindas e depois se for continuar bebendo eles fazem tipo um happy hour com 2 copos pelo preço de 1 e eu dividia com os argentinos. A moça que trabalhava no bar começou a dançar quando tocaram funk então desconfiei que fosse a tal Vanessa. Fui conversar com ela e pensa numa mina gente boa... ela é gerente do hostel e ainda trabalha no bar quando falta funcionário e dança pra caramba😄 é baiana e o aniversário dela seria em poucos minutos mas a festa com brasileiros que lotou o hostel foi no fim de semana e todos os outros brasileiros já tinham ido embora e naquele momento só tinha nós, junto com metade da Argentina ::lol3:: 

A festa foi seguindo com pop, reggaeton, luz da lua, brisa gostosa, coqueiros...Que lugar meus amigos, toda minha decepção com Playa del Carmen já tinha sido esquecida 😃 Curtindo demais até 3 da manhã…

 

Terça, 16 de abril de 2019 – Isla Mujeres

Nada, nada, nada...dia de não fazer nada a não ser curtir a praia, o sol, o mar, o Caribe...Rede, coqueiros, gaivotas passando…ficar num hostel pé de areia tem lá suas vantagens...e são muitas 😀 Fui também pra Playa Norte que mais parece uma piscininha cheia de peixinhos. Fiquei só naquela parte da ilha mesmo, muita gente aluga aqueles carrinhos de golfe pra rodar a ilha ou vai de bike mas eu tava afim de ficar de boa mesmo. Tinha ouvido falar que aquela parte da ilha era a mais bonita então nem quis ir pro outro lado. Um dia pra chamar de férias no sentido mais estrito da palavra 😎 se dava sede eu ia no meu vício chamado La Michoacana e pedia um vaso de uma água qualquer, horchata, sandia, tanta opção boa, por 25 pesos e vem aquele copo que cabe um litro ::otemo::Mais um pouco de rede e sol até o ultimo minuto possível. O sol se pos e no dia seguinte eu tinha voo pra Cidade do Mexico puxaaaa eu ficaria fácil mais um dia em Isla, ou uns…IMG_20190416_114732211.thumb.jpg.7fae2a5bf281cf791bd444bc50946179.jpgIMG_20190416_114811097.thumb.jpg.8728b5c4dacaccc7b9ac1e5b348b7acd.jpgIMG_20190416_115919938-EFFECTS.thumb.jpg.50b203b87e16236d3e315dc8f56b0df6.jpgIMG_20190416_120003411.thumb.jpg.2a8b18e92ded15a940fca2d975656502.jpgIMG_20190416_181849188_HDR-EFFECTS.thumb.jpg.560c4d91f67fa9e3445aaeecf2b7c5dc.jpg

De noite a mesma coisa, jantei no hostel, chegaram mais umas argentinas, uruguaios, canadenses e fomos curtir o bar de novo até as 3 da manhã, olhando a lua entre as folhas dos coqueiros, sentindo o vento na cara, descalços na areia, nunca vou esquecer as festas do Pocna, adorei o ambiente do hostel e apesar de achar que figurinha repetida não completa álbum...Isla Mujeres bem que merece um replay…

 

Quarta, 17 de abril de 2019 – Isla Mujeres/Ciudad de México

Como disse no início do relato, quando vim pro México a única coisa que eu tinha já comprado era o voo pra Cidade do México. Nos próximos dias seria o feriado da Semana Santa e os preços estavam acima de 2000 pesos e consegui um voo por 860 pesos pra quarta, então tinha que ir embora…☹️

Tomei café assim que liberou às 8 horas, saí as 8:20 e do hostel até o porto são uns 7 minutos a pé. Já tinha comprado ida e volta então era só entrar na fila. Peguei o ferry das 8:30 e em meia hora cheguei em Cancun. Atravessei a passarela de saída e vi uma van no ponto escrito “Terminal ADO”. Custava 10 pesos igual os ônibus e rapidinho cheguei lá. Comprei passagem pro aeroporto às 9:30 por 90 pesos(tem de meia em meia hora). Cheguei no aeroporto às 10h e tinha uma fila grande pra despachar bagagem. Comprei pela Viva Aerobus, que é uma lowcost do México e no site deles tem 3 opções de passagem, uma só com bagagem de mão, outra pra despachar uma bagagem e outra com umas vantagens mais. Tinha comprado a intermediária que dá direito a uma bagagem despachada. Também tem que baixar o aplicativo deles pra mostrar o cartão de embarque ou já levar impresso, pois se for imprimir no aeroporto tem que pagar mais 100 pesos. Já encontrei alguns brasileiros no aeroporto e por coincidência eles eram meus vizinhos de assento no avião. Encontrei nesse voo mais brasileiros do que em 22 dias no México ::lol3::O voo de 2 horas passou rapidinho batendo papo com brasileiros depois de praticamente 2 semanas sem uma boa conversa com nenhum. Sobre a companhia aérea, a Viva é bem low cost mesmo, até a água é vendida no avião (35 pesos) 🙄 mas foi um voo de boa, é o que importa👍

