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  1. Espaço aéreo do México, 10 de novembro de 2019 Salud a todos! Tenho a alegria de estar a 10006m de altitude, segundo o radar do avião, em algum ponto entre Minatitlán e Tuxtla Gutierrez, com um fim de tarde de lua cheia pulsando na janela, ouvindo a maravilhosa cantora mexicana Natalia Lafourcade e retornando a São Paulo para poder contar pra vocês a experiência fantástica que tive nos meus últimos 8 dias passados nesse país encantador que é o México. A priori, iria passar apenas 4 dias a trabalho em Puebla para um congresso acadêmico, mas acabei chegando 4 dias antes para conhecer um pouco do que é a terceira maior metrópole do mundo, a Cidade do México. Como muito do que procurei sobre a viagem foi mais uma vez usando o repositório do Mochileiros, é minha obrigação deixar um bom e completo relato para ustedes! Compartilharei o relato também no Medium, para democratizar a experiência! Aliás, leitores do Medium, deem uma olhada no mochileiros, têm muuita coisa legal :) A viagem teve duas partes. A primeira, minha irmã Thais me acompanhou na Cidade do México, aproveitando a compania, tirou umas férias merecidas :). Depois, durante o congresso em Puebla, ela foi pra Cancún e fiquei visitando quando tinha tempo entre uma apresentação de paper e outra :) 1. Cronograma A viagem aconteceu entre 2 e 10 de novembro de 2019, com o seguinte cronograma: 2/nov/2019: Voo SP-CDMX, saída 23h, chegada 6h30 3 a 6/nov/2019: Cidade do México 7 a 9/nov/2019: Puebla e Cholula 10/nov/2019: Voo CDMX-SP, saída 16h40, chegada 5h30 2. Gastos Vou botar os gastos em dólares, já que a cotação varia bastante. Passagem aérea: US$ 970 (SP-CDMX ida e volta) Hospedagem: 3 diárias no METRO Boutique Hostal, na CDMX, em quarto privativo (mas banheiro compartilhado) para duas pessoas: US$ 200/2 pessoas = US$ 100 por pessoa. Obs: a hospedagem em Puebla foi pago pelo congresso rsrs. Comida, presentes, passeios: US$ 300. Total sem passagem aérea: US$ 400 Total com passagem aérea: US$ 1370 Na época que viajei (novembro de 2019) peguei o dólar ao redor de 4. 3. Relato Dia 1 e 2 - Sábado, 2/nov/19: Saída SP-CDMX, voo às 23h, chegada às 6h30 no Domingo, dia 3/nov Chegamos no dia 3 de novembro de manhãzinha. Como o check-in do hostel era só a partir das 14h, deixamos as coisas no storage do próprio hostel, tomamos café lá (isso foi bem legal da parte deles) e saímos para andar. Como era um domingo, a Paseo de la Reforma estava fechada para carros, então, como aqui em SP acontece com a Av Paulista, a avenida estava cheio de gente, ciclistas, corredores, dogs e famílias. Foi bem legal. Uma coisa que é diferente da Paulista Aberta nesse ponto é que lá eles separam a avenida em dois: uma só para atletas e ciclistas, onde o pessoal pode treinar sem problemas de ter uma criança atravessando correndo a rua ou um ambulante vendendo algo, e outra parte para as famílias e pessoas que só querem passear na avenida. Achei sensacional (alô Bruno Covas!). Nesse ponto, como ficamos em Roma Norte, um bairro sensacional, parecido com o bairro de Pinheiros em São Paulo em questão de cultura, restaurante e arte, o caminho até o monumento do El Ángel de la Independencia dá uns 15 min. Fomos até lá e depois andamos toda a Paseo até o parque, onde fica o Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México. El Ángel de la Independencia, na Paseo de la Reforma. Em obras, como todo o México by that time. Calçadão da Paseo de la Reforma. Avenidas muito mais largas que a Avenida Paulista O Museu de Antropologia em si é muito legal. Mas recomendaria ir em algum dia diferente de domingo. Neste dia, o museu é de graça para mexicanos, o que o deixou totalmente abarrotado de gente. Como não havia mapas nem indicações de como fazer o trajeto do museu, a gente não conseguiu aproveitar tanto. Fomos direto nos setores externos (jardins, muito banaca) e também na Pedra do