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Encontrado 35 registros

  1. brunooliveira1901

    Cuba, México e Panamá! 28 dias

    3Dia 1 (05/02) Cheguei em havana por volta de meio dia. Voo tranquilo. Aeroporto bem modesto. Começamos já a perceber o que é Cuba. Troquei 300 euros no próprio aeroporto (tinha lido que as taxas não variavam, porém já não sei mais se é assim. Hoje vou verificar isso). Gastei 30 cups do aeroporto até o Hostel Casa de Ania. (acredito que seja esse o preço mesmo, também não estava afim de chorar preço tendo em vista que queria chegar logo e deitar.) Ao chegar dei uma deitada, já comecei a me ambientar em relação à internet (aqui no hostel é 50 cents meia hora, 1 cup 1 hora, sem promoção mesmo. Rs), e logo depois saí para almoçar e começar a conhecer Havana. Do hostel é perto para andar pelo “Malecón”. Encontrei um restaurante agradável e resolvi almoçar por ali mesmo (La Abadia. Comida justa. Pareciam mais especialistas em frutos do mar e tal, mas não tava afim disso naquela hora. Comi um Fricassé de frango, pedi uma água e uma sobremesa, muito boa por sinal. Tudo deu 6,60 cups). Após isso foi seguindo o Malecón até chegar ao “Museo de La Revolución”. Andei bastante, porém encontrei. 8 Cups a entrada. Museu bacana (modesto como tudo em Havana), e com um grande aporte histórico e cultural. Conta a história da revolução de maneira bem simples e didática. Tem uma parte reservada para Che guevara e outro malandro lá que não conhecia. “Cienfuegos”. Vale a pena ler e saber um pouco mais sobre a história dessa galera. Tem um anexo ao museu, com alguns carros, jipes, “tanques”, aviões, barcos, botes, mísseis, tudo que participou e teve a ver com a revolução. Saindo de lá fui em direção à “Habana vieja”, andar por lá meio sem destino mesmo. Acabou que lembrei do “Bodeguita del Medio”, e resolvi procurar por ele. Dei uma sorte que tinham umas placas indicando o lugar. Ao chegar já ta rolando um som bem característico de Havana e uma galera na rua tirando foto e tomando, é lógico, o Mojito da casa. Não fiquei por ali muito tempo, nem quis tomar o mojito, pq eu começava a sentir o que depois me daria mais dor de cabeça literalmente. Estava me sentindo meio tonto, dor de cabça e gargante inflamada. Resolvi tomar esse Mojito depois. Rs Saí de lá e logo ali próximo tem a “Catedral de Havana”. Entrei, rezei e agradeci. Depois fiquei sentado na calçada observando o pessoal que passava e ouvindo uma bandinha que tocava num restaurante que ficava em frente. Tem uma “baianas cubanas”, vamos assim dizer, que ficam tirando foto (dão uma risada maneira, colocam um charutão na boca e o gringo senta no meio das duas.). Fiquei um bom tempo ali (tava cansado e como já disse, tava meio na merda já). Gastos (1º dia) Táxi (aeroporto-hostel) 30 cups Almoço (La Abadia) 6,60 Museo La Revolucion 8 Cups Água pequena 1 Cup Sloppy bar (2 cervezas e 1 tapa) 10 cup 1 burrito no hostel 3,50 cup 1 agua grande 2 cup Dia 2 (06/02) Depois de uma noite de muito frio (ar condicionado insano do quarto do hostel), eu acordei com muita dor de cabeça, dor na garganta, nariz escorrendo (resumindo, tava bem podre). Perguntei pro cara aqui do hostel onde comprar remédio, e ele me recomendou ir ao Hotel “Habana Libre”, pois lá tem “tiendas” estrangeiras. Chegando la, consegui achar a farmácia para estrangeiros. Dipirona comprada e imediatamente tomada (8,15 cuc), só me restava sair batendo perna pra conhecer um pouco mais de havana. Pesquisando no mapa que o Hostel me deu (dei mole, esqueci de baixar o maps.me e fazer o download do mapa de cuba...e no wi-fi do hostel não era possível isso, então era tudo no mapinha que me deram...mas cumpri bem a missão.), resolvi ir à faculdade de Havana. Desci a “Calzada de Infante” e me deparei com a bela universidade. Subi as escadas, tirei umas fotos, e saí entrando na facul. Como é fevereiro, acredito que não tinha muita gente. Achei que tinha pouco, mas ainda sim tinha uma galera lá. Andei um pouco mais por lá e depois saí. Después, eu tava meio sem rumo (normal), porém lembrei que ainda não tinha passado no Capitólio. Andei bastante (eu ando mesmo, gosto de ir observando tudo), mas recomendo pegar um taxi . O capitólio atualmente está em obras (24 de fevereiro é a data que acaba toda a obra), com isso só era possível visitar um lugar chamado “Al Mambi desconocido” (restos mortais de um soldado que lutou na guerra de independência de Cuba) . É muito bonito. Logo que vc chega tem umas meninas que são guias (de graça), e ela te explica a história do capitólio, o pq ele foi construído, que não é uma replica igual do capitólio de Washington (e que inclusive é mais alto), e o significado das diversas estátuas, e outras coisas que tem por lá. Acredito que depois de 24 de fevereiro, seja mais bacana. Será possível visitar todo Capitólio. Saí do Capitólio, tirei mais algumas fotos (a região em volta do Capitólio é bem bonita. Tem uns hotéis famosos por ali), e quando avistei aqueles ônibus de turistas, resolvi entrar. Seria bom pra chegar no Memorial José Martí e não andar que nem um doido. O esquema do ônibus é o mesmo utilizado em outros países. Vc paga 10 cuc e tem uma certa faixa de horário pra vc utilizar (bastante tempo, quase o dia todo). Pois bem, saltei no memorial, muito bonito por sinal (1 pra subir e ficar na parte externa tirando foto, e mais 5 cuc se vc quiser entrar no museu e no “mirante”.). Nessa região também ficam aqueles prédios com a caroça do Che Guevara e de um outro malandro. Novamente entrei no busão, ele andou pra cacete, foi até um “município” chamado Playa (no caminho tem bastante hotel bacana, inclusive passou por uma escola de mergulho....pode ser que eu passe por lá esses dias), não achei mais nada interessante (tem um cemitério enorme também....tem um pessoal que visita lá...não fiz questão.). No final, ele para tipo num ponto final, espera pra ver se a galera vai sair pra comer (ng saiu) e volta. Tava morrendo de fome, e nem sabia mas ele passava perto da região de perto do meu hostel. Comi e voltei pra usar uma hora de internet e descansar....se melhorar, de noite quero ouvir umas musicas por aqui. Gastos 2º dia Desayuno “A La Cubano” 3,50 cup Remédio 8,15 Bustour 10 Memorial José Martí 06 Almoço 14,20 Àgua 0,70 3º dia (07/02) Bem, acordei 1h30 da manhã com um casal fazendo saliências no quarto (inveja branca), e também com dor de cabeça e nariz entupido (o efeito do remédio estava na hora de acabar), porém dei um jeito e dormi sem tomar remédio mesmo. Acordei às 07h00, tomei um banho gelado, tomei o remédio e pedi o café da manha no hostel (muito bom por sinal, amanha vou repetir!). Tinha definido que iria conhecer Habana Vieja como um todo. Tirei foto do livro guia de Cuba aqui do hostel, e parti! Fiquei esperando aquele ônibus tour que falei anteriormente durante uma hora (na real eu bizonhei, pq o ônibus só começa a operar a partir de 09h e passa no ponto aqui perto do hostel às 09:30.). Bem, esperei o danado e embarquei. Dessa vez eles me deram um guia com todas as paradas, o que facilita vc se guiar. ( ou vc pode tirar foto da placa que fica em todo ponto de ônibus). Lendo o guia, eu achei que ia atééé o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, porém descobri na hora que não. O último ponto te deixa num mercado (bom pra comprar lembranças). Saí nesse último ponto, dei uma volta la dentro, mas não estava afim de comprar nada. Saí de lá e resolvi caminhar beirando a orla. Beirando a orla, eu vi o lugar onde a galera pegava o ferry pra ir pro outro lado da baía. E aí resolvi pegar essa bagaça e ver como chegava no bendito do forte do outro lado da baía. Por lá vi alguns turistas meio perdidos, mas geral na esperança de chegar lá. Não foi difícil, peguei o ferry pra Casablanca (bem rápido, uns 10 minutos pra chegar), e de lá é só subir a rua que vc chega na entrada do forte. Pra minha surpresa, só aceitam CUP na entrada, e não CUC (WTF???), a entrada é 3 cuc, mas deixei 3 cup lá mesmo (o que me arrependi depois) e entrei. Outra surpresa que tive, é que o lugar tava cheio pra cacete! Tava rolando a “Feira do Libro Cubana”, cujo o país convidado especialmente era a China! Rs. Show. Bem, muitos estudantes, gente pra cacete mesmo, dei uma andada no forte (que é imenso!), mas não me interessei em nada. Queria mesmo conhecer o lugar, a questão dos livros eu tava descartando. Primeiro vc entra nesse primeiro forte, depois vc tem q descer, pagar uma outra entrada (achei bizarro isso! Pq não cobrar logo uma entrada pra tudo??) e vc vai pro outro forte. Chegando no outro forte, que é o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, tinha várias barraquinhas vendendo artesanatos (muitas na verdade. Não sei se é sempre assim, ou pq tava rolando a bienal do livro cubana lá.). Não tinha nada falando sobre a história ou coisa parecida. Se tinha passei despercebido, pq o movimento era mt grande. Tb tinha bastante barraca de comida e coisas afins (para fins de curiosidade, lá tem uma farmácia internacional! Sim, no meio do forte! Rs. Comprei meu neosoro cubano lá.).). Tirei fotos, explorei o lugar, e resolvi sair. Andei tudo de novo ao contrário, até o lugar do ferry. 1 CUP! A passagem é 1 cup! Foda que a gente acaba pagando mais caro, mas como tinha trocado antes lá no forte, paguei o justo na volta. De volta à Habana Vieja, resolvi visitar aqueles lugares que tinha colocado como objetivo no início do dia kkkkk. Fui nas plazas (Plaza de armas, Plaza de San Francisoe pra finalizar a Plaza Vieja). A que mais me chamou a atenção foi sem dúvida a Plaza Vieja. Muito bem conservada e bonita, parei num “Brew Pub” e fui tomar minhas cervejas. Dei sorte que sentei em frente à bandinha, e pude acompanhar eles tocando. 3 cup cada chopp (achei justo pelo lugar e pela qualidade), peguei um taxi (fiquei puto pq perdi o papel do ônibus! O Planejado era voltar o o bustour, porém perdi o bendito papel em algum lugar....). No taxi o maluco me fez uma oferta sobre uns charutos, e comprei (20 cuc numa caixa com 20 mini charutos. Depois me digam se ta caro, ou se me dei bem. Se é que é verdadeiro.kkkk). Vou tentar agora colocar os gastos...kk Gastos 3º Dia Café da manha hostel 3,50 Bustour 10 Passagem de ida pra “Casablanca” 1 cuc Entrada no forte 3 cuc Almoço 10 cuc Entrada no outro forte 3 CUP (troquei numas barraquinhas azuis) Volta no ferry 1 CUP (peguei o bizu) Cervezas na plaza vieja 09 CUC Churros 0,75 cuc Pizza 02 cuc Taxi 06 cuc Mini charutos 20 cuc Janta 3,50 cuc 4º Dia (08/02) Melhor noite dormida! \0/. Consegui dormir de boa. Achei que ia sair na noite de ontem. Mas caí no sono quando parei pra ler um pouco (21h, rs / Stephen King – A redoma). Bem. Acho q acordei de madrugada, mas não lembro. Dormi bem mesmo. Acordei 07h. Acordei. Bati um papo com a galera (ou tentei), tomei café da manhã, banho e saí. Resolvi ir à praia hoje. Perguntei ao cara da recepção e ele me disse que bastaria eu pegar um taxi colectivo até o Capitolio, e de lá pegar outro. (achei bizarro pq disse que ia só dar 2 cucs tudo). A primeira parte deu certo. Paguei 3 CUP até o capitólio, muito barato, mas chegando lá não encontrava o taxi colectivo para Playa de Este. Os taxistas só me ofereciam viagem “solo” (50 cup, 25 cup...). Quando tava desistindo, perguntei a mais um, e ele me ofereceu à 10 cuc. Parti. Até achei justo pagar esse valor pq o lugar é longe, porém por aqui isso é caro. Enfim, cheguei em Ganabo, praia grande, bonita, estilo caribe (areia branca, mar com aquela coloração típica, porém a agua era fria. Rs. E porra, tinha várias águas vivas cubanas (são azuis) e queimam. Entrei, fiquei um tempo lá e depois só fiquei de boa na areia lendo meu livro e pegando sol). Almocei por lá, comprei um chapéu (??kkk). Na hora de voltar descobri que tinha um bustour pra lá tb. (05 cuc!! Pqp, eu e minha mania de gastar dinheiro de bobeira.) Mas beleza. Vivendo e aprendendo. Rs. O ônibus deixa na Plaza Central. Dei uma volta por lá, mas não fiz nada de interessante mais.... Voltei andando mermo pro hostel. Rs Vamos ver se hoje dou uma saída e falo um pouco da night cubana....Adiós. E preciso melhorar meu inglês rs. Gastos 4º dia Café da manhã hostel 3,50 cuc 1º Taxi colectivo 3 CUP 2º Taxi coletivo 10 CUC Chapéu 05 cuc Bono 50 CUp Almoço 7,50 cuc Mercadin 02 cuc Volta Bus tour 05 cuc Cerveja hostel 3 cuc 5º dia (09/02) Bem. Não saí ontem. Acordei, dormi um pouco mais. Hoje estava sem planos de turismo. Fiquei enrolando e lendo no hostel até meio dia mais ou menos. Saí para procurar o “Zuerra e el cuervo”, e para comprar meus imãs de viagem. Andei pra um lado que ainda não tinha ido, nada de interessante...Achei a “Avenida de Los Presidentes”, mas não me interessei. Na volta, consegui achar o bar (era o mesmo que já tinha visto, o da cabine telefônica....). Parei num bar ali do lado pra tomar minhas cervejinhas de lei, e observar a galera. Almocei, voltei ao hostel. Vi que precisava trocar mais 20 dólares pelo menos para curtir um pouco da noite de hoje. (vai que....) Gastos 5º dia Café da manhã 3,75 Cambio de 20 dolares (17,50 cucs) 3 imãs 3 cuc Almoço 7 cuc Água 0,70 cuc Impressão de Cuba Bem, eu realmente achava que encontraria um país mais “fechado”, com menos influências estrangeiras (músicas, roupas e etc), e um pouco mais de miséria. Porém não foi bem isso o que vi. Sim, realmente a cidade precisa muito de uma reestruturação e de obras (grande maioria dos casarões e prédios de havanas com a aparência de abandonados e necessitando, a meu ver, de reformas estruturais urgentes), os carros são bem antigos e inseguros (cinto de segurança e air bag não existem), apesar de nesses 5 dias não ver nenhum absurdo no trânsito. E também uma grande quantidade de lixo, em algumas esquinas, nas gramas e etc. Não sei se pelo fato de estar em Havana, capital de Cuba, a população aqui tenha uma condição melhor. Mas o que me parecia é que todos estavam acostumados a viverem com o que tem (apesar que me assustei com a quantidade de celulares, caixinhas de som bluetooth, carros novos e outros apetrechos eletrônicos. Não esperava ver tantos) As pessoas me pareceram ok com tudo isso. Não vi ninguém reclamando, nem demonstrando insatisfação (ok, só fiquei 5 dias). Crianças na rua, não vi. Geral com uniforme. Bem, depois que acabavam as aulas, deu pra ver várias dando rolê na cidade. Mas não me recordo de nenhuma pedindo dinheiro, ou “trabalhando”, como podemos ver no Brasil. Mas me pareceram com qualquer adolescentes na idades deles, andando em bandos com uma caixa de som bluetooth tocando reggaeton a todo volume. A internet funciona em alguns pontos da cidade. Onde vc ver um monte de gente sentada, mexendo no celular, é pq ali é um ponto de wi-fi. Compre seu cartão, digite a senha do wi-fi e aproveite pra navegar na internet. Não há engarrafamentos (poucos carros). A estrada até Ganabo me pareceu boa (sem buracos). A região da praia achei muito bem conservada e bonita. Me surpreendeu. Até pelo que li, dizendo que ali é uma praia que os cubanos frequentam, e não a massa dos turistas. A mensagem de Fidel castro e Che Guevara é forte e presente em toda cidade. Em lojas, em casas, nas praças, em prédios públicos, podemos ver fotos dos dois e mensagens sobre a revolução. Acredito que grande parte da população apoie o governo e a revolução. Muitos turistas caminhando por havana, não senti presença de violência em nenhum momento, ou insegurança de caminhar por alguma rua. De noite as ruas são pouco iluminadas, mas ainda sim não há perigo. No geral, achei muito válida a minha passagem por esse país que gera tanta curiosidade pelo fato de ser um país Comunista, socialista e etc. Voltaria para conhecer as diversas praias (Varadero, Cayo Largo e etc.). Preciso deixar aqui a conversa que tive com o taxista a caminho do aeroporto. Começamos a conversar sobre Cuba, e as impressões que geralmente o país deixa para os estrangeiros. E da mesma forma que eu fiquei, normalmente os outros turistas também ficam. Achando que era bem pior, e quando chega em Havana, vê que não é bem assim. Chegamos no assunto que os cubanos não saíam da ilha, nisso ele me disse que seus pais, que trabalharam e moraram toda vida em Havana, NUNCA conheceram outros lugares de CUBA, por não deixarem. Ele mesmo, o qual a profissão era taxista, só conheceu outras cidades pq foi a trabalho. Ele me disse da vontade de conhecer a Espanha e de voltar, disse que não queria sair de Cuba, apesar de muitos cubanos quererem. Como ele disse, e como pude ver, Havana e Cuba sobrevive muito em parte do turismo, o que caiu um pouco depois do Trump, se não me engano. Muitos cruzeiros que paravam em Havana, agora já não param mais. CHEGADA AO MÉXICO 6º Dia. (10 /02) Cheguei ao México da mesma forma que em cuba, de ressaca e com sono! Rs. Porém foi por uma razão muito justa. Galera do hostel lá em cuba animou pra sair em Havana, (Fábrica de Arte. Muito bom lugar! Vários ambientes, realmente tem mostra de artes, mas tem reggaeton, tem show de banda de jazz cubana, tem bar, tem bastante coisa. Altamente recomendado). Cheguei na Cidade do México às 09h aproximadamente, e como é bom voltar pro capitalismo.....rs. Após passar pelos trâmites normais de entrada em qq país, fiz um lanche, tomei um café no Starbucks, e já consegui comprar um chip (sincard) aqui do México. Chamei um Uber e fui ao Hostel. Estava tendo tipo um comício, ou algo do tipo no Zócalo (local onde fica a bandeira enorme do México). Pegamos um trânsito básico, mas cheguei ao hostel. Como o check in era só às 14:00 (não fiquei nada feliz, queria deitar), guardei a mala no hostel e fui dar uma volta próximo ao hostel. A rua estava muito cheia, devido ao comício que disse anteriormente. Entrei na Catedral Metropolitana do México. Muito bonita! Entrei, fiquei bem surpreso com a igreja, assisti ao finalzinho da missa, e depois tirei umas fotos por ali. Voltei ao hostel, pois estava muito cansado. Nesse dia não fiz mais nada praticamente. Li, depois fui ao terraço. Tem um espaço bem legal, tomei umas cervejas, mas logo depois desci. Tava sem clima, e a música também não ajudava (algum tipo de deep lounge house music kkkk). Ah, senti a altitude um pouco. Coração palpitante, ruim pra dormir. E um pouco ofegante. Porém nada absurdo. Gastos (que lembro) Adaptador 100 pesos Hostel 600 pesos Almoço 200 pesos mais ou menos Sincard (chip) 195 Starbucks e carls jr não lembro Cervejas (não lembro quantas) 40 pesos cada. Bebi umas 6? 240 pesos Água e pãozinho 50 pesos? 7º Dia. (11/02) Após uma noite boa de sono. Era dia de andar. Resolvi fazer as coisas mais próximas ao hostel, já que eu estava no centro nervoso da cidade. Passei no museu da economia (bacana, paguei 65 pesos era promoção pq era cedo, 09:30.). Fiquei uma hora lá mais ou menos e peguei a direção ao “Palacio de Mineria” e “Museu Nacional de Arte”. Entrei somente no “mineria” (era de graça e tava vazio rs). No museu nacional de arte tinha uma fila bacana pra entrar e não tava afim de ficar ali. Segui em direção ao “Palacio de Bellas Artes” (muito bonito, tanto por fora, quanto por dentro). A entrada era de graça, então entrei. Não conheço, e nem sei opinar sobre arte, mas lá fui eu ficar vendo quadros de Diego Rivera. Maneiro os quadros. Tinha bastante coisa sobre as culturas ancestrais do México. Mas passava, olhava, se fosse ler tudo eu tava lá até agora. No último andar era sobre decoração de interior. Poha, nem subi. Dali segui para a “Torre Latinoamericana”. Paguei 110 pesos, e subi. É bacana, dá pra ver a cidade toda, ter uma noção de onde é cada coisa, a distância e tal, e uma linda visão do Palacio Bellas Artes e do parque em frente (que acabei não indo). Fiz um lanche por lá (150 pesos eu acho, nachos com carne, bem bacana, e um sanduiche com frango, queijo e presunto, bacana também.) Desci e fui em direção à “Plaza de la Constitución”. Como já tinha ido à Catedral, fui em direção ao “Museu de la Ciudad”. Confesso que caguei quando vi a frente do negocio. Voltei pra “plaza” pra ir ao Palácio Nacional. A entrada lá é de graça, vc deixa seu passaporte, guarda a mochila e pega tudo na saída. Muito bonito lá dentro. Tem uma parte só destinada ao Benito Juárez (grande líder dos mexicanos), e depois vc segue e encontra vários paredões pintados pelo Diego Rivero, que trata muito da história do México. Bem bonito. Saindo de lá andei pelas ruas, queria ir ao “Templo Mayor”, mas deixei pra outro dia pq eu estava bem cansado de caminhar (talvez ainda pela altitude). Gastos Torre Latinoamericana 130 (paguei mais 20 pra ir num museuzinho lá) Lanche 150 pesos acho Museu da economia 65 pesos Café 32 pesos Chocolate 36 pesos 8º Dia (12/02) Mermão, passa rápido essa poha. Bem, hoje acordei meio tarde, esse colchão ta foda de dormir. Bem, caguei pro café da manhã, acordei, me arrumei e saí rumo ao museu da Monocelha, ou também Frida Kahlo. Porra, estudei mapa, entrei na internet pra ver caminho, decidi ir de metrô, fui feliz da vida, troquei de estação, andei pra cacete. Cheguei, tava fechado..... Beleza, não tinha me atentado ao detalhe do museu da monocelha não abrir segunda. Daí decidi dali mermo rumar à “Basílica de la Virgen de Guadalupe”. Voltei pro metrô, olhei o mapa de estações (aliás o metro da cidade do México anos luz à frente do Rio de Janeiro, por conta da quantidade de estações e de conexões. Achei bacana.). Achei de boa, e cheguei. Logo ao sair da estação vc já ve muita gente. Me lembrou muito a nossa Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Muita loja, lugar pra comer, galera vendendo coisa na rua e por ai vai. O lugar é bem legal e carregado de história. Logo ao entrar, já percebe-se a basílica nova à esquerda, muito bonita por dentro (por fora achei meio bizarro). O lugar além da basílica nova e da igreja de Nossa Senhora de Guadalupe (que vc tem q subir vários lances de escada), conta com mais outras igrejas, cada uma muito bonita (tortas como as igrejas do Mexico, rs), e com sua história característica. Achei muito válido a ida. O que achei bem bizarro, é que enquanto tá rolando a missa, tá um baita de um barulho lá fora de bandinha mexicana, tocando as musiquinhas deles, e poha, dentro da igreja tem q se concentrar pra escutar o que o padre ta falando. Acho que isso podia ser mais bem controlado. Mas enfim.... Saindo de lá passei numa das lojinhas pra comprar umas lembrancinhas sobre Nossa Senhora de Guadalupe. Após essa visita, já era quase 3 da tarde, e eu ainda não tinha decidido o que fazer. Ia para o Castelo de Chapultepec. Mas ai lembrei da monocelha e decidi ver no tripadvisor. Tava fechado na segunda também. Assim como o Templo Mayor. Voltei para o hostel, e lembrei do “Paseo de La Reforma”. Peguei o bustour e me fui. Antes parei no “Monumento a La Revolución”, bacana (80 pesos se não me engano), tem uma vista bonita da cidade, além de entender sobre o monumento. De lá peguei o ônibus de novo e fui para o “Paseo”. É a Avenida Paulista deles. Porém achei mais insana, mais moderna e mais bonita. Andei bastante por lá, tirei umas fotos do “Monumento de La Independencia” . Peguei o ônibus e voltei. Amanhã partiu visitar as pirâmides e o Castelo de Chapultepec. Prioridades Gastos Bilhete de metro (comprei 3, usei 2) não lembro Recarga de celular 200 pesos Café da manha insano perto da monocelha 130 pesos Agua 12 pesos Lembrancas (55 pesos) Bustour 160 pesos Dorito e Pepsi 100 pesos Burger king + mcflurry 200 pesos (mais ou menos) Agua 30 pesos 9º Dia (13/02) Boa tarde, hoje é dia 22/02/2018 e eu literalmente não escrevi nada desde o décimo dia de viagem. Rs (hoje é o 17º dia, fudeu, muita coisa pra escrever. Rs) Bem, Nesse dia, como dito anteriormente, fui às Piramides e ao Castelo Chapultepec. Até as Pirâmides. Bem, como queria chegar cedo, pedi um uber como Wi-Fi do hostel e fui, pegamos um baita de um engarrafamento pra chegar, mas cheguei por volta de 09h. Se não fosse o engarrafamento, teria chegado 08:30 ou até antes, e encontraria o local beeeem vazio. Mas mesmo assim estava bem vazio ainda, a maioria das lojinhas fechadas ainda e tal. O que eu recomendo fortemente aqui, é que vc CONTRATE guias! Sua visita vai ficar muito mais interessante e produtiva! Logo na entrada, um guia veio me oferecendo se não me engano 900 pesos para as duas primeiras partes (que era a primeira “plaza”deles de rituais e tudo mais, e a Pirâmide do Sol, por 900, tudo se não me engano era 1200 pesos). Como estava sozinho, pensei um pouco, até esperei pra ver se alguém queria, mas deixei meu obrigado e resolvi caminhar um pouco mais até entrada (nesse instante eu estava na entrada do estacionamento do local). Na entrada realmente do sítio arqueológico, tinha um mulherzinha lá, e ela me ofereceu 600 pelas duas primeiras partes, chorei por 500 e ela aceitou (por estar só). Realmente engrandece muuita a visita ao local! Dei sorte de no caminho encontrar um casal de brasileiros, e perguntei se eles não queriam a guia também. Eles aceitaram e fizemos um acordo na hora de pagar 600. Ficou bom pra todo mundo. O local é muito foda. A história de como a galera construía, e reconstruía a cada 54 anos (ciclo do sol), o material que eles usavam, era tudo na carcaça, é muito interessante. Para subir nas pirâmides é possível (na do sol até o topo e na da lua até uma certa parte). Outra coisa boa de lá é comprar “regalitos” e lembranças. A galera lá é ávida por negociar. Negocie, pq eles curtem. Levei uma “faca” teotihuacana, e um imã, por 280 pesos. Eu acho que vlw a pena, a faca é bem legal. Na saída também tem umas vendinhas, pra comer, e comprar outros regalos. Vale a pena também. Na hora de voltar, é muito fácil. Passa de 20 em 20 min um ônibus em direção à Cidade do México. (não lembro o valor, mas algo como 30 pesos.). O ônibus te deixa no terminal norte (próximo à estação da basílica de Guadalupe). De lá, meu plano era ir para o Castelo de Chapultepec. Dito e Feito, peguei o metrô, e soltei numa estação perto. Em volta do Castelo de Chapultepec existe um parque muito bonito, que inclusive tem outras atrações por lá (zoológico, museus, do outro lado da rua tem o Museu nacional de Arqueologia, queria ir, porém não deu tempo, dizem que é muito interessante!). Bem, caminha um pouco lá por dentro, sobe uma ladeira bacana e chega ao Castelo de Chapultepec. Lá atualmente é o Museu de História Nacional. Muito bacana também e dá pra se ter uma idéia legal da história do México, até os dia atuais. O que fiquei PUTO, é que o museu fechava as 17h, e o que eu mais queria ver e conhecer, era sobre os cadetes que defenderam até o último momento o Castelo, quando na invasão dos americanos ao México. A história é muito bonita e tem alusão à esses garotos em toda a cidade do México. Quando cheguei na sala que contava a história deles, um tiozinho me chutou de lá falando que tinha dado 17h....Bem ok. Tinha esquecido, mas nesse dia de manhã fiz o check-out e deixei minha mala no hostel. Minha passagem era à 23:59 pra Guanajuato. Ia de metrô pra rodoviária. Mas poha, de noite pra cacete e o Uber tava dando uns 15 conto. Fui de Uber. 10º dia (14/02) Po, ônibus maneiro (ADO, paguei uns 600 pesos), cheguei por volta de 04:30 em Guanajuato. Frio da porra, esperei um pouco pra ir pro Hostel (30 min, deveria ter esperado mais, bem mais.). Peguei um taxi até o Hostel Casa de Dante (recomendo). POORRA, não tinha ninguém pra me atender naquela mierda, e tive que esperar até 07:30 o maluco chegar. Mas ok. Quando chegou, ele já fez logo meu check in (por mais que fosse só as 14h, e eu estava com mt sono, então vibrei quando pude dormir um pouco). Acordei ao meio dia e desci para o centro e para conhecer a Cidade. Do local do Hostel até o centro da cidade era uns 15 minutos caminhando. O que pra mim é de boa. A cidade (pelo menos a parte histórica e turística dela é bem pequena), então fiz tudo andando. No primeiro dia, já fui logo no “museo de las momias de Guanajuato”. (70 pesos). Po, confesso que não é uma das coisas mais legais que vi na viagem. Uma porra de monte de cadáver lá, e não entendi muito bem a história (garanto que vou ler no wikipedia ainda). Mas como é uma das atrações da cidade, eu fui conferir rs. No primeiro dia, eu basicamente só andei mesmo pela cidade, e conheci as múmias. No final do dia, Fiz umas amizades no Hostel e saímos pra comer, beber e depois bailar um pouco. (Aqui eu deixo a Boate Grill como forte recomendação!!, era uma quarta feira e tava cheio pra cacete e fui feliz lá! Rs – 50 pesos a entrada e 40 a cerveja). 11º dia (15/02) No dia seguinte acordei de ressaca, lógico, e também tinha decidido não ficar lá mais tempo, e no dia seguinte seguiria para Guadalajara, e depois para Sayulita (não estava no meu roteiro inicial!). Voltando à Guanajuato, Fui conhecer o mirador, pra ver toda a cidade, paga coisa de 70 pesos pra subir e descer no Funicular. Bacana! Depois conheci outras coisas da cidade. Mercado Hidalgo (bom pra comprar regalos e diversas outras coisas, inclusive comer), Teatro Juarez (muito bonito), a Igreja principal deles, que é muito bonita também, Calejón del Beso, acho que escreve assim (lá tem uns guias “for free” que explicam o lance do beco da pegação lá). E as diversas praças maneirinhas e ruas bonitas que a cidade tem. Ah, tem a universidade da cidade que é bem legal tb! E o Alhóndiga de Granaditas (local cheio de história de Guanajuato e da Independência do México. Gastei um bom tempo lá lendo e aprendendo sobre a história deles.). 12º Dia (16/02) Acordei (ainda em Guanajuato), e como estava decidido à ir para o Pacífico, fiquei de manhã resolvendo os lances de passagem para voltar à Cidade do México, hostel e tudo mais. Fui para a Rodoviária de busão (uns 30 ou menos pesos), tranquilo, ele roda bastante mas chega e é muito barato. Peguei meu ônibus pra Guadalajara e fui. Guadalajara! Cidade bem legal! Pra chegar no Hostel (Hostel Hospedarte da rua Maestranza), peguei um busão (616 se não me engano) e fui. Sempre vou acompanhando pelo google maps no celular, pra ter certeza que não to perdido. Rs. Cheguei de boa. Andei pelas calles lá por perto, comi uns Taco, voltei pro hostel, e decidi que queria beber e sair (tava embrazado de Guanajuato ainda kkk). Uma surpresa boa foi ter chegado no meio das comemorações do aniversário de Guadalajara. Tava rolando uma mega festa (à moda deles, não tipo carnaval nosso) na praça principal da cidade. Fiquei lá um tempo vendo (percebi que não pode beber na rua) e quando acabou fui em direção da onde eu sabia que tinha uns bares e vida noturna (direção à Av. Chapultepec). Po, galera tava animada por lá, parei primeiro num bar que tocava Blues (Escarabajo Scratch blues) poha, os caras mandavam muito no Blues!!! Fiquei lá mais do que pensei, mas depois saí, pq queria uns reggaeton. Kkkkk Dali, logo do lado, tinha o tal do Lupita, Maneiro e tal, porém extremamente cheio a poha do lugar. Beleza. Bebi, fiz amizades lá, dancei, e meti o pé bêbado. Kkkk Noite ok. 13º Dia (17/02) Comecei fazendo um Walking tour com a galera do Hostel. Valeu muito a pena. Andar pela cidade com um guia te contando a história e as particularidades de cada local é muito legal. Tem o lance das praças formarem uma cruz, o porquê que a igreja não é tombada pela Unesco (aliás quase nada lá é, pq não é original, mas mesmo assim é mt bonito.) Vale a pena. O Tour terminava num mercado bem da galera lá mesmo, e depois numa cantina (bar pra eles) bem antigo. Não fui no museu grande que tem lá. Voltei para o Hostel e de noite teve Noite da Tequila. PQP. Tomei uns 15 shots de Tequila (não é caô, a diferença é que a Tequila é 100% agave, o que não te deixa tão pior que a que nós bebemos normalmente.). De lá íamos pro mesmo Lupita que fui no dia anterior, mas pra variar o lugar estava abarrotado, e fomos pra outro bar em frente.) Esse dia gastei mesmo bebendo. A noite da Tequila do Hostel era de graça, o Walking tour tb (porém convém dar uma gorjeta, é justo). 14º Dia (18/02) Porra, o tão esperado dia da Tequila! Hehehehe. Po, acordei bem até, pra quem tinha tomado uns 15 shots de Tequila no dia anterior (Juro!) Paguei 450 pesos pelo passeio. O ônibus passou no hostel por volta de 09:00 e vai pegando uma galera em outros hostels e hotéis. Depois eles param num estacionamento com outros ônibus, e dividem quem vai pra Tequila e pra quem vai pra outro passeio que não sei qual é. Quando começa a viagem, a mulherzinha que era a guia do passeio, era bem animada, fazendo várias piadas, achei bem legal. Paramos primeiro na “Tequilaria” Tres Mujeres. Eles fabricam uma tequila artesanal que está entre as 3 melhores do mundo. É bacana pq ela ensina passo a passo a fabricação da tequila. Desde a colheira do agava, o tempo que ele fica tipo numa sauna, e depois quando é extraído o seu sumo e vai pra fermentação e etc. Curti. Ainda dá pra andar por entre os barris que estão maturando e algumas tequilas feitas sob encomenda por algumas celebridades e restaurantes pelo mundo. Dali, o ônibus te leva para um campo de agave onde há a prova de tequilas (muito boas, e dá pra ficar bem loco kkkk) e onde tem os Mariachis! È maneirinho, galera bebe tequila, fica animadasso e começa a dançar, conversar, é legal! Lá também tem uma lojinha (a qual gastei comprando 3 tequilas, vale a pena!) De lá vamos almoçar. Um Buffet que é 150 pesos e pode comer a vontade (me gusta), e depois eles te levam ao Poblado Mágico de Tequila. É bacana a cidadezinha. Tequila pra tudo quando é lado, porém vc tem apenas 1h10min pra visitar. Pra mim foi ok. Porém se vc é aficionado por Tequila ou destilados, recomendo pegar um busão e ir direto pra tequila. Lá tem o museu do José Cuervo, e muita loja de tequila. Achei que valeu a pena. Nesse dia de noite, fui comer umas “aletas”e dormi. Dia seguinte de manhã cedo iria à Sayulita!! 15º Dia (19/02) Às 08:30 estava previsto meu ônibus para Sayulita (Papo de 500 e poucos pesos)! Pero, saiu lá pelas 09:00h. Tranquilo. Umas 4h mais ou menos, estava na entrada da Cidade para Sayulita (Obs. Só há um horário de Guadalajara para Sayulita direto, que é esse de 08:30). Olhei no Google Maps e como vi que não era muito longe, fui andando. Uns 15 minutos depois, já estava na “cidade”. Olha, Sayulita eu só fui pq queria muito pegar umas ondas, e pq me falaram bem de lá. A cidade é bem pequena, tem muito americano e canadense. Mas vi um pessoal da argentinha por lá. Brasileiro, não reconheci. Bem. O importante é que queria descansar e pegar minhas ondas. O Hostel era ok (Hostel La redonda, 900 e poucos pesos, mais 100 de reserva pela chave, mas eles te devolvem no final). Como não fiz muuuita coisa por lá. Vou resumir Sayulita, pq eu basicamente, ia pra praia, pegava onda, comia e dormia. O dia que fiz algo diferente, eu fui andando até uma praia chamada “Playa Carricitos”, que incrivelmente eu cheguei ao 12:00 e não tinha ng! Vazia! Exatamente o que queria. Fiquei por lá lendo meu livro, pensando na vida, descansando e voltei por volta das 16:00 Hoje, dia 22/02, estou em Puerto Vallarta (que queria muito ter ido ao “malecon” daqui, porém no aeroporto não tem como guardar minha bagagem, e até por isso que estou escrevendo aqui. Rs) Esperando vôo para passar uma noite em Cidade do México e depois Cancún!! Acho que vou ficar um bom tempo sem escrever também! rs Ainda vou colocar a parte de cancun e playa del carmen, acabou que acabou a viagem e não escrevi nada, mas tenho tudo anotado!
  2. Retirado do meu blog: http://itinerant.com.br/ México era um país que sempre despertou minha cuiriosidade desde criança quando assistia ao Chaves. Além disso, ter sítios arqueológicos fascinantes, o mar do Caribe do lado, uma culinária super saborosa e um povo super feliz e simpático num mesmo lugar faz do México uma parada obrigatória pra qualquer tipo de viajante. Minha viagem pra lá aconteceu no período de de 21 de abril a 5 de maio de 2017. O clima estava perfeito, bem ameno e sem chover nenhum dia. Na Cidade do México, eu fiquei hospedado na casa de um amigo próximo à estação de metrô Hospital 20 de Noviembre. O fato de ficar próximo a uma estação de metrô facilitou bastante minha locomoção pela cidade. Então recomendo uma hospedagem próxima de alguma estação de metrô também. O primeiro ponto que visitei na Cidade do México foi o Zócalo, onde fica o Palácio Nacional, a Catedral Metropolitana e o Templo Mayor. Pra chegar lá é só pegar o metrô até a estação Zócalo. O interior da Catedral também é muito lindo: A praça do Zócalo é enorme, mas quando eu fui estava acontecendo um evento e quase toda a praça tinha sido isolada pra armação de um palco, etc. Mas a visita à catedral valeu muito a pena. Duas estações depois do Zócalo fica a Estação Bellas Artes que também é parada obrigatória. É lá que fica o Palácio de Bellas Artes, que além de ser bonito por fora, funciona também como museu de arte. Vale a pena comprar o ingresso com a taxa extra pra fotografia pra poder fotografar no interior também. Também é bom tirar um dia pra conhecer o Museo Nacional de Antropología próximo da Estação Auditorio. É uma boa aula de história principalmente se você for conhecer Teotihuacán e Chichén Itzá depois. Outros lugares que visitei na Cidade do México foram o Museo Frida Kahlo e o campus da Universidad Nacional Autónoma de México. Também assisti a uma partida de futebol no Estádio Azul a convite do meu amigo. Assim como no Brasil, os mexicanos também adoram futebol. Deu pra aprender uns palavrões em espanhol também: put***ssimo! kkk Como tinha uma outra amiga que morava na cidade de Querétaro, no norte da Cidade do México, tirei um dia pra visitar essa cidade também. Fui até lá de carro com meu amigo, mas também dá pra ir de ônibus da rodoviária da Cidade do México. É um pouco distante, cerca de 3 horas de carro. Mas é uma cidade interiorana bem agradável. Foi lá que comi a melhor comida mexicana. Ainda nos arredores da Cidade do México, é claro que não podia deixar de visitar as pirâmides de Teotihuacán. Pra lá também fui de carro. Mas assim como Querétaro, também dá pra ir de ônibus da rodoviária. O lugar é enorme. E vá preparado pra escalar a pirâmide porque a subida é de tirar o fôlego! Mas a vista lá de cima compensa muito! Dentro da área das pirâmides funciona também um museu contando um pouco da história dos povos que viviam ali. Vale a pena a visita. Também não deixe de visitar o restaurante La Gruta que fica ao lado do sítio arqueológico de Teotihuacán. É um restaurante construído dentro de uma caverna! A comida é excelente e também tem algumas apresentações artísticas. Outra dica é se você for comprar lembrancinhas, compre em Teotihuacán! Lá a variedade é grande e os preços são bons também (sempre negocie). Não deixe pra comprar em Cancún ou Chichén Itzá, por exemplo. Pois lá os preços são bem maiores e a variedade é menor também. De volta à Cidade do México, peguei um voo até Cancún pra segunda metade da minha viagem. Eu tinha planejado me hospedar em Playa del Carmen em vez da orla de Cancún, pois tinha lido que se você não tem dinheiro pra pagar um hotel localizado nas praias de Cancún, não valeria muito a pena. Já Playa del Carmen, eu tinha lido que é lugar mais pra mochileiros, com hospedagens mais baratas e acesso mais fácil à praia. E realmente não me arrependi. Fiquei em um albergue a 5 minutos da praia e da rodoviária. O nome do local é Hostel 3B Chic & Cheap. Como hostel, achei ele médio. Ele tem o básico. Mas de fato a localização é perfeita. Então se você quer só um lugar pra dormir, recomendo. Só achei chato o fato de eles reterem o nosso passaporte ou identidade com eles. Eles não querem a cópia, querem ficar com o original mesmo até o checkout. Fiquei preocupado em deixar com eles, mas no final recebi de volta sem problemas. Na Playa del Carmen, eu estava sozinho. então fiquei curtindo e relaxando na praia. Na praça principal, também ficam alguns artistas fazendo apresentações diversas: Dá pra pegar barco também dali e ir pra ilha de Cozumel que fica bem próximo, mas como iria pra Chichén Itzá ainda, não teria muito tempo pra ir lá. Mas fica a dica. O último ponto que visitei e também o mais esperado por mim foi Chichén Itzá. Fui até lá de ônibus da rodoviária de Playa del Carmen. Além da pirâmide de Chichén Itzá, considerada uma das Maravilhas do Mundo, o sítio arqueológico tem as ruínas de todo o polo urbano dessa cidade maia antiga. Dá pra passar o dia por lá. Mas sofri com o calor. O local fica no meio de uma selva e não tem muita sombra. Então levem bastante água e protetor solar também. Também não deixem de ir ao Cenote Sagrado que fica na área oeste da pirâmide. Depois de sair de lá com aquela sensação de satisfação, voltei pra Playa del Carmen pra minha última noite no México. Aproveitei minhas últimas horas num barzinho na praia escutando música ao vivo e tomando uma boa frozen margarita com chili. No dia seguinte, voltei ao aeroporto de Cancún pra ir de lá pra Cidade do México novamente e pegar o voo pra ir embora. Foi realmente uma ótima viagem! Reencontro com bons amigos, visitas a lugares fantásticos e comida e bebida excelentes! Acompanhem também relatos de outros destinos no meu blog: http://itinerant.com.br/
  3. Ale Rosenberg