Chegando em México City de novo, de volta onde tudo começou, fui pro metrô agora já sabendo tudo como era, repetindo o que já tinha feito há 19 dias atrás...Fui de novo pro Mundo Joven Catedral, com aquela sensação que tava voltando pra casa. Fui num restaurante chamado Sienra’s na avenida 20 de noviembre, aquela que fica em frente ao zócalo, pedi um menu del dia por 83 pesos e saí rolando de tanta comida 😅Voltei pro hostel e subi pro bar do terraço, como sempre a maioria eram pessoas da rua que iam lá pelo bar, mas uma menina me viu com pulseirinha do hostel e veio conversar comigo. Era a Daniela, uma peruana de Lima e ela também tava hospedada lá e, assim como eu, achava que era um bar do hostel mas era lotado de pessoas aleatórias e ela tava procurando outros viajantes pra interagir. Ficamos um tempinho trocando experiências de viagem e quando ela desceu e fiquei sozinho logo vieram umas mexicanas me abordar...aquela mesma coisa que eu falei no início do relato sobre a procura delas por estrangeiros no bar do hostel :grin: Depois que as mexicanas foram embora fui dar uma volta na Madero e no zócalo, sempre lindo e iluminado à noite porém sem a famosa bandeira do México que geralmente é recolhida ao anoitecer. IMG_20190417_192647969_HDR.thumb.jpg.4c27406240234130e2dd991aefe40067.jpg

Voltando pro hostel resolvi ir pra cozinha ao invés do bar, afinal lá deveria encontrar viajantes e não tantas pessoas aleatórias. Encontrei a Daniela lá conversando com o Alejandro, um mexicano que estava trabalhando de voluntário no hostel. Juntei na conversa e o Alejandro estava explicando sobre os toltecas, suas culturas e suas crenças, o papo passou por civilizações antigas, evolução cósmica, gírias da América Latina, enfim, de tudo um pouco...tava muito mais bacana que o tunt tunt do bar com um monte de gente nada a ver...às vezes é isso que a gente busca quando viaja, não é só bebida e festa, um bom papo cabeça com pessoas interessantes faz toda diferença...

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Show brother, relato excelente e fotos iradas.

Tô indo agora em setembro pro México, 17 dias. Só queria ter conseguido uma passagem BH > México barata igual a sua kkkkkkk

Não vejo a hora de ir!

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Quinta, 18 de abril de 2019 – Ciudad de México

O dia já tava pensado pra compras há muito tempo...Adoro comprar quinquilharias e durante a viagem não tinha comprado nada, primeiro pra não ter que carregar por aí de uma cidade pra outra, segundo que no final da viagem já saberia o que tava sobrando de dinheiro e o que dava pra gastar. Queria comprar mezcal em Oaxaca mas como ia ser uma logística meio complicada pra carregar essas garrafas pelo México afora, perguntei em Oaxaca onde seria bom e barato comprar mezcal na Cidade do México e me indicaram ir na região que apelidei de 25 de março da CDMX 😜 De frente pra catedral, à esquerda está a calle Madero, a torre Latinoamericana e as lojas mais chiques e pro outro lado, à direita, o comércio popular, a 25 de março mexicana 😆 é a Cidade do México raiz, tinha até uma Santa Muerte no meio da rua ::ahhhh::IMG_20190418_113842874_HDR.thumb.jpg.7dcd5dd1ebcbf650ea35a14d7be44779.jpg

E lá no meio desse furdunço encontrei umas 3 lojas de produtos regionais de Oaxaca. Em uma delas o dono me apresentou o irmão dele que estava chegando de Oaxaca carregado de mezcal. Aproveitei pra comprar ali por um preço bem mais barato que o normal na Cidade do México, bem próximo dos preços que tinha visto em Oaxaca. Alguns mezcais vem com uma larva dentro da garrafa, o chamado gusano, que cresce na própria planta do agave. Ele dá um sabor tipo meio defumado pro mezcal, é interessante 😅, mas dá pra achar alguns sem gusano também. Inclusive, se você ver sal de gusano em algum lugar...é a larva torrada e moída e misturada com sal e pimenta. Tomei michelada com esse sal, já tava todo adaptado no estilo mexicano 😃 Comprei mais mezcal pois curti mais a bebida mas claro que tinha que trazer umas tequilas também :grin:
Passei no hostel pra deixar as garrafas e fui de metrô pro Mercado de Artesanias La Ciudadela que fica perto da estação Balderas. Comprei todo tipo de quinquilharia e lembrancinha, gastei algumas horas (e pesos) nessa brincadeira :lol: O mercado é o lugar mais famoso pra artesanatos na cidade.