Sol, la famosa... Passamos apenas umas 2h dentro do museu, porque realmente não havia condições de ficar mais tempo lá de tanta gente que tinha. Um colega foi no parque e pro museu de história natural. Disse que tem uma vista bem legal da cidade, mas infelizmente não conseguimos ir A Pedra do Sol, que não, não é o calendário maia e nem asteca! Depois do museu, passamos em frente ao Auditorio Nacional para retirar meus ingressos pro show da Natalia Lafourcade (se você não sabe quem é ela, pare de ler e vá ouvir essa mulher maravilhosa. Coloquei um vídeo mais pra baixo), cantora mexicana que gosto muito e que coincidentemente, estaria tocando na CDMX durante a nossa estadia. O Auditorio em si é muito legal, e mesmo para quem não tem evento pra ir lá, vale a pena dar uma passada na frente de dia. É majestoso. Depois do Museu, almoçamos em uma Taquería chamada El Fogoncito, muito boa por sinal. O cardápio não fica só por conta de tacos, mas de muitas coisas mexicanas. Foi um ótimo portão de entrada pra comida local. Comemos perto da Paseo, no cruzamento da Rua Leibnitz com a Rua Victor Hugo (mi nombre rsrs). A noite, encontrei um amigo da minha namorada, chamado Rodrigo, cara sensacional, em um dos bares da Av. Álvaro Obregón, em Roma Norte, do lado do Hostel. Mais uma vez, recomendo totalmente o bairro só pelos restaurantes e bares. Essa avenida ficava bem pertinho de onde a gente tava, além de ter muita coisa nos miolos do bairro. Por exemplo, visitei muitas livrarias ao redor, muitas lojas de arte e cultura, e também umas lojas místicas, pra quem gosta! É realmente a Pinheiros/Santa Cecília da CDMX. Depois descanso já que tivemos um voo longo e no próximo dia iríamos para Teotihuacan. Dia 3 - Segunda, dia 4 de novembro de 2019: Pirâmides de Teotihuácan, o dia inteiro e show da Natalia Lafourcade às 20h O plano era passar a manhã e a tarde em Teotihuácan e voltar umas 17h porque a noite eu tinha o show no Auditorio Nacional. Para ir até Teotihuacan por conta é bem fácil. Você tem que pegar o metrô até uma das rodoviárias, especificamente o terminal rodoviário Autobuses del Norte. Vá de metrô, é bem barato, menos de R$ 1,00 a passagem (aliás, todo o México é barato. E isso é ótimo para nós brasileiros). De lá, atravesse a rua e compre a passagem ida e volta para as pirâmides. O totem que vende as passagens é de uma cia específica, que não tem erro já que o próprio símbolo da empresa são as pirâmides. Se localiza, ao olhar para a rua, dentro do terminal rodoviário, à sua direita, no fim da rodoviária. A passagem não é cara e inclui ida e volta. A ida tem horário específico, e a volta você simplesmente espera na rua na frente do sítio arqueológico. Literalmente hehe. O passeio é bem legal. O busão te deixa na frente do parque, você paga a entrada e se vira lá dentro. De cara estará com a Citadela, e mais pra frente vai ter as duas pirâmides maiores (Sol e Lua), além das intermediários. Minha dica é também ir no museu que tem lá dentro. Dá pra entender um pouco o contexto do negócio, além de ter uma maquete sensacional. O passeio é incrível, e o que me impressionou foi a magnitude do negócio. É enorme. Não se esqueça de levar chapéu, protetor solar e snacks, já que você ficará bastante tempo lá (um dia inteiro), além de que não há sombras para fugir do Sol. Logo, prepare-se! Há chapéus vendendo na entrada do parque, caso você se esqueça. Delante a la Pirámide del Sol, en Teotihuácan Depois do passeio, como disse, a volta é bem simples, basta sair do parque e esperar na rua qualquer ônibus passar. Acabamos esperando uns 15 min e pá, passou um ônibus. Como a demanda era maior que a oferta, nos primeiros 15 minutos de volta fizemos o trajeto de pé dentro do busão, mas depois o pessoal foi saindo e conseguimos sentar. Aliás, todo o México é assim. Se fosse definir o país em uma palavra é: desorganização. Não importa se estávamos numa rodovia federal, estávamos de pé em