    20 dias no México

    Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias no México em janeiro de 2018. Trajeto da viagem: i. Destaques: Museu de Antropologia da Cidade do México, San Cristobal de Las Casas e Palenque ii. Custo da viagem: o preço médio que paguei para a diária do hostel foi de cerca de MXN 200, que equivale a cerca de R$38. Acredito que o preço para comer uma refeição em um restaurante do México é de cerca de 70% do que gastamos em uma capital brasileira. Se você optar por comprar no supermercado e cozinhar sairá ainda mais em conta. Na região do caribe eu fiquei apenas dois dias inteiros e como era muito caro comer fora eu preparava lanches reforçados para os passeios. Em relação ao preço de transporte sugiro consultar o site das companhias Ado e Primera Plus (principais companhias de ônibus do país). Realizei muitas viagens em diferentes regiões e distâncias. Sempre considerei o preço barato quando comparado ao que pagamos em uma viagem intermunicipal no Brasil, e os ônibus são de muita qualidade assim como a qualidade das estradas. Chegar nas estações também foi fácil em todos os locais que estive. No geral o preço dos passeios foi barato, com exceção do ingresso para entrar no Chichén Itza, passeios no litoral do Caribe (que não realizei) e o tour de um dia em Palenque (não me recordo quanto paguei). Sugestão de avião: o mais barato. Mas atenção: acredito que não compensa iniciar a viagem em Guadalajara caso não tenha interesse de ir para o litoral oeste. Acredito que convém começar direto da Cidade do México ou de Cancun. Outra opção (caso haja dindim de sobra, tempo e interesse) é iniciar a viagem em Cuba e depois partir para o México. iii. A viagem que realizamos iniciou em Guadalajara (pois a passagem na época de ida e volta estava muito mais em conta). O inconveniente (que compensou financeiramente) foi ter que pegar um avião no final da viagem de Cancun para Guadalajara. iv. Dica, comprar a passagem próximo do ano novo e iniciá-la distante de Cancun. Nesta época todos os passeios que realizei estavam com pouquíssimos turistas, os preços dos hostels estavam maravilha e a temperatura estava muito agradável em todo o país. v. Em Guadalajara vale conhecer o teatro que fica no centro histórico e os museus da região. Caso fique por lá por 2 dias pode valer fazer o passeio nos locais que produzem Tequila (não fiz este passeio). Se quiser comer bem sugiro um restaurante patrão chamado La Chata (meu prato estava bem apimentado para dar as boas-vindas). Sugiro o hostel Hospedarte Centro (barato e no centro). vi. Após ficar um dia inteiro em Guadalajara parti para San Miguel de Allende. Nesta pequena cidade moram (além dos locais) muitos pintores e artistas plásticos estrangeiros em busca de uma aposentadoria calma e mais barata que em seu país de origem. O local em sí é bonito para um passeio de um dia. Vale subir até o mirante do local para ter uma vista da cidade. Me decepcionei pois grande parte dos museus estavam fechados. Sugiro o hostel La Catrina (apresenta um terraço conveniente para um papo com os demais hóspedes). Vista do mirante vii. O próximo destino foi a Cidade do México. Ficamos no hostel Casa San Ildenfonso. O inconveniente do local são os 4 andares de escada e o chuveiro no terraço que não está bem coberto (entra muito vento e no inverno isso não ajuda muito, mas no verão deve ser bom). Este hostel também possui um terraço agradável e está na região central próximo do metrô, mas o café da manhã não é tudo isso. viii. Na Cidade do México o melhor passeio foi o Museu de Antropologia, no qual dá para ficar muitas horas (caso tenha perna e interesse). Parte externa no Museu de Antropologia xix. Um passeio interessante para o final da tarde (quando os demais museus já fecharam) é ir conhecer a Biblioteca Vasconcelos. Biblioteca Vasconcelos x. Um passeio que desaconselho é o de barquinho que costumam sugerir para turistas (não me recordo do nome - que fica no cafundó do judas). Vale ir lá apenas se tiver interesse de conhecer uma região mais periférica da cidade e quiser dar um rolê perdido para conhecer a malha metroviária (só os loko). Nesta região ao menos passamos por essa rua abaixo: xi. Um passeio típico é ir nas pirâmides de Teotihuacan (dá para fazer em uma manhã caso você pegue o primeiro ônibus que vá para lá): xii. Perto do Museu da Frida Kahlo (que sempre tem muita fila) também há o museu do Trotsky e um parque ótimo para um cochilo no pós almoço no restaurante La Terminal (chegue cedo pois pode ter muita fila pois o local é muito barato e vem muuuita comida local). xiii. O transporte entre as cidades é muito fácil de ser feito de ônibus. Há muitos horários e as partidas são pontuais e os preços são bons. A dica é já comprar a próxima viagem no terminal logo ao chegar da viagem anterior, ou tentar comprar pela internet (às vezes o site da companhia local não funciona). xiv. Depois da Cidade do México fomos para Puebla. Me deu branco do local hehe. xv. Em seguida fomos para Oaxaca. Cidade muito simpática e com muito artesanato. Um passeio imprescindível por lá é o sítio arqueológico Monte Albán que fica no topo de uma montanha com um visual zica. xvi. O próximo destino foi San Cristobal de Las Casas. Esta pequena cidade possui muita história (pesquise), sobretudo relacionada ao movimento Zapatista. Vale fazer o walking tour para conhecer mais da história do local. Acredito que de todos os locais que visitamos este é o que apresentou melhores produtos para se comprar como recordação do México caso tenha interesse. Sugiro ficar no Hostal Puerta Vieja (um dos melhores que já fui). Neste município atualmente a população indígena depende majoritariamente da agricultura e do comércio de artesanato para geração de renda. Nos arredores da cidade há uma vila indígena que eu recomendo visitar para conhecer melhor sua cultura e tradição. No local há o Templo San Juan de Chamula que eu considero um local imprescindível de se conhecer. Templo San Juan de Chamula (jamais tire uma foto de dentro do local – não direi o que acontece caso contrarie a dica) Centro de San Cristobal de Las Casas xvii. Em seguida fomos para Palenque através de um ônibus noturno. Acredito que este é o sítio arqueológico mais bonito do país (cada um possui sua história que não é passível de comparação) pois a parte que foi restaurada está muito bem conservada e o local fica literalmente no meio da floresta. Na região de Palenque vale fazer o passeio de um dia para o sitio arqueológico e para as cascatas Água Azul. Palenque Cascatas Água Azul (na foto não parece, mas a água é realmente azulzinha) xviii. Em Palenque passamos o dia e pegamos novamente um ônibus noturno (economia das boas com hostel e ganho de tempo) com destino à Mérida. xix. Mérida não tem muita graça, mas no seu arredor tem o sítio de Uxmal. A formação das construções deste sítio arqueológico difere muito do padrão das demais que visitamos na viagem. xx. De Mérida fomos para o famoso Chichén Itza. O local é muito turístico e para quem fez a viagem que fizemos pode-se considerar um dos sítios menos belos da viagem, apesar da história e da mística do local. xxi. Chichén Itza fica no meio do caminho para a região das praias do litoral do caribe. Recomendo se hospedar em Tulum ou Playa del Carmen caso queira fugir minimamente da badalação de Cancun. Em todo este litoral os preços são um absurdo. Ao menos o dobro do que pagamos no resto de toda a viagem. Se estiver disposto a gastar e conhecer uma praia bonita (mas não melhor que muitas que temos no Brasil) ou tiver interesse em ficar em resorts este é o local. Não fizemos esta escolha, mas conhecemos a praia de Tulum que é muito bela. xxii. Paralelo as praias há uma rodovia que está cercada de dezenas de Cenotes. Vale conhecer ao menos dois. Pode compensar alugar um carro para um passeio de um dia caso esteja com mais gente, tentar conseguir carona ou pegar as mini vans locais (o inconveniente é que elas não levam e buscam de todos os cenotes, mas fazem o trajeto Playa del Carmen x Tulum frequentemente). Cenote (quando me recordar do nome escrevo aqui) Tulum
  4. DanielSchRJ