Voltei a pé pro hostel, observando a cidade e passando pela agitadíssima Calle Madero. Subi no bar do terraço do hostel pra curtir a vista do por do sol 🔝🌇IMG_20190418_194542296_HDR-EFFECTS.thumb.jpg.a870260e8e946e6d9396b6c0bf01861b.jpg

Depois fui pra cozinha procurar viajantes, pois o esquema do bar já era manjado… Lá encontrei a Daniela conversando com duas mexicanas, Jasmin e Juliette que eram de alguma cidade do interior. Ficamos num bom papo até certa hora e subimos pro bar pra tomar umas tequilas. Encontramos com Abraham, um americano que tava no meu quarto e curtimos até o bar fechar meia-noite. Como a gente tava animadaço, as mexicanas indicaram pra gente ir numa balada em Condesa que chama Salón Pata Negra. Chamamos um Uber e mesmo com protestos do motorista entramos os 5 no carro e fomos ::tchann:: Na entrada da balada, pedindo documentos, eu sem passaporte, tentei abrir a foto dele que eu tinha no arquivo do celular mas como tava sem internet não abria. A que abria era a foto do papel da imigração e o segurança aceitou 😜 Grátis pra entrar, balada lotada, animada, música boa, todo mundo achou seus pares 👩‍❤️‍💋‍👨::kiss::, curtimos muito até 4 da manhã quando chamamos outro Uber que, dessa vez sem protestos, levou todos nós de volta ao hostel😎Eu, Juliette, Daniela, Jazmin e Abraham

Eu, Juliette, Daniela, Jasmin e Abraham - Salón Pata Negra, Condesa, Ciudad de México

 

Sexta, 19 de abril de 2019 – Ciudad de México

Tive uma situação chata com outro cara do quarto. O café da manhã nesse dia não foi no terraço, foi no restaurante do hall e tava bem confuso. A diária do hostel tinha aumentado pra 300 pesos por causa do feriado. Tava meio decepcionado com aquele monte de gente aleatória que frequentava o bar...A Daniela, a Jasmin e a Juliette estavam indo embora...Com tudo isso decidi que trocaria de hostel. Fui pro México City que fica bem pertinho, dava pra contar os passos (60 no caso 😆) e a diária era 200 pesos. É um hostel com menos tomadas, um casarão antigo, mais simples, sem bar, mas eu tava com vontade de trocar. Como são muito próximos, não mudaria nada na logística da viagem. Fiz minha mudança, o checkin já começa cedo, às 10 da manhã, já fui pro meu novo quarto, o décimo e último hostel da viagem 😅

Saí a pé até o Parque Chapultepec passando pela avenida Paseo de la Reforma e El Angel de la Independencia. É uma caminhada de 6km mas pra mim que gosto de andar foi muito sossegado. A cidade tava muito tranquila, era manhã de feriado, parei num Starbucks pra tomar café (ostentando 🤑 fim de viagem a gente se permite essas coisas) segui pela avenida observando o metrobus, aquele ônibus vermelho de 2 andares no estilo Londres e cheguei no parque por volta de meio-dia.

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Fui primeiro ao Castelo de Chapultepec, entrada 75 pesos e uma baita fila pra entrar mas que foi até rápida. O cara da minha frente na fila era um australiano e andamos juntos até nos perdermos. No castelo tem algumas exposições e uma bela vista da cidadeIMG_20190419_131453777_HDR.thumb.jpg.e79e738ff1e3ca21a293d8b43167e92c.jpgIMG_20190419_130657550.thumb.jpg.8095edf93618c7ec82221560a7c08232.jpgIMG_20190419_131718061.thumb.jpg.64e1242c7494836be3da9ac896ae8f9d.jpg

Depois fui pro Museu de Antropologia, também 75 pesos e outra fila gigante mas rápida (coisas de ir num feriado 😏) É um museu muito interessante, creio que o mais interessante que já visitei. Começa lá bem nos primórdios do universo mas fica legal mais pra frente quando entra na parte da povoação do México e começam a aparecer as peças arquelógicas. Antes de viajar tinha até pensado em ir à Tula ver os Atlantis mas acabei desistindo porque ia gastar um dia todo só com isso e pra minha alegriaaa tinham esculturas originais de Tula no Museu de Antropologia 👍👍👍IMG_20190419_144008056.thumb.jpg.668b1eb97abc1398ae64861589745ea4.jpg

Existem algumas réplicas mas a maioria é tudo original e com plaquinha de procedência 🔝IMG_20190419_143649368.thumb.jpg.826ecd39fc308877bcedc017a7e3394f.jpgIMG_20190419_143217067.thumb.jpg.026fa68f22f6346805e45dd3413568c1.jpgIMG_20190419_144651088.thumb.jpg.e64d30140b4203ded1f59d474f3ce6dc.jpg

Depois de umas horas bem gastas naquele fantástico museu, resolvi em embora. Tinha também o Museu de Arte Moderna e o zoológico mas não fui neles, tinha muita gente no parque, o letreiro da cidade e o monumento com asas de anjo que a galera gosta de tirar foto estavam muito cheios, difícil fugir de gente numa metrópole daquelas 😅IMG_20190419_153039515.thumb.jpg.7d0ba19f9f46a29320a27d44f15716d3.jpg

Fui pro metrô e com falta do que fazer fui até os Viveiros de Coyoacan, que não é imperdível, mas tinha pouca gente, esquilos, sossego… ali é perto do bairro onde está a Casa da Frida mas não quis ir lá. Peguei o metrô de novo e desci na estação Bellas Artes. Aproveitei minha ultima passagem pela Madero (achei que fosse 😆) e vi muitas lojas abertas na sexta-feira santa, a rua estava lotada, nem parecia feriado e olha que eu pensava que feriado religioso no México fosse tudo fechado 😮 Aliás, notei que até nos domingos o comércio funciona no México, vi lojas de ferramentas abertas inclusive de tarde, não é como no Brasil que os centros comerciais das cidades ficam desérticos nas tardes de domingos, no México parece que eles não param 😲

De noite teve procissão chegando no zócalo, fiquei de cara com a procissão de lá, tinha até carro alegórico!! Assisti as celebrações na praça comendo esquites de um ambulante, que são milho de canjica com pimenta, sal, limão e algum creme...já pensava como iria sobreviver sem os sabores do México…

 

Sábado, 20 de abril de 2019 – Ciudad de México

Acordei e vi um email da LATAM informando que meu voo foi alterado de 18h pra 2h da manhã. Teria 8 horas a mais no México, mais uma tarde inteira e nada pra fazer...