um ônibus num trajeto de 1,5h a priori..uma loucura! De volta a CDMX, passamos numa Taquería que nos recomendaram chamada Taquería El Califa, é famosinha e nos recomendaram. Os pratos são bem grandes e vale bem a pena. Fomos na filial da Paseo da Reforma, mas passei na frente na filial de Roma Norte também. De noite, tinha o maravilhoso show da Natalia Lafourcade! Aqui em baixo tem um vídeo da minha música favorita dela, pra quem não conhece! E mais uma vez, o Auditorio Nacional em si é espetacular! Vale a pena dar uma passada lá na frente, é bem bacana mesmo. O show foi impecável, com certeza um dos melhores shows da minha vida. Se tiver a oportunidade de ir em algum evento cultural no destino da sua viagem, vá! É muito bacana ver os mexicanos em seu cotidiano. A grande maioria do público era local. O mais legal é que nesse último disco dela os sons estão bem folclóricos, o que fez o show ser uma baita homenagem à cultura mexicana! Além de ter muitos convidados cantando junto. Foi animal, experiência única! Auditorio Nacional, dia de show da Natalia Lafourcade! Dia 4 - Terça, dia 5 de novembro de 2019 - Museu Frida Kahlo pela manhã, Templo Mayor e Lucha Libre Dia 4 começou e tínhamos já agendado com antecedência o Museu Frida Kahlo para manhã às 10:30. O bairro que o museu fica é bem legal, o que vale já a visita mesmo antes do seu horário no museu. O bairro chama Coyoacán e, além do museu e da casa do Trosky, já famosos, o bairro tem muita feirinha, comércio, além também de, no caminho do metrô para o museu, você passará pela Cineteca Nacional. Não chegamos a parar porque tínhamos horário, mas gostaria de ter passado um tempo por lá! O museu em si é um espetáculo. Acredito que foi o lugar que mais gostei na CDMX. Aproveitando a dica do meu irmão, que também foi pra lá anteriormente, foque nos pincéis, no estúdio, nas tintas. O museu é menos obras da Frida e do Diego Rivera e muito mais o estilo de vida deles. E isso é beeem legal. A casa é um charme, toda colorida, e você vai se autoguiando pelos quartos e aposentos. Para tirar foto, tem que pagar mais, o que não fizemos. No nosso caso, só foi possível tirar foto do jardim, que também é lindo. Você consegue ver a cama onde ela pintava depois do segundo acidente, os quartos, a cozinha, o jardim...e também tinha uma exposição temporário com os vestidos de Frida Kahlo. Senti coisas lá muito fortes! A vida que essa mulher teve foi cheeeia de desafios e, mesmo depois de um caso de pólio, dois acidentes, traições, ela ser o marco que foi e com tanta influência não só no meio artístico mas também como uma bandeira do movimento feminista, isso é fudido. Um passeio que mesmo eu, que não conhecia muito das obras dela, me fez ficar muito mais interessado e encantado. Uma dica é realmente reservar o passeio com bastante antecedência. Há preços diferenciados para estudantes e para estrangeiros. Peguei o de estudante, como aluno de doutorado, que é 1/4 do preço dos estrangeiros, e deu tudo certo! Lá você vai entender o porquê reservar antes: existem duas filas. Uma para o pessoal que tem horário marcado e outra para quem vai comprar na hora. Posso te afirmar com certeza que a fila de quem ia comprar na hora estava 10 vezes maior. Vacilaram! Então não cometa esse erro e reserva essa caceta já! Museo Frida Kahlo De lá o plano era ir até o Zócalo e conhecer o centro histórico. Como começou a chover muito, ficamos apenas no Museu do Templo Mayor, e decidi conhecer o resto do Zócalo no dia seguinte. O Templo Mayor é um passeio bem legal. O preço não é salgado e é interessante saber que o centro da CDMX já foi cercado pelo povo mexica, com pirâmides e um centro político e cultural bem diferente do pós colombiano. O museu destaca ainda o massacre espanhol dos povoados antigos e também tem uma maquete bem legal do que era o Zócalo antes da invasão espanhola. E claro, as ruínas em si. Ruínas do Templo Mayor Com a chuva, acabamos