    México - Cidade do México e Guanajuato Nov 2017

    Estive no México entre 02 e 13 de Novembro deste ano. Foi uma viagem decidida com pouco mais de um mês de antecedência, aproveitando uma super promoção da Latam com ida e volta do Rio de Janeiro (com conexão em Guarulhos) por apenas R$1.200,00. Na verdade tivemos muita sorte pois esta tarifa era apenas para passagens via via Lima, com conexões horrorosas na capital Peruana (o que significaria tanto na ida quanto na volta noites passadas no saguão do aeroporto), porém um rearranjo da malha aérea da Latam nos permitiu alterar a reserva para vôos melhores sem custos adicionais... Posso resumir que a viagem muito me surpreendeu. O México é um país lindo, com povo bastante acolhedor, além de ser muito conveniente para o bolso do brasileiro. Viajei aproximadamente 1 mês e meio após o terremoto e cheguei a pensar em cancelar a viagem, mas fui acompanhando o forum do trip advisor e me tranquilizei com os relatos de outros viajantes informando que a situação já estava normalizada e a vida na cidade tinha voltado ano normal. Em toda minha estadia não vi vestígios do terremoto (com exceção de um terreno baldio onde um prédio residencial havia desabado no bairro de Roma Condesa). Como não dispunha de muito tempo, e não gosto de viajar na correria, resumi minha estadia em 2 cidades: 1) Cidade do México - 5 noites 2) Guanajuato - 4 noites (visitando também cidades ao redor) 3) Cidade do México - 1 noite (passada no hotel do aeroporto) Hospedagem: Neste quesito também contei com a sorte. Como dispunha de muitos pontos acumulados no programa de milhagens de uma rede hoteleira com que trabalho, consegui uma estadia gratuita de 5 noites no Marriott Mexico City Reforma, que é simplesmente maravilhoso. A localização não poderia ser melhor - em pleno Paseo de La Reforma, elegantíssima avenida que corta o centro da cidade. Nesta avenida se encontram grandes hotéis da cidade e os edifícios mais modernos da cidade. É uma área muito segura e tem muito movimento noturno. Existem muitos hotéis para todos os bolsos na região. A estação de metrô mais próxima é a INSURGENTES. Em Guanajuato a situação é mais complicada. Os hotéis mais novos e com melhores preços ficam fora do centro histórico, o que não é conveniente para nada. A hospedagem no centro histórico é fundamental para se conhecer tudo a pé, porém as opções são caras e algumas bem ruins. Conseguimos fechar a reserva no Hotel Real de Leyendas, que tem quartos muito bons, porém não tem ar condicionado nem mini bar. O hotel não tem nenhum serviço, nem restaurante. Fica localizado a uns 10 minutos de caminhada da parte mais legal do centro histórico e pagamos por volta de R$200,00 por noite. Clima: Esperávamos dias mais frios em Novembro. Tivemos todos os dias quentes e ensolarados (porém secos). As noites eram mais frescas e a temperatura caia bastante, mas nada muito radical. Um agasalho leve para os menos friorentos resolve sem problemas. Roteiro: Dia 1 - Chegamos na Cidade do México aprox. 6:00 hs, depois de 9 hs de vôo de São Paulo. O processo de imigração foi um pouco lento (aprox. 1 hora de fila), e desta forma, por volta das 7:30 já estávamos prontos a seguir para o hotel. Existem diversas formas de seguir do aeroporto para o centro da cidade, porém preferimos utilizar os taxis oficiais com preço fixo, que nos pareceram mais seguros e os preços eram bem baixos comparados com os daqui. Existem vários quiosques no aeroporto com este serviço e fechamos por 225 pesos (aprox. R$38,00), Na época de nossa visita o cambio era de aproximadamente R$1,00 = 6 PESOS MEXICANOS. Neste dia resolvemos apenas descansar e circular pela região, sem nenhuma atividade mais turística. Quase ao lado do hotel há um Shopping (Reforma 222) que tem boas opções de alimentação e serviços. Resolvemos também neste dia resolver as questões das passagens de ônibus para Guanajuato que não conseguimos de forma nenhuma comprar do Brasil (o site rejeita todos os cartões brasileiros). Fomos informados que poderíamos compra-las nas lojas de conveniência OXXO, que existem em diversos locais do México (e vendem de tudo: bebidas, doces, salgadinhos, etc). Fomos a uma bem ao lado do hotel e compramos as passagens da empresa ETN por 715 pesos cada uma (aprox. R$120,00 por pessoa cada trecho). Em relação a alimentação, importante avisar que é tudo MUITO mais barato que no Brasil, em especial no Rio de Janeiro. Portanto, há ótimas opções para todos os bolsos. Há muitas opções de comidinhas de rua muito baratas, para os que tem coragem. Para os que não vivem sem um fast food (não o meu caso, mas é sempre uma opção econômica), os combos nas lanchonetes estilo McDonalds, Burger King, saia por aproximadamente 80 pesos, tipo 13 reais. Neste dia jantamos em uma rede de fast food japonês (estilo comida em Bowl) e uma sopa + uma entrada + 1 bowl com prato principal + 1 bebida por pessoa saiu por menos de 100 pesos por pessoa (uns R$15,00). Dia 2 - Neste dia (Sábado) resolvemos começar o circuito tradicional. Decidimos visitar as atrações localizadas no Parque de Chapultepec, que é uma área verde enorme. Com certeza é uma importante área de lazer para os mexicanos e nos finais de semana há muita gente circulando, entre locais e turistas. O dia estava lindo e havia muitas famílias passeando. Poderíamos ter chegado lá de metrô, porem resolvemos experimentar o ônibus turistico hop on - hop off (Turibus). Há uma parada em frente ao Shopping Reforma 222 e o valor para utiliza-lo o dia inteiro era de apenas 165 pesos por pessoa nos finais de semana (aprox.R$28,00 por pessoa). O circuito principal (Centro Histórico) cobre todas as atrações da área central da cidade e é conectado com os outros circuitos que vão para as atrações mais afastadas. O Museu de Antropologia é enorme e merece uma visita demorada. É dividido em várias sala, cada uma dedicada a diferentes civilizações do Mexico pré-hispânico. A sala principal é a que contém a Pedra do Sol, um calendário Asteca. Na frente do museu acontecem as apresentações dos voladores, que reproduzem um antigo ritual onde descem de um poste altíssimo amarrados por cordas. No caminho entre o museu e o Castelo de Chapultepec há diversas barraquinhas onde se pode experimentar um pouco da comida de rua, como os elotes (milho grelhado com varias coberturas - E MUITA PIMENTA) e as Tlayudas (uma massa de milho durinha onde colocam diversas coisas encima), além de outras opções mais tradicionais. Tudo baratinho. O Castelo de Chapultepec é um antigo Palácio Presidencial que foi convertido em museu (Museu de Historia Nacional). Fica no topo de uma pequena montanha dentro do bosque e tem uma vista espetacular lá de cima. O museu tem um acervo bem interessante e dedica-se principalmente ao período de governo do Imperador Austríaco Maximiliano, que governou o México entre 1863 e 1867, quando foi fuzilado). O castelo tem murais incríveis que passam por todos os períodos da historia mexicana. Os ingressos tando para o Museu de Antropologia quando do Castelo de Chapultepec custam 70 pesos cada um (aprox. R$12,00 cada um). Como gastamos boa parte do dia nestas duas atrações preferimos deixar o Zocalo e arredores para outro dia... resolvemos aproveitar a diária do Turibus e fazer um outro circuito. Resolvemos fazer o circuito Polanco e descer no Museu Soumaya, um museu de arte moderna e com arquitetura bastante arrojada. Porém os ônibus deste circuito demoram a passar e quando chegamos lá já estávamos muito perto do horário de fechamento, então decidimos não descer e completar o trajeto inteiro, que passa pelo bairro de Polanco, que é o mais exclusivo da cidade e muito elegante, com diversas mansões e lojas de grife. O mais curioso deste circuito é que há uma visita interna ao Hipódromo das Américas, e ficamos parados dentro do ônibus para assistir a um páreo da corrida de cavalos. O ponto de conexão entre os circuitos Historico e Polanco é em frente ao Auditório Nacional, uma impressionante casa de espetáculos com capacidade para 10 mil pessoas. No dia que passam os lá havia um grande movimento devido a um show da cantora mexicana Lila Downs. Se soubesse com antecedência teria tentado ir... vale a pena pesquisar o que estiver rolando na época da viagem.
  5. Olá gente, iniciarei aqui meu primeiro relato de viagem no site, apesar de não ser a minha primeira viagem senti que essa eu deveria compartilhar com vocês! <3 O México sempre foi um dos destinos que mais quis visitar, no início de 2015 comecei a preparar os meus roteiros, (sempre tenho mais de 1 opção de lugares para ir caso, por algum motivo, um não dê certo, já tenho outro pronto ). As passagens para o México estavam muito caras ãã2::'> , já tinha descartado ir pra lá, fora que eu namorava e a pessoa que iria viajar comigo não teria condições financeiras de bancar uma viagem p/ o México, por essa razão optei por outros destinos. Inicialmente íamos fazer Bolívia e Norte do Chile (Atacama e Iquique), depois me interessei por Argentina, (Buenos Aires, Bariloche), e Sul do Chile, (Puerto Varas, Osorno, Pucon), e Santiago, como nada foi decidido e eu acabei saindo de um longo relacionamento, acabei deixando em aberto as opções. Um belo dia em Julho acabei vendo uma promoção no facebook pela página melhores destinos de passagens para o México da empresa COPA Airlines, (Cancun e DF), como costumo comprar passagens inter trechos não botei muita fé em achar uma passagem SP/DF - CUN/SP por um bom preço, mas mesmo assim resolvi fazer um simulação. Pra minha surpresa o preços estavam ótimos, (R$ 1.200,00 já com as taxas ), porém o vôo partia de Viracopos para DF, então ficou assim: (VCP/DF - CUN/SP), e acabei comprando para a data de 06/12 a 28/12/2015. Enfim eu ia para o México, (nem acreditava nisso), e sozinho! A partir de então começou a minha aventura... VÍDEO: Esse é um pequeno resumo do que foi a minha visita ao México em Dezembro de 2015, nada profissional, inclusive fiz pelo celular mesmo no voo de volta , só pra guardar de recordação alguns momento dessa viagem incrível! ROTEIRO: Como eu adoro fazer roteiros, (mesmo que não esteja nos meus planos visitar o lugar tão cedo), eu já possuía o do México pronto, apenas fui substituindo os lugares que eu julgava ser mais interessante dos que eu já tinha optado visitar anteriormente. Então ele ficou assim: http://www.tripline.net/trip/Viagem_ao_M%C3%A9xico-0136313734571007A816B15FDCDACD56 Esse foi o roteiro que eu fiz, (no papel), porém, infelizmente, só não foi possível visitar Puebla, escolha difícil, eu sei , mas, infelizmente, quem tem apenas alguns dias disponíveis pra viajar durante o ano é assim mesmo! MOEDA: A moeda corrente no México é o Peso Mexicano, é uma moeda mais fraca que a nossa, (R$ 1,00 equivalem, +/-, a 4,70 pesos Mexicanos, atualmente), porém, é mais vantagem levarmos dólares daqui, (a tal regra: quando a moeda for fraca, sempre levar dólar, quando a moeda for forte, levar a moeda corrente do país que se vai visitar). Eu levei 1.500,00 USD, sendo 800 no VTM e 700 em espécie, (não queria colocar todos os "ovos" numa cesta só). No final acabou que senti q nem precisava ter levado o VTM, visto a quantidade de taxas que se paga a cada saque que você faz, (sempre achamos que os saques que faremos serão suficientes, mas nunca são), então acabamos pagando muitas taxas de diferentes bancos e diferentes valores. O ponto positivo do VTM é o fato de conseguirmos congelar o câmbio e saber quanto você tem pra pagar e a praticidade de não ficar andando com dinheiro na rua, o negativo é a segurança que pra mim é ZERO! Se você perder recomendo que, antes de qualquer coisa, você ligue pra cancelá-lo, uma vez que ele não pede senha durante as transações e não existe qualquer conferência de documentação ou assinatura! Portanto, se você perder o VTM e alguém achar antes que você o cancele, é bem provável que você perca todo o seu dinheiro. Não sei se no caso do VTM existe algum tipo de seguro contra esse tipo de ocorrido, confesso que não cheguei a pesquisar isso, porém, se tiverem interesse em levar o VTM recomendo procurar informações sobre. SEGURANÇA: Particularmente, achei o México um país relativamente seguro, não tive qualquer problema em relação a isso, mas é sempre bom tomarmos os mesmos cuidados que tomamos por aqui, cuidado nunca é demais! DOCUMENTOS E VACINAS: Desde 05/2013 não é mais exigido o visto mexicano para entrar no país, basta estar com o passaporte dentro do prazo de validade que está tudo certo! Nenhuma vacina é exigida, porém, sempre procuro andar com a da febre amarela em dia. BAGAGEM: Sou um mochileiro, (sqn) , digo isso porque costumo viajar com mala mesmo, sou exagerado, sempre acabo levando mais do que realmente preciso. Costumo levar uma mala que vira mochila que comprei na Decathlon, com rodinhas e puxador, porém, se ela estiver muito cheia não existe a menor possibilidade de usá-la como mochila , mas também levei apenas isso. http://www.decathlon.com.br/eletronicos-e-oculos/mochilas--bolsas-e-malas-37771/malas-de-viagem/mala-light-90l-preto_36661?skuId=1063543 HOSPEDAGEM: Fui com 80% da hospedagem paga, a maior parte delas reservei pelo Airbnb, achei ótimo pois é possível parcelar em até 3x no cartão e tem bastante opção legal, desde hotéis de luxo, pousadas, hostels, a pessoas alugando suítes, quartos ou camas, também utilizei o Booking ,(Responsável pelos 20% da hospedagem que paguei lá), uma das vantagens do Airbnb em relação ao Booking é isso. A maioria dos lugares que fiquei foram hostels. Na cidade do México me hospedei via Couchsurfing, foi uma experiência bem legal, porém, talvez eu não teria feito se fosse hoje, mais a frente no relato explico o motivo. EMBARQUE: Bom, meu voo estava marcado para as 02h45m do dia 06/12/2015, a minha jornada começou no início da noite do dia 05/12/2015, malas prontas e aquele friozinho na barriga de quem pela primeira vez vai sair do país sozinho, rumo ao desconhecido. Meu irmão me levou até o metrô Jabaquara e de lá peguei o metrô até a estação Tietê. Como já tinha comprado o ticket do ônibus, (empresa LIRABUS), até o Aeroporto de Viracopos, precisava somente retirá-lo no guichê. Chegando no terminal me dirigi até lá retirei o ticket. Antes de ir até a plataforma onde pegaria o ônibus resolvi passar na farmácia e comprar alguns remédios para alguma emergência ,(hipocondríaco ), aliás, precisei de remédio nessa viagem , mas nenhum dos que eu comprei serviram, durante o relato falarei mais sobre isso. Remédios comprados, agora sim, ônibus! :'> Meu ônibus partia as 21h00 aqui de SP e chegaria umas 22h30 em Viracopos e foi exatamente isso, cheguei lá pouco depois das 22h30 e me dirigi ao terminal de vôos internacionais. Pouco depois das 00h00 o guichê da Copa abriu, como eu já havia feito o web check-in fui pra fila apenas pra despachar minha mala e retirar minhas passagens. Com as passagens em mãos, (e com muita fome ), fui para a sala de embarque e para minha salvação tinha um Rei do Mate aberto para eu poder matar o que estava me matando, (sério, não sei o saguão de embarque para voos nacionais, mas o de voos internacionais era a única opção de lugar pra comer), precário o negócio! Depois de me fartar com uma esfiha e uma coxinha me sentei, aproveitei pra deixar o celular carregando e fiquei lendo um pouco e mexendo no celular até dar a hora de embarcar. No próximo post eu já começo a relatar a viagem desde o primeiro dia, até mais! =)
  6. Bom, aqui começo o relato de uma viagem incrível, que me fez perder muitos medos e adquirir cada vez mais autoconhecimento e confiança. Não foi meu primeiro mochilão, mas dessa vez seria diferente. Estaria embarcando sozinho para uma país onde nunca havia estado, e posso dizer que a escolha de ir solo, depois algumas turbulências, foi a melhor escolha que eu poderia ter feito. Nunca me senti tão solto, tão leve, tão despegado, tão medroso e essas coisas...Só posso dizer que o México é um país completamente increíble!!! Comecei a pensar nessa viagem para o Mechicu em julho de 2015, mas como trabalho de 12 a 14 horas por diariamente, é claro que deixei tudo para última hora. Em março comecei a ler os relatos aqui no site e tenho que agradecer demasiadamente a Suzy Turista (22-dias-sozinha-pelo-mexico-com-1-400-dolares-df-puebla-oaxaca-sclc-playa-del-carmen-tulum-e-cancun-com-fotos-t117717.html) e ao Ikaro (22-dias-viajando-sozinho-pelo-mexico-df-oaxaca-san-cristobal-palenque-valladolid-tulum-playa-cozumel-e-cancun-t124698.html) :'> que foram fundamentais na minha estadia em terras mexicanas, e até mesmo na decisão de ir sozinho. Os planos eram simples: Passar uns dias no DF, conhecer a Torre Latinoamericana (um dos ícones latinos para mí) o Museo da Fridda, Teotihucán, a Catedral de Guadalupe), San Cristóbal com o Cañon del Sumidero, depois partir para Agua Azul, Misol-Há e Palenque, no caminho para Play del Carmen, passar uns dias em Cancun e depois retornar para DF de vião, pois iria perder muito tempo se voltasse de ônibus, e ficar uns dois dias no DF para descansar antes de voltar. Fui para o México apenas com a reserva do Mundo Joven e o voo Cancun – CDMX em 01 de julho (o voo saiu por R$ 340 reais, o que achei até barato – aqui no BR um voo dessa distância só de ida seria uns 600 reais e olhe lá). Comprei as passagens pela Copa Air com escala no Panamá – ida em 17/06 e volta em 04/07. Como comprei no fim de abril, paguei R$ 2.300,00. Foi o melhor preço que achei saindo do Rio, e não me arrependi. O serviço da Copa é ótimo. Claro que deixei para arrumar a mochila e comprar os dólares no dia do voo. Saí do trabalho às 19 e fui correndo comprar as doletas, comprei U$1.600,00 a R$ 3,63, quase chorei , mas foi o menor preço entre maio e junho. Na cargueira levei 2 sapatos, 1 chinelo, 1 calça jeans, 7 camisas (não usei todas), uma jaqueta, também fui com uma bolsa carteiro para carregar livro e pequenas coisas. Cheguei no GIG já passava da meia-noite e a fila de embarque estava enorme, fiz o cheque-in pelo celular e logo despachei a mochila. O voo saiu em ponto à 01:35 do GIG e chegou no Panamá às 6:30 e foi super tranquilo, sem turbulências e vi 1 filme antes de dormir, claro que depois de cenar. Às 9 já estava embarcando para a CDMX com previsão de chegada à 1 da tarde, mas como o tráfego aéreo é intenso no DF, ficamos 30 minutos sobrevoando a capital. As 2 já estava na imigração mexicana e me fizeram uma dezena de perguntas, mas foi bem rápido. Os dois voos estavam completamente lotados. Copa Air SouthAmerica 1º DIA O desembarque da Copa é no terminal 2 do Benito Juarez, cambie os primeiros 100 dólares, numa taxa de $17 no Bancomer, e logo na entrada peguei o metro-bus para o Zócalo. Comprei o cartão de transporte, paguei 100 pesos, assim poderia usar bastante. O metrobus custa 30 pesos e não levou mais que 40 minutos do aero até a Calle Republica de Venezuela con Brasil, e fui caminhando até o hostel, não mais que 15 min. Metrobus: Fiquei no Mundo Joven Catedral, ótimo hostel, passaria 3 dias lá, de 17 a 20/06, o valor ficou em $504,00. O café da manhã deixa um pouco a desejar para os brasileiros, mas para norte americanos é perfeito, com cereais, ovos, bacon etc... Localização do Hostel: Deixei as coisas no Locker e fui andar pela cidade. Já eram umas 4 da tarde quando cheguei na Torre Latinoamericana, e realmente é incrível a vista de lá. Estava fazendo um calorzinho, mas o dia estava nublado. Paguei 34 pesos na Torre. CDMX Descendo da Torre me fue a la Plaza Juarez para relaxar um pouco, e vale muito a pena dar uma volta por lá, calçamento e limpeza impecáveis, bem diferente das praças daqui. Logo voltei a caminhar pelo Zócalo, e como a fome estava apertando, fui em um restaurante ótimo (Puro Corazón) no centro histórico e ainda oferece uma bela vista para a Plaza del Zócalo. Os preços são razoáveis quando se pensa nos preços aqui do Brasil em restaurantes similares. Vista do restaurante: Pelas 20h estava chegando no hostel, fui tomar banho e adivinhe, estava sem toalha, esqueci aqui no BR , e estava com preguiça de descer, ligo o chuveiro e nada de água quente, tuve que encara la agua helada del DF y su frio, que ja estava congelante . Cochilei e logo chegaram meus parceiros de quarto, um grupo de americanos do Arizona. Me chamaram para sair, mas estava completamente morto, mas deu tempo de combinarmos de irmos a Teotihuacan no dia seguinte. Simplesmente apaguei Hasta lo segundo día
  7. Olá Mochileiros e Mochileiras, Recentemente voltei de uma viagem de 10 dias com minha noiva para Cidade do México, uma viagem sem igual. Acompanho o mochileiros.com a alguns anos, sempre lendo os mais variados roteiros de viagem, já montei alguns roteiros através do site que ainda não realizei, e nesta vigem par o México não poderia ser diferente, pesquisei algumas coisas aqui que me ajudaram muito. Através deste relato pretendo ajudar com o máximo de informações quem pretende ir futuramente para este país incrível. Vou começar fazendo algumas considerações gerais da viagem, e logo depois um relato dia a dia de tudo que aconteceu. Por que o México? Na verdade tanto eu como minha noiva pouco conhecíamos sobre o país, a vontade veio depois de ver uma promoção de passagem e surgir a oportunidade de realizar um trabalho fotográfico lá, juntamos isso com uma pesquisa mais a fundo do país e decidimos ir para ver e viver tudo que havíamos pesquisado, alem disso tem o fato da Sara ser estudante de moda e nós dois termos uma marca de roupas, e o México se mostrou um ótimo campo de pesquisa. Passagens Aéreas: A decisão de viajar já vinha a tempos, mas quando vimos as passagens para o México acabamos definindo nossos destino. A muito tempo que acompanho o http://www.passagensimperdiveis.com.br e um belo dia eles postaram a promoção de passagens para CDMX (Cidade do México), promoções não são novidades mas geralmente os melhores preços são saindo das grandes cidades, e nesta pesquisa encontrei as passagens por R$ 1.070,00 (cada) com todas as taxas incluídas, saindo de Navegantes-SC (NVT), cidade vizinha a minha, o valor normal desse voo NVT-MEX é entre R$ 2.500 e R$ 3.100. Comprei uma passagem pela Decolar.com e outra pela Submarino Viagens, preferi o serviço da decolar.com. Resumindo as duas passagens custaram R$ 2,140,00. Vôo: No Final meu vôo ficou assim NVT(Navegantes)> GRU(Guarulhos)> BOG(Bogota) > MEX (Cidade do México), Foram 24h de ida e 21h de volta, o vôo de ida de NVT a GRU foi operado pela Gol em parceria com a Avianca, e o de volta CGH a NVT novamente operado pela Gol, na volta tive mudança de aeroporto, pousamos em GRU e sairíamos para o ultimo vôo de CGH, o translado foi feito gratuitamente com ônibus da Gol apresentando o ticket de embarque, se não me engano o ônibus sai de hora em hora, é bom chegar cedo no local de embarque pois os lugares são contados, fomos os últimos a conseguir embarcar no ônibus. Voltando a ordem dos fatos, a partir de GRU os vôos passaram a ser operados pela Avianca, já tinha voado antes de Avianca e recomendo sem duvidas!! Neste caso o vôo era operado pela Avianca Colombiana, ótimo serviço de bordo. entretenimento, atendimento da equipe de bordo e aviões em ótimo estado! Hospedagem: Na hora de montar o roteiro acabamos decidindo ficar os 10 dias de viagem na Cidade do México para explorar de ponta a ponta a cidade, alem do que perderíamos 1 dia em função do trabalho fotográfico. Então optamos pelo Airbnb, o que se mostrou uma ótima escolha, nós hospedamos no centro histórico, em um apartamento muito bom, perto de restaurantes, farmácias, a 50 Metros do Metro, loja de conveniências e afins. Além de tudo o apartamento era super seguro, estávamos com todo dinheiro em especie e os equipamentos fotográficos, ficaria meio preocupado de deixar tudo isso em um quarto de hostel! Alem de todas as vantagens do apartamento tem a comodidade de pagar tudo pelo cartão ainda no Brasil e parcelar em até 3X, nos hospedamos neste apartamento: https://www.airbnb.com.br/rooms/7651362 Ana nossa anfitriã sempre muito prestativa e atenciosa, dando dica de lugares, restaurantes, lojas e sempre tirava um tempo para conversar com nós sobre os mais variados assuntos, recomendo! Para quem não é cadastrado ainda pode se cadastrar por este link: http://www.airbnb.com.br/c/brayanl3?s=8 assim você ganha um bônus para a próxima viagem e eu também! Moeda: A moeda corrente no México é o peso mexicano $MXN, preferi levar todo o valor em moeda local, separei cerca de $1.000MXN para gastar por dia, logo level $10.500MXN em especie, não levei travel money e levei apenas um cartão de credito internacional para emergencias, já que o limite do mesmo era baixo, no final acabei usando só para uber (através do app, não necessita ter o cartão em mãos), e também para comprar uma lembrancinha no aeroporto. O câmbio eu fiz ainda no Brasil através da Confidence Câmbio, casa de câmbio presente em todo país, apenas necessário reservar com uns 4 dias de antecedencia. Quando fiz a troca na segunda semana de fevereiro consegui quase o valor de R$1,00 X $4,00MXN, se não me engano R$1,00 comprou $3,87MXN. Uma dica é que pagando mais R$19,90 na hora do câmbio com a confidence você garante que eles comprem a moeda de volta pelo mesmo valor que você pagou, acabei não pagando e gastei até o ultimo peso no México Outra coisa que vi é que muita gente leva em dólares e no destino final faz a troca para a moeda local, fiz essa simulação e no meu caso não foi vantagem iria perder cerca de R$200,00. Caso você opte por fazer assim, na cidade do México o melhor lugar para fazer a troca dos dólares é na bolsa de valores (https://goo.gl/IQgW5E) fica na Avenida Paseo de la Reforma, uma das mais importantes da cidade, no link tem a localização certinho, é na salinha com a placa CI Banco. Para a configuração de viagem que fizemos, $1.000MXN por dia é suficiente é possível fazer até com menos. Todos as atrações que fomos fizemos por conta propria, em agencia sairia pelo menos 5X mais, ao longo dos relatos vou colocando a questão de valores e como chegar em determinados lugares. Na questão de transporte sempre utilizamos transporte público, e nos alimentamos bem, hora na rua, hora em restaurantes típicos, e poucas vezes em 'bons' restaurantes. Transporte: Durante os 10 dias tudo que fizemos na Cidade do México foi 95% através do transporte público e caminhando. Nosso meio de transporte mais utilizado foi sem duvida o metro, chegamos a utilizar mais de 6 vezes por dia, em termos de cobertura o sistema é ótima, são mais de 200KM distribuidos em 12 linhas e 195 estações, você consegue ir para quase todos os cantos da cidade de metro é ótimo, aqui tem algumas informações interessantes (http://goo.gl/mWd1t6), mas num geral o sistema é muito bom, tem uma ampla cobertura é barato $5MXN o bilhete, e é seguro em cada estação ha vários policiais. Todo sistema é muito antigo, foi inaugurado em 1969 e desde então não passou por grandes melhorias, os trens são antigos e tudo mais, porem tudo funciona muito bem. Mais de 5 milhões de pessoas utilizam por dia o sistema, de todas as vezes que utilizamos apenas uma ou duas vezes conseguimos pegar o trem vazio a ponto de conseguir sentar, 80% das vezes estava cheio, você conseguia entrar numa boa e ficava em pé apertadinho, e duas vezes foi um parto para conseguir entrar, depois de deixar passar mais de 3 trens e muito empurra empurra conseguimos entrar, depois é só risadas, essas duas situações ocorreram entre 17:30 e 20h fora esses horarios é tranquilo. Quanto a segurança mochila sempre na frente com pertences pessoais, passaporte e dinheiro na doleira por baixo da roupa, tudo tranquilo sempre esperto sem dar bobeira. Nos horários de pico o primeiro vagão da composição é exclusivo para mulheres, apenas uma vez eu e minha noiva nos separamos pois era mais seguro para ela por conta do empurra empurra dos homens, todas as outras vezes fomos juntos no vagão geral e nunca tivemos problemas por conta de outros homens, com vagões cheios se via muitas mulheres em meio aos homens, mas nessas situações de empurra empurra não vi nenhuma, e o vagão de mulheres ia igualmente cheio. Minha opinião geral sobre o sistema, é que é super tranquilo de usar, muitos brasileiros evitam porem achei super tranquilo, é seguro, limpo e barato, fomos em todos lugares que queríamos apenas com o metro, recomendo. Alem do metro por 3 vezes utilizamos os famosos e temidos táxis de ruas, utilizamos em trajetos de no máximo 2km por pura preguiça de caminhar. O fato é que existe uma lenda urbana (verídica) que principalmente a noite taxistas sequestram e extorquem turistas, conversando com um amigo mexicano ele me confirmou essas historias e contou que inclusive um hospede seu de nacionalidade suíça sofreu um sequestro que durou 2 dias, os sequestradores o doparam dentro do táxi então faziam saques do seu cartão de credito, depois de 2 dias ele foi liberado. Mas conversando com os mexicanos a orientação para fugir desse tipo de risco é: Se sair a noite para um restaurante ou balada, ao voltar para o hotel peça que alguém do local que você está chame um táxi de confiança, evite pegar táxi nas ruas. Se possível utilize o UBER ou aplicativos como Easy Taxi. Se for pegar táxi na rua durante o dia, tente pegar nos pontos, que são os TAXIS de Sitio, se não encontrar nenhum escolhas os táxis branco e rosa e de preferencia para carros mais novos, segundo um taxistas executiva que fez nosso transfer do aeroporto os táxis branco e rosa seguem a ultima regulamentação. No nosso caso pegamos 3 táxis na rua durante o dia, desses 2 eram carros muito velhos, o que era melhor também era registrado no Easy Taxi, motorista muito simpático e atencioso. Utilizamos o Uber por 2 vezes, serviço muito bom. Para o transfer do ultimo dia para o aeroporto foi a melhor opção, muito mais barato que um táxi velho de rua. Se você ainda não se cadastrou no Uber, use esse link aqui e tenha desconto na primeira viagem: https://www.uber.com/invite/9sdkheezue Ônibus coletivos não utilizamos nenhum, tem também os peseros que são micro-ônibus e não é muito aconselhável por ser um sistema confuso e sem linhas fixas. Outra boa opção é o Metrobus, semelhante ao sistema de Curitiba, com linhas fixas estações fechadas e bons ônibus, o valor é o mesmo do metro, nas estações de metrobus você só entra através de cartão, na entrada da estação é possível comprar um cartão recarregável por $10MXN esse mesmo cartão pode ser utilizado no metro. Alimentação: Uma coisa você pode ter certeza, a comida mexicana que comemos nos restaurantes do Brasil nada tem haver com a verdadeira comida mexicana, tanto pelo sabor quanto pelo preço. Comer no México, mais precisamente na região central é barato comparado ao Brasil. Sabe aquela dica que todo mundo dá, não coma comida de rua? Esqueça, como na rua, nas barraquinhas, nos mercadões, no metro, é muito tranquilo pelo menos uma vez por dia comíamos em barraquinhas na rua, assim como no Brasil é claro que você deve prezar pela higiene do local, e quanto a isso todos os locais que comemos eram muito limpo e organizados, então COMA COMIDA DE RUA! Só assim da pra aproveitar bem a tipica comida mexicana na sua essência. Para quem sem preocupa com a comida apimentada relaxa, nem tudo é pimenta no México, a maioria dos pratos vem sem pimenta, a pimenta vem em um recipiente separado e você coloca ao seu gosto, mas para prevenir peça sempre: Sin Chile, por favor. Assim os atendentes sempre te indicam um prato menos apimentado, e no final você acaba se acostumando e sentindo falta da pimenta. Quanto ao valor por exemplo um bom café da manhã (Desayuno Completo) Custa cerca de $36MXN por pessoa, vem com Café ou Chá + Suco de Laranja + Cesta de Pães + prato escolhido ou seja muito barato. Na rua se compra 5 Tacos por $30MXN e por ai vai, nossa refeição mais cara foi $320,00MXN o casal, mas foi um verdadeiro banquete em um bom restaurante. Nos bairros como Condesa e Polanco existem restaurantes bem chiques ali a conta pode passar dos $1.000MXN Facilmente. No mais outra boa maneira de economizar são as conveniências, são duas grandes redes e tem em todo lugar OXXO e 7eleven, praticamente uma em cada esquina. Segurança: Bom a CDMX se mostrou muito mais seguro do que esperávamos, quando se pesquisa sobre se acha muitas comparações entre CDMX e SP. Gosto muito de SP e até moraria lá sem problemas nenhum, mas CDMX se mostrou uma cidade muito mais limpa e seguro para mim, andamos os 4 cantos da cidade desde bairros ricos a periferia e tudo de transporte publico e a pé, o que vimos foi uma cidade limpa, sem moradores de rua, sem ocupações, sem pontos de droga a céu aberto, enfim se existe nós não vimos. Os cuidados para andar na rua são os mesmos que tomo em minha cidade, sem ostentar objetos de valor, sempre de olho quando se esta no meio de muita gente, no metro objetos de valor sempre na mochila e a mochila na frente do corpo, ou em bolsos com ziper. Em nenhum momento nos sentimos ameaçados na rua e tal, li recentemente uma matéria que falava que o índice de furtos no metro da CDMX era inferior ao do metro de Londres . Também há muito policiamento nas ruas, muito mesmo principalmente na região central, é so andar com o mesmo cuidado que você anda aqui que não há problema algum. Bom essas são minhas primeiras dicas e impressões gerais, em seguida vou relatando dia a dia a viagem, com dicas especificas de lugares e tudo mais. Deixo aqui um vídeo com um resumo de tudo que vimos e vivemos, em breve continuo as postagens. Antes de ver nosso vídeo da uma passadinha e nos segue lá no Instagram: https://www.instagram.com/mundodequintal/ Se você gostou do nosso vídeo, entra lá no canal e se inscreve, sempre tem coisa legal saindo Segue Planilha com os custos, lembrando que da para ser BEM mais econômico que isto, por exemplo só de presentes e coisas pessoais foram 20% do orçamento total. Todos os valores são para duas pessoas: Custos Cidade Do México.pdf
  8. Oi, gente! Vim contar a 2ª parte da viagem de 24 dias que fiz em janeiro/2017 com meu marido e um amigo. Nosso roteiro de viagem foi basicamente esse: 30/12 - Chegada +- 12:00 na CDMX 31/12 - CDMX 01/01 - CDMX 02/01 - CDMX 03/01 - CDMX 04/01 - CDMX / bus para Puebla 05/01 - Puebla 06/01 - Puebla / bus para Oaxaca 07/01 - Oaxaca 08/01 - Oaxaca 09/01 - Voo para Mérida 10/01 - Mérida 11/01 - Chichén Itzá / bus para Tulum 12/01 - Tulum 13/01 - Tulum 14/01 - Tulum 15/01 - ferry para Cozumel pela manhã 16/01 - Cozumel / ferry para Playa del Carmen 17/01 - Playa del Carmen 18/01 - Playa del Carmen 19/01 - Playa del Carmen 20/01 - Playa del Carmen 21/01 - Playa del Carmen 22/01 - Playa del Carmen 23/01 - Voo de retorno pela manhã A primeira parte, CDMX, Puebla e Oaxaca, eu já relatei aqui: http://www.mochileiros.com/mexico-cdmx-puebla-e-oaxaca-t144367.html Vou contar agora sobre a parte que está em negrito aí em cima. Como dá para perceber, praia, praia e mais praia, com Chichén Itzá de bônus. Hospedagens: Como estávamos em 3 pessoas, em alguns casos o Airbnb ficou mais em conta do que hostel. Mérida: Hostal La Ermita - USD 38 por 2 diárias Valor de um quarto para duas pessoas com banheiro privativo (nosso amigo ficou em um quarto individual, banheiro compartilhado, USD 17,50 as duas pernoites). Café da manhã incluído, wi-fi, cozinha coletiva, piscina (que nem chegamos a usar). Fica a uns 15 minutos de caminhada do Zócalo, mas muito perto do terminal de ônibus da ADO, o que para nós fez bastante diferença pois o ônibus para Chichén Itzá era bem cedo. Tulum: Posada Malix Pek - USD 272 por 4 diárias (valor para 3 pessoas) Apartamento com um quarto com cama de casal, banheiro, sacada e mais um ambiente grande que era cozinha, sala de jantar e tinha outra cama de casal. Boa localização, wi-fi incluso, empréstimo de bicicletas para os hóspedes. Não oferecia café da manhã, mas a cozinha era bem equipada e usamos para fazer diversas refeições. Cozumel: https://www.airbnb.com.br/rooms/15253666?location=cozumel&s=0FDzRRy- - USD 62 uma diária para três pessoas. É uma casa de hóspedes no pátio da casa da anfitriã. Lugar muito bonito, com um quarto e um sofá-cama na sala. A proprietária foi muito simpática e gentil ao nos deixar entrar antes do horário de check-in e sair depois do horário de check-out, visto que não havia outras reservas. Playa del Carmen: https://www.airbnb.com.br/rooms/9923131?guests=3&adults=3&location=Suites%2034%3A40%2C%20Calle%2034%20Norte%2C%20Playa%20del%20Carmen%2C%20M%C3%A9xico&s=vlesiaR2&check_in=2017-10-16&check_out=2017-10-23 - USD 320 por 7 diárias Excelente apartamento. Dois quartos, cada um com ar-condicionado e banheiro. Cozinha equipada, wi-fi, perto de supermercados e restaurantes. Fica a uns 10 minutos de caminhada da praia, o que para nós não foi nenhum problema. Para quem estiver de carro, tem garagem. O proprietário foi muito gentil e atencioso conosco. Sobre as duas pernoites em Mérida Mérida entrou no nosso roteiro por dois motivos: 1º conseguimos uma passagem por 10.000 milhas Smiles a partir de Oaxaca e 2º tem um ônibus que sai bem cedo rumo a Chichén Itzá e que é perfeito para quem quer chegar lá antes das multidões. Entre a chegada e a partida deixamos um dia cheio para conhecer algo por lá, mas não diria que é imprescindível. Há o Gran Museu da Cultura Maya que dizem que é sensacional e eu gostaria de ter conhecido, mas infelizmente estivemos lá justo em uma terça-feira, dia em que está fechado. 1º dia Boa parte do dia foi tomada pelo voo vindo de Oaxaca, com conexão na Cidade do México. O que salvou nossos bolsos na zona de embarque do aeroporto da CDMX foi ter encontrado uma 7eleven para fazer um lanche bem barato. Chegamos em Mérida à tarde. A visão do Golfo do México enquanto o avião está próximo de pousar é maravilhosa! Pegamos um Uber para ir até o hostel, o ônibus não passa no aeroporto e teríamos que caminhar um bom trecho até a parada. O Uber saiu 48 pesos, muito barato. Depois de fazer check in, comprar umas coisinhas em um mercado próximo e fazer um lanche, fomos conhecer o Zócalo de Mérida. Já começava a anoitecer. Pesquisamos em algumas empresas de turismo sobre um passeio para o dia seguinte e depois de algumas opções fechamos o tour Charcas de Sal com a La Jarana Tours, por 600 pesos por pessoa. Deu tempo de conhecer o Palácio de Governo, construção bem bonita e com obras de arte expostas. Entrada gratuita. Estavam acontecendo umas apresentações em comemoração ao aniversário da cidade. Pegamos cervejas e salgadinhos na Oxxo e ficamos por ali curtindo. Depois, jantamos no Los Trompos - misto de fast food com comidas locais a bons preços. Comida gostosa, juntos gastamos 271 pesos. 2º dia Cedinho nosso guia nos buscou para o passeio do dia, uma simpatia ele! A primeira parada do dia foi na reserva ecológica El Corchito. Foi nosso primeiro contato com os ojos de agua, uma espécie de “introdução” antes de conhecermos os cenotes. A cor da água é incrível! Ela é fria, mas o banho é irresistível! Cuidem seus pertences e mochilas, pois diversos quatis vivem soltos ali e arrastam qualquer coisa que pareça de comer. Depois, conhecemos as tais charcas de sal. São lagunas rosadas, onde vivem dezenas de flamingos. A terceira e última parada do dia era em Progreso. Tempo livre para almoçar e aproveitar a praia. Olhamos o cardápio do restaurante onde o guia nos levou e nos pareceu interessante, pedimos um peixe achando que seria suficiente para dividirmos, mas quando veio, era porção para uma pessoa. Pedimos outros petiscos (nachos, guacamole) e cervejas e nessa brincadeira gastamos 375 pesos. Quem quiser fazer um lanchinho mais econômico por lá, tem uma Oxxo bem pertinho. O resto da tarde seria para aproveitar praia, mas quem disse? Ventão muito forte, mar agitado, ninguém se animou a entrar na água. Ficamos andando de um lado para o outro para matar tempo. Retornamos para Mérida. Mais tarde, jantamos novamente no Los Trompos, dessa vez deu 252 pesos. Compramos uns sanduíches e sucos para tomar café da manhã no ônibus no dia seguinte, pois sairíamos antes do horário do café no hostel Chichén Itzá: É tudo isso que falam? Sim! Tudo isso e muito mais! Sensacional! 3º dia O ônibus para Chichén Itzá saiu 6:30. A passagem já estava comprada há alguns dias, e custou 140 pesos por pessoa. Comemos nosso café da manhã e dormimos o restante das duas horas de trajeto. Chegando lá, deixamos nossas mochilas no guarda-volumes (pagamos 80 pesos por cada, para ficar o dia inteiro). O valor da entrada ao parque é de 237 pesos (70 tarifa nacional+167 tarifa estadual). Na entrada do sítio já há diversos guias oferecendo seus serviços e juntando pessoas com interesse em formar um grupo para rachar o valor, de modo geral eles cobram 800 pesos por grupo. Entramos para primeiro conhecer por conta. O lugar estava ainda bem vazio e deu para tirar várias fotos na Pirâmide de Kukulcán sem gaiatos aparecendo! Só mesmo chegando cedo para conseguir essa proeza! Depois de explorar bastante por conta, retornamos à entrada e contratamos uma guia. Ela nos propôs fazer um tour um pouco menor, com cerca de uma hora e meia de duração, por 650 pesos. Achamos ótimo, porque nossa intenção era pegar um guia exclusivo, sem dividir com pessoas desconhecidas (e com chance de vir de brinde algum mala ). A guia, Angélica, é descendente de maia e o passeio com ela foi excelente, suas explicações eram cheias de entusiasmo. A não ser que tu estejas fazendo um mochilão bem econômico e contando os trocados, recomendo muito fazer o passeio com guia. Enriqueceu demais a visita! No começo da tarde, o lugar já estava entupido de gente. Comemos em uma lancheria da entrada do parque, que não tinha preços tão abusivos quanto pensávamos que teria: hambúrguer+refri=112 pesos. Pegamos um táxi que nos levou ao cenote de Ik Kil. Marcamos com ele um horário para nos buscar e cada trecho saiu por 80 pesos. A entrada de Ik Kil custou 70 pesos. Para descer à área de banho do cenote, não é permitido levar mochilas. Alugamos um armário para deixar nossas coisas por 30 pesos. Além disso, eles também alugam máscara, snorkel e coletes flutuantes. O lugar é espetacular! A água é fria, pois fica em um buraco onde quase não bate sol. Para os friorentos -como eu- uma blusa de lycra ajuda. Quando cansamos de tomar banho, todas as pessoas que tinham chegado tarde em Chichén Itzá estavam chegando em Ik Kil, abarrotando o lugar. Na hora combinada, o taxista estava nos esperando. Retornamos a Chichén, retiramos nossas mochilas do guarda-volumes e ainda deu tempo de dar uma olhada nos artesanatos. Fica a dica para quem pretende fazer compras: as coisas aqui são bem mais baratas do que em Tulum, Cozumel ou Playa del Carmen. O ônibus levou cerca de duas para chegar em Tulum. A pousada onde nos hospedamos fica a uma quadra e meia do terminal. Deixamos nossas coisas e saímos para conhecer os arredores. Há diversos restaurantes, bares, lojinhas e alguns mercados e lojas de conveniência. Jantamos no La Nave, pizza bem gostosa e ceva gelada, cada um gastou 125 pesos. Tulum - 3 dias inteiros Deu tempo de fazer as principais coisas que queríamos, mas eu ficaria mais tempo ali fácil fácil. Tem um clima tranquilo, ar de cidade pequena. Apesar do centro de Tulum ficar um pouco afastado da praia, é bem tranquilo de chegar pedalando em praias públicas maravilhosas, próximas às ruínas. Muitas pousadas (como a que ficamos) oferecem empréstimo de bikes para seus hóspedes, e na avenida principal existem muitos estabelecimentos que oferecem aluguel. 4º dia Pegamos as magrelas e fomos direto para as ruínas de Tulum. O estacionamento para bikes, inclusive, deixa bem mais perto da entrada do que as pessoas que vem de ônibus de excursão, carro ou táxi, que precisam caminhar mais um pedaço. O ingresso para o sítio custou 70 pesos por pessoa. Tudo muito bonito e encantador, mas quando batemos o olho no mar… não deu mais para prestar atenção em ruínas. Eu e o Rodrigo estávamos vendo pela primeira vez na vida o mar do Caribe, e ele não parava de nos chamar para o mergulho! Terminamos a visita na correria, buscamos as bikes e pedalamos mais uns minutos em busca de um acesso à praia. No primeiro que pareceu ser público, entramos. Prendemos as magrelas em uma árvore mesmo. Havia alguns beach clubs, mas bastante espaço na areia para quem quiser chegar e ficar por ali. Corremos para o banho de mar. Delícia! Depois de muuitos banhos de mar, de sol e cervezitas à sombra dos coqueiros, fomos embora. No caminho de retorno, na Avenida Tulum, passamos por uma taquería do jeito que a gente gosta: simples e barata. E os tacos eram deliciosos. Chama-se Taquería El Arbolito, gastamos 138 pesos no almoço com bebida para nós três! Como nos hospedamos em uma espécie de quitinete, compramos coisas para cozinhar. Encontramos uma peixaria que vendia uns camarões enormes por ótimo preço, mas somente pacote de 2 quilos. Tivemos que fazer o “esforço” de consumir dois quilos de camarão em três dias! 5º dia Amanheceu chovendo, então ficamos pela pousada. Almoçamos ali perto em um restaurante bem simples, PF super bem servido a 75 pesos por pessoa. O tempo deu uma melhorada e saímos com as bikes. Nos enfiamos em umas ruas que, teoricamente, levariam à praia, mas depois de um tempo… a estrada não tinha saída! Como a beira-mar tem muitos estabelecimentos (hospedagens e restaurantes), as vias de acesso à praia são restritas. Voltamos tudo e fomos para a mesma praia do dia anterior, aproveitamos até o final da tarde. À noite, compramos um isopor para carregar nossas bebidas. As long necks nos quiosques de praia custam em média 55 pesos, enquanto nos mercadinhos pagávamos 15. É fácil de achar isopor à venda, tem até na Oxxo. Compramos um por 60 pesos. Queríamos muito ir ao cenote Sac Actun e pesquisamos em diversas agências de turismo, mas nenhuma fazia esse passeio (e, obviamente, tentavam nos convencer a comprar os outros passeios que eles ofereciam, que eram mucho mejores que o Sac Actun ). Consultamos alguns motoristas de táxi, que queriam nos cobrar 1400 pesos para levar, esperar e trazer de volta. Acabamos alugando um carro pelo site da Rental Cars, locadora Álamo. Entre diária e gasolina, gastamos cerca de 600 pesos. 6º dia Buscamos o carro na locadora e nos tocamos para o Sac Actun. Esse fica na mesma estrada que leva ao cenote Dos Ojos, mas uns quilômetros mais para dentro. A visitação ao Sac Actun acontece somente em passeios com guia, snorkel ou cilindro. Como não somos habilitados para mergulho em cavernas, fomos no tour de snorkel, custou 450 pesos para cada. Foi indescritível! O lugar é lindo! A água tem uma cor incrível! E os lugares que chegamos, saguões enormes repletos de estalagmites… uau! 45 minutos que passaram voando, mas que valeram muito a pena. A água é bem fria, até porque grande parte do tempo ficamos em locais sem nenhuma incidência de sol. Usei blusa de lycra e meias de neoprene e fiquei confortável. Almoçamos novamente na Taquería El Arbolito (de novo gastamos 138 pesos, para os três, com bebida). Decidimos aproveitar que estávamos de carro e conhecer um lugar mais distante. Tínhamos lido uma recomendação a respeito de Boca Paila e fomos até lá. Essa praia fica dentro de uma reserva ecológica (entrada paga, 32 pesos por pessoa). Andamos bastante até chegar em um ponto com acesso à praia, boa parte do tempo em estrada de terra. Quando chegamos lá, o vento estava forte e as árvores faziam sombra na minúscula faixa de areia... Enfim, claro que o lugar é bonito, mas não vale o trabalho para chegar até lá… Final de tarde devolvemos o carro. À noite, demos mais uma passeada pela Avenida Tulum e jantamos no apê, para dar fim ao nosso pacotão de camarões. Cozumel - dois dias e uma noite Fomos para Cozumel com o mesmo objetivo de milhares de pessoas que vão para lá: mergulhar. E foi espetacular. Mas para curtir praia, não é dos melhores lugares, a não ser que o ser humano vá ficar em um resort. Há poucas praias públicas e os deslocamentos na ilha são complicadinhos. Mas sem dúvida o mergulho fez tudo valer a pena! 7º dia Cedo pegamos uma van rumo a Playa del Carmen (45 pesos para cada). Descemos no ponto final (fica na Calle 2 Norte, entre as Avenidas 15 e 20) e caminhamos até o píer, de onde saem as balsas para Cozumel. Compramos na hora o bilhete de ida e volta (100 pesos por cabeça) com a México Waterjets. Saímos no ferry seguinte, das nove horas, e o horário da volta ficou em aberto. A travessia dura uma meia hora. Chegando, fomos direto à sede da Blue Magic, fechar o mergulho para o dia seguinte. Cozumel tem dúzias de operadoras de mergulho, pesquisamos uma bem conceituada porque não temos muita experiência e estávamos há muito tempo sem mergulhar. Justamente por causa desse período de tempo grande sem praticar, o proprietário nos disse que ou a gente pagava para um dive master nos acompanhar, ou a gente fazia um curso de “refresh” (onde a gente ia gastar bem mais grana) ou ele não nos atenderia porque estaria nos colocando em risco. Apesar de termos que desembolsar mais, nos sentimos muito seguros e achamos que ele foi muito profissional. O pacote dois tanques, aluguel de regulador, neoprene e colete custou USD 104 para cada, e para o acompanhamento da dive master nós três rachamos o valor de USD 75. Caro? Sim. Mas é mergulho em Cozumel! Não é pouca porcaria! Fomos levar nossas coisas para a casa que pegamos pelo Airbnb e em seguida já saímos para aproveitar praia. Tínhamos lido um relato aqui mesmo no Mochileiros de uma moça que ficou no Money Bar, e que ela pôde usar a estrutura de espreguiçadeira, banheiro etc desde que consumisse algo no bar. Pegamos um táxi (deu 120 pesos, valor combinado antes de entrar no táxi), mas chegando lá não foi bem assim. Talvez as coisas tenham mudado, ou talvez foi porque estávamos em mais pessoas, ou talvez ele não foi mesmo com a nossa cara… mas nos cobraram 500 pesos em consumo (para nós três). Não ficamos muito felizes com a ideia, mas já que estávamos ali… Pedimos logo um baldinho de cervejas, o jeito era relaxar e aproveitar o lugar maravilhoso onde estávamos! Ali tem snorkel e máscara para alugar, mas levamos os nossos. Caímos na água e já ficamos encantados. Que transparência! Isso que estava nublado. Um tempo depois, começou a chover e a ventar forte. Ainda fizemos um lanche dentro do bar, na esperança de que o tempo melhorasse, mas não rolou. Pegamos outro táxi para ir embora (outros 120 pesos). Mais tarde, saímos para conhecer o centrinho de Cozumel. Aquela coisa de sempre: lojinhas, artesanatos, restaurantes… só que tudo mais inflacionado. Jantamos no Los Otates, a poucas quadras da beira-mar, saindo um pouco da parte mais badalada. Lugar simples, ceva gelada e comida típica mexicana, boa e barata. Precisa mais que isso? Comemos guacamole, tacos e burritos e gastamos ao todo 400 pesos. 8º dia Nos encontramos na sede da Blue Magic com nossa dive master, a Cris, que para sorte nossa era brasileira e super querida. O primeiro ponto do mergulho foi Palankar Jardines. UAU! Muitos corais coloridos. Vimos uma arraia imensa e uma tartaruga. Visibilidade de aproximadamente 50 metros! Demais! Passou em um piscar de olhos. Voltamos para o píer para trocar os cilindros, e fomos para a segunda caída na água: Tormentos. Igualmente espetacular! Como comentei antes, o mergulho fez valer a pena a ida para Cozumel e os vários dólares desembolsados, a fama do mergulho lá não é de graça! Para almoçar, fomos novamente no Los Otates, que comida gostosa! Deu tempo ainda de tirar um soninho, e pegamos o ferry das seis da tarde para voltar à Playa del Carmen. Na saída do terminal dos ferrys, o assédio dos taxistas é grande, assim como o preço. Queriam nos cobrar 100 pesos até o apartamento em que ficaríamos. Andamos mais três quadras e abordamos outro taxista, que nos cobrou 35 pesos! Aí sim! Largamos nossas coisas e fomos em um supermercado próximo fazer praticamente um rancho, pois a estadia seria de sete noites. Jantamos no apê e ficamos por lá. Playa del Carmen - 7 noites Escolhemos ficar bastante tempo em Playa porque é um lugar de onde se chega a muitos pontos de interesse dos arredores com facilidade e para curtir praia, sem programação nenhuma, na hora que desse vontade. E foi uma ótima escolha. Intercalamos passeios com dias completamente à toa, que era exatamente nosso objetivo. 9º dia Enchemos nosso isopor de Coronas e fomos para a Praia de Mamitas, a uns dez minutos do apartamento onde ficamos. É uma das mais conhecidas de Playa del Carmen. Cheia de hotéis à beira-mar e clubes de praia. É um lugar muito legal e ponto de encontro de tudo que é tipo de gente: famílias com crianças, hippies, mulheres de top less, homens de sunga fio dental, todo mundo convivendo na boa, curtindo a praia. Como era o primeiro dia, demos uma caminhada de reconhecimento e nos ajeitamos em um lugar na areia. Apesar dos diversos estabelecimentos na praia, há uma faixa de areia livre, qualquer um pode chegar ali, colocar sua toalha ou canga e ser feliz! Basicamente, nosso dia se resumiu a intercalar chimarrões com banhos de mar, e a partir de um certo momento, intercalar cervejinhas com banhos de mar. Lanchamos uns petiscos que levamos (Sabritas e amendoins). À noite, fomos conhecer a famosa 5ª avenida. É legal para passear, mas é uma rua cheia de lojas de grife caras, restaurantes das mais variadas cozinhas -caros- e até as lojas de artesanato são caras. Novamente jantamos no apartamento. 10º dia Pegamos um táxi do apartamento até o ponto de onde saem as vans em direção a Tulum, na Calle 2 Norte, entre as Avenidas 15 e 20. A van custou 40 pesos por pessoa, ela deixa na estrada e de lá dá uns dez minutos de caminhada até chegar em Akumal. Mal colocamos os pés na areia e fomos abordados por um homem que se apresentou como guia. Disse que Akumal atualmente é uma reserva protegida por leis, e que para mergulhar com as tartarugas é obrigatório estar acompanhado de guia e usar colete flutuante. Nos cobrou a bagatela, se estou bem lembrada, de 400 pesos por pessoa. Tínhamos lido diversas informações desencontradas na internet, algumas pessoas disseram ser obrigatório acompanhamento de guia enquanto outras relataram que fizeram tudo por conta própria. Mencionamos que gostaríamos de entrar no mar sozinhos, que já tínhamos nossas máscaras e snorkels, então ele mudou um pouco o discurso e disse que só era permitido entrar acompanhado de guias na área delimitadas por bóias, mas que para o lado direito da praia, após umas pedras, o acesso era livre. Bom, fomos para a tal parte livre, e… não era bem assim. A parte “pertence” a um resort e o segurança não queria de jeito nenhum a gente ficar ali “perturbando” seus ricos hóspedes. Discutimos, batemos pé, até que coloquei a canga e sentamos ali, aí o bonito se plantou atrás de nós e ficou nos vigiando. Fui para a água, puta da cara, enquanto os guris ficaram cuidando das nossas coisas. Dentro da água, a história foi bem diferente. Não demorou quase nada para dar de cara com uma bela arraia! Logo em seguida, a primeira tartaruga. Linda! Mais pessoas se aproximaram dela, saí de perto e logo encontrei outra. E isso se repetiu por algumas vezes. Sempre que mais alguém se aproximava, eu me afastava e não demorava para encontrar outra, para que ficássemos “a sós”. É simplesmente fantástico nadar junto com o bicho, no seu habitat natural, acompanhando seus movimentos. Ela sobe para respirar, depois mergulha de novo, se alimenta do capim que tem no fundo… e assim vai. É a coisa mais fofa! Bom, saí da água para deixar um deles ir mergulhar, e o nosso “guarda-costas” seguia lá! O Rodrigo foi para a água, e eu e o Rico desistimos de ficar ali com um vigia em cima de nós. Ele nos constrangeu até conseguir o que queria: pegamos nossas coisas e fomos para uma parte que não “pertencia” ao resort (coisa mais irritante um resort ou hotel possuir uma praia, lugar que sempre deveria ser público). Depois disso, aproveitamos o resto da manhã com mergulhos e sempre encontrando as tartarugas. Antes de ir embora, ainda fui perguntar em uma tenda que tem na entrada da praia como funcionavam os mergulhos com guia. A moça disse que não era obrigatório acompanhamento do guia, que na área demarcada era obrigatório somente o uso do colete (para proteção dos corais e das tartarugas), e que o serviço de guia “garantia que a pessoa veria tartarugas, porque os guias conhecem o lugar e sabem onde achá-las”. Enfim, como deu para ver, diversas informações desencontradas. Esse quiosque aluga todos os equipamentos para quem quer mergulhar por conta, e há inclusive lockers para alugar e deixar os pertences. Saímos de lá com um sentimento misto. Tivemos uma experiência maravilhosa com as tartarugas, mas por outro lado sentimos que eles tentam enrolar os turistas com esse papo de guia obrigatório. Sem contar o episódio do resort… Ficamos chateados porque é um lugar maravilhoso, que deve sim ter um controle de acesso para a sua preservação, mas de maneira organizada, com informações claras e operadores autorizados. Escrevendo este post, li algumas notícias de que Akumal esteve fechada para os mergulhos com tartarugas (no período logo após a nossa viagem), mas que já foi liberada novamente. Para quem está pretendo ir para lá, acho que vale a pena acompanhar a situação por aqui: http://www.ceakumal.org/ . Fizemos um lanche no Oxxo que tem junto à saída da praia e voltamos até a estrada para pegar uma van até o Cenote Azul. A van deixa na entrada do cenote, a entrada custa 80 pesos. O cara que nos vendeu as entradas disse que a gente não podia entrar com nosso isopor, mas que não havia problemas em deixar ali com ele. Que lugar lindo e agradável! Que cor da água incrível! Há desde uma parte funda, onde a galera pula de cima da pedra, até pontos bem rasinhos. As pedras no fundo, em diferentes profundidades, dão à água variados tons de azul e de verde. Sensacional! Tinha muitas famílias, grupos de amigos, pessoas com crianças, casais. Apesar de ter bastante gente, o lugar é muito tranquilo. Sensação de paz! Ficamos lá o resto da tarde. Na hora de ir embora, estávamos na estrada esperando a van e de repente encosta um busão com a placa indicando que estava indo até Cancun. Nos olhamos e… porque não. Entramos no ônibus. Era um pinga-pinga, mas nos deixou na esquina do nosso apartamento! Tentei descobrir algo mais sobre esse ônibus, tipo frequência e horários, mas não encontrei nada. A empresa era Rutas del Sol. No térreo do prédio onde estávamos, tinha uma loja de uma família argentina. Comemos umas empanadas bem gostosas, e ainda havia produtos para chimarrão (erva-mate, cuia e bomba). Fica a dica para algum gaúcho, argentino ou uruguaio que estiver por lá: Calle 34 Norte esquina com Avenida 40. 11º dia Para economizar, tínhamos comprado um protetor solar vagabundo, mas… ele não deu conta, então estávamos bem vermelhos e ardidos. Resolvemos ficar em um beach club, para poder ficar sob um guarda-sol (e a economia foi por água abaixo... hehehe). Escolhemos o Mamita’s Beach Club, um ombrelone com três espreguiçadeiras por 100 pesos em consumo por pessoa. Um detalhe importante é que eles não permitem que as pessoas levem bebidas ou alimentos de fora, então nesse dia deixamos nosso isopor em casa. Consumimos umas cervejas e uns petiscos lá, porque tínhamos que gastar esse valor, mas fora isso tem uma loja da Oxxo bem pertinho e dá para ir lá lanchar ou bebericar algo. O dia foi completamente à toa, aproveitando aquela praia maravilhosa. 12º dia Mais um dia de praia e sem grandes acontecimentos. Pela manhã ficamos em um lado um pouco mais afastado da Praia de Mamitas, mas estava um pouco ventoso. Depois de almoçar em uma hamburgueria (Hamburgueria Brontos, um hambúrguer + um suco saiu 60 pesos), voltamos para o apê para tirar um cochilinho básico. Saímos para conhecer mais um pedaço da 5ª Avenida. Lojas e restaurantes bodosos, enfim, não é a nossa. À noite fomos ao Walmart. Aqui é o lugar para comprar souvenirs e bugigangas em geral em Playa del Carmen! A grande maioria dos souvenirs que tem à venda nas lojas da 5ª Avenida tem aqui por metade ou até um terço do preço! Tem tudo o que se pode pensar em comprar para levar de lembranças: ímas, bolsas de praia, camisetas, chaveiros, canetas, garrafinhas de tequila etc. Bugigangas variadas para aproveitar a praia também tem: bóias, máscara e snorkel, cadeira, guarda-sol, até colete salva-vidas. Todas as compras de souvenirs que queríamos, fizemos nesse dia. 13º dia Queríamos ir a um lugar não tão turístico dos arredores e pedimos uma dica para o Edgar (proprietário do apê), ele nos indicou XCacel. Pegamos um táxi até o ponto das vans (30 pesos) e depois uma van até lá (45 pesos por pessoa). É um lugar bem interessante porque combina praia (Xcacel) com cenote (Xcacelito). Dá para tomar banho de mar, caminhar poucos minutos e mergulhar no cenote. É uma área protegida e para entrar é necessário pagar uma contribuição. O valor sugerido é de 20 pesos. Como qualquer praia da Riviera Maya, essa não decepcionou: é linda! É completamente roots, não tem estrutura nenhuma de quiosques, vendedores, resorts infernizando a vida alheia ou coisas do tipo. Possivelmente por isso, a praia estava bem vazia. As poucas pessoas por ali ficavam a muitos metros de distância umas das outras. Porém, o vento nesse dia estava muito forte e o mar bastante agitado. A ventania estava tão desagradável que resolvemos juntar folhas e pedaços de pau e construir um abrigo . Foi engraçado! Ficamos amontoados na nossa “casinha”, tomando chimarrão e curtindo o visual da praia. As poucas pessoas que se animavam a entrar no mar saíam em poucos minutos, porque ele estava muito forte e com repuxo. Nós não encaramos. Depois de um tempo, resolvemos ir para o cenote. Mas, se a praia estava ruim, o que todas as pessoas que estavam em Xcacel pensaram? Exato. Que no cenote estaria melhor. O cenote é bem pequeno, está mais para um olho de água. E tinha um número de pessoas maior do que as que estavam espalhadas por toda a extensão da praia. Como o Edgar havia falado, é um local onde os moradores dos arredores vão para passar o dia, especialmente nos fins de semana. Estivemos lá em um sábado, então acredito que durante a semana seja melhor de conhecer. Bom, o número de pessoas dentro da água levantou bastante areia e sedimentos do fundo, e a água não estava tão límpida como nos outros cenotes. Nos banhamos um pouco e decidimos voltar para Playa Del Carmen. Descemos no ponto final das vans e fomos conhecer o Portal Maya. Depois, ficamos na praia por ali mesmo. Havia uns barcos na areia, sentamos à sombra, comemos os sanduíches que tínhamos levado e tiramos até um cochilo. Caminhamos pela beira do mar até Mamitas, que estava bombando! Cheia mesmo, espaços na areia estavam disputados. Como em Xcacel, o mar também estava bastante agitado e os banhos foram curtos. Já era final de tarde e fomos embora. À noite, compramos uns produtos típicos no supermercado e fizemos uma janta mexicana. Guacamole, tortillas, quesadillas, frijoles… Nós três adoramos cozinhar, e curtimos muito comprar os ingredientes locais e fazer tudo! No fim das contas, não saímos para jantar nenhum dia em PDC, todo dia rolava uma janta deliciosa feita por um de nós! 14º dia Último dia das férias! Contamos nossos pesos restantes e havia o suficiente para ficar novamente no Mamita’s Beach Club. Passamos o dia lá, de boas, entre banhos de sol, de mar, descanso à sombra, cervezitas, nachos… Enfim, um dia no esquema-patrão! Fomos presenteados pelo melhor mar das férias todas: a água estava calma e a temperatura, perfeita. Tomamos longos banhos. Chegamos tão cedo que o caixa do Beach Club ainda não estava aberto (para pagar pelas espreguiçadeiras), e ficamos até o sol começar a se pôr. Não queríamos ir embora… Mas… voltamos ao apê, arrumamos nossas bagagens e fizemos nossa última janta. Ligamos para um taxista indicado pelo Edgar, combinamos para ele nos levar ao aeroporto de Cancún no dia seguinte. Nos cobrou 600 pesos. Existem ônibus da ADO que fazem esse trajeto, mas entre três pessoas a diferença fica tão pequena que não compensa. 15º dia O José estava nos esperando no horário combinado, e lá fomos nós até o aeroporto. Figura simpática, foi conversando o caminho todo. E assim, pegamos nosso voo de retorno ao Brasil. Foi uma viagem incrível! Os mexicanos são uns queridos! A comida é deliciosa! As praias... (suspiro) são paradisíacas! Sem contar o patrimônio histórico-cultural, riquíssimo. Destino para encantar diversos perfis (e bolsos) de viajantes. Deixo aqui o vídeo que resume a trip: Quem quiser ler em mais detalhes e ver mais fotos, está no meu blog: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/category/americas/mexico/ . Se alguém tiver alguma dúvida, pergunta lá ou aqui, fico muito feliz em ajudar! Abraços a todos e ótimas viagens!
  9. Destinos da América Central, Caribe e México Cuba - Cayo Santa Maria - Cienfuegos - Havana - Remedios - Santa Clara - Santiago de Cuba - Trinidad - Varadero México - Cancún - Chiapas - Chichén Itzá - Cidade do México - Cozumel - Oaxaca - Playa del Carmen - Puebla - Mérida - Nevado de Toluca - Tulum - Riviera Maya - Xcaret
  10. tqueel