No café da manhã identifiquei um brasileiro na mesa ao lado conversando com um argentino. O portunhol arranhado denunciava :lol:Ele era mineiro também, já estava há um mês no México fazendo intercambio. Ultimo dia de viagem...já tava na hora de voltar a conversar com brasileiros 😜

Fiz o checkout, deixei as mochilas na recepção, poderia tomar banho à noite e fiquei sem rumo. Vai pra lá e pra cá na rua, senta na praça, volta no hostel, vai na 25 de março, volta, vai na Madero, volta… Numa dessas andanças pela 25 de março fui seguindo em direção ao temido bairro de Tepito. Tinha milhares de recomendações pra não ir no "el barrio bravo", olhei no mapa e vi que mais 4 quadras e eu já estaria no coração de Tepito. O comércio de rua era fortíssimo, as pessoas todas já aparentavam serem locais, arreguei e não continuei...😶

Voltei pro zócalo e subi num daqueles restaurantes no terraço com vista pra praça, pra comer o mesmo pagando mais pela vista ::hahaha::Mas tava naquele momento da viagem que me permitia dar alguns presentes e gastar os pesos finais.

Seguindo sem ter o que fazer vi uma plaquinha do Museu da Inquisição e Tortura na Calle Tacuba, entrada 50 pesos com audioguia de uns 50 minutos. Um pouco pesado pela história mas bem interessante. Ainda andando sem rumo vi o Museu do Estanquillo numa rua transversal da Madero, grátis, com alguma exposição sobre comédia, uma doninha dando pala vendo um filme, não era lá uma coisa impressionante mas serviu pra passar o tempo.

Comprei uma chimoyada (granizada) de limão numa padaria e sentei na praça (de novo ::lol4::) olhando a vida passar... No início da noite fui numa igreja onde teria a Vigilia Pascal e assisti a cerimônia. Aproveitei pra rezar agradecendo a viagem… voltei pro hostel, tomei um banho e saí às 22:30. As entradas do metrô perto da igreja já estavam fechadas, entrei por uma outra do outro lado do zócalo. Relutando em descer as escadas ainda fiquei um tempo olhando aquela catedral iluminada pela última vez...😥...Peguei o metrô às 22:45, tranquilo, fiz as 3 baldeações e levei 50 minutos até o aeroporto, que perto da meia-noite já estava bem vazio, assim como o voo de volta também.

E assim encerro meu relato sobre essa incrível viagem ao México, um país que me cativou, que deixou um gostinho de quero mais e eu sei que merece mais afinal tem o norte do país ainda pra conhecer, Guadalajara, Los Cabos, tantos outros lugares, um replay em Isla Mujeres, enfim, um país que tem tanto a oferecer e que pra mim que encontrei tão poucos brasileiros, ficou aquela sensação que é um país que o brasileiro não conhece, ou se conhece vai só em Cancun 😝 Perto da quantidade de argentinos que vi lá sempre pensava: onde estão os brasileiros? Se vivemos na mesma parte do mundo, porque só os argentinos estão aqui? Pelo interior do México sempre me diziam que era raridade aparecer um brasileiro...espero que vocês leiam esse relato e se animem a conhecer o México, o México real, não apenas aquela Cancun fabricada, que possam ver tudo de bonito e saboroso que esse país tem…

E aguardo comentários, críticas, perguntas, qualquer coisa que queiram sobre o inesquecível México!!!🇲🇽

Hasta luego muchachos!!!

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Excelente relato! México parece ser aquele tipo de país com um pouco de tudo: praias, montanhas, história, metrópoles. Quero ir um dia! Parabéns pela viagem.

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Parabéns pela trip. Relato bem detalhado me transportou para dentro da viagem, me senti viajando, show de bola. 

Estou fazendo meu roteiro, e estava com um pouco de receio em fazer os deslocamentos de ônibus, questão da segurança e tempo perdido, mas você mostrou que parece tranquilo e bem viável viajar a noite e ganhar tempo dormindo no busão. Estava preparando varias perguntas, mas acabou que você respondeu todas no relato. Só tenho a agradecer e desejar boas trips. 