fazendo hora por lá até das umas 18h para ir direto para a Lucha Libre! E que passeio sensacional! São dois lugares que ocorrem as luchas libres na CDMX: Arena Coliseo e Arena México. Fomos na Arena México, por estar relativamente perto de Roma Norte. Compramos os ingressos umas 18h30, e a luta começava às 20h. O evento em si é bem bacana. Claramente, tudo é muito bem encenado, as lutas não são verdadeiras, mas você se diverte demais! E o mais engraçado são que, mesmo com boa parte do público ser turista, há uma quantidade relevante de mexicanos que frequentam as lutas e torcem como se fossem de verdade! Gritam o nome e tudo. Achei maneiro! ¡Lucha libre! Depois da luta, casa e sono. Dia 5 - Quarta, 6/nov/19: Zócalo, Palácio Belas Artes, Palácio Nacional (só passar em frente), centro histórico e ida pra Puebla Como não tinha conseguido visitar direito o Zócalo no dia anterior por conta da chuva intensa, acabei por voltar de manhã para o centro para conhecer. O centro em si, pra quem também é de São Paulo, se assemelha muito à região da Praça da Sé. Primeiro por ser muito bonito (quem não teve a chance de passar pelo menos um dia no centro de SP, faça-o! É bem legal!). Segundo porque, assim como SP, não é o principal ponto turístico da cidade. Aqui em SP, por exemplo, podemos colocar Av Paulista, MASP e Ibirapuera na frente da Praça da Sé e ainda, tenho certeza que você pensaria duas vezes em recomendar o centro de SP para um gringo ir sozinho por conta da violência. Lá na CDMX é a mesma coisa! Em todos os sentidos. Há muitos moradores de rua como em SP (aliás, a Cidade do México se assemelha a São Paulo de uma forma inacreditável! Por isso que gostei tanto hehe). Tem até uma rua que o povo fica com aquelas plaquinhas de "compro/vendo ouro", que nem na Sé! Primeiro fiquei passeando pela praça em si. Como era pós Dia de Muertos, a praça estava toda decorada de flores, para o Festival de las Flores, logo depois do Dia de Muertos. Estava muito bonito. A praça é enorme, e você passa um tempo só se impressionando com a imensidão do negócio. Minha dica é primeiro visitar o Palácio Nacional, que fica lá na praça, a Catedral Metropolitana, que também é muito legal e depois ir andando até o Palácio Belas Artes, uma caminhada de uns 20 minutos com calma. Infelizmente no dia que eu fui estava tendo um evento diplomático no Palácio Nacional, o que significou que não pude entrar no Palácio em si, só apreciar do lado de fora. Então acabei fazendo o caminho até o Palácio Belas Artes, que também é belíssimo. Lá dentro não tem muita coisa o que fazer, mas só a caminhada vale a pena Zócalo todo enfeitado para o Festival das Flores Festival de las Flores Catedral Metropolitana Palacio Bellas Artes Um dos motivos que tinha deixado o Zócalo por último era que estava pensando em comprar souvenirs por lá antes de ir pra Puebla. Aí que descobri uma coisa muito importante, e aí vai a dica pra vocês: como SP, no centro não há souvenirs. Então pensei: "onde em SP compraria souvenirs? Reposta: Avenida Paulista!". E foi tiro e queda: peguei um metrô e voltei pra Paseo de la Reforma uma última vez e tá lá: cheio de souvenirs para vender nas calçadas. Aproveite essa dica preciosa e não espere souvenirs no centro histórico! Depois, voltei a pé para Roma Norte para almoçar e pegar minhas coisas para partir para Puebla, o grande motivo da viagem (que era a trabalho hehe). E aí uma das boas surpresas e histórias da viagem. Parei num restaurante chamado Eno, em Roma Norte. Um restaurante sensacional, em que pedi um prato que vinha umas fatias de abacate, arroz, um pollo e frijoles. Mas a melhor coisa não foi a comida. De frente pra mim, na mesa da frente, tinha uma garota tomando um café. Ela percebeu que eu tava me deliciando com o prato, tirando umas fotos e panz, e perguntou o que eu estava comendo. Respondi que estava comendo frijoles com avocado e pollo, então ela virou e falou, em