    Cancun Sozinha

    Pessoal agora em agosto viajei para Cancun sozinha, minha primeira viagem. Foi incrivel, lugar maravilhoso, fiz muitos amigos, precisando de dicas eh só mandar!!! Complementando o post, eu era mochileira de primeira viagem, segue abaixo relatos de gastos: Então eu gastei 5 mil, pq paguei MUITO cara a passagem, pois nela não consegui comprar com antecedência e por medo fiz por agência, desses gastos R$2.500,00 foram de passagem, a única coisa que me arrependo, se fosse hoje eu teria comprado por conta a passagem também, comprei o seguro viagem que ficou em uns R$200,00, então R$2.700,00 foram gastos extras, de passeios deixei um para cada dia, esses são mais caros, pois todos cobrados em dólar. Fiquei em hostel gastei apenas R$300,00 os 9 dias, até pq como nos passeios ficamos o dia todo fora não compensa pagar o resort (ao meu ver), não fiquei na zona hoteleira, mas o acesso do centro foi super fácil e a cidade não para, quando fui para coco bongo e señor frogs voltei de ônibus e de madrugada. No total ficou até o que expliquei R$3.000,00. Os outros R$2.000,00 foram divididos entre passeio, lembrancinhas e alimentação que comprávamos no mercado mesmo, cervejas. Será q agora expliquei bem?! Desculpa! Passeios que não faria mais, nadar com os golfinhos, a foto custava acho que mais de $50,00 MUITO CARO e não permitem entrar com câmera!!!! Foi no Xel Ha, alimentação vale a pena, o restante não gostei. Amei o cenote, passeio que mais vale a pena!!!!!!!!! Fui para Isla de las Mujeres por conta, vale a pena, praias maravilhosas!!!!!! Como estava sozinha fiz quase todos os passeios pela agência tio nenê (exceto Isla de las Mujeres), ele é super atencioso e chorando um pouco vc ganha coisas a mais nos passeios e brindes, rsrsrs Inclusive transfer, amei ele!!!
  11. dmuller

    Cancún

    Não deixe de conhecer as ruinas maias de Chichen Itzá e Tulum. Chichen Itzá é a maior delas e fica no interior, a mais ou menos 2:30 de Cancun de onibus (sempre vá de onibus pela rodoviária, nunca aceite os pacotes, que tem preços exorbitantes). Acho que o mais impressionante é a piramide Kukulkan. Ela esta praticamente intacta e pros matematicos de plantão é uma delicia saber isso: 2 vezes por ano, mais precisamente nos equinócios (quando a Terra está perfeitamente alinhada com o Sol e o dia e a noite tem exatamente 12 horas), que são nos dias 21 de março e 23 de setembro, o jogo de luzes dos raios solares formam o desenho de um dragão na piramide. É sensacional!!!! Já Tulum é um lugar de uma beleza incrivel. Aquele mar azul esverdeado do Caribe com as ruinas ao lado. Tulum fica ao sul de Cancun, depois de Playa del Carmen. O passeio a Tulum é bem rapido, já que as ruinas não são grandes. Recomendo fazer o parque Xel-Ha no mesmo dia, já que são um do lado do outro!!! Qualquer duvida, perguntem, escrevam!
  12. brunasscarvalho

    Roteiro - 15 dias no México - Preciso de Ajuda!!!

    Bom dia!!! Vou passar 15 dias no México, no mês de março e tô muito na dúvida de onde ir e quanto tempo passar... Gostaria muuuuuito de ajuda! Salientando que meu perfil de viagem é econômico (mas não cheguei ainda ao ponto de pegar carona... aluguel de carro pra mim não é viável) e não sou das baladas. Nesses 15 dias já estão excluídos os dias de ida e volta para o Brasil. Pretendo fazer todos os roteiros possíveis entre as cidades de ônibus e a noite para economizar dinheiro e tempo (tenho costume de fazer isso em meus mochilões). Exceto o último trecho que leva 24 horas e eu não sei ainda como fazer. Já estou de olho nas low costs mexicanas, mas aceito dicas nesse sentido também. Dia 1 Cidade do México Dia 2 Cidade do México Dia 3 Cidade do México Dia 4 Cidade do México Dia 5 Acapulco Dia 6 Acapulco Dia 7 Puebla Dia 8 Puebla Dia 9 Oaxaca Dia 10 Oaxaca Dia 11 San Cristobal de las Casas Dia 12 San Cristobal de las Casas Dia 13 Tulum ou Playa del Carmen Dia 14 Tulum ou Playa del Carmen Dia 15 Tulum ou Playa del Carmen Não sei se escolho Tulum ou Playa del Carmen como base. Cancun está fora de cogitação e outros lugares mais distantes também. Não encontrei hostel em Acapulco. Alguém sabe de algum? Ou tem sugestão de Airbnb confiável e bem localizado? Desde já, muito obrigada!!!
  13. yancesar

    comprar pesos colombianos e mexicanos (sp)

    olá vou fazer uma viagem pela América latina e preciso muito comprar pesos colombianos e mexicano a um preço acessível. mesmo que em pouca quantidade eu me interesso
  14. JUJU CARIOCA

    Cidade do México

    Eu ficaria três dias na Cidade do México, assim divididos: 1 - Museu Antropológico; 2 - Pirâmide Teotihuacan; 3 - Museu Frida e Zócalo (com visita ao Palácio Nacional, onde há os murais de Rivera) Partiria para Cancun de avião. Do aeroporto, pegaria um ônibus para Cidade del Carmen, mais bonita e mais perto dos monumentos a serem visitados. Abraços, Juju
  15. Dalessa Carmona

    Playa Del Carmen

    Holaaa!!! Agora siiim!!! Fui para Playa e posso dizer que a viagem foi absolutamente incriveeeel. Playa é uma mistura de cultura, com lindas paisagens, com diversão, pessoas de todo o mundo...exatamente o que eu queria!!! Voltei praticamente com a metade da grana que levei, o dinheiro lá rende que é uma maravilha...passei muito bem, comendo, bebendo, saindo, conhecendo... Fiz meu roteiro, meu orçamento de viagem, fiquei em hostel, fui sozinha e não podia ter tomado decisão melhoooooooor....não tenho dúvidas... Claro, de cada dia tenho histórias pra contar hahaha tenho contato com muitos que conheci e em setembro vou para Buenos Aires rever algumas das pessoas mais incriveis que conheci... Sinceramente, não voltaria a Cancun, não é um destino que me agrada!!! Isso depende de cada um, fiquei pouquissimo tempo e prefiro o estilo praia de playa del carmen, onde eu passeava as vezes sozinha, ou voltava sozinha da balada altas horas sem problema nenhum...uma segurança até antes desconhecida para mim, morando na cidade de são paulo =/ Estou a disposição para qualquer dúvida relacionada a playa...como fiquei muito bem por lá, não fui viajar para lugares muito distantes....fiz TULUM (mais de uma vez rs), AKUMAL Y LAGUNA (uma praia maravilhosa onde se pode nadar com as tartarugas), CHICHEN ITZÁ, XCARET, ISLA COZUMEL, ISLA MUJERES, CENOTE DOS OJOS ............ e muito maaaais hahahha bjooooos
  16. CIDADE DO MÉXICO E ARREDORES Vôo cansativo, nove horas (sem contar o trecho Rio x Guarulhos e o tempo infernal de conexão). Cheguei na Cidade do México às 7:00 pelo horário local. Ainda que gastando um pouquinho mais, já havia reservado o hotel com a diária a partir do dia anterior para evitar ter que esperar até 14:00 para o check in, o que foi muito bom porque eu precisava dormir e ainda por cima, chovia. Quando acordei, já estava disposta para perambular a pé e tentar pegar o clima da cidade e até a chuva já tinha dado uma trégua. A partir do hotel no bairro Juarez, peguei a badalada Avenida Paseo de La Reforma no sentido do Museu de Antropologia. Já pela Avenida você sente que a cidade está anos-luz à frente do Rio de Janeiro no quesito policiamento. Bem, eu viajei sozinha, andei muito sozinha, com uma câmera profissional relativamente cara e não me senti insegura um só minuto, apesar de todas as mil recomendações recebidas com relação ao perigo. Cheguei à conclusão que os cariocas estão realmente jogados às traças e ao descaso da administração pública. Essa área da cidade é muito moderna, prédios gigantes, embaixadas, grandes empresas, bolsa de valores, shopping centers, similar à Avenida das Américas, porém mais organizada e mais amigável, com jardins (e pessoas sentadas nos bancos sim!!!), muitos cafés, exposições ao ar livre, bicicletas nas ciclovias. Aos domingos, o trânsito é fechado aos carros e vira uma enorme área de lazer, que comporta inclusive competições, como um Aterro do Flamengo. Refiz meu roteiro de forma a passar para os primeiros dias, os pontos turísticos fechados,já que a chuva e o frio incomodaram um pouquinho. E o recomendadíssimo Museu de Antropologia sugou toda minha tarde, com seu grande pátio retangular, cercado em três lados por dois andares de exposições. O andar térreo reserva as exposições relacionadas ao México pré-hispânico, enquanto acima, as salas estão reservadas aos descendentes indígenas. Tudo é muito organizado. Passar pelas salas correndo seria um desperdício. É nesse museu, que está exposta a Pedra do Sol, também conhecida como Calendário Asteca, encontrado em 1970 nas escavações arqueológicas do Templo Mayor. De deixar o queixo caído!!! Na Cidade do México, usei muito o serviço do Turibus, que é um ônibus panorâmico de turismo, onde você pode descer em qualquer ponto, retornando posteriormente, além da possibilidade de usar os quatro circuitos. O negócio funciona relativamente bem por um preço bem barato (140 pesos, aproximadamente 33 reais), mais barato que taxi e mais confortável que o metrô. Claro que o ápice desse circuito foi a chegada ao Museu Frida Kahlo, a casa azul onde a majestosa pintora nasceu e cresceu, onde viveu com o Rivera e onde repousa suas cinzas (em uma urna, sobre a penteadeira no quarto superior). Mas vamos falar sobre Coyoacán, que na língua nativa mexicana náuatle significa "lugar de coiotes", bairro que mantém sua identidade tranquila, com ruas estreitas da era colonial, cafés e bares aconchegantes. Porém no Jardim Centenário, assim como na Praça Hidalgo, sendo domingo, há um fervilhão de pessoas curtindo os músicos, mímicos e artesãos e a visita fica mais interessante ainda. Da praça até a Casa Azul são seis quadras, passando pelo Mercado, mas antes de seguir vale uma parada na Igreja de San Juan Batista. Eu acredito que se o dia estivesse ensolarado eu teria mais interesse em passsar pelos demais pontos do Turibus, principalmente para ver de pertos os mosaicos de Juan O'Gorman que cobrem as paredes dos dez andares da Biblioteca Central, mas confesso que nesse dia fiquei no modo turista superficial, dominada pelo péssimo humor dos dias nublados. Na segunda-feira, pelo hotel, consegui o contato de uma agência de turismo e resolvi fazer as Pirâmides de Teotihuacan. Seria fácil ir por conta própria, mas cheguei à conclusão que um tour facilitaria a questão de conhecer a história através de um guia, além de conhecer pessoas e me misturar um pouco mais. A parte ruim foi que a Monopolis leva à sério os acordos firmados com os comerciantes locais e exagera no tempo destinado às compras e consequentemente reduz o que interessa. Nesse tour, o tempo gasto na loja caríssima próxima às Pirâmides, poderia ter sido utilizado na Basílica que foi insuficiente. O mesmo aconteceu no tour à Taxco com as lojas de prata, cujo tempo poderia ter sido utilizado para percorrer as lindas ruas do vilarejo e eu praticamente "briguei" com o guia para não entrar na segunda loja. Mas vamos ao que interessa... O complexo das Pirâmides de Teotihuacan já foi a maior cidade da mesoamérica e está distante da Cidade do México em 50 Km. É a maior cidade antiga do país e a capital do que foi provavelmente o maior império pré-hispânico do México. A única coisa muito incômoda são os vendedores ambulantes (me senti em Salvador, me desviando das fitinhas). O tempo abriu, o sol apareceu com o céu azul mais intenso que jamais havia visto. A cidade era dividida em quartos por duas grandes avenidas que se uniam perto de La Ciudadela, uma delas com um traçado norte-sul, é a famosa Calzada de los Muertos, chamada assim porque os astecas acreditavam que as imensas construções que a ladeavam eram tumbas enormes, construídas por gigantes para os primeiros governantes de Teotihuacan (do século 1 até o século 8, os astecas apareceram posteriomente). Embora a antiga cidade tomasse 20Km2 de território, a visitação está restrita aos 2km da Calzada com seus os principais monumentos: o Templo do Sol e o Templo da Lua em cada extremidade. Pirâmide do Sol - é a terceira maior do mundo, perdendo para a de Queops no Egito e a de Cholula, também no México (mas essa só tem maior base, logo, no olho eu já a promovo à segunda maior, com 222 metros de base de cada lado e 70 metros de altura e 248 degraus. A crença dos astecas que a estrutura era dedicado ao Deus Sol foi confirmada em 1971 com a descoberta arqueológica de artefatos religiosos em um túnel subterrâneo de 10 metros que vai do lado oeste até uma caverna bem no centro da pirâmide. Acredita-se que a parte frontal era pintada de vermelho, tornando a visão com o pôr do sol pra lá de radiante. Pirâmide da Lua - aparentemente tem a mesma altura da Pirâmide do Sol, mas foi na verdade construída em uma parte mais alta do terreno. Foi concluída posteriormente, por volta do século 300. A Plaza de la Luna, bem em frente é espetacular, tem doze plataformas de templos, que totaliza treze com a própria pirâmide, o que os arqueólogos entendem ter a ver com o calendário mesoamérico. Parada para o almoço e meu primeiro contato direto com a comida mexicana. Não vou me prolongar no assunto: meu problema não foi a pimenta, mas sim o milho. Toda massa tem milho: tortilhas, tacos, nachos, quesadilhas. Uma tortura. O frango é anêmico. Não rola um bifão e as famosas sopas são ralas. Tive sorte apenas em um restaurante com um frango com molho de pimentões em Taxco e em Puebla com o "mole". Provavelmente vou ficar um bom tempo sem comer no Subway porque extrapolei meu limite de sandubas por uma vida. No fim da tarde fizemos a visita rápida à antiga e nova catedral de Guadalupe. A antiga está nitidamente cedendo e tombando, internamente dá para sentir uma ligeira ladeira e a nova, de 1970 é espetacularmente linda por dentro, o que surpreende por seu exterior simplório. A Virgem de Guadalupe foi declararada oficialmente a padroeira do México em 1937 e sua imagem está por todos os cantos. Como todas as grandes cidades de países colonizados pela Espanha o Centro da Cidade do México reserva uma grande praça, lá chamada de Zócalo, construída sobre o que, alguma vez, foi o epicentro de Tenochtitlan (capital da civilização asteca). É uma das maiores do mundo, foi testemunho de importantes eventos políticos, cívicos e culturais do país no últimos 700 anos. Debaixo da praça, na estação do metrô, é possível ver maquetes e fotografias da região através dos séculos. Ao redor, a Catedral que levou 200 anos para ser construída o Palácio Nacional, onde os murais fantásticos de Diego Rivera, chamado “México através dos tempos”, pintado entre 1929 e 1951, deixou meu queixo simplesmente no chão!! Há pouco tempo, descobri que há possibilidade de vislumbrar o Zócalo do alto do campanário da catedral, mas não fiz. Vacilona, não estudei o destino como deveria. E enfim, chegamos ao Templo Mayor, que foi um dos principais templos dos astecas na sua capital Tenochtilan, atual Cidade do México. O templo era dedicado a dois deuses simultaneamente: Huitzilopochtli, o deus da guerra e Tlaloc, deus da chuva e da agricultura, cada um deles com um santuário no topo da pirâmide e cada um destes com a sua própria escadaria. Medindo aproximadamente 100 por 80 metros na base, o templo dominava um Recinto Sagrado. A construção do primeiro templo teve início algum tempo depois de 1325, tendo sido reconstruído posteriormente por seis vezes. O templo foi destruído pelos espanhóis em 1521 e ruínas foram tombads pela Unesco em 1987. Os objetos encontrados nas escavações atualmente fazem parte do acervo do Museu do Templo Maior, que merece algumas horas de atenção. O acervo ainda contempla a medalha recebida pela guatemalteca Rigoberta Menchu pelo Nobel da Paz de 1992, pela sua campanha pelos direitos humanos a favor dos povos indígenas, doada pela própria ao México, onde esteve exilada por anos. E então eu tive que voltar ao Centro em um outro dia para fazer os demais pontos turísticos dessa vez começando pela Alameda Central que é um grande parque com muitas árvores, fontes e bancos e que tem em uma de suas extremidades o Museu Mural Diego Rivera, que foi construído em 1987 com o objetivo de guardar o grande mural “Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central”, que originalmente estava no restaurante do Hotel del Prado até que este sofreu danos em um terremoto (mas o mural nada sofreu). No dia, o museu não mantinha nenhuma outra exposição, mas só o mural vale a visita e um senhor chamado Arturo me contou toda a história do mural e ainda me levou ao subsolo para ver fotografias de como um estacionamento se tornou o museu e como o mural foi transportado. Diego Rivera, mais um vez me encantou. O mural, de 65 metros quadrados, conta a história do México em ordem cronológica: com a conquista pelos Espanhóis, o massacre dos infiéis com o domínio da Igreja Católica, a manifestação dos direitos da mulher. Trata-se também de uma das mais polémicas obras do pintor, graças à inscrição da frase "Deus não existe", situação que remeteu o mural para a censura, ficando nove anos sem ser exposta. Apenas em 1956 o mural voltaria a ser exibido livremente, depois de Rivera ter substituído a controversa frase por uma outra inscrição. E é nessa obra que a Catrina, o mais famoso personagem folclórico do México foi imortalizado, mas isso é papo para mais tarde. Cheguei cedo e o museu estava fechado, então aproveitei para ir em La Ciudadela (umas quatro quadras da Alameda), um local que centraliza a venda de artesanatos, onde fui comprar os crânios coloridos, que deixei de comprar em Oaxaca pela metade do preço, porque fiquei com medo de quebrar na agitação entre uma cidade e outra. Na outra extremidade da Alameda Central está o fantástico Palácio das Artes. Dez minutos depois que entrei, começou uma visita guiada gratuita. Eu sou sortuda???? Mais ou menos.... Eu acho que foi para compensar a falta de sorte com o cancelamento da apresentação do Ballet Folclórico exatamente no dia em que eu estava na cidade. Na verdade, só descobri a visita guiada por conta da minha cara de decepção na bilheteria. No fim da visita, a funcionária que fica na função de informações estava do lado de fora com um cartão postal do Ballet para me presentear e o mais interessante ela estava estudando português com um professor paulistano. Atravessando a rua, contrastando com a arquitetura, encontra-se a Torre Latino Americana, o primeiro arranha-céus da cidade, construído entre 1949 e 1953 com 43 andares. Na cobertura há um mirante interessante com visão 360 graus da cidade abaixo, incluindo a Calle Francisco Madero, onde fica a Casa dos Azulejos (prédio que vale pela arquitetura, não pelo café) que corta o centro da torre até o Zócalo e foi essa que atravessei mais uma vez para então visitar os murais de Orozco e Siqueiros no antigo Colégio de Santo Idelfonso. Imperdíveis. E a vida noturna? Não sei dizer como é!!! Eu tinha três programas no roteiro: o ballet, a luta livre e os mariachis na Plaza Garibaldi. Os dois primeiros tive um desencontro de agenda e o terceiro optei por não ir porque estava sozinha e sempre que chegava cansada no hotel, depois de andar como um camelo por todo dia, a preguiça me vencia. Castelo de Chapultepec - Trata-se de um palácio, localizado no alto da colina de Chapultepec, no centro do Bosque de Chapultepec, onde está localizado o Jardim Botânico, Zoológico. É uma área gigantesca e andei por toda a manhã e posso garantir que não conheci tudo. Construído na época do Vice-Reino da Nova Espanha como casa de verão e depois foram-lhe dados diversos usos, desde armazém de pólvora até academia militar, em 1841. Museu Soumaya - Inaugurado em 2011 pelo seu fundador, o empresário Carlos Slim, o museu abriga uma das mais importantes coleções particulares de arte e conta com a maior coleção de Rodin fora de território francês, também há obras de Pietro Bazzanti e Camille Claudel. A arquitetura é só para abrir o apetite. São seis andares, divididos em seis grandes salas. Há obras de Diego Rivera, Rufino Tamayo, José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e Dr. Atl, Georges Braque, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Joan Miró; Jean-Frédéric Maximilien de Waldeck e Mónico Guzmán Álvarez, assim como peças de cerámica, concha e piedra de arte mesoamericano procedentes de Colima, Guanajuato, Jalisco e Nayarit. O mais interessante é que a inauguração teve a participação de Gabriel Garcia Marquez, o nosso Gabo. Xoximilco - fica distante uns 20Km do centro e é conhecido como "Veneza Mexicana", pois seus canais abrigam barcos coloridos, chamados "trajineras", que levam os turistas para cima e para baixo, ao som de mariachis e marimbas (pagos à parte). Eu, particularmente não gostei, achei enfadonho, os canais fedem e é muito "turistão". Talvez no fim de semana seja um pouco mais animado e interessante. Mas eu não indico. Para ajudar, no retorno, pegamos o famoso engarrafamento fenomenal da Cidade do México. PUEBLA E OAXACA E no fim, pelo comodismo, optei por ir para Oaxacana partir de Puebla, onde cheguei por um tour, onde conheci um casal de espanhóis de Salamanca e batemos perna pelas ruas. Paramos para almoçar em um local bem interessante, La casa de los muñecos, onde experimetamos a deliciosa cerveja pueblana e o famoso frango com "mole", o molho estranho com chocolate. Acho que foi o que de mais diferente comi em todo México e que curiosamente gostei. No fim do tour, me deixaram na rodoviária para continuar para Oaxaca, em uma distância de aproximadamente quatro horas em ônibus relativamente confortável, treinando o espanhol com um filme na TV. Da Estação de Oaxaca até o Centro histórico foram dez minutos, onde ficava meu hotel, brilhantemente escolhido, colado ao Zócalo, onde não parecia estar muito seguro, pois alguns acampamentos de manifestantes ocupavam os arcos dos prédios centrais, mas no fim nada aconteceu. Foi uma das cidades que mais gostei, é o reduto indígena do país e o melhor local com relação aos artesanatos (fui idiota em levar uma mala pequena). No primeiro dia, pela manhã fui ao Monte Alban, a antiga capital zapoteca, um sítio arquelógico 400 metros acima a cidade. Na entrada, há um museu bastante interessante com toda a explicação sobre a primeira civilização a utilizar a escrita. As esculturas dos "dançantes" me deixou encantada, assim como a representação das mulheres em trabalho de parto. De lá fomos a uma comunidade e casa de um escultor para a comum venda casada de artesanatos, mas acabou que foi bem legal e até me rendi a comprar um sapo. Almoçamos em um racho e o dono estava com uma camisa do Brasil!!! Seguimos na parte da tarde para o Templo Cuilapam Guerrero, também conhecido como Convento de St. James, uma obra majestosa iniciada em 1559 e nunca foi concluída. Foi planejado para atrair tantos povos indígenas que se converteu ao catolicismo, as dimensões gigantescas que exibe sugerem que tendo terminado pode ter sido o monumento melhores e mais bonitas da América colonial espanhola. Neste local foi baleado general Vicente Guerrero um 14 de fevereiro de 1831, um dos independentistas mexicanos. Quando cheguei no hotel, tinham cinco mil mensagens no celular por conta das notícias que estavam chegando no Brasil sobre Patrícia, um mega furacão que havia passado pelo litoral mexicano que provocou muita destruição e eu completamente alienada no meu torpor de férias históricas. Ainda bem que eu havia escolhido estar longe das praias. No segundo dia, parte do pessoal do dia anterior estava no meu tour e ainda fiquei treinando meu inglês ruim com um americano no hall do hotel que inclusive me chamou para jantar, seguimos para Teochillan del Valle, pueblo com tradição nos tapetes cuja lá é colorida com plantas e outros colorantes naturais (poupei meu bolso, porque estavam fora do meu orçamento) e paramos nas bodegas de mezcal e tequila. Lá eu com a gengiva dormente com as provinhas!!! Na parte da tarde fomos ao Sítio de Mitla, com sua arquitetura espetacular, formada de mosaicos e depois fomos para Hierve el Agua, uma formação rochosa que parece uma cachoeira de pedras. Nesse caso, as fotos valem mais que mil palavras. Últmo dia: photostreet!!!! Tirei o dia inteiro andando pelas ruas, entrando nos mercados, visitando as igrejas e museus. Chorei na emocionante missa da catedral. Acabei com minha sapatilha. Me rendi às batas bordadas. Assisti a uma manifestação de feministas. Tomei café em várias paradas. Almocei no restaurante sobre os arcos da praça e fiquei vendo a vida oaxacana passar. No fim da tarde, tomei meu rumo para rodovária para seguir rumo à região de Chiapas, ainda mais ao sul, para a cidade de San Cristobal de las Casas, 13 horas de viagem. CHIAPAS Eu queria ir ao sítio arqueológico de Palenque e fiz a escolha incorreta, não que San Cristobal de las Casas não tenha sido legal, mas é que eu poderia ter seguido direto para Palenque (seriam 3 horas a mais), continuado para Mérida (seriam 7 horas a mais na noite do dia seguinte) e o famoso sítio Chichén Itzá, e então teria voltado de Merida para CDMX de avião, assim como fiz ao voltar de Tuxtla. Teria aproveitado mais porque não vi nada de interessante em Agua Azul (que estava barrenta) e Misol Ha (parece que só estão lindas em uma parte do ano) e o tal Canion do Sumidero também não, só demonstrou que as garrafas pet são as grandes vilãs do meio ambiente. Esses dois passeios mais o dia chuvoso de San Cristobal seria o suficiente para ir mais ao sul. Na manhã de chegada, com a chuva, optei por ir para o hotel, único ruim de toda a viagem, mas bem localizado, levantei um pouco antes do almoço, ainda chuviscava mas ainda assim saí para comer e para reservar os passeios dos dias seguintes, a cidade é minúscula e em dez minutos dá para cruzar a Praça 31 de maio até o Cerro de Guadalupe pela movimentada Calle Real Guadalupe, somente de pedestres. A minha sorte é que nesse período estava acontecendo o Festival Cervantino, com apresentações de escolas de ballet, música, um show de tango e crianças apresentando Don Quioxote. E então vou me ater a falar de Paleque, que realmente foi o ápice da viagem ao sul do México. De San Cristobal até o sítio arqueológico é uma longa viagem, partindo às cinco da manhã, o que possibilita ver o sol nascer entre as montanhas e florestas, com aquela neblina suspensa. Se tivéssemos seguido à Palenque direto teria sido mais produtivo, pois já chegamos no fim da tarde, pois paramos nas tais cachoeiras sem graça. Jóia da arqueologia no México, Palenque é o mais importante conjunto de ruínas maias da América Central. Sob o comando de K’inich Janaab’ Pakal – Pacal, o Grande – seu governante mais importante, que assumiu o poder no ano de 603, Palenque viveu o auge da construções de edifícios inovadores. Um dos projetos mais impresssionates foi o hoje chamada de Palácio, com paredes e teto cobertos de argamassa feita com conchas moídas e cal, moldadas com figuras que representam as cerimônias e atividades dos governantes e dos deuses. O Templo das Inscrições, a imensa pirâmide que domina a praça central , também conta o dia-a-dia de quem governava os maias da cidadela. Sua importância não para aí. O edifício é um dos mais estudados do mundo maia, não apenas por ter uma função crucial – servir de monumento funerário para o rei Pacal – mas também por ter as incrições mais detalhadas e importantes já encontradas por quem pesquisa o mundo maia. Há, ainda, painéis esculturais dentro da tumba de Pacal. Ficamos duas horas por lá. Pouco, muito pouco!!! MEXICO CENTRAL - GUANAJUATO, MORELIA E PATZCUARO Para retornar do sul, optei por fazer por aéreo, porque meu tempo estava curto e eu ainda tinha Guanajuato e San Miguel do Allende antes de chegar à tradicional Festa dos mortos em Morelia e Patzcuaro. De San Cristobal de las Casas peguei um ônibus até Tuxtla de Guitierrez e de lá um vôo pela Aeroméxico para a capital, do aeroporto peguei um taxi para a rodoviária e seguindo o conselho da minha companheira fantástica de vôo, comprei minha passagem pela ETN e super confortavelmente cheguei à Guanajuato, a cidade mais fantástica do México! O centro histórico de Guanajuato possui um característico sabor europeu, com centenares de becos de pedras que sobem e descem a ladeira. As praças arborizadas estão cheias de cafés ao ar livre, museus, teatros, mercados e monumentos históricos. Os edifícios da cidade são um excelente exemplo da arquitetura colonial de estilo neoclássico e barroco. Uma rede de túneis subterrâneos corre debaixo da cidade para ajudar a controlar o fluxo do tráfego. Conhecida como o berço da Independência do México, esta cidade é uma importante parada ao longo da Rota da Independência, que também passa pela Dolores Hidalgo e San Miguel de Allende. Percorre a Alhóndiga de Granaditas, um edifício e monumento histórico localizado no centro da cidade, e o lugar onde aconteceu a primeira grande vitória sobre os espanhóis em 1810. É uma cidade de lendas e lugares lendários. Um dos mais conhecidos é o famoso "Callejón del Beso" (Beco do Beijo), um lugar muito estreito onde os casais podem se beijar desde varandas opostas. Não podemos deixar de participar de uma "callejoneada", ou serenata a pé, dirigida por músicos estudantes que, acompanhados por violões, oferecem serenata aos presentes e contam histórias locais. Anualmente, a cidade alberga o Festival Internacional Cervantino (eu cheguei com uma semana de traso), um evento de artes cênicas nomeado em honra a Miguel de Cervantes Saavedra, autor de Dom Quixote de la Mancha. Há menção a Cervantes em cada esquina, com muitos monumentos e um museu fantástico!!! A cidade abriga também a a casa do famoso muralista Diego Rivera, nascido neste mesmo estado, que foi convertida num excelente museu. Gostei tanto da cidade que abri mão de San Miguel do Allende para ficar dois dias por lá. e Guanajuato até Morélia é bem rápido, acho que três horas, não lembro bem. Cheguei no final da tarde, coloquei as malas no hotel e já fui dar uma volta na praça central e o clima Noche de los muertos já pairava no ar, com as crianças fantasiadas, lindas mulheres vestidas de Catrina, decoração fantástica, velas, "oferendas" e a flor típica em todos os lugares, chamada de la cempasúchil, que eu já era apaixonada e chamamos aqui de cravo francês. E como funciona o Dia dos Mortos? Eu segui o rito turistão: fechei um tour com uma agência local, a Morelianas, e segui para visita aos cemitérios locais em Pátzcuaro e Tzintzuntzan e o mais tradicional de todos, na Isla de Janitzio . É muito interessante, como as pessoas encaram a "comemoração". Que na verdade é uma celebração da vida, a saudade dos que já foram, para que sejam relembrados e não renegados à terra dos esquecidos. A festa está dividida em duas etapas, entre o 31 de outubro e 1º de novembro, os mexicanos celebram as almas que morreram quando crianças, no Día de los Angelitos. Já o dia seguinte é dedicado a quem foi para o outro mundo durante a vida adulta. É uma festa linda de se ver. De origem indígena, o Dia de Finados mexicano comemora as vidas dos ancestrais, que nessa época voltam do outro mundo para visitar os vivos. Os povos indígenas tinham cerca de um mês inteiro dedicado aos mortos: o nono do calendário asteca, equivalente ao nosso agosto. Quando os espanhóis chegaram naquelas terras, se assustaram com esses costumes e logo trataram de cristianizar a festa, que teve a data alterada para coincidir com o Dia de Finados católico. As famílias preparam verdadeiros banquetes, as pessoas se enfeitam e as crianças se divertem em suas visitas aos mortos, nos cemitérios! Cheguei ao hotel às cinco da manhã, realizadíssima por ter conseguido fazer a viagem que estava em meus planos há tanto tempo. Morelia é a capital do Estado mexicano de Michoacán e tem a mais linda arquitetura colonial dentre todas as cidades que conheci. A catedral começou a ser construída em 1660 e foi concluída em 1744 com a fachada em estilo barroco e interior neoclássico. É simplesmente fantástica, principalmente a iluminação noturna. A rua principal fica fechada aos domingos para lazer e no fim dela há um gigantesco aqueduto. Agora, o maior espetáculo da cidade é o Santuário de Guadalupe, com seu interior magnificamente decorado pelo artesão Joaquín Orta, cheio de adornos florais, coloridos em tons de rosa e lilás. Li em um guia que parece um templo hindu. É verdade. Havia comprado minha passagem de retorno à Cidade do México para a manhã do dia 03/11 e acidentalmente peguei um taxi na porta do hotel que descobri que havia sido chamado para outra pessoa. Conversando com o taxista, falei sobre o fato de não ter ido à Patzcuaro durante o dia e que tinha planejado os horários do dia e tal e seguimos para a rodoviária, chegando lá ele sugeriu que eu trocasse minha passagem e me cobrou 400 pesos (aproximadamente R$ 100,00) para me levar a Patzcuaro e rodar comigo pelas redondezas, ao sítio arquelógico e me "devolver" na rodoviária no fm da tarde. Consegui trocar e lá fomos nós. Coisas do destino. E assim, conheci Patzcuaro (e mais um muralista Juan O'Gorman), Quiroga e ainda consegui comprar as Catrinas por 1/4 do preço no pueblo dos artesãos que vendem para as grandes cidades. De volta à Cidade do México para um dia e meio de sol! Aproveitei a manhã no Castillo de Chapultepec e voltei ao Centro para fazer a visita guiada ao Palácio de Belas Artes (que para minha sorte também estava apresentando uma exposição fantástica de grandes fotógrafos), subir ao topo da Torre Latino Americana, andar a pé pelo Paseo Francisco Madero e passar a tarde toda nos murais de Siqueiros e Orozco no antigo Colégio Sao Idelfonso, hoje Museu de Arte e correndo as ruínas do Templo Mayor. Fechei o último dia com mais Rivera e uma corrida ao Museus Soumaya. HOSPEDAGEM: Cidade do México: Hotel del Principado - Atendimento espetacular, apesar da estrutura merecer uma boa reforma. Bem localizado, atrás do Shopping Reforma 222 e rua do Museu de Cera. Excelente custo x benefício. Oaxaca: Hotel Trebol - O melhor hotel de toda viagem pela localização, pelo conforto e atenção do staff. O preço para qualidade me surpreendeu, mas creio que foi uma promoção conseguida pelo Hoteis.com, uma vez que a tabela de preços da recepção estava o dobro. San Cristobal de las Casas: Hotel Casa Madero - Praticamente um pulgueiro bem localizado. Cama barulhenta, cheiro de mofo, chuveiro tipo splash que molhava até para fora da cortina. Mas foi tpo preço de hostel para um quarto privado. Então tá bom, né? Bolso agradeceu. Guanajuato: Hotel San Diego - De cara para o gol! Ao lado do Teatro Juarez. Quarto enorme, confortável. Chuveiro fantástico. Equipe insossa. Doeu no bolso, mas eu merecia depois do sufoco em San Cristobal. Morelia: Hotel Casino - Muito bem localizado, praticamente no quintal da Catedral. Quarto pequeno, mas longe do barulho do restaurante do térreo. Bom custo x benefício. RESTAURANTES: Não vão ser dicas brilhantes, porque eu nunca fui muito fã de comida mexicana e lá a coisa piorou. Oaxaca: El Asador Vasco - Fantástico!!! Ambiente legal, atendimento nota mil e um filé dos deuses. Sentei no varandão e fiquei lá vendo a vida passar. San Cristobal de las Casas: El Argentino - A melhor carne e salada que comi em toda minha vida! Melhor que na Argentina! Guanajuato: Casa Valadez - Tanto para o café da manhã quanto para o almoço é uma excelente opção! Morelia: Pulcinella - Fettucine al Alfredo. É isso! De resto, eu só posso dizer que Subway, Burger King e o meu preferido Crepes & Waffles foram a minha salvação!!!
  17. Onde, diabos, fica a Nicarágua? O que tu vai fazer, sozinho, em El Salvador? Guatemala é na África? Essas são reações habituais quando se fala em passar férias, mochilando, na América Central. Por que esses destinos? Tive a oportunidade de passar alguns dias, em 2013, na Nicarágua, desde então a vontade de conhecer mais desse pedaço da América me tocava. Um pequeno pedaço de terra, se comparado com a imensidão do Brasil, mas gigante em história e em acolhimento. Em setembro de 2016, em um daqueles dias que a ansiedade, vontade, ou sei lá o que - o desejo infinito de cair no mundo - falou muito forte comprei uma passagem Porto Alegre - Cidade do Panamá e Cancún - Porto Alegre (Copa Air - ida 01/02/2017 e retorno 01/04/2017). O que faria? Não sabia quase nada. Retornaria para conhecer mais da Nicarágua, pesquisaria mais sobre um destino - San Blás - que um Português comentou comentou comigo quando conversamos subindo Machu Picchu e terminaria descansando em Cancún/Playa Del Carmem. No período até a viagem fui lendo alguns relatos, pesquisando sobre destinos, conversando com amigos da América Central - listando e cortando pontos e percebendo que seria pouquíssimo tempo. Ponderei entre leste e oeste, entre o caribe, montanhas, cidades. Uma injustiça cortar qualquer destino. (Decidi não passar por Belize, decidi voar da Cidade da Guatemala para Cancún no dia 26/03, com Volaris) O roteiro acabou, com varias dores por não poder ir em todos os lugares, assim: 1 a 3 de março - Cidade do Panamá A base foi o Casco Velho, Hostel Lunas Castle, a antiga, histórica Cidade do Panamá. A sede da Presidência da República fica por lá, museus, prédios históricos e uma bela vista - de um lado para a "nova" cidade do Panamá e de outro para o Canal do Panamá. Um bairro tranquilo, mas cheio de vida. Ali perto fica o Mercado Pesqueiro, comer um ceviche por lá é obrigação. É possível caminhar por todo o centro e pelo casco velho com tranquilidade - foram muitos quilômetros nesses dias. desde o Casco Velho até a outra ponta, onde fica a "Trump Tower". Vale muito a pena conhecer tudo por lá, entender um pouco da história desse povo, das consequências e causas do Canal do Panamá. Há, ao mesmo tempo, uma diversidade cultural enorme e uma falta de cultura própria, consequências de toda a exploração que o país sofreu/sofre. O que mais se vê por lá são sedes de bancos, um centro financeiro da América. Lugar, também, de diversão de investidores e empresários longe das esposas. 3 a 5 de março - San Blás - Panamá O lugar mais incrível do mundo, ao menos do mundo explorado por mim. É difícil resumir, colocar San Blás em palavras, é puro sentimento. Fiquei na Isla Franklin, reservei, com transporte, no dia em que saia do Brasil. Uma ilha, no mar do caribe, em que se dá a volta em menos de 5 minutos caminhando, sem energia elétrica, gerida por indígenas nativos, com cabanas a 3 metros do mar para dormir e umas 20 pessoas - de diferentes partes do mundo. Há Rum no local. Só posso dizer: Vá, sem pensar. 5 a 6 de março - Cidade do Panamá Chama atenção o controle de fronteira entre esses dois países. Além de uma aprofundada revista das malas na fronteira, meu ônibus foi parado duas vezes em território Costarricense. Nas duas vezes o mesmo senhor, mexicano, deve que descer e tirar tudo da mala. Há um preconceito contra os mexicanos pelo histórico de tráfico realizado por pessoas daquele país. 7 a 8 de março - San José - Costa Rica A Costa Rica é cara, mais que o Brasil. A cidade em que me senti menos seguro no trecho todo, não chega a ser tão insegura como Porto Alegre, por exemplo. Foi um ponto de passagem, o prédio do Teatro Nacional foi o que vi de mais legal por lá. Foi um bom dia para descansar. (Hostel Selina San José) 8 a 11 de março - La Fortuna - Costa Rica La Fortuna foi o paraíso que escolhi para desbravar um pouco das belezas naturais desse país. Boa parte do território nacional é composta por áreas de preservação ambiental, há um contraste com os países vizinhos. La Fortuna é um pacata cidade, cheia de americanos, abriga o Vulcão Arenal e uma diversidade ambiental enorme. Minha estada aqui foi típica de cidade do interior, sentar na praça e observar o movimento era ótimo. Há diversas possibilidades de aventura. Fiz um trilha de grande dificuldade, subi o Vulcão Chato, me banhei na cratera dele, onde existe um lago - água mais gelada da vida - desci, fui até a base do Arenal e terminei o dia, depois de 8 horas de subidas e descidas, relaxando por uma hora no rio termal da cidade. Isso mesmo, um rio, público, com água natural em torno de 50ºC. Não preciso dizer mais nada, né? (EcoHostel La Fortuna) Minha querida Nicarágua, voltei! A terra de Sandino só me encanta mais. Para quem gosta de história e de política esse é o lugar. Revoluções, vida e morte marcam cada viela desse país. Ainda, uma recente democracia, bem(?) diferente da nossa, digna de muitas conversas de bar, marcam essa terra 11 a 13 de março - San Juan del Sur - Nicarágua A pequena e badalada San Juan. Praia de surfistas, cheia de jovens estadunidenses em busca de diversão. Mesmo não sendo "a minha praia" tinha que conhecer, é linda. O mar do pacífico fica bonito por lá, é a porta de entrada do país. (Saltwater Hostel) 13 a 15 de março - Ometepe - Nicarágua Uma ilha, no segundo maior lago das Américas, com dois vulcões e pouquíssimo explorada. Óbvio que eu ia conhecer e óbvio que eu ia subir os 1600m do Vulcão Concepción. Uma subida ingrime e escorregadia. Foi incrível passar por lá. Dá para alugar uma motinho e girar os diversos povoados da ilha. Cada canto com suas diferentes belezas, sempre belas. Espero que a ilha siga lá, intacta e linda por muito tempo. (Hostel Casa Moreno) 15 a 17 de março - León - Nicarágua A capital da revolução. León tem cheiro de história, dá para caminhar pelas ruas e imaginar tanques de guerra e conflitos armados por lá. É incrível. Na primeira vez que estive na Nicarágua vidrei nessa cidade, voltei e sai gostando mais ainda. Por lá, no vulcão Cerro Negro, fiz o Volcano Boarding, sky no vulcão. O único lugar do mundo em que se pode fazer isso. (Hostel Las Vacaciones) 18 a 19 de março - El Tunco - El Salvador El Tunco é a San Juan Salvadorenha. Boa de ondas e menor ainda em extensão. Tão bela quanto. Como tudo nesses países, vale muito a pena conhecer. 19 a 20 de março - San Salvador - El Salvador San Salvador é tranquila. Sim, a violência não se dá contra a população em geral, como no caso do Brasil. Há muitos conflitos entre grupos, por isso a fama país violento. A cidade é grande, uma capital latino americana tradicional. Um povo que ama seu país, mesmo que saia dele em busca de melhores oportunidades. Um país cheio de riquezas naturais. Tive a oportunidade de conhecer pouco, subi o vulcão Ilamatepec, conheci o vulcão Izalco e o belo Lago Coatepeque. Comi muita Pupusa, prato típico do país. 21 a 23 de março - Antígua - Guatemala 500 anos de história nesse chão. Patrimônio Mundial da UNESCO. Fantástica. (Hostel Antigueño) 23 a 25 de março - Panajachel - Guatemala Se El Tunco é a San Juan Salvadorenha, Panajachel é a Ometepe Guatemalteca. Rodeada por vulcões, cheia de povos tradicionais, um belo lago. Um pedaço do paraíso. (Hotel El Sol) 25 a 26 de março - Antígua - Guatemala 26 de março a 1 de abril - Playa del Carmem - México Playa é demais. Isla Mujeres é demais. Os cenotes são incríveis. Descansar é demais! (Lobo do Mar Hostel) Viajar é demais! Fico à disposição: Rodolfo Fuchs @rodolfofuchs *Todas reservas feitas pelo booking durante a viagem - ter flexibilidade é essencial. *A passagem foi o caro da viagem, tenho os custos detalhados, país por país. *Para San Blás tenho o contato de um indígena que consegue fazer mais barata a estada por lá. *Cada país tem suas manhas, seu jeito.
  18. Olá pessoal minha primeira contribuição para esse site que já me ajudou bastante. Acabei de voltar dessa viagem e aqui vão as dicas com erros que cometi, aliás só tenho dicas porque errei muito rsrsrsrs. Primeiro queria falar sobre a passagem. Sempre que se procura voos para a América Central eles são bem caros, comparados a voos para a Ásia. No meu caso comprei pela Avianca para El Salvador porque lá é um hub da companhia e se vc pesquisar vai ver que os voos para El Salvador são mais baratos que para toda América Central e México, mas isso foi quando pesquisei, claro que muda muito, mas considere El Salvador como opção para voo mais barato. No meu caso paguei 2.300 mais 180 para o decolar.com de comissão em dezembro, que é alta temporada, e comprando com 3 dias de antecedência se fosse outra época e bem programado poderia ser mais barato. Só mais uma coisa comprei ida e volta por El Salvador e achei que isso foi um erro, deveria ter comprado multiplos destinos com chegada em El Salvador e volta por Cancún ou vice e versa já que iria até o México e não teria que voltar tudo de novo. De qualquer forma dei meu jeito e voltei conhecendo outros lugares. Superada essa parte da passagem, vamos à viagem que é o que importa: Cheguei em El Salvador e tive que pagar 12 USD para entrar no país, o aeroporto é longe da cidade, mas se chegar de dia há ônibus público que te leva até o centro da cidade, ah a moeda local é USD, no centro da cidade fui procurar como chegar noHostal Cumbres del Volcan Flor Blanca. Deu um certo trabalho pergunta aqui e ali e nos trancos e barrancos cheguei de transporte público, mas aconselho pegar um taxi não é longe do centro e por isso não deve sair caro. Passei a primeira noite lá e como minha viagem era bem corrida com muita coisa para conhecer já queria sair no outro dia para a Guatemala, MAS estava cansado e dormi até tarde o que não deu para concluir o plano, sendo assim, fui em um balneário na cidade e depois para a praia de Tucum que fica 40 min da cidade e se pode ir de transporte público. Agora foi engraçado, quando voltei conversei com uma amiga e ela me falou de um vulcão na Nicarágua que se pode ver as larvas, além de ter me falado bem da Nica. Sendo assim, mudei meus planos, viagem totalmente aberta permite isso, inves de ir para Guate, fui primeiro para a Nica e melhor peguei algumas info de como ir de chicken bus ou transporte público. É simples não ter que pagar shuttle ou ônibus turístico até a Nica. Basta seguir os conselhos deste blog: http://www.alongdustyroads.com/posts/2014/9/25/crossing-borders-el-salvador-to-nicaragua-via-honduras basicamente é ir para a fronteira até Honduras, pegar um shuttle de uma fronteira de Honduras para a outra 2,5h de van e pegar um outro ônibus da fronteira para Leon. Ah só mais uma coisa: Eu fiquei a primeira noite na cidade de Salvador, mas vc também pode passar a primeira noite na praia de Tucum, embora não espere uma praia brasileira. A praia é um pouco feia de areia negra por causa da atividade vulcânica, porém é otima para surf, por isso é um reduto de surfistas, mas não sei como chegar lá do aeroporto, talvez só por taxi que pode custar 30 USD. Leon continuo ... Parte 2
  19. Nayara Dilma