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    • Por fmoreira
      MÉXICO, DE NOVO!!!! E DE NOVO SEM CANCUN!!!! 
      Por que o México de novo? Porque dessa vez não escolhi o destino, ele me escolheu. Na verdade, foi a companhia aérea que escolheu pelo valor irrecusável da passagem. 
      Juntar cinco cabeças, com personalidades, bolsos e objetivos de viagem distintos é um exercício para lá de desafiador! A minha cabeça  sempre objetiva a viagem fotográfica e por isso me fez priorizar mais dias em Yucatan que em Quintana Roo, enquanto o pessoal foi para Cancún eu fui para Mérida, assim pude curtir mais sítios arqueológicos. Definida essa primeira parte, tentei colocar na roda os lugares que seriam um pouco menos para a “turistada". Chegamos pela Cidade do México, mas foi somente uma noite, que conseguimos usar para assistir a Lucha Libre e no dia seguinte deu para fazer as Pirâmides de Teotihuacán, que fizemos por conta própria, usando metrô e ônibus.  
      Chegamos mais ou menos às 4 da tarde e do aeroporto pedimos um Uber até à Plaza Garibaldi, onde decidimos ficar pela proximidade da Arena Coliseo, onde aos sábados tem a Luta Livre. É uma cidade do México completamente diferente de onde fiquei quando me hospedei pela primeira vez em Juarez. Dá para identificar como, dessa vez fiquei na CDMX raíz e antes tinha ficado na CDMX Nutella. Ficamos no Hotel Plaza Garibaldi, bem no meio do fervo, pois é a praça da tradicional aresentação dos Mariachis, os músicos mexicanos das famosas serenatas.  
      Bem... eu não pude fotografar a Luta Livre, na entrada, os caras revistam e as câmeras são proibidas (mas os celulares, não... vai entender). Tive que voltar ao hotel para deixar minha câmera (ainda bem que era perto). A apresentação é muito tosca, como o telequete da TV nos anos 70, acho que curtiríamos mais se não o cansaço do voo não tivesse batido. Rodamos pela praça, vimos uma apresentação aqui ou acolá, comemos no hotel mesmo. 
      Na manhã seguinte, pegamos o metrô na Plaza e pela Linha 5 – Amarela para ir à Estação Autobuses del Norte, de onde no Guichê 8 saem ônibus a cada meia hora Teotihuacam. Tem que se ligar e pedir ao motorista para te deixar na entrada do sítio. Nós vacilamos e fomos parar na cidadezinha, de onde pegamos uma van de lotação. Na volta, é a mesma coisa, pegamos o ônibus no portão de entrada do sítio. Na minha primeira vez eu fui de tour, o que me deixou revoltada, porque é muito fácil ir por conta própria, dez vezes mais barato (gastamos uns 30 reais ida x volta) e muito mais legal, porque no tour se gasta um tempo danado parado em lojas macomunadas com as empresas de turismo. Da estação de ônibus, pegamos o metrô direto para o aeroporto.  Tudo isso com muita facilidade, pois ao chegar, tínhamos deixado nossas malas em um locker e ficamos só com uma muda de roupa na mochila de mão. Ali nos separamos, eu peguei um voo para Mérida e os demais quatro seguiram para Cancun. Três dias depois, nos encontramos na porta de entrada de Chichen Itza. 
      Mérida é considerada a cidade mais segura do México e, provavelmente, a mais quente. Da Cidade do México para lá, fiz em voo interno pela Interjet, uma lowcoast mexicana super boa. E me presentei nutellando na hospedagem, ficando no Gran Hotel Merida, fundado em 1901 em um tradicional prédio colonial no coração da cidade. Era um domingo à noite e a região estava fechada para o trânsito, famílias nas ruas, feirinhas de artesanato e muita música.  
      Já havia contratado o tour pela Mayan Ecotours (http://mayanecotours.com/) para fazer os sítios de Uxmal e Kabah. E que me desculpem aqueles que acham que Chichen Itza é “O” lugar, eu achei Uxmal muito mais fantástico. Um lugar cheio de lendas que começa pelo imperador do lugar que era um anão e por isso a Grande Pirâmide tem degraus tão estreitos. Dizem que a cidade foi fundada por uma tribo chamada Los Xiues e que teve seu ápice entre os anos de 600 e 900 d.C, com uma população de 20 mil habitantes. Hoje, a cidade tem 15 edifícios em uma extensão de dois quilômetros. A primeira construção vista ao se entrar no parque é a Pirâmide do Adivinho, com quase quarenta metros de altura e laterais arredondadas e atrás dela o Quadrilátero das Freiras, subindo um pouco mais pelo terreno passamos pelo Jogo das Pelotas e em seguida o Palacio del Governador. O guia nos contou que o primeiro projeto de restauração do governo mexicano começou em 1927 e que em 1975 a rainha Isabel II esteve na festa de inauguração do espetáculo de luz e som, quando começou a tocar a oração maia ao Deus Chaac (da chuva), caiu uma chuva absurdamente forte fora da estação. 
      Durante o percurso entre Uxmal e Kabah, perguntei ao Raul como conseguiram manter os sítios sem que os espanhóis os destruíssem e ele respondeu: “fueron las malezas” e eu na minha mente superticiosa pensei em proteção divina, até que ele me explicou que maleza é o mesmo que erva daninha, ou seja, por muitos anos os sítios ficaram escondidos no meio da mata. 
      Kabah fica 18 Km distante de Uxmal, que quer dizer “mão forte”. A área foi habitada desde meados do século III aC. A maior parte da arquitetura agora visível foi construída entre o século VII e o século XI.  A contrução mais interessassante é o Palácio Codz Poop, chamado também de Palácio das Máscaras, pois sua fachada é decorada com máscaras de pedra com o rosto de Chaac, o deus da chuva. 
      Entre os dois sítios há um povoado chamado Santa Elena, cuja igreja se vê ao fundo e foi construída pelos espanhóis na parte mais alta da cidade com o objetivo de demonstrar que o cristianismo estava acima de tudo.  