espanhol: "legal...posso experimentar?". E não deu outra, ela pegou umas garfadas e adorou o prato também! Depois ainda me ofereceu metade do pan de muertos que ela estava comendo pra mim..e claramente eu aceitei! Hehe. Ficamos uns 15min trocando ideia e descobri que ela era uma mexicana que vivia na California nos últimos 20 anos, tinha saído com 8 anos do México. E não só isso, mas aquele dia era o primeiro dia dela no México depois de 20 anos!! Histórias que só viajando a gente consegue escutar Infelizmente tinha horário de ônibus para Puebla e acabei saindo, mas esse episódio reflete muito do que o México e, especialmente os mexicanos são: alegres, simpáticos e que não se assustam em abordar um estranho pra dividir um prato ou trocar uma ideia! Algo muuuuito semelhante com nós brasileiros. Quem nunca trocou ideia com estranhos em algum bar e acabou tendo um ótimo papo também? Um dos grandes momentos da viagem! 😜 Almuerzo incrível que encantou até a moça da mesa da frente Aliás, essa cerveja é do baralho: Bocanegra. Não deixem te procurá-la! Depois, busão para Puebla, chegando de noite e dando check-in no hotel. Dia 6 - Quinta, 7/nov/19: Primeiro dia de congresso e centro de Puebla de noite. Durante o dia foi o primeiro dia da conferência que me levou até o México, então nada demais em termos turísticos. De noite, fomos para o centro de Puebla para conhecer o Zócalo de lá e também jantar, junto com outros congressistas. O centrinho de Puebla é bem legal! Me lembrou muito Ouro Preto-MG. Como em muitos pontos do México, há Wi-Fi grátis nas ruas, o centro era iluminado, com um coreto e muitos bancos e a praça cheia! Coisa de cidade do interior, literalmente! Paramos num restaurante nos arredores da praça que se chama Vittorio's, que serve tanto comida poblana como comida italiana (??) hehe. E acabamos pedindo a prata da casa, o prato mais típico de Puebla, o Mole Poblano. Um prato delicioso, porém bem forte. Aliás, toda comida do México é forte, em termos intestinais. Ia muito mais vezes no banheiro do que aqui no Brasil. É muito tempero! E o mole poblano não foge disso: um peito de frango com arroz coberto por um molho marrom fortíssimo e saboroso! Mas senti ele durante toda a madrugada hehe, if you know what I mean. Enfim, nada que um mezcal no fim da refeição não ajude na digestão! Valeu muito a pena! Zócalo de Puebla Praça no Zócalo de Puebla Dia 7 - Sexta, 8/nov/19: Segundo dia de congresso e el mágico pueblo de Cholula! Esse talvez tenha sido um dos grandes dias da viagem. Primeiro porque no congresso em si eu não iria apresentar e também não havia muitos tópicos do meu interesse, o que me deu uma manhã livre. Acabei indo para o que os poblanos chamam de "El mágico pueblo de Cholula". Cholula é uma cidadezinha (ou duas cidades, porque são dois povoados) a menos de 10km de Puebla. Se Puebla é Ouro Preto, Cholula é Tiradentes, Brumadinho...cidades menores ainda, mas igualmente históricas! Caso queira saber mais sobre Cholula, recomendo esse link aqui: https://quasenomade.com/uma-visita-ao-pueblo-magico-de-cholula/ Cholula foi o que mais me encantou no México. Para começar porque a maioria dos turistas são mexicanos. Acho que os únicos gringos que vi lá era eu e os colegas congressistas que trouxe a noite pra lá! Depois, porque a cidade é toda arquitetada como uma cidade do interior. Há uma praça? Sim! Tem coreto? Sim! Tem igreja ao redor da praça? Sim, muitas delas! Aliás, Cholula é conhecida como a mais espanhola das cidades mexicanas justamente por ter muita, mas muita igreja. E elas são bem charmosas! Tem bares? Sim! Tem vida noturna? Sim! Tem história? Muita! É totalmente encantador. Vamos em partes. A primeira grande coisa que se vê quando se chega em Cholula é uma colina enorme com uma igreja construída lá em cima. O que você vai descobrir é que, essa colina na verdade é uma pirâmide pré-colombiana construída pelo povo que vivia na região antes dos