    7 dias em Setembro - Playa Del Carmen e Cancun

    Oie, Gente... Como o grupo me ajudou vou fazer o meu relato.. Em Abril compramos a nossa passagem saindo de São Paulo, com Stopover no Peru de 4 dias, mais 7 dias e meios em Playa Del Carmen e Cancun.. Fomos em 2 casais.. 07/09 - Chegamos J, fomos direto para Playa, nossa dúvida era ir de ADO ou Táxi.. resolvemos ir de Taxi ficava apenas 150 pesos mais caro, porém não contratamos taxi lá dentro , saímos de dentro do portão de desembarque e já do lado de fora, mas ainda dentro do aeroporto, contratamos um taxi.. Ficamos na WABI HOTEL, amamos o hotel, fica na rua de cima do Wal Mart, perto da 5ª avenida, reservamos pelo Booking +-R$120,00 com ar condicionado e sem café da manhã.. a gente se trocou e fomos conhecer o WAL Mart, comprar tequilas, cervejas, besteirinhas.. Voltamos para o hotel e fomos conhecer a praia, e ver os passeios, pois precisávamos fechar Cozumel, nossa dúvida era ir de ferry e fechar El Cielo em Cozumel ou ir direto por agência de viagem.. Depois de sermos abordados diversas vezes, fechamos o passeio com o Jaime, uma cara super gente boa.. Ele nos ajudou muito, por exemplo compramos o ingresso do Xcaret no Brasil (para garantir o desconto) e não tínhamos o transfer, ele disse vai no ADO vê o preço, vem de manhã cedinho que eu chamo um taxi para vocês, mas comprem a volta do ADO , pois o taxi sai bem mais caro a volta.. Do dia 08/09 – Conforme combinado com o Jaime, fomos na agência e ele pediu um taxi por +- 150 pesos, partimos para o Xcaret, amamos o parque e a comida.. incrível , na volta voltamos de ADO comprado no dia anterior. No dia 09/09 – Dia de ir para Cozumel, foi inesquecível um dos melhores passeios, pegamos o Ferry com o ticket que o Jaime nos deu. Em Cozumel havia um rapaz nos esperando, ele foi com nós até o barquinho, onde tinha o “guia-marujo” e o capitão, no barco só havia nós 4 e um casal mexicano super gente boa. O mar estava agitado por causa do furacão e terremoto, mas o “marujo” nos explicou como se portar no mar, como usar boia, tinha a nossa disposição cerveja, suco e agua.. A primeira parada foi El Cielo, tão tenho palavras para descrever é lindo, muitas estrelas do mar , Depois Colombia , lindo parecia que estávamos em um aquário, próxima parada foi Palancar, sensacional, vimos 2 tubarões pequenos... A princípio queríamos o passeio por causa de El Cielo, no final, foi maravilhoso, mas Colômbia e Palancar foi muiiiiito melhor, amamos. A sensação é estar dentro de um aquário, foi incrível. 10/09 – Íamos para Chichén Itzá, mas não deu certo, aproveitamos para ficar o dia inteiro na praia.. No começo estava ótima, porém o mar voltou a ficar agitado, e os salva vidas começou a tirar todo mundo da agua, fiquei bem chateada, pois queria ficar o dia inteiro naquela agua maravilhosa.. 11/09 – Alugamos um carro, fomos para Tulum, conhecemos as ruinas e depois aproveitamos aquela praia maravilhosa.. Fomos ao Cenote dos Ojos e fizemos Bat Cave (lindo demais, mas agua é beeeem gelada), depois Akumal, amamos Akumal não vimos nenhuma tartaruga, mas a praia, e o pôr do sol, foi incrível.. Voltamos para Playa pegamos as nossas coisas e fomos para Cancun no Ibis.. · Preferia ter ficado em Playa. A localização do Ibis é ótima bem no centro, tem um Seven Eleven do lado, um Mini Wal Mart, perto tem um shopping e um Cassino.. Mas Playa ganhou o meu coração 12/09 – Nesse dia nosso grupo se separou um pouco, aqui no Brasil já havíamos fechado eu e meu marido o parque Dolphin Discovery, e o outro casal Garrafon VIP.. Esse dia foi uma tragédia.. Entregaríamos o Carro em Cancun mesmo e de lá pegaríamos o taxi até o ferry e depois Isla da Mujeres.. acordamos cedo e fomos entregar o carro, procuramos a BUGET e nada de achar, passamos em um farol amarelo, um policial viu que éramos turista e nos parou.. disse que passamos no farol vermelho blá bla blá, que iria nos multa por 1800 pesos, teria que retirar a habilitação do outro lado de Cancun perderíamos o dia inteiro blá blá bla OU pagamos 1000 pesos e ele liberava gente (FDP), isso era 08 da manhã.. Resolvemos pagar 50 dólares e seguir caminho, o horário da entrega do carro já havia passado, o horário do ferry era 9 hrs, deixamos o carro no estacionamento e pegamos o ferry.. Chegando em Isla Mujeres, mais gente querendo tirar vantagem.. Cobravam 250 pesos para nos levar no Discovey e 250 no garrafon, fechamos, porém nos colocaram em apenas um taxi, o taxi me deixou no Dolphin Discovery e depois meus amigos no Garrafon e cobrou os 500 pesos L, um absurdo.. Eu e meu esposo fizemos o nado com golfinhos, mas com o acontecimento do policial, ele estava meio chateado e como ainda tínhamos que entregar o carro nem esperamos o almoço já incluso e fomos embora.. entregamos o carro, fomos para o hotel andando, pois era perto... ficamos dentro no hotel um pouco, depois fomos no cassino, andamos no shopping e outlet.. Não vi grandes coisas no outlet .. Na loja da Oakley, as camisetas estavam 11 dólares, meu marido comprou algumas.. 13/09 – acordamos cedo, tomamos café e fomos para o resort.. Pedimos um Uber, porém quando ele chegou os taxistas viram o viram, ele comunicou ao meu marido que não podia fazer a corrida pois os taxistas viram ele (ABSURDO), tivemos que pegar um taxi até a zona hoteleira 550 pesos.. chegamos no resort (The Royal Sands Resort e SPA), amamos, incrível , demais, sem palavras.. kkkkkk’ Primeiro que a entrada era apenas as 16 hras, mas liberaram antes, segundo na piscina havia 2 bares que serviam bebida e comida a vontade com uma variedade incrível e de qualidade, terceiro há os restaurantes do próprio resort e os de fora, que tem que agendar, mas um ônibus te leva e busca, quarto é perto do shopping.. Nesse dia íamos fazer o passeio parasaing, 65 dólares, mas no hotel estava tão bom, tão maravilhoso que não fizemos.. 14/09 Dia de vir embora L Obs.. O povo te pede propina na cara dura.. Em restaurantes, no mercado, nos passeios, a camareira.. e ainda ficam bravo se você não dá ou dá pouco.. Comprem tudo em Playa, deixei para comprar um perfume e lembrancinhas em Cancun e me FUD.. Amamos o Wal Mart, nele você encontra de tudo com preços ótimos.. Li que você pode comprar o bilhete do ADO pelo site e tem desconto, vale a pena dar uma conferida Se alugar um carro, cuidado com os policiais em Cancun, parece que tem um em cada farol L Se pudesse mudar ficaria uns 3 dias no resort e o resto em Playa Qualquer dúvida podem me perguntar, Estou à disposição... Me sigam no insta... https://www.instagram.com/nayaradilma/
  20. "Desconhecidas" porque ainda não são famosas. Não achei quase nenhum relato sobre elas, mas vocês precisam conhecer esta maravilhosa região, a 600km da Cidade do México, que ainda est[a barata (se não for com agências que encontrar na internet). Huasteca Potosina é uma região de rios e cachoeiras. A principal saída para suas atrações é Ciudad Valles, em San Luis Potosi, 570km da Cidade do México, 10h de ônibus, MXN$1377 (ida e volta, viaje de madrugada). Eu tentei reservar os passeios por duas agências que encontrei na internet: Huaxteca.com. e Ruta Huaxteca. A primeira nem me respondia no zap. A segunda pediu um depósito antecipado (eu estava na Cidade do México), fui até a loja de conveniência mais de uma vez e o sistema inteiro estava fora do ar, informei a agência e ela, de muita má vontade, não facilitou em nada e ainda falou que eu tinha tempo para ir outra hora fazer o tal do depósito (disseram deste jeito mesmo!). Desisti e ISSO FOI MUITO BOM, pois os preços das agências são mega caros e, em alguns casos, guia é desnecessário. A recepcionista do nosso hotel, Hotel Riviera, simpaticíssima, nos ajudou muito, ligou para guias, pediu táxi, nos auxiliou. Talvez o guia fosse parente dela e estivesse fazendo um trabalho por fora, a cidade é pequena, deve ter muito disso, não importa, foi melhor assim. Enfim, a minha dica é que não precisa fechar com agência antecipadamente. Feche os tours quando chegar lá. Às vezes nem precisa de guia, pegue um táxi e vá! Inclusive, pode ganhar muito tempo com isso. Os passeios foram: Cascadas de Tamul – precisa de guia por causa da canoa, remos, colete e o cara ajuda muito a remar. A recepcionista do hotel nos colocou em contato com ele e fomos até o ponto de encontro com táxi. O passeio consiste em remar por um pouco mais de 1h até a cachoeira, que é vista de longe (dá para chegar mais perto andando), mas muito bonita. Também passa pela “Cueva del Agua”, um poço muito gostoso dentro duma gruta. O passeio cansa (depende também de quantas pessoas estiver na canoa), mas sempre vale a pena! Paguei MXN$250 + táxi, que não lembro quanto. O taxista nos buscou e ainda levou pra Puente di Dios. Puente di Dios – precisa de colete, o qual se aluga no local por MXN$25 (algo assim), a entrada não é cara, uns MXN$100. O caminho é bem demarcado, não precisa de guia (na agência, o passeio custa MXN$850, eu teria me arrependido profundamente se tivesse acertado com ela). Chegando lá, é quase um cenote, cachoeira pra todo lado, água bem gelada e correnteza forte. Lugar maravilhoso. Deixe a correnteza te levar e passe por uma gruta e do outro lado tem mais quedas d’água! Este lugar é sensacional! Saltos de Micos – Dia seguinte... a recepcionista do hotel entrou em contato com um guia, que foi nos buscar no hotel. De lá, fomos para Micos, onde havia outro guia que nos forneceu os coletes. O tour tem este nome porque você realmente tem que descer o rio saltando as cachoeiras! A maior delas tem 9m. É o tempo inteiro na água e o guia é essencial para te indicar onde pular, aonde ir e etc. Excelente passeio, menos para idosos. Minas Viejas – impressionante a cor da água! A queda é bem alta e fizemos rapel ao lado dela. É possível chegar ao local sem guia e pagar para fazer o rapel. Para quem não quiser, é possível descer por escadas e se banhar embaixo. Lugar lindo e muito gostoso para nadar. De lá, fomos almoçar (já passava das 15h). O passeio todo com transporte, rapel, almoço saiu MXN$1.100 Quando marquei a minha viagem para Cidade do México, fui procurar cachoeiras nas proximidades e encontrei este belíssimo lugar! Estranho que nem os mexicanos com quem conversei na Cidade do México o conheciam! Parece que é pouco divulgado, mas o guia disse que está aumentando o número de turistas, principalmente vindos da parte norte do México. Merece a visita!
  21. Helen Pusch