      O tour incluía o almoço (sem bebidas) em um restaurante típico yucateco. Estávamos em cinco: eu e mais dois casais mexicanos de Monterrey. É claro que mesmo com meu portuñol horroroso, conversamos pacas e uma delas me deu várias dicas de como não passar fome no México, já que eu não como milho.  Minha vida no México mudou com a palavra “harina”, que é a farinha de trigo. 
      Merida entrou nos meus planos por causa de uma foto que vi no instagram do Monumento a la patria (to the Fatherland). Então passei no hotel para uma ducha e uma horinha de descanso e fui e voltei à pé, batendo perna pela cidade até achar o monumento que fica no fim do Paseo de Montejo, uma avenida enorme, como uma Champs Elyses de Mérida, com casarões históricos, cafés, bares, bancos para sentar e ver a vida passar (e aproveitar o  wifi free).  
      No dia seguinte, fui na dica do recepcionista do hotel, que me ensinou a ir à Izamal de busão sem a necessidade de contratação de um tour. As ruas de Mérida são classificadas por números, subindo são ruas pares e as transversais ímpares e assim foi fácil chegar à estação de ônibus (praticamente na esquina da 50 com a 67). De Mérida a Izamal são 70 Km, percorridos em pouco mais de uma hora. Ao retornar voltei de van, quinze mil cabeças e eu a única turista no meio. Provavelmente o povo pensando: “o que essa louca está fazendo sozinha por aqui?” 
      Izamal é uma cidade colonial chamada de “cidade amarela”, pois suas construções são praticamente todas dessa cor, a começar pelo Convento de Santo Antonio, que é o símbolo da cidade. Além da igreja, há um museu que guarda as fotos, roupas e até a cadeira usada pelo Papa João Paulo II durante sua visita à cidade para o Encontro dos Povos Indígenas em 1993. O convento foi construído sobre as ruínas de uma pirâmide. Há outras cinco na cidade, mas só subi até à Kinich Kakmó (ruínas mesmo, só se vê a base). De duas a três horas é o suficiente para rodar toda a cidadezinha a pé. Voltei cedo para Mérida porque queria ficar umas três horas no Gran Museu Maia, mas bati com a cara na porta, porque o museu não funciona às terças e eu não sei onde eu estava com a cabeça para não me programar. Se eu soubesse, poderia ter feito o museu no dia anterior ao retornar de Uxmal.  
      À noite eu fui para a Praça do Relógio para assistir a um espetáculo (free) de Jarana, que é uma dança típica de Yucatan misturada ao sapateado. Os casais que dançam jarana fazem isso usando roupas típicas adornados com esplêndidos bordados de ponto de cruz, de cores e desenhos muito diferentes, mas principalmente de flores estilizadas, já os rapazes usam guayabera e calça branca. Foi o ápice da minha passagem por Yucatan e eu fiz muitas fotos das lindas bailarinas. Uns meses depois ao postar no Instagram,  a amiga de uma das meninas a marcou na minha foto e eu tive a oportunidade de mandar todo o álbum. Olha o mundo se encontrando! 
      E chegou então o dia do reencontro com a galera. Eles alugaram um carro em Cancun e eu peguei um ônibus às 6 da manhã para encontrar com eles em Chichen Itza. Chegamos com a abertura dos portões e conseguimos fazer o tour antes dos ônibus de turismo. Às 11 quando saímos, já estava insuportável. Fugindo das excursões, também chegamos (distante 3Km) ao cenote Ik Kil em um bom horário. Uma hora depois, já parecia o Piscinão de Ramos. Esse cenote é bem legal, ainda que o excesso de turistas tenha seu aspecto negativo. Está a 26 metros abaixo do solo e tem 60 metros de diâmetro (bem grande) com 50 metros de profundidade, o que te dá a segurança de pular sem medo. O lugar tem toda uma estrutura de vestiários, guarda volumes e até restaurantes, mas quando começou a encher nós resolvemos pular fora e seguimos para nossa próxima cidade de parada, onde ficamos duas noites: Valladolid, um dos “pueblos magicos”. 
      Almoçamos em Valladolid no espetacular restaurante La Casona, um buffet com comida yucateca de primeira, onde o barril de Corona está liberado! É ou não um sonho? Além da comida ser ótima, destaque para a sopa de lima, o lugar é lindo e tem um altar de mosaico  dedicado à Virgem de Candelária. A tadinha fomos ao Parque Francisco Canton Rosado e à Catedral de San Gervasio, construída em 1545. 
      Na manhã seguinte, partimos para Ek Ballan, um sitio arqueológico que não entramos porque estava o dobro do preço da entrada do Chichen Itza (que já não é barato). Ficamos com a opção de alugar bicicletas e ir só para o cenote. Ficamos a manhã toda lá, afinal era um “private cenote”. Só nós cinco. Foi aí que me colocaram o apelido de Thanos, por sumir com as pessoas. Esse lugar foi bem legal!!! É cheio de uns pássaros azuis muito lindos.  
      No caminho de volta à cidade paramos em um outro cenote, mas só lembro que traduzido era “umbigo”. Redondinho e fundo. Bem legal também, mas cheguei à conclusão que sempre vou gostar dos mais abertos. Fiz umas fotos turistonas com uns carinhas do lado de fora vestidos como maias (a cara de tristeza do cara mais alto depois que fui olhar as fotos me deixou bem chateada e até me arrependi de ter só colocado 50 pesos na caixinha).  Almoçamos no Pizza Hut para relembrar os dias no Marrocos (hahahhaha). 
      No fim da tarde fomos fazer o último cenote que fica numa Hacienda, o Oxman, é fundo, as escadarias sinistras, aí fomos nutellar na piscina e tomar uma cerveja. Finalizamos a noite andando pelas ruas da bonitinha cidade colonial, passando por toda Calçada dos Frades (de los Frailes) até o Convento de San Bernardino de La Siena. Voltamos pela mesma Calçada e paramos em um dos poucos bares abertos, bem típico de filmes mexicanos. Eu fiquei na Corona e a galera encarou os drinks a base de tequila. 