espanhóis chegarem! O que dizem é que os espanhóis não sabiam disso e, quando chegaram, viram apenas uma colina e resolveram construir uma igreja lá em cima. Seria realmente uma coincidência ou uma forma explícita de varrer a cultura pré colombiana? Aposto na segunda opção O que importa é que a partir do Séc XX os mexicanos começaram a escavar a colina e descobriram que, em termos de base, a pirâmide que tem lá era a maior do México, maior ainda que Teotihuácan! Incrível! Há inclusive um túnel que você demora 15min pra atravessar que dá no Sítio Arqueológico. É muito legal mesmo! Paróquia Nsa Sra dos Remédios, no topo da colina, que na verdade, era a maior pirâmide do México Subida para a Paróquia Nossa Sra dos Remédios, em cima da colina de Cholula Vista de Cholula lá de cima da colina! Reparem no vulcão Popocatépetl soltando fumacinha. 2 semanas depois, ele entraria em erupção! Túnel para as ruínas das pirâmides! Ruínas do que foi a maior pirâmide, em termos de base, do México, em Cholula. Mas a cidade não se resume só à pirâmide! Para começar, mais um exemplo da ótima hospitalidade dos mexicanos, em especial do pueblo de Cholula. Chegando lá, fui no centro turístico do povoado. Lá, uma moça, chamada Veronica, me atendeu e me explicou em 15min TUDO o que tinha que ver na cidade. Me deu um guia inclusive do que comer e o que fazer durante um dia inteiro lá. Ela adorou o fato de eu ser brasileiro, já que eles não recebem muitos gringos por lá! E ainda me convidou para assinar um livrinho da cidade com meu nome e pra eu escrever umas palavras lá! Muito fofinha! Mas o mais legal que ela me disse foi: naquele exato dia era aniversário da cidade, e ia rolar um evento pirotécnico ali do lado a partir das 18h. Com certeza iria! De manhã ainda deu tempo de subir na colina em si e conhecer a igreja lá de cima. Mas o show a parte é a vista panorâmica lá de cima da cidade de Cholula e de Puebla com uma visão privilegiada do vulcão Popocatépetl, que fica nos arredores de Puebla. E aqui vai mais uma dica: suba na igreja pela manhã, quando as nuvens ainda não bloqueiam a visão para o vulcão. No fim da tarde as nuvens bloqueiam o vulcão, e você perde toda a vista. Como Cholula era relativamente perto da universidade que estava sediando o congresso e tinha coisa para fazer a tarde por lá, acabei voltando para assistir a alguns seminários pela tarde na conferência, mas já tinha colocado na minha cabeça que tinha que voltar para Cholula a noite. Estava apaixonado pelo pueblo. Ele realmente é mágico! A noite, voltei e levei dois colegas do congresso para lá também. E fomos direto nos posicionar em cima da colina para ver as celebrações de aniversário do povoado, como a Veronica tinha recomendado! E que coisa irresponsável! Eles colocaram umas estruturas de metal, uns 6 pilares em que se acendia um pavio que fazia um show pirotécnico da base até o topo. E tudo isso com um monte de gente no chão assistindo, sem uma margem de segurança. Para vocês terem uma ideia, uma das estruturas explodiu, o que fez um esqueleto de metal subir muitos, mas muitos metros pro alto e cair na colina. Ainda bem que não atingiu ninguém, mas foi por um triz. Mas é isso, nada simboliza mais o México do que isso: dedo no cu e gritaria! Haha. Apesar de perigoso, foi sensacional! Experiência única. Pra quem dúvida do perigo que foi isso, se liguem: Haha, loucura, não? Depois da pirotecnia, fomos ao centrinho, tiramos umas fotos das igrejas de noite e paramos um bar por lá de cerveja artesanal. E mais uma vez, uma das grandes histórias da viagem: os garçons e garçonetes estavam tão abismados que éramos gringos visitando Cholula que, de 5 em 5 minutos vinham na nossa mesa perguntar se estava tudo certo, tudo bem com a bebida, com a comida, etc...Gostaram tanto da gente que nos deram um vale chopp para uma próxima vez! Guardei de recordação haha. Um pouco do charme del mágico pueblo de Cholula e suas muitas