    México - CDMX, Puebla e Oaxaca

    Olá, [email protected]! Em janeiro/2017 passei 24 dias no México com meu marido e um amigo. Sabem aquela viagem que combina povo acolhedor, história rica, patrimônio cultural, paisagens incríveis, comida deliciosa e praias paradisíacas? Pois é! Em resumo, foi assim! Nosso roteiro de viagem foi basicamente esse: 30/12 - Chegada +- 12:00 na CDMX 31/12 - CDMX 01/01 - CDMX 02/01 - CDMX 03/01 - CDMX 04/01 - CDMX / bus para Puebla 05/01 - Puebla 06/01 - Puebla / bus para Oaxaca 07/01 - Oaxaca 08/01 - Oaxaca 09/01 - Voo para Mérida 10/01 - Mérida 11/01 - Chichén Itzá / bus para Tulum 12/01 - Tulum 13/01 - Tulum 14/01 - Tulum 15/01 - ferry para Cozumel pela manhã 16/01 - Cozumel / ferry para Playa del Carmen 17/01 - Playa del Carmen 18/01 - Playa del Carmen 19/01 - Playa del Carmen 20/01 - Playa del Carmen 21/01 - Playa del Carmen 22/01 - Playa del Carmen 23/01 - Voo de retorno pela manhã Foram praticamente duas férias em uma. A primeira, Cidade do México/Puebla/Oaxaca, recheada de sítios arqueológicos, história, museus. A segunda, a partir do momento que fomos para Mérida, baseada em praias e cenotes (com exceção de Chichén Itzá e as ruínas de Tulum). É dessa primeira parte que vou falar aqui. Vou tentar ser um pouco mais objetiva nesse relato, com algumas dicas e com alguns gastos que tivemos, para dar uma ideia para quem está fazendo o seu planejamento. Hospedagens: Como estávamos em 3 pessoas, em alguns casos o Airbnb ficou mais em conta do que hostel. CDMX: https://www.airbnb.com.br/rooms/6199021?location=Ciudad%20de%20M%C3%A9xico%2C%20M%C3%A9xico&s=q1COJWGi – USD 252 por cinco diárias. Foi nossa primeira experiência com o AirBnb e foi excelente. Apartamento de dois quartos, com wi-fi. A proprietária foi super prestativa, antes e durante a nossa permanência, e a localização é ótima, fizemos muitas coisas a pé. Puebla: Hostal Casona Poblana – US$ 43 por 2 diárias Esse valor foi de um quarto para duas pessoas (duas camas de solteiro e banheiro privativo), nosso amigo ficou sozinho em um quarto igual e pelo mesmo valor. Café da manhã (super simples) e wi-fi, cozinha disponível para uso. Reservamos direto pelo site (http://casonapoblana.com/index.html) e foi uma dificuldade receber a confirmação da reserva, eu mandava e-mail, mensagem pelo site, e nada… só fui conseguir contato pelo Facebook. Fora isso, o hostel fica em um casarão antigo muito bonito e sua localização é excelente. Oaxaca: Hospedagem: Andaina Hostel – USD 62 por 3 diárias (valor de um quarto para duas pessoas). Quarto duplo com banheiro compartilhado, wi-fi, sem café da manhã. O hostel é bem grande, há vários banheiros e várias pequenas cozinhas. As cozinhas poderiam ser melhor equipadas, não tinham nem geladeira. A localização é excelente. 5 pernoites na CDMX, não é muito? Não. A CDMX é imensa e cheia de atrações. Para quem, como nós, gosta de conhecer o lugar com calma, andando sem pressa pelas ruas e observando o dia a dia das pessoas que moram ali, cinco dias é o mínimo para conhecer os principais pontos. Aqueles que a gente considerava “se der tempo a gente vai” ficaram de fora, ou seja, mais dias aqui também seriam facilmente preenchidos. 1º dia A imigração foi bem tranquila, sem perguntas. Podem trocar uma quantia considerável de dinheiro no aeroporto mesmo, a cotação deles é ótima (pegamos MXN 20 para USD1). Usamos o metrobus para ir ao centro da cidade. Pegamos ele logo na saída do Portão 3 do Terminal 2. É necessário comprar a passagem na máquina de auto-atendimento e atenção: a máquina não dá troco, tentem conseguir o valor exato já na casa de câmbio. O cartão custa 10 pesos e a passagem 30 pesos por pessoa. O cartão pode ser usado por mais de um ser humano e pode ser recarregado para viagens posteriores, a cobertura do metrobus pode ser consultada aqui: http://www.metrobus.cdmx.gob.mx/ . Como era o dia da chegada, não programamos nada (o voo pode atrasar, coisas do tipo). Simplesmente caminhamos pelo Parque Alameda, passamos pelo Palácio de Belas Artes e seguimos até o Zócalo. Ficamos curtindo a movimentação de final de ano (estava tudo decorado, inclusive com uma árvore de Natal enorme). Fomos atrás de um supermercado e compramos diversas coisas para abastecer nossa estada no apartamento. Boa opção para comer comida típica, bem popular e barata: barracas no Parque Alameda. Jantamos lá e provamos quesadillas, huaraches e gorditas, além das famosas pimentas mexicanas. Cada um de nós gastou 80 pesos para comer muito bem. 2º dia Dia de conhecer melhor o Zócalo e seus arredores. Primeiro conhecemos a Catedral (entrada gratuita). Depois, visita ao Palácio Nacional para ver os painéis pintados por Diego Rivera. O ingresso também é grátis, mas é necessário deixar um documento na entrada. Voltamos à Catedral e fizemos a visita guiada às torres (20 pesos por pessoa). Almoçamos no Mercado San Juan. Muitas opções apetitosas e a bons preços. Gastamos 75 pesos cada para comer um monte de comida (que sobrou de tanta que era) com bebida e atendidos por um garçom gente finíssima. Voltamos para o Zócalo e visitamos o sítio do Templo Mayor. Não sei até hoje porquê, mas nesse dia a entrada era grátis, seu preço normal atual é de 70 pesos. À noite fomos participar das celebrações da virada do ano junto ao monumento Ángel de la Independéncia. Havia um palco com shows, diversas pessoas estavam dançando e a queima de fogos foi linda! É um tipo de festa diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil, bem mais tranquila. Muito se deve ao fato de não ser permitido beber nas ruas, e notamos que eles respeitam muito isso. 3º dia Usamos o metrô para ir até o Bosque de Chapultepec, o tíquete custa 5 pesos e por ser manhã do primeiro dia do ano, estava bem vazio e tranquilo. Visitamos o Museu de Antropologia, que é simplesmente espetacular! Entrada: 70 pesos. Ficamos mais de duas horas e meia no museu e saímos para almoçar. A boa dica é essa: dá para sair do museu e voltar com o mesmo ingresso, e logo em frente há diversas barracas vendendo lanches gostosos e a bons preços. Comemos um sanduíche enorme, tipo “xis”, cada um por 50 pesos. De brinde, enquanto almoçávamos assistimos a uma apresentação dos hombres voladores. Voltamos para o museu e ficamos outras duas horas e tanto. Sim, ao todo foi algo entre cinco e seis horas dentro do museu! Eu disse que ele é espetacular (claro que vai do gosto pessoal também, nós adoramos museus)! Na saída passeamos pelo Bosque de Chapultepec, o lugar estava cheio. Já estava próximo do horário de encerramento do Castelo de Chapultepec e decidimos não entrar (não era uma atração que considerávamos imperdível). Em vez de pegar metrô, voltamos andando pela Avenida Paseo de la Reforma e valeu muito a caminhada. A avenida é arborizada, há prédios lindos e vimos de dia o Ángel de la Independéncia. Passamos novamente no supermercado e compramos coisas para fazer uma janta no apê mesmo, estávamos podres de tanto caminhar. 4º dia 2ª feira é um ótimo dia para visitar Teotihuacán, porque muitas atrações da CDMX estão fechadas. Os ônibus para lá saem da Estação Autobuses del Norte, o metrô deixa bem na frente. O balcão da empresa Autobuses Teotihuacán fica quase ao final do corredor à esquerda da entrada da estação, compramos na hora as passagens (98 pesos ida+volta por pessoa). A entrada para o sítio custa 70 pesos. Levem bebidas e comidas, tem onde comprar lá mas é um pouco mais caro, tem muitas filas e, além disso, é muito legal sentar num canto à sombra e fazer um pic-nic admirando aquele lugar incrível! Ah, outra dica importante é: vá cedo! Do meio da manhã em diante chegam as excursões e o lugar fica lotado de gente. Ficamos cerca de 4 horas por lá, incluindo uma visita rápida ao museu do local. Quando resolvemos ir embora, ainda não sabíamos se iríamos visitar a Basílica de Guadalupe (combinação clássica de passeio: Teotihuacán+Basílica). Resolvemos voltar até a Estação Autobuses del Norte e lá decidir se iríamos ou não. Ainda bem que não era um lugar que fazíamos questão de conhecer, porque um protesto fechou a estrada e ficamos cinco horas e meia dentro do ônibus (para percorrer um trajeto que normalmente leva uma hora)! Quando finalmente chegamos, fomos ao guichê da ADO e compramos as passagens para ir a Puebla dali a dois dias, custou 200 pesos por cabeça. Fomos novamente jantar no Parque Alameda, mas as barracas já estavam todas fechando e comemos em uma taquería ali em frente, a El Caifan. Boa opção para quem não gosta de comer em barracas de rua, os tacos são gostosos e gastamos cerca de 100 pesos cada, incluindo a cerveza. 5º dia A coisa mais importante que eu posso dizer sobre esse dia é: se vocês querem ir ao Museu da Frida Kahlo, comprem o ingresso com antecedência (https://www.boletosfridakahlo.org/)! Fomos até lá inocentemente achando que após alguns minutos de fila estaríamos desfrutando do museu, mas nos demos mal . Fizemos um lanche em um lugar com wi-fi e compramos os ingressos para o dia seguinte, porque para o mesmo dia já não tinha mais nada. Para não perder a viagem, passeamos um pouco pelo bairro de Coyoacán, entramos na igreja San Juan Bautista e passamos pelo Jardín Centenário. Fomos até a Arena México comprar ingressos para a lucha libre daquela noite. Daria para comprar na hora, mas depois do susto com o museu quisemos garantir. O bom é que conseguimos assentos para a 4ª fileira (195 pesos cada, há opções mais baratas para lugares mais distantes do ringue). Fizemos a visita ao mirante da Torre Latinoamericana. Vista de 360º da cidade. Muito legal. A entrada custa 100 pesos por pessoa e permite mais de uma subida no mesmo dia (queríamos voltar lá à noite, mas não conseguimos fazer isso por causa do horário que a lucha libre acabou). A lucha libre foi uma das coisas mais divertidas que fizemos na CDMX! Vale muito a pena! Só uma amostrinha: Jantamos tacos na esquina da Calle de Balderas com a Avenida Juárez, uma carrocinha de rua bem simples com tacos baratíssimos. Cada um gastou 32 pesos! 6º dia Dessa vez com os ingressos devidamente comprados com antecedência, visitamos o Museu da Frida Kahlo. Voltamos até o Zócalo e demos mais uma passeada por lá antes de ir embora. Almoçamos em um lugar muito delícia. E barato: Los Callejeros (na Av. 5 de Mayo, a uma quadra e meia do Palácio de Belas Artes e da Torre Latino Americana). Não chegou a dar 60 pesos para cada um, com bebidas! A moça que nos vendeu as passagens de ônibus para Puebla disse que eles também saíam da Estação Autobuses del Norte e que também levavam duas horas de viagem. No fim das contas, ficamos uma hora rodando no maior engarrafamento dentro da Cidade do México até chegar na estação Oriente para que mais pessoas embarcassem e só aí partimos em direção a Puebla (e a partir daí, sim, deu duas horas de viagem) . Fica a dica: comprem para partir da Estação Oriente. Antes de embarcar, compramos as passagens da ADO que faltavam: Puebla-Oaxaca (326 pesos cada), Mérida-Chichén Itzá (140 pesos cada) e Chichén Itzá-Tulum (200 pesos cada). Chegando em Puebla, rachamos um táxi que custou 70 pesos até o hostel, no centro histórico. O Zócalo de Puebla é a coisa mais bo-ni-ti-nha! Os restaurantes ali são meio carinhos, mas encontramos um mais em conta: Meche. Gastamos 100 pesos cada com chilaquiles, enchiladas e cervezas. 2 pernoites em Puebla, é apropriado? Não chegamos a ficar entediados, mas para quem tem menos tempo dá para encurtar a estadia sim. Se tivéssemos antecipado a ida para Oaxaca do fim da tarde para a manhã do 3º dia estaria de bom tamanho. Mas como eu já comentei, gostamos de conhecer os lugares com calma e não nos arrependemos do tempo em que ficamos em Puebla. 7º dia Visitamos a Catedral, que é lindíssima. Entrada gratuita, não pode tirar fotos lá dentro. Depois, fomos conhecer a Capilla del Rosário, que fica dentro da Igreja de Santo Domingo. Uau! Para mim, já valeu a ida a Puebla. A entrada é gratuita, mas acontece uma pequena visita guiada e ao final a contribuição é espontânea. Almoçamos no Mercado de Sabores - muitas opções econômicas. Comemos super bem, com bebida, por menos de 50 pesos cada. Ali em frente saem os ônibus para Cholula (cada passagem no bus direto: 15 pesos). A entrada ao sítio de Cholula custou 70 pesos cada. Ficamos com preguicinha de visitar o museu e depois percebemos que isso empobreceu a visita. A subida até a igreja no topo vale a pena pela vista dos arredores. Na volta, pegamos um ônibus pinga-pinga (6 pesos). A cidade estava um caos, tinham acontecido alguns saques relacionados às mesmas manifestações que fecharam a estrada no dia que fomos a Teotihuacán. Lojas fechadas, policiamento pesado e corre-corre. Lanchamos gorditas de nata: pãezinhos feitos com nata, adocicados, fofinhos, que desmancham na boca, com cobertura de leite condensado. Por favor, não deixem de comer isso! Uma porção custou 18 pesos. À noite, muitos estabelecimentos seguiam fechados e acabamos jantando na taquería que tem junto ao hostel, mas não gostei muito da comida. 8º dia Esse foi o dia que fizemos algumas coisas mais por preencher o tempo do que por serem interessantes. Fizemos visitas rápidas dos Secretos de Puebla (20 pesos). Primeiro, a Puente de Bubas. Depois, a Pasaje 5 de Mayo. Caminhamos até o Parque 5 de Mayo, passeamos um pouco por lá e pegamos um ônibus para voltar ao centro. As ruas atrás do Zócalo (Avenida 2 Oriente e Avenida 4 Oriente) são lindinhas, vale dar uma caminhada por lá. Começou um novo corre-corre, muitas lojas fecharam de novo. Logo as coisas acalmaram, mas diversos restaurantes seguiram fechados. Acabamos almoçando em um lugar um pouco mais caro (mas nada absurdo) em frente ao Zócalo: La Familiar Corona (cada um gastou 112 pesos). Visitamos a bonitona Biblioteca Palafoxiana (ingresso: 25 pesos). Compramos uns lanches no Oxxo (rede de lojas conveniência que tem aos montes, assim como a 7eleven) para levar na viagem. Pegamos um táxi até a rodoviária, rachamos os 80 pesos. No final de tarde, partimos para Oaxaca. Não lembro exatamente, mas acho que esse trecho durou umas 5 horas. Chegamos em Oaxaca bem tarde, também pegamos um táxi até o hostel, custou 50 pesos. O Zócalo de Oaxaca é mais feinho comparado ao da CDMX ou ao de Puebla, mas também estava com uma simpática decoração natalina. Não procuramos muito um lugar para comer porque já era tarde e estávamos com bastante fome. Encontramos um restaurante (esqueci de anotar o nome) que servia jarra de 2 litros de cerveja, pedimos pratos individuais de massa e gastamos uns 130 pesos cada. 3 pernoites em Oaxaca, que tal? Como chegamos tarde da noite no 1º dia, e saímos cedinho da manhã no 4º dia, tivemos dois dias inteiros e ficou na medida. Um dia para ir ao Monte Albán e conhecer o centro de Oaxaca e outro para fazer a famosa tour Árbol del Tule+Mitla+Hierve el Água. 9º dia O hostel não incluía café da manhã, então comemos no Oxxo. Incluindo água mineral para o resto do dia, gastamos 40 pesos cada. As empresas que fazem o transporte para Monte Albán saem da frente do Hotel Rivera del Ángel. Optamos pela empresa Lescas, que cobrou 50 pesos ida+volta/pessoa. O ingresso de Monte Albán custa 70 pesos, inclui o museu. O lugar é lindo! O museu é pequeno mas interessante. Nossa visita levou umas 3 horas, deu para passear por tudo sem correria. De volta ao centro de Oaxaca, almoçamos um menu sem graça por 55 pesos cada. Fomos ao escritório da Lescas em frente ao Zócalo, fechamos o tour do dia seguinte por 200 pesos cada. Passeamos pela super bonitinha Calle Macedonio Alcalá, rua de pedestres cheia de lojas e restaurantes. À noite, fomos em um dos bares com terraço em frente ao Templo de Santo Domingo, a vista para a igreja iluminada é bem bonita. Cada um pediu um drink diferente (piña colada/sangria/mojito) e tudo deu 200 pesos. Nos rendemos ao charme de uma cantina italiana ali perto, restaurante Alfredo da Roma, cada um gastou 165 pesos para comer a pior comida italiana da vida! Não comam lá! 10º dia Fizemos a famosa tour (que todo mundo que vai a Oaxaca faz - e que é muito legal!). A saída também é do Hotel Rivera del Ángel. A primeira parada é na Árbol del Tule (ingresso: 10 pesos). É rápido, só pela curiosidade de ver a árvore mais grossa do mundo. Depois, um pouco de atração pega-turista: uma fábrica de tapetes. Explanação de como eles são feitos e em seguida, todos são “convidados” a comprar. Seguindo, visita ao sítio arqueológico de Mitla (ingresso: 65 pesos). Aqui o guia deu várias explicações sobre o lugar, foi bem legal. Paramos para almoçar, restaurante no esquema buffet (140 pesos/pessoa). Gostamos da comida, mas quem quiser pode levar seu lanche e poupar esse gasto. Fomos então para Hierve el Água, o lugar mais bonito, interessante e diferente do tour (ingresso: 50 pesos). Fomos preparados para tomar banho lá, mas estava bem frio e desistimos. Uma pena que o tempo fica curto para esse lugar, mas faz parte… Finalizando, fomos a uma fábrica de mezcal. Degustação à vontade de diferentes tipos e de outras bebidas à base de mezcal. A galera sai de lá torta… De noite, estava ainda mais frio, cerca de 10º. Jantamos no mesmo restaurante do primeiro dia: jarra de 2 litros de cerveja, com nachos e guacamole (total para 3 pessoas: 120 pesos). No dia seguinte, fomos cedo para o aeroporto (o hostel chamou um táxi para nós, custou 120 pesos), e voamos para Mérida. Esses primeiros dez dias no México já tinham valido a viagem. Vimos coisas maravilhosas, os lugares por onde andamos eram super seguros, comemos muito bem e os mexicanos são muito queridos. Vou deixar para fazer um outro relato sobre a segunda parte da viagem. Quem quiser saber em mais detalhes como foi, estou contando aqui: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/category/americas/mexico/ . Toda essa primeira etapa da viagem já foi publicada lá, entre outras coisinhas de outras viagens. Espero ter ajudado alguém que esteja pensando em ir para o México! Garanto que vale muito a pena! Fiquem à vontade para perguntar ou comentar. Abraços!
  22. Olá, colegas mochileiros! Meu nome é Aline e fiz questão de criar minha conta aqui no fórum para publicar meu relato. Não só o fórum me ajudou demais nos 5 meses de planejamento que antecederam a minha viagem, como talvez eu sequer teria descoberto quantas maravilhas existem no México e não teria sonhado em conhecê-lo. Viajei com meu marido entre os dias 27 de outubro e 12 de novembro de 2015, por causa do feriado, do clima e da baixa temporada. Achei que foi uma boa escolha, pegamos pouquíssima chuva e foi maravilhoso estar no México durante as festividades do Dia dos Mortos. Antes de viajar, eu fiz um planejamento hiper detalhado de cada passeio que faríamos em cada dia, com mapas dos locais, instruções de como chegar, valor das entradas, plano B, etc. Acabei imprimindo e encadernando tudo, juntamente com outras coisas que precisava ter à mão, como reservas de voos, hotéis, seguro e telefones úteis. Ajudou demais, as informações ficaram organizadas, fáceis de consultar e não saíamos do hotel sem o tal do caderninho. Pra quem é obsecado por controle como eu, ajuda bastante mesmo. Não vou anexar o planejamento aqui porque este relato foi basicamente eu acrescentando o que aprendi lá ao meu planejamento inicial, então isso aqui está bem mais completo. Meu relato provavelmente será diferente de muitos que eu vejo, minha prioridade não era fazer a viagem mais econômica possível. Lógico que eu não sou “ryca” e não esbanjamos. Mas minha prioridade era aproveitar ao máximo o período, sem ter que lidar com estresse ou perrengues. De cara descartei hostel, sou extremamente fresca com minha privacidade. Indo de casal, nem sei se compensa também. De qualquer forma, com muita pesquisa, ficamos em bons hotéis sem precisar vender um rim. A maioria dos passeios fizemos por conta. Os que eram mais complicados, ou que achamos que o tempo seria melhor aproveitado, fizemos com agência. Comida também demos uma balanceada, economizando aqui, fazendo uma graça ali. DICONA: Como eu já tinha uma estimativa do que ia gastar com os passeios, joguei uma estimativa alta pra comida pra já incluir gastos não previstos. Todo dia a gente comparava os gastos reais com a estimativa pra saber se estávamos acima ou abaixo do esperado. Ajudou a ter um controle e não ficar com medo de faltar. Não vou discriminar todos os meus gastos, acho que isso varia demais de pessoa para pessoa. Vou colocar alguns valores pra servir como uma referência. Vou iniciar com impressões gerais e depois detalho melhor dia a dia. Vou inserir tags dos assuntos abaixo com [] para facilitar a busca usando o ctrl+f: [TRANSPORTE] [HOSPEDAGEM] [ATRAÇÃO] [ALIMENTAÇÃO] [CÂMBIO] [TRANSPORTE] Voamos pela Copa com escala no Panamá. O trecho maior, de 7 horas, foi sofrido porque é muito longo, mas o avião é bom, tem tv individual com filmes bons, a comida foi acima do esperado. Escolhemos um tempo de conexão maior no Panamá na ida por medo de ficar apertado pra trocar de avião e pra conhecer as famosas lojas. Não achei que compensou, o aeroporto não é tão grande, 1 hora daria tranquilamente para a troca e achei as lojas terrivelmente caras, nem comida tivemos coragem de comprar. Procure os bebedouros pra não gastar com água. Comprei as passagens pelo Decolar, apesar de pagar uma taxa e ficar uma diferença (não muito grande) de comprar direto da Copa, no site da Copa não achei o horário que eu achei no site da Decolar. Vai entender. Comecei a pesquisar as passagens 4 meses antes e acabei comprando com mais de 3 meses de antecedência porque apareceu uma promoção imperdível. Pagamos 2.700 reais para duas pessoas Voo São Paulo/Panamá/Cidade do México + Voo Cancun/Panamá/São Paulo já com todas as taxas. A ferramenta que eu usava para pesquisar as passagens era o Google Flights (dá pra salvar os voos e acompanhar as mudanças nos preços). Na Cidade do México utilizamos muito o metrô e táxi. O metrô custa 5 pesos, é excelente, bem sinalizado, com uma malha enorme e seguro. Você pode tentar descolar um mapinha nos guichês, mas recomendo levar um impresso. São muitas linhas. Só pegamos táxi quando não era possível ir de metrô. Só NUNCA pegue o metrô no horário de pico (18h às 20h), acredite em mim, é muito pior que São Paulo no horário de pico. Fora isso, muito tranquilo. Táxi é barato, mas os taxistas são cheios de "vontades" e regras. Teve taxista que recusou a corrida, não quis nos levar onde precisávamos chegar. A maioria combina o preço antes, poucos ligam ou têm taxímetro, principalmente fora da Cidade do México. Mas as corridas mais curtas não passavam de 50 pesos. Leve trocado, os taxistas não andam com muito troco por segurança. Eu não consegui pagar com uma nota de 500 pesos, tive que largar meu marido no táxi e sair caçando troco. Vi várias pessoas recomendando não pegar de jeito nenhum táxi na rua. Mas não teve jeito, acabamos pegando por causa da situação. Mas não teve nenhum problema. Eu li em algum relato que uma garota teve sua bagagem roubada por um taxista, ela saiu do carro e ele arrancou antes que ela pudesse pegar a mochila. Por via das dúvidas, levamos sempre as mochilas dentro do carro conosco. Nas viagens entre as cidades fizemos todos os trechos com a ADO (lê-se adêó). Os ônibus dessa empresa são como no Brasil, alguns muito bons, alguns razoáveis, todos têm banheiro e ar. Só peguei o ADO comum, o GL e Platinum devem ser show de bola, mas não deu certo nos meus itinerários. A parte ruim era que nas viagens durante o dia eles colocavam um filme na maior altura e incomodava um pouco. Usei bastante o site deles para consultar os horários, porém parece que não vende com cartão internacional. Alguns preços no guichê eram ligeiramente diferentes do site. DICONA: Levamos almofada de pescoço inflável, fez toda a diferença pra dormir e não ocupava espaço quando não estava em uso. Foi um dos melhores investimentos da viagem. [HOSPEDAGEM] Reservei todos os hotéis através do hoteis.com. Foi um achado. Peguei preços que eram bem inferiores ao que estava lá no balcão do hotel. Dividi no cartão e já saí do Brasil com a hospedagem toda paga. Ajudou a não pesar tudo de uma vez e também pudemos ir com menos dinheiro em espécie. Fique atento pra pegar reservas que podem ser canceladas gratuitamente. Eu fiz várias alterações ao longo do planejamento e eles estornaram os pagamentos certinho. DICONA: Essa também é graças ao fórum. Use o hotéis.com aliado ao site de cashback Méliuz. Sempre rola cupons e cashback. Se não me engano, cheguei a pegar 12% de desconto nessa brincadeira. Já ajuda. (Se você não sabe o que é Méliuz, vai lá no google nesse minuto e depois volta aqui pra me agradecer Inclusive, ganhei 15% de desconto comprando minhas mochilas através de um link que foi divulgado aqui no fórum.) [ATRAÇÃO] Se você quer um lugar pra fazer um pouco de tudo e nunca ficar entediado, vá para o México. Mesmo depois de tanta pesquisa, acho que eu subestimei o quanto essa viagem seria maravilhosa. Os sítios arqueológicos e museus são gigantescos, não tinha ideia. Sempre ficava com a impressão que precisava ter ficado mais tempo. Mas, poucos dias, muita coisa pra fazer.... era corrido mesmo. Acabei retirando algumas atrações que a maioria das pessoas fazem ligadas à natureza, porque eu priorizei conhecer o máximo possível das civilizações pré-hispânicas. E também porque geralmente essas atrações envolviam muitas horas em uma van. Algumas atrações eu realmente queria conhecer, mas também tirei pela dificuldade de acesso. As atrações não tão famosas que eu queria ver não conseguia muitas informações de como chegar, nem agências que iam, e as que iam cobravam muito caro, porque teria que ser um tour privado. Mas no relato dia a dia eu vou colocar as que eu queria ver, caso alguém mais aventureiro consiga ir por mim. Fique atento na hora de montar seu roteiro, pois muitas atrações não funcionam às segundas. Por fim, digo que o Caribe foi uma inesperada cereja do bolo, pois praia, até então, nunca tinha sido meu passeio favorito. [ALIMENTAÇÃO] De uma forma geral, a comida tem preços parecidos com o Brasil, dependendo do lugar, claro. Bebidas eu achei mais caro. Me assustei com os gastos com água, principalmente porque no Brasil a gente não costuma comprar garrafinhas, né. (Eu pelo menos sempre levo squeeze de casa kkk) A maioria dos hotéis dá uma garrafinha como cortesia. Levamos cloro pra pingar na água, mas no primeiro dia já tomamos suco em um lugar meio duvidoso, logo desencanamos do cloro. Não deu nada assim que não desse pra contornar, se é que vocês me entendem. DICONA: Tenha sempre à mão lenços umedecidos. Nem todos os banheiros públicos têm papel. Nas rodoviárias ADO, o banheiro é pago (5 pesos), mas limpo e com papel. A água custava em média 10 pesos a garrafa de 1 litro. A refeição mais barata foi um menu do dia (entrada, prato principal, sobremesa e suco) em Oaxaca por 35 pesos por pessoa. As mais caras foram 290 pesos por casal em um restaurante de comida típica em Mérida, La Chaya Maya, que eu recomendo fortemente (experimente a Cochinita Pibil) e, claro, em Cozumel, que gastamos 540 pesos por aperitivos, bebida e jantar (vista para o mar do Caribe inclusa). A média das refeições era de 100 pesos por casal com bebida e propina (a gorjeta, que tem que dar). Nos primeiros dias comemos bastante tacos e derivados. Mas logo enjoa. Sempre que encontrar um lugar ajeitadinho que tenha menu do dia, entre. Costuma ser o melhor custo x benefício. As porções no México são muito bem servidas. Senti falta de mais verduras e legumes, e achei muito gorduroso. Gostei do tempero, mas pergunte SEMPRE se "pica" pra não pegar nada apimentado demais. Todo lugar eles colocam na mesa 3 molhos (um sem pimenta, um médio e um "inferno") e tortilhas ou nachos. Me apaixonei: pelo coentro, pela Água de Jamaica (parece um suco de tamarindo, mas mais suave e doce) e pelas panaderias (padarias). DICONA: No México, se faz um "desayuno" (desjejum) caprichado, é servido até mais ou menos 14h nos restaurantes. Mas geralmente é caro, a maioria dos hotéis cobra a parte e não vale a pena. Compre seu café da manhã nas panaderias que fica bem mais barato. Cerca de 40 a 50 pesos pra duas pessoas dava um senhor desjejum. Outras dicas: Um dos meus maiores grilos em ir pro México era a segurança. Fiquei mais tranquila com os relatos que li, mas, se você que está lendo tem alguma dúvida, o México é MUITO seguro. Na Cidade do México tem quase mais policial que morador. No Zócalo deveria ter uns 50, sem exagero. No metrô sempre tinha também. A gente andava na praça com a câmera na mão de boa, mesmo à noite, o que eu não faria em uma capital aqui no Brasil. Nas fronteiras de estados, sempre tem barreira. Eles entram no ônibus, filmam os passageiros, pedem documentos. Na rodoviária também tem funcionário da segurança filmando as pessoas. Em algumas rodoviárias tinha detector de metais e revista da bagagem. Achei seguro despachar a bagagem com a ADO, eles fazem um bom controle, não te entregam sem o comprovante. A não ser que seja algo que quebre, claro. Coisas de valor iam dentro do ônibus conosco. Eu fiquei um pouco preocupada porque li de roubos em ônibus noturno. Li algumas notícias de pessoas que entram no ônibus do trecho Palenque-Mérida em Escárcega e pegam bagagem de mão de quem está dormindo. Por via das dúvidas, amarramos as bagagens de mão embaixo do banco e colocamos o celular pra despertar na altura de Escárcega. Não vi ninguém entrando no ônibus e, óbvio, não tivemos nada roubado. Acho que é bom ter todos os cuidados que temos aqui, mas sem neura. Fizemos o seguro saúde com a Premium Assistance, pois era a que tinha a melhor cobertura para doenças pré-existentes e teoricamente não me deixaria na mão em uma possível crise brava de enxaqueca. Felizmente, não precisamos usar então não sei dizer como é a assistência. 750 reais o casal, para 17 dias. Depois que adotamos os estilo de viajar "leve", não dá pra carregar trambolho mais. A liberdade de carregar pouca bagagem é ótima, mas, para atravessar um país, é indispensável. Achamos uma promoção boa na Centauro e pagamos 380 reais em 2 mochilas 44 litros da Trilhas e Rumos (já descontado o cashback do Méliuz). A mochila é maravilhosa, aguentou muito bem o tranco, a divisão na parte de baixo foi muito prática para carregar sapatos separados. As divisões de fora também ajudaram bastante. É uma mochila pequena, mas, no final das contas, coube 7 kilos e eu, catatau do jeito que sou, não conseguiria carregar muito mais peso que isso. A ideia era viajar sem despachar. Na ida deu certo. Na volta não conseguimos, primeiro que bagagem sempre aumenta e segundo que trouxemos bebidas. DICONA: Levamos dentro da mochila uma mochilinha de ataque e também uma bolsa dobrável para caber o que inevitavelmente compraríamos lá. Já fomos preparados para lavar roupa no hotel, levamos peças que secassem rápido e não amarrotassem. DICONA: Para usar de varal, compramos um daqueles cordões de amarrar pacotes na garupa da moto, sabe? Só que esse tinha os ganchos de plástico, pra não ter problema com a bagagem de mão. Pode até levar uma cordinha normal, mas esse é bem prático. Sem ele não teria como secar as roupas. Leve TODOS os remédios que possivelmente vá precisar, tivemos bastante dificuldade com farmácia e não conseguimos nem comprar soro fisiológico. Pra visitar locais tão incríveis, tem que ter uma câmera boa pra registrar. Mas não dava pra abrir mão de ser algo compacto o suficiente pra caber no bolso da calça. Depois de muita pesquisa optei pela NXMini da Samsung e também só tenho elogios. Ela une o tamanho das point-and-shot com qualidade semiprofissional. Ela é vendida na versão com uma lente sem zoom que é mais compacta e uma lente um pouco maior com zoom. Comprei na Colombo por 599 reais a com lente 9mm. Você pode virar a tela pra cima pra fazer selfies, ótimo pra quem viaja sozinho e não gosta do pau de selfie. A lente tem um ângulo bem aberto, não fica um "carão" na selfie, pega bastante do ambiente em volta. As fotos sem flash em ambiente com pouca iluminação também ficam muito boas, excelente para museus e para fotos noturnas. Eu ia comprar uma xing ling para fotos aquáticas, mas como fiz poucos passeios na água, acabei desistindo. [CÂMBIO] Pelas minhas pesquisas, o mais vantajoso era levar em dólar. Fiquei com medo de levar em Real e não conseguir trocar. Levei um pouco de Euro, mas não foi vantajoso. A cotação do Euro nas casas de câmbio eram muito piores que a oficial. Apenas no aeroporto da Cidade do México vi uma casa de câmbio que trocava Reais, mas também não valia a pena e não perguntei se eles estavam pegando Real. Rode o aeroporto inteiro, as taxas variam muito. DICONA: Na Cidade do México, troque uma quantia razoável no aeroporto, no Centro era bem pior e tinha poucos locais, tanto que voltamos no aeroporto só pra trocar mais dinheiro. Nas outras cidades que fomos, a única que não tinha uma taxa horrível era Mérida. Lá pegamos a melhor cotação da viagem. Antes de viajar eu estava acompanhando a cotação pelo site http://eldolarenmexico.com/ e você também pode instalar a app deles no celular, porém, é só pra ter uma base, já que mostra o valor “comercial” e não o “turismo”. Para ter uma noção da diferença para a realidade, na época pegamos as melhores cotações nessa lista entre 16,23 e 16,51 pesos (por dólar) no dia 26 de outubro. É bom ter o passaporte em mãos, a maioria dos lugares pede. Como foram as trocas: 27/10 - Aeroporto Cidade do México - 16,05 (dólar) e 18,11 (euro - foi a única cotação de euro que valia a pena, outros lugares chegava a 17) 31/10 - Aeroporto Cidade do México - 16,10 (dólar) 06/11 - Banco Banregio no Passeo Montejo em Mérida - 16,45 (dólar - nem acreditei quando vi essa cotação) 11/11 - Banco Scotiabank em frente ao terminal da ADO em Playa del Carmen - 15,90 (dólar) Em Puebla e Oaxaca a cotação era bem pior, não tenho muita certeza, mas acho que por volta de 15,90. RELATO DIA A DIA DIA 01 – SÃO PAULO/CIDADE DO MÉXICO [TRANSPORTE] Como não somos de São Paulo, pegamos um voo até Campinas e de lá precisávamos chegar até Guarulhos. A Azul oferece o translado gratuito para vários pontos de São Paulo. Pegamos o ônibus para o Terminal Barra Funda. É um ônibus confortável e com banheiro. O ponto é bem na porta do aeroporto Viracopos, atravessando a rua. É bem sinalizado, não tem erro. É preciso apresentar cartão de embarque e documento com foto. No terminal Barra Funda, pegamos o Metro para a estação Tatuapé. Chegando na estação, siga rumo ao Terminal Norte. Saindo das catracas do metrô vire à esquerda (direção oposta ao Shopping Metrô Tatuapé) e desça a primeira escada rolante para encontrar o ponto do ônibus que vai até o aeroporto. Duas linhas fazem esse trajeto, porém a Linha 257 tem o percurso mais curto (45 minutos) e sai a cada 15 minutos da estação Tatuapé. Funciona de 05:00 até 00:10. O ônibus tem espaço pra colocar a mala e custa 5,15 reais. No aeroporto, o ônibus para primeiro no Terminal 4 e segue para os Terminais 1 e 2. Chegamos na Cidade do México por volta de 14h, meia hora antes do esperado. Mas demoramos pelo menos mais uma hora nos procedimentos da migração. No avião eles entregam os formulários que devem ser preenchidos. Não perca, tem que devolver no momento de sair do país. Meu avião chegou no Terminal 2. Para ir ao Terminal 1, que é onde tem os táxis e a estação do metrô, você deve subir a escada e ir para a direita para pegar um trem. Não tem custo, basta mostrar a passagem. Não troque dólar no terminal 2, as taxas são ridículas. No terminal 1 tem um stand da ADO, caso queira comprar suas passagens com antecedência. Eu tinha a informação que tinha um estande ADO no metrô do Zócalo, mas não tinha. [CÂMBIO] Como já mencionei, no aeroporto encontrei taxas bem vantajosas, mas tem que procurar, pois varia muito. Inclusive o local que eu troquei no primeiro