      De Valladolid fizemos o tiro mais longo da viagem: 260Km até Bacalar, saindo de Yucatan para Quintana Roo. Antes demos uma passadinha no cenote Suytun, só para fotos (hahahhaa). Não me lembro como resolvemos colocar Bacalar no roteiro, só sei que achamos que era muito bom para gastarmos 4 horas de estrada e acho também que era o fogo no rabo de estarmos perto da fronteira com Belize e marcar mais um pin no mapa. Não sei quem decidiu, mas fomos... e foi o melhor lugar dessa viagem!!!! Afinal, é um lugar com as cores do mar do caribe, mas com água doce. Todo mundo que me conhece sabe que eu não sou muito chegada a água salgada.  
      A lagoa tem 50 Km de extensão e 2Km de largura e ficamos hospedados em um hostel com o pé nela. Assim, a tarde foi para boiar, tomar cerveja e conversar até a língua cair.  Nada de balada, a cidade não tem muito para fazer. Fomos ver o pôr do sol em Chetumal (40Km) no final da tarde e comemos por lá e ainda fomos nos aventurar na Zona Livre, entre o Mexico e Belize. Entramos em um Cassino muito tosco e ficamos lá rindo dos entranhos viciados na jogatina.  
      Na manhã seguinte tomamos café no Madre Massa (porque no hostel não havia nada) e fizemos o passeio de barco pela lagoa, voltamos a Chetumal para ir pra Belize, mas a taxa de retorno era muito alta e não atravessamos (para não pagar a taxa, teríamos que ter 8 dias ainda no México),  então fomos a Calderitas e voltamos para nossa hostel, onde a lagoa estava bem boa. Saímos à noite para comer uns tacos na cidade. Foi o máximo da nossa badalação na pacata Bacalar. Sem carro não teríamos feito nada. A locação do carro foi uma excelente opção. 
      E assim, começamos a voltar no dia seguinte, parando para duas noites em Tulum. Tínhamos reservado um hostel na praia, um erro para quem está de carro, pois não tem estacionamento. Pagamos pela reserva e fomos parar em um outro hotel na cidade. Sem arrependimentos. Não curtimos nada de praia em Tulum, as águas estavam dominadas pelo sargaço (algas) e aquele azul lindo dos cartões postais estava avermelhado. Assim, focamos nos cenotes. Na tarde do primeiro dia, depois de conhecer o sítio arqueológico de Cobá (um tanto decepcionante), encontramos o “Car Wash”, um cenote aberto, não frequentado por turistas, super maravilhoso, com um tom de verde que nunca tinha visto antes. Foi eleito o nr 1 da viagem, sem falar que a entrada custou 50 pesos. Fomos também no Cenote Dos Ojos (350 pesos) e no Calavera (100 pesos) esse também muito maneiro, mas que merecia a visita ao meio dia com o sol incidindo diretamente no buraco (fomos cedinho, bom para curtir sem pessoas, mas não muito bom para fotos). Passamos a tarde no sítio arqueológico, o único a beira mar, o que nos faz deduzir que foi um porto maia. O sítio é muito bem preservado e vale demais a visitação. 
      Saímos de Tulum em direção à Playa del Carmen, onde devolvemos o carro. Paramos em Puerto Morelos para dar uma olhada na praia, mas não entramos, o sargaço também tinha dominado tudo.  Encontramos um cenote, aberto, grandão e ficamos por lá. Chegamos em Playa já no fim da tarde, podres de cansados. O Hostel era o exemplo de perfeição, ficava localizado na Quinta Avenida, ou seja, no fervo. Saímos para comprar o ticket para ir para Cozumel no dia seguinte e comemos fora do fervo, no restaurante indicado pela menina da agência de turismo, onde o pessoal local come. ADORAMOS tanto que voltamos lá no último dia de Playa. Só entramos na água em Cozumel, porque Playa del Carmem também estava tomada pelo sargaço. 
      Então fomos a Cozumel sem gastar a fortuna que as pessoas normalmente pagam quando fazem um cruzeiro. Fomos de ferry boat, a partir de Playa. Ao chegar do outro lado, alugamos um carro para rodar a ilha. Dormimos lá e não havia necessidade, mas no final foi sorte, pois em Cozumel não tinha sargaço e então finalmente curtimos praias caribenhas.  
      A questão está na privatização das praias. Assim como em Cancun, Cozumel tem 90% das praias privatizadas, logo para curtir você tem que estar hospedado em hotéis pé na areia, o que não foi nosso caso. Achamos a primeira praia possível, mas era vinculada a um bar, com consumo mínimo para poder utilizar. Era pagável e curtimos bem.  Depois seguimos até Palancar, onde é opcional utilizar a estrutura dos restaurantes. Seguimos de carro até a Ponta Sur, mas o jeep pifou e ficamos um tempão esperando a troca. Finalizamos o dia em um outro bar com acesso à praia. Não lembro o nome, mas também não era bom.  
      A noite é inexistentente em Cozumel, ficamos em hotel bem no centro, bom custo x benefício e piscina no terraço. Mas dormimos cedo, porque cedinho estava tudo fechado. Entregamos o carro cedo, porque o dia tinha sido reservado para o passeio de barco ao El Cielo, que é realmente muito fantástico, muitas arraias e estrelas do mar. No final da tarde, pegamos o ferry de volta para Playa e curtimos a noite na quinta avenida (mas comemos baratinho no El Fogon antes). Pegamos um ônibus da Ado até Cancun e de Cancun pegamos um voo interno para a CDMX, dessa vez ficamos em um hostel no Centro, justamente para dar um rolê pela manhã ao Zócalo, Palácio do Governo e Belas Artes.  
      Na volta ao Brasil, a galera voltou porque só tinha 15 dias de férias e eu ainda tinha mais cinco dias. Então, quando o voo parou na conexão em Lima, eu resolvi descer e ficar o finalzinho das férias por lá, dei uma esticada até Cusco, mas isso é papo para um outro post. 
       