igrejas Praça de Cholula! Depois de umas cervejas e ótimo papo, voltamos pro hotel que ainda faltava mais 1 dia de congresso. E também o último dia de viagem. E sabia que minha história com Cholula ainda não tinha acabado... Dia 8 - Sábado, dia 9/nov/19: Último dia de congresso, teleférico e bar em Puebla e...Cholula novamente! Sábado durante a manhã e até o fim da tarde foi de congresso. A parte turística começou lá pelas 17h. Fim de conferência, partimos para a Zona Histórica de Los Fuertes. Vamos à contextualização: Puebla foi a cidade que abrigou a Grande Batalha de Puebla contra os franceses em 5 de maio de 1862, durante a segunda intervenção francesa no México por Napoleão III. Depois os franceses acabaram entrando no ano seguinte, mas o México foi defendido com sucesso numa batalha época realizada em Puebla, no dia 5 de maio de 1862. E isso é orgulho dos mexicanos, que comemoram o 5 de Mayo todos os anos como feriado nacional. Foi um dos grandes momentos que moldaram a identidade mexicana e é um dos principais feriados do país. Pois bem, a tal Grande Batalha aconteceu em Puebla e a Zona de los Fuertes têm os fortes remanescentes da guerra, muito bonito! A área de visitação é um parque, numa zona alta da cidade, de onde se dá pra ter uma vista panorâmica da cidade, além de ter um teleférico que leva até o centro da cidade. Vista panorâmica de Puebla a partir da Zona de los Fuertes. Um privilégio ver o pôr-do-sol de lá Nesse dia, encontrei a minha irmã, que estava comigo antes no CDMX e que tinha passado uns dias em Cancún enquanto eu estava trabalhando. E o melhor, era o aniversário dela! Nos encontramos lá em cima e descemos no teleférico de noite, com uma vista fenomenal da cidade e com uma guia explicando todos os pontos de Puebla lá de cima! É muito legal e bem barato, recomendo total fazer esse trecho de teleférico! Chegando no centro de Puebla, para comemorar o aniversário da Thais, minha irmã, escolhemos o bar chamado San Pedrito Licorería. É um bar animal, com música boa e ótimas cervejas e mezcais. Ficamos um tempo lá até nos direcionar advinha para onde? Sim! Cholula novamente! Pegamos um Uber para Cholula para exatamente o mesmo bar, San Pedrito, mas com filial em Cholula. O porquê? Como minha irmã tinha acabado de chegar na cidade, queria que ela se encantasse um pouco com a magia que é el mágico pueblo de Cholula E foi sensacional! Noite bem animada, com direito à placa no bar com alerta do quê se deve fazer em caso de terremoto haha (segue foto). E não é que 1 semana depois que eu voltei pra SP, o vulcão de Puebla não entrou em erupção? Os avisos são reais! Dia 9 - Domingo, dia 10/nov/19: Volta, com voo às 16h40 na CDMX e chegada às 6h da manhã do dia 11/nov em GRU. Nada demais, só a volta ;( 4. Conclusão Essa foi a nossa viagem pro México! Conhecemos pouco, mas do que conhecemos, conseguimos ir bastante à fundo! Desde CDMX até Puebla e a magia de Cholula O grande aprendizado dessa viagem é algo que tenho sentido em todos os países latino-americanos que tenho visitado: como a nossa identidade cultural é forte. O México é parecido com o Brasil em muitos detalhes. E nesse sentido, SP se assemelha muito com a CDMX. Posso dizer que temos inclusive os mesmos problemas: trânsito, desorganização, burocracia, desigualdade...etc, porém os pontos positivos são tão bons quanto! A gente é alegre, gosta de falar alto, conversar, somos receptivos com gringos, tratamos bem o visitante, gostamos de música e estamos a todo momento valorizando a nossa cultura latino-americana, algo que o México não me decepcionou. A comida, os sons, as paisagens, todas foram espetaculares, o que me faz ter com certeza a mais profunda vontade de voltar e conhecer mais desse país incrível Caso tenham alguma dúvida, não hesitem em responder aqui no Fórum ou mandar um e-mail! Até! ¡Viva a Latinoamerica, viva el México!
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