dia não estava vantajoso quando voltei outro dia. DICONA: Pra não fazer confusão no câmbio: Na chegada, busque o lugar com taxa de compra mais alta. Na volta para o Brasil, busque a venda de dólares mais baixa. Para evitar trocar peso de volta para dólar e, com isso, perder dinheiro, nos últimos dias gastei o peso que tinha e passei o cartão de crédito no que faltou. [TRANSPORTE] A estação do metrô é bem pertinho do terminal 1, um pouco pra frente de onde ficam os táxis. Saindo em qualquer uma das portas, é só seguir para a esquerda. Nós preferimos o táxi depois de uma viagem tão cansativa, e porque ainda tínhamos um cronograma a seguir. A maratona estava só começando! Táxi aeroporto/hotel: 215 pesos Metrô para o Zócalo: Da estação Terminal Aérea pegar sentido Politécnico, descer em La Raza. Pegar linha 3 sentido Universidad e descer em Hidalgo. Pegar linha azul sentido Tasquena e descer no Zócalo. Táxi: Deve ser pago antecipadamente no guichê dentro do aeroporto e você entrega o recibo para o motorista. Por isso, não tem como pechinchar. Acenamos para um táxi que estava deixando um passageiro e ele disse que não poderia nos pegar lá. Então acho que não tem como pegar um táxi mais barato no aeroporto. [HOSPEDAGEM] HOTEL CANADÁ - O prédio é antigo, achei simples demais pelo preço, mas a localização é imbatível, muito perto do Zócalo. O wi-fi não funcionou no quarto, só na recepção. Cama muito boa, limpeza também. O café da manhã estava incluso na diária e era muito caprichado. [ATRAÇÃO] ANTIGUO COLEGIO DE SAN ILDEFONSO Terças 10:00-20:00 / quarta a domingo 10:00 -18:00 - 45 pesos (Terça de graça) Só deu pra fazer uma visita rápida. Este é o lugar onde Frida Kahlo e Diego Rivera se conheceram. Tem uma arquitetura bonita, mas nada demais. Não é imperdível. [ATRAÇÃO] LUCHA LIVRE - ARENA MÉXICO Terça 19:30 - 50 pesos Tem um ingresso mais caro, mas a arena é pequena, não tem necessidade. Tem evento outros dias da semana, só pesquisar no site oficial. Eu tinha lido que não podia levar câmera, mas ninguém nos perguntou nada e estava cheio de gente tirando fotos. Na ida, fale pro taxista que você quer ir na Lucha Libre, pois tem outra Arena México. Na volta fica cheio de táxi na porta. Como a gente não tinha como ligar para rádio-táxi, arriscamos esses. Mesmo estando cansada ao extremo, achei que valeu a pena conhecer. É bem engraçado. O táxi da ida foi 79 pesos (com taxímetro) e 100 pesos na volta (valor combinado). DIA 02 - CIDADE DO MÉXICO [ATRAÇÃO] PRAÇA DAS TRÊS CULTURAS TLATELOLCO Segunda a domingo 8:00-18:00 - Entrada e guia grátis segunda a sexta 8:00-14:00 Metro: Na Estação Zócalo pegar a linha azul rumo Cuatro Caminos. Descer em Hidalgo, baldeação para a linha 3 (rumo Índios Verdes) e descer em Tlatelolco. É muito fácil ir de metrô, porém a estação é um pouco longe da Praça, você sai dentro de um parque, segue em frente até a avenida, vira à esquerda e depois tem uns 15 minutos de caminhada pela avenida até o local. É um sítio relativamente pequeno, mas é muito bonita a mistura da arquitetura Pré-hispânica, Colonial e Moderna. Tem um museu ao lado, mas não entramos. Tem o guia gratuito, mas ele não estava lá por causa das festividades do Dia dos Mortos. O local é cheio de placas com muitas explicações, dá pra entender sem o guia. Vale muito a pena conhecer. [ATRAÇÃO] MUSEU FRIDA KAHLO - CASA AZUL Terça a domingo 10:00 - 17:45 (quarta abre 11:00) - 120 pesos (ganha a entrada p/ o Museu Anahuacalli) + 60 para tirar fotos É tranquilo ir de metrô, descendo na estação Coyoacan você tem que caminhar uns 20 minutos até o museu. É um bairro muito agradável. Se estiver com mais tempo que eu, pode aproveitar uma visita ao Vivero. Não conheci, mas dizem que é lindo. Seguimos a recomendação de chegar cedo para evitar o maior movimento. Tinha acabado de abrir e já tinha uma fila razoável. É obrigatório deixar a mochila no guarda-volumes (gratuito). O museu é maravilhoso, me apaixonei ainda mais pela Frida. Tem um belo acervo de pinturas, fotos, mobília e roupas. A casa é linda, tem uma atmosfera muito gostosa. Vale a pena pagar a permissão para tirar fotos. No jardim, havia um altar lindo por causa do Dia dos Mortos, até pensei que era onde estavam seus restos mortais. Mas depois li que na verdade as cinzas dela estão dentro de um pote no quarto, mas fica a dúvida, não sei dizer. Pegamos o táxi para o próximo local mesmo na esquina do museu. O preço da corrida é fixado por tabela: 100 pesos [ATRAÇÃO] MUSEU DIEGO RIVERA ANAHUACALLI Quarta a domingo 11:00-17:00 - 60 pesos (ganha a entrada p/ o Museu Frida Kahlo) + 30 pelas fotos Como vocês podem ver, o dia hoje seria dedicado a esse casal de artistas tão polêmico. Além do que, os 3 museus relacionados a Frida e Diego são na mesma região (mas não exatamente pertinho um do outro). Na verdade, eu tomei conhecimento deste museu por causa de uma cena épica da série Sense8 que se passa neste local. Um pouco da história: Diego Rivera era um visionário, e começou a reunir artefatos pré-hispânicos quando ninguém dava valor. Ele reuniu milhares de peças e construiu o museu para devolver esse patrimônio ao povo mexicano. Infelizmente, ele morreu antes do término e foi Dolores Olmedo que concluiu o projeto. (Para quem tiver tempo, dizem que o museu Dolores Olmedo é fantástico, mas eu não consegui conhecer.) O museu Anahuacalli é feito de pedras vulcânicas e é simplesmente uma das construções mais bonitas que eu já vi na vida. O acervo é basicamente de peças pré-hispânicas e também guarda alguns esboços do Diego. Só é possível visitar com o guia, que não tem custo adicional. As visitas guiadas acontecem a cada meia hora. Sugiro ir duas vezes, a primeira para ouvir as explicações e a segunda para tirar fotos. Tentamos chamar um rádio-táxi, mas nenhum orelhão da redondeza estava funcionando, então pegamos novamente táxi na rua, ao contrário do recomendado. De novo, sem problemas. Se você inverter e for no Anahuacalli antes da Casa Azul, economiza 60 pesos, já que comprando um você tem direito a entrar no outro com o mesmo ingresso. Mas eu preferi fazer dessa forma, por causa da logística e para chegar cedo na Casa Azul e evitar ficar muito tempo na fila. Pegamos um táxi para o Museu Casa Estúdio, até que não saiu tão caro mesmo sendo bem longe: 100 pesos [ATRAÇÃO] MUSEO CASA ESTUDIO DIEGO RIVERA Y FRIDA KAHLO Terça a domingo 10:00-18:00 horas - 14 pesos + 30 pelas fotos Esse é o local onde eles moraram (e onde o casamento desmoronou). Honestamente, só indico para quem é muito muito fã. A parte do Diego ainda tem alguns objetos interessantes, mas a casa da Frida tem basicamente fotos e cartas. Não havia mais ninguém visitando e nem o taxista sabia onde era, pra se ter noção. Aqui o guarda-volumes também é obrigatório e gratuito. [TRANSPORTE] Não conseguimos encontrar um táxi, então pegamos um ônibus até o metrô. (É bem tranquilo pegar o ônibus, chamado pesero, eles passam gritando o destino, passagem 5 pesos) E aí começou a aventura de andar no metrô de uma cidade de 28 milhões de habitantes no horário de pico. Na hora de descer, eu só consegui sair do vagão porque alguém literalmente me puxou pelo braço e marido também foi catapultado. Então, coleguinhas, não cometam o mesmo erro. DIA 03 - CIDADE DO MÉXICO [ATRAÇÃO] CATEDRAL Sábado e Domingo 8:00-20:00 - Grátis É um igreja bonita, monstruosamente grande, mas nada demais. Se não tiver tempo, pode cortar sem dó. Tem um tour guiado gratuito na parte da manhã, por volta de 10h. [ATRAÇÃO] TEMPLO MAYOR Terça a domingo 9:00-17:00 - 64 pesos Fica atrás da Catedral. Além do sítio arqueológico, tem um museu enorme, com 7 salas e centenas de artefatos pré-hispânicos. Vale muito a pena a visita aos dois. Um pouco de história: Quando os espanhóis chegaram, existia uma cidade chamada Tenochtitlan onde está o Zócalo. Mas gente boa como só, eles construíram por cima e enterraram Tenochtitlan. O Templo Mayor é parte dessa cidade soterrada. Na frente da Catedral e dentro do Palácio Nacional também existem pequenas janelas para observar partes do que está por baixo das construções. Não tinha serviço de guia disponível, mas o local tem placas com explicações. Tive que deixar minha água no guarda-volumes. [ATRAÇÃO] PALÁCIO PRESIDENCIAL (MURAL DE DIEGO RIVERA) Diariamente 10:00-17:00 Para entrar é preciso deixar um documento na portaria. Vale a visita para conhecer os murais de Diego Rivera. (Já deu pra ver que somos fã, né?) Tem o mural principal gigantesco, que conta toda a história do México, e vários menores, sobre as culturas pré-hispânicas. Fomos com um guia e acho que valeu a pena para saber mais sobre os significados das pinturas. Foi naquele esquema, "pague-me quanto quiser". Isso é muito comum no México, a famosa propina, mas eu detesto, prefiro que coloque o preço. Você nunca sabe se deu muito ou se deu pouco, se está justo ou se a pessoa ficou insatisfeita. Como trocamos pouca grana no aeroporto, tava meio contado, então dei 100 pesos por uma visita de mais ou menos 40 minutos. Dava pra ficar mais tempo lá, a arquitetura também é muito bonita, mas era o tempo que tinha na maratona do dia [ATRAÇÃO] BOSQUE E CASTELO CHAPULTEPEC Terça a domingo 9:00-17:00 - 64 pesos Metrô: Estação Zócalo (sentido Tasquena) desce na próxima (Pino Suarez). Pega linha rosa (sentido Observatório) e desce na estação Chapultepec. Ao sair do metrô, vire à direita e vai ver a entrada do Bosque. Lá tem uns esquilos superfofos e você pode comprar amendoim para alimentá-los. Eles vêm pegar a comida na sua mão. Um até subiu no meu colo! Siga por dentro do Bosque, passe por uma ponte sobre a avenida e siga as placas para achar a entrada para o Castelo. Tem um trenzinho que faz a subida, é barato mas acho desnecessário. O guarda-volumes não é obrigatório (10 pesos) mas não pode entrar com água no Castelo. O Castelo é maravilhoso, perfeito para fazer milhares de fotos. É diferente dos museus, com um acervo focado nos espanhóis, com mobiliário, pinturas, roupas, armas, carruagens, jóias etc. Eu achei que seria uma visita rápida, mas não queria ir embora nunca mais. Sério, é muito lindo. Ainda nesta região, tem o Zoológico e o Museu de História Natural, que não tivemos tempo de ver. [ATRAÇÃO] MUSEU DE ANTROPOLOGIA Terça a domingo 9:00-19:00 - 64 pesos + 75 pelo audioguia O museu fica próximo ao Castelo, uns 10 minutos de caminhada, pergunte a direção porque não é bem sinalizado. Em todos os relatos eu li que era grande, mas nada me preparou para esse monstro de museu. Atualize as suas definições de grande. Infelizmente só tivemos 2 horas, então vimos tudo, mas bem por cima. O museu é separado por regiões geográficas, é muito completo, tem desde artefatos antigos, simulações de habitações, roupas de cada povo, religião, etc. Tem o famoso calendário asteca e uma maquete da cidade de Tenochtitlan. Como eu não tinha muito tempo, não aluguei o audioguia, mas tem muitas placas explicativas. Não perca tempo na loja de souvenir, é extorsivamente cara. [TRANSPORTE] Na saída, mais uma aventura. Era por volta de 19h. O museu é relativamente perto do metrô, mas a gente já tinha aprendido a lição. Tem um ponto de táxi na porta do museu, mas o carro que estava lá não tinha nenhuma identificação, então não quis arriscar. Por isso, ainda ouvi desaforo do taxista "como assim vocês não confiam em mim???". Ligamos para um rádio-táxi e eles não quiseram mandar um carro. O trânsito estava completamente caótico. Não passava táxi vazio. O primeiro que passou não quis nos levar para o Zócalo. Esperamos mais de uma hora até conseguir um taxista que nos levasse e mesmo assim ele foi resmungando. E ainda tivemos problema com o troco, ele não aceitou minha nota de 500 pesos e eu tive que correr atrás de troco. A corrida foi 63 pesos, com tanto trânsito até que ficou barato. DIA 04 - CIDADE DO MÉXICO [ATRAÇÃO] TEOTIHUACAN Todo dia 9:00-17:00 - 64 pesos Seguimos a recomendação de ir o mais cedo possível, já que os tours passam antes na Basílica, chegam lá por volta da hora do almoço e aí o lugar fica lotado. É muito tranquilo ir por conta, não tem necessidade de pagar agência. Metro: Na Estação Zócalo pegar a linha azul rumo Cuatro Caminos. Descer em Hidalgo, baldeação para a linha 3 (rumo Índios Verdes). Descer em La Raza, baldeação p/ linha amarela (rumo Politécnico) e descer na próxima, que é a estação Autobuses del Norte. Você sai da estação direto na porta da rodoviária. É o penúltimo guichê do lado esquerdo de quem entra na rodoviária. A passagem custa 44 pesos, o ônibus demora pouco mais de 1h e você vai descer no Portão 1. Diga no guichê e também para o motorista que quer ir para “Los Pirámides” e não San Juan de Teotihuacán. O sítio é gigantesco, dá pra subir nas duas pirâmides, na do Sol até o topo e na da Lua até a metade. A subida parece mais difícil do que é e a vista, claro, compensa qualquer esforço. Entramos pelo portão 1 mesmo, e fizemos a visita com um guia. O primeiro que nos abordou queria cobrar uma fábula, tipo uns 1000 pesos. Pelas minhas pesquisas, a média que se paga para os guias, exceto Chichén Itzá, é de 200 a 400 pesos. O próximo ofereceu o passeio por 350 e achamos que estava de bom tamanho. Era um guia muito bom, pena eu não lembrar o nome dele pra recomendar. Só no final do tour ele queria nos levar em uma loja de mezcal fora do sítio e a gente preferiu encerrar o tour pra ter mais tempo dentro do sítio e também porque não tínhamos interesse. As placas explicativas do sítio não são lá muito informativas. Saímos pelo portão 2, que fica no rumo da Pirâmide do Sol, é onde você pega o ônibus de volta até o Terminal Norte ou Índios Verdes. Em poucos minutos já passou o próximo ônibus. DICONA: Esse foi um dos melhores lugares para comprar souvenir. Primeiro que eles aceitaram reais com uma boa taxa de conversão e os preços estavam bons. Dentro do sítio também vende comida e bebida a preços razoáveis. Não adianta levar chapéu, porque venta muito, mas abuse do protetor solar. Não tem sombra e o sol é inclemente. [ATRAÇÃO] BASÍLICA DE GUADALUPE Todos os dias 6:00-21:00 / Museu Terça a Domingo 10:00-18:00 Pela fama do lugar, não dava pra deixar de incluir no roteiro. Mas confesso que não me impressionou, fizemos uma visita bem rápida. Nem vi onde era o museu. Tem a igreja antiga toda torta e a nova foi construída em um estilo bem modernoso e interessante. *Estação Indios Verdes: pegar a Linha 3 até a Estação Deportivo 18 de Marzo e fazer a baldeação p/ Linha vermelha (rumo Martin Carrera) até a La Villa-Basílica. Estação Terminal Autobuses: pegar linha amarela sentido Politécnico, descer na próxima estação (Instituto), baldeação p/ Linha vermelha (rumo Martin Carrera) até a La Villa-Basílica. Da estação é uma caminhada de 5 minutos. Almoçamos em um restaurante bom e barato, uma esquina antes da Basílica, chamado El Fogón (95 pesos o casal, com direito a matula). [ATRAÇÃO] PALÁCIO DE BELLAS ARTES Terça a domingo 10:00-18:00 - 49 pesos + 30 pelas fotos Fica a poucas quadras do Zócalo, caso esteja vindo de metrô, descer na estação Bellas Artes. O prédio é maravilhoso, principalmente com a iluminação noturna. Mais uma visita que tinha a ver com Diego Riveira, já que o palácio abriga a obra mais polêmica do pintor. Um resumo pra quem não conhece a treta. Diego (que era comunista) foi contratado pelo empresário americano John Rockefeller para fazer um mural na entrada do complexo Rockefeller, Nova York. Ele aprovou um esboço (que está no Anahuacalli) e pintou completamente diferente, inclusive inserindo um Lênin muito maroto. Rockefeller não gostou nadinha, Rivera não quis mudar sua obra e o mural foi destruído. Posteriormente Diego pintou suas ideias comunistosas com toda a liberdade do mundo no Palácio de Bellas Artes. É uma obra muito rica, cheia de simbolismos. Tem outras obras do Diego e de outros artistas, vale a pena conhecer. [ATRAÇÃO] Nesta noite, o plano era embarcar no Turibus noturno, que passa pelos principais pontos turísticos da região central. Sai do Zócalo por volta de 21h, com duração de 1h30 e custa 100 pesos. Mas o cansaço falou mais alto, e acabamos desistindo. DIA 05 - CIDADE DO MÉXICO/PUEBLA [TRANSPORTE] A Cidade do México tem várias rodoviárias, dependendo pra qual região você vai. Para Puebla, é preciso ir para o TAPO (Terminal de Autobuses de Pasajeros de Oriente). Nós tivemos que ir até o aeroporto trocar mais dólares, mas este é o caminho para quem vai direto para a rodoviária. Metrô: Na estação Zócalo, pegar sentido Tasquena. Descer na Pino Suarez, pegar linha rosa sentido Pantitlan até a estação San Lazaro, onde fica a rodoviária TAPO. [TRANSPORTE] ÔNIBUS PUEBLA - Tem ônibus de hora em hora, tranquilo comprar a passagem na hora. Já compramos o próximo trecho, que era para Oaxaca. Como tinha o feriado, compramos essa com antecedência com medo de ficar sem. Chegando na rodoviária de Puebla, dentro do terminal, tem um guichê de "táxi seguro". Você fala pra onde vai e paga o ticket. Do lado de fora tem um fila de táxis e uma cabine, você entrega seu ticket nas cabines e eles organizam seu lugar na fila de táxis. É um pouco longe do Zócalo, uma corrida de pelo menos 15 minutos, que custou 68 pesos. [HOSPEDAGEM] HOTEL DE TALAVERA - Foi o hotel mais barato que pegamos na viagem. Foi uma surpresa positiva, era bem charmosinho e muito bem localizado. O café da manhã incluído era bem simples. Wi-fi pegava bem no meu quarto. [ATRAÇÃO] CHOLULA (IGREJA N S ROSÁRIO) Todos os dias 09:00-18:00 - 52 pesos O ônibus para Cholula sai de um terminal fora do Centro Histórico, é só pesquisar “Terminal de Autobuses Cholula” no Google Maps. É uma caminhada de 15 minutos a partir do Zócalo. É um ônibus coletivo que vai parando nos pontos. O trajeto demora por volta de 30 minutos. Peça ao motorista para indicar onde descer para chegar na Zona Arqueológica. O ônibus não para na porta e não tem muita sinalização, pergunte o caminho. Depois de pagar o ingresso no guichê, você entra por um túnel compridão, parece que não acaba mais (meio tenso para os claustrofóbicos). Saindo do túnel, à direita tem a subida para a igreja que fica no alto do morro (que na verdade é uma pirâmide mas parece uma elevação natural) e seguindo em frente a entrada da Zona Arqueológica. A igreja é linda, a vista é foda. Um vulcão compõe a paisagem, mas no dia que fomos o céu estava muito encoberto e não deu pra ver nada (fuenfuenfuenfuenfuen). As ruínas ficam na parte de baixo, tem guia, mas não contratamos. Não é muito grande, mas a composição do lugar com a igreja no alto do morro e a natureza em volta tornam esse passeio imperdível. Na volta, o ônibus passa mesmo na esquina da Zona Arqueológica. Se não me engano, a indicação é “Centro Histórico”. Peça para o motorista te indicar o ponto de descida, não para dentro do Centro Histórico, tem que caminhar uns 5 minutos. Ônibus para Cholula: 7,50 pesos [ATRAÇÃO] PUEBLA E O DIA DOS MORTOS À noite, nossos planos eram de conhecer o Museo Amparo. Mas, quando paramos para jantar, vimos uma multidão se reunido em volta da rua principal do Centro e descobrimos que teria um desfile. Mudamos a programação, claro. Quando o desfile finalmente chegou, pudemos experimentar com força total o que é o Dia dos Mortos no México. Na Cidade do México já tínhamos visto pessoas fantasiadas (fui atendida por uma noiva-cadáver no guichê da ADO kkk) e locais enfeitados, mas nada comparado a um desfile com centenas de zumbis, monstros, celebridades, heróis e outros personagens. Teve até desfile com cachorros. Eles se envolvem mesmo, foi mágico vivenciar isso. Puebla é uma cidade grande com ar de interior. O centro é muito charmoso, com ruas estreitas e muitas (muitas) igrejas. Dizem que são 365, e eu acredito. [ALIMENTAÇÃO] Provamos o famoso mole poblano e eu não gostei. DIA 06 – PUEBLA/OAXACA Acordamos bem cedo para conhecer o Centro Histórico. Era um domingão e o Zócalo estava movimentado. Estava rolando uma maratona e na praça tinha brincadeiras para as crianças. Conhecemos rapidamente a catedral e seguimos para uma das minhas atrações favoritas em toda a viagem. [ATRAÇÃO] IGREJA SANTO DOMINGO E CAPELA DO ROSÁRIO Segunda a domingo 8:00-14:00 e 16:30-20:00 A Igreja fica a poucas quadras do Zócalo. No interior está a capela. Mesmo se você não curte igrejas, é uma maravilha artística indescritível. Diz o guia que é uma 8ª maravilha não oficial, e eu concordo plenamente. Valeria ir a Puebla só pra isso. O guia era no esquema contribuição voluntária e deu uma bela explicação. [TRANSPORTE] ÔNIBUS OAXACA - Com a passagem já comprada, fomos com tranquilidade para a rodoviária e, infelizmente, nos deparamos com o primeiro perrengue da viagem. Fiquei tão preocupada com a ida para Oaxaca e não me preocupei tanto com a saída. Fomos comprar a passagem de Oaxaca para Tuxtla e já estava esgotado com 2 dias de antecedência . Achei um amadorismo surpreendente que a ADO não coloque ônibus extra com uma demanda tão grande, mas paciência. Fomos pra Oaxaca com esse pepino pra resolver. [HOSPEDAGEM] HOTEL AURORA - Hotel muito bom, excelente localização. Não encontraram nossa reserva de cara, mas como eu tinha a reserva impressa, deu tudo certo. O quarto era enorme. O wi-fi não pegou muito bem. Equipe muito simpática. Um peido não é nada pra quem está cagado, então decidimos aproveitar o restante do dia e resolver o problema da passagem no dia seguinte. Ledo engano, ledo engano. Nada nessa cidade daria certo. O plano era visitar o Museu de las Culturas de Oaxaca, no site dizia que ficava aberto até 19h. Chegamos por volta de 18h pensando que uma horinha já dava pra ver alguma coisa. Só que na verdade o museu fechava pouco depois das 18h. No outro dia o museu estaria fechado, então fica para uma próxima. [ATRAÇÃO] TEMPLO DE SANTO DOMINGO A igreja fica ao lado do Museu de las Culturas de Oaxaca, muito bonita. Também tem guia com contribuição voluntária. [ATRAÇÃO] OAXACA E O DIA DOS MORTOS Nesse período, durante o dia e à noite, tem vários desfiles de Comparsas pelas ruas do Centro Histórico. São como os nossos blocos de carnaval, com pessoas fantasiadas e música. Eles vão parando ao longo do percurso para apresentar danças e o povão vai seguindo. É muito divertido e foi uma das coisas mais interessantes da viagem. As crianças também capricham na fantasia, e colocam um baldinho para coletar propinas. Você pode pintar o rosto por 100 pesos, é um trabalho muito bem feito, mas eu achei caro e não fiz. DIA 07 – OAXACA Antes de sair para aproveitar a cidade, fomos até a rodoviária resolver a passagem. Uma opção seria tentar na rodoviária de segunda classe se havia um ônibus que fizesse o percurso para Tuxtla. Mas eu não queria de jeito nenhum fazer um percurso de mais de 12 horas em um ônibus ruim. Depois de muito matutar, consegui tirar da cartola um plano B de ir para Villahermosa e de lá para Palenque. Isso nos custaria abrir mão de conhecer o canyon del sumidero, mas ainda era melhor que passar horas interminavelmente intermináveis na estrada. Aprendemos com nossos erros e compramos praticamente todas as passagens para o restante da viagem. [ATRAÇÃO] PANTEON GENERAL Na volta da rodoviária, já mais aliviados, resolvemos passar no cemitério. Passeio altamente recomendado para entender a relação dos mexicanos com a morte. Pessoas lavando e enfeitando túmulos, pessoas fazendo e distribuindo comida, música alegre (tinha até um quarteto de cordas!) e mais pessoas fantasiadas. Nada de tristeza, é uma festa! Nunca mais verei cemitérios da mesma forma. [ATRAÇÃO] MONTE ALBAN Segunda a domingo 9:00-17:00 - 64 pesos É muito tranquilo ir por conta. Você pode pegar o ônibus que sai de uma agência que fica em frente o Hotel Rivera del Angel na Calle Mina, 518. Pagamos 55 pesos por pessoa ida e volta, é uma viagem de uns 30 minutos até as ruínas. Sai de hora em hora e você pode voltar quando quiser. Os horários de ida são as horas “quebradas” (10:30, 11:30 etc) e os horários de vinda são as horas “inteiras” (14:00, 15:00 etc). Tem várias agências que fazem o tour, mas não vejo porque ficar preso a um horário. Mais uma vez fui surpreendida pelo tamanho da Zona Arqueológica. Sol inclemente, leve muita água, no local é caríssimo (24 pesos). O local possui placas, mas são pouco explicativas, mesmo assim não contratamos guia. O museu é bem pequeno. [ATRAÇÃO] OAXACA E O DIA DOS MORTOS Almoçamos e passeamos pelo Centro Histórico, fomos até a Basílica (fraquinha) e demos de cara com uma “concentração” de comparsas. Seguimos o desfile um pouco, depois fomos para a Catedral (muito bonita) e Mercado Benito Juarez. O mercado é o paraíso do souvenir e da comida típica, vale muito a visita. Compramos o famoso mezcal (muito parecido com a nossa pinga), uma bebida feita do mezcal com sabores (compramos o de cappuccino, delicinha), chocolate de Oaxaca (não curti muito, marido adorou), queijo de Oaxaca (parece o nosso queijo de trança) e experimentamos o chapuline, o grilinho frito. Meu deus, é muito nojento, ele faz um “crec” dentro da boca. Olha, não sou fresca para experimentar comidas diferentes, mas é exatamente a sensação que você pensa que vai ter ao comer um inseto. Claro, vale a experiência. De uma forma geral, fiquei um pouco decepcionada com a cidade de Oaxaca em si. Estava esperando mais, depois do tanto que li sobre. Eu havia tirado do meu planejamento um passeio que muita gente faz, que visita o Arbol del Tule, Mitla e Hierve el Agua, porque o único que me interessava era o Hierve el Água, Mitla parece ser bem pequeno, e eu não queria gastar um dia inteiro com isso. Remanejei esse dia para Campeche e não me arrependi nem um pouco. DIA 08 – OAXACA/PALENQUE [TRANSPORTE] ÔNIBUS VILLAHERMOSA / PALENQUE – Foi um dia praticamente perdido. Viajamos a noite toda, o ônibus demorou umas duas horas a mais do que o esperado. Paramos em Villahermosa e pegamos uma van para Palenque, onde chegamos no meio da tarde. [HOSPEDAGEM] HOTEL CHABLIS - Hotel maravilhoso, me senti “ryca”. Fica numa rua charmosinha, com a maior cara de cidade de praia, paralela com a avenida principal. Depois de uma viagem tão longa, aproveitamos para relaxar na piscina do hotel e dormimos cedo. Acabou sendo um dia para recarregar as baterias depois de tantos dias maratonando. Foi bem tranquilo deixar a bagagem no hotel pós-checkout, eles etiquetaram e guardaram em um depósito. Ficamos tentados a fazer o checkout tardio, mas ficaria quase o preço de mais uma diária para desocupar o quarto por volta de 22h. Depois nos arrependemos, porque foi bem cansativo esperar o ônibus na rodoviária. [ALIMENTAÇÃO] Na rua do Hotel Chablis fica o Café Jade, comida deliciosa por um valor razoável. Recomendo. DIA 09 – PALENQUE/CAMPECHE [ATRAÇÃO] ZONA ARQUEOLÓGICA DE PALENQUE A maioria das pessoas combina a visita ao sítio arqueológico com Misol-há e Água Azul. Cheguei a pesquisar uma ruína interessante que tem nessa região, chamada Toniná, mas desisti pela dificuldade e falta de informações. Depois minha ideia era trocar essas várias horas em uma van por uma cascata mais perto, chamada Roberto Barrios. Porém teria que ser um tour privado, ficaria caro (mais de 500 pesos por pessoa), então trocamos por um passeio mais no jeito, que se revelou muito bacana, o Ecopark Aluxes. Para ir por conta à Zona Arqueológica, você pode pegar uma das vans que ficam na frente do Hotel Lacandomia/café Metzabok (custo da van é de 40 pesos ida e volta, informação que eu não confirmei). A entrada custa 30 pesos + 64 pesos (parque + sítio arqueológico). Em frente ao hotel tinha uma agência e achamos que o valor estava compensando, então fizemos o tour privado por 350 por pessoa, incluso as entradas e o transporte Zona Arqueológica + Aluxes. Ele nos deixava e buscava no lugar em um horário previamente combinado. Palenque não me decepcionou, é um lugar indescritível. Tem um pouco da vibe de Machu Picchu, com uma bela floresta em volta. Fomos com um guia (350 pesos), valeu a pena porque é uma ruína com muita história, foi um lugar muito importante e teve um dos governantes mais famosos das civilizações pré-hispânicas, o Pakal. Na volta, não deixe de conferir a tumba desse moço dentro do museu. Aliás, o museu vale a visita como um todo, não é muito grande, mas é bem legal. Não saia da Zona Arqueológica por onde entrou, pergunte onde é a saída que passa por dentro do parque, pelo “baño de la Reina” e o “grupo de los murciélagos”. Você vai ver mais algumas ruínas, uma cascata lindinha e sai perto da entrada do museu. Leve muita água e repelente (preste atenção nos ingredientes, tem que ter DEET na composição para afastar o mosquito da malária, compramos no supermercado da rede Chedraui por 50 pesos). Aliás, se você estiver fazendo uma rota parecida com a minha, a partir desse momento o repelente será seu melhor amigo. [ATRAÇÃO] ECOPARK ALUXES 9:00 – 17:00 100 pesos É um santuário para animais que fica na estrada que vai para as ruínas. Não gosto de ver animais confinados, mas a proposta deles é de resgatar animais de contrabando e outras situações de risco. Quando é possível, eles devolvem o animal para a natureza. É um lugar lindo, tem uma variedade razoável e algumas gaiolas que você pode entrar para ter contato com os bichinhos. Inclusive um pássaro encanou no meu sapato e não queria largar do meu pé, literalmente. Vale muito a visita. Voltamos para a cidade “varados de fome”, então almoçamos no primeiro lugar que encontramos. A refeição acabou saindo um pouco cara, mas, fica a dica, depois encontramos um restaurante que serve o menu do dia por uns 50 pesos perto da praça principal. É só seguir a avenida cheia de lojas até o final. Na cidade em si não tem nada que valha a pena mencionar. [TRANSPORTE] ÔNIBUS NOTURNO CAMPECHE - Depois de muito sofrimento e ranger de dentes e cochilos na rodoviária, pegamos o ônibus para Campeche. Se puder, pague mais uma diária pra não ficar tantas horas nesse desconforto. Tem guarda-volume na rodoviária de Palenque (6 a 20 pesos por hora de acordo com o tamanho da mala). DIA 10 – CAMPECHE Campeche quase ficou de fora do roteiro, foi a última a entrar. Realmente não sei por que quase não vejo essa cidade nos roteiros da galera. A cidade é linda demais, toda fofa. É uma das cidades mais antigas do México. O Centro Histórico é todo preservado e as casas são pintadas cada uma de uma cor. Tem resquícios da muralha que havia em volta de Campeche quando a cidade se resumia ao centro. Mesmo sendo a beira-mar, não tem praia. [HOSPEDAGEM] HOTEL MISION - Hotel excelente, localização perfeita. É um prédio antigo, como todos no centro, mas muito bem cuidado e todo bonitinho. [ATRAÇÃO] EDZNÁ Segunda a domingo 08:00-17:00 Esse foi um dos poucos passeios que fechamos do Brasil. Como chegaríamos na cidade de madrugada e só ficaríamos um dia, não quis arriscar deixar pra resolver lá. Encontrei uma agência (KankabiOk) com referências positivas suficientes no Tripadvisor e fiz o contato por e-mail. Eles foram bem solícitos e aceitaram que a gente fizesse o pagamento na hora do passeio, porque eles não têm Paypal e fazer o depósito bancário estava muito complicado. Pagamos 750 pesos por pessoa, incluso transporte, entrada, guia e água. O guia Alfredo foi fantástico, valeu muito a pena ir com essa agência. Edzná foi um dos sítios que eu mais gostei e recomendo demais acrescentar no roteiro. É um pouco longe de Campeche, mais ou menos meia hora de carro. Como o lugar recebe poucos visitantes (média de 200 por dia), acredito que não tem como ir com transporte público. Eu queria muito conhecer dois outros lugares na região, Santa Rosa Xtampac e as grutas de Xtacumbilxunaan, mas infelizmente teria que ser tour privado e ficou inviável. [ATRAÇÃO] FORTE SAN MIGUEL Terça a domingo 08:30-17:00 - 47 pesos Campeche tem um longo histórico de ataques de piratas, por isso a muralha e seus fortes. Visitamos o maior e mais famoso, que abriga um museu com acervo voltado para arqueologia. A construção é belíssima e a vista para o mar é maravilhosa (mineiro sempre deslumbra com marzão, né kkk). É longe do Centro, uns 10 minutos de carro. Fomos de táxi. Na volta fomos caminhando pela avenida a beira-mar tentando pegar um táxi. Andamos um tanto bom antes de conseguir um. Lembre-se de levar um telefone de rádio-táxi pra não passar esse perrengue. Além desse forte, duas atrações que eu queria ver mas fiquei na vontade foram o Baluarte de la Soledad (que é perto do centro e tem um acervo voltado para arquitetura) e o Forte San José el Alto (que é mais focado na história da cidade, fica longe do centro). Ambos funcionam de terça a domingo 08:00-17:00 com entrada a 39 pesos (informação não confirmada). [ATRAÇÃO] PORTA DO MAR / PORTA DA TERRA À noite ficamos passeando pela cidade, visitamos as duas portas da antiga muralha. Fomos até o Zócalo procurando o espetáculo de luz e som que acontecia em frente à biblioteca, mas lá descobrimos que não existe mais. Eu também tinha lido que acontecia um espetáculo de luz e som na Porta da Terra, mas, cansados e com fome, acabamos sentando pra comer, ficamos papeando com um casal simpático e desistimos de ir conferir. Então não sei se tem ou não. De qualquer forma, a informação que eu tenho é que acontece de quinta a domingo 20:00-21:00 e paga 50 pesos por pessoa. DIA 11 - CAMPECHE/MÉRIDA [HOSPEDAGEM] HOTEL MARIA JOSE - Outro hotel que me surpreendeu positivamente. Era um pouco mais longe do centro que os outros, mas era excelente e valeu a pena. Como chegamos cedo na cidade, a ideia era deixar as malas no hotel e ir pra rua. O quarto já estava arrumado e fizemos o check-in mais cedo. As pessoas da recepção eram muito solícitas, e nos ajudaram a fechar os passeios dos próximos dias. Nossa ideia era passear pela cidade no primeiro dia, ir a Uxmal e Kabah no segundo dia e finalizar com a Ruta Pucc no terceiro dia em Mérida. No entanto, a Ruta Pucc não é lá muito conhecida, pouca gente faz esse passeio. Então não sabia se ia conseguir fazer sem ter que pagar uma córnea. Deixamos esse dia em aberto no roteiro, se não desse certo a Ruta Pucc, a gente seguiria pra Valladolid e substituiria com Ek Balam. Com algumas ligações, a recepcionista conseguiu um tour privado para a Ruta Pucc com o mesmo preço que pagaríamos se fosse um grupo. Tudo resolvido, fomos para o Passeio Montejo, uma bela avenida cheia de casarões antigos. [ATRAÇÃO] PALÁCIO CANTON E MUSEU DE ANTROPOLOGIA Terça a domingo 8:00-17:00 - 52 pesos É um casarão lindo, com um acervo de artefatos pré-hispânicos. Não é muito grande, então vale uma visita rápida. Seguimos para a segunda atividade do roteiro e fomos reparando que tinha um policiamento ostensivo, polícia municipal, estadual, federal e exército pra todo lado. Chegando na Casa Museo Montes Molina descobrimos que o mesmo estava fechado para a ilustre visita de Raul Castro e do presidente do México. Resolvemos almoçar nas redondezas e ficar sapeando pra ver o tio. Em todo caso, o museu tem acervo espanhol, visita guiada de segunda a sexta 10:00 12:00 14:00 16:00, sábados 10:00 e 12:00 e domingo fica fechado (informações não confirmadas, já que não entramos). [ATRAÇÃO] GRAN MUSEO DEL MUNDO MAYA Quarta a Segunda 8:00-17:00 150 pesos Por pouco eu não tirei esse museu do roteiro. As avaliações no Tripadvisor são meia boca, a entrada é cara e fica bem longe. Meu único arrependimento foi não ter ido com mais tempo para esse museu. A arquitetura é fantástica. O acervo é enorme, com salas e painéis interativos. Além da arqueologia, tem muito sobre a história do País, sobre os povos e também conteúdo sobre a conquista espanhola (spoiler alert: não foi bonita essa parte da história). Foi meu museu favorito de todo o México. Pra quem gosta, vale a pena ir a Mérida só para ir nesse museu. Tem guarda-volume gratuito. No site informava que o museu tem espetáculo de luz e som, mas também não estava operando. Ao lado do museu tem um shopping, onde fiz duas coisas que nunca tinha feito. Joguei em um Cassino (ganhei $$!) e patinei no gelo. A pista de patinação fica bem no meio do shopping, é permanente e funciona todo dia 11:00-21:00, você paga 100 pesos (incluso aluguel do patins) e pode ficar quanto tempo quiser. Foda foi patinar morrendo de medo de levar um tombão e estragar o resto da viagem. [ALIMENTAÇÃO] Jantamos no Chala Maya, que eu já tinha pegado referência de comida típica Yucateca. Foi uma refeição cara (290 para o casal com bebidas e propina), mas valeu muito a pena. DIA 12 – MÉRIDA [ATRAÇÃO] UXMAL + KABAH Fizemos com a empresa Turitransmérida, agendado através do hotel, por 525 pesos por pessoa, incluso almoço, guia e transporte. Recomendo fortemente fazer com eles. Foram pontuais, a van era muito boa, o guia Carlos era maravilhoso. Ele é de origem Maia, nos contou muita coisa sobre a cultura Maia e também sobre a vida dos mexicanos hoje. Depois de mais ou menos 1h de estrada, chegamos em Kabah (47 pesos), que é um sítio pequeno, mas já dá uma ideia da arquitetura rica em detalhes que tanto gostamos na Ruta Pucc. O banheiro é pago (5 pesos). Logo seguimos para Uxmal (206 pesos), que fica a poucos minutos de Kabah. É um dos sítios mais estruturados para turistas. Tem várias lojinhas na entrada, mas não tem vendedores do lado de dentro. Se está indo rumo ao litoral, aproveite para comprar protetor solar e repelente biodegradável mais barato aqui. Pagamos 160 pesos nos dois. Até este ponto do relato eu acho que já gastei todos os meus adjetivos, mas se os sítios mais ao norte impressionam pela grandeza, a Ruta Pucc realmente impressiona pelos detalhes. As construções são todas decoradas com esculturas cheias de significados. Uxmal é bem grande, tem muita coisa pra ver. Mas pelo menos é bem arborizado, então aplaca um pouco o sol. Mesmo assim, no final do passeio era notável o cansaço do grupo. De lá fomos para um hotel, o almoço (muito bom) estava incluído no tour, então só pagamos as bebidas. [ATRAÇÃO] ZÓCALO Aproveitamos a noite para explorar o Zócalo. Visitamos o Palácio do Governador, que tem uma exposição de painéis sobre a conquista espanhola, são muito bonitos. Tinha um guia com um grupo, mas como não teríamos muito tempo então não procurei saber se era pago. A Catedral é bonita, mas segue um padrão estético mais simples, não tem nada rebuscado ou dourado. O Museu Casa Montejo era uma residência e tem o acervo de mobiliário antigo preservado, além da exposição de algumas fotos. Em meia hora dá pra ver tudo. Abre às 10h e fica aberto de terça a sábado até 19h e aos domingos até 14h. No site informava que fazem visitas guiadas grátis de terça a sábado nos horários de 11h, 13h e 17, e nos domingos 11h e 13h. No Zócalo também acontecem muitos eventos, shows, feira de artesanato (com preços melhores que nas lojas), e na sexta tem uma representação do jogo de pelota que infelizmente perdemos porque só ficamos sabendo no sábado. [ALIMENTAÇÃO] Na esquina entre a Catedral e o Palácio tem uma lanchonete de gorditas gordas maravilhosas. Experimente a de Nopal. DIA 13 – MÉRIDA [ATRAÇÃO] RUTA PUUC Esse também foi um passeio agendado pelo hotel, mas não tivemos tanta sorte quanto no dia anterior. Como já mencionei, Ruta Puuc não é um passeio muito popular, especialmente em baixa temporada. Então fomos com a agência Maya Era, que aceitou nos levar em privado com preço de grupo (600 pesos por pessoa). O guia era até um homem bem simpático, mas ele foi basicamente um motorista, não nos deu quase nada de informação sobre os locais, e logo queria ir embora, dizia que era perigoso entrar na selva. De longe o que mais valeu a pena foi a Gruta de Loltun, que é lindíssima. Só é possível entrar com o guia da própria gruta, então você paga 118 pesos na entrada e mais uma gorjeta pro guia no final. Fomos até Labna e Sayil (47 pesos cada) e substituimos Xlapak por um cenote (10 pesos), uma sugestão do guia que achamos muito boa. Era um cenote pequeno e totalmente sem estrutura, mas era bonito. O banheiro se constituía de um pequeno cômodo sem portas e com um balde no chão. Fica no povoado de Peba. Honestamente eu não sei se recomendaria esse passeio, pois os sítios são longe de Mérida e pequenos. Caso esteja de carro, recomendo combinar a gruta com Uxmal e Kabah. DIA 14 – MÉRIDA/CHICHEN/VALLADOLID/PLAYA DEL CARMEN [TRANSPORTE] ÔNIBUS CHICHEN ITZA - Enrolamos e compramos a passagem no dia anterior, mas recomendo comprar o quanto antes pra não dar sopa para o azar, especialmente em alta temporada. Ônibus normal, sai da rodoviária e deixa na porta do sítio. [ATRAÇÃO] CHICHEN ITZA Segunda a domingo 08:00-17:00 - 224 pesos Chegamos bem cedo e deixamos as mochilas no guarda-volumes. Passando a portaria, é só virar à direita e seguir as indicações. É gratuito e muito seguro, as malas são todas identificadas, mas fique atento que fecha 16:30. O serviço de guia era muito mais caro que a média, tabelado, e variava de acordo com a língua. Em português era uns 600 pesos, então nem cogitamos. Sobre o sítio, eu não tinha muita expectativa, talvez até um pouco de preconceito por ser onde “todo mundo vai”. Então, sabe aquelas milhares de fotos da pirâmide que você vê no facebook? Esquece. Chichén Itzá é muito muito muito mais. É realmente um lugar que faz juz a sua fama. Indo em tantas ruinas no México percebemos que é um círculo, quanto mais turistas, mais investimentos, que atraem mais turistas e assim por diante. Quanto mais popular é um sítio, mais verba para o trabalho de reconstrução. Imagine um lugar que recebe algo em torno de 5 a 7 mil pessoas por dia. Chichén tem muitas construções restauradas, tem uma mistura de estilos muito interessante, tem um cenote lindíssimo, é muito bem cuidado. Em compensação tem os vendedores. Nossa, é muito irritante não conseguir andar 5 segundos sem ter que falar “no, gracias”. Eles estão por TODA PARTE. Além disso, é caríssimo. Um souvenir que comprei por 85 pesos em Palenque estava por 25 dólares. Como fomos bem cedo, não estava tão lotado. Mas na saída já dava pra ver as torrentes de turistas chegando. Como o lugar é gigantesco, paramos várias vezes pra descansar e pra papear com outros brasileiros. No final, gastamos 4 horas na visita. A ideia era ir até o cenote Ik kil (70 pesos). Mas os empecilhos se acumularam, como o táxi caro até Ik Kil, onde deixar as mochilas, o horário do ônibus de Valladolid para Playa. Acabamos desistindo, o que se revelou acertado, porque assim que eu sentei para esperar o transporte para Valladolid comecei a passar mal, imagino que tenha sido uma insolação ou desidratação, porque ficamos muitas horas naquele calor inclemente. [TRANSPORTE] Pegamos uma van (30 pesos) p/ Valladolid na rotatória que fica na entrada do sítio, depois de ficar uns 15 minutos esperando. Demora uns 40 minutos até a rodoviária de Valladolid. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da própria ADO (20 pesos) e fomos almoçar. [ATRAÇÃO] CENOTE ZACI Calle 39 com a Calle 36 - 8:00-17:00 - 30 pesos Vi só uma pessoa falando desse cenote. Mas era bem perto do Zócalo e uma boa forma de matar o tempo que faltava para a saída do ônibus para Playa. Me surpreendeu, é muito bonito. O banheiro é pago à parte e tem um restaurante junto (não comemos lá, então não tenho referência de nada). Fiquei poucas horas em Valladolid, mas tive uma impressão muito ruim da cidade, é bem feinha. Dia 15 – PLAYA DEL CARMEN [HOSPEDAGEM] XTUDIO COMFORT HOTEL BY XPERIENCE HOTELS – O hotel fica na Quinta Avenida, pertinho do Ferry e da ADO. Você pode subir no terraço e apreciar a vista do mar. Ficamos em um apartamento com uma pequena cozinha, perfeito pra quem vai ficar mais dias. O hotel é ótimo, lindo, o prédio parece ser novo. A parte mais difícil de organizar na viagem foram os dias em Playa del Carmen. Era atração demais e dinheiro de menos. Eu fiquei tentada a abrir mão de algum outro lugar para passar mais tempo em Playa, mas encarecia demais a viagem. Para se ter uma ideia, o dinheiro que gastamos com os passeios em 2 dias no litoral foi mais do que gastamos com todos os outros passeios. É tudo cotado em dólar. Depois de muito procurar, encontrei empresas bem recomendadas no Tripadvisor e consegui encaixar tudo que queria conhecer dentro do orçamento e, principalmente, dentro do tempo. [ATRAÇÃO] TULUM + SNORKEL Fizemos o tour com a empresa RIVIERA ADVENTOURS, um achado. Pelos relatos que li, não seria tão complicado ver tudo por conta própria, mas seria bem difícil fazer tudo em um dia. De qualquer forma, eu nunca tinha feito snorkel e fiquei com “medo de ficar com medo”. Além disso, dificilmente teria encontrado as coisas legais que vimos em Akumal sem a ajuda do instrutor. Então, o custo x benefício foi muito positivo. Tinha bebidas e lanchinhos à vontade na van, entre um passeio e outro. A equipe (Francisco e Juan) era muito boa, pessoas extremamente agradáveis e o instrutor me deixou muito tranquila. Primeiro fomos a Tulum, bem cedinho, antes de lotar. Não tem nem o que dizer daquele puta marzão azul fazendo fundo pras ruínas, maravilhoso. O instrutor não entrou no sítio, mas nos deu muitas informações sobre o local e a cultura Maia no caminho de ida. Depois seguimos para Akumal, uma praia lindinha. Depois de ver tanta coisa maravilhosa no México, não imaginei que algo iria causar um impacto tão forte. Snorkel foi de longe a experiência mais foda de todas. Vimos várias tartarugas, arraias, peixes e os corais também são muito bonitos por lá. Depois fomos para a Lagoa Yal-ku, que é bem pertinho de Akumal. O lugar é lindo, mas não tem tanta coisa pra ver quanto Akumal. Em seguida fomos para o Cenote Sac’Actum. Eu não tinha lido nada sobre esse cenote, mas o instrutor garantiu que era melhor que o Dos Ojos e eu não me arrependi de confiar nele. Foi o ponto alto do passeio. Lindo demais. A refeição é inclusa e, na saída, o instrutor já ligou para pedir a nossa comida. O restaurante é da mesma empresa que faz o tour e foi a melhor comida de toda a viagem. Ainda bem que deixamos a refeição por último porque não conseguiria mergulhar depois de comer tanto. Acabamos incluindo no pacote a compra das fotos. Levamos aquelas capinhas a prova d’água para o celular, mas foi o mais completo fiasco, não consegui tirar uma foto que prestasse. Enquanto esperava a gravação das fotos, fomos conhecer uma macaquinha que é mascote do restaurante. Ela ficou com ciúme do instrutor, agarrou meu colarinho e não queria soltar por nada. Foi meio assustador, mas deu tudo certo e ela não arrancou nenhum pedaço. Voltamos para Playa no final da tarde de um dos melhores dias da minha vida. Fizemos a reserva pelo site http://www.riviera-adventours.com e é preciso pagar uma parte via paypal para reservar a data. Pagamos 270 dólares para duas pessoas, incluso transporte, todas as entradas, equipamentos de boa qualidade (acredite em mim, faz diferença), bebidas e lanches na van, refeição com entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Como era baixa temporada, o tour foi só eu e o maridão, mas esse preço é para grupo. As fotos foram mais 30 dólares e ficaram muito boas. [ATRAÇÃO] À noite passeamos pela Quinta Avenida. Achei tudo caro, especialmente comparando com o resto do México. Compramos algumas camisetas, não estava barato, mas achei a malha um pouco melhor do que o que vi em outros lugares e também tinha uns modelos mais bonitos. Dia 16 – PLAYA DEL CARMEN/COZUMEL [TRANSPORTE] A travessia pra COZUMEL é feita por 3 empresas. A Caribe é ligeiramente mais barata, mas pegamos porque era a primeira que saía. Deixe pra comprar a volta depois, porque cada empresa tem um horário e você não precisa ficar esperando. Não tem desconto pra comprar ida e volta junto. Pagamos 270 pesos cada trecho por pessoa. Demora mais ou menos uma hora e o Ferry balança bastante. Chegando em Cozumel, tem uma fila para táxi e os preços são tabelados. 100 pesos até o The Money Bar. [ATRAÇÃO] THE MONEY BAR + SNORKEL Como o ponto de encontro para a saída do passeio que faríamos neste dia era o The Money Bar, resolvemos passar o resto do dia lá mesmo. O bar em si não é nada demais, mas o lugar é legal pra fazer snorkel, tem muitos peixes. Eles alugam equipamentos, mas era caro e a máscara ficava entrando água. Aluguei máscara e colete por 300 pesos. Se for alugar, não se esqueça de levar um documento para deixar de caução. Às 15h saímos para fazer o snorkel e conhecer os tão famosos corais de Cozumel. Esse foi outro passeio que eu fechei ainda no Brasil e não me arrependi. A empresa chama Chala-Michael e tem muitas recomendações no Tripadvisor. O diferencial deles é não lotar o barco, fazem passeios com no máximo 12 pessoas. Mais uma vez fomos beneficiados pela baixa temporada e só tinha 6 pessoas. Faz uma baita diferença não ter que ficar disputando espaço com uma multidão, e não era tão mais caro que a média. Pagamos 110 dólares para duas pessoas, incluso um equipamento excelente e bebidas. Pagamos uma parte adiantada via paypal para reservar a data. Reservamos no site http://www.chala-michalsnorkelingadventures.com/ Eles não determinam o roteiro previamente, os locais são escolhidos no dia de acordo com o clima e visibilidade. Visitamos os locais mais famosos, El Cielo, Columbia e Palancar Shallows. O instrutor achava os animais mais interessantes para nos mostrar. Vimos de tudo: arraias, tartarugas, tubarões e, claro, os corais mais bonitos do mundo. Se você vai ao México, não deixe de fazer esse passeio. Outra vantagem é que eles tiram muitas fotos e postam no facebook, um brinde e tanto. Voltamos para o Money Bar, morreu mais 240 pesos no jantar, um prato maravilhoso de Lula. Encontramos táxi na porta do bar mesmo. Como eu não levei troca e estava molhada, podia escolher morrer de frio sentando na parte externa do Ferry ou morrer congelada no ar condicionado do lado de dentro. Então não seja uma pessoa cabeçuda e leve troca. À noite mais uma voltinha na Quinta Avenida e despedida desse lugar maravilhoso chamado México. Dia 17 – PLAYA DEL CARMEN/CANCUN/GUARULHOS [TRANSPORTE] Pegamos o ônibus para o aeroporto de Cancun na rodoviária ADO. Sai a cada 30 minutos e demora 1 hora até o aeroporto. Pagamos 156 pesos por pessoa. No aeroporto tinha muitas filas, a imigração é rigorosa, então chegue com tempo. Na saída do país, você entrega o canhoto do formulário de imigração para a empresa aérea. Em algum lugar eu tinha lido que era necessário pagar uma Taxa Direito de Não-Imigrante ao sair do país, mas no balcão da companhia aérea descobri que já estava incluso no valor da passagem. Depois de uma loooonga viagem, chegamos ao Brasil já com vontade de voltar. Próxima parada, mais Caribe: Cuba e Colômbia!
  23. Esta viagem foi feita meio que por impulso, mas valeu muito a pena! Sempre quis conhecer o México, mas sempre foi um plano e não tinha nenhuma previsão, já estava com planos e datas para uma viagem a Bolívia e Peru, um belo dia me aparece uma promoção da Copa Airlines com passagens para Cancun com preços bem atraentes e o dólar estava em um período de queda, o que era apenas uma vontade, um plano, começou a tomar forma. Comecei a montar um roteiro e procurar relatos aqui no Mochileiros.com, considerei a localização dos principais sítios arqueológicos das civilizações pré-hispânicas e também as cidades com atrativos culturais e históricos. Com locais e datas mais ou menos definidas estipulei o total de dias necessário para percorrer o roteiro com calma, comprei as passagens de ida e volta fazendo os trechos São Paulo X Cancun e Cidade do México X São Paulo. Com passagens compradas, continuei pesquisando e lendo muito sobre tudo o que tinha a ver com México e incrementando e ajustando o roteiro... e claro, ansioso para o dia de embarcar!!! O roteiro que percorri ficou desta forma: - Cancun – 2 dias - Playa del Carmen – 2 dias - Tulum – 2 dias - Valladolid – 3 dias - Mérida – 2 dias - Chetumal – 2 dias - Palenque – 1 dia - San Cristóbal de las Casas – 2 dias - Oaxaca – 3 dias - Puebla – 2 dias - Guadalajara – 3 dias - México City – 5 dias Antes de escrever sobre cada local especifico, faço algumas considerações gerais: Imigração: na chegada a imigração do aeroporto de Cancun, só mostrei o meu passaporte e o formulário de imigração que preenchi no avião, o agente me perguntou quantos dias eu pretendia ficar no país e pediu o endereço de onde eu iria me hospedar, mostrei o email com a reserva do hostel na tela do celular, disse quantos dias e expliquei que iria passar por varias outras cidades até chegar a Cidade do México, de onde voltaria para o Brasil, ele conferiu as informações, carimbou o passaporte e o formulário preenchido e me liberou... foi tranquilo! O processo de saída no aeroporto da Cidade do México foi bem simples também, no check-in da companhia aérea eles conferem o passaporte e o papel da imigração e antes de embarcar na aeronave a comissária pega o formulário para dar baixa, nem carimbam a saída no passaporte. Segurança: senti-me seguro em todos os lugares que passei, tanto nas cidades pequenas quanto nas grandes, havia muitos policiais nas ruas e era visível que a população se sentia tranquila e segura também, ao fim da tarde e noite as praças e ruas dos centros das cidades ficavam cheios, vendedores de comida, artesanato, shows de dança ou apresentações acontecendo, enfim, um clima muito bom. Porem, é claro, tomei alguns cuidados, como não ficar andando com muito dinheiro e nem saindo sozinho tarde da noite, melhor não abusar né. Há também uma restrição quanto ao consumo de bebidas alcoólicas nas ruas, é proibido, as lojas de conveniências e supermercados só vendem álcool até as 22:00 horas. Cambio de moeda: levei todo o dinheiro em dólares americanos, em todos os locais, bancos e casas de cambio eles exibem basicamente as cotações para Dólar Americano, Euro e algumas vezes para Libra Esterlina, não vi cotação para Reais em nenhum local. Fiz três trocas, todas em agencias do banco Scotiabank, diferente de outros países em que já estive, as melhores cotações que encontrei foi nos bancos, porem alguns bancos não fazem cambio para turistas, somente para as pessoas que tem conta (Santander por exemplo). As casas de cambio tem um ponto positivo, o horário de funcionamento, elas ficam abertas até mais tarde e também aos sábados e domingos, são a opção em caso de emergência. As cotações que encontrei nos bancos eram em média um peso abaixo da cotação oficial, nas casas de cambio estavam um pouco pior, chegava a ser de 1,5 e 2 pesos abaixo. Importante: quando for trocar dinheiro nos bancos, leve seu passaporte, sem passaporte eles não fazem o cambio. Cartão de crédito: levei um cartão internacional da bandeira Mastercard, foi aceito em muitos locais, usei para comprar as entradas nos sítios arqueológicos, passagem de ônibus, restaurantes e lojas de souvenir. Funcionou muito bem, ajudou a não ficar trocando moeda a toda hora, e como o dólar continuava caindo, a cotação do cartão estava melhor do que a que eu encontrei quando comprei os dólares no Brasil, mesmo com a incidência do IOF. Iniciando o relato... São Paulo - 25/04 Voo noturno de São Paulo para Panamá City e depois para Cancun, muito bom o serviço de bordo da Copa Airlines, chegada em Cancun as 11:00 da manhã do dia seguinte conforme o previsto. Cancun – 26/04 e 27/04 Depois do desembarque, passagem pela imigração, bagagem retirada era hora de localizar o ponto de ônibus que leva do aeroporto ao centro de Cancun. Havia um guichê da ADO dentro do aeroporto, mas estava fechado, continuei andando até que cheguei a uma porta de saída e lá tinha vários taxistas oferecendo corrida para o centro por 13 USD, não me interessei, perguntei sobre o ônibus ADO, mas nenhum deles me disse com clareza, acho que era pra eu desanimar e pegar logo o taxi. Continuei a jornada até encontrar, fica difícil até de explicar aqui como encontrei, certa hora você até vê o ônibus, mas o acesso a ele esta todo cercado, e ai tem que ficar dando voltas até chegar ao local. Não sei se saindo por outra porta o acesso ao ponto do ônibus é mais fácil, mas no final consegui chegar até o ponto, comprar o ticket (66 MXN ou 5 USD) e embarcar. Chegando ao centro, desembarquei na estação de ônibus da ADO e já sai na direção do hostel, foi tranquilo de encontrar, deixei a mochila maior guardada e sai para trocar dinheiro e almoçar. Retornei ao hostel, tomei uma ducha e descansei um pouco, ao fim da tarde sai com intenção de conhecer alguma praia, procurei pelo ponto de parada do ônibus R1 que circula por toda a zona hoteleira e pelas praias, encontrei um bem próximo da estação de ônibus ADO, quase ao lado, tomei o ônibus ali e segui para a zona hoteleira, o preço da passagem era de 10,50 MXN. Fui com o ônibus até a Playa Delfines, linda, o azul do mar já me encheu os olhos, caminhei pela areia branca e fui observando um pouco a as pessoas que estavam por ali, vi que muitos estavam deixando suas mochilas, chinelos, toalhas, óculos na areia e entrando no mar sem nenhuma preocupação, me senti seguro e fiz o mesmo, larguei as coisas e entrei na agua, que por sinal estava muito agradável, numa temperatura quase morna e com o sol forte que estava no dia, era o melhor a se fazer mesmo... Como era primavera, os dias eram longos, começava a anoitecer as 19:30, dava para curtir muito as praias. Retornei a Avenida Kukulkan, tomei novamente o ônibus R1 no sentido centro e desci próximo do coco bongo, ali é um mini centro da zona hoteleira e está próximo de outras praias com acesso publico. Fui a uma chamada Gaviota Azul, bonita também, dei uma caminhada pela areia e voltei para a avenida, fui andando até a Playa Caracol, mais uma linda praia frequentada em maioria pelos hospedes dos hotéis próximos, uma paisagem muito linda, aguas azuis incríveis e uma posição propicia para ver o por do sol, entrei no mar e fiquei por ali até o fim do dia contemplando... Saindo dali, tomei o ônibus R1 novamente e voltei para o hostel. No dia seguinte decidi visitar o Museu Maya de Cancun, não tinha muita informação sobre este museu, mas vi que era de fácil acesso e parecia bem interessante, além do mais eu teria mais um dia inteiro para curtir em Cancun, então fui a museu pela manhã e curti mais algumas praias à tarde. O museu fica na Avenida Kukulkan na zona hoteleira, próximo a Playa Delfines, a entrada custa 65 MXN. O museu tem um acervo até que grande e anexo a ele está a Zona Arqueológica San Miguelito, que você pode visitar sem custo adicional, valeu muito a pena a visita, foi uma bela iniciação a tudo que estava por vir sobre cultura e historia dos Maias pela frente. No inicio da tarde, sai do museu, procurei algum lugar para almoçar e segui conhecendo outras praias da zona hoteleira, Playa Ballenas, Playa Marlin e Playa Chac Mool, todas lindas. Considero que minha passagem por Cancun superou minhas expectativas, li muito que a cidade é famosa pelas baladas, hotéis de luxo, resorts all inclusive e tals... mas, vi que dá pra curtir a cidade sem precisar gastar muito, que tem muito mais o que fazer por lá além de comer, beber e desfrutar de bons hotéis, além disso, a beleza das praias e cor da agua do mar são incríveis. Informações da acomodação: Hostel Las Flores (Calle Palmera no. 63 Atrás da OXXO da Av. Uxmal). Dormitório Básico 4 Camas Misto, Valor por noite: MXN 120,00. Hostel bem básico, quarto um pouco abafado, sem ar-condicionado (somente ventiladores), chuveiro não tinha agua quente (na época não fez diferença, estava calor), bom wifi, locker grande fora do quarto, café da manhã bem básico, pelo preço que paguei nada do que reclamar. O ponto forte deste hostel é a localização, próximo da estação de ônibus ADO, ponto dos coletivos, ponto de parada dos ônibus locais (R1 – Zona Hoteleira e Praias), lojas de conveniência, restaurantes, casa de cambio e supermercado. Continua...
  24. Olá mochileiros, segue nosso roteiro dia a dia e gastos em 11 dias na Playa del Carmen, fomos em um grupo de 6 pessoas, coloquei alguns valores individuais e alguns por casal. Total gasto na viagem: R$ 9.977,47 (2 pessoas). Aqui vai o detalhamento. [t3]Vôos[/t3] Nosso voo saiu de São Paulo com parada no Panamá e destino final Cancún voando pela Copa. No valor de R$ 4.615,66(Duas pessoas). [t3]Seguro Viagem[/t3] Fizemos seguro viagem com a World Nomads: R$ 245.52 (2 pessoas). [t3]Hospedagem[/t3] Alugamos um apartamento pelo Airbnb bem próximo da 5ª avenida, 1 quarteirão. O apartamento comporta 6 pessoas, sendo 1 cama de casal, 2 de solteiro e um sofá cama (bem confortável rs). Foi uma ótima opção, pois tínhamos uma cozinha a disposição, o que nos fez economizar um pouco com café da manhã e jantar. O valor total do ap ficou por R$ 515,83 por pessoa para 10 dias. O diferencial do apartamento que nos agradou bastante foi o terraço com área para churrasco e jacuzzi. Aqui vai o link para quem estiver interessado: https://www.airbnb.com/rooms/12681826 Uma das coisas que nos deixou preocupado com o apartamento era a cobrança de 4 pesos por kw a partir do 3º dia, achamos que seria um gasto alto no fim da hospedagem, mas que no fim ficou em torno de R$ 16 ( 5 dólares) por pessoa. [t3]Alimentação[/t3] La Vagabunda: um ótimo restaurante local com comida saborosa e muitos nachos a vontade, preço muito bom e ambiente bem legal. Karen’s : Restaurante pega turista, comida boa, atendimento mal educado, no dia a dia tem o nosso caso. Don Sirloin: Melhor pedida para quem quer economizar comendo comida saborosa e com uma pegada mais local. Valor total gasto com alimentação: R$ 426,00 (2 pessoas). [t3]Passeios[/t3] Isla das Mujeres com parque Garrafón Chichen Itza Xplor Xel-Ha Xcaret Tulum Akumal Gasto total com passeios: R$ 2.227,31 (2 pessoas) Vamos aos relato por dia. [t3]1º - Dia - Chegada em Playa[/t3] Saímos de Sao Paulo dia 21/04 as 01:30, fizemos conexão no Panamá e aterrissamos em Cancún as 12:30, vôo bem tranquilo, imigração super de boa também. O Free shop do Panamá não é tão legal e só aceita dinheiro na maioria das lojas. Chegando em Cancun, aguardamos nossa amiga que veio em voo diferente e entramos em contato com uma agência que havíamos conhecido pelo Facebook para fechar o transfer, pois não fechamos nada no Brasil. Assim que nossa amiga chegou, entramos em contato com a agência (Tio Nene Tours) e a mesma nos prometeu que em 30 minutos enviaria uma van para nos buscar, esperamos durante 2 horas com a promessa de que nos levariam até a agência para fecharmos alguns passeios pois via whatsapp ficou combinado que o preço do transfer teria desconto caso comprássemos algum passeio com eles, USD 70 ida e volta fechando algum passeio. USD 300 ida e volta se não fechassem nada. Após as 2 horas de espera, a van chegou e já estava com 1 casal que também iria para Playa del Carmen, perguntamos se iria nos levar antes na agência e o motorista Miguel disse que não e que era para entrarmos em contato com a agencia e que pagaríamos os USD70 direto para o motorista com a promessa de que ia nos buscar no check-out para levar ao aeroporto. Chegamos no ape, deixamos as malas e saímos para andar pela 5ª avenida e notamos que fizemos uma ótima escolha por ficar em Playa do que em Cancún. Jantamos no La Vagabunda, existem 2 restaurantes na 5ª avenida, nós ficamos no primeiro que está na metade da rua, gostamos muito do atendimento e da comida, peça pelo molho picante para comer com os nachos. [t3]2º- Dia - Passeio em Cancún[/t3] Acordamos cedo e tentamos entrar em contato com a agencia e para nossa surpresa os preços foram inflacionados pelo simples motivo de que não passamos na agência no dia anterior, sendo que não tivemos essa opção de escolha. Acabamos por não fechar nenhum passeio com a Tio Nene por nos sentirmos enganados. Temos experiência em viagens e sabemos quando estamos sendo “selecionados”, talvez essa agência sirva para outras pessoas, com um estilo de viagem mais afortunado, mas para nós não era o ideal. Depois desse triste episódio lembramos da Paula da Dicancun Tours https://www.facebook.com/dicancunpasseios/ que já tinha nos dado várias dicas por whatsapp antes de embarcarmos. Resolvemos ligar para ela e checar como estavam os preços e para nossa surpresa fomos atendido imediatamente e os preços estavam melhores que o que tínhamos cotado com a Tio Nene. Como nesse dia íamos até Cancún para andar e conhecer um pouco marcamos com a Paula para tirarmos o resto das dúvidas e fecharmos alguns passeios. Pegamos o ônibus ADO na 5ª avenida com o valor de ida e volta 168,00 pesos por pessoa, a volta é em aberto, ou seja, você pode voltar até o último ônibus que sai de Cancún as 23:30. Nos encontramos com a Paula que tirou todas nossas dúvidas, deu dicas importantes, como a de não utilizar o ADO e sim as vans por serem mais rápidas, baratas e seguras. Almoçamos no Mc Donald’s e fomos para a praia Delphines curtir o restante da tarde. Voltamos cansados, passamos no mercado e jantamos no próprio ape. [t3]3º - Dia - Chichén Itzá[/t3] Fomos para Chichén Itzá, talvez pelo nosso estilo, deveríamos ter feito esse passeio por conta própria, talvez aproveitaríamos mais e perderíamos menos tempo. O bus nos pegou em Playa as 6:30 e chegamos em Chichén por volta das 14hs, nesse tempo almoçamos (estava incluído e a comida era bem ruim). Já em Chichén tivemos um tour guiado de mais ou menos 1:30h, que foi muito bem explicado porém apenas sobre as principais ruínas, e acabou por sobrar pouco tempo para andarmos pelas demais. Se você quer levar alguma lembrancinha, este é o melhor lugar para comprar, além de mais barato é possível negociar. No caminho de volta, paramos no cenote Ik Kill e tivemos apenas 30 minutos para curti-lo, pois o tempo já estava curto para voltarmos, alugamos um armário e coletes por 80 pesos (2 pessoas). Chegando em Playa compramos lanches no Don Sirloin, que é uma casa que vende o famoso churrasco grego, muito conhecido em SP, o preço é muito bom, em média R$20 por pessoa, isso se você for levar, senão tem a taxa de mesa (propina). [t3]4º - Dia - Isla Mujeres e Parque Garrafon[/t3] Fomos para Isla das Mujeres, uma van nos buscou no ape e nos deixou no píer que sai os barcos para a ilha. Como nossos amigos iam fazer o nado com golfinhos ficamos aguardando no parque Discovery na piscina e com bebidas incluídas. Assim que eles finalizaram o nado, partimos para o Parque Garrafon, onde passamos o dia aproveitando as instalações, fizemos caiaque e snorkel e curtimos uma piscina. Nesse dia toda a alimentação e bebidas (inclusive alcoólicas) estava incluída. Alerta de Roubada Na volta pedimos para a van nos deixar no início da 5ª avenida e aproveitamos para jantar por lá mesmo, o restaurante escolhido foi o Karen’s, muito bonito e colorido, bem chamativo, mesmo com a cara do típico pega turista resolvemos experimentar após o recepcionista nos dar um voucher de 20% de desconto e alegando que a propina não era obrigatória. Nos sentamos e pedimos nossas refeições, ao pedir a conta veio a surpresa, o desconto realmente estava aplicado, porém havia uma taxa de 18% de propina obrigatória, enfim ficando elas por elas. Discutimos com o garçom e o recepcionista e não pagamos essa diferença por nos sentirmos lesados. Enfim fica a recomendação de passar longe deste restaurante . [t3]5º - Dia - Xplor[/t3] Fomos ao Parque Xplor, é um parque com várias tirolesas, sendo no total 16, no final notamos que elas são as únicas atrações do parque que valem a pena, tirando o almoço que foi o melhor de toda a viagem. Neste parque está incluso comidas e bebidas não alcoólicas durante todo o dia. Este parque é recomendado para quem gosta de adrenalina e de tirolesas, se este não é seu caso passe longe. Para chegar ao parque pegamos uma van próxima ao Ado (rua de trás), que nos deixou na porta sendo 25 pesos por pessoa o trecho, que no final acreditamos ser a melhor opção para ir aos parques, sendo melhor até que os transfers do próprio parque, pois é possível chegar por volta das 8:45, e já agilizar a entrada, os ônibus começaram a chegar por volta de 9:10. [t3]6º - dia - Xél-Ha[/t3] Fomos ao parque Xél-Ha, com o transfer do próprio parque, este também tinha comidas e bebidas incluída durante o dia, parque bem legal para tirar fotos, inclusive com o pacotes de fotos que eles vendem pois acredito ser o único parque que eles fizeram de forma correta, pois em todos os lugares tem câmeras posicionadas e fotógrafos. Parque com várias opções aquáticas, snorkel, boias, bicicletas. [t3]7º - Dia - Descanso[/t3] Tiramos o dia para descansar, ficamos no apê e andamos pela 5ª avenida, almoçamos no KFC e jantamos no ape. [t3]8º - Dia - Tulum e Akumal[/t3] Fomos a Tulum por conta própia, pegamos uma van que nos deixou na porta, 45 pesos por pessoa. Fechamos um guia por 12USD por pessoa na entrada, nos explicou muito bem a história do lugar, mais ou menos 1 hora, Tulum deve ter 2 sol para cada pessoa, estava muito quente e não tem muito jeito de se proteger, pois quase não tem sombra. Saímos de lá e paramos em Akumal, custou 35 pesos por pessoa. Como Akumal foi reaberta recentemente, o passeio para nadar com as tartarugas estavam meio caros, em média 500 pesos por pessoa, preferimos não fazer e ficamos sentado na praia por um tempo. Voltamos para Playa, 40 pesos por pessoa, almoçamos no Mc e aproveitamos o restante do dia na piscina do ape. De noite jantamos novamente no Don Sirloin e resolvemos nesta noite que iríamos fazer o parque Xcaret no dia seguinte. [t3]9º - Dia - Xcaret[/t3] Fomos ao parque Xcaret de van, 25 pesos por pessoa, como estávamos vindo de 2 parques incríveis, achamos que o Xcaret seria do mesmo nível, porém a única coisa que vale a pena são os Shows, a comida é fraca se comparado com os outros e as atrações também. Por ele ser o parque mais caro, esperávamos mais. O show de encerramento fez valer o dia e nos aproximou mais da cultura mexicana, se você quiser é possível comprar um ingresso em que você entra no fim da tarde para ver o show que fica bem mais barato. O show termina por volta das 22hs, e na saída tem várias vans esperando para levar o pessoal embora, pelo mesmo preço 25 pesos. [t3]10º - dia[/t3] Tiramos mais um dia livre para descansar e comprar algumas lembrancinhas e curtir a piscina do ape novamente. [t3]11º - Dia[/t3] Dia de voltar pra casa, conforme combinado com a Paula, nosso transfer nos buscou no ape e nos levou para o aeroporto, almoçamos no Johnny Rockets e Guacamole Restaurant, fizemos um vôo tranquilo até o Panamá, porém chegando no Panamá nosso vôo estava com overbooking e precisando de voluntários para passar a noite no Panamá e ir embora no dia seguinte, como bom mochileiro que pensa sempre na próxima viagem resolvemos ficar e aproveitar o hotel 5 estrelas, refeições e de quebra um voucher de USD 600 por pessoa . E aqui um videozinho resumindo a trip. Essa foi nossa viagem, se precisar de alguma dica ou esclarecimentos só perguntar.
  25. Boa noite gente, resolvi criar o tópico aqui pra ajudar os futuros viajantes. Apesar de Cancun ser ja um destino bem explorado e ter muitas informações pela Net, vi que muitas coisas não são reais ou mudara, enfim. Nosso roteiro foi ficar 4 dias em Playa del Carmen (PDC) e 5 dias em Cancun. Esta escolha foi muito acertada, tendo em vista que os principais passeios da região ficam super perto de PDC. Outro ponto importante foi que achamos uma boa opção de hotel e com bom preço, bem diferente de Cancun. Ficamos no Fiesta Inn Playa del Carmen, que fica na 10º Av, a uma quadra da 5º Av. Voamos pela Latam, que por sinal vem perdendo bastante a qualidade depois da Fusão. Ja havia viajado com a LAN antes e era uma companhia ótima. A TAM sempre foi bem razoável também, mas agora, sinceramente me decepcionou um pouco, principalmente o trecho BOG-CUN, onde fomos com um A320 bem básico, pra um voo de quase 4 horas. O lanche neste trecho tb era horrível. Enfim, nos levou e trouxe, isso no fim é o que importa.
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