      Hospedagem: 
      Cidade do México - Hotel Garibaldi e Mexico City Hostel 
      Merida – Grand Hotel de Merida 
      Valladolid – Hostel Tunick Naj     
      Bacalar – Ecocamping Yaxche 
      Tulum – Siete Deseos 
      Playa del Carmem – Hostal MX 
      Cozumel – Hotel Plaza Cozumel                                                                    
       
      As fotos estão publicadas no site: https://www.flaviamoreirafotografia.com/mexico-yucatan-e-quintana-roo
      Ou pelo instagram em: lugaresfotogenicos
    • Por Bogotá
      Estamos (amigos) com dúvidas sobre a logística das cidades que escolhemos nesta região, qual a melhor sequência logisticamente e financeiramente, desde a chegada em Cancún até a ida para Caye Caulker.
       
       Além disso, qual a melhor programação das atrações por cidade e quais dão para fazer no mesmo dia..
      Obs: não alugaremos carro nesta região 
       Sobre os destinos, Cancún não é um lugar que faz nosso tipo de turismo, queremos usar apenas como base para fazer um bate e volta em Isla Mujeres e como aeroporto para a chegada e partida.
      Pretendemos usar como base as cidades de Tulum, Playa Del Carmen e Valladolid. Estas seriam as localidades para a maioria dos destinos que queremos conhecer..
      Se der de usar um dia inteiro (só se encaixar no roteiro, caso contrário pode ser só uma visita rápida) para os bate e volta em Isla Mujeres e Cozumel, optaremos por fazer isso.
       
      Em Cozumel não dormiríamos, apenas faríamos a visita. Em Isla, só se for mais barato que Cancún (sua base para visita).
       Sabemos que dá para fazer mais de uma atração por dia, mas não temos ideia de como montar o roteiro ideal.
      Aqui estão as atrações que queremos conhecer:
      - Cancún 
      Base para conhecer Isla Mujeres
       
      - Playa Del Carmen 
      Cenote Chaak Tun Natural Park 
      Base para conhecer Cozumel
       
      - Tulum 
      Base para conhecer as Ruínas de Tulum (2km) e Cobá (47km)
      Cenote Sac Actun 
      Cenote dos Ojos
      Grand Cenote 
       
      - Valladolid 
      Base para conhecer Chichén Itzá (45km) e Ek Balam (27km)
      Cenote Ik Kil (pertinho de Chichén Itzá)
      Cenote Zaci 
      Centro histórico
       
      Teremos 10 dias inteiros para fazer todos estes destinos. 
       
      Alguém conseguiria nos ajudar?
      Obrigado!
    • Por h_rodrigues
      Olá a todos,
      Estou planejando minha viagem para o México no final de Janeiro até a metade de Fevereiro 2020
      Meu plano seria visitar Cancún - Campeche - Chiapas - Oaxaca - Puebla - Cidade do México - Guadalajara - Tijuana 
      Tenho amigos em cada um desses estados que irão me ajudar com moradia.
      Gostaria de ver com vocês sobre um roteiro dos melhores lugares a se conhecer em cada um desses lugares e o preço médio que gastaria com isso.
      Sobre a passagem de avião, compensaria eu comprar para Cancún e depois comprar outra em Tijuana ? ou seria melhor comprar um só de ida e volta ?
      Gracias por